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GERAL => O que é o espiritismo => Imortalidade da Alma => Tópico iniciado por: se_vero em 16 de Julho de 2012, 19:17

Título: A Alma, o Espírito imortal e os desejos
Enviado por: se_vero em 16 de Julho de 2012, 19:17
Inicialmente devemos definir alma e também espírito. Muitas religiões têm posições contraditórias, contrárias e pouco claras sobre isto. Allan Kardec, na página 32, do livro Obras Póstumas, relata que: "há no homem um princípio inteligente que se chama ALMA ou ESPÍRITO, independente da matéria e que lhe dá o senso moral e a faculdade de pensar". Há que se deduzir daí que o cérebro interpreta os anseios, desejos e direções que o espírito lhe imprime. E o corpo, com seu sistema sensível, faz tornar realidade aquilo que o cérebro determina, uma vez que esteja instruído pelo espírito.
O ideal seria que nós seres materiais, enquanto retidos nessa matéria densa, ouvíssemos apenas a voz de nosso próprio espírito, dando guarida, com nossa permissão, aos espíritos superiores. Assim todo espírito inferior não teria acesso a nós, e nosso progresso não seria interrompido ou dissolvido em pensamentos e ações que mais nos comprometeriam em dívidas futuras. Parece fácil, visto isso deste ângulo. Mas não, o que indago é o quanto a matéria grita, procura se impor ao espírito, busca satisfazer seus desejos e saciar sua fome do que, popularmente, se chama de curtir a vida.
Na verdade desejos sem limites, a gula, o sexo satisfeito de forma irresponsável, a cobiça, a inveja, o usura, a soberba, etc, são desejos da carne.
Esses desejos se satisfeitos tomando por princípio a moral, a sensatez, o comedimento são bons, mas quando desenfreados, sem limites, são a degradação e o rebaixamento do homem.
Gostaria que este estudo que ora inicio fosse acompanhado e discutido por quantos se interessem por esse tema, de tão grande importância.
Título: Re: A Alma, o Espírito imortal e os desejos
Enviado por: ram-wer em 16 de Julho de 2012, 23:37
(...)Na verdade desejos sem limites, a gula, o sexo satisfeito de forma irresponsável, a cobiça, a inveja, o usura, a soberba, etc, são desejos da carne.

Esses desejos se satisfeitos tomando por princípio a moral, a sensatez, o comedimento são bons, mas quando desenfreados, sem limites, são a degradação e o rebaixamento do homem.(...)

Ô, Se_vero,

Não me parece que a carne tenha desejos. Sem o Espírito, ela não deseja nada. Logo, o desejo tá na Alma.

A gente diz "desejos da carne", mas na realidade os desejos são nossos.

Segundo as Escrituras orientais, anteriores ao Velho Testamento, o desejo habita nosso corpo astral – o perispírito no Espiritismo. 

Mas quem deseja é a Alma.

O corpo astral é a sede dos desejos astrais e também dos desejos carnais . Ele é o veículo dos desejos, mas também não pode fazer nada sozinho.

Desejos astrais: beleza, pensamentos, emoções, harmonia, amizade calorosa, criatividade, personalidade atraente...

Desejos "físicos": busca por segurança física e financeira, orgasmo vicioso, comida super-saborosa e outras sensações físicas.

Não importa se são bons ou ruins: o único responsável pelos desejos é o Espírito.






Título: Re: A Alma, o Espírito imortal e os desejos
Enviado por: Conforti em 24 de Julho de 2012, 21:30
      Se_vero      (ref # msg inicial)

      Severo, nosso novo companheiro apresentou a msg inicial deste tópico, colocando: Gostaria que este estudo que ora inicio fosse acompanhado e discutido por quantos se interessem por esse tema, de tão grande importância.

      Assim, atendendo ao q o amigo deseja, e considerando, como Karde aconselha, q “a fé deve ser raciocinada”, tento contribuir e levar os amigos a raciocinarem comigo: “fé raciocinada!)”.
 
