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GERAL => O que é o espiritismo => Imortalidade da Alma => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 04 de Novembro de 2018, 21:10

Título: Prevenção contra o suicídio
Enviado por: dOM JORGE em 04 de Novembro de 2018, 21:10
                                                              VIVA JESUS!





             Boa-noite! queridos irmãos.




                   Prevenção contra o suicídio


Cerca de onze mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no Brasil. Na agenda Global, mais de 800 mil pessoas tiram a própria vida por ano no mundo, uma a cada 40 segundos. Diante de um caso de suicídio, a primeira pergunta que fazemos é por quê? O que leva uma pessoa a tirar a própria vida?

Sem dúvida é por uma dor muito profunda, porque lidar com o sofrimento é uma das coisas mais difíceis da vida. Mas, o que existe na verdade, é a crença equivocada de que o sofrimento, a dor, a vida acabam com a morte do corpo físico, ou que com a morte podemos ir ao encontro dos entes queridos desencarnados.

Na realidade, isso não passa de um completo desconhecimento da vida espiritual. É a falta de consciência de que um problema, qualquer que seja ele, pode ser visto como um degrau no caminho da evolução. Por isso, diante dos grandes desafios da vida, é fundamental entender a necessidade que se tem em manter a calma e refletir na infinita bondade de Deus que ampara e conforta aliviando-nos a carga das aflições; acreditar que o desespero e os reveses têm fim, pois assim a suportabilidade e a compreensão são naturalmente aumentadas.

Allan Kardec comenta em O Livro dos Espíritos, na pergunta 943, que o desgosto pela vida que se apodera de alguns, na maioria das vezes, é efeito da ociosidade e da falta de fé, daí o suicídio voluntário. Ele é uma transgressão às Leis Divinas, porque não apaga o desgosto e o sofrimento, pelo contrário, eles se agravam.

As tribulações da vida são provas ou expiações e mesmo em casos em que a morte é inevitável, tendemos a querer abreviar o sofrimento. Que grande equívoco o de não esperar o tempo fixado por Deus...

Há também o suicídio indireto, quando dispensamos energias com excessos e vícios provocando um desencarne antecipado, desperdiçando oportunidades. Fazemos isso muito mais do que percebemos, e se avaliarmos nossa própria existência, poderemos notar quantas vezes desperdiçamos oportunidades de crescimento. No mínimo, seríamos reprovados no colégio de análise evolutiva. O nosso corpo é uma ferramenta bendita de relacionamento que possibilita ao Espírito oportunidades para o aprendizado. Portanto, fundamental é que cuidemos e respeitemos esse corpo.

Também é importante lembrar que a mente necessita estar alinhada aos cuidados com esse corpo, pois, se não estiver em condições favoráveis, acaba envenenando-o ao invés de preservá-lo: “Mente sã em corpo são”. Mas quando vem o desespero, o medo e a falta de perspectiva, o que fazer? Onde buscar auxílio diante de pensamentos destrutivos? Sabemos que existem interferências severas e graves da parte espiritual, mas também sabemos que existe ajuda no campo do auxílio e da proteção. Então, a oração é o começo do socorro. Abrir o coração para que o plano espiritual possa chegar com o amparo. Acreditar no amor e na misericórdia de nosso Pai que nunca nos abandona; deixar esse egoísmo de lado e pensar nas pessoas que nos amam e precisam de nós. E se chegarmos ao ponto de não ver o quanto somos amados e úteis, atendamos ao pedido que o benfeitor espiritual Emmanuel nos faz: visitemos hospitais, presídios, orfanatos; passemos pelas ruas olhando quantas pessoas não têm onde dormir e nem o que comer, e nem água para beber ou simplesmente para tomar um banho.

Quantos passam a vida solitária em hospitais psiquiátricos, ou ainda idosos largados em asilos, como se não tivessem tido sequer uma família... Quando olhamos para a dor do próximo e, principalmente, quando trabalhamos a seu serviço, nos esquecemos das nossas dores e frustrações. Aliás, elas se tornam pequenas frente a tanto sofrimento alheio. Nunca desconsideremos que muitos estão aturdidos por ideias sombrias, procurando auxiliar, dentro das nossas limitações, com palavras acolhedoras, calmantes, com a prece e principalmente com muito amor.

O suicídio não é um ato de covardia, e sim, um ato de desespero. Tenhamos, assim, compaixão de todos e de nós mesmos também. Abracemos o trabalho e a prece como bússola no nosso caminho, porque a prece ilumina, guia, reanima e consola, e o trabalho liberta, restaura e sustenta.

Nosso Mestre passou pela Terra atravessando suor e lágrimas. Sua peregrinação foi laboriosa entre os homens e sua fé nunca se abalou. A prece e o trabalho deram a marca de sua trajetória exemplar. Portanto, lembremo-nos sempre dos seus passos e, nos momentos difíceis, recordemo-nos de suas palavras: “Tende bom ânimo! Eu estou aqui”.

 

Bibliografia:

XAVIER, F. C. Encontro Marcado – ditado pelo Espírito Emmanuel – 16ª edição, FEB Editora, lição 30.

_________ O Consolador – ditado pelo Espírito Emmanuel – 17ª edição, FEB Editora, perguntas 154 e 252.

_________ Religião dos Espíritos – ditado pelo Espírito Emmanuel – 8ªedição, FEB Editora, “O Suicídio”- pág. 119.

KARDEC, Allan – O Céu e O Inferno – Segunda Parte, cap. V.

______________ O Evangelho segundo o Espiritismo – cap. V, itens 19 e 29 – cap. XXVIII, item 71.

______________ O Livro dos Espíritos – questões 257, 376, 758, 943.


             Inês Rivera Sernaglia









                                                                                              PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Prevenção contra o suicídio
Enviado por: dOM JORGE em 03 de Janeiro de 2019, 16:27
                                                               VIVA JESUS!




             Boa-tarde! queridos irmãos.




                   O Estranho Mundo dos Suicidas


Frequentemente somos procurados por iniciantes do Espiritismo, para
explicações sobre este ou aquele ponto da Doutrina. Tantas são as perguntas, e
tão variadas, que nos chegam, até mesmo através de cartas, que chegamos à
conclusão de que a dúvida e a desorientação que lavram entre os aprendizes da
Terceira Revelação partem do fato de eles ainda não terem percebido que, para
nos apossarmos dos seus legítimos ensinamentos, havemos de estabelecer um estudo
metódico, parcelado, partindo da base da Doutrina, ou exposição das leis, e não
do coroamento, exatamente como o aluno de uma escola iniciará o curso da
primeira série e não da quarta ou da quinta.

Desconhecendo a longa série dos clássicos que expuseram as leis
transcendentes em que se firmam os valores da mesma Doutrina, não somente nos
veremos contornados pela confusão, impossibilitados de um sadio discernimento
sobre o assunto, como também o sofisma, tão perigoso em assuntos de Espiritismo,
virá em nosso encalço, pois não saberemos raciocinar devidamente, uma vez que só
a exposição das leis da Doutrina nos habilitará ao verdadeiro raciocínio.

Procuraremos responder a uma dessas perguntas, de vez que nos chegou através
de uma carta, pergunta que nos afligiu profundamente, visto que fere assunto
melindroso, dos mais graves que a Doutrina Espírita costuma examinar. A dita
pergunta veio acompanhada de interpretações sofismadas, próprias daquele que
ainda não se deu ao trabalho de investigar o assunto para deduzir com a
segurança da lógica. Pergunta o missivista:

– Um suicida por motivos nobres sofre os mesmos tormentos que os demais
suicidas? Não haverá para ele uma misericórdia especial?

E então respondemos:

– De tudo quanto, até hoje, temos estudado, aprendido e observado em torno do
suicídio à luz da Doutrina Espírita, nada, absolutamente, nos tem conferido o
direito de crer que existam motivos nobres para justificar o suicídio perante as
leis de Deus. O que sabemos é que o suicídio é infração às leis de Deus,
considerada das mais graves que o ser humano poderia praticar ante o seu
Criador. Os próprios Espíritos de suicidas são unânimes em declarar a
intensidade dos sofrimentos que experimentam, a amargura da situação em que se
agitam, conseqüentes do seu impensado ato. Muitos deles, como o grande escritor
Camilo Castelo Branco, que advertiu os homens em termos veementes, em memorável
comunicação concedida ao antigo médium Fernando de Lacerda, afirmam que a fome,
a desilusão, a pobreza, a desonra, a doença, a cegueira, qualquer situação, por
mais angustiosa que seja,, sobre a Terra, ainda seria excelente condição
“comparada ao que de melhor se possa atingir pelos desvios do suicídio”.

Durante nosso longo tirocínio mediúnico, temos tratado com numerosos
Espíritos de suicidas, e todos eles se revelam e se confessam superlativamente
desgraçados no Além-Túmulo, lamentando o momento em que sucumbiram. Certamente
que não haverá regra geral para a situação dos suicidas. A situação de um
desencarnado, como também de um suicida, dependerá até mesmo do gênero de vida
que ele levou na Terra, do seu caráter pessoal, das ações praticadas antes de
morrer.

