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CODIFICAÇÃO => Outros Estudos => Tópico iniciado por: Antonio Renato em 12 de Fevereiro de 2014, 23:57

Título: Os nossos valores
Enviado por: Antonio Renato em 12 de Fevereiro de 2014, 23:57
Meus irmãos,com poderemos avaliar nós mesmo os nossos valores,sem sermos tendencio-
-sos,analizando friamente aquilo que podemos ser,pela maneira que nos conduzimos.As
nossas qualidades e os nossos defeitos não deverão ser vistos como uma razão para que
que se possa dizer o que somos,sim,porque eu poderia exaltar as minhas qualidades,como
se elas fossem maiores que os meus defeitos,quando na verdade por sermos imperfeitos,
temos mais defeitos que qualidades.As pessoas costumam por conviniência se colocarem
como sendo solidárias,caridosas,até mesmo boazinhas,quando na verdade não são,pois o
amor que elas dedicam aos seus irmãos,servem em muitas vezes,apenas para mascarar a
sua verdadeira maneira de ser.Muito embora existam pessoas sinceras nestes propósitos. 
Título: Re: Os nossos valores
Enviado por: chenrique.vr em 17 de Fevereiro de 2014, 15:17
Irmãos, em verdade, todos nós conhecemos os nossos valores como também conhecemos os nossos defeitos; que na maioria das vezes, sempre sobressaem.
Acredito que valores são conquistados através do esforço constante em combater vícios e defeitos.
Mas em verdade...que são valores? quanto desses valores precisamos conquistar?
Vamos cuidar para que na busca desses valores, não deixemos as portas do nosso eu escancaradas para o orgulho e a vaidade.
Abraços fraternos.
Título: Re: Os nossos valores
Enviado por: Antonio Renato em 17 de Fevereiro de 2014, 22:15
Meu nobre(nobre na alma)irmão Chenrique,veja bem.Somos o que somos pelas razões que somos,imperfeitos,porem a nossa meta é a perfeição.Durante a nossa caminhada evolutiva
praticamos ações boas e más,irão elas depender do nosso progresso moral,os valores dos
quais podemos ter,vai nos sendo agregados,sendo estes as qualidades que deveremos ter,
mas se não dominar-mos bem as nossas más tendências os nossos defeitos irão se sobres-
-sair.Sendo a lei do amor a maior das leis divinas deixadas por Deus para que através delas
pudessemos ter progresso moral,deve ser exercitada em sua forma plena,não devemos di-
-zer que amamos os nossos irmãos,tão sómente para aparentamos sermos bons,isso seria hipocrisia.O egoismo,o orgulho e a vaidade,são como evas daninhas que devem ser arranca-
-das de dentro de nós,são elas que na verdade nos impedem de verdadeiramente amar os
nossos irmãos.
Fique na paz.
Título: Re: Os nossos valores
Enviado por: Brenno Stoklos em 18 de Fevereiro de 2014, 03:40


amigo Antonio Renato Barbosa,

Santo Agostinho, em O livro dos espíritos, nos dá um guia seguro para esse conheimento de nós mesmos:

"Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma. Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticara durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal que houvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo de guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria. Dirigi, pois, a vós mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai ainda mais: “Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, teria que temer o olhar de alguém, ao entrar de novo no mundo dos Espíritos, onde nada pode ser ocultado?"

Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra o vosso próximo e, finalmente, contra vós mesmos. As respostas vos darão, ou o descanso para a vossa consciência, ou a indicação de um mal que precise ser curado.

O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual. Mas, direis, como há de alguém julgar-se a si mesmo? Não está aí a ilusão do amor-próprio para atenuar as faltas e torná-las desculpáveis? O avarento se considera apenas econômico e previdente; o orgulhosos julga que em si só há dignidade. Isto é muito real, mas tendes um meio de verificação que não pode iludir-vos. Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a censurais noutrem, não na poderia ter por legítima quando fordes o seu autor, pois que Deus não usa de duas medidas na aplicação de Sua justiça. Procurai também saber o que dela pensam os vossos semelhantes e não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, porquanto esses nenhum interesse têm em mascarar a verdade e Deus muitas vezes os coloca ao vosso lado como um espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que o faria um amigo. Perscrute, conseguintemente, a sua consciência aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar de si os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas; dê balanço no seu dia moral para, a exemplo do comerciante, avaliar suas perdas e seus lucros e eu vos asseguro que a conta destes será mais avultada que a daquelas. Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio o despertar na outra vida.

