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GERAL => O que é o espiritismo => Lei de Causa e Efeito => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 24 de Julho de 2018, 18:23

Título: Obsessões Espirituais
Enviado por: dOM JORGE em 24 de Julho de 2018, 18:23
                                                               VIVA JESUS!





             Boa-tarde! queridos irmãos.




                    Obsessões Espirituais



             
A obsessão é comum na nossa Humanidade, condição existente devido a imperfeição espiritual que caracteriza a maioria dos habitantes do mundo em que vivemos. É conceituada pelo Espiritismo como “[…] o domínio que alguns Espíritos exercem sobre certas pessoas. É praticada unicamente pelos Espíritos inferiores, que procuram dominar, pois os Espíritos bons não impõem nenhum constrangimento. […].”1

A propósito, Allan Kardec afirma, em A Gênese:

Os Espíritos maus pululam em torno da Terra, em consequência da inferioridade moral de seus habitantes. A ação maléfica desses Espíritos faz parte dos flagelos que a Humanidade se debate neste mundo. A obsessão, que é um efeito dessa ação, como as doenças e todas as atribulações da vida, deve, pois, ser considerada como provação ou expiação e aceita como tal.2

Ainda que no momento estejamos passando por um período de transição planetária, no qual já se percebe fortes sinais indicativos de mudanças evolutivas na humanidade terráquea, cujo planeta caminha para o estado de regeneração, a Terra ainda é categorizada como mundo de expiação e provas, visto que o mal predomina.

Neste sentido, a obsessão está caracterizada como epidemia antiga, ocorrendo desde os tempos imemoriais, que alcança milhares e milhares de pessoas em todas as partes da Terra. É uma enfermidade que, para ser erradicada, necessita da melhoria humana, especialmente a de cunho moral. O ser humano moralizado ou que se empenha em se transformar em pessoa de bem, neutraliza naturalmente as investidas dos Espíritos maus.

Simples influências espirituais podem conduzir a processos obsessivos graves, transformando-se em enfermidades de longo curso, e, conforme a intensidade em que se manifestam, podem ser de difícil resolução dentro dos espaço-tempo de uma reencarnação. Conforme o caso, pode extrapolar mais de uma reencarnação.
No painel das obsessões, à medida que se agrava o quadro da interferência, a vontade do hospedeiro perde os contatos de comando pessoal, na razão direta em que o invasor assume a governança. A […] subjugação pode ser física, psíquica e simultaneamente fisiopsíquica.
A primeira, não implica na perda da lucidez intelectual, porquanto a ação dá-se diretamente sobre os centros motores, obrigando o indivíduo, não obstante se negue à obediência, a ceder à violência que o oprime. […] No segundo caso, o paciente vai [sendo] dominado mentalmente, tombando em estado de passividade, não raro sob tortura emocional, chegando a perder por completo a lucidez […]. Por fim, assenhoreia-se, simultaneamente, dos centros do comando motor e domina fisicamente a vítima, que lhe fica inerte, subjugada, cometendo atrocidades sem nome.3

Por outro lado, é importante considerar que, além das obsessões provocadas por obsessores, propriamente ditos, existem as manifestações da auto obsessão. Silas, o orientador espiritual, em colóquio com o Espírito André Luiz pontua: “Todos os crimes e todas as falhas da criatura humana se revelariam algum dia, em algum lugar.”4 Acrescentando, à guisa de explicação: “[…] A criação de Deus é gloriosa luz. Qualquer sombra de nossa consciência jaz impressa em nossa vida até que a mácula seja lavada por nós mesmos, com o suor do trabalho ou com o pranto da expiação.” 5

Os relatos de obsessões severas (vulgarmente denominadas de ”loucuras”), representam casos do domínio intenso e permanente de um ou mais Espíritos, os quais se empenham em conduzir o indivíduo a um estado ruptura mental. Os remorsos provocados por atos cometidos no passado, em outras reencarnações, podem até estar amortizados pelo esquecimento, mas jamais serão deletados da memória integral do Espírito. Nestas condições, é suficiente, às vezes, que um acontecimento comum ─ perda afetiva ou material, por exemplo ─ libere lembranças dolorosas que podem conduzir a pessoa a um estado de desestruturação mental, considerado repentino por que, entre outros fatores, não está subordinado a doenças pré-existentes, enfermidades infecciosas ou
traumatismos crânio-encefálicos.

