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CONVÍVIO => Off-topic => Convívio => Tópico iniciado por: Rodrigo da Cruz em 25 de Novembro de 2013, 15:29

Título: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Rodrigo da Cruz em 25 de Novembro de 2013, 15:29
Caros amigos do fórum,
Li uma mensagem do Espírito Albino Teixeira de psicografia de Francisco Cândido Xavier que me fez refletir sobre a seguinte pergunta "Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?". Compartilho a mensagem com os amigos do fórum por acreditar que vale a pena meditarmos nela.

Segue a mensagem:

O que mais sofremos

O que mais sofremos no mundo:

 Não é a dificuldade. É o desânimo em superá-la.

 Não é a provação. É o desespero diante do sofrimento.

 Não é a doença. É o pavor de recebê-la.

 Não é o parente infeliz. É a mágoa de tê-lo na equipe familiar.

 Não é o fracasso. É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.

 Não é a ingratidão. É a incapacidade de amar sem egoísmo.

 Não é a própria pequenez. É a revolta contra a superioridade dos outros.

 Não é a injúria. É o orgulho ferido.

 Não é a tentação. É a volúpia de experimentar-lhes os alvitres.

 Não é a velhice do corpo. É a paixão pelas aparências.

 Como é fácil de perceber, na solução de qualquer problema, o pior problema é a carga de aflição que criamos, desenvolvemos e sustentamos contra nós.

Abraços fraternos...
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Tiny Dancer em 25 de Novembro de 2013, 23:14
Ninguém se aprimora na felicidade. A felicidade nos dá conforto e nos paralisa.

Somente na dor conseguimos olhar para nós mesmos e melhorar.

Somos responsáveis pela nossa dor a medida que estamos dispostos a evoluir.

Quem não quer evoluir não precisa sofrer, pois crescer dói!
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Rodrigo da Cruz em 26 de Novembro de 2013, 14:15
Cara Tiny,
Entendo a ideia geral que quis transmitir em seu comentário, mas penso que "ninguém" e "somente" foram palavras um tanto condicionadoras.
Abraços fraternos...
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: ArrudaMelo em 26 de Novembro de 2013, 14:38
O texto inicial já diz tudo. Qualquer tentativa de acrescentar algo seria tirar sua beleza, que reside em poucas palavras fortes, que revelam sentimentos profundos, mas que poucos conseguem identificar.
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Norizonte da Rosa em 26 de Novembro de 2013, 14:58
Olá, acredito que o texto abaixo, publicado em uma revista, não foge do tema (é sobre Shopenhauer):

"Na visão do filósofo, o ser humano é um animal volitivo por excelência9 e está
inevitavelmente fadado ao sofrimento, visto que a felicidade (...) é realmente e na sua
essência apenas algo de negativo; nela não há nada de positivo, pois a satisfação tem de
ser a satisfação de um desejo ou término de uma dor, e o desejo (privação) é a condição
preliminar de todo prazer. Ora com a satisfação cessa o desejo, e, por consequência,
também o prazer.10 Como a Vontade é impulso cego e, ao mesmo tempo, autofágica, os
desejos só podem cessar por um breve período de tempo, donde sobrevém o tédio e, tão
logo cesse o tédio, o indivíduo volta a querer e, consequentemente, a sofrer. Nas palavras
de Schopenhauer: a vida oscila como um pêndulo, para aqui e para acolá, entre a dor e o
tédio, os quais em realidade são seus componentes básicos.

(..)

Nos Aforismos Para a Sabedoria de Vida o filósofo oferece uma série de alternativas para
se contornar o problema do sofrimento, dentre eles se destacando a prudência e a
serenidade, de modo a se viver da melhor forma possível, não da mais desejável: O
prudente aspira não ao prazer, mas à ausência de dor.


Élcio José dos Santos
Mestrando em Filosofia pela UFPR"


Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Vitor Santos em 26 de Novembro de 2013, 16:24
Olá amigos

A realidade é que todos sofremos. Vivemos num sistema extremamente complexo de influências e nem sempre é fácil prever as consequências das nossas decisões e acções, face ao tão grande numero de variáveis em jogo, nem sequer agimos sempre voluntariamente. Muitas vezes somos apanhados de surpresa pela vida.

Ao olhar para a minha própria vida, eu parece-me claro que podia, imensas vezes, ter tomado decisões diferentes, que à posteriori me parecem bem melhores. É normal que eu tenha aprendido qualquer coisa, e já não repita alguns disparates que realizei, mas há situações, em que, com os mesmos dados que eu tinha anteriormente, eu repetiria. Todavia se eu fosse capaz de ter sempre calma, se tivesse sempre paciência e tempo de pensar bem antes de agir, decerto que podia ter evitado muitos sofrimentos a mim mesmo. 

Do ponto de vista espiritual, que é o que mais interessa aqui, não me sinto vitima do meu passado, e de mim mesmo, antes desta encarnação. Eu não conheço as minhas encarnações anteriores. Elas podem ter tido muita influência, mas não sei se será assim tanta. O sistema "Ser encarnado" e o sistema "Universo", a que pertenço são demasiado complexos para que se possa facilmente dissecar as causas de tudo o que acontece, nesta encarnação. A minha inteligência e a minha capacidade de observação de mim mesmo, e dos outros, é demasiado limitada. Seria como um rato de laboratório a estudar-se a si mesmo. Para ver o que se passou comigo, e as razões pelas quais se passou, eu teria de ter um distanciamento em relação a mim mesmo que não tenho. Eu sou o observador e o observado. E a observação é afectada pela influência do observador, pois não são independentes.

A única coisa que eu gostaria de ultrapassar é a dúvida em relação a quem sou. Serei um espírito imortal, provisoriamente associado a um corpo de carne mortal, ou serei apenas e tão só esse corpo de carne mortal? - Essa dúvida ninguém, até hoje, me conseguiu tirar. Nem a doutrina espirita. Quando eu descobrir realmente quem sou (se é que isso alguma vez vai ocorrer), então posso preocupar-me com as minhas culpas (se é que isso tem alguma utilidade - só a terá se eu puder reparar os erros cometidos, com bem que seja capaz de fazer, a titulo de compensação, de alguma forma, de resto a culpa é só para atrapalhar).

Quando a doutrina espirita me for capaz de responder, de forma convincente (convincente do meu ponto de vista - não me basta que me respondam, é necessário que me justifiquem a resposta), à minha dúvida, se algum dia alguém se der a esse trabalho e tiver essa paciência, essa capacidade, seja encarnado ou desencarnado, ainda nesta minha encarnação. Poderei ponderar sobre as minhas responsabilidades e culpas e saber o que hei-de fazer com elas. Se é que ainda vou a tempo. Até lá é absurdo eu estar a responder a uma pergunta como esta, com base numa doutrina que é uma hipótese não demonstrada. A pergunta que não quer calar, na minha mente, é: quem sou eu? uma mera máquina de carne mortal, ou espírito imortal que veste uma máquina de carne?

bem haja
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: lconforjr em 27 de Novembro de 2013, 02:05
Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!