Formulai, pois, de vós para convosco, questões nítidas e precisas e não temais multiplicá-las. Justo é que se gastem alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna. Não trabalhais todos os dias com o fito de juntar haveres que vos garantam repouso na velhice? Não constitui esse repouso o objeto de todos os vossos desejos, o fim que vos faz suportar fadigas e privações temporárias? Pois bem! Que é esse descanso de alguns dias, turbado sempre pelas enfermidades do corpo, em comparação com o que espera o homem de bem? Não valerá este outro a pena de alguns esforços? Sei haver muitos que dizem ser positivo o presente e incerto o futuro. Ora, esta exatamente a idéia que estamos encarregados de eliminar do vosso íntimo, visto desejarmos fazer que compreendais esse futuro, de modo a não restar nenhuma dúvida em vossa alma. Por isso foi que primeiro chamamos a vossa atenção por meio de fenômenos capazes de ferir-vos os sentidos e que agora vos damos instruções, que cada um de vós se acha encarregado de espalhar. Com este objetivo é que ditamos O Livro dos Espíritos".

                                                                                SANTO AGOSTINHO

                                                    O Livro dos Espíritos




Título: Re: Os nossos valores
Enviado por: lconforjr em 18 de Fevereiro de 2014, 14:53
Re: Os nossos valores

      Antonio Renato  (ref # inicial, 120214, 23:57 e #2, de 170214)
      Chenrique.vr   (ref #1, 1702140

      Meus amigos, sempre lembrando a recomendação da  doutrina, de raciocinar para melhor compreendê-la, trago alguns comentários sobre suas mensagens referidas acima. Precisamos raciocinar.
...

      A Renato escreveu: irmãos,com poderemos avaliar nós mesmo os nossos valores, sem sermos tendenciosos...?... porque eu poderia exaltar as minhas qualidades... por sermos, na realidade, imperfeitos.

      Conf: exatamente, como avaliarmos a nós mesmos sem sermos tendenciosos devido a sermos imperfeitos?! Aqui, como estamos estudando a doutrina espírita, cabe a pergunta, nos moldes como se usa na doutrina: e se todo efeito tem  sua causa, qual é a causa de sermos imperfeitos?

      Ao virmos para cá já éramos imperfeitos? Nós mesmos nos fazemos imperfeitos? Ou são as circunstancias da vida, as experiências desta escola onde somos matriculados para aprender a nos libertar das imperfeições (antes não tínhamos nenhuma!) que nos ensinam a nos prender às imperfeições as mais monstruosas?

      De início, nenhuma imperfeição; vindo para cá, numerosas! Como diz o Renato, passamos a ter mais defeitos morais do que qualidades! Qual é a causa disso? Precisamos raciocinar!

      Sem dúvida, o Renato tem razão; em geral, usamos máscaras, tentando conseguir que os demais tenham de nós uma imagem mais "bonita" do que, realmente, somos; sempre queremos esconder nossos “pecados”, até dos mais próximos e íntimos.

      Chenrique, o novo amigo, escreveu: Acredito que valores são conquistados através do esforço constante em combater vícios e defeitos.

      Conf: amigo, nossos esforços só podem ter "algum" resultado para vencermos “alguns” vícios, em geral "pequenos" vícios. Os grandes, muitos deles, vencê-los é dificílimo!

      Qto aos defeitos morais isso é uma outra “batalha”, que, em geral não sabemos combater, e ninguém, nem religião, nem religiosos, sabe ensinar “como” fazer para combater defeitos morais.

      Chenrique: Mas em verdade... que são valores? Quantos desses valores precisamos conquistar? Vamos cuidar para que na busca desses valores, não deixemos as portas do nosso eu escancaradas para o orgulho e a vaidade.

      Conf: concordo com o Henrique: é o que de mais importante temos de fazer: buscar valores morais. E só nos basta conquistar um deles; alcançado esse, todos os demais são alcançados: o Amor.

