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CONVÍVIO => Como usar este Fórum => Perguntas Frequentes => Tópico iniciado por: Tolomei em 09 de Junho de 2009, 17:02

Título: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Tolomei em 09 de Junho de 2009, 17:02
Que acham os/as amigos/as sobre isto ?
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: YESNO em 29 de Julho de 2009, 02:12
Tolomei,

Kardec dedica todo um capitulo (5º) do Céu e Inferno para analisar essa temática.

Vemos ali, pelos relatos dramáticos, que o suplício mental a que todos se submetem tem a ver com a intenção, a negligência com a própria vida, tratando-a de forma fútil e irresponsável.

André Luiz  é o ícone de alguém que, aparentemente não era suicida para nós. Para ele que viveu uma "eternidade" no umbral era. Exageros, comida, bebida, negligência com o corpo e a partida antes do tempo.

Assim, se o praticante de um esporte radical, tem consciência dos riscos que corre e não se prepara adequadamente, com equipamentos, fisicamente e emocionalmente, colocando em risco desnecessário sua vida em prejuízo dos compromissos que deve cumprir nesta vida, criará todo o ambiente a que também está exposto o suicida que tira a vida com um revólver. O método aqui é irrelevante.

É como leio e  sinto

Um abraço.

Jesus nos abençoe
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: vbjoao2 em 21 de Agosto de 2009, 18:10
Kardec nos fala sobre suicídio nas perguntas 943 a 957 do LE.

No caso dos esportes radicais, acredito eu, que sempre que colocamos a nossa vida em risco sem uma necessidade real estamos cometendo uma tentativa de suicídio involuntário.

É o caso do montanhista que sabe os riscos que corre para atender a uma paixão, e dixa filhos e esposa em casa ansiosos de sua volta, que pode não ocorrer.

No meu ponto de vista seria muito mais meritório buscar as glórias de vencer a seu orgulho e vaidade se afirmando como "grande" dividindo sua existencia com os que necessitavam dele.

Na maioria das vezes vemos na vida que os realmente grandes foram os que menos se exaltaram.

Muita Paz

João Batista Sobrinho
www.bomespirito.com (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5ib21lc3Bpcml0by5jb20=)
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Mourarego em 21 de Agosto de 2009, 18:26
Todo mundo sabia, que apenas os pássaros, os mais pesados que o ar, poderiam voar... Até que Santos Dumont voou na sua trapizonga.
Desde então se ouve falar, "ora, o avião foi feito para cair", uma autêntica verborragia inútil e tendenciosa. O avião foi feito para se sustentar no ar e ponto.
Em matéria de suicpídio, levando a ferro e fogo essa bobagem que alguns ainda alimentam, se o avião foi feito para cair, cada piloto será um suicida, não é mesmo?
Vejam que mesmo pessoas cultas, como o Jô Soares, vive de repetir uma sandice muito grande, a que ele culpa ao Maurício Shermann, seu produtor: "Diz ele que a moto também foi feita para cair.
Acontece que o Jô em sua juventude, se gabava de andar em pé, ou de costas numa Harley Davidson 1200 cc, vivia a viajar com ela, até que um dia, como acontece a qualquer motociclista, caiu, se quebrando bem. Desde então nunca mais subiu numa moto, e seu mêdo o faz transmitir essa nção inexata e mentirosa sobre o veículo.
Abraços,
Moura
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Haga em 21 de Agosto de 2009, 18:27
Eu diria ao contrário:os amantes de desportos radicais amam mais a vida que o que não practicam e ,tanto que adoram a vida que gostam de passar pela adrenalina da experiências potencialmente perigosas e provavelmente tem mais fé que a pessoa comum, pois não são medrosas.

 Agora se existem "malucos" que practicam esses desportos na esperança de morrerem aí já outra historia, aí existe a intenção do suicidio e a intenção é o que conta para Deus.
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: vbjoao2 em 21 de Agosto de 2009, 20:25
Desculpe discordar do amigo Haga,

Mas acredito que esta busca por emoções fortes tenha um cunho bastante preocupante.

Creio que estas pessoas buscam na execução destas tarefas arriscadas alguma coisa que  preencha um certo vazio interior ou uma falta de algo de não possam definir.

Acho que quando lemos nos evangelhos "não tentarás o senhor teu Deus" está implicitado nesta afirmação o correr riscos desnecessários, colocando na linha de tiro o bem mais precioso que Deus nos deu, a própria vida.

Tão precioso que é concenso em todas as religiões sérias o erro que é cometer o suicídio, respeitadas as limitações de cultura e de crença de cada uma.

No exemplo que Moura apontou é patente que andar de moto não é suicídio; fazer barbaridades sobre uma moto é que é prejudicial.

Isso não quer dizer, por outro lado, que outras pessoas que façam besteiras no campo da alimentação, benida, drogas e etc não sejam menos "suicidas indiretos".

A meu ver estas pessoas poderiam buscar ao invés de emoções fortes as emoções sublimes de doar-se aos que necessitam. Dar um prato de sopa, agasalhar alguém, visitar um enfermo e coisas assim.

Estas emoções além de preencher todos os vazios que possamos ter internamente nos fortalecem e mostrar o quanto temos a agradecer e melhorar(digo isto por experiencia propria), resplandecem em nossa alma e nos tornam felizes por auxiliarmos a diminuir a tristeza dos outros.

Muita Paz.
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Haga em 22 de Agosto de 2009, 10:00
vbjoao2 nas questões  258 a) do LE podemos ler o seguinte"Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu.”

e 853 a)podemos ler o seguinte  -" Assim, qualquer que seja o perigo que nos ameace, se a hora da morte ainda não chegou, não morreremos?
“Não; não perecerás e tens disso milhares de exemplos. Quando, porém, soe a hora
da tua partida, nada poderá impedir que partas. Deus sabe de antemão de que gênero será a
morte do homem e muitas vezes seu Espírito também o sabe, por lhe ter sido isso revelado,
quando escolheu tal ou qual existência.”


Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Mourarego em 22 de Agosto de 2009, 20:17
Quantos são os praticantes de salto de paraquedas que se acidentam e não morrem?
Assim também os mergulhadores de grandes profundidades?
A questão não se encontra apenas no esporte, mas na responsabilidade que damos àqueles que nos dobram os paraquedas, os que nos enchem as garrafas de mergulho ou nos acertam os equipamentos de segurança.
Esportes radicais têm esse nome por exigirem demais da pessoa, pois o perigo está quando saimos na rua.
Abraços,
Moura

vbjoao2 nas questões  258 a) do LE podemos ler o seguinte"Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu.”

e 853 a)podemos ler o seguinte  -" Assim, qualquer que seja o perigo que nos ameace, se a hora da morte ainda não chegou, não morreremos?
“Não; não perecerás e tens disso milhares de exemplos. Quando, porém, soe a hora
da tua partida, nada poderá impedir que partas. Deus sabe de antemão de que gênero será a
morte do homem e muitas vezes seu Espírito também o sabe, por lhe ter sido isso revelado,
quando escolheu tal ou qual existência.”



Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: vbjoao2 em 24 de Agosto de 2009, 15:53
Realmente, Moura, o perigo está em todos os locais e todos os dias; mas não custa nada diminuirmos os riscos a que nos expomos sempre que possível, não é?

Acredito que a cada vez que nos expomos desnecessariamente aos riscos que esportes (e não somente os esportes) trazem em sua prática estamos indo contra as leis de sobrevivência e conservação.

Julgo ser necessário, e isto é opinião pessoal - que fique bem claro, que tenhamos o cuidado de buscar aproveitar melhor os dias que temos de encarnação e tentar seguir os exemplos de melhores comportamentos e práticas de acordo com as indicações do Guia e modelo.

Julgo que estas pessoas que buscam emoções fortes e riscos desnecessários ou estão querendo se provar mais que algo/alguém ou tem em sí uma profunda necessidade de preenchimento interior.

Em ambos os casos é necessária uma análise interior para que possamos, através da auto-superação, vencer ou o orgulho que nos guia ou preencher o vazio com caridade e amor.

Lembro mais uma vez que estas são opiniões minhas e não estou condenando pessoas que utilizem estes divertimentos; apenas que não concordo com suas idéias; mas, como disse uma vez o filósofo: defendo até a morte o direito de tê-las :-)

Muita Paz
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Haga em 24 de Agosto de 2009, 19:46

Citar
Acredito que a cada vez que nos expomos desnecessariamente aos riscos que esportes (e não somente os esportes) trazem em sua prática estamos indo contra as leis de sobrevivência e conservação.

A nossa mente é que cria a ideia do risco, mas é apenas uma ilusão,não existe qualquer perigo de morrer antes da hora, Deus não o permite ,pois se lermos a resposta á questão 853 percebemos que nada nos acontecerá que não tiver que acontecer.
É Deus quem dá e tira a vida.

Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Anton Kiudero em 24 de Agosto de 2009, 20:13

Citação de: vbjoao2
o perigo está em todos os locais e todos os dias; mas não custa nada diminuirmos os riscos a que nos expomos sempre que possível

SE Deus sabe o momento e a forma de desencarne de cada espírito em cada encarnação e SE isto deriva da escolha do genero de provas escolhidos antes da mesma, SE houver um tiroteio e eu apesar disto resolver atravessar a rua e SE não for a minha hora de receber um tiro, não vou receber um tiro. No entanto SE for a hora de receber um tiro, posso estar escondido debaixo da cama longe de qualquer confusão e uma bala perdida vai encontrar o caminho direitinho até me achar. E a bala perdida se transformará em bala achada...

Portanto não vale o esforço ter medo de qualquer coisa, pois jamais dependerá de nosso medo o passar ou não pela prova da passagem desta ou daquela forma.

O exemplo acima vale para todos os esportes radicais, incluindo-se ai o "ir ao super-mercado", "andar na rua de noite", "dar carona a um desconhecido", "pegar dinheiro no caixa rapido de um banco" e outros menos perigosos como "voar de asa delta", "escalar montanhas" e "navegar em rios revoltos"...

Paz a todos,
Anton
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: vbjoao2 em 25 de Agosto de 2009, 13:26
Peço desculpas ao discordar com os amigos Anton e Haga,

Mas acredito que a coisa não funcione tão programadamente assim.

Sem dúvida que existe uma programação reencarnatória e que também existem fatos que são determinantes e determinados em nossas vidas; mas se todos os fatos, inclusive a hora de nossa morte, estiverem determinados em nosso destino para que serve o livre arbítrio?

Compreendo que existem nuances e possibilidades que vem pre-programadas e às quais devemos atender;por exemplo: um casamento com determinada pessoa que deve existir em uma programação de reencarne. certamente este casamento ocorrerá, porém se ele vai continuar e dar certo vai depender dos dois que vivem aquela relação; as decisões que tomarem juntos ou separados vai definir o destino daquela programação.

Não fosse assim não haveiram tantos que ao retornarem ao mundo espiritual se arrependem de não ter feito o que deveriam. Se tudo fosse determinado todos seríamos cumpridores de nossos destinos e, consequentemente, fantoches nas mãos de Deus.

Creio sinceramente que não seja assim, até porque a própria espiritualidade nos ensina que quanto mais nos evangelizamos e espiritualizamos menos temos o determinismo em nossas vidas e mais podemos utilizar o dom da consciência que Deus nos deu, através da escolha do certo e do errado, o livre arbítrio.

Se assim se procede em fatores diversos em nossas vidas acredito ser assim também em relação às nossas mortes (entendam desencarne). Se o momento em que desencarnamos fosse previsto e marcado não haveriam suidicas e não estaríamos tendo esta conversa, porque os que se suicidam estariam cumprindo uma programação anterior.

Ao passo que entendo, e acho que vocês também, que os suicidas utilizam o seu livre arbítrio para ir contra as definições da Lei Divina, escolhendo morrer antes da hora programada; tomemos por exemplo uma pessoa que tenha a programação reencarnatória de morrer com câncer e que, por não querer sofrer fisicamente, decide se matar tomando veneno; esta pessoa tinha uma programação, e talvez até época definida para desencarnar, mas não obedeceu o que deus entendeu que fosse melhor para ela, conseguindo mais débitos e aumentando a sua cota de reparação.

Entendo então, por este ponto de vista que é meu em particular e não pretendo que seja a verdade absoluta, que todos temos uma programação de vida a qual devemos seguir, porém se nos arriscamos em atividades radicais, ou até se atravessamos a rua sem olhar direito, estamos fazendo escolhas que podem vir a ser consideradas como suicidas, diretas ou indiretas, pois podem incorrer na cessação de nossa vida carnal.

