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GERAL => Outros Temas => Fluidoterapia => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 14 de Janeiro de 2014, 16:35

Título: Peripécias e Eficácias do Passe
Enviado por: dOM JORGE em 14 de Janeiro de 2014, 16:35
                                                             VIVA JESUS!




             Boa-tarde! queridos irmãos.



                    PERIPÉCIAS E EFICÁCIAS DO “PASSE” NOS CENTROS ESPÍRITAS




              Ainda muito jovem fui convidado para “receber” um “passezinho” no centro espírita. Após ouvir a palestra, adentramos na sala de passes, postamo-nos diante do passista e, de modo repentino, o passista deu início a estrondosos e arrepiantes “ARROTOS” na sala. Procuramos consultar o que estava ocorrendo e fomos informados, pasmem! Que o ARROTO era um tratamento de “dispersão” fluídica concentrada no ambiente. Naquela época não professava o Espiritismo, e obviamente fiquei muito indignado.
Os anos advieram, estudei as obras de Allan Kardec, adotei a proposta da Doutrina dos Espíritos como ideal de vida; contudo, tragicamente ainda hoje tenho informações sobre “técnicas” terapêuticas curiosíssimas, realizadas em algumas casas “espíritas”. Atualmente existem instituições que oferecem sessões de passes para todos os gostos e interesses, a exemplo do passe “normal”, aplicado obrigatoriamente após as palestras públicas, normalmente destinado aos famosos papa-passes; do passe “forte” (com direito a arremedos de exorcismos de obsessores na presença do obsedado); do passe “ultra forte” do tipo CURA TUDO (destinado a enfermos graves, obsedados, psicóticos etc., com direito a acorrentamento de obsessores e até "engarrafamento e enrolhamento” dos algozes das trevas); do passe "virtual", VIRTUAL (!? hummm...) etc. Seria caricata se não fosse patética tal ocorrência.
Há os que “transmitem” passes através de gestos desabridos, malabarismos manuais, choques bizarros com tremeliques corporais, estalos de dedos, cantos peculiares, e ainda os famigerados ARROTOS. Isso mesmo, ARROTOS...! Há passistas que incorporam “entidades” durante o passe, esquecidos de que não se deve aplicar passe mediunizado porque não é prática espírita. Não há necessidade de incorporação mediúnica nas sessões de passe. O passista pode até agir sob a influência da entidade, mas não carece verbalizar, aconselhar ou transmitir mensagens outras concomitantes ao passe. É contraproducente! O assunto é recorrente, mas não há como ignorá-lo, até porque a aplicação do passe magnético não comporta atitudes imprudentes, nem admite desatino nas suas expressões. Exige sim, um estudo contínuo dos seus mecanismos, sobretudo quanto à necessidade de sua aplicação.
Conhecemos médiuns que só aplicam passes com roupas brancas, ou debaixo de pirâmides metalizadas. Há os que terceirizam para o além o passe através das viagens astrais (através das milagrosas apometrias), e mais uma infinidade de métodos, para todos os (des)gostos. Isso, sem deixar de citar que aplicam-se passes magnéticos nas paredes dos centros espíritas para "descontaminá-las" das energias negativas. “Eita, quanta criatividade!”...
Afastando-nos dessas peripécias passistas, analisemos efetivamente o significado do tema na instituição espírita. Vimos que existem inúmeras práticas não compatíveis com a sã Doutrina Espírita que urge sejam arguidas à exaustão, nas bases da compostura cristã, sem nenhuma pecha de intolerância, obviamente. Até porque a verdadeira prática Espírita é a expressão da moral cristã, consubstanciada no Evangelho do Cristo.
O bom emprego do passe não admite qualquer expediente espetaculoso. As encenações preparatórias – “mãos erguidas ao alto e abertas, para suposta captação de fluidos pelo passista, mãos abertas sobre os joelhos, pelo paciente, para melhor assimilação fluídica, braços e pernas descruzados para não impedir a livre passagem dos fluidos, e assim por diante – só servem para ridicularizar o passe, o passista e o paciente. A formação das chamadas “correntes” mediúnicas, com o ajuntamento de médiuns em torno do paciente, “as ‘correntes’ de mãos dadas ou de dedos se tocando sobre a mesa – condenadas por Kardec – nada mais são do que resíduos do mesmerismo do século XIX; inúteis, supersticiosos e ridicularizantes.”(1)