      No entanto, onde está aquele que nos ensine a “como” fazer isso? E onde está aquele que nos ensine “como” combater, ou eliminar de nós, o orgulho e a vaidade? Ninguém ensina, porq ninguém sabe ensinar e nem nós mesmos sabemos “como” fazer isso.

      Defeitos morais, como, também, qualidade morais, são sentimentos íntimos, despertados em nós pela vida que nos rodeia e, como todos os sentimentos, absolutamente ninguém tem comando sobre os próprios sentimentos, sejam eles de amor ou de ódio, de solidariedade ou egoísmo, de humildade ou orgulho, egoísmo, ciúmes, inveja etc. Quem pensa que controla seus sentimentos se engana profundamente.

      ARenato:... Somos o que somos por que somos imperfeitos, porem a nossa meta é a perfeição. Durante a nossa caminhada evolutiva praticamos ações boas e más, irão elas depender do nosso progresso moral,

      Conf: o amigo ARenato tem razão. Durante a nossa caminhada evolutiva praticamos ações boas e más; mas observem que não é, como muitos dizem, que é das ações que praticamos que depende nosso progresso moral; é justamente o contrário: de nosso progresso moral é que dependem as ações boas ou más que praticamos, como disse o Renato.

      O progresso moral não é resultado de qualquer espécie de prática de qualquer espécie de ações; as ações é que são resultantes de nosso progresso moral. Nosso progresso moral não é, também, como muitos dizem, resultante dos sofrimentos que a lei de causa e efeito nos impõe.

      De que depende o progresso moral? Sem dúvida,não depende das ações que praticamos;depende, isto sim, de uma nossa melhor compreensão de o que é a vida e de o que somos nós em relação a ela e a nossos semelhantes.

............

Título: Re: Os nossos valores
Enviado por: Vitor Santos em 18 de Fevereiro de 2014, 16:23
Amigo António Renato Barbosa

O amigo tocou no crime mais danoso da humanidade: a hipocrisia.

E a hipocrisia mina o valor mais importante para que as pessoas possam viver em paz, cordialmente: a confiança.

Não havendo confiança uns nos outros, estamos sempre de prevenção com todos, como soldados que estão numa guerra de orelha atenta, para perceber quem são os inimigos, ou seja, os hipócritas perigosos. A traição da confiança está sempre a ocorrer. E se ocorre em pequenas coisas, mais facilmente ocorre nas coisas maiores, que envolvem interesses materiais.

O hipócrita, como o amigo tão bem diz, é o lobo que veste a pele de cordeiro. Muito mais perigoso do que o lobo normal, cuja presença nos indicia o perigo que corremos, este último é traiçoeiro. E nós deixamos aproximá-lo, sorridentes, julgando que estamos ao lado de um animal inofensivo.

Todavia a hipocrisia é a técnica mais eficaz de sobreviver na terra. Nem sei se é possível evitá-la, para sobreviver em sociedade. Não conheço ninguém, com profissões e relações sociais normais, que não seja mais ou menos hipócrita.

Nós sabemos que as nossas avaliações sobre os outros e as avaliações dos outros sobre nós, são sempre subjectivas, parciais, imprecisas, com um peso emocional do momento. Assim, evitar a critica directa ou por coscuvilhice, inútil, é o mais prudente. E não é hipocrisia, na minha óptica. Evitar conflitos, sobretudo os desnecessários, em certas circunstâncias é o melhor.

Já o elogio é positivo (quando não é hipócrita). Contudo, quando a esmola é grande o pobre desconfia, e não é difícil ocorrer que o nosso elogio sincero seja tomado como "interesse oculto". Por isso, também com o elogio é preciso prudência, infelizmente. Lá está a falta de confiança a minar as nossas relações.   

Assim deixo a minha dúvida ao amigo ou a quem quiser responder: é possível sobreviver na Terra sem ser hipócrita? Como?

É possível criar uma clima geral de confiança entre os homens, na Terra? Se não é possível, como é possível amar alguém em quem não se confia?

A falta de amor entre os homens advêm da falta de confiança mútua. A hipocrisia é o combustível que alimenta a falta de confiança. Mas, sinceramente não vejo como resolver este problema, na Terra, nem sei se é resolúvel entre seres que necessitam de coisas materiais para viver.

Amar o próximo como a si mesmo, aqui na Terra, é um ideal utópico, por enquanto.