Muita Paz.
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Mourarego em 25 de Agosto de 2009, 13:39
Para simplificar ao máximo:
As coisas só acontecem em virtude de nossas respostas às provas da vida.
quer dizer, há um conjunto de provas que possamos ter incluídos, a pedido nosso, em nosso plano reencarnatório.
Responder a elas com acerto, significa dizer que estamos aptos e não mais contemos aquele teor de erro do passado.
Se nossas respostas às provas, não coincidirem com as corretas, ou se, para o caso em tela, nos colocarmos diante de um fim morte iminente, bau bau, sai dafrente que não há balas perdidas.
Abraços,
Moura
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Anton Kiudero em 25 de Agosto de 2009, 13:46
As coisas só acontecem em virtude de nossas respostas às provas da vida.
quer dizer, há um conjunto de provas que possamos ter incluídos, a pedido nosso, em nosso plano reencarnatório.

Simplificando ainda mais um pouco, isto suscita algumas questões:

Como sabemos quais provas solicitamos e como estas se manifestarão em nossa vida?
Como sabemos quais as respostas corretas?
Caso não tenhamos resposta positiva as questões acima, como podemos utilizar o livre arbítrio se não podemos arbitrar o que desconhecemos?

Anton

Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Anton Kiudero em 25 de Agosto de 2009, 13:52
Sem dúvida que existe uma programação reencarnatória e que também existem fatos que são determinantes e determinados em nossas vidas; mas se todos os fatos, inclusive a hora de nossa morte, estiverem determinados em nosso destino para que serve o livre arbítrio?

O livre arbítrio pode até servir para outras coisas mas neste ponto o OLE é bastante claro:

859 - Se a morte não pode ser evitada, ocorre o mesmo com todos os acidentes que nos atingem no decorrer da vida?

– Freqüentemente esses acidentes são pequenas coisas para as quais podemos vos prevenir e, algumas vezes, fazer com que as eviteis, dirigindo vosso pensamento, porque não gostamos de vos ver sofrer; mas isso é de pouca importância para a vida que escolhestes. A fatalidade, verdadeiramente, consiste apenas na hora em que deveis nascer e morrer.



Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Mourarego em 25 de Agosto de 2009, 13:55
Não sabemos, Anton, senão seria melzinho na chupeta né?
Vais querer colar até como Espírito? hehehe
Anton, você sempre, disse sempre, estará utilizando seu livre arbítrio, mano, Sempre!!!!!
Abração,
Moura
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: leonircarvalho em 25 de Agosto de 2009, 14:29
Não sabemos, Anton, senão seria melzinho na chupeta né?
Vais querer colar até como Espírito? hehehe
Anton, você sempre, disse sempre, estará utilizando seu livre arbítrio, mano, Sempre!!!!!
Abração,
Moura

Como assim?/

Se praticar um esporte radical, utilizando-se de todos os meios de proteção ou EPIs poderiamos dizer, ou seja sem riscos apenas com alta adrenalina, qual o perigo eminente para caracterizar suicidio???
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: vbjoao2 em 25 de Agosto de 2009, 14:48
Prezado Anton,

Quando me referí ao ponto que se temos determinados os passos de nossa vida, inclusive a morte, não foi com o intuito de menosprezar o que está contino no LE, com o qual concordo plenamente.

Para mim, o diferencial é que acredito que este fato não é determinado (fatalmente acontecerá) e que não tenhamos a opção de mudar isso para melhor ou pior, compreende?

Caso seja assim, volto a dizer, os suicidas não são suicidas, porque não estão indo contra a programação de sua morte.

E aí, como disse o Moura, Sempre estamos utilizando o livre arbítrio... independente que onde ou quando estejamos; e aí sempre podemos modificar o nosso "destino" e a nossa programação. O que há é uma programação - se vamos cumprir ou não depende de nós.

E para o amigo Leonir: mesmo que tenhamos todos os equipamentos e coisas do gênero estamos nos expondo facultativamente(por escolha nossa) a uma situação de risco; isto já caracteriza, caso ocorra uma morte, um indicativo suicida, compreende?

Muita Paz.
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Mourarego em 25 de Agosto de 2009, 15:05
O perigo não acaba com o equipamento de segurança, senão o Senna não morreria no acidente que o vitimou não é mesmo?
Só o capacete deles nada tem a ver com os que usamos em nosso dia a dia de motociclistas.
Agora não é o fator risco que nos caracteriza como suicidas. este é vontade do Espírito em fugir, por qualquer forma daquilo que se comprometeu em fazer.
Uma coisa é voar de asa delta, outra é querer no vôo achar um motivo de morrer.
Não vejo qualquer complicação nesse entender.
Abração,
Moura

Não sabemos, Anton, senão seria melzinho na chupeta né?
Vais querer colar até como Espírito? hehehe
Anton, você sempre, disse sempre, estará utilizando seu livre arbítrio, mano, Sempre!!!!!
Abração,
Moura

Como assim?/

Se praticar um esporte radical, utilizando-se de todos os meios de proteção ou EPIs poderiamos dizer, ou seja sem riscos apenas com alta adrenalina, qual o perigo eminente para caracterizar suicidio???
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: leandro_manzo em 25 de Agosto de 2009, 16:31
Isso é tão simples, mas tão simples que chega a ser ridículo. Me desculpem os confusos.
Mas se eu um dia for praticar o rafting por exemplo, estarei eu tentando cometer suicídio? ???
Não existe faca de dois gumes amigos.
Ou a mulher está grávida ou não está! Não existe meio termo.
Certo?

Abração e fiquem com Deus!
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: vbjoao2 em 25 de Agosto de 2009, 17:47
Acho que talvez o amigo leandro tenha razão no que tange os fatos naturais, físico-químicos ou fisiológicos; porém quando o assunto em questão toca a psique humana não podemos ter a pretensão de termos tudo tão "preto no branco".

Tudo que passa por interpretações, verificações pessoais, elucidações externas e coisas do gênero vai sempre gerar discordâncias.

Sabemos pela ótica da espiritualidade que sempre cada caso é um caso único e específico, que tem atenuantes e agravantes de acordo com nosso comportamento, decisções, intenções etc.

Por este motivo, neste caso, é sempre viável seguir a orientação do direcionamento que Deus nos deu chamado instinto de sobrevivência(LE 702 e 703), que acima da inteligencia e do pensamento, age automaticamente para que preservemos a vida.