      Severo: ... “há no homem um princípio inteligente que se chama ALMA ou ESPÍRITO, independente da matéria e que lhe dá o senso moral e a faculdade de pensar". Há que se deduzir daí que o cérebro interpreta os anseios, desejos e direções que o espírito lhe imprime. E o corpo, com seu sistema sensível, faz tornar realidade aquilo que o cérebro determina, uma vez que esteja instruído pelo espírito.

      Cel: amigos, vamos raciocinar: das palavras acima, devemos deduzir q o corpo/cérebro é instruído pelo princípio inteligente, o espírito, a praticar, também, ações más, perversas ou o q sejam?

      Severo: O ideal seria que nós seres materiais, enquanto retidos nessa matéria densa, ouvíssemos apenas a voz de nosso próprio espírito, dando guarida, com nossa permissão, aos espíritos superiores.

      Cel: meu amigo, vamos raciocinar novamente? quais serão as razões que nos levam a não concretizar esse ideal? Nós mesmos, de livre vontade, escolhemos não concretizá-lo? Escolhemos não nos permitir ouvir a voz de nosso próprio espírito, de não dar guarida aos espíritos superiores?
Mas, outra coisa: para q ouvir a voz de nosso espírito se é nosso espírito mesmo q, como vc colocou acima, nos leva à prática, também, de ações más?!

      Severo: Assim todo espírito inferior não teria acesso a nós, e nosso progresso não seria interrompido ou dissolvido em pensamentos e ações que mais nos comprometeriam em dívidas futuras.

      Cel: aí está outro assunto interessante a, sobre ele, raciocinar: porq no futuro, mesmo sabendo q essas dívidas serão resultado de erros nossos, os cometeremos? E qto ao passado, desconhecíamos q,  pelo praticar erros, nos encheríamos de dívidas? Ou sabíamos, e assim mesmo decidimos escolher enfrentar a divina e terrível lei do Todo Poderoso, e suas torturantes conseqüências?

      Severo: Parece fácil, visto isso deste ângulo. Mas não, o que indago é o quanto a matéria grita, procura se impor ao espírito, busca satisfazer seus desejos e saciar sua fome do que, popularmente, se chama de curtir a vida.

      Cel: mais uma questão: pela doutrina, já fomos criados de modo a não conseguirmos nos impor à matéria? Qual será a causa dessa fraqueza dos homens, q os leva à busca de satisfazer os desejos de saciar essa fome ou, como vc disse, “curtir a vida”, e a esquecerem q “curtir o espiritual” é muito melhor, mais “gostoso”, mais conveniente e q, ao final, nos leva à felicidade e não à infelicidade q, inexoravelmente, nos virá de decidirmos, por nossa livre vontade, escolher “curtir a vida” em vez de escolher “curtir o espírito”?

      Severo: Na verdade desejos sem limites, a gula, o sexo satisfeito de forma irresponsável, a cobiça, a inveja, o usura, a soberba, etc, são desejos da carne.

      Cel: raciocinemos de novo: conforme a DE, e outras doutrinas, todos fomos criados sem essas imperfeições (e tantas outras mais, até as mais monstruosas), como aquelas q vc citou acima “desejos sem limites, a gula, o sexo satisfeito de forma irresponsável, a cobiça, a inveja, o usura, a soberba, etc, são desejos da carne”
      Não tínhamos tais defeitos morais, mas ficamos repletos deles. Nós mesmos os inoculamos em nós? Nós mesmos escolhemos colocá-los, à força, em nossa própria natureza? Nós mesmos, raciocinamos, avaliamos as conseqüências terríveis q nos virão de possuirmos tais defeitos e, depois, decidimos e escolhemos, conscientemente e de livre vontade, e por nosso desejo, sermos possuidores dessas imperfeições?!
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      Severo: Esses desejos se satisfeitos tomando por princípio a moral, a sensatez, o comedimento são  bons, mas quando desenfreados, sem limites, são a degradação e o rebaixamento do homem.
 