O passe deverá sempre ser ministrado de modo silencioso, com naturalidade. Os espíritas não são proibidos de nada, todavia práticas alucinadas são inaceitáveis. A propósito do legítimo passe,“assim como a transfusão de sangue, representa uma renovação das forças físicas, o passe é uma transfusão de energias psíquicas, com a diferença de que os recursos orgânicos (físicos) são retirados de um reservatório limitado, e os elementos psíquicos o são do reservatório ilimitado das forças espirituais.” – explica o Espírito Emmanuel. (2) Recordemos que Jesus utilizou o passe "impondo as mãos" sobre os enfermos e os perturbados espiritualmente para beneficiá-los. E ensinou essa prática aos seus discípulos e apóstolos, que também a empregaram largamente. Entretanto, é nas hostes espíritas que o passe é melhor compreendido, mais largamente difundido e utilizado.
O Evangelista Mateus numa das suas narrativas assegura que "Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo de sua lepra". (3) Mas o que é efetivamente o passe? “É uma transfusão de energias, capaz de alterar o campo celular.” (4) Na definição do “Aurélio”, o passe seria o “ato de passar as mãos repetidamente ante os olhos de uma pessoa para magnetizá-la, ou sobre uma parte doente de uma pessoa para curá-la.” (5) No Pentateuco mosaico localizamos o seguinte evento: "Josué, filho de Num estava cheio do espírito de sabedoria, porquanto Moisés havia posto sobre ele suas mãos: assim os filhos de Israel lhe deram ouvidos, e fizeram como o Senhor ordenara a Moisés.” (6)
Sabemos que "é muito comum a faculdade de curar pela influência fluídica e pode desenvolver-se por meio do exercício.” (7) Mas cabe esclarecer que o passe e imposição de mãos não são a mesma coisa. Tem-se a imposição de mãos como apenas um método, mas naturalmente uma pessoa desprovida dos braços pode fornecer um passe pela força do desejo e pelo auxílio dos Espíritos. O fluxo magnético se sustenta e se arremessa à custa da vontade tanto do passista quanto de seres desencarnados que o acodem na conciliação dos fluídos.
O evangelista Marcos descreve sobre um dos chefes da sinagoga, “chamado Jairo que logo após avistar a Jesus, lançou-se-lhe aos pés. E lhe rogava com instância, dizendo: Minha filhinha está nas últimas; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare e viva.” (8) Na obra Mecanismos da Mediunidade, André Luiz explana que “o passe, como gênero de auxilio, invariavelmente aplicado sem qualquer contraindicação, é sempre valioso no tratamento devido aos enfermos de toda classe” (9)
Em suma, não é demasiado recordar que o exercício das práticas espíritas sem a devida base moral será, fatalmente, uma incursão inequívoca no mundo da inadvertência e, consequentemente, nas teias das ESCURIDÕES TRANSCENDENTAIS.
Referência Bibliográfica:
(1) Pires, José Herculano. Artigo “O Passe” disponível emhttp://www.espirito.org.br/portal/publicacoes/herculano/opd-12.html> acessado em 07/11/2011
(2) Xavier, Francisco Cândido. O Consolador, ditado pelo espírito Emmanuel, Rio de janeiro: Ed FEB, 2000, perg. 98
(3) Mateus 8: 3.
(4) Xavier, Francisco Cândido. Nos Domínios da Mediunidade, ditado pelo espírito André Luiz, Rio de janeiro: Ed FEB, 2004, Cap. XVII.
(5) Aurélio Buarque de Holanda Ferreira . Novo Dicionário da Língua Portuguesa, SP: editora Nova Fronteira, 2001
(6) Deuteronômio 34: 9 -12.
(7) Kardec Allan. A Gênese, RJ: Ed FEB, 2004, Cap. XIV, item 34.
(8) Marcos 5: 21 - 23).
(9) Xavier, Francisco Cândido. Nos Domínios da Mediunidade, ditado pelo espírito André Luiz, Rio de janeiro: Ed FEB, 2004, Cap. XI