Num suicídio violento como, por exemplo, os ocasionados sob as rodas de um
trem de ferro, ou outro qualquer veículo, por uma queda de grande altura, pelo
fogo, etc., necessariamente haverá traumatismo perispiritual e mental muito mais
intenso e doloroso que nos demais. Mas a terrível situação de todos eles se
estenderá por uma rede de complexos desorientadores, implicando novas
reencarnações que poderão produzir até mesmo enfermidades insolúveis, como a
paralisia e a epilepsia, descontroles do sistema nervoso, retardamento mental,
etc. Um tiro no ouvido, por exemplo, segundo informações dos próprios Espíritos
de suicidas, em alguns casos poderá arrastar à surdez em encarnação posterior;
no coração, arrastará a enfermidades indefiníveis no próprio órgão, conseqÜência
essa que infelicitará toda uma existência, atormentando-a por indisposições e
desequilíbrios insolúveis.

Entretanto, tais conseqüências não decorrerão como castigo enviado por Deus
ao infrator, mas como efeito natural de uma causa desarmonizada com as leis da
vida e da morte, lei da Criação, portanto. E todo esse acervo de males será da
inteira responsabilidade do próprio suicida. Não era esse o seu destino,
previsto pelas leis divinas. Mas ele próprio o fabricou, tal como se apresenta,
com a infração àquelas leis. E assim sendo, tratando-se, tais sofrimentos, do
efeito natural de uma causa desarmonizada com leis invariáveis, qualquer suicida
há de suportar os mesmos efeitos, ao passo que estes seguirão seu próprio curso
até que causas reacionárias posteriores os anulem.

No caso proposto pelo nosso missivista, poderemos raciocinar, dentro dos
ensinamentos revelados pelos Espíritos, que o suicida poderia ser sincero ao
supor que seu suicídio se efetivasse por um motivo nobre. Os duelos também são
realizados por motivos que os homens supõem honrosos e nobres, assim como as
guerras, e ambos são infrações gravíssimas perante as leis divinas. O que um
suicida suporia motivo honroso ou nobre, poderia, em verdade, mais não ser do
que falso conceito, sofisma, a que se adaptou, resultado dos preconceitos
acatados pelos homens como princípios inabaláveis.

A honra espiritual se estriba em pontos bem diversos, porque nos induzirá,
acima de tudo, ao respeito das mesmas leis. Mas, sendo o suicida sincero no
julgar que motivos honrosos o impeliram ao fato, certamente haverá atenuantes,
mas não justificativa ou isenção de responsabilidades. Se assim não fosse, o
raciocínio indica que haveria derrogação das próprias leis de harmonia da
Criação, o que não se poderá admitir.

Quanto à misericórdia a que esse infrator teria direito como filho de Deus,
não se trataria, certamente, de uma “misericórdia especial”. A misericórdia de
Deus se estende tanto sobre esse suicida como sobre os demais, sem predileções
nem protecionismo. Ela se revela no concurso desvelado dos bons Espíritos, que
auxiliarão o soerguimento do culpado para a devida reabilitação, infundindo-lhe
ânimo e esperança e cercando-o de toda a caridade possível, inclusive com a
prece, exatamente como na Terra agimos com os doentes e sofredores a quem
socorremos. Estará também na possibilidade de o suicida se reabilitar para si
próprio, através de reencarnações futuras, para as duas sociedades, terrena e
invisível; as quais escandalizou com o seu gesto, e para as leis de Deus, sem se
perder irremissivelmente na condenação espiritual.

De qualquer forma, com atenuantes ou agravantes, o de que nenhum suicida se
isentará é da reparação do ato que praticou com o desrespeito às leis da
Criação, e uma nova existência o aguardará, certamente em condições mais
precárias do que aquela que destruiu, a si mesmo provando a honra espiritual que
infringira.

O suicídio é rodeado de complexos e sutilezas imprevisíveis, contornado por
situações e conseqüências delicadíssimas, que variam de grau e intensidade
diante das circunstâncias. As leis de Deus são profundas e sábias, requerendo de
nós outros o máximo equilíbrio para estudá-las e aprendê-las sem alterá-las com
os nossos gostos e paixões.

Assim sendo, que fique bem esclarecido que nenhum motivo neste mundo será
bastante honroso para justificar o suicídio diante das leis de Deus. O suicida é
que poderá ser sincero ao supor tal coisa, daí advindo então atenuantes a seu
favor. O melhor mesmo é seguirmos os conselhos dos próprios suicidas que se
comunicam com os médiuns: – Que os homens suportem todos os males que lhes
advenham da Terra, que suportem fome, desilusões, desonra, doenças, desgraças
sob qualquer aspecto, tudo quanto o mundo apresente como sofrimento e martírio,
porque tudo isso ainda será preferível ao que de melhor se possa atingir pelos
desvios do suicídio. E eles, os Espíritos dos suicidas, são, realmente, os mais
credenciados para tratar do assunto.

Revista Reformador de março de 1964









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Prevenção contra o suicídio
Enviado por: dOM JORGE em 10 de Janeiro de 2019, 07:07
                                                             VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                     Suicídio, a porta falsa




               Desde que bebera a substância venenosa, Marina sentia-se morrer, sem morrer.

Não queria viver mais. Experimentara o desprezo de Jorge, o jovem de quem se enamorara e com quem acariciava o sonho de casar-se e criar os filhos.

Foram dois anos de esperanças. Tudo em vão.

Não dera ouvidos ao pai que costumava dizer-lhe: Cuidado com os rapazes de hoje, filha, nem sempre têm bom caráter. Achava o paizinho antiquado e exigente.

Mas como resistir? Jorge a buscava todas as noites. Começou pedindo livros emprestados. Depois de algumas semanas estavam juntos no cinema.

O filme era envolvente. Contava a história de uma jovem tímida, contrariada pela família, que se entregara ao rapaz, com quem fugiu, confiante.

Ninguém poderia dizer o que aconteceria depois, mas o cinema coroara a aventura com um romântico beijo.

Na saída, a garoa fina. Jorge a convidou para um passeio. Marina pensava na heroína do filme, e não teve coragem de dizer não.

Pela primeira vez Marina mentiu à mãezinha que a esperava, ansiosa, às três horas da madrugada. A chuva atrapalhou, mãe, ficamos na casa de Jorge até agora.

Outros tantos passeios a sós se repetiram até que um dia Marina sentiu-se enjoada e com tonturas.

Jorge a levou ao consultório de um médico, ainda jovem, que a olhava com ares de malícia.

A moça ficou um tanto revoltada diante dele, mas submeteu-se ao abortamento.

Desejava ser mãe, mas o namorado convenceu-a de que era preciso se casarem antes. Terminariam os estudos e então se casariam.

Daquele dia em diante Marina sentia-se diferente. Via-se perseguida, em sonho, por alguém que lhe gritava aos ouvidos: Mãe, mãe, por que me mataste?

Contou seu drama ao namorado mas ele dizia que ela estava precisando de um psiquiatra.

O tempo passou e Marina sentia-se cada vez mais atormentada. Toda vez que falava sobre isso com Jorge ele a acalmava dizendo que logo se casariam.

Um dia, quando sentia-se muito deprimida, ela procurou Jorge, a quem considerava seu noivo, e o encontrou com outra moça. Ele a conduziu à pequena distância e explicou-se. Não a amava, confessou áspero. É melhor terminarmos assim, falou com frieza, antes de mais sérias dificuldades.

O mundo íntimo de Marina desmoronou.

A ideia de suicídio envolveu-a completamente.

No caminho para casa, adquiriu a substância letal.

Escreveu bilhetes.

E, pela manhã, sorveu a poção de uma só vez.

Pavorosa dor irrompeu-lhe na carne, nos nervos, no sangue, nos ossos....

Convulsões sucessivas não lhe permitiam morrer.

Entretanto, ouvia sua própria mãe a gritar como louca: Morta! Morta!

Marina sentiu-se carregada. Dois homens a colocaram na ambulância. Ela não apenas chorava, rugia em contorções, mas ninguém lhe percebia agora os terríveis lamentos.

Viu-se atirada, sem qualquer consideração, na laje fria. Suplicava socorro. Agitava-se. Mas ninguém lhe dava ouvidos.

Depois de algum tempo é que percebeu que conseguira sair do corpo, porque identificou os jovens médicos a cortarem-lhe as vísceras para exame necrológico.

Marina conseguira matar o corpo, mas continuava viva.

De pé, ainda cambaleante, sentindo todas as dores e convulsões de momentos antes, Marina grita:

Mãe! Minha mãe! Quero viver! Viver!

Outra voz, contudo, ecoou ameaçadora e sarcástica aos seus ouvidos:

Mãe, minha mãe, eu também quero viver! Viver!...

Procurou com os olhos agoniados quem lhe falava, mas apenas sentiu que braços vigorosos a aprisionavam.

Lembrou, aturdida, o abortamento, os sonhos, a tortura e o suicídio, e esforçou-se terrivelmente para voltar e erguer-se de novo no corpo, tombado na mesa fria.

Mas era tarde demais...



Redação do Momento Espírita com base no cap. 22 do
livro A vida escreve, pelo Espírito Hilário Silva, psicografia
de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, ed. Feb.
Em 19.08.2010.








                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Prevenção contra o suicídio
Enviado por: dOM JORGE em 16 de Janeiro de 2019, 22:36
                                                               VIVA JESUS!




              Boa-noite! queridos irmãos.