      Cel: uma última questão necessária para q, raciocinando, possamos entender aquilo de q estamos falando: se tais desejos podem ser comedidos pelo nosso espírito, porq nosso espírito não age de forma a comedi-los e, em vez disso, escolhe levá-los até ao extremo de, ele mesmo, espírito (nós mesmos) se tornar rebaixado e levado à extrema degradação?
     
      É preciso raciocinar, como muito bem aconselhou Kardec.
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Título: Re: A Alma, o Espírito imortal e os desejos
Enviado por: Conforti em 25 de Julho de 2012, 20:33
      Ram Wer    (ref #1)

      (Lutando por uma “fé raciocinada”!)

      Se_vero (msg ant):... Na verdade desejos sem limites, a gula, o sexo satisfeito de forma irresponsável, a cobiça, a inveja, o usura, a soberba, etc, são desejos da carne.

      Ram escreveu: Não me parece que a carne tenha desejos. Sem o Espírito, ela não deseja nada. Logo, o desejo tá na Alma.

      A gente diz "desejos da carne", mas na realidade os desejos são nossos.

      Cel: olá, amigo Ram, me permita comentar: não é a gente (vc, eu ou quem seja) que diz “desejos da carne”. Isso está bem claro no Novo Testamento, na “Boa nova” trazida por Jesus e levada ao mundo, então conhecido, por Paulo. Paulo faz, sempre, uma divisão ou separação em relação à união "espírito – carne"!

      Nas epístolas, freqüentes vezes nos passa a lição de que “o espírito é forte, mas a carne é fraca”, sempre acrescentando informações do porq afirma isso! Mais ou menos como isto: o espírito é amor, humildade... mas a carne é “concupiscência, fornicação, vícios”... etc; sempre tenta mostrar q o obstáculo q estorva a ação do espírito é a carne!
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Título: Re: A Alma, o Espírito imortal e os desejos
Enviado por: Matheus Guisoni em 26 de Setembro de 2012, 20:06
Olá a todos do tópico!

Tema muito interesante. De cara gostaria de tentar acabar com essa frase:"meu espírito...", a qual não usarei, pois falar "meu" não se adequa ao "sou".

Muito bem, vamos ao tema:"o que indago é o quanto a matéria grita, procura se impor ao espírito, busca satisfazer seus desejos e saciar sua fome do que, popularmente, se chama de curtir a vida."
   Amigos, a Matéria nada mais é do que nosso reflexo, se ela grita por desejos é por que nós desejamos. Ora, aqui na Terra, estamos em provação. Chico Xavier, imagino, não gritava por desejos baixos. Desejos baixos pertencem à espíritos baixos. Lutar contra eles é lutar contra nossa natureza inferior que trazemos de outras experiências, essa luta meus amigos, é a tão famosa evolução. Nosso contato com os vícios, aqui na Terra, nos força a procurar o caminho reto.

Outra parte que gostaria de comentar: "Na verdade desejos sem limites, a gula, o sexo satisfeito de forma irresponsável, a cobiça, a inveja, o usura, a soberba, etc, são desejos da carne."
    São desejos do Espírito, que têm na carne os meios de satisfazê-lo, sendo eles os agentes, ou obsediando quem os pratique.

Também vale a pena comentar:"Esses desejos se satisfeitos tomando por princípio a moral, a sensatez, o comedimento são bons, mas quando desenfreados, sem limites, são a degradação e o rebaixamento do homem."
    Amigos, o que leva o homem ao "rebaixamento" são os vícios, que nada mais são do que o excesso de tais PRÁTICAS. Desejos, muitas das vezes, são PROVAS, muito árduas alias e que revelam nosso grau de evolução.

