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GERAL => O que é o espiritismo => Lei de Causa e Efeito => Tópico iniciado por: Peregrino em 19 de Junho de 2007, 15:12

Título: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Peregrino em 19 de Junho de 2007, 15:12

olá  :)

Hoje, saiu esta noticia no Jornal "O Público", penso que é um tema interessante a debater à luz do espiritismo.
Não apenas pelo crivo da lei de causa e efeito, mas também através do crivo da finalidade desta: a lei de progresso e evolução moral e intelectual do Espírito eterno.
 
Deixo aqui, esperando um ínicio de debate.

Abraços fraternos

Pg. :)


Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
Um universo de 40 por cento de médicos oncologistas defende legalização da eutanásia

(por Margarida Gomes)


O primeiro grande estudo feito em Portugal sobre a eutanásia e o suicídio assistido mostra que 40 por cento dos médicos oncológicos que assistem doentes terminais é favorável à legalização desta forma antecipada de morte em doentes incuráveis, embora apenas 20 por cento admitam recorrer a essa prática, caso a eutanásia venha a ser legalizada.

O estudo, que é anónimo, evidencia também que dos 450 médicos que participaram no trabalho, 5 por cento já receberam pedidos para praticar suicídio assistido. Ao contrário da eutanásia, o papel do médico no suicídio assistido fica-se apenas pela prescrição do medicamento letal.

Realizado pelo Serviço de Bioética e Ética Médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, o estudo, divulgado hoje, foi desenvolvido em todos os hospitais e unidades de saúde que tratam doentes oncológicos de norte a sul do país e prolongou-se por quatro anos.


Presidente do Serviço de Bioética preocupado com os resultados

Em conferência de imprensa, na Ordem dos Médicos, Rui Nunes, presidente do Serviço de Bioética da Faculdade de Medicina, manifestou a sua preocupação pela percentagem de médicos que é favorável à eutanásia e ao suicídio assistido, o que, em sua opinião, reflecte "uma mudança na forma como estas questões fracturantes passaram a ser encaradas". "O resultado evidencia que há cerca de 40 por cento dos médicos oncológicos que antevêem legalizar a eutanásia em Portugal e isso é, naturalmente, um resultado preocupante, dado que a ética e a deontologia médicas tradicionalmente são contra esta prática no nosso país", declarou Rui Nunes.

Contrário à legalização da eutanásia, mas favorável à realização de um referendo, "precisamente por se tratar de uma questão fracturante", aquele professor observa que a legalização não é a solução. "A nosso ver a resposta não é legalizar a eutanásia é ver porque é que as pessoas pedem a eutanásia e tentar responder a isso", disse ao PÚBLICO Rui Nunes, sublinhando que é preciso reflectir por que é que "uma franja tão significativa da população médica é favorável à legalização da eutanásia".

"Francamente pensei que essa percentagem andasse pelos 10, 15, 20 por cento, chegar perto 40 por cento preocupa-me. Ou há uma mudança de opinião ou há aqui um grito de alerta para que as autoridades de saúde e as autoridades políticas e o legislador mudem", pondera ainda, insistindo no argumento de que "é preciso perceber como é que está a ser feita esta evolução, porque se nada se fizer, temo que estes 40 por cento sejam amanhã 60 ou 70 por cento e depois aí a população vai começar a aderir mais a esta causa".

Os responsáveis por este trabalho consideram, por outro lado, que os resultados mostram a necessidade de se "apostar numa política integrada de cuidados paliativos para doentes terminais". Esta foi, de resto, a principal tónica da intervenção de Rui Nunes, que aproveitou a ocasião para denunciar que "em Portugal existem apenas cinco ou seis unidades de cuidados paliativos", o que é manifestamente pouco. "Estas cinco ou seis unidades não podem ser consideradas uma rede e uma das coisas que o estudo prova é exactamente a inexistência de uma rede de cuidados paliativos para os doentes terminais", lamenta.

(Coordenado pelo investigador e médico do Instituo Português de Oncologia, Ferraz Gonçalves, que também esteve presente na conferência de imprensa, o estudo será agora enviado ao Ministério da Saúde e à Assembleia da República)


Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Vitor Santos em 19 de Junho de 2007, 15:26
Olá

Concordo que a verdadeira solução para este problema são os cuidados paleativos. Equipas com médicos, psicólogos, pessoas da crença religiosa da pessoa, médicos especialistas em lidar com a dor, voluntários, etc., podem ajudar as pessoas a mudar a sua vontade e deixar de querer a eutanásia. Podem também ajudar as familias a lidar com o problema. Quando a medicina já não encontra solução, deve deixar de marterizar as pessoas com tratamentos inuteis e proporcionar-lhes uma qualidade de vida o melhor possivel, sem dores.

Muitos médicos que defendem a eutanásia, se vissem que havia equipas de cuidados paleativos suficientes, deixariam de a defender.

O único caminho é por aí e os espiritas também podem fazer parte dessas equipas de cuidados paleativos.

bem hajam
Vitor Santos
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Moreira em 20 de Junho de 2007, 21:25
Olá a todos

Pelo andar da carroagem, depois da liberalização do aborto parece que a eutanásia é o passo seguinte.

A RTP2 apresentou um documentário sobre o suicídio assistido na Suiça. Para quem viu parece-me que ficou bem patente a tormenta que é para um médico praticar tal acto.

Acho compreensivel para quem não acredita na vida para além da morte queira por termo a uma vida supostamente sem futuro.

Acredito que todos os médicos que são a favor da eutanásia, o sejam pela melhor das intenções. Simplesmente pretendem abreviar o sofrimento alheio.

Penso que a nossa classe médica ainda carece muito de conhecimentos relacionados com a vida espiritual. Acredito que no dia em que for do domínio comum as consequências espirituais relacionadas com o aborto e a eutanásia as opiniões mudarão radicalmente.

Para finalizar os médicos têm como missão salvar a vida das pessoas e não substituirem-se a Deus. Sem ter a certeza do que vou dizer, julgo existir um juramento designado de juramento de Hipocrates em que os médicos  se comprometem a salvar a vida dos paciêntes até ao limites das suas capacidades.

Um abraço
Moreira
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Vitor Santos em 20 de Junho de 2007, 21:58
Olá

Eu concordo que os médicos têm como missão salvar os seus doentes e não matá-los. Mas, no estado actual da ciência médica, também temos obrigação de garantir às pessoas em fase terminal, para quem a medicina já não sabe o que mais fazer para curar, que até que a morte as chame tenham uma qualidade de vida minima, sem dores, na companhia dos familiares. Quando faltamos com esta última obrigação e as pessoas ficam sujeitas a dores ou outros sofrimentos terriveis, é normal que essas pessoas, no seu desespero solicitem a morte aos seus médicos e que estes últimos fiquem indecisos.

Para evitar a eutanásia, não são necessárias leis, mas cuidados paleativos decentes.

bem hajam
Vitor Santos


Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Victor Passos em 21 de Junho de 2007, 15:46

   Ola amigos
   Muita Paz


         Eutanásia como solução à ausência de cuidados
  O doente pede eutanásia porque tem dores e por que está em sofrimento» os cuidados paliativos são a resposta que a sociedade deve dar aos doentes terminais.

 OPINIÃO : O padre Feytor Pinto que chegou a referir o facto dos médicos praticarem, muitas vezes, a "distanásia". Isto, quando os clínicos, ao prolongarem a vida a uma pessoa, que antemão não irá sobreviver, estão a fazer o contrário da eutanásia, ou seja, uma "distanásia". Feytor Pinto alegou mesmo que tal medida representava custos brutais para o Estado e que não trazia nada de útil para a pessoa. Mas se os médicos, ao verem que o doente não tem hipóteses de sobrevivência abdicam de tentar prolongar a vida ao paciente, estão a praticar eutanásia passiva, punível com uma pena de prisão de um a cinco anos

Juramento de Hipócrates

" Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Higeia e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes.
Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva.
Conservarei imaculada minha vida e minha arte.
Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam.
Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.
Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto!
Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça!"
Os cuidados paliativos constituem uma resposta organizada do Serviço Nacional de Saúde à necessidade de tratar, cuidar e apoiar activamente doentes na fase final da vida.




CONTINUA
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Victor Passos em 21 de Junho de 2007, 15:48
 
  Muita paz

  CONTINUAÇÃO


   O que são cuidados paliativos?

São cuidados prestados a doentes em situação de intenso sofrimento decorrente de doença incurável em fase avançada e rapidamente progressiva. O objectivo consiste em promover, tanto quanto possível e até ao fim, o bem-estar e a qualidade de vida destes doentes.
Os cuidados paliativos são cuidados activos, coordenados e globais, que incluem o apoio à família, prestados por equipas e unidades específicas de cuidados paliativos, em internamento ou no domicílio, segundo níveis de diferenciação.
Os cuidados paliativos têm como componentes essenciais o alívio dos sintomas, o apoio psicológico, espiritual e emocional do doente, o apoio à família e o apoio durante o luto, o que implica o envolvimento de uma equipa interdisciplinar de estruturas diferenciadas.

O que é a acção paliativa?

É preciso não confundir acção paliativa com cuidados paliativos.
A acção paliativa é qualquer medida terapêutica, sem intuito curativo, que visa minorar, em internamento ou no domicílio, as repercussões negativas da doença sobre o bem-estar geral do doente.
As acções paliativas fazem parte integrante da prática profissional, qualquer que seja a doença ou fase de evolução. Estas acções podem ser prestadas nos hospitais, centros de saúde e na rede de cuidados continuados, nomeadamente em situações de condição irreversível ou de doença crónica progressiva.

Quem são os destinatários dos cuidados paliativos?

Os cuidados paliativos destinam-se a doentes que, cumulativamente, não têm perspectiva de tratamento curativo, com doença que progride rapidamente e cuja expectativa de vida é limitada, o seu sofrimento é intenso e têm problemas e necessidades de difícil resolução que exigem apoio específico, organizado e interdisciplinar.
Os cuidados paliativos não se destinam, por isso, a doentes em situação clínica aguda, em recuperação ou em convalescença ou, ainda, com incapacidades de longa duração, mesmo que se encontrem em situação de condição irreversível.

Que doenças requerem cuidados paliativos?

Os cuidados paliativos não são determinados pelo diagnóstico das doenças, mas pela situação e pelas necessidades do doente.
No entanto, doenças como o cancro, a sida e doenças neurológicas graves e rapidamente progressivas implicam frequentemente a necessidade de cuidados paliativos.
Quando e durante quanto tempo os doentes podem beneficiar de cuidados paliativos?
Os cuidados paliativos dirigem-se prioritariamente à fase final da vida, mas não se destinam, apenas, aos doentes agónicos. Muitos doentes necessitam de ser acompanhados durante semanas, meses ou, excepcionalmente, antes da morte.

