Forum Espirita

GERAL => Sexualidade => Psicologia & Espiritismo => Homossexualidade => Tópico iniciado por: HelenaBeatriz em 02 de Abril de 2009, 15:58

Título: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: HelenaBeatriz em 02 de Abril de 2009, 15:58
Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?

Benjamin Teixeira
pelo espírito Roberto.

10% das populações são gays.
Quantas pessoas você conhece?
Quantas se declaram ou evidenciam ser homossexuais? Pois é… provavelmente, bem menos que 10%…

Logo, muitas das que você tem como hétero são homoafetivas – talvez muito próximas de você – e não se sentem à vontade para se apresentar como são, tamanha a perseguição a que se vêem submetidas, desde sempre e em toda parte. Você contribui para isso?

Pode ser a pessoa mais amada, seu pai, sua mãe, seu filho, sua filha, o maior ídolo, o líder religioso ou a grande mestra… Você é dado a piadas de mau gosto, na frente de gays, possivelmente… Não por acaso 1/3 dos homossexuais tenta (disse “tenta”, e não “pensa em”) suicídio.

Você diz que a homossexualidade é contra as leis de Deus? Por quê? Por estar na Bíblia? A Bíblia manda que mulheres fiquem caladas nas igrejas e obedeçam aos maridos, e determina matemos os hereges, os que não sejam judeus, como eu e você. Você concorda com isso? Devemos cometer suicídio em massa, para seguir a Palavra de Deus? Por que não? Por que a situação mudou de figura? Só porque você está no meio desta nova classificação dos condenados pela Bíblia? Hum… A Bíblia está errada, então? Eu acho que não – vou ajudá-lo: acho que o problema está na interpretação, que precisa ser modificada, não devendo ser literal, nesta parte do escrito sagrado, para que não persigamos inocentes. E por que pode ser alterada num ponto e não em outros? Por que devemos preservar a caça aos gays? O que foi que eles fizeram mesmo?

Diz você que se põe contra a expressão gay, para proteger o patrimônio da família. E por que homossexuais nascem de lares heterossexuais? Não há nenhum indício científico de contágio gay… E se há contágio de tendências sexuais, por que os heterossexuais não contaminam os gays, que são minoria?

Você acredita que é um vício ou uma depravação… Mas a ciência já coleta evidências numerosas de que o cérebro dos homossexuais é diferente dos heterossexuais, e que a inclinação homoerótica é-lhes instintiva, fisiológica, como igualmente acontece em animais.

Ah… então você afirma que o que é natural não deve ser seguido, que precisamos domar a natureza. Creio que isso também queira dizer que o sexo heterossexual, que também é instintivo e natural, deve ser freado, quando não servir à reprodução da espécie? Digamos que alguém só pode fazer três vezes sexo durante toda a vida, o bastante para conceber três filhos, e que toda cópula adicional seria uma entrega injustificável aos apelos da Natureza. Ah… mas então você quer dizer que quase sempre coito heterossexual não é reprodutivo, mas mesmo assim não é pecaminoso. E por que mesmo este predicado condena a cópula gay?

Estou um pouco confuso… Qual é mesmo o seu argumento contra os gays? Creio que você não seja tão estúpido para dizer algo como: “Não gosto”, “Tenho nojo”, ou “Sempre foi assim”, ou “Me disseram desde a infância que era assim”. Você não seria assim tão desprovido de cérebro, seria?

Ah… você não gosta do espalhafato da parada gay… E mesmo assim ela é necessária, para chamar a atenção para a existência e direito de um décimo de toda a espécie humana, sem contar os bissexuais, que podem constituir a maioria de todos os componentes de nossa espécie… E… por falar em espalhafato… o que você acha dos desfiles de carnaval das escolas de samba, ou das praias brasileiras, abarrotadas de gente seminua, nos dias de fim de semana e feriado, com casais heterossexuais aos montes, confiados a toques sensuais e beijos de língua diante de crianças? Chamaríamos tudo isso de orgia heterossexual e deveríamos prender todos os infratores ou repudiar cada casal adolescente que trocasse saliva em público? Eu particularmente considero horrível e de mau gosto qualquer demonstração de afetividade sexual em público, seja hétero ou homossexual. Você só repudia uma delas? Por quê?

Você os vê promíscuos? Tente proibir heterossexuais, desde o berço, de demonstrarem quem são, diga-os aberrações diante de Deus, vergonha familiar e ridículo social, e lance-os em guetos (isso quando conseguem descobrir um reduto onde possam se manifestar). No correr de anos, assim sendo tratada, como ficam a maior parte dos seres humanos submetidos a esta ordem contínua de opressão de suas almas contra suas manifestações de liberdade e seus sentimentos e identidade psicológica?

Oh… sim… você diz que não é contra os homoeróticos, mas não quer que seus filhos sejam componentes dessa comunidade, com a justificativa de que sofrerão discriminação… Então, você começa por pressioná-los e discriminá-los em casa? Não seria seu dever fazer exatamente o contrário? Você não deveria oferecer um apoio duplamente maior a seu filho, caso seja gay, já que uma parcela expressiva da sociedade não o apoiará, como o faria, se fosse heterossexual?

Teme que as pessoas se afastem dele ou de você? Ah… você quer ser aprovado e admirado pelas qualidades de seus filhos, e não que eles sejam felizes e se realizem – é isso mesmo? Quer que eles se submetam a seus caprichos ou de indivíduos perversos e ignorantes que só valorizam o que a massa valoriza? Se você não se enquadra neste perfil, responda-me, então: quem mesmo se afastará de você e de seu círculo familiar, caso surja homossexualidade em sua família? Gente preconceituosa e dada a perseguir minorias? Meu Deus! Que presente dos Céus! Sendo assim, em tendo descoberto inclinação gay em alguns de seus parentes ou mesmo em si, fale logo a todo mundo, para que as pessoas que realmente “não prestam” – os preconceituosos e caçadores de bruxas, hipócritas e mesquinhos, caluniadores e desocupados de má índole – se afastem de você, de seus filhos, de sua família e de seu ambiente social. Principalmente, porque os componentes desta – escusem-me o palavreado, mas falo por milhões de inocentes atormentados injustamente – corja homofóbica, todos mentirosos e dissimulados, querem, atacando os gays de fora de suas casas, esconder os que têm dentro (eles mesmos talvez – já se viu algum heterossexual resolvido ter problema com gays?), visto que, como constituem um décimo da população, os homossexuais estão tão em torno daqueles, como em torno de você!…

Desculpe-me, assim, a franqueza, mas, para qualquer pessoa instruída, hoje, ser homofóbico representa ou interpretação hipócrita e retrógrada de textos religiosos, ou desinformação sobre os últimos avanços da ciência, para não falar de imaturidade e inclinação mesquinha a condenar os diferentes de seu modo de ser – uma vergonha para qualquer cidadão que se diga educado, lúcido e justo.

Ah… você discorda? Pois é: mas precisa contra-argumentar à altura… e… amigo, só tenho visto histeria neo-nazista de fundamentalistas genocidas a rebaterem nossas argumentações. Mas, ainda que escolha este caminho horrendo e sem respaldo algum nos meios cultos e maduros da Terra, por favor, se não quiser cometer o maior dos erros, tire Deus desta história, porque, camarada, a ciência já revelou que a homossexualidade está na Natureza (com 450 espécies de mamíferos a apresentarem-na, além da espécie humana), e se você julga errada a natureza, estará atacando o Seu Autor.


(Texto recebido em 2 de abril de 2009.)

Observação:

Roberto, que foi gay em sua última encarnação e preservou esta feição psicológica ao desencarnar, tomou a perspectiva de um encarnado, que dialoga com outro encarnado, para dar força a seu já poderoso senso persuasivo. É interessante ser induzido a “ouvir sem ouvir” os rebates do interlocutor invisível, o homofóbico hipotético que reúne a maior parte dos argumentos dos que deploram os gays, atualmente.

O estimado orientador desencarnado apareceu, mais uma vez, como um ancião severo de cabelos nevados, talvez para dar mais peso a suas palavras. Impactante. Distribua com seus amigos, envie a ONG’s e comunidades que defendam os direitos homossexuais, bem como estude em casa, na escola, na faculdade, com alunos, com professores, com religiosos, com correligionários políticos, colegas de trabalhos, chefes e funcionários… Faça barulho! Este silêncio cheio de ataque injusto e cruel, século sobre século, não pode continuar!…

A propósito do tema e por falar em gays e séculos… veja o vídeo que Cesar Maciel produziu com o texto “Gays e Séculos”, de autoria espiritual de Temístocles, um dos mais brilhantes mestres desencarnados de nossa Escola de Pensamento Espiritual-Cristão, e que está agora disponível no blog de nossa organização, clicando no canto superior direito, no ícone indicado.

(Nota do Médium)
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: M em 02 de Abril de 2009, 20:48
Atenção a essa mensagem, recebida hoje mesmo, amigos.

Vale a pena lê-la!

Muita paz!

Mário
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: HelenaBeatriz em 02 de Abril de 2009, 21:34
Boa noite, Mário!!
Sim, vale a pena lê-la e divulgá-la, amigo. Esta mensagem é atualizadíssima, recebida hoje!
O preconceito é o verdadeiro flagelo anti-Cristo.
Paz, luz e força!
Helena Beatriz
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Dhan em 03 de Abril de 2009, 01:11
Muito obrigado por ter postado essa mensagem, amiga!

Deus te ilumine sempre!

Grande abraço,

~Dhan
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Abril de 2009, 11:52
Dhan, não me agradeça, amigo!!
Considero o preconceito uma demonstração de franca covardia, uma chaga moral.
Muita luz, força e paz!
Helena Beatriz
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Abril de 2009, 12:19
Preconceito - O Flagelo Anti-Cristo.
Benjamin Teixeira
pelo espíritoEugênia.

O Apocalipse, o profundo, sibilino e quase ininteligível livro da Bíblia, que encerra a coletânea basilar sagrada da cristandade, alude ao "anti-Cristo" como uma figura personificada; entretanto, numa perspectiva simbólica, numa leitura mais adequada para a complexidade e profundidade do texto reputado a João Evangelista, pode representar mais um estado de consciência ou um padrão de comportamento que propriamente uma pessoa de fato.
Em passado recente, mulheres que se perfumavam e se maquiavam, bem como usavam roupas alegres e tinham conduta expansiva, eram imediatamente taxadas de mulheres de vida vulgar, niveladas a prostitutas e cortesãs. Por aquele tempo era ainda comum deixarem-se mulheres analfabetas, sob pretexto de que seria propiciar confidências com amantes, à distância, por cartas de amor, o saberem ler e escrever. E não raras desceram a óbito desnecessariamente, por ser considerado impudico serem examinadas por médicos homens. Porque, é claro, mulheres não tinham acesso ao meio acadêmico, contando-se nos dedos das mãos as figuras femininas que ostentaram o título de médicas antes do século XIX.
Há pouco mais de oito decênios, nenhuma nação da Terra, por mais civilizada, oferecia direito a voto aos componentes do sexo feminino da espécie, e é bem recente a idéia generalizada de que homens e mulheres têm o mesmo valor como ser humano, embora salários sejam desnivelados entre os dois gêneros, até a data presente, em praticamente toda parte, além de oportunidades de trabalho e ascensão social e política.
Cinquenta anos atrás, aproximadamente, mulheres decididas e profissionais de sucesso eram observadas como portadoras de distúrbios psicológicos e sexuais, assim como homossexuais, ainda agora, em expressivas fatias das sociedades humanas, são vistos como elementos perturbados e perturbadores do tecido social.
Há quatro décadas, nos Estados Unidos da América, a mais poderosa nação do planeta, negros eram formalmente considerados cidadãos de segunda categoria, segregados em medonhos sistemas de discriminação social. Até a segunda metade do século XIX, na pátria de Washington, bem como no Brasil, os afro-descendentes eram reduzidos a alimárias comuns, vendidos em mercados de escravos, como matéria de consumo e de uso pessoal ou comercial.
Até os anos 80 do século transato, aproximadamente, em quase todo o território brasileiro (excetuando-se as metrópoles maiores), era tido como artigo de decência e nobreza feminina, praticamente obrigatório, o casar-se virgem, o que, atualmente, representa uma condição vista como imatura e mesmo irresponsável, já que implica estabelecer-se compromisso público e grave de enlace existencial com alguém para a intimidade conjugal, sem se conhecer a pessoa. Hoje é o absurdo dos absurdos, receber na sua própria intimidade um estranho, de hábitos e condutas sexuais totalmente desconhecidos!

E que dizer da sombra "moral" que sobrepairava ao divórcio, que só surgiu como possibilidade legal na pátria brasileira em 1977? "Desquitadas", como eram chamadas as separadas antes da "era do divórcio", eram niveladas quase a "mulheres de programa", e mesmo os "desquitados" eram repudiados pelas "moças de família", para não trazer o estigma da marginalidade social para o clã a que pertenciam. Como pode haver a idéia de um contrato sem distrato? O que é extremamente óbvio e considerado completamente normal nos dias atuais (até demais: os excessos no âmbito das separações por nada e por tudo bem revelam isto) era quase um fantasma inaceitável para qualquer personalidade ou grupo que se prezassem.
No Brasil, nordestinos são considerados quase uma sub-raça no sudeste e no sul do país, ao passo que os próprios sulistas e "sudestinos", apesar do desdém com que muitos olham para seus irmãos do norte, são tidos, na Europa nórdica e nos EUA, como seres humanos inferiores, por serem latinos e sul-americanos.
Recentemente, homossexuais eram avaliados à conta de criminosos. No século XIX, somente as legislações da França, Itália e Brasil não cominavam como ilegais práticas gays. Freud conseguiu descriminalizar, com argumentos acadêmicos, as condutas sexuais de pessoas homo-eróticas, dizendo-as "pervertidas" da libido e não do caráter, sugerindo-lhes tratamento e não cadeia. E somente em 1973, a "Associação Psiquiátrica Americana" chegou à conclusão científica de que a homossexualidade não constitui distúrbio de nenhuma natureza, nem mesmo emocional, quanto mais mental ou moral. Até hoje, todavia, homossexuais são quase que apenas tolerados em ambientes cultos e rechaçados entre pessoas ignorantes dos países mais avançados do orbe, condenados, inclusive por religiosos de todos os gêneros, como aberrações da natureza e da espiritualidade, já que a religião é o mais reacionário setor da cultura humana.
Do outro lado do globo, radicais do Islã sustentam despudoradamente a "jihad"(*), lançando-se contra a vida de inocentes de outros povos e ideologias relígio-filosóficas diferentes, com a justificativa de os considerarem heréticos. Evangélicos e católicos radicais em nosso pacífico e dócil país, com a mesma falta de escrúpulo, publicamente atacam o caráter de gente decente e nobre, por pertencerem a partidos de crença diversos dos seus, sobremaneira o espírita. Em ambos os grupos, xiitas islâmicos e cristãos fundamentalistas brasileiros, o mesmo lastreamento blasfemo e sacrílego de buscarem trechos do Alcorão e da Bíblia, respectivamente, para pretextarem sua atitude mesquinha e injustificável.

A prostituta é discriminada por vender explicitamente o sexo por algum tempo. A "dama" da sociedade que se casa com um homem por sua posição financeira ou social é avaliada como digna e honesta. Só que esta última vende não só o sexo, mas seu útero, sua alma, seus sonhos, sua vida inteira, para trazer o sobrenome, a conta bancária e as influências do homem eleito como marido apto, para sua própria pessoa. Quem seria mais imoral? Jesus dá a resposta. Quando a adúltera é pega em flagrante traindo seu esposo, em pessoa vai defender a "pecadora" e diz sua famosa máxima: "Quem estiver sem pecado atire a primeira pedra", após o que saem todos os circunstantes ao evento do quase apedrejamento, um a um, a começar dos mais velhos. E Jesus, por fim, "perdoa-a" e lhe sugere: "Vai e não peques mais". Como o estudo etimológico da palavra "pecado" revela que seu significado é "errar o alvo", podemos entender que o Cristo queria dizer, em verdade, algo como: "Você, que não faz sexo com o homem com quem foi casada pela decisão de seus pais e não do seu coração, e que resolve entregar seu corpo e sua alma apenas a quem ama, está agindo muito à frente do seu tempo, mas deve confrontar menos seus coevos, para que não seja punida por não ser compreendida, a ponto de perder a vida física.



(continua abaixo)



Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Abril de 2009, 12:40
CONTINUAÇÃO...

Jesus convivia com ladrões, prostitutas, adúlteros, doentes de todos os gêneros, inclusive os altamente estigmatizados hansenianos (leprosos), gente simples, pobre e ignorante; e acusava de hipócritas muitos dos homens mais prestigiados e admirados de seu tempo, a começar pela cúpula religiosa e política de Israel, sendo, para pasmo dos indignados "idealistas" de seu tempo, compreensivo e tolerante com o domínio imperialista de Roma, tão malvisto pelas classes cultas e pela elite política da Judéia. A questão é que Jesus preferia respeitar o pragmatismo declarado de Roma ao idealismo falso de Israel, assim como preferia a autenticidade de prostitutas e cobradores de impostos à dissimulação de pseudo-religiosos. De fato, o Império Romano, que respeitava cultura, idioma e religião de cada povo colonizado, estava muito à frente do primitivismo de seus dias, tendo uma função civilizatória sobre as nações dominadas reconhecida unanimemente por historiadores.

