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GERAL => Sexualidade => Psicologia & Espiritismo => Homossexualidade => Tópico iniciado por: Atma em 10 de Janeiro de 2009, 20:00

Título: Sexualidade
Enviado por: Atma em 10 de Janeiro de 2009, 20:00
Como já falei no artigo sobre obsessão sexual, sexo é uma questão puramente pessoal, moral, que não pode ser imposta aos outros como regra geral. É preciso haver, sim, regras de conduta que norteiem nossas ações, não só na esfera sexual como social, no sentido de resguardar o direito de outrem (estupros, por exemplo). Mas, entre duas pessoas adultas e conscientes de suas ações, o sexo pode ser encarado como qualquer outra atitude da vida... ou poderia, não fosse ele tão perigoso e arrebatador.

É aí que entra a doutrina espírita, dando um norte moral para as pessoas que não querem se endividar nesta montanha-russa dos relacionamentos que contribuem em grande parte (eu chutaria em 90% dos casos) para a nossa prisão na roda do Samsara.

Veremos agora alguns textos de cunho espírita que versam sobre o tema, e que podem trazer alguma luz a pessoas de todas as religiões ou crenças, porque, independente de acreditarem ou não, nós somos espíritos vivendo uma experiência corpórea, e não o contrário. Escolho o espiritismo não por estar mais certo, afinal, tudo está contido nas regras de ouro, presentes em todas as religiões, mas é sempre bom poder ouvir tudo explicadinho, como uma mãe que tira um dia para falar de sexo com um(a) adolescente:


O Espírito que animou o corpo de um homem pode animar o de uma mulher, numa nova existência, e vice-versa?
Sim, pois são os mesmos os Espíritos que animam os homens e as mulheres.

Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher?
Isso pouco lhe importa. O que o guia na escolha são as provas por que haja de passar.
(Perguntas 201 e 202 de "O Livro dos Espíritos")


LESÕES AFETIVAS

Um tipo de auxílio raramente lembrado: o respeito que devemos uns aos outros na vida particular. Caro é o preço que pagamos pelas lesões afetivas que provocamos nos outros.

Nas ocorrências da Terra de hoje, quando se escreve e se fala tanto, em torno de amor livre e de sexo liberado, muitos poucos são os companheiros encarnados que meditam nas conseqüências amargas dos votos não cumpridos.

Se habitas um corpo masculino, conforme as tarefas que foram assinaladas, se encontraste essa ou aquela irmã que se te afinou como o modo de ser, não lhe desarticules os sentimentos, a pretexto de amá-la, se não estás em condição de cumprir com à própria palavra, no que tange a promessas de amor. E se moras presentemente num corpo feminino, para o desempenho de atividades determinadas, se surpreendestes esse ou aquele irmão que se harmonizou com as tuas preferências, não lhe perturbes a sensibilidade sob a desculpa de desejar-lhe a proteção, caso não estejas na posição de quem desfruta a possibilidade de honorificar os próprios compromissos.

Não comeces um romance de carinho a dois, quando não possas e nem queiras manter-lhe a continuidade.

O amor, sem dúvida, é lei da vida, mas não será lícito esquecer os suicídios e homicídios, os abortos e crimes na sombra, as retaliações e as injúrias que dilapidam ou arrasam a existência das vítimas, espoliados do afeto que lhes nutria as forças, cujas lágrimas e aflições clamam, perante a divina Justiça, porque ninguém no mundo pode medir a resistência de um coração quando abandonado por outro e nem sabe a qualidade das reações que virão daqueles que enlouquecem, na dor da afeição incompreendida, quando isso acontece por nossa causa.

Certamente que muito desses delitos não estão catalogados nos estatutos da sociedade humana; entretanto, não passam despercebidos nas Leis de Deus que nos exigem, quando na condição de responsáveis, o resgate justo.

Tangendo este assunto, lembramo-nos automaticamente de Jesus, perante a multidão e a mulher sofredora, quando afirmou peremptório: "aquele que estiver isento de culpa, atire a primeira pedra".

Todos nós, os espíritos vinculados à evolução da Terra, estamos altamente compromissados em matéria de amor e sexo, e, em matéria de amor e sexo irresponsáveis, não podemos estranhar os estudos respeitáveis nesse sentido, porque, um dia, todos seremos chamados a examinar semelhantes realidades, especialmente as que se relacionem conosco, que podem efetivamente ser muito amargas, mas que devem ser ditas.

(Livro: Momentos de Ouro; Por Emmanuel & Francisco Cândido Xavier)


SEXO: SAGRADO OU PROFANO?

O sexo se define por atributo não apenas respeitável mas profundamente santo da Natureza, exigindo educação e controle. Através dele dimanam forças criativas, às quais devemos, na Terra, o instituto da reencarnação, o templo do lar, as bênçãos da família, as alegrias revitalizadoras do afeto e o tesouro inapreciável dos estímulos espirituais.

É irracional subtrair-lhe as manifestações aos seres humanos, a pretexto de elevação compulsória, de vez que as sugestões da erótica se entranham na estrutura da alma, ao mesmo tempo que seria absurdo deslocá-lo de sua posição venerável, a fim de arremessá-lo ao campo da aventura menos digna, com a desculpa de se lhe garantir a libertação.

Sexo é espírito e vida, a serviço da felicidade e da harmonia do Universo. Conseqüentemente, reclama responsabilidade e discernimento, onde e quando se expresse. Por isso mesmo, nossos irmãos e nossas irmãs precisam e devem saber o que fazem com as energias genésicas, observando como, com quem e para que se utilizam de semelhantes recursos, entendendo-se que todos os compromissos na vida sexual estão igualmente subordinados à Lei de Causa e Efeito; e, segundo esse exato princípio, de tudo o que dermos a outrem, no mundo afetivo, outrem também nos dará.

