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GERAL => O que é o espiritismo => Lei de Causa e Efeito => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 19 de Março de 2017, 07:43

Título: Como o Espiritsmo explica as catástrofes?
Enviado por: dOM JORGE em 19 de Março de 2017, 07:43
                                                               VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.



                      Como o Espiritismo explica as catástrofes?



                Um dos argumentos mais usados por descrentes da doutrina espírita e cristã para "desmoralizar" o amor fraterno e infinito de Deus é citar ele como culpado das catástrofes naturais ou acidentais. Então, como o Espiritismo consegue explicar esses acontecimentos (como o que aconteceu em São Francisco de Paula, na Serra gaúcha)?

No Livro dos Espíritos, Kardec indaga sobre as mesmas questões com os espíritos que o ajudaram a codificar a Doutrina.

737. Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?

“Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são frequentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.”

740. Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, por porem-no a braços com as mais aflitivas necessidades?

“Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo.”

No blog "Guardas Municipais de Recife" achei um texto que se refere à catástrofe ocorrida no Haiti em Janeiro de 2010, mas que pode ser lido por quem procura respostas para o incidente no Japão pois possui o mesmo significado.

Para todos os fenômenos da vida humana, há sempre uma razão de ser. No dicionário Espírita, não deve constar a palavra “acaso”, ainda que as situações se nos afigurem insuportáveis. A tragédia do Haiti nos expõe, de maneira evidente, um episódio de resgate coletivo. Qual o significado dos milhares de seres que foram esmagados pelo terremoto? Catástrofe, cujas dimensões deixaram o mundo inteiro consternado? Para as tragédias coletivas, a Doutrina Espírita tem as explicações prováveis, considerando que, nos Estatutos de Deus, não há espaço para injustiça.

Segundo os Espíritos, “se há males nesta vida cuja causa primária é o homem, outros há, também, aos quais, pelo menos na aparência, ele é completamente estranho e que parecem atingi-lo como por fatalidade. Tal, por exemplo, os flagelos naturais.” (1) Pela reencarnação e pela destinação da Terra - como mundo expiatório - são compreensíveis as anomalias que o planeta apresenta quanto à distribuição da ventura e da desventura neste planeta. Aliás, anomalia só existe na aparência, quando considerada, tão-só, do ponto de vista da vida presente. “Aquele, pois, que muito sofre deve reconhecer que muito tinha a expiar e deve regozijar-se à ideia da sua próxima cura. Dele depende, pela resignação, tornar proveitoso o seu sofrimento e não lhe estragar o fruto com as suas impaciências, visto que, do contrário, terá de recomeçar.”

Em verdade, "as grandes provas são quase sempre um indício de um fim de sofrimento e de aperfeiçoamento do Espírito, desde que sejam aceitas por amor a Deus”.

Os flagelos destruidores ocorrem com o fim de fazer o homem avançar mais depressa. A destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que adquirem, em cada nova existência, um novo grau de perfeição. "Esses transtornos são, frequentemente, necessários para fazerem com que as coisas cheguem, mais prontamente, a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos.” Dessa maneira, esses flagelos destruidores têm utilidade do ponto de vista físico, malgrado os males que ocasionam, "pois eles modificam, algumas vezes, o estado de uma região; mas o bem, que deles resulta, só é, geralmente, sentido pelas gerações futuras.”

Antes de reencarnarmos, sob o peso de débitos coletivos, muitas vezes, somos informados, no além-túmulo, dos riscos a que estamos sujeitos, das formas pelas quais podemos quitar a dívida, porém, o fato, por si só, não é determinístico, até, porque, depende de circunstâncias várias em nossas vidas a sua consumação, uma vez que a Lei de causa e efeito admite flexibilidade, quando o amor rege a vida e "o amor cobre uma multidão de pecados.”

Aquele que se compraz na caminhada pelos atalhos do mal, a própria lei se incumbirá de trazê-lo de retorno às vias do bem. O passado, muitas vezes, determina o presente que, por sua vez, determina o futuro. "Quem com ferro fere, com ferro será ferido" - disse o Mestre. Porém, cabe a ressalva de que nem todo sofrimento é expiação. No item 9, Cap. V, de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec assinala: "Não se deve crer, entretanto, que todo sofrimento porque se passa neste mundo seja, necessariamente, o indício de uma determinada falta: trata-se, frequentemente, de simples provas escolhidas pelo Espírito para sua purificação, para acelerar o seu adiantamento."

 Jorge Hessen








                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!









                                                     
Título: Re: Como o Espiritsmo explica as catástrofes?
Enviado por: dOM JORGE em 22 de Janeiro de 2018, 14:50
                                                               VIVA JESUS!





             Boa-tarde! queridos irmãos.




                   Tragédias Coletivas




                    Constantemente a humanidade é surpreendida por tragédias coletivas. Desde os fenômenos sísmicos às guerras, aos acidentes de várias ordens, demonstrando a fragilidade do ser humano ante as forças da natureza e as suas próprias paixões, que, amiúde, somos convidados a reflexionar em torno da transitoriedade carnal e sobre a continuidade da vida em outra dimensão.

Há poucos dias, um desastre aéreo de lamentáveis consequências feriu dezenas de famílias, ceifando vidas juvenis em plena busca da felicidade. Desejamos referir-nos ao acidente que arrebatou 71 vidas, especialmente de chapecoenses, deixando aflições inomináveis em muitos familiares e amigos.

Os conceitos filosóficos do materialismo diante do infortúnio não conseguem acalmar as ansiedades e as dores dos sentimentos vitimados pelas ocorrências infelizes do cotidiano, provocando, não raro, revolta e desespero.

