Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: rwer em 02 de Novembro de 2014, 20:49

Título: Mundo espiritual objetivo e palpável 🔵
Enviado por: rwer em 02 de Novembro de 2014, 20:49
vida no mundo espiritual, matéria astral, livros mediúnicos sobre colônias espirituais, cidades espirituais, ambiente astral, tangibilidade dos espíritos

Mundo espiritual objetivo e palpável

Estudo memorável da vida tangível após a morte, segundo os

livros mediúnicos novecentistas



Alô, amiguinhos,

Vamos começar um Estudo Mensal sobre a vida objetiva após a morte. Antes de escrever aqui, veja o vídeo e leia o regulamento do Estudo.

Estudo Mensal Mundo Espiritual Objetivo e Palpável (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PW5pS0dYZzBQTGRBJmFtcDtsaXN0PVVVS2FhaG5TU2hBNXdEVmdoOWJaMWdldyN3cw==)



Bem, após ver o vídeo você já pôde entender bastante do objetivo deste trabalho.

Tudo o que escrever aqui deve estar citando ou referindo algum livro mediúnico novecentista ou posterior sobre a vida palpável dos espíritos. Ambientes, clima, corpos, sensação de frio ou calor, edificações, roupas, alimentos, necessidades fisiológicas e banheiros, fenômenos naturais...

(Novecentista: que surgiu nos anos 1900)



Como posso participar?

Basicamente, de duas formas:

Citando trecho de um livro mediúnico novecentista ou posterior que relata a vida objetiva e palpável no Além, e, claro, deixando seu comentário e suas impressões.

Referindo uma passagem de livro mediúnico novecentista ou atual, sem o citar textualmente (mas informando o título e o autor, no mínimo), desde que se lembre razoavelmente do que ele trata. Também precisa escrever sobre suas impressões.

Exemplos:

Citação:

Citar
Nosso Lar, André Luiz, Chico Xavier, Feb

Cap. 28 – Em serviço

(...)E descortinou-se campo enorme de providências. Enquanto cinco servidores operavam em companhia de Narcisa, preparando roupa adequada e petrechos de enfermagem, eu e Tobias movíamos pesado material no Pavilhão 7 e na Câmara 33.(...)
Comentário: O autor deixa claro tratar-se de um ambiente objetivo, palpável. Nessas poucas palavras podemos ver: roupas preparadas por terceiros, instrumentos adequados, força gravitacional. Embora a cena tenha ocorrido nos subterrâneos profundos da cidade, local mais propício aos recém-chegados do astral inferior, não difere muito de cenas em ambiente mais sutil, narradas por André no mesmo livro.





Referência:

Em Leon Tolstói por ele mesmo, da médium Célia Xavier de Camargo, o autor explica que o perispírito permanece tendo as sensações fisiológicas  de todo ser humano. Continuamos sentindo frio, calor, fome e sede.

Comentário: Já vi isso em diversos outros livros mediúnicos. O próprio André Luiz afirma ter chegado ao Umbral com todas as necessidades do corpo.



Poderão ser citados e comentados alguns livros do século atual, como acabei de fazer acima. ;) Não insira vídeos nem slides.

Bom estudo pra todos!

(https://assets0.ello.co/uploads/asset/attachment/8674668/ello-optimized-cf491489.jpg)
Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: EsoEstudos em 03 de Novembro de 2014, 22:59
(Mecanismos da Mediunidade - André Luiz  – Pág. 42 – grifei)


A indução do pensamento, bem como a ressonância de mentes sintonizadas, leva, também, a outro campo de fenômenos muito importantes no estudo comparado do Espiritismo: as formas-pensamento. Como já vimos, trata-se da capacidade de modelagem dos fluidos, já bem descrita nos textos de Kardec.Merece ser acrescido, agora mais pertinentemente à ressonância, que o pensamento modela fluidos, induz pensamentos de semelhante natureza e, por ressonância, reafirma-se no contexto de outras mentes inclusive na modelagem de fluidos. Assim, o pensamento modela fluidos em consonância com outros pensamentos, que passam a colaborar na modelagem conjunta desses fluidos. Várias mentes passam a compor formas-pensamento conjuntamente, mesmo que não tenham a intenção ou mesmo consciência disso.Emitindo uma idéia, passamos a refletir as que se lhe assemelham, idéia essa que para logo se corporifica, com intensidade correspondente à nossa insistência em sustentá-la, mantendo-nos, assim, espontaneamente em comunicação com todos os que nos esposem o modo de sentir.É nessa projeção de forças, a determinarem o compulsório intercâmbio com todas as mentes encarnadas ou desencarnadas, que se nos movimenta o Espírito no mundo das formas-pensamentos, construções substanciais na esfera da alma, que nos liberam o passo ou no-lo escravizam, na pauta do bem ou do mal de nossa escolha. Isso acontece porque, à maneira do homem que constrói estradas para a sua própria expansão ou que talha algemas para si mesmo, a mente de cada um, pelas correntes de matéria mental que exterioriza, eleva-se a gradativa libertação no rumo dos planos superiores ou estaciona nos planos inferiores, como quem traça vasto labirinto aos próprios pés.




(Evolução em Dois Mundos - André Luiz  – Pág. 92 – grifei)


A fenomenologia de modelagem fluídica e construção conjunta de formas-pensamento constituem aspectos comuns na interação entre os seres, estejam na erraticidade, estejam encarnados.A partícula de pensamento, pois, como corpúsculo fluídico, tanto quanto o átomo, é uma unidade na essência, a subdividir-se, porém, em diversos tipos, conforme a quantidade, qualidade, comportamento e trajetórias dos componentes que a integram.E assim como o átomo é uma força viva e poderosa na própria contextura, passiva, entretanto, diante da inteligência que a mobiliza para o bem ou para o mal, a partícula de pensamento, embora viva e poderosa na composição em que se derrama do Espírito que a produz, é igualmente passiva perante o sentimento que lhe dá forma e natureza para o bem ou para o mal, convertendo-se, por acumulação, em fluído gravitante ou libertador, ácido ou balsâmico, doce ou amargo, alimentício ou esgotante, vivificador ou mortífero, segundo a força do sentimento que o tipifica e configura, nomeável, à falta de terminologia equivalente, como “raio da emoção” ou “raio do desejo”, força essa que lhe opera a diferenciação de massa e trajeto, impacto e estrutura.



COMENTÁRIO: Merece ser observado, apenas, que a idéia de ressonância abrange o mecanismo pelo qual o pensamento modela fluidos, induz pensamentos de semelhante natureza e reafirma-se no contexto de outras mentes inclusive na modelagem de fluidos. Assim, o pensamento modela fluidos em consonância com outros pensamentos, que passam a colaborar na modelagem conjunta desses fluidos --- conceito de egrégora. Várias mentes passam a compor formas-pensamento conjuntamente, mesmo que não tenham a intenção ou mesmo consciência disso. Assim ambientes mais ou menos harmônicos, menos ou mais perturbados, enovelam-se em torno dos que comungam de um mesmo tom fundamental de sua vida mental.



Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: EsoEstudos em 03 de Novembro de 2014, 23:06

(Devassando o Invisível- Yvonne A. Pereira)

Foi uma dessas falanges estranhas, surpreendentes, extravagantes, que nosso instrutor espiritual Charles nos levou a conhecer e examinar durante certo desprendimento sob a ação letárgica na noite de 18 de março de 1958.

Eu me vi rodeada de seres disformes, extravagantes, feios, grotescos, repulsivos. Davam saltos altíssimos como se fossem acrobatas, cabriolavam, faziam piruetas de todos os modos, caminhavam sobre as mãos, com os pés voltados para cima, quais palhaços no picadeiro de um circo de diversões. Riam-se às gargalhadas, puxavam-se os respectivos cabelos, aos berros, cuspiam-se reciprocamente, quais moleques que brigassem. Vestiam-se grotescamente como carnavalescos fantasiados. Dançavam desagradavelmente com ares de provocação, mostrando na fisionomia trejeitos e esgares. Acreditamos mesmo que tais falanges influenciam, durante o carnaval, os incautos que se deixam arrastar pelas paixões de Momo, impelindo-os a excessos lamentáveis, comuns por essa época do ano, e, através dos quais, eles próprios se locupletam de todos os gozos e desmandos materiais, valendo-se das vibrações viciadas e contaminadas dos adeptos de Momo, aos quais se agarram.