  Meus amigos mediante isto , todos sabemos que existe sempre um aproveitamento material por detrás disto , assim como nas clínicas de aborto , para lavagens de dinheiro e por ai adiante.
   Não falando já na doação de órgãos , pois quantos não foram conduzidos para eutanásia clandestina , afim de arranjar órgãos e outros interesses monetários!....
    Existem estatísticas que dão toda a força, para não permitir tamanha atrocidade, observadas várias necropsias ( autopsias) chegou-se à conclusão que 40% dos diagnósticos e terapias foram mal conduzidas, por isso façam uma reflexão os que pensam aceitar a eutanásia.
    Temos direito a ter dignidade no desencarne, por isso que se usem os meios necessários para atenuar a cisão dolorosa, mas que nos deixem desencarnar tranquilamente.

    Fonte de Apoio - Portal Saúde do Ministério Português
 
Muita paz e harmonia

  Victor Passos
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: aruanda em 21 de Junho de 2007, 21:18
Victor passos, por favor explique-me porque a "acção paliativa" não se inclui nos "cuidados paliativos"?

Seria lógico, para mim. Aliás, não vejo uma sem a outra, penso que se complementam .
Mas como não percebo nada de medicina, a não ser o que aprendi como voluntária, gostaria que me explicasse melhor, se possivel.

obrigada
abraços
Olga
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Victor Passos em 22 de Junho de 2007, 11:43
 
    Ola amiga Aruanda

       Antes de mais quero dizer que não sou medico,sou um simples operário metalurgico, que busca aprender e esclarecer-se.Pesquisei para poder refutar a minha opinião através do Portal de Saúde medica Portuguesa ,esses esclarecimentos.
   Tudo porque queria reforçar a ideia de que temos direito de morrer dignamente.
    Pequei por não colocar a Fonte da Informação peço desculpa.Vou reparar isso.
 A questão que coloca está no documento ,porém reforço , não se pode confundir a terapia medicamentosa para atenuar a dor, com o envolvimento necessário para que o desenlace se torne menos penoso , para o próprio e  seus familiares, onde psicólogos ajudam....

     Espero ter esclarecido amiga .
     Muita paz e harmonia
     Victor Passos
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Veluca em 05 de Setembro de 2007, 15:29
Sou absolutamente contrária à abreviação da vida (ou à sua supressão, como no caso do aborto), pois entendo que nascemos com um plano de vida pré-estabelecido e suprimir os sofrimentos que porventura tenhamos que enfrentar é só uma maneira de transferir para uma encarnação futura a oportunidade que temos agora de expiar nossas imperfeições e progredir espiritualmente. Penso que é muita arrogância dos médicos e cientistas acreditarem que está em suas mãos o poder de dar fim ao sofrimento - o sofrimento só pode terminar quando entendemos o significado de cada existência, seja ela de dor ou de felicidade. Sou nova no Fórum, mas alguns anos de estudo da Doutrina Espírita despertaram velhas convicções: ter fé é uma delas (a fé que remove montanhas, a fé que é irmã da caridade e do amor, a fé que nos consola e que alimenta a nossa alma). Finalmente, perdoe-me amigo que usa a mensagem "Faça o que digo mas não o que faço", mas não concordo com esta máxima pois acho que o verdadeiro espírita é aquele que dá o exemplo (segundo o Capítulo IV  do Evangelho Segundo o Espiritismo Evangelho "conhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega em domar suas inclinações más”).  Abraço muito afetuoso em todos. Vera Lúcia (Veluca)
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Vitor Santos em 05 de Setembro de 2007, 16:14
Olá Vera

Eu não posso concordar que, quando os médicos já não sabem o que devem fazer para salvar um doente, continuem a dar-lhe medicamentos como se soubessem o que fazer para o curar. Ou os médicos sabem como podem curar e, nesse caso, devem fazer o tratamento, mesmo que a probabilidade de cura não seja muita, ou os médicos não sabem como podem curar. Neste último caso, terão de deixar a pessoa "nas mãos" de Deus e tudo devemos fazer para proporcionar uma boa qualidade de vida ao paciente, sem dores, ajudando também a familia a lidar com a situação (dentro do possivel...), pois em meu entender isso é cumprir a lei de caridade. Continuar um tratamento que faz sofrer e não tem a minima probabilidade de ser eficaz (á luz dos conhecimentos da medicina) é crueldade.

Infelizmente a medicina é limitada. Ninguém tem culpa disso. Em coisas sérias, quando não sabemos o que fazer, devemos admitir isso, senão arriscamo-nos a estar a inventar e a brincar com a vida as pessoas e a provocar-lhe sofrimentos desnecessários.

Quando me sinto incapaz de resolver alguma coisa que envolve a prestação de um serviço a outras pessoas, eu peço a Deus inspiração para ser capaz de encontrar uma solução. Mas enquanto a solução não vem à minha cabeça não acho lógico nem responsável por-me a tentar soluções ao acaso à custa do cliente. Se não encontro solução em tempo oportuno, terei de o admitir para o cliente.

Por isso acho que os médicos devem proceder da mesma forma: ou sabem e fazem para a pessoa se curar ou não sabem o que fazer para manter o doente vivo e passam o caso a quem saiba. Se não houver quem saiba "passam" o caso a Deus. Se Deus inspirar uma solução, melhor, óbviamente, se Ele não inspirar solução ou o médico não consegue sentir/entender a inspiração que lhe vem do mundo espiritual, é porque é chegada a hora da morte do paciente e não a hora de começar a fazer experiências ao acaso com a pessoa, mantendo-a a sofrer sem necessidade até ao desencarne. Se Deus entender que a hora da pessoa ainda não chegou, estou certo que ela não desencarnará por parar o tratamento ineficaz.

bem haja
Vitor Santos
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Victor Passos em 05 de Setembro de 2007, 16:22
Ola muita paz
Amiga Velusca


     Antes de mais muito prazer .Estamos de acordo quanto a eutanásia.
 Realmente reconheço que essa frase não tem o contexto a que me faco presente, por isso já mudei, a mesma.

Citar
Finalmente, perdoe-me amigo que usa a mensagem "Faça o que digo mas não o que faço", mas não concordo com esta máxima pois acho que o verdadeiro espírita é aquele que dá o exemplo (segundo o Capítulo IV  do Evangelho Segundo o Espiritismo Evangelho "conhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega em domar suas inclinações más”).

  Amiga me desculpe , não concordo consigo, porque primeiro não me conhece, segundo porque uma frase não faz o homem,terceiro porque as palavras leva/as o vento e os actos ,pensamentos e sentimentos e que se farão presentes na balança de valores. Diz verdadeiros espíritas quem sao e quantos ,o sao na sua essência, sera que que não esta a reflectir tanto zelo num espirita, quando repara numa simples frase!
   Estamos a ser muito zelosos dou/lhe os parabéns e realmente o Espiritismo carece de gente assim.Espero que mesmo em reflexo da chamada da atenção , não lhe toque o simbolismo do que e ser Espirita!
 Atenciosamente e com abraço fraterno

Muita paz

Victor Passos
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Diana em 05 de Setembro de 2007, 21:37
Olá a todos!

Este tema é um pouco polémico, assim como todos aqueles que dizem respeito ao findar uma vida por nossas próprias mãos...Não o vou comparar com o aborto, pois acho que são temas diferentes.

Penso que, se as pessoas estão a passar por uma situação de sofrimento já no fim da vida, é porque assim o decidiram antes de nascer, ou então, talvez tenham tido uma postura de vida que os fez chegar a esta situação (não falo aqui em castigo, apenas em consequências). Como tal, penso também que a solução não será acabar com a vida, mas sim passar por essa provação. É claro que isto se torna mais óbvio porque estudamos a doutrina espírita. Mas posso dizer que compreendo, e não julgo, as pessoas que querem fazer isso, ou os familiares que às vezes pensam como essa seria a melhor solução...

Contudo, concordo em absoluto com o Vítor Santos quando diz que o "segredo" talvez esteja nos cuidados paliativos...não é procurar uma cura impossível (pelo menos a nível terreno), mas sim contribuír para que aquele doente sinta uma certa dignidade antes de falecer...muitas vezes, essas são as melhores alturas para que o paciente se aperceba da vida depois da morte.

Deixo apenas um apelo. Para aqueles que acham que tal é impossível, pois os médicos não têm tempo para fornecer esse tipo de cuidados, lembrem-se que todos nós, como cidadãos do MUNDO, podemos dar algum do nosso tempo a estes doentes.

E nada mais tenho a acrescentar...hehe  :)

beijinhos para todos***
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Ana Ang em 06 de Setembro de 2007, 17:28

Olá aos amigos,

Sem dúvida um tema de difícil apreciação para quem o observa de longe, não participando diretamente de todos os pormenores afetivos, seja com o paciente propriamente dito ou com os responsáveis pela “decisão”. Especialmente para aqueles que não possuem em suas consciências as luzes da DE e da vida eterna.

A meu ver, a abreviação voluntária do sofrimento físico pode acarretar graves conseqüências ao Espírito que passa pela provação, subtraindo do mesmo a oportunidade de crescer espiritualmente ou sanar algum compromisso assumido no pretérito. Como sabemos, o corpo funciona como um exaustor das mazelas e doenças da alma, sendo responsável pela recuperação dos danos instalados no perispírito através da nossa própria irresponsabilidade frente às leis divinas. Recordo AL relatar um caso onde mais alguns minutos de permanência no vaso físico garantiriam ao doente significativas melhorias na conta cármica e a real possibilidade de nova existência plena de realizações, livre de embargos dessa natureza.

Sem contar os casos classificados como “milagres” da medicina ou da fé, onde pacientes desenganados redescobrem a própria capacidade curativa e retornam saudáveis à existência atual. Uma sincera renovação de valores, um arrependimento salutar ou, talvez, o termo da provação sejam motivos para a recuperação.

É bem verdade que também existem questões mais sutis a respeito da eutanásia. Já li alguns depoimentos médicos afirmando que uma “modalidade” de eutanásia é praticada com freqüência em hospitais públicos, onde os recursos, como aparelhos e medicamentos não são suficientes para suportar a quantidade de ocorrências diárias ou súbitas (caso de acidentes). Ocorrem então dolorosos processos de escolha entre os pacientes que possuem maior chance de sobrevivência ou critérios menos convencionais como idade, sexo, capacidade fértil, etc.