Cientes desses fatos, Bezerra de Menezes aconselha sermos mais cuidadosos na forma de como conduzimos a nossa existência, procurando agir sempre no bem, por maiores sejam os desafios:

O fato, pois, da influência dos Espíritos sobre os viventes, é o mesmo da que estes exercem, uns sobre os outros.
Tal influência apresenta diversos graus: vai de simples insinuação à dominação completa da vontade.
O uso que fazemos do nosso livre arbítrio, na repulsão daquela causa perturbadora, pode ser eficaz ou inútil, conforme a natureza dos nossos sentimentos. Se forem bons, a nossa resistência rechaçará todos os ataques do inimigo. Se forem maus, serão ventos a auxiliarem as correntes do inimigo.
Cada um de nós forma sua atmosfera moral, dentro da qual somente podem penetrar Espíritos da nossa natureza, que são os únicos que a podem respirar, se nos permitem a expressão.
Assim, os que modela suas ações, seus pensamentos e seus sentimentos, pelas normas do dever e do bem, não podem chegar senão Espíritos adiantados, jamais maléficos. 6

Referências Bibliográficas

1. KARDEC, Allan. O livro dos médiuns. Trad Evandro Noleto Bezerra. 2 ed. 1 imp. Brasília: FEB, 2013. Cap. XXIII, item 237, p. 259.
2. A gênese. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2 ed. 1 imp. Brasília: FEB, 2013. Cap.XIV, item 45, p. 258.
3. FRANCO, Divaldo P. Nas fronteiras da loucura. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. Salvador [BA]: Alvorada, 1982. Item: Análise das obsessões, p. 15-16.
4. XAVIER, Francisco Cândido. Ação e Reação. Pelo Espírito André Luiz. 30 ed. 2 imp. Brasília: FEB, 2013. Cap. 4, p. 52.
5. ______. p. 52-53.
6. MENEZES, Bezerra. A loucura sob novo prisma. 14 ed. Revisada. Rio de Janeiro: FEB, 2009. Cap. III, p. 154.

Marta Antunes de Moura








                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!         
Título: Re: Obsessões Espirituais
Enviado por: dOM JORGE em 28 de Julho de 2018, 10:15
                                                              VIVA JESUS!





                   Bom-dia! queridos irmãos.





                  Obsessão e Evangelho




               A quem diga que o Espiritismo cria obsessões na atualidade do mundo, respondamos com os próprios Evangelhos.

Nos versículos 33 a 35, do capítulo 4, no Evangelho de Lucas, assinalamos o homem que se achava no santuário, possuído por um Espírito infeliz, a gritar para Jesus, tão logo lhe marcou a presença: “que temos nós contigo?”. E o Mestre, após repreendê-lo, conseguiu retirá-lo, restaurando o equilíbrio do companheiro que lhe sofria o assédio.

Temos aí a obsessão direta.

Nos versículos 2 a 13, do capítulo 5, no Evangelho de Marcos, encontramos o auxílio seguro prestado pelo Cristo ao pobre gadareno, tão intimamente manobrado por entidades cruéis, e que mais se assemelhava a um animal feroz, refugiado nos sepulcros.

Temos aí a obsessão, seguida de possessão e vampirismo.

Nos versículos 32 a 33, do Capítulo 9, no Evangelho de Mateus, lemos a notícia de que o povo trouxe ao Divino Benfeitor um homem mudo, sob o controle de um Espírito em profunda perturbação, e, afastado o hóspede estranho pela bondade do Senhor, o enfermo foi imediatamente reconduzido à fala. Temos aí a obsessão complexa, atingindo alma e corpo.

No versículo 2, do capítulo 13, no Evangelho de João, anotamos a palavra positiva do apóstolo, asseverando que um Espírito perverso havia colocado no sentimento de Judas a idéia de negação do apostolado.

