Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: M.Altino em 01 de Junho de 2016, 10:10

Título: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: M.Altino em 01 de Junho de 2016, 10:10
Amigos e dedicados companheiros é com um abraço muito fraternal que peço ao meu amigo Moisés pelo empenho que teve neste seu lindo trabalho que foi importante para todos os que nos visitam.........
Agora com uma saudação muita grata quero dar o meu bom dia sincero e começar este novo tema para fazer sentir que devemos ajudar sem olhar a quem ajudamos e tentarmos sermos úteis ao próximo......para isso mesmo vos trago para começar este video que nos vai ajudar um pouco na nossa caminhada....
LIÇÃO DE VIDA - Fazer o BEM sem olhar a QUEM!!! (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUZ1ektJSFllbWZvIw==)
Mas que belos exemplos será que cada um de nós o poderá fazer...........
Guardai-vos, não façais as vossas boas obras diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis a recompensa da mão de vosso Pai, que está nos céus.
Quando, pois dás a esmola, não faças tocar a trombeta diante de ti, como praticam os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem honrados dos homens; em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa.
Mas quando dás a esmola, não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita; para que a tua esmola fique escondida, e teu Pai, que vê o que fazes em segredo, te pagará.
(Mateus, VI: 1-4).
E depois que Jesus desceu do monte, foi muita gente do povo que o seguiu.
E eis que, vindo um leproso, o adorava dizendo:
Se tu queres, Senhor, bem me podes limpar.
E Jesus, estendendo a mão, tocou-o dizendo:
Pois eu quero; fica limpo.
 E logo ficou limpa toda a sua lepra.
Então lhe disse Jesus:
Vê, não o digas a alguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote, e faz a oferta que ordenou Moisés, para lhes servir de testemunho a eles.
(Mateus, VIII: 1-4).
Fazer o bem sem ostentação tem grande mérito.
Esconder a mão que dá é ainda mais meritório, é o sinal incontestável de uma grande superioridade moral.
Porque, para ver as coisas de mais alto que o vulgo, é necessário fazer abstração da vida presente e identificar-se com a vida futura.
É necessário, numa palavra, colocar-se acima da humanidade, para renunciar à satisfação do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus.
Aquele que preza mais a aprovação dos homens que a de Deus, prova que tem mais fé nos homens que em Deus, e que a vida presente é para ele mais do que a vida futura, ou até mesmo que não crê na vida futura.
Se ele diz o contrário, age, entretanto, como se não acreditasse no que diz.
Quantos há que só fazem um benefício com a esperança de que o beneficiado o proclame sobre o palco; que darão uma grande soma à luz do dia, mas escondido não dariam sequer uma moeda!
 Foi por isso que Jesus disse:
"Os que fazem o bem com ostentação já receberam a sua recompensa".
Com efeito, aquele que busca a sua glorificação na Terra, pelo bem que faz, já se pagou a si mesmo. Deus não lhe deve nada; só lhe resta a receber a punição do seu orgulho.
Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita é uma figura que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta.
Mas, se existe a modéstia real, também existe a falsa modéstia, o simulacro da modéstia, pois há pessoas que escondem a mão, tendo o cuidado de deixar perceber que o fazem. Indigna paródia das máximas do Cristo!
 Se os benfeitores orgulhosos são depreciados pelos homens, que não lhes acontecerá perante Deus? Eles também já receberam a sua recompensa na Terra.
Foram vistos; estão satisfeitos de terem sido vistos; é tudo quanto terão.
Qual será então a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre o beneficiado, que lhe exige de qualquer maneira testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição ao exaltar o preço dos sacrifícios que suportou por ele?
Oh, para esse, não há nem mesmo a recompensa terrena, porque está privado da doce satisfação de ouvir bendizerem o seu nome, o que é um primeiro castigo para o seu orgulho.
 As lágrimas que estanca, em proveito da sua vaidade, em lugar de subirem ao céu, recaem sobre o coração do aflito para ulcerá-lo.
 O bem que faz não lhe aproveita, desde que o censura, porque todo benefício  é moeda alterada que perdeu o valor.
O benefício sem ostentação tem duplo mérito: além da caridade material, constitui caridade moral, pois contorna a suscetibilidade do beneficiado, fazendo-o aceitar o obséquio sem lhe ferir o amor-próprio e salvaguardando a sua dignidade humana, pois há quem aceite um serviço mas recuse a esmola.
Converter um serviço em esmola, pela maneira porque é prestado, é humilhar o que o recebe, e há sempre orgulho e maldade em humilhar a alguém.
A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e hábil para dissimular o benefício e evitar até as menores possibilidades de melindre, porque todo choque moral aumenta o sofrimento provocado pela necessidade.
Ela sabe encontrar palavras doces e afáveis, que põe o beneficiado à vontade diante do benfeitor, enquanto a caridade orgulhosa o humilha.
O sublime da verdadeira generosidade está em saber o benfeitor inverter os papéis, encontrando um meio de parecer ele mesmo agradecido àquele a quem presta o serviço.
Eis o que querem dizer estas palavras:
Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita.
Amigos assim começa o nosso Estudo e debater esperando que todos participem pois é muita utilidade para todos....
Com  um sincero abraço de muita paz este vosso dedicado amigo sincero.
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Antonio Renato em 01 de Junho de 2016, 15:23
Meu irmão Altino, parabéns pela escolha do tema para estudo deste mês. Em seus  ensinamentos Jesus sempre procurou alertar a todos pelas ações praticadas, pois
estas irão colocar a todos diante de Deus para que seja julgadas. Quando ele disse
que: "Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita", estava ao
mesmo tempo dizendo para não serem hipócritas ao anunciarem a sua solidariedade
na pratica da caridade. Aqueles que buscam reconhecimentos e até mesmo terem os
seus feitos reconhecidos quando prestam auxilio a um irmão necessitado, está sendo
de verdade hipócrita. Muitos exemplos foram dados seguindo ao exemplo de Jesus
no amor ao próximo e que não buscavam nem um tipo de reconhecimento pelas
ações que estavam praticando: Madre Teresa de Calcutá na ajuda aos necessitados
da Índia, Doutora Arnes no Brasil voltada para as mães necessitadas e seus filhos,
irmã Dulce da Bahia junto as pessoas carentes que a procuravam, sem esquecer de um
grande benemérito, Doutor Antonio Ermírio de Morais, dono de 50 industrias,mas de
uma simplicidade e humildade tamanha, que sempre esteve a frente de uma obra social
em São Paulo, A casa da mãe solteira. Todos esses citados, nunca buscaram para si
qualquer tipo de reconhecimento, e sempre se afastaram dos refletores que pudessem
mostrar os seus feitos.
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: M.Altino em 02 de Junho de 2016, 11:03
Amigos é com muito carinho que a todos dou o meu bom dia e agradecer a participação do nosso amigo António Renato a qual é muito importante para o debater deste tema e ao mesmo tempo agradecer a sua disponibilidade par o próximo estudo............muito obrigado amigo e voltando ao tema vamos debater os Os Infortúnios Ocultos que muitas vezes nós temos e não os revelamos por falta de humildade que neste video possamos todos compreender o tema e o debater entre todos.......
http://www.youtube.com/watch?v=w3DU9FDYj90
Nas grandes calamidades, a caridade se agita, e vêem-se generosos impulsos para reparar os desastres.
Mas, ao lado desses desastres gerais, há milhares de desastres particulares, que passam desapercebidos, de pessoas que jazem numa miserável cama, sem se queixarem.
São esses os infortúnios discretos e ocultos, que a verdadeira generosidade sabe descobrir, sem esperar que venham pedir assistência.
Quem é aquela senhora de ar distinto, de trajes simples mas bem cuidados, seguida de uma jovem que também se veste modestamente?
Entra numa casa de aspecto miserável, onde sem dúvida é conhecida, pois à porta é saudada com respeito.
Para onde vai?
 Sobe até a água-furtada: lá vive uma mãe de família, rodeada pelos filhos pequenos.
À sua chegada, a alegria brilha naqueles rostos emagrecidos.
 É que ela vem acalmar todas as suas dores.
Traz o necessário, acompanhado de suaves e consoladoras palavras, que fazem aceitar a ajuda sem constrangimentos, pois esses infortunados não são profissionais de mendigar.
O pai se encontra no hospital, e durante esse tempo a mãe não pode suprir as necessidades.
Graças a ela, essas pobres crianças não sofrerão nem frio nem fome; irão à escola suficientemente agasalhadas e no seio da mãe não faltará o leite para os menores.
Se uma entre elas adoece, não lhe repugnará prestar-lhe os cuidados materiais.
Dali seguirá para o hospital, levar ao pai algum consolo e tranquilizá-lo quanto à sorte da família.
Na esquina, uma carruagem a espera, verdadeiro depósito de tudo o que vai levar aos protegidos, que visita sucessivamente.
Não lhes pergunta pela crença nem pelas opiniões, porque, para ela, todos os homens são irmãos e filhos de Deus.
Finda a visita, ela diz a si mesma:
 Comecei bem o meu dia.
Qual é o seu nome?
Onde mora?
Ninguém o sabe.
Para os infelizes, tem um nome que não revela a ninguém, mas é o anjo da consolação. E, à noite, um concerto de bênçãos se eleva por ela ao Criador: católicos, judeus, protestantes, todos a bendizem.
Por que se veste tão simplesmente?
Para não ferir a miséria com o seu luxo.
 Por que se faz acompanhar da filha adolescente?
Para lhe ensinar como se deve praticar a beneficência.
A filha também quer fazer a caridade, mas a mãe lhe diz:
"Que podes dar, minha filha, se nada tens de teu?
Se te entrego alguma coisa para dares aos outros, que mérito terás?
Serei eu, na verdade, quem farei a caridade, e tu quem terás o mérito?
Isso não é justo.
Quando formos visitar os doentes, ajudar-me-ás a cuidar deles, pois dar-lhes cuidados é dar alguma coisa. Isso não te parece suficiente?
Nada mais simples: aprende a fazer costuras úteis, e assim confeccionarás roupas para essas crianças, podendo dar-lhes alguma coisa de ti mesma".
É assim que esta mãe verdadeiramente cristã vai formando sua filha na prática das virtudes ensinadas pelo Cristo.
 É espírita?
Que importa?
Para o meio em que vive, é a mulher do mundo, pois sua posição o exige; mas ignoram o que ela faz, mesmo porque não lhe interessa outra aprovação que a de Deus e da sua própria consciência.
Um dia, porém, uma circunstância imprevista leva à sua casa uma de suas protegidas, para lhe oferecer trabalhos manuais.
"Psiu!  disse-lhe ela,  não contes a ninguém!"
Amigos é assim com esta humildade que se faz uma ajuda serena e sincera e sem dar nas vistas e se tornar  importante........ a verdadeira Caridade em ajudar é feita sempre sem esperar qualquer recompensa........
Com um abraço sincero este vosso dedicado amigo..
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Antonio Renato em 02 de Junho de 2016, 23:55
Meus irmão de estudos boa noite. Não há troca de amor maior quando na pratica da
caridade, quem recebeu diz agradecido por reconhecer este ato: Muito obrigado meu
amigo, Deus lhe pague! E já está pago, pois a recompensa já é traduzido por este
reconhecimento. Aos olhos de Deus, só é válido a ação de solidariedade e da caridade,
quando quem pratica não busca recompensa, apenas o faz por amor. Todos nós, sem
exceção, somos carentes e necessitamos constantemente da ajuda, e da solidariedade
dos nossos irmãos. Em muitas vezes tem-se dinheiro, bens materiais, mas não goza
de boa saúde, não tem paz no meio em que vive. Tem boa saúde mas não tem amigos,
e há aqueles que nada têm, mas são solidários na ajuda aos seus irmãos.
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: M.Altino em 03 de Junho de 2016, 10:24
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz e onde o Estudo é importante para a nossa conduta Moral e este exemplo da Viúva que Dá tudo o que tem e na qual para Jesus tem muito valor.............é assim com este carinho que lhes dou o meu bom dia sereno de muita paz para que possamos fazer na vida a Caridade que Jesus nos ensina...........
http://www.youtube.com/watch?v=oJYUznvmsDs
E estando Jesus assentado defronte donde era o lugar onde o povo deitava as esmolas, observava ele de que modo deitava o povo ali o dinheiro; e muitos, que eram ricos, deitavam com mão larga.
E tendo chegado uma pobre viúva, lançou duas pequenas moedas, que importavam um real. E convocando seus discípulos, lhes disse:
Na verdade vos digo, que mais deitou esta pobre viúva do que todos os outros que deitaram no lugar onde se deitava o dinheiro.
Porque todos os outros deitaram do que tinham na sua abundância; porém esta deitou da sua mesma indulgência tudo o que tinha, e tudo o que lhe restava para seu sustento. (Marcos, XII: 41-44  Lucas, XXI: 1-4).
Muita gente lamenta não poder fazer todo o bem que desejaria, por falta de recursos, e se querem a fortuna, dizem, é para bem aplicá-la.
A intenção é louvável, sem dúvida, e pode ser muito sincera de parte de alguns; mas o seria de parte de todos, assim completamente desinteressados?
Não haverá os que, inteiramente empenhados em beneficiar os outros, se sentirão bem de começar por si mesmos, concedendo-se mais algumas satisfações, um pouco mais do supérfluo que ora não têm para dar aos pobres apenas o resto?
Este pensamento oculto, talvez dissimulado, mas que encontrariam no fundo do coração, se o sondassem, anula o mérito da intenção, pois a verdadeira caridade faz antes pensar nos outros que em si mesmo.
O sublime da caridade, nesse caso, seria procurar cada qual no seu próprio trabalho, pelo emprego de suas forças, de sua inteligência, de sua capacidade, os recursos que lhe faltam para realizar suas intenções generosas.
Nisso estaria o sacrifício mais agradável ao Senhor.
Mas, infelizmente, a maioria sonha com meios fáceis de se enriquecer, de um golpe e sem sacrifícios, correndo atrás de quimeras, como a descoberta de tesouros, uma oportunidade favorável, o recebimento de heranças inesperadas, e assim por diante.
Que dizer dos que esperam encontrar, para os secundar nessas buscas, auxiliares entre os Espíritos?
 É evidente que eles nem conhecem nem compreendem o sagrado objetivo do Espiritismo, e menos ainda a missão dos Espíritos, os quais Deus permite comunicarem-se com os homens. Mas justamente por isso, são punidos pelas decepções.
(O Livro dos Médiuns, nº 294-295).
Aqueles cuja intenção é desprovida de qualquer interesse pessoal, devem consolar-se de sua impotência para fazer o bem que desejariam, lembrando que o óbolo do pobre, que o tira da sua própria privação, pesa mais na balança de Deus que o ouro do rico, que dá sem privar-se de nada.
Seria grande a satisfação, sem dúvida, de poder socorrer largamente a indigência; mas, se isso é impossível, é necessário submeter-se a fazer o que se pode.
Aliás, não é somente com o ouro que se podem enxugar as lágrimas, e não devemos ficar parados por não o possuirmos.
Aquele que deseja sinceramente tornar-se útil para os seus irmãos, encontra mil ocasiões de fazê-lo. Que as procure e as encontrará.
Se não for de uma maneira, será de outra, pois não há uma só pessoa, no livre gozo de suas faculdades, que não possa prestar algum serviço, dar uma consolação, amenizar um sofrimento físico ou moral, tomar uma providência útil.
Na falta de dinheiro, não dispõe cada qual do seu esforço, do seu tempo, do seu repouso, para oferecer um pouco aos outros?
Isso também é a esmola do pobre, o obolo da viúva..........
Amigos vamos meditar e sempre tentar fazer o que +pudermos para ajudar onde até um simples sorriso pode trazer muita paz e quem o recebe...
Com um  generoso abraço de muita paz este vosso dedicado amigo.
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: M.Altino em 04 de Junho de 2016, 10:20
Amigos e companheiros deste Estudo e debate que estamos a ter é com carinho que os saúdo com o meu bom dia sereno e ao mesmo tempo meditar na beleza que estes textos e video nos inspiram.......
http://www.youtube.com/watch?v=zn2z7jHpTxM
Dizia mais ainda ao que o tinha convidado:
Quando deres algum jantar ou alguma ceia, não chames nem teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos que forem ricos, para que não aconteça que também eles te convidem à sua vez, e te paguem com isso; mas quando deres algum banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás bem-aventurado, porque esses não têm com que te retribuir; mas ser-te-á isso retribuído na ressurreição dos justos.
Tendo ouvido estas coisas, um dos que estavam à mesa disse para Jesus: Bem-aventurado o que comer o pão no Reino de Deus.
(Lucas, XIV: 12-15).
"Quando fizeres um banquete, disse Jesus, não convides os teus amigos, mas os pobres e os estropiados".
Essas palavras, absurdas, se as tomarmos ao pé da letra, são sublimes, quando procuramos entender-lhes o espírito. Jesus não poderia ter querido dizer que, em lugar dos amigos, fosse necessário reunir à mesa os mendigos da rua.
A sua linguagem era quase sempre figurada, e para os homens incapazes de compreender os tons mais delicados do pensamento, precisava usar de imagens fortes, que produzissem o efeito de cores berrantes.
O fundo de seu pensamento se revela por estas palavras:
"E serás bem-aventurado, porque esses não têm com o que te retribuir".
O que vale dizer que não se deve fazer o bem com vistas à retribuição, mas pelo simples prazer de fazê-lo.
Para tornar clara a comparação, disse: convida os pobres para o teu banquete, pois sabes que eles não podem te retribuir.
 E por banquete é necessário entender, não propriamente a refeição, mas a participação na abundância de que desfrutas.
Essas palavras podem também ser aplicadas em sentido mais literal.
Quantos só convidam para a sua mesa os que podem, como dizem, honrá-los ou retribuir-lhes o convite. Outros, pelo contrário ficam satisfeitos de receber parentes ou amigos menos afortunados, que todos possuem.
 Essa é por vezes a maneira de ajudá-los disfarçadamente.
Esses, sem ir buscar os cegos e os estropiados, praticam a máxima de Jesus, se o fazem por benevolência, sem ostentação, e se sabem disfarçar o benefício com sincera cordialidade.............
Amigos vamos fazer sempre o nosso melhor para participar neste convite de Jesus.
Com um abraço carinhoso este vosso amigo...
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Antonio Renato em 05 de Junho de 2016, 00:16
Meus irmão de estudos boa noite, Jesus quando se dirigia ao seu povo fazia sempre o uso
da figura de linguagem, as falas eram sempre de uma forma subjetivas o que obrigava a
todos interpreta-las, por isso que até os dias de hoje tem-se dado interpretações de
formas diferentes. Vejam no que nos coloca o texto do nosso amigo Altino: Ao fazeres
um convite para que participem da sua mesa, não o façam aos ricos, pois eles se sentirão
na obrigação de lhes retribuir o convite, e isto não será um agradecimento. Fazeis então
aos pobres, aos mendigos, que nada têm a oferecer, a não ser a sua gratidão por ter a sua
fome saciada.
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: M.Altino em 05 de Junho de 2016, 10:42
Amigos e companheiros deste Estudo e debate que nos faz meditar a Morar que cada um de nós tem e muitas vezes não a praticamos ........ mas falamos com muito convicção ......... mas temos mais de agir e fazer do que pregar.....Assim com muito carinho o meu bom dia sereno de muita paz e vale a pena escutar esta palestra que pode servir de exemplo parta cada um de nós....
http://www.youtube.com/watch?v=Uw5V0DlhcDM
Vamos amar  uns aos outros e façamos aos outros o que quereríamos que nos fosse feito". Toda a religião, toda a moral, se encerram nestes dois preceitos.
Se eles fossem seguidos no mundo, todos seriam perfeitos.
Não haveria ódios, nem ressentimentos.
Direi mais ainda: não haveria pobreza, porque, do supérfluo da mesa de cada rico, quantos pobres seriam alimentados!
E assim não mais se veriam, nos bairros sombrios em que vivi, na minha última encarnação, pobres mulheres arrastando consigo miseráveis crianças necessitadas de tudo.
Ricos!
Pensai um pouco em tudo isso.
Ajudai o mais possível aos infelizes; dai, para que Deus vos retribua um dia o bem que houverdes feito para encontrardes, ao sair de vosso invólucro terrestre, um cortejo de Espíritos reconhecidos, que vos receberão no limiar de um mundo mais feliz.
Se pudéssemos saber a alegria que provei, ao encontrar no além aqueles a quem beneficiei, na minha última vida terrena!
Amai, pois, ao vosso próximo; amai-o como a vós mesmos, pois já sabeis, agora, que o desgraçado que repelis talvez seja um irmão, um pai, um amigo que afastais para longe. E então, qual não será o vosso desespero, ao reconhecê-lo depois no mundo dos Espíritos!
Quero que compreendais bem o que deve ser a caridade moral, que todos podem praticar, que materialmente nada custa, e que não obstante é a mais difícil de se por em prática.
A caridade moral consiste em vos suportardes uns aos outros, o que menos fazeis nesse mundo inferior, em que estais momentaneamente encarnados. Há um grande mérito, acreditai, em saber calar para que outro mais tolo possa falar: isso é também uma forma de caridade.
Saber fazer-se de surdo, quando uma palavra irónica escapa de uma boca habituada a caçoar; não ver o sorriso desdenhoso com que vos recebem pessoas que, muitas vezes erradamente, se julgam superiores a vós, quando na vida espírita, a única verdadeira, estão às vezes muito abaixo: eis um merecimento que não é de humildade, mas de caridade, pois não se incomodar com as faltas alheias é caridade moral.
Essa caridade, entretanto, não deve impedir que se pratique a outra.
Pelo contrário: pensai, sobretudo, que não deveis desprezar o vosso semelhante; lembrai-vos de tudo o que vos tenho dito; é necessário lembrar, incessantemente, que o pobre repelido talvez seja um Espírito que vos foi caro, e que momentaneamente se encontra numa posição inferior à vossa.
Reencontrei um dos pobres do vosso mundo a quem pude, por felicidade, beneficiar algumas vezes, e ao qual tenho agora de pedir, por minha vez.
Recordai-vos de que Jesus disse que somos todos irmãos, e pensai sempre nisso, antes de repelirdes o leproso ou o mendigo. Adeus! Pensai naqueles que sofrem, e orai.
Meus amigos, tenho ouvido muitos de vós dizerem: como posso fazer a caridade, se quase sempre não tenho sequer o necessário?
A caridade, meus amigos, se faz de muitas maneiras.
Podeis fazê-la em pensamento, em palavras e em ações.
Em pensamento, orando pelos pobres abandonados, que morreram sem terem sequer vivido; uma prece de coração os alivia.
Em palavras, dirigindo aos vossos companheiros alguns bons conselhos.
Dizeis aos homens amargurados pelo desespero e pelas privações, que blasfemam do nome do Altíssimo:
 "Eu era como vós; eu sofria, sentia-me infeliz, mas acreditei no Espiritismo e, vede, agora sou feliz!"
Aos anciãos que vos disserem:
"É inútil; estou no fim da vida; morrerei como vivi", respondei: "
A justiça de Deus é igual para todos; lembrai-vos dos trabalhadores da última hora!"
Às crianças que, já viciadas pelas más companhias, perdem-se nos caminhos do mundo, prestes a sucumbir às suas tentações, dizei:
"Deus vos vê, meus caros pequenos!", e não temei repetir frequentemente essas doces palavras, que acabarão por germinar nas suas jovens inteligências, e em lugar de pequenos vagabundos, fareis deles verdadeiros homens.
 Essa é também uma forma de caridade.
Muitos de vós dizem ainda:
"Oh! Somos tão numerosos na Terra, que Deus não pode ver-nos a todos!"
Escutai bem isso, meus amigos: quando estais no alto de uma montanha, vosso olhar não abarca os bilhões de grãos de areia que a cobrem?
Pois bem: Deus vos vê da mesma maneira; e Ele vos deixa o vosso livre-arbítrio, como também deixais esses grãos de areia ao sabor do vento que os dispersa.
Com a diferença que Deus, na sua infinita misericórdia, pôs no fundo do vosso coração uma sentinela vigilante, que se chama consciência.
 Ouvi-a, que ela vos dará bons conselhos.
Por vezes, conseguis entorpecê-la, opondo-lhe o espírito do mal, e então ela se cala.
Mas ficai seguros de que a pobre relegada se fará ouvir, tão logo a deixardes perceber a sombra do remorso.
Ouvi-a, interrogai-a, e frequentemente sereis consolados pelos seus conselhos.
Meus amigos, a cada novo regimento o general entrega uma bandeira.
Eu vos dou esta máxima do Cristo:
"Amai-vos uns aos outros".
Praticai essa máxima; reuni-vos todos em torno dessa bandeira, e dela recebereis a felicidade e a consolação.............
Amigos aqui temos este exemplo que nos pode ajudar a sermos melhores e mais caridosos para com  todos e servir os outros com a nossa ajuda colaborando nos estudos ......já será alguma coisa...........
Com um abraço de muito carinho este vosso amigo...
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: M.Altino em 06 de Junho de 2016, 10:43
Amigos e companheiros deste cantinho de Estudo e debate onde debatemos sobre temas muito importantes para a nossa Evolução Moral....então é com muito carinho que neste momento vos saúdo com um bom dia sereno de muita paz e meditem nesta palestra e no texto que nos faz pensar o quanto ainda temos de evoluir.........
http://www.youtube.com/watch?v=fzZbWfzCCHI
A beneficência, meus amigos, vos dará neste mundo os gozos mais puros e mais doces, as alegrias do coração, que não são perturbadas nem pelos remorsos, nem pela indiferença. Oh, pudésseis compreender tudo o que encerra de grande e de agradável a generosidade das belas almas, esse sentimento que faz que se olhe aos outros com o mesmo olhar voltado para si mesmo, e que se despe com alegria para vestir a um irmão!
Pudésseis, meus amigos, ter apenas a doce preocupação de fazer aos outros felizes!
Quais as festas mundanas que se podem comparar a essas festas lindas, quando, representantes da Divindade, levais a alegria a essas pobres famílias, que da vida só conhecem as vicissitudes e as amarguras; quando vedes esses rostos tristes brilharem subitamente de esperança, porque, desprovidos de pão, esses infelizes e seus filhos, ignorando que viver é sofrer, gritavam, choravam e repetiam estas palavras, que, como finos punhais, penetravam o coração materno:
"Tenho fome!" Oh, compreendei quanto são deliciosas as impressões daquele que vê renascer a alegria onde, momentos antes, só havia desespero!
Compreendei quais são as vossas obrigações para com os vossos irmãos!
Ide, ide ao encontro do infortúnio, ao socorro das misérias ocultas, sobretudo, que são as mais dolorosas.
Ide, meus bem-amados, e lembrai-vos destas palavras do Salvador:
"Quando vestirdes a um destes pequeninos, pensai que é a mim que o fazeis!"
Caridade!
Palavra sublime, que resume todas as virtudes, és tu que deves conduzir os povos à felicidade.
Ao praticar-se, eles estarão semeando infinitas alegrias para o próprio futuro, e durante o seu exílio na Terra, serás para eles a consolação, a emoção das alegrias que mais tarde desfrutarão, quando todos reunidos se abraçarem, no seio do Deus de amor.
Foste tu, virtude divina, que me proporcionaste os únicos momentos de felicidade que gozei na Terra.
Possam os meus irmãos encarnados crer na voz do amigo que lhes fala e lhes diz:
É na caridade que deveis procurar a paz do coração, o contentamento da alma, o remédio para as aflições da vida.
Oh, quando estiveres a ponto de acusar a Deus, lançai um olhar para baixo, e vereis quantas misérias a aliviar, quantas pobres crianças sem família; quantos velhos sem uma só mão amiga para os socorrer e fechar-lhes os olhos na hora da morte!
Quanto bem a fazer!
Oh, não reclamai, antes agradecei a Deus, e prodigalizai a força da vossa simpatia, o vosso amor, o vosso dinheiro, a todos os que, deserdados dos bens deste mundo, definham no sofrimento e na solidão.
Colhereis neste mundo alegrias bem suaves, e mais tarde... somente Deus o sabe!
Amigos como temos muito que aprender e fazermos Caridade para que um dia possamos beneficiar das belezas que essa mesma Caridade nos pode dar um dia......
Com um carinhoso abraço sincero de muita paz este vosso amigo sincero.....
[attach=2]
Manuel Altino
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Antonio Renato em 06 de Junho de 2016, 13:40
Meus irmãos de estudo bom dia. Para mim não existe satisfação maior quando consigo
na prática de uma ação, deixar uma pessoa feliz, alegre, a satisfação é maior quando
ela agradecida de todo coração, e isso eu sinto na força da expressão das palavras, ela
diz: Muito obrigado, Deus lhe pague, e já está pago, pois Deus já me abençoou por
esta ação. Ajudar o próximo é um ato de amor, é respeitar o nosso irmão e as suas
necessidades, e essas necessidades não se traduz somente em nada ter, mas sim na
ausência daquilo que nos faz bem. Os ricos não são aqueles de grandes posses de
bens materiais, mas todos que têm a grandeza de ser solidários, benevolentes e também
caridosos para com os seus irmãos. Há pessoas que têm tanto mas nada fazem pelos
outros pois o egoismo o impede, e outros que nada têm mas estão sempre prontos para
ajudar o outro irmão, seja este provido ou desprovido de bens materiais.
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: M.Altino em 07 de Junho de 2016, 10:49
Amigos e companheiros deste Estudo e debate que estamos a viver é com muito carinho que lhes dou o meu bom dia sereno e vamos continuar com a Caridade que é muito importante para todos nós e mais uma palestras que nos ensina a Caridade segundo São Vicente de Paulo......
http://www.youtube.com/watch?v=hmNFB_t_nsk
Sede bons e caridosos: eis a chave dos céus, que tendes nas mãos.
Toda a felicidade eterna se encerra nesta máxima:
"Amai-vos uns aos outros".
A alma não pode elevar-se às regiões espirituais senão pelo devotamento ao próximo; não encontra felicidade e consolação senão nos impulsos da caridade.
Sede bons, amparai os nossos irmãos, tirai a horrível chaga do egoísmo.
Cumprido esse dever, o caminho da felicidade eterna deve abrir-se para vós.
Aliás, quem dentre vós não sentiu o coração pulsar, crescer sua alegria interior, ao relato de um belo sacrifício, de uma obra de pura caridade?
Se buscásseis apenas o deleite de uma boa ação, estaríeis sempre no caminho do progresso espiritual.
Exemplos não vos faltam; o que falta é a boa vontade, sempre rara.
Vede a multidão de homens de bem, de que a vossa história evoca piedosas lembranças.
O Cristo não vos disse tudo o que se refere a essas virtudes de caridade e amor?
Por que deixastes de lado os seus divinos ensinamentos?
Por que fechar os ouvidos às suas divinas palavras, o coração às suas doces máximas?
Eu desejaria que se votasse mais interesse, mais fé às leituras evangélicas; mas abandona-se esse livro, considerado como texto quimérico, mensagem cifrada; deixa-se no esquecimento esse código admirável.
Vossos males provêm do abandono voluntário desse resumo das leis divinas.
Lede, pois, essas páginas ardentes sobre a abnegação de Jesus, e meditai-as.
Homens fortes, armai-vos; homens fracos, fazei da vossa doçura, da vossa fé, as vossas armas; tende mais persuasão e mais constância na propagação de vossa doutrina.
É apenas um encorajamento que vimos dar-vos, e é para estimular o vosso zelo e as vossas virtudes, que Deus permite a nossa manifestação.
Mas, se quisésseis, bastaria a ajuda de Deus e da vossa própria vontade, pois as manifestações espíritas se produzem somente para os que têm olhos fechados e os corações duros.
A caridade é a virtude fundamental que deve sustentar o edifício das virtudes terrenas; sem ela, as outras não existiriam.
Sem a caridade, nada de esperar uma sorte melhor, nenhum interesse moral que nos guie; sem a caridade, nada de fé, pois a fé não é mais do que um raio de luz pura, que faz brilhar uma alma caridosa.
A caridade é a âncora eterna de salvação em todos os mundos: é a mais pura emanação do Criador; é a Sua própria virtude, que Ele transmite à criatura.
Como pretender desconhecer esta suprema bondade?
Qual seria o coração suficientemente perverso para, assim pensando, sufocar em si e depois expulsar este sentimento inteiramente divino?
Qual seria o filho bastante mau para revoltar-se com essa doce carícia: a caridade?
Não ousarei falar daquilo que fiz, porque os Espíritos também têm o pudor de suas obras; mas considero a que iniciei como uma das que mais devem contribuir para o alívio de vossos semelhantes.
Vejo frequentemente os Espíritos pedirem por missão continuar a minha tarefa; eu os vejo, minhas doces e queridas irmãs, no seu piedoso e divino ministério; eu os vejo praticar a virtude que vos recomendo, com toda a alegria que essa existência de abnegação e sacrifícios proporciona.
É uma grande felicidade, para mim, ver quanto se enobrece o seu caráter, quanto a sua missão é amada e docemente protegida.
Homens de bem, de boa e forte vontade, uni-vos para continuar amplamente a obra de propagação da caridade.
Encontrareis a recompensa dessa virtude no seu próprio exercício.
Não há alegria espiritual que ela não proporcione desde a vida presente. Permanecei unidos. Amai-vos uns aos outros, segundo os preceitos do Cristo.............
Amigos como podemos constatar a Caridade é muito importante na nossa vida.mas não pode ser apenas de palavras mas importante os nossos pensamentos e atos........
Com um carinhoso abraço sincero de muita paz e vamos ser caridosos na nossa vida este vosso dedicado amigo..
[attach=1]
Manuel Altino

Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Antonio Renato em 07 de Junho de 2016, 12:57
Meus irmãos de estudos bom dia. A caridade abranda até mesmo o coração daqueles que
são embrutecidos, porque assim o são pois na vida nunca lhes foi dado a oportunidade
de conhecer a compaixão, a solidariedade, de um coração bondoso que pudesse praticar
a caridade em auxílio às suas necessidades. As dores e os sofrimentos que muitos passam
durante a sua existência material, não só o castigam fisicamente, mas também embrutece
o seu coração e aprisiona a sua alma, tornando-os amargurados. Muito embora o nosso mundo seja para todos nós uma prova para expiarmos as nossas faltas e erros cometidos
em outras vidas, não podemos deixar de auxiliar aqueles cujo fardo é mais pesado que o nosso, e é através da caridade que fazemos isto, sem que seja necessário anunciar esta
ação praticada.
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: M.Altino em 08 de Junho de 2016, 10:15
Amigos e devotados companheiros deste lindo cantinho de muita paz é com muito carinho que lhes dou o meu bom dia sereno de muita paz e vamos falando da Caridade uma grande virtude que todos devemos praticar com no disse o amigo António Renato e ainda mais se torna importante quando cada um  de nós que se julga espirita e apenas se torna vaidoso e prepotente...vamos ser mais cuidadosos nos nossos sentimentos e pensamentos e este video nos alerta muito..........
http://www.youtube.com/watch?v=uoQ5gGxEc-I
Chamo-me Caridade, sou o caminho principal que conduz a Deus; segui-me, porque eu sou a meta a que vós todos deveis visar.
Fiz nesta manhã o meu passeio habitual, e com o coração magoado venho a dizer-vos:
Oh, meus amigos, quantas misérias, quantas lágrimas, e quanto tendes de fazer para secá-las todas!
Inutilmente tentei consolar as pobre mães, dizendo-lhes ao ouvido:
Coragem! Há corações bondosos que velam por vós, que não vos abandonarão; paciência! Deus existe, e vós sois as suas amadas, as suas eleitas.
 Elas pareciam ouvir-me e voltavam para mim os seus grandes olhos assustados. Eu lia em seus pobres semblantes que o corpo, esse tirano do Espírito, tinha fome, e que, se as minhas palavras lhes tranquilizavam um pouco o coração, não lhes saciavam o estômago. Então eu repetia: Coragem! Coragem! E uma pobre mãe, muito jovem, que amamentava uma criancinha, tomou-a nos braços e ergueu-a no espaço vazio, como para me rogar que protegesse aquele pobre e pequeno ser, que só encontrava num seio estéril alimento insuficiente.
Mais adiante, meus amigos, vi pobres velhos sem trabalho e logo sem abrigo, atormentados por todos os sofrimentos da necessidade, e envergonhados de sua miséria, não se atrevendo, eles que jamais mendigaram, a implorar a piedade dos passantes. Coração empolgado de compaixão, eu, que nada tenho, me fiz mendiga para eles, e vou para toda parte estimular a beneficência, inspirar bons pensamentos aos corações generosos e compassivos.
Eis porque venho até vós, meus amigos, e vos digo: lá em baixo há infelizes cuja cesta está sem pão, a lareira sem fogo, o leito sem cobertas.
Não vos digo o que deveis fazer; deixo a iniciativa aos vossos bons corações; pois se eu vos ditasse a linha de conduta, não teríeis o mérito de vossas boas ações.
Eu vos digo somente: sou a caridade e vos estendo as mãos pelos vossos irmãos sofredores.
Mas, se peço, também dou, e muito; eu vos convido para um grande festim, e ofereço a árvore em que vós todos podereis saciar-vos. Vede como é bela, como está carregada de flores e de frutos!
Ide, ide, colhei, tomai todos os frutos dessa bela árvore que se chama beneficência.
Em lugar dos ramos que lhe arrancardes, porei todas as boas ações que fizerdes e levarei a árvore a Deus, para que Ele a carregue de novo, porque a beneficência é inesgotável.
Segui-me, pois, meus amigos, a fim de que eu vos possa contar entre os que se alistam sob a minha bandeira.
Sede intrépidos: eu vos conduzirei pela via da salvação, porque eu sou a Caridade!
Amigos vamos meditar e cada um de nós pode e deve ser essa Caridade que ajuda sem olhar a quem.......
Com um grande abraço de muita paz este vosso amigo......
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Antonio Renato em 08 de Junho de 2016, 12:13
Meus irmão de estudo bom dia. Eis que desperta em nós um sentimento de bondade, que
atendendo ao apelo da caridade, buscamos os nossos irmãos mais necessitado para então
suprir  à eles das suas maiores necessidades. Eles estão famintos, sedentos, sendo então
castigados pelo calor e pelo frio, dai a eles o pão como alimento, mata a sua sede e coloca
neles o agasalho como proteção. Nem todos sentem compaixão pela miséria alheia, pelas
dores e sofrimentos desses seus irmãos, o egoísmo e a indiferença é tamanha que lhes
endurece o coração, sendo necessário então que eles venham a sofrer uma punição que a
lei de causa e efeitos possa lhes aplicar. Sentindo o efeito eles poderão vê o quanto aqueles
que tanto ignoravam vinham passando, daí então passam a constatar uma realidade, que
somos todos iguais, e que só através da caridade encontrará o seu verdadeiro caminho.
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: M.Altino em 09 de Junho de 2016, 11:08
Amigos e companheiros deste lindo cantinho de muita paz é com  grande carinho que os saúdo com um bom dia sincero e cheio de esperança para que ao lermos estes belos testemunhos possamos sentir uma grande necessidade de ajudar e termos piedade de quem sofre ajudando sempre pois ajudando que se recebe e temos muito para fazer nesta vida em que estamos....... que este video seja a mola real que nos impulsiona a trabalhar em prol dos outros....
http://www.youtube.com/watch?v=kxWcCtEVWj8
A piedade é a virtude que mais vos aproxima dos anjos.
É a irmã da caridade que vos conduz para Deus.
Ah, deixai vosso coração enternecer-se, diante das misérias e dos sofrimentos de vossos semelhantes.
As  vossas lágrimas são um bálsamo que derramais nas suas feridas.
E quando, tocados por uma doce simpatia, conseguis restituir-lhes a esperança e a resignação, que ventura experimentais!
É verdade que essa ventura tem um certo amargor, porque surge ao lado da desgraça; mas, se não apresenta o forte sabor dos gozos mundanos, também não traz as duras decepções do vazio deixado por estes; pelo contrário, tem uma penetrante suavidade, que encanta a alma.
A piedade, quando profundamente sentida, é amor; o amor é devotamento; o devotamento é o esquecimento de si mesmo; e esse esquecimento, essa abnegação pelos infelizes, é a virtude por excelência, aquela mesma que o divino Messias praticou em toda sua vida, e ensinou na sua doutrina tão santa e sublime.
Quando essa doutrina for devolvida à sua pureza primitiva, quando for admitida por todos os povos, ela tornará a Terra feliz, fazendo reinar na sua face a concórdia, a paz e o amor.
O sentimento mais apropriado a vos fazer progredir, domando vosso egoísmo e vosso orgulho, aquele que dispõe vossa alma à humildade, à beneficência e ao amor ao próximo, é a piedade, essa piedade que vos comove até as fibras mais íntimas, diante do sofrimento de vossos irmãos, que vos leva estender-lhes a mão caridosa e vos arranca lágrimas e simpatia.
Jamais sufoqueis, portanto, em vossos corações, essa emoção celeste, nem façais como esses endurecidos egoístas que fogem dos aflitos, para que a visão de suas misérias não lhes perturbe por um instante a feliz existência.
Temei ficar indiferentes, quando puderdes ser úteis! A tranquilidade conseguida ao preço de uma indiferença culposa é a tranquilidade do Mar Morto, que oculta na profundeza de suas águas a lama fétida e a corrupção.
Quanto a piedade está longe, entretanto, de produzir a perturbação e o aborrecimento de que se teme o egoísta!
Não há dúvida que a alma experimenta, ao contato da desgraça alheia, confrangendo-se, um estremecimento natural e profundo, que faz vibrar todo o vosso ser e vos afeta penosamente.
Mas a compensação é grande, quando conseguis devolver a coragem e a esperança a um irmão infeliz, que se comove ao aperto da mão amiga, e cujo olhar, ao mesmo tempo humedecido de emoção e reconhecimento, se volta com doçura para vós, antes de se elevar ao céu, agradecendo por lhe haver enviado um consolador, um amparo.
A piedade é a melancólica, mas celeste precursora da caridade, esta primeira entre as virtudes, de que ela é irmã, e cujos benefícios prepara e enobrece........
Queridos amigos depois de lermos este belo texto ninguém pode ficar indiferente a este chamamento belo e sincero...........vamos meditar e fazer algo que nos faça sentir que a nossa vida é sempre uma dádiva de amor .........
Com um carinhoso abraço de muita paz este vosso dedicado amigo sincero....
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Junho de 2016, 14:09
Para as nossas reflexões
...

Não devemos desejar que haja infelizes para que possamos fazer obras de misericórdia.
Dás pão a quem tem fome;
Contudo melhor seria que ninguém tivesse fome e que não precisasses de dar a ninguém.
Vestes a quem está nu;
Oxalá todos tivessem roupas para se vestir e não houvesse necessidade dessa obra de misericórdia!...
Todos esses serviços são exigidos porque há indigência.
Suprime os infelizes; não haverá mais ocasião para obras de misericórdia. Extinguir-se-á por isto a chama do amor?
Mais autêntico, mais puro, muito mais leal será teu amor por uma pessoa feliz, da qual não podes fazer um devedor, pois, quando com teus dons empenhas a gratidão do infeliz, talvez desejes elevar-te perante ele, talvez desejes que ele esteja abaixo de ti.
Deseja antes que ele seja teu igual; ambos sede submissos
Àquele que não tem que agradecer a ninguém.

[ Santo Agostinho. ]
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: lconforjr em 10 de Junho de 2016, 16:31
      E esses conselhos e ensinamentos elevados que Jesus, e tantos outros, encarnados ou desencarnados, nos dão, qual é a causa de tantos não os seguirem? 
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Junho de 2016, 23:05
Mãos Limpas

Citar
"E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias." 
(ATOS, capítulo 19, versículo 11.)

O Evangelho não nos diz que Paulo de Tarso fazia maravilhas, mas que Deus operava maravilhas extraordinárias por intermédio das mãos dele.

O Pai fará sempre o mesmo, utilizando todos os filhos que lhe apresentarem mãos limpas.

Muitos espíritos, mais convencionalistas que propriamente religiosos, encontraram nessa notícia dos Atos uma informação sobre determinados privilégios que teriam sido concedidos ao Apóstolo.

Antes de tudo, porém, é preciso saber que semelhante concessão não é exclusiva. A maioria dos crentes prefere fixar o Paulo santificado sem apreciar o trabalhador militante.

Quanto custou ao Apóstolo a limpeza das mãos? Raros indagam relativamente a isso.

Recordemos que o amigo da gentilidade fora rabino famoso em Jerusalém, movimentara-se entre elevados encargos públicos, detivera dominadoras situações; no entanto, para que o Todo-Poderoso lhe utilizasse as mãos, sofreu todas as humilhações e dispôs-se a todos os sacrifícios pelo bem dos semelhantes. Ensinou o Evangelho sob zombarias e açoites, aflições e pedradas. Apesar de escrever luminosas epístolas, jamais abandonou o tear humilde até à velhice do corpo.

Considera as particularidades do assunto e observa que Deus é sempre o mesmo Pai, que a misericórdia divina não se modificou, mas pede mãos limpas para os serviços edificantes, junto à Humanidade. Tal exigência é lógica e necessária, pois o trabalho do Altíssimo deve resplandecer sobre os caminhos humanos.

Francisco Xavier
Emmanuel
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Junho de 2016, 23:07
      E esses conselhos e ensinamentos elevados que Jesus, e tantos outros, encarnados ou desencarnados, nos dão, qual é a causa de tantos não os seguirem?

Creio irmão que é o resultado constatado como fracasso

Nós os espíritos da terceira ordem fracassamos muito

Mas não desistamos
Avancemos
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: lconforjr em 11 de Junho de 2016, 03:06
Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita

      Ref resp #18 em: 10 06 16, às 23:07, do amigo Moisés

      Conf (msg anterior): E esses conselhos e ensinamentos elevados que Jesus, e tantos outros, encarnados ou desencarnados, nos dão, qual é a causa de tantos não os seguirem?

      Moisés respondeu: Creio irmão que é o resultado constatado como fracasso. Nós os espíritos da terceira ordem fracassamos muito. Mas não desistamos.

