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CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: EsoEstudos em 01 de Fevereiro de 2013, 13:03

Título: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 01 de Fevereiro de 2013, 13:03
ORAI E VIGIAI
Uma necessidade fluídica em razão da lei de causa e efeito.
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Vejamos a recomendação do Cristo acerca do orar e vigiar. Para muito além dos aspectos morais, a conduta mental positiva saneia nosso ambiente e nos protege da sintonia com os pensamentos de baixo padrão vibratório. Evidencia-se, assim, que cada princípio moral repousa sobre sua contraparte causal em consonância com a unicidade das leis universais.

Orai e Vigiai - estudo espírita (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUhRcWRFQW9OSkJZI3dz)

Dois trechos bastante significativos da Revista Espírita:


Suponhamos agora duas pessoas próximas, cada qual envolvida – que nos permitam o neologismo – POR SUA ATMOSFERA PERISPIRITUAL. Esses dois fluidos põem-se em contato e se interpenetram; SE FOREM DE NATUREZA ANTIPÁTICA, REPELEM-SE E OS DOIS INDIVÍDUOS SENTIRÃO UMA ESPÉCIE DE MAL-ESTAR AO SE APROXIMAREM UM DO OUTRO, SEM DISSO SE DAREM CONTA; se, ao contrário, forem movidos por sentimentos de benevolência, terão um pensamento benevolente, que atrai. Tal a causa pela qual duas pessoas se compreendem e se adivinham sem se falarem. Um certo não sei quê por vezes nos diz que a pessoa com a qual nos defrontamos deve ser animada por tal ou qual sentimento. Ora, esse não sei quê É A EXPANSÃO DO FLUIDO PERISPIRITUAL DA PESSOA EM CONTATO COM O NOSSO, ESPÉCIE DE FIO ELÉTRICO CONDUTOR DO PENSAMENTO. Desde logo se compreende que os Espíritos, cujo envoltório fluídico é muito mais livre do que no estado de encarnação, já não necessitam de sons articulados para se entenderem. O fluido perispiritual do encarnado é, pois, acionado pelo Espírito. Se, por sua vontade, o Espírito, por assim dizer, dardeja raios sobre outro indivíduo, os raios o penetram. Daí a ação magnética mais ou menos poderosa, conforme a vontade; mais ou menos benfazeja, conforme sejam os raios de natureza melhor ou pior, mais ou menos vivificante. Porque podem, por sua ação, penetrar os órgãos e, em certos casos, restabelecer o estado normal. Sabe-se da importância das qualidades morais do magnetizador. Aquilo que pode fazer o Espírito encarnado, dardejando seu próprio fluido sobre uma pessoa, um Espírito desencarnado também o pode, visto ter o mesmo fluido, ou seja, pode magnetizar. CONFORME SEJA BOM OU MAU O FLUIDO, SUA AÇÃO SERÁ BENÉFICA OU PREJUDICIAL. Assim, facilmente nos damos conta da natureza das impressões que recebemos, de acordo com o meio onde nos encontramos. SE UMA ASSEMBLÉIA FOR COMPOSTA DE PESSOAS ANIMADAS DE MAUS SENTIMENTOS, O AR AMBIENTE SERÁ SATURADO COM O FLUIDO IMPREGNADO DE SEUS SENTIMENTOS. Daí, para as almas boas, um mal-estar moral análogo ao mal-estar físico causado pelas emanações mefíticas: a alma fica asfixiada. Se, ao contrário, as pessoas tiverem intenções puras, encontramo-nos em sua atmosfera como se estivéssemos num ar vivificante e salubre. Naturalmente o efeito será o mesmo num ambiente repleto de Espíritos, conforme sejam bons ou maus.
Revista – 1862 – pág. 489

Dir-vos-ei a relação que existe entre o estado da alma e a natureza dos fluidos que a envolvem em cada meio em que momentaneamente ela é colocada. E se, como vos foi dito, a alma pura saneia os fluidos, CREDE BEM QUE O PENSAMENTO IMPURO OS VICIA. Julgai que esforços deve fazer o Espírito que se arrepende, para combater a influência desses fluidos de que é envolvido, AUMENTADA AINDA PELA REUNIÃO DE TODOS OS MAUS FLUIDOS QUE LHE TRAZEM, PARA O SUFOCAR, OS ESPÍRITOS PERVERSOS. – NÃO CREIAIS QUE ME BASTE QUERER MELHORAR-ME, PARA EXPULSAR OS ESPÍRITOS ORGULHOSOS QUE ME RODEAVAM DURANTE MINHA ESTADA NA TERRA. ELES ESTÃO SEMPRE PERTO DE MIM, PROCURANDO RETER-ME EM SUA ATMOSFERA INSALUBRE. Os Espíritos bons vêm esclarecer-me, trazer-me a força de que necessito para lutar contra a influência dos Espíritos maus, afastando-se depois e me deixando entregue às minhas próprias forças, para lutar contra o mal. É então que eu sinto a influência benfazeja de vossas boas preces, porquanto, sem o saber, continuais a obra dos Espíritos bons de além-túmulo. Como vedes, caro irmão, tudo se encadeia na imensidade; todos somos solidários uns com os outros, e não há um só pensamento bom que não leve consigo frutos de amor, de melhora e de progresso moral. Sim, tendes razão de dizer de vossos irmãos que sofrem que basta uma palavra para explicar o Criador; que esta palavra deve ser a estrela que guia cada Espírito, seja qual for o grau da escala espírita a que pertença por todos os seus pensamentos, por todos os seus atos, nos mundos inferiores, como nos superiores; que esta palavra, o evangelho de todos os séculos, o alfa e o ômega de toda ciência, a luz da verdade eterna, é amor! Amor de Deus, amor de seus irmãos. Ditosos os que oram pelos irmãos que sofrem. Suas provações na Terra tornar-se-ão leves, e a recompensa que os espera estará acima de suas expectativas!Revista – 1867 – pág. 311/317   

Como se vê, estamos em um oceano fluídico que responde de imediato aos nossos pensamentos. Nada é mais ilusório do que a privacidade de um pensamento. Orar e vigiar poderia ser traduzido como a necessidade de procedermos ao nosso condicionamento de conduta, tanto externa como mental.

A sintonia, estabelecendo um enredamento de pensamentos ressonantes, cria uma comunhão que une as pessoas, estejam no plano físico ou não, de modo que a elevação sob a Lei do Progresso demanda mudança no modo de pensar não só porque seja correto do ponto de vista Moral, mas também porque é a única forma de produzir o fenômeno da elevação perante o Cosmos.

A reforma íntima deve ser feita e o "Orai e Vigiai" tem um substrato de profilaxia fluídica.

[size=12pt]CONVIDO ao estudo!!!



OBS.: Infelizmente por restrições de horário poderei entrar apenas no período noturno, mas o farei todos os dias. Peço a compreensão dos amigos.

Título: Re: ORAI e VIGIAI --- aspectos fluídicos
Enviado por: Mourarego em 01 de Fevereiro de 2013, 13:39
Um fluido mal produz um mau efeito.
Numa assembléia onde a maioria dos fluidos emitidos tenha tal origem, por certo esta será uma assembléia onde pela ação de tais fluidos, estes conduzirão os queestejam a eles concordantes, à momento de maior densidade que repercutirão exatamente na condição físico-psíquica destes.
Os que estejam em desconformidade para tais flúidos, até mesmo poderão sentir a densidade, mas por não estarem vibrando no mesmo teor, estarão aptos a se ausentarem de tal assembléia e não sento ir da mesma forma que os outros.
É tal com acontece na fase da obsessão simples, onde o pensamento deletéreo do obsessor, é facil de ser extirpado pela simples vontade do que esteja sendo obsedado.
abraços,
Moura
Título: Re: ORAI e VIGIAI --- aspectos fluídicos
Enviado por: Maremansa em 01 de Fevereiro de 2013, 17:38
Muito interessante esta informação para mim. De vez em quando tenho umas sensações físicas que confundo com mal estar e me assusto, embora os dirigentes dos cursos que faço na casa espírita expliquem a possibilidade de influências mesmo.
Grata pela publicação, contribuiu muito e estou imprimindo o texto para compartilhar com meus colegas de curso.
Abraços
Título: Re: ORAI e VIGIAI --- aspectos fluídicos
Enviado por: Vivi Lima em 01 de Fevereiro de 2013, 22:53
Compartilho com vocês, o capítulo 17 do livro
O Mundo que Encontrei de Luiz Sérgio de Carvalho (espírito)

"Orai e Vigiai"

Jesus recomendou que,
antes de orar, prestássemos
reverência a Deus e nos
apaziguássemos com os
inimigos.

Aproveitei as "férias" para procurar novos assuntos. Nem sempre consigo trazer novidades, não só a vocês como aos amigos que se interessam pelo que escrevo. Esforço-me, porém, por dar-lhes alguma noção nova, a fim de que não se aborreçam com as repetições. Muitas vezes, porém, é necessário repetir certos ensinamentos, porque são básicos. Por exemplo: o "orai e vigiai".

Orai - como será? Temos idéia de que orar seja colocar-se em comunicação com Deus. Muito bem! Como se conseguir isso? Há que desfie rosários de orações e nem sequer segue a meio caminho de sua ligação mental com a Divindade.

Então, de que maneira?

Vejamos. Já foi admitido que orar é comunicar-se com Deus e ninguém que conheça os Evangelhos pode ignorar como isso se faz. Jesus aconselhou-nos a orar com simplicidade sem multiplicar palavras e, como exemplo de prece ensinou-nos o "Pai Nosso". Ainda recomendou que, antes de orar, prestássemos reverência a Deus e nos apaziguássemos com os inimigos. Recomendou, também, que nos amássemos uns aos outros como Ele nos amou. Ensinou-nos perdoar para sermos perdoados; a confiar no Pai; que nunca desampara, e a tomarmos como exemplo as aves do céu e os lírios dos campos. Muita coisa mais nos ensinou Jesus.

Pois bem. O que é orar, ou melhor, como orar?

Ofereçamos a Deus, todos os dias, o esforço que tivermos feito para viver de acordo com os conselhos de Jesus. Digamos à Entidade Suprema que amanhã procurare-mos acertar mais. Agradeçamos o dia que tivemos, com as experiências que nos foram oferecidas e, assim, com o nosso coração aberto, conscientes de que o Pai recebe o recado, podemos pedir que nos abençoe e nos auxilie.

Eis como devemos orar. É uma maneira simples como tudo o que é realmente superior. A Espiritualidade, para ser atingida em nossas preces, precisa ser mentalizada de forma clara e natural. Enquanto perdurarem céus com altos e baixos, lugares para elites espirituais ou correntes miraculosas, não se poderá perceber, realmente, o que é e como é a Espiritualidade.

Quando desencarnei, não notei de pronto que já era só espírito, tal a realidade absoluta de tudo o que me rodeava. Apenas não podia fazer-me entender pelos encarnados. Foi essa a primeira coisa que me fez pensar na hipótese de ser espírito. Depois, já escrevi minhas observações.

Vamos pensar agora no "vigiai".

Como fazemos com nossos filhos, quando estamos encarnados? Enquanto eles são pequenos vigiamos seus berços, depois seus primeiros passos; mais tarde, seus amigos, os ambientes que freqüentam. Por que fazemos isso? Todos sabem. É porque há malvados e ignorantes que podem desviá-los do caminho reto, transmitir-lhes noções errôneas sobre a vida, criar-lhes, enfim, uma série de problemas que poderão surgir em prejuízo da boa conduta que desejamos vê-los seguir.

Como já disse, o mundo, espiritual não é diferente do mundo terreno porque é formado por Espíritos que já tiveram encarnados e que vieram de todas as partes.

Tanto o bondoso como o malvado desencarnam e, na espiritualidade, continuam pensando como encarnados. Só perderam o corpo, a mente continua viva e mantendo o entendimento que possuíam antes, inclusive as ambições materiais. É difícil para o Espírito de pouca compreensão desligar-se das coisas terrenas, isto é, dos seus bens, porque as idéias, estas, continuam as mesmas. Se a pessoa nessas condições não for levada a uma estância de repouso onde equilibre as idéias e seja conduzida ao aprendizado espiritual, será obsessor dos encarnados que com ela se afinarem e não estiverem "vigiando".

É preciso que saibamos bem o que queremos e por que queremos, para que as idéias contrárias não se infiltrem em nossa mente, desviando-nos de nosso caminho. Se o encarnado não procura pautar sua vida pelos conselhos sábios do Evangelhos, não se esforça para trabalhar em prol de sua evolução espiritual dentro das atribuições que lhe competem no Planeta, facilmente será presa desses irmãos que, também, não procuraram ainda progredir. Até os encarnados bem intencionados, que buscam compreender a Espiritualidade por meio da dedicação aos estudos e das práticas evangélicas, estão sujeitos a receber influências de irmãos menos felizes, que tentam satisfazer seus desejos através de um corpo e de uma vontade alheia, os quais procuram dominar. Eles só conseguem agir no plano dos encarnados por intermédio de um encarnado. Assim, pois, é necessário que não se dê guarida aos maus pensamentos, àqueles que nos fazem perder o equilíbrio e nos afastam do caminho que desejamos seguir, da conduta que temos por hábito adotar, no intuito de conseguir vitórias espirituais.

Podemos saber quando estamos sendo mal intuídos?

Sim. Podemos, se nossa vontade de acertar for real e sincera. Quando vacilarmos, é hora de orar e conversar francamente com Deus, pedindo auxílio para não errar. Se formos sinceros, o auxílio virá.

Resumindo:

a) sejamos francos quando proferirmos a Deus as nossa preces (que devem ser espontâneas e não recitadas) e tenhamos a certeza de Seu auxílio;

b) procuremos vigiar nossos pensamentos e atos, a fim de não incorrermos em erro.

Quem conhece os Evangelhos não pode negar possuir um padrão que lhe sirva de guia, em meio a tantas idéias e conceitos existentes dentro das sociedades humanas.

E não se engane. Aqui também temos de escolher nosso caminho. Ninguém trabalha por ser obrigado, mas por desejo de servir, para poder conversar com Deus e dizer:

"Pai, eu estou servindo ao meu irmão,
porque aprendi com Jesus que a caridade é bálsamo
que alivia as dores de quem a pratica.
Pai, dê-me forças para esquecer meu sofrimento,
minorando as dores alheias.
Ajude-me, meu criador, a ter compreensão
para entender meu semelhante.
Aumente o amor em meu coração.
Aceite, Pai, a pequena oferta que lhe faço hoje
do meu ínfimo trabalho na Seara de Jesus".

Que Deus ajude a todos vocês a se manterem equilibrados no propósito que lhes tem norteado a existência terrena.

Mensagem de 7/3/1975.
Título: Re: ORAI e VIGIAI --- aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 01 de Fevereiro de 2013, 23:08

Tempestade de paixões humanas, que abafais os bons
sentimentos de que todos os Espíritos encarnados trazem uma
vaga intuição no fundo da consciência, quem acalmará a vossa
fúria? É a prece que deve proteger os homens contra o fluxo desse
oceano, cujo seio encerra os monstros horrendos do orgulho, da
inveja, do ódio, da hipocrisia, da mentira, da impureza, do
materialismo e das blasfêmias. O dique que lhe opondes pela prece
é construído com a pedra e o cimento mais duros e, impotentes
para o transpor, esses monstros se esgotam em vãos esforços
contra ele e mergulham, sangrentos e aflitos, nas profundezas
abissais. Ó prece do coração, invocação incessante da criatura ao
Criador, se conhecessem tua força, quantos corações arrastados
pela fraqueza teriam recorrido a ti no momento da queda! Tu és o
precioso antídoto que cura as chagas, quase sempre mortais, que a
matéria abre no Espírito, fazendo correr em suas veias o veneno
das sensações brutais. Mas como é restrito o número dos que oram
bem! Acreditais que depois de haver consagrado grande parte do
vosso tempo a recitar fórmulas que aprendestes, ou a lê-las em
vossos livros, tereis merecido bastante de Deus? Desiludi-vos; a
boa prece é a que parte do coração; não é prolixa; apenas, de vez
em quando, deixa escapar seu grito a Deus em aspirações, em
angústias e em rogativas de perdão, como a implorar que venha em
nosso socorro e os Espíritos bons a levem aos pés do Pai justo,
pois esse incenso é para Ele de agradável odor. Então Ele os envia
em grupos numerosos para fortalecer os que oram bem contra
o Espírito do mal; assim, tornam-se fortes como rochedos
inabaláveis. Vêem quebrar-se contra eles as vagas das paixões
humanas e, como se comprazem nessa luta que os deve cumular de
méritos, constroem, como a alcíone, seus ninhos em meio às
tempestades.


1861 - pág. 330/331


Pensemos no oceano de vibrações que as pessoas em geral produzem com seu padrão de maior ou menos apego aos valores magnos do Espírito... Não será a maioria, por certo, dona de ideário sublime.

Assim, estamos imersos em uma imensa egrégora de tom mais grave na escala do progresso. Devemos ter redobrado cuidado com os harmônicos que lançamos em torno de nós mesmos, porquanto, desde que consonantes com o tom geral, apenas aumentarão o teor nocivo dos fluidos contiguos à crosta.

Mais uma vez é importante pensarmos que a prece, a oração sentida, o direcionamento sincero do pensamento no exame dos valores magnos da alma, enfim, a elevação do pensamento constitui método praticamente único de alçar nossa tonalidade em oitavas menos densas.



Compreende-se que a ação fluídica possa dar sensibilidade a
um órgão existente, fazer dissolver e desaparecer um obstáculo ao
movimento e à percepção, cicatrizar uma ferida, porque, então, o
fluido se torna um verdadeiro agente terapêutico; mas é evidente
que não pode remediar a ausência ou a destruição de um órgão, o
que seria verdadeiro milagre. Assim, a vista poderá ser restituída a
um cego por amaurose, oftalmia, belida ou catarata, mas não aos
que tiverem os olhos furados.


1866 - pág. 463


Sempre destacando o fenômeno SINTONIA, vemos que a prece, e por extensão o "orai e vigiai", proporciona a ação fluídica em processos de cura, habilitando o ser, na mais autêntica meritocracia, à colheita já na experiência atual dos efeitos positivos da comunhão com os fluidos salutares.

