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GERAL => Outros Temas => Fluidoterapia => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 17 de Junho de 2013, 11:52

Título: Passes: Energia e Amor
Enviado por: dOM JORGE em 17 de Junho de 2013, 11:52
                                                                   VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                      Passes: Energia e Amor




Quando vamos á uma instituição espírita, é normal recebermos os “passes”, a fora o fato de após o receber sentirmo-nos bem, poucos são os que sabem suas origens ou suas aplicações.

Conforme Herculano  Pires : “O passe nasceu nas civilizações da selva como um elemento de magia selvagem, um rito das crenças primitivas. A agilidade das mãos em fazer e desfazer as coisas, sugeria a existência, nelas, de poderes misteriosos, praticamente comprovados pelas ações cotidianas da fricção que acalmava a dor, da pressão dos dedos estancando o sangue ou expulsando um espinho ou o ferrão de uma vespa ou o veneno de uma cobra.”[1]

A arte de curar através dos passes era prática normal desde os tempos antigos, sobretudo no tempo de Jesus, quando os seus seguidores exercitavam a técnica da cura através das mãos. Encontramos no  Novo Testamento o momento histórico: E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo da lepra. ".

“O socorro, através de passes, aos que sofrem do corpo e da alma, é instituição de alcance fraternal que remonta aos mais recuados tempos.”[2].

Seja magnético ou mediúnico, o passe sempre é um manuseio benéfico das energias sutis do paciente. No caso de Passe Magnético (ou anímico), esse manuseio é feito pelo passista magnético sempre com as suas próprias energias. O Passe Mediúnico é feito por um espírito benfeitor com o emprego das suas próprias energias, em conjunto ou não com as energias do médium-passista no qual está conectado no momento do Passe Mediúnico.

 "[...] a fazer passes o médium curador infiltra um fluido regenerador pela simples imposição das mãos, graças ao concurso dos Espíritos, mas esse concurso só é conhecido à fé sincera e a pureza de intenção."[3]

Herculano Pires enfatiza: “Os passes têm por finalidade a transmissão de fluidos, de energias vitais e espirituais para fortificar a sua resistência. Não confie em passes de gesticulação excessiva e outras fantasias. O passe é simplesmente a imposição das mãos, ensinada por Jesus e praticada por Ele.[4]

Em resumo o passe é a passagem de uma pessoa para outra de uma certa quantidade de energia fluídica, porem as influencias do pensamento do médium é ponto fundamental para que o passe seja bem sucedido, a prece é pensamento e, quando sincera e feita para beneficiar alguém, não deixa de ser um tipo de passe, que também depende da nossa vontade, elevando sempre o padrão vibratório da criatura.

A prece possui outro papel também muito importante, que é o da higienização do ambiente em que se encontra aquele que a faz. No momento da oração, recebe-se fluidos de qualidade superior, pelo processo de sintonia com espiritualidade, afastando os fluidos inferiores do ambiente, os quais são progressivamente substituídos pelos que estejam sendo recebidos.

"A faculdade de curar pela imposição das mãos tem sem dúvida alguma o princípio numa força excepcional de expansão, suscetível de ser aumentada por vários motivos, entre os quais predomina a pureza de sentimentos, desinteresse, benevolência, desejo ardente de aliviar, prece e confiança em Deus."[5] André Luiz complementa :

“A oração é prodigioso banho de forças, tal a vigorosa corrente mental que atrai. Por ela, Clara e Henrique (médiuns) expulsam do próprio mundo interior, os sombrios remanescentes da atividade comum que trazem do círculo diário de luta e sorvem do nosso plano as substâncias renovadoras de que se repletam, a fim de conseguirem operar com eficiência, a favor do próximo. Desse modo, ajudam e acabam por ser firmemente ajudados.”[6].

Pode-se questionar, se o médium passista não perde energias quando aplica o passe, sobre essa questão Raul Teixeira esclarece:

 “Quando aplicamos passes, antes de atirarmos as energias sobre o paciente, nos movimentos ritmados das mãos, ficamos envolvidos por essas energias, por essas vibrações que nos chegam dos amigos espirituais envolvidos nessa atividade, o que indica que, antes de atendermos aos outros, somos nós, a princípio, beneficiados e auxiliados para que possamos auxiliar, por nossa vez.”[7]

Os passes têm percorrido um extenso caminho desde as origens da humanidade, como prática terapêutica eficiente, e, modernamente, estão inseridos no universo das chamadas Terapêuticas Fluídicas e/ou Magnéticas; constituindo-se, na atualidade, excelente terapia praticada largamente nas Instituições Espíritas.

 

Artigo publicado pela revista RIE em Junho de 2013

[1] PIRES, J. Herculano.  Obsessão - O Passe – A Doutrinação. Cap. II  Magia e religião. P.9. Ed. Paidéia.

[2] PERALVA, Martins. Estudando a Mediunidade. Cap. 26-Passes. Rio de Janeiro. FEB.

[3] KARDEC, Allan. Revista Espírita, Janeiro de 1864, pag. 7.

[4] PIRES, J. Herculano.  Obsessão - O Passe – A Doutrinação. Cap. VIII/ITEM 11 - Ed. Paidéia

[5] KARDEC, Allan, Obras Póstumas. Item 52. Médiuns curadores. Rio de Janeiro. FEB. 2005

[6] XAVIER, Francisco C. Nos Domínios da Mediunidade. Cap. 17.  Serviços de Passes. Rio de Janeiro. FEB.

[7] FRANCO, Divaldo P.  e  TEIXEIRA, J. Raul. Diretrizes de Segurança. Cap.80. Rio de Janeiro. FEB.



                  Marcos Paterra








                                                                                               PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Passes: Energia e Amor
Enviado por: dOM JORGE em 02 de Julho de 2014, 10:07
                                                                 VIVA JESUS!



              Bom-dia! queridos irmãos.




                        Ainda o passe!


Conta-nos Irmão X1 que Simão Pedro pediu ao Mestre que primeiro curasse os enfermos, para depois falar-lhes do Evangelho do Reino. E Filipe acrescentou:

“– (...) É quase impossível meditar nos problemas da alma, se a carne permanece abatida de achaques...”.

No dia seguinte, enquanto Jesus, com o auxílio dos apóstolos, curava os enfermos, iam os discípulos convidando os beneficiados para que aguardassem a pregação do Médico Celeste, a qual seria um banquete de verdade e luz.

Estes, contudo, tão logo recebiam a cura, afastavam-se apressados, com breves agradecimentos e desculpas.

Quando o último feridento foi curado, permaneciam à margem do lago somente Jesus e os doze aprendizes...

“– Pedro, estuda a experiência e guarda a lição. Aliviemos a dor, mas não nos esqueçamos de que o sofrimento é criação do próprio homem, ajudando-o a esclarecer-se para a vida mais alta.”

*

O conto ilustra o fato de que nós, homens, somos eternos egoístas, preocupados sobretudo com a saúde física e apenas em receber, jamais em doar. A aquisição da verdade e da luz exige esforços, mudanças e reformas, para os quais “não temos tempo”, ou interesse.