(Livro: Vida e Sexo; Por Emmanuel & Francisco Cândido Xavier)


COMPROMISSO AFETIVO

O dever íntimo do homem fica entregue ao seu livre arbítrio. O aguilhão da consciência, guardião da probidade interior, o adverte e sustenta; mas, muitas vezes se mostra impotente diante dos sofismas da paixão. Fielmente observado, o dever do coração eleva o homem; porém, como determiná-lo com exatidão? Onde começa ele? O dever principia sempre, para cada um de vós, do ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vós.
(Item 7, Cap. XVII, de "O Evangelho segundo o Espiritismo")
A guerra efetivamente flagela a humanidade, semeando terror e morticínio entre as Nações; entretanto, a afeição erradamente orientada, através do compromisso escarnecido, cobre o mundo de vítimas.

As Leis do Universo nos esperarão pelos milênios afora, mas terminarão por se inscreverem, a caracteres de luz, em nossas próprias consciências. E essas Leis determinam amemos os outros qual nos amamos. Para que não sejamos mutilados psíquicos, urge não mutilar o próximo.

Em matéria de afetividade, no curso dos séculos, vezes inúmeras disparamos na direção do narcisismo e, estirados na volúpia do prazer estéril, espezinhamos sentimentos alheios, impelindo criaturas estimáveis e nobres a processos de angústia e criminalidade, depois de prendê-las a nós mesmos com o vínculo de promessas brilhantes, das quais nos descartamos em movimentação imponderada. Toda vez que determinada pessoa convide outra a comunhão sexual ou aceita de alguém um apelo neste sentido, em bases de afinidade e confiança, estabelece-se entre ambas um circuito de forças, pelo qual a dupla se alimenta psiquicamente de energias espirituais, em regime de reciprocidade. Quando um dos parceiros foge do compromisso assumido, sem razão justa, lesa o outro na sustentação do equilíbrio emotivo, seja qual for o campo de circunstâncias em que esse compromisso venha a ser efetuado. Criada a ruptura no sistema de permuta das cargas magnéticas de manutenção, de alma para alma, o parceiro prejudicado, se não dispõe de conhecimentos superiores na autodefensiva, entra em pânico, sem que se lhe possa prever o descontrole que, muitas vezes, raia na delinqüência. Tais resultados da imprudência e da invigilância repercutem no desertor, que partilhará das conseqüências desencadeadas por ele próprio, debitando-se-lhe ao caminho a sementeira partilhada de conflitos e frustrações que carreará para o futuro.

Sabemos que a Justiça humana ameaça com punições para os atos de pilhagem na esfera das realizações objetivas, considerando a respeitabilidade dos interesses alheios; no entanto, os legisladores terrestres perceberão igualmente, um dia, que a Justiça Divina alcança também os contraventores da Lei do Amor e determina que se lhes instale nas consciências os reflexos do saque afetivo que perpetram contra os outros. Daí procede a clara certeza de que não escaparemos das equações infelizes dos compromissos de ordem sentimental, injustamente menosprezados, que resgataremos em tempo hábil, parcela a parcela, pela contabilidade dos princípios de causa e efeito. Reencarnados que estaremos sempre, nesse sentido, até exonerar o próprio espírito das mutilações e conflitos hauridos no clima da irreflexão, aprenderemos no corpo de nossas próprias manifestações ou no ambiente da vivência pessoal, através da penealogia sem cárcere aparente, que nunca lesaremos a outrem sem lesar a nós.

(Livro: Vida e Sexo; Por Emmanuel & Francisco Cândido Xavier)


O NAMORO

Além da simpatia geral, oriunda da semelhança que entre eles exista, votam-se os Espíritos recíprocas afeições particulares?
Do mesmo modo que os homens, sendo, porém, que mais forte é o laço que prende os Espíritos uns aos outros, quando carentes de corpo material, porque então esse laço não se acha exposto às vicissitudes das paixões.
(Pergunta 291 de "O Livro dos Espíritos")
A integração de duas criaturas para a comunhão sexual começa habitualmente pelo período de namoro que se traduz por suave encantamento. Dois seres descobrem um no outro, de maneira imprevista, motivos e apelos para a entrega recíproca e daí se desenvolve o processo de atração.

Poderia ser justo nomear o assunto como sendo um "doce mistério", se não víssemos nele as realidades da reencarnação e da afinidade.

Inteligências que traçaram entre si a realização de empresas afetivas ainda no Mundo Espiritual, criaturas que já partilharam experiências no campo sexual em estâncias passadas, corações que se acumpliciaram em delinqüência passional, noutras eras, ou almas inesperadamente harmonizadas na complementação magnética, diariamente compartilham as emoções de semelhantes encontros, em todos os lugares da Terra. Positivada a simpatia mútua, é chegado o momento do raciocínio.

Acontece, porém, que diminuta é, ainda, no Planeta, a percentagem de pessoas, em qualquer idade física, habilitadas a pensar em termos de auto-análise, quando o instinto sexual se lhes derrama do ser.

Estudiosos do mundo, perquirindo a questão apenas no "lado físico", dirão talvez tão-somente que a libido entrou em atividade com o seu poderoso domínio e, obviamente, ninguém discordará, em tese, da afirmativa, atentos que devemos estar à importância do impulso criativo do sexo, no mundo psíquico, para a garantia e perpetuação da vida no Planeta.