Espero ter ajudado, até mais pessoal.
Título: Re: A Alma, o Espírito imortal e os desejos
Enviado por: Conforti em 09 de Outubro de 2012, 19:20
      Matheus Guisoni    (ref msg #4)

      Amigos, a princípio os amigos vão considerar as perguntas q coloco abaixo, tolas ou de respostas evidentes; mas, se refletirem e raciocinarem profundamente, verão q não é assim. Vamos lá; convido-os a raciocinarem comigo.
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      Guisoni escreveu: ... o que indago é o quanto a matéria grita, procura se impor ao espírito, busca satisfazer seus desejos e saciar sua fome do que, popularmente, se chama de curtir a vida."
      Amigos, a Matéria nada mais é do que nosso reflexo; se ela grita por desejos é por que nós desejamos.

      Cel: meu novo amigo Guisoni, me permita perguntar: e pq o espírito (nós) deseja aquilo q não lhe convém, q sabe lhe trará sofrimentos dos mais torturantes? Porq o amigo afirma q somos nós q desejamos o q é errado, como se fôssemos responsáveis ou culpados por isso? Porq a lei de Deus, por desejarmos o q não nos convém, nos “pune”?

       Guisoni: Ora, aqui na Terra, estamos em provação. Chico Xavier, imagino, não gritava por desejos baixos. Desejos baixos pertencem à espíritos baixos.

      Cel: meu amigo, lhe faço aqui as mesmas perguntas q fiz acima: pq uns espíritos são baixos, e outros não? Eles mesmos se fizeram baixos, por vontade e escolha própria?

      Guisoni: Lutar contra eles é lutar contra nossa natureza inferior que trazemos de outras experiências, essa luta meus amigos, é a tão famosa evolução. Nosso contato com os vícios, aqui na Terra, nos força a procurar o caminho reto.

      Cel: não me chame de “chato”, mas é q devemos raciocinar como manda a sensatez e como aconselha a doutrina; assim, lhe faço nova pergunta: de onde vêm os vícios q encontramos na Terra? De nosso íntimo? Como eles nascem se antes não éramos viciosos?

      Guisoni: Outra parte que gostaria de comentar: "Na verdade desejos sem limites, a gula, o sexo satisfeito de forma irresponsável, a cobiça, a inveja, o usura, a soberba, etc, são desejos da carne." São desejos do Espírito, que têm na carne os meios de satisfazê-lo, sendo eles os agentes, ou obsediando quem os pratique.

      Cel: amigo, estará vc certo? Não serão desejos da natureza animal, nascidos dela e do fato de nela estarmos? Ou, então, como é q espíritos, q antes de virem à carne, não possuíam tais desejos, qdo na carne passam a possui-lós?

      Guisoni? Também vale a pena comentar: "Esses desejos se satisfeitos tomando por princípio a moral, a sensatez, o comedimento são bons, mas quando desenfreados, sem limites, são a degradação e o rebaixamento do homem."

      Cel: amigo, me perdoe mas, para q raciocinemos melhor, devo, de novo, perguntar: se a as consequências dos desejos, qdo realizados tomando por princípio a moral, a sensatez, o comedimento são boas, mas quando desenfreados, sem limites, são a degradação e o rebaixamento do homem, porq uns agem obedecendo aos princípios da moral e da sensatez, e outros não? Porq uns se satisfazem com sensações ou sentimentos baixos e outros, não?

      Guisoni: amigos, o que leva o homem ao "rebaixamento" são os vícios, que nada mais são do que o excesso de tais PRÁTICAS. Desejos, muitas das vezes, são PROVAS, muito árduas alias e que revelam nosso grau de evolução.

      Cel: novamente, as mesmas perguntas: porq uns se excedem nessas práticas e outros, não?

      Afinal, não éramos todos perfeitamente iguais no ato da criação? O q é q surge q tem forças de desfazer essa perfeita igualdade inicial?
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      Teve total razão Kardec q, como todos os homens sensatos, aconselhou q, sobre a fé e a crença, devemos raciocinar; não fazendo assim, podemos nada compreender e mesmo “comer gato por lebre”.
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