      Pois é, amigos, e eu acrescento: como somos imbecis!! 

      Qual será a causa que tem como efeito o fato de sermos tão irresponsáveis perante a lei de Deus, que cometemos maldades sobre maldades?
     
      Sem dúvida, a DE está certíssima qdo nos manda raciocinar, e raciocinar profundamente, para melhor entendê-la!

      Estranhamente, posso dizer incompreensivelmente, sempre estamos escolhendo sofrer e, mais estranho ainda é o fato de fazermos tantas e tão absurdas escolhas, mesmo sabendo que a Lei pode nos impor sofrimentos torturantes, desesperadores, insuportáveis e por multiplicadas encarnações, a se estenderem por milhões de anos!!

      Em vez de dar o braço a torcer e escolher fazer o bem, nós, teimosos, preferimos sofrer canceres, deformações físicas, deformações mentais e todas essas misérias, tragédias e desgraças que vemos no mundo. Isso me é totalmente estranho!

      Será que é verdade que não queremos acertar e que nos negamos a seguir o caminho do bem, tão recomendado por tantos ensinamentos da doutrina, das religiões, do Mestre Jesus e por tantas “vozes” amigas e msgs inspiradoras, de todos os dias?

      É de propósito que estamos tantas vezes escolhendo seguir o caminho do mal?

      Mesmo tendo o livre-arbítrio, de propósito queremos usá-lo de modo errado, é isso?! Sabemos que podemos dele fazer bom uso, mas escolhemos fazer dele mau uso?? Podemos escolher sempre obrar no caminho do bem, mas, propositadamente, escolhemos tantas vezes obrar no caminho do mal!! Porq será isso?

      É mesmo difícil de entender como nós, criaturas de Deus, escolhemos ser exatamente o oposto exato do que Ele é, mesmo tendo Jesus aconselhado que devemos ser perfeitos como o Pai é perfeito.

      Assim, eqto o Pai é Perfeição, queremos ser total imperfeição; eqto Ele é Sabedoria, queremos ser absoluta ignorancia, eqto Ele é Amor e Justiça, queremos ser maldade e injustiça.

      Quem é que dá alguma explicação sobre isso, desse fato de querermos tantas vezes errar?!

      Será a explicação que é por que querermos sofrer, que decidimos escolher cometer tansos erros?

      Mas, se temos livre-arbítrio e, assim, podemos sempre fazer escolhas corretas, porq é que as fazemos tão incorretas, que resultam em sofrimentos aos demais e, principalmente, a nós mesmos, e em que a lei de causa e efeito nos alcance como suas terríveis e dolorosas consequências?!

      Sem dúvida, como a DE manda, é preciso raciocinar!
.............
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Brenno Stoklos em 27 de Novembro de 2013, 03:16
      Mas, se temos livre-arbítrio e, assim, podemos sempre fazer escolhas corretas, porq é que as fazemos tão incorretas, que resultam em sofrimentos aos demais e, principalmente, a nós mesmos, e em que a lei de causa e efeito nos alcance como suas terríveis e dolorosas consequências?!



Ignorância!


Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Rodrigo da Cruz em 27 de Novembro de 2013, 11:58
Caros amigos do fórum,
Para nos libertarmos dessa ignorância é necessária a nossa reforma íntima. Reparem que na mensagem "O que mais sofremos" o agravo é sempre apresentado como fruto de um sentimento ou instinto inferior.
Abraços fraternos...
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Vitor Santos em 27 de Novembro de 2013, 14:08
Olá amigo Rodrigo

Citar
Caros amigos do fórum,
Para nos libertarmos dessa ignorância é necessária a nossa reforma íntima. Reparem que na mensagem "O que mais sofremos" o agravo é sempre apresentado como fruto de um sentimento ou instinto inferior.
Abraços fraternos...

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/faq-perguntas-frequentes/quao-responsaveis-somos-por-nossos-sofrimentos!/#ixzz2lqfOmtm1

Essa forma de ver o problema não me parece a mais correcta. "Reforma intima" é um sistema de princípios virtuosos que devemos aplicar à nossa vida, que acredito que nos possa ajudar, de várias perspectivas. Mas antes de falar em reforma intima, é preciso falar nos fundamentos que justificam essa prática. Senão a conversa tem pouco sentido.

Para quem tem coração, para quem tem alguma sensibilidade moral, não é necessária nenhuma religião, nem crença espiritual, para ter tendência para a reforma intima, pois a pessoa sente-se mal quando faz o mal. Não quer dizer que não o faça, ás vezes, mas fica com a consciência pesada, como se costuma dizer. Prefere ir pelo bom caminho, porque é mais agradável, mais confortável, mais natural. É o caminho do menor esforço.

O que a crença espiritual nos pode trazer é um fundamento racional, para além da tendência instintiva ou intuitiva de fazer bem, de sentir o sofrimento alheio (se essa tendência não existir é muito difícil, mesmo com muito esforço...).

Se nós acreditamos que somos meras máquinas de carne mortais, robôs naturais, a sensibilidade moral instintiva ou intuitiva será uma desvantagem, da forma que este mundo está organizado, na base da competição, em que a desconfiança é um factor de sobrevivência. A hipocrisia é a técnica mais inteligente para sobreviver eficazmente neste mundo, tal como é. Por outro a sobrevivência da carne é uma ilusão, de certo modo, pois é apenas uma questão de tempo. Ninguém se salva por muito tempo.

Para o materialista nós somos apenas cadáveres adiados. Não levamos mesmo nada da vida, pois somos apenas máquinas que se destroem após a morte. Nem sequer as lembranças dos melhores gozos que possamos ter usufruído, no meio dos momentos  de sofrimento e/ou apatia. Depois do momento da morte do corpo, para o materialista (fisicalista), a pessoa ter vivido ou não, para ela própria, é indiferente. A morte é uma garantia de não mais sofrimento, mas também de não mais alegria e gozo. O suicídio, para o materialista é a saída perfeita, quando as expectativas de sofrimento definitivo batem à porta, isto é, quando os gozos não compensem o sofrimento (se é que alguma vez compensam, se colocarmos na balança toda uma vida desde o nascimento à morte).   