É imperioso anotar, entretanto, em muitos lances da caminhada evolutiva do Espírito, a influência exercida pelas inteligências desencarnadas no jogo afetivo. Referimo-nos aos parceiros das existências passadas, ou, mais claramente, aos Espíritos que se corporificarão no futuro lar, cuja atuação, em muitos casos, pesa no ânimo dos namorados, inclinando afeições pacificamente raciocinadas para casamentos súbitos ou compromissos na paternidade e na maternidade, namorados esses que então se matriculam na escola de trabalhosas responsabilidades. Isso porque a doação de si mesmos à comunhão sexual, em regime de prazer sem ponderação, não os exonera dos vínculos cármicos para com os seres que trazem à luz do mundo, em cuja floração, aliás, se é verdade que recolherão trabalho e sacrifício, obterão também valiosa colheita de experiência e ensinamento para o futuro, se compreenderem que a vida paga em amor todos aqueles que lhe recebem com amor as justas exigências para a execução dos seus objetivos essenciais.

(Livro: Vida e Sexo; Por Emmanuel & Francisco Cândido Xavier)


OS ESPÍRITOS TÊM ÓRGÃOS SEXUAIS?


Os Espíritos têm sexos?
Não como vos o entendeis, porque os sexos dependem da organização. Existe entre eles amor e simpatia, porém fundados sobre a similitude dos sentimentos
(Pergunta 200 de "O Livro dos Espíritos")


Em francês, o termo "organisation" ao tempo de Kardec, tinha o mesmo significado que em português e, também, de "organismo", sendo que, hoje em dia, neste sentido, é empregado, como em nossa língua, com um complemento aclamatório: "organização física, corporal, orgânica" etc.

Segundo a resposta, os Espíritos estão destituídos de sexo, no sentido biológico, isto é, não possuem aparelho reprodutor, logo, também não têm hormônios sexuais em sua estrutura. E é claro que não poderiam tê-los, pois não se reproduzem. Ainda, segundo a resposta, eles se vinculam por "sentimento", por afinidade eletiva.

Fica, contudo, uma pergunta: Sendo o corpo e estruturado e mantido pela organização perispiritual, de onde vem o impulso que fixa, durante a embriogenese, a definição sexual?

Freud concebeu o sexo, em última análise, como uma forma de energia, a libido. Os teosofistas e hinduístas também se referem a uma energia sexual, própria da alma que, a semelhança da libido, pode ser "sublimada", ou seja, transferida para outro tipo de atividade do individuo. André Luiz descreve o sexo como uma manifestação de uma energia, o amor, pelo qual os seres se alimentam uns aos outros.

Então, deveremos entender que os Espíritos, na Codificação, ao falar de "amor e simpatia", estavam falando de uma energia sexual da alma? Uma espécie de "libido"? Mas, permanece a questão, o que é o sexo? Como ele se diferencia, quando a alma encarna?

Creio que este é o melhor caminho para podermos, a partir de princípios solidamente estabelecidos, discutirmos, não só o homossexualismo, mas todas as formas de manifestação da sexualidade. Inclusive a mais grave: a pratica sexual de forma geral. Porque, senão, estaremos a dividir o mundo entre os certos (os heterossexuais) e os errados (os homossexuais).

E será que nós, os heterossexuais, estamos corretos pelo simples fato de o sermos? E não falamos apenas de perversões ou sexolatria, mas sim da "normalidade" da prática sexual. O que é o "normal", neste lado? Existirá um "check list" de atos, atitudes, palavras e pensamentos que podem, ou não, serem realizados durante o ato sexual?

O ato sexual entre parceiros sem compromisso matrimonial é certo ou não? Isto sem referência ao adultério, que eticamente é incorreto. Voltamos a frisar que nos referimos a sexualidade hetero.

Ora, com tantas coisas a resolvermos, que dizem respeito a nossa vivência sexual, esperamos que os que vivem a "ditar cátedra" quanto a homossexualidade, já tenham resolvido estas "simples" questões em suas vidas.

De minha parte, posso dizer que ainda estou meditando sobre elas, e buscando respostas, mesmo aos 57 anos de idade, uma viuvez e dois casamentos, isto sem enfrentar a angustiante problemática da homossexualidade.

(Djalma Argollo; Boletim GEAE Número 272 de 23 de dezembro de 1997)

Título: Re: Sexualidade
Enviado por: Atma em 10 de Janeiro de 2009, 20:13
"Já é um engano uma alma achar que é homem ou mulher. É um engano DUPLO achar que se é homem no corpo de mulher ou mulher no corpo de homem"
Eu já acho que sexualidade é como ter uma religião. Cada um tem a sua, e cada um acha que a dele é a melhor, e que a do outro é ultrapassada ou levará à perdição. Basta ver a intolerância entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte. Quem acha isso uma estupidez deveria pensar que pode estar incorrendo no mesmo erro quando discrimina (em algum nível) uma pessoa pela sua opção sexual. Jesus nos ensinou a não julgar para não ser julgado. O quão infalível você é pra agüentar um julgamento?

Vamos fazer outra analogia. Opção sexual é como time de futebol: não vai fazer você nem melhor nem pior, apenas diferente, como um cara que bota a camisa do Palmeiras e por azar dá de cara com uma enorme torcida organizada do Coríntians. A pessoa vai sofrer gozação, agressão, ameaças, discriminação, até mesmo de gente que, no fundo, também torce pro mesmo time que ele, ou que tem na família quem torça... Infelizmente o ser humano não tem maturidade pra respeitar as escolhas das outras pessoas. Mas, pra ser justo, vamos ver o outro lado. Digamos que o cara seja Palmeiras, mas vai pra arquibancada do Coríntians e começa a agitar, levanta a bandeira e xinga os jogadores do outro time. Isso definitivamente É irritante.

