Forum Espirita

GERAL => Sexualidade => Psicologia & Espiritismo => Homossexualidade => Tópico iniciado por: Danilo Henrique em 24 de Julho de 2012, 19:50

Título: Homossexualismo e Homossexualidade, existe diferença?
Enviado por: Danilo Henrique em 24 de Julho de 2012, 19:50
Desde que me tornei espírita, durante algum tempo, me preocupei com o problema da homossexualidade.
Nesse tempo, mesmo não muito satisfeito, consegui chegar a uma conclusão mais ou menos coerente, estudando o tema aqui e ali.
Anos mais tarde, veio em meu socorro uma palestra do nosso caríssimo Divaldo P. Franco, chamada Sexo e Obsessão, que para meu alívio, mostrou visão quase idêntica a minha, apenas aprimorada com os requintes da genialidade e da cultura do eminente palestrante, o que fortaleceu a minha convicçaõ de que essa seja, possivelmente uma visão sensata do assunto, com todo respeito às opiniões contrárias. Permitam-me expor essa análise, e gostaria de ver algo acrescentado ou questionado pelos colegas, já que esse é um tema de muita importância:

Homossexualismo e Homossexualidade

Etimologicamente, homossexualidade e homossexualismo são coisas diferentes. O sufixo "dade" exprime a ideia de "modo de ser", enquanto o sufixo "ismo" denota a ideia de ideologia. Lapidando, podemos compreender que a homossexualidade é uma tendência, enquanto o homossexualismo é uma escolha, e ambos os fenômenos são existentes, porque são perfeitamente observáveis pelos fatos, sendo que o homossexualista não é homossexual, e o homossexual não é homossexualista.

Dentro da ótica Espírita, com o auxilio de obras pós-codificação, pode-se compreender que o homossexualismo é um distúrbio da sexualidade. Trata-se mesmo de um desequilíbrio mental, e a preferência pelas relações do mesmo sexo é uma escolha moral feita na presente encarnação, logo, não é destinação. Explica-se esse disturbio pela invigilância dos impulsos da sensualidade, que quando mal disciplinados, provocam a insaciedade, a necessidade no "novo", do "diferente", do "arriscado", do "proibido".
É uma escolha equivocada, que acarretará em débitos diante da lei, pois o espírito é responsável pelo mal uso e dos excessos que faz da sua função sexual. Não trata-se do orgão ou como ele é utilizado. Trata-se da mente, como ela é dirigida, e dos conflitos de consciência que poluem o psiquismo. Por ser uma atitude mental muito mais sensualista, do que propriamente impulsiva, está geralmente acompanhada da heterossexualidade original do indivíduo, sendo nesse caso, um bissexual.

A homossexualidade, por sua vez, é uma tendência trazida do berço, oriunda de uma necessidade de burilamento do Espirito. Sabendo que o espírito é assexual, quando este encarna consecutivas vezes em determinado sexo e faz mal uso da sexualidade, a homossexualidade apresenta-lhe como um reajuste de valores, forçando o espírito a enfrentar conflitos de tal natureza, no sexo inverso, para depurar-se nesse aspecto.
Não é expiação, porque não é punição de um erro. A expiação é sempre uma aflição causada diretamente pela lei de causa e efeito. O Espírito, nesse caso, podendo optar nascer como homem ou como mulher, logicamente, estará deliberadamente aceitando o reajuste.

Quanto às relações amorosas:

Quando o homem passa a compreender a essência do amor puro, o amor ágape, compreende também que esse amor manifestado em sua pureza não está vinculado à modalidade de relação sexual entre os indivíduos que se amam. Logo, ao se ver por exemplo dois homens ou duas mulheres de mãos dadas, se beijando, embora a relação sexual de ambos não esteja conforme o que prescreve a lei natural, o que há de condenável no amor que sentem um pelo outro? Por que não lhes pode ser dado o direito de se casarem e terem filhos? A opnião vulgar que julga que uma familia deve ser composta de um pai homem e uma mãe mulher, não compreende que a criação de um ser é componente da "fecundidade espiritual", citada por Chico Xavier no programa Pinga Fogo, que embora em tal circunstância apresenta-se num aspecto mais desafiador, o êxito não se relaciona, de nenhum modo, com o sexo dos pais.
A discriminação é falta de caridade. Todos tem direito ao amor e ao relacionamento familiar, não obstante suas escolhas ou tendências.
É chocante, objetam alguns, ver demonstrações públicas de afeto dessa espécie. Oras, o choque não é inerente ao fato, mas sim à crença, costume, opinião ou preconceito daquele que observa. É necessário cada um busque dentro de si a razão do choque, e imaginando-se em condição semelhante à do outro, procure refletir se é justo sentir-se escandalizado com tal gesto. Desde que se adquire compreensão e conhecimento de causa, ignorando as expressões da forma ou aparência não há razão para nenhuma espécie choque.   

O crescimento do comportamento homossexual

Há opniões que defendem que o aumento do comportamento sexual tem como causa a libertinagem e a deturpação dos valores morais da sociedade. Sem dúvida que na sociedado moderna, incitada pelos apelos da mídia, houve notável decadência desses valores, mas uma vez que separamos homossexualismo de homossexualidade, não se pode juntar tudo na mesma condenação. A liberdade de expressão, a revisão de valores, e outros tantos fatores do progresso, permitiram também que os homossexuais de nascença perdessem o medo de revelar a sua condição.

Bissexualidade

A razão nos afirma que um sexo não pode interessar-se por outros dois, pois está na natureza do ser humano a busca pela completude monogâmica. Logo, um espírito, não podendo nascer homem e mulher ao mesmo tempo, não pode trazer a bissexualidade como provação. Esse comportamento, portanto, fica melhor colocado na mesma classe do homossexualismo, que é a classe do desvirtuamento da função sexual.

A homossexualidade deve ser combatida?

Combater: v.t. Bater-se contra: combater o inimigo.
Esforçar-se por dominar, vencer ou extinguir

Onde a razão de combater algo, cuja causa está nos arquivos do Espírito? A homossexualidade, sendo um reajuste kármico, deve ser compreendida, antes de tudo. Primeiro, o homossexual está preso nessa condição, e não pode se libertar de uma hora pra outra. Razão pelo qual ele está no direito de, nesse tempo, construir relacionamentos maior ou menor comprometimento, conforme sua vontade. Combater a homossexualidade seria uma violência ao fluxo natural do progresso, que pede benevolência com todos, indulgência com as imperfeições dos outros e perdão das ofensas.
Deixemos que os homossexuais carreguem a própria cruz, que aflige apenas e eles mesmos, sem repressão, sem condenação, sem violência. Ajudemo-los quanto possível, em seus conflitos íntimos e em suas dificuldades. Eduquemos bem nossas crianças, ajudando-as igualmente a compreender essa situação, sem nenhuma especie de preconceito, sem temer as consequências desse cenário para o futuro (delas), pois cabe-nos fazer o melhor possível com fidelidade aos designios de Deus, e com respeito ao livre arbítrio de cada um.
 
Danilo H. Montuan
Título: Re: Homossexualismo e Homossexualidade, existe diferença?
Enviado por: ET-eimosa em 25 de Julho de 2012, 03:12
Nunca parei para pensar profundamente sobre esse tipo de comportamento, mas intuitivamente formei um pensamento sobre. Soube que nos primórdios dos tempos a sexualidade (prática sexual) rolava livre, leve e solta. A gente também observa que até entre os animais acontecem investidas entre os iguais e ainda continua nos dias atuais. Dentro da dualidade deste mundo, a homo ou bisex sempre existiu. Penso que o sexo na época remota era simplesmente a busca pelo prazer físico, não importando se macho com fêmea, se macho com macho, se fêmea com fêmea. O sexo entre os opostos (hetero) era só para quem queria procriar - aqui sem envolver a necessidade de criar filhos entre os iguais como acontece hoje. Parece-me que foi depois de Moisés, quando Deus entregou a ele as Tábuas da Lei, é que veio a moralização da sociedade pelos bons costumes, que foram sendo cada vez mais e mais aprimorados.    Nesse ínterim, visto que estava virando uma bagunça,  Sodoma e Gomorra foi  detonada. Por causa dos costumes livres e sem controle,  sabemos que as relações sexuais entre os consanguíneos geraram problemas físicos e psicológicos (vários tipos de demências). Dizem também que os meninos tinham sua iniciação sexual com os homens. Quando Jesus veio e pregou sobre o AMOR, Ele, que eu saiba, não definiu o AMOR com conotação sexual. Deu-nos a entender que o AMAR era livre, sem barreiras, um sentimento nobre e puro do querer o bem sem olhar a quem, de um por todos e todos por um, de união, de bem fazer, de bem querer, de ajuda mútua, não diferenciando esse AMOR pelo sexo ou sexualidade. Pelo menos não conheço nenhuma referência sobre. Conheço um pouco da Bíblia porque me foi passado por meus pais. Já tentei lê-la diversas vezes. Meu entendimento até hoje não chegou, mas sei muita coisa pelo fato de gostar de ler artigos, filmes, vídeos, pregações, palestras etc. Já tentei ler a Bíblia e por não entender nada do que lá está escrito, acabo apenas dormindo com ela. Não sei porque, mas a sonolência vem e pesada. Um exemplo para essa minha sonolência é quanto ao livro espírita "Renúncia" = nunca passei da segunda página. Talvez eu não esteja preparada para esse tipo de leitura ainda.