                 Jorge Hessen









                                                                                                PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Peripécias e Eficácias do "Passe"
Enviado por: nação de Aruanda em 17 de Janeiro de 2014, 00:56
Ao Sr. Jorge Hessen

Relato interessante que vem mostrar o quanto o trabalho do passe no meio espirita é fraco e aplicado por pessoas sem preparo, sem estudo e principalmente sem energia suficiente para fazer bem ao receptor, enquanto a estória que relata, é muito bizarra, se for verdade, é inédita e mostra somente o grau de deboche com a doutrina, seguida de relatos que apenas justifica este conto do além,
Enquanto a apometria, da maneira preconceituosa como é definida, afirmando terceirizar os trabalhos para o além, além de desconhecer a técnica, há um deboche na maneira de tratar o tema, apometria não é técnica de passe nem faz parte da DE, é uma técnica de desdobramento que auxilia e muito, no tratamento da desobsessão, e no meio que é aplicada, já tive provas da sua eficiência, e posso lhes garantir que esta técnica produz efeitos potentes e comprovados contra energias negativas em que a simples imposição das mãos e a água fluidificada não surtiria nenhum efeito, e ao contrario do que se determina, não tem nada de milagre nela, precisa-se  entender o que existe no mundo espiritual, e que há outras “colônias” com entidades mais capazes e mais evoluídas do que aquelas apresentadas pelo pseudônimo André Luiz, e que o trato com as diversas formas de se lidar com os espíritos vão muito além das pesquisas e dos relatos psicografados por Chico Xavier e escritos por Alan Kardec, pois o mesmo nos diz que devemos evitar o fanatismo, o que você nos traz com riqueza de detalhes, é preciso você entender que há diversas formas de se enxergar a Deus, cada um tem uma, e professa da maneira que seus lideres e seus adeptos entendem, não cabe a ninguém julgar se é certo ou errado os seus métodos, diz Kardec, “que não devemos mostrar a nossa fé denegrindo a fé alheia”, e quando se debocha da forma de outro seguimento espiritual, se bate de frente com isto, enquanto se aplicar passes magnético nas paredes, é uma determinação dos dirigentes, às vezes celebridades não sã da sã doutrina espiritas, que não prega estas atitudes, e de atitudes de julgamento e deboche, como estas, que não existe na codificação, principalmente na expressão moral do cristo, totalmente  livre de preconceito, muito menos nos evangelhos do cristo, diz a DE, que o pensamento e a fé são ferramentas poderosas para se conseguir um objetivo, principalmente no passe, e não interessa muito a forma como se absorve estas energias, De mãos pra cima, para baixo, nos joelhos etc. se houver ou não fé vigorosa, estas energias, salutares ou não, atingirão o seu destino, agora, se isto esteticamente não agrada, já é uma questão de aceitar ou não, e isto não dá o direito de usar de adjetivos para criticar de maneira preconceituosa estas posturas. Preciso lembrar que tudo que se pratica no passe, vem dos estudos, experiências e praticas das pesquisas exaustivas feito por MESMER, considerado o pai do magnetismo animal, suas descobertas, promoveu a cura comprovada pelos grandes médicos e cientista da época, onde era usada as chamadas correntes, verdadeiras concentração de energia positiva, e tudo o que Kardec sabia e divulgava sobre magnetismo, veio da escola de MESMER, e estas praticas existem de maneira intensa e forte até os dias de hoje, que só pode ser enxergada por mentes livre de retaliação, deboche e preconceitos, usando o firme proposito de mostrar superioridade sobre a DE, e, considerar estas praticas como inúteis, supersticiosa e ridicularizantes é no mínimo desmerecer e ignorar este trabalho, e os relatos da DE,  o proposito legítimo de passe é trazer beneficio do doador para o receptor, a maneira com se faz isto, está condicionado a vontade de dar e receber, e a fé fervorosa no ato em si, e não na estética, por que os espíritos sérios não estão interessados na forma de receber e doar estas energias, e sim no resultado final dela. Quando Jesus estendia a mão sobre um necessitado ele tinha moral suficiente para curar e muitas vezes ele dizia sem impor as mãos: ‘eu quero que você fique limpo’, e as pessoas ficavam limpas da lepra, ‘levanta e anda’, e as pessoas andavam, mas, isto era Jesus, achar que um passista espirita proceda desta forma, e achar, como dizem alguns espiritas, que se Jesus fez, nós também podemos fazer,  e querer que  os resultados seja iguais aos do mestre, é pura pretensiosidade, que por si só já atrai espíritos trevosos de toda natureza, ninguém, neste planeta, tem a força, a moral e a pureza do mestre Jesus, e espirita nenhum, como se prega no meio, ou outro qualquer,  jamais será um dia igual a Jesus, pense bem nisto antes de construir textos para criticar e desmerecer a forma dos outros de enxergar a fé a sua maneira, pois, devemos respeitar as convicções alheias.
 A DE e Alan Kardec, não defini o que é e como se comporta o mundo espiritual, e André Luiz, ensina, orienta, mas não define,  e a Fase dita pelas celebridades espiritas: “O que a doutrina espirita não explica não existe” é um equivoco.