O estudo esclarece a questão. Os livros da Doutrina Espírita são fartos em ensinamentos. Vejamos o que dizem a propósito do tema.

O opúsculo “Orientação ao Centro Espírita”2 afirma (p. 27), que o passe e a fluidificação da água são “(...) recursos terapêuticos do plano espiritual às pessoas carentes deste auxílio”.  E, à p. 28, com transparente clareza, registra:

“Após a explanação do Evangelho, à luz da Doutrina Espírita e atendendo à recomendação de Jesus, ‘se impuserem as mãos sobre os enfermos eles ficarão curados’, o passe será aplicado às pessoas que o desejarem, de acordo com o seguinte esquema:

2.a – O dirigente da reunião permitirá a saída do recinto, em silêncio, dos que não sentirem necessidade de receber os passes; (...)

2.d – o passe deverá ser transmitido com simplicidade, evitando-se a gesticulação exagerada, a respiração ofegante, o bocejo continuado e o toque direto no paciente; (...)”. – Grifamos.

Ora, a proposta é generosa, pois deixa ao arbítrio de cada um recebê-lo, ou não. No caso, ninguém melhor do que o próprio paciente, se esclarecido e de posse de suas faculdades mentais, para avaliar-se.

Contudo, se a pessoa está com saúde física e mental, por que recebê-lo?

Esclarece Martins Peralva3:

“O socorro, através de passes, aos que sofrem do corpo e da alma, é instituição de alcance fraternal que remonta aos mais recuados tempos”. – Grifamos.

Cremos que a falha, aqui, é dos dirigentes das reuniões, quando não liberam os não enfermos, e não criam oportunidade para que se retirem. Há até os que estimulam os presentes a recebê-los. Assim agindo, passam a impressão de que há obrigatoriedade na recepção de passes. O que não é verdade. Pois seria absurdo crer-se que todos estejam enfermos; sobretudo se são antigos frequentadores ou trabalhadores dos Centros Espíritas.

Ou então os assistentes e trabalhadores não estão recebendo – ou observando – a orientação das Casas Espíritas, quanto à necessidade da reforma íntima, da prática do bem, do Estudo do Evangelho no Lar, indispensáveis à conquista do bem-estar físico e mental. O que seria outro absurdo: admitir que Instituições Espíritas deixem de orientar corretamente os que as frequentam!

Quando iniciamos a reforma íntima e aderimos ao trabalho em benefício do próximo, aprendemos a doar e naturalmente nos equilibramos. E os remédios, em muitos casos, se tornam dispensáveis. O passe é um desses medicamentos que, a partir daí, será utilizado quando absolutamente necessário, o que se dará raramente, em pessoas saudáveis e operosas.

É o que nos recomenda Emmanuel4:

“Se pretendes, pois, guardar as vantagens do passe que, em substância, é ato sublime de fraternidade cristã, purifica o sentimento e o raciocínio, o coração e o cérebro.

Ninguém deita alimento indispensável em vaso impuro”.

A seguir, admoesta, judicioso como sempre:

“Não abuses, sobretudo daqueles que te auxiliam. Não tomes o lugar do verdadeiro necessitado, tão só porque os teus caprichos e melindres pessoais estejam feridos.

O passe exprime, também, gastos de forças e não deves provocar o dispêndio de energias do Alto, com infantilidades e ninharias.

Se necessitas de semelhante intervenção (...), humilha-te (...) e, recordando que alguém vai arcar com o peso de tuas aflições, retifica o teu caminho (...)”. – Grifamos.

O passe é recurso de emergência para tratamento de doenças físicas e mentais. Mas a cura definitiva depende da cura do espírito enfermo e se dará pela nossa reforma íntima, pela nossa Evangelização.

É ajuda que vem do Alto, por acréscimo de misericórdia. Assim como não bebemos água só porque está disponível, não abusemos dele, pois é algo sagrado, que deve merecer nosso respeito.

Jesus orientou os discípulos:

“(...) se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados”. Mc, 16:18.

Jairo (Mc 5:22-23) recorre ao passe de Jesus, porque sua filha estava enferma: “E rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare e viva”. Mc, 5:23.

Façamos o mesmo, quando estivermos enfermos, mas retifiquemos a conduta que desequilibra a saúde física, mental e espiritual.

Não sobrecarreguemos, pois, o Divino Mestre, desnecessariamente. Nem tomemos “o lugar do verdadeiro necessitado”.

Todos devem ser orientados adequadamente, para que também aprendam a passar amor e descubram, na reforma íntima, o caminho para a cura real.

Apliquemos o passe ao enfermo, mas, ao saudável, convidemo-lo para que estude, aprenda, trabalhe em diversas tarefas e – quem sabe? –, se torne, também ele, um passista!

Com isso, faremos do acomodado e eterno paciente de passes um servidor do Cristo que, transformando-se de sujeito em agente da ação beneficente, transforme-se e seja ele alguém que aja no bem de variadas formas, entre as quais a aplicação do passe. Ao invés de receber indefinidamente, que aprenda a doar.

Com a prática dos ensinos do Espírito de Verdade: “Amai-vos; instruí-vos!”, todos cresceremos na compreensão e vivência das sublimes lições evangélicas!

 

Referências bibliográficas:                                                       

1. Contos e Apólogos, Irmão X/Francisco C. Xavier, Cap. 6, 8ª ed., FEB, Rio, 1995.

2. Orientação ao Centro Espírita, 3ª ed., FEB, Rio, 1988.

3. Estudando a Mediunidade, Martins Peralva, Cap. 26, 18ª ed., FEB, Rio, 1995.

4. Segue-me, Emmanuel/Francisco C. Xavier, 6ª ed., O Clarim, Matão, 1987, p. 133/5.



            Gebaldo José de Sousa









                                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Passes: Energia e Amor
Enviado por: dOM JORGE em 18 de Fevereiro de 2017, 10:53
                                                                   VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                      Hora do Passe




              1. Esteja convicto de que realmente precisa tomar um passe.
2. Não use
a sala somente por curiosidade
3. Visitando a sala por visitar, de maneira informal, deixará de usufruir de seus benefícios quando dela necessitar realmente.
4. Utilize a sala com gratidão e respeito, como faria num centro espírita material.
5. Aconselhamos a utilização da sala apenas uma vez por semana, salvo em caso de grande necessidade.
6. Em silêncio, evoque a proteção de Deus e de Jesus para o passe.
7. Desejando, após a evocação, rogue também o concurso de seu Anjo da Guarda ou dos Espíritos Superiores com os quais tenha maior afinidade.
8. Procure afastar de sua mente quaisquer pensamentos negativos.
9. Respire fundo, pausadamente, com calma e confiança.
10. Prepare-se para orar.


Fonte: http://www.institutoandreluiz.org/passe_virtual.html








                                                                                                               PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Passes: Energia e Amor
Enviado por: dOM JORGE em 23 de Fevereiro de 2017, 07:43
                                                                    VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.




