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GERAL => O que é o espiritismo => Imortalidade da Alma => Tópico iniciado por: Victor Passos em 08 de Agosto de 2007, 16:04

Título: Testemunhos - E a Vida Continua
Enviado por: Victor Passos em 08 de Agosto de 2007, 16:04

Ola Amigos
Muita Paz
 
Testemunhos E a Vida Continua
 
1-  Maurício Xavier Vieira, filho do Dr. José Vieira Filho e de Da. Alexandrina Maria Xavier Viera, nasceu em Goiânia/GO, a 14 de Dezembro de 1968, tendo desencarnado na mesma cidade aos sete de idade, em consequência de queimaduras por acidente. Esta mensagem foi recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, na cidade de Uberaba/MG na noite de 22 de Abril de 1977.
 
"Minha querida Mãezinha, querido Papai, abençoe-me!
Fiz muitos exercícios para escrever esta carta, mas não sei como agir direito.
Mãezinha e Papai, vocês choraram tanto e me chamaram com tanto amor que, desde minhas melhoras, quero responder. Venho pedir à Mam~es que cria em mim, ela me fala, quase todas as noites:
-Meu filho, se existe outra fica, venha ver sua mãe! Venha ver a falta que você me faz. Fale, meu filhinho, comigo, o que existe e fale depressa para que eu e seu pai consigamos viver.
"Isso, Mãezinha, eu ouço de seu querido coração, em nossa casa da Rua 128, quando há silêncio bastante para receber a presença de nossas lembranças. Estou sempre que posso, desde que comecei a melhorar, lá no número 20, recordando com as suas recordações...
Papai, por que o senhor há de pensar que poderia ter evitado tudo o que aconteceu? Tenha fé em Deus, meu pai querido, e não se culpe por desejar colocar mais conforto em nossa casa feliz. Aquela luz que se apagou e a luz que acendi na vela chegavam de longe.
Aqui, temos mais aulas. Não sei como explicar como os professores daqui explicam, mas fiquei sabendo que todo sofrimento que não provocamos é resultado de sofrimento que não provocamos é resultado de sofrimento que já causamos em outro tempos. Não tenho meios de esclarecer isso, mas, os amigos nossos aqui são muitos e todos me auxiliam, esclarecendo.
Mamãe, quando as queimaduras ficaram profundas, eu não lembrava com segurança o que havia acontecido. Lembro-me que Papai estava assustado, querendo colocar a gente fora de perigo, mas isso para seu filho não seria possível. Mas no hospital, eu queria ver o Papai me tratando, sem saber que ele também estava lutando com os braços feridos. Não sei contar como foi aquela aflição toda de ver que todos perto de mim mostravam rosto triste, até que, num certo momento, que não sei precisar, senti-me aliviado, quase tranqüilo. As feridas das queimaduras ainda doíam, mas eu estava diferente. Eu estava num colo de mãe, tão acolhedor, e me via embalado muito suavemente e com tanto carinho, que eu pensei ter obtido alta e estava em nossa casa, em seu colo.
Chamei por você, Mamãe, com aquela confiança de todo dia, mas o semblante de alguém que não era a senhora, se abeirou de meu rosto e uns lábios de bondade parecendo com os seus me beijaram. "Não tenha medo, meu filho, sou a Vovó Alexandrina em lugar de sua mãe." Escutei essas palavras sem o menor receio e sem qualquer idéia de morte, e havia lutado tanto com o corpo antigo que me entreguei, de novo, ao descanso.
Acordei numa escola-hospital com os seus e com os chamados de Papai. A senhora sabe quanto devo ter chorado também, mas aquela abençoada protectora que me ensinou a chamá-la pro Vovó Alexandrina me sossegava o coração. Era preciso ser bem comportado, e fiz muita força.
Médicos me assistiram. Estou mais forte. Não Tenho mais a pele ferida e os meus cabelos estão como no trato melhor.
Mamãe, aqui, temos jardins e escolas, parques e flores, muitos diálogos com professores e muita música, mas sentimos muita falta de nossos pais que ficaram no mundo. Tenho companheiros bons, com quem encontro muitas distracções, mas o esquecimento daqueles que amamos não existe. A saudade é uma espécie de ímã no coração. Tenho dias em que meu espírito parece uma peça atraída para a nossa casa, e então sou levado até lá para aliviar-me. Conto isso, mas não é para chorarem. Tudo já passou.
Mamãe, sabe o que tenho pedido a Deus? Tenho pedido para que a fé venha morar em seu coração, como sendo uma estrela no céu, porque o seu carinho é o céu para nós. Não deixe nossa casa triste. Faça nossas músicas, Mamãe. Elas serão preces pela felicidade de seu filho. Seu sorriso e o sorriso de Papai são luzes para mim.
Agora é o momento de parar, mas carta com saudade parece corpo com o coração batendo incessantemente. O coração não pára nem quando se dorme no mundo e a saudade para mim é isto que estou falando: um relógio por dentro que marca tempo constante de nossa ligação e de nosso amor.
Papai, receba um beijão na testa com a alegria de havermos vencido a prova da cola incendiada e você, Mamãe, guarde como sempre, todo o coração de seu filho e seu companheiro de sempre.
 