Mostrava-se uma dessas criaturas excessivamente alta, roliça, qual tronco de árvore. De certa altura, saíam os braços, que mais pareciam longas tiras de cipó, e que se moviam em reviravoltas, como os tentáculos de um polvo, distribuindo chicotadas em torno de si. Do corpo roliço desciam, então, as pernas, varas finíssimas, com enormes sapatos pretos, quais pequenas canoas. Os traços fisionômicos eram desenhados quase no ápice do rolo, isto é, do inacreditável corpo.  Não havia pescoço e ombros e nem roupas, mas o chapéu lá estava, completando a monstruosidade. Essa horrível entidade se fazia acompanhar de outra que se diria o seu contraste, excessivamente pequena, rotunda, com um rosto de dimensões desproporcionadas para o tamanho do corpo, faces gordíssimas, como se o infeliz vivesse eternamente soprando alguma coisa, chapéu com abas enormes, botas, esporas e chicote, tudo desconforme e impressionante pela fealdade e desarmonia. Dentre as duas não se saberia qual a mais desagradável e chocante, mas é certo que tais arremedos humanos causavam mal-estar insuportável, não tanto pela grosseria da forma, mas pelas influências nocivas que suas mentes, desajustadas da harmonia da Criação, deixavam irradiar.


Outra entidade do grupo que acabamos de descrever, medindo cerca de um metro e meio de altura, usando sapatos grotescos, muito grandes, calçados em pés trocados, um paletó demasiadamente grande para o volume do corpo, mostrava a particularidade de bigodes tão extensos que se arrastavam pelo chão, até uma distância de aproximadamente três ou quatro metros. Ela os exibia provocantemente, qual palhaço, soprando-os de quando em vez, e aquela ridícula metragem de bigodes, então se levantava no ar, ondulante, para se enrolar depois, tomando a posição natural dos bigodes humanos. Não nos foi possível conter o riso diante desse infeliz mistificador, que nos afigurou mais leviano e cômico do que mau. Porém, incontinenti, Charles nos repreendeu e, segurando nossa mão, disse num murmúrio: _ Rir-se é aplaudir seus atos e, portanto, afinar-se com eles. Será necessário ao médium, como ao espírito, diante deles, o domínio de toda e qualquer impressão ou emoção.


Alguns outros pareciam aleijados, pois se mostravam com pernas e braços tortos, bocas retorcidas em esgares e carantonhas chocantes, olhar estrábico.


Charles explicitou: _ O períspirito é um corpo sutil, impressionável, registrando em suas potencialidades até as ondulações dos mais suaves pensamentos. Agindo sobre esse envoltório, o pensamento e a vontade farão dele o que desejarem, visto que o pensamento e a vontade criam, conservam e modificam, servindo-se das poderosas forças que lhe são naturais. Dedicadas ao exercício contínuo de tantas ações desarmoniosas, essas entidades tanto se fazem de feias e desagradáveis, deformando voluntariamente o períspirito no intuito de infelicitarem o próximo, mistificando-o até a obsessão através do pavor e da alucinação que infundem, que, depois, quando percebem a inconveniência de assim se deterem, porque prejudicam a si próprias, já não conseguem forças para se refazerem e voltarem ao natural. Não é em vão que se abusa das leis gerais da Criação, e, por isso mesmo, esses infelizes assim permanecerão, contundidos pela mente. E, tais como se encontram, serão encaminhados para a reencarnação.   




COMENTÁRIO: O trecho acima, originalmente mencionado alhures pelo amigo Psi, bem ilustra que a mente, como dizem os budistas, é mesmo implacável --- você pensa, você cria; você sente, você atrai; você acredita, você torna realidade.



Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: rwer em 03 de Novembro de 2014, 23:18
Citar
Flores de Maria
de Rosângela, médium Vera Marinzeck, Ed. Petit

Trecho do Cap. 8

(…) – Vocês, meninas, vão aprender como eu aprendi e aprendo. Agora vou ler um livro, e vocês devem se preparar para descansar, pois amanhã participarão de muitas atividades. Boa noite!

Fui higienizar-me, escovei meus dentes. Depois, olhei-os no espelho e vi que estavam sadios. Quando doente, pelos remédios fortes, meus dentinhos ficaram fracos, cariados e como dizia vovó: remendados. Voltei ao quarto correndo. (…)

– Isabel, meus dentes estão sadios! Veja! – abri bem a boca.

Isabel deu uma olhada, sorriu e explicou:

– Seu corpo perispiritual é sadio, pois você não ficou com os reflexos da doença, que estava apenas no físico. Você tem dentes bonitos!

Fiquei com vontade de pular e cantar, mas não o fiz, sabia que devia respeitar o horário.(…)


A Rosângela tinha morrido aos quatorze. Passou seus últimos anos terrenos na cama, cada vez mais doente. Parece ter purgado todo o passado negativo naquela quase adolescência. Agora, seu corpo astral está liberto da pesada dívida. Ela vai viver sadia e bonita no educandário Flores de Maria.

Por ser novata, ainda come pra caramba. Precisa escovar os dentes e, claro, também terá de usar o banheiro para as necessidades corporais (Patrícia diz o mesmo em Violetas na Janela, André Luiz descreve uma sala de banho residencial em Nosso Lar).

Outro ponto interessante é o espelho. Sim, reflexo da imagem, tal como na Terra. Nada de olhar pro espelho e não se ver, tipo vampiro, rs.

Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: Joao Paulo Soares em 04 de Novembro de 2014, 17:17
Reencontro com a Vida - MANOEL PHILOMENO DE MIRANDA - Divaldo Franco 2006
LIVRARIA ESPÍRITA ALVORADA EDITORA

Espairecimentos espirituais

(...)
"Além das reuniões nos ninhos domésticos ou nas instalações coletivas onde são evocados os acontecimentos pretéritos com vista à superação, se negativos, ou à ampliação de recursos iluminativos, quando felizes, as conversações são pródigas em planos para os reencontros futuros e projetos de auxílio que se estendem abençoados, direcionados aos afetos que ficaram na retaguarda carnal.

Ademais, a convivência fraternal e afetuosa propicia excelentes roteiros para o engrandecimento das aptidões morais e culturais, que deverão ser desdobradas quando
de futuras experiências na Terra.

Simultaneamente, multiplicam-se estâncias e recantos de invulgar estesia, favorecendo a inspiração para os cometimentos, nos quais as reminiscências restaurarão as alegrias e a coragem, quando a rudeza das provas e a exaustão dos sentidos parecerem conspirar contra o sucesso dos compromissos. Recuperarão as forças e fomentarão o entusiasmo para que não haja desfalecimento ou abandono de tarefas.

Em áreas ajardinadas com vegetação exuberante e desconhecida no Orbe terrestre, que aromatizam a brisa com a explosão magnificente de flores, ocorrem espetáculos de arte
sob as mais variadas expressões.

O teatro e as transmissões de deslumbrantes ocorrências em outros planos mais elevados, superam a televisão e a comunicação virtual conhecidas, porque as personagens assumem o aspecto real, tridimensional e não plano conforme no mundo fisico e sem a necessidade de qualquer equipamento óptico, facultando, de alguma forma, que os espectadores sintam-se também participantes das ocorrências.
Tanto são apresentadas em páginas vivas os fastos da História da Humanidade, como as mais nobres obras da dramaturgia conhecida no planeta, acrescentadas da contribuição de experiências mais elevadas e inspiradoras, que foram a fonte inicial onde os seus autores hauriram as informações para elaborá-las.

A música sublime, além de cantar na atmosfera, assume excelsa beleza, quando executada por especialistas hábeis e seus delicados instrumentos, que conseguem arrancar melodias transcendentes da Natureza, penetram o ádito dos ouvintes deslumbrados, que jamais as esquecerão. Não apenas vibra em sons harmoniosos como se expressa em cores de dificil definição que resultam das vibrações de que se constituem.

