Forum Espirita

GERAL => O que é o espiritismo => Imortalidade da Alma => Tópico iniciado por: Marianna em 31 de Maio de 2015, 03:18

Título: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 31 de Maio de 2015, 03:18


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1197.gif)

A Morte Não Existe

A morte é uma simples mudança de estado, a destruição de uma forma frágil que já não proporciona à vida as condições necessárias ao seu funcionamento e à sua evolução.

Para além da campa, abre-se uma nova fase de existência. O Espírito, debaixo da sua forma fluídica, imponderável, prepara-se para novas reencarnações.

Acha no seu estado mental os frutos da existência que findou.

Por toda parte se encontra a vida. A Natureza inteira mostra-nos, no seu maravilhoso panorama, a renovação perpétua de todas as coisas.

Em parte alguma há a morte, como, em geral, é considerada entre nós. Em parte alguma há o aniquilamento; nenhum ente pode perecer no seu princípio de vida, na sua unidade consciente.

O Universo transborda de vida física e psíquica.

Por toda parte o imenso formigar dos seres, a elaboração de almas que, quando escapam às demoradas e obscuras preparações da matéria, é para prosseguirem, nas etapas da luz, a sua ascensão magnífica.

A vida do homem é como o Sol das regiões polares durante o estio. Desce devagar, baixa, vai enfraquecendo, parece desaparecer um instante por baixo do horizonte.

É o fim, na aparência; mas, logo depois, torna a elevar-se, para novamente descrever a sua órbita imensa no céu.

A morte é apenas um eclipse momentâneo na grande revolução das nossas existências; mas, basta esse instante para revelar-nos o sentido grave e profundo da vida. A própria morte pode ter também a sua nobreza, a sua grandeza.

Não devemos temê-la, mas, antes, nos esforçar por embelezá-la, preparando-se cada um constantemente para ela, pela pesquisa e conquista da beleza moral, a beleza do Espírito que molda o corpo e o orna com um reflexo augusto na hora das separações supremas.

A maneira por que cada qual sabe morrer é já, por si mesma, uma indicação do que para cada um de nós será a vida do Espaço.

Há como uma luz fria e pura em redor da almofada de certos leitos de morte. Rostos, até aí insignificantes, parecem aureolados por claridades do Além.

Um silêncio imponente faz-se em volta daqueles que deixaram a Terra. Os vivos, testemunhas da morte, sentem grandes e austeros pensamentos desprenderem-se do fundo banal das suas impressões habituais, dando alguma beleza à sua vida interior.

O ódio e as más paixões não resistem a esse espetáculo. Ante o corpo de um inimigo, abranda toda a animosidade, esvai-se todo o desejo de vingança. Junto de um esquife, o perdão parece mais fácil, mais imperioso o dever.

Toda morte é um parto, um renascimento; é a manifestação de uma vida até aí latente em nós, vida invisível da Terra, que vai reunir-se à vida invisível do Espaço.

Depois de certo tempo de perturbação, tornamos a encontrar-nos, além do túmulo, na plenitude das nossas faculdades e da nossa consciência, junto dos seres amados que compartilharam as horas tristes ou alegres da nossa existência terrestre.

—  A tumba apenas encerra pó.

Elevemos mais alto os nossos pensamentos e as nossas recordações, se quisermos achar de novo o rastro das almas que nos foram caras.

♣  Não peçais às pedras do sepulcro o segredo da vida.
♣  Os ossos e as cinzas que lá jazem nada são, ficai sabendo.

As almas que os animaram deixaram esses lugares, revivem em formas mais sutis, mais apuradas. Do seio do invisível, onde lhes chegam as vossas orações e as comovem, elas vos seguem com a vista, vos respondem e vos sorriem.

A Revelação Espírita ensinar-vos-á a comunicar com elas, a unir os vossos sentimentos num mesmo amor, numa esperança inefável.

Muitas vezes, os seres que chorais e que ides procurar no cemitério estão ao vosso lado.

—  Vêm velar por vós aqueles que foram:

♣  O amparo da vossa juventude,
♣  Que vos embalaram nos braços,
♣  Os amigos, companheiros das vossas alegrias...

E das vossas dores, bem como todas as formas, todos os meigos fantasmas dos seres que encontrastes no vosso caminho, os quais participaram da vossa existência e levaram consigo alguma coisa de vós mesmos, da vossa alma e do vosso coração.

Ao redor de vós flutua a multidão dos homens que se sumiram na morte, multidão confusa, que revive, vos chama e mostra o caminho que tendes de percorrer.

Ó morte, ó serena majestade!

Tu, de quem fazem um espantalho, és para o pensador simplesmente um momento de descanso, a transição entre dois atos do destino, dos quais um acaba e o outro se prepara.

Quando a minha pobre alma, errante há tantos séculos através dos mundos, depois de muitas lutas, vicissitudes e decepções, depois de muitas ilusões desfeitas e esperanças adiadas, for repousar de novo no teu seio, será com alegria que saudará a aurora da vida fluídica.

Será com ebriedade que se elevará do pó terrestre, através dos espaços insondáveis, em direção àqueles a quem estremeceu neste mundo e que a esperam.

Para a maior parte dos homens, a morte continua a ser o grande mistério, o sombrio problema que ninguém ousa olhar de frente.

Para nós, ela é a hora bendita em que o corpo cansado volve à grande Natureza para deixar à Psique, sua prisioneira, livre passagem para a Pátria Eterna.

Essa pátria é a Imensidade radiosa, cheia de sóis e de esferas.

Junto deles, como há de parecer raquítica a nossa pobre Terra. O Infinito envolve-a por todos os lados. O infinito na extensão e o infinito na duração, eis o que se nos depara, quer se trate da alma, quer se trate do Universo.

Assim como cada uma das nossas existências tem o seu termo e há de desaparecer, para dar lugar a outra vida, assim também cada um dos mundos semeados no Espaço tem de morrer, para dar lugar a outros mundos mais perfeitos.

Dia virá em que a vida humana se extinguirá no Globo esfriado. A Terra, vasta necrópole, rolará, soturna, na amplidão silenciosa.
 
—  Hão de elevar-se ruínas imponentes nos lugares onde existiram:

♣  Roma,
♣  Paris,
♣  Constantinopla,
♣  Cadáveres de capitais,
♣  Últimos vestígios das raças extintas,
♣  Livros gigantescos de pedra que nenhum olhar carnal voltará a ler.

Mas, a Humanidade terá desaparecido da Terra somente para prosseguir, em esferas mais bem dotadas, a carreira de sua ascensão. A vaga do progresso terá impelido todas as almas terrestres para planetas mais bem preparados para a vida.

É provável que civilizações prodigiosas floresçam a esse tempo em Saturno e Júpiter; ali se hão de expandir humanidades renascidas numa glória incomparável.

Lá é o lugar futuro dos seres humanos, o seu novo campo de ação, os sítios abençoados onde lhes será dado continuarem a amar e trabalhar para o seu aperfeiçoamento.

No meio dos seus trabalhos, a triste lembrança da Terra virá talvez perseguir ainda esses Espíritos; mas, das alturas atingidas, a memória das dores sofridas, das provas suportadas, será apenas um estimulante para se elevarem a maiores alturas.

Em vão a evocação do passado, lhes fará surgir à vista os espectros de carne, os tristes despojos que jazem nas sepulturas terrestres.

A voz da sabedoria dir-lhes-á:
"Que importa as sombras que se foram! Nada perece".

"Todo ser se transforma e se esclarece sobre os degraus que conduzem de esfera em esfera, de sol em sol, até Deus".

Espírito imorredouro, lembra-te disto:
"A morte não existe".

Leon Denis - Do livro: O Problema do Ser, do Destino e da Dor.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 31 de Maio de 2015, 03:22


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1166.gif)

"Não há pior cego do que
aquele que não quer ver"
(http://smayls.ru/data/smiles/animashki-serdechki-353.gif)  Desde que o homem tomou ciência de que possuía inteligência, percebeu que era dotado de uma faculdade superior: a consciência.

Porém os animais do médico russo Ivan Petrovitch Pavlov, fisiologista que se dedicou ao estudo do reflexo condicionado, continuam armazenando capacidade mnemônica, memorizando fatos por associações mentais espontâneas.

(http://smayls.ru/data/smiles/animashki-serdechki-353.gif)  O homem, todavia, libertando-se dos reflexos condicionados e aprisionando seus instintos, passa a conviver (animicamente ou não) com os seres invisíveis do Universo, fazendo implodir a barreira do intercâmbio entre "mortos" e "vivos".

Iniciando para a Humanidade a Era do Espírito que, hoje, sob a luz da Religião Cósmica do Amor e da Sabedoria, caminha para a sua consolidação total a partir do próximo milênio.

(http://smayls.ru/data/smiles/animashki-serdechki-353.gif)  Perde-se, portanto, na ampulheta da História a época em que a primeira manifestação do espírito imortal se fez para informar ao homem que a morte não existe e que a vida é apenas um tempo a mais no calendário do eterno aprendizado para o aperfeiçoamento interior de cada um.

Não há povo sobre a face da terra que não registre na sua história os fenômenos "sobrenaturais".

(http://smayls.ru/data/smiles/animashki-serdechki-353.gif)  Não há período através dos milênios que o homem não tenha sido alertado pelos seus antepassados já falecidos.

—  Os medianeiros de tais revelações foram chamados de:

(http://i11.photobucket.com/albums/a168/evelynregly/mini_gifs/mini_gifs_evelyns_place639.gif)  Pajés,
(http://i11.photobucket.com/albums/a168/evelynregly/mini_gifs/mini_gifs_evelyns_place639.gif)  Fadas,
(http://i11.photobucket.com/albums/a168/evelynregly/mini_gifs/mini_gifs_evelyns_place639.gif)  Sábios,
(http://i11.photobucket.com/albums/a168/evelynregly/mini_gifs/mini_gifs_evelyns_place639.gif)  Bruxos,
(http://i11.photobucket.com/albums/a168/evelynregly/mini_gifs/mini_gifs_evelyns_place639.gif)  Magos,
(http://i11.photobucket.com/albums/a168/evelynregly/mini_gifs/mini_gifs_evelyns_place639.gif)  Mágicos,
(http://i11.photobucket.com/albums/a168/evelynregly/mini_gifs/mini_gifs_evelyns_place639.gif)  Videntes,
(http://i11.photobucket.com/albums/a168/evelynregly/mini_gifs/mini_gifs_evelyns_place639.gif)  Iniciados,
(http://i11.photobucket.com/albums/a168/evelynregly/mini_gifs/mini_gifs_evelyns_place639.gif)  Pitonisas,
(http://i11.photobucket.com/albums/a168/evelynregly/mini_gifs/mini_gifs_evelyns_place639.gif)  Adivinhos,
(http://i11.photobucket.com/albums/a168/evelynregly/mini_gifs/mini_gifs_evelyns_place639.gif)  Feiticeiros,
(http://i11.photobucket.com/albums/a168/evelynregly/mini_gifs/mini_gifs_evelyns_place639.gif)  E não sei lá mais o que.

Atualmente são conhecidos por médiuns, conforme os postulados espíritas e, sensitivos ou paranormais, consoante os parapsicólogos.

(http://smayls.ru/data/smiles/animashki-serdechki-353.gif)  Todavia, para esta verdade milhares de vezes comprovada, existem os negativistas. Referimos aos que nem querem tomar conhecimento dos quer por medo, comodismo ou ignorância mesmo.

Aliás, no dizer de Suard, ninguém há menos curioso de aprender do que os que nada sabem!

(http://smayls.ru/data/smiles/animashki-serdechki-353.gif)  Aludimos também aos pseudos-religiosos que teimam creditar ao diabo as façanhas metafísicas e, aos fanáticos de todos os matizes que só concordam com o fenômeno se ele se processar no seio da sua crença.

Há também os que apresentam duas prosaicas soluções para a mesma percepção.
Se tiram dela proveito, é de Deus; caso contrário, é do diabo.

—  Destarte, os magos, os feiticeiros, as bruxas... etc... se transformam em:

(http://i11.photobucket.com/albums/a168/evelynregly/mini_gifs/mini_gifs_evelyns_place639.gif)  Santo,
(http://i11.photobucket.com/albums/a168/evelynregly/mini_gifs/mini_gifs_evelyns_place639.gif)  Eleitos,
(http://i11.photobucket.com/albums/a168/evelynregly/mini_gifs/mini_gifs_evelyns_place639.gif)  Ou enviados.

Há anos temos apresentado aos eventuais leitores, uma seqüência de fatos onde a do mundo espiritual é manifesta.

(http://smayls.ru/data/smiles/animashki-serdechki-353.gif)  Temos, inclusive, um livro sobre o assunto já esgotando a sua segunda edição. Se tais episódios aqui abordados acontecessem esporadicamente e entre pessoas incultas, poder-se-ia jogá-los na cesta do animismo.

—  Eles, porém, se sucedem nos mais diferentes:

(http://i11.photobucket.com/albums/a168/evelynregly/mini_gifs/mini_gifs_evelyns_place639.gif)  Países,
(http://i11.photobucket.com/albums/a168/evelynregly/mini_gifs/mini_gifs_evelyns_place639.gif)  Em todos os tempos
(http://i11.photobucket.com/albums/a168/evelynregly/mini_gifs/mini_gifs_evelyns_place639.gif)  E para todos os povos...

abrangendo todas as camadas sociais, sendo, ainda, reconhecidos pelas classes mais culta que a humanidade tem abrigado e, modernamente, já aceitos por grupos de cientistas menos sectários.

(http://smayls.ru/data/smiles/animashki-serdechki-353.gif)  O fato, por conseguinte, tem que ser questionado. Não se justifica mais o uso de antolhos. Necessário se faz encarar o maravilhoso, o extraordinário e estudá-los, tirando deles a lição maior.

Joio e Trigo não se misturam.

Aqueles que nos antecederam à grande viagem procuram nos desbravar o caminho mostrando que a vida não começa no berço e nem termina no túmu!o.

(http://smayls.ru/data/smiles/animashki-serdechki-353.gif)  Querem demonstrar que a existência corpórea é oportunidade abençoada para o refazimento moral e ajustes de contas com o saldamento de dívidas pretéritas.

Para aliviar nossas dores, tensões, incertezas e a perplexidade que a desigualdade social nos agride, revelam que o desajustado de hoje é o iníquo de ontem e que a infelicidade do presente responde aos desacertos do passado, da mesma forma que a ventura do amanhã terá por conseqüência as atitudes de hoje.

(http://smayls.ru/data/smiles/animashki-serdechki-353.gif)  Mas, sobretudo, nos transmitem a esperança de que temos a eternidade para o necessário reparo no bem.

No dia em que o homem refletir sobre as "Mensagens do Além" terá dado um passo de sete léguas em direção a paz, a concórdia e a solidariedade entre os povos.

Sinceramente não vemos outra saída!

(http://smayls.ru/data/smiles/animashki-serdechki-353.gif)  A pá de cal sobre esta reflexão está dificultando ao homem voar mais alto, transformando-o em galináceo quando deveria ser condor.

É necessário que os Tomés modernos não permaneçam estáticos empunhando as tabuletas da descrença na passeata do comodismo, mas, sim, se soltem da concha do preconceito e busquem, livres, a Verdade.

Aqui, relembro Pitágoras:

(http://smayls.ru/data/smiles/animashki-serdechki-353.gif)  "Aquele que não sabe o que se deve saber, é bruto entre os brutos. Aquele que não sabe mais do que o necessário, é homem entre os homens. Aquele que sabe o que se pode saber é um deus entre os homens".

Aloysio A. Silva.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 31 de Maio de 2015, 03:28


(https://extra.globo.com/incoming/21162685-da9-efe/w448h673-PROP/hebe.jpg)

"- Àqueles que conseguirão acreditar no que vou ditar aqui, quero dizer, do mais profundo do meu coração, que demorei algumas horas para me recuperar e resgatar as lembranças de vidas passadas na Terra, mas, como logo ao sair do meu corpo, que tanto amei e tanto valorizo, pelo que me deixou ser feliz, com ele, e através dele, vi que estava entre almas das quais eu me lembrava muito e não sabia de onde.

Não eram como os que eu conheci nessa vida, dessa que vocês conhecem como Hebe Camargo, mas espíritos muito iluminados que me sorriam e me apaziguavam a alma.

Vi um turbilhão de vozes e luzes.
Fiquei meio tonta ao deixar o corpo.
Parecia que eu estava num tornado com 'luz negra'.
Pelo menos é o que me lembro daquelas antigas boates. Eram luzes coloridas e faiscantes.

Às vezes me diziam:

'- Não tenha medo ! Você está entre amigos !
- Você está desencarnando. Estamos aqui !'

A primeira pessoa que vi foi a D. Laura....depois a Altina...que é de outros tempos na Terra...depois o Tim...o Tom Jobim...a Dercy...o Flávio Cavalcanti...a Aracy de Almeida...

Em seguida chegou a Nair Belo, com uma parenta...a Maria Rita...o Ivon Cury...muitos artistas...

A surpresa foi ver todos os mais conhecidos da família Cabral, dos quais só me lembrei quando me rememoraram o que eles significavam para mim, em vidas passadas, em Portugal, que tanto amo.

Quero avisar a você, uma mãezinha querida, que o seu filho, Rafael, me trouxe uma rosa vermelha enorme, como as que eu jogava ao meu público.

Agora, depois de ter visto e assistido todo o meu velório e enterro, coisa que pedi, logo que soube que estava fora do corpo físico, quero dizer..quando soube que eu 'tinha morrido'...

Vi, com enorme emoção, a chegada de Chico Xavier e do Papa João Paulo II, que vieram me receber, me abraçando com muito respeito e um afeto tão grande, como se fôssemos antigos...muuito antigos conhecidos ou amigos.

Vi a passarela de fãs que foram me ver...todos muito 'gracinhas'..chorando perto da chegada ao meu caixão..que eu preferia que fosse de outra cor... ( ...*nesse momento ela sorriu... )

O choro, as lágrimas deles, me partiam o coração...e, eu só pensava no quanto eu ainda poderia ficar, para poder deixar mais carinho à população brasileira.

O Manoel de Nóbrega também veio me ver...como os amigos todos, de todas as emissoras onde trabalhei, e que já haviam se despedido de nós.

Mandam abraços alguns familiares de Beatriz Segall ...os Pessutti... familiares de Tônia Carrero...do Ubiratan.....os do querido Lucio Mauro...a Verinha...os Pelliciotti...

Nem todos os que vi... e nem tudo o que desejo falar ou fazer...a moça escreve...( *....'uma gracinha que ela é'... ).... porque às vezes eu penso..e ela escreve no papel...e ás vezes falo..e ela não escreve... Estou bem pertinho...lendo...

Os espíritos aqui me explicam que muitos nomes que eu gostaria de deixar nessa mensagem..ela rejeita com a mente...com certo receio..ou prudência....porque meus parentes não sabem que eles são amigos e parentes desconhecidos deles...que são parentes de outras vidas...e poriam tudo 'em xeque'..... ( Obs: em dúvida.. em questionamento...o que a levaria ao descrédito )...

Eu imagino o quanto deve ser difícil para ela transmitir essas mensagens, assim de peito aberto...sem nada temer..sem medir consequências...

Lastimo não a ter conhecido antes aqui, pois dizem que a conheço sim...

Mas eu a teria chamado e levado para visitar comigo a 'Disney world', que fiquei sabendo pelos espíritos presentes, que ela, como o Walt Disney... e eu...viemos do mesmo lugar, em uma época remota.

Sei que é espinhosa essa tarefa de escrever o que eu estou escrevendo. Sei que virão os críticos, mas fui convocada pela Mestra Nada, minha anfitriã  tão conhecida minha, aqui nessa nova situação de vida...a vida espiritual.

Segundo ela me informou, vou me dirigir com ela... diretamente pra lá, hoje... agora...
depois de tudo encerrado, após às 21 horas desse dia 30 de setembro de 2012...e só voltarei aqui quando for preciso dar alguma notícia.

Como ficamos todos lá na casa... até à noite.. ontem... antes do velório... pude ter conversas sérias com o Lélio... que estava presente...mas ele não está bem, ainda...

Precisamos de suporte de alguns enfermeiros espirituais, na hora em que nos encontramos, pois foi muita emoção de ambas as partes.

Muitos parceiros da minha última vida, como Hebe Maria, não tiveram consentimento de vir, porque estão em tratamento, ainda.

Soube que alguns grandes amigos meus estão 'numa fria' ainda...( Obs: *estão mal no plano espiritual.. )....ou estão em plano de aprendizado.

Isso quem me contou foi um parente do Nelson Rubens, que esteve aqui também... e que amei conhecer...junto a parentes do Décio Pitinini, muito afetuosos comigo...

Eu só agora falo dessas coisas porque, de ontem para hoje, vi muitos filmes sobre mim, numa tela grande que colocaram na minha frente, lá no saguão do Palácio dos Bandeirantes.

No cemitério, fiquei mais emocionada quando vi que enterrar um corpo que a gente teve é alguma coisa de muito impressionante....muito diferente do que as pessoas acham quando estão 'vivas'...digamos assim...

Eu 'engoli seco' quando vi o meu caixão sendo fechado.

Mas, sabe de uma coisa ?... Eu pensei:
—  Esse corpo agora .. tá parecendo 'de borracha'.... (..ela ri... )

—  Eu não sou isso! .. Tá faltando a minha alegria aí nessa cara fechada..'. ( ..risos.. )

Só me deixaram assistir tudo porque, além de eu mesma pedir, me disseram que os portões da Terra iriam se fechar para mim...por algum tempo...

Até que possa voltar e dar uma espiadinha em vocês que ficaram.

Dizem que já permaneci aqui por eras... que cheguei aqui quando ainda existiam dinossauros...( risos )... E que cheguei já sorrindo...e plantando sonhos nas cabeças de todos.

Soube que pertenci a uma Fraternidade Oculta na época que zelava os mosteiros da  Rosa Mística.  Depois, como vestal em Roma, minha obrigação era reverenciar a  Chama Sagrada da Pureza e da Castidade.

... A fim de que minhas energias, da minha alma, fossem aproveitadas para ofícios espirituais... que agora não sei bem como explicar...

Dizem..dizem... que consegui cumprir minha função espiritual na Terra... e que essa última vinda foi como um prêmio para mim.

Um prêmio de viver minha despedida de vocês, daqui, voltando a ser o que realmente o meu espírito é: ...- Alegria... amor... autêntico... respeito a todos os seres humanos...todas as criaturinhas de Deus e a todos os santos que vieram em nome d'Ele.

Adoro Nossa Senhora...e, por isso, peço a ela, agora, que também venha me buscar..e que eu seja agraciada com suas bênçãos.

Sei que o Padre Marcelo e todos os que não acreditam nessa possibilidade de transmissão de mensagens, vão acabar nem sabendo ...ou nem querendo saber... sobre essas palavras minhas...

Mas, mesmo assim...quero agradecer pela bela homenagem que fez no meu velório.... e por toda a alegria que deu em meus programas.

Aliás...soube que ele também é de Vênus...e por isso nos amamos tanto...

....Assim como o Michael Jackson, o Roberto... a Ana Maria... a Xuxa... mas me dizem que a gente esquece o que a gente era... que acaba fazendo umas coisinhas que 'não precisávamos ter feito'...

Não posso mais me estender....bem que gostaria...mas deixo minhas últimas palavras agora...antes que a Mestra Nada retome o seu papel de dar um fecho a essa nossa vinda aqui...

Hoje... nessa residência iluminada....dessa moça ...'gracinha'...'linda de viver' !

Preciso ir... tenho que ir... E vou vestida com esse traje vermelho.... Preciso me lembrar mais de como eu agia lá na minha terra natal.... ( risos.. )..o meu berço espiritual...

Concordei de vir até aqui... deixar essa mensagem pra todos vocês, para ajudar  vocês....
porque muitos precisam saber que a vida continua... e que não somos somente daqui....

Estou fazendo a minha parte...e vou indo... já com muitas saudades.... Mas ainda quero dizer umas coisas...


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   

Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 31 de Maio de 2015, 03:35

E essas minhas últimas palavras são...
—  "Que vocês não deixem de sorrir jamais!

Mesmo que venham as dificuldades, o sofrimento e a pobreza, os acidentes... porque, gente... a vida é assim mesmo...

A gente tem que aprender a ser feliz, mesmo diante de tudo isso, porque Deus deu 'pra gente' essa oportunidade...de viver...de poder passar por tudo... e aprender a valorizar isso....e tentar ser feliz com o que a gente tem... com o que Deus deu pra cada um...

Meu beijo a todos vocês...a todos ! ...Para o Marcello...prô Claudio... pro Jô...pra Elba...
para todos os meus funcionários..de casa..das emissoras..de studio...para parentes e amigos de todos os tempos...

Pros artistas queridos que nunca vou esquecer...pras pessoas que me ajudaram em muitos momentos...pro meu patrão....

—  Pena que não deu tempo, né Sílvio ?'........ e para todos os que não conheci, mas que me amaram todo esse tempo...como eu bem vi, ali no meu velório...que foi tão emocionante e surpreendente para mim...

Obrigada por tudo o que tive... tudo o que vivi  ... tudo o que vi... que recebi... que aprendi aí...com todos vocês !

Hebe Maria....
Pra vocês:

Hebe Camargo.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 31 de Maio de 2015, 05:09

(http://www.otempo.com.br/polopoly_fs/1.824081.1397609945!image/image.jpg_gen/derivatives/main-single-horizontal-img-article-fit_620/image.jpg)


Mamãe, Eu Te Amarei Para Sempre!

(http://lh4.google.com/gifs.luma.d/SLKldcvUu8I/AAAAAAAAAdI/FBGyTuUKsho/s400/97.gif)

[size=10pt]Pelo Anjo "Roberto Leal"
Querida do meu coração puro
Quero escrever-te agora mesmo com Sinceridade.
Onde estiver nesta Terra Querida
Quero ficar contigo de Verdade.

Obrigado por tudo o que fizeste
Por ter me dado o Teu Amor.
Prometo-te que estarei contigo
Compartilhando o Maior Fervor.

(http://lh4.google.com/gifs.luma.d/SLKldcvUu8I/AAAAAAAAAdI/FBGyTuUKsho/s400/97.gif)

Quando eu estou aqui no paraíso
Penso em você a cada dia.
Sabe que os Anjos da Guarda
São a minha melhor companhia.

Mas que isto vai resolver tudo
O dia em que voltarei.
Por nada neste mundo
Jamais eu de Ti me separarei.

(http://lh4.google.com/gifs.luma.d/SLKldcvUu8I/AAAAAAAAAdI/FBGyTuUKsho/s400/97.gif)

Sou somente um Fruto do Seu Carinho
Porque foi Deus que me enviou.
Nesta hora que Ele me escolheu a Ti
E que Tu jamais me abandonou.

Despeço-me com as minhas letras
Mas quero declamar-te novamente.
Com as minhas palavras assim, dizendo:
Quero encontrar-te neste mundo alegremente!

(http://lh4.google.com/gifs.luma.d/SLKldcvUu8I/AAAAAAAAAdI/FBGyTuUKsho/s400/97.gif)

Agora que sabes o que eu declaro
Por isso, Mãe que eu te amo eternamente.
Com os meus versos singelos, dizendo o seguinte:
"Minha Querida Mamãe, Eu Te Amarei Para Sempre!"

Descanse em Paz, Isabella Nardoni e que Deus esteja onde estiver!

(http://lh4.google.com/gifs.luma.d/SLKldcvUu8I/AAAAAAAAAdI/FBGyTuUKsho/s400/97.gif)

De:Isabella Nardoni
Para: Ana Carolina Oliveira.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 31 de Maio de 2015, 05:47

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1165.gif)

Noivo de Retorno

Querida Maria Amélia e querida Valéria, arada estou aparvalhado com o caráter fulminante da virose que me despojou do corpo físico. Sou trazido até aqui por minha avó Amélia, que foi a Mãezinha da nossa vovó Amélia, que veio para a vida espiritual em circunstâncias tão trágicas.

Acordar nestes reinos diferentes de tudo o que se conhece, casualmente, no mundo, para mim foi um assombro que não sei classificar. A bondade familiar está aqui onde me vejo agora, tanto quanto está aí em nossos caminhos da Terra.

Tenho um mundo de impressões na cabeça, que não consigo exteriorizar. As surpresas se condensam, de modo que não me sobram recursos para decifrá-las.

Apesar disso, peco-lhes dizer ao papai Israel e à Mãezinha Miriam, que a vovó Amélia não e tratada onde nos achamos, à maneira de alguém que houvesse cortado voluntariamente o fio da existência.

Mas sim na condição de vítima da esclerose, subitamente agravada por fobias que a induziram a esquecer-se, do ponto de vista de condução da própria vontade; não me conheceu ao ver-me, no parque de tratamento a que foi conduzida.

Fala ainda em dinheiro, como se estivesse totalmente desvalida; entretanto, não sabe claramente o que diz; no entanto, no estado de amnésia em que se encontra, não perde a vocação da prece e, quando conversa, chora, falando em Jesus.

Rogo à Mãezinha Miriam não se impressionar com o sucedido à vovó Amélia, porque os amigos aqui nos informam de que tudo foi feito em vão por auxiliá-la no último transe da vontade enferma e inábil para se conduzir.

Rogo à nossa querida Valéria me perdoe se não pude cumprir os meus votos. Parece que a morte do corpo está revestida de poder, a fim de fazer o que deve, sem cogitar de nossos interesses e inquietações.

Conquanto o avanço rápido da virose que me exterminou o equilíbrio orgânico, não perdia a lucidez e, a cada instante, recordava quanto devia à nossa Valéria em amor e generosidade.

Agora, Maria Amélia, você e Ana Amélia, irmãs que vivem por dentro de minha própria alma, me auxiliem a pedir a Jesus faça a nossa Valéria tão feliz, quanto desejei, com a impossibilidade de fazê-la. A nossa querida Valéria será feliz, assim espero.

Peco-lhes não cogitarem do processo fulminante da virose que me impôs o término das forças físicas. A desencarnação deve possuir mil braços para atingir a tanta gente de uma vez. Vocês, queridas irmãs, auxiliem igualmente ao papai Israel e à Mãezinha, rudemente agredidos pelas provações dos tempos últimos.

Quando pensarem na vovó Amélia, ainda que por minutos breves, enviem a ela pensamentos de paz e amor. Isso lhe fará remédio salutar. Querida Valéria, meus queridos pais e queridas irmãs, recebam as saudades e o carinho de todos os meus dias de agora, com todo o amor de que se sente capaz de sentir, do filho, irmão e noivo do coração.

Israel Ovídio Nogueira Júnior

*** Israel Ovídio Nogueira Júnior, nasceu em Uberaba, Minas, a 14 de junho de 1954, desencarnando em Cuiabá, Mato Grosso do Sul, a 9 de setembro de 1986, filho do Sr. Israel Ovídio Nogueira e de D. Miriam Magalhães Nogueira, residentes à Avenida Leopoldino de Oliveira, apartamento 1701, fone: 332-3472.

Era fazendeiro, tendo exercido as suas atividades na Barra do Bugre, MT, por quatorze anos, antes de se transferir para o local, onde veio a desencarnar. Sobre a mensagem psicografada, na noite de 27 de dezembro de 1986, eis o que conseguimos apurar, entrevistando a noiva do comunicante, Srta. Valéria Minas de Assunção, residente em Uberaba, à Rua Tristão de Castro, 78, fone: 333-1887.

1- “Minha avó Amélia” – D. Amélia Borges, bisavó materna.
2 - Maria Amélia – D. Maria Amélia Nogueira Castro Cunha, irmã.
3- “Nossa vovó Amélia” – D. Maria Amélia Teixeira Borges, avó materna, desencarnada a 18 de março de 1986, em conseqüência de suicídio, em Uberaba.
4 - Ana Amélia – D. Ana Amélia Nogueira Derenusson, irmã, residente em Uberaba. Dignos de nota na mensagem sob nosso enfoque:

●  O processo de tratamento dado à sua avó Amélia, constituindo-se num caso de suicídio com atenuante, devido à arteriosclerose de que ela fora vítima, propiciando-lhe o exagero de preocupação com o índice inflacionário do nosso País e com os sucessivos "pacotes econômicos”, lançados pelo Governo.

●  A ênfase dada à fulminante virose que despojou o Autor Espiritual de seu corpo físico, anulando-lhe os planos de casamento.

●  A Misericórdia Divina, considerando a devastação física que sofrera a pretensa suicida, prestou-lhe o socorro necessário, deixando-a prosseguir na perturbação temporária a que se precipitou, por invigilância, motivo por que não tomou conhecimento do seu neto, no parque de tratamento onde se encontrava.

●  A lerta-nos para que venhamos a emitir pensamentos de paz e amor, todas as vezes que pensarmos nos suicidas ou supostos suicidas, já que semelhante prática resultará em remédio salutar para o Espírito em sofrimento, no Plano Espiritual.

Sobre suicídio da natureza que estamos estudando – atirar-se a pessoa pela janela de um edifício de grande altura –, sugerimos ao leitor consultar o Capítulo 17 do livro Vitória (Francisco Cândido Xavier, Espíritos Diversos, Elias Barbosa, Prefácio de Emmanuel, IDE, Araras, SP, 1‘ edição, 1987, pp. 157-167)



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 31 de Maio de 2015, 06:50


(https://cdn.mensagenscomamor.com/content/images/p000007450.jpg)


Dom Hélder se manifesta por meio de psicografia

"NOVAS UTOPIAS

Recentemente foi lançado no mercado cultural um livro mediúnico trazendo as reflexões de um padre depois da morte, atribuído, justamente, ao Espírito Dom Helder Câmara, bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife, desencarnado no dia 28 de agosto de 1.999 em Recife, Pernambuco.

Pregava uma igreja simples voltada para os pobres e a não-violência. Por sua atuação, recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais. Foi indicado quatro vezes para o prêmio Nobel da Paz.

Recebeu o prêmio Martin Luther King, nos EUA e o prêmio Popular da Paz, na Noruega e diversos outros prêmios internacionais. Por isso, o livro psicografado pelo médium Carlos Pereira, da Sociedade Espírita Ermance Dufaux, de Belo Horizonte, causou muita surpresa no meio espírita e grande polêmica entre os católicos.

O que causou mais espanto entre todos foi a participação de Marcelo Barros, monge beneditino e teólogo, que durante nove anos foi secretário de Dom Helder Câmara, para a relação ecumênica com as igrejas cristãs e as outras religiões. Marcelo Barros secretariou Dom Helder Câmara no período de 1.966 a 1.975 e tem 30 livros publicados.

Ao prefaciar o livro Novas Utopias, do Espírito Dom Helder, reconhecendo a autenticidade do comunicante, pela originalidade de suas idéias e, também, pela linguagem, é como se a Igreja Católica viesse a público reconhecer o erro no qual incorreu muitas vezes, ao negar a veracidade do fenômeno da comunicação entre vivos e mortos, e desse ao livro de Carlos Pereira, toda a fé necessária como o Imprimatur do Vaticano.

É importante destacar, ainda, que os direitos autorais do livro foram divididos em partes iguais, na doação feita pelo médium, à Sociedade Espírita Ermance Dufaux e ao Instituto Dom Helder Câmara, de Recife, o que, aliás, foi aceito pela instituição católica, sem nenhum constrangimento.

No prefácio do livro aparece também o aval do filósofo e teólogo Inácio Strieder e a opinião favorável da historiadora e pesquisadora Jordana Gonçalves Leão, ambos ligados a Igreja Católica.

Conforme eles mesmos disseram, essa obra talvez não seja uma produção direcionada aos espíritas, que já convivem com o fenômeno da comunicação, desde a codificação do Espiritismo; mas, para uma grandiosa parcela da população dentro da militância católica, que é chamada a conhecer a verdade espiritual, porque "os tempos são chegados"; estes ensinamentos pertencem à natureza e, conseqüentemente, a todos os filhos de Deus.

A verdade espiritual não é propriedade dos espíritas ou de outros que professam estes ensinamentos e, talvez, porque, tenha chegado o momento da Igreja Católica admitir, publicamente, a existência espiritual, a vida depois da morte e a comunicação entre os dois mundos.

Na entrevista com Dom Helder Câmara, realizada pelos editores, o Espírito comunicante respondeu as seguintes perguntas sobre a vida espiritual:

P- Dom Helder, mesmo na vida espiritual, o senhor se sente um padre?
R- Não poderia deixar de me sentir padre, porque minha alma, mesmo antes de voltar, já se sentia padre.

Ao deixar a existência no corpo físico, continuo como padre porque penso e ajo como padre. Minha convicção à Igreja Católica permanece a mesma, ampliada, é claro, com os ensinamentos que aqui recebo, mas continuo firme junto aos meus irmãos de Clero a contribuir, naquilo que me seja possível, para o bem da humanidade.

P- Do outro lado da vida, o senhor tem alguma facilidade a mais para realizar seu trabalho e exprimir seu pensamento ou ainda encontra muitas barreiras com o preconceito religioso?

R- Encontramos muitas barreiras. As pessoas que estão do lado de cá reproduzem o que existe na Terra. Os mesmos agrupamentos que se formam aqui se reproduzem na Terra.

Nós temos as mesmas dificuldades de relacionamento, porque os pensamentos continuam firmados, cristalizados em determinados pontos que não levam a nada. Mas, a grande diferença é que por estarmos com a vestimenta do espírito, tendo uma consciência mais ampliada das coisas podemos dirigir os nossos pensamentos de outra maneira e assim influenciar aqueles que estão na Terra e que vibram na mesma sintonia.

P- Como o senhor está auxiliando nossa sociedade na condição de desencarnado?
R- Do mesmo jeito. Nós temos as mesmas preocupações com aqueles que passam fome, que estão nos hospitais, que são injustiçados pelo sistema que subtrai liberdades, enriquece a poucos e colocam na pobreza e na miséria muitos; todos aqueles desvalidos pela sorte.

Nós juntamos a todos que pensam semelhantemente a nós, em tarefas enobrecedoras, tentando colaborar para o melhoramento da humanidade.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 31 de Maio de 2015, 06:53

P- Como é sua rotina de trabalho?
R- A minha rotina de trabalho é, mais ou menos, a mesma. Levanto-me, porque aqui também se descansa um pouco, e vamos desenvolver atividades para as quais nos colocamos à disposição. Há grupos que trabalham e que são organizados para o meio católico, para aqueles que precisam de alguma colaboração. Dividimo-nos em grupos e me enquadro em algumas atividades que faço com muito prazer.

P- Qual foi a sua maior tristeza depois de desencarnado? E qual foi a sua maior alegria?
R- Eu já tinha a convicção de que estaria no seio do Senhor e que não deixaria de existir. Poder reencontrar os amigos, os parentes, aqueles aos quais devotamos o máximo de nosso apreço e consideração e continuar a trabalhar, é uma grande alegria.

P- A alegria do trabalho para o Nosso Senhor Jesus Cristo. O senhor, depois de desencarnado. Tem estado com freqüência nos centros espíritas?
- Não. Os lugares mais comuns que visito no plano físico são os hospitais; as casas de saúde; são lugares onde o sofrimento humano se faz presente. Naturalmente vou à igreja, a conventos, a seminários, reencontro com amigos, principalmente em sonhos, mas minha permanência mais freqüente não é na casa espírita.

O senhor já era reencarnacionista antes de morrer?
R- Nunca fui reencarnacionista, diga-se de passagem. Não tenho sobre este ponto um trabalho mais desenvolvido porque esse é um assunto delicado, tanto é que o pontuei bem pouco no livro.

O que posso dizer é que Deus age conforme a sua sabedoria sobre as nossas vidas e que o nosso grande objetivo é buscarmos a felicidade mediante a prática do amor. Se for preciso voltar a ter novas experiências, isso será um processo natural.

Mediunidade - Qual é o seu objetivo em escrever mediunicamente?
R- Mudar, ou pelo menos contribuir para mudar, a visão que as pessoas têm da vida, para que elas percebam que continuamos a existir e que essa nova visão possa mudar profundamente a nossa maneira de viver.

P- Qual foi a sensação com a experiência da escrita mediúnica?
R- Minha tentativa de adaptação a essa nova forma de escrever foi muito interessante, porque, de início, não sabia exatamente como me adaptar ao médium para poder escrever. É necessário que haja uma aproximação muito grande entre o pensamento que nós temos com o pensamento do médium.

É esse o grande de todos nós porque o médium precisa expressar aquilo que estamos intuindo a ele. No início foi difícil, mas aos poucos começamos a criar uma mesma forma de expressão e de pensamento, aí as coisas melhoraram. Outros (médiuns) pelos quais tento me comunicar enfrentam problemas semelhantes.

P- Foi uma surpresa saber que poderia se comunicar pela escrita mediúnica? Não.
R- Porque eu já sabia que muitas pessoas portadoras da mediunidade faziam isso. Eu apenas não me especializei, não procurei mais detalhes, deixei isso para depois, quando houvesse tempo e oportunidade.

P- Imaginamos que haja outros padres que também queiram escrever mediunicamente, relatarem suas impressões da vida espiritual.
Por que Dom Helder é quem está escrevendo?

R- Porque eu pedi. Via-me com a necessidade de expressar aos meus irmãos da Terra que a vida continua e que não paramos simplesmente quando nos colocam dentro de um caixão e nos dizem "acabou-se".

Eu já pensava que continuaria a existir, sabia que haveria algo depois da vida física. Falei isso muitas vezes. Então, sentir a necessidade de me expressar por um médium, quando estivesse em condições e me fossem dadas as possibilidades. É isto que eu estou fazendo.

P- Outros padres, então, querem escrever mediunicamente em nosso país?
R- Sim.

E não poucos. São muitos aqueles que querem usar a pena mediúnica para poder expressar a sobrevivência após a vida física. Não o fazem por puro preconceito de serem ridicularizados, de não serem aceitos, e resguardam as suas sensibilidades espirituais para não serem colocados numa situação de desconforto.

Muitos padres, cardeais até, sentem a proteção espiritual nas suas reflexões, nas suas prédicas, que acreditam ser o Espírito Santo, que na verdade são os irmãos que têm com eles algum tipo de apreço e colaboram nas suas atividades.

P- Como o senhor se sentiu em interação com o médium Carlos Pereira?
R- Muito à vontade, pois havia afinidade, e porque ele se colocou à disposição para o trabalho. No princípio foi difícil juntar-me a ele por conta de seus interesses e de seu trabalho.

Quando acertamos a forma de atuar foi muito fácil, até porque, num outro momento, ele começou a pesquisar sobre a minha última vida física. Então ficou mais fácil transmitir-lhe as informações que fizeram o livro.

O senhor acredita que a Igreja Católica irá aceitar suas palavras pela mediunidade?
R- Não tenho esta pretensão.

Sabemos que tudo vai evoluir e que um dia, inevitavelmente, todos aceitarão a imortalidade com naturalidade, mas é demais imaginar que um livro possa revolucionar o pensamento da nossa Igreja. Acho que teremos críticas, veementes até, mas outros mais sensíveis admitirão as comunicações. Este é o nosso propósito.

P- É verdade que o senhor já tinha alguns pensamentos espíritas quando na vida física?
R- Eu não diria espírita; diria espiritualista, pois a nossa Igreja, por si só, já prega a sobrevivência após a morte.

Logo, fazermos contato com o plano físico depois da morte seria uma consequência natural. Pensamentos espíritas não eram, porque não sou espírita. Sem nenhum tipo de constrangimento em ter negado alguns pensamentos espíritas, digo que cheguei a ter, de vez em quando, experiências íntimas espirituais.

Igreja:

- Há as mesmas hierarquias no mundo espiritual?
Não exatamente, mas nós reconhecemos os nossos irmãos que tiveram responsabilidades maiores e que notoriamente tem um grau evolutivo moral muito grande.

Seres do lado de cá se reconhecem rapidamente pela sua hombridade, pela sua lucidez, pela sua moralidade. Não quero dizer que na Terra isto não ocorra, mas do lado de cá da vida isto é tudo mais transparente; nós captamos a realidade com mais intensidade. Autoridade aqui não se faz somente com um cargo transitório que se teve na vida terrena, mas, sobretudo, pelo avanço moral.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 31 de Maio de 2015, 07:08


P- Qual seu pensamento sobre o papado na atualidade?
R- Muito controverso esse assunto. Estar na cadeira de Pedro, representando o pensamento maior de Nosso Senhor Jesus Cristo, é uma responsabilidade enorme para qualquer ser humano. Então fica muito fácil, para nós que estamos de fora, atribuirmos para quem está ali sentado, algum tipo de consideração.

Não é fácil. Quem está ali tem inúmeras responsabilidades, não apenas materiais, mas descobri que as espirituais ainda em maior grau. Eu posso ter uma visão ideológica de como poderia ser a organização da Igreja; defendi isso durante minha vida.

Mas tenho que admitir, embora acredite nesta visão ideal da Santa Igreja, que as transformações pelas quais devemos passar merecem cuidado, porque não podemos dar sobressaltos na evolução.

Queira Deus que o atual Papa Ratzinger (Bento XVI) possa ter a lucidez necessária para poder conduzir a Igreja ao destino que ela merece.

O senhor teria alguma sugestão a fazer para que a Igreja cumpra seu papel?
Não preciso dizer mais nada. O que disse em vida física, reforço. Quero apenas dizer que quando estamos do lado de cá da vida, possuímos uma visão mais ampliada das coisas.

Determinados posicionamentos que tomamos, podem não estar em seu melhor momento de implantação, principalmente por uma conjuntura de fatores que daqui percebemos. Isto não quer dizer que não devamos ter como referência os nossos principais ideais e, sempre que possível, colocá-los em prática.

P- Espíritas no futuro?
R- Não tenho a menor dúvida. Não pertencem estes ensinamentos a nossa Igreja, ou de outros que professam estes ensinamentos espirituais. Portanto, mais cedo ou mais tarde, a nossa Igreja terá que admitir a existência espiritual, a vida depois da morte, a comunicação entre os dois mundos e todos os outros princípios que naturalmente decorrem da vida espiritual.

P- Quais são os nomes mais conhecidos da Igreja que estão cooperando com o progresso do Brasil no mundo espiritual?
R -Enumerá-los seria uma injustiça, pois há base em todas as localidades. Então, dizer um nome ou de outro seria uma referência pontual porque há muitos, que são poucos conhecidos, mas que desenvolvem do lado de cá da vida um trabalho fenomenal e nós nos engajamos nestas iniciativas de amor ao próximo.

P- Amor - Que mensagem o senhor daria especificamente aos católicos agora depois da morte?
R Que amem, amem muito, porque somente através do amor vai ser possível trazer um pouco mais de tranqüilidade à alma. Se nós não tentarmos amar do fundo dos nossos corações, tudo se transformará numa angústia profunda. O amor, conforme nos ensinou o Nosso Senhor Jesus Cristo, é a grande mola salvadora da humanidade.

P- Que mensagem o senhor deixaria para nós espíritas?
R- Que amem também, porque não há divisão entre espíritas e católicos ou qualquer outra crença no seio do Senhor. Não há. Essa divisão é feita por nós não pelo Criador. São aceitáveis porque demonstram diferenças de pontos de vista, no entanto, a convergência é única, aqui simbolizada pela prática do amor, pois devemos unir os nossos esforços.

Que mensagem o senhor deixaria para os religiosos de uma maneira geral?Que amem. Não há outra mensagem senão a mensagem do amor Ela é a única e principal mensagem que se pode deixar. "

Livro: Novas Utopias
Autor: Dom Helder Câmara (espírito)
Médium: Carlos Pereira.
Editora: Dufaux.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 31 de Maio de 2015, 19:36

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1216.gif)

Creia, mamãe, ninguém está só

Mãezinha Maura. É a sua prece de amor que espero em forma de bênção. Pensamos que há muito tempo sem qualquer intercâmbio entre nós. Sei que você e meu pai guardam essa opinião.

Entretanto, se é verdade que a saudade é uma força que a gente supõe capaz de paralisar ponteiros de relógio, o progresso nos dá uma impressão de tamanha velocidade nos dias da Terra, que sete anos se nos afiguram apenas alguns minutos.

Alegrias de infância, esperanças de juventude, preocupações de estudos, responsabilidades de rapaz que começa a imaginar os planos de trabalho na carreira escolhida, são hoje telas que ficaram dependuradas nas paredes de nossa memória, enquanto a marcha para frente continua inexorável.

Não se admire, Mãezinha, se lhe disser que estamos tão juntos, quase como ontem, no mesmo campo do dia a dia.

—  Sei tudo o que passou depois daquela viagem frustrada:

●  Uma sede enorme de rafazimento no lar,
●  A licença de três dias para restauração de forças,
●  Um carro alugado às pressas, de parceria com um amigo anônimo,
●  E a queda espetacular do corpo físico, num acidente impossível de se evitar...

Tudo se dissociou como por encanto...

Nem meu pai teria o engenheiro filho, nem você teria o filho engenheiro. A lei do Senhor estava em caminho, à minha espera.

—  Pormenorizar agora os fatos nas minudências do ocorrido é desnecessário:

●  Encontrei um amigo em Dr. Alberto,
●  Um novo pai em meu bisavô Joaquim,
●  Um protetor em meu querido avô Araújo,
●  E um enfermeiro dedicado no irmão Serapião Ribeiro.

Falando com tanta naturalidade sobre o assunto, pode parecer a você que estou fazendo esnobação, mas não é isso. Sofri muito. Hoje, o tempo fez a função do vento sobre um montão de brasas...

Aquele fogo de dor cedeu lugar a uma grande paz, e é com essa paz que respondo a todos os seus escritos de amor materno, explicando que estamos hoje mais juntos, que seus ombros ficaram escalavrados de tantas cargas de aflição, e não tenho qualquer dúvida, mas a prece foi a nossa lâmpada acesa, afugentando as sombras.

Mãezinha; agradeço tudo o que você me dedica em suas páginas de saudade e carinho. Sei que o Papai é o nosso amigo de sempre, no entanto, ouço a sua voz me chamando ao diálogo.

Creia, Mamãe, ninguém está só. Não é determinação de Deus que a criatura viva inteiramente isolada, sem manifestar os próprios pensamentos.

É por isso que depois do casamento de nossa Rose, fiquei muito feliz ao vê-la no Centro Espírita-Cristão, buscando auxiliar ao seu filho na pessoa dos outros. Ah! Querida Mãe, esse é o melhor rumo para a verdadeira consolação.

Não julgue que eu tenha vindo para cá fora do tempo, porque o tempo é um contabilista que nunca se engana. Sigamos para frente.

O verdadeiro parentesco nasce no coração de cada um. Aqui, na vida espiritual, as diferenças são tantas, que não é fácil ganhar a família da Terra. As criaturas se apegam umas às outras, segundo as afinidades com que se apresentam.

Por isso Mãezinha, venho aprendendo que o trabalho é a outra face do estudo. Não adiantaria conhecer sem fazer. E esse seu exemplo, pasando a me procurar nos necessitados, me comove muitíssimo.

Sei que você depois de minha vinda, e que as lutas de serviço aumentaram para nós em todos os setores. Mas peço-lhe pensar, não nos obstáculos já vencidos, e sim que podemos abrigar idéias novos e belos em nossas próprias almas.

Não quero dizer com isso que estaremos agindo sem o concurso do meu querido papai João, porque, de um modo ou de outro, ele estará sempre incorporado aos nossos projetos para o futuro.

Peço-lhe não interrogar tanto a Deus por que eu estaria chegando em casa fora das férias. Estaria usufruindo pedaços de tempo que obtivera junto a colegas de serviço, e queria descansar ao seu lado, e junto da Rose e do Papai.

Levava comigo vários assuntos para nossos entendimentos. Enfileirara notas, fizera apontamentos... Entretanto, a ordem não era para mim de repouso compulsório, e sim de mudança definitiva.

Ninguém pode conhecer o minuto próximo. Por isso, rogo-lhe calma e consolação. Não se permita chorar tanto. Fitamos o azul do céu, de almas lavadas pelo sofrimento, que nos formou por mestre da vida.

Encontra-nos-emos mais tarde, em presença e voz. Por agora, permaneça firme em suas concentrações e em suas preces.

Estarei em seu trabalho, durante o dia, e, à noite, quando seu espírito se desprende do corpo, embora ligeiramente, está você em minhas tarefas, como não podia ser de outro modo. Alegre-se.

Cultive o otimismo e a esperança. Tristeza é uma sombra que apenas prejudica quem a conserva por teimosia dentro da própria alma. Continuemos contentes, animados e felizes pelas bênçãos de Deus que temos recebido.

Tenho estado em suas tarefas, e procuro exercitar essa yoga de alegria e de esperança, auxiliando aos nossos companheiros, tanto quanto possível, a desfazer nuvens de apreeensões e sombras de sofrimento.

Ajude como sempre ao Papai na solução dos probelmas de nossos tempos, e aconselhe nossa Rose. Ela quer ser psicóloga com palma e vitória, mas não se esqueça de que ser mãe é mais importante.

Não desejo expressar qualquer desaprovação à escolha dela. Ela pode realizar as melhores aquisições em psicologia, mas não deve querer começar corrigindo essa ciência de hoje.

Se a psicologia de hoje não aceita a idéia religiosa, ela é livre para servir aos ideais que a enobrecem, oferecendo aos outros o melhor que ela consiga. Não é interessante que o aluno se manifeste contra o professor quando a colsião das idéias apareça.

Após o título obtido, ela pode indiscutivelmente fazer muito em favor dos outros. Agora, lutar pelos pontos de vista, pessoalmente, tão nossos, seria o mesmo que alterar o curso de um rio em cujas águas precisamos navegar a favor, pelo menos até o término da viagem.

Há ocasiões de analisar e ocasião de trabalhar. Rose poderá fazer muito, e estaremos com ela.

Mamãe; diga a meu pai do amor que nos reúne uns aos outros. Ele estará sempre em meu coração, tanto quanto o seu coração maternal está comigo.

Agradeço as flores renovadas à frente de minhas lembranças, e agradeço tudo o que faz em meu favor. Em Araguari, as nossas tarefas não se modificaram de essência.

Sustentamo-nos reciprocamente. E sou eu quem agradece todo esse imenso amor que recebo.

Mãezinha, nosso irmão Ascelino ainda não pode comunicar-se através do lápis, mas me pediu fizer à nossa irmãzinha, tia Doralice, que ele vai bem, até que as forças se lhe refaçam...

Se soubessem na Terra quanto nos valem na vida espiritual as preces de coragem e de paz, decerto que os nossos entes queridos saberiam nos socorrer sem tantas recordações amargas.

Estamos em marcha, marcha para frente, e isso é aquilo de que necessitamos. Seguir sempre adiante, esquecendo o inútil na retaguarda. Desse modo, Mãezinha, a paz nos felicitará mais depressa.

Agradeço-lhe quanto faz por minha renovação para o bem, e prometo-lhe fazer o possível por você, quando estiver em condições de receber o privilégio de trabalhar mais para merecer mais trabalho, até que o servir se nos faça a alegria perfeita.

Mâezinha; continue avançando otimista e feliz. Não se desgaste. Atenda às próprias forças. Começamos a trabalhar juntos nas tarefas mediúnicas, e isso quer dizer que não me alterarei por aqui, até que você volte.

O que desejo possa ser muito adiante, a fim de que você na Terra viva feliz, no máximo de tempo, em favor de nós todos.

Peço-lhe não registre qualquer falta de notícias minhas, porque coração a coração, vivemos na mesma faixa de sentimentos e idéias, à maneira de duas árvores que se apóiam uma na outra.

Abrace a meu Pai com esse respeito no amor que ele cultivou no coração do filho agradecido. Ao Cláudio, Rose e famílinha, o meu afeto constante.

E a você, Mãe querida, o pensamento e o amor, o carinho e a saudade, esperança do filho sempre em suas horas, por vida de sua vida e coração de seu coração.

Marco Antônio Araújo.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 31 de Maio de 2015, 19:52


Tendo solicitado aos confrades; Urbano T. Vieira e D. Ondina a gentileza de entrevistarem os pais de Marco Antônio, em Araguari, recebemos a seguinte carta do primeiro, que transcrevemos, na íntegra:

“Prezado Dr. Elias”: A pedido de nossa comum Amiga Dona Maura; fornecemos os seguintes dados, a propósito da Mensagem de Marco Antônio:

- Biografia:

1) - Marco Antônio Araújo - Nascimento: 19 de agosto de 1943 - Desencarnação: 06 de junho de 1971 - Cursava o último ano de Engenharia Civil, na Universidade Federal de Belo Horizonte (MG). - Pais: Sr. João Pereira de Araújo e D. Maura Silva de Araújo, residentes em Araguari – MG.
2) - Maura Silva de Araújo: progenitora.
3) - Efetivamente, os pais aguardavam há muito tempo a manifestação do filho.
4) - Aproveitando recesso escolar, em fim de semana, demandava Marco Antônio o lar em Araguari, para descanso, tendo realizado normalmente a viagem de ônibus de Belo Horizonte a Uberlândia, onde tomou tázi para Araguari, na madrugada de 6 de junho de 1971, sendo vitimado em acidente fatal (juntamente com outro – Sr. Heleno -, também de Araguari), assim que o carro transpôs o Rio Araguari, em perigosa curva.
5) - Cursava último ano de Engenharia.
6) - Dr. Alberto Moreira; antigo médico, muito humanitário de Araguari, desencarnado em 1956, homenageando a cujos méritos a Municipalidade de Araguari colocou seu nome em uma das principais ruas da vidade (Rua Dr. Alberto Moreira).
7) - Bisavô Paterno: Sr. Joaquim Conçalves de Araújo.
8] - Avô Paterno: Sr. Sidney Pereira de Araújo.
9) - Serapiçao Ribeiro: Espírito Protetor de inúmeros Centros Espíritas da Região.
10) - “Aquele fogo de dor cedeu lugar a uma grande paz e é com essa paz que respondo a todos os seus escritos de amor materno...”.
– Diz D. Maura:” Sempre escrevi bilhetes e poesias, e colocava dentro da gaveta de sua mesa, o que faço ainda hoje ““.
11) - Rose: Sra. Rosemari Araújo Paes de Almeida, casada com o Engenheiro Dr. Cláudio Paes de Almeida.
12) - No Centro Espírita-Cristão: Centro Espírita Caminho da Luz, Araguari – MG – Rua Jaime Gomes, 532.
13) - “Levava comigo vários assuntos para nossos entendimentos”. – Marco Antônio trazia consigo um apasta com anotações (inúmeras páginas com pensamentos, decisões pessoais, orientações, etc.), que foi entregue aos pais, após o acidente.
14) -“Ajude como sempre ao papai na solução dos problemas de nossos tempos, e aconselhe a nossa Rose”. – Sendo Marco nove anos mais velho que a Rose e dada a profunda afinidade entre eles, sempre dispensou especial carinho e muito à irmã, tendo mesmo esta recebido a presente mensagem como oportuna e necessária orientação, já que vem fazendo com brilhantismo o Curso de Psicologia e, efetivamente, entrando muitas vezes em choque com professores em face de aspectos de estudos diantes da Religião.
15) - “Nosso irmão Ascelino”: Engenheiro, desencarnado há quatro anos, na estrada de Uberlândia a Goiânia, cuja cunhada Doralice (tia paterna de Marco), estava presente à reunião da noite de 12 de agosto de 1978, no Grupo Espírita da Prece.
16) - “Ao Cláudio, Rose e familinha o meu afeto constante”. – O casal Rose Dr. Cláudio tem dois filhinhos. **

Ai estam os dados que Dona Maura e eu julgamos oportuno mandar para Você. Ela, Dona Maura e seu marido, Sr. João Pereira Araújo, estão ao inteiro dispor para quaisquer outros dados: É só Você pedir e mandaremos. Disponha. Aquele abraço de sempre, (a) Urbano T. Vieira Araguari (MG) 15/FEV/79".


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 01 de Junho de 2015, 03:36

(http://plasticsurgerystar.com/images/measurements1/marilyn-monroe-body-height-weight-bra-size/marilyn-monroe-weight.jpg)


Diálogo de "Irmão X" com Marilyn Monroe

Caminhava com alguns amigos, admirando a paisagem do Wilshire Boulevard, em Hollywood, quando fizemos parada, ante a serenidade do "Memoriam Park Cemetery", entre o nosso caminho e os jardins de Glendon Avenue.
 
A formosa mansão dos mortos mostrava grande movimentação de Espíritos libertos da experiência física, e entramos. Tudo, no interior, tranquilidade e alegria. Os túmulos simples pareciam monumentos erguidos à paz, induzindo à oração.

Entre as árvores que a primavera pintara de verde novo, numerosas entidades iam e vinham, muitas delas escoradas umas nas outras, à feição de convalescentes, sustentadas por enfermeiros em pátio de hospital agradável e extenso.

Numa esquina que se alteava com o terreno, duas laranjeiras ornamentais guardavam o acesso para o interior de pequena construção que hospeda as cinzas de muitas personalidades que demandaram o Além, sob o apreço do mundo. 

—  A um canto, li a inscrição:

●  Marilyn Monroe
●  1926–1962."

Surpreendido, perguntei a um dos amigos que nos acompanhavam:

–  Estão aqui os restos de Marilyn, a estrela do cinema, cuja história chegou até mesmo ao conhecimento de nós outros, os desencarnados de longo tempo no Mundo Espiritual?
–  Sim.
Respondeu ele, e acentuou com expressão significativa:
–  Não se detenha, porém, a tatear-lhe a legenda mortuária...

O amigo indicou frondoso olmo chinês, cuja galharia compõe esmeraldino refúgio no largo recinto, e falou:
–  Ela está viva e você pode encontrá-la, aqui e agora...
–  Como?
–  Ei-la que descansa, decerto em visita de reconforto e reminiscência...

A poucos passos de nós, uma jovem desencarnada, mas ainda evidentemente enferma, repousava a cabeça loura no colo de simpática senhora que a tutelava. Marilyn Monroe, pois era ela, exibia a face desfigurada e os olhos tristes. Informados de que nos seria lícito aborda-la, para alguns momentos de conversa, aproximamo-nos, respeitosos.

Então eu me apresentei:
–  Sou um amigo do Brasil que deseja ouvi-la.

–  Um brasileiro a procurar-me, depois da morte?
–  Sim, e porque não?
–  A sua experiência pessoal interessa a milhões de pessoas no mundo inteiro...

E o diálogo prosseguiu:

–  Uma experiência fracassada... Uma lição talvez. Em que lhe poderia ser útil?
–  A sua vida influenciou muitas vidas e estimaríamos receber ainda que fosse um pequeno recado de sua parte para aqueles que lhe admiram os filmes e que lhe recordam no mundo a presença marcante ...

–  Quem gostaria de acolher um grito de dor?
–  A dor instrui...

–  Fui mulher como tantas outras e não tive tempo e nem disposição para cogitar de filosofia.
–  Mas fale mesmo assim..

–  Bem, diga então às mulheres que não se iludam a respeito de beleza e fortuna, emancipação e sucesso... Isso dá popularidade e a popularidade é um trapézio no qual raras criaturas conseguem dar espetáculos de grandeza moral, incessantemente, no circo do cotidiano.

–  Admite, desse modo, que a mulher deve permanecer no lar, de maneira exclusiva?
–  Não tanto. O lar é uma instituição que pertence à responsabilidade tanto da mulher quanto do homem. Quero dizer que a mulher lutou durante séculos para obter a liberdade...

–  Agora que a possui nas nações progressistas, é necessário aprender a controlá-la. A liberdade é um bem que reclama senso de administração, como acontece ao poder, ao dinheiro, à inteligência...

Pensei alguns momentos na fama daquela jovem que se apresentara à Terra inteira, dali mesmo, em Hollywood, e ajuntei:

–  Miss Monroe, quando se refere à liberdade da mulher, você quer mencionar a liberdade do sexo?
–  Especialmente.

–  Porquê?
–  Concorrendo sem qualquer obstáculo ao trabalho do homem, a mulher, de modo geral, se julga com direito a qualquer tipo de experiência e, com isso, na maioria das vezes, compromete as bases da vida...

–  Agora que regressei à Espiritualidade, compreendo que a reencarnação é uma escola com muita dificuldade de funcionar para o bem; toda vez que a mulher foge à obrigação de amar, nos filhos, a edificação moral a que é chamada.

–  Deseja dizer que o sexo...
–  Pode ser comparado à porta da vida terrestre, canal de renascimento e renovação, capaz de ser guiado para a luz ou para as trevas, conforme o rumo que se lhe dê.

–  Ser-lhe-ia possível clarear um pouco mais este assunto?
–  Não tenho expressões para falar sobre isso com o esclarecimento necessário; no entanto, proponho-me a afirmar que o sexo é uma espécie de caminho sublime para a manifestação do amor criativo...

–  No campo das formas físicas e na esfera das obras espirituais, e, se não for respeitado por uma sensata administração dos valores de que se constitui, vem a ser naturalmente tumultuado pelas inteligências animalizadas que ainda se encontram nos níveis mais baixos da evolução.

–  Miss Monroe – considerei, encantado, em lhe ouvir os conceitos -, devo asseverar-lhe, não sem profunda estima por sua pessoa, que o suicídio não lhe alterou a lucidez.
–  A tese do suicídio não é verdadeira como foi comentada – acentuou ela sorrindo. - Os vivos falam acerca dos mortos o que lhes vem à cabeça, sem que os mortos lhes possam dar a resposta devida, ignorando que eles mesmos, os vivos, se encontrarão, mais tarde, diante desse mesmo problema...

–  A desencarnação me alcançou através de tremendo processo obsessivo. Em verdade, na época, me achava sob profunda depressão. Desde menina, sofri altos e baixos, em matéria de sentimento, por não saber governar a minha liberdade...

–  Depois de noites horríveis, nas quais me sentia desvairar, por falta de orientação e de fé, ingeri, quase semi-inconsciente, os elementos mortíferos que me expulsaram do corpo, na suposição de que tomava uma simples dose de pílulas mensageiras do sono...

–  Conseguiu dormir na grande transição?
–  De modo algum. Quando minha governanta bateu à porta do quarto, inquieta ao ver a luz acesa, acordei às súbitas da sonolência a que me confiara, sentindo-me duas pessoas a um só tempo...

–  Gritei apavorada, sem saber, de imediato, identificar-me, porque lograva mover-me e falar, ao lado daquela outra forma, a vestimenta carnal que eu largara... Infelizmente para mim, o aposento abrigava alguns malfeitores desencarnados que, mais tarde, vim a saber, me dilapidavam as energias...

–  Acompanhei, com indescritível angústia, o que se seguiu com o meu corpo inerme; entretanto, isso faz parte de um capítulo do meu sofrimento que lhe peço permissão para não relembrar.

–  Ser-lhe-á possível explicar-nos porque terá experimentado essa agudeza de percepção, justamente no instante em que a morte, de modo comum, traz anestesia e repouso?
–  Efetivamente, não tive a intenção de fugir da existência, mas, no fundo, estava incursa no suicídio indireto. Malbaratara minhas forças, em nome da arte, entregara-me a excessos que me arrasaram as oportunidades de elevação...

–  Ultimamente fui informada por amigos daqui de que não me foi possível descansar, após a desencarnação, enquanto não me desvencilhei da influência perniciosa de Espíritos vampirizadores a cujos propósitos eu aderira, por falta de discernimento quanto às leis que regem o equilíbrio da alma.

–  Compreendo que dispõe agora de valiosos conhecimentos, em torno da obsessão...
–  Sim, creio hoje que a obsessão, entre as criaturas humanas, é um flagelo muito pior que o câncer. Peçamos a Deus que a ciência do mundo se decida a estudar-lhe os problemas e resolve-los...

A entrevistada mostrava sinais de fadiga e, pelos olhos da enfermeira que lhe guardava a cabeça no regaço amigo, percebi que não me cabia avançar.

–  Miss Monroe, foi um prazer para mim este encontro em Hollywood. Podemos, acaso, saber quais são, na atualidade, os seus planos para o futuro?

Ela emitiu novo sorriso, em que se misturavam a tristeza e a esperança, manteve silêncio por alguns instantes e afirmou:
–  Na condição de doente, primeiro, quero melhorar-me... Em seguida, como aluna no educandário da vida, preciso repetir as lições e provas em que fali...
–  Por agora, não devo e nem posso ter outro objetivo que não seja reencarnar, lutar, sofrer e reaprender.

Pronunciei algumas frases curtas de agradecimento e despedida e ela agitou a pequenina mão num gesto de adeus.

Logo após, alinhavei estas notas, à guisa de reportagem, a fim de pensar nas bênçãos do Espiritismo Evangélico e na necessidade da sua divulgação.

Texto extraído do livro "Estante da vida".
(R.J. - F.E.B.) Ano de 1969.
Psicografado por Chico Xavier.
Pelo Espírito Irmão X.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 01 de Junho de 2015, 17:28


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1212.gif)

Deixo o coração correr no lápis

– Meu caro Papai; abençoe seu filho. Antônio Carlos; receba o meu abraço. Não me sinto ainda perfeitamente reintegrado em mim mesmo. São muitas surpresas juntas. E, com as novidades, os problemas que se agigantam.

Sinceramente, estou a escrever porque o meu avô – bisavô – me impele a receber essa bênção. Ele me sabe aflito, descontente. Vejo-me na condição do enfermo hospitalizado, espiando todas as oportunidades para um tiro de notícias.

Não sei se as lágrimas me descem dos olhos e ignoro se as minhas alegrias deste momento são vozes por dentro de mim que não consigo trazer ao papel.

Creio hoje que existe um estado emocional em que pranto e jubilo se tranfundem numa só expressão. Aceitem-me assim qual me reconheço agora. Não disponho de meios para burilar esta carta.

O tempo avança. Reconheço-me usando a força de muitos amigos, concentradas na pessoa que me serve de intérprete, e deixo o coração correr no lápis.

Pai; perdoe-me se lhe ocasionei tanto trabalho. Antônio Carlos; ajude-me, de algum modo ao lado de nossos pais e especialmente da mamãe que ainda não se recuperou.

Despertar por aqui, de improviso; é um problema que tive de enfrentar. Habituado a guiar sem preocupação, não estava muito atento ao velocímetro dos outros.

Quando esbarrei no elevado e compreendi a extensão do choque, era muito tarde para raciocinar, mesmo porque, embora me sentisse capaz de alcançar as clínicas com o auxílio dos outros e falar algumas palavras, não tive dúvida quanto à hemorragia interna.

Por dentro de mim as emoções e os pensamentos se entrechocam qual se me visse em meio de vasta corredeira de águas profundas.

Inútil a tentavia de prosseguir explicando, porque as águas da catarata que me esbavejava na intimidade do crânio, eram um redemoinho ensudercedor para mim.

A princípio, ouvia as pessoas ao meu lado, mas depois foi um sono provocado e repentino a que não consiguia escapar.

Quero dizer, porém, que os meus pensamentos de fé em Deus naqueles últimos lances estavam com a mamãe operada, a quem não desejava alarmar.

E os assuntos da separação de meu próprio corpo continuaram sem pausa, até que o sono a que me referi me tomou inteiramente. Quanto tempo gastei naquele repouso compúlsório, não posso ainda saber.

Desejo informar ao Papai que o meu avô Trita me havia conduzido para alugar distante. Soube depois que ele estava com enfermeiros daqui para me balsamizarem as dores do choque.

Hoje penso que a pessoa acorda no Mundo Espiritual à maneira de uma criança quando nasce numa casa terrestre. Se perguntarmos à criança de onde terá vindo, a resposta será silêncio, pois aqui o assunto não é muito diverso.

A vantagem daqui é o sofrimento positivo que vai ganhando terreno por dentro de nós, à medida que me conscientizava, sob o olhar do meu bisavô, que não conheci de pronto.

Começava a escutar as preces e as lamentações de casa, e no centro dessas lamentações a imagem de mamãe e papai sobressaíam cada vez mais. Não foi fácil para eu acreditar que perdera o corpo, de vez que aguardava a ideia de haver perdido apenas numa competição de rua.

Pouco a pouco, no entanto, meu avô Trita me bordou um mapa de informações. Era um mapa auditivo porque, de momento a momento, as informações dele me esclareciam que a minha casa era agora muito outra. Amigos dele me ampararam e ainda me auxiliam.

Somente depois, reconheci que fora conduzido para Tatuí. Meu benfeitor tivera esse cuidado, alegando que a mãezinha Helena estava muito doente e seria melhor que houvesse mais distância espacial para refazimento, que tem sido demorado.

O Professor João Florêncio tem sido um amigo paternal, e estou informado de que me encontro numa escola-hospital criada por aqui, na vida diferente, por afeições das benfeitoras; Dona Chiquinha Rodrigues e Dona Carolina Renoir Ribeiro, que não conheço. Um padre, de nome Cônego Clímaco, me prestou muitos serviços. Meu avô, aqui ao meu lado, é que me determinou:

-“Escreva, meu filho, ao nosso caro netinho porque seu pai não se acha muito melhor que sua mamãe. É preciso dizer a eles para se aprumarem na confiança em Deus. Temos o Antônio Carlos com a esposa e um filhinho e o José precisando da saúde deles, e convém que você se desfaça de qualquer moleza para renovar-lhes a coragem.

Diga a seu pai que o Dr. Alberto Seabra não morreu, e vem tratando da restauração de Helena e, ainda agora, desejamos que isso se faça dito ao amigo Dr. José Gonçalves, de quem o Dr. Seabra se serve muitas vezes para o auxílio aos próximo”.

Pai; estas palavras são de meu avô, no entanto, se posso lhe pedir alguma coisa, rogo-lhe confiança em Deus. O Antônio Carlos está aí conosco e será um companheiro para a sua reintegração no trabalho.

Não julgue que algo nos faltará, Pense, Papai, nos pássaros. Até eles, que parecem criaturas sem rumo certo; possuem vida providenciada por Deus. Perdoe seu filho, se vim tão depressa. Acontece que o regresso não estava em minhas mãos.

Fui colhido de tal modo que uma palha na ventania, talvez pudesse resistir mais do que eu. Entretanto, o seu filho não está morto. Trabalharei; A vida nova me trará novos caminhos. Contemplemos o Céu.

Tanta grandeza verte do alto, que nós humanos não podemos duvidar de que uma porta se nos abrirá para a renovação esperada. Peço ao senhor e à Mamãe muita coragem, e a coragem na fé no poder maior.

Os dias estão passando, mas, nós somos os mesmos brilhando sempre. Estou ainda chocado, mas otimista. A esperança que o senhor e a Mamãe nos cultivaram no coração, está melhorando. Com essa esperança voltada para Deus, venceremos. Aqui, tenho encontrado muitos amigos, no entanto, agora preciso terminar. Aos queridos Antônio Carlos, Milena, e ao pequeno Alexandre, ao José e Isabel, o meu abraço.

O vovô Amaral se faz lembrado com um outro amigo, o irmão Pires de Campos, não sei se Olívio é o primeiro nome. Escrevo aqui de oitiva e não posso me evidenciar, Papai, com seu coração e com a querida Mamãe, o beijo de muito carinho e respeito do seu filho reconhecido.

Luiz Augusto Luiz Augusto Trita. **

“Pranto e júbilo numa só expressão” De nossa entrevista com os pais de Luiz Augusto Trita, na manhã de 27 de maio de 1978, em Uberaba, colhemos os seguinte informes, complementados em carta de 25 de junho de 1979, e dispostos de acordo com a sequência que obedecem no capítulo anterior.

–  “Deixo o coração correr no lápis” -, página psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier, na reunião pública da noite de 25 de março de 1978, no Grupo Espírita da Prece, exatamente a 1 hora da manhã.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 01 de Junho de 2015, 17:31

1) – Meu caro Papai: Sr. Antônio de Moura Trita, distinto comerciante e funcionário de banco aposentado.
2) – Antônio Carlos: o mais velho dos quatro irmãos.
3) – “Quando esbarrei no elevado e compreendi a extensão do choque...”.
– A 31 de dezembro de 1977, vinha Luiz Augusto da casa da namorada e, no Elevado Costa e Silva, em seu Dodge Polara, desciando-se de um Opala, perdeu o controle da direção e foi de encontro a uma Kombi, cujo motorista ficou com ambas as pernas fraturadas. Do Opala, nada mais se soube depois. A senhora mãe de Luiz Augusto, a distinta professora D. Helena Sewaybricker Trita, recolheu, do local do acidente, uma das hastes dos óculos do filho. Talvez por isso, tenha o Espírito se referido ao assunto.
4) – Avô Trita: Antônio Tricta Júnior, nascido em Porto Feliz, Estado de São Paulo, a 8 de abril de 1887, e desencarnado a 31 de dezembro de 1952. Homem público – político -, administrador e agricultor respeitado na região.
5) – Mãezinha Helena: Cf. o ítem 3 acima.
6) – O Professor João Florêncio: Dr. João Florêncio Gomes, nascido em Tatuí, Estado de São Paulo, a 3 de setembro de 1886, e desencarnado a 29 de maio de 1919, era médico famoso, homem ligado à pesquisa científica.
7) – Dona Chiquinha Rodrigues: Sra. Francisca Pereira Rodrigues, nascida em Tatuí, a 4 de maio de 1896, e desencarnada a 9 de outubro de 1966. Educadora, escritora, mulher de muita influência política.
8] – Dona Carolina Renoir Ribeiro: Nascida em Paraisópolis, Estado de Minas Gerais, a 19 de setembro de 1902. desencarnada a 20 de novembro de 1975. Educadora, escritora, diretora de entidade ligada ao ensino.
9) – Um padre, de nome João Clímaco de Camargo, nascido em Tatuí, tendo sido batizado no dia 7 de abril de 1838, e desencarnado a 31 de maio de 1905. Era cônego honorário de São Paulo. Deputado Provincial, famoso pela sua caridade e humildade.
10) – Temos o Antônio Carlos com a esposa e um filhinho, a Isabel e o José precisando da saúde deles...” – O Espírito se refere à D. Milena Vernareccia do 1 Amaral, atualmente, D. Milena do Amaral Trita, esposa do Dr. Antônio Carlos Trita, distinto engenheiro e nosso conhecido do pitem 2. O filhinho do casal – Alexandre -, na época da entrevista com três anos de idade. José Fernando – 3o . Irmão do Espírito comunicante, estudante de Engenharia. Isabel Trita –a sua irmã caçula, então com 16 anos de idade.
11) – “Diga a seu pai que o Dr. Alberto Seabra não morreu...”. – Tratase do famoso escritor, cientista ligado à pesquisa homeopática; médico e psiquiatra espiritualista.
12) - Vovô Amaral: Bisavo – Benedito do Amaral, nascido em São Paulo, a 22 de junho de 1897, e desencarnado a 5 de dezembro de 1968. Comerciante e esportista filiado à Federação Paulista de Futebol.
13)- “O irmão Pires de Campos, não sei se Olívio é o primeiro nome”. – Dr. Ovídio Pires de Campos, nascido em Tatuí, a 8 de maio de 1884, e desencarnado a 3 de julho de 1950. Médico famoso, Diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, membro da Academia Nacional de Medicina e da Sociedade Brasileira de Neurologia; Diretor-Presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro e de outras importantes entidades científicas. Foi instituída na segunda Clínica Médica do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e Medalha de Outro Professor Ovídio Pires de Campos.

Conclusões:

1) Luiz Augusto Trita; nasceu em São Paulo, Capital, a 9 de agosto de 1954, aí desencarnando a 31 de dezembro de 1977. Cursava o 4 o. Ano de Engenharia Mecânica, na Faculdade Mauá, em São Bernardo do Campo, Estado de São Paulo.

Quando perdeu um amigo, em acidente de moto, campeão brasileiro de pólo aquático, Luiz Augusto, que não apreciava os velórios, não compareceu ao do amigo, limitando-se lhe ir ao enterro. Na ocasião, chegou a afirmar que a morte chegava sempre na hora certa; que acreditava numa Vida Maior; que possivelmente para quem partia, a morte por acidente seria o melhor tipo, para o qual se julgava preparado.

Era estudioso e resposável ao extremo. Vendo-o estudar, a senhora sua mãe como que tinha certeza de que ele não se formaria e nem chegaria a se casar. Quando ele fez o vestibular, a ansiedade materna atingiu limites inimagináveis, por causa do estranho pressentimento. Era um rapaz sincero e leal.

2) – Vovô Amaral, o bisavô de Luiz Augusto, era um comerciante modesto, simples. Alimentava amizade com o Professor Dr. Pires de Campos. Nas horas vagas; grande esntusiasta do futebol, atuava como juiz nas partidas entre os grupos de médicos, na Faculdade de Medicina, tornando-se grande amigo deles, principalmente daquele que era detentor de renome internacional.
3) – Segundo o Sr. Antônio de Moura Trita, Dona Chiquinha Rodrigues e o Vovô Trita, quando na Terra, eram rivais políticos. Hoje, como vimos, ambos, no Mundo Espiritual, se encontram juntos, trabalhando na Seara do Bem.

E, deste modo, mais uma vez; chegamos à conclusão de que, com efeito, a vida continua e, tanto aqui quanto lá, desce sobre nós, a Misericórdia Divina a nos insuflar esperança, alegria e reconforto, inundando-nos de luz e paz.

Luiz Augusto Trita.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 01 de Junho de 2015, 20:27

(https://www.pragmatismopolitico.com.br/wp-content/uploads/2014/11/stuart-angel.jpg)


Carta de Stuart Edgard Angel Jones à sua mãe.
(Zuzu Angel)

"Mãe, você me pergunta se eu acredito em Deus e eu te pergunto, quê Deus?

Tem sido minha missão te mostrar Deus dentro do homem pois somente no homem ele pode existir. Não há homem pobre ou insignificante que pareça ser, que não tenha uma missão.

Todo homem por si só influência a natureza do futuro. Atravéz de nossas vidas nós criamos ações que resultam na multiplicação de reações. Esse poder, que todos nós possuímos, esse poder de mudar o curso da história, é o poder de Deus.

Confrontado com essa responsabilidade divina eu me curvo diante do Deus dentro de mim."

- Stuart Edgar Angel Jones.

Comentário: Muito profundo este pensamento de Stuart. Creio que temos uma missão e o poder de Deus em nossas vidas para o curso da história. Este é um pensamento que me toca profundamente e me deixa muito introspectivo pensando em minha missão no mundo.

O texto também me faz conhecer a história de Zuzu Angel, que lutou com todas as suas forças para ter o corpo de seu filho perto de si, o que infelizmente não foi possível pela crueldade dos torturadores travestidos de militares.

Na verdade eram monstros porque não tinham alma e nem coração. Eram bestas feras que pensavam no "bem" da pátria. Zuzu Angel deixou uma lição de amor - uma amor infindável pelo seu filho.

(Blog desconhecido.)



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 02 de Junho de 2015, 01:49




(https://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/a/af/Cassia_Eller.jpg)


Se eu disser para vocês que o inferno existe, acreditem, pois eu estava mergulhada nele, de corpo e alma, num espaço sombrio e frio, bem interno do ser, dos pés à cabeça, sem tempo, sem luz, nem descanso e afogava-me, a cada segundo, num oceano de matéria viscosa que roubava até minha ilusória alegria...

Naquele lugar não havia luz, somente nuvens cinza e chuvas com raios e trovões, gritos estridentes e desesperados, gemidos surdos, pedidos de socorro, lágrimas, desalento, tristeza e revolta...

Preciso descrever mais as cenas dantescas de animais que nos mastigavam e, em seguida, nos devoravam sem consumir nossos corpos; se é que posso dizer que aquilo, que sobrou de mim, era um corpo humano.

Queria fugir para bem longe dali, mas tudo em vão, quanto mais me debatia no fluido grudento, mais me afundava e, quando alcançava, de novo, a superfície apavorante, mãos e garras afiadas faziam-me submergir naquele líquido pastoso e mal cheiroso.

Dragões lançavam chamas de suas bocas sujas e nos queimavam, machucando e estilhaçando a pouca consciência que me restava da lembrança de minha estada no corpo físico, neste planeta azul.

—  Guardiões das trevas olhavam atentos seus presos e vigiavam todos os movimentos realizados naquele imenso espaço de sofrimentos:

●  Dores,
●  Lamentos,
●  Angústias,
●  Depressões,
●  E arrependimentos tardios...

O ar era ácido e provocava convulsões diversas.
Perguntava-me porque ali estava se nada fizera por merecer tão infeliz destino, depois de ser expulsa do corpo de carne através do uso maciço de drogas.

A dúvida assaltava-me os raros momentos de raciocínio menos desequilibrado e as crises de abstinência trancavam todas as portas que dariam acesso à saída daquele campo de penitência de espíritos rebeldes e viciados como eu.

—  Os filmes de horror que assisti, quando encarnada, estariam ainda muito distantes dos:

●  Pânicos,
●  Pavores,
●  Temores,
●  E padecimentos...

... Que ficariam para sempre registrados na minha memória mental.

—  Os piores dias que vivi até hoje, como joguete e marionete de forças que me escravizavam:

●  Suja,
●  Fraca,
●  Carente,
●  Chorosa,
●  Debilitada,
●  Desprovida de energias...       

... Não me lembrava do que acontecera comigo...

Quando o medo é maior que as necessidades básicas, a mente fica encarcerada num labirinto hipnótico e "torporizante" de emoções truncadas e desconectadas da realidade...

Assemelha-se a um pesadelo sem fim, sempre com final trágico e apavorante.

Quando conseguia conciliar um pequeno tempo de sono...

—  Era imediatamente desperta por seres que me:

●  Xingavam,
●  Insultavam,
●  Acusavam-me de suicida maldita,
●  E jogavam-me lama misturada com pedras...

Insetos e anfíbios ajudavam a traçar o perfil horrendo dos anos que passei no umbral.

Preciso escrever estas palavras para nunca mais me esquecer:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "Com o fenômeno da morte, nós não vamos para o umbral, nós já estamos no umbral quando tentamos forjar as leis maiores da criação com nossas más intenções e tendências viciantes".

Tudo fica registrado num diário mental que traça nosso destino futuro, no bem ou no mal.

O umbral não fora criado por Deus, ele é de autoria dos espíritos que necessitam de um autêntico e genuíno estágio educativo em zonas inferiores...

Onde poderão se depurar de suas construções aleijadas no campo dos sentimentos e dos pensamentos disformes, mal estruturados e mal conduzidos por nossa irresponsabilidade, de mãos dadas com a imensa ignorância que nos faz seres infelizes e distantes da tão sonhada paz de consciência.

Após alguns anos umbralinos... Despertei numa tarde serena, num campo verdejante e calmo. Não acreditava no que via, pois tudo, agora, parecia um sonho...

Percebi, ao longe, o canto de uma ave que insistia em acordar-me daquele pesadelo no qual já me acostumava a viver; a morrer todos os dias...

Seu canto era uma música que apaziguava meu coração e aguçava meus pensamentos na lembrança de como fui parar ali naquele campo gramado e repleto de árvores.

Consegui sentar-me na relva e ao olhar todo aquele espaço natural, deparei-me com milhares de outros seres como eu, nas mesmas condições de debilidade moral, usufruindo, agora, de um bem que não merecia, mas vivia!

Todos nós dormíamos e fomos despertos com música e preces em favor de todos os presentes...

A maioria era de jovens e adultos, poucos idosos e centenas de enfermeiros que olhavam atentos para nossos movimentos no gramado.

Com seus olhos serenos, projetavam em nós a mansidão e a paz tão esperadas por nossos corações enfermos, débeis e carentes de atenção, de afeto e carinho.

Alguém me tocava, de leve, os ombros e chamava-me pelo nome, como se me conhecesse há muito tempo. Eu identifiquei aquela voz e "temia" olhar para trás e confirmar minha impressão auditiva...

– Era cazuza todo de branco, como lindo enfermeiro, de cabelos cortados bem curtos e estendia suas mãos para que eu levantasse, caminhasse e conversasse um pouco em sua companhia.

Não consegui me levantar, porque uma enxurrada de lágrimas vertia dos meus olhos, como nascente de rio descendo a montanha das dores que trazia no peito.

Meu ídolo ali estava resgatando e cuidando de sua fã, debilitada e muito carente. Ele cantou pequena canção e tive a capacidade de avaliar o que Deus havia reservado para aqueles que feriam suas leis e buscavam consolo entre erros escabrosos e desconcertantes.

A misericórdia divina sempre conspira a nosso favor, nós desdenhamos do amor divino com nossas desatenções e desequilíbrios das emoções comprometedoras, que arranham e esmagam as mais puras sementes depositadas no ser imortal. Aprendi palavras boas!

—  Somente agora enxergo que sou espírito e que a vida continua e precisa seguir o curso natural das existências, como na roda-gigante:

●  Hora estamos aqui no alto;
●  Hora estamos aí embaixo encarnados.

Daqui de cima, parece ser mais fácil compreender porque temos de respeitar as leis e descer num corpo físico – para, igualmente, quando aí estivermos, conquistarmos, pelo trabalho no bem, a lucidez que explica porque há a reencarnação, filha da justiça divina.

Após um tempo no campo reconfortante, fui reconduzida para um hospital onde me recupero até hoje dos traumas e cicatrizes que criei no corpo do perispírito.

As lesões que provoquei foram muito graves, (ex, muitas tatuagens)...

—  Passei por várias cirurgias espirituais e soube que minha próxima encarnação será dolorosa e expiarei:

●  Asma,
●  Tuberculose,
●  E deficiência mental.

Mesmo assim, estou reunindo forças para estudar, pois sempre guardamos, no inconsciente, todos os aprendizados conquistados.

Reencarnarei numa comunidade carente no interior do brasil e passarei por muitos reveses, para despertar em mim o valor da vida do espírito na pobreza e na doença crônica.

Peço orações e a caridade dos corações que já sabem o que fazem e para onde desejam chegar. Invistam suas forças e energias espirituais em trabalhos de auxílio ao próximo e serão, naturalmente, felizes.

Obrigada por me aceitarem como necessitada que sou!
Cássia Eller.

Lar de Frei Luiz.
2ª feira – 11/05/2015.
Espírito: Cássia Heller.
Médium: José Helenio.


 
Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 03 de Junho de 2015, 03:08


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1174.gif)

Estou vivo e com muita vontade de melhorar

Querida mamãe, meu querido pai, querida maria josé e querida nádia. Estou em oração, pedindo para nós a bênção de deus. Não posso escrever muito, venho até aqui, com meu avô henrique, só para lhes pedir resignação e coragem.

É preciso nos lembremos de Deus, nos acontecimento da terra. Não sei bem falar sobre isso, estou aprendendo a viver por aqui, embora já saiba que saí daqui mesmo para nascer com meus entes queridos, na terra.

Peço-lhes não recordar a minha volta para cá, criando pensamentos tristes. O josé divino e nem ninguém teve culpa em meu caso.

Brincávamos a respeito da possibilidade de se ferir alguém, pela imagem no espelho; e quando eu passava à frente de minha própria figura, refletida no espelho, sem que o momento fosse para qualquer movimento meu, o tiro me alcançou, sem que a culpa fosse do amigo, ou minha mesmo.

O resultado foi aquele. Hospitalização de emergência, para deixar o corpo longe de casa. Se alguém deve pedir perdão, sou eu, porque não devia ter admitido brincar, ao invés de estudar.

Mas meu avô e outros amigos me socorreram e fui levado para anápolis, para ser tratado por uma enfermeira que dirige uma escola de fé e amor ao próximo, que nos diz ser a irmã terezona, amiga das crianças.

Soube que ela conhece meu avô e nossa família, sendo agora uma benfeitora, que preciso agradecer e mencionar. Quanto ao mais, rogo à nádia e à maria josé, minhas queridas irmãs, para não reclamarem e nem se ressentirem contra ninguém. Estou vivo e com muita vontade de melhorar

Queridos pais, tudo acontece para o nosso bem e creio que seria pior para mim se houvesse enveredado pelos becos dos tóxicos, dos quais muito pouca gente consegue voltar sem graves perdas do espírito.

Estou com saudades, mas estou encarando a situação com fé em deus e com a certeza de um futuro melhor. Recebam; querido papai e querida mamãe, com as nossas queridas nádia e maria josé, e com todos os nossos, um abraço de muito carinho e respeito, do filho que lhes pede perdão pelos contratempos havidos.

Prometendo melhorar, para fazê-los tão felizes quanto eu puder, sou o filho e o irmão saudoso e agradecido. Maurício garcez henrique

“A Bênção de Deus” da página recebida apelo médium Francisco Cândido Xavier, em reunião pública, a 27 de maio de 1978, em Uberaba, transcrevamos, leitor amigo, apenas as seguintes notas elucidativas, que a acompanharam, no anuário espírita 1979 (1):

Maurício Garcez Henrique.

● 1- Maurício Garcez Henrique – nascido em goiânia a 19/12/60. Filho de José Henrique e Dejanira Garcez Henrique. Iniciou sua vida escolar no colégio padre donizete, frequentando posteriormente o sesc de campinas, o instituto lúcio de campinas, o colégio estadual assis chateaubriand e concluíndo o curso ginasial castelo branco, em dezembro de 1975.

Em 1976, quando desencarnou a 8 de maio, preparava-se para o vestibular no curso intensivo do colégio carlos chagas. Sua breve e saudosa passagem terrena foi caracterizada por uma personalidade extremamente carinhosa, alegre e saudável, marcada por uum espírito caridoso e de profunda compreensão da igualdade de todos.

● 2- Nádia Conceição Henrique e Maria José Henrique – irmãs de maurício.
● 3- vovô Henrique – Apolinário Henrique. Avô paterno de Maurício, já desencarnado.
● 4- Terezona – Maria Tereza de Jesus: fundou em anápolis a Romaria de São Bom Jesus da Lapa nos idos de 1913.

Segundo informações colhidas com o avô materno de Maurício, sr. Humberto Batista, que conheceu pessoalmente terezona, ela realmente se dedicava em auxiliar às crianças. ** nota: (1) – anuário espírita 1979, ide, araras, sp, pp. 85-87. **


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 04 de Junho de 2015, 00:43

(https://www.blogodorium.com.br/wp-content/uploads/frases-de-chorao-do-charlie-brown-jr.jpg)

O vocalista da banda Charlie Brown Júnior

● Poeta, 
● Cineasta,
● Roteirista,
● Empresário,
● E Compositor...

... Conhecido como Chorão, desencarnou há dois anos de overdose de cocaína.


(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/SgBLJEepsKI/AAAAAAAAGwA/4QWXfiXVkZ8/s400/barra30.gif)

Voltei aos quintos dos infernos
Enlouquecido pelas drogas,
Com padecimentos internos
Que nem a morte derroga.

(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/SgBLJEepsKI/AAAAAAAAGwA/4QWXfiXVkZ8/s400/barra30.gif)

Hoje de mil tormentos padeço
Deles não me livrou a morte,
Por isso aqui e agora peço
Que orem para que eu seja forte.

(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/SgBLJEepsKI/AAAAAAAAGwA/4QWXfiXVkZ8/s400/barra30.gif)

Durmo hoje como um mineral
Sonhando me sinto vegetal,
Desperto pareço um animal
Deixei de ser um Ser hominal.

(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/SgBLJEepsKI/AAAAAAAAGwA/4QWXfiXVkZ8/s400/barra30.gif)

Regredi no tempo e no espaço
Meu ser a droga desfigurou,
Só o que ela quer eu faço
Já não sei quem de fato sou.

(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/SgBLJEepsKI/AAAAAAAAGwA/4QWXfiXVkZ8/s400/barra30.gif)

Assim é que aqui e agora
Comigo combate eu travo,
Pedindo em prece a toda hora
Que eu não seja mais escravo.

(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/SgBLJEepsKI/AAAAAAAAGwA/4QWXfiXVkZ8/s400/barra30.gif)

E liberto desse vício demoníaco
Mais pesado que qualquer cruz,
Que me faz sentir um maníaco
Desprovido de paz e luz.

(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/SgBLJEepsKI/AAAAAAAAGwA/4QWXfiXVkZ8/s400/barra30.gif)

Sem pátria, família, nem Deus
Imploro mesmo sem devoção,
Que Jesus amenize os sofrimentos meus
E tenha compaixão desse CHORÃO.


A psicografia recebida pelo médium Eduardo Fructuoso, do Lar Frei Luiz de Jacarepaguá (RJ) traz o depoimento do cantor contando sua atual situação de dor e sofrimento.

Enviado em 7 de abril de 2015 ●  No programa: Nova Consciência ●  Publicado por Rádio Boa Nova ●  Escrito por Jether Jacomini Filho.

* 9 de abril de 1970.
6 de março de 2013.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 04 de Junho de 2015, 04:05


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1172.gif)

Eu quero lhe pedir para não chorar

Minha mãe, minha amada mãezinha Ebe. Eu quero lhe pedir para não chorar. As suas lágrimas são como chamas de dor no meu coração. Eu tenho aqui a minha amada bisavó Tina e o nosso bisavô Amadei, que estão comigo.

Fique tranquila, Deus está conosco. À senhora e ao meu pai, um beijo do seu filho. Alberto Corradi **

Deus está conosco.

Sobre a mensagem psicografada pelo médium Xavier, em Italiano, na noite de 16 de março de 1979, ao final da reunião pública do Grupo Espírita da Prece, sito à Av. João XXIII, no. 1495, em Uberaba, Minas Gerais, limitemo-nos aos dados principais, colhidos pelo confrade Sr. Ayrton Gouvêa, logo após a recepção da página mediúnica.

1- Alberto Corradi, nasceu em Torino, Itália, a 13 de outubro de 1958, e aí desencarnou, em consequência de desastre com motocicletas, a 3 de maio de 1978. Era responsável pelos computadores, na firma de seus pais, tendo sido, sempre, um rapaz trabalhador.

2- Sr. Roberto Corradi e D. Ebe Amadei Corradi; pais de Alberto, residentes em Torino (Corso Sebastopoli – Torino – Itália).

D. Ebe veio a Uberaba, especialmente, em busca de conforto para o coração ulcerado. E, conforme observou o ilustre confrade que a entrevistou, encontrou ela, com a página recebida pelo médium Chico Xavier, o bálsamo de que necessitava, prontificando-se a nos fornecer todo o material necessário à divulgação do fato.

3- Avós paternos de Alberto; Sr. Vittorio Amadei e D. Tina Amadei, nomes que o médium desconhecia por completo.

4- Avós paternos; Sr. Athos Corradi e D. Cesarina Corradi.

** Cargas de razão tinha o inesquecível Professor J. Herculano Pires ao afirmar, num dos seus últimos livros (1), que “o ato mediúnico normal é uma segunda ressurreição”.

Onde encontraria D. Ebe, senão através dos canais medianímicos, a certeza de que seu filho continua vivo, e que o episódio da motocicleta não passou de prova simultânea para o Espírito de Alberto e os de seus pais? Alberto Corradi está mais do que certo quando pede a genitora para não chorar, afirmando que Deus está conosco.

Alberto Corradi.

Que a lição deste jovem possa nos calar fundo nos corações, a fim de que referenciemos, cada vez mais, a Jesus, reverenciando a Allan Kardec que nos disciplinou o intercâmbio com o Mundo Espiritual, provando, de forma irrefutável, que a Morte não existe.

** NOTA: (1) – Herculano Pires, Mediunidade (Vida e Comunicação) – Conceituação da Mediunidade e Análise Geral dos seus Problemas Atuais, Edicel, São Paulo, 1 a edição, 1978.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 04 de Junho de 2015, 04:26

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1168.gif)

Ele falou a verdade

Eu não soube aproveitar esta maravilha que Deus me deu. Como me arrependo pelo que fiz com essa vida que era tão linda.

Como eu pude fazer o que fiz?

Ele tem toda a razão do mundo, eu aqui estou e posso te assegurar, sim ele tem a verdade com ele. Esta canção que gravei é lindíssima, fala de Jesus de Nazaré, tu és o Cristo filho de Deus.

Quanta ternura em teu olhar. Quanta felicidade eu sinto neste momento em poder ouvir e cantar com vocês esta linda música que eu sempre tinha em meu repertório artístico, na quela época anos 70 anos 80.

Amei muito a meu modo, não fui bem compreendido, tinha uma linda família esposa Vanuza, Aretha minha querida. Quanta saudade sinto, posso sempre estar com elas, mas não é a mesma coisa que estar junto, poder toca-las senti-las.

Agora já passou!

Tenham este relato meu como uma orientação para que vocês não cometam esses erros que depois não existe como consertar, e então o que resta é somente arrependimentos e grandes saudades.

A se eu pudesse voltar ao passado, mas agora eu sei, quem sabia menos das coisas, sabia muito mais que eu.
 
Antônio Marcos.
Psicografia de Júlio Amaral.
04/09/12 00:40h.

(Desconheço a fonte)



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 04 de Junho de 2015, 21:06

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1188.gif)

Psicografia de um Anencéfalo

Inicialmente, lembramos que anencéfalo, embora seja considerado sem cérebro, na realidade é portador de um segmento cerebral estando faltante regiões do cérebro que impossibilitarão sua sobrevivência pós-parto.

A fim de colocarmos a visão espírita sobre este importante problema, exemplificaremos com um caso real. Usaremos nomes fictícios.

João e Maria, eram casados há 2 anos. A felicidade havia batido à sua porta. Maria estava grávida.

Exultantes procuraram o médico obstetra para as orientações iniciais. Planos mil ambos estabeleceram. Ao longo dos meses, no entanto, foram surpreendidos, através do estudo ultrassonográfico, da triste notícia de que seu bebê era anencéfalo.

Ao serem informados caíram em prantos ao ouvirem a proposta do obstetra lhes oferecendo o abortamento.

Posicionaram-se contrários explicando sua visão espírita:

— Trata-se de um ser humano que renasce precisando de muito amor e amparo.
— Nós estaremos com nosso filho (a) até quando nos for permitido.

— Mas, esta criatura não vai viver além de alguns dias ou semanas na incubadora disse o obstetra.
— Estamos cientes, mas até lá seremos seus pais.

Guardavam, também, secretamente, a esperança de que houvesse algum equívoco de diagnóstico que lhes proporcionasse um filho saudável.

Durante nove meses dialogaram com seu bebê, intra-útero. Disseram quanto o (a) amavam. Realizaram, semanalmente, a reunião do Evangelho no Lar, solicitando aos mentores a proteção e amparo ao ser que reencarnava.

Chegara o grande momento. Em trabalho de parto, Maria adentra a maternidade com um misto de esperança e angústia. A criança nasce; o pai ao ver o filho sofre profundo impacto emocional tendo uma crise de lipotímia. O bebê anencéfalo sobrevive na incubadora com oxigênio, 84 horas. Há um triste retorno ao lar.

Passam-se aproximadamente dois anos do pranteado evento. João e Maria, trabalhadores do instituto de cultura espírita de sua cidade, frequentavam na mencionada instituição, reunião mediúnica.

Quando uma médium em desdobramento consciente informa ao coordenador do grupo:
— Há um espírito de uma criança que deseja se comunicar.

Responde o dirigente.
— Que os médiuns facilitem o transe psicofônico para a atendermos.

— Após alguns segundos, uma experiente médium dá a comunicação:
— Boa noite, meu nome é Shirley venho abraçar papai e mamãe.

— Quem é seu papai e sua mamãe?
— São aqueles dois - disse apontando João e Maria.

— Seja bem vinda Shirley, muita paz! que tens a dizer ?
— Quero agradecer a papai e mamãe todo o amor que me dedicaram durante a gravidez, sim, eu era aquele anencéfalo.

— Mas você está linda agora.
— Graças às energias de amor recebidas, graças ao Evangelho no Lar, que banharam meu corpo espiritual durante todo aquele tempo.

— Como se operou esta mudança?
— Tive permissão para esta mensagem pelo alcance que a mesma poderá ter a outras pessoas. Eu possuía meu corpo espiritual muito doente, deformado pelo meu passado cheio de equívocos.

— Fui durante nove meses envolvida em luz. Uma verdadeira cromoterapia mental que gradativamente passou a modificar meu corpo astral (perispírito).

— Os diálogos que meus pais tiveram comigo foram uma intensa educação pré-natal que muito contribuíram para meu tratamento. Eu expiei, no verdadeiro sentido da palavra. Expiar é como expirar, colocar para fora o que não é bom.

— Eu drenei as minhas deformidades perispirituais para meu corpo físico e fui me libertando das minhas deformidades. Como meus pais foram generosos. Meu amor por eles será eterno.

— Por que estás na forma de uma criança, já que te expressas tão inteligentemente?
— Porque estou em preparo para o retorno. Dizem meus instrutores que tenho permissão para informar. Meus pais tem o merecimento de saber. Devo renascer como filha deles, normal, talvez no próximo ano.

Após dois anos renasceu Shirley, que hoje é uma linda menina de olhos verdes e cabelos castanhos, espírito suave e encantador.

Fraternalmente.
Ricardo Di Bernardi.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 05 de Junho de 2015, 04:22


(http://natv.ig.com.br/wp-content/uploads/2011/06/gus.jpg)


Carta do filho de Nair Belo

—  "Querida mamãe, meu pai, este é o momento do Mané criança e preciso pedir a bênção. Não sei muito bem como escrever aqui. A sala iluminada, muita gente, e o menino aqui, lembrando as provas do colégio.

Se a memória não estiver funcionando corretamente, já sei que não consigo o que desejo. Acontece, porém, que tenho bons amigos, auxiliando-me a grafar esta carta.
 
Creiam vocês, a rapidez da escrita, o tipo da letra em grande parte pertencem a eles, à Vovó Maria e ao nosso amigo Dr. Trajano, mas o que escrevo, o que passo nas linhas caprichosas do lápis não é cola nem sopro de outras inteligências.
 
Mãezinha, é hora de chorar com vocês e afirmar que os sentimentos são meus mesmo, são de seu Manoel caladão, enfeitado de tantas idéias próprias e de tantas teimosias que fui até onde a rebeldia e a falta de comunicação me levaram.
 
Já sabemos de tudo. Papai foi mais forte, naquele dezembro que estourava com a nossa certeza de uns dias de recreio e bons papos com os nossos de Limeira, quando você, mamãe, fazia tantos planos diante de nós, para ver se descansava de suas lutas no trabalho, eis que o Mané não achou a pedra no caminho, mas encontrou um tronco forte que me pôs a cabeça incapaz de pensar.
 
Mãezinha e meu pai, fiz tudo para levantar o corpo, mas creio que o choque me alterou a circulação. Não estamos na hora de saber se rebentei alguma artéria importante ou se abri torneiras de sangue na cabeça intracrânio (vamos criar uma palavra que me ajude a recordar), mas o que é certo é que sou trazido até aqui para consolar-nos, uns aos outros.
 
Erguer-me não pude, falar muito menos, tive apenas a sensação de que caía num sono contra minha própria vontade. E creiam vocês dois que pensei em ambos do mesmo modo que pensei em Deus naqueles momentos em que me apagava devagar. Tanto desejo de sair, buscar algum telefone e contar que fora vitima de um acidente.
 
Mamãe, isso tudo eu pensei com tantas saudades de você. Naquela hora precisava de sua alegria e de sua palavra para suportar o tranco, mas sem saber rezar, em silêncio, pedi a Deus nos abençoasse e não deixasse você e meu pai acreditarem em suicídio.

Às vezes, o Mané casmurro que eu era, falava em mundo difícil de agüentar e fazia alguma referência que pudesse dar a idéia de que, algum dia, ainda forçaria o portão de saída da Terra.
 
Mas estejam convencidos de que o carro deslizou sem que eu pudesse controlá-lo. A visão não estava claramente aberta para mim, porque sentia em torno uma névoa grossa e a manobra infeliz veio fatal e com tamanha violência que a idéia de suicídio não devia vir à baila.
 
Isso tudo, eu compreendi muito depois, porque naquele instante estava pensando em Natal e em nossa viagem a Limeira. Não sei se recordam que eu demonstrava uma certa indecisão entre acompanhar a família ou ficar em nossa casa. Mas isso tudo era só de mentirinha porque, no fundo, eu queria seguir com todos.
 
Mas eu que, às vezes, falava na morte, não sabia que ela me espreitava assim tão perto. Caí, sem querer, num sono violento no qual me pareceu estar num poço muito profundo, à espera de que me libertassem, conquanto não me fosse possível gritar por socorro.

Por fim, sonhei, como um pesadelo, que me carregavam para o hospital e escutei, mamãe, o seu choro abafado. As vozes baixas no sonho eram ainda mais baixas, Senti o cheiro de remédios e escutei o ruído de instrumentos como se penetrando em meu cérebro.

O sonho era demorado, um sonho em forma de pesadelo, daqueles que a gente quer acordar sem poder, mas depois veio um sono silencioso, como se tudo houvesse acabado, o mundo e eu.
 
Despertei não sei quando até hoje, e me senti à vontade, pedindo pela presença de meu pai para conversar. Queria preparar com ele um modo de atenuar os sustos em casa e sempre com a idéia fixa na viagem do Natal.

Foi quando minha avó Maria e outra a quem ela deu o nome de dona Maria Angélica de Vasconcelos, me animaram para o conhecimento da verdade. A realidade é que eu estava completamente boiando no caos. Não conhecia ninguém.
 