Do mesmo jeito que existe a "fobia gay" - aqueles caras que saem de perto se a pessoa falar num tom mais ameno, que vivem fazendo piadinhas com o tema e apontando pra pessoas na rua que se vistam de forma diferente - existe o "catecismo gay", aqueles que não querem ser gay sozinhos, que ficam comendo com os olhos os amigos héteros (que ele chama de "caretas") e se parecem com os crentes fanáticos, pregando "Venham pra minha religião! Eu sou o futuro da raça humana!"

Do mesmo jeito que uma religião, a pessoa pode nascer católica, mas, depois de certa idade, enveredar por "outras religiões", sabe-se lá Deus porquê... É opção DELA, faz parte do crescimento DELA, e não pode ser uma coisa generalizada ("isso é certo" ou "isso é errado") porque não há certo ou errado na evolução, há sim ação e reação, causa e conseqüência. Há comprometimentos numa relação heterossexual como também na homossexual. Acho que é aí que mora todo o cerne da questão: relacionar-se com outra pessoa NÃO é brincadeira, não pode ser encarado de forma leviana. O problema não é só AIDS, é o comprometimento kármico, a troca de energias com outras pessoas. Estamos ligados invisivelmente por "fios" a parentes, amigos, inimigos, amores... "tecemos" esses fios do relacionamento todo dia, e enquanto houver intercâmbio de pensamento, enquanto houver algo que o una àquela pessoa (amor, paixão, ódio, rancor, o que seja) o fio continuará ligado, trocando energias. É possível imaginar a importância dessa trama de fios em outras vidas, embora não seja possível prever as conseqüências. Então o homossexual não deve ser leviano em seus relacionamentos, do MESMO modo que um heterossexual também não deve.

Então por que fazer tanto alarde em torno do homossexualismo? Por que não deixar a escolha com cada consciência? Uma pessoa por ser homossexual não é nem mais nem menos evoluída espiritualmente. O que precisamos é de educação espiritual, saber lidar com nossos semelhantes, respeitar as pessoas com quem nos relacionamos (e a responsabilidade aumenta o quanto mais íntimo formos da outra pessoa). Aquela frase aparentemente boba de Saint Exuperi - "tu és responsável por aquilo que cativas" - resume todo esse post.

O Livro dos espíritos fala que os espíritos podem ter afinidades com algum sexo (procuram reencarnar sempre homem, ou sempre mulher), mas vai que sua missão na Terra exige que seja num determinado sexo que você não goste? Que fazer? Uma alma que se afeiçoou ao aspecto masculino durante eras desta vez precisa ser MÃE. E agora, José... Digo, Josefina? E uma alma que falhou em lidar com a energia sexual durante vidas e que pede pra retornar praticamente assexuada, para que não sucumba novamente ao apelo dos sentidos?

Sinceramente, acho que a resposta deve ser buscada no íntimo de cada um. Analisar a própria vida de uma perspectiva MAIOR que o agora, pensando no passado e no futuro, e sua missão nesse TODO. O que você veio fazer? Será que dá pra conciliar ser homosexual com sua missão? Se sim, ótimo. Quem vai julgá-lo? Mas, e se isso atrapalha de alguma forma sua missão, quem vai julgá-lo? Eu que não vou...

Sinceramente, não dá pra fazer uma cartilha dizendo "ser homossexual é ruim pra evolução por causa disso e disso" e nem dá pra fazer o contrário. Tudo, TUDO mesmo, contribui pra evolução pessoal, e é ISSO que o espiritismo busca. Lembram das palavras de Kardec? "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar as suas más inclinações". E quem vai dizer que uma coisa é imoral ou uma má inclinação? Somente a própria pessoa pode se julgar, o correto é ela não se agredir, não viver na culpa. Se achar que algo na sua conduta vai mal, LUTE para mudá-la. Se achar certo, PARABÉNS, e viva para isso, mas sem tentar fazer disso um dogma que deva ser seguido por todos!

Vejam a passagem do "bom ladrão". Um deles nem à beira da morte resolveu abandonar o escárnio, e a dureza de coração, e blasfemava contra Jesus:

- Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também.
O outro o repreendeu, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino.
E o que Jesus disse? "Em verdade te digo, ainda hoje estarás comigo no paraíso".

Estamos todos "pendurados na cruz", saldando nossos débitos. Enquanto uns tentam melhorar como ser humano, mesmo que seja só pra dar um último suspiro em paz com sua própria consciência, outros preferem ignorar o que são e o que fizeram e blasfemar contra os outros.

Certa vez perguntaram a Divaldo Pereira Franco, palestrante espírita, se o homossexual pode ser médium ativo no Centro Espírita ou mesmo exercer outras atividades na Casa Espírita. A resposta foi:

"Mas o homossexual é gente! O fato da sua opção sexual é problema dele. E o heterossexual que é adúltero e freqüenta a sessão mediúnica? Só porque a gente não sabe que ele é adúltero? E o heterossexual que tem muitos conflitos no comportamento e na sua atividade de relacionamento profissional, ético e doméstico? Só porque é heterossexual ele não está liberado com a sua má condição de trabalhar na Casa Espírita.

A nossa tarefa não é de policiar a vida alheia. Nós devemos deixar cada qual ser conforme concebe. Ser homossexual, isto é, ter o interesse de um bom relacionamento com pessoa do mesmo sexo não quer dizer que ele esteja numa opção de prática sexual com alguém da sua mesma polaridade. Mas se ele tem a prática sexual com alguém da mesma polaridade, isto é uma questão privada de sua vida. Não somos patrulheiros da vida de ninguém. Se nós lhe fecharmos a porta, para onde ele irá? Para o bordel. Para onde ela irá? Para o cabaré, para a sala de encontros. Devemos ter consideração e garantir a todos o direito de trabalhar onde se encontrem, desde que não se tornem, na palavra de Jesus, pedra de escândalo."

Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher?
Resposta - Isso pouco lhe importa. O que o guia na escolha são as provas por que haja de passar.
(Pergunta 202 do Livro dos Espíritos)
Matrix.
Título: Re: Sexualidade
Enviado por: Atma em 10 de Janeiro de 2009, 20:14
No livro "A vida no planeta Terra", de Rui Vaz da Costa, ele menciona os grupos de espíritos que estão encarnados, de acordo com o seu patamar evolutivo. Todos eles enfrentam problemas relacionados ao amor (afinal, nossa meta é aprender a amar, em todos os níveis). Vamos ao trecho que fala do grupo mais evoluído (experiente):

Este grupo é constituído por uma minoria da humanidade da Terra, pois são realmente muitos poucos os que, tendo adquirido um alto nível de conhecimento, permaneçam aqui, no mundo físico. Essas pessoas têm um outro tipo de dificuldade em lidar com o amor terreno. Em virtude do seu nível de conhecimento, elas estabelecem uma ligação mais forte entre a personalidade e a individualidade, fazendo com que o gerenciamento das suas vidas e, principalmente, os seus atos que beneficiam os outros sejam coordenados pelo seu Eu superior ou Trindade Divina. O seu pensamento, principalmente em relação ao amor, difere muito do seu pensamento coletivo e, por isso, elas procuram, desde cedo, conviver com essa situação. Endeusadas por uns e censuradas e perseguidas por outros, elas levam a vida conscientes de que têm uma tarefa a fazer e procuram realizá-la usando todo o seu potencial submetido a uma vontade muito determinada. Podem ter admiradores, mas dificilmente terão amigos, pois serão pouco compreendidas.

Têm uma compaixão e um amor profundo por todos os seres vivos, mas a sua maneira de amar, principalmente no que diz respeito ao amor da personalidade terrena, não agrada nem satisfaz ao outro sexo, pois é normalmente muito desligada do campo emocional. As suas personalidades terrenas têm as mesmas necessidades de todas as outras pessoas, só que são administradas de maneira diferente. Com a compreensão das dificuldades que enfrentarão numa relação com o sexo oposto, algumas pessoas desse tipo preferem evitar o sofrimento do outro, renunciando a esse tipo de ligação.

De uma maneira geral, elas lidam mal com as coisas terrenas, uma vez que vivem aqui na Terra um tanto quanto deslocadas, pois os seus interesses maiores são de natureza espiritual. Na prática, não participam do sofrimento comum das pessoas ao seu redor pois, também nesse aspecto, a sua maneira de ver e sentir a coisa é diferente, de modo que o seu sofrimento maior decorre da compaixão pelo outro e da pouca capacidade de ajudá-lo. Não têm apegos a posses materiais ou mesmo a pessoas, e isso é motivo de dificuldade na sua relação com os outros seres humanos.

Como o leitor está percebendo, a dificuldade em matéria de amor, aqui na Terra, é geral, pois os que ainda não aprenderam a amar sofrem por não entender o amor, e os que já o conhecem terão poucas esperanças de que os outros entendam a sua maneira de amar. Na realidade, uma ligação amorosa harmônica requer nível de conhecimento alto e sintonia energética perfeita, duas condições bastante difíceis de serem encontradas num casal. De qualquer modo, a união entre um homem e uma mulher é uma oportunidade única de crescimento e o aproveitamento dessa chance depende, exclusivamente, da vontade e determinação de cada um. E isso é válido pra qualquer estágio da evolução humana.

Título: Re: Sexualidade
Enviado por: Marden em 03 de Fevereiro de 2009, 12:42
Assunto importantíssimo, tratado de forma natural, sem tabu ou preconceito pela Doutrina Espírita.

Aproveito para recomendar a leitura de uma obra muito especial sobre o assunto:

" Forças Sexuais da Alma " Autor: Jorge Andreia - Ed. FEB
Título: Re: Sexualidade
Enviado por: *Paulinha* em 03 de Fevereiro de 2009, 14:14
Oi Amigos, muita Paz para todos!

Acredito ser a doutrina espírita a que nos possibilita ter uma maior base de compreensão sobre a sexualidade humana.

É importante ressaltar (conforme já ficou muito bem explicado nos textos expostos pela nossa amiga), que a promiscuidade deve ser combatida em qualquer tipo de orientação (seja hetero ou homossexual), mas o espiritimo jamais será contra o amor.
O amor verdadeiro que une duas criaturas (sejam elas do mesmo sexo ou não) não deve ser tido jamais como errado, a promiscuidade sim, pois degride a moral do individuo trazendo sérias consequencias nas leis de causa e efeito.

Temos tantas coisas hoje em dia infelizmente no mundo pra nos chocarmos: Pais matando filhos, atirando crianças pelas janelas, netos espancando avós, guerras em nome de Deus, falta de alimento causando inanições coletivas, drogas que consomem nossos jovens diante dos olhares indiferentes da sociedade, prostituição infantil e tantas outras coisas....estes sim, como muitos outros são motivos de choque para o ser humano...mas o amor entre duas pessoas que se amam???

As leis de Deus, bem como o espiritismo sempre serão em todos os casos a favor do Amor quando verdadeiro e responsavel.

Forte abraço a todos.

*Paulinha*
Título: Re: Sexualidade
Enviado por: Jesus Salva em 03 de Fevereiro de 2009, 14:30
A Sexualidade à Luz da Bíblia - ORIENTAÇÃO PARA UMA VIDA SEXUAL SADIA
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 I. A ATIVIDADE SEXUAL NA NATUREZA:

Sua finalidade é garantir a manutenção das espécies de seres vivos. É por isso que o impulso sexual é algo tão forte. A energia sexual é seguramente a energia biológica mais poderosa que existe, pois é através dela que nos tornamos parceiros de Deus no processo da Criação. É a única energia natural capaz de gerar Vida (Gn. 1.22,28).