A dança materializa nos palcos luminosos e evocativos dos anfiteatros greco-romanos, acontecimentos espirituais que na Terra foram concebidos como criados por gênios, fadas, mitos, narrando a epopéia e a glória da vitória da vida sobre todas as vicissitudes e do amor pairando sobranceiro em todas as conquistas do pensamento.

Conferências de conteúdos complexos e inabituais, profundos e caracterizados pela realidade em forma de sabedoria, apresentadas por expositores de outras esferas encantam e iluminam a inteligência sem entorpecerem o sentimento.

O contato e o diálogo com os Mensageiros da Luz, que seguirão à Terra para promover-lhe o progresso cultural, social, tecnológico, artístico e moral facultam alegrias inefáveis.
Experiências em desdobramento são apresentadas aos interessados em crescimento interior, sempre objetivando a sublimação da criatura na sua incessante busca do Criador.

Programas de engrandecimento moral e espiritual em forma de recreação para a mente e sua educação, para os hábitos e sua modificação para melhor, desdobram-se continuamente, ensejando crescimento pessoal enquanto se estabelecem novos roteiros
de renovação psíquica e emocional sempre com vistas à plenitude.

Os espairecimentos não cansam, produzindo tédio, quando passam, ou saudade após fruídos, porque se incorporam ao espírito, vitalizando-o com energias especiais que lhe
dão alegria e facultam permanente bem-estar."



A ideia é mostrar, através desta parte do livro, Reencontro com a Vida, de Manuel P. de Miranda, psicografado por Divaldo, que no mundo espiritual, teremos como algo bem objectivo e palpável, nos nossos tempos livres, como reuniões fora das nossas habitações, estâncias para "meditação" e projectos futuros, jardins indescritiveis para exposição das mais variadas artes, teatro e transmissões tridimensais, músicos em perfomance, espectaculos de dança em palcos, conferências variadas por expositores de outras esferas, programas recreativos para o crescimento pessoal.
Resumindo, esta descrição, apenas referente aos tempos livres dos espiritos, pois no livro, existe mais descrições, mas preferi o relato sobre os tempos livres, mostrando um outro lado no mundo espiritual.

Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: rwer em 04 de Novembro de 2014, 22:16
Dica: ao fazer uma citação textual, ponha sempre o nome do livro e do autor no início. Então, quem quiser ler já saberá que o texto não é da gente, mas de um livro.



No recente Um novo recomeço (Antônio Carlos, médium Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, Lúmen Editorial), há muitos episódios que esclarecem sobre a desencarnação não assistida. Ou aparentemente não assistida. Eis o meu entendimento de algumas cenas do livro, principalmente no Capítulo 11.

Situação: Nélson desencarnou ali pelos 60, acho. Tinha sido um empresário rico. Com sua esposa, tivera três filhos, agora adultos. Morto, ficou aqui pela Terra mesmo, em sua casa. Sentia fome e sorvia energia das refeições de sua esposa e uma empregada (“sua” é força de expressão. Morreu, todos viram “ex”.)

Pois o Nélson fez estranha amizade com um rapaz chamado André Luiz. André tinha sido filho de espíritas. Depois de desencarnar, tinha até vivido entre os trabalhadores do Bem. Mas não aguentou. Trabalho e estudo não eram o seu forte. Gostava de viver vagando, dono do próprio nariz. Ao seu jeito, André ia ajudando as pessoas sem se submeter às disciplinas coloniais, rs. Aprendeu a voar e a controlar sensações como frio e calor. Ia ao Umbral, voltava pra Terra. Vivia por aí…

Num dia chuvoso e trovejante, Nélson começou a sentir o maior frio. Abrigou-se no interior da casa. Sua esposa e a empregada viam TV. Ele teve uma noite difícil. O frio mal o deixava dormir. De manhã, tentou aquecer-se junto à empregada e com o vapor do café. A moça sentiu “um frio estranho” e comentou com sua colega, a outra serviçal da casa. Ele foi lá fora tentar se esquentar ao sol. Mas estava ventando e ele se abrigou na varanda envidraçada. Sentiu um calorzinho e dormiu.




Você já viu que não é só morrer e dizer bye bye pras sensações. Ninguém “vira” espírito ao deixar a carne física. “Espírito” é o nome que se dá a quem vive no Além. É tradição antiga e foi aproveitada também pelo Espiritismo. Segundo os livros novecentistas, temos um corpo completo que veio com a gente e com a gente partirá: corpo astral, perispírito.

Assim como temos de aprender a controlar o corpo físico, desde o nascimento, também é preciso, digamos, reaprender a viver em nosso corpo original, perispiritual.

André, o amigo de Nélson, já sabe dominar as sensações astrais, principalmente as que se assemelham às físicas.

Na Terra, existem algumas pessoas disciplinadas em ciências meditativas, iogues ou não, que controlam suas sensações físicas. Dominam o calor e o frio, além dos que conseguem controlar até o batimento cardíaco.

Portanto, nada de tão fantástico no relato de Antônio Carlos sobre a nova vida de Nélson e seu amigo André.
Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: rwer em 07 de Novembro de 2014, 00:29
Citar
A vida além da sepultura
de Ramatis/Atanagildo, médium Hercílio Maes, Editora do Conhecimento


..."a vida, aqui, é singularmente mais tangível ou real do que na matéria terrestre"...

Trecho do Cap. 4

Noções preliminares sobre o Além

(…)
Pergunta: – Essas diferenças da vida, verificadas pelos recém-desencarnados, distanciam-se completamente das nossas concepções na vida terrena?
 
Atanagildo: – As diferenças são bem notáveis quando avaliamos o mundo astral exclusivamente pelo seu panorama exterior, algo semelhante ao cenário terreno, ou então sob o nosso julgamento espiritual exclusivo. É preciso que não vos esqueçais de que estou dando minha opinião, que pode não ser a mais exata e que se baseia na minha visão espiritual, através daquilo que me é simpático e que suponho ser o mais certo. (…)

Pergunta: – Embora existam essas semelhanças com a Terra, como poderemos ter uma ideia aproximada da superioridade do mundo astral sobre o nosso mundo físico?

Atanagildo: – Em confronto com a matéria que constitui o panorama do mundo terreno, a substância astral que compõe a vida em nossa esfera oferece sempre particularidades avançadas e bastante diferentes, quer quanto à sua aplicação e tratamento, quer devido à sua mobilidade para conservação das coisas. No mundo astral, são os pensamentos dos seus habitantes o que mais fortemente atua nas suas criações; quanto mais elevadas forem essas regiões, no Além, tanto mais as forças mentais poderão operar com maior êxito e independência. À medida que se desce para o astral inferior, enfraquece-se a livre aplicação dessa energia produzida pela mente do espírito, e então, é preciso lançar mão de recursos e operações que muito se assemelham aos utilizados na Terra.

Pergunta: – Existe, em vosso plano, alguma espécie de atmosfera, que limite a visão das coisas, ou se trata de um panorama uniformemente sem limites?

Atanagildo: – Observo que as coisas existentes neste plano, quando vistas a longa distância, não ficam escurecidas ou ensombradas, tal como ocorre na Terra; pelo menos para mim, elas não se desfazem à visão longínqua nem se obscurecem. Outrossim, as flores não murcham, mesmo quando são cortadas pelas suas hastes, e os frutos não se tornam apodrecidos - como acontece na Terra - pois as árvores se perpetuam e só deixam de existir quando vigorosas inteligências superiores intervêm com a força do seu poder mental e então as modificam ou dissolvem, por conveniência do meio ou para finalidade educativa. Quando assim acontece, as espécies destruídas não ficam lançadas em monturos, nem tampouco atravancando os caminhos, à semelhança, do que sucede no mundo terráqueo, mas se desfazem na atmosfera astral, que age através do seu extraordinário magnetismo. A nossa visão astral, essa atmosfera se apresenta numa tonalidade de dourado claro, sobre fundo esbranquiçado; às vezes, deixa-se envolver por suaves matizes de cores desconhecidas dos seres terrenos. Quando ela banha as coisas e os seres, produz então um belíssimo efeito de iluminação!