      Conf: justamente aí está, meu amigo Moisés, uma das razões de eu fazer tantas perguntas, de a doutrina mandar que raciocinemos para entendê-la, para ter uma fé raciocinada. Pois,  porq “fracassamos muito” se temos o livre-arbítrio e, com ele, podemos escolher só fazer coisas boas, não fracassar portanto?!

      É verdade que, como vc diz, sendo todos nós espíritos de “terceira ordem” (isso está na doutrina?), ou imperfeitos, podemos fracassar muitas vezes. É isso que vemos no mundo: cerca de sete bilhões de espíritos fracassados, todos condenados a habitar este mundo de sofrimentos para todos, sem exceção de nenhum só!

    Mas a questão é porq nossos fracassos vêm sempre acompanhados por terríveis sofrimentos? Onde estarão, frente a esses desesperadores sofrimentos pelos quais todos passamos, os atributos de soberano amor  e soberana justiça, e de infinita sabedoria que conferimos a Deus? 
.........
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: M.Altino em 11 de Junho de 2016, 11:03
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz é com muito carinho que a todos dou o meu bom dia sereno e as boas vindas ao nosso amigo Moisés pelos texto colocados que sempre nos ajudam nesta dura caminhada e ao nosso amigo lconforjr que sempre nos questiona para melhor entender esta Doutrina ....... mas amigo todos estamos em aprendizado e uns mais que os outros e tudo depende de cada um de nós. portanto amigo faça a sua parte e já está evoluindo.
Venho agora apresentar um video onde temos que também entender os que estão sozinhos na vida e privados de Pai e Mãe e para quem também temos de ter muita caridade........
http://www.youtube.com/watch?v=OTGmgLqzraI
Meus irmãos, amai os órfãos!
Se soubésseis quanto é triste estar só e abandonado, sobretudo quando criança!
Deus permite que existam órfãos, para nos animar a lhes servirmos de pais.
Que divina caridade, a de ajudar uma pobre criaturinha abandonada, livrá-la da fome e do frio, orientar sua alma, para que ela não se perca no vício!
Quem estende a mão a uma criança abandonada é agradável a Deus, porque demonstra compreender e praticar a sua lei.
Lembrai-vos também de que, frequentemente, a criança que agora socorreis vos foi cara numa encarnação anterior, e se o pudésseis recordar, o que fazeis já não seria caridade, mas o cumprimento de um dever.
Assim, portanto, meus amigos, todo sofredor é vosso irmão e tem direito à vossa caridade. Não a essa caridade que magoa o coração, não a essa esmola que queima a mão que a recebe, pois as vossas esmolas são frequentemente muito amargas!
Quantas vezes eles seriam recusados, se a doença e a privação não os esperassem no casebre!
 Dai com ternura, juntando ao benefício material o mais precioso de todos: uma boa palavra, uma carícia, um sorriso amigo.
Evitai esse ar protetor, que revolve a lâmina no coração que sangra, e pensai que, ao fazer o bem, trabalhais para vós e para os vossos.
Amigos mas que lindo texto que temos de cultivar na nossa vida... Assim também é Caridade..........
Com um  grande abraço de muita paz este vosso amigo
[attach=2]
Manuel Altino
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 11 de Junho de 2016, 15:25
Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita

      Ref resp #18 em: 10 06 16, às 23:07, do amigo Moisés

      Conf (msg anterior): E esses conselhos e ensinamentos elevados que Jesus, e tantos outros, encarnados ou desencarnados, nos dão, qual é a causa de tantos não os seguirem?

      Moisés respondeu: Creio irmão que é o resultado constatado como fracasso. Nós os espíritos da terceira ordem fracassamos muito. Mas não desistamos.

      Conf: justamente aí está, meu amigo Moisés, uma das razões de eu fazer tantas perguntas, de a doutrina mandar que raciocinemos para entendê-la, para ter uma fé raciocinada. Pois,  porq “fracassamos muito” se temos o livre-arbítrio e, com ele, podemos escolher só fazer coisas boas, não fracassar portanto?!
Convenhamos amigo Luiz
A Doutrina não se impõe
Ela solicita
Claro!
Desde que uma vez a aceitemos livremente
E assim o é e assim será sempre o caráter de seus ensinamentos
Não se impor
Citar
      É verdade que, como vc diz, sendo todos nós espíritos de “terceira ordem” (isso está na doutrina?), ou imperfeitos, podemos fracassar muitas vezes. É isso que vemos no mundo: cerca de sete bilhões de espíritos fracassados, todos condenados a habitar este mundo de sofrimentos para todos, sem exceção de nenhum só!
Diferentes Categorias de Mundos Habitados

Autor: Allan Kardec

Do ensino dado pelos Espíritos, resulta que muito diferentes umas das outras são as condições dos mundos, quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes. Entre eles há-os em que estes últimos são ainda inferiores aos da Terra, física e moralmente; outros, da mesma categoria que o nosso; e outros que lhe são mais ou menos superiores a todos os respeitos. Nos mundos inferiores, a existência é toda material, reinam soberanas as paixões, sendo quase nula a vida moral. A medida que esta se desenvolve, diminui a influência da matéria, de tal maneira que, nos mundos mais adiantados, a vida é, por assim dizer, toda espiritual.

Nos mundos intermédios, misturam-se o bem e o mal, predominando um ou outro, segundo o grau de adiantamento da maioria dos que os habitam. Embora se não possa fazer, dos diversos mundos, uma classificação absoluta, pode-se contudo, em virtude do estado em que se acham e da destinação que trazem, tomando por base os matizes mais salientes, dividilos, de modo geral, como segue: mundos primitivos, destinados às primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiação e provas, onde domina o mal; mundos de regeneração, nos quais as almas que ainda têm o que expiar haurem novas forças, repousando das fadigas da luta; mundos ditosos, onde o bem sobrepuja o mal; mundos celestes ou divinos, habitações de Espíritos depurados, onde exclusivamente reina o bem. A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e provas, razão por que aí vive o homem a braços com tantas misérias.

Os Espíritos que encarnam em um mundo não se acham a ele presos indefinidamente, nem nele atravessam todas as fases do progresso que lhes cumpre realizar, para atingir a perfeição. Quando, em um mundo, eles alcançam o grau de adiantamento que esse mundo comporta, passam para outro mais adiantado, e assim por diante, até que cheguem ao estado de puros Espíritos. São outras tantas estações, em cada uma das quais se lhes deparam elementos de progresso apropriados ao adiantamento que já conquistaram. aram Élhes uma recompensa ascenderem a um mundo de ordem mais elevada, como é um castigo o prolongarem a sua permanência em um mundo desgraçado, ou serem um relegados para outro ainda mais infeliz do que aquele a que se vêem erem um impedidos de voltar quando se obstinaram mal.

O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 3.
Citar

    Mas a questão é porque nossos fracassos vêm sempre acompanhados por terríveis sofrimentos? Onde estarão, frente a esses desesperadores sofrimentos pelos quais todos passamos, os atributos de soberano amor  e soberana justiça, e de infinita sabedoria que conferimos a Deus? 
.........
I – Deus e O Infinito
 
1. O que é Deus?

— Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas(1)

2. O que devemos entender por infinito?

— Aquilo que não tem começo nem fim; o desconhecido; todo o desconhecido é infinito(2).

3. Poderíamos dizer que Deus é o infinito?

— Definição incompleta. Pobreza da linguagem dos homens, insuficiente para definir as coisas que estão além de suas inteligência.

comentário de Kardec: Deus é infinito nas suas perfeições, mas o finito é uma abstração; dizer que Deus é o infinito é tomar o atributo de uma coisa por ela mesma, definir uma coisa ainda não conhecida, por outra que também não o é.

....

III – Atributos da Divindade
10. O homem pode compreender a natureza íntima de Deus?


— Não. Falta-lhe, para tanto, um sentido.

11. Será um dia permitido ao homem compreender o mistério da Divindade?


— Quando o seu espírito não estiver mais obscurecido pela matéria e, pela sua perfeição, tiver se aproximado dela, então a verá e compreenderá.

Comentário de Kardec: A inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza intima de Deus. Na infância da Humanidade, o homem o confunde muitas vezes com a criatura, cujas imperfeições lhe atribui; mas, á medida que o seu senso moral se desenvolve, seu pensamento penetra melhor o fundo das coisas e ele faz então, a seu respeito, uma idéia mais justa e mais conforme com a boa razão embora sempre incompleta.

12. Se não podemos compreender a natureza íntima de Deus, podemos ter uma idéia de algumas de suas perfeições?


— Sim, de algumas. O homem se compreende melhor, à medida que se eleva sobre a matéria; ele as entrevê pelo pensamento.

13. Quando dizemos que Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom, não temos uma idéia completa de seus atributos?

— Do vosso ponto de vista, sim, porque acreditais abranger tudo, mas ficai sabendo que há coisas acima da inteligência do homem mais inteligente, e para as quais a vossa linguagem, limitada às vossas idéias e às vossas sensações, não dispõe de expressões. A razão vos diz que Deus deve ter essas perfeições em grau supremo, pois, se tivesse uma de menos, ou que não fosse em grau infinito, não seria superior a tudo, e, por conseguinte, não seria Deus. Para estar acima de todas as coisas, Deus não deve estar sujeito a vicissitudes e não pode ter nenhuma das imperfeições que a imaginação é capaz de conceber.

Comentário de Kardec:

Deus é ETERNO. Se ele tivesse tido um começo, teria saído do nada. ou. então, teria sido criado por um ser anterior. É assim que, pouco a pouco, remontamos ao infinito e à eternidade.

É IMUTÁVEL. Se ele estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo não teriam nenhuma estabilidade.

É IMATERIAL. Quer dizer, sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria, pois de outra forma ele não seria imutável, estando sujeito às transformações da matéria.

É ÚNICO. Se houvesse muitos Deuses, não haveria unidade de vistas nem de poder na organização do Universo.

É TODO-PODEROSO. Porque é único. Se não tivesse o poder soberano, haveria alguma coisa mais poderosa ou tão poderosa quanto ele, que assim não teria feito todas as coisas. E aquelas que ele não tivesse feito seriam obras de um outro Deus.

É SOBERANAMENTE JUSTO E BOM. A sabedoria providencial das leis divinas se revela nas menores como nas maiores coisas, e esta sabedoria não nos permite duvidar da sua justiça, nem da sua bondade.


Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: lconforjr em 11 de Junho de 2016, 22:15
Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita

      Ref resp #20 em: 11 06 16, às 11:03, de MAltino

      Amigo Altino, vc disse, e com razão, que sempre trago questões cuja finalidade é fazer raciocinar para melhor entender a doutrina.  E, com relação às perguntas que coloquei sobre o “porq tantos (milhões e mesmo bilhões só neste pequeno planeta) não seguem esses conselhos elevados que Jesus e tantos encarnados e desencarnados nos dão”, portanto, sobre o porq de nossos erros e dos consequentes sofrimentos, vc tb disse, tentando explicar, que “todos estamos em aprendizado e uns mais que os outros e tudo depende de cada um de nós”. Que basta que cada um faça sua parte, que já está evoluindo!”.

      Assim, para tentar entender melhor a doutrina e sua resposta, para ter uma “fé raciocinada”, sou forçado a lhe trazer outras questões referentes a essa sua resposta:

      - se a explicação ou resposta às perguntas que fiz está no fato de ainda estarmos em aprendizado, isto é, no fato de ainda não termos aprendido convenientemente a seguir aqueles conselhos elevados, devido a ainda estamos em aprendizado, qual é a justificativa para tantos e tão grandes sofrimentos pelos quais passamos?

      - e, se seguir esses conselhos depende de cada um de nós, porq tantos não os seguem se segui-los é melhor para cada um? E se, como a doutrina ensina, segui-los nos livrará de sofrimentos que podem ser até mesmo insuportáveis?

      - será verdade que devemos acreditar que esses bilhões de filhos de Deus são tão desequilibrados mentalmente que, em vez de seguirem esses conselhos e serem mais felizes, preferem e escolhem sofrer desesperadamente, mesmo podendo escolher ser mais felizes seguindo esses conselhos??!! Não consigo entender isso! O amigo consegue me ajudar a entender? Como entender que, podendo escolher ser felizes, tantos escolhem ser infelizes, e mesmo desesperadamente, extremamente infelizes??!!!! O amigo entende?!
...................
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: M.Altino em 12 de Junho de 2016, 10:55
Amigos e companheiros deste cantinho de estudo e debate é com carinho que lhes dou o meu bom dia sincero de muita paz e respondendo ao amigo lconforjr deve dizer de como temos o livre arbítrio a vontade é de cada um por isso é que uns aprendem mais do que outros neste caminho de evolução.........
E continuando este nosso estudo vejamos o problema dos orfãos e de quem não os compreende...........
Essas pessoas têm mais egoísmo do que caridade, porque fazer o bem somente para receber provas de reconhecimento, é deixar de lado o desinteresse, e o único bem agradável a Deus é o desinteressado.
São ainda orgulhosas, porque se comprazem na humildade do beneficiado, que deve colocar  aos seus pés para agradecer-lhes.
Aquele que busca na Terra a recompensa do bem que faz, não a receberá no céu, mas Deus a reservará para o que assim não procede.
É necessário ajudar sempre aos fracos, mesmo sabendo-se de antemão que os beneficiados não agradecerão.
Sabei que, se aquele a quem ajudais esquecer o benefício, Deus o considerará mais do que se fosseis recompensado pela sua gratidão.
Deus permite que às vezes sejais pagos com a ingratidão, para provar a vossa perseverança em fazer o bem.
Como sabeis, aliás, se esse benefício, momentaneamente esquecido, não produzirá mais tarde os seus frutos?
Ficai certos, pelo contrário, de que é uma semente que germinará com o tempo. Infelizmente, não vedes nunca além do presente; trabalhais para vós, e não tendo em vista os semelhantes.
A benemerência acaba por abrandar os corações mais endurecidos; pode ficar esquecida aqui na Terra, mas quando o Espírito se livrar do corpo, ele se lembrará, e essa lembrança será o seu próprio castigo.
Então, ele lamentará a sua ingratidão, desejará reparar a sua falta, pagar a sua dívida noutra existência, aceitando mesmo, frequentemente, uma vida de devotamento ao seu benfeitor. É assim que, sem o suspeitardes, tereis contribuído para o seu progresso moral, e reconhecereis então toda a verdade desta máxima: um benefício jamais se perde.
Mas tereis também trabalhado para vós, pois tereis o mérito de haver feito o bem com desinteresse, sem vos deixar abater pelas decepções.
Ah, meus amigos, se conhecêsseis todos os laços que, na vida presente, vos ligam às existências anteriores!
Se pudésseis abarcar a multiplicidade das relações que aproximam os seres uns dos outros, para o seu mútuo progresso, admiraríeis muito melhor a sabedoria e a bondade do Criador, que vos permite reviver para chegardes a Ele!
 A beneficência é bem compreendida, quando se limita ao círculo de pessoas da mesma opinião, da mesma crença ou do mesmo partido?
Não, pois é sobretudo o espírito de seita e de partido que deve ser abolido, porque todos os homens são irmãos.
O verdadeiro cristão vê irmãos em todos os seus semelhantes, e para socorrer o necessitado, não procura saber a sua crença, a sua opinião, seja qual for.
Seguiria ele o preceito de Jesus Cristo, que manda amar até mesmo os inimigos, se repelisse um infeliz, por ter crença diferente da sua?
Que o socorra, pois, sem lhe interpelar a consciência, mesmo porque, se for um inimigo da religião, será esse o meio de fazer que ele a ame.
Repelindo-o, só faria que a odiasse.....
Amigos então vamos saber amar e ajudar todos ........... mas sem, o orgulho e egoísmo que muitas vezes nos impede de sermos caridosos.
Com um abraço sincero de muita paz este vosso amigo
[attach=2]
Manuel Altino
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Junho de 2016, 02:15
...
A verdadeira caridade é praticada em segredo.
O melhor tipo de caridade é aquele em que quem a faz ignora quem a recebe,
e quem a recebe ignora quem a faz.


Talmude babilónico
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Junho de 2016, 02:18
...

A verdadeira caridade surge espontaneamente de um coração simpático,
antes mesmo que qualquer pedido seja feito.
Ela é a pessoa que dá,
não ocasionalmente,
 mas constantemente.



Textos Budistas
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Junho de 2016, 02:22
...
Há pessoas que desejam saber só por saber, e isso é curiosidade;
outras, para alcançarem fama, e isso é vaidade;
outras, para enriquecerem com a sua ciência, e isso é um negócio torpe;
outras, para serem edificadas, e isso é prudência;
outras, para edificarem os outros, e isso é caridade.


Santo Agostinho
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Junho de 2016, 02:29
...
O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e de
caridade na sua maior pureza.
Se ele interroga sua consciência sobre os atos realizados, ele se pergunta se não violou essa lei, se não fez o mal,
se fez todo o bem que podia, se ninguém tem nada a se lamentar dele,
enfim, se ele fez a outrem tudo aquilo que queria que os outros lhe fizessem.



Allan Kardec
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Junho de 2016, 13:30
O Bem sem Propaganda

Richard Simonetti

Citar
“Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles; do contrário, recompensa não recebereis do vosso Pai que está nos céus. Quando, pois, derdes esmola, não mandeis tocar a trombeta à vossa frente, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo que esses já receberam a sua recompensa. Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a direita, a fim de que a esmola tique secreta; e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará.”
 — Jesus (Mateus, 6:1 a 4).

É ponto pacífico que o móvel das ações humanas, no atual estágio evolutivo, chama-se egoísmo. As nossas iniciativas, em qualquer setor de atividade, geralmente são inspiradas no propósito principal de atender a nós mesmos.

No campo profissional, por exemplo, muita gente escolhe sua profissão baseando-se em pesquisas no mercado de trabalho, sem nenhuma motivação de ordem vocacional, sem nenhum propósito de servir observam-se apenas as possibilidades financeiras, já que se considera apenas o propósito de realização econômica.

Qual o melhor funcionário? Aquele que ama seu trabalho. Mas, amar como, se sua opção foi de ordem pecuniária e não vocacional? Muitos chegam a detestar o que fazem!

Por isso, na maior parte das vezes, o funcionário dedicado é simplesmente aquele que deseja progredir na profissão e sabe que chegar mais cedo e sair mais tarde, demonstrando interesse, é uma forma de fazer “média”, de mostrar serviço. O trabalho torna-se para ele apenas um meio de atingir seus objetivos — os escalões mais altos da organização a que está vinculado.

Ante o casamento, a primeira preocupação do homem: “Ela vai cuidar bem da casa? Será boa cozinheira?” A preocupação da mulher: “Ele será carinhoso comigo? Vai me entender?”

Sempre o interesse pessoal determinando o comportamento, fazendo as indagações, orientando as preferências.

Como não podia deixar de ser, até o bem que praticamos costuma inspirar-se no egoísmo. Somos muito mais mercadores do que servidores. Pensamos em ser úteis não por espírito de fraternidade, mas no propósito de receber recompensas, já que todas as religiões consagram o atendimento das necessidades alheias, a compreensão das misérias humanas, o socorro ao necessitado como base de nossa edificação interior e porta de ingresso no Reino de Deus.

E porque o Espiritismo vai bem mais longe, ao destacar a necessidade de fazermos algo de bom pelo semelhante — não apenas para sermos bem recebidos no Além, mas, sobretudo, para que vivamos bem na Terra —, movimentam-se os espíritas no campo da filantropia, edificando escolas, creches, berçários, hospitais, orfanatos. Alguém diria que essa caridade interesseira, praticada com o propósito de ganhar o céu, na morte, ou de merecer seus favores, na vida, não tem nenhum valor. Realmente, de que vale pensar no bem dos outros, visando unicamente ao próprio bem?

No entanto, não se improvisa o servidor e a vocação de servir começa sempre no propósito de receber. Como ainda estamos no primeiro estágio, é natural que aspiremos a recompensas pelo bem praticado. Não apenas as celestes, mas também algo mais imediato, mais palpável, que fale mais de perto ao nosso ego — o reconhecimento alheio.

Se beneficiamos a alguém que não manifesta sua gratidão, logo o consideramos indigno de nossa ajuda e até nos irritamos. É que não lhe demos nada, apenas vendemos. Vendemos ajuda. O preço: a gratidão!

As mesmas motivações inspiram o secreto desejo de propaganda em torno do bem praticado. Se muitas pessoas tomarem conhecimento será formidável!

Conhecendo essa fraqueza, os organizadores de campanhas beneficentes instituem o “Livro de Ouro”, onde são registrados os nomes das pessoas que efetuaram doações maiores. E quanto maior o destaque que se dê ao livro, mais generosas as contribuições. Verdadeira glória para o doador é quando publicam sua fotografia nos jornais, ressaltando sua generosidade!

Pessoas assim parecem nada mais desejar senão fazer propaganda de si mesmas. Por isso Jesus proclama que já receberam sua recompensa.

Toda ação generosa, para ser autêntica, deve ser um ato do coração. E o coração trabalha em silêncio, escondido dentro do peito.

Começamos a agir como verdadeiros filhos de Deus, quando nossa dedicação ao semelhante se faça não porque queiramos ganhar o céu, a graça de uma cura, a solução de um problema; não porque pretendamos o apreço público, mas por sentirmos um pouco de comiseração, de piedade pelas misérias alheias.

Então seremos capazes de dar sem que a mão esquerda tome conhecimento do que faz a direita, isto é, de forma tão espontânea que nem teremos consciência de que estamos sendo bons!

Reformador – maio, 1977
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 14 de Junho de 2016, 14:41
Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita

      Ref resp #20 em: 11 06 16, às 11:03, de MAltino

      Amigo Altino, vc disse, e com razão, que sempre trago questões cuja finalidade é fazer raciocinar para melhor entender a doutrina.  E, com relação às perguntas que coloquei sobre o “porq tantos (milhões e mesmo bilhões só neste pequeno planeta) não seguem esses conselhos elevados que Jesus e tantos encarnados e desencarnados nos dão”, portanto, sobre o porq de nossos erros e dos consequentes sofrimentos, vc tb disse, tentando explicar, que “todos estamos em aprendizado e uns mais que os outros e tudo depende de cada um de nós”. Que basta que cada um faça sua parte, que já está evoluindo!”.

      Assim, para tentar entender melhor a doutrina e sua resposta, para ter uma “fé raciocinada”, sou forçado a lhe trazer outras questões referentes a essa sua resposta:

      - se a explicação ou resposta às perguntas que fiz está no fato de ainda estarmos em aprendizado, isto é, no fato de ainda não termos aprendido convenientemente a seguir aqueles conselhos elevados, devido a ainda estamos em aprendizado, qual é a justificativa para tantos e tão grandes sofrimentos pelos quais passamos?

      - e, se seguir esses conselhos depende de cada um de nós, porq tantos não os seguem se segui-los é melhor para cada um? E se, como a doutrina ensina, segui-los nos livrará de sofrimentos que podem ser até mesmo insuportáveis?