CONTINUA
Título: Re: Testemunhos - E a Vida Continua
Enviado por: Victor Passos em 08 de Agosto de 2007, 16:05
Continuação

  TESTEMUNHO 2

Mensagem de uma Jovem Universitária da USP
Como aluna da USP, me sentia uma pessoa privilegiada e vencedora. Tinha um grupo grande de amigos que me incensava a vaidade, e que em festas sucessivas me levava às primeiras experiências com LSD.
Como eu passava longo tempo fora do lar, com justificativa de estudo em grupo, meus pais nunca se deram conta do meu vício. Mergulhei durante um ano em secretas viagens alucinatórias. Era usar o ácido e os rostos se deformavam. Via flores gigantes, pássaros coloridos de plumagens belas e, às vezes, caras tortas, deformadas e contorcidas. Era a pior face do vício.
Surgiu então, em meu caminho, um novo colega, o tipo careta, bonzinho, ajuizado. A atração que sentimos foi muito forte e, embora sabendo que eu era desajustada, apoiava-me e impedia-me, às vezes, de participar de cenas.
Como eu não me dispunha de mudar de vez, e a trocar de companhias, ele terminou o namoro às vésperas de um feriado longo. Chorei muito. Esperava que ele retornasse pela força do nosso amor. Viajei com a turma para Guarujá, mais para desforrar a viagem que ele fizera para o interior, onde morava antiga namorada dele.
Minha família se preocupou com minha depressão. Ignorava que o rompimento era por eu não romper com as drogas. Na praia mergulhei fundo em bebida alcoólicas e LSD.
Uma tarde, no apartamento, todos viajando, cada um a seu modo, vi um “anjo” que me chamava na janela. Comecei a gritar eufórica. Os amigos me seguravam, mas me desvencilhei deles e mergulhei solta no espaço. Não havia anjo, havia ácido no meu cérebro.
Tudo isso ocorreu em 1970. Meu namorado soube depois. Ele foi acusado de ser o culpado do meu suicídio. Todos queriam salvar a própria pele e diagnosticaram como forte depressão o que era alucinação.
Ele aceitou a situação sem se defender e manchar o meu nome. Fiquei como a pobre coitadinha e não como uma irresponsável que não soube agradecer tudo de grandioso que recebeu em oportunidades da vida.
Sofri muito no Plano Espiritual. Monstros me acompanhavam, seres em decomposição, cheiro fétido envolvia em gases peçonhentos tudo que me cercava.
Quando amparada pelo meu pai, que sofrera um enfarte e viera para o Plano Espiritual, oito anos depois da minha partida, me reajustei, e a grande verdade veio à tona.
Me dirijo aos jovens. Minha família está bem, mas muitos jovens como eu estão dando os primeiros passos na estrada do auto-extermínio.
Detenham-se enquanto podem recuar. A realidade da vida é bela, e vocês não terão como vivê-la se drogando.
Detenham os passos nessa senda destruidora, nessa fogueira que queima nossa saúde, nossos sonhos, nossas vidas.
Vida, sempre!
Drogas, não!

Espírito, V... M...
Psicografia  Shyrlene Soares Campos
Fonte Jornal Arauto de Luz Número 16 de Junho 1999

Título: Re: Testemunhos - E a Vida Continua
Enviado por: Victor Passos em 08 de Agosto de 2007, 16:07
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 Testemunho 3

Significativa Mensagem

Desde o dia 02 de Novembro de 1959, quando em companhia do Dr. João Pereira de Castro, jornalista Edgar Andrade do Nascimento e Costake Gabriades, todos sócios – trabalhadores do C. E. Padre Zabeu, estive assistindo prazerosamente a uma Sessão Espírita em Uberaba, ocasião em que, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, meu filho, Antonio Juvenal, com auxílio Divino, teve a oportunidade de comunicar-se comigo. Guardo a mensagem original, com muito carinho para, periodicamente relê-la e procurar seguir os ensinamentos nela contidos.
 