Título: Re: ORAI e VIGIAI --- aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 01 de Fevereiro de 2013, 23:11

Obrigado Vivi pela participação!

Título: Re: ORAI e VIGIAI --- aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 02 de Fevereiro de 2013, 00:34

658.Agrada a Deus a prece?
“A prece é sempre agradável a Deus, quando ditada
pelo coração, pois, para ele, a intenção é tudo. Assim, preferí-
vel lhe é a prece do íntimo à prece lida, por muito bela que
seja, se for lida mais com os lábios do que com o coração.
Agrada-lhe a prece, quando dita com fé, com fervor e sinceridade. Mas, não creiais que o toque a do homem fútil, orgulhoso e egoísta, a menos que signifique, de sua parte, um
ato de sincero arrependimento e de verdadeira humildade.”


Livro dos Espíritos

[size=10pt]
Evidencia-se que só há efetivo valor na oração consoante a INTENÇÃO, ou seja, o padrão vibratório com que o ser se põe diante da busca de elevação do pensamento.

Os valores morais constituem a verbalização de leis universais que regem desde a cristalização dos minerais às relações entre as pessoas.

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Título: Re: ORAI e VIGIAI --- aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 02 de Fevereiro de 2013, 00:40

665.Que se deve pensar da opinião dos que rejeitam a pre-ce em favor dos mortos, por não se achar prescrita no
Evangelho?
“Aos homens disse o Cristo: Amai-vos uns aos outros.
Esta recomendação contém a de empregar o homem todos
os meios possíveis para testemunhar aos outros homens
afeição, sem haver entrado em minúcias quanto à maneira
de atingir ele esse fim. Se é certo que nada pode fazer que o
Criador, imagem da justiça perfeita, deixe de aplicá-la a
todas as ações do Espírito, não menos certo é que a prece
que lhe dirigis por aquele que vos inspira afeição constitui,
para este, um testemunho de que dele vos lembrais, teste-munho que forçosamente contribuirá para lhe suavizar os
sofrimentos e consolá-lo.
Desde que ele manifeste o mais ligeiro arrependimento, mas só então, é socorrido.
Nunca, porém, será deixado na ignorância de que uma alma sim-pática com ele se ocupou. Ao contrário, será deixado na
doce crença de que a intercessão dessa alma lhe foi útil.
Daí resulta necessariamente, de sua parte, um sentimento
de gratidão e afeto pelo que lhe deu essa prova de amizade
ou de piedade. Em conseqüência, crescerá num e noutro,
reciprocamente, o amor que o Cristo recomendava aos ho-mens. Ambos, pois, se fizeram assim obedientes à lei de
amor e de união de todos os seres, lei divina, de que resul-tará a unidade, objetivo e finalidade do Espírito.”



Novamente a essência do fenômeno moral: a alteração do padrão vibratório.


Título: Re: ORAI e VIGIAI --- aspectos fluídicos
Enviado por: Mirina em 02 de Fevereiro de 2013, 03:46
Olá amigos,

tema muito atual e interessante!

Quem já passou pela experiência de perdoar um mal que hajam lhe causado, vai concordar comigo.  As benesses da mudança de padrão vibratório podem ser sentidas pelo próprio organismo, resultando num bem estar generalizado entre mente e corpo, assim que nos dispomos a perdoar.

Logo, orai e vigiai, com vistas a manter sempre elevado o padrão vibratório é muito mais do que seguir as orientações do Mestre, é garantir saúde física, mental e espiritual a si próprio e irradiar boas energias a todos que o rodeiam.

Título: Re: ORAI e VIGIAI --- aspectos fluídicos
Enviado por: Edna☼ em 02 de Fevereiro de 2013, 11:52
"O Espiritismo nos faz compreender a ação da prece, ao explicar a forma de transmissão do pensamento, seja quando o ser a quem oramos atende ao nosso apelo, seja quando o nosso pensamento eleva-se a ele. Para se compreender o que ocorre nesse caso, é necessário imaginar os seres, encarnados e desencarnados, mergulhados no fluido universal que preenche o espaço, assim como na Terra estamos envolvidos pela atmosfera. Esse fluido é impulsionado pela vontade, pois é o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som, com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, enquanto as do fluido universal se ampliam ao infinito. Quando, pois, o pensamento se dirige para algum ser, na terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece de um a outro, transmitindo o pensamento, como o ar transmite o som.

A energia da corrente está na razão direta da energia do pensamento e da vontade. É assim que a prece é ouvida pelos Espíritos, onde quer que eles se encontrem, assim que os Espíritos se comunicam entre si, que nos transmitem as suas inspirações, e que as relações se estabelecem à distância entre os próprios encarnados.

Esta explicação se dirige sobretudo aos que não compreendem a utilidade da prece puramente mística. Não tem por fim materializar a prece, mas tornar compreensíveis os seus efeitos, ao mostrar que ela pode exercer ação direta e positiva. Nem por isso está menos sujeita à vontade de Deus, juiz supremo em todas as coisas, e único que pode dar eficácia à sua ação.

Pela prece, o homem atrai o concurso dos Bons Espíritos, que o vêm sustentar nas suas boas resoluções e inspirar-lhe bons pensamentos. Ele adquire assim a força moral necessária para vencer as dificuldades e voltar ao caminho reto, quando dele se afastou; e assim também podem desviar de si os males que atrairia pelas suas próprias faltas."

por Allan Kardec

* * * * * * * *

Bons estudos a todos!

Abraços fraternos,

Edna
Título: Re: ORAI e VIGIAI --- aspectos fluídicos
Enviado por: hcancela em 02 de Fevereiro de 2013, 12:28
Olá amigos(as)


Eso que tudo de bom vá em tua direcção neste estudo mensal :-*

Disse-nos Jesus: “Orai e vigiai.”


Disse-nos Jesus: “Orai e vigiai.”
Sim, oremos e vigiemos.
Orai amando.
Vigiai servindo.
Orai compreendendo.
Vigiai auxiliando.
Orai confiando.
Vigiai esclarecendo.
Orai refletindo.
Vigiai realizando.
Orai abençoando.
Vigiai construindo.
Orai esperando.
Vigiai aprendendo.
Orai ouvindo.
Vigiai semeando.
Orai, pacíficos.
Vigiai, operosos.
Orai, tranquilos.
Vigiai, seguros.
Abraçando a oração e a vigilância, dignifiquemos a nossa edificação espírita-cristã, ofertando-lhe o melhor de nossas vidas. E integrados nessas duas forças da alma, sem as quais se nos fará impraticável o aprimoramento íntimo, para atender aos desígnios do Eterno, permaneçamos, cada dia e cada hora, no refúgio da fé renovadora que nos enobrece a esperança, com a felicidade de trabalhar e com o privilégio de servir.

(Do livro: “MAIS LUZ” – BATUÍRA/Francisco Cândido Xavier).


Saudações fraternas
Título: Re: ORAI e VIGIAI --- aspectos fluídicos
Enviado por: hcancela em 02 de Fevereiro de 2013, 12:31
Olá amigos(as)


Orai sim , mas Vigiai muito mais, para que a Oração em si, tenha o seu efeito. :-*


Saudações fraternas
Título: Re: ORAI e VIGIAI --- aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 02 de Fevereiro de 2013, 15:59

Para se fazer ouvir, é preciso que os Espíritos atuem
sobre instrumentos que estejam ao nível de sua ressonância
fluídica. Que pode fazer um bom músico com um instrumento
detestável? Nada. Ah! muitos médiuns, se não a maior parte, são
para nós instrumentos muito imperfeitos. Compreendei que em
tudo é necessário similitude, tanto nos fluidos espirituais quanto
nos fluidos materiais. Para que os Espíritos avançados possam se
vos manifestar, necessitam de médiuns capazes de vibrar em
uníssono; do mesmo modo, para as manifestações físicas, é preciso
que os encarnados possuam fluidos materiais da mesma natureza
que os dos Espíritos errantes, tendo ainda ação sobre a matéria.


Revista Espírita - 1865 - p. 77


O trecho acima, transcrito por analogia ao tema, demonstra que a atuação dos Espíritos sobre cada encarnado se dá, sempre e sempre, por sintonia, ressonância dos fluidos de ambos.

Como bem destacado pelo amigo Cancela, daí se extrai que o VIGIAI mantém os efeitos da prece sentida. Eu diria ainda mais, "orai e vigiai" chega a ser uma expressão de ênfase, uma quase redundância... A prece que tem eficácia é aquela feita de conceitos elevados postos em prática.

Até o mais sanguinário ditador pode (e costumeiramente o faz) os mais eloquentes discursos... A atitude de alguém como Madre Tereza dispensa quaisquer rosários.

Título: Re: ORAI e VIGIAI --- aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 02 de Fevereiro de 2013, 16:09

O espírita deve ver mais longe; pelo estudo e pela intenção o espírita
deve sondar essas dores ocultas, vergonhosas, dolorosas que
corroem tantas naturezas belas e excelentes, tantos mártires do
dever, da consciência, tantos degredados da provação humana,
condenados, por suas faltas anteriores, a se purificarem de toda
uma existência de infrações ignoradas. Ah! para estes tende
coração, atenções delicadas, palavras consoladoras; partilhai com
esses corajosos da vida que lutam secretamente contra a força
irritada, mas justa, que os fere sem cessar.


Revista - 1869 - 434


Muito relevante o trecho acima. A sintonia com o ideário elevado --- mesmo aquele que, vez por outra, alguns catalogam como "pueris" --- promove a elevação do padrão vibratório do ser.

Compõe o nosso VIGIAI a forma como valoramos a conduta alheia. A Indulgência (citada no LE como uma das dimensões da caridade), desde que exercitada com sinceridade, por assim dizer "refina" os fluidos que envolvem o indivíduo e, seja qual for a capacidade do outro absorver esse padrão, certamente o beneficiará de acordo com seu mérito.

Portanto, a necessidade de sermos caridosos no julgamento alheio compõe o VIGIAI ensinado pelo Cristo. Reflete-se (ou é refletido do) no tom vibratório que demarca o ser perante a Vida.

Título: Re: ORAI e VIGIAI --- aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 02 de Fevereiro de 2013, 16:15
Mirina, Edna, agradeço-lhes a participação! :D
Título: Re: ORAI e VIGIAI --- aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 02 de Fevereiro de 2013, 16:17


Visitantes e membros recentes! Vamos opinar --- o estudo convida à meditação e manifestação! Sejam bem-vindos!!!

 :D


Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 02 de Fevereiro de 2013, 17:35

QUALIDADES DOS FLUIDOS
16. Tem conseqüências de importância capital e direta para
os encarnados a ação dos Espíritos sobre os fluidos espiri-tuais. Sendo esses fluidos o veículo do pensamento e po-dendo este modificar-lhes as propriedades, é evidente que
eles devem achar-se impregnados das qualidades boas ou
más dos pensamentos que os fazem vibrar, modificando-se
pela pureza ou impureza dos sentimentos. Os maus pensa-mentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável. Os fluidos que envol-vem os Espíritos maus, ou que estes projetam são, portan-to, viciados, ao passo que os que recebem a influência dos bons Espíritos são tão puros quanto o comporta o grau da
perfeição moral destes.

[...]

Sob o ponto de vista moral,
trazem o cunho dos sentimentos de ódio, de inveja, de ciú-me, de orgulho, de egoísmo, de violência, de hipocrisia, de
bondade, de benevolência, de amor, de caridade, de doçu-ra, etc. Sob o aspecto físico, são excitantes, calmantes, pe-netrantes, adstringentes, irritantes, dulcificantes, suporífi-cos, narcóticos, tóxicos, reparadores, expulsivos; tornam-se
força de transmissão, de propulsão, etc. O quadro dos
fluidos seria, pois, o de todas as paixões, das virtudes e
dos vícios da Humanidade e das propriedades da matéria,
correspondentes aos efeitos que eles produzem.



A Gênese


Extremamente signficativo:

"O quadro dos fluidos seria, pois, o de todas as paixões, das virtudes e dos vícios da Humanidade e das propriedades da matéria, correspondentes aos efeitos que eles produzem."

De todos os trechos que foram expostos, tiramos que o "orai e vigiai" está visceralmente vinculado aos cuidados que as pessoas devem (ou deveriam) ter com os efeitos de seus pensamentos nos fluidos de seu próprio perispírito e nos fluidos que o cercam.

Não é difícil imaginar que um Espírito tomado de sensações desagradáveis se veja coberto de vermes, por exemplo. Mesmo um Espírito sem grande avanço na Lei do Progresso, caso se tenha adestrado pelo menos em focar seu pensamento nas preces e no que elas significam em suas concepções interiores, ficará livre de ideoplastias como essas, ainda que esteja sentindo semelhantes sensações.

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 02 de Fevereiro de 2013, 17:50

Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idên-tica à dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilida-de, como uma esponja se embebe de um líquido. Esses flui-
dos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais dire-ta, quanto, por sua expansão e sua irradiação, o perispírito
com eles se confunde.
Atuando esses fluidos sobre o perispírito, este, a seu
turno, reage sobre o organismo material com que se acha
em contacto molecular. Se os eflúvios são de boa natureza,
o corpo ressente uma impressão salutar; se são maus, a
impressão é penosa. Se são permanentes e enérgicos, os
eflúvios maus podem ocasionar desordens físicas; não é
outra a causa de certas enfermidades.
Os meios onde superabundam os maus Espíritos são,
pois, impregnados de maus fluidos que o encarnado absor-ve pelos poros perispiríticos, como absorve pelos poros do
corpo os miasmas pestilenciais.


A Gênese - p. 364/365


Mais um aspecto da necessidade do "orai e vigiai"...
A interferência fluídica ocorre entre desencarnados, de desenvarnado para encarnado e de encarnado para desencarnado. De fato, tudo se dá por sintonia.

Notem esse trecho:

"Se são permanentes e enérgicos, os eflúvios maus podem ocasionar desordens físicas; não é outra a causa de certas enfermidades."

As vítimas dos assim chamados "trabalhos de magia negra" encontram em si mesmos o germe de seu infortúnio. Se não oferecessem sintonia, nada ocorreria... Mas desde que  estejam e se mantenham em ressonância com os fluidos deletérios, sofrem-lhes integralmente os efeitos.


Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: psi em 02 de Fevereiro de 2013, 18:14
O perispírito é o nosso RG espiritual. Os fluidos que o compõem atestam o grau de evolução ou inferioridade do espírito. Isso ocorre porque o fluido perispiritual interage com a energia do pensamento. Pensamentos ou sentimentos de ódio, inveja, ciúme, orgulho, vaidade, violência, hipocrisia, perversidade agem sobre esses fluidos corrompendo-os, adensando-os, baixando-lhes o padrão de vibração. Ao contrário, pensamentos ou sentimentos de amor, caridade, benevolência, humildade, mansuetude, agem sobre esses fluidos restaurando-os, eterizando-os, aumentando-lhes o padrão de vibração. Dessa feita, faz-se importante o "orai e vigiai" objetivando manter a qualidade de nossos pensamentos e sentimentos, já que a evolução do espírito passa pela eterização de seu perispírito.
Esse fluido perispiritual também interage com o nosso organismo físico. Se os seus eflúvios forem bons, o corpo físico recebe deste uma impressão salutar. Se forem maus, poderá produzir desordens físicas e doenças. Mas aí já é um outro debate.  ;)

Um abraço

PSI         
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 02 de Fevereiro de 2013, 18:38
O perispírito é o nosso RG espiritual. Os fluidos que o compõem atestam o grau de evolução ou inferioridade do espírito. Isso ocorre porque o fluido perispiritual interage com a energia do pensamento. Pensamentos ou sentimentos de ódio, inveja, ciúme, orgulho, vaidade, violência, hipocrisia, perversidade agem sobre esses fluidos corrompendo-os, adensando-os, baixando-lhes o padrão de vibração. Ao contrário, pensamentos ou sentimentos de amor, caridade, benevolência, humildade, mansuetude, agem sobre esses fluidos restaurando-os, eterizando-os, aumentando-lhes o padrão de vibração. Dessa feita, faz-se importante o "orai e vigiai" objetivando manter a qualidade de nossos pensamentos e sentimentos, já que a evolução do espírito passa pela eterização de seu perispírito.
Esse fluido perispiritual também interage com o nosso organismo físico. Se os seus eflúvios forem bons, o corpo físico recebe deste uma impressão salutar. Se forem maus, poderá produzir desordens físicas e doenças. Mas aí já é um outro debate.  ;)

Um abraço

PSI         



Amigo Psi, que bom tê-lo por aqui.

Na verdade, acho que essa consequência tem mesmo muito a ver com o padrão vibratório do ser. Mesmo na seara da Psicologia ortodoxa evidencia-se a relevância de manter-se uma postura mental positiva.

Se por seus próprios pensamentos o ser acumula eflúvios deletérios, depois de tudo o que já se expôs da Doutrina é plenamente lícito concluir que existem enfermidades (por certo não todas!) engendradas pelo próprio ser.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Kazaoka em 02 de Fevereiro de 2013, 20:32
Esta semana, assistindo a uma palestra de um companheiro na CE que frequento ele disse uma frase que, segundo ele também tinha ouvido em uma outra palestra e que marcou aquela noite de tarefas doutrinárias. A frase é a seguinte:

 "O ambiente mais limpo não é aquele que mais se limpa, mas o que menos se suja".

E o "Orai e vigiai" é exatamente isso. Oramos para limpar os nossos pensamentos e melhorar os fluidos que nos rodeiam e vigiamos para mantê-los assim.

Bons estudos a todos!!!
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Felipa em 03 de Fevereiro de 2013, 00:43

Olá  EsoEstudos!
Bom tema , parabéns e sucesso !


"Orai e Vigiai"

Jesus aconselhou-nos a orar e vigiar. Há uma interpretação habitual deste conselho que entende orar como recitar preces decoradas e vigiar como estar desperto a orar.

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo explica-se a óptica espírita acerca deste conselho de Jesus. Orar é entrar em contacto com o mundo espiritual, para pedir, louvar ou agradecer. Vigiar é tomar atenção à nossa própria conduta, tentando corrigir defeitos e apurar qualidades.