Temos aí a obsessão indireta, em que a vítima padece influência aviltante, sem perder a própria responsabilidade.

Nos versículos 5 a 7, do capítulo 8, nos Atos dos Apóstolos, informamo-nos de que Filipe, transmitindo a mensagem do Cristo, entre os samaritanos, conseguiu que muitos coxos e paralíticos se curassem, de pronto, com o simples afastamento dos Espíritos inferiores que os molestavam.

Temos aí a obsessão coletiva, gerando moléstias-fantasmas.

E, de ponta a ponta, vemos que o Novo Testamento trata o problema da obsessão com o mesmo interesse humanitário da Doutrina Espírita.

Não nos detenhamos, diante dos críticos contumazes.

Estendamos o serviço de socorro aos processos obsessivos de qualquer procedência, porque os princípios de Allan Kardec revivem os ensinamentos de Jesus, na antiga batalha da luz contra a sombra e do bem contra o mal.

Emmanuel









                                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!



              Bom-dia! queridos irmãos.




                      Obsessão e Evangelho
Título: Re: Obsessões Espirituais
Enviado por: dOM JORGE em 16 de Outubro de 2018, 09:29
                                                              VIVA JESUS!





              Bom-dia! queridos irmãos.




                     Obsessores e Tentação




               Ao contato das idéias renovadoras que te bafejam, afirmas-te na disposição de estudar e servir, com vistas à sublimação que demandas.

Muita vez, porém, te lamentas contra obsessores e tentações, imputando a eles fracassos e desencantos que te assoberbam. Uns e outros, contudo, são frutos de tua sementeira ou circunstâncias forjadas por teu próprio comportamento.

Partindo do princípio de que somos mais ou menos indiferentes a todos aqueles que não conhecemos, apenas experimentamos atração ou aversão por aqueles espíritos com os quais já convivemos nas existências passadas.

Diante, pois, de nossos desafetos, convém profundo auto-exame, para verificarmos até que ponto seremos nós e eles os perseguidores e os perseguidos.

Por outro lado, ser-nos-á lícito classificar por seduções das trevas os impulsos inferiores que não cogitamos de arrancar ao âmago de nós mesmos?

Achamo-nos entre obsessores e tentações à maneira de alunos entre colegas e percalços da escola.

A ordem – confraternização e aprendizado.

A palavra é agente de auxílio no entendimento com os irmãos que ainda não se afinam conosco, mas, o exemplo é a força que nos arrasta à desejada harmonização.

A prece ser-nos-á socorro contra o império das sugestões deprimentes, todavia, ninguém extirpará tendências infelizes sem esforço máximo de auto-corrigenda.

Não alegues a carga de influências destrutivas como sendo motivo a desânimo e frustração.

Nunca olvidar que somente a luz vence a sombra, tanto quanto só o bem vence o mal.

Emmanuel
* Do livro: No Portal da Luz, Médium: Francisco Cândido Xavier









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Obsessões Espirituais
Enviado por: dOM JORGE em 22 de Março de 2019, 08:01
                                                               VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                   
Vacina contra a Obsessão