Talvez o maior problema esteja relacionado à psicologia humana, ao medo de sofrer e isso aplicado a todos os envolvidos no drama, contudo, também pode ocorrer uma dor mais intensa depois do desencarne antecipado, aliando as condições ainda enfermas do Espírito com a suposta deserção do compromisso assumido.

Abraço a todos :)
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Vitor Santos em 06 de Setembro de 2007, 18:53
Olá

Livro dos Espiritos

Citar
727. Uma vez que não devemos criar sofrimentos voluntários, que nenhuma
utilidade tenham para outrem, deveremos cuidar de preservar-nos dos que prevejamos ou nos ameacem?

“Contra os perigos e os sofrimentos é que o instinto de conservação foi dado a todos
os seres. Fustigai o vosso espírito e não o vosso corpo, mortificai o vosso orgulho, sufocai o vosso egoísmo, que se assemelha a uma serpente a vos roer o coração, e fareis muito mais pelo vosso adiantamento do que infligindo-vos rigores que já não são deste século.”

bem hajam
Vitor Santos
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Gigii em 24 de Setembro de 2007, 22:04
Boa noite:

Um aparte quanto ao tema...

Ainda me pergunto como foi possível que aprovassemos a lei do aborto?!?
É que a natalidade tem decrescido a "olhos vistos", a população portuguesa está cada vez mais "idosa"...
Por um lado investe-se nas clínicas que "matam" os futuros seres, promissores de uma geração mais evoluida, por outro o estado promove com subsidios as familias mais numerosas!! :o

Incompreensível...

Um abraço
Gi
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Vitor Santos em 25 de Setembro de 2007, 18:19
Olá Regina

O que se passou é que no primeiro referendo as pessoas votaram contra o aborto. A partir desse momento, era necessário que fossem apoiadas medidas de apoio à maternidade que ajudassem aquelas mulheres que se estavam a sentir com a corda na garganta e que se estavam a sentir forçadas a abortar, mesmo com um peso na consciência (para aquelas que decidiram abortar sem pesos na consciência, a lei nunca foi um verdadeiro obstáculo).

O poder politico, em meu entender, não quis ou não foi capaz de interpretar a vontade popular correctamente. A lei só por si era muito pouco. O povo sentiu isso e acabou por decidir que a lei anterior, na prática, não era eficaz.

De qualquer modo, a lei do aborto anterior era apenas um pequeno obstáculo. A decisão de abortar ou não, dependia e continua a depender essencialmente da consciência de cada um. A lei dos homens não serve de desculpa para violar as leis de Deus. Quem o fizer sofre as consequências com uma lei ou com a outra.

bem haja
Vitor Santos
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Joao Manuel Santos em 25 de Setembro de 2007, 23:51
Boa noite companheiros

Uma vez mais temos um tema bem polémico.

Se no caso do aborto está por demais debatido e esclarecido que é sempre um irmão em Espírito que fica impedido de vir dar continuidade a mais uma etapa da sua evolução no caso da eutanásia penso que estaremos perante uma intewrrupção da missão que se propôs cumprir.

Mas, e há sempre um mas, nos casos em que pelos processos da evolução da ciência e da medicina em particular, o que acontece com o espírito que eventualmente fica prisioneiro ao corpo que está artificialmente a ser mantido em sistema vegetativo que não vivendo?

Eu sinceramente não sei responder.

Será que consigo que algum dos companheiros dê uma resposta plausível?

Antecipadamente grato

João Manuel Santos

Com abraçpos fraternos
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Victor Passos em 26 de Setembro de 2007, 09:01
Ola AMIGOS
Muita paz

          Acho que este tema devia seguir para outro tópico, porém não foi quem o colocou,penso que devia seguir para um sobre aborto! Mas como foi colocado aqui este tema,e muito importante, vou dar a minha opinião.
     
     
Citar
Ainda me pergunto como foi possível que aprovassemos a lei do aborto?!?
É que a natalidade tem decrescido a "olhos vistos", a população portuguesa está cada vez mais "idosa"...
Por um lado investe-se nas clínicas que "matam" os futuros seres, promissores de uma geração mais evoluida, por outro o estado promove com subsídios as famílias mais numerosas!! Incompreensível...
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          Amigos acho interessante questionarmos o que não tem volta, penso que até é perda de tempo.
          É interessante saber da preocupação quanto ao aborto e da sua aprovação!?
           Ninguém se pode esquecer que até a pilula é abortiva, apesar de ser mal menor.
           Estão a esquecer que os valores do respeito , da Familia estão também a ir para o "cano" vejam o número louco de divórcios...o aumento da violência...os jovens abandonados....e por aí fora.
           Amigos acham que a Lei do Pai vai deixar isto ao dispor de uns quantos!? Duvido!...   Não à causa sem efeito, por isso não temos que nos lamentar e começar como o Vitor diz a trabalhar no esclarecimento , no incentivo aos futuros Pais, ensinando a gravidade do acto,porque o pretérito já era, agora temos que olhar em frente.
             Não existem falta de crianças , este plano é que está em transformação e outras formas crescem em favor do reencarne de espiritos, como a fertilização in vitro, mães de aluguer , porque todos sabemos que existem excessos e eles começam em todos nós.
               Hoje temos novas realidades sexos identicos unindo-se, logo não podendo procriar, irão adoptar crianças, e mais uma adopção chega a demorar 6 anos de espera!?  Quando forem recebidas essas crianças , a fase de burilamento passou e torna-se complicado ajudar!...
               Todos contribuimos de uma forma ou de outra para o Mundo que temos, resta-nos ajudar a atenuar as fragilidades que vemos.
              O lamentar não resolve , é preciso acções para desgastar o mal e ele começa em cada um de nós.
               Não esqueçam que a Lei quando se achar corrompida nos excessos ela obrigará ao equilíbrio e os espiritos continuarão a reencarnar...

        Me perdoem , mas é a minha opinião
Muita paz
Victor Passos

Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Gigii em 26 de Setembro de 2007, 14:05
              O lamentar não resolve , é preciso acções para desgastar o mal e ele começa em cada um de nós.
               

Caro Victor

Estou absolutamente de acordo consigo!

O que eu escrevi foi apenas um desabafo...eu diria...politico ;)... Foi apenas uma análise a um facto: por um lado o estado cria condições para as mães se negarem a ter mais filhos, por outro incentiva a tê-los. Simplesmente não faz sentido.

Mas claro que estamos em mudanças...e o espiritismo pode e deve ser muito mais activo da educação social. Aliás, a meu ver, na altura do referendo a FEP ou outros movimentos espiritas poderiam ter feito uma campanha mais activa junto da população portuguesa.
Foram centenas os movimentos a favor da vida.
Só divulgar entre espiritas é pouco, até porque esses já têm algum conhecimento.
Mas enfim...tá feito...agora há que caminhar para a educação de mentalidades, há que intervirmos mais, fazendo cursos para as familias, agindo nas escolas.

Um grande abraço
Gi
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Vitor Santos em 26 de Setembro de 2007, 17:23
Olá Amigo João Santos

Se nós estivessemos na situação dessa criança que nasce deficiente e que vive sempre num estado vegetativo (ou pouco mais do que isso), o que queriamos para nós? Desejariamos mesmo assim encarnar ou desejariamos não chegar a nascer com vida fisica?

Tenho um caso de um primo assim na minha familia. Ele já desencarnou, cerca dos 15 anos de idade, mas foi sempre como um bébé nos primeiros meses de vida. A mãe tinha toxoplasmose que não foi detectada pelos médicos. Quando ele desencarnou todos os familiares próximos choraram de forma muito sentida. Naquele momento não se lembravam do fardo que foi tratar dele, que não era nada fácil (desde a alimentação, à aspiração das fezes, a ir a correr para o hospital porque o menino estava com falta de ar e não se conseguia resolver isso em casa, etc.). Em vez de se sentirem aliviados porque a sua vida ficou facilitada, estou certo de que preferiam a opção de continuar a tratar da criança mesmo com muitas dificuldades e sabendo que ele não tinha futuro nesta terra. Por isso estou convencido que só compreendemos integralmente uma situação destas, enquanto pais, depois de a viver.

Aquele menino tinha consciência de quem eram os familares chegados. Sorria quando ouvia a voz da mãe, do pai ou dos avós. por vezes sorria tb quando ouvia outras pessoas. Mas não falava, não se sentava, tinha de estar sempre deitado. Não tinha autonomia absolutamente nenhuma. Todavia não era um ser puramente mecânico. Ele é uma alma, como todos nós.

Talvez a vida daquele menino tivesse um sentido que me escapa, pois apenas sei o que se passou com ele desde que nasceu (que é muito pouco). Mas como isso não me é dado saber, julgo pelos dados que tenho: parece-me que eu preferia (se me fosse dado escolher) não nascer do que nascer assim. Mas será que ele teve outra opção? Será que aquilo ocorreu apenas por força da natureza material? Será que alguém sabe responder com certezas absolutas?

Tenho muitas dúvidas que a lei da justiça de Deus imponha a alguém um reencarne deste tipo como compensação de um mal que feito a outrém, pois acredito que o mal só se pode ressarcir com o bem. O nosso sofrimento só por si, não pode compensar o sofrimento que provocámos, se a vitima nada ganhar com isso. O nosso sofrimento só será útil se for devido ao esforço realizado a fazer o bem, beneficiando a nossa vitima e/ou outras pessoas. Será que o meu primito veio cá só para proveito dos pais? Só Deus sabe. Deus permitiu que esta situação se tivesse dado, por isso alguma utilidade houve nisto (penso eu).

Pois é amigo João. Não é nada fácil dar uma resposta a esta questão. Parece-me que o melhor é não nos entrem pela porta escolhas tão dificeis, para não termos de aprender à força como é...

bem haja
Vitor Santos
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Joao Manuel Santos em 26 de Setembro de 2007, 17:56
Pois é amigo Vitor Santos

Essa a questão que nos deve fazer pensar.
É que de facti também eu acredito que não estamos cá por mero acaso ou simples capricho.
A lei da Reencarnação dá-nos muita lições sobre o assunto mqs o que acontece é que nem mesmo nós que procuramos estudar o asunto conseguimos interpretar e entender essas lições.
Em muitas comunicações a que tive a possibilidade de assisrtir e ouvir quem já passou pela vida fisica tive oportunidade de escutar ensinamentos no sentido de que casos como o que relatou são mais lição para os progenitores e cumprimento de missão do que para esse encarnado que a muitas vezes nem se dá conta do seu próprio sofrimento nem do de seus progenitores e de quem o rodeia.

