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GERAL => O que é o espiritismo => Imortalidade da Alma => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 06 de Julho de 2016, 08:50

Título: Morte é vida
Enviado por: dOM JORGE em 06 de Julho de 2016, 08:50
                                                              VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.



                       Morte é vida


Conhecia a Humanidade naquele momento um dos mais extraordinários fenômenos jamais vistos. Anunciava-se a ressurreição de Cristo e com ela a confirmação da inexistência da morte. Limitado pela ineficiência dos órgãos físicos da visão, habituou-se o Espírito encarnado a sofrer imensamente perante seus entes queridos que partem, achando que, por não poder vê-los, se ausentavam permanentemente de seu convívio.

“Por que procurais entre os mortos aquele que vive?” (Lucas, 24:5).  Por que procuramos os nossos que nos antecederam na grande viagem para o Além, entre os mortos? Jesus, que disse ser o Caminho, a Verdade e a Vida, não nos mostrou, de forma cabal e irrefutável, que a morte não passa de ilusão? Não nos mostrou que a vida continua e que outro mundo se descerra para além dos nossos sentidos?

Imaginemos uma criança que desde os primeiros momentos de sua vida no corpo físico tivesse o dom da vidência, não havendo para ela a separação entre o mundo de cá e o de lá e mesmo quando alguém morresse ainda assim continuasse a ver o Espírito do que havia partido. Como poderia ela aceitar a existência da morte?

Fora do corpo, o Espírito vibra num diapasão que os nossos olhos físicos não têm capacidade de captar e o que não se vê, muitas vezes é entendido como se não existisse. Há mais vida fora do corpo do que podemos imaginar. As limitações impostas pelo corpo deixam de existir e o Espírito, até mesmo o medianamente evoluído, adquire uma liberdade de movimentos que lhe permitem volitar, ou seja, voar, à velocidade do pensamento. Pode estar ao lado dos que ama num átimo de segundo.

Muitas vezes o Espírito desencarnado está ao nosso lado, quando lamentamos a sua ausência. Extasia-se com a beleza do mundo em que vive e compreende que o planeta Terra é apenas cópia do que de extraordinariamente belo existe em seu novo habitat. Ouve melodias inebriantes espalhadas pelo ar. As cores adquirem vida e as flores irradiam sons e perfumes, frente a tudo o que de belo vê, sente a necessidade de se curvar perante o Artífice do Belo e da Natureza.

Ao querer compartilhar da felicidade que sente no novo mundo, volta a sua atenção para os que ficaram e pede autorização, vem para junto deles, para lhes dizer que não lhe lamentem a morte, porque morto não está. Sabe da eternidade da vida, quer orientá-los para que trabalhem em favor próprio, a fim de conquistarem as condições necessárias para usufruírem de todas as belezas que ele, Espírito desencarnado, encontrou. Usando da intuição, insufla-lhes a ideia de que o caminho é a vivência do Evangelho trazido por Jesus. Que só crescemos quando nos doamos e que, repartindo-nos com os outros, diminuímos os nossos defeitos, que entravam a nossa marcha.

A morte nada mais é que a porta para um mundo que se torna tão mais maravilhoso quanto maiores forem os nossos méritos perante a justiça divina, méritos esses que adquirimos nas lutas diárias e na vivência do amor. A fuga a essas lutas ou mesmo a antecipação do nosso retorno, o que nos transformará em suicidas, nos fazem contrair dívidas maiores e consequentemente retardam a captação de tudo de belo que nos está reservado.

Devemos lutar sempre a boa luta, que é a de aproveitarmos o momento a que chamamos agora, para semearmos o bem à nossa volta. A morte não existe e é belo o que nos está reservado, se bem soubermos viver.


             Altamirando Carneiro








                                                                                                   PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Morte é vida
Enviado por: dOM JORGE em 05 de Setembro de 2018, 09:57
                                                              VIVA JESUS!





             Bom-dia! queridos irmãos.




                     A MORTE NÃO EXISTE


"Sobre a Terra, tudo é ilusão, tudo passa, tudo se transforma de um instante para outro. O que conta é o que guardamos dentro de nós, tudo mais há de ficar com o corpo, que se desfará em pó.“ Chico Xavier

“Devemos aceitar a chegada da chamada morte, assim como o dia aceita a chegada da noite – tendo confiança que, em breve, de novo há de raiar o Sol !... “

"A morte é uma simples mudança de estado, a destruição de uma forma frágil que já não proporciona à vida as condições necessárias ao seu funcionamento e à sua evolução. Para além da campa, abre-se uma nova fase de existência. O Espírito, debaixo da sua forma fluídica, imponderável, prepara-se para novas reencarnações; acha no seu estado mental os frutos da existência que findou.