Allan Kardec, assessorado pelos espíritos superiores, por sua vez, defendeu a igualdade de direitos entre homens e mulheres, assim como a de indivíduos pertencentes a etnias diversas, o que causou verdadeiro frisson, para não dizer "escândalo", entre seus contemporâneos, muitos contados entre componentes das camadas mais ilustradas da população fina de Paris, meca cultural do planeta por aqueles dias.

O que é ser cristão? O que é ser espírita? Para simplificar em um único paradigma, poderíamos dizer: é ser anti-preconceituoso em todos os sentidos; é amar não só o diferente, mas até o que nos ataca e nos faz mal, não no sentido de acolhê-lo na intimidade (o que nem Ele fez), mas de não desejar o mal e até fazer o bem, quando e quanto possível, ao irmão desorientado que nos assesta sua sanha agressiva.

O preconceito é o signo máximo do pensamento anticristão, antiespiritual, anti-humano. Discriminar alguém por ser pobre, doente, feio, velho, inculto, estúpido, obeso, deficiente físico ou mental, ou mesmo " desafio dos desafios " pervertido ou malevolente, constitui sempre um índice de inferioridade moral e dissonância com os ideais crísticos.

Podemos ser firmes, diretos e até severos (para proteger pessoas), sem, todavia, marginalizar quem não condiga com nossas melhores impressões do que seja bom e louvável. Claro que não devemos compactuar com o abuso e a tirania de nenhuma forma. Contudo, frequentemente, teses indefensáveis se travestem de proteção a direitos constituídos, como no caso dos egrégios analistas sócio-econômicos do século XIX que, na América do Norte e do Sul, interpretavam como um desatino genocida a abolição do regime escravocrata de organização social, sob o argumento de que haveria um colapso das economias americanas, com a alforria em massa dos contingentes demográficos de cativos negros.

Atualmente, para dar um exemplo grosseiro da presença do preconceito nas relações humanas, gente estúpida ou ignorante é tratada aos empurrões, como se ser menos dotado de inteligência fosse culpa de alguém ou não ter tido acesso a boas oportunidades de educação idem. Não percebem os surtados desta ordem curiosa e particular (patética) de preconceito que exigir atos brilhantes de quem é menos provido de potenciais intelectivos é um dos maiores atestados de pouca inteligência,  no mínimo emocional.

Além do universo das relações interpessoais, o "especismo", conceito criado por pensador moderno, para designar "preconceito de espécie", assim como o "racismo" e o "sexismo" indicam, respectivamente, a discriminação por raça e sexo, tem levado à devastação de ecossistemas e a maus tratos de animais, com risco de sobrevivência para a biosfera do planeta, como um todo (incluindo, obviamente, a própria humanidade), pelo pressuposto de superioridade e supremacia do ser humano sobre os demais seres vivos, com isto querendo dizer, em verdade, abuso e violação completa das outras espécies, em função de não só necessidades, mas também de caprichos de seres humanos nem sempre lúcidos, maduros e conscienciosos no uso dos recursos naturais à sua disposição.

O preconceito se revela em toda parte, bem mais do que imaginamos, por constituir, digamos, uma espécie de efeito colateral do funcionamento mental humano, que, para simplificar padrões e otimizar processamento de dados, cria certas matrizes paradigmáticas, esquemas condicionados de idéia e sentimento que mecanizam, abreviam e facilitam os trâmites do pensamento, que, entretanto, se tornam, em verdade, pressuposições teóricas de validade, a dizer por baixo, questionável. Assim, o "pre-conceito", em seu estado puro, é invisível para quem lhe padece a influência, porque é como uma espécie de lentes de contato sobre os olhos da psique, que nunca são vistas diretamente, mas que filtram toda a percepção de mundo de um indivíduo. � por isto que até o meio científico apresenta inúmeras de suas manifestações. Cientistas revolucionários e celebérrimos foram perseguidos por idéias pre-concebidas de seus contemporâneos, até mesmo por correligionários de profissão, como Pasteur, Galileu (que quase foi sentenciado à pena capital), Graham Bell e Thomas Edison (no início de suas carreiras), para citar apenas alguns poucos casos. Lamentável e mesmo deplorável, porque, como já denunciamos neste parágrafo, uma "pre-concepção" é uma idéia apriorística, uma crença prévia a filtrar a realidade, o que de modo algum se coaduna com o ideal de isenção que rege a legítima pesquisa científica, que colima colher dados, retratar fatos e entender fenômenos, com a máxima fidedignidade possível, e não corroborar impressões íntimas dos observadores.

E o mais grave, dentro desta temática melindrosa e de implicações amplas e devastadoras: todo ser humano, na civilização terrena, porta expressões mais ou menos elaboradas destas fixações paradigmáticas, algumas com traços mesquinhos e malevolentes, sobremaneira quando apresentando inclinações ao fanatismo religioso, pela aura de verdade absoluta e de "inquestionabilidade" com que as pressuposições de ordem espiritual costumam ser revestidas, por líderes inescrupulosos e/ou pouco sábios.
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: HelenaBeatriz em 03 de Abril de 2009, 12:55
Final...

Assim, Jesus foi morto por preconceito, mas os juízes de Joana d'Arc não se deram conta de que também estavam agindo preconceituosamente ao condená-la à fogueira, repetindo o gesto da elite judaica que levou o Messias à morte. Somente mais tarde, bem mais tarde, sob efeito de remorsos candentes, deram-se conta da barbaria e injustiça a que se confiaram. Sentiam-se homens santos, fazendo um bem à humanidade, ao executar Joana d'Arc, sem se precatarem da postura extremista e, por isto mesmo, injusta, que a "caça às bruxas" constituía. Hoje, muitas pessoas se inflamam e se dedicam a aviltar o nome alheio. Estariam, alegoricamente, matando os vanguardistas do seu tempo? Têm, é claro, seus motivos para se sentirem com razão, como os julgadores da grande "Pucela de Orleans", a santa francesa que é " heroína nacional" até os dias de hoje. Teriam  razão como os juízes e executores da santa guerreira Joana d'Arc?



Estaria você, amigo, matando alguém agora, aos poucos e sutilmente, em nome do bem e da moral? Onde está o Cristo que você crucifica? Acha que somente o Jesus histórico apregoado à cruz era o Cristo sendo crucificado? Mães martirizadas e artistas incompreendidos, amigos desprezados e gente considerada de "má vida" ... apenas por não compartilhar de seu código de ética e valores (sempre relativos a época, cultura e personalidade em foco, e não absolutos, como o emocional humano gosta de sentir suas premissas de verdade).

Os preconceitos continuam correndo soltos, e nós, do Plano Maior de Vida, podemos vislumbrar, com mais clareza, o que, do plano físico, soa obscuro e mesmo distorcido, com as piores racionalizações da falsa moral e da pseudofidelidade a causas nobres.

Chico Xavier foi perseguido por líderes do movimento esprita, em sua juventude, apupado como vaidoso e obsediado, quando publicou seus primeiros livros, por apresentarem um mundo espiritual incompreensível para os figurões espiritistas da época; Bill Gates foi visto como garoto lunático e visionário megalomaníaco, por asseverar que poria um computador em cada residência da América e do mundo; e Alfred Kinsey, o cientista pioneiro do estudo da sexualidade humana, que liberou milhões de almas de titânicas angústias do universo afetivo, foi publicamente vituperado, como pervertido e charlatão.

O que no presente é visto como indecente ou impudico e amanhã será tratado com enorme naturalidade, no espaço de cinquenta ou cem anos? Há quem só tenha olhos para o hoje, como foram os medíocres de todos os tempos e culturas, sem lograr divisar além dos estreitos limites das convenções e pressupostos de verdade de sua época e educação.

Assim, Jesus continua a ser crucificado na pessoa de grandes profissionais incompreendidos, de almas nobres sacrificadas na forja do lar pelo amor aos seus entes queridos, na pessoa de religiosos vanguardistas, de líderes científicos e culturais revolucionários. São hoje atacados; amanhã, serão aclamados.

Claro que há a perversão que recebe a alcunha de vanguarda e a perfídia que é apresentada como sinonímia de avanço. Porém, de todo coração e de plena consciência, amigo, sobretudo quando você foi ferido em seus interesses ou expectativas pessoais, como poderá você se sentir suficientemente isento para distinguir uma de outra categoria, no caso que você julga apropriado à acusação? A acusação, intrinsecamente, é um ato já tão delicado, que merece, previamente, suspeição e critérios redobrados.

Nesta era, por sinal, de profundo respeito pela diferença e pelas minorias, de tolerância à pluralidade e multiplicidade de elementos culturais, como poderá você discernir moral profunda de moralismo superficial? Tem você altura psicológica, intelectual e, principalmente, moral e espiritual, para produzir introvisões suficientemente seguras que o respaldem no expender bravatas condenatórias? Será que o lastro que põe para seus vilipêndios não passa de pura artimanha do inconsciente para abolir rivais ou adversários de suas ilusões de estabilidade e confiança, num universo previamente conhecido e entendido como melhor? É por isto que Jesus disse: "Não julgueis, para não serdes julgado". E ainda: "Com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos".



E você, companheiro, que distende seu indicador em riste, acusando alguém do que supõe um crime, tem os demais três dedos opositores ao polegar apontando para si mesmo, em função de crimes talvez muito maiores perpetrados por você próprio, enquanto aquele que voc� assinala como abjeto pode, muito bem, ser uma alma nobre, muito mais desenvolvida, acima de suas condições de compreensão, com quem você assume pesado débito, por tentar destruir o trabalho que não é dela, mas da Divina Providência, que a enviou ao mundo físico para semear progresso intelectual e transformação social e humana.



Fuja de toda postura discriminatória e intolerante. Viver em busca de culpados para os próprios problemas, confiar-se à paixão da perseguição a bodes expiatórios, permanecer magoado e sentindo-se vítima por atos ou omissões de outras pessoas são bem posturas íntimas e condutas típicas do preconceituoso em seu estado puro. Somente o amor e o espírito cordato de convívio pacífico com todos os tipos humanos constituem plenamente a moral cristã.



Cuidado com aqueles que ladram, como cães bravios, sustentando seus pontos de vista, à custa de achincalharem os valores alheios. Qualquer pessoa esclarecida e relativamente sensata logo flagra, em tais ervas daninhas da floresta humana, personalidades e caracteres perigosos de quem se deve evitar contato íntimo, e por quem apenas se deve orar, assim como fez o próprio Cristo, que pediu a Deus perdão por seus crucificadores, sem trocar uma única palavra com eles.


(*) "Guerra santa".


Sugestão: Pelo caráter seriíssimo e importantíssimo deste artigo, enviado do plano superior de consciência, e pelo bem imensurável que pode fazer a inúmeras almas sofredoras e desnorteadas nos dias de incerteza e caos que vivemos, sugeriríamos ao(a) prezado(a) leitor(a) o especial obséquio e caridade de remetê-lo a todos os e-mails de seu arquivo, ou para todos os amigos de suas "redes sociais" da internet de que faça parte, como o "orkut"; e que, quando enviasse, incluísse este aviso, para que eles, por sua vez, repassem para outras pessoas
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: HelenaBeatriz em 20 de Abril de 2009, 13:38
Reflexões sobre a Homossexualidade.

por Aline Rangel.

A questão da homossexualidade tem sido abordada pelos mentores do Salto Quântico em diferentes mensagens, que trazem, cada uma delas, aspectos diversos, sutilezas, complexidades, a fim de que ampliemos nossa concepção do humano, compreendendo  de forma mais acurada uma de suas manifestações que é o campo da sexualidade. Ao discutirmos este tema, portanto, estamos fazendo mais do que defender uma causa, ou uma minoria: estamos refinando o conhecimento que temos de nós mesmos, sejamos heterossexuais, homossexuais, bissexuais… Não nos definimos, exclusivamente, pela orientação sexual, assim como não o fazemos pela profissão, pela raça, pelo corpo feminino ou masculino com que estejamos vivendo esta experiência atual. É absolutamente incompreensível que um ser humano seja discriminado, maltratado, agredido verbal e fisicamente, ameaçado, repudiado por conta do interesse sexual que sinta e manifeste por pessoas do mesmo sexo, ou pela necessidade que tenha de modificar o próprio corpo por não se identificar com o mesmo. Não há, como brilhantemente expôs o espírito Roberto, em recente mensagem publicada neste site (1), nada que justifique a homofobia. O alerta gravíssimo é que qualquer um de nós, por mais abertos ou esclarecidos que sejamos, podemos ser vítimas ou autores de comportamentos homofóbicos em pleno século vinte e um…

Em Psicologia Junguiana, tem-se procurado adotar uma postura cuidadosa, especialmente com o que foi publicado antes de importantes descobertas no campo da sexualidade humana, a fim de que não sejam adotadas posturas que atribuam patologia ou mesmo imaturidade sexual à vivência homossexual. Segundo Hopcke (2), a situação moderna a respeito da homossexualidade difere bastante da que era vigente na época de Jung, graças ao movimento de liberação Gay com sua análise política e social deste fenômeno. Sendo assim, cabe o cuidado de, ao falarmos das teorias junguianas, considerarmos que o pensamento clínico em grande parte teve de passar por uma revisão de conceitos e propostas. Em suas palavras: “Apoiando-se cada vez mais em pesquisas empíricas cada vez melhores, psicólogos progressistas e militantes da liberação gay somaram esforços para demonstrar que atitudes sociais negativas, em particular o ódio e o medo da homossexualidade – a homofobia -, são muito mais responsáveis pela incidência de doenças mentais entre os homossexuais do que qualquer fator inerente à própria homossexualidade.”(3)

O autor discorre, em seu estudo do tema a partir das obras completas de Jung, a respeito das teorias propostas pelo genial psiquiatra suíço, ressaltando que a homossexualidade em si, enquanto fenômeno natural, nunca foi condenada por ele. Já naquela época, Jung chegou a propor que a orientação homossexual seria determinada por fatores genéticos ou biológicos, posição que, embora adversa à base da psicologia clínica, que é a possibilidade de mudança, foi bem aceita pelos homossexuais, especialmente no período anterior aos movimentos da década de sessenta. A teoria mais citada e que se poderia, segundo Hopcke, ser chamada de teoria junguiana de homossexualidade (embora o objetivo nos textos junguianos não tenha sido de estabelecer e consolidar uma teoria sobre o assunto) é de que a homossexualidade é quase sempre uma conseqüência do relacionamento particular com o feminino. Seja como for, vale destacar que textos mais recentes procuram desmistificar o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, considerando-as não só normais como saudáveis, passíveis das dificuldades e entraves comuns a qualquer convivência na intimidade.

Estas breves e despretensiosas linhas têm como objetivos estimular a curiosidade do leitor acerca das contribuições da psicologia junguiana a respeito do tema em foco e provocar a reflexão de como realmente estamos lidando com este tema, presente na vida de cada um de nós. É preciso dar mais visibilidade a esta que deve ser uma luta de todos: o combate a toda forma de preconceito. A homofobia é uma atitude de desrespeito à pessoa humana, não somente aos homossexuais. O conhecimento existe para nos libertar, para nos ajudar a tirar as vendas que nos foram colocadas nos olhos…  Não podemos nos esconder de nós mesmos, muito menos nos acovardar. É nosso dever, é nossa responsabilidade defender o direito humano de existir e expressar a própria afetividade. Que tipo de contribuição estamos oferecendo à vida?


(1) “Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a vergonha?” – Benjamin Teixeira pelo espírito Roberto.

(2) Robert H. Hopcke, psicoterapeuta junguiano e teólogo, dirige o Centro de Estudos Simbólicos, uma instituição de formação em psicanálise e psicoterapia de orientação Junguiana. Vive em Berkeley, na Califórnia.

(3) HOPCKE, Robert H. Jung, junguianos e homossexualidade. São Paulo: Siciliano, 1993. p. 69.


Postado por Delano em: Aline
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: HelenaBeatriz em 23 de Abril de 2009, 18:25
Harvey Milk, os Guerreiros d’Outras Eras e o Curioso Fenômeno da Saúde Frágil dos Médiuns mais Célebres.
Benjamin Teixeira, em diálogo
com o espírito Eugênia.

(Eugênia) – Gostaria que você travasse um diálogo comigo, a respeito de temática que seja de seu agrado. Pode-me sugerir algum assunto, que discorrerei sobre ele.

(Benjamin) – Preferiria que você mesma escolhesse o tema – isso é possível?

(E) – Sim. O que você comentou, recentemente, sobre Harvey Milk.

(B) – Ah… de ser ele um missionário e de representar um equivalente gay ao que foi Mather King Jr. para o movimento de liberação da comunidade negra?