      - será verdade que devemos acreditar que esses bilhões de filhos de Deus são tão desequilibrados mentalmente que, em vez de seguirem esses conselhos e serem mais felizes, preferem e escolhem sofrer desesperadamente, mesmo podendo escolher ser mais felizes seguindo esses conselhos??!! Não consigo entender isso! O amigo consegue me ajudar a entender? Como entender que, podendo escolher ser felizes, tantos escolhem ser infelizes, e mesmo desesperadamente, extremamente infelizes??!!!! O amigo entende?!
...................
O Livro dos Espíritos

Parte Terceira – Capítulo 11

Justiça e direitos naturais

873 O sentimento de justiça é natural ou é resultado de idéias adquiridas?

– É tão natural que vos revoltais com o pensamento de uma injustiça. O progresso moral desenvolve, sem dúvida, esse sentimento, mas não o dá: Deus o colocou no coração do homem; por isso encontrareis, muitas vezes, nos homens simples e primitivos noções mais exatas de justiça do que naqueles que têm muito conhecimento.

874 Se a justiça é uma lei natural, por que os homens a entendem de maneiras diferentes, e que um considere justo o que parece injusto a outro?

– É que à Lei se misturam freqüentemente paixões que alteram esse sentimento, como acontece com a maior parte dos outros sentimentos naturais, e fazem o homem ver as coisas sob um falso ponto de vista.

875 Como se pode definir a justiça?

– A justiça consiste no respeito aos direitos de cada um.

875 a O que determina esses direitos?

– São determinados por duas coisas: a lei humana e a lei natural. Tendo os homens feito leis apropriadas aos seus costumes e caráter, essas leis estabeleceram direitos que variaram com o progresso dos conhecimentos. Observai que as vossas leis atuais, sem serem perfeitas, já não consagram os mesmos direitos da Idade Média. No entanto, esses direitos antiquados, que vos parecem monstruosos, pareciam justos e naturais naquela época. O direito estabelecido pelos homens nem sempre, portanto, está de acordo com a justiça. Regula apenas algumas relações sociais, enquanto, na vida particular, há uma imensidão de atos unicamente inerentes à consciência de cada um.

876 Fora do direito consagrado pela lei humana, qual é a base da justiça fundada sobre a lei natural?

– O Cristo disse: “Não façais aos outros o que não quereis que vos façam”. Deus colocou no coração do homem a regra de toda a verdadeira justiça pelo desejo que cada um tem de ver respeitados os seus direitos.

Na incerteza do que fazer em relação ao semelhante numa determinada circunstância, o homem deve perguntar-se como desejaria que se fizesse com ele na mesma circunstância: Deus não poderia lhe dar um guia mais seguro do que a própria consciência.

☼ O critério da verdadeira justiça é, de fato, desejar aos outros o que se deseja para si mesmo, e não desejar para si o que se desejaria para os outros, o que não é a mesma coisa. Como não é natural desejar o mal para si, se tomarmos o desejo pessoal como norma e ponto de partida, estaremos sempre certos de apenas desejar o bem para o próximo. Em todos os tempos e todas as crenças, o homem tem sempre procurado fazer prevalecer seu direito pessoal. A sublimidade da religião cristã foi tomar o direito pessoal por base do direito do próximo.

877 A necessidade para o homem de viver em sociedade lhe impõe obrigações particulares?

– Sim, e a primeira de todas é a de respeitar os direitos dos semelhantes. Aquele que respeitar esses direitos sempre será justo. Em vosso mundo, onde tantos homens não praticam a lei da justiça, cada um usa de represálias, e isso gera perturbação e confusão em vossa sociedade. A vida social dá direitos e impõe deveres recíprocos.

878 Podendo o homem se enganar sobre a extensão de seu direito, quem pode fazê-lo conhecer esse limite?

– O limite do direito será sempre o de dar aos seus semelhantes o mesmo que quer para si, em circunstâncias iguais e reciprocamente.

878 a Mas se cada um conceder a si mesmo os direitos de seu semelhante, em que se torna a subordinação em relação aos superiores? Não causará a anarquia de todos os poderes?

– Os direitos naturais são os mesmos para todos, desde o menor até o maior; Deus não fez uns mais puros que outros, e todos são iguais diante d’Ele. Esses direitos são eternos. Porém, os direitos que o homem estabeleceu desaparecem com suas instituições. Cada um percebe bem sua força ou fraqueza e saberá sempre ter uma certa consideração com aquele que a mereça por sua virtude e sabedoria. É importante destacar isso, para que os que se julgam superiores conheçam seus deveres e mereçam essa consideração. A subordinação não será comprometida quando a autoridade for exercida com sabedoria.

879 Qual deve ser o caráter do homem que praticasse a justiça em toda a sua pureza?

– Do verdadeiro justo, a exemplo de Jesus, porque praticaria também o amor ao próximo e a caridade, sem os quais não há verdadeira justiça.
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: M.Altino em 15 de Junho de 2016, 10:51
Amigos e devotados companheiros deste cantinho de muita paz é com grande amizade que lhes dou o meu bom dia e fico contente com o que o meu amigo Moisés tem colocado para ajudar o nosso amigo lconforjr respondendo com questões do Livro dos Espíritos para melhor compreender a evolução que cada um de nós temos de fazer e continuando este nosso tema vamos verificar que é no Egoísmo que muitas vezes nos faz perder as nossas melhores oportunidades de fazer Caridade escondida......
Não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita
.” Depois de um tempo sem ler o Sermão da Montanha, quando leio novamente parece que está cheio de novidades.
Foi Ghandi quem disse que, se por uma desventura qualquer, se perdessem todos os livros sagrados do mundo e restasse só o Sermão da Montanha, nada teria se perdido.
Está tudo lá.
“Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles.
Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu.
Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens.
Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita.
Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á.”
Já vi muitas pessoas de boa vontade, daquelas que oferecem ajuda, que se dispõe a auxiliar.
 Convivi com pessoas solícitas, a quem era possível pedir favores sabendo que seria atendido.
Conheço pessoas que se destacam por serem prestadass, pró-ativas, buscam soluções antes dos problemas ocorrerem, sempre prontas a colaborar.
São atitudes admiráveis que ainda estou longe de conquistar. Aprecio muito pessoas assim.
É pena que algumas dessas pessoas, com a mesma intensidade com que disponibilizam seus préstimos, exigem reconhecimento e louvores .
Esperam recompensa, em forma de elogios e afagos em seus egos.
São aqueles a quem Jesus se referia.
Os que fazem boas obras diante dos homens para serem vistos por eles.
Fazem um favor e “tocam trombeta” para que todos vejam como são solícitos .
Desse modo, segundo Jesus, eles já receberam a sua recompensa.
Por que Jesus chamou a atenção para este fato?
Eu sempre achei mais meritório alguém que faz um bem, mesmo que com ostentação, do que quem não faz bem nenhum.
 Para quem recebe um favor, às vezes pouco importa se quem o fez quer aparecer ou não.
Para quem tem fome não importa se quem deu um pedaço de pão fez isso por ostentação, para aparecer, para ser reconhecido.
Um pedaço de pão é um pedaço de pão.
Um pedaço de pão mata a fome.
E o que ele precisava era matar a fome.
Mas esse fazer bem esperando recompensa, esperando elogio e reconhecimento e bajulado não é um bem verdadeiro.
Ele é uma ação transitória, quem o fez não o carrega consigo.
 O bem só é bem se não espera nada em troca.
O bem só é bem quando é sincero.
“Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita.
Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á.
” Quando fazemos o bem, seja um favor, um serviço, um gesto, uma oração, devemos fazê-lo em segredo, de nós para nós, como algo íntimo e espontâneo. O Pai, que vê escondido, é a nossa consciência.
Nossa consciência é a parte de Deus que nos cabe, é Deus que se manifesta através de cada um de nós.
A Nossa consciência está sempre observando, nada escapa a ela.
Não há bem-estar íntimo se o bem não foi sincero, espontâneo,  puro, sem esperar nada em troca.
 O bem que se faz esperando algo em troca também produz coisas boas.
Mas quem fez esse bem colhe a sua recompensa através do reconhecimento de quem recebeu o favor ou de quem presenciou o favor.
E se a pessoa que fez o bem não recebe nenhum reconhecimento, nenhum elogio, nenhuma bajulação, se revolta, desanima e acha que não vale a pena ajudar ninguém, porque são todos uns mal-agradecidos.
É que ela faz o bem em troca do prazer gerado pelo reconhecimento.
O único bem real, verdadeiro, íntegro, é o bem que se pratica espontaneamente, sem calcular, sem nem ao menos perceber que se está fazendo um bem.
Esse fica registado pela consciência.
Este nos dá a paz, a sensação maravilhosa do dever cumprido, a alegria de existir, a gratidão a Deus que sempre nos dá novas chances de nos redimirmos permitindo a Sua manifestação através de nós.Amigos com um grande abraço de muita paz este vosso amigo de sempre.
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Junho de 2016, 15:21
Caridade


Caridade é , sobretudo, amizade.
Para o faminto – é o prato de sopa.
Para o triste – é a palavra consoladora.
Para o mau – é a paciência com que nos compete auxiliá-lo
Para o desesperado – é o auxílio do coração.
Para o ignorante – é o ensino despretensioso.
Para o ingrato – é o esquecimento.
Para o enfermo – é a visita pessoal.
Para o estudante – é o concurso no aprendizado.
Para a criança – é a proteção construtiva.
Para o velho – é o braço irmão.
Para o inimigo – é o silêncio.
Para o amigo – é o estímulo.
Para o transviado – é o entendimento.
Para o orgulhoso – é a humildade.
Para o colérico – é a calma.
Para o preguiçoso – é o trabalho.
Para o impulsivo – é a serenidade.
Para o leviano – é a tolerância.
Para o deserdado da Terra – é a expressão de carinho.

Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente.
É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos, amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes, por que, onde estiver o Espírito do Senhor aí se derrama a claridade constante dela, a benefício do mundo inteiro.


 Chico Xavier /  Emmanuel
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: M.Altino em 16 de Junho de 2016, 11:08

Amigos é com muito carinho que venho a este Estudo desejar a todos os que nos visitam dar o meu bom dia sereno de muita paz e que todos possam meditar no valor de cada mensagem para nos ajudar e sermos mais evoluídos.
Mais uma vez torna o Evangelho ao seu tema central - a caridade - expressão ativa do amor ao próximo.
Toda religião, toda moral encontram-se encerradas nos dois preceitos:
"Amemo-nos uns aos outros e façamos aos outros o que quereríamos que nos fizessem".
 Se e quando esses preceitos viessem a ser seguidos, a Terra se transformaria num recanto de paz e felicidade, aspiração até agora nunca alcançada justamente porque o egoísmo e a agressão mútua, nas suas mais variadas formas, comandam o comportamento dos homens.
A caridade se revela no seu nível mais profundo, como instrumento essencial da evolução, quando é vista como um ato que deve ser praticado sem ostentação, sem visibilidade, como é dito: quando deres uma esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita.
Aqueles que fazem arauto a sua benemerência, para serem honrados pelos homens, já recebem sua recompensa através da glória terrena, não lhes restando créditos onde mais importa, que é no mundo espiritual que a todos aguarda.
A esmola, pois, deve ficar escondida, pois o Pai que está no Alto vê o que se passa em segredo e dará a devida recompensa.
Muito cuidado, porém, com a modéstia falsa, pois há pessoas que escondem a mão que dá, tendo o cuidado de deixar aparecer uma pontinha, reparando se alguém as vê escondê-la.
Pior ainda é a situação moral daquele que faz pesar seus benefícios sobre o beneficiado, que lhe exige de qualquer maneira os testemunhos do reconhecimento.
Além da caridade material há a caridade moral que respeita a suscetibilidade do beneficiado, fazendo-o aceitar a ajuda sem ferir seu amor-próprio e preservando sua dignidade, porque é mais fácil aceitar um serviço do que uma esmola.
A verdadeira caridade sabe encontrar palavras doces e afáveis, enquanto a caridade orgulhosa humilha o beneficiado.
O sublime da verdadeira generosidade está quando o benfeitor, invertendo os papéis, acha um meio de parecer ele mesmo agradecido àquele a quem presta o serviço.
Eis o âmago da questão.
Essa atitude não é uma teatralidade para deixar bem o necessitado. Verdadeiramente, quem dá é mais beneficiado do que aquele que recebe.
Dar ao próximo é o caminho específico de evoluir do egoísmo, da separação, para o nível mais alto da unidade com o Criador, que se manifesta nas suas criaturas.
A senda da elevação conduz o ser humano do estágio do eu egoísta para a integração no amor ilimitado, no todo universal que é Deus.
Esta é uma conceção de extrema importância nos tempos atuais, quando a ajuda aos necessitados é uma função social, podendo ser atingida através de caminhos políticos que buscam alcançar uma estrutura social mais justa.
Estaria, assim, eliminada a razão de ser da esmola, da caridade, destinada a amparar os miseráveis, os deserdados, os doentes, os indigentes, as crianças desvalidas, já que a sociedade pode encarregar-se dessas funções, no passado exercidas pelos indivíduos de bom coração.
Se a verdadeira caridade, no seu sentido mais profundo, consistisse apenas nesse tipo de assistência social, estaria à vista a solução dos problemas humanos.
Mas o mecanismo da evolução terrena dá à caridade uma configuração muito mais complexa, já que a simples melhora das condições materiais não tem levado ao progresso moral da Humanidade, como pode ser observado nas nações mais prósperas.
A caridade, através de todas as suas manifestações, só é instrumento de evolução quando é uma expressão de amor incondicional ao próximo.
Daí a atualidade do Evangelho de Kardec, mesmo quando ele exemplificava a caridade com ações individuais de assistência social, que hoje poderiam ser substituídas pela atuação mais completa do Estado.
É óbvio que, ainda assim, resta um grande espaço para a ajuda material aos necessitados, por iniciativa das pessoas e instituições movidas pelo espírito de fraternidade.
"A caridade moral consiste em se suportar uns aos outros e é isto o que menos fazeis neste mundo inferior onde estais encarnados no momento", dizia significativa mensagem espiritual.
E ainda em outra mensagem:
"Podeis prestar caridade pelos pensamentos, palavras e atos".
O essencial da caridade é a mudança de atitude interior de cada um, que não se resume apenas no gesto exterior.
O que esse gesto continuado de estender a mão ao próximo faz, é ir mudando os reflexos egoístas para uma nova postura íntima.
Caridade é um exercício contínuo que vai condicionando a alma para elevar-se a planos mais altos, no caminho da aproximação com a Divindade.
É esse verdadeiro "treinamento" do Espírito, que torna a caridade mais importante para aquele que dá do que para aquele que recebe.
Na prática do bem, usa o homem o seu livre arbítrio, ou seja, pode deixar de praticá-la, mas receberá, por via da lei de causa e efeito, o retorno da inquietação, da infelicidade, pois Deus, na sua infinita solicitude, colocou no fundo dos corações uma sentinela vigilante a que chamamos de consciência.
As vozes dos Espíritos elevados exortam incessantemente os homens para a prática da caridade.
Dizem:
 "Todos vós podeis dar.
A qualquer classe que pertençais, tendes alguma coisa que podeis dividir.
Seja o que for que Deus vos haja dado, deveis uma parte disso àquele a quem falta o necessário, porque, no lugar deles, estaríeis bem contentes se alguém viesse dividir convosco.
Os  tesouros da Terra ficarão um pouco menores, mas vossos tesouros no céu serão mais abundantes.
Colhereis o cêntuplo do que houverdes semeado em benefício aí na Terra".
Amigos que cada mensagem seja uma luz para cada um de nós poder dizer que ajudar faz parte da nossa vida .mas o fazer sem dar nas vistas e não esperar ser bajulado pelo que fez..
Agora com um grande e sincero abraço de muita paz este vosso amigo......
[attach=2]
Manuel Altino
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Junho de 2016, 15:53
Olá a todos
Aproveitando esta ultima postagem do Manuel Altino
Me veio em mente um caso que conheci assim que passei a frequentar as ideias espíritas
Não sei se veio de livros psicografados
Também não sei se veio das Obras de Kardec
Sei que ao ouvi-la trouxe a mim uma grande lição
Diz mais ou menos assim

...

Havia no povoado, ou quem sabe num bairro...
Uma senhora até que bem financeiramente
Tinha uma criança e o educava nos bons costumes
Havia também uma outra moradora próxima a sua casa
Que também possuía uma criança, próximo a idade do sua
Mas esta moradora não tinha muitos recursos
E percebia esta senhora que muitas vezes sua criança passava necessidades
Tinha ela um desejo de ajudar aquela criança que tinha a idade da sua
E pensava numa maneira de ajudar sem se mostrar
Certo dia chamou esta outra moradora
Para uma conversa em sua casa
Onde lhe oferecera um lanche
E na conversa disse-lhe que precisava de um favor de sua parte
No qual a outra moradora pensara ser serviços domésticos
E assim se propôs a ouvi-la
E a senhora relatou a outra moradora que...
Havia ido ao médico levar a sua criança para exames
Pois que desconfiava observando que esta andava um pouco diferente
Se alimentava as vezes pouco e não tinha muito ânimo
No que o médico lhe recomendou que...
Por ser sua fcriança  única, assim se sentia só
E que nas refeições as crianças se animam umas as outras quando comem juntas
E neste caso precisava fazer algo urgente
E pensou se a outra moradora humildemente
Lhe ajudasse no tratamento de sua criança
Que era simplesmente permitir que sua criança
Viesse em sua casa no período das refeições, mas isso por uns dias
Até que sua criança melhorasse, se sentisse bem
A outra moradora compreendera a intenção em seu intimo
Mas não tinha como fazer afirmações, ou argumentar algo
E muito menos isto precisava naquele momento
E assim aquiesceu ao pedido da senhora
E assim a senhora pode não somente lhe servir alimentos
Como também lhes provir de outros recursos através da própria criança
...

Espero que faça sentido com o tema deste estudo mensal

Abraços



Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: M.Altino em 17 de Junho de 2016, 10:33
Amigos para todos com muito carinho o meu bom dia sereno e ao amigo Moisés um grande obrigado pela sua linda lição de Caridade que me emocionou pela simplicidade e amor entre duas pessoas que se respeitaram uma a outra ......maravilha de testemunho de vida..
“Guardai-vos, não façais as vossas obras diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis a recompensa da mão de vosso Pai, que está nos céus.
Quando, pois, derdes esmola, não façais tocar a trombeta diante de vós, como praticam os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem honrados dos homens; em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa.
Mas, quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a direita; para que a vossa esmola fique escondida, e vosso Pai, que vê o que fazeis em segredo, vos recompensará.”
(Mateus, VI: 1 a 4)
“E depois que Jesus desceu do monte, uma multidão o seguiu;
E eis que vindo um leproso, o adorava, dizendo:
Se tu queres, Senhor, bem me podes limpar.
E Jesus, estendendo a mão, tocou-o dizendo:
Pois eu quero; fica limpo. E logo ficou limpa toda a sua lepra .
Então lhe disse Jesus:
Vê, não o digas a ninguém; mas, vai, mostra-te aos sacerdotes, e faz a oferta que ordenou Moisés, para lhes servir de testemunho a eles.
(Mateus, VIII:1a4)
Alan Kardec cita mais uma vez, a necessidade de fazer-se  da vida presente, identificando-se com o futuro, para ver e apreender as coisas espirituais.
Para quem vê a vida do nascimento à morte, porque fazer o bem às escondidas? Até como exemplo de caridade, de bondade, para ser imitado, deve-se mostrar o bem que se faz.
Ele quer ser reconhecido, pelos seus contemporâneos, como um homem bom, que auxilia quem precisa.
Ao ser assim conhecido e aplaudido, já obtém a sua recompensa, como afirmou Jesus, no texto acima, uma vez que nada espera além da morte.
Para o espiritualista, em geral, aquele que aceita a continuidade da vida para a alma, independentemente, da morte do corpo, percebe a necessidade de fazer o bem sem esperar o aplauso dos homens, porque espera o aplauso, a recompensa de Deus, nesta ou na outra vida, cuja Lei Maior é a do Amor.
Para o espírita, que aceita o processo evolutivo do espírito, através das reencarnações, a fim de se aperfeiçoar, continuamente, até atingir a perfeição, esses ensinos de Jesus se constituem em meta a ser perseguida, porque quem assim age, espontaneamente, sem qualquer sentimento de vaidade, de orgulho, de ambição, já demonstra uma grande superioridade moral, não importando o rótulo religioso, ou os títulos que possua.
O que o espírita quer ou deve querer é desenvolver todas as potencialidades divinas que possui, como todos os seres vivos, compreendendo, pois, a necessidade de um inter -relacionamento fraternal como um meio de fazer esse desenvolvimento espiritual.
A certeza da continuidade da vida após a morte leva o homem a desprender-se dos valores materiais, colocando-os como instrumento para a evolução do Espírito imortal, que deve sempre fazer o bem, sem esperar qualquer reconhecimento, porque tem consciência de que faz apenas o que lhe cabe fazer, como filho de Deus que é.
Assim, em um mundo de expiações e de provas, o exercício de fazer o bem sem ostentação, pelo prazer de fazê-lo, se constitui para o homem uma necessidade, a fim de desenvolver o amor dentro de si, que é a meta evolutiva dessa humanidade.
Alan Kardec alerta sobre a falsa modéstia no ato de auxiliar o outro, lembrando que há pessoas que escondem a mão, como disse Jesus, mas “tendo o cuidado de deixar perceber que o fazem.
” Esses também já recebem , na hora , a recompensa: foram vistos.
Alerta também sobre o que faz pesar seus benefícios sobre o beneficiado.
 Quantos ajudam, mas cobram o auxílio, através de imposições de atitudes e ou de ações, exaltando os sacrifícios que fazem ou suportam.
Esse comportamento, que é bastante comum, demonstra o quanto está o homem distante de fazer o bem pelo bem.
Vemos isso em pais reclamando dos ou aos filhos, o que fizeram para eles, quando pequenos, vemos esposos também cobrando atitudes em troca do que fazem ou fizeram, amigo se afastando porque não recebeu do outro as atenções das quais se julga merecedor...
Afirma Kardec:
“Para esse, não há nem mesmo a recompensa terrena, porque está privado da doce satisfação de ouvir bendizerem o seu nome...”
 “O bem que faz não lhe aproveita, desde que o censura, porque todo benefício exprobrado é moeda alterada que perdeu o valor.”
Quem faz o bem, reclamando, lamentando, censurando, não recebe recompensa, visto que não se apercebe dos benefícios que poderia usufruir em seu favor, na benção da oportunidade de exercitar as qualificações nobres da alma, o prazer de servir, de ajudar alguém, de desfazer antipatias e inimizades, conquistando um amigo para toda a eternidade, etc.
“O benefício sem ostentação tem duplo mérito: além da caridade material, constitui caridade moral, pois contorna a sensibilidade do beneficiado, fazendo-o aceitar o obséquio sem lhe ferir o amor-próprio e salvaguardando a sua dignidade humana, pois há quem aceita um serviço, mas recusa a esmola.
Converter um serviço em esmola, pela maneira por que é prestado, é humilhar o que o recebe, e há sempre orgulho e maldade em humilhar a alguém.
A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e hábil para dissimular o benefício e evitar até as menores possibilidades de melindre, porque todo choque moral aumenta o sofrimento provocado pela necessidade.
Ela sabe encontrar palavras doces e afáveis, que põem o beneficiado à vontade, enquanto a caridade orgulhosa o humilha.
O sublime da verdadeira generosidade está em saber o benfeitor inverter os papéis, encontrando um meio de parecer ele mesmo agradecido àquele a quem presta o serviço.
Eis o que querem dizer estas palavras:
Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita.”
Alguém poderia escrever melhor do que o fez nosso mestre Kardec?
Que ele receba a nossa eterna gratidão por essa sublime explicação............
Amigos aqui fica mais um texto para meditarmos e sentir que a Caridade não se impõe.....mas se faz com carinho e delicadeza.
Com um grande abraço de muita paz este vosso amigo.
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: lconforjr em 17 de Junho de 2016, 17:29

