Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Janeiro de 2017, 11:59

Título: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Janeiro de 2017, 11:59
Olá a todos!

Graças a Deus!

Iniciamos mais um estudo mensal nesta importante oportunidade permitida a nós, pelo Fórum: Fórum Espírita

Agradecemos de coração a participação de todos

Neste primeiro mês deste novo ano
Renovemos em nossas almas os nossos votos de prosperidade
Renovemos os votos de alegria
Renovemos os votos de sucesso
Renovemos os votos de fé
Renovemos os votos de persistência
Renovemos os votos de estudar e aplicar estes magnânimos conceitos da doutrina

Compreendamos sempre o direito a liberdade a nós e ao nosso próximo,
mas também tenhamos a compreensão de nos focarmos no estudo,
pois pela sinceridade que nos dispomos
Estudá-lo é o objetivo central

Neste mês estudaremos o

CAPÍTULO XX

Com o tema:

Os trabalhadores da última hora

E buscaremos em uma reflexão objetiva compreender esta lição

Estamos sempre em estudos com temas extraído do livro escrito por Kardec,

O Evangelho Segundo o Espiritismo

E rogamos sim,
Permissão a Deus
e a companhia dos Bons espíritos
e claro
a participação de todos

Vamos sim nos unir
ler as lições
acompanhar conforme elas surgirem
e avaliar com carinho os objetivos de seus ensinos

Agradeço a Deus e a todos

Moisés





Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Janeiro de 2017, 12:04
Os trabalhadores da última hora


1. O reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu de madrugada, a fim de assalariar trabalhadores para a sua vinha.
- Tendo convencionado com os trabalhadores que pagaria um denário a cada um por dia, mandou-os para a vinha.
-Saiu de novo à terceira hora do dia e, vendo outros que se conservavam na praça sem fazer coisa alguma, - disse-lhes:
Ide também vós outros para a minha vinha e vos pagarei o que for razoável.
Eles foram.
- Saiu novamente à hora sexta e à hora nona do dia e fez o mesmo.
- Saindo mais uma vez à hora undécima, encontrou ainda outros que estavam desocupados, aos quais disse:
Por que permaneceis aí o dia inteiro sem trabalhar?
- É, disseram eles, que ninguém nos assalariou.
Ele então lhes disse: Ide vós também para a minha vinha.
Ao cair da tarde disse o dono da vinha àquele que cuidava dos seus negócios:
Chama os trabalhadores e paga-lhes, começando pelos últimos e indo até aos primeiros.
- Aproximando-se então os que só à undécima hora haviam chegado, receberam um denário cada um.
- Vindo a seu turno os que tinham sido encontrados em primeiro lugar, julgaram que iam receber mais;
porém, receberam apenas um denário cada um.
-Recebendo-o, queixaram-se ao pai de família,
- dizendo:
Estes últimos trabalharam apenas uma hora e lhes dás tanto quanto a nós que suportamos o peso do dia e do calor..
Mas, respondendo, disse o dono da vinha a um deles:
Meu amigo, não te causo dano algum;
não convencionaste comigo receber um denário pelo teu dia?
Toma o que te pertence e vai-te;
apraz-me a mim dar a este último tanto quanto a ti.
- Não me é então lícito fazer o que quero?
Tens mau olho, porque sou bom?
Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos, porque muitos são os chamados e poucos os escolhidos.

(S. MATEUS, cap. XX, vv. 1 a 16.
Ver também: "Parábola do festim das bodas", cap. XVIII, nº 1.)
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Janeiro de 2017, 12:06
INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

Os últimos serão os primeiros

2. O obreiro da última hora tem direito ao salário, mas é preciso que a sua boa-vontade o haja conservado à disposição daquele que o tinha de empregar e que o seu retardamento não seja fruto da preguiça ou da má-vontade. Tem ele direito ao salário, porque desde a alvorada esperava com impaciência aquele que por fim o chamaria para o trabalho. Laborioso, apenas lhe faltava o labor.

Se, porém, se houvesse negado ao trabalho a qualquer hora do dia; se houvesse dito: "tenhamos paciência, o repouso me é agradável; quando soar a última hora é que será tempo de pensar no salário do dia; que necessidade tenho de me incomodar por um patrão a quem não conheço e não estimo! quanto mais tarde, melhor"; esse tal, meus amigos, não teria tido o salário do obreiro, mas o da preguiça.

Que dizer, então, daquele que, em vez de apenas se conservar inativo, haja empregado as horas destinadas ao labor do dia em praticar atos culposos; que haja blasfemado de Deus, derramado o sangue de seus irmãos, lançado a perturbação nas famílias, arruinado os que nele confiaram, abusado da inocência, que, enfim, se haja cevado em todas as ignominias da Humanidade? Que será desse?

Bastar-lhe-á dizer à última hora: Senhor, empreguei mal o meu tempo; toma-me até ao fim do dia, para que eu execute um pouco, embora bem pouco, da minha tarefa, e dá-me o salário do trabalhador de boa vontade? Não, não; o Senhor lhe dirá: "Não tenho presentemente trabalho para te dar; malbarataste o teu tempo; esqueceste o que havias aprendido; já não sabes trabalhar na minha vinha. Recomeça, portanto, a aprender c, quando te achares mais bem disposto, vem ter comigo e eu te franquearei o meu vasto campo, onde poderás trabalhar a qualquer hora do dia.

Bons espíritas, meus bem-amados, sois todos obreiros da última hora. Bem orgulhoso seria aquele que dissesse: Comecei o trabalho ao alvorecer do dia e só o terminarei ao anoitecer. Todos viestes quando fostes chamados, um pouco mais cedo, um pouco mais tarde, para a encarnação cujos grilhões arrastais; mas há quantos séculos e séculos o Senhor vos chamava para a sua vinha, sem que quisésseis penetrar nela!

Eis-vos no momento de embolsar o salário; empregai bem a hora que vos resta e não esqueçais nunca que a vossa existência, por longa que vos pareça, mais não é do que um instante fugitivo na imensidade dos tempos que formam para vós a eternidade. - Constantino, Espírito Protetor.

(Bordéus, 1863.)
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Janeiro de 2017, 12:10
INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

Os últimos serão os primeiros

3. Jesus gostava da simplicidade dos símbolos e, na sua linguagem máscula, os obreiros que chegaram na primeira hora são os profetas, Moisés e todos os iniciadores que marcaram as etapas do progresso, as quais continuaram a ser assinaladas através dos séculos pelos apóstolos, pelos mártires, pelos Pais da Igreja, pelos sábios, pelos filósofos e, finalmente, pelos espíritas.

Estes, que por último vieram, foram anunciados e preditos desde a aurora do advento do Messias e receberão a mesma recompensa. Que digo? recompensa maior. Últimos chegados, eles aproveitam dos labores intelectuais dos seus predecessores, porque o homem tem de herdar do homem e porque coletivos são os trabalhos humanos: Deus abençoa a solidariedade.

Aliás, muitos dentre aqueles revivem hoje, ou reviverão amanhã, para terminarem a obra que começaram outrora. Mais de um patriarca, mais de um profeta, mais de um discípulo do Cristo, mais de um propagador da fé cristã se encontram no meio deles, porém, mais esclarecidos, mais adiantados, trabalhando, não já na base e sim na cumeeira do edifício. Receberão, pois, salário proporcionado ao valor da obra.

O belo dogma da reencarnação eterniza e precisa a filiação espiritual. Chamado a prestar contas do seu mandato terreno, o Espírito se apercebe da continuidade da tarefa interrompida, mas sempre retomada. Ele vê, sente que apanhou, de passagem, o pensamento dos que o precederam.

Entra de novo na liça, amadurecido pela experiência, para avançar mais. E todos, trabalhadores da primeira e da última hora, com os olhos bem abertos sobre a profunda justiça de Deus, não mais murmuram: adoram.

Tal um dos verdadeiros sentidos desta parábola, que encerra, como todas as de que Jesus se utilizou falando ao povo, o gérmen do futuro e também, sob todas as formas, sob todas as imagens, a revelação da magnífica unidade que harmoniza todas as coisas no Universo, da solidariedade que liga todos os seres presentes ao passado e ao futuro.

- Henri Heine. (Paris, 1863.)
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Janeiro de 2017, 12:24
Missão dos espíritas

4. Não escutais já o ruído da tempestade que há de arrebatar o velho mundo e abismar no nada o conjunto das iniqüidades terrenas? Ah! bendizei o Senhor, vós que haveis posto a vossa fé na sua soberana justiça e que, novos apóstolos da crença revelada pelas proféticas vozes superiores, ides pregar o novo dogma da reencarnação e da elevação dos Espíritos, conforme tenham cumprido, bem ou mal, suas missões e suportado suas provas terrestres.

Não mais vos assusteis! As línguas de fogo estão sobre as vossas cabeças. O verdadeiros adeptos do Espiritismo!... sois os escolhidos de Deus! Ide e pregai a palavra divina. É chegada a hora em que deveis sacrificar à sua propagação os vossos hábitos, os vossos trabalhos, as vossas ocupações fúteis. Ide e pregai.

Convosco estão os Espíritos elevados. Certamente falareis a criaturas que não quererão escutar a voz de Deus, porque essa voz as exorta incessantemente à abnegação. Pregareis o desinteresse aos avaros, a abstinência aos dissolutos, a mansidão aos tiranos domésticos, como aos déspotas! Palavras perdidas, eu o sei; mas não importa. Faz-se mister regueis com os vossos suores o terreno onde tendes de semear, porquanto ele não frutificará e não produzirá senão sob os reiterados golpes da enxada e da charrua evangélicas. Ide e pregai!

Ó todos vós, homens de boa-fé, conscientes da vossa inferioridade em face dos mundos disseminados pelo infinito!... lançai-vos em cruzada contra a injustiça e a iniqüidade. Ide e proscrevei esse culto do bezerro de ouro, que cada dia mais se alastra. Ide, Deus vos guia! Homens simples e ignorantes, vossas línguas se soltarão e falareis como nenhum orador fala. Ide e pregai, que as populações atentas recolherão ditosas as vossas palavras de consolação, de fraternidade, de esperança e de paz.

Que importam as emboscadas que vos armem pelo caminho! Somente lobos caem em armadilhas para lobos, porquanto o pastor saberá defender suas ovelhas das fogueiras imoladoras.

Ide, homens, que, grandes diante de Deus, mais ditosos do que Tomé, credes sem fazerdes questão de ver e aceitais os fatos da mediunidade, mesmo quando não tenhais conseguido obtê-los por vós mesmos; ide, o Espírito de Deus vos conduz.

Marcha, pois, avante, falange imponente pela tua fé! Diante de ti os grandes batalhões dos incrédulos se dissiparão, como a bruma da manhã aos primeiros raios do Sol nascente.

A fé é a virtude que desloca montanhas, disse Jesus. Todavia, mais pesados do que as maiores montanhas, jazem depositados nos corações dos homens a impureza e todos os vícios que derivam da impureza. Parti, então, cheios de coragem, para removerdes essa montanha de iniqüidades que as futuras gerações só deverão conhecer como lenda, do mesmo modo que vós, que só muito imperfeitamente conheceis os tempos que antecederam a civilização pagã.

Sim, em todos os pontos do Globo vão produzir-se as subversões morais e filosóficas; aproxima-se a hora em que a luz divina se espargirá sobre os dois mundos.

Ide, pois, e levai a palavra divina: aos grandes que a desprezarão, aos eruditos que exigirão provas, aos pequenos e simples que a aceitarão; porque, principalmente entre os mártires do trabalho, desta provação terrena, encontrareis fervor e fé. Ide; estes receberão, com hinos de gratidão e louvores a Deus, a santa consolação que lhes levareis, e baixarão a fronte, rendendo-lhe graças pelas aflições que a Terra lhes destina.

Arme-se a vossa falange de decisão e coragem! Mãos à obra! o arado está pronto; a terra espera; arai!

Ide e agradecei a Deus a gloriosa tarefa que Ele vos confiou; mas, atenção! entre os chamados para o Espiritismo muitos se transviaram; reparai, pois, vosso caminho e segui a verdade.

Pergunta. - Se, entre os chamados para o Espiritismo, muitos se transviaram, quais os sinais pelos quais reconheceremos os que se acham no bom caminho?

Resposta. - Reconhecê-los-eis pelos princípios da verdadeira caridade que eles ensinarão e praticarão. Reconhecê-los-eis pelo número de aflitos a que levem consolo; reconhecê-los-eis pelo seu amor ao próximo, pela sua abnegação, pelo seu desinteresse pessoal; reconhecê-los-eis, finalmente, pelo triunfo de seus princípios, porque Deus quer o triunfo de Sua lei; os que seguem Sua lei, esses são os escolhidos e Ele lhes dará a vitória; mas Ele destruirá aqueles que falseiam o espírito dessa lei e fazem dela degrau para contentar sua vaidade e sua ambição.

- Erasto, anjo da guarda do médium. (Paris, 1863.) (1)
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Janeiro de 2017, 00:43
Os obreiros de Senhor

5. Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão a caridade! Seus dias de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado. Ditosos os que hajam dito a seus irmãos:

"Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra",

porquanto o Senhor lhes dirá:

"Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra!"

Mas, ai daqueles que, por efeito das suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita, pois a tempestade virá e eles serão levados no turbilhão! Clamarão:

 "Graça! graça!"

O Senhor, porém, lhes dirá:

"Como implorais graças, vós que não tivestes piedade dos vossos irmãos e que vos negastes a estender-lhes as mãos, que esmagastes o fraco, em vez de o amparardes?

Como suplicais graças, vós que buscastes a vossa recompensa nos gozos da Terra e na satisfação do vosso orgulho? Já recebestes a vossa recompensa, tal qual a quisestes.

Nada mais vos cabe pedir; as recompensas celestes são para os que não tenham buscado as recompensas da Terra."

Deus procede, neste momento, ao censo dos seus servidores fiéis e já marcou com o dedo aqueles cujo devotamento é apenas aparente, a fim de que não usurpem o salário dos servidores animosos, pois aos que não recuarem diante de suas tarefas é que ele vai confiar os postos mais difíceis na grande obra da regeneração pelo Espiritismo.

Cumprir-se-ão estas palavras:

"Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no reino dos céus."

-O Espírito de Verdade. (Paris, 1862.)
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Janeiro de 2017, 16:12
O Chamado
Marcus Vinicius de Azevedo Braga


Clássica no movimento espírita é a parábola dos trabalhadores da última hora, tratada por Allan Kardec no capítulo XX de “O evangelho segundo o Espiritismo”, que aborda este pelo viés da missão dos espíritas como trabalhadores da última hora.