                      Suicídio: conhecer para previnir




1. Como os espíritos e o Espiritismo consideram o suicídio?

R: Usando unicamente os ensinos dos Espíritos constantes da Codificação, o suicídio é tido como um crime aos olhos de Deus (Céu e Inferno, cap. 5), e que importa numa transgressão da Lei Divina (Livro dos Espíritos, pergunta 944) e constitui sempre uma falta de resignação e submissão à vontade do Criador (idem, perg. 953-a). Desse modo, “jamais o homem tem o direito de dispor da vida, porquanto só a Deus cabe retirá-lo do cativeiro da Terra, quando o julgue oportuno. O suicida é qual o prisioneiro que se evade da prisão, antes de cumprida a pena; quando preso de novo, é mais severamente tratado. O mesmo se dá com o suicida que julga escapar às misérias do presente e mergulha em desgraças maiores” (Evangelho Segundo o Espiritismo, cap XXVII, item 71)

2. Por que os Espíritos tratam desse assunto com certa constância?

R: Primeiramente, como já afirmamos, porque ele é tema sempre atual, pois que o suicídio tem sido marca constante de nossa civilização; segundo, que é o mais importante: a doutrina dos Espíritos, tem um caráter consolador absoluto: através do fato mediúnico (no dizer do cultíssimo Herculano Pires, o fato mediúnico é literalmente uma segunda ressurreição) o espírito volta à carne, não a que deixou no túmulo, mas a do médium que lhe oferece, num gesto de amor, a oportunidade de retorno aos corações que deixou no mundo (Mediunidade, cap 5), é permitido que os próprios suicidas venham dizer-nos que eles não morreram e afirmam que não só não solucionaram o problema que os levou ao ato extremo, como ainda estão “vivos” e, de quebra, com dois problemas: o antigo e o novo, gerado pela violação das leis da Vida. Assim, o Espiritismo trabalha preventivamente para que as pessoas saibam das responsabilidades em praticar atos que possam agravar sua situação futura e não para condená-las ao martírio eterno.

3. Quais as causas que levam o Ser ao suicídio?

R: A incredulidade, a falta de fé, a dúvida, as idéias materialistas. Em suma, crer que o Nada é o futuro, como se o Nada pudesse oferecer consolação, como se fosse remédio para supostamente abreviar o sofrimento, crença que, na verdade, se constitui em covardia moral.

4. Quais as conseqüências do suicídio para o Espírito?

R: Em primeiro lugar, é preciso aclarar-se que o suicídio não apaga a falta cometida, mas, ao contrário, em vez de uma haverá duas; em segundo, que o Espírito, quando se dá conta do ato cometido, constata que nada valeu, ficando literalmente desapontado com os efeitos obtidos e que não eram os buscados, pois se certifica que a vida não se extinguiu e que continua mais real que nunca. Terceiro, e que é bastante doloroso, o suicídio agrava todos os sofrimentos: “depois de prolongados suplícios, nas regiões purgatórias, freqüentemente, após diversas tentativas frustradas de renascimento, readquirem o corpo de carne, mas transportam neles deficiências do corpo espiritual, cuja harmonia desajustaram. Nessa fase, exibem cérebros retardados ou moléstias nervosas obscuras”, segundo Emmanuel em Leis de Amor, capitulo VI.

5. Então, não há esperança de recuperação para o suicida?

R: Claro que há – total! Deus é Amor e Ele outorga a todas as Criaturas a maior expressão da Sua Bondade Infinita: a possibilidade de os Seres evoluírem sempre, incessantemente; permite que as existências se sucedam ofertando as oportunidades infinitas de reajuste e reforma; e isso é possível através do mais efetivo veiculo da Lei de Evolução: a reencarnação.

Portanto, os familiares do suicida de ontem ou de hoje não se exasperem, ao contrário, mantenham viva a esperança de que é possível a remissão das faltas e que o Pai de Misericórdia propiciará os meios de fazer com que o próprio autor do ato extremo se reconheça Espírito Eterno e indestrutível, e que a calma, a resignação e a fé serão os mais seguros preservativos contra as idéias autodestrutivas. Não será demais que se lhes repita: Deus é Bondade Infinita e, portanto, não permite que Suas Criaturas sofram indefinidamente e que esse sofrimento poderá ser abreviado mais rapidamente mercê de orações sinceras e cheias de amor de todos quantos querem que se restabeleça o Bem.

(Revista Espiritismo e Ciência 11, páginas 06-08)








                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Prevenção contra o suicídio
Enviado por: dOM JORGE em 20 de Fevereiro de 2019, 01:42
                                                              VIVA JESUS!




              Boa-noite! queridos irmãos.




                    A fé racional da vida além da tumba é o melhor preservativo do suicídio




               
A britânica Liv Pontin conta que vinha pensando sobre o suicídio havia algum tempo, após perder o emprego e enfrentar problemas de saúde mental, que a levaram a ser internada em um hospital. Por isso, decidiu que seu último dia de vida seria 24 de março de 2017.

Neste dia resolveu ir à estação de trem de sua cidade. Enquanto aguardava apreensiva na plataforma a passagem do trem. Em seguida surgiam as luzes do pesado veículo que fazia a rota entre Brighton, na costa sul da Inglaterra, e Bedford ao norte de Londres. O “maquinista” era Ashley John que estava conduzindo o comboio e notou que havia algo errado, de repente, apareceu, do “nada”, um rosto de mulher e Ashley decidiu buzinar rapidamente.

Pontin se preparava para o salto nos trilhos. Estava parada ali na plataforma, esperando e olhando, como se estivesse paralisada, mas ao ouvir o estridente apito do trem, mudou de ideia. Liv recorda que foi uma questão de segundos. Aquilo a fez não dar o último passo da plataforma para o trilho. Ashley parou na estação e avisou a todos os passageiros que o trem aguardaria alguns minutos ali. Em passos acelerados Ashley foi atrás de Liv Pontin, a chamou e começaram a conversar.

Liv disse que a conversa que manteve com Ashley salvou sua vida. Se recorda que Ashley estava muito calmo e demostrava genuinamente estar preocupado com ela. Ressaltou que isso fez uma enorme diferença porque estava em profunda crise. Disse que naquela noite, Ashley salvou sua vida, pois quando alguém interage com você em meio a uma crise, você volta para o momento presente.  Uma das coisas mais estranhas sobre o que aconteceu foi o fato de uma pessoa desconhecida ter-me visto no pior momento de minha vida e mudar os rumos do meu destino. Confessa Liv Pontin.

Nesta ocorrência supomos aceitável interferência espiritual (através de Ashley) em defesa da vida de Liv Pontin. Por isso, tal episódio remeteu-me  ao livro “Chico, de Francisco”,  de autoria de  Adelino da Silveira , que narra sobre certa senhora que procurou o Chico Xavier com uma criança nos braços e lhe disse:

- Chico, meu filho nasceu surdo, mudo, cego e sem os dois braços. Agora está com uma doença nas pernas e os médicos querem amputar as duas para salvar a vida dele. Há uma resposta para mim no Espiritismo?

Foi com a intervenção de Emmanuel que a resposta veio:

- Chico, explique à nossa irmã que este nosso irmão em seus braços se suicidou nas dez últimas encarnações, e pediu, antes de nascer, que lhe fossem retiradas todas as possibilidades de se matar novamente. Mas, agora que está aproximadamente com cinco anos, procura um rio, um precipício para se atirar. Avise nossa irmã que os médicos amigos estão com a razão. As duas pernas dele vão ser amputadas, em seu próprio benefício, para que ele fique mais algum tempo na Terra, a fim de que diminua a ideia do suicídio.

De todos os desvios da vida humana o suicídio é, talvez, o maior deles pela sua característica de falso heroísmo, de negação absoluta da lei do amor e de suprema rebeldia à vontade de Deus, cuja justiça nunca se fez sentir, junto dos homens, sem a luz da misericórdia.

O suicídio é um ato exclusivamente humano [os seres irracionais não cometem suicídio] e está presente em todas as culturas. Suas causas são numerosas e complexas.  Alguns veem o suicídio como um assunto legítimo de escolha pessoal e um “direito” humano (de maneira absurda conhecido como o "direito de morrer"), e alegam que ninguém deveria ser obrigado a sofrer contra a sua vontade, sobretudo de condições como doenças incuráveis, doenças mentais e idade avançada que não têm nenhuma possibilidade de melhoria.

Na verdade, cada suicídio é uma tragédia que afeta famílias, comunidades e países inteiros. Em muitos países, o tema é um tabu — o que impede pessoas que tentaram se suicidar de procurar ajuda. Até hoje, apenas alguns países incluíram a prevenção do suicídio em suas prioridades de saúde e apenas 28 nações relataram ter uma estratégia nacional de prevenção, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.

As estatísticas registram que a cada 40 segundos pelo menos uma pessoa morre por suicídio no mundo, totalizando quase 800 mil mortes por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde. Especialistas apontam que, em grande parte dos casos, há um histórico de transtornos mentais, diagnosticados ou não: depressão, ansiedade, esquizofrenia, bipolaridade, borderline (de comportamento impulsivo e compulsivo), entre outros. Mas, não é possível reduzir o suicídio a uma única causa, mas a depressão causa uma disfunção dos neurotransmissores do cérebro. É parte de um conjunto de fatores psicológicos, culturais, físicos e bioquímicos além da depressão, há o desespero, desamparo de grupo social, desesperança, desemprego, divórcio e dependência química.