Resumindo: como cidadã, prefiro que os casais sejam heteros. Mas, humanamente, dentro do SER, quem sou eu para julgar ou condenar a um irmão? Ele é o próprio responsável por suas escolhas. Mas creio que o quê vale mesmo não é o ato em si, mas o tipo de sentimento que ele traz no coração. Pelos sentimentos ele pode ou não se condenar. O critério é dele somente dele, pois é livre para fazer o que quiser do seu corpo, independentemente da sociedade que, certamente condena. As cabeças que compõem a nossa sociedade são diferentes e estão dentro the dualidade: condenar/julgar e não condenar/julgar. Posso não concordar com o homossexualismo por achar uma coisa meio grosseira ao tentar imaginar uma cena sexual entre dois homens. Não concebo essa idéia de um homem com homem e muito menos mulher com mulher, em vista do livre arbítrio. Se a pessoa é compulsiva por sexo, existe tratamento psicológico e para qualquer tipo de vício. Quanto aos de nascença, isso é mais aceitável, pois precisam fazer os resgates kármicos. Minha preferência é por casais hetero, mas nem por isso vou deixar de amar ou conviver com as pessoas pelas diferenças sexuais. Até acho que eles são muito mais sensíveis, pois têm as mesmas carências que as mulheres na busca de um AMOR que alimente a alma, pois o sexo é uma consequência da união de duas almas afins. As mulheres são sonhadoras e grande parte dos homossexuais tem alma parecida = sensibilidade e sonhos platônicos (alma feminina).
Título: Re: Homossexualismo e Homossexualidade, existe diferença?
Enviado por: Leo Actis em 25 de Julho de 2012, 05:26
Acho que alguns comentários que pude ler sobre esta questão da homossexualidade ou homossexualismo, por mais elegantes que tentam se colocar, acabam beirando a um tom de preconceito e denegrindo àqueles que se encontram nessas condições. Creio que devemos levar em consideração e termos o cuidado de analisar cada caso, cada comportamento e modo de vida deste ou daquele indivíduo que simplesmente veio a se enveredar por este caminho, sabendo ele/ela das dificuldades e sofrimentos a serem enfrentados durante o mundo físico. Portanto, não vejo que seria escolha que o homossexual faça, uma vez que isso é um direcionamento isento de opção, haja vista que o espírito não possui sexo.

Ademais, para que dois corpos se atraiam não há a dependência do fator gênero... É preciso lembrar também que no quesito relação homossexual, criar uma formulação e uma definição científica irrefutável, quer seja sob um fator genético, quer sob um fenótipo (sendo este baseado na influência de fatores ambientais, sociais, culturais e da possível interação entre o mesmo sexo por ordem da própria natureza) é alegar que todo ser homossexual veio necessariamente expiar e ficar permeando em toda a ridicularidade que o é acometido durante sua trajetória material.

De fato, nada na vida é por acaso e a natureza se incumbe, sem dúvida, de realizar o envolvimento sexual entre indivíduos de gêneros diferentes para que se dê a predisposição à perpetuação da espécie... No entanto, a natureza pode ter colocado a homossexualidade a serviço de uma redução ou controle da densidade demográfica se formos analisar isso unicamente dentro da razão de procriação da vida. Quando se fala em leis religiosas, o homossexual é sempre encarado como um objeto abominável, por ferir a ordem natural do coito, acasalamento etc. Mediante essa e outras más famas dos homossexuais ao longo da história humana, os indivíduos heterossexuais acabam carregando um falso mérito ou crédito, que mais adiante é desmistificado, outrora dando margem à impressão de que estão num pano de fundo onde percorrem a inocência, porém, assim como os homossexuais, já tiveram, como ainda têm, seus atos pervertidos e comportamentos transgressores em se tratando da sexualidade macho versus fêmea.

Creio que devemos analisar relações homoafetivas fora do escopo da libertinagem e da transgressão de leis. Temos que trazer esse panorama para algo mais simples e notório que é a livre e espontânea forma de amar entre os indivíduos.

Leandro Actis
Título: Re: Homossexualismo e Homossexualidade, existe diferença?
Enviado por: Danilo Henrique em 25 de Julho de 2012, 18:32
Caro Leo Actis, muito obrigado pela sua participação

Citar
Acho que alguns comentários que pude ler sobre esta questão da homossexualidade ou homossexualismo, por mais elegantes que tentam se colocar, acabam beirando a um tom de preconceito e denegrindo àqueles que se encontram nessas condições. Creio que devemos levar em consideração e termos o cuidado de analisar cada caso, cada comportamento e modo de vida deste ou daquele indivíduo que simplesmente veio a se enveredar por este caminho, sabendo ele/ela das dificuldades e sofrimentos a serem enfrentados durante o mundo físico. Portanto, não vejo que seria escolha que o homossexual faça, uma vez que isso é um direcionamento isento de opção, haja vista que o espírito não possui sexo.

É justamente devido ao cuidado que se deve dispensar para analisar caso por caso, e não generalizar tudo na mesma explicação, que surge o conceito de separação de homossexualismo e homossexualidade.
Há casos e casos, como você mesmo defende, e dentre todos estes, também encontramos, sem dúvida, os que se encontram na classe dos desvios da libido.

Citar
Ademais, para que dois corpos se atraiam não há a dependência do fator gênero... É preciso lembrar também que no quesito relação homossexual, criar uma formulação e uma definição científica irrefutável, quer seja sob um fator genético, quer sob um fenótipo (sendo este baseado na influência de fatores ambientais, sociais, culturais e da possível interação entre o mesmo sexo por ordem da própria natureza) é alegar que todo ser homossexual veio necessariamente expiar e ficar permeando em toda a ridicularidade que o é acometido durante sua trajetória material
.

Sem dúvida que não há dependência de gênero, pois não é o corpo que sente atração, mas sim a mente,que quando perturbada, pode atrair-se e encontrar satisfação nas coisas mais bizarras que se pode imaginar.
A ciência está a serviço da humanidade para justamente comprovar os fatos. As consequências filosóficas desses fatos, ficam a critério de cada ideologia. O espiritismo vem em nosso socorro, para conceituar a origem e a razão de tais fenômenos, dentro da luz da compreensão cristã, afirmando que não há necessidade de encarar estas condições como anomalias, ou crimes. Mas que consiste em apenas mais um resgate na cartilha de reajustes e provas que compõem a caminhada do Espírito. Esta conclusão dissipa toda noção de discriminação e preconceito, pois simplesmente encaixa os homossexuais na classe geral dos Espíritos imperfeitos, isto é, dos que não possuem ainda como todos estes outros outros, o privilégio do Reino dos Céus.
Ainda observando o argumento citado, mais uma vez, a observação científica encarrega-se dos fatos, e não é do nosso interesse distorcê-los, e desses fatos é que analisamos as consequências, e não o contrário. O homossexual é fadado a viver uma vida de conflitos psicológicos, e encarar o preconceito da sociedade, e nisso consiste a sua provação, nesse ponto de vista.

Citar
De fato, nada na vida é por acaso e a natureza se incumbe, sem dúvida, de realizar o envolvimento sexual entre indivíduos de gêneros diferentes para que se dê a predisposição à perpetuação da espécie... No entanto, a natureza pode ter colocado a homossexualidade a serviço de uma redução ou controle da densidade demográfica se formos analisar isso unicamente dentro da razão de procriação da vida.