Perdoe o leitor a ousadia deste articulista, mas vamos propor nas breves linhas desse artigo uma outra abordagem da parábola citada, extraindo dela novos conhecimentos, não competindo, mas agregando valor.

De forma resumida, a parábola apresenta o senhor que sai a cada hora do dia para recrutar trabalhadores para a sua vinha e, no momento da remuneração, recusa a boa matemática das horas trabalhadas e remunera a todos da mesma maneira; o que causa revolta nos trabalhadores das primeiras horas.

A parábola ilustra que a remuneração não é o mais importante e que para além do “toma-lá-da-cá”, do salvacionismo individualista, o importante é o trabalho na vinha, onde, ao ouvir o “chamado”, atendendo-o, já recebemos o nosso galardão.     
         
E esse chamado, em nossa opinião, se apresenta como o tema central da parábola, mostrando o convite permanente do senhor da vida para o trabalho na vinha. De forma metafórica, cada hora representa uma fase de nossa vida, na qual recebemos chamados ao trabalho, cuja necessidade se faz de forma constante. Na juventude, na infância, na madureza e na melhor idade, recebemos convites do senhor de forma incessante, ainda que nos façamos, por vezes, distraídos.

Pode-se dizer também que as horas da parábola representam as nossas diversas reencarnações, nas quais em cada uma delas Deus aposta em nós, nos oferecendo mais uma oportunidade de crescimento. A reencarnação é o chamado e precisamos identificar nesta oportunidade a soma de pequenas missões que nos cabem.

E a cada dia, recebemos chamados... Acolhemos alguns, recusamos outros, pela preguiça ou pela ignorância, perdendo oportunidades valiosas. Quando atendemos cada chamado, nos incorporamos à vinha, fonte de crescimento que nos remunera, independente da hora em que acudimos ao chamado.

Isso significa o fim do mérito? Que basta apenas tomar-se uma decisão? Não; significa que essa decisão é fundamental, mas o que é importante é a vinha! A parábola não se prende àqueles que desperdiçam o chamado e sim àqueles que foram recrutados, indicando o fluxo incessante de trabalho para o qual somos convidados, e que essa é a nossa fonte de evolução.

Necessitamos ficar atentos aos chamados, em cada hora da vida. A parábola demonstra que a remuneração é a mesma, indicando o valor de todas as oportunidades como ferramentas de evolução. Sempre há esperança, sempre é hora de mudar, agora é a hora. Essa é a mensagem!

Mais relevante que a última hora é a nossa entrada no trabalho, o nosso alistamento nas fileiras do Cristo, nas múltiplas inflexões, grandes ou pequenas, que experimentamos nas diversas encarnações. A cada subida de degraus, ganhamos nossa recompensa, independentemente se ascendermos antes ou mais tarde, dependendo isso de nossa maturidade espiritual e de nosso empenho.

Cada um a seu tempo, de acordo com seu esforço, atendendo aos chamados que se apresentam. Ao receber o chamado, é preciso se posicionar, enfrentar a vinha e seus desafios.

Outro dia nascerá e o senhor necessitará de mais trabalhadores, a cada hora. A última hora de hoje pode ser a primeira de amanhã. Ser a última hora não é ser a última bolacha do pacote e sim se mostrar disposto à renovação, que necessita de esforços e persistência para se materializar em evolução.

Tornarmos a nós mesmos trabalhadores da vinha é o fim pretendido, independente da hora em que soar o nosso gongo interior. A parábola fala sobre a justiça de Deus e sobre o sol da evolução que brilha sobre todos. A lei é de amor e justiça, somos filhos de nosso pai e o nosso destino é amar. A vinha nossa de cada dia nos espera e a última hora é agora.   

(texto extraído da revista O Consolador)     
 
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Janeiro de 2017, 20:12
O Livro dos Espíritos

Capítulo III

– LEI DO TRABALHO

I – Necessidade do Trabalho

      674. A necessidade do trabalho é uma lei da Natureza?

      — O trabalho é uma lei da Natureza, e por isso mesmo é uma necessidade. A civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque aumenta as suas necessidades e os seus prazeres.

      675. Só devemos entender por trabalho as ocupações materiais?

      — Não; o Espírito também trabalha, como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho.

      676. Por que o trabalho é imposto ao homem?

      — É uma conseqüência da sua natureza corpórea. E uma expiação e ao mesmo tempo um meio de aperfeiçoar a sua inteligência. Sem o trabalho o homem permaneceria na infância intelectual; eis porque ele deve a sua alimentação, a sua segurança e o seu bem-estar ao seu trabalho e à sua atividade. Ao que é de físico franzino. Deus concebeu a inteligência para o compensar; mas há sempre trabalho.

       677. Por que a Natureza provê, por si mesma, a todas as necessidades  dos animais?

       — Tudo trabalha na Natureza. Os animais trabalham, como tu, mas o seu trabalho, como a sua inteligência, é limitado aos cuidados da conservação. Eis porque, entre eles, o trabalho não conduz ao progresso, enquanto entre os homens tem um duplo objetivo: a conservação do corpo e o desenvolvimento do pensamento, que é também uma necessidade e que o eleva acima de si mesmo. Quando digo que o trabalho dos animais é limitado aos cuidados de sua conservação, refiro-me ao fim a que eles se propõem, trabalhando. Mas, enquanto, sem o saberem, eles se entregam inteiramente a prover as suas necessidades materiais, são os agentes que colaboram nos desígnios do Criador. Seu trabalho não concorre menos para o objetivo final da Natureza, embora, muitas vezes, não possais ver o seu resultado imediato.

     678. Nos mundos mais aperfeiçoados, o homem é submetido à mesma necessidade de trabalho?

     —A natureza do trabalho é relativa à natureza das necessidades; quanto menos necessidades materiais, menos material é o trabalho. Mas não julgueis, por isso, que o homem permanece inativo e inútil; a ociosidade seria um suplício, em vez de ser um benefício.

     679.0 homem que possui bens suficientes para assegurar sua subsistência está liberto da lei do trabalho?

     — Do trabalho material, talvez, mas não da obrigação de se tornar útil na proporção de seus meios, de aperfeiçoar a sua inteligência ou a dos outros, o que é também um trabalho. Se o homem a quem Deus concedeu bens suficientes para assegurar sua subsistência não está obrigado a comer o pão com o suor da fronte, a obrigação de ser útil a seus semelhantes é tanto maior para ele, quanto a parte que lhe coube por adiantamento lhe der maior lazer para fazer o bem.

     680. Não há homens que estão impossibilitados de trabalhar, seja no que for, e cuja existência é inútil?


     — Deus é justo e só condena aquele cuja existência for voluntariamente inútil, porque esse vive na dependência do trabalho alheio.  Ele quer que cada um se torne útil na proporção de suas faculdades.

     681. A lei da Natureza impõe aos filhos a obrigação de trabalhar para os pais?

     — Certamente, como os pais devem trabalhar para os filhos. Eis porque Deus fez do amor filial e do amor paterno um sentimento natural, afim de que, por essa afeição recíproca, os membros de uma mesma família sejam levados a se auxiliarem mutuamente. É o que, com muita freqüência, não se reconhece em vossa atual sociedade.

Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Janeiro de 2017, 20:16
O Livro dos Espíritos

Capítulo III

– LEI DO TRABALHO

II – Limite do Trabalho – Repouso

      682. Sendo o repouso uma necessidade após o trabalho, não é uma lei da natureza?

      — Sem duvida o repouso serve para reparar as forças do corpo. E também necessário para deixar um pouco mais de liberdade à inteligência, que deve elevar-se acima da matéria.

      683. Qual é o limite do trabalho?

      — O limite das forças; não obstante, Deus dá liberdade ao homem.

      684. Que pensar dos que abusam da autoridade para impor aos seus  inferiores um excesso de trabalho?

       — É uma das piores ações. Todo homem que tem o poder de dirigir é responsável pelo excesso de trabalho que impõe aos seus inferiores, porque  transgride a lei de Deus.

       685. O homem tem direito ao repouso na sua velhice?

       — Sim, pois não está obrigado a nada, senão na proporção de suas forças.

       685 – a) Mas o que fará o velho que precisa trabalhar para viver e não pode?

       — O forte deve trabalhar para o fraco: na falta da família, a sociedade deve ampará-lo: é a lei da caridade.

Comentário de Kardec: Não basta dizer ao homem que ele deve trabalhar, é necessário também que o que vive do seu trabalho encontre ocupação, e isso nem sempre acontece. Quando a falta de trabalho se generaliza, toma as proporções de um flagelo, como a escassez. A ciência econômica procura o remédio no equilíbrio entre a produção e o consumo, mas esse equilíbrio, supondo-se que seja possível, sofrerá sempre intermitências e durante essas fases o trabalhador tem necessidade de viver. Há um elemento que não se ponderou bastante, e sem o qual a ciência econômica não passa de teoria: a educação. Não a educação intelectual, mas a moral, e nem ainda a educação moral pelos livros, mas a que consiste na arte de formar caracteres, aquela que cria os hábitos, porque educação é conjunto de hábitos adquiridos.

       Quando se pensa na massa de indivíduos diariamente lançados na corrente da população, sem princípios, sem freios, entregues aos próprios instintos, deve-se admirar das conseqüências desastrosas desse fato? Quando essa arte for conhecida, compreendida e praticada, o homem seguirá no mundo os hábitos de ordem e previdência para si mesmo e para os seus, de respeito pelo que é respeitável, hábitos que lhe permitirão atravessar de maneira menos penosa os maus dias inevitáveis. A desordem e a imprevidência são duas chagas que somente uma educação bem compreendida pode curar. Nisso está o ponto de partida, o elemento real do bem- estar, a garantia da segurança de todos.

Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Janeiro de 2017, 20:58
A divina trilogia

A ciência é luz.
A filosofia é trabalho.
A religião é amor.

A luz esclarece.
O trabalho aperfeiçoa.
O amor santifica.

Com a ciência experimentamos.
Com a filosofia concluímos.
Com a religião edificamos.

A luz sem trabalho e sem amor pode reduzir-se à beleza inútil.
O trabalho sem amor e sem luz pode ser mera perturbação.
O amor sem luz e sem trabalho pode converter-se em egoísmo fanático.

A ciência, por isso, é senda do progresso.
A filosofia, por essa razão, é estrada para o conhecimento.
E a religião, por esse motivo, é caminho para a sublimação espiritual.

A luz exalta a inteligência.
O trabalho enriquece a razão.
O amor diviniza o sentimento.

Com a ciência o homem descobre a casa em que nasceu para a imortalidade, com a filosofia, aprende a viver e com a religião desenvolve as próprias asas que o transportarão à excelsitude imperecível a que se destina.

Façamos, assim, de nosso roteiro espiritista, com Jesus, o templo vivo, em que a ciência seja cultivada, em que a filosofia se erga em altar de nosso respeito e em que a religião seja alimento de cada dia em nossos pensamentos, palavras e ações.

E, alicerçados nessa trilogia de valores universais, estejamos convictos de que faremos de nossa fé o santuário sublime que nos conduzirá do mundo renovado aos Eternos braços de Deus.

Espírito: Emmanuel.
Médium: Francisco Cândido Xavier.
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 09 de Janeiro de 2017, 16:03
Falando ao Trabalhador

Citar
"O progresso nos Espíritos é o fruto do próprio trabalho; mas, como são livres, trabalham no seu adiantamento com maior ou menor atividade, com mais ou menos negligência, segundo sua vontade, acelerando ou retardando o progresso e, por conseguinte, a própria felicidade."

O CÉU E O INFERNO

1ª parte - Capítulo 3º - Item 7.

Trabalhador da vida persevera agindo no bem.

As criaturas na Terra, de certo modo, se parecem com matérias brutas antes de serem trabalhadas.

Diante do solo que te não pode oferecer argila para a olaria ou leiras para a sementeira, evita a blasfêmia.

Trabalha a terra, dando-lhe o amor que te escorre abundante e amparando-a com a dádiva da linfa vivificante.

Ante a montanha não amaldiçoes as pedras.

Trabalha-as e arrancarás formas preciosas.

Frente à árvore retorcida não lhe desprezes os galhos.

Trabalha o lenho, retirando tábuas e mourões que ensejem agasalhos e utilidades.

Face ao ferro envelhedio e gasto não o injuries. Trabalha nele com o auxílio do fogo e aplica-o em variados usos.

Defrontando o lodo não o insultes.

Trabalha, drenando-o, e conseguirás aí abençoada seara que se cobrirá, oportunamente, de flores e frutos.

Há muitos corações, igualmente assim, na estrada dos homens.

Espíritos difíceis de entender, empedernidos na indiferença, retorcidos pelo ódio, envelhecidos no erro, perdidos na inutilidade, comprazendo-se na ignorância e na crueldade.

Não reclames nem os desprezes.

Abre os braços e socorre-os em nome do amor. Quanto te seja possível trabalha junto a eles e neles, confiante no Divino Trabalhador.

Possivelmente os resultados não virão logo nem o êxito do trabalho surgirá de imediato.

Muitas vezes sangrarão tuas mãos na execução da obra e dilacerarás o próprio coração.

De início a dificuldade, o esforço e a perseverança no trabalho.

Mais tarde a assistência carinhosa e o zelo cuidadoso.

Por fim surpreenderás, feliz, a vitória do trabalho paciente, sorrindo como flores na lama, saudando a beleza e a glória da vida em nome de Jesus, o Obreiro da felicidade de nós todos.

Médium: Divaldo Pereira Franco
Espírito: Joanna de Ângelis

Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Janeiro de 2017, 12:46
Trabalhar

Se você acredita na preguiça, olhe a água parada.

Seja qual seja o seu problema, o trabalho será sempre a sua base de solução.

Não existe processo de angústia que não se desfaça ao toque do trabalho.

Diante de qualquer sofrimento, o trabalho é o nosso melhor caminho de libertação.

Não se aborreça se alguns companheiros lhe abandonarem a estrada; continue em seu próprio dever e o trabalho lhe trará outros.

Todos os medicamentos são valiosos na farmácia da vida, mas o trabalho é o remédio que oferece complemento a todos eles.

Quem trabalha encontra meios de esclarecer, mas não tem tempo de discutir.

O sucesso quase sempre se forma com uma parte de ideal e noventa e nove partes de suor na ação que o realiza.

Médium: Francisco Cândido Xavier
Espírito: André Luiz
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Janeiro de 2017, 12:59
Trabalhadores

Realmente, muitos trabalhadores são chamados ao ministério do Cristo, para o levantamento do Reino de Deus na Terra.

Entretanto, quase todos menoscabam o tempo na excelsa concessão da infinita Bondade.

Muitos, ao invés do suor na tarefa a que foram trazidos, gastam as horas repetindo frases brilhantes, embriagados de verbo inútil...