Embora reconheça a dificuldade de me compreenderdes, quero esclarecer que a vida, aqui, é singularmente mais tangível ou real do que na matéria terrestre, devido à indescritível qualidade da substância astral, que a torna plástica, móvel e sutilíssima. O fenômeno, porém, não decorre propriamente dessa matéria, mas principalmente da nossa influência espiritual e sensibilidade aguçada, que faz o ambiente reagir ao menor cintilar do nosso pensamento!

Com o tempo, nós vamos nos acostumando a dirigir nossa mente e a disciplinar nossa emotividade excessiva, pois o meio que nos cerca bem se assemelha a um "écran" cinematográfico, que reflete toda a nossa atividade interior. O nosso sistema nervoso apresenta-se com tal acuidade que, às vezes, julgamo-nos portadores de um novo aparelhamento maravilhoso, cujo poder miraculoso nos tenha relacionado intimamente com as mais belas coisas criadas por Deus! Espantamo-nos muitíssimas vezes, nos primeiros dias, quando verificamos o assombroso poder da nossa vontade operando sobre a matéria astral e produzindo indescritíveis fenômenos, que plasmam à nossa visão exterior aquilo que supúnhamos irreal!


Atanagildo toca num detalhe instigante: o grau de tangibilidade ou realidade do ambiente espiritual.

A gente tende a classificar as coisas físicas como reais, e as do espírito como algo próximo da abstração.

Considerando que o mundo espiritual esteja vibratoriamente mais próximo de Deus do que o físico, é natural que ali tudo vibre com maior intensidade e seja mais verdadeiro. Desde algo provisório materializado pelo capricho de uma pessoa, até um fenômeno permanente criado por uma Potestade angelical em divina investidura.

Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: rwer em 08 de Novembro de 2014, 17:26
Dica: Nosso comentário à citação é indispensável. É o comentário que faz o estudo, não a simples colagem de texto literário.

Na passagem a seguir, vamos encontrar o então suicida Camilo, ao ser transportado para uma colônia hospitalar na região umbralina sobre Portugal.
(Espacejei em parágrafos, pra ficar mais leve.)

Citar
Memórias de um suicida
Camilo, médium Yvonne Pereira, Feb

Trecho do Capítulo I, Primeira Parte

O vale dos suicidas

(…)As macas, transportadas cuidadosamente, eram guardadas pelo cordão de isolamento já referido e abrigadas no interior de grandes veículos à feição de comboios, que acompanhavam a expedição.

Esses comboios, no entanto, apresentavam singularidade interessante, digna de relato. Em vez de apresentarem os vagões comuns às estradas de ferro, como os que conhecíamos, lembravam, antes, meio de transporte primitivo, pois se compunham de pequenas diligências atadas uma às outras e rodeadas de persianas muito espessas, o que impediria ao passageiro verificar os locais por onde deveria transitar.

Brancos, leves, como burilados em matérias específicas habilmente laqueadas, eram puxados por formosas parelhas de cavalos também brancos, nobres animais cuja extraordinária beleza e elegância incomum despertariam nossa atenção se estivéssemos em condições de algo notar para além das desgraças que nos mantinham absorvidos dentro de nosso âmbito pessoal. Dir-se-iam, porém, exemplares da mais alta raça normanda, vigorosos e inteligentes, as belas crinas ondulantes e graciosas enfeitando-lhes os altivos pescoços quais mantos de seda, níveos e finalmente franjados. Nos carros distinguia-se também o mesmo emblema azul-celeste e a legenda respeitável. (…)


Bem, o que a gente vê aqui? Macas, cordão de isolamento, grandes veículos, persianas espessas, parelhas de cavalos brancos, emblema e legenda.

Não parece que os cavalos voavam, levando o veículo com eles. Eram bichos normais, que gostam de trotar e galopar. Logo, gravitação e necessidade de aplicar alguma energia para transportar as pessoas. Pessoas pesadas, densas, que acabavam de encerrar a fase mais torturante do suicida após a morte.

Não importa se é a Patrícia aprendendo a volitar numa cidade espiritual bonita, ou se é o André Luiz correndo nas sombras. Tudo demanda consumo de energia. Ela aprendeu a viver da atmosfera, sem precisar comer nem dormir. Ele não fazia ideia da loucura de lugar em que fora jogado. Mas ambos precisavam de algum tipo de energia pra se locomover.

E os cavalos? Morreram na Terra, continuaram sua vidinha equina no Céu. O fato de estarem no Umbral deve ser irrelevante pros animais. Principalmente quando trabalham com nobres almas, a serviço do Senhor.

Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: rwer em 11 de Novembro de 2014, 01:14
Citar
Entre a Terra e o Céu André Luiz, Chico Xavier, Feb

Trechos do Cap. 8 Deliciosa excursão

(…) saímos para a noite.

Entrelaçando as mãos e conservando nossas irmãs no circuito fechado de nossas forças, empreendemos a formosa romagem.

Quem na Terra poderá imaginar as deliciosas sensações da alma livre?

Viajando com a rapidez do pensamento, avançamos à frente da sombra noturna, largando para trás o deslumbramento da aurora, em colorido e cantante dilúculo...

Atingindo formosa paisagem, banhada de suave luz, em que um parque imponente e acolhedor se distendia, fixei o semblante de nossas companheiras, que se mostravam extáticas e felizes. (…)

À medida que avançávamos, ondas de perfume acentuavam-se, em torno de nós, revigorando-nos as energias e induzindo-nos a respirar a longos sorvos.

Flores de contextura delicada pendiam abundantemente de árvores vigorosas, embalsamando as leves virações que sussurravam encantadoras melodias... (…)

Na paisagem banhada de luz, experimentei mais alta veneração pela Natureza, que, em todas as esferas, é sempre um livro revelador da Eterna Sabedoria...

Nossas irmãs, tocadas por júbilo inexprimível, afiguravam-se-me formosas madonas de sonho, repentinamente vivificadas, diante de nós. (…)

Bandos de aves mansas pousavam na ramaria que brilhava não longe de nós.

O Sol apresentava perceptíveis raios diferentes, até agora desconhecidos à apreciação comum na Terra, provocando indefiníveis combinações de cor e luz.

Por abençoada e colorida colmeia de amor, harmonioso casario surgiu ao nosso olhar.

Centenas de gárrulas crianças brincavam entre fontes e flores de maravilhoso jardim.

E isso foi descrito por um cientista, o médico André Luiz.

Toda a Natureza é expressão da vida, e a vida existe em múltiplos graus de consciência. Essas consciências grupais ou individuais precisam se expressar. A manifestação ocorre por meio da energia e da matéria, em qualquer plano.

Na Terra, parece funcionar no automático, pela reprodução natural. Mal sabe a gente do que realmente ocorre, mas os espíritos nos garantem que há inteligências invisíveis guiando todos os processos naturais.

No mundo espiritual, pelo que já vimos antes, manifestações dos Reinos mineral e vegetal podem ser suscitadas por seres de grande poder, Anjos ou quase lá.

Assim como os humanos ali vivem em corpos humanos e os animais em corpos animais, também as outras consciências da Criação anseiam por se materializar. Pela vontade de Deus, fazem-se os mundos do Astral, ricos em vida e beleza – se não forem poluídos e ressecados por mentes doentias.

Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: psi em 11 de Novembro de 2014, 02:22
( Senhores da Escuridão - Ângelo Inácio - Robson Pinheiro )

... _Há uma ideia fantasmagórica a respeito do mundo dos espíritos, julgam-nos de tal maneira desmaterializados, esvoaçantes, que nem ao menos se dão ao trabalho de pesquisar-nos o modo de viver.