De fato, tudo o que existe no universo possui uma razão de existir, entretanto, nem tudo pertence à Lei Natural. É preciso ter em vista essa distinção, explicada na questão 614 do LE.
Como já exposto, as relações amorosas tornam-se fora de questão, porque o verdadeiro amor não encontra sua definição de acordo com o tipo de relação sexual. Logo, quando tratamos da homossexualidade/homossexualismo, estamos sempre nos referindo ao problema do ato sexual. Se a finalidade do sexo é somente a reprodução, fica claro perceber o que as leis naturais apontam como sendo a combinação correta de órgãos para cumprir com essa finalidade. Isso não quer dizer que o uso incorreto vai macular a natureza. Seria somente o mesmo efeito de plantar uma semente em terra inapropriada. Porque a mácula não está uso da matéria, está sempre no uso da mente. Mas, devido à carga de sensualidade, inerente à natureza dos Espíritos imperfeitos, o conflito surge quando o homossexual se vê forçado a satisfazer essa sensualidade, fora do que prescreve a Lei natural, já que as Leis de Deus estão todas na sua consciência.
É bem possível mesmo que, sendo tudo sábio na obra de Deus, o homossexualismo seja ao mesmo tempo uma provação e um recurso natural de controle da natalidade. Mas havendo também vários outros recursos para tal finalidade, entre eles a própria ciência humana, isto não é suficiente para provar que o comportamento homossexual seja uma lei da natureza. Todavia, mais provável, desse ponto de vista, que seja um estado transitório do planeta de provas e expiações.

 
Citar
Quando se fala em leis religiosas, o homossexual é sempre encarado como um objeto abominável, por ferir a ordem natural do coito, acasalamento etc. Mediante essa e outras más famas dos homossexuais ao longo da história humana, os indivíduos heterossexuais acabam carregando um falso mérito ou crédito, que mais adiante é desmistificado, outrora dando margem à impressão de que estão num pano de fundo onde percorrem a inocência, porém, assim como os homossexuais, já tiveram, como ainda têm, seus atos pervertidos e comportamentos transgressores em se tratando da sexualidade macho versus fêmea.

Possível de ser verdade. Mas o Espiritismo, porém, nos leva à reflexão totalmente oposta. Que ninguém possui qualquer mérito sobre condição de sexualidade, assim como não possui mérito em ter essa ou aquela profissão, esse ou aquele título, e essa ou aquela quantidade de posses materiais, porque tudo que diz repeito ao que é material/transitório, não constitui nenhum mérito. São circunstâncias impostas pela necessidade do progresso. O único mérito verdadeiro, é o de vencer tais provações pela disciplina da mente.

Citar
Creio que devemos analisar relações homoafetivas fora do escopo da libertinagem e da transgressão de leis. Temos que trazer esse panorama para algo mais simples e notório que é a livre e espontânea forma de amar entre os indivíduos.

Não existem "formas" de amar. Existe um único amor: o amor puro e verdadeiro. Aquele que pertence à lei natural, despojado de todo capricho e interesse pessoal. Isso implica, novamente, que o relacionamento amoroso está fora de questão, e que o problema deve ser analisado somente sobre o ato sexual, o que nos força também a abordar conceitos e valores referentes ao sexo, tema esta que ainda possui muitas controvérsias.
Deixo todo respeito a essa opinião, mas, por minha vez, creio que devemos analisar as relações homo-afetivas, não conforme este ou aquele escopo, mas conforme a evidência dos fatos se nos apresentam.

Abraços!

Título: Re: Homossexualismo e Homossexualidade, existe diferença?
Enviado por: Leo Actis em 25 de Julho de 2012, 20:46
Abrindo e fechando um parêntese sobre o que citei e você retrucou no termo "formas de amar", eu atribuo no sentido de que o amor é transferido de maneiras diferentes para cada indivíduo e entre outros seres vivos enquanto estivermos na trajetória do aperfeiçoamento espiritual. Nós, seres encarnados e passíveis de  falhas, nunca temos amado na mesma intensidade e na mesma direção ao longo dos séculos... Ainda não nos é facultado esta disposição unilateral efetiva, isto é para poucos. Obviamente só existe um único amor, único e soberano que não o conhecemos com veemência, pois só espíritos de altíssimos graus o sabem, que é o da servidão benévola para a continuidade da vida.

Quanto ao assunto da homossexualidade versus homossexualismo ser pautado por você, peço sua compreensão ao ter em mente que em nenhum momento estou aqui para defender o que é certo e errado... Vim aqui para expor minhas impressões em nome de outras pessoas que vivem nesse univerno da aproximação com o mesmo sexo, independente do seu objetivo. Absolutamente apenas a Divina Providência tem em maestria a aptidão para interpor, por sua autoridade, o que se faz coerente a todos os seres. Creio também que essa mesma Divina Providência não julga ninguém pelos seus atos, quem o faz são os próprios homens quando se deparam com algo diferente e tentam, às vezes, banir tudo aquilo que não lhe convém! Colocar em pauta que homossexualidade(ismo) denota uma enfermidade do espírito é o mesmo que tentar dizer que uma pessoa portadora de autismo (Síndrome de Sanvant) deva se comparar com uma pessoa com Síndrome de Asperger, embora sejam síndromes singularmente parecidas, não tem correlação comportamental alguma.

Paralelamente a isso tudo e, em específico, contextualizando as duas palavras para o tema abordado para entender o uso delas, há o sufixo ISMO que etmologicamente significa MODA, ou MODO DE VIVER. Já o sufixo IDADE tem o sentido de ESTADO MOMENTÂNEO. Mas que em resumo são vocábulos cognatos, muito embora, quando da inflexão das duas palavras em situações diferentes para abordá-las é o que vai de fato caracterizar a idéia do que cada uma quer dizer.

Portanto, o indivíduo que investe em se enveredar por esta sexualidade não pode, em momento algum, ir à forra por outros irmãos, sendo ele mesmo o próprio causador do seu investimento de dor, planejado muito antes de se encarnar: decepções, estranhezas, repulsas, discriminações, censuras, entre tantos outros incômodos. Cabe apenas ele julgar e se reajustar a si próprio quanto a este ESTILO DE VIDA. É injusto pensar que a homossexualidade tenha comparativos com os mais significativos atos pervertidos como o da pedofilia e tantas outras perversões de palavras do sufixo FILIA. Homossexualismo e homossexualidade, heterossexualismo e heterossexualidade estão no crivo do perdão sempre, uma vez que o espírito não necessita de sexo para continuar vivo, apenas os seres humanos, os seres encarnados.
Título: Re: Homossexualismo e Homossexualidade, existe diferença?
Enviado por: Danilo Henrique em 13 de Agosto de 2012, 22:03
Amigos, ressuscitei esse tópico, para compartilhar minha opinião sobre tema, naturalmente imperfeita, mas já bem desenvolvida, em razão de haver outro tópico tratando do tema, com alguns desentendimentos e sentimentos exaltados, talvez pela falta de novas abordagens/reflexões.

Todo esforço é valido para que a questão seja analisada do modo mais imparcial e racional possível.
A intolerância, o preconceito, a discriminação, tem a sua gênese na carência de amor. Não podem ser o efeito categórico de uma análise racional, o que implica que a busca da verdade nesse terreno não tem como finalidade, defender a bandeira do orgulho homossexual, ou da heterossexualidade. Mas a de auxiliar na resolução dos conflitos nos indivíduos assim rotulados, que provocam sofrimento e angústia, na grande maioria dos casos.

Os desvios da libido provocam fenômenos dos mais variados, entre os quais, é necessário incluir o homossexualismo, porem, bem diferenciado da homossexualidade.
Uma observação cuidadosa, sem partir de ideologias apaixonadas, nos fará observar facilmente que as causas desse comportamento são múltiplas, e que por isso, é um erro tentar encaixar todos os casos no mesmo modelo.


Abraços!


Título: Re: Homossexualismo e Homossexualidade, existe diferença?
Enviado por: Mourarego em 13 de Agosto de 2012, 22:31
Mano Danilo, eu já acredito não haver necessidade alguma para este ressuscitamento.
Abraços,
Moura
Título: Re: Homossexualismo e Homossexualidade, existe diferença?
Enviado por: Nil Guimarães em 10 de Novembro de 2012, 23:07
Dentro da ótica Espírita, com o auxilio de obras pós-codificação, pode-se compreender que o homossexualismo é um distúrbio da sexualidade. Trata-se mesmo de um desequilíbrio mental, e a preferência pelas relações do mesmo sexo é uma escolha moral feita na presente encarnação, logo, não é destinação.

Não posso crer que a doutrina explique homossexualismo de maneira tão equivocada! Nada mais absurdo esta afirmação. Certamente alguém que se diz portador de conhecimentos espíritas engendrou tão infame absurdo e divulga como verdade espiritual. Só isso explica tamanha aberração. Dizer que homossexualismo é um desvio mental é o fim, pra não dizer coisa pior!