Entregam-se outros, desavisados, ao indébito exame dos companheiros, quais se fossem meros fiscais da obra que não lhes pertence.

Consagram-se muitos à infindáveis querelas, supondo-se os defensores da Eterna Sabedoria.

Devotam-se inúmeros à adoração preguiçosa, julgando exaltar os méritos da Majestade Excelsa, ajustados à função de puro ornamento das Grandes Revelações.

Outros muitos, ainda, fogem deliberadamente ao trabalho, enregelando os próprios passos no frio da indiferença a se imobilizarem nas sombras da negação...

E perdem os minutos divinos, atingindo o término da jornada à maneira de farrapos mentais, mendigando a luz que eles próprios menosprezaram.

Os trabalhadores despertos, todavia, ainda mesmo quando chamados à obra nos últimos lances do dia, sintonizam-se com a dever que lhes cabe, elegendo na renúncia o clima da própria ação e, de braços resolutos no serviço a realizar aprendem que o tempo é também qual a solo fecundo, a retribuir-nos em regime de percentagem crescente as bênçãos que semeamos...

Acordados, pois, para os Acordados, pois, para a responsabilidade que nos assiste, saibamos construir com Jesus o progresso e a segurança, a alegria e a tranqüilidade dos outros, na certeza de que somente assim, edificando a bem daqueles que nos rodeiam é que, em verdade, conseguimos obter da vida a construção do próprio bem.

Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Xavier
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 11 de Janeiro de 2017, 12:38
Senhor:

Somos aqueles trabalhadores da última hora, necessitados do Teu carinho e da Tua compaixão.

Estamos dispostos à lavoura do bem, nada obstante encontramo-nos na dependência de muitos fatores que procedem do passado espiritual.

Tu prometeste que, no momento quando duas ou mais pessoas se reunissem em Teu nome, far-Te-ias presente entre elas.

Eis-nos aqui, entrelaçando emoções, procurando o caminho seguro para chegarmos à fonte inexaurível da Tua misericórdia, Companheiro sublime, que nunca nos deixas a sós.

Vivenciando a Tua mensagem conforme as nossas limitações, aguardamos que a Tua condução de Pastor leve-nos ao divino aprisco embora a nossa retentiva na retaguarda.

Filhos da alma:

Tende bom ânimo, mantendo a certeza de que nunca estareis a sós.

Aqueles que atendem ao divino chamado vinculam-se ao Condutor Celeste.

Obstáculos e provações fazem parte do processo evolutivo.

Os metais, para suportarem as intempéries, passam pela aspereza do fogo, assim como a argila que, para resistir, sofre a fornalha, e a madeira, para submeter-se, experimenta os cortes lancinantes nas suas fibras…

A gema, que reflete a estrela, sofreu a lapidação.

Também a alma, meus filhos, depois dos camartelos do sofrimento e das asperezas que lhe retiram as imperfeições, passa a refletir a Estrela polar do amor.

Nunca vos desespereis! …

Existem Benfeitores queridos que vos assessoram, que participam das vossas noites insones e das angústias dos vossos corações.

Aprendei a ouvi-los, sintonizando com esses anjos tutelares através da oração, pelo pensamento voltado para o Bem.

O Senhor da Vida, que a todos nos conhece, levar-nos-á com segurança ao porto da paz, se permitirmos que Ele conduza a barca do nosso destino.

Confiai em Deus, meus filhos, entregando-vos ao comando do Seu Filho que é o nosso Mestre e Guia.

Temos estado em nossa Casa aqui, com os companheiros devotados à ação inefável do Bem.
Prossegui!

Não vos atemorize a noite, nem vos produza receio a tormenta.

Tudo passa e o Bem permanece.

Vimos hoje ter convosco para vos alentarmos na luta, a fim de que prossigais intimoratos no Bem.

Jesus confia em nós!

Retribuamos essa confiança mediante o serviço no Bem, rogando a Ele, nosso excelso Mentor, que nos abençoe e nos guarde.

Sou o servidor humílimo e paternal de sempre,
Bezerra.


Divaldo Franco
Mensagem psicofônica que encerrou a Conferência proferida pelo médium Divaldo Pereira Franco, em data de 20/10/2006, na Associação Espírita de Quarteira, Portugal, Grupo O Consolador.
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 12 de Janeiro de 2017, 14:44
Parábolas dos trabalhadores da vinha
ou Parábola dos trabalhadores da última hora
ou Parábola dos trabalhadores das diversas horas do dia

Citar

"Porque o Reino dos Céus é semelhante a um proprietário, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha. E feito com os trabalhadores o ajuste de um denário por dia, mandou-os para a sua vinha. Tendo saído cerca hora terceira, viu estarem outros na praça desocupados, e disse-lhes: Ide também vós para a minha vinha, e vos darei o que for justo. E eles foram. Saiu outra vez cerca da hora sexta, e da nona, e fez o mesmo. E cerca da undécima, saiu e achou outros que lá estavam e perguntou-lhes: Por que estais aqui todo o dia desocupados? Responderam-lhe: Porque ninguém nos assalariou. Disse-lhes: Ide também pra a minha vinha.À tarde, disse o dono da vinha ao seu administrador. Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos e acabando pelos primeiros. Tendo chegado os que tinham sido assalariados cerca da undécima hora, receberam um denário cada um. E vindo os primeiros, pensavam que haviam de receber mais; porém, receberam igualmente um denário cada um. Ao receberem-no, murmuravam contra o proprietário, alegando: Estes últimos trabalharam somente uma hora, e os igualaste a nós, que suportamos o peso do dia e o calor extremo!. Mas o proprietário disse a um deles: Meu amigo, não te faço injustiça; não ajustaste comigo por um denário? Toma o que é teu e vai-te embora, pois quero dar a este último tanto como a ti. Não me é licito fazer o que me apraz do que é meu? Acaso o teu olho é mau, porque eu sou bom? Assim os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos".

(Mateus, XX, 1-16)



As condições essenciais para os trabalhadores são: a constância, o desinteresse, a boa vontade e o esforço que fazem no trabalho que assumiram. Os bons trabalhadores se distinguem por estes característicos. O mercenário trabalha pelo dinheiro; seu único fito, sua única aspiração é receber o salário. O verdadeiro operário, o artista, trabalha por amor à Arte. Assim é em todas as ramificações dos conhecimentos humanos: há os escravos do dinheiro e há o operário do progresso. Na lavoura, na indústria, como nas Artes e Ciências, destacam-se sempre o operário e o mercenário.

O materialismo, a materialidade, a ganância do ouro arranjaram, na época em que nos achamos, mais escravos do que a vinha arranjou mais obreiros. Por isso, grande é a seara e poucos são os trabalhadores! Na parábola, pelo que se depreende, não se faz questão da quantidade do trabalho, mas sim da qualidade, e ainda mais, da permanência do obreiro até o fim. Os que trabalharam na vinha, desde a manhã até à noite, não mereceram maior salário que os que trabalharam uma única hora, dada a qualidade do trabalho.

Os que chegaram por último, se tivessem sido chamados à hora terceira, teriam feito, sem dúvida, o quádruplo do que fizeram aqueles que a essa hora foram ao serviço. Daí a lembrança do proprietário da vinha de pagar primeiramente os que fizeram aparecer melhor o serviço e mais desinteressadamente se prestaram ao trabalho pra o qual foram chamados. Esta parábola, em parte, dirige-se muito aos espíritas. Quantos deles andam por aí, sem estudo, sem prática, sem orientação, fazendo obra contraproducente e ao mesmo tempo abandonando seus interesses pessoais, seus deveres de família, seus deveres de sociedade!

Na seara chega-se a encontrar até os vendilhões que apregoam sua mercadoria pelos jornais como o mercador na praça pública, sempre visando bastardos interesses. Ora são médiuns mistificadores que exploram a saúde pública; ora são "gênios" capazes de abalar os céus para satisfazerem a curiosidade dos ignorantes. Enfim, são muitos os que trabalham, mas poucos os que ajuntam, edificam, tratam como devem a vinha que foi confiada à sua ação. Há uma outra ordem de espíritas que nenhum proveito tem dado ao Espiritismo. Encerram-se entre quatro paredes, não estudam, não lêem, e passam a vida a doutrinar Espíritos.

Não há dúvida de que trabalham estes obreiros, mas, pode-se comparar a sua obra com a dos que se expõem ao ridículo, ao ódio, à injúria, à calúnia, no largo campo da propaganda? Podem-se comparar os enclausurados numa sala, fazendo trabalhos secretos e às mais das vezes improfícuos, com os que sustentam, aqui fora, renhida luta e se batem, a peito descoberto, pelo triunfo da causa que desposaram? Finalmente, a parábola conclui com a lição sobre os olhos maus: os invejosos que cuidam de si próprios que da coletividade; os personalistas, os egoístas que vêem sempre mal as graças de Deus em seus semelhantes, e a querem todas para si.

Na História do Cristianismo realça a Parábola da Vinha com os característicos dos seus obreiros. "O que era é o que é", diz o Eclesiastes; e o que se passou é o que se está passando agora com a revelação complementar do Cristo. Há os chamados pela madrugada, há os que chegaram à hora terceira, à hora sexta, à nona e à undécima. Na verdade, estamos na hora undécima e os que ouvirem o apelo e souberem trabalhar como os da hora undécima de outrora, serão os primeiros a receber o salário, porque agora como então, o pagamento começará pelos últimos. Aí dos que clamarem contra a vontade do Senhor da vinha! Aí dos malandros, dos mercenários, dos inscientes!

CAIRBAR SCHUTEL
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 12 de Janeiro de 2017, 14:46
...


Os trabalhadores da vinha

Em perfeita similitude com todas as demais parábolas de Jesus, esta também encerra um ensinamento velado, dirigido a todos os seres humanos.

Nela não sabemos o que mais apreciar, se o encanto representando pelo elevado discernimento do seu principal protagonista, quando diz: "ou é mau o teu olho porque sou bom?", revelando inequívoca forma de expressar a magnitude do amor que nutria em seu coração; ou, o conteúdo intrínseco da mensagem, representando autêntico sinal de alerta dirigido àqueles que se encastelam em princípios arcaicos, dogmatizados, petrificados, sustentando as suas idéias em qualquer terreno, mesmo que elas sejam conflitantes com a verdade, desde que lhes propiciem a oportunidade de se manterem nas posições de líderes ou como participantes de uma casta privilegiada.

De forma reiterada, deparamos com "homens de dura cerviz e incircuncisos de coração", conforme exarado judiciosamente nos Evangelhos, os quais não se conformam com as idéias novas e com as situações que venham a ferir o seu orgulho de pseudo-sábios, esquecendo-se das ponderações do grande apóstolo dos gentios, quando afirmou que "a sabedoria humana é loucura perante Deus".

O homem fanatizado, dificilmente, se dispõe a negar as suas convicções mais caras, fazendo-o somente após esgotar todos os recursos, na vã tentativa de fazer com que elas prevaleçam. Foi por isso que Jesus Cristo nos recomendou "não colocar vinho novo em odres velhos". Unicamente, após disparar o último cartucho na defesa da muralha que julgou inexpugnável, cede ele terreno em suas emaigadas convicções, e passa a palmilhar o terreno adredemente preparado por aqueles que já foram "libertos pela verdade".

O objetivo básico do ensinamento propiciado por Jesus, ao ensinar a Parábola dos Trabalhadores da última Hora, foi fazer com que seus seguidores, contemporâneos ou pósteros, vissem nela o mais irretorquível desmentido àqueles que pensam fazer com que suas idéias pessoais anulem ou protelem a implantação das idéias universais, já consagradas pela comprovação da verdade.

O Meigo Pastor é incisivo na demonstração clara e precisa de Sua assertiva. Os convocados da primeira hora nem sempre são os mais animosos no desempenho das tarefas nobilitantes que lhes são confiadas: criam sistemas, eregem esquemas, articulam propósitos menos edificantes, malbaratam valores e, sobretudo, procuram fazer salientar um personalismo crasso, esquecidos dos reflexos de que seus ensinos, puramente humanos, possam ter no processo de divulgação das verdades eternas, que são o sustentáculo e a razão primária do advento dos antigos profetas e do próprio Jesus Cristo, na face da Terra.

Os Trabalhadores da última Hora são aqueles que se insurgem contra os tradicionalismos das doutrinas deletérias, contra as idéias preconcebidas e contra toda a forma de superstições, libertando-se das cadeias do obscurantismo e adentrando a porta larga dos princípios liberais e sadios, os quais impulsionam as criaturas rumo ao Criador. São aqueles que não pactuam com o "fermento do farisaismo", e tem a verdade como paradigma para o seu idealismo. São aqueles que, no dizer evangélico, colocam a luz sobre o velador, para a iluminação de todos, sem exceção.

Os Trabalhadores da última Hora são os cristãos-novos aqueles que atendem a voz do pastor, no sentido de restabelecer na Terra as primícias do Vero Cristianismo; e cegos que querem; ver, que não se conformam com a cegueira.

Por outro lado, os trabalhadores das primeiras horas foram os primitivos hebreus, com seus vãos tradicionalismos, entrecortados de normas rígidas e apenas suportáveis naquela época; foram os primitivos cristãos indecisos no tocante ao verdadeiro sentido libertador do Cristianismo nascente, divididos entre "homens da circuncisão e homens da incircuncisão"; foram os cristãos da Idade Medieval, subjugados pela tara hedionda do fanatismo, do ódio, da vingança, do monopólio de uma suposta verdade, que pretendiam fazer prevalecer à ferro e fogo; foram os cristãos do fim da Idade-Média, digladiando-se por causa de irrisórias divergências doutrinárias de bitola estreita, aniqüilando-se por causa de reformas e contra-reformas, enquadrando-se na figura evangélica do "coar um mosquito e engolir um camelo"; foram os invigilantes filósofos cristãos dos séculos XVIII e XIX, impotentes para conter as investidas do materialismo desintegrador.

No desenvolvimento da parábola, Jesus Cristo não anulou o esforço e a lide dos trabalhadores das primeiras horas, afirmando mesmo que receberam salário compatível com as tarefas desempenhadas, tendo havido apenas a diferença que eles foram tardios na execução das tarefas que lhes foram atribuídas, pois, perderam precioso tempo com a prática de tradições e no preparo das algemas dogmáticas, das quais vieram a se tornar os próprios prisioneiros.

A lei da reencarnação torna a parábola em apreço bastante equitativa, porque, através dela os trabalhadores das primeiras horas, no desenvolvimento de novas vidas sucessivas, se tornaram também os próprios obreiros das horas subsequentes, percebendo salários compatíveis.