(E) – Sim. Sua tese não foi tese, mas uma constatação. Não se justifica o silêncio de décadas sobre a morte do mártir da causa gay internacional, sobremaneira porque foi ele executado por motivos semelhantes aos do grande líder negro – por constituir o representante vivo de um movimento que inspirava o ódio discriminatório e desumano de milhões de criaturas. Foi apropriada também a intuição que você aditou: de ter sido ele rodeado, entre seus correligionários de militância a favor da dignidade homossexual, no seio das comunidades humanas terrenas, de alguns soldados gregos antigos reencarnados, dado o extraordinário destemor com que enfrentavam a fúria homofóbica de policiais, das autoridades constituídas, do próprio inconsciente coletivo – complementando, todavia, que não se tratava tão-somente de soldados audazes que estiveram em campos de batalha da Grécia Antiga ou a serviço dela, mas, igualmente, de guerreiros intimoratos, de outros tempos e nacionalidades, que foram recrutados, no domínio extrafísico de vida, para ladearem o grande general reencarnado em missão, o próprio Milk.
(B) – Obrigado, Eugênia. Posso mudar de assunto?

(E) – Esteja inteiramente à vontade.

(B) – É comum que médiuns de responsabilidades com extensão coletiva, qual Chico Xavier – o exemplo máximo –, adoeçam com freqüência, e, amiúde, gravemente, não sendo raro que muitos, como o próprio Chico, vivam na corda bamba, entre a vida e a morte, em vários momentos de suas reencarnações. Tem algo a dizer sobre isso?

(E) – Toda personalidade guindada a um patamar de compromissos com as massas populares sofre, inexoravelmente, de sobrecargas psicológicas, energéticas e espirituais, pelas solicitações intensas, complexas, variadas e simultâneas que lhe são assestadas, dia e noite, ano sobre ano. Quando, então, pensamos em médiuns elevados a esta ordem de deveres para com o bem comum, detectamos verdadeiros mártires, visto que se expõem muito mais às energias e emanações mentais desencontradas, díspares e volumosas, lançadas em sua direção, continuamente, bombardeando-lhes os psiquismos sensíveis. Paranormais-místicos, canais da Espiritualidade Sublime na Terra, além de precisarem de enormes quotas de disciplina, determinação, idealismo e até espírito de sacrifício, devem, por outro lado, ser cuidados com zelo, por parte daqueles que os assistem, assemelhados que são a máquinas preciosas mas mui delicadas, que podem romper as engrenagens, a qualquer tempo, perdendo as funções de valor inapreciável para o bem geral. É por isso que só muito raramente encontramos destas criaturas, e, quando as identificamos, facilmente percebemos que ou desencarnam cedo ou se desviam de sua rota original, em descaminhos morais lamentáveis, ou mesmo desistem da tarefa de medida coletiva que lhes foi confiada, esmagados pela incúria e desvario de muitos em torno de si, alucinando-os de angústia e esgotamento. Chico Xavier, em considerando o nível altíssimo de sua sensibilidade, bem como a dimensão mastodôntica do alcance de sua influência, como líder espiritual de milhões de encarnados e desencarnados, por se ter mantido tantas décadas (75 anos) em serviço ininterrupto ante o vulgo, com sua mediunidade, em inalterável espetáculo de estóica virtude, dando de si a todo tempo, sem nada esperar em troca, ofereceu um atestado inequívoco de santidade. O seu padrão psicomoral, porém, apesar de constituir diamantino modelo, um ideal a ser atingido, não deve ser considerado regra, porque somente almas esmerilhadas, em milênios sucessivos de encarnações gloriosamente conclusas, podem apresentar o diapasão de grandeza espiritual ostentado pelo famigerado médium de Emmanuel. Ainda assim, note-se: vivia enfermo do corpo, sofrendo, física, quanto emocional e espiritualmente, dores indescritíveis, quase que continuamente, no transcurso dos 92 anos em que esteve ele materialmente presente, no orbe terreno, em sua última encarnação.


(Diálogo travado em 19 de abril de 2009. Revisão de Delano Mothé.)


_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
Tudo que sei é... o que é que era mesmo?


   
 
 
     
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Hamilton em 24 de Abril de 2009, 08:37
Tomo a liberdade de citar aos irmãos deste tópico, com toda humildade, que ninguem poderia ser condenado por aquilo que não escolheu ser. O homossexualisto se funda no amor e quem ama um ser do mesmo sexo sofre horrivelmente por ser taxado, discriminado e principalmente porque sua única escolha é ser leal consigo e aceitar-se. Gostaria de citar, do livro  No mundo Maior, ditato pelo espírito André Luiz ao médium Chico Xaiveir:
"Lembremos aos corações desalentados que tal é o sexo em face do amor, quais são os olhos para a visão e o cérebro para o pensamento: não mais que aparelhamento de exteriorização. ERRO LAMENTÁVEL É SUPOR QUE SÓ A PERFEITA NORMALIDADE SEXUAL, CONSOANTE AS RESPEITÁVEIS CONVEÇÕES HUMANAS, possa servir de templo às manifestações afetivas. O campo do amor é infinito em sua essencia e manifestação. Insta fugir das aberrações e aos excessos: contudo é inegável que TODOS OS SERES DO UNIVERSO NASCERAM PARA AMAR E SEREM AMADOS. Por fezes vigoram para muitos deles, temporariamente, os imperativos da prova benéfica, os deveres do estatudo expiatório, as exigencias do serviço especializado, em que estudantes, devedores e misionários se obrigam a longos períodos de fome e sede do coração. Isso poré não significa obstáclo ao amor."
Também Emammanuel, no livro Vida e Sexo, ditado a Chico Xaivier, assim se pronuncia:
Observadasas tendências homossexuais do companheiros encarnados nessa faixa de prova ou experiência, é forçoso se lhes dê o amparo educativo adequando, TANTO QUANTO SE ADMINISTRA INSTRUÇÃO À MAIORIA HETEROSSEXUAL. E para que isso se verifique em linhas de justiça e compreensão, caminha o mundo de hoje para mais alto entendimento dos problemas do amor e do sexo, porquanto à frenta da vida eterna, OS ERROS E ACERTOS DOS IRMÃOS DE QUALQUER PROCEDÊNCIA, NOS DOMÍNIOS DO SEXO E DO AMOR são analiszados pelo MESMO ELEVADO GABARIDO DE JUSTIÇA E MISERICORDIA. Isso proque todos os assuntos nessa área da evolução e da vida se especificam na INTIMIDADE DA CONSCIENCIA DE CADA UM."
Que Deus abençoe a todos e procuremos não nos julgarmos. O amor é a força maior do mundo e as sua formas de expressão hão de ser sagradas e abençoadas por aquele que nos criou. A provação a que se refere André Luiz, muito provavelmente se refere ao despreso, ambiguidade e falta de compreenção com a qual somos tratados por uma sociedade que parece não saber ainda que os expíritos não possuem sexo tal qual o conhecemos e quando o amor une seres morfologicamene iguais não há de ser crime u merecer julgamentos e despreso de nossos irmãos. Que Deus abençoe-nos a todos e que junto possamos crescer
sendo úteis uns aos outros. Somente que vive estes dilemas pode aquilatar as angustias que decorrem daquilo que não escolhemos ser, apemas somos. Fiquem com o Amor do Cristo no coração.
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Heart1984 em 27 de Abril de 2009, 00:47
Gostei dessa frase HelenaBeatriz: "O preconceito é o verdadeiro flagelo anti-Cristo"  8
Que textos muito bons amigos!
O espiritismo é que devia ser OBRIGATÓRIO na educação (já desde o primeiro ano de escola até faculdade) neste mundo presente, ou melhor, não necessariamente o espiritismo que nos trouxe Kardec, mas sim os princípios, os valores de igualdade, humildade, respeito, caridade, assim como a prática...
Ajudaria com certeza com que quase toda a população estivesse mais conscientizada, mais esclarecida, e se corrigissem mais rapidamente.
Isso aposto que faz parte do sonho de muitos de nós :)

Abraços a todos e um Feliz início de semana !  :)
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Mourarego em 13 de Julho de 2009, 19:42
O mais interessante é que citados vários Espíritos em suas comunicações, ninguém citou ao Espírito A Verdade, ou a Erasto ou a Fènelon, ou a Santo Agostinho... Por que?
Porque nenhum dos citados, ou melhor nenhum dos da plêiade de Espíritos Reveladores, emitiu nenhum comentário sobre o tema homossexualismo.
Por que?
Ora, vou tentar explicar sumariamente: Porque Deus, Soberanamente Justo e Soberanamente Bom, ao crear, fez Adão e Eva... Não consta em nenhuma instrução que Ele tenha creado Adão e Ivo pois sim?
Não me interpretem mal.  Se vamos falar falemos em termos doutrinários afinal aqui nmão estamos para dar nossas opiniões descuradas da doutrina. O ponto é o seguinte: se as damos divorciadas do cerne doutrinário, as opiniões ficam apenas no âmbito de nossas crenças e como não somos senão Espíritos em estágio inicial de progresso (a terra é mundo de provas e expiações e relativamente aos outros mundos um dos mais atrasados diz a doutrina).
Desse modo, meus amigos, não estaremos senão a falar o que e do que gostamos, sem, contudo, entendermos o que a doutrina  diz.
Nada tenho contra gays, lésbicas ou simpatizantes, tenho e abro minha casa a muitos que partilham desses grupos, logo, aduzir-se homofobia ou ter-se como preconceituosa a qualquer pessoa já que o falar é generalizado em qualquer das mensagens, é pregar-se um falso contra os que assim não agem.
Preconceito ou homofobia são atitudes que devam ser reprochadas sempre.
Fiquem bem.
Moura
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Haga em 17 de Setembro de 2009, 22:07
Defesa ou Panegírico Gay?

Várias Opiniões sobre Homossexualidade.
(Nova Assembleia – 05.)

Benjamin Teixeira,
por diversos espíritos.



Há  um percentual observável em cada contingente demográfico, de indivíduos homossexuais, seja na própria espécie humana, seja nas diversas espécies de mamíferos. Logo, existe uma razão evolucional para tanto. Na medida em que estamos com grave e perigoso boom populacional, que põe em risco a saúde e sobrevivência do ecossistema da Terra, fica claro que aqueles que se candidatam à esterilidade introduzem-se, por isso só, na classe que soluciona o problema da salvação da civilização humana no orbe, por não estarem produzindo mais dispendiosos (para a Natureza) corpos consumidores de recursos naturais – os filhos que os heterossexuais costumam fazer questão de ter. Os héteros é que devem procurar reproduzir a posição menos reprodutiva dos gays, e não estes, os gays, ser condenados por se fazerem reprodutores menos hábeis da espécie: isso não é uma falha, na circunstância pré-apocalipse ecológico, mas uma grande virtude, talvez a maior de todas, porque implica a sobrevivência de todo o gênero humano no planeta.

Temístocles.


Jesus disse que o homem deveria deixar sua casa e seus pais (que o ser humano abdicasse do que é conveniente, convencional e tradicional), para unir-se a sua mulher (para se integrar à sua vocação de completude psicossexual, o pólo oposto que o complementa), a fim de, então, serem “não mais dois, mas uma só carne” (ou seja: um único corpo psíquico, uma única personalidade integrada e completa). E, dentro desta tarefa complexíssima de nos tornamos plenos, na androginia dos anjos, que são tão femininos quão masculinos, a homossexualidade, sem dúvida, é das mais facilitadoras experiências humanas neste sentido.

Brígida.




Pallas Athena se tornou símbolo da sabedoria e da combatividade construtiva, para o Ocidente, e era gay. Tanto que seu nome, originalmente apenas Athena, tornou-se Pallas (nome de sua tão amada consorte), a pedido dela mesma (depois da morte de Pallas) a seu pai, Zeus, que era seu modelo de psique ideal, de modo a que, depois do decesso de sua companheira, trouxesse-a dentro de si, para sempre…

Os grandes filósofos da Antiguidade Clássica entretinham relações homossexuais, como é notório. Gênios inesquecíveis, como Leonardo da Vinci, Michelangelo, Adam Smith, Isaac Newton e Rimbaud, eram homossexuais, ao lado de Shakespeare, Napoleão Bonaparte, Alexandre, o Grande, Immanuel Kant e Francis Bacon… Entre os maiores nomes do generalato e patriciado de Roma Antiga, no ápice da glória do Império Romano (um nível civilizacional que, por mais de mil anos de Idade Média homofóbica, não se conseguiria igualar, quanto mais superar), a homossexualidade era tão comum, que surgiu a instituição da adoção, para dar cobertura civil e material aos amantes mais jovens de homens de prestígio e poder.

Pelo que a história nos revela, numa leitura fria e imparcial (só  da parte publicável, porque há registros de parcerias misteriosas, aos magotes incontáveis, que se não podem afirmar homossexuais, de modo certo, para que não se seja leviano), talvez possamos especular que a homossexualidade seja uma condição humana que propicia a genialidade, a grandeza de realizações ou a glória da benemerência…

Seria preconceito às avessas o que faço? Se for tendenciosa esta minha opinião, como explicar o percentual impressionante de gays ilustres entre os maiores nomes das Artes, da Filosofia, da Ciência e do Estadismo (mesmo considerando o problema em se desvelar a intimidade de muitos deles, com biógrafos preocupados em ocultar-lhes a “fraqueza vergonhosa da carne”)?

Talvez devamos rever os conceitos da homofobia, revertendo-a. E, assim como campeonatos olímpicos progressivamente deixam clara a superioridade orgânica de negros sobre brancos (quando os quesitos força, velocidade e resistência estão em jogo), eu, como protetora da causa gay, afirmo, sem qualquer pudor, que vejo os homossexuais como uma classe de seres humanos que está entre a humanidade comum e aqueloutra, composta de gênios e anjos.

Eugênia(foi reencarnação de Pallas Athena


O Self constela todas as possibilidades da psique. Indubitavelmente, a homossexualidade constitui oportunidade de a personalidade se aproximar da totalidade, já que a preferência sexual é muito mais do que tão-somente o sexo da pessoa com quem se copula, portando intrincadas e profundas implicações, no campo das aptidões psíquicas, relacionadas aos dois pólos psicossexuais.

Ser gay, destarte, é uma experiência riquíssima para o processo da individuação, porquanto se é compelido a viver a contradição ou a complementação, a dúvida ou a completude, o conflito ou a inteireza do ser.

Sendo heterossexual, uma série de vivências psicológicas importantes para o amadurecimento emocional ficam dificultadas, porque se tende a ver o outro gênero exatamente assim: como “um outro” (o que cria significativas barreiras a se assimilarem os valores concernentes a este “outro”), conceito-qualificação este que é bem mais fácil se diluir, por razões óbvias de empatia, para os que transitam na interfusão dos dois pares de opostos piscossexuais: masculino e feminino.

Demétrius.


Defesa em causa própria – muitos o dizem, quando veem um homossexual defendendo a causa gay, como se isso fosse o padrão, como se fosse fácil empreender qualquer ordem de militância em favor de minorias desfavorecidas, como se conhecer a tragédia de perto (e melhor seria não conhecê-la, para os que a vivem pessoalmente desde o berço) fosse algo que desautorizasse, em vez de autorizar mais ainda, alguém a falar sobre o assunto que o aflige.

Neste mundo de hipocrisias e de acomodação às conveniências, por sinal, o normal é não haver autenticidade nas criaturas, e não só não se defende a própria causa, como também – consequência bem natural da frustração e da inautenticidade – se perseguem aqueles que advogam o direito de se manifestarem qual realmente são e não como se espera que sejam.

É curioso, por outro lado, no quesito da homofobia, que os mais furibundos detratores do movimento de concessão de liberdades civis a homossexuais revelam (conforme qualquer psicólogo de almanaque afirmaria, sem pestanejar) sérios problemas na área da definição sexual, o que os propele a tentar converter o mundo à heterossexualidade (como se isso fosse necessário, já que é tão natural como a homossexualidade – e, para eles, mais natural ainda que esta), porque… não estão muito seguros do que são. Ou seja: os homófobos constituem uma das classes mais contraditórias de ser humano que se podem conceber.

O que um heterossexual pode temer de gays? Parece ridículo, mas vou dizer o óbvio: não somos concorrentes dos heterossexuais! Somente bissexuais podem ser postulados como matéria de disputa entre os dois grupos (risos), mas não vamos incluí-los neste debate, para não problematizar um assunto já tido como tão complexo – inobstante me ria demais, de algo tão natural ser visto como um “monstro de sete cabeças”. Isso mesmo: natural, porque a Ciência afirma que, seja por predisposições psicológicas ou por programação genética, ninguém se torna ou é induzido a se tornar homossexual.

Não havendo contágio gay (porque, se houvesse, não haveria gays na Terra, já que todos somos paridos por heterossexuais), a liberação homossexual apenas trabalha para aplacar, por exemplo, o vergonhoso cinismo de “pais de família” clientes de travestis profissionais do sexo, que trazem DST’s para as esposas e outras dissimulações patéticas, todas filhas diretíssimas da homofobia.

É isso que se consegue condenando-se 10% da humanidade à clandestinidade: os gays continuarão gays (porque não se modifica algo que é estrutural e não conjuntural na psique humana, como a preferência sexual), mas não sofrem sozinhos a perseguição doentia, incompreensível e injusta que padecem – levam consigo oceanos de esposas, maridos, prostitutos e crianças frustrados e doentes com o desequilíbrio de lares disfuncionais (de tanta infelicidade e tormento dos pais), no carreiro da insensibilidade que os menos fortes psicologicamente e maduros moralmente devolvem (o que é muito bem empregado) à sociedade homofóbica e hipócrita, em retribuição a seu ataque desumano ao segmento gay que a constitui.