No dia de Natal de 1955, com sete anos de idade, após haver caído de uma janela de minha residência, seu espírito partiu para uma esfera melhor, de onde, na data de 2/11/59, comunicou-se amorosamente com seu saudoso pai, porém confiante na ajuda de Jesus.
 
Neste Natal – decorridos 44 anos – decidi, depois de meditar profunda e sensatamente, transcrever neste jornal, as palavras tão esperadas e queridas de quem sempre será amado e respeitado, para que vocês, leitores amigos, constatem a grandeza e a  sensatez de seu pronunciamento, e continuem confiantes na ajuda Divina, que jamais nos faltará.
 
Nicanor Mattos Ventura

Meu querido Paizinho,
Deus nos ampare sempre.
 
Com a felicidade que o seu coração amoroso me deu, estou cultivando a felicidade maior. Felicidade que compramos com lágrimas, felicidade que o Senhor o nosso Eterno Amigo – nos concedeu em seus caminhos abençoados...
 
É por isso que seu filho, ao escrever-lhe, ansioso, um dia, volta hoje, feliz, para agradecer-lhe.
Nossa tarefa agora é assim como um dia claro que nasce de noite escura e, de mãos entrelaçadas, caminharemos...
 
Não importa estejamos desconhecendo o que a Vontade de Deus nos reserva amanhã. Buscaremos as mãos de Jesus que nos guiarão para o grande futuro. Com Ele, meu Paizinho, saberemos converter as pedras e espinhos em flores e pães, flores de esperança e pães de amor que repartiremos com os nossos irmãos da estrada.
A alegria chega verdadeiramente para nós, quando chegamos a esquecer as nossas tristezas, fortalecendo a alegria dos outros.
 
E vejo essa verdade em sua doce confiança, a estampar-se no sorriso que lhe enriquece a alma boa...
A tempestade passou. Não há cousa alguma a perdoar. Há somente a sombra por esquecer, porque todos nós, meu Paizinho, somos espíritos devedores na Lei de Deus. Continuemos aumentando assim, a nossa família espiritual.
 
Nosso templo de amor é a moradia real e aqueles meninos de rosto triste e por vezes atormentando são também seus filhinhos, tanto quanto aquelas mãezinhas sofredoras e aqueles homens doentes que procuram a nossa casa de fé são também minhas mães e meus pais queridos. Essa compreensão, Papai, é o nosso maior salário e, com ele, adquiriremos a nossa união maior, no porvir imenso. Seja quais forem as nossas lutas e provações, sigamos para diante estendendo os braços e auxiliando como pudermos.
 
Agora, estamos juntos de maneira mais íntima. Sua paz é minha paz e seu trabalho é também meu. Agradeçamos, desse modo, a dor que nos despertou para um novo sentido. E esperemos que os outros também acordem... Dizendo assim, não desejo que sofram, mas que nos compartilhem o novo júbilo e o novo equilíbrio de que o serviço espiritual nos reveste. Estamos em prece pela Mãezinha querida e rogamos a Jesus a fortaleça e abençoe sempre.
 
Nossa Dulce receberá o Amparo Divino em sua esperança e nós dois seguiremos com Jesus para a tarefa santificante, seguindo o nosso ideal. Ajude o nosso irmão Edgar em seu ministério na verdade de Cristo. Sou pobre, bem pobre ainda, mas procuro resgatar, junto dele e junto de nossa irmã Eurídice o débito de amor em que nos empenhamos, porque o nosso Edgar não tem sido somente nosso irmão, mas nosso benfeitor de todos os momentos. (1)
 
Papai, confio em que seu espírito avançará, como sempre, sereno e valoroso para a vanguarda. Jesus brilha a nossa frente, convidando-nos a servir. Creia que, buscando melhorar e aprender – melhorar a mim mesmo e aprender as lições da vida – tenho na sua ternura e na sua fé o alimento de que preciso para estimular minhas forças. Abrace Vovó Elisa por mim e a todos os nossos do coração e receba em seu carinho, que é minha riqueza, todo o carinho e toda a fidelidade, todo o reconhecimento e todo o amor de seu Filhinho,
Antonio Juvenal.”
 