Aí, volto a afirmar, preservar a vida é evitar possibilidades de prejudicá-la.

Muita paz.
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Tolomei em 25 de Agosto de 2009, 18:46
Depende do que estiver acontencendo antes e durante o momento que se resolveu praticar o esporte radical. Se a pessoa estiver com raiva de alguma coisa ou de alguém , se estiver tão estressada que nem se importe com o que pode ocorrer, se no dia estiver uma correnteza absurda , chuva forte e ninguém nas margens do rio para ajudar caso ocorra algum acidente, se a pessoa fizer isto sozinha e não tiver ninguém por perto, enfim se correr riscos demasiados sem dar importância para todos os itens de segurança necessários e recomendações para este tipo de esporte , local, condições climáticas, equipe de amparo/intrutores/socorro de emergência a postos como nos dias de competições esportivas...bem eu tracei um quadro dantesco exagenrando um pouco para nos ajudar a pensar. Para que precisamos correr riscos desnecessários se amamos nossa vida e não queremos machucar ninguém com nossa ausência repentina ? Vou praticar esportes que gosto com toda a proteção e recomendações máximas de segurança, e mesmo assim - me preparar para qualquer imprevisto sabendo que estarei nas mãos de colegas que podem me socorrer na hora , antes de algum acidente fatal isolado.

O caso do Navegador solitário Amir Klink , é muito interessante. Ele disse que seu maior amigo foi um conhecido que ligava o tempo todo insistindo para ele não ir sozinho , avisa pelo rádio das tormentas que estavam se formando na região. Amir Klink não desistia da aventura que o tornou famoso e lhe rendeu muito dinheiro , mas tomava todas as preucações usando seus conhecimentos naúticos e todas as ajudas disponíveis para seguir sua rota ao polo sul. Todos os barcos da região sabiam da aventura e trocavam rádio o tempo todo dando posições e alertas.  Chegou em casa na volta com estoque de coisas sufuciente para ir ao polo norte...e uma baita experiência para contar. Mas correu muito risco sem dúvida , mesmo estando muito preparado para isto. Mas não queria morrer de jeito nenhum, e neste caso, caso ocorresse algum imprevisto e não fosse socorrido a tempo - não seria suicídio, pois ele se preparou para todos os tipos de acidentes fatais envolvidos. Diz ele em palestras , eu assisti uma no RJ, que dois grandes riscos de acidente ocorreram - um no mar próximo a costa do paraná quando descansava tranquilamente em águas calmas e viu uma sombra gigantesca se aproximando - era um enorme navio que já ia engolindo ele no meio quando teve que manobrar ao angulo máximo o veleiro Parati e escapou por pouco, e quando estava chegando na praia , os parentes vinham desligados comemorando em uma lancha e quase bate no veleiro Famoso que a esta altura valia uma fortuna pela fantástica empreitada realizada! Os acidentes ocorrem quando estamos relaxados e desligados dos perigos.

Mas ser imprudente é estar despreparado para enfrentar os riscos e perigos envolvidos.

Os astronautas que explodiram no voo orbital do programa espacial americano , junto com uma professora de escola no voo, não eram suicidas - todos queriam o sucesso da missão espacial. Foi um acidente independente da vontade deles - nada poderiam ter feito para evitar.

O Brasileiro Economista,  que acaba de morrer em uma escalada solitária na África , foi desaconselhado a continuar devido a mudança do tempo - seu guia local desistiu e retornou e ele se recusou a adiar a subida no monte. Correu um risco , foi imprudente. Certo que não queria morrer. Não foi um suicídio direto, penso eu. Mas hoje ele , desencarnado após morrer congelado pelo frio súbito no local com neblina forte,  se estiver bem psicologicamente, deve estar arrependido da imprudência cometida - deve sofrer um pouco pela imprudência nestas condições que o levou a morte  - espero que ele e sua família possam se recuperar do trauma da interrupção da vida física no auge da vitalidade da juventude! Mas não posso afirmar que foi prematuro , sabe-se lá se estava em suas programações reencarnatórias desencarnar em algum acidente semelhante ao que ocorreu ? As variações das sensações após desencarne repentino são muitas e no Livro Céu e Inferno de Kardec temos muitos relatos sobre isto. Tudo vai depender do maior ou menor desprendimento material que cada um possui.

Mas uma coisa podemos dizer, quem gosta de um esporte radical deve se preparar muito para não ser surprendido com algum imprevisto - e estudar muito a doutrina espírita para se preparar para seu encontro consigo mesmo...

Abraços,
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Mourarego em 25 de Agosto de 2009, 18:51
Acho que talvez o amigo leandro tenha razão no que tange os fatos naturais, físico-químicos ou fisiológicos; porém quando o assunto em questão toca a psique humana não podemos ter a pretensão de termos tudo tão "preto no branco".

Tudo que passa por interpretações, verificações pessoais, elucidações externas e coisas do gênero vai sempre gerar discordâncias.

Sabemos pela ótica da espiritualidade que sempre cada caso é um caso único e específico, que tem atenuantes e agravantes de acordo com nosso comportamento, decisções, intenções etc.

Por este motivo, neste caso, é sempre viável seguir a orientação do direcionamento que Deus nos deu chamado instinto de sobrevivência(LE 702 e 703), que acima da inteligencia e do pensamento, age automaticamente para que preservemos a vida.

Aí, volto a afirmar, preservar a vida é evitar possibilidades de prejudicá-la.

Muita paz.

João,
as leis que regem o Universo são gerais e as leis de Deus universais, logo, uma completa a outra e vice-versa.
Sendo assim não existe caso único a não ser  aquele que exprima a vontade de se matar ou não do Espírito.
Se falamos em termos de doutrina essa a verdade, qualquer outra coisa será mera especulação.
Abração,
Moura
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Haga em 25 de Agosto de 2009, 18:58
vbjoao2, como podemos dizer que alteramos a programação da encarnação se nem fazemos ideia do que está programado? Essa é uma afirmação que se lê muito,mas não tem lógica. Alguem sabe explicar? ???
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Mourarego em 25 de Agosto de 2009, 19:11
na verdade, amigo Haga, a acontinua a mesma, mas como vivemos e fazemos sob o tacão da lei de Causa e Efeito, se tínhamos um caminho a seguir, e este nos apresentava uma quantidade de provas, no momento em que elas se apresentassem a nós, se agente podendo dar bom uso ao tempo e respondessemos ás provas de maneira moralizada, certamente nossa ação não nos retiraria do caminho correto, mas o mesmo não se pode afirmar se usando do nosso livre arbítrio, tomássemos uma vereda como caminho porincial e despencássemos num precipício.
Ora, você poderia objetar: "Mas como provar que isso não estava de acordo com a prova?
Simples: Deus não quer o nosso mal, Deus não nos dá frio ao qual não tenhamos cobertor que nos cubra por inteiro.
Viu?
Abração,
Moura
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Anton Kiudero em 25 de Agosto de 2009, 19:22
Deus não nos dá frio ao qual não tenhamos cobertor que nos cubra por inteiro.

