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GERAL => Outros Temas => Fluidoterapia => Tópico iniciado por: Fernando B. em 16 de Julho de 2009, 18:04

Título: O PASSE - OBJETIVOS E FORMAS DE APLICAÇÃO
Enviado por: Fernando B. em 16 de Julho de 2009, 18:04
Ä Introdução:

"Organizemos, assim, o socorro da oração, junto de todos os que padecem no corpo dilacerado, mas, se a cura demora, jamais nos aflijamos". Emmanuel (Extraído do Livro Mediunidade e Evolução de Martins Peralva, página 149).

Conforme encontramos em "A Gênese", item 17, "Os fluidos não possuem qualidades sui generis (termo latino – "de seu próprio gênero"), mas as que adquirem no meio onde se elaboram; modificam-se pelos eflúvios (eflúvio - s. m. Fluido sutil que emana dos corpos organizados; efluência; exalação; emanação; (fig.) fragrância; perfume. (Do lat. effluviu.) desse meio, como o ar pelas exalações, a água pelos sais das camadas que atravessa. Conforme as circunstâncias, suas qualidades são, como as da água e do ar, temporárias ou permanentes, o que os torna muito especialmente apropriados à produção de tais ou tais efeitos..."

O Espírito André Luiz, informando sobre o passe, do ponto de vista da medicina humana, declara, em "Evolução em Dois Mundos", capítulo 15:

"Pelo passe magnético, no entanto, notadamente aquele que se baseia no divino manancial (1. adj. 2 gên. Que mana incessantemente. 2. s. m. Nascente de água; fonte; origem.) da prece, a vontade fortalecida no bem pode soerguer a vontade enfraquecida de outrem, para que essa vontade, novamente ajustada à confiança, magnetize naturalmente os milhões de agentes microscópicos a seu serviço, a fim de que o Estado Orgânico, nessa ou naquela contingência (s. f. Qualidade do que é contingente; eventualidade; possibilidade de um fato acontecer ou não; acaso. (Do lat. contingentia.), se recomponha para o equilíbrio indispensável".

Pouco antes, dissera ele que:

"Toda queda moral, nos seres responsáveis, opera certa lesão no hemisfério somático ou veiculo carnal, provocando determinada causa de sofrimento".

Retomando ao tema, no livro "Mecanismo da Mediunidade", observa ainda, esse mesmo autor espiritual, que "o passe é sempre valioso no tratamento devido aos enfermos de toda classe, desde as crianças tenras aos pacientes em posição provecta (provecto - adj. Que tem progredido; adiantado; avançado em anos. (Do lat. provectu.) na experiência física, reconhecendo-se, no entanto, ser menos rico de resultados imediatos nos doentes adultos que se mostrem jungidos (jungir - v. tr. dir. Juntar, emparelhar; unir, ligar; tr. dir. e ind. ligar; prender; atar (a veículo); submeter. (Verbo defectivo [sem 1.ª pess. do sing. do ind. pres., e, portanto, sem subj. pres.]; conjuga-se por ungir.) à inconsciência temporária, por desajustes complicados do cérebro. Esclarecemos, porém, que, em toda situação e em qualquer tempo, cabe ao médium passista buscar na prece o fio de ligação com os planos mais elevados da vida, porquanto, através da oração, contará com a presença sutil dos instrutores que atendem aos misteres (mister – (lê-se mistér) s. m. Emprego; ocupação; trabalho; urgência; necessidade; aquilo que é forçoso. (Do lat. ministeriu.) da Providencia Divina, a lhe utilizarem os recursos para a extensão incessante do Eterno Bem."

Observamos que os textos aqui reproduzidos referem-se especificamente ao passe curador, aplicado em seres encarnados. Como sabemos, porém, o passe é utilizado para magnetizar, provocando, nesse caso, o desdobramento do perispírito, e até o acesso à memória integral e conseqüente conhecimento de vidas anteriores, segundo experiências de Albert de Rochas (lê-se Rochá), reiteradas posteriormente por vários pesquisadores.

A literatura sobre o passe magnético é vasta, mesmo fora do âmbito estritamente doutrinário do Espiritismo, de vez que o magnetismo foi amplamente cultivado na Europa, no século passado, principalmente na França. (texto extraído do Livro Diálogo com as Sombras de Hermínio C. Miranda, págs. 246 e 247).

Ä Objetivos do Passe:

1 – Conhecer, dominar e exercitar as técnicas adequadas de transmissão do passe, que devem basear-se na simplicidade, na discrição e na ética cristã.

2 – Associar corretamente as bases do fenômeno do passe com as unidades anteriores (concentração, prece e irradiação), para melhor sentir essa transfusão de energias fluídicas vitais (psíquicas) e/ou espirituais, através da imposição de mãos que facilite o fluxo e a transmissão dessas energias.

3 – Compreender as necessidades das condições de ambiente, local e recinto adequado e situações favoráveis ao exercício e aplicação do passe.

4 – Observar com rigor as condições morais, físicas e espirituais e de conhecimento doutrinário que o passista deve possuir, para desempenhar a atividade do passe com eficiência e seriedade.

5 – Verificar, com especial cuidado, a forma correta e simples da aplicação do passe, evitando o formalismo e as atitudes constrangedoras ou práticas esdrúxulas (1. adj. (gram.) Diz-se do vocábulo acentuado na antepenúltima sílaba; designativo do verso que termina em palavra esdrúxula; (pop.) extravagante; excêntrico; esquisito. (Do ital. sdrucciolo.) 2. s. m. Verso esdrúxulo; palavra esdrúxula.) que fogem à discrição doutrinária gerando condicionamentos e interpretações errôneas de sua aplicação.