(1)   À época do sucedido, o Edgar dirigia as Sessões de Incorporação do C. E. Padre Zabeu.
Jornal Cáritas - Nº 348 - Outubro a Dezembro de 1999
Título: Re: Testemunhos - E a Vida Continua
Enviado por: Victor Passos em 08 de Agosto de 2007, 16:08
Continuação

Testemunho 4

Dum Espírito Suicida

"Venho a esta casa falar de minha experiência de vida e morte para cumprir com uma tarefa que a mim foi dada pelos instrutores da colônia onde resido ultimamente. Tive uma vida muito fácil. Jamais senti qualquer dificuldade, tanto em minha infância, quanto mocidade e maturidade.Casei-me cedo, atendendo conveniências sociais e logo percebi o erro, separando-me após certo tempo, pela imaturidade da relação.
Depois de minha separação, desencontrei-me completamente entregando-me à solidão, ao álcool e às drogas. Embora todos esses vícios fossem praticados em grupo dentro de um círculo de amigos da sociedade, sentia-me em falta comigo mesmo e algo em mim impulsionava-me para o esclarecimento, como se minha consciência permanecesse alerta por todo o tempo, a me dizer
das consequências futuras de meu procedimento.
Não atendi à voz que me falava ao coração e entreguei-me a uma vida de futilidades, tendo todas as mulheres que almejava, e todas as experiências desejadas por um homem. No entanto, vivia só, mergulhado em grande solidão. Nas noites insones aguardava e desejava ansiosamente que viesse o sono e com ele a morte. Porém tinha medo de cometer o ato desgraçado por pura covardia. Enviei pedido de socorro para muitos de meus amigos, mas eles também estavam na escuridão da ignorância e não compreendiam a razão da infelicidade. Uma noite, não busquei mais o auxílio entre eles, mas nos comprimidos que me deixaram em sono profundo por quase 24 horas para acordar deste lado da vida, completamente só e desesperado.
Digo, meus amigos, que o suicídio é forma equivocada de libertação. Aprisiona ainda muito mais e os tormentos experimentados são inigualáveis. Quisera ter eu a capacidade de falar aos meus amigos e familiares sobre a vida espiritual. Do quanto se pode ser feliz na Terra se forem realizados os compromissos assumidos consigo mesmo. Quisera ter eu a capacidade de ensinar aos meus irmãos e pais o quanto é necessário ser bom , útil e submisso à vontade de Deus.
Bendito sejam os que possuem o entendimento da verdade e não necessitam passar pelos campos do sofrimento na vida espiritual. Os que tiram a própria vida sofrem dores pungentes, embora nem todos tenham o mesmo destino. Por obra e graça de Deus eu fui socorrido em tempo curto para os padrões da vida verdadeira e pude reflectir sobre meus erros e acertos. Fui atendido nesta casa e hoje fui trazido aqui para ouvir os ensinos do Evangelho e escrever sobre minha experiência. O irmão Mauro quer que eu termine a escrita, pois em outra oportunidade virei novamente trazer outras impressões. Que a graça de Deus cubra de bênçãos este trabalho." - Um suicida agradecido.

Um Espírito suicida
Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec
São Luís, MA
Título: Re: Testemunhos - E a Vida Continua
Enviado por: Victor Passos em 08 de Agosto de 2007, 16:10
Continuação
 
Testemunho 5

Espírito José Elson Fontes – Aracajú - Sergipe
Psicografia Shyrlene Soares Campos
Arauto de Luz - Março de 2001