Elas me apresentaram a dois senhores, que se identificaram como sendo o Dr. Trajano de Barros e meu bisavô Souza e depois trouxeram um sacerdote amigo e paternal que me disse conhecer-nos a todos.

Tive a idéia de que o grupo se compadecia de minha ignorância, mas o sacerdote encontrou um caminho para abordar-me:
 —  ‘Pois você, Manoel, nunca ouviu falar em casa de seu bisavô a história de Frei João, aquele que pretendia curar febres com o suco de limas?
 
Ele perguntou com um sorriso tão luminoso e tão amigo que meu espanto diminuiu.

Se eu estava vendo o frei João, de Limeira, eu estava entre os mortos ou entre os vivos de outra espécie e perguntando à minha avó Maria sobre isso, com o olhar ela me respondeu:
—  “É verdade, meu filho, a casa de Irineu e de Nair agora é a nossa aqui para você. A morte não existe. Você apenas voltou aos seus. Tínhamos muitas saudades de você também”.
 
Aquilo me cortou o coração. E mamãe? Ela me informou que você e meu pai, com os irmãos, estavam com a bênção de Deus e que eu não devia rebelar-me contra o acontecido. Mamãe, não adiantaria qualquer resposta agressiva de minha parte…
 
Então chorei como se nunca mais fosse a situação em que a morte nos colocava diante daqueles que mais amamos. As emoções me agravaram a condição de doente e debati-me numa febre que perdurou muito tempo. Febre em que a via alucinada de dor, com meu pai procurando reconfortá-la.

Quem disse que a morte liquida tudo estava muito enganado.

Nas alucinações ouvia os seus pensamentos:
—  “O que terá você feito, filho? Manoel, conte para sua mãe a verdade! Fale se você não mais nos quis!”
 
E eu respondia explicando o acidente, mesmo cansado e abatido como estava via meu pai sofrer calado para não aumentar a tristeza em casa e ouvia os irmãos falando em festas de Natal e Ano Novo, com algumas pontas de ironia de quem não compreende a presença do sofrimento, nas horas em que mais pensamos em Deus.
 
Mas, melhorando, comecei a temer por você, Mãezinha. Sua alegria parecia morta, seu coração dava a idéia de uma noite fria e sem estrelas. Você pensava se valeria a pena ficar na Terra sem seu Mané casmurro.

E tanto amor extravazava de seu coração para o meu, embora as distâncias de Espaço que não existem para os que se amam que, o teimoso de sempre, inclinei-me para a idéia de Deus e comecei a pedir por sua alegria e por sua vida.

Papai e os nossos não poderiam ficar sem você e você não poderia vir antes do momento marcado. Pedi e pedi tanto, que um amigo apareceu com a vovó Maria e se identificou por Oduvaldo.

Era o nosso amigo Oduvaldo Viana que me disse:
—  “Você pode estar sossegado. Nair é mais corajosa do que você pensa e nós vamos organizar a peça em que sempre desejei ver sua mãe mostrar o talento que lhe conheço”.
 
Depois de algum tempo, passei a vê-la no espelho de minha visão ocupada com o teatro e Oduvaldo com muitos amigos auxiliando-a. Mãezinha, eu sabia que isso ia dar certo, porque você foi sempre a rainha do trabalho.

Serviço nunca lhe deu medo e foi com muitas lágrimas de alegria que fui levado para abraçá-la em sua volta ao palco de paz e alegria. O trabalho diminuiu nossas penas, papai ficou mais calmo ao vê-la mais serena e toda a família reanimou-se. Perdoem-me se me estendi tanto. Não tenho pretensões de sintetizar.
 
Isso é para os escritores que burilam as palavras e as frases, como os ourives fazem com as pedras preciosas. Aqui, mamãe, é só o coração do filho para tranqüilizá-los.
 
Estou bem. Estou em outras faixas e agora menos introvertido. Estou aprendendo aquela ciência em que você e meu pai sempre me quiseram bem formado, a ciência do diálogo.

Estou aprendendo a sair de mim mesmo e a ouvir para responder certo. Penso que consegui o que desejava: sossegar meu pai e minha mãe, acerca do acidente de que fui vítima.
 
Papai está com excelentes estudos sobre a vida da alma. Quando você, mamãe puder fazer o mesmo, isso será muito bom. Eu teria chegado aqui mais escovado se tivesse alguma preparação sobre os meus novos assuntos.
 
Abraços na turma toda, começando por Aparecida e continuando nos irmãos. Diga, mamãe, a eles todos que estou melhor e com boas notas de renovação. Desejo a todos uma vida longa e muito feliz.
 
Obrigado, mamãe, por seus gestos de caridade pensando em mim. Esse agradecimento é extensivo ao meu caro papai. Minhas saudações aos seus e nossos companheiros de trabalho, especialmente aos que vieram com vocês até aqui. Um abração para todos de São Paulo e Limeira e vice-versa.
 
Agora, peço-lhes que me abençoem com alegria. Mamãe, creio que principalmente você e eu já nos cansamos de chorar. Coloque a sua alegria em nossa vida como sempre.

Seja sempre a nossa Nair Belo, que nós seguíamos atentos em tudo de bom e belo que a sua arte produz.
 
Meu abraço aos dois, a você e a meu pai, com um beijo do filho cada vez mais reconhecido e sempre mais filho de vocês pelo coração e com todo o coração do Mané".
 
Manuel Francisco Neto.
psicografada pelo Chico Xavier.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 06 de Junho de 2015, 01:17


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1200.gif)

Filho de Volta

Mãe querida, meu Pai; peço para que me abençoem. Tudo está claro diante da memória.

Havia regressado do Clube, sem haver cometido qualquer extravagância. Estava sóbrio, pensando, pensando... À noite de alegria não me alcançara o espírito e retirei-me, de volta a casa. Queria descanso, paz.

O cérebro era um turbilhão de sombras, como se essas sombras estivessem esbraseadas por chamas de idéias contraditórias que me turvavam o discernimento.

Muitas vezes, nos dias que antecederam o meu gesto impensado, imaginara que a vida não era um campo adequado para mim. As lições dos tempos de menino me freiavam os impulsos. O anseio do fim para os meus conflitos de rapaz chegara, naquela noite, ao ponto mais alto.

Queria os companheiros e sentia sede de solidão ao mesmo tempo. Voltei com a certeza de que mantinha o controle de meus próprios pensamentos, ignorando que forças diferentes se impunham ao meu cérebro. Não quero dizer que me via sem responsabilidade, à maneira de um barco sem remo e sem direção.

Minha parte de recursos mentais em qualquer decisão era uma faixa muito grande que poderia movimentar, em meu próprio auxílio.  Mas, exagerava os meus obstáculos de rapaz inexperiente e isso punha em risco o governo da minha própria vontade.

Entrando em casa, lembro-me perfeitamente que a televisão apresentava outra festa. Era um concurso de misses, que interessava à nossa querida Ipe. Eu que saíra de um ambiente de alegria calma, encontrava outro de carinho tranquilo, em que o tom festivo comandava as manifestações.

Pensei na senhora, Mamãe; refleti no papai, meditei na vida e somei todas as minhas inquietações, conseguindo certa média errada.

—  Não coloquei as bênçãos que eu possuía na conta em que me isolava por dentro e agi, como quem não tem abençoado carinho:

●  Não visse o céu,
●  Nem sentisse o ar puro,
●  Não admirasse a Natureza
●  E nem guardasse qualquer idéia dos tesouros de afeto que Deus me concedia no lar.

Detendo-me, unicamente a enfileirar poeira e lama, pedras e espinhos, para retirar uma equação positivamente falsa das parcelas infelizes que ajuntava e, desmemoriado, a deixar-me influir por inteligências estranhas à minha faculdade de julgar e de observar, por mim próprio, esqueci momentaneamente quanto devia aos familiares e amigos queridos, e penetrei o quarto, decidido a perpetrar o meu engano derradeiro...

Superexcitado; recordo que em luta com as forças que me oprimiam, ainda me restava um recanto de compreensão na cabeça e escrevi qualquer coisa, para retirar dos meus qualquer noção de culpa, e de mão suplementada por mão invisíveis, disparei o gatilho.

Tudo, num instante, baqueou diante de mim, sem entender que eu mesmo é quem baqueava...

Quis gritar por seu carinho, querida Mãe, no entanto, o sangue me invadia todos os agentes de comunicação, à maneira das águas repentinamente desatadas numa represa longamente fortalecida.

Alguns minutos: estive eu mesmo, a sós comigo, vendo e ouvindo o que se passava.

Não sei bem se foi a Ipe que se aproximou primeiramente de mim, mas ouvi as suas palavras, Mamaãe, quando as suas mãos estenderam para as minhas. Nunca me senti tão fraco e tão longe dos seus exemplos de fortaleza e entendimento da vida, como naqueles minutos inesquecíveis, em que me reconhecia, realmente, iludido e covarde.

Perdoe, Mamãe, se me lembro dessa palavra “covarde”.

—  Realmente, me reconhecia:

●  Covarde,
●  Sem desculpa,
●  Sem justificação.

Uma ânsia temível de voltar no tempo se apoderou de mim... Queria novamente falar com a senhora e com meu pai, desabafar o coração, despreocupar-me da arma e conversar sobre o que me levava às perturbações de que me via possuído, entretanto, era muito tarde...

Notei que braços fortes me transportavam para fora. Ouvi vozes que me pareceram do meu tio Arnaldo, do Nelson e do Carlinhos... A dor se aliava com a aflição, em meu cérebro, e não conseguia ver mais nada desde que me observei colocado quase inerte num carro...

Os movimentos do auto com que sacudiam, e perdia a noção de mim mesmo... Despertar foi um sofrimento muito mais agudo... O sangue não esgotara... Só muito tempo depois; vim, a saber, que os filetes de sangue que me desciam da ferida feita por mim mesmo, tinham a vida de meu próprio arrependimento, estampado na memória.

Muito a custo, percebi, entre os que me tratavam, na casa de socorro, em que me supunha vivo em meu corpo físico, tanto quanto antes da triste ocorrência, a presença da vovó Hipólita e do meu avô Manoel, que me cercaram de atenções.

Envergonhado, não conseguia fitar-lhes a face protetora, porque eu não sabia se chorava ou se devia dar vasão aos gritos de minha angústia, porque as dores de cabeça eram tão vivas como se eu estivesse em nossa casa mesmo.

Recebi o amparo de muitos amigos, mas, sem que eu saiba, a extensão do tempo em que perdurou a minha perturbação, passei ao domínio de mim próprio, quando um médico de minha nova vida veio ao meu encontro, evidentemente atendendo as rogativas de minha avó Hipólita, que é hoje para mim outra mãe.

Ela me disse que esse benfeitor é o Dr. José Ferreira que, por sua vez, me perguntou se eu era filho de João Ponciano... Esforcei-me para coordenar os pensamentos, e recordei o Oliveira do papai.

Tudo ficou esclarecido e comecei a melhorar, mas não posso ainda me fixar em excesso nas lembranças que estou relacionando, porque uma sensação de queda me vem de imediato à vida mental e confesso que, há mais de um ano, estou me preparando a fim de escrever esta carta.

Mamãe querida; querido Papai; perdoem-me. Recebi tanto e peço mais. Rogo para que me esqueçam a falta cometida, e cometida sem razões justas, porque bastaria que eu tivesse suficiente coragem para me afastar de certos relacionamentos e de certos anseios de rapaz mentalmente despreparado para aguentar determinadas lutas íntimas, e teria vencido em mim mesmo as influências nocivas que me atacavam...

Aqui nestas linhas, escrevo com minhas próprias lágrimas em forma de letras... Desculpem o filho fraco e sem memória que fui, e lembrem-se de que os amo, de que nunca me esqueci das bênçãos que recolhi de casa e do imenso carinho com que me enriqueceram a vida.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   

Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 06 de Junho de 2015, 01:19


Mãe, não pense que as suas recomendações houvessem sido demasiado severas para mim. Suas opiniões foram sempre à lógica iluminada do coração materno, quando enraizado na fé em Deus.

Todos os seus conselhos visavam à nossa paz. A senhora e meu pai a tudo renunciaram na vida para que nós, os filhos, fossem felizes. Ah! Ninguém por aí consegue imaginar como dói o remorso de não havermos valorizado a dedicação dos que nos amam, quando já não dispomos de meios para retificar os nossos próprios gestos.

Nossa casa nunca foi tão rica e tão feliz para mim como agora, em que a deixei. Mas a Bondade de Deus me permite dizer isto aqui, de modo a confirmar-lhes que melhorei para ser quem devo ser. Perdoem se me confundi em tantos espinheiros de incompreensão, dos quais devia ter afastado os meus pés.

Compromissos que não podia assumir para comigo mesmo se enrolaram de tal maneira por dento de mim que, embora eu tivesse todos os recursos à minha disposição para o retorno à tranquilidade, não consegui evitar a queda, em que me projetei num círculo de conflitos maiores, muito maiores do que aqueles que eu imaginava na terra não conseguir suportar.

Pouco a pouco, vou melhorando. Agradeço todo o amor com que me recordam. Aquelas preces e aquelas flores no ponto em que ficaram minhas derradeiras lembranças são semelhantes a estações de um telégrafo pelo qual me enviam as mensagens e orações que me endereçam.

Escoarado no carinho dos pais queridos é que vou encontrando novas razões para reaprender ensinamentos de que, por minha infelicidade, cheguei a esquecer.

Sempre compareçi com ourtos amigos às horas de comunhão simples em que nos achamos, uns à frente dos outros. Quando visitarem o lugar de recordações a que me refiro, coloquem, por favor, a luz de uma prece pelos irmãos Ernesto e Antônio Augusto, que deixaram as suas próprias lembranças ao lado das minhas.

A vida na morte não é morte na vida e sim mais vida, a desafiar para viver intensamente. Mãe; peço ao seu carinho zelar por nosso querido Nelsom, como se ele fosse o meu substituto real em tudo, nos assuntos da vida e da família.

Hoje, aprendo de novo a tomar contato e rogo a Deus para que ele e Ipe estejam livres das influências que pesaram tanto sobre mim. À nossa querida Madalena, que até hoje me recorda nas orações, o agradecimento de quem é agora para ela um irmão reconhecido.

Estimaria recordar todos os amigos e todas as amigas com as minhas notas de alegria, como de outras vezes, mas ainda não consigo disposição para falar em bom humor, quando tanto trabalho espiritual por dentro de mim está me compelindo a uma longa revisão de meus próprios assuntos.

Se alguma de minhas amizades se referir a qualquer nota de receio quanto à minha volta, em espírito, de vez que com muita gente brinquei afirmando que retornaria da morte para dar-lhes sinais; peço seja dito para que não se preocupem.

Aqui, nos ensinaram à força para a Verdade, porque os sinais da verdade alcançarão a todos, algum dia. Ainda assim, quando puderem ver o nosso estimado Gão, rogo digam a ele que tomei o ônibus errado e que ele me represente, junto das nossas afeições, afirmando que estou formulando voltos pela felicidade de todos.

Pai, o vovô Manoel está presente com um amigo que nos dedica especial atenção. Atende esse benfeitor pelo nome de Donato Cicci, e creio que o senhor poderá recorda-lo.

Deixo aqui para a Tia Carmem, para o tio Antônio, para a vovõ Dolores, vovô Hihino e vovó Otávia, e para com todos os nossos familiares, um grande abraço que procuro centralizar na pessoa de nosso Eurípedes, que hoje estou compreendendo melhor.

Agradeço aos amigos que vieram orar conosco. Mamãe sabe que estou aguardando a minha própria maturação para aproximar-me dessa bendita Doutrina que aí mesmo no mundo, nos ensina a tratar com a vida e com a morte, em termos de segurança.

Muito carinho ao Nelson e Maria Eurípedes, de que sou grato às preces e bons pensamentos de todos os amigos em meu favor. E agora, querida Mãe; chegou o instante do “até depois”.

Receba com Papai todo o amor do filho que lhes roga perdão, com a certeza de que já me desculparam e sempre me protegerão na caminhada para frente. Recebam meus queridos velhos sempre mais moços pelo coração, toda a vida repleta de carinho e esperança do filho que os ama cada vez mais.

1000ton Milton Hihino de Oliveira.

“SUICÍDIO E RESPONSABILIDADE” De nossa visita aos pais de Milton:

—  Sr. João Batista de Oliveira e D. Maria Higino Batista -, residentes em Uberaba, na tarde de 30 de dezembro de 1978, resultou a segunda série de itens sobre o capítulo anterior

—  “Filho de Volta”:

1- Milton Higino de Oliveira, que sempre assina 1000ton em seus bilhetes, inclusive no que deixou como despedida para os pais, nasceu e desencarnou em Uberaba, respectivamente, a 21 de fevereiro de 1947 e 30 de julho de 1972. Seis meses antes da ocorrência, trabalhava numa casa de peças para tratores. Fazia o último ano do Curso Técnico de Contabilidade, no Colégio São Benedito.

2- “Havia regressado do Clube, sem haver cometido qualquer extravagância”. – Com efeito, seus pais e a Srta. Maria Eurípedes – sua irmã -, confirmam este tópico, inclusive a referência ao concurso de misses a que ela – Ipe – assistia pela televisão.

3- “Não quero dizer que me via sem responsabilidade, à maneira de um barco sem remo e sem direção. Minha parte de recursos mentais em qualquer decisão era uma faixa muito grande que poderia movimentar, em meu próprio auxílio”.

—  A propósito, vejamos o que diz Allan Kardez, na Revista Espírita 1867 (1): “Lendo o romance (L’Assassinat du Pont-Rouge) do Sr. Charles Barbara, poder-se-ia crer que fosse Espírita fervoroso. Entretanto, não o era.

Como dissemos, morreu numa casa de saúde, atirando-se pela janela num acesso de febre cerebral. Era um suicídio, atenuado pelas circunstâncias. Evocado pouco tempo depois na Sociedade de Paris, e interrogado quanto às suas idéias tocante o Espiritismo, eis a comunicação dada a respeito”.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 06 de Junho de 2015, 01:28


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1179.gif)

Paris, 19 de outubro de 1866 – médium, sr. Morin

Permiti, senhores, a um pobre Espírito infeliz e sofredor, vos pedir autorização para vir assistir às vossas sessões, todas de intrução, de devotamento, de fraternidade e de caridade.

Sou o infeliz que tinha o nome de Barbara e, se vos peço esta graça, é que o Espírito despojou o homem velho, e não se crê mais tão superior em inteligência, que se julgava em vida.

Agradeço-vos a vossa chamada e, tanto quanto estiver em mim, vou tentar responder à pergunta motivada por uma página de uma de minhas obras.

Mas eu vos pediria, previamente, comunicar o meu estado atual, que se ressente fortemente da perturbação, aliás, muito natural, que se experimenta ao passar bruscamente de uma a outra vida.

Estou perturbado por duas causas principais:

a primeira é devida à minha provação, que era de suportar as dores físicas que experimentei, ou antes, que meu corpo experimentou, quando me suicidei.

●  Sim senhores; não temo dizê-lo, eu me sucidei, porque se meu Espírito estava perdido por momentos, eu o recuperei antes de me arrebentar na calçada, e, disse:

●  Tanto melhor!... Que falta e que fraqueza!...

As lutas da vida material estavam terminadas para mim, meu nome era conhecido, não tinha mais senão marchar à via que me era aberta e tão fácil de seguir!... Tive-medo!...

Entretanto, às horas de incerteza e de desencorajamento, tinha lutado apesar de tudo. A miséria e suas consequências não me tinham desanimado.

E foi quando tudo estava acabado para mim, que exclamei:
●  O passo está dado; tanto melhor!... Não terei mais que sofrer! Egoísta e ignorante...

●  “Superexcitado, recordo que em luta com as forças que me oprimiam, ainda me restava um recanto de compreensão na cabeça e escrevi qualquer cousa, para retirar dos meus qualquer noção de culpa e de mão suplementa por mãos invisíveis, disparei o gatilho”.

A existência do bilhete-despedida foi confirmada pelos familiares.

●  “Perdoe, Mamãe, se me lembro dessa palavra” covarde “. – De fato, ao defrontar-se com o filho a se esvair em sangue, eis o que lhe disse a genitora”:
– Oh! Meu filho! Covarde!

Se você tinha tantos problemas, por que não me falou? Nós resolveríamos juntos! Aquelas preces e aquelas flores... – Todos os domingos, a família de Milton nunca deixou de lhe levar flores ao túmulo.

A esse respeito, D. Maria nos conta que numas das visitas do médium Xavier ao cemitério local, indo ao recanto onde repousam os restos mortais de Milton, o Espírito deste rogou ao Chico para lhe presentear com rosas, de vez que os Espíritos Amigos estavam retirando recursos medicamentosos delas, com vistas a reequilibra-lo no Plano Extra-Físico.

Semelhante fato vem nos lembrar de que na Terra – por enquanto mundo de provas e expiações -, não podemos criticar essa ou aquela atitude tomada por alguém, cabendo-nos, antes, abençoar todas as criaturas com as características que lhes são próprias.

Deve se recordar o prezado leitor que o Espírito de Almiro, no Cap. 3 de Presença de Chico Xavier (2), roga à esposa se abster de levar qualquer lembrança ao túmulo. E no livro Entre Duas Vidas (3), o Espírito do então garoto Jáder Eustachio Guimarães de Macedo pede aos pais transformarem as rosas em pão.

Não existe contradição alguma. Apenas situações diferentes vividas por Espíritos residentes no mesmo plano – O Extracorpóreo -, a recordar-nos que a tudo devemos apor a nossa bênção, e que tudo está certo nos caminhos de Deus.

Tio Arnaldo, Nelson e Carlinhos: Os que prestaram os primeiros socorros ao jovem suicida, além de seu pai. Trata-se de: Arnaldo e Carlos Higino dos Reis. Nelson: irmão de Milton e distinto funcionário da Polícia Federal Rodoviária, dono da arma de que se serviu o jovem para forçar os umbrais da desencarnação.

—  Vovó Hipólita e meu avô Manoel: D. Hipólita dos santos, Bisavó materna, já desencarnada. - Dr. José Ferreira: Trata-se do Dr. José de Oliveira Ferreira, destacada figura da Medicina Uberabense. Nasceu em Uberaba, a 13 de agosto de 1864, “à Rua Manuel Borges (antiga Rua Direita), onde hoje se encontra a casa de número 43”, segundo o Dr. José Mendonça (4) desencarnado a 2 de julho de 1951.

Foi grande benfeitor da Santa Casa de Misericórdia de Uberaba, onde prestou serviços gratuitos, de 1895 até à desencarnação, e quem conseguiu dotar a cidade com a luz elétrica, cujos serviços foram inaugurados a 5 de janeiro de 1905. “Era um homem de estirpe”, - lê-se na primeira página do Livro Lavoura e Comércio (5)

—  “Um autêntico representante da aristocracia dos valores, o que hoje encerrou a sua trajetória por este mundo”. Foi um bom, na expressão exata do vocábulo, e um elemento que soube ser sempre útil aos seus e à grande família uberabense e triangulina.

Existe uma rua com o seu nome, e o único educandário da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade existente em Uberaba, se chama “Escola da Comunidade Dr. José Ferreira”. Nos idos de 1943, a genitora do comunicante, segundo informação dela, D. Maria Higino, trabalhou em serviços domésticos na residência do Dr. José Ferreira. - Filho de João Ponciano.

Na verdade, a família do Sr. João era conhecida como Ponciano, por ter sido originária do Patrimônio dos Ponciano, Município de Conceição das Alagoas, Estado de Minas Gerais. 11-Irmãos Ernesto e Antônio Augusto: O túmulo de Milton, com efeito, se encontra entre os dois citados irmãos.

Pesquisando no Cartório de Registro Civil, constatamos: a) – Ernesto Felício Manso (23 de dezembro de 1917 – 19 de julho de 1972). b) – Antônio Augusto de Oliveira (14 de fevereiro de 1910 – 28 de julho de 1972). 12-Nossa querida Madalena: Jovem muito estimada pelo Milton.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   

Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 06 de Junho de 2015, 01:29


A propósito do valor da prece, consultemos o no. 997 de O Livro dos Espíritos, e o no. 8 do Cap. II, e nos. 5 a 15 do Cap. XXVII de o Evangelho Segundo o Espiritismo, ambos de Allan Kardec. 13-Nosso estimado Gão: O Espírito se refere a Jairo Salerno, hoje estudante de medicina, em Barbacena, Estado de Minas Gerais.

Sr. Donato Cicci: Nasceu em Pettorano, Sul Gizio, Itália, a 26 de março de 1891, e desencarnou em Uberaba, onde foi comerciante e industrial muito benquisto, e onde existe uma rua com o seu nome, a 25 de maio de 1968.

Segundo o Sr. João, o avô de Milton era carroceiro e, com certeza, fez carretos para o Sr. Cicci. 15-Tia Carmem: D. Carmem Higino dos Reis, tia materna. 16-Tio Antônio: Sr. Antônio Santos, filho de D. Hipólita e tio de D. Maria, mãe do comunicante.

17- Vovó Dolores e vovô Higino: Avós maternos, residentes em Uberaba. 18-Vovó Otávia: D. Otávia Benedita dos Reis. 19-Nosso Eurípedes: O Espírito se refere ao seu primo, o Dr. Eurípedes Higino dos Reis, distinto cirurgião-dentista uberabense.

—  Conclusões: A mensagem de 1000ton, recebida em sessão íntima, na noite de 1 o de agosto de 1978, que enuncia detalhes, passagens e nomes absolutamente desconhecidos do médium, ostentando, por isso mesmo, o seu cunho de autenticidade, é, do ponto de vista doutrinário, muito importante, porque vem confirmar os itens 14 e 17 do Cap. V, do Evangelho Segundo o Espiritismo.

Segundo a genitora de Milton, este afirmava: 1- “Não tenho religião, mas acredito no Chico Xavier”. – 2 – “Se a morte for um descanso, eu prefiro morrer cansado”. Nunca demonstrou, ostensivamente, qualquer tendência para o suicídio.

●  Ora, o que podemos concluir de tudo isso?
●  Que o Milton faltou a resistência espiritual conforme ele próprio reconheceu válida a opinião materna a seu respeito, nos últimos momentos do corpo físico.

Que todos os pais de família, portanto, procurem combater a propagação das idéias materialistas – “o veneno que inocula num grande número de pessoas o pensamento de suicídio” -, com a divulgação da verdade espírita, através de mensagens volantes, do livro e do próprio exemplo.

Seguindo a orientação da Psicologia oficial no que for possível, mas e principalmente, procurando viver os princípios do Espiritismo na prática evangélica, dentro de casa e junto aos sofredores de todos os níveis sociais em seus respectivos redutos transitórios.

Louvemos o Cristo e reverenciemos Allan Kardec, a fim de adquirirmos a coragem moral que há de servir de suporte para os espíritos – filhos de Deus – em evolução, que se corporificarem em nossos lares, com reflexos condicionados de práticas autoeliminatórias.

Para encerrar, um fato curioso, narrado por D. Maria Higino Batista, é que uma das tias de Milton, vem, ultimamente, tendo sonhos, nos quais sempre ocorre o mesmo dialógo entre ela e o sobrinho desencarnado.

●  Quero nascer, titia, por intermédio da senhora. Arranje para mim um corpo, a fim de que eu possa voltar a Terra!
●  Não, Milton, eu tenho medo de que você volte a repetir o que fez na última encarnação.

Queria me perdoar, mas, mas não me peça um corpo, meu filho, pelo amor de Deus! Por que fizemos, leitor amigo, semelhante apontamento?

Para que todos nós, os espíritos em trânsito pela Terra; não fiquemos ansiosos em demasia ante quaisquer dificuldades que venham nossos filhos a encontrar, no mundo, a benefício delas mesmos. A nosso ver, devemos, isto sim:

1) – combater em nós o egoísmo e o orgulho, com o que entraremos na prática efetiva da caridade material e moral;

2) – colocar nossos filhos a trabalhar, desde cedo, de preferência nos serviços mais humildes, não lhes facilitando vida de excessivo conforto físico, atentos a que a grande maioria de nosso povo – cerca de 80% - vive com salários modestos, tudo naturalmente de acordo com a lei do merecimento, a que todos, inapelavelmente, estamos submetidos – Lei da Justiça Misericordiosa de Deus;

3) – efetuar o Culto Evangélico no Lar, pelo menos, semanalmente:

– Participar, toda a família, das atividades do templo religioso a que estiver vinculado, sacrificando, com alegria, muitos programas de vida aparentemente alegres, mas, por vezes, inúteis. Quanto ao mais, orando e vigiando, entreguemo-nos, dia e noite, ao exercício do Bem, perdoando setenta vezes sete vezes, quaisquer ofensas recebidas, segundo a recomendação de Jesus.

Só assim, cremos nós, conseguiremos, em nós e em muitos dos nossos entes amados, erradicar a possibilidade do suicídio consciente ou inconsciente. ** NOTAS: (1) –Allan Kardec, Revista Espírita – Jornal de Estudos Psicológicos – Décimo Ano – 1867, Trad. De Júlio Abreu Filho, Editora Cultural Espírita Ltda – EDICEL – São Paulo, 1966, pp. 21-22. (2) – Elias Barbosa, Presença de Chico Xavier, 2 a . Edição; revista 1979. IDE, Araras – SP, pp. 19-21. (3) –Francisco Cândido Xavier, Elias Barbosa e Espíritos Diversos, Entre Duas Vidas, 3 a .

Edição, 1978, CEC, Uberaba, MG, pp. 107-111. (4) –José Mendonça, História de Uberaba, Edição Academia de Letras do Triângulo Mineiro, Bolsa de Publicações do Município de Uberaba, 1974, p. 169. (5) –Lavoura e Comércio, Ano LII, no. 12.661, Uberaba, 2 de julho de 1951 **



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 06 de Junho de 2015, 05:09


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1178.gif)

"O que aconteceu em caminho,
não saberia contar.

Se uma bomba estourasse sobre nós, vindo de procedência desconhecida, seria o mesmo.

Porquanto me via arrasada por um estrondo, e as ferragens do carro rangeram, qual se a máquina tivesse vida e estivesse quebrando os próprios nervos, nas estruturas dela, sob a pressão de algum petardo que fosse atirado sobre nós.

Ainda hoje não consigo alinhar minudências.

Aliás, é contado frequentemente, por aqui, em minha vida nova, que as vítimas de acidentes de automóveis e aviões nunca se conscientizam de pormenores dos desastres que as surpreendem, de vez que, estando no bojo dos aparelhos, a gente não dispõe de muitas possibilidades para revisões do assunto.

Naquele instante, senti-me no dever de me levantar para as tarefas de socorro em auxílio de alguém, pois ouvia os gritos e as petições dos companheiros de viagem.

Entretanto, uma força irresistível se apoderou de mim, como se eu me sufocasse, inibindo-me as palavras.

O corpo esmorecera. Não sei, foi um sono de tranquilidade maciço. Comecei a ouvir cada vez mais longe as vozes dos companheiros até que muito a contragosto, adormeci totalmente. Anestesia da brava.

Somente acordei não sei depois de quanto tempo, a pedir socorro . . .

Reconhecia-me de corpo integro, e acreditei que não a muita distância de casa, mas a vovó Luísa se encarregou de vir ao meu encontro, dialogando comigo.

A ideia da morte não é flor de nossos jardins, por muito que se sofra, e quando a benfeitora me disse que me conformasse com o acontecido, entreguei-me em crises de lágrimas, que não conseguiria frustrar.

A vovó permitiu que eu chorasse o quanto quisesse e, depois que as nuvens de minha tristeza se desfizeram em pranto, pude saber, sem alarde, que a nossa Nelize voltara igualmente à Vida Espiritual, e se encontrava sob a tutela de afeição querida da família Campos.

Um vazio de esperanças se fez na cachoeira de meus pesares, e eu adormeci lentamente a refazer as próprias forças".

Luciene Nascimento.
Desencarnada aos 15 anos de idade, em Uberlândia, (MG).

Vítima de acidente automobilístico.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 06 de Junho de 2015, 05:29


Durante a atividade de “pinga-fogo”, os jovens puderam tirar suas dúvidas sobre vários aspectos da mediunidade, fazendo perguntas diretamente a quem entende do assunto. E nossos amigos espirituais não perderam a oportunidade e trouxeram algumas orientações aos participantes.

Veja as mensagens que foram psicografadas pelos médiuns presentes:

“Caros irmãos de ideal espírita:

Aqui estamos, com alegria, participando destes trabalhos e trazemos conosco jovens como vocês, que, desencarnados, procuram o estudo da santificada Doutrina Espírita, no preparo de suas futuras reencarnações.

Eles pedem, em uníssono, que vocês aproveitem a oportunidade de estarem em contato direto com estes ensinamentos e os aproveitem em suas vidas, trabalhando com afinco, para o crescimento de tão lindo movimento.

Dizem estar felizes de aqui se encontrarem e afirmam sentirem pesar por não terem aproveitado melhor sua juventude, por falta de orientações precisas e esperançosas, perdendo-se por drogas, sexo e ócio.

Confessam que a vida regrada e o bom senso que a maturidade traz podem ser experimentados sem o furto da alegria, pois os espíritos podem ter mais maturidade do que seus corpos físicos mostram.

Lamentando seu passado mal usado, por falta de maiores esclarecimentos, eles dizem trabalhar agora arduamente, para merecerem um lar estruturado na religiosidade, a fim de terem nova oportunidade reencarnatória, quando pretendem ser atuantes na construção do novo mundo.

”Um repórter espiritual”



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 06 de Junho de 2015, 05:38

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1167.gif)

“Queridos irmãos: Que a paz do Senhor esteja em seus caminhos!

É com muita alegria que aqui nos encontramos, nestes trabalhos e estudo de unificação das informações a respeito da mediunidade, resgatando o verdadeiro sentido da sagrada missão.

Agradecemos aos coordenadores deste evento pelo trabalho dedicado e pela seriedade em torno de O Livro dos Médiuns, que comemora seus 150 anos. O trabalho que realizam traz a lume sérias questões, clareando dúvidas da juventude.

Parabenizamos os jovens que aqui estão pelo interesse e alegria sincera. Deixamos o pedido de estudo contínuo e acertado da valiosa Doutrina que iluminará o porvir do planeta.

”Amigos espirituais participantes do evento”

Mensagem recebida durante o pinga-fogo. 

Por Cristina Simon.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 06 de Junho de 2015, 05:47


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1160.gif)

Jovem

Este é o teu tempo. Observa à tua volta e vê o mundo que se oferece ao teu caminhar. Este mundo se transforma aceleradamente.

Há forças que agem, determinando as transformações a que assistes, por vezes assombrado, por vezes impassível diante das ocorrências exteriores, como se nada tivessem a ver com tua vida.

Crê, amigo, as transformações te atingem e te impõem também tributos. Não as desconsideres, elas nascem igualmente de ti, porquanto são os pensamentos irradiados pela coletividade dos homens que engendram as mudanças no cenário pedagógico desta grande escola planetária.

Vimos convidar-te, jovem espírita, à análise do que, no teu íntimo, impõe tuas atitudes e tua ação, do que gera as idéias que te povoam a mente.

De onde vêm os pensamentos que alimentas?

Na medida em que os nutres, eles se tornam teus. Não tens como eximir-te das responsabilidades que te cabem.

No segundo passo, nosso convite é para que definas o teu caminho. Se queres o BEM em tua vida, coloca-o como prioridade nos teus pensamentos. Somente tu poderás determinar, no universo que governas: teu corpo e teu psiquismo.

Estamos contigo e desejamos sinceramente apoiar-te em tua caminhada, mas precisamos que te definas, no cenário em que te movimentas. A escolha apenas a ti cabe.

Neste evento, as esperanças fazem morada em nossos corações, pois te vemos conectado a um campo de idéias que te podem conduzir em segurança. Sê operoso, sê justo, sê alegre, sê, assim, efetivamente, jovem espírita.

Jesus te fortaleça e ampare sempre!
Leopoldo Machado”

Mensagem recebida durante o pinga-fogo.
Espírto: Dalva Silva Souza.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 06 de Junho de 2015, 06:26


(http://cazuza.com.br/wp-content/uploads/2013/08/cazuza84.jpg)


Um Pouco de Mim nas Sedas do Além

"Pensava que após ressacas eu era sempre perdoado por todos os anjos do amor. Tinha sempre uma noção de ser feliz, aqui esta felicidade é muito mais explorável.

Eu já sentia algum ar novo e certas paisagens dela, nada volta ao seu estado natural como eu pensava apenas não sou muito como disseram num certo livro sobre minha insignificante pessoa idealizada.

Inventarão o meu show. Não sei como te oferecer certezas disso, nós ainda vemos tudo daqui. Estou numa sociedade socialista democrática perfeita.

Eu nunca quis saber destas coisas de eternidade, porque para mim era coisa de papa. Então arduamente e com certa teimosia eu procurei algum outro mais legal, foi difícil, pedi que encerrasse o livro anterior e não divulgasse nada ainda por ordens superiores, e achei um que já foi muito pirado na vida desde a infância, uma piração mais controlada, claro, mas que tivesse mais a ver com minhas intenções de volúpia de escola em palcos de doutor.

Todos já deviam saber que eu não pertenceria a federações, editoras ou onde existir lucros financeiros em meu nome, excluam-me disto; onde tiver isso com certeza não será eu.

Não quero ser o mesmo babaca e nunca irei mais fazer parte disso, baby! Essa é minha vida atual, sempre foi e realmente não podemos enganar o que vem da natureza. Aqui não tem jogo político.

Não adianta inventar que sempre fui o garotinho exemplar da mamãe depois de aloprar no pó durante minha vida quase toda. Mas, graças que eu achei um que parecia me aceitar, foi realmente difícil achar algum que tivesse a ver, mas quer mesmo saber?

—  Dane-se sobre isto!

Eu os apoio e ele entende é muito bem da minha música, entende muito bem sobre o mesmo amor que conhecemos nos tempos dos palcos.

Eu atacava quem estava manso e agora entendo que pretendo consertar algumas coisas  dentro de mim, deixar de ser tão bêbado em certos momentos, estarrado, moleque, preciso controlar mais os meus palavrões.

Aqui  temos escolha de sermos mais sérios, e eu escolhi ser um pouco  mais sério mesmo, responsável. Tudo começou alguns segundos antes da minha morte, apesar de debilitado, eu me sentia muito vivo apesar de me encontrar sem forças.

Eu me sentia apagando como luzes do palco quando não se tinham mais platéias, acabou, amanheceu! Vamos embora! Eu ainda insistindo com os meus cigarros nas mãos olhando cores cinzas para onde quer que  os meus olhos olhassem.

De repente, o meu corpo franzino de alguma forma sabia que naquele dia estava mesmo para morrer e que de alguma forma sabemos quando acontecerá, é bastante assustador. Eu só aguardava tudo escurecer para depois poder esquecer de mim.

Eu estava ansioso com o corpo dolorido. Eu já havia atravessado e nem sabia. Eu já havia lido que não doeria e isso me ajudou bastante a suportar.

—  De fato eu já procurava pelo momento mais esperado da vida, mas será que já havia acontecido isso por muito tempo e eu não sabia?

Impressionante, não senti passagens, mas minha visão não foi interrompida em nenhum segundo. Todo o ritmo tinha o seu fim, doses mais fortes pareciam que não.

Era assim que eu me sentia. Percebi que o universo era bem maior do que tudo que eu já havia conhecido com várias atmosferas umas sobre outras.

Não sei te explicar, de alguma forma sabemos o momento exato quando deixamos o físico, não sei como foi feita essa separação, não flagrei esse momento como eu flagrava doidão, mas bem atento sobre curvas  de quem adormecia comigo num motel barato de Copacabana; realmente não senti isso acontecer.

E o fato de saber que minha visão não cessou tornou-se muito maior do que saber de fato sobre polêmicas do fim, mas depois que atravessei percebi que esta questão era a mais pueril de todas, é pífia e é babaca, ao mesmo tempo para mim foi do caral...  Saber que eu ainda me mexia.

—  Mas alguma dúvida ainda pairava toda minha mente.

●  Realmente havia partido?
●  Era estranho ou um sonho?

Pois minha moleza era muito forte e tonturas me levavam ao delírio constante. Eu tinha fortes disenterias, dores de barriga, forte abstinência.

É inevitável viver o nosso drama, conhecer-nos detalhe a detalhe. Foi mais do que dizer coisas insanas no ouvido de um padre no tempo de escola.

No mundo realmente eu me envolvi com tudo que fizesse parte da música, rock e poesia (mas eu era bom de letras), mas sabia que não havia nascido para o drama. Fizeram-me até o garotinho do samba. Aproveitei tudo para aloprar, cheiração e muita putar... Com os mais luxuosos segredos. Que bom para mim amor. Ledo engano.

—  E daí se eu estava com HIV?

Não vou dizer que não me arrependi, pois me arrependi mesmo. Foi muito triste essa fase da minha vida. Ninguém gosta.

Foi no que mais sofri , foi quando soube da notícia, quando eu pensei na conseqüência, quando eu pensei em todo o meu passado e na minha mais inocente felicidade de embriaguez, quando pensei nos meus sorrisos ingênuos.

Se eu pudesse fazer diferente eu teria feito e não teria pego essa porra, teria me cuidado muito mais e teria morrido pelo menos chique como uma dama velha ao som da vida em bandos e com uma bela garrafa de vodka ao meu lado.

Esses eram os pensamentos juntos aos desgostos que ao mesmo tempo eu sentia quando ainda deitado antes de partir febrilmente. Mas isso não feriu completamente o meu ótimo senso de humor. Não fui recebido por ninguém. Seria extremamente infantil que religiões fossem resolver transcendentes questões deste infinito.

●  Agora que me fiz curioso, sendo assim, quantas existências será que eu tive?
●  Quantos séculos de conhecimento será que eu tenho?
●  Quantos sopros renovadores será que eu suportei?
●  Quantos atos de barbaridades será que cometi?
●  De serviços?
●  De triunfos?

No fundo é muito difícil entender dentro do nosso íntimo sabermos que continuamos. Você pode até estudar toda teoria, ser "expert" no assunto, nada é mais forte do que você viver essa situação.

—  Senti falta foi:

●  Dos meus pais,
●  Minha multidão:
●  Do calor humano,
●  Da minha sintonia com o público,
●  Das baratas dos palcos apertados,
●  Dos amigos queridos da infância do amor e ódio.
●  Da loura que me deu em segredo um par de rosas no almoço.

Eu queria mesmo era poder ficar pasmo e maravilhado com tudo que estava acontecendo comigo. Foi assim que eu percebi que eu não tinha nada de astro, tudo fazia parte da alegria somente para vaidades.

E essa realidade onde estou é muito diferente. Permaneço por aqui como um mero espectador na última cadeira do teatro divino.

Estou bem, estudando bastante (finalmente peguei gosto por algum estudo) e indo para recomendadas palestras continuamente, hoje é o que importa. Nestas palestras sinto-me tomando o mesmo soro.

Existe muito mais que eu poderia dizer, mas através de outros já foi e será melhor dito, não é minha tarefa. Mas garanto não foi nada fácil o meu inferno astral após o desencarne.

Hoje só estou aqui para somar e ajudar na sua fé. E eu pensei que ser novo era viver sempre numa fria.

●  Nessa idade só queremos uma transa boa.
●  O olhar eu traduzia ser o passaporte para o sexo casual.
●  O sorriso a confirmação indébita dentro da dose do meu desprentecioso uisk de Leblon.

—  Eu simplesmente fazia de tudo, até fingia ser príncipe, na verdade e estava mais para ser, se continuasse por aí, mais:

●  Algum incansável bobo da corte.
●  Segredos de liquidificador.
●  Ou Dias sim, dias não.
●  Ou ‘Burguesia.
●  Ou  ‘Partidos.
●  Ou ‘Ideogia’.

—  Não importa mais.

Desculpe pelas minhas interpretações doidas e pelos meus estresses nervosos. Desculpe de paixão a todos. Eu não venceria minha provação por isso de repente fui retirado abruptamente da vida, mas também amenizei muito mais dores da punição e sou muito grato por tudo que eu fiz.

Que Deus os proteja hoje e sempre minha querida até então última humanidade, pais, todos os meus fãs e amigos. Só queria que soubessem que agora encontro-me mais completo, feliz, aprendendo novas boemias, o
de sempre, reaprendendo, cantando novas músicas, nada de drogas, nada de egos.

Beijos!"

Preferiu não se identificar, 1996.

Essa é a suposta carta psicografada do Cazuza pelo Chico Xavier. É uma longa carta e confesso que o texto é totalmente Cazuza. As expressões usadas só sairiam da boca do nosso poeta mesmo.

Tirem suas conclusões.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 07 de Junho de 2015, 01:25


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1157.gif)

O Debatedor

Trago em minha mente espiritual a triste história da trajetória da minha alma, ao longo de várias encarnações, neste mundo. Sempre fui questionador, mesmo tendo vestes rotas cobrindo o meu corpo. Minha face nunca inclinava-se para baixo.

Olhava os opositores altivamente, independentemente de sua classe social. Tinha uma personalidade forte, não permitindo humilhações com a minha pessoa.

—  Palavras que fizessem diminuir a minha importância não ficavam sem resposta. A dura guerra das palavras!

●  Nunca fugi dela!
●  Por ela perdi a vida várias vezes.

Quando vivi na França, também vim a desencarnar devido à troca de palavras ofensivas. Neste país, outrora havia grande diferença entre a riqueza dos nobres e a pobreza dos camponeses. Defendi os miseráveis e combati os donos do poder.

Praticamente ensandeci por tanto debater-me em contendas. Não aceitava a vida com as suas aparentes injustiças sociais, pois desconhecia a lei universal de ação e reação. O povo era sofredor e eu incorporei a sua dor, morrendo por isto.

Percorri estranhos caminhos além-túmulo. Perturbado, busquei os companheiros de luta, mas não os encontrava. Alguns estranhos, com quem tentei confabular, não escutavam-me de forma alguma.

Não sabia onde estava minha casa, nem meus familiares. Tinha uma extrema necessidade de conversar sobre os velhos assuntos da política, mas não tinha com quem fazê-lo.

Um dia, quando a angústia cresceu em meu peito, uma força estranha parecia me arrastar. Quando percebi, estava num lugar desconhecido, onde havia uma aglomeração humana. Reconheci antigos amigos de ideais e de infortúnio, há muito derrotados pelas garras do poder.

Fiquei tão emocionado que não lembrei que eles já haviam morrido. Na realidade, o choque causado pela minha morte física turvou-me de tal forma o raciocínio, que eu não compreendia o meu novo estado. Então, passei a prestar vívida atenção no que era dito por um deles, mais afetado:
—  “Companheiros! Vamos às armas! Não podemos mais tolerar os impostos! Não aceitemos mais a tutela de homens vis, que usurpam a nossa liberdade de ação, o livre-pensamento…”.

Fui tomado por um êxtase. Ouvia exatamente o que queria. Isto é o que estava me faltando há muito tempo. Pedi a palavra e discursei com toda a força do meu espírito. Instiguei todos os presentes à guerra. Daríamos um basta à exploração do povo.

Recebi intensos aplausos, que encheram-me de satisfação. Aqueles velhos correligionários eram da mesma estirpe que eu. Contudo, a situação não se prolongou. Logo outro veio substituir-me como centralizador das atenções. Este discursou e combateu-me as idéias com veemência.

Disse que não era com violência que se modificavam os problemas dos homens, concitando-nos a seguir ao Cristo, pois Ele sim é que revolucionou as relações de poder entre os seres humanos, mostrando o caminho para o alívio das dores físicas e sofrimentos morais. Fiquei impressionado com a eloquência do contestante, que ao mesmo tempo transmitia uma serenidade profunda, confundindo a todos.

Porém, resoluto, retomei a palavra:
—  “Não! A miséria e a fome não se eliminam com sermões! A estrutura da sociedade é milenar e a exploração do homem pelo homem remonta à época das cavernas. Só pelas armas é que se pode modificar esta situação. Às armas!”

O outro discursador, que escutara com paciência, permaneceu em silêncio. De olhos cerrados, parecia concentrar-se em algo. Todos esperavam uma réplica e mantinham uma atenção fixa naquele homem de porte altivo.

Então, após a longa expectativa, ele falou em tom pausado:
—  “Enquanto vocês buscarem a solução para as suas dores, culpando o vosso semelhante, não encontrareis o caminho da redenção. Enquanto enxergarem vossos irmãos como inimigos, estareis sempre em conflito. Enquanto acharem que só a si pertence a razão, sereis estéreis. Só aqueles que atravessarem a porta aberta pelo Cristo, é que alcançarão à Paz.”

Ao término de sua réplica, o homem transformara-se. A sua figura agora estava radiante de luz e, logo em seguida, tornou-se diáfana. Aos poucos o ser desaparecia diante dos nossos olhos atônitos.

Com isso, uns fugiram apavorados e outros caíram de joelhos. Eu fiquei absolutamente paralisado por longos instantes. Uma comoção percorria o meu íntimo. Algo estava se transformando, barreiras quebravam-se, ilusões se desfaziam.

Não queria modificar meus pontos de vista. Eu resistia vigorosamente. Lutei contra aquela força avassaladora por tempo indeterminado. Caminhei pensativo buscando outra região. Queria fugir de mim mesmo, para evitar o inevitável.

Não desejava mais a companhia daqueles velhos amigos, mas temia seguir por caminhos novos, até que, em determinado dia, cheguei a um extenso vale. Localizava-me na parte mais baixa do mesmo e podia divisar enormes paredões escarpados à direita e à esquerda. Ali, só havia uma estrada a trilhar.

Subi lentamente pois sentia-me cansado e com falta de ar. Atravessei espinheiros, feri meus pés em pedras pontiagudas, sentia tonteiras, fome e sede. Não sabia bem porque estava determinado a ultrapassar àquele obstáculo geográfico.

Quando atingi um platô elevado, já praticamente sem forças, surpreendi-me com a presença de alguns poucos amigos sinceros, de quem eu não me lembrava mais, pois pertenciam a vidas pretéritas, cuja minha memória espiritual não alcançava.

Eles acolheramme com carinho e levaram-me a uma bela cidade. Passei a residir na parte mais humilde desta aglomeração de espíritos, percebendo, no dia a dia, que nunca eu fora tão feliz como ali.

Após a minha recuperação total, recebi a triste notícia de que teria de reencarnar. Esta é a última oportunidade que tenho para dirigir minhas palavras aos homens, antes de envergar novamente um corpo de carne e osso.

Agora que eu estou compreendendo melhor as Leis Maiores, senti uma grande necessidade de comunicar-me com o mundo terreno, para que a minha história possa ser útil. Não quero mais que minha voz traga a discórdia.

Meus caros irmãos, somos eternos! Não fujam da realidade do espírito. Não são apenas as pobres organizações materiais que existem. E elas são somente pálidos reflexos do que está nos planos espirituais.

Nós somos pequenos viajantes num país de ilusões, que é a Terra. Não acreditem apenas no que os olhos materiais podem enxergar. Busquemos no estudo do espírito o caminho da verdade.

Assim, nunca mais nos enganaremos com as falsas afirmativas e pontos de vista vaidosos e pessoais. Desejemos, enfim, a essência das coisas e dos seres.

Um amigo 26/04/1995.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 07 de Junho de 2015, 01:43

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1151.gif)

Mensagem do Além

Caminho para Deus Glória ao Pai pelo dia de hoje. Bendito sejas Senhor Jesus, por permitir minha humilde comunicação.

Em épocas passadas, sofri amargas desilusões quando caminhei pela Terra. Somente desejei as conquistas guerreiras pelo mundo, mas sucessivos bloqueios fizeram-se presentes contra meus intentos.

Guerreiro de espírito mordaz, eu era a personificação do deus Marte. Amava a batalha e o espírito belicoso estava sempre pronto para dar vazão a sentimentos hostis.

Quando enverguei um alto posto de chefia de um grande exército na Antiga Grécia, almejávamos, primeiramente, conquistar cidades próximas a minha Esparta. Dominamos populações de menor vigor, mas de grande cultura.

Estas populações, não vergando-se totalmente sob a força da espada, trataram de influenciar-nos pela cultura. Assim, os domínios conquistados logo passaram da submissão completa à colaboração para a manutenção do império. Era apenas ilusão querer subjugar, completamente, espíritos que eram livres por natureza.

Um dia, encontramo-nos com tribos de origem persa. Estes homens, com outro tipo de índole, eram adversários mais difíceis de combater. Davam-me prazer as batalhas travadas com eles. Porém, fui ferido mortalmente em determinada oportunidade.

Por consequência, encontrei-me com a morte, a suprema realidade. Desnudado em meus receios e fraquezas, caminhei necessitando de ajuda para meus ferimentos que não cessavam de sangrar. Hordas de soldados enlouquecidos exigiam-me ordens e conduta de comando, como chefe militar que era.

Reaprumei-me como pude e arrebanhei, a muito custo, homens em estado não tão ruim. Planejava um período de breve recuperação, para organizar um contra-ataque aos persas, que haviam vencido a última batalha. Não entendia que a morte havia me atingido.

Permanecemos longos anos desta forma, digladiando contra os nossos inimigos, também desencarnados e semi-enlouquecidos como nós. Lutávamos até a exaustão para, depois, retornarmos à carga contra os adversários, num círculo vicioso terrível.

Após longo tempo, cansado demais, resolvi buscar o diálogo com o chefe inimigo. Ele, para minha surpresa, havia tido a mesma idéia. Acordo feito, buscamos todos retornarmos para as nossas respectivas terras. Qual não foi o meu espanto quando, atingindo Atenas e outras cidades gregas, bem como a minha adorada Esparta, ninguém nos reconhecia ou parecia enxergar.

—  Onde as honras militares?
—  Onde o respeito das cidades gregas menores?

Pensei que havia perdido a razão. Então, um luminar de nosso país, de repente apareceu à frente de meu exército combalido e discursou. Belas palavras tocaram nosso íntimo e entendemos que não mais estávamos entre os vivos.

Mudos pela surpresa, recapitulamos vários momentos de nossa vida terrena. Em seguida, entramos em forte torpor que nos tirou a consciência. Reencarnamos todos, como um grupo que éramos, em terras banhadas pelo sol do deserto. Dura vida se nos descortinou.

O ambiente hostil favoreceu-nos a índole guerreira e novamente vivemos uma vida baseada na espada. Nômades, caminhamos a esmo em busca de conquistas e riquezas. Algo em mim, porém, bradava interiormente.

—  Onde eu chegaria?
—  Água fresca para dessedentar o espírito?
—  Não haveria um oásis onde pudesse descansar?

Sim, eu necessitava de algo mais que aquela vida sem rumo e sem finalidade. Assim, atingi a maturidade e novamente conheci o vale das sombras, vitimado por uma moléstia devida à insalubridade. Cheguei ao outro lado da vida e, amargurado, continuei à busca de um oásis.

Minha alma era um deserto. Nada havia senão sangue e dor. Não desejava mais tão dura forma de vida e queria paz. O Senhor, dono dos destinos humanos, atendendo aos meus anseios, concedeu-me nova oportunidade na Terra. Renasci sob papel diverso daquele que tinha representado no passado.

Era, agora, um pobre enjeitado que se fez mendigo. O valente guerreiro estava sendo obrigado a humilhar-se para sobreviver. Nasci com as mãos tortas para não mais empunhar a espada. Estas mãos, agora frágeis e sem bom movimento, só podiam aceitar esmolas.

Dura vida tive novamente, porém não mais manchada com o sangue do próximo. Desencarnei em idade avançada, após difíceis provações e sob o guante de doença perniciosa, que me fez ser rejeitado pela sociedade. Morri só, mas, ao despertar do outro lado, minhas mãos estavam perfeitas e meu corpo não apresentava as manchas e deformidades típicas da lepra.

Fui recebido por luminoso espírito, que deu-me a mensagem de que estava mais purificado. Eu poderia, após estágio de descanso e aprendizado, retornar à Terra com a missão do sacerdócio. Pela primeira vez, desde tenra idade no mundo material, receberia instrução religiosa adequada.

Rejubilei-me com a chance e desejei ardentemente absorver a idéia de Deus em mim. A busca interior delineava-se, agora, com maior clareza. O que antes era indefinível, naquele momento 40 tomava corpo e conteúdo.

Voltei ao plano terreno em localidade cristã, onde, abandonado pelos pais, fui recolhido a mosteiro afastado da área urbana. Na vida agreste e dura, mas saudável, aprendi a orar e a olhar para o céu com a esperança do paraíso celeste. A vida à minha volta era simples e o céu era o meu estímulo e objetivo maior.

Almejei à santificação, mas, nos dias que iam, a guerra ainda era irmã do homem. E ela bateu à porta da minha vida, exigindo-me o corpo de carne. Morri pela espada e não acordei no céu. Contudo, fui amparado por um seu enviado.

Com ele recapitulei vidas passadas e, assim, adquiri compreensão maior sobre a vida, a morte e o caminho evolutivo da alma para Deus. Recebi nova oportunidade, renascendo novamente num meio que propiciou-me o sacerdócio.

Desta feita, pude concluir minha tarefa integralmente, tendo êxito, apesar das limitações do pensamento reinante na época, podendo realizar um vôo maior em direção ao Pai. Hoje, regenerado e em busca de nova oportunidade de experiências edificantes na Terra, rogo a Deus que a Sua Luz uma vez mais possa me inspirar.

Que as duras provas do passado não mais sejam necessárias para o burilamento do meu espírito. Espero, agora, com novas convicções na alma, viver uma encarnação plena e consciente.

Otávio 3/5/1995



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 08 de Junho de 2015, 02:17


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1146.gif)

"Meu pai, minha mãe, que Deus vos abençoe neste momento onde a saudade nos invade trazendo tormentos que sentimos desde a minha partida.

O pior minha mãe já passou. As mãos de Deus me acolheram e por isso posso dizer que reergo-me após lutas vividas nesses últimos dias. Estou me libertando de tudo que aconteceu.

Estou me tranquilizando com as suas preces que sempre me acompanharam por este caminho que trilho hoje. Deus minha mãe, é Pai, é Misericórdia, e por isso não devemos perder as esperanças, que depois de tudo que aconteceu eu vou voltar a ser feliz novamente.

O momento é de esquecer o que passou, olhar para frente e pensar positivo e não se deixar escravizar pelo que foi noticiado.

Mãe, já sofri, as dores já passaram, as feridas estão quase cicatrizadas e devo muito à senhora que sempre esteve comigo neste mundo, seja em sonho, seja em pensamentos.

Pedi por tudo mais sagrado que eu pudesse enviar uma carta porque sei o quanto vai ser triste mais esse natal e ano novo, porque são as festas que a senhora mais estima. Esse ano que se aproxima vai ser tudo diferente, você vai ver.

Mãe obrigado, obrigado por tudo que a senhora me ofereceu. Pai, sei que te devo muito, tudo que me deu.

Eu quero ser feliz juntamente com vocês, a vida não acaba e sim continua, e neste momento estou nas mãos de Deus.

Mãe, nunca deixei de analisar os seus conselhos e me perdoe se não segui a risca tudo aquilo que a senhora procurou me dizer, ensinar.

O meu quarto é o lugar preferido ao retornar a minha casa e lá me declino na minha cama e me ponho a pensar, reviver tudo o que vivi, os momentos de felicidade quando nós programávamos viagens.

Foi tudo muito lindo, e ainda será.

Mãe, pai, a justiça de Deus através de suas leis alcança a todos os seus filhos e ninguém escapa aos resgates que temos que realizar nestas vidas e nas outras.

Estou daquele jeito que a senhora não gostava muito, ou seja, sonolenta pelas vibrações que recebo neste momento e também não troco o dia pela noite.

Aqui as coisas são mais certinhas, a disciplina está acima de tudo para que tenhamos o merecimento de poder escrever, falar com vocês em sonho.

Pai, os seus esforços não foram em vão, pra isso mostra o teu amor, o teu carinho.

Nesta carta não posso retratar tudo que aconteceu porque não é esta a finalidade e sim falar de coisas positivas, mas um dia tudo será esclarecido para que nos tranquilizemos após dias tempestuosos que vivemos.

Agradeço pelas orações, pelos carinhos que recebi e ainda venho recebendo. Eu os amo, adoro, por tudo que vivemos, tenha a certeza que ainda viveremos.

Mãe nada acabou e nunca vai acabar, nós somos eternos. Isto quer dizer que ainda vamos voltar a sorrir novamente.

Minha mãe a sua benção, meu pai também.

Família querida, muitas saudades. Amo a todos vocês e tenho a certeza de que ainda vamos todos ser felizes para sempre. Mãe quero te ver como era antes. Pai, a vida segue, nós vamos nos encontrar.

Não acabou, eu estou com vocês no meu coração e pra onde eu vou vocês vão comigo.

Ah! Como gostaria de voltar no tempo e ser aquela criancinha a fazer a primeira comunhão, receber os seus beijos juntamente com as alegrias que vivíamos.

Amo com todas as forças da minha alma. Pai, ainda vou coçar a tua cabeça, ainda vou te dar muitos beijos.

Que Deus vos abençoe. Nós vamos ser felizes, vocês vão ver. Feliz Natal, Ano Novo repleto de realizações.

O pior já passou.

Obrigado meu Deus!
Fernanda Lages"

A tia de Fernanda, Cassandra Lages, diz acreditar na carta.

"Eu acredito porque foi entregue por uma federação, eles não iriam brincar com isso. Além disso, em alguns trechos ela fala sobre a Primeira Eucaristia dela e eles não teriam como saber".



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 08 de Junho de 2015, 18:20


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1144.gif)

Aviso Oportuno

Nas tarefas da noite de 10 de novembro de 1955, profunda alegria felicitou-nos o grupo em prece. Pela vez primeira; o inolvidável companheiro Inácio Bittencourt visita-nos a casa.

Senhoreando as possibilida­des do médium, o grande lidador do Espiritismo no Brasil dirige-nos a sua palavra clara e incisiva, concitando-nos às responsabilidades que nos competem na Doutrina de Luz que abraçamos.

Meus amigos:
—  Louvado seja o Senhor. Em minha última romagem no campo físico, mobilizando os poucos préstimos de minha boa-vontade, devotei-me ao serviço da cura mediúnica; no entanto, desencarnado agora, observo que a turba de doentes, que na Terra me feria a visão, aqui continua da mesma sorte, desarvorada e sofredora.

Os gemidos no reino da alma não são diferentes dos gemidos nos domínios da carne. E dói-me o coração reparar as filas imensas de necessitados e de aflitos a se movimentarem depois do sepulcro, entre a perturbação e a enfermidade, exigindo assistência.

É por esta razão, hoje reconhecemos, que acima do remédio do corpo temos necessidade de luz no espírito. Sabemos que redenção expressa luta que resultados colheremos no combate evolutivo, se os soldados e obreiros das nossas empresas de recuperação jazem desprevenidos e vacilantes, infantilizados e trôpegos.

Nas vastas linhas de nossa fé, precisamos armar-nos de conhecimento e qualidade que nos habilitem para a vitória nas obrigações assumidas. Conhecimento que nasça do estudo edificante e metódico, e qualidade que decorra das atitudes firmes na regeneração de nós mesmos. Devotamento à lição que ilumine e à atividade que enobreça.

—  Indubitavelmente, ignoramos por quanto tempo ainda reclamaremos no mundo o concurso:

●  Da medicina e da farmácia,
●  Do bálsamo e do anestésico,
●  Da água medicamentosa e do passe magnético...

... À feição dê socorro urgente aos efeitos calamitosos dos grandes males que geramos na vida, cujas causas nem por isso deixarão de ser removidas por nós esmos, com a cooperação do tempo e da dor.

Mas, porque disponhamos de semelhante alívio, temporário embora; não será lícito olvidar que o presente de serviço é a valiosa oportunidade de nossa edificação.

A falta de respeito para com a nossa própria consciência dá margem a deploráveis ligações com os planos inferiores, estabelecendo em nosso prejuízo, moléstias e desastres morais cuja extensão não conseguimos sequer pressentir.

E a ausência de estudo, acalenta em nossa estrada os processos da ignorância, oferecendo azo às mais audaciosas incursões da fantasia em nosso mundo mental, como sejam:
—  A acomodação com fenômenos de procedência exótica, presididos por rituais incompatíveis com a pureza de nossos princípios, o indevido deslumbramento diante de profecias mirabolantes e a conexão sutil com Inteligências desencarnadas menos dignas.

Que se valem da mediunidade incauta e ociosa entre os homens, para a difusão de notícias e mensagens supostamente respeitáveis, pela urdidura fantasmagórica, e que encerram em si o ridículo finamente trabalhado, com o evidente intuito de achincalhar o ministério da verdade e do bem.

A morte não é milagre e o Espiritismo desceu à Humanidade terrestre com o objetivo de espiritualizar a alma humana. Evitemos proceder como aquele artífice do apólogo, que pretendia consertar a vara torta buscando aperfeiçoar-lhe a sombra. Iluminemos o santuário de nossa vida interior e a nossa presença será luz.

Eis a razão por que, em nos comunicando convosco, reportamo-nos aos quadros dolorosos que anotamos aqui, na esfera dos ensinamentos desaproveitados, para destacar o impositivo daquela oração e daquela vigilância, perenemente lembradas a nós todos pela advertência do nosso Divino Mestre, a fim de que estejamos seguros no discernimento e na fé, na fortaleza e na razão, encarando o nosso dever face a face.

Inácio Bittencourt.

 


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 09 de Junho de 2015, 22:50


(http://cdn.istoe.com.br/wp-content/uploads/sites/14/2016/01/mi_14794704290813872.jpg)


No, no, no!


— Não fui para o inferno e nem passei pelo purgatório.
— Que mané Umbral?

— Se liga, nem sei o que é "espírita"!

Cheguei no céu rapidinho e quem abriu o portão foi a Janis gritando:
— Summmmeerrrtimmme!!!!

Nem precisei voltar a usar preto, aqui no paraíso, todos vestem branquinho, como dizia as santas escrituras do Torá, não que eu tivesse tempo para leitura, mas meu pai tinha e vivia tentando me levar pra reabilitação.

— Se liga, papi!
— Nem aqui, eles conseguem: No! No! No!

A razão dessa carta por um médium brasileiro é que como dei um show meia-boca aí, quero deixar uma boa impressão, sei o quanto vocês adoram ídolo pop dos outros países que partem assim, como eu.

E se esquecem dos seus: aqui no heaven, encontrei só "sangue bom", conheci o Jobin e um tal de Poetinha, fugindo de um cara chamado Chacrinha, como eu fugia da reabilitação.

Eu prefiro as baladas com o Kurt e com o Jimmy, mas By George, ninguém dá festa aqui mais animada que uma tal de Eliz!!!

— A mina é genial no vocal, e quando eu reencarnar, quero cantar que nem ela, o Morrison também é mó paga pau dela.

Muitos ainda estão tentando descobrir como eu morri.

— My Gosh!
— Eles deveriam investigar como eu vivi!

E sei que vocês devem estranhar o fato que estou escrevendo tantas experiências, mesmo tendo morrido a pouco tempo, mas explico:
— Aqui o tempo é diferente, só é um pouquinho quente, mas já reclamei com o cara do ar condicionado, um chifrudo de rabo e tridente, que me liberou para falar com vocês pelo Frank!

Preciso ir agora, mas fala para aquele brasileiro "O invasor" que entrou de penetra no meu enterro, que eu vou fazer uma visitinha na casa dele, depois que eu passar na cela do Blake.

Afinal, ele prometeu ficar comigo na saúde e na doença, e já que continuo viva, ninguém morreu, ele ainda é meu marido e o cara do ar condicionado já disse, tem lugar aqui para ele e quem vai buscá-lo, sou eu!

Concluindo, queridos bons ouvintes da música:
— Se vocês querem babar ovo de algum músico que já morreu, e não levar em consideração como foi a passagem deles, olhem para o seu próprio quintal! No, no, no!

-Não entendeu, né?
-Nem eu!

Amy House

Ps: Continuem comprando os discos, incluindo as porcarias de gravações que nem eu conseguia ouvir, mas que vão vender como material inédito, assim que alguém permitir.

Enviado por Frank Oliveira em 01/08/2011
Código do texto: T3132135



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 10 de Junho de 2015, 04:25


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1139.gif)

O Ateu

Minha mensagem é destinada aos homens de pouca fé. A eles eu peço uma atenção especial.

Quando caminhei pelo mundo terreno, desconhecia que a vida se prolongava após a morte física. Duvidava desta realidade e, por isso, combatia as idéias religiosas com pertinácia.

Os sermões dos padres, pregações evangélicas ou qualquer tipo de conversação espiritualista eu sempre ignorava com desprezo, ou, quando havia chance, emitia opinião desfavorável.

Eu repudiava todo e qualquer pensamento que assumisse um cunho religioso. Era um ateu convicto e não atinava que minhas concepções, na verdade, eram preconceitos construídos com base na vaidade pessoal.

Às portas da morte, busquei um consolo na filosofia materialista que eu professava, porém este não veio. Na realidade, eu nunca havia pensado no futuro, pois no futuro que eu acreditava, haveria apenas o vazio.

Eu tinha sede de viver, continuar pensando, manter minha consciência, mas eu não acreditava na alma imortal. Então, a angústia tornou-se companheira inseparável dos meus últimos dias.

Meus amigos e parentes mais chegados não conseguiram abrandar os sentimentos deprimentes que se apossavam de mim. Quando meus olhos fecharam-se para a vida material, passei a andar às cegas por estranhos caminhos.

Eles não tinham início, meio ou fim definidos. Pareciam formar um labirinto, que espelhava o que se passava em minha alma. Afinal de contas, não cultivei sentimentos elevados ou solidários durante a vida física, e os poucos amigos que tinha eram da mesma estirpe que eu, ou seja, alimentavam idéias semelhantes às minhas.

Não compreendia a minha situação, já que apenas lembrava-me de que estava desenganado pelos médicos, prostrado no leito.

● Perdido a razão?
● O que havia ocorrido?
● Por quê caminhava a esmo?
● Estaria moribundo em meio a alucinações de morte?

Eu não poderia mesmo entender, pois assumi como verdade incontestável que após a morte reinaria o nada. Lembrei-me dos remédios ministrados e concluí que eles deveriam estar causando tanta confusão mental.

O câncer corroía-me, mas os médicos receitavam com frequência no afã de tirarem-me os níqueis. Para eles, a medicina era apenas um modo de sobreviver. Se era para eu permanecer naquele estado, que deixassem-me morrer!

Infelizes homens de branco sem ética, que pouco se diferenciavam de banqueiros ávidos por lucro! E com este estado de espírito, caminhei por muitos anos por veredas escuras. Depois soube que foram quase trinta anos.

Havia perdido por completo a noção de tempo. Não poderia imaginar que tinha vagado por quase três décadas. Neste período, minha sina era ser um andarilho que passava fome e sede, sofrendo dores constantes, que eram reflexo da doença que destruiu meu corpo.

Às vezes parava por imposição do cansaço e caía num sono perturbador e longo. Em seguida, levantava para voltar a caminhar sem rumo. Em determinado dia, de suma importância para meu espírito, cheguei a um local que tinha luminosidade própria.

Era um ponto de luz que se destacava naquela escuridão. Finalmente pude enxergar algo mais definidamente, embora, conforme me aproximasse, a claridade incomodasse meus olhos.

Estaquei somente quando cheguei diante de um grande portão. Este era ladeado por torres de vigia bastante elevadas. Pude ver guardas por trás do portão e pedi ajuda.

Minha fraca voz parecia não surtir efeito, mas, após algum tempo, vieram me atender. Recolheram-me para dentro daquele local e rapidamente tornaram a fechar a entrada. Confuso e cansado, desfaleci.

Pela primeira vez em muito tempo, tive um longo sono reparador. Durante este descanso, revi toda a minha vida material. Recordei as oportunidades, decepções, algumas fugazes alegrias e tudo o mais que serviu para que eu fizesse uma avaliação daquela experiência terrena. Quando despertei, fui carinhosamente alertado para o fato de que já não dispunha de corpo carnal.

Em princípio fiquei arredio com a notícia, pois ela era contrária aos conceitos que cultivava desde longa data. Porém, como eu era um homem de raciocínio lógico e havia notado um encadeamento coerente entre os fatos que ocorreram, acabei aceitando a nova realidade.

Entendi que temos uma alma imortal e que Deus está acima da vida e da morte. Deus é uma inteligência superior que age em conformidade com um amor infinito, apesar de nós seres humanos sermos tão orgulhosos.

Nos dias que vão, preparo-me para reencarnar, pois esta é uma lei da qual não podemos fugir, porque através do seu funcionamento nós evoluímos.

Ainda faço planos timidamente, mas uma coisa é certa: tenciono nascer num meio em que me ensinem, desde os primeiros anos, o ABC do espiritualismo. Assim, espero não mais me enredar nas malhas frias e duras da incredulidade.

O ateu 22/04/1995.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 11 de Junho de 2015, 04:38

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1141.gif)

"Querida mamãe, pai, irmãos, devo lembrar a paternidade divina e pedir a Deus que nos abençõe, o tempo se desdobra e o amor sempre evidencia a necessidade de parar por alguns momentos das horas para os assuntos do coração.

Este é um grande momento de nossas recordações, reconheço o carinho da mamãe, se dedica ao trabalho lembrando a presença do filho que lhe cresceu nos braços.

Estou no lugar claro cheio de luz, fiquei hospitalizado a princípio para tratamento de minhas faculdades espirituais.

Ouvia as notas de oração de pesssoas amigas, até que o sono me favoreceu. Passei pelo hospital espiritual, quando me vi entre enfermeiros, um lugar muito claro, um anjo guardião me afagava.

Celebramos aqui um nascimento novo, desde os primeiros dias do mês que vamos terminando no calendário terrestre.

Mamãe mais uma nova etapa a ser cumprida, a caminhada está se iniciando e diante do universo a ser atendido de novas propostas de trabalhos em suas mãos seguem sempre cumprindo sua missão.

A senhora e papai sabem que amava o dever bem cumprido, estou bem, cuide de sua saúde, sei que me ensinaram a caminhar os caminhos de minha vida, nos processos de minha juventude, de cada instante vivido.

Peço a Deus para que nossas lágrimas agora se façam preces de alegria pelo reconforto e pela emoção do nosso reencontro. As luzes emanan sobre nós, irradia a fé e o amor quando a dor te assolar no coração.

Ore pois, no amanhã tudo renasce de novos horizontes, no teu caminhar. A canção é tudo em minha vida, sou alegre, passo nas linhas serenas entre canções e preces, pelo teu amor que não se cansa, nem desanima por tua esperança que ampara, pelas horas que se ocupou de tua vida para me dar, pelos sorrisos que apontavam o caminho certo, sua imagem de carinho em mim jamais se apaga.

A oração foi o caminho de luz que me reuniu a todos, por pensamentos em prece de que a certeza de que o seu carinho e dedicação me envolve tanto quanto hoje no grande entendimento.

Orientado pelos mentores vim aos sonhos numa sublime passagem ao seu lado mamãe que é só ternura em nossa benção. A luz espiritual está repleta não só em mim, mas ao seu redor pelas as estrelas que constelam o céu.

Encontro a família unida, recordando todos juntos a felicidade que Deus nos permitiu desfrutar enquanto na terra. Não se sinta só, muito trabalho espera pela frente e estarás tranquila para auxiliar ao próximo.

Mamãe lembranças com um sorriso com meu abraço caloroso, com uma lembrança simples questionada em nossa vida cheia de luta e alegrias vencidas.

Deus vela e te guarda, desacansa nas orações de toda tua proteção em teu manto de luz. "Mensagem espiritual de Rafael Macarenhas para Cissa Guimarães!"

(Psicografada pelo médium espiritualista Jardel Gonçalves, colunista da Revista "Super novelas" com sua coluna de espiritualidade)



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 11 de Junho de 2015, 05:04


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1134.gif)

Silêncio Impossível

O progresso marcha, lenta ou aceleradamente, e ninguém o pode deter. É o processo natural da vida, que evolui sistematicamente sem nunca parar. O repouso, por isso mesmo, e a inércia não fazem parte dos seus quadros.

O mesmo ocorre com a verdade. Não pode ser impedida, porque o seu fluxo, o seu curso, é inestancável.

Quanto mais lúcida a civilização, mais claro se lhe desvela o conhecimento da verdade, ultrapassando o chavão comum, que fala a respeito daquela que é de cada um. Expande-se e, mesmo quando sombreada pelos cúmulos dos preconceitos e dos comportamentos arbitrários, rompe o aparente impedimento e brilha com todo o esplendor.

A verdade é única, embora sejam conhecidas apenas algumas das suas faces; particularmente aquelas que podem ser aceitas sem muitas discussões ou querelas.

As palavras, que pretendem apresentá-la ao mundo e às pessoas, não poucas vezes, alteram-na, confundem quem a busca, divide-a em ideologias e interpretações, causando dificuldades e problemas. Dela se utilizam todos os indivíduos conforme a estrutura mental e o interesse moral de cada qual.

Matam em seu nome, embora ela proceda do Amor; personagem sob a sua bandeira, apesar de expressar-se como paz; confundem-na, mediante os seus textos, e a sua proposta é clara quão universal; preparam, seguindo as regras da interpretação que lhe concedem, mesmo originada do pensamento unívoco de Deus...

Todas as pessoas pretendem possuí-la, e quando pensam detê-la, ou querem retê-la, eis que escapa e expande-se.

Buscam asfixiá-la em um lugar e ressurge noutro. Imbatível, termina por impregnar as mentes e acolher-se nos corações.

●  Por isso, é impossível o seu silêncio.
●  A inquietação é inimiga da serenidade, e esta resulta do conhecimento da verdade.
●  A verdade procede de Deus e a Ele conduz o pensamento, as realizações e os seres.

A verdade é transparente como a luz diáfana do amanhecer; é vida que nutre e pão que alimenta. Na quietude da meditação e no recolhimento do trabalho, ei-la que se expressa, abrindo espaço para a iluminação.

Para perpetuá-la no seu conteúdo espiritual os místicos e santos de todos os tempos retiveram-na em indumentárias delicadas: contos, koans, lendas, e Jesus apresentou-a em encantadoras parábolas.

Os homens, em diferentes épocas, temiam-na, e, por isso, não a aceitavam desnuda. Mas a recebiam, para o entendimento, quando adornada de fantasias, de fábulas, de símbolos.

Naquela circunstância era necessário que todos a conhecessem na sua apresentação legítima: o fato consumado, inegável.

●  Todos quantos ali estavam viram-na e comoveram-se.
●  Talvez não a entenderam.

Por isso, apelaram para os envoltórios, a que se acostumaram.

O coxo andara e prosseguia andando. Não se tratava de um impressionável adolescente, mas, sim, de um homem de quarenta anos, maduro, que sabia discernir, e dava o testemunho: - Eu era limitado; agora ando.

Este o fato: a verdade inconfundível!

Há pessoas que preferem ignorar a verdade, porque aceitá-la é ver-se na encruzilhada da decisão. Não mais pode ser como anteriormente, receando mudar e não possuir forças para prosseguir. Essa energia, no entanto, haure-se nela mesma, que impulsiona para a frente, que sustenta no desempenho a vivência dos seus postulados.

Adiá-la, significa prosseguir na ignorância, sofrer, quando se torna possível ser feliz. Jesus afirmou que a verdade liberta, porque desalgema, dignifica, impondo responsabilidade e dever, que são as suas primeiras conseqüências.

Pedro e João conviveram com o Mestre, que a expressara nas palavras, na conduta e na autodoação. Pedro fora vítima da própria defecção por fragilidade moral, porém, sustentado por ela reergueu-se e tornou-se seu embaixador.

Com o jovem amigo, que a tinha iluminando-o interiormente, pôs-se a apresentá-la de forma incorruptível. Agora era a hora de confirmá-la. A notícia do feito alcançou os ouvidos das torpes e atormentadas autoridades da governança.

Receosos do efeito do acontecimento, tomaram providências, mandando seus esbirros aprisionarem os dois humildes galileus que provocavam tal reboliço.

Temiam que o fermento do bem levedasse a massa informe e ameaçasse a sua dominação inescrupulosa. A alternativa para a sua mesquinhez era o poder da força. E mandaram ao cárcere os inimigos em potencial conforme via sua óptica distorcida.

Sempre se repete a cena da covardia: intimidar a verdade, ameaçando ou vencendo aqueles que a apresentam. Porque não a podem vencer, buscam silenciá-la, inutilizando os seus porta-vozes.

Já era tarde quando os prisioneiros foram trazidos ao Tribunal, e por isso mesmo, foram arrojados ao cárcere até o dia seguinte, quando os submeteram a interrogatório diante do recuperado paciente, que prosseguia saudável.

Novamente mediunizado, Pedro enfrentou os algozes e não se deixou atemorizar ou confundir ante os hábeis sofistas enganadores do povo.

Haviam sido presos, porque fizeram o bem em nome de Jesus Cristo.

—  Afirmou o Apóstolo - é a pedra, desprezada por vós... Não há salvação em nenhum outro (*)... porque dentre os homens Ele é o maior.

Havia altivez no porte e exatidão no verbo.

Assombraram-se os pusilânimes e tomaram a atitude que lhes era habitual: conciliar-ameaçando, libertar-intimidando.

Assim, num conluio infame resolveram proibi-los de referir-se a Jesus, o Cristo.

Não detectaram nos discípulos do Rabi qualquer crime ou erro passível de punição, mas também por medo do povo, que glorificava a Deus, do que por outra razão.

Responderam-lhes, então, os interrogados:

—  Se é justo diante de Deus ouvir-vos antes do que a Deus, julgai-o; pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos.

O silêncio era-lhes impossível. Podiam perder o corpo; mas com a verdade ganhavam a vida. Não se pode deixar de mencionar a verdade que decorre do encontro com os seus conteúdos. As perseguições chegariam, mas a verdade permaneceria também, sem jamais ser abafada...

(*) Atos - 4: 1 a 22. (Nota da Autora espiritual.)

(Jornal Mundo Espírita de Agosto de 1997)

Autor: Amélia Rodrigues.
Psicografia de Divaldo Franco...

 

Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 12 de Junho de 2015, 04:32


(https://dialogospoliticos.files.wordpress.com/2013/01/kiss2.jpg)


Boate Kiss

Mãe querida, em primeiro lugar, peço-te, que te acalmes, acalmes estes pensamentos, acredites nestas linhas.
Sou eu o André, o teu André.

Não penses que sofri ou estou sofrendo, e muito menos descansando eternamente. Mãe, ainda não sei como cheguei por estas paragens, mas me lembro da fumaça, da correria, do cheiro de queimado, foi daí que tropecei e cai esborachado aqui...

Embora ainda sujo, os olhos ardendo, percebi os meus amigos ali juntos e todos eles bem assustados como eu, mas que de alguma forma, estávamos inteiros. Precisando de cuidados médicos, mas vivos.

Daí começaram a nos explicar cuidadosamente o ocorrido, enquanto éramos tratados.

—  Estavam comigo e ainda estão:

●  A Neca, 
●  A Carol,
●  O Silvio,
●  A Suzie,
●  O Roger,
●  O Pedro,
●  O Pardal,
●  O Pablito.

E outros que não consigo dizer os nomes.

Por enquanto estamos bem ajeitados e nos adaptando a esta nova condição de meio mortos, hahahaha...

A vida continua rotineira e tranquila dentro das possibilidades, todos os dias, vamos ás alas hospitalares e damos boas vindas aos demais vitimados naquele incidente horrivel.

Passou para nós, ficou para trás, apenas nos lembramos, nada mais. Qualquer dia destes, aceitarei a oferta de ir novamente a uma festa. Soube que são muito animadas por aqui, mas ainda é cedo para encarar...

Por aqui, é tudo bem parecido com a vida de antes, estou louco para voltar aos estudos, mas ainda não tenho acesso ás matérias, e ainda não sei no que trabalharei, mas já soube que serei remunerado.

Corre solto que aqui também podemos paquerar! Há tanta coisa boa a me esperar, que mal me seguro para começar logo, mas vejo que terei que ir na massa! Pegar solto.

—  Suas orações, mãe chegam direto no meu coração.

●  Sinto saudades, também, sabias?
●  Sinto falta de todos, até do cheiro do capim molhado.

Mas não há como voltar, então o melhor é se apresentar a esta nova vida, e ir em frente. E estas benditas lágrimas nas tuas faces, que enxugo neste momento com sonoros beijos e um sorriso maroto.

—  Mande abraços de saudades aos meus amigos e amigas.

●  A vida é viva.
●  A vida não morre!
●  Nem por fogo nem por água.

Diga a eles, coragem. Quem me conhece, sabe que não sou de dobrar diante de nada, e esta tal morte, também não me dobrou. Continuo o mesmo guru.

Amo todos, e quando me for permitido, de novo aqui estarei neste noticiário diferente, mas muito legal.

●  Beijo mamãe.
●  Beijo familia...

André.

Mensagem de um jovem desencarnado na boate kiss - psicografada por ângela henriques
Jovem desencarnado na Boate Kiss.

(Psicografia / Angela M. Henriques)



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 12 de Junho de 2015, 06:05
 

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1122.gif)

Confira, abaixo, o que o livro aborda e um pouco do que
dizem alguns que desencarnaram na tragédia:*

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif)Pai e mãe, estimaria vê-los distantes de quaisquer protestos que não me trarão de volta. Vamos lembrar que os responsáveis também têm famílias e não tiveram qualquer intenção quanto à tragédia acontecida(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_finish.gif)   
(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif)Pensemos no fato como uma fatalidade e hoje já começamos a entender um pouco em sentido mais profundo, do que nos ocorreu do ponto de vista da lei de causa e efeito (http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_finish.gif) 

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Em vidas que se foram, mamãe e papai, não raro, nos transformamos em incendiários e não foram poucos os filhos que, em nossas atitudes de violência apartamos dos braços carinhosos de seus genitores(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_finish.gif) 

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Realmente ninguém deve ser considerado culpado pelo que nos sucedeu. Que o episódio naquela casa de espetáculos, em Santa Maria, simplesmente nos sirva de advertência para que sejamos cuidadosos, sobretudo, no respeito que nos cabe devotar aos nossos semelhantes.(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_finish.gif) 

Guilherme Pontes Gonçalves.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 12 de Junho de 2015, 06:11

(http://i38.photobucket.com/albums/e105/CommentCrazyGirl/Smileys Weather Seasonal/Flowers Garden/th_FlowerBasketSpringBloom.gif)

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Aos nossos familiares e amigos, retornem a Santa Maria, levando a certeza de que a vida não termina com a mote(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_finish.gif)

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Nós não nos sacrificamos em vão, porque a partir do que sucedeu no último 27 de janeiro as nossas autoridades passaram a ficar mais atentas, zelando para que tragédias semelhantes não continuem ceifando tantas existências promissoras.(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_finish.gif) 

Stefani Posser Simeoni.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 12 de Junho de 2015, 06:25

(http://i38.photobucket.com/albums/e105/CommentCrazyGirl/Smileys Weather Seasonal/Flowers Garden/th_Flower51.gif)

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Mãe e pai, estamos todos vivos, e isto é o que basta. Eu sei que até parece que minha atitude de agora, possa suscitar um possível ato de covardia, mas não é verdade..(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_finish.gif) 

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Mãe, estamos precisando mudar os ares de Santa Maria, carecemos de modificar as vibrações de nossa cidade, procurando orar mais uns pelos outros. .(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_finish.gif) 

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Inclusive pelos infelizes irmãos proprietários da boate, que também têm suas famílias, que não desconheço têm sofrido ameaças e agressões de todos os tipos de criaturas de ânimos mais destemperados.(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_finish.gif) 

Leonardo Schopf  Vendruscolo.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 12 de Junho de 2015, 06:30


(http://i38.photobucket.com/albums/e105/CommentCrazyGirl/Smileys Weather Seasonal/Flowers Garden/th_flowernin-vi.gif)

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Mãe e pai, eu e meu irmão tudo fizemos para tentar preservar a nossa vida, mas o tumulto, a gritaria, o desespero, se responsabilizou por tudo que já sabemos.(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_finish.gif) 

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Agradecemos, eu e meu irmão, as fotos espalhadas na casa; e na carteira e na bolsa da senhora. Saibam que não nos perderam. Tivemos que ir ali pensem assim, daqui a pouco nós voltamos.(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_finish.gif) 

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Marcelo de Freitas Salla Filho, irmão de Pedro de Freitas Salla Filho, que também morreu na tragédia da boate Kiss.(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_finish.gif)


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 12 de Junho de 2015, 06:35


(http://i38.photobucket.com/albums/e105/CommentCrazyGirl/Smileys Weather Seasonal/Flowers Garden/th__flowerslow__by_Helen_Baq.gif)

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Estou melhorando e só a saudade é que me maltrata tanto.(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_finish.gif) 

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Agradeço todas as homenagens que nos fizeram, mas acredito que de momento estamos precisando de muitas orações. E peço a todos os brasileiros que orem por nós...(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_finish.gif) 

Daniela Betega Ahmad.


(http://i38.photobucket.com/albums/e105/CommentCrazyGirl/Smileys Weather Seasonal/Flowers Garden/th_thTulipsdance.gif)

As psicografias foram feitas entre junho de 2013 e agosto de 2014, em centros espíritas registrados na Federação Espírita Brasileira.

Os médiuns que receberam as psicografias publicadas no livro são:

Luiz Cláudio Sousa, da Casa Fraterna Francisco de Assis,
Alaor Borges Júnior, do Lar Espírita Irmã Valquíria,
Carlos A. Baccelli, do Lar Espírita Pedro e Paulo,
Todos de Uberaba (MG).

E Nilton César Stuqui, do Centro Joanna De Angelis, de Passo Fundo.
Diário de Santa Maria.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 13 de Junho de 2015, 19:10


(https://www.kboing.com.br/fotos/imagens/4cb83d405e1fe.jpg)

John Lennon

—  Sabe quando, às vezes, você sente que algo está errado mas resolve ignorar?
—  É assim que eu me senti naquela noite quando saí da lumusine e caminhei na direção do Dakota. (1)

Há vários dias eu vinha sentindo uma incrível sensação de mudança. A princípio, pensei que podia ser toda aquela coisa de "começar de novo".

Para mim, o álbum Double Fantasy sob muitos aspectos era realmente um novo começo.

Pela primeira vez desde que Sean nascera, eu me arriscava a deixar o cenário doméstico. Estava novamente no "Mundo Real", traçando novos caminhos e dando entrevistas. Era empolgante!

Adorei estar de volta ao estúdio com Yoko; era ótimo acordar de manhã com novas músicas na cabeça. Não havia nada que não podíamos fazer... ou assim eu pensava.

Naquela tarde, na hora do almoço, estávamos comentando sobre o aumento da violência na cidade. Eu detestava ver aquilo acontecendo, só iria reforçar a falta de confiança já existente entre as pessoas.

À noite, no estúdio, tivemos uma fantástica sessão; mas aquela incômoda sensação de mudança estava começando a me chatear.

Meus pensamentos não paravam de vagar na direção de Sean. Eu até insisti para que voltássemos direto para casa quando terminássemos de tocar, em vez de sair para comer com os outros.

Enquanto caminhava para o Dakota, o ar frio e úmido castigava meu rosto; minha única vontade era estar lá dentro com Yoko e Sean.

Então ouvi uma voz:
—  "Sr. Lennon."

Eu mal havia me virado quando a primeira bala explodiu em meu peito - depois a segunda, a terceira... e eu sabia o que estava acontecendo.

As luzes ao redor ficaram mais brilhantes.

Minha mente gritou:
—  "Yoko! Eles têm que salvar Yoko!"

Então fui dominado por uma dor incrível no peito, por ondas de intenso calor e náusea.

Meu corpo cambaleou pela escada acima e para o interior do edifício; deve ter sido puro reflexo físico. Em minha cabeça comecei a dizer:

—  "Aqui dentro é seguro... aqui dentro é seguro"...

Repetidas vezes, até que cai no chão.
 
—  Caindo.....
—  Caindo....
—  Caindo...

Era como se eu caísse por toda a eternidade - então fiquei imóvel... mas só por um instante.

Meu corpo espiritual vibrava tão intensamente que não podia ser contido; e, como em outras oportunidades em minha vida, eu estava de pé e fora do corpo - o corpo físico, bem estendido.

Enquanto flutuava perto do teto, pude ver um homem deitado no chão numa poça de sangue.
—  Era eu.

Yoko gritava por um médico - nunca a tinha visto tão desesperada. Tentei me comunicar para consolá-la de alguma forma, mas ela estava totalmente fechada, tentando negar a realidade diante de si.

Com a força que me restava concentrei-me num sincero apelo ao porteiro, que estava ajoelhado ao lado de meu corpo:
—  "Ajude Yoko!"

Senti uma força indescritível puxando meu corpo espiritual. Meu Deus, eu queria ficar lá e ajudar Yoko! Mas não podia fazer nada.

A força era cada vez mais forte... Então o brilho na sala estabilizou-se, e eu senti uma profunda sensação de paz.

Quando percebi o desprendimento de meu corpo físico, eu sabia que estava morto.

Uma poderosa onda de luz encheu a sala, e o mundo que eu tinha conhecido desapareceu. Eu estava sendo arrebatado através de um "túnel" tão brilhante como o próprio sol.

Já havia lido sobre um túnel de luz em experiências de outras pessoas, mas era difícil acreditar que aquilo estava acontecendo comigo.

À medida que minha velocidade aumentava, as feridas dos tiros pareciam cristalizar-se; como pepitas de alguma substância dura presa dentro de uma textura mais delicada.

Fiquei surpreso por ainda senti-las, mesmo depois de ter deixado meu corpo bem longe. Ondas de música me atravessavam - era a sinfonia mais linda que já ouvira.

—  Que viagem!

A música continuava a passar, cada vez mais rápido, até que culminou em um grande crescendo. Eu estava em êxtase!

De repente, tudo passou.

Eu sabia que estava fora do túnel, mas só podia ver luz. Senti alguém perto de mim. Talvez fosse um anjo... ou...

Então ouvi meu nome:
—  "John."

Aquela voz abalou minha alma. Era minha mãe! Julia! Nunca pensei que a ouviria novamente.
—  "Estou tão contente em vê-lo!"

Ela tomou-me em seus braços. Abraçou-me. Beijou-me. Eu estava transbordando de alegria! Olhei bem em seus olhos. Realmente era ela... Julia!

Parecia tão feliz, tão tranquila. Seu corpo era mais sólido do que o meu, e mais radiante.

—  Será que o meu mudaria com o tempo?
—  Ainda existia algo como o tempo?

Era tudo tão diferente do que eu tinha imaginado. Mas que alívio descobrir que alguém vem ao nosso encontro quando morremos.

E que ótimo ter sido minha mãe
Eu tinha sentido tanta falta dela.

—  "Obrigado por ter vindo, Mamãe".
—  "Estou muito contente que esteja aqui."

—  "Oh, John, tenho estado com você todos os dias durante anos - se ao menos soubesse. Agora quero ser a mãe que não pude ser lá na Terra." (2)

Todo o meu corpo estremeceu com memórias dolorosas da infância. Quando eu era pequeno, mamãe me segurava durante os ataques aéreos, e eu costumava rezar para Deus pedindo que, se as bombas me atingissem.

Ele me fizesse chegar a salvo no Céu segurando a mão de mamãe.

Os tiros... tinham soado como bombas.

E ali estava Julia.
—  Aquilo seria o céu?

Meus pensamentos voaram para Yoko e Sean.
—  O que eles iriam fazer?

Eu nem disse adeus.

Então um vento fresco veio acariciar e me acalmar; ele me carregou de volta à Terra.

Pude ver o rosto dos dois. A princípio pareciam normais, mas suas expressões foram mudando à medida em que eram cobertas por camadas de angústias e aflição.

—  O que iriam fazer agora?

Meu corpo encheu-se de dor.

—  Meu Deus, eu os amava!
—  Éramos realmente uma família.

Sean e eu estávamos tão ligados - e Julian... Comecei a perder o controle.

Mamãe pôs a mão em meu ombro, e eu estava de volta ao seu lado. Seu amor, e alguma coisa que havia na luz ao nosso redor, fez que eu me sentisse mais forte.

—  "John, seu maior trabalho ainda está por vir.
—  Mas primeiro, toda essa dor deve ser dominada; é´preciso que você esteja completamente curado e em paz."

John Lennon.

Texto:
As Experiências Pós-Morte de John Lennon, pelo Espírito de John Lennon, através do clariaudiente Jason Leen.

Notas:

1) Dakota: residência de Lennon em Nova York.

2) John Lennon nasceu durante um ataque aéreo em 9 de outubro de 1940. Seu pai abandonou a família quando ele ainda era muito jovem. Os tios de John, Mimi e George, deram-lhe um lar carinhoso, enquanto Julia construía uma nova vida para si mesma.

Ela não foi muito ativa na vida de John até a sua adolescência, quando então ensinou-lhe alguns acordes básicos. Precisamente quando estavam se tornando realmente íntimos um do outro, Julia morreu num inesperado acidente perto da casa de Mimi.

Mais tarde John referiu-se àquilo como "a pior coisa que já aconteceu comigo.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 13 de Junho de 2015, 22:44

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1123.gif)

Morrer Não Significa Acabar

Querida Mãezinha, querida vovó Armanda, querida tia Isabel. Venho pedir a Deus que nos abençoe e pedir-lhes para não chorarem tanto. Estou aqui com o meu avô Primitivo Aymoré e com a minha avó Isabel Rôa Escobar, mas estou muito preso às lágrimas de casa.

Querida tia Isabel; se puder, não deixe a vovó chorar tanto, nem a minha Mãezinha Gilda continuar tão aflita por minha causa. Estou vivo, mas preciso desembaraçar-me das prisões de casa para conseguir melhorar.

O meu avô Primitivo me diz que preciso fazer este pedido para que a minha situação consiga melhorar. Às vezes, me reconheço nas ruas de Ponta Porã ou de Pedro Juan Caballero, perguntando porque... Mas, isso resulta de quando me contemplam os retratos, chorando muito e chamando-me.

Não culpem ninguém, porque eu tinha tido a obrigação de vir mais cedo para cá. As leis de Deus funcionam sobre as nossas cabeças, e não havia como fugir a elas. Rogo-lhes conformação, à mãe Armanda. Estive com vovô Ayala, que meu deu excelentes conselhos.

Agora, peço-lhes para descansarem para que eu descanse. Os que chegam aqui, vêm tudo quanto se passa aí, e espero que me auxiliem. Tia Isabel; envio o meu abraço ao Evaldo Carlos e a Gladys Lise, com muita estima ao tio Basch. Agora, me despeço.

Vim até aqui porque o meu avô Primitivo me disse que teríamos que escrever alguma coisa para que a minha avó Armanda não fique doente. As lágrimas de saudade também matam, e queremos a Vovó aí perto de minha mãe sem o sofrimento em que as vejo depois de minha vinda para cá. Morrer não significa acabar.

Estou rente com a família, e assim que as lágrimas diminuírem; penso que vou trabalhar muito. Minhas lembranças ao meu querido irmão. Ao papai, ao Basch e às crianças. E pedindo as três me abençoarem, sou o filho, o neto e o sobrinho que pede a Deus nos auxilie a vencer as nossas dificuldades para sermos realmente mais felizes.

Abraços muito de coração do Antônio Carlos Escobar. **

“Não culpem ninguém”. A fim de que possamos compreender por que Antônio Carlos Escobar foi tão incisivo, optando pela síntese em sua mensagem que titulamos por “Morrer não significa acabar”, transcreveremos, em seguida, os pontos principais da carta que a gentileza de sua genitora – D. Gilda Aymoré Escobar – nos enviou, depois que a entrevistamos, pessoalmente, em Uberaba. “Ponta Porã (MS), 8 de junho de 1978.

Prezado Senhor Elias. Que as bênçãos do Pai Todo Poderoso recaiam sobre todos nós. Senhor Elias, como o senhor pediu-me; estou-lhe enviando uma cópia da Mensagem, do meu filho, recebida através do irmão Francisco Cândido Xavier, na reunião do dia 21/4/178, justamente dias depois da desencarnação dele – Antônio Carlos Escobar -, ocorrida no dia 25/12/77, às 20 horas, no Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Antônio Carlos era piloto civil, mas no dia do acidente, não queria voar, pois era o gerente de nossa firma – “Exportadora Aymoré” -, isto é, dono e gerente, e disse ao rapaz que veio convida-lo não poder ir, pois tinha muito serviço e um aprova de Química por fazer (estava fazendo o 3o ano Colegial, no Colégio São José, em Ponta Porã), e que ainda precisava estudar para fazer essa prova, uma das últimas a que teria que se submeter para a conclusão do curso.

Depois que o companheiro insistiu pela 4a vez, resolveu Antônio Carlos ir, dizendo-me:
— Mamãe; vou leva-lo à fazenda aqui pertinho, e logo voltarei. Ela já insistiu muito, e disse que lá tem pista boa para a aterrissagem.

Então, eu disse:
— Não vá hoje, meu filho, já são 15:15 horas, deixe isso para amanhã.

Mas José Peixoto Zatorre insistiu:
— Não, tem que ser hoje.

E lá se foram os dois. Tentando fazer um pouso forçado, conforme apurou a perícia, devido à falta de posta para a decolagem do avião, meu filho deixou que este colidisse com uma árvore, quebrando uma asa e caindo.

Com o impacto do avião ao solo, Antônio Carlos foi jogado ao longe, mas ao ver que seu companheiro ficou preso dentro das ferragens, voltou lá para tira-lo, quando o tranque explodiu, queimando gravemente os dois.

Da fazenda vieram numa camioneta para a cidade, falando; chegaram andando no hospital.

Quando lá cheguei, disse-me ele:
— Não chore mamãe. Estou bem, não vou voar mais e o meu brevê já virou cinzas. No dia de Ano Novo, eu já estarei bem.

Resolvemos leva-lo a São Paulo, por conselhos médicos, juntamente com o amigo Trinta minutos antes de chegar à Capital Paulista, no avião em que viajávamos, José Peixoto Zatorre faleceu, mas Antônio Carlos, muito confiante em Deus, na hora de decolagem do avião aqui em nossa cidade, rumo a São Paulo, pediu ao Pai o amparasse o protegesse.

Quando chegamos ao Hospital das Clínicas, depois de demorado exame, disse-me o Dr. Tirso de Almeida:
— Gilda, você está muito confiante e otimista porque o seu filho chegou com vida, mas só um milagre, só Deus... O caso dele é grave, tem 80% de queimaduras.

Mas quando Antônio Carlos ia entrar para o CTI, onde foi feito tudo que foi possível no Hospital, em seu favor, - não mediram sacrifícios, tinha um plantão exclusivo para ele de quatro médicos, e era visitado todas as manhãs por uma equipe de coração, pulmão, rins, queimados e infecção; foi feito tudo mesmo, todavia, a Providência Divina resolve do melhor modo.

Eu disse, naquele instante:
— Filho, a mamãe não pode entrar aí, mas através do vidro eu vou estar com você. Não vou sair daqui. Deus é grande, você vai voltar bom para casa.

Ao que ele respondeu:
— Eu sei mamãe, que Deus está aqui a meu lado.

Era Antônio Carlos um rapaz muito bom. Nunca me disse que não gostasse de alguém. Muito caridoso, preocupava-se muito com os aparentemente desfavorecidos da sorte ou com os doentes. Sabia tratar os mais humildes com gentileza, era muito trabalhador, não media sacrifício, estava sempre pronto quando dele precisavam.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 13 de Junho de 2015, 22:45


Filho muito carinhoso; costumava dizer todos os dias:
— Mãezinha, eu te amo. Coroa, eu te adoro. Vou ficar ao teu lado, mãezinha, hei de cuidar sempre de ti, jamais vou te deixar.

Senti muita a falta dele, e culpava o companheiro dele, achava que se ele não tivesse insistido tanto, meu filho não teria ido e não teria acontecido o desastre que o levou para longe de mim.

Muito católico, sem vício nenhum, pois não fumava e não ingeria bebidas alcoólicas, amigo de todos, Antônio Carlos foi escolhido o melhor amigo do Colégio São José, numa votação feita pelo Rotary Clube da cidade. Por aí o senhor pode imaginar quanto meu filho era querido.

Deixou muitas saudades em todos que o conheceram de perto. Por ser o neto mais velho, era o predileto de minha mãe – a vovó Armanda que ele cita na mensagem -, e que ficou muito triste com a perda do neto querido, muito querido por todas as tias e tios, enfim, muito querido de todos.

Penso Sr. Elias; ter explicado bem como ocorreu a morte de meu filho. A mensagem que o senhor pediu-me para que possa sair no próximo livro que o senhor vai organizar, por favor, quando esse livro sair, não se esqueça de remeter-me um exemplar.

Gostaria muito de conseguir o endereço de D. Zilda Giunzhetti Rosin, autora do livro Perda de Entes Queridos, pois tenho rezado para que seus filhos Dráusio e Diógenes, que já desencarnaram há mais tempo, possam ajudar a meu filho. Sr. Elias vou contar-lhe algo muito interessante que me aconteceu.

Na sexta-feira, antes do Dia das Mães, isto é, dia 12/5/78, estava eu doente. Depois que o médico saiu, pedi à determinada amiga que viesse me dar um passe. Para minha alegria, vieram duas amigas e, através de uma delas, uma entidade espiritual amiga mandou-me um recado: que meu filho estava arrumando um ramalhete de rosas para me mandar.

Não acreditei muito nisso, e pensei:
—  Se eu receber esse ramalhete de alguém que soube desse recado, eu não acredito mesmo.

Mas, no domingo, pela manhã, o meu outro filho me disse, todo emocionado:
—  Mamãe, venha cá. Ia entrando um piloto que também é tenente do Exército que não costuma frequentar a minha casa, e vinha trazendo um ramalhete, exatamente igual ao que imaginei – meu filho entrando com as flores.

Não pude falar outra coisa a não ser:
—  Não! Não!

Foi o suficiente para que o moço me dissesse:
—  Dona Gilda, eu não vim aqui querendo substituir ninguém, mas eu não sei porque, hoje, quando acordei, senti uma vontade de trazer rosas para a senhora. Minha mãe reside em Porto Alegre. Não sei porque escolhi a senhora como sendo a minha mãe para receber este ramalhete.

Chorei bastante, e senti neste gesto que era o meu querido filho que estava me mandando estas flores. Mais uma prova que recebi do Espiritismo, eu que sempre fui católica.

Quando cheguei aí em Uberaba, pela primeira vez, ninguém me conhecia. Para Antônio Carlos dizer tão certinho tudo o que ele disse, através do médium Chico Xavier, só ele mesmo – o Espírito de meu filho – para saber.

Vovô Ayala, que ele cita na mensagem, é meu avô materno, desencarnado há 33 anos, visto que Antônio Carlos não o conhecia e quase não costumávamos nos lembrar dele, que já morreu há tantos anos, eu mesma tinha 7 anos quando ele desencarnou.

Vovô Primitivo é meu pai, desencarnado há 6 anos.
Vovó Isabel Rôa é minh avó, mãe de meu pai, desencarnada há 2 anos.

Eu costumava, com efeito, conversar muito com a fotografia do meu filho, perguntando:

—  Por que, meu filho querido; tinha que acontecer isso com você; que sempre foi um menino tão bom, tão correto em tudo, tão amigo de todos, enfim, um filho que nos deu alegrias, por que Deus tinha que bater em nossa porta desse jeito?

Antônio Carlos Escobar, que nasceu em Campo Grande, Estado de Mato Grosso, em 26 de setembro de 1956, ia ficar noivo no dia 31/12/77, e casar agora em maio. Estava com tudo pronto.

Era um exemplo de filho, irmão, neto, amigo. Faleceu em São Paulo, em 25 de dezembro de 1977, noite de Natal, Às 20 horas. Bem, Sr. Elias; esperando ter explicado tudo direitinho, peço ao Divino Pai nos abençoe, a nós aqui da Terra, e aos nossos do Plano Espiritual. Aqui fica a irmã (a) Gilda Aymoré Escobar.