A oração não é uma troca de favores com Deus. É um pedido de inspiração e apoio perante os desafios da vida terrena, louvor e agradecimento dessa ajuda que Deus sempre concede a quem a pede com fé e humildade.

Orando, predispomo-nos a receber essa ajuda. Cada um dirige as suas orações a quem tem devoção. Perante Deus o que conta é a sinceridade, e nada importa a religião de cada um, a forma que dá às suas preces ou a entidade a que se dirige.
Os Benfeitores Espirituais estão ao serviço de Deus e apoiam-nos incondicionalmente, cumprindo-lhe os desígnios.

Ao orarmos podemos usar palavras nossas, simples, vindas do coração. Não devemos dirigir as nossas preces, como algumas pessoas fazem, aos nossos familiares falecidos, porque estes podem não nos poder ajudar e ficam, naturalmente, preocupados.

Dirigir as nossas preces aos Bons Espíritos, a Jesus, a Deus, é indiferente. Os Espíritos evoluidos não fazem distinções desse tipo, e muito menos as fará Deus.

A leitura de uma página do Evangelho, ou de O Evangelho Segundo o Espiritismo (que é uma leitura comentada do Evangelho), em ambiente calmo, a prece singela de louvor, pedido ou reconhecimento, são hábitos salutares para quem tenta seguir os ensinamentos de Jesus de Nazaré.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Felipa em 03 de Fevereiro de 2013, 00:49

Orai e Vigiai
 Maria Aparecida Diniz Bressani

Quando somos crianças aprendemos muitas coisas, mas muito pouco compreendemos. Nosso racional ainda não está desenvolvido, somos puro sentimento e emoção. Quando nos tornamos adultos acabamos por pegar tudo o que aprendemos quando crianças – mas que não compreendemos muito bem (embora achemos que sim!) – e simplesmente reproduzimos como um modelo – igual ou contrário.

Reproduzimos fielmente aquilo que acreditamos termos concordado e com o qual nos identificamos, dando um toque pessoal, é claro! Aquilo que não concordamos fazemos ao contrário – exatamente ao contrário – embora possamos achar que estamos fazendo diferente.
Eis os modelos aprendidos e não compreendidos, instalados, atuados e atualizados em nossa vida, para a vida toda, por nós mesmos.

Então, andamos em círculos, agitados sem saber o por quê ou acomodados. E assim vamos vivendo. Podemos viver desta forma toda uma vida em círculos, agitados ou acomodados; a não ser que algo, quase por acaso nos faça parar. E aí, de um momento para outro, perdemos o rumo: instala-se o conflito.

Normalmente os conflitos são gerados por incompatibilidade entre as crenças internas e a vida que vivemos. Todos os atos antes praticados para se resolver determinada situação já não funcionam mais.
Por exemplo: sempre resolvemos as coisas gritando ou chorando ou nos colocando como vítima, etc. mas seja como for, não funciona mais! É preciso fazer diferente. Nem igual nem contrário: diferente! Não dá mais para se viver alienado de si mesmo.
Tem uma passagem da bíblia que diz: Orai e Vigiai.

Psicoterapia, como processo de autoconhecimento, é exatamente isto! Explico em tempo...
O que JESUS quis dizer quando disse Orai? O que é orar? O que significa o gesto de orar?
Orar quer dizer conversar com Deus.

A psicoterapia tem exatamente esta função: nos coloca numa posição de conversar com nosso Deus interior - nosso Eu superior - numa posição de interiorização. Temos a possibilidade de nos conectar com nossa essência – que Jung chamou de SELF – e que é aquela energia poderosa que está dentro de nós e que sabe mais que do nosso pobre ego o que é melhor para o seu próprio desenvolvimento e evolução.
Quando vamos buscar nesta fonte – no SELF (em DEUS) – a sabedoria necessária, saímos revitalizados e fortalecidos.

Passemos então para a segunda parte: Vigiai. O que podemos entender com essa colocação? O que isto quer dizer? O que Ele quis dizer quando sugeriu Vigiai?
Vigiai é olhar, observar atentamente.
O que devemos observar atentamente?
A nós próprios!

Faz parte do processo de autoconhecimento nos observarmos, prestando atenção aos nossos próprios comportamentos (nossas reações emocionais) e pensamentos (nossas crenças e opiniões sobre as coisas e pessoas), que revelam nossos sentimentos e crenças a respeito de nós mesmos.

Vigiai! Observe atentamente a você mesmo e às pessoas a sua volta: como você reage a elas e como elas reagem a você. Observe atentamente como você resolve as situações que vive. Observe atentamente cada gesto e movimento seu... seus comportamentos.
Vigiai! Observe atentamente como você julga as situações e as pessoas. Quais são os seus pré-conceitos? Observe a quê você dá valor. Perceba se seu comportamento e valores estão congruentes.

Poderá então constatar vários porquês; entre eles: porque sua vida está como está e seus relacionamentos estão como estão. Tudo está assim, pois é fruto de suas escolhas no decorrer da sua vida.

Perceberá, portanto, que tudo está como deveria estar, simplesmente!
Está feliz? Se está, vá em frente, caso contrário, mude. Não é uma empreitada fácil, mas é possível. Pois, por maior que seja o conflito, é possível mudar, redirecionar a vida e ser realmente feliz. Porque a verdadeira felicidade é construída com autoconsciência e auto-amor.

Quer a receita da felicidade?
- Orai e Vigiai!
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 03 de Fevereiro de 2013, 01:20


Obrigado Kaza, valeu Maria!

Só para constar: 02/fev (sáb) no Brasil é dia de Iemanjá... Aos nossos queridos irmãos da Umbanda o meu sincero abraço e viva a Rainha do Mar!!!


Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 03 de Fevereiro de 2013, 02:25

A necessidade de manter, o quanto mais se puder, um padrão elevado de pensamentos --- o VIGIAI --- se estende também aos que se dedicam aos trabalhos de curas espirituais. Sempre e sempre por ressonância (um espectro ainda mais amplo da sintonia), os fluidos são movimentados e dotados das qualidades inerentes ao pensamento. Nesse contexto, o ato de emissão de fluidos (passe), por exemplo, depende da qualidade dos fluidos com os quais o médium pode, dentro de seus limites, atuar.



Para curar pela terapêutica ordinária, não bastam os
primeiros medicamentos que surgem; são precisos puros, não
avariados ou adulterados, e convenientemente preparados. Pela
mesma razão, para curar pela ação fluídica, os fluidos mais
depurados são os mais salutares; já que esses fluidos benfazejos são
os próprios fluidos dos Espíritos superiores, é o concurso destes
últimos que se deve obter. Por isto a prece e a invocação são
necessárias. Mas para orar e, sobretudo, orar com fervor, é preciso
fé. Para que a prece seja ouvida, é preciso que seja feita com
humildade e ditada por um real sentimento de benevolência e de
caridade. Ora, não há verdadeira caridade sem devotamento, nem
devotamento sem interesse. Sem estas condições o magnetizador,
privado da assistência dos Espíritos bons, fica reduzido às suas
próprias forças, muitas vezes insuficientes, ao passo que com o
concurso deles, elas podem ser centuplicadas em poder e em
eficácia. Mas não há licor, por mais puro que seja, que não se altere
ao passar por um vaso impuro; dá-se o mesmo com o fluido dos
Espíritos superiores, ao passar pelos encarnados. Daí, para os
médiuns nos quais se revela essa preciosa faculdade, e que querem
vê-la crescer e não se perder, a necessidade de trabalharem o seu
melhoramento moral.


Revista - 1864 - p. 24.


Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 03 de Fevereiro de 2013, 02:32
[...]
Orando, predispomo-nos a receber essa ajuda. Cada um dirige as suas orações a quem tem devoção. Perante Deus o que conta é a sinceridade, e nada importa a religião de cada um, a forma que dá às suas preces ou a entidade a que se dirige.
Os Benfeitores Espirituais estão ao serviço de Deus e apoiam-nos incondicionalmente, cumprindo-lhe os desígnios.
[...]


O que conta, efetivamente, é a sinceridade.

Aí se resume a busca real de sintonia com os padrões mais elevados. Curiosamente mesmo um ateu, desde que efetivamente motivado a de alguma forma ajudar um semelhante, ao abraçá-lo estará vibrando seus fluidos e, na medida da receptividade desse alguém, o estará ajudando...

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 03 de Fevereiro de 2013, 02:48

O "orai e vigiai", é bom destacar, tem um grande aliado. Um aspecto que deveria ser o tempo todo lembrado e meditado por todos nós...

Nada poderia ser mais reconfortante:



ANJOS-DE-GUARDA. ESPÍRITOS PROTETORES,
FAMILIARES OU SIMPÁTICOS

489.Há Espíritos que se liguem particularmente a um
indivíduo para protegê-lo?

“Há o irmão espiritual, o que chamais o bom Espírito
ou o bom gênio.”

490.Que se deve entender por anjo de guarda ou anjo
guardião?

“O Espírito protetor, pertencente a uma ordem elevada.”

491.Qual a missão do Espírito protetor?

“A de um pai com relação aos filhos; a de guiar o seu protegido pela senda do bem, auxiliá-lo com seus conse-lhos, consolá-lo nas suas aflições, levantar-lhe o ânimo nas
provas da vida.”



Sem qualquer afetação, pergunto:

Se nos lembrássemos mais vezes dessa verdade, não seria menos árduo manter o constante "vigiai"?


Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 03 de Fevereiro de 2013, 02:53


495.Poderá dar-se que o Espírito protetor abandone o seu
protegido, por se lhe mostrar este rebelde aos conselhos?

“Afasta-se, quando vê que seus conselhos são inúteis e que mais forte é, no seu protegido, a decisão de submeter-se à influência dos Espíritos inferiores.


Mas, não o abandona completamente e sempre se faz ouvir.


 É então o homem quem tapa os ouvidos. O protetor volta desde que este o chame.



Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Mourarego em 03 de Fevereiro de 2013, 14:26
Sempre reafirmo que por vezes tenhamos de orar mais do que vigiar, e segundo o momento pelo qual passemos, tenhamos outras vezes de vigiar mais do que orar.
Todavia, esse jogo de palavras só quer transmitir que não é por se orar muito, que se há de conseguir algum dos propósitos da oração, não é por se empregar palavras bonitas, dulcílimas, melífluas ou por textos muito longos, que també se chegua a bom final.
A Prece, há de ser SEMPRE sincera, haurida do mais profundo de nosso ser e vontade. ali reside a verdadeira intenção e deus, com nos explicao o ESE e OLE, "Julga pela Intenção".
O vigiar nos alcança tanto nos pensamentos quanto nas atitudes e atos, não há quem se esconda, mormente enquanto no estágio em que estamos agora, Imperfeitos, gerammos, mais das vezes atitudes e ações Imperfeitas, depois quando sofremos  resposta da Lei de Causa e Efeito, reclamamos de Deus e erramos novamente.
Abraços,
Moura
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 03 de Fevereiro de 2013, 15:29
Sempre reafirmo que por vezes tenhamos de orar mais do que vigiar, e segundo o momento pelo qual passemos, tenhamos outras vezes de vigiar mais do que orar.
Todavia, esse jogo de palavras só quer transmitir que não é por se orar muito, que se há de conseguir algum dos propósitos da oração, não é por se empregar palavras bonitas, dulcílimas, melífluas ou por textos muito longos, que també se chegua a bom final.
A Prece, há de ser SEMPRE sincera, haurida do mais profundo de nosso ser e vontade. ali reside a verdadeira intenção e deus, com nos explicao o ESE e OLE, "Julga pela Intenção".
O vigiar nos alcança tanto nos pensamentos quanto nas atitudes e atos, não há quem se esconda, mormente enquanto no estágio em que estamos agora, Imperfeitos, gerammos, mais das vezes atitudes e ações Imperfeitas, depois quando sofremos  resposta da Lei de Causa e Efeito, reclamamos de Deus e erramos novamente.
Abraços,
Moura


Verdade manão... Nada é mais ilusório do que a privacidade de um pensamento...

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 03 de Fevereiro de 2013, 16:13

O oceano fluídico em que vivemos nos traz vetores positivos e negativos, ou seja, boas ou más predisposições conforme o tom vibratório predominante em nosso ideário.

Mas --- e é isso o que se pretende destacar neste tópico --- por certo o fenômeno psíquico, moralmente valorado, é o que precede e determina tais sintonias.

Muitas vezes as coisas da vida parecem meros simulacros de idéias boas porém inatingíveis... Conceitos áureos de benevolência, indulgência e perdão perdem-se em meio ao egoísmo com que a grande maioria se embala diante dos fatos comuns do dia-a-dia. Isso quando não se tornam apenas uma mal dissimulada vestimenta para a vaidade dos que se acham “bonzinhos” e legitimados às bênçãos do céu.

A auto-corrupção com que tantos se deitam no divã das vítimas chega a patamares patológicos. Para muitos não há como vencer o inimigo que se situa em sua própria alma... Sentem-se as eternas vítimas dos infortúnios que, em grande parte, são por si mesmos forjados no destino.

Duas possibilidades existem para todo e qualquer ser humano:

- Ou se apega à fé religiosa e transcende os obstáculos sob a força da confiança plena na ordem absoluta do Cosmos,
- Ou chama para si a responsabilidade de enfrentar as dificuldades e combater com todas as suas forças, seja qual for o estado em que as coisas se acham a cada momento.

A prece sincera é um instrumento verdadeiramente sagrado de elevação da alma.
O bom combate aproxima o homem do senso de dever, muito acima do mero livre-arbítrio.





Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 03 de Fevereiro de 2013, 16:43


O nosso acalentado VIGIAI pode vir ao homem por diversos caminhos... Porém um dos que mais costuma trazer bons resultados é a CONFIANÇA.

É da Doutrina Espírita (principalmente nos livros A Gênese e O Céu e o Inferno) que o instinto de conservação engendra, durante a ascensão evolutiva na fase de humanização, uma série de "arrastamentos" (circunstâncias que deflagram opções primárias) que originam os vícios e paixões (na terminologia de Kardec).

O imenso acervo de instintos é um tesouro inestimável do ser, mas na fase de consciência contínua, com a clara noção de individualidade, o livre-arbítrio relativo do ser o põe à frente de decisões e, por extensão, nasce a valoração da conduta.

Ainda em meio às tormentas que os fluxos energéticos do corpo espiritual induz como hormônios no corpo físico, o animal passa a cogitar de si e do que o senso progressivo de valoração lhe traz. Não é fácil, pois, ao ser equilibrar-se nessa efervescência.

Um dos pontos mais preciosos do ensino atemporal que vem sendo ministrado para os homens em geral é o dom sagrado da CONFIANÇA.

Muito mais relevante do que a fé religiosa, a crença pela crença, a fé raciocinada (como dizia Kardec), ou a meditação, manter uma postura mental de confiança no todo universal é o mecanismo para a conquista da Paz e da Serenidade.

A valoração da conduta traz ao homem a noção das consequências que advêm de sua tomada de decisões. O homem não tem como ascender de um salto à angelitude. Portanto, deve se ater (com absoluta sinceridade consigo mesmo) à boa-vontade, à indulgência e ao perdão (no ensinamento preciosíssimo que está em O Livro dos Espíritos - Kardec - na diamantina conceituação de "caridade"), deixando que os equívocos e desagrados do caminho fiquem à conta do custo normal da evolução --- eis aí a CONFIANÇA.

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Antonio Renato em 04 de Fevereiro de 2013, 00:04
Meus irmãos,"orai e vigiai".Somos donos da nossa mente mas não dominamos os nossos pensamentos,independente da nossa vontade ele nos vem como um fleche ou mesmo como
um lampejo.Quando estamos em oração se faz necessário uma atenção muito grande de nos-
-sa parte,para que o nosso pensamento não nos desvie dos propósitos.Orar devemos sem-
-pre em agradecimento a Deus,por tudo que é do nosso merecimento,pois como devedores que somos é uma necessidade,mas devemos constantemente nos vigiar,ou seja nos policiar para não sermos dominados e conduzidos por pensamentos contrários,pois com certeza
só iremos aumentar as nossas dívidas com o nosso pai.
Fiquem na paz.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 04 de Fevereiro de 2013, 22:33

O trecho adiante, do livro Mecanismos da Mediunidade (André Luiz), é muito interessante:



Emitindo uma idéia, passamos a refletir as que se lhe assemelham, idéia essa que para logo se corporifica, com intensidade correspondente à nossa insistência em sustentá-la, mantendo-nos, assim, espontaneamente em comunicação com todos os que nos esposem o modo de sentir.
É nessa projeção de forças, a determinarem o compulsório intercâmbio com todas as mentes encarnadas ou desencarnadas, que se nos movimenta o Espírito no mundo das formas-pensamentos, construções substanciais na esfera da alma, que nos liberam o passo ou no-lo escravizam, na pauta do bem ou do mal de nossa escolha. Isso acontece porque, à maneira do homem que constrói estradas para a sua própria expansão ou que talha algemas para si mesmo, a mente de cada um, pelas correntes de matéria mental que exterioriza, eleva-se a gradativa libertação no rumo dos planos superiores ou estaciona nos planos inferiores, como quem traça vasto labirinto aos próprios pés.

(Mecanismos da Mediunidade - André Luiz  – Pág. 42)




Em plena harmonia com as bases doutrinárias, André Luiz elucida que é o padrão mental de cada ser que o situa na escala de sintonia. O VIGIAI é tanto mais difícil quanto maior for a efervescência do meio em que o indivíduo vive. Na luta do dia-a-dia o homem caminha, desloca-se, vivencia o ambiente do trabalho, da escola, e nem sempre tem em casa um porto seguro do qual possa beneficiar-se.

Em outra obra, André Luiz oferece mais um trecho esclarecedor:


A partícula de pensamento, pois, como corpúsculo fluídico, tanto quanto o átomo, é uma unidade na essência, a subdividir-se, porém, em diversos tipos, conforme a quantidade, qualidade, comportamento e trajetórias dos componentes que a integram.
E assim como o átomo é uma força viva e poderosa na própria contextura, passiva, entretanto, diante da inteligência que a mobiliza para o bem ou para o mal, a partícula de pensamento, embora viva e poderosa na composição em que se derrama do Espírito que a produz, é igualmente passiva perante o sentimento que lhe dá forma e natureza para o bem ou para o mal, convertendo-se, por acumulação, em fluído gravitante ou libertador, ácido ou balsâmico, doce ou amargo, alimentício ou esgotante, vivificador ou mortífero, segundo a força do sentimento que o tipifica e configura, nomeável, à falta de terminologia equivalente, como “raio da emoção” ou “raio do desejo”, força essa que lhe opera a diferenciação de massa e trajeto, impacto e estrutura.