Bem haja
Título: Re: Os nossos valores
Enviado por: Brenno Stoklos em 18 de Fevereiro de 2014, 19:32

O progresso moral não é resultado de qualquer espécie de prática de qualquer espécie de ações; as ações é que são resultantes de nosso progresso moral. Nosso progresso moral não é, também, como muitos dizem, resultante dos sofrimentos que a lei de causa e efeito nos impõe.



O progresso moral é resultado de aprendizagem!

Aprendizagem que se faz através das reencarnações, praticando atos e lhes sofrendo as consequências, sempre no exercício do nosso Livre-Arbítrio!


Título: Re: Os nossos valores
Enviado por: Antonio Renato em 19 de Fevereiro de 2014, 01:08
Meu irmão Vitor Santos,veja que na sua conclusão você nos coloca uma pergunta difícil de
responder:"É possivel sobreviver na terra sem ser hipocrita?.Verdadeiramente meu irmão,
na maioria das vezes usamos mascaras para conseguir conviver em sociedade,dentro dos
grupos sociais,fingimos ser em muitas das vezes,por circunstâncias ou até mesmo por
conveniência.As mascaras que usamos são as da hipocrisia,muito embora pelo nosso pro-
-gresso moral,saibamos que estamos errados,mas como viver no meio de hipocritas,sem
usar desses artifícios,impossivel.Em um mundo moderno em que vivemos,houve uma ace-
-leração do progresso,consequetemente obrigou-nos a desenvolver muito mais o nosso
intelecto para melhor desempenho nas atividades de trabalho.A competividade é maior e
com isto gera a desconfiança nos pares.A sinceridade perdeu o seu valor,assim como o
respeito que se tinha por aquele companheiro de trabalho,pois ele se torna por força das
suas necessides,até mesmo um inimigo,e para ter uma boa convivência com os demais,
usam mascaras,e como um lobo mau,vestem uma pele de carneiro assim como você colo-
-cou.
Fique na paz.

 
Título: Re: Os nossos valores
Enviado por: Antonio Renato em 19 de Fevereiro de 2014, 01:25
Meu nobre(nobre na alma)irmão Brenno,muito embora concorde com você na sua colocação,de que o progreeso moral e resultado de aprendizagem,e que este vem acontecendo nas encar-
-nações sucessivas,não posso deixar de muito mais concordar com o nosso irmão Inconforjr.O
que ele bem colocou,que o progresso moral não é resultado de qualquer espécie de prática de
qualquer espécie de ações;as ações é que são rsultantes de nosso progresso moral,e como ele sempre nos coloca:Vamos raciócinar.
Fique na paz.
Título: Re: Os nossos valores
Enviado por: Brenno Stoklos em 19 de Fevereiro de 2014, 02:15

as ações é que são rsultantes de nosso progresso moral,e como ele sempre nos coloca:Vamos raciócinar.

Fique na paz.


Amigo Antonio Renato Barbosa,

E o nosso progresso moral seria resultante de quê?


Título: Re: Os nossos valores
Enviado por: lconforjr em 19 de Fevereiro de 2014, 02:19
Re: Os nossos valores
     

      Conf (msg ant): O progresso moral não é resultante da prática de quaisquer espécies de ações, sejam elas as mais bondosas e cheias de caridade, que possamos imaginar. Não é resultante de sacrifícios pelo próximo, nem de atitudes, procedimentos, sentimentos, por mais  elevados que sejam; as ações é que são resultantes do progresso moral. Nosso progresso moral não é, também, como muitos dizem, resultante dos sofrimentos que a lei de causa e efeito nos impõe.

      Pensar que resulta de sofrimentos, faz do Criador um ser sem sabedoria e sem amor, pois que só estaria conseguindo "educar" suas criaturas por um método que envolve, necessariamente, esses torturantes e desesperadores sofrimentos que vemos no mundo!