Explica-se esse distúrbio pela invigilância dos impulsos da sensualidade, que quando mal disciplinados, provocam a insaciedade, a necessidade no "novo", do "diferente", do "arriscado", do "proibido".
Aqui podemos inserir não só os homossexuais, mas, da mesma forma, os heterossexuais, já que os mesmos padecem dessa mesma invigilância de impulsos, são mal disciplinados e por isso a mesma ansiedade e necessidade do novo, do arriscado, do proibido (quantos milhões de bordeis existem no mundo? Que atividade é mais praticada que o sexo com prostitutas?) são postas em prática desenfreadamente. Mas, obvio que para as sociedades é muito mais prático rotular estas coisas aos homossexuais!   

É uma escolha equivocada, que acarretará em débitos diante da lei, pois o espírito é responsável pelo mal uso e dos excessos que faz da sua função sexual.

Não posso crer que alguém, o minimamente inteligente e conhecedor deda espiritismo possa afirmar que homossexualismo é uma escolha, quando a própria ciência, com todos os seus incontáveis recursos não foi capaz, até hoje, de afirmar categoricamente tal barbaridade!
Farei aqui a mesma pergunta que fiz no outro tópico que aborda o mesmo tema: se homossexualismo é escolha (e, sabemos que escolhas necessitam de análise, ponderação, logo, são inerentes aos humanos), gostaria, sinceramente, que alguém me explicasse porque vemos constantemente a prática da homossexualidade entre os animais que são irracionais, logo, incapazes de fazer escolhas. Quantos não são os casos de animais que se negam a cruzar com outro da mesma raça e sexo oposto, indo se relacionar sexualmente com um igual? Ah! Certamente estes animais observaram, analisaram cuidadosamente e chegaram à conclusão que teriam muito mais prazer com um igual e lá foram satisfazer suas necessidades sexuais. Simples assim! 
Não trata-se do orgão ou como ele é utilizado. Trata-se da mente, como ela é dirigida, e dos conflitos de consciência que poluem o psiquismo.
Nessa passagem aqui eu usarei outro exemplo e gostaria de ver as considerações sobre o mesmo... Então, trata-se de como a pessoa dirige a mente? Bem, como se explica o homossexualismo evidente em crianças nas faixas etárias dos seis, sete, oito anos que vemos acontecer continuamente e que são confirmados tão logo elas alcançam a idade do conhecimento? Ah! Estas crianças, certamente, já possuem faculdades mentais suficientes para direcionarem seus sentimentos, suas escolhas, já sabem controlar seus instintos, em suma, já possuem total controle das suas razões. Pode isso?


Por ser uma atitude mental muito mais sensualista, do que propriamente impulsiva, está geralmente acompanhada da heterossexualidade original do indivíduo, sendo nesse caso, um bissexual.
Essa é outra coisa que me deixa muito inquieto... a determinação de que a heterossexualidade é que é normal, correta. Onde está determinado isso, meu Deus? Quem pode afirmar categoricamente que heterossexualidade é que é o normal, se desde que o homem surgiu na terra o homossexualismo sempre esteve presente entre ele? Até mesmo nos irmãos primitivos?
 


A homossexualidade, por sua vez, é uma tendência trazida do berço, oriunda de uma necessidade de burilamento do Espirito. Sabendo que o espírito é assexual, quando este encarna consecutivas vezes em determinado sexo e faz mal uso da sexualidade, a homossexualidade apresenta-lhe como um reajuste de valores, forçando o espírito a enfrentar conflitos de tal natureza, no sexo inverso, para depurar-se nesse aspecto.

A homossexualidade é apenas uma condição de certas pessoas e sem essa de que ela pode ser enquadrada como certa ou errada. A moral, a ética, a conduta ilibada, os altos valores nada têm a ver com o comportamento sexual. Estão acima – e muito acima disso! As pessoas sempre colocam, mesmo que disfarçadamente (mensagens subliminares) a homossexualidade como um desvio, um erro, como se vê claramente aqui nesse texto.
Quase todas as religiões e muitas doutrinas pregam que o sexo entre homens e mulheres (tido como “normal”, “natural”) tem por FINALIDADE ÚNICA a procriação e, o que vemos são os heterossexuais  (na busca por saciar seus instintos e prazeres) muito distantes dessa lógica. Sexo por prazer é a regra nessa categoria. Mas nesses casos não existem desvios, nem erros, muito menos falhas e nem nada assim! Então, ta!   
Título: Re: Homossexualismo e Homossexualidade, existe diferença?
Enviado por: Mourarego em 11 de Novembro de 2012, 15:20
Nil,
não se pode, chamar a baila os animais exatamente por sua natureza irracional, logo, para eles não vige a condição de moralidade que é fator fulcro no tema homossexualidade e aderante se falarmos em homossexualismo.
Também não é prática constante, ou seja comum a um grupo ou espécie mas sim a exceção em poucas espécies.
Sim os casos são exceção em qualquer das espécies em que já se estudou o tema.
Entre nós, também não se pode limitar a hipótese à apenas uma condição já que sabemos que as causas podem ser de variados entendimentos e posturas, o que, porém não se pode deixar de ver é que em nós e apenas em nós, seres moralizáveis, é a amoralidade, o sensualismo, e a fraqueza de quem não conseguiu se adequar à condição de homem ou mulher que os fez enveredar por este caminho. E sim amigo é uma opção e tomada em vida encarnada.
Abração,
Moura
Título: Re: Homossexualismo e Homossexualidade, existe diferença?
Enviado por: Nil Guimarães em 15 de Novembro de 2012, 21:37
Olá, amigos, estive ausente estes dias por conta de uma viagem e trabalho. Mas, cá estou de volta.
Amigo Mourarego, vamos lá...
Nil,
não se pode, chamar a baila os animais exatamente por sua natureza irracional, logo, para eles não vige a condição de moralidade que é fator fulcro no tema homossexualidade e aderante se falarmos em homossexualismo.

Desculpe, mas é exatamente esta a questão. Não só podemos como devemos e devemos exatamente pelos fatos que você destaca que são o da moralidade e da irracionalidade. Uma coisa não se coaduna com a outra. Se são irracionais não têm como ter sensos morais. Então, para explicar esse homossexualismo, tem de existir um impulso. Esse impulso é que é o enigma pras pessoas, já que pra mim não existe enigma algum. Existe, isso sim, a natureza se conclamado espontaneamente.
Você coloca a moralidade como fator primordial na discussão, trazendo à baila sua visão (e a da grande maioria) de que o homossexualismo e seus desdobramentos são frutos diretos da conduta moral, ou seja, numa tradução mais eloqüente, dos desvios, dos erros, das falhas que os homossexuais adotam ao longo das suas existências.
Hora, se os humanos falham moralmente (e moral, como se sabe, é resultado de discernimento), então, cabe, sim nessa discussão o questionamento referente aos animais. Se estes não possuem moral, já que são irracionais, se só agem de acordo com os seus impulsos naturais, impulsos estes cedidos por Deus, porque alguns deles são homossexuais? A questão moral, nestes casos, cai por terra. Homossexualismo é um proceder natural inerente ao ser vivo e nada tem de errado, de falho, de antinatural. O grande problema em aceitar isso está em prender-se às “verdades” criadas e enraizadas nas culturas pela igreja. Até um tempo atrás, homossexualismo sempre encarado por todos como algo natural e muito incentivado.
Assim, a meu ver, o homossexualismo entre os animais é uma das mais contundentes provas de que a orientação sexual dos seres vivos é muito mais complexa do que os padrões “éticos” e religiosos insistem em apregoar.

Também não é prática constante, ou seja comum a um grupo ou espécie mas sim a exceção em poucas espécies.
Nada disso, cães, macacos, bois, ovelhas, viados (animais, claro – rsrsrsrs), papagaios, dentre vários tipos de aves, e muitos outros, amigo. Recentemente vi um formidável no Discovery exatamente sobre este tema e a quantidade de animais que são chegados à brincadeira é bem vasta, amigo.

Sim os casos são exceção em qualquer das espécies em que já se estudou o tema.
Entre nós, também não se pode limitar a hipótese à apenas uma condição já que sabemos que as causas podem ser de variados entendimentos e posturas, o que, porém não se pode deixar de ver é que em nós e apenas em nós, seres moralizáveis, é a amoralidade, o sensualismo, e a fraqueza de quem não conseguiu se adequar à condição de homem ou mulher que os fez enveredar por este caminho.


Com todo respeito, mas, vejo em seu discurso um grande preconceito e muito do fundamentalismo doutrinário. Nem mesmo o espiritismo tem uma resposta exata a essa questão, mas, você coloca o assunto de forma que não exista controvérsias (antinatural e amoral) e, desculpe, há muitas controvérsias nessa situação humana. Homossexualismo nada tem a ver com moralidade. Isso é fato.
Você não explanou sobre o outro exemplo que eu citei, o das crianças homossexuais em fase ainda de inocência e, logo, sem discernimento moral. Como se explica esta realidade?
Grande abraço,
Nil Guimarães.
OBS - Desculpem a formatação, mas, não acerto inserir citações.