(Evolução em Dois Mundos - André Luiz  – Pág. 92 – grifei)

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 04 de Fevereiro de 2013, 23:57

Marcos registra determinada fórmula de vigilância que revela a nossa necessidade de mobilizar todos os recursos de reflexão e análise.

Muitas vezes, referimo-nos ao “orai e vigiai”, sem meditar-lhe a complexidade e a extensão.

É indispensável guardar os caminhos, imprescindível se torna movimentar possibilidades na esfera do bem, entretanto, essa atitude não dispensa a visão com entendimento.

O imperativo colocado por Marcos, ao princípio da recomendação de Jesus, é de valor inestimável à perfeita interpretação do texto.

É preciso olhar, isto é, examinar, ponderar, refletir, para que a vigilância não seja incompleta.

Discernir é a primeira preocupação da sentinela.O discípulo não pode guardar-se, defendendo simultaneamente o patrimônio que lhe foi confiado, sem estender a visão psicológica, buscando penetrar a intimidade essencial das situações e dos acontecimentos.

Olhai o trabalho de cada dia.

O serviço comum permanece repleto de mensagens proveitosas.

Fixai as relações afetivas. São portadoras de alvitres necessários ao vosso equilíbrio.

Fiscalizai as circunstâncias observando as sugestões que vos lançam ao centro dalma.

Na casa sentimental, reúnem-se as inteligências invisíveis que permutam impressões convosco, em silêncio.

Detende-vos na apreciação do dia; seus campos constituídos de horas e minutos são repositórios de profundos ensinamentos e valiosas oportunidades.

Olhai, refleti, ponderai!… Depois disso, naturalmente, estareis prontos a vigiar e orar com proveito.


do livro VINHA DE LUZ
psicografado por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
pelo espírito EMMANUEL


O discernimento é fundamental para que o ser, compreendendo os porquês, diga-se, a fenomenologia subentendida, ponha-se a exercer o "orai e vigiai" cônscio de que é fundamental inclusive para manter o equilíbrio de sua economia fluídica --- uma via de mão dupla para o equilíbrio psíquico (mens sana in corpore sano).


Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 05 de Fevereiro de 2013, 00:20

Miramez assinala no seu livro ”Horizontes da Mente”:
"Uma mente desajustada provoca conturbação de igual desajuste, e ainda coleta forças da mesma sintonia para seu próprio convívio, altera a função orgânica e desencarrilha o carro da vida por tempo indeterminado".



A ação do bem genuíno, com a quebra voluntária de nossos
sentimentos inferiores, produz vigorosos fatores de transformação
sobre aqueles que nos observam, notadamente naqueles que se
nos agregam à existência, influenciando-nos a atmosfera espiritu-
al, de vez que as nossas demonstrações de fraternidade inspiram
nos outros pensamentos edificantes e amigos que, em circuitos
sucessivos ou contínuas ondulações de energia renovados, modi-
ficam nos desafetos mais acirrados qualquer disposição hostil a
nosso respeito.
Ninguém necessita, portanto, aguardar reencarnações futuras,
entretecidas de dor e lágrimas, em ligações expiatórias, para
diligenciar a paz com os inimigos trazidos do pretérito, porque,
pelo devotamento ao próximo e pela humildade realmente prati-
cada e sentida, é possível valorizar nossa frase e santificar nossa
prece, atraindo simpatias valiosas, com intervenções providenci-
ais, em nosso favor.
É que, em nos reparando transfigurados para o melhor, os
nossos adversários igualmente se desarmam para o mal, compre-
endendo, por fim, que só o bem será, perante Deus, o nosso cami-
nho de liberdade e vida.

André Luiz - Evolução em Dois Mundos
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 05 de Fevereiro de 2013, 01:45

Como já bastante anotado, a sintonia nos situa diante da Vida no tom vibratório em que nos mantemos, pelo que o VIGIAI de que tanto tratamos constitui profilaxia contra a descida para estamentos dolorosos em que pululam sofredores e Espíritos moralmente deformados.

Equivale a dizer que é a vigilância o principal instrumento contra os fenômenos obsessivos.

Vejamos.




INVIGILÃNCIA: A PORTA PARA A OBSESSÃO

       ‘Estai de sobreaviso, vigiai e orai; porque não sabeis quando será o tempo.” —Jesus.
       (Marcos, capítulo 13, versículo 33.)

       A existência dos fatores predisponentes — causas cármicas —facilitam a aproximação
dos obsessores, que, entretanto, necessitam descobrir o momento propicio para a efetivação da sintonia completa que almejam.

       Este momento tem o nome de invigilância. É a porta que se abre para o mundo intimo, facilitando a incursão de pensamentos estranhos, cuja finalidade é sempre o conúbio degradante entre mentes desequilibradas, o inevitável encontro entre credor e devedor, os quais não conseguiram resolver suas divergências pelos caminhos do perdão e do amor.

       É o instante em que o cobrador, finalmente, bate às portas da alma de quem lhe deve.

E, sempre o faz, nessas circunstâncias, pela agressão, que poderá vir vestida de sutilezas, obedecendo a um plano habilmente traçado ou de maneira frontal para atordoar e desequilibrar de vez a vitima de hoje.

       Momentos de invigilância existem muitos. Todos os temos em incontáveis ocasiões.


OBSESSÃO E DESOBSESSÃO
SUELY CALDAS SCHUBERT
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: José de Araujo Costa em 05 de Fevereiro de 2013, 10:53
É, tudo é parte de um todo e ao mesmo tempo possui suas singularidades no universo. Tudo está conectado. Como é importante fazer esforços a cada instante para atingir um ponto de saudável composição mental que, por sua vez, incidirá sobre o corpo biossomático. O obra de Deus é perfeita e cabe a nós colaborarmos com o Criador na manutenção de sua harmonia e equilíbrio gerando bons pensamentos, boas ações e palavras e vigiando nossos instintos primitivos, além de combate-los a cada momento com oração , vivendo com alegria e otimismo e praticando a caridade e o perdão. Fazendo assim , em breve orar e vigiar e construir a partir de nós mesmos o Reino de Deus passa a ser uma coisa agradavelmente corriqueira.
Título: Re: ORAI e VIGIAI --- aspectos fluídicos
Enviado por: MARCIA DE LAURO em 05 de Fevereiro de 2013, 12:31
Um fluido mal produz um mau efeito.
Numa assembléia onde a maioria dos fluidos emitidos tenha tal origem, por certo esta será uma assembléia onde pela ação de tais fluidos, estes conduzirão os queestejam a eles concordantes, à momento de maior densidade que repercutirão exatamente na condição físico-psíquica destes.
Os que estejam em desconformidade para tais flúidos, até mesmo poderão sentir a densidade, mas por não estarem vibrando no mesmo teor, estarão aptos a se ausentarem de tal assembléia e não sento ir da mesma forma que os outros.
É tal com acontece na fase da obsessão simples, onde o pensamento deletéreo do obsessor, é facil de ser extirpado pela simples vontade do que esteja sendo obsedado.
abraços,
Moura
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Oliva Prado em 05 de Fevereiro de 2013, 21:49
Boas noites, muita paz a todos, grata pela oportunidade de vos ler e refletir sobre esse tema  Orai e Vigiai.
Obrigada pela paz que senti;                                                                                                                            por me aperceber que no meio de tanta loucura que há nesta vida, Deus dotou-nos realmente de uma ferramenta poderosa capaz de vivificar tudo. Se pensarmos na pluralidade de situações que são beneficiadas pela oração e pela prece, como aqui foi dito. E que uma mente esclarecida, mesmo que existencialmente condicionada às enfermidades, que são tantas e tão variadas, pode superar o emocional, o sentimental e o mental e estabelecer a partir desse foco de luz interiorizada a ação que lhe permite a melhor resposta na sua relação com os outros, adquirindo lenta e progressivamente  se assim o desejar,  os dons de amor, da caridade, da sabedoria despertadas por essa prática como nos elucidam os espiritos amigos,irmãos maiores.
Por hora é tudo,
Abraço fraterno
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 05 de Fevereiro de 2013, 23:49

O livre-arbítrio tem também grande relevância no ORAI...

Paralelamente à grande mecânica fluídica, como já bastante referido, a prece é fenômeno que exige o elemento volitivo, ou seja, o efetivo desejo do indivíduo em elevar o seu pensamento em atitude sincera. Vejamos o que diz o ESE:




EFICÁCIA DA PRECE

5. Seja o que for que peçais na prece, crede que
o obtereis e concedido vos será o que pedirdes.
(S. MARCOS, 11:24.)

6. Há quem conteste a eficácia da prece, com fundamento
no princípio de que, conhecendo Deus as nossas necessidades, inútil se torna expor-lhas. E acrescentam os que
assim pensam que, achando-se tudo no Universo encadeado por leis eternas, não podem as nossas súplicas mudar
os decretos de Deus.
Sem dúvida alguma há leis naturais e imutáveis que
não podem ser ab-rogadas ao capricho de cada um; mas,
daí a crer-se que todas as circunstâncias da vida estão
submetidas à fatalidade, vai grande distância. Se assim fosse, nada mais seria o homem do que instrumento passivo,
sem livre-arbítrio e sem iniciativa. Nessa hipótese, só lhe
caberia curvar a cabeça ao jugo dos acontecimentos, sem
cogitar de evitá-los; não devera ter procurado desviar o raio.

Deus não lhe outorgou a razão e a inteligência, para que ele
as deixasse sem serventia; a vontade, para não querer; a
atividade, para ficar inativo. Sendo livre o homem de agir
num sentido ou noutro, seus atos lhe acarretam, e aos demais, conseqüências subordinadas ao que ele faz ou não.

Há, pois, devidos à sua iniciativa, sucessos que forçosamente escapam à fatalidade e que não quebram a harmonia das leis universais, do mesmo modo que o avanço ou o
atraso do ponteiro de um relógio não anula a lei do movimento sobre a qual se funda o mecanismo. Possível é, portanto, que Deus aceda a certos pedidos, sem perturbar a
imutabilidade das leis que regem o conjunto, subordinada
sempre essa anuência à sua vontade.

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 06 de Fevereiro de 2013, 00:03

Um dos fatores relevantes da modificação do padrão vibratório e os correspondentes efeitos benéficos é que na Natureza nada se transforma senão depois do emprego de suficiente energia. Isso quer dizer que nada ocorre da noite para o dia, máxime no que concerne à mudança de conduta mental.

Leva tempo...

Levando tempo, a prece --- que opera "milagres" mas não revoga as leis universais --- se comunga com a indispensável perseverança. A prece nos ajuda desde o início com o amparo da coragem e das boas intuições.



O que Deus lhe concederá sempre, se ele o pedir com
confiança, é a coragem, a paciência, a resignação. Também
lhe concederá os meios de se tirar por si mesmo das dificuldades, mediante idéias que fará lhe sugiram os bons Espíritos, deixando-lhe dessa forma o mérito da ação. Ele as-siste os que se ajudam a si mesmos, de conformidade com
esta máxima: “Ajuda-te, que o Céu te ajudará”; não assiste,
porém, os que tudo esperam de um socorro estranho, sem
fazer uso das faculdades que possui. Entretanto, as mais
das vezes, o que o homem quer é ser socorrido por milagre, sem despender o mínimo esforço.


Evangelho Segundo o Espiritismo
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 06 de Fevereiro de 2013, 00:09

Mesmo no ESE o aspecto fluídico da prece é bastante destacado:



AÇÃO DA PRECE. TRANSMISSÃO
DO PENSAMENTO
9. A prece é uma invocação, mediante a qual o homem
entra, pelo pensamento, em comunicação com o ser a quem
se dirige. Pode ter por objeto um pedido, um agradecimento, ou uma glorificação. Podemos orar por nós mesmos ou
por outrem, pelos vivos ou pelos mortos.

As preces feitas a Deus escutam-nas os Espíritos incumbidos da execução de
suas vontades; as que se dirigem aos bons Espíritos são reportadas a Deus.

Quando alguém ora a outros seres que não
a Deus, fá-lo recorrendo a intermediários, a intercessores,
porquanto nada sucede sem a vontade de Deus.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Paulo_sp em 06 de Fevereiro de 2013, 00:55
Orai e Vigiai,

Dois verbos que requerem duas ações.

Sou testemunha dos meus fracassos. Oro a meu mentor espiritual pedindo ajuda todas as noites. Pedidos em vão. Não por culpa de meu mentor e sim por meus pensamentos.

Sou muito grato pelo estudo deste mês. Espero refletir e principalmente agir, atraindo bons fluídos para minha mente. Mente que trai, mente que atrai tudo aquilo que quero afastar.

Obs: Uma fase com maus pensamentos

Fiquem com Deus
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 06 de Fevereiro de 2013, 01:10
[...]
Obs: Uma fase com maus pensamentos
[...]


Meu caro, quem não os tem?

A maioria de nós vive em luta interna, buscando manter o império dos instintos sob a razão e emoções mais salutares...

Mas, de fato, não é a mais fácil das tarefas.

Bem-vindo ao barco!

Detalhe: ninguém, jamais, nos disse que seria fácil...  ;)

Um abraço!

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Vivaldo em 06 de Fevereiro de 2013, 16:19
Olá, amigos, gostaria de tirar uma dúvida que tenho a muito tempo mas, como nem sempre o estudo mensal tem a ver com essa minha dúvida, sempre fico sem poder perguntar. Minha dúvida é a seguinte: em que momento é autorizado à um cristão ou espírita o uso da violência. Como saber quando utilizá-la, pois, há um limite aí entre a covardia e a tolerância que nunca é bem esclarecida. Desde já agradeço uma resposta.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 06 de Fevereiro de 2013, 18:49
Olá, amigos, gostaria de tirar uma dúvida que tenho a muito tempo mas, como nem sempre o estudo mensal tem a ver com essa minha dúvida, sempre fico sem poder perguntar. Minha dúvida é a seguinte: em que momento é autorizado à um cristão ou espírita o uso da violência. Como saber quando utilizá-la, pois, há um limite aí entre a covardia e a tolerância que nunca é bem esclarecida. Desde já agradeço uma resposta.

Vivaldo,

O limite estará na intenção que antecede o uso. Deus julga mais intenção do que o fato...

Abraço,
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 06 de Fevereiro de 2013, 22:33
Olá, amigos, gostaria de tirar uma dúvida que tenho a muito tempo mas, como nem sempre o estudo mensal tem a ver com essa minha dúvida, sempre fico sem poder perguntar. Minha dúvida é a seguinte: em que momento é autorizado à um cristão ou espírita o uso da violência. Como saber quando utilizá-la, pois, há um limite aí entre a covardia e a tolerância que nunca é bem esclarecida. Desde já agradeço uma resposta.


Caro Vivaldo,

Posso até considerar que a sua pergunta é passível de ser situada no contexto do presente estudo. Afinal, numa dada situação em que o ser se vê em situação de violência, tanto melhor que viesse de cultivar o "orai e vigiai"...

Veja, o elemento mais importante na conduta do homem é a sua motivação, ou seja, a intenção que o indivíduo tem realmente dentro de si quando faz alguma coisa.

A violência é inerente a algumas funções que, nem por isso, deixam de ser legítimas. Imagine um país sem forças armadas. Pense numa sociedade sem policiais com autorização legal para o emprego da força.

Mesmo o comum das pessoas pode se ver em circunstâncias nas quais a violência torna-se legítima.

Se você tiver que socorrer, digamos, um filho que está sofrendo um espancamento por um malfeitor, certamente terá que empregar de violência para afastar o agressor.

Duas situações aparentemente idênticas podem ser legítimas ou não do ponto de vista do mérito espiritual da pessoa. Um policial que desfere disparo de arma de fogo pode estar agindo na defesa efetiva de uma vítima, por exemplo, de um assaltante (assalto = roubo, pressupõe o emprego e violência ou grave ameaça pelo criminoso). No entanto, se o policial disparar mesmo depois que o delinquente larga sua arma e ergue as mãos, certamente estará cometendo homicídio...

Não importam as questões legais --- refiro-em a fatos comuns (infelizmente) em boa parte das cidades do terceiro mundo.

Intenção, motivação, a vontade íntima da pessoa. Eis aí o que determina se eventual ato de violência é ou não legítimo.

Espero ter contribuído.

Uma forma de uma pessoa se candidatar a ter boa intuição na rapidez que uma situação violenta exige é exatamente cultivar o orai e vigiai.

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 06 de Fevereiro de 2013, 23:10


Cada povo, cada época, cada cultura, enfim, cada realidade imediata dos seres humanos influencia sobremaneira na forma como os de boa fé se prontificam a buscar sua elevação segundo a Lei do Progresso.

Uma postura pode ou não ter maior eficácia conforme o ser se adapte ou não a ela.

Merece consideração que o Espiritismo traz uma senda segura e sem excrescências ritualísticas para o progresso do ser. É o único caminho? Certamente não. Mas é um dos mais seguros e eficazes.

Nesse concerto, retomando o tema do estudo, vejamos o que nos diz Jacob Melo, ao discutir a kundalini em seu conhecido livro "O Passe":



Antes  de  tudo,  temos  uma  visão Espírita,  baseada  no Evangelho  de  Jesus,  que  nos  recomenda valorizemos  nossa elevação  pela  reforma  moral,  pelo  esforço  em  corrigir os  próprios  defeitos,  pela prática  do  bem sem segundas  intenções,

além de buscarmos  forças  nos  Planos  Espirituais  através  da prece  sentida  e  sincera,  pois,  nosso progresso se  dá  pela  ação efetiva  do amor,  trabalho e renúncia e não por  meros  exercícios  de concentração, meditação e  reclusão.