Deus no ajude.
Título: Re: Peripécias e Eficácias do "Passe"
Enviado por: Thiago D. em 17 de Janeiro de 2014, 03:20
Bela explanação.. Acho que o sentimento de ajudar o outro, lhe dando essa "energia nova" é um gesto de carinho. Agora a forma mais perfeita de aplicar o passe seria aquele que o faz com toda sinceridade do mundo e com amor e fé em Deus!. Será que o que importa é o JEITO que se faz, ou o BEM que se faz ?. O ato de fazer com sinceridade e amor não é o primordial ?!
Abraço a todos..
Título: Re: Peripécias e Eficácias do "Passe"
Enviado por: amanuel em 18 de Janeiro de 2014, 23:36
Alguém disse um dia:
"O maior inimigo do espiritismo...são os espiritas"
Olha que maior verdade!!!
Muitas vezes  o assunto "forma de dar o passe" apenas serve para que as pessoas usem isso para fazer queixa de A ou B
Título: Re: Peripécias e Eficácias do "Passe"
Enviado por: Mourarego em 19 de Janeiro de 2014, 14:03
Deixando a coisa mais clara:
O que é o passe?
É exatamente a chamada magnetização assistida.
Explico: Kardec nunca falou em passes, mas sim em magnetização animal.
Para que alguém esteja apto a dar seu contributo nesse edificante trabalho há que ter a condição necessária.
Se formos à obra fundamental (OLM), veremos que o médium haverá de ter esta condição de poder doar um fluido queé dele, logo nãotratamos de um campo puramente madiúnico e por isso é chamado de medianímico, exatamente por tratar de uma condição que é anímica, a de poder magnetizar. Diz também a citada obra que quando um médium chama a si, evocando (até mesmo por uma prece), o auxílio dos bons Espíritos, esta condição é aumentada fortemente.
Este é o passe que se deveria dar azo nas casas espíritas, mas infelizmente não é assim que vem sendo tratado, o que se vê é uma espécie de "axé" espiritual, quase mesmo uma dança, e aditado, algumas vezes de trejeitos, assobios, chiados e outros quejandos que mais enfeiam e mistificam do que ajudam a qualquer um.
Abraços,
Moura
Título: Re: Peripécias e Eficácias do "Passe"
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 19 de Janeiro de 2014, 15:25
Bom
Poderíamos construir textos "edificantes"
tecendo o comportamento dos escritores de artigos que nos vem a mão
e bons textos  ... e ridicularizando a estes escritores, englobando-os numa generalizada crítica...

Mas não vem ao caso
pois somos falíveis

Gostei do que a Nação de Aruanda escreveu...

De minha parte
posso dizer que


Da visão unicamente do passe
de onde um estende as mãos
e um outro expõe a cabeça

Envolve situações e ocorrências tão diversas
que muitos não se quer conseguem imaginar...nem inventar.
sendo sérios.