Sou de Aracajú, fui espírita, um servo em aprendizagem com os nossos irmãos, companheiros da tarefa cristã. Sempre acreditei na juventude, por ser o jovem uma terra fértil que aceita tarefas com entusiasmo e está pronto para realizar e analisar.
Com outros confrades abnegados, formamos a juventude espírita Sergipana e o Jornal “Juvenil”, que tantas alegrias nos proporcionou. No rádio, nossos tarefeiros, aliados de ideal e de cristianismo, realizávamos o programa: “Roteiro do Cristo”.
Fui uma pessoa privilegiada. Recebi de Deus uma companheira terna e cristã, mas que me permitiu ser cercado por uma constelação de filhas belas e inteligentes, Elna, Vera, Carmelita, Lucia e Marília.
Como fui abençoado por uma família especial e por amigos que, muitas vezes, ignorando meus defeitos, de ser encarnado, depositavam em mim, confiança e solidariedade.
Ao chegar ao Plano Espiritual, após ter sido atropelado por uma motocicleta, e ter permanecido no Hospital por algum tempo, aqueles momentos de expectativa para os familiares, para mim, representavam o exaurir das forças vitais, para ser melhor atendido nas minhas necessidades.
Embora tivessem passados 70 anos, me senti cheio de vida e entusiasmo. A gente sempre quer viver. Mas, ao chegar no Plano Espiritual, verifiquei que aquilo que idealizávamos como a “Casa da Campanha do Quilo”, uma construção grande, já estava projectada para ser construída.
“Me” identifiquei com este Núcleo devido aos elos fraternos que se formaram recentemente com Aracajú. Encontrei tarefas semelhantes e o ideal cristão da caridade a palpitar fremente no coração de todos... E o entusiasmo dos jovens... Primeira preocupação minha em anos idos e vividos.
É bom receber o abraço sincero e amigo dos espíritos que só conhecíamos como Mentores num outro Plano de Vida.
Aqui, migalhas se transformaram em Banquete, ficamos a pensar como, realizando tão pouco, recebemos tanto! Meus abraços já acolheram seres queridos, familiares amados...
Mas, esse marco na Terra foi muito importante, era o resgatar e o amar, era superar dificuldades e avançar, era o aprender com o Evangelho e ensinando-o, aprender ainda mais.
Vejam como não existem fronteiras para aqueles que conservam no coração o ideal de servir com Jesus e o caminhar com o Amor. Avante na luta redentora, vale mais a pena lutar, vencer, chorar e recolher os sorrisos do aflito e do faminto, consolado e saciado nas suas necessidades.
Avancemos, que este milênio seja melhor que o ano 1000, porque mais 1000 chances nos aguardam no Céu e na Terra neste terceiro milênio. Paz em todos nós!
Título: Re: Testemunhos - E a Vida Continua
Enviado por: Victor Passos em 08 de Agosto de 2007, 16:11
continuação

  TESTEMUNHO 6

 Luciene Nascimento - Desencarnada aos 15 anos de idade, em Uberlândia, (MG). Vítima de acidente automobilístico:

"O que aconteceu em caminho, não saberia contar. Se uma bomba estourasse sobre nós, vindo de procedência desconhecida, seria o mesmo, porquanto me via arrasada por um estrondo, e as ferragens do carro rangeram, qual se a máquina tivesse vida e estivesse quebrando os próprios nervos, nas estruturas dela, sob a pressão de algum petardo que fosse atirado sobre nós.
 Ainda hoje não consigo alinhar minudências. Aliás, é contado frequentemente, por aqui, em minha vida nova, que as vítimas de acidentes de automóveis e aviões nunca se conscientizam de pormenores dos desastres que as surpreendem, de vez que, estando no bojo dos aparelhos, a gente não dispõe de muitas possibilidades para revisões do assunto.
Naquele instante, senti-me no dever de me levantar para as tarefas de socorro em auxílio de alguém, pois ouvia os gritos e as petições dos companheiros de viagem. Entretanto, uma força irresistível se apoderou de mim, como se eu me sufocasse, inibindo-me as palavras. O corpo esmorecera. Não sei, foi um sono de tranquilidade maciço. Comecei a ouvir cada vez mais longe as vozes dos companheiros até que muito a contragosto, adormeci totalmente. Anestesia da brava. Somente acordei não sei depois de quanto tempo, a pedir socorro . . .Reconhecia-me de corpo integro, e acreditei que não a muita distância de casa, mas a vovó Luísa se encarregou de vir ao meu encontro, dialogando comigo.
A ideia da morte não é flor de nossos jardins, por muito que se sofra, e quando a benfeitora me disse que me conformasse com o acontecido, entreguei-me em crises de lágrimas, que não conseguiria frustrar. A vovó permitiu que eu chorasse o quanto quisesse e, depois que as nuvens de minha tristeza se desfizeram em pranto, pude saber, sem alarde, que a nossa Nelize voltara igualmente à Vida Espiritual, e se encontrava sob a tutela de afeição querida da família Campos. Um vazio de esperanças se fez na cachoeira de meus pesares, e eu adormeci lentamente a refazer as próprias forças".