6 – Reconhecer e exercitar disciplinadamente a aplicação do passe, desapegado da mediunização ostensiva, evitando o aconselhamento ao paciente (que deve ser feito em trabalho especializado), ciente de que tal aplicação deve ser silenciosa, com unção (s. f. Ato ou efeito de ungir ou untar; (fig.) sentimento piedoso; caráter de doçura atrativa; modo insinuante de falar. (Do lat. unctione.) cristã, associando ao máximo possível as suas energias às do mundo espiritual, para maior eficiência no socorro prestado (vide Livro "Nos Domínios da Mediunidade", Cap. 17).

7 – Reconhecer que é dispensável o contato físico na aplicação do passe, o qual pode gerar barreiras e constrangimento, atendendo à ética e à simplicidade doutrinarias, já que a energia que se transmite é de natureza fluídica e, portanto, se faz através das auras (passista-paciente) e não pelo contacto da epiderme, consoante se pode demonstrar atualmente por efeitos registrados em aparelhos (máquina Kirlian). Ocorre um fluxo de energias como uma ponte de ligação de forças passista-paciente.

8 – Conscientizar-se de que na tarefa de auxilio pelo passe o médium não deve expor-se, baseado apenas na boa vontade, mas sim se precaver a beneficio da própria eficiência do atendimento, observando as condições necessárias à sua aplicação (ambiente, local, sustentação, etc), procurando desempenhar sua função em Centro Espírita, evitando instituir atendimento em casa, exceto no Culto do Evangelho quando perceber sua necessidade ou atender alguém enfermo em sua residência em situação de emergência, tomando as precauções necessárias. Excepcionalmente, atender os necessitados que por motivos de doenças, idade avançada, acidentes, etc, não podem locomover-se até o Centro Espírita, tomando para isso as medidas de precauções necessárias para fazê-lo em equipe ou reunindo companheiros seguros que possam auxiliar em tal tarefa.

09 – Compreender e distinguir em que situações o resultado do passe pode ser benéfico, maléfico ou nulo, preparando-se convenientemente para torna-lo sempre benéfico. O Centro Espírita deve possuir serviço de passe em trabalho destinado ao publico com elucidação evangélico-doutrinária e orientação dos que buscam o passe quanto às atitudes que devem observar para melhor receberem os seus benefícios. A aplicação do passe deve ser feita em sala especial do Centro Espírita, atendendo as características de Câmara de Passe. (Extraído do Manual de Aplicação do COEM pgs. 99,100 e 101).

Ä Passe – Forma de Aplicação

Antes de quaisquer considerações a respeito das formas de aplicação do passe, convém lembrar que o passista deve, em primeiro lugar, preparar-se convenientemente, através da elevação espiritual, por meio de preces, meditação, leituras adequadas, etc. em segundo lugar, deve encarar a transmissão do passe como um ato eminentemente fraternal, doando o que de melhor tenha em sentimentos e vibrações.

A transmissão do passe se faz pela vontade que dirige os fluídos para atingir os fins desejados. Daí, concluir-se que antes de quaisquer posições, movimentos ou aparatos (aparato - s. m. Apresentação pomposa; pompa; esplendor; magnificência; conjunto de instrumentos para fazer alguma coisa; reunião de notas e outros elementos elucidativos que acompanham uma obra. (Do lat. apparatu.) exteriores, a disposição mental de quem aplica e de quem recebe o passe, é mais importante.

Deve-se, na transmissão do passe, evitar condicionamentos que se tornaram usuais, mas que unicamente desvirtuam a boa prática espírita.
Destacamos, a seguir, aquilo que o conhecimento de mecânica dos fluídos já nos fez concluir:

1) Não há necessidade do toque, de forma alguma ou a qualquer pretexto, no paciente, para que a transmissão do fluído ocorra. A transmissão se dá de aura para aura. O encostar de mãos em quem recebe o passe causa reações contrarias à boa recepção dos fluidos e, mesmo, cria situações embaraçosas que convém prevenir.

2) A imposição de mãos, como o fez Jesus, é o exemplo correto de transmitir o passe.

3) Os movimentos que gradativamente foram sendo incorporados à forma de aplicação do passe criaram verdadeiro folclore quanto a esta prática espírita, desfigurando a verdadeira técnica. Os passistas passaram a se preocupar mais com os movimentos que deveriam realizar do que com o dirigir seus pensamentos para movimentar os fluidos.

4) Não há posição convencionada para que o beneficiado deva postar-se para que haja a recepção dos fluídos (pernas descruzadas, mãos em concha voltadas para o alto, etc). O importante é a disposição mental para captar os fluidos que lhe são transmitidos e não a posição do corpo.

5) O médium passista transmite o fluido, sem a necessidade de incorporação de um espírito para realizar a tarefa. Daí decorre que o passe de ser silencioso, discreto, sem o balbuciar de preces, a repetição de "chavões" ou orientações à guisa (s. f. (p. us.) Modo; maneira; jeito. (Do germ. wisa.) de palavras sacramentais.

6) O passe deve ser realizado em câmara para isso destinada, evitando-se o inconveniente de aplicá-lo em público, porque, além de perder em grande parte seu potencial pela vã curiosidade dos presentes e pela falta de harmonização do ambiente, foge também à ética e à discrição cristãs. A câmara de passes fica constantemente saturada de elementos fluídico-espirituais, permitindo um melhor atendimento aos necessitados e eliminando fatores de dispersão de fluídos que geralmente ocorre no "passe em público".

7) Devem-se evitar os condicionamentos desagradáveis, tais como: estalidos de dedos, palmas, esfregar as mãos, respiração ofegante, sopros, etc.