O aeróbus aproximou-se, pairando num colchão de ar, a aproximadamente 50 cm do solo. Sem qualquer tumulto, a população extrafísica organizou-se em fileiras para entrar nos compartimentos do aeróbus. Anton tomou a palavra:

_ O aeróbus foi uma invenção e tanto. Antes, os espíritos que não sabiam levitar, utilizavam os mesmos recursos que vocês possuem na Terra. Caminhavam, literalmente.

_ Muita gente encarnada pensa que todo espírito sabe levitar ou flutuar ... - falou Raul, enquanto nos acomodávamos num dos compartimentos do veículo astral.

_ Pois é, meu amigo. Mais de 90% das chamadas descobertas e invenções procedem de pesquisas realizadas do lado de cá. Veja que no plano astral, já desfrutamos do aeróbus desde a primeira metade do século XIX. Somente após a metade do século XX é que o projeto do aeróbus se materializou na Terra. Primeiramente , cientistas japoneses desdobrados em nosso plano tiveram acesso aos projetos do modelo original, que se encontra deste lado. Mais tarde construíram o trem-bala, que se desloca a mais de 500 Km/h. Repare que conseguiram captar as ideias e projetos com tal fidelidade que o projeto hoje em uso, até mesmo o modelo europeu, movimenta-se sob efeito magnético, semelhante ao que temos aqui. O trem-bala fica suspenso durante o transporte de passageiros, como se nada o sustentasse. A tecnologia empregada para obter esses efeitos é uma extensão da tecnologia astral... 




Não me recordo bem, mas acho que foi num dos livros psicografados por Robson Pinheiro onde se relata que em termos de tecnologia, o plano espiritual se encontra cerca de 150 anos à frente do nosso plano físico. É realmente intrigante este fato. Nas obras de André Luiz, é vasta a referência a telas com imagens à distância, aparelhos receptores, computadores, aeróbus, etc., em meados do século XX, quando muitas dessas tecnologias ainda não existiam ou apenas engatinhavam aqui no plano físico.

Como já se disse alhures, o plano físico é uma cópia mal feita do plano espiritual. Eu ainda acrescentaria -... e com 150 anos de atraso.

Um abraço


PSI
Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: Antonio Renato em 12 de Novembro de 2014, 08:55
Citar
   
Do Livro Voltei
Francisco Cândido Xavier, pelo espírito de irmão Jacob
     
                            -  O Repouso Além da Morte -

Contei-lhe que, ao descansar, não tive a impressão de dormir, qual o fazia no corpo de carne. Permanecera sob curiosa posição psíquica, em que jornadeara longe, contemplando pessoas e paisagens diversas. Supunha, assim, não ter estado num sono propriamente dito.

Escutou-me atenciosamente, explicando-me, em seguida, que o repouso para os desencarnados varia ao infinito.

O Espírito demasiadamente ligado aos interesses humanos acusa a necessidade de amplo mergulho na inconsciência quase total, depois da morte. A ausência de motivos nobres, nos impulsos da individualidade, estabelece profunda incompreensão na alma liberta das teias fisiológicas, que se porta, ante a grandeza da espiritualidade superior, à maneira do selvagem recém-vindo da floresta perante uma assembleia de inteligências consagradas às realizações artísticas; quase nada entende do que vê e do que ouve, demonstrando a necessidade de compulsório regresso à tribo da qual se desligará vagarosamente para adaptar-se à civilização.

Também os criminosos e os viciados de toda sorte, com o Espírito encarnado nas grades das próprias obras escravizantes, não encontram prazer nas indagações espirituais de natureza elevada, reclamando a imersão nos fluídos pesados e gravitantes da luta expiatória, em que a dor sistemática vai trabalhando a alma, qual buril milagroso aprimorando a pedra. Para as entidades dessa expressão, impõe-se torpor quase absoluto, logo após o sepulcro, em vista da falta provisória de apelos enobrecedores na consciência iniciante ou delinquente.

Finda a batalha terrena, entram em período de sono pacífico ou de pesadelo torturado, conforme a posição em que se situam; período esse que varia de acordo com o quadro geral de probabilidades de reerguimento moral ou de mais aflitiva queda que os interessados apresentam. Terminada essa etapa, que podemos nomear de hibernação da consciência, os desencarnados desse tipo são reconduzidos à carne ou recolhidos em educandários nos círculos inferiores, com aproveitamento de suas possibilidades em serviço nobre, não obstante de ordem primária.

Não ocorre o mesmo com o Espírito médio, portador de regular cultura filosófico-religiosa e, sem compromissos escuros na experiência material; quanto maior o esforço das almas dessa espécie por atenderam aos desígnios divinos, no campo físico, mais vasta é a lucidez de que se fizeram dotadas nas esferas de além- túmulo. (...)


- Vejam meus irmãos que o espírito do irmão Jacob mesmo tendo trabalhado por longo
     período para a espiritualidade quando esteve encarnado,ao desencarnar e retornar ao seu
     mundo,sentiu grandes dificuldades para readaptar-se novamente.Esperimentou várias
     sensações sentidas como encarnados,tais como:Mêdo,aprisionamento,frio intenso,calor e
     desorientação,não fosse a ajuda de benfeitores espirituais que o amparar-se e desse o seu
     apoio,teria então maior dificuldade em aceitar a sua nova condição.Não há previlegios
     mesmo para aqueles que trabalharam nas causas espirituais,apenas será encurtado o
     tempo para readaptação.


   
Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: HamLacerda em 13 de Novembro de 2014, 02:53
Citar
Raymond
uma prova da sobrevivência da alma
de Sir Joseph Oliver Lodge


(http://www.forumespirita.net/fe/index.php?action=dlattach;topic=32645.0;attach=64838;image)

Trecho do cap. XVI


Capítulo XVI
Mais matéria inverificável


Em outras sessões apareceram, trazidos pela mão de Raymond, vários amigos mortos, constituindo isso notável evidência, tanto para nós como para outras pessoas – em certos casos aos pais, noutros às viúvas. Publicamos adiante algo do ocorrido.

Sessão de Lady Lodge com Mrs. Leonard
em casa desta, a 4 de fevereiro de 1916


Feda – Oh, é Miss Olive!

Lady Lodge – Muito prazer em encontrá-la, Feda!

Feda – Feda quer a você e Soliver mais que a todos. Também muito quer a SLionel e a SAlec. Raymond está aqui. Tem andado de médium em médium com Paulie, experimentando pôr pobres rapazes em contato com suas mães. Alguns estão muito ciosos daqueles que o conseguiram. Esses procuram chegar às suas mães e não o conseguem – estão trancados. O vê-los é coisa de fazer-me chorar. A explicação está em que suas mães e pais nada sabem a respeito de comunicações.

Raymond conta de uma vez em que foi a uma esfera muito alta, a mais celestial possível. Sua irmã, diz ele, não pôde dizer onde era. (Refere-se a Lily, provavelmente). Diz que William também foi até muito longe, mas não tão longe a ponto de desligar-se dele. (William, irmão de Raymond).
 
Os que amam uma pessoa não vão até ponto donde não  possam voltar a essa pessoa – onde seja muito longe para  haver comunicação e de onde não possam vir encontrá-la por ocasião do seu passamento.

Lady Lodge – Isto é reconfortante, querida. De mim não quero que você se atrase.

Feda – Gravitamos aqui em redor dos entes amados. Aos não amados, se os encontramos na rua, não damos nem um “como vai?”.

Lady Lodge – Ha aí ruas, então?

Feda – Sim. Raymond gostou de ver ruas e casas. Em certo tempo pensei que podiam ser criações do nosso pensamento. Todos gravitam para um lugar que lhes é adequado. Mãe, não há juiz nem tribunal – só gravitação.

Tenho visto chegar rapazes cheios de más idéias e vícios.

Vão para um lugar em que eu não quero ir – mas não é exatamente o inferno. Mais parecido a um reformatório. Lugar onde lhes é dado ensejo de melhoria; quando almejais algo melhor, tendes oportunidade de o conseguir. Eles gravitam juntos, mas ficam tão enfastiados... Aprendei a ajudar-vos a vós mesmos e imediatamente sereis ajudados. Muito igual ao vosso mundo aí; só que não há deslealdade nem injustiça; uma lei comum age para todos e para cada um.