Do pondo de vista Espírita, uma situação grave que merece ser analisada é a obsessão que pode ser definida como um constrangimento que um indivíduo, suicida em potencial ou não, sente, pela presença perturbadora de um obsessor (encarnado ou desencarnado). Há suicídios que se afiguram como verdadeiros assassinatos, cometidos por perseguidores desencarnados (e encarnados também). Esses seres envolvem de tal forma a vítima que a induzem a matar-se. Obviamente que o suicida nesse caso não estará isento de responsabilidade. Até porque um obsessor não obriga ninguém ao suicídio. Ele sugere telepaticamente ao ato, porém a decisão será sempre do suicida.

Na literatura espírita encontramos livros que refletem o assunto. Temos como exemplo: "O Martírio dos Suicidas", de Almerindo Martins de Castro, e "Memórias de um Suicida", ditado pelo Espírito Camilo e psicografado por Yvonne A. Pereira.

Toda experiência física, por penosa que seja, é uma benção concedida por Deus para nosso crescimento, a benefício de nossa reparação dos enganos do passado, aprendizado e evolução a que somos destinados. E por isto não devemos desperdiçar a chance que nos foi outorgada mais uma vez, porém aproveitá-la, valendo-nos dos preceitos que Jesus nos deixou para que aprendêssemos a nos amar, respeitando nossas vidas, nossos limites e oportunidades, para então podermos amar a nosso próximo como a nós mesmos.

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. V, item 14 instrui que a calma e a resignação adquiridas na maneira de encarar a vida terrena, e a fé no futuro, dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo da loucura e do suicídio. E na questão 920, de O Livro dos Espíritos, lemos que a vida na Terra nos foi dada como prova e expiação, e depende de nós mesmos lutarmos, com todas as forças, para sermos felizes o quanto pudermos, amenizando as nossas dores.


           Jorge Hessen









                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Prevenção contra o suicídio
Enviado por: dOM JORGE em 14 de Setembro de 2019, 09:09
                                                               VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                      Por que apenas em setembro?

 

O tema suicídio sempre me chamou atenção, tanto que, no ano de 2011, junto com dois amigos escrevi a obra “Evite a rota do suicídio”.

Desde este tempo, portanto, que tenho me dedicado ao estudo da referida temática, que tem seu mês de prevenção celebrado em setembro, mas que, registre-se, esta prevenção deve ser estendida para todos os meses ano, num constante e amplo trabalho de fazer com que se desperte para a real finalidade da existência humana na Terra.

Por que é importante estender para todos os meses a prevenção ao suicídio?

Porque o número de pessoas que exterminam a própria vida todos os dias em nosso planeta é imensurável.

Sim, imensurável porque não se tem todos os registros de pessoas que pedem demissão da vida, porquanto, ainda tabu, os suicídios não são amplamente contabilizados. Há, ainda, a questão que envolve o preconceito diante do tema o que faz com que não seja notificado o suicídio.

E para ajudar mídia e sociedade tratam de atirar o tema para debaixo do tapete não o abordando com a seriedade devida, pois entendem que falar sobre o suicídio aumentará o número de casos.

Entretanto, consideremos que há formas e formas de abordar o tema.

É a informação sobre alguma coisa que abrirá os olhos das pessoas para saberem onde estão pisando. Portanto, desnecessário falar sobre suicídio mostrando como as pessoas se autoexterminaram, fazendo sensacionalismo, mas fundamental falar sobre como superar os dilemas existenciais, uma das causas do suicídio.

É bom entendermos que a vida na Terra tem seus altos e baixos, dias que são noites chuvosas e densas. Nem só de alegrias se faz nossa existência e saber disso já é um bom caminho percorrido para não se desesperar diante dos problemas.

Diz-nos Allan Kardec que os maus dias serão inevitáveis!

Enfermidade, grana curta, o amor que nos abandonou, o familiar que partiu, a maré que não está lá grande coisa... Todas essas situações fazem parte de nosso rol de provação ou expiação neste mundo e que devem ser enfrentadas para que possamos progredir. A fuga não gera o progresso, mas o enfrentamento sim, este traz crescimento.

No questionário que desenvolvemos para saber quais são os problemas que mais apoquentam o ser humano fizemos a seguinte indagação aos entrevistados:

Qual é o problema que mais apoquenta e gera intranquilidade à alma humana?

A esmagadora maioria das respostas aponta que o problema mais difícil de lidar é o familiar. Problemas financeiros aparecem atrás do familiar e relacionamento amoroso.

Se uma vida sem problemas é impossível, que ao menos possamos estreitar os laços de família e “ouvir uns aos outros”, deixando a existência um pouco mais leve e saborosa de se levar.

O que as pessoas que apresentam ideação suicida gostam e não gostam de ouvir quando a ideia se faz mais forte?

O professor Neury José Botega, que pesquisa sobre o tema suicídio, informa que, em geral, aqueles que têm a ideação suicida não apreciam conselhos no sentido "lição de moral", coisas do tipo:

Não faça isso! Você ainda é jovem, deve viver bastante! Cadê o seu Deus?

As respostas que recebemos dos questionários vão ao encontro do que diz o professor Neury, ou seja, mais atrapalha do que ajuda ideias de cunho moralista.

O bom e velho ouvido, em muitos casos, é elemento mais eficaz na prevenção ao suicídio do que a língua.

E com relação ao preconceito? O preconceito pode levar alguém a cogitar o suicídio?

Uma das perguntas do já citado questionário é feita para saber se o indivíduo, por conta da cor de sua pele, sente-se discriminado.

Porém, pelas respostas, percebo que a questão do preconceito vai além da cor de pele. Em geral, os entrevistados aproveitam a pergunta para informarem que sentem preconceito por estarem acima do peso, pobres ou homossexuais.

Em virtude disso sou obrigado, novamente - já o fiz em livros - a defender o comedimento na forma em que lidamos com uma espécie de humor, ou melhor, as piadas. Não pode ser humor aquilo que alguns dão risada à custa da característica de outros. Isso não é humor, mas puro sadismo. E não falo aqui de "orelha", na base do achismo, mas com base em relatos que falam das cicatrizes deixadas por essas piadas. É preciso ter muito, mas muito cuidado na hora de produzir conteúdo de humor.

A divisão em dois grupos de quem pensa em suicídio

Ao longo do tempo que venho estudando sobre o suicídio percebi que podemos, sem deixar no plano absoluto, mas apenas para melhor organização, dividir em dois grupos aqueles que pensam em suicídio.

Grupo 1 - os que pensam por ocasião, em virtude de alguma contrariedade, situação difícil, enfim, algo que lhe escape o controle e que pareça sem solução. Neste grupo o tratamento é, digamos, menos complicado.

Grupo 2 - os que trazem a prova de vencer a tendência suicida. Nestes casos a coisa é um pouco mais complexa, porquanto, não raro há junto o componente da obsessão em forma mais aguda. A ideia suicida parece que está cristalizada de tal forma que dela não se desvencilha facilmente. Neste grupo é fundamental que se realize a desobsessão e o acompanhamento de perto do caso. Atrevo até uma sugestão para situações assim: que o centro espírita ou qualquer local que trate o caso esteja sempre perto da pessoa, acompanhando-a.

Obs: nos casos de ideia suicida, em qualquer dos grupos acima citados, jamais se pode abrir mão do acompanhamento médico e psicológico convencional, sendo o acompanhamento espiritual uma forma de tratamento paralelo às convencionais.

O conhecimento espírita na prevenção ao suicídio.

Os profissionais de saúde informam que em 90% dos casos de ideação suicida há transtorno mental, portanto, há tratamento.

Então, o recado que deixamos aqui, neste espaço, é o de (caso tenhamos acalentado ideias de suicídio) buscarmos os tratamentos disponíveis, tanto no campo material quanto no campo espiritual, conforme escrevemos acima.

O conhecimento sobre a imortalidade da alma trazido pelo Espiritismo é,  indubitavelmente, um fator que previne e até mesmo elimina a ideia do suicídio em algumas situações, provavelmente naqueles que estejam no grupo 1, acima citado.

Porém, há coisas que ombreiam com este conhecimento da imortalidade da alma em termos de eficácia da prevenção ao suicídio. O acolhimento ao ser que experimenta dor, por exemplo, é uma ferramenta tão eficaz quanto o conhecimento da imortalidade da alma.

A ideia é mais ou menos assim: mais acolhimento equivale a menos julgamento. Coração aquecido pelo carinho e genuína compreensão pode desistir de coisas que até "Deus" duvida, como diria Ivan Lins.

E que não fiquemos apenas em setembro no que se refere a prevenir o suicídio.


           Wellington Balbo








                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Prevenção contra o suicídio
Enviado por: dOM JORGE em 29 de Setembro de 2019, 19:06
                                                              VIVA JESUS!




              Boa-tarde! queridos irmãos.




                     
Espíritas e a ideação suicida



Nosso país se encontra entre os quinze do mundo com maior taxa de pessoas diagnosticadas com depressão; nas estatísticas de suicídio, estamos entre os dez países que registraram elevados números, sendo o suicídio a terceira causa de morte no Brasil.