8) Antigamente, quando se acreditava que o passe era simplesmente transmissão magnética, criaram-se certas crendices que o estudo da transmissão fluídica desfez, tais como: necessidade de darem-se as mãos para que a "corrente" se estabelecesse; alternância dos sexos para que o passe ocorresse; obrigação do passista de livrar-se de objetos metálicos para não "quebrar a corrente", etc.

9) Estamos mergulhados num "mar imenso de fluidos" e o médium, à medida que dá o passe, carrega-se automaticamente de fluidos salutares. Portanto, nada mais é que simples condicionamento a necessidade que certos médiuns passistas apresentam de receberem passes de outros médiuns ao final do trabalho, afirmando-se desvitalizados. Poderá haver cansaço físico, mas nuca desgaste fluídico, se o trabalho for bem orientado.

10) O passe deve ser dado em ambiente adequado, no Centro Espírita. Evitar o passe a domicílio para não favorecer o comodismo e o falso escrúpulo dos que não querem ser vistos numa casa espírita porque isso abalaria sua "posição social". Somente em casos de doença grave ou impossibilidade total de comparecimento ao Centro é que o passe deverá ser dado, "por uma pequena equipe", na residência do necessitado, enquanto perdurar o impedimento que o mantém sem condições de comparecer à Casa Espírita.

11) A transmissão do fluído deve ser feita de pessoa a pessoa, devendo-se evitar práticas esdrúxulas de dar-se passes em roupas, toalhas e objetos pertencentes ao paciente, bem como não há necessidade alguma de levar-se a sua fotografia para que seja atendido à distância.

12) Não existe um número padronizado de passes que o médium poderá dar, acima do qual ele estará prejudicando-se. A quantidade de passes transmitidos poderá levar o médium a um cansaço físico mas nunca à exaustão fluídica, se o trabalho for bem orientado, pois a reposição de fluidos se dá automaticamente à medida que médium vai atendendo os que penetram a câmara de passes.

Bibliografia:

KARDEC, Allan. A Gênese. Item 17, p. 284 FEB, 1982.
XAVIER, Francisco Cândido. Pão Nosso. Pelo Espírito Emmanuel, 110.
XAVIER, Francisco Cândido. Nos domínios da Mediunidade. Capítulo 17, página 170.
XAVIER, Francisco Cândido. Evolução em dois Mundos. Pelo Espírito André Luiz. Capítulo 15.
PERALVA, Martins. Estudando a Mediunidade. Capítulo XXVII – Na hora do passe.
PERALVA, Martins. Mediunidade e Evolução. Página 149.
JACINTO, Roque. Desenvolvimento Mediúnico. Item 8.
MIRANDA, Hermínio Corrêa. Diálogo com as Sombras. Páginas 246 e 247.
Apostila do COEM – Centro de Orientação e Educação Mediúnica – do Centro Espírita Luz Eterna de Curitiba. 11.ª sessão de exercício prático – Passes.
Manual de Aplicação do COEM. Páginas 99, 100 e 101.
Dicionário Brasileiro


Estudo extraído do site: www.mkow.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5ta293LmNvbS5icg==)
Título: Re: O PASSE - OBJETIVOS E FORMAS DE APLICAÇÃO
Enviado por: Mourarego em 16 de Julho de 2009, 19:07
Um belo trabalho Fernandinho!
meus óbises estão de frente  para a literatura que se distancia da de Kardec. Olha só, todas as outras não são doutrina e representam o opensamento do autor, espiritual ou não.
Talvez seja por isso o embróglio assinalado ao pensar-se que a transmissão via passe seja fluídica.
O magetismo acoplado (médium/Espiritualidade), toma a si, arregimenta, fortifica e sutiliza os fluidos benfazejos, mas a transmissão segue o duto magnético sempre.
Abração e bom trabalho!
Moura
Título: Re: O PASSE - OBJETIVOS E FORMAS DE APLICAÇÃO
Enviado por: Fernando B. em 16 de Julho de 2009, 20:07
Olá irmão Moura!
Que bom que tenha gostado do estudo, mas que os louros do trabalho fiquem com o pessoal do site www.mkow.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5ta293LmNvbS5icg==) pois foram eles quem realmente realizaram o trabalho.

Eu apenas fiz o estudo do assunto através do site e como achei muito bom o material resolvi postar aqui neste fórum para que mais irmãos pudessem compartilhar este conhecimento!

O meu unico trabalho foi o CTRL+C E CTRL+V ! hehehehe!

Fiquem em paz amado irmão!
Título: Re: O PASSE - OBJETIVOS E FORMAS DE APLICAÇÃO
Enviado por: Moretti em 12 de Abril de 2010, 21:15
Embora tenha sido de copiar e salvar; você facilitou o que possivelmente esta distribuido em várias obras, por isso considero de grande valor a sua colaboração meu irmão. Que Deus lhe abençõe
sds;
Moretti
Título: Re: O PASSE - OBJETIVOS E FORMAS DE APLICAÇÃO
Enviado por: Fernando B. em 14 de Abril de 2010, 14:07
Embora tenha sido de copiar e salvar; você facilitou o que possivelmente esta distribuido em várias obras, por isso considero de grande valor a sua colaboração meu irmão. Que Deus lhe abençõe
sds;
Moretti

Ô irmãozinho Moretti, assim seja!
Mas que abençoe principalmente aqueles que fizeram este belo trabaho!
Título: Re: O PASSE - OBJETIVOS E FORMAS DE APLICAÇÃO
Enviado por: candi em 07 de Maio de 2010, 02:24
olá boa noite!