Por isso, não julgamos seja uma  atitude  de  bom senso o querer  fazer  com que  essa  força  seja a  substituta das energias  espirituais mais elevadas  no papel  de  rearmonização dos  centros  de  força,  nem mesmo das  energias solares.  Eis  porque  não  aceitamos  como de  boa  medida  o  chamado  “despertar  da  kundalini ”,  que  vem a  se confundir,  em  claro  português,  com  um  trânsito  de  energias  densas  e  restringentes  por  nosso  corpo,  via maior adensamento do duplo etérico, ativando, de baixo para cima, nossos centros de força.
Queremos ativar chakras?  Busquemos  o  Evangelho.  Queremos  renovar  energias?  Cumpramos o  Evangelho.  Queremos sublimar  energias?  Vivamos  o  Evangelho.  Tudo  o  mais  nos  virá  por  acréscimo da bondade de Deus!



Mesmo sendo eu espiritualista e buscando estudar outras correntes, além do Espiritismo, não deixo de consignar, como já bastante realçado, que a Codificação é, de fato, uma seara muito segura e acessível.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Conforti em 07 de Fevereiro de 2013, 00:05
      Vivaldo    (ref #45)

      Se o amigo é cristão, com certeza sabe que esse limite não existe: "... oferece-lhe a outra face". Não estou dizendo q os cristãos oferecem a outra face; não temos ainda desprendimento para isso, mas essa é a lição de Jesus. Muitos consideram isso absurdo, mas estão se esquecendo de q a "sabedoria de Deus é loucura para os homens".
...................................

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Mourarego em 07 de Fevereiro de 2013, 14:19
Bem colocado Vivaldo!
Hámesmo um limite emtre tolerar e tornar-se acovardado.
Não, não somos Jesus e nem chegaremos perto disso, mormente na fase em que estamos hoje.
Assim, devamos smpre procurar ao máximo não chagr as vias de fato, mas se a injusta agressão acontece que nos defendamos.
Abraços,
Moura
Olá, amigos, gostaria de tirar uma dúvida que tenho a muito tempo mas, como nem sempre o estudo mensal tem a ver com essa minha dúvida, sempre fico sem poder perguntar. Minha dúvida é a seguinte: em que momento é autorizado à um cristão ou espírita o uso da violência. Como saber quando utilizá-la, pois, há um limite aí entre a covardia e a tolerância que nunca é bem esclarecida. Desde já agradeço uma resposta.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Mourarego em 07 de Fevereiro de 2013, 14:21
Coronel, esta afirmação é totalmente hipócrita.
A defesa justa é sempre anotada por Ele.
Tanto que há em OLE citação em capítulo próprio sobre a defesa do que se tenha amealhado  pelo labor despendido.
Abraços,
Moura
      Vivaldo    (ref #45)

      Se o amigo é cristão, com certeza sabe que esse limite não existe: "... oferece-lhe a outra face". Não estou dizendo q os cristãos oferecem a outra face; não temos ainda desprendimento para isso, mas essa é a lição de Jesus. Muitos consideram isso absurdo, mas estão se esquecendo de q a "sabedoria de Deus é loucura para os homens".
...................................


Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Junior Luna em 07 de Fevereiro de 2013, 17:09
Sobre o "dar a outra face".

Lembrando que esse trecho da bíblia é um "Ensino a respeito da vingança" (Novo Testamento Interlinear - Grego - Português)

da tradução NTLH:

Mateus 5:38-42

Vocês ouviram o que foi dito: "Olho por olho, dente por dente". Mas eu lhes digo: não se vinguem dos que fazem mal a vocês.Se alguém lhe der um tapa na cara, vire o outro lado para ele bater também. Se alguém processar você para tomar a sua túnica, deixe que leve também a capa. Se um dos soldados estrangeiros forçá-lo a carregar uma carga um quilômetro, carregue-a dois quilômetros. Se alguém lhe pedir alguma coisa, dê; e, se alguém lhe pedir emprestado, empreste.

Luz a todos,

Orai e vigiai.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: José A. em 07 de Fevereiro de 2013, 22:25
Coronel, esta afirmação é totalmente hipócrita.
A defesa justa é sempre anotada por Ele.
Tanto que há em OLE citação em capítulo próprio sobre a defesa do que se tenha amealhado  pelo labor despendido.
Abraços,
Moura
      Vivaldo    (ref #45)

      Se o amigo é cristão, com certeza sabe que esse limite não existe: "... oferece-lhe a outra face". Não estou dizendo q os cristãos oferecem a outra face; não temos ainda desprendimento para isso, mas essa é a lição de Jesus. Muitos consideram isso absurdo, mas estão se esquecendo de q a "sabedoria de Deus é loucura para os homens".
...................................

Defesa justa é só aquela que é instintiva, sem a intromissão do pensamento e das paixões, que fazem o homem ver as coisas por um falso ponto de vista.

Isto é uma lei natural de sobrevivência, é protecionista, não defensiva.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 07 de Fevereiro de 2013, 23:23

Há, segundo se diz, uma lenda que fala do direito à defesa.


Um peregrino muito sábio chegou a um vilarejo em que as pessoas estavam muito temerosas. Foi-lhe dito que uma grande serpente costumava atacar nas redondezas. O sábio continuou sua jornada e terminou se encontrando com a serpente. Sem demonstrar medo, aproximou-se e lhe falou sobre a injustiça de atacar as pessoas. Sua sabedoria arrebanhou tantos argumentos que a serpente se convenceu. O sábio partiu.

Tempos depois, retornando pelo mesmo caminho o sábio vislumbrou a serpente prostrada, toda ferida, quase em agonia. A serpente explicou que, tão logo deixou de atacar as pessoas, essas passaram a atacá-la todos os dias. O sábio acariciou sua cabeça e disse: "Ensinei-te a não atacar e não a deixar de defender-se...".


Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 07 de Fevereiro de 2013, 23:37
Coronel, esta afirmação é totalmente hipócrita.
A defesa justa é sempre anotada por Ele.
Tanto que há em OLE citação em capítulo próprio sobre a defesa do que se tenha amealhado  pelo labor despendido.
Abraços,
Moura
      Vivaldo    (ref #45)

      Se o amigo é cristão, com certeza sabe que esse limite não existe: "... oferece-lhe a outra face". Não estou dizendo q os cristãos oferecem a outra face; não temos ainda desprendimento para isso, mas essa é a lição de Jesus. Muitos consideram isso absurdo, mas estão se esquecendo de q a "sabedoria de Deus é loucura para os homens".
...................................

Defesa justa é só aquela que é instintiva, sem a intromissão do pensamento e das paixões, que fazem o homem ver as coisas por um falso ponto de vista.

Isto é uma lei natural de sobrevivência, é protecionista, não defensiva.



Olá Dim-Dim,

Assim se acha no LE:



A presença deles afasta os Espíritos inferiores que, inversa-mente, encontram livre acesso e podem obrar com toda a liberdade entre pessoas frívolas ou impelidas unicamente
pela curiosidade e onde quer que existam MAUS INSTINTOS. Longe de se obterem bons conselhos, ou informações úteis, deles só se devem esperar futilidades, mentiras, gracejos de mau gosto, ou mistificações, pois que muitas vezes tomam nomes venerados, a fim de melhor induzirem ao erro.

[...]

Aliás, não é racional considerar-se a infância como um estado normal de inocência. Não se vêem crianças dotadas dos piores instintos, numa idade em que ainda nenhuma influência pode ter tido a educação? Algumas não há que parecem trazer do berço a astúcia, a felonia, a perfídia, até pendor para o roubo e para o assassínio, não obstante os bons exemplos que de todos os lados se lhes dão?



As ações do arco reflexo não podem ser consideradas violência. Se um movimento brusco próximo de uma pessoa o faz, por puro reflexo, erguer o braço em defesa e acertar um cruzado no rosto de um circundante, não se terá aí uma violência consciente sendo praticada.

Não é adequado falar-se em violência decorrente do instinto. A não ser que se tome esse termo em outra acepção.

Bem por isso referi que uma das formas de alguém se candidatar a ter intuições rápidas é manter o orai e vigiai...

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: José A. em 08 de Fevereiro de 2013, 00:06
Lei de justiça, amor e caridade

874 Se a justiça é uma lei natural, por que os homens a entendem de maneiras diferentes, e que um considere justo o que parece injusto a outro?

– É que à Lei se misturam freqüentemente paixões que alteram esse sentimento, como acontece com a maior parte dos outros sentimentos naturais, e fazem o homem ver as coisas sob um falso ponto de vista.

73 O instinto é independente da inteligência?

– Não, precisamente, mas ele é uma espécie de inteligência. O instinto é uma inteligência não-racional. É por meio dele que todos os seres provêm as suas necessidades.

75 É exato dizer que os dons instintivos diminuem à medida que aumentam os intelectuais?

– Não; o instinto sempre existe, mas o homem o despreza. O instinto também pode conduzir ao bem. Ele nos guia, quase sempre, mais seguramente do que a razão. Nunca se engana.

75 a Por que a razão não é sempre um guia infalível?

– Ela seria infalível se não fosse falseada pela má educação, pelo orgulho e pelo egoísmo. O instinto não raciocina; a razão permite a escolha e dá ao homem o livre-arbítrio.

http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/le/le-3-11.html

Fica aqui a razão das minhas palavras, amigo Marco.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 08 de Fevereiro de 2013, 00:52

Pois é, mas tem que existir um contexto orgânico, sistêmico em todo o LE.

Vejamos:



702.É lei da Natureza o instinto de conservação?
“Sem dúvida. Todos os seres vivos o possuem, qual-quer que seja o grau de sua inteligência. Nuns, é puramen-te maquinal, raciocinado em outros.”
703.Com que fim outorgou Deus a todos os seres vivos o
instinto de conservação?
“Porque todos têm que concorrer para cumprimento
dos desígnios da Providência. Por isso foi que Deus lhes
deu a necessidade de viver. Acresce que a vida é necessária
ao aperfeiçoamento dos seres. Eles o sentem instintivamen-te, sem disso se aperceberem.”

[...]

708.Não há situações em as quais os meios de subsistência
de maneira alguma dependem da vontade do homem,
sendo-lhe a privação do de que mais imperiosamente ne-cessita uma conseqüência da força mesma das coisas?
“É isso uma prova, muitas vezes cruel, que lhe compe-te sofrer e à qual sabia ele de antemão que viria a estar
exposto. Seu mérito então consiste em submeter-se à von-tade de Deus, desde que a sua inteligência nenhum meio
lhe faculta de sair da dificuldade. Se a morte vier colhê-lo,
cumpre-lhe recebê-la sem murmurar, ponderando que a
hora da verdadeira libertação soou e que o desespero no
derradeiro momento pode ocasionar-lhe a perda do fruto de
toda a sua resignação.”

709.Terão cometido crime os que, em certas situações críti-cas, se viram na contingência de sacrificar seus seme-
lhantes, para matar a fome? Se houve crime, não teve
este a atenuá-lo a necessidade de viver, que resulta do
instinto de conservação?
“Já respondi, quando disse que há mais merecimento
em sofrer todas as provações da vida com coragem e abne-gação. Em tal caso, há homicídio e crime de lesa-natureza,
falta que é duplamente punida.”




Um trecho não invalida o outro, mas o relativiza...


Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Mirina em 08 de Fevereiro de 2013, 02:11
Toda vez que usamos da violência, seja em defesa própria, seja para agredrir a outrem, tornamos nossa vibração mais densa.   Então a pergunta correta é:  Até que ponto consigo adensar a minha vibração sem me prejudicar?

Abraços,

Mirina
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: taisunfer em 08 de Fevereiro de 2013, 14:15
Obrigada amigos!
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: taisunfer em 08 de Fevereiro de 2013, 14:17
Queridos amigos! Obrigada pelo estudo. Estou reatando minhas atividades de estudo e gostei muito desta opção on line!

Sou de Santa Maria, RS, onde no dia 27 de janeiro de 2013 aconteceu a tragédia que chocou o mundo com o desencarne coletivo de mais de 230 jovens!

Os fluidos estao confusos por aqui!
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: José A. em 08 de Fevereiro de 2013, 15:20
Bem por isso referi que uma das formas de alguém se candidatar a ter intuições rápidas é manter o orai e vigiai...

Amigo Marco, se pudermos falar um pouco sobre intuição, talvez possamos compreender profundamente por nós mesmos? Sem teorias, sem condicionamentos ou ideias feitas, mas descobrir o que é intuição por nós mesmos, pudemos, amigo?

Deixo uma questão ao meu amigo e a todos os participantes do FE: Como é que pudemos falar sobre o "orai e vigiai", ou de intuições, coisas absolutamente pessoais, com propriedade, sem termos a perceção do que isso é?

Será suficiente as explicações que se encontram dadas por outros? Mesmo que sejam verdadeiras, essas explicações, esses factos que experimentaram outros serão factos para nós sem os experimentarmos? Não por imitação, mas procurar a compreenção profundamente de forma a ter a perceção que desfaz todas as dúvidas?

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 09 de Fevereiro de 2013, 00:17
Bem por isso referi que uma das formas de alguém se candidatar a ter intuições rápidas é manter o orai e vigiai...

Amigo Marco, se pudermos falar um pouco sobre intuição, talvez possamos compreender profundamente por nós mesmos? Sem teorias, sem condicionamentos ou ideias feitas, mas descobrir o que é intuição por nós mesmos, pudemos, amigo?

Deixo uma questão ao meu amigo e a todos os participantes do FE: Como é que pudemos falar sobre o "orai e vigiai", ou de intuições, coisas absolutamente pessoais, com propriedade, sem termos a perceção do que isso é?

Será suficiente as explicações que se encontram dadas por outros? Mesmo que sejam verdadeiras, essas explicações, esses factos que experimentaram outros serão factos para nós sem os experimentarmos? Não por imitação, mas procurar a compreenção profundamente de forma a ter a perceção que desfaz todas as dúvidas?



Concordo.

Realmente, a experiência da intuição ou de qualquer percepção (sensorial ou extrasensorial) é o único meio de a conhecer efetivamente.

Mas as formas de se atingir esse fim varia muito. O amigo sabe que o esvaziamento da mente não é algo que se consiga tão só por desejá-lo... Mesmo na tradição esotérica há o antigo brocardo:

"meditação OU serviço à humanidade".

Orar e vigiar é um método que abre as possibilidades de acordo com uma gama maior de possibilidades, em consonância com as peculiaridades de cada um.

Respeito o seu modo de pensar, mas creio sinceramente que o já mencionado ensinamento dos antigos merece plena consideração. A meditação (no sentido de anulação do ego) não é a única senda.

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 09 de Fevereiro de 2013, 01:02

A ação telepática não conhece limites. Ela ultrapassa todos
os obstáculos e liga os vivos da Terra aos vivos do espaço, o
mundo visível aos mundos invisíveis, o homem a Deus; ela os
une da maneira mais estreita, mais íntima.
Os meios de transmissão que ela nos revela constituem a
base das relações sociais entre os espíritos, seu modo de permu-tarem as idéias e as sensações. O fenômeno chamado de tele-patia na Terra não é outra coisa senão o método de comunicação
entre todos os seres pensantes da vida superior, e a prece é
uma de suas formas mais poderosas, uma de suas aplicações
mais altas e mais puras. A telepatia é a manifestação de uma lei
universal e eterna.


Todos os seres, todos os corpos, trocam vibrações. Os astros influenciam através das imensidades siderais; da mesma forma, as almas, que são sistemas de forças e focos de pensamentos, impressionam-se reciprocamente e podem se comunicar a todas as distâncias. A atração estende-se às almas, assim como aos astros; ela os atrai para um centro comum, centro eterno e divino. Uma dupla relação se estabelece: suas aspirações sobem para ele sob a forma de apelos e de preces; o socorro desce sob a forma de graças e de inspirações.
O Problema do Ser --- Leon Denis
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 09 de Fevereiro de 2013, 02:09
Pela prece sincera, que é uma magnetização espiritual,
provoca-se a desagregação mais rápida do fluido perispiritual;


pela evocação conduzida com sabedoria e prudência, com
palavras de benevolência e conforto, combate-se
o entorpecimento do Espírito, ajudando-o a reconhecer-se
mais cedo, e, se é sofredor, incute-se-lhe o arrependimento
— único meio de abreviar seus sofrimentos.

O Céu e o Inferno


A frase destacada, no início, é extremamente significativa... Tem a ver com o tema na medida em que destaca que a eficácia da prece não é meramente moral, mas sim fenomênica, fática, aperfeiçoando-se na tecitura do próprio perispírito.

O trecho refere-se à prece pelos que desencarnaram. Ora, a aceleração do desprendimento está expressamente reconhecida, definindo-se a prece como uma magnetização espiritual.

Note-se o que consta: "provoca-se a desagregação mais rápida do fluido perispiritual".

Ação, portanto, que se situa na estrutura perispiritual (ou perispirítica).

O caráter fluídico da eficácia não poderia estar mais expressamente reconhecido.



Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: José A. em 09 de Fevereiro de 2013, 02:21
Felicidade que a prece proporciona

23. Vinde, vós que desejais crer. Os Espíritos celestes acorrem a vos anunciar grandes coisas. Deus, meus filhos, abre os seus tesouros, para vos outorgar todos os beneficios. Homens incrédulos! Se soubésseis quão grande bem faz a fé ao coração e como induz a alma ao arrependimento e à prece! A prece! ah! como são tocantes as palavras que saem da boca daquele que ora! A prece é o orvalho divino que aplaca o calor excessivo das paixões. Filha primogênita da fé, ela nos encaminha para a senda que conduz a Deus. No recolhimento e na solidão, estais com Deus. Para vós, já não há mistérios; eles se vos desvendam.


Não há outro caminho para a perceção da verdade, de Deus, amigo Marco.

Concordo.

Realmente, a experiência da intuição ou de qualquer percepção (sensorial ou extrasensorial) é o único meio de a conhecer efetivamente.

Mas as formas de se atingir esse fim varia muito. O amigo sabe que o esvaziamento da mente não é algo que se consiga tão só por desejá-lo... Mesmo na tradição esotérica há o antigo brocardo:

"meditação OU serviço à humanidade".

Orar e vigiar é um método que abre as possibilidades de acordo com uma gama maior de possibilidades, em consonância com as peculiaridades de cada um.