Lady Lodge – São todos iguais?

Feda – A hierarquia não é virtude. A alta hierarquia decorre da vida virtuosa. Os que foram virtuosos têm que passar pelos degraus mais baixos a fim de compreender as coisas. E vão primeiro para o astral, por algum tempo.



 


Marcado pela morte de seu filho caçula na I Guerra Mundial, Sir Oliver Lodge discorre sobre a sobrevivência da alma, e consequentemente da existência do espírito fora das contingências da vida transitória do corpo físico.

Nesse capitulo, ajudado por seu guia, Feda, Raymond fala sobre ruas e casas, e algo parecido com um reformatório.

No livro há mais citações como essas, mas escolhi esse capítulo porque ele tem algo de interessante. Quando Raymond chegou no mundo espiritual ele achou que as coisas poderiam ser criações do seu pensamento. Só mais tarde que ele aprendeu a distinguir.
Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: Joao Paulo Soares em 13 de Novembro de 2014, 16:52
DA FRANÇA COM ESPERANÇA
Rodrigo Félix da Cruz
Espírito César Hanzi.
1ª edição, Outubro de 2012.
São Paulo – Brasil


Citar
(...)
Alexander utilizando-se de automóvel que levita levou Bescherelle para conhecer com detalhe sua nova residência, a Colônia Recanto de Irmãos.
Lagden iniciou o tour dizendo:
 - Arthur, a Colônia o Recanto de Irmãos é uma espécie de núcleo espiritual que se
interliga a outras instâncias afins, além de conter burgos diretamente ao seu entorno.
Seu posicionamento, em relação ao nosso irmãos encarnados equivale à zona leste
de São Paulo, lá para os lados de Itaquera, Guaianases, São Miguel Paulista e Itaim Paulista.

Vendo um grande jardim Arthur pergunta:
- Alexandre que belo campo florido é esse? 

Após inspirar tranquilizante perfume floral, Alexander lhe responde:
- Trata-se do grande jardim da Irmã Madalena. Devido à memória deste campo de
flores muitos espíritos chamam nossa colônia de Lar das Flores. Alexander Lagden prossegue explicando:

- Além desse campo florido, basicamente a cidade contém dois ambientes principais: o primeiro é o da área de socorro espiritual, cuja unidade recebe o nome de Hospital Irmã Margarida; o segundo ambiente, bem reservado, é o do núcleo central, que concentra a parte administrativa, de estudo e experimentação prática. Neste setor, encontram-se uma grande biblioteca e um grande centro de convenções.

- Oh lá lá! Nunca pensei que existissem lugares como esse na vida além túmulo. Aliás, nem mesmo acreditava que existisse vida além da matéria! Interpelou o francês.

- Pois é Bescherelle, a vida sempre nos revela algo além de nossa pequena inteligência. Continuando minha apresentação, a distinção desses dois ambientes principais se faz útil para compreendermos que, sem desprezo ao trabalho socorrista, do qual faço parte, a Colônia privilegia suas atividades especialmente no terreno do desenvolvimento de estudos e experimentos voltados para o intercâmbio de ideias e programas de espiritualização da humanidade, com um detalhe bastante interessante: os irmãos do recanto reconhecem o Espiritismo como a melhor e mais avançada doutrina para o ensaio da natureza espiritual, contudo, destacam a cooperação com outras correntes filosóficas e religiosas, ligando-se com irmãos de outros templos, como católicos, evangélicos (protestantes), budistas, judeus, muçulmanos e, enfim, entidades que exerçam serviços em favor do bem comum.
- Infelizmente tal conceito ecumênico ainda não é muito aceito lá embaixo. Nos meus últimos anos na Terra quando eu fiz visitas em algumas casas espíritas percebi que até mesmo os espíritas que deveriam ser mais tolerantes com as demais religiões agem com fundamentalismo. Ainda existe muito preconceito religioso – disse Arthur.

Então, prossegue Alexander:
- Isto evidencia o que nos parece lógico – embora não tão aceito pelos espíritas mais ortodoxos –: os Espíritos não são exatamente espíritas e nem mesmo uma colônia espiritual é uma propriedade dos kardecistas. Claro que, mediante a abertura que a Doutrina Espírita dá ao intercâmbio espiritual, indubitavelmente isso a coloca na dianteira do projeto da espiritualidade em face da necessidade evolutiva da Humanidade. Contudo, não tomemos com rigidez a justeza do rótulo, o que nos faz lembrar um velho refrão espírita: O Espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões.

- Diante desse quadro de liberdade de religiões qual o objetivo da colônia?

- O objetivo da colônia é preparar as pessoas para as questões da tecnologia para o bem geral da humanidade: a divulgação do Espiritismo e o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo – Explicou Lagden.

- Quando me deparei com a tecnologia desse lugar eu tive um grande choque de realidade, pois foi difícil conceber em minha cabeça dura que tal tecnologia fosse um dia alcançado pela ciência. Será que vai demorar a ela chegar a Terra? – Pergunta Arthur.

- Não meu caro amigo, segundo o andamento das pesquisas acadêmicas em andamento na crosta terrestre, breve teremos uma grande comunicação mundial através de uma rede de computadores conectados. Quando isso ocorrer, começaremos 
a colocar em prática um importante projeto de divulgação do espiritismo e do evangelho – responde Alexander.

- E como será esse projeto de divulgação do Espiritismo? Pergunta Arthur com interesse.

- O projeto de divulgação do Espiritismo nos meios de comunicação e manifestações artísticas é um projeto que esta sendo elaborado por um colegiado composto dos coordenadores da colônia, sob organização de Laerte que é secretariado por Miguel, nosso porta-voz. Laerte tem um plano arrojado dentro do projeto: A Criação de Centros Espíritas eletrônicos, nos quais será possível atender pessoas de todos os cantos do mundo e quebraremos as barreiras que impedem a libertação do homem. Para colocar em prática este projeto de divulgação do espiritismo através da tecnologia, breve prepararemos a reencarnação de diversos colaboradores que serão acompanhados por benfeitores para que no momento certo implantarão nosso projeto que interligará nossa colônia com o movimento espírita da Terra.
(...)
- Só mais uma pergunta sobre o assunto. Quais são suas considerações sobre a implantação da Casa Espírita Virtual? Pergunta Bescherelle.

- O papel da Casa Espírita Virtual será o de esclarecer e ampliar o alcance da Doutrina dos Espíritos, enquanto o Centro Espírita tradicional convém primar pela Assistência Social, Evangelização Infantil e a Mocidade Espírita. Trabalhos de Estudo, desobsessão e afins, podem ser conduzidos pelo formato virtual.

- Alexander, estou satisfeito com seus esclarecimentos. Agora me conte como foi criada a colônia Recanto de Irmãos? – Perguntou Arthur.

- Pois bem: A Colônia Recanto dos Irmãos foi fundada por diversos espíritos imigrantes que vinham para o Brasil e constituíam suas vidas aqui. Estes, quando desencarnavam eram socorridos por diversas colônias afins, porém, aqueles que tinham ligações com colônias de seus países de origem não conseguiam contato com seus amigos dessas cidades, ficavam então sem seus “mentores” e muitas vezes ficavam em regiões de sofrimento onde buscavam ajuda do Divino e então, encontravam Campos de Estudo e adaptação para novas reencarnações. Tal processo era longo, pois muitos falavam japonês e eram atendidos por espíritos que não falavam japonês, por exemplo. Isso dificultava o atendimento, sobrando ao espírito assistido muito saudosismo.
Alexander prossegue sua explanação:

- Depois da readaptação, libertando-se do idioma de sua encarnação anterior, os espíritos começaram a pensar em outros espíritos que tinham os mesmos problemas e juntaram-se para fundar a Colônia Recanto dos Irmãos agregando pessoas e tecnologia. A colônia expandiu-se ao ponto de que irmãos que ali foram acolhidos começaram a estudar e desenvolver atividades frequentes. Em alguns momentos tivemos com mais japoneses, outros momentos, portugueses, italianos e alemães. Hoje não há mais dificuldade de locomoção entre os países e a Colônia Recanto dos Irmãos é uma colônia a serviço dos imigrantes no Brasil. Nela há um hospital para a reencarnação daqueles que simpatizam com a colônia. Atualmente, há uma gama maior de espíritos afins com a colônia.
(...)
- Alexander, agora gostaria de saber mais sobre a geografia da colônia.