Por toda parte se encontra a vida. A Natureza inteira mostra-nos, no seu maravilhoso panorama, a renovação perpétua de todas as coisas. Em parte alguma há a morte, como, em geral, é considerada entre nós; em parte alguma há o aniquilamento; nenhum ente pode perecer no seu princípio de vida, na sua unidade consciente. O Universo transborda de vida física e psíquica. Por toda parte o imenso formigar dos seres, a elaboração de almas que, quando escapam às demoradas e obscuras preparações da matéria, é para prosseguirem, nas etapas da luz, a sua ascensão magnífica.


A vida do homem é como o Sol das regiões polares durante o estio. Desce devagar, baixa, vai enfraquecendo, parece desaparecer um instante por baixo do horizonte. É o fim, na aparência; mas, logo depois, torna a elevar-se, para novamente descrever a sua órbita imensa no céu.

A morte é apenas um eclipse momentâneo na grande revolução das nossas existências; mas, basta esse instante para revelar-nos o sentido grave e profundo da vida. A própria morte pode ter também a sua nobreza, a sua grandeza. Não devemos temê-la, mas, antes, nos esforçar por embelezá-la, preparando-se cada um constantemente para ela, pela pesquisa e conquista da beleza moral, a beleza do Espírito que molda o corpo e o orna com um reflexo augusto na hora das separações supremas. A maneira por que cada qual sabe morrer é já, por si mesma, uma indicação do que para cada um de nós será a vida do Espaço.


Há como uma luz fria e pura em redor da almofada de certos leitos de morte. Rostos, até aí insignificantes, parecem aureolados por claridades do Além. Um silêncio imponente faz-se em volta daqueles que deixaram a Terra. Os vivos, testemunhas da morte, sentem grandes e austeros pensamentos desprenderem-se do fundo banal das suas impressões habituais, dando alguma beleza à sua vida interior. O ódio e as más paixões não resistem a esse espetáculo. Ante o corpo de um inimigo, abranda toda a animosidade, esvai-se todo o desejo de vingança. Junto de um esquife, o perdão parece mais fácil, mais imperioso o dever.

Toda morte é um parto, um renascimento; é a manifestação de uma vida até aí latente em nós, vida invisível da Terra, que vai reunir-se à vida invisível do Espaço. Depois de certo tempo de perturbação, tornamos a encontrar-nos, além do túmulo, na plenitude das nossas faculdades e da nossa consciência, junto dos seres amados que compartilharam as horas tristes ou alegres da nossa existência terrestre. A tumba apenas encerra pó. Elevemos mais alto os nossos pensamentos e as nossas recordações, se quisermos achar de novo o rastro das almas que nos foram caras.

Não peçais às pedras do sepulcro o segredo da vida. Os ossos e as cinzas que lá jazem nada são, ficai sabendo. As almas que os animaram deixaram esses lugares, revivem em formas mais sutis, mais apuradas. Do seio do invisível, onde lhes chegam as vossas orações e as comovem, elas vos seguem com a vista, vos respondem e vos sorriem. A Revelação Espírita ensinar-vos-á a comunicar com elas, a unir os vossos sentimentos num mesmo amor, numa esperança inefável.

Muitas vezes, os seres que chorais e que ides procurar no cemitério estão ao vosso lado. Vêm velar por vós aqueles que foram o amparo da vossa juventude, que vos embalaram nos braços, os amigos, companheiros das vossas alegrias e das vossas dores, bem como todas as formas, todos os meigos fantasmas dos seres que encontrastes no vosso caminho, os quais participaram da vossa existência e levaram consigo alguma coisa de vós mesmos, da vossa alma e do vosso coração. Ao redor de vós flutua a multidão dos homens que se sumiram na morte, multidão confusa, que revive, vos chama e mostra o caminho que tendes de percorrer.

Ó morte, ó serena majestade! Tu, de quem fazem um espantalho, és para o pensador simplesmente um momento de descanso, a transição entre dois atos do destino, dos quais um acaba e o outro se prepara. Quando a minha pobre alma, errante há tantos séculos através dos mundos, depois de muitas lutas, vicissitudes e decepções, depois de muitas ilusões desfeitas e esperanças adiadas, for repousar de novo no teu seio, será com alegria que saudará a aurora da vida fluídica; será com ebriedade que se elevará do pó terrestre, através dos espaços insondáveis, em direção àqueles a quem estremeceu neste mundo e que a esperam.