                        Passe e fluido vital



Todas as Doutrinas, não importa sobre o que versem, após serem elaboradas e divulgadas por seus autores, estão sujeitas a interferências daqueles para quem foram preparadas: os leitores, aprendizes ou seguidores.
Entretanto, tudo indica existir uma tendência no homem para modificar a proposta original, não importa quem seja o seu autor, tampouco qual seja o seu conteúdo. Isto se deu até com Jesus, embora Ele não tenha deixado nada escrito, porém, como alguns escreveram sobre seus exemplos e ditos, os Evangelistas, estes escritos, como se sabe, também sofreram inúmeras adulterações e modificações.
Com o Espiritismo não poderia ser diferente. Há inúmeras “criações” de aprendizes da Doutrina, não se sabendo bem por qual razão, modificando os textos originais, sem qualquer respaldo lógico ou científico.
Entre tantas, destaca-se esta: “O passista não transfere fluido vital para o assistido”. Não se sabe quem criou esta novidade, tampouco de onde veio a proposta, mas, infelizmente, tem sido ensinada inclusive em cursos aplicados em algumas agremiações espíritas visando à formação de futuros passistas, pois aquelas não contam com uma direção doutrinária alinhada com Allan Kardec.
O princípio vital, como aprendemos dos Espíritos coordenadores do trabalho do Prof. Rivail, dá vida à matéria, sem ele, só há matéria inerte. Sem fluido vital a matéria permanece inanimada ou inativa. Todos nós recebemos uma cota deste fluido, impregnando os órgãos do corpo físico, de modo a mantê-lo em funcionamento ao longo da vida, contudo, devemos providenciar a absorção de novos fluidos, pois há um desgaste natural destes para manter o funcionamento da máquina corporal.
Usamos fluidos até para pensar, como se depreende desta passagem1: “É que, com efeito, o pensamento é uma emissão que ocasiona perda real de fluidos espirituais e, conseguintemente, de fluidos materiais, de maneira tal que o homem precisa retemperar-se com os eflúvios que recebe do exterior. [...] um pensamento bondoso traz consigo fluidos reparadores que atuam sobre o físico, tanto quanto sobre o moral”.
Uma das formas de se restituir este fluido acontece através do passe magnético. É preciso repô-lo de um modo ou de outro sob pena do corpo físico colapsar prematuramente por falta deste elemento vital encharcando a matéria, é o seu combustível, se assim podemos nos expressar.
O passista, ao aplicar o passe magnético, por força de sua vontade e desejo, transmite fluidos ao assistido, não sendo estes apenas os fluidos espirituais oriundos dos Espíritos e do plano etéreo, são também fluidos mais materiais, densos, fundamentais no processo de reajuste ou reequilíbrio físico de quem os recebe. Estes fluidos combinados podem promover o equilíbrio material e mesmo literalmente curar um organismo doente, depende da qualidade do fluido inoculado no perispírito e organismo do necessitado.
Esta possibilidade foi muito bem documentada por Allan Kardec em sua obra primeira O Livro dos Espíritos. Ao comentar a resposta à questão 70, o Mestre de Lyon assim se expressou2: “O fluido vital se transmite de um indivíduo a outro. Aquele que o tiver em maior porção pode dá-lo a um que o tenha de menos e em certos casos prolongar a vida prestes a extinguir-se”.
Observa-se que Allan Kardec não disse ser esta transmissão possível de acontecer apenas por um passista treinado e preparado, não, este mecanismo divino contempla todos os humanos, e cremos até os irracionais. É possível transferir fluido vital de uma pessoa a outra, sendo esta a razão de indivíduos, ao se encontrarem, por exemplo, um bem cansado, desanimado e em depressão, e o outro bem disposto, alegre, de bem com a vida; após o encontro a situação pode se inverter, pois ao dialogar, apertar as mãos, trocando olhares durante a conversa, é possível àquele com mais fluidos transferi-los para o mais necessitado, inclusive sem o desejar, há uma absorção, efeito esponja, entre um e outro. Entretanto, se houver doação em demasia, o transmissor poderá se sentir desgastado instantaneamente.
Durante um passe, evidentemente, quando se tem um trabalhador preparado para tanto, ao longo do tempo, em bons programas de treinamento e estudos espíritas, o fluxo de fluidos se dá, em princípio, com mais intensidade, havendo uma transferência maior de fluido vital para o receptor do passe. É exatamente este fluido material que todos nós detemos, associado aos fluidos mais rarefeitos provindos dos Espíritos acompanhantes do trabalho de passes, que podem promover a melhora física e mesmo psíquica do assistido.
O Sábio Gaulês registrou outra menção direta a esta possibilidade3: Por meio de cuidados dispensados a tempo, podem reatar-se laços prestes a se desfazerem, e restituir-se à vida um ser que definitivamente morreria se não fosse socorrido?  ̶ “Sem dúvida e todos os dias tendes a prova disso. O magnetismo, em tais casos, constitui, muitas vezes, poderoso meio de ação, porque restitui ao corpo o fluido vital que lhe falta para manter o funcionamento dos órgãos.”
Neste caso, não é apenas saúde a se restituir ao doente, é possível mesmo impedir a desencarnação do Espírito. Veja-se o alcance desta lei de Deus, à disposição de nossas mãos, ao nosso inteiro alcance.
É de se perguntar, se de fato não transferíssemos fluido vital entre nós, o que o passista estaria fazendo ao trabalhar no passe? Mero condutor dos fluidos espirituais? Mas se fosse assim, acreditamos, os Espíritos poderiam dispensar totalmente os passistas e magnetizadores encarnados promovendo a transferência de fluidos mais etéreos diretamente aos doentes em desarmonia psíquica e física. Contudo, nesta última forma, os resultados seriam diferentes, pois faltariam os fluidos mais densos característicos e necessários dos encarnados.
É de notar, quando uma possibilidade é verdadeira ela é repetidamente reescrita. O leitor está convidado a ler ou reler os registros do Sábio de Lyon em A Gênese, cap. XIV, sobre Curas, nos itens 31 a 34.
E quando se fala em fluido magnético, fala-se em fluido vital, basta revisitar mais uma questão em O Livro dos Espíritos, para certificar-se desta realidade4:De que natureza é o agente que se chama fluido magnético?  ̶ “Fluido vital, eletricidade animalizada, que são modificações do fluido universal.”
Não há qualquer dúvida sobre a natureza e existência dos fluidos, sejam magnéticos ou vitais, são estes mesmos fluidos que movimentamos e trocamos entre todos nós.
Cientes deste mecanismo divino, todos aqueles a se apresentarem nas atividades de passes devem se esmerar para se envolverem no serviço, portando os melhores fluidos vitais, de modo a transmitir de fato saúde e harmonia, pelos fluidos, a todos aqueles que os procuram, sejam nos centros espíritas, sejam no dia a dia, pois a lei não se restringe aos ambientes espíritas, ela funciona em qualquer lugar e situação; se expressa através de um aperto de mão, um abraço bem dado, uma troca de olhares com caridade e carinho, conforme anteriormente citado.
São muitas as formas de se transmitir os salutares fluidos magnéticos: Transmitamo-los, pois!
 
Referências:
1 KARDEC, Allan. A Gênese. Trad. Guillon Ribeiro. 53. ed. 1 imp. Brasília: FEB Editora, 2013. cap. XIV, Qualidade dos fluidos, item 20.
2 _____. O Livro dos Espíritos. Trad.  Guillon Ribeiro. 69. ed. Rio de Janeiro: FEB Editora, 1987. q. 70.
3  _____._____. q. 424.
4  _____._____. q. 427.