** Sumário:

1- Antônio Carlos Escobar: Filho de Flamarion Capilé e de D. Gilda Aymoré Escobar.
2- Nascimento: 26 de setembro de 1956.
3- Desencarnação: 25 de dezembro de 1977.
4- 10-Sr. Basch: tio materno. 11-Sr. Ayala -: bisavô materno, desencarnado em 1946.
6- Sra. Isabel Rôa Escobar: bisavó materna, desencarnada.
7- Sra. Armanda: Avó materna.
8- Sra. Isabel: Tia materna.
9- Gladys, Lise e Evaldo Carlos -: primos maternos.
10- Cidade onde residia: Ponta Porã, Estado de Mato Grosso do Sul, Pedro Juan Caballero – cidade fronteira – Paraguai – Brasil. 5- Sr. Primitivo Aymoré: Avô materno, desencarnado a 24 de janeiro de 1972.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 15 de Junho de 2015, 17:58

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1119.gif)

A carta suicida de uma vítima de pedofilia

“O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao SENHOR:
▬   Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio.” (Salmo 91:1)


(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu tenho o desejo de declarar a minha sanidade mental e justificar minhas ações, mas presumo que eu nunca vou ser capaz de convencer ninguém de que esta foi a decisão certa. Talvez seja verdade que quem faz isso é insano, por definição, mas posso pelo menos tentar explicar o meu raciocínio.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu não considerei escrever nada disso por causa do quanto isto é pessoal, mas eu gosto de amarrar as pontas soltas e não quero que as pessoas fiquem se perguntando por quê eu fiz isso. Já que eu nunca falei com ninguém sobre o que aconteceu comigo, as pessoas provavelmente poderiam tirar conclusões erradas.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Minhas primeiras memórias de infância são as de uma criança repetidamente violentada. Isto afetou todos os aspectos da minha vida. A escuridão, que é a única maneira que posso descrevê-la, seguiu-me como uma névoa, mas às vezes ficava densa demais e me esmagava completamente, geralmente desencadeada por uma situação aleatória qualquer.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) No jardim de infância eu não conseguia usar o banheiro e ficava petrificado sempre que eu precisava, o que iniciou em mim uma tendência de comportamento social bizarro e inexplicável. Os danos que foram feitos ao meu corpo ainda me impedem de usar o banheiro normalmente, mas agora é menos um impedimento físico do que propriamente um lembrete diário de que foi feito para mim.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Essa escuridão me seguiu como eu cresci. Lembro-me de passar horas brincando com legos, sendo o meu mundo composto por mim e uma caixa de gelados blocos de plástico. Só esperando para que tudo terminasse.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) É a mesma coisa que eu faço agora, mas em vez de legos prefiro navegar na web, ler ou ver um jogo de beisebol. A maior parte da minha vida tem sido um sentimento de estar morto por dentro, esperando que o meu corpo chegue a este mesmo estado.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Às vezes durante meu crescimento, eu sentia uma raiva inconsolável, mas eu nunca liguei isso ao que tinha acontecido até que atingi a puberdade. Eu era capaz de manter a escuridão de lado cada vez que isso acontecia, fazendo coisas que exigiam concentração intensa, mas as trevas sempre voltavam.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Atraí-me por programação justamente por esta razão. Nunca fui particularmente apaixonado por computadores ou fã de matemática, e a paz temporária que isso me proporcionava era como uma droga. Mas a escuridão sempre voltava e fui construindo uma espécie de resistência, porque a programação foi se tornando cada vez menos um refúgio.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) As trevas me acompanham desde o momento em que eu acordo. Sinto-me como se uma sujeira estivesse me cobrindo. Sinto-me como se estivesse preso num corpo enlameado que nenhum ciclo de lavagem pudesse limpar.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Sempre que eu penso sobre o que aconteceu eu começo a me coçar compulsivamente, e não consigo me concentrar em outra coisa.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Isto se manifesta também na hora de comer, ficar acordado por dias seguidos, ou dormir direto durante dezesseis horas, bebedeiras, uma semana inteira de programação ou malhar constantemente na academia. Estou exausto de me sentir assim a cada hora de cada dia.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Três ou quatro noites por semana eu tenho pesadelos com o que aconteceu. Isto me faz evitar o sono e por isso estou constantemente cansado, porque tentar dormir com o que se prenuncia como horas de pesadelos não é nada repousante.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu acordo suado e furioso. Lembro-me todas as manhãs do que foi feito contra mim e do controle que isso tem sobre a minha vida. Eu nunca fui capaz de parar de pensar sobre o que aconteceu comigo e isso dificulta minhas interações sociais.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Ficava irritado e perdido em pensamentos para em seguida ser interrompido por alguém dizendo
"Oi "ou puxando conversa, incapaz de entender por que eu parecia frio e distante.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu andava por aí, vendo o mundo exterior a partir de um portal distante atrás dos meus olhos, incapaz de me conduzir segundo as normais delicadezas humanas.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Ficava imaginando como seria ter relações normais para com as outras pessoas sem ter lembranças amargas sempre na minha mente, e eu queria saber se outras pessoas tiveram experiências similares, mas eram mais habilidosas em mascará-las.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) O álcool também foi algo que me deixava escapar das trevas, mas elas sempre me encontravam depois, sempre irritadas por que eu havia tentado escapar e me faziam pagar por isso. Muitas das coisas irresponsáveis que eu fiz foram o resultado das trevas.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Obviamente, eu sou responsável por cada decisão e ação, incluindo esta, mas há razões para que as coisas aconteçam da maneira que elas acontecem.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) O álcool e outras drogas me deram uma maneira de ignorar a realidade da minha situação. Era fácil passar a noite bebendo e tentando esquecer que eu não tinha nenhum futuro para ficar esperando. Eu nunca gostei do que o álcool fazia comigo, mas era melhor do que encarar de frente a minha existência com honestidade.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu não tenho provado álcool ou qualquer outra droga já faz mais de sete meses (e nem drogas ou álcool estão envolvidos neste meu ato) e isso me forçou a avaliar a minha vida de forma honesta e clara. Não há nenhum futuro aqui. As trevas estarão sempre comigo.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu costumava pensar que se eu resolvesse algum problema ou alcançasse algum objetivo, talvez elas sairiam. Era reconfortante identificar os problemas concretos e solucionáveis como a origem dos meus problemas ao invés de algo que eu nunca seria capaz de mudar.

●  Pensei que, se  perdesse peso,
●  Ou entrasse numa boa faculdade,
●  Ou numa boa escola de pós-graduação,
●  Ou passasse um verão na Califórnia ou Nova York,
●  Ou publicados trabalhos que me dessem orgulhoso,
●  Ou criasse programas que milhões de pessoas usariam,
●  Ou fosse para a academia quase todos os dias durante um ano...     

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) ... Então talvez eu sentiria um pouco de paz e não fosse constantemente perseguido e assombrado. Mas nada que eu fiz mudou um grão na forma como eu me sentia deprimido diariamente e não havia nada que eu fizesse que fosse recompensador.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu nem sei porque eu pensei que algo fosse capaz de mudar. Eu não percebi o quão profundo isto tinha uma influência decisiva sobre mim e minha vida até o meu primeiro relacionamento.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Estupidamente eu supus que, não importando o quanto a escuridão me afetava pessoalmente, os meus relacionamentos amorosos, de alguma maneira, seriam separados e protegidos.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Enquanto eu crescia, eu via a possibilidade de relacionamentos futuros como uma possível fuga dessa coisa que me assombrava todos os dias, mas comecei a perceber o quanto isso estava emaranhado em todos os aspectos da minha vida e como isso nunca iria me libertar.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Ao invés de ser uma fuga, os relacionamentos e contatos românticos com outras pessoas apenas intensificavam o meu problema de forma que eu não podia suportar. Eu nunca vou ser capaz de ter uma relação em que ele não é o foco, afetando cada aspecto das minhas interações românticas.(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_finish.gif)


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   




Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 15 de Junho de 2015, 18:03


(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Os relacionamentos sempre começavam bem e eu seria capaz de ignorá-lo por algumas semanas. Mas conforme nós íamos nos tornando íntimos emocionalmente, as trevas voltavam e a cada noite lá estariam eu, ela e as trevas num negro e horrível ménage-à-trois.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Elas me cercavam e penetravam e quanto mais nós nos aproximávamos, mais intensas elas se tornavam. Fez-me odiar ser tocado, porque enquanto estávamos separados eu poderia vê-la como uma visão de fora, boa, gentil e imaculada

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Uma vez que nos tocávamos, a escuridão também a envelopava e a levava, de maneira que o mal que estava dentro de mim também terminava envolvendo-a. Eu sempre me sentia como se estivesse infectando alguém com quem eu estava.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Os relacionamentos não davam certo. Ninguém que eu namorava era a pessoa certa, e penso que se eu tivesse encontrado a pessoa certa eu a teria esmagado.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Parte de mim sabia que o fato de encontrar a pessoa certa não ajudaria, então eu me interessei por garotas que obviamente não tinham interesse em mim. Por um momento eu pensei que eu era gay.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu me convenci de que não eram as trevas, mas talvez a minha orientação sexual, porque isso me daria o controle sobre o porquê das coisas que eu não considerava "corretas".

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) O fato de que as trevas afetam questões sexuais de maneira mais intensa fez com que essa ideia tivesse algum sentido e eu me convenci disso por alguns anos, começando na faculdade depois do meu primeiro relacionamento ter terminado. Eu disse às pessoas que eu era gay (em Trinity, não em Princeton), ainda que eu não me sentisse atraído por homens e me mantivesse interessado por garotas.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Então, se ser gay não era a resposta para os meus problemas, então qual era?

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) As pessoas pensavam que eu estava evitando a minha orientação, mas o que eu estava realmente evitando era a verdade, a qual é que, mesmo eu sendo hetero, nunca estarei satisfeito com quem quer que seja. Agora eu sei que as trevas nunca irão embora.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Na última primavera eu encontrei alguém que era diferente de qualquer outra pessoa que eu havia conhecido. Alguém que me mostrou o quanto duas pessoas podem conviver bem e quanto eu poderia se preocupar em cuidar de outro ser humano.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Alguém com quem eu sei que poderia estar e amar para o resto da minha vida, se eu não fosse tão fudido. Surpreendentemente, ela gostava de mim. Ela gostava da casca de homem que as trevas haviam deixado para trás.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Mas isso não importava, porque eu não conseguia ficar sozinha com ela. Nunca era só nós dois, tudo foi sempre a três: ela, eu e as trevas Quanto mais íntimos ficávamos, mais intensamente eu sentia a escuridão, como se fosse um espelho maligno das minhas emoções.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Toda a intimidade que nós tínhamos e eu amava era complementado por uma agonia que eu não conseguia suportar e daí eu percebi que eu nunca seria capaz de dar a ela, ou a quem quer que fosse, tudo de mim ou somente o meu eu.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Ela nunca poderia me ter sem a escuridão e o mal dentro de mim. Eu nunca poderia ter apenas ela, sem a escuridão como uma parte de todas as nossas interações. Eu nunca vou ser capaz de estar em paz e contente em um relacionamento saudável.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Percebi a futilidade da parte romântica da minha a vida. Se eu nunca a tivesse conhecido, eu teria percebido isso tão logo encontrasse alguém com quem eu combinasse igualmente bem. É provável que as coisas não teriam funcionado com ela e que teríamos rompido (com o nosso relacionamento chegando a um fim, como a maioria dos relacionamentos chegam), mesmo se eu não tivesse esse problema, já que namoramos por pouco tempo.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Mas vou ter que encarar exatamente os mesmos problemas com as trevas com qualquer outra pessoa com que me relacione. Apesar de minhas esperanças, amor e compatibilidade não são suficientes.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Nada é suficiente. Não há nenhuma maneira de eu poder resolver isso ou até mesmo derrotar as trevas o suficiente para ter um relacionamento ou qualquer tipo de intimidade que seja viável.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Então, eu observava como as coisas desmoronavam entre nós. Eu tinha colocado um limite de tempo explícito no nosso relacionamento, pois eu sabia que não poderia durar muito por causa das trevas e não queria segurá-la, e isso causou uma grande variedade de problemas.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Ela foi colocada em uma situação anormal que ela nunca deveria ter tomado parte. Deve ter sido muito difícil para ela não saber o que realmente estava acontecendo comigo, mas isso não é algo que eu nunca fui capaz de conversar com mais ninguém. Perdê-la foi muito difícil para mim também.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Não é por causa dela (eu superei o nosso relacionamento de forma relativamente rápida), mas por causa da constatação de que eu nunca teria um outro relacionamento e porque aquele significou a última ligação pessoal, exclusiva e verdadeira que eu podia ter tido.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Isso não era evidente para outras pessoas, porque eu nunca poderia falar sobre as verdadeiras razões da minha tristeza. Fiquei muito triste no verão e no outono, mas não foi por causa dela, mas porque eu nunca vou escapar das trevas com quem quer que seja.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Ela era tão amável e gentil comigo e me deu tudo que eu poderia ter pedido considerando as circunstâncias. Eu nunca vou esquecer o quanto ela me trouxe felicidade nesses poucos momentos em que eu poderia ignorar a escuridão.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu havia planejado originalmente me matar no inverno passado, mas nunca parei para fazer isso (partes dessa carta foram escrita cerca de um ano atrás, outras partes dias antes de fazer isso.)

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Foi errado da minha parte me envolver em sua vida se esta fosse uma possibilidade e que eu deveria tê-la deixado sozinha, mesmo que a gente só tenha namorado por alguns meses e as coisas terminaram há muito tempo atrás. Ela é apenas mais um nome em uma longa lista de pessoas que eu magoei.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu poderia gastar páginas falando sobre os outros relacionamentos que tive que foram arruinados por causa dos meus problemas e minha confusão em relação às trevas. Eu feri a tanta gente legal por causa de quem eu sou e minha incapacidade de experimentar o que precisa ser experimentado.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Tudo o que posso dizer é que eu tentei ser honesto com as pessoas sobre o que eu pensava que era verdade. Eu passei minha vida magoando as pessoas. Hoje será a última vez. Eu disse a pessoas diferentes um monte de coisas, mas eu nunca contei a ninguém o que aconteceu comigo, nunca, por razões óbvias.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Levei um tempo para perceber que não importa o quão próximo você está com alguém ou o quanto eles dizem te amar, as pessoas simplesmente não conseguem guardar segredos. Aprendi isso há alguns anos atrás, quando eu achava que era gay e contei às pessoas.
(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_finish.gif)

(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 15 de Junho de 2015, 18:15


(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Quanto mais prejudicial for o segredo, mais suculenta será a fofoca e o mais provável é que você seja traído. As pessoas não se preocupam com a sua palavra ou o com o que elas prometeram, eles apenas fazem o pior que elas querem e tentam justificá-lo mais tarde

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) A gente se sente extremamente solitária quando percebe que você nunca poderá compartilhar algo com alguém e que isto fique apenas entre vocês dois . Eu não culpo a ninguém em particular, eu acho que é apenas o jeito como as pessoas são.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Mesmo que eu sinta assim é algo que eu poderia ter compartilhado, já que não tenho interesse em fazer parte de uma amizade ou relacionamento onde a outra pessoa me vê como a pessoa contaminada e danificada que eu sou.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Assim, mesmo se eu fosse capaz de confiar em alguém, eu provavelmente não teria dito a eles sobre o que aconteceu comigo. Nesse ponto, eu simplesmente não me importo com quem sabe.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu me sinto um mal dentro de mim. Um mal que me faz querer acabar com a vida. Preciso parar com isso. Eu preciso me certificar de que não matar alguém, o que não é algo que pode ser facilmente desfeita.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu não sei se isso está relacionado com o que aconteceu comigo ou algo diferente. reconheço a ironia de me matar para me impedir de matar alguém, mas essa decisão deve indicar o que eu sou capaz.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Então eu percebi que eu nunca vou escapar da escuridão ou a miséria associada a ele e eu temos a responsabilidade de parar de me agredir fisicamente os outros. Eu sou apenas uma casca quebrada e miserável de um ser humano.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) O fato de ter sido molestado sexualmente me definiu como pessoa e me moldou como ser humano e isso fez de mim o monstro que eu sou e não há nada que eu possa fazer para escapar disso. Não conheço nenhuma outra existência possível.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu não sei o que a vida poderia ser além disso. Eu ativamente desprezar a pessoa que sou. Eu me sinto profundamente quebrado, quase não-humano. Sinto-me como um animal que acordou um dia em um corpo humano, tentando dar sentido a um mundo estranho, vivendo entre as criaturas que não compreende e às quais não consegue se conectar.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu aceito que as trevas nunca vão me permitir entrar num relacionamento. Eu nunca vou dormir com alguém em meus braços, sentindo o conforto de suas mãos ao meu redor. Eu nunca vou saber o que é uma intimidade incontaminada. Nunca terei um vínculo de exclusividade com alguém, alguém que possa ser o destinatário de todo o amor que eu tenho para dar.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu nunca vou ter filhos, e eu adoraria ser pai. Eu acho que eu seria um bom pai. E mesmo se eu tivesse lutado contra a escuridão e me casado e tido filhos, mesmo sendo incapaz de sentir a intimidade, eu nunca poderia ter feito isso se o suicídio fosse uma possibilidade.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu realmente tentei minimizar a dor, embora eu saiba que esta decisão vá ferir muitos de vocês. Se isso te machuca, eu espero que você pelo menos pode se esquecer de mim rapidamente.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Não há nenhum benefício em identificar quem me molestou sexualmente, então eu só vou deixar por isso mesmo. Duvido que a palavra de um cara morto, sem provas de algo que aconteceu há mais de 20 anos atrás teria muita influência.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Você pode se perguntar por que não falar com um profissional sobre o assunto. Eu fui a vários médicos desde que eu era um adolescente pra falar sobre outras questões e tenho certeza de que qualquer outro médico não teria ajudado. Nunca ninguém me deu um conselho prático, nunca.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) A maioria deles passava a maior parte da sessão lendo suas anotações para lembrar quem eu era. E eu não tenho nenhum interesse em falar sobre ter sido violentado quando era criança, tanto porque eu sei que não iria ajudar e porque não tenho confiança de que iria permanecer em segredo.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Conheço os limites jurídicos e práticos do sigilo entre médico e paciente, pois fui criado numa casa onde nós sempre ouvimos histórias sobre as mais variadas enfermidades mentais de pessoas famosas, histórias que foram transmitidas através de gerações.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Quanto mais prejudicial for o segredo, mais suculenta será a fofoca e o mais provável é que você seja traído. As pessoas não se preocupam com a sua palavra ou o com o que elas prometeram, eles apenas fazem o pior que elas querem e tentam justificá-lo mais tarde.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) A gente se sente extremamente solitária quando percebe que você nunca poderá compartilhar algo com alguém e que isto fique apenas entre vocês dois . Eu não culpo a ninguém em particular, eu acho que é apenas o jeito como as pessoas são.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Mesmo que eu sinta assim é algo que eu poderia ter compartilhado, já que não tenho interesse em fazer parte de uma amizade ou relacionamento onde a outra pessoa me vê como a pessoa contaminada e danificada que eu sou.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Assim, mesmo se eu fosse capaz de confiar em alguém, eu provavelmente não teria dito a eles sobre o que aconteceu comigo. Nesse ponto, eu simplesmente não me importo com quem sabe.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu me sinto um mal dentro de mim. Um mal que me faz querer acabar com a vida. Preciso parar com isso. Eu preciso me certificar de que não matar alguém, o que não é algo que pode ser facilmente desfeita.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu não sei se isso está relacionado com o que aconteceu comigo ou algo diferente. reconheço a ironia de me matar para me impedir de matar alguém, mas essa decisão deve indicar o que eu sou capaz.(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_finish.gif)


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 15 de Junho de 2015, 18:20


(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Então eu percebi que eu nunca vou escapar da escuridão ou a miséria associada a ele e eu temos a responsabilidade de parar de me agredir fisicamente os outros. Eu sou apenas uma casca quebrada e miserável de um ser humano.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) O fato de ter sido molestado sexualmente me definiu como pessoa e me moldou como ser humano e isso fez de mim o monstro que eu sou e não há nada que eu possa fazer para escapar disso. Não conheço nenhuma outra existência possível.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu não sei o que a vida poderia ser além disso. Eu ativamente desprezar a pessoa que sou. Eu me sinto profundamente quebrado, quase não-humano. Sinto-me como um animal que acordou um dia em um corpo humano, tentando dar sentido a um mundo estranho, vivendo entre as criaturas que não compreende e às quais não consegue se conectar.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu aceito que as trevas nunca vão me permitir entrar num relacionamento. Eu nunca vou dormir com alguém em meus braços, sentindo o conforto de suas mãos ao meu redor. Eu nunca vou saber o que é uma intimidade incontaminada. Nunca terei um vínculo de exclusividade com alguém, alguém que possa ser o destinatário de todo o amor que eu tenho para dar.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu nunca vou ter filhos, e eu adoraria ser pai. Eu acho que eu seria um bom pai. E mesmo se eu tivesse lutado contra a escuridão e me casado e tido filhos, mesmo sendo incapaz de sentir a intimidade, eu nunca poderia ter feito isso se o suicídio fosse uma possibilidade.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu realmente tentei minimizar a dor, embora eu saiba que esta decisão vá ferir muitos de vocês. Se isso te machuca, eu espero que você pelo menos pode se esquecer de mim rapidamente.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Não há nenhum benefício em identificar quem me molestou sexualmente, então eu só vou deixar por isso mesmo. Duvido que a palavra de um cara morto, sem provas de algo que aconteceu há mais de 20 anos atrás teria muita influência.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Você pode se perguntar por que não falar com um profissional sobre o assunto. Eu fui a vários médicos desde que eu era um adolescente pra falar sobre outras questões e tenho certeza de que qualquer outro médico não teria ajudado. Nunca ninguém me deu um conselho prático, nunca.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) A maioria deles passava a maior parte da sessão lendo suas anotações para lembrar quem eu era. E eu não tenho nenhum interesse em falar sobre ter sido violentado quando era criança, tanto porque eu sei que não iria ajudar e porque não tenho confiança de que iria permanecer em segredo.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Conheço os limites jurídicos e práticos do sigilo entre médico e paciente, pois fui criado numa casa onde nós sempre ouvimos histórias sobre as mais variadas enfermidades mentais de pessoas famosas, histórias que foram transmitidas através de gerações.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Tudo que fica é um médico que acha que a minha história é interessante o suficiente para compartilhar ou um médico que acha que é seu direito ou a responsabilidade de contactar as autoridades para me fazer identificar o molestador (justificando a sua decisão dizendo que alguém poderia estar em perigo).

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Só é preciso um único médico que viole a minha confiança, assim como os "amigos" a quem eu disse que eu era gay fizeram, e tudo seria tornado público e eu seria forçado a viver em um mundo onde as pessoas soubessem como eu tenho uma vida fudida.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) E sim, eu sei que isso indica que eu tenho sérios problemas de confiar nos outros, mas eles são baseados em um grande número de experiências com pessoas que têm demonstrado um profundo desrespeito para com a sua palavra e a vida privada dos outros .

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) As pessoas dizem que o suicídio é egoísta. Eu acho que é egoísta pedir às pessoas que continuem vivendo uma vida dolorosa e miserável, já que assim você possivelmente não vai se sentir triste por uma semana ou duas.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Suicídio pode ser uma solução permanente para um problema temporário, mas é também uma solução permanente para um problema de 23 anos que se torna mais intenso e avassalador a cada dia que passa.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Algumas pessoas são tratadas horrivelmente nesta vida. Eu sei que muitas pessoas sofrem coisas piores do que eu, e talvez eu não sou mesmo uma pessoa forte, mas eu realmente tentei lidar com isso. Tentei lidar com isso todos os dias dos meus últimos 23 anos, mas não posso mais aguentar essa porra.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Muitas vezes me pergunto como é que a vida deve ser para outras pessoas.

●  Pessoas que conseguem sentir o amor dos outros e devolvê-lo puro,
●  pessoas que podem experimentar o sexo como uma experiência íntima e alegre,
●  pessoas que podem experimentar as cores e os acontecimentos deste mundo sem uma miséria constante.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Pergunto-me quem eu seria se as coisas tivessem sido diferentes, ou se eu fosse uma pessoa mais forte. Seria muito bom.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Estou preparado para a morte. Estou preparado para a dor e eu estou pronto para já não existem. Graças ao rigor de leis de armas de Nova Jersey, isto será provavelmente muito mais doloroso do que precisaria ser.

●  Mas, o que se pode fazer?
●  Meu único receio neste momento é algo dar errado e eu sobreviver.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu também gostaria de me dirigir à minha família, se é que você pode chamá-los assim. Eu desprezo tudo o que eles defendem e que eu realmente os odeio, de forma não-emocional, não passional e - eu acredito – de uma maneira saudável.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) O mundo será um lugar melhor quando eles morrerem - um mundo com menos ódio e intolerância. Se você não estiver familiarizado com a situação, meus pais são cristãos fundamentalistas que me expulsaram de sua casa e cortaram as minhas finanças quando eu tinha 19 anos porque me recusei a frequentar a igreja sete horas por semana.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eles vivem em uma realidade em preto e branco que eles construíram para si mesmos. A separação do mundo em bons e maus e a sobrevivência através do ódio a tudo o que eles temem ou não compreendem, e chamam isso de amor.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eles não entendem que pessoas boas e decentes existem e estão ao nosso redor, "salvos" ou não, e que pessoas más e cruéis representam uma grande porcentagem de sua igreja. Eles se aproveitam das pessoas que procuram uma esperança, ensinando-lhes a praticar o mesmo ódio que praticam.
(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_finish.gif)

(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 15 de Junho de 2015, 18:22


(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Um exemplo aleatório:
—  "Estou pessoalmente convencido de que se um muçulmano realmente crê e obedece o Alcorão, ele vai ser um terrorista." - George Zeller, 24 de agosto de 2010.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Se você optar por seguir uma religião onde, por exemplo, católicos devotos que estão tentando ser boas pessoas estão indo para o inferno, mas molestadores de crianças vão para o céu (contanto que eles estejam "salvos" em algum ponto), a escolha é sua, mas é foda.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Talvez um deus que se paute por essas regras exista.
Se assim for, ele que se foda.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) A igreja sempre foi mais importante que os membros da sua família e eles alegremente sacrificavam o que fosse necessário para satisfazer suas crenças inventadas sobre quem eles deveriam ser.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu cresci numa casa onde o amor foi representado por um deus em quem eu nunca poderia acreditar. Uma casa onde o amor pela música com todo tipo de ritmo foi literalmente batido pra fora de mim.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Uma casa cheia de ódio e intolerância, dirigida por duas pessoas que eram especialistas em parecer amáveis e calorosas quando os outros estavam por perto.

●  Pais que dizem a uma criança de oito anos que sua avó está indo para o inferno só porque ela é católica.
●  Os pais que alegam não serem racistas, mas em seguida falam sobre os horrores da miscigenação.
●  Eu poderia listar centenas de outros exemplos, mas é cansativo.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Desde que fui expulso de casa, já interagi com eles de forma relativamente normal. Eu converso com eles ao telefone como se nada tivesse acontecido. Eu não sei ao certo o porquê.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Talvez porque eu goste de fingir que tenho uma família. Talvez eu goste de ter pessoas com quem eu possa falar sobre o que está acontecendo na minha vida. Seja qual for o motivo, ele não é real e soa como uma farsa. Eu nunca deveria ter permitido que este reatamento acontecesse.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu escrevi o que acabei de escrever um tempo atrás, e eu me sinto assim a maior parte do tempo. Em outras ocasiões, porém, sinto-me menos odioso.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Sei que meus pais honestamente acreditam na porcaria que eles acreditam e eu sei que a minha mãe, pelo menos, me amava muito e tentava fazer o seu melhor. Uma razão para guardar isso por tanto tempo é porque sei quanta dor que vai causar.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Ela ficou triste desde que ela descobriu que eu não era "salvo", desde que ela acredita que eu vou para o Inferno, o que não é uma tristeza pela qual me sinto responsável. Isso nunca iria mudar e provavelmente ela acredite que o estado do meu corpo físico é muito menos importante do que o estado da minha alma.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Ainda assim, eu intelectualmente não posso justificar esta decisão, sabendo o quanto isso vai machucá-la. Talvez a minha capacidade de tirar minha própria vida, sabendo quanta dor isso vai causar, mostre que eu sou um monstro que não merece viver.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Tudo o que sei é que eu não posso lidar com essa dor por mais tempo e eu realmente sinto muito por não poder esperar até que a minha família e todos que eu conhecia morram, assim isto poderia ser feito sem ferir ninguém. Por anos eu desejava que fosse atropelado por um ônibus ou morresse ao salvar um bebê de um afogamento, o que poderia fazer a minha morte ser mais aceitável, mas nunca tive essa sorte.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Para aqueles de vocês que me mostraram amor, obrigado por aturar toda a minha merda, e mau humor e arbitrariedade. Eu nunca fui a pessoa que eu queria ser.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Talvez sem as trevas, eu teria sido uma pessoa melhor, talvez não. Eu tentei ser uma pessoa boa, mas eu percebo que eu nunca cheguei muito longe fazendo isso.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eu sinto muito pela dor que isso causa. Eu realmente queria que eu tivesse outra opção. Espero que esta carta explique por que eu precisava fazer isso. Se você não consegue entender esta decisão, espero que você pode pelo menos possa me perdoar. "

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Por favor, salve esta carta e a poste de novo se for deletada. Eu não quero que as pessoas fiquem se perguntando por que eu fiz isso. Eu divulguei esta carta o mais amplamente do que eu pude, porque eu estou preocupado que a minha família venha a tentar restringir o acesso a ela.

Eu não me importo se esta carta seja tornada pública. Na verdade, eu preferiria que fosse tornada pública a pessoas são incapazes de lê-la e que elas tirassem suas próprias conclusões.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Sinta-se livre para publicar esta carta, mas somente se ela for reproduzida em sua totalidade. (http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_finish.gif)

Preciso das preces de vocês.
Bill Zeller.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 16 de Junho de 2015, 00:30

(http://3.bp.blogspot.com/-FfIwHj4whvY/UAq9sMiXq9I/AAAAAAAAPa8/IY2-l3g42Us/s1600/santos_dumont1.jpg)


Mensagem psicografada de Santos Dumont

Mensagem enviada particularmente a Clóvis Tavares na noite de 20 de julho de 1948, em Pedro Leopoldo, captada pela antena mediúnica sensibilíssima de Chico Xavier:

● “Amigos, Deus vos recompense.
●  A alvorada não entende a sombra.
●  O Espírito liberto esquece o homem prisioneiro.
●  A lembrança da prece me comove as fibras mais íntimas.

Tenho hoje dificuldades para compreender a luta que passou e, não fosse a responsabilidade que me enlaça ainda o campo humano, em vista das aflições que me povoaram as últimas vigílias na carne, preferia que as vossas recordações, ainda mesmo carinhosas e doces, não me envolvessem o nome de lutador insignificante.

Descobrir caminhos sempre foi a obsessão do meu pensamento. Reconheço hoje, porém, que outra deve ser a vocação da altura.

Dominar continentes e subjugar povos através do ares, será, talvez, extensão de domínio da inteligência perversa que se distancia de Deus.

Facilitar comunicação entre as criaturas que ainda não se entendem, possivelmente será acentuar os processos de ataque e morte, de surpresa, nas aventuras da guerra.

Dolorosa é a situação do missionário da ciência que se vê confundido no ideais superiores. Atormentada vive a cultura que a não alcançou ainda o cerne sublime da vida.

—  Terei errado, buscado rotas diferentes?
—  Certo, que não!

O mundo e os homens aprenderão sempre. A evolução é fatal. Todavia, recolhido presentemente à humildade de mim mesmo, procuro caminhos mais altos e estradas desconhecidas, no aprendizado do roteiro para o Cristo, Senhor do nossas vidas.

Não há vôo mais divino que o da alma. Não existe mundo mais nobre a conquistar, além do que se localiza na própria consciência, quando deliberamos converter-nos ao bem supremo.

●  Sejamos descobridores de nós mesmos.
●  Alcemos corações e pensamentos ao Cristo.
●  Aprimoremo-nos para refletir a vontade soberana e divina do Alto por onde passarmos.

Crescimento sem Deus é curso preparatório da queda espetacular. Humilharmo-nos para servir em nome Dêle é o caminho da verdadeira glória. De qualquer modo agradeço-vos.

O trabalhador que prepara as possibilidades para ser útil jamais se esquecerá de endereçar reconhecimento às flores que lhe desabrocham na senda.

—  Crede! Não passo de servidor pequenino.
—  Que o Senhor nos enriqueça com Sua divina bênção."

Alberto Santos Dumont.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 16 de Junho de 2015, 22:16


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1121.gif)

Hábitos de Fraternidade em Família

1 ● Introdução:

Antes que entremos na análise da página de Manoel Soares, achamos de bom alvitre explicar ao leitor porque estamos dividindo os textos em mais de uma parte, colocando nesta parte segunda um grupo de mensagens sob o título geral de "Família Imensa de Corações".

Fizêmo-lo tão somente porque todas elas - as peças mediúnicas - guardam entre si um grau de parentesco muito intenso, não apenas em decorrência de praticamente todos os comunicantes terem pertencido, em vida física, a um só Estado da Federação - o de Goiás, quanto, ainda, por muito deles estarem ligados pelos liames de consanguinidade.

De tal forma há um entrosamento entre todos os capítulos aqui enfeixados num só bloco, na verdade compacto, que ao leitor parecerá, em alguns passos, estar seguindo a trajetória de personagens vivas, encarnadas e desencarnadas, numa demonstração insofismável do Amor a pairar sobre os aparentes escombros da Morte.

Numa ou noutra passagem, ficaremos todos enternecidos com a delicadeza de sentimentos entremostrada pelos viajores e, até certo ponto, repórteres do Além.

A pouco e pouco, vamos nos convencendo, com efeito, da transitoriedade da vida e da consequente necessidade do aproveitamento integral do tempo, enquanto jornadeamos no Plano Físico.

E do quanto se faz preciso viver e sentir as lições de Allan Kardec, principalmente a da Caridade - moral e material - e a do perdão incondicional das ofensas.

2 ● A Mensagem de Manoel Soares Natural de Delfinópolis, Estado de Minas Gerais, nasceu Manoel Soares a 21 de agosto de 1888, desencarnado a 19 de janeiro de 1937, em Sacramento, no mesmo Estado, em consequência de febre grave.

Formado em Odontologia, pela Faculdade de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, em 1928, até à sua desencarnação, também trabalhou no setor da mediunidade receitista, dando prosseguimento à tarefa iniciada pelo Missionário do Triângulo Mineiro - Eurípedes Barsanulfo, na cidade de Sacramento, sem prejudicar a sua profissão.

Deixou a esposa - Sra. Augusta, já desencarnada -, e os seguintes filhos: Labieno, Edwirges, Demóstenes, Dirce, Diva, Manoel, Ayres, Augusta (sobre quem falaremos nos capítulos seguintes), Rolando, Camilo Flammarion e Gilka.

O destinatário da carta mediúnica, Labieno Soares, já desencarnado, em Uberaba, a 28 de dezembro de 1970, era formado em Farmácia, e grande entusiasta da obra de Guimarães Rosa, especialmente do "Grande Sertão Veredas", conforme depoimento dele mesmo, ao autor destes apontamentos, em 1958.

Sobre a mensagem, salientemos apenas o seguinte trecho:

1 ● "Não posso escrever-lhes muito, hoje; faço-o apenas no propósito de levar-lhes a todos, mais uma vez, a certeza de minha sobrevivência, fortificando na alma dos meus queridos, as convicções espíritas pelas quais vale a pena sacrificarmos todos os prazeres da Terra."

Sem dúvida que pelos princípios kardequianos vale a pena sacrificarmos quaisquer vantagens do Plano Terrestre.

Mas, justamente por causa da própria Doutrina Espírita, não precisamos renunciar aos valores humanos, já que somos artífices dos nossos próprios destinos e herdeiros de nós mesmos, em qualquer época e em qualquer latitude.

Sendo-nos lícito usar os benefícios do Mundo sem deles abusar, conduzindo-nos de tal forma que não venhamos a ferir o cristal de nossas consciências, atentos à lição de Jesus:
"Amai-vos uns aos outros como eu vos amei."

2 ● "O nosso grande Eurípedes foi a luz dos meus derradeiros momentos aí na Terra e, como acontecia aí no mundo, é na profunda caridade do seu coração generoso e amigo que repouso o pensamento.

E , saturado de preocupações com a família que tanto necessitava de minha presença, por mais algum tempo, aí no Planeta.
" O autor espiritual se refere a Eurípedes Barsanulfo, nascido em Sacramento, a 1º de novembro de 1918, médium de largos recursos e autêntico Missionário de Jesus, reencarnado em pleno interior de Minas Gerais".

3 ● "Não julguem que desencarnei prematuramente. De qualquer forma, meus queridos, eu teria de realizar em janeiro, a grande partida."

Eis a realidade de que nos devemos todos conscientizar, ante a partida dos entes amados para o Mundo Espiritual:
"Não julguem que desencarnei prematuramente."

4 ● "Conservem os nossos hábitos de fraternidade em família."

Segundo o Sr. Ayres Soares, um dos filhos do comunicante, por nós entrevistado, com efeito, em sua casa, do próprio genitor resumava o clima de fraternidade, advindo da sua fé em Deus e de seu permanente regime de trabalho cristão.

5 ● "Através do Xavier, eu envio a todos os queridos confrades e companheiros, o meu abraço fraterno."

Expressiva a alusão ao médium Xavier que, na ocasião do recebimento da mensagem, a 8 de agosto de 1937, em Pedro Leopoldo, Estado de Minas Gerais, completava dois lustros de atividades medianímicas ininterruptas.

Hoje, decorridos quarenta anos, quando a mensagem, absolutamente inédita sai à luz, completa o médium Francisco Cândido Xavier meio século de trabalho medianímico.

Manoel Soares.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 16 de Junho de 2015, 22:19


Meu filho, Deus te abençoe, enchendo-te de paz o coração e que Jesus, ouvindo as minhas preces na sua infinita bondade e misericórdia, conceda à minha boa Augusta e a todos os filhinhos do meu coração e do meu espírito, as bênçãos do seu desvelado amor.

Sinto-me feliz, meu Labieno, e peço a Deus por ti. Não posso escrever-lhes muito, hoje; faço-o apenas no propósito de levar-lhes a todos, mais uma vez, a certeza de minha sobrevivência, fortificando na alma dos meus queridos, as convicções espíritas pelas quais vale a pena sacrificarmos todos os prazeres da Terra.

Graças à Misericórdia Divina, sinto-me cercado de elementos, aptos a me proporcionar todas as possibilidades de progresso do meu espírito, sequiosos de evolução.

O nosso grande Eurípides foi a luz dos meus derradeiros momentos aí na Terra e, como acontecia aí no mundo é na profunda caridade do seu coração generoso e amigo que repouso o pensamento, e, saturado de preocupações com a família que tanto necessitava de minha presença, por mais algum tempo, aí no Planeta.

A sua amizade protetora enche-me o coração de uma santificada alegria, e é assim, meu filho, que tenho conseguido serenidade para reorganizar as minhas energias psíquicas.

Unam-se, meus filhos, e procurem levar avante as experiências, muitas vezes difíceis da vida terrestre. Sejam unidos, representando o sustentáculo da nossa Augusta querida.

Não julguem que desencarnei prematuramente. De qualquer forma, meus queridos, eu teria de realizar em janeiro, a grande partida.

A minha ida ao Rio Grande, não foi senão uma circunstância, para que as provações se cumprissem: calma e coragem. Conservem os nossos hábitos de fraternidade em família, não se aflijam com o dia de amanhã. Deus nos ajudará, meus filhos.

Tenho manifestado o meu pensamento, entre todos os nossos amigos daí. Através do Xavier, eu envio a todos os queridos confrades e companheiros, o meu abraço fraterno.

Que prossigam todos no mesmo propósito de servir a Jesus no ideal da caridade; seja ainda o coração e o exemplo de Eurípedes o símbolo para todos nós.

Que a Augusta não chore e tenha coragem. Confiemos na bondade de Jesus. A ela todo o meu coração saudoso, e minha amorosa bênção a todos os meninos. Deus te abençoe, meu Labieno, e te conceda paz.

Teu pai e companheiro de luta.
Manoel Soares.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 17 de Junho de 2015, 02:00


(http://www.whaleoil.co.nz/wp-content/uploads/2016/12/8768331.jpg)


Judas Iscariotes

Silêncio augusto cai sobre a Cidade Santa. A antiga capital da Judéia parece dormir o seu sono de muitos séculos. Além descansa Getsêmani, onde o Divino Mestre chorou numa longa noite de agonia, acolá está o Gólgota sagrado e em cada coisa silenciosa há um traço da Paixão que as épocas guardarão para sempre.

E, em meio de todo o cenário, como um veio cristalino de lágrimas, passa o Jordão silencioso, como se as suas águas mudas, buscando o Mar Morto, quisessem esconder das coisas tumultuosas dos homens os segredos insondáveis do Nazareno.

Foi assim, numa destas noites que vi Jerusalém, vivendo a sua eternidade de maldições. Os espíritos podem vibrar em contato direto com a história. Buscando uma relação íntima com a cidade dos profetas, procurava observar o passado vivo dos Lugares Santos.

Parece que as mãos iconoclastas de Tito por ali passaram como executoras de um decreto irrevogável. Por toda a parte ainda persiste um sopro de destruição e desgraça.

Legiões de duendes, embuçados nas suas vestimentas antigas, percorrem as ruínas sagradas e no meio das fatalidades que pesam sobre o empório morto dos judeus, não ouvem os homens os gemidos da humanidade invisível.

Nas margens caladas do Jordão, não longe talvez do lugar sagrado, onde Precursor batizou Jesus Cristo, divisei um homem sentado sobre uma pedra. De sua expressão fisionômica irradiava-se uma simpatia cativante. 

Murmurou alguém aos meus ouvidos:
▬  Sabe quem é este?

▬  Este é Judas.
▬  Judas?!...
▬  Sim.

Os espíritos apreciam, às vezes, não obstante o progresso que já alcançaram, volver atrás, visitando os sítios onde se engrandeceram ou prevaricaram, sentindo-se momentaneamente transportados aos tempos idos. Então mergulham o pensamento no passado, regressando ao presente, dispostos ao heroísmo necessário do futuro.

Judas costuma vir à Terra, nos dias em que se comemora a Paixão de Nosso Senhor, meditando nos seus atos de antanho... Aquela figura de homem magnetizava-me.

Eu não estou ainda livre da curiosidade do repórter, mas entre as minhas maldades de pecador e a perfeição de Judas existia um abismo. O meu atrevimento, porém, e a santa humildade de seu coração, ligaram-se para que eu o atravessasse, procurando ouvi-lo.

▬  O senhor é, de fato, o ex-filho de Iscariot?
▬  Sim, sou Judas – respondeu aquele homem triste, enxugando uma lágrima nas dobras de sua longa túnica.

Como o Jeremias, das Lamentações, contemplo às vezes esta Jerusalém arruinada, meditando no juízo dos homens transitórios...

▬  É uma verdade tudo quanto reza o Novo Testamento com respeito à sua personalidade na tragédia da condenação de Jesus?
▬  Em parte... Os escribas que redigiram os evangelhos não atenderam às circunstâncias e às tricas políticas que acima dos meus atos predominaram na nefanda crucificação.

Pôncio Pilatos e o tetrarca da Galiléia, além dos seus interesses individuais na questão, tinham ainda a seu cargo salvaguardar os interesses do Estado romano, empenhado em satisfazer as aspirações religiosas dos anciãos judeus. Sempre a mesma história.

● Roma queria o reino da Terra.
● O Sanedrim desejava o reino do céu pelejando por Jeová, a ferro e fogo;
● Jesus estava entre essas forças antagônicas com a sua pureza imaculada.

Ora, eu era um dos apaixonados pelas idéias socialistas do Mestre, porém o meu excessivo zelo pela doutrina me fez sacrificar o seu fundador. Acima dos corações, eu via a política, única arma com a qual poderia triunfar e Jesus não obteria nenhuma vitória.

Com as suas teorias nunca poderia conquistar as rédeas do poder já que, no seu manto de pobre, se sentia possuído de um santo horror à propriedade. Planejei então uma revolta surda como se projeta hoje em dia na Terra a queda de um chefe de Estado.

O Mestre passaria a um plano secundário e eu arranjaria colaboradores para uma obra vasta e enérgica como a que fez mais tarde Constantino Primeiro, o Grande, depois de vencer Maxêncio às portas de Roma, o que aliás apenas serviu para desvirtuar o Cristianismo.

Entregando, pois, o Mestre, a Caifás, não julguei que as coisas atingissem um fim tão lamentável e, ralado de remorsos, presumi que o suicídio era a única maneira de me redimir aos seus olhos.

▬  E chegou a salvar-se pelo arrependimento?
▬  Não consegui.

O remorso é uma força preliminar para os trabalhos reparadores. Depois da minha morte trágica submergi-me em séculos de sofrimento expiatório da minha falta.

Sofri horrores nas perseguições infligidas em Roma aos adeptos da doutrina de Jesus e as minhas provas culminaram em uma fogueira inquisitorial, onde imitando o Mestre, fui traído, vendido e usurpado. Vítima da felonia e da traição deixei na Terra os derradeiros resquícios do meu crime, na Europa do século XV.

Desde esse dia, em que me entreguei por amor do Cristo a todos os tormentos e infâmias que me aviltavam, com resignação e piedade pelos meus verdugos, fechei o ciclo das minhas dolorosas reencarnações na Terra, sentido na fronte o ósculo de perdão da minha própria consciência...

E agora, irmanado com Ele, que se acha no seu luminoso Reino das Alturas que ainda não é deste mundo, sinto nestas estradas o sinal de seus divinos passos. Vejo-O ainda na Cruz entregando a Deus o seu destino...

Sinto a clamorosa injustiça dos companheiros que O abandonaram inteiramente e me vem uma recordação carinhosa das poucas mulheres que O ampararam no doloroso transe... Em todas as homenagens a Ele prestadas, eu sou sempre a figura repugnante do traidor...

Olho complacentemente os que me acusam sem refletir se podem atirar a primeira pedra... Sobre o meu nome pesa a maldição milenária, como sobre estes sítios cheios de miséria e de infortúnio.

Pessoalmente, porém, estou saciado de justiça, porque já fui absolvido pela minha consciência no tribunal dos suplícios redentores.

Quanto ao Divino Mestre – continuou Judas com os seus prantos – infinita é a sua misericórdia e não só para comigo, porque se recebi trinta moedas, vendendo-O aos seus algozes, há muitos séculos.

Ele está sendo criminosamente vendido no mundo a grosso e a retalho, por todos os preços em todos os padrões do ouro amoedado...  E os novos negociadores do Cristo não se enforcam depois de vendê-LO.

Judas afastou-se tomando a direção do Santo Sepulcro e eu, confundido nas sombras invisíveis para o mundo, vi que no céu brilhavam algumas estrelas sobre as nuvens pardacentas e tristes, enquanto o Jordão rolava na sua quietude como um lençol de águas mortas, procurando um mar morto.

Recebida em Pedro Leopoldo a 19 de abril de 1935.

Espírito: Humberto de Campos.
Psicografia: Chico Xavier.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 19 de Junho de 2015, 06:45


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1118.gif)

Não julguem que tivesse
usado minhas mãos no suicídio

Mamãe Sylvia, meu Pai; estou aqui, pedindo-lhes para que me abençoem, perdoando o desgosto que lhes dei. Sou amparado pelo tio Antônio Bernardino e por minha avó Nelly para dizer-lhes que estou melhorando, mas ainda ame sinto vago, entontecido.

Não julguem que tivesse usado minhas mãos no suicídio. Havia tido contratempos no namoro, mas isso não era bastante para que me arrojasse a esse gesto infeliz.

Sentira, na antevéspera do dia 4, uma grande dor de cabeça e quis afogar em alívio o meu pensamento com alguns comprimidos, que não mais me lembro quanto ao nome. Minhas idéias estavam embaralhadas...

** Parecia estar numa nuvem que me transportava para lugar nenhum... Não sei como foram alteradas as minhas idéias... No quarto, li cadernos ou tentei ler alguma coisa de que não sabia o sentido...

As horas estavam diferentes para mim... Um impulso, que não compreendo até hoje, me levou a encontrar a arma, com a qual fiquei refletindo na vida e na morte...

—  Perguntava a mim mesmo:
—  Seria aquele objeto um portador da morte em si?

—  Sem avaliar o perigo em que me achava, recordei os casos das roletas russas assim chamadas...
—  Haveria uma bala determinada para cada pessoa em casos desses?

Desconheço porque levei a arma a altura da cabeça, sem qualquer idéia de fugir da vida... Os pensamentos faziam um turbilhão no meu cérebro... Sentia-me tonto, descontrolado...

Não tenho a idéia de haver puxado o gatilho, mas a verdade é que caí desamparado, acometido me absorvi de todo, e quando acordei, foi aquele mesmo choro que, soube, de pronto, num espanto de que não conseguia sair...

Um sono mais esquisito de que fora estar em nossa casa... Vi meu avô Sinhozinho, meu tio Humberto, perto de mim. O assombro foi tão grande, que não tive outro recurso senão estirar-me no leito a que me haviam conduzido e no qual havia despertado.

Minha avó Nelly não crê que eu possa escrever muito, mas desejo pedir-lhes perdão pela minha falta que não nasceu de minha própria vontade, e pedir para pensarmos que precisamos cuidar com muito amor do Álvaro e de Nelly, pois não desejo ver meus pais queridos desanimados.

Estou ainda sem forças... Caindo facilmente. Escrevo com as mãos do tio Antônio Bernardino firmando o meu pulso. Um dia em que eu puder, voltarei às notícias. Perdoem-me, peço-lhes. Vou melhorar e ser mais cauteloso para conseguir auxiliar-los.

Rogo a Deus nos proteja a todos, e peço para que me lembrem nas orações para que me sinta abençoado, e mais corajoso, para sustentar as dificuldades que devo por fim vencer em mim mesmo.

Um abraço de respeitoso amor e de muita gratidão do filho doente, mas sempre agradecido.

Lincoln Prata Lóes.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   

Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 19 de Junho de 2015, 06:46


Lincoln nasceu em Uberaba, Minas Gerais, a 14 de outubro de 1961, e desencarnou em São Paulo, Capital, antes de submeter a uma segunda intervenção cirúrgica, a 4 de agosto de 1978.

Fez o curso primário no Grupo Escolar (hoje, Escola Estadual) Minas Gerais, e o secundário, na Escola Estadual Marechal Humberto Alencar Castelo Branco, não chegando a concluir o segundo ano do Curso Científico.

Tinha inclinação acentuada para trabalhar, chegando a reunir esforços para a fundação de uma revista. Era grande desportista, e caloroso defensor das cores do Jockey Clube de Uberaba.

** “Parecia estar numa nuvem que me transportava para lugar nenhum”. De duas entrevistas com os genitores de Lincoln Prata Lóes, a 10 e a 30 de dezembro de 1978, respectivamente, na residência do autor destes apontamentos e na dos distintos entrevistados, conseguimos apurar o seguinte:

1 – Avó Nelly: D. Nelly dos Santos Prata, desencarnada em Uberaba, a 27 de maio de 1957. Avó materna.

2 – Comprimidos: Trata-se de suave ansiolítico, um produto comercial do grupo dos chamados antidistônicos.

3 – Álvaro e Nelly: Irmãos do comunicante, respectivamente, o primogênito e o caçula, atualmente, com 18 e 14 anos de idade.

4 – Avô Sinhozinho: Sr. Sylvio de Oliveira Prata, desencarnado em Uberaba, a 26 de setembro de 1977. Avô materno, que muito estimava o neto.

5 – Tio Humberto: Sr. Humberto santos Prata, desencarnado em acidente automobilístico, a 11 de agosto de 1974, em Araçatuba, Estado de São Paulo.

6 – Arma: Encontrava-se dentro de uma pasta, no carro do pai, que havia chegado do sítio. Lincoln pegara a chave do veículo, disposto a ouvir músicas.

7 – Filiação do comunicante: Sr. Lauro Escobar Lóes, distinto economista e funcionário do Banco do Brasil, e Sra. Sylvia Nelly Prata Lóes, ambos católicos.

8 – A mensagem a que demos o título de “Não julguem que tivesse usado minhas próprias mãos no suicídio”, foi recebida pelo médium Xavier, ao final da reunião do Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, na noite de 22 de setembro de 1978.

9 – Tio Antônio Bernardino: Trata-se do padrinho da Sra. Mãe de Lincoln – Sr. Antônio Prata da Costa, desencarnado em Uberaba, a 5 de novembro de 1968. Com efeito, era conhecido por Antônio Bernardino, por causa do genitor que tinha esse sobrenome.

Não tendo filhos, ajudou a criar os onze irmãos, e considerava Lincoln como se fosse um neto querido. A nosso ver, este é um detalhe importante, uma vez que o médium desconhecia por completo o sobrenome do pai – Bernardino – do tio do Espírito comunicante, tanto quanto os demais pontos relevantes da mensagem. 

Era bom o relacionamento dos três irmãos,  em casa. ** Visando à nossa edificação doutrinária, tomamos a liberdade de remeter o leitor a apenas três livros de Allan Kardec, onde o suicídio é analisado com aquela clareza cristalina, que todos devemos imitar:

1 - O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo 2a . Parte; – Capítulo V – Suicidas.
2 - O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. V – “Bem-aventurados os Aflitos” e Cap. XXVII – “Coletânea de Preces Espíritas”  71 e 72.
3 - O Livro dos Espíritos, - Livro Quarto – “Esperanças e Consolações”, Capítulo Primeiro – “Penas e Gozos Terrestres” – nos 943 e 957.

Que, finalmente, todos possamos percorrer as páginas maciças da obra-prima, no gênero, - Memórias de Um Suicida, de Yvone A Pereira, cuja primeira edição, da Federação Espírita Brasileira (Rio de Janeiro, RJ), data de 1957)


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 20 de Junho de 2015, 23:35

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1119.gif)

Salve a luz, salve o amor!

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Irmãos, alegria estar convosco.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Agradecemos a Deus a imensa dádiva que nos permite reunir àqueles que labutam sobre a Terra, em favor da paz e da harmonia entre os povos.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Em nossa trajetória de vida, trabalhamos buscando o acerto, na conservação dos princípios do bem viver entre os seres humanos. Sábias palavras do Mestre Nazareno quando nos disse:
—  "Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas é o Reino dos Céus".

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Do sorriso infantil, da inocência de cada olhar de criança, subtraímos a lição maior traduzida nas palavras do Mestre. Quiséramos, homens e mulheres, conservar dentro do coração, o singelo sentimento das crianças, reproduzindo na vida adulta os gestos fraternos dos pequeninos.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Buscando a compreensão da natureza humana, procurei durante a vida no plano físico, conhecer a verdade. São muitas as verdades, pois cada um trás para si a compreensão do mundo que ele deseja, reunindo argumentos em defesa do próprio juízo.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) A busca da verdade vai mais além, é a busca daquele que é, em si mesmo a verdade plena e imutável de todas as coisas: Deus!

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) E é, aprendendo neste caminho que evoluímos, projetando o espírito para além da condição primitiva, atrasada.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Aquele que busca a verdade progride sem deixar marcas nos corações alheios, pois a cada marca deixada, será necessário novo retorno para apagá-las.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Caminhamos, todos juntos, em diferentes estágios evolutivos, mas, todos na direção da Verdade Suprema, do Deus Criador, na compreensão de Sua Vontade.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) A presença do Mestre Jesus representa para nós, peregrinos da verdade, o Farol de Luz Eterna, indicando o caminho das experiências que depurarão nossos espíritos, permitindo-lhes a elevação vibratória ascensional.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Segui-lo, como Ele disse:
—  "Eu Sou o Caminho a Verdade e a Vida, ninguém vai ao Pai senão por Mim".

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Muitos ídolos são criados pelos seres humanos, elegendo muitos Mestres em seus corações volúveis.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) —  Nada disso lhes é mais necessário, pois aquele:

●  Que preenche todas as lacunas,
●  Que sacia toda sede e toda fome,
●  Que responde a todas as dúvidas...

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) ... Já veio, esteve entre nós, está entre nós e permanecerá para sempre, olhando por nós, ditando-nos o caminho em direção ao Pai.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Rendamo-nos à Sua Presença Humilde e Bondosa. Sigamos Seus ensinamentos, que resumem tudo quanto necessitamos em nossa pobreza espiritual, para avançarmos dignos do Seu Amor. Que a paz do Altíssimo derrame-se abundante sobre toda a humanidade.(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_finish.gif)

Margarida – Que assim seja.

Agradecemos irmão a vossa presença amiga, confirmada através da mensagem. O Irmão deve saber o quanto admiramos vosso espírito e vossa vida reta, sensata, exemplo para todos nós, em relação à verdade.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Gandhi: Acompanho minha própria vida lida por vós, e em vossas palavras, encontro a memória da existência em que tanto aprendi, muito mais do que ensinei; se hoje aqui estou é porque laços de amizade nos unem.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Agradeço as palavras afetuosas e as vibrações amorosas que endereçam a mim, pouco merecedor de tantas bênçãos. Que nossas palavras, que trazemos com autorização do Pai Maior, possam ainda colaborar no despertamento de tantas almas confusas, renitentes, emaranhadas no mar de desatinos que virou a humanidade terrena.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) O Mestre, Aquele que não mais necessitava estar entre os homens na carne e fez-se presente, iluminando os caminhos, no entanto, os seres humanos, ainda não conseguiram escutar-lhe as mensagens elevadas, ainda não conseguiram compreender as lições sublimes e caminham aos tropeços, ferindo-se e ferindo a outros.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Tanta arrogância, tanta prepotência, orgulho e egoísmo só serão desbastados pela força da fúria da natureza que a todos colocará como iguais, reunindo-os num só povo, submetido às mesmas dificuldades. Talvez assim, os homens compreendam e sigam o Mestre. Até lá, rogamos ao Pai bênçãos de luz sobre toda humanidade.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Eles são nossos irmãos e a Terra, nossa casa, que tão amorosamente nos abrigou em inúmeras encarnações. Desejamos que reviva na paz de outros tempos, feliz, renovada, irradiando a força criadora, tão apagada nos dias de hoje.

(http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_start.gif) Paz e bondade entre os homens. (http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/jornaldosdesportos/img/quote_finish.gif)

Mahatma Gandhi.

GESH – 19/12/2009 – Psicofonia – Vigília Aldeia indígena Três Palmeiras, ES – Brasil

Margarida – Mais uma vez agradecemos a presença do Irmão. O Irmão diz que não tem merecimento, mas o próprio Jesus disse que a cada um segundo seu merecimento, então se o Irmão recebe no plano espiritual, a admiração, o respeito por toda sua obra é porque o Irmão merece. Era isso que nós queríamos dizer.

Irmão querido, sempre que possível visite nosso GESJ.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 23 de Junho de 2015, 02:10


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1113.gif)

“Tragédia na BR-364 – Acidente mata cinco crianças”: em “Frutal - A população local viveu momentos de autêntica comoção na noite do último domingo e durante o dia, da segunda feira, ao acompanhar o drama vivido por quatro famílias tradicionais da cidade.

Tudo aconteceu por volta das 18 horas do domingo, quando o veículo Sedan Volkswagen 1.300, cor verde, dirigido pelo jovem Rodrigo Junqueira Alves de Souza, 14 anos, foi colhido pelo caminhão Scânia.

O próprio condutor do Scânia foi apanhado de surpresa e não teve tempo de frear o veículo, que atingiu o fusca em cheio, arrastando-o, ainda, por cerca de 60 metros em direção da pista contrária.

▬  Luto e feriado:

Os primeiros impactos do choque foram sentidos momentos após o acidente, quando praticamente toda a população de Frutal começou a se dirigir às residências dos jovens, procurando ver os corpos e levar conforto a seus familiares, que se encontravam em estado de desespero total.

▬  “Profunda comoção tomou conta da população e dos parentes com a tragédia que enlutou quatro famílias da nossa sociedade:

●  Os Souza e Silva,
●  Os Alves de Souza,
●  Os Cardosos e Santana.

▬  Cinco Mortos No local do acidente:

●  Rodrigo Junqueira Alves de Souza, de 14 anos, filho de José Marco Alves de Souza e Nilza Lourdes Junqueira Souza; Romêro Junqueira Alves de Souza, de 12 anos, irmão de Rodrigo;

●  Wagner Augusto Jesus de Souza Júnior, primo de Rodrigo e Romêro, filho de Wagner Augusto Jesus de Souza e Helena Maria Queiroz de Souza,

●  E Alexandre Furtado Cardoso, de 11 anos, filho de José Maria Cardoso e Zilda Furtado Cardoso.

●  Já o jovem Vítor Leonardo Santana, 12 anos, filho de Osmar José Santana e Elvira Alves de Santana, ainda conseguiu chegar com vida ao Hospital São José, onde veio a falecer quando recebia os primeiros cuidados médicos.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 23 de Junho de 2015, 03:01
 

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1215.gif)

Querida Mãezinha Helena, estou muito contente por abacá, e imagino-me também ao lado de papai Wagner, tanto quanto me sinto feliz por rever a tia Suely e todos os nossos familiares.

Mãezinha, a vovó Gegê veio comigo para dizer que estou melhor. Agora, me sinto mais calmo, depois daquele susto que parecia nos arrasar. Por muitos dias, estive num pesadelo.

Não sabia onde me achava e pedia, aos gritos, que me levassem para a casa, porque eu precisava de seus cuidados e da presença de meu pai. Chamava por Flávia e Daniela, e não conseguia obedecer corretamente aos benfeitores, que nos assistiam.

O Didido me pedia serenidade e paciência, mas não me conformava. Penso que impus muito trabalho à vovó Gegê, que não me deixou em instante algum. Agora, estou mais tranqüilo. Temos recebido muitas visitas.

Uma delas foi a presença de uma jovem que me explicava chamar-se Olivinha, e ser nossa prima. Foi um grande conforto.

Ela me recomendou pedir aí, sua bondade dizer à Tia Nancy, que ela vai muito bem, e que muito se preocupa pelo fato da Tia Nancy se sentir culpada no acidente, pelo qual veio ela, também, há tempos, para a Vida Espiritual.

Ela disse que ficará muito satisfeita e aliviada, se a tia Nancy esquecer esses pensamentos de culpa; que ela, a Tia Nancy, não tem, porquanto falou-me a nossa prima, que a Tia Nancy nem chegou a se encostar nela, no momento triste do acidente, que hoje sei representar num instante de balbúrdia que a gente não sabe definir.

Mãezinha Helena, não tenho esquecido a obrigação de rezar e confiar em Deus. Sei que Jesus não nos abandona, e que devemos ter muita alegria em nossa muita dor, porque Jesus terminará suprimindo o sofrimento que nos fere por dentro do coração, aumentando a nossa alegria de aprender a confiar e esperar.

Envio muitas lembranças para Flávia e Daniela, e aquele abração ao Papai, onde estiver. E para o seu querido coração, Mãezinha Helena, aqui lhe trago todo o coração do seu filho, sempre o seu filho que lhe pertence em nome de Jesus, sempre o seu GUTO.

Wagner Augusto Alves de Souza.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 23 de Junho de 2015, 03:18
 

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1197.gif)

Mensagem II Querida Mãezinha Helena, hoje sou eu a manejar o lápis, no intuito de algo dizer que não posso guardar para mim somente. É a alegria de vê-la em seu querido aniversário, amanhã, dia 6. Penso que entraremos nessa comemoração, na passagem do dia de hoje para amanhã, a fim de que o nosso contentamento seja maior.

A sua presença é uma estrela saindo de casa para a festa. Creio que somente meu pai merecia tanto carinho de sua parte, e fico reconhecido e até orgulhoso por verificar que a senhora se preparou para fazer-me participante das alegrias do seu belo natalício.

Dia 6 de abril! Para seu filho Guto, esse dia sempre se assemelhou ao dia de Natal, em nossa casa. Estou feliz, podendo afirmar-lhe tudo que estou dizendo, diante de nossos amigos. Para mim, chegou o aniversário da Mãezinha mais bondosa e mais linda do mundo!

E por isso estou feliz, rogando a Deus em minhas preces, com a vovó, para que a senhora e meu pai, com minhas irmãs, seja sempre felizes.

Peco-lhe, Mãezinha Helena, dizer a nossa querida Flávia, que estive presente em casa, a fim de abraçá-la pelo natalício, no dia 2 deste mês de abril, e peço-lhe dizer à Daniela, que recebi todos os bilhetes e cartas que ela me escreve, até mesmo quando escreve e rasga o papel, como se eu não pudesse ler.

Minhas irmãs são meninas que hei de amar sempre, formulando votos para que recebam do Céu o presente da saúde e da felicidade. Querida Mãezinha Helena, ao papai Wagner, o meu abraço e, repetindo as minhas felicitações, estarei rearticulando ante os seus ouvidos a nossa ligeira canção do lar:

Feliz Aniversário, Parabéns a Você Nesta data querida Muitas felicidades! Muitos anos de vida!.... Todo o amor e as grandes saudades, com muito carinho, do seu filho sempre agradecido, Guto.

Wagner Augusto Alves de Souza ***

Guto – Wagner Augusto Alves de Souza Jr. filho de Wagner Jesus de Souza e de D.Helena Maria Queiroz de Souza, residentes em Frutal, à Rua Treze de Maio, 79, fone: 421-2071, nasceu a 17 de abril de 1974, tendo concluído a 4' série do 1' Grau.

Mensagem I, recebida em 29 de junho de 1985. Antes de relacionar os dados que colhemos nesta expressiva mensagem, transcrevamos alguns trechos, registrados pelo Autor Espiritual, quando ainda no mundo, num caderno de Ensino Religioso, da 4ªsérie, a partir da capa, caderno este fornecido por Tecidos Brasil, homenageando toda a classe estudantil de Frutal:

1-Tenha fé! Tenha vontade! Senhor me proteja!
2 - GUTO – Quero ser um homem muito legal, sem desorde nesse mundo.
3 - Tu, pescador de outros lagos, ânsia eterna de almas que esperam. Bondoso amigo, que assim me chamas.
4 - Festa do Papai trabalha para o sustento da família, dirige as coisas e o patrimônio da família. Os filhos devem colaborar para serem merecedores da confiança e bondade dos pais. Este pai nos lembra outro Pai - Deus - Pai que cuida das coisas criadas, olha pela vida de todos os seres. Assim como um, pai é para a família, Deus-Pai é presença e cuidado. É amizade, força, esperança e amizade.
5 - Oração espontânea Pai Nosso que está no Céu e na Terra, obrigado por ter me dado vida e alegria. Aqui na Terra devo colaborar para ser merecedor da confiança e bondade dos pais. Eu agradeço, Senhor, por tudo que me dás. Obrigado, meu Pai da Terra e do Céu! (Esta mereceu Parabéns! da Professora)
6 - O Reino dos Céus é como uma rede jogada no mar. E quando esta rede está cheia, os homens a arrastam pra fora, para falar o Cristo, nosso Salvador. Procure amar todas as pessoas, com as quais você se encontra no seu pequeno mundo. Ame a todos, mesmo aqueles que você nunca vai ver nesta vida.
7 - Escreva o nome de algumas pessoas que você ama Deus, Meus Pais, Meus Avós, Meus Tios, Meus Professores, principalmente a minha querida professora Tia Maria de Fátima, que desde o primeiro ano você me acompanha. Obrigado por tudo que você me fez! (Também com Parabéns! da Professora.) ***

1 - Tia Suely – Suely Queiroz Assunção, tia materna.
2 - Vovó Gegê – D. Geralda Carvalho de Souza, avó paterna.
3 - Flávia e Daniela – Flávia Helena Queiroz Alves de Souza e Daniela Cristina Queiroz Alves de Souza, irmãs menores de Guto.
4  - Didido – Cf. o item 2 do Capítulo 1 e o Capítulo 2, acima.
5 - Olivinha – Olívia Barros Queiroz, nascida em Frutal, a 3 de outubro de 1963, e desencarnada em acidente automobilístico, em companhia dos pais e irmãos, no dia 25 de novembro de 1973, no mesmo trevo onde ocorreu o desastre com os cinco jovens frutalenses. Prima em primeiro grau de Guto, lado materno.
6 - Tia Nancy – D. Nancy de Barros Queiroz, residente em Frutal, esposa do Sr. Jesus Queiroz, tio do comunicante.

Recebida em 5 de abril de 1986. Importantíssimo o fato de o Espírito se alegrar com o aniversário de sua querida Mãezinha, a 6 de abril, um dia depois do recebimento da mensagem, fato esse absolutamente desconhecido pelo médium.

Wagner Augusto Alves de Souza.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 23 de Junho de 2015, 04:59
 

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1173.gif)

“Com a permissão dos mensageiros de Jesus” Querido Papai José Marco e Mãezinha Nilda, estou aqui com as notícias que ansiávamos transmitir para sossegar os familiares e os amigos, a nosso respeito.

Estou consciente do desastre calamitoso de que fomos vítimas. Pai, não sei como foi o que sucedeu. Quando vimos a carreta na retaguarda, tivemos o susto natural de quem percebe o perigo, e ficamos baratinados, ignorando como retirar o carro fora da pista, na rodovia.

Não sei, porém, como não nos foi possível retirar o veículo do meio da pista, justamente quando quería-mos e precisávamos afastar a máquina que parou instantaneamente, à maneira de um animal que se decidisse a empacar.

A realidade é que a carreta que vinha com velocidade normal, a nosso ver, contava com a nossa saída para a esquerda ou para a direita e naturalmente incapaz de fazer funcionar os freios assim de estalo, o motorista, decerto, admitiu que nos distanciaríamos da posição perigosa nos momentos últimos.

E entretanto, afobados como nos achávamos, não atinamos com a maneira de movimentar a nossa maquina. Em nosso apuro, não esperávamos que a carreta nos colhesse, e, por isso devo dizer que fomos surpreendidos com aquele rolo compressor a esmagar-nos sem qualquer outro recurso de evitar o acidente infeliz.

Creio que nenhum de nós saberá contar o que foi aquele amasso de ferragem, sufocando-nos e retalhando-nos o corpo. Falando a verdade, não sei se pela emoção ou pelo susto, não sentimos dor alguma. Lembro-me de que saltamos do corpo, tão de improviso, que a cena me lembrou o amendoim quando salta da casca. 

Vimo-nos todos de pé, ao lado de pessoas que pareciam nos esperar. Estávamos, porém, tontos e inseguros. O Romêro me fitou espantado, como quem queria explicações que eu mesmo não sabia dar. A hora não admitia saudações ou cortesias, porquê a nossa cabeça rodopiava.

Fomos então carregados para uma ambulância de grande tamanho, mas o ambiente estava diferente. As pessoas que nos aguardavam, ao que parece, sabiam que nós todos íamos tombar ali mesmo, porque nos abraçaram qual se fôssemos crianças, e seguiram conosco, à pressa, na direção da ambulância.

Um senhor recomendava-nos que não olhásse-mos para trás. Ele pusera o Português nos braços fortes, e as senhoras presentes guardaram a cada um de nós no próprio colo, apressadamente. Assim que a ambulância deu partida, caímos todos num sono esquisito, como se tivéssemos recebido injeções de sedativos fortes. E dormimos.

Quando acordei, pois fui eu a despertar antes de todos na enfermaria, em que ficamos segregados, vim a saber que o homem que carregara o Português se chamava Sandoval, e fiquei sabendo que era o Dr. Sandoval de Sá. Cautelosamente, ele me informou que eu estava em condições de saber o que acontecera pelas muitas leituras que já fizera.

Ele me esclareceu que estávamos sob a proteção de nossas parentas, e falou-me que a vovó Minerva me havia suportado nos braços; que o Romêro havia sido transportado do carro para a ambulância pela nossa avó ou bisavó Filhuca; que a tia Geralda carregara o Guto desmaiado; e a tia Luizinha havia se encarregado de conduzir o Nadinho nos próprios braços.

Quando estávamos nesse dia, logo apareceu a vovó Minerva que procurou me consolar, pois a notícia recebida me reduzira a um menino chorão, vendo os companheiros inanimados. Começou para mim uma vida nova, porque senti muito a falta de sua presença, do Leonardo e da Luciene, ao mesmo tempo que imaginava o sofrimento de nossos familiares da cidade.

Vó Minerva procurou acalmar-me, e um padre, que nos acompanhava, me aconselhou a oração. O Dr. Sandoval me disse que aquele sacerdote era o cônego Osório. O anseio de lhes enviar notícias era uma ansiedade, que eu não sabia controlar.

Chorando estava e chorando continuo, apesar dos conselhos da vó Minerva, que recomendava serenidade e fé em Deus. No dia seguinte, o Romêro e os outros acordaram com a mesma perplexidade em que me vi. As lágrimas vieram aos olhos de todos, porque pensávamos muito mais em nossos pais queridos do que em nós mesmos, e por cinco dias estivemos acamados e febris.

O Guto, o Nadinha e o Português com o Romêro a falarem na saudade de casa, e eu querendo bancar o forte, conquanto me sentisse o mais fraco de todos os companheiros. Assim estamos ainda, sendo tratados por Dr. Sandoval de Sá e por outros médicos e enfermeiros. Não posso continuar.

A vovó Minerva, que me trouxe, é de opinião que devo continuar estas notícias depois, porque a vontade de voltar para a nossa casa, em sua companhia e em companhia de Mãezinha Nilda, está me alterando os pensamentos. Agradeço, em meu nome e em nome dos companheiros, o amparo religioso que nos deram, e as preces em casa com que fomos apoiados por nossos pais e mães.

A vovó Minerva me pede para não fazer queixa alguma, porque o que nos aconteceu se verificou com a permissão dos Mensageiros de Jesus, para nosso beneficio. Mais tarde compreenderemos tudo isso. Papai José Marco e Mãezinha Nilda, com nossos amigos que vieram de Frutal, fiquem todos na certeza de que estamos com muita fé em Deus.

Aos pais queridos, as muitas saudades com todo o carinho do filho que ainda não sabe escrever, mas do filho agradecido de sempre, Didido Didido Rodrigo Junqueira Alves de Souza ***

Filho do Dr. José Marco Alves de Souza, advogado e industrial, e de D. Nilda de Lourdes Junqueira Souza, residentes em Frutal, Minas, à Rua Treze de Maio, 222, CEP 38200, fane: 421-2113, Rodrigo nasceu no dia 11 de junho de 1970, em Frutal, tendo concluído a 8 série do 1º Grau.

1 - “A realidade é que a carreta que vinha com velocidade normal, a nosso ver, contava com a nossa saída para a esquerda ou para a direita e naturalmente incapaz de fazer funcionar os freios assim de estalo, o motorista, decerto, admitiu que nos distanciaríamos da posição perigosa dos momentos últimos.” – Digna de nota a preocupação do Espírito, compreendendo, agora, em que consiste a Lei de Causa e Efeito, por não responsabilizar o motorista da carreta pelo acontecido.
2 - “Falando a verdade, não sei se pela emoção ou pelo susto, não sentimos dor alguma.” – Confortadora revelação de que os que foram surpreendidos com aquele rolo compressor a esmagá-los, não sentiram dor alguma. Quão grande e sábia é a Misericordiosa Justiça de Deus!
3 - “Lembro-me de que saltamos do corpo, tão de improviso, que a cena me lembrou o amendoim quando salta da casca.” – Bela imagem para caracterizar a desvinculação violenta do corpo de um Espírito com a consciência não conspurcada por remorsos cruéis. 4 - Romêro – Consultemos o Capítulo 5, adiante.
5 - O Português – Cf. o Capítulo 1, retro.
6- Dr. Sandoval – Cf. o item 3 do Capítulo 1, acima.
7 - “Cautelosamente, ele me informou que eu estava em condições de saber o que acontecera pelas muitas leituras que já fizera.” – A leitura construtiva, com efeito, é da mais alta importância para o Espírito, principalmente quando em trânsito pela Terra, servindo-se de um corpo físico.
8- Vovó Minerva – Trata-se de D.Minerva Maluf de Souza, avó paterna, nascida e desencarnada em Frutal, respectivamente, a 30 de janeiro de 1917 e 21 de novembro de 1967.
9 - Nossa avó ou bisavó Filhuca – Bisavó paterna, D. Maria Judith Alves de Souza, nascida a 16 de fevereiro de 1888, e desencarnada em Frutal, a 4 de novembro de 1968.
10- Tia Geralda – Nasceu D.Geralda Carvalho de Souza, tia paterna, a 20 de abril de 1922, e desencarnou em Frutal, a 30 de abril de 1979, casada com o Sr. Gilberto Alves de Souza, residente à Rua Bias Fortes, 200.
11 - Guto – Cf. o Capítulo 3, adiante.
12 - Tia Luizinha – Nasceu D. Maria Luiza Pereira de Souza, a 26 de agosto de 1914, e desencarnou a 29 de novembro de 1966, primeira esposa do Sr. José Alves de Souza – Sr. Juquinha.
13 - Nadinho – Cf. o Capítulo 4, adiante.
14- Leonardo e Luciene

– a) Leonardo Junqueira Alves de Souza, nascido em Frutal, no dia 25 de abril de 1969, irmão de Romêro e do Didido;
– b) Luciene Esperança de Oliveira mora no lar do Dr. José Marco e de D. Nilda, há 13 anos, e foi pajem dos dois filhos desencarnados do casal.

15 - Cônego Osório – Nascido em Uberaba, Minas, a 14 de novembro de 1876, e aí desencarnado, às 17 honras do dia 1º de janeiro de 1961, Cônego Osório Ferreira dos Santos exerceu as funções de Vigário da Paróquia de Frutal, por 31 anos, sendo depois, transferido para São Francisco de Sales. (Dados fornecidos por D. Oronda Mendonça de Queiroz, extraídos do livro Município de Frontal (Minas), de Roberto Capre, editado em 1916.)

Didido – Rodrigo Junqueira Alves de Souza.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 23 de Junho de 2015, 05:18
 

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1175.gif)

“Nossa vida aqui é uma escola”

Oi, Mamãe Zilda, você está aí esperando algum sinal do Português e venho com o vovô Dirceu, que me auxilia a escrever-lhe esta carta ligeira. Mamãe, o nosso choque com a carreta por cima não está em nenhum gibi.

O Rodrigo fez tudo o que lhe era possível para movimentar o carro, entretanto, não foi possível, e a carreta não parecia com pouca banguela.

Mãe, você precisa estar feliz para fazer a alegria de meu Pai e dos meus irmãos Marcelo e Júnior. Já sei que acontece o que Deus permite e faz em nosso benefício, e nada tenho de que me queixar. Não fique triste, porque desânimo e choradeira não existem onde estamos.

Estamos ainda internados num recanto de refazimento e saúde, aprendendo e pensando. O Didido sabe que vim escrever e ficou satisfeito. O Dr. Sandoval tem sido um amigo precioso, mas temos quase que diariamente o Frei Gabriel conosco, dialogando com paciência e permitindo-nos formular as perguntas que nos venham à cabeça.

Já não estamos enfaixados e nem estamos passando por segregação rigorosa. Já conseguimos algumas pequenas excursões no Grande Parque Residencial, onde o nosso recanto está localizado, e vimos maravilhas que não consigo descrever. Maravilhas no céu e no solo.

Às vezes, fico imaginando sobre a grandeza de Deus que naturalmente mandou fazer um solo para nós, quando estamos na Terra física e outro quase igual porém muito mais repleto de riquezas, para nós, as criaturas do mundo, quando transpõem as fronteiras da libertarão.

Nossa vida aqui é uma escola; ainda não temos espaço para apostas e brincadeiras. O meu próprio avô Dirceu, diz que tanto quanto no Mundo Físico, a vida para ser carreta não dispensa as disciplinas e os horários. Tudo é muito bonito, mas (aqui para nós) eu gostaria muito mais de estar em Frutal. Mas não estou rebelde. Os seus conselhos estão funcionando.

Mãe, você precisa estar feliz para fazer a alegria de meu Pai e meus irmãos Marcelo e Junior. Não fique triste, porque desânimo e choradeira não existem onde estamos. O Didido sabe que vim escrever e ficou satisfeito.

Querida Mãezinha Zilda, abrace por mim a prima Sílvia, que está presente. E guardando a senhora e o meu Pai sobre os meus joelhos fortes, um abração para os dois do filho muito saudoso e muito agradecido,

Alexandre, O Português. *

Alexandre Furtado Cardoso nasceu no dia 12 de março de 1973, em Frutal, Minas, filho de José Maria Cardoso, português, e de D. Zilda Furtado Cardoso, residentes à Rua Prudente de Morais, nº. 15, telefone: 421-2146.

1 - Vovô Dirceu – Trata-se de Dirceu Furtado, avô materno, nascido a 5 de maio de 1905, e desencarnado em Frutal, a 19 de setembro de 1981.
2 - Rodrigo – Rodrigo Junqueira Alves de Souza, realmente, era o motorista do Sedan Volkswagen 1.300, colhido, amassado e arrastado por uma carreta, na tarde de 3 de fevereiro de 1985.
3 - Dr. Sandoval – A respeito do Dr. Sandoval Henrique de Sá, o que noticia o "Jornal Esquema".
4 - Didido – Consultemos o item 2, acima. Eis uma prova inconcussa da autenticidade mediúnica:
– Quando poderia o médium saber que o apelido de Rodrigo era esse:
– Didido?
– Srta. Sílvia Cortes, prima do comunicante, residente em Frutal?

Importante observar, na carta recebida pelo médium Xavier, as referências:

Ao socorro prestado pelo Espírito do Dr. Sandoval Henrique de Sá, o grande entusiasta das rodovias, na que ele, quando encarnado, mais admirava – a BR 364 –, até mais do que aquela que hoje lhe ostenta o nome – a MG-255;2) ao enfaixamento feito nos cinco jovens pelos ortopedistas desencarnados, na Colônia Espiritual, onde foram socorridos.

A solicitude, não somente do vovô Dirceu, mas, principalmente, do Frei Gabriel. A condição de ser humano: apesar de se encontrar num local maravilhoso, devido aos laços de amor que o unem aos que ficaram no mundo, “Gostaria mais de estar em Frutal.”;

5) finalmente, o lembrete para que a genitora se alegre, a fim de que o pai, contagiado pelo júbilo dela, possa fazer a alegria dos irmãos Marcelo e José Maria Cardoso Júnior.

Alexandre Furtado Cardoso.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 23 de Junho de 2015, 05:31


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1196.gif)

Querido Papai e querida Mãezinha Nilo, isto aqui não é mensagem e sim coração falando no papel, a fim de saudar meu pai pelo querido aniversário, no dia 18 próximo, e o feliz aniversário do vovô Homero, que transcorre no dia 20 deste mês de novembro, e as nossas festas. Não as modifiquem.

Queremos muitas flores e muita música para os aniversariantes queridos. Dinheiro não temos para essas encomendas, mas a Mãezinha Nilda fará isso por nós, desembolsando o que for necessário.

Mãezinha Nilda, muito grato ao seu devotamento de mãe, que nos garante o equilíbrio e a alegria em casa.

Um abração ao Leonardo, o irmão amigo que aí ficou a representar-nos, e muitas lembranças para a nossa Luciene, a nossa Neguinha, cuja lealdade à nossa casa é um livro de bênçãos.

Os companheiros amigos abraçam os familiares queridos, e com o meu abraço de filho muito grato ao papai, à Mãezinha Nilda, ao Leonardo e Luciene, aqui termino com aquele beijão de filhote grande, que não deixou de ser a criança da nossa casa, Romêro ***

Mensagem II Homenagem Conheço um homem que se esqueceu de sua própria juventude para que os seus filhos se destacassem na fina flor da mocidade do mundo;

●  Que nunca ergueu a voz em casa, incomodando a abençoada companheira que Deus lhe concedeu por esposa devotada e companheira de todos os dias;

●  Que, embora cansado pelo exaustivo trabalho de cada dia, jamais deixou que a esposa se levantasse pela madrugada, a fim de atender aos filhinhos doentes, dos quais sempre se fez o vigilante enfermeiro;

●  Que apesar de trazer a cabeça preocupada com negócios e iniciativas do homem de bem, sempre encontrou tempo bastante para jogar bola ou medir forcas com os seus pequerruchos;

●  Que sabendo de travessuras desagradáveis de seus rapazes, jamais lhes feriu o brio com repreensões ou palavras agressivas, porque o diálogo amigo foi sempre a base de seu intercambio com os filhos que o adoram;

●  Que estudando os orçamentos domésticos e pesando valores e conveniências, preferisse usar roupa humilde, conquanto digna, para que seus rapazes se apresentassem nos grupos sociais na melhor forma;

●  Que podendo sustar os caprichos dos seus meninos através da contensão de despesas, resolvesse não negar-lhes o carro de passeio ou destinado aos estudos, preferindo, muitas vezes, vencer longas distâncias a pé;

●  Que informado quanto às despesas enormes dos seus rapazes, não se recusasse a pagar-lhes os compromissos;

●  Que ofendido por alguém, soubesse perdoar;

●  Que afrontado por prejuízos, cuja procedência conhecia suficientemente para as justas reclamações, não olvidas-se a amizade e não deixasse de sofrer desvantagens para ser sempre o amigo de seus amigos;

●  Que fatigado pelas tarefas referentes ao seu mundo particular de serviço, nunca negasse presença aos filhos queridos nesse ou naquele evento festivo que se representasse união e bênção para a sua família;

●  Que doente, não se recusasse a agir no cumprimento dos deveres assumidas e que,

●  Um dia, depois de consagrar a sua existência aos seus queridos rapazes, de inesperado, encontrou dois deles esmagados, junto de amigos que lhes eram companheiros de coração e nada tivesse contra Deus e contra a vida.

●  Conheço esse homem que abraçando os filhos mortos, apenas clamou, em lágrimas: Deus que no-los deu, pediu de volta os nossos Tesouros! Louvado seja Deus!

●  Conheço a felicidade de conhecer esse pai e amigo que nunca se marginalizou em aventuras que lhe desprestigiassem o lar!

●  Esse homem é meu pai.

Romêro Junqueira Alves de Souza.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 23 de Junho de 2015, 06:01


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1161.gif)

Querido Papai José Marco, Deus nos abençoe a todos. Falo aqui nestas linhas pobres, em nosso nome.

O Didido, o Guto, o Nadinho e o Alexandre estão aqui, em minha companhia,
Ou melhor, eu estou na companhia deles, e todos nós nos rejubilamos com os nossos primeiros 365 dias de libertação da vida física.

A se complementarem no próximo dia 3 de fevereiro corrente. 365 dias que nos transformaram a todos.

Ignorávamos que a carreta que nos esmagou a forma dos cinco, no carro que não conseguimos dominar, viesse a ser um fator de tantos benefícios. Nossos lares passaram a compartilhar das provações dos lares desprotegidos. Nossos assuntos se elevaram.

Nossas festas de aniversário foram reduzidas à expressão do que deveriam ter sido, com a ausência dos frascos de alto preço, para que a nossa economia se fortalecesse para o socorro aos mais fracos. Passamos a visitar lugares de dor e necessidade, que antes da famosa carreta não nos interessavam tanto.

Com isso não quero dizer que as carretas do mundo devam sair por aí furtando a vida dos outros, mas, sim, observo a modificação benéfica de nossos hábitos, sob a influência da desencarnação. Saímos daquele acidente, os cinco amigos, à maneira de cinco mensagens de esperança, embora sofrêssemos o rigor da separação imprevista.

Encontramos em nós mesmos não apenas outros corpos – os nossos corpos espirituais –, mas também a possibilidade de nos reaproximarmos de nossos pais e irmãos queridos, com a finalidade de constituirmos um grupo social diferente.

Um grupo familiar que aprendeu a não desperdiçar para ter o necessário ao campo daqueles que sofrem problemas muito maiores do que os nossos, e começamos o nosso maior esforço na fundação de nossa Nave da Saudade que, na essência, é uma nave do amor que Jesus nos ensinou.

Conseguimos dividir o nosso pão com os doentes e velhinhos, com as mães aflitas e com as crianças subnutridas e, com isso, atraímos a cooperação de tantos amigos que, atualmente, em Frutal, nos estendem as mãos, enriquecendo-nos de recursos que, somados às nossas pequenas possibilidades, se fazem uma fortuna de bênçãos.

Em verdade, e digo isso com alegria, nós, os cinco amigos, não nos doutoramos, qual era o nosso desejo, e a nossa melhor aspiração a fim de sermos profissionais liberais de que os nossos pais e as nossas mãezinhas se orgulhassem.

Mas em companhia desses mesmos pais queridos, nos transformamos em servidores das mesas, onde se alimentam os tutelados de Cristo, cujas preces de agradecimento nos envolvem de bênçãos e alegria intransferíveis.

A dor de fevereiro passou a ser a nossa esperança de fevereiro entrante. Estamos felizes pelo ensejo de sermos úteis, e estamos aprendendo a transformar as saudades em aulas de solidariedade humana.

Noto que a seiva das árvores lhes preparam os frutos, e que o sangue de nossas mães queridas, em nosso nascimento no mundo físico, se transformam em leite de que as nossas forçasse nutrem para crescermos valentes e contentes.

E, agora, reconheço que as nossas lágrimas se fizeram pães, destinados aos companheiros do mundo, que a carência persegue, e em pratos de alimentos, que devolvem a saúde aos tristes e desalentados, aos filhos da necessidade, e aos irmãos de ninguém, aos quais Jesus prometeu assistência e carinho.

Disse-lhes Jesus, um dia, pois nós acreditamos que, com a benção do Cristo, seguiremos para adiante, diminuindo o sofrimento onde o sofrimento esteja aniquilando esperanças preciosas. 35 Papai José Marco, diga aos nossos amigos e às nossas mães, que estamos felizes e, para nós, qual disse certa vez o Apóstolo:
 ▬  “Não vos deixarei órfãos”

São Paulo, “a morte foi tragada na vitória”. Parabéns à nossa querida Nave e que Jesus nos proteja. Sempre seu filho e companheiro de fé viva em Deus, Romêro.

*** Romêro Junqueira Alves de Souza, irmão de Didido – Rodrigo Junqueira Alves de Souza, autor do Capítulo 2, e primo em segundo grau de Guto – Wagner Augusto Alves de Souza, autor do Capítulo 3, acima, nasceu em Frutal, a 18 de fevereiro de 1972, tendo concluído a 6ª série do 1º Grau.

Mensagem I ▬   “Querido Papai e querida Mãezinha Nilda, isto aqui não é mensagem e sim o coração falando no papel, a fim de saudar meu pai pelo querido aniversário, no dia 18 próximo, e o feliz aniversário do vovô Homero, que transcorre no dia 20 deste mês de novembro, e as nossas festas.”

▬  Eis, leitor amigo, outra prova de autenticidade mediúnica, uma vez que o Dr. José Marco Alves de Souza e D. Nilda de Lourdes Junqueira de Souza, genitora do comunicante, não se referiram ao aniversário dele, Dr. José Marco, no próximo dia 18, e nem ao do Sr. Homero Alves de Souza.

▬  Vovô Homero, ilustre industrial frutalense (fone: 421-2414) –, no dia 20 de novembro, com o médium Chico Xavier ou qualquer outra pessoa, presente à reunião do Grupo Espírita da Prece daquela memorável noite, 2 - Leonardo e Luciene, a nossa Neguinha – Cf. o item 14 do Capítulo 2, acima.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 23 de Junho de 2015, 06:18

Como podemos observar, “Homenagem” é uma autêntica obra prima da literatura mediúnica, que bem demonstra o alto nível de evolução do seu jovem Autor Espiritual, psicografada na noite de 10 de agosto de 1985.

Romêro Junqueira Alves de Souza.

Mensagem III Belíssima página que vem nos lembrar, mais uma vez, de que:
▬  “Fora da Caridade não há Salvação”

▬  "E de que há necessidade do Trabalho, da Solidariedade e da Tolerância"...

... A fim de que não seja preciso que se reencarne um Espírito com dívida cármica relacionada com a morte violenta, em plena mocidade, em nossos núcleos familiares, na condição de filho para nos levar, através do sofrimento ocasionado pela aparente perda da presença física do ente amado, à prática efetiva do bem.

Que todos nós possamos, espontaneamente, nos empenhar no socorro físico e moral às criaturas que nos cercam, com vistas a que, caso haja algum Espírito com uma programação daquela natureza, com a prática da caridade legítima, venha ele a receber a devida moratória da Vida Mais.

Alta para procrastinar a sua permanência na Terra, por se transformar num seguidor dos passos do Divino Mestre.

Pensemos bem nisso, leitor amigo, e prossigamos confiantes na Misericórdia de Deus, trabalhando até o limite das nossas forças, perdoando setenta vezes sete a todos aqueles que nos ofenderam, consciente ou inconscientemente.

Romêro Junqueira Alves de Souza.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 23 de Junho de 2015, 06:29

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1160.gif)

“Deus sabe o que faz”

Querido Papai Osmar e querida Mãezinha Elvira, peço a Jesus nos abençoe. Hoje, pedi aos nossos orientadores para lhes escrever uma carta, mesmo pequena, que lhes fale de minhas enormes saudades. Para isso, estou aproveitando a bondade dos amigos de Frutal.

Minha vontade seria tê-los perto de suas preces, mas reconheço que isso não lhes é fácil. Vou ver o Papai Osmar no escritório, e vejo-o, muitas vezes, a contabilizar tristeza e perguntas amargas, sem que eu possa responder, e, a busquei, Mãezinha Elvira, surpreendendo-a, como sempre, costurando saudades...

Felizmente, em família, estamos todos na melhor forma, e isso me reconforta. Abraço a Cláudia, o Márcio, a Lílian e a Luciane, mas sei que não devo afundar a imaginação, porque se vejo os meus queridos irmãos, e eles não me podem ver, isso me apavora as saudades, e volto mais preocupado para o nosso recanto de serviço.

Pai, o que me chama a atenção em nosso querido lar, é aquele pedacinho de espaço em que eu procurava descansar, sentado no chão, com a cabeça recostada em seus joelhos.

Quando vou até a cadeira de sua preferência, sinto uma ansiedade muito grande, no íntimo, recordando o seu amor e a sua paciência, sustentando-me a cabeça para ver os programas de TV, de que nós dois líamos as notícias.

Tenho muita vontade de chorar, mas lembro-me de que o senhor não ficaria satisfeito em me ver enfraquecido. Vou até a nossa casa, sempre que possível, com o vovô Juca e, por isso, não posso dar campo às tristezas, que o senhor me ensinou a esquecer.

Mãezinha Elvira, o que passamos, na vinda para cá, os meninos já contaram.

Augusto Alves de Souza, foi o primeiro a dar notícias e, por isso, não tenho novidades para contar. O Romêro também já escreveu. O Didido, que está aqui conosco, abraçando a sua vó Minerva muito feliz com o abraço de Romêro, que ele tanto ama.

O Alexandre também escreveu; por isso, não quero ficar na retaguarda, e estou escrevendo ao senhor e à Mãezinha Elvira, para lhes dizer que as saudades estão igualmente comigo.

Vamos procurando seguir o que aprendemos em casa, mantendo serenidade e paz de espírito, mas as saudades transbordam, assim como acontece hoje, em que lhes escrevo. Pai, não fique triste com Deus, pelo acidente que nos arrancou de nossa cidade para cá. Deus sabe o que faz.

Eu penso que foi melhor suceder o que aconteceu, do que se nós tivéssemos de ficar aí, para mais tarde desgostar aos paizinhos, que tanto amamos A bondade de Deus sabe o que seria melhor, e resolveu chamarnos para cá. Mas percebo que trabalharemos, em breve, para cumprir os nossos deveres para com Deus.

O vovô Juca me explica muitas novidades, que ainda não sei entender; entretanto, querido Papai Osmar, estarei pronto para estudar apontamentos para fazer melhorar aquilo que esteja destinado para mim.

Sei que o senhor e a Mamãe Elvira estão muito tristes, e um procura ficar distante do outro, em nossa casa, para cada um chorar livremente, mas choro com os dois, e confio em Deus, que nos concederá a forca de que estamos necessitados.

O vovô Juca me diz que todo problema reclama tempo para ser resolvido, e, assim, aguardo a vez de nossa conformação verdadeira. Às meninas e ao Márcio envio muitas lembranças. Para o querido Papai Osmar e para querida Mamãe Elvira, envio o coração muito saudoso do Nadinho, ao lado do vovô Juca, que me recomenda abraçá-los, em nome dele.

Deus nos proteja e nos fortaleça. É a prece do filho que ainda traz o pensamento em casa, embora esteja vivendo no Plano Espiritual, sempre com muito carinho e gratidão, o filho reconhecido Nadinho Vítor Leonardo Santana

*** Filho do Sr. Osmar José de Santana, distinto Técnico em Contabilidade, e de D. Elvira Alves de Santana, residentes em Frutal, à Avenida Brasil, nº. 29, fane: 421-2988, nasceu Nadinho – Vítor Leonardo Santana, a 13 de fevereiro de 1972, concluindo a 6ª série do 1º Grau.

1 - “Vou ver o Papai Osmar no escritório, e vejo-o, muitas vezes, a contabilizar tristeza e perguntas amargas, sem que eu possa responder, e, a busquei, Mãezinha Elvira, surpreendendo-a, como sempre, costurando saudades...”

▬  Ao visitar o Grupo Espírita da Prece, pela primeira vez, em momento algum, o Sr. Osmar mencionou a sua profissão ao médium Xavier ou a qualquer outra pessoa no recinto. O endereço do seu Escritório de Contabilidade União é o seguinte: Praça Dr. Alcides de Paula Gomes, nº. 5, Frutal, MG, CEP 38200.

2 - Cláudia, Márcio, Lílian e Luciane – Cláudia Santana; Márcio Expedito Santana; Lilian Alves de Santana e Luciane Santana, irmãos. Cláudia se casou no dia 15 de março de 1986, treze meses após a desencarnação de Nadinho.
3 - Vovô Juca – Sr. Osório José de Santana – Sr. Juca –, avô paterno.
4 - Rodrigo, Romêro, Guto e Alexandre – Cf., respectivamente, os Capítulos 2, 5, 3, e 1 deste volume. 30 5- Vovó Dila – D. Silvandira Menezes de Queiroz, avó materna, residente em Frutal, esposa do Sr. Alfredo de Queiroz, desencarnado a 21 de outubro de 1986.

Segundo fomos informados, após o recebimento da mensagem de Guto - Wagner Augusto Alves de Souza –, Capítulo 3, acima, ao final da reunião pública do Grupo Espírita da Prece, na noite de 29 de junho de 1985, Chico Xavier disse à D. Helena: – Wagner Augusto está me dizendo: “Chico, eu peço à minha Mãe dar o meu abraço em Vovó Dila!”

*** Rogando ao genitor para que não fique triste com Deus, pelo acidente que o arrancou, juntamente com os outros quatro amigos, da arena física para o Plano Espiritual, afirmando que Deus sabe o que faz, esforça-se por justificar a sábia resolução da Divina Providência: "Eu penso que foi melhor suceder o que aconteceu, do que se nós tivéssemos de ficar aí, para mais tarde desgostar aos paizinhos que tanto amamos.”

Nadinho – Vítor Leonardo Santana.
(09 a 15/02/1985)

Páginas recebidas pelo médium:

Chico Xavier na noite de 21-02-92.
Espíritos Diversos.
Minas Gerais.
Em Uberaba.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 24 de Junho de 2015, 00:04


(http://img.youtube.com/vi/PXk3nj2pEL4/hqdefault.jpg)

Leila Lopes

Morreu em dezembro de 2009. A atriz foi encontrada morta, após ingerir veneno de rato. Houve  presentimentos, já era tempo de partir.

A minha passagem veio num sono silencioso, depois fui para o hospital espiritual, tornei-me auxiliar na colônia divina servindo ao próximo. Hoje estou no campo de atividades curativas que podemos receber.

Ao meu irmão kleber e companheiro, através dos mentores, venho em sonho para te dar luz, amenizar a dor e pedir que cuide bem da saúde, não se desgaste tanto, não sofra, Deus vela e te guarda nas tardes e noites de cada amanhecer.

Sempre estivemos juntos nas horas boas e difíceis com coragem. Ore e viva com jesus na intimidade do seu coração e nas suas atitudes.

Deixei uma lembrança através daquela canção e assim entendeste que era preciso abrandar a dor e deixar a vida seguir.

Seja forte em sua caminhada. No coração que lhe pertence, com um afetuoso abraço em seus passos, a alegria de viver sempre será o companheiro reconhecido.

Ao meu amor (marido gian batista) tudo o que fizeste por mim está guardado entre canções, risos e preces. Seja sorridente, o sorriso é a luz que ilumina minha alma e caminhando dentro da luz cuidará da nossa família.

O segredo da minha vida só você sabe tenha te deixado cedo, lembro os dias que se foram. Caminho, aceito e compreendo a minha própria renovação com alegria. Encontro  a família unida e agradeço pelos pensamentos em prece.

Isso deu ao meu espírito um entendimento maior. Sinto a paz interior que os envolve quando se recorda do nosso convívio. Sou feliz por ter realizado diversos sonhos durante minha passagem na terra; de ter ajudado muitas pessoas.

Aqui na vida espiritual, os assuntos da confiança no poder divino são mais vivos e mediatos ao coração. Agradeço por todas as preces que seu carinho me envia, são como flores que você me endereçou.

▬  "Não há separação entre os que se amam. Fiquem com a paz do senhor!"

Desconheço a fonte.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 24 de Junho de 2015, 05:02


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1133.gif)

“Tudo está certo nas resoluções da Providência Divina"

Querida esposa Fernanda e querida Mamãe Antônia, estou presente, mentalizando a imagem de meu pai e dos filhinhos ausentes, para alegrarmos, todos juntos, a data do nosso reencontro.

Estou, assim, abilolado de vê-Ias aqui, pensando em mim. Estou em dificuldades para escrever, transmitindo-lhes as minhas notícias, porque eu nunca poderia pensar que sairiam da nossa Paraíba distante, a fim de recolherem alguns traços de minha presença.

Admiro-lhes a coragem, vindo de Pombal até aqui, arquitetando a possibilidade de me recolherem as palavras. Mamãe Antônia, abençoe-me e continue pedindo a Jesus por seu filho.

A nossa Fernanda, que estava em minha companhia no acidente de que fomos vítimas, está qual eu mesmo, sem palavras para descrever o acontecimento. Lembro-me apenas de que um corpo pesado me alcançou a cabeça, e desmaiei. Mais nada.

Tenho a convicção de que a Bondade de Deus cobre a desencarnação com muitos agentes da Natureza, que resultam no esquecimento em que somos mergulhados, para não acrescentar sofrimentos maiores ao sofrimento de demissão da vida física a que somos obrigados.

Querida Fernanda, agradeço a coragem e a paciência. Compreendo as expectativas amargas a que você se viu repentinamente exposta. Os meses últimos provaram, porém, que você está apta a conduzir o nosso filho para a existência de homens prestativos e honestos, que nós ambos lhe desejamos.

Fui amparado pela vó Noí Medeiros; pelo menos é assim que ela me solicita chamá-la em quaisquer circunstancias. 41 E quanto se me faca possível, estarei com ela, cooperando com você e com meus pais, a Mamãe Antônia e o papai Medeiros, de modo a que tudo se processe em paz, no ambiente do nosso ninho domestico.

▬  Todos os três Carlos serão convenientemente amparados:

●  Carlos Agripino,
●  Carlos José e Carlos Fernando.
●  Não têm obstáculos e provações.

Deus promove alimentos em favor dos passarinhos, por que deixaria meus filhos órfãos de socorro? Recordo a nossa união com lágrimas a me caírem dos olhos.

Eu que me habituara a guiar o volante, quando necessário, em todo aquele mundo, de Pombal a João Pessoa, desde as cidades do sertão às grandes cidades do litoral, acostumado a viajar sem qualquer preocupação, fui encontrar a morte juntamente em sua companhia, sem possibilidade de estender-lhe proteção.

Aprendemos, no entanto, com a fé, que tudo está certo nas resoluções da Providência Divina, e peço-lhe não esmorecer. Observe a Mamãe Antônia, enfibrada no valor que lhe conhecemos, e sigamos em frente, com a certeza de que Jesus não nos abandonará.

Envio muito amor aos meus filhos queridos, que espero venham a crescer no clima de bons exemplos, estudando quanto possível e, ao mesmo tempo, trabalhando sempre, a fim de que aprendam a viver para o bem.

Querida Mamãe e querida Fernanda, aqui vou terminar; não posso abusar dos amigos, que nos recebem aqui com tanta generosidade. Lembre-se de que estou vivo para amá-las e ser-lhes útil cada vez mais.

Mãe querida, para o seu coração amoroso e para o coracão de nossa Fernanda, sempre voltados para o bem de nós todos, beijo-as com muita saudade e carinho, dedicação e reconhecimento.

O filho e esposo que não as esquece e que continuará vivendo para resgatar a dívida de amor que lhes deve, sempre o filho e esposo muito grato, Carlos Normando de Assis Uberaba, 17/01/1987.

*** Do jornal Tribuna Espírita (Ano Vl – João Pessoa, Paraíba, Brasil – Jan/Fev/87 – Nº 33), sob o título “Bancário Paraibano que "morreu‟ envia Mensagem”, transcrevamos para estas páginas os seguintes apontamentos, a propósito da missiva mediúnica sob nossa análise:
▬  “Carlos Normando de Assis, brasileiro, casado, nasceu em Catingueira, cidade da Paraíba, no dia 23/07Í 1950. Ocupava a gerência do Banco do Brasil S.A., em Pombal, no sertão paraibano, onde desempenhava com responsabilidade as suas funções, sendo muito estimado pelos seus colegas e amigos.

Tinha, em Fernanda Rocha, a dona de seu lar e mãe extremosa do seu terceiro filho. Dois outros são do seu primeiro casamento. O casal muito jovem, principalmente ela, tinha em mente os seus planos para o futuro e a felicidade do filho pequeno.

Nos seus dias de folga, Carlos Normando gostava de viajar, em seu automóvel, acompanhado da família a outras cidades; mas, aconteceu que, no dia 13 de setembro de 1986, num sábado, à tarde, quando empreendia um desses passeios, com destino à cidade de Patos (PB), em companhia da mulher e do filho caçula.

Carlos Fernando, de um ano e meio de idade, apos haver percorrido 3km do percurso, numa estrada que bem conhecia, asfaltada e sinalizada, num trecho em descida reta, perde a direção e o transporte desgovernado é jogado para fora do caminho, num despenhadeiro, de 40 metros de profundidade. Foi um acidente doloroso.

Logo no impacta da primeira virada, D. Fernanda e o filhinho foram lançados fora, e Carlos Normando, no segundo lance, foi também projetado do veículo, tendo morte 43 instantânea. Mãe e filho apresentaram leves escoriações tendo, apenas, a primeira uma costela fraturada; tudo sem maior gravidade.

D. Fernanda ficou muito abalada com o quadro chocante do desastre e da morte violenta do companheiro. Viu, assim, desfeitos todos os sonhos dourados formulados por eles para o futuro da família; porém, como tinha adquirido certa noção acerca do Espiritismo – que demonstra, na teoria e na prática que a vida continua depois da morte, não fraquejou.

Bem amparada, por parentes que professam esta Doutrina, foi levada ao Centro Espírita Leopoldo Cirne, localizado no Jardim 13 de Maio (Rua Prefeito José de Carvalho, 179), nesta Capital, encontrando ali muita ajuda espiritual para ela e para o espírito desencarnado do seu marido.

Em parte, já refeita do grande abalo sofrido, viajou a Brasília (DF), à casa da sogra, Dona Antônia de Oliveira Assis; lá, sentindo como uma inspiração, convidou aquela senhora para irem até Uberaba, (MG), a fim de se encontrarem com Chico Xavier, buscando maior conforto.

Tiveram a felicidade de encontrar o grande e bondoso médium, na ocasião em que realizava uma das suas costumeiras reuniões “à sombra do abacateiro”, onde fornece alimentos, do corpo e da alma, a inúmeras pessoas necessitadas.

É tanta gente a querer falar com Chico, que às vezes torna-se inconveniente e impossível aproximar-se dele. Contudo, ela conseguiu e entregou um envelope com o retrato do marido, que ele só teve tempo de colocar no bolso sem olhar, da maneira como fazia com outras papéis.

Muita gente dizia que era muito difícil uma resposta, com todos querendo a mesma coisa. Dona Fernanda, novamente, não se deu por vencida, até que chegou a falar de novo, lembrando:

▬  “Irmão Francisco, eu entreguei o retrato do meu marido e o Senhor colocou no bolso, não vá esquecer...”
▬  “Ah, minha filha, não é o neto de Dona Noí?

Espere mais tarde, deixe ver se o telefone toca de “lá” para cá...”, respondeu com aquela entonação de sempre, cordial e fraterna. Ela ficou sem saber quem era a pessoa a quem ele se referiu, e, somente quanto voltou para junto da sogra, Dona Antônia, foi que 44 ficou sabendo que Dona Noí, era a avó paterna do “morto”.

Finalmente, a noite, na reunião pública de 17/01/87, no Grupo Espírita da Prece, Francisco Cândido Xavier, autor de quase 300 livros, muitos dos quais traduzidos para vários idiomas, recebe através da mediunidade psicográfica.

Várias mensagens endereçadas às pessoas presentes, como há muitos anos vem fazendo, e, entre elas, a segunda veio assinada por Carlos Normando de Assis, para sua companheira, sua mãe e seus filhos queridos, que é a seguinte:...”

Depois de transcrita a “Mensagem do "Morto‟”, eis as “Notas de esclarecimento: Carlos Normando de Assis – ex-gerente do Banco do Brasil em Pombal (PB), desencarnado em desastre automobilístico, no dia 13/9/1986. Fernanda Rocha – esposa, atualmente residente à Av.