Roberto Daniel.



Quando é que a blasfêmia abominável de se confundir homossexualidade com vocação sacerdotal vai ser suspensa? Eu mesmo respondo: quando os heterossexuais que querem santos a seu serviço, e não homens e mulheres normais que fazem sua parte no campo do bem e indicam aos semelhantes o seu próprio caminho de autorredenção, pararem de esperar que os outros se sacrifiquem por seus interesses pessoais. Isto é: a morbidez da dissimulação em assunto tão sério, antes de chegar ao gay, que enlouqueceu na perseguição em casa, no colégio e na própria igreja, sendo visto como vergonha e motivo de escárnio em toda parte, tem início nas próprias comunidades que assim tratam e veem os homossexuais.

Vocação religiosa é algo deveras grave e sagrado. Há muitos religiosos sinceros que são gays. Mas, embora fosse isso mais comum no passado, expressiva parcela dos que se candidatam à “vida religiosa”, ainda hoje, fazem-no no desespero de ocultar, sob as vestes da respeitabilidade social, sua condição de desinteresse sexual pelo sexo oposto, disfarçando-o de celibato para fins nobres, espirituais.

Entre os desequilíbrios decorrentes desta violência que se perpetra contra si, há a celebérrima questão dos padres pedófilos, tão numerosos, que existem, há décadas, clínicas nos EUA especializadas exclusivamente em tratá-los, conquanto não se deva confundir pedofilia com homossexualidade reprimida, mesmo porque o maior percentual de abuso infantil continua sendo o que é levado a cabo por padrastos e pais biológicos contra enteadas e filhas indefesas, numa perfeita heterossexualidade desgovernada na lamentável e devastadora patologia sexual.

Homossexual é homossexual. Sacerdote é sacerdote. Sejamos autênticos, para que nos façamos coerentes.

Padre Gustavo Henrique.



Há  um ditado popular muito propalado pelo país, com variantes pequenas, que se configura mais ou menos nestes termos: “Pimenta nos olhos dos outros é colírio”. Um princípio psicológico acertadíssimo. A dor alheia costuma ser menoscabada, na mesma medida em que a própria é supervalorizada, por efeito da parcialidade inerente às funções do ego, sempre inclinado a se autopromover e a subestimar o valor do outro.

Assim, é comum que homens julguem não haver tanto machismo, como as mulheres o afirmam. O mesmo sentem brancos, em relação a negros que postulam por seus direitos, numa sociedade que visivelmente desfavorece, praticamente em todos os sentidos, os portadores de maior concentração de melanina na pele. Na modernidade, embora mais timidamente, em comparação com os dois exemplos típicos do vício do “não é bem assim: você está exagerando, porque tem um problema na área” (pelo óbvio do desacerto da assertiva neste caso), defensores da causa gay são vistos como cultores da hipérbole… até que apareça, a quem assim nos julga, um filho gay em casa, ou que a própria pessoa se veja desenvolvendo (seria mais correto, psicologicamente, dizer-se: descobrindo) tendências homossexuais em si. Logo, então, entram as racionalizações, as fugas e as projeções, para outros temas, do assunto que é, apenas e tão-somente: homofobia, pura e crua, abjeta e “descarada”.

Na trilha desta luta por criar uma realidade paralela que justifique o injustificável, o filho de 17 anos, envolvendo-se em namoro com um colega de 20, é tido como “menor abusado” – o que jamais se diria se o par se formasse por sexos opostos, ainda que a diferença de idade entre ambos fosse o dobro ou o triplo da aqui considerada.

Igualmente acontece com pessoas de destaque social ou proeminência de qualquer ordem, como professores, empresários abastados, homens públicos e psicólogos, que são apontados como “sedutores e aproveitadores de mentes mais influenciáveis ou de gente necessitada e fragilizada”, nesta mesma rota de argumentação hipócrita, quando se trata de homossexuais. Se a figura pública ou “de poder” se envolvesse com indivíduo do sexo oposto, a “vítima” seria imediatamente exalçada à categoria de “sortuda”, e os familiares “do(a) pobre coitado(a)”, que se mostravam revoltados e indignados com o “aliciamento” de seu ente “querido”, estariam orgulhosos e felizes de terem uma personalidade de destaque sendo agregada à família, por meio da relação HETEROSSEXUAL.

A mentira que se prega a si mesmo é a pior de todas. É disso que padece a maior parte dos homófobos da atualidade. Poucos são os que assumem abertamente sua ignorância e atraso, porque é exatamente isso que revela quem, com transparência e honestidade, em meios medianamente esclarecidos, condena a homossexualidade. Enquanto isso, os disfarces mal-ajambrados da homofobia continuam sendo utilizados, como se fosse possível esconder de qualquer criatura relativamente informada, hoje, algo tão óbvio como a homofobia.

Lidiane.


(Textos recebidos em 14 de setembro de 2009.)

Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Lu Tôrres em 29 de Março de 2011, 22:39
Gostei muito do texto, obrigada
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Mourarego em 30 de Março de 2011, 01:23
Desculpem-me mas se bem compreendi a mensagem, nela não vejo nenhum Espírito, não desencarnado e com algum conhecimento senão daquele que todos o tenhamos.
Sendo assim não compreendo a especialidade que ela possa ter...
Preconceitos, os sabemos existirem dentro de todas as classes, logo não reside no homossexual senão o preconceito que alguns nutram em taxar qualquer ato contrário , mesmo uma simples explicação como ato homofóbico,esta sim uma vergonha.
Entre os heteros, também existe vergonha como a dos que atacam covardemente aos gays na rua, num pequeno exemplo.
Agora citar afirmativamente que 1,3 dos gays pensem em suicídio apenas porque alguém prima por contar piadas sobre gays na frente destes é me chamar de imbecil.
Amigos, temos de aprender a ler,me não a ficar a "bater palmas para malucos dançarem", isso sim é outra vergonha... E nossa!
Abraços,
Moura
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Conforti em 31 de Março de 2011, 00:04
          Amigos,

          Não há culpas, nem responsabilidades; cada um é o que a vida, aí incluídas todas suas mais variadas influencias, desde a genética (que nos vem de quantos milhões de anos?) a todas as experiencias do dia-a-dia nos faz ser, e muitas vezes contra nossa vontade ou desejos. Infelizmente existem o preconceito feroz, a incompreensão, as falhas de julgamento e a injustiça e a maldade de muitos desavisados. E perceba-se que enquanto houver em nossa mente o menor preconceito que seja a respeito desse ou de qualquer outra coisa ou assunto, não conseguimos dsar sequer um passo na direção de Deus.
          Fiquem em Deus.
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Tai N. em 08 de Abril de 2011, 23:01
Boa noite.

Bom, eu gostaria de tecer alguns comentários sobre. Acho que as pessoas geralmente quando falam de homossexualidade têm sempre em mente a idéia do preconceito (o que é real, triste e terrivelmente visível) ou buscam a causa deste fenômeno. Entretanto, por vezes acredito que isso prejudica uma compreensão maior do "problema", pois a maioria dos artigos se prendem quase que exclusivamente a esses dois pontos, e quase sempre recheado de opiniões pessoais de encarnados, que absolutamente divergem uma das outras.

Em vários outras leituras sobre questões espíritas, que não dizem respeito a sexualidade, é comum encontrarmos frases que nos incentivem a procurar apenas a aprovação de Deus (em romances espíritas psicografados por Chico Xavier ou no próprio Evangelho Segundo o Espíritismo). Mas qual seria a opinião Divina sobre isso? Não creio que alguém esteja certo sobre uma resposta.

Diante de tantas divergências eu prefiro levar em consideração os artigos mais moderados que nos levam a considerar primeiramente o que é o sexo (http://www.espirito.org.br/portal/artigos/geae/o-que-eh-sexo.html), pra depois considerarmos "desvios sexuais", e entre estes eu, na minha humilde opinião, não incluo a homossexualidade e sim a mania de sexo desregrado e desrespeitoso que atualmente é muito comum.
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Conforti em 09 de Abril de 2011, 16:49
          Tai N   (ref #17)

          Olá, novo companheiro, Novamente estamos conversando.
Sobre o tema, vc pergunta:
          “... qual seria a opinião Divina sobre isso?”.
          Vamos partir do seguinte: alguém (vc, eu, qualquer um) portador de qualquer qualidade ou característica considerada “positiva” ou “negativa”, bem aceita ou mal aceita que seja, a possui simplesmente porque deseja possuí-la? O homem/mulher bom ou mau, honesto ou desonesto, moral ou imoral é como é porque deseja ser assim? O homo ou o heterossexual é como é simplesmente porque, por sua vontade, desejou ser assim? Ou será a vida, as circunstancias, o movimento universal ou Deus que nos levam a sermos o que somos a cada instante? Vc é bom e honesto, ou mau e desonesto porque quer ser assim, ou porque todas as influencias vindas das mais variadas experiências, pelas quais já passou nesta escola do bem e do mal, que é a vida, o levaram a ser assim? Analise: ninguém se fez sozinho o que é hoje; a vida é que nos faz, instante a instante, ser o que somos instante a instante. Nada mais; portanto, ninguém é responsável ou culpado por ser como é, ninguém é digno de méritos por estar seguindo o caminho do bem, como ninguém é merecedor de deméritos por estar no caminho do mal, ou naquele caminho que a sociedade, ou parte dela, desaprova.  Por isso, os sábios ensinam: "é tão absurdo castigar/punir um malfeitor, quanto elogiar/premiar um benfeitor da comunidade". Cada um é o que é, não por vontade própria, mas porque todas as infinitas causas e efeitos que estão atrás dele, o levam a ser como é. Analise.
          Até mais.


Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: new em 10 de Abril de 2011, 20:15


Diante de tantas divergências eu prefiro levar em consideração os artigos mais moderados que nos levam a considerar primeiramente o que é o sexo (http://www.espirito.org.br/portal/artigos/geae/o-que-eh-sexo.html), pra depois considerarmos "desvios sexuais", e entre estes eu, na minha humilde opinião, não incluo a homossexualidade e sim a mania de sexo desregrado e desrespeitoso que atualmente é muito comum.


Muito bem.

Concordo completamente

Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Tai N. em 11 de Abril de 2011, 22:16
Coronel, muito obrigada pelas honras das boas vindas e pelas palavras, que foram muito bem colocadas. rs .E bem, confesso que me inscrevi nesse fórum justamente porque me atraí por esse tópico, ultimamente eu estava lendo muito sobre sexualidade na visão espírita e achei artigos muito diferentes, então decidi apenas expor um ponto de vista. Analisei.
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Mourarego em 12 de Abril de 2011, 18:19
Amiga Tai,
compreendo e respeito as sua opinião,. porém, a doutrina nos ensina:
"202. Quando somos Espíritos, preferimos encarnar num corpo de
homem ou de mulher?
– Isso pouco importa ao Espírito; depende das provas que ele tiver de sofrer.
Os Espíritos encarnam-se homens ou mulheres, porque não têm sexo. Como devem progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, oferece-lhes provas e deveres especiais e novas ocasiões de adquirir experiências.
Aquele que fosse sempre homem, só saberia o que sabem os homens."

Aqui está o que a doutrina, exposta pelo LE nos trás.
Agora convenhamos:
Se eu nasci homem, é que, segundo a doutrina, tenho provas e deveres especiais, assim como novas ocasiões de adquirir experiências, mas a malogro disso, prefiro optar pela homossexualidade, não estaria eu, levando-se em conta a disposição ensinada pelos Espíritos Superiores, me afastando daquilo que é o cerne destra minha reencarnação e consoante com isso, me desviando da missão específica a mim designada?
Abraços,
Moura
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Conforti em 13 de Abril de 2011, 15:29
          Mourarego   (ref #21)

          Amigo e mano Moura, dentro da concepção espírita, não poderia estar a homossexualidade, com todos seus problemas, configurando apenas mais uma prova? 

          Abraços.

Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Mourarego em 13 de Abril de 2011, 15:53
Mano Coronel,
segundo a doutrina, nenhuma prova, ou qualquer dos atos de quaisquer Espíritos podemo ser efetivados marginais ou em contrariedade para com a Lei Natural.
Dessarte, faz-se claro que prova como tal não poderia existir sob a visão doutrinária.
Todavia, coma opção pela homossexualidade é feita encarnadamente, as dores, originárias desta, o sofrimento que todo homossexual sente e passa, poderia ser anotado com expiação.
Explicando melhor, uma expiação não é somente aquela pela qual sofremos sem a termos delineado no perfil das provas, as expiações, tornam-se assim pela perseverança que tenha aquele que a sofre em continuar a perfiar os mesmo pensamentos, hábitos e ações, sendo assim, comprazendo-se em continuar seguindo o que a sensualidde lhe fez tomar como caminho, mas não se aceitando, íntimamente com as situações adversas que advenham de sua opção, ele sente as dores desta, algumas originadas em atos excessivos dos que se digam machos, e que os queiram alijar da sociedade, outras estas mais íntimas que cada um deles as têm de maneira diferenciada, em maior ou em menor tom.
Assim entendo.
Abração,
Moura
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Conforti em 13 de Abril de 2011, 20:53
          Mano Moura,

          Grato pela explicação.

          Abraços.
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: CrisHenriques em 14 de Abril de 2011, 16:57
Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?

Benjamin Teixeira
pelo espírito Roberto.

10% das populações são gays.
Quantas pessoas você conhece?
Quantas se declaram ou evidenciam ser homossexuais? Pois é… provavelmente, bem menos que 10%…

Logo, muitas das que você tem como hétero são homoafetivas – talvez muito próximas de você – e não se sentem à vontade para se apresentar como são, tamanha a perseguição a que se vêem submetidas, desde sempre e em toda parte. Você contribui para isso?

Pode ser a pessoa mais amada, seu pai, sua mãe, seu filho, sua filha, o maior ídolo, o líder religioso ou a grande mestra… Você é dado a piadas de mau gosto, na frente de gays, possivelmente… Não por acaso 1/3 dos homossexuais tenta (disse “tenta”, e não “pensa em”) suicídio.

Você diz que a homossexualidade é contra as leis de Deus? Por quê? Por estar na Bíblia? A Bíblia manda que mulheres fiquem caladas nas igrejas e obedeçam aos maridos, e determina matemos os hereges, os que não sejam judeus, como eu e você. Você concorda com isso? Devemos cometer suicídio em massa, para seguir a Palavra de Deus? Por que não? Por que a situação mudou de figura? Só porque você está no meio desta nova classificação dos condenados pela Bíblia? Hum… A Bíblia está errada, então? Eu acho que não – vou ajudá-lo: acho que o problema está na interpretação, que precisa ser modificada, não devendo ser literal, nesta parte do escrito sagrado, para que não persigamos inocentes. E por que pode ser alterada num ponto e não em outros? Por que devemos preservar a caça aos gays? O que foi que eles fizeram mesmo?

Diz você que se põe contra a expressão gay, para proteger o patrimônio da família. E por que homossexuais nascem de lares heterossexuais? Não há nenhum indício científico de contágio gay… E se há contágio de tendências sexuais, por que os heterossexuais não contaminam os gays, que são minoria?

Você acredita que é um vício ou uma depravação… Mas a ciência já coleta evidências numerosas de que o cérebro dos homossexuais é diferente dos heterossexuais, e que a inclinação homoerótica é-lhes instintiva, fisiológica, como igualmente acontece em animais.

Ah… então você afirma que o que é natural não deve ser seguido, que precisamos domar a natureza. Creio que isso também queira dizer que o sexo heterossexual, que também é instintivo e natural, deve ser freado, quando não servir à reprodução da espécie? Digamos que alguém só pode fazer três vezes sexo durante toda a vida, o bastante para conceber três filhos, e que toda cópula adicional seria uma entrega injustificável aos apelos da Natureza. Ah… mas então você quer dizer que quase sempre coito heterossexual não é reprodutivo, mas mesmo assim não é pecaminoso. E por que mesmo este predicado condena a cópula gay?

Estou um pouco confuso… Qual é mesmo o seu argumento contra os gays? Creio que você não seja tão estúpido para dizer algo como: “Não gosto”, “Tenho nojo”, ou “Sempre foi assim”, ou “Me disseram desde a infância que era assim”. Você não seria assim tão desprovido de cérebro, seria?

Ah… você não gosta do espalhafato da parada gay… E mesmo assim ela é necessária, para chamar a atenção para a existência e direito de um décimo de toda a espécie humana, sem contar os bissexuais, que podem constituir a maioria de todos os componentes de nossa espécie… E… por falar em espalhafato… o que você acha dos desfiles de carnaval das escolas de samba, ou das praias brasileiras, abarrotadas de gente seminua, nos dias de fim de semana e feriado, com casais heterossexuais aos montes, confiados a toques sensuais e beijos de língua diante de crianças? Chamaríamos tudo isso de orgia heterossexual e deveríamos prender todos os infratores ou repudiar cada casal adolescente que trocasse saliva em público? Eu particularmente considero horrível e de mau gosto qualquer demonstração de afetividade sexual em público, seja hétero ou homossexual. Você só repudia uma delas? Por quê?