                Rogério Miguez








                                                                                                              PAZ, MUITA PAZ!                                                                  
Título: Re: Passes: Energia e Amor
Enviado por: dOM JORGE em 09 de Novembro de 2017, 07:23
                                                              VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.





                       O passe e o conceito de cura




                 
O conceito de passe sempre esteve, por tradição, relacionado ao de cura: Cura obtida por meio da transmissão de energias fluídicas (magnético-espirituais) à pessoa doente. Entretanto, os vocábulos saúde, doença e cura devem ser corretamente entendidos. A Organização Mundial da Saúde considera que saúde não é, necessariamente, ausência de doença, mas o estado de completo bem-estar físico, mental e social. Concluímos, desta forma, que poucas são as pessoas que têm saúde no nosso planeta.

A Doutrina Espírita, por outro lado, ensina que toda doença tem origem no espírito porque a ação moral desequilibrada do indivíduo afeta o seu perispírito. Como o perispírito do encarnado está intimamente ligado ao seu corpo físico, o desajuste vibratório de um afeta o outro, produzindo, em conseqüência, as doenças.
Para o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, a palavra passe significa, entre outros conceitos, “ato de passar as mãos repetidas vezes por diante ou por cima de pessoa que se pretende magnetizar ou curar pela força mediúnica.” (20) O Dicionário de Parapsicologia, Metapsíquica e Espiritismo, de João Teixeira de Paula, conceitua passes como sendo “movimentos com as mãos, feitos pelos médiuns passistas, nos indivíduos com desequilíbrios psicossomáticos ou apenas desejosos de uma ação fluídica benéfica. (...) Os passes espíritas são uma imitação dos passes hipnomagnéticos, com a única diferença de contarem com a assistência, invocada e sabida, dos protetores espirituais.” (22)

Fica evidente, nesses dois conceitos, que passe é uma transmissão fluídica de natureza magnética, aplicado com o auxílio das mãos e com a finalidade de curar ou aliviar desarmonias físicas e psíquicas.

É importante considerar, porém, que o Espiritismo nos oferece uma visão bem mais abrangente do assunto:
Passe é uma transmissão conjunta, ou mista, de fluidos magnéticos – provenientes do encarnado – e de fluidos espirituais – oriundos dos benfeitores espirituais, não devendo ser considerada uma simples transmissão de energia animal (magnetização).

A aplicação do passe tem como finalidade sanar desarmonias físicas e psíquicas, substituindo os fluidos deletérios por fluidos benéficos; equilibrar o funcionamento de células e tecidos lesados; promover a harmonização do funcionamento de estruturas neurológicas que garantem o estado de lucidez mental e intelectual do indivíduo.

O passe é, usualmente, transmitido pelas mãos, mas também pode ser feito pelo olhar, pelo sopro ou, à distância, por intermédio das irradiações mentais.
A transmissão e a recepção do passe guarda relação com o poder da vontade de quem doa as energias benéficas e de quem as recebe.
A cura verdadeira das doenças está relacionada ao processo de reajuste do Espírito, sendo o passe apenas um instrumento de auxílio.

Para evitar recidivas de doenças ou perturbações, é necessário que a pessoa defina e siga uma programação de melhoria moral e de esclarecimento espiritual.

Allan Kardec esclarece que a cura se opera mediante a substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã. O poder curativo estará, pois, na razão direta da pureza da substância inoculada; mas, depende também da energia da vontade que, quanto maior for, tanto mais abundante emissão fluídica provocará e tanto maior força de penetração dará ao fluido.

Percebemos, portanto, que a noção de passe, à luz do entendimento espírita, não está restrita ao conceito de cura. Os conceitos básicos que os orientadores espirituais nos ensinam sobre o passe são os seguintes:

O “fluido universal é o elemento primitivo do corpo carnal e do perispírito, os quais são simples transformações dele. Pela identidade da sua natureza, esse fluido, condensado no perispírito, pode fornecer princípios reparadores ao corpo (...).”

“Assim como a transfusão de sangue representa uma renovação das forças físicas, o passe é uma transfusão de energias psíquicas, com a diferença de que os recursos orgânicos são retirados de um reservatório limitado, e os elementos psíquicos o são do reservatório ilimitado das forças espirituais.”

O “passe é a transmissão de energias fisio-psíquicas, operação de boa vontade (...)

“O passe não é unicamente transfusão de energias anímicas. É o equilibrante ideal da mente, apoio eficaz de todos os tratamentos.”

A restauração do equilíbrio físico, pelo passe, é conhecida desde a Antigüidade. Se fizermos uma pesquisa apenas na Bíblia, vamos encontrar inúmeros relatos de transmissão fluídica associada à cura. Os exemplos que se seguem, colhidos ao acaso, no Velho e Novo Testamentos, nos fornecem uma significativa amostragem sobre o assunto:

Cura da lepra (ou hanseníase) por água magnetizada:“Então Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo. Naamã, porém, muito se indignou, e se foi, dizendo: Pensava eu que ele sairia a ter comigo, por-se-ia de pé, invocaria o nome do Senhor seu Deus, moveria a mão sobre o lugar da lepra, e restauraria o leproso.” (II Reis,5:10-11);

Lucidez mental obtida pela imposição de mãos: “Josué, filho de Num estava cheio do espírito de sabedoria, porquanto Moisés havia posto sobre ele suas mãos: assim os filhos de Israel lhe deram ouvidos, e fizeram como o Senhor ordenara a Moisés. (Deuteronômio, 34:9-12).

Cura de doença por imposição de mãos: “Ao descer da montanha, seguiam-no multidões numerosas, quando de repente um leproso se aproximou e se prostrou diante dele, dizendo: Senhor, se queres, tens poder para purificar-me. E Jesus, estendendo a mão tocou-lhe dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo de sua lepra” (Mateus, 8:1-3).

Cura de cegueira física e espiritual: “Ananias partiu. Entrou na casa, impôs as mãos sobre ele e, disse: Saulo, meu irmão, o Senhor me enviou, Jesus, o mesmo que te apareceu no caminho por onde vinhas. É para que recuperes a vista e fiques repleto do Espírito Santo” (Atos, IX:17).

Cura a distância: “Não estava longe da casa, quando um centurião mandou alguns amigos lhe dizerem: - Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres na minha casa;nem mesmo me achei digno de ir ao teu encontro. Dize, porém, uma palavra, para que meu criado seja curado. Pois também estou sob uma autoridade, e tenho soldados sob às minhas ordens; e a um digo vai! E ele vai; e a outro vem! E ele vem; e a meu servo faze isto! E ele faz. Ao ouvir tais palavras, Jesus ficou admirado e, voltando-se para a multidão que o seguia, disse: - Eu vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé. E, ao voltarem para casa, os enviados encontraram o servo em perfeita saúde” (Lucas, 7:6-10).

Fonte - Estudo sobre o passe: o passe nas reuniões mediúnicas, Federação Espírita Brasileira








                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Passes: Energia e Amor
Enviado por: dOM JORGE em 09 de Novembro de 2017, 19:15
                                                               VIVA JESUS!