Epitácio Pessoa, 4648 - Apto. 103 - Edifício Marcella - Bairro Cabo Branco - João Pessoa, PB. José Medeiros – seu pai. Antônia de Oliveira Assis – sua mãe. Noí Medeiros – Avó paterna, desencarnada em 18/01/1928. Citou os três filhos, pelos nomes e pela ordem decrescente de idades.

O médium não sabia que Carlos Normando desencarnara no acidente de carro, que D. Fernanda estava com ele na hora, e o fato ocorreu na estrada de Pombal (PB). Também que a vítima às vezes gostava de dizer que estava “abilolado”, como força de expressão.

Agora quem agradece, é dona Antônia Medeiros, com uma curta e bem sentida prece: “– Divino Mestre, nós te agradecemos. Ao querido Chico Xavier, exemplo de humildade e resignação, carinho e amor, nossos eternos agradecimentos por termos recebido esta mensagem, através de suas mãos abençoadas.

Deus o abençoe. Normando (meu filho), que Jesus, o Divino Mestre, o abençoe e ilumine, para que possa continuar despertando-nos a consciência e o coração para a Vida Maior.”

Carlos Normando de Assis.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 24 de Junho de 2015, 21:30


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1134.gif)

Mensagem de Amor

Yolanda Querida Mamãe, querido Papai, meu querido João Batista, Deus abençoe a nós todos.

Estou ainda quase sem forças. Quase como no instante em que me levantei de mim mesma, depois de me haverem erguido, à maneira de uma criança.

E venho, querida Mãezinha, não apenas atraída por seu carinho, mas trazida na corrente de suas petições e de suas lágrimas. Peço agora com mais insistência, não se entristeça, ajude-me com aquela fortaleza que em seu espírito nunca vi esmorecer.

Perdoem-me, o seu coração e o coração de meu pai, se voltei tão às pressas à vida que me convidava às grandes renovações. Tenho o reconforto de afirmar-lhes que não provoquei o choque do Opala.

Pensei que pudesse fazer uma ultrapassagem pacífica, habituada que me achava a visar dimensões e examinar caminhos de relance. Mãezinha, não julgue que sua filha pudesse, por um instante só, enfraquecer-se na fé, a ponto de buscar a desencarnação voluntária.

Dias antes me sentia em nossa casa, como quem trazia a cabeça e as mãos crescidas, não sabia o que se passava. Inclinei-me a refletir sobre mediunidade, mas, somente aqui vim a saber que estava sendo preparada com carinho para a volta.

Tudo, Mamãe, foi muito rápido. Um choque difícil de descrever e, depois aquela idéia de que o desmaio era natural e inevitável, um sono agitado por pesadelos, porque a gente não se despede do corpo, sem desatar muitos laços e nem se desliga com muita facilidade do ambiente querido em que se nos desenvolveu a experiência familiar.

▬  Quando acordei, porém, escutava:

●  Seus apelos,
●  Suas aflições,
●  Suas perguntas,
●  E suas lágrimas...

... Em forma de palavras e sons que me ecoavam por dentro do coração.

Senti-me perdida, como quem se reconhece num hospital que não pediu e nem esperou.

Os conhecimentos que trazia comigo me foram valiosos, porque era justo que eu a chamasse aos gritos, manifestando minha estranheza em altas vozes, mas quando vi o tio Orlando com aquele rosto sereno a fitar-me, ele que partira, antecedendo-me na vida Espiritual, creio por onze meses, compreendi tudo.

Achava-me como ainda me encontro numa instituição de refazimento em que o amigo maior é o Padre Antônio, direi Antônio Preto, de quem ouvira tantas vezes falar.

Acolheu-me com brandura e soube que estávamos todos numa casa de socorro espiritual de urgência, fundada junto a Bebedouro pelo sacerdote Francisco Valente, que nos deu tanto amor, na formação do recanto em que Deus enviou a felicidade para morar conosco.

Lutei muito, querida Mamãe, porque não é fácil deixar a existência no lar, nem mesmo quando temos aquele ideal de estudar a vida em outros planos e em outros mundos, que sempre me marcou as ideias de menina voltada para os assuntos do espírito.

Rogo dizer à nossa Do Carmo e às amigas que a morte me apareceu na condição de uma benfeitora, e que não fui eu quem lhe bateu às portas. Mãezinha, a senhora sabe que suicídio não constava de nossos propósitos, isto é, dos meus.

Páginas de amor e ternura, meditações sobre a vida espiritual que eu tenha escrito, sabe nosso querido João Batista que eram pensamentos soltos nos quais, muitas vezes, me sentia sob influências mediúnicas.

Rogo ao querido irmão auxiliar-me com seu encorajamento e fé em Deus. Joãozinho, meu irmão, estamos no tempo dos nossos testemunhos de confiança em Deus. Estude e siga em frente. Sua irmã não morreu.

O que sucedeu foi mudança de lugar e de clima, sem transformações em nosso amor de irmão que se tanto e que com a benção de Jesus, prosseguiremos unidos.

Mãezinha, agradeço as suas preces e as orações dos familiares, sem me esquecer dos pensamentos de amor da Vovó Carolina e da tia Geni, em Viradouro.

Aqui, tenho encontrado muito amor, através de gestos de proteção que não plantei. Nossos irmãos do Grupo do Calvário ao Céu estão irmanados aos outros, aqueles que sob a proteção de São João Batista, distribuem socorro e bondade sob os nossos céus.

Mamãe, perdoe sua filha, se minhas idéias pareciam por vezes extravagantes. Eu sei que a sua ternura tantas vezes silenciava para que sua Landa estivesse crendo em sonhos e realizações distantes da verdade que impera na vida.

E me lembro dos seus olhos expressivos a me falarem sem palavras de suas preocupações por mim.

Creia, Mamãe, que não vim para cá trazendo afeições maiores que as nossas, você, papai, João Batista, Maria do Carmo e os nossos, parece que a gente mais jovem quando sai da Terra de repente, na maioria dos casos, parece considerada como sendo pessoas que se afastam do mundo por desilusões e desenganos, mas não é assim.

Existem leis a que não conseguimos fugir. Cada qual na Terra dispõe de uma quota de tempo a fim de fazer o que deve. A parcela que a vida me reservava era curta.

Mas tenho a idéia de que tive os melhores pais da Terra e os melhores irmãos, porque recebi todos os recursos de casa para realizar em mim as construções espirituais que pude.

Dizer obrigada é tão pouco, mas digo assim mesmo:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)"Obrigada, Mãezinha, por seus braços que me guiaram na vida, por seus sacrifícios por mim, pelas orações que aprendi nos seus lábios e que as teorias do progresso humano não me fizeram esquecer"...

... Por suas noites de vigília, por suas inquietações, acompanhando-me com as suas preces, quando me ausentava de casa, obrigada pelas repreensões que eu merecia e que ficaram sempre em seu carinho, sem que você me falasse dos receios que eu causava à sua ternura.

Obrigada por tudo, mas por tudo o que você me deu e obrigada a todos os que me concederam em família para me servirem de protetores e companheiros. Estou ainda muito pobre de forças, mas Deus concederá à sua filha energias novas e serei útil.

Mãezinha, meu pai, João Batista, Tia Geni e todos os meus entes queridos, termino, dizendo que estou agradecida, amando a todos cada vez mais. E o Papai me permitirá terminar esta carta, dizendo a Mãezinha, naquele abraço total, quando voltava a casa depois de qualquer ausência.

Mãezinha, você é tudo para mim, Mamãe, querida Mãezinha, abençoe-me e deixe que me ajoelhe diante das suas preces outra vez para repetir que nós duas confiamos em Deus. E receba todo o carinho, com muitos beijos da sua filha, agora mais sua filha no coração.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 24 de Junho de 2015, 21:32


Leis a que não conseguimos fugir. Yolanda Semanas após a recepção da "Mensagem de Amor", pelo médium Francisco Cândido Xavier, a 15 de outubro de 1976, ao final da reunião pública no Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, Minas, a família da entidade comunicante se encarregou de imprimir um folheto contendo, além da aludida peça mediúnica, os dados biográficos e outros elementos comprobatórios de que nos servimos nestes apontamentos.

●  1. Yolanda Carolina Giglio Villela: nasceu em Viradouro, Estado de São Paulo, a 23 de maio de 1949, e desencarnou a 4 de julho de 1976, em consequência de desastre automobilístico. Filha do Sr. José Nogueira Villela e de D. Anita Giglio Villela, era formada em Letras e exercia o magistério; cultivava a música, a poesia, e se interessava pelos assuntos de ordem espiritual.

●  2. João Batista : trata-se de seu irmão mais novo.

●  3. Detalhe dos mais importantes, para o qual solicitamos a atenção do leitor: "Tenho o reconforto de afirmar-lhes que não provoquei o choque do Opala." Com efeito, o carro que se chocou com o Chevette era um Opala. O médium desconhecia por completo semelhante pormenor, na aparência anódino, mas de profunda significação no contexto geral da mensagem.

●  4. "Mãezinha, não julgue que sua filha pudesse, por um instante só, enfraquecer-se na fé, a ponto de buscar a desencarnação voluntária." Surgiram muitas dúvidas - informa a família de Yolanda - sobre o acidente, e uma delas era a de ter sido o choque provocado por ela própria.

●  5. Prova inescusável da Misericórdia Divina a derramar-se sobre todos nós:     
"Dias antes me sentia em nossa casa como quem trazia a cabeça e as mãos crescidas, mas somente aqui vim a saber que estava sendo preparada com carinho para a volta."

A quem deveria partir com ambas as mãos quebradas e com fratura de crânio, qual aconteceu com a jovem Yolanda, no acidente, este passo da missiva dá muito o que pensar a quantos se interessam pelos estudos referentes ao fenômeno da Morte. Dias antes da ocorrência, Yolanda comentara com o irmão que "numa noite sentira as mãos e a cabeça crescidas".

●  6. "Os conhecimentos que trazia comigo me foram valiosos". A prova disso encontramos na lucidez de Yolanda ao defrontar-se com o Tio Orlando, com plena e absoluta noção de espaço e tempo. Orlando Giglio, irmão de D. Anita Giglio Villela, desencarnara a 8 de agosto de 1975, onze meses antes que sua amiga, sobrinha e confidente fosse vítima, também, de um acidente automobilístico. O médium Xavier não poderia ter conhecimento dessas minudências. E minudências de inconcussa consideração.

●  7. "Padre Antônio, direi Antônio Preto, de quem ouvira tantas vezes falar". A autora espiritual se refere ao Frei Antônio Preto, desencarnado a 17 de dezembro de 1975, em consequência de capotamento do automóvel em que viajava. Exercia ele o sacerdócio, há muito tempo, na cidade de Bebedouro, Estado de São Paulo, formando laços de amizade com a família Villela.

●  8. Landa: era o apelido familiar da comunicante.

●  9. "Rogo dizer à nossa Do Carmo e às amigas, que a morte me apareceu na condição de uma benfeitora, e que não fui eu quem lhe bateu às portas." Confrontemos, acima, o item 4. Maria do Carmo: a primogênita da família.

●  10. Vovó Carolina: Desencarnada a 23 de janeiro de 1949, em Viradouro, SP, avó materna do espírito comunicante.

●  11. Tia Geni: Sra. Geni Garcia Giglio, esposa do Sr. Orlando Giglio, residente em Viradouro, que se achava presente no momento da transmissão da página mediúnica.

●  12. "Grupo do Calvário ao Céu": Centro Espírita da cidade de Bebedouro, SP, onde Yolanda e o irmão, por várias vezes, frequentaram. Da expressiva mensagem de Landa, ser-nos-á lícito extrair, dentre outras, as seguintes conclusões:


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 24 de Junho de 2015, 21:33


●  a) que os pais devem auxiliar aos filhos desencarnados com a bênção da compreensão, sem constranger-lhes o espírito com pensamentos de inquirição ou de angústia, reconhecendo que todos nós na Terra, pais ou filhos, somos criaturas de Deus;

●  b) que "não é fácil deixar a existência do lar, nem mesmo quando temos aquele ideal de estudar a vida em outros planos e em outros mundos"; daí, o imperativo de homenagearmos os entes queridos que nos antecederam na grande viagem de retorno à verdadeira vida, com as vibrações da prece e com o apoio do serviço ao próximo;

●  c) que a morte não passa de mudança, seja de lugar ou de clima, para quem parte, sem transformações no amor em relação aos que ficam;

●  d) que devemos respeitar todas as correntes religiosas, cientes quais somos de que os Espíritos Iluminados prosseguem supervisionando templos e socorrendo criaturas de todas as latitudes, encarnadas ou desencarnadas. Sumamente séria, nesse sentido, a alusão a São João Batista na mensagem;

●  e) que precisamos aceitar, com o máximo de resignação, a morte dos entes amados, deixando de lhes atribuir sentimentos imaginários como sendo os fatores desencadeantes do decesso que, mais cedo ou mais tarde, sobrevirá para cada um de nós;

●  f) que, enfim, precisamos facear com realismo os problemas relacionados com a Morte. Com vistas a nos edificarmos sempre e mais, tomamos a liberdade de transcrever alguns trechos da autora de On Death an Dying, com a devida permissão do Editor (1).

A Dra. Elisabeth Kübler-Ross, quando lhe perguntaram: "Quais as atitudes, a seu ver, que são errôneas em relação à morte?

P ● Haverá algo mais que costumamos fazer e que torne pior a morte para o paciente?
R ● Não. Há dois obstáculos principais.

●  O primeiro são os médicos, que estão treinados para prolongar a vida.
●  O outro problema são os cônjuges.

Se um homem, que teve a coragem de aceitar sua morte iminente, tem a seu lado uma mulher choramingando:
▬  "Não morra, não posso viver sem você", não conseguirá morrer em paz.

De modo geral, meu trabalho é ajudar médicos e esposas a deixarem nos ir em paz, para que o paciente não se sinta culpado de "morrer apesar dos seus esforços"

(1) "Face a Face com a Morte", entrevistas com a Dra. Elisabeth Kübler Ross, em Seleções do Reader's Digest, de novembro de 1976.

▬  Fato curioso, caro leitor:

Praticamente em quase todas as mensagens recebidas pelo médium Xavier, desde 1927 até os nossos dias, de pessoas desencarnadas em situação de violência e/ou desastre, trazem a tônica apontada pela Dra. Kübler-Ross.

Os espíritos comunicantes como que pedem desculpas por terem se desligado do veículo físico de forma abrupta ou, por outras palavras, por não conseguirem a desencarnação "em paz", no tocante aos familiares que ficaram.

▬  Para concluir, transcrevamos apenas estes dois ligeiros tópicos das notáveis entrevistas:

P ● Quando é que se deveria iniciar a preparação para se compreender e aceitar a morte?
R ● Na infância. A morte de um animal que se tenha em casa é boa oportunidade para começo. Que ele seja enterrado com ritual; não o esconder na lata de lixo e ir logo comprar outro para substituí-lo.

▬  É importante deixar que as crianças conheçam a dor e a perda.

P ● Acha que há vida além da morte?
R ● Sempre senti que algo bastante significativo ocorre minutos depois da morte "clínica".

Grande parte dos meus pacientes adquirem expressão fantasticamente tranquila, mesmo aqueles que lutaram desesperadamente contra a morte."

(2) A propósito, veja-se o livro do Dr. Lee Salk - O que toda criança gostaria que seus pais soubessem, Trad. De Luzia Machado da Costa, Editora Edibolso S.A., São Paulo (1978) p. 188.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 26 de Junho de 2015, 22:26


(https://joaquimcentro.files.wordpress.com/2011/01/joaquim-j-silva-xavier.gif)

Joaquim José da Silva Xavier
"Tiradentes"

Como se sabe, ele liderou o movimento formado pelos Inconfidentes, cujo objetivo era o de emancipar politicamente o Brasil de Portugal. Os delatores da Inconfidência, porém, levaram o plano ao então governador de Minas Gerais.

Presos, Tiradentes no Rio de Janeiro e os demais membros da conspiração em Vila Rica, foi aberto o inquérito que os condenou à morte.

Durante a leitura da peça condenatória, os infelizes sentenciados passaram as mais recíprocas recriminações, diante da fraqueza moral de que eram possuídos.

Mas, no dia seguinte, a Rainha de Portugal, D. Maria I, modificou a pena de morte dos Inconfidentes pela extradição para desoladas regiões africanas, com exceção do líder Joaquim José da Silva Xavier.

Ele seria enforcado, conservando-se o cadáver insepulto e esquartejado, para servir de exemplo aos que planejassem traições à Coroa Portuguesa.

Relata o Espírito Humberto de Campos, no livro "Brasil Coração do Mundo Pátria do Evangelho", na psicografia de Chico Xavier, que Tiradentes revestiu-se de supremo heroísmo.

Seu coração sentiu alegria sincera pela expiação cruel que somente a ele fora reservada. Ao morrer na forca, Tiradentes foi cercado pelas falanges invisíveis de Ismael, Guia Espiritual do Brasil, e sua alma edificada foi recebida por este elevado mensageiro do Mestre Jesus, que lhe disse:

▬  "Irmão querido, resgatas hoje os delitos cruéis que cometeste quando te ocupavas da função de inquisidor, nos tempos passados. Redimiste o pretérito obscuro e criminoso, com as lágrimas do teu sacrifício em favor da Pátria do Evangelho...".

Ismael esclarecia ao Espírito Tiradentes que, ao morrer enforcado, a lei de "ação e reação" havia sido exercida, de acordo com os ensinamentos de Jesus, ao enunciar que:
▬  "A cada um será dado segundo as suas próprias obras".

Um sulco luminoso desenhou-se nos espaços, à passagem das gloriosas entidades que vieram acompanhar o espírito iluminado do mártir, que não chegou a contemplar o hediondo espetáculo do esquartejamento.

Afinal, Deus sempre dá ao espírito culpado a oportunidade de reencarnar e reparar os erros cometidos em encarnações anteriores.

Gerson Simões Monteiro.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 27 de Junho de 2015, 03:36


(http://www.correiofraterno.com.br/images/stories/2013/princesa-isabel2.jpg)

Psicografias da Princesa Isabel

O momento de iniciar o cumprimento do que estava estabelecido no plano espiritual, partiu do próprio Mestre Jesus.

Segundo Humberto de Campos, no livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", psicografado por Francisco Cândido Xavier:
▬  Ismael, o sonho da liberdade de todos os cativos deverá concretizar-se agora, sem perda de tempo. Prepararás todos os corações, a fim de que as nuvens sanguinolentas não marchem o solo abençoado da região do Cruzeiro.
 
Todos os emissários celestes deverão conjugar esforços nesse propósito e, em breve, teremos a emancipação de todos os que sofrem os duros trabalhos do cativeiro na terra bendita do Brasil. Disse o Mestre Jesus.
 
A articulação de Ismael:
 
Com a concordância de Jesus, Ismael começou a articular o que viria ser o fim da escravidão no Brasil. Sob a influência dos mentores invisíveis da pátria, D. Pedro II foi afastado do trono nos primeiros anos de 1888.
 
Com isso a Princesa Isabel, que já havia sancionado a Lei do Ventre Livre em 1871 - lei que garantia a liberdade aos filhos dos escravos - assumia a Regência.
 
Sob a inspiração de Jesus, Isabel escolhe o Senador João Alfredo para organizar o novo ministério, que seria formado por notáveis espíritos ali encarnados.
 
Em 13 de maio de 1888, os abolicionistas apresentam à regente a proposta de lei que Isabel, cercada de entidades angelicais e misericordiosas, sancionou sem hesitar.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 27 de Junho de 2015, 18:47


Espíritos festejam a Redenção

O Livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", Humberto de Campos, através das mãos límpidas de Chico Xavier, relata a comemoração do Plano Espiritual naquela noite de domingo.
 
▬  Nesse dia inesquecível, toda uma onda de claridades compassivas descia dos céus sobre as vastidões do norte e sul da Pátria do Evangelho. Ao Rio de Janeiro afluem multidões de seres invisíveis, que se associam às grandiosas solenidades da abolição.
 
Junto ao espírito magnânimo da princesa, permanecia Ismael com a bênção da sua generosa e tocante alegria.

Enquanto se entoavam hosanas de amor no Grupo Ismael e a Princesa Imperial sentia, na sua grande alma, as comoções mais ternas e mais doces, os pobres e os sofredores, recebendo a generosa dádiva do céu...
 
Iam reunir-se, nas asas cariciosas do sono, aos seus companheiros da imensidade, levando às alturas o preito do seu reconhecimento a Jesus que, com a sua misericórdia infinita, lhes outorgara a carta de alforria, incorporando-se, para sempre, ao organismo social da pátria generosa dos seus sublimes ensinamentos.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 28 de Junho de 2015, 16:44


Mil Tronos daria pela Liberdade dos Escravos do Brasil

XX A Abolição da Escravatura ocorreu através da Lei Áurea, assinada em 13 de maio de 1888. A Princesa Isabel usou uma pena de ouro especialmente confeccionada para a ocasião e recebeu a aclamação do povo do Rio de Janeiro.

Mas a elite cafeeira não aceitava a abolição.
 
Em 28 de setembro de 1888, a Redentora foi congratulada com a comenda:
▬  "Rosa de Ouro", oferecida pelo Papa Leão XIII.
 
João Maurício Vanderley (1815-1889), o Barão de Cotegipe, ao cumprimentar a princesa alfinetou:
▬  "Vossa Alteza libertou uma raça, mas perdeu o trono".
 
Pouco mais de um ano depois, Isabel veria a monarquia no Brasil ser extinta. Lembrando-se da profecia de Cotegipe, declarou:
▬  "Mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para libertar os escravos do Brasil".

A complacência da Princesa era tão grande que documentos recentemente descobertos revelam que a princesa estudou indenizar os ex-escravos com recursos do Banco Mauá.
 
Constituição do Império do Brasil de 1824
 
Os primeiros fenômenos de Hydesville, nos Estados Unidos, só ocorreram em 1848. Mas a aceitação pela Doutrina Espírita no Brasil viria a ser dificultada através da 1ª Constituição Brasileira em 1824, que ficaria em vigor até 1891.
 
O estado adotava o catolicismo como religião oficial, segundo o Artigo 5°:
▬  "A Religião Católica Apostólica Romana continuará a ser a religião do Império. Todas as outras religiões serão permitidas com o seu culto doméstico, ou particular, em casas para isso destinadas, sem forma alguma exterior de templo"



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 29 de Junho de 2015, 16:00


Autobiografia mostra a procura por algo mais

Na carta manuscrita em francês intitulada "Alegrias e Tristezas" - em poder do Museu Imperial (Petrópolis-RJ) - a Princesa Isabel retrata, singelamente, os episódios de sua vida.

Neste documento autobiográfico, com a estimativa de ter sido escrito em 1905 e que foi conservado até pouco tempo no Castelo D'Eu na França.
 
Isabel demonstra o seu alto grau de espiritualidade, principalmente no trecho em que diz:
▬  "A morte de minha irmã e a perda de minha primeira filha, morta ao nascer, a 28 de julho de 1874, foram meus únicos desgostos durante 44 anos!

Na tendência que Deus me deu de procurá-lo em tudo, eu indagava por vezes (apesar dessas duas grandes infelicidades) se era bastante digna de seu amor, para que não me experimentasse com mais freqüência".
 
Aparentemente não era obstante forte para suportar ainda mais.
 
▬  Queria ele levar-me pelo caminho da consolação e da graça que muito influiu sobre meu caráter?!
▬  Nada posso dizer.

As provações vieram mais tarde, mas minha alma se volta para o criador para agradecer-lhe toda a felicidade que ainda me deixa neste mundo, na expectativa de que, segundo espero, me dará no outro".



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 08 de Julho de 2015, 02:40


Quem é o meu Espírito Protetor?

O arquiteto, professor de desenho, poeta, crítico e historiador de arte, Manuel de Araújo Porto-Alegre (Barão de Santo Ângelo), era muito ligado à Família Imperial, chegando a ser diplomata em vários países.

Possuía também um alto grau de espiritualidade.
 
Em 25 de dezembro 1865, estava em Dresda na Alemanha, onde escreveu uma carta para o escritor Joaquim Manuel de Macedo (Autor de "A Moreninha"), que mais tarde viria a ser o professor dos filhos da Princesa Isabel.
 
Dentre vários assuntos, o Barão de Santo Ângelo comunicou a Joaquim que a Princesa havia lhe perguntado
▬  "Quem seria o Espírito Protetor dela".



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 08 de Julho de 2015, 14:00


Cartas Sto Ângelo

Dentre as centenas de fotos protocoladas no Arquivo Histórico do Museu Imperial de Petrópolis (RJ), uma chamou a atenção da reportagem do Correio Espírita, uma foto do Dr. Bezerra de Menezes é encontrada nos pertences da Princesa.

Feita por Alberto Henschel, que era fotógrafo oficial da Família Imperial, a imagem está catalogada no "Livro dos Titulares", que corresponde aos Deputados Provinciais da época.
 
Grupo Espírita Izabel a Redentora
 
O GEIR, Grupo Espírita Izabel a Redentora - Rua Dr. Oliveira, 321, Pimenteiras, Teresópolis, RJ - realiza um grande trabalho de assistência espiritual, educacional e social nesta região serrana do Rio de Janeiro.

Junto com a Instituição Maria de Nazaré, o GEIR auxilia a Mansão dos Velhinhos, a Creche Isabel e a Escola Municipal Lar de Isabel.
 
Sob os auspícios de Isabel, mentora do Grupo, os trabalhadores encarnados e desencarnados desempenham este papel há mais de 35 anos.

Em entrevista exclusiva para o Correio Espírita, o Presidente do GEIR, Ricardo Carneiro Santos, dá detalhes sobre o atual trabalho de Isabel no Plano Espiritual.
 
Correio Espírita: C.E.
Ricardo Carneiro Santos: R.C.S
 
Correio Espírita: O que representa a Princesa Isabel para o Grupo Espírita Izabel a Redentora?
 
R.C.S: Por livre decisão dos fundadores é nossa Patrona. Para os tarefeiros da Casa e, em particular, para os trabalhadores nas Reuniões Mediúnicas (dirigentes, médiuns, esclarecedores, etc.).

É nossa Mentora Maior e Protetora da Casa, para todos (fundadores, tarefeiros, trabalhadores, associados, frequentadores e assistidos) é um símbolo de fé, de determinação e coragem, de esperança, de caridade, compaixão, piedade e misericórdia divinas e do verdadeiro amor ao próximo, em particular, os desprotegidos da ‘sorte'.
 
C.E: O Correio Espírita publicou a carta do Barão de Santo Ângelo para o escritor Joaquim Macedo que dizia que a Princesa havia lhe perguntado quem seria o "Espírito Protetor" dela. Quem foi o Guia Espiritual da Princesa Isabel?
 
R.C.S: Não sabemos, embora tenhamos a certeza de que seja um Espírito dos mais elevados dentre os que ‘jornadeiam' neste Orbe.

Tendo em vista sua Missão de proteger um Espírito, também de grande elevação que, por sua vez, carregava o ‘fardo' de uma gigantesca e difícil Missão...

Em sua última encarnação:
▬  A de enfrentar corajosamente a sociedade constituída tornando libertos milhões de irmãos escravizados, ‘propriedades' insanas de tantos ricos, poderosos e influentes senhores.
 
C.E: O espírito da Princesa Isabel frequentemente se manifesta, em forma de psicografia e psicofonia, no Grupo Espírita Izabel a Redentora?
 
R.C.S: Isabel tem se manifestado, em geral, em rápidas mensagens psicofônicas e sempre em presença de pequenos grupos de trabalhadores (tarefeiros) da Casa.

Tais manifestações ocorrem com mais frequência durante reuniões privativas que coincidem com eventos especiais, tais como o aniversário da Casa, a Festa da Família da Evangelização (que celebramos todos os anos), e o Encerramento das Atividades da Evangelização (sempre perto do Natal), a que chamamos de ‘Natal da Evangelização', uma Festa já de grande tradição.
 
Em outras raras ocasiões, em Reuniões Mediúnicas (são quatro semanais - cerca de 200 por ano), cujas mensagens passam sempre pela análise da Assessoria Doutrinária da Casa, para validação.
 
●  Numa reunião aberta ao público,
●  Em um sábado (creio que em 2002 ou 2003),
●  Em uma única ocasião pública, nos últimos anos.

E quando a palestrante convidada era a Carmem Silveira (de Niterói), Isabel nos transmitiu, ao final da palestra, através de psicografia por Carmem Silveira, uma bela mensagem priorizando, exaltando e estimulando o trabalho que a Casa faz na Evangelização da comunidade pobre da região onde atuamos.
 
Geralmente, nas raras ocasiões especiais em que se manifesta é, quase sempre, para um público pequeno de tarefeiros da Casa, que se emocionam antes mesmo de seu pronunciamento.

Quando o faz, é sempre para consolar os aflitos e para orientar e estimular os trabalhos que se realizam na Casa.

Situação mais comum é quando apenas se faz presente em grandes celebrações públicas, assinalando sua presença pela forte emoção que transmite a alguns médiuns que, nestas ocasiões chegam às lágrimas.
 
C.E: Qual é a atual missão espiritual da Princesa Isabel?
 
R.C.S: Por sua real dedicação às causas Cristãs em sua última encarnação, e o teor das mensagens de estímulo que ocasionalmente nos dirige, sempre exaltando os Evangelhos e nosso amado Mestre Jesus, deva ter recebido a Missão de trabalhar pelo Cristianismo Redivivo.

Da mesma forma que Kardec, orientado pelo Espírito da Verdade, pelo Espírito ‘Z' e pelo Espírito do Dr. Demeure (Obras Póstumas) de que reencarnaria em breve para dar continuidade à Obra da Codificação, Isabel deve também ter sido orientada para dar continuidade a sua Obra.
 
Iniciada em sua juventude e coroada com a Lei Áurea, ou seja, a de libertar da escravidão espíritos ainda subjugados a esta infame forma de relacionamento humano, tanto no plano dos encarnados, como no dos desencarnados, situações que constatamos frequentemente em nossas Reuniões Mediúnicas.

C.E: Depois de 120 anos da promulgação da Lei Áurea, a Princesa ainda resgata escravos no Plano Espiritual?

R.C.S: Há algumas Casas Espíritas, além da nossa, que portam o nome de Isabel; acreditamos que o Espírito Isabel acompanha, orienta, dirige, auxilia e protege todas estas Casas para que exerçam corretamente suas missões.

No campo material (educando, evangelizando e auxiliando materialmente nossos irmãos mais carentes) e ajudando no Plano Espiritual, através das Reuniões Mediúnicas de esclarecimento e desobsessão.
 
No campo espiritual, não temos dúvidas de que se associa com os espíritos dos abolicionistas, entre os quais nosso querido Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, formando uma qualificada e numerosa Falange de Trabalhadores de escol.

Sempre com o objetivo de dar continuidade ao Processo Cristão de Libertação de todo e qualquer tipo de subjugação do homem pelo homem, do espírito pelo espírito.

C.E: Qual a mensagem que você daria aos leitores do Correio Espírita?
 
R.C.S: Aprendemos que todos nós fomos criados simples e ignorantes, mas dotados de livre-arbítrio, com o objetivo de evoluirmos lentamente, através de inúmeras encarnações, por nosso próprio esforço, para tornarmo-nos Seres Celestiais, auxiliares diretos de Deus-Pai, como co-criadores.
 
A subjugação de um Ser por outro, ambos criados por Deus, fere frontalmente as Leis Divinas, devendo ser combatida pelo esclarecimento e pelas ‘armas' do Amor Fraterno.
 
Este "Bom Combate", a que a Grandeza de Espírito da Princesa Isabel nos conduz a travar, é também uma forma de trabalharmos nossa Reforma Íntima.

Estimulando o aprendizado do verdadeiro Amor que o Cristo de Deus nos ensinou, e que já aprendemos em pequenina parte, mas longe ainda estamos de irradiá-lo em toda a sua amplitude.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 09 de Julho de 2015, 01:16


Momento de Crescimento

Isabel se manifesta na comemoração dos 30 anos do Grupo. Em 1° de junho de 2002, quando o "Grupo Espírita Izabel a Redentora" completou 30 anos de fundação.

A mentora Izabel se comunicou através de psicografia, recebida pela médium Carmem Silveira, trabalhadora da UMEN (União da Mocidade Espírita de Niterói) - Rua Princesa Isabel, 45, Bairro de Fátima, Niterói, RJ.

"A evangelização é a tarefa maior para estes corações sofridos da escravidão de outrora, que agora renascem como anjos refeitos nos lares, para alegrar as almas dos antigos feitores que pediram a maternidade-paternidade.
 
A luz terá que estar no candeeiro para chegar pequeninos, que devido a pouca estatura espiritual, necessitam de algumas mãos para lhes permitirem alcançar o véu da paz e misericórdia.
 
Esta casa tem como missão, como as outras, a paz renovadora dos corações sofridos de outrora, quando ainda sob o frijo dos empreendimentos dos reinados trouxeram dor, angústia e sofrimento. Amigos, companheiros, meus filhos, abre-se uma nova era, a era do amor, da fraternidade.
 
Assim, não se discuidem da higiene pessoal e renovadora. Há muito cascalho no caminho, há, entretanto, muito mais flores e cores para lhes abrir as diferentes rotas reluzentes do coração em paz e em amor-luz.

O Cristo é o nosso melhor presente que o pai nos enviou, não deixemos nos levar pelo fanatismo que já nos impediu saltos mais altos e longos. Há que haver meios e fins melhores, porém, é no trabalho e na união que tudo começa e termina.

A bandeira do cristo é a esperança jungida ao amor e a fé, portanto acalmem-se das intempéries dos poucos momentos de anfrólias e de sofrimentos, necessários para o crescimento individual e coletivo.
 
Abram os corações para as ações renovadoras no bem e, em especial, no aconchego a estas almas, que hoje foram colocadas em grupos para a evolução do conjunto.

Amem-se muito, renovem-se em Cristo-Jesus e esperem um porvir mais iluminado com paz interior e com esta doutrina de amor e de luz. Da amiga e irmã em Cristo. Isabel.
 
P.S. Parabéns por tudo que já fizeram".

Isabel.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 09 de Julho de 2015, 01:22


Não me chamem de Princesa

Isabel nunca escondeu a humildade enquanto esteve encarnada. Agora desencarnada, ela continua o seu trabalho de resgate dos escravos que ainda estão presos e amordaçados espiritualmente.
 
Mas em uma psicofonia recebida no dia 3 de dezembro de 2001, por um grupo de estudos formado por médiuns diversos, inclusive do GEIR, Grupo Espírita Izabel e Redentora em um local específico - Rua Guandu, 146, Teresópolis, RJ -
 
Isabel pede para que não a chamem mais de Princesa:
▬  "Onde houver um ser humilhado ele é meu filho onde estiver, para aconchegá-lo. Junto com irmãos maior esperança na tarefa aprendo a amar, ajudar a reerguer.
 
Estamos também na guerra porque a escravidão não tem limites. Há, também a escravidão econômica, política, ideológica:
 
●  Pedimos que parem de enviar dinheiro para financiar mentes doentes com o mal.
●  Pedimos que invistam em remédios e vacinas.
●  Pedimos que parem as indústrias da guerra.
●  Não humilhem a mais ninguém.
●  Parem com as humilhações".

Isabel.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 09 de Julho de 2015, 01:34


Associação Espírita já foi Senzala

Em plena Zona Oeste do Rio de Janeiro, uma antiga Senzala deu lugar a uma Casa Espírita. A ABENA, Associação Beneficente Espírita Nazareno - Rua Sólon Botelho, 480, Campo Grande, RJ, Tel. (21) 3394-0396 - tem a sua estrutura fincada num terreno onde era a Fazenda do Outeiro.
 
Lá ainda existem vestígios da época como um porão, agora fechado, que era a masmorra (prisão subterrânea) e o local onde foi o pelourinho (coluna que servia para castigar os escravos).
 
Embora não existam evidências mediúnicas, o presidente da ABENA, Leon Pereira, acredita que a Princesa Isabel teve uma grande participação nesta transformação:
▬  "Ainda existem escravos e senhores de engenho sendo tratados através do trabalho doutrinário na Casa. Com certeza, a nossa redentora está participando dele".
 
Hoje a ABENA realiza um trabalho na área Sócio-Educacional, de Assistência e Promoção Social, com crianças, adolescentes e terceira idade.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 09 de Julho de 2015, 01:41


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1127.gif)

Outras Psicografias
 
"Meus queridos, aqui me apresento para, junto ao coração amoroso dos tarefeiros da Casa de Izabel - casa que não é minha, apenas traz meu nome, pois pertence a nosso senhor Jesus Cristo - comemorarmos em conjunta oração os 32 anos de sua fundação. Não creiais que os trabalhos em nome do cristo sejam tarefas fáceis e que não exijam dos dois planos muita renúncia, sacrifício e abnegação.
 
A Izabel que vós outros conheceis não se fez sem antes ter percorrido estradas de muitos sofrimentos e dores, de muita renúncia e ter vertido muitas lágrimas, inclusive em minha última existência na terra.
 
Só consegui a liberdade, alforriar minha alma do cadinho das provas redentoras, quando, finalmente, consegui colocar mente e coração definitivamente juntos ao Evangelho de Jesus e seguir adiante.
 
Quando o Mestre dos Mestres me confiou mais esta tarefa de orientar a casa que hoje me homenageia e glorifica, foi porque ele sabe que, do nosso plano, precisamos dos que, como vós, encarnados, libertem-se e ajudem-nos a libertar das orbes sombrias, multidões de irmãos que ainda padecem aflições na carne e fora dela.

Este trabalho é conjunto e exige muito amor.
 
Peço-vos:
▬  Amai-vos. Amai-vos com o amor incondicional que traz paz e equilíbrio à consciência.
 
Só o amor desinteressado pelo seu próximo, sustentado na fé viva, consegue libertar-nos das ilusões do egoísmo e faz que possamos vislumbrar a luz. Aqui me encontro para dar testemunho do grande Amor que devoto a vós outros.
 
Todas as vezes que algum de vós se dispuser a deixar o lar e vier em auxílio do sofrimento alheio eu estarei convosco. Todas as vezes que algum de vós, no auge das provas redentoras, me rogar auxílio e for detectada a resignação, a fé e a submissão à vontade de Deus, eu estarei convosco.
 
Rogo ao pai e a nosso senhor Jesus Cristo que me permita ainda orientar esta Casa por outros 30, 60, 100, 200, 500 anos, para que assim muitos consigam se libertar dos grilhões que ainda afligem as almas, através da prática do puro amor.

O amor, eis a única chave que abre as algemas que prendem os espíritos nas trevas da ignorância e da inconformação.
 
O Amor perdoa, releva, fortalece, anima e sustenta os corações desesperados e aflitos, ora presos na carne, ora no mundo espiritual. O trabalho na Casa de Izabel é uma tarefa de amor, liberdade, crescimento e evolução.
 
Que minha palavra possa ser repassada a todos os tarefeiros para que assim, neste dia especial, cada um se sinta amparado, fortalecido e sustentado pelo amor maior que vem do alto, não de mim.

Mas do coração generoso do Cristo de Deus, que me concede a graça de, junto com outros espíritos de luminosa Falange, estarmos aqui, juntos, unidos em singela prece para agradecermos ao pai e a Maria Santíssima os trinta e dois anos da casa que acolhe a tantos irmãos.
 
Que amar e servir sejam sempre o objetivo dos trabalhadores desta casa já tão abençoada. Com a graça de Deus despeço-me de cada trabalhador, não sem antes pedir que seja levado meu ósculo de profundo carinho, amor e votos de muita paz aos corações destes meus queridos".

Izabel.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 09 de Julho de 2015, 01:48


"Graças a Deus. Hoje estão aqui todos que desta casa foram libertados. Hoje agradecemos, filhos do meu coração e alma que se iniciou, vimos crescer e o envolvimento e consequência desse amor.

Em nome de cada família que se preocupava, sofria e procurava seus entes do coração. Obrigada em nome do Pai".

Isabel.

Mensagem psicofônica recebida em dia 18 de novembro de 2002, por um grupo de estudos formado por médiuns diversos, inclusive do GEIR, "Grupo Espírita Izabel e Redentora" em um local específico - Rua Guandu, 146, Teresópolis, RJ.

Fontes: Correio Espírita.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 09 de Julho de 2015, 03:17


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1112.gif)

O Enterrado Vivo

No horário das instruções, em nossas tarefas da noite de 20 de outubro de 1955, o Espírito M. Silva, trazido por benfeitores espirituais, veio até nós, ofertando-nos o relato de sua dolorosa experiência,que nos serviu de material a valiosas meditações e que passamos ao estudo de nossos leitores

Enterrado vivo!

Enquanto no corpo carnal, respirando o ar livre e puro, não mentalizareis o sofrimento encerrado nestas duas palavras.

O despertar no sepulcro, o estreito espaço do esquife, a treva subterrânea, o ruído estranho e indefinível dos vermes a se movimentarem no grande silêncio, a asfixia irremediável e a agonia do pavor, ultrapassando a agonia da morte!...

Além de tudo, comigo, o estrangulamento terminava para, em seguida, reaparecer.

A cada espasmo de angústia, sucedia-me nova crise de sufocação. E, de permeio aos estertores que pareciam intermináveis, acusadoras vozes gritavam-me aos ouvidos:

●  Maldito!
●  Morre sempre!
●  Morre de novo!
●  Não te erguerás do túmulo...
●  O inferno é insuficiente para a extensão de minha vingança!

As horas eram séculos de tortura mental.

Pouco a pouco, no entanto, adelgaçaram-se as trevas em derredor e pude ver, enfim, o duende que me atormentava.

Ah! lembrei-me, então, de tudo... Era um padre como eu mesmo. O padre José Maria. E a tragédia de quarenta anos antes reconstituía-se-me na memória.

Eu era um sacerdote, assaz moço, quando fui designado para substituí-lo numa paróquia do interior. Doente e envelhecido, morava ele em companhia de uma sobrinha-neta, a jovem Paulina, cujos dotes de mulher me seduziram, desde logo, a atenção.

Com as facilidades da convivência e suportando embora os escrúpulos da minha condição, ela e eu, depois de algum tempo, compartilhávamos o mesmo afeto, com graves compromissos.

Transcorridos alguns meses de felicidade mesclada de preocupação, certa noite, achando-nos a sós, o enfermo chamou-me a contas.

▬  Não seria mais justo arrepiar caminho?
▬  Como adotara semelhante procedimento sob o teto que me acolhera?

Diante das inflexíveis e duras palavras dele, entreguei-me à ira, e agredi-o sem consideração. Contudo, à primeira bofetada de minha covardia, o doente tombou, cadaverizado.

Entorpecido de espanto, deixei que a versão do colapso cardíaco crescesse no ânimo de nossos domésticos. E, ocultando cuidadosamente a altercação havida, recebi do médico as anotações do óbito, presidindo aos funerais com eficiência.

Findos os primeiros sete dias de estupor e desolação, quando eu rezava a missa em memória do morto, eis que Paulina, asseverando enxergar o tio, enlouqueceu de inesperado, acabando a sua curta e infortunada existência no hospício.

Desde essa época até a estação do sepulcro, meus dias rolaram tristes e vazios como sói acontecer com todos os padres que usam a fé religiosa nos lábios, sem vivê-la no coração.

Ah! somente naquele minuto terrível de reencontro, compreendi que o velho companheiro havia atravessado os tormentos do enterrado vivo, que eu também experimentava naquelas circunstâncias para ressarcir meu torvo débito.

O choque, porém, deslocou-me dos panos repelentes do túmulo. Senti-me inexplicavelmente libertado dos ossos que ainda me apresavam e, trazido ao solo comum, respirei, por fim, o ar doce e leve da noite.

Ajoelhei-me contrito aos pés de meu credor e debalde supliquei piedade e perdão. O antigo sacerdote, indignado, desafiou-me ao revide.

Não pude fugir à reação e engalfinhamo-nos em franco pugilato, mas nas mãos do padre José Maria, talvez alentados pela vingança, os dedos estavam convertidos em garras dilacerantes...

Humilhado e vencido, confiei-me às lágrimas... Em preces de arrependimento e compunção, roguei socorro... Fui então recolhido por nossos benfeitores e, junto deles, minha odisséia desceu da culminância...

Internado num hospital e admitido a uma escola, tenho hoje a segurança que me conforta e a lição que me reergue; no entanto, quando retorno ao campo humano, seguindo, de perto, a equipe dos missionários do bem e da luz que nos amparam, sou novamente surpreendido pelo adversário que me procura e persegue sem repouso.

Ainda agora, em vos dirigindo a palavra, ei-lo fora do círculo magnético em que a oração nos protege, exclamando, desesperado:

●  Maldito sejas!
●  Teu crime é tua sombra! ...

Como vedes, sou um companheiro que vos fala da retaguarda. Um homem desencarnado, entre os raios da esperança e os tormentos da culpa... Tenho a cabeça buscando as auras do Céu e os pés chumbados ao inferno que estabeleci para mim mesmo...

Para ser exato em minhas assertivas, não tenho ainda qualquer plano para o futuro, nem sei como apagar o incêndio de minhas velhas dívidas...

Sou apenas um náufrago no oceano imenso das provas, recolhido, por mercê da Divina Providência, na embarcação da caridade, suspirando pela bênção da volta à vida física.

Enamorado da reencarnação que hoje vos enriquece e obedecendo aos instrutores amigos que nos inspiram, por agora, posso dizer-vos tão somente:

▬  Amigos, atendamos ao Evangelho do Cristo, valorizai vossa luta e abstende-vos do mal.

M. Silva.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 09 de Julho de 2015, 04:19

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1106.gif)

Uma Jovem Suicida

Tinha um grupo grande e amigos que me incensava a vaidade, e que em festas sucessivas me levava às primeiras experiências com LSD.

Como eu passava longo tempo fora do lar, com justificativa de estudo em grupo, meus pais nunca se deram conta do meu vício. Mergulhei durante um ano em secretas viagens alucinatórias.

Era usar o ácido e os rostos se deformavam. Via flores gigantes, pássaros coloridos de plumagens belas e, às vezes, caras tortas, deformadas e contorcidas. Era a pior face do vício.

Surgiu então, em meu caminho, um novo colega, o tipo careta, bonzinho, ajuizado. A atração que sentimos foi muito forte e, embora sabendo que eu era desajustada, apoiava-me e impedia-me, às vezes, de participar de cenas.

Como eu não me dispunha de mudar de vez, e a trocar de companhias, ele terminou o namoro às vésperas de um feriado longo. Chorei muito.

Esperava que ele retornasse pela força do nosso amor. Viajei com a turma para Guarujá, mais para desforrar a viagem que ele fizera para o interior, onde morava antiga namorada dele.

Minha família se preocupou com minha depressão. Ignorava que o rompimento era por eu não romper com as drogas. Na praia mergulhei fundo em bebida alcoólicas e LSD.

Uma tarde, no apartamento, todos viajando, cada um a seu modo, vi um "anjo" que me chamava na janela. Comecei a gritar eufórica. Os amigos me seguravam, mas me desvencilhei deles e mergulhei solta no espaço.

Não havia anjo, havia ácido no meu cérebro. Tudo isso ocorreu em 1970. Meu namorado soube depois. Ele foi acusado de ser o culpado do meu suicídio. Todos queriam salvar a própria pele e diagnosticaram como forte depressão o que era alucinação.

Ele aceitou a situação sem se defender e manchar o meu nome. Fiquei como a pobre coitadinha e não como uma irresponsável que não soube agradecer tudo de grandioso que recebeu em oportunidades da vida.

Sofri muito no Plano Espiritual. Monstros me acompanhavam, seres em decomposição, cheiro fétido envolvia em gases peçonhentos tudo que me cercava.

Quando amparada pelo meu pai, que sofrera um enfarte e viera para o Plano Espiritual, oito anos depois da minha partida, me reajustei, e a grande verdade veio à tona.

Me dirijo aos jovens. Minha família está bem, mas muitos jovens como eu estão dando os primeiros passos na estrada do auto-extermínio.

Detenham-se enquanto podem recuar. A realidade da vida é bela, e vocês não terão como vivê-la se drogando. Detenham os passos nessa senda destruidora, nessa fogueira que queima nossa saúde, nossos sonhos, nossas vidas.

●  Vida,
●  Sempre!

●  Drogas,
●  Nunca!

"O egoísmo traz em si seu próprio castigo"
Livro "Depois da Morte"
Léon Denis.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 09 de Julho de 2015, 04:29

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1100.gif)

“Tantas lutas passaram!”

Querida mãezinha Sinhá, estou aqui para beijar-lhe as mãos e as mãos do meu querido papai Antônio, pedindo a Deus nos fortaleça e abençoe a todos.

Mamãe Sinhá, minha querida Dona Sinharinha, tudo vai clareando para seu filho. Depois da tempestade, a bonança aparece em nome de Deus.

Tenho comigo na memória os irmãos queridos e todos os meus familiares, e espero conquistar novas energias para servir ou ser útil a todos. Tantas lutas passaram! E a desencarnação chegou, de improviso, estabelecendo tantas mudanças...

Lembro-me da nossa querida Magra, e faço votos para que ela esteja animada e bem disposta, ao lado de nossa querida Beatriz. Aqui, mais do que antes, vejo que a filhinha é um tesouro, e espero a felicidade de auxiliá-la a construir a felicidade que lhe desejamos.

Faço votos para que o Carlos Alberto esteja contente na companhia de Vera Lúcia e das pequenas sobrinhas Luciana e Carla. Peco-lhe, mãezinha Sinhá, amparar, tanto quanto se lhe faça possível, a nossa querida Luciana, que noto não muito ajustada à vida diária.

O Carlos Alberto despertará para o problema da filhinha, abençoando-a e ajudando-a a vencer. Deixo ao papai e a todos os nossos, as minhas lembranças, rogando-lhe receber o carinho imenso de seu filho, sempre o seu filho do coração, Antônio Carlos Nunes

*** “Antonio Nunes, dedicado servidor do Instituto Fraternal de Laborterapia, que trabalha pela recuperação dos alcoólatras e aqui em Campinas mantém sua sede na Instituição Assistencial Dias da Cruz, Rua João Rodrigues Serra, nº 451, Jardim Eulina.

Esteve em Uberaba, onde, na noite de 6-6-1986, no Grupo Espírita da Prece, pela mediunidade de Francisco Cândido Xavier, recebeu mensagem de seu filho Antônio Carlos, desencarnado há dois anos.

Como fatos assim servem para consolar e esperançar outras pessoas que sofrem com a ausência de seus entes queridos, e porque Antônio Carlos era entre nós conhecido e estimado, seus pais nos confiaram cópia da mensagem que endereçou aos seus familiares, para que a transcrevamos em benefício dos que nos lêem.”

Foram as seguintes a legenda da fato e as notas elucidativas:

“Nascido em Barretos-SP, a 25.4.1947 – Desencarnou em Vila Santa Luzia, Município de Ourém-PA, Km 212, BR-316 da PA-MA, entre Gurupi e Capanema - PA, onde estava a serviço, no dia 10.4.1984, aos 37 anos de idade, vítima de acidente de automóvel.

Antônio Carlos Nunes.

●  Luciana e Carla, suas filhas menores.
●  Vera Lúcia (Vera Lúcia Stephan Nunes), esposa de Carlos Alberto.
●  Carlos Alberto (Carlos Alberto Nunes), seu irmão (único) mais moço.
●  Magra (Edna Thereza de Figueiredo Nunes), sua esposa, e Beatriz, sua filha (única), com 6 anos de idade.
●  Sinhá ou Sinharinha (Maria das Dores Ferreira Nunes) e Antônio (Antônio Nunes), seus pais, residentes à Rua Tiradentes, nº 1133, Fone (0192) 2-1307, Cep. 13023-191, Campinas, SP.

Que possamos todos nós, prezado leitor, ao final de cada dia de luta redentora neste mundo, após as orações habituais, repetir estas palavras do Espírito de Antônio Carlos Nunes:
▬  “Espero conquistar novas energias para servir ou ser útil a todos.”



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 09 de Julho de 2015, 04:36

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1101.gif)

Onde estaria o Espírito de Hitler?

1.000 anos em regime de solitária, e nem é pelo que fez, veja porque. O texto abaixo é da autoria de Geraldo Lemos Neto baseado em suas conversas com Chico Xavier.

Perguntei ao Chico sobre Hitler.
▬  Onde estaria o espírito de Hitler?

Chico então me contou uma história muito interessante. Segundo ele, imediatamente após a sua desencarnação, o espírito de Hitler recebeu das Altas Esferas uma sentença de ficar 1.000 anos terrestres em regime de solitária numa prisão espiritual situada no planeta Plutão.

Chico explicou-me que esta providência foi necessária não somente pelo aspecto da pena que se lhe imputara aos erros clamorosos, mas também em função da Misericórdia Celeste em protegê-los da horda de milhões de almas vingativas que não o haviam perdoado os deslizes lamentáveis.

Durante este período de 10 séculos em absoluta solidão ele seria chamado a meditar mais profundamente sobre os enganos cometidos e então teria nova chance de recomeçar na estrada evolutiva.

Quando o espírito de Gandhi desencarnou, e ascendeu aos Planos Mais Altos da Terra pela iluminação natural de sua bondade característica.

Ao saber do triste destino do algoz da humanidade na II Grande Guerra Mundial, solicitou uma audiência com Jesus Cristo, o Governador Espiritual da Terra, e pediu ao Cristo a possibilidade de guiar o espírito de Hitler para o Bem, o Amor e a Verdade.

Sensibilizado pelo sacrifício de Gandhi, Nosso Senhor autorizou-o na difícil tarefa e desde então temos Gandhi como dos poucos que se aproximam do espírito de Hitler com compaixão e amor…

Impressionado perguntei ao Chico:
▬  Então Chico, o Planeta Plutão é um planeta penitenciária ?

E ele me respondeu:
▬  É sim, Geraldinho.

▬  Em nosso Sistema Solar, temos penitenciárias espirituais:

●  Em Plutão,
●  Em Mercúrio
●  E na nossa Lua terrena.

Eu soube por exemplo que o espírito de Lampião está preso na Lua.

▬  É por isso que alguns astronautas que lá pisaram, sentindo talvez um frio na alma, voltaram à Terra meio desorientados e tristes. Soube de um até que se tornou religioso depois de estar por lá!

Como vemos, o nosso Chico era capaz de desvendar muitos mistérios em torno da organização da vida mais além! E com que simplicidade e naturalidade ele nos falava dessas coisas!



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 09 de Julho de 2015, 04:42


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1098.gif)

"Lágrimas Misturadas na Mesma Luz"

Na manhã de 5 de maio de 1979, entrevistamos a Sra. Adele Garbelotto Cardoso, em sua residência, na Capital do Estado de Minas Gerais.

Desse encontro, resultou o presente capítulo que estuda a belíssima página recebida pelo médium Xavier, no “Lar Espírita Lindolfo José Ferreira’, em Pedro Leopoldo, Minas, a 31 de dezembro de 1978, a que demos o título de “No sem-Fim do Amor Imperecível” e que constitui o capítulo anterior.

1 - Adele: “Não se trata de Adélia, nome comum” - diz-nos a entrevistada.

E acrescenta: “Para mim, que nunca havia chegado perto do médium Xavier, este é um importante elemento de identidade do meu marido que, aliás, escrevia muito bem”.

2 – Elisabeth: Com “s”, observa D. Adele. Trata-se da segunda filha do casal, Elisabeth Cardoso.

3 – Depois de agosto: O médium desconhecia tudo que se referia ao casal NysioAdele, conquanto, ela sempre tivesse vontade de encontrar-se com o Chico, apesar de católica, quando jovem, tendo sido filha de Maria.

Ele, Sr. Nysio, fora espírita desde que nasceu, no atual período reencarnatório. Desencarnara em consequência de acidente vascular cerebral – lesão cerebral, inoperável. Era diabético. “Ainda moço e forte”.

Coronel do Exército, reformado, e engenheiro do Ministério do Interior; estava alegre, quando foi acometido do mal-estar subido, limitando-se a afirmar:
▬  “Meu Deus, que tontura!”

Dono de vasta cultura; foi espírita convicto, e um dos fundadores do Centro Espírita Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, em 1975, com sede à Rua Argemiro Peixoto, 346, na cidade de Pirapora, Estado de Minas Gerais.

4 – Nosso André Luiz: Filho caçula, atualmente com 17 anos de idade.

5 – Minha mãe, a mamãe Branca: Trata-se de D. Branca Rosa Ferreira da silva, desencarnada a 2 de fevereiro de 1978. “Minha mãe, a mamãe Branca”, porque o comunicante fora criado pela vovó Neném.

6 - “Os nossos hábitos da meditação e da prece”: Com efeito, D. Adele e os filhos não deixaram de fazer o Culto Evangélico no Lar, habitual, aos domingos, às 9:00 horas, Sr. Nysio desencarnara à 1 hora da madrugada e viria a ser conduzido à necrópole, às 13 horas.

7 – Aires de Oliveira e Fenelon Barbosa: Pedimos vênia ao leitor para transcrever, na íntegra, o rascunho da carta que a Sr. Adele enviou ao médium Xavier, tão logo retornou de Pedro Leopoldo com a mensagem do marido: “Caro Chico Xavier”, Há dez anos, procurava, sem sucesso, aproximar-me de você.

Nos últimos anos, meu marido ria-se dos nossos desencontros. Finalmente, graças à generosidade do Dr. Eurípedes; consegui falar-lhe, embora em circunstâncias bastante dolorosas para mim. Esposamos a mesma doutrina de Jesus e sabemos que o acaso não existe.

No último dia 31 de dezembro; fui privilegiada com uma mensagem de meu esposo, desencarnado no dia 19 de agosto passado. Tenho que confessar que nela ele mencionava nomes de pessoas que me eram completamente estranhas, o que me fez pensar num possível engano.

Mas, qual não foi a minha surpresa, ao conversar com as tias Alzira e Rosina (tias favoritas de meu marido) e, descobrir que as pessoas mencionadas, não só realmente eram amigas, como também participavam das sessões de mesa, feitas pela avó do Nysio (D. Neném).

O Dr. Aires de Oliveira era o guia da sessão, tendo Da. Neném, em sua homenagem, posto num dos filhos, o seu nome. O Sr. Fenelon Barbosa era tio de uma velha amiga da família, também já desencarnada.

Assim, Chico, mais uma vez ficou provado a veracidade de nossa Doutrina. Quero agradecer-lhe e aos irmãos espirituais, que me presentearam com este consolo.

Envio o xerox da carta, a fim de que você possa fazer o uso que melhor lhe aprouver, seja publicado, lendo ou arquivando-a. Um grande abraço a você ao Dr. Eurípedes. Meus sinceros agradecimentos e, por favor, lembre-se em suas preces do meu querido Nysio C. Cardoso. Deus o abençoe. Adele. **

8 – Elaine: é professora de inglês, residente no Rio, e sempre foi assim chamada – Elaine – pelos alunos. Na realidade, ela se chama Elaine Anderson, e é filha primogênita do casal. A nosso ver, um elemento comprobatório de muita importância, uma vez que o comunicante sempre a chamava como se fosse um dos seus alunos.

9 – Eliete: A mais jovem das filhas, presente à nossa entrevista. Diz-nos ela que o pai, poucos dias antes de adoecer, chegou a dizer-lhe “Aproveita o seu pai, Eliete, porque eu estarei aqui por pouco tempo”. Todos os que estavam perto, reagiram, energicamente, à frase profética do chefe da equipe familiar.

10 –“Quatro filhos são quatro canteiros de amor que podemos cultivar para Deus no campo da vida” – Eliane, Elisabeth, Eliete e André Luiz. O nome André Luiz foi sugerido ao Sr. Nysio por sua amiga, Dra. Gessy Vieira, que viria, tempos depois de sua própria desencarnação, conforta-lo, através de uma mensagem mediúnica, em Pirapora, quando ele perdera o olho direito, e se encontrava profundamente deprimido.

11 – Nysio Castanheira Cardoso – Nasceu em Cataguases, Estado de Minas Gerais, a 3 de maio de 1918, e desencarnou em Belo Horizonte, a 19 de agosto de 1978. Em 1972, do Rio foi transferido para a cidade de Pirapora, exercendo a chefia da segunda Agência da então SUVALE (hoje, CODEVASF), do Ministério do Interior.

Dona Dele acha que a mensagem foi um presente para a filha Elisabeth, aniversariante a 6 de janeiro, já que esta segurava o pulso do pai, lendo “Os Mensageiros”, de André Luiz, através do médium Francisco Cândido Xavier, quando ele se despediu deste mundo.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 09 de Julho de 2015, 04:50

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1097.gif)

“Releve os erros alheios”

“Acalma o teu coração, mamãe. Não chores mais. Vês, tudo tem o seu momento. O meu chegou. E dele não pude fugir. Sei que sofre a dor da saudade. Mas a tua dor não me deixa caminhar.

Como Maria, a mãe de Jesus, tem o nome. E como o destino dela, foi o amor ao seu filho, como todas as mães o fazem. Releve os erros alheios e não deixes mágoas no seu coração, que já está tão cansado.

De onde me encontro, tenho muitos amigos, que me ajudam a crescer. Assim, por intermédio desse irmão, um amigo, posso hoje conversar com você. Mãe querida, mãe Maria. Como a mãe de Jesus. Sei que sempre me abençoa.

Os irmãos sempre te ajudarão. Fique em paz e agradeça a Jesus por tanto, tanto nos amar. Fique em paz que o meu caminho tem sempre um irmão amigo a me ajudar. Teu filho amado”.

Tim Lopes.

Em outubro de 2008, uma médium de um centro espírita da Baixada Fluminense psicografou uma mensagem atribuída a Tim Lopes.

Essa foi uma das quatro cartas divulgadas pela família do jornalista, executado brutalmente no dia 2 de junho de 2002 na Vila Cruzeiro, na Zona Norte do Rio.

(https://i0.wp.com/oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/06/386_114-tim1.jpg)



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 11 de Julho de 2015, 18:53


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1095.gif)

No Sem-Fim do Amor Imperecível

Adele, querida esposa, rogo a Jesus nos abençoe. Tenho no coração nossos filhos queridos, beijando todos eles em nossa Elisabeth e reunindo-os em você, querida companheira, para render graças a Deus pela oportunidade de escrever esta carta nesta reunião de alegria e reconhecimento, saudade e esperança. Venho pedir a sua serenidade, ante as nossas dificuldades do momento.

Creia, por mais nos preparemos, através de nossas idéias de fé e sobrevivência, a desencarnação é um campo de surpresas que por enquanto, ao que suponho, os amigos recentemente liberados do corpo físico, assim qual me sucede, não saberão definir.

Sinto-me ainda depois de agosto, nas inquietações naturais do esposo e do pai que se vê retirado compulsoriamente do ninho familiar, sem a preparação necessária. Alguém dirá que a nossa Doutrina de luz e de amor é suficiente para habilitar-nos à chamada passagem de uma vida para outra, sem qualquer choque ou depressão das forças mais íntimas.

Imagino que isso acontecerá com aqueles que longos dias de recolhimento no leito se lhes erguem por tempo de obrigação para pensar e repensar no fenômeno da Grande Mudança.

Entretanto, em meu caso, qual ocorre, no problema de tantos outros amigos, a alteração brusca e violenta me trouxe uma certa insegurança que, aos poucos, vou transpondo com as escoras da crença que Jesus nos instalou por dentro da alma.

Não comunico semelhante estado de alma ao seu coração afetuoso, no intuito de agravar ainda mais o sofrimento moral em que a vi nos primeiros dias em que sucederam à minha volta, e sim para agradecer as suas preces com as filhinhas e com o nosso André Luiz, por minha tranquilidade. Acordei no próprio lar, antes de ser conduzido à organização de refazimento espiritual em que me encontro.

Minha mãe, a mamãe Branca, e outros amigos, velavam por minha paz e, em meu despertamento, ela própria, a Mãezinha, conquanto desencarnada, poucos meses antes de mim, me acolheu, no regaço, como se eu ainda lhe fosse a criança necessitada de compreensão e de apoio, e a mostrar-me você com os filhos orando por minha paz, me notificou que os nossos hábitos de meditação e de prece eram, àquela hora, frutos de amor que vocês me ofereciam.

Naturalmente que as nossas lágrimas – as suas lágrimas e as minhas – se misturavam na mesma luz de esperança e conformação e tão-somente aí, nesse ângulo da separação é que pude avaliar a importância da oração e de confiança em Deus, cultivadas sob o teto familiar.

Desde então, esforço-me para me habituar ao trabalho de readaptação à vida espiritual em que presentemente me encontro. Creia que isso não é fácil, especialmente quando deixamos a companheira com os filhos menores requisitando assistência e orientação, mas esteja igualmente convencida de que encontro em sua fé e em sua coragem a força de que preciso para reerguer-me por dentro de mim próprio, de maneira a reformar-me inteiramente para o trabalho do bem.

Sei que amigos nossos não nos abandonaram no momento justo em que mais nos preocupávamos com respeito à continuidade de nossa manutenção doméstica, e sou grato a todos eles, os que nos auxiliaram com as documentações imprescindíveis à sustentação dos nossos recursos de subsistência.

E abraço os amigos de Belo Horizonte, aqui presentes e aqueles outros que não se encontram em nossa assembléia de fraternidade desta hora, por todas as bênçãos de conhecimentos e de amparo com que pavimentaram o caminho para a minha própria recuperação espiritual.

Além de minha mãe, sempre abnegada e sempre solícita, outros corações amigos me reconfortam para nova caminhada que me cabe empreender. Os nossos amigos Aires de Oliveira e Fenelon Barbosa ainda são para mim apoios de base e denodados irmãos que me antecederam aqui, me estendem braços fortes e acolhedores para que as energias não me faltem.

▬  Querida Adele:

●  A nossa Eliete,
●  A nossa Eliane,
●  A nossa Elisabeth,
●  E o nosso André Luiz...

... Estão protegidos por Deus e por seu carinho de mãe, e a certeza disso me reconforta. Continue, querida, auxiliando-me com as suas preces e com as suas vibrações de paz e amor.

Espero para muito breve a retomada de meus deveres e o seu apoio é por demais expressivo para mim, para que não esqueça de solicitar aos seus cuidados essa bênçãos em meu favor.

Continue construindo em nossos filhos queridos a certeza da sobrevivência e a responsabilidade de viver nas quais, na Terra, devemos caminhar integrados a fim de atendermos com segurança as nossas próprias obrigações.

Quatro filhos são quatro canteiros de amor que podemos cultivar para Deus no campo da vida. Não te assistes com as dificuldades que porventura venham a surgir nas estradas que o Senhor nos determina percorrer.

Por agora, ainda me sinto menos ágil e mais seguro para resguardar a assistência mais imediata de que você necessita, mas possuímos excelentes benfeitores que nunca nos abandonam e que prosseguem nos amparando a você, aí na Terra Física, e a mim mesmo, na Espiritualidade.

Prometo, porém, ao seu carinho, que muito em breve, estarei de novo nos encargos familiares e com os recursos indispensáveis para garantir-lhes o apoio possível a um esposo e a um pai que, sobretudo confia em Deus. De saudades e esperanças, receba com os nossos filhos queridos vastas porções das esperanças e das saudades que trago em mim mesmo.

O tempo, qual acontece nesta noite, se transfere de um a outro numericamente no calendário, mas no sem-fim do amor imperecível, estaremos sempre juntos. Os dias par anos, a quem a Bondade de Deus uniu com tantas bênçãos, se resume no Dia Imortal da confiança recíproca, em que os corações irmanados uns aos outros se reconhecem unidos no amor para sempre.

Muito carinho às meninas e ao nosso André Luiz.

Agradecimentos aos amigos todos que me possibilitaram estas notícias aqui congregadas na prece, e para você, querida Esposa e Companheira de todos os dias, o afeto inalterável com todo o coração do seu velho companheiro e amigo que lhe segue os pensamentos e que estará sempre de pensamento consagrado à sua paz e à sua felicidade.

Sempre seu Nysio Castanheira Cardoso.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 12 de Julho de 2015, 05:29


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1093.gif)

Uma Realeza Terrena

Quem poderia, melhor do que eu, compreender a verdade destas palavras de Nosso Senhor:
▬  "Meu reino não é deste mundo"?

O orgulho me perdeu sobre a Terra.

▬  Quem, pois, compreenderia o nada dos reinos do mundo, se eu não o compreendesse?
▬  O que foi que eu levei comigo, da minha realeza terrena?

●  Nada.
●  Absolutamente nada.

E como para tornar a lição mais terrível, ela não me acompanhou sequer até o túmulo! Rainha eu fui entre os homens, e rainha pensei chegar no Reino dos Céus.

▬  Mas que desilusão!

E que humilhação, quando, em vez de ser ali recebida como soberana, tive de ver acima de mim, mas muito acima, homens que eu considerava pequeninos.

▬  Que eu os desprezava, por não terem nas veias um sangue nobre!
▬  Oh, só então compreendi a fatuidade dos homens e das grandezas que tão avidamente buscamos sobre a Terra!

▬  Para preparar um lugar nesse reino são necessárias:

●  A humildade,
●  A abnegação,
●  A benevolência,
●  A caridade para com todos.

Não se pergunta o que fostes, que posição ocupastes, mas o bem que fizestes, as lágrimas que enxugastes.

Oh, Jesus! Disseste que teu reino não era deste mundo, porque é necessário sofrer para chegar ao Céu, e os degraus do trono não levam até lá.

São os caminhos mais penosos da vida os que conduzem a ele. Procurai, pois o caminho através de espinhos e abrolhos e não por entre as flores!

Os homens correm atrás dos bens terrenos, como se os pudessem guardar para sempre.

Mas aqui não há ilusões, e logo eles se apercebem de que conquistaram apenas sombras, desprezando os únicos bens sólidos e duráveis , os únicos que lhes podem abrir as portas dessa morada.

Tende piedade dos que não ganharam o Reino dos Céus.

Ajudai-os com as vossas preces, porque a prece aproxima o homem do Altíssimo, é o traço de união entre o Céu e a Terra.

▬  Não o esqueçais!

Uma Rainha de França.
Havre, 1863. E.S.E




Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 12 de Julho de 2015, 22:56

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1091.gif)

Carta Psicografada por um Ex-Pastor

Meus amigos em Jesus, peço-lhes a devida licença para registrar minhas humildes e despretensiosa, através deste expediente que, há bem pouco excomungava como sendo recurso de satanás, o terrível e abominável príncipe das trevas...

Pastor protestante, nutri pelo espiritismo, obviamente mais por ignorância do que por maldade, a mais repulsiva idéia. Tinha-o como sendo uma seita completamente desprezível e avessa aos propósitos do Cristo, limitado que me achava pela cultura teológica que assim me dominava o entendimento.

Contudo, para minha “tristeza” meu único irmão, tornara-se espírita logo depois que se consorciara com aquela que lhe foi esposa dedicada por longos anos.

Quando soube de sua adesão aos ensinamentos espiritistas e do codificador Allan Kardec passei a tratá-lo como um endemoniado sem contas no meu entender de pastor, era o irmão de sangue, um amigo próximo das forças terríveis de satanás.

▬  Inobstante sua transformação moral a olhos vistos, seu desapego gradativo das:

●  Posses materiais,
●  E a sua obra de assistência aos necessitados...

... Não me contive e passei a perseguí-lo com palavras que hoje me soam na consciência como sendo uma das maiores atrocidades e o inferno teológico que supunha existir vive em minha consciência.

▬  Ainda, sim, ele agia com:

●  Calma,
●  Perseverança,
●  E perdão incondicional.

Confesso que o desertei como sendo causa perdida, um filho que caiu na vida...

Mas ele ali forte amistoso e sempre prestimoso. Não podia entender dentro da minha visão, como satanás podia ser tão superior às minhas orações.

Um dia, porém, qual uma revelação nunca ocorrida em minha vida de missionário se faz tão viva e jamais acontecera.

Cansado depois de uma noite de pregação, pus-me quando todos já haviam deixado a igreja, eis que a figura de minha mãe se faz presente, envolto em uma luz sem que pudesse descrever...

Era ela mesmo, a nossa querida genitora, mulher sofrida e honesta, que honrara a família costurando sem parar, quando há muito já se fizera viúva, para que nada nos faltasse de essencial ao lar.

Ei-la, ali cheia de luz, proferindo-me pensamentos que me chegavam exatos ao entendimento.

▬  Meu filho!
▬  Conheces a passagem de Jesus que diz que se reconhece o cristão pelos frutos que produz?!

Respondi a ela, afirmativamente, em completo êxtase e contentamento.

▬  Por isso, olha teu irmão, o que tem feito em favor dos muitos necessitados que têm batido à porta dele.
▬  Para Deus, meu filho, só há a religião do Amor.
 
▬  Crês, realmente, que o diabo pode operar a caridade em favor dos que perambulam por aí em desespero?

▬  Agradece a Deus e ore sempre por ele.
▬  Deus, meu filho, está em toda parte!

Dizendo isso, foi aos poucos se desfazendo a sua figura materna, que para mim naquele momento, era a maior maravilha que meu coração experenciava.

Naquela mesma noite, tomei o automóvel e, às pressas fui ter com o irmão espírita que me abraçou com tanta alegria que nós dois choramos de alegria e paz.

Mal sabia, todavia, que aquele era o último abraço no mundo físico no irmão que por quase dez anos seguidos foi alvo predileto de minha cegueira. Naquela mesma semana, o irmão querido deixou a existência física subtamente.
 
Num dia de natal, eis que deita-se para repousar depois de atender as crianças necessitadas e seus pais em festa na casa espírita.

▬  Disse apenas à esposa inseparável pouco antes de repousar:

●  Minha querida, sinto-me tão feliz hoje que me sinto ao lado de Dr. Bezerra e de Jesus.
●  Pode haver alegria maior?...
●  E partiu.

Os anos se sucederam e a morte também me alcançou. Os céus que aguardava se perderam na minha pretensão de menor esforço.

Vaguei pela minha própria inconsciência até que, um dia, meus amigos me reconduziram a uma casa de repouso, onde me aguardavam mamãe e meu irmão dileto.

▬  Eis-me aqui, amigos.
▬  Desculpe-me a emoção, mas que Jesus nos abençoe a todos.

●  O amor e tão somente o amor é a maior de todas as religiões.

●  E que assim seja.
●  Samuel dos Santos Jr.

Mensagem psicografada por J. G. Argel em 27 de dezembro de 2006 em “Casa de Eurípedes”, Taubaté, SP.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 14 de Julho de 2015, 20:12


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1090.gif)

Calúnia

Na noite de 8 de março de 1956, tivemos nossa atenção voltada para o triste relato do Espírito A. Ferreira que, ocupando os recursos psicofônicos do médium, nos ofertou significativa lição com respeito à calúnia, conforme as suas experiências.
 
De todas as potências do corpo humano, a língua será talvez aquela que mais nos reclama a vigilância. Por ela, começa a glória da cultura nos cinco continentes, mas, através dela, igualmente principiam todas as guerras que atormentam o mundo.
 
Por ela, irradia-se o mel de nossa ternura, mas também, através dela, derrama-nos o fel da cólera. Muitas vezes é fonte que refresca e muitas outras é fogo que consome. Em muitas ocasiões, é ferramenta que educa e, em muitas circunstâncias, é lamina portadora da destruição ou da morte.
 
Sou uma das vítimas da língua, não conforme acontece na existência humana, em que os caluniados caem na Terra para se erguerem no Céu, em sublime triunfo, mas, segundo os padrões da vida real, em que os caluniadores que triunfaram entre os homens experimentam, além, do sepulcro, a extrema derrota do espírito.
 
Determinam nossos amigos espirituais vos ofereça minha história. Contá-la-ei, sintetizando tanto quanto possível, para não fatigar-vos a atenção.
 
Há quase trinta anos, nossa família, chefiada por pequeno comerciante, no varejo do Rio, era serena e feliz. Em casa, éramos quatro pessoas. Nossos pais, Afrânio e o servidor que vos fala.
 
▬  Entre meu irmão e eu, contudo, surgiam antagonismos irreconciliáveis.
 
●  Meu irmão era a brandura,
●  Eu era a crueldade...
 
●  Afrânio era a virtude,
●  Eu era o vício contumaz.
 
●  Afrânio era a bondade.
●  Eu era a maldade oculta.
 
●  Nele aparecia a luz da franqueza aberta.
●  Escondia-se em mim a mentira torpe.
 
Na época em que figuro o principio de meu relato, meu irmão desposara Celina, uma jovem reta e generosa que lhe aguardava o primeiro filhinho.
 
Quanto a mim, entregue às libações da irresponsabilidade, encontrara na jovem Marcela, tão leviana quanto eu mesmo, uma companheira ideal para o meu clima de aventura.
 
Entretanto, tão logo a vi, aguardando uma criança, sob minha responsabilidade direta, abandonei-a, desapiedado, embora lhe vigiasse os menores movimentos. Foi assim que, em nublada manhã de junho, observei um automóvel a procurar-lhe o refúgio.
 
Coloquei-me de atalaia, reparando o homem de fronte descoberta que lhe buscava a moradia e reconheci meu próprio mano. Surpreso e estarrecido, dei curso aos maus sentimentos que geraram, em minhas idéias, a infâmia que passou a dominar-me a cabeça.
 
Encontrara, enfim - concluí malicioso -, a brecha por onde solapar-lhe a reputação, e afastei-me apressado. Joguei e beberiquei, voltando à noite para o santuário doméstico, onde encontrei aflitiva ocorrência.
 
Afrânio, em se ausentando de nossa pequena loja para depositar num banco a expressiva importância de cinqüenta contos de réis, fruto de nossas economias de dois anos, para a realização do nosso velho plano de casa própria, perdera a soma aludida, sem conseguir justificar-se.
 
Ouvi-lhe as alegações inquietantes, simulando preocupação, mas, dando largas aos meus projetos delituosos, arquitetei a mentira que deveria arruiná-lo.
 
Chamei meu pai a íntimo entendimento e envenenei-o pelos ouvidos.
 
Com a minha palavra fácil, teci a calúnia que serviu para impor ao meu irmão irremediável infortúnio, contando a meu pai que o vira, em companhia de mulher menos respeitável, perdendo toda a nossa fortuna numa casa de jogo, e acrescentei que observara o quadro lamentável com os meus próprios olhos.
 
Minha mãe e Celina, a reduzida distância, sem que eu lhes reparasse a presença, anotaram-me a punhalada verbal, e todos os nossos, dando crédito ao meu verbo delinqüente, passaram da confiança ao menosprezo, dispensando ao acusado o tratamento cruel que lhe desmantelou a existência.
 
Por seis dias Afrânio, desesperado, procurou debalde o dinheiro. E, ao fim desse tempo, incapaz de resistir ao escárnio de que era vítima, preferiu o suicídio à vergonha, ingerindo o veneno que lhe roubou a vida física.
 
A desgraça penetrou-nos a luta diária. Todos, menos eu, que me regozijava com a escura vingança, renderam-se à tensão e ao desespero.
 
Inquirida Marcela por meu pai, viemos, porém, a saber, que Afrânio lhe visitara o abrigo por solicitação dela mesma, que se achava em extrema penúria.
 
Nosso espanto, contudo, não ficou aí, porque findos três dias após os funerais, um chofer humilde procurou-nos, discreto, para entregar uma bolsa que trazia os documentos de Afrânio, acompanhados pelos cinqüenta contos, bolsa essa que meu irmão perdera inadvertidamente no carro que o servira.
 
Minha cunhada, num parto prematuro, faleceu em nossa casa. Minha mãe, prostrada no leito, não mais se levantou e, findos três meses, após a morte dela, ralado por infinito desgosto, meu pai acompanhava-lhe os passos ao cemitério do Caju.
 
Achava-me, então, sozinho. Tinha dinheiro e busquei a vida fácil, mas o remorso passara a residir em minha consciência, atormentando-me o coração.
 
Alcoolizava-me para esquecer, mas, entontecida a cabeça, passava a ver, junto de mim, a sombra de meus pais e a sombra de Celina, perguntando-me, agoniados:
 
▬  Caim, que fizeste de teu irmão?
 
A loucura que me espreitava dominou-me por fim...
 
Conduzido ao casarão da Praia Vermelha, ali gastei quanto possuía para, depois de um ano de suplício moral e irremediável tormento físico, abandonar os meus ossos exaustos na terra, em cujo seio, debalde, imploro consolação, porque o sofrimento e a vergonha sitiaram-me a vida, destruindo-me a paz.
 
Tenho amargado, através de todos os processos imagináveis, as conseqüências do meu crime.
 
Tenho sido um fantasma, desprezado em toda parte, sorvendo o fel e o fogo do arrependimento tardio. Somente agora, ouvindo as lições do Evangelho, consegui acender em minh'alma leves fagulhas de esperança...
 
E à maneira do mendigo que bate à porta do reconforto e do alívio, encontro presentemente um novo caminho para a reencarnação, que, muito breve, me oferecerá a bênção sagrada do esquecimento.
 
Entretanto, não sei quando poderei encontrar, de novo, meu pai e minha mãe, meu irmão e minha cunhada, credores em meu destino, para resgatar, diante deles, o debito imenso que contraí.
 
Por enquanto, serei apenas internado na carne para considerar os problemas que eu mesmo criei, em prejuízo de minha alma...
 
Brevemente, voltarei ao campo dos homens, mas reaparecerei, entre eles, sem a graça da família a fim de valorizar o santuário doméstico, e renascerei mudo para aprender a falar.
 
Que Deus nos abençoe.
 
A. Ferreira.

 

Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 16 de Julho de 2015, 04:12


(https://33.media.tumblr.com/e6ed122c0e63f4c26fd1bf273759766c/tumblr_n8d1xqpKcd1txn9lno1_500.gif)


Réu Confesso

Não vim aqui para mentir. Eu não preciso disso não.

Estou bem depois de uma longa internação num hospital por estas bandas. Tudo está tranquilo e eu me reencontrei novamente. Estou são, por enquanto.

Esse cara aí, pela segunda vez, me fez chegar até ele. Nunca psicografei, mas já dei intuições por aí à vontade.

Esse negócio é realmente muito estranho. Alguém ficar falando ou escrevendo por você, mas é o jeito que se tem por aqui.

Fui irresponsável com a minha vida, confesso. Tive oportunidade de montar uma vida tranquila e equilibrada, mas não era o meu propósito de vida.

No fundo, acho que era recalque mesmo. Fiz e está feito, não há nada que se possa fazer para alterar o passado. Agora estou em outra.

Peraí, não vão achar que virei beato ou espírito santo. Coisa nenhuma. Peno ainda em controlar a minha condição. É difícil, mas o pessoal daqui fica o tempo inteiro no meu pé.

Sou um aficionado por música e neste lado também se curte um som. Som maneiro.

▬  Tem de tudo:

●  Tem blue,
●  Tem rock,
●  Tem soul,
●  Tem batida leve.
●  Cada um de acordo com a sua praia.

Integro um grupo que faz festa nos presídios do lado de cá. Parada sinistra, mas tem resultado. O pessoal se delicia com a música e repensa a vida que teve.

Tremenda terapia, mano.

Sei que fiz muita besteira e que não sou exemplo para ninguém, mas não abro mão da minha liberdade. É a única coisa minha de verdade e que ninguém me leva, a menos se eu deixar.

Estou por aqui de passagem. Me deram uma espécie de condicional por bom comportamento. Logo eu...

Na verdade, finjo melhoria porque me encontro, de vez em quando, querendo cheirar um pozinho ainda. Sou réu, confesso.

Não dá pra mentir do lado de cá. Veja o que é essa danada da droga, nem morto a gente se livra dela. Fico pensando no pessoal que vive cheirando e bebendo por aí sem saber o destino que lhe espera aqui.

Tremenda roubada, meu irmão. Tem que pagar pra ver. Eu estou bem, contem aí para os meus amigos e para quem gosta de mim.

Esse filme aí que fizeram de mim é legal. O pessoal mandou bem. O cara que fez eu mais velho é muito feio, sou mais eu.

Os musicais são emocionantes. Assisti um que não me contive e cantei duas músicas. O Thiago pensou que estava delirando. Era eu, cara. Que viagem, meu irmão.

Tenho encontrado muita gente por esses lados nestas andanças musicais. A Elis Regina não para. Agora chegou o Jair Rodrigues. Gente boa, pessoa querida, vocês precisavam ver o cortejo que fizeram para ele. Tudo maravilha!

Vou nessa, estão me esperando. Estão fiscalizando o que eu escrevo para eu não me precipitar e botar com a língua entre os dentes.

Tudo na vida vale a pena, mas não cabe repetir o caminho que já se viu que era errado, entendeu? Toda a minha vida eu dediquei a música, que mexe com a gente e deixa a gente feliz.

●  Juízo, pessoal!
●  É hora de partir.

Fui!
Tim Maia.

Psicografia Fraternidade Espírita Luz do Cristianismo.




Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 21 de Julho de 2015, 16:18


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1087.gif)

O céu é o amor com que nós
queremos uns aos outros

Querida Mamãe, querido Papai, querida vó Augusta, Deus nos abençoe. Um bilhete só que seja, - pediu a mãezinha – e estou aqui para falar “presente”.

A vida é igual ao tempo. Passam numa agitação que a gente não compreende. O amor, porém, permanece. E em nossas datas queridas de reencontro mais íntimo, se estamos separados ou aparentemente separados, a saudade que é voz do amor, grita mais forte por dentro do coração.

Venho pedir aos pais queridos; serenidade e coragem. Imagine, Mamãe. No princípio, foi a você que eu precisava escutar a todo instante, buscando fortalece-la, mas, agora é o papai que se sente mais triste.

Mas os filhos sentem as oscilações do sentimento com que os pais os acompanham, seja na vida humana ou além dela. Pai querido é necessário viver com todos os acontecimentos que o tempo nos ofereça.

Hoje, sei. As horas são como as correntes de um rio. Devolvem sempre aquilo que lhes doamos. Correm aqui, correm ali, as águas do tempo se movem constantemente em nossa direção, trazendo-nos de retorno quando lhes atiramos.

Falo assim para compreendermos que há ocasiões em que as lágrimas por fora ou por dentro nos lavam os corações. Tudo estará bem se guardamos confiança em Deus, entregando a Deus todos os ingredientes de que a nossa vida se compõe.

Por aqui, também a nossa inquietação é sempre maior se vemos a inquietação naqueles que amamos, e não nos encontramos assim tão longe uns dos outros que as nossas emoções não estejam em permuta constante.

Querida Mãezinha e querido Papai; pensemos em nossos queridos Wagner e Jeanine. Posso muito pouco, mas vou aprender a ajudar como se deve e prometo à Mamãe que não crescerei na forma, a fim de que, um dia, quando nos reencontrarmos, ela me sinta a criança que sempre amou. Um menino alegre que terá conseguido, mesmo assim, penetrar a ciência de fazê-los sorrir.

Compreendo todos os nossos problemas, entretanto, nas somas da luta, comparecerá sempre o saldo da Bondade de Deus, sustentando-nos os créditos de paz e esperança. Tia Guta (Guth), para informações à vovó, está se restaurando, sobretudo, com o amparo da vovó Alexandrina e de uma senhora amiga, Dona Tereza Santana Ramos.

▬  A vida onde estamos é talvez apresentada em moldura mais bonita que a da Terra:

●  Mas por dentro de nós,
●  Estão os anseios e as saudades,
●  As aflições e as alegrias que trazemos no mundo.

Penso que o Céu é o amor com que nos queremos uns aos outros, porque a gente oferece tudo o que pode para não ser transferido de lugar. Não adianta elevação sem companhia adequada.

Por isso, continuamos em nossa fidelidade ao lar que é nosso, de vez que o lar não é a construção de alvenaria, mas a ventura de união entre os que se amam com alma e coração.

Nossos amigos Izídio e Henrique ainda agora me auxiliam a escrever. Eles se referem a mim, na condição de rapaz, entretanto, sou ainda o Murissoca de casa, com o sorriso aberto e com aquela felicidade de estarmos juntos.

Desejo alinhar vovó Augusta e vovó Violeta, vovô Zico e vovô Zé, no mesmo abraço. A gente escreve do novo mundo para aí e desejaria falar tanto! Mas, estamos dentro da vida de qualquer modo, e por isso que o amor ainda é a maior surpresa que nos escora na caminhada para frente.

Parece-me que o resto é ensinamento que Deus nos concede para conquistarmos a felicidade de amor sempre. Pai querido, nosso amigo Valente continua me auxiliando e o tio Godofredo me afirma que está e estará colaborando na sustentação da nossa paz.

Nosso amigo Henrique solicita seja dito à nossa irmã Augustinha que ele agradece, com todo o coração, as lembranças das irmãs e dos irmãos cunhados no carinho das crianças. Deus nos abençoe a todos.

Papai e Mamãe; continuemos trabalhando na plantação do bem e entreguemos nosso esforço ao tempo. Deus zelará por nós todos. Mãezinha, a saudade é um poema vivo que só se escreve com lágrimas É por isso que temos nós chorado tanto.

Sei que a sua procura por seu filho é uma procura incessante de fé. Às vezes, não sei bem se você busca o seu Maurício ou se procura a fé em Deus. Entretanto, no fundo de todas as nossas cogitações, está o amor, e os amigos daqui me ensinaram que isso é que vale.

Confiemos na Providência Divina e sigamos para frente. Querido Papai e querida Mãezinha, com a vovó Augusta; recebam todo o carinho iluminado de esperança nos beijos do filho sempre de vocês e sempre mais reconhecido.

Maurício Xavier de Vieira.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 23 de Julho de 2015, 06:49

(http://www.vinhadeluz.com.br/arquivos/santosdumontum.jpg)


O médium Chico Xavier revelou que Santos Dumont, o pai da aviação, reencarnou na cidade de Campos, em março de 1956, como filho de Clóvis Tavares e de Hilda Mussa Tavares, com o nome de Carlos Vitor.

Aos nove meses de idade, Carlinhos caiu de um carrinho de bebê e com o tombo deslocou a vértebra cervical, ficando tetraplégico, vindo a desencarnar aos 17 anos de idade, em fevereiro de 1973.

Como se sabe, Santos Dumont, ao ficar deprimido quando presenciou mineiros e paulistas a digladiarem-se pelo céu, usando o avião como arma de guerra para matar e destruir, enforcou-se no dia 23 de julho de 1931.

Antes de reencarnar, o espírito Santos Dumont, segundo informações de Chico Xavier, decidiu expiar a sua morte como suicida através de uma vida curta como paraplégico. A queda acidental sofrida por Carlos Vitor, aos nove meses de idade, deslocou a sua vértebra cervical.

A um programa de TV, o médium mineiro declarou que a vértebra de Carlos já estava deslocada no perispírito, isto é, no corpo semimaterial que envolve o espírito, por ter sido lesada quando se enforcou em sua vida passada.

Esse fato consta do livro "Jesus e nós".

O médico homeopatia Flávio Mussa Tavares informou que seu pai, o professor Clóvis Tavares, manteve em sigilo as revelações feitas por Chico Xavier sobre as reencarnações anteriores de Santos Dumont.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 23 de Julho de 2015, 07:08

Chico revelou a seu pai que Santos Dumont vivera duas reencarnações em inesgotável pesquisa sobre a aviação: como Bartolomeu Lourenço de Gusmão (1685-1724), padre brasileiro, e como Joseph Montgolfier (1740-1810), balonista francês.

Bem antes disso ele também se dedicara à navegação marítima nas personalidades dos navegadores italianos Marco Polo (1254-1324) e Cristóvão Colombo (1451-1506), sempre com a ânsia de descobrir novos caminhos.

Todavia, em suas biografias encontramos semelhanças de suas trajetórias evolutivas, sempre na busca de encurtar distâncias entre os povos. Era, portanto, o mesmo espírito tomando diferentes personalidades a cada reencarnação (Marco Polo, Colombo, Bartolomeu de Gusmão, Montgolfier, Santos Dumont).

OBSERVAÇÃO: Joanna de Ângelis alerta sobre as consequências do suicidio no livro "Após a tempestade":

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "Aqueles que esfacelam o crânio reencarnam com idiotia, surdez-mudez, conforme a parte do cérebro afetada; os que tentaram o enforcamento reaparecem com os processos de paraplegia infantil; os afogados, com enfizema pulmonar; tiro no coração, cardiopatias congênitas irreversíveis; os que se utilizam de tóxicos e venenos sofrem sob o tormento das deformações congênitas, úlceras gástricas e cânceres".

É Joanna ainda que nos diz:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "Espera pelo amanhã quando o teu dia se te apresente sombrio e apavorante. Se te parecerem insuportáveis as dores, lembra-te de Jesus, ora, aguarda e confia".

Allan Kardec, no livro "O Evangelho segundo o Espiritismo", capítulo V, diz:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "A calma e a resignação adquiridas na maneira de encarar a vida terrena, e a fé no futuro, dão ao espírito uma serenidade que é o melhor preservativo da loucura e do suicídio (...)".

Enviado por Geraldo Lemos Neto - Vinha de Luz Editora 08/04/2013.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 24 de Julho de 2015, 01:16


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1083.gif)

Angústia Materna

Atingíramos o horário de lições em nossa reunião da noite de 17 de maio de 1956, quando, trazida ao recinto por nossos benfeitores espirituais, a irmã desencarnada, Sebastiana Pires, se utilizou das possibilidades mediúnicas para transmitir-nos a sua história, que passamos à consideração de nossos leitores como doloroso ensinamento ao amor fraterno.
 
O coração materno é uma taça de amor em que a vida se manifesta no mundo. Ser mãe é ser um poema de reconforto e carinho, proteção e beleza.
 
Entretanto, quão grave é o ofício da verdadeira maternidade!...
 
Levantam-se monumentos de progresso entre os homens e devemo-los, em grande parte, às mães abnegadas e justas, mas erguem-se penitenciárias sombrias e devemo-las, na mesma proporção, às mães indiferentes e criminosas.
 
É que, muitas vezes, transformamos o mel da ternura, destinado por Deus à alimentação dos servidores da Terra, em veneno do egoísmo que gera monstros.
 
Fala-vos pobre mulher desencarnada, suportando, nas esferas inferiores, o peso da imensa angústia. Resumirei meu caso para não inquietar-vos com a minha dor.
 
Moça ainda, desposei Claudino, um homem digno e operoso, que ganhava honestamente o pão de cada dia em atividades comerciais. Um filhinho era o maior ideal de nossos corações entrelaçados no mesmo sonho.
 
E, por essa razão, durante seis anos consecutivos orei fervorosamente, suplicando a Deus nos concedesse essa bênção... Uma criança que nos trouxesse a verdadeira alegria, que nos consolidasse o reino de amor e felicidade...
 
Depois de seis anos, o filhinho querido vagia em nossos braços. Chamamos-lhe Pedro, em homenagem ao segundo Imperador do Brasil, cuja personalidade nos merecia entranhado respeito.
 
Contudo, desde as primeiras horas em que me fizera mãe, inesperado exclusivismo me tomou o espírito fraco. Acalentei meu filho como se a alma de uma leoa me despertasse no seio.
 
▬  Não obstante os protestos de meu marido, criei Pedro tão-somente para a:
 
●  Minha admiração,
●  O meu encantamento
●  E para o círculo estreito de nossa casa.
 
Muitas vezes perdia-me em cismas fantasiosas, arquitetando para ele um futuro diferente, no qual, mais rico e mais poderoso que os outros homens, vivesse consagrado à dominação.
 
Por esse motivo, mal ensaiando os primeiros passos, Pedro, estimulado por minha leviandade e invigilância, procurava ser forte em mau sentido.
 
Garantido por mim, apedrejava a casa dos vizinhos, humilhava os companheiros e entregava-se, no templo doméstico, aos caprichos que bem entendesse.
 
Debalde Claudino me advertia, atencioso. Meus princípios, porém, eram diversos dos dele e eu queria meu filho para vaidosamente reinar.
 
▬  Na escola primária, Pedro se fez pequenino demônio:
 
●  Desrespeitava,
●  Perturbava,
●  Destruía...
 
Ainda assim, vivia eu mesma questionando com os professores, para que lhe fossem assegurados privilégios especiais. A criança era transferida de estabelecimento a estabelecimento, porque instrutores e serventes me temiam a agressividade sempre disposta a ferir.
 
Em razão disso, na primeira mocidade, vi meu filho incapacitado para mais amplos estudos. A índole de Pedro não se compadecia com qualquer disciplina..
 
▬  Porque eu, sua mãe, lhe favorecia:
 
●  A vaidade,
●  O despotismo,
●  E o orgulho gritantes.
 
Quando nosso rapaz completou dezesseis anos, o pai amoroso e correto providenciou-lhe tarefa digna, mas, findo o terceiro dia de trabalho, Pedro chegou em casa choramingando, a queixar-se do chefe, e eu, em minha imprudência, lhe aceitei as lamentações e exigi que Claudino lhe dobrasse a mesada, retirando-o do emprego em que, a meu ver, apenas encontraria pesares e humilhações.
 
O esposo me fez ver a impropriedade de semelhante procedimento, no entanto, amava-me demais para contrariar-me os caprichos e, a breve tempo, nosso filho entregou-se a deploráveis dissipações.
 
Aquele a quem idealizara um futuro de rei, chegava ao lar em horas avançadas da noite, cambaleando de embriaguez. O olhar piedoso de Claudino para as minhas lágrimas dava-me a entender que as minhas preocupações surgiam demasiado tarde.
 
Todos os meus cuidados foram então inúteis.
 
Gastador e viciado, Pedro confiou-se à bebida, à jogatina, comprometendo-se num estelionato de grandes proporções, em que o nome paterno se envolveu numa dívida muito superior às possibilidades de nossa casa.
 
Claudino, desditoso e envergonhado, adoeceu, sem que os médicos lhe identificassem a enfermidade, falecendo após longos meses de martírio silencioso. Morto aquele que me fora companheiro devotadíssimo, vendi nossa residência para solver grandes débitos.
 
Recolhi-me com Pedro num domicílio modesto, entretanto, embora me empregasse, aos cinquenta anos, para atender-lhe as necessidades, comecei a sofrer, das mãos de meu filho ébrio, dilacerações e espancamentos.
 
Certa noite, não pude conter-lhe os criminosos impulsos e caí golfando sangue...
 
Internada num hospital de emergência, senti medo de partilhar o mesmo teto com o homem que meu ventre gerara com desvelado carinho e que se me transformara em desapiedado verdugo. Fugi-lhe, assim, ao convívio.
 
Procurei velha companheira da mocidade, passando a morar com ela num bairro pobre. E, juntas, organizamos pequeno bazar de quinquilharias. Pensava em meu filho, agora, entre a saudade e a oração, entregando-o à proteção da Virgem Santíssima.
 
Finda a tarefa diária, recolhia-me a sós em singelo aposento, trazendo em minhas mãos o retrato de Pedro e rogando ao Anjo dos Desvalidos amparasse aquele cuja posição moral eu apenas soubera agravar com desleixo delituoso.
 
Amealhei algum dinheiro... Dez anos correram apressados sobre a minha nova situação. E porque as nossas migalhas viviam entesouradas em meu quarto de velha indefesa, cada noite me armava de um revólver sob o travesseiro, ao mesmo tempo que desbotada fotografia era acariciada por minhas mãos.
 
Numa noite chuvosa e escura, observei que um homem me rondava o leito humilde. Alteava-se a madrugada. O desconhecido vasculhava gavetas procurando algo que lhe pudesse, naturalmente, atender à viciação.
 
Não hesitei um momento. Saquei da arma e buscava a mira correta para que o tiro fosse desfechado com segurança, quando a luz de um relâmpago penetrou a vidraça...
 
▬  Apavorada, reconheci, no semblante do homem que me invadia a casa, meu filho Pedro, convertido em ladrão.
 
●  Esmoreceram-se-me os braços.
●  Quis gritar, mas não pude.
 
A comoção insofreável como que me estrangulava a garganta. Contudo, através do mesmo clarão, Pedro me vira armada e bradou, sem reconhecer-me de pronto:
 
▬  Não me mates, megera!
▬  Não me mates!
 
Avançou sobre mim como fera sobre a presa vencida e, despojando-me do revólver a pender-me das mãos desfalecentes, sufocou-me com os dedos que eu tantas vezes havia acariciado, e que me asfixiavam, agora, como garras assassinas...
 
Não consegui, realmente, pronunciar uma só palavra. No entanto, ligada ainda ao meu corpo, meus olhos e meus ouvidos funcionavam eficientes. Registrei-lhe o salto rápido sobre a acendedor de luz...
 
Naturalmente, ele agora contava simplesmente com um cadáver.
 
Contemplei-o com a ternura da mulher que ainda ama, apesar de sentir-se em derrocada suprema e notei que Pedro se inclinou, instintivamente, para a minha mãe esquerda, crispada, a guardar-lhe a fotografia.
 
Horrorizado, exclamou:
▬  Mãe, minha mãe! Pois és tu?
 
Para falar com franqueza, daria tudo para volver ao equilíbrio orgânico, acariciar-lhe de novo os cabelos e dizer-lhe:
▬  “Filho querido, não se preocupe! Regenere-se e sejamos felizes voltando a viver juntos! Estou velha e cansada... Fique comigo! Fique comigo!...”
 
Entretanto, minha língua jazia inanimada e minhas mãos estavam hirtas. Lágrimas ardentes borbotavam-me dos olhos parados, enquanto a voz querida me gritava estridente:
▬  Mamãe! Mamãe! Minha mãe!...
 
Um sono profundo, pouco a pouco, se apoderou de mim e somente mais tarde acordei numa casa de socorro espiritual, onde pude reconstituir minhas forças para empreender a restauração de minha alma diante da Lei.
 
No entanto, até agora, busco meu filho para rogarmos juntos a bênção da reencarnação em que eu possa extirpar-lhe do sentimento...
 
▬  A hera maldita:
 
●  Do orgulho,
●  Da viciação,
●  Do egoísmo,
●  E da crueldade.
 
E enquanto sofro as consequências de meus erros deliberados, posso clamar para as minhas companheiras do mundo:
 
●  Mães da Terra, educai vossos filhos!
●  Afagai-os no carinho e na retidão, na justiça e no bem.
●  Uma criança no berço é um diamante do Céu para ser burilado.
 
Lembrai-vos de que o próprio Deus, em conduzindo à Terra o seu Filho Divino, Nosso Senhor Jesus-Cristo, fê-lo nascer numa estrebaria, deu-lhe trabalho numa oficina singela, induziu-o a viver em serviço dos semelhantes e permitiu que Ele, o Justo, fosse imerecidamente imolado aos tormentos da cruz.
 
Sebastiana Pires.

 

Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 25 de Julho de 2015, 03:40


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1089.gif)

Tudo é vida e renovação da vida

Querida Mamãe. Meu querido pai. Abençoem-me. Sinceramente, estou assim na posição de alguém que não sabe retomar-se com segurança.

Alguém que passou por acontecimento difícil de descrever, que perdeu as forças, que se arrolou a grande enfraquecimento, que ficou doente sem saber como, e volta à família para dar notícias.

Tenho a cabeça parecendo engrenagem enferrujada; com muito custo vou movendo as peças. E preciso pensar, embora o vovô Acylino esteja aqui comigo com tia Raquel Bailão e outros protetores, quando a idéia de que me reajusto nos movimentos, mais por impulsão deles do que por minha própria capacidade e diz que minhas informações são necessárias.

Creio que meus queridos pais estão desanimados... É o que deduzo do que ouço. Por isso, convalescente, qual me vejo, rogo à senhora, Mamãe, para que não deixe o seu coração devotado e carinhoso se arrebentar no sofrimento em que nos achamos, de instante para outro. Ajude-nos.

Não podemos, por enquanto, ficar sem o apoio de casa. E nossa casa agora mais me parece um lago de pranto e de aflição. Não posso pensar em nosso ambiente, sem receber um golpe no espírito. Não estou reclamando. Não.

▬  Que família conseguiria perder dois filhos de uma só vez e ficar imperturbável?

Compreendi, querido papai, no justo momento do carro arremessado sobre nós... Creiam, o senhor e Mamãe, que nossas conversas sobre o assunto do espírito e as poucas leituras que pude desfrutar me valeram muito. Procurei a conformação enquanto adivinhasse o rigor da provação que nos separava.

Enquanto tinha a impressão de que o mundo desabava sobre nós, fiz forças para tentar algum auxílio ao Fausto, e à Walquíria e à companheira, mas era tudo uma espécie de tempestade concentrada em recinto estreito, como que a quebrar-nos as energias.

Procurei, por dentro de mim, onde estavam as orações de minha mãe, e as achei todas, eram luzes na memória semelhando pequenas chamas que de repente acendessem para que eu não estivesse no escuro. Repeti no íntimo todas as preces de que me lembrava, ou colocava as palavras minhas nas estruturas que o amor de Mamãe e seu carinho de pai me puseram no coração.

O sono veio rápido, um sono de injeção maciça quando a pessoa se vê abrigada a entregar-se sem qualquer resistência. Depois, nada mais vi senão que despertava com meu avô Acylino e com um amigo que me lembra parte de seu nome Luiz Pereira.

Tia Raquel Bailão me disse que Fausto e eu fôramos transportados para uma Escola Hospital ligada à Mossâmedes, informando que estávamos sob a proteção de Santa Damiana da Cunha. Daí para cá, sei que fui levado à nossa casa algumas vezes, mas fico muito perturbado com a lágrimas de meus pais queridos, que não sei consolar.

Ainda estou fraco, fraco mesmo. Fausto ainda não tem forças para se retomar. E de Walquíria e o mais nada sei. Quis saber alguma coisa do pobre doente que se fez instrumento de nossa prova, e meu avô Acylino me disse que se eu quisesse falar ao senhor e à Mamãe deveria primeiro, orar pelo causador do problema e desculpá-lo com todo o coração.

Quero dizer-lhes que fiz isso com sinceridade e peço a Jesus que o proteja onde estiver, porque também não sei como ficou o pobre enfermo, que nos merece paz e compreensão.

Papai, olhe Mamãe e não deixe que ela venha a baquear. Lembremos o Celso Júnior, o Luciano, a Cybele e tantos entes queridos. Aqui nós nos viramos com muitas saudades, mas procuraremos nos virar, dede que os pais queridos nos auxiliem.

A vida não termina quando o corpo cai estragado, ou inútil. Penso que nós somos parecidos com as lagartas e as borboletas. As lagartas, ao que me parece, se arrastam no solo e nem sonham que um dia terão asas.

Chega um momento em que se acomodam no casulo, dando a impressão de refúgio fechado e, em momento determinado, saem para o ar de modo tão diferente que devem ganhar o espaço com grande assombro.

Pois, comigo, o assunto é isso aí:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "Asas não tenho, mas que a gente sai do corpo com outros recursos, não posso negar"...

Creio que os problemas são muitos, mas o maior de todos, é pedir-lhes para viver, para que não queiram vir para cá de maneira violenta. Mamãe, viva e ajude o papai, os nossos a viver.

Agradeço à D. Trindade o que está fazendo por nós. Se puder vê-los forte, estarei fortalecido. Não consigo escrever mais. As lembranças parecem fora de mim, esperando minha memória sarar para repassarem aos lugares que ocupam em minha cabeça.

Não sei explicar, de outro modo, o que sinto. Vovô Acylino me afirma que o senhor, papai compreenderá com Mamãe tudo que não posso escrever. Fausto não sabe que estou aqui, mas enviarei a ele as vibrações de reconforto que estou sentindo pelo fato de conseguir escrever.

Mamãe querida e querido papai, a morte não existe, tudo é vida e renovação da vida. Pretendo aprender muito. Por agora posso apenas trazer-lhes o coração. Recebam os dois - os nossos maiores amores da Terra - Papai e Mamãe - um beijo nas mãos com todo amor e com a gratidão do filho, sempre o filho reconhecido.

Acylino.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 25 de Julho de 2015, 03:50


Acylino Da secção "Chico Xavier", do Jornal Espírita, de novembro de 1976, extraímos os dados principais sobre "Tudo é Vida e Renovação da Vida", servindo-nos da reportagem "Mensagem de Acylino Luiz Pereira Neto a seus queridos pais, de Décio Estrêlla.

Depois de afirmar que o advogado Dr. Celso Luiz Pereira, residente em Anicuns, Estado de Goiás à Rua Benjamim Constant, n 4, enviou-lhe a comovedora mensagem que Acylino transmitiu a seus pais, por intermédio de Francisco Cândido Xavier, na noite de 13 de março de 1976, informando que Acylino e seu irmão Fausto desencarnaram a 6-2- 76, às 9,45 horas, acrescenta o ilustre jornalista da folha espírita paulistana:

"Observe, pois, que o espírito de Acylino, gozando dos préstimos que a evolução lhe favorecera, pôde comunicar-se após trinta e cinco dias de ter ocorrido a perda do corpo físico num pavoroso desastre que lhe arrebatou o Espírito para a Pátria Espiritual, em companhia de seu irmão Fausto, enquanto que as duas coleguinhas Walquíria e Miriam, que se achavam também no Fusca 1.300-L, não faleceram.