O Sexo na espécie humana e nas demais espécies de seres vivos: a diferença está no fato de que o ser humano é o único animal que usa o sexo não só para procriar, mas como fonte de prazer e expressão de amor. Grifamos a conjunção "e" para realçar o fato de que as duas coisas vêm necessariamente juntas: à luz da Palavra de Deus, o sexo apenas como fonte de prazer torna-se pecaminoso, como veremos no decorrer do estudo.


1.- O plano de Deus para a sexualidade humana: à luz de Gn. 2.24 e Mt. 19.3-11, compreendemos que o plano de Deus é que o ser humano exerça sua sexualidade no plano de companheirismo entre o homem e a mulher numa parceria de vida, e não só de sexo. Uma união tão completa que torna dois indivíduos de sexos opostos partes de uma unidade que, idealmente, deve ser indissolúvel (ver também I Co. 7.4).

A importância que a Bíblia dá à relação sexual fica clara no texto de I Co. 6.16, onde podemos perceber que o vínculo criado por esse relacionamento é intenso, mesmo quando exercido de modo leviano e irresponsável. A intimidade compartilhada gera uma espécie de compromisso implícito, que a qualquer momento pode surgir na forma de cobranças afetivas ou materiais.


2.- Erotismo x pornografia: Há uma diferença básica entre estas duas palavras, embora elas venham sendo usadas hoje em dia praticamente como sinônimos. Erotismo é o conjunto de sensações e impulsos que nos impelem à atividade sexual. Dentro de um relacionamento sexual sadio, os estímulos eróticos, como beijos e carícias, fazem parte do "jogo do amor", e levam a sensações e experiências muito agradáveis. Pornografia, por outro lado, é o mau uso do erotismo, levando a práticas sexuais erradas e pervertidas: o estímulo à prostituição, ao homossexualismo, etc. A confusão de erotismo com pornografia tem levado muitos crentes a deixarem de exercer e aproveitar as práticas eróticas normais, como se o erotismo em si mesmo fosse pecaminoso. Ver I Tm. 4.1-5 e Tt. 1-15. A este respeito, citamos Robinson Cavalcanti em seu livro Libertação e Sexualidade:

"O que pode o ser humano fazer com a sua sexualidade:

Realizá-la:

de forma estável, comprometida e heterossexual (ideal) - o que nem sempre é possível, por fatores interiores ou alheios à vontade (falta de condições, falta de parceiros, etc.);

de forma instável, não comprometida ou mecânica com relacionamentos heterossexuais sucessivos e superficiais;

de forma homossexual, instável ou estável, o que não é recomendável;

de forma isolada pela masturbação.

Reprimi-la: violentando a natureza, o que traz conseqüências negativas;

Sublimá-la: canalizando a libido para atividade alternativas e compensatórias, de forma temporária ou permanente, quando possível.

A culpa é um ponto de encontro entre a Teologia e a Psicologia. A Graça pode ser outro ponto de encontro, que substitui o anterior. A culpa, quanto à sexualidade, tem afetado a saúde mental de milhares de pessoas, inclusive cristãs. De onde, então, pode se originar o sentimento de culpa?

Do Espírito Santo, quando nos procura convencer "do pecado, da justiça e do juízo", sintonizado com a Palavra e impelindo à Graça, ao perdão e à restauração;

Do maligno, quando, até usando a Palavra, procura manter as pessoas derrotadas, presas, auto-destruídas;

Da cultura, das tradições, dos ambientes, que alimentam negativamente o nosso superego.

Devemos, também, procurar distinguir o pecado da mera tentação, pois a tentação é parte do dia-a-dia da humanidade, e o próprio Senhor foi tentado.

A Igreja, como comunidade terapêutica, deve ser ministradora da Graça, visando o perdão e a restauração, visando a construção e a maturidade, visando a santidade e a sanidade, o que implica na aceitação do outro e no exercício do amor. O amor é o maior canal da Graça."


3.- Há erotismo na Bíblia? Leia-se Pv. 5.15-20; Ct. 1.2; 4.10,11; 7.9-12. É fácil perceber, por estas passagens, que o erotismo é parte natural e agradável da vida humana, em nada afastando o Homem do seu Criador.

Podemos notar, por esta primeira parte do estudo, que a sexualidade e o erotismo são bênçãos que Deus nos dá, e não pecados em si mesmos. Como, então, a sexualidade pode se tornar um fator de afastamento de Deus? Passamos então a analisar o


II. COMPORTAMENTO SEXUAL FORA DO PLANO DE DEUS

Procedimentos "normais" do ponto de vista exclusivamente biológico (ou seja, envolvendo duas pessoas de sexos opostos, numa relação pênis/vagina); podemos analisar dois tipos de situação:

Relações sexuais antes do compromisso conjugal: quando o casal ainda não tem condições de maturidade, estabilidade financeira e psicoafetiva, quando ainda não é possível assumir um com o outro o compromisso de parceria de vida, e não só de sexo. Este tipo de situação ocorre:

para adquirir experiência: o jovem ou adolescente acha que precisa aprender antes de comprometer-se com o (a) futuro (a) companheiro (a);

por amor, entre namorados. Neste caso, freqüentemente há o compromisso afetivo mas não existem condições de se assumir o compromisso conjugal. O casal sente que "um pertence ao outro", e a atração é muito forte, e sempre muito difícil de resistir.