Estudos de especialistas afirmam que as três principais causas de morte entre os jovens nas Américas são evitáveis. Os homicídios são os “principais assassinatos”, sendo responsáveis por 24% de toda a mortalidade, seguidos pelas mortes no trânsito (20%) e pelo suicídio (7%).

Suicídio é o ato intencional de matar a si mesmo. Sua causa mais comum é um transtorno mental e/ou psicológico que pode incluir depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, alcoolismo e abuso de drogas. Dificuldades financeiras e/ou emocionais também desempenham um fator significativo. O suicídio vem sendo tratado como um problema de saúde mental e saúde pública.

Três atuais líderes espíritas declararam que, em certos momentos de suas vidas, alimentaram a ideação suicida, e que estes pensamentos os levaram a flertar com essa realização trágica. Partilharam essa situação em palestras públicas disponíveis na internet.

O mais antigo e conhecido é o orador e médium com mais de 200 livros psicografados Divaldo Pereira Franco; quando jovem, depois de perder o emprego, conta ter subido no Edifício Lacerda, em Salvador, com a ideia fixa de se jogar do prédio. A alma de sua irmã, que já cometera suicídio, apareceu para ele e interveio em seu favor, desestimulando-o da ideia obsessiva.

Outro personagem é uma médica, professora universitária, com diversos cursos superiores, Anete Guimarães, que declara que tentou o suicídio quando tinha apenas onze anos de idade. Ela não descreve de que forma seria e nem o motivo. Em seus pronunciamentos, aconselha que não se deve divulgar essas maneiras, porque isso estimula outras pessoas a agirem da mesma forma.

O mais jovem é um psicólogo e escritor Rossandro Klinjey, nascido em Campina Grande, Paraíba; ele confessou em uma palestra que, quando ainda jovem, após sair da casa da mãe, encontrando muitas dificuldades e sem sucesso em seu intento de viver independente, ficou imaginando por diversas vezes como atentar contra a própria vida, se jogando da sacada de seu apartamento, no quarto andar. Felizmente a consciência do conhecimento da vida espiritual – consciência de que ninguém morre –e a lembrança dos conselhos maternais (“aconteça o que for, volte para casa, e, por favor, vivo”) lhe deram a coragem de voltar e pedir ajuda à mãe.

Consideramos o suicídio um ato extremo. Todos temos dificuldades, problemas, angústias, mas a autodestruição é uma porta falsa que se apresenta como solução definitiva para um problema/dificuldade temporários. Tudo se resolve com o tempo.

Estejamos atentos conosco mesmos, todos estamos sujeitos às fases depressivas; em qualquer sinalização de mudanças bruscas nos familiares e colegas íntimos, ou do trabalho, vale sugerir que busquem ajuda. Existem profissionais em diversas áreas capacitados para auxiliar a superar o momento tormentoso. O CVV, com o telefone 188, é um recurso gratuito disponível em todo território nacional, com atendentes treinados para ouvir as pessoas.

 

Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Prevenção contra o suicídio
Enviado por: dOM JORGE em 01 de Março de 2020, 09:52
                                                              VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                     Suicídio, uma clamorosa ilusão



Sentimos necessidade de escrever estas linhas, após lermos a notícia veiculada no Correio Braziliense on-line (OLIVETO, 2018). A reportagem destaca o aumento crescente dos suicídios em vários países, inclusive no Brasil. A notícia, cujo título é: “Suicídio é responsável por 800 mil mortes anuais e avança pelos países”, afirma que a cada 40 segundos alguém no mundo comete suicídio. 

É de conhecimento geral que vivemos em um mundo materialista, que nos influencia para buscarmos freneticamente o consumo, e neste afã desenfreado esquecemos o ser imortal. O foco no ter, o egocentrismo exacerbado e a competividade da vida moderna têm gerado diversos desequilíbrios de ordem psicológica. Quantos irmãos se veem perdidos e se julgam sem forças para buscar o reequilíbrio de suas vidas, pois não têm ânimo para vencer o tabu social, ao serem diagnosticados com algum desequilíbrio psicológico? As pessoas ainda estão presas a velhos paradigmas, ao perfil idealizado pela sociedade sobre a necessidade de ter sucesso, ter dinheiro, ter simpatia, ter inteligência acima da média, ter uma profissão de destaque, ter e ter. Os indivíduos afastados do ser espiritual se veem presos nessa teia sociomaterialista, o que os leva inexoravelmente ao caminho da solidão, ficando frustrados quando não conseguem atingir o estágio desejável do mundo materialista. Sentem-se então ignorados pelos outros membros da sociedade ou por si próprios e isolam-se por se autojulgarem fracassados nesse intento. O homem afastado da espiritualidade não consegue perceber o cerne da questão: não estamos encarnados na Terra para amontoar o que as traças podem comer, os ladrões podem roubar ou o que a ferrugem pode corroer. E, muito menos, para nos sujeitarmos à satisfação dos desejos alheios.

O homem, desequilibrado em seus alicerces divinos, procura desesperadamente uma solução rápida e definitiva para seus anseios, recorre imprevisivelmente à autopunição, ceifando sua vida, cerrando os olhos para a vida imortal.

Muitos de nós crescemos e fomos educados para não falar sobre “religião”, “futebol”, “política”, “sexualidade”, assuntos que não deveriam ser discutidos à mesa. Entretanto, com o passar dos anos, com a maturidade intelectual e espiritual, procuramos nossas próprias respostas para essas e outras indagações: De onde venho? Para onde vou? Por que sofro? Por que não posso escolher morrer ou viver?

Nessa procura por respostas ou consolo para nossas dores, deparamo-nos com variadas teorias religiosas que condenam “o matar a si mesmo”. Mas é na doutrina espírita que encontramos respostas consoladoras e racionais do porquê não devemos escolher o suicídio como solução de nossos problemas. A doutrina é o Consolador Prometido, que nos vem explicar por que sentimos angústias existenciais. Que isso faz parte da vida, do processo evolutivo. Só a fé verdadeira e raciocinada nos protege.

Cerca de 800 mil pessoas abandonam o palco da vida pelos caminhos do suicídio. O Estado, por meio de suas políticas públicas, não consegue alcançar sozinhos esses irmãos doentes de corpo e de mente. É preciso que haja a mobilização de toda a sociedade, a família e as diversas correntes filosóficas e religiosas, lembrando ao ser humano que somos seres imortais. Os espíritas, mais que outras, são pessoas esclarecidas sobre a fé raciocinada, sobre a importância de buscar conhecer-se a si mesmo para promover a transformação na própria casa mental. Os espíritas, diante dos irmãos necessitados, devem espalhar consolo, compreensão e tolerância. Allan Kardec não nos disse que “fora da caridade não há salvação?”². Então, meus irmãos, a caridade não está restrita à esmola ao necessitado, visto que nem sempre a necessidade é material, pois há aqueles que buscam consolo e respostas para suas dores morais e emocionais.

De acordo com os ensinamentos espíritas, morrer é deixar o corpo material, que retorna ao pó, visto que o corpo é de composição orgânica. O ser imortal, o Espírito, que habita o corpo material, retorna então ao plano espiritual.   Reencarnar é oportunidade de progresso e resgate. Todos nós já passamos por esse divino mecanismo e continuaremos a passar por ele, até entendermos que não podemos transgredir nenhuma lei divina ou ferir nosso próximo sem responder por isso. Ao agredirmos o corpo que nos hospeda, estamos antecipando a volta à pátria espiritual, perdendo as oportunidades que foram programadas para o nosso devido ajuste e progresso na escola da carne. O que pensamos ser uma desopressão, apenas uma partida antecipada, na verdade é um atraso na caminhada e tudo aquilo que adiamos passar agora, enfrentaremos, inevitavelmente, amanhã. O pior, meus irmãos, é que, na próxima existência física, além dos compromissos que não terminamos, haverá o agravante da situação, pois teremos marcadas em nosso corpo espiritual as sequelas da agressão que provocamos ao extinguir a vida do corpo pelas portas do suicídio.

Não reencarnamos sozinhos, não estamos sozinhos. Formamos um núcleo familiar, seja ele consanguíneo ou não. A nossa trajetória vem acompanhada de outros irmãos nossos que vieram apoiar-nos, expiar ou provar conosco o seu amor. Por que nos momentos de maior angústia nos afastamos daqueles que maiores possibilidades possuem para nos reerguer e conosco traçar toda uma trajetória de vida? O que nos faz pensar que desistir da vida não afetará as pessoas que mais amamos, deixando nelas imensa dor e vazio por nos ver partir.

Nossa família corporal ou espiritual condiz com a mensagem trazida pela questão 980 d’ O Livro dos Espíritos, quando se refere à felicidade que goza o homem na Terra ao se deparar com as afeições puras e sinceras, com recíproca simpatia e que nos traz um manancial de felicidade, porquanto não há falsos amigos, nem hipócritas, pois encontraremos almas que vibram na mesma sintonia conosco, que o egoísmo não tornará frias³.

Sendo assim, devemos ter firmeza de propósito e encarar os problemas que surgirem ao longo de nossas vidas, tal como preceitua O Livro dos Espíritos na questão número 943, que mostra quanto é importante combater a ociosidade, a ausência de fé no futuro, evitando assim os descontentamentos pela vida, sem motivos plausíveis4. Que vivamos um dia de cada vez com coragem e entusiasmo! 