Uma delas fraturou a coluna, enquanto a outra fraturou os braços, clavículas e trincou a bacia, achando-se recuperada. O acidente Acompanhando a carta que o Dr. Celso nos mandou em 3 de abril de 1976, transcreveremos alguns trechos para que o leitor sinta a sinceridade, o carinho e o amor de verdadeiros pais e amigos de Espíritos que reencarnaram nos lares terrenos e que chegam na condição de filhos, por breve espaço de tempo.

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "Acuso o recebimento de sua correspondência e confesso que não foi pequena a emoção que senti ao receber uma carta tão bonita e consoladora como a sua. Tudo isto é mais uma ajuda para que a gente tenha forças para suportar tão grande provação a que fomos submetidos de uma hora para outra."

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "A dor, a saudade que sentimos pelo desenlace de nossos queridos Acylino e Fausto, creia-me, meu irmão, é dose fortíssima, há momentos que a gente baqueia, chegando mesmo quase à loucura.

Moramos no interior de Goiás, a 74 Km da Capital, a oeste. Minha esposa é filha daqui, e eu sou de uma cidade histórica aqui vizinha - Mossâmedes, berço de meus antepassados.

A minha família era constituída de 5 filhos, 4 homens legítimos e uma filha adotiva. " Interessante é o que nos conta o Dr. Celso - prossegue Décio Estrêlla - do carinho que Acylino tinha para com a filhinha adotiva:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "No dia do aniversário de nosso casamento, eu transportava uma senhora de minha fazenda para a cidade, quando, com apenas dez minutos de viagem, esta veio a falecer, deixando-nos aquela pequena criança recém-nascida".

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "O meu filho mais velho - Acylino - ficou inteiramente compadecido diante daquele quadro triste, e me pediu permissão para que criássemos aquela criancinha pobre, o que concordamos plenamente. Havíamos reconhecido que aquela coincidência era mesmo (2) um capricho do destino."

(2) Aparente coincidência, bem entendido. - Nota do A. deste capítulo.
" Não existia família mais feliz do que a nossa: 5 filhos, todos bonitos, fortes e inteligentes. Tudo parecia correr às mil maravilhas:

O mais velho estudava em Goiânia, onde gozava do maior prestígio junto ao colégio e aos colegas. Era um predestinado desde criança. Era admiradíssimo pela inteligência e humildade. Conquistou o primeiro lugar em todas as escolas onde passou.

O segundo tinha inteligência acentuadíssima. Fez o ginásio com idade mínima, pois a sua precocidade era fora do comum. Tornou-se homem antes da hora e tinha apenas 14 anos. Media 1,83 m e pesava 70 quilos. Era um grande motorista e me ajudava muitíssimo em minhas lidas de fazenda.

Eram dois filhos que para nós representavam tudo; eram o nosso orgulho, a nossa vaidade, gozavam junto à mocidade do maior prestígio possível; as moças disputavam por causa deles.

Mas, no dia 6 de fevereiro, às 9,45 horas, eles regressavam de uma reunião estudantil, conduzindo duas moças da sociedade local, e já adentrando a cidade, eis que...

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  " (Aqui, o missivista se refere ao responsável pelo acidente, que anteriormente já havia tentado suicídio por duas vezes, e, segundo afirmara ao funcionário do posto de gasolina, onde colocara apenas dez cruzeiros de combustível, naquele dia, morreria de qualquer jeito, e não sozinho, dando mostras de absoluta alienação mental, vítima de grave processo obsessivo)".

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "Por falta de sorte ou predestinação, os meus filhos vinham tranquilos em um Fusca 1.300-L, que eu havia dado para eles, há poucos dias. Quando o infeliz viu o carro dos meninos, já havia saído do posto em grande velocidade, arremessou o veículo, um fusca 1972, contra o dos meus filhos".

A pancada foi enorme. O meu Acylino desencarnou na hora, o infeliz também se espatifou. O meu filho Fausto ficou em estado de coma, tendo resistido por mais de 48 horas.

As duas companheiras, uma fraturou a coluna e está sujeita à paralisia irreversível, segundo diagnóstico médico, e a outra fraturou os braços, a clavícula e trincou a bacia, tendo grande dificuldade em andar.

A cidade ficou abaladíssima, toda a comunidade tem chorado conosco, temos recebido pêsames de quase todo o País, pois graças a Deus somos bem relacionados e contamos com grande número de amigos e parentes."
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "Do dia do trágico acontecimento para cá, a nossa vida tornou-se amargurada, as lá-grimas são constantes, o mundo sem sentido, a desilusão enorme, a dor e a saudade, nossas companheiras inseparáveis."

Nas explicações finais, Décio Estrêlla afirma que o Dr. Celso Luiz Pereira, desesperado, procurou o Grupo Espírita da Prece, no dia 13 de março de 1976, e que estava convicto de que iriam ter alguma notícia do Plano Espiritual, e quando lá chegou, o médium Xavier lhe descreveu várias entidades espirituais, informando que era cedo demais para receber qualquer mensagem de seus filhos.

Contudo, quase uma hora da manhã, para surpresa de todos, eis que surge a página esperada, trazendo, dentre outros, um pormenor importante: a referência a Mossâmedes, onde nasceu Damiana, a Mulher Missionária, e o pai do comunicante.

Linhas antes, associando-se, de coração, a todos os pais e demais familiares que têm passado por duras provas, ressalta o ilustre jornalista o importante papel dos fiéis missionários da Mediunidade com Jesus:

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "Felizmente, graças à Lei do Amor de Nosso Divino Papai e Criador, temos contado com humildes servidores do Bem como divinos canais ou antenas abençoadas...

Que se traduzem em archotes ou luzeiros nas noites gélidas das nossas desilusões que vêm cantar aos ouvidos de nossas almas feridas, a suave melodia do amor do Além-Túmulo, serenandonos os ânimos através da fenomenologia mediúnica psicográfica, provando-nos pelos fatos descritos que a vida continua, que o canal receptor nada sabe do que ocorreu na véspera."


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   

Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 25 de Julho de 2015, 03:51


E arremata:

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "Ao partir os grilhões carnais de um ente amado, é preciso que cada um de nós esteja sempre preparado a fim de que as dores inconsoláveis dos que sobrevivem não reflitam, penosamente, nos que partiram".

"Esta compreensão já é uma grande ajuda para os que se encontram do lado de lá, aguardando a serenidade de ânimo, coragem e compreensão de que Deus realmente é amor. Sim, o pranto discreto, as lágrimas silenciosas, sem revolta, a deslizarem por rútilas pérolas, no rosto combalido, representam ondas vibratórias de carinho e de reconhecimento dos que ficaram".

▬  Ser-nos-á possível acrescentar algo, à guisa de conclusão?

Cremos que sim, mas de modo bastante sumário:

●  a) deixando claro que não está reclamando, e compreendendo a dificuldade da família que veio a perder dois filhos de uma vez, o Espírito convalescente implora aos pais que combatam o desânimo e a revolta, a fim de que, ao pensar no antigo ninho doméstico, transformado num "lago de pranto e de aflição", não venha a "receber um golpe no espírito";

●  b) necessidade do Culto Evangélico no Lar, com vistas à indispensável preparação para a Vida Maior, já "que nossas conversas sobre o assunto do espírito e as poucas leituras que pude desfrutar me valeram muito";

●  c) que os pais, através da conformação e do trabalho devotado aos semelhantes, virando-se com muitas saudades, auxiliem os filhos desencarnados a se virarem, também , onde estejam com saudades muitas;

●  d) o desenvolvimento do estudo da comparação de "que nós somos parecidos com as lagartas e as borboletas", encontra-se no Cap.XI - "Existência da alma", da obra Evolução em Dois Mundos, primeira parte, ditada pelo Espírito de André Luiz ; Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, Evolução em Dois Mundos, ditado pelo Espírito de André Luiz, 1.a edição - 1959, FEB, Rio, pp. 79-86.

●  e) que precisamos orar pelos causadores de semelhantes problemas e desculpá-los de todo o coração, a fim de que possamos conseguir estabelecer a ligação com as forças mais altas da vida;

●  f) que o fato de conseguir escrever, faculta ao Espírito a possibilidade de enviar vibrações de reconforto ao irmão internado, temporariamente, na Escola-Hospital da Espiritualidade Superior, local de refazimento este, por sua vez, ligado a uma cidade terrena, onde nasceram e desencarnaram antepassados seus, possivelmente, alguns deles, ele mesmo, Acylino e o próprio irmão;

●  g) que devemos divulgar a Doutrina Espírita, buscando com isto consolar as criaturas que perderam entes queridos em situações de violência, preparando-nos todos ao mesmo tempo, enquanto reencarnados, para a travessia de um plano a outro a que inapelavelmente não podemos fugir, viajantes do efêmero que somos por este mundo, por agora, de expia- ções e provas. 

Nota: Depois de concluído o presente capítulo, resolvemos nos deslocar até Anicuns, Estado de Goiás, com vistas a não somente obter as fotos das quais necessitávamos, quanto para colher mais alguns dados que reputamos importantes para os nosso estudos.

Assim o fizemos, na manhã de 5 de fevereiro de 1978, não obstante tenhamos entrevistado pessoalmente, tão só a Sra. mãe de Acylino - D. Maria do Rosário Bailão Luiz Pereira, uma vez que o Dr. Celso Luiz Pereira encontrava-se ausente, por motivo de viagem.

Do rápido "tête-à-tête" com D. Maria do Rosário, julgamos pertinente apenas acrescentar o seguinte:

●  1. Acylino Luiz Pereira Neto: nasceu em Goiânia, a 17 de novembro de 1959, e desencarnou em Anicuns (GO), a 6 de fevereiro de 1976.

●  2. Tia Raquel Bailão: Prima desencarnada do avô materno, Sr. Augusto da Silva Bailão.

●  3. Fausto: Trata-se do irmão Fausto Bailão Luiz Pereira, que nasceu em Goiânia, a 30 de agosto de 1961 e desencarnou em Anicuns (GO), a 8 de fevereiro de 1976.

Comunicou-se através do médium Chico Xavier, ao final da reunião pública no Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, Minas, a 15 de maio de 1976.

●  4. Celso Júnior, Luciano, Cybelle e Walquíria: Irmãos de Acylino, respectivamente, os três primeiros com 15, 12 e 9 anos de idade.

●  5. Dona Trindade: Trata-se de D. Trindade Méscua, espírita convicta que levou os pais de Acylino a Uberaba, com a recomendação de D. Maria do Rosário para que não participasse absolutamente nada a ninguém, em Uberaba, sobre os motivos que os levavam a procurar o médium Chico Xavier.

●  6. "Causador do problema": A quem todos devemos endereçar os nossos melhores pensamentos de paz e vibrações de reconforto, em nome de Jesus: José Lobo, conhecido por José do Acari.

●  7. Acylino era espírita e frequentava espontaneamente o Centro Espírita a que estava ligado, todas as semanas, não descurando jamais da tarefa abençoada de assistência social espírita.

Minutos antes da desencarnação, ele e Fausto participavam de uma reunião no Colégio onde estudavam que visava à distribuição de dinheiro obtido para uma excursão que não se realizou, para as diversas instituições de benemerência de sua cidade.

Jornal Espírita, São Paulo, Novembro de 1976.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 25 de Julho de 2015, 06:04


(http://33.media.tumblr.com/tumblr_lqqy4odDa11qlus41o1_500.gif)


Preste atenção no que
diz Raul Seixas depois de desencarnado


Para informação dos leitores que ainda não conhecem a obra, transcrevemos alguns trechos dos depoimentos do Roqueiro:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "A minha morte foi como um pesadelo; senti um profundo torpor e perdi os sentidos".

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "Depois de algum tempo recobrei a consciência; parecia estar bem, até que percebi que algumas pessoas estavam colocando-me dentro de um caixão.

Tentei reagir, mas não consegui mexer-me; gritei dizendo estar vivo, mas ninguém me ouviu. Quando fecharam o caixão, dei murros na tampa tentando abrí-la, mas meu esforço era em vão; perdi os sentidos.

Não sei quanto tempo fiquei desacordado; quando dei por mim novamente, senti que me colocaram em um veículo e viajamos por algum tempo.

Os solavancos do carro enjoaram-me; comecei a passar mal; não tinha espaço para vomitar e nem para me mexer; sentia-me sufocado.

Quando o carro parou escutei gritarem o meu nome seguido de muito pranto. Pelo movimento, percebi que alí deveria ser o local do velório. Tiraram o caixão do carro e, quando eu menos esperava, abriram a tampa.

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "Senti um grande alívio! Tentei levantar-me, mas não consegui. Muita gente debruçou sobre mim para chorar".

▬  O que eu poderia fazer?

Já havia tentado de tudo para sair dalí. A única explicação que eu encontrava para aquele fato é que eu estava realmente morto e o meu espírito preso ao corpo que já começava a cheirar mal.

Diante da minha impotência, tive que aceitar aquela situação. Observei cada pessoa que passava por mim. Olhavam-me piedosamente e lamentavam a minha morte.

Quase todos que passaram por aquele desfile de lágrimas e de hipocrisia diziam a mesma coisa:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "Que pena, tão jovem!"

Outros cochichavam:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "Foram as drogas que o destruíram!"

Depois de algum tempo, fecharam o caixão e puseram-me novamente em um carro; fiquei tonto. comecei a passar mal; por alguns momentos tive a esperança de que tudo aquilo poderia ser um sonho e que, naquele momento, eu iria morrer de verdade.

Mas acabei apenas desmaiando. Quando voltei a mim, não sei quanto tempo depois, escutei algumas pessoas conversando.

Pelo que elas falavam, deduzi que estavam levando-me para o cemitério:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "Quase me desesperei!.

Senti um medo terrível, principalmente quando percebi que estavam sepultando-me. Não cheguei a entrar em pânico, mas rezei todas as orações que eu havia aprendido e isso de certa forma me acalmou.

Lembrei-me da minha vida desde quando era criança. Revi todo o meu passado, era como se eu estivesse assistindo a projeção de um filme na minha mente.

A partir daí, naquela solidão profunda, comecei a julgar minhas atitudes.

Fui um combatente! Lutei contra um sistema que eu não aceitava e que me causava revolta. Entretanto, acabei vítima de mim mesmo e não do sistema que eu condenava.

Sem perceber, havia optado pela fuga, a mesma fuga que me havia fascinado em outros momentos de minha vida. 

O sofrimento por que eu estava passando era característico dos suicídas. Era assim que eu me sentia, um suicída.

Levado pela revolta, percorri o caminho das drogas até encontrar a morte. Embora o mundo me aborrecesse, eu deveria ter continuado no bom combate. Na verdade, fui um equivocado, apontei tudo o que eu achava que estava errado, mas não soube indicar o certo.

Minhas intenções eram boas, mas minhas atitudes eram contraditórias. Em vez de atacar e ferir o sistema, eu deveria ter contribuído para transformá-lo.

Não corri atrás do ouro dos tolos, mas, na cama do meu apartamento, fiquei deitado com a boca aberta, esperando a morte chegar. Ela chegou antecipada!

Veio convidada pela minha insensatez.

Em vez de repousar em seus braços, ela agora fazia arder minha consciência. No auge da minha angústia, eu questionava:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "Quanto tempo eu terei que ficar nesta situação? Ficarei aqui até o dito trem passar"?

▬  Será que vou?
▬  Ou será que fico?

Eu consolava a mim mesmo:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "Não importa! Se vou, livro-me deste mundo equivocado. Se fico, tento outra vez".

Diante das dúvidas que povoavam a minha mente, eu afiirmava:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "Tenho certeza de que a vida é eterna! Este é apenas um momento como outro qualquer".

Vai passar, como tudo passou.

Essas auto-afirmações reconfortavam-me. Constantemente eu buscava encontrar as vantagens que aquela situação me proporcionava.

Então eu dizia:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "Pelo menos aqui não ouço os noticiários infames! Não posso beber e nem me drogar..."

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "Frente à realidade que me surpreendeu, a metamorfose agora é outra! A Sociedade Alternativa não acontece no embalo dos sonhos mal sonhados, nasce na individualidade daqueles que vivem na real".

Vivi como um cometa que passa e causa espanto, não consegui ajustar-me na órbita que poderia sustentar-me na trajetória rumo a felicidade que sonhei para mim e para os outros.

Porém, ainda não apaguei, vou continuar entre a luz e a sombra, procurando minha própria luz em constante metamorfose.

Voltei sem alarde, faço da mente do médium o meu telégrafo para revelar ao mundo das ilusões a verdadeira Sociedade Alternativa, que nos aguarda no universo infinito e que deve ser construída no universo íntimo de cada um, aí e agora.

Depois de atravessar os vales escuros da dor e do sofrimento, minha visão ampliou-se e pude compreender que aqueles que buscam afogar suas ansiedades e frustrações nas drogas químicas e alcoólicas são como epiléticos criados artificialmente, os quais sofrem e fazem sofrer.

Por isso, vejo-me na obrigação consciencial de informar aos companheiros que estão a caminho que o sofrimento não pára aí, ele se estende pelos vales espirituais, onde a epilepsia se torna real, processando a duras penas os elementos venenosos inseridos no corpo perispiritual.

Muitas vezes, embalados pelo sonho e pelo lirismo dos poetas e pelo modismo estimulado pela sociedade de consumo, deixamos de enxergar a realidade à nossa volta e buscamos distrair a nossa consciência das responsabilidades inerentes à verdadeira finalidade da vida.

Consequentemente, alteramos o valor das coisas e os conceitos sobre juventude, lar, família e objetivos, deixando cair vertiginosamente o nosso amor próprio e o amor por aqueles que nos são caros.

Nesse conceito equivocado, tudo se torna lícito, até mesmo o que não convém.

Os que viveram esse tipo de liberdade na Terra, como eu, hoje superlotam os vales das sombras à semelhança de larvas, arrastando-se entre o limo e as escarpas dos abismos espirituais.

Situação que, em alguns casos, pode se prolongar por longos séculos.

Antes de questionar a vida, questione a si mesmo, analise seus conceitos, seus sentimentos, sua gratidão por aqueles que o ajudaram a renascer na Terra.

E, com certeza, você encontrará uma grande razão para viver e lutar contra o único inimigo que pode derrotá-lo:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)  "Você mesmo!"

Mensagem de Raul Seixas.

Fonte: Revista Espírita Além da Vida nº 4.
Psicografada por Nelson Moraes no dia 23 de março de 2002!
A mensagem foi reconhecida e atestada pela mãe de Raul, D. Maria Eugênia.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 31 de Julho de 2015, 02:02



(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1082.gif)

Tudo é Benção de Deus

Querido papai, querida Mamãe. Abençoem o filho de volta, ansioso de entendimento e de paz. Abraço as irmãs queridas e ofereço aos amigos a minha simpatia e apreço. Estou entre pessoas que desconheço, mas sinto-me em casa. A bondade está brilhando em todos. E através da luz que me cerca, posso escrever qualquer coisa.

Papai, primeiro ao senhor. Venho pedir sua resignação qual o doente que solicita remédio. Preciso disso, papai, a fim de viver aqui. Este viver aqui significa ajustar-me, compreender-me, aceitar as ocorrências e ser útil. Suas lágrimas formam um laço tão forte como aqueles nós nos quais prendíamos as reses no campo.

Quero sair do círculo fechado em que me encontro e não consigo. Estou parado sem forças. Papai, a morte não é o fim. A vida continua. Lembre o pasto morto quando a chuva chega de monte e tudo que parecia secura e poeira torna a reverdecer. Assim é a vida quando termina no corpo.

Rogo ao senhor e à Mamãe, tanto quanto às meninas, que não me lembrem hospitalizado nem morto. Aquilo se foi. Estou firme e refeito, mas estou fraco e doente, porque o pranto e especialmente agora o seu, meu pai, me revolve as entranhas do coração.

Às vezes melhoro, tenho esperança, a oração que vou aprendendo com calma me escora os pensamentos e consigo ouvir os mestres daqui com desejo sincero de lhes aproveitar as lições, mas logo me levanto por dentro, ouço, papai, os seus chamados...

O senhor quer esmorecer por minha causa, busca as minhas lembranças e me pede quase me intimando, que lhe apareça. E a luta se estabelece, porque não sei quem chora mais, se o senhor buscando quase morrer, se eu mesmo tentando viver à força num campo de experiência que não mais me pertence.

É preciso, papai, que a conformação nos abençoe. Ou melhor, seu filho precisa de tranquilidade e segurança. Viva, sim! O senhor e Mamãe precisam recordar que as meninas aí estão, que a família não se acabou e que se seu filho for auxiliado, poderá também auxiliar.

Sei tudo, sei que o senhor contava comigo como sendo o companheiro que Deus lhe dera, mas creia que ainda sou. Compreendia os seus projetos de futuro que eram meus. Para seguir seus passos, para imitá-lo, meu pai, o próprio estudo era pra mim sacrifício.

Queria o campo, a beleza das árvores, as águas moventes, o ar puro e o gado – o gado que parecia nos entender. Cresci para ser mais seu que mesmo de minha mãe, porque, em verdade, o sonho nosso era penetrar o sem-fim e respirar no verde grande, para construir coisas novas, mas quem de nós não é de Deus?

E Deus, papai, queria seu filho para trabalhar ao seu lado, mas de outro modo. Não chore mais. Levantemos o coração para a fé. Recorde com Mamãe tudo que era de mais lindo em nossa casa – a fé em Deus – e não a abandone. Estaremos juntos, rezando.

Mamãe encontrou o clima espiritual onde a resignação é sustentada com segurança, e peço-lhe pra seguirmos com ela à frente. Não acredite que alguém teve culpa naquela corrida, que o Zé, o nosso Zé da Brahma, buscava se exercitar. Eu mesmo dirigia.

Prometi que haveria de dar-lhe alguns macetes em matéria de equilíbrio nas grandes velocidades, e pisei confiante. O carro não se arrancou, porque, na verdade, era mais uma decolagem. Quase voamos, entretanto, veio o insucesso, a queda foi violenta. Não esperava que pudesse acontecer o que vimos.

Quis gritar e dominar a situação, no entanto, fiquei imóvel, sem meios de falar o que acontecia. Lutei comigo mesmo, ouvi as vozes de todos os que se aproximavam desejando iniciar o socorro, mas, por fim, foi um sono ou semi sono, porque nem dormia, nem deixava de perceber o que se passava em derredor.

Depois, veio um sono grande a que me entreguei vencido. Não passou muito tempo, e vi que estava em nossa casa. Era domingo à noite, quando me vi assim, como quem melhora depressa. Chamei por todos, entretanto, compreendo hoje porque ninguém me respondeu.

Comecei a sentir medo, quando um amigo se aproximou, depois outro, não os conhecia, mas se identificaram de pronto. O que vinha à frente se declarou meu avô Izídio, e o outro que me abraçou ternamente se afirmou como sendo, alguém da família, dando-me o nome de avô Sahb, ou melhor, bisavô, carinhoso e amigo.

Logo após, uma senhora se ofereceu para socorrer-me e auxiliar-me a tomar um leito móvel, porque o susto me fazia então cair. Mais tarde, vim a saber que se tratava de Maria Luiza Teixeira, irmã que se disse, com muito amor, ser nossa amiga nas bênçãos de Buriti Alegre. Chorei muito ao saber que perdera o volante e o corpo físico. Procurei pelo Zé, e sei agora que ele está sob o amparo de muita gente.

E assim, desde aquele fevereiro de fim difícil, estou preso aos meus pais queridos. Hospitalizado me vejo porque não tenho a liberdade de agir. Estou atado ao poste de nossas lágrimas; papai, solte seu filho, readquirindo a sua fé em Deus e o nosso trabalho, tudo vai melhorar.

Nossos planos agora de Araguaína não se acabaram. Pense em nossa família e nos outros – nos outros rapazes que necessitam de proteção e amor. Papai e Mamãe, trabalharemos nas boas obras. O mundo espera seguidores de Jesus para levantarem a vida melhor.

Leila, Lau, vocês que se acham conosco, ajudem-me, colaborem com a Mamãe nas tarefas em auxílio das crianças mais necessitadas, não deixem papai chorando diante de meus retratos e de meus objetos de rapaz. Tudo é bênção de Deus.

Vovô Izídio e tia Nenê com o Padre José Joaquim, um protetor e amigo nosso, estão comigo, e deixam um abraço a todos. Eles dizem que têm pedido a Jesus por nós todos, sem esquecer que a vovó Laudelina pede por tio Tonico como pelos demais familiares do coração.

Queria escrever mais, no entanto, não posso. Mamãe, agradeço o seu esforço por mim baseado na sua confiança em Jesus e em nossa Mãe dos Céus. Não deixe que a nossa casa esteja sem a luz da oração.

Papai, abençoe-me. Beijo as suas mãos. Orem pelo filho que ainda necessita de paz a fim de fazer a própria renovação. Pai, auxilie-me. Peço-lhe para viver, e viver com muita saúde e coragem.

Lembranças a todos os nossos que ficaram na retaguarda, e recebam, papai e Mamãe, todo o coração do filho reconhecido, do filho que os acompanha agradecendo-lhes a vida e a esperança, sempre e sempre filho do coração.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   

Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 31 de Julho de 2015, 22:08


Izídio Inácio da Silva, autor da mensagem recebida pelo médium Xavier, na madrugada de 12 de outubro de 1974, nasceu a 21 de março de 1955, em Buriti Alegre, estado de Goiás.

Único filho do sexo masculino do casal Cecildo Inácio da Silva e Leila Sahb Inácio da Silva (1), residia em Goiânia, desde os quatro anos de idade. Fez o curso primário no Educandário de Goiás, o secundário em diversos colégio, inclusive o Ateneu D. Bosco, e formou-se em Contabilidade na Escola Técnica de Comércio D. Marcos de Noronha, todos em Goiânia.

Desde criança, Izídio era companheiro de seu pai, amava os campos, as fazendas e os animais. Apesar da pouca idade, era muito trabalhador e dotado de grande senso de responsabilidade. Além de cuidar da Fazenda “Fundão”, no município de Goiás (antiga capital do Estado), que o genitor vendeu logo após a morte do filho, por não suportar-lhe a ausência.

Izídio, adquiriu, com o seu próprio esforço e com a ajuda do pai, a sua própria fazenda de mil e duzentos alqueires em redenção, no Estado do Pará, onde pretendia trabalhar e construir a própria vida.

Em janeiro de 1974, acompanhado de um amigo, visitou ele essas terras, penetrando o interior das matas virgens para respirar o ar puro, através de estivas, estradas sem segurança, construídas por peões contratados por ele, para lá não mais voltar, senão em espírito.

Izídio era querido em toda a parte, devido ao seu temperamento alegre, afetuoso, simples, humilde e dinâmico de que se fazia portador. À feição dos rapazes de sua época, praticava o namoro e apreciava os esportes e as corridas de carros.

Amava a velocidade, tendo sido um dos principais corredores de Kart de Goiânia, chegando a pilotar um carro de classe turismo, numa corrida em Brasília.

Pertenceu ao Vila Nova Futebol Clube, do qual era diretor do time juvenil e do basquetebol, tendo excursionado com o time a São Paulo, dois meses antes da desencarnação.

Mereceu da Diretoria brilhante homenagem póstuma:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)"Um jogo de basquete, no dia 28 de março de 1974, entre as equipes do Vila Nova e da Guanabara, na contenda do troféu que lhe guardou o nome".

A revista local "Leia Agora Esportiva" dedicou-lhe uma página sob o título “Uma perda irreparável – Ele seria o futuro Presidente do Vila Nova.” Sugeriram, ainda, homenagem a Izídio na Câmara de Vereadores e na Assembléia Legislativa.

Numa terça-feira, 19 de fevereiro de 1974, Izídio foi com seu pai comprar e marcar uma boiada, perto de Hidrolândia, Estado de Goiás. Chegou cansado e repousou um pouco antes do banho.

Desceu para o jantar com roupa de fazenda (fato que chamou a atenção de Urquiza, senhora que ajudou D. Leila a criar os filhos, inclusive Izídio, pois que ele, à noite, sempre gostava de envergar uma boa indumentária).

Inquirido por que se trajava daquele modo, respondeu que iria deitar-se mais cedo, já que deveria sair de madrugada com o pai para a fazenda. Entretanto, após o jantar, saiu de casa para ir a uma reunião do Vila Nova, que já havia sido adiada.

Encontrou-se com alguns amigos, e acabou indo assistir a um “pega ou racha”, que era realizado na estrada que demanda a cidade de Guapó.

Com um seu amigo, José Fortuoso Sobrinho, mais conhecido como Zé da Brahma, que o conhecia como bom piloto, foi dar algumas explicações sobre a melhor maneira de conduzir o veículo.

E a 200/Km/h, o carro capotou. Seu companheiro faleceu no local do acidente, e Izídio foi atendido no Hospital Ortopédico, onde esteve em estado de coma durante seis dias, até que veio a desencarnar, no dia 26 de fevereiro, terça-feira de carnaval.

Seu sepultamento teve a presença maciça dos jovens, dos esportistas e dos fazendeiros locais, além dos parentes.

Após o impacto da morte do filho, D. Leila, que já possuía noções sobre a Doutrina Espírita, foi quem se recuperou mais facilmente. Passou a frequentar a Irradiação Espírita Cristã, onde derramou suas lágrimas de mãe, para logo transformadas pela Misericórdia do Alto em conforto e esclarecimento para muitos.

Em meados de 1974, Francisco Cândido Xavier foi a Goiânia, a convite do Deputado Lúcio Lincoln de Paiva, para um diálogo na Assembléia Legislativa, do Estado de Goiás. Dona Leila não conseguiu aproximar-se do médium, devido ao acúmulo de pessoas em torno dele.

Mas não se deu por vencida. Sabendo que após a cerimônia, ele iria comparecer ao Instituto Araguaia para uma noite de autógrafos, para lá se dirigiu, com o esposo desolado.

Enfrentando grande fila, conseguiram, às 2:00 horas, trocar rápidas palavras com o veterano médium espírita, dele recebendo o convite para irem a Uberaba, além de breve frase confortadora.

No dia 12 de outubro do mesmo ano, a família de Izídio chegou a Uberaba e, até o momento da recepção da mensagem, só manteve contatos impessoais com o médium de Emmanuel.

A peça medianímica foi um conforto para a família, que encontrou nela a certeza da sobrevivência do Espírito, visto ser a carta de Izídio repleta de descrições, citações e apontamentos profundamente pessoais, das quais o médium não possuía qualquer conhecimento.

Em Goiânia, onde o jovem Izídio era muito estimado, e onde muitos amigos sabiam quão desolados se lhe viam os familiares, principalmente o pai, que não se conformava com a desencarnação repentina do filho, a mensagem causou grande alegria e admiração, sendo publicada nos jornais da cidade e no jornal Goiás Espírita.

Esta mensagem, diz D. Leila, não só confortou a família, mas a muitos corações de mães, e muitos jovens a conservam até hoje como advertência.

Depois de afirmar ao genitor que a morte não é o fim e que a vida continua, usando imagens de quem conhece a vida campestre, Izídio se refere a um ponto de suma importância:

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)“Não acredite que alguém teve culpa naquela corrida, que o Zé, o nosso Zé da Brahma, buscava se exercitar.

Eu mesmo dirigia. Prometi que haveria de dar-lhe alguns macetes em matéria de equilíbrio nas grandes velocidades, e pisei confiante. O carro não se arrancou, porque, na verdade, era mais uma decolagem. Quase voamos, entretanto, veio o insucesso, a queda foi violenta. Não esperava que pudesse acontecer o que vimos.”

Segundo informes da família, Izídio gostava de carros e da velocidade. O pai, cavalheiro muito sensível, pedia habitualmente ao filho para não se entusiasmar com o automobilismo, devido aos riscos de semelhante prática alegando que precisava dele, não só para auxiliá-lo, como também para proteger a família, no futuro.

Geralmente, apesar das advertências, o filho participava de corridas. Em outubro de 1973, vendeu o Opala de corridas que possuía, e comprou uma camionete C-10, para enfrentar as tarefas das fazendas. Os pais tranquilizaram-se ainda mais; contudo, de vez em quando, os amigos insistiam e Izídio participava de algumas competições.

Eis, agora, o fato curioso: todos os que assistiram à corrida que finalizou no desastre, afirmaram que o Zé da Brahma é quem saiu ao volante, e o Izídio só o acompanhava para explicações. E sempre Dona Leila falava que se Izídio estivesse ao volante, o carro não teria capotado.

O fato, como vimos, foi negado por Izídio em sua primeira mensagem, através do médium Xavier. Surgiram dúvidas, apesar de existirem tantos outros detalhes que davam mostras de tratar-se, com efeito, do Espírito do jovem. Um ano após o acidente, porém, a Perícia deu o laudo esclarecedor: o carro de propriedade de José Fortuoso Sobrinho era pilotado por Izídio, e o Zé da Brahma era o acompanhante.

Deixando para o próximo capítulo as considerações em torno de alguns nomes citados na mensagem, terminemos este já longo comentário, citando uma passagem do depoimento da família, que bem confirma a observação dos psicólogos: de que temos conhecimento antecipado, inconscientemente, do que poderá ocorrer conosco ou com qualquer membro de nossa constelação familiar:

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)“Izídio era muito amoroso para com os entes queridos, e mantinha o hábito de beijar exageradamente, às vezes quase sufocando as crianças, razão por que D. Leila sempre o corrigia. Principalmente Urquiza, sua segunda mãe, e Leandra, sua sobrinha e afilhada de cinco meses, lhe recebiam mais as efusões de carinho".

Dias antes do acidente, Izídio estava saindo para a fazenda, quando sua irmã Laudelina chegava à casa paterna em companhia de Leandra. Ele tomou a sobrinha nos braços e começou a beijá-la, demasiadamente. A genitora pediu ao Esposo para corrigir o filho.

Quando o Se. Cecildo deliberou atender, calou-se estranhamente, ao ouvir uma voz que lhe disse:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)“Não faça isso, ele beija todo mundo porque vai durar pouco.”


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 31 de Julho de 2015, 22:13


Querida Mãezinha; abençoe seu filho, antes de conversarmos.

A relação das saudades está feita num abraço à Júlia e a todos os corações que nos compartilham a felicidade do reencontro marcado em lápis e papel. Comigo estão a vovó Laudelina, a tia Nenê, a irmã Sílvia, o nosso amigo Henrique e outros muitos que saúdam a todos. Creia; Mamãe, que seu filho está quase confundido.

Parece-me estão fazendo exame no Educandário Goiás ou no colégio Dom Bosco, de ânimo desafiado pelo olhar benevolente de muitos amigos que me observam; naquelas casas de ensino, era avaliado pelo grande aproveitamento nos estudos.

Aqui, certamente, sou eu quem pede aos meus examinadores para me conferirem apenas os sentimentos. Lá em Goiás, era eu o aluno, precisando demonstrar habilitação, aqui, sou o filho operando colo para contar o que me vai ao coração.

No meu caso, seriam maroteiras de rapaz ainda imaturo, mas sei que os amigos sabem que as mães e os filhos conversam numa língua diferente e, por isso creio ser perdoado por todos, se disser que venho ao encontro de sua saudade para fazermos da nossa carência de alegria pela ausência compulsória a que fomos submetidos pela morte do corpo, em serviço cada vez mais ativo.

Por isso, querida Mãezinha, aqui está me parecendo mesmo é um pedaço da fazenda Redenção, que pensei poder desfrutar e que cheguei a ver uma vez para cultivar esperanças que vinham desabrochar em outro mundo.

Era um rapaz como tantos, que anseiam estudar e compreender a vida para se tornarem mais útil, e é justamente isso que nós havemos de fazer com que ele compreenda.

Ninguém pode avaliar a importância de uma bolsa de estudo para um o vem ou para uma jovem que acham as dificuldades financeiras por pedras quase insuperáveis no caminho, como poucos refletem no valor de uma xícara de leite para uma criança de estômago vazio, que vê a chegada da noite sem qualquer esperança.

A morte ensinou muita coisa a seu filho, como a separação nos fez recordar os que andam sem apoio de alguém. Para sorrirmos um pouco, lembro-me de que me achava certa vez em Buriti Alegre, num dia de festas, quando um cantador da roça expôs na praça uns versos, que não mais esqueci.

▬  Disse ele na viola:

●  Eu fiz muita tentação, que nunca pude realiza;
●  Agora, fiz juramento, que já não posso quebra;
●  Pois já tenho visto coisas que não posso acompanhar.

Lembro-me de que era um homem de Jaraguá enfeitando a festa, mas a verdade é que essas palavras estão agora no coração de seu filho, sem que as consiga apagar. Já não posso acompanhar as corridas e disputar os prêmios de outro tempo.

Tanto corri, que parei para pensar e, pensando estou até hoje, mas pensando, com a sua cabeça de mãe, embora amarrado ao coração, de meu pai, cujo carinho para comigo não poderei esquecer.

Desejo unicamente reafirmar ao seu devotamente que a senhora acertou com a loteria da vida. A sorte grande é trabalhar e servir aos que precisam mais que nós mesmos.

Quando a senhora consegue mais dinheiro de meu pai a fim de acrescentar essa ou aquela compra, dê mais recursos para os nossos irmãos que contam com Deus e conosco; não sei de que tamanho fica o meu sorriso rasgado na boca.

▬  Trabalhemos, sim, Mãezinha:

●  Para que a criançada veja pães à mesa,
●  Para que o frio diminua nos lares em que o fogo desapareceu,
●  Para que as mães menos felizes reencontrem a satisfação de viver,
●  E para que o bem se faça mais amplo, retirando das cabeças alheias as idéias do mal.

A bondade com que suportam escrevendo e o carinho com que todos me esperam o ponto final nesta carta do coração, fazem-me lembrar as ramarias verdes e as flores, que vi lá naquele abençoado recanto de terras paraense.

Sinto-me assim mais à vontade, para transmitir ao papel os meus pensamentos escritos, pedindo-lhe ânimo de sempre para meu pai.

Nosso querido amigo, o seu Cacildo e meu pai muito abençoado, ainda não se refez daquele choque de 19 de fevereiro, depois da minha volta de Hidrolândia; ele, o papai, de quando em quando, está parado, a fim de pensar, e, de outras vezes, se associa a muitos amigos para distrações, com o fim de esquecer.

Há momentos em que ele aceita a lei da vida que conhecemos como sendo a Vontade de Deus. Ele se recorda com irritação daquela corrida final em que terminei no Hospital Ortopédico, e lamenta o dia em que fiz amizade com o pobre do José Fortuoso Sobrinho, o nosso caro Zé da Brahma.

Sei que os desígnios da vida se cumpriram e que nada tenho a reclamar; no entanto, a verdade é que quem fez a disparada do velocímetro, fui eu mesmo. Pé nos instrumentos, não firme no volante, estrada aberta e aquele sonho de campos verdes.

Mamãe; creio que me supus, por um momento, devorando distância num cavalo de asas, cheirando o mato e vendo o céu azul da Campinas, que se perdia à frente dos olhos, e desarticulei meu corpo com esta visão.

A saudade e a aflição de deixa-los veio depois, quando a equipe de médicos amigos conversava em voz muito baixa, para que eu não me percebesse no fim...

Mas o fim era somente do corpo, o espírito que sou eu mesmo, estou cada vez mais vivo que nunca, e agora me apaixonei pelo esporte a que seu coração me conduziu:
▬  O esporte da beneficência.

Ganhei tantas palmas repassando carros em corridas sem sentido, e hoje, Mamãe; tenho ânsia de correr para ajudar nas casas desprotegidas.

Sei que a senhora com as meninas, Urquiza, D. Raquel, com Augustinha, com D. Lélia, com D. Nenzinha e tantas outras irmãs; desdobram-se no serviço que renda cobertores e roupas, remédios e alimentos para os nossos companheiros desvalidos, que são nossos, mas irmãos mesmos, de alma e coração.

Papai fala muitas vezes em filho único, quando junto de minhas irmãs eu nada tinha de único. Agradeça por mim ao papai tudo que ele fez por nós, auxiliando-nos a cumprir os nossos novos encargos, e peço a ele, por seu intermédio, para que não deixe a tristeza arruinar a nossa casa e nem os nossos negócios.

O amigo Geraldo veio também abraçar a nossa amiga D. Nenzinha, e pede a ela conformação. Nossa bondosa amiga tem estado mais angustiada, à medida que o tempo contado sobre a morte vai se ampliando, como se ampliará sempre até o momento de nosso reencontro.

Mamãe, a questão da alegria é a gente deixar de carregar a si mesmo, aliviando os outros. Hoje, creio que o fardo mais pesado a transportar na Terra é a carga de nós mesmos com os nossos pensamentos condensados.

A senhora pode observar; um dia gasto no trabalho com amor, nos faz mais leves. O sono vem depressa abençoar as pálpebras da gente, quando ainda se está na Terra, e a alegria que as nossas modestas atividades terão distribuído; reduziram o peso das preocupações que estávamos carregando.

Mas, se despendemos o dia, carregando apenas a nós mesmos, suportando a massa de nossas idéias tristes, terminamos as horas marcadas para a luz como se estivéssemos depondo no leito um fardo de chumbo, e que se tome tranqulizantes e que se devorem pílulas diversas para esfriar o crânio, senão o sono passa a ser o amigo ilustre que não vem.

Sigamos em nossos caminhos novos. Estou vendo nossa irmã Elba e outras afeições de Goiânia, dedicadas ao trabalho do bem, e peço a deus para que estejamos todos unidos. Sei que a senhora estima que seu filho envie lembranças para todos de casa. Vamos ver se a memória está funcionando.

O primeiro abraço é para meu pai, a quem peço me abençoar. Em outro, procuro reunir a nossa Júlia, a nossa Lau, a nossa Blanche e filhos, a nossa Leilah e a nossa Urquiza com os nossos queridos Carlos, Flávio e Nilson, que são parte da família.

▬  Terei lembrado a todos?
▬  Não.

Envio um beijo para o anjo que apareceu com a Leilah e outro para o nosso Carlos Júnior com a nossa Leandra, que tem andado doente. Não dou palpite porque não tenho conhecimento médico, mas espero em Deus que a nossa garota fique plenamente restabelecida.

Mãezinha; parece que chega, senão entorno as medidas da paciência de nossos amigos. Henrique abraça a nossa irmã Augustinha, e eu peço ao seu coração guardar em sua alma querida o coração inteirinho do seu filho, sempre seu.

Izídio.

▬  “O esporte da beneficência”
Nasceu Izídio Inácio da silva em Buriti Alegre, Estado de Goiás, a 21 de março de 1955, e desencarnou em Goiânia, a 26 de fevereiro de 1974, em consequência de acidente automobilístico. Filho do Sr. Cacildo Inácio da Silva e de D. Leila Sahb Inácio da Silva, residente na Capital de Goiás.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 31 de Julho de 2015, 22:19


Mamãe, abençoe seu filho e continue pedindo a Deus por mim. Tanta escora encontrei nas suas preces que, de certo modo me habituei com a segurança.

Aliás, querida Mamãe, que filho se reconhecerá de outra maneira?

Pedi vez e tento falar escrevendo. Minhas saudações alcançam a todos, com os meus votos a Leila e ao Nilson, por um futuro abençoado constantemente por Deus. Mamãe, parece-me que a gente, quando se desvencilha do corpo físico, regressa à condição de criança.

Referimo-nos à Divina Providência com tanta facilidade e o nosso pensamento se eleva para o Alto com tanta frequência, que a renovação por aqui, apresenta igualmente um começo ou recomeço em que a fé na essência, é a base mais importante de nossas afirmações. Creia que me regozijo com as novidades.

O seu trabalho é hoje tão grande que me sinto, por vezes, com dificuldade para caminhar nos seus passos. Graças a Jesus, o seu carinho compreendeu, precisávamos disso:

●  Converter saudades em oração,
●  E crença em serviço aos outros.

Visito em sua companhia a nossa família nova – a família que adquirimos por extensão. Escuto seus convites ao trabalho, e acompanho-a com aquela satisfação de menino feliz.

Até fevereiro de 74, era jornada com meu pai, respirando aquele cheiro maravilhoso de capim verde ou molhado, era a gleba cercada, os liames a se ampliarem e o gado amigo dando idéias a seu filho de que aquelas cabeças sustentadas em quatro pés, eram quase criaturas humanas, pedindo compreensão.

O amor pelo campo não sofreu qualquer modificação. Fitar os céus e estudar na terra acolhedora, são ainda um prazer no meu coração.

Entretanto, agora, Mãezinha, sem deixar de ser o que sou, rejubilo-me com seus artesanatos de balas e enxovais, especialmente, tudo que signifique elementos de auxílio aos nossos irmãos em obstáculos maiores do que os nossos, nos quais as suas queridas mãos sabem transformar o seu próprio esforço em recursos de socorro aos nossos semelhantes.

Muito grato quando você procura colocar minhas mãos nas suas, no serviço do bem. Sei que apregoar caridade seria pedante em mim, no entanto, reporto-me com muito orgulho à cozinha onde procuro aprender, de longe embora, tudo aquilo que venha a ser ideal mais trabalho somando beneficência. Agradeço igualmente ao papai o quanto nos auxilia.

Mamãe, aqui se nos achamos ligados à família, acompanhamos todas as ocorrências em casa. Não fique triste se meu pai não consegue ainda se desligar daquelas idéias de tristeza e quase desânimo que, por algumas vezes, ainda lhe aparece no espírito. É assim mesmo. Ele crê em Deus, ele sabe que continuo existindo. Mas entendi com a vovó Laudelina que ele é extremamente sensível.

Na Terra, surgimos na mesma forma: cabeça, tronco e membros, (veja lá se me lembro da escola com exatidão). Mas, por dentro do crânio, a vida é muito diferente de uns para os outros. Paciência, Mamãe. Aquela severidade de meu pai é amor vestido num tecido forte. Mas, no íntimo, é aquele protetor que temos e conhecemos.

Nosso caro Nilson conhecerá conosco tudo isso. Digo assim, porque Nilson é o caçula da casa, é aquele filho do coração que chegou por último e terá essas honras de mais moço, até que nosso grupo alcance novas promoções. Peço ao seu carinho dizer ao papai para não acolher qualquer desânimo.

Compreendo que no coração dele aparece a saudade rogando renovações; entretanto, certas renovações em família não devem ser apressadas. De meu lado, no que se refere a isso, não perdi o meu encantamento pela terra.

Entendo que o dinheiro é uma bênção de Deus para se aplicar, mas a terra é uma bênção de Deus, em que conseguimos e devemos produzir para o bem de todos.

Aqueles projetos para o Norte, com Araguaína em nossa mira, continuam comigo. Isso não quer dizer que me apeguei a patrimônios materiais, ou que não encontrei vida melhor, que a vida na fazenda.

Não é isso. Penso em trabalho e proteção para aqueles que a bondade de Deus nos confiou ao zelo de cada dia. Papai e a senhora façam, porém, o melhor. Apesar de tudo, não me podem recusar o direito de respeitar as alegrias que me deram e as lições que me ensinaram.

Quero dizer à Leilá e ao Nilson que estamos contentes, muito contentes ao vê-los de aliança dupla, anel de ouro no ouro do coração, caminhando lado a lado para a frente. Estamos agradecidos a todos, o amor com que somos lembrados em casa.

Aqui, temos atividades e mais atividades, não temos tanto “soçaite”, mas cultivamos reuniões fraternas com muita esperança e com muitos planos de melhora crescente.

Vovó Laudelina e tia Nenê estão comigo, com outras afeições em anexo. Tudo com muita alegria de mistura com as nossas preces a Deus pela felicidade de todos.

Nosso abraço a Lau, ao Carlos, a Júlia, a Blanche, ao Flávio, a Urquiza, e a todos os corações queridos. Mamãe, rogo as suas preces pelo amigo José – o Zé da Brahma; devo auxilia-lo e preciso de seu concurso.

Sou portador de notícias do amigo Geraldo para nossa irmã D. Nenzinha. Ele está muito bem, conquanto, naquela rede de ansiedade entre os dois mundos, Saudade pra lá e saudade pra cá. No entanto, e proteção aqui é uma cobertura jóia e todos devemos aguardar tudo de bom para nosso amigo e para D. Nenzinha com os nossos entes queridos.

Lembro, Mamãe, que a nossa gratidão ao amigo Dr. Vieira não pode esmorecer, e peço dizer a ele que o Maurício vai num reajuste dos melhores. Mamãe, é tanta a emoção ao escrever tudo isso, que tenho um nó na garganta, como se a minha garganta estivesse nos dedos com que me faço sentir.

Rogo comunicar ao papai que estamos cientes quanto à cirurgia, e que se meu avô Izídio não está aqui com o neto, é porque está embalando o filho querido, garantindo-lhe mais força nas forças habituais. Mamãe, agradeço por tudo.

Perdoe seu filho, se falei em seu trabalho sempre renovado na visitação aos nossos companheiros de experiência. Afinal, sou seu filho e fico feliz ao reconhecer que o seu coração me ouviu os rogos na carta de outubro, há quase dois anos.

É isso. O câmbio se modifica, se modifica, entendemos que é sempre melhor dar do que receber, porque estamos sempre recebendo da bondade de Deus para sermos mais úteis.

Um beijo na fronte da Leila, sem me esquecer da Nazira.

Com o meu coração dividido entre a senhora e meu pai, peço-lhe guardar o amor e a saudade, o carinho e a gratidão num beijo do filho do filho sempre mais reconhecido.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 31 de Julho de 2015, 22:22


Mamãe, parece-me que a gente, quando se desvencilha do corpo físico, regressa à condição de criança. Visito em sua companhia a nossa família nova, a família que adquirimos por extensão.

Escuto seus convites ao trabalho, e acompanho-a com aquela satisfação de menino feliz. O amor pelo campo não sofreu qualquer modificação.

Fitar os céus e estudar na terra acolhedora, são ainda um prazer no meu coração. Muito grato quando você procura colocar minhas mãos nas suas, no serviço do bem.”

Em todos os lances, Izídio deixa claro que “fora da caridade não há salvação”. Mais adiante, entra num ponto da maior importância: o papel do dinheiro e como nos conduzir quando possuímos glebas de terra neste mundo:

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)“Entendo que o dinheiro é uma bênção de Deus para se aplicar, mas a terra é uma bênção de Deus, em que conseguimos e devemos produzir para o bem de todos".

Aqueles projetos para o Norte, com Araguaína em nossa mira, continuam comigo.
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)“Isso não que dizer que me apeguei a patrimônios materiais, ou que não encontrei vida melhor, que a vida na fazenda. Não é isso. “Penso em trabalho e proteção para aqueles que a bondade de Deus nos confiou ao zelo de cada dia.”

Lição das mais profundas para aqueles que por prova ou expiação se tornam latifundiários. Que distribuam tarefas para os trabalhadores braçais e estes sejam remunerados com dignidade, não havendo necessidade de transformarem suas grandes propriedades rurais em minifúndios.

Lição profunda, repetimos, a do jovem fazendeiro desencarnado.

De certa forma, vem completar a segunda mensagem de Henrique Emanuel Gregoris, a propósito daqueles que perdem muito tempo acumulando:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)“Alguns mangos na poupança”, quando “poderíamos acumular outras espécies de benefícios.”

Que todas essas lições nos calem fundo na inteligência e nos corações, sejamos apagados jornaleiros ou detentores de relativa fortuna material.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 31 de Julho de 2015, 22:27


Da mensagem recebida pelo médium Xavier, ao final da reunião da noite de 20 de agosto de 1976, explicitemos apenas alguns itens, deixando que o próprio leitor o faça quanto aos demais, já que esta quanto a primeira página de Izídio, se mostra repleta de apontamentos que nos induzem a pensar.

1 ● Nazira: prima de Izídio.
2 ● Leila, Júlia, Lau e Blanche: irmãs de Izídio. 
3 ● Urquiza: amiga da família, que ajudou a cria-lo.
4 ● Carlos, Flávio e Nilson: Cunhados do comunicante.
5 ● Irmã Elba: Esposa do Professor; Múcio Melo Álvares e amiga da família.

6 ● Carlos Júnior e Leandra: Sobrinhos de Izídio, respectivamente, filhos de Lau e de Carlos.
7 ● Educandário Goiás e Ateneu Dom Bosco: Estabelecimentos de ensino, onde Izídio estudou.
8 ● Vovó Laudelina: tia Nenê: Respectivamente, avó paterna e tia paterna; ambas desencarnadas.
9 ● Hospital Ortopédico: Local onde o jovem fazendeiro permaneceu por seis dias, em estado de coma.
10 ● Amigo Geraldo: Trata-se do esposo de D. Nenzinha, pai de Nilson, desencarnado em janeiro de 1976.

11 ● Depois de minha volta de Hidrolândia”: Com efeito, o acidente ocorreu, depois de Izídio retornara daquela cidade goiana.
12 ● Fazenda Redenção: Situada no Estado do Pará; foi adquirida pelo comunicante, um mês antes de retornar à Vida Espiritual.
13 ● Anjo que apareceu com a Leilah”: O Espírito se refere à pequena Sheilla, filha de Nilson e de D. Leila, nascida a 7 de julho de 1977.
14 ● Irmã Sílvia: Amiga de D. Leila, desencarnada em 1975, que colaborou na confecção de enxovais para gestantes mais necessitadas, todas as segundas-feiras, em intenção do Espírito do Izídio.
15 ● Zé da Brahma: companheiro de Izídio, que desencarnou no mesmo acidente automobilístico, sobre quem nos estendemos no capítulo anterior.

16 ● Amigo Henrique: Nosso conhecido; vide mensagens neste livro “Somos o que sentimos e Reencontro na Fronteira de Dois Mundos”.
17 ● Nenzinha: apelido familiar de D. Maria Rodrigues, esposa de Geraldo e mãe de Nilson.
18 ● Augustinha, D. Raquel, D. Leila, Urquiza, e D. Nenzinha: Amigas da família e colaboradoras de D. Leila nas obras assistenciais.

19 ● Dr. Vieira: abnegado médico que deu assistência a Izídio, nos seis dias que esteve em estado de coma, no Hospital Ortopédico, de Goiânia.
20 ● Maurício: filho do Dr. Vieira, que desencarnou em maio de 1976, com apenas sete anos de idade, vítima de queimadura. Cf. os capítulos 37 e 38. 9. 
21 ● José Fortuoso Sobrinho, o nosso caro Zé da Brahma: Dono do carro sinistrado e que não se encontrava ao volante no momento do acidente, segundo constatou a Perícia um ano depois. Mais uma vez, o Espírito de Izídio vem assumir a responsabilidade da “Disparada do velocímetro”, inocentando, por conseguinte, o amigo, que também desencarnou no acidente.

Comovedor; sem dúvida, verificamos que o Espírito de Izídio, confessando-se apaixonado pelo novo esporte, o da beneficência.

▬  Lembrando-nos o que seja realmente a loteria da vida:

●  Trabalhar e servir aos que precisam mais que nós mesmos,
●  Que o fardo mais pesado a transportar na Terra é a carga de nós mesmos com os nossos pensamentos condensados.

Emociona-nos quando, “para sorrirmos um pouco”, rememora versos nostálgicos de velho cantador da roça, em sua terra natal, para depois nos conduzir juntos, devorando a distância, num cavalo de asas, cheirando o mato e vendo o azul da campina, para a certeza da Vida Imortal.

Espírito: Izídio Inácio da Silva.
Psicogafia: Chico Xavier.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 02 de Agosto de 2015, 18:50


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1084.gif)

"Minha querida Mãezinha, querido Papai, abençoe-me! Fiz muitos exercícios para escrever esta carta, mas não sei como agir direito.

Mãezinha e Papai, vocês choraram tanto e me chamaram com tanto amor que, desde minhas melhoras, quero responder.

Mamãe, você me fala, quase todas as noites:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif) "Meu filho, se existe outra vida, venha ver sua mãe! Venha ver a falta que você me faz. Fale, meu filhinho, comigo, o que existe e fale depressa para que eu e seu pai consigamos viver".

Isso, Mãezinha, eu ouço de seu querido coração, em nossa casa da Rua 128, quando há silêncio bastante para receber a presença de nossas lembranças. Estou sempre que posso, desde que comecei a melhorar, lá no número 20, recordando com as suas recordações...

Papai, por que o senhor há de pensar que poderia ter evitado tudo o que aconteceu?

Tenha fé em Deus, meu pai querido, e não se culpe por desejar colocar mais conforto em nossa casa feliz. Aquela luz que se apagou e a luz que acendi na vela chegavam de longe.

Aqui, temos mais aulas. Não sei como explicar como os professores daqui explicam, mas fiquei sabendo que todo sofrimento que provocamos é resultado de sofrimento que já causamos em outro tempos. Não tenho meios de esclarecer isso, mas, os amigos nossos aqui são muitos e todos me auxiliam, esclarecendo.

Mamãe, quando as queimaduras ficaram profundas, eu não lembrava com segurança o que havia acontecido. Lembro-me que Papai estava assustado, querendo colocar a gente fora de perigo, mas isso para seu filho não seria possível.

Mas no hospital, eu queria ver o Papai me tratando, sem saber que ele também estava lutando com os braços feridos. Não sei contar como foi aquela aflição toda de ver que todos perto de mim mostravam rosto triste, até que, num certo momento, que não sei precisar, senti-me aliviado, quase tranqüilo.

As feridas das queimaduras ainda doíam, mas eu estava diferente. Eu estava num colo de mãe, tão acolhedor, e me via embalado muito suavemente e com tanto carinho, que eu pensei ter obtido alta e estava em nossa casa, em seu colo.

Chamei por você, Mamãe, com aquela confiança de todo dia, mas o semblante de alguém que não era a senhora, se abeirou de meu rosto e uns lábios de bondade parecendo com os seus me beijaram.

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif) "Não tenha medo, meu filho, sou a Vovó Alexandrina em lugar de sua mãe."

Escutei essas palavras sem o menor receio e sem qualquer idéia de morte, e havia lutado tanto com o corpo antigo que me entreguei, de novo, ao descanso. Acordei numa escola-hospital com os seus e com os chamados de Papai.

A senhora sabe quanto devo ter chorado também, mas aquela abençoada protetora que me ensinou a chamá-la por Vovó Alexandrina me sossegava o coração. Era preciso ser bem comportado, e fiz muita força.

Médicos me assistiram. Estou mais forte. Não Tenho mais a pele ferida e os meus cabelos estão como no trato melhor. Mamãe, aqui, temos jardins e escolas, parques e flores, muitos diálogos com professores e muita música, mas sentimos muita falta de nossos pais que ficaram no mundo.

Tenho companheiros bons, com quem encontro muitas distracções, mas o esquecimento daqueles que amamos não existe. A saudade é uma espécie de ímã no coração.

Tenho dias em que meu espírito parece uma peça atraída para a nossa casa, e então sou levado até lá para aliviar-me. Conto isso, mas não é para chorarem. Tudo já passou.

Mamãe, sabe o que tenho pedido a Deus?

Tenho pedido para que a fé venha morar em seu coração, como sendo uma estrela no céu, porque o seu carinho é o céu para nós. Não deixe nossa casa triste. Faça nossas músicas, Mamãe. Elas serão preces pela felicidade de seu filho. Seu sorriso e o sorriso de Papai são luzes para mim.

Agora é o momento de parar, mas carta com saudade parece corpo com o coração batendo incessantemente.

O coração não pára nem quando se dorme no mundo e a saudade para mim é isto que estou falando:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif) "Um relógio por dentro que marca tempo constante de nossa ligação e de nosso amor".

Papai, receba um beijão na testa com a alegria de havermos vencido a prova da cola incendiada e você, Mamãe, guarde como sempre, todo o coração de seu filho e seu companheiro de sempre.
 
Maurício Xavier Vieira.

Maurício Xavier Vieira, filho do Dr. José Vieira Filho e de Da. Alexandrina Maria Xavier Viera, nasceu em Goiânia/GO, a 14 de Dezembro de 1968, tendo desencarnado na mesma cidade aos sete de idade, em consequência de queimaduras por acidente.

Esta mensagem foi recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, na cidade de Uberaba/MG na noite de 22 de Abril de 1977.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 04 de Agosto de 2015, 05:51

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1079.gif)

Um Espírito Suicida

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)"Venho a esta casa falar de minha experiência de vida e morte para cumprir com uma tarefa que a mim foi dada pelos instrutores da colônia onde resido ultimamente".

Tive uma vida muito fácil. Jamais senti qualquer dificuldade, tanto em minha infância, na quanto mocidade e maturidade. Casei-me cedo, atendendo conveniências sociais e logo percebi o erro, separando-me após certo tempo, pela imaturidade da relação.

▬  Depois de minha separação, desencontrei-me completamente entregando-me:

●  Ao álcool,
●  À solidão,
●  E às drogas.

Embora todos esses vícios fossem praticados em grupo dentro de um círculo de amigos da sociedade, sentia-me em falta comigo mesmo e algo em mim impulsionava-me para o esclarecimento, como se minha consciência permanecesse alerta por todo o tempo, a me dizer das consequências futuras de meu procedimento.

Não atendi à voz que me falava ao coração e entreguei-me a uma vida de futilidades, tendo todas as mulheres que almejava, e todas as experiências desejadas por um homem. No entanto, vivia só, mergulhado em grande solidão.

Nas noites insones aguardava e desejava ansiosamente que viesse o sono e com ele a morte. Porém tinha medo de cometer o ato desgraçado por pura covardia. Enviei pedido de socorro para muitos de meus amigos, mas eles também estavam na escuridão da ignorância e não compreendiam a razão da infelicidade.

Uma noite, não busquei mais o auxílio entre eles, mas nos comprimidos que me deixaram em sono profundo por quase 24 horas para acordar deste lado da vida, completamente só e desesperado.

Digo, meus amigos, que o suicídio é forma equivocada de libertação. Aprisiona ainda muito mais, e os tormentos experimentados são inigualáveis. Quisera ter eu a capacidade de falar aos meus amigos e familiares sobre a vida espiritual.

Do quanto se pode ser feliz na Terra se forem realizados os compromissos assumidos consigo mesmo. Quisera ter eu a capacidade de ensinar aos meus irmãos e pais o quanto é necessário ser bom, útil e submisso à vontade de Deus.

Bendito sejam os que possuem o entendimento da verdade e não necessitam passar pelos campos do sofrimento na vida espiritual. Os que tiram a própria vida sofrem dores pungentes, embora nem todos tenham o mesmo destino.

Por obra e graça de Deus eu fui socorrido em tempo curto para os padrões da vida verdadeira e pude refletir sobre meus erros e acertos.

Fui atendido nesta casa e hoje fui trazido aqui para ouvir os ensinos do Evangelho e escrever sobre minha experiência. O irmão Mauro quer que eu termine a escrita, pois em outra oportunidade virei novamente trazer outras impressões.

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)"Que a graça de Deus cubra de bênçãos este trabalho."
▬  Um suicida agradecido.

Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec.
São Luís, MA.




Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 07 de Agosto de 2015, 02:08

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1076.gif)

Preparação para a morte

Antes que passemos ao estudo da mensagem a que demos o título de "Sonhos de Noivado Desfeitos na Terra", vejamos o que diz a questão 936 de O Livro dos Espíritos (1):

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif) Como as dores inconsoláveis dos sobreviventes afetam os Espíritos que lhe são objeto?

O Espírito é sensível à lembrança e aos lamentos daqueles que amaram, mas uma dor incessante e irracional o afeta penosamente, porque ele vê nessa dor excessiva uma falta de fé no futuro e de confiança em Deus e, por conseguinte, um obstáculo ao progresso, e, pode ser, ao reencontro.

O Espírito, estando mais feliz no Além que na Terra, naturalmente dispensa lamenta-ções.

Dois amigos são prisioneiros e encerrados no mesmo cárcere - prossegue Kardec - ambos devem um dia readquirir a liberdade, mas um deles a obtém antes do outro.

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif) Seria caridoso, àquele que fica, descontentar-se porque o amigo seja libertado antes dele?
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif) Não haveria mais egoísmo que afeição em semelhante atitude?

Em seguida, anotemos um capítulo da Revista Espírita - Primeiro Ano - 1858 (2) - (http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif) "Evocações Particulares" - ao qual Allan Kardec deu o título de "Mamãe, aqui estou!":

"A sra. xxx havia perdido, meses antes, a filha única, de quatorze anos, objeto de toda sua ternura e muito digna de seus lamentos, pelas qualidades que prometiam torná-la uma senhora perfeita.

A moça falecera de longa e dolorosa enfermidade. Inconsolável com a perda, dia a dia a mãe via sua saúde alterar-se e repetia incessantemente que em breve iria reunir-se à filha.

Informada da possibilidade de se comunicar com os seus de além-túmulo, a sra. xxx resolveu procurar, na conversa com a filha, um alívio para a sua pena.

Uma senhora de seu conhecimento era médium; mas, pouco afeitas uma e outra a semelhantes evocações, principalmente numa circunstância tão solene, pediram-me assistência.

▬  Éramos três: 

●  Eu,
●  A mãe,
●  E o médium...

▬  Eis o resultado dessa primeira sessão.

A Mãe:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif) "Em nome de Deus Todo-Poderoso, Espírito de Júlia, minha filha querida, peço-te que venhas, se Deus o permitir."

●  Júlia:
—  "Mamãe, aqui estou!"

●  A Mãe:
—  És tu, minha filha, que me respondes?
—  Como posso saber que és tu?

●  Júlia: Lili (Era o apelido familiar, dado à moça em sua infância.
—  Nem o médium o sabia, nem eu, pois há muitos anos só a chamam Júlia.

Com este sinal a identidade era evidente. Não podendo dominar sua emoção, a mãe rebentou em soluços). 

●  Júlia: Mamãe, por que te afliges?
—  Eu sou feliz, muito feliz.
—  Não sofro mais e vejo-te sempre.

●  A Mãe:
—  Mas eu não te vejo! Onde estás?

●  Júlia:
—  Aí a teu lado, com a minha mão sobre a sra. x (o médium) para que escreva o que te digo.

Vê a minha letra (A letra era realmente a da moça).

●  A Mãe:
—  Tu dizes: Minha mão. Então tens corpo?

●  Júlia:
—  Não tenho mais o corpo que tanto me fez sofrer, mas tenho a sua aparência. Não estás contente porque não sofro mais e porque posso conversar contigo?

●  A Mãe:
—  Se eu te visse reconhecer-te-ia então?

●  Júlia:
—  Sim, sem dúvida; e já me viste muitas vezes em teus sonhos.

●  A Mãe:
—  Com efeito, eu te revi nos meus sonhos; mas pensei que fosse efeito da imaginação; uma lembrança.

●  Júlia:
—  Não; sou eu mesma, que estou sempre contigo e te procuro consolar; fui eu quem te inspirou a idéia de me evocar. Tenho muitas coisas a te dizer...

●  A Mãe:
—  Estás entre os anjos?

●  Júlia:
—  Oh! ainda não: não sou bastante perfeita.

●  A Mãe:
—  Entretanto, não te conhecia nenhum defeito; eras boa, meiga, amorosa e benevolente para com todos. Então isto não basta?

●  Júlia:
—  Para ti, mãe querida, eu não tinha defeitos, supunha eu, pois mo dizias tantas vezes! Mas agora vejo o que me falta para ser perfeita.

A Mãe: Como adquirirás essas qualidades que te faltam?
Júlia: Em novas existências, que serão cada vez mais felizes.

●  A Mãe:
—  É na Terra que terás novas existências?

●  Júlia:
—  Nada sei a respeito.

●  A Mãe:
—  Desde que não fizeste o mal em tua vida, por que sofreste tanto?

●  Júlia:
—  Prova! Prova! Eu a suportei com paciência, pela minha confiança em Deus. Hoje, sou muito feliz por isto. Até breve, querida mamãe!

Ante fatos que tais, quem ousará falar do nada do túmulo, quando a vida futura se nos revela, por assim dizer, palpável?

Essa mãe, minada pelo desgosto, experimenta hoje uma felicidade inefável em poder conversar com a filha; entre elas não mais separação; suas almas confundem-se e se expandem no seio uma da outra, pela troca de seus pensamentos.

A despeito do véu com que cercamos esta relação, não a teríamos publicado se não tivéssemos tido autorização formal.

Aquela mãe nos dizia: Possam todos quantos perderem suas afeições terrenas experimentar a mesma consolação que experimento! Acrescentaremos apenas uma palavra aos que negam a existência dos bons Espíritos.

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif) Perguntamos como poderiam provar que o Espírito desta jovem fosse um demônio malfazejo?"

●  1. "Maria José, nossa querida Zezé": Sra. Maria José Lima dos Santos, irmã do missivista desencarnado, cujo apelido familiar, de fato, é o citado na mensagem -
Zezé.
●  2. "Meu bom irmão Antônio Garcia": Antônio Garcia dos Santos, cunhado de João Jorge.
●  3. "Mãezinha Laura": Sra. Laura Martins Pereira Lima, genitora do comunicante.
●  4. Mogi-Guaçu; cidade paulista, local do acidente.
●  5. Itapira: cidade do Estado de São Paulo, onde trabalhava João Jorge de Lima.
●  6. Vovô Manoel: Trata-se do Sr. Manoel Cândido de Lima, desencarnado a 22 de janeiro de 1926, avô paterno do autor da mensagem.
●  7. Vovó Gabriela: O Espírito se refere à sua avó paterna, Sra. Gabriela Inocência da Conceição, desencarnada a 01 de abril de 1973.
●  8. "Em verdade, os nossos sonhos de noivado se desfizeram na Terra, mas acima de tudo, somos irmãos. Nossa querida Regina é uma criatura admirável e logo que eu estiver tranqüilo, tentarei colaborar para vê-la feliz." João Jorge faz alusão àquela que lhe fora noiva na Terra: Srta. Regina Yara Di Giorgio.
●  9. Nome do pai do comunicante: Sr. João Cândido de Lima, residente em São Joaquim da Barra, Estado de São Paulo. Concluindo, convidamos a atenção do leitor amigo apenas para dois pontos da mais alta importância.

●  a) A mensagem psicografada pelo médium Xavier, ao final da reunião pública do Grupo Espírita da Prece, na noite de 23 de julho de 1976, em Uberaba, alerta-nos quanto à necessidade da preparação para a morte, já "que a falta de conhecimento coloca noventa por cento de dificuldades nos problemas que a morte do corpo nos obriga a aceitar";

●  b) necessidade da conformação, da confiança em Deus, por parte dos que ficam. Depois de tantas considerações, numa tentativa de compreender a mensagem de João Jorge e revesti-la do valor que merece, não nos furtamos ao prazer de encerrar nosso estudo com um trecho que sempre nos oferecerá motivo para meditações profundas:

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif) "Nossos familiares nos auxiliam em nossas doenças e provações do mundo... Por que não nos auxiliarem na renovação em que nos vemos, nós, os que perdemos uma estrada para entrarmos em outra?"

João Jorge.

Servindo-nos das notas que acompanharam a publicação da mensagem sob nossa análise, na Folha Espírita de novembro de 1976, com o título "Mensagem de João Jorge para o Pai" (3), concluamos este já longo capítulo. (3) Folha Espírita, São Paulo, Novembro de 1976, ano II, n.o 32, p. 4. 13.

(1) Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Trad. De Salvador Gentile, 3.a edição, Instituto de Difusão Espírita, Araras (SP), 1977, p. 364.
(2) Allan Kardec, Revista Espírita - Jornal de Estudos Psicológicos - Pimeiro Ano - 1858, Trad. de Julio Abreu Filho, Editora Cultural Espírita Ltda. - EDICEL - São Paulo, 1964 - p. 16-17.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 07 de Agosto de 2015, 02:35


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1074.gif)

Sonhos de noivado desfeitos na terra

Meu querido pai, minha querida Maria José, nossa querida Zezé, meu bom irmão Antônio Garcia... Rogo a bênção de Deus em nosso favor. Venho pedir aos meus para que não chorem assim com tanta mágoa.

Há quase dois anos, a lei de Deus me trouxe para a vida nova, mas, querida irmãzinha, seu mano está preso, preso às aflições em casa.

Não chorem mais com essa dor que mais nos parece um braseiro no coração. Querida Maria José, preciso de sua conformação junto da mãezinha Laura e de meu pai.

Naquele dia de agosto, eu devia passar por Mogi-Mirim, alcançando a Anhangüera perto de Limeira, mas entendi que por Mogi-Guaçu seria um atalho e a viagem seria de menor tempo e arrisquei. Saí de Itapira alegre, mas tudo aconteceu como devia acontecer.

Querida irmã, tudo aquilo que não depende de nós e que sucede contrariamente aos nossos desejos, vem da lei de Deus. Quando o choque dos veículos me abateu, senti-me num sono profundo e só acordei quando ouvi que me chamaram em casa, com muitas lamentações.

A princípio, nada compreendi. Parecia-me num sonho-pesadelo, mas o amparo do vovô Manoel que me acolheu carinhosamente era para mim um socorro que não sabia como receber.

Não conhecia as pessoas no começo de meu novo caminho, pois tive a idéia de me achar num hospital do mundo, no entanto, aos poucos, meu avô Manoel e a vovó Gabriela me esclareceram. Desde então, estou lutando muito para retornar à tranquilidade.

Estou ligado à nossa casa por fios que desconheço e hoje que sou trazido a lhes dar notícias, rogo as preces da conformação e da fé em Deus, em meu auxílio. Zezé, minha querida irmã, peço a você fazer este meu pedido, finalmente à nossa Regina.

Em verdade, os nossos sonhos de noivado se desfizeram na Terra, mas acima de tudo, somos irmãos. Nossa querida Regina é uma criatura admirável e logo que eu estiver tranquilo, tentarei colaborar para vê-la feliz.

Aí, não somos preparados na Terra para enfrentar o problema da vinda para cá. Penso que a falta de conhecimento coloca noventa por cento de dificuldades nos problemas que a morte do corpo nos obriga a aceitar.

Papai amigo e querida irmã, como peço igualmente a você, meu caro Garcia, ajudemme com as orações da esperança e lembrem-se de que ninguém morre. Nossos familiares nos auxiliam tanto em nossas doenças e provações do mundo...

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)Por que não nos auxiliarem na renovação em que nos vemos, nós, os que perdemos uma estrada para entrarmos em outra?

Tenham confiança em Deus e amparem-me. Estou precisando muito da paz em vocês para encontrar a paz em mim. Estarei com vocês nas orações.

Vovó Gabriela, aqui comigo, abraça-os e eu, querido pai e querida irmã, lembrando a Mãezinha e todos os nossos, deixo-lhes nestas escritas o coração reconhecido de filho e de irmão que pede a Jesus nos fortaleça e nos abençoe.

(1) Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Trad. De Salvador Gentile, 3.a edição, Instituto de Difusão Espírita, Araras (SP), 1977, p. 364.

(2) Allan Kardec, Revista Espírita - Jornal de Estudos Psicológicos - Pimeiro Ano - 1858, Trad. de Julio Abreu Filho, Editora Cultural Espírita Ltda. - EDICEL - São Paulo, 1964 - p. 16-17.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 13 de Agosto de 2015, 05:03


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1073.gif)

“Mamãe, aqui temos jardins e escolas, parques e flores”

Minha querida Mãezinha, querido Papai. Abençoem-me! Fiz muitos exercícios para escrever esta carta, mas não sei como agir direito.

Mãezinha e Papai, vocês choraram tanto e me chamaram com tanto amor que, desde minhas melhoras, quero responder. Venho pedir à Mamãe que creia em mim.

Ela me fala, quase todas as noites:
—  Meu filho, se existe outra vida, venha ver sua mãe! Venha ver a falta que você faz. Fale, meu filhinho, comigo, o que existe e fale depressa para que eu e seu pai consigamos viver.

Isso, Mãezinha, eu ouço de seu querido coração, em nossa casa da Rua 128, quando há silêncio bastante para receber a presença de nossas lembranças. Estou sempre que posso, desde que comecei a melhorar, lá no número 20, recordando com as suas recordações...

●  Papai, por que o senhor há de pensar que poderia ter evitado tudo o que aconteceu?

Tenha fé em Deus, meu pai querido, e não se culpe por desejar colocar mais conforto em nossa casa feliz. Aquela luz que se apagou e a luz que acendi na vela chegavam de longe.

Aqui, temos muitas aulas. Não sei explicar como os professores daqui explicam, mas fiquei sabendo que todo sofrimento que não provocamos é resultado de sofrimento que já causamos em outros tempos.

Não tenho meios de esclarecer isso, mas os amigos nossos aqui são muitos e todos me auxiliam, esclarecendo.

Mamãe, quando as queimaduras ficaram profundas, eu não lembrava com segurança o que havia acontecido. Lembro-me que Papai estava assustado, querendo colocar a gente fora de perigo, mas isso para seu filho não seria possível.

Mas no hospital, eu queria ver o Papai me tratando, sem saber que ele também estava lutando com os braços feridos.

Não sei contar como foi aquela aflição toda de ver que todos perto de mim mostravam rosto triste, até que, num certo momento, que não sei precisar, senti-me aliviado, quase tranqüilo.

As feridas das queimaduras ainda doíam, mas eu estava diferente. Eu estava num colo de mãe, tão acolhedor, e me via embalado muito suavemente e com tanto carinho, que eu pensei ter obtido alta e estava em nossa casa, em seu colo.

Chamei por você, Mamãe, com aquela confiança de todo dia, mas o semblante de alguém que não era a senhora, se abeirou de meu rosto e uns lábios de bondade parecendo com os seus me beijaram.

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)“Não tenha medo, meu filho, sou a Vovó Alexandrina em lugar de sua mãe.”

Escutei essas palavras sem o menor receio e sem qualquer idéia de morte, e havia lutado tanto com o corpo antigo que me entreguei, de novo, ao descanso. Acordei numa escola-hospital com os seus e com os chamados de Papai.

A senhora sabe quanto devo ter chorado também, mas aquela abençoada protetora que me ensinou a chamá-la por Vovó Alexandrina me sossegava o coração. Era preciso ser bem comportado, e fiz muita força.

Médicos me assistiram. Eram outra vez os médicos sem meu Pai. Um deles, que se dá a conhecer por Doutor Paulo Rosa, me entregou aos cuidados de um amigo de Papai e do meu avô José, o nosso amigo José Fernandes Valente, que me serviu de enfermeiro com outras pessoas boas.

São tantas que não sei. Mas posso dizer à senhora e a meu Pai que o irmão Tarcísio Siqueira e o Padre ou Monsenhor Pitaluga me prestam muitos serviços.

Monsenhor Pitaluga me falou das preces da Vovó Augusta e do Vovô Zico e dos meus avós e parentes todos que pediam a Deus por nós. Estou mais forte. Não tenho mais a pele ferida e os meus cabelos estão como no retrato melhor.

A senhora, Mãezinha, e você, Papai, não se esqueçam de que temos muito a trabalhar pela Jeanine e pelo nosso Wagner. Os amigos que fiz aqui, dentre eles, o Izídio do Seu Cacildo e o Henrique de Dona Augustinha, estão me auxiliando a escrever.

—  Mamãe, aqui, temos:

●  Parques e flores,
●  Jardins e escolas, 
●  Muitos diálogos com professores de música,
●  Mas sentimos muita falta de nossos pais que ficam no mundo.

Tenho companheiros bons, com quem encontro muitas distrações, mas o esquecimento daqueles que amamos não existe.

A saudade é uma espécie de ímã no coração. Tenho dias em que meu espírito parece uma peça atraída para a nossa casa, e então sou levado até lá para aliviar-me.

Conto isso, mas não é para chorarem. Tudo já passou. Agora, eles, os professores, me deixam escrever em confiança. Não devo escrever nada que aumente o sofrimento em meus pais e irmãos queridos.

Mamãe, sabe o que tenho pedido a Deus?

Tenho pedido para que a fé venha morar em seu coração, como sendo uma estrela no céu, porque o seu carinho é o céu para nós. Não deixe nossa casa triste. Faça nossas músicas, Mamãe. Elas serão preces pela felicidade de seu filho.

Seu sorriso e o sorriso de Papai são luzes para mim. Sempre que eu puder, escreverei. Quero dizer à senhora e Papai que o Tio Antonio e Tio Godofredo são dois amigos muito legais para mim.

Agora é o momento de parar, mas carta com saudade parece corpo com o coração batendo incessantemente. O coração não pára nem quando se dorme no mundo e a saudade para mim é isto que estou falando:

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)"Um relógio por dentro que marca tempo constante de nossa ligação e de nosso amor.

Papai, receba um beijo na testa com a alegria de havermos vencido a prova da cola incendiada e você, Mamãe, guarde como sempre, todo o coração de seu filho e seu companheiro de sempre":

Maurício.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 13 de Agosto de 2015, 05:10


Ainda sob o impacto de profunda emoção, que persistiu durante a datilografia definitiva do capítulo anterior, verdadeira obra-prima da Literatura Mediúnica espírita.

Resta-nos sugerir ao leitor amigo, tão logo se inteire dos dados comprobatórios da aludida mensagem, a ela retornar para nova leitura, deixando-se imergir na aura de Espiritualidade Superior que dela dimana.

A fina jóia de fino valor mediúnico a que nos reportamos, foi recebida pelo médium Xavier, ao final da sessão da noite de 22 de abril de 1977, no Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, Minas.

Da peça primorosa que nos traça com mão de mestre o perfil da Lei de Causa e Efeito – “aquela luz que se apagou e a luz que acendi na vela chegavam de longe” -, salientemos tão somente os elementos identificadores da entidade comunicante, importantes para muitos dos nossos irmãos que compõem a grande Família Humana Reencarnada.

●  1. Maurício: Maurício Xavier de Vieira nasceu em Goiânia, Estado de Goiás, a 14 de dezembro de 1968. Filho do Dr. José Vieira Filho, distinto médico que exerce a Clínica de Anestesiologia, em Goiânia, e de D. Alexandrina Maria Xavier Vieira.

Desencarnou em consequência de queimaduras, por acidente, no dia 17 de maio de 1976, em Goiânia, com 7 anos de idade.

●  2. Casa da Rua 128, número 20: Setor Sul. Local onde entrevistamos os pais de Maurício, na tarde de 4 de fevereiro de 1978.

●  3. Vovó Alexandrina: Bisavó de Maurício. Trata-se da Sra. Alexandrina Fontes Xavier, que nasceu e desencarnou em Anápolis, Estado de Goiás, respectivamente, a 13 de agosto de 1888 e 3 de março de 1936.

●  4. Doutor Paulo Rosa: Distinto médico pediatra, que clinicava em Anápolis, e escritor de renome que ganhou o primeiro lugar em dois concursos de contos – da Rádio Nacional e o jornal médico “Pulso”.

Conforme dados fornecidos por seus familiares, Dr. Paulo Rosa nasceu em Uberaba, estado de Minas Gerais, a 22 de janeiro de 1904, e desencarnou em Anápolis, Estado de Goiás, a 6 de novembro de 1969.

Segundo o jornal uberabense “Lavoura e Comércio”, de 27 de novembro de l969 (Ano LXXI, nº 17434, p. 3), a desencarna- ção do ilustre médico e figura de relevo no panorama intelectual de todo o Brasil Central teria se dado a 25.11.69.

●  5. Meu avô José: Avô paterno de Maurício. Trata-se de José Vieira, que nasceu em São Francisco, Estado de Goiás, a 15 de maio de 1898.

●  6. José Fernandes Valente: Farmacêutico antigo de Anápolis, amigo da família. Nasceu em Descalvado, Estado de São Paulo, a 17 de junho de 1898, e desencarnou em Aná- polis (Go.), a 13 de abril de 1974.

●  7. Irmão Tarcísio Siqueira: Compadre do avô materno de Maurício. Escrivão do 1º Ofício, em Anápolis. Nasceu em Jaraguá, Estado de Goiás, em 1904, e desencarnou em Anápolis, em 1963.

●  8. Padre ou Monsenhor Pitaluga: Trata-se de João Olímpio Pitaluga. Vigário da Paróquia do Bom Jesus de Anápolis, durante vários anos, nasceu na antiga Vila Boa, Estado de Goiás, em 1895, e desencarnou em Anápolis, em 1970. (Dados colhidos no Museu de Anápolis.)

●  9. Vovó Augusta: Avó materna, Sra. Augusta Leite Xavier, que nasceu em sacramento, Estado de Minas Gerais. 86

●  10. Vovô Zico: Avô materno, Sr. Brasil Xavier Nunes. Nasceu em Silvânia, Estado de Goiás, a 20 de setembro de 1907.

●  11. Jeanine e Wagner: Irmãos de Maurício, respectivamente, nascidos em 11 de junho de 1964 e 7 de agosto de 1965, em Goiânia, Estado de Goiás.

●  12. O Izídio do Seu Cacildo e o Henrique de Dona Augustinha: Nossos conhecidos de capítulos que compõem a Segunda Parte deste livro. Henrique, primo de Maurício.

●  13. Tio Antônio: Trata-se do bisavô Antonio Xavier Nunes, que nasceu em Goiás, Estado de Goiás, a 7 de outubro de 1873, e desencarnou em Anápolis, a 20 de setembro de 1960.

●  14. Tio Godofredo: Sr. Godofredo Xavier Nunes, irmão do bisavô, desencarnado. Nasceu na cidade de Goiás, em 1883, e desencarnou em Anápolis, em 1952.

Depois de percorrer estas notas, leitor amigo, volte, por gentileza, à página de Maurício para que, edificado, possa enxugar as lágrimas de emoção que, por certo, lhe aflorarão dos olhos.

Maurício.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 22 de Agosto de 2015, 22:38


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1070.gif)

Mensagem a um Amigo

Nêgo, Deus nos abençoe. Muito obrigado, meu amigo e meu irmão. Agradeço por Adélia, por meus filhos e por este seu velho servidor. O Todo-poderoso abençoe sua preciosa vida, isso, Nêgo, é tudo o que, por agora, posso dizer. Estou forte e tranquilo, na mesma confiança. A vida não termina.

A dimensão é outra mas somos os mesmos, caminhando com o que temos e com o que somos para as realizações desejadas. Reintegrado na turma dos trabalhadores da Natureza, rendo graças a Deus por todos os recursos que nos enriquecem de paz e segurança.

Meu amigo, o serviço é imenso. Por aí, em nossa Terra, vemos unicamente uma faixa reduzida do trabalho a executar. Mediante a nossa amizade tenho desejado associar-me com o seu esforço e ligar o seu esforço com o nosso, para termos em suas mãos uma estação a mais de socorro, em benefício dos que sofrem.

Pouco a pouco, esperamos conseguir isso. Entregando-nos ao trabalho dos pequeninos, guardo a certeza de que muitos defensores deles se entregarão ao cuidado por nós. Não se aflija. Comecemos pensando positivamente na ligação nossa, através da oração em momento certo do dia.

Iniciaremos com alguns minutos e gradativamente seguiremos para tarefas de maior significação.

—  Não tenha receio:

●  A Natureza é o regaço maternal da Criação.

●  Grande progresso está nas indústrias do mundo, entretanto, a força vem das cachoeiras, do carvão ou dos resíduos de certos materiais.

●  O pão, cada vez mais necessário na Terra, procede do trigo ou de outros cereais que se erguem do chão, vitalizados pelo adubo que tantas vezes surge de recursos considerados desprezíveis.

●  A água potável desce do seio empedrado das serras ou sobe, à força das engrenagens de sucção, do fundo do solo.

●  Minerais diversos e elementos da vida animal, sacrificada em benefício do homem, constituem, na maior parte, a base dos medicamentos que socorrem a saúde humana.

Nenhuma edificação se levanta, nas áreas da Humanidade, sem alicerces na pedra ou nos metais extraídos de minas diversas.

A criança de consolida na experiência física, quase sempre, usufruindo o leite de mães bovinas ou das mães de outras espécies variadas, como sejam as dos caprinos e equinos.

Tudo é amor da Natureza, abençoando as criaturas e cercando-as com as vantagens da proteção e da defesa necessárias.

Da gota de chuva às profundezas do mar e do pequeno trato de barro, acalentando a semente, ao brilho da luz na montanha, tudo é apoio de Deus.

Começando pela Mãe Natureza, humilde e abnegada, amparando-nos em silêncio na reencarnação, desde o berço que nos acolhe, na chegada aos braços maternos, até àquele outro berço, em forma de esquife...

... Que nos resguarda para o descanso do corpo, então desgastado e inútil, no seio da grande Mãe Terra, que a todos nos reúne em seu infinito amor – o mesmo infinito amor que vem de Deus.

Companheiros, trabalhemos, pois, no mistério da simplicidade e da paz. Que a luz do nosso pensamento em ascensão para os Céus se gradue a fim de que nos voltemos para a Vida Natural, no trabalho do bem a que somos chamados. Nêgo, o nosso santuário é nosso – nosso santuário de sempre.

Onde estiver, o espaço que a sua presença esteja marcando pode ser um desdobramento do nosso recanto de luz e paz, vida e amor. Lembremo-nos sempre:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)"O Sol é chama divina de Deus no Espaço e a vela é a resposta do homem, filho de Deus, dissipando a escuridão, que é simplesmente a ausência da luz".

Da vela ao Sol, multiformes recipientes de luz demonstram a união do homem com Deus e a de Deus com o homem nos caminhos da evolução.

Nem todos nós podemos ser o foco irradiante que se serve de usina terrestre para brilhar, mas todos podemos ser a vela humilde, refletindo a presença do Supremo Senhor, onde haja vida a consolar, encaminhar, sustentar e iluminar.

Nêgo, boa noite. Boa noite amigos. Tudo está seguindo para melhor. Paz e confiança. Com todos, o abraço do amigo e servidor reconhecido.

Jacob. (assistido por Eliel)



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 22 de Agosto de 2015, 22:59


Da primeira página do jornal Cinco de Março, de Goiânia, extraímos a mensagem de Jacob, que veio acompanhada apenas dos seguintes lembretes.

Além da indicação de que foi recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em reunião íntima, na noite de 18 de fevereiro de 1975, em Uberaba, Minas Gerais:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)“Jacob Oliveto, autor da mensagem psicografada, residia perto de Goiânia, às margens do Rio Meia Ponte, na estrada de Bela Vista". (ponte do Jacob).

Quando vivo, foi um médium extraordinário, bastante conhecido e estimado na capital goiana.

Faleceu há oito meses, de morte natural.
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)”Entrevistando o destinatário da mensagem, Sr. Santinônimo Vieira Machado, distinto corretor de imóveis e médium de largos recursos, goiano residente em Uberaba, há cerca de dois lustros, conhecido dos íntimos por Nêgo, no dia 9 de janeiro de 1977, colhemos dele alguns dados que reputamos importantes".

1 ● Nascido a 7 de julho de 1904, em Piracicaba, Estado de São Paulo, Jacob Oliveto mudou-se para Goiás, em 1940, residindo em Goiânia, às margens do Rio Meia Ponte, desde 1942.

Começo de sua mediunidade: 1958 – quando, à noite, se levantava em estado sonambúlico, até que um dia se surpreendeu por ter encontrado, por indicação da esposa, D. Adélia, num pedaço de papel, anotações escritas por ele e ditadas por um Espírito de nome Alípio Francisco de Souza, que o despertavam para o trabalho no campo espiritual.

Foi quando Jacob recordou que Alípio fora salvo por ele, quando em vida, de um afogamento no Rio Piracicaba, em 1935. Nessa Ocasião, por agradecimento, o idoso Sr. Alípio disseralhe que iria tentar salvar também a vida de Jacob.

Dias após, quando Jacob cavalgava pelas pastagens do Rio Meia Ponte, foi surpreendido pelo aparecimento de um homem, à frente do cavalo, que pedia para que Jacob parasse.

Jacob não obedeceu e tocou para diante, vindo a cair do cavalo. Impressionado por não ver mais o homem que lhe aparecera, Jacob montou novamente e procurou regressar para casa. Momentos depois, surgiu-lhe outra vez à frente o mesmo homem.

Em diálogo com ele, Jacob constatou ser a pessoa que ele houvera salvo de afogamento. Perguntando-lhe o que fazia ali, respondeu que houvera morrido e que em espírito estaria ao lado dele para ajudá-lo, e que muitas vezes Jacob voltaria a vê-lo para trabalharem juntos.

Dessa época em diante, Jacob passou a ter novos encontros com o Espírito do Sr. Alípio, e esclarecimentos da Vida Espiritual que até então Jacob ignorava plenamente, passando a trabalhar junto aos que lhe procuravam a dedicação fraterna, buscando orientá-los espiritualmente, aconselhado pelo Espírito do Sr. Alípio.

E, posteriormente, também, o médium se via amparado por outras entidades espirituais, realizando curas, orientações e socorros, até 14 de julho de 1974, quando desencarnou, em sua residência. Foi sepultado em Aparecida de Goiânia, Estado de Goiás.

Jacob Oliveto era filho de Paulo Oliveto e de D. Francisca Dehn Oliveto, ambos paulistas. Jacob, na revolução de 1932, perdeu a perna direita. Casou-se, em Goiânia, com a senhora Adélia Nascimento, natural de Bela Vista, Estado de Goiás.

Deste casamento teve como filhos: Iza Oliveto e Allan Oliveto, e como filho de criação – Mário Oliveto. Com doze anos de idade, a filha Iza apresentou fenômenos mediúnicos autênticos, sendo que a jovem passou a auxiliá-lo por seis anos, permanecendo nessa assessoria até o falecimento do progenitor.

Neste mesmo período, D. Adélia também desenvolveu a vidência e a audição, que duraram três anos, quando pediu a Jacob para que lhe fosse retirada a faculdade mediúnica, o que aconteceu.

Esclarecemos, ainda, conforme apontamentos de família, que um ano após a morte de Jacob, D. Adélia passou a vê-lo em estado de desdobramento, com um detalhe: D. Adélia o vê fisicamente perfeito.

2 ● Jacob Oliveto foi, realmente, um médium admirável, que viveu em profundo contato com a natureza, e levou uma vida marcada de autêntica humildade, socorrendo a milhares de pessoas que o procuravam em busca de consolo, a todos distribuindo o lenitivo apropriado...

... Com palavras simples, desataviadas, porém sinceras confortadoras sempre. Santinônimo, que o conhecia de longa data, foi testemunha de fenômenos de efeitos físicos que, se ocorressem ante parapsicólogos e cientistas, os deixariam estupefatos.

3 ● No dia da transmissão da mensagem, Santinônimo encontrava-se numa fazenda, a serviço, cerca de quarenta quilômetros de Uberaba, quando percebeu Jacob, perfeitamente materializado, dizendo-lhe:
—  Nêgo, hoje preciso lhe transmitir uma mensagem. Não pode passar de hoje.

Logo mais, duas horas depois, novamente o Espírito se corporificou ao seu lado, e voltou a insistir:
—  Nêgo, preciso, ainda hoje, lhe transmitir uma mensagem. Santinônimo, já com a tarefa quase concluída, apressou-se e se dirigiu para a sua residência, em Uberaba.

À noite, visitando o médium Chico Xavier, completamente esquecido das ocorrências mediúnicas do dia, ouviu deste a seguinte observação:
—  Desde cedo, meu caro Nego, o Espírito de Jacob está querendo transmitir uma mensagem para você. Vamos ver se conseguimos isso.

Minutos depois, feita a concentração, após a prece inicial, Santinônimo sentiu-se fora do corpo físico, e percebeu que Jacob falava através de uma espécie de microfone, em voz pausada, enquanto o lápis de Chico Xavier corria, assessorado por um Espírito que se postava atrás do médium de Emmanuel.

Ao final da ligeira reunião, quando Chico Xavier leu a mensagem, Santinônimo apenas ouviu de novo a expressão “assistido por Elael”, já que ouvira a voz, a mesma voz de Jacob, durante a transmissão da página mediúnica.

Pelo que depreendemos da “Mensagem a um Amigo”, Jacob Oliveto é um Espírito pertencente à equipe dos “trabalhadores da Natureza”, com imensas possibilidades de auxiliar a nós todos, os reencarnados que ainda continuamos presos à matéria, não obstante abracemos uma doutrina de libertação espiritual completa qual o Espiritismo.

Possivelmente, uma entidade da mesma envergadura do conhecido amigo espiritual José Grosso – profundamente humilde e talvez por isso mesmo, profundamente sábio.

Cinco de Março, Goiânia, 5 a 11 de maio de 1975.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 23 de Agosto de 2015, 00:44


(http://38.media.tumblr.com/tumblr_ln43ubjtTJ1qlus41o1_500.gif)


Posso contar? Estou lúcida, agora.

Bem mais tranquila.

Mas não sabia o que estava acontecendo. Eu acordei apavorada dentro de um lugar cinzento. Era, naquela ocasião o que via. Também não ouvia nada. Eu me percebi cheia de cortes em meu corpo, que não sei o que era, nem sei explicar.

Me sentia suja e fedendo. De repente gritei, chamei pela minha filha. Pensei logo nela após ter percebido estar em um lugar esquisito.

●  Gritei pela minha filha.
●  A minha preocupação era ela...

Tudo era inquietação.

Não tinha noção do tempo; que horas eram, dia da semana...

Só pensava em minha filha. Com quem ela estava. Nada me foi passado naquele momento. Eu parecia estar num sonho sem saber de absolutamente nada.

Em algum momento, apareceu um moço que me abraçou e perguntei a ele sobre a minha filha. Depois desse abraço, não sei o que aconteceu de fato porque ele me adormeceu. Não sabia o que estava ocorrendo comigo.

Sei que adormeci profundamente. Não sabia de nada, de nada mesmo. Sei que me acordei sobre um leito de um hospital, cheia de soros e, estava lá aquele moço que me abraçou e que me fez dormir.

Ele me olhava profundamente e eu sem noção do que acontecia comigo. Sabia que estava num hospital e dessa vez não tinha como perguntar sobre minha filha porque estava anestesiada. Mas estava limpa sobre lençóis limpos.

Tudo era tranquilo. Ouvia canções muito baixinhas. Não sei quanto tempo estava ali sendo cuidada. Devo ter passado muito tempo mesmo. Sei que um dia perguntei sobre o que acontecia...    Aquele rapaz...

Aquele moço estava me ajudando. Ainda meio perdida, me sentia aliviada, me sentia bem. Participei de algumas reuniões, mesmo estando assim. Não entendia. Depois comecei a chorar bastante.

Alguém me deu um remédio, alguém me disse o que aconteceu:
—  Eu tinha morrido.

Me desesperei e aos poucos fui me acalmando. Voltei àquele hospital e aquele moço sempre acompanhando. Foi quando perguntei sobre minha filha, sobre meus filhos e Samuel.

●  O show marcado,
●  Os compromisso,
●  Os pagamentos.

—  Eu deixei a terra.

Para me consolar o moço disse que foi um lapso. Todos são amparados por Deus. Aí comecei a chorar e ver os testemunhos das situações que criei para chegar precocemente aqui.

—  Ainda sinto:

●  Dores,
●  Tonturas,
●  Vontade de fumar,
●  Vontade de beber...

—  Tudo é muito forte; pareço estar presa a carne.

Voltei ao hospital após uma reunião acompanhada por esse moço, que não me disse o nome. Voltei a ser medicada e a ser ouvida. Comecei a contar o que aconteceu.

Naquele dia estava preocupada com o meu relacionamento; preocupada por estar tomando um destino artístico sozinha, depois de muito tempo com o César; preocupada com os meus filhos... Tudo assim.

Resolvi ligar para o namorado, meio aflita, meio duvidosa, extremamente insegura de tudo, excedi em tudo. E tudo sumiu da minha frente.

Agora estou aqui sem a conclusão da minha última vida.

—  Estou num recomeço exaustivo ainda:

●  Doente,
●  Ansiosa,
●  E traumática...

Eu pressinto meu corpo a todo instante. De vez em quando, tenho de voltar aquele hospital e procurar aquele moço, que não diz o nome, que não sei nada dele.

Às vezes ele me chega e me leva. Parece um anjo, parece um homem bom.

Um dia disse pra ele:
—  Eu sou a Elis Regina.

Ele me disse:
—  Elis?
Mas quem é:
—  Elis?

—  Ele me disse que eu era um espírito como todos:

●  O nome agora não me importava.
●  Importava agora em me ajudar.
●  E ele me ajudou.

—  E continua me ajudando.

Sinto, às vezes, incomodada pela euforia de muitos ainda me chamarem. Não é fácil carregar uma fama e depois dela continuar existindo. Isso me deixa um pouco doente. Sinto-me puxada por essa comoção...

Depois que vi a realidade, precisei aprender a conviver com o nome que deixei. Dói muito essa manifestação. Não estava e nem estou ainda preparada.

●  Estou escutando muito,
●  Aprendendo muito,
●  Aceitei a aprender.

Tenho amigos aqui. Esse moço ainda não se descreveu para mim. Apenas diz que está me ajudando. E creio que há muito tempo. Ele me disse que a minha morte foi um acidente.

—  Não tinha intenção, mas, como estou aprendendo a aceitar:

●  As lições,
●  As disciplinas,
●  As medicações,
●  As orientações...

... Ainda levarei muito tempo para reajustar minha condição mental.

—  Todas as minhas:

●  Vaidades, 
●  Arrogâncias,
●  Indiferenças,
●  Todas as minhas chatices...   Só percebi aqui...

Numa análise profunda de muitas horas diárias, sem entender em que tempo estou ainda, procurei descobri todos os meus egos. Agora tenho um pouquinho de paz. Não quero me alimentar de culpas. Aconteceu na minha vida na terra.

Assimilei todas as confusões que vivenciei. Estou ouvindo muito e movida a medicações. Voltar, só Deus é quem sabe. Eu sinto saudades. Tive uma vida intensa; de luta; briga; busca; conquista.

●  Briguei muito e muito me arrependo.
●  Peço desculpas a todos.

Principalmente:
—  A Maria Betânia, 

Aos meus filhos. A todos que não me entenderam. Deus me ajude. Deus ajude a todos.
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif) "A Esperança Equilibrista..." Elis. 2012


Elis na espiritualidade confessa em psicografia. O médium não quis revelar o nome. Apenas disse que entregou a escrita para que todos saibam da realidade da vida de um artista.

Não sei se já foi confirmada a veracidade da carta, mas publico assim mesmo, para que vocês tirem suas conclusões.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 23 de Agosto de 2015, 05:37



(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1069.gif)

Jesus Não é Um Mestre Morto

Minha querida Nayá, minha querida Lélia, rogo a Deus nos abençoe.

A oração é assim como um passo de tranquilidade e refazimento no caminho. Esse caminho - o da vida na Terra - é por vezes queimado a fogo de provação e, de outras, enregelado de lágrimas. Oremos, sim. Aprendi também isso.

A estrada é longa, alcança regiões difíceis - tão difíceis que outra alternativa não encontramos senão a de nos devotarmos à prece, recorrendo à Bondade Infinita de Deus. Venho, Nayá, rogar a você muita coragem à frente da luta em que a Vontade Sábia do Senhor nos colocou.

Acompanho sua abnegação por nossa Lelé e espero em Jesus que ela se refaça. Você e Lélia sabem, foram anos e anos de condicionamento espiritual. Ela amou profundamente a missão esposada. Viveu-a.

Agora para desfazer-se de todas as responsabilidades assim, de momento para outro, seria preciso um arrojo sobre-humano, impossível na Terra. Ajudemos a filhinha com entendimento e serenidade.

Ela não está desvalida à frente dos tutores espirituais que a protegem da vida mais alta. Há perseguição no mundo, mas existe amor no Céu, amor bastante para envolver até mesmo os que tentam conturbar as Obras da Bondade de Deus. Que ela avance para a frente, sem ressentimentos no coração.

Jesus não é um mestre morto e a cruz abraçada por Ele ainda é para nós todos uma luz que jamais deve esmorecer. A pouco e pouco, a nossa filhinha se readaptará, reconhecerá de mais perto os quadros do mundo de conflitos e provas, tribulações e sofrimentos que sempre foi tão nosso.

Lembre, Nayá, do carinho com que você amparou a mim mesmo, da paciência com que você renovou o coração gradativamente, e não estranhe os obstáculos do momento. Estamos unidos e nossas filhas queridas, tanto quanto o nosso Leônidas, estão conosco.

Vejo nossa querida Lélia ainda extremamente abatida e rogo a Lea não se render às idéias de solidão e desalento. Sei que ela faz o possível para não se entregar... Isso mesmo, filha querida. Lutar pelo bem e confiar em Deus, colocando-nos ao dispor dos Celestes Desígnios.

Nosso Alvicto vai bem, restaurando-se dia a dia. A princípio, o choque, o choque natural da desencarnação de improviso. Mas o tempo, com a Misericórdia de Deus, está funcionando. Em muitas circunstâncias, já tem vindo ver você, minha filha, sustentado ainda, como é justo, pela dedicação dos amigos que o assistem.

E regozija-se ao notar-lhe o valor e a conformidade. Viva, sim, e viva para auxiliá-lo cada vez mais. Os filhos queridos estão na memória dele, tanto quanto você. Nosso Nogueira tinha na família o centro de seus interesses mais altos.

Pensemos nisso e reconheceremos que a saudade é a felicidade em forma de esperança no rumo da alegria outra vez. Creia que você recebeu e está recebendo tratamento constante da parte de benfeitores diversos. Suas forças estão sendo refeitas.

Às vezes, surpreendo-a indagando a si mesma, no silêncio da prece!
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Meu Deus, que fazer de minha vida agora?"

Não se entristeça, porém, diante da luta. Continuaremos. Agora, você fará por você e pelo esposo que está em vida transformada, mas não ausente. Esperemos que ele e você juntos, pelos abençoados laços da alma, venham a prosseguir realizando o máximo em favor dos que sofrem.

Querida Lélia, permaneçamos firmes na fé e perseveremos com o bem, para a vitória do bem, tudo, filha, se encadeira na vida, a fim de que a Bondade do Senhor nos dê aquilo de que mais carecemos. Recorde o Alvicto com a bênção de sua resignação e de seu otimismo.

Ele virá, de novo, guiar suas mãos e orientar os seus pensamentos no trabalho edificante em que os dois sempre estiveram juntos. Será a inspiração de seus passos, tanto quanto, para ele, será você o instrumento para o cultivo da felicidade nova, com o bem por base.

Você sabe, filha, que a vida só é grande e bela, justa e rica pela alegria que se possa criar em favor dos outros. Você é e será a estrela para a família que Deus lhe confiou, mas é e será sempre uma luz no caminho de quantos enfrentam penúria e perturbação.

Estaremos novamente unidos na beneficência e no ideal de servir, conscientes que somos de que a Seara do Bem é o ponto de nosso reencontro com o Cristo - o Eterno Benfeitor de nossas almas.

Nayá, minha querida Lélia, encerrarei esta carta, porque não posso ser mais extenso, entretanto, o coração está e estará com vocês. Peço a Deus por vocês e vocês orem por mim.

Apesar do tempo em que me vi renovado, estou igualmente ainda em abençoada readaptação, recebam vocês duas, todo o coração e todo o carinho no abraço saudoso do companheiro e pai sempre reconhecido.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 23 de Agosto de 2015, 05:40

Esposo em vida transformada, mas não ausente. De início, o Autor Espiritual se refere à oração, assunto a que Allan Kardec dedicou todo o capítulo XXVIII de O Evangelho segundo o Espiritismo. Em seguida, referindo-se à filha Lelé com suas lutas (tanto o apelido de Adelaide Siqueira de Amorim quanto o fato de ter sido ela distinta religiosa franciscana durante 32 anos...

E de cujas atividades se despediu naturalmente contra a sua própria vocação, e encontrando novo ânimo nas leituras espíritas, detalhes desconhecidos do médium), chega a afirmar, peremptório:
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Que avance para a frente, sem ressentimentos no coração. Jesus não é um mestre morto e a cruz abraçada por Ele ainda é para nós todos uma luz que jamais deve esmorecer."

Antenor de Amorim nasceu na cidade de Pirenópolis, Estado de Goiás, a 17 de julho de 1875, e desencarnou no Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, a 26 de março de 1948. Era casado com a Sra. Nayá S. Amorim, deixando os filhos Leia (1) casada com Alvicto, desencarnado em desastre automobilístico; Leônidas, que reside, hoje, nos Estados Unidos da América do Norte, e Adelaide (Lelé).

(1) Veja-se o depoimento de D. Lélia de Amorim Nogueira na obra Amor & Luz (Emmanuel/Testemunhos diversos/ Francisco Cândido Xavier/Rubens Silvio Germinhasi), IDEAL, S.Paulo, 1.a edição, 1977, pp. 42-49.

Do princípio ao fim da mensagem, notamos a preocupação do Espírito em consolar a esposa que se transformou em viúva, segundo a terminologia humana, mas que ele mesmo não a considera como tal, já que se refere ao genro desencarnado como sendo o:
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Esposo que está em vida transformada, mas não ausente".

Preocupa-se, ademais, em consolar a filha que se teria convertido em viúva não fora continuar Alvicto Nogueira vivo, no Mundo Espiritual, recuperando-se do "choque natural da desencarnação de improviso."

Ao mesmo tempo dá forças à filha que, transferida da vida monástica à vida prática, se entrega às tarefas da Doutrina Espírita; e não se esquece do filho que moureja no Exterior.