Uma particularidade deve, no entanto, ser ressaltada na parábola: quando foram convocados os obreiros da undécima hora. O senhor lhes perguntou: -Por que estais ociosos? Ao que responderam: -Por que ninguém nos assalariou! Tais homens não estavam malbaratando o tempo deliberadamente ou por negligência, mas sim, porque não foram convocados para o trabalho.

Como vê, existe grande diferença entre estes e aqueles que são convocados para o trabalho do Senhor entretanto não se dispõem a essas tarefas edificantes, preferindo perder o tempo precioso em vícios e prática de coisas negativas. Somente podem ser considerados autênticos TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA aqueles que alimentam uma vontade robusta de servir a causa do Cristo, vivento os seus edificantes ensinamentos.

Paulo Alves Godoy
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Antonio Renato em 13 de Janeiro de 2017, 10:21
Meu irmão Moisés bom dia. É sem dúvidas um excelente tema, cabe a todos refletirem
sobre as nossas ações, chamar então a atenção  para a responsabilidade do trabalho
que nos foi deixado pelo mestre Jesus em seus ensinamentos. Ajudar o próximo e ser
solidário em suas necessidades, coloca-nos como trabalhadores da última hora, desta
forma estaremos também nos ajudando a cumprir a nossa missão. O pagamento justo
nos será dado, sem que seja necessário cobrar pelo tempo dedicado a esse trabalho.
O espirita deve ter a consciência da sua responsabilidade no exercício das lei divinas, e
essas muitas das vezes exigem de nós um grande esforço, mas nada que não se possa
executar. Nos dias de hoje as dificuldades se acentuam por conta da demanda de que
em geral a maioria estarem voltados muito mais para as suas satisfações egoísticas, do
que as necessidades do seus irmãos. O trabalho é vigilante e continuo e sem tempo
determinado para acabar, sendo assim, estaremos sempre para executa-lo.
Fique com Deus, fique na paz.
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Janeiro de 2017, 12:37
Meu irmão Moisés bom dia. É sem dúvidas um excelente tema, cabe a todos refletirem
sobre as nossas ações, chamar então a atenção  para a responsabilidade do trabalho
que nos foi deixado pelo mestre Jesus em seus ensinamentos. Ajudar o próximo e ser
solidário em suas necessidades, coloca-nos como trabalhadores da última hora, desta
forma estaremos também nos ajudando a cumprir a nossa missão. O pagamento justo
nos será dado, sem que seja necessário cobrar pelo tempo dedicado a esse trabalho.
O espirita deve ter a consciência da sua responsabilidade no exercício das lei divinas, e
essas muitas das vezes exigem de nós um grande esforço, mas nada que não se possa
executar. Nos dias de hoje as dificuldades se acentuam por conta da demanda de que
em geral a maioria estarem voltados muito mais para as suas satisfações egoísticas, do
que as necessidades do seus irmãos. O trabalho é vigilante e continuo e sem tempo
determinado para acabar, sendo assim, estaremos sempre para executa-lo.
Fique com Deus, fique na paz.

Obrigado Antonio Renato

Valeu!
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Janeiro de 2017, 15:51
Parábola dos trabalhadores da última hora
Rodolfo Calligaris

À primeira vista, pode parecer que Jesus, nesta parábola, esteja consagrando a arbitrariedade e a injustiça.

De fato, não seria falta de equidade pagar o mesmo salário, tanto aos que trabalham doze horas, como aos que trabalham dois terços, a metade, um terço, ou apenas um duodécimo da jornada?

Sê-lo-ia, efetivamente, se todos os trabalhadores tivessem a mesma capacidade e eficiência. Tal, porém, não é o que se verifica. Há operários diligentes, de boa vontade, que, devotando-se de corpo e alma às tarefas que lhes são confiadas, produzem mais e melhor, em menos tempo que o comum, assim como há os mercenários, os que não têm amor ao trabalho, os que se mexem somente quando são vigiados, os que estão de olhos pregados no relógio, pressurosos de que passe o dia, cuja produção, evidentemente, é muito menor que a dos primeiros.

Uma vez, pois, que o mérito de cada obreiro seja aferido, não pelas horas de serviço, mas pela produção, que interessa ao dono do negócio saber se, para dar o mesmo rendimento um precisa de doze horas, outro de nove, outro de seis, outro de três e outro de uma?

Malgrado a diversidade das horas de trabalho, a remuneração igual, aqui, é de inteira justiça.

Transportando-se esta parábola para o campo da espiritualidade, o ensino não se perde; pelo contrário, destaca-se ainda mais. O pai de família é Deus; a vinha somos nós, a Humanidade; e o trabalho, a aquisição das virtudes que devem enobrecer nossas almas.

Para realizar esse desiderato, uns precisam de menos tempo, outros de mais, conforme cumpram, bem ou mal, os seus deveres.

O prêmio, entretanto, é um só: a alegria, o gozo espiritual decorrente da própria evolução alcançada.

Neste texto evangélico confirma-se, ainda que de forma velada, a doutrina reencarnacionista.

Os trabalhadores da primeira hora são os espíritos que contam com maior número de encarnações, mas que não souberam aproveitá-las, perdendo as oportunidades que lhes foram concedidas para se regenerarem e progredirem. Os trabalhadores contratados posteriorrmente simbolizam os espíritos que foram gerados há menos tempo, mas que, fazendo melhor uso do livre-arbítrio, caminhando em linha reta, sem se perderem por atalhos e desvios, lograramem apenas algumas existências o progresso que outros tardaram a realizar. Assim se explica porque "os primeiros poderão ser dos últimos e os últimos serem os primeiros" a ganhar o reino dos céus.

Esta interessante parábola constitui, ainda, um cântico de esperança para todos. Por ela, Jesus nos ensina que qualquer tempo é oportuno para cuidarmos do aperfeiçoamento de nossas almas, e, quer nos encontremos nos albores da existência, quer estejamos, já, beirando a velhice, desde que aceitemos, com boa disposição, o convite para o trabalho, haveremos de fazer jus ao salário divino.

Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Janeiro de 2017, 14:12
NA VINHA DO SENHOR
Therezinha Oliveira


"Em várias parábolas, Jesus utiliza a figura da vinha, uma plantação de videiras, arbustos que produzem as uvas, e comenta a atitude trabalhadores que nela atuam.
A PARABOLA DOS TRABALHADORES DA ULTIMA HORA

O reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu ao romper da manhã, afim de contratar trabalhadores para a sua vinha. E, tendo ajustado com eles um denário por dia, enviou-os para a sua vinha.
Saindo pela terceira hora, viu, na praça, outros que estavam desocupados, e disse-lhes:
- Ide, também vós para minha vinha e vos darei o que for justo.
Elesforam.
Tendo saído outra vez, perto da sexta hora e da nona, procedeu da mesma forma, e, saindo por volta da undécima hora, encontrou outros que estavam desocupados e perguntou-Ihes:
- Por que estais todo o dia sem fazer nada ?
Eles responderam:
-É porque ninguém nos contratou.
Disse-lhes ele então:
- Ide vós também para minha vinha.
Ao cair da tarde, o senhor da vinha disse ao seu administrador:
- Chama os operários e paga-lhes, começando pelos últimos até os primeiros.
Vieram aqueles da undécima hora e receberam cada qual um dinheiro.
Chegando por sua vez os primeiros, julgavam que haviam de receber mais. Mas só receberam cada qual um dinheiro.
Ao receberem, murmuravam contra o pai de família, dizendo:
- Os últimos só trabalharam uma hora e destes-lhes tanto quanto a nós que suportamos o peso do dia e do calor.
O senhor, porém, advertiu a um deles:
"Meu amigo, não te faço injustiça. Não contrataste comigo um dinheiro? Toma o que é teu e vai-te. Eu quero dar a este último tanto quanto a ti.
Ou não me é permitido fazer dos meus bens o que me apraz? Porventura vês com mau olho que eu seja bom?"

Concluindo a parábola, Jesus afirmou:

Assim, pois, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. Muitos serão os chamados mas poucos os escolhidos.

Procurando o significado espiritual


Já sabemos que a vinha é a humanidade, o pai de família é Deus, os servos são aqueles que trabalham com as almas para fazer a humanidade produzir vinho, o resultado espiritual de verdade e amor.

Falta recordarmos que, para os judeus, o dia comportava 12 horas, sendo a primeira hora das 6 às 7 horas; a segunda, das 7 às 8 horas, e assim por diante, ate às 18 horas.

Na parábola, alguns trabalhadores foram chamados na terceira hora, ou seja, das 8 às 9 horas (metade da manhã); outros na sexta hora, portanto, das 11 às 12 horas (meio-dia); mais alguns na nona hora, das 14 às 15 horas (3 da tarde) e, finalmente, os contratados já na undécima hora (das 17 às 18 horas).

E quanto ao pagamento?

A princípio, também nos parece injusto que o chefe de família pagasse igual salário para diferente quantidade de horas. É que estamos ajuizando em termos materialistas e imediatistas, sem maior com¬preensão e consideração para com o ser humano.

Analisemos, porém, de outro ponto de vista:

• Não precisavam todos trabalhar para sobreviver?

• Fora culpa dos últimos se ninguém os havia assalariado antes?

• Pagamento justo não seria o que supre as necessidades básicas de sobrevivência do trabalhador, as quais são iguais para todos os seres?

• Teriam todos os seareiros trabalhado com a mesma disposição e eficiência?

Os contratados em primeiro lugar não tiveram qualquer vantagem? Tiveram sim. Passaram o dia na casa do Senhor, sendo bem alimentados e tendo as tarefas distribuídas ao longo do dia, além de se sentirem seguros desde o início do resultado que teriam pelo seu labor. Já os que haviam ficado aguardando na praça, tinham experimentado insegurança, fome, aflição e, quando finalmente chamados, se esforçaram por produzir o máximo que lhes era possível O senhor da parábola considerou a necessidade fundamental do ser, as possibilidades de cada um realizar o trabalho e o empenho na realização. E por esse critério superior, mais sábio, que Deus avalia a nossa produção. E Jesus destaca na parábola o acerto do julgamento divino, fazendo-nos refletir com a indagação :

Vês com mau olho que eu seja bom?

O denário, moeda equivalente a um dia de trabalho, seria como um salário mínimo diário. O fato de ter servido como pagamento igual para todos os trabalha dores, simboliza bem que o trabalho na seara do Senhor tem apenas um e mesmo salário: maior vivência espiritual, crescimento intelecto-moral, desenvolvimento do potencial afetivo. Não há outra coisa a ganhar e todo aquele trabalhar deverá receber esse salário divino.

A parábola ressalta, também, que Deus é "bom patrão", retribui com justiça e generosidade o trabalho que fizermos com amor, a qualquer tempo em que formos chamados.

Procuremos ser bons trabalhadores, para merecer o que estamos recebendo, e entendamos que é justo que outros também sejam igualmente pagos, quando produzirem o bem, de que todos nos beneficiamos.
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 17 de Janeiro de 2017, 12:14
Trabalhadores ausentes
MARIA MARGARIDA F.  MOREIRA

Todo cristão sabe que Jesus é, realmente, o salvador do mundo, mas não libertará a Terra do império do mal sem a contribuição daqueles que lhe procuram os recursos libertadores.

Para tanto, precisa de auxiliares que cumpram os seus deveres, nas atividades diárias e justas, com atribuições de prepostos e testemunhas em toda parte.

Contudo, para desempenharem a tarefa de representantes do Senhor, na obra sublime de elevação, não basta o título externo. É indispensável obter as bênçãos do Alto na execução dos deveres, por mais difíceis e dolorosos. Colocar a dificuldade à margem, respeitar cada individualidade, partilhar o ângulo mais nobre do bom combate e colaborar no aperfeiçoamento geral.

Raras criaturas fazem por merecer do Excelso Amigo o poder celeste de obedecer, ensinando, amando, construindo para o bem, trabalhando e ajudando desinteressadamente, pois em todos os recantos, observamos inúmeras criaturas queixosas e insatisfeitas. Poucas amam o esforço que lhes foi conferido. A maioria revolta-se contra o gênero de seu trabalho.

O problema, entretanto, não é, tão-somente, o gênero da tarefa, mas o de compreensão da oportunidade recebida.

De modo geral, as queixas nesse sentido são filhas da preguiça inconsciente. Reclamar é render homenagem aos instintos inferiores e renunciar ao título de cooperador divino, para ser crítico de suas obras.

Muitos aprendizes se esquecem de que as necessidades materiais do corpo reclamam esforço pessoal diário no aprimoramento do espírito e aplicação pessoal do Evangelho de Jesus.

Assim, é impraticável a elevação das almas sem passar pelo processo educativo, seja pela instrução, seja pelo conhecimento e prática das Leis Divinas.

O Planeta terreno é uma escola de iluminação, poder e triunfo, sempre que se busca entender-lhe a grandiosa missão.

O Cristianismo é fonte bendita de restauração da alma para Deus.

Dessa forma, aquele que vive sitiado pela dificuldade e infortúnio deverá trabalhar para o bem geral, pois o Senhor concedeu, a cada cooperador, material conveniente e justo na jornada diária.

Desta feita, tenhamos cuidado contra a má vontade. Queixas, insatisfação e leviandades não integram o quadro dos trabalhos que o Mestre espera de nossas atividades no mundo.

Não nos esqueçamos de que estamos a infinita distância do Mestre Divino, mas Ele não está a menor distância de nenhum de nós, porque todo o impedimento na edificação do Reino Celeste está situado em nós mesmos.

O verdadeiro discípulo não ignora que Jesus exerce o seu ministério de amor em todos os lugares, sem exaurir-se, desde o princípio da organização planetária. Portanto, aquele que estiver ausente dos seus ensinamentos, não pode reclamar os benefícios decorrentes das lições ensinadas.
 

Bibliografia:
XAVIER, Francisco C., pelo Espírito de Emmanuel. Caminho, Verdade e Vida, 25ª Edição, 2005, Rio de Janeiro, Lição nº 4.
XAVIER, Francisco C., pelo Espírito de Emmanuel. Fonte Viva, 20ª Edição, 1995, Rio de Janeiro, Lição nº 100.
XAVIER, Francisco C., pelo Espírito de Emmanuel. Pão Nosso, 24ª Edição, 2004, Rio de Janeiro, Lições nºs 23 e 35.

(Revista o Consolador)
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 17 de Janeiro de 2017, 12:25
A seara é grande e poucos os trabalhadores

Diferentemente de outros movimentos, no Espiritismo não existem sacerdócio nem funções remuneradas. O dever de trabalhar e de participar compete a todos os que se dizem espíritas, desde o simples fechar de uma porta até a direção da instituição mais importante.

Verifica-se, no entanto, uma carência generalizada de trabalhadores na seara espírita, fato que impede que muitos trabalhos sejam desenvolvidos ou que se realizem com a eficácia desejada.