Qual é a diferença entre o passe e o reiki!

muita paz
Título: Re: O PASSE - OBJETIVOS E FORMAS DE APLICAÇÃO
Enviado por: MongeShaolin em 07 de Maio de 2010, 02:46
Embora tenha sido de copiar e salvar; você facilitou o que possivelmente esta distribuido em várias obras, por isso considero de grande valor a sua colaboração meu irmão. Que Deus lhe abençõe
sds;
Moretti
Título: Re: O PASSE - OBJETIVOS E FORMAS DE APLICAÇÃO
Enviado por: Gabriel_freg em 15 de Julho de 2010, 00:13
Olá.

Gostaria de fazer uma pergunta. Sou novo no espiritismo, na verdade comecei a frequentar um centro espirita há 3 semanas.
Tomamos passe 2 vezes na quarta-feira ( que é o dia que eu vou), e toda vezm que eu tomo passe meus braços se levantam, sem que faça o menor esforço. Eu ja até acostumei, mas da primeira vez cheguei a chorar de emoçao, senti uma energia mt forte.

Gostaria de saber o que de fato acontece quando meus braços se levantam, porque isso acontece? seria algo positivo ou negativo?

Sei que pode parecer uma pergunta ingenua e óbvia para quem ja entende do assunto, mas eu sou apenas um iniciante.

Grato.

Título: Re: O PASSE - OBJETIVOS E FORMAS DE APLICAÇÃO
Enviado por: Mourarego em 15 de Julho de 2010, 15:49
Ponha-se em quarda sobre este procedimento amigo Gabriel.
Essa coisa só acontece por pura ilusão produzida pela emoção e por se pensar que o passe sejam uma coisa mágica ou que possa produzir tais acontecimentos.
abraços,
Moura
Título: Re: O PASSE - OBJETIVOS E FORMAS DE APLICAÇÃO
Enviado por: Gabriel_freg em 16 de Julho de 2010, 03:00
Olá amigo mourarego.

Bem, como eu disse, não faço o menor esforço pra levantar os meus braços, creio que se isso ocorresse por pura emoção eu saberia. Aliás, eu nem acreditava em energia, nem sabia para que serve um passe quando isso me aconteceu pela primeira vez.

Não creio que esse acontecimento seja consequência da emoção, e sim a causa. Conversei com uma amiga minha e ela disse que o mesmo ja aconteceu com ela, e que isso era até normal.

Obrigado pela resposta atenciosa amigo mourarego, mas nao acredito que essa explicaçao esclareça o que realmente aconteceu, continuo a procurar.

grato
Título: Re: O PASSE - OBJETIVOS E FORMAS DE APLICAÇÃO
Enviado por: Mourarego em 16 de Julho de 2010, 14:41
O que quis dizer, Gabriel  é que você experimentou apenas uma emanação de sua mente, apenas isso.
Abraços,
Moura
Título: Re: O PASSE - OBJETIVOS E FORMAS DE APLICAÇÃO
Enviado por: Vivi Lima em 28 de Julho de 2010, 16:42
Em anexo Livro sobre passes.

Paz...
Luz.

Título: Re: O PASSE - OBJETIVOS E FORMAS DE APLICAÇÃO
Enviado por: Mourarego em 28 de Julho de 2010, 19:47
O livro, este ou qualquer outro, só irão conter o que seus escritores opinam sobre o passe.
Não se trata de doutrina mas sim de opinião pessoal.
Kardec mesmo não fala sobre passes, fala sim sobre magnetização, que  outra coisa

abraços,
Moura
Título: Re: O PASSE - OBJETIVOS E FORMAS DE APLICAÇÃO
Enviado por: joaquimcosta em 18 de Março de 2011, 00:29
olá boa noite,
também faz pouco tempo que comecei a frequentar uma casa espirita. Já foram várias as vezes que durante o passe me sinto mal, uma sensação de mal estar no estmago ou algo a subir pelo esofago e por vezes uma sensação de estranha num ouvido, porque me acontece tal coisa?
Título: Re: O PASSE - OBJETIVOS E FORMAS DE APLICAÇÃO
Enviado por: Mourarego em 18 de Março de 2011, 14:10
Joaquim,
apesar desse fato acontecer com muitos, não acontece com todos.
Eu, por exemplo, nunca senti nada.
Na maioria das vezes acontece pela impressão que se tenha do Espiritismo, como sendo uma coisa meio mágica, sujeita a coisas ruins, ou mesmo pelo desconhecimento que se tenha dele.
Procure manter-se em concentração, prestando atenção apenas no que está sendo dito na reunião, sem tomar conta do que acontece com os outros e tudo isso passará.
abraços,
Moura
Título: Re: O PASSE - OBJETIVOS E FORMAS DE APLICAÇÃO
Enviado por: dOM JORGE em 18 de Março de 2011, 14:19
                                     VIVA JESUS!


     Bom-dia! queridos irmãos.