Kardec coloca na doutrina
que quando um homem dorme
sente o reflexo, o seu corpo,
das atividades do espírito
e coloca uma comparação

"Como um balão amarrado ao poste
que lhe sente todas as sacudidas"

Quando psicofanamos
"se psicofanamos"
Temos, em nos observar,
uma questão interessante e curiosa...

Pois brota-se em nossa boca
palavras que não vinham de nossa mente
surgem estas  instantaneamente

Fora ainda as questões emocionais
Sentidas em nossas manifestações das emoções

As visões que nos surgem
de lugares que nunca tínhamos visto

Cenas e conclusões de cenas que
nunca poderíamos ter calculados
e desfechos de narrativas
que não houve quem nos contara

Enfim

A Crítica é livre
Mas a prudência é necessária

Mas há sim exageros de todas as partes
da parte de quem faz
da parte de quem auxilia (encarnado o desenc...)
da parte de quem vê e
de quem reporta

Mas ainda não devemos generalizar

Abraços
Título: Re: Peripécias e Eficácias do "Passe"
Enviado por: dOM JORGE em 25 de Janeiro de 2014, 14:11
                                                                   VIVA JESUS!




               Boa-tarde! queridos irmãos.




                     
O passe virtual: reflexões


O ser humano, desde que aprendeu a falar, inventou, desenvolveu e adotou, em boa hora, o eficiente método de comunicação através da nominação das coisas — de tudo e de todos —, seja em que idioma seja. É dessa forma que hoje, quando surge um neologismo, para assimilá-lo, prudente considerar que geralmente o novo rótulo (continente) se vale de conceito (conteúdo) pré-existente.

É sabido, outrossim, que toda novidade causa celeuma, em face da mania da acomodação...

Parece-me ser esse o caso da sugestão de ajuda a necessitados de amparo espiritual criada pelo INSTITUTO ESPÍRITA ANDRÉ LUIZ (detalhes na internet), sugestão essa que denominou "passe virtual".

Recebi a notícia sobre o passe virtual e estudei o tema detidamente. A meu ver é uma derivação do chamado "passe a distância" (distantes entre si médium e paciente), modalidade de fluidoterapia aplicada por meio de reuniões denominadas "sessões de irradiação".

Deixo de lado diatribes e será sem terçar filosofia com quem quer que seja que acatarei opinião contraditória à minha, desde que trilhando pelo bom senso e devidamente embasada.

Opino que nada objeta estabelecer analogia entre alguns dos dois procedimentos de passes:

Passe a distância:

- Esse tipo de passe é aplicado a pedido do paciente (ou seu responsável) impossibilitado de comparecer junto ao médium passista, aqui denominado apenas de passista.

Por parte do paciente, merecimento, fé e confiança em Deus são indispensáveis.

O alcance do passe beneficia o paciente a qualquer distância que se encontre do passista (geralmente no Centro Espírita, em reunião com companheiros). (Vide detalhes no livro ESTUDANDO A MEDIUNIDADE, de José Martins Peralva, Cap. XXVI, "Passes", p. 149, 10ª Ed., 1984, FEB, RJ/RJ.)

Obs.: Recordando, nesse tipo de passe ocorre transfusão de energias do(s) passista(s) e dos bons Espíritos. É o chamado "passe misto". Se o passista é missionário e tem capacidade de cura direta (o que raramente acontece...), o passe é dito "passe de cura". O Mestre Jesus* é exemplo máximo: "Rogou-lhe o oficial: Senhor, desce, antes que meu filho morra". — Vai, disse-lhe Jesus; teu filho vive. De fato, nesse mesmo instante o filho do oficial se sentiu melhor. * - João, IV, 49 a 53.

Passe virtual:

- Se no passe a distância o passe foi solicitado ao médium passista pelo paciente ou seu responsável, no passe virtual a solicitação é feita pelo próprio paciente, em prece sincera a Deus, a Jesus, com isso ligando-se diretamente a bons Espíritos.

O "passe virtual", da forma como é proposto pelo INSTITUTO ANDRÉ LUIZ utilizando-se a internet, nada mais é do que um processo catalisador e indutor a uma prece em clima de recolhimento, para melhor concentração e introspecção: poucas frases, rápidas, simples, mostradas no vídeo de forma cristã e pedagógica, com suave música de fundo, juntamente com figura muito sugestiva de duas mãos em prece. Tudo, de bom gosto. O procedimento, que dura cerca de oito minutos, iniciado pelo "Pai Nosso" orado por quem pede a graça, finaliza de forma comovente, revelando que as mãos são de Jesus.