Se nós acreditamos que somos espiritos imortais, provisoriamente associados a um corpo de carne, se acreditamos na reencarnação, essa sensibilidade moral instintiva ou intuitiva tem uma utilidade, um sentido. A vida na Terra é uma batalha, por vezes muito dura, mas é apenas um momento instantâneo, na imortalidade. O objectivo de sobreviver fisicamente não deixa de ser importante, ou mais importante ainda, mas o objectivo essencial passa a ser outro: a qualidade da vida do espírito, mesmo depois da morte da carne. O sucesso é o equilíbrio de um corpo saudável, numa mente caridosa, generosa. Fazer o mal é prejuízo presente e futuro, do ponto de vista espiritual, fazer o bem é lucro presente e futuro.

Assim, o que nos vai dizer se a reforma intima é o melhor caminho, é a nossa crença sincera na imortalidade da alma, e na nossa destinação de espiritos cada vez mais felizes. Logo, a maior caridade é conseguir facilitar a geração da fé na imortalidade da alma ao próximo, de todas as formas possíveis. E quanto mais ele estiver desviado dessa crença, à partida, maior o mérito da caridade espirita.

E por isso, insisto, a utilidade primeira da doutrina espirita não é a reforma intima das pessoas, mas levar a crença na imortalidade às pessoas. Só depois de as pessoas crerem na imortalidade da alma faz sentido falar em reforma intima. Sem a crença na imortalidade da alma, por parte de quem ouve, todas as palavras que os espíritas dizem sobre reforma intima são em vão. Por isso, a prioridade, a caridade suprema, é facilitar a fé às pessoas. Se os bons espiritos existem e estão presentes aqui na Terra, junto com os encarnados, decerto quererão facilitar a fé das pessoas, senão será que são bons espiritos? - Para quê uma revelação parcial, só para alguns? Cadê a revelação universal?

Se a doutrina espirita for apenas mais uma religião, como todas as outras, que não tenha uma componente subjectiva experimental, a que a pessoa possa ter acesso, e/ou uma base cientifica universal, experimental, credível, baseada numa postura céptica (mas positiva, não exagerada), e não na fé cega, não serve para nada.

Sem a caridade não há salvação. E a salvação é alcançar a crença sincera e forte na imortalidade da alma. Se a pessoa tem essa crença sincera, a reforma intima é uma consequência dela. Senão "reforma intima" é um slogan vazio.
 
bem haja
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Rodrigo da Cruz em 27 de Novembro de 2013, 15:04
Caro Vitor e demais amigos do fórum,
Apenas citei a importância da reforma íntima. Não tive a intenção de classificá-la como prioritária ou secundária. O amigo interpretou meu comentário muito além das minhas expectativas, que não foi levantar bandeiras a favor de nada, somente ressaltar como a reforma íntima aparece na mensagem.
Abraços fraternos...
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Vitor Santos em 27 de Novembro de 2013, 15:17
Olá amigo Rodrigo

A minha intenção não foi criticar a sua intervenção, mas escrever sobre o assunto que o amigo propôs, cá à minha maneira. Gosto das suas intervenções, em regra.

bem haja
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Rodrigo da Cruz em 27 de Novembro de 2013, 16:05
Ok, amigo Vitor. Não levei a mal o seu comentário, claro que as pessoas têm o direito de pensar de uma forma diferente da minha. Só quis esclarecer qual foi minha real intenção, pois é comum muitas vezes acharmos que realizamos uma intervenção clara e esta, sem querer, possibilitar um entendimento diferente daquele que, incialmente, era nosso objetivo transmitir.
Quero mais que comentem mesmo os tópicos que lanço, sinal de que foi relevante e despertou o interesse dos companheiros.
Abraços fraternos...
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: lconforjr em 28 de Novembro de 2013, 00:22
      Brenno Stoklos   (ref #7, 261113)

      Conf (msg anterior): Mas, se temos livre-arbítrio e, assim, podemos sempre fazer escolhas corretas, porq é que as fazemos tão incorretas, que resultam em sofrimentos aos demais e, principalmente, a nós mesmos, e em que a lei de causa e efeito nos alcance com suas terríveis e dolorosas consequências?!

      Breno: Ignorância!

      Conf: pois é, meu jovem (aqui entre nós, até concordo com vc); vc já nos deu essa mesma resposta um montão de vezes, mas há de concordar que ela não explica porq é que os homens sofrem. E a resposta que vc dá não está de acordo o que a DE ensina, pois, pela doutrina só sofre quem merece sofrer, vc sabe; já conversamos muitas vezes sofre isso!

      Pois se a DE ensinar que os espíritos sofrem as terríveis consequências da lei de causa e efeito devido ao fato de serem ignorantes, vc sabe (já conversamos tb um montão de vezes sobre isso) a DE se contradiz pois ignorância não é transgressão às leis de Deus. Só se no seu OLE seja assim considerada.
............
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Brenno Stoklos em 28 de Novembro de 2013, 00:33

Para quem tem coração, para quem tem alguma sensibilidade moral, não é necessária nenhuma religião, nem crença espiritual, para ter tendência para a reforma intima, pois a pessoa sente-se mal quando faz o mal. Não quer dizer que não o faça, ás vezes, mas fica com a consciência pesada, como se costuma dizer. Prefere ir pelo bom caminho, porque é mais agradável, mais confortável, mais natural. É o caminho do menor esforço.

O que a crença espiritual nos pode trazer é um fundamento racional, para além da tendência instintiva ou intuitiva de fazer bem, de sentir o sofrimento alheio (se essa tendência não existir é muito difícil, mesmo com muito esforço...).

bem haja


Para quem tem coração, para quem tem alguma sensibilidade moral, não é necessária nenhuma religião, nem crença espiritual, para ter tendência para a reforma intima, pois a pessoa sente-se mal quando faz o mal. Não quer dizer que não o faça, ás vezes, mas fica com a consciência pesada, como se costuma dizer. Prefere ir pelo bom caminho, porque é mais agradável, mais confortável, mais natural. É o caminho do menor esforço.

E de onde nos viria essa "consciência do mal"?


O que a crença espiritual nos pode trazer é um fundamento racional, para além da tendência instintiva ou intuitiva de fazer bem, de sentir o sofrimento alheio (se essa tendência não existir é muito difícil, mesmo com muito esforço...).