Participar de um trabalho em favor do próximo ou da comunidade deveria ser um propósito comum de todas as pessoas, pelo bem que proporciona sobretudo àquele que o realiza, uma vez que o trabalho é uma das alavancas do progresso individual e coletivo.

Contrariamente ao que alguns filósofos escreveram, o trabalho nada tem a ver com castigo ou punição divina. Se o fosse, não haveria razão alguma para Jesus ter dito: “Meu Pai trabalha até hoje, e eu também” (João, 5:17).

A Doutrina Espírita mostra-nos que o trabalho é lei da Natureza e é por causa disso que o homem deve o seu sustento e a sua segurança ao trabalho que desenvolve.

Vejamos numa breve síntese o que o Espiritismo nos ensina a respeito do trabalho e sua importância em nossa vida:

– “O homem quintessencia o espírito pelo trabalho e tu sabes que só mediante o trabalho do corpo o Espírito adquire conhecimentos.” (O Livro dos Espíritos, Prolegômenos.)

– Por trabalho só se devem entender as ocupações materiais? “Não; o Espírito trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho.” (L.E., questão 675)

– “Sem o trabalho, o homem permaneceria sempre na infância, quanto à inteligência. Por isso é que seu alimento, sua segurança e seu bem-estar dependem do seu trabalho e da sua atividade.” (L.E., 676)

– “Tudo em a Natureza trabalha. Como tu, trabalham os animais, mas o trabalho deles, de acordo com a inteligência de que dispõem, se limita a cuidarem da própria conservação. Daí vem que do trabalho não lhes resulta progresso, ao passo que o do homem visa duplo fim: a conservação do corpo e o desenvolvimento da faculdade de pensar, o que também é uma necessidade e o eleva acima de si mesmo.” (L.E., 677)

– Achar-se-á isento da lei do trabalho o homem que possua bens suficientes para lhe assegurarem a existência? “Do trabalho material, talvez; não, porém, da obrigação de tornar-se útil, conforme aos meios de que disponha, nem de aperfeiçoar a sua inteligência ou a dos outros, o que também é trabalho. Aquele a quem Deus facultou a posse de bens suficientes a lhe garantirem a existência não está, é certo, constrangido a alimentar-se com o suor do seu rosto, mas tanto maior lhe é a obrigação de ser útil aos seus semelhantes, quanto mais ocasiões de praticar o bem lhe proporciona o adiantamento que lhe foi feito.” (L.E., 679)

– “Os sofrimentos voluntários de nada servem, quando não concorrem para o bem de outrem. Supões que se adiantam no caminho do progresso os que abreviam a vida, mediante rigores sobre-humanos, como o fazem os bonzos, os faquires e alguns fanáticos de muitas seitas? Por que de preferência não trabalham pelo bem de seus semelhantes? Vistam o indigente; consolem o que chora; trabalhem pelo que está enfermo; sofram privações para alívio dos infelizes e então suas vidas serão úteis e, portanto, agradáveis a Deus. Sofrer alguém voluntariamente, apenas por seu próprio bem, é egoísmo; sofrer pelos outros é caridade: tais os preceitos do Cristo.” (L.E., 726)

– “A moral sem as ações é o mesmo que a semente sem o trabalho. De que vos serve a semente, se não a fazeis dar frutos que vos alimentem?” (L.E., 905)

*
Em face do acima exposto, seria de grande utilidade examinar o que temos feito das horas, lembrando-nos da séria advertência que Abel Gomes nos fez em mensagem constante do livro “Falando à Terra”, obra psicografada por Francisco Cândido Xavier: “À maneira que nos desenvolvemos em sabedoria e amor, consideramos a perda dos minutos como sendo a mais lastimável e ruinosa de todas”. “Guardamos, cada dia, a colheita dos recursos e das emoções que estamos realmente plantando. Não existe infelicidade, senão aquela que decretamos para nós mesmos.”


O Consolador
Revista Semanal de Divulgação Espírita
Ano 3 - N° 119 – 9 de Agosto de 2009
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 18 de Janeiro de 2017, 14:45
A lei do trabalho
EURÍPEDES BARBOSA

Citar
"Pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá; porquanto, quem pede recebe e quem procura acha e, àquele que bata à porta, abrir-se-á. (...)”
(Mateus, cap. VII, vv. 7 a 11.)

Jesus nos ensinava, quando assim se referia, que devemos nos esforçar na busca do que necessitamos, uma vez que a ajuda de Deus só ocorre para quem trabalha e se empenha na procura do desejado, usando da humildade, sinceridade, fé e confiança. Embora Deus saiba o que precisamos e nos auxilie sempre, a nossa ligação com ele é necessária para que possamos agir com mais confiança e equilíbrio, garantindo-nos o sucesso do trabalho encetado. Na questão 658, de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta: “Agrada a Deus a prece?” E as Entidades espirituais respondem: “A prece é sempre agradável a Deus, quando ditada pelo coração, pois, para ele, a intenção é tudo”.

Não devemos, contudo, pedir qualquer coisa a Deus, pois nem sempre o que queremos é o de que necessitamos. A razão e a inteligência nos foram concedidas pela Providência para nos auxiliar a agir com critério e bom senso ao definirmos o que realmente devemos pedir a Deus.

Narra-se que “um sábio caminhava com os discípulos por uma estrada tortuosa, quando encontraram um homem piedoso que, ajoelhado, rogava a Deus que o auxiliasse a tirar seu carro do atoleiro. Todos olharam o devoto, sensibilizaram-se e prosseguiram. Alguns quilômetros à frente, havia um outro homem, que tinha, igualmente, o carro atolado num lodaçal. Este, porém, esbravejava reclamando, mas tentava com todo empenho liberar o veículo. Comovido, o sábio propôs aos discípulos retirar o transporte do atoleiro. Após os agradecimentos, o viajante se foi feliz. Os aprendizes, surpresos, indagaram ao mestre: Senhor, o primeiro homem orava, era piedoso e não o ajudamos. Este, que era rebelde e até praguejava, recebeu nosso apoio. Por quê? Sem perturbar-se, o nobre professor respondeu: Aquele que orava aguardava que Deus viesse fazer a tarefa que a ele competia. O outro, embora desesperado por ignorância, empenhava-se, merecendo auxílio”.

Muitos de nós costumamos agir como o primeiro viajante. Diante das dificuldades que nos parecem insolúveis, acomodamo-nos, esperando que Deus faça a parte que nos cabe para a solução do problema. Não basta pedir ajuda a Deus, é preciso buscar, conforme o ensino de Jesus “buscai e achareis”, “batei e abri-se-vos-á”. Devemos, portanto, fazer a nossa parte, que Deus nos ajudará no que não estiver ao nosso alcance resolver. 

Ao analisarmos o Antigo e o Novo Testamento, encontramos 152 vezes a palavra trabalho. Porém, é no Evangelho de João, capítulo V, versículos de 1 a 17, que encontramos a inesquecível passagem em que Jesus, curando o paralítico do tanque de Betesda, menciona que ele e o Pai trabalham até hoje: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (versículo 17). 

São de O Livro dos Espíritos as questões esclarecedoras a seguir:

“674 – A necessidade do trabalho é lei da natureza?

O trabalho é lei da natureza, por isso mesmo que constitui uma necessidade...

675 – Por trabalho só se devem entender as ocupações materiais?

Não; O Espírito trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho”.

O Espírito de Emmanuel, no livro Caminho, Verdade e Vida, lição 4, ensina-nos que em todos os recantos observamos criaturas queixosas e insatisfeitas. A maioria revolta-se contra o gênero de seu trabalho. Os que varrem as ruas querem ser comerciantes, já os trabalhadores do campo prefeririam a existência na cidade. O problema, contudo, não é de gênero de tarefa, mas o de compreensão da oportunidade recebida. De modo geral, as queixas, nesse sentido, são filhas da preguiça inconsciente. Para que saibamos honrar nosso esforço, Jesus referiu-se ao Pai que não cessa de servir em sua obra eterna de amor e sabedoria e à sua tarefa própria, cheia de imperecível dedicação à humanidade. 

O Espírito de Joanna de Ângelis, no livro Estudos Espíritas, psicografado por Divaldo Pereira Franco, diz que “o trabalho é lei da natureza mediante a qual o homem forja o próprio progresso, desenvolvendo as possibilidades do meio ambiente em que se situa, ampliando os recursos de preservação da vida, por meio da satisfação das suas necessidades imediatas na comunidade social onde vive”. 

O trabalho honesto proporciona três realizações que todas as pessoas buscam, segundo Rodolfo Calligaris, no seu livro As Leis Morais: O trabalho fortalece o sentimento de dignidade pessoal; torna a pessoa respeitada na comunidade em que vive; e, quando bem realizado, contribui para a sensação de segurança.

Lembremos, sempre, que Deus a todos ampara, mas a caminhada, os passos, a busca é por nossa conta. É preciso fazer esforços para alcançar o fruto desejado, principalmente de frutos que saciam a sede da Alma. É preciso saber o que se busca e por qual porta desejamos entrar. Nossa vontade é que nos conduzirá aonde queremos chegar.

Mais uma vez é Joanna de Ângelis, no livro Leis Morais da Vida, psicografado por Divaldo, no capítulo “A Bênção do Trabalho”, que nos ensina que “o trabalho é, ao lado da oração, o mais eficiente antídoto contra o mal, porquanto conquista valores incalculáveis com que o Espírito corrige as imperfeições e disciplina a vontade”.
 
É ainda em O Livro dos Espíritos que encontramos as elucidativas questões a seguir:
 
682 – Sendo uma necessidade para todo aquele que trabalha, o repouso não é também uma lei da natureza?
 
Sem dúvida. O repouso serve para a reparação das forças do corpo e também é necessário para dar um pouco mais de liberdade à inteligência, a fim de que se eleve acima da matéria.
 
685 – Tem o homem o direito de repousar na velhice?
 
Sim, que a nada é obrigado, senão de acordo com as suas forças.
 
685. a. – Mas, que há de fazer o velho que precisa trabalhar para viver e não pode?
 
O forte deve trabalhar para o fraco. Não tendo este família, a sociedade deve fazer as vezes desta. É a lei de caridade.
 
Assim, caros irmãos, como o trabalho é imprescindível para o desenvolvimento da inteligência, para a evolução das pessoas, da mesma forma também o é o repouso. Ele também está dentro das leis da natureza. Hoje, mais do que nunca, isto é importante, porque a vida urbana se caracteriza por uma agitação contínua, sendo despendido um gasto excessivo de energias físicas e mentais.  Lazer não significa falta de atividade, mas mudança física, emocional e intelectual de atitude, de trabalho. O lazer é necessário para facilitar o relaxamento das tensões, para possibilitar a reflexão, a programação de novas atividades.
Tem o homem, portanto, que conhecer a si mesmo. Deve colocar todo o seu esforço no trabalho digno e edificante em prol de si próprio e do semelhante. Para isso, deve ele se utilizar de todos os recursos orgânicos, materiais e intelectuais que possui.

Não nos esqueçamos, por fim, que Deus nos ajuda, na medida em que nos esforçamos na busca do que precisamos. Tudo concorrerá em nosso favor se trabalharmos com afinco, humildade, fé e confiança. Não há milagres: as grandes obras, conquistas e vitórias são frutos, unicamente, do trabalho digno.

 
 
Referências:
 
1. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos – FEB.
2. O Evangelho segundo o Espiritismo. FEB.
3. A Bíblia sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. 1969.
4. http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=70&let=A&stat=0
5. XAVIER, Francisco Cândido. Caminho, Verdade e Vida. Ditado pelo Espírito Emmanuel. 16ª edição. Lição 4.
6. FRANCO. Divaldo Pereira. Estudos espíritas. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis – FEB.
7. CALLIGARIS. Rodolfo. As leis morais – FEB.
8. FRANCO. Divaldo Pereira. Leis morais da vida. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis – A bênção do trabalho.
9. http://sef.feparana.com.br/apost/unid28.htm.
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 19 de Janeiro de 2017, 14:21
Deixe a luz do céu entrar

"Toda pessoa dotada de muito amor interfere no outro, mesmo sem saber.

O amor é uma energia potencialmente impactante, que atravessa o corpo espiritual como se fossem raios de sol atravessando uma janela.

Existem janelas mais fechadas, de material mais denso, onde a luz penetra pouco.

Outras que o vidro é tão fino e cristalino que a luz penetra com força total.

Há vários tipos de janelas, assim como há vários estágios de maturidade espiritual.

Não há necessidade de religião para ter ligação com Deus.

Essa ligação é gerada pelos pensamentos, pelos nossos atos, se somos coerentes com o que pensamos, o que falamos e o que fazemos.

É uma ligação tão fluida e ao mesmo tempo tão forte que só pode ser sentida.

Algumas pessoas funcionam como repelentes da luz.

Quanto mais amor, mais se afastam.

São geralmente mentes doentes e atormentadas, marcadas por existências passadas onde foram traídas, maltratadas, e hoje temem a vulnerabilidade perante o amor.

Há também um tipo em que a luz deixa um certo desconforto.

Ela permite que o indivíduo se veja por completo , e isso causa medo, raiva, rejeição.

Uma ou outra categoria de pessoas invejam a luz.

Queriam amar e ser amadas, mas não conseguem, então lutam para ver essa luz apagada, isolada, escondida.

Mas como deter a luz? Como impedir o nascer do sol? Certamente que ele virá! Assim como, em breve era o amor reinará entre os homens.

É inevitável. É a lei da vida. A lei do progresso.

Ocorre que durante o amadurecimento e despertar de cada um, faceiam muitos melindres , muita maledicência, muito orgulho e arrogância.

Todas essas ferramentas criadas para impedir o amor-doação.
Se já percebes uma chama de amor em seu peito, corre para afagá-la, protegendo-a do vento frio da indiferença.

Aumenta essa chama em ti se permitindo amar. Ama muito mais, não permitindo o desânimo diante da obra do amor.

Encontrarás pelo teu caminho aqueles que queiram te ferir, mudar os seus conceitos e crenças sobre o mundo, no entanto, se já conquistaste a chama do amor, nada poderá apagá-la de dentro de ti.

Não permita que os carentes de amor fragilize as tuas conquistas morais.

Segue de cabeça erguida e confiante, porque aquele que tem amor estará sempre no caminho da luz."✨


(Mensagem psicografada quinta-feira, 08/12/16, em reunião mediúnica da Fraternidade Espírita Irmã Scheilla.)
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 20 de Janeiro de 2017, 13:52
O Justo Remédio
Citar
"Quanto, porém, à caridade fraternal, não necessitais que vos
escreva, porque já vós mesmos estais instruídos por Deus que vos
ameis uns aos outros."
- Paulo. (I Tessalonicenses, 4:9).