Respeito o seu modo de pensar, mas creio sinceramente que o já mencionado ensinamento dos antigos merece plena consideração. A meditação (no sentido de anulação do ego) não é a única senda.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 09 de Fevereiro de 2013, 15:03
Então a tradição dos antigos diverge...
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 09 de Fevereiro de 2013, 19:21

Uma meditação bastante oportuna no âmbito do presente estudo advém da circunstância de estarmos em pleno Carnaval.

No Brasil o Carnaval, independentemente de suas origens, significados ou quaisquer ponderações catedráticas, tem sido um período em que os bailes noturnos contam com uma absurda tolerância para com drogas e toda sorte de libertinagens. Mesmo mantendo-nos à ilharga de rompantes moralistas, o fato é que faz parte do senso comum (no Brasil) algo como "no Carnaval pode".

É como se nesses dias Baco reinasse livremente e até mesmo os bons meninos pudessem extravasar seus desafogos com álcool, lança-perfume, pílulas, canabis, etc etc etc...

Existem livros que descrevem a efervescência espiritual nesses dias, mas não precisamos transcrever nem minudenciar. Apenas termos em mente que nos bailes noturnos, a portas fechadas, centenas e até milhares de pessoas se aglomeram numa intensa sintonia de insanidade, irreverência, descompromisso, irresponsabilidade, enfim, numa egrégora muito pouco saudável e que pode estimular com seus fluidos ruins, além dos foliões livremente dispostos à loucura, também eventuais desavisados que, inadvertidamente, deixam-se levar pelos fluxos mais grosseiros das sensações.

Não podemos transformar esses ambientes apenas com preces e vigilância, mas certamente podemos vibrar o melhor que pudermos e buscar envolver ao menos os nossos jovens mais próximos. Há uma chance de que, desde que tenham sido bem orientados desde cedo, dêem-se a vibrar ao menos num harmônico mais grave porém com as mesmas características do pensamento original veiculado na oração.

Por outro lado, cada qual que, tendo sido orientado, se ponha em oração e vigilância como uma conduta e postura de vida, poderá perceber que o ambiente reinante é por demais denso e prefira sair...

Haverá os que, tendo mantido o senso de vigilância e preces, nem mesmo venha a participar desses bailes...

Mesmo sendo eu avesso à religiosidade, reconheço na atitude de orar e vigiar um Ensinamento que um dia (ainda longe, lamentavelmente) fará com que a maioria das pessoas prefira evitar períodos de uma pretensa exceção aos valores cosmoéticos imorredouros.

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Antonio Renato em 10 de Fevereiro de 2013, 11:01
Caros irmãos.As nossas ações,boas ou más,sempre refletem no nosso progresso moral,por
isso e sempre se faz necessário nos policiarmos ou seja vigiarmos aquilo que estamos fazen-
-do.Pode não ser verdadeiro mas parece ter duas forças contrárias atuando na nossa mente,
uma nos impulsionado para praticarmos o bem e outra para praticarmos o mal,nesses momen-
-to se faz necessário a oração a prece,que atuam como um escudo contra o mal,pois temos em
nossa consciência de que só a prática do bem nos leva a ter progresso moral.Temos também em nossa consciência de que somos imperfeitos,ainda não atingimos ainda a um grau de evo-
-lução que nos permita ter o domínio dessas forças.Portanto,orai e vigiai sempre para que o
nosso espírito fique fortalecido.
Fiquem na paz.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Paulo_sp em 10 de Fevereiro de 2013, 14:28
Ontem estava assistindo ao programa da Sei sho no ie. Eles falavam muito sobre manter a mente sempre no positivo. Logo me veio a lembrança do forum espirita com o tema do mês: orai e vigiai

Sempre tenho a impressão que as religiões/ esoterismo, que estão falando a mesma coisa mas de forma diferente.

Abs e fiquem com Deus
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Mourarego em 10 de Fevereiro de 2013, 15:33
Há partes em qualquer das religiões, que consagram um mesmo entendimento.
O Espiritismo não formando como uma religião, também as contém, já que segue o modelo de perfeição moral que é Jesus.
Cada religião instituída, segue um caminho, algumas vezes esses caminhos se entrelaçam, contudo cada uma delas, mesmo ao tempo de Jesus onde já existiam mais de nove crenlças ditas cristãs, já se via estas subdivisões de credo ou na forma ou no conteúdo.
Abraços,
Moura
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 10 de Fevereiro de 2013, 16:41
Ontem estava assistindo ao programa da Sei sho no ie. Eles falavam muito sobre manter a mente sempre no positivo. Logo me veio a lembrança do forum espirita com o tema do mês: orai e vigiai

Sempre tenho a impressão que as religiões/ esoterismo, que estão falando a mesma coisa mas de forma diferente.

Abs e fiquem com Deus



Em algumas oportunidades eu destaquei uma sequência do filme "Inimigo Meu" (uma fantasia de ficção científica muito agradável de se ver).

Um extraterrestre e um humano, em guerra, vêem-se sós num planeta e logo se dão conta de que só poderiam sobreviver juntos. Num dado momento, o lagartão toma de um livreto e diz algumas palavras filosóficas que o homem, no que toca ao conteúdo, identifica como um ensinamento conhecido.

O lagartão então diz algo assim: "É lógico. As verdades são universais".

Na minha opinião existem verdades que permeiam TODAS as correntes de pensamento, sejam religiosas, filosóficas, meros ditos populares etc.

Acho mesmo que é essa universalidade que torna muitos aspectos realmente verossímeis.

O "orai e vigiai" é um desses valores cosmoéticos.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Mourarego em 10 de Fevereiro de 2013, 16:44
Verdade Marcão, tb assistí a tal filme.
Abração,
Moura
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 10 de Fevereiro de 2013, 21:44
Nos casos de obsessão grave, o obsidiado fica como
que envolto e impregnado de um fluido pernicioso, que neu-
traliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É daquele
fluido que importa desembaraçá-lo. Ora, um fluido mau
não pode ser eliminado por outro igualmente mau. Por meio
de ação idêntica à do médium curador, nos casos de enfer-
midade,  preciso se faz expelir um fluido mau com o auxílio
de um fluido melhor.
Nem sempre, porém, basta esta ação mecânica; cum-
pre, sobretudo,  atuar sobre o ser inteligente, ao qual é pre-
ciso se possua o direito de falar com autoridade, que, en-
tretanto, falece a quem não tenha superioridade moral.
Quanto maior esta for, tanto maior também será aquela.
[...]
Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais pode-
roso meio de que se dispõe para demover de seus propósi-
tos maléficos o obsessor.


A Gênese

O trecho acima traz essa informação:

[...] preciso se faz expelir um fluido mau com o auxílio de um fluido melhor.


E o desfecho:

[...] Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso meio [...]

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 11 de Fevereiro de 2013, 01:23
O meio etérico em que se propagam as ondas agitam-se em conformidade com parâmetros básicos como o comprimento de onda, amplitude, período e freqüência. O mesmo meio etérico, quando submetido a uma agitação com uma dada freqüência não terá as mesmas propriedades quando submetido a uma freqüência diferente. Freqüência e período são grandezas inversamente proporcionais, de onde se tira que os fluidos mais densos são os de freqüência menor porquanto ostentam períodos maiores.



No estado de eterização, o fluido cósmico não é uniforme; sem deixar de ser etéreo, sofre modificações tão variadas em gênero e mais numerosas talvez do que no estado de matéria tangível. Essas modificações constituem fluidos distintos que, embora procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades especiais e dão lugar aos fenômenos peculiares ao mundo invisível.

(A Gênese – pág. 274)

Os fluidos espirituais, que constituem um dos estados do fluido cósmico universal, são, a bem dizer, a atmosfera dos seres espirituais; o elemento donde eles tiram os materiais sobre que operam; o meio onde ocorrem os fenômenos especiais, perceptíveis à visão e à audição do Espírito, mas que escapam aos sentidos carnais, impressionáveis somente à matéria tangível; o meio onde se forma a luz peculiar ao mundo espiritual, diferente, pela causa e pelos efeitos da luz ordinária; finalmente, o veículo do pensamento, como o ar o é do som.

(A Gênese – pág. 281)

O meio etérico circundante reage prontamente ao pensamento e à vontade dos Espíritos. Os fluidos mudam sua cor, densidade, subdividem-se, reaglomeram-se. Mas não percamos de vista que os fluidos são irradiações no meio etérico, de modo que essas irradiações podem vibrar nos mais variados patamares, gerando luzes, sons, odores, tanto quanto podem condensar o meio até mesmo a tangibilidade física.



Basta que o Espírito pense uma coisa, para que esta se produza, como basta que modele uma ária, para que esta repercuta na atmosfera.

(A Gênese – pág. 282 – grifei)

É assim, por exemplo, que um Espírito se faz visível a um encarnado que possua a vista psíquica, sob as aparências que tinha quando vivo na época em que o segundo o conheceu, embora haja ele tido, depois dessa época, muitas encarnações. Apresenta-se com o vestuário, os sinais exteriores - enfermidades, cicatrizes, membros amputados, etc. - que tinha então. Um decapitado se apresentará sem a cabeça. Não quer isso dizer que haja conservado essas aparências, certo que não, porquanto, como Espírito, ele não é coxo, nem maneta, nem zarolho, nem decapitado; o que se dá é que, retrocedendo o seu pensamento à época em que tinha tais defeitos, seu perispírito lhes toma instantaneamente as aparências, que deixam de existir logo que o mesmo pensamento cessa de agir naquele sentido. Se, pois, de uma vez ele foi negro e branco de outra, apresentar-se-á como branco ou negro, conforme a encarnação a que se refira a sua evocação e à que se transporte o seu pensamento.

(A Gênese – pág. 282 – grifei)
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 11 de Fevereiro de 2013, 01:27
Importante notar que, como o Espírito tem um perispírito fluídico, tudo o que for modelado no meio etérico terá para ele plena existência objetiva e não apenas uma forma sem substância.


Por análogo efeito, o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos que ele esteja habituado a usar. Um avarento manuseará ouro, um militar trará suas armas e seu uniforme, um fumante o seu cachimbo, um lavrador a sua charrua e seus bois, uma mulher velha a sua roca. Para o Espírito, que é, também ele, fluídico, esses objetos fluidicos são tão reais, como o eram, no estado material, para o homem vivo;
mas, pela razão de serem criações do pensamento, a existência deles é tão fugitiva quanto a deste.



(A Gênese – pág. 282 – grifei)

Essa capacidade de plasmagem e modelagem fluídica é comumente denominada ideoplastia. A ideoplastia traz à tona uma verdade a que o homem comum não está habituado: nada é mais ilusório do que a privacidade de um pensamento.


Há mais: criando imagens fluídicas, o pensamento se reflete no envoltório perispirítico, como num espelho; toma nele corpo e aí de certo modo se fotografa. Tenha um homem, por exemplo, a idéia de matar a outro: embora o corpo material se lhe conserve impassível, seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento e reproduz todos os matizes deste último; executa fluidicamente o gesto, o ato que intentou praticar. O pensamento cria a imagem da vítima e a cena inteira é pintada, como num quadro, tal qual se lhe desenrola no espírito.

Desse modo é que os mais secretos movimentos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma pode ler noutra alma como num livro e ver o que não é perceptível aos olhos do corpo. Contudo, vendo a intenção, pode ela pressentir a execução do ato que lhe será a consequência, mas não pode determinar o instante em que o mesmo ato será executado, nem lhe assinalar os pormenores, nem, ainda, afirmar que ele se dê, porque circunstâncias ulteriores poderão modificar os planos assentados e mudar as disposições. Ele não pode ver o que ainda não esteja no pensamento do outro; o que vê é a preocupação habitual do indivíduo, seus desejos, seus projetos, seus desígnios bons ou maus.

(A Gênese – pág. 283 – grifei)
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: JACY R SENA em 11 de Fevereiro de 2013, 02:09
 Muita luz e paz para todos.Um tema bem escolhido para nosso debate mensal;Não basta sentar ou ajoelhar e fazer orações decoradas,devemos emanar muita força de pensamento em uma oração, nesse momento divino,estamos em contato com nosso grande criador,quanto mais fé brotar de dentro de nós,mais estaremos vigilantes com nossas ações para não sermos desviados de nossos aprendizados da vida terrena,evitando assim de sermos vitimas de ações que nos prejudiquem em nossa evolução espiritual.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Mourarego em 11 de Fevereiro de 2013, 14:59
Marcão,
você leu bem a explicação ue trouxe?
Em que casos e de que cme o lembrete: "Nos casos de obsessão grave"...
Ora estou a falar de obsessão simples meu amiugo e neste tipo, faria bem o amigo em postar oque diz o ensino codificado...
Dizlá, mano, que qualquer um pode dela se afastar simplesmente pór não dar importância à influência perniciosa do outro Espírito.
Diz lá, "(...) como tempo ele se cansa e se vai (...)".
abraços,
Moura

Nos casos de obsessão grave, o obsidiado fica como
que envolto e impregnado de um fluido pernicioso, que neu-
traliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É daquele
fluido que importa desembaraçá-lo. Ora, um fluido mau
não pode ser eliminado por outro igualmente mau. Por meio
de ação idêntica à do médium curador, nos casos de enfer-
midade,  preciso se faz expelir um fluido mau com o auxílio
de um fluido melhor.
Nem sempre, porém, basta esta ação mecânica; cum-
pre, sobretudo,  atuar sobre o ser inteligente, ao qual é pre-
ciso se possua o direito de falar com autoridade, que, en-
tretanto, falece a quem não tenha superioridade moral.
Quanto maior esta for, tanto maior também será aquela.
[...]
Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais pode-
roso meio de que se dispõe para demover de seus propósi-
tos maléficos o obsessor.


A Gênese

O trecho acima traz essa informação:

[...] preciso se faz expelir um fluido mau com o auxílio de um fluido melhor.


E o desfecho:

[...] Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso meio [...]


Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 11 de Fevereiro de 2013, 15:38

Mano Moura,

Os trechos que trago, muitos de A Gênese, têm em si informações de relevo. Considerando que o trecho diz "obsessão grave", não creio seja necessário dizer "isso se refere a obsessão grave".

Obsessões leves, assédio espiritual, podem, sim, levar à fascinação. Ela começa com um envolvimento pequeno, insidioso, tocando o ser naquilo que mais o envaidece. Leva tempo e o obsessor tem todo o tempo do mundo. A vítima pode, e o faz quase sempre de modo inconsciente, aceitar a influência sem identificar que se trata de algo externo que, malandramente, vai se imiscuindo com os seus pensamentos.

Não creio que a maioria de nós possa dispensar a prece como meio de defesa para esse tipo de assédio.



O trabalho se torna mais fácil quando o obsidiado, com-
preendendo a sua situação, para ele concorre com a vonta-
de e a prece. Outro tanto não sucede quando, seduzido
pelo Espírito que o domina, se ilude com relação às quali-
dades deste último e se compraz no erro a que é conduzido,
porque, então, longe de a secundar, o obsidiado repele toda
assistência. É o caso da fascinação, infinitamente mais re-
belde sempre, do que a mais violenta subjugação. (O Livro
dos Médiuns, 2ª Parte, cap. XXIII.)

A Gênese

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 11 de Fevereiro de 2013, 18:59
O meio etérico circundante reage prontamente ao pensamento e à vontade dos Espíritos. Os fluidos mudam sua cor, densidade, subdividem-se, reaglomeram-se. Mas não percamos de vista que os fluidos são irradiações no meio etérico, de modo que essas irradiações podem vibrar nos mais variados patamares, gerando luzes, sons, odores, tanto quanto podem condensar o meio até mesmo a tangibilidade física.

Basta que o Espírito pense uma coisa, para que esta se produza, como basta que modele uma ária, para que esta repercuta na atmosfera.
(A Gênese – pág. 282)

A interação entre o Espírito e os fluidos pode atingir níveis elevados de realização. Um objeto moldado em fluidos terá praticamente todas as características de um objeto material, inclusive quanto à cor, odor, tangibilidade, sabor e até mesmo outros efeitos.


11. Suponhamos que ele quisesse fazer uma substância venenosa que uma pessoa a tomasse. Ficaria envenenada?
— O Espírito poderia fazê-la, mas não a faria porque isso não lhe é permitido.
12. Poderia fazer uma substância salutar, apropriada à cura de uma doença, e isso já aconteceu?
 — Sim, muitas vezes.

(Livro dos Médiuns)


Voltando ao contexto do "orai e vigiai", a sustentação dos fenômenos em bases fluídicas demonstra que cada um de nós, espiritualmente, é o que pensa. Adestrar o pensamento é fundamental para que o ser possa manter-se em sintonia com os Espíritos de bom padrão moral, aqueles que nos assistem por doação fraterna. O condicionamento moral do ser, o aprimoramento da conduta, máxime a mental, é o quesito básico para a ascensão da alma e melhor aproveitamento de sua jornada física.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Mourarego em 12 de Fevereiro de 2013, 13:57
Marcão meu mano,
e onde eu escrevi que alguém esteja apto a não necessitar fazer preces?
Não disse manão!
o q ue digo, aliás o que repito é o mesmo que está em OLE, que no caso de obsessão simples qualquer um de nós pode dela se afastar por simplesmente não dar ao obsessor, nenhuma atenção.
Nas obsessões mais fortes, o caso já fica mais difícil mas somente na fascinação, e na subjugação, é que se vai necessitar do concurso dos trabalhos do CE junto aos Espíritos.
Abração,
Moura


Mano Moura,

Os trechos que trago, muitos de A Gênese, têm em si informações de relevo. Considerando que o trecho diz "obsessão grave", não creio seja necessário dizer "isso se refere a obsessão grave".

Obsessões leves, assédio espiritual, podem, sim, levar à fascinação. Ela começa com um envolvimento pequeno, insidioso, tocando o ser naquilo que mais o envaidece. Leva tempo e o obsessor tem todo o tempo do mundo. A vítima pode, e o faz quase sempre de modo inconsciente, aceitar a influência sem identificar que se trata de algo externo que, malandramente, vai se imiscuindo com os seus pensamentos.

Não creio que a maioria de nós possa dispensar a prece como meio de defesa para esse tipo de assédio.