Não se diga que isso não está contido na "Codificação". De fato não está, como também não estão lá os transplantes, as células-tronco, os chacras etc.. Contudo, lembro que no cap. XXVIII de  "O Evangelho segundo o Espiritismo" - "Preces Espíritas", Kardec oferta um rol de preces e particularizo os itens II (Preces por aquele mesmo que ora: solicitação aos bons Espíritos de intercessão junto de Deus, para assistência nas contingências da vida) e item V (Preces pelos doentes – prece nº 78 – para ser dita pelo doente.) (Grifei)

Ouso imaginar que se Kardec dispusesse do fantástico potencial da internet, o utilizaria sem economia. Das infinitas possibilidades da internet, considero abençoada a sugestão do passe virtual, como meio auxiliar de indução à prece fervorosa pedindo ajuda a Jesus!

Para Deus, o importante em todas as ações é a intenção. E no passe virtual, decididamente, são boas as intenções, tanto de quem o elaborou quanto de quem o utiliza.

Da mesma forma que no "passe a distância", como em qualquer tipo de passes, hão que estar presentes, por parte do paciente, o merecimento, a fé e a confiança em Deus.

No passe virtual podem ocorrer duas formas de atendimento:

     1ª - O paciente recebe fluidos diretos dos bons Espíritos;

    2ª - O paciente recebe fluidos mistos, tanto dos bons Espíritos, quanto de pessoas encarnadas, que sequer ficam sabendo dessa sua ajuda, posto que os Mensageiros do Alto têm condições plenas de amealhar tais energias junto àquelas pessoas, geralmente passistas fora de atividades mediúnicas naquele momento, mas predispostas subconscientemente à caridade, em tempo integral.

De bom entendimento é que, aqui, num ou noutro tipo de passe, "paciente" remete à ideia de uma pessoa com necessidades, físicas ou espirituais.

Encerro minhas reflexões declarando que, após estudar, analisar e refletir sobre referida matéria no site do INSTITUTO, em Set/2011 fiz autoexperiência: estando bem no meio de uma crise de coluna vertebral/"bico-de-papagaio"... Jesus seja louvado! Tive o alívio almejado. Cessaram as dores intensas.

No meu caso, por exemplo, o "Passe Virtual" que realizei, deu-me alívio, não a cura. Naquele momento (dores intensas), minha oração funcionou como anestésico. Claro que anteriormente, quando irrompeu o problema, procurei o médico especialista em coluna vertebral. Graças a Deus e a esse médico fui medicado, ficando sob cuidados médicos, com medicamentos alopáticos indispensáveis.

A Medicina terrena é algo abençoado e sou dos que creem firmemente que todos os avanços fluem da Divina Providência — como, de resto, tudo o mais, em termos de progresso para a Humanidade.

Precedendo a prece nº 78, é o próprio Kardec que recomenda ao doente o dever de procurar os meios de cura (a fluidoterapia, denominada por ele de “magnetismo”, e a Medicina).

Resumindo, sou dos que acreditam que o passe virtual  é ajuda válida mediante prece sincera e plena de fé — é um "autopasse". E na definição de vários consagrados estudiosos espíritas*, o passe nem sempre é uma oração, porém, a oração é sempre um passe, um autopasse; a ideia do autopasse tem na prece um dos recursos, talvez o melhor deles.

* - In: "O Passe", Jacob Melo, item 6.2 "O autopasse", p. 226/228, 4ªEd., 1993, FEB, RJ/RJ.)


             Eurípedes Kuhl









                                                                                                                PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Peripécias e Eficácias do "Passe"
Enviado por: dgodv em 18 de Março de 2014, 23:06
É claro que o passe virtual não vem em anexo no e-mail que quando abrimos recebemos a energia.

Pela forma que alguns irmãos riem do passe virtual devem estar imaginando isso.