Em sua missão de Consolador, recebe o Espiritismo milhares de
consultas partidas de almas ansiosas, que imploram socorro e
solução para diversos problemas.
Aqui, é um pai que não compreende e confia-se
a sistemas cruéis de educação.
Ali, é um filho rebelde e ingrato, que foge à beleza do entendimento.
Acolá, é um amigo fascinado pelas aparências do mundo, e que
abandona os compromissos com o ideal superior.
Além, é um irmão que se nega ao concurso fraterno.
Noutra parte, é o cônjuge que deserta do lar.
Mais adiante, é o chefe de serviço, insensível e contundente.
Contudo, o remédio para a extinção desses velhos enigmas das relações humanas está indicado, há séculos, nos ensinamentos da Boa Nova.
A caridade fraternal é a chave de todas as portas para a boa compreensão.
O discípulo do Evangelho é alguém que foi admitido à presença do
Divino Mestre para servir.
A recompensa de semelhante trabalhador, efetivamente, não pode
ser aguardada no imediatismo da Terra.
Como colocar o fruto na fronde verde da plantinha nascente?
Como arrancar a obra-prima do mármore com o primeiro golpe do cinzel?
Quem realmente ama, em nome de Jesus, está semeando para a
colheita na Eternidade.
Não procuremos orientação com os outros para assuntos claramente
solucionáveis por nosso esforço.
Sabemos que não adianta desesperar ou amaldiçoar...
Cada espírito possui o roteiro que lhe é próprio.
Saibamos caminhar, portanto, na senda que a vida nos oferece,
sob a luz da caridade fraternal, hoje e sempre.

Espírito: Emmanuel
Médium: Chico Xavier

Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 21 de Janeiro de 2017, 14:14
Trabalho


Conceito - Genericamente o vocábulo trabalho pode ser definido como: "Ocupação em alguma obra ou ministério; exercício material ou intelectual para fazer ou conseguir alguma coisa.

O trabalho, porém, é lei da Natureza mediante a qual o homem forja o próprio progresso desenvolvendo as possibilidades do meio ambiente e um que se situa, ampliando os recursos de preservação da espécie, pela reprodução, o homem vê-se coagido à obediência à lei do trabalho.

O trabalho, no entanto, não se restringe apenas ao esforço de ordem material, física, mas, também, intelectual pelo labor desenvolvido, objetivando as manifestações da Cultura, do Conhecimento, da Arte, da Ciência.

Muito diferente da força aplicada pelo animal, o trabalho no homem objetiva a transformação para melhor das condições e do meio onde se encontra situado, desdobrando a capacidade criativa, de modo a atingir as altas expressões da beleza e da imortalidade, libertando-se, paulatinamente, das formas grosseiras e primárias em que transita para atingir a plenitude da perfeição.

O movimento e o esforço a que são conduzidos os animais e que por generalização passam a ser denominados trabalho, constituem atividade de repetição motivada pelo instinto de "conservação da vida", sem as resultantes realizações criadoras, que facultam o aprimoramento, o progresso, a beleza inerentes ao ser humano. Enquanto os animais agem para prover a subsistência imediata o homem labora criando, desenvolvendo as funções da inteligência que o agigantam, conseguindo meios e recursos novos para aplicação na faina de fazê-lo progredir.

A princípio, o homem, à semelhança do próprio animal, procurava apenas prover as necessidades imediatas, produzindo um fenômeno eminentemente predatório, numa vida nômade, em que se utilizava das reservas animais e vegetais para a caça, a pesca a colheita de frutos silvestres, seguindo adiante, após a destruição das fontes naturais de manutenção. No período da pedra lascada sentiu-se impelido a ampliar os braços e as pernas para atingir as metas da aquisição de recursos, recorrendo a instrumentos rudes, passando mais tarde à agricultura para, da terra, em regime de sociedade, extrair os bens que lhe facultassem a preservação da vida, prosseguindo, imediatamente, a criação de rebanhos que domesticou, capazes de propiciar-lhe relativa abundância, pelo resultante do armazenamento dos excedentes da colheita e do abate animal, deixando de ser precárias as condições, assaz primitivas, em que vivia.

Com a utilização dos instrumentos mais aprimorados para a caça, a pesca, a agricultura, a criação de rebanhos, as atividades tornaram-se rendosas, facultando a troca de mercadorias como primeiro passo para o comércio e posteriormente para a indústria, de modo a fomentar recursos sempre novos e cada vez mais complexos, pelos quais libertava-se paulatinamente das dificuldades iniciais para levantar a base do equilíbrio social, pela previsão e recursos de previdência que sofria com freqüência: secas, guerras, enfermidades.

No passado, porém, o trabalho se apresentava para as classes nobres como uma desonra, sendo reservado apenas aos "braços escravos", que se encarregavam de todas as tarefas, de modo a que os dominadores se permitissem a ociosidade brilhante, podendo-se valorizar os recursos dos homens pelo número de escravos e servos de que podiam dispor. Mesmo a cultura da inteligência era transmitida, não raro, por homens ferreteados pela escravidão, e o desenvolvimento das artes, das atividades domésticas encontrava-se em posição subalterna de servilismo desprezado, conquanto indispensável.

O trabalho, porém, apresenta-se ao homem como meio de elevação e como expiação de que tem necessidade para resgatar o abuso das forças, quando entregues à ociosidade ou ao crime, na sucessão das existências pelas quais evolute. Não fora o trabalho e o homem permaneceria na infância primitiva, sendo por Deus muitas vezes facultado ao fraco de forças físicas os inapreciáveis recursos da inteligência, mediante a qual granjeia progresso e respeito, adquirido independência econômica, valor social e consideração, contribuindo poderosamente para o progresso de todos.

Com o irrompimento da técnica, que multiplicou os meios para a atividade do homem, na sociedade, veio inevitavelmente a divisão social do próprio trabalho, criando as classes, hoje, como ontem, empenhadas em lutas terrificantes e crescentes.

A lei do trabalho, porém, impõe-se a todos e ninguém fugirá dela impunemente, deixando de ser surpreendido mais adiante... A homem algum é permitido usufruir os benefícios do trabalho de outrem sem a justa retribuição e toda exploração imposta pelo usuário representa cárcere e algema para si mesmo, na sucessão das existências inevitáveis a que se encontra impelido a utilizar.

Do trabalho mecânico, rotineiro, primitivo, puro e simples, à automação, houve um progresso gigante que ora permite ao homem o abandono das tarefas rudimentares, entregues a máquinas e instrumentos que ele mesmo aperfeiçoou, concedendo-lhe tempo para a genialidade criativa e a multiplicação em níveis cada vez mais elevados.

Sendo o trabalho uma lei natural, o repouso é a conseqüente conquista a que o homem faz jus para refazer as forças e continuar em ritmo de produtividade.

O repouso se lhe impõe como prêmio ao esforço despendido, sendo-lhe facultado o indispensável sustento nos dias da velhice, quando diminuem o poder criativo, as forças e a agilidade na execução das tarefas ligadas à subsistência.

Teorias Econômicas do Trabalho e Justiça Social -


Duas são as teorias econômicas do trabalho na estrutura da sociedade: o trabalho-valor que se consusbstancia nas teorias de Adam Smith, Jean-Baptiste Say e David Ricardo, que pugnavam pela assertiva de que "o trabalho cria o valor econômico" e a outra, a do trabalho-produção, expressa através dos expoentes da denominada Escola Marginalista, que consideram o trabalho como um dos "fatores da produção, cujo valor é medido pelo valor do produto que cria", considerando-se primacialmente a sua utilidade aplicada ao mercado de consumo.

Com a Revolução Industrial e o advento da máquina que modificaram toda a estrutura do trabalho realizado pelo homem, a tese do trabalho-valor sobrepôs-se e foi adotada por Karl Marx, objetivando o trabalhador, nas suas necessidades de reposição do desgaste físico (ou mental), conseqüência direta e imediata da atividade exercida, sendo, assim, o trabalho, inexaurível fonte de todo o progresso humano.

Com o desenvolvimento das Ciências Sociais e o advento das Entidades Previdenciárias e Assistenciais, o homem passou a beneficiar-se de uma regulamentação legal sobre o tempo de trabalho, horário, remuneração extraordinária e a indispensável aposentadoria, observados os requisitos essenciais, assistência médico-odontológica, pensão para a família, quando ocorre o óbito, invalidez remunerada em estrutura de justiça.

Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 21 de Janeiro de 2017, 14:15
As lutas entre patrão e empregado começaram a ser examinadas com maior eqüidade, resolvendo-se em Casas de Justiça os graves problemas a que se viam constrangidos os menos afortunados pelos valores aquisitivos, que, em face da permanente conjuntura econômica a que se vêem a braços os diversos países, eis que com a moeda ganha sempre se adquire menos utilidades, comprimindo-os até o desespero, fomentando a anarquia e o desajustamento comunitário.

Dividido o tempo entre trabalho e lazer, ação e espairecimento, ampliam-se as possibilidades da existência do homem, que, então, frui a decorrência do progresso na saúde, nas manifestações artísticas, na cultura, no prazer, dispondo de tempo para as atividades espirituais, igualmente valiosas, senão indispensáveis para a sua paz interior.

Mediante o trabalho-remunerado o homem modifica o meio, transforma o habitat, cria condições de conforto.

Através do trabalho-abnegação, do qual não decorre troca nem permuta de remuneração, ele se modifica a si mesmo, crescendo no sentido moral e espiritual.

Por um processo ele se desenvolve na horizontal e se melhora exteriormente; pelo outro, ascende no sentido vertical da vida e se transforma de dentro para fora.

Utilizando-se do primeiro recurso conquista simpatia e respeito, gratidão e amizade.

Através da autodoação consegue superar-se, revelando-se instrumento da

Misericórdia Divina na construção da felicidade de todos.

Trabalho e Jesus -

Fazendo-se carpinteiro e dedicando-se à profissão na elevada companhia de José, o Mestre laborava ativamente, ensinando com o exemplo e respeito ao trabalho, como dever primeiro para a manutenção e preservação da vida, mediante a atividade honrada. Em todo o seu ministério de amor e abnegação tem relevante papel, verdadeiro trabalho de autodoação até sacrifício da própria vida, sem paralelo em toda a História.

Seus discípulos, a posteriori, fizeram do trabalho expressão de dignificação, tornando-se "escravos do Senhor" e servos de todos, oferecendo o labor das próprias mãos para a subsistência orgânica, enquanto se "afadigavam" na sementeira da luz.

Seu exemplo e Suas lições erguem os escravos que jazem no potro da miséria e dá-lhes suprema coragem no exercício do próprio trabalho através do qual encontram energiar para superar as fracas forças, tornando-se fortes e inatingíveis.

Infundem coragem, estimulando o trabalho-serviço fraternal, de modo a manter a comunidade unida em todos os transes.

Ensinam esperança, utilizando o trabalho-redenção, por cujo meio o espírito libra acima das próprias limitações e se liberta das malhas da ociosidade e do mal.

Agora, quando as luzes do Consolador se acendem na Terra da atualidade, encontrando o homem em pleno labor regulamentado por leis de justiça e previdência, eis que soam no seu espírito as clarinadas do trabalho mantenedor do progresso geral de todos, utilizando-se dos valores da fé para a construção do Mundo Melhor em que o amor dirima as dúvidas, em torno da vida imortal, e a caridade substitua em toda a plenitude a filantropia, à semelhança do que ocorre nos Mundos Felizes onde o trabalho, em vez de ser impositivo, é conquista do homem livre que sabe agir no bem infatigável, servindo sempre e sem cessar.

Estudo e meditação:


"A necessidade do trabalho é lei da Natureza? "

"O trabalho é lei da Natureza, por isso mesmo que constitui uma necessidade, e a civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque lhe aumenta as necessidades e os gozos."
(O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, questão 674.)

"Com efeito, o homem tem por missão trabalhar pela melhoria material do planeta. Cabe-lhe desobstruí-lo, saneá-lo, dispô-lo para receber um dia toda a população que a sua extensão comporta. Para alimentar essa população que cresce incessantemente, preciso se faz aumentar a produção. Se a produção de um país é insuficiente, será necessário buscá-la fora. Por isso mesmo, as relações entre os povos constituem uma necessidade. A fim de mais as facilitar, cumpre sejam destruídos os obstáculos materiais que os separam e tornadas mais rápidas as comunicações. Para trabalhos que são obra dos séculos, teve o homem de extrair os materiais até das entranhas da terra; procurou na Ciência os meios de os executar com maior segurança e rapidez. Mas, para os levar a efeito, precisa de recursos: a necessidade fê-lo criar a riqueza, como o fez descobrir a Ciência. A atividade que esses mesmos trabalhos impõem lhe amplia e desenvolve a inteligência, e essa inteligência que se concentra, primeiro, na satisfação das necessidades materiais, o ajudará mais tarde a compreender as grandes verdades morais. Sendo a riqueza o meio primordial de execução, sem ela não mais grandes trabalhos, nem atividade, nem estimulante, nem pesquisas. Com razão, pois, é a riqueza considerada elemento de progresso." (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap. XVI, item 7.)


Texto extraído do livro Estudos Espíritas, de Divaldo Pereira Franco pelo espírito de Joanna de Ângeli
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 21 de Janeiro de 2017, 16:30
Boa vontade

Tudo começa com a boa vontade
Boa vontade descobre o trabalho.
Trabalho opera a renovação.
Renovação encontra o bem.
O bem revela o espírito de serviço.
O espírito de serviço alcança a compreensão.
A compreensão ganha humildade.
A humildade conquista o amor.
O amor gera a renúncia.
A renúncia atinge a luz.
A luz realiza o aprimoramento próprio.
O aprimoramento próprio santifica o homem.
O homem santificado converte o mundo para Deus.
Caminhando prudentemente, pela simples boa vontade a criatura alcançara
o Divino Reino de Luz.


Espírito: Emmanuel
Médium: Chico Xavier
Título: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Edna☼ em 22 de Janeiro de 2017, 16:58
Olá Moises,

Gosto muito do ensino desta parábola.

No sentido coletivo é o chamado de Deus que veio através dos grandes trabalhadores, lideres e profetas, como Moisés, que seguiu o amadurecimento espiritual da humanidade até chegar a clareza da doutrina espírita que levanta o véu e traz o sentido real. E, lembra o ensino espírita: o homem herda do homem.

No sentido individual é elaborado de acordo com o esforço pessoal e intenso do trabalho interior, que leva ao entendimento através do desenvolvimento intelecto-moral, respeitando o livre-arbítrio.

Trabalho é lei da vida e leva ao progresso individual e coletivo.