              Boa-tarde! queridos irmãos.




                     A aplicação do passe na casa espírita




               O editorial de O Reformador, de 1992, esclarece que o Centro Espírita, entendido como unidade fundamental do Movimento Espírita, "para bem atender às suas finalidades, deve ser núcleo de estudo, de fraternidade, de oração e de trabalho, com base no Evangelho de Jesus, à luz da Doutrina Espírita". Desviá-lo dessa diretriz é comprometer a causa a que se pretende servir.”

Sendo assim, a aplicação do passe deve guardar coerência com as orientações doutrinárias, fundamentadas na Codificação Kardequiana.

“ O passe foi incluído nas práticas do Espiritismo como um auxiliar dos recursos terapêuticos ordinários. É, portanto, um meio e não a finalidade do Espiritismo. No entanto, muitas pessoas procuram o centro espírita em busca somente da cura ou melhora de seus males físicos, psicológicos e dos distúrbios ditos "espirituais". Geralmente, as pessoas que assim procedem são nossos irmãos que desconhecem os fundamentos do Espiritismo. Muitos vêem no Espiritismo mais uma religião, criada por Kardec. Outros ligam-no somente à mediunidade, temendo sua prática, que envolveria o relacionamento com "almas do outro mundo". Ainda outros associam-no a curas, e mesmo à fórmulas místicas para a solução de problemas financeiros, conjugais, etc. Há aqueles que, sem nada conhecer, tomam passes freqüentemente, por hábito, mesmo sem estarem necessitando. Isso tudo resulta do desconhecimento doutrinário, de interpretações pessoais, da disseminação de conceitos errôneos. É dever do centro espírita, por meio do seu corpo de trabalhadores, esclarecer os que o procuram acerca dos objetivos maiores do Espiritismo, que gravitam em torno da libertação da criatura das amarras da ignorância das leis divinas, alçando-a à perfeição.

O trabalhador espírita que atua na transmissão do passe deve considerar a tarefa como uma oportunidade de servir ao próximo. Entende que, primeiramente, “toda competência e especialização no mundo, nos setores de serviço, constituem desenvolvimento da boa vontade. Bastam o sincero propósito de cooperação e a noção de responsabilidade para que sejamos iniciados, com êxito em qualquer trabalho novo.” Em segundo lugar, conseguida “ a qualidade básica, o candidato ao serviço precisa considerar a necessidade de sua elevação urgente, para que as suas obras se elevem no mesmo ritmo (...). Antes de tudo, é necessário equilibrar o campo das emoções. Não é possível fornecer forças construtivas a alguém, ainda mesmo na condição de instrumento útil, se fazemos sistemático desperdício das irradiações vitais.

Um sistema nervoso esgotado, oprimido, é um canal que não responde pelas interrupções havidas. A mágoa excessiva, a paixão desvairada, a inquietude obsidente, constituem barreiras que impedem a passagem das energias auxiliadoras. Por outro lado, é preciso examinar também as necessidades fisiológicas, a par dos requisitos de ordem psíquica. A fiscalização dos elementos destinados aos armazéns celulares é indispensável, por parte do próprio interessado em atender as tarefas do bem. O excesso de alimentação produz odores fétidos, através dos poros, bem como as saídas dos pulmões e do estômago, prejudicando as faculdades radiantes, porquanto provoca dejeções anormais e desarmonias de vulto no aparelho gastrintestinal, interessando a intimidade das células. O álcool e outras substâncias tóxicas operam distúrbios nos centros nervosos, modificando certas funções psíquicas e anulando os melhores esforços na transmissão de elementos regeneradores e salutares.

É importante que os colaboradores, ligados a esse tipo de atividade, adquiram conhecimentos para saberem agir com acerto.
“Decerto, o estudo da constituição humana lhes é naturalmente aconselhável, tanto quanto ao aluno de enfermagem, embora não sendo médico, se recomenda a aquisição de conhecimentos do corpo em si. (....) O investimento cultural ampliar-lhe-á os recursos psicológicos, facilitando-lhe a recepção de ordens e avisos dos instrutores que propiciem amparo, e o asseio mental lhe consolidará a influência, purificando-a além de dotar-lhe a presença com a indispensável autoridade moral, capaz de induzir o enfermo ao despertamento das próprias forças de reação.”
O passista deve estar ciente que “o êxito do trabalho reclama experiência, horário, segurança e responsabilidade do servidor fiel aos compromissos assumidos.”

Podemos considerar ainda como orientações gerais para a aplicação do passe na Casa espírita:
Utilizar, a rigor, a imposição de mãos, evitando a gesticulação excessiva. A aplicação do passe deve ser feita de forma muito simples, sem ritual e cacoetes de qualquer natureza. Considerando que a palavra passe é movimento rítmico, cada “movimento impõe um outro de complementação e equilíbrio, entremeado de pausa para mudar a direção. Dispersão, pausa, assimilação ou doação, eis o passe em três etapas bem caracterizadas.”

Todos os passistas devem ser considerados médiuns. A capacidade de absorção de energias espirituais somada à de doação fluídica, varia de pessoa para pessoa, em função das condições individuais, próprias de cada pessoa, assim como do nível de sintonia mental que o passista mantém com os benfeitores espirituais.

O melhor local para o passe é a Casa Espírita. “Somente em casos excepcionais devem ser ministrados passes fora do Centro Espírita, a fim de não favorecer o comodismo e a indisciplina, devendo a tarefa ser realizada por dois médiuns, no mínimo; é de bom senso aconselhar o passe à distância, no caso do enfermo não poder comparecer à Casa Espírita.

O “passe é a transmissão de uma força psíquica e espiritual, dispensando qualquer contato físico na sua aplicação.”
A transmissão fluídica não deve ocorrer estando o médium em transe. “O passe deve ser sempre dado em estado de lucidez e absoluta tranqüilidade, no qual o passista se encontre com saúde e com perfeito tirocínio, a fim de que possa atuar na condição de agente, não como paciente.”
É necessário fazer uma preparação espiritual antes da aplicação do passe - ainda que breve -, buscando, pela prece, a devida sintonia com os benfeitores espirituais.

O passista não precisa receber passe depois que fez doação fluídica ao necessitado. O auxílio espiritual repõe,
automaticamente, os gastos energéticos. Se o passista sentir que estão ocorrendo perdas de energia, após a aplicação do passe – caracterizadas, em geral, por um estado de fraqueza, dores ou mal-estar –, é aconselhável avaliar as causas geradoras, procurando corrigi-las.

Fonte - Estudo sobre o passe: o passe nas reuniões mediúnicas, Federação Espírita Brasileira








                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Passes: Energia e Amor
Enviado por: dOM JORGE em 06 de Fevereiro de 2018, 07:22
                                                              VIVA JESUS!





              Bom-dia! queridos irmãos.




                     Considerações importantes sobre o passe


O passe é sempre uma terapia de superfície. Pode amenizar os efeitos – doenças e perturbações – mas não atinge as causas profundas, que se exprimem em nossa maneira de pensar, nas falhas de comportamento, nos vícios alimentados. Por isso, se nos limitarmos a recebê-lo, sem analisar mais profundamente as origens de nossos males, eles logo recrudescerão.