Mas, e uma vez mais um mas, se a este ser fosse praticada a Eutanásia pelos pressupostos dos que a defendem, como ficaria o cumprimentos da missão que veio cumprir? Por certo um dia retornaria para tentar dar seguimento a partir de onde foi interrompida. Esta posição é válida quanto a mim qualquer que seja o tempo fisico que já tenha passado como encarnado ou seja a sua idade.

Outras tomadas de posição no sentido de esclarecimento continuo a aguardar como forma de aprender algo mais.

Um abraço fraterno

João manuel Santos

Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Vitor Santos em 26 de Setembro de 2007, 18:46
Olá João

O problema aqui é mais de aborto do que de eutanásia. Depois da criança nascer já seria um crime cruel (até perante a justiça humana).

Apesar disso temos assistido à crueldade do abandono de crianças recém-nascidas em locais e circunstãncias em que não é provável serem descobertas e salvas por outras pessoas. Custa-me perceber o que motiva uma pessoa a fazer isso, quando basta deixar a criança num local onde seja vista. Será que a frieza das pessoas nessas situações é tanta que preferem deixar morrer os fihos a arriscarem serem vistos a deixá-los num sitio mais seguro? Que tristeza...
Mas mesmo a essas pessoas, Jesus ensinou-nos a perdoar. Não é vão que se diz que  perdoar, por vezes, é das coisas mais dificeis de conseguir. É provavel que esses pais sejam perseguidos com raiva pelo filho que mataram, a não ser que se trate de alguém já evoluido do ponto de vista moral. Deus os alivie das consequências daquilo que fizeram, seja lá porque razão foi.

Nós, seres humanos, ainda somos mesmo muito imperfeitos...

bem haja
Vitor Santos
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Gigii em 26 de Setembro de 2007, 21:13
Caro Victor

Na juventude eu questionei isso muitas vezes: porque nasce uma criança que não vê, nem ouve, e tem parelesia cerebral? Porque Deus permitiu um espirito vir numa situação dessas?

Com o tempo fomos encontrando as respostas. Existem vários relatos. Um deles é de um livro de Divaldo Franco, em que o espirito Humberto de Campos (se não estou em erro) narra a visita a uma criança que nasceu e se encontra e estado quase vegetativo.
Ele narra-nos a história daquele espirito infeliz: tinha vivido em França, na época da revolução francesa e tinha mandado decapitar centenas de pessoas. Esse espirito na irraticidade era perseguido pelas vitimas, que iradas não o largavam. A deficiencia era ao mesmo tempo a forma de ele se proteger deles, e por outro lado a possibilidade de resgatar os seus erros.
Ele inclusive teve de nascer no Brasil, pois na França, sempre que escolhiam uma mãe, ela regeitava-o abortando, como se negassem a recebe-lo.

Passou-se comigo uma situação muito curiosa e que expus, há muito anos num trabalho que apresentei num ENJE, com uma criança deficiente, portadora de microcefalia. Ela não via, nem ouvia e tinha parelesia cerebral. Perguntei ao pediatra na altura como poderia comunicar com ela? Ele disse-me: use sempre o mesmo perfume e faça-lhe massagens com frequencia...ela reconhece-la-á.
E assim fiz, mas confesso que a parte do perfume ao fim de um mês já não fazia caso disso. Pois bem, quando eu me aproximava da cama dela, a cerca de 1 metro, ela começava a rir e mexia pernas e braços, demonstrando imensa alegria.
Automaticamente nasceu um elo entre nós, de afinidade.
Ora essa menina tinha sido regeitada pela familia, e ao fim de 4 anos foi internada numa instituição de deficientes profundos.

Estive uns 3 anos sem a ver. Um dia fui visitá-la. Ela já tinha 7 anos, e contrariamente a todas as perspectivas ainda continuava viva!
Antes de entrar na sua sala falaram-me sobre ela: que estava sempre em estado vegetativo, que não tinha havido nenhum progresso, continuava sem se manifestar.
Entrei na sala e vi-a deitada numa cadeira, imóvel. Aproximei-me e falei: olá...
Nesse exacto momento ela sobressalta-se e começa a rir e a mexer-se como fazia.
Foi a 1ª vez que a tinham visto reagir naqueles 3 anos.

Ora, por mais que julguemos que naquele estado, dessa criança ou de um adulto que tem um acidente e fica paraplegico, eles nada sentem, ou é tempo perdido, a verdade é que eles estão tão "vivos" como nós, aprendendo ainda muito, e aproveitando aquela oportunidade para progredir.

Um grande abraço
Gi
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: SB em 26 de Setembro de 2007, 21:21
Foi muit bonito o que relatou Regina. Obrigado!  :)

Eu tb penso dessa forma.

Para mim sempre serão seres muito mais fortes do que eu, eu admiro-os pela sua coragem!

Abraço
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Victor Passos em 27 de Setembro de 2007, 09:05
Ola Regina
Muita paz e harmonia


                         Antes de mais e sem querer entrar más interpretações queria pedir à AMIGA Gi que diferencia-se os Nomes Victor de Vitor por Vitor Santos ou Victor Passos, me desculpe , porque penso que a resposta é para mim  e é para Vitor Santos.
        Mas no fundo é para todos, por isso vou dar a minha opinião.
         Seja vou dar duas em uma resposta.
 
        Vitor Santos
Citar
Será que a frieza das pessoas nessas situações é tanta que preferem deixar morrer os fihos a arriscarem serem vistos a deixá-los num sitio mais seguro? Que tristeza...
Mas mesmo a essas pessoas, Jesus ensinou-nos a perdoar. Não é vão que se diz que  perdoar, por vezes, é das coisas mais dificeis de conseguir. É provável que esses pais sejam perseguidos com raiva pelo filho que mataram, a não ser que se trate de alguém já evoluido do ponto de vista moral. Deus os alivie das consequências daquilo que [/color

        Amigo o que vai naquelas cabeças só eles sabem, porém acredito que os remorsos serão para eles uma lança constante provocando dor.
         Todos os dias acontecem atrocidades, e como nós somos emotivos, sentimos muito mais , o repudio dessas acções macabras.
        Penso que antes de fazerem o acto e colocarem a criança em qualquer lado, deveriam ir a um ponto de apoio a criança e entregar, pois teria mais valor e não seriam presas por isso.
         O medo delas mesmas , o conflito interior, a ingerência do tamanho do erro que cometem , leva essas pessoas a uma vida de remorso, por isso temos que continuar a reforçar por onde andarmos com amigos, com vizinhos...esclarecer no sentido de educar as mentes,mais distraidas.
         Isto acontece por pura ignorância.
         
Regina.

  Amiga é um bom exemplo, e ninguém tenha duvidas que o corpo pode estar vegetativo, mas o espírito sempre está alerta.
   Acompanho um berçário , conforme as minhas possibilidades de tempo e digo-vos, entro , sinto que aquelas crianças abandonadas, são como uma esponja molhada, carrega-se e cada vez nos fazem sentir mais amor por elas.  Quando vou para sair e depois de estar na sua convivência é como se me roubassem um pedaço de mim, é uma sensação que me faz lembrar logo isto...Como é possivel as adopções demorarem tanto tempo, tanta burocracia, se alguém tem condições para ajudar aquela criança adoptando-a, porque deixar passar o tempo da fase educativa essencial!
 É nestas situações que devemos unir as mãos e alertar as entidades para a necessidade de acabar com isso , testar realmente se os futuros Pais  ,estão com meios e à altura de poder adoptar e depois permiti-lo
, para quê tanta ansiedade provocada nos futuros tutores...Enfim é o País que temos..


Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Gigii em 02 de Outubro de 2007, 17:23
Descobri!Descobri o tópico! :)

Victor... desculpe mais uma vez a confusão de nomes,ok?

Bem, quanto ao seu ultimo parágrafo, em parte concordo com ele.
Já houve o tempo em que sentia o mesmo que você, em relação ás crianças que são retiradas ás familias e encaminhadas para instituições privadas, aguardando a possivel adopção. Sim...parece aos nossos olhos uma injustiça.
Mas a verdade é que se tudo isso acontece tem uma causa e um fim.
No momento presente, não concordo com a retirada das crianças ás familias. É uma opinião que não pretendo desenvolver mais publicamente. Mas quem estuda o espiritismo sabe que a familia que escolhemos é aquela que nos serve melhor.
O ideal é recuperar as familias, auxiliá-las para que não haja separação.
Quanto aos casais que procuram ter filhos e não têm...esse passam pela prova dificil que certamente eles mesmos pediram.
Muitas vezes esses casais, tão ansiosos por um filho (e eu falo com conhecimento de causa) são os primeiros a regeitar as propostas de adopção porque preferem um bébé, de determinado sexo, sem doenças, etc, etc...

Enfim...nem tudo o que parece é.
O que sei lhe dizer é que muitas mães que se prostituem amam e protegem melhor seus filhos (infelizmente sem sempre suficientemente responsáveis) que outras abastadas que os adoptam, e enfiam-nos 12 horas em colégios privados.
Não é por acaso que a Mansão do Caminho, uma obra assistencial que certamente conhece, no Brasil, que atende 3000 crianças, já não tem regime de internato a não ser para as crianças orfãs.

Mas já fugi ao tema  ;)

Um grande abraço
Gi
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Victor Passos em 02 de Outubro de 2007, 17:33
Ola REGINA
Muita paz

    Vê como encontrou....rsrrrs ...Tudo bem amiga, foi só para não nos confundirmos nas respostas...

     Amiga realmente existe uma volumetria de emoções que podem ser positivas e outras negativas ,nessas situações e aceito o que diz de defender a Familia, concordo, mas é necessário que se saiba , se os Pais estão aptos a receber os próprios filhos...Porque desde a prostituição...falta de meios....lares onde existe vicio de álcool ,droga...violência , são de difícil regeneraçã,e entregar-o filho de novo é muito complicado!....
      Mas entendo-a perfeitamente, primeiro procurar salvar a Familia , se não se consegue encaminhar para oportunidade de adopção.

   Muita paz e harmonia

    VICTOR PASSOS
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: ailama em 17 de Março de 2008, 18:40
EUTANÁSIA.

O pobres irmãos ficareis ligados ao carma de tal sofrimento com o pesado fardo de serem assassinados por terem assassinado .