................
Título: Re: Os nossos valores
Enviado por: Antonio Renato em 19 de Fevereiro de 2014, 16:15
Meu irmão Brenno,o nosso progresso moral é resultante do nosso crescimento interior.A me-
-dida em que vamos dominando as nossas más tendências,e exercitando as leis divinas,em
especial a lei do amor,pois esta é a que mais nos faz crescer interiormente,vamos tendo progresso moral.Assim eu penso.
Título: Re: Os nossos valores
Enviado por: Vitor Santos em 19 de Fevereiro de 2014, 17:57
Olá amigo Renato

Citar
Meu irmão Vitor Santos,veja que na sua conclusão você nos coloca uma pergunta difícil de
responder:"É possivel sobreviver na terra sem ser hipocrita?.Verdadeiramente meu irmão,
na maioria das vezes usamos mascaras para conseguir conviver em sociedade,dentro dos
grupos sociais,fingimos ser em muitas das vezes,por circunstâncias ou até mesmo por
conveniência.As mascaras que usamos são as da hipocrisia,muito embora pelo nosso pro-
-gresso moral,saibamos que estamos errados,mas como viver no meio de hipocritas,sem
usar desses artifícios,impossivel.Em um mundo moderno em que vivemos,houve uma ace-
-leração do progresso,consequetemente obrigou-nos a desenvolver muito mais o nosso
intelecto para melhor desempenho nas atividades de trabalho.A competividade é maior e
com isto gera a desconfiança nos pares.A sinceridade perdeu o seu valor,assim como o
respeito que se tinha por aquele companheiro de trabalho,pois ele se torna por força das
suas necessides,até mesmo um inimigo,e para ter uma boa convivência com os demais,
usam mascaras,e como um lobo mau,vestem uma pele de carneiro assim como você colo-
-cou.
Fique na paz.

Gostei da sua visão lúcida e sincera. Temos de ser optimistas, mas não cair no irrealismo.  O amigo está sempre disposto a escrever de uma forma positiva, tranquila. Por isso é desses, que, não sendo pessimista, não deixa de ser realista.

É tendo a coragem de equacionar os problemas tais qual eles são que podemos estudar soluções para melhorar.

bem haja
Título: Re: Os nossos valores
Enviado por: Brenno Stoklos em 20 de Fevereiro de 2014, 04:20
Meu irmão Brenno,o nosso progresso moral é resultante do nosso crescimento interior.A me-
-dida em que vamos dominando as nossas más tendências,e exercitando as leis divinas,em
especial a lei do amor,pois esta é a que mais nos faz crescer interiormente,vamos tendo progresso moral.Assim eu penso.


Pois é, amigo Antonio R. B.,

Como crescemos interiormente?

Como dominamos nossas más tendências?

E, principalmente, como exercitamos as Leis Divinas?

Tudo na vida do Espírito se resume à prática de ações, pois que na inatividade este nada alcança. Permanece estacionado.


Título: Re: Os nossos valores
Enviado por: lconforjr em 20 de Fevereiro de 2014, 17:16
Re: Os nossos valores

      ARenato  « ref #7 em: 200214Ontem às 01:08 »

      Renato escreveu: Meu irmão Vitor Santos, veja que na sua conclusão você nos coloca uma pergunta difícil de responder: "É possível sobreviver na terra sem ser hipócrita?
...

      Conf: olá Renato, me permita: a resposta a essa pergunta é fácil e vc já a respondeu com facilidade: não é possível sobreviver na Terra sem ser hipócrita, pois a hipocrisia (da qual resultam as “máscaras”, mentiras e falsidades) é uma arma nossa resultante do fato de sermos egoístas. E somos egoístas porq a vida nos faz ser egoístas. Não somos nós que nos fazemos assim.

      O egoísmo é um sentimento (defeito moral) perfeitamente natural a humanos e não humanos; é o desejo de “o melhor para mim e para os meus!”, defesa natural do homem, de desde que toma consciência de que está vivendo num mundo ameaçador, onde Deus nos colocou.   

      Como vc disse, é uma verdade que “muito embora, pelo nosso progresso moral, saibamos que estamos errados, viver no meio de hipócritas, sem usar desses artifícios, impossível... O mundo moderno, a competitividade que gera desconfiança...; a sinceridade perdeu o seu valor... etc”. Aí está a explicação de nossa hipocrisia.

      Com suas palavras, chegamos a compreender "certas causas da hipocrisia, não as mais profundas, mas não compreendemos, ainda, porq é que temos de sofrer por sermos hipócritas, já que a hipocrisia é resultado natural de sermos egoístas e o egoísmo é resultado natural das circunstâncias naturais da vida.