A vida é um ato da divina criação, não cabe ao homem o direito de ceifá-la com suas mãos, pois sempre é possível encontrar forças para transpor os momentos difíceis, com o olhar complacente do Mestre de Nazaré: “Todos os que andam em sofrimento e vos achais carregados, eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mateus, XI, 28-30).

“A vida é feita de momentos, momentos pelos quais temos que passar, sendo bons ou não, para o nosso aprendizado. Nada é por acaso. Precisamos fazer a nossa parte, desempenhar o nosso papel no palco da vida, lembrando que a vida nem sempre segue o nosso querer, mas ela é perfeita naquilo que tem que ser” (Chico Xavier, 2011).

 

Referências:

1.  A BÍBLIA. O mistério do Reino dos Céus. GORGULHO Gilberto da Silva; STORNIOLO Ivo; ANDERSON Ana Flora. São Paulo: Paulus Editora, 1998. p.2206. Velho Testamento e Novo Testamento;

2.  KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Cap.XV, p. 158- 163;

3.  KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Quarta parte, cap. II, it.980 p. 440;

4.  KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Quarta parte, cap. I, it.943, p. 424;

5.  OLIVETO, Paloma. Suicídio é responsável por 800 mil mortes anuais e avança pelos países, Brasília, 24 de junho de 2018. Disponível   em: https:/correiobraziliense.com.br

6.  XAVIER, Chico.


           Linelda Landim de Lima e Telda Pereira Costa Lima









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Prevenção contra o suicídio
Enviado por: dOM JORGE em 08 de Setembro de 2020, 22:01
                                                              VIVA JESUS!




              Boa-noite! queridos irmãos.




                   
Suicídio: uma calamidade mundial

 
O setembro amarelo foi instituído pela Organização Mundial de Saúde (OMS), no dia 10 de setembro de 2003, como data de campanha de prevenção contra o suicídio em todo o mundo, por conta dessa calamidade que assola a humanidade de forma alarmante. A cada ano identificam-se pelas estatísticas o aumento dessas ocorrências que se tornaram um problema de saúde pública.

As causas são as mais diversas, sendo a depressão uma das mais importantes nesse contexto.  Dificuldades financeiras, doenças, drogas lícitas ou não, desenganos da vida e, também, a ausência de religiosidade do ser humano fazem com que essa incidência se torne cada vez mais preocupante. O suicida não quer deixar de viver, ele quer “livrar-se” daquilo que o aflige.

A fragilidade humana decorrente dos sentimentos e emoções mal vivenciados oportuniza esse ato de desespero, e para quem acredita que a vida não se resume do berço ao túmulo, sabe que aumentamos em grau elevadíssimo nossas aflições do amanhã, ou seja, o Espírito segue além-túmulo com tudo que aqui construiu de bom ou não. Lembremo-nos sempre de que a vida é um ciclo de desafios que são provas para o nosso processo evolutivo.

Abreviar a vida é a maior transgressão do ser humano às Leis de Deus, segundo a questão 944, de O Livro dos Espíritos: “Tem o homem o direito de dispor da sua vida”? - Não; só a Deus assiste esse direito. O suicídio voluntário importa numa transgressão desta lei.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu, em 22 de janeiro de 1998, que “saúde é um estado dinâmico de completo bem-estar físico, mental, espiritual e social, e não meramente a ausência de doença ou enfermidade”, e o Ministério da Saúde apoia o Centro de Valorização da Vida (CVV). Em 2017, 2 milhões de pessoas ligaram de maneira gratuita para o número 188, que oferece apoio emocional e de prevenção do suicídio. Imaginemos quantas vidas foram poupadas desse desatino...

Os números continuam crescentes e sabe-se que a cada 40s alguém comete o suicídio no mundo. No Brasil, a cada 42min isso acontece. Chega-se a um total de 800 mil casos por ano em todo o mundo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu a meta de reduzir em 10% os casos de mortes por suicídio até 2020. Não será fácil, visto que a pandemia do Covid-19 contribuiu fortemente para o crescimento dos processos depressivos.

Quando cremos no Criador e que somente nele poderemos ter o amparo necessário para as nossas vicissitudes, além obviamente da nossa vontade, sentimo-nos fortalecidos e a fé aliada à perseverança e à resignação leva-nos ao caminho de uma dor menor, enquanto a revolta é a porta do sofrimento. Revoltar-se é agravar tudo que já nos incomoda e sabemos que essa postura nada resolve.

Enquanto o ser humano não buscar no seu interior as virtudes do bem, como o amor, a caridade, a fraternidade, dentre tantas outras, não sairá desse Dédalo que o eterniza encarcerado no desespero. Esse reencontro com o seu “eu” constitui-se na chave do tesouro adormecido e que somente cada um de nós tem acesso.

Tenhamos consciência de que as nossas lutas externas são fugazes, mas aquelas contidas em nosso íntimo são as difíceis, pois é imperioso que renunciemos aos fatores impeditivos do nosso progresso moral, como o egoísmo, o orgulho e outros sentimentos inferiores que trazemos de vidas pretéritas.


            Luiz Guimarães Gomes de Sá








                                                                                                   PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Prevenção contra o suicídio
Enviado por: dOM JORGE em 13 de Novembro de 2020, 05:58
                                                              VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                     
Suicídio na terceira idade




Estudos apontam que cerca de 800 mil pessoas, anualmente, em todo o mundo, cometem o ato extremo de tirar a própria vida. Vale lembrar que esses dados são oficiais, o que significa dizer que os números são mais altos. Um outro motivo para a subnotificação dos casos de suicídio é que, dos pouco mais de 180 países membros da OMS (Organização Mundial da Saúde), nem a metade deles tem um cadastro de registro confiável nesta temática.

No Brasil a taxa geral de suicídio para cada 100 mil habitantes está em torno de, aproximadamente, 6 pessoas. Quando, porém, investigamos a questão do suicídio na terceira idade temos um aumento significativo nesta taxa, que salta para quase 9 pessoas a cada 100 mil habitantes.

O suicídio é um fenômeno multifatorial, não tendo, portanto, causa única e específica. Mas podemos apontar alguns fatores de risco que seguem abaixo.

As doenças crônicas, muitas provenientes do próprio desgaste natural da máquina física surgem, o que deixa o idoso com dores e proporciona a perda na qualidade de vida.  Outro fator que podemos elencar aqui é o da solidão, posto que, muitas vezes, não há interação entre o idoso e as outras gerações de sua família, o que o leva a sentir uma sensação de isolamento.

Há, ainda e principalmente, o receio da invalidez e o medo de não conseguir sustentar materialmente a família, sendo este último fator, por questões culturais, mais comum aos idosos do sexo masculino.

A propósito, diante do tema tão importante que é a prevenção ao suicídio na terceira idade, apliquei questionário para pessoas acima de 60 anos com o objetivo de verificar, dentre outras coisas, quais são os seus maiores receios diante da vida e do avançar dos anos.

Vejam no gráfico abaixo as respostas que indicam que quase metade dos idosos tem receio da invalidez.

 

 



 

Porém, todos os pontos citados acima acabam por contribuir para que os idosos se sintam deslocados da época atual, tendo, com isso, sofrimentos psíquicos que podem levar à ideação suicida.

Quero, aqui, destacar a importância da família para a colaboração na qualidade de vida do idoso. Algo interessante a considerar são as conversas e o diálogo que os familiares podem ter com o idoso, de modo a construir pontes para que esta tão importante interação se estabeleça. Claro que não se quer colocar a família como culpada por este ou aquele caso de suicídio, até porque, nestes casos, os familiares sofrem, além da partida do afeto, as questões que envolvem a culpa que os acomete por não terem feito observações sobre os sinais da ideação suicida enviados pelo idoso.

Todavia, o intuito é mostrar que o diálogo e o estreitamento dos laços familiares podem trazer belas experiências para todos os membros da família, num salutar intercâmbio entre as gerações.

Ficam alguns pontos relacionados aos comportamentos que podem indicar ideação suicida por parte do idoso: Resolução rápida de problemas pendentes. Isolamento. Frases relacionadas à morte de uma maneira mais sofrida. Abuso de substâncias alcoólicas.

Todos esses pontos acima citados, quando percebermos, valem uma conversa com o idoso, perguntando, de forma clara, porém, sensível, sobre as suas intenções. Outro aspecto que podemos fazer para auxiliar o idoso é colocar-nos à disposição para escutá-lo, mas escutá-lo realmente, sem julgamentos e explanações morais que causarão mais afastamento do que aproximação.


              Wellington Balbo









                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Prevenção contra o suicídio
Enviado por: dOM JORGE em 03 de Março de 2021, 18:29
                                                              VIVA JESUS!




            Boa-tarde! queridos irmãos.




                 
No caso da ideação suicida, sugerimos a abordagem em três frentes


Desta vez, em nosso questionário sobre a ideação suicida, entrevistamos 230 mulheres dos mais diversos estados brasileiros e nas mais diversas faixas etárias. Adiante, em outros textos, traremos mais informações, até porque neste momento não é nosso objetivo esmiuçar esta parte.

Destaco duas das perguntas que fizemos:

1 – Já pensou em suicídio alguma vez em sua vida?

51,8% das mulheres responderam que sim, 48,2% das mulheres responderam que não. Ou seja, mais da metade das mulheres entrevistadas, em algum momento, já pensaram na ideia de interrupção da existência.