Você os vê promíscuos? Tente proibir heterossexuais, desde o berço, de demonstrarem quem são, diga-os aberrações diante de Deus, vergonha familiar e ridículo social, e lance-os em guetos (isso quando conseguem descobrir um reduto onde possam se manifestar). No correr de anos, assim sendo tratada, como ficam a maior parte dos seres humanos submetidos a esta ordem contínua de opressão de suas almas contra suas manifestações de liberdade e seus sentimentos e identidade psicológica?

Oh… sim… você diz que não é contra os homoeróticos, mas não quer que seus filhos sejam componentes dessa comunidade, com a justificativa de que sofrerão discriminação… Então, você começa por pressioná-los e discriminá-los em casa? Não seria seu dever fazer exatamente o contrário? Você não deveria oferecer um apoio duplamente maior a seu filho, caso seja gay, já que uma parcela expressiva da sociedade não o apoiará, como o faria, se fosse heterossexual?

Teme que as pessoas se afastem dele ou de você? Ah… você quer ser aprovado e admirado pelas qualidades de seus filhos, e não que eles sejam felizes e se realizem – é isso mesmo? Quer que eles se submetam a seus caprichos ou de indivíduos perversos e ignorantes que só valorizam o que a massa valoriza? Se você não se enquadra neste perfil, responda-me, então: quem mesmo se afastará de você e de seu círculo familiar, caso surja homossexualidade em sua família? Gente preconceituosa e dada a perseguir minorias? Meu Deus! Que presente dos Céus! Sendo assim, em tendo descoberto inclinação gay em alguns de seus parentes ou mesmo em si, fale logo a todo mundo, para que as pessoas que realmente “não prestam” – os preconceituosos e caçadores de bruxas, hipócritas e mesquinhos, caluniadores e desocupados de má índole – se afastem de você, de seus filhos, de sua família e de seu ambiente social. Principalmente, porque os componentes desta – escusem-me o palavreado, mas falo por milhões de inocentes atormentados injustamente – corja homofóbica, todos mentirosos e dissimulados, querem, atacando os gays de fora de suas casas, esconder os que têm dentro (eles mesmos talvez – já se viu algum heterossexual resolvido ter problema com gays?), visto que, como constituem um décimo da população, os homossexuais estão tão em torno daqueles, como em torno de você!…

Desculpe-me, assim, a franqueza, mas, para qualquer pessoa instruída, hoje, ser homofóbico representa ou interpretação hipócrita e retrógrada de textos religiosos, ou desinformação sobre os últimos avanços da ciência, para não falar de imaturidade e inclinação mesquinha a condenar os diferentes de seu modo de ser – uma vergonha para qualquer cidadão que se diga educado, lúcido e justo.

Ah… você discorda? Pois é: mas precisa contra-argumentar à altura… e… amigo, só tenho visto histeria neo-nazista de fundamentalistas genocidas a rebaterem nossas argumentações. Mas, ainda que escolha este caminho horrendo e sem respaldo algum nos meios cultos e maduros da Terra, por favor, se não quiser cometer o maior dos erros, tire Deus desta história, porque, camarada, a ciência já revelou que a homossexualidade está na Natureza (com 450 espécies de mamíferos a apresentarem-na, além da espécie humana), e se você julga errada a natureza, estará atacando o Seu Autor.


(Texto recebido em 2 de abril de 2009.)

Observação:

Roberto, que foi gay em sua última encarnação e preservou esta feição psicológica ao desencarnar, tomou a perspectiva de um encarnado, que dialoga com outro encarnado, para dar força a seu já poderoso senso persuasivo. É interessante ser induzido a “ouvir sem ouvir” os rebates do interlocutor invisível, o homofóbico hipotético que reúne a maior parte dos argumentos dos que deploram os gays, atualmente.

O estimado orientador desencarnado apareceu, mais uma vez, como um ancião severo de cabelos nevados, talvez para dar mais peso a suas palavras. Impactante. Distribua com seus amigos, envie a ONG’s e comunidades que defendam os direitos homossexuais, bem como estude em casa, na escola, na faculdade, com alunos, com professores, com religiosos, com correligionários políticos, colegas de trabalhos, chefes e funcionários… Faça barulho! Este silêncio cheio de ataque injusto e cruel, século sobre século, não pode continuar!…

A propósito do tema e por falar em gays e séculos… veja o vídeo que Cesar Maciel produziu com o texto “Gays e Séculos”, de autoria espiritual de Temístocles, um dos mais brilhantes mestres desencarnados de nossa Escola de Pensamento Espiritual-Cristão, e que está agora disponível no blog de nossa organização, clicando no canto superior direito, no ícone indicado.

(Nota do Médium)


Oi!
Sou nova aqui no Forum e estou a gostar muito.  :)
Esta mensagem acerca da homossexualidade, é muito importante. Sendo eu lésbica e assumida, inicialmente tinha na mente que Deus não me amava. Assim, hoje fez-me sentir muito bem ler isto. Fui educada sob os padrões da igreja católica, mas nunca me encontrei nela. Até aos 22 anos, fui muito céptica. Interessei-me por astrologia, tarot e espiritismo. E tudo isto, porque me enamorei e queria muito conhecer o interior da mulher que amava.
Actualmente, faço meditação e tento evoluir espiritualmente ajudando quem me procura e lendo livros espirituais. Gosto de ler Kardec, Weiss, Osho e Chico Xavier. Hoje sou crente e já não me sinto renegada. Sinto-me bem na minha pele.
Quero ser espirita e aprofundar a minha mediunidade.
Obrigada pela linda mensagem.
Um dia acabarão os preconceitos.

Abraços para todos os seres (encarnados e desencarnados), mas também para os meus protectores espirituais. Muito Amor para todos.
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: CrisHenriques em 14 de Abril de 2011, 17:15
Mano Coronel,
segundo a doutrina, nenhuma prova, ou qualquer dos atos de quaisquer Espíritos podemo ser efetivados marginais ou em contrariedade para com a Lei Natural.
Dessarte, faz-se claro que prova como tal não poderia existir sob a visão doutrinária.
Todavia, coma opção pela homossexualidade é feita encarnadamente, as dores, originárias desta, o sofrimento que todo homossexual sente e passa, poderia ser anotado com expiação.
Explicando melhor, uma expiação não é somente aquela pela qual sofremos sem a termos delineado no perfil das provas, as expiações, tornam-se assim pela perseverança que tenha aquele que a sofre em continuar a perfiar os mesmo pensamentos, hábitos e ações, sendo assim, comprazendo-se em continuar seguindo o que a sensualidde lhe fez tomar como caminho, mas não se aceitando, íntimamente com as situações adversas que advenham de sua opção, ele sente as dores desta, algumas originadas em atos excessivos dos que se digam machos, e que os queiram alijar da sociedade, outras estas mais íntimas que cada um deles as têm de maneira diferenciada, em maior ou em menor tom.
Assim entendo.
Abração,
Moura

Moura,

Eu não creio que a homossexualidade seja uma espiação. Perdoe-me por discordar. A homossexualidade é tão natural, quanto nas heterossexual. É algo que nasce connosco. Mas cada ser traz seus karmas para resolver quando reencarna, podem ser: karmas pessoais, de relacionamento, ou karma colectivo.
Acho que devemos aceitarmo-nos uns aos outros e amarmo-nos abolindo o preconceito.

Abraços e carinho para todos,

Cris
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: CrisHenriques em 14 de Abril de 2011, 17:19
Amiga Tai,
compreendo e respeito as sua opinião,. porém, a doutrina nos ensina:
"202. Quando somos Espíritos, preferimos encarnar num corpo de
homem ou de mulher?
– Isso pouco importa ao Espírito; depende das provas que ele tiver de sofrer.
Os Espíritos encarnam-se homens ou mulheres, porque não têm sexo. Como devem progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, oferece-lhes provas e deveres especiais e novas ocasiões de adquirir experiências.
Aquele que fosse sempre homem, só saberia o que sabem os homens."

Aqui está o que a doutrina, exposta pelo LE nos trás.
Agora convenhamos:
Se eu nasci homem, é que, segundo a doutrina, tenho provas e deveres especiais, assim como novas ocasiões de adquirir experiências, mas a malogro disso, prefiro optar pela homossexualidade, não estaria eu, levando-se em conta a disposição ensinada pelos Espíritos Superiores, me afastando daquilo que é o cerne destra minha reencarnação e consoante com isso, me desviando da missão específica a mim designada?
Abraços,
Moura

Concordo com vocês. ;)
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Mourarego em 14 de Abril de 2011, 17:19
Deus, amiga Cris,
é Pai amantíssimo, não renegando a qualquer dos filhos.
Por muito tempo foi pregado por alguns religiões que Ele se envergonhava dos gays, mas qual, isso é balela.
Basta que se tenha um andar reto, moral ilibada e propensão ao Bem.
sou um hetero que tem muito amigos gays e quye já defendeu na justiça algumas causas em que patrocinava o direito deles.
contudo acho uma influência oportunista dos legisladores em fazer editar leis Maria da Penha, lei da homofobia etc. estas leis que só servem para inglês ver, já existem no código penal vigente, bastando que se lhes aumentassem as penas em caos com os que as referidas leis mais novas anotassem.
Quer dizer, uma lei que gastou algumas folhas para ser escrita estaria resumida em duas linhas apostas no artigo que já existia antes, sob a forma de um novo parágrafo.
Estas leis, são tidas por mim como criadoras de guetos morais e francamente só as vejo como celeiro de novos votos de inocentes úteis.
nenhuma lei conterá o homofóbico ou qualquer outro extremista.
Nenhuma lei deterá o contrabando de armas e com isso diminuirá ações como as desse maluco Wellington, a prova está em que todos os outros atos do mesmo teor acontecido depois da tragédia de Realengo, tiveram armas compradas por debaixo do pano e não em lojas o que mostra outro oportunismo eleitoreiro o de se promover outro plebiscito.
Enquanto um cidadão tem uma arma roubada, outras cem entram pelos portos e vielas fluviais do Brasil e todo mundo sabe mas ninguém fecha pelo menos as fronteiras terrestres ou aumenta a fiscalização.
Um exemplo a fronteira com o Paraguai tem uma delegacia alfandegária mas quantos são os seus fiscais? Dez.
O que eles fazem? Ora fizeram duas filas, para fiscalização, porém não fiscalizam as motos nem os pedestres.
As armas continuam entrando até por correio, o que prova a política oportunista que não quer resolver o problema mas quer os votos que ignoram estes problemas.
As armas, ois tóxicos continuam a entrar facinho ; Os gays continuam a sofrer com pancadas e coisas mais criminosas ainda, as mulheres continuam a morrer nas mãos de namorados, maridos e parentes sem nos esquecermos dos chamados meliantes profissionais, o que mostra a ineficácia de leis como as que citei antes.
Realmente eu não gosto de tocar nesses assuntos pois os sinto como a me chamar de idiota.
abraços,
Moura
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: CrisHenriques em 14 de Abril de 2011, 18:09
Deus, amiga Cris,
é Pai amantíssimo, não renegando a qualquer dos filhos.
Por muito tempo foi pregado por alguns religiões que Ele se envergonhava dos gays, mas qual, isso é balela.
Basta que se tenha um andar reto, moral ilibada e propensão ao Bem.
sou um hetero que tem muito amigos gays e quye já defendeu na justiça algumas causas em que patrocinava o direito deles.
contudo acho uma influência oportunista dos legisladores em fazer editar leis Maria da Penha, lei da homofobia etc. estas leis que só servem para inglês ver, já existem no código penal vigente, bastando que se lhes aumentassem as penas em caos com os que as referidas leis mais novas anotassem.
Quer dizer, uma lei que gastou algumas folhas para ser escrita estaria resumida em duas linhas apostas no artigo que já existia antes, sob a forma de um novo parágrafo.
Estas leis, são tidas por mim como criadoras de guetos morais e francamente só as vejo como celeiro de novos votos de inocentes úteis.
nenhuma lei conterá o homofóbico ou qualquer outro extremista.
Nenhuma lei deterá o contrabando de armas e com isso diminuirá ações como as desse maluco Wellington, a prova está em que todos os outros atos do mesmo teor acontecido depois da tragédia de Realengo, tiveram armas compradas por debaixo do pano e não em lojas o que mostra outro oportunismo eleitoreiro o de se promover outro plebiscito.
Enquanto um cidadão tem uma arma roubada, outras cem entram pelos portos e vielas fluviais do Brasil e todo mundo sabe mas ninguém fecha pelo menos as fronteiras terrestres ou aumenta a fiscalização.
Um exemplo a fronteira com o Paraguai tem uma delegacia alfandegária mas quantos são os seus fiscais? Dez.
O que eles fazem? Ora fizeram duas filas, para fiscalização, porém não fiscalizam as motos nem os pedestres.
As armas continuam entrando até por correio, o que prova a política oportunista que não quer resolver o problema mas quer os votos que ignoram estes problemas.
As armas, ois tóxicos continuam a entrar facinho ; Os gays continuam a sofrer com pancadas e coisas mais criminosas ainda, as mulheres continuam a morrer nas mãos de namorados, maridos e parentes sem nos esquecermos dos chamados meliantes profissionais, o que mostra a ineficácia de leis como as que citei antes.
Realmente eu não gosto de tocar nesses assuntos pois os sinto como a me chamar de idiota.
abraços,
Moura

Obrigada, amigo Moura  :)
Actualmente sinto-me amada pelo Pai e sei que ele me apoia.
Já aprendi que ser lésbica não é pecado e aprendi que o Amor tudo consegue, tudo transforma. Tudo o que é feito com Amor é bom.
Em relação à Sociedade, também estou preocupada com a violência extrema no mundo, com a corrupção. As pessoas precisam ser ensinadas a amar e isto devia ser ensinado até nas escolas.

Abraços fraternos,

Cris
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Conforti em 15 de Abril de 2011, 17:01
          CrisHenriques   (ref #26)

          Amiga Cris, estou de pleno acordo com você, me perdoem o mano Mourarego e a doutrina. Ninguém optou por ser homo ou heterossexual; as contingências da vida, desde a genética dos mais afastados ancestrais, até as experiências de hoje, são elas que nos fazem ser o que somos. Me perdoe, mais uma vez, o mano e amigo Moura, mas, a liberdade de  escolha é apenas uma tentativa de explicar a causa do sofrimento do mundo. Não somos nós que nos fazemos, que nos moldamos; a vida é que nos molda dia-a-dia, instante a instante e, assim, faz que sejamos o que somos hoje e agora.
          Abraços.

Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: CrisHenriques em 15 de Abril de 2011, 17:25
Amigo Coronel,

Obrigada pelas suas palavras.

Estou de acordo consigo.

Que Deus esteja consigo.

Abraços fraternos


          CrisHenriques   (ref #26)

          Amiga Cris, estou de pleno acordo com você, me perdoem o mano Mourarego e a doutrina. Ninguém optou por ser homo ou heterossexual; as contingências da vida, desde a genética dos mais afastados ancestrais, até as experiências de hoje, são elas que nos fazem ser o que somos. Me perdoe, mais uma vez, o mano e amigo Moura, mas, a liberdade de  escolha é apenas uma tentativa de explicar a causa do sofrimento do mundo. Não somos nós que nos fazemos, que nos moldamos; a vida é que nos molda dia-a-dia, instante a instante e, assim, faz que sejamos o que somos hoje e agora.
          Abraços.
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Mourarego em 15 de Abril de 2011, 17:39
Mano coronel:
"(...) Ninguém optou por ser homo ou heterossexual; as contingências da vida, desde a genética dos mais afastados ancestrais, até as experiências de hoje, são elas que nos fazem ser o que somos. Me perdoe, mais uma vez, o mano e amigo Moura, mas, a liberdade de  escolha é apenas uma tentativa de explicar a causa do sofrimento do mundo. Não somos nós que nos fazemos, que nos moldamos; a vida é que nos molda dia-a-dia, instante a instante e, assim, faz que sejamos o que somos hoje e agora(...)"