É apenas uma forma de pedido, que poderia ser por telefone, carta, telegrafo ou até mesmo aquela fumaça dos índios.

O virtual é somente a apresentação. Eu Fulano de tal estou com tal problema e peço alívio.
Tem algo de errado nisso? Após isso é feito uma irradiação.

Tão Simples.
Título: Re: Peripécias e Eficácias do "Passe"
Enviado por: dgodv em 18 de Março de 2014, 23:29
Uma coisa que não devíamos fazer é dar opinião sem conhecimento de causa.

1% dos espíritas conhecem o que Kardec indicou que conhecêssemos.

"Magnetismo Animal"

Passe foi criado não sei por quem. Pode prejudicar muito uma pessoa que não esteja em condições de recebe-lo.

No livro "O espiritismo na sua expressão mais simples" (acho que é esse o nome), lá no finalzinho kardec cita algumas obras e autores para estudarmos.  Pois ele diz na codificação que o magnetismo é metade da doutrina espírita, e se o deixarmos de fora, ficaremos alejados, sem norte.

Pra quem não leu nada sobre eles, pode se considerar um quase inválido, por mais que conheça o espiritismo, ainda falta a metade. (O magnetismo).

Todo tipo de passe deveria ser motivo de riso. Pois não é nada perto do que Kardec fez por 35 anos.

Imagina que eu aprendi a dar passe com uma entidade de Umbanda (maravilhosa diga-se de passagem).

Hoje já li uns 7 livros sobre magnetismo, e tudo o que o movimento espírita ri, os magnetizadores e inclusive Kardec fizeram no seu tempo.

Tirando é claro os arrotos, né.

Rodrigo


Título: Re: Peripécias e Eficácias do "Passe"
Enviado por: dgodv em 18 de Março de 2014, 23:30
O irmão Jorge foi muito infeliz nesta matéria.
Tirando os arrotos, é claro.
Título: Re: Peripécias e Eficácias do "Passe"
Enviado por: dOM JORGE em 27 de Janeiro de 2018, 10:29
                                                              VIVA JESUS!





             Bom-dia! queridos irmãos.




                    Passes com técnicas mais elaboradas ou não: eis a questão!


O tema explicitado no título do presente texto não é trivial, pois não é ponto pacífico dentro do movimento espírita.

Alguns defendem que a imposição de mãos pura e simplesmente disposta sobre a cabeça do assistido seria o ideal.

O argumento desses confrades está calcado na simplicidade do procedimento, o que tenderia a evitar o fomento de "ritualismos" desnecessários e irracionais (pois mesmo que as diferentes técnicas tenham fundamento empírico, de acordo com sua maior ou menor eficiência, não conheceríamos a fundo tais mecanismos; assim sendo, para não criar uma mentalidade "mística", no sentido menos positivo da palavra, principalmente nos neófitos, os confrades que defendem essa proposta acabam optando pela abstenção de tais práticas). Nesse contexto, se o recebedor do passe precisasse de algo mais específico, em área mais circunscrita, os Mentores Espirituais do trabalho saberiam e dirigiriam os fluidos mistos, ou seja, os "fluidos humano-espirituais" (vide capítulo XIV, "Os Fluidos", de "A Gênese") para a região necessitada.

Esse posicionamento é sustentado, principalmente, porque Allan Kardec não teria desdobrado significativamente tal tópico.

Uma das ideias básicas desse ponto de vista é que a qualidade fluídica é dada pelo nível moral e pelo poder magnético do magnetizador, independentemente da técnica utilizada, o que seria de importância secundária.