Título: Re: Homossexualismo e Homossexualidade, existe diferença?
Enviado por: Mourarego em 16 de Novembro de 2012, 13:00
Nil, Nil,
sabemos todos que a lei de causa e efeito age totalmente escudada pela moralidade.
Se animais não podem, por serem irracionais, seguir a mesma fieira do homem, tanto que OLE  diz que eles progridem por força das coisas, não se lhes pode ter como exemplos neste caso.
Ademais o amigo fala em espécies quando apenas alguns entre as espécies se dão ao azo homossexual. ai sim é que reside não somente um preconceito, ao generalizar para incutir idéia errônea, mas sim outra feita ação dos que levantam uma bandeira sem terem realmente conhecimento.
Se o têm, pior ainda já que saberiam que das espécies que o amigo cita, uns poucos em cada é que fazem como o amigo explica e que as reportagens sérias mostram.
Abraços,
Moura
Título: Re: Homossexualismo e Homossexualidade, existe diferença?
Enviado por: Zé Ninguém em 16 de Novembro de 2012, 13:55
Olá Nil,

Se levarmos em consideração que homens expiam e animais não, podemos sim perceber que quanto a algumas situações semelhantes que ocorrem em animais e homens, a causa poderá ser distinta. Um animal pode vivenciar uma situação por aprendizado, ao passo que o homem poderá vivenciá-la por aprendizado ou por expiação( que tb encerra um aprendizado), é o que diz a DE.

Pelo o que entendi Nil, sua dúvida seria: se nos animais existe uma condição orgânica, biológica que os leva praticar sexo com o mesmo sexo então porque no homem também não existiria esse componente biológico?
Creio que sim, homossexualidade é uma condição biológica, orgânica. Porém não imagino que ela seja um acaso da genética ,pois nossa biologia está a serviço também do aprendizado espiritual. O que se diz é que o corpo físico expressa as necessidades de aprendizado do espírito.
Não compartilho do pensamento de que o irmão que encarna nesta condição deve a todo custo sublimar a atração que sente por pessoas do mesmo sexo. Não conheço seu programa reencarnatório.

Dizer que o sexo homossexual é questionável porque impede a reprodução é algo temeroso porque a maior parte das pessoas que fazem sexo não o fazem para se reproduzir e usam deliberadamente métodos para evitar a reprodução, então estariam todos no mesmo barco, heterossexuais e  homossexuais.
Se algumas pessoas se sentem no direito de dizer que os homoafetivos violam a lei natural, os heteros também o fazem.

E não venham me dizer , como já ouvi por ai, que tudo no corpo tem uma finalidade e que o sexo homossexual masculino viola esta regra, porque tá cheio de heterossexual que pratica sexo nos mesmos moldes com suas companheiras, então sob esta ótica estariam tão equivocados quanto os irmãos que julgam.
Sexo anal, sexo oral praticado por heterossexuais também não tem finalidade reprodutiva então creio que poucas pessoas na Terra vivem plenamente dentro da "lei natural"

Me lembro bem quando trouxe, em outro tópico, o texto da codificação que falava que era resquício de materialidade usar métodos contraceptivos, o que causou certo alvoroço  e começou-se a dizer que não era bem assim( apesar do LE dizer que era) e que o sexo não tinha finalidade apenas reprodutiva etc.

Na hora de defender o sexo pelo sexo, sem finalidade reprodutiva dizem que sexo não tem apenas esta finalidade ,mas na hora de julgar o sexo homossexual ,apenas aceitam o sexo com finalidade reprodutiva, ou seja, para os heterossexuais vale uma regra para os homoafetivos a regra é outra.
Me desculpem, mas vejo claramente um tratamento desigual quanto a expressão da sexualidade.

De acordo com o LE, sim o sexo teria finalidade reprodutiva. Ocorre que aqui todos nós ainda não chegamos nesse estágio de despendimento e fazemos sexo por prazer o que não é crime, nem errado mas algo condizente com nosso estágio evolutivo.
Deste modo todos nós, e não apenas os homossexuais, estamos na mesma situação, então se os homossexuais forem considerados materializados por não fazerem sexo com finalidade reprodutiva, não menos seriam os heterossexuais.

Aliás, se formos mesmo aplicar o argumento da finalidade reprodutiva para justificar a condenação do sexo homossexual então também não poderiam fazer sexo, mulheres que fizeram laqueadura, homens vasectomizados e  todas as pessoas que, em geral ,não têm condições de gerar filhos, pois em todos estes casos o sexo não teria por razões óbvias finalidades reprodutivas.
A finalidade do sexo é reprodutiva?
Pela codificação sim, de forma taxativa.
Nós conseguimos vivenciar a sexualidade esta forma?
Não.
Então não temos condições de julgar ninguém que também não o faça.
Se não estiver dentro da lei natural o sexo com pessoas do mesmo sexo, também não está o sexo com pessoas do sexo oposto sem finalidade reprodutiva e isso está na codificação.
Desta forma, enquanto estivermos tão materializados a ponto de não conseguirmos vivenciar a sexualidade do modo como nos dizem os espíritos, devemos nos abster de julgar a sexualidade alheia.

Por fim, acredito que a  questão é muito mais complexa do que se tanta colocar.
Não pretendo esgotar o assunto, também não tenho uma opinião formada, assim como Danilo, também leio e estudo a  temática  e ainda não me sinto segura e preparada para emitir uma opinião conclusiva.
paz e luz!
Título: Re: Homossexualismo e Homossexualidade, existe diferença?
Enviado por: Zé Ninguém em 16 de Novembro de 2012, 14:22
"Entrevista realizada pelo terapeuta e médium Wanderley Oliveira com o médico Presidente da Associação Médico-espírita de Minas Gerais, Andrei Moreira (foto ao lado).

Andrei Moreira é médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Integra, desde 2005, uma equipe do Programa de Saúde da Família, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Especializado em Homeopatia.

Preceptor do Internato em Atenção Integral à Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade de Alfenas, campus BH, desde 2008.

Participa ativamente do movimento espírita nacional e internacional, proferindo palestras e seminários. Integra equipes de atendimento a pacientes com a metodologia médico-espírita na Amemg. Presidente da Associação Médico-Espírita de Minas Gerais, desde 2007. Autor do livro: "Cura e autocura – uma visão médico espírita" – AME Editora, 2010 .


Wanderley Oliveira -   Homossexualidade é ou não uma doença à luz do Espírito imortal?

Andrei Moreira - “Desde 1973, a homossexualidade deixou de ser classificada como tal pela Associação Americana de Psiquiatria. Em 1975 a Associação Americana de Psicologia adotou o mesmo procedimento, deixando de considerar a homossexualidade como doença. No Brasil, em 1985, o Conselho Federal de Psicologia deixa de considerar a homossexualidade como um desvio sexual e, em 1999, estabelece regras para a atuação dos psicólogos em relação à questões de orientação sexual, declarando que "a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão" e que os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura da homossexualidade. No dia 17 de Maio de 1990 a Assembléia-geral da Organização Mundial de Saúde (sigla OMS) retirou a homossexualidade da sua lista de doenças mentais, a Classificação internacional de doenças (sigla CID). Por fim, em 1991, a Anistia Internacional passa a considerar a discriminação contra homossexuais uma violação aos direitos humanos” - Wikypedia

A Homossexualidade, segundo a ciência, é uma orientação afetivo-sexual normal. Sob o ponto de vista espírita, tem sido catalogada por muitos escritores espíritas como doença ou distúrbio da sexualidade, em franco desrespeito ao conhecimento científico atual. Não há base no conhecimento espírita para se afirmar tal coisa. Não há uma visão que seja consenso sobre o assunto no movimento espírita, mas há excelentes textos dos espíritos André Luiz e Emmanuel nos direcionando o pensamento e a reflexão para o respeito, acolhimento e inclusão da pessoa homossexual, entendendo a homossexualidade como uma condição evolutiva natural (e o termo “natural” como sinônimo de “presente na natureza”), decorrente de múltiplos fatores, sempre individuais para cada espírito, construída ou escolhida pelo espírito, em função de tarefas específicas ou provas redentoras, incluindo aí as condições expiativas e reeducativas devidas a abusos afetivo-sexuais no passado, que parecem ser a causa determinante da maior parte das condições homossexuais, segundo a literatura espírita.