O instinto não leva ninguém à prática do Bem:

O instinto é a força oculta que solicita os seres orgânicos a atos espontâneos e involuntários, tendo em vista a conservação deles. Nos atos instintivos não há reflexão, nem combinação, nem premeditação. É assim que a
planta procura o ar, se volta para a luz, dirige suas raízes para a água e para a terra nutriente; que a flor se abre e fecha alternativamente, conforme se lhe faz necessário; que as plantas trepadeiras se enroscam em torno daquilo que lhes serve de apoio, ou se lhe agarram com as gavinhas. É pelo instinto que os animais são avisados do que lhes convém ou prejudica; que buscam, conforme a estação, os climas propícios; que constróem, sem ensino prévio, com mais ou menos arte, segundo as espécies, leitos macios e abrigos para as suas progênies, armadilhas para apanhar a presa de que se nutrem; que manejam destramente as armas ofensivas e defensivas de que são providos; que os sexos se aproximam; que a mãe choca os filhos e que estes procuram o seio
materno. No homem, só em começo da vida o instinto domina com exclusividade; é por instinto que a criança faz os primeiros movimentos, que toma o alimento, que grita para exprimir as suas necessidades, que imita o som
da voz, que tenta falar e andar. No próprio adulto, certos atos são instintivos, tais como os movimentos espontâneos para evitar um risco, para fugir a um perigo, para manter o equilíbrio do corpo; tais ainda o piscar das pálpebras para moderar o brilho da luz, o abrir maquinal da boca para respirar, etc.

                                                                              A Gênese

Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: lconforjr em 28 de Novembro de 2013, 02:18
      Rodrigo da Cruz   (ref #8)

      Sempre buscando um “fé raciocinada”!
...
      O novo companheiro Rodrigo escreveu: Para nos libertarmos da ignorância é necessária a nossa reforma íntima. Reparem que na mensagem "O que mais sofremos" o agravo é sempre apresentado como fruto de um sentimento ou instinto inferior.

      Conf: meu jovem, a DE manda que raciocinemos. O raciocinar nos ajuda a entendê-la melhor. Então, convido-o a raciocinar:

      - com essas palavras vc quer significar que são as imperfeições que nos fazem ignorantes?

      - não será o oposto? Não será o fato de sermos ignorantes que nos faz ser imperfeitos?

      - mas, então, antes de sermos imperfeitos, não éramos ignorantes?

      - se antes não éramos imperfeitos qual é a causa de nos tornarmos imperfeitos?

      - qual é a causa de nos tornarmos tão ignorantes?

      - se temos o livre-arbítrio e, com ele, o poder de fazer as escolhas corretas, de modo a não nos tornarmos imperfeitos, porq é que fazemos escolhas tão erradas, que resultam em nos tornarmos tão imperfeitos e, conseqüentemente, ignorantes, e que nos expõem às terríveis conseqüências da também terrível lei divina de causa e efeito?

      - queremos e escolhemos continuar imperfeitos e ignorantes? O que é que nos impede de usar o livre-arbítrio para escolher não ser imperfeitos?

      - e porq é que, de propósito, usamos o livre-arbítrio de modo tão errado que, agora, necessitamos fazer uma RI? Não é de propósito? Então porq é?

      - o que foi que perturbou tanto nosso intimo que agora precisamos reformá-lo?

      - e se os sofrimentos são resultantes de sentimentos ou instintos inferiores, qual é a causa de termos esses instintos inferiores?  Qual é a causa de permitirmos que entrem e permaneçam em nosso íntimo? Se eles nos levam, como vc disse, a sofrer, porq é que os adquirimos? Queremos sofrer?

      - se fazendo as escolhas corretas podemos evitar os sofrimentos, provenientes dos erros, porq escolhemos fazer escolhas erradas?

      - se de início, somos perfeitamente iguais, em particular qto às facilidades, ou dificuldades para evoluir, qual é a causa de nos tornarmos tão gigantescamente desiguais?

      Sem dúvida, meu jovem, precisamos raciocinar!
........
     
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Vitor Santos em 28 de Novembro de 2013, 12:36
Olá amigo Brenno

Citar
E de onde nos viria essa "consciência do mal"?

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/convivio-dos-membros-do-forum/quao-responsaveis-somos-por-nossos-sofrimentos!/?action=post;num_replies=13#ixzz2lwQROoKb

Isso é uma resposta que pode ser dada de muitas formas, conforme a visão da vida de cada um.

Para a doutrina espirita, essa consciência moral resulta do grau de elevação espiritual. Os espiritos mais avançados terão maior sensibilidade moral. Os mais atrasados, por vezes até parece que quase não têm sensibilidade moral nenhuma. Mas há muitos mais factores em jogo. Aquele que nasce no meio de ladrões e criminosos terá mais dificuldade do que aquele que nasce entre pessoas de bem (no sentido moral).

Eu chamei-lhe instinto ou intuição, pois não é algo a que se chegue à conclusão pela via racional. A sensibilidade moral e algo que é do domínio dos sentimentos, que, em principio parece ser inato.

Podemos adquirir bons hábitos por via do exemplo/ imitação das pessoas que nos educam, que nos influenciam (negativa ou positivamente), mas o meu palpite é que é muito difícil vergar aqueles que não nascem já com essa sensibilidade moral apurada. Ainda crianças, as pessoas são muito influenciadas pelo meio onde são criadas, mas quando o espírito começa a mostrar as suas características mais próprias, no fim da adolescência, ele pode mudar.

Todavia, há doenças cerebrais, orgânicas (hormonais, por exemplo) terríveis, que contribuem positiva ou negativamente para o comportamento das pessoas. Não é por acaso que se diz: "aquele tem maus fígados". Há uma tendência para a irritabilidade que deriva de algumas doenças do fígado, por exemplo. Uma doença na tiróide pode ter a aparência de uma depressão.

Mas as causas do comportamento humano não são algo assim tão simples. Há muitos factores envolvidos. Desde os genéticos até aos espirituais, passando pelas doenças que se podem contrair, o meio em que se é educado e o meio em que se vive, etc.     

bem haja
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Brenno Stoklos em 29 de Novembro de 2013, 04:25


Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!


A Doutrina Espírita nos dá a justa medida:

