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GERAL => Mensagens de Ânimo => Jornal das Boas Notícias => Tópico iniciado por: Márcia Diniz em 05 de Setembro de 2013, 22:21

Título: A essência do amor
Enviado por: Márcia Diniz em 05 de Setembro de 2013, 22:21
“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine.
Ainda que eu tenha o dom de profecia, saiba todos os mistérios e todo o conhecimento e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada serei.
Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me valerá.
O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.
O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
I coríntios 13: 1:7

O amor é a fonte suprema de tudo que compõe nosso ser. Através dele, iniciamos um processo individual de autoconhecimento, que é fundamental para transformarmos significantemente nossas vidas.

O universo ao expandir-se, permitiu que o amor moldasse as infinitas formas de vida, aglomerando pelo cosmos as mais belas criações, cheias de beleza, particularidade e completude.

O amor é a base de tudo que existe. É o ápice do preenchimento interno, é a certeza do bem estar, é o impulsionador da fé e da coragem.

Tudo está conectado pela força do amor, tudo se interage e segue um ciclo natural de existência.

Sem amor as coisas se tornam frias e insignificantes. Sem sua sublime presença, não temos motivação para conduzir algumas situações adiante, abatemo-nos com facilidade, ficamos fracos e oprimidos em qualquer adversidade.

Ele nos impulsiona, ensina-nos a exercer a sabedoria acima da intolerância, a acalmarmos o coração quando nos sentimos ameaçados.

O maior e melhor amor é o pessoal, ele é intransferível, impagável, completo e supremo.

Exercitar o amor próprio é a maneira mais ampla de propagar o bem aonde quer que formos. Seja o que for que fizermos, se o amor nos guiar, alcançaremos as estrelas do céu.

Paz e Luz,
Márcia Diniz

Título: Re: A essência do amor
Enviado por: Brenno Stoklos em 06 de Setembro de 2013, 06:23

O maior e melhor amor é o pessoal, ele é intransferível, impagável, completo e supremo.

Paz e Luz,
Márcia Diniz


Muito pelo contrário!

O amor-próprio é o gerador do egoísmo e do orgulho.

As duas grandes chagas da humanidade terrestre!

Título: Re: A essência do amor
Enviado por: lconforjr em 12 de Outubro de 2013, 14:52
Re: A essência do amor
   
      Sempre raciocinando para entender melhor a doutrina.
...............
      Conf: a doutrina ensina que o egoísmo nasce da proximidade em que o espírito está da matéria, onde o Criador o colocou;

      que é, portanto, um sentimento natural a todos os humanos e não humanos;

      que o egoísmo é a mãe de todas as imperfeições dos espíritos, tanto que o chama de “a maior chaga da humanidade”, e que devido a ser egoísta é que o espírito sofre.

      Sinceramente, gostaria que alguém me ajudasse a entender, pois   

      - considerando que o egoísmo resulta da natureza criada por Deus...

      - que é ele a causa de todos os erros e, conseqüentemente, de todos os sofrimentos dos espíritos, pois estes, conforme a doutrina (todas as doutrinas) são responsabilizados pelo egoísmo que possuem, e por tudo que praticam em decorrência dele...

      - considerando que a justiça divina sempre pune o espírito em tudo aquilo em que pecou...

      Pergunto: qual é a causa dos sofrimentos dos espíritos? Em que foi que o espirito pecou?

      É evidente que muitos dirão: a causa está no fato de o espírito ser egoísta e, devido a isso, cometer tantos erros.

      Nova pergunta: e qual é a causa que tem como efeito o espírito ser egoísta? A própria DE diz, como colocado acima, que essa causa está na proximidade em que o espírito está da matéria onde Deus o colocou.

      Sendo assim, se a causa de ser egoísta está nas influências da matéria, próximo à qual, independentemente de sua vontade ou escolha, Deus o colocou, qual é a causa de a doutrina lhe imputar responsabilidades e fazê-lo sofrer?

      Resumindo: os erros e sofrimentos dependem ou são causados pelo egoismo; e o egoismo depende ou é causado pelo quê?
.............................
Título: Re: A essência do amor
Enviado por: Brenno Stoklos em 03 de Novembro de 2013, 04:09
   
      Sempre..................
........................quê?


