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GERAL => O que é o espiritismo => Imortalidade da Alma => Tópico iniciado por: vennus em 14 de Setembro de 2008, 05:16

Título: A MEMÓRIA DO ESPÍRITO:
Enviado por: vennus em 14 de Setembro de 2008, 05:16
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        Função psíquica das mais delicadas, pouco se sabe, ainda. Capacidade que tem o Espírito, em suas existências, de fixar, conservar, evocar, reconhecer e localizar, sob a forma de lembrança. Uma das faculdades da Alma, cuja manifestação opera-se por meio do perispírito, envolvendo, em estado de encarnação, um padrão específico de atividade nervosa.

[1 - página 265]


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Nos períodos de intermissão, o Espírito tem, também, significativamente ampliado o seu campo mnemônico.

[1 - página 276]


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        Henri Bérgson (1896-1911), referindo-se ao que chamava de “memória pura”, registro de todas as experiências na sua ordem temporal, acentuava que esse registro não é feito no cérebro ou em qualquer outra estrutura material; é, na verdade, puramente espiritual.   

[1 - página 269]


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A memória é patrimônio da Alma. A Alma é que pensa.

[1 - página 273]  [9 - item 89a]*


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Os Espíritos que na vida física atendem aos seus deveres com exatidão, retomam pacificamente os domínios da memória, tão logo se desenfaixam do corpo denso, reentrando em comunhão com os laços lies e dignos que os aguardam na Vida Superior, para a continuidade do serviço de aperfeiçoamento e sublimação que lhes diz respeito; 

contudo, para nós consciências intranqüilas, a morte no veículo carnal não exprime libertação. Perdemos o carro fisiológico, mas prosseguimos atados ao pelourinho invisível de nossas culpas; e a culpa, meu amigo, é sempre uma nesga de sombra eclipsando-nos a visão. Nossas faculdades mnemônicas, relativamente às nossas quedas morais, assemelham-se, de certo modo, às conhecidas chapas fotográficas, as quais, se não forem convenientemente protegidas, sempre se inutilizam.

        Imaginemos a mente como sendo um lago. Se as águas se acham pacificadas e límpidas, a luz do firmamento pode retratar-se nele com segurança. Mas, se as águas vivem revoltas, as imagens se perdem ao quebro das ondas móveis, principalmente quando o lodo acumulado no fundo aparece à superfície. A rigor, somos aqui, nas zonas inferiores, seres humanos muito distantes da renovação espiritual, não obstante desencarnados.

        Observe a realidade em si mesmo, o pensamento que vive preso aos sítios e paisagens de que, pela morte, supostamente se desvencilhou. Em pleno caminho da espiritualidade, se identifica com as escuras reminiscências que permanecem ao longe, no tempo: o lar, a família, os compromissos imperfeitamente solucionados... Tudo isso é lastro, inclinando a sua mente para o mundo físico, onde nossos débitos reclamam sacrifício e pagamento.

        Sob a hipnose nossa memória pode regredir e recuperar-se por momentos. Isso, porém, é um fenômeno de compulsão... E em tudo convém satisfazer à sabedoria da Natureza. Libertemos o espelho da mente que jaz sob a lama...

do arrependimento, 

do remorso 

e da culpa, e esse espelho divino refletirá o Sol com todo o esplendor de sua pureza.

[83 - páginas 31/32] André Luiz   


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        Para lá do sepulcro, surge o registro contábil da memória como elemento de aferição do nosso próprio valor.

        A faculdade de recordar é o agente que nos premia ou nos pune, ante os acertos e os desacertos da rota.

        Dessa forma,...

se os atos louváveis são recursos de abençoada renovação e profunda alegria nos recessos da alma, 

as ações infelizes se erguem, além do túmulo, por fantasmas de remorso e aflição no mundo da consciência...

Crimes perpetrados, 

faltas cometidas, 

erros deliberados, 

palavras delituosas 

e omissões lamentáveis esperam-nos a lembrança, impondo-nos, em reflexos dolorosos, o efeito de nossas quedas e o resultado de nossos desregramentos, quando os sentidos da esfera física não mais nos acalentam as ilusões.
 

        Não olvideis, assim, que, além da morte, a vida nos aguarda em perpetuidade de grandeza e de luz, e que, nessas mesmas dimensões de glorificação e beleza, a memória imperecível é sempre o espelho que nos retrata o passado, a fim de que a sombra, reinante em nós, se dissolva, nas lições do presente, impelindo-nos a seguir, desenleados da treva, no encalço da perfeição com que nos acena o futuro.

[87  - página 21]
Título: Re: A MEMÓRIA DO ESPÍRITO:
Enviado por: Vitor Santos em 28 de Setembro de 2008, 18:34
Olá Vennus

Muito interessante. Obrigado

bem hajas