"Chegando ao termo que a Providência lhe assinou à vida na erraticidade, o próprio Espírito escolhe as provas a que deseja submeter-se para apressar o seu adiantamento, isto é, escolhe meios de adiantar-se e tais provas estão sempre em relação com as faltas que lhe cumpre expiar. Se delas triunfa, eleva-se; se sucumbe, tem que recomeçar.
O Espírito goza sempre do livre-arbítrio. Em virtude dessa liberdade é que escolhe, quando desencarnado, as provas da vida corporal e que, quando encarnado, decide fazer ou não uma coisa procede à escolha entre o bem e o mal. Negar ao homem o livre-arbítrio fora reduzi-lo à condição de máquina.
Mergulhando na vida corpórea, perde o Espírito, momentaneamente, a lembrança de suas existências anteriores, como se um véu as cobrisse. Todavia, conserva algumas vezes vaga consciências, lhe podem ser reveladas. Esta revelação, porém, só os Espíritos superiores espontaneamente lhe fazem, com um fim útil, nunca para satisfazer a vã curiosidade.
As existências futuras, essas em nenhum caso podem ser reveladas, pela razão de que dependem do modo por que o Espírito se sairá da existência atual e da escolha que ulteriormente faça.
O esquecimento das faltas praticadas não constitui obstáculo à melhoria do Espírito, porquanto, se é certo que este não se lembra delas com precisão, não menos certo é que a circunstância de as ter conhecido na erraticidade e de haver desejado repará-las o guia por intuição e lhe dá a idéia de resistir ao mal, idéia que é a voz da consciência, tendo a secundá-la os Espíritos superiores que o assistem, se atende às boas inspirações que lhe dão.
O homem não conhece os atos que praticou em suas existências pretéritas, mas pode sempre saber qual o gênero das faltas de que se tornou culpado e qual o cunho predominante do seu caráter. Bastará então julgar do que foi, não pelo que é, sim, pelas suas tendências.
As vicissitudes da vida corpórea constituem expiação das faltas do passado e, simultaneamente, provas com relação ao futuro. Depuram-nos e elevam-nos, se as suportamos resignados e sem murmurar.
A natureza dessas vicissitudes e das provas que sofremos também nos podem esclarecer acerca do que fomos e do que fizemos, do mesmo modo que neste mundo julgamos dos atos de um culpado pelo castigo que lhe inflige a lei.
Assim, o orgulhoso será castigado no seu orgulho, mediante a humilhação de uma existência subalterna; o mau-rico, o avarento, pela miséria; o que foi cruel para os outros, pelas crueldades que sofrerá; o tirano, pela escravidão; o mau filho, pela ingratidão de seus filhos; o preguiçoso, por um trabalho forçado, etc.".

                                                       O Livro dos Espíritos

Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Vitor Santos em 29 de Novembro de 2013, 13:27
Olá amigo Brenno

Citar
Assim, o orgulhoso será castigado no seu orgulho, mediante a humilhação de uma existência subalterna; o mau-rico, o avarento, pela miséria; o que foi cruel para os outros, pelas crueldades que sofrerá; o tirano, pela escravidão; o mau filho, pela ingratidão de seus filhos; o preguiçoso, por um trabalho forçado, etc.".

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/convivio-dos-membros-do-forum/quao-responsaveis-somos-por-nossos-sofrimentos!/15/#ixzz2m2SS3wE6

Quer dizer que as injustiças que vemos neste mundo são uma consequência da justiça divina?

A humilhação da existência subalterna é geral. Todos são subalternos de outros, em regra, ou pelo menos em maioria. Mas será que nos devemos sentir humilhados por sermos subalternos? - Não percebo porquê.

Os miseráveis são os que foram maus ricos? Mas isso parece ser absurdo, uma vez que os ricos são poucos e os pobres muitos. De onde é que se originaram tantos maus-ricos? - Aqui na Terra não parece ter sido, pois a história terrestre não mostra a origem de tantos maus-ricos para se chegar a uma quantidade tão grande de miseráveis.

Os que são cruéis para os outros são instrumentos da justiça divina, pois que eles administram uma boa dose de crueldade aos outros. Devemos agradecer-lhes por fazerem o trabalho de Deus? - Afinal eles estão certos, trata-se de administrar a justiça divina...

Os tiranos que escravizam os outros são instrumentos da justiça divina, tal como os outros cruéis. Devemos agradecer-lhes por fazerem o trabalho de Deus? - Afinal eles estão certos, trata-se de administrar a justiça divina...

Esta forma de ver a vida, justificando o mal que uns fazem aos outros com a justiça divina, atribuindo-lhes o papel de carrascos executores de penas de crimes de outras encarnações, que não conhecemos, parece conduzir a que a vida neste mundo é justa. Logo todos os movimentos humanos que visam a melhoria das condições de vida vêm estragar o equilíbrio da justiça divina. As religiões que convidam ao bem são negativas, neste sentido.

Isto parece-me uma inversão do conceito de justiça, tal como eu a vejo.

bem haja
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Rodrigo da Cruz em 29 de Novembro de 2013, 14:49
Caro lconforjr,
O amigo repete várias vezes que a Doutrina nos orienta, nos convida a raciocinar. Será que o amigo já reparou que na mesma proporção que Kardec nos faz essa excelente recomendação ele também já nos apresenta a fé raciocinada?
Tenho a impressão, pelos seus comentários, que você dissocia uma coisa da outra; como se tivéssemos Espiritismo, com sua doutrina codificada, e fé raciocinada sendo algo diferente de Espiritismo. O meu raciocínio acompanha a codificação da Doutrina. Não estudo a Doutrina para adquirir uma fé raciocinada, ela, no meu entendimento, já é a fé que não refuta a razão.
Abraços fraternos...
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: lconforjr em 29 de Novembro de 2013, 17:01
Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!     

      Rodrigo da Cruz  (msg #19, 291113)

      Meu jovem amigo escreveu:

      RCruz: O amigo repete várias vezes que a Doutrina nos convida a raciocinar. Será que o amigo já reparou que na mesma proporção que Kardec nos faz essa excelente recomendação ele também já nos apresenta a fé raciocinada?

      Conf: pois, meu jovem, se a fé já está raciocinada qual será razão de a codificação aconselhar novamente a raciocinar sobre ela? Uma redundância sem motivo, gratuita?!

      E veja que não aconselha apenas a raciocinar, mas a compará-la com outras doutrinas e até mesmo a, por essa comparação, se for o caso, a eleger para nós outra doutrina, aquela que mais se harmonize com nosso modo de ver a vida.

      Se a fé já está raciocinada, qual será a causa de existir este fórum, outros sites, e tantas aulas, cursos, palestras, conferências em CEs e fora delas, textos e mais textos, pelos quais muitos tentam compreender, raciocinando, o que ainda não compreenderam?

      RCruz: Tenho a impressão, pelos seus comentários, que você dissocia uma coisa da outra; como se tivéssemos Espiritismo, com sua doutrina codificada, e fé raciocinada sendo algo diferente de Espiritismo.

      Conf: terá Kardec feito também tal dissociação?  Pois, vem dele esse conselho!

      RCruz: O meu raciocínio acompanha a codificação da Doutrina. Não estudo a Doutrina para adquirir uma fé raciocinada, ela, no meu entendimento, já é a fé que não refuta a razão.

      Conf: pois é, meu amigo, e porq é, então, que vc estuda a doutrina? Apenas porq sente prazer em estudar o que já estudou? Ou para se recordar do que se esqueceu?

      Isso foi, também, o em que acreditei, por várias décadas. Mas, depois, constatei que todas as doutrinas, sem exceção de nenhuma, têm pontos ou questões obscuras, confusas e mesmo incoerentes e contraditórias.