Para a maior parte dos homens, a morte continua a ser o grande mistério, o sombrio problema que ninguém ousa olhar de frente. Para nós, ela é a hora bendita em que o corpo cansado volve à grande Natureza para deixar à Psique, sua prisioneira, livre passagem para a Pátria Eterna.

Essa pátria é a Imensidade radiosa, cheia de sóis e de esferas. Junto deles, como há de parecer raquítica a nossa pobre Terra” O Infinito envolve-a por todos os lados. O infinito na extensão e o infinito na duração, eis o que se nos depara, quer se trate da alma, quer se trate do Universo.

Assim como cada uma das nossas existências tem o seu termo e há de desaparecer, para dar lugar a outra vida, assim também cada um dos mundos semeados no Espaço tem de morrer, para dar lugar a outros mundos mais perfeitos.

Dia virá em que a vida humana se extinguirá no Globo esfriado. A Terra, vasta necrópole, rolará, soturna, na amplidão silenciosa.

Hão de elevar-se ruínas imponentes nos lugares onde existiram Roma, Paris, Constantinopla, cadáveres de capitais, últimos vestígios das raças extintas, livros gigantescos de pedra que nenhum olhar carnal voltará a ler. Mas, a Humanidade terá desaparecido da Terra somente para prosseguir, em esferas mais bem dotadas, a carreira de sua ascensão. A vaga do progresso terá impelido todas as almas terrestres para planetas mais bem preparados para a vida. É provável que civilizações prodigiosas floresçam a esse tempo em Saturno e Júpiter; ali se hão de expandir humanidades renascidas numa glória incomparável. Lá é o lugar futuro dos seres humanos, o seu novo campo de ação, os sítios abençoados onde lhes será dado continuarem a amar e trabalhar para o seu aperfeiçoamento.

No meio dos seus trabalhos, a triste lembrança da Terra virá talvez perseguir ainda esses Espíritos; mas, das alturas atingidas, a memória das dores sofridas, das provas suportadas, será apenas um estimulante para se elevarem a maiores alturas.

Em vão a evocação do passado, lhes fará surgir à vista os espectros de carne, os tristes despojos que jazem nas sepulturas terrestres. A voz da sabedoria dir-lhes-á: “Que importa as sombras que se foram! Nada perece. Todo ser se transforma e se esclarece sobre os degraus que conduzem de esfera em esfera, de sol em sol, até Deus”. Espírito imorredouro, lembra-te disto: “A morte não existe”.

Léon Denis - O Problema do Ser, do Destino e da Dor








                                                                                                    PAZ,MUITA PAZ!
Título: Re: Morte é vida
Enviado por: dOM JORGE em 14 de Setembro de 2018, 09:15
                                                              VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                     Retorno ao Mundo Espiritual




Buscávamos inspiração para o ensaio semanal, quando recebemos a notícia da ocorrência do desencarne de uma prima de primeiro grau.

Vitimada por leucemia, ela, que experimentava o período da meia idade, lutou bravamente com a doença, sem rebelar-se contra o destino, enfrentando com confiança e fé todo o período de enfermidade, mesmo porque conhecia a realidade espiritual.

Alguns pensamentos começaram a fluir em nossa casa mental.

Lembramo-nos de que a consciência da morte iniciou-se aproximadamente há cem mil anos, já no final do período paleolítico superior. Nesse período ocorreu uma mudança significativa na vida do Homo Sapiens, conforme nos informa o Benfeitor André Luiz na extraordinária obra mediúnica intitulada Evolução em Dois Mundos, recebida pelo não menos extraordinário Francisco Cândido Xavier.

Explica o autor espiritual na referida obra que aprendemos a falar, articuladamente, e em conseqüência desenvolvemos o pensamento contínuo, que possibilitou o desprendimento do espírito de seu corpo durante o sono físico, vendo-se na dimensão espiritual, sem noções maiores do que estava acontecendo. Paralelamente, após o desencarne, também experimentava a dimensão espiritual, mas devido ao peso específico de seu perispírito permanecia próximo ao seu grupo social.