      Preciso entender a doutrina. Assim, relativamente ao texto de Mateus que o amigo Altino citou, tenho de perguntar:

      Qual deve ser a causa que faz que, na criação (criação “especial” de Deus, como diz a doutrina), hajam hipócritas e que estes desejem ser honrados pelos demais e assim alardeiam sobre as “esmolas” que dão? O que nos fez a todos tão desiguais se, no princípio, éramos todos perfeitamente iguais?!!
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: M.Altino em 18 de Junho de 2016, 10:37
Amigos é com carinho e muitas energias purificadoras que neste momento de paz vos saúdo com o meu bom dia sereno e mais uma vez digo todos vimos a este planeta para aprender e somos criados simples e todos partem da mesma posição para caminharmos nesta encarnação e podermos Evoluir com o nosso Livre Arbítrio e assim vencermos as dificuldades da vida.
Fazer o Bem sem Olhar a Quem
O dito popular que escolhemos como título desta seção de nosso estudo equivale ao que Kardec utilizou no Capítulo XIII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, qual seja :
“Convidar os Pobres e os Estropiados.
Dar sem esperar Retribuição”.
Isso dizemos, posto que aquilo que o dito popular quer dizer não é que devamos desviar o olhar daqueles a quem servimos, mas, sim, que não devemos levar em consideração se nossos beneficiados são pobres ou ricos, fracos ou fortes, belos ou feios, saudáveis ou doentes.
Dar sem esperar retribuição é possível quando não fazem diferença para nós as características materiais daquele que é o objeto de nossa caridade, pois sabemos que tanto ele quanto nós somos Espíritos imortais, irmãos na caminhada rumo à perfeição.
Entender perfeitamente esta diretriz requer, no entanto, que saibamos que a caridade de que estamos falando não é apenas a caridade material, uma vez que os ricos dela prescindem, mas, também e, principalmente, a caridade moral.
Desta, ao contrário daquela, necessitam ricos e pobres.
Em Instruções dos Espíritos, sob o título “A Caridade Material e a Caridade Moral”, o Espírito Irmã Rosália assim define a caridade moral:
Desejo compreendais bem o que seja a caridade moral, que todos podem praticar, que nada custa, materialmente falando, porém, que é a mais difícil de exercer-se.
A caridade moral consiste em se suportarem umas às outras as criaturas e é o que menos fazeis nesse mundo inferior, onde vos achais, por agora, encarnados. Grande mérito há, crede-me, em um homem saber calar-se, deixando fale outro mais tolo do que ele.
É um gênero de caridade isso.
Saber ser surdo quando uma palavra maldosa se escapa de uma boca habituada a escarnecer; não ver o sorriso de desdém com que vos recebem pessoas que, muitas vezes  erradamente, se supõem acima de vós, quando na vida espírita, a única real, estão, não raro, muito abaixo, constitui merecimento, não do ponto de vista da humildade, mas do da caridade, porquanto não dar atenção ao mau proceder de outrem é caridade moral.
Essa caridade, no entanto, não deve obstar à outra.
Tende, porém, cuidado, principalmente em não tratar com desprezo o vosso semelhante.
Lembrai-vos de tudo o que já vos tenho dito:
Tende presente sempre que, repelindo um pobre, talvez repilais um Espírito que vos foi caro e que, no momento, se encontra em posição inferior à vossa.
Encontrei aqui um dos pobres da Terra, a quem, por felicidade, eu pudera auxiliar algumas vezes, e ao qual, a meu turno, tenho agora de implorar auxílio.
Na prática da caridade, seja ela moral ou material, devemos ter em mente duas lições.
A primeira é aquela para a qual a Irmã Rosália nos chama a atenção, isto é, que o pobre a quem atendemos com o auxílio material pode ser um Espírito mais evoluído que nós.
Não só pode, é bom que saibamos, como deve.
Afinal, as cruzes mais pesadas são sempre entregues a quem já está preparado para suportá-las.
A segunda diz respeito à retribuição em si.
Muito poucos Espíritos encarnados no planeta estão aqui em missão.
A grande maioria de nós, talvez a quase totalidade, está nesta Terra para resgatar os erros do passado e aprender como melhor se comportar em relação ao próximo. Assim sendo, é necessário que estejamos conscientes, ao praticarmos a caridade, que tal atitude é, antes de tudo, em nosso próprio proveito e que aquele que parece ser nosso beneficiado nada mais é que alma caridosa que nos beneficia ao nos dar a oportunidade de servi-la.
Ao praticar a caridade, portanto, mais do que agirmos como se fossemos nós que estivéssemos recebendo a caridade, devemos estar conscientes de que é isso mesmo que de fato ocorre.
Ao final da ação caritativa o que nos cabe é agradecer a Deus pela oportunidade que tivemos de servir e não nos julgar merecedores de sua graça, posto já a termos recebido.
Amigos cá temos mais uma vez a Caridade para fazer bem sem olhar a quem e esta caridade é a mais agradável a Jesus por isso temos de aceitar a humildade e não o que muitas vezes acontece ficarmos com vaidade e muitas vezes tristes por não sermos reconhecidos........é a vaidade que vem ao de cima.......como estamos enganados..........
Amigos com um abraço de muita paz este vosso amigo....
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: lconforjr em 18 de Junho de 2016, 19:11
Complementando resp anterior:

      - e, se todos os efeitos têm suas causas, qual será a causa de Deus ter criado espíritos que tão facilmente se tornam vaidosos e orgulhosos pelo que de bom fazem, que são tão suscetíveis de se deixarem contaminar pela vaidade, por terem feito uma ajudazinha a algum irmão, ao ponto de Jesus ter necessitado dar o conselho que é o título deste tópico?
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: M.Altino em 20 de Junho de 2016, 10:58
Amigos é com muito carinho que neste momento de muita paz venho junto de cada um de vós dar o meu bom dia sereno de muita paz e ao mesmo tempo meditarmos neste dideo que nos fala da Caridade......
http://www.youtube.com/watch?v=mC6PueRx8T8
O erudito professor Carlos Torres Pastorino lamenta, em A Sabedoria do Evangelho, que Casas Espíritas adotem a mesma prática que instituições religiosas e filantrópicas de outras naturezas, prestando homenagens ostensivas aos grandes benfeitores e ignorando os pequenos trabalhadores que deram a vida, de forma anónima, pela obra.
À nossa mente, neste momento, vêm os monumentos que se erguem em todo o mundo em honra ao “soldado desconhecido”.
 É, no mínimo, curioso que, justo na esfera militar, onde era de se esperar menos sensibilidade, a homenagem correta seja feita. Quando será que uma instituição religiosa, ou, no caso que nos interessa, uma casa espírita, irá expor em suas paredes um quadro dedicado ao médium desconhecido?
Quando será que um historiador espírita irá dedicar um artigo ao trabalhador desconhecido?
No nosso estágio evolutivo, nos é difícil avaliar de modo igual as doações portentosas que sustentam as despesas da casa e o trabalho, que nos parece insignificante, daquelas pessoas que prestam os pequenos serviços necessários.
Intimamente julgamos que as coisas pequenas qualquer um pode fazer, ao passo que as grandes contribuições são raras e, por isso, devem ser objeto de nosso agradecimento e das justas homenagens que ocorrem.
O ensinamento de Jesus, no entanto, nos alerta para o equívoco desse raciocínio. Nenhum de nós sabe o quanto custa para cada pessoa o serviço que presta no Centro Espírita, só Deus o sabe.
Vamos deixar, portanto, de enaltecer uns e ignorar os outros.
Façamos a nossa parte com dedicação e diligência, acreditando, de coração, que cada um estará, também, fazendo segundo suas possibilidades, não importa o quanto aquilo que fazem pareça valer aos olhos dos homens.
Lucas e Marcos relatam a passagem conhecida como “O Öbulo da Viúva” e que Kardec utilizou no desenvolvimento do Capítulo XIII de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Relata Lucas:
Estando Jesus a observar, viu os ricos lançarem suas ofertas no gazofilácio.
Viu também certa viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas;  e disse: Verdadeiramente, vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos.
 Porque todos estes deram como oferta daquilo que lhes sobrava; esta, porém, da sua pobreza deu tudo o que possuía, todo o seu sustento.
(Lucas, XXI, 1 a 4)
Conforme comenta o Codificador, muitas pessoas furtam-se a praticar a caridade alegando terem pouco ou apenas o necessário para seu próprio sustento.
Nada poderia ser mais distante da verdade.
Como já vimos, a caridade não se restringe ao seu aspecto material, sendo possível para todos sob o aspecto moral.
Se uma pessoa carece de recursos financeiros para auxiliar aos necessitados, eis aí uma oportunidade de procurar, nos talentos de que foi aquinhoada, outros recursos para fazê-lo. Todos nós viemos ao mundo com uma certa quantidade de talentos.
Uns são fortes, outros, belos, outros tantos, saudáveis e outros mais, inteligentes.
 Este tem jeito para consertar equipamentos, aquele para reparar canos, outro para cozinhar, outro mais para costurar.
Uns cantam, outros dançam, alguns sabem representar, há quem saiba contar piadas.
Não há um só Espírito encarnado que não tenha pelo menos um talento e, sendo assim, este talento sempre poderá ser colocado a serviço dos necessitados.
No entanto, se, mesmo após muito procurar, a pessoa não reconheça em si nenhum talento escondido, ainda resta a vontade de ser útil e a ajuda da espiritualidade.
A esse respeito, transcrevemos abaixo a fala de Kardec:
Todo aquele que sinceramente deseja ser útil a seus irmãos, mil ocasiões encontrará de realizar o seu desejo.
Procure-as e elas se lhe depararão; se não for de um modo, será de outro, porque ninguém há que, no pleno gozo de suas faculdades, não possa prestar um serviço qualquer, prodigalizar um consolo, minorar um sofrimento físico ou moral, fazer um esforço útil.
Não dispõem todos, à falta de dinheiro, do seu trabalho, do seu tempo, do seu repouso, para de tudo isso dar uma parte ao próximo? Também aí está a dádiva do pobre, o óbolo da viúva.
Quando temos vontade de servir, a espiritualidade não nos nega auxílio, sempre nos guiando até os necessitados que estejam ao nosso alcance ajudar.
Façamos, pois, a nossa parte, nos colocando disponíveis para o serviço do bem...........
Amigos aqui temos mais um vez este belo exemplo para todos nós e vamos cada um de nós fazer a nossa parte o melhor que pudermos..
Com um abraço carinhoso de muita paz este vosso amigo...
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 20 de Junho de 2016, 13:24

      Preciso entender a doutrina. Assim, relativamente ao texto de Mateus que o amigo Altino citou, tenho de perguntar:

      Qual deve ser a causa que faz que, na criação (criação “especial” de Deus, como diz a doutrina), hajam hipócritas e que estes desejem ser honrados pelos demais e assim alardeiam sobre as “esmolas” que dão? O que nos fez a todos tão desiguais se, no princípio, éramos todos perfeitamente iguais?!!



VII – Progressão dos Espíritos
114. Os Espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos que procuram melhorar-se?

 — Os Espíritos mesmos se melhoram; melhorando-se, passam de uma ordem inferior para uma superior.

115. Uns Espíritos foram criados bons e outros maus?

 — Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento. Deu a cada um deles uma missão, com o fim de os esclarecer e progressivamente conduzir à perfeição, pelo conhecimento da verdade e para os aproximar dele. A felicidade eterna e sem perturbações, eles a encontrarão nessa perfeição. Os Espíritos adquirem, o conhecimento passando pelas provas que Deus lhes impõe. Uns aceitam essas provas com submissão e chegam mais prontamente ao seu destino; outros não conseguem sofrê-las sem lamentação, e assim permanecem, por sua culpa, distanciados da perfeição e da felicidade prometida.

115. a) Segundo isto, os Espíritos, na sua origem, se assemelham a crianças, ignorantes e sem experiência, mas adquirindo pouco a pouco os conhecimentos que lhes faltam, ao percorrer as diferentes fases da vida?

 — Sim, a comparação é justa: a criança rebelde permanece ignorante e imperfeita; seu menor ou maior aproveitamento depende da sua docilidade. Mas a vida do homem tem fim, enquanto a dos Espíritos se estende ao infinito.

116. Há Espíritos que ficarão perpetuamente nas classes inferiores?

 — Não; todos se tomarão perfeitos. Eles mudam, embora devagar, porque, como já dissemos uma vez, um pai justo e misericordioso não pode banir eternamente os seus filhos. Querias que Deus, tão grande, tão justo e tão bom, fosse pior que vós mesmos?

117. Depende dos Espíritos apressar o seu avanço para a perfeição?

 — Certamente. Eles chegam mais ou menos rapidamente, segundo o seu desejo e a sua submissão à vontade de Deus. Uma criança dócil não se instrui mais depressa que uma rebelde?

118. Os Espíritos podem degenerar?

 — Não. À medida que avançam, compreendem o que os afasta da perfeição. Quando o Espírito concluiu uma prova, adquiriu conhecimento e não mais o perde. Pode permanecer estacionário, mas não retrogradar.

119. Deus pode livrar os Espíritos das provas que devem sofrer para chegar à primeira ordem?

 — Se eles tivessem sido criados perfeitos, não teriam merecimento para gozar os benefícios dessa perfeição. Onde estaria o mérito sem a luta? De outro lado, a desigualdade existente entre eles é necessária à sua personalidade, e a missão que lhes cabe nos diferentes graus está nos desígnios da Providência, com vistas à harmonia do Universo.

Comentário de Kardec: Como, na vida social, todos os homens podem chegar aos primeiros postos, também poderíamos perguntar por que motivo o soberano de um país não faz, de cada um dos seus soldados, um general; por que todos os empregados subalternos não são superiores; por que todos os alunos não são professores. Ora, entre a vida social e a espiritual, existe ainda a diferença de que a primeira é limitada e nem sempre permite a escalada de todos os seus degraus, enquanto a segunda é indefinida e deixa a cada um a possibilidade de se elevar ao posto supremo.
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 20 de Junho de 2016, 13:48
Complementando resp anterior:

      - e, se todos os efeitos têm suas causas, qual será a causa de Deus ter criado espíritos que tão facilmente se tornam vaidosos e orgulhosos pelo que de bom fazem, que são tão suscetíveis de se deixarem contaminar pela vaidade, por terem feito uma ajudazinha a algum irmão, ao ponto de Jesus ter necessitado dar o conselho que é o título deste tópico?

A origem do bem e do mal
Allan kardec

1. - Sendo Deus o princípio de todas as coisas e sendo todo sabedoria, todo bondade, todo justiça, tudo o que dele procede há de participar dos seus atributos, porquanto o que é infinitamente sábio, justo e bom nada pode produzir que seja ininteligente, mau e injusto. O mal que observamos não pode ter nele a sua origem.

2. - Se o mal estivesse nas atribuições de um ser especial, quer se lhe chame Arimane, quer Satanás, ou ele seria igual a Deus, e, por conseguinte, tão poderoso quanto este, e de toda a eternidade como ele, ou lhe seria inferior. No primeiro caso, haveria duas potências rivais, incessantemente em luta, procurando cada uma desfazer o que fizesse a outra,contrariando-se mutuamente, hipótese esta inconciliável com a unidade de vistas que se revela na estrutura do Universo. No segundo caso, sendo inferior a Deus, aquele ser lhe estaria subordinado. Não podendo existir de toda a eternidade como Deus, sem ser igual a este, teria tido um começo. Se fora criado, só o poderia ter sido por Deus, que, então, houvera criado o Espírito do mal, o que implicaria negação da bondade infinita. (Veja-se: O Céu e o Inferno, cap. X: «Os demônios».)

3. - Entretanto, o mal existe e tem uma causa.
Os males de toda espécie, físicos ou morais, que afligem a Humanidade, formam duas categorias que importa distinguir: a dos males que o homem pode evitar e a dos que lhe independem da vontade. Entre os primeiros, cumpre se incluam os flagelos naturais.
O homem, cujas faculdades são restritas, não pode penetrar, nem abarcar o conjunto dos desígnios do Criador; aprecia as coisas do ponto de vista da sua personalidade, dos interesses factícios e convencionais que criou para si mesmo e que não se compreendem na ordem da Natureza. Por isso é que, muitas vezes, se lhe afigura mau e injusto aquilo que consideraria justo e admirável, se lhe conhecesse a causa, o objetivo, o resultado definitivo.
Pesquisando a razão de ser e a utilidade de cada coisa, verificará que tudo traz o sinete da sabedoria infinita e se dobrará a essa sabedoria, mesmo com relação ao que lhe não seja compreensível.

4. - O homem recebeu em partilha uma inteligência com cujo auxílio lhe é possível conjurar, ou, pelo menos, atenuar os efeitos de todos os flagelos naturais. Quanto mais saber ele adquire e mais se adianta em civilização, tanto menos desastrosos se tornam os flagelos. Com uma organização sábia e previdente, chegará mesmo a lhes neutralizar as consequências, quando não possam ser inteiramente evitados. Assim, com referência, até, aos flagelos que têm certa utilidade para a ordem geral da Natureza e para o futuro, mas que, no presente, causam danos, facultou Deus ao homem os meios de lhes paralisar os efeitos.
Assim é que ele saneia as regiões insalubres, imuniza contra os miasmas pestíferos, fertiliza terras áridas e se industria em preservá-las das inundações; constrói habitações mais salubres, mais sólidas para resistirem aos ventos tão necessários à purificação da atmosfera e se coloca ao abrigo das intempéries. É assim, finalmente, que, pouco a pouco, a necessidade lhe fez criar as ciências, por meio das quais melhora as condições de habitabilidade do globo e aumenta o seu próprio bem-estar.

5. - Tendo o homem que progredir, os males a que se acha exposto são um estimulante para o exercício da sua inteligência, de todas as suas faculdades físicas e morais, incitando-o a procurar os meios de evitá-los. Se ele nada houvesse de temer, nenhuma necessidade o induziria a procurar o melhor; o espírito se lhe entorpeceria na inatividade; nada inventaria, nem descobriria. A dor é o aguilhão que o impede para a frente, na senda do progresso.

Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 20 de Junho de 2016, 13:50
6. - Porém, os males mais numerosos são os que o homem cria pelos seus vícios, os que provêm do seu orgulho, do seu egoísmo, da sua ambição, da sua cupidez, de seus excessos em tudo. Aí a causa das guerras e das calamidades que estas acarretam, das dissenções, das injustiças, da opressão do fraco pelo forte, da maior parte, afinal, das enfermidades. Deus promulgou leis plenas de sabedoria, tendo por único objetivo o bem. Em si mesmo encontra o homem tudo o que lhe é necessário para cumpri-las. A consciência lhe traça a rota, a lei divina lhe está gravada no coração e, ao demais, Deus lha lembra constantemente por intermédio de seus messias e profetas, de todos os Espíritos encarnados que trazem a missão de o esclarecer, moralizar e melhorar e, nestes últimos tempos, pela multidão dos Espíritos desencarnados que se manifestam em toda parte. Se o homem se conformasse rigorosamente com as leis divinas, não há duvidar de que se pouparia aos mais agudos males e viveria ditoso na Terra. Se assim procede, é por virtude do seu livre-arbítrio: sofre então as consequências do seu proceder. (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, nos 4, 5, 6 e seguintes.)

7. - Entretanto, Deus, todo bondade, Pôs o remédio ao lado do mal, isto é, faz que do próprio mal saia o remédio. Um momento chega em que o excesso do mal moral se torna intolerável e impõe ao homem a necessidade de mudar de vida. Instruído pela experiência, ele se sente compelido a procurar no bem o remédio, sempre por efeito do seu livre-arbítrio. Quando toma melhor caminho, é por sua vontade e porque reconheceu os inconvenientes do outro. A necessidade, pois, o constrange a melhorar-se moralmente, para ser mais feliz, do mesmo modo que o constrangeu a melhorar as condições materiais da sua existência (nº 5).

8. - Pode dizer-se que o mal é a ausência do bem, como o frio é a ausência do calor. Assim como o frio não é um fluido especial, também o mal não é atributo distinto; um é o negativo do outro. Onde não existe o bem, forçosamente existe o mal. Não praticar o mal, já é um princípio do bem. Deus somente quer o bem; só do homem procede o mal. Se na criação houvesse um ser preposto ao mal, ninguém o poderia evitar; mas, tendo o homem a causa do mal em SI MESMO, tendo simultaneamente o livre-arbítrio e por guia as leis divinas, evitá-lo-á sempre que o queira.
Tomemos para termo de comparação um fato vulgar. Sabe um proprietário que nos confins de suas terras há um lugar perigoso, onde poderia perecer ou ferir-se quem por lá se aventurasse. Que faz, a fim de prevenir os acidentes? Manda colocar perto um aviso, tornando defeso ao transeunte ir mais longe, por motivo do perigo. Ai está a lei, que é sábia e previdente. Se, apesar de tudo, um imprudente desatende o aviso, vai além do ponto onde este se encontra e sai-se mal, de quem se pode ele queixar, senão de si próprio? Outro tanto se dá com o mal: evitá-lo-ia o homem, se cumprisse as leis divinas. Por exemplo: Deus pôs limite à satisfação das necessidades: desse limite a saciedade adverte o homem; se este o ultrapassa, o faz voluntariamente. As doenças, as enfermidades, a morte, que daí podem resultar, provêm da sua imprevidência, não de Deus.

9. - Decorrendo, o mal, das imperfeições do homem e tendo sido este criado por Deus, dir-se-á, Deus não deixa de ter criado, se não o mal, pelo menos, a causa do mal; se houvesse criado perfeito o homem, o mal não existiria.
Se fora criado perfeito, o homem fatalmente penderia para o bem. Ora, em virtude do seu livre-arbítrio, ele não pende fatalmente nem para o bem, nem para o mal. Quis Deus que ele ficasse sujeito à lei do progresso e que o progresso resulte do seu trabalho, a fim de que lhe pertença o fruto deste, da mesma maneira que lhe cabe a responsabilidade do mal que por sua vontade pratique. A questão, pois, consiste em saber-se qual é, no homem, a origem da sua propensão para o mal 1.