      Assim, aconselho-o a atender a essa recomendação de Kardec.

      E observe qtos precisam raciocinar acerca dos conceitos da DE! E, mesmo com bastante raciocínio, as conclusões a que muitos chegam, tantas vezes se contradizem e contradizem conceitos da doutrina!

      Me permita colocar aqui umas questõezinhas, lá do início da DE, para muitos simples e de resposta óbvia, mas que, para respondê-la corretamente, mesmo já tendo, como vc diz, uma fé raciocinada, vc terá de raciocinar muito se quiser respondê-la de forma definitiva ou inquestionável:           

      - qual é a causa de vc ser bom e de eu ser mal?

      - de vc seguir o caminho do bem e eu o do mal?

      Ou, complicando um pouco:

      - qual é a causa de todos esses torturantes, desesperadores e insuportáveis sofrimentos das criaturas de Deus?
........
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Brenno Stoklos em 30 de Novembro de 2013, 02:04

Quer dizer que as injustiças que vemos neste mundo são uma consequência da justiça divina?

bem haja


Isso quer dizer, amigo Vitor,

Que não há nenhuma injustiça neste Mundo em que vivemos!

E por uma razão muito simples: Deus é Onisciente!

Há em O Evangelho Segundo o Espiritismo todo um Capítulo (Cap. V) que trata exatamente desse assunto.

Deixo aqui a primeira parte do mesmo:


                                                                            CAPÍTULO V


                                                                       Justiça das aflições

3. Somente na vida futura podem efetivar-se as compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra. Sem a certeza do futuro, estas máximas seriam um contra-senso; mais ainda: seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, dificilmente se compreende a conveniência de sofrer para ser feliz. E, dizem, para se ter maior mérito. Mas, então, pergunta-se: por que sofrem uns mais do que outros? Por que nascem uns na miséria e outros na opulência, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posições? Por que uns nada conseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir? Todavia, o que ainda menos se compreende é que os bens e os males sejam tão desigualmente repartidos entre o vício e a virtude; e que os homens virtuosos sofram, ao lado dos maus que prosperam. A fé no futuro pode consolar e infundir paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus.
Entretanto, desde que admita a existência de Deus, ninguém o pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus. Se é soberanamente bom e justo, não pode agir caprichosamente, nem com parcialidade. Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa. Isso o de que cada um deve bem compenetrar-se. Por meio dos ensinos de Jesus, Deus pôs os homens na direção dessa causa, e hoje, julgando-os suficientemente maduros para compreendê-la, lhes revela completamente a aludida causa, por meio do Espiritismo, isto é, pela palavra dos Espíritos.

                                                          O Evangelho segundo o Espiritismo



Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: lconforjr em 30 de Novembro de 2013, 15:51
Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!

      Brenno   (ref #21 em: 301113, às 02:04)

      Amigos, a intenção é provocar o raciocínio para melhor entender a doutrina, e sempre alicerçado naquela inquestionável verdade de que “todo efeito tem sua causa”.
...
      Brenno ao Vitor:... não há nenhuma injustiça neste Mundo em que vivemos! E por uma razão muito simples: Deus é Onisciente!

      Conf: sem dúvida, essas são afirmações que muitos fazem. No entanto, os mesmos que fazem essas afirmações não conseguem explicar (também não vejo explicações na doutrina, em nenhuma doutrina, cristã ou não), de modo que não restem dúvidas, e já que todos os sofrimentos são justos e merecidos, qual é a causa dos sofrimentos dos homens. Tentam, mas não conseguem.

      Afirmam, como a DE, que todos os sofrimentos têm como causa os erros que cometemos. E mesmo que a DE e a crença numa justiça perfeita nos façam ver que qualquer sofrimento é justo e merecido, eles dizem que o homem sofre por cometer erros e que a causa de o homem cometer erros é a ignorância!

      Estão, portanto, incompreensivelmente, afirmando, ou que é justo e merecido sofrer por ser ignorante, isto é, que o ser ignorante é desrespeitar as leis divinas ou, contrariando o que a DE ensina, que não existe justiça!

      Com relação à Onisciência, também não sabem explicar porq Deus, que desde sempre tem ciência de que suas criaturas se tornarão monstros de perversidades e perversões, as cria e que terá de, obrigatória e forçosamente, através de Suas leis e com todo Seu Infinito Amor, submetê-las, todas elas, a todos esses sofrimentos torturantes, destruidores da crença em Deus, desesperadores e insuportáveis que vemos no mundo.

      Não sabem, tb, explicar como é que alguém aprende a amar se for, para esse fim, submetido às chicotadas de cruéis sofrimentos, misérias, tragédias e desgraças, dores e lágrimas.

      O amigo Brenno trouxe texto de OESE, para tentar explicar que não existe injustiça mas, esse texto, nenhuma explicação traz; apenas afirma que para os sofrimentos há uma causa, e que essa causa é boa e justa: “Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa"

      E termina com uma espécie de ordem, mandamento ou determinação: "Compenetre-se disso!" pois diz: "Isso é o de que cada um deve bem compenetrar-se”.
............
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Rodrigo da Cruz em 30 de Novembro de 2013, 17:30
Caros amigos do fórum,
Para responder certas questões, acho que só tentando evocar Deus em uma sessão mediúnica e solicitar que ele explique a nós, crianças espirituais, as mais complexas questões a respeito da sua existência, da nossa e da criação do Universo. Isso seria tão adequado quanto tirar um aluno da Educação Infantil e colocá-lo em uma turma de doutorandos para acompanhar a aula, não acham?
Não sou contra os questionamentos, mas precisamos questionar dentro dos limites que o nosso intelecto seja capaz de alcançar e compreender. Se tivéssemos capacidade de uma maior compreensão, não estaríamos aqui, na escola primária.
Abraços fraternos...
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: lconforjr em 30 de Novembro de 2013, 19:05
      Rodrigo da Cruz   (ref #23, 291113)     

      Meu jovem amigo, como é que vc diz isso?! Vc mesmo já afirmou que não precisa raciocinar pois a doutrina já está raciocinada e isso lhe basta! E porq é que, como vc diz, estamos ainda na escola primária?

      Não, meu jovem, não precisamos evocar Deus, ou qualquer entidade, ou um sábio iluminado; precisamos, apenas, raciocinar como, sabiamente, manda a DE.

      Assim, vamos resumir todas as questões numa só: como afirma a  DE, a finalidade do viver é aprender a amar pois, "Fora da caridade, não há salvação".