Ademais, os confrades que defendem essa tese (divulgada por muitos pela expressão em inglês "hands on"), frequentemente, citam Jesus de Nazaré e seus procedimentos de "imposição de mãos". No entanto, no Evangelho, analisando-se "a letra que mata e buscando o espírito que vivifica", podemos fazer uma pequena ressalva no valor de tal argumento, pois Jesus, a priori, curou através de vários procedimentos (vide a mulher hemorroíssa, o cego de nascença, o servo do centurião romano, a filha de Jairo etc.). Ademais, a chamada "imposição de mãos", até pela pobreza da língua aramaica utilizada por Jesus e os problemas de tradução após dois mil anos, poderia significar algo mais elaborado do que uma simples colocação de mãos paradas sobre o crânio do necessitado da transfusão fluídica.  Os defensores dessa tese também citam posicionamentos de Raul Teixeira (a título de ilustração, vale consultar o excelente livro "Diretrizes de Segurança" de Divaldo P. Franco e José Raul Teixeira), nos quais o admirável médium e orador de Niterói explica que os fluidos salutares poderiam ser distribuídos para os diversos setores do organismo, assim como um medicamento que é ingerido via oral ou via parenteral é disponibilizado através da corrente sanguínea.

Por outro lado, um significativo grupo de trabalhadores espíritas defende técnicas mais elaboradas.

Esses irmãos sustentam seus posicionamentos, afirmando que Allan Kardec, nos seus catorze anos incompletos de trabalho espírita, não teve tempo suficiente para desdobrar as técnicas dos passes e que, ademais, o "Espiritismo evolve!". Além disso, defendem que Kardec, tendo sido por 35 anos um magnetizador, muito antes de conhecer as "Mesas girantes e falantes", já respaldava as técnicas de Mesmer, Puysegur, Du Potet, entre outros famosos magnetizadores. Aqueles que defendem tal posicionamento costumam sustentar suas ideias em André Luiz, que narra a utilização de passes longitudinais, entre outras técnicas, em obras como "Missionários da Luz", entre outras. A ideia dos "passes longitudinais" estaria associada à presença dos "centros de força" ou "centros vitais", vinculados ao Perispírito ou Corpo Espiritual, sendo uma forma de atingi-los, individualmente. Os defensores das técnicas mais elaboradas baseiam-se em autores como Jacob Melo e Matthieu Tubino, os quais defendem, basicamente, que os "passes dispersivos", conhecidos muitas vezes como "limpeza psíquica", seriam, em muitos casos, mais eficientes do que a doação fluídica direta. Ambos afirmam que possuem experiência de várias décadas, com inúmeros casos documentados, os quais enfatizam a superioridade de tais procedimentos. Jacob Melo chega a dizer que o sucesso dos passes efetuados por muitas "benzedeiras" (também chamadas "rezadeiras") deve-se em grande parte ao intenso emprego de técnicas dispersivas. Os defensores desse ponto de vista afirmam que muitos que recebem o passe chegam bem para receber a "transfusão fluídica" e saem pior, sentindo-se muito mal, com dores de cabeça e outros sintomas. Entretanto, nem todos os confrades têm tal sensibilidade e, por isso, entre outros motivos, os avanços na discussão de causas e efeitos fluidoterápicos ainda seriam lentos.

Divaldo Pereira Franco, por exemplo, recomenda um passe longitudinal em três etapas: "limpeza psíquica"; "concentração"; "doação". Portanto, poderíamos inferir que Divaldo utiliza de um meio-termo entre os dois extremos. Nem a imposição de mãos de forma estática sobre a cabeça do recebedor, nem técnicas mais complexas.

A questão supracitada reforça o aspecto científico do Espiritismo, pois os novos conhecimentos requerem amplo e irrestrito estudo e confirmação para serem considerados partes integrantes da Doutrina Espírita. E nem sempre é possível avançar, com segurança, em temas complexos do ponto de vista científico, o que vale não só para o Espiritismo, mas para todas as áreas do conhecimento. Tais dificuldades também denotam que, em matéria de assuntos de conotações mediúnicas, magnéticas e/ou fluidoterápicas, ainda precisamos acentuar nosso nível de aprofundamento doutrinário.

Afirmava Voltaire: "nada mais brutal do que o fato". Assim sendo, se através do estudo consistente e perseverante as evidências de que um tipo de técnica de passe é superior a outro, deveremos, em prol da Ciência Espírita e da ação da caridade fluidoterápica, utilizar aquele mais produtivo, estudando, inclusive, para entender por que ele é mais eficaz, o que também está relacionado a nosso aprofundamento doutrinário referente à compreensão do Perispírito e suas propriedades.


          Leonardo Marmo Moreira









                                                                                                  PAZ, MUITA PAZ!