10. - Estudando-se todas as paixões e, mesmo, todos os vícios, vê-se que as raízes de umas e outros se acham no instinto de conservação, instinto que se encontra em toda a pujança nos animais e nos seres primitivos mais próximos da animalidade, nos quais ele exclusivamente domina, sem o contrapeso do senso moral, por não ter ainda o ser nascido para a vida intelectual. O instinto se enfraquece, à medida que a inteligência se desenvolve, porque esta domina a matéria. O Espírito tem por destino a vida espiritual, porém, nas primeiras fases da sua existência corpórea, somente a exigências materiais lhe cumpre satisfazer e, para tal, o exercício das paixões constitui uma necessidade para o efeito da conservação da espécie e dos indivíduos, materialmente falando. Mas, uma vez saído desse período, outras necessidades se lhe apresentam, a princípio semimorais e semimateriais, depois exclusivamente morais. É então que o Espírito exerce domínio sobre a matéria, sacode-lhe o jugo, avança pela senda providencial que se lhe acha traçada e se aproxima do seu destino final. Se, ao contrário, ele se deixa dominar pela matéria, atrasa-se e se identifica com o bruto. Nessa situação, o que era outrora um bem, porque era uma necessidade da sua natureza, transforma-se num mal, não só porque já não constitui uma necessidade, como porque se torna prejudicial à espiritualização do ser. Muita coisa, que é qualidade na criança, torna-se defeito no adulto. O mal e, pois, relativo e a responsabilidade é proporcionada ao grau de adiantamento.
Todas as paixões têm, portanto, uma utilidade providencial, visto que, a não ser assim, Deus teria feito coisas inúteis e, até, nocivas. No abuso é que reside o mal e o homem abusa em virtude do seu livre-arbítrio. Mais tarde, esclarecido pelo seu próprio interesse, livremente escolhe entre o bem e o mal.

(A GÊNESE, CAPÍTULO III - O bem e o mal. Origem do bem e do mal, ALLAN KARDEC)

__________
(1) O erro esta em pretender-se que a alma haja saído perfeita das mãos do Criador, quando este, ao contrario, quis que a perfeição resulte da depuração gradual do Espírito e seja obra sua. Houve Deus por bem que a alma, dotada de livre-arbítrio, pudesse optar entre o bem e o mal e chegasse a suas finalidades últimas de forma militante e resistindo ao mal. Se houvera criado a alma tão perfeita quanto ele e, ao sair-lhe ela das mãos, a houvesse associado à sua beatitude eterna, Deus tê-la-ia feito, não à sua imagem, mas semelhante a si próprio.
(Bonnamy, A Razão do Espiritismo, cap. VI.)
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 20 de Junho de 2016, 14:00
FERMENTO VELHO

Citar
"Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa." - Paulo.
(I CORÍNTIOS, 5:7.)

Existem velhas fermentações de natureza mental, que representam tóxicos perigosos ao equilíbrio da alma.

Muito comum observarmos companheiros ansiosos por íntima identificação com o pretérito, na teia de passadas reencarnações.

Acontece, porém, que a maioria dos encarnados na Terra não possuem uma vida pregressa respeitável e digna, em que possam recolher sementes de exemplificação cristã.

Quase todos nos embebedávamos com o licor mentiroso da vaidade, em administrando os patrimônios do mundo, quando não nos embriagávamos com o vinho destruidor do crime, se chamados a obedecer nas obras do Senhor.

Quem possua forças e luzes para conhecer experiências fracassadas, compreendendo a própria inferioridade, talvez aproveite algo de útil, relendo páginas vivas que se foram.

Os aprendizes desse jaez, contudo, são ainda raros, nos trabalhos de recapitulação na carne, junto da qual a Compaixão Divina concede ao servo falido a bênção do esquecimento para a valorização das novas iniciativas.

Não guardes, portanto, o fermento velho no coração.

Cada dia nos conclama à vida mais nobre e mais alta.

Reformemo-nos, à claridade do Infinito Bem, a fim de que sejamos nova massa espiritual nas mãos de Nosso Senhor Jesus.

(Do livro "Vinha de Luz ", Emmanuel, FCXavier)
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: lconforjr em 20 de Junho de 2016, 17:34
Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita

      Ref resp #39 em: 20 06 16, às 13:24, de Moisés

      Olá, Moisés, se ler com atenção, vc verá que tentou responder a pergunta que fiz na resp anterior, usando questões de O Livro dos Espiritos; mas tentou e não conseguiu responder, só deu meia-resposta. As questões 114 e 115 de OLE não respondem aquela pergunta, como podemos ver abaixo:

      Conf (msg ant): ... "Qual deve ser a causa que faz que, na criação (criação “especial” de Deus, como diz a doutrina), hajam hipócritas e que estes desejem ser honrados pelos demais e assim alardeiam sobre as “esmolas” que dão? O que nos fez a todos tão desiguais se, no princípio, éramos todos perfeitamente iguais?!!"

      Moisés, vc respondeu citando de OLE:

      114. Os Espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos que procuram melhorar-se? Resp: — Os Espíritos mesmos se melhoram; melhorando-se, passam de uma ordem inferior para uma superior.

      115. Uns Espíritos foram criados bons e outros maus? Resp: — Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento. Deu a cada um deles uma missão, com o fim de os esclarecer e progressivamente conduzir à perfeição, pelo conhecimento da verdade e para os aproximar dele. A felicidade eterna e sem perturbações, eles a encontrarão nessa perfeição. Os Espíritos adquirem, o conhecimento passando pelas provas que Deus lhes impõe. Uns aceitam essas provas com submissão e chegam mais prontamente ao seu destino; outros não conseguem sofrê-las sem lamentação, e assim permanecem, por sua culpa, distanciados da perfeição e da felicidade prometida.

      Conf: pois aí está, meu caro amigo Moisés; novamente lhe peço que observe como temos de fazer perguntas acerca dos ensinamentos da doutrina, pois nas questões que vc citou não está a resposta, pois:

      - primeiro: se, conforme afirma a doutrina, os espíritos são criados todos perfeitamente iguais, qual é a causa de uns se esforçarem para se melhorar e outros não? Ou de uns se esforçarem mais do que outros?

      - segundo:  se somos todos criados perfeitamente iguais, qual é a causa de uns aceitarem as provas que Deus lhe dá com submissão (e com isso chegam mais prontamente ao seu destino), enquanto outros não conseguem sofrê-las sem lamentação (e com isso se atrasam em relação aos primeiros, e assim permanecem, por sua culpa, distanciados da perfeição e da felicidade prometida)?

      Vc consegue responder qual é a causa dessa desigualdade? Consegue encontrar essa resposta na codificação?

      Estou errado ao dizer que precisamos perguntar? Que a codificação tem várias questões sem resposta, ou só com meia-resposta?
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 20 de Junho de 2016, 19:20
Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita

      Ref resp #39 em: 20 06 16, às 13:24, de Moisés

      Olá, Moisés, se ler com atenção, vc verá que tentou responder a pergunta que fiz na resp anterior, usando questões de O Livro dos Espiritos; mas tentou e não conseguiu responder, só deu meia-resposta. As questões 114 e 115 de OLE não respondem aquela pergunta, como podemos ver abaixo:

      Conf (msg ant): ... "Qual deve ser a causa que faz que, na criação (criação “especial” de Deus, como diz a doutrina), hajam hipócritas e que estes desejem ser honrados pelos demais e assim alardeiam sobre as “esmolas” que dão? O que nos fez a todos tão desiguais se, no princípio, éramos todos perfeitamente iguais?!!"

      Moisés, vc respondeu citando de OLE:

      114. Os Espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos que procuram melhorar-se? Resp: — Os Espíritos mesmos se melhoram; melhorando-se, passam de uma ordem inferior para uma superior.

      115. Uns Espíritos foram criados bons e outros maus? Resp: — Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento. Deu a cada um deles uma missão, com o fim de os esclarecer e progressivamente conduzir à perfeição, pelo conhecimento da verdade e para os aproximar dele. A felicidade eterna e sem perturbações, eles a encontrarão nessa perfeição. Os Espíritos adquirem, o conhecimento passando pelas provas que Deus lhes impõe. Uns aceitam essas provas com submissão e chegam mais prontamente ao seu destino; outros não conseguem sofrê-las sem lamentação, e assim permanecem, por sua culpa, distanciados da perfeição e da felicidade prometida.

      Conf: pois aí está, meu caro amigo Moisés; novamente lhe peço que observe como temos de fazer perguntas acerca dos ensinamentos da doutrina, pois nas questões que vc citou não está a resposta, pois:

      - primeiro: se, conforme afirma a doutrina, os espíritos são criados todos perfeitamente iguais, qual é a causa de uns se esforçarem para se melhorar e outros não? Ou de uns se esforçarem mais do que outros?

      - segundo:  se somos todos criados perfeitamente iguais, qual é a causa de uns aceitarem as provas que Deus lhe dá com submissão (e com isso chegam mais prontamente ao seu destino), enquanto outros não conseguem sofrê-las sem lamentação (e com isso se atrasam em relação aos primeiros, e assim permanecem, por sua culpa, distanciados da perfeição e da felicidade prometida)?

      Vc consegue responder qual é a causa dessa desigualdade? Consegue encontrar essa resposta na codificação?

      Estou errado ao dizer que precisamos perguntar? Que a codificação tem várias questões sem resposta, ou só com meia-resposta?


Por que o amigo tem prazer em desviar os assuntos?
Que tal cooperar com o estudo mensal ?

Origem e Natureza dos Espíritos

Perguntas de Allan Kardec aos Espíritos Superiores

76. Que definição se pode dar dos Espíritos?

“Pode dizer-se que os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Povoam o Universo, fora do mundo material.”

77. Os Espíritos são seres distintos da Divindade, ou serão simples emanações ou porções desta e, por isto, denominados filhos de Deus?

“Meu Deus! São obra de Deus, exatamente qual a máquina o é do homem que a fabrica. A máquina é obra do homem, não é o próprio homem. Sabes que, quando faz alguma coisa bela, útil, o homem lhe chama sua filha, criação sua. Pois bem! O mesmo se dá com relação a Deus: somos Seus filhos, pois que somos obra Sua.”

78. Os Espíritos tiveram princípio, ou existem, como Deus, de toda a eternidade?

“Se não tivessem tido princípio, seriam iguais a Deus, quando, ao invés, são criação Sua e se acham submetidos à Sua vontade. Deus existe de toda a eternidade, é incontestável. Quanto, porém, ao modo porque nos criou e em que momento o fez, nada sabemos. Podes dizer que não tivemos princípio, se quiseres com isso significar que, sendo eterno, Deus há de ter sempre criado ininterruptamente. Mas, quando e como cada um de nós foi feito, repito-te, nenhum o sabe: aí é que está o mistério.”

79. Pois que há dois elementos gerais no Universo: o elemento inteligente e o elemento material, poder-se-á dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes o são do elemento material?

“Evidentemente. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os corpos são a individualização do princípio material. A época e o modo por que essa formação se operou é que são desconhecidos.”

80. A criação dos Espíritos é permanente, ou só se deu na origem dos tempos?

“É permanente. Quer dizer: Deus jamais deixou de criar.”

81. Os Espíritos se formam espontaneamente, ou procedem uns dos outros?

“Deus os cria, como a todas as outras criaturas, pela Sua vontade. Mas, repito ainda uma vez, a origem deles é mistério.”

82. Será certo dizer-se que os Espíritos são imateriais?

“Como se pode definir uma coisa, quando faltam termos de comparação e com uma linguagem deficiente? Pode um cego de nascença definir a luz? Imaterial não é bem o termo; incorpóreo seria mais exato, pois deves compreender que, sendo uma criação, o Espírito há de ser alguma coisa. É a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós outros, e tão etérea que escapa inteiramente ao alcance dos vossos sentidos.”

Comentário de Kardec. Dizemos que os Espíritos são imateriais, porque, pela sua essência, diferem de tudo o que conhecemos sob o nome de matéria. Um povo de cegos careceria de termos para exprimir a luz e seus efeitos. O cego de nascença se julga capaz de todas as percepções pelo ouvido, pelo olfato, pelo paladar e pelo tato. Não compreende as idéias que só lhe poderiam ser dadas pelo sentido que lhe falta. Nós outros somos verdadeiros cegos com relação à essência dos seres sobre-humanos. Não os podemos definir senão por meio de comparações sempre imperfeitas, ou por um esforço da imaginação.

83. Os Espíritos têm fim?
Compreende-se que seja eterno o princípio donde eles emanam, mas o que perguntamos é se suas individualidades têm um termo e se, em dado tempo, mais ou menos longo, o elemento de que são formados não se dissemina e volta à massa donde saiu, como sucede com os corpos materiais. É difícil de conceber-se que uma coisa que teve começo possa não ter fim.

“Há muitas coisas que não compreendeis, porque tendes limitada a inteligência. Isso, porém, não é razão para que as repilais. O filho não compreende tudo o que a seu pai é compreensível, nem o ignorante tudo o que o sábio apreende. Dizemos que a existência dos Espíritos não tem fim. É tudo o que podemos, por agora, dizer.”
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: M.Altino em 21 de Junho de 2016, 11:04
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz e onde estamos a debater um tema muito importante para sermos mais humildes e menos vaidosos....assim com imenso carinho o meu bom dia sereno de muita paz e vamos meditando nos textos colocados a continua sempre a estudar para entender melhor esta maravilhosa doutrina que nos ajuda a entender melhor a nossa vida..........
Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; – a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará.
(MATEUS, 6: 3 a 4.)
Jesus é o modelo de perfeição a que a humanidade pode aspirar, disseram os espíritos à Alan Kardec
(LE, 625).
Foi o maior Pedagogo, o maior Psicólogo, o Médico dos Médicos, o Advogado fiel, o Amigo com qual todos podiam e podem contar.
Suas ideias e palavras são carregadas de profundo significado, sempre buscando tocar o espírito humano.
Suas frases e parábolas encerram verdades profundas e ensinamentos de sublimidade que ainda hoje não nos foi possível absorver por completo e, sempre que se volta para elas, sorve-se um pouco mais do perfume e da beleza.
Quando Jesus proferiu o discurso que Mateus reproduziu, suas palavras – parecendo inocentes – não estavam se referindo tão somente aos nossos membros superiores. Uma interpretação do significado espiritual se faz necessária para tentar absorver um pouco da lição verdadeira.
A cultura da época era rica em símbolos, Jesus como profundo conhecedor da cultura a que pertencia sabia disso.
Em diversas passagens da Bíblia – do novo e do velho testamentos – encontram-se diversas alusões às mãos, quase sempre deixando evidente tratar-se da esquerda ou da direita.
Há passagens que se referem às mãos (Isaías 41:13; Salmos 80:15; 1 Pedro 3: 22; Atos 7: 56), outras não, mas a questão do lado esquerdo ou do lado direito está lá (Marcos 14: 62 – 16: 19; Romanos 8:34).
O que Jesus quis dizer?
As pessoas têm um lado do corpo predominante, com mais força ou habilidade.
A maioria é destra, ou seja, tem o lado direito dominante.
Quem tem o lado esquerdo mais atuante e habilidoso, diz-se canhota.
Destro quer dizer habilidoso, ágil, sagaz, correto.
Canhoto tem mesma raiz de canhestro, acanhado, significando desajeitado, grosso, torto, tanto que em tempos passados a palavra também era usada como sinónimo de demónio e diabo.
Felizmente, hoje isso é passado e a ciência comprovou que ser destro ou canhoto não faz de ninguém melhor ou pior e que é tão relevante quanto a cor dos cabelos ou dos olhos, o formato da orelha ou do nariz.
Sem pretensão de monopólio da verdade e buscando o pensamento de gente mais culta e experiente em evangelho, percebe-se que uma das interpretações possíveis da lição é a de que ela pretende ressaltar que ao realizarmos uma boa ação (dar esmola, por exemplo), devemos praticá-la com a “mão direita” (agir corretamente, praticar o ato por caridade, enfim, seja nossa boa índole atuando) e que a “mão esquerda” não deverá ficar sabendo (agir movido por vaidade, caridade fingida, ação calculada visando benefício próprio).
Portanto, parece claro que Jesus pretendeu ensinar que ao praticar-se uma boa ação, seja qual for, devemos fazê-la utilizando nosso lado bom, que é a manifestação do sentimento de caridade, a vontade sincera de ajudar, sem querer qualquer tipo de recompensa, vantagem ou reconhecimento.
Que devemos vigiar nosso lado sombra, pois ele pode querer apropriar-se da intenção de fazer o bem e transformá-la numa ação egoísta, calculada, vaidosa e apegada a resultados ou a reconhecimentos (o aplauso dos homens).
A satisfação pela ação no bem deve ser íntima, não vaidosa, que se traduz na alegria pela oportunidade de praticá-la, pela oportunidade de ver um rosto triste transformar-se em expressão de felicidade. Mahatma Ghandi denominava: “trabalho desapegado”.
Façamos nossa auto análise e busquemos constatar se nossas ações no bem são verdadeiramente desapegadas.
Se praticamos a virtude pelo bem da virtude, ou se estamos a buscar algo em troca ou reconhecimento. Se nossas ações visam melhorar o mundo em que vivemos, ajudando às pessoas a saírem do fosso da ignorância e do sofrimento.
Ao agir no bem estamos cuidando para que “a mão esquerda não saiba o que faz a mão direita”?
Amigos aqui temos um convite para sermos mais humildes nos nossos atos e ao mesmo tempo não nos preocupar com o reconhecimento pois Deus nos conhece e não precisamos de o dizer...
Agora com  um grande abraço carinhoso de muita paz este vosso amigo.....
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Antonio Renato em 21 de Junho de 2016, 13:26
Meus irmãos de estudos, bom dia. Não são as nossas mãos que irão determinar o quanto
seremos bons, uns para com os outros, mas as ações que iremos praticar. A mesma mão
que auxilia, também mata, fere, acusa e até mesmo pode destruir tudo aquilo que Deus
construiu para que todos pudessem desfrutar com amor. Às nossas mãos são na verdade
instrumentos pelos quais os nossos pensamentos farão realizar as boas obras, e está na
nossa vontade realiza-las, sem que seja necessário exalta-las. "Que a vossa mão esquerda
não saiba o que fez a vossa mão direita", assim disse Jesus em seus ensinamentos, eis
que disse ele: Sejais humildes nos teus gestos quando fores em auxílio ao vosso irmão,
ninguém precisará saber que estais sendo bom, caridoso e benevolente, Deus vos dará a
recompensa pelo vosso amor, não griteis ao mundo anunciando a vossa ação, ela por si
só já foi anunciada.
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: lconforjr em 21 de Junho de 2016, 23:26
Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita

      Ref resp #23 em: 12 de Junho de 2016, 10:55, de MAltino, e

      Ref resp #29 em: 14 de Junho de 2016, 14:41, de Moisés

      Conf: peço aos amigos, particularmente ao MAltino, que sempre fala do livre arbítrio, e ao Moisés, que diz que faço muitas perguntas sem razão, pois diz que as respostas estão na codificação, ou nas mensagens que os companheiros do fórum estão dando, que vejam que as respostas não estão nem na codificação, nem nas respostas dos companheiros! Por isso, para entender a doutrina, temos realmente de fazer muitas perguntas; se não fizermos assim, como vamos entendê-la?!

      Ao amigo Altino pergunto: embora a doutrina, aliás “todas” as doutrinas religiosas (pois todas nisso se baseiam para justificar os sofrimentos dos homens) afirmem que temos livre-arbítrio, liberdade de escolher, como elas se enganam tanto em dizer isso se qualquer um de nós pode constatar que nenhuma de escolha é livre?! Todas as escolhas, desde as mais fáceis, simples e inocentes, até as mais difíceis, complexas e perigosas, sem exceção de absolutamente nenhuma, estão “total e absolutamente presas” ao que aprendemos, de bem ou de mal (por isso nossas escolhas são tantas vezes más ou erradas), com as experiências/lições que recebemos da vida, que podemos dizer, sem medo de errar, que é a vida que escolhe por nós, tanto as escolhas certas, corretas, como as escolhas erradas! 

      O amigo Altino não concorda comigo, mas não explica porq não concorda. Terá chegado a essa conclusão por seu próprio raciocínio, por sua própria experiência? Ou simplesmente crê que é assim porq a doutrina, que não é inquestionável, diz que é assim?

      Ao amigo Moisés: propus algumas questões na resposta anterior, que vc, com texto de OLE, tentou explicar mas, sinto muito, não conseguiu; observe que nem no OLE vc encontrou as respostas! Resumindo as questões:

      - se estamos ainda em aprendizado, qual é a justificativa para tantos e tão grandes sofrimentos pelos quais passamos?

      - se recebemos tantos e tão sábios conselhos de Jesus e outros seres elevados, e se segui-los depende, como afirma o texto, de cada um, e nos livrará de sofrimentos que podem ser até mesmo insuportáveis, qual é a causa de tantos, milhões ou bilhões, não os terem seguido no passado, e tantos ainda não os seguirem no presente? 

      - devemos crer que esses filhos de Deus, que estão nos mundos de expiações (só no nosso cerca de 7 bilhões, todos que aqui habitam) o Criador os fez tão desequilibrados mentalmente que, em vez de seguirem esses conselhos elevados e serem mais felizes, preferem e escolhem não segui-los que é o mesmo que escolher sofrer desesperadamente, que escolher ser extremamente infelizes?!!

      Moisés tentou responder citando texto de OLE:

      Texto: 873 ... Resp: – O sentimento de justiça é tão natural que vos revoltais com o pensamento de uma injustiça. O progresso moral desenvolve, sem dúvida, esse sentimento, mas não o dá: Deus o colocou no coração do homem; por isso encontrareis, muitas vezes, nos homens simples e primitivos noções mais exatas de justiça do que naqueles que têm muito conhecimento.   

      Conf: veja, amigo Moisés, aí já está novamente a necessidade de fazer outras perguntas; como vc diz que as respostas estão na codificação, se puder explique:       

      - como entender que o sentimento de justiça é natural, que o temos em nosso coração, se o que vemos no mundo mostra tantas vezes exatamente o contrário disso?!

      - e qual é a causa de, como diz o OLE, encontrarmos esse sentimento muitas vezes nos homens primitivos, e muitas vezes não o encontrarmos nos homens atuais se estes já obtiveram da vida muito mais experiências que aqueles? Os homens atuais, eles próprios decidiram escolher misturar esse sentimento com as paixões que possuem para não serem adeptos da justiça?

      - e qual é a causa de nos enchermos de paixões se isso é tão prejudicial para nós?

      Texto: 874 Se a justiça é uma lei natural, por que os homens a entendem de maneiras diferentes, e que um considere justo o que parece injusto a outro? Resp: – É que à Lei se misturam frequentemente paixões que alteram esse sentimento, como acontece com a maior parte dos outros sentimentos naturais, e fazem o homem ver as coisas sob um falso ponto de vista.

      Conf: mas, se esse sentimento de justiça que Deus colocou em nosso coração não é expressado nas ações de tantos, devido a estarem misturados a paixões que o alteram, devemos crer que nós mesmos escolhemos fazer isso? Nós mesmos escolhemos ter paixões que o alterem ao ponto de tantas vezes sermos profundamente injustos?!! Porq escolheríamos ter essas paixões que, afinal, trarão para os demais irmãos e para nós mesmos muitos e pesados sofrimentos?