Wanderley Oliveira -  Qual a diferença entre orientação e escolha sexual?

Andrei Moreira -  Orientação sexual representa o desejo e o interesse afetivo-sexual (note bem: não somente sexual, mas também afetivo) do indivíduo, decorrente de múltiplos fatores, os quais determinam com qual sexo ele se sente realizado para uma parceria íntima.  A orientação sexual é fruto da história pessoal do indivíduo, presente e passada; é influenciada pela cultura e pelas identificações psicológicas, porém não controlada ou determinada conscientemente pelo indivíduo. Nasce-se com ela. Escolha é fruto da decisão consciente de se viver ou não a orientação, aceitá-la ou reprimi-la, de acordo com as idealizações e a pressão familiar-social-cultural do meio em que o indivíduo se encontra reencarnado.

Wanderley Oliveira -  O homem homossexual se sente uma mulher? A mulher homossexual se sente um homem?

Andrei Moreira -  De forma alguma. Identidade e orientação sexual são coisas distintas. Identidade é como o indivíduo se sente, a qual sexo pertence, com qual sexo se identifica psicologicamente. A orientação homossexual representa exclusivamente o direcionamento do afeto e do interesse sexual para indivíduos do mesmo sexo. O homem homossexual tem a sua identidade masculina, sente-se homem, embora possa ou não ter trejeitos afeminados, conforme sua história e identificação psicológica. Igualmente, a mulher homossexual tem a identidade feminina, embora possa ter ou não trejeitos masculinizados. Quando o indivíduo está em um corpo de um sexo, e sua identidade é a do sexo oposto, dizemos que ele é transexual, que é diferente do homossexual.

Wanderley Oliveira -  Em todos os casos, o espírito já renasce homossexual? É possível reverter essa orientação?

Andrei Moreira -  Há uma diferença entre comportamento homossexual e identidade afetivo-sexual homossexual. Observamos comportamentos homossexuais em indivíduos com doenças psiquiátricas, entre presidiários e soldados em guerra; nessas condições, na ausência da figura feminina, a prática sexual entre iguais praticada por muitos como campo de liberação das tensões sexuais e da busca do prazer. Isso não quer dizer que eles sejam homossexuais. O indivíduo com identidade homossexual é aquele que se sente atraído afetiva e sexualmente por pessoa do mesmo sexo, o que pode ser percebido ou descoberto em diferentes fases da vida do indivíduo. Não podemos afirmar que todos os homossexuais tenham nascido com essa orientação, pois a variedade de manifestações nessa área nos remete a múltiplas causas, embora a literatura mediúnica espírita nos informe de que em boa parte dos casos as pessoas homossexuais trazem de seu passado espiritual a fonte de sua orientação presente. 

Não sendo, em si, uma condição maléfica para o indivíduo, mas neutra, podendo ser positiva ou não, dependendo da forma como for vivenciada, não há necessidade de reverter essa condição. A orientação da ciência médica e psicológica atual é de que o indivíduo homossexual que não se aceita e sofre com isso deve ser classificado como portador de transtorno egodistônico, e os esforços devem se direcionar no sentido de auxiliá-lo a se aceitar e se amar tal qual é, sentindo-se digno de amor e respeito, buscando relações que lhe fortaleçam o autoamor e nas quais possa ser natural, espontâneo e verdadeiro, em busca de sua felicidade e de seu progresso.

Há religiosos e profissionais fundamentalistas que oferecem terapia e assistência espiritual, sobretudo em igrejas evangélicas, para que o indivíduo se “cure” da homossexualidade. Não há registros de casos bem sucedidos. O que frequentemente se observa são indivíduos bissexuais alterando o direcionamento do seu afeto para indivíduos do mesmo sexo, porém muitos deles têm relações sexuais clandestinas com pessoas do mesmo sexo e nos procuram nos consultórios cheios de culpa, medo e vergonha por não se sentirem “curados”. Além disso, há os indivíduos homossexuais que decidem vestir a máscara de heterossexuais e por algum tempo formam famílias; frequentemente, saem de casa após algum tempo para viverem o que sentem como sua real atração afetivo-sexual.


Wanderley Oliveira -  Existem casos de homossexualidade desenvolvida exclusivamente pela educação na infância? Em caso afirmativo, é possível reverter o processo?

Andrei Moreira -  Segundo Freud, sim, o que não significa que seja passível de reversão ou que haja necessidade disso. Segundo o Conselho Federal de Psicologia a identidade e a orientação sexual estruturadas na infância não são passíveis de reversão, e a homossexualidade não é uma condição que necessite reversão, já que não é uma doença e muito menos um desvio moral. Porém, na visão espírita, os benfeitores espirituais nos informam que o espírito, ao reencarnar, já escolhe a natureza de suas provas e as condições familiares sociais e pessoais necessárias ao seu progresso, conforme sua consciência indique a necessidade de reparação dos equívocos do passado e de melhoramento pessoal. Em outras situações, quando o espírito não se encontra maduro para definir suas provas, elas são estabelecidas por orientadores evolutivos, mas, ainda assim, são definidas previamente à reencarnação. Assim, a família, o corpo que a pessoa tem e os principais pontos da existência já estão definidos para patrocinar as condições necessárias ao progresso do indivíduo. Além disso, o espírito traz impressos em si o fruto de suas escolhas, o resultado de suas experiências passadas, em seu psiquismo e no corpo espiritual, a determinar a identidade e a orientação sexual da presente encarnação.

Continua...

Título: Re: Homossexualismo e Homossexualidade, existe diferença?
Enviado por: Zé Ninguém em 16 de Novembro de 2012, 14:23
Wanderley Oliveira - Muitos consideram que a abstinência é uma recomendação educativa no caso de homossexualidade. O que você acha?

Andrei Moreira -  Abstinência não representa educação do desejo e da prática sexual. Contudo, pode ser uma etapa necessária em certos casos, para a disciplina dos impulsos íntimos, de heterossexuais e homossexuais, quando se percebam necessitados de controle do desejo e da prática sem limites. Também pode acontecer que tenham a condição de abstinência imposta pela misericórdia divina como recurso emergencial de salvação perante circunstâncias de abusos reiterados nessa área.

Diz Ermance Dufaux, no livro Unidos para o Amor: “Abstinência nem sempre é solução e pode ser apenas uma medida disciplinar sem que, necessariamente, signifique um ato educativo. Por educar devemos entender, sobretudo, a desenvoltura de qualidades íntimas capazes de nos habilitar ao trato moral seguro e proveitoso com a vida. (...) A questão da sexualidade é pessoal, intransferível, consciencial e a ética nesse campo passa por muitas e muitas adequações.”

O Espiritismo recomenda a todas as criaturas a conscientização a respeito da sacralidade do corpo físico e da sexualidade, como fonte criativa e criadora, destinada a ser fonte de prazer físico e espiritual, sobretudo de realização íntima para o ser humano, em todas as suas formas de expressão.

Sintetiza Emmanuel, na introdução do livro Vida e Sexo: “(...) em torno do sexo, será justo sintetizarmos todas as digressões nas normas seguintes: Não proibição, mas educação. Não abstinência imposta, mas emprego digno, com o devido respeito aos outros e a si mesmo. Não indisciplina, mas controle. Não impulso livre, mas responsabilidade (grifos nossos). Fora disso, é teorizar simplesmente, para depois aprender ou reaprender com a experiência. Sem isso, será enganar-nos, lutar sem proveito, sofrer e recomeçar a obra da sublimação pessoal, tantas vezes quantas se fizerem precisas, pelos mecanismos da reencarnação, porque a aplicação do sexo, ante a luz do amor e da vida, é assunto pertinente à consciência de cada um”.
Wanderley Oliveira - O homossexual não consegue de forma alguma ter atração por pessoa do sexo oposto ou isso pode acontecer de forma natural?

Andrei Moreira -  Segundo o relatório Kinsey, extensa pesquisa sobre o comportamento sexual humano realizada nos EUA na década de 60 do século XX, pelo biólogo Alfred Kinsey, tanto a homossexualidade como a heterossexualidade absoluta são condições raras em nossa sociedade. A grande maioria das pessoas tem uma condição de desejo predominante, em graus variáveis. Por exemplo, uma pessoa pode ser 80% heterossexual e 20% homossexual ou vice-versa. É natural, portanto, que uma atração heterossexual possa ocorrer na vida de um indivíduo homossexual, o que muitas vezes é entendido pelo leigo como “cura” da homossexualidade.

Emmanuel nos esclarece a respeito dessa realidade no livro Vida e Sexo, cap.21: “através de milênios e milênios, o Espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas. O homem e a mulher serão, desse modo, de maneira respectiva, acentuadamente masculino ou acentuadamente feminina, sem especificação psicológica absoluta.”