Antes de terminar a missiva referta de ensinamentos para todos nós, os reencarnados que lavramos o campo bendito do Espiritismo, Antenor assim se expressa, dirigindo-se à Dona Lélia:
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Você sabe, filha, que a vida só é grande e bela, justa e rica pela alegria que se possa criar em favor dos outros."

Segundo informações da família, o comunicante foi católico, mas simpatizante do Espiritismo. Acompanhava constantemente sua mulher, D. Nayá, espírita convicta, às sessões doutrinárias, onde era muito querido.

Conclusões:

1º-) Necessidade da oração, a fim de que possamos trilhar com serenidade o caminho da vida na Terra, por vezes queimado a fogo de provação, e, de outras vezes enregelado de lágrimas;
2º-) Cabe-nos viver sem mágoas, quando perseguições e dificuldades surgirem no caminho, certos de que os tutores espirituais nos protegem da vida mais alta;
3º-) Não nos rendermos idéias de desalento, ante as provações necessárias e inadiá- veis;
4º-) Lembremo-nos de que tudo se encadeia na vida, a fim de que a Bondade do Senhor nos dê aquilo de que mais carecemos;
5º-) Permanecermos unidos na beneficência e no ideal de servir, conscientes quais somos de que a Seara do Bem é o ponto de nosso reencontro com o Cristo - o Eterno Benfeitor de nossas almas.


 
Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 23 de Agosto de 2015, 05:48


Felicidade do reencontro. Querida Lélia, minha querida filha. Deus abençoe o seu coração e o seu caminho, concedendo-nos a todos, paz e fortaleza espiritual. Estamos nos passos uns dos outros, minha filha, como não pode deixar de ser. A morte é apenas mudança, não ausência.

E, um dia, com o Amparo de Deus, vernos-emos reunidos todos, novamente, desfrutando a felicidade do reencontro.

Nosso Alvicto está mais forte e com o auxilio do nosso lado, já consegue amparar você e inspirar os filhos queridos na solução dos problemas do dia-a-dia.

Sem dúvida, que o refazimento lhe tem sido gradual e vagaroso, porque a vinda dele exigia aquele quadro de improviso que, realmente, foi como acontece em toda provação a que sejamos levados, a bênção de Deus.

Tudo, minha filha, tem a sua razão direta ou indireta, manifesta ou temporariamente invisível. Nosso Nogueira trazia, no plano da nova existência, aquela despedida assim, repentina, a ecoar-lhe dolorosamente na sensibilidade de Esposa e Mãe.

Entretanto, o que ocorre com ele, nos domínios da reconstituição gradativa, acontece igualmente a você, no campo de sua restauração, pouco a pouco. Sob o auxílio da Providência Divina e com apoio no tempo, as suas forças vão sendo recuperadas.

Tão somente agora, nos meses últimos, é que a vemos efetivamente melhorada, do ponto de vista da resistência moral.

—  Você realmente saiu do hospital, de modo rápido, depois do acidente, mas apenas com o amparo:

●  Da oração,
●  Da meditação,
●  Do esforço persistente,
●  Da paciência laboriosamente exercitada,
●  É que você está saindo do sofrimento moral mais intenso.

O mesmo sucede com o nosso Nogueira, que, na estrutura daquele ânimo inquebrantável que lhe conhecemos, muito lutou a princípio para se acomodar com a realidade, de vez que não esperava se ver assim tão violentamente arrancado ao seu convívio e ao convívio dos filhos queridos.

Mas, com a Bondade do Senhor, - luz incessante sobre nós todos, - tudo o que era sombra já se desfez. Agora, é seguirmos adiante, fazendo quanto possível, para que a harmonia se faça entre os nossos.

Nesse sentido, tanto nosso Alvicto, quanto nós mesmos, contamos com o seu materno esforço, a fim de que a paz dos filhos queridos seja sustentada, acima das lutas que aparecerem. Tenhamos calma e tolerância para realizar as renovações necessárias com a precisa firmeza.

Às vezes, na existência terrestre, chegam até nós criaturas do nosso próprio passado, à feição de credores, junto de quem devemos exercitar a compreensão e o devotamento, a harmonia e a bênção todos os dias.

Assim, pois, entrelacemos os nossos corações no entendimento, para que o entendimento nos ilumine. As pessoas se modificam para melhor, quando nos observam realizando esforço idêntico. Desse modo, você, na condição de mãe, abençoe e ajude sempre, construindo a paz entre todos.

Você não está, nem estará sozinha. Confiemos. Diga, filha, à nossa Nayá, que as dificuldades têm sido grandes para refazer a tranquilidade em tudo e em todos, no entanto, os filhos são sempre os nossos tesouros do coração e com eles e por eles, prosseguiremos estimulados a trabalhar com paciência e alegria.

Cada filho ou filha é uma luz em nosso caminho e, graças a Deus, encontramos, Nayá e eu, em todos vocês, tanto quanto em nosso Leônidas, riquezas e bênçãos que nem de longe sabemos como agradecer a Jesus. Peço a você, quando for possível, levar nossa Nayá para uns dias nas águas de Caldas Novas, ela precisa de um repouso que se faça igualmente medicação.

Sua mãe, Lélia, está muito cansada fisicamente, e precisamos auxiliá-la a tratar-se, porque, você sabe, ela sempre se dá a nós todos, sem pensar nela própria. Querida filha, daria tudo para continuarmos conversando através do lápis, no entanto é preciso encerrar esta carta.

Estamos felizes ao vê-la edificando suas tarefas evangélicas mais amplas. Creia, minha querida Lélia, que nunca perdemos a fé viva e, sim, vamos transformando-a para mais vastos caminhos da alma.

A crença é uma estrada que se vai alargando e embelezando, cada vez mais, à medida que damos lugar à compreensão mais alta nos domínios da própria alma. Por isso mesmo, a tarefa cristã em suas queridas mãos, é agora o que foi antes, com a caridade por sol a lhe clarear cada vez mais os pensamentos.

Na essência, é Jesus que buscamos sempre e isso, minha filha, é o que importa.

Abrace Nayá por mim e com muito carinho a cada um dos nossos entes amados; rogo a você receber o abraço muito afetuoso do papai amigo que tanto lhe deve a dedicação e que nunca a esquece.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 23 de Agosto de 2015, 05:58


Paz e fortaleza espiritual. Antenor Dentro da tônica da mensagem anterior, de 1969, "Felicidade do Reencontro", recebida pelo médium Xavier, em 1970, o autor fornece-nos precioso material para análise e meditação.

Antenor volta a insistir junto à filha, Sra. Lélia de Amorim Nogueira, que:
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "A morte é apenas mudança, não ausência."

Sobre o genro desencarnado, Alvicto Osoris Nogueira, confirma que sua transferência para o Além exigia "aquele quadro de improviso" - um desastre automobilístico -, constituindo-se, como acontece em toda provação a que sejamos levados, em bênção de Deus.

Conquanto a dor que soframos.
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Nosso Nogueira trazia, no plano da nova existência, aquela despedida assim, repentina, a ecoar-lhe dolorosamente na sensibilidade de Esposa e Mãe."

No caso, D. Lélia, com maior teor de compromissos cármicos, depois de Alvicto, enfrentou dificuldades e empeços de toda ordem, desde o instante em que conseguiu emergir do desastre, com diversas fraturas, não ficando paralítica, segundo depoimento dela própria, graças à assistência espiritual que lhe não faltou em hora nenhuma, depois que iniciou, com espírito de paciência e aceitação, o seu processo de resgate.

Curioso notar que o sofrimento moral é o mesmo, tanto de quem fica, quanto de quem parte. Daí a necessidade do maior esforço no sentido da conformação, por parte de quem permanece no Plano Físico.

No sentido de garantir a paz dos entes amados, ao mesmo tempo em que o desencarnado, já agora, na verdadeira vida, em paz consigo mesmo pelo ajuste de velha conta ante a Lei de Causa e Efeito, poderá ingressar em outro caminho com vistas a auxiliar, mais tarde, aos que permanecem, temporariamente, na retaguarda.

Todos os elementos da equipe familiar compartilham da experiência. Por isso mesmo, Antenor de Amorim, em poucas palavras, alerta-nos para este ponto importante:
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Às vezes, na existência terrestre, chegam até nós criaturas do nosso próprio passado, à feição de credores, junto de quem devemos exercitar a compreensão e o devotamento, a harmonia e a bênção todos os dias".

E como nos conduzir, em semelhante conjuntura?

O próprio Espírito nos responde:
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "As pessoas se modificam para melhor, quando nos observam realizando esforço idêntico. Desse modo, você, na condição de mãe, abençoe e ajude sempre, construindo a paz em auxílio de todos."

A propósito, vale a pena citar ligeiro passo de um livro organizado por Walter G. Joffe (1):

(1) O que é a Psicanálise?
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Uma das coisas mais extraordinárias e talvez animadoras que a psicanálise descobriu foi que as pessoas nunca desistem de tentar acertar as coisas para si e para aqueles que amam...

Mesmo quando possam parecer estar fazendo justamente o contrário, amiúde descobrimos que o que parece ser a conduta mais desesperada e inútil pode ser compreendida como uma tentativa de recuperar algo de bom do passado ou de corrigir algo de insatisfatório.

Repetidas vezes elas retornam às suas falhas, numa tentativa de remedia-las, ainda que não possam evitar repetir novamente a mesma falha."

Importante e confortadora a recomendação de Antenor para que a filha conduza D. Nayá, quando for possível, para uns dias "nas águas de Caldas Novas. Ela precisa de um repouso que se faça igualmente medicação."

—  Por que importante e confortadora a recomendação?

Tão somente porque Antenor confirma a orientação dos Espíritos Superiores, no sentido de que aproveitemos o máximo cada um de nossos períodos reencarnatórios, fazendo o melhor ao nosso alcance, trabalhando até o limite das forças (questão 683 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec,

E compreendendo que:
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "O repouso serve para reparar as forças do corpo e ele é também necessário a fim de deixar um pouco mais de liberdade à inteligência, para se levar acima da matéria."

Depois de várias considerações, sumamente valiosas, Antenor de Amorim ainda nos oferece mais esta:
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Na essência, é Jesus que buscamos sempre e isso, minha filha, é o que importa."



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 23 de Agosto de 2015, 06:05


Carta de pai agradecido. Querida Lélia, filha querida. Deus nos ampare. Estamos aqui, ao seu lado, e pedimos a continuidade de sua fortaleza e resignação.

Quatro anos se passaram, em que tivemos de descer do píncaro da alegria com o enlace de nossa querida Simone para sofrer a despedida de nosso Alvito.

Sabemos como foi rude a prova, mas você, minha filha, está no centro do lar, abençoando e sustentando os filhos queridos. Do que você orou, chorou, pediu a Deus e aceitou com humildade, os nossos Amigos da Vida Maior entretecem os recursos que lhe fazem a resistência para continuar.

Nosso Alvicto está presente e beija-lhe as mãos. Estimaria escrever, mas ainda não consegue.

Só mesmo aqui, no outro lado da vida, é que podemos compreender as dificuldades daqueles que amam, transformados em emoções indizíveis a lhes tomarem todo o ser, diante da situação nova em que desejariam tudo dizer de arranco aos entes queridos que ficaram na Terra, sem possibilidade de fazer isso, de modo a derramar o próprio coração nas palavras. Esperemos.

Pede-lhe, o companheiro amigo e dedicado, serenidade e amor em todas as situações, de modo a que os filhos queridos permaneçam em harmonia com os problemas do mundo, que só se consegue solucionar com tempo e paciência.

Você nos compreende e isso nos reconforta. Estamos mais fortemente ao lado de nossa Nayá nestes dias, contando com o amparo de Jesus em nosso favor. A vida, filha, é assim como luz entre dois mundos.

O amor nos faz agir na Terra, impulsionados pela falta e pela saudade que nos impõem todos aqueles que nos antecederam na morte, e, no Mundo Espiritual, a mesma saudade e a mesma falta que sentimos dos nossos entes queridos que, ainda na Terra, nos induzem a agir para que estejamos todos na mesma faixa de abençoada união.

Reconforte nossos familiares com a sua fé viva e com a sua compreensão. E creia, o seu trabalho de agora é uma luz sempre maior. Nunca se veja intimamente isolada, porque você não está só.

Guarde a esperança no coração por luz incessante, e conserve a bendita certeza de que a morte é sempre vida, e vida muito maior e muito mais ampla do que a vida em que permanecemos na Terra enquanto no corpo físico.

Para todas as filhas queridas e para o nosso Leônidas, o nosso abraço do coração.

E de pensamento ligado à nossa Nayá e saudando a nossa estimada irmã e amiga que nos acompanha fraternalmente, a nossa Maria, com os agradecimentos a todos os irmãos que nos possibilitam escrever esta carta, abraça a você, carinhosamente, o pai reconhecido e amigo que não a esquece.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 23 de Agosto de 2015, 06:16


Dificuldades daqueles que amam. Para que possamos compreender e sentir tanto quanto possível, a carta de Antenor, na qual enfatiza ele seu agradecimento à filha - Sra. Lélia pela:
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Continuidade de sua fortaleza e resignação"...

Depois da rude prova por que passou, descendo do píncaro da alegria com o enlace matrimonial da filha para sofrer a despedida do esposo, pelas vias da morte, rogamos vênia ao leitor para transcrever dois trechos da obra Voltei (1):

(1) Francisco Cândido Xavier, Irmão Jacob, Voltei, Federação Espírita Brasileira, Rio, 6.a edição, 1975, pp. 11 e 32-33. O primeiro deles, extraímos do prefácio da obra, recebido pelo médium Xavier, a 19 de fevereiro de 1948, e o segundo da parte final do capítulo

1 - "À frente da morte" -, com o subtítulo de "Minha Filha!" "Enquanto no corpo".

Não formulamos a idéia exata do que seja a realidade, além da morte. Ainda mesmo quando o Espiritismo nos ajuda a pensar seriamente no assunto, debalde tentaremos calcular relativamente ao futuro, depois do sepulcro".

(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Os quadros sublimes ou terríveis no plano externo correspondem, de alguma sorte, à nossa expectativa; contudo, os fenômenos morais, dentro de nós, são sempre fortes e inesperados. "Antes da passagem, tudo me parecia infinitamente simples!"

(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Observando-me relegado às próprias obras (por que não confessar?), senti-me sozinho e amedrontei-me. Esforcei-me por gritar, implorando socorro, porém os músculos não mais me obedeceram."

(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Busquei abrigar-me na prece, mas o poder de coordenação escapava-me."

(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Não conseguiria precisar se eu era um homem a morrer ou um náufrago a debater-se em substância desconhecida, sob extenso nevoeiro."

(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Naquele intraduzível conflito, lembrei mais insistentemente o dever de orar nas circunstâncias mais duras... Rememorei a passagem evangélica em que Jesus acalma a tempestade, perante os companheiros espavoridos, rogando ao Céu salvação e piedade..."

(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Forças de auxílio dos nossos protetores espirituais, irmanadas à minha confiança, sustaram as perturbações. Braços vigorosos, não obstante invisíveis para mim, como que me reajustavam no leito. Aflição asfixiante, contudo, oprimia-me o íntimo. Ansiava por libertar-me."

(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Chorava conturbado, jungido ao corpo desfalecente, quando tênue luz se fez perceptível ao meu olhar".

(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Em meio do suor copioso lobriguei minha filha Marta a estender-me os braços, estava linda como nunca. Intensa alegria transbordava-lhe do semblante calmo."

Avançou, carinhosa, enlaçou-me o busto e falou-me, terna, aos ouvidos:
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Agora, paizinho, é necessário descansar."

(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Tentei movimentar os braços de modo a retribuir-lhe o gesto de amor, mas não pude erguê-los, pareciam guardados sob uma tonelada de chumbo."

(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "O pranto de júbilo e reconhecimento, porém, correu-me abundante dos olhos.

(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Quem era Marta, naquela hora, para mim? Minha filha ou minha mãe? Difícil responder."

(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Sabia apenas que a presença dela representava o mundo diferente, em nova revelação. E entreguei-me, confiado, aos seus carinhos, experimentando felicidade impossível de descrever."

Observemos, agora, para os nomes citados na mensagem, conquanto sejam praticamente todos nossos conhecidos, já que constam dos capítulos anteriores.

●  Nayá: Trata-se de D. Nayá Siqueira de Amorim, esposa do comunicante e mãe de D. Lélia e do Dr. Leônidas.

●  Simone: Trata-se da Sra. Simone Tereza Cavalcanti Nogueira, filha de Alvicto Osoris Nogueira e de D. Lélia de Amorim Nogueira.

●  Alvicto: O Espírito novamente se refere ao genro Alvicto Osoris Nogueira, nascido aos 8 de agosto de 1914, na Espanha província de Goiá-Ponte Velha, tendo sido registrado em Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, e desencarnado na estrada de Bela Vista, município de Bela Vista, Estado de Goiás, a 22 de outubro de 1967, quatro dias após o casamento de sua filha Simone, em conseqüência de um acidente automobilístico.

Conclusões:

1º-) Os Espíritos se reconfortam com a paciência e a compreensão dos familiares ainda no Plano Físico, quando estes, realmente, se esforçam no sentido da conformação, ante os golpes da prova, por mais rude que seja.

2º-) Cabe-nos esforçar-nos, ao máximo, no sentido de evitar qualquer impulso tendente à evocação consciente ou inconsciente do ente amado, residente no Mundo Espiritual, já que, às vezes, como no caso de Alvicto, a entidade não consegue escrever, presa de emo- ção indizível, mesmo decorrido cerca de um lustro após a desencarnação.

De outras vezes, o Espírito, com vistas a não aumentar esse ou aquele complexo de culpa em alguma criatura, ainda vestida do corpo físico, evita caridosamente criar problemas ou complicações.

Aqui, como em todos os processos evolutivos, compete-nos aguardar as decisões da Vida Superior. Busquemos orar em benefício dos que partiram, homenageando-lhes a memória através da prática integral do bem junto à Humanidade Maior.

3º-) Finalmente, memorizemos este passo antológico da mensagem:
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "A vida, filha, é assim como luz entre dois mundos. O amor nos faz agir na Terra, impulsionados pela falta e pela saudade que nos impõem todos aqueles que nos antecederam na morte, e, no Mundo Espiritual, a mesma saudade e a mesma falta que sentimos dos nossos entes queridos que, ainda na Terra, nos induzem a agir para que estejamos todos na mesma faixa de abençoada união."

   
Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 23 de Agosto de 2015, 06:19


Rememorando os dias terrestres. Querida Lélia, minha querida filha. Deus nos ampare sempre. Não sei porque seria eu quem devesse escrever nesta manhã de paz e luz. Talvez isso ocorra por haver demonstrado o desejo imenso e ardente de falar a você, na condição de pai.

Confesso: Chorei na oração, suplicando esta hora; entretanto, diante deste momento, quis recuar. Vejo tantos corações na doce expectativa de recolher a palavra da Espiritualidade que, sinceramente, me envergonho de usufruir a dádiva de conversar com o seu coração filial.

Ainda assim, querida filha, escuto a leitura de hoje e observo que o texto encerra o clarão da misericórdia, e o Natal, minha filha, é compaixão divina. Sou o irmão acolhido pelo amor de todos os que se reúnem aqui, buscando paz e reconforto. Eles me perdoarão se falo, se me imponho a eles, dirigindo-me a você.

Seu pai, no Natal, será um amigo que volta de longe, pelos caminhos do tempo... Revejo os dias primeiros de nossa experiência no lar, e penso que tantos pais e mães aqui enlaçados espiritualmente conosco se reconhecerão qual me vejo, entre agradecimentos e lágrimas.

Regressamos todos daquelas paredes abençoadas do princípio em que nos identificamos reunidos na Terra, à feição de pássaros em abençoado ninho de amor.

Nossos amigos que me recebem com tanto carinho nestes dois lados da experiência em que nos reconhecemos aqui, também se sentirão emocionados quanto nós mesmos, em nossas lembranças dos dias que se foram no espaço, e que permanecem conosco no templo da memória pelo milagre do amor que nunca desaparece.

Feliz Natal a todos! Digamos isso, querida Lélia, nós dois juntos. Nossas palavras são a mensagem de nosso reconhecimento.

E de minha parte, guarde, querida filha, toda a gratidão de seu pai, hoje, companheiro e irmão, numa Vida Maior. Agradeço a você o carinho com que escorou a transferência de nossa querida Nayá para o clima de seu coração.

Sua mãe é mais que uma benfeitora para nós. É uma estrela, cuja luz devemos acalentar neste mundo, juntamente a vocês, tanto quanto se nos faça possível. Não preciso dizer dos sacrifícios que lhe marcaram a vida.

Baste-nos, filha, rememorar os dias terrestres, em que me via por vezes tão distante espiritualmente do lar, sem perceber que fazia isso. Baste-nos recordar aquela abnegação com que procurava nossa querida Nayá substituir-me.

Hoje tenho você em meu próprio lugar a fim de resguardá-la no caminho que nos merece. Diga-lhe, filha querida, que nós estamos juntos, que a vida nos reuniu para sempre e que o tempo e a morte não existem onde o amor se eleva por luz incessantemente acalentada no coração. Não nos perdemos uns dos outros.

Continuo ao pé de todos os corações queridos. Nosso Leônidas é objeto de minha atenção constante e cada uma de vocês, as filhas abençoadas, é um laço de amor a reter-me nas vizinhanças da Terra. Nesse sentido, posso dizer a você que o mesmo sucede ao nosso Alvicto.

A desencarnação não lhe alterou os sentimentos de esposo e pai. Vela pelos filhos e por você, e preocupa-se pela felicidade de nossa querida Simone com o mesmo carinho com que me entrego ao trabalho pela felicidade de nossa Lelé.

Cito-a em particular porquanto, de todas vocês, ela é a filha que, presentemente, mais luta e problemas encontra para afirmar-se no próprio reajustamento.

Caminharemos, Lélia, sempre mais juntos. Agradeço as tarefas que você me proporciona ao lado de nossos irmãos, considerados velhinhos em nossa mansão de paz. Recebo os seus pensamentos e lembranças, quando você imagina ver-me e ver o nosso Alvicto em nossos irmãos, por vezes, mais abatidos e mais doentes.

Querida Lélia, continue; a felicidade vem à nossa vida por ação reflexa, porque é a felicidade que criamos para os outros que se transforma em nossa alegria. Aqueles amigos e irmãos de nossas preces e de nossos cuidados são também nossos filhos.

Enterneço-me ao verificar que em suas mãos permanece hoje o serviço que sempre desejei, depois de voltar para a morada em que todos nos reuniremos um dia.

Seja o nosso esforço singelo, aquele esforço de quem procura um Natal permanente. Não permita que tristeza ou desânimo se lhes insinuem no coração. A vida é bela - é caminho de luz para uma vida melhor e maior.

Abençoe os obstáculos, as dificuldades, os problemas, as lutas... Amando e servindo, venceremos, vencendo a nós mesmos de modo a nos integrarmos, uns aos outros, em Cristo.

Um dia, minha querida filha, você e a nossa Nayá com todos os nossos entes amados, reconheceremos juntos que só o bem - o bem aos outros - se nos fará sempre a verdadeira fortuna.

Quanto desejaria falar ainda mais, entretanto, quando as lágrimas querem tomar a posição das palavras, as palavras desfalecem na mente.

Receba, filha querida, o coração de seu pai, neste Natal de Bênçãos. Não é o coração que desejava oferecer como sendo o relicário de lembranças queridas, pois sei que nem sempre lhe deixei motivos para reminiscências de paz e luz, no entanto, ainda é o coração de um pai que ama sempre.

Nossa irmã Luzia Seabra recomenda-me pedir a sua intervenção amiga junto da filha, nossa estimada Maria, que lhe vem recebendo toda a assistência materna.

Rogue a nossa Maria coragem e fé. Com a bênção do trabalho a que se dedica, em nosso campo evangélico a favor dos necessitados, nossa querida irmã vencerá.

Querida Lélia, conduza a nossa Nayá e a todos os nossos os meus melhores pensamentos, e guarde em suas preces o coração reconhecido do papai reconhecido de sempre.

   
Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 23 de Agosto de 2015, 06:26


A verdadeira fortuna. Em todas as mensagens de Antenor e, principalmente, na quarta e última, recebida pelo médium Xavier, na manhã de 15 de dezembro de 1973, após certa comemoração natalina, surpreendemos o pai afetuoso, procurando confortar a esposa e filhos.

Dando a costumeira ênfase à necessidade da compreensão ante os problemas naturais da vida humana, inclusive o da desencarnação violenta.

Importantes, sem dúvida, as reflexões dirigidas à filha, em cujas mãos permanece hoje o serviço que ele - Antenor - sempre desejou realizar, depois do regresso à morada em que todos nos reuniremos um dia.

Enumeremos, apenas, algumas delas:

1 (http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "A vida é bela - é caminho de luz para uma vida melhor e maior."
2 (http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Abençoe os obstáculos, as dificuldades, os problemas, as lutas."
3 (http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Não permita que tristeza ou desânimo se lhe insinuem no coração."
4 (http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Você não será desamparada em seus ideais e nunca estará sozinha."
5 (http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Amando e servindo, venceremos, vencendo a nós mesmos de modo a nos integrarmos, uns com os outros, em Cristo."
6 (http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "A felicidade vem à nossa vida por ação reflexa, porque é a felicidade que criamos para os outros que se transforma em nossa alegria."
7 (http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  "Um dia, minha querida filha, você e nossa Nayá com todos os nossos entes amados, reconheceremos que só o bem - o bem aos outros - se nos fará sempre a verdadeira fortuna.

Antenor.

Fontes:
Emmanuel.
Chico Xavier.
Espíritos Diversos.
O que é a Psicanálise?
(1) Trecho de Enid Balint. Tradução de Rebeca Schwartz, Imago Editora Ltda., Rio de Janeiro, 1972.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 26 de Agosto de 2015, 22:38
 

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1072.gif)

Deus reparará tudo

Ilda mascaro Saullo Ortensio e Thereza, filho do meu amor, em primeiro lugar rezamos por toda a nossa família e ao nosso senhor.
 
Ortensio, meu filho, agora, estou melhor. Encontro-me num grande hospital com lindo jardim. As paisagens são estupendas, temos tudo o que há de melhor, mas tenho o coração voltado para Salvatores e Domenica.
 
Agora, adeus filhos do meu caminho.
Um beijo da sua mãe. Ilda.

Ilda Mascaro Saullo Ortensio.





“Agora estou melhor” explicando que ambas as mensagens recebidas pelo médium Chico Xavier, em italiano, endereçadas ao Sr. Ortensio Saullo e por ele traduzidas para o nosso idioma.
 
A segunda psicografada na reunião pública do grupo espírita da prece, na noite de 22 de julho de 1978, o Dr. Hércio MarcosC. Arantes, à página 98 do anuário espírita 1979, conclui:
 
Participamos da alegria do Ortensio ao tomarmos conhecimento desse novo “encontro” com sua progenitora, 4 meses após o recebimento da 1a carta.
 
Nessa nova carta, dona. Ilda descreve o local onde se encontra no mundo maior, em pleno refazimento espiritual. Dirige-se também à sua nora, dona. Thereza, presente à reunião de Uberaba; e cita, afetuosamente, Salvatore e Domenica – o esposo e a filha que deixou na terra.

 



Acabo de chegar de Roma

Filhos do meu coração, acabo de chegar de roma. Hoje já me sinto um pouco melhor. Um beijo em salvatores e toda família. Deus com você, meu filho. Sua mãe. Ilda
 
“Deus com você meu filho”

Ilda Mascaro Saullo Ortensio.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   

Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 26 de Agosto de 2015, 22:43
 

Sobre a mensagem que tintulamos por “acabo de chegar de roma” e a que constitui o capítulo “Deus repará tudo”, o Dr. Hércio Marcos Cintra Arantes (1) expendeu os seguintes comentários:
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif) "Na reunião pública do Grupo Espírita da Prece em Uberaba, minas, aos 4 de março de 1978, o médium Chico Xavier, acabava de receber, noite alta, vários ditados psicografados".
 
Habitualmente, logo depois, fora de transe mediúnico, ele organizava os pacotes de laudas escritas, separa as mensagens e as lê em seguida. Assim aconteceu.
 
Mas, a última, o destinatário da referida mensagem, é chamado à cabeceira da mesa para recebê-la. No ato da entrega, o médium pediu-lhe para ler e traduzir para o público presente à reunião, pois, a mesma estava escrito em italiano.
 
Com a autorização de Ortensio, a mensagem aqui está, reproduzida fotograficamente numa única página:
 
No dia em que recebeu esta cartinha, durante a viagem de São Paulo a Uberaba, Otensio:
 (http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif) “Sentiu que receberia mensagem de sua mãe”.

Há 6 meses ele vinha frequentando trabalhos espíritas e, inclusive, 1 mês antes, tinha estado em Uberaba, em reunião pública do grupo espírita da prece.
 
Assim, tendo sido testemunha de comunicações mediúnicas dos chamados “mortos’, considerava seus pressentimento algo perfeitamente plausível. No decorrer da reunião esse pressentimento aumentou sensivelmente, até que se tornou realidade”.
 
Além do conteúdo da mensagem e da grafia em seu idioma pátrio, também o que muito emocionou Ortensio foi a notável semelhança da assinatura final aquela de dona Ilda quando encarnada.
 
Ortensio saullo, italiano, reside no Brasil desde 1957. Seus pais, Salvatores Saullo e Ilda Mascaro Saullo, e irmãos, permaneceram na Itália.

Atualmente, os seus dois irmãos residem em Roma e a irmã na Suiça. Sua mãe, católica fervorosa, desencarnou a 20 de dezembro de 1977, em Roma, após padecer grave reumatismo e problemas cardíacos que a prenderam no leito a longos de 40 anos.
 
Chico Xavier psicografou confortadoras mensagens em italiano – "Mediunidade Poliglota" é o tema de entrevista com o médium Chico Xavier em Anuário Espírita 1979.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 26 de Agosto de 2015, 22:47


Posiçaõ do Lápis Durante a Psicografia

Ortensio observou o seguinte fato interessante:

O médium naquela reunião, só quando recebeu a mensagem de sua mãe é que segurou o lápis de forma diferente, isto é, mantendo-o menos inclinado, entre os dedos indicador e médio, e não entre os dedos indicador e polegar como o faz habitualmente, psicografando ou escrevendo fora de transe mediúnico.

Em fevereiro de 1977 tivemos a oportunidade de observar esta particularidade, quando Chico recebeu uma mensagem do espírito de uma criança.

A letra, na 1 a página, apresentava caracteres infantis, arredondados, bem diferentes da habitual do médium – e observem o detalhe – só enquanto apoiava o lápis, levemente, entre os dedos indicador e médio.

No restante da psicografia, que preencheu dezenas de laudas de papel, o lápis voltou à posição habitual e a letra mudou-se, também, para a habitual.

Tivemos a impressão, na época, de que o lápis naquela posição especial facilitava a atuação do espírito, permitindo-lhe escrever como na sua última existência terrenas, mas, continuando daquela forma, demoraria muito tempo para que a mensagem fosse transcrita para o papel.

Essa maior facilidade, com o lápis quase solto; entre os dedos indicador e médio, contribuiria para a escrita em idioma desconhecido do médium.

Entrevista com Chico Xavier em torno de sua mediunidade poliglota:

É de conhecimento geral que Chico Xavier não é poliglota, tendo frequentado apenas 4 anos de bancos escolares.

Assim, evidentemente, o público presente àquela referida reunião do Grupo Espírito da Prece presenciou um fenômeno notável de mediunidade poliglota ou xenoglossia (do gr. Xénos: “estrangeiro” + glossa: “língua (linguagem)” já, este último termo criado pelo cientista francês, nobelista charles richet).

É um fenômeno mediúnico de muito valor como comprovante indiscutível da realidade do intercâmbio entre os encarnados e desencarnados.

Referindo-se a ele, mais especificamente aos casos de xenoglossia obtidos pela psicografia, o pesquisador italiano Erneto Bozzano, em seu livro "Xenoglossia" em 1949, afirmou, categórico:
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif) “Do ponto de vista científico, os casos que formam esta categoria são os melhores, por isso que o texto escrito em língua que o médium ignorava fica, como documento irrefragável, à disposição dos estudiosos”.

Logo após o encontro fraterno com Ortensio Saullo, em Uberaba, aproximadamente 1 mês após o recebimento da mensagem de dona Ilda, abordamos Chico Xavier, espondo-lhe nossas indagações frente ao fenômeno de xenoglossia que acabávamos de tomar conhecimento.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 26 de Agosto de 2015, 22:51


Eis a entrevista:

Anuário Espírita: Chico; temos em mãos a mensagem, em italiano, recebida por seu intermédio, aqui em Uberaba, do espírito de dona Ilda Saullo.

Gostaríamos que nos contasse como a recebeu, considerando o fato inusitado de você, tê-la psicografada em idioma estrangeiro?
Chico Xavier – Recebi naturalmente. Esta mensagem foi psicografa mecanicamente, de forma inconsciente, qual ocorre com a maioria das páginas recebidas até hoje por meu intermédio.

A.E. – ortensio, o filho de d. Ilda saullo, observou que v, psicografou a mensagem de sua mãe segurando o lápis de modo diferente do habitual, entre os dedos indicador e médio. Qual a explicação para esse fato?
Chico Xavier– Creio que isso aconteceu em vista de maneiras especiais da senhora comunicante, ao escrever por minhas mãos.

A.E. – Chico Xavier; conhecemos aquela célebre mensagem de 1937, que você, psicografou em inglês, na sociedade metapsíquica de São Paulo, com letras invertidas, mas corretas sendo lidas com auxílio de um espelho

Outras comunicações, em língua estrangeira, além daquelas recebidas nos E.U.A. Foram escritas por seu intermédio? Pode relaciona-las?
Chico Xavier – Em outros idiomas, também recebi algumas mensagens em Pedro Leopoldo.

A.E. – Por outras vias mediúnicas, por ex, pela clarividência ou clariaudiência, você, já recebeu mensagens em idiomas estrangeiros? Nesses casos, como as transmitiu aos destinatários?
Chico Xavier –Algumas vezes, recebi mensagens dessa natureza, mas apenas frases curtas que eu lia em páginas do plano espiritual e transmitia aos destinatários, então presentes à reunião em que estávamos, letra por letra.

A.E. – Considerando a importância da Xenoglossia, pode nos dizer algo mais sobre esse fenômeno?
Chico Xavier – Não tenho reservações pessoais, específicas, sobre as ocorrências em torno das poucas mensagens, em idiomas diferentes do português, que tenho recebido mediunicamente até agora.

Não dispondo de raciocínios profundos para analisar esses fatos, recebo-os, quando surgem, espontaneamente, com o reconforto e a alegria em que me vejo quando consigo psicografar as páginas dos nossos amigos espirituais, em nosso próprio idioma. ** notas:

Ver enciclopédia da parapsicologia, metapsíquica e espiritismo, de joão teixeira de paula, vol. Ii.

Ver as mensagens recebidas em língua inglêsa pelos médiuns francisco c. Xavier e waldo vieira, em 1965, nos e.u. a, constituem a segunda parte do livro entre irmãos de outras terras, ed. Feb, rio.

Ver posteriormente, fazendo uma pesquisa na literatura espírita, encontramos no livro "Trinta anos com Chico Xavier", de Clóvis Tavares, edição calvário, um relato bem elaborado sobre a mediunidade poliglota do médium mineiro.

O autor foi testemunha ocular de alguns casos e colheu informações fidedignas de muitos outros, ocorridos em Pedro Leopoldo, permitindo-lhe relatar o recebimento de mensagens em vários idiomas, ignorados pelo médium Chico Xavier, tais como:

●  Arabe,
●  Grego, 
●  Alemão,
●  Italiano,
●  Castelhano,
●  Luxemburguês.
 
Paulo Rossi Severino, sob o título “Senhora Italiana Envia do Além", através de Chico Xavier, mensagem em italiano, com letra e assinatura semelhantes”, na folha espírita

Depois de ligeira introdução onde explica as circunstâncias mediante as quais tomou contato com a mensagem recebida no idioma de Ernesto Bozzano, a quem se refere, afirma: dona Ilda Mascaro Saullo, nasceu em 19/11/1906, desencarnando em 20/12/1977, dando sua mensagem 74 (setenta e quatro) dias após sua morte física.

Era casada com o Sr. Salvatore Saullo, e teve 4 (quatro) filhos: Antônio, Domenica, Ortensio e Mário, o caçula, nascido após a guerra.

Mulher humilde; enfrentou grandes dificuldades e sofrimentos ao longo de sua existência, nunca se revoltando. Católica praticante; tinha fé inabavalável.

Apesar de sua luta pela sobrevivência, sempre repartia seu pão com os mais necessitados. (http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif) “Quando criança; esclarece o Sr. Ortensio ouvia papai a lhe pedir: - ilda; procure poupar um piuco para a nossa velhice, e ela lhe respondia com bondade: “Jesus não nos abandonará”.

Além das grandes dificuldades que passávamos, por volta de meus 30 (trinta) anos, começaram os problemas sérios de saúde. Ao chegar o tempo da última guerra, as suas crises cardíacas foram se acentuando; lembro-me que durante a noite no período da guerra, ao soarem as sirenes de alarme, indicando bombardeio, todos deveriam se proteger nos abrigos subterrâneos.

Mamãe, porém, nos recolhia junto dela no andar térreo do prédio onde morávamos. Não podíamos nos juntar aos demais no abrigo, pois ela sentia falta de ar.  Sempre que isso acontecia, ela nos ensinava a orar, até o término do bombardeio. Quando terminava, ela tinha crise cardíaca, devido à tensão e angústia por que passava.

Nas crises era socorrida pelos filhos, pois papai prisioneiro de guerra por quase 4 (quatro) anos. Passamos privações e grandes dificuldades. Eu, com apenas 8 (oito)a anos de idade já estava enfrentando a vida para ajudar em casa. Assim passaram os anos, e a sua saúde cada vez mais agravando, com reumatismo, problema cardíaco e diabete.

Não mais saiu de casa, ficando todo o tempo no leito. Com a minha vinda par ao Brasil, o seu coração já muito doente, agravou-se, sentido a separação, pois éramos muito ligados; depois de um ano mais ou menos, trouxe-os para cá.

Permaneceram no brasil por 3 (três) anos, mas foram forçados a retornar, pois mamãe não se adaptava ao clima de são paulo, tendo mesmo agravado seu estado de saúde. Prometi-lhe que regressaria tão logo fosse possível, porém, ela sabendo do meu noivado, afirmou que meu lugar era aqui mesmo.

Lembrando o seu pensamento, quando falava com papai, que jesus não a desampararia, isto de fato aconteceu, porque ela sempre foi amparada, por seus filhos. Onze anos depois, em 1970, fui visitá-la, encontrando-a feliz por me ver, mas sempre doente pouco saindo de seu leito.

Sempre apegada ao seu terço e às suas orações, recebia as suas comunhões no leito, onde duas vezes por semana, era visitada por um padre da capela próxima. Nunca demonstrou qualquer sinal de revolta ou angústia, pela doença que há anos a mantinha no leito.

Regressei em 1975, quando ela me mostrou um caroço surgido no seio. Em junho de 1977, viajei novamente para lá, e sua alegria era tanta, que suas lágrimas demonstravam uma possível despedida.

Naquela ocasião minha esposa e eu, estávamos frequentando e lendo os livros de filosofia orientalista. Procurei transmitir a mamãe em seu leito de dor, os ensinamentos que havíamos aprendido.

E na leitura da sutra sagrada, eu a fazia repetir que era filha de Deus perfeita, e que não havia doença em seu corpo.

Após vários dias de repetição de certos trechos, ela me disse:
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif) “Filho, você me pede para repetir tantas vezes que estou perfeita, que a doença não existe, quando eu estou muito doente e cheia de dores".

Filho; estou cansada, peço a Jesus que me leve, pois não aguento mais. Só tenho pena de seu pai, pois você já tem sua família constituída.

Em setembro de 1977, com o caso gravíssimo de saúde de minha esposa, fomos encaminhados ao Chico Xavier, para nos ajudar na decisão, e fomos iluminados porque sua orientação abriu novos caminhos em nossas vidas.

Em dezembro de 1977, dia 22, fomos avisados por telefone do desenlace de mamãe. Consegui chegar no enterro no dia 23 em roma. De volta ao Brasil, fui à casa de nosso querido irmão Chico Xavier, que sempre nos acolhe com imenso carinho e amor.

Pedi notícias de minha querida mãezinha, a resposta dizia:
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif) "Se encontrava em refazimento espiritual com a ajuda de seus familiares. Em outra oportunidade recebemos a mensagem”.

Escrita em italiano com semelhança de letra. Da outra vez, no entanto, a mensagem veio em italiano, através do lápis de Choco Xavier. O Sr. Ortensio disse-me que o pai e os irmãos foram avisados do recebimento da mensagem.

Eles aceitam a autenticidade, mas como desconhecem o fenômeno da psicografia, o Sr. Salvartore Saullo, virá ao Brasil, procurando conhecer melhor o ocorrido.

Dona Maria Teresa; acredita na autenticidade, em primeiro lugar, porque foi recebida em italiano; em segundo lugar, pela semelhança flagrante da letra, da assinatura, como também de frases peculiares, que podem se comprovar pelas suas cartas recebidas periodicamente.

E ainda – segundo o Sr. Ortensio – pela citação do nome de seu sogro Salvatore Saullo.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   


 
Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 26 de Agosto de 2015, 22:54


“A vida é igual ao tempo” do caderno especial de o popular, Jornal de Goiânia, com os tópicos principais da excelente reportagem que fez Márcia Elizabeth sob o título “Maurício (que morreu ao 7 anos) envia carta a seus pais”.
 
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif) “Muitas pessoas viveram o drama da família Xavier Vieira. Muitas preces foram feitas pelos pais de Maurício Xavier Vieira, para que tivessem forças e suportassem a dor da perda do filho”.

Tudo aconteceu numa tarde de maio, quando acabou a energia elétrica em sua casa, e Maurício acendeu uma vela e dirigiu-se para o quarto. O carpete havia sido colocado naquele dia e a cola ainda estava molhada. A explosão foi grande.
 
Maurício foi socorrido por seu pai, o médico José Vieira, que conseguiu tira-lo do meio das chamas, ficando também muito queimado. Maurício permaneceu uma semana hospitalizado, vindo a falecer no dia 16 de maio de 1976.
 
O menino nascera em Goiânia, a 14 de dezembro de 1968. Era o caçula, vindo depois do Wagner e Jeanine, de 12 e 13 anos de idade, respectivamente. Maurício estudou até o terceiro ano primário, no instituto Araguaia, e depois na escola raio de sol.
 
A volta, através de Chico Xavier.
 
Os pais de Maurício, dona Alexandrina e José Vieira, desesperados com a perda do filho, aconselhados por amigos, foram à procurada daquele que tem sido fonte fidedigna de notícias do além, Chico Xavier, o médium de Uberaba, que tem psicografado livros e mais livros doutrinários, filosóficos, científicos e religiosos.
 
Chico Xavier, hoje com 68 anos de idade e 51 dedicados à causa espírita (2), jamais cobrou um centavo de quem quer que o procure em Uberaba, atendendo de 600 a 800 pessoas nas noites de sexta-feira e nas tardes de sábado, quando realiza um nobre trabalho de confraternização, na periferia da cidade.
 
E foi em Chico Xavier que os pais de Maurício encontraram de novo o seu filho, quando receberam, na noite de 11 de fevereiro de 1978, uma carta de Maurício consolando e dando-lhes forças.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 26 de Agosto de 2015, 22:57


Idade do espírito.
 
Os espíritas sabem que o espírito não tem idade. Não é como pessoa viva – espírito e corpo – quando a idade é a do corpo. Há espíritos muito mais antigos do que os demais, e assim mais experientes.
 
Isso significa que muitas crianças, recém-nascidas, podem ser muito mais velhas do que adultos e até anciãos deste mundo.
 
O espírito de Maurício, que só viveu sete anos no lar dos Xavier Vieira, parece ser um desses já bastante evoluídos.
 
Vejamos, em seguida, alguns dos pontos relevantes da página mediúnica e as pessoas nelas citadas:

1 —  Wagner e jeanine: irmãos de Maurício. 
2 —  Vovó augusta: avó materna, Sra. Augusta leite xavier.
3 —  Tio Godofredo: tio-bisavô materno, sr. Godofredo Xavier Nunes.
4 —  Nossa irmã Augustinha: Sra. Augusta Soares Gregoris, genitora de Henrique.
5 —  Vovó Alexandrina: referência à sua bisavó desencarnada, dona Alexandrina Fontes Xavier.
6 —  Izídio e Henrique: nossos conhecidos de mensagens neste livro, primos do comunicante. 
7 —  Tia Guta (guth): o espírito se refere à sua tia desencarnada, dona Maria Augusta Xavier Sabag. 
8 —  Dona Tereza Santana Ramos: senhora da família tradicional de Anápolis, estado de goiás, já desencarnada.
9 —  Nosso amigo Valente: Maurício se refere ao sr. José Fernandes Valente, farmacêutico antigo de Anápolis, e amigo da família.
10 —  Vovó Violeta, vovô Zico e vovô Zé: trata-se de dona Violeta da Silveira Vieira, avó paterna; Sr. Brasil Xavier Nunes – Zico, avô materno e Sr. José Vieira – Zé – avô paterno.
11 —  “Posso muito pouco, mas vou aprender a ajudar como se deve e prometo à mamãe que não crescerei na forma, a fim de que, um dia, quando nos reencontrarmos, ela me sinta a criança que sempre amou”.

Sobre o crescimento em termos de estatura – se é que assim possamos nos exprimir -, sugerimos ao leitor consultar, neste livro, a mensagem “reencontro na fronteira de dois mundos/o lado da cruz é sempre melhor – de Henrique Emmanuel Gregoris”.

Depois de afirmar que o amor permanece e que o céu é o amor com que nos queremos uns aos outros; de que precisamos continuar trabalhando na plantação do bem, entregando nosso esforço ao tempo...
 
E de que saudade é um poema vivo que só se escreve com lágrimas, conclui Maurício, de forma admirável   (http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif)  “No fundo de todas as nossas cogitações, está o amor, e os amigos daqui me ensinaram que isso é que vale”.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 26 de Agosto de 2015, 23:04





(http://38.media.tumblr.com/22253c303b1d403a347ec179bc8af571/tumblr_mfx9qiZNNb1rjpiyyo5_250.gif)
 
Querida Maria
 
Eu pressentia que o encontro através das notícias seria primeiramente com você. Somente você teria disposição de viajar de Caetanópolis até aqui, no objetivo de atingir o nosso intercâmbio.

Descrever-lhe o que se passou comigo é impossível agora. Aquela anestesia suave que me fazia sorrir se transformou numa outra espécie de repouso que me fazia dormir.

Sonhava com vocês todos e me via de regresso à infância. Era uma alegria que me situava num mundo fantástico. Melodias e cores, lembranças e vozes se mesclavam e eu me perdia naquele estado desconhecido.

Não cuidava de mim. Lembrava-me dos que ficavam, mas ainda não sabia se a mudança seria definitiva.

Acordei num barco engalanado de flores, seguido de outras embarcações, nas quais muitos irmãos entoavam hinos que me eram estranhos. Hinos em que o amor por Iemanjá era a tônica de todas as palavras.

Os amigos que me seguiam falavam de libertação e vitória.

Muito pouco a pouco me conscientizei e passei da euforia ao pranto da saudade, porque a memória despertava para a vida na retaguarda e o nosso Paulo se fazia o centro das minhas recordações.

Queria-o ali naquela abordagem maravilhosa, pois os barcos se abeiravam de certa praia encantadoramente enfeitada de verde nas plantas bravas que as guarneciam.

Quando o barco que me conduzia ancorou suavemente, uma entidade de grande porte se dirigiu a mim com paternal bondade e me convidou a pisar na terra firme. Ali estavam o meu pai Manuel, e nossa Mãezinha Amélia.

Os abraços que nos assinalavam as lágrimas de alegria pareciam sem fim. Era muita saudade acumulada no coração. Ali passei ao convívio de meus pais e os meus guardiões retornavam ao mar alto.

Retomei a nossa vida natural e, em companhia de meu pai, pude rever você e os irmãos todos me comovendo ao abraçar a nossa Waldemira, que me pareceu um anjo preso ao corpo.

Querida irmã, não disponho das palavras exatas que me correspondam às emoções. Peço a você reconfortar o nosso Paulo e dizer-lhe que não perdi o sonho de meu filhinho que nascesse na Terra de nossa união e de nosso amor.

O futuro é luz de Deus.
Quem sabe, virá para nós uma vida renovada e diferente para as mais lindas realizações?

Você diga ao meu poeta e letrista querido que estou contente por vê-lo fortalecido e resistente, exceção feita dos "copinhos" que ele conhece e que estou vendo agora um tanto aumentados...

Desejo que ele saiba que o meu amor pelo esposo e noivo permanente que ele continua sendo para mim, está brilhando em meu coração, que continua cantando fora do outro coração que me prendia.

A cigarra, por vezes, canta com tanta persistência em louvor a Deus e a Natureza, que se perde das cordas que coordenam a cantiga, caindo ao chão, desencantada.

O meu coração da vida física não suportou a extensão das melodias que me faziam viver, e uma simples renovação para tratamento justo me fez repousar nas maravilhas diferentes a que fui conduzida.

Espero que o nosso Paulo consiga ouvir-me nestas letras.

Agradeço a ele as atitudes dignas com que me acompanhou até o fim do corpo, tanto que agradeço a você e as nossas irmãs e irmãos o respeito com que me honraram a memória, abstendo-se de reclamações indébitas junto aos médicos humanitários que se dispuseram a servir-nos.

Maria, continue com o nosso grupo em Caetanópolis. O irmão José Viana e o Dr. Borges estão conquistando valiosas experiências.

Muitas saudades e lembranças a todos os nossos e para você um beijo fraternal com as muitas saudades de sua, Clara.

Carta de Clara Nunes.
Psicografada por Chico Xavier.




Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 27 de Agosto de 2015, 01:34


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1062.gif)

O filho tombado em prova

Minha querida Augustinha, a bênção de Deus nos reconforte.
 
Cumpro a palavra. Disse a você que me expressaria por nosso amigo, e tento o recado. O tempo que me distancia do corpo que se desfez, não me habilita a escrever como desejaria. 

O trabalho é uma escola incessante para quem deseja prosseguir em caminho melhor e, felizmente, a sua luta abençoada é igualmente minha. Você sabe que nunca nos separamos.
 
Seus problemas com a família e as suas aflições maternas seguiram meus passos, porque você sempre seguia nos meus.

●  Nossa união não poderia ser diferente.
●  O amor é uma luz que Deus acende no coração.
 
E onde o amor persiste não há sombra. Estimaria escrever ao seu carinho em momentos de primavera, como se estivesse a endereçar-lhe uma carta de noivado, falando de meu agradecimento e de minha ternura.

▬  Entretanto, quis a lei que formulasse estas linhas com a marca de nossas lágrimas.

Ambos trocamos os corações à frente de Henrique tombado em prova. Pergunta-me você se eu sabia, indaga o seu carinho porque não teria agido no momento certo, barrando o projétil que eliminou a existência jovem do nosso querido rapaz.

Mas posso afirmar a você, querida Augusta, que os nossos encargos continuam aqui sem sermos anjos. Tudo fazemos ao alcance de nossas possibilidades estreitas, para socorrer os entes amados, entretanto conseguimos pouco.

Penso que tudo isso deve ser assim, porque seria um erro furtar nossos filhos à experiência humana, como se nos pertencessem, quando, na essência, pertencemos todos a Deus.

Creia que seu marido fez força. Ainda assim, a lei das provas nos reclamava a tempestade de fevereiro passado.

Era preciso enfrentar as dificuldades, sofrer as tribulações e entregar tudo à Providência Divina. Graças a Jesus, você está fortalecida na fé, e os nossos filhos queridos nos compreendem.

Seu pai e até mesmo nosso Eurípedes, com outros amigos, nos sustentaram e nos guardam a segurança espiritual.

Estou na sua condição, pai humano com alguns passos apenas na estrada adiante. Admito que nossos Benfeitores da Espiritualidade Maior tudo sabiam por antecipação, porque fomos, você e eu, amparados de imediato.

Augusta, peço a você coragem. Você que tem ensinado seu Velho a trabalhar, você que suportou quase sozinha, do ponto de vista físico, a luminosa carga de serviço na condução da família que a desencarnação me obrigou a deixar.

Você que nunca se intimidou com provações e necessidades, continuará sem pausa nas tarefas que são nossas.

Nosso querido Henrique chegou aos nossos braços na condição de quem caiu ao lado da Cruz de Cristo. Não veio com sentimentos de pesar contra ninguém e, se acordou inquieto, foi pensando em você, nas dificuldades que ficariam para o seu coração de mãe.

Agora, somos nós e falo também por ele:
▬  Que pedimos a você e Eduardo, Márcia e Ângela, nossos genros-filhos, e nossos familiares tratem o assunto na base da oração. Um grande silêncio pode alimentar uma prece maior.

Augustinha, falei por seus lábios que nosso filho voltava para o Além sem haver ferido a ninguém e isso nos foi uma bênção.

●  Que a Luz do Bem não se apague,
●  Que a paz envolva aos que ficaram,
●  Que o amor de Jesus cubra a nós todos,
●  E que a fé em Deus nos faça sentir que todos somos capazes de errar.
 
E se hoje, Augustinha, sofremos por resultados de ações que se foram, é que nós também erramos perante as Leis Divinas.

Agradeço o seu depoimento de mãe, inspirado na compreensão que o processo inspira, porquanto os filhos de outros pais e de outras mães são também nossos filhos. Entendimento para nós todos, tranqüilidade para nós todos é o que peço a Deus.

Seu pai me auxilia a escrever, mesmo porque receava ferir com qualquer palavra menos adequada nossa confiança de espíritas-cristãos na Bondade Divina, em favor de todos.

▬  E quem sabe nosso Henrique se fará restaurado?

Você terá mais um companheiro nas suas atividades com a benção de Jesus e eu terei aqui um filho a proporcionar-me aquela luz que nosso querido Henrique sabia distribuir.

O Bem para os outros é saúde e paz para nós.

Não se admita enferma e fatigada ao ponto de permanecer unicamente em casa, pensando em sombras que Deus nos ajudará a transformar em luzes novas. Não queira vir mais depressa ao nosso encontro. Esperemos o tempo, trabalhando.

Um dia você e nós estaremos mais juntos e digo mais porque juntos sempre estivemos. Agradeçamos as lágrimas abençoadas que lavam nossos corações por dentro.
 
Elas nos ensinam a visão espiritual a fim de seguirmos adiante em rumo certo. Agradeço as amigas de Goiânia que trouxeram a sua presença em nosso encontro. Amigos daqui também me amparam.

▬  Saiba que:

●  A sua fortaleza é a base de minha fé,
●  A seu devotamento é o meu clima de segurança,
●  As suas esperanças, me fazem os melhores estímulos para a vida espiritual...

E que os seus exemplos no trabalho são ainda a melhor escola em que vou formando um novo destino para o nosso Amanhã Melhor.

Perdoe se escrevo assim, misturando alegria e dor, dificuldade de compreender e aparição no sentido de melhorar-me. Sou ainda um esposo humano e um pai que, ao seu lado, viveu sempre na certeza de que nossos filhos são tesouros de Deus em nossas mãos.

Auxilie-me para que eu possa ser útil nas tarefas em que a vida nos situa. E colocando meu coração como sempre em seu carinho, receba tudo o que posso ser de melhor, e toda a minha esperança de melhorar sempre, com todo o amor e reconhecimento.

Do seu, Sempre seu.
Gastão.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   

Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 29 de Agosto de 2015, 05:57

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1072.gif)

Seria um erro furtar nossos filhos á experiência humana

A mensagem de Gastão Henrique Gregoris, recebida pelo médium Xavier, no Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, Minas Gerais, a 5 de março de 1976, vinte e cinco dias após a desencarnação, em circunstâncias consideradas trágicas do ponto de vista humano, de seu filho Henrique Emanuel Gregoris, suscita-nos algumas considerações, que serão estudadas por itens.
 
1 “Pergunta-me você se eu sabia, indaga o seu carinho porque não teria agido no momento certo, barrando o projétil que eliminou a existência jovem do nosso querido rapaz. “Mas posso afirmar a você, querida Augusta, que os nossos encargos continuam aqui sem sermos anjos.”

Vejamos a questão 528 de O Livro dos espíritos (1):

“ Um homem mal intencionado lança sobre alguém um projétil que o roça e não o atinge.
Um Espírito benevolente pode tê-lo desviado? “
R ▬  Se o indivíduo não deve ser atingido, o Espírito benevolente lhe inspirará o pensamento de se desviar ou poderá ofuscar seu inimigo de maneira a fazê-lo apontar mal, porque o projétil, uma vez lançado, segue a linha que ele deve percorrer.”
 
2 “Penso que tudo isso deve ser assim, porque seria um erro furtar nossos filhos à experiência humana, como se nos pertencessem, quando, na essência, pertencemos todos a Deus.” Ora, todos os psicólogos são unânimes em afirmar que nós todos, inclusive nossos filhos, necessitamos de experiência frustrantes a fim de crescermos por dentro, tornamo-nos maduros emocionalmente.

▬  E o que preceitua a Doutrina Espírita?
R. Que nos encontramos reencarnados, por enquanto, num mundo de expiações e provas, onde sofrimento e dificuldades, lutas e tropeços, são capítulos abençoados escritos por todos no grande livro da vida.

No mesmo livro citado, de Allan Kardec, a questão 503 nos mostra a diferença entre a aflição experimentada por um espírito protetor e as angústias da paternidade terrestre, somente porque o chamado anjo guardião “sabe que há remédio para o mal, e que aquilo que não se faz hoje, far-se-á amanhã.”
 
3 “Creia que seu marido fez força. Ainda assim, a lei das provas nos reclamava a tempestade de fevereiro passado. Era preciso enfrentar as dificuldades, sofrer as tribula- ções e entregar tudo à providência Divina.” Na verdade, ninguém consegue fugir à Lei de Causa e Efeito, e Henrique deveria partir como partiu, num clima de violência.
 
4 “Seu pai e até mesmo nosso Eurípedes, com outros amigos, nos sustentaram e nos guardam a segurança espiritual.” O Espírito se refere ao pai de D. Augusta Soares Gregoris, Manoel Soares, continuador das obras de Eurípedes Barsanulfo, em Sacramento, Minas Gerais, desencarnado em 1937.
 
5 “Nosso querido Henrique chegou aos nossos braços na condição de quem caiu ao lado da cruz de Cristo. Não veio com sentimentos de pesar contra ninguém e, se acordou inquieto, foi pensando em você, nas dificuldades que ficariam para o seu coração de mãe.

”Mais adiante, depois de rogar aos genros-filhos – Eduardo, Márcia e Ângela – para que tratem o assunto na base do silêncio e da prece, afirma Gastão:
▬  “Augustinha, falei por seus lábios que nosso filho voltava para o Além sem haver ferido a ninguém e isso nos foi uma bênção.”

Henrique nasceu em 7 de julho de 1952, e desencarnou, nas circunstâncias citadas, a 10 de fevereiro de 1976, em Goiânia. Cursava Administração de Empresas, na Universidade Católica de Goiás.
 
6 “Não queira vir mais depressa ao nosso encontro. Esperamos o tempo, trabalhando.” Sendo a Terra um mundo de expiações e provas, destinado a ser, no grande futuro, um mundo de regeneração, segundo nos ensinam os Espíritos Superiores...

Tudo nos cabe fazer no sentido de permanecermos aqui o máximo de tempo que nos seja permitido:

●  Trabalhando infatigavelmente no bem,
●  Construindo a nossa felicidade à base de cooperação no erguimento da felicidade dos outros...

Desvencilhando-nos com isso do orgulho e egoísmo que, há milênios, nos retardam a evolução.
 
7 “Sou ainda um esposo e um pai que, ao seu lado, viveu sempre na certeza de que nossos filhos são tesouros de Deus em nossas mãos.” Mais uma vez, defrontamo-nos com o problema de ordem semântica, em relação ao cônjuge que fica – esposo-viúvo, mulher-viúva.
 
Confortadora, sem dúvida, a assertiva de que a vida continua, tudo a indicar-nos a necessidade inadiável e intransferível da reforma íntima, já que as manifestações de fachada são provas inequívocas de imaturidade espiritual...

Requisitando terapêutica adequada, a qual, em muitas circunstâncias, só poderá ser feita à base de dor e sofrimento ou mesmo de angústia em grau superlativo.
 
Que todos nós, os viajores da Terra, possamos rogar aos espíritos Benfeitores forças renovadoras para viver, qual fez o Espírito de Gastão:
▬  “Auxilie-me para que eu possa ser útil nas tarefas em que a vida nos situa.”

Dados biográficos: Nasceu Gastão Henrique Gregoris a 1º de março de 1928, em Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, filho de Eduardo Gregoris e de Ana Silva Souza Gregoris.

Nessa cidade, passou por toda a sua infância, transferindo-se na adolescência para Goiânia, a convite de um tio, Alfredo Feresin, que lhe conseguiu colocação na Empresa Goiana de Cinemas, onde permaneceu por alguns anos.

Casou-se aos 21 anos de idade com augusta Soares Gregoris, filha de Manoel Soares e Augusta de Oliveira Soares, natural de Sacramento, Estado de Minas Gerais.
 
Tiveram quatro filhos:
Márcia, Henrique Emanuel, Ângela e Eduardo.
 
Gastão continuou seus estudos depois de casado, formando-se em Contabilidade, na Escola Técnica de Comércio de Campinas, bairro de Goiânia, em 1960. Fundou com seu pai e irmão a casa comercial, “Móveis Tupy”, da qual era Diretor Gerente.
 
No dia 28 de agosto de 1964, a convite de amigos, saiu para uma pescaria no Rio Meia Ponte, em Goiânia, onde desencarnou, vítima de afogamento.
 
Foi professor na Escola em que se diplomara com louvor, sendo considerado na época, pelo seu diretor, Professor Rubens Carneiro, o melhor aluno desde a fundação, dez anos antes.

Seus alunos o estimavam e respeitavam, com imenso apreço. Espírita praticante, empenhava-se com sinceridade na prática da Doutrina.

Junto da esposa, durante alguns anos, foi responsável pela “Obra do Berço” (enxovais para recém-nascidos), na Irradiação Espírita Cristã, na capital do Estado de Goiás.

Também ali, participava das reuniões evangélicas e do trabalho de orientação mantido pelo Benfeitor Espiritual Bezerra de Menezes, juntamente com seu grande amigo, Dr. Oswaldo Godoy, que continua na obra de dedicação e bondade, em auxílio ao próximo.

Gastão desencarnou aos 36 anos de idade.

Tinha adoração pelos filhos, e, em suas preces diárias, pedia de início:
▬  “Senhor, abençoa meus filhos.”

Gastão Henrique Gregoris.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   

Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 05 de Setembro de 2015, 00:51


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1067.gif)

A morte, apenas um lado diferente, só isso

 
Mãe, peço a bênção. É isso mesmo, Fé e alegria. Aprendi com o seu coração e não encontro lição maior neste momento de reencontro. Este é um dia nosso, dia de amor, porque estamos novamente unidos por esse fio misterioso da palavra escrita.
 
Estou melhor, Não posso dizer que a pele está corrigida como um milagre. Estou em tratamento. Fevereiro tem carná. Estou lembrando aqueles cartazes de nossa Goiânia.
 
E carná tem luta sem fevereiro mesmo. Esperei estes minutos e prometi que não faria investimentos de tristeza. Morte, “Véia”, é um lado diferente. Só isso. É como se a pessoa vivesse aí, junto de um velho muro, ignorando o que há no avesso da cerca. Pois a cerca não é assim tão forte. Vim sem pular por altura nenhuma.
 
Cheguei naturalmente, com meu pai, a fim de agradecer. Estou quase bem. Digo quase bem, porque a cabeça ainda balança um pouco, se a memória der um empurrão mais forte. “Veia”, sou eu que peço para que não esquente a cabeça. Tudo passou. Fico muito grato por seu esforço. Esforço de não guardar ressentimento.
 
Seu filho estava realmente brincando com a vida. Perdoe se isso aconteceu. Não tive a idéia de que a terminação seria aquela. Foi uma zebra sem tamanho a que me surpreendeu. Mas não há de ser nada. Mãe, não culpe a ninguém, peço.
 
Agradeço o seu pedido ao nosso amigo Dr. Wanderley, e peço transmita aos nossos, especialmente ao nosso Mário, o respeito e o carinho com que me deram a paz. Isso, Mãe, é assim mesmo. Uns chegam por aqui em maca ou cama de sofrimento, outros voltam com o sangue enrolado por dentro das veias, outros regressam de juízo perdido nos remédios do descanso obrigatório, e muitos dormem por aí e acordam por aqui com a cara e a coragem.
 
Eu, que sempre julguei cuidar-me para não entrar pelo cano, vim para cá diante do cano a querer entrar por dentro de mim. Mas, fora o pesar que causei ao seu carinho e aos nossos, estou menos mal. Sucedeu o melhor. Nunca me perdoaria se o amigo estivesse no meu lugar, em matéria da viagem forçada.
 
Às vezes, uma brincadeira é sistema de balança pagadora. Supus que me entregava a um divertimento de rapaz, e o prato da justiça ficou mais pesado para mim. Agora, no que falo, digo o que ouço do velho Gastão. Diz ele, por vezes, “que entrou na água, julgando entreter-se, e a água acabou entrando nele”.
 
Nossos negócios estavam por ali, Meia Ponte, periferia, e ocorrências. Sentimos que o fogo em mim se faça fogo em seu coração e que as águas do rio se hajam transformado em lágrimas nos seus olhos, entretanto, as lutas estão passando. Pai e eu refletimos nessa base e contamos com o seu perdão.
 
Peço ao seu carinho:
Medite nos Henriques outros que estão por aí necessitando de sua bondade de mãe. O nosso reencontro será fatal. Anteontem, fui eu a rever meu pai, ontem foi o velho Gregoris a retornar para os braços do filho. Meu avô que se fez de volta para cá, desconhecendo tantos fatos dos tempos últimos, surpreendeu-se muito ao reencontrar-me. “Veia”, o seu dia chegará.
 
Não se apresse. Sei que o suicídio não é dose para nós, mas a morte pode sobrevir por motivos diversos. E um deles, e talvez dos mais fortes, é aquele do desejo forte da pessoa quando escolhe morrer. As suas tarefas são muitas.
 
Um rapaz qual eu mesmo, estuda e estuda, no entanto, um coração de mãe é muito mais importante no mundo, sem estudar especificamente para atuar nos Grupos da Humanidade. Conduzamos nosso Eduardo para a compreensão.
 
Ele não pode andar encucado, perguntando porque – o porquê da minha vinda para cá num inesperado momento. Ajude meu irmão a considerar o caminho do trabalho a escolher. Não sei o que deva falar. Opiniões às vezes são forças disfarçadas de violência.
 
Não sei porque Eduardo prefere voar, mas, se isso é sonho dele, desejo ao querido irmão o destino de um Lindbergh. Esquema traçado no painel, e subida calma para cima das nuvens. Sem cair, é claro.
 
O que não me conformo é vê-lo impressionar-se de tal modo que precise de medicina especializada. Diga ao irmão que a vida é um capítulo que Deus escreve por nosso intermédio. E por tudo o que se escreve não se dispensa um ponto final. A morte é mudança de linha. Estou apenas num parágrafo novo.
 
Saí dos estudos para trabalho empresarial e deixei a APEGO a fim de empreender outras tarefas e apegar-me a outros valores. Apenas rogo a Eduardo apreciar a seriedade da vida, sem brincar com ela. Mãe, agradeço a todos.
 
Estou tranquilo. Seu carinho me trouxe paz. Você entendeu tudo e me libertou de tudo o que me poderia prender aí. Prometo, trabalharei e tentarei habilitar-me para servir ao seu lado, com as suas faculdades mediúnicas. Estou feliz, porque você, “Veia”, cumpriu a sua fé espírita.
 
Você não só falou e disse, mas ensinou e fez. Muito obrigado. Meu abraço aos cunhados, à Márcia e Ângela. Não se preocupe se a família está aumentando. Filho, Mamãe, dá trabalho, mas oferece a bênção do sacrifício com deus. E isso é processo legal dos melhores.
 
Agora, nós dois vamos trabalhar em silêncio para varrer o resto da poeira que ficou no caminho do dez de fevereiro.

“Veia”, tudo está bem, mas muito bem mesmo. Penso no dinheiro que talvez pudesse faltar, mas pedi ao meu pai nos auxilie para que nada falte às suas mãos, sempre prontas para distribuir.
 
E quando conversar comigo no retrato, não me pergunte o que houve. O que houve é que amo a você cada vez mais, e que não quero me separar de você.  Mãe, agradeça por mim aos amigos e colegas de serviço. Todos foram notáveis pela dedicação.
 
Fique alegre e fique com Deus. Filhos quando beijam as mães nada precisam contar.Elas adivinham. Pois adivinhe também, que seu filho estará em seus passos e que não me esquecerei um momento de seu carinho.
 
E se você adivinhar que meus olhos estão molhados, é porque estou chorando de alegria por saber, querida Mamãe, que sempre fui e que sou seu para sempre.

Sempre seu filho.
Henrique.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 05 de Setembro de 2015, 01:14

De volta do "Berçário Novo"
 
Mãe, abençoe seu filho. Sou eu mesmo, de volta. Prometi pintar por aqui sempre que o pano fosse descoberto para a estrada, e venho desejar ao seu coração querido a paz que vem do Alto.
 
Pano descoberto recorda os meninos de circo de que o pai falava em outros tempos. O que há, “Veia”, é que me sinto com matrícula neste colégio das mensagens.

Falha o merecimento, mas estou na sua, de irmã dos que sofrem. Não por mim, o acesso a que me refiro, mas pela remuneração à professora que é você.
 
Agradeço por tudo. Nosso ambiente está mais sereno, como seu Henrique desejava. A princípio, aquele tumulto quase me enlouquecia, porque, por aqui também se perde o equilíbrio.

Não seria paúra, mas uma espécie de chuva magnética dos raios mentais que me eram atirados. Foi assim e não foi assim. Henrique estava daquele modo e não estava.

●  Que teria acontecido por trás das portas?
●  E o negócio era esse aí. Barulho e perturbação.

Movimento inútil de ondas que pareciam sempre longe da crista. E a ventania esquisita de forças me envolvia de todo, como se estivesse perdido numa estrada perdida, escutando seus chamados e vendo as suas lágrimas, na condição das pessoas que enxergam outras, quando algum relâmpago rompe as trevas.

Depois... a tranquilidade.
 
A tranquilidade que você me deu e pediu a todos os nossos, para mim. “Veia”, é isso. Não deixe a cabeça esquentar. Existe um Poder sobre nós que nos socorre sempre mais depressa quanto mais depressa se manifeste a nossa aceitação e a nossa paciência.

Afinal de contas, a morte, como pessoa que ninguém deseja na Terra, caminha nas estrelas do mundo todos os dias. Aquilo que me sucedeu, devia suceder.
 
●  Uns chegam à experiência física para tempo curto;
●  Outros dobram as fieiras dos dias e varam um século.

Hoje, compreendo. A idade por si não vale, porque deste lado vale apenas aquilo de bom que colocamos no rio do tempo. Cada dia é momento de se entregar algo de melhor à embarcação das horas.

▬  Por isso mesmo deixar o corpo:

●  Jovem ou velho,
●  Cansado ou vigoroso,
●  Bonito ou feio é coisa somenos.     

Estamos juntos.
 
Agora é a ocasião de pegar em seu instrumentos de fé e caridade, e seu filho vem fazendo o possível para atender às novas obrigações. Fazer o bem aos outros é o melhor investimento nas menores atividades do campo empresarial.
 
A gente por aí lutando com tanto empenho por alguns mangos na poupança, e aqui reconhecemos que se perdeu muito tempo nisso, quando poderíamos acumular outras espécies de benefícios.

▬  Câmbio estranho o câmbio de Deus:

●  De um lado, ele sugere ganhar,
●  E de outro indica o servir para ganhar com razão.

Mas, toca pra lá. Isso é com a Filosofia. Estou aqui em nosso recado para dizer que temos recebido os seus votos de paz e de encorajamento. Um neto, “Veia” querida, é um tesouro.
 
A chegada do Luiz Henrique (muito obrigado pela lembrança de meu pobre nome) foi para nós todos, mesmo aqui, uma felicidade muito grande.

▬  Pedimos a Deus para que o menino cresça até que se faça:

●  Um gigante em bondade
●  E compreensão, trabalho e progresso.
 
Isso entre parentes, que garantem o corujismo na tradição, não é desejar de mais. Agora, a fala da gratidão pelas flores do seu aniversário que as suas mãos nos levaram à terra que nos guardou a roupa em desgaste.

Luta-se para não se falar em “cemitério”, em nossos papos daqui, mas a pessoa acaba na referência mesmo sem querer. Inventaremos ainda outra palavra para essa imagem inadequada, como, por exemplo, “Berçário Novo”.

Estamos gratos. Aqui estão comigo o Izídio, o Jurandir, o Guimarães e o Oscar, todos muito reconhecidos às suas preces e as suas pétalas perfumadas.

E outra notícia, temos recebido – digo eu, seu filho, - muito auxílio nas orações do nosso querido amigo Nicolau, o “São Nicolau” de nossa casa. “Veia”, é isso que digo. Não nos falta proteção.

Trabalho aqui, temos nós na dose que se deseja. E o trabalho no bem gera sempre mais alegria.

▬  Aí, tínhamos nós dois dias de que não me esqueço:

●  O 28 de agosto para chorar o Papai,
●  O 8 de outubro para a nossa alegria no bolo de seu aniversário,
●  Bolo que você recusava e que, na verdade, não deixávamos para trás.
 
Agora, Mamãe, não deixe que a luz da alegria esmoreça em nosso grupo. As nuvens passaram. Queremos alegria e paz, porque ninguém aí na Terra esteja na ilusão de escapar.

O reencontro é fatal porque a morte é certa. Mas não faço o apontamento por nota de menosprezo a ninguém.
 
É só apelação para que você esteja calma e paciente, aguardando o dia diferente dos outros. Envio muitas lembranças para Eduardo, Márcia e Ângela, Mário Lúcio, Luiz Antonio e um beijão aos sobrinhos. Dona Lélia, receba o nosso respeito e reconhecimento.
 
Nossos amigos Antenor de Amorim e Alvito Nogueira estão presentes e rogam-lhe confiança no coração de filha e esposa. Mamãe, eu queria terminar esta carta com um poema, no entanto, ofereço a você aquele nosso violão.

O “Menino da Porteira” fica sendo a canção de seu Henrique para você. Já varei a porteira da vida espiritual, mas continuo sendo o seu menino de sempre.
 
Deixe que lhe beije as mãos. Mamãe, você sabe que um beijo de filho saudoso e reconhecido para as mães vem a ser uma estrela. A estrela de seu filho é tão pálida, mas é sua, porque o meu beijo é seu.

“Veia”, fique com Deus e me dê sua benção.

Trouxe flores também, mas com uma diferença – elas são lágrimas de alegria e gratidão a Deus, por ser sempre mais seu. O pai Gastão e o Vovô Manoel estão comigo e deixam um abraço.

Receba, querida Mamãe, o coração inteirinho de seu filho, sempre mais seu por dentro do coração.
 
Seu sempre:
Henrique.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 05 de Setembro de 2015, 01:36
Fatalidade do Reencontro.
 
De uma entrevista com a genitora do comunicante, eis o que conseguimos colher:

▬  “Nasceu Henrique Emanuel Gregoris a 7 de julho de 1952, em Goiânia. Seus pais, Gastão Henrique Gregoris e D. Augusta Soares Gregoris, ambos espíritas, em homenagem ao luminoso Espírito de Emmanuel, registraram o filho com o seu nome".

Henrique teve uma infância feliz e despreocupada até à desencarnação de seu pai, vítima de afogamento durante uma pescaria. Passou pela adolescência quando sua família faceava grandes problemas financeiros.

Cedo fechou os estudos, indo trabalhar em Brasília – DF, em 1972, a convite de um tio, Sr. Wilson Fidalgo, que lhe conseguiu colocação no Grupo do INCA, onde permaneceu por dois anos.

Lá, prestou o vestibular na Universidade do Distrito Federal, para Administração de Empresas, sendo bem sucedido. Com a morte de seu amigo Izidio Inácio da Silva, em acidente automobilístico, resolveu voltar para Goiânia, temendo com suas idas e vindas:
▬  “Sofrer acidente e morrer longe da mãe e dos irmãos”.
 
Em 1974, de volta, ingressou na PLANITEC, Assessoria e Planejamento, a qual prestava serviços a (APEGO) Associação de Poupança e Empréstimos de Goiás. Conseguiu a transferência de seus estudos para a Universidade Católica de Goiás.

Henrique, de personalidade alegre e extrovertida, gostava, à maneira do pai, de ajudar os amigos e as pessoas que o procuravam. Possuía amplo círculo de amizades entre jovens e adultos.

Apreciava a vida do campo, tendo especial atração pela criação de gado vacum e cavalos, sendo estes seus planos para o futuro. Era espírita. Gostava da literatura espírita, e seu último livro a ler, Jovens no Além (2), recebeu dele o seguinte comentário:
▬  “É um barato”.

Nas férias e feriados, ia receber passes e água fluidificada, na Irradiação Espírita Cristã e no Centro Espírita Irmã Scheilla, na sua cidade de residência.

No dia 10 de fevereiro de 1976, no trabalho habitual, recebeu um telefonema de um amigo, convidando-o insistentemente para uma tarde alegre e divertida. Henrique, solteiro e sem compromissos, concordou.

Às 22:30 horas do referido dia, sua mãe foi acordada por João Pontes, amigo e colega de Faculdade, dizendo que Henrique fora acidentado e estava muito mal no Hospital São Salvador, onde fora socorrido.

Chegando ao hospital, sua genitora foi informada pelo médico plantonista que seu filho havia falecido, vítima de arma de fogo.

O amigo, com sua arma, tê-lo-ia ferido, julgando-se numa brincadeira. Após dias da desencarnação, seu pai Gastão Henrique Gregoris enviou expressiva mensagem, através do médium Chico Xavier consolando a esposa e mãe.

A família desejava um esclarecimento sobre o fato, aguardando o desenrolar do processo instaurado pela Polícia do 1º Distrito Policial de Goiânia. Após alguns meses, o advogado da família, Dr. Wanderley de Medeiros, informou que o acusado havia sido absolvido.

A família não concordou, absolutamente, sendo feita a apelação para instância Superior. Dois dias após a apelação (desconhecendo totalmente o fato), o médium Francisco Cândido Xavier, a pedido do Espírito de Henrique, deslocou-se até Goiânia para dizer-lhe à genitora – D. Augustinha – que perdoasse o amigo.

D. Augusta, diante do pedido do filho desencarnado, imediatamente enviou uma carta ao seu advogado, solicitando-lhe que encerrasse definitivamente o processo.
▬  ”Anotemos o que ostentou O Popular, de 18 de julho de 1976, sob o título “Mãe desiste de ação contra acusado da morte de seu filho”

“O juiz Orimar Bastos, da Comarca de Piracanjuba, respondendo pela Hidrolândia, absolveu o bacharel João França de responsabilidade na morte de Henrique Emanuel Gregoris".

Contratado pela mãe da vítima, o advogado Wanderley de Medeiros entrou com a petição de apelação contra a sentença. Dona Augusta Soares Gregoris, genitora de Henrique, antes que a petição tivesse curso, desistiu da apelação, comunicando a seu advogado que seu filho, depois de morto, perdoara ao acusado. Assim, a ação foi encerrada definitivamente.”
 
Depois de transcrever, na íntegra, a mensagem de Gastão, eis o desfecho do artigo, do qual suprimimos a transcrição da carta de D. Augusta:
▬  “Ao receber a notícia da absolvição do réu e julgando que o advogado dela, no processo, fizera considerações desairosas à memória do seu filho, Dona Augusta contratou Wanderley de Medeiros para a apelação”.

“O médium espírita, contudo, veio pessoalmente a Goiânia para lhe dizer que Henrique Emanuel se manifestara em Uberaba e pedira à sua mãe para perdoar o acusado, que era inocente.”

Da mensagem recebida pelo médium Xavier, no Grupo Espírita da Prece, ao final da sessão pública da noite de 25 de setembro de 1976, destaquemos apenas os seguintes itens:
 
Observemos a linguagem rica de gírias, que era habitual ao missivista, quando encarnado:

●  Márcia e Ângela: irmãs de Henrique.
●  Curiosa a imagem do muro, sendo a morte nada mais que “um lado diferente”;
●  “Veia” – tratamento carinhoso de Henrique, quando se dirigia à sua Mãezinha;
●  Lembrete absolutamente concorde com o Capítulo XV de O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec:
●  “Agradeço o seu pedido ao nosso amigo Dr. Wanderley, e peço transmita aos nossos, especialmente ao nosso Mário.
●  O Espírito se refere ao advogado da família – Dr. Wanderley de Medeiros e aos cunhados Mário Lúcio Sobrosa e Luiz Antônio Rabelo.
●  “Fora da Caridade não há Salvação”: “Peço ao seu carinho: Medite nos Henriques outros que estão por aí necessitando de sua bondade de mãe.”
●  Muito consolo a extrair para todos nós, os viajores da eternidade: “Nunca me perdoaria, se o amigo estivesse em meu lugar, em matéria de viagem forçada.”
●  Sumamente confortador verificarmos a técnica de enxugar lágrimas do jovem Henrique: através do trocadilho, servindo-se da expressão “entrar pelo cano”, tão popular.
●  Profundamente humano o fecho da carta mediúnica, quando Henrique, enxugando lágrimas, pergunta à mãe querida, se seria capaz de adivinhar porque ele o fazia de olhos molhados.
●  Novamente, em tom jocoso, o espírito alude à desencarnação do pai e à dele mesmo, alcançando, ao mesmo tempo, um clima altamente poético através da conotação dos signos fogo e águas do rio.
●  “Conduzamos nosso Eduardo para a compreensão. “Trata-se do irmão que, com efeito mostra autêntica vocação de aviador. Sobre Lindbergh refere-se ao famoso (Charles August Lindbergh) aviador norteamericano.
●  O trocadilho “deixei a APEGO a fim de apegar-me a outros valores” é da mais alta importância do ponto de vista de identificação do Espírito, já que o médium, de modo algum, poderia conhecer tantos detalhes, inclusive a circunstância de o comunicante ter saído “dos estudos para trabalho empresarial.”
●  Depois de afirmar que “o nosso reencontro será fatal”, isto é, que todos os espíritos afins um dia se reencontrarão para trabalharem unidos, co-criadores, colaborando com o Criador na expansão do Universo Infinito, conta como se surpreendeu seu avô paterno, Gregoris, ao vê-lo no Mundo Espiritual. Na verdade, o Sr. Eduardo Gregoris desencarnara uma semana após a partida de Henrique, e desconhecia o penoso acontecimento que se lhe abatera sobre a família.

(1) Veja-se o depoimento de D. Augusta Soares Gregoris na obra anteriormente citada – Amor & Luz -, pp. 110-117
(2) Trata-se do livro de Francisco Cândido Xavier, Caio Ramacciotti e Espíritos Diversos, Jovens no Além, grupo Espírita Emmanuel Sociedade Civil Editora, São Bernardo do Campo, SP, 1ª edição, setembro de 1975.
(3) Veja-se o capítulo anterior (22).
(4) O Popular – Cidade/Estado, Goiânia, 18/07/76, pág. 5, Ano XXXIX, nº 8543. (5) O repórter se refere ao médium Francisco Cândido Xavier.

Henrique.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   




Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 16 de Setembro de 2015, 00:20
Fazer o bem, o melhor investimento
 
Da segunda carta de Henrique, transmitida através do médium Xavier, a 12 de novembro de 1976, salientemos alguns pontos dos muitos destacáveis que existem ao longo de toda a página.
 
 ● Dentro da mesma linguagem de que se serviu para a transmissão da primeira mensagem – rica de gírias – e ainda nomeando a genitora por “Véia”, qual o costume que adotava quando encarnado, Henrique nos convida a atenção, de início, para um assunto de suma importância: o do merecimento para se comunicar através da instrumentalidade mediúnica.
 
No caso, deixa claro, não somente por modéstia de sua parte, mas, talvez, por se tratar da realidade, que o mérito pertence ao coração maternal.
 
De fato, ao que sabemos, as comunicações são permitidas quando os Benfeitores da Vida Maior verificam que elas reverterão em benefício de várias criaturas, encarnadas ou desencarnadas.
 
De qualquer modo, Henrique nos alerta para uma questão de muito interesse, dentro das fileiras espíritas, a recordar-nos a recomendação de Allan Kardec: “passar tudo pelo crivo da razão.”
 
 ● Casamento de “barulho e perturbação” e chegada da tranqüilidade, depois da atitude materna: perdão para o acusado.
 
 ● “Existe um Poder sobre nós que nos socorre sempre mais depressa quanto mais depressa se manifeste a nossa aceitação e a nossa paciência”. Afinados com as Forças Superiores da Vida, tudo se nos torna mais fácil para a liquidação justa de todos os problemas. Ou por outras palavras: aceitação e paciência – primeiro passo para que a solução adulta de todos os obstáculos, por mais graves que sejam do ponto de vista humano.
 
 ● “Aquilo que me sucedeu, devia suceder. Uns chegam à experiência física para tempo curto; outros dobram as fieiras dos dias e viram um século. Hoje, compreendo. A idade por si não vale, porque deste lado vale apenas aquilo de bom que colocamos no rio do tempo. Cada dia é momento de se entregar algo de melhor à embarcação das horas.”
 
 ● “A gente pó aí lutando com tanto empenho por alguns mangos na poupança, e aqui reconhecemos que se perdeu muito tempo nisso, quando poderíamos acumular outras espécies de benefícios.” Verdade inconsussa, esta que lembra Allan Kardec, no Capítulo XVI de O Evangelho segundo o Espiritismo, e que a maioria de nós outros, os reencarnados, nos recusamos a encarar frente a frente, alegando as conjunturas da sociedade mercantilista, não passando tudo isso de simples racionalização de nossa parte.
 
 ● “Um neto, “Veia” querida, é um tesouro.” Refere-se a Luiz Henrique Gregoris Rabelo, nascido a 28 de setembro de 1976.
 
 ● Novamente a problemática das palavras. Seria bom, sem dúvida, que a expressão “cemitério” fosse substituída pelo sugestivo nome “Berçário Novo”. Tempo virá, com o desenvolvimento da Psicolingüística, que dá seus primeiros passos, em que a Semântica alcançará seu florescimento máximo.
 
 ● Izídio: Izídio Inácio da Silva, desencarnado a 26 de fevereiro de 1974, com 19 anos de idade, em desastre automobilístico, sobre quem falaremos nos próximos capítulos. 59
 
 ● Jurandir: Jurandir Nascimento, desencarnado em acidente a 23 de maio de 1970, com 20 anos de idade, filho de Gabriel e de D. Santinha Nascimento.
 
 ● Guimarães: Geraldo Guimarães Rosa, desencarnado a 25 de outubro de 1974, em conseqüência de acidente, com 23 anos de idade, filho de Geraldo e D. Guilhermina Rosa.
 
 ● Oscar: Oscar Masaaki Tsuruda, desencarnado em acidente, a 11 de agosto de 1973, com 24 anos de idade, filho de Aiki e Tamiko Tsuruda.
 
 ● “Nosso querido amigo Nicolau, o “São Nicolau” de nossa casa”: Trata-se de Nicolau Calixto Hezin, desencarnado a 26 de dezembro de 1975. Fato admirável que demonstra de modo irretorquível e autenticidade da mensagem, é que os quatro primeiros nomes citados são de amigos íntimos de Henrique, companheiros que cresceram junto dele, e que eram assim chamados, inclusive o de origem nipônica.
 
 ● As datas citadas – 28 de agosto e 8 de outubro coincidem com a realidade. Mais um detalhe comprobatório. Aparentemente simples, mas muito importante.
 
 ● Eduardo, Márcia e Ângela; Mário Lúcio e Luiz Antônio: Cf, os itens 4, 10 e 12 do capítulo anterior (24).
 
 ● Dona Lélia, Antenor de Amorim e Alvicto Nogueira: Nossos conhecidos de capítulos anteriores e grandes amigos da família de Henrique.
 
 ● “O ‘Menino da Porteira’ fica sendo a canção de seu Henrique para você.” O “Menino da Porteira”, de Teddy Vieira e Luisinho, com efeito, segundo a genitora do comunicante, era a toada que Henrique e Eduardo tocavam no violão e cantavam acompanhados pelo carinho materno. Detalhe, a nosso ver, igualmente dos mais preciosos também.
 
 ● Pai Gastão e Vovô Manoel: Nossos conhecidos de capítulos anteriores, Gastão, Henrique Gregoris e Manoel Soares, sendo este último, o avô materno, seguidor da tarefa abençoada de Eurípedes Barsanulfo, em Sacramento, Minas Gerais, e desencarnado a 19 de janeiro de 1937, como já tivemos ocasião de ver, páginas atrás.
 
Agradecemos ao Criador e ao Divino Mestre pela bênção da Mediunidade Espíritacristã, rogando de igual modo a bênção da saúde e da alegria para o médium Xavier, pelo seu Meio Século de Mediunidade com Jesus e Kardec, marcado em 8 de julho de 1977.

Henrique.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   




Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 16 de Setembro de 2015, 00:21

Estou na condição do canário que esteve na gaiola e foi solto

▬  “Veia querida, minha querida Dona Augustinha, peço a sua bênção, de coração renovado na esperança e na paz nova que você me deu. É isso aí. Porteira aberta, campeiro a caminho de casa".
 
Mas venho à casa de seu carinho para agradecer ao seu devotamento pelo muito que recebi. Desde que você aceitou o meu pedido de perdão para o amigo que não esperava de nós outra atitude, minha vida mudou.
 
Estou na condição do canário que esteve na gaiola e foi solto. A sua compreensão quebrou os fechos de arame e pude respirar mais alto. Mãe, é tão difícil fazer isso! Aqui, é quase o aí que conhecemos.
 
As lutas são muito parecidas, quase as mesmas. Ressentimento e ódio criam perturbações e doenças e as moléstias e os desequilíbrios se verificam muito mais na alma que no corpo.
 
Agora é que compreendo o que falava você em torno da obsessão. Isso é uma espécie de corda imantada, corda de aço, enrolando os espíritos no mesmo drama de angústia.
 
A cura vem do entendimento. E o entendimento nos aponta os outros como filhos de Deus, sejam esses outros quem sejam. Os que amamos são filhos de Deus e os que ainda temos dificuldades de amar, são igualmente filhos do Criador.
 
E é melhor aprender a amar aos que ainda não amamos aí mesmo, nas tricas do mundo, que esperar fazer isso depois da morte, quando os encontros são muito improváveis. Fale com o Mário Lúcio de minha alegria, de minha imensa alegria.
 
Graças a Deus ficamos livres de nós mesmos, livres dos sentimentos que poderíamos abrigar indebitamente. Aqui, tenho visto o que não esperava.
 
Caras procurando inimigos que desapareceram em outras faixas da vida para se sentirem libertos das mumunhas que adquiriram. Por aí, botamos banca a qualquer hora para sermos os companheiros da superioridade, quando um dia virá em que saberemos curvar o pescoço para rogar desculpas por palavras e atitudes impensadas.
 
▬  Creia, “Veia”, que estou aprendendo.
 
Aí, ao seu lado, eu escutava seus casos, guardava as suas saudades de meu pai Gastão e parecia levar tudo a sério, mas no fundo, eu perguntava: “Será que os espíritas estão com a verdade ou com a palavra furada com alfinetes de ouro?”
 
A dúvida ficava boiando na cuca e eu acabava limpando a poeira das conversas compridas e passava por cima. Entretanto, o negócio é realidade que não se discute. E acabei reconhecendo que é preciso ser firme para não cair em moleza.
 
Pra frente com o trabalho do bem, é o melhor que eu trouxe. E trouxe essa bandeira das suas mãos de mãe e viúva e amiga, mãe de seus filhos e dos filhos alheios. Olhe que o seu esforço não tem sido mambembe.
 
Felicito agora a você por isso, sem a idéia de paparicar. 61 Nós dois sabemos que é preciso enfrentar os freios do mundo, para não ser marginalizado em bobagem com perda de tempo. Estou também muito admirado com o nosso Eduardo.
 
O rapaz tem qualquer cousa do nome “é do ar”, porque tanto quer ser aviador em Brasília quanto em São Paulo, tanto no Brasil de Porto Alegre quanto em Miami dos Estados Unidos. Mas você, “Véia”, não esquente a cabeça.
 
Deixe o menino agir como deseja. Cada qual nasceu para trilhar certos caminhos. Respeitemos nosso Eduardo e que ele me perdoe a brincadeira.

O que vejo é que não será justo desvincular você de Ângela e Márcia, do Mário Lúcio e do Luiz Antonio, com os pequenos que esperam tanto de sua experiência e de seu amor.
 
O mundo vai virando por si mesmo, mas não podemos virar a nossa cabeça fora de nossos compromissos com a ideia que abraçamos em seu caso, a Doutrina Espírita com o trabalho bendito que ela nos oferece.

Sou também cliente de suas faculdades e do doente do seu gabinete de cura espiritual.
 
E estou recebendo de suas mãos, os ingredientes precisos para trabalhar e atuar em muitos grupinhos e patotas daqui, na intimidade dos quais a erva mágica, representada por vários modos, fazem loucos que a Terra não pode ainda conhecer.
 
E não se renuncia ao dever de ajudar. Tenho feito o que posso e posso afirmar a você, que os seus apontamentos não foram inúteis em seu filho Henrique.

Mamãe, a luta é gigantesca e ainda que possamos parecer formigas querendo sustar uma tempestade, continuemos servindo e agindo.
 
Peço a você dizer ao Ricardo do Juarez que o Júnior está aqui com a proteção de Dona Alice e que nem ele, Ricardo, e nem qualquer dos outros amigos nossos estão esquecidos.

Oscar, Jurandir e Guimarães, aqui comigo, pedem para dizer que não se desinteressam dos pais Aiki e Tamiko, Geraldo e Dona Guilhermina, e os demais.
 
É muita gente para recordarmos de uma vez só. Às vezes, a cabeça cansa e os nomes da Terra somem da imaginação. Não sei explicar isso.

Notava, porém, aí, que qualquer brasileiro, quando voltava de outro país, mostrava certa dificuldade de pensar e falar em português ao mesmo tempo, quando a ausência fosse longa.
 
Aqui, por exemplo, temos amigos que vejo sem grande conhecimento anterior que estimariam encontrar em mim, o “Chapelin" do Além”, como alguém me apelidou em nossa querida Goiânia, e desejam que eu transmita notícias sem que eu consiga obedecer ao anseio de todos, quanto desejo.
 
Mas, não posso deixar de dizer aos pais de Amauri Gallinari, que ele está aqui e deseja expressar-se, mas ainda não encontrou meios de afinar-se com o Chico, mas pede a eles estejam tranquilos porque ele está cada vez melhor, embora a saudade que é, aqui, um prato obrigatório para todos.
 
E um amigo, de nome Antônio Lourenço, roga seja dito à sua nora e à irmã Aparecida, que o neto dele, o Lourenço, está melhorando, mas ainda sente muita falta da família, especialmente da mãezinha, da esposa Aparecida e da filhinha Lília.
 
Pede a tranquilidade de todos, porque a paz dos nossos por aí, é uma bênção no coração de quem volta para as nossas pedreiras para cá da morte.
 
Por pedreiras, simbolizo o trabalho que não esperávamos e que encontramos pela frente.
“Veia”, fique em paz e sirvamos com Deus. Agradeço os pensamentos bons e as preces amigas de nossa querida irmã, Dona Lélia.

E quero dizer a você que, no dia 28 próximo, estarei a seu lado nas preces pela felicidade do meu pai Gastão.
 
É aquele dia de lembrar Meia Ponte e aumentar a plantação das saudades. Mas a nossa fé é um remédio santo e pela nossa fé, havemos de sarar do passado, para construir o futuro melhor. Já fiz o meu gibi de filho, mas tem muita cousa que não cabe dentro de hoje.
 
Continuaremos em outras oportunidades. Se alguém julgar que fui muito prolixo, é porque quem não sabe escrever, assim como eu, não sabe escrever curto. Mas o abraço para você, Dona Augustinha, é um abração sem tamanho.

Muitas lembranças para o nosso pessoal de casa, porque desencarnei, mas não larguei a coruja e receba um beijo de muita gratidão de seu:
▬  “Menino da porteira” e seu filho do coração:

Henrique.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   




Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 19 de Outubro de 2015, 00:15


Realidade que não se discute

Com a mesma linguagem expressiva de sempre, eis que volta Henrique, através do médium Xavier, na reunião da noite de 20 de agosto de 1977, no Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, Minas Gerais e publicada ao final da notável reportagem de Márcia Elizabeth:
▬ “Chico Xavier, o Intérprete do Outro Mundo”, no jornal de Goiânia, O Popular (1). Endereçando o leitor aos itens dos dois capítulos anteriores a este, a fim de aproveitar espaço e tempo, vejamos o que o Espírito do jovem goiano tem a nos oferecer:
 
● “A cura vem do entendimento.”
● Márcia e Ângela: irmãs do Espírito comunicante.
● Meu pai Gastão: Trata-se de Gastão Henrique Gregoris.

● D. Lélia Amorim Nogueira – Grande amiga da família de Henrique.
● Eduardo: irmão de Henrique, que cursa, atualmente, a aviação civil em Goiânia.
● Oscar, Jurandir e Guimarães: Amigos de infância de Henrique, desencarnados em acidente.

● D. Alice: Esposa desencarnada de Francisco Ribeiro Escartezini, e avó de Ricardo e de Júnior.
● Mário Lúcio Sobrosa e Luiz Antonio Rabelo: cunhados de Henrique. “Fatalidade do Reencontro”.
● “Menino da Porteira” – Canção que Henrique e Eduardo, acompanhados pela genitora, cantavam.

● Meia Ponte: Referência à desencarnação de Gastão Henrique Gregoris, no Rio Meia Ponte, a 28 de agosto de 1964.

● “Chapelin do Além” – Apelido dado a Henrique pela Sra. Ely Merola, referindose ao conhecido apresentador do “Jornal Nacional”, da TV Globo.

● Júnior e Ricardo: o primeiro desencarnado em acidente; ambos amigos de Henrique e filhos do Sr. Juarez Távora de Azeredo Coutinho e de D. Glória Coutinho.

● “Agora é que compreendo o que falava você em torno da obsessão. Isso é uma espécie de corda imantada, corda de aço, enrolando os espíritos no mesmo drama de angústia.”

● Antônio Lourenço, Aparecida, filhinha Lília: Segundo informes de D. Augustinha, prestados em sua residência (Goiânia, Go.), na manhã de 4 de fevereiro de 1978, trata-se de familiares da Sra. Enid Prochnov Nunes, residente em Araraquara, Estado de S. Paulo.

● “Desde que você aceitou o meu pedido de perdão para o amigo que não esperava de nós outra atitude, minha vida mudou. Estou na condição do canário que esteve na gaiola e foi solto.”
▬  Eis, em poucas palavras, o que Allan Kardec estuda, em profundidade, no Cap. XII de O Evangelho segundo o Espiritismo o perdão incondicional das ofensa.

● “Graças a Deus ficamos livres de nós mesmos, livres do sentimentos que poderíamos abrigar indebitamente.”
▬ Com efeito, para nos libertarmos dos processos obsessivos, nada melhor que o perdão, enquanto estamos a caminho, perdoar indefinidamente, setenta vezes sete vezes, segundo a recomendação de Jesus, a fim de que nos libertemos de nós mesmos, isto é, que nos desvencilhemos do orgulho e do egoísmo, que são cadeias poderosa, mas não inquebráveis.

Finalmente, transcrevamos este tópico em que Henrique se dirige à sua “Veia” Augustinha, dirigindo-se a todos nós, os reencarnados, alertando-nos quanto à necessidade da paciência e da perseverança nos caminhos do mundo:
▬ “Mamãe, a luta é gigantesca e ainda que possamos parecer formigas querendo sustar uma tempestade, continuemos servindo e agindo.”

(1) O Popular – Cidade/Estado, Goiânia, 25/09/77, pág.6.
 
Henrique Emanuel...



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 11 de Novembro de 2015, 19:08


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1060.gif)

Mensagem de amor

Querida Mamãe, querido Papai, meu querido João Batista, Deus abençoe a nós todos. Estou ainda quase sem forças. Quase como no instante em que me levantei de mim mesma, depois de me haverem erguido, à maneira de uma criança.

E venho, querida Mãezinha, não apenas atraída por seu carinho, mas trazida na corrente de suas petições e de suas lágrimas. Peço agora com mais insistência, não se entristeça, ajude-me com aquela fortaleza que em seu espírito nunca vi esmorecer.

Perdoem-me, o seu coração e o coração de meu pai, se voltei tão às pressas à vida que me convidava às grandes renovações.

Tenho o reconforto de afirmar-lhes que não provoquei o choque do Opala. Pensei que pudesse fazer uma ultrapassagem pacífica, habituada que me achava a visar dimensões e examinar caminhos de relance.

Mãezinha, não julgue que sua filha pudesse, por um instante só, enfraquecer-se na fé, a ponto de buscar a desencarnação voluntária.

Dias antes me sentia em nossa casa, como quem trazia a cabeça e as mãos crescidas, não sabia o que se passava. Inclinei-me a refletir sobre mediunidade, mas, somente aqui vim a saber que estava sendo preparada com carinho para a volta.

Tudo, Mamãe, foi muito rápido.

Um choque difícil de descrever e, depois aquela ideia de que o desmaio era natural e inevitável, um sono agitado por pesadelos, porque a gente não se despede do corpo, sem desatar muitos laços e nem se desliga com muita facilidade do ambiente querido em que se nos desenvolveu a experiência familiar.

Quando acordei, porém, escutava seus apelos, suas perguntas, suas aflições e suas lágrimas, em forma de palavras e sons que me ecoavam por dentro do coração. Senti-me perdida, como quem se reconhece num hospital que não pediu e nem esperou.

Os conhecimentos que trazia comigo me foram valiosos, porque era justo que eu a chamasse aos gritos, manifestando minha estranheza em altas vozes, mas quando vi o tio Orlando com aquele rosto sereno a fitar-me, ele que partira, antecedendo-me na vida Espiritual, creio por onze meses, compreendi tudo.

Achava-me como ainda me encontro numa instituição de refazimento em que o amigo maior é o Padre Antônio, direi Antônio Preto, de quem ouvira tantas vezes falar.

Acolheu-me com brandura e soube que estávamos todos numa casa de socorro espiritual de urgência, fundada junto a Bebedouro pelo sacerdote Francisco Valente, que nos deu tanto amor, na formação do recanto em que Deus enviou a felicidade para morar conosco.

Lutei muito, querida Mamãe, porque não é fácil deixar a existência no lar, nem mesmo quando temos aquele ideal de estudar a vida em outros planos e em outros mundos, que sempre me marcou as ideias de menina voltada para os assuntos do espírito.

Rogo dizer à nossa Do Carmo e às amigas que a morte me apareceu na condição de uma benfeitora, e que não fui eu quem lhe bateu às portas. Mãezinha, a senhora sabe que suicídio não constava de nossos propósitos, isto é, dos meus.

Páginas de amor e ternura, meditações sobre a vida espiritual que eu tenha escrito, sabe nosso querido João Batista que eram pensamentos soltos nos quais, muitas vezes, me sentia sob influências mediúnicas.

Rogo ao querido irmão auxiliar-me com seu encorajamento e fé em Deus. Joãozinho, meu irmão, estamos no tempo dos nossos testemunhos de confiança em Deus. Estude e siga em frente. Sua irmã não morreu.

O que sucedeu foi mudança de lugar e de clima, sem transformações em nosso amor de irmão que se tanto e que com a benção de Jesus, prosseguiremos unidos.

Mãezinha, agradeço as suas preces e as orações dos familiares, sem me esquecer dos pensamentos de amor da Vovó Carolina e da tia Geni, em Viradouro. Aqui, tenho encontrado muito amor, através de gestos de proteção que não plantei.

Nossos irmãos do Grupo do Calvário ao Céu estão irmanados aos outros, aqueles que sob a proteção de São João Batista, distribuem socorro e bondade sob os nossos céus. Mamãe, perdoe sua filha, se minhas ideias pareciam por vezes extravagantes.

Eu sei que a sua ternura tantas vezes silenciava para que sua Landa estivesse crendo em sonhos e realizações distantes da verdade que impera na vida. E me lembro dos seus olhos expressivos a me falarem sem palavras de suas preocupações por mim.

Creia, Mamãe, que não vim para cá trazendo afeições maiores que as nossas, você, papai, João Batista, Maria do Carmo e os nossos, parece que a gente mais jovem quando sai da Terra de repente, na maioria dos casos, parece considerada como sendo pessoas que se afastam do mundo por desilusões e desenganos, mas não é assim.

Existem leis a que não conseguimos fugir. Cada qual na Terra dispõe de uma quota de tempo a fim de fazer o que deve. A parcela que a vida me reservava era curta.

Mas tenho a ideia de que tive os melhores pais da Terra e os melhores irmãos, porque recebi todos os recursos de casa para realizar em mim as construções espirituais que pude dizer obrigada é tão pouco, mas digo assim mesmo.

Obrigada, Mãezinha, por seus braços que me guiaram na vida, por seus sacrifícios por mim, pelas orações que aprendi nos seus lábios e que as teorias do progresso humano não me fizeram esquecer.

Por suas noites de vigília, por suas inquietações, acompanhando-me com as suas preces, quando me ausentava de casa.

Obrigada pelas repreensões que eu merecia e que ficaram sempre em seu carinho, sem que você me falasse dos receios que eu causava à sua ternura.

Obrigada por tudo, mas por tudo o que você me deu e obrigada a todos os que me concederam em família para me servirem de protetores e companheiros.

Estou ainda muito pobre de forças, mas Deus concederá à sua filha energias novas e serei útil.

Mãezinha, meu pai, João Batista, Tia Geni e todos os meus entes queridos, termino, dizendo que estou agradecida, amando a todos cada vez mais.

E o Papai me permitirá terminar esta carta, dizendo a Mãezinha, naquele abraço total, quando voltava a casa depois de qualquer ausência.

Mãezinha, você é tudo para mim, Mamãe, querida Mãezinha, abençoe-me e deixe que me ajoelhe diante das suas preces outra vez para repetir que nós duas confiamos em Deus. E receba todo o carinho, com muitos beijos da sua filha, agora mais sua filha no coração.

Yolanda.


(http://www.zonanerd.com.br/wp-content/themes/BlackGrey2/images/continue_lendo.gif)   



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 11 de Novembro de 2015, 19:12


Leis a que não conseguimos fugir.

Semanas após a recepção da "Mensagem de Amor", pelo médium Francisco Cândido Xavier, a 15 de outubro de 1976, ao final da reunião pública no Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, Minas, a família da entidade comunicante se encarregou de imprimir um folheto contendo, além da aludida peça mediúnica, os dados biográficos e outros elementos comprobatórios de que nos servimos nestes apontamentos.

1 ● Yolanda Carolina Giglio Villela: nasceu em Viradouro, Estado de São Paulo, a 23 de maio de 1949, e desencarnou a 4 de julho de 1976, em conseqüência de desastre automobilístico. Filha do Sr. José Nogueira Villela e de D. Anita Giglio Villela, era formada em Letras e exercia o magistério; cultivava a música, a poesia, e se interessava pelos assuntos de ordem espiritual.

2 ●. João Batista : trata-se de seu irmão mais novo.

3 ● Detalhe dos mais importantes, para o qual solicitamos a atenção do leitor:
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif) "Tenho o reconforto de afirmar-lhes que não provoquei o choque do Opala."

Com efeito, o carro que se chocou com o Chevette era um Opala. O médium desconhecia por completo semelhante pormenor, na aparência anódino, mas de profunda significação no contexto geral da mensagem.

4 ● "Mãezinha, não julgue que sua filha pudesse, por um instante só, enfraquecer-se na fé, a ponto de buscar a desencarnação voluntária." Surgiram muitas dúvidas - informa a família de Yolanda - sobre o acidente, e uma delas era a de ter sido o choque provocado por ela própria.

Prova inescusável da Misericórdia Divina a derramar-se sobre todos nós:
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif) "Dias antes me sentia em nossa casa como quem trazia a cabeça e as mãos crescidas, mas somente aqui vim a saber que estava sendo preparada com carinho para a volta".