258a - Então não é Deus que impõe os sofrimentos da vida como castigo?

– Nada acontece sem a permissão de Deus, que estabeleceu todas as leis que regem o universo. Perguntareis, então, por que Ele fez esta lei em vez daquela. Ao dar ao Espírito a liberdade de escolha, deixa-lhe toda a responsabilidade de seus atos e de suas conseqüências, nada impede seu futuro; o caminho do bem está à frente dele, assim como o do mal. Mas, se fracassa, resta-lhe uma consolação: nem tudo está acabado para ele. Deus, em sua bondade, deixa-o livre para recomeçar, reparando o que fez de mal. É preciso, aliás, distinguir o que é obra da vontade de Deus e o que é obra do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós que o criastes, foi Deus; mas tendes a liberdade de vos expor a ele, por terdes visto aí um meio de adiantamento, e Deus o permitiu.


Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: vbjoao2 em 25 de Agosto de 2009, 19:23
Prezado Haga,

Certamente não dispomos da sabedoria da qualidade das provas a enfrentar, por este motivo não as cumprimos ou descumprimos conscientemente; apenas mais tarde quando tomamos consciencia no mundo espiritual é que podemos ter a noção exata desta realidade.

Como Moura tão bem colocou façamos o que nos ensina o Mestre, tomando as decisões mais acertadas nos momentos em que se apresentarem as oportunidades de escolhe, e provavelmente estaremos cumprindo da melhor maneira possível o nosso objetivo.

Ao Moura: é certo que as leis de Deus são invariáveis e eternas, expressas magistralmente pelos ensinamentos de jesus, porém, creio eu, que os efeitos que elas possam trazer são variáveis e aplicáveis a cada caso individual de acordo com os agravantes ou atenuantes que eles apresentarem.

Podemos até falar de espaculação neste caso, mas é uma especulção abalizada pela lógica e raciocínio dedutivo; exemplo: dois homens comentem cada um o assassínio de uma pessoa, um deles executa com requintes de crueldade e o outro em defesa da vida de sua família; a Lei de Deus é clara e diz que não devemos matar o próximo, porém existem diferenças gritantes entre as motivações de cada um deles.

Acredito, neste caso, que mesmo o erro sendo o mesmo, podemos falar de dois casos distintos entre sí; é neste âmbito que digo que cada caso é um caso único; se a nossa justiça terrestre tão cheia de falhas assim enxerga já hoje, como imaginar que seja a justiça divina?

Muita Paz.
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: zaq em 25 de Agosto de 2009, 19:27
Olá a todos,

Se o facto de assumir acções de certo risco fossem ter instintos suicidas o mundo pararía,

Que poderiamos fazer sem advogados e juizes contra o crime ?(os criminosos poder contra eles)
Sem jornalistas em primeira linha de guerras?

Sem policias?

e assim um grande leque de exemplos.

Grande abraço.

Tfer.
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Mourarego em 25 de Agosto de 2009, 19:30
Você mesmo dá a resposta ao que pergunta mano Anton, basta reler a resposta dada pelos Espíritos. em que momento se verifica a leitura do verbo impor?
Deus decretou a Lei e esta trás consequências. Cumpre dizer que aqueles que a c seguem sem erros não são apenados, mas os que incidem na marginalidade às leis, tomam como resposta desta mesma lei os artigos que os apenam.
Simples Assim.
tudo deriva de nossa ação, inação ou negilgência para com as leis de Deus.
Abração,
Moura
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Mourarego em 25 de Agosto de 2009, 19:36
Prezado Haga,

Certamente não dispomos da sabedoria da qualidade das provas a enfrentar, por este motivo não as cumprimos ou descumprimos conscientemente; apenas mais tarde quando tomamos consciencia no mundo espiritual é que podemos ter a noção exata desta realidade.

Como Moura tão bem colocou façamos o que nos ensina o Mestre, tomando as decisões mais acertadas nos momentos em que se apresentarem as oportunidades de escolhe, e provavelmente estaremos cumprindo da melhor maneira possível o nosso objetivo.

Ao Moura: é certo que as leis de Deus são invariáveis e eternas, expressas magistralmente pelos ensinamentos de jesus, porém, creio eu, que os efeitos que elas possam trazer são variáveis e aplicáveis a cada caso individual de acordo com os agravantes ou atenuantes que eles apresentarem.

Podemos até falar de espaculação neste caso, mas é uma especulção abalizada pela lógica e raciocínio dedutivo; exemplo: dois homens comentem cada um o assassínio de uma pessoa, um deles executa com requintes de crueldade e o outro em defesa da vida de sua família; a Lei de Deus é clara e diz que não devemos matar o próximo, porém existem diferenças gritantes entre as motivações de cada um deles.

Acredito, neste caso, que mesmo o erro sendo o mesmo, podemos falar de dois casos distintos entre sí; é neste âmbito que digo que cada caso é um caso único; se a nossa justiça terrestre tão cheia de falhas assim enxerga já hoje, como imaginar que seja a justiça divina?

Muita Paz.

Amigo João,
diz trecho da resposta ao nº 258.a"(...)É preciso, aliás, distinguir o que é obra da vontade de Deus e o que é obra do homem(...)".
Só este trecho já demonstra a inadequação de se confrontar as leis do Homem com as de Deus. Disseste e concordo que as leis de Deus são eternas e imutáveis, contudo as do homem têm a volatividade da gasolina de alta octanagem.
abração,
Moura
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Anton Kiudero em 25 de Agosto de 2009, 19:46
Você mesmo dá a resposta ao que pergunta mano Anton, basta reler a resposta dada pelos Espíritos. em que momento se verifica a leitura do verbo impor?
Deus decretou a Lei e esta trás consequências. Cumpre dizer que aqueles que a c seguem sem erros não são apenados, mas os que incidem na marginalidade às leis, tomam como resposta desta mesma lei os artigos que os apenam.
Simples Assim.
tudo deriva de nossa ação, inação ou negilgência para com as leis de Deus.