Perdoe-me o amigo mas mesmo respeitando a sua opinião não é isso que a doutrina explana.
Se o fosse, haveira os favelados e moradores das comunidades menos abastadas, sem auxílio a nada nem mesmo a educação e instrução, de serem todos criminoso ou diminuindo o foco, a maiora e não é isso que acontece, mesmo vivendo imersos em comunidades onde o crime e os vícios campeiem campeões.
A opção pela sexualidade é tomada em vida, devido a vários fatores alguns de natureza anterior a encarnação de agora.
Ora, mas Deus creou a todos homens e mulheres, pois o Espírito não tem organização físico sexual. logo, decai de realidade a opinião dada pelo amigo.
"Terão", diz a doutrina, de se encarnarem em homens e mulheres para poderem aprender nos dois sexos.
Esta a comprovação de que a opção pela sexualidade é tomada na carne e não ainda em Espírito pois uma coisa é estar em Espírito, onde tudo é mais francamente claro, e outra estar encarnado pois ai entram em maior ebulição todas as crenças adquiridas num pretérito próximo ou distante, e todas as sensações que se fizeram mais próximas da alma (alma é um Espírito encarnado).
Um dos fatores mais fortes é o sensualismo, pois que este, dentre os Espíritos da classe em que todos estamos hoje, trás mais forte lembranças quando estamos na carne.
Abraços,
Moura
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Conforti em 17 de Abril de 2011, 00:10
    Mourarego   (ref #32)
          Olá, meu amigo, cito você:
          “Perdoe-me... não é isso que a doutrina explana. Se o fosse, haveria os favelados e moradores das comunidades menos abastadas, sem auxílio a nada nem mesmo a educação e instrução, de serem todos criminosos ou, diminuindo o foco, a maioria, e não é isso que acontece, mesmo vivendo imersos em comunidades onde o crime e os vícios campeiem campeões”.
          Cel: amigo e mano Moura, você se esquece que não são somente os exemplos ou as dificuldades proporcionados pelo meio em que se vive que constroem o caráter do homem; tantos outros “ingredientes” a vida lhe oferece!
          Moura:
          “A opção pela sexualidade é tomada em vida, devido a vários fatores alguns de natureza anterior a encarnação de agora”.
          Cel: observe, mano, que por essas palavras vc mesmo está sugerindo que ser isto ou aquilo, no caso ser homossexual, não é opção pessoal, pois se acha subordinada a “outros” fatores, alguns até originários de encarnações anteriores... 
          Moura: 
          “Ora, mas Deus creou a todos homens e mulheres, pois o Espírito não tem organização físico sexual: logo, decai de realidade a opinião dada pelo amigo”.
          Cel: meu mano, me perdoe mas, sinceramente, não entendi esta sua última colocação...
          Moura:
          “"Terão", diz a doutrina, “de se encarnarem em homens e mulheres para poderem aprender nos dois sexos”. Esta a comprovação de que a opção pela sexualidade é tomada na carne e não ainda em Espírito... outra (coisa) é estar encarnado pois ai entram em maior ebulição todas as crenças adquiridas num pretérito próximo ou distante, e todas as sensações que se fizeram mais próximas da alma”.
          Cel: amigo Moura, na carne ou fora dela, não a opção, mas as condições para se ter este ou aquele desvio, no caso de natureza sexual, são exatamente conferidas pelas experiências quando na carne... não concorda? O amigo poderia sequer sugerir uma condição ou situação na qual o ser humano escolhesse, de livre vontade, isto é, sem que lhe pesassem as influências da vida, ser homossexual, característica que, geralmente, lhe traz tantas dificuldades na vida de relações do dia a dia?
          Moura:   
          “Um dos fatores mais fortes é o sensualismo, pois que este... trás mais fortes lembranças quando estamos na carne”.
          Cel: observe o amigo que, mais uma vez, está a dizer que esse “desvio” não é escolha do homem, mas, entre outras coisas, é fruto do sensualismo.
          Veja, mano, vou estender-me mais um pouco sobre o assunto. A um amigo que atribuiu culpa/responsabilidade a quem é egoísta/orgulhoso, respondi: Como penalizar quem nenhuma culpa tem já que é a vida, esta escola do bem e do mal que cursamos, que os arrasta ao orgulho? Somos egoístas ou orgulhosos de conformidade com o nível de aprendizado em que permanecemos.
          Cito resposta do amigo: “Amigo, não é a vida que nos penaliza, mas a nossa incúria e egoísmo; logo, só existe um culpado: o próprio ser humano. Não podemos lançar a culpa ao que nos rodeia, mas a nós próprios, porque ninguém erra por força dos outros, mas sim por falta de moral, isto é, por nós mesmos. O orgulho e egoísmo do homem estão bem presentes aí”.
          Resp: meu amigo, é exatamente isso: a vida, com todas suas inumeráveis e variadas influências vindas de todas as experiências que ela nos oferece, é que nos faz incuriosos, orgulhosos, egoístas e destituídos de moral. É a vida a professora q nos ensina e nos leva a ser o q somos. Você e eu, se somos virtuosos ou não, o somos simplesmente porq “queremos” ser? “A” é bom simplesmente porque “quer” ser bom? “B” é mau simplesmente porque “quer” ser mau? Ou porque as experiências da vida, a vivência de todos os dias, o nível de aprendizado em q estão é q os levam a ser o q são? Vc é bom ou mau apenas porq “quer” ser bom ou mau? Aquele a quem falta moral é assim sem moral porq “quer” q nele próprio falte moral? Analise e vc vai perceber q tudo aquilo a q damos o nome de virtudes e tudo a q damos o nome de defeitos morais, vêm do que a vida nos dá. Se, como vc disse, somos nós q nos fazemos como somos, isto é, que somos nós que nos moldamos para ser, por exemplo, bons, porque nem todos têm a capacidade de se moldarem assim? Se o homem é mau, isso se deve às experiências pelas quais passou desde que veio a existência; se é bom, é a mesma coisa. Se não fosse assim, de onde lhe viriam a bondade ou a maldade? Dele mesmo? Todas as experiências significam aprendizado que, de algum modo, o influenciam, levando-o a ser o q é. Junte-se a elas a genética (que faz parte da vida, tb), desde os mais remotos antepassados (q deve vir dos primeiros homens e de antes, dos seres q lhes deram origem) e do q houve antes deles, q tb influencia sua formação fisiológica e moral/psicológica. Não fosse assim o q é q o faria ser bom ou mau? Sua vontade? Não pode ser, pois a vontade tb vem da compreensão construída pelas influências advindas de todo seu passado; logo, sua vontade, em qualquer sentido, ou no do bem ou do mal, é conforme a vida a moldou, desde sempre até este presente momento; a vontade é tb conseqüência das experiências passadas. Ou seria conseqüência de que mais?
          É necessário ver q as influências que modelam o homem, q fazem q ele seja o q é, não se restringem às experiências da convivência familiar ou à adquiridas nesta ou naquela situação mais marcante. Vêm de tudo q “observa” pelos sentidos de relação com o mundo, em qualq tempo e lugar; vêm das ações externas que ele observa, das reações internas provocadas por essas ações externas, associações etc. Se não foi a vida q nos ensinou a ser o q somos, neste instante, meu amigo, quem foi? O Criador? Conforme as doutrinas, o espírito não vem ao mundo para com o mundo aprender? Como vc mesmo diz, e não há como negar, somos colocados no mundo simples e ignorantes, sem conhecimento algum: logo, é aqui no mundo que vamos adquirindo conhecimentos, q de um modo ou outro, nos moldam. Ou onde o homem/espírito aprende a querer ser mau? Se não foi no mundo, na vida, terá sido antes de vir ao mundo, certo? Então, criatura divina que ele é, teria sido criado por Deus já com o mal em sua natureza! Se já veio com esse “defeito” isso apenas mostra q a criação divina o fez assim e, mais uma vez, nenhuma responsabilidade ou culpa lhe cabe por seus “pecados”. Qual será o demérito q, se submetido à justiça divina, o leve a ser condenado a alguma espécie de castigo, se já veio à vida com o mal em sua natureza? Agora, mesmo q a vida lhe tenha oferecido boas lições e, assim mesmo não as pratica, é q lhe faltou sabedoria suficiente e, portanto, erra por ignorância. Se fosse sábio conheceria as conseqüências de seus “pecados” e, evidentemente, não os cometeria. Se o homem sabe q sofrerá por seus erros, somente os cometerá se for ignorante, ou dementado, ou desesperado, o q tb implica ignorância. Se não é a vida q o fez o q é, quem o fez? Há aquém ou além da vida algo mais que o possa levar a ser bom ou mal? Não é uma predestinação, mas um processo, de instante a instante, no qual o homem é levado, pelo fluir incerto e incessante da vida, a ser moldado, a se transformar, e a vir a ser o q é tb de instante a instante. Se se tentar explicar seus erros pela liberdade de escolha, se fizer a escolha errada só pode ser por ignorância porq, se pode escolher ser feliz porque escolherá ser infeliz, concorda?!
          Continua por mais um pouco...
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Conforti em 17 de Abril de 2011, 00:14
          Mourarego   (ref #32)          Continuação e fim...

... só pode ser por ignorância porq, se pode escolher ser feliz porque escolherá ser infeliz, concorda?!
          Portanto, veja: vc não se fez sozinho, não se fez o q é agora; todos os eventos, todas as experiências de qualquer natureza, todos os antepassados, e o q houve antes deles, todos os acontecimentos concorreram para o q vc, eu, todos, sejamos o q somos neste exato instante, e para o q seremos neste instante seguinte e depois e depois. Ninguém se fez sozinho; somos o resultado de todo o passado, podemos até dizer, do movimento eterno do universo. Tudo “conspirou” para o q vc é agora. No universo nada existe por si; o universo, podemos dizer, é um só organismo vivo e atuante; todos os eventos, fenômenos, coisas, são interligados, interdependentes; um qualquer efeito, isolado e único q seja, é a resultante de tudo q aconteceu antes, de todas causas e efeitos anteriores. Nada está isolado. Assim, todas as nossas ações e reações, procedimentos maus ou bons (bem e mal são apenas nomes q o ego dá ao q é e sempre foi perfeito), decisões e escolhas, pensamentos, tudo q leva à felicidade ou à infelicidade, é resultado desse poderoso movimento do universo, desse fluir incessante e eterno desta escola do bem e do mal, q é a vida e q faz, a cada instante, q sejamos o q somos.
          Por aí, vemos q o autor de nossas felicidades ou desgraças é esse movimento eterno q nos faz a cada instante, bons ou maus, egoístas ou solidários, orgulhosos ou humildes, “culpados” ou “inocentes”, e tb, homo ou heterossexuais. Pense: se não é a vida que nos faz o que somos, quem o faz? Porque uns são bons e outros, maus? Porq querem ser assim, ou porq o fluir incessante da vida os leva a serem assim?
          Se sua resposta for: é porq querem ser assim!, perguntaríamos : e porq uns querem ser assim e outros não querem? Se vc responder: é porq, pelo nosso livre arbítrio, escolhemos ser bons ou ser maus; então perguntaríamos: se temos liberdade de escolher, porq escolhemos o mal? Se alguém pode escolher entre praticar o bem e, consequentemente, ser feliz, ou praticar o mal e, consequentemente, ser infeliz, porque escolhe ser infeliz?
          O amigo já fez uma análise séria e profunda dessa liberdade de escolha? Existe realmente escolha <livre> de fazermos isto ou aquilo, ou toda escolha está tb <presa>, e totalmente presa, às experiências da vida, às experiências e conhecimentos do passado que a escola da vida nos ofereceu? A capacidade de escolha é mesmo livre? Mas, este já é outro assunto do qual, me parece, já tratamos; ou poderemos tratar mais tarde.
          Meu mano, você diz: “mas não é isso que a doutrina explana”, certo? E lhe pergunto: a doutrina espírita, ou qualquer outra, qual delas é dona da verdade? Por essa razão os mestres aconselham: “não ponha outra cabeça acima da sua”, isto é, não aceite tudo, venha de onde vier, como verdade absoluta; questione, investigue, analise pois que “outras” cabeças, sejam quais forem, podem estar equivocadas.
          Perdoe se me alonguei. Abraços, mano.


Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: filhodobino em 17 de Abril de 2011, 07:28
          Mourarego   (ref #21)

          Amigo e mano Moura, dentro da concepção espírita, não poderia estar a homossexualidade, com todos seus problemas, configurando apenas mais uma prova? 

          Abraços.



Penso como o amigo coronel, posto que por pensar posso especular, afirmando tratar-se de opinião pessoal extraída de longa convivência...
A vergonha, é uma fuga para não enfrentar de coração aberto o preconceito, e ...
homofobia, a crueldade rudimentar do instinto, advinda das era cognitivas, posto que até entre animais há descrições aos milhares desse tipo de ação, lógico o raciocínio multiplica a ação do instinto, mas o básico é ensinar refletir no pré-conceito... Quando homossexualidade for coisa vista sem preconceito, aparecerão outras provas a que o espírito se sujeitará para se expor ao preconceito e vivencia-lo, para extirpar de sí esse tal preconceito, pois o mesmo está mesmo no afetado e não nas pessoas que o qualificam.
Saúde e Paz!
Saúde e Paz!
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Mourarego em 17 de Abril de 2011, 17:24
Mano Coronel,
Veja, tudo o que escrevo mesmo que com minhas palavras é constante no LE que é a nossa bússola e fiel da balança.
Não emito nenhuma opinião minha, mas sim conclusões a que cheguei depois de muito estudo do tema.
A Doutrina ensina que Espíritos não tem sexo, pois não tem organização física.
Ensina também que o sensualismo é um dos fatores predominantes nos que são arrastados ao homossexualismo e as perversões que mesmo heteros as tenham.
Há miríades de fatores, sei bem disso, mas a predominância é a do sensualismo.
Como o Espírito só escolhe o gênero das provas, não pode escolher ser feliz ou infeliz.
Pense comigo: você escolheria a infelicidade? Eu não...
A felicidade ou não advém das decisões que o Espírito as toma diante das vicissitudes que a vida lhe mostra, apenas isso.
Abração,
Moura
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Conforti em 18 de Abril de 2011, 01:03
          Mourarego   (ref #36)
          Amigo e mano Moura,
          Compreendo sua posição; como tem total confiança nas fontes dos ensinamentos, crê neles fielmente. Apenas repito, aqui, conselho de sábios: “Não ponha outra cabeça acima da sua”.
          O amigo supõe errado emitir opinião própria? Veja que a própria doutrina aconselha a buscar e estudar outras correntes espiritualistas para que, comparando com a sua, o homem escolha a que melhor se adapte ao seu modo de ver a vida. Isso, é evidente, significando que podemos eleger outra doutrina com outras concepções, e que se baseiem em nossa opinião pessoal, concorda?
          É claro que respeito suas conclusões a respeito do tema. Apenas tenho tentado, como sempre, levar a refletir e, se for o caso, a abrir os olhos para outras verdades; que não fiquemos presos às concepções advindas ou adquiridas na doutrina própria, pessoal, mas que busquemos tb noutras direções. Não agindo assim, acreditando que só a nossa é a certa (como cada doutrina se considera), podemos estar deixando de conhecer coisas de grande importância para o crescimento espiritual. Só isso.
          É verdade que espírito não tem sexo, pois não é fruto de procriação, mas de criação. Mas, devo ter me expressado mal, pois o que eu quis dizer é que, não no mundo espiritual, mas neste mundo material é que as influencias da vida se realizam sobre nós, nos levando a ser isto ou aquilo, no caso, homo ou heterossexual.
          Quanto ao que o mano diz do sensualismo, é uma verdade, pois o sexo é uma das forças mais poderosas da natureza; contudo observe que a sensualidade é nada mais que, como muitas outras, uma influencia que o homem “sofre” da vida. Como vc mesmo diz, o sensualismo é, entre muitos outros, o fator predominante. Pelo que o mano diz, esse “fator predominante” é assumido pelo que “deseja de livre vontade” ser homossexual. Somente lhe faço mais uma pergunta: porq esse escolheu, quis ser homossexual e o mano, ou eu, ou outros não quiseram ou não querem escolher ser assim? Aquele terá, na sua concepção, deficiência de caráter, fraqueza de vontade, ou o quê? Qualquer que seja sua resposta, vc verá que o homem não se faz como é – homossexual – porq deseja ser, mas porque existe alguma “deficiência” em seu modo de considerar a vida que o afeta enormemente: o de caráter, ou de vontade ou... tantas coisas mais. Afinal, todas essas “deficiências” vêm de onde? De sua própria vontade ou da escola da vida, do nível de aprendizado ou compreensão em que ainda se acha?
          Moura:
          “Como o Espírito só escolhe o gênero das provas, não pode escolher ser feliz ou infeliz. Pense comigo: você escolheria a infelicidade? Eu não...”
          Cel: mas é isso exatamente que lhe digo: se podendo, pelo livre-arbítrio, escolher ser feliz porq escolhe ser infeliz? Não é isso que a doutrina coloca frequentemente: que o espírito para avançar mais rapidamente escolhe provas mais difíceis e árduas? E, evidentemente, sabe por antecipação que, com provas mais difíceis escolhidas, será mais infeliz.
          Moura:
          “A felicidade ou não advém das decisões que o Espírito as toma diante das vicissitudes que a vida lhe mostra, apenas isso”.
          Cel: é verdade que não vem das decisões; vem do efeito das decisões de antemão conhecidos, concorda? Ou não entendi o que o mano quis dizer.
          Forte abraço para vc também.

Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: marcellafig em 27 de Junho de 2011, 18:42
Querido Moderador,


Vamos escrever com base na doutrina E nas ciências!! Num dos seus posts, disse que a homossexualidade vai contra a natureza....ops, foram descobertas mais de 400 espécies de animais onde existe a homossexualidade !! ( vamos obedecer Kardec e aliar a ciencia ao espiritismo, ou nos manteremos como as civilizações antigas?)

Ah, dessas mais de 400 espécies de animais onde existe a homossexualidade (nenhuma em extinção por causa disso) também percebemos que só em uma existe a homofobia: Na NOSSA!!!


abraços fraternos!

Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Arius em 27 de Junho de 2011, 19:43
Pessoal acho muito estranho espiritos levantando bandeiras, para mim a única bandeira que os Espiritos Superiores levantam é a da caridade, com esta bandeira se resolvem todos os problemas do mundo, inclusive problemas relacionados à discriminação de pessoas, sejam quais forem.

Tiveram dois pontos que me chamaram mais atenção na mensagem, e que vou comentar.



Ah… então você afirma que o que é natural não deve ser seguido, que precisamos domar a natureza. Creio que isso também queira dizer que o sexo heterossexual, que também é instintivo e natural, deve ser freado, quando não servir à reprodução da espécie? Digamos que alguém só pode fazer três vezes sexo durante toda a vida, o bastante para conceber três filhos, e que toda cópula adicional seria uma entrega injustificável aos apelos da Natureza. Ah… mas então você quer dizer que quase sempre coito heterossexual não é reprodutivo, mas mesmo assim não é pecaminoso. E por que mesmo este predicado condena a cópula gay?

Os animais machos fazem sexo sempre que tem oportunidade, diferente das fêmeas que fazem apenas no cio, as mulheres e algumas primatas fêmeas desenvolveram uma alteração genética que lhes permite fazer sexo mesmo em períodos não férteis, portanto, é algo plenamente natural, e que com certeza foi um mecanismo que a natureza criou para formar as famílias humanas, pois o sexo neste caso serve para manter unido o casal e com isto estreirar os laços familiares. Portanto, neste caso a analogia é falha, pois não dá para comparar esta tendência natural das mulheres com o de outros gêneros.


Citar
Ah… você discorda? Pois é: mas precisa contra-argumentar à altura… e… amigo, só tenho visto histeria neo-nazista de fundamentalistas genocidas a rebaterem nossas argumentações.


Falácia ad homines, procura atacar a pessoa e não a idéia, ele pede para contra argumentar em alto nível mas não faz isso. Muito lamentável.

Citar
sem contar os bissexuais, que podem constituir a maioria de todos os componentes de nossa espécie…

Esta é a pior de todoas, de onde ele tirou essa mentira escabrosa??!!!






Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Mourarego em 01 de Julho de 2011, 15:05
Amiga Marcella,
veja bem o que a amiga afirmou:
"(...)foram descobertas mais de 400 espécies de animais onde existe a homossexualidade(...)"
Ora, digo eu, a amiga se esquece de um ponto básico que põe por terra a sua colocação: Animais agem por instinto, não são seres, tal como o homem, (Espírito), que é um ser moralizável.Ora, se os animais não se guiam senão pelos instintos, não detendo moral alguma, não seguem, por conseguinte, a mesma cadeira de progresso que o homem, por isso diz OLE. "Progridem por força das coisas", enquanto nós, progredimos, a custa da moralização conseguida nos múltiplos périplos pelos quais jornadeamos.
Abraços,
Moura

Querido Moderador,


Vamos escrever com base na doutrina E nas ciências!! Num dos seus posts, disse que a homossexualidade vai contra a natureza....ops, foram descobertas mais de 400 espécies de animais onde existe a homossexualidade !! ( vamos obedecer Kardec e aliar a ciencia ao espiritismo, ou nos manteremos como as civilizações antigas?)

Ah, dessas mais de 400 espécies de animais onde existe a homossexualidade (nenhuma em extinção por causa disso) também percebemos que só em uma existe a homofobia: Na NOSSA!!!


abraços fraternos!


Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: ◄Pat► em 02 de Julho de 2011, 12:19
Muito bom seu texto, eu sou homossexual e só eu sei o que é ser homossexual em uma sociedade tão preconceituosa, mas eu acredito em reencarnação e é claro que a homossexualidade tem a ver com espiritualidade, ninguém pede pra vir homossexual.

Paz ;)
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Wagner Lopes em 02 de Julho de 2011, 15:25
Muito bom seu texto, eu sou homossexual e só eu sei o que é ser homossexual em uma sociedade tão preconceituosa, mas eu acredito em reencarnação e é claro que a homossexualidade tem a ver com espiritualidade, ninguém pede pra vir homossexual.

Paz ;)

Amigo, todos temos preconceito sobre alguma coisa, mas a partir do momento que nos aceitamos como somos tudo muda, só sofre com preconceito  quem se permite ser julgado pelos outros...

Amigo você pode fazer tudo o que quiser, o problema é que não fazemos o que queremos por medo do que os outros vão achar, ai realmente se vive num inferno...

Como assim ninguém pede para vir homossexual? Valorize-se meu amigo!!!!

 Qual é o problema de gostar de pessoas do mesmo sexo?, isso é uma coisa natural em você, como poderemos ser felizes quando acreditamos que nossos impulsos naturais são coisas que devemos domar, poxa se não fizermos o que gostamos então vamos viver pra quê?

Pra fazer o que os outros dizem ser o certo, se esse for o caminho pra a "luz", prefiro viver do outro lado...
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: OSEIAS em 04 de Julho de 2011, 14:43
Prezados amigos,
Caroline Secundino Treigher fez uma palestra sobre "Homossexualidade na visão Espírita, onde faz colocações muito interessantes com base nas Obras Espíritas, onde procura responder as seguintes questões?
Ser gay é um defeito que deve ser corrigido?
É uma virtude que deve ser incentivada?
O gay é menos evoluído espiritualmente?
Ser gay é uma provação para o Espírito?
Uma obsessão espiritual?
Pode ser revertido?
É contraria as leis de Deus?
Ela começa pela questão 202 do L.E. onde se pergunta se os espíritos tem sexo, com a resposta de que não como entendemos. Se é não como entendemos, alguma coisa existe.
Depois citando a obra de Andre Luis no Livro Ação e Reação, nos fala da reencarnação invertida, ou seja, muitas encarnações com o mesmo sexo, e depois por prova ou expiação é trocado, ocasionando a homossexualidade ou a bissexualidade. Em Vida e Sexo, Emanuel nos fala,   “Não proibição, mas educação. Não abstinência imposta, mas emprego digno com devido respeito aos outros e a si mesmo (...).” O que nos convém é, portanto, um comportamento sexual saudável, seja qual for nossa orientação sexual.Pedir a um homossexual que se abstenha é a mesma coisa que pedir a um heterossesexual. Por fim em Sexo e Destino, do Espírito André Luiz, o benfeitor Félix já dizia:
“(...) no mundo porvindouro os irmãos reencarnados, tanto em condições normais, quanto em condições julgadas anormais segundo os valores da sociedade, serão tratados em pé de igualdade, no mesmo nível da dignidade humana (...)”
Será que resta alguma dúvida de como devemos agir com nossos irmãos.
Paz a todos.


Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: OSEIAS em 04 de Julho de 2011, 15:14
Este é o link da palestra que me referi  anteriormente; http://palestrasdacarol.blogspot.com/2010/03/hossexualidade-luz-da-doutrina-espirita.html, peço que leiam tenho certeza de que contribuirá para a nossa evolução a respeito deste tema sobre a Luz da Doutrina Espírita.
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Conforti em 05 de Julho de 2011, 00:11
        Muitos, erradamente, discriminam a homossexualidade. No tópico ‘Homossexualidade – porque o sexo causa tanta polemica”, coloquei resposta q repito abaixo:
..................................         
        “Um amigo condenou a homossexualidade dizendo:
        “Tudo que  é natural para um deve ser natural para todos. Se "TODOS"  se tornarem homossexuais, a primeira consequência disso será o exterminio da raça humana. Portanto, por uma questão de lógica, a Homossexualidade não é viável”.
        Lendo as palavras acima, outro amigo colocou:
        “Excelente raciocínio, é uma das explicações mais inteligentes que já li”.
        E eu comentei:
        Cel: pois, meu amigo, não concordo definitivamente com o raciocinio acima. Eu perguntaria, aos amigos, o que é “natural”? E é verdade q o q é natural para um deve ser para todos? Como afirmar q deve ser natural para todos? Todos os homens são iguais? Não há uma gicantesca desigualdade entre os seres humanos? Desigualdade fisiológica e psicológia/moral? Será q os homo, ou os bissexuais estão fora da natureza? Quem fez os homossexuais? Eles mesmos se fizeram assim como são? Por um estudo sobre sexualidade, q uma amiga trouxe para o fórum, não lembro em q tópico, já foram descobertas mais de 400 espécies animais onde a homossexualidade é comum. Porq é q muitos, desde a infância ou a adolescência, já denotam sinais de homossexuais? Porq escolheriam ser homossexuais, pela livre vontade, se isso lhes traz tanta discriminação e, consequentemente, tantos sofrimentos, inclusive pela incompreensão de familiares e da sociedade? Será q o homossexual é o que é porq escolhe, por sua livre e espontânea vontade, ser assim, ou as circunstancias da vida o fazem ser assim?
         E como podemos falar em lógica ou inteligencia, como o amigo falou? Estamos nos esquecendo das sábias palavras de Paulo: “É o Sr q opera em nós o pensar e o fazer!” e,  consequentemente, o desejar, o escolher; estamos esquecendo tb de outras suas palavras sábias: “A sabedoria de Deus é loucura para os homens, como a sabedoria dos homens é estultícia (estupidez) para Deus!”. Onde está a inteligência dos homens, de mentes limitadas, ignorantes, senão nas coisas q lhe servem apenas para a sobrevivência e, mesmo nestas, quantos absurdos praticam?!”
............................................         
          Abraços.
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Goedert em 05 de Julho de 2011, 01:23
A falta de lógica de alguns é legendária, as vezes é até uma ofença a verdade.

Aquilo com que estamos habituados se torna desde então quase natural. O hábito é, com efeito, algo semelhante a natureza, já que o frequente é semelhante ao sempre e já que, se o sempre compete a natureza, o frequente compete ao hábito.
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Lilita Capetiana em 12 de Julho de 2011, 21:29
Excelentes textos Helena !!!
 É díficil encontrar discursos lúcidos como estes, hoje em dia, que não divorciam a Doutrina da razão e dos fatos.
 Sobre a velha tecla da "opção" sexual, isso é mito!
Meu irmão denotava, como o Coronel já explanou, sinais de sua homossexualidade desde seus tenros 5 anos (segundo minha mãe, até um pouco antes).
Onde está a opção aí? Ainda assim ele teve a educação padrão heterossexual imposta sobre ele - com efeitos deletérios sentidos até hoje.
Deletérios porque não condiziam com sua condição natural (falácia naturalista em 5, 4, 3...).
Sobre o caráter probatório da condição homossexual, em ordem de compreender melhor o sexo oposto, não tem fundamento factual : há um vasto número de variações da homossexualidade, do jovem transexual de psique claramente feminina, ao rapaz com caraterísticas másculas e afastadas do estereótipo gay. Geralmente não há qualquer identificação com o sexo oposto.
Não raro, a condição é também prova para a família, que preciso deste tipo de trabalho para evoluir.
Neste contexto, vale ressaltar que a tendência homossexual em si mesma não representa qualquer tipo de queda espiritual, uma vez que o Espírito imortal percorre incontáveis reencarnações podendo alternar o sexo dos corpos utilizados. Assim sendo, as tendências sexuais em níveis variados constituem uma característica inerente ao processo reencarnatório, como o colega Moura ressaltou com a 202 do LE.
Pax.
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Mourarego em 14 de Julho de 2011, 15:41
Lilita,
não é o encarnado ( pois este termo se refere apenas ao corpo que o Espírito veste).
corpos não pensam ou optam.
Quem, em nova vivências, opta é o mesmo Espírito de antes, agora sob nova roupagem.
Logo a opção existe já que a reencarnação visando o melhoramento moral do Espírito não lhe frustra o livre arbítrio ou seu uso.
Abraços,
moura
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: ari gonçalves em 14 de Julho de 2011, 18:19
Caro Oseias, visitei o blog que vc indicou, muito bom.. Obrigado, valeu.
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: ari gonçalves em 14 de Julho de 2011, 21:51

PERANTE O SEXO

Nunca escarneça do sexo, porque o sexo é manancial de criação divina, que não pode se responsabilizar pelos abusos daqueles que o deslustram. Psicologicamente, cada pessoa conserva, em matéria de sexo, problemática diferente.
Em qualquer área do sexo, reflita antes de se comprometer, de vez que a palavra empenhada gera vínculos no espírito.
Não tente padronizar as necessidades afetivas dos outros por suas necessidades afetivas, porquanto embora o amor seja luz uniforme e sublime em todos os entendimento e posição do amor se graduam de mil modos na senda evolutiva. Use a consciência, sempre que se decidir ao emprego de suas faculdades sexuais, imunizando-se contra os males da culpa.
Em toda comunicação afetiva, recorde a regra áurea: "não faça a outrem o que não deseja que outrem lhe faça". O trabalho digno que lhe assegure a própria subsistência é sólida garantia contra a prostituição.
Não arme ciladas para ninguém, notadamente nos caminhos do afeto, porque você se precipitará dentro delas. Não queira a sua felicidade ao preço do alheio infortúnio, porque todo desequilíbrio da afeição desvairada será corrigido, à custa da afeição torturada, através da reencarnação. Se alguém errou na experiência sexual, consulte o próprio íntimo e verifique se você não teria incorrido no mesmo erro se tivesse oportunidade.
Não julgue os supostos desajustamentos ou as falhas reconhecidas do sexo e sim respeite as manifestações sexuais do próximo, tanto quanto você pede respeito para aquelas que lhe caracterizam a existência, considerando que a comunhão sexual é sempre assunto íntimo entre duas pessoas, e, vendo duas pessoas unidas, você nunca pode afirmar com certeza o que fazem; e, se a denúncia quanto à vida sexual de alguém é formulada por parceiro ou parceira desse alguém, é possível que o denunciante seja mais culpado quanto aos erros havidos, de vez que, para saber tanto acerca da pessoa apontada ao escárnio público, terá compartilhado das mesmas experiências.
Em todos os desafios e problemas do sexo, cultive a misericórdia para com os outros, recordando que, nos domínios do apoio pela compreensão, se hoje é o seu dia de dar, é possível que amanhã seja o seu dia de receber.

Do Livro  “SINAL VERDE” - André Luiz e Francisco Cândido Xavier
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: ari gonçalves em 15 de Julho de 2011, 00:37
Homossexualismo e Sexualidade

   Peço licença aos caros amigos deste post, para tecer algum comentário a respeito de tão grave problemática, no tocante assunto em que os desvios da libido, mesmo contra a vontade, da tal personalidade adversa á real "persona" no âmbito do sexo. Digo isso sob a premissa de que, já vimos informações á respeito, em o LE, que os espíritos não têm sexo, da forma como imaginamos em nosso meio físico e orgânico. Para os encarnados, porém, isso é uma necessidade biológica, já que os gametas se sentem atraídos pelos óvulos, na maioria extrema dos seres portadores do sexo diferenciado, biologicamente falando. Submetidos que estamos á Lei de Reprodução. Bem, nesta parte explicativa nos clareia a mente, já dispostos á aceitar de pronto a lei da natureza em todos os seus detalhes e imposições através unicamente, da então sábia lei de reprodução entre os seres vivos.
Quando dissemos que, mesmo contra vontade da entidade espiritual, e aí precisamos  recorrer inconteste á reencarnação, mais em particular sob a Lei de Causa e Efeito em que nos esclarece que, em primeiro, um dos objetivos da reencarnação é o de permitir os resgates das dívidas contraídas nas várias experiências transatas da evolução, onde a Justiça Divina nos é aplicada já que  fomos os causadores, seja ela a justiça para nos educar ou corrigir.
Encontramos algumas respostas ás inquisições que nos cercam. “Partindo da “origem sexual” todas as nossas referencias a semelhantes peças do trabalho biológico, nos reinos da natureza, objetivam simplesmente demonstrar que, além da trama de recursos somáticos, a alma guarda a sua individualidade sexual intrínseca, a definir-se no feminino ou masculino, conforme os característicos acentuadamente passivos ou claramente ativos que lhe sejam próprios.
A sede real do sexo não se acha, dessa maneira, no veículo físico, mas sim na entidade espiritual, em sua estrutura complexa.” (extraído do livro: Evolução em Dois Mundos / André Luiz / Chico Xavier)
Há, porém uma larga importância neste ensinamento que André Luiz através da mão santa de Chico Xavier também nos esclarece: Portadores que somos de metade dos hormônios masculinos e metade de hormônios femininos distribuídos igualmente. Quando as atitudes perante o sexo campeiam para o lado do desvario, o desequilíbrio entre os hormônios masculino e feminino destoam da então harmonia. Sempre sob o comando da entidade espiritual.  Passado o período da aliança carnal, ou seja, a morte do corpo a entidade que entrou em desvario, se vê atraída ás zonas purgatoriais, não podendo infringir, portanto a Lei de Afinidade, á que todos estão submetidos.
“Acometida pelas cargas magnéticas do instinto primário, acumuladas em sua personalidade, á falta de sólido socorro íntimo, vacilam em sofrimento de culpa, lesada em seu equilíbrio sexual, costuma-se entregar-se á rebelião e a loucura em síndromes espirituais. Portanto em face das torturas em que se vê relegada, gera aflitivas contas cármicas, a lhe atrasarem o progresso e vergastarem-lhe a alma no espaço.” (Trechos de André Luiz)
Então fica mais claro verificarmos os tormentos do sexo, nas almas encarnadas quando a mente feminina ou vice-versa, encontra-se encarnada num corpo estranho ao seu instinto mente-sexo de origem, já que tudo se encontra em desequilíbrio no resultado mente e veículo psicossomático, ou perispírito.
Importa, porém lembrarmo-nos daqueles longos estágios em corpo pré-determinado antes da encarnação pela própria entidade, sem deixar de mencionar que nesse caso, é privilégio de almas já em certo grau de estágio evolutivo, portanto, capacitadas á escolha quando encarnam em corpo feminino ou masculino, sem alterações no equilíbrio da libido, e seus efeitos.
Para então concluirmos nosso comentário sobre os desvios da libido, de que tanto falou o pai da Psicanálise, Freud e seu aluno, Carl Gustav Yung, é que nos transtornos da sexualidade, tão passíveis de uma resposta através dos ensinamentos espíritas, sem nenhuma dúvida, podem ser eles caracterizados em um comportamento inadequado, fruto daquela sementeira que se distanciou da consciência e responsabilidade  no conseqüente abuso do livre-arbítrio.
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Sandra Joaninha em 15 de Julho de 2011, 00:43
Pois é, essa é minha primeira participação e nada é por acaso mesmo, pois tenho uma filha homossexual, e desde pequena, pequenina mesmo ela se comportava diferente , e eu no meu  íntimo sabia , e tenho plena certeza que se Deus me confiou aquele ser tão cheio de luz, tão maravilhoso, ser Humano com H maiúsculo, foi porque na sua infinita sabedoria sabia que eu com meu amor,com minha compreênsão´poderia trilhar o caminho junto com ela, obrigada Deus por me fazer uma mãe completa de amor, por ter me dado esse momento de vida onde pude por em prática o verdadeiro dom de amar incondicionalmente, sem vergonhas ,concordo plenamente que a sabedoria Dívina  não pode ser compreendida por nós seres desse plano...
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Luiz Barreto em 15 de Julho de 2011, 05:50
A Homossexualidade e o Espiritismo


...Todas as respostas estão dentro do próprio homem.