O trabalho se torna mais fácil quando o obsidiado, com-
preendendo a sua situação, para ele concorre com a vonta-
de e a prece. Outro tanto não sucede quando, seduzido
pelo Espírito que o domina, se ilude com relação às quali-
dades deste último e se compraz no erro a que é conduzido,
porque, então, longe de a secundar, o obsidiado repele toda
assistência. É o caso da fascinação, infinitamente mais re-
belde sempre, do que a mais violenta subjugação. (O Livro
dos Médiuns, 2ª Parte, cap. XXIII.)

A Gênese


Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 12 de Fevereiro de 2013, 16:19

A sintonia do pensamento é um fenômeno muito difícil de evitar. Desde que não haja sintonia em nenhum harmônico (vejam, não é preciso que seja no tom principal, bastando que o indivíduo se deixe embalar pelos fluidos que ressonam com o do obsessor), nenhum vínculo se estabelecerá.

A base de tudo é: havendo sintonia, haverá interação; sem sintonia, não há interação.

O orai e vigiai nos mantém (desde que efetivamente praticado) sob um policiamento que constitui o tão decantado bom combate, aquele que realizamos dentro de nós mesmos, exauriente, cansativo, que alguns chamam reforma íntima.

Exatamente por isso em outro tópico destaquei que --- tanto quanto consigamos --- devemos manter a alegria, o bom humor. Por isso também mantenho-me avesso à filosofia de crime e castigo, ou ao terrorismo da constante ameaça com as chamas do inferno.

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Mourarego em 12 de Fevereiro de 2013, 16:24
Mano, quando aprendi sobre harmonicos, o professor fazia questão de ressaltar que eram sons fora da escala compreensível pelos ouvidos humanos.
Abração,
Moura
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 12 de Fevereiro de 2013, 16:45

Manão,

Vou fazer uma síntese de memória (portanto, sujeita a eventuais deslizes...).

O tom é uma escala que compreende determinados graus sucessivos: tônica, submediante, mediante, subdominante, dominante, superdominante e sensível. O nome do tom é o nome do primeiro grau --- por isso chamado de tônica.

Do ponto de vista ondulatório, o tom é a onda de menor frequência e de maior energia dentro da qual são produzidas ondas com frequências à razão de números inteiros, resultando vibrações com 1/2, 1/4, 1/8  do comprimento de onda e assim por diante.

O importante: essas ondas proporcionais a do tom conservam as mesmas características, com amplitude menor e frequência maior --- são os harmônicos.

Quando se toca, por exemplo, a nota ré num piano, o som percebido é composto da onda fundamental, ou tônica, mais os seus harmônicos. O conjunto tônica + harmônicos vai dar o timbre característico do instrumento. Por isso os sons eletrônicos eram tão artificiais no início dos teclados --- não reproduziam senão as vibrações da tônica, sem os harmônicos e demais "defeitos" oriundos da reverberação acústica, bem como da vibração induzida nas demais cordas por sintonia entre os harmônicos e os outros tons.

Isso tudo não é verdade apenas para sons audíveis, mas sim para todo fenômeno ondulatório.

Já tentei me tornar músico mas a Vida me levou para os caminhos que eu deveria seguir...

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 12 de Fevereiro de 2013, 18:48
(http://www.iped.com.br/sie/uploads/21019.jpg)

(http://www.novacon.com.br/audiodopdin%20A2_arquivos/image006.jpg)
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Mirina em 12 de Fevereiro de 2013, 20:07
Mas sons, eso, são ondas mecânicas que precisam de um meio para se propagar.  Como didática podem ser usadas como exemplo, porém, quando nos referimos a vibrações de pensamentos a referência são as ondas eletromagnéticas, que uma vez colocadas no espaço não se perdem em força, ao contrário, encontram-se a outro sem número de ondas e se somam em intensidade e frequência tornando-se mesmo uma força de natureza única, estas as quais você mesmo mencionou como egrégoras.

Orai e vigiai, deste ponto de vista, significa estar constantemente a escolher em qual sintonia vamos colocar nosso pensamento, para que possamos produzir os efeitos que desejamos no universo.  Fica muito díspare da sua proposta inicial?

Abraços,

Mirina
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 13 de Fevereiro de 2013, 00:26

Mirina, foi como eu disse: os harmônicos não são apenas para os sons... Uma onda é uma onda, seja no meio gasoso, seja no eletromagnético, seja naquilo que a tradição dos antigos chama éter --- o meio astral.

Paralelamente, sintonia é sintonia... Seja com sons, seja no meio eletromagnético, seja no plano astral ou etérico.

Agora no âmbito estrito da Doutrina: a sintonia é a simpatia entre fluidos. O pensamento repercute diretamente nos fluidos e vibra (ondas) em maior ou menor sintonia conforme o padrão (tom) de quem o percebe.

Diante disso, concordo com sua assertiva:

Orai e vigiai, deste ponto de vista, significa estar constantemente a escolher em qual sintonia vamos colocar nosso pensamento, para que possamos produzir os efeitos que desejamos no universo.


Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Mirina em 14 de Fevereiro de 2013, 00:10
Neste caso, escolher a sintonia nos exige uma ação efetiva no sentido de dirigirmos nossos pensamentos.  Esta ação nos pede que a escolha seja consciente, movida por vontade e fé.  A DE nos pede uma fé raciocinada, onde devemos nos aproximar de Deus pelo uso da razão.

Qual seria então o caminho para que na posse de nossa razão consciente, nos tornemos sujeitos ativos na escolha da sintonia em que estaremos mais aptos(simpáticos) à aproximação de Deus?

Vejo profundas diferenças entre as formas de oração, não pelas palavras, mas na atitude do orador, que pode ser determinante para se alcançar o tom (frequencia) desejada.  Eu mesmo, em diversas ocasiões estando a orar, permaneci apenas na recitação decorada de um texto.  Outras vezes, sem mesmo perceber, adentrava em outras sintonias, nos locais mais diversos, de formas inesperadas.  Como podemos agir conscientemente para termos controle deste processo? 
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 14 de Fevereiro de 2013, 00:38

Cada cultura, cada época, cada grupo humano, enfim, para cada parte da humanidade existe um acervo de valores magnos passíveis de assimilação. Ao tempo de Jesus tinha plena vigência o olho por olho, tendo sido preciso que o Avatar de Peixes nos viesse trazer ensinos mais sofisticados que, por isso, causaram tanta espécie.

De tempos em tempos alguém nos vem para ministrar ensinos. O próprio Espiritismo tem essa função, não é isso?

Entre uma coisa e outra, os homens se põem a experienciar consoante a Lei do Progresso. A cada conquista, quando valores mais depurados se tornam mais comuns, o todo coletivo caminha mais um passo.

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Mourarego em 14 de Fevereiro de 2013, 14:39
Mano, veja que na figura u=ilustrativa, todasas linhas estão dentro do espectro delineado pela linha mais alta e a linha mais baixa, logo no que me foi ensinado não tramamos ai, com harmonicos pois os sons estão dentro da capacidade do ouvido humano.

Abração,
moura
(http://www.iped.com.br/sie/uploads/21019.jpg)

(http://www.novacon.com.br/audiodopdin%20A2_arquivos/image006.jpg)
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 14 de Fevereiro de 2013, 23:39

Moura, creia-me, harmônicos não são um privilégio das ondas sonoras, mas sim das ondas em geral. Apesar do nome sugerir algo no espectro audível, na verdade é possível em qualquer fenômeno ondulatório.

No exemplo ilustrado em primeiro lugar, é uma corda em movimento ondulatório.

Mas o que importa é que --- com ou sem harmônicos --- a sintonia é o ponto essencial das interações fluídicas.

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Antonio Renato em 15 de Fevereiro de 2013, 11:35
Meus irmãos,permitam me colocar sobre harmônica:Assim como o som se reverbera no audío
a sintonia mental vai aumentando de intensidade a medida em que vamos direcionando o
nosso pensamento quando estamos e oração,seria como se fosse a sintonização de uma onda
de radio,pois se não houver esta sintonia a prece não será ouvida,no caso por Deus.É assim
que eu penso.
Fiquem na paz.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Mourarego em 15 de Fevereiro de 2013, 13:46
Mano Marcão, não se trata de descrer, eu apenas falei do que me ensinaram, e só sobre ondas sonoras.
O restante, como eu já lhe disse, aprendo contigo.
abraços,
Moura

Moura, creia-me, harmônicos não são um privilégio das ondas sonoras, mas sim das ondas em geral. Apesar do nome sugerir algo no espectro audível, na verdade é possível em qualquer fenômeno ondulatório.

No exemplo ilustrado em primeiro lugar, é uma corda em movimento ondulatório.

Mas o que importa é que --- com ou sem harmônicos --- a sintonia é o ponto essencial das interações fluídicas.


Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 16 de Fevereiro de 2013, 00:08

Como Espíritos, suscitam bons pensamentos, desviam
os homens da senda do mal, protegem na vida os que se
lhes mostram dignos de proteção e neutralizam a influên-
cia dos Espíritos imperfeitos sobre aqueles a quem não é
grato sofrê-la.

Livro dos Espíritos - sobre os bons Espíritos


557. Podem a bênção e a maldição atrair o bem e o mal
para aquele sobre quem são lançadas?
“Deus não escuta a maldição injusta e culpado peran-
te ele se torna o que a profere. Como temos os dois gênios
opostos, o bem e o mal, pode a maldição exercer momenta-
neamente influência, mesmo sobre a matéria. Tal influên-
cia, porém, só se verifica por vontade de Deus como au-
mento de prova para aquele que é dela objeto. Demais, o
que é comum é serem amaldiçoados os maus e abençoados
os bons. J amais a bênção e a maldição podem desviar da
senda da justiça a Providência, que nunca fere o maldito,
senão quando mau, e cuja proteção não acoberta senão
aquele que a merece.”

Livro dos Espíritos
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Mirina em 16 de Fevereiro de 2013, 01:18
Marcos,

o que seria uma maldição "justa"?  Como posso entender tal termo dentro da moral espirita, porque confesso ser muito difícil aceitar uma definição e toda a carga energética que se pode depreender de uma maldição, posto que no meu entendimento  será sempre injusta, pois demonstra sempre um vicio como ressentimento, mágoa, vingança....

Não consigo avançar deste ponto!

Mirina
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 16 de Fevereiro de 2013, 03:34
O enredamente de causa e efeito que enfeixa cada indivíduo em relação aos seus convivas na verdade abrange enredamentos muito mais amplos, que envolvem pessoas com as quais sequer a pessoa imagina. Por isso se diz que há o carma individual e o carma coletivo.

Como o acaso não existe, tudo está sob uma matriz de causa e  efeito cuja amplitude nos parece quimera.

Ora, a vontade de amaldiçoar é livre por parte do indivíduo mas, como para o Criador não existe passado-presente-futuro, tudo já lhe é conhecido e planejado. O arbítrio só livre para nós, mas é desde sempre conhecido pelo Criador. Desde que uma maldição advenha de um sentimento profundo de mágoa por uma agressão sofrida, resolvendo o sujeito amaldiçoar ao invés de perdoar, esse padrão de vibrações atingirá seu desafeto que, se estiver vinculado a ele pelo mesmo tom de ódio, sofrer-lhe-á a sintonia e o acoplamento fluídico pernicioso --- equivale a dizer que Deus permitiu os efeitos da maldição...
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Mirina em 16 de Fevereiro de 2013, 04:08
Neste caso Marcos voltamos a questão da sintonia!

Entendo, pela sua explicação que, se eu por vontade, pensamento e ação prejudiquei intencionalmente alguém, tendo como finalidade angariar beneficio próprio de forma egoísta e vaidosa e, este indivíduo que prejudicado pela minha ação intencional, me amaldiçoar, Deus em sua sabedoria, poderá fazer com que tal maldição me coloque em prova para que eu mesma expie minhas ações e tenha a oportunidade de me arrepender e redimir.  Neste caso seria a tal da maldição "justa" pois desencadeada a partir de minha própria ação.

Por outro lado, eu, sendo uma pessoa luminosa, que, com minha energia movo o universo de forma favorável aos meus objetivos, e estes objetivos sempre consoantes com as determinações de Deus, e, meu colega ao lado, por inveja, sem que nada eu haja feito para prejudicá-lo ou humilhá-lo, me amaldiçoa, neste caso a Misericórdia Divina, considerando tal maldição injusta, não permitirá que ela me atinja, e, pela lei de causa e efeito, fará com que o próprio praguejador sofra pela praga proferida.

No primeiro caso, o sujeito praguejador e o amaldiçoado estavam em sintonia pelo ódio de um lado e pelo o ressentimento do outro.

No segundo a sintonia não se estabeleceu e portanto a maldição só trouxe prejuízos ao praguejador, visto que o alvo de sua praga estava envolvido por sintonias superiores que o protegeram e não permitiram que a inveja o atingisse.

Faz sentido?!

Grata por colocar luz onde antes só havia confusão,

Mirina
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 16 de Fevereiro de 2013, 15:26
Mirina, permite que eu assine embaixo?  :)
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Antonio Renato em 16 de Fevereiro de 2013, 15:52
Meus irmãos,gostaria de colocar uma pergunta que a muito venho tentando eu mesmo res-
-ponder:Porque em ambientes diferentes nós reagimos de forma diferente,quando o ambiente
é calmo e os presentes estão em harmonia nos sentimos bem,enquanto  em um ambiente denso,pesado em que as pessoas estão em desarmonia,mesmo não interagirmos com elas
nós nos sentimos mal?
Fiquem na paz.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 16 de Fevereiro de 2013, 22:40
Meus irmãos,gostaria de colocar uma pergunta que a muito venho tentando eu mesmo res-
-ponder:Porque em ambientes diferentes nós reagimos de forma diferente,quando o ambiente
é calmo e os presentes estão em harmonia nos sentimos bem,enquanto  em um ambiente denso,pesado em que as pessoas estão em desarmonia,mesmo não interagirmos com elas
nós nos sentimos mal?
Fiquem na paz.


Talvez  o conceito mais importante em todo este estudo seja SINTONIA. Num ambiente heterogêneo, digamos, uma lanchonete, vários indivíduos estarão envoltos nos fluidos a que se afinam. Daí por diante há uma infinidade de possibilidades. Se for a lanchonete que atende costumeiramente os alunos de um colégio, a egrégora reinante provavelmente será de pensamentos fúteis, comuns aos infantes que, mal saídos da meninice, ainda se demoram em valores típicos dos muito jovens (claro que toda regra tem exceção). Se  for uma lanchonete na via pública, que atende as mais variadas pessoas, é bem provável que a atmosfera fluídica será aquela decorrente das preocupações terra-a-terra diárias. Se for um bar daqueles em que praticamente só se vende aguardente, certamente estará envolto pelos eflúvios dos que se deixam levar pelo vício do álcool. Enfim... Chegar  em um ambiente com pessoas desconhecidas implica em achar maior ou menor sintonia com o tom estabelecido pelas vibrações resultantes das interações fluídicas já ali ocorrentes. Alguns estarão sentindo-se bem, outros mais ou menos, outros tantos acharão o ambiente "carregado".

Sintonia.

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Antonio Renato em 16 de Fevereiro de 2013, 23:03
Meu nobre(nobre na alma)irmão Marco,eu não vou fica rebatendo até me convencer deste
meu questionamento,o que você deu como resposta já me é bastante,pois a questão maior
está na"SINTONIA",mesmo que eu sinta repulsa de imediato em se tratando de um ambiente
denso e pesado,está na minha livre escolha de continuar ou não em sintonia,faz sentido para
mim.
Fique na paz.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 16 de Fevereiro de 2013, 23:44
Meu nobre(nobre na alma)irmão Marco,eu não vou fica rebatendo até me convencer deste
meu questionamento,o que você deu como resposta já me é bastante,pois a questão maior
está na"SINTONIA",mesmo que eu sinta repulsa de imediato em se tratando de um ambiente
denso e pesado,está na minha livre escolha de continuar ou não em sintonia,faz sentido para
mim.
Fique na paz.


Caro amigo,

De mim para comigo, posso afirmar: não conheço uma só pessoa que não tenha seus senões, suas trincas, enfim, as famosas "entradas", vibrações a partir das quais os padrões mais densos encontram meio de propagação e ressonância...

Cada um de nós vivencia suas experiências em meio a acertos e desacertos. Mesmo em relação aos desacertos, bastas vezes o abandonamos mas não tiramos completamente os pensamentos que insistem em ecoar-nos à alma.

Eu, meu caro, costumo dizer que "ainda tenho rabo peludo e comprido"...  :D

Ainda não dominei o senso adrenalínico de reação quando meus calos são pisoteados...