Maninho,

O livro denomina-se Livro dos Espiritos e a questão versa sobre a liberdade de escolha do espírito. E quais são os atos que pratica o espírito que não possui braços nem pernas e nem corpo? São atos morais, sentimentos. E as leis de Deus são morais. O caminho do bem e do mal referem-se ao seu relacionamento com Deus. Se erra (moralmente) reinicia a caminhada em outra encarnação (outro ego com outro nome e cultura). Nada há aqui que a personalidade transitoria pode fazer, mesmo porque nem ao menos se reconhece como personalidade transitoria.

Já a sua leitura ve somente os atos materiais, o que é algo totalmente diferente e que não é o pensamento dos espíritos e tampouco de Kardec.

Paz pra ti,
Anton
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: vbjoao2 em 25 de Agosto de 2009, 19:52
Concordo Moura...

É claro que as leis dos homens mudam à vontade do vento; mas o ponto que levantei é para que pensemos o seguinte: se nós que somos imperfeitos e doentes da alma já temos a compreensão que determinados assuntos são passíveis de uma análise mais aprofundada, de acordo com seu histórico; o que não esperar das leis divinas? Que são perfeitas e harmoniosas e, por isso mesmo, não irão pedir ressarcimento maior do que o devido por cada um de nós.

"A cada um segundo suas obras" - nem mais, nem menos...

Muita Paz
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Mourarego em 25 de Agosto de 2009, 19:57
Este um pensamento correto e arrazoado mano João!
Abraços,
Moura
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Tolomei em 25 de Agosto de 2009, 21:26
Quanto a estranha questão da programação espiritual que todos temos mas que ninguém sabe :

Considero a programação espiritual como sendo um roteiro , que possui algumas balizas . É difícil remover algumas balizas , outras são mais ou menos flexíveis. Se nasci com uma deficiência física ou mental não tem jeito - resta aproveitar o que se tem e não se revoltar ( é uma prova/expiação difícil ).  Interromper a vida física com suicídio será um agravante para novas existências que terei com mais dificuldade - até conseguir superar a mesma prova em que falhei. Cumprir 100 % a programação dá o título de completista , e parece , que se levarmos em conta as obras mediúnicas que temos hoje, este caso de completista é bem raro. Nós só vamos saber de nossa programação espiritual desta existência física quando desencarnarmos - e seremos informados pelos nossos guias espirituais e instrutores - se tivermos condições para isto. Não sei de nenhum caso de alguém que conhecia sua programação espiritual inteiramente - mas não é impossível de refletir que isto é possível nos casos de encarnações de espíritos elevados - sendo Jesus um exemplo máximo disto , ele não só sabia, como executou perfeitamente seu programa espiritual como Mestre que era. O Livro "O Que é o Espiritismo" de Kardec , diz no final do discurso do Céptico ( segundo diálogo) , que nós teremos a memória de nossas encarnações anteriores conforme progredimos espiritualmente , e que nos planos superiores ao nosso - isto é possível. Podemos até concluir que quando sairmos da fase Provas e Expiações e entramos no plano de Regeneração , não só nossa programação espiritual será mais conhecida ( hoje encarnados, desconhecemos na totalidade,  e só saberemos, se tivermos condições para tal após a desencarnação) , como teremos lembranças vivas de nossas últimas encarnações - provavelmente teremos também um corpo físico mais sutil que este atual. Não sabemos dizer se os completistas são a maioria nos planos de Regeneração , mas aqui , podemos dizer que são minoria total. Quanto a lembrar de nossas encarnações anteriores, na fase atual que estamos de Provas e Expiações , seria de enlouquecer qualquer um ... e ocorre em alguns casos raros - talvez para ajudar a despertar para a realidade espiritual da vida. Mas nos planos superiores, aonde só teremos boas recordações,  isto será comum, útil e importante.

Abraços,

Mais sobre Completistas : Livro - MISSIONÁRIOS DA LUZ" - Autor: Espírito ANDRÉ LUIZ - Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER - Cap 12 – Preparação de experiências – Registra providências no Planejamento de Reencarnações e os mapas dos futuros corpos físicos; trata ainda do interessante e raríssimo caso dos "completistas" (encarnados que aproveitam todas as oportunidades de evolução).

Abraços,
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Mourarego em 26 de Agosto de 2009, 17:41
tolomei meu mano,
você fo iótimo até colocar o PS:
Não existem completistas já que todos os indicados apenas deram seu contributo opinativo próprios sem aferição pelo CUEE. Logo não completam não atualizam nem formam corpo de doutrina.
abração,
Moura
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Tolomei em 27 de Agosto de 2009, 20:18
Tem uma mensagem interessante que ajuda a pesquisar este tema dos suicidas e esportes radicais para quem está gostando do assunto,  no Livro Motoqueiros no Além , pelo médim Eurícledes Formiga , psicografia de diversos espíritos, editora IDE

vou copiar aqui uma das mensagens :

pág.74 edição IDE 1983 , 16a edição – 90 ao 94 milheiro – novembro/1992

"Confiança em Deus e Fé no amparo de Jesus"

Naquele primeiro de setembro de 1978, Eduardo Rodrigues Prado preferiu deixar o seu buggy na garagem, para pegar carona numa das motos de sua turma, que se reuniu para ir a uma festa.

No caminho, trocou de garupa e foi para a moto de Roberto Yuzi Ekemi, mas os dois não chegariam ao local do destino. O destino dos jovens era outro, segundo a vontade do Pai, e, abalroados por uma automóvel, partiram para a Grande Viagem.

Então, poderia se perguntar: por que Eduardo trocou de moto? Azar? Infelicidade? É claro que não. As leis de Deus são sábias e justas e estava determinado que aquela era a hora de deixarem esta vida, conforme o próprio Espírito nos afirma.

Com esta certeza e confiança nos desígnios do Criador, foi como receberam o infausto acontecimento os pais do jovem, que confessaram que muito os auxiliaram os conhecimentos espíritas adquiridos ao longo dos anos de estudo.