(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif) "A quem deveria partir com ambas as mãos quebradas e com fratura de crânio, qual aconteceu com a jovem Yolanda, no acidente, este passo da missiva dá muito o que pensar a quantos se interessam pelos estudos referentes ao fenômeno da Morte. Dias antes da ocorrência, Yolanda comentara com o irmão que "numa noite sentira as mãos e a cabeça crescidas".

5 ● Os conhecimentos que trazia comigo me foram valiosos". A prova disso encontramos na lucidez de Yolanda ao defrontar-se com o Tio Orlando, com plena e absoluta noção de espaço e tempo.

Orlando Giglio, irmão de D. Anita Giglio Villela, desencarnara a 8 de agosto de 1975, onze meses antes que sua amiga, sobrinha e confidente fosse vítima, também, de um acidente automobilístico. O médium Xavier não poderia ter conhecimento dessas minudências. E minudências de inconcussa consideração.

6 ● "Padre Antônio, direi Antônio Preto, de quem ouvira tantas vezes falar". A autora espiritual se refere ao Frei Antônio Preto, desencarnado a 17 de dezembro de 1975, em conseqüência de capotamento do automóvel em que viajava. Exercia ele o sacerdócio, há muito tempo, na cidade de Bebedouro, Estado de São Paulo, formando laços de amizade com a família Villela.

7 ● Landa: era o apelido familiar da comunicante.

8 ● "Rogo dizer à nossa Do Carmo e às amigas, que a morte me apareceu na condição de uma benfeitora, e que não fui eu quem lhe bateu às portas." Confrontemos, acima, o item 4. Maria do Carmo: a primogênita da família.

9 ●. Vovó Carolina: Desencarnada a 23 de janeiro de 1949, em Viradouro, SP, avó materna do espírito comunicante.

10 ● Tia Geni: Sra. Geni Garcia Giglio, esposa do Sr. Orlando Giglio, residente em Viradouro, que se achava presente no momento da transmissão da página mediúnica.

1 Grupo do Calvário ao Céu": Centro Espírita da cidade de Bebedouro, SP, onde Yolanda e o irmão, por várias vezes, frequentaram. Da expressiva mensagem de Landa, ser-nos-á lícito extrair, dentre outras, as seguintes conclusões:

a) ● Que os pais devem auxiliar aos filhos desencarnados com a bênção da compreensão, sem constranger-lhes o espírito com pensamentos de inquirição ou de angústia, reconhecendo que todos nós na Terra, pais ou filhos, somos criaturas de Deus;
b) ● Que "não é fácil deixar a existência do lar, nem mesmo quando temos aquele ideal de estudar a vida em outros planos e em outros mundos".
Daí, o imperativo de homenagearmos os entes queridos que nos antecederam na grande viagem de retorno à verdadeira vida, com as vibrações da prece e com o apoio do serviço ao próximo;
c) ● Que a morte não passa de mudança, seja de lugar ou de clima, para quem parte, sem transformações no amor em relação aos que ficam;
d) ● Que devemos respeitar todas as correntes religiosas, cientes quais somos de que os Espíritos Iluminados prosseguem supervisionando templos e socorrendo criaturas de todas as latitudes, encarnadas ou desencarnadas. Sumamente séria, nesse sentido, a alusão a São João Batista na mensagem;
e) ● Que precisamos aceitar, com o máximo de resignação, a morte dos entes amados, deixando de lhes atribuir sentimentos imaginários como sendo os fatores desencadeantes do decesso que, mais cedo ou mais tarde, sobrevirá para cada um de nós;
f) ● Que, enfim, precisamos facear com realismo os problemas relacionados com a Morte.

Com vistas a nos edificarmos sempre e mais, tomamos a liberdade de transcrever alguns trechos da autora de On Death an Dying, com a devida permissão do Editor (1).

A Dra. Elisabeth Kübler-Ross, quando lhe perguntaram:
(http://lh6.ggpht.com/_BJo2sJZzI3g/Sr5fBjihTdI/AAAAAAAAJZ0/krdPRcLjLJo/s400/divisoria13.gif) "Quais as atitudes, a seu ver, que são errôneas em relação à morte? Haverá algo mais que costumamos fazer e que torne pior a morte para o paciente?

Ela não hesitou em responder: "Há dois obstáculos principais.

● O primeiro são os médicos, que estão treinados para prolongar a vida.
O outro problema são os cônjuges.

Se um homem, que teve a coragem de aceitar sua morte iminente, tem a seu lado uma mulher choramingando . De modo geral, meu trabalho é ajudar médicos e esposas a deixarem-nos ir em paz, para que o paciente não se sinta culpado de "morrer apesar dos seus esforços".

"Face a Face com a Morte", entrevistas com a Dra. Elisabeth Kübler-Ross, em Seleções do Reader's Digest, de novembro de 1976 (Tomo XI, n.o 66), pp. 57-60.

12. Fato curioso, caro leitor: praticamente em quase todas as mensagens recebidas pelo médium Xavier, desde 1927 até os nossos dias, de pessoas desencarnadas em situação de violência e/ou desastre, trazem a tônica apontada pela Dra. Kübler-Ross.

Os espíritos comunicantes como que pedem desculpas por terem se desligado do veículo físico de forma abrupta ou, por outras palavras, por não conseguirem a desencarnação "em paz", no tocante aos familiares que ficaram.

Para concluir, transcrevamos apenas estes dois ligeiros tópicos das notáveis entrevistas:

"P. Quando é que se deveria iniciar a preparação para se compreender e aceitar a morte?
R. Na infância. A morte de um animal que se tenha em casa é boa oportunidade para começo. Que ele seja enterrado com ritual; não o esconder na lata de lixo e ir logo comprar outro para substituí-lo.

É importante deixar que as crianças conheçam a dor e a perda."

"P. Acha que há vida além da morte?
R. Sempre senti que algo bastante significativo ocorre minutos depois da morte "clínica". Grande parte dos meus pacientes adquirem expressão fantasticamente tranquila, mesmo aqueles que lutaram desesperadamente contra a morte”.

Veja-se o livro do Dr. Lee Salk:
“O que toda criança gostaria que seus pais soubessem”.
Trad. De Luzia Machado da Costa, Editora Edibolso S.A., São Paulo (1978) p. 188.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 01 de Fevereiro de 2016, 19:57


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1049.gif)

De Nada Valeu o Glamour

Dormi uma dama da sociedade e acordei um farrapo... Como é possível me ser dado tanto e de uma hora para outra me ser tirado tudo...

▬   Por quê?

▬   Vivia o luxo da mais alta Sociedade Carioca, vivi ao lado de pessoas da mais alta estirpe:

●   Bebia os melhores vinhos,
●   Tinha muitos amigos,
●   Tinha uma bela casa, 
●   Tinha as facilidades,
●   Enfim, tinha tudo.

Dormi um dia após mais uma noite de festa e glamour e ao abrir meus olhos não acreditava no que via, estava em um pesadelo, afinal eu estava um verdadeiro lixo humano, nada parecido com a bela mulher bela e bem tratada que sou.

O cheiro de perfume deu lugar ao odor mau cheiroso da podridão, a bela casa sumiu e estava eu em um lamaçal fétido e frio e nem mesmo a água para refrescar meus lábios ali eu tinha. 

▬   Onde estão as pessoas que sempre se alinhavam comigo nas festas, onde?

Tudo aquilo era ilusão, a vida que achei que vivia foi uma grande ilusão, de nada valeu o glamour e as festas, fui vil e mesquinha.

O que tanto cultivei, o que tanto busquei só serviu para ajudar-me a mergulhar neste mar de lodo e lama que hoje vivo. Nem de perto sou a linda mulher do passado.

Tanto busquei a fama e o reconhecimento que encontrei a miséria e a face sórdida de mim mesmo. A morte mostrou-me o como eu realmente era.

Ângela.   

Psicografia recebida em 2015.                                     
Médium: Luciano C.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 01 de Fevereiro de 2016, 21:07


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1052.gif)

Com Depressão me Matei

Por que esse choro, por que essa aflição? Você tem de tudo é jovem, feliz... O que mais você quer?

Era isso que todo mundo que me conhecia falava para mim. Eu era um trapo humano, só chorava e queria morrer para ver se tudo isso acabava. A depressão me consumia.

Cada dia que passava era um tormento. As noites um pesadelo. Eu era uma jovem, que aos olhos dos outros nada me faltava. Mas me faltava algo que ninguém percebia. Era uma força interna, capaz de me sustentar.

Eu era vazia... Não tinha sonhos, só pesadelos. Até que um dia eu resolvi liquidar com tudo isso, e me matei.

Aí sim, sofri, sofri e sofri muito. Aquilo que eu havia sofrido em vida não era nada perante meu sofrimento após a morte. Achava que estava viva e as dores me dilaceravam.

Aí sim, não tinha ninguém para me perguntar o “porquê” daquele sofrimento. Só me acusavam de covarde, de fraca, e inconsequente. Eu não conseguia nem chorar, porque não deixavam. Tinha sede e fome, mas nada para me saciar.

▬   Aí pensei em minha mãe, como ela teria ficado sem mim?

E eu a vi e a ouvi: 
▬   "Filha malvada, egoísta que só pensou em si. Tudo fiz para ajudar. Paguei os melhores psiquiatras, comprei remédios caros. Procurei ajudar o quanto podia".

▬   E qual foi a resposta que me deu?

Matou-se.
▬   Agora nada mais poderei fazer, pois quem está em depressão sou eu. Só que com ajuda de Deus eu não vou praticar o ato que você praticou. Lavo minhas mãos, pois não posso ajudá-la. 

Hoje eu estou bem melhor, pois ao me sentir só e vendo que minha mãe teria ajuda de Deus, procurei também buscar Deus para mim.

Apresentou-se a mim uma pessoa bondosa, que carinhosamente me pegou em frangalhos e me levou para um lugar onde pude ser lavada, tratada, alimentada e onde fui morar por uns tempos.

▬   Muitas pessoas como eu lá estavam:

●   Uns em recuperação,
●   Outros tresloucados que mal sabiam o que havia acontecido...

... Mas todos sem exceção eram suicídas como eu.

De tempos em tempos tínhamos a obrigação de levarmos alimentos e agasalhos para eles. E quando um ou outro se recuperava, nós também nos melhorávamos.

Tivemos uma ocasião em que numa reunião espiritual pudemos expor nossas situações de encarnados (na encarnação anterior) e vimos que era uma prova que tínhamos que passar, pois fomos suicidas em outras vidas, mas sucumbimos.

Vamos fazer um curso aperfeiçoamento moral em que vamos ser instruídos para uma nova encarnação, com provas mais severas. Mas temos certeza que Deus não vai nos desamparar.

Queremos com essa carta dizer a vocês:
▬   "Valorizem  a encarnação, por pior que ela seja. As provas passam, e são levadas como folhas ao vento. Somem e nem percebemos. Quando vier a tentação não devemos vacilar em pedir ajuda aquela pessoa ao nosso lado".

O orgulho é benéfico, mas tenhamos a humildade de dizer ao outro:
▬   "Estou sofrendo me ajude"

Cris. Um espirito suicida aos 19 anos.   
Médium: Catarina.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 01 de Fevereiro de 2016, 21:32


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1047.gif)

Tenha Pena de Mim.

Que lugar é esse em que me encontro, aqui nunca o sol aparece para nos aquecer, o dia é igualmente escuro como as noites mais negras são chuvosas.

Lama existe por todo lado, sinto meus ossos úmidos, é como se meu corpo estivesse sempre molhado, mas muitas vezes o ar se torna tão pesado que fica irrespirável.

Mesmo com toda a escuridão às vezes sinto como se estivesse num ambiente quente, como numa sauna, um terrível vapor corroí-me deixando-me quase sem ar.

Não é possível que exista um lugar como esse, pelo menos nunca pude imaginar, pensava em céu e um inferno, mas o que é isso, longe de ser céu e de uma tremenda escuridão que de nada se parece com o inferno...

▬   Onde há chamas a queimar?

A única coisa que sei é que eu estou aqui e sinto-me em desespero, quero sair daqui, preciso sair, mas não sei como, alguém deve haver que possa me ajudar.

Na verdade me sinto um tanto envergonhado de pedir ajuda, sei perfeitamente dos erros que cometi, das atrocidades, das maldades incontáveis. Fui criado pelos meus pais para que seguisse o caminho reto, mas isso não era para mim, meu caráter perverso fez de mim um monstro...

Então penso, penso não, tenho certeza de que estou no lugar certo, no lugar que mereço para expurgar tanta maldade cometida.

Mas mesmo com muita vergonha ouso a pedir ajuda sim, pois que já não agüento mais sofrer tanto. Sei que mereço, mas não agüento mais e hoje sei como é triste fazer aos outros o que eu fiz.

Se houver alguém aí que me possa auxiliar então venha até aqui, eu imploro por misericórdia.

▬   Tenho esperança de:

●   Melhorar um dia,
●   De ser gente de verdade, 
●   Ser humano em toda a extensão da palavra...

... Já que tudo o que não tive nessa minha última existência foi humanidade, não fui gente, fui um animal.

Deus, hoje te peço que tenha pena de mim, mesmo sabendo que não mereço, preciso de ajuda, não aguento mais tanta dor, tanto sofrer, tenho esperanças de um dia conseguir sair daqui e ter uma oportunidade da qual agarrarei com unhas e dentes.   
     
José das Neves. 
Psicografia recebida em Reunião de 2015.




                 
Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 02 de Fevereiro de 2016, 17:18


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1041.gif)

A Carta psicografada de Clarice Lispector
para Xuxa Meneghel

Era mais uma manhã linda e ensolarada no país do futebol, enquanto Chico Buarque e Rubem Fonseca caminhavam pela orla de Copa Cabana, em sua cobertura de frente para o verde mar.

Maria da Graça envolta em seu roupão branco segurando entre os dedos seu cigarro Charme abre uma correspondência deixada há pouco pelo porteiro Divino, tratava-se de uma carta psicografa.

Algo comum na vida dos ricos, não fosse o fato desta Maria não ser qualquer Maria, mas a Xuxa, e a carta ter sido enviada por ninguém menos que Clarice Lispector.

Olá Maria,

Deixe-me apresentar-me, sou a irmã Britriana Helena do Cadendê, em minha tenda nossa especialidade é trazer a pessoa amada em sete dias úteis e curar viadagem de adolescente virgem.

Porém nessa semana fui procurada por um espírito que me deu a missão de psicografar e entregar esta carta em suas mãos.

Talvez seja alguma parenta sua, não sei. Mas saiba que quando ascendem ao outro mundo, alguns espíritos assumem nomes antigos, talvez por isso ela tenha se apresentado por um nome tão estranho. Segue a mensagem.

Prezada Xuxa,

Sei que sua dor vem se arrastando por muito tempo, mas você já deve ter assistido ao filme Nosso Lar e sabe que nós espíritos para enviarmos uma mensagem aos vivos devemos ter um tempo mínimo de trabalho, e só agora com o novo departamento de criação literária pude acumular essas horas.

Nunca fui fã de seu trabalho, mas sempre me condoí quando afirmavam que você vendeu a alma para o demônio para se tornar rica e famosa, desconsiderando totalmente sua arte e o fato de ter namorado com o Senna, o Copperfield e o Pelé.

Não que eu queira te chamar de alpinista social, se fosse o caso teria escrito para Luciana Gimenez, sei como seu dia-a-dia era puxado, eu mesma jamais conseguiria ser simpática diante de uma multidão de crianças suadas, despenteadas e gritando por mim.

Se lhe escrevo é para expressar minha surpresa de ver que você se tornou uma Bem Sucedida. Bem Sucedida é algo que eu e a Maysa inventamos quando chegamos aqui do outro lado.

Viemos pra cá no mesmo ano, e encontramos todo tipo de gente, além de muitos fãs, tudo parecia ótimo até que nos deparamos com o fato de que deveríamos trabalhar.

No primeiro momento nada de mais, afinal eu e a Maysa tínhamos nossas profissões, mas quando falamos de nossos ofícios para os espíritos superiores obtivemos a seguinte resposta:
▬   “Ótimo! Você pode dar aula de canto para um grupo de freiras que morreram faz pouco tempo num acidente, e, você vai poder trabalhar escrevendo livros com uma médium fantástica chamada Zibia Gaspareto! Não é incrível?”.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 02 de Fevereiro de 2016, 17:21
Lembro que levei a mão ao rosto enquanto tentava digerir tudo aquilo, eu só conseguia pensar quanto tempo demoraria até que me mandasse de volta para o umbral.

Já a Maysa rompeu num ataque de fúria e começou a berrar com o espírito que nos dera a fatídica notícia:
▬   “Quer me fuder seu viadinho?!?
▬   Primeiro vocês me tiram o cigarro, depois o uísque, agora querem que eu ensine canto pra um bando de velhas virgens?”

Segurei a Maysa e a tirei de lá, pois nunca a tinha visto tão furiosa. Decidimos então formar o grupo das Bem Sucedidas, mulheres que como nós pudessem ter oportunidade de trabalhos mais condizentes com sua personalidade.

A primeira resposta, para nossa surpresa, foi positiva.

Mas, deveríamos estabelecer critérios objetivos para quem faria parte do grupo, e estes não poderiam, de forma alguma, serem segregacionistas.

Por fim, eu e Maysa apresentamos à espiritualidade os seguintes critérios:
▬   “A Bem Sucedida é rica (entende-se por rica, no mínimo, quem compra roupas sem olhar o preço), talentosa, bonita (precisa continuar bonita após os 40 anos), divorciada (também conta solteira, viúva, ou com casamento de aparências) e infeliz”.

Ao ouvir isto o conselho de espíritos superiores se reuniu em uma sala por meia hora e voltou com o seguinte veredito:
▬   “Vocês ficarão responsáveis pela evolução espiritual de tais mulheres, principalmente porque quando chega uma dessas aqui nós mandamos direto pro Emmanuel, e ele não aguenta mais”.

Desde então o projeto tem dado muito certo, e cada vez mais mulheres Bem Sucedidas ficam felizes de encontrar pessoas que as compreendam no pós vida.

Saiba então que quando você desencarnar terá um lugar garantido entre nós, mas desde já saiba que o que você está passando não é culpa sua.

Aceite que seus baixinhos cresceram, e hoje não querem mais cantar com você e assistir desenhos, e sim começar o dia ouvindo debates sobre a vida burguesa (mesmo a maioria sendo pobre) com a Fátima Bernardes, depois pegar dicas de saúde e aprender de forma divertida a fazer um prato novo.

Eles ainda te amam Xuxa, apenas aconteceu o inevitável, seus baixinhos ficaram velhos e entediados.

PS: Diga ao Pitangui que morro (já morri mesmo) de saudades de nossas tardes na praia.
PSS: Diga ao Manoel Carlos que eu acho ridículo quando ele diz que é a nova Clarice Lispector.

Ao fim da leitura Maria da Graça já fumava seu terceiro cigarro, bebia seu segundo copo de uísque, o rímel escorria pelo rosto junto com as lágrimas, e entre soluços pegou seu IPhone e deu o play em uma música da Maysa:
▬   “Meu mundo caiu...”.

Postado há 7th July 2014 por Neuton Filho.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 12 de Junho de 2016, 04:02


(https://media1.britannica.com/eb-media/84/153184-004-5C968F28.jpg)
   

W. H. Stead, morto na catástrofe do Titanic

O publicista inglês W. H. Stead, morto na catástrofe do Titanic, deu a comunicação seguinte, em 21 de maio de 1912, a Mme. Hervy, num grupo parisiense:

“Caros amigos, uma sombra feliz vem até vós.

Desconhecendo-lhe a pessoa, não lhe ignorais, entretanto, o nome, nem a morte trágica no naufrágio do Titanic. Sou Stead. Amigos comuns, entre os quais a duquesa de P..., me trouxeram aqui para que me manifestasse por intermédio de Mme. Hervy, sua amiga.

Talvez vos cause admiração que meus Espíritos familiares não me tenham avisado da fatalidade que pesava sobre o Titanic. É que nada pode prevalecer contra o destino, quando irremediável, e eu devia morrer sem que a nenhuma potência humana ou espiritual fosse possível retardar a minha derradeira hora.

A agonia do Titanic teve alguma coisa de horrível, mas também de sublime. Houve desesperos loucos e manifestações covardes e brutais do egoísmo humano. Mas, quantos, por outro lado, medindo toda a extensão da coragem, se sentiram maiores diante da morte, mais nobres e mais santos, mais perto de Deus!

Saber que se vai morrer na plenitude da vida, na exuberância da força, pela ação dessas potências da Natureza...

▬  Indomadas sob a aparência da submissão:

●  Morrer diante de uma solidão infinita,
●  Morrer na calma fúnebre do mar gelado,
●  Morrer ao cintilar das estrelas impassíveis,
●  Que angústia para a pobre criatura humana!

E que apelo desvairado ela dirige a esse Deus, cujo poder repentinamente descobre!...

Oh! as preces daquela noite, as preces, os desprendimentos, as consciências a se iluminarem por súbitos relâmpagos e a fé a se elevar nos corações por entre as harmonias do belo cântico:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)"Mais perto de ti, meu Deus!"

Agonia de centenas de seres, sim, mas agonia que para muitos era a aurora de um novo dia.

Há, para os que viveram, pensaram, sofreram, como também para os que muito gozaram das falazes alegrias que a fortuna dispensa às suas vítimas, um alívio interior e como que um arroubo de esperança, ao reconhecerem que dentro de alguns instantes tudo estará acabado.

A alma freme na carne e a subjuga, malgrado os sobressaltos inconscientes da animalidade.

E quantos dentre nós, proferindo as palavras do cântico:
(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)‘Mais perto de ti, meu Deus!’

Se sentiram bem perto do Ser inefável que nos envolve com a sua onipotente serenidade!

(http://lh5.ggpht.com/_QFL-9aHGKOE/S8ji91t5WrI/AAAAAAAAA_M/l9-ni-JvzUQ/divisoria_cute.gif)“Pelo que me toca, vi, cheio de estranha doçura, aproximar-se a morte, sentindo-me amparado pelos meus amigos invisíveis, penetrado de um misterioso magnetismo que galvanizava os que iam morrer e que tirava à morte todo o horror. Os que morreram sofreram pouco, menos do que os que sobreviveram".

Os escolhidos já estavam a meio no mundo espiritual, onde em tudo rebrilha uma vida etérea. A maior amargura não era a deles, mas a dos que, presos à matéria, enchiam os barcos de socorro, que os levavam para continuarem nesse mundo a peregrinação da dor, de que ainda se não haviam libertado.”

W. Stead.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 12 de Junho de 2016, 04:48

(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1042.gif)

Mãe querida, em primeiro lugar, peço-te, que te acalmes,  acalmes estes pensamentos, acredites nestas linhas.

Sou eu o André, o teu André. Não penses que sofri ou estou sofrendo, e muito menos  descansando eternamente. 

Mãe, ainda não sei como cheguei por estas paragens, mas me lembro da fumaça, da correria, do cheiro de queimado,  foi daí que tropecei e cai esborrachado aqui...

Embora ainda sujo, os olhos ardendo, percebi os meus amigos ali juntos e todos eles bem assustados como eu, mas que de alguma forma, estávamos inteiros. Precisando de cuidados médicos, mas vivos. Daí começaram a nos explicar cuidadosamente o ocorrido, enquanto éramos tratados.

Estavam comigo e ainda estão, o Pardal, A Neca, o Silvio, o Pedro, a Carol, Suzie, Roger, Pablito e outros que não consigo dizer os nomes. Por enquanto estamos bem
ajeitados e nos adaptando a esta nova condição de meio mortos , hahahaha...

A vida continua rotineira e tranquila dentro das possibilidades, todos os dias, vamos ás alas hospitalares e damos boas vindas aos demais vitimados naquele incidente horrível. Passou para nós, ficou para trás, apenas nos lembramos, nada mais.

Qualquer dia destes, aceitarei a oferta de ir novamente a uma festa. Soube que são muito animadas por aqui, mas ainda é cedo para encarar...

Por aqui, é tudo bem parecido com a vida de antes, estou louco para voltar aos estudos, mas ainda não tenho acesso ás matérias, e ainda não sei no que trabalharei, mas já soube que serei remunerado.

Corre solto que aqui também podemos paquerar! Há tanta coisa boa a me esperar, que mal me seguro para começar logo, mas vejo que terei que ir na massa!

Pegar solto.

● Sinto falta de todos, até do cheiro do capim molhado.
● Suas orações, mãe chegam direto no meu coração Sinto saudades, também , sabias? 
● Mas não há como voltar, então o melhor é se apresentar a esta nova vida, e ir em frente.

E estas benditas lágrimas nas tuas faces, que enxugo neste momento com sonoros beijos e um sorriso maroto. Mande abraços de saudades aos meus amigos e
amigas.

▬  Diga a eles, coragem.

● A vida não morre!
● Nem por fogo ou água.
● Nem por suicídio A vida é viva.

Quem me conhece, sabe que não sou de dobrar diante de nada, e esta tal ‘morte’, também não me dobrou. Continuo o mesmo guru. Amo todos, e quando me for permitido, de novo aqui  estarei neste noticiário diferente, mas muito legal.

● Beijos familia...
● Beijos mamãe.

André.

Jovem desencarnado na Boate Kiss.
Psicografada por Ângela Henriques - 02/10/2013)




Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 11 de Julho de 2016, 20:43


(https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRljj3DzMMLgZ1y7TAaguX_Q26IE9n36H_WDFbnAA2A7b9t1Sq6)


Mensagem do espírito Zumbi dos Palmares

Eu estive esperando a minha vez de falar... A discriminação ainda continuava...

▬  Onde já se viu um "negro" ser Mestre da Grande Fraternidade Branca Universal?
▬  Já não chegava um Cacique de Penas Brancas?

▬  Ou vocês pensam que não existe isso entre os espiritualistas?

Vinha pensando em tudo isso que muitos de vocês falam por esse mundo afora... Tanta coisa sem nexo, sem utilidade... Nós estamos aqui tão empenhados com coisas que vocês nem imaginam.

Para hoje vir falar aqui um pouquinho, percorri durante meses, em espírito densificado, os corredores da vida humana, para lembrar-me das lutas que vivi, das agruras da existência humana... das incoerências... dos desencontros da alma quando pensam que a vida é uma só...

●  Vi tanto sangue jorrando de veias humanas cortadas,
●  Tantos pedaços de gente esparramados por todo o planeta...

Quando as bombas explodem nos suicidas, tão ingênuos, na busca das 77 virgens prometidas, o espírito também se pulveriza, isto é, o corpo do espírito...

●  O espírito deles,
●  A consciência deles,
●  A inteligência deles,
●  Fica num estado de hibernação durante milênios...

Tem muita gente por aí com facão em punho, armamentos roubados, e as favelas cheinhas de gente que nem lembra mais o que é paz...

▬  A vida deles é só:

●  Medo,
●  Drogas,
●  Retaliação,
●  Mortes de dia,
●  Sangue na noite,
●  Casais sem ternura,
●  Criança com fome...

Os jornais falam das ondas gigantes e os aparelhos de comunicação falam a toda hora das inundações e tudo o mais... E a vida continua... os jovens com suas latas de cerveja na mão, não estão preocupados com nada disso...

▬  As vitrines continuam repletas de:

●  Lantejoulas,
●  Bolsas de jacarés,
●  Panos de pescoço,
●  Penduricalhos coloridos...

Os pais chegam apressados, vindos das suas jornadas diárias de trabalho e só querem seu banho e sua sopa... ou sua champanha com caviar...

Olham seus filhos de olho no Jornal da noite... e nem lembram que eles os estavam esperando pra falar o que sentiram lá na rua ou no trabalho...

As mães vão buscar filhos nas escolas e olham aflitas para os relógios... tem hora pra tudo... o marido quer "janta", ou tem boate mais tarde... ou querem os beijos de seus parceiros...

Se falarmos de ações e negócios, bolsas de valores e dólares ou euros, aí sim que vamos esbarrar no que tem sido a vida humana...

▬  Fui nas indústrias:

●  As creches,
●  Aos campos,
●  Aos botecos,
●  Aos hospitais.

●  Nos centros espaciais,
●  Entrei também nos conventos,
●  Nos gabinetes das Nações Unidas,
●  Vi bandidos levando mocinhas para os matagais e gente boa traindo amigos...

Não tem mais graça!... Não é só isso, não é nada disso, se for só por isso!... Isso tudo é só um cenário, um palco para vocês se apresentarem nas suas existências...

Há quem ruge mais espantosamente enquanto vocês brincam de viver... O Dragão está de boca aberta e ninguém percebe...

Nós vamos levando a carruagem da Terra, como as renas e Papai Noel! Mas só fica nela quem se segura nela... outros milhares chegam atrasados para a carona cósmica... E outros, milhões, caem dela porque não querem isso não!

▬  Querem a vida do jeito que ela é... assim mesmo, cheia:

●  De novidade,
●  De movimento,
●  De intensidades nas aventuras de cada dia...

... E "ai" de quem vier falar de "Pai Nosso que estais nos céus"...

Na calada da noite nós temos vindo em pessoa, visitar os antros das volúpias... as algemas dos aprisionados, muitas vezes estuprados ou assassinados para sobrar mais espaço nas celas...

Lá nos canaviais os corpos dos homens e mulheres gemem, sem que ninguém faça nada, pois o amanhecer chega logo e mais trabalho por mínimo valor os aguarda em caminhões lotados...

Gente da alta sociedade dorme em cetins macios onde dormitam com sua beleza externa retratada pelos bons tratos, espreguiçando-se lá pelo meio do dia... e nem sonharam com nenhum vulcão, nem com terremotos...

A boutique aguarda muitas mulheres... Outras tantas vão buscar o pão de cada dia... muitas lutam pelo seu país... a maior parte, porém, sejam homens ou mulheres, passa longe de saber que a Terra alberga em seu bojo, muitas criaturas que "controlam seus cérebros"...

Os veículos disputam raça e velocidade nas pistas de asfalto prestes a se abrirem em brechas imensas...

●  Uns andam de ternos pretos e gravatas, dando poder aos seus espíritos deficitários...
●  Outros com bolsas de tecidos rotos e brincos nos seus narizes...
●  Todos vão caminhando, sem saber por que, nem para onde..

Tem trens correndo com a massa humana, levando crianças para suas escolas e trabalhadores para suas searas... As parturientes gritam para dar à luz muitos espíritos que vem trazendo boas novas...

▬  Mas milhares deles voltam para cá antes de respirarem por sequer algumas horas ou dias...

●  A falta de instrumentos nos hospitais...
●  Os médicos com salários baixos...
●  Sempre muitas desculpas...

Lá nas praças tem os meninos com fome, sentindo a dor da falta de suas mães ou pais, e se anestesiam com pastas brancas ou pedras ácidas... Todo mundo olha e continua...

Os gabinetes dos governos, muitos comprometidos com o bem geral, mas sem poderem agir por sua vontade, submetem-se aos chefes da política e do poder invisível das máfias nacionais e internacionais...

Os outros, muitos deles, alienados do que poderiam resolver...

▬  E a vida vai andando...

●  A pressa e a insanidade,
●  As sensações e as ambições,
●  O desconhecimento sobre o por quê da Vida,
●  Regendo a existência da humanidade em trâmite, sem que o saibam...

Extraterrestres?
 
▬  É a ironia e o descaso de sempre com as questões mais gritantes da vida humana...

●  Orgulho e violência,
●  Egoísmo e imprudências,
●  Ignorância e materialismo...

... Ainda são as marcas da vida de milhões de terráqueos...



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 11 de Julho de 2016, 20:46
A "alienação" ainda é a mais absurda constatação que fazemos, a despeito de todos os seres de luz envolvidos em suas árduas missões divinas neste planeta generoso...

●  Tem gente boa no mundo...
●  Tem quem fale a verdade...
●  O mundo está melhor...
●  Por certo ângulo...
●  Mas é pouco...

Sou Mestre Afra e venho dar minha contribuição neste ciclo novo da Terra...  Minha mestria é a de conclamar os seres à desmistificação dos poderes efêmeros... das pretensas argumentações dos seres humanos de que raças... cores, crenças e poder financeiro... religioso ou político deem salvação às criaturas da Terra.

Sou contrário à falsidade... sou determinado para dizer o que está errado... resoluto para falar com mais veemência sobre o que o ser humano está fazendo... Não há nada mais necessário nos seus dias de hoje do que afirmarmos que resta muitos deles pouco tempo para tanto aprendizado...

Tem muita coisa para vocês aprenderem... Nem o vazio de suas almas os alertam para o prejuízo que está havendo para os seus destinos espirituais... Vejo muita fantasia nos êxtases espirituais de muitos crédulos em Deus...

Afianço que muitos traçam bem suas tarefas na Terra... Mas a margem entre a luz e a sombra está muito próxima...Não há garantias de redenção rápida para os seus espíritos... Os próximos séculos de experiências em outros planetas de provações ainda é uma prerrogativa para muita gente...

Aqueles que não despertarem agora, gemerão desmesuradamente! Existem esquemas de evolução e muitos de vocês partirão para planetas de expurgo, em vidas muito mais difíceis do que as que hoje vocês vivem.

Há um confronto entre luz e sombra... Queremos almas! Os dragões também... Quantos estão alertando seus irmãos sobre isso?

Quem de vocês que me leem estão preocupados com o destino espiritual de seus entes queridos...

▬  Esses mesmos dos quais vocês se lembram agora, e que estão ou:

●  Nos vícios,
●  Na mentira,
●  No adultério,
●  Na insensibilidade,
●  Na materialidade da mente...

▬  Ofuscados pela visão estreita de que só existe uma vida, esta vida que vivem:

●  Pela revanche,
●  Na tresloucada corrida pelo ouro,
●  Pelas disputas de poder, de imagens,
●  Pelo enganoso propósito de vinganças...

... De competição de dons, passando por cima dos próprios companheiros humanos, para lograrem melhores patamares onde possam se sentir mais do que os demais?

Será que os humanos pensam que estão livres do exílio pelo qual vão passar, caso não haja reformulações urgentes nos seus modos de agir?

No tempo da escravidão, os negros eram tidos como animais ou como seres irracionais... e, por muitos milhares de anos, isto aconteceu com outros grupos de viventes, em todos os lugares:

●  Sempre a exploração dos mais fracos...
●  Sempre a imposição dos mais poderosos,
●  Sempre a crença de que os brancos são a nata do planeta...
●  De que as nações pobres são compostas de populações que "não precisam comer"...
●  De que os índios devem ceder seus logradouros naturais para o enriquecimento dos vis...

E pouquíssima preocupação com o futuro de suas almas... o desconhecimento das leis espirituais, divinas... Hoje, na Terra, correm para lá e para cá os seres humanos, sem saber o que os aguarda...

Os vanguardeiros da evolução, encarnados, fazem o que podem e, ainda, sabendo que são vítimas de torrentes espirituais contrárias ao bem e à luz, que os querem tirar de cena, para que não venha a Verdade sobre a face da Terra...

... De forma mais disseminada lutam arduamente para se firmarem em seus centros, mas o sofrimento também os abate, e as perseguições os sufocam e alguns sucumbem ante o furor das chamas fumegantes dos comandantes do inferno...

Seres de luz plasmam seus corpos em ventres de mães de todas as cores e raças, em todas as nações mas o índice de mortalidade infantil está assombroso! Milhares morrem ao nascer, outros milhões são violentados em tenra idade e caem no mundo espiritual novamente...

▬  A crise do infanticídio está generalizada e isto é obra do Dragão!

Quem é que está sabendo que também trabalham, nos abismos de escuridão dos infernos do planeta, bilhões de criaturas hediondas que disputam poder com o Criador?

Quantos sabem que suas mentes estão aprisionadas em laboratórios de espetaculosa tecnologia anticrística?

E que seus corpos, milhares deles, estão clonados e sendo envenenados, enxertados com outras espécies de baixo talão... manipulados para obedecerem às ordens dos dragões sombrios... que ainda permanecem no planeta como resíduos milenares da população de exilados planetários... desde os mais primários anos de vida humana na Terra...

Além de outras raças de outros orbes, todas conspiradoras, cuja dissolução de suas mancomunações é o Objetivo, hoje, de todas as falanges de anjos, de extraterrestres, de mestres venusianos, de semeadores de luz de todas as doutrinas humanas, xamãs ancestrais e guardiões dos umbrais...

Como ancestral da Terra, estudei a forma mais acessível de falar aos seus corações... pois que a cada qual de nós compete alertar o ser humano, dentro da sua específica atribuição divina, nos nossos planejamentos de ação sobre o planeta.

Há poderes em confronto!

Nada além do Poder Superior do Criador Absoluto e dos regentes intergalácticos que zelam pelas eras deste planeta...

Mas existe "luta", existe "ação" do plano espiritual para que os homens não sejam mais prejudicados do que as suas próprias expiações já delineiam para suas vidas conturbadas...

Não sejam ingênuos! Tem muita guerra espiritual acontecendo e muita luta ainda pela frente!

O Comando Ashtar faz a sua parte... as religiões fazem as delas, os regentes dos raios de poder sobre a Terra também, os missionários de luz... em carne humana, por vezes baqueiam ante a intensidade da força contrária, mas vencem na maioria das vezes, pelo nosso apoio irrestrito...

▬  Mas, e os outros?

Quantos bilhões de desavisados! Quanta luta dos que conhecem a verdade das infiltrações espirituais na vida humana e tentam, por todos os meios, divulgá-la... Muitas vezes, no entanto, sem o alcance que seria o ideal, o necessário para atingir o bojo dos corações humanos!

Isto porque, com certeza, cada qual vai se aproximar da verdade quando estiver preparado para tal... E isto, todos os que já são esclarecidos sabem... A própria evolução pessoal é um ímã que atrai cada qual dos seres humanos para aquilo que sintoniza-se com seu modo se ser, e de pensar e de sentir...

Obviamente que vocês não podem ser responsabilizados pelo desinteresse dos outros homens sobre suas necessárias redenções ou despertamentos para a verdade espiritual... para a clara visão do que está por vir...

Ninguém vai sair por aí trombeteando a céu aberto e que os tempos são chegados... Vão ser ridicularizados e tidos como loucos ou fanáticos religiosos...

Difícil saber e não poder compartilhar, não é?
Sabemos disso...

Há, portanto, que se instaurar um mecanismo de "Desipnotização" coletiva dos "seres humanos presos pelos dragões...  em simbiose com suas mentes e suas ações, e que tenham o merecimento de serem resgatados... E isso, não somente "Nós" deveremos fazer...


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 11 de Julho de 2016, 20:48

Existe uma responsabilidade espiritual de muitos de vocês que, ao nascerem, dispuseram-se a participar deste momento da Terra, trazendo a ajuda de suas próprias condições especiais adquiridas em centenas de vidas.

Ou em estágios de preparação, nos cursos espirituais das nossas colônias e templos de sabedoria, no plano espiritual da Terra e em eventos realizados em outras dimensões...  igualmente, com o propósito de que cada missionário espiritual encarnado se lembre se suas atribuições estabelecidas em conclaves e conselhos.

Falo agora, então, especialmente, àqueles seres irmãos, que estão aí, na Terra, sabedores de que possuem um cabedal mais aprimorado do que muitos...
   
Sabedores de que são conhecedores das leis do "Magnetismo Espiritual" e do poder magnético da terra, terra mesmo e de tudo o que há nela...

▬  Conclamamos os antigos:

●  Druidas e celtas,
●  Antigos incas e maias,
●  Os magistas do Oriente,
●  Sacerdotes atlantes e lemurianos,
●  Mestres tibetanos e povos ciganos,
●  E os ETs que sabem que o  são, e que estão encarnados a serviço no planeta, para que se lembrem que vieram cumprir uma missão...

Apelamos aos xamânicos, umbandistas, wiccanos, maçons, rosacrucianos, magos brancos encarnados, espiritistas ecléticos, universalistas ramatisianos, esotéricos de mente não fragmentada pelas ideias somente de ascensões e luzes exageradas.

Seres todos de outras modalidades de pensamento e de religiosidade, mas que detenham o "Saber" sobre o poder:

●  Dos elementos,
●  Dos reinos da natureza,
●  Das energias condensadas
●  E seus poderes profundos e eficazes...

... Do poder dos símbolos e das formas, dos números e da "Palavra", escrita e falada, da eficácia das energias positivas das polaridades bem equalizadas, tanto nos seres humanos como nos elementos em conjunções...

▬  Os que conhecem a força dos mananciais:

●  Dos minerais,
●  Da vegetação,
●  Das montanhas,
●  Dos rios e mares,
●  Cristais e dos metais...

E os que já sabem manipular as forças:

●  Da matéria,
●  Dos raios cósmicos
●  Das energias adimensionais em celebrações à Mãe-Terra.

●  Para que "se deem as mãos",
●  Em espírito e em irmandade humana,
●  E estejam em uníssono com as inspirações que lhes daremos a partir de agora.

Em seus sonhos e em suas intuições, em seus aparatos de conexão mediúnica e na sincronicidade que perceberão acontecerem no dia a dia de suas funções espirituais...

Para que sejamos todos vitoriosos na concretização de tarefas específicas de cunho espiritual planetário que estruturamos juntos... um dia... antes de seus reencarnes... e que continuamos a adubar em suas mentes...

A cada madrugada em que se esticam, nos seus cordões de prata tão elásticos, para virem até nós, em consciência extrafísica, com todas as suas lembranças de seus propósitos de vida na Terra!

Poderes em confronto... o Bem e o Mal...  Não enfrentaremos, no entanto, lutas acirradas, em bases de desafios!

Estudamos sim, em torno de todos os assuntos de importância para a atual conjuntura planetária, com os "Estrategistas Ancestrais" que moldaram a Terra...

Toda uma nova modalidade de atuação espiritual no planeta, iniciando sua disseminação a partir de novos canais que tem surgido e surgirão em toda a Terra...

Tenho o papel, no dia de hoje, de antenar nossas disposições próprias de ajuda à Terra a essas novas propostas de metodologias espirituais eleitas...

Idênticas aos tempos da magia branca na Atlântida... mas com um aparato venusiano mais atuante, pelo próprio diferencial energético deste ciclo em que a Terra muda sua condição vibratória.

Vim hoje falar a vocês que, sem afrontar os Dragões e suas artimanhas, teremos que "UNIR NOSSAS FORÇAS ESPECIAIS" para maior abrangência de resultados nas mentes das pessoas adormecidas e hipnotizadas...

Tanto encarnadas, como desencarnadas, com as suas contrapartes etéricas escravizadas em laboratórios umbralinos, sem contanto, agirmos como atacantes...

Como eu estava dizendo... atenuando o assombro que possa já estar existindo em muitos de vocês... é difícil esclarecer muita gente sobre a realidade espiritual...

É difícil até pensar em que muitas pessoas encarnadas possam estar aprisionadas no plano astral da Terra...

Interferir no destino de milhares de criaturas desavisadas e em milhares delas escravas das sombras parece tarefa somente para as hierarquias divinas e para as naves saneadoras de Ashtar Sheran...

Entretanto, afirmo, por ordem superior, que estamos estabelecendo agendas de conexão com vocês, nos seus itinerários de sintonia espiritual para o auxílio ao plano divino... 

Através de ações científicas espirituais, baseadas na metodologia dos antigos pajés, atlantes, celtas e africanos que manipulavam a natureza...

Existe um caminho de ajuda eficaz, que alcança estas milhares de criaturas, sem que elas necessitem saber o que vocês sabem...

Nem precisam estar iluminadas para ascenderem aos paramos celestiais... mas podem ser "RESGATADAS"!

Nem todos os que perambulam por aí, sem nada saber sobre a vida espiritual e seus compromissos, são seres inferiores e destinados à derrota de suas existências...

Também não nos compete julgar que os que estão escravizados nos umbrais da Terra... servindo àqueles seres escuros...

Estejam todos escalados para entrarem no turbilhão de decaída ascensional... partindo para outros órbes... quando agora das modificações geográficas do planeta pelas calamidades que estão acontecendo...

Muitos pensam que os seres espirituais tem que se encarregar de tudo e, de certa forma, ficam numa situação de comodismo... Tem muita confusão sobre isso...

De certa forma, até os "eleitos" fogem de maior atuação espiritual, na duvidosa certeza de que estão "garantidos"...

Posso até afirmar que existe um certo fanatismo, nas convicções de que basta "se encherem de luz"! São pensamentos individualistas... muitas vezes egoísticos... É como se dissessem: ”Desisto do ser humano! O que importa é para onde vou!”, ou ainda - "Salve-se quem puder!"

E nem se lembram que o filho do vizinho rabugento pode ter sido o seu pai em outra existência, e está prestes a perder você de vista durante bilhões de eras intergalácticas... e, que, "no frigir dos ovos", como vocês falam, vocês todos, a humanidade terrena, são todos "UM SÓ"...

Quando um sobe, sobem milhões na "teia" espiritual de que ele faz parte na grade da evolução conjunta...

É sutil o liame entre a verdade de que:
"Cada qual é responsável pelos seus atos, sua evolução e seu destino espiritual",

▬  "Vamos ver o que podemos fazer pelos nossos semelhantes?"

Se fosse somente uma aquisição pessoal "a glória no paraíso" para onde muitos pensam que vão, e aos outros, mais ignorantes e maus, "que se danem"... não é assim que dizem?...

Então não haveria o porquê de a Terra estar totalmente cercada de naves espaciais físicas e etéricas, de seres intergalácticos em operosidade extrema pela salvação da Terra... 

De milhares de seres espirituais de todas as faixas e graus evolutivos... convocados para servirem aos seres humanos... e tentarem direcioná-los para a evolução que lhes é requerida pela lei natural divina...

Isto chama-se: FRATERNIDADE...!!! Fraternidade Universal! União! AMOR UNIVERSAL!

Existe um "Interesse" em nossos seres... de nós, que somos do Espaço e das regiões de ventura... Um interesse em que as criaturas da Terra sejam auxiliadas, resgatadas, salvas de si mesmas e dos ataques das trevas do mundo da matéria...

Há aparentes dissonâncias de pensamento espiritual das hierarquias que tem se comunicado, através de vários canais... mas não são facções... Muitos mestres falam por outros paradigmas...

Mas, na verdade, não estão em contradição... apenas enfocam aspectos distintos, para maior clareza sobre a responsabilidade individual de evolução e ascensão...

Mas nenhum Mestre de Luz que fale sobre as vossas ascensões negam que o ser humano tenha que ser solidário...


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 11 de Julho de 2016, 20:51
Vocês fazem isso nas horas das catástrofes... muitos saem de seus países e vão acudir os soterrados... Por que não auxiliar no âmbito espiritual, somando esforços com o nosso empenho do lado de cá?

O conhecimento integral também é apregoado por todos... e não existe fragmentação nos nossos conselhos intergalácticos...

Vocês tem que discernir o que é "esquema pessoal de evolução" e o que é responsabilidade humanitária, solidariedade humana, planetária e cósmica universal...

Nós estamos justamente fazendo isso, apesar de nossas luzes, podendo estar lá no paraíso celeste, mas aqui estamos... para RESGATÁ-LOS...

Enfim, o enfoque que se tem dado à questão de que os elementos da natureza vão servir eficazmente para a dissolução de correntes maléficas tem sido apregoado até mesmo pelo Comandante Ashtar Sheran... 

... Que é um sábio sobre o poder das estruturas atômicas e radiações nucleares, pois trabalha com isso... Suas naves e todos os seus comandados são seres especializados em dissolução atômica...

E com esse arsenal de conhecimento, ele colabora eficazmente no saneamento da psicosfera planetária e também nas regiões umbralinas... E não nega que os elementos da própria Terra também tenham esta capacidade...

O Cacique Pena Branca e Ramatis tem vindo falar ao mundo sobre a Metaciência... Mestra Nada explicou, em sua primeira mensagem, no início desta estruturação de suas pautas de canalizações, como "A Voz do Raio Rubi"...  que muitos seres falariam por este canal, de forma desimpregnada de equívocos conceituais, religiosos...

Isto é, todos os seres comprometidos com as revelações que serão feitas, e já tem sido feitas, falariam de forma "linear" sobre as questões espirituais, sem fragmentar a Verdade Única Universal...

Isto porque chegou a hora de se aglutinar tudo... Chegou a hora de quebramos barreiras de entendimento...

Quando falo em convocação de todos os que conhecem as energias da Mãe-Terra, e que estão vocês, da Terra, de certa forma, sob a "Insígnia do Dragão"...  e que muitos terráqueos estão dormindo no berço da ignorância espiritual, pretendo que enxerguem isso mesmo...

... Que entendam que, neste momento, todos estamos unidos no propósito de esquadrinharmos todos os aspectos teóricos sobre as possibilidades da própria Terra... 

Que possam gerar mecanismos novos de ação espiritual no mundo para consolidar-se um regime de salvamento dos exércitos de seres retidos nos planos abissais... que tem chance de reingresso no dinamismo da vida para suas experiências continuarem no rumo da ascensão e não da escravidão espiritual...

É sob jurisdição divina que estamos falando ao mundo... Nem brincando poderíamos usar este mecanismo de mensagens espirituais para confundir os seres humanos...

É uma verdade a de que é preciso conclamar os poderes das energias dos elementos naturais da Terra... Isso funciona como a "Homeopatia"...

A Terra está em erupção jamais vista... Vomita o mal que a envenena... E ela mesma, em dinamizações atômicas bem determinadas, poderá minorar convulsões exageradas...

O "PODER" de GAIA , o poder da MÃE que é RAÍZ, o PODER do "PRINCÍPIO FLUÍDICO UNIVERSAL" condensado na matéria, nos reinos da natureza, nos gazes, nos fluidos, nos elementos todos da Terra... é absoluto!...

Dentro, porém, da relatividade de pertencer a um outro corpo estelar maior que si mesma, e de estar orbitando em círculos concêntricos gravitacionais divinamente equalizados...

... Energética e estruturalmente e, portanto, estar atrelado a outros dispositivos de restauração planetária... o que não inviabiliza outras ações "in loco", no próprio planeta...

O que quero dizer, irmãos da Terra, é que, da mesma forma que quando vocês estão caindo na doença ou na depressão... todos tem o potencial e a condição de lutar contra elas e as vencerem... o planeta, isto é, VOCÊS no planeta.

Agindo em benefício dele, com suas riquezas medicamentosas naturais, em conexão com as forças espirituais... poderão ajudá-lo, também, a minorar as dores de muitos...

A clarear a mente de muitos... a libertar muitos que gemem no plano astral... da égide fictícia dos Dragões ancestrais...  e que atormentam a Terra... e que massacram e violentam os seres humanos...

Quando é preciso, então, que sejam fraternos, e auxiliem os trabalhadores espirituais, doando da sua condição de conhecimento magístico ou de ectoplasma mediúnico...

Sem afrontar os seus poderes... mas movimentando as energias supremas da própria Mãe-Terra... em pranto planetário, nas bases que a Metaciência vem apregoando...

Ou seja, USANDO A NATUREZA, CERIMONIALMENTE, de forma inteligente e aberta!

Os "Pretos Velhos", da Umbanda, sabem fazer isso muito bem... assim como seus caboclos ancestrais... seus pajés e caciques... Os xamânicos igualmente... e toda a magia branca de muitos estudiosos sérios...

Os indígenas sempre souberam louvar a natureza... reverenciando seus deuses e fazendo rodas e fogueiras... símbolos em seus rostos e bebendo chás fumegantes... entoando mantras e cânticos... manipulando as forças naturais a seu favor...

Os Devas de todos os reinos da natureza articulam mil formas de extração de éteres de matas e águas do planeta, do fogo, das rochas e dos elementos estratosféricos, fazendo a sua parte na restauração diária dos reinos sob a sua jurisdição, a bem de toda a VIDA na Terra...

No entanto... além disso... existe algo definitivo, que é o que nos move a falar sobre este tema novamente: o "Magnetismo Humano" acionando as "forças da natureza"...

E isso será tema "prático" em todas as escolas dos próximos milênios... Todos os alunos saberão manipular a matéria a benefício do planeta!

Já são eles mesmos os novos "caravaneiros do futuro" e estão chegando... Grande parte deles são magos estrategistas, ecologistas, geneticistas, microbiologistas, vegeto as electromagnetistas...


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 11 de Julho de 2016, 20:55


Magistas litúrgicos da "Ordem Celeste dos Magos Brancos Interplanetários", da qual o nosso amado Ramatis faz parte como Mestre Multi -dimensionalmente graduado...

A questão do poder da matéria, da magia e das ações humanas neste campo tem respaldo na "Ciência Integral Ancestral"...

Tudo paira em torno do poder característico dos Fótons, dos Quarts, do cabedal de informações da Física Quântica... do poder plasmatório do "Éter Físico da Terra"... do "Fluido Vital"...

Em todas as mônadas ancestrais de todos os elementos naturais e da própria vida humana... e sobre isso ainda muito será explicado nos próximos decênios até o "todo o sempre"!

A forma como os seres humanos podem se defender de malignidades do inimigo comum... dos terráqueos, sem partirem para o ataque ou para o confronto imprudente e fatalmente vencido pela potência do mal em ação...

É conhecendo todas estas particularidades da matéria e, com muita "religareidade" (vejam que não digo: religiosidade)...

Com muita fé racional, aliada à boa intenção, ao conhecimento do que fazem e o que pretendem, sempre na expressão mais amorosa e fraterna de se dispensar ajuda ao planeta e aos seres humanos...

Fazerem a religação do "Elo Perdido" na vida dos seres humanos, qual seja, o "Dinamismo e a Sinergia entre Forças Espirituais e Materiais"...

Eis o sentido e a cientificidade de muitas áreas espirituais que acionam os poderes da matéria, através de manipulações magisticas, no intuito de auxiliarem os seres humanos...

É claro que também são acionadas essas forças por exímios "magos negros"... do mundo subastral e também por tantos deles mesmo encarnados...

Ou por pessoas inexperientes,
Inconsequentes,
Inescrupulosas,
Irresponsáveis.

Agindo num campo de radiação exuberante, muitas vezes, e fatidicamente, somente para o mal de alguém... ou por interesses em vantagens pessoais e, pior do que isso...

Facilitando "alianças" com os reinos do Dragão, quando então tornam-se os seus escravos, para trabalharem quando dormem... pelo enfeitiçamento gradual de todos os seres de responsabilidade espiritual... ou social, institucional, governamental... com a finalidade de que seja derrotada a própria Terra...

Quanto a isso, que as suas almas sejam esclarecidas... e isso sim pertence às eras de aprendizado e crescimento, redenção e ascensão, nos planos materiais da vida universal...

Bem... seja bem vinda a "Criança do Terceiro Milênio"...  que saberá lidar com tudo isso... Mas, por isso mesmo, os Dragões as tem matado, por mil meios de crueldade...

Muita coisa podemos fazer sobre isso... Os índios, os africanos, os celtas, os astecas, incas e maias, reverenciavam a natureza por mil formas para salvarem... "UMA ÚNICA CRIANÇA DE SUAS ALDEIAS"... Amparem-se em nossos avisos, seres da Terra!

Não se apeguem somente à notícia de que o mundo explodirá em várias partes e que vocês entrarão em naves salvadoras...

Há ainda "MUITO O QUE FAZER E APRENDER"!!!

Amem mais... amem aos seus semelhantes... Façam alguma coisa por eles...  Estudem mais ou procurem integrar-se em grupos de magistas experientes...

Sérios, preparados, já atuantes pelo bem da Terra, cada qual com suas características, com quem possam implementar "Polos" de força espiritual de grande porte... que serão, para nós, usinas de "Força Magnética Humana", para interação importante com os nossos trabalhos de maior transcendência...

Falei aqui por este canal, enriquecido em minhas palavras pelo assessoramento de sábios "pais velhos" de "Liturgias Etéreo Físicas da Magia Branca" (Pai João de Ronda da Virada Planetária, Pai João de Aruanda e Vovó Catarina das Santas Almas do Cruzeiro Divino)

E precursores da bem planejada "Universidade Espiritual de METACIÊNCIA"... que será obra próxima na Terra... pelo labor incansável de Mestre Ramatis e de Mestre Cacique Pena Branca...

Ao lado de milhares de outros seres de brilhante mestria nestas questões delineadas nesta noite, como El Morya, Allan Kardec e Hilarion.

Saudações deste negro ou branco..  amarelo ou pardo...  azul ou violeta... o "irmão" que caminhou na África... dentre outras vidas e que...

Voltando à Terra... após séculos no plano espiritual... como o polêmico "Zumbi dos Palmares"...

Hoje vem falar sobre estes retalhos de sabedoria, para que, unindo-os a outros tantos enfoques dos trabalhadores das hierarquias... possamos auxiliar na compreensão da Grande Verdade Universal!

Observem que a cabeça degolada deste Zumbi continua pensante... (hehehe...)

Desejo a vocês uma vida de vitórias!
Graças a Nzambi!!!

Psicografada por Rosane Amantéa.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 18 de Agosto de 2016, 05:53


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1046.gif)

Ufa!!! a última vez que suspirei foi quando aquela corda apertou-me (quero nem lembrar). Agora suspiro novamente porque consegui falar com alguém para contar uma história.

Caminhando a toa pelo céu, sempre passava próximo a um homem que sempre estava de cabeça baixa e com umas das mãos tampando a face. Eu pensava que este homem sentia falta do outro mundo e, por isso, vivia em baixo astral.

Em um certo dia, eu passava pelo mesmo trajeto e observei ele olhando para cima, pois no céu já estávamos ( risos). Foi a primeira vez que vi sua face.

Parei e decidi conversar com ele. Perguntei o nome dele e de onde ele vinha. Ele disse que se chamava Chico Xavier e morava em Uberaba, Minas Gerais. Fiquei feliz da vida, pois também sou mineiro.

Quando ia dizer meu nome ele me interrompeu dizendo:
▬  "Eu sei quem você é."

Ora, lógico que me conhece, pensei. Sou o famoso Tiradentes, mártir e herói nacional brasileiro.

Quando ia dizer a ele que essa história de herói foi uma farsa ele me disse:
▬  "Eu sei da dor que te persegue."

A conversa estava ótima, esse sujeito tinha bom papo e muita sabedoria.

Lá pelas tantas, alguém chega por trás de mim com um tapa estrondoso nas minhas costas dizendo:
▬  "Ô Tira, fala pro Pai."

Olhei para trás e vi que era o chato do Ronald Golias. Desde de 2005 que esse humorista me torra a paciência. Nunca tive tanto apelido na minha vida.

▬  Ô sujeito que gosta de colocar apelidos nos outros.

●  Enforcado,
●  Feriado Nacional,
●  Gravata de Corda.

São alguns dos apelidos que Golias me presenteou. Mas gosto dele, só não gosto dos apelidos; já me basta o Tiradentes.

Depois que Golias foi embora, retornei a conversa com Chico. Este me sugeriu contar toda a verdade através de uma carta psicografada. Para isso, eu teria que fazer contato com alguém na terra.

Chico me ensinou as técnicas, bastava agora um meio de comunicação, um intermediário. Meditei... meditei até conseguir o contato.

Enfim, depois de anos tentando, fiz contato com um tal de anônimo. Esse anônimo é famoso por delatar crimes. Ele se comprometeu escrever na íntegra a minha carta, sem omitir nada.

Eu disse para o anônimo o seguinte:

▬  Senhor anônimo, sou Joaquim José da Silva Xavier, mais conhecido como o Tiradentes. Diga ao povo brasileiro que eu fui enforcado de cabeça raspada e sem barba, que fui o único que teve coragem de dizer a verdade sobre a conspiração contra a Coroa portuguesa da Rainha D. Maria I.

●  Que não tinha cabedal de conquistas para merecer o título de herói nacional.
●  Que dei baixa da Cavalaria porque não suportava ter a patente menor que a do cavalo.
●  Que fui usado de bode expiatório pelos positivistas republicanos que me transformaram em um novo Messias...

E tem mais, gostaria de dizer que... (uma voz grita bem alto: cuidado!!! a D. Maria, a louca está atrás de você com uma corda na mão!!!).

O susto que levei me fez perder o contato com o anônimo, desde então nunca mais consegui outro contato. Olhei para os lados procurando o autor daquele grito. Não deu outra, era quem eu suspeitava:
▬  "Era o Golias junto com Zacarias e Mussum atrás de uma moita morrendo de rir da minha cara."

Com essa moda de stand-up brasileiro e humor negro, desejo vida longa a Rafinha Bastos e Danilo Gentilli, pois aturar humor negro aqui no céu deve ser bem difícil.

Carta psicografada de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes

Espírito: Tiradentes.
Médium: Anônimo.
Fonte: Diego Magalhães.



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 03 de Setembro de 2016, 06:12


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1037.gif)

Ryan Brito

Ele é filho de Brita e do humorista Nizo Neto, filho de Chico Anysio. A seguir, você confere a carta na íntegra, e o vídeo, assista na sequência.

“Minha mãe Márcia, de CPF 237…, e de telefone (21) 99…

Sou o seu filho vivo, perplexo pela nova realidade, mas feliz por constatar que muito do que já pensava é real. Mãe, continue sua luta sem medo, continue. Pois a discussão tem feito muitas pessoas pensarem.

Mas também não se iluda, mãe amada, toda proibição estimula. Peço que continue, aprimore e transcenda nesta proposta de conscientização.

Mas sempre lembrando que proibir, se aceito esse pedido, muitos vão usar a Ayahuasca, pelo próprio fato de ser proibido.

Sobre as calúnias, desconsidere. Você sabe como sou e tudo que fazia e pensava. Não ligue para os caluniadores, ligue para o que eu sinto por você.

Dê meu abraço no meu pai, na Tatiana, na Sophia, na Isabela. Fala para a Ramona que o Roberto está bem. A todos que oram por mim, eu agradeço, sinceramente.

Mas estou muito bem. Hoje não vim esclarecer detalhes, mas vim abraçar a minha mãe que tanto me ensinou e me ajudou, em tantas horas. Pai, sinta meu abraço de gratidão.

E perdoe-me se te fiz sofrer em algum momento. Deixo minha gratidão e certeza que todos entenderão no tempo certo, que não precisamos de elementos externos para sentirmos nosso eu-maior.

Mas sim, meditando, orando e transformando nossas escolhas.
Obrigado, e até logo!

Rian Brito.
Obs. Comigo hoje está meu avô!”



Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 04 de Setembro de 2016, 06:33

(https://tv.i.uol.com.br/album/2012/05/04/dercy-goncalves-e-a-baronesa-lenilda-eknesia-em-que-rei-sou-eu-1336158843729_300x300.jpg)

“Dercy” Gonçalves

Eu, Dolores!

Tem que ter peito pra vir aqui escrever e contar o que eu vou contar. Mais peito tem que ter quem vai publicar... mas enfim, não fui eu quem quis isso...só concordei...

Eu não quero nem saber o que vão pensar e nem o que vai acontecer. O que eu não quero é perder essa chance que me foi dada de falar pro mundo o que eu tô vendo aqui.

Vai ‘pros quintos dos infernos’ quem não quiser saber do que eu vou falar. Vou falar só pra quem quer saber sobre o que é ‘cair num bordel’ lá no precipício ‘onde Judas perdeu as botas’. Num tô nem aí... nem ‘neca de pitibiriba’ pra quem se assustar.

●  Afinal sou eu que vou falar e não são vocês.
●  Vocês vão só ler. Eu vou falar do que eu vi e vivi. O que é muito pior.

Mesmo já tendo sido resgatada, recentemente, ainda estou cheirando um pouco ao azedume lá de baixo, aquelas coisas podres que ficam nas partes íntimas do povaréu das emoções desatinadas.

Todo mundo sabe que no fim das contas eu fui uma santa, apesar de não parecer. Acontece que dentro de mim era uma confusão dos diabos... era uma revoltada comigo mesma.

Eu nem sabia bem o que eu tinha que fazer no mundo... só sabia que se eu falasse besteira e mostrasse a minha ‘bunda’ e o restante em ‘lingerie’ de bordel dava ibope e eu ficava famosa e assim iria sobreviver.

Ninguém tem nada a ver com a vida dos outros mesmo. E nem ninguém tem a ver com a minha e com o que eu quis fazer dela. Eu sei que não sou má, mas Deus não é ‘besta nem nada’. Fui até ‘santa’ mesmo, de certa castidade mental, mas espalhei maus exemplos.

Quem me fazia ser como eu fui foi uma cambada de espíritos ‘sem vergonhas’, uma putaria que só mesmo quem vê a realidade aqui saberá entender do que eu tô falando.

É uma ‘cabrochaidada’ de escola de samba desvirtuada que eu conheci lá embaixo, aqui neste plano espiritual da Terra.

Uma ‘orgia desgraçada’ de um povo das noitadas que morreu endiabrado, drogado, alcoolizado, suicidado, enfeitiçado por falsos amores e falsas ilusões sobre o que significa a vida aí no mundo que vocês estão...

E eu, infelizmente, não estou mais na vida carnal, para poder ser diferente do que fui. Depois de terem me tirado daquele suplício dos infernos consegui chegar aqui pelas vias de uns bons amigos...

Primeiro que me encontrei com a Aracy de Almeida lá embaixo também. Na zona dos ‘fudidos’ pelo temperamento do cão. Vi os ‘cacetes’ de que tanto saiu pela minha boca imunda ao vivo e a cores me chamando...

▬  ‘Caralho! Nunca imaginei que o que a gente fala e fantasia tomasse corpo..’.

Imagina que eu fui resgatada por uma madona de vermelho mais linda que Nossa Senhora e ela disse que eu iria fazer a comunicação para comemorar os dois anos de uma tal de voz do raio rubi.

Ela mesma é toda irradiante, de capas e lenços, véus e rosas... tudo nela brilha igual a um festival de fogos da copa do mundo...... kkkkkkkkkk.

É uma mulher e tanto essa deusa que veio me dizer que eu tava sendo libertada pra falar pro mundo da realidade da vida espiritual.

Me contou que o povaréu espiritualista é meio confuso... Que tá quase todo mundo esquecendo que tão na Terra ainda e que tão fazendo da vida um conto de fadas ou uma ‘merda’ com suas próprias vidas.

Essa palavra traduz o que eu interpretei do que ela me disse sobre a nossa inconsequência na vida carnal que temos.

E que ela e um tanto de almas iguais a ela precisam ajudar o mundo a entender que as coisas ainda estão em andamento... O tal de um progresso do Terra para uma tal de dimensão não se de quantas ‘porradas’ pra cima do que tá hoje.... kkkkkkkk. O perfume dela me acordou.

Eu estava adormecida, hipnotizada pelo som estridente do ‘puteiro’ pra onde eu fui. Tinham me colocado embaixo de uns tecidos brilhantes e mal cheirosos, com cheiro de ‘vulva mal lavada’...e de ‘esperma de 30 dias’ nos lençóis fedidos da cama suja onde eu fiquei.

Olha que eu não quero exagerar, mas a coisa é braba mesmo... Nem me falem do que essa minha visita aqui vai ter de repercussão... 

▬  Mas o que posso fazer se é isso mesmo que tem que acontecer?

O Homem lá de cima deve saber o que tá fazendo, porque eu nem mesmo nunca pensei que um dia ia passar por essa situação.

Eu , D. Gonçalves, dando aula de espiritualidade... kkkkkkk

Uma coisa eu sei:
▬  'Todo mundo é ‘besta’ mesmo!

Uns estudam demais e ficam uns ‘carolas’ que ninguém quer saber de engolir... Outros estudam de menos e ficam grudados nuns diabos de tudo que é ‘cara’, uma diferente da outra.

Olha, eu tava lá quietinha depois que morri... Caí de sopetão numa cama cheia de trapos vermelhos com purpurina e lantejoulas de quinta categoria.
Lá na boate fantasma...

E quem me conhece sabe que eu nem tenho nada a ver com isso... Fui diretão pra lá. Eu sabia que ia ter fantasma depois que eu morresse, mas não sabia que eram tão reais... kkkkkkk. Acho que fiquei lá até esses dias, pois não tinha calendário lá. Não tinha comida...

Tinha uns pratos fundos com uns miolos de boi, acho, que a muherada achava lá nos muquifos dos matadouros e trazia no tal do ‘duplo’ deles....kkkkk... 

Eu não entendo nada disso. Só sei que tinha miolo de boi e da bicharada toda matada pra vocês aí comerem... e que dava pra gente cheirar. Nem eram pra gente comer não...

A gente cheirava uma energia ou eu sei lá que ‘bosta’ era aquela... Na verdade, eu senti fome e sede, frio e medo.

Eu dizia pra mim mesma:

▬  ‘Que raios de purgatório dos infernos que eu vim parar? – Caralho... Por que que eu tô aqui?’ Vinham umas mulheres de roupas velhas, cheias de brincos oxidados, de perfume vagabundo, parecendo as prostitutas ou biscateiras da galinhagem dos puteiros ai da Terra... Esse foi o lugar que me acolheu.....kkkkkkk.....


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 04 de Setembro de 2016, 06:35

Elas me diziam que eu era boazinha mas que no fim das contas cada um fica onde merece e onde se adapta melhor.

Eu respondia:
▬  Que boazinha o quê, pombagira dos infernos...

Hoje eu já sei que ‘pombagira’ não é nada disso...que elas são espíritos ‘de lei’ que combatem nos infernos.

▬  ‘Sai pra lá, pombagira desgramada!’ Eu sei que meu espírito, lá por dentro dele mesmo, não pensava nada do que eu fazia pro mundo ver... o que eu parecia era uma ‘cobra de duas caras’! ‘

Vocês aí da Terra que não entendem dessa ‘praia’, que é uma verdade, tão sendo muito burros de não compreenderem como é o mundo espiritual...

Tá pra acontecer um troço de transição... que eu não entendo à altura desse trabalho aqui, na verdade, e não vou saber explicar aqui. ‘- O que eu vim fazer mesmo, aqui, é arrebentar a boca do balão!’ kkkkkkkkkk

Ou vai ou racha! Me dispus a colaborar depois do que recebi dessa turma iluminada que trabalha muito desse lado da vida.

▬  'Ô povo da Terra... não brinca não, camarada!

A deusa do raio rubi, seja ele de que número for, porque ela diz que não importa se era sexto, ou se não é mais... kkkkk. 

Ela só me afirma que amor não tem número... que raio rubi dourado é uma virtude divina e que ela não se importa com rótulos ou títulos ou numeração de hierarquias, que só existem pras pessoas se sentirem supervisionadas....kkkkkkk

Então, essa deusa um dia chegou lá no casarão mal assombrado e me disse umas coisas que me fizeram pensar:
▬  ‘Mulher, vamos sair daqui ? Este não é o seu lugar!

Por que você, mulher, quis se violentar tanto? Tendo uma alma tão gentil e cheia de amor... por que escolheu a rota do boicote à sua bondade e à sua luz?’

Sabe, gente... se eu já chorei na vida...e muitas vezes escondido... dessa vez chorei desbragadamente...

E eu nem sabia responder, porque nem eu mesma sabia porque escolhi um fetiche tão vergonhoso para minha vida...
▬  ‘Eu é que pergunto... Eu disse pra ela !

Eu é que quero saber quem sou eu e o porque estou aqui neste bordel ‘desgraçado’! Aí ela me mostrou uma espécie de uma tela de computador e eu me vi....

Vi várias cenas de mim mesma na Terra... Vai ser chata, vagabunda e ‘boca suja’ lá na ‘conchinchina’! Que vergonha de mim!

Todo mundo ria... mas não porque gostavam do jeito que eu era, mas porque eu soube fazer com que eles rissem de minha tragédia pessoal... As pessoas são muito tontas mesmo... Vão entrando em qualquer onda dos famosos... Nem sabem ser elas mesmas...

Porque não me taparam a boca ou me prenderam em vez de me aplaudirem? Talvez eu não tivesse sido tão infeliz aqui... Alguém precisava ter me acordado...

A deusa me disse que eu não estava ali pelo que eu fiz ou falei, pelas roupas que eu vesti e nem pelas besteiras que eu ainda falo de vez em quando aqui, e nem pelas fotos de sensualidade de ‘véia coroca’ exagerada e alucinada... Ela me disse que eu nem errei!

Ela disse que eu tinha ido pra lá (digo ‘pra lá’, no ‘bordel’, porque agora eu estou aqui, na sala dessa moça aqui...)... mas que eu tinha ido pra lá porque ‘eu não queria descobrir a minha identidade verdadeira...’

Que eu tinha ido pra lá porque eu era muito boa e não precisaria ser tragada pelo povaréu mais cruel que ‘lasca’ com os que ‘morrem errado’...os que morrem ‘tendo morrido seu amor’ também...

Que eu tinha que somente verificar o porquê que eu tava fazendo do meu espírito uma coisa que ele não é... Que eu tava mentindo pra mim mesma e que aquele mundo cão lá debaixo, aquele prostíbulo infecto no plano espiritual era onde eu fiz todo empenho de me sintonizar, mas sem que isso fosse a minha verdade...

Vai chorar alguém mais do que eu chorei nessa hora que ela me falou isso... que vai se afogar... Eu, que não conheci um estado de paz, nesses momentos senti essa paz profunda e perguntei a ela:
‘Quem sou eu, afinal? Essa desvairada do ‘cacete’?

Ela me disse:
Descubra!’

E depois disso ela foi embora dizendo que voltaria quando eu descobrisse, pois daí eu não me sintonizaria mais com aquela ‘putaria’ toda...

Essas não foram as palavras dela, mas pra vocês que me aceitaram assim em vida, me engulam mais um pouco de minha farta idiotice, estando morta.. kkkkkk

Lembro que fiquei anestesiada com essa coisa de ela me ‘botar na parede’.... E aquele perfume de rosas e lavanda fina que ela tem me deixou meio que sonolenta e cabisbaixa... de forma que depois de dormir por algum tempo, acordei e pensei ter tido um simples sonho tipo ‘conto de carochinha’.

Neste momento, em meio aos lençóis imundos onde eu estava deitada, vi uma coisa brilhando...

Ajeitei aqueles trapos andrajosos e achei o que era:
Era uma rosa vermelha com brilhos dourados.

Então eu percebi que eu não tinha sonhado e que aquela deusa divina tinha realmente estado comigo em algum momento... Não sei quando...

O tempo não dá pra gente saber nesta condição de morte... não só da morte do corpo... mas principalmente da morte da alma... Daí, chorando, eu rezei!

Só que eu rezei assim:
▬  ‘Mulher das alturas, onde você está sua desgraçada!
▬  'Por que você veio aqui, afinal?

Que droga é essa de você me atiçar e me fazer ficar aqui matutando sem direção nenhuma?.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 04 de Setembro de 2016, 06:42


Como é que eu vou saber quem lá eu sou, sua infeliz! Se alguém não me explicar, o que vai acontecer comigo depois dessa ‘desgrama’ toda aqui, porra!’

E me aquietei porque não aconteceu nada, nadinha, com essa minha soberba...

Daí pensei:
▬  Acho que é melhor eu rezar de verdade, sair do meu papel de ‘louca varrida’ e pedir um ‘arrego’ pra ela!

Daí virei o disco:
▬  ‘Oh, deusa de vermelho!

Onde você está?
Eu queria saber a resposta do que você me perguntou...

●  Por gentileza, nem sei como falo com você mas, por favor, volte!
●  E nada...

●  Ô saco de filó pra lidar com esse povo das claridades...
●  Na verdade, ela me disse depois, que estava ao meu lado, mas eu não a via...

E que ela não queria me castigar, mas dar tempo para eu pensar... Eu daí, ‘murchei’ igual à bexiga de festa depois que a festa acaba... Vi que o troço não é só querer... que o negócio era sério. E eu tava de ‘saco cheio’ de ficar ali naquele hospício de orgias na minha frente.

▬  Quanto engano dessa gente de dá piripaque se não consegue homem ou mulher vadia pra ‘se coçar’...
▬  Eu dizia pra mim mesma: -‘ Aqui eu não quero ficar!!!’

Mas se ela disse que só vem me buscar quando eu descobrir quem eu sou ...
O que eu faço? Caraca, meu Deus!

▬  ‘Ei... alguém aí de cima, pode me dar um dica? Quem sou eu, hein? Porra! Que demora! ’
Gente, só digo uma coisa... Não sei quanto tempo eu fiquei xingando ... mas eu fui cansando, cansando...

Cansei tanto, com fome, com frio, com sede, com vontade de tomar banho e assistir TV, de experimentar umas e outras... deu vontade de usar meus xales e roupas brilhosas, mas limpas...

Me deu saudade dos festejos em torno da minha personalidade esculhambada, e sempre com os paparicos de todo mundo que só faltava me abanar e colocar uvas na minha boquinha esgarçada.... Coisa feia...

●  Daí chorei mais...
●  Amargamente....

Eu pensava:
O que eu fiz da minha vida? Eu não era aquilo que eu mostrei...

▬  Por que não fui mais corajosa e porque não fiz algo mais útil?
▬  Quantos jovens devem ter se inspirado na minha boca suja...

Quantos casamentos devem ter sido desfeitos porque a mulherada pode ter vestido a minha ‘sem vergonhice’ e dizer pros maridos:
▬  ‘Ah, vai te catar!’ – ‘Some da minha frente, seu desgraçado!’ – ‘Tem mais gente pra eu ‘dar’!’

Me deu saudade dos Dagobertos da vida, das verdades da vida, do amor que pode existir de forma real e que eu nem soube buscar, aproveitar...

Me deu saudade daquela minha ânsia de ‘viver’... mas que eu viveria, agora, de foram diferente... Eu, burra, achava que tava agradando...

Na verdade o povo ri porque não pode fazer outra coisa... Ele se acostuma com tudo... com qualquer coisa que é ditada pelos meios de comunicação. Tem gente que não pensa... E nem sabe se virar sem a comédia dos imbecis... Pensei durante muito tempo, eu acho.

Até que um dia eu cheguei á conclusão que eu era muito boa mesmo... e que quis fugir de minha bondade e do amor que eu tinha pra dar, fazendo ironia das trapaças da vida...

Cheguei à conclusão de que não valorizei as verdades e as coisas boas da vida, o amor verdadeiro que pode existir em todo mundo...

No fundo... eu falava pra mim... eu devo ser uma falsa diabinha desbocada, mas na verdade um ‘ser’ comum, uma anjinha decaída.. Só isso...

Daí ergui meu rosto pro céu... que na verdade era um teto cheio de teias de aranha e falei pra Deus, pra quem eu vi que tinha que levar mais a sério:
▬  ‘Deus... manda aquela mulher aqui de novo...por favor! Eu sei que eu exagerei na minha vida... mas me dá uma chance de fazer alguma coisa útil daqui pra frente...

Traz aquela deusa perfumada de volta! Manda ela me tirar daqui... Já que ela veio me atazanar... que volte, caramba! Eu to cansada, Deus!

Eu sei que o senhor tá me ouvindo... Eu sei que o senhor sabe que eu tô sofrendo aqui no meio deste mulherio infeliz e não aguento mais ver sexo desviado...

Eu sei que o senhor vai me tirar dessa...’ E abaixai os olhos e chorei mais... Em menos de um minuto, creio eu, chegou uma mulher gorda, preta e sorridente...

A mulher era um espírito, cês tão entendendo, né cambada?
Ela disse:
▬  ‘Eu sou a Velha Catarina....  e a Mestra Nada me pediu pra vir te buscar!

Ela não veio pessoalmente porque está trabalhando com as crianças que foram levadas para creches nos planos espirituais, depois que desencarnaram nos terremotos do Japão. Tu, minha filha, nem soube, não é, Dolores? ‘

Eu fiquei de queixo caído, por que daquela preta velha saíam raios azuis que brilhavam como luzes fosforescentes! E o sorriso dela me deixou envergonhada, pois daquela boca linda saíam flores brancas que se espalhavam pelo ar...

Eu titubiei um pouco ... Não estava acostumada com essas novidades espirituais...
Ela então me disse:
▬  Dolores, minha querida rainha de Escócia! Naquele tempo em que a filha foi rainha se acostumou com muitos banquetes e festas em seu palácio cheio de riquezas...

Depois de pensar muito, quando desencarnou, a filha pediu a Deus que te desse uma vida onde fosse mais útil á sociedade.

Mas a filha se esqueceu, não é?
E fez de sua vida uma réplica do que viveu, com muitas dificuldades, sabemos disso, mas querendo insistir numa imagem que já não lhe serviria.’

Daí eu disse pra ela:
▬  ‘É, Dona Senhora, eu quis ser a RAINHA DA COCADA PRETA! E, no fim, vim parar aqui...’

A preta velha azul disse então:
▬  ‘Vamos, Dolores! Chegou a hora de a filha ser útil! ’

Daí ela me levou para um lugar muito claro, lindo e cheiroso. Eram os campos da Escócia da atualidade. Lá, ela me fez entrar num castelo antigo, e me mostrou um retrato de uma rainha em uma parede, conservado como relíquia durante algum tempo, mas já tendo sido deposto de lá.


Título: Re: Eles Continuam Vivos
Enviado por: Marianna em 04 de Setembro de 2016, 06:43

A Vó Catarina me disse que eu estava vendo um ‘duplo’ do quadro, uma memória dele, somente, para que eu pudesse me libertar desse passado que me fez viver mal a minha recente encarnação como Dercy Gonçalves.

●  Quando vi entrei em pânico.... Era ‘eu’ antigamente!
●  Senti uma punhalada no peito e me lembrei da ‘sucessão’...

Havia tido uma união da Inglaterra com a Escócia e eu havia participado disso. Assustei muito e passei mal, relembrando uma infinidade de fatos e de vidas posteriores que tive lá mesmo e em outros países, antes dessa última. Então chegaram do céu inúmeras charretes brancas com enfermeiros.

Adormeceram–me. Depois me contaram que aquela preta velha havia vindo comigo para essas regiões onde agora me encontro: Uma aconchegante ilha do plano astral, com muitos arvoredos e castelos ao estilo irlandês.

É uma cidade espiritual de revitalização espiritual numa região semelhante mesmo a uma ilha, como Marajó. São muitas vilas nela, cheias de castelos, com evidentes almas em reajuste de linhagens de realeza.

E eu fico num desses castelos para poder me tratar. Para lembrar daquele estilo de vida que mexeu com minhas vaidades, que me fez entristecer por motivos de traições de amores e ilusões da vida real, e, então, me tornar independente dessas lembranças.

De tempos em tempos me levam para outras cidades espirituais, com hospitais e jardins. São as tais ‘colônias’. Nesse momento vocês percebem que não quero mais falar besteiras... Já me fiz identificar e agora não quero mais perder tempo...

Um dia Mestra Nada veio me visitar nesta ilha e me perguntou:
▬  ‘Poderia nos ajudar a conscientizar a Terra, especialmente o Brasil, de que a vida continua e que as coisas não mudam de uma hora para outra?’

Eu, encantada com a suavidade e firmeza desta criatura divina lhe disse:
▬  'Bora lá! O que é que eu tenho que fazer?

Ela me disse:
▬  ‘Só contar aos ouvidos de uma irmã espiritual nossa, encarnada, tudo o que desejar falar, do seu jeito, para que ela ouça e vá escrevendo...’

●  Então, pessoal... Entenderam?
●  Acho que ‘falei e disse’!
●  Acho que fui útil!

▬  'Eu tô aqui e sou eu mesma... Não duvidem!
▬  'Tô ‘numa boa’, agora!

Aprendendo a saber quem eu sou, ou quem eu ‘posso ser’ na próxima encarnação, aí mesmo na Terra, daqui a um tempinho. Vi o Sathya Sai Baba voando em meio a pombas brancas pro infinito num dia desses, bem recente, numa tela pública aqui.

●  O pessoal daqui explica tudo pra gente...
●  Sai Baba foi pra bem longe... lá pro Cosmos...

Mas, segundo me disseram, ele vai voltar... que nem eu!
Só que, ele, pra deixar as marcas de suas pegadas, de novo, até a Terra melhorar...

E, eu, pra seguir as pegadas dele e de Jesus Cristo, de Buda, de Krishna, de Chico Xavier, da Virgem Santa, de Mestra Nada, dos Pretos Velhos...

Que me disseram que são de outra dimensão, ou de quem quer que seja que esteja aproveitando mais a sua vida do que eu, e deixando ensinamentos à humanidade.

●  Obrigada pela acolhida, moça! Tô feliz de te conhecer...
●  Vai em frente já que atrás vem gente...

Não... pensando bem... Verdade seja dita:
Tinha mais gente na minha frente que eu passei a perna por convite que eu não merecia e me fez me sentir uma filha de Deus...

... E que vai falar coisas mais sérias do que essa velha rainha deflagrada, apalermada, zuretada e exibida que aqui falou.

Até mais, meus fãs, amigos e família! Olha lá, hein!

Caiam fora do que não convém, antes que não tenha mais jeito do pessoal lá do céu vir recolher a gente... Somos e seremos sempre as almas penadas equivocadas que todo mundo tem medo. Elas são ‘nós mesmos’! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

A gente só ‘pensa’ que tudo vai passar desapercebido dos olhos de Deus... mas só ‘pensa’ mesmo! Não tem jeito, gente! O negócio é a gente ser o melhor que puder ser...

De tantas caminhadas um dia cheguei a ser uma rainha... e depois disso virei uma catadora de lixo na França...

Depois uma homossexual desvairada em Nova York, que me fez ser tão mal resolvida como mulher, que me fez voltar à Terra, confusa como fui como Dolores, um nome que já diz tudo: uma vida cheia de dores.

Soube que não precisamos somente ‘cair’ ou ‘brincar de viver’ pra aprender. Podemos ser mais leais ao amor que sempre existe dentro de nós e que não queremos enxergar...

E, muitas vezes, nem nos curvamos à nossa vontade de mostrar pros outros que somos do bem.

●  Vão por mim...
●  Vão pra cima e não pra baixo.
●  Falô?

Dolores Gonçalves

Eu, Rosane Amantéa, digitei a mensagem tal qual ela foi ouvida, com a fidedignidade dos termos empregados, os quais não tenho o direito de omitir, como também registrei os momentos das suas risadas, pois senti que expressavam jatos de alegria e pureza dessa alma mal compreendida.

Dolores estava acompanhada do espírito de Aracy de Almeida
E de Vovó Catarina das Santas Almas do Cruzeiro Divino.


Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 08 de Setembro de 2016, 06:10


Um Roqueiro no Além
Nelson Moraes Zílio
Indice:

Cap I - Um roqueiro no além - Na sepultura
Cap II - Um roqueiro no além - Fora da Sepultura
Cap III - Um roqueiro no além - No vale dos drogados I
Cap IV - Um roqueiro no além - No vale dos drogados II
Cap V - Um roqueiro no além - No vale dos drogados III
Cap VI - Um roqueiro no além - No vale dos drogados IV
Cap VII - Um roqueiro no além - Na colônia escola
Cap VIII - Um roqueiro no além - Novas Revelações
Cap IX - Um roqueiro no além - Novas Revelações 2
Cap X - Um roqueiro no além - Novas Revelações 3
Cap XI - Um roqueiro no além - O resgate da Mirna
Cap XII - Um roqueiro no além - O resgate da Mirna 2
Cap XIII – Um roqueiro no além - A missão


 
"O mundo só é uma droga, para quem se droga no mundo".
"É certo que os vivos nascem dos mortos e os mortos tornam a nascer"
Platão
1º-) Capítulo ● Na sepultura

A minha morte foi como um pesadelo; senti um profundo torpor e perdi os sentidos. Depois de algum tempo, recobrei a consciência; parecia estar bem, até que percebi que algumas pessoas estavam colocando-me dentro de um caixão.

●  Tentei reagir mas não consegui mexer-me.
●  Gritei dizendo estar vivo, mas ninguém me ouviu.
●  Quando fecharam o caixão, dei murros na tampa tentando abri-la, mas meu esforço era em vão; perdi os sentidos.

Não sei quanto tempo fiquei desacordado; quando dei por mim novamente, senti que me colocaram em um veiculo e viajamos por algum tempo.

Os solavancos do carro enjoaram-me; comecei a passar mal; não tinha espaço para vomitar e nem para me mexer; sentia-me sufocado.

Quando o carro parou escutei gritarem o meu nome seguido de muito pranto. Pelo movimento, percebi que ali deveria ser o local do velório.

Tiraram o caixão do carro e, quando menos eu esperava, abriram a tampa. Senti um grande alívio! Tente levantar-me , mas não consegui. Muita gente debruçou sobre mim para chorar.

—  O que eu poderia fazer?

Já havia tentado de tudo para sair dali. A única explicação que eu encontrava para aquele fato, é que eu estava realmente morto e o meu espírito preso a meu corpo e já começava a cheirar mal. Diante da minha impotência, tive que aceitar aquela situação.

Observei cada pessoa que passavam por mim. Olhavam-me piedosamente e lamentavam pela minha morte. Quase todos que passaram por aquele desfile de lágrimas e de hipocrisia diziam a mesma coisa:
—  Que pena. Tão jovem

Outros cochichavam:
—  Foram as drogas que os destruíram.

Depois de algum tempo, fecharam o caixão e puseram-me novamente em um carro:
—  Fiquei tonto, comecei a passar mal; por alguns momentos, eu ia morrer de verdade. Mas acabei apenas desmaiando.

Quando voltei a mim, não sei quanto tempo depois, escutei algumas pessoas conversando. Pelo que elas falavam, deduzi que estavam levando-me para o cemitério; quase me desesperei.

Senti um medo terrível, principalmente quando percebi que estavam SEPULTANDO-ME. Não cheguei a entrar em pânico, mas rezei todas as orações que eu havia aprendido e isso, de certa forma, acalmou.

Lembrei-me da minha vida desde quando era criança. Revi todo meu passado, era como se eu estivesse assistindo à projeção. A partir dai, naquela solidão profunda, comecei a julgar minhas atitudes.

Fui um combatente! Lutei contra um sistema que eu não aceitava e que me causava revolta. Entretanto, acabei vítima de mim mesmo e não do sistema que eu condenava.

Sem perceber, havia optado pela fuga, a mesma fuga que me havia fascinado em outros momentos da minha vida. O sofrimento por que eu estava passando era característico dos suicidas.

Era assim mesmo que eu me sentia, um suicida. Levado pela revolta, percorri o caminho das drogas até encontrar a morte. Embora o mundo me aborrecesse, eu deveria ter continuado no bom combate.

Na verdade, fui um equivocado, apontei tudo que eu achava que estava errado, mas não soube indicar o certo. Minhas intenções eram boas, mas minhas atitudes eram contraditórias.

Em vez de atacar e ferir o sistema, eu deveria ter contribuído para transformá-lo. Não corri atrás do ouro dos tolos, mas, na cama de meu apartamento, fiquei com a boca aberta esperando a morte chegar.

Ela chegou antecipada! Veio convidada pela minha insensatez. Em vez de repousar em seus braços, ela agora fazia arder minha consciência. No auge da minha angustia, eu questionava:

—  Quanto tempo terei que ficar nesta situação?
—  Ficarei aqui até o dia do trem passar?

—  Será que vou?
—  Ou será que fico?

Eu consolava a mim mesmo:
—  Não importa! Se vou, livro-me deste mundo equivocado. Se fico, tento outra vez.

Diante das dúvidas que povoaram minha mente, eu afirmava:
—  Tenho certeza de que a vida é eterna! Este é apenas um momento como outro qualquer. Vai passar, como tudo passou.

Essas auto afirmações confortavam-me. Constantemente, eu buscava encontrar as vantagens que aquela situação me proporcionava.

Então, eu dizia:
—  Pelo menos aqui não ouço os noticiários infames! Não posso beber nem me drogar. Naquele momento, eu percebi que havia esquecido o vício!

Sentia-me de certa forma reconfortado, pelo menos aquela situação proporcionava-me um bem verdadeiro.

—  O tempo foi passando...

Vez ou outra, alguém vinha depositar flores sobre meu túmulo; elas pareciam ajudar-me; Eu sentia o perfume delas amenizando o cheiro dos ossos que restaram no meu corpo.

Lembrei-me de que um dia eu e um amigo tentamos nos comunicar com as plantas. Talvez, pela importância que demos a elas naquele dia, agora vinham retribuir-me, socorrendo-me com delicioso perfume.

Eu escutava tudo o que se passava no cemitério. Ouvi muitos gritos de desespero. Muitas vezes adormeci, mas os pesadelos faziam-me acordar assustado. Sonhei várias vezes que estava junto à família.

Desesperado, tentava falar que estava vivo, mas ninguém me ouvia. Entre sonhos e pesadelos, continuei preso àquele ataúde que se transformara em minha casa.

Eu perguntava a mim mesmo:
—  Seria esta a minha derradeira morada. Jamais sairia daqui.

Logo em seguida, respondia-me a mim mesmo cheio de convicção:
—  Não.
—  Tenho certeza de que não!

—  Eu não acredito nas penas eternas. Logo estarei fora daqui.
—  Não sei se era intuição, mas eu tinha realmente a certeza de que, em determinado momento, eu sairia dali. Tentei levantar-me algumas vezes, mas ainda estava preso àquela situação.



Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 08 de Setembro de 2016, 06:19


2º-) Capítulo ● Fora da Sepultura

Não sabia se havia passado alguns dias, alguns meses ou alguns anos. Perdi completamente a noção do tempo.

Até que ouvi uma voz chamando-me:
—  Olá, malandro! Foi bem de viagem?

Sabia que era comigo que falavam, mas não respondi. A voz continuou chamando-me e rindo às gargalhadas. Lembrava-me a voz de alguém conhecido, mas a escuridão era tanta que eu não podia vê-lo.

—  O que é malandro, vai ficar a vida toda dentro desse buraco?
—  Seu corpo já apodreceu!

—  Vai esperar apodrecer o seu espírito?
—  Você está vivo, cara!

—  A morte não existe! Olha para mim! Estou numa "boa.".
—  Aqui tem tudo o que a gente gosta. Vamos. Sai desse buraco.

Uma força estranha impeliu-me e eu sai dali. Demorou muito para que eu pudesse recobrar a visão. Alguém me estendeu a mão e segurou-me pelo braço...

Era um homem cuja fisionomia chegava a assustar-me; tentei lembrar-me de onde eu o conhecia mas não consegui.

—  Está assustado, "garotão"?
—  Não tenha medo, eu domino esta região!

—  Você é meu convidado especial.
—  Eu sou seu fã!

—  Quem é você ?
—  Somos velhos amigos, não vai se lembrar, fazem apenas alguns séculos...

Suas gargalhadas assustavam-me. ele continuou:
—  Você deve ter pensado que o inferno não existe, mas o inferno existe somente para os fracos; estamos no Paraíso. Eu governo esta parte da cidade.

—  Você vai adorar ficar aqui comigo e com todos os que estão sob o meu comando.
—  Venha! Vou ensinar a você como se vive fora do corpo.

Constrangido e assustado, segui seus passos até sairmos do cemitério. Na rua, entrei em pânico. Sai correndo sem saber para onde.

—  Vaguei não sei quanto tempo; estava aflito; minhas roupas estavam cheias de vermes, quanto mais eu sacudia mais caíam no chão.

Desesperado entrei em um motel. Precisava tomar um banho! Fui até a recepção, falei com a mulher que atendia na portaria, mas ela não me ouviu.

Ia insistir novamente quando aproximou-se de mim uma outra mulher:
—  Olá, querido!

Não adianta falar com ela, não pode vê-lo, você é um espírito desencarnado como eu.

Em que posso ser útil?
—  Preciso tomar um banho.

—  Só um banho, amor ?
—  Sim. Tenho que me livrar destes vermes.

—  Que vermes?
—  Você não os vê ? Olha aqui! Estão no meu corpo todo, já estou ficando desesperado!

—  Você não é o primeiro louco que vem aqui com essa história. Isso é o que dá eu trabalhar perto do cemitério. Vamos até a minha suíte que eu o faço esquecer os vermes.

—  Vem meu bem, vem!
—  Eu quero apenas tomar um banho.

—  Está bem!
—  Eu o levo para tomar um banho. Venha.

Caminhamos em direção à tal suíte, passamos por algumas em que, do lado de fora, alguns homens e mulheres se acotovelavam; pareciam estar enxergando através da janela fechada e da parede; achei estranho.

Antes de eu perguntar, a mulher começou a falar:
—  Você deve estar chegando agora; não sabe nada dessas coisas. Esses espíritos são os sexólatras; estão participando do conluio amoroso do casal que está na suíte.

—  Se gostarem do desempenho do homem ou da mulher, irão com eles para casa. Os gestos que eles faziam eram de verdadeiros alucinados; fiquei apavorado e sai correndo.

A mulher ficou gritando:
—  Onde você vai, meu bem ? Vem cá!

Não olhei para trás; segui em frente, sem rumo e sem destino; caminhei pelas calçadas; vaguei por muito tempo.

Notei que algumas pessoas que passavam por mim pareciam me ver, outras não, então entendi que as que me viam eram espíritos como eu, as outras eram pessoas encarnadas. 

Fiquei admirado de ver um número tão grande de espíritos caminhando entre os encarnados. Muitos pareciam saber para onde iam, outros vagavam como eu.

Estava meditando sobre a minha situação, quando ouvi uma música que me era familiar; o som vinha de um automóvel estacionado; aproximei-me...

Era um casal de jovens enamorados. Ela tinha pouco mais de dezesseis anos, ele, uns dezenove ou mais; ouvi o diálogo.

Exclamou a jovem:
—  Eu adoro ouvir esse cara cantar!

Respondeu a jovem:
—  Vamos! Ele era demais, pena que morreu, era um dos nossos! vamos homenageá-lo?

O rapaz abriu um papelote de cocaína e os dois começaram a "cheirar".
—  Esta é pra você malucão!

Diante daquela cena, desequilibrei-me. Entrei em crise e comecei a passar mal. Vomitei não sei por quanto tempo; continuei caminhando; cambaleava de um lado pra outro.

Eu queria morrer de verdade! Tudo o que eu fiz na vida havia se tornado uma grande loucura. Sentei-me na soleira de uma porta e comecei a chorar; alguns espíritos que passavam por ali vieram ao meu encontro.

—  Não chore companheiro, nós vamos ajudá-lo; venha conosco.
—  Nós vamos levar você até um lugar muito bom que vai atender às suas necessidades.

Estava desesperado; deixei-me levar. Fomos parar em um lugar estranho.
—  É aqui que deve ficar. Seja bonzinho e terá tudo o que você precisa.

Largaram-me ali e foram embora rindo em gargalhadas. Senti muito medo. No meio das sombras que predominavam naquele lugar, comecei a ver homens e mulheres desnudos, caminhando abraçados uns aos outros como se estivessem num gozo interminável.

Alguns tinham apenas um buraco no lugar das narinas. As veias dos braços de alguns estavam tão inflamadas que pareciam expostas.

Eu sentia muitas dores nos pés; lembrei-me que as últimas vezes em que me droguei, eram neles que eu aplicava a droga. Olhei para eles e percebi que estavam realmente inchados e as veias sobressaltadas.

Aquele lugar dava-me nojo, o cheiro era insuportável; vez ou outra, ecoavam gritos e gargalhadas estridentes. Desejei, naquele momento, voltar para a minha sepultura. Se existisse realmente o inferno, com certeza era ali.

—  Pensei em Deus e comecei a chorar...

Estava arrependido pelo que havia feito em minha vida; cai de joelhos e não mais consegui levantar. Comecei a vomitar novamente. Eu me arrastava pelo chão cheio de limo.


 
Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 08 de Setembro de 2016, 06:21


3º-) Capítulo ● No vale dos drogados

Não sei quanto tempo fiquei desacordado. Quando voltei à consciência, alguns espíritos que ali estavam se aproximaram de mim e agarraram-me pelos braços; um deles, segurando uma agulha hipodérmica.

Com a agulha torta e enferrujada, começou a falar:
—  Calma! Nós guardamos um pouquinho pra você.

Quando ele ia aplicar a droga em meu braço, tentei reagir, mas estava impotente.

Gritei desesperado:
—  Deus, meu Pai, perdoa-me, livra-me deste inferno, eu lhe suplico. Socorra-me por favor... Uma Luz surgiu no meio das sombras!

Vi um jovem como que saindo daquela luz intensa. Levantou o braço e, no mesmo momento, os espíritos que tentavam ferir-me, largaram-me e se afastaram.

O susto devolveu-me a lucidez; olhei para o jovem que, sorrindo para mim, afirmou:
—  Não tema. Venha, eu vou levar você para um lugar onde poderá recuperar-se em segurança.

—  Venha! Dê-me sua mão.
Apoiado por ele, levantei-me e começamos a caminhar. eu estava cansado; mal conseguia andar. Estava com medo.

—  Para onde eu iria desta vez?
Subimos e descemos por entre as pedras e rochedos até que chegamos a um lugar parecido com aquele, porém, menos sombrio.

Perguntei
—  Quem é você?.
—  Um amigo

O vale onde estava é para aqueles que ainda estão presos ao vício. Enquanto não demonstrarem vontade de se libertarem, continuarão lá.

Aqui você compartilhará da companhia de espíritos que já estão em trabalho de recuperação. Ficará neste lugar até que elimine os venenos que acumulou no seu corpo espiritual.

—  Que devo fazer para eliminar tais venenos?
—  O tempo e a natureza se encarregarão disso.

-Foi naquele lugar e naquele momento que começou o meu caminho de volta, árduo e penoso. Passei longo tempo me arrastando e vomitando entre aqueles infelizes como eu.

Ali , arranquei das entranhas o resultado da minha ignomínia e insensatez. Nos momentos de crises mais profundas e dolorosas, eu lembrava da minha estupidez.

Meu peito parecia arrebentar de remorso. Sofri muito. Não bastasse meu sofrimento, constantemente era tentado.

Escutava de vez em quando a voz daquele homem que me tirou da sepultura, ecoando na minha consciência:
—  Você decepcionou-me.

Pensei que era um forte, agora vejo que é um fraco. Preferiu o inferno ao invés de Paraíso. Reaja malandro, não se entregue, não sabe o que está perdendo.

É só chamar que eu vou buscar você. Aquela voz soava como um desafio, cheguei a pensar que era realmente um fraco.

—  Mas o que ele poderia oferecer-me?

●  Orgias,
●  Drogas,
●  Liberdade?

—  Que liberdade?

—  Meu Deus, eu que acreditei que a felicidade era ter liberdade para fazer tudo o que eu queria, agora estava ali, vítima dessa pseudo liberdade.

Não vou ceder! Meu lugar é aqui, junto aos meus merecidos tormentos. A partir daí, assumi de vez o meu calvário. O tempo foi passando...

Aos poucos fui reequilibrando-me até conseguir ficar definitivamente em pé. Mais consciente, comecei a observar de perto os espíritos que estava ali. A maioria, apesar das marcas dos efeitos das drogas, tinha a aparência juvenil.

Uma jovem, com ar de timidez aproximou-se de mim e disse-me:
—  Meu nome é Rosa. Sou sua fã. Eu adorava "curtir" os seus shows.

—  Obrigado! Faz muito tempo que está aqui? - perguntei.
—  Não sei. Aqui a gente perde a noção do tempo. Parece que faz um século que estou aqui.

—  De que você morreu?
—  De uma " Over-dose."

—  Porque se drogava?
—  Revolta!

—  Contra o que se revoltava?
—  Eu vivia revoltada com tudo e com todos.

Meus pais deram-me tudo o que eu precisava. Eles não tinham tempo para mim. Eu vivia triste, até que conheci uns "amigos" roqueiros que me ajudaram a ter um pouco de "alegria"; foi quando eu me tornei sua fã.

—  Como você se envolveu com as drogas?
Eu estava feliz! Eu curtia meus novos "amigos". Eram alegres, eu me divertia muito, até que apareceram as drogas.

—  Estávamos acampados; insistiram tanto que eu acabei experimentando. A partir daí, minha vida tornou-se um pesadelo.

Atraído pela nossa conversa aproximou-se de nós um grupo de mais de uma dezena de jovens.

Um deles, parecendo liderar o grupo, tomou Rosa nos braços e disse-me:
—  Meu nome é Ronaldo. Não se preocupe, logo ela estará bem!
—  Seja bem-vindo ao grupo de conscientes!



Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 08 de Setembro de 2016, 17:57


4º-)  Capítulo ● No Vale dos Drogados 2

—  Obrigado! O que é o grupo dos conscientes?
—  Somos os que já caminham em pé e lúcidos, pois como você vê, ainda há muitos que se arrastam, assim como você e nós nos arrastávamos até pouco tempo.

—  Vocês sabem como funciona este lugar? Existe um tempo certo que devemos ficar aqui?
—  Nós não sabemos. Respondeu Ronaldo.

—  Vocês já viram alguém sair daqui?
—  Eu já vi! Afirmou Rosa que se recuperava do pranto.

Então eu perguntei-lhe:
—  Como se faz para sair daqui?
—  É possível?
 
—  Ou temos que esperar alguém vir nos buscar?
—  Eu conversei com um espírito que veio junto com um grupo chamado Samaritanos. Ele informou-me que somos livres, podemos sair.

—  Basta subirmos pela encosta do vale e logo estaremos entre os encarnados, mas disse não é aconselhável, pois estaríamos comprometendo nossa recuperação.
—  Disse, ainda, que o mais importante para nós, é ficarmos até que se atinja a completa desintoxicação causada pelas drogas. Além do mais, devemos nos reabilitar das consequências da morte prematura.

Nesse dia, eles levaram muitos espíritos que já estavam prontos para iniciarem uma nova fase do tratamento.

—  Então, pelo que vejo, só nos resta esperar pela nossa vez! – afirmei conformado. Rosa continuou falando:
—  Segundo esse espírito que me orientou, não devemos esperar de braços cruzados. podemos acelerar nossa recuperação ajudando aqueles que estão em pior situação do que nós.

—  E o que podemos fazer?
—  Disse-me que devemos conversar com eles, falar-lhe de forma a estimular a auto confiança, renovando-lhe a esperança. Ronaldo sentou-se e convidou a todos para sentarmos. Sentamos...

Depois de um mútuo entendimento definimos um plano de trabalho:
fomos divididos em cinco grupos de três.

—  Rosa, Miriam – a mais velha – e eu ficamos no mesmo grupo.
—  Quando começamos? - Perguntei.

Ronaldo respondeu:
—  Eu acho que devemos começar já.

Todos concordaram! Imediatamente, saímos a campo. Rosa, Miriam e eu aproximamo-nos de um jovem que se retorcia envolto em uma substância gelatinosa que saía da sua boca e ouvidos, envolvendo quase todo seu corpo.

Na cabeça, tinha um ferimento que denunciava as marcas de um acidente. Rosa sentou-se junto a ele, sem qualquer asco; puxou sua cabeça para seu colo e começou a orar e a passar a mão nos seus cabelos.

Ele balbuciou:
—  Socorro...Socorro..
Meio Tímido, falei:
—  Calma amigo, estamos aqui para lhe ajudar, pense em Deus, confia que você vai sair dessa. Ficamos ali até passar aquela crise que eu mesmo havia experimentado. Depois de algum tempo, perguntou:

—  Quem são vocês?
—  Somos amigos; estamos juntos nesse barco e, com certeza, não vamos naufragar.
-Afirmou Rosa.

—  Não consigo levantar-me; sinto-me pesado. Não posso mover-me.
—  Qualquer dia desses você vai conseguir, tenha fé. – afirmei.

—  O que aconteceu comigo? Onde está o carro?
—  Rosa olhou para mim, olhou para Miriam e sussurrou para nós:
—  E agora? O que falamos?

Miriam levantou a mão espalmada como quem diz:
—  "Deixa para mim". Logo em seguida, falou:
—  Como é seu nome?
—  Tiago..
—  Tiago. Você sofreu um acidente?

—  Meu amigo bateu o carro mas não foi aqui. Como eu vim parar neste lugar?
—  No acidente você morreu. Por isso está aqui.

—  Você está louca. Estão. Estão brincando comigo, ou então isto aqui é um pesadelo. Vocês não existem.
—  Isto não é um sonho e nem um pesadelo. É a mais pura realidade.

—  Você morreu!
—  Quanto mais tempo levar para reconhecer, mais tempo estará em sofrimento; fique calmo.
—  Onde está o meu amigo? Para onde o levaram?

—  O seu amigo deve Ter sobrevivido ao acidente, por isso não veio para cá.
—  Eu quero ir para casa. Chame alguém da minha família, por favor.

—  Tiago, quando vocês sofreram o acidente, estavam drogados?


Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 09 de Setembro de 2016, 18:45

5º-o Capítulo ● No vale dos drogados 3

—  Eu falei para o meu amigo que o racha não ia dar certo, nós tínhamos acabado de nos drogar, ele não estava bem mas uns caras insistiram desafiando meu amigo, ele não aguentou e partiu para cima. Depois eu não vi mais nada, até a hora que vocês chegaram.
—  Agora procure ficar calmo, outra hora nós voltamos a conversar. Se você acredita em Deus, reze, lhe fará bem.

Dali partimos na direção de outros enfermos. Não tínhamos a noção de tempo, não havia dia ou noite, o lugar era sempre sombrio. Observei que quase todos me conheciam, isto me fazia sentir corresponsável pela situação em que estavam.

Eu que acreditava ser um filósofo e sonhava construir a cidade das estrelas, estava agora em plena cidade das sombras. E o pior, de alguma forma eu acabei ajudando a povoá-la, arrastando para cá muitos desses espíritos que se influenciaram com o mau exemplo do meu comportamento equivocado.