Saúde e equilíbrio não se sustentam em concessões gratuitas da Divindade. São conquistas que todos devemos realizar com o esforço da renovação, tendo por roteiro o Evangelho. Nele há tônicos infalíveis que operam prodígios de bem-estar quando deles fazemos uso. Todos os conhecemos sobejamente: a compreensão, a tolerância, a paciência, o perdão, a caridade, o amor, a misericórdia, a bondade...

Oportuno lembrar que freqüentemente Jesus dispensava os beneficiários de suas curas, recomendando: “Vai e não peques mais para que não te suceda pior”.

Há a questão do merecimento. Compromissos cármicos, decorrentes de nossos desatinos do passado, geralmente não podem ser removidos. Nenhum passista, por mais eficiente; nenhuma fé, por mais ardorosa, fará brotar uma perna em alguém que nasceu sem ela. Há determinados problemas físicos e psíquicos tão irremediáveis como a falta de um membro.

Mesmo assim, se cumprirmos as disciplinas do passe – fé e empenho de renovação -, ele nos beneficiará muito, revitalizando nossas forças e minimizando nossos males, para que enfrentemos o resgate do pretérito sem tormentos e sem atropelos, com o coração em paz.


SUGESTÕES PARA QUEM RECEBE O PASSE:

1. Evite atritos, desentendimentos, irritações, agressividade. Coração conturbado é “veia difícil” na transfusão magnética.

2. Alimente-se frugalmente, evitando o sono que advém quando sobrecarregamos o estômago. É imperioso acompanhar atentamente as palestras doutrinárias que precedem a transfusão magnética, nas quais colhemos preciosas orientações.

3. Observe a pontualidade, porquanto o passe é o complemento da ajuda que começamos a receber tão logo o dirigente da reunião pronuncia a prece de abertura. Paciente atrasado, terapia prejudicada.

4. Enquanto espera sua vez, fuja de conversa vazias que não condizem com os objetivos da reunião. O folheto com mensagem espírita, tradicionalmente distribuída à entrada, é um convite para que nos disponhamos a meditar em torno de tema edificante, guardando valioso silêncio.

5. Diante do companheiro que vai lhe aplicar o passe, eleve o pensamento em oração, consciente de que a ajuda maior virá do CÉU. Quando fluem preces contritas, refluem as bênçãos de Deus.


       Casa Espírita Nova Era








                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Passes: Energia e Amor
Enviado por: dOM JORGE em 30 de Junho de 2018, 10:38
                                                              VIVA JESUS!





               Bom-dia! queridos irmãos.






                   
A mulher quando no período da gestação pode ou não trabalhar na aplicação de passes? Qual a obra que nos traz esta orientação?


Ignoramos se existe nas obras espíritas alguma restrição a que a gestante possa ministrar passes. Se a gestação ocorre em condições normais, não vemos motivo para que ela se abstenha tão somente pelo fato de estar grávida.

Diferente é o entendimento com respeito à sua participação nos trabalhos mediúnicos de desobsessão ou de atendimento a entidades sofredoras.

Conforme já dissemos em outra oportunidade, o saudoso confrade e  estudioso espírita Martins Peralva desaconselhava a participação de mulheres grávidas nos trabalhos mediúnicos a partir do 3º mês de gestação. O assunto foi por ele tratado no cap. 9 do seu livro Estudando a Mediunidade.

A abstenção da gestante nos trabalhos mediúnicos tem por objetivo preservar o Espírito reencarnante das vibrações negativas oriundas da entidade comunicante, uma vez que, estando a mente da criança intimamente associada à da gestante, naturalmente se associará, também, à do Espírito, já ligada à alma do médium, consoante Martins Peralva demonstra graficamente na obra citada. 

Evidentemente, se o médium tiver a certeza de que a sua faculdade será utilizada, exclusivamente, por Espíritos Superiores, a abstenção não se fará necessária, o que reforça o entendimento de que na atividade do passe não há motivos de ordem espiritual para a abstenção.

Sobre o assunto, Chico Xavier transmitiu recomendação idêntica à de Martins Peralva:


“No caso de nossas irmãs as mulheres, tão somente nas ocasiões de gravidez, após o terceiro mês de gestação do nascituro, devem abster-se da ação mediúnica, podendo permanecer, porém, na equipe de serviço espiritual para receberem auxílio.” (Cf. Passes, Desobsessão e Disciplina, por Adelino da Silveira, disponível em https://goo.gl/Ctc7MS )


O conhecido escritor Luiz Gonzaga Pinheiro tem, sobre o tema em discussão, idêntico pensamento:


“O Espírito enfermo ou obsessor, quando em contato com o médium, transferindo-lhe fluidos densos que são absorvidos e eliminados por este, que funciona como um fio-terra, amenizando a situação aflitiva do comunicante. Casos há em que o médium, ao traduzir a palavra de suicidas, cancerosos, tuberculosos em estado grave ou mesmo irmãos que atuam na quimbanda em rituais macabros, e, tomado de grande sufocação e pesar, experimentando no corpo as sensações que os enfermos e vampiros imprimem, chegando mesmo a ser desdobrado após a comunicação, para que seja atendido em locais saturados de fluidos vitais, ocasião em que lhe é devolvida a cota fluídica subtraída pelo contato enfermiço.

As sensações que o médium sofre nessas comunicações são as mesmas que os enfermos padecem. Quando a ligação fluídica é efetuada um ou dois dias antes da reunião, o medianeiro começa a mostrar os sintomas de sua companhia, quando é acometido de vômitos, dores intensas, falta de ar, arritmia, calafrios, formando um quadro clínico que só é desfeito após a comunicação, quando a ligação já não existe.

Muitas vezes tenho assistido a queixas e exames clínicos de médiuns que, somente pelas comunicações que traduzem, são esclarecidos e curados através do afastamento da causa que deu origem aos distúrbios.

Por tais motivos, desaconselha-se à médium psicofônica a permanência na reunião desobsessiva, quando é evidente o seu estado gestatório, visto que a agressividade fluídica a que se expõe pode atingir o feto em formação, caso não haja proteção ostensiva por parte da equipe espiritual.

É sabido que, em seguida ao ato sexual, o perispírito do reencarnante em estado reduzido é ligado ao zigoto, processo que é orientado e assistido pelos Espíritos interessados naquele reencarne. A mãe, mentalizando e enviando ao filho propostas de paz e de aconchego, completa a proteção a que a criança tem direito.

Caso a gestante insista em atuar ostensivamente na área psicofônica, os mentores deverão realizar uma seleção entre os comunicantes para que somente os menos enfermos possam por ela transmitir suas aflições, o que deveria prolongar-se pelos três primeiros meses de gestação. Mesmo assim, é vital que a sua organização uterina em nada sofra perturbações, o que significa dizer que deve afastar-se dos trabalhos mediúnicos, podendo participar de palestras e demais atividades doutrinárias e sociais da casa espírita.