Podemos compreender assim que todos os indivíduos trazem em sua intimidade a possibilidade de se sentirem atraídos e se apaixonarem por alguém do mesmo sexo (afinal de contas, a pessoa se apaixona por um indivíduo completo, e não pelo seu corpo apenas). Isso não significa que vá ou necessite viver essa situação.  O psiquismo atende e responde ao impulso do espírito, que é assexuado, mas que cumpre programas específicos em um ou outro sexo, conforme definição anterior e necessidade evolutiva, inserido em um contexto sociocultural que o limita na percepção e expressão do que vai em sua intimidade profunda.

Wanderley Oliveira - Homem ou mulher que tenham fantasias com pessoas do mesmo sexo podem ser considerados homossexuais?

Andrei Moreira -  Na adolescência as experiências homossexuais são naturais, definidas pela psicologia como experiências de experimentação de uma identidade sexual em formação; não atestam, necessariamente, a orientação homossexual. Já no adulto a fantasia é uma das formas de expressão do desejo e da atração homoafetiva e atestam a intimidade da criatura, mesmo que não sejam aceitas pela personalidade consciente.

Wanderley Oliveira -  Qual sua avaliação sobre como a comunidade espírita trata a homossexualidade?

Andrei Moreira -  Em geral, observamos uma abordagem superficial e discriminatória por parte da comunidade espírita com os homossexuais e a homossexualidade. É compreensível que seja assim, pois todo meio religioso lida com idealizações e preconceitos seculares. Todavia, tal postura pode ser modificada por meio do que recomenda Allan Kardec: estudo sério e aprofundado de um tema para que se possa opinar sobre ele. É lamentável que nós, adeptos de uma fé raciocinada, nos permitamos o mesmo comportamento dos religiosos fundamentalistas.

Observa-se muita opinião pessoal sem fundamento tomada como regra e lei. Tais opiniões costumam ser destituídas de compaixão e amorosidade terminam por isolar o indivíduo homossexual, tachando-o de doente, perturbado, promíscuo e/ou obsediado. Às vezes ele é até mesmo afastado das atividades espíritas habituais, como se fosse portador de grave moléstia que devesse receber reprovação e crítica por parte da parcela heterossexual “normal” da sociedade. Tais posturas são frequentemente embasadas no tradicional preconceito judaico-cristão-ocidental de que a única e exclusiva função da sexualidade é a procriação humana, tomando a parte pelo todo.

O Espiritismo é uma doutrina livre e libertária, compromissada com o entendimento da natureza íntima do ser humano e o progresso espiritual. Nos dá bases muito ricas de entendimento do psiquismo e da sexualidade do espírito imortal, como instrumentos divinos dados por Deus ao homem para seu aprimoramento e felicidade. Além disso, nos oferece esclarecimento a respeito das condições e situações determinadas pela liberdade do homem, que desvia esses instrumentos superiores de suas funções sagradas.

É imprescindível que se extinga em nosso movimento o preconceito e que os homossexuais tenham campo de trabalho, se dediquem ao estudo e à prática da doutrina espírita, com a mesma naturalidade de heterossexuais. Isso, para que compreendam o papel de sua condição em seu momento evolutivo e a utilizem com respeito e dignidade com vistas ao equacionamento dos dramas internos, ao cumprimento dos planos de trabalho específicos em sua proposta encarnatória e ao seu progresso pessoal, da família e da sociedade da qual faz parte, da mesma maneira como deve fazer o heterossexual.

Continua...
Título: Re: Homossexualismo e Homossexualidade, existe diferença?
Enviado por: Zé Ninguém em 16 de Novembro de 2012, 14:38
Wanderley Oliveira -  Como devem se comportar os pais espíritas de um indivíduo que se descubra homossexual?

Andrei Moreira -  Aos pais de uma pessoa homossexual cabe o acolhimento integral e amoroso do indivíduo, com aceitação de sua condição, que nada mais é que uma das características da personalidade. Ser homossexual não é sinônimo de ser promíscuo, inferior, afeminado (para homens) ou masculinizado (para mulheres). Simplesmente atesta que o indivíduo se realiza sexual e afetivamente no encontro entre iguais. A pessoa homossexual deve receber a mesma instrução e educação a respeito da sexualidade que os heterossexuais, a fim de bem direcionar as suas energias e esforços no sentido da construção do afeto com quem eleja como parceiro (a). A postura na vivência da sexualidade, para homossexuais, deve ser a mesma aconselhada pelos espíritos a heterossexuais: dignidade, respeito a si mesmo e ao outro,  valorização da família, da parceria afetiva profunda no casamento e dedicação da energia sexual criativa em benefício da comunidade em que está  inserido.

O acolhimento amoroso da família é fundamental para que o indivíduo homossexual possa se aceitar, se compreender, entendendo o papel dessa condição em sua vida atual, e para que se sinta digno e responsável perante suas escolhas. A luta, para aqueles que vivem essa condição, é grande, a fim de afirmar a sua autoestima em uma sociedade que banaliza a condição sexual e vulgariza a diferença. A família é o núcleo onde se encontram corações compromissados em projetos reencarnatórios comuns, com vínculos pessoais de cada um com o passado daqueles que com eles convivem, devendo ser cada membro dessa célula da sociedade, um esteio para que o melhor do outro venha à tona, por meio da experiência amorosa.

Os pais de homossexuais poderão ler e compartilhar interessantes experiências de outros pais no site e nos livros de Edith Modesto: http://www.gph.org.br e Livros em: http://www.gph.org.br/publica.asp

Wanderley Oliveira -  Gostaria de acrescentar algo?

Andrei Moreira -  Romanos 14:14 “Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nada é de si mesmo imundo a não ser para aquele que assim o considera; para esse é imundo.”

Todas as experiências evolutivas onde estejam presentes o autorrespeito, a autoconsideração, a autovalorização e o autoamor são experiências evolutivas promotoras de progresso e evolução, pois aquele que se oferece essas condições naturalmente as estende ao outro na vida. A homossexualidade, independentemente da forma como se haja estruturado como condição evolutiva momentânea do indivíduo, pode ser vivenciada com dignidade e ser um rico campo de experimentação do afeto e construção do amor, desde que aqueles que a vivam se lembrem de que são espíritos imortais e de que a vida na matéria é tempo de plantio para a eternidade, no terreno do sentimento e das conquistas evolutivas propiciadas pelo amor, em qualquer de suas infinitas manifestações.

Diz-nos Emmanuel no livro "Vida e Sexo", lição 21 – Homossexualidade, ed. Feb:
“A coletividade humana aprenderá, gradativamente, a compreender que os conceitos de normalidade e de anormalidade deixam a desejar quando se trate simplesmente de sinais morfológicos, para se erguerem como agentes mais elevados de definição da dignidade humana, de vez que a individualidade, em si, exalta a vida comunitária pelo próprio comportamento na sustentação do bem de todos ou a deprime pelo mal que causa com a parte que assume no jogo da delinqüência.”

E complementa André Luiz, no livro Sexo e destino –  Cap. 5,  pág 155 - ed. Feb:
“(...) no mundo porvindouro os irmãos reencarnados, tanto em condições normais quanto em condições julgadas anormais, serão tratados em pé de igualdade, no mesmo nível de dignidade humana, reparando-se as injustiças achacadas, há séculos, contra aqueles que renascem sofrendo particularidades anômalas, porquanto a perseguição e a crueldade com que são batidos pela sociedade humana lhes impedem ou dificultam a execução dos encargos que trazem à existência física, quando não fazem deles criaturas hipócritas, com necessidade de mentir incessantemente para viver, sob o sol que a Bondade Divina acendeu em benefício de todos.”
Para saber mais:
Indico, entre outros, os seguintes livros espíritas, com abordagens responsáveis e bem fundamentadas sobre o assunto:

1- Vida e sexo, Emmanuel/Chico Xavier, em especial cap. 21 - ed. Feb
2- Sexo e destino  e Ação e reação - ambos de André Luiz/Chico Xavier - ed. feb
3- Além do Rosa e do Azul - Gibson Bastos - Ed. Celd
4- O Preço de ser Diferente (romance) - Ed. Vida e Consciência
5- Quem Perdoa, Liberta – José Mário/Wanderley Oliveira – Capítulo: "Homoafetividade e Mediunidade"

http://www.se-novaera.org.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1025


Ao que tudo indica e de acordo com vasta literatura mediúnica, parece haver em alguns casos,um componente expiatório quanto a homossexualidade, mas isso não significa dizer que todos os caso de homossexualismo são expiação.
Existem relatos mediúnicos que apontam diversas causas.
Uns falam em expiação, outros em meros aprendizados( primeira encarnação do espírito em uma polaridade diferente), outros falam em provas para a família vencer o preconceito, outros falam em processos obsessivos que instigam clichês mentais frutos de experiências passadas quando o espírito se encontrava encarnado em outro sexo( homem que teve relações com mulheres, nesta encarnação vem biologicamente como mulher e o obsessor instiga os clichês mentais arquivados no inconsciente relacionados a experiência vivias com mulheres  despertando no obsediado o desejo por aquele sexo com o objetivo de causar confusão quanto a definição da sexualidade), alguns ainda dizem que a maior parte de nós vivenciou experiências homossexuais durante a caminhada evolutiva( em Grécia e Roma esta prática era bem comum) e que vez ou outra pode acontecer de se despertar estas vivências ,que afloram do inconsciente no consciente e começam a trazer conflitos.