      E vemos que o de que mais precisa o homem, a vida, o mundo, é de ter amor e de dar amor. Tanto que a luta de todos, desde que lhes vem a consciência até q ela se vai, é uma luta em busca da felicidade. E, sem dúvida, um mundo com amor, é mais feliz, do que aquele que não tem amor. Aqui, a questão:

      - e como é que se aprende a ter amor, a amar?

      Vamos a outra:

      - se todos, sem exceção, sofremos devido a cometermos transgressões às leis de Deus, qual é a causa de as cometermos? Tendo o livre-arbítrio, e com ele a liberdade de fazer escolhas acertadas, porq fazemos escolhas tão erradas?
 
      - simplificando ainda mais: porq vc é bom? ou, porq vc é mau?

      - ou, mais simples ainda: porq somos tão errados?

      Se vc responder que tudo isso se deve a nossa ignorância, perguntarei:

      - mas, ignorância é transgressão às leis de Deus?

      - se todos os sofrimentos dos homens são, conforme a DE, e pela Justiça Divina, merecidos e justos, o fato de ser ignorante merece e justifica as terríveis penalidades que a lei divina impõe?
...........
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Brenno Stoklos em 01 de Dezembro de 2013, 03:07

se todos os sofrimentos dos homens são, conforme a DE, e pela Justiça Divina, merecidos e justos, o fato de ser ignorante merece e justifica as terríveis penalidades que a lei divina impõe?
...........


O fato de ser ignorante, não.

Mas o fato de se praticar o mal, sim, merece e justifica as terríveis penalidades que a lei divina impõe!


Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: lconforjr em 01 de Dezembro de 2013, 04:11
      Brenno Stoklos

      Conf (msg ant):... se todos os sofrimentos dos homens são, conforme a DE, e pela Justiça Divina, merecidos e justos, o fato de ser ignorante merece e justifica as terríveis penalidades que a lei divina impõe?
...........
      Brenno respondeu: O fato de ser ignorante, não. Mas o fato de se praticar o mal, sim, merece e justifica as terríveis penalidades que a lei divina impõe!

      Conf: amigo, vc está dizendo o que desdisse. Pois, se pelo fato de ser ignorante é que o homem pratica o mal e por praticar o mal é que a lei o pune, está dizendo que a lei pune mesmo o ignorante que, por ser ignorante pratica o mal.

      Nem mesmo as leis dos homens, tão cheias de falhas, punem o ignorante por praticar o mal, senão em situações de "exceção à regra geral".
...............
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Rodrigo da Cruz em 01 de Dezembro de 2013, 12:32
Caros amigos do fórum,
Por que vocês usam adjetivos tão negativos para se referir ao sofrimento? Não consigo entender. A Doutrina nos ensina que o sofrimento é necessário ao nosso aprimoramento, visto que através dele nos conscientizamos de certas atitudes inadequadas e prejudiciais a nossa evolução. Não podemos nos esquecer de que o sofrimento é um meio e não um fim. Não existem penas eternas, segundo os ensinamentos espíritas.
Parece-me tão desanimador enxergar nossa existência como um eterno suplício. Sem contar que para pensarmos assim já demos adeus à reencarnação. Nasce, sofre, morre e...?
Abraços fraternos...
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: lconforjr em 01 de Dezembro de 2013, 16:56
Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!

      Rodrigo   (ref #27 em: 011213, às 12:32)
 
      Meu amigo, se vc é tão jovem como mostra a foto sob seu nome de usuário, talvez pouca coisa tenha observado da vida e, por isso, quase chego a compreender o que vc está dizendo.

      Mas, vamos raciocinar, como manda a DE.

      Vc pergunta, como que estranhando:
 
      RCruz: Por que vocês usam adjetivos tão negativos para se referir ao sofrimento? Não consigo entender.

      Conf: Quer entender, meu jovem? Dê uma pequena volta pelos hospitais, pelas alas dos cancerosos, dos portadores de doenças fétidas e humilhantes; veja a expressão daquela mãe que tem nos braços, agonizando sob intensas dores, o filhinho querido!

      Do pai que vê sua filhinha, a razão de seu viver, ser, na sua frente, sem piedade, estuprada e assassinada; ou daqueles que têm os pés arrancados a machadadas; das mães que vêm seus filhos nascerem sem membros ou sem órgãos, com deformações físicas e mentais que os estorvarão durante toda vida; daqueles que têm ossos e órgãos internos expostos ou esmigalhados num acidente.

      Daqueles que têm seus filhos sequestrados para que alguém o mate para lucrar com a venda de órgãos; daqueles que vêm os seus escravizados pelas drogas, ou cometendo crimes hediondos; dos que vêm a esposa ou a mãe levando drogas às portas das escolas para destruir a vida de crianças e de sua família...

      Olhe os que vivem nos lixões, ou debaixo daquela ponte, ou se arrastando pelo chão, sujos, famintos, doentes, doloridos sem que uma mão amiga se estenda para ajudá-los. E aqueles que estão nas prisões, sem esperanças e sem crer em nada... Será preciso dizer mais, meu jovem?

      E lembre-se que, pela doutrina, há penalidades tão cheias de dores e tão longas, que levam os que as sofrem a julgá-las eternas, pois poderão durar por multiplicadas encarnações e se estenderem por milhões de anos.

      RCruz: A Doutrina nos ensina que o sofrimento é necessário ao nosso aprimoramento, visto que através dele nos conscientizamos de certas atitudes inadequadas e prejudiciais a nossa evolução.

      Conf: vamos raciocinar: terá o Criador de todas as coisas criado um processo para que suas criaturas evoluam, cujo método mais eficiente é fazer sofrer e sofrer de modo torturante, desesperador, insuportável como vemos no mundo?! Onde estarão a Infinita Sabedoria e o Infinito Amor? As criaturas de Deus são criadas tão néscias e de mente tão estúpida que só evoluem à força das chicotadas dos sofrimentos?!

      RCruz: Não existem penas eternas, segundo os ensinamentos espíritas.

      Conf: raciocinando: não existem penas eternas, mas existem penas que, para os que as sofrem, são eternas, como tb diz a doutrina.

      RCruz: Parece-me tão desanimador enxergar nossa existência como um eterno suplício.

      Conf: raciocinando: não será por isso, para minimizar esse suplício, que todos os Grandes, como Jesus, Paulo e muitos outros, enalteceram o amor como a mais excelsa as virtudes, a mais necessária para tornar a vida menos cheia de amarguras, menos caótica do que é?

      Todos, sem exceção de um só, sofrem e a vida nos mostra a intensidade desses sofrimentos. Tanto que, segundo a doutrina devido a escolhermos praticar tantas obras perversas, estamos ainda num mundo de expiações.

      Pelas doutrinas, cristãs ou não, todos sofrem por terem praticado tantos erros e por tantas dívidas contraídas no passado!