Passada a gravidez, o retorno ao trabalho é sempre um tônico salutar para a paz íntima de quem se fez servo do Senhor, através do auxílio aos irmãos de infortúnio.” (Cf. As médiuns gestantes podem "receber Espíritos?, por Luiz Gonzaga Pinheiro, disponível em http://goo.gl/dAWMtS)


          Astolfo O. de Oliveira Filho









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!


             Bom-dia! queridos irmãos.
Título: Re: Passes: Energia e Amor
Enviado por: dOM JORGE em 14 de Julho de 2018, 02:36
                                                              VIVA JESUS!





               Boa-noite! queridos irmãos.




                   
É o passe, rompendo barreiras


Aos poucos e com o passar do tempo, o que estamos vendo é que alguns cspíritas estão sendo empregados fora dos seus limites.

Em ocasião não muito distante, a própria OMS - Organização Mundial da Saúde, tomando por base relatórios de grupos de pesquisadores brasileiros, reconhecendo a necessidade de adequar-se às realidades, encetou algumas pesquisas em diversos países, com resultados surpreendentes. A decisão da OMS em classificar os sintomas da mediunidade com um CID (Classificação ou Código Internacional de Doenças) específico, entraria em vigor no ano de 2015, mas, por questões de ordem técnica, essa data foi prorrogada para 2018, o que nos deixa, ainda, no campo da perspectiva.

Continuam as pesquisas com o passe. Enquanto grupos de profissionais da saúde e pessoas ligadas a instituições diversas, e não necessariamente espíritas, têm contribuído nesse sentido, e levado instituições a rever seus sistemas. Este caso é um exemplo: "O Ministério da Saúde, atendendo à necessidade de se conhecer experiências que já vêm sendo desenvolvidas na rede pública de muitos municípios e estados, adotou como estratégia a realização de um diagnóstico nacional que envolvesse as racionalidades já contempladas no Sistema Único de Saúde, entre as quais se destacam aquelas no âmbito da medicina tradicional chinesa/acupuntura, homeopatia, fitoterapia e da medicina antroposófica[1], além das práticas complementares de saúde". Medida oportuna, segura e inteligente.

Esta medida, contudo, não está sendo novidade para os dias atuais, pois já tivemos, pelo ano 2000, providências idênticas por parte de várias cidades do norte e nordeste e outras mais recentes, no estado do Paraná, que adotaram esse sistema de contratação de funcionários na área de saúde do município para, juntos, como medicina alternativa, promoverem o atendimento necessário e com resultados positivos.

É desse importante trabalho realizado em todos os Centros Espíritas que estamos falando; e de acordo com a publicação do DOU - Diário Oficial da União, páginas 32-34 de 13 de janeiro de 2017, sexta-feira, a prática conhecida como imposição de mãos passa a fazer parte do programa denominado "Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares - (PNPIC), ligado à Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério correspondente, e assim se expressa: "Imposição das mãos próxima ao corpo da pessoa para transferência de energia para o paciente. Promove bem-estar, diminui estresse e ansiedade".Contudo, não obstante o empenho em oferecer o óbvio em benefício dos que precisam, para o Conselho Federal de Medicina - CFM, as chamadas práticas integrativas e complementares "não apresentam resultados e eficácia comprovados cientificamente".

Publicado há mais de um ano, somente agora, em 12-3-2018, no Rio de Janeiro, o Ministro da Saúde lançou oficialmente a complementação faltante, onde está incluída a atividade de "imposição de mãos". Isso representa que em todo o território nacional, os 26 Estados e mais o Distrito Federal contam agora com 29 atividades extraordinárias, das quais destacamos hipnoterapia, yoga, terapia de florais, cromoterapia, meditação. De fato, uma conquista e tanto para a Saúde do país e para os beneficiários do SUS.

Muito embora não nos cause surpresa, esse interesse demonstrado pelo Órgão federal de saúde, essa demonstração de pacientes interessados e felizes, decorre em razão da visão mais abrangente do SUS em dotar o setor desses recursos que estão facilmente ao alcance das mãos e considerados de largos benefícios, o que é facilmente notado pela grande procura dessa modalidade de tratamento.

 Nem todos os 5.570 municípios brasileiros, foram atendidos.  Como exemplos, os dois menores e os dois maiores, em número de municípios, respectivamente: Amapá: 16-10 e Acre: 22-11; São Paulo: 645-367 e Minas Gerais: 853-564.

Sabemos da importância do fluido magnético e que é ressaltado no texto relacionado ao setor da Saúde, como sendo: "Prática de imposição de mãos que usa a aproximação ou o toque sobre o corpo da pessoa com a finalidade de estimular os mecanismos naturais de recuperação da saúde", em clara alusão aos sete centros de força lembrados por André Luiz[2]:

“Como não desconhecem, o nosso corpo de matéria rarefeita está intimamente regido por sete centros de força, que se conjugam nas ramificações dos plexos e que, vibrando em sintonia uns com os outros, o influxo do poder diretriz da mente, estabelecem, para nosso uso, um veículo de células elétricas que podemos definir como sendo um campo eletromagnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado”.

O Benfeitor Emmanuel esclarece sobre o passe[3]:

“Meu amigo, o passe é transfusão de energias fisiopsíquicas, operação de boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem cede de si mesmo em teu benefício. Se a moléstia, a tristeza e a amargura são remanescentes de nossas imperfeições, enganos e excessos, importa considerar que, no serviço do passe, as tuas melhoras resultam da troca de elementos vivos e atuantes.

(...)

Se pretendes, pois, guardar as vantagens do passe que, em substância, é ato sublime de fraternidade cristã, purifica o sentimento e o raciocínio, o coração e o cérebro. Ninguém deita alimento indispensável em vaso impuro”.

Esta finalização demonstra que para conquistar o auxílio dos Espíritos é necessário limpar-se interiormente para se fazer merecedor de tal graça, visto que não se guarda valores em arca deteriorada.

Rever posturas ou conceitos é um sinal de reconhecido amadurecimento, quando esses valores não são alterados em função de interesses, especialmente quando se trata de saúde e bem-estar e os resultados são seguros e generosos. Quem tem olhos de ver, que veja.


 

[1] Antroposófica ou antropossófica: Doutrina espiritual e mística.

[2] Entre a Terra e o Céu, de André Luiz, por Chico Xavier - Cap. XX - Conflitos da alma – Ed. FEB.

[3] Segue-me, de Emmanuel, por Chico Xavier - O Passe - Ed. IDE.


             Vladimir Polízio








                                                                                                        PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Passes: Energia e Amor
Enviado por: dOM JORGE em 16 de Julho de 2018, 09:14
                                                             VIVA JESUS!





             Bom-dia! queridos irmãos.




                    MÉDIUM PASSISTA



               

____Entendemos que a mediunidade curativa se reveste da mais alta importância, desde que alicerçada nos sentimentos mais puros da mais pura fraternidade.

____É claro que não nos reportamos aos magnetizadores que desenvolvem as forças que lhes são peculiares, no trato da saúde humana.

____Referímo-nos, sim, aos intérpretes da Espiritualidade Superior, consagrados à assistência providencial aos enfermos, para encorajar-lhes a ação.