Algumas correntes religiosas despreparadas para o enfrentamento dos desafios afligentes que ferem a humanidade simplificam a maneira de os encarar, transferindo para a “vontade de Deus” todas as ocorrências nefastas, sem que, igualmente, com algumas exceções, logrem o conforto moral e a esperança nas suas vítimas.

Ao Espiritismo cabe a tarefa urgente de demonstrar que a criatura humana é autora do próprio destino através dos atos que realiza.

A Divindade estabelece leis morais que atuam nas existências, com a mesma severidade que aqueloutras que regem o Universo e são inalteradas.

Embora Deus seja amor, o dever e o equilíbrio são expressões desse incomparável amor pelas criaturas.

O sofrimento não é um ato punitivo da Divindade, mas uma resposta da Vida ao comportamento malsão de quem se permite
desrespeito aos supremos códigos.

Por intermédio da reencarnação o Espiritismo explica a lógica de acontecimentos tão funestos.

No caso em tópico, segundo a Imprensa, a Anac havia proibido a viagem programada, mas a fatalidade conseguiu uma maneira de atender ao determinismo cármico, mediante o aluguel de uma outra aeronave boliviana. Alguns sobreviventes e outros, que não puderam viajar por uma ou outra razão, foram poupados da terrível provação, por não fazerem parte do grupo comprometido com as Leis divinas.

Provavelmente essas vítimas resgataram antigo débito moral no seu processo evolutivo e foram reunidas para o ressarcimento coletivo, conforme a responsabilidade do conjunto em algum desmando anterior, de existência pregressa.

Hoje, no mundo espiritual, na condição de vítimas das circunstâncias de que não são responsáveis, encontram-se amparados por Espíritos nobres, que os auxiliarão a encontrar a plenitude. Aos seus familiares e amigos, apresentamos a nossa solidariedade.

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 1-12-2016.



Médium
Divaldo Franco









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Como o Espiritsmo explica as catástrofes?
Enviado por: dOM JORGE em 01 de Fevereiro de 2018, 17:32
                                                              VIVA JESUS!





              Boa-tarde! queridos irmãos.




                     Catástrofes naturais


Catástrofes que dizimaram centenas e milhares de pessoas têm assolado o planeta nestes últimos tempos e é comum ouvir que se trata do fim dos tempos. Reflitamos sob a ótica espírita.

Consta em O Livro dos Espíritos profunda pesquisa realizada por Allan Kardec sobre este tema, questões 737 e seguintes: os flagelos destruidores.

Allan Kardec ao discorrer na questão 741 esclarece quais seriam os flagelos estudados e os enumera da seguinte forma: “Entre os flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados em primeira linha a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais à produção da terra”. Notamos que a última enumeração abarca todas as hipóteses do que vem acontecendo atualmente, tais como tsunamis, terremotos e furacões. Portanto, estão aí elencados todos, todos os acontecimentos naturais cujas notícias nos assustam hoje em dia.

O insigne Codificador preocupado com o assunto perquire no Plano Maior qual a necessidade de tais acontecimentos, e como resposta obtém que são necessários para o adiantamento mais ligeiro.

Sob este aspecto podemos considerar sim, que se trata de uma indicação do período de transição por que passa a Terra. Sim, estamos sendo catapultados adiante. Tais fenômenos servem para impulsionar a humanidade à frente. Por exemplo: os cientistas estudam freneticamente para encontrar uma forma de se prever os furacões, e a cada período do ano em que as atividades climáticas favorecem, a humanidade consegue aumentar o tempo de previsão, salvando desta forma muitas vidas e até preservando patrimônio.

Mas devemos parar por aqui. As ilações sobre o fim dos tempos facilmente nos levam a pensar nas previsões do Médico Nostradamus, ou mesmo nas predições bíblicas do apocalipse do evangelista João. Não se trata disso. O grande número de mortes se deve, em primeiro lugar, ao acúmulo populacional em áreas sujeitas a estes fenômenos.

Por óbvio, sendo o contingente humano maior vivendo sob a sombra de um vulcão, por exemplo, no Vesúvio, na península Itálica, naturalmente serão maiores as baixas humanas, caso o mesmo volte à atividade. No ano de 79 de nossa era, estima-se que houve uma mortandade de 2.000 pessoas em Pompeia e Herculano. Hoje vivem cerca de 600.000 pessoas somente em Pompeia.

Para o Espírito é indiferente, quer a morte se dê nestas situações ou em decorrência de um acidente doméstico. Diz o Mestre de Lyon em comentário à questão e resposta número 738: “Quer a morte se verifique por um flagelo ou por uma causa ordinária, não se pode escapar a ela quando soa a hora da partida: a única diferença é que no primeiro caso parte um grande número ao mesmo tempo”.

Devemos ter muito cuidado para não sermos traídos pela falsa ideia de que o mundo vai acabar, na visão apocalíptica de Hollywood. Pois isso, o susto, o medo e o assombro nos impedem do mais comezinho ato Cristão quando nos deparamos com a notícia sensacionalista, qual seja dirigir preces aos que acabaram de deixar o exílio terrestre, regressando à pátria verdadeira, numa situação inesperada e abrupta, com sensível prejuízo ao período de perturbação.

Ora, ao invés de considerarmos o fim dos tempos, proponho fazermos as malas recheadas de tesouros que os ladrões não roubam, nem as traças corroem, pois a morte do corpo, isso, sim, é certo.


                        Silas Lourenço









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!