A Palavra de Deus adverte expressamente contra a prática do ato sexual sem o compromisso conjugal. Ver Dt. 22.20,21,28 e 29. No segundo livro de Samuel, no capítulo 13, há a história de Amnom e Tamar (ambos filhos de Davi, mas de mães diferentes), em que Amnom sente fortíssima atração pela meia-irmã, e a seduz. O relato bíblico diz que "Depois Amnom sentiu por ela grande aversão, e maior era a aversão que sentiu por ela, que o amor que ele lhe votara". Este é um fato comum: um dos parceiros passa a desprezar o outro (mais freqüentemente o rapaz despreza a moça), e o relacionamento, inicialmente bonito, correto e saudável, dá lugar a tristeza, humilhação e sofrimento.

Como resistir? A receita bíblica é o autocontrole, fruto do Espírito: I Ts. 4.3-8; I Co. 13.7; Gl. 5.23. Ver também a advertência aos jovens, em Ec. 11.9.

a) Relações sexuais extraconjugais: o adultério.

A Bíblia proíbe expressamente a prática do adultério, sendo esta proibição um dos dez mandamentos (Ex. 20.14). Na lei mosaica, este pecado era punido com a pena de morte (Dt. 22.22-27).

Salomão, no livro dos Provérbios, adverte contra esta prática: Pv. 7.7-23.

É comum o adúltero achar que pode justificar-se argumentando que a atração que sente pela outra (ou o outro, no caso da mulher) surgiu como uma coisa espontânea, "honesta", até bonita. Isto é uma ilusão. Há no adultério uma dupla deslealdade: para com o cônjuge, que está sendo traído, e para com o companheiro ou companheira clandestina, com quem não se pode assumir nenhum compromisso definitivo, a não ser à custa de romper o vínculo com o parceiro original.

A gravidade do adultério como pecado compreende-se claramente pela importância que Jesus lhe dá: na ótica do Mestre, é a única justificativa aceitável para o processo de divórcio (Mt. 19.9).

b) O incesto, ou relação sexuais entre parentes íntimos, também é expressamente reprovado na instrução dada por Deus a Moisés (Lv. 18.6-16).

c) Relações sexuais sem amor, sem comprometimento mútuo, pelo simples prazer, ou em troca de dinheiro ou favores especiais (por interesse). No primeiro caso, falamos em fornicação, e no segundo, em prostituição.

Desvios ou aberrações do comportamento sexual: já mencionamos acima que a relação sexual normal do ponto de vista biológico envolve duas pessoas de sexos opostos, sexualmente maduras, isto é, cujo organismo está pronto para o ato da procriação. Qualquer relação fora deste padrão já não envolve apenas questões éticas, mas sim condições patológicas: doenças da mente e do espírito. Em Lv. 18.22,23, e Rm. 1.26,27 compreendemos a gravidade deste tipo de comportamento. Conhecemos vários tipos de aberração:

d) Bestialismo ou zoofilia: a prática de relações sexuais com animais.

e) Pedofilia: a atração anormal por crianças ( criaturas ainda não sexualmente maduras).

f) Necrofilia: a prática de relações sexuais com cadáveres.

g) Homossexualismo: o relacionamento sexual com pessoas do mesmo sexo.

h) Sexo anal: a relação sexual com penetração no ânus em vez da vagina. Biologicamente, o ânus é um orifício de saída, não de entrada. O material contido na ampola retal, que é a última parte do intestino e que desemboca no ânus, é cheio de bactérias, cuja presença é normal no local mas nas vias urinárias pode levar ao aparecimento de lesões e infecções às vezes graves. Além disso, é uma relação mais traumática, causando freqüentemente escoriações e fissuras por onde podem entrar microorganismos atingindo a corrente sangüínea e causando doenças como a AIDS.

É interessante a maneira como Robinson Cavalcanti analisa os desvios do comportamento sexual, no livro já citado acima:

"Há um certo consenso na ética cristã de que:

a) por certo Deus destinou o ser humano a buscar a realização sexual com outros seres vivos. A necrofilia, ou atração sexual por cadáveres, fere esse padrão;

b) Deus destinou o ser humano à realização sexual com outro ser da mesma espécie. A zoofilia, ou atração sexual por irracionais, fere esse padrão;

c) Deus destinou o ser humano à realização com o sexo oposto. O homossexualismo, ou atração pelo mesmo sexo, fere esse padrão;

d) Deus destinou o ser humano a se realizar sexualmente por livre manifestação de vontade. O estupro, ou relações sexuais à força, fere esse padrão;

e) Deus destinou o ser humano à realização sexual por amor. A prostituição, ou relação sexual mediante remuneração ou recompensa, fere esse padrão;

f) Deus destinou o ser humano a relacionamentos estáveis, que crescem e se aprofundam. A fornicação, ou relacionamentos sexuais efêmeros e sucessivos, fere esse padrão;

g) Deus destinou o ser humano a relacionamentos na amplitude da espécie. O incesto, ou relacionamento sexual com parentes próximos, fere esse padrão;

h) Deus concebeu a atividade sexual como um ato de comunicação interpessoal. A masturbação, ou auto-realização sexual solitária, quando opção permanente de um egoísmo sexual, fere esse padrão;

i) Deus deixou ao ser humano a incumbência e a capacidade de reprodução da espécie. Ele é a fonte da vida e condena a morte. O aborto, ou destruição do ser enquanto ainda no útero, fere esse padrão;

j) Destinou Deus o ser humano a fazer da atividade sexual um ato construtivo de afeto. O sadismo, ou prazer em fazer sofrer, e o masoquismo, ou prazer no sofrer, com suas agressões e mutilações, fere esse padrão;

k) Destinou Deus o ser humano à integração da sua sexualidade com equilíbrio, dentro de uma pluralidade de atividades e interesses. A lascívia, sexocentrismo, sexomania ou obsessão sexual, fere esse padrão."


Todo desvio de conduta é conseqüência da negação de Deus por parte do ser humano (Rm. 1.21-32).