"O homem não é fatalmente levado ao mal; os atos que pratica não foram previamente determinados; os crimes que comete não resultam de uma sentença do destino. Ele pode, por prova e por expiação, escolher uma existência em que seja arrastado ao crime, quer pelo meio onde se ache colocado, quer pelas circunstâncias que sobrevenham, mas será sempre livre de agir ou não agir. Assim, o livre-arbítrio existe para ele, quando no estado de Espírito, ao fazer a escolha da existência e das provas e, como encarnado, na faculdade de ceder ou de resistir aos arrastamentos a que todos nos temos voluntariamente submetido. Cabe à educação combater essas más tendências. Fá-lo-á utilmente, quando se basear no estudo aprofundado da natureza moral do homem. Pelo
conhecimento das leis que regem essa natureza moral, chegar-se-á a modificá-la, como se modifica a inteligência pela instrução e o temperamento pela higiene.
Desprendido da matéria e no estado de erraticidade, o Espírito procede à escolha de suas futuras existências corporais, de acordo com o grau de perfeição a que haja chegado e é nisso, como temos dito, que consiste sobretudo o seu livre-arbítrio. Esta liberdade, a encarnação não a anula. Se ele cede à influência da matéria, é que sucumbe nas provas que por si mesmo escolheu. Para ter quem o ajude a vencê-las, concedido lhe é invocar a assistência de Deus e dos bons Espíritos.
Sem o livre-arbítrio, o homem não teria nem culpa por praticar o mal, nem mérito em praticar o bem. E isto a tal ponto está reconhecido que, no mundo, a censura ou o elogio são feitos à intenção, isto é, à vontade. Ora, quem diz vontade diz liberdade. Nenhuma desculpa poderá, portanto, o homem buscar, para os seus delitos, na sua organização física, sem abdicar da razão e da sua condição de ser humano, para se equiparar ao bruto. Se fora
assim quanto ao mal, assim não poderia deixar de ser relativamente ao bem. Mas, quando o homem pratica o bem, tem grande cuidado de averbar o fato à sua conta, como mérito, e não cogita de por ele gratificar os seus órgãos, o que prova que, por instinto, não renuncia, mau grado à opinião de alguns sistemáticos, ao mais belo privilégio de sua espécie: a liberdade de pensar.
A fatalidade, como vulgarmente é entendida, supõe a decisão prévia e irrevogável de todos os sucessos da vida, qualquer que seja a importância deles. Se tal fosse a ordem das coisas, o homem seria qual máquina sem vontade. De que lhe serviria a inteligência, desde que houvesse de estar invariavelmente dominado, em todos os seus atos, pela força do destino? Semelhante doutrina, se verdadeira, conteria a destruição de toda liberdade moral; já não haveria para o homem responsabilidade, nem, por conseguinte, bem, nem mal, crimes ou virtudes. Não seria possível que Deus, soberanamente justo, castigasse suas criaturas por faltas cujo cometimento não dependera delas, nem que as recompensasse por virtudes de que nenhum mérito teriam. Demais, tal lei seria a negação da do progresso, porquanto o homem, tudo esperando da sorte, nada tentaria para melhorar a sua posição, visto que não conseguiria ser mais nem menos.
Contudo, a fatalidade não é uma palavra vã. Existe na posição que o homem ocupa na Terra e nas funções que aí desempenha, em conseqüência do gênero de vida que seu Espírito escolheu como prova, expiação ou missão.Ele sofre fatalmente todas as vicissitudes dessa existência e todas as tendências boas ou más, que lhe são inerentes. Aí, porém, acaba a fatalidade, pois da sua vontade depende ceder ou não a essas tendências. Os
pormenores dos acontecimentos, esses ficam subordinados às circunstâncias que ele próprio cria pelos seus atos, sendo que nessas circunstâncias podem os Espíritos influir pelos pensamentos que sugiram.
Há fatalidade, portanto, nos acontecimentos que se apresentam, por serem estes conseqüência da escolha que o Espírito fez da sua existência de homem. Pode deixar de haver fatalidade no resultado de tais acontecimentos, visto ser possível ao homem, pela sua prudência, modificar-lhes o curso. Nunca há fatalidade nos atos da vida moral.
