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GERAL => O que é o espiritismo => Imortalidade da Alma => Tópico iniciado por: Regina Prins em 14 de Maio de 2009, 22:40

Título: UM ESPÍRITO NOS FUNERAIS DE SEU CORPO.
Enviado por: Regina Prins em 14 de Maio de 2009, 22:40
[size=10pt][size=10pt]UM ESPÍRITO NOS FUNERAIS DE SEU CORPO.[/size][/size]


ESTADO DA ALMA NO MOMENTO DA MORTE.

Os Espíritos sempre nos disseram que a separação entre a alma e o corpo não se dá instantaneamente. Algumas vezes começa antes da morte real, durante a agonia; quando se faz notar a última pulsação, o desprendimento ainda não é completo: este se opera mais ou menos lentamente, conforme as circunstâncias e, até sua completa libertação, a alma experimenta uma perturbação, uma confusão que lhe não permitem dar-se conta de sua situação; encontra-se no estado de uma pessoa que desperta e cujas idéias são confusas. Tal estado nada tem de penoso para o homem cuja consciência é pura; sem se dar bem conta do que vê, está calmo e espera sem temor o completo despertar; ao contrário, é cheio de angústias e de terrores para aquele que teme o futuro. A duração dessa perturbação, diremos nós, é variável. É muito menos longa naquele que, durante a vida, já elevou os pensamentos e purificou a alma; dois ou três dias lhe bastam, enquanto que a outros são precisos, por vê­zes, oito ou mais dias. Muitas vezes assistimos a esse momento solene e sempre vimos a mesma coisa. Não é, pois, uma teoria, mas o resultado da observação, desde que é o Espírito quem fala e pinta a sua própria situação.

Eis um exemplo tanto mais característico e interessante para o observador, quanto não se trata de um Espírito invisível, que escreve por um médium, mas de um Espírito que é visto e ouvido em presença de seu corpo, tanto na câmara ardente, quanto na igreja durante o serviço fúnebre.

O Sr. X. acabava de ser vitimado por um ataque de apoplexia. Algumas horas depois de sua morte, o Sr. Adrien, um de seus amigos, achava-se na câmara mortuária com a esposa do defunto; viu o Espírito deste, muito distintamente, andando a passos largos e compassados, depois olhar alternativamente para o seu corpo e para as pessoas presentes e, por fim, sentar-se numa poltrona. Tinha exatamente a mesma aparência que quando vivo: vestia a mesma sobrecasaca e as mesmas pantalonas pretas; com as mãos nos bolsos, tinha um ar desconfiado.

Durante esse tempo a esposa procurava um papel na secretária. O marido olhou-a e disse: “Procurarás em vão; nada encontrarás.” Ela nada suspeitava, porque o Sr. X. só era visível para o Sr. Adrien.

No dia seguinte, durante o serviço fúnebre, o Sr. Adrien viu novamente o Espírito de seu amigo vagando ao lado do caixão; mas já não tinha o costume da véspera: estava envolto numa espécie de túnica. Entre ambos travou-se a seguinte conversa. Notemos, de passagem, que o Sr. Adrien não é sonâmbulo; que nesse momento, como no dia anterior, estava perfeitamente desperto e que o Espírito lhe aparecia como se fora um convidado para o enterro.

— Diga-me uma coisa, meu caro Espírito: que sente agora?

— Bem e sofrimento.

— Não compreendo isto.

— Sinto que estou vivendo a minha verdadeira vida; entretanto, vejo o meu corpo aqui neste caixão; apalpo-me e não me sinto; contudo sinto que vivo, que existo. Serei então dois seres? Ah! Deixe-me sair desta noite, deste pesadelo.

— Deverá ficar muito tempo assim?

— Oh! não; graças a Deus, meu amigo; sinto que despertarei em breve. Seria horrível se assim não fosse. Tenho as idéias confusas; tudo é obscuridade. Pense na grande divisão que acaba de ser feita... e da qual nada compreendo.

— Que efeito lhe produziu a morte?

— A morte? Eu não estou morto, meu filho! Você se engana. Eu me levantava e de repente fui ferido por uma escuridão que me desceu sobre os olhos; depois me levantei e veja o meu espanto ao me ver, ao me sentir vivo e ter ao meu lado, sobre o ladrilho, meu outro ego deitado. Minhas idéias estavam confusas; eu errava para um refazer, mas não podia; via minha mulher chegar e velar-me, lamentando-se, mas eu me perguntava o motivo. Eu a consolava, falava-lhe, mas nem ela respondia nem me compreendia; isto me torturava e deixava-me ainda mais perturbado. Só você me fez bem, porque me escutou e compreende o que eu quero; você me ajuda a destrinçar minhas idéias e me faz um grande bem. Mas por que os outros não fazem o mesmo? Eis o que me tortura... O cérebro está esmagado por esta dor... Irei vê-la; talvez que agora ela me entenda... Até logo, meu caro amigo; chame-me e eu irei vê-lo. Farei uma visita de amigo... Surpreendê-lo-ei.., até logo.

A seguir o Sr. Adrien o viu aproximar-se do filho que chorava. Curvou-se sobre ele, ficou uns momentos nessa posição, depois partiu rapidamente. Não havia sido entendido e pensava ter produzido um som. O Sr. Adrien, entretanto, estava persuadido de que o que ele dizia chegava ao coração do filho; e prometia prová-lo. Disse tê-lo visto depois e que estava mais calmo.

OBSERVAÇÃO: Este relato concorda com tudo quanto havíamos observado sobre o fenômeno da separação da alma; confirma, em circunstâncias de todo especiais, esta verdade que, após a morte, o Espírito ainda lá está presente. Não acredita que tenha à sua frente um corpo inerte, enquanto vê e entende tudo quanto se passa em torno, penetra o pensamento dos assistentes e entre si e estes a única diferença é a visibilidade e a invisibilidade. As lágrimas de crocodilo dos ávidos herdeiros não o abalam.

Quantas decepções devem os Espíritos experimentar nesse momento!

 

Revista Espírita de Allan Kardec
Dezembro, 1858
Responsável pela transcrição: Wadi Ibrahim

 
Título: Re: UM ESPÍRITO NOS FUNERAIS DE SEU CORPO.
Enviado por: vanina em 07 de Maio de 2010, 18:48
Regina foi maravilhoso ler o seu texto...Faz 45  dias que meu irmão faleceu...saber que foi isso que ele tbem sentiu ou passou me deixa feliz,..feliz por ter certeza que ele vive.Peço a Deus que o perdoe pelos pecados cometidos e que meu irmaõ nos perdoe(eu,meus irmaõs e meus pais) pelos erros que cometemos com ele.Meu irmõ era alcoolatra sofreu muito,tentou tanto com medicos e tbem em religões se libertar do vicio.Ele foi maltratado pelo vicio,pelas surras,pelo desprezo(nós irmãos) e o ressentimento do meu pai contra ele.Peço a Deus humildemente que Dê a Paz  que meu irmão não teve aqui entre nós.