             O Passe Espírita
 

O passe espírita é simplesmente a imposição das mãos, usada e ensinada por Jesus, como se vê nos Evangelhos.  Origina-se das práticas de cura do Cristianismo Primitivo.  Sua fonte humana e divina são as mãos de Jesus.  Mas há um passado histórico que não podemos esquecer.  Desde as origens da vida humana na Terra encontramos os ritos de aplicação dos passes, não raro acompanhados de rituais, como o sopro, a fricção das mãos, a aplicação de saliva e até mesmo a mistura de saliva e terra para aplicação no doente.  No próprio Evangelho vemos a descrição da cura de um cego por Jesus usando essa mistura.  Mas Jesus agiu sempre, em seus atos e em suas práticas, de maneira anti-ritual, de maneira que essas descrições, feitas entre quarenta e oitenta anos após a sua morte, podem ser apenas influências de costumes religiosos da época.  Todo o seu ensino visava a afastar os homens das superstições vigentes no tempo.  Essas incoerências históricas, como advertiu Kardec, não podem provir dele, mas dos evangelistas.  Caso contrário Jesus teria procedido de maneira incoerente no tocante aos seus ensinos e aos seus exemplos, o que seria absurdo.
 O passe espírita não comporta as encenações em que hoje o envolveram alguns teóricos improvisados, geralmente ligados a antigas correntes espiritualistas de origem mágica ou feiticista.  Todo o poder e toda a eficácia do passe espírita dependem do espírito e não da matéria.,  da assistência espiritual do médium passista e não dele mesmo.  Os passes padronizados e classificados derivam de teorias e práticas mesméricas, magnéticas e hipnóticas de um passado já há muito superado.  Os Espíritos realmente elevados não aprovam nem ensinam essas coisas, mas apenas à prece e a imposição das mãos.  Toda a s encenações preparatórias:  mãos erguidas ao alto e abertas, para suposta captação de fluídos pelo passista, mãos abertas sobre os joelhos, pelo paciente, para melhor assimilação fluídica, braços e pernas descruzados para não impedir a livre passagem dos fluidos, e assim por diante, só servem para ridicularizar o passe, o passista e o paciente.  A formação das chamadas pilhas mediúnicas, com o ajuntamento de médiuns em torno do paciente,  as correntes de mãos dadas ou de dedos se tocando sobre a mesa – condenadas por Kardec – nada mais são do que resíduos do mesmerismo do século passado, inúteis, supersticiosos e ridicularizantes.

Todas essas tolices decorrem essencialmente do apego humano às formas de atividades materiais.  Julgamo-nos capazes de fazer o que não nos cabe fazer.  Queremos dirigir, orientar os fluídos espirituais como se fossem correntes elétricas e manipula-los como se a sua aplicação dependesse de nós.  O passista espírita consciente, conhecedor da doutrina e suficientemente humilde para compreender que ele pouco sabe a respeito dos fluídos espirituais – e o que pensa saber é simples pretensão orgulhosa – limita-se à função mediúnica de intermediário.  Se pede a assistência dos Espíritos, com que direito se coloca depois no lugar deles?  Muitas vezes os Espíritos recomendam que não se faça movimentos com as mãos e os braços para não atrapalhar os passes.  Ou confiamos na ação dos Espíritos ou não confiamos e neste caso é melhor não os incomodarmos com os nossos pedidos.

O passe espírita é prece, concentração e doação.  Quem reconhece que não pode dar de si mesmo, suplica a doação dos Espíritos.  São eles que socorrem aqueles por quem pedimos, não nós, que em tudo dependemos da assistência espiritual.

A técnica do passe não pertence a nós, mas exclusivamente aos Espíritos Superiores.  Só eles conhecem a situação real do paciente, as possibilidades de ajuda-lo em face de seus compromissos nas provas, a natureza dos fluídos de que o paciente necessita e assim por diante.  Os médiuns vivem a vida terrena e estão condicionados na encarnação que merecem e de que necessitam.  Nada sabem da natureza dos fluídos, da maneira apropriada e eficaz de aplica-los, dos efeitos diversos que eles podem causar.  Na verdade, o médium só tem uma percepção vaga, geralmente epidérmica, dos fluídos.  É simples atrevimento – e portanto charlatanismo – querer manipula-los e distribuí-los a seu modo e a seu critério.  As pessoas que acham que os passes ginásticos ou dados em grupos formados ao redor do paciente são passes fortes, assemelham-se às que acreditam mais na força da feitiçaria, com seus apetrechos selvagens, do que no poder espiritual.  As experiências espíritas sensatas e lógicas, em todo o mundo, desde os dias de Kardec até hoje, mostraram que mais vale uma prece silenciosa, às vezes na ausência e sem o conhecimento do paciente, do que todas as encenações e alardes de força dos ingênuos que ignoram os princípios doutrinários.

Não há distância para a ação dos passes.  Os Espíritos Superiores não conhecem as dificuldades das distâncias terrenas.  Podem agir e curar através das maiores lonjuras.  Não obstante, não se deve desprezar a importância do efeito psicológico da presença do paciente num ambiente mediúnico ou da presença do passista junto a ele, pelo calor humano e da doação fluídica direta, seja do médium ou também das pessoas que o acompanham.  Assim, o passe à distância só deve ser empregado quando for de todo impossível o passe de contacto pessoal.

É muito comum chegarem pessoas ao Centro, ou mesmo dirigindo-se à casa de um médium, pedindo passe com urgência.  O passe não pode ser dado a qualquer momento e de qualquer maneira.  Deve ser sempre precedido de preparação do passista e do ambiente, bem como do paciente. O médium precisa de preparação para bem se dispor ao ato mediúnico do passe.  Atender a esses casos imediatamente é dar prova de ignorância das leis do passe.  Tudo depende de sintonias que precisam ser estabelecidas.  Sintonia do médium com seu estado íntimo;  sintonia do passista com o Espírito que vai atende-lo; sintonia das pessoas presentes com o ambiente que se deve formar no recinto.  Tudo isso se consegue através da prece e do interesse de todos pela ajuda ao necessitado.