Pacientes meus irmãos que tanto sofrem mas se não suportais tais dores ainda no corpo lá é permanente porque ficais sozinhos não há tv, radio, futebol ou outras como aqui Terra
fantasias que aliviam a dor lá depois suicídio é horrível no umbral. 
Já não há tempo para suicídio o assassino voltar de novo há Terra.



BEM Haja a todos.

Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Vitor Santos em 17 de Março de 2008, 21:30
Olá

Citar
lá depois suicídio é horrível no umbral

Eu pensava que eles andavam aqui pela terra, a maçar a malta. Pelo menos é o que dizem. E quem é que anda cá a obsedar os vivos? o que é isso do Umbral?

Eu acho que o suicidio ou seja o que for depende muito da verdadeira intenção da pessoa. Se o estado psicológico de uma pessoa estiver muito debilitado não é o mesmo do que tomar uma decisão consciente e muito reflectida. Se uma pessoa se suicida por causa de um problema grave de saude, vai sofrer com isso, mas sofre mais o que suicida por causa dos negócios, por exemplo. Pois é uma causa mais fútil. Tudo é tido em conta. A justiça divina não é olho por olho dente por dente. O amor de Deus cobre a multidão de pecados, como disse o Espirito Emmanuel. Deus ama-nos e ampara-nos. Aì de nós se assim não fosse.

Na minha óptica, o pior que nos acontece é a repetição da prova onde falimos. Perdemos séculos por causa de uns anitos a sofrer. Melhor seria se a pessoa suportasse a prova. Mostrando fé, paciência e resignação, a recompensa era grande. Muitas pessoas não acreditam que a vida não cessa com a morte do corpo. Isso tb é uma limitação que é tida em conta, decerto. nem todos têm a oportunidade de conhecer as leis da vida.

Nunca me esqueço de um caso que vi uma vez no programa da Oprah Winfrey Um rapaz que se tentou suicidar com um tiro na cara. Desfez a cara toda. Mas sobreviveu. Embora tenha sofrido muito e tenha ficado em muito mau estado, ele passou a ter uma postura muito mais alegre e positiva do que quando tinha saude, antes de tentar o suicidio, mesmo em condições fisicas precárias.  Fiquei sempre convencido que lhe foi dado ver os inconvenientes do suicido enquanto esteve em coma. 

Cabe também a nós todos dar apoio aos que sofrem. Com cuidados paliativos adequados. Com acompanhamento humano e espiritual (se a pessoa quiser). Ainda temos muito a fazer em Portugal, a esse respeito. Já há alguma coisa mas é pouco.

Nós espiritas temos a obrigação de ajudar os que querem os espiritas juntos com eles. É uma missão que temos de pensar abraçar a sério. Não sei se há já quem o faça. Não estou informado sobre isso. Os espiritas não gostam de fazer publicidade da sua generosidade e caridade, tal como ensinou Jesus.

bem haja
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Ann@ em 17 de Março de 2008, 21:52
Amigo Vitor,

Concordo plenamente com teu pensamento e você me fez lembrar de uma moça que trabalhava como manicure, num salão daqui do centro de SP, isso a uns 30 anos atras. O rosto dela era todo do lado esquerdo... não se me faço entender, da orela direita até o meio da cabeça era só pele, do meio até a outra orelha eram os olhos, nariz, boca... ali tudo espremidinho. Ela enxergava e falava corretamente, apenas não escutava do ouvido direito. Um dia eu perguntei a ela porque ela era assim, pois o incrível era que não haviam cicatrizes vizíveis; e ela me contou que havia tentado se matar e matar o próprio filho, por conta do abandono pelo marido - achava-se incapaz de manter a família, nunca havia trabalhado fora, não tinha profissão...

Ela me contou toda a sua história e o sofrimento que passou (Graças a Deus o filho também não partiu), mas após esse fato e após tudo que aconteceu ela percebeu que a vida dela e do filho não poderiam ficar na mão de alguém, que ela tinha coragem suficiente para criar o filho sozinha. Aliás os cuidados com o filho pioraram porque ele ficou com uma lesão na coluna e perdeu os movimentos das pernas - como nunca mais a vi, não sei se foram definitivos.

Penso que ela aprendeu a lição, e os seus motivos, por mais fúteis que possam parecer para alguém que sempre trabalhou na vida, para ela não era.

Abraços

Anna
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: onurb em 17 de Março de 2008, 21:56
....
 o que é isso do Umbral?
....

Olá a todos, encontrei isto sobre o Umbral, mas só o Ailama poderá dizer se é isto a que se refere. Ainda não li nada de Allan Kardec.

Citação de: Modifiquei para citar por ser mais simples a leitura
Nome atribuído a uma localidade do chamado "astral inferior", onde se estabelecem os espíritos de baixa vibração espiritual, que precisam pagar por infrações cometidas contra as leis de Deus.  Em geral suicidas, homicidas, almas desajustadas e cometedoras de graves delitos. Sua descrição não foge muito as descrições dantescas do inferno.  E aí pode estar uma das razões da lenda de um inferno de fogo e enxofre. Porém a realidade dos espíritos que expiam no umbral é bem diferente e por que não dizer bem pior que a do inferno católico. O espírito, não raro, sofre incessantemente com a visão de seu suicídio ou de seus crimes. Ás vezes, por anos a fio, revê sem parar o instante em que com um tiro tirava a própria vida, sente a carne sendo dilacerada pelo projétil, vê a condição desamparada de seus filhos que porventura tenha deixado, é constantemente acusado de assassino, numa guerra psicológica fora de nossa compreensão. Muitas vezes sente fome ou sede insuportáveis, as vezes por anos seguidos.

        Sente frio ou calor inenarráveis. E muito freqüentemente sentem o seu próprio corpo sendo consumido pelos vermes, o vê se deteriorando e sente todas as sensações decorrentes deste estado de putrefação. O umbral se caracteriza, na linguagem dos espíritos, como um lugar de extremo sofrimento, "de choro e ranger de dentes". Muitas vezes o espírito, tão ignorante, desencarna, passa ali vários anos e mesmo assim ignora sua condição desencarnado. Segundo as descrições dos espíritos, o umbral é a sede dos espíritos de baixo desenvolvimento espiritual da terra , e sua descrição é, não raro, de um lugar de trevas povoado de dor, gritos de sofrimento, gemidos, de um insuportável cheiro pútrido, o que já é suficiente para caracterizar o nível moral dos que ali residem. Essa descrição deve ser tomada como uma constante, pois o umbral, como já relatado alhures, se trata do nome do lugar onde existem essas características básicas e para onde os espíritos inferiores são encaminhados para resgatar dívidas, crimes e infrações.

        O umbral se localiza próximo a crosta terrestre.  E é importantíssimo lembrar a maior diferença entre o umbral e o inferno católico:

    *      No inferno católico a alma infeliz recebe uma sentença eterna de sofrer nas chamas do inferno para todo o sempre.
    *      Segundo a doutrina espírita, o umbral é a região onde o espírito desregrado permanece temporariamente, até que lhe seja permitida uma nova encarnação para que possa, sob o jugo da matéria, resgatar melhor suas dívidas para com Deus ou expiar para que possa continuar caminhando para frente rumo a sua evolução. Porque no espiritismo não existe uma lei de Deus que condene ou felicite um espírito eternamente, pois existe a lei da reencarnação e uma imposição assim estaria claramente negando a tão falada justiça divina, que o catolicismo tanto proclama mas se contradiz totalmente ao impor penas eternas para uma alma que só teve uma encarnação para praticar o bem e o mal.

        Nesse ponto o catolicismo não procura nem saber em que condições aquela alma veio ao mundo, se numa família rica e carinhosa ou se numa sarjeta com uma mãe prostituta e um pai desconhecido. É por esses motivos que só o espiritismo consegue explicar lógica e racionalmente a vida e Deus sem se contradizer em nenhum momento.


        Leitura básica:

    *      "O martírio dos suicidas" de Almerindo Martins de Castro,
    *      "Nosso Lar" de André Luiz e psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier,
    *      "Nos bastidores da obsessão" psicografado pelo médium Divaldo Pereira Franco e ditado pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda
    *      e "O céu e o Inferno" de Allan Kardec)

Entretanto a ler o forum na diagonal perdendo muita informação encontrei que já discutiam o Umbral aqui index.php/topic,5912.0.html (http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,5912.0.html)

Agora fiquei com a curiosidade, o porquê de perguntar o que é o Umbral, se o já conhecia do topic referido.  ???

Vou ler mais...  :-[

Cumprimentos
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Peregrino em 18 de Março de 2008, 00:28
Já houve o tempo em que sentia o mesmo que você, em relação ás crianças que são retiradas ás familias e encaminhadas para instituições privadas, aguardando a possivel adopção. Sim...parece aos nossos olhos uma injustiça.
Mas a verdade é que se tudo isso acontece tem uma causa e um fim.

Mas, Regina, não é possível nalguns casos tratar-se apenas duma porta para a reencarnação?
E então, se são retiradas dessas familias, a relação dessas crianças com os eventuais pais adoptivos será uma acaso? Não podem estes terem essa oportunidade de mostrarem que pode haver amor além dos laços biologicos?

Pg
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Peregrino em 18 de Março de 2008, 00:31
Olá a todos, encontrei isto sobre o Umbral, mas só o Ailama poderá dizer se é isto a que se refere. Ainda não li nada de Allan Kardec.

Onurb, na codificação não irá encontrar nada sobre o Umbral.
Mas também não irá encontrar nada CONTRA o Umbral.

São os relatos pós-kardec de Espíritos que falam em Umbral.
Com bastante interesse e alguma lógica, na minha opinião.

Pg
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Victor Passos em 18 de Março de 2008, 10:05
Ola companheiros de volta muita paz
Lentamente , mas irei estando conforme puder...

  Gostava de dizer que concordo com nosso amigo Peregrino" Na casa do Pai Há várias moradas" Não interessa os nomes , mas convido a irmo artigo que vou colocar na Pluralidade dos Mundos.
 Um artigo que não é meu , mas gostava que falássemos sobre essa questão;

-Muita paz

VICTOR PASSOS

.
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Vitor Santos em 18 de Março de 2008, 10:11
Olá

Na minha opinião e em face dos factos, os espiritos infelizes estão aqui na terra. misturados connosco.

Acredito que muitos estejam em estado de grande confusão e ilusão mental. A esse estado podemos chamar umbral, se quiserem, mas não acredito que se trate de um local fisco definido. A não ser que se trate de pessoas que reencarnam noutro planeta inferior à terra, por alguma razão.