Deus, o Criador de tudo e de todos, criou os homens simples e ignorantes, tendo por destino a Evolução permanente.

A todos equipou com Sua centelha: a Consciência!

A Consciência tem duas metades: a Inteligência e o Livre-Arbítrio.

Leis Naturais, desde sempre pré-estabelecidas, imutáveis, justas, perfeitas, infalíveis, em estreita ligação com a Consciência, vêm balisando o ser para o seu destino, rumo à eternidade: evoluir sempre.

Por Evolução entenda-se a aquisição e prática constante de virtudes, com conseqüente banimento de defeitos.

Como fonte permanente de energia para realizações construtivas o homem recebeu do Pai sublime tesouro: o Sexo!...
Causas

O Espírito concentra energias eternas no nível superior da sua estrutura, energias essas que distribuem-se pelos sistemas mental, intelectual e psíquico, repercutindo no corpo humano.

No incessante pendular das reencarnações, essas energias irão concentrar-se na psique, do que a personalidade do ser humano é pequena mostra. As características mentais, superiores e inferiores, não se alterarão, esteja o Espírito vestindo roupagem física masculina ou feminina.

Por outras palavras: virtudes ou defeitos não sofrem variações em função do sexo a que pertença o agente, ora encarnado.

A parte que muda - e muda bastante -, é o campo gravitacional da força sexual, quando o reencarnante também muda de sexo.

Na verdade, quando no limiar da evolução máxima terrena, os Espíritos já não apresentam tais mudanças, se homem ou mulher.Neles é expressivo o domínio completo das tendências, com isso dominando e direcionando as altas fontes energéticas sexuais para obras criativas, invariavelmente a benefício do próximo.

Naturalmente, caro leitor, estamos falando dos chamados "santos".

O sexo, essencialmente, define as qualidades acumuladas pelo indivíduo, no campo mental e comportamental.

Assim, homens e mulheres se demoram séculos e séculos no campo evolutivo próprio em que se situam suas tendências, masculinas ou femininas.

A Natureza, prodigamente, inversa a polarização sexual dos indivíduos que detenham apreciável bagagem de experiências num dos campos, masculino ou feminino.

Nesses casos, tal inversão se dá de forma natural, sem desajustes.

Contudo, existem casos, nos quais será útil ao Espírito renascer, compulsoriamente, em campo sexual oposto àquele em que esteja, por abusos e desregramentos. Aí, o nascimento de criaturas com inversão sexual cogita, na maioria dos casos, de lide expiatória.

Isso acontece porque pessoas há que tiranizam o sexo oposto.

O homem, por exemplo, prevalecendo-se de sua superioridade, auto-concedida, abusa e surrupia direitos à mulher, passando a devedor perante a Lei de Igualdade, do que sua consciência, cedo ou tarde, o alertará.

Então, quando isso ocorre, voluntária ou compulsoriamente, será conduzido pela Justiça Divina a reencarnar em equipamento feminino.

Mantendo matrizes psíquicas da masculinidade, estará extremamente desconfortável num corpo feminino, para assim aprender o respeito devido à mulher, seja mãe, irmã, filha ou companheira.

Identicamente, sucederá à mulher que, utilizando seus encantos e condições femininas de atração, arrastou homens ao desvairo, à perdição, ao abandono da família: terá que reencarnar como homem, embora suas tendências sejam declaradamente femininas.

Nessa condição, os que dão livre exercício a tais tendências, cometem novos
delitos.

Considerando que tais indivíduos encontram-se em provação (desenvolvimento de resistências a má inclinação), ou, em expiação (resgate de faltas passadas), seu mau procedimento agrava seu karma.

Não é sem razão que Divaldo Franco e Chico Xavier, médiuns dedicados, com larga experiência no trato do Espiritismo, consideram o homossexualismo um gerador de angústias.

Philomeno de Miranda (Espírito), em "Loucura e obsessão",F.E.B., 1988, Brasilia/DF, 2a.Ed., pag.75, consigna o homossexualismo como provação, alertando que, "a persistência no desequilíbrio, remeterá o ser compulsoriamente à expiação, mutiladora ou alienante".

Homens e mulheres nascem homossexuais com a destinação específica do melhoramento espiritual, jamais sob o impulso do mal.

Os homossexuais, homens ou mulheres, assim, são criaturas em expurgo de faltas passadas, merecedoras de compreensão e sobretudo esclarecimento.

Tornam-se carentes diante da Bondade do Pai, que jamais abandona Seus filhos.

Terão renovadas chances de aperfeiçoamento espiritual, eis que a Reencarnação é escola que aceita infinitas matrículas, inda que na mesma série.

Os verdadeiros espíritas e os verdadeiros cristãos, que são a mesma coisa, sentem um enorme dó diante de uns e outros - os homossexuais e os seus radicais detratores.Entendem que os primeiros estão com sofrimentos e que os segundos estão plantando espinhos.Em tempos próximos (crêem os espíritas), a sociedade como um todo compreenderá que tais desajustes representam quebra de dura disciplina, solicitada ou aceita, anteriormente a reencarnação.

Os homossexuais não são passíveis de críticas, senão de esclarecedoras luzes espíritas em suas sensíveis almas, iluminando seu presente.
A Família

A homossexualidade, seja "provação", seja "expiação", sempre coloca seu portador em situação delicada perante a sociedade, já a partir do lar.

Em casa, de nada adiantarão brigas entre os pais, menos ainda acusações recíprocas. Violência ou ameaças contra os filhos portadores da homossexualidade, geralmente agravarão a convivência, tornando-a insuportável.

O confronto entre os costumes sociais e as exigências da libido já expõe o homossexual a um penoso combate, pelo que precisa ser ajudado. Dificilmente, sem ajuda externa, ele se livrará dos perigosos caminhos do abandono do lar, da promiscuidade, dos tóxicos, da violência e até mesmo do crime.

É no meio familiar que o homossexual deverá encontrar sólidos alicerces preparativos para os embates da vida, contando com o incomparável arrimo da compreensão, principalmente do respeito.

Pela Lei de Justiça divina, esse filho ou essa filha estão no lugar certo, entre as pessoas também certas: sua família.

Os pais, assim evangelizados, jamais condenarão o filho ou a filha, mas também jamais deixarão de orientá-los quanto à necessidade do esforço permanente para manter sob controle os impulsos da homossexualidade.

"Manter sob controle" é entender, prospectivamente, que tal tendência tem raízes no passado, em vida anterior, e que somente a abstenção, agora, livrará seu portador de maiores problemas, já nesta, quanto em vidas futuras...

"Manter sob controle", ainda, é perseguir a vitória na luta travada entre o "impulso" e a "razão", ou melhor, entre o corpo, exigente desse prazer e o Espírito, decidido à conquista da normalidade sexual.

A oração, o Evangelho e a vontade, juntos, darão ao homossexual outros prazeres, outras compensações, pacificando assim corpo e Espírito.

A fé em Deus e a certeza das vidas futuras, sem tais infelicidades, serão inestimável catalisador para o êxito.Nesses problemas, como em todos os demais, a união familiar e a companhia de Jesus constituem sempre a melhor solução.
Libertação

Longe de condenar os homossexuais, o Espiritismo sugere-lhes o esforço da sublimação, único meio para livrá-los de tão tormentoso débito. Diz mais a Doutrina dos Espíritos, aos homossexuais:

    * o exercício continuado da caridade fará com que a tela mental se reeduque, substituindo hábitos infelizes por amor fraternal ao próximo;
    * se as forças sexuais forem divididas entre estudo, lazer e ações de fraternidade, elas se converterão em aspiração evolutiva espiritual, anulando os impulsos deletérios do desejo;
    * inquilinos desencarnados serão desde logo despejados do íntimo do reeducando sexual;
    * encarnados infelizes, pela falta de sintonia, igualmente se afastarão (ou serão afastados, por ação de protetores espirituais, sempre dispostos e prontos a ajudar quem se esforça no domínio das más tendências);
    * tanto quanto para o descaminho ninguém anda só, para a correção o Céu se abre em bênçãos, permanentemente;
    * jamais faltarão mãos amigas para acolher "os filhos pródigos" que retornarem à Casa do Pai, depois de terem morado algum tempo em casas afastadas do Bem!

Capítulo do livro Sexo: Sublime Tesouro de Eurípedes Kühl.
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: ari gonçalves em 15 de Julho de 2011, 11:55
Homossexualidade ou Homofobia

Caro Luiz Barreto, perfeito suas colocações. Se vc me permite acrescentar mais esse tópico, e mais particularmente na questão evolução, onde André Luiz nos ensina que o trabalho evolutivo no aperfeiçoamento fisiológico das criaturas terrestres ainda não foi terminado, prosseguindo como é natural no espaço e no tempo. Entendemos aí que a evolução é sempre sustentada por Inteligências Superiores, em movimentação ascendente, desde as primeiras horas da reprodução assexuada. E sob a direção delas, formaram-se o órgão masculino e feminino, nas províncias sagradas genésicas do homem e da mulher. Chegará o dia em que a perda das características sexuais ocorrerá, conforme somos informados, e isso espontaneamente. Será quando as almas humanas tiverem assimilado todas as experiências necessárias á própria sublimação, em rumo após milênios de esforço para uma posição, na qual o indivíduo se deterá ante todas as qualidades angélicas, sem com isso contar com a particularidade do sexo feminino ou masculino. Portanto, refletindo n’ela mesmo a glória divina do Criador. 
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: flordelisMG em 15 de Julho de 2011, 14:13
Bom dia,

Poderia ampliar a discussão para o aspecto também, já em outros tempos tipos como conflituosas?

 - Raça negra e racismo - onde está a vergonha?
- Raça inferior/estrangeiros(época antiga) e igualdade - onde está a vergonha?

"Tudo fora criado por Deus, tudo é para Deus e tudo está para com Deus".

O dia que os homens se esquecerem das diferenças de raça, cor, etnia, orientação sexual, status, deixar-se-ão de se considerarem superiores uns aos outros, deixando a faceta do orgulho e do egoismo caírem e se permiritram amarem...
Sabendo que todos somos irmãos e aí haverá liberdade, igualdade e fraternidade. A tolerância para com qq característica distinta da que se julgam estar dentro dos padrões da normalidade tornará a semente para um novo mundo.

O que deveria prevalecer o sentir/sentimentos ou a razão? O homem como ser pensante sempre está envolto de dúvidas e dilemas. Que a vida os ampare a buscarem o conhecimento baseado e lastreado na caridade... "Aiinda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine..."

Boas reflexões a todos...

abraços ternos.
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: flordelisMG em 15 de Julho de 2011, 14:22

Algumas indagações com relação à uma frase posta, que gostaria de um esclarecimento melhor:

"Longe de condenar os homossexuais, o Espiritismo sugere-lhes o esforço da sublimação, único meio para livrá-los de tão tormentoso débito. Diz mais a Doutrina dos Espíritos, aos homossexuais

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/homossexualidade/homossexualidade-ou-homofobia-onde-esta-a-vergonha/45/#ixzz1SBBtefTt"

1 - O que é o Espiristmo?
2 - Há algumas divergências ditas sobre o que se considera obra do Espiritismo e outras não. Chico Xavier , por meio de emmanuel , disse algo comoque tudo aquilo que fosse contrário as obras do codificador Allan kardec, poderiam ser descartadas. Onde está na obras em lips itis - ou seja - escrito com palavras o erro? Será que o que se faz não é interpretação das pessoas ou então de leituras de outros espiritos? Que espíritos são esses?Qual a ordem na escala evolutiva? É algo a se pensar, não? Ou é mais fácil seguir a corrente?
Uma frase que é distribuída no hospital da cidade, onde eu moro: "O modo de enxergar o mundo. Pode tanto causar quanto curar doenças"
abraços.,
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Meel Jacques em 23 de Abril de 2012, 02:54
Vejam esse vídeo de Raul Teixeira. Muito bom.

http://www.youtube.com/watch?v=h9fBraVW0Iw (ftp://www.youtube.com/watch?v=h9fBraVW0Iw)
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Conforti em 23 de Abril de 2012, 03:38
      Amigos,

      O q é q faz, ou qual é a causa de uns serem homossexuais e outros homofóbicos? Eles mesmo se fizeram assim? É evidente q não. Tudo isso a q damos o nome de problemas são o resultado de todas as causas e efeitos q ocorreram antes de nós, desde nossos mais longinquos antepassados. Somos o resultado do passado, das experiencias/lições da escola da  vida, q flui incessantemente, e q não depende de nossa vontade ou escolha.
......................................................
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Mourarego em 23 de Abril de 2012, 15:03
Poxa coronel,
Se todos podem se modificar, quem empaca na condição de homofóbico o faz porque assim o quer.
Abraços,
Moura
Título: Re: Homossexualidade ou Homofobia – Onde Está a Vergonha?
Enviado por: Mourarego em 23 de Abril de 2012, 15:52
Respondendo exclusivamente dentro da doutrina a pergunta título: Onde está a vergonha venho elencar de OLE a posição deste:

Sobre a homossexualidade (em Sexo nos Espíritos):

"202. Quando somos Espíritos, preferimos encarnar num corpo de homem ou de mulher?
– Isso pouco importa ao Espírito; depende das provas que ele tiver de sofrer.
Os Espíritos encarnam-se homens ou mulheres, porque não têm sexo. Como devem progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, oferece-lhes provas e deveres especiais e novas ocasiões de adquirir experiências.
Aquele que fosse sempre homem, só saberia o que sabem os homens."

Eu: ao abortar por vontade própria, o conteúdo que houvera pedido como provas ainda na erraticidade, o Espírito que transgride a ordenação recebida, cria sobre si um halo de vergonha que o vai recobrir, tanto pelas exigências da sociedade vigente, quanto para a sua elevação e seu progresso enquanto Espírito.
A meu entender será uma encarnação não nula, mas anulada por via da escolha feita quando já encarnado.

Quanto a homofobia:

"361. De onde vêm para o homem as suas qualidades morais, boas ou más?
– São as do Espírito que está nele encarnado; quanto mais puro desse Espírito, mas o homem é propenso ao bem.

361-a. Parece resultar daí que o homem de bem é a encarnação de um bom Espírito e o homem vicioso a de um mau Espírito?
– Sim, mas dize antes que é um Espírito imperfeito, pois de outra forma se poderia crer nos Espíritos sempre maus, a que chamais demônios."

Eu: poderia elencar de outras obras doutrinárias mais itens, mas no intuito de não sacrificar a paciência de todos com textos muitos longos fico apenas nestas duas para enfatizar que das condições morais que o ser encarnado as tiver, ou que lhes venha a dar mais força no setor da homofobia, já se infere sem sombra de dúvida que este ser esteja em processo de ignorância moral muito grande, pois não sendo o cutelo da moral, assim mesmo quer interferir na situação de outrem apenas por dela não aceitar a imagem que passa.
E o faz de modo bruto, até mesmo criminosos.
qual dos dois o mais imperfeito?
Esta a questão que se tenha de resolver com clareza e segundo a D.E.
abraços,
Moura