- Sim, belo! A Geografia da colônia é muito diversa. Tem entidades que fazem parte da área rural que mantém uma estrada com jardins floridos, assim como a alimentação vegetal da colônia bem amparada e servem no desenvolvimento de novas ferramentas e técnicas agrícolas que não agridem ao meio ambiente. Técnicas que serão intuídas aos pesquisadores encarnados. Na área rural trabalham espíritos muito simples com relação ao conhecimento, porém muitos dispostos em servir. Dentre os que têm acesso a esse lado da colônia há também o lado tecnológico.
- O Centro de Estudos da Colônia é o maior prédio que temos, com Biblioteca, Centro Tecnológico e tudo que há de desenvolvimento cientifico, filosófico e teológico. É um prédio de grandiosidade. A colônia conta ainda com o Hospital da Irmã Margarida que você já conhece bem, sendo o ponto principal do socorro espiritual que atende não apenas os moradores da colônia, mas também encarnados que buscam atendimento em igrejas, hospitais e centros espíritas nos quais mantemos equipes socorristas em dedicada atividade- Responde Alexander.

- Como funciona a administração da Colônia Recanto de Irmãos e quais são seus departamentos? – pergunta o curioso francês.

- Tudo fica concentrado no centro da Colônia no Centro de Estudos, Centro de Convenções, Biblioteca e Hospital. Nos arredores existem burgos que são outras regiões como os campos que cuidam do cultivo de nossa alimentação, flores e pesquisas de novas técnicas agrícolas e Centro de Biologia. Existem outros burgos que atendem a irmãos de outras línguas e culturas e possuem características que lembram seus países de origem. São semelhantes a algumas cidades que temos no Brasil que lembram outros países como, por exemplo, Holambra que lembra a Holanda, etc. Toda organização administrativa está sob a responsabilidade de Laerte, Madalena e Margarida. Sem esquecer nosso atual porta-voz Miguel que breve irá reencarnar.
(...)



Mais uma descrição do mundo invisível e palpável, mais especificamente uma colónia, retirado no capitulo: Quarta parte - Período Colonial.  A particularidade deste livro é o relato da vida do "Ricardo"( na parte transcrita é o Arthur Bescherelle, sua encarnação anterior) nesta existência, suas anteriores, e o "trabalho" feito lá, para a existência de um site espirita, hoje concluído e em funcionamento.
Mostrando-nos, não só, a existência palpável desses ambientes, como a relação com o nosso estado, o dos encarnados.

Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: Andressa Z. em 15 de Novembro de 2014, 01:44
Olá amigos!
Graças ao auxílio do amigo ram, vou deixar minha colaboração no nosso estudo mensal. O livro que retiro trechos é o "Cartas de uma morta", se compõe de psicografias realizadas por Chico Xavier, em que sua mãe desencarnada conta como foi sua experiência no mundo espiritual.

E A VIDA PROSSEGUE SEMPRE
 
 
Na vida do espaço, ainda existe a matéria, porém em condições totalmente diversificadas, numa
sutileza para nós inimaginável e constituindo verdadeira maravilha a sua adaptação à vontade dos
espíritos.
Lá, também, a sociedade se organiza, as suas leis predominam, as famílias s reúnem sob os
imperativos das afinidades naturais, luta-se, estuda-se, no amálgama dos sentimentos que caracterizam
o homem racional.
Em outras modalidades, pois, a vida prossegue e a única diferença é que a alma desencarnada
não se vê tão compelida ao cansaço, em razão dos elementos da matéria rarefeita. Isso quanto às
regiões da erraticidade, porque nos outros orbes, a existência segue o seu curso, de acordo com as suas
modalidades específicas submetendo-se o “EU” a essas forças diversificadas, como, por exemplo, na
Terra nos sujeitamos às suas leis físico-químicas.


  Esse trecho mostra que todas as moradas de nosso pai possui a sua própria matéria, com a sutileza e as leis adequadas a cada ambiente. Não é pq não sentimos com o nosso corpo terrestre que essas regiões são inexistentes.

CONSTRUÇÕES E AMBIENTES DE
TRANSIÇÃO
 QUE LEMBRAM OS DA TERRA
 
Nos planos adjacentes ao mundo, contudo, a vida espiritual transcorre
em ambiente semelhante ao da vida terrena.
Suas construções, à base de uma substância para vós desconhecida,
têm, mais ou menos, as disposições que aí se observam; todavia, nas
menores coisas, há um caráter de transição, obrigando o espírito a elevar
suas aspirações e seus interesses para o Alto.
Nos locais em que me encontrava temporariamente, muitos
departamentos haviam que se preparavam às pressas. Decorações,
ornamentos, objetos, tudo ali se achava e se confundia, dando perfeita idéia
de grandes estabelecimentos hospitalares cuidadosamente organizados.

Mais uma parte do livro ratificando o conceito de materialidade, mostrando que os "cenários" da erraticidade se adequam às necessidades dos espíritos afins com a vibração daquele local. Esse capítulo fala de "substância", de algo concreto, essa é uma característica importante de se observar...a relatividade.
Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: macili em 15 de Novembro de 2014, 03:46
Citar
Livro: A Vida Além do Véu
Reverendo G. Vale Owen
Mensagens de Espíritos recebidas e ordenadas por Reverendo G. Vale Owen
Livro I – Os Baixos Planos do Céu
I.   Os Baixos Planos do Céu.



Terça, 23 de setembro de 1913.

       Quem está aí?
       Mamãe e outros amigos que vieram ajudar. Estamos progredindo muito bem, mas não podemos transmitir-lhe todas as palavras que gostaríamos ainda, pois sua mente não está relaxada e passiva como gostaríamos.


       Diga-me alguma coisa sobre seu lar e sua ocupação.
       Nossa ocupação varia de acordo com a necessidade daqueles a quem auxiliamos. É variado, mas dirigido para a elevação dos que ainda estão na vida terrena. Por exemplo, fomos nós que sugerimos a Rose a criação de um grupo de pessoas para virem auxiliá-la no caso de ela sentir qualquer perigo quando estivesse no quarto escrevendo enquanto movíamos sua mão, e este grupo está agora encarregado do caso dela. Ela não sente, às vezes, a presença deles próximos a ela? Ela deveria, porque eles estão sempre alerta ao seu chamado.

         Sobre nosso lar. É muito brilhante e lindo, e nossos companheiros das esferas mais altas têm sempre vindo a nós para nos animarem a seguirmos em nosso caminho para frente.



Comentário de G. Owen: Ocorreu um pensamento em minha mente. Eles podem ver estes seres dos planos mais altos, ou acontece a eles o mesmo que conosco? Posso dizer que aqui e ali, ao longo destes registros, o leitor chegará a passagens que são obviamente respostas para meus pensamentos não expressos, usualmente começando com “Sim” ou “Não”. Ficando isso entendido, não haverá necessidade para que eu as indique, a menos que alguma ilustração em particular requeira.

        Sim, podemos vê-los quando desejam que assim aconteça, mas depende do estado de nossa evolução e do próprio poder deles de servir a nós.


      Poderia agora, por favor, descrever a sua casa, paisagens, etc.?
       A terra aperfeiçoada. Mas é claro que realmente existe aqui o que chamam de quarta dimensão, de certa forma, e que nos impede descrevê-la adequadamente. Temos colinas, rios e lindas florestas, e casas também, e todo o trabalho daqueles que vieram para cá antes de nós, para deixarem tudo pronto. Estamos agora a trabalho, na nossa vez, construindo e arrumando para aqueles que ainda devem continuar sua batalha na terra, e quando vierem para cá encontrarão todas as coisas prontas e a festa preparada.