As pessoas que sofrem obsessões sabem bem que eles estão por aqui.
 
Eu posso estar enganado. Isto no fundo também são pormenores que só quando passarmos para o além vamos saber ao certo(em relação á existência do Umbral talvez seja melhor não saber). Mas eu acredito que os locais onde sofremos fisicamente são os planetas onde reencarnamos.

Após o desencarne cessam as dores fisicas, mas temos a possibilidade de ver as coisas sem o véu de ilusão que temos aqui na terra, sob o jugo do corpo fisico. É lá que vemos que estragámos a nossa própria vida. Tal como aqui na terra, podemos ficar revoltados, amargos e invejosos ao constatar alguns daqueles que considerávamos uns parvos e socialmente inferiores a nós, porque não tinham dinheiro, bons e vistosos carros, boas casas, etc., são mais felizes do que nós. Se em vez de compreender que errámos e que devemos corrigir a trajectória, nos revoltamos contra as leis da vida e contra o criador das mesmas, vamos continuar a marcar passo no caminho da felicidade.

É como na aqui na terra. Há dois tipos de pessoas: aqueles que se esforçam por dar a volta por cima e aqueles que em vez de trabalharem para o seu progresso, ficam paralisados, revoltados contra as circunstâncias, revoltados contra Deus, pois não admitem que, se não felizes, o remédio está em ser preservante e paciente, invejosos contra aqueles que julgam mais felizes (que muitas são infelizes, ao contrário do que eles pensam, porque os bens materiais, a beleza e a juventude não dão a verdadeir felicidade, ela vem de dentro de nós e não depende assim tanto das circunstâncias como parece), pois o orgulho impede-os de admitir que há pessoas que podem ser mais merecedoras do que eles.  Enfim, porque têm uma visão muito pobre da realidade e, ainda por cima reduzida ao mundo material.

bem hajam
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: onurb em 18 de Março de 2008, 12:01
Olá cá estou novamente...  :D

É engraçada a forma como a onda de pensamento circula pelas pessoas, andamos todos a sintonizar o nosso rádio mas sempre de acordo com a nossa verdade. (ainda ando a ler e ler, ou será relembrar aquilo que me foi dito e não ouvi ou não quis saber ::)   ;))

Quando falam em plano Astral, não sei se o podemos dividir em camadas ou secções (Astral inferior e superior)? Penso que este tem que estar no "campo de frequências" da Terra, a escola é aqui e não em Marte!

Logo aceito

Citar
os espíritos "infelizes" estão aqui na terra. misturados connosco...     

...mas não acredito que se trate de um local fisco definido

E também acho que não é lugar físico não faria sentido, isto é, matéria como a conhecemos, complicado!

Citar
Após o desencarne cessam as dores fisicas


Surgem as "dores mentais" que podem ser bem penosas e pelas quais teremos todos que passar (digo eu) nem que seja 2 dos nossos dias, saimos do corpo carne ficamos com o corpo etérico salvo erro ou verdade de cada um, e quando este desaparece somos a "cabeça de um alfinete" (era tão bom que fossem só dois dias), isto enquanto como seres mais evoluidos se é que o podemos dizer, ou passamos a um Plano acima onde vamos reflectir sobre todo o nosso caminho (já lá devo ter um livrinho jeitoso  ;D, espero que sim!) e voltamos à carne para repetirmos a cadeira que falhamos e mais umas quantas cadeiras (que curso longo, mas ao mesmo tempo maravilhoso), digo eu na minha pequena percepção.

Bem depois desta confusão toda que deixei aqui  ;D, voltando ao topic, se já nos custa passar pelo Plano Astral, supondo eu que sou resgatado para um Plano superior, ou pelo menos para uma secção mais calma, onde possa estar o meus próximos 300 a estudar o que fiz e que deveria ter feito. Os irmãos que aceitaram a missão de vir fazer mais umas quantas cadeiras  ;D e pagar umas propinas atrasadas  ::)  (cada uns tem as suas) ao cancelarem a matricula estão a atrasar não só o curso como a acumular propinas, os que ajudam a cancelar as matriculas dos outros sem se apercebem que é uma das suas cadeiras, para além de chumbarem na cadeira ainda têm que dividir juros das propinas do irmão a quem ajudaram a cancelar a matricula.

Desculpem as graçolas,  ;D
Tudo de bom para todos!

 

Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Vitor Santos em 18 de Março de 2008, 12:25
Olà Onurb

Nós debatemos os assuntos com base no que nos dizem os espiritos. Como nem sempre as palavras e o adiantamento deles são iguais, provavélmente estamos muitas vezes a dizer a mesma coisa com palavras diferentes.

O Livro dos Espiritos esclarece que os espiritos, no que se refere à evolução moral e intelectual (a evolução intelectual precede a moral, portanto esta última pressupõe a primeira - estamos a falar do espirito e não da manifestação do mesmo no corpo fisico, que dificulta a expressão do espirito e pode ocultar a natureza do mesmo) não se podem encaixar em categorias bem definidas. As várias categorias são criadas com fins pedagógicos. Mas os espiritos não evoluem através de saltos, mas progressivamente. Entre duas categoria consecutivas há sempre muitos espiritos.

Na realidade o que me parece é que os espiritos desencarnados estão sempre junto dos planetas adequados à depuração do seu perispirito, que é o espelho da depuração do espirito. A questão não é o local fisico onde se encontram, mas o estado psicológico deles. Por nós desencarnarmos não nos livramos do raio de acção do nosso planeta. A não ser que ele evolua mais ou menos que nós próprios. Nesse caso seremos atraidos para um planeta equivalente. Os planetas são solidários e podemos repetir nuns as provas que falhámos noutros do mesmo nivel. Se conseguirmos acompanhar o nosso planeta já não é mau.

Uma vantagem que eu vejo na doutrina espirita é que vem desmistificar os conceitos que visavam empurrar a humanidade pela força do medo, atormentando-a. Esses conceitos também serviam (e ainda servem)para assegurar os "postos de trabalho" aos religiosos profissionais. A lógica do medo e da salvação do homem pela intervenção do sacerdote e/ou da sua instituição, por um lado era conveniente, por outro lado era adequado aos homens mais rudes, que não podiam entender de outra forma. Para tudo há o seu tempo.

Penso que chegaram os tempos em que necessitamos de nos libertar da lógica do medo, entrando na lógica da confiança na infinita bondade de Deus. Na minha óptica, precisamos de ter uma postura positiva, compreendendo que podemos elevar-nos se deixarmos os sentimentos mesquinhos, ou seja procurar agir para obter a recompensa, que o amor do Pai nos garante, em vez de agir por medo das consequências.

Bem sei que as pessoas na terra não estão todas no mesmo estágio evolutivo. Mas se não compreendemos a vantagem do caminho do amor, dificilmente lá vamos pelo caminho do medo. O medo é pai das obras mais horriveis da humanidade. O próprio Jesus foi alvo do medo humano, e por isso crucificado. Claro que sabemos que se tratou de um plano superior e que os homens acabaram por servir a Providência, sem o suspeitarem. A Deus não é agradável o mal, mas Ele pode permiti-o por boas razões.

Face ao exposto, julgo que chegou a hora dos espiritas se apresentarem como mensageiros do amor de Deus e não como mensageiros da desgraça. De transmitirem que o amor de Deus existe e que é uma grande vantagem usufruir dele e não que estão sujeitos a grandes desgraças por via da sua imperfeição.

Atormentar as pessoas com o medo da desgraça, é o mesmo do que tentar educar uma criança a chicote, em vez de lhe ir mostrando as vantagens de se comportar bem, com uma linguagem adequada à idade. É através do amor e não do chicote que se domina a criança. Não defendo que se permita tudo á criança, nada disso. É amor impedir a criança de se magoar, nem que seja um pouco á força, não constrangindo, contudo, demasiado a sua liberdade, de forma a não a atrofiar. Há sempre algum risco para corpo humano. Anulá-lo seria bloquear a capacidade de aprendizagem. É preciso inteligência, bom senso e equilibrio. A criança deve ser amparada com amor. Não deixada ao Deus dará nem atrofiada.

Podemos mostrar as desvantagens dos actos errados, com certeza, mas o nosso pensamento e o nosso discurso deve estar muito mais virado para as vantagens. Devemos elevar o nosso pensamento a Deus. Aceitar e não negar o amor do criador. Tentar a aproximação e não ter medo de Deus. Deus nao nos faz mal. Não há que ter medo.

Por favor temos de evitar o medo. Confiemos na infinita bondade de Deus. Deixemo-nos levar pelo amor do Criador.  Positivamente. Com paciência mas lutando sempre para dar a volta por cima. Percebendo que as leis de Deus existem e que não as podemos alterar. Que a postura inteligente e o caminho da verdadeira felicidade é comportar-se de forma a cumprir a vontade de Deus e não ficar a reclamar ou com medo das mesmas. Revoltar-se, tentar contornar ou negociar as leis de Deus é impossivel, para além de nos fazer perder tempo e nos causar sofrimento.

Eu estou certo de que o Pai quer o nosso bem. Que nos quer felizes. Que quer que nos aproximemos e não que tenhamos medo dele. A mensagem espirita não é o anuncio do Inferno. Já ultrapassamos esse tempo. A mensagem espirita deve mostrar o caminho de céu e mostrar que o inferno é a nossa teimosia em rescusar o caminho da felicidade para onde o Pai nos encaminha incessantemente.

Temos de encontrar o caminho certo e não passar a vida preocupados com o que acontece se seguirmos o caminho errado. Deus ama-nos e as nossas lágrimas chegam ao Pai. Assim que nos dispomos a ir pelo caminho certo, temos o amparo incondicional de Deus e dos bons espiritos. Não há que ter medo se tivermos a intenção sincera de encontrar o caminho proposto pelo Pai para a nossa felicidade. Se ficamos a matutar no mal que nos pode acontecer, ficamos a perder tempo, presos a ideias de desgraça. O nosso tempo é precioso demais para isso. Sejamos inteligentes.

bem haja
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: ailama em 18 de Março de 2008, 13:33
Olá ONURB.



Gostei imenso do teu pensamento.
Os exemplos foram simples, engraçados e muito úteis para a nossa aprendizagem só não querendo é que não se evolui.
devemos ser bons alunos.

Saudações fraternas
 AILAMA
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: onurb em 18 de Março de 2008, 15:05
Vitor_Santos, fiquei um pouco confuso  ??? ???