Antes de passarmos à carta de Eduardo, tomemos contato com o fenômeno de “metagnomia” protagonizado por D. Marlene de Figueiredo Prado, mãe do jovem desencarnado.

Logo que o jovem despediu-se dos pais naquela fatídica noite, D. Marlene foi deitar-se e num estado de sonambulismo viu todo o acidente acontecido com o filho, inclusive o próprio Dodge de cor branca que atropelou a moto. Acordou assustada, angustiada, e não conseguiu mais dormir até que informaram sobre o ocorrido.

O Fenômeno catalogado pela Parapsicologia por “metagnomia” pertence ao grupo dos fenômenos mentais ou subjetivos (Psi-Gama) e, no caso presente, alguns autores poderiam enquadra-lo sob outra denominação como clarividência, dupla vista, criptestesia, etc...

A mensagem psicografada em reunião pública do C.E. “Perseverança”, em 25 de março de 1982, é a seguinte:

Mãezinha Marlene (1), querido papai Geraldo (2)

É como se eu retornasse de uma viagem com muitas novidades, mas compelido a restringir o tempo reservado não apenas para nós. A saudade é a emoção principal, a que faz enternecer os nossos corações de forma tão sensível! Isso é compreensível em toda separação, ainda que temporária, desde que haja amor nas almas a elas submetidas.

No entanto, sei que voces anseiam por notícias dos dois filhos que Deus houve por bem acolher na Vida Maior, com as implicações decorrentes da vida aí, como escola por onde passamos, com bom ou relativo aproveitamento.

Mãezinha, naquele dia, quando ao lado do irmão responsável pela direção da máquina (3), tudo parecia sorrir em torno de nós, subitamente o choque veio arrebatar-nos à dimensão de um vida nova, obedecendo a desígnios superiores.
A moto era, até então, algo impossível de nos servir de transporte para o lado de cá, pelo menos naquele dia. Sofremos mais com o golpe da ausência dos entes queridos que ficaram, do que em consequência do que foi chamado de desastre. Tudo porém, foi caminhando norlmalmente, assistidos que fomos por almas amigas que pareciam aguardar-nos no Mundo Espiritual.

Hoje, de minha parte, sinto-me como que restabelecido do impacto, em crescente adaptação às novas experiências.
 
Agora ouço seus corações indagando pelo nosso Ricardo (4), cuja ausência violenta causou verdadeira tempestade na vida de voces, aos ventos das aflições quase desespero. Inicialmente, esclarecem bondosos companheiros em melhor situação do que eu, com bem maiores esclarecimentos das verdades da vida e da morte, que o gesto do nosso querido Ricardo foi, antes de tudo, induzido por infelizes adversários do pretérito, que se aproveitaram de sua fraqueza e submissão (5).

Assim foi armada a sua própria mão para o disparo imprevisto que interrompeu sua existência na Terra.

Não lhe faltaram na ocasião, sugestão de almas abnegadas, no esforço de evitar a ocorrência. Vencido, nosso rapaz, partiu sem mesmo saber o que estava acontecendo. Hoje, para tranquiliza-los, posso informar que ele se encontra em recuperação numa Casa de Socorro tal como existe aí na Terra, apenas com recursos especiais, como é fácil de entender. Em tempo, ele trará suas notícias, acredito.

Está em minha companhia vovó Filhinha (6),  portadora destas informações, pois me diz ser uma das enfermeiras do meu querido irmão.

Resta-nos, pois, meus queridos, a confiança em Deus e a Fé no amparo de Jesus, que nunca nos esquece.

O filho com muita saudade, que pede levar um abraço ao mano Geraldo (7), que aí ficou em nosso lugar, na paz dos seus corações de amigos incomparáveis.
   Edú – Eduardo Rodrigues Prado

Notas e Identificações
 Eduardo nasceu em São Paulo a 30 de janeiro de 1959.
(1) Marlene de Figueiredo Prado, mãe.
(2) Geraldo Rodrigues Prado, pai.
(3) Naquele dia, quando ao lado do irmão responsável pela direção da máquina – Eduardo refere-se a Roberto Yuzi Ekami, que pilotava a moto.
(4) Nosso Ricardo – Ricardo Rodrigues Prado, irmão do comunicante que suicidou-se algum tempo após a morte de Eduardo.
(5) (...) o gesto do nosso Ricardo foi, antes de tudo, induzido por infelizes adversários do pretérito, que se aproveitaram de sua fraqueza e submissão. Aqui Eduardo explica as circunstâncias em que ocorreu a morte do irmão.
(6) Vovó Filhinha – Benedita Marques Ferreira bisavó materna, desencarnada em 1972.
(7) Geraldo Rodrigues Prado, irmão.

Apesar de ter sido a primeira vez que comparecia ao C.E. “Perseverança” e de ter tido apenas um breve contato com o medianeiro Eurícledes Formiga, D. Marlene nos confessou que a princípio duvidou desta primeira comunicação do filho e,para confirmá-la dirigiu-se a Uberaba para o fazer com o Chico Xavier.

Para sua surpresa, o filho comunica-se outra vez por intermédio do Chico, dizendo extamente as mesmas coisas que disse na primeira mensagem. A segunda carta data de 15 de outubro de 1982, e nenhum dos dois médiuns tinha conhecimento da outra mensagem e da dúvida da mãe. Haveria prova mais contundente do esta da autenticidade dos médiuns ?

Antes de terminarmos este capítulo, gostaríamos de deixar registradas as palavras do pai de Eduardo quando lhe perguntamos se, como oficial de alta patente da Polícia Militar, não havia lhe ocorrido o desejo de usar seu poder e influência para castigar com rigor a pessoa que atropelou seu filho. Disse-nos o Major Prado: “Muito embora o tenha conhecido na Delegacia e tenha tido todas as oportunidades para fazê-lo pelas próprias mãos ou pela justiça, entreguei tudo na mão de Deus. Inclusive, tinha razões de sobra para incriminá-lo, porque ele apresentava sinais de embriaguez e colheu a moto na contra-mão em alta velocidade. Mas isso não iria devolver a vida de meu filho e a vingança apenas serve para nos colocar num círculo vicioso de consequências espirituais imprevisíveis. Confio em Deus e sei que há um tribunal do qual ele não se evadirá jamais: a própria consciência”.

fim da mensagem copiada

abraços,
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Holybaby em 07 de Outubro de 2010, 15:50
 :)

É realmente um tópico interessante, visto que muitas pessoas que não praticam, ou que até mesmo tenham medo de assistir a esses esportes, ficam pensando: "por que eles fazem isto??" Talvez alguns contentem-se em seguir a corrente calma da vida suave.