O passe é uma transfusão de plasma extrafísico certamente composto de partículas livres de anti-matéria.  As mãos humanas funcionam, no passe espírita, como antenas que captam e transmitem as energias do plasma vital de anti-matéria.  Hoje conhecemos, portanto, toda a dinâmica do passe espírita como transmissão de fluidos no processo aparentemente simplíssimo e eficaz do passe.  Não há milagre nem sobrenatural na eficácia do passe, modestamente aplicado e divulgado por Jesus há dois mil anos.

                   O Mensageiro


                                                 PAZ, MUITA PAZ!
 
Título: Re: O PASSE - OBJETIVOS E FORMAS DE APLICAÇÃO
Enviado por: dOM JORGE em 06 de Outubro de 2011, 10:20
                                          VIVA JESUS!


        Bom-dia! queridos irmãos.

                O passe e o passista
 
A aplicação de passes magnéticos, na cura de afecções nervosas, tem sido largamente utilizada desde a origem dos tempos.

Nasceu com o homem.

Talvez seja dessas intuições essenciais que a gente traz da vida espiritual para nos ajudar na travessia da experiência carnal como homens, Espíritos encarnados.

Porque é instintivo isso.

Desde que nascemos, sem que ninguém nos tenha ensinado, quando sentimos qualquer ponto dolorido de nosso corpo, colocamos a mão sobre a parte que dói e temos certa sensação de alívio.

Quando batemos com a mão ou o dedo em algum lugar que nos cause dor, imediatamente começamos a soprar porque, também, o sopro nos traz uma sensação de alívio quase imediato. Quantas vezes utilizamos esse processo no atendimento aos nossos filhos ao caírem ou baterem com a cabeça em algum lugar. A gente sopra e a criança logo se  acalma.

De onde vem isso? Quem nos ensinou?  Que fluido anestesiante existe no sopro?

Hoje conhecemos o efeito positivo, no tratamento de certas dificuldades motoras, do hálito dos eqüinos. O passeio a cavalo é ótima terapia para portadores de síndrome de down.

Muitos hospitais do mundo inteiro já aceitam de bom grado a prática da oração como complemento ao tratamento hospitalar. Tem-se verificado estatisticamente o benefício que a oração traz na cura de várias moléstias.

O passe, através da imposição das mãos, era largamente utilizado por Jesus e pelos seus discípulos. Como já acontecia desde tempos imemoriais na China, no Egito, na Índia.

Modernamente, entretanto, seu surgimento, forçando as portas do ceticismo, deveu-se a um médico austríaco, Franz Anton Mesmer, ao publicar em 1775, em Viena, seus “Estudos sobre a Cura Magnética”.

Mesmer, formado em Filosofia, Teologia e Medicina, afirmava ter descoberto o magnetismo animal, estabelecendo, inicialmente, uma relação entre este e os influxos dos planetas, tentando reunir em suas teorias os estudos sobre a força da gravidade que Newton descobrira, para explicar a queda dos corpos, a atração dos planetas e o vaivém das marés.

Aproveitando as descobertas de Benjamim Francklin sobre os pólos positivos e negativos que justificavam a transmissão do fluido elétrico de um corpo para o outro, Mesmer sugeria que o magnetismo animal era também um fluido que podia ser transmitido de uma pessoa para outra pessoa.

Vivíamos a era dos fluidos.

Pensava-se que a eletricidade fosse um fluido que transitava de um ponto para outro. O calor era considerado, também, um fluido que se transferia de um corpo para outro corpo. Acreditava-se que o universo estava mergulhado num fluido universal que se infiltrava em todas as coisas. Ainda se acredita nisso, hoje, embora sob nova conceituação.

Mesmer verificou certa feita, num caso de hemorragia, de que ele estava tratando, que o sangue estancava quando ele se aproximava do doente, e voltava a fluir quando do doente se afastava. Concluiu que tal fato se dava em virtude de alguma energia que saía dele para o doente de que cuidava. 

Já havia lido sobre o caso da hemorroíssa que, ao se aproximar de Jesus, dele absorvera uma virtude que a curara do fluxo hemorrágico que a fazia sofrer havia já doze anos. Jesus sentira sair dele tal fluido e quis até saber quem fora o responsável por aquilo. Ao que Pedro estranhou, já que muitas tinham sido as pessoas que haviam esbarrado neles, no meio da multidão.     

Começou a tratar diversos casos de doenças nervosas por processos magnéticos, curando muita gente, o que causou furor na França do século XVIII. Disso resultou uma nova especialidade médica: o tratamento pelo magnetismo, com a  introdução nos tratamentos dos chamados passes magnéticos. 

Era uma nova terapia que surgia.

Kardec chegou a utilizar o magnetismo antes de se dedicar ao estudo dos fenômenos mediúnicos que eclodiam em todo o mundo. Talvez tenha nascido disso a idéia de que teria sido médico, o que não é verdade.

A chegada do Espiritismo com novas informações sobre a existência e diversidade de fluidos estabeleceu uma certa ligação das técnicas adotadas pelo magnetismo com a prática do Espiritismo nos tratamentos das obsessões.

No último livro da codificação – A Gênese –, há interessante estudo sobre os fluidos e os efeitos de sua aplicação.

O codificador, ao final de seu comentário ao texto da questão número 70, que trata do fluido vital, afirma: “A quantidade de fluido vital se esgota. Pode tornar-se insuficiente para a conservação da vida, se não for renovada pela absorção e assimilação das substâncias que o contêm. O fluido vital se transmite de um indivíduo a outro. Aquele que o tiver em maior porção pode dá-lo a um que o tenha de menos e em certos casos prolongar a vida prestes a extinguir-se”.

Os magnetizadores desenvolveram técnicas na arte que procuravam praticar. E utilizavam dessas técnicas levando em consideração a diversidade das moléstias.  Para isso adotaram vários tipos de passes, os chamados passes técnicos.