Não se deve mostrar a verdade? (andamos nisto à 2000 anos, na qual muita informação é queimada e muitos silenciados)

Só interessa o caminho para a frente? (e onde coloco os pés se não tenho base onde os colocar)

"Esta é a verdade! Segue este caminho!" Já não serve para muitos, o meu pequenito de 5 anos quando eu quero que ele faça algo, ou me pergunta algo ao qual tenho que dar uma resposta meia e me pergunta porquê, eu respondo "porque é assim", ouço sempre "porque é assim, não é resposta" e lá vai ele contrariado fazer o que lhe disse, quando faz! Dá que pensar sendo ele criança...

Compreendo o facto de ainda existir muitas pessoas (irmãos) que não evoluiram o suficiente, e sempre fomos avisados para não atirar as "pérolas aos porcos", é verdade que ainda existe muitos involuídos se é que assim se pode dizer dos irmãos, mas continuar a esconder também não será um erro?

Mas neste fórum, haverá necessidade de ocultar isso, não teremos todos já a chama mesmo que pequena seja, não terá sido essa chama que nos fez entrar num fórum especifico, começar a estudar, relembrar, partilhar ideias... muitos ao lerem iram pensar estes homens são loucos, de que falam eles e sairiam como entraram, no entanto as pérolas ficariam para os que compreendem, ou tentam ;D lá chegar.

"porque é assim" ou mais conhecido por "Deus assim quer" deixou para muitos de ser a resposta, principalmente para os que estão a nascer (reencarnar) ou para os que viram ter que passar na transição!

Isto não é uma critica nem qualquer ataque... eu quero aprender tudo como se um raio de luz me iluminasse e que um sorriso meu iluminasse todos os outros  :D

Abraço para todos

Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Vitor Santos em 18 de Março de 2008, 19:54
Olá Onurb

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Eu disse:

Podemos mostrar as desvantagens dos actos errados, com certeza, mas o nosso pensamento e o nosso discurso deve estar muito mais virado para as vantagens. Devemos elevar o nosso pensamento a Deus. Aceitar e não negar o amor do criador. Tentar a aproximação e não ter medo de Deus. Deus nao nos faz mal. Não há que ter medo


Pelos vistos eu não me fiz entender. Eu não acho que não se deva divulgar a verdade, qualquer que ela seja. Não é isso. O que eu quis dizer é que gastar tempo à procura do caminho certo é muito mais útil do que gastar tempo a pensar nas desgraças que nos podem acontecer se formos pelo caminho errado.

Não se trata de esconder o caminho errado, pois eu não sou a favor de censuras ou de elitismos (pensar que nós podemos saber a verdade, mas os outros não podem porque não têm capacidade para isso). Muito pelo contrário. O conhecimento deve ser tanto quanto possivel acessivel a todos.

Eu costumo aconselhar as pessoas a pensar pela própria cabecinha, estudando os elementos de que dispôem. Aqueles que querem impor ideias, têm normalmente algum interesse nisso.

No caso das coisas do espirito costumo aconselhar as pessoas a ler por si mesmos o conjunto de Livros da Codificação, coligidos por Kardec, com base nas informações dos espiritos. E a tirar conclusões por si mesmos.

Mas cada um é livre de dar mais ou menos prioridade a este ou aquele aspecto do conhecimento. Aquele que se fixa mais nas coisas negativas, atormenta-se e/ou desanima. Aquele que se fixa mais nas coisas positivas, tem mais ânimo e transmite mais ânimo aos outros. Não perde tempo a pensar o que vai acontecer se seguir o caminho errado, mas em busca do caminho certo.

Estou é farto de profetas da desgraça. É preciso olhar para o futuro de forma positiva. Confiar em Deus e na bondade dele. Vou dar um exemplo com base em coisas que todos conhecemos, exagerando um pouco, para enfatizar o que quero dizer.

Supomos que vamos a passear e encontramos, pela frente, uma parede de um edificio.

O homem positivo, começa á procura de uma caminho alternativo, para contornar a parede (que representa as leis da vida material). Ele sabe que a parede não se vai desviar e que é ele que tem de o fazer. Por isso trata de dar á volta à questão da melhor forma. Passa o obstáculo com facilidade.

O homem negativo,que segue os profetas da desgraça, começa a pensar nas consequências de ficar parado ou de bater contra a parede. Fica cheio de medo e deixa de ter um raciocinio limpido. Porque ninguém pensa bem cheio de medo. Também se pode revoltar e queixar contra quem pôs ali a parede. Nesse caso é a ira que lhe retira a capacidade de racicionio. Em vez de vencer o obstáculo, gasta-se a si próprio e enferniza os outros, mas não sai do sitio. Nem vence os obstáculos materiais nem os morais.

O homem positivo crente em Deus, na infinita bondade do Criador, bem informado, conhece as leis da vida e sabe que os obstáculos a vencer não só os obstáculos materiais visiveis e externos. São também os obstáculos morais que residem em nós mesmos. Vencer os obstáculos materiais pode ajudar nesta encarnação. Mas quando desencarnamos deixamo-los cá e deixam de ter valor para nós. Vencer também os obstáculos morais é que nos trás a maior recompensa. Neste caso a parede representa as leis da vida na sua integra (as leis da matéria+as leis espirituais).

Deus está sempre a tentar amparar-nos. Mas só o homem positivo e bom entende e aproveita bem esse amparo dado pelo Criador com muito amor. Ter um anjo guardião, por exemplo, é um grande previlégio se o ouvirmos.

Claro que a vida não é assim tão simples. Trata-se apenas de tentar transmitir ideias através de exemplos grosseiros.

As crianças criadas a chicote são potenciais criminosos, as crianças criadas com amor prudente são candidatos a ser mais felizes. Dão valor ao amor. E esse valor é o mais importante para construir a nossa felicidade. As crianças (nós somos todos crianças espirituais) seguem o exemplo que lhe dão, não o que lhe dizem. Se os tratamos a chicote, elas vão achar que a violência é uma ferramenta legitima nas relações humanas. Quem sabe se em idosos não vamos levar com o mesmo chicote com batemos aos nossos filhos.   

Nós evoluimos através do reconhecimento do amor do Pai e não através do medo do castigo. Quem é comandado pelo medo são as feras no circo. Mas mesmo assim é melhor que o tratador tenha lá uma recompensazinha, para além do chicote. Devemos procurar melhor motivação para evoluir do que o medo.

bem haja
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: onurb em 19 de Março de 2008, 00:49
Boas,  resumindo a eutanásia tem problemas carmicos que envolve quem faz o suicidio e quem indus o suicidio. Pelo livre arbitrio são livre de experimentarem, o resto já sabem.

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....Mas cada um é livre de dar mais ou menos prioridade a este ou aquele aspecto do conhecimento. Aquele que se fixa mais nas coisas negativas, atormenta-se e/ou desanima. Aquele que se fixa mais nas coisas positivas, tem mais ânimo e transmite mais ânimo aos outros. Não perde tempo a pensar o que vai acontecer se seguir o caminho errado, mas em busca do caminho certo.

Estava aqui a fazer umas experiencias com pensamentos, uns bons uns maus, os maus a anularem os bons , os bons a anularem os maus. Acho que devemos ser Senhor do positivo e do negativo. O caminho.... se ando muito para a esquerda apanho com fogo, se vou muito para a direita, xiça, mais fogo, eu vou é pelo meio e Senhor do positivo e negativo. (quando aprender claro, acho que ainda vou fazer umas boas temporadas cá)

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Estou é farto de profetas da desgraça. É preciso olhar para o futuro de forma positiva. Confiar em Deus e na bondade dele
.

“Reconhecei as árvores, pelos seus frutos”

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...Devemos procurar melhor motivação para evoluir do que o medo.   

O medo é ignorancia, já li isto em qualquer lado.


Tudo de bom para todos.

Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Vitor Santos em 19 de Março de 2008, 19:26
Olà

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Estava aqui a fazer umas experiencias com pensamentos, uns bons uns maus, os maus a anularem os bons , os bons a anularem os maus. Acho que devemos ser Senhor do positivo e do negativo. O caminho.... se ando muito para a esquerda apanho com fogo, se vou muito para a direita, xiça, mais fogo, eu vou é pelo meio e Senhor do positivo e negativo. (quando aprender claro, acho que ainda vou fazer umas boas temporadas cá)

Amigo Onurb, você deve ir por onde bem entender. Como toda a gente (de preferência respeitando os direitos alheios e não prejudicando ninguém). Assim como semear colherá.

O que eu disse é que era melhor procurar a recompensa sem rebeldia do que levar com o chicote. Dependo da nossa opção assim teremos. Um dia quando nos fartamos de levar com o chicote, procuraremos a recompensa. Mais tarde ou mais cedo cansamo-nos de fazer mal a nós próprios. O caminho do meio é o caminho da felicidade, ou seja da recompensa. É fazendo só bem e não fazendo o mal que mais progredimos. Não é fazendo bem e mal alternadamente. Infelizmente às vezes demora algum tempo a aprender o caminho certo e passamos muitos séculos a aprender a chicote. Mas não é o processo ideal de progredir. O nosso chicote somos nós mesmos que manobramos.

Também quis dizer que é melhor sermos capazes de ter uma postura tão positiva quanto possivel (com fé, alegria, esperança, coragem, paciência e resignação), pois isso é bom nós e para as outras pessoas. Se somos amargos, ou revoltados, ou andamos sempre desanimados temos menos capacidade de progredir. tudo corre mal e  criamos á nossa volta um mau ambiente, que acaba por nos prejudicar também, à laia de bomerangue.

A boa via é aquela que procura o caminho certo, confiante no amor e bondade de Deus. Que sente e aproveita o empurrão divino natural. Mas há vias alternatvas. Senão não havia liberdade de agir. Sem alguma liberdade de agir não se aprende.

bem haja
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: onurb em 19 de Março de 2008, 21:11
Boas,

.....

Amigo Onurb, você deve ir por onde bem entender. Como toda a gente (de preferência respeitando os direitos alheios e não prejudicando ninguém). Assim como semear colherá.
....

Se ofendi ou se prejudiquei alguem aqui no forum ou noutro lado qualquer aqui ou noutro mundo não foi essa a minha intensão nem poderia ser, não é essa a minha filosifia de vida nem poderia ser quem Sou. Onde entro passa a existir paz e alegria.

Entrei para estudar e trocar opiniões.