Ao retornar à vida corporal, trazia consigo as reminiscências do plano espiritual, desenvolvendo a ideia da vida além da morte física. Com isso desenvolveu as idéias relacionadas a existência de deuses, com a ideia de que seriam os promotores dos fenômenos materiais que o envolviam, e também cuidadores dos espíritos no retorno definitivo ao mundo espiritual.

Desenvolveram-se as religiões, o intercâmbio mediúnico com as inteligências desencarnadas e o sepultamento dos mortos.

Chama a atenção a forma com que se lidava com o sepultamento. Em algumas regiões o corpo era adornado com flores e sepultado com seus pertences pessoais, outros com alimentos, outros ainda na posição fetal, e alguns destes dentro de grandes ânforas, como a imitar o útero materno, como que intuindo que a vida não se interrompia com a morte do corpo físico.

Conhecemos também o processo de mumificação, que se traduz na tentativa de manter o corpo preservado para quando do retorno do espírito à vida física.

Como o homem já dominava o fogo, este era utilizado para iluminar o corpo sem vida durante a noite, mas com o tempo e o desenvolvimento das superstições o fogo no entorno do corpo sem vida foi transferido para fins de rito e necessidade sacra.

Enfim, lidamos conscientemente com a morte há milênios, e as religiões se preocupam em moldar moralmente o homem para a vida de encarnado, preparando-o para a vida pós morte, acreditando todas elas que a vida continua, com os respectivos prêmios ou castigos decorrentes do que se fez enquanto encarnado.

Caberia a Doutrina Espírita, na condição de Consolador prometido por Jesus, equacionar toda a realidade, esclarecendo-nos quanto aos dois planos da vida, suas interações e implicações, deixando-nos conscientes quanto a imortalidade dos espíritos, passando a vida física a ser uma etapa evolutiva necessária ao seu desenvolvimento rumo a perfeição, o que, evidentemente, não é possível em uma única existência corporal sendo necessário então a existência do mecanismo da reencarnação.

Alivia-nos a consciência saber que já existíamos antes e que vamos continuar a existir além desta vida, e ao coração por sabermos que a separação física daqueles que nos precedem ao túmulo é momentânea, mantendo-se os laços desenvolvidos plenamente vivos.

Disse Jesus para deixarmos aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos. Evidentemente o Senhor estava nos educando para a realidade das tarefas espirituais, e não nos desincumbindo das obrigações sociais, o que nos leva ao entendimento que devemos nos comportar, diante do sepultamento daqueles que conosco conviveram, com equilíbrio e entendimento em relação a vida que continua, orando pelo que retorna a pátria maior respeitando-o com os nossos melhores sentimentos sabendo que todos nós, assim como já experimentamos tantas outras vezes, também passaremos, inevitavelmente, pela mesma porta chamada morte do corpo físico.


           Antonio Carlos Navarro









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Morte é vida
Enviado por: dOM JORGE em 30 de Setembro de 2018, 08:50
                                                              VIVA JESUS!






               Bom-dia! queridos irmãos.




                       As dificuldades de um morto que não se preparou




               Frederico Figner, que no livro Voltei adotou o pseudônimo de “irmão Jacob”, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier, foi diretor da Federação Espírita Brasileira e espírita atuante, prometeu escrever do além tão logo lá chegasse.

Quando encarnado, acreditava que a morte era uma mera libertação do espírito e que seguiria para as esferas de julgamento de onde voltaria a reencarnar, caso não se transferisse aos Mundos Felizes. Mas, conforme seu depoimento, o que aconteceu após a sua desencarnação não foi bem assim.

Deixou-nos um alerta. “Não se acreditem quitados com a Lei, atendendo pequeninos deveres de solidariedade humana.”

Irmão Andrade, seu guia espiritual, ajudou na sua desencarnação. Ele sentiu dois corações batendo. A visão alterava-se. Sentia-se dentro de um nevoeiro enquanto recebia passes.

Sua consciência examinava acertos e desacertos da vida, buscando justificativas para atenuar as faltas cometidas.

De repente, viu-se à frente de tudo que idealizou e realizou na vida. As ideias mais insignificantes e os mínimos atos desfilavam em uma velocidade vertiginosa.

Tentou orar, mas não teve coordenação mental. Chorou quando viu o vulto da filha Marta aconselhando-o a descansar.

PRECISARIA DE MAIS TEMPO PARA O DESLIGAMENTO TOTAL

Durante o transe, amparado por sua filha Marta, tentou falar e se mexer, mas os músculos não obedeceram. Viu-se em duplicata, com fio prateado ligando-o ao corpo físico. Precisaria de mais tempo para o desligamento total.