A Doutrina Espírita não se preocupou com isso. Não era matéria doutrinária.  Como não é. Dessa forma, os primeiros espíritas aplicavam técnicas aprendidas fora da Doutrina, com os magnetizadores profissionais. Como os magnetizadores utilizavam o toque (para o estabelecimento da chamada relação magnética), e gestos espalhafatosos, os antigos espíritas os copiaram. Depois, a conveniência sugeriu que abandonássemos aqueles processos, desnecessários e às vezes comprometedores, e adotássemos processos mais simples, porque mais acordes com os princípios da Doutrina. Ou seja: abandonar o misticismo desnecessário e a encenação descabida.

Não são os gestos que fazem a transferência dos fluidos, mas a mente, a vontade, o desejo de ajudar.

Herculano Pires foi um defensor ardoroso da simplicidade na aplicação do passe. Dizia ele que, no passe, nada é tão simples quanto aplicá-lo. E recomendava que fizéssemos como fizeram Jesus e seus discípulos: pela simples imposição das mãos. Vontade firme de servir e crença na eficácia do que se está fazendo. Movimentar com a mente o fluido que lhe sobra para completar o que está faltando no companheiro que se quer ajudar.

André Luiz, em Os Missionários da Luz, dá-nos algumas indicações. Diz ele:

“O passista necessita: (a) ter grande domínio sobre si mesmo; (b) espontâneo equilíbrio de sentimentos; (c) acendrado amor aos semelhantes; (d) alta compreensão da vida; (e) fé vigorosa e (f) profunda confiança no Poder Divino. Mas..., na esfera carnal, a boa vontade sincera, em muitos casos, pode suprir essa ou aquela deficiência”.

E acrescenta:

“Um bom passista precisa, antes de tudo, equilibrar o campo das emoções. Não é possível fornecer forças construtivas a alguém, se fazemos sistemático desperdício das irradiações vitais. A mágoa excessiva, a paixão desvairada, a inquietude obsidente constituem barreiras que impedem a passagem das energias auxiliadoras. É preciso também examinar as necessidades fisiológicas. O excesso de alimentação produz odores fétidos, através dos poros, bem como das saídas dos pulmões e do estômago, prejudicando as faculdades radiantes, porquanto provoca dejeções anormais e desarmonias de vulto no aparelho gastrintestinal, interessando a intimidade das células. Por fim, deve evitar-se o álcool e outras substâncias tóxicas que operam distúrbios nos centros nervosos, modificando certas funções psíquicas e anulando os melhores esforços na transmissão de elementos regeneradores e salutares. MAS... e se isso não for possível? Em todo lugar onde haja merecimento nos que sofrem e boa vontade nos que auxiliam, podemos ministrar o benefício espiritual com relativa eficiência”. E conclui: “Se a prática do bem estivesse circunscrita aos Espíritos completamente bons, seria impossível a redenção humana”.

      Arthur Bernardes de Oliveira



                                                              PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: O PASSE - OBJETIVOS E FORMAS DE APLICAÇÃO
Enviado por: escariao em 06 de Outubro de 2011, 11:46
                                          VIVA JESUS!


        Bom-dia! queridos irmãos.

                O passe e o passista
 
A aplicação de passes magnéticos, na cura de afecções nervosas, tem sido largamente utilizada desde a origem dos tempos.

Nasceu com o homem.

Talvez seja dessas intuições essenciais que a gente traz da vida espiritual para nos ajudar na travessia da experiência carnal como homens, Espíritos encarnados.

Porque é instintivo isso.

Desde que nascemos, sem que ninguém nos tenha ensinado, quando sentimos qualquer ponto dolorido de nosso corpo, colocamos a mão sobre a parte que dói e temos certa sensação de alívio.

Quando batemos com a mão ou o dedo em algum lugar que nos cause dor, imediatamente começamos a soprar porque, também, o sopro nos traz uma sensação de alívio quase imediato. Quantas vezes utilizamos esse processo no atendimento aos nossos filhos ao caírem ou baterem com a cabeça em algum lugar. A gente sopra e a criança logo se  acalma.

De onde vem isso? Quem nos ensinou?  Que fluido anestesiante existe no sopro?

Hoje conhecemos o efeito positivo, no tratamento de certas dificuldades motoras, do hálito dos eqüinos. O passeio a cavalo é ótima terapia para portadores de síndrome de down.

Muitos hospitais do mundo inteiro já aceitam de bom grado a prática da oração como complemento ao tratamento hospitalar. Tem-se verificado estatisticamente o benefício que a oração traz na cura de várias moléstias.

O passe, através da imposição das mãos, era largamente utilizado por Jesus e pelos seus discípulos. Como já acontecia desde tempos imemoriais na China, no Egito, na Índia.

Modernamente, entretanto, seu surgimento, forçando as portas do ceticismo, deveu-se a um médico austríaco, Franz Anton Mesmer, ao publicar em 1775, em Viena, seus “Estudos sobre a Cura Magnética”.

Mesmer, formado em Filosofia, Teologia e Medicina, afirmava ter descoberto o magnetismo animal, estabelecendo, inicialmente, uma relação entre este e os influxos dos planetas, tentando reunir em suas teorias os estudos sobre a força da gravidade que Newton descobrira, para explicar a queda dos corpos, a atração dos planetas e o vaivém das marés.

Aproveitando as descobertas de Benjamim Francklin sobre os pólos positivos e negativos que justificavam a transmissão do fluido elétrico de um corpo para o outro, Mesmer sugeria que o magnetismo animal era também um fluido que podia ser transmitido de uma pessoa para outra pessoa.