Quem me conhece sabe que escrevi isto com um sorriso nos lábios, e que terminei ou mesmo pelo meio das frases, com um ahahahahahahah tão puro carregado com uma energia tão contangiante (que não controlo nem a sei controlar) capaz de encher quem me rodeia de uma sensação de alegria que desperta outros 1000 sorrisos.

Citar
...
Não é fazendo bem e mal alternadamente.
...

Um irmão disse-me um dia destes "Fazer o bem mal, mal bem"  :D :D :D :D

Tudo de bom e a paz esteja convosco  :D


 

Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: aruanda em 19 de Março de 2008, 21:21

Meus amigos, Vítor e Ornub ;D ;D

Eu posso estar errada mas, depois de vos ler ,parece-me que estão ambos a dizer mais ou menos o mesmo mas, manifestando-se de maneira diferente de acordo com a vossa personalidade...não será?

 :D :D :D ;D ;)

Abraços
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Vitor Santos em 20 de Março de 2008, 16:52
Olá

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Se ofendi ou se prejudiquei alguem aqui no forum ou noutro lado qualquer aqui ou noutro mundo não foi essa a minha intensão nem poderia ser, não é essa a minha filosifia de vida nem poderia ser quem Sou. Onde entro passa a existir paz e alegria.

Amigo Onurb, a impessoalidade da escrita é sempre um obstáculo á comunicação. Eu não quis dizer que você está a prejudicar ninguém, muito menos aqui no fórum. Quis dizer que não quero impor ideias a ninguém. Que não tenho nada a criticar, julgar ou condenar as opiniões de ninguém, a não ser que essas opiniões pisem a minha liberdade de opinião ou a de quem quer que seja. Estava a falar em abstracto e  não no seu caso concreto. Você não ofendeu nem prejudicou ninguém, que eu desse por isso.

A propósito é melhor ser a fazer o bem bem  :D

bem haja




Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: onurb em 20 de Março de 2008, 20:52
....
A propósito é melhor ser a fazer o bem bem  :D
....


Para os que sabem ouvir, o universo é dual (não digo mais, perguntem aos espiritos)

Para os que não querem ouvir, retirem o fio do negativo a um candeeiro, liguem-no à tomada, mexam no interruptor, pois...

Om Mani Padme Hum
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Carlos Ribeiro em 20 de Março de 2008, 22:48
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Para os que sabem ouvir, o universo é dual (não digo mais, perguntem aos espiritos)
O universo é dual??? O que é dual? Perguntem aos espíritos? Como? Quais espíritos?

Citar
Para os que não querem ouvir, retirem o fio do negativo a um candeeiro, liguem-no à tomada, mexam no interruptor, pois...

Não percebi patavina. Alguém me explica?  ???
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Om Mani Padme Hum
E esta frase o que quer dizer? Será brincadeira?
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: onurb em 20 de Março de 2008, 23:34
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Om Mani Padme Hum

E esta frase o que quer dizer? Será brincadeira?

Está aqui como cumprimento, e significa assim em grosso modo "que recebas a joia divina sobre a tua cabeça", num modo ainda mais básico "que Deus te ilumine".

Existe uma ferramenta chamada www.google.com ou também www.google.pt, que não é mais do que um indice da maior biblioteca mundial.

http://www.amiiris.com/port/trabalhos/7congresso/UNIVERSO%20INVERSO.pdf


Om Mani Padme Hum
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: vennus em 06 de Julho de 2008, 20:44
Olá

Eu concordo que os médicos têm como missão salvar os seus doentes e não matá-los. Mas, no estado actual da ciência médica, também temos obrigação de garantir às pessoas em fase terminal, para quem a medicina já não sabe o que mais fazer para curar, que até que a morte as chame tenham uma qualidade de vida minima, sem dores, na companhia dos familiares. Quando faltamos com esta última obrigação e as pessoas ficam sujeitas a dores ou outros sofrimentos terriveis, é normal que essas pessoas, no seu desespero solicitem a morte aos seus médicos e que estes últimos fiquem indecisos.

Para evitar a eutanásia, não são necessárias leis, mas cuidados paleativos decentes.

bem hajam
Vitor Santos



Mas creio eu que não cabe aos médicos se interfirir nos designos de Deus,alguns apontam que para regeneração do espírito a oportunidade vem pelo sofrimento, sofrimento que muitas das vezes o próprio indivíduo causiona a si mesmo,por quantas vezes teve a pessoa de não causar seu próprio infortúnio e mesmo assim ignorou e deu brechas a leviandade dos prazeres mesquinhos que so fazem por piorar a condição física.Então não seria muito justo que à privasse da aprendizagem ,em relação a causa e efeito.
bjs :D
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Vitor Santos em 06 de Julho de 2008, 20:53
Olá amiga Vennus

Se eu tiver um familiar chegado no hospital, em estado terminal, de tal forma que a medicina já não tenha resposta para ele, vou fazer tudo para que ele não sofra e para passar os seus últimos dias de vida o melhor possivel.

Se isso acontecer com um familiar seu chegado, o que fará?

bem haja
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: vennus em 07 de Julho de 2008, 00:22
 meu anjo eu não questiono ajudar um ente querido ou uma outra pessoa que esteja passando por esses tipos de sofrimento,pois assisto isso quase todos os dias nos hospitais, querer abreviar o sofrimento É O que esta em questão,você quer ver um exemplo: tenho minha mãe que esta com cânçer e cirrose hepática e esta sofrendo muito com os tratamentos,sofrimentos mesmo que ela ocasionou a si mesmo ,com bebidas e uma vida desregrada,então te pergunto é certo agora que na hora do acerto de contas, que a própria vida está lhe fazendo,interfirir-se nela? já ouviu aquela sentença popular "quem semeia vento,colherá tempestade".eu sempre digo a ela, agora você tem que aceitar sua expiação sem se queixar,para que possa reparar numa nova existência seus desatinos para com o corpo físico.
bjs meu lindo!
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Joao Manuel Santos em 07 de Julho de 2008, 17:19
Boa tarde companheiros

Sobre o este tema pessoalmente considero que não se deve legalizar an eutanásia. É apenas uma opinião pessoal com base na necessidade de cumprimento de missão a que nos propusemos. Aceito, claro, que outros tenham opinião diferente.

Mas na sequência da discussão do tema uma dúvida há muito me assalta.
E a manuentenção em estado vegetativo de um corpo que tudo aponta para que não mais tenha possibilidade de continuar a cumprir a sua função? Como fica a situação do espírito que encarnou nesse corpo e que eventualmente poderia ter iniciado uma nova etapa na sua evolução e que se encontra prisioneiro porque artificialmente à luz da deontologia médica e do mais que normal desejos dos seus descendentes que o amam muito e tudo fazem para lhe dar o que consideram melhor?
Até hoje não consegui uma resposta cabal para esta minha dúvida e aos meus quando a situação se colocou tudo procurei para que não partissem sem ter todo o apoio possível.

Um abraço fraterno

João Manuel Santos
Título: Re: A eutanásia á luz da lei divina de causa e efeito
Enviado por: Vitor Santos em 07 de Julho de 2008, 18:19
Olá Vennus

O Evangelho Segundo o Espiritismo esclarece muito bem esta questão. Proponho que leias esta mensagem do espírito protetor Bernardino, que tão bem explicou este assunto:

Citar
O Evangelho Segundo o Espiritismo

Dever-se-á pôr termo às provas do próximo?

27. Deve alguém por termo às provas do seu próximo quando o possa, ou deve, para respeitar os desígnios de Deus, deixar que sigam seu curso?

Já vos temos dito e repetido muitíssimas vezes que estais nessa Terra de expiação para concluirdes as vossas provas e que tudo que vos sucede é conseqüência das vossas existências anteriores, são os juros da divida que tendes de pagar. Esse pensamento, porém, provoca em certas pessoas reflexões que devem ser combatidas, devido aos  funestos efeitos que poderiam determinar.

Pensam alguns que, estando-se na Terra para expiar, cumpre que as provas sigam seu curso. Outros há, mesmo, que vão até ao ponto de julgar que, não só nada devem fazer para as atenuar, mas que, ao contrário, devem contribuir para que elas sejam mais proveitosas,
tornando-as mais vivas. Grande erro.

E certo que as vossas provas têm de seguir o curso que lhes traçou Deus; dar-se-á, porém, conheçais esse curso? Sabeis até onde têm elas de ir e se o vosso Pai misericordioso não terá dito ao sofrimento de tal ou tal dos vossos irmãos: "Não irás mais longe?" Sabeis se a  providência não vos escolheu, não como instrumento de suplício para agravar os sofrimentos do culpado, mas como o bálsamo da consolação para fazer cicatrizar as chagas que a sua justiça abrira?

Não digais, pois, quando virdes atingido um dos vossos irmãos: "E a justiça de Deus, importa que siga o seu curso. Dizei antes:
"Vejamos que meios o Pai misericordioso me pôs ao alcance para suavizar o sofrimento do meu irmão. Vejamos se as minhas consolações morais, o meu amparo material ou meus conselhos poderão ajudá-lo a vencer essa prova com mais energia, paciência e resignação. Vejamos mesmo se Deus não me pôs nas mãos os meios de fazer que cesse esse sofrimento; se não me deu a mim, também como prova, como expiação talvez, deter o mal e substitui-lo pela paz."

Ajudai-vos, pois, sempre, mutuamente, nas vossas respectivas provações e nunca vos considereis instrumentos de tortura. Contra essa idéia deve revoltar-se todo homem de coração, principalmente todo espírita, porquanto este, melhor do que qualquer outro, deve compreender a extensão infinita da bondade de Deus.

Deve o espírita estar compenetrado de que a sua vida toda tem de ser um ato de amor e de devotamento; que, faça ele o que fizer para se opor às decisões do Senhor, estas se cumprirão. Pode,portanto, sem receio, empregar todos os esforços por atenuar o amargor da expiação, certo, porém, de que só a Deus cabe detê-la ou prolongá-la, conforme julgar conveniente.

Não haveria imenso orgulho, da parte do homem, em se considerar no direito de, por assim dizer, revirar a arma dentro da ferida? De aumentar a dose do veneno nas vísceras daquele que está sofrendo, sob o pretexto de que tal é a sua expiação? Oh! considerai-vos
sempre como instrumento para fá-la cessar. Resumindo: todos estais na Terra para expiar; mas, todos, sem exceção, deveis esforçar-vos por abrandar a expiação dos vossos semelhantes, de acordo com a lei de amor e caridade. - Bernardino, Espírito protetor.(Bordéus, l863.)

Espero que esta passagem do ESE, te ajude a esclarecer.

bem hajas