Muitos dos espíritos estavam naquele imenso vale de sofrimento apresentavam problemas quase idênticos.

A maior dificuldade de todos era aceitar e compreender a morte. Eram todos suicidas involuntários, vítimas das drogas como eu. Não demorou para que o nosso trabalho fosse notado pelos espíritos Samaritanos.

Logo depois que o iniciamos, recebíamos constantemente orientação e recursos valiosos que facilitavam nosso trabalho. Todos os dias, Felipe, o mesmo que socorreu-me no outro vale, e alguns Samaritanos, vinham nos ministrar aulas.

Com eles aprendemos a lidar com as dificuldades que muitas vezes encontramos ao atender os espíritos em sofrimento. Principalmente aqueles que ainda se encontravam dominados por mentes doentias que os subjugavam mesmo à distância; da mesma forma como aquele espírito tentou controlar-me.

Sofri muito, entrei várias vezes em depressão. Várias vezes Felipe teve que me conduzir até a Terra e apelar para os recursos dos trabalhadores encarnados, afim de que eu não sucumbisse. Participei muitas vezes das reuniões de auxilio realizadas pelos encarnados. Minhas feridas foram tratadas por eles.

Segundo Felipe, o material colhido entre os trabalhadores encarnados era excelente para contribuir com uma recuperação mais rápida do nosso corpo espiritual. Nessas oportunidades, apoiado por Felipe, aproveitava para visitar meus entes queridos.

Eram apenas alguns segundos, quase sempre á noite, quando já estavam dormindo. Mesmo assim, ajudou-me a amenizar a saudade que eu sentia. Depois de recuperado, trabalhei por muito tempo naquele vale de lágrimas. Foi o que me ajudou a reconhecer as minhas fraquezas.

Estava ansioso para recompor minha vida. Nem sequer sabia quanto tempo se passara da minha morte; esperei o retorno de Felipe para perguntar-lhe. Não demorou muito e ele veio ver-me.

—  Como está, meu amigo? Muito trabalho?
—  Trabalho é o que não falta por aqui.

—  Todos os dias chega uma leva de espíritos em sofrimento.
—  Todos trazem as mesmas características. Por quê?

—  Como você já percebeu, este vale abriga os espíritos que na terra se entregaram ao vício das drogas. Na aparente promiscuidade em que vivem aqui, expondo uns aos outros os efeitos que as drogas provocaram em seus espíritos, é estabelecido um processo homeopático de cura, ou seja, semelhante contribuindo na cura do semelhante. Devo concordar que realmente funciona!

—  Quando eu cheguei aqui, não imaginava os efeitos que as drogas poderiam causar no corpo espiritual. Toda vez que nós ultrapassamos a barreira do bom senso e agredimos a natureza em nós, ou fora de nós, ela nos responde à altura da nossa agressão.

Como a natureza física e a natureza etérica estão estreitamente ligadas, acabamos transferindo para a nossa natureza extrafísica o resultado das nossas ações menos felizes.


Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 11 de Setembro de 2016, 17:32

6º-) Capítulo ● No vale dos drogados 4

—  Por que uns se recuperam mais rápido do que outros?
O tratamento que se opera aqui não é um tratamento biológico, ele não se efetiva apenas na recuperação de células, é a recuperação da mente que importa. Quanto mais tempo o espírito se demora para se conscientizar do erro que praticou, mais demorada será a sua recuperação.

—  Por que depois da morte física não continuei atraído pelas drogas? Pelo contrário, senti repugnância?
—  Embora não se lembre você tem valorosos amigos no mundo espiritual. Antes mesmo de você desencarnar, durante período em que estava enfermo, eles o ajudaram muito; anulando certos efeitos do seu perispírito, causados pelos abusos, os quais poderiam agravar ainda mais a sua situação.

—  Eu não me drogava por prazer, eu buscava respostas à minha indignação. Nas "viagens" que eu realizava conseguia enxergar o mundo que desejava. Mas agora compreendo, o mundo que todos desejamos, não está pronto esperando por nós; temos que construí-lo onde estivermos.
—  A equipe de vocês ajudou a construir um mundo melhor aqui mesmo neste vale de sofrimento O mundo melhor começa a existir quando começamos a pensar nele e a lutar por ele.

—  Felipe, você sabe alguma coisa sobre o meu passado?
—  Não posso lhe adiantar nada por enquanto. Breve eu virei buscá-lo e vou levá-lo a um lugar onde reencontrará velhos amigos; estes sim poderão ajudá-lo a retomar os caminhos da evolução, prestando-lhes as informações necessárias e úteis.

—  Quanto tempo se passou desde a minha morte?
—  Sete anos, mais ou menos. Um pouco menos de um ano ficou preso ao corpo, mais de seis já faz que está aqui. Esse tempo seria muito maior se você não tivesse acumulado alguns méritos no passado.

—  Eu julgava ter sido há uns três ou quatro anos.
—  Conforme o plano mental em que estamos situados, a dinâmica do tempo se altera. O que para uns parece um século, para outros representa apenas alguns momentos.

—  Várias vezes, estive inclinado a subir a encosta para visitar a Terra. Se eu tivesse ido, qual o problema que me acarretaria?
—  É imprevisível. Dependeria muito das suas reações diante do que iria encontrar.

—  O que me aconselha?
—  Eu aconselho que deve esperar até que esteja reunido aos seus amigos que o aguardam; com certeza saberão orientá-lo sobre o que deve ou não fazer.

—  Quando pretende levar-me até eles?
—  Não tarda. Continue trabalhando. quanto menos esperar estarei aqui para conduzi-lo até eles.

0 diálogo com Felipe me fez bem. Aumentou minhas esperanças. Continuei meu trabalho auxiliado por Rosa e Miriam, que se revelaram criaturas maravilhosas. Sabiam dar amor e compreensão para os companheiros de infortúnio.

—  Em momento nenhum perderam a calma. Com certeza, em breve estariam em um plano melhor.

Tiago, o primeiro jovem que atendemos, já caminhava pelo vale. Havia entrado para o mundo dos conscientes, como dizia Ronaldo. Apesar de estarmos rodeados pelo sofrimento, o clima fraterno que existia em torno do trabalho que desenvolvíamos dava-nos um grande alento.

Os espíritos que ali estavam eram oriundos de todas as classes sociais, mas a grande maioria era constituída de jovens que viviam no seio da classe média alta.

—  Quase todos registravam uma grande carência afetiva; eram órfãos de pais vivos.

Tiveram tudo e ao mesmo tempo não tiveram nada. Alguns deles estavam cursando faculdades quando tiveram a vida física interrompida. Por estranha ironia, na academia onde deveriam adquirir conhecimentos para projetarem o futuro, conheceram as drogas e se projetaram para a morte.

Em momento algum encontramos violência naqueles corações em sofrimento; a maioria era dócil à nossa orientação. Muitos se recuperavam rapidamente. O que mais se ouvia naquele vale eram os gritos de arrependimento e de saudade dos entes queridos.

Apenas alguns ameaçavam entrar pelos caminhos da revolta, mas logo se acalmavam. Aquele era um verdadeiro vale de redenção! Ali não entravam traficantes ou marginais; era destinado a espíritos que já demonstravam uma tendência à recuperação.

Assisti a partida de muitos que já estavam há mais tempo; saíram dali com o corações cheios de esperanças. A despedida era sempre um momento emocionante.

A emoção ainda era maior quando partiam alguns daqueles aos quais dedicamos nossa atenção e contribuímos para que alcançassem a recuperação necessária para enfrentar uma nova jornada.

—  Fora a saudade da terra, sentia-me feliz , ali. Afinal, estava sendo útil ao meu semelhante.



Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 21 de Setembro de 2016, 02:21

7º-) Capítulo ● Na colônia escola

—  Não sei quanto tempo se passou.

Felipe veio buscar-me. Emocionado, despedi-me de todos. Miriam e Rosa abraçaram-me numa sincera demonstração de carinho.

—  Partimos...
—  Felipe segurou-me pela mão. Subimos pela encosta do vale até uma planície onde um veículo nos esperava.

—  Entramos.
—  Logo em seguida, o veículo começou a deslizar ou voar, não sei ao certo, o que sei realmente é que chegamos a um lugar que parecia uma cidade...

Havia:

●  Jardins,
●  Prédios,
●  Alamedas,
●  E pessoas andando pelas ruas.

Desembarcamos e começamos a caminhar. As pessoas passavam por nós, cumprimentavam-nos como se nos conhecessem. Curioso, perguntei:

—  Estamos na Terra?
—  Não da forma como você imagina, estamos em uma cidade espiritual, em um lugar próximo da crosta terrestre. Na verdade, ela toda é uma colônia escola.

—  Não entendi! Uma Colônia Escola?
—  Sim! O que aqui se aprende transcende ao que aprendemos nas academias da Terra.

Entramos em um prédio de dois andares. Caminhamos pelo corredor térreo e paramos frente ao número dezesseis.
—  Este é o apartamento onde vai ficar. – afirmou Felipe.

Era um quarto com uma cama, uma estante cheia de livros e uma sala pequena com um sofá e duas poltronas, iguais as que todos conhecemos na Terra.

Ia perguntar do banheiro, mas calei-me, afinal agora era um espírito, com certeza não precisava mais atender às necessidades fisiológicas.

Felipe, dando a entender que leu os meus pensamentos, sorriu, balançou a cabeça e partiu. Fui para o quarto e abri a janela.

Estava anoitecendo, contemplei o céu. A beleza era tanta que tive a sensação de estar no portal da eternidade. Tomado por forte emoção, senti-me voltando no tempo, o lugar onde fui parar...

Era ali mesmo!
Estava rodeado de amigos, era uma festa de despedida, eu ia partir, ia retornar à Terra.

Alguém que eu senti que amava muito aproximou-se de mim e disse:
—  Vá, tenha fé! Propague a sabedoria Divina! Não deixe a indisciplina vencê-lo, lute com todas as suas forças.

Meu Deus, foi daqui que eu parti para a Terra. Tentei lembrar-me de mais alguma coisa mas não consegui. Fechei a janela e deitei-me para raciocinar melhor.

Comecei a conjecturar:
—  Talvez seja por isso que Felipe me trouxe para cá. Quem sabe é aqui que eu tenho que prestar contas dos compromissos assumidos antes de reencarnar...

Depois de muitas conjecturações, resolvi distrair-me lendo um livro. Levantei e peguei um deles na estante.

Quando eu vi a capa e o título, estremeci, tive a sensação de que já havia passado por aquele momento. Não aguentei a curiosidade; deitei-me novamente e, recostado na cabeceira da cama, comecei a lê-lo.

—  Era incrível!
—  A cada página eu reconhecia aquela obra. O livro tratava de uma técnica de se introduzir a Filosofia na Arte.

Agora tinha a certeza de que já estivera ali, naquele mesmo quarto. Estava divagando quando a porta se abriu e entrou uma mulher aparentando uns trinta anos, vestindo um longo vestido azul claro.

Quando eu a vi e olhei em seus olhos esverdeados e brilhantes, senti uma emoção tão grande que comecei a chorar. Ela correu para mim e apertou-me em seus braços.

Por alguns instantes tornamo-nos um só. Essa foi a impressão que eu tive naquele momento. Desejei que ficássemos assim para sempre.

—  Zílio, meu irmão! Fiz de tudo para que não enveredasse pelos caminhos da revolta, mas, pelo que eu vejo, ainda é um sentimento muito forte em você.

—  Quando ela chamou-me de Zílio, senti aflorar em minha mente vagas recordações.

A emoção de tais lembranças embargava-me a voz. Com muito esforço consegui falar o nome que surgiu na minha mente:

—  Helena! Helena! Era você o anjo bom que eu procurava nas minhas alucinações..
—  Zílio, graças a Deus você voltou à consciência!

—  Sinto que fracassei novamente.
—  Não se deixe abater, afinal, você conseguiu pelo menos se desvincular de alguns espíritos que o alienaram durante séculos a compromissos inferiores.

—  Espero que você esteja certa; esta etapa da minha existência foi muito tumultuada; não sei onde venci ou fracassei.

—  Por mais tumultuadas que sejam nossas experiências na Terra, sempre trazemos algum aproveitamento; muitas vezes, apenas uma atitude feliz que praticamos passa a nos render frutos eternamente.

Ao longo das suas encarnações, você acumulou muitas atitudes felizes e foram elas que lhe facultaram retornar a este lugar tão importante para a sua evolução. Breve nos reuniremos com nossos amigos.

—  Agora devo ir. Descanse, amanhã nos veremos novamente.

Realmente eu precisava descansar, sentia-me bem, mas havia desprendido muita energia ao viver tantas emoções em tão pouco tempo. Deixe-me e adormeci.


Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 04 de Outubro de 2016, 02:25

8º-) Capítulo ● NOVAS REVELAÇÕES

No dia seguinte quando acordei, fui surpreendido pela luz do sol penetrando pelas frestas da janela.

Senti uma alegria imensa, pois há muito eu não via os raios solares. Felipe estava sentado aos pés da minha cama.

—  Como está, meu amigo Zílio?
—  Transbordando de felicidade! É como se eu tivesse renascido esta manhã.

—  Pelo que eu vejo, não teve dificuldades para retornar algumas lembranças dos momentos vividos aqui entre nós.
—  Não me recordei de tudo, mas o que é importante para mim, está bem nítido em minha mente.

—  Sei agora que você é um dos amigos valorosos que eu tenho aqui. Deve ter saído daqui muito bem preparado; por que fracassei?
—  Enquanto estamos aqui no mundo espiritual, geralmente estamos entre autênticos amigos; nossas qualidades pouco são testadas, porém, quando reencarnamos, nós nos submetemos a uma convivência irrestrita...

—  Onde nossos valores são testados a cada instante a as nossas fraquezas são estimuladas até o último grau da nossa resistência. Nem sempre conseguimos resistir a todas e isso demonstra o quanto ainda temos que caminhar rumo à perfeição.

—  Estou sentindo uma sensação de eternidade; é como se realmente eu tivesse nascido há milhares de anos atrás.
—  É Zílio, somos alguns dos muitos que ainda não conseguiram voltar ao planeta de onde fomos exilados. Graças a Deus, não recordamos totalmente dos detalhes do nosso sofrimento seria ainda maior.

—  Vez ou outra, temos uma vaga intuição e isso já é o bastante para nos sentirmos deslocados neste mundo. Devemos prosseguir lutando! Agora, este é o nosso mundo! Temos que ajudar a transformá-lo.

—  Você, Felipe, deve estar séculos à minha frente, não sei se mereço gozar da sua presença.
—  Zílio, meu irmão, muitas vezes estivermos juntos, vivendo experiências difíceis no corpo físico. Nosso grande erro foi cometido na velha Lemúria, quando nos associamos a um grupo de exilados como nós, que praticava rituais macabros.

—  Com o poder que desenvolveu, esse grupo provocava a materialização de espíritos inferiores, que vinham sugar o fluido vital das vítimas humanas sacrificadas em nossos rituais.

—  Em troca, esses espíritos menos desenvolvidos obedeciam cegamente a nossa vontade. Esses rituais eram regados a drogas produzidas por verdadeiros alquimistas das trevas. O mal que causamos a milhares de criaturas nos custou séculos de sofrimentos e reparação.

—  Então, é por isso que, quando usava as drogas, eu me sentia como se estivesse realizando algo místico, era como se estivesse me preparando para sondar o infinito?
—  É, Zílio, essas fraquezas nos acompanharam durante muitas vidas. Alguns companheiros ainda se comprazem com elas, um deles você encontrou quando conseguiu sair da sepultura.

—  Graças a Deus, a sua reação diante dele foi positiva; com isso, libertou-se da sua influência nociva que o levou a sucumbir no mundo das drogas. Agora você está livre para construir o futuro que deseja.

—  Foi por isso que eu tive a sensação de conhecê-lo?
—  Não tenha dúvidas. Ele tinha a esperança de continuar lhe subjugando aqui no mundo espiritual.

—  Realmente, ele tentou. Ouvi muitas vezes sua voz convidando-me a participar do "Paraíso" em que ele vive.
—  Um dia vamos poder ajudá-lo. Afinal, é nosso irmão, não podemos julgá-lo, pois cometemos os mesmo equívocos.

—  Helena faz parte do nosso grupo?
—  Helena foi uma das primeiras que se redimiu dos crimes que cometemos na Lemúria; depois disso, tornou-se uma benfeitora de todos nós.

—  Qual tem sido minha participação nesta Colônia?
—  Aqui todos somos alunos e professores. Estudamos e desenvolvemos meios de contribuirmos com a transformação da humanidade, inserindo, na arte, mensagens de fé e renovação.

—  Entretanto, temos experimentado inúmeros fracassos. Muitos desceram à Terra com essa missão, mas, quando alcançaram a fama esqueceram os compromissos assumidos.

—  Temos alguns deles que ainda estão encarnados, desfrutando de valiosos recursos de comunicação, mas infelizmente, por mais que tentemos influenciá-los acabam servindo ao consumismo predominante na Terra.

—  Eu servi ao consumismo, mas acabei induzindo muitos a consumirem um produto cujo efeito é a morte. Reconheço que sou um dos que fracassaram.



Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 07 de Outubro de 2016, 07:19

9º-) Capítulo ● Novas Revelações 2

—  Apesar desse fator negativo, você foi um dos poucos que conseguiram marcar alguns pontos positivos com relação a nossa proposta de trabalho.
—  Vocês estão à frente dessa tarefa tão importante, não poderiam interferir quando aqueles que partiram daqui com essa missão estivessem ameaçados com o fracasso?

—  Interferir não. Influenciar sim! Entretanto, todos são livres para aceitar ou não a nossa influência.
—  Agora, mais do que nunca, entendo a sabedoria e a bondade Divina! Deus nos criou livres e será no exercício dessa liberdade que um dia alcançaremos a perfeição.

—  Exatamente. À medida que o ser avança no bom uso dessa liberdade, automaticamente aufere a si mesmo recursos ainda mais amplos, alargando seus horizontes em direção à verdadeira felicidade.
—  Nesse caso, a lei da relatividade faz sentido?
—  Realmente! Tudo é relativo ao nosso grau de evolução.
—  Sabe Felipe, apesar de me sentir muito bem estou preocupado com estes hematomas que aparecem no meu corpo.

—  Esses pontos escuros que realmente parecem hematomas, são marcas apontando focos de energia em desequilíbrio. São consequências do seu desencarne precoce. Representam as partes do seu corpo físico onde o desligamento prematuro do perispírito foram traumáticos.
—  Quanto tempo ficarão essas energias em desequilíbrio?
 
—  Alguns desses focos o acompanharão na próxima encarnação e vão se refletir no seu corpo físico como pontos de debilidade.
—  Devo entender que poderei renascer com algum tipo de enfermidade?

—  Provavelmente! Quando, por meio de uma atitude impensada, ferimos ou destruímos os recursos que a Providência Divina nos empresta, incidimos na lei de causa e efeito que fatalmente nos exigirá uma reparação.

Felipe ficou pensativo por alguns instantes e, depois, arrematou:
—  Tenho que ir; não fique preocupado em demasia; mesmo quando ferimos as leis eternas, podemos contar com a misericórdia Divina que, constantemente, auxilia e socorre aos incautos do caminho como nós!

Depois que Felipe partiu.

Fiquei preocupado; olhei as manchas do meu corpo e quase entrei em depressão. Tive que lutar muito contra os pensamentos que povoaram a minha mente naquele momento.

Levantei-me e abri a janela. Do lado de fora, havia uma grande movimentação de espíritos.

Caminhavam por entre as árvores floridas que ornamentavam a praça em frente a um belo  edifício, cuja arquitetura lembrava o estilo europeu. Alguns espíritos acenavam-me como desejando-me as boas vindas.

A visão daquele maravilhoso lugar contribuiu para que eu recuperasse meu estado de ânimo. Começava a sentir-me feliz novamente! Fiquei mais feliz ainda quando Helena chegou para visitar-me.

—  Zílio, você está bem?
—  Sim! Melhor agora com a sua presença.

—  Apesar de estar se sentindo bem, você precisa repousar algum tempo e depois começar a praticar um exercício que o ajudará a esquecer as necessidades do corpo físico.

—  Eu trouxe este caldo de essência etérica para ajudar-lhe a superar a sensação de fome e sede que provavelmente deve estar sentindo.
—  Realmente, já começava a sentir-me faminto.

—  A sensação das necessidades físicas permanecem no campo mental durante um longo período. Você poderá abreviar esse período exercitando sua mente no esquecimento de tais necessidades.
—  Por que, durante o tempo em que estive preso na sepultura e, posteriormente, no vale dos drogados, não senti essa sensação?

—  Quando estamos absorvidos por uma situação angustiante, até mesmo quando encarnados, esquecemos de atender nossas necessidades primárias; por isso mesmo, não sentiu fome nem sede.

—  Agora que voltou à normalidade dos pensamentos, sua mente retoma as preocupações e sensações que tinha como encarnado. Começa agora uma nova etapa de lutas que terá que enfrentar.

Enquanto ouvia Helena, tomei o caldo que ela trouxe. O sabor era agradável, não parecia com nada do que já havia experimentado, mas causou-me uma sensação de bem estar alimentado.

—  Então, perguntei:
—  Este é o alimento dos espíritos?

—  Sim. Mas não dessa forma. Os espíritos evoluídos absorvem naturalmente do Fluído Cósmico Universal a energia que os mantêm.

—  Esse caldo que acaba de tomar é uma condensação desse fluido, levado a um estado de matéria que se identifica com a do perispírito.

—  Absorvido pelas paredes do órgão digestivo, esparge-se por toda organização celular. Com o aproveitamento total dos elementos, não há o que expelir, anulando, assim, as necessidades fisiológicas.

—  Quando eu saí daqui para reencarnar, eu tinha o conhecimento de todas essas coisas?
—  Se tinha, não seria mais fácil ajudar-me a recobrar a lembrança de tais acontecimentos ao invés de desgastar-se respondendo às minhas perguntas que, para você, devem soar como perguntas infantis?

—  Assomar completamente suas lembranças do período que esteve aqui traria outras à balia, as quais ainda precisam permanecer no esquecimento. Não deve se angustiar por isso; aos poucos você reassumirá os conhecimentos necessários.

—  Que força me impede de recordar?
—  Este plano em que estamos é imediato à terra, transcende apenas as regiões umbralinas; portanto, as suas vibrações mentais estão restritas a recordações imediatamente anteriores.

—  Somente quando avançamos nos planos evolutivos é que a nossa potência mental se amplia e nos permite dilatar nossas recordações.


Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 14 de Outubro de 2016, 21:47


10º-) Capítulo ● Novas Revelações 3

—  Perdoa-me, fiz esta pergunta quase que no ímpeto de uma revolta. Pensei ter encontrado uma contradição nas leis; afinal, não seria livre se uma força pudesse se opor à minha vontade.

—  Mas agora, entendo definitivamente a lei da relatividade. Até a nossa liberdade de ação é relativa ao grau de evolução que alcançamos.
—  É isso mesmo. Agora devo ir. Amanhã virei buscá-lo para que conheça parte da nossa colônia.

—  Helena partiu. Deitei-me e mergulhei em profundas meditações...
—  Devo ter adormecido. Acordei novamente com os raios solares invadindo meu quarto. Helena não demorou a chegar.

—  Bom dia! Está pronto?
—  Sim! Pronto e ansioso!

—  Então, vamos.
—  Saímos ... Na rua era grande o movimento. Os espíritos que passavam por nós cumprimentavam-nos, olhando-me com olhares de curiosidade, pareciam conhecer-me.

—  Por que me olham assim?
—  Muitos deles o conhecem na Terra; afinal, você foi famoso.

—  Pensei tratar-se de velhos amigos daqui da Colônia.
—  A população desta colônia é constantemente renovada; todos os dias saem daqui centenas de espíritos para novas encarnações, da mesma forma que muitos chegam ao fim de cada experiência terrena.

Seguimos conversando até chegarmos a um edifício com características de uma escola, muito parecida com as que conhecemos na Terra. Entramos... 

—  Helena levou-me até uma sala onde quase uma centena de espíritos sentados pareciam aguardar o início da aula.

Helena acomodou-se em uma das cadeira vagas e dirigiu-se para perto do quadro negro. Para minha surpresa, era ela que todos aguardavam.

—  Queridos irmãos! Todos os que aqui estão foram resgatados dos diversos vales de sofrimento e trazidos a esta Colônia por amigos que, de alguma forma, monitoram de perto vossas experiências evolutivas.

—  Eles estão autorizados pelos planos superiores a vos prestar auxílio dentro dos conceitos de justiça e em obediência às leis do merecimento.

—  Entretanto, muitas vezes, esses dedicados companheiros encontram barreiras intransponíveis que os impedem de prestar auxílio mais eficaz aos seus tutelados.

—  As mais graves são:

●  A ignorância
●  E a preguiça.

Quando aqui falamos da ignorância, não nos referimos à ignorância dos inocentes, mas sim à ignorância conveniente que se acomoda no leito acetinado da preguiça mental, numa fuga insana da verdade, tentando burlar a própria consciência.

Durante esta última experiência que viveram no plano terreno, a grande maioria de vocês e de outros que ainda lá se encontram incidiu nesse erro, embora estivessem preparados para usar os títulos acadêmicos que receberam nas faculdades da Terra para espargir luz nas consciências...

Pouco ou nada fizeram!

—  Onde estão:

●  Os Artistas,
●  Os Filósofos,
●  Os Escritores,
●  Que saíram daqui compromissados com a verdade?

Venderam e estão vendendo sonhos e ilusões, povoando as mentes dos incautos com quimeras. Onde estão os esportistas que figurariam nas manchetes da imprensa com exemplos dignificantes.

—  Que fizeram dos recursos de comunicação que Deus colocou em vossas mãos?

Alguns transformaram-se em exímios comerciantes. As aptidões desenvolvidas aqui, sucumbiram frente às vocações antigas.

Outros tiveram a encarnação interrompida pela misericórdia Divina, a fim de não se comprometerem ainda mais com as leis de causa e efeito e arrastarem consigo milhares de almas para a derrocada moral. Não importa agora lamentarmos.

A partir de hoje, começa uma nova fase das vossas existências.

Com certeza, amadurecidos pelas experiências menos felizes, irão recomeçar mais fortalecidos. Espíritos experientes ocuparão todos os dias esta tribuna para vos orientar e ajudar-vos a superarem as dificuldades deste momento, preparando-vos para as dificuldades que enfrentarão no futuro.

Sejam bem-vindos a esta Colônia que representa um dos departamentos da Misericórdia Divina. Helena passou a palavra ao espírito que estava ao seu lado, despediu-se de todos e saímos...

Eu estava pasmo diante do quadro que ela expôs a todos nós ali presentes. Enquanto caminhávamos, comecei a meditar.

A situação era realmente grave, o índice de fracassos era muito grande. Reconheci, entre aqueles espíritos, alguns artistas, esportistas e comunicadores que gozaram de relativa fama nos meios de comunicação.

Captando meu pensamento, Helena me esclareceu:

—  Zílio, não existe fracasso absoluto! Tudo é aprendizado; as experiências fracassadas acabam se transformando em valiosos subsídios para vitórias no futuro. Toda tentativa de ajudar é válida. É assim que nós exercitamos e desenvolvemos nossas potencialidades Divinas.

—  Você afirmou que algumas encarnações foram interrompidas pela Misericórdia Divina. Então, às vezes, é permitido aos espíritos superiores intervirem em vida?
—  Sim! Quando o comportamento de um espírito ou de um grupo de espíritos encarnados irá produzir alguma influência na mente coletiva, se essa influência era criar provações desnecessárias e indevidas a essa coletividade, esses espíritos terão a encarnação imediatamente interrompida.

Helena parou diante de uma edificação que tinha as características de um ambulatório.

—  Venha, Zílio! Aqui você vai reencontrar um velho amigo.
Entramos...O cheiro daquele lugar era de um aroma delicioso.

Fomos recebidos por um senhor de uns cinqüenta anos. Quando me viu, sorriu e abriu os braços em minha direção:
—  Zílio, meu irmão, fico feliz de ver que você está bem!
—  Obrigado.
—  Meu nome é Diógenes. Sentem-se.

Eu e Helena, sentamos.

Ela virou-se para mim e disse:
—  Mostre a eles as marcas que você tem no corpo.

Encabulado, levantei a camisa. As marcas eram quase todas na região do ventre. Diógenes as examinou e pediu que eu deitasse em uma mesa igual as que se usam nos consultórios médicos.

—  Algumas delas eu posso eliminar, mas as que estão na região hepática, ficarão. Só em uma próxima encarnação é que poderá eliminá-las.
—  Elas são as marcas da minha estupidez.

—  Tranquilize-se, elas aqui, vão lhe atrapalhar em nada, deixa para se preocupar com elas quando estiver novamente encarnado. Enquanto conversava comigo, massageava meu ventre e tórax. Quando terminou, vi que restava apenas a mancha escura na região do fígado e pâncreas.

—  Pronto! Com certeza a partir de agora vai sentir-se melhor.
—  Zílio, Diógenes é um velho amigo nosso, faz parte do nosso grupo; no passado estávamos encarnados juntos.



Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 14 de Outubro de 2016, 21:52

Resgatamos alguns dos nossos crimes nas fogueiras e nos calabouços da inquisição. Foram momentos importantes para o nosso grupo. Muitos de nós, saímos daquela encarnação quase que completamente redimidos.

—  Com certeza, eu não sou um deles.
—  Quase todos nós, espíritos em evolução, carregamos uma determinada fraqueza que se sobressai às outras; é o nosso calcanhar de Aquíles.

—  Conseguimos caminhar longos períodos no trajeto das nossas experiências evolutivas, administrando muito bem as nossas encarnações; entretanto, quando em uma delas temos por objetivo vencer tal fraqueza, enfrentamos grandes dificuldades.

—  Zílio, o seu calcanhar de Aquíles tem sido a revolta. Após cada encarnação que você realizou, o seu retorno à nossa esfera foi marcado por uma grande revolta. Nesta, apesar de tudo o que você passou, o seu retorno, de certo modo, foi pacífico. Deve se alegrar por isso, talvez seja o início do fim de um processo que se vem arrastando há muito séculos.

—  Espero que esteja certa. Sinto em meus ombros o peso desses séculos. O que mais desejo agora é poder descansar um bom tempo aqui entre vocês.

—  Realmente, terá que repousar o tempo necessário para efetivar a recuperação das energias gastas nos excessos praticados no plano físico. Você está aqui na condição de enfermo em convalescença. Deverá tomar o caldo diariamente, até estar completamente recuperado.

—  Zílio, Helena está certa. Você está aqui sob nossa intercessão e responsabilidade. Embora sinta que está muito bem, nesse período de recuperação, talvez venha a experimentar momentos de crises profundas.

Elas ainda não se manifestaram porque está vivendo um momento onde tudo a sua volta é novidade. Entretanto, quando esse clima se esgotar, ninguém poderá prever para onde se direcionará as suas preocupações.

Provavelmente sentirá um impulso muito grande para retornar à Terra e rever o lar, os amigos, abraçar os entes queridos, porém, devemos adverti-lo de que, se obedecer a esse impulso e projetar-se para o ambiente terrestre, voltará automaticamente ao ponto de partida da excelente recuperação que alcançou até aqui.

—  Como devo proceder para evitar que esses impulsos acabem por impedir-me em direção a Terra?
—  Cultive a oração. Ela contribuirá para dar-lhe as forças necessárias para resistir. Caso precise de ajuda recorra a mim, ou a Felipe, ou então a Helena.

—  O ideal seria se eu pudesse praticar alguma atividade a fim de que eu pudesse distrair-me.
—  Durante mais alguns dias, o importante é repousar. Mantenha-se no apartamento e aproveite para ler algumas obras que lá estão. Quando estiver pronto para exercer alguma atividade, nós o convocaremos. Agora retornemos aos seus aposentos.

Após a recomendação, despedimos-nos de Diógenes e retornamos. Helena, ao deixar-me no apartamento, lembrou-me várias vezes de necessidade de repouso. Mais uma vez experimentava a solidão. Era difícil aceitar aquela disciplina que me impunha condições e normas; não batia com o meu modo de ser.

Sempre gostei de ser livre, agora minha liberdade assustava-me. Queria realmente voltar a Terra, rever as pessoas que eu amo, abraçar meus amigos. Eu estava trocando este prazer por uma vida que nem mesmo conhecia direito. Naquele momento, entrei em luta com a minha consciência.

—  Será que vou aguentar uma vida regrada?
—  Ceder a essas imposições não significa realmente fraqueza?
—  Não seria melhor fazer o que eu sempre queria como sempre fiz e aguentar as consequências?

Naquele momento eu já estava tremendo, meu sistema nervoso havia se desequilibrado totalmente.

Ouvi uma voz conhecida:

—  É isso malandro, reage, não se deixe dominar. Basta pedir, eu dou um jeito para sair daí agora mesmo, aqui você vai ser feliz de verdade, poderá fazer o que quiser e na hora que bem entender. Seus amigos estão saudosos. Venha. Venha...

Senti um estranho prazer dominando-me. Estava quase aceitando o convite quando Felipe entrou no quarto:
—  Zílio, Zílio! Acalme-se, olhe para mim, sou eu, Felipe.

Ainda ofegante, estendi minhas mãos ao Felipe e comecei a chorar:
—  Felipe, por favor, ajuda-me. Não vou resistir.                               

—  Vai sim. Tenha fé em Deus e em si mesmo, estes são momentos importantes para você se fortalecer.
—  Como se chama aquele homem que foi buscar-me na sepultura e vez ou outra surge na minha mente?
—  Aquele é o nosso irmão Augusto, o único do nosso grupo que ainda não acordou.
—  Por que ele goza de tanta liberdade?

—  Sua liberdade está com os dias contados, a cada passo ele se projeta para um abismo de sofrimentos onde os meses parecerão anos e os anos parecerão séculos e os séculos, uma eternidade.

—  Nada pode ser feito para ajudá-lo?
—  Tudo já foi feito em seu favor. Helena, por duas vezes, mergulhou em encarnações dolorosas tentando salvá-lo, mas ele se mostrou refratário aos recursos que a Providência Divina deliberou em seu favor.

—  Sei que ainda estou numa corda bamba. Mas se eu conseguir me firmar nessa proposta de renovar meus conceitos, eu poderia um dia ser livre para ir aonde eu bem entender, sem comprometer-me com as leis que agora me impõem restrições?

—  Agora, são as circunstâncias que lhe impõem restrições. Amanhã, quando pelo conhecimento você dilatar a própria consciência será ela que apontará as restrições necessárias para que não venha a ferir as leis e, consequentemente, comprometer-se com elas. eu trouxe o caldo para você tomar.

Procure descansar; amanhã eu retorno.
Felipe retirou-se.

Eu tomei o caldo e deitei-me. Comecei a meditar sobre todos os percalços por que havia passado desde a minha morte. Realmente, eu ainda estava frágil.

As lembranças surgiam como uma descarga elétrica em todo o meu corpo. Relaxei, tentando concentrar-me no presente, afinal estava amparado por verdadeiros amigos.

Lembrei-me da recomendação de Helena, peguei um livro na estante e comecei a lê-lo. Não era o mesmo que havia lido anteriormente.

No seu conteúdo, encontrei respostas a quase todas as minhas indagações. Tratava-se de um orientador prático da vida nos diversos planos; quanto mais eu lia, mais aumentava meu entusiasmo para continuar lutando.

Os planos superiores de vida que ali eram descritos, mesmo que eu quisesse descrevê-los, seria tarefa impossível. Entendia agora o quanto vale a pena o homem redimir-se , mesmo à custa de muitos sofrimentos que, na verdade, nada significam perante a felicidade que se pode alcançar.

Eu sempre imaginei que havia algo mais na vida, passei noites devorando livros procurando a lógica do Universo, mas minha visão e o meu entendimento, embotados pela matéria, não me deixavam aceitar a possibilidade de que a nossa realização maior, estivesse fora dela.

Sempre acreditei na vida eterna, mas a literatura Espírita, para mim, era muito simplista. Agora vejo que é nela que o homem encontrará as coordenadas que poderão direcionar sua vida rumo à felicidade.



Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 21 de Outubro de 2016, 05:18


11º-) Capítulo ● O resgate da Mirna

Passaram-se alguns meses da chegada à Colônia; sentia-me fortalecido.

Experimentei momentos difíceis, mas, com o apoio de Helena e Felipe, consegui superá-los. Percorri as ruas e edifícios, conheci espíritos maravilhosos que periodicamente visitavam a Colônia, trazendo alento das esferas superiores. 

Cada vez mais se fortalecia em mim o desejo de ascender para um plano melhor; estava obstinado; essa era agora a minha meta. Certa manhã, Helena veio convocar-me ao trabalho.

Vibrei de alegria!
—  Calma Zílio, o trabalho que nos aguarda é bastante delicado; eu não vou participar diretamente. Denius irá acompanhá-lo. Precisamos resgatar alguém muito importante para nós e que está sob o domínio de espíritos infelizes.

—  Quem é Denius?
—  Denius é um colaborador da nossa Colônia que presta seus serviços em um posto avançado próximo às zonas inferiores, ele tem acesso livre no Vale dos prazeres.

—  Quem é esse espírito importante para nós?
—  É Mirna. Faz parte do nosso grupo, devemos isso a ela.

—  Acredita que eu possa realmente ajudar?
—  Você é o mais indicado. A afeição que sente por você, poderá ser útil para trazê-la de volta. Lá você colherá valiosos recursos para o próximo trabalho que deverá realizar.

—  Eu a reconhecerei quando estiver diante dela? Ela participou desta última encarnação?
—  Não, Zílio. Não a reconhecerá, mas ao se aproximar, com certeza você a envolverá num clima de simpatia, com isso terá facilidade em influenciá-la beneficamente.

—  Quando realizaremos este trabalho?
—  Agora mesmo vamos ao encontro de Denius.

Mas antes façamos uma oração para pedirmos a proteção dos planos superiores. Oramos por alguns instantes. Logo depois, helena pegou-me pelo braço e fomos transportados. Parecia um daqueles sonhos que eu tinha quando criança; eu estava voando e era um sonho lindo!

Em poucos instantes, chegamos ao local do encontro. O lugar era rodeado de rochas enormes; dali se avistava uma grande cidade construída no centro de um vale. O som que se ouvia era característico do carnaval; as baterias e as cantorias ecoavam as montanhas que circundavam aquele imenso vale.

—  Onde estamos? Que lugar é este?
—  Este é o Vale dos Prazeres. Mirna está lá; terão que encontrá-la e trazê-la para nossa Colônia para que possamos ajudá-la. Ultimamente, ela tem demonstrado uma forte tendência para sair do vale.

Suas preces têm chegado até nós como um pedido de socorro. Grave bem tudo que irá ver lá embaixo, pois será muito útil no futuro. Fiquei contemplando aquele vale; a batucada já não me inspirava alegria que eu sentia quando estava na Terra, pelo contrário, abateu-me uma profunda tristeza que só foi quebrada quando Denius chegou. Helena não perdeu tempo.

—  Denius, este é Zílio! Você irá acompanhá-lo até o vale. Use dos recursos que você possui para conduzi-lo até o lugar onde está Mirna.
—  Sim, senhora, com a graça de Deus nós vamos trazer a menina sã e salva. Helena despediu-se.

Denius aproximou-se de mim e , com uma certa reverência, começou a falar:
—  Senhor Zílio, nós vamos ter que caminhar até lá em baixo. A picada daqui até lá é muito ruim; se precisar, pode se apoiar em meu ombro.
—  Não se preocupe, vou conseguir.

Admirei-me ao ver aquele espírito enorme, com o peito nu, revelando uma musculatura abundante bem delineada. Usava apenas uma calça de seda e sandálias de couro. Sentia-me seguro ao seu  lado. Continuamos descendo até chegarmos a uma praça onde ficavam os portões da cidade.

Eram portões enormes, aparentemente de madeira. Estavam fechados. Ali embaixo o ar era mais pesado. O som continuava no mesmo ritmo; para mim, já não soava como música, mas como terrível barulho.

Denius aproximou-se de um dos portões e bateu. Uma portinhola no meio do portão se abriu.

Uma voz perguntou:
—  Quem ousa perturbar o Reino de Mohara?

Denius respondeu rapidamente:
—  Viva Mohara! O senhor dos prazeres!

Senti muito medo, mas consegui equilibrar-me. O enorme portão foi se abrindo lentamente; logo surgiu um espírito vestido em trajes que lembrou-me os piratas.

—  Denius meu amigo, porque demorou tanto para retornar? A alegria o espera. -Eu trouxe um amigo para visitar o Reino de Mohara, podemos entrar? Denius pegou-me pelo braço e entramos rapidamente. Avançamos em direção do centro onde se concentrava o movimento maior; as ruas estavam ao abandono; via-se sujeira por todos os lados ; não havia vegetação; os espíritos passavam por nós dançando com frenesi. Chegamos ao centro.

Verdadeiras escolas de samba desfilavam pelas ruas. O sexo era praticado em pé, ao som dos tamborins. As fantasias eram verdadeiras réplicas das que eu conheci na Terra; o enredo exaltava as delícias da carne. Quase fui envolvido pelo clima de sensualidade que pairava no ar. Cheguei a ficar excitado.

Lembrei-me dos sofrimentos que havia passado e consegui controlar-me. Denius, percebendo, puxou-me pelo braço e advertiu-me:

—  Senhor Zílio, procure lembrar-se dos nossos amigos que estão neste momento orando por nós.
—  Você tem razão. Fique tranquilo, não vou deixar envolver-me.

Para onde vamos agora? Onde encontraremos Mirna?
—  Mirna está na sede do comando; ela é concubina do Mohara.

—  Quem é Mohara?
-Mohara é um gênio! Com a sua inteligência, conseguiu construir um verdadeiro império das trevas. Vive de barganhas com os encarnados; aqueles que ele favorece, quando desencarnam e chegam. aqui, tornam-se seus súditos e escravos.

—  Como faremos para entrar na sede do comando e chegar até Mirna?
—  Fui informado que Mohara subirá até a crosta. Deverá partir esta noite. Eu tenho amigos lá dentro; não será difícil, venha. Helena pediu-me para mostrar-lhe algumas coisas; aproveitemos antes que anoiteça.

Denius entrou por uma viela e eu o segui; caminhamos até um lugar estranho e sombrio. Entramos por um portão que estava entreaberto. Denius afirmou:
—  Aqui é o cemitério da cidade.
—  Eles chamam este lugar de cemitério porque aqui eles abandonam os espíritos que já não causam prazer a ninguém. São aqueles que, movidos pelo remorso, buscam a anulação de si mesmos em uma atitude auto-punitiva.

À medida que avançávamos terreno a dentro, comecei a ver espíritos vagando de uma lado para o outro; a fisionomia deles lembravam a de animais. Denius fez um sinal para acompanhá-lo em direção a uma rocha com uma grande fenda que parecia uma caverna; ali, um deles estava como que agonizante.

Seu aspecto era terrível, seus ombros caídos, o rosto afunilado como um enorme bico, sua cor acinzentada escura, lembrava uma ave de rapina. Diante do meu espanto, Denius explicou-me:
—  O remorso excessivo que o nosso irmão experimenta, faz com que se sinta com uma ave de rapina; o seu perispírito, obedecendo à força do seu pensamento, assume a forma que reflete o seu estado de espírito.

—  Quais crimes que praticou para chegar a essa situação?
—  Nosso irmão era médico legista; violentou quase todos os cadáveres de mulheres que passaram por suas mãos.

Eu quase não acreditava no que estava vendo, mas, por outro lado, ficou claro ao meu entendimento que Deus não precisa julgar ninguém, todos temos em nossa consciência um tribunal onde somos nosso próprio juiz e carrasco. Naquele caso, nosso irmão estava sendo impiedoso consigo mesmo.

—  Denius, quanto tempo um espírito fica nessas condições?
—  Ficará nessas condições até que um dia consiga perdoar a si mesmo e comece a buscar a renovação dos sentimentos. Venha, vou mostrar-lhe mais um caso de zoantropia. Aproximando-nos de um espírito, cujos braços grudados no corpo escamoso e o rosto transfigurado, assemelhava-se a uma serpente. Era uma figura impressionante.

Diante daquele quadro, cheguei a questionar se eu realmente não estava vivendo um sonho ou um terrível pesadelo.
—  Realmente, Zílio, se enveredarmos pelos caminhos tenebrosos do mal, nossa vida se transforma em um terrível pesadelo.
—  Quais são os crimes desse pobre infeliz que se afigura como réptil?



Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 27 de Outubro de 2016, 21:59


12º-) Capítulo ● O resgate da Mirna 2

—  Esse irmão foi um político que traiu a fé pública. Usou o poder que o estado lhe conferiu, para atender à própria ganância.

Os recursos que administrava, destinavam-se a suprir os hospitais públicos no atendimento à saúde. Mergulhado agora em remorso profundo, sua mente é povoada pelos gritos desesperados das vítimas das suas atitudes criminosas.

Agora compreendia as afirmações de Jesus contidas no evangelho:
—  "Aqueles que têm sede de justiça serão saciados."

Ninguém fica impune à própria consciência. Cedo ou tarde, ele agirá pelos erros praticados. Era grande o número de espíritos que vagavam naquele lugar, vítimas da zoantropia.

Fiquei feliz quando Denius chamou-me para nos retirar-nos dali.
—  Vamos senhor Zílio, já começa anoitecer; temos que ir ao encontro de Mirna.

Saímos por um outro lado; alcançamos uma grande avenida. O colorido extravagante predominava nas fachadas das casas; mulheres se exibiam nas calçadas com os corpos expostos.

As edificações que compunham aquela estranha cidade tinham formas burlescas; em nada se assemelhavam às edificações tradicionais, como as da Terra, ou mesmo da Colônia onde eu estava abrigado.

Curioso, perguntei ao Denius:
—  De que forma são construídos esses prédios?

—  Todas as edificações aqui são o reflexo das mentes que predominam neste lugar; é a materialização do pensamento e da vontade predominante. É o paraíso com que sonhavam.

—  Como que o espírito, após a desencarnação, vem parar aqui?
—  Muitos, mesmo enquanto encarnados já estão ligados a este lugar. Observa que, ao anoitecer, o número de espíritos envolvidos nessa orgia interminável, aumenta consideravelmente. São os encarnados que começam a chegar. A grande maioria é de espíritos irresponsáveis viciados de toda a sorte.

Mal o corpo adormece, projetam-se para cá. Nas madrugadas, esse número ainda é maior.
—  Percebo que muitos dos espíritos que participam desse desfile insano aparentam estarem embriagados.

Estão realmente?
—  Sim. Completamente embriagados!
—  De que forma se embriagam?

—  Os viciados sobem até a crosta e peregrinam pelos bares, sugando os alcoólatras encarnados. O que embriaga não é o álcool líquido que desce para o estômago, são os vapores alcoólicos que sobem para o cérebro.

Em um verdadeiro ato de vampirismo, o desencarnado suga esses vapores antes de atingirem o cérebro do encarnado. Com isso, a tendência do alcoólatra encarnado é beber cada vez mais.

—  E com os viciados em drogas, acontece o mesmo processo?
—  Com as drogas injetáveis o processo é outro e mais traumatizante. As substâncias alucinógenas não produzem vapores; elas chegam ao cérebro do viciado através do sangue.

Para alcançar seus objetivos, os viciados desencarnados sugam uma grande porção da parte etérica do plasma sanguíneo, através dos orifícios abertos pelas picadas das agulhas hipodérmicas.

—  Quais as consequências desse vampirismo para os encarnados em questão?
—  Um enfraquecimento progressivo até a debilidade mental e física.

—  Todos os viciados são vampirizados?
—  Quase todos, com raras exceções.

—  Você afirmou que Mohara vive de barganhas com os encarnados; que tipo de barganhas?
—  Mohara e suas falanges dominam os meios de comunicação na crosta. A grande maioria daqueles que estão em evidência deve o sucesso à influência de Mohara. Por isso, a verdadeira arte não encontra espaço nesse meio e nem alcança o sucesso merecido. O burlesco acaba predominando no meio artístico.

—  A coletividade desta cidade retrata fielmente o nível de degradação a que chegou a arte na Terra.
—  Realmente. Daqui parte a inspiração para a maioria das criações artísticas que são apresentadas  na crosta. As músicas que você ouve aqui, agora, breve serão executadas lá.

—  Esses espíritos não reencarnam? Não há uma lei que os force a buscarem um reequilíbrio?
—  Esta cidade sempre foi dominada por sexólatras e viciados de toda a sorte. Já foi evacuada uma vez nos anos trinta e quarenta. Os espíritos que aqui habitavam naquela época, atendendo a determinação superior, foram submetidos a reencarnações compulsórias.

Renasceram em vários pontos do planeta; muitos se redimiram, outros deram expansão aos vícios e promoveram na Terra uma grande revolução cultural em torno da arte, do sexo e das drogas, submetendo a humanidade a grandes provações morais.

Enquanto Denius falava, ouvi uma gritaria que me chamou a atenção.
—  Zílio, essa gritaria significa que Mohara está subindo para a crosta. Vamos aproveitar para resgatar Mirna.

Partimos em direção ao prédio onde Mirna estava. Denius bateu novamente. Foi em vão; ninguém atendeu.
—  Afirmou Denius:  "É estranho, vamos tentar na porta dos fundos. Quando chegamos na parte de trás do prédio, a porta estava entreaberta; nós nos aproximamos e ouvimos alguém chorando."

Denius entrou; eu não sabia se deveria entrar. Fiquei aguardando até que ele apareceu na porta e fez sinal para eu entrar. Entrei. Denius me conduziu até uma sala recoberta por tapetes vermelhos.

Na parte onde o piso era mais alto, estava uma mulher sentada numa cadeira que parecia um trono; seus pés estavam apoiados sobre a cabeça de uma jovem que estava caída e chorava muito; percebi que era Mirna.

—  Minha rainha, este é Zílio de quem lhe falei a pouco.
—  Então você é o renegado que quer a minha escrava?

Denius, percebendo que eu ficara surpreso e desconcertado diante da pergunta, adiantou-se e tomou novamente a palavra.



Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 27 de Outubro de 2016, 22:05


—  Minha rainha, senhora dos prazeres! Meu amigo nutre pela jovem profunda afeição e a deseja para satisfazer seus desejos mais íntimos. Sei que a jovem tem sido um tropeço nas suas relações com Mohara, talvez, esta seja a oportunidade que estava esperando para livrar-se dela.

A mulher tirou os pés que estavam apoiados sobre Mirna, pegou-a pelos cabelos e, levantando sua cabeça, perguntou-lhe:
—  Você quer ir com eles?

Mirna olhou para Denius, olhou para mim, suspirou, abaixou o olhar demonstrando cansaço, firmou novamente o olhar em mim por alguns instantes e afirmou:
—  Quero!
—  Então vá maldita. Sumam daqui antes que eu me arrependa.

Denius pegou Mirna pelo braço e nós saímos rapidamente. Na rua, longe dali, paramos para que Mirna pudesse descansar. O barulho continuava insuportável. Os tambores e as cantorias incessantes ecoavam por todo o vale.

Aproximei-me de Mirna.
—  Como você está? Está melhor agora?

Mirna olhou para mim, fixou seu olhar em meus olhos durante algum tempo e perguntou-me:
—  Nós nos conhecemos?
—  Talvez. Mas no momento não posso afirmar que sim.

—  Para onde estão me levando?
—  Estamos levando você ao encontro de verdadeiros amigos que desejam seu bem.

Ela apontou para Denius e disse-me:
—  Ele disse que você me queria para realizar seus mais íntimos desejos.
—  Realmente, naquele momento e agora, o meu mais íntimo desejo é ver você livre e feliz.
—  Ainda bem! Pensei que jamais ia sair deste inferno.

Mirna olhou para mim e sorriu. Olhei bem para o seu rosto semi-coberto pelos longos e belos cabelos pretos. Seus olhos, também negros, revelavam agora um grande contentamento interior. Senti vontade de tomá-la em meus braços e beijar-lhe carinhosamente.

Desejei passar minha mão por entre seus cabelos, quis falar-lhe alguma coisa, mas Denius interrompeu-me convidando-nos a partir. Partimos. Quando chegamos próximo aos portões da cidade, Denius parou e advertiu-nos:

-Esperemos aqui até que os espíritos que sobem à crosta, em busca dos parceiros encarnados, comecem a sair. Geralmente saem em grupos; devemos nos juntar a um desses grupos para sairmos sem problemas.

Enquanto esperávamos, perguntei a Denius:
—  Você disse que os espíritos vão buscar parceiros encarnados?
—  É isso mesmo, Zílio. As relações entre encarnados e desencarnados vão além do que você possa imaginar.

—  Que tipo de relação?
—  Muitos dos encarnados ocupam um lugar na sociedade onde o jogo de aparências predomina; nesse jogo, apresentam uma conduta inquestionável, entretanto, guardam, no íntimo , paixões e vícios inconfessáveis.

Com medo de serem descobertos, represam esses sentimentos. Porém, à noite, quando adormecem e se acham livres do corpo físico, buscam suas afinidades e se entregam a essas paixões.

—  Se o encarnado durante a vigília reprime essas paixões e as pratica somente quando se liberta do corpo físico, qual o grau de culpabilidade? Essa não é uma atitude involuntária?
—  Zílio, quem comanda o corpo é o espírito, portanto, a culpabilidade é do espírito; ele não pratica tais paixões durante a vigília porque isso lhe traria prejuízos e consequências imediatas, ferindo seus interesses, então, ele deixa para praticá-las quando acredita que não será descoberto.

—  Como lidar com essa situação?
—  Não basta ao espírito represar suas fraquezas; é necessário substituí-las por virtudes, porque, cedo ou tarde, essas fraquezas virão à tona.

—  Eu reconheci alguns espíritos pelas ruas e avenidas; pensei tratar-se apenas de semelhança. É possível que alguns deles sejam os próprios encarnados que eu conheci na Terra?
—  Provavelmente. A quantidade de encarnados, aqui nas madrugadas, é muito grande. Vejo que você esta atento na observação dos fatos; isso será muito importante para a realização de um trabalho que te aguarda em um futuro próximo.

Quando ia perguntar qual seria esse trabalho, surgiu um grupo de espíritos dirigindo-se aos portões. Denius fez um sinal e nós aderimos ao grupo. Saímos sem sermos notados pelo guardião.

Mais adiante, começamos a subir a encosta do vale. Mirna se apoiou em Denius até chegarmos ao local onde Helena e Felipe nos aguardavam.

Após agradecermos a Denius, Helena e Felipe envolveram a mim e a Mirna e todos nos transportamos para a Colônia. Helena entregou Mirna aos cuidados de Diógenes; eu e Felipe fomos para o meu apartamento.

Ao chegarmos, Felipe sentou-se na poltrona e eu deitei-me na cama. Senti, pelo seu olhar, que estava curioso para saber das experiências pelas quais eu havia passado. Mas eu estava mais ansioso.

Antes que perguntasse qualquer coisa, eu desabafei:
—  Felipe, meu amigo, graças a Deus, hoje eu me senti útil.
—  Fiquei feliz ao ver que você foi bem sucedido nessa tarefa tão difícil.

—  É como se eu voltasse de um sonho bizarro. Jamais imaginei que pudesse existir um lugar como aquele. Foi uma experiência incrível. Se eu não tivesse passado pelo sofrimento que eu passei no vale dos drogados, talvez tivesse sucumbido às tentações daquele lugar.

—  É, Zílio, o sofrimento é a forja que tempera nossas forças. Por falar nisso, o caldo está sobre a mesa; não se esqueça de tomá-lo, você ainda precisa dele. Felipe saiu; eu tomei o caldo e deitei-me.



Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 27 de Outubro de 2016, 22:26


13º-) Capítulo ● A missão

Acordei pela manhã, abri a janela e respirei fundo. O ar parecia alimentar meu corpo; será que estava conseguindo subtrair energia do éter? Estava questionando essa possibilidade, quando Felipe entrou.

Sorrindo, cumprimentou-me:
—  Bom dia!
—  Bom dia! Em um lugar como este onde estou rodeado de amigos como você, todos os dias são bons. Como está Mirna?

—  Depois que chegou eu não tornei a vê-la. Sob os cuidados de Diógenes, deve estar muito bem.
—  Com certeza! Felipe, diga-me uma coisa, quem é Mirna?

—  Zílio, os espíritos comprometidos com os acontecimentos da velha Lemúria são muitos; a maioria está dispersa, cada qual buscando os caminhos da própria evolução.

Você, Mirna, Helena, Diógenes, eu e outros ainda encarnados, quase sempre nos mantivemos juntos. Somos um grupo de apoio mútuo.

—  Por isso você foi socorrer-me no Vale dos drogados?
—  Sim. Na verdade eu não atuo naquela área; minhas principais atribuições estão vinculadas aos colaboradores encarnados.

—  Há quanto tempo Mirna estava presa a Mohara?
—  Há várias encarnações ela vem sucumbindo às tentações da luxúria. Tornou-se um espírito bom, mas facilmente é dominada por mentes doentias; sua fraqueza a manteve escrava de Mohara por muitos anos.

Talvez agora , amadurecida pelo sofrimento imposto pela própria fraqueza, tenha adquirido a força necessária para enfrentar novas experiências com maior segurança.

Helena deverá transferi-la para a Estância do Amor, onde se relacionará com espíritos que contribuirão para o seu progresso.

—  Quando a vi, senti um amor fraterno por ela, algo muito forte. Qual a minha ligação com ela?
—  As marcas de uma encarnação, cuja convivência foi intensa entre dois espíritos, permanecem e, com a reaproximação dos dois, mesmo em um futuro distante, essas marcas assomam do subconsciente como um sentimento nato de amor ou de adversidade.

—  Esse sentimento que eu experimentei ao vê-la, significa que já estivemos juntos algum dia?
—  Sim, várias vezes estiveram juntos.

—  Então o amor e o ódio à primeira vista não existem?
—  Quase sempre são reencontros cujas afinidades, ou adversidades, foram construídas anteriormente.

—  Sabe, fiquei impressionado com o Vale dos Prazeres. Existem outras cidades iguais aquela?
—  Existem muitas, iguais ou parecidas em quase todos os pontos da Terra. Essas cidades são construídas nos vales que existem na sub crosta; são consideradas zonas inferiores do planeta. Estão localizadas próximas às coletividades onde estão vinculados os espíritos que as edificaram.

Cada qual tem as características dos costumes e da cultura dessas coletividades. Eu comentei com o Denius que eu havia visto lá espíritos que eu conheci na Terra e que, provavelmente, devem estar ainda encarnados.

—  Quando desencarnarem, irão fatalmente para aquele lugar?
—  Se não efetivarem uma renovação dos seus sentimentos e abdicarem das paixões que os projetam a esse plano inferior, com certeza, estarão lá, após desencarnarem.

—  Quando estávamos lá, em determinado momento, senti-me envolvido naquele clima de luxúria; quase cedi aos impulsos que experimentei naquele instante. Porque?
—  Você , quando encarnado, foi influenciado durante algum tempo pelo agentes de Mohara. Augusto era um deles, mas, com o apoio de Helena e mais tarde com o benefício da enfermidade, acabou se libertando dos laços que o prendiam àquela organização infeliz.

—  Agora eu entendo porque a mulher de Mohara chamou-me de renegado.
—  Para eles, realmente você é um renegado.

Estávamos ainda conversando, quando chegou Helena.
—  Então, o que achou da sua experiência no Vale dos Prazeres?
—  Foi para mim algo inusitado! Por pouco não sucumbi!

—  Eu tinha certeza de que iria conseguir; agora posso contar com você para realizar um outro trabalho na crosta.
—  Quando deverei realizá-lo?

Vou levar Mirna para a Estância de Amor; você irá nos acompanhar. Lá o apresentarei a um companheiro que vai ajudá-lo a realizar este trabalho.

—  Quando partiremos?
—  Agora mesmo. Mirna nos espera.

Despedi-me de Felipe e saímos. Caminhamos até o ambulatório onde Mirna nos aguardava. Ela estava linda; seus cabelos brilhavam refletindo os raios do sol que invadiam a sala através da janela.

Diógenes fez-lhe algumas advertências, logo depois, Helena segurou em nossas mãos e envolvendo-nos com sua luz e partimos...

Em poucos instantes, estávamos na Estância de Amor. O lugar possuía uma beleza peculiar; todas as edificações eram rodeadas de maravilhosos jardins. Quase todos os espíritos que passavam por nós tinham a aparência jovem. Mirna estava encantada com o que via.

Emocionada perguntou a Helena:
—  Estamos no Paraíso?
—  Aqui é um lugar aprazível, o bem vibra no éter. Para nós, espíritos em redenção, é realmente um paraíso, embora o significado da palavra paraíso seja relativo ao grau de compreensão de cada um, para muitos , ainda o paraíso está no Vale dos Prazeres.

Enquanto conversávamos, chegamos frente a um prédio o qual , segundo Helena nos informou, era o prédio da coordenadoria da Estância. Entramos...

Fomos recebidos por um espíritos chamado Venâncio que, sorrindo, cumprimentou-nos, demonstrando conhecer Helena.

—  Minha querida Helena! Que ventos benéficos a trouxeram até nós?
—  Esta é a Mirna; trago-a para ficar sob os cuidados desta Estância onde, com certeza, encontrará os recursos de que precisa neste momento importante de sua vida.

—  Este é Zílio; em breve deverá efetuar um trabalho e precisa do apoio de alguém com experiência para poder desempenhá-lo.

—  Qual o trabalho que terá que realizar?
—  Zílio terá que se preparar para escrever para os encarnados; deverá relatar as suas experiências aqui no mundo espiritual.

—  Temos, em nossa Estância, o Eduardo que poderá ajudá-lo bastante. Pode deixá-los aqui que nós o acomodaremos e providenciaremos tudo o que eles precisam.
Quando Helena falou que eu iria escrever, não consegui esconder minha emoção.

Sorrindo, ela aproximou-se de mim e falou:
—  Zílio sei o quanto está feliz, mas devo adverti-lo da importância dessa missão. Escrever aos encarnados sobre as experiências que viveu após desencarnar tem por principal objetivo advertir os jovens e os pais encarnados.

Não deverá citar nomes de parentes ou de amigos; limite-se apenas a descrever com detalhes as consequências causadas pelo uso de drogas e pelo suicídio involuntário.

Helena agradeceu a Venâncio e despediu-se. Eu, aflito, perguntei:
—  Depois de realizado o meu trabalho retornarei para junto de você e de Felipe?
—  Sem dúvida, ainda temos muito o que fazer juntos.

Senti-me aliviado. A ideia de separar-me deles causara-me uma certa tristeza. Não demorou muito, entrou, na sala em que estávamos, um espírito de aparência jovem. Venâncio levantou-se e apresentou-nos:

—  Este é Eduardo; faz parte de uma das equipes que atuam entre nós.
Cumprimentou-nos e Venâncio continuou:
—  Mirna está aqui para receber os benefícios da nossa Estância. Deverá encaminhá-la para os cuidados de Afrânio. Zílio precisa realizar um trabalho de comunicação com os encarnados; você deverá orientá-lo.

Eduardo agradeceu a Venâncio pela incumbência; passou seus braços sobre nossos ombros e saímos. Na rua, começamos a conversar...
—  Você me lembra um cantor famoso da época em que eu ainda era encarnado.
—  Sou o próprio. O Rei da insensatez! Na Colônia onde estou domiciliado, todos me conhecem como Zílio; é o nome que eu tinha antes de reencarnar.


Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 27 de Outubro de 2016, 23:07



Mirna parou, olhou bem para mim e falou demonstrando surpresa:
—  Então é você? Eu sabia que o conhecia! Quando o vi no Vale dos Prazeres, tentei lembrar-me mas na consegui.
—  Na Terra, sentia-me feliz ao ser reconhecido; aqui experimento certo constrangimento e vergonha.

Eduardo nos conduziu até um prédio não muito longe da Coordenadoria. Entramos. As dependências internas lembravam-me as de um hotel; uma sala grande, com poltronas, onde mais de uma dezena de espíritos sentados, conversavam descontraidamente. Um deles levantou-se e aproximou-se de nós.

Eduardo adiantou-se e apresentou-nos.
—  Afrânio, este é o Zílio e esta é Mirna.

Afrânio sorriu para nós e Eduardo continuou:
—  Venâncio recomendou que deixasse Mirna sob seus cuidados. E eu terei que me ausentar das tarefas por algum tempo; devo acompanhar Zílio em um trabalho junto aos encarnados.

Despedimo-nos de Mirna, de Afrânio e saímos.

Na rua, perguntei ao Eduardo:
—  Por que Mirna foi transferida para cá?
—  Afrânio desenvolve um trabalho de ajuda aos espíritos fracos e dependentes, facilmente influenciáveis.

—  São aqueles que, em determinado momento da própria existência, acabam anulando a própria vontade, acomodando-se a uma dependência doentia. Provavelmente, Mirna se enquadra em tal situação.

—  Realmente, quando a encontramos estava subjugada por mentes doentias.
—  A vontade é a alavanca do progresso em qualquer plano da nossa existência. Sem ela, nos tornamos joguetes das circunstâncias.

—  Quando desceremos à crosta?
—  Hoje à noite faremos os primeiros ensaios. O trabalho de comunicação com os encarnados requer muita paciência e dedicação.

—  Vamos realizar, primeiro, um trabalho de aproximação. Quando o médium, para quem você deverá passar as informações, registrar a nossa presença é que se iniciará um processo de comunicação que poderá se arrastar por muito tempo.

Naquela mesma noite, eu e o Eduardo descemos para a crosta.

Quando chegamos ao grupo de encarnados onde eu deveria fazer contato com o médium, fiquei surpreso. Eu conhecia aquelas pessoas; foi ali que Felipe socorreu-me com o auxílio dos encarnados. Ele estava presente; quando nos viu aproximou-se.

—  Que bom! Vejo que já está iniciando o seu trabalho.
Eu estava apreensivo e nervoso.

Então, perguntei ao Felipe:
—  Vai sim! O médium registrou a sua presença aqui, por ocasião do seu tratamento. Com certeza isso facilitará o seu trabalho; além do mais Eduardo estará ao seu lado e saberá orientá-lo.

Fiquei mais tranquilo. Esperamos terminar a reunião e acompanhamos o médium até sua casa.

Ali Eduardo orientou-me:
—  Zílio, a partir de agora você deverá acompanhar o nosso irmão no seu dia-a-dia. Quando ele registrar a sua presença, procure transmitir-lhe através do pensamento, o desejo de escrever. Com certeza ele vai captar sua vontade; então será a hora de você começar a transmitir seus depoimentos.

A partir daquela noite, iniciei o meu trabalho. Não foi uma tarefa fácil, mas consegui chegar ao final, graças à valorosa ajuda do Eduardo.

Espero que, ao relatar minhas experiências após a morte física, ela venham ajudar a muitos que , como eu, optaram pelos caminhos equivocados das drogas e do suicídio.

—  Agora, sinto-me feliz! Estou vivendo novamente! Nas ilusões da vida...encontrei a morte!
—  Na realidade da morte... Descobri a vida!

Zílio.
Fim.


"Não trago comigo o ouro de tolo que somente pertence ao diabo da indiferença. Nem as riquezas de Ali Babá que sujam as mãos do homem honesto. Não uso mais colírio e dispensei meus óculos escuros porque a morte devolveu-me a luz do discernimento que há muito meus olhos solicitavam”.

Há também novas composições, como Tenta Outra Vez, uma nova versão do hit Tente Outra Vez. “Entrega-te então ao vício de algum entorpecente capaz de te oferecer um bem estar passageiro e uma paz mentirosa."

—  Saibas que de uma forma ou de outra:

●  Errando,
●  Acertando,
●  Te corrigindo,
●  Tudo conspira para tua própria evolução...

Vai, tenta outra vez!

Raul Seixas”


Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 27 de Fevereiro de 2017, 02:22

Vim aqui para matar ou para morrer


A Tragédia Da Piedade

A crônica escrita por Edgard Armond (do livro Relembrando o Passado), tinha como intenção primordial chamar a atenção do leitor sobre a gravidade dos sentimentos de ódio e vingança, bem como a grandeza do gesto do perdão. Ao relembrar o fato que o motivou escrever sobre assunto, ele cita o conhecido trecho evangélico sobre reconciliação com os inimigos e que surgira “espontaneamente” como leitura da reunião mediúnica daquela noite.


Armond não revela a identidade dos personagens do caso (por ser amigo pessoal de um dos envolvidos), mas deixa pistas que levam qualquer leitor mais curioso a fazer especulações, como essas que aqui fazemos agora.

Na referida reunião mediúnica:
—  “Deu-se a incorporação de um Espírito de nome muito conhecido das letras nacionais e que teve morte trágica”, que veio solicitar ajuda para uma tentativa de reconciliação com aquele que o havia alvejado a tiros e provocado a sua desencarnação."

Queria alertá-lo para essa grande oportunidade espiritual, já que sua morte também estava próxima. Armond seria o intermediário da proposta para que os dois conversassem fraternalmente, pela via mediúnica.

O encontro não aconteceu, pois a parte encarnada, embora reconhecendo o esforço do amigo, evitou de todas as formas que o contato fosse realizado. Fez uma viagem repentina ao Rio de Janeiro e ali desencarnou, como havia alertado o Espírito.


Em nossas especulações para identificar essas pessoas, consideramos que poderíamos explorar uma hipótese improvável e consequentemente cometer erros conclusivos...

Porém não resistimos fazer essas possíveis ligações entre fatos e pessoas:
—  "Alguém de nome muito conhecido nas letras nacionais e que teve morte trágica”.

—  Quem poderia ser?

Num trecho da crônica Armond enfatiza:
—  “Conheço bem o assunto..., que teve, aliás, na época, profunda repercussão nacional”.

—  A que época e qual repercussão ele se refere?

Em outro trecho Armond revela como se deu a morte do Espírito que se manifestou:
—  "O homem que ele matara num duelo histórico propunha uma fraternização, leal e cristã, e avisava que se apressasse, porque pouco tempo lhe restava de vida, aqui”.

—  Que duelo foi esse?
—  Que contexto histórico se relaciona ao fato?


Ao buscar na memória algumas possibilidades dos reais, fomos também eliminando aquelas que não eram compatíveis com os dados informados pelo cronista.

Restou apenas essa, que pode não ser a única, porém muito próxima dos acontecimentos: —  "O duelo entre o escritor Euclides da Cunha (com 43 anos) e o jovem cadete Dilermando de Assis, na época com apenas 21 anos de idade."

O fato ficou conhecido como Tragédia da Piedade, bairro da zona norte carioca onde morava Dilermando e o irmão mais velho.

O motivo do confronto foi o profundo envolvimento sentimental de Dilermando com Ana Solon (de 38 anos), esposa de Euclides.

Testemunha do confronto, o irmão de Dilermando, chamado Dinorah, também foi atingindo na nuca pelos tiros de Euclides, ficando inválido. 

Dinorah era atleta do Botafogo e cometeu suicídio em 1921 atirando-se nas águas do rio Guaíba, em Porto Alegre.

Em 1916, numa repetição trágica, um dos filhos de Euclides e Ana tentara vingar a morte do pai e também foi morto por Dilermando, que era hábil atirador e campeão de tiro ao alvo.

Dilermando foi absolvido pela justiça por legítima defesa nos dois episódios.


Na crônica o Espírito manifestante diz a Armond:
—  “Preciso do teu auxílio e cometo-te a delicada incumbência de procurá-lo (pois é teu amigo) e dizer-lhe que em meu coração não remanesce ressentimento algum”.

—  Edgard Armond e Dilermando de Assis eram amigos?
—  Que afinidade tinham entre si?
—  De onde se conheciam?

Arrisquemos algumas semelhanças, pois as diferenças podem ser muitas. Ambos eram militares e contemporâneos. Dilermando era apenas seis anos mais velho que Armond.

Fizeram carreiras paralelas num período de 26 anos no qual participaram dos principais acontecimentos militares e políticos entre 1914 e 1940.

Não seria coincidência nem difícil terem travado algum tipo de aproximação e amizade.

Dilermando viveu estigmatizado como o:
—  “Assassino de Euclides da Cunha, o autor de Os Sertões”.

Muitos militares humanistas lamentavam esse estigma e procuravam minimizar essa marca negativa realçando as qualidades do colega, que na época dos fatos era muito jovem e inexperiente.

Embora servindo em corporações diferentes (Armond era da Força Pública Paulista e Dilermando do Exército), os dois poderiam ter se conhecido em diversas oportunidades.

O primeiro casou com a filha de um marechal do Exército (Manoel Félix de Menezes) e o segundo casou-se com Ana Solon, filha do Major Frederico Solon, que teve atuação marcante na Proclamação da República.

—  Ambos eram maçons.

Armond ingressou na ordem na cidade de Amparo, onde serviu na Força Pública, chegando ao grau de mestre. Dilermando era defensor da maçonaria tradicional e crítico da cisão ocorrida na orientação doutrinária das lojas no Brasil.

Quando desencarnou, em 1951, Dilermando já era general de exército e residia em São Paulo. Nessa época Edgard Armond já estava aposentado e exercia o cargo Secretário Geral da FEESP.

Se houve algum laço de amizade entre os dois, seria interessante saber em quem circunstâncias isso ocorreu.

Como relata Jacques Conchon (citado na biografia de Armond escrita por Edelso da Silva Júnior), certa vez o Comandante recebeu o telefonema de um coronel do Exército que queria conhecê-lo.

Os dois haviam estado em lados opostos durante a Revolução de 32; a conduta e ação em combate do então capitão Armond o impressionou muito por este ter evitado uma tragédia desnecessária entre os dois pelotões em confronto.

—  Quem sabe se esse coronel não era Dilermando?
—  Sim, certamente mais uma especulação.

Mesmo se tudo isso não passar de um grande equívoco da nossa parte, ainda restará uma dúvida:
—  Quem são esses dois espíritos inimigos famosos que Edgard Armond não conseguiu reconciliar numa sessão espírita?

Dinorá, em pé, o terceiro à direita: invalidez e suicídio

Observador Espírita.
Por Dalmo Duque dos Santos.
Terça-feira, 18 de janeiro de 2011



Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 04 de Março de 2017, 03:32




(http://2vi0v53jm68z12i7xp24npre1aqy.wpengine.netdna-cdn.com/wp-content/uploads/2016/02/alamar.jpg)

                                                    Psicografia de Alamar Régis

“Meus irmãos, que Deus me ajude a escrever essa mensagem. Não quero dar um de coitadinho e nem de santo.

Morri e pronto!

Sem essa de me achar agora evoluído. Sou um espírito imperfeito e parece que vou continuar a ser por um longo tempo ainda. Só preciso, daqui para frente brigar mais comigo mesmo. É uma chatice chegar por aqui com o título de espirita.

A gente sofre pra burro, quando vê padre, pastor e até ateu melhor do que a gente. Não tô chorando não, gente, só tô querendo dizer que não basta achar que é espírita. Essas frescuras não colam por aqui. Aliás o que não falta é espírita chorando por essas bandas, justamente por acharem que era uma coisa quando eram outra.

or minha vez os amigos espirituais me disseram que eu podia ter ficado mais por aí, mas a minha inconformação e quase intolerância com as patuscadas e esparrelas de nosso movimento, criaram zonas enfermiças no meu campo mental e que descambaram para a desarmonia celular, gerando bílis em excesso.

Uma coisa assim. Mas é que eu tinha tanto amor pela Doutrina que não engolia as sandices de alguns companheiros desavisados.

Já briguei inclusive com uns médicos daqui que me pedem mais paciência! Não é fácil a gente se adaptar de pronto, por mais que gente saiba da vida espiritual pelas lentes abençoadas do Espiritismo.

Não quero ser profeta do Apocalipse, mas se posso dar um toque para o pessoal espirita, principalmente o povo que já se acha evoluído, é que ninguém aguarde um Bezerra de Menezes ou um André Luiz à sua espera.
                                                           
Isso é balela igrejeira! Não que não haja devotados benfeitores por aqui, mas há muitos servidores anônimos que nunca passaram perto dos livros espíritas psicografados. Muitos!

Tenho que usar a oportunidade para agradecer de verdade, mas verdade verdadeira mesmo, a tanta gente boa e cristã dessa terra, para a qual os benfeitores espirituais me intuíram a procurar. Só aqui teria o acolhimento que necessitava .

Batata! Onde achar gente como os irmãos que achei por aí?

Tô atazanando o portador dessa mensagem apenas para dizer que continuo amando muito a vocês e o que fizeram por mim é coisa que nem seu fosse um Aristóteles Onassis, teria grana para pagar, tanto carinho a um cara que nem parente era de vocês.

De verdade:
Muito obrigado, gente linda! Aos meus anjos da Casa da Paz, um beijo em cada um de vocês!!! Sem palavras!!!

Por aqui quem me estende aos mãos na nova etapa é o nosso venerando Frei Luiz, ao lado de outros abnegados que me compreendem a necessidade. Isso posto, do mesmo jeito de sempre, sem milagres santificantes, nem canonização alguma, sigo, dentro do possível, o amigo que mesmo sem a carcaça, dá hoje o arzinho da graça.

Digam ao Hélio e à Ludmila que Jacareí fará parte de minhas tarefas no futuro. Ao Jorge, Rui, Hélder, Graça, Rodrigo e demais confrades, minha terna gratidão. Agradeço a intervenção do seu filho, Rui, que achou uma anteninha pra eu dar esse “salve” de gratidão a vocês. Aos meus corações queridos digo que estamos sempre juntos, como hoje, por exemplo.

Sem mais, sou o amigo da nova dimensão.

Ate mais!
Alamar Régis.
Por Ari Rangel.

(Mensagem psicografada recebida de forma espontânea pelo médium Ari Rangel de Tremembé-SP, no dia 13 de Agosto de 2016.)

Bom dia Rodrigo e obrigada pela mensagem que acabou me enviar. Uma carta psicografada do Alamar. Estou em lagrimas e acredite acabei de acordar sonhando com ele e com uma carta psicografada. Tudo agora pela manhã.

A primeira coisa que fiz foi pegar meu celular e lê tudo do whats app e por surpresa minha, meu sonho estava aqui. – 14/08/2016 por Cristina (Tina, Esposa de Alamar Regis


Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 16 de Setembro de 2017, 20:12


(http://famosos.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/vida-de-chacrinha5/vida-de-chacrinha-15.png)

CHACRINHA NO UMBRAL.

O local era como o de um show qualquer realizado na Terra, embora as sombras que demarcavam o ambiente espiritual, situado na região inferior do astral, para além dos limites de uma clareira gigantesca.

Abria-se diante de meus olhos uma situação nova e diferente. Parecia que eu estava em um anfiteatro, no qual o palco era localizado no centro de imensas fileiras de arquibancadas concêntricas.

Acima do local onde seria realizado o Show via diversos espíritos ensaiando uma coreografia no ar, pareciam dançarinos que se elevavam às alturas. À medida que dançavam, seus movimentos tomavam o aspecto de fitas multicoloridas e esvoaçantes, que rodopiavam ao sabor do vento. Era algo que, na Terra, entre os chamados vivos, seria impossível imitar.

Telões gigantescos projetavam imagens de paisagens verdadeiramente paradisíacas e – de que modo, desconheço – também deixavam transparecer aromas e o frescor da brisa das paisagens exibidas, bem como o calor agradável do sol.

Essa é uma tecnologia que ainda não chegou a terra. Utilizamos essas imagens holográficas de forma a facilitar, para os espíritos desta região de sofrimento, a visualização de situações e regiões mais felizes.

Assim, durante as apresentações artísticas, eles poderão não somente ouvir as músicas, mas vê-las, de acordo com os sentimentos que animam o cantor desencarnado. Entrando em sintonia com essas paisagens ou aquelas situações sugeridas nas letras das músicas que serão cantadas, poderão modificar sensivelmente seu clima mental.

Mal o espírito havia falado comigo, dando suas explicações, e pude ver o Velho Guerreiro assumindo o palco para iniciar seu Show da vida.

A princípio apenas uns poucos espíritos pareciam ouvi-lo, sentados em cadeiras e arquibancadas improvisadas em meio àquela paisagem espiritual não muito convidativa. Foi assim até ele chamar alguns artistas, que se revezavam nas músicas e nas demais apresentações.

De todo lado vinham espíritos, atraídos pela música. Parecia uma procissão de almas torturadas, verdadeiros fantasmas que seguiam a música intuitivamente, quase em estado sonambúlico. Eram recebidos por uma equipe de espíritos que se assemelhavam a enfermeiros e que os conduziam aos lugares anteriormente reservados.

Acima da multidão que se aglomerava no ambiente, bailarinas acompanhavam o ritmo da música de Elis, de Clara Nunes e de tantos outros artistas que se apresentavam naquela noite.

Durante as coreografias, algo como pétalas de flores luminosas caía sobre a assembleia de almas enfermas. Enquanto isso, cada um dos presentes era transportado para as paisagens e imagens projetadas nas telas gigantescas, que pairavam ao lado do palco. Jamais eu poderia imaginar algo semelhante.

Pude ver, por mim mesmo, como aqueles seres, espíritos humanos, acordavam de um sono, talvez de um pesadelo composto pela dor e sofrimento, e eram assistidos e amparados pelos chamados espíritos samaritanos. Acordavam de sua situação íntima encantados pela música, a poesia e todo o conteúdo de pura beleza daquela mega show espiritual.

Só então percebi o efeito das luzes coloridas, que me faziam lembrar os holofotes dos palcos da terra. Assim que os espíritos despertavam de seu sono (ou pesadelo), isto é, quando recobravam a consciência devido a ação da música, jorravam do alto luzes e cores cintilantes, que provocavam tamanho efeito benéfico que eu mesmo pude sentir.

As cores como que penetravam em cada célula do nosso corpo espiritual. O ritmo da música aliado às vibrações das luzes coloridas fazia com que os corpos espirituais passassem a vibrar em sintonia diferente da usual. Alguns ali pareciam acordar de uma letargia secular.

Quanto a mim, observei desprender-se, principalmente da região genital e da área em redor do meu peito, uma substância similar a placas gelatinosas, conforme se afigurava a minha visão de espírito inexperiente.

Com isso, me sentia cada vez mais leve. Olhei a minha volta e pude perceber que algo semelhante ocorria com os demais espíritos, que, como eu, eram necessitados de socorro e de recuperação.

Ao voltar os olhos para o que se passava a meu redor, presenciei o desfile de artistas desencarnados. Sabia que a maioria deles trazia graves problemas íntimos e talvez ainda estivesse longe de solucioná-los.

Quando de posse do corpo físico, a fama, o palco e os aplausos acabam por nublar a visão espiritual, a visão das coisas tais como são. Na rede das ilusões que aqueles elementos mundanos criam, perde-se contato com o verdadeiro sentido e propósito da arte, que é relegado aos bastidores.

Talvez por isso, grande parte daqueles cantores, bailarinos, músicos e demais espíritos que alise apresentavam, também trouxessem em si graves problemas a serem resolvidos.

Edmundo Cezar.


Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 03 de Outubro de 2017, 02:34


(http://gifportal.ru/data/smiles/cveta-1056.gif)

Luiz Sergio de Carvalho

Nasceu no Rio de Janeiro, Capital , em 17 de Novembro de 1949 , filho de Júlio de Carvalho e de Zilda Neves de Carvalho.

Passou três anos de sua infância em São Paulo, retornando ao Rio de Janeiro em 1957.

Aos onze anos de idade, transferiu-se com seus familiares para Brasília, onde fixaram residência. Seus estudos foram feitos em Colégios do Plano Piloto: Nossa Senhora do Rosário (Irmãs Dominicanas), CASEB e Elefante Branco.

Cursava o oitavo semestre da Faculdade de Engenharia Eletrônica da Universidade de Brasília - Unb. Pertencia ao quadro de funcionários do Banco do Brasil S/A, lotado na Agência Central de Brasília.

Alegre e extrovertido, sabia fazer amigos com rara facilidade, sem distinguir idade, cor ou sexo. Apreciava a leitura e a música. Tocava violão, preferindo músicas românticas da bossa-nova.

Companheiro inseparável de seu irmão cursavam ambos as mesmas matérias na Faculdade, participavam das mesmas traquinagens de rapaz e eram lotados na mesma seção de trabalho, em horários iguais. Era conhecido nos meios em que habitualmente freqüentava pelo apelido de "Metralha”, por falar muito depressa. Andava muito ligeiro.

Físico atlético, sem ser muito alto, gostava de esportes e torcia pelo Clube de regatas Flamengo - RJ.

Convidado por colegas de serviço a viajar a São Paulo em um fim-de-semana, para assistir à primeira corrida de carros "Formula 1", que seria realizada no Brasil, no autódromo de Interlagos, aceitou, com o objetivo de ajudar a dirigir na estrada e rever os parentes que conhecera, praticamente, no ano anterior, principalmente a priminha Valquíria, com quem passara a corresponder-se.

▬  Seguiram os quatro no Volkswagen.

Ao regressarem, Luiz Sérgio dormia ao lado de Roberto, que estava ao volante, quando, na ultrapassagem de um coletivo, um buraco na estrada provocou o rompimento de uma peça do carro, que se desgovernou, causando o acidente.

Roberto sofreu ferimentos que provocaram a sua invalidez. Isso aconteceu na madrugada de 12 de fevereiro de 1973, nas proximidades de Cravinhos, Estado de São Paulo.

Os detalhes acima apresentados foram relatados pelos dois companheiros que viajavam no banco traseiro do veículo e nada sofreram.

Somente em seu 7º livro, "O Vôo Mais Alto" o próprio Luiz Sergio descreve esse momento;

▬  "Sabe irmão Palário, quando me recordei que você sempre foi meu amigo?

No momento em que eu meditava sobre a violência na Terra, relembrei o meu desencarne, o meu desespero, a vontade de voltar ao corpo inerte, à indiferença deste, já enrijecido ali no asfalto, insensível ao espírito, que pensava ainda poder manejá-lo.

Pois surpreso fiquei ao constatar que em vez de um, tinha dois corpos. Foi aí, amigo, que você me deu apoio. A sua mão foi o sustentáculo que me colocou em pé."

Quatro meses após sua morte, veio à primeira comunicação através da mediunidade de Alayde de Assunção e Silva, residente em São Bernardo do Campo - SP.

Em outubro de 1972, Luiz Sergio, havia conhecido sua prima de segundo grau Alayde, que juntamente com familiares, visitou seus pais em Brasília, depois de longos anos sem contato.

Alayde, espírita militante em SBC, possuía o dom da mediunidade psicográfica, muito embora sobre esse particular quase nada soubesse. Ainda na última viagem a São Paulo que fez, visitou os parentes, sem, contudo avistar-se com ela.

Após sua passagem, as duas famílias aproximaram-se mais, o que talvez, tenha permitido a Luiz Sérgio o ensejo de perceber o vínculo espiritual a que poderia ater-se para o fim que almejava, isto é, a comunicação com a família que deixara.

Em sua primeira mensagem, seus pais tiveram a perfeita sensação de sua presença e suas palavras ressoaram nítidas, como se ele ali estivesse contando tudo.

Outras mensagens vieram, completando a primeira, trazendo a narração de sua vida no mundo que ele encontrou.
 
Seus pais começaram a comentar com amigos, das mensagens, e surgiu a ideia de publicá-las no suplemento espiritualista que acompanhava aos domingos um jornal do Rio de Janeiro, de grande conceito e tiragem chamado “Jornal dos Sports”.

Grande foi o interesse despertado, de tal modo que seus pais resolveram juntar todas as comunicações em um só volume, para aumentar o número dos que seriam favorecidos pela oportunidade de penetrar nesse mundo que ele descrevia.

Nasceu assim "O Mundo que eu Encontrei", editado em 1976, e "Novas Mensagens" editado em 1978.

A intenção de Luiz Sérgio, a princípio, era confortar os pais, provando que ele vivia dando notícias de sua chegada ao plano extrafísico e narrando as diversas experiências por que estava passando.

Mais tarde, ao perceber que muitos mostravam interesse em suas mensagens, sentiu-se encorajado a prosseguir em suas investigações, na esperança de ampliar o círculo dos que, com ele, usufruiriam de seus resultados.

O interesse dos leitores pelos ditados de Luiz Sérgio, foi muito evidente, animando seus pais, a despeito das dificuldades financeiras, a editarem o terceiro livro em continuidade ao trabalho já iniciado.

Um fato novo veio alterar a estrutura desse livro, ou seja, a introdução de mais um médium psicógrafo: Lucia Maria Secron Pinto, residente no Rio de Janeiro.

Com isso, houve mudança no teor das mensagens, visto que Alayde narra às experiências por que passa Luiz Sergio no mundo espiritual, com vistas ao seu aperfeiçoamento, o que traz uma série de informações importantes, intercaladas de conselhos proveitosos.

Enquanto Lúcia disserta sobre temas gerais destinados às pessoas que estão aqui na Terra, ansiosas por esclarecimentos e conforto relacionados às vicissitudes que a vida material se lhes apresenta.
 
Este trabalho com o novo médium foi iniciado de maneira bastante curiosa.
 
“Em culto evangélico no lar, realizado semanalmente, na casa de Lúcia, foram lidas algumas mensagens de Luiz Sérgio publicadas no suplemento “O Mundo Azul” anexado ao” Jornal dos Sports” todos os domingos.

Um dos participantes da reunião, a senhora Olinda Sobreira Evangelista, interessou-se vivamente pelas mensagens e levou-as para serem lidas por suas filhas, as jovens Márcia e Maria Eliza.

Quando soube da publicação do primeiro livro, Dª. Olinda entrou em contato com Dª. Zilda Nunes de Carvalho, mãe de Luiz Sérgio e passou a divulgar a obra junto a pessoas mais próximas.

Certo dia durante a realização do culto do lar, Lúcia teve a intuição de orientar Dª. Olinda para que iniciasse a mesma atividade em sua própria casa.

Ao comentar com as filhas o ocorrido, Maria Eliza disse desejar que o mentor da nova reunião fosse Luiz Sérgio.

Lucia, consultada sobre esta intenção, achou importante que se falasse com Dª. Zilda. Esta por sua vez, escreveu à médium Alayde pedindo que consultasse o espírito de Luiz Sergio sobre a possibilidade de sua atuação nesse sentido, já que tinha facilidade em comunicar-se com ele.

Ao final de algumas semanas, a resposta chegou. Luiz Sergio afirmava ter recebido permissão para assumir o compromisso, apesar de sua situação de espírito recém-desencarnado e ainda passando por intenso processo de aprendizado.

Recomendou o espírito que estivesse presente, um médium psicógrafo à primeira reunião. Para esta tarefa apresentou-se a própria Lucia, sem imaginar, no entanto, que este seria o começo de um trabalho de maior monta, que teria continuidade a partir dali.

As mensagens psicografadas por Alayde foram recebidas em sua residência, em São Bernardo do Campo, e também em Pindamonhangaba, Cabo Frio e Rio de Janeiro, quando em viagem a estas cidades.

Lucia, no Rio de Janeiro, psicografava na residência de Dª. Olinda, durante o culto no lar ou nas reuniões em que participava no Centro Espírita Amaral Ornellas.

Assim, em 1981 foi editado o livro INTERCÂMBIO psicografado por Alayde e Lúcia. Primeira mensagem ditada na residência de Dª. Olinda em 03 de agosto de 1.978, psicografada por Lúcia:

"Deus abençoe a todos, indistintamente. Ainda não conheço intimamente cada um dos presentes. Com o tempo, isso será possível. Gostaria de dar uma palavrinha especial a cada um, mas não é possível.

Quero agradecer, em primeiro lugar, à Maria Eliza, que foi o ponto de contato para minha afinização, com este lar. Que ela continue firme e alerta, pois há muito a aprender e a realizar.

D. Olinda, obrigado pela sua atenção e pelo carinho que tem tipo por mim e por meus pais, principalmente auxiliando a divulgação de minhas mensagens.

Você Márcia, vai longe, mas não tenha pressa. O material que você traz é de primeira qualidade e merece ser manuseado com muito carinho.
 
Meu cumprimento ao chefe da casa que, no momento não está presente, mas que um dia será "um dos nossos".

Quero que me recordem a meus pais. Sei como se sentem por não estarem aqui. Nada acontece por acaso e eles devem ser pacientes e conformados. Estou vibrando o pensamento para eles.
 
A você Lúcia, também agradeço de coração e desejo que supere com coragem seus problemas atuais, pois há muito trabalho pela frente que não pode esperar.
 
● Vamos em frente!
● Obrigado, gente boa!
 
Obrigado, meu Deus, por não me desamparares e me proporcionares mais uma grande alegria nesta nova etapa de minha evolução.”



Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 05 de Janeiro de 2018, 18:24

(http://www.sabercultural.com/template/musicas/fotos/Wando-Fogo-e-Paixao-Foto01.jpg)

Psicografia- Cantor Wando

Vamos escrever amigo, soltar o som e fazer músicas, agora que estamos aqui temos que aproveitar e tirar o supra do sumo, pois o momento é oportuno.

De tanto andar por aí percebi a razão de estar por aqui no plano Espiritual, se pensarmos que pertencemos a esse Universo cai a fixa e nos sentimos meninos, seres inocentes em busca de conhecimento.

O tempo aqui ‘Paira no Ar’, nos faz refletir, pensar no que somos, de onde viemos, para onde vamos.

De certezas somente:

Os caminhos percorridos,
Os amigos conquistados,
Os amores vividos.

Essas coisas ressaltam a nossa pequinês ou Importância, os valores pesados, importantes por aqui, absolutamente não se tratam dos materiais, os fluídicos são de extrema relevância.

Neles a matéria prima advém do céu, se o manuseamos, elaboramos, só o conseguiremos se não houver falsidades.

Portanto, falar de Amor, de religião, de Deus, se não for do jeito certo:

A matéria prima não sai,
Os fluidos não vêm,
Nada acontece.

As sementes do Amor não brotam em terrenos que não são regados com caridade e compaixão, aqui não cabe falar do que não convém é importante ressaltar o bem, por isso faço essa canção:





‘Moça.’

“Moça, eu já te conheço de vidas passadas que o destino manhoso nos fez encontrar, por isso é que lhe peço pra ficarmos juntos num só coração. Moça aqui onde estamos já faz parte do céu, se ficarmos juntos vamos melhor caminhar.

Moça dar forças um para o outro nos momentos difíceis, dar as mãos e rezar e o pai do céu, estando presente com certeza verá que esse casal que se ama de amor tem muito pra dar.”

Na terra, no céu tudo funciona se o combustível é o amor, por isso, moça bonita que amor na terra contigo reparti te convido e te digo que tenho uma linda casa com um lindo jardim.

Moça mil corações enfeitado cheios de amor esperando por ti,  moça vem pra cá, vem viver o amor, emoções junto de mim moça!”

Nossas músicas trazemos conosco, todas sem exceção, aqui não se trata de retratar uma história de amor, mas sim, relembrar minha doce e querida música.

Abraços
Wando

Psicografia: Lino Zechetto
Araçatuba,07/016.



Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 19 de Dezembro de 2018, 05:29
(https://1.bp.blogspot.com/-d7D8hlQUhWg/V9ss2HxwBtI/AAAAAAABfcs/-4J2qxry65sL4uOxkPNY4NL3n-0EIcYzgCLcB/s1600/Domingos%2BMontagner%2B%2528Capa%2529.jpg)


A água transportou-me a vida nova

Querido irmão francisco, povo brasileiro, vocês me pedem explicação pelo que me aconteceu todas as noites, ainda me acho um tanto perplexo, a considerar que deixei vocês a pouco tempo.

Não fosse tanta ajuda por parte de tanta gente, principalmente nossa mãe Romilda, nesta noite, não teria condições de escrever coisa alguma. Primeiro, não consigo acalmar meu coração como devia, a estremecer de tanta saudade, e tanta informação que aqui hoje venho recebendo também.

Quando saí a passeio com a Camila, uma amiga, apenas uma amiga, que jamais tivemos pensamentos maliciosos e desrespeitosos, só levava alegria e vontade de viver, de repente me vi sem forças sendo tragado pela água. Não consegui lutar e eu sabia o porque.

Sabia que não teria condições de pedir ajuda a Camila, pois sabia de algum modo que poderia prejudicá-la, e o que me aconteceu pode se chamar simplesmente de casualidade, casualidade da vida, momentos em um dia que se conjugam.

Peças que se juntam, e formam uma figura, chamada desenlace aqui, e morte a vocês, aí na terra, acordei de manhã, num dia que sabia que o ritmo seria frenético, várias cenas da novela seriam gravadas, comi pouco e comi rápido, e passei a manhã com algumas dores estomacais, mas prossegui no trabalho.

Porém, um hábito simples do local, um hábito simples do sertanejo local, foi mais uma peça colocada nesse quebra cabeça, o hábito do sertanejo de tomar uma cachacinha, uma pinguinha, antes do almoço, para abrir o apetite, era mais uma peça.

Como sentia dores estomacais pequenas, estômago cheio, me faltava apetite, sabia que não poderia almoçar mais tarde, então resolvi abrir o apetite com o hábito local, tomar a famosa cachacinha antes do almoço, tão famosa na região, e almocei.

A junção de tudo isso, foi um alavancamento de minha pressão, sentia um calor, suava, e ao mesmo tempo meu peito já acelerava, pois a junção de tudo isso, montava-se um quebra cabeça trágico a todos vocês.

Decidi ali, que um banho me faria bem, já havíamos combinado, e reforcei a ideia com a Camila, pois aquilo me faria bem, não demonstrei, ou reclamei qualquer dor, estava feliz, acima de tudo, mas estava passando mal. Não sou médico, sempre fui um artista, não poderia saber que mais esforço físico, culminaria no que me aconteceu, que relatarei a seguir:

Quando pulei na água, senti que alguma coisa havia mudado, já não sentia calor, eu sentia frio, muito frio e já me faltava forças para falar, era uma mudança de estado que não poderia entender. Resolvi nadar mais um pouco, chamei a camila para nadarmos mais um pouco, não tão longe das pedras que pulamos, e foi a última peça que coloquei nesse quebra cabeça, e a imagem estava formada, chamava-se morte, meu desenlace.

Com a dificuldade de digestão do que comi de manhã, acúmulo da pinguinha que alavancou minha pressão, e mais o almoço, a indigestão foi abrupta, e a pressão alavancou, e posteriormente, despencou com o esforço físico na água. Já era um sinal que a oxigenação do meu cérebro era pouca, e estava perdendo as forças, não vi condições de voltar para a margem.

Mal conseguia falar, não tinha forças, e muito menos condições de voltar, quando vi, uma pancada, domo um pesadelo a nos abrir em um mundo totalmente estranho, como se dormíssemos, e passássemos a sonhar até a separação do corpo, e de um corpo pesado.

Não sei quem me socorreu aqui, vi apenas que me atendiam médicos e enfermeiras, achei, por um minuto, que estava salvo, que estava em hospital da terra, só mais tarde, vim a saber que já não estava mais entre vocês, e meu primeiro pensamento foi em vocês, em meu filho Léo, antônio e dante, e minha esposa com três filhos pequenos, que teria a responsabilidade de cria-los sozinha.

Nunca pensei de imediato que promulgaria-se a ideia de traição, tanto por minha parte, ou parte da Camila, pois você, minha querida Lu, meu bem, você sabe que cometi muitas falhas, mas não agora, não nesse momento, não naqueles dias.

Fiquei sabendo aqui, e agora a pouco, pelo médium, e coincidências a parte, meu irmão, chama-se antônio, aí para vocês também, nome de meu filho, o rio que fez a minha passagem chama-se francisco o teu nome, nada disso, são coincidências, tudo tem um propósito programado, e hoje faço parte deste propósito.

Não falaremos mais deste acontecimento sombrio hoje, ninguém vai mudar a nossa situação, não agora e não aí.

Fiquei muito feliz em saber que me enterraram ao lado de nossos pais. Chico, nossa mãe está aqui presente comigo e, ela já consegue vê-lo em lágrimas, sinto tanto ter lhe causado mais essa dor, pois, após a morte de nossos pais, nos unimos tanto, ficamos mais próximos, mas era a vontade de Deus.

A você, peço, gentilmente, que sempre olhe pelos meus filhos e transforme suas dúvidas em boas ações, a facilidade da minha transição se deu devido aos risos que consegui tirar na terra, quando era palhaço, fui muitas coisas, construí muitas, errei, mas acertei muito.

Uma vida construtiva nunca é perdida, é sempre guardada, e graças a Deus, consegui muitas coisas, e você minha esposa querida, Lu, suas preces, suas dúvidas, são sempre ouvidas pelo pai, e ele te acalenta, diga a nossos filhos, que o pai deles existe, o pai deles não morreu, pois a morte não existe, existe uma viagem, e que os olharei e tenho certeza que todos tomarão o caminho certo, pois serão criados por você, Lu, forte mãe guerreira

Ao povo brasileiro, digo-lhes, a água me transportou a vida, a verdadeira vida, neste momento, o médium que psicografa esta carta me interrompe, e diz que chegando a hora, você vem até dormindo, e sorri.

Assim, longe da ideia de andar condenando quem quer que seja, por fatos dessa natureza, e assim faço das palavras dele, minhas palavras, não tomem raiva de um rio, que muito mais dá vida, do que traz a morte.

O sentido dessa carta, é mais reconfortar, dizer-lhes: oi, ainda estou aqui, permaneço vivo aí, com o que deixei como legado, e aqui como espírito eterno de nosso senhor Jesus Cristo, que constrói maravilhas, e acompanhado de meu pai, de minha mãe aqui presente agora, despeço-me de você meu irmão, e do povo brasileiro.

Vocês precisam escutar, e hoje nós podemos falar para vocês em grandes números, como pude falar para várias pessoas em redes nacionais como ator, falo hoje, mais uma vez aqui, em uma rede internacional, onde os desenlaçados querem falar, vocês tem que ouvir, vocês tem que olhar, e isso é possível agora, ou seja, o sentido dessa carta não é esclarecer dúvidas, e sim elucidar fatos.

Termino, por hora, com um beijo de profunda afeição, para você meu irmão Francisco, para você minha querida esposa e filhos, que estarão sempre dentro de mim, no melhor lugar do meu coração, pois ele pulsa de amor aqui, dez vezes mais do que aí na terra.

Ao povo brasileiro, meu amor, carinho e meu respeito pela luta diária por dias melhores, e muito obrigado por tudo.

Domingos Montainer.


Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 29 de Julho de 2019, 01:24

 
“Caros irmãos! Estou aqui para tentar esclarecer alguns pontos.

Muitos andam em busca de notícias dos entes amados que já não se encontram mais entre vós e sim entre nós. Muitos colocam toda a sua fé numa linha que seja e que os façam reconhecer o ser amado.

Mas, nem sempre ela vem. Nem sempre temos notícias de quem se foi. E isso depende muito de vários fatores. Depende de merecimento, de condições psíquicas, de condições de saber como lidar com esta notícia.

Muitos procuram sem jamais encontrá-la.

Pois, por algum motivo que não nos é revelado, não nos é permitido acesso a tais revelações.

Será que todos estaríamos em condições de saber a verdade? Notícias que faram bem a uns, não seriam bem interpretadas por outros.

Deus em sua grande misericórdia e bondade, sabe a quem e porque deveria uma mensagem chegar.

Já nos bastaria crer que há vida após a morte. Que a morte não existe, que tudo continua e que é chegada a hora da colheita de tudo o que foi semeado. Muitos só acreditam quando algo concreto lhes é apresentado.

Feliz daquele que crê sem ter visto, sem ter provas disto. Oremos e levemos o pensamento até o ser que sentimos saudades. Troquemos com este ente amor, carinho e afeto e isso já faz a ligação entre os dois mundos, entre as duas almas.

Nossas ligações durante o sono ou não deixam uma sensação de bem estar. Muitas vezes não temos notícias simplesmente porque nosso afeto já retornou (já reencarnou) e às vezes está mais próximo do que imaginamos.

Os laços afetivos, as afinidades e o amor conquistados com o espírito nunca se rompem. São eternos. Todos os espíritos são irmãos antes de serem genitores, tios, avós ou a pessoa amada.

Não é errado querer saber de quem já não está entre nós, mas isso não pode ser levado como uma simples curiosidade.

Se a notícia não trouxer nada que acrescente além de matar a curiosidade, de que ela servirá?! Tudo na vida só tem um fundamento se acrescenta, se faz bem; caso contrário, melhor que continue no esquecimento.

Nem sempre somos merecedores, nem sempre o ente tem condições de dar notícias, nem sempre essa comunicação traz paz e conforto. Portanto, amigos, confiemos na bondade do Pai Maior e deixemos que seja feita a vontade Dele, pois esta não corre o risco jamais de estar errada...

Nossas vontades, muitas vezes, se realizadas, nada de bom trariam ao coração.

Oremos, acreditemos e esperemos com resignação notícias de nossos irmãos amados, sem, contudo, atrapalhar-lhes a evolução e o trabalho a que se prestam deste outro lado. Deus Nosso Pai sabe da necessidade de cada um de nós e nos dá de acordo com nosso merecimento e para o nosso bem.

Se nos é permitido mandar notícias, mandamos; se sois merecedores, recebereis.

Mas tudo na vida tem um porque. Nada se faz sem propósito. E peçamos a Deus entendimento necessário para a falta de notícias ou pela não realização de todas as nossas vontades, que, por certo, são para o nosso bem.

Fiquem em paz e que o Mestre Querido conforte vossos corações e abrande a saudade. Uma noite de muitas paz e um sono tranqüilo a todos que, durante o sono, as saudades possam ser amenizadas.”

Assinado: Irmão Otávio

Sorocaba, Outubro de 2007.
Local: Sorocaba ( SP )
Médium: S.A.O.G.

Muita paz.


Título: Re: Claramente Vivos
Enviado por: Marianna em 29 de Julho de 2019, 01:39


Querida mamãe, aquele abraço e aquela prece de sempre a Jesus por sua fortaleza e paciência.

Seu coração pede uma palavra e me arranca, na medida do possível, para trazer ao seu carinho aquele alô de todos os tempos, enviando a você e a meu pai com as meninas e o nosso pessoal o beijo de sempre.

Sigamos com otimismo e fé Viva em Deus. O ponto para ser alcançado é a felicidade de todos. Fale à Maria Otília para se alegrar. Tudo vai bem com ela e com o Walter.

Tratamento do corpo é necessidade. Imposição da vida. Devem atender a isso, mas a maternidade com ela vai sendo muita bem amparada. O amigo que veio e voltou precisa refazer-se. Essa o a verdade.

Não posso bancar a criança, dando uma de abelhudo, mas o tempo dirá quem é esse generoso amigo que procura voltar pelos braços dela com as mãos firmes.

Nosso pessoal por aí costuma tratar a gente por mortos. Isso, às vezes, dificulta o intercâmbio. Mas com a experiência da vida tudo vai melhorando.

Mãezinha, diga ao meu pai que a vida é luta. Luta da pesada, para perdermos os pesos que nos afastam da Espiritualidade Superior. Rogo a ele não chorar ao ler esta carta. Da vez passada, quase que entrei em grande aperto com as lágrimas do pessoal.

Quando minhas pobres notícias foram abertas, fiquei tão emocionado com o carinho de meu pai molhando o papel com o pranto forte.

Felizmente, mamãe, o seu coração, embora golpeado de saudade, estava firme. E quando as lágrimas brilhavam nos seus olhos, lembro-me de que você procurava fixar meu retrato, fazendo força para alegrar-se.

O que puderem suportar com paciência, suportem. Aqui é o que a gente fez de si mesmo, o que fez aos outros ou pelos outros é o que vale. Nossa oficina de modelagem espiritual está funcionando.

Todos podemos transformar-nos, construindo em nós mãos de paz se espalharmos a paz, verbos de luz se cultivarmos a luz em nossas palavras, pés de alegria se soubermos caminhar no rumo do bem, olhos e ouvidos de bênçãos se nos dispusemos a abençoar sempre.

Quem diz aqui que o relógio não existe de nosso lado?

Lembranças explodem e as palavras querem tomar forma no lápis, mas o nosso caro Doutor Bezerra  me diz calmo: "agora, meu filho, já chega". Não devo internar-me em novos assuntos.

Mas termino, mãezinha, pedindo a sua serenidade e paciência. Sua saúde melhorará cada vez mais com a sua calma crescendo e com a sua compreensão avançando para cima.

Creia em nossa união de todos os dias. E abrace este rapaz que o seu carinho colocou neste mundo. Não e o melhor, mas é seu.

Querida mãezinha, a mensagem está pronta, mas a saudade é um problema que não foi resolvido. Entretanto, estamos felizes. Temos fé e esperança e isso é muito no Tudo que é Deus, no amor com que nos amamos.

Muito carinho e aquele beijo do seu filho:
Augusto

Augusto César Netto, que nasceu em 27 de setembro de 1942 e faleceu em 27 de fevereiro de 1968, do livro “Somos Seis”.

Muita paz.