No que concerne à morte é que o homem se acha submetido, em absoluto, à inexorável lei da fatalidade, por isso que não pode escapar à sentença que lhe marca o termo da existência, nem ao gênero de morte que haja de cortar a esta o fio.
Segundo a doutrina vulgar, de si mesmo tiraria o homem todos os seus instintos que, então, proviriam, ou da sua organização física, pela qual nenhuma responsabilidade lhe toca, ou da sua própria natureza, caso em que lícito lhe fora procurar desculpar-se consigo mesmo, dizendo não lhe pertencer a culpa de ser feito como é. Muito mais moral se mostra, indiscutivelmente, a Doutrina Espírita. Ela admite no homem o livre-arbítrio em toda a sua plenitude e, se lhe diz que, praticando o mal, ele cede a uma sugestão estranha e má, em nada lhe diminui a responsabilidade, pois lhe reconhece o poder de resistir, o que evidentemente lhe é muito mais fácil do que lutar contra a sua própria natureza. Assim, de acordo com a Doutrina Espírita, não há arrastamento irresistível: o homem pode sempre cerrar ouvidos à voz oculta que lhe fala no íntimo, induzindo-o ao mal, como pode cerrá-los
à voz material daquele que lhe fale ostensivamente. Pode-o pela ação da sua vontade, pedindo a Deus a força necessária e reclamando, para tal fim, a assistência dos bons Espíritos. Foi o que Jesus nos ensinou por meio da sublime prece que é a oração dominical, quando manda que digamos: “Não nos deixes sucumbir à tentação, mas livra-nos do mal.”
Essa teoria da causa determinante dos nossos atos ressalta com evidência de todo o ensino que os Espíritos hão dado. Não só é sublime de moralidade, mas também, acrescentaremos, eleva o homem aos seus próprios olhos. Mostra-o livre de subtrair-se a um jugo obsessor, como livre é de fechar sua casa aos importunos. Ele deixa de ser simples máquina, atuando por efeito de uma impulsão independente da sua vontade, para ser um
ente racional, que ouve, julga e escolhe livremente de dois conselhos um. Aditemos que, apesar disto, o homem não se acha privado de iniciativa, não deixa de agir por impulso próprio, pois que, em definitiva, ele é apenas um Espírito encarnado que conserva, sob o envoltório corporal, as qualidades e os defeitos que tinha como Espírito.
Conseguintemente, as faltas que cometemos têm por fonte primária a imperfeição do nosso próprio Espírito, que ainda não conquistou a superioridade moral que um dia alcançará, mas que, nem por isso, carece de livre-arbítrio. A vida corpórea lhe é dada para se expungir de suas imperfeições, mediante as provas por que passa, imperfeições que, precisamente, o tornam mais fraco e mais acessível às sugestões de outros Espíritos imperfeitos, que delas se aproveitam para tentar fazê-lo sucumbir na luta em que se empenhou. Se dessa luta sai vencedor ele se eleva; se fracassa, permanece o que era, nem pior, nem melhor. Será uma prova que lhe cumpre recomeçar, podendo suceder que longo tempo gaste nessa alternativa. Quanto mais se depura, tanto mais diminuem os seus pontos fracos e tanto menos acesso oferece aos que procurem atraí-lo para o mal. Na razão de sua elevação, cresce-lhe a força moral, fazendo que dele se afastem os maus Espíritos.
Todos os Espíritos, mais ou menos bons, quando encarnados, constituem a espécie humana e, como o nosso mundo é um dos menos adiantados, nele se conta maior número de Espíritos maus do que de bons. Tal a razão por que aí vemos perversidade. Façamos, pois, todos os esforços para a este planeta não voltarmos, após a presente estada, e para merecermos ir repousar em mundo melhor, em um desses mundos privilegiados, onde não nos lembraremos da nossa passagem por aqui, senão como de um exílio temporário".

                                                                    O Livro dos Espíritos

Título: Re: A essência do amor
Enviado por: EsoEstudos em 03 de Novembro de 2013, 04:26
O egoísmo decorre do ponto de máxima restrição do ser nos limites da matéria. Aqui é como se a individualidade fosse a maior possível. Da mesma forma que o instinto de conservação dá ensejo (não causa) aos vícios e paixões, também a restrição máxima engendra o senso de individualidade exacerbada, sem se importar com outrem, enfim, o egoísmo ou egolatria.