O chamado é para todos, lembrando que para fazer jus ao pagamento o que conta não é a quantidade de horas de trabalho, mas sim a qualidade, por isso devemos trabalhar bem e para o bem (próprio e do nosso próximo),  para fazer jus ao pagamento (evolução e felicidade).

Um abraço,

Edna


Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Janeiro de 2017, 22:18
Olá Moises,

Gosto muito do ensino desta parábola.

No sentido coletivo é o chamado de Deus que veio através dos grandes trabalhadores, lideres e profetas, como Moisés, que seguiu o amadurecimento espiritual da humanidade até chegar a clareza da doutrina espírita que levanta o véu e traz o sentido real. E, lembra o ensino espírita: o homem herda do homem.

No sentido individual é elaborado de acordo com o esforço pessoal e intenso do trabalho interior, que leva ao entendimento através do desenvolvimento intelecto-moral, respeitando o livre-arbítrio.

Trabalho é lei da vida e leva ao progresso individual e coletivo.

O chamado é para todos, lembrando que para fazer jus ao pagamento o que conta não é a quantidade de horas de trabalho, mas sim a qualidade, por isso devemos trabalhar bem e para o bem (próprio e do nosso próximo),  para fazer jus ao pagamento (evolução e felicidade).

Um abraço,

Edna




Obrigado Edna
Pela contribuição

Gracias
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Marden em 23 de Janeiro de 2017, 00:14
Caro Irmão Moisés:
Muito úteis as notas que Você e a Edna colocaram sobre este assunto. Só quero colocar uma observação que tenho feito no cotidiano sobre isto. A quantidade e a qualidade do serviço que nós os espíritos realizamos está de acordo com a nossa condição evolutiva. Num mundo ainda meio primitivo como o nosso, é necessário que tarefas rudes sejam realizadas para o desenvolvimento nas nossas condições. Não são menos importantes. Têm que ser realizadas!
Já num mundo mais evoluído, creio eu,  as tarefas vão se tornando menos desagradáveis aos olhos dos benfeitores e dos beneficiados.
Tudo é importante. Tudo é útil e às vezes quem faz, faz até de forma inconsciente mas contribui.
É a perfeição das Leis Divinas....
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 23 de Janeiro de 2017, 11:45
Caro Irmão Moisés:
Muito úteis as notas que Você e a Edna colocaram sobre este assunto. Só quero colocar uma observação que tenho feito no cotidiano sobre isto. A quantidade e a qualidade do serviço que nós os espíritos realizamos está de acordo com a nossa condição evolutiva.

Num mundo ainda meio primitivo como o nosso, é necessário que tarefas rudes sejam realizadas para o desenvolvimento nas nossas condições. Não são menos importantes.

Têm que ser realizadas!

Já num mundo mais evoluído, creio eu,  as tarefas vão se tornando menos desagradáveis aos olhos dos benfeitores e dos beneficiados.
Tudo é importante. Tudo é útil e às vezes quem faz, faz até de forma inconsciente mas contribui.
É a perfeição das Leis Divinas....

Obrigado Marden pela participação

Sim tudo é importante
E tudo será mais prazeroso
E creio que carregamos sim
muitas coisas primitivas em nós...

Mas nos esforcemos sempre

valeu

Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 23 de Janeiro de 2017, 11:47
754 A crueldade não vem da ausência do senso moral?

– Diremos melhor, que o senso moral não está desenvolvido, mas não que esteja ausente, porque ele existe, como princípio, em todos os homens; é esse senso moral que os faz mais tarde serem bons e humanos. Ele existe, portanto, no selvagem, mas está como o princípio do perfume está no germe da flor antes de desabrochar.

Todas as faculdades existem no homem em condição rudimentar ou latente. Elas se desenvolvem conforme as circunstâncias lhes são mais ou menos favoráveis. O desenvolvimento excessivo de uma faz cessar ou neutraliza o das outras. A superexcitação dos instintos materiais sufoca, por assim dizer, o senso moral, como o desenvolvimento do senso moral enfraquece, pouco a pouco, as faculdades puramente selvagens.

755 Como se explica existirem, no seio da civilização mais avançada, seres algumas vezes tão cruéis quanto os selvagens?

– Exatamente como numa árvore carregada de bons frutos há os que ainda não amadureceram, não atingiram o pleno desenvolvimento. São, se o quiserdes, selvagens que têm da civilização apenas o hábito, lobos extraviados no meio de ovelhas. Espíritos de ordem inferior e muito atrasados podem encarnar em meio a homens avançados na esperança de avançarem; mas, sendo a prova muito pesada, a natureza primitiva os domina.
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 23 de Janeiro de 2017, 12:07
Parábola dos vinhateiros homicidas
A Gênese
CAPÍTULO XVII
Predições do Evangelho


Citar
29. - Havia um pai de família que, tendo plantado uma vinha, a cercou com uma sebe e, cavando a terra, construiu uma torre. Arrendou-a depois a uns vinhateiros e partiu para um país distante.

Ora, estando próximo o tempo dos frutos, enviou ele seus servos aos vinhateiros, para recolher o fruto da sua vinha. - Os vinhateiros, apoderando-se dos servos, deram num, mataram outro e a outro apedrejaram. Enviou-lhes ele outros servos em maior número do que os primeiros e eles os trataram da mesma maneira. -Por fim, enviou-lhes seu próprio filho, dizendo de si para si: Ao meu filho eles terão algum respeito. - Mas os vinhateiros, ao verem o filho, disseram entre si: Aqui está o herdeiro; vinde, matemo-lo e ficaremos donos da sua herança. - E, com isso, pegaram dele, lançaram-no fora da vinha e o mataram.

Quando o dono da vinha vier, como tratará esses vinhateiros? - Responderam-lhe: Fará que pereçam miseravelmente esses malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entreguem os frutos na estação própria.
(S. Mateus, cap. XXI, vv. 33 a 41.)

30. - O pai de família é Deus; a vinha que ele plantou é a lei que estabeleceu; os vinhateiros a quem arrendou a vinha são os homens que devem ensinar e praticar a lei; os servos que enviou aos arrendatários são os profetas que estes últimos massacraram; seu filho, enviado por último, é Jesus, a quem eles igualmente eliminaram. Como tratará o Senhor os seus mandatários prevaricadores da lei? Tratá-los-á como seus enviados foram por eles tratados e chamará outros arrendatários que lhe prestem melhores contas de sua propriedade e do proceder do seu rebanho.

Assim aconteceu com os escribas, com os príncipes dos sacerdotes e com os fariseus; assim será, quando ele vier de novo pedir a cada um contas do que fez da sua doutrina; retirará toda a autoridade ao que dela houver abusado, porquanto ele quer que seu campo seja administrado de acordo com a sua vontade.

Ao cabo de dezoito séculos, tendo chegado à idade viril, a Humanidade está suficientemente madura para compreender o que o Cristo apenas esflorou, porque então, como ele próprio o disse, não o teriam compreendido. Ora, a que resultado chegaram os que, durante esse longo período, tiveram a seu cargo a educação religiosa da mesma Humanidade? Ao de verem que a indiferença sucedeu à fé e que a incredulidade se alçou em doutrina. Em nenhuma outra época, com efeito, o cepticismo e o espírito de negação estiveram mais espalhados em todas as classes da sociedade.

Mas, se algumas das palavras do Cristo se apresentam encobertas pelo véu da alegoria, pelo que concerne à regra de proceder, às relações de homem para homem, aos princípios morais a que ele expressamente condicionou a salvação, seus ensinos são claros, explícitos, sem ambigüidade. (O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo XV.)

Que fizeram das suas máximas de caridade, de amor e de tolerância; das recomendações que fez a seus apóstolos para que convertessem os homens pela brandura e pela persuasão; da simplicidade, da humildade, do desinteresse e de todas as virtudes que ele exemplificou? Em seu nome, os homens se anatematizaram mutuamente e reciprocamente se amaldiçoaram; estrangularam-se em nome daquele que disse: Todos os homens são irmãos. Do Deus infinitamente justo, bom e misericordioso que ele revelou, fizeram um Deus cioso, cruel, vingativo e parcial; àquele Deus, de paz e de verdade, sacrificaram nas fogueiras, pelas torturas e perseguições, muito maior número de vítimas, do que as que em todos os tempos os pagãos sacrificaram aos seus falsos deuses; venderam-se as orações e as graças do céu em nome daquele que expulsou do Templo os vendedores e que disse a seus discípulos: Dai de graça o que de graça recebestes.

Que diria o Cristo, se viesse hoje entre nós? Se visse os que se dizem seus representantes a ambicionar as honras, as riquezas, o poder e o fausto dos príncipes do mundo, ao passo que ele, mais rei do que todos os reis da Terra, fez a sua entrada em Jerusalém montado num jumento? Não teria o direito de dizer-lhes: Que fizestes dos meus ensinos, vós que incensais o bezerro de ouro, que dais a maior parte das vossas preces aos ricos, reservando uma parte insignificante aos pobres, sem embargo de haver eu dito: Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no reino dos céus? Mas, se ele não está carnalmente entre nós, está em Espírito e, como o senhor da parábola, virá pedir contas aos seus vinhateiros do produto da sua vinha, quando chegar o tempo da colheita.
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 24 de Janeiro de 2017, 12:56
O trabalho espírita em equipe
Frederico Fígner

 
Ante as inúmeras atribuições do trabalho da Casa Espírita, o servidor é convocado pela divina providência a contribuir com sua parcela de serviço, dedicação e sacrifício.
 
É fácil integrar-se a um grupo como simples coadjuvante no processo de formação numérica de uma organização.
 
É fácil integrar-se a um agrupamento ou coletividade, mantendo-se à margem das ações e das necessidades que ali existem.
 
O trabalhador espírita não se contenta em ser mero espectador ante as atividades voltadas para a edificação do ser humano. Sabe, de antemão, que a sua transformação no bem, necessária em sua escalada evolutiva, exige esforço, suor e lágrimas, no âmbito de atuação no meio onde foi chamado a servir.
 
O esforço de trabalho em equipe delineia-se no horizonte da vida como proposta que fundamenta a melhoria individual e coletiva.
 
A união de pessoas não se concretiza sem o burilamento dos sentimentos e o uso, bem direcionado, da razão.
 
Para tanto, é preciso desenvolver a humanidade, sabendo que ainda não somos seres superiores e que à nossa retaguarda há um passado de equívocos que sempre influencia o presente.
 
Assim, em qualquer programa de melhoria de pessoas é preciso considerar as finalidades da obra a que se dedica, mantendo a união em torno dos ideais que alimentam o processo, bem como reconhecer que cada criatura, na posição em que se encontra, é um universo em si mesma, no qual as aspirações nobres nem sempre resultam em ações concretas de ordem elevada. Entre o querer e o realizar há distância significativa, que mede a capacidade de realização de cada um.
 
O espírito de equipe deve nortear todo propósito que conduz o ser ao seu aperfeiçoamento espiritual, pois ninguém cresce no isolamento. A gregariedade da natureza indica que precisamos uns dos outros, hoje e sempre.
 
As lideranças positivas se constroem no dia a dia, e os verdadeiros líderes desenvolvem a habilidade de congregar, de juntar, administrando com gentileza e serenidade conflitos, deserções, intrigas.
 
Compreendem que a equipe, em qualquer situação, é força poderosa capaz de realizar prodígios.
 
Lembramos, sobretudo, que o apoio mútuo é força indestrutível. Vemos, então, que o personalismo, isto é, a ação individual e isolada nem sempre se revela produtiva para o conjunto, pois há Espíritos que se mantêm em faixas de vibração que ocasionam, pelas sintonias daí originadas, graves desequilíbrios no seio de uma comunidade.
 
É válido, pois, manter-nos atentos às imperfeições que ainda trazemos no íntimo do ser, cuidando para que elas sejam educadas, modificadas por meio do trabalho incessante no bem.
 
A causa espírita é de valor inestimável para todos nós, desencarnados e encarnados, que aceitamos as suas diretrizes como roteiro de ascensão espiritual. Nunca é demais observar que cada um, no posto de trabalho e de responsabilidade em que se encontra, deve envidar esforços para a união e a harmonia do todo. O espírita esclarecido, iluminado pelas sublimes orientações da mensagem cristã, se vê, sempre e sob quaisquer condições, como servo.
 
No relacionamento interpessoal é necessário, pois, fornecer a sua cota de serviço, contendo impulsos egoístas, moderando as expressões das palavras, a fim de que estas não se transformem em elementos corrosivos.
 
Finalmente, importa destacar lembrando a já conhecida imagem do maestro e da orquestra, quando se pensa no trabalho em equipe: a harmonia dos músicos guarda sintonia com a eficiência e a ação de quem dirige.
 
Entretanto, o maestro, para manter a beleza e a harmonia, vira as costas ao público que observa e acompanha.
 
Paz em nome de Jesus.
 

 
(Mensagem psicográfica recebida por Marta Antunes de Moura, na FEB-DF, em 17.05.2012, e publicada em “Reformador” de AGO/2012.)
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 26 de Janeiro de 2017, 15:42
A Tarefa Espírita
Valdir Pedrosa – Abril/2008


Citar
"E disse-lhe o Senhor: Ananias!
E ele respondeu: Eis-me aqui, Senhor!"
(Atos 9:10)

Na questão 674 de O Livro dos Espíritos, o insigne Codificador Allan Kardec pergunta:

"A necessidade do trabalho é lei da Natureza?"
E os Espíritos responsáveis pela Codificação responderam:
"O trabalho é lei da Natureza, por isso mesmo que constitui uma necessidade, e a civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque lhe aumenta as necessidades e os gozos."

Aqui percebemos claramente que Deus não privilegia a nenhum de seus filhos. Todos têm o mesmo tratamento deste Pai que é todo amor e justiça, do qual recebemos as mesmas oportunidades de aprendizado e evolução. Portanto, ninguém está isento do trabalho, mesmo porque ele faz parte das Leis Divinas e como tal é inerente a todas as criaturas.

Na pergunta seguinte (675), Kardec indaga:
"Por trabalho só se devem entender as ocupações materiais?"
Sobre este questionamento as veneráveis Entidades responderam:
"Não; o Espírito trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho."

Sobre esta questão tiramos uma conclusão importantíssima: trabalho é toda ocupação útil. Portanto, trabalho é tudo o que fazemos de útil para nós mesmos e para o nosso próximo. Com este novo conceito nossa visão se amplia consideravelmente, pois até então muitas pessoas entendiam como trabalho apenas as tarefas que lhes garante o sustento, bem como aquelas de âmbito doméstico. Agora já compreendemos melhor a frase de Jesus: "Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também." (João 5:17). Deus, nosso Pai e o Cristo, nosso Mestre estão sempre operando em favor da humanidade, pois que trabalham ininterruptamente. Se Jesus é o nosso Guia e Modelo, conforme asseveraram os Espíritos na questão 625 de O Livro dos Espíritos, é nele em quem devemos espelhar nossa conduta diária.