      O que tenho até achado estranho, para não dizer triste, é que muitos se satisfazem em constatar que nós somos hipócritas, em debater as nuances desse defeito moral, e de outros que possuímos, mas é raro perceber que alguém se empenha em descobrir as causas de os possuirmos, descoberta de extrema importância pois, se as descobrimos, teremos a possibilidade de evitá-las.

      Há companheiros que se aborrecem com o que temos dito, coisas como essas de descobrir as causas de nossas imperfeições para, assim, podermos evitá-las, devido a não terem ainda compreendido a importância disso. Do mesmo modo, criticam a provocação que fazemos para obter respostas para certas perguntas que, talvez, lhes pareçam óbvias. Não respondem, talvez, nem para si mesmos.

      Pelo que tenho entendido, acreditam e afirmam que as respostas a doutrina ou alguém já as deu cabalmente. Contudo, não perceberam ainda que as respostas têm sido, apenas, meias-respostas.   

      Questões simples, cujas respostas poderão nos esclarecer quanto a muitas e sérias dúvidas e incompreensões que temos, como: “qual é a causa de eu ser mal, e de vc ser bom?”, “aquele que é bom, é bom, simplesmente, porq quer ser bom?”, “qual é a causa de não usarmos de modo correto nossa faculdade de escolher?”, são ignoradas, como se já tivessem as respostas perfeitas. E asseguro que não as têm.

      Lembremos que Jesus disse: “quem puder compreender, compreenda!”, com isso, é claro, mostrando que nem todos compreendem. E, é evidente, ninguém tem culpa de não compreender.

      Num dos evangelhos, não aceitos pela igreja de Roma e, posteriormente, também não adotado nem pelos protestantes nem pela doutrina espírita, que nunca se referiu a ele, também está: “... e lamentava-se Jesus:.. mas eles não me compreenderam!”
...

      Tem de haver compreensão e, para isso, é preciso raciocinar profundamente! Mas, muitos não raciocinam e aceitam tudo que lhes cem às mãos, devido a depositarem total confiança em suas fontes e se satisfazerem, simplesmente, com o que está escrito. Mas, mesmo raciocinando, muitos não compreenderão!

...............
Título: Re: Os nossos valores
Enviado por: Antonio Renato em 20 de Fevereiro de 2014, 21:22
Meu irmão Brenno,poderia responder aos seu questionamentos,um a uma,mas vou inclui-los
num pacote só:Temos a liberdade de escolha,em fazer o mal ou o bem,e na soma dos frutos
da nossa vontade está a resultante."Só o amor constroi",é uma frase de efeito muito conhe-
-cida por todos nós,na soma das práticas do bem está o nosso crescimento interior.Fazer o
bem aos nossos irmãos e semelhantes,é uma prova de amor.Jesus em seus ensinamentos,
deixou para todos nós uma oração de agradecimento ao nosso pai criador,faz-nos pedir ao
pai que interceda e que nos fortaleça,quando diz:"Não nos deixeis cair em tentação,e livra-
-nos de todo mal".Desta forma rogamos ao pai,que afaste de nós os maus pensamentos,pa-
-ra que eles não nos conduzam a prática do mal.
Título: Re: Os nossos valores
Enviado por: Brenno Stoklos em 21 de Fevereiro de 2014, 05:45

onde Deus nos colocou.   



Segundo a Doutrina Espírita vivemos onde nós mesmos nos colocamos.


Título: Re: Os nossos valores
Enviado por: Brenno Stoklos em 21 de Fevereiro de 2014, 06:01
Meu irmão Brenno,poderia responder aos seu questionamentos,um a uma,mas vou inclui-los
num pacote só:Temos a liberdade de escolha,em fazer o mal ou o bem,e na soma dos frutos
da nossa vontade está a resultante."Só o amor constroi",é uma frase de efeito muito conhe-
-cida por todos nós,na soma das práticas do bem está o nosso crescimento interior.Fazer o
bem aos nossos irmãos e semelhantes,é uma prova de amor.Jesus em seus ensinamentos,
deixou para todos nós uma oração de agradecimento ao nosso pai criador,faz-nos pedir ao
pai que interceda e que nos fortaleça,quando diz:"Não nos deixeis cair em tentação,e livra-
-nos de todo mal".Desta forma rogamos ao pai,que afaste de nós os maus pensamentos,pa-
-ra que eles não nos conduzam a prática do mal.


