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CONVÍVIO => Como usar este Fórum => Perguntas Frequentes => Tópico iniciado por: waldemar em 30 de Agosto de 2009, 15:11

Título: Glandula Pineal 3
Enviado por: waldemar em 30 de Agosto de 2009, 15:11
Waldemar Oliveira <waldemar.doutrina@gmail.com> - meu novo email

Resposta N. 3 - Glândula Pineal da Mediunidade.
Caro interlocutor retomo a sua pergunta de N. 1, que me interrogas em quais das obras básicas da codificação espírita, possamos encontrar a  tal da glândula da mediunidade Pineal/Hipófise/epífise?
Na verdade como já dissemos não iremos encontrá-la em obra nenhuma da codificação Espírita, por esta ser uma teoria mística, apócrifa e improcedente, a não ser entre os Espíritos de teorias pessoais apegados aos seus preconceitos terrenos, que ainda conservam na erraticidade, e quando por suas comunicações, transmitem aos encarnados desinformados de convicções das obras oficiosas espíritas, aceitam qualquer teorias infundadas isoladas do aval da falange do Espírito de verdade.
Sendo o Espiritismo, uma ciência decorrente de uma filosofia, resultante de um código de leis morais, não aceita as velhas e caducas teorias, como outras tantas filosofias e doutrinas superadas; se fossem verdadeiras, é óbvio que o Espírito Verdade já o teria confirmado à Allan Kardec.
O espiritismo a nova revelação do código divino, veio para desmistificar os velhos preconceitos de sociedades e de castas, doutrinas, crenças e crendices, e por todos seus dogmas terrenos.
 
PERISPÍRITO O CORPO MÓVEL DA MEDIUNIDADE   
Estou recorrendo a Gênese de Allan Kardec, no capítulo XIV, transcrevendo algumas explicações que trata sobre a mediunidade provando que o perispírito é o veiculo central de todos os fatos espíritas. A qual prescreve da seguinte maneira:
 
"É igualmente com o auxílio de seu perispírito que o Espírito faz o médium escrever falar ou desenhar; não tendo um corpo tangível  para agir ostensivamente quando deseja manifestar-se, serve-se do corpo de um médium, de quem toma por impréstimo um de seus órgãos; faz de seus órgãos, assim, agir como se fosse seu próprio corpo, e isso, mediante o eflúvio fluídico que verte sobre ele." (eis aqui as provas irrefutáveis de que o perispírito, é órgão de transmissão e retransmissão entre o médium e o Espírito interagindo por uma de suas faculdades num ato mediúnico).
 
E mais... "É com o auxílio de seu perispírito que o Espírito atua sobre um corpo vivo; é ainda com o mesmo fluido que ele se manifesta agindo sobre a matéria inerte (animada ou inanimada); e que produz ruidos, movimentos de mesas e outros objetos que levanta derruba ou transporta"... "Estes fenômenos repousam sobre as propriedades do fluido perispiritual, seja de encarnados, seja de Espíritos livres". A Gênese A.K.
 
A FACULDADE MEDIÚNICA É ORGÂNICA
Recorrendo em o livro dos médiuns capítulo XX - Influência Moral do Médium  Allan Kardec pergunta aos Espíritos superiores com a seguinte:
Parágrafo 226. 1 - O desenvolvimento da mediunidade se processa na razão do desenvolvimento moral do médium? 
- "Não. A faculdade propriamente dita é orgânica, e portanto independente da moral. Mas já não acontece o mesmo com o seu uso, que pode ser bom ou mal, segundo as qualidades do médium".
O homem  é bom ou mau, segundo a natureza do Espírito nele encarnado, e no uso pleno de suas faculdades será sempre segundo a sua conduta!
Nas mesmas considerações encontra-se: a inteligência, o pensamento e os sentimentos, e todas as nossas faculdades psíquicas elas nos são neutras: Não são boas e nem maléficas... e se o homem é perverso o será pela natureza inferior de Espírito encarnado.
Por essa razão logo há de se convir com os ensinos dos Espíritos da codificação, que os canais das faculdades dos médiuns propriamente ditos são neutras, nem boas e nem maléficas, senão segundo as suas qualidades morais. Eis aí a questiúncula!
Outra coisa inconsequente quase que em geral nos meios Espíritas, é quanto a afirmação de que mediunidade é doença. Pergunto eu, onde aprenderam ou leram isso na codificação? Que absurdo e que falta de informação aos estudos do livro dos médiuns? Quanta desinformação doutrinária segue por aí no imenso movimento espírita, na via da contramão por falta de estudos nas obras básicas da codificação?
 