Finalmente Jerônimo encontrou seu velho inimigo, Fabrício, depois de décadas de procura, e agora iria se vingar do mal que ele causara, em vida anterior.
Lembrava-se muito bem dos longos anos que passara na prisão, determinada por Fabrício, ao decretar a longa pena, oriunda de processo criminal.
De nada adiantaram os esclarecimentos prestados pelos mentores espirituais que o acolheram, depois da sua morte, e lhe asseguraram que, como juiz de direito, aquele que considerava seu desafeto tão somente cumprira seu dever jurídico.
Em seu peito, havia apenas a sinistra intenção de desforra, que lhe carreava fortes sentimentos negativos. Durante o tempo de procura, arquitetara detalhadamente o plano de vingança contra o oponente que o havia prejudicado e, sob o seu ponto de vista, provocado seu óbito, depois de longa doença contraída no cárcere.
Entre a teoria e a prática, no entanto, Jerônimo esbarrou em alguns obstáculos. O envolvimento do rival, tão bem planejado, não se mostrou tão fácil quanto esperava.
Deparou-se com um opositor expansivo, otimista, descontraído, honesto e trabalhador. Mais do que isso, por mais que procurasse, não encontrava qualquer brecha moral por onde pudesse se insinuar e perpetrar seus mórbidos planos.
O mais estranho é que Fabrício não apresentava qualquer sinal de remorso, característica de quem carrega vasto complexo de culpa. Seu corpo espiritual, inexplicavelmente, encontrava-se em apreciável condição de equilíbrio, sem sinais do mal que se instala nos recessos do espírito de quem o concretiza.
— Será que os iluminados tinham razão e Fabrício era inocente? — articulava Jerônimo em seus pensamentos. Impossível, ele haverá de pagar por tudo o que me fez!
A alma de Fabrício, todavia, parecia uma armadura indevassável. Era modelo de virtude e de alegria, cumpridor de seus deveres profissionais, marido atencioso e pai extremado.
Resignado, o velho vingador já estava quase desistindo da empreitada maligna, quando aconteceu o desastre: um flagelo destruidor, de largas proporções, com grande número de vítimas.
Os telejornais não falaram de outra coisa por noites seguidas. As manchetes jornalísticas ocuparam os espaços mais nobres. Os comentários das pessoas somente giraram em torno das dores, das mortes e dos sofredores. O desastre ecológico era noticiário em várias partes do mundo e as pessoas foram cedendo ao bombardeio das sombras, da angústia e da tristeza. E Fabrício contraiu o vírus da amargura.
Levado pela enxurrada da tormenta provocada por inúmeras pessoas lacrimosas e desavisadas, Fabrício acusou o golpe e adquiriu, da noite para o dia, a fragilidade emocional que caracteriza os incautos e invigilantes. Um prato cheio para o obsessor que o aguardava, pacientemente, para lhe incutir suas sugestões macabras.
O fiel trabalhador, que agora era um trapo velho em pessoa, tornou-se extremamente vulnerável aos ataques de Jerônimo, que se preparava para desferir o golpe fatal, com a profundidade desejada.
Foi nessas condições que Fabrício adentrou os portais de sua residência, cabisbaixo, triste, negativo e choroso. E então aconteceu o milagre. Esperava-o a amiga e esposa Márcia, mãe dedicada, com o evangelho na mão, para, ao lado de seus filhinhos, realizarem a oração semanal.
Jerônimo ainda esboçou alguma reação, tentando desfazer aquele círculo de luz que se formava no lar de Fabrício, mas era tarde demais. As nuvens escuras que haviam sido cuidadosamente arquitetadas pelo obsessor começaram a se desfazer, como por encanto.
E o pior aconteceu para Jerônimo: a oração inicial do evangelho no lar, proferida por doce criança de apenas sete aninhos, era dirigida aos sofredores da tragédia acontecida e para os infelizes desencarnados. Aquela família estava orando por ele!
Agora fora a vez de Jerônimo acusar o golpe. Mas, diferentemente de seu ataque, era um golpe de luz, de que se utilizaram os protetores daquele abençoado lar para envolvê-lo e, finalmente, fazê-lo entender que sua luta era injusta.
Estranhamente, Jerônimo não se apressou em dali fugir, ao sentir as cálidas vibrações que o envolviam e o faziam sentir-se, depois de muitos anos, pela primeira vez, em paz.
A lição da noite falou do combate à tristeza, aos pensamentos negativos e da incessante luta contra as raízes da amargura do coração. E foi assim, nesse diapasão de harmonia, que Jerônimo se deixou conduzir pelas iluminadas entidades ali presentes, rumo a um novo destino que ali se iniciava.
Fiquemos com Neio Lúcio:
A projeção destrutiva do ódio morrera, afinal, ali, dentro do lar humilde, diante da força infalível e sublime do amor.


           Sidney Fernandes









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Obsessões Espirituais
Enviado por: dOM JORGE em 25 de Abril de 2019, 20:15
                                                              VIVA JESUS!