Perfeito, amigo Antonio R. B.,

"O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça. pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejáramos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos".

                                                            O Livro dos Espíritos


Título: Re: Os nossos valores
Enviado por: lconforjr em 12 de Maio de 2014, 20:59
Re: Os nossos valores

      Ref: msg inicial, de 120214, 23:57, Antonio Renato.

      ARenato escreveu: como poderemos avaliar nós mesmo, os nossos valores, sem sermos tendenciosos, analisando friamente aquilo que podemos ser, pela maneira que nos conduzimos... porque eu poderia exaltar as minhas qualidades, como se elas fossem maiores que os meus defeitos, quando na verdade, por sermos imperfeitos, temos mais defeitos que qualidades.

      Conf: é isso mesmo, amigo Renato, muitos (a maioria?) costumam, até mesmo de modo inconsciente, enaltecer, às vezes para si mesmos, as qualidades que possuem; muitos ainda não praticaram uma auto-observação isenta de preconceitos e de interpretações errôneas do que verdadeiramente são.

      Mas, o amigo afirma, temos mais defeitos do que qualidades e que isso se deve a sermos ainda imperfeitos.

      É estranho que muitos dizem a mesma coisa que você disse: que temos mais imperfeições do que qualidades, mas ninguém nos diz porq é assim.   

      Mas, porq é que somos imperfeitos, muitos monstruosamente imperfeitos se, como ensina a doutrina, não fomos criados imperfeitos? Escolhemos ser imperfeitos, decidimos ser imperfeitos? Sabemos que o fato de ser imperfeitos nos acarretará sofrimentos, muitas vezes torturantes, ou não sabemos? E se o sabemos qual é a casa que nos leva, mesmo assim, a agir de modo a que a lei de Deus nos aplique suas terríveis consequências? Desejamos sofrer? Escolhemos sofrer? Somos nós que nos tornamos imperfeitos por vontade própria, ou é a escola da vida que pelas experiências/lições incessantes, exerce influências nocivas sobre nós, que resultam no fato de sermos imperfeitos?

......................

Título: Re: Os nossos valores
Enviado por: lconforjr em 12 de Maio de 2014, 21:34
Re: Os nossos valores

      Ref: resp #1, de 17º214, às 15:17, Chenrique

      Chen comentou: Acredito que valores são conquistados através do esforço constante em combater vícios e defeitos.

      Conf: novo amigo Chenrique, porq é que precisamos “combater” os vícios e defeitos e não, simplesmente, os deixarmos de lado? Sem dúvida, porq estão tão presos em nós, em nossas atitudes e pensamentos, que de nada adianta simplesmente dizer que não os queremos mais em nós, certo? E, em consequência de os possuirmos, forçosamente sofreremos. Assim devemos questionar, fazer o que a DE manda: raciocinar para melhor compreender a DE e a vida, para ter uma “fé raciocinada”. Vamos, então, raciocinar:

      - qual é a causa de termos adquiridos vícios e defeitos? De onde vieram eles? Nasceram espontaneamente em nós? Escolhemos tê-los? Vieram das influencias que o aprendizado da escola da vida, esta escola do bem e do mal, exerce sobre nós? Como fazer para vencê-los?

      Em geral, todos, religiões, filosofias, psicologias, religiosos nos dizem “o que fazer” para q nossa vida seja melhor, para que progridamos mais facilmente rumo ao objetivo de aperfeiçoamento espiritual. Mas, hão de concordar comigo que, de nada adianta aconselhar, ou ensinar, “o que fazer” (como dizer: livre-se do egoísmo e do orgulho! livre-se de seus vícios e defeitos morais; vc precisa vencê-los pois eles emperram, estorvam sua caminhada!) se ninguém, nem religião, nem doutrina, nem religiosos ensinam o “como fazer”?

...................
Título: Re: Os nossos valores
Enviado por: Brenno Stoklos em 24 de Maio de 2014, 03:46

...............................como poderemos avaliar nós mesmo, os nossos valores, sem sermos tendenciosos, analisando friamente aquilo que podemos ser, pela maneira que nos conduzimos... porque eu poderia exaltar as minhas qualidades, como se elas fossem maiores que os meus defeitos, quando na verdade, por sermos imperfeitos, temos mais defeitos que qualidades.