       Contaremos a você uma cena que presenciamos não faz muito tempo. Sim, uma cena em nosso plano. Avisaram-nos que uma cerimônia iria acontecer numa certa planície não muito longe de casa, à qual deveríamos estar presentes. Era a cerimônia de iniciação de alguém que havia atravessado o portal do que chamamos preconceito, isto é, do preconceito contra aqueles que não eram de seu próprio modo de entendimento, e que estava para seguir para uma esfera mais ampla e plena de benefícios.

       Fomos para lá, conforme o convite, e encontramos multidões chegando de todos os lados. Alguns vieram em... por que hesita? Estamos descrevendo literalmente o que vimos – carruagens; chame-as de outra forma, se quiser. Elas eram puxadas por cavalos, e seus condutores pareciam saber exatamente o que dizer a eles, já que não eram guiados com arreios como são na terra, mas pareciam ir para onde os condutores desejavam. Alguns chegaram a pé e alguns através do espaço por voo aéreo. Não, sem asas, que não são necessárias.

       Quando estavam todos reunidos, formou-se um círculo; usavam roupagem de cor laranja, mas brilhante, não como aquele que se adiantou, o que estava para ser iniciado, ele usou a cor como você a conhece; nenhuma de nossas cores é conhecida, mas temos que lhe contar em nossa antiga linguagem. Aquele que havia sido seu guardião, então, levou-o pelas mãos e colocou-o num outeiro verde no meio do espaço aberto, e orou. E então uma coisa linda aconteceu.

       O céu pareceu ter intensificado sua cor – principalmente azul e dourado – e de fora dele desceu uma nuvem semelhante a um véu, mas que parecia ser feito de uma fina renda, e as figuras dominantes eram pássaros e flores – não brancos, mas todos dourados e irradiantes. Isto lentamente se expandiu e desceu sobre os dois, e eles pareceram se tornar parte dele, e ele deles, e, à medida que esvaneceu lentamente, deixou ambos mais belos que anteriormente – permanentemente belos, porque ambos haviam sido elevados para uma esfera mais alta de luz.

       Então começamos a cantar, e, apesar de que não podíamos ver instrumentos, mesmo assim a música instrumental misturou-se com nosso canto e uniu-se a ele. Foi muito bonito, e serviu tanto para galardão aos que mereceram, como também um estímulo para os que ainda devem marchar no caminho que estes dois já marcharam. A música como mais tarde descobri, vinha de um templo instalado fora do círculo, mas sem dúvida não parecia vir de nenhum ponto. Esta é uma qualidade da música por aqui. Frequentemente parece fazer parte da atmosfera.

       Nem a joia faltou. Quando a nuvem saiu, ou dissolveu, nós a vimos na testa do iniciado, dourada e vermelha, e seu guia, que já tinha uma, usava a dele em seu ombro – ombro esquerdo – e percebemos que havia aumentado de tamanho e em brilho. Não sei como isso acontece, mas faço uma ideia, não o suficientemente definida para lhe contar, entretanto, e é difícil de explicar o que nós entendemos por nós mesmos. Quando a cerimônia acabou, todos nós nos separamos, indo para os nossos trabalhos novamente. Foi mais longa do que lhe descrevi, e teve um efeito muito encorajador em todos nós.

        Acima da colina, no lado mais distante da planície onde estávamos, percebi uma luz intensificar-se e apareceu-nos um contorno lindo de uma forma humana. Não penso que tenha sido uma aparição de nosso Senhor, mas de algum grande Anjo Mestre que veio para nos dar forças, e para cumprir Sua vontade. Sem dúvida alguns ali puderam ver mais claramente que eu, porque conseguiam ver, e também entender, na proporção do estágio de evolução de cada um.

       Não, meu menino, apenas pense por um momento. É de sua mente ou através dela, como dizem vocês? Quando você se sentou para escrever, como sabe, nada estava mais longe de seus pensamentos que isso, porque tivemos o cuidado de não o impressionar, e mesmo assim você saiu rapidamente com a hipótese de que nós o influenciamos. Não foi assim?


       Sim, admito-o fracamente.

       Muito bem. E agora sairemos... Mas não o deixaremos, já que estamos sempre com você, de uma forma que não pode compreender – mas deixaremos esta escrita, com nossa oração e bênçãos sobre você e os seus. Boa noite e até logo, até amanhã.


O elo feito pela mãe  (desencarnada) e seu filho G. Vale Owen (encarnado) foi realizado através da escrita automática inspirada, ou seja, psicografia.
Pelas anotações, podemos notar que o Mundo Físico é uma cópia do Mundo Espiritual...
Mas lá tudo é mais encantador, aperfeiçoado, belo, organizado, disciplinado, envolvente e criador. A natureza se mostra esplendorosa.
No trabalho vibram o amor ao próximo, aos que regressarão àquele Plano e precisarão ser acolhidos com conforto, carinho, amor e alegria.
Narram a cerimônia de iniciação de alguém que se eleva à uma esfera mais alta de luz...
 Os convidados vinham de todos os recantos e por todos os meios de locomoção, inclusive voo aéreo, sem asas. Aqueles que vinham por carruagens se comunicavam através do pensamento com os cavalos a fim de serem conduzidos até o local de destino.
As cores no Astral são mais brilhantes... Roupas e joias adequadas ao momento vivenciado, sendo mais perfeitas conforme a graduação hierárquica.
A festividade irradia beleza, no céu, na natureza... pássaros e flores, com cores douradas e irradiantes.
Os convidados eram envolvidos por música sublime.

Não tenhamos dúvidas: os dois planos interagem e se aperfeiçoam constantemente.


Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: HamLacerda em 15 de Novembro de 2014, 18:48

Citar
O Caso de Lester Coltman

Por Lilian Walbrook, páginas 34,236,237.


(http://www.forumespirita.net/fe/livros/livros-mediunicos/?action=dlattach;attach=64839;image)


“Algum tempo depois que eu tinha passado, tinha duvidas sobre qual seria o meu trabalho: se musica ou se ciência. Depois de muito pensar determinei que a musica deveria ser um passatempo e minha maior atividade deveria dirigir-se para a ciência em todos os aspectos”.

Depois de uma tal declaração naturalmente a gente deseja detalhes de como um trabalho cientifico era feito e em que condições. Lester Coltman é claro em todos os pontos.

“O laboratório sob a minha direção e inicialmente ligado ao estudo dos vapores e fluidos que formam a barreira que, penso, por meio de profundo estudo e experiencia, somos capazes de atravessar. O resultado dessa pesquisa, pensamos nos, provara o “Abre-te Sésamo” da porta de comunicação entre a Terra e essas esferas.” 236

Lester Coltman da outra descrição de seu trabalho e do ambiente, que bem pode ser citada como um modelo de muitas outras. Diz ele: 237

“O interesse mostrado por seres terrenos em relação ao caráter de nossas casas e dos estabelecimentos onde se realiza o nosso trabalho e, alias, natural, mas a descrição não e muito fácil de ser feita em termos terrenos. Meu estudo servira como um exemplo, do qual deduzirei o modo de vida de outros, conforme o temperamento e o tipo de mente.

“Meu trabalho continuou aqui como tinha começado na Terra, por canais científicos e a fim de prosseguir meus estudos, visitei com frequência um laboratório que possuía extraordinárias e completas facilidades para a realização de experiencias. Tenho a minha casa, extremamente agradável, completada por uma biblioteca com livros de referencia – histórica, cientifica e médica – e, de fato, com todos os tipos de literatura. Para nos tais livros são tao substanciais, quanto os usados na Terra. Tenho uma sala de musica, contendo todos os modos de expressão dos sons. Tenho pinturas de rara beleza e moveis de desenho esquisito. Atualmente vivo só, mas frequentemente os amigos me visitam, assim como os visito, e se um pouco de tristeza por vezes se apodera de mim, visito aos que mais amei na Terra.

“Da minha janela se avista um campo ondulante de grande beleza e a pouca distancia da casa existe uma comunidade, onde boas almas que trabalham em meu laboratório vivem em feliz concórdia... Um