      Texto: 875 .... Resp: – A justiça consiste no respeito aos direitos de cada um.... Texto: 875 a O que determina esses direitos? Resp: – São determinados por duas coisas: a lei humana e a lei natural... Observai que as vossas leis atuais, sem serem perfeitas, já não consagram os mesmos direitos da Idade Média. No entanto, esses direitos antiquados, que vos parecem monstruosos, pareciam justos e naturais naquela época. O direito estabelecido pelos homens nem sempre, portanto, está de acordo com a justiça. Regula apenas algumas relações sociais, enquanto, na vida particular, há uma imensidão de atos unicamente inerentes à consciência de cada um.

      Conf: Moisés, se temos em nosso coração, dados por Deus, o sentimento de justiça e as regras de, como diz o texto, bem praticá-lo, qual é a causa de tantos de nós serem profundamente injustos, de o mundo ser ainda esse poço escuro de injustiças praticadas  pelo egoísmo, orgulho, mentiras, perjúrios, perversidades, perversões, crimes hediondos, imoralidades, ações e desejos espúrios, baixos, inconfessáveis?

      Texto: 876 Fora do direito consagrado pela lei humana, qual é a base da justiça fundada sobre a lei natural? Resp: – O Cristo disse: “Não façais aos outros o que não quereis que vos façam”. Deus colocou no coração do homem a regra de toda a verdadeira justiça pelo desejo que cada um tem de ver respeitados os seus direitos.

      Conf: amigo Moisés, se vc compreendeu o que citou, por favor, explique: porq, mesmo tendo Deus colocado em nosso coração a regra de toda a justiça (pelo desejo q cada um tem de ver respeitados os seus direitos), qual é a causa de tantos agirem como se tivessem em seu coração exatamente o desejo contrário, o desejo de não ter seus direitos respeitados, pois não agem com justiça e desrespeitam os direitos dos outros?

      Texto: ... na incerteza do que fazer em relação ao semelhante... Deus não poderia lhe dar um guia mais seguro do que a própria consciência.

      Conf: mas é isso, minha gente, que vemos no mundo?! A consciência dirigindo os atos dos homens?! Os atos dos corruptos, egoístas, assassinos, “humilhadores”, dos pedófilos, estupradores, do praticantes de enormes injustiças?! Penso até que não estamos falando do planeta Terra!

      Se a consciência é um guia seguro, qual é a causa de a escondermos “sob o tapete”, de fazermos do mundo e de nós mesmos isso que somos?! De que adianta que a consciência seja esse guia seguro se o que vemos no mundo é que tantos não o seguiram nos passado, e tantos não o seguem no presente?!!!

      Texto: ... Como não é natural desejar o mal para si, se tomarmos o desejo pessoal como norma e ponto de partida, estaremos sempre certos de apenas desejar o bem para o próximo. Em todos os tempos e todas as crenças, o homem tem sempre procurado fazer prevalecer seu direito pessoal. A sublimidade da religião cristã foi tomar o direito pessoal por base do direito do próximo.

      Conf: aí é necessária outra pergunta: como entender isso, que não é natural desejar o mal para si mesmo, se é exatamente isso que bilhões estão fazendo, como se fosse perfeitamente natural? Estamos, sim, escolhendo fazer o mal para nós mesmos, já que estamos sempre escolhendo sofrer, e muitas vezes, miseravelmente pois, indo contra as leis de Deus, fazemos o mal para os semelhantes e consequentemente para nós mesmos!!!

      Texto: 877 A necessidade ...  “Em vosso mundo, onde tantos homens não praticam a lei da justiça”?

      Conf: se a lei da justiça Deus a colocou em nosso coração, de que adiantou isso se, como o texto está dizendo: “Em vosso mundo, tantos homens não praticam a lei da justiça”? De que nos valeu ter essa lei em nosso coração se tantos agem como se não a tivessem?

      Bem, não é preciso escrever mais nada: com o que foi escrito acima (quem discordar por favor diga porq discordou), qualquer um dos amigos poderá verificar que o texto que o amigo Moisés citou não responde a nenhuma daquelas questões que propus, que na doutrina faltam muitas respostas, que é necessário fazer muitas perguntas! Como já repetimos muitas vezes, nem mesmo na doutrina está a resposta sobre um assunto imprescindível para que seja entendida: qual é a causa de uns serem bons e outros serem maus? Qdo é feita essa pergunta, a resposta da doutrina é que isso se deve ao bom uso do livre-arbítrio, por uns, e ao mau uso por outros; mas, infelizmente, não responde porq, se no princípio éramos todos iguais, porq os nossos livres-arbítrios no princípio eram desiguais?
..................
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: M.Altino em 23 de Junho de 2016, 11:12
Amigos e ternos companheiros deste cantinho onde todos procuramos entender esta linda Doutrina e com muito carinho lhes dou o meu bom dia ...e procurando tentar responder ao nosso amigo lconforjr sinto que quanto mais dizemos me parece que não entende que tudo está dentro de cada um de nós e temos o livre arbítrio para podermos escolher e assim podermos evoluir.........penso que se o amigo antes de estar sempre a questionar olhe para dentro de si mesmo e veja o que está mal dentro de si......... lhe coloco este video para melhor entender .........
http://www.youtube.com/watch?v=-cMxl_XaUMs
Agora voltando ao nosso estudo vamos sempre entender que o importante é fazer Caridade sem ser visto....
O homem caridoso faz o bem ocultamente; dissimula suas boas ações, enquanto que o vaidoso proclama o pouco que faz.
“A mão esquerda deve ignorar o que dá a direita”, disse Jesus.
“Aquele que faz o bem com ostentação já recebeu sua recompensa”.
Dar em segredo, ser indiferente aos elogios dos homens, é mostrar uma verdadeira elevação de caráter, é se colocar acima dos julgamentos de um mundo passageiro e procurar a justificação de seus atos na vida que não termina.
Nessas condições, a ingratidão e a injustiça não podem atingir o homem caridoso. Ele faz o bem porque é seu dever e sem esperar nenhuma vantagem, nenhuma recompensa; deixa a lei eterna o cuidado de fazer gotejar as consequências de seus atos, ou melhor, nem pensa nisso.
É generoso sem cálculo.
Para estimular os outros, sabe privar-se a si mesmo, ciente de que não há nenhum mérito em dar seu supérfluo.
É por isso que o óbolo do pobre, a moeda da viúva, o pedaço de pão repartido com o companheiro de infortúnio, têm mais valor do que a generosidade do rico.
O pobre, na sua penúria, pode ainda socorrer o mais pobre que ele.
Há mil maneiras de se tornar útil, de vir em socorro de seus irmãos.
O ouro não tarifa todas as lágrimas e não pensa todas as feridas.
Há males para os quais uma amizade sincera, uma ardente simpatia, uma efusão da alma farão mais do que as riquezas.
Sejamos generosos para com aqueles que sucumbiram na luta contra suas paixões e foram arrastados para o mal, generosos para com os pecadores, os criminosos, os endurecidos.
Sabemos nós por que fases suas almas passaram, que tentações suportaram antes de falir?
Tinham esse conhecimento das leis superiores que sustentam na hora do perigo?
Ignorantes, incertos, agitados por todos os sopros externos, podiam resistir e vencer?
A responsabilidade é proporcional ao saber; mais será pedido àquele que conhece a verdade.
Tudo que o homem faz pelo seu irmão grava-se no grande livro fluídico cujas páginas se desenrolam através do espaço, páginas luminosas onde se inscrevem nossos atos, nossos sentimentos, nossos pensamentos.
E essas dívidas nos serão pagas amplamente nas existências futuras.
Nada fica perdido, nada fica esquecido.
 Os laços que unem as almas através dos tempos são tecidos com os benefícios do passado.
 A sabedoria eterna tudo regulou para o bem dos seres.
As boas obras executadas aqui na Terra tornam-se, para o seu autor, a fonte de infinitas alegrias no futuro.
A perfeição do homem se resume em duas palavras: caridade, verdade.
A caridade é a virtude por excelência; ela é de essência divina.
Irradia sobre os mundos, reaquece as almas como um olhar, como um sorriso do eterno.
Ultrapassa em resultados o saber, o génio.
Esses não caminham sem o orgulho.
São contestados, às vezes, desconhecidos, mas a caridade, sempre doce e benevolente, enternece os corações mais duros, desarma os espíritos mais perversos, inundando-os de amor.
Amigos com um grande e carinhoso abraço de muita paz este vosso amigo
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: lconforjr em 23 de Junho de 2016, 18:44
Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita

      Ref resp #48 em: 23 06 16, às 11:12, de Altino

      Altino disse: ... e procurando tentar responder ao nosso amigo lconforjr, sinto que quanto mais dizemos me parece que não entende que tudo está dentro de cada um de nós e temos o livre arbítrio para podermos escolher e assim podermos evoluir.........penso que se o amigo antes de estar sempre a questionar olhe para dentro de si mesmo e veja o que está mal dentro de si......... lhe coloco este video para melhor entender .........

      Conf: mas é por isso mesmo, Altino, que é impossível entender; não sei como vc pode estar entendendo; se puder, me ajude a entender! Vc está dizendo que “tudo está dentro de nós”; o que vc quer dizer com esse “tudo”: tanto o bem, qto o mal?! Deus nos criou com o bem e o mal dentro de nós? Vc sabe que não é isso que a doutrina diz! Mas, vamos supor que seja assim, que Deus nos criou com o bem e o mal dentro de nós; mas se é assim, porq temos de ser penalizados por Deus qdo cometemos o mal, se Deus mesmo nos criou com ele dentro de nós?!

      Ou, se Deus não nos criou com o mal dentro de nós (que é isto que a doutrina ensina), porq agimos tantas vezes como se o mal fosse característica nossa, como se Deus nos tivesse criado com o mal em nós?!

      E se temos o livre-arbítrio, me ajude a entender porq, se com o livre-arbítrio temos a liberdade de escolher e podemos escolher somente fazer o bem, porq tantas vezes, muitíssimas vezes escolhemos fazer o mal?! Esses bilhões de filhos de Deus que habitam a Terra, mesmo tendo o livre-arbítrio, porq escolheram fazer o mal, em outras vidas, se podiam escolher fazer o bem?! Porq continuam, ainda nesta vida, a escolher fazer o mal, se podem escolher fazer o bem?!

      O livre-arbítrio, se existe, nos permite escolher entre o bem e o mal, mas não nos faz escolher o mal!  Apenas permite escolher entre um e outro! E se todos somos, no princípio, perfeitamente iguais, porq lá, no princípio, uns escolheram fazer o bem e outros o mal, se éramos todos perfeitamente iguais e, consequentemente, nossos livres-arbítrios também eram perfeitamente iguais?!

      Meu querido irmão Altino, vc tem livre-arbítrio? Se tem porq vc ainda está fazendo escolhas tão erradas que o condenam, pela lei de Deus, a permanecer neste mundo de expiações, de sofrimentos sem conta? Porq, nas vidas anteriores, vc não usou corretamente seu livre-arbítrio e porq continua não o usando corretamente, nesta vida? O que é que o está impedindo de usá-lo como, pela vontade de Deus, deve ser usado? Foi por desejo ou escolha sua que vc não usou corretamente seu livre-arbítrio no passado e que continua não usando no presente?
...............
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 24 de Junho de 2016, 22:04
Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita

      Ref resp #23 em: 12 de Junho de 2016, 10:55, de MAltino, e

      Ref resp #29 em: 14 de Junho de 2016, 14:41, de Moisés

      Conf: peço aos amigos, particularmente ao MAltino, que sempre fala do livre arbítrio, e ao Moisés, que diz que faço m... ... ...ida: qual é a causa de uns serem bons e outros serem maus? Qdo é feita essa pergunta, a resposta da doutrina é que isso se deve ao bom uso do livre-arbítrio, por uns, e ao mau uso por outros; mas, infelizmente, não responde porq, se no princípio éramos todos iguais, porq os nossos livres-arbítrios no princípio eram desiguais?
..................


Grande colega de participação
Acredito que o colega
já possui a sua conclusão quanto as possiveis respostas dads
desde que não há respostas que o amigo concorde
resta-lhe buscar outro espaço

Acredito que vais patinar muito em sua caminada
trafegando por estas bandas

Abraços
E sua insistência em mudar o foco do assunto em estudo
Só resta ao meu ver
Evadi-lo das participações

Já que não passas de inconveniente
Fico imaginando
Por que já que somos todos criados por Deus
Por que justamente ao colega
se faz de estúpido

Realmente penso que o colega tem razão
pois não há respostas
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 24 de Junho de 2016, 22:18
EVOLUÇÃO E LIVRE ARBÍTRIO

Porque há dores necessárias no erguimento da vida, há quem se acolha à faixa da negação.

Ainda agora, muitos cientistas e religiosos, encastelados em absurdos afirmativos, parecem interessados em se anteporem ao próprio Deus.

Gigantes do raciocínio constroem máquinas com que investem o espaço cósmico, em arrojados desafios, para dizerem que a vida é a matéria suposta onipotente, enquanto que milhares de pregoeiros da fé levantam cadeias teológicas, tentando aprisionar a mente humana ao poste do fanatismo.

Na área de semelhantes conflitos, padece o homem o impacto de crises morais incessantes.

Não te emaranhes, porém, no labirinto.

O mundo está criado, mas não terminado.

De ponta a ponta da Terra, vibra, candente, a forja da evolução.

Problemas solucionados abrem campo a novos problemas.

Horizontes abertos descerram horizontes mais amplos.

E, na arena da imensa luta, o espírito é a obra-prima do Universo, em árduo burilamento.

O Criador não vive fora da Criação.

A criatura humana, contudo, ainda infinitamente distante da Luz Total, pode ser comparada ao aprendiz limitado aos exercícios da escola.

Cada civilização é precioso curso de experiências e cada individualidade, segundo a justiça, deve estruturar a sua própria grandeza.

Examinando o livre-arbítrio que a Divina Lei nos faculta, consideremos que nós mesmos, imperfeitos quais somos, não furtamos, impunemente, uns dos outros, a liberdade de conhecer e realizar.

Pais responsáveis, não trancafiamos os filhos em urnas de afeto exclusivo, com a desculpa de amor.

Professores honestos, não tornamos o lugar do discípulo, ofertando-lhe privilégios, a título de ternura.

Médicos idôneos, não exoneramos o enfermo dos arriscados processos da cirurgia, a pretexto de compaixão.

Recebe, pois, o quadro das provações aflitivas em que te encontras, como sendo o maior ensejo de crescimento e de elevação que a Bondade Infinita, por agora, te pode dar.

Não te importe o materialismo a dementar-se no próprio caos.

Sabes que o homem não é planta sem raiz, nem barco à matroca.

Os que negam a Causa das Causas, reajustam, para lá do sepulcro, visão e entendimento, emotividade e conceito.

Enquanto observas, no caminho, perturbação e sofrimento, à guisa de poeira e sucata em prodigiosa oficina, tranquiliza-te e espera, porquanto, aprendendo e servindo, sentirás em ti mesmo a presença do Pai.

(Do livro "A Justiça Divina", pelo Espírito Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: lconforjr em 25 de Junho de 2016, 04:04
Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita

      Ref resp #50 em: 24 06 16, às 22:04 de Moisés

      Citação de: lconforjr em 21 de Junho de 2016, 23:26:  peço aos amigos, particularmente ao MAltino, que sempre fala do livre arbítrio, e ao Moisés, que diz que faço m...  qual é a causa de uns serem bons e outros serem maus? Qdo é feita essa pergunta, a resposta da doutrina e dos que a estudam é que isso se deve ao bom uso do livre-arbítrio, por uns, e ao mau uso por outros; mas, infelizmente, não responde porq, se no princípio éramos todos iguais, nossos livres-arbítrios não eram tb iguais!
..................
      Moisés escreveu: ... desde que não há respostas que o amigo concorde, resta-lhe buscar outro espaço... Acredito que vais patinar muito em sua caminhada trafegando por estas bandas.

      Conf: amigo, não busco respostas e, portanto, não vou patinar na minha caminhada. Como já lhe disse, o que tento fazer é que algum amigo (se possível todos), tb as encontrem. Apenas isso!

     E, se vc estiver atento, verá que não mudei o foco dos estudos; apenas coloquei comentários referentes ao que temos conversado, talvez desde o início deste tópico, tanto com vc, como com o Altino; se por isso o moderador, que é vc, me excluir, o que  posso fazer? Apenas vou sentir não poder mais tentar auxiliar... e relembrar que, como o Mestre disse, os homens não sabem o que fazem! E que vc estará impedindo que alguém que raciocine com os argumentos que coloco, continue a raciocinar e chegue a encontrar!

      E, embora vc diga que me faço de estúpido, vc não conseguirá encontrar e não poderá apontar, em nenhum de meus posts, alguma coisa que seja estúpida, ou absurda ou inverdade!

      E, tb, embora vc diga “pois não há respostas”, lhe afirmo que há sim respostas, que todas as respostas que procuramos existem; muitos não as encontram devido a que os “pre”-conceitos, os impedem de conhecer o que existe ao derredor; ou de abrir o leque de pesquisas, como a própria codificação recomenda.
................
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 25 de Junho de 2016, 15:38
Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita

      Ref resp #50 em: 24 06 16, às 22:04 de Moisés

      Citação de: lconforjr em 21 de Junho de 2016, 23:26:  peço aos amigos, particularmente ao MAltino, que sempre fala do livre arbítrio, e ao Moisés, que diz que faço m...  qual é a causa de uns serem bons e outros serem maus? Qdo é feita essa pergunta, a resposta da doutrina e dos que a estudam é que isso se deve ao bom uso do livre-arbítrio, por uns, e ao mau uso por outros; mas, infelizmente, não responde porq, se no princípio éramos todos iguais, nossos livres-arbítrios não eram tb iguais!
..................
      Moisés escreveu: ... desde que não há respostas que o amigo concorde, resta-lhe buscar outro espaço... Acredito que vais patinar muito em sua caminhada trafegando por estas bandas.

      Conf: amigo, não busco respostas e, portanto, não vou patinar na minha caminhada. Como já lhe disse, o que tento fazer é que algum amigo (se possível todos), tb as encontrem. Apenas isso!

     E, se vc estiver atento, verá que não mudei o foco dos estudos; apenas coloquei comentários referentes ao que temos conversado, talvez desde o início deste tópico, tanto com vc, como com o Altino; se por isso o moderador, que é vc, me excluir, o que  posso fazer? Apenas vou sentir não poder mais tentar auxiliar... e relembrar que, como o Mestre disse, os homens não sabem o que fazem! E que vc estará impedindo que alguém que raciocine com os argumentos que coloco, continue a raciocinar e chegue a encontrar!

      E, embora vc diga que me faço de estúpido, vc não conseguirá encontrar e não poderá apontar, em nenhum de meus posts, alguma coisa que seja estúpida, ou absurda ou inverdade!

      E, tb, embora vc diga “pois não há respostas”, lhe afirmo que há sim respostas, que todas as respostas que procuramos existem; muitos não as encontram devido a que os “pre”-conceitos, os impedem de conhecer o que existe ao derredor; ou de abrir o leque de pesquisas, como a própria codificação recomenda.
................


O colega parece-me aquele
que encontrando uma lâmpada com o gênio
Com direito a três desejos
Calcula a possibilidade de dividir
o ultimo em dois
Já que queimou os dois primeiros
Com desejos passageiros

Abração...

Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 25 de Junho de 2016, 21:52

VIII – Resumo Teórico do Móvel das Ações Humanas
O Livro dos Espíritos

      872. A questão do livre-arbítrio pode resumir-se assim: o homem não é fatalmente conduzido ao mal; os atos que pratica não “estavam escritos”; os crimes que comete não são o resultado de um decreto do destino Ele pode como prova e expiação, escolher uma existência cm que se sentirá arrastado para o crime, seja pelo meio em que estiver situado, seja pelas circunstâncias supervenientes. Mas será sempre livre de agir como quiser. Assim, o livre-arbítrio existe, no estado de Espírito, com a escolha da existência e das provas; e, no estado corpóreo, com a faculdade de ceder ou resistir aos arrastamentos a que voluntariamente estamos submetidos. Cabe à educação combater as más tendências, e ela o fará de maneira eficiente quando se basear no estudo aprofundado da natureza moral do homem. Pelo conhecimento das leis que regem essa natureza moral, chegar-se-á a modificá-la, como se modificam a inteligência pela instrução e as condições físicas pela higiene.

     O Espírito desligado da matéria, no estado errante, faz a escolha de suas futuras existências corpóreas segundo o grau de perfeição que tenha atingido. E nisso, como já dissemos, que consiste sobretudo o seu livre-arbítrio. Essa liberdade não é anulada pela encarnação. Se ele cede à influência da matéria, é então que sucumbe nas provas por ele mesmo escolhidas. E é para o ajudar a superá-las que pode invocar a assistência de Deus e dos bons Espíritos. (Ver item 337.)

     Sem o livre-arbítrio, o homem não tem culpa do mal, nem mérito no bem; e isso é de tal modo reconhecido que no mundo se proporciona sempre a censura ou o elogio à intenção, o que quer dizer à vontade; ora, quem diz vontade diz liberdade. O homem não poderia, portanto, procurar desculpas no seu organismo para as suas faltas sem com isso abdicar da razão e da própria condição humana, para se assemelhar aos animais. Se assim é para o mal, assim mesmo devia ser para o bem. Mas, quando o homem pratica o bem, tem grande cuidado em consignar o mérito a seu favor e não trata de o atribuir aos seus órgãos, o que prova que instintivamente ele não renuncia, malgrado a opinião de alguns sistemáticos, ao mais belo privilégio da sua espécie: a liberdade de pensar.

     A fatalidade, como vulgarmente é entendida, supõe a decisão prévia e irrevogável de todos os acontecimentos da vida, qualquer que seja a sua importância. Se assim fosse, o homem seria uma máquina destituída de vontade. Para que lhe serviria a inteligência, se ele fosse invariavelmente dominado, em todos os seus atos, pelo poder do destino? Semelhante doutrina, se verdadeira, representaria a destruição de toda liberdade moral; não haveria mais responsabilidade para o homem, nem mal, nem crime, nem virtude. Deus, soberanamente justo, não poderia castigar as suas criaturas por faltas que não dependeriam delas, nem recompensá-las por virtudes de que não teriam mérito. Semelhante lei seria ainda a negação da lei do progresso, porque o homem que tudo esperasse da sorte nada tentaria fazer para melhorar a sua posição, desde que não poderia torná-la melhor nem pior.

      A fatalidade não é, entretanto, uma palavra vã; ela existe no tocante à posição do homem na Terra e às funções que nela desempenha, como conseqüência do gênero de existência que o seu Espírito escolheu, como prova, expiação ou missão. Sofre ele, de maneira fatal, todas as vicissitudes dessa existência e todas as tendências boas ou más que lhe são inerentes. Mas a isso se reduz a fatalidade, porque depende de sua vontade ceder ou não a essas tendências. Os detalhes dos acontecimentos estão na dependência das circunstâncias que ele mesmo provoque, com os seus atos, e sobre os quais podem influir os Espíritos, através dos pensamentos que lhe sugerem. (Ver item 459.)