S. Agostinho, em o Livro dos Espíritos nos dá a resposta:


"Mas, direis, como há de alguém julgar-se a si mesmo? Não está aí a ilusão do amor-próprio para atenuar as faltas e torná-las desculpáveis? O avarento se considera apenas econômico e previdente; o orgulhosos julga que em si só há dignidade. Isto é muito real, mas tendes um meio de verificação que não pode iludir-vos. Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a censurais noutrem, não na poderia ter por legítima quando fordes o seu autor, pois que Deus não usa de duas medidas na aplicação de Sua justiça. Procurai também saber o que dela pensam os vossos semelhantes e não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, porquanto esses nenhum interesse têm em mascarar a verdade e Deus muitas vezes os coloca ao vosso lado como um espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que o faria um amigo. Perscrute, conseguintemente, a sua consciência aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar de si os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas; dê balanço no seu dia moral para, a exemplo do comerciante, avaliar suas perdas e seus lucros e eu vos asseguro que a conta destes será mais avultada que a daquelas. Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio o despertar na outra vida".

                                                                 O Livro dos Espíritos


Título: Re: Os nossos valores
Enviado por: lconforjr em 28 de Maio de 2014, 20:36
Re: Os nossos valores

      Ref: resp #20 em: 240514, 03:46, do Brenno

      Brenno citando lconforjr em 12 de Maio de 2014, 20:59: “...como poderemos avaliar nós mesmos, os nossos valores, sem sermos tendenciosos, analisando friamente aquilo que podemos ser, pela maneira que nos conduzimos... porque eu poderia exaltar as minhas qualidades, como se elas fossem maiores que os meus defeitos, quando na verdade, por sermos imperfeitos, temos mais defeitos que qualidades...”

      Conf: talvez, o amigo Brenno não deve ter percebido que, o trecho que ele cita acima, de nenhum modo corresponde ao que eu quis fazer compreender com minha resposta por ele referida. É citação de palavras de outro companheiro.

      O que eu quis fazer que os amigos entendessem é que é isso mesmo que acontece: não sabemos avaliar nem nossos valores, nem defeitos; e que, por ignorância, costumamos enaltecer nossas qualidades e esquecer os defeitos. Com isso desejávamos mostrar que muitos não praticam uma auto-observação isenta de preconceitos e de interpretações errôneas do que verdadeiramente somos.

      O mesmo amigo da citação referida acima também escreveu: “somos o que somos, temos mais defeitos do que qualidades, por sermos imperfeitos”.

      Quanto a esta última afirmação, escrevi: “para mim, é muito estranho que tantos dizem a mesma coisa, que temos mais imperfeições do que qualidades, mas que, nem a doutrina, nem religiões, ninguém, nos diz porq é assim, qual é a causa de sermos tão imperfeitos”.   

      Mas, amigos, porq é que somos imperfeitos, muitos monstruosamente imperfeitos se, como ensina a doutrina, não fomos criados imperfeitos? Escolhemos ser imperfeitos, decidimos ser imperfeitos?

      Sabemos que o fato de sermos imperfeitos nos acarretará sofrimentos, muitas vezes torturantes! E se o sabemos, qual é a casa que nos leva, mesmo assim, a agir de modo a que a lei de Deus nos aplique suas terríveis consequências? Desejamos sofrer? Escolhemos sofrer? Somos nós que nos tornamos imperfeitos por vontade própria? Ou é a escola da vida que, devido às experiências/lições incessantes, exerce sobre nós influências nocivas, que resultam no fato de sermos imperfeitos?

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Título: Re: Os nossos valores
Enviado por: Brenno Stoklos em 31 de Maio de 2014, 05:50

....................... mas que, nem a doutrina, nem religiões, ninguém, nos diz porq é assim, qual é a causa de sermos tão imperfeitos”.



A Doutrina Espírita explica, sim!, o porque de sermos imperfeitos:


"Mas, Deus não criou seres tendo por destino permanecerem votados perpetuamente ao mal. Apenas os criou a todos simples e ignorantes, tendo todos, no entanto, que progredir em tempo mais ou menos longo, conforme decorrer da vontade de cada um".

                                                                  O Livro dos Espíritos

Imperfeição é a ignorância!