Quando analisamos o trabalho do ponto de vista interior, percebemos que ele é individual e que depende, única e exclusivamente, de cada um de nós. Este trabalho consiste, basicamente, em nos conhecermos melhor através de uma análise sincera e corajosa das virtudes e dos vícios que ainda carregamos. Detectando nossos pontos positivos e negativos fica mais fácil trabalharmos nossa individualidade. No que tange às conquistas que já efetuamos é necessário darmos mais vazão a elas, potencializando-as ao máximo em nossa vida. Já com relação aos valores que ainda não adquirimos, é imprescindível que comecemos um trabalho prático no nosso cotidiano com o objetivo de exercitarmos as virtudes que Jesus e os Espíritos Superiores tanto nos ensinam: caridade, fraternidade, humildade, tolerância, abnegação e tantas outras que conhecemos de cor, mas que ainda não vivenciamos integralmente.

Na outra vertente do trabalho, podemos enxergá-lo como um importante instrumento de progresso da humanidade em todas as suas esferas. Analisando a história das civilizações percebemos claramente que o homem é um ser que foi feito para viver em sociedade e, conseqüentemente, trabalhar em equipe. Neste aspecto o homem que trabalha sozinho, seja por opção ou por certas circunstâncias, tem mais chances de ver suas iniciativas fracassarem, embora existam exceções.

Muitos alegam que Jesus não precisaria dos Apóstolos para realizar sua missão junto aos homens. Será mesmo? Quem nos garante que, morto Jesus não estariam mortas também suas idéias? Se as idéias do Mestre estão aí até hoje é porque houve quem as perpetuasse, houve um trabalho de equipe nos dois planos da vida, o material e o espiritual. No plano material, além dos doze Apóstolos, Jesus teve mais de setenta discípulos enquanto encarnado, conforme nos mostra o Evangelho. Outros importantes seguidores vieram depois, dando continuidade ao trabalho começado pelo Mestre, simbolizado nas sementes lançadas aos homens pelas mãos do Divino Semeador (Mateus 13:3-18).

Séculos mais tarde, na Codificação da Doutrina Espírita, vemos novamente um trabalho de equipe em grande escala. No plano físico, Allan Kardec e vários colaboradores iniciam os trabalhos e estudos que fariam surgir o Espiritismo no mundo. No plano espiritual, o Espírito da Verdade e sua falange de trabalhadores do bem jorram as luzes que iriam iluminar toda a humanidade. Em ambas as frentes de atividades, um Mestre: Jesus. Estava cumprida a promessa do Cristo de enviar um outro Consolador aos homens.

E assim, mirando nos exemplos acima, a cada tarefa edificante que executamos vamos galgando os degraus da grande escada que nos conduz às esferas superiores. Não há como atingirmos as culminâncias da evolução espiritual sem o trabalho abençoado. Não bastam apenas fé e conhecimento; é preciso dinamizá-los, colocá-los em movimento benéfico a favor de todos. Já nos dizia o apóstolo Tiago: "... a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma." (Tiago 2:17). Para embasar nosso raciocínio, podemos ainda evocar o grande apóstolo dos gentios, Paulo de Tarso, que em sua primeira epístola aos coríntios (13:1-7:13) destaca a importância fundamental da caridade em nossa vida. Lembramos também de Allan Kardec, o qual dedicou todo o capítulo vinte e cinco de O Evangelho Segundo o Espiritismo para nos legar a máxima "Fora da caridade não há salvação." Caridade, querido(a) amigo(a), é o amor em movimento, é o bem que fazemos a todos, independente de religião, raça, cor, sexo, condição econômica ou qualquer outro rótulo. Caridade é o amor dinâmico que age sempre sem nada questionar. Apenas age, sempre no bem, sempre na luz.

Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 26 de Janeiro de 2017, 15:43
Atualmente a maioria das pessoas busca um objetivo e um sentido para a vida, mas dificilmente encontram e acabam desperdiçando potencial e oportunidades. O Espiritismo oferece duas vantagens àqueles que estão nesta procura. Primeiro: trata-se de uma doutrina que esclarece, instrui e consola, fornecendo as respostas para as questões mais instigantes da humanidade. Segundo: propicia aos interessados a tarefa espírita com base no voluntariado. A pessoa que abraça uma tarefa espírita descobre, com o tempo, que dedicar parte de sua vida à causa de servir ao próximo é mais do que uma simples obrigação, é realização pessoal.

Geralmente quando conhecemos a Doutrina Espírita ficamos deslumbrados, pois a nossa sede de aprendizado é muito grande e ficamos maravilhados com as portas que se abrem à nossa frente. Queremos fazer tudo, participar de todas as tarefas e de todos os estudos. Costumo dizer que este é o momento em que "entramos no Espiritismo". Com o passar do tempo, aos poucos, vem o segundo momento, aquele em que o "Espiritismo entra em nós". Passada a empolgação inicial é chegada a hora de nosso encontro mais íntimo com a Doutrina. É aí que os conhecimentos adquiridos realmente passam a ser sentidos e colocados em movimento a favor do próximo e de nós mesmos. Certa feita disse Oded Grajew, ex-presidente da Fundação Abrinq Pelos Direitos da Criança: "O melhor conselho, em todos os casos de voluntariado, é esse: comece devagar. É a maneira mais prudente de se construir uma relação de confiança com o trabalho voluntário." Quem quer abraçar tudo, acaba não abraçando nada. Melhor concentrarmos nossos recursos naquelas atividades em que possamos contribuir efetivamente, doando-nos de corpo e alma. É sempre mais produtivo abraçar poucas tarefas, mas com bastante dedicação, do que participar de várias tarefas e não realizar nenhuma bem feita.

A Federação Espírita Brasileira (FEB) em seu opúsculo Orientação ao Centro Espírita nos traz a seguinte definição de trabalho ou tarefa espírita: "Fraternidade, respeito ao semelhante, desinteresse utilitarista, trabalho idealista na vivência do 'amai-vos uns aos outros', tolerância e simplicidade de coração, humildade de espírito, numa palavra, a prática das virtudes evangélicas, eis o que distingue o trabalho espírita e caracteriza a instituição fundada e sustentada sob a inspiração do Espiritismo."

No entanto, infelizmente conhecemos inúmeras pessoas, espíritas inclusive, que alegam não ter tempo para se dedicarem às tarefas de auxílio. Talvez tenham se esquecido de que tempo é uma questão de prioridade e que quem faz as nossas prioridades somos nós mesmos. Pelo visto, a falta de tempo é um dos grandes empecilhos ao voluntariado. Em 19 de dezembro de 1997, o Instituto Data-Folha publicou uma pesquisa sobre voluntariado que trazia os seguintes números: 92% dos entrevistados disseram que o trabalho voluntário de ajuda ao próximo é importante. Porém, mesmo considerando a importância de tal atividade, 80% disseram que nunca participaram de uma tarefa voluntária de auxílio ao próximo e, deste montante, 61% afirmaram que não o fazem por total falta de tempo. Passados pouco mais de dez anos verificamos que o quadro não mudou muito, pois o homem moderno tem outras prioridades, principalmente aquelas ligadas aos bens materiais. Portanto, não há tempo para ajudar ninguém, nem a si próprio. Às vezes me pergunto se a falta é realmente de tempo ou de boa-vontade... (vide texto para reflexão).

Outro problema é que somos acomodados, gostamos de viver em nossa zona de conforto e a tarefa espírita implica em alterar rotinas, estabelecer novas metas e administrar melhor o nosso tempo. Porém, tudo isso é fartamente compensado por Deus, pois faremos os outros mais felizes e seremos, conseqüentemente, mais felizes também. Na verdade achamos que estamos ajudando os outros, entretanto os maiores beneficiados somos nós mesmos. Quando nos aproximamos do sofrimento do próximo, vemos nossos problemas pessoais em outra dimensão, ficamos mais resignados e menos ansiosos. Passamos a reclamar menos, entendemos melhor os outros e aprendemos a ouvir mais.

Além de tudo isso, uma pesquisa feita pela Universidade de Harvard (EUA) com 2.700 pessoas durante 10 anos, evidenciou que a ajuda ao próximo faz bem à saúde. Vejamos as conclusões dos pesquisadores:

a) Ajudar ao próximo faz bem ao coração;

b) Ajudar ao próximo aumenta a expectativa de vida e a vitalidade de maneira geral;

c) Ajudar ao próximo faz bem ao sistema imunológico - análises clínicas e laboratoriais constataram aumento de imunoglobulina A no sangue. É um anticorpo que ajuda a defender o organismo contra infecções respiratórias.

Portanto, querido(a) amigo(a), abrace uma tarefa espírita de auxílio ao próximo. Procure o Departamento de Tarefeiros da Fraternidade Espírita Irmão Glacus ou da casa espírita mais próxima de você e abandone o vazio existencial, pois no trabalho voluntário você encontrará um sentindo para sua vida.

Jesus, o Mestre Amigo, bate à nossa porta todos os dias, nos convidando para a tarefa edificante e reparadora. E quando ele nos chamar pelo nome, estejamos prontos e façamos como Ananias, o discípulo diligente: "Eis-me aqui, Senhor!"

(Artigo baseado no livro "O Trabalho Voluntário no Centro Espírita", de Alkíndar de Oliveira).

Para reflexão:

BOA-VONTADE

"Vede prudentemente como andais." — Paulo. (EFÉSIOS, 5:15)

Boa-vontade descobre trabalho. Trabalho opera a renovação. Renovação encontra o bem. O bem revela o espírito de serviço. O espírito de serviço alcança a compreensão. A compreensão ganha humildade. A humildade conquista o amor. O amor gera a renúncia. A renúncia atinge a luz. A luz realiza o aprimoramento próprio. O aprimoramento próprio santifica o homem. O homem santificado converte o mundo para Deus. Caminhando prudentemente, pela simples boa-vontade a criatura alcançará o Divino Reino da Luz.

(Do livro Pão Nosso, psicografia de Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Emmanuel – capítulo 66)
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Janeiro de 2017, 17:33
O Segredo do Trabalho

Coloque o trabalhador as mãos no arado para a lavoura do bem e o Senhor, por Seus Emissários, fará o resto, abençoando a colheita farta.

O serviço possui idioma próprio, e através do serviço o devotamento de cada seareiro está conversando com todos os irmãos da humanidade.

Nesse bendito segredo da fala silenciosa que o trabalho desenvolve, pelos veículos do exemplo, as grandes realizações se efetuam com o auxílio do alto.



Espírito: Batuíra
Médium: Francisco Xavier
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Janeiro de 2017, 17:35
Trabalho, o Grande Privilégio

A imagem do Semeador, trazida por Jesus às nossas considerações, é um ensinamento perfeito. Em verdade, Deus oferece:

a bênção do sol;

a generosidade da Terra;

a colaboração da fonte;

o amparo do adubo;

a força da vida;

a oportunidade de servir;

a felicidade de imaginar;

a luz do discernimento;

a hospedagem do campo;

a alegria da ação;

os recursos todos que dignificam a paisagem, na qual o Homem - Filho e colaborador da Criação - é chamado a atuar.

Deus lhe dá tudo - tudo aquilo de que carece para engrandecer-se e resguardar-se, progredir e elevar-se cada vez mais, entretanto, embora lhe conceda tudo, até mesmo a semente que explodirá em prodígios de vida e evolução, felicidade e aperfeiçoamento, pede a ele unicamente para que exerça o privilégio de trabalhar.

A lição evangélica é simples e clara. Nós que estamos despertos para a renovação, aproveitemos o tempo e saibamos trabalhar e servir sempre, porque nisso residem as nossas bênçãos maiores.

Espírito: Batuíra
Médium: Francisco Xavier
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 28 de Janeiro de 2017, 12:20
Nos disseram que o Tempo leva a juventude...


"Nos disseram que o Tempo leva a juventude...

E que também leva a beleza...

O Tempo não leva absolutamente nada!

Não leva porque é o dono de tudo, e o que for da Terra, nasce e morre.

O Tempo nos empresta tudo que julgamos ter, para que, através desse 'tudo', possamos evoluir espiritualmente, buscar a iluminação...

Isso o Tempo não leva, pois não é da Terra, é nossa conquista, mérito de nossa alma.

O Tempo não leva a nossa sabedoria, a nossa fé, a nossa paz, a nossa bondade, a nossa gratidão.

O Tempo permite que nos tornemos almas mais puras, superiores em Luz, e essa bagagem vai conosco para a eternidade.

O que for do Tempo, do Tempo será!

A Luz que conquistarmos, em nós eternamente será!"

Nicoli Miranda
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 28 de Janeiro de 2017, 13:51
*A Cura dos Males*

Muitos rendem graças pela cura das doenças físicas; no entanto, poucos procuram verificar se sua própria mente está curada, pois ela pode estar doente.

Se não procurarmos a essência das coisas, nas suas causas, os efeitos permanecerão.



Livro "Mensagens para uma Vida Melhor", José Lourenço Filho, Etore J Quaglia
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 28 de Janeiro de 2017, 16:01
Nosso ofício ao nosso pão de cada dia


" Os pobres dão pelo pão o trabalho;

os ricos dão pelo pão a fazenda;

os de espíritos generosos dão pelo pão a vida;

os de espíritos baixos dão pelo pão a honra;

os de nenhum espírito dão pelo pão a alma;

e nenhum homem há que não dê pelo pão,

e ao pão,

todo o seu cuidado. "


Padre Antonio Vieira
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Marden em 03 de Fevereiro de 2017, 23:46
Moisés, Boa Noite.

Este artigo do Marcus Vinicius. É muito bom, muito útil para nosso aprendizado. Traz novas abordagens sobre um assunto já muito explorado.
Oferece-nos ainda a oportunidade de novas conjeturas que podem enriquecer o nosso conhecimento sem ferir a ideia central interpretada pelos Espíritos Codificadores.
Extraí este texto para ler mais vezes, refletir mais vezes com a finalidade de conhecer um pouco mais o projeto Divino para nós.....

Muito Obrigado.
Título: Re: Os trabalhadores da última hora
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Fevereiro de 2017, 12:06
Moisés, Boa Noite.

Este artigo do Marcus Vinicius. É muito bom, muito útil para nosso aprendizado. Traz novas abordagens sobre um assunto já muito explorado.
Oferece-nos ainda a oportunidade de novas conjeturas que podem enriquecer o nosso conhecimento sem ferir a ideia central interpretada pelos Espíritos Codificadores.
Extraí este texto para ler mais vezes, refletir mais vezes com a finalidade de conhecer um pouco mais o projeto Divino para nós.....

Muito Obrigado.

Valeu Marden

Abraços