Quando vamos para a outra questão, que indaga se já tentaram cometer o ato extremo de tirar a própria vida, encontramos as seguintes porcentagens:

14% já tentaram e 86% não tentaram.

Percebe-se, como já realizado em outros estudos, um grande número de mulheres que cogitam da ideia do suicídio.

Ainda neste questionário, ao levantarmos as razões, obtivemos muitas respostas que falam da tristeza, depressão, falta de perspectiva e esperança no porvir.

Em realidade, ao menos para essas mulheres que responderam as questões, o fato que envolve a depressão é o mais notável.

Os transtornos mentais estão diretamente associados à ideia de suicídio e é por isso que insistimos na abordagem em 3 frentes:

1 – Medicina convencional.

2 – Intervenção terapêutica.

3- Abordagem espiritual.

Nos cursos que venho realizando sobre prevenção e posvenção do suicídio, constato que os tratamentos preconizados se apoiam apenas nas duas primeiras etapas: medicina convencional e intervenção terapêutica.

Entendo, claro, as razões pelas quais as instituições que ministram esses cursos ficam apenas nestas duas etapas, contudo, como espiritualista e espírita, não posso deixar de anotar no horizonte do tratamento a importância do aspecto que envolve a espiritualidade, sendo, este, muito importante para todo o processo.

Eis por que costumo bater na tecla ser fundamental a quebra do paradigma materialista, posto que, em muitas instâncias, ele, o paradigma materialista, enfoca apenas o “aqui e agora”, sem contemplar o Ser como um todo, sua biografia espiritual, suas vivências e aptidões que, não raro, são oriundas das existências pretéritas.

Ora, se é verdade que os fatores culturais, socioeconômicos e outros dão sua parcela de contribuição na forma em que o indivíduo enxerga a vida e se relaciona com o mundo ao seu redor, introduzindo a cultura espiritualista em sociedade, teremos uma abordagem mais completa de todo este quebra-cabeça que podemos chamar “ser humano”.

Causa-me e sempre me causou estranheza verificar que alguns religiosos consideram serem os problemas humanos resolvidos apenas com preces, orações, reuniões de desobsessão ou “descarrego” e idas a centro espíritas, igrejas ou instituições afins. Mas também me causa estranheza perceber que há, ainda, pessoas ligadas às ciências convencionais que se negam absolutamente a admitir a contraparte espiritual do indivíduo.

Isto dito, cabe-nos fazer nossa parte, trabalhar para que ambas as ciências, tanto a do corpo, quando a da alma, complementem-se e produzam, juntas, mais qualidade de vida para todos, porquanto, ambas as ciências citadas aqui não se excluem, ao contrário, completam-se.


                    Wellington Balbo









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Prevenção contra o suicídio
Enviado por: dOM JORGE em 29 de Maio de 2021, 23:50
                                                              VIVA JESUS!




             Boa-noite! queridos irmãos.



                   
Suicídio, um penoso equívoco


De todas as almas sofredoras que povoam o mundo espiritual inferior, arrastando consigo as sucessivas tragédias em que transformaram a sua própria existência, num acumular de enganos e frustrações, podemos, sem estar muito longe da verdade, ter os suicidas entre aqueles em quem as dores são mais acentuadas e difíceis de suportar.

O maior crime, perante a nossa consciência, é o de atentarmos contra a própria vida, destruindo o corpo que nos foi dado como bênção sublime, planeado e estruturado com todo o rigor, de modo a servir-nos na experiência terrena e ser nosso grande aliado nas expiações, provas, lições, aprendizagens, que nos deverão conduzir à redenção de nós mesmos e ao crescimento espiritual. Quando da preparação de cada reencarnação, visando proporcionar-nos uma situação terrena que nos permita superar as provas e dificuldades que tenhamos de enfrentar, tudo é rigorosamente e cuidadosamente planeado: os lugares que nos servirão de cenário, a família que nos receberá, os companheiros que encontraremos pelo caminho, para os mais diversos fins, e com quem teremos algo a aprender… e, indubitavelmente, o corpo que melhor servirá a esses fins. Diz Jesus que “o corpo é o santuário do espírito”. O dom da vida é o maior dom que Deus nos deu, dom esse do qual decorrem todos os outros, porque são eles desenvolvidos ao longo da vida, que tem de ser bem aproveitada para a reforma íntima que objetivamos.

Ora, essa Vida que nos foi dada por Deus, jamais nos será tirada. A partir do instante, do qual não mantemos a mais pequena memória, mas que ficou nos confins dos tempos, é eterna e ininterrupta. Vai-se desenrolando cá e lá; cá, no plano físico, material, terrestre ou outro; lá, no plano espiritual, seja em colônias, hospitais espirituais, umbral, ou outra situação, sem o corpo físico, mas sempre em companhia do corpo espiritual (perispírito) e da consciência que nunca nos abandona e serve de nível aos nossos atos e pensamentos. Não há interrupções, nem intervalos entre duas vidas, porque, simplesmente, Vida só temos uma, imortal e eterna. O que temos são esses vários cenários em que ela se desenrola, e a que chamamos existências. Há perfeita articulação entre elas, porque somos um e apenas um, sempre, com todo o peso do que acumulamos, quer de bem quer de mal.

É devido a esse fato inalienável que afirmamos que a dor do suicida deve ser uma das maiores dores (se não mesmo a maior) de quantos povoam as zonas de sofrimento, nos planos extrafísicos. Imaginemos a frustração daqueles que, pensando fugir dos problemas e aflições, através da morte, chegam do outro lado e se veem tão vivos ou mais do que estavam quando na Terra. Imaginem o medo e a confusão, ao permanecer diante dos seus olhos a forma como optaram terminar a vida, sem conseguir, com todo o instrumental de que se serviram para o fazer, e com as mesmas sensações dos instantes que pensavam ser os últimos, mas que perduram, em geral, por muito tempo, meses, anos, fazendo-os crer serem tais penas eternas. Por que falam alguns Espíritos de dores eternas? Simplesmente porque se veem em sofrimento há tanto tempo, a juntar à falta de Fé e Conhecimento, ao ponto de acreditarem mesmo serem dores irremissíveis. Imaginemos ainda os que sentem, ouvem mesmo, o choro dos que por cá deixaram, as lamentações, por vezes até as acusações de abandono (já que na ânsia de fugir dos problemas pessoais, muitas vezes deixam os familiares a braços com a resolução do que não se sentiram aptos a enfrentar). O sentimento de culpa, o arrependimento, a certeza de que não valeu a pena porque, na realidade, não há como pôr fim ao que é infindável, são, como facilmente se deduz, um forte acréscimo de dor às que procuraram, inutilmente, suprimir.

Será ainda importante acrescentar que, qualquer problema que tenhamos numa dada existência, se não for prova superada, terá de ser repetida noutra existência, geralmente em circunstâncias agravadas. Por quê? Sendo o corpo espiritual, ou perispírito, como o apelidou Allan Kardec, o duplo do corpo físico, o revestimento natural do Espírito, intermediário entre ele e o corpo material/terreno, todos os danos que a este último causarmos, são impressos no primeiro, e acompanham-nos quando do regresso à vida física. Através dele, perispírito, renascemos em condições que, muitas das vezes, não entendemos, por não se situar a sua causa nos erros que lembramos. Perdem-se, nesse caso, com as impressões que transportamos de outras existências e que ainda não logramos ultrapassar. Só através de uma nova experiência física temos condições de empreender a reforma de nós mesmos e expurgar os agravos que nos impedem uma saúde física, mental, psicológica, em suma espiritual, que podemos considerar ser a soma e combinação de todas as outras, e que se traduz pelo bem-estar, paz interior e equilíbrio que resultam da consciência livre e consonante com as Leis Divinas.

É muito importante que saibamos reagir, face às inúmeras dificuldades e entraves que vamos encontrando no caminho. Ao reencarnar, sabíamos que não nos iríamos deparar com facilidades. Ninguém reencarna como prêmio de bom comportamento, antes pelo contrário, só reencarnamos porque somos imperfeitos e porque necessitamos dessa escola abençoada e desse hospital de almas que é a Terra. Só pelo simples fato de estarmos num mundo físico, e na Terra especialmente, como mundo de provas e expiações que é, temos de esperar um justo número de pedras e obstáculos naturais que devemos superar. Mas temos de encarar a vida terrena como uma bênção que a misericórdia do Pai nos concede e da qual não nos podemos fazer desmerecedores, abandonando as provas que nos reerguerão a mundos mais felizes.


 
          Maria de Lurdes Duarte









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Prevenção contra o suicídio
Enviado por: dOM JORGE em 29 de Maio de 2021, 23:53
                                                              VIVA JESUS!




              Boa-noite! queridos irmãos.




                    Não estamos em condições de julgar ninguém. Devemos abstermo-nos de o fazer. Não sabemos o que ia na alma de cada um que, porventura, tenha tomado resolução tão infeliz. Sabemos, isso sim, que a dor, o arrependimento, a confusão, a necessidade de compreensão e amparo são, com toda a certeza, enormes. São irmãos carenciados de tudo. Careceram de fé, de esperança, de coragem. Careceram, talvez, de uma palavra amiga, um esclarecimento, que os fizesse sentir que não estavam sós na sua dor. Careceram de apoio psicológico, médico, religioso, que os tenha fortalecido e ajudado a seguir em frente, até ao momento em que a dura prova fosse superada e a hora da libertação deste mundo fosse chegada. Careceram da certeza na vida futura, espiritual, da crença absoluta na continuidade da vida, que os teria impedido de tentar cortar-lhe o fio.