Em 1 Co. 6.9,10 há uma lista de tipos de pessoas que não podem herdar o reino de Deus: "nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o Reino de Deus".

É claro que isto não significa que não há esperança para os adúlteros, homossexuais, fofoqueiros, furadores de fila, pão-duros, etc. Porém, é uma ilusão perigosa achar que Jesus vai garantir salvação sem conversão. Devemos respeito a essas pessoas enquanto seres humanos, mas não podemos, por exemplo, pedir que Deus abençoe uma união homossexual sob o pretexto de que "é uma relação de amor"(!). Imitando Jesus, devemos amar o pecador, mas não o pecado.

Felizmente, em Jesus há esperança para todas estas pessoas (1 Co. 6.11).

Para terminar o nosso estudo, analisaremos agora a


III. ATITUDE DO CRISTÃO DIANTE DO PECADO E DO PECADOR

Atitude errada: o legalismo (Cl. 2.16-23). A postura dos "crentes" tem sido tradicionalmente assim. Estamos sempre prontos a apontar o dedo, a julgar e a condenar, apesar de todas as advertências da Palavra de Deus contra este hábito (Rm. 2.1; Tg. 2.8-13; Lc. 18.9-14).A Igreja tem um Código de Disciplina que tem sido aplicado com extremo rigor e sem misericórdia no caso dos pecados sexuais, e de maneira branda ou mesmo nenhuma no caso de intrigas, fofocas maldosas, atitudes desonestas, etc. Membros têm sido afastados do convívio dos crentes por causa da disciplina mal aplicada. Muitos, por não terem ainda maturidade espiritual, têm se afastado de Deus por confundirem a "justiça" da igreja com a Justiça de Deus.

Não queremos dizer com isto que o Código de Disciplina é supérfluo ou está errado, mas que ele tem sido aplicado de maneira totalmente distante dos propósitos de Deus. Punições como suspensão ou exclusão da comunhão só devem ser aplicadas em casos de membros não arrependidos e reincidentes contumazes apesar das exortações feitas com amor.

A disciplina de Deus está bem exemplificada na história de Davi (2 Sm. 12.1-25). Tendo cometido o duplo crime de adultério e assassinato, Davi é exortado e depois informado que tem o perdão de Deus, mas não pode fugir às conseqüências do seu pecado. E a sua atitude é exemplo para todos nós.

A atitude correta:

i) A atitude de Jesus: o episódio da mulher adúltera nos dá o exemplo (Jo. 8.1-11). Ficam claras a Sua misericórdia para com a pecadora, sem tornar-se cúmplice ou conivente com o seu pecado ("Vai, e não peques mais").

j) A "receita" bíblica para a nossa atitude: Gl. 6.1-5).

Encerramos este estudo com uma afirmação de fé: talvez muitos de nós tenhamos em nosso passado algum pecado, de ordem sexual ou não, do qual nos envergonhamos. Mas podemos confiar na promessa de Deus em Sua Palavra: "Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus (1 Co. 6.11).

Que a Graça do Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos nós.



Título: Re: Sexualidade
Enviado por: Jesus Salva em 03 de Fevereiro de 2009, 14:54
Homossexualidade / Homossexualismo



Que diz a Bíblia sobre a homossexualidade? A Bíblia diz em Romanos 1:26-27 “Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza; semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro.”
É a homossexualidade um pecado? A Bíblia diz em Levítico 18:22 “Não te deitarás com varão, como se fosse mulher; é abominação.”
Pode uma pessoa que pratica a homossexualidade ir para o céu? A Bíblia diz em 1 Coríntios 6:9 “Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas.”
Como todos os pecadores, aqueles que praticam a homossexualidade devem se arrepender. A Bíblia diz em 1 Timóteo 1:10-11 “Para os devassos, os sodomitas, os roubadores de homens, os mentirosos, os perjuros, e para tudo que for contrário à sã doutrina, segundo o evangelho da glória do Deus bendito, que me foi confiado.”
Devemos abandonar qualquer ação de pecado e necessitamos o perdão de Deus. A Bíblia diz em 1 Coríntios 6:11 “E tais fostes alguns de vós; mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”
Há esperança para aquele que pratica a homossexualidade. A Bíblia diz em 1 Coríntios 10:13 “Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar.”
Se você estás praticando a homossexualidade, que deve fazer?
Primeiro, reconhecer o seu pecado. A Bíblia diz em Salmos 51:2-4 “Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.”
Segundo, pedir que o seu pecado seja perdoado. Deus diz que pode começar uma vida nova. A Bíblia diz em Salmos 51:7-12 “Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve. Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que se regozijem os ossos que esmagaste. Esconde o teu rosto dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito estável. Não me lances fora da tua presença, e não retire de mim o teu santo Espírito. Restitui-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.”
Terceiro, acreditar que Deus lhe perdoou deveras e parar de se sentir culpado. A Bíblia diz em Salmos 32:1-6 “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui a iniqüidade, e em cujo espírito não há dolo. Enquanto guardei silêncio, consumiram-se os meus ossos pelo meu bramido durante o dia todo. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado, e a minha iniqüidade não encobri. Disse eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a culpa do meu pecado. Pelo que todo aquele é piedoso ore a ti, a tempo de te poder achar; no trasbordar de muitas águas, estas e ele não chegarão.”



" Nao devemos julgar, mas isso nao significa aceitar os erros, Deus ama o Pecador, mas nao tolera Pecado"

  A ciencia comprova que o homexesualismo e um desvio de etica moral, nao é natural, e ofende a sociedade, nao existe ordem cromossomica pra isso.

Temos que pregar o Evangelho so Jesus pode dar a cura.

" JESUS SALVA"