Eu sou pára-quedista desde 2008. Aluno em instrução, mas pára-quedista. E fã de pára-quedismo em geral. Nunca, jamais, faria este esporte com a intenção de finalizar a minha vida. Isso dá mais vontade de viver, e gera até um apego maior ao mundo. Se salta para viver, nunca para morrer. Até porque há meios mais rápidos e limpos de se morrer.

Além do mais, tentar acabar com a vida prejudicando outrem não é o mais comum entre os suicídas. Os praticantes destes esportes, espcecialmente do pára-quedismo, seguem regras rigorosas, tanto para permanecerem vivos, como para não mancharem a imagem de segurança do esporte.

Na minha 1ª vez (e na 2ª, e nas outras), quando chegamos à altitude ideal, eu sempre me pergunto: "O quê, raios, eu tô fazendo aqui?  ???"
Mas quando a porta abre, e vemos o mundo daquele ponto, algo mágico acontece...

Definitivamente: É para viver!  :D
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Mourarego em 07 de Outubro de 2010, 16:20
Só há suicídio se existe a intenção de se matar, é isso que a doutrina explica.
Abraços,
Moura
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: VitoriaCervoni em 07 de Outubro de 2010, 16:28
Mas segundo a Doutrina espirita,existe tbm o suicidio inconsciente...Qdo não há intenção,mas  desgastamos nosso fisicoo com sentimentos ruins e vicios que debelitam nosso corpo fisico ano após anos...
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: Mourarego em 07 de Outubro de 2010, 16:51
Não, amiga Vitoria,
a doutrina não fala nada disso e alias fala exatamente o contrário e a única exceção que faz é para o caso dos Loucos.
Ver no LE944-a. O suicídio não é sempre voluntário?
– O louco que se mata não sabe o que faz.
ou : "948. O suicida que tem por fim escapar à vergonha de uma ação má é tão repreensível como o que é levado pelo desespero?
– O suicídio não apaga a falta. Pelo contrário, com ele aparecem duas em lugar de uma. Quando se teve a coragem de praticar o mal, é preciso tê-la para sofrer as conseqüências. Deus é quem julga. E, segundo a causa, pode às vezes diminuir o seu rigor."
Ou ainda: "954. Uma imprudência que compromete a vida sem necessidade é repreensível?
– Não há culpabilidade quando não há a intenção ou a consciência positiva de fazer o mal."
Estas respostas, como anotado, são as pertinentes à obra de doutrina conhecida com O Livro dos Espíritos, esta a doutrina integral
Abraços,
Moura
Título: Re: Seriam suicidas os praticantes de Esportes Radicais ?
Enviado por: André Lúcio em 23 de Outubro de 2010, 22:27
Boa noite e que o Mestre Jesus possa estar sempre dentro dos nossos corações.
O tema é demasiadamente importante e como praticante de vários esportes radicais, desde que tinha a idade de 16 anos(hoje com 39) venho aqui expor minha opinião sobre o assunto. Minha história na Doutrina Espírita começa em tenra idade quando tinha entre 6 e 7 anos de encarnado. Criado sobre teto espírita participei de todas as fases de evangelização infantil e juvenil até chegar a fase adulta. Como um espírito imperfeito e na busca de dominar minhas más tendências tento diariamente não criar mais dívidas que já trouxe para essa nova oportunidade terrena. Aos 16 anos saltei pela primeira vez de pára-quedas, talvez num momento em que buscava me auto afirmar perante amigos e amigas, coisa muito comum nos adolescentes de todas as épocas. Minha mãe, com toda sua preocupação e sapiência, sempre disse para me preparar e fazer tudo com segurança, pois de outra forma, estaria atentando contra minha vida e deveria assumir as responsabilidades por tais atos. Tendo esses conselhos norteando minha vida, sempre tomei todas as medidas de segurança, sejam elas com relação a equipamentos adequados ou preparo técnico para atividade. Passei ainda pelo mergulho livre e autônomo, escalada, ultraleve e vôo livre, que pratico até hoje. Sei dos riscos que corro e os assumo, com o máximo de responsabilidade e crendo sempre na proteção divina a quem sempre recorro em minhas orações antes de qualquer atividade perigosa. Se os amigos soubessem como a fé se faz presente entre os praticantes desses esportes vocês iriam se surpreender. Nunca vi nenhum deles afirmar ser ateu ou não acreditar numa Força Maior que nos guia e protege. Nada acontece sem que Deus assim o permita. Toda vez que me lanço do alto de uma montanha, sinto a presença Dele ao meu lado e, posso lá de cima, contemplar toda beleza de Sua criação. Por que faço isso? Talvez a resposta não seja tão fácil, mas uma coisa é certa: NUNCA, friso o nunca, senti que minha integridade física foi ameaçada em algum momento pela atividade que estava praticando. Posso desencarnar desta forma? Com certeza sim, se esta for a vontade do Nosso Pai Celestial. Mas tenho certeza que fiz tudo que podia para que nada de ruim acontecesse. No ano de 1993, ao subir a Pedra da Gávea no Rio de Janeiro, por uma fatalidade, o meu melhor amigo caiu e veio a desencarnar no auge dos seus 25 anos de idade. Estávamos cientes dos riscos e mesmo assim encaramos o desafio. Naquele momento nos julgávamos preparados pois já tínhamos feito isso mais de uma dezena de vezes. Me senti culpado, afinal de contas foi a minha chegada na cidade, que estava longe há mais de 3 anos, que levou meu amigo a organizar a subida. Depois do acidente, nunca mais quis praticar esportes radicais e comecei a achar que o próximo poderia ser eu. Numa reunião mediúnica, 3 anos depois do acidente, meu amigo mandou uma mensagem esclarecendo os motivos e a necessidade do seu desencarne daquela maneira e com a minha presença no momento. Falou que estava muito bem e que tinha resgatado uma dívida do passado, dizendo ainda para que continuasse minha vida com a benção de Deus. Um peso foi tirado da minha consciência e com o espírito mais leve, segui em frente com muito mais cuidado e atenção, porém com a certeza de que nada acontece por acaso.
Fiquem com Deus meus irmãos de jornada terrena.
André Lúcio