Foi levado para perto do mar para renovar as forças. As dores desapareceram. Descansou. Teve a sensação de haver rejuvenescido e notou que estava com trajes impróprios, na ilusão de encontrar alguém encarnado.

Na volta para casa, vestiu um terno cinza.

No velório, projeções mentais dos presentes provocam-lhe mal-estar e angústia.

Os comentários divergentes a seu respeito provocaram-lhe perturbações passageiras. Continuava ligado ao corpo.

Bezerra de Menezes esclareceu que não é possível libertar os encarnados rapidamente, depende da vida mental e dos ideais ligados à vida terrestre.

Jacob melhorou e se aproximou de amigos encarnados, mas não do corpo, conforme orientação recebida. Percebeu entidades menos simpáticas e foi impedido de responder.

Decepcionou-se com comentários de amigos encarnados sobre as despesas do enterro. Não conseguiu suportar estes dardos mentais.

ENTERROS MUITO CONCORRIDOS

Viu círculos de luz num dos carros, e percebeu orações a seu favor, e alegrou-se.

Assistiu de longe, pois Bezerra informou que enterros muito concorridos impõem grande perturbações à alma.

Finalmente liberto do corpo, Jacob visitou seu lar e seu núcleo de trabalho. Abraçou amigos e seguiu em direção à praia para se reunir com outros espíritos recém-desencarnados. Durante o trajeto, ficou preocupado por não lembrar de vidas passadas e por não saber onde iria morar. Sua filha garantiu que tudo seria solucionado pouco a pouco.

OS ESPÍRITOS NÃO FICAM NAS SEPULTURAS

Como se sabe, a visita às sepulturas apenas expressa que lembramos do amado ausente. Mas não é o lugar, objetos, flores e velas que realmente importam. O que importa é a intenção, a lembrança sincera, o amor e a oração. Túmulos suntuosos não importam e não fazem diferença para quem parte.

Podemos orar pelos espíritos de onde estivermos. O lugar não importa, desde que a prece seja sincera.

Quando oramos, a força do pensamento emite um fio luminoso impulsionado pelo sentimento de amor, indo ao encontro do espírito para o qual rogamos as bênçãos de Deus.

Porém, o que importa é orarmos com sinceridade em benefício deles; afinal, se os nossos parentes e amigos já são felizes, as nossas preces aumentarão ainda mais essa felicidade. Por sua vez, caso estejam sofrendo, como os espíritos dos suicidas, as nossas orações têm o poder de aliviar os seus grandes sofrimentos.

FALAR COM OS DESENCARNADOS PELA ORAÇÃO

Quando sentimos saudade dos parentes ou dos amigos que estão vivendo muito distantes de nós, simplesmente telefonamos para eles, matando a saudade.

Assim acontece, também, quando sentimos falta dos entes queridos que partiram para o mundo espiritual, e falamos com eles através da oração.

Pelo “celular” do nosso pensamento, podemos ligar para eles de qualquer lugar onde estejamos.

FRED FIGNER – IRMÃO JACOB DO LIVRO VOLTEI – PSICOGRAFADO POR CHICO XAVIER

Fernando Rossit –Kardec Rio Preto









                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Morte é vida
Enviado por: dOM JORGE em 11 de Outubro de 2018, 00:17
                                                              VIVA JESUS!





             Boa-noite! queridos irmãos.




                   Partidas e Chegadas




              Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara.

O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.

Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.

Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: "já se foi".
Terá sumido? Evaporado?
Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.

O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade
que tinha quando estava próximo de nós. Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas.

O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo. E talvez, no exato instante em que alguém diz:
já se foi, haverá outras vozes,
mais além, a afirmar: "lá vem o veleiro".

Assim é a morte.
Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: "já se foi".

Terá sumido? Evaporado?
Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.
O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental não se perdeu. Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado.

Conserva o mesmo afeto que nutria por nós. Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado.

E é assim que, no mesmo instante em que dizemos:
já se foi, no mais além, outro alguém dirá feliz: "já está chegando".

Chegou ao destino levando consigo
as aquisições feitas durante a viagem terrena.
A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos.

Cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário.

A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas.
Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.

Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo físico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajantes da imortalidade que somos todos nós.

Richard Simonetti








                                                                                                   PAZ, MUITA PAZ!