____Decerto, o estudo da constituição humana lhes é naturalmente aconselhável, tanto quanto ao aluno de enfermagem, embora não seja médico, se recomenda a aquisição de conhecimentos do corpo em si. E do mesmo modo que esse aprendiz de rudimentos da Medicina precisa atentar para a assepsia do seu quadro de trabalho, o médium passista necessitará vigilância no seu campo de ação, porquanto de sua higiene espiritual resultará o reflexo benfazejo naqueles que se proponha socorrer. Eis porque se lhe pede a sustentação de hábitos nobres e atividades limpas, com a simplicidade e a humildade por alicerces no serviço de socorro aos doentes, de vez que semelhantes fatores funcionarão à maneira do tungstênio na lâmpada elétrica, suscetível de irradiar a força da usina, produzindo a luz necessária à expulsão da sombra.

____O investimento_cultural ampliar-lhe-á os recursos_psicológicos, facilitando-lhe a recepção das ordens e avisos dos instrutores que lhe propiciem amparo, e o asseio mental lhe consolidará a influência, purificando-a, além de dotar-lhe a presença com a indispensável autoridade moral, capaz de induzir o enfermo ao despertamento das próprias forças de reação.


                       André Luiz









                                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Passes: Energia e Amor
Enviado por: dOM JORGE em 22 de Setembro de 2018, 09:28
                                                              VIVA JESUS!





              Bom-dia! queridos irmãos.



O que é o passe magnético, aplicado nos Centros Espíritas?




1Em sua expressão mais simples, é uma doação de energia magnética, semelhante à transfusão sanguínea. Se o paciente está anêmico, o sangue transferido para suas veias o revitaliza. Se há problemas com sua Alma, exprimindo-se em angústias e perturbações, o passe o ajuda a recompor-se.

2 –    Como podemos definir esse magnetismo?

Trata-se de uma forma de energia a expandir-se dos seres vivos. No passe ela é controlada e exteriorizada por um ato da vontade. É o que faz o passista quando se posta junto ao paciente, guardando o propósito de beneficiá-lo.

3 –    O passista é um médium?

Não no sentido literal. Ele não entra em transe, não atua como intermediário. Conta, porém, com a indispensável colaboração de benfeitores espirituais que controlam o serviço. Eles emitem um magnetismo espiritual que, associando-se ao magnetismo humano, torna o passe mais eficiente.

4 –    O passe aplica-se apenas aos problemas da Alma?

Atende a todos os nossos males, tanto físicos quanto psíquicos. Quando a pessoa não consegue lidar com determinadas situações, pondo-se tensa e nervosa, sofre o que chamaríamos de “hemorragia magnética”. Perde vitalidade, fragilizando-se. Torna-se, então, vulnerável a influências espirituais deletérias. Revitalizando-a, o passe a ajuda a superá-los.

5 –    Qual a condição básica para que o paciente se beneficie?

A fé. Isso está bem claro nas lições de Jesus. Ele costumava dispensar os beneficiários de suas curas dizendo-lhes: A tua fé te salvou. O Mestre não premiava a fé. Apenas demonstrava que sem ela fica difícil estabelecer a indispensável sintonia com o passista.

6 –    Qual deve ser a postura do paciente, no momento do passe?

Orar com fervor, pedindo a proteção divina. Além da oração e da fé, há outro fator importante: o merecimento. Como ensinava Jesus, “a cada um, segundo suas obras”.  Se os sentimentos que cultivamos naquele momento são importantes, fundamental é o Bem que façamos sempre.

7 –    O passe estanca a “hemorragia magnética”?

Se o paciente tem uma anemia, decorrente de pequena hemorragia interna, a transfusão de sangue será mero paliativo. É preciso atacar esse problema, com medicamentos ou cirurgia. Algo semelhante ocorre com a  desvitalização magnética. As causas devem ser eliminadas. Caso contrário, o tratamento não terá efeito duradouro.

8 – Como lidar com isso, tendo em vista os problemas e contrariedades do cotidiano?

Nossos males não decorrem desses dissabores, inerentes à existência humana. A origem está na maneira como lidamos com eles. Se cultivarmos a compreensão, a tolerância, a paciência, a caridade e os demais valores insistentemente preconizados e exemplificados por Jesus, evitaremos destemperos verbais e mentais que favorecem os desajustes que nos perturbam.


           Richard Simonetti









                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Passes: Energia e Amor
Enviado por: dOM JORGE em 30 de Setembro de 2018, 08:30
                                                              VIVA JESUS!





              Bom-dia! queridos irmãos.




                      Pensamentos e fluidos




               “Os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável” - (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16).


Vimos que o pensamento exerce uma poderosa influência nos fluidos espirituais, modificando suas características básicas. Os pensamentos bons impõem-lhes luminosidade e vibrações elevadas que causam conforto e sensação de bem estar às pessoas sob sua influência. Os pensamentos maus provocam alterações vibratórias contrárias às citadas acima. Os fluidos ficam escuros e sua ação provoca mal estar físico e psíquico.

Pode-se concluir assim, que em torno de uma pessoa, de uma família, de uma cidade, de uma nação ou planeta, existe uma atmosfera espiritual fluídica, que varia vibratoriamente, segundo a natureza moral dos Espíritos envolvidos.

À atmosfera fluídica associam-se seres desencarnados com tendências morais e vibratórias semelhantes. Por esta razão, os Espíritos superiores recomendam que nossa conduta, nas relações com a vida, seja a mais elevada possível. Uma criatura que vive entregue ao pessimismo e aos maus pensamentos, tem em volta de si uma atmosfera espiritual escura, da qual aproximam-se Espíritos doentios. A angústia, a tristeza e a desesperança aparecem, formando um quadro físico-psíquico deprimente, que pode ser modificado sob a orientação dos ensinos morais de Jesus.

“A ação dos Espíritos sobre os fluidos espirituais tem conseqüências de importância direta e capital para os encarnados. Desde o instante em que tais fluidos são o veículo do pensamento; que o pensamento lhes pode modificar as propriedades, é evidente que eles devem estar impregnados das qualidades boas ou más, dos pensamentos que os colocam em vibração, modificados pela pureza ou impureza dos sentimentos” - (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16).

À medida que cresce através do conhecimento, o homem percebe que suas mazelas, tanto físicas quanto espirituais, é diretamente proporcional ao seu grau evolutivo e que ele pode mudar esse estado de coisas, modificando-se moralmente. Aliando-se a boas companhias espirituais através de seus bons pensamentos, poderá estabelecer uma melhor atmosfera fluídica em torno de si e, consequentemente, do ambiente em que vive. Resumindo, todos somos responsáveis pelo estado de dificuldades morais que vive o planeta atualmente.

“Melhorando-se, a humanidade verá depurar-se a atmosfera fluídica em cujo meio vive, porque não lhe enviará senão bons fluidos, e estes oporão uma barreira à invasão dos maus. Se um dia a Terra chegar a não ser povoada senão por homens que, entre si, praticam as leis divinas do amor e da caridade, ninguém duvida que não se encontrem em condições de higiene física e moral completamente outras que as hoje existentes”.
 
Allan Kardec - Revista Espírita, Maio, 1867









                                                                                                  PAZ, MUITA PAZ!