Já li de tudo, não tenho opinião formada , mas a a julgar pelos relatos mediúnicos( não, não passaram pelo CUEE) a homossexualidade seria uma experiência do espírito sendo cada caso um caso, não existindo uma razão única que explicaria a origem da homossexualidade, portanto que cada um vivencie seu programa reencarnatório dentro de sua consciência.
paz e luz!
Título: Re: Homossexualismo e Homossexualidade, existe diferença?
Enviado por: S0L em 16 de Novembro de 2012, 17:23
Reajuste kármico?Homossexualidade é um distúrbio?Aonde na codificação kardequiana tem esta informação?
Título: Re: Homossexualismo e Homossexualidade, existe diferença?
Enviado por: Zé Ninguém em 16 de Novembro de 2012, 19:28
Olá Sol,
Não, não tem.
Quem fala sobre isso são alguns espíritos.
Existem relatos mediúnicos nesse sentido o que não quer dizer que sejam infalíveis  mas que devem apenas ser objeto de estudo.
A codificação não entra no assunto, fala apenas sobre a necessidade do espírito encarnar no sexo feminino ou masculino então o aprofundamento da questão encontra-se em literatura mediúnica esparsa.
Cabe a nós analisarmos estes relatos e vermos se eles se ajustam á nossa razão ou não.
Para evitar polêmicas como essa,visto que ao final não vão conseguir encerrar a questão de forma conclusiva, creio que a única solução seria um novo CUEE.
Se formos levar em consideração a maior parte dos relatos mediúnicos que tratam do assunto, em geral há uma concordância sobre a existência de componente expiatório quanto a homossexualidade. O que não significa que todos a estando vivenciando por este motivo, vide os outros exemplos também trazidos no meu comentário anterior e que também são encontrados na literatura mediúnica.
O problema não seria a homossexualidade em si ,mas encarnar em um planeta onde ela não é aceita, nisso consistira a expiação. O preconceito e a intolerância que ainda existem são motivo de angústia e sofrimento.
Do mesmo modo que encarnar como homossexual em um mundo onde esta condição é natural e seus habitantes( como espero dentro de alguns anos) saibam lidar de  forma natural com ao assunto, não poderia consistir em expiação.
Existem relatos mediúnicos que dizem que na época da escravidão muitos espíritos que abusaram do comando e dominação encarnaram como negros no Brasil.
Ser negro era expiação? Absolutamente não, mas encarnar em num mundo onde negros eram usados como coisas era uma situação desvantajosa entre aqueles que gozavam de liberdade representava uma carga maior de sofrimento e portanto em alguns casos,  representariam época, de acordo com relatos,  reajustes perante a lei de causa e efeito.
O mesmo senhor que abusava dos escravos poderia vir a reencarnar nesta condição para aprender a desenvolver empatia pelos negros, também seus irmãos.
Do mesmo modo, ser mulher não é expiação, mas encarnar como mulher no Afeganistão, segundo relatos mediúnico também seria em muitos casos uma expiação, não por ser mulher, mas por encarnar em um lugar onde a mulher ainda é tratada como objeto.
Por tudo que li, não cheguei a uma conclusão definitiva, parece haver, pelos relatos dos espíritos ,um componente expiatório em alguns casos, mas também existem outros fatores.
O assunto é muito complexo e envolve muitas nuances.
Trouxe pleo menos 5 razões diferentes, segundo irmãos desencarnados, que estariam por trás da homossexualidade, mas sinceramente não acho que isso seja o mais importante, o mais importante é aceitarmos as diferenças e saber que cada experiência é importante para o aprendizado do espírito e o homossexualismo, sendo prova, expiação ou ou mero aprendizado também é uma experiência do espírito, é bem provável que muitos de nós, se não a vivenciamos nesta encarnação, a tenhamos vivenciado no passado ou poderemos vivera vivenciá-la no futuro, quem vai saber?
A questão está em aberto e vai continuar por muito tempo enquanto formos ficar nos socorrendo do que diz um ou outro espírito.
Por isso a importância de um novo CUEE para conseguirmos elucidar as questões que agitam a humanidade.
paz e luz!




Título: Re: Homossexualismo e Homossexualidade, existe diferença?
Enviado por: Zé Ninguém em 16 de Novembro de 2012, 20:12
Dr Oswaldo Shimoda é um profissional que usa a Terapia regressiva Evolutiva para auxiliar seus pacientes a resolverem os conflitos que lhe angustiam.
Já li alguns casos clínicos relacionados a homossexualidade. De acordo com as informações dos mentores espirituais dos pacientes, observa-se uma diversidade quanto a origem da homossexualidade.
O material é um pouco longo, por isso optei por não colá-lo diretamente aqui no tópico.
Seguem abaixo alguns casos clínicos.
No primeiro a homossexualidade seria uma prova, um aprendizado para o espírito:
http://www.curaeascensao.com.br/curaquantica_arquivos/curaquantica156.html
No segundo caso, estaria relacionada a registros inconscientes passados e falta de aceitação da individualidade:
http://blog.terapiaregressivaevolutiva.com/?p=127
O terceiro caso teria caráter expiatório:
http://blog.terapiaregressivaevolutiva.com/?p=99
O profissional tem muitos outros casos com diferentes explicações.
O próprio paciente é que acessa seu passado o seu espírito protetor é quem lhe esclarece de forma direta as razões para estar vivenciando aquela experiência.
Dr Oswaldo foi psicólogo do Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo e do ambulatório do Gabinete do Secretário de Saúde do Estado de São Paulo.
Era extremamente cartesiano e cético. Foram as experiências relatadas por seus pacientes que o fizerem mudar a ótica sobre o tratamento convencional e a desenvolver a Terapia Regressiva Evolutiva.
paz e luz!
Título: Re: Homossexualismo e Homossexualidade, existe diferença?
Enviado por: Mourarego em 17 de Novembro de 2012, 15:00
Meus amigos,
muitos falam em expiação e nem espiaram antes o tema para tomarem conhecimento deste.
Expiação não há de se dar senão onde o Espírito estiver vinculado. Logo, se nasci no Brasil, não vou expiar no Afeganistão ou na Birmânia.
todos os meus vínculos espirituais estão ligados a pátria que me recebeu como humano, no Brasil acertei, contribuí mal ou bem, e errei, e estes vínculos, que me farão reencarnar  para progredir, refazendo erros, reformatando ações, é que me rendem ao meu local de nascimento.
É tal como no direito  falamos em "Jus Soli" ou Direito de solo ou de nascimento.
Afinal, por razão de nascimento, aqui  cresci, interagi com os que me ladearam na existência carnal, e sendo esta a sala de aula para o Espírito em provação ou expiação,daqui não poderia me afastar sem que fosse cortado o elo de progresso.
O vulgo, porém, faz daquilo que a doutrina ensina, colcha de retalhos místicos desprezando ao aviso do Espírito A Verdade e mesmo de outro Espírito, Erasto, que nos disseram "Melhor desprezar 9 verdades a dar-se crédito a uma mentira.
mas afinal, aqui falamos com base na doutrina espírita, pois que o mote do Fórum é este, o aprendizado sem jaça do que atende pelo nome de Espiritismo.

Quanto ao título os vocábulos Homossexualidade e homossexualismo trazem neles mesmo explicações que atendem a pontos diferentes mesmo que interligados.

Homossexualidade quer dizer:
ho.mos.se.xu.a.li.da.de
(cs) sf (homossexual+i+dade) Qualidade de homossexual; homossexualismo.

Homossexualismo quer dizer:
ho.mos.se.xu.a.lis.mo
(cs) sm (homossexual+ismo) Prática de atos homossexuais.

Disso não podemos passar ou crer ser diferente.
Abraços,
Moura