OS REAIS PERIGOS DA PRÁTICA MEDIÚNICA
Recorro a mais uma prova em o livro dos médiuns, capítulo XVIII - Sobre os Inconvenientes e os Perigos da Mediunidade, Allan Kardec fez a seguinte pergunta:
 
Parágrafo 221.1. A faculdade mediúnica é indício de algum estado patológico ou simplesmente anormal?
- As vezes anormal, mas não patológico. Há médiuns de saúde vigorosa. "OS DOENTES O SÃO POR OUTROS MOTIVOS". Responderam os Espíritos.
Na verdade se os médiuns são doentes, sofrem por outras causas. Não existe doença da mediunidade senão no espiritismo ao modismo da casa.
Portanto também não será a mediunidade a geratriz da loucura, nem da obsessão e nem de doença nenhuma?
Vamos aprender com o livro dos médiuns, que nos ensina: "Os doentes o são por outros motivos".
Portanto um assistido ao procurar uma casa espírita para qualquer de seu problema que sofre, a resposta padrão já está pronta? Voce sofre por que você é médium, e para não mais sofrer você precisa desenvolver e trabalhar na mediunidade, senão os obsessores vão atrapalhar a sua vida? Uns até dizem impondo o império do medo e do terrorismo... se voce não desenvolver os obsessores vão acabar com a sua vida? Vejam a dimensão do absurdo dessa desinformação? Salvos dessas críticas estão os centros idôneos.
Naturalmente a prática da mediunidade quando desvirtuada de seu objetivo providencial, poderá trazer consequências desagradáveis, para um médium por seus desvios éticos e morais, ou pelos interesses mercenários de uns, e por todos os desvios que fuja a regra de  sua utilidade providencial.
Consideravelmente os Espíritos da codificação, observam as consequências maléficas quanto o mau uso da prática mediúnica, e jamais disseram que mediunidade é indício de doenças. São categóricos ao nos explicar sobre os inconvenientes e perigos da mediunidade quando por  seus desvios éticos e morais.
 
 Nota: Retomando a questão da mediunidade propriamente dita que é orgânica, recorro a mais uma informação em o livro a Gênese de Allan Kardec.
O Espírito comunicante pode tomar por empréstimo sómente o braço de um médium para escrever, assim o faz na psicografia mecânica ou semimecânica; ou pelo cérebro influenciar o pensamento do médium para fazer escrever, falar, desenhar, pintar, etc.
Portanto organicamente as faculdades mediúnicas podem ser totais ou parciais quanto as suas diferentes naturezas.
Um estudo aprofundado no capítulo XVI, em o livro dos Médiuns sobre o quadro sinótico, Kardec apresenta a divisão de várias espécies de médiuns, mediunidades e manifestações nas duas grande categorias: Médiuns de Efeitos Físicos e de Efeitos Intelectuais, segundo a natureza física, intelectual e moral dos diferentes médiuns, nos fornecendo uma idéia mais abrangente das infinitas faculdades da mediunidade.
 
NATUREZA DAS MANIFESTAÇÕES
Quando uma comunicação é total o Espírito pode dominar 100% na posse do organismo do médium, trata-se de natureza da mediunidade sonambúlica, visto por muitos como médiuns de "incorporação".
Por essa natureza mediúnica rudimentar o Espírito serve-se do corpo do médium como o faria com o seu próprio: fala por sua boca, enxerga pelos seus olhos, age com os seus braços, como o teria feito se fosse vivo. Já não é mais como na mediunidade psicofônica, na qual o médium traduz o pensamento do Espírito influindo sobre o seu cérebro. 
Na manifestação corporal o comunicante fala e se agita, e se o conhecemos quando vivo, reconheceriamos sua linguagem, sua voz, seus gestos e até a expressão de sua fisionomia. Em alguns com tendências de transfiguração, podem assumir todas as características do falecido, mudam de fisionomia o timbre de voz, se masculino ou femenino etc.
Este fenômeno também pode se dar nos processos da subjugação obsessiva, entendida por muitos como possessão, mas como um Espírito não entra dentro do corpo nenhum, como entendem as doutrinas do demônio, kardec substituiu o termo possessão pela subjugação, segundo o conceito espírita, neste procedimento o obsessor atua exteriormente por meio de seu perispírito sobre o de sua presa, com quem ele se identifica através das afinidades fluídicas.
E ai eu fecho esta pergunta de N.3 e interrogo mais uma vez! E onde entra a glândula Pineal neste mecanismo?
 
Vimos por todas essas comparações, que o PERISPÍRITO é o corpo móvel para todos os fenômenos psíquicos, mediúnicos ou anímicos, e como a faculdade da mediunidade é de natureza orgânica, ela está para todas relações, entre os dois mundos, o espiritual e o mundo físico, e o perispírito é o laço intermediário de união entre a vida corporal e a vida espiritual; é por ele que o Espírito encarnado está em contínua relação com seus habitantes.
O perispírito é o órgão sensitivo do Espírito; é por seu intermédio que o Espírito encarnado tem a percepção das coisas espirituais, que escapam todos os órgãos dos sentidos carnais, e não pela suposta glândula endócrina pineal/epífise?
Há casos catalogados nos anais históricos da medicina, dos quais tive a oportunidade de tomar conhecimentos, de pessoas que nasceram sem as glândulas pineais, e outras até mesmo sem alguns módulos de seu cérebro e viveram normalmente. Será que deixaram de ser médiuns?
Pelos órgãos do corpo: a vista, o ouvido, e as diversas sensações físicas, dos sentidos são localizadas e limitadas somente para a percepção das coisas  materiais, ou seja, apropriadas e restritas  para a relação do homem com o mundo exterior? A Gênese A.K.
De: Waldemar Oliveira
 
Próxima resposta continuidade N.4 - O livro dos Médiuns o livro oficial da mediunidade.