              Boa-tarde! queridos irmãos.




                    Sobre a Liberdade e a Obsessão




              Em se tratando de obsessão e liberdade sempre haverá o que reavaliar.

O livro Roteiro, ditado por Emmanuel ao grande médium Francisco Cândido Xavier, traz lições altamente esclarecedoras a respeito do intercâmbio mental entre as criaturas humanas, estejam elas encarnadas ou desencarnadas.

No capítulo vinte e cinco da referida obra, intitulado “Ante a vida Mental”, entre outras coisas, encontramos:

“A mente é manancial vivo de energias criadoras.

O pensamento é substância, coisa mensurável.

Encarnados e desencarnados povoam o Planeta, na condição de habitantes dum imenso palácio de vários andares, em posições diversas, produzindo pensamentos múltiplos que se combinam, que se repelem ou que se neutralizam.

Correspondem-se as ideias, segundo o tipo em que se expressam, projetando raios de força que alimentam ou deprimem, sublimam ou arruínam, integram ou desintegram, arrojados sutilmente do campo das causas para a região dos efeitos.

Quem mais pensa, dando corpo ao que idealiza, mais apto se faz à recepção das correntes mentais invisíveis, nas obras do bem ou do mal.

E, em razão dessa lei que preside à vida cósmica, quantos se adaptarem, ao reto pensamento e à ação enobrecedora, se fazem preciosos canais da energia divina, que, em efusão constante, banha a Humanidade em todos os ângulos do Globo, buscando as almas evoluídas e dedicadas ao serviço de santificação, convertendo-as em médiuns ou instrumentos vivos de sua exteriorização, para benefício das criaturas e erguimento da Terra ao concerto dos mundos de alegria celestial.”

E no capítulo seguinte, o de número vinte e seis, intitulado “Afinidade”, esclarece o Grande Benfeitor como que a complementar o acima transcrito:

“O homem permanece envolto em largo oceano de pensamentos, nutrindo-se de substância mental, em grande proporção.

Toda criatura absorve, sem perceber, a influência alheia nos recursos imponderáveis que lhe equilibram a existência. Em forma de impulsos e estímulos, a alma recolhe, nos pensamentos que atrai, as forças de sustentação que lhe garantem as tarefas no lugar em que se coloca.

De modo imperceptível, “ingerimos pensamentos”, a cada instante, projetando, em torno de nossa individualidade, as forças que acalentamos em nós mesmos.

Por isso, quem não se habilite a conhecimentos mais altos, quem não exercite a vontade para sobrepor-se às circunstâncias de ordem inferior, padecerá, invariavelmente, a imposição do meio em que se localiza.

Se nos confiamos às impressões alheias de enfermidade e amargura, apressadamente se nos altera o “tônus mental”, inclinando-nos à franca receptividade de moléstias indefiníveis.

Se nos devotamos ao convívio com pessoas operosas e dinâmicas, encontramos valioso sustentáculo aos nossos propósitos de trabalho e realização.

Falamos sempre ou sempre agimos pelo grupo de espíritos a que nos ligamos.

Somos obsidiados por amigos desencarnados ou não e auxiliados por benfeitores, em qualquer plano da vida, de conformidade com a nossa condição mental.

Daí o imperativo de nossa constante renovação para o bem infinito.

Trabalhar incessantemente é dever.

Servir é elevar-se.

Aprender é conquistar novos horizontes.

Amar é engrandecer-se.

Trabalhando e servindo, aprendendo e amando, a nossa vida íntima se ilumina e se aperfeiçoa, entrando gradativamente em contato com os grandes gênios da imortalidade gloriosa.”

Estas informações são claríssimas, e seria de muito valor revisarmos os referidos capítulos integralmente, quando não o livro todo, para que possamos entender, definitivamente, que os processos obsessivos, ou a experiência da liberdade espiritual, começam em nosso próprio mundo mental, e consequentemente nas ações que perpetramos, porque estas sempre serão construções assentadas sobre o alicerce chamado pensamento.


Antônio Carlos Navarro









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!