      Mas, o jovem já raciocinou como a DE manda raciocinar? Já se perguntou qual é a causa de errarmos tanto, de contrairmos tantas dívidas que, agora, resultam em sofrimentos, em sofrer as terríveis conseqüências da também terrível lei divina de causa e efeito?

      Raciocinando: erramos de propósito? Escolhemos errar e, em conseqüência, ser infelizes, se podemos escolher acertar e, conseqüentemente, ser mais felizes? Erramos por querer errar, ou erramos por não conseguir deixar de errar?

      Ainda, raciocinando: Queremos e, assim, escolhemos, de livre e espontânea vontade, viver num mundo de condições precárias, como diz a DE, pois é um mundo de sofrimentos, de expiações, inferior a tantos outros, se podemos viver num mundo superior?

      Sem dúvida é preciso atender àquele sábio conselho da DE: raciocinar, mas raciocinar profundamente para tentar compreender a doutrina e, consequentemente, a vida que vivemos!
.............
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Vitor Santos em 01 de Dezembro de 2013, 17:45
Olá amigo Brenno

Citar
Que não há nenhuma injustiça neste Mundo em que vivemos!

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/convivio-dos-membros-do-forum/quao-responsaveis-somos-por-nossos-sofrimentos!/15/#ixzz2mF2Z4IOu

Isso é uma visão do mundo distorcida. Este mundo é um mundo provas e expiações precisamente porque não há justiça, porque há pessoas sem comida e sem água e fortunas de milhares de milhões de euros. Porque não há igualdade de oportunidades, uma vez que os filhos de pais mais instruídos e com melhores condições financeiras têm mais fácil acesso ao ensino. Enfim, há uma série de distorções que são provocadas pelo homem e que conduzem a situações injustas e cruéis que qualquer um que não seja cego pode constatar, no dia a dia. É inegável.

Num mundo feliz, decerto que não haverá o mesmo tipo de problemas. Num mundo de regeneração será um meio termo.

Se os mundos fossem todos igualmente justos porque haveria diferentes categorias de mundos?

Fazer o mal é sempre praticar uma injustiça, seja porque razão for. Deus é justo na medida em que é imparcial. Para ele todos os espiritos são igualmente importantes e nenhum é privilegiado nem beneficiado em relação aos outros. Isto é, todos estão sujeitos às mesmas leis que regem os espiritos e a natureza em geral.
 
Deus permite que os espiritos, para seu próprio beneficio, enfrentem encarnações em mundos injustos. Pois essa experiência é necessária/ útil para a evolução espiritual. Todos os espiritos que estão em condições evolutivas semelhantes passam por esses mundos, até evoluírem. Mas não é Deus que promove a maldade que se pratica nesses mundos, nem os bons espiritos.
 
A vida espirita, isto é a vida do espírito, desde que foi gerado até ao dia de hoje, é justa, na medida em que todos estão submetidos às mesmas leis. Mas durante o tempo em que os espiritos estão encarnados em mundos como a Terra, são submetidos a injustiças, em regra. Uns mais outros menos.

Se houvesse justiça na Terra como se justificava a crucificação, e sobretudo, a crueldade que a precedeu, no caso de Jesus de Nazaré? - Se o homem moralmente mais avançado que pisou a Terra mereceu aquela sorte, e se não se tratou de uma injustiça, então aquilo foi uma atitude justa? - Não, não! Jesus de Nazaré encarnou num mundo injusto! E também os cristãos primitivos que foram chacinados e perseguidos por seguirem Jesus.

Ao dizer que este mundo é justo, estamos a ser coniventes e a concordar com as injustiças e com as crueldades que nele se praticam. Este mundo tem muita coisa a corrigir. Este mundo não é conduzido por Bons Espíritos. É conduzido por espiritos imaturos e ignorantes. Ou o amigo tem dúvidas?

Há quem imagine, com todo o direito, mas sem o meu acordo, que as infelicidades da vida são programadas pelos bons espiritos para garantir que as provas e as expiações são efectivamente cumpridas. Que são os bons espiritos que conduzem os maus espiritos, que fazem o mal, para que através destes últimos se garanta que o espírito seja submetido às devidas provas e expiações. Por exemplo: se uma criança tem de sofrer a prova de sofrer nas mãos de um pedófilo, essa prova foi pré-definida pelos bons espiritos. E são eles que vão conduzir um pedófilo à criança, ou inspirar os pais dela a descurar a protecção da mesma. Isso, quanto a mim é absurdo.

Na minha óptica, os bons espiritos podem não ter conseguido evitar aquele sofrimento à criança, pois não têm poder para alterar a força das coisas, as leis da natureza. Mas não eles que conduzem os pedófilos às crianças. Nem as crianças que atraem os pedófilos. Para mim o pedófilo é um doente mental e é essa doença, essa compulsão, que o leva a agir assim. É aí que está a causa. Se ele não apanhasse aquela criança apanharia outra qualquer. Se assim não é, para quê ter precauções com as nossas crianças, para evitar que sejam atacadas por pedófilos? Se só aquelas crianças que estão marcadas pelo destino serão violados, para quê proteger os outros?     

bem haja
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Rodrigo da Cruz em 01 de Dezembro de 2013, 20:27
Caros amigos do fórum,
Estou começando a enxergar a questão pelo ângulo que vocês a estão apresentando. Penso que muitas coisas que se atribuem à espiritualidade, conforme o amigo Vitor cita em seu comentário, realmente, não são decisões dos bons espíritos, mas sim, escolhas dos encarnados. Afinal, ainda que os espíritos nos aconselhem ou influenciem, a decisão final sempre é nossa. Por isso, minha intenção foi elaborar uma pergunta, a qual vem a ser o título do tópico, que chamasse a responsabilidade para nós mesmos, e não, para Deus ou para a espiritualidade.
Abraços fraternos...
Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Brenno Stoklos em 01 de Dezembro de 2013, 20:27

se................
................................geral.



o ignorante que, por ser ignorante pratica o mal.

Ninguém pratica uma ação porque seja ignorante, mas porque quer praticá-la.


Nem mesmo as leis dos homens, tão cheias de falhas, punem o ignorante por praticar o mal, senão em situações de "exceção à regra geral".

Pelo visto o amigo ignora tanto as Leis Divinas quanto as humanas:

Decreto-lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940.

Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)


Título: Re: Quão responsáveis somos por nossos sofrimentos?!
Enviado por: Brenno Stoklos em 01 de Dezembro de 2013, 20:37

Isso é ...................
..................................outros?     

bem haja


Vou apenas repetir, amigo Vitor,

Estude o Capítulo V de O Evangelho Segundo o Espiritismo.