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 17 de Fevereiro de 2013, 01:36

Uma mera ilustração...
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 17 de Fevereiro de 2013, 01:48

Mais uma...
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 17 de Fevereiro de 2013, 17:45

Orai e vigiai constitui a melhor defesa...
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Antonio Renato em 17 de Fevereiro de 2013, 19:03
Sim meu nobre(nobre na alma)amigo,devemos está sempre com bons pensamento,e esses
nos fortalece,se necessário devemos orar quando um pensamento contrario possa interfe-
-rir,e consequentemente nos desequilibrar.Orai e vigiai sem sessar,é assim o bom proceder.
Fique na paz.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 17 de Fevereiro de 2013, 19:08
.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 17 de Fevereiro de 2013, 19:25
.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Kazaoka em 22 de Fevereiro de 2013, 02:25
Equilíbrio!
Esta a chave para que o "Orai e vigiai" tenha seu valor nas vicissitudes que são normais para nós, Espíritos que vivemos em um mundo de provas e expiações.
Os percalços do mundo são as oportunidades para que exercitemos nossas virtudes latentes. Sempre que orarmos devemos pedir a Deus que antes de nos eximir da prova necessária, que Ele nos conceda a assistência bendita para que consigamos nos mantermos espiritualmente equilibrados para sabermos discernir entre o erro e o acerto e assim aplicarmos ações justas fruto da razão.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 22 de Fevereiro de 2013, 03:28
O Universo, e é a Física quem o assevera firmemente, é um imenso oceano de vibrações. É um todo de manifestações ondulatórias que vêm e vão, cruzando-se, interagindo, literalmente convivendo em meio ao corpo universal de que, afinal, elas próprias são elementos estruturais.
Um espiritualista, independentemente de sua religião ou ausência de religião, bem sabe que as vibrações nos circundam, trespassam, conosco ressoam. Nem sempre tal interatividade resulta favorável ao nosso equilíbrio geral. Pessoas sensíveis sentem-se mau tão-só ao adentrarem determinados ambientes, muitas vezes de insuspeitada nocividade. Há também sensitivos que se revigoram ao convívio daqueles cuja alma vibra em paz, espargindo harmonia.
Já as pessoas bem menos sensíveis, aquelas imersas integralmente no padrão denso das vibrações mais graves, terminam percebendo que têm algo diferente da maioria. São os que não sentem nada ruim em ambiente algum, mesmo que outros apontem aquele local como desagradável ou até insuportável.
A grande maioria de nós está no meio-termos entre os muito sensíveis e os quase insensíveis. Não cabe aqui nenhuma crítica, é bom que se esclareça. Pessoas isentas de sensibilidade às vibrações baixas de um local, ou de alguém, nem por isso serão necessariamente menos evoluídas no geral. Da mesma forma, pessoas com grande sensibilidade nem sempre cultuarão o requinte de uma conduta moralmente elevada.
O que se pretende discutir, nessas parcas linhas, é a dificuldade que temos de identificar o que há de influência imaterial em uma dada situação perturbadora que o homem experimente.
A magia dos verbetes técnicos da psiquiatria ou da psicologia não nos esclarece, com seus diagnósticos emoldurados de cientificismo, a essência dos males que perturba o ser, seja no estamento da mera perturbação, seja na desestruturação de sua personalidade. Mas ainda que nos mantivéssemos nos muros da ortodoxia catedrática, no mínimo teríamos o desconforto dos depósitos de psicopatas que se arrastam ou divagam em manicômios. Rótulos de diagnose e tratamento inúmeras vezes são quimeras sofisticadas incapazes de levar àquelas almas qualquer lenitivo.
Nos anais da neurologia bastas patologias deixam assente que o cérebro sofre ataques ou degeneração, o que comprova a efetiva existência de desarranjos essencialmente materiais para os males do tipo a que nos atemos aqui.
Existem psicopatas sem nenhum dano no cérebro. Existem infelizes que perdem a noção de si mesmos por degeneração das células cerebrais.
A coisa toda se complica ainda mais se considerarmos que, num ou noutro caso, pode ou não haver a influência de causas espirituais. Como em tudo na vida, não podemos utilizar a sedução reducionista de taxar as perturbações como "sempre espirituais". Quase ninguém ignora que o estresse pode levar à deterioração tanto física como emocional. Basta que o homem enfrente um ambiente hostil por tempo suficiente, tendo que se adaptar continuamente à hostilidade percebida, dia após dia, para que seu sistema imunológico baixe, sua auto-estima regrida, numa sucessão fenomênica que poderá levá-lo a um colapso, quiçá fatal. Se estivesse na vida selvagem, fugiria ou lutaria pela sobrevivência. Mas no mundo civilizado, no interior de um escritório de trabalho com extremos de competitividade e, por isso mesmo, quase sempre sob muita agressividade, o ser tem que ambientar os impulsos no teatro da vida.
Existem, pois, perturbações essencialmente psicogênicas.
Nessas fases de desequilíbrio emocional o homem, salvo poucas exceções, não costuma cultivar os melhores pensamentos acerca de tudo à sua volta. Abre todas as comportas da irascibilidade no recôndito de sua mente, insciente de que nada é mais ilusório do que a privacidade de um pensamento.
É nessas oportunidades que fica mais vulnerável à influência de outras ondas mentais de igual teor. Quando o padrão vibratório assume oitavas mais graves, agitando-se nessa seara de ondulações energéticas, recebe por ressonância o aditamento dos harmônicos com que se irmana. O diapasão da alma vibra por si e se realimenta com a vibração semelhante que lhe chega em harmonização. Cada um recebe o que cultua. Cada homem se afina com os pensamentos que merece.
Portanto, mesmo as perturbações essencialmente psicogênicas são, no mínimo, um campo muito fértil para a erva daninha da perturbação espiritual.
Muitas vezes ficamos sem saber o que fazer quando a bênção da medicina tradicional não resulta eficaz e nos frustra o ideal de cura. Mesmo os espiritualistas convictos, com os quais formo, sofrem intensamente a dor de conhecer a causa subjacente a todo e qualquer mal: a incúria.
O grande pecado que cometemos contra nós mesmos é a incúria, a ausência do "orai e vigiai". Se o erro é a falsa noção da realidade e o pecado é a noção do caráter ilícito da atitude que tomamos, a iniqüidade é a contumácia no cometimento dos pecados.
Pecamos, e muito, em pensamento.
Quem não tem os seus pensamentos inconfessáveis?
Cultivamos a iniqüidade que nos aprisiona nos limites de nossa incúria. Recebemos os harmônicos dos tons perturbados que conosco se afinam. E o pior de tudo: colaboramos para que outrem recebam os nossos harmônicos de dor e desatino.
É hora de nos ajustarmos. Tarda. Somos integralmente responsáveis por tudo o que fazemos ou deixamos de fazer. Somos integralmente responsáveis por cada nesga de pensamento que lançamos no seio da Criação.


Assim já me pus alhures - http://esoestudos.blogspot.com.br/2009/05/nossa-iniquidade.html
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Antonio Renato em 22 de Fevereiro de 2013, 11:43
Meus irmãos.Concordando com o nosso irmão Marco,vivemos nesse nosso mundo material
com as vicissitudes e todas as dificuldades que a vida nos oferece,e ainda mais sofrendo
influências do mundo espiritual,pois é dele que o espírito que anima o nosso corpo está
ligado.Querendo ou não sofremos interferências pois somos na verdade uma antena que
capta todas as ondas,seja elas boas ou más.Mesmo sendo matéria,vivemos envoltos em
um campo de energias,podemos dizer que este campo seja a nossa áurea,e quando ela
está enfraquecida,sofremos com a interferência das ondas más,pois diferente das boas
que se somam a energia do nosso campo vibratório,elas tendem a nos destruir por assim
dizer.Sendo a nossa mente principal responsável por esta captação,se faz necessário
estarmos sempre em estado de alerta,e nada melhor para nos manter atentos do que a
constante oração.Portanto meus irmãos,"orai e vigiai sem sessar"
Fiquem na paz.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Marcos W. Silva em 22 de Fevereiro de 2013, 16:42
O Orai e vigiai serve sempre e a todos.

Recordemos Pedro; "...tu és O Cristo, o filho do Deus vivo!...", e respondendo-lhe Jesus; " Bem aventurado és, Simão Pedro..." O momento da vigilância mental é sublime...

Já em outra circunstância o Mestre narrava os padecimentos vindouros, sobre sua prisão e morte, e Pedro, o mesmo Que havia dado a resposta inesquecível, ...saiu com esta pérola; "...Deus tal não permita senhor, não sucederá isso...", no que respondeu-lhe Jesus; "Retira-te de mim satanás, tu me serve de escândalo..." O momento da invigilância propicia a queda.

Abracos.

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Mourarego em 22 de Fevereiro de 2013, 16:47
Bem lembrado e explicado mano Marcão!
Abraços,
Moura
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Antonio Renato em 24 de Fevereiro de 2013, 20:08
Meu irmãos.Vivemos em um mundo moderno,dito globolizado em que o movimento frenético
dos acontecimentos,tira do homem a atenção para as coisas mais simples que ele deve ter,
pois em um mundo competitivo,busca-se melhor posicionamento para se está a altura desse
movimento.Cada vez mais é exigido do homem melhor qualificação,seja técnica profissional
ou de nível intelectual para fazer face as modernidades e delas usufrui bem.Pois sendo uma
melhor qualidade de vida a sua meta neste mundo material,ele é obrigado a aceitar essas
exigências.O mundo na sua caminhada para o progresso,teve muitas conquistas no campo
material,mas o mesmo não aconteceu no campo espiritual,pois o progresso moral não
acompanhou o mesmo ritmo,e deste o homem necessita muito mais na sua caminhada evolu-
-tiva.Tomando como base a época em que Jesus viveu,e dele veio muitos ensinamentos para
o progresso moral,muitos que atentaram para estes ensinamentos,sabem bem que todos 
eles estão sujeitos a obediência e o exercício das leis de Deus.Vivemos em um mundo em que
as tentações são muitas,e elas certamente nos levam a desobediência dessas leis.Para que
possamos seguir na nossa caminhada evolutiva sem desobedece-las,contamos com um me-
-canismo de defesa,que é a oração,e essa deve ser constante.Portanto meus irmão,orai e
vigiai sem sessar.
Fiquem na paz.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Marcos W. Silva em 24 de Fevereiro de 2013, 22:57
O que disse é verdade amigo Antonio, e complementando, as tais tentacões só funcionam conosco devido a inseguranca que temos ainda em relacão a seguir o caminho do bem.

Depois que superamos algo que funciona como tentacão hoje, e amanhã não o será mais, preparemo-nos para outros tipos de "tentacão". Daí o muito apropriado dizer de alguns; "neste erro não caio mais".

Mas, sem dúvida, sempre haverá um novo patamar, um novo degrau para evoluir, sendo assim, cabe comemorar cada tentacão que se enfraquece em nós, passando a ser simples acontecimento que não mais nos importuna.

Por exemplo, quando o apóstolo quis afrouxar os liames de sofrimento aos quais Jesus deveria passar; "...Deus tal não permita senhor, não sucederá isso...", Jesus poderia ter se sentido tentado a recuar ante o testemunho, mas... não se tratava mais de uma tentacão, e sim de algo já superado pra ele daí o dizer; "Retira-te de mim satanás, tu me serve de escândalo...", quem sabe, um dia, também diremos o retira-te de mim satanás das tentacões...

Abracos.




Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 27 de Fevereiro de 2013, 11:25


Um aspecto também relevante do "orai e vigiai" é a "atitude de prece". Como sabemos, orar não implica necessariamente na adoção de um texto, por mais poético e bem escrito que seja, para o fim de elevarmos nosso pensamento. Cada qual ora conforme seu próprio modo, com suas palavras, bastando que haja sinceridade e que a prece seja, como se diz, sentida.

Mas, ainda um pouco mais, devemos assumir uma "atitude de prece".

No dia-a-dia, em meio à azáfama da vida comum, no trânsito, no trabalho, podemos e devemos manter nossa "atitude de prece".

Não há necessidade de buscarmos a própria santificação com toda sorte de restrições, como se tudo fosse mundano e devêssemos renegar tudo o que nos traga prazer. Mas é imperativo que nos mantenhamos atentos às demandas corriqueiras pelo instinto de conservação, aquelas pequenas coisas do dia-a-dia que nos chegam como agressões e que, assim, nos trazem irritação crescente ao longo do dia.

Como dizem os chineses, tropeçamos nas pequenas pedras, já que as grandes logo vemos. Pequenas irritações no trânsito, com os colegas de trabalho, com o computador, com a lentidão da rede acesso aos dados, com o cliente que nos chama nos momentos mais inadequados, enfim, com as coisas comezinhas da vida, costumam se agregar como um aquecimento no peito, uma gastrite, ou, ao menos, com a destruição de nosso bom humor.

A própria vida nos traz estímulos típicos de um obsessor ferrenho.

Não precisamos, pois, achar que tudo o que nos desagrada é fruto de um desencarnado vingativo, um inimigo do passado, ou de algum sofredor em busca de sintonia seja com quem for...

No entanto, saibamos que as irritações da luta diária podem, sim, nos abrir chagas no equilíbrio fisiológico e também espiritual.

Enfim... Quanto mais nos conscientizemos de que realmente não vale a pena deixarmos que as coisas do dia-a-dia nos irrite, menos vulneráveis ficaremos aos efeitos danosos tanto no físico como no espírito.

Os que seguem a doutrina Seicho-No-Ie têm um ensinamento curioso e que, segundo eles, costuma ser eficaz depois de algum tempo. Agradeça, agradeça por tudo o tempo todo... Mesmo se der uma topada dolorosa no degrau da escada, agradeça. Claro que estamos falando de um agradecimento mental. Não diga "valeu, muito obrigado" para a escada, mas pense apenas no conteúdo de uma gratidão. É que esse tipo de postura mental tem uma grande eficácia na recuperação do equilíbrio, esse nosso tão desejado equilíbrio, requisito fundamental para a serenidade.

É uma forma de manter uma atitude de prece, um comportamento de constante "orai e vigiai".

É um modo de manter um padrão de vibrações menos densas, interagindo fluidicamente de forma mais saudável, tanto para conosco mesmos como para com todos à nossa volta.

Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Antonio Renato em 27 de Fevereiro de 2013, 14:05
Meu nobre(nobre na alma)irmão Marco.Há de se concordar com as suas colocações,e dizer em
concordância que não são palavras bonitas contidas em uma prece  já escrita,que vá alcançar  o verdadeiro objetivo que é Deus nosso pai.Basta-nos humildemente dizer com fé palavras que saiam de dentro do nosso ser,tipo:Deus meu pai,sabes das minhas necessidades e das minhas fraquezas,daí-me força neste momento para superar mais essa dificuldade.Acredito que assim seja mais objetiva as palavras para se alcançar essa ajuda.Muito embora seja a prece uma ação para agradecimento,ela também se faz necessária nos momentos de enfraquecimento da
nossa fé.Assim eu penso.
Fique na paz.
Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: EsoEstudos em 27 de Fevereiro de 2013, 23:31

ORAI e VIGIAI

De tudo o que já foi exposto no presente estudo, imagino, muito pouco haja mais para explanar no que concerne aos efeitos fluídicos do “orai e vigiai”. O pensamento é a resultante de um fenômeno criador inerente à essência do Espírito. É um efeito desse atributo criador mas, de imediato, se torna a causa de miríades de outros efeitos no universo fluídico que circunda o indivíduo, espraiando-se para todos os confins enquanto vibração no meio etérico.

Somos antenas... Emanamos ondas o tempo todo e recebemos aquelas com as quais nos afinamos. A causalidade ganha aí importante efeito cosmoético, uma vez que uma vibração tem seu nível de maior intensidade na antena da qual é emitida. Assim, um pensamento representativo de um ideário elevado terá sua máxima amplitude de efeitos no próprio indivíduo que o emite; simetricamente, um pensamento ajustado com padrões de dor, ódio, luxúria, enfim, com características que denominamos más, terá também no indivíduo a sede de maior eficácia quando aos efeitos que dele decorrem.

Somos, pois, nós mesmos nossos maiores anjos e nossos piores demônios.

A mente agita-se como um cavalo chucro, ansioso por correr as vastas planícies de suas possibilidades. Não se importa para onde esteja indo, mas sim que seu cavalgar seja o mais intenso e livre possível. Cumpre-nos adestrar a mente nos objetivos mais elevados, condicionando o dispêndio de energia para fins cosmoéticos e de elevação na Lei do Progresso.

Quem quer que se dedique, vez por outra que seja, à tentativa de manter a mente focada em pensamentos salutares e edificantes compreenderá o porquê de estarmos ainda tão próximos da condição animal, chucros, como crianças que não dão conta de si diante de todo um universo de estímulos e seduções.

Um ensinamento como o “orai e vigiai”, tantas vezes considerado apenas en passant, como se fosse um mero detalhe num contexto, na verdade constitui a síntese de toda uma filosofia de vida para a aquisição dos valores magnos da alma.

Com o estudo das interações fluídicas entendemos que não se trata de uma abstrata valoração ética, senão da contraparte cosmoética de um imenso enredamento de leis universais de sintonia e causalidade. Por isso cada um sofrerá as conseqüências de si próprio: porque não há como evitar que os efeitos ocorram desde que o pensamento tenha sido emitido.

Ganha ainda mais valor um fenômeno também reputado muitas vezes como secundário nas discussões acerca do progresso. Trata-se da intercessão espiritual, o assim chamado “acréscimo de misericórdia”. Na verdade, o indivíduo que se vê em apuros, sofrendo determinados efeitos de seu padrão de pensamentos, pode chegar ao ponto de volver os olhos para os valores que traz em si como divinos. O sujeito, então, se põe a orar, seja como for, com palavras ou sem elas, pedindo de forma sincera o concurso de quem quer que seja. Equivale a dizer que passa a vibrar num padrão diferente, de modo que se habilita a receber um eventual socorro. A cada um conforme o seu mérito.

Finalmente, se aclara também o porquê da beleza ser um atributo do progresso. Refiro-me à beleza filosoficamente considerada, a harmonia inclusive da forma como efeito de cada pensamento elevado.

A Obra do Criador é perfeita em seu funcionamento. As engrenagens estão todas conectadas de modo harmônico e tudo funciona incondicionalmente sob a regência de Deus.




Quero agradecer muito a todos os amigos que participaram, seja postando, seja apenas lendo. É o segundo estudo mensal que pude organizar, pelo que não me furto a manifestar minha sincera gratidão também à Administração.

O estudo é um caminho árido porém empolgante. A cada milímetro de compreensão acerca das coisas do espírito, um metro de responsabilidade nos é doado para nosso aperfeiçoamento.

A todos o meu sincero carinho!!!

EsoEstudos - Marco Aurélio Leite da Silva

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Título: Re: Orai e Vigiai - aspectos fluídicos
Enviado por: Antonio Renato em 28 de Fevereiro de 2013, 00:13
É isso aí meu irmão de caminhada,Foi bom participar deste estudo mensal.Orai e vigiai,como
você nos colocou, é verdadeiro o sentido dado a prece,embora que se possa pensar em que
seja tão somente um alento nas horas de sofrimento e dor,tem um sentido muito maior no crescimento e fortalecimento do nosso interior.Quando recorremos a prece,nos aproximamos
de Deus,sentimo-nos fortalecidos para enfrentar as adversidades que esta vida material nos
impõe,encorajados e agradecidos ao pai,seguimos firmes na nossa caminhada evolutiva,e em
 concordância também com você.A cada milimetro de compreensão das coisas do espírito,re-
-presenta um metro de responsabilidade que nos é doado,as quais não podemos fugir.
Fique na paz,e que Deus na sua infinita grandeza nos abençoe sempre.