      A fatalidade está, portanto, nos acontecimentos que se apresentam ao homem como conseqüência da escolha de existência feita pelo Espírito; mas pode não estar no resultado desses acontecimentos, pois pode depender do homem modificar o curso das coisas, pela sua prudência; e jamais se encontra nos atos da vida moral.

      É na morte que o homem é submetido, de uma maneira absoluta, à inexorável lei da fatalidade, porque ele não pode fugir ao decreto que fixa o termo de sua existência, nem ao gênero de morte que deve interromper-lhe o curso.

       Segundo a doutrina comum, o homem tiraria dele mesmo todos os seus instintos; estes procederiam, seja da sua organização física, pela qual ele não seria responsável, seja da sua própria natureza, na qual pode procurar uma escusa para si mesmo, dizendo que não é sua a culpa de haver sido feito assim.

       A doutrina espírita é evidentemente mais moral: ela admite para o homem  o livre-arbítrio em toda a sua plenitude; e, ao lhe dizer que, se pratica o mal, cede a uma sugestão má que lhe vem de fora, deixa-lhe toda a responsabilidade, pois lhe reconhece o poder de resistir, coisa evidentemente mais fácil do que se tivesse de lutar contra a sua própria natureza. Assim, segundo a doutrina espírita, não existem arrastamentos irresistíveis: o homem pode sempre fechar os ouvidos à voz oculta que o solicita para o mal no seu foro íntimo, como os pode fechar à voz material de alguém que lhe fale; ele o pode pela sua vontade, pedindo a Deus a força necessária e reclamando para esse fim a assistência dos bons Espíritos. É isso que Jesus ensina na sublime fórmula da Oração dominical, quando nos manda dizer: “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”.

      Essa teoria da causa excitante dos nossos atos ressalta evidentemente de todos os ensinamentos dados pelos Espíritos. E não somente é sublime de moralidade, mas acrescentaremos que eleva o homem aos seus próprios olhos, mostrando-o capaz de sacudir um jugo obsessor, como é capaz de fechar sua porta aos importunos. Dessa maneira, ele não é mais uma máquina agindo por  impulsão estranha a sua vontade, mas um ser dotado de razão, que escuta, julga e escolhe livremente entre dois conselhos. Acrescentamos que, malgrado isso, o homem não fica privado de iniciativa, não age menos pelo seu próprio impulso, pois em definitivo ele não passa de um Espírito encarnado, que conserva, sob o invólucro corpóreo, as qualidades e os defeitos que tinha como Espírito.

      As faltas que cometemos têm, portanto, sua origem primeira nas imperfeições do nosso próprio Espírito, que ainda não atingiu a superioridade moral a que se destina, mas nem por isso tem menos livre-arbítrio. A vida corpórea lhe é dada para purgar-se de suas imperfeições através das provas que nela sofre, e são precisamente essas imperfeições que o tornam mais fraco e mais acessível às sugestões de outros Espíritos imperfeitos, que se aproveitam do fato de fazê-lo sucumbir na luta que empreendeu. Se ele sai vitorioso dessa luta, se eleva; se fracassa, continua a ser o que era, nem pior, nem melhor: é a prova que terá de recomeçar e para o que ainda poderá demorar muito tempo na condição em que se encontra. Quanto mais ele se depura, mais diminuem as suas fraquezas e menos acessível se torna aos que o solicitam para o mal. Sua força moral cresce na razão da sua elevação e os maus Espíritos se distanciam dele.

     Todos os Espíritos mais ou menos bons, quando encarnados, constituem a espécie humana. E como a Terra é um dos mundos menos adiantados, nela se encontram mais Espíritos maus do que bons; eis porque nela vemos tanta perversidade. Façamos, pois, todos os esforços para não regressar a este mundo após esta passagem e para merecermos repousar num mundo melhor, num desses mundos privilegiados onde o bem reina inteiramente e onde nos lembraremos de nossa permanência neste planeta como de um tempo de exílio.
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Junho de 2016, 01:00
Esmola e Caridade

Escusam-se muitos de não poderem ser caridosos, alegando precariedade de bens, como se a caridade se reduzisse a dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus e proporcionar um teto aos desabrigados.

Além dessa caridade, de ordem material, outra existe - a moral, que não implica o gasto de um centavo sequer e, não obstante, é a mais difícil de ser praticada.

Exemplos? Eis alguns:

Seríamos caridosos se, fazendo bom uso de nossas forças mentais, vibrássemos ou orássemos diariamente em favor de quantos saibamos acharem-se enfermos, tristes ou oprimidos, sem excluir aqueles que porventura se considerem nossos inimigos.

Seríamos caridosos se, em determinadas situações, nos fizéssemos intencionalmente cegos para não vermos o sorriso desdenhoso ou o gesto disprezivo de quem se julgue superior a nós.

Seríamos caridosos se, com sacrifício de nosso valioso tempo, fôssemos capazes de ouvir, sem enfado, o infeliz que nos deseja confiar seus problemas íntimos, embora sabendo de antemão nada podermos fazer por ele, senão dirigir-lhe algumas palavras de carinho e solidariedade.

Seríamos caridosos se, ao revés, soubéssemos fazer-nos momentâneamente surdos quando alguém, habituado a escarnecer de tudo e de todos, nos atingisse com expressões irônicas ou zombeteiras.

Seríamos caridosos se, disciplinando nossa língua, só nos referíssemos ao que existe de bom nos seres e nas coisas, jamais passando adiante notícias que, mesmo sendo verdadeiras, só sirvam para conspurcar a honra ou abalar a reputação alheia.

Seríamos caridosos se, embora as circunstâncias a tal nos induzissem, não suspeitássemos mal de nossos semelhantes, abstendo-nos de expender qualquer juízo apressado e temerário contra eles, mesmo entre os familiares.

Seríamos caridosos se, percebendo em nosso irmão um intento maligno, o aconselhassemos a tempo, mostrando-lhe o erro e despersuadindo o   de o levar a efeito.

Seríamos caridosos se, privando-nos, de vez em quando, do prazer de um programa radiofônico ou de T.V. de nosso agrado, visitássemos pessoalmente aqueles que, em leitos hospitalares ou de sua residência, curtem prolongada doença e anseiam por um pouco de atenção e afeto.

Seríamos caridosos se, embora essa atitude pudesse prejudicar nosso interesse pessoal, tomássemos, sempre, a defesa do fraco e do pobre, contra a prepotência do forte e a usura do rico.

Seríamos caridosos se, mantendo permanentemente uma norma de proceder sereno e otimista, procurássemos criar em torno de nós uma atmosfera de paz, tranquilidade e bom humor.

Seríamos caridosos se, vez por outra, endereçássemos uma palavra de aplauso e de estimulo às boas causas e não procurássemos, ao contrário, matar a fé e o entusiasmo daqueles que nelas se acham empenhados.

Seríamos caridosos se deixássemos de postular qualquer benefício ou vantagem, desde que verificássemos haver outros direitos mais legítimos a serem atendidos em primeiro lugar.

Seríamos caridosos se, vendo triunfar aqueles cujos méritos sejam inferiores aos nossos, não os invejássemos e nem lhes desejássemos mal.

Seríamos caridosos se não desdenhássemos nem evitássemos os de má vida, se não temêssemos os salpicos de lama que os cobrem e lhes estendêssemos a nossa mão amiga, ajudando-os a levantar-se e limpar-se.

Seríamos caridosos se, possuindo alguma parcela de poder, não nos deixássemos tomar pela soberba, tratando, os pequeninos de condição, sempre com doçura e urbanidade, ou, em situação inversa, soubéssemos tolerar, sem ódio, as impertinências daqueles que ocupam melhores postos na paisagem social.

Seríamos caridosos se, por sermos mais inteligentes, não nos irritássemos com a inépcia daqueles que nos cercam ou nos servem.

Seríamos caridosos se não guardássemos ressentimento daqueles que nos ofenderam ou prejudicaram, que feriram o nosso orgulho ou roubaram a nossa felicidade, perdoando-lhes de coração.

Seríamos caridosos se reservássemos nosso rigor apenas para nós mesmos, sendo pacientes e tolerantes com as fraquezas e imperfeições daqueles com os quais convivemos, no lar, na oficina de trabalho ou na sociedade.

E assim, dezenas ou centenas de outras circunstâncias poderiam ainda ser lembradas, em que, uma amizade sincera, um gesto fraterno ou uma simples demonstração de simpatia, seriam expressões inequívocas da maior de todas as virtudes.

Nós, porém, quase não nos apercebemos dessas oportunidades que se nos apresentam, a todo instante, para fazermos a caridade.

Porquê?

É porque esse tipo de caridade não transpõe as fronteiras de nosso mundo interior, não transparece, não chama a atenção, nem provoca glorificações.

Nós traímos, empregamos a violência, tratamos ou outros com leviandade, desconfiamos, fazemos comentários de má fé, compartilhamos do erro e da fraude, mostramo-nos intolerantes, alimentamos ódios, praticamos vinganças, fomentamos intrigas, espalhamos inquietações, desencorajamos iniciativas nobres, regozijamo-nos com a impostura, prejudicamos interesses alheios, exploramos os nossos semelhantes, tiranizamos subalternos e familiares, desperdiçamos fortunas no vício e no luxo, transgredimos, enfim, todos os preceitos da Caridade, e, quando cedemos algumas migalhas do que nos sobra ou prestamos algum serviço, raras vezes agimos sob a inspiração do amor ao próximo, via de regra fazemo-lo por mera ostentação, ou por amor a nós mesmos, isto é, tendo em mira o recebimento de recompensas celestiais.

Quão longe estamos de possuir a verdadeira caridade!

Somos, ainda, demasiadamente egoístas e miseravelmente desprovidas de espírito de renúncia para praticá-la.

Mister se faz, porém, que a exercitemos, que aprendamos a dar ou sacrificar algo de nós mesmos em benefício de nossos semelhantes, porque "a caridade é o cumprimento da Lei."

RODOLFO, Calligaris,. As Leis Morais. FEB.
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: Antonio Renato em 27 de Junho de 2016, 01:17
Meus irmãos de estudos boa noite. Muito embora possamos imaginar que poderemos ter
as respostas de tudo, baseado naquilo que estudamos sobre a Doutrina Espirita, em nada
se poderá afirmar que estamos certos, o próprio Jesus não se colocava na certeza das
afirmações que fazia, pois sempre subjetivava  para que houvesse uma interpretação de
cada um, tomando como base os seus ensinamentos. Que afirmação eu posso ter daquilo
que ainda não pude vivenciar, apenas subjetivar baseado no que os espíritos deixaram para
nós através das codificações. O que nós somos na verdade? Como diria o nosso amigo e
irmão Vitor Santos, um espírito vivendo uma experiência em um corpo de carne, ou um
corpo de carne que necessita de um espírito para ter a sua existência. O que fomos não
precisa ser provado, o que sou a vida como escola está me ensinando, mas o que serei eu
não posso afirmar, pois só posso dizer que sou um espírito em evolução. Haverá sempre
dúvidas sobre acontecimentos da nossa existência material, ninguém tem respostas que
seja conclusiva, tentamos dá a nossa interpretação pelo nosso intendimento, pois temos
então a certeza de que ainda não atingimos a um nível de compreensão de tudo. Assim eu
penso.
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: M.Altino em 27 de Junho de 2016, 10:23
Amigos e companheiros deste cantinho onde estamos a debater um tema muito importante para a nossa evolução e assim dou o  meu bom dia de muita paz a todos os que nos visitam....
Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens, para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de vosso Pai que está nos céus.
Assim, quando derdes esmola, não zombeis, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens.
Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa.
Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; - a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará. –
(S. Mateus, cap. VI, vv. 1 a 4.)
Tendo Jesus descido do monte, grande multidão o seguiu.
Ao mesmo tempo, um leproso veio ao seu encontro e o adorou, dizendo:
Senhor, se quiseres, poderás curar-me.
 Jesus, estendendo a mão, o tocou e disse:
Quero-o, fica curado; no mesmo instante desapareceu a lepra.
 Disse-lhe então Jesus: abstém-te de falar disto a quem quer que seja; mas, vai mostrar-te aos sacerdotes e oferece o dom prescrito por Moisés, a fim de que lhes sirva de prova.
(S. Mateus, cap. VIII, vv. 1 a 4.)
Em fazer o bem sem ostentação há grande mérito; ainda mais meritório é ocultar a mão que dá; constitui marca incontestável de grande superioridade moral, porquanto, para encarar as coisas de mais alto do que o faz o vulgo, mister se torna abstrair da vida presente e identificar-se com a vida futura; numa palavra, colocar-se acima da Humanidade, para renunciar à satisfação que advém do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus.
Aquele que prefere ao de Deus o sufrágio dos homens prova que mais fé deposita nestes do que na Divindade e que mais valor dá à vida presente do que à futura.
Se diz o contrário, procede como se não acredita no que diz.
Quantos há que só dão na esperança de que o que recebe irá bradar por toda a parte o benefício recebido!
Quantos os que, de público, dão grandes somas e que, entretanto, às ocultas, não dariam uma só moeda!
Foi por isso que Jesus declarou:
"Os que fazem o bem ostentosamente já receberam sua recompensa.
" Com efeito, aquele que procura a sua própria glorificação na Terra, pelo bem que pratica, já se pagou a si mesmo; Deus nada mais lhe deve; só lhe resta receber a punição do seu orgulho.
Não saber a mão esquerda o que dá a mão direita é uma imagem que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta.
Mas, se há a modéstia real, também há a falsa modéstia, o simulacro da modéstia.
 Há pessoas que ocultam a mão que dá, tendo, porém, o cuidado de deixar aparecer um pedacinho, olhando em volta para verificar se alguém não o terá visto ocultá-la.
Indigna paródia das máximas do Cristo!
Se os benfeitores orgulhosos são depreciados entre os homens, que não será perante Deus?
Também esses já receberam na Terra sua recompensa.
Foram vistos; estão satisfeitos por terem sido vistos.
E tudo o que terão.
E qual poderá ser a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre aquele que os recebe, que lhe impõe, de certo modo, testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição, exaltando o preço dos sacrifícios a que se vota para beneficiá-lo?
Oh! para esse, nem mesmo a recompensa terrestre existe, porquanto ele se vê privado da grata satisfação de ouvir bendizer-lhe do nome e é esse o primeiro castigo do seu orgulho.
As lágrimas que seca por vaidade, em vez de subirem ao Céu, recaíram sobre o coração do aflito e o ulceraram.
Do bem que praticou nenhum proveito lhe resulta, pois que ele o deplora, e todo benefício deplorado é moeda falsa e sem valor.
A beneficência praticada sem ostentação tem duplo mérito.
Além de ser caridade material, é caridade moral, visto que resguarda a suscetibilidade do beneficiado, faz-lhe aceitar o benefício, sem que seu amor-próprio se ressinta e salvaguardando-lhe a dignidade de homem, porquanto aceitar um serviço é coisa bem diversa de receber uma esmola.
Ora, converter em esmola o serviço, pela maneira de prestá-lo, é humilhar o que o recebe, e, em humilhar a outrem, há sempre orgulho e maldade.
A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e engenhosa no dissimular o benefício, no evitar até as simples aparências capazes de melindrar, dado que todo atrito moral aumenta o sofrimento que se origina da necessidade.
Ela sabe encontrar palavras brandas e afáveis que colocam o beneficiado à vontade em presença do benfeitor, ao passo que a caridade orgulhosa o esmaga.
A verdadeira generosidade adquire toda a sublimidade, quando o benfeitor, invertendo os papéis, acha meios de figurar como beneficiado diante daquele a quem presta serviço.
Eis o que significam estas palavras:
"Não saiba a mão esquerda o que dá a direita."...........
Amigos com  um grande abraço carinhoso de muita paz este vosso amigo sincero....
[attach=2]
Manuel Altino
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: M.Altino em 28 de Junho de 2016, 10:18
Amigos com muito carinho e para todos o meu bom dia de serenidade e vamos continuar este debate que muito nos ajuda a entender que a Caridade deve ser exercida sempre com muito carinho ..mas sem dar nas vistas .....
Jesus é o modelo de perfeição a que a humanidade pode aspirar, disseram os espíritos à Allan Kardec (LE, 625).
Foi o maior Pedagogo, o maior Psicólogo, o Médico dos Médicos, o Advogado fiel, o Amigo com qual todos podiam e podem contar.
As suas ideias e palavras são carregadas de profundo significado, sempre buscando tocar o espírito humano.
As suas frases e parábolas encerram verdades profundas e ensinamentos de sublimidade que ainda hoje não nos foi possível absorver por completo e, sempre que se volta para elas, sorve-se um pouco mais do perfume e da beleza.
Quando Jesus proferiu o discurso que Mateus reproduziu, suas palavras – parecendo inocentes – não estavam se referindo tão somente aos nossos membros superiores.
Uma interpretação do significado espiritual se faz necessária para tentar absorver um pouco da lição verdadeira.
A cultura da época era rica em símbolos, Jesus como profundo conhecedor da cultura a que pertencia sabia disso.
Em diversas passagens da Bíblia – do novo e do velho testamentos – encontram-se diversas alusões às mãos, quase sempre deixando evidente tratar-se da esquerda ou da direita.
Há passagens que se referem às mãos (Isaías 41:13; Salmos 80:15; 1 Pedro 3: 22; Atos 7: 56), outras não, mas a questão do lado esquerdo ou do lado direito está lá (Marcos 14: 62 – 16: 19; Romanos 8:34).
O que Jesus quis dizer?
As pessoas têm um lado do corpo predominante, com mais força ou habilidade.
A maioria é destra, ou seja, tem o lado direito dominante.
Quem tem o lado esquerdo mais atuante e habilidoso, diz-se canhota.
Destro quer dizer habilidoso, ágil, sagaz, correto.
Canhoto tem mesma raiz de canhestro, acanhado, significando desajeitado, grosso, torto, tanto que em tempos passados a palavra também era usada como sinônimo de demônio e diabo.
Felizmente, hoje isso é passado e a ciência comprovou que ser destro ou canhoto não faz de ninguém melhor ou pior e que é tão relevante quanto a cor dos cabelos ou dos olhos, o formato da orelha ou do nariz.
Sem pretensão de monopólio da verdade e buscando o pensamento de gente mais conhecedora e experiente no evangelho, percebe-se que uma das interpretações possíveis da lição é a de que ela pretende ressaltar que ao realizarmos uma boa ação (dar esmola, por exemplo), devemos praticá-la com a “mão direita” (agir corretamente, praticar o ato por caridade, enfim, seja nossa boa índole atuando) e que a “mão esquerda” não deverá ficar sabendo (agir movido por vaidade, caridade fingida, ação calculada visando benefício próprio).
Portanto, parece claro que Jesus pretendeu ensinar que ao praticar-se uma boa ação, seja qual for, devemos fazê-la utilizando nosso lado bom, que é a manifestação do sentimento de caridade, a vontade sincera de ajudar, sem querer qualquer tipo de recompensa, vantagem ou reconhecimento.
Que devemos vigiar nosso lado sombra, pois ele pode querer apropriar-se da intenção de fazer o bem e transformá-la numa ação egoísta, calculada, vaidosa e apegada a resultados ou a reconhecimentos (o aplauso dos homens).
A satisfação pela ação no bem deve ser íntima, não vaidosa, que se traduz na alegria pela oportunidade de praticá-la, pela oportunidade de ver um rosto triste transformar-se em expressão de felicidade. Mahatma Ghandi denominava: “trabalho desapegado”.
Façamos nossa auto análise e busquemos constatar se nossas ações no bem são verdadeiramente desapegadas.
Se praticamos a virtude pelo bem da virtude, ou se estamos a buscar algo em troca ou reconhecimento.
Se as nossas ações visam melhorar o mundo em que vivemos, ajudando às pessoas a saírem do fosso da ignorância e do sofrimento.
Ao agir no bem estamos cuidando para que “a mão esquerda não saiba o que faz a mão direita”?
Amigos que sempre nos visitam vamos meditar nestes conselhos e sermos capazes de os colocar na prática ou seja na nossa vida diária.....
Com um carinhoso abraço sincero de muita paz este vosso amigo.
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita
Enviado por: M.Altino em 30 de Junho de 2016, 10:34
Amigos e companheiros deste cantinho onde sempre temos o nosso Estudo é com muito carinho que lhes dou o meu bom dia sereno e a satisfação de sentir que alguns participam nestes estudos da Doutrina no seu aspeto Moral....agradecendo com muito carinho a presença amiga dos amigos sentidos .António Renato e Moisés de Cerq. Pereira o também o nosso amigo Inconfort que embora colocando sempre questões e não dando pista de estudos quero aqui expressar todo o meu carinho e desejar ao amigo António Renato um bom estudo para dar continuidade a este trabalho lindo onde muitas moderadores não querem participar embora tendo feito muitos pedidos de ajuda........
O Livro dos Espíritos nos diz na questão n. 643 que não há ninguém que não possa fazer o bem e que somente o egoísta não encontra jamais a ocasião de poder praticá-lo.
Diz ainda que o homem deve fazer o bem, no limite de suas forças, porque responderá pelo mal que causou, não tendo praticado o bem.
Fora Da Caridade Não Há Salvação
Amigos e companheiros, na máxima:
Fora da caridade não há salvação, estão contidos os destinos do homem sobre a Terra e no céu.
Sobre a Terra, porque, à sombra desse estandarte, eles viverão em paz; e no céu, porque aqueles que a tiverem praticado encontrarão graça diante do Senhor.
Esta divisa é a flama celeste,  coluna luminosa que guia os homens pelo deserto da vida, para conduzi-los à Terra da Promissão.
Ela brilha no céu como auréola santa na fronte dos eleitos, e na Terra está gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá:
“Passai à direita, benditos de meu Pai”.
Podeis reconhecê-los pelo perfume de caridade que espargem ao seu redor.
Nada exprime melhor o pensamento de Jesus, nada melhor resume os deveres do homem, do que esta máxima de ordem divina.
O Espiritismo não podia provar melhor a sua origem, do que a oferecendo por regra, porque ela é o reflexo do mais puro Cristianismo.
Com essa orientação, o homem jamais se transviará.
Aplicai-vos, portanto, meus amigos, a compreender-lhe o sentido profundo e as consequências de sua aplicação, e a procurar por vós mesmos todas as maneiras de aplicá-la.
Submetei todas as vossas ações ao controle da caridade, e a vossa consciência vos responderá: não somente ela evitará que façais o mal, mas ainda vos levará a fazer o bem.
Porque não basta uma virtude negativa, é necessária uma virtude ativa.
Para fazer o bem, é sempre necessária  a ação da vontade, mas, para não fazer o mal, bastam frequentemente à inércia e a negligência.
Meus amigos, agradeçam a Deus, que vos permitiu gozar a luz do Espiritismo.
Não porque somente os que a possuem possam salvar-se, mas porque, ajudando-vos a melhor compreender os ensinamentos do Cristo, ela vos torna melhores cristãos.
Fazei, pois, que vos vendo, se possa dizer que o verdadeiro espírita e o verdadeiro cristão são uma e a mesma coisa, porque todos os que praticam a caridade são discípulos de Jesus, qualquer que seja o culto a que pertençam.......
Amigos com  um sincero abraço de muita paz este vosso dedicado amigo
[attach=1]
Manuel Altino