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GERAL => O que é o espiritismo => Imortalidade da Alma => Tópico iniciado por: Angela Calegari em 11 de Março de 2010, 22:17

Título: A volta
Enviado por: Angela Calegari em 11 de Março de 2010, 22:17
"A volta

 

Foi durante a limpeza do quintal. O pai, Bruce, juntava as folhas com o ancinho, recolhia os galhos quebrados pelo furacão da véspera.

Então, olhou para o filho e teve um impulso de abraçá-lo.

Ele o levantou, o beijou e lhe disse como se sentia feliz em tê-lo como filho.

A resposta do menino de apenas 4 anos o desconcertou:

Foi por isso que escolhi você. Eu sabia que você seria um bom papai.

Bruce ficou atônito e pediu que o menino repetisse o que dissera.

É isso: quando encontrei você e mamãe, tive certeza que você seria bom para mim.

Aquilo estava ficando intrigante.

Como assim nos encontrar? Onde você nos encontrou?

No Havaí.

O pai sorriu e esclareceu que os três tinham estado no Havaí no ano anterior. Mas o garoto replicou:

Não foi quando todos fomos ao Havaí. Foi quando você foi sozinho com mamãe.

E continuou, acrescentando detalhes:

Encontrei vocês no grande hotel cor-de-rosa. Vocês estavam na praia, de noite, jantando.

Realmente, Bruce e a esposa tinham estado no Havaí em 1997, para comemorar seu quinto aniversário de casamento.

Tinham se hospedado num hotel de cor rosa, na praia de Waikiki. E tinham jantado ao luar, na praia, na última noite de sua estada.

Cinco semanas depois, a esposa descobrira estar grávida.

O filho descrevera tudo com perfeição.

Como poderia saber? Aquele não era um assunto que os pais comentassem, não com aqueles detalhes.

*   *   *

O fato não é isolado e acontece com muitas crianças que surpreendem os pais com informações de um tempo que antecede o seu nascimento.

Não é raro, o garotinho olhar para a mãe e dizer: Quando eu era grande, carreguei você no colo.

Quando eu morava na outra casa, eu tinha muitas joias. E um carro muito bonito. Eu sempre viajava nele porque ele era confortável e grande.

Ou a menina olha o álbum de fotografias antigas e, de repente, apontando para uma foto de sua avó, ou bisavó ou tia-avó, exclama:

Olha eu aqui!

Nossa, eu era bonita, né?

Tais discursos partem de pirralhos, de crianças pequenas, de forma espontânea.

E, da mesma forma que assim se expressam, deixando boquiabertos os que os ouvem, retornam aos interesses da idade e às falas próprias da infância.

É como se um flash acendesse na memória, detonando uma lembrança, que é expressa com espontaneidade.

Tais fatos confirmam o que ensina a Doutrina Espírita. Vivemos muitas vezes.

E escolhemos nossos pais, antes de renascer, por questões afetivas, de aprendizado ou alguma necessidade específica.

Pais e filhos não somos Espíritos estranhos uns aos outros. Somos viajores do tempo, através das muitas vidas, no rumo do grande bem.

 

Redação do Momento Espírita, com base em dados colhidos

 no livro A volta, de Bruce e Andréa Leininger com

Ken Gross, ed. Best Seller."

Quando li essa história me emocionei muito, pois algo semelhante ocorreu comigo. Sou mãe de dois filhos, um casal.

Quando a minha filha, que é a mais nova, tinha uns três anos, aproximadamente, nós duas estávamos "passeando" no quintal de nossa casa, como gostávamos de fazer nas nossas tardes, quando, de repente, ela parou, sua mãozinha segurando a minha, me olhou e disse:

 "sabe, mamãe, eu estava lá em cima, lá no céu e via você aqui e queria vir ficar aqui com você. Você chorava e eu pedi para vir ficar aqui com você porque você estava muito triste e eu tinha saudades. Aí, mamãe, eu nasci, e vim ser sua filha".

Eu fiquei surpresa, totalmente sem ação e, apesar de ser espírita, de conhecer a Doutrina, não sabia o que responder, talvez pela pouca idade dela.

Esclareço que antes de engravidar-me dela, tive problemas, tive depressão, e de fato fiquei muito triste e por um tempo tentei a gravidez.

Desde o nascimento dela ficamos muito ligadas e amigas e ela sempre esteve ao meu lado nas horas mais difíceis.

Com meu filho também há uma forte ligação e um grande amor, sem dúvida, mas o que ocorreu com a minha filha foi diferente.

Sinal da imortalidade da alma, somos espíritos imortais e já tivemos muitas existências, muitos corpos, com certeza.

Muita luz e paz!