São muitos e variados os motivos que podem levar ao suicídio: depressões, dificuldades financeiras, doenças do foro psíquico, desânimo da vida, solidão, desgostos diversos, muitas vezes até, obsessão espiritual de entidades sofredoras ou vingativas com quem sintonizamos e que, a certa altura, passam a dominar-nos. As razões íntimas sabe-as quem sofre. E Deus que nos conhece melhor do que nós mesmos. Só a Ele cabe julgar e adequar os frutos à sementeira. Mas Deus jamais dá uma prova maior do que a nossa capacidade de superação. Ao ter-nos sido permitido planear um determinado padrão de vida, com as consequentes dificuldades que daí adviriam, havia grandes esperanças na nossa força e empenho, da parte dos amigos espirituais que colaboraram nesse empreendimento. Dispuseram-se a, ao longo da nossa existência, estar ao nosso lado, amparar-nos, intuir-nos ao bem, reforçarem em nós a vontade de nunca desistir. No entanto, por mais firmes que tenham sido as nossas resoluções, em contato com a matéria, recomeça a tendência em buscar facilidades, não nos preparamos suficientemente para uma vontade firme, não buscamos a Fé esclarecida que nos poderia servir de couraça e, na hora em que os maiores embates surgem, sentimo-nos fracos e impreparados.

No momento atual da evolução terrena, temos vindo a assistir a um acréscimo de dificuldades de todo o tipo. É fácil de ver que o nosso mundo está a atravessar um momento crucial e que nos estão sendo dadas oportunidades cruciais, talvez as últimas neste estádio evolutivo, de libertação dos erros e imperfeições mais graves e que serão entrave à nossa permanência por aqui, quando a Terra evoluir para mundo de regeneração. É hora de mostrarmos a nós mesmos o que valemos e para onde queremos conduzir os nossos próximos passos. Evidentemente, isso é fator de acréscimo de dores, dificuldades, obstáculos, revoluções naturais e não só, que farão a Terra crescer e nos darão oportunidade de crescer com ela. Infelizmente, temos assistido, mais do que nunca, ao crescimento dos casos de suicídio. A humanidade não se preparou convenientemente. Pensou apenas no bem-estar material, no consumo, no prazer, no prolongamento da vida física, sem a necessária preparação espiritual. As facilidades trazidas pelas conquistas da ciência e da tecnologia não foram devidamente aproveitadas, não serviram, como deveriam, para fazer-nos sentir a grandeza do Pai que a tudo provê. Pelo contrário, criaram ateus e seres solitários sem Deus nem crença espiritual. Tornamo-nos fracos e desprotegidos.

Mas de nada serve ficarmos apenas pela lamentação dos erros. É urgente uma mudança geral de atitude. Aos espíritas, dada uma maior compreensão da vida e das verdadeiras razões que trazemos ao ingressar na matéria, deve caber o papel de, como trabalhadores da última hora, não esconder a luz debaixo do alqueire, ou seja, ser fonte de iluminação das almas que consigo cruzem os caminhos da vida. Às vezes uma palavra de esclarecimento ou um ouvido que sabe escutar os desabafos de dor do outro, pode salvar uma vida. E a Prece. Nunca esqueçamos o recurso valioso que é a Prece, quer pelos suicidas, quer por aqueles que imersos em profundas dores, se poderão sentir compelidos ao abandono de si mesmos, se não tiverem quem os auxilie.

Deus não criou penas eternas, é infinito na Sua misericórdia e permite, mais do que nos apercebemos, que o intercâmbio entre nós e os que partiram se faça e lhes sirva de alívio no meio do sofrimento. A prece é a melhor maneira de os lembrarmos e lhes levarmos o socorro que desejaríamos receber se estivéssemos em circunstâncias semelhantes.

 
            Maria de Lurdes Duarte









                                                                                                      PAZ ,MUITA PAZ!
Título: Re: Prevenção contra o suicídio
Enviado por: dOM JORGE em 17 de Setembro de 2021, 22:18
                                                              VIVA JESUS!




            Boa-noite! queridos irmãos.




                   
Suicídio: visão espírita


Segundo Divaldo Pereira Franco, trazendo até nós a informação de sua mentora Joanna de Ângelis, até o ano de 2026 o suicídio será a causa número um de mortes no mundo. Por isso mesmo nunca se fez tão necessário se falar sobre esse tema e a doutrina espírita tem muito a contribuir nesse sentido, muito embora haja ainda muita confusão, tanto da parte de quem apenas simpatiza com o Espiritismo, quanto da parte de quem se diz espírita.

Na questão 957 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta quais as consequências do suicídio, obtendo a seguinte resposta: “Muito diversas são as consequências do suicídio. Não há penas determinadas e, em todos os casos, correspondem sempre às causas que o produziram. Há, porém, uma consequência a que o suicida não pode escapar; é o desapontamento. Mas a sorte não é a mesma para todos; depende das circunstâncias. Alguns expiam a falta imediatamente, outros em nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam”.

Mas o que vemos geralmente é uma propagação de um Espiritismo aterrorizador sempre que alguém fala de um suicida, uma versão um pouco mais amena das escolas religiosas que dizem que a pessoa que atenta contra a própria vida é alguém que não terá mais salvação. No caso dos espíritas que não estudaram de fato a questão, dizem que qualquer um que se mate ficará sofrendo indefinidamente vendo o seu corpo ser consumido por vermes responsáveis pela decomposição e ainda vendo o momento do ato que o tirou deste plano de maneira precoce. Mas será que é realmente isso que nos diz um estudo mais aprofundado do Espiritismo?

Não, não é isso. Na questão 944 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta se tem o homem o direito de atentar contra sua própria vida. Resposta: “Não, somente Deus tem esse direito. O suicídio voluntário é uma transgressão a lei de Deus”. O professor, então, resolve colocar o item “a” nessa questão, já que a resposta da espiritualidade foi muito intrigante e mereceu uma análise mais profunda: Não é sempre voluntário o suicídio? Resposta: “O louco que se mata não sabe o que faz”. Bom lembrar que, na época de Kardec, louco era uma expressão geral utilizada para designar qualquer um que sofria de algum transtorno mental.

Segundo a organização mundial de saúde, nove em cada dez pessoas que se matam estão passando por algum tipo de transtorno mental. Portanto, apenas um desses estariam nas condições de um Camilo Castelo Branco, tendo que passar, em tese, pelas situações descritas pelo escritor no livro Memórias de um Suicida. Mas ainda assim temos que considerar a questão 957 já citada neste artigo.

Importante lembrar ainda a existência de um outro tipo de suicídio muito mais comum e menos falado, o suicídio indireto. Aquele que cometemos pelo excesso de alimentação, de bebidas e de descontrole das emoções, e que comprometem nossa saúde, podendo nos levar a desencarnar precocemente. Tema esse abordado em O Livro dos Espíritos na questão 952: Comete suicídio o homem que perece vítima de paixões que ele sabia lhe haviam de apressar o fim, porém, a que já não podia resistir, por havê-las o hábito mudado em verdadeiras necessidades físicas? “É um suicídio moral. Não percebeis que, nesse caso, o homem é duplamente culpado? Há nele então falta de coragem e bestialidade, acrescidas do esquecimento de Deus.”

O caso mais conhecido de um suicídio indireto na literatura espírita está no livro Nosso Lar, com o personagem André Luiz. Vale muito a pena ler e reler com calma, principalmente a parte que André Luiz é atendido pelo médico Henrique de Luna e nega sua condição de suicida. Ao que o médico esclarece que, não somente a alimentação e bebidas em excesso têm influência profunda nesse sentido, mas também as emoções descontroladas, como a raiva, por exemplo. Além da energia sexual sem controle, usada apenas para satisfazer nossos impulsos mais primitivos.

No entanto, a lição que mais devemos extrair desse estudo, assim como de qualquer tema que estudarmos à luz da doutrina espírita, é que para falar com segurança sobre algo, principalmente em público, ou mesmo apenas entre poucas pessoas, é que antes devemos estudar. A responsabilidade de influenciar pessoas é algo inconteste e muitas, a maioria das pessoas procura ajuda nas religiões ou nos ditos religiosos motivados pela dor. Daí a importância da humildade que não é se fazer de vítima, de coitadinho. Pois todos nós somos capazes de contribuir com a paz íntima de alguém, ainda que minimamente. Mas para isso precisamos entender que é necessário preparo e isso é humildade, reconhecer que somos capazes sim, mas que precisamos sempre nos instruir, precisamos nos aprimorar.

Portanto, falar sobre qualquer assunto, principalmente sobre o suicídio, é imprescindível. Mas temos que nos perguntar antes o porquê de falarmos. Temos que entender que os fins são mais importantes, ou então é preferível o silêncio. A finalidade de falar sobre o Espiritismo é consolar, esclarecer, já que a doutrina espírita é o Consolador prometido pelo Cristo.


         Rodinei Moura







 

                                                                                                   PAZ, MUITA PAZ!