Vivíamos a era dos fluidos.

Pensava-se que a eletricidade fosse um fluido que transitava de um ponto para outro. O calor era considerado, também, um fluido que se transferia de um corpo para outro corpo. Acreditava-se que o universo estava mergulhado num fluido universal que se infiltrava em todas as coisas. Ainda se acredita nisso, hoje, embora sob nova conceituação.

Mesmer verificou certa feita, num caso de hemorragia, de que ele estava tratando, que o sangue estancava quando ele se aproximava do doente, e voltava a fluir quando do doente se afastava. Concluiu que tal fato se dava em virtude de alguma energia que saía dele para o doente de que cuidava. 

Já havia lido sobre o caso da hemorroíssa que, ao se aproximar de Jesus, dele absorvera uma virtude que a curara do fluxo hemorrágico que a fazia sofrer havia já doze anos. Jesus sentira sair dele tal fluido e quis até saber quem fora o responsável por aquilo. Ao que Pedro estranhou, já que muitas tinham sido as pessoas que haviam esbarrado neles, no meio da multidão.     

Começou a tratar diversos casos de doenças nervosas por processos magnéticos, curando muita gente, o que causou furor na França do século XVIII. Disso resultou uma nova especialidade médica: o tratamento pelo magnetismo, com a  introdução nos tratamentos dos chamados passes magnéticos. 

Era uma nova terapia que surgia.

Kardec chegou a utilizar o magnetismo antes de se dedicar ao estudo dos fenômenos mediúnicos que eclodiam em todo o mundo. Talvez tenha nascido disso a idéia de que teria sido médico, o que não é verdade.

A chegada do Espiritismo com novas informações sobre a existência e diversidade de fluidos estabeleceu uma certa ligação das técnicas adotadas pelo magnetismo com a prática do Espiritismo nos tratamentos das obsessões.

No último livro da codificação – A Gênese –, há interessante estudo sobre os fluidos e os efeitos de sua aplicação.

O codificador, ao final de seu comentário ao texto da questão número 70, que trata do fluido vital, afirma: “A quantidade de fluido vital se esgota. Pode tornar-se insuficiente para a conservação da vida, se não for renovada pela absorção e assimilação das substâncias que o contêm. O fluido vital se transmite de um indivíduo a outro. Aquele que o tiver em maior porção pode dá-lo a um que o tenha de menos e em certos casos prolongar a vida prestes a extinguir-se”.

Os magnetizadores desenvolveram técnicas na arte que procuravam praticar. E utilizavam dessas técnicas levando em consideração a diversidade das moléstias.  Para isso adotaram vários tipos de passes, os chamados passes técnicos.

A Doutrina Espírita não se preocupou com isso. Não era matéria doutrinária.  Como não é. Dessa forma, os primeiros espíritas aplicavam técnicas aprendidas fora da Doutrina, com os magnetizadores profissionais. Como os magnetizadores utilizavam o toque (para o estabelecimento da chamada relação magnética), e gestos espalhafatosos, os antigos espíritas os copiaram. Depois, a conveniência sugeriu que abandonássemos aqueles processos, desnecessários e às vezes comprometedores, e adotássemos processos mais simples, porque mais acordes com os princípios da Doutrina. Ou seja: abandonar o misticismo desnecessário e a encenação descabida.

Não são os gestos que fazem a transferência dos fluidos, mas a mente, a vontade, o desejo de ajudar.

Herculano Pires foi um defensor ardoroso da simplicidade na aplicação do passe. Dizia ele que, no passe, nada é tão simples quanto aplicá-lo. E recomendava que fizéssemos como fizeram Jesus e seus discípulos: pela simples imposição das mãos. Vontade firme de servir e crença na eficácia do que se está fazendo. Movimentar com a mente o fluido que lhe sobra para completar o que está faltando no companheiro que se quer ajudar.

André Luiz, em Os Missionários da Luz, dá-nos algumas indicações. Diz ele:

“O passista necessita: (a) ter grande domínio sobre si mesmo; (b) espontâneo equilíbrio de sentimentos; (c) acendrado amor aos semelhantes; (d) alta compreensão da vida; (e) fé vigorosa e (f) profunda confiança no Poder Divino. Mas..., na esfera carnal, a boa vontade sincera, em muitos casos, pode suprir essa ou aquela deficiência”.

E acrescenta:

“Um bom passista precisa, antes de tudo, equilibrar o campo das emoções. Não é possível fornecer forças construtivas a alguém, se fazemos sistemático desperdício das irradiações vitais. A mágoa excessiva, a paixão desvairada, a inquietude obsidente constituem barreiras que impedem a passagem das energias auxiliadoras. É preciso também examinar as necessidades fisiológicas. O excesso de alimentação produz odores fétidos, através dos poros, bem como das saídas dos pulmões e do estômago, prejudicando as faculdades radiantes, porquanto provoca dejeções anormais e desarmonias de vulto no aparelho gastrintestinal, interessando a intimidade das células. Por fim, deve evitar-se o álcool e outras substâncias tóxicas que operam distúrbios nos centros nervosos, modificando certas funções psíquicas e anulando os melhores esforços na transmissão de elementos regeneradores e salutares. MAS... e se isso não for possível? Em todo lugar onde haja merecimento nos que sofrem e boa vontade nos que auxiliam, podemos ministrar o benefício espiritual com relativa eficiência”. E conclui: “Se a prática do bem estivesse circunscrita aos Espíritos completamente bons, seria impossível a redenção humana”.

      Arthur Bernardes de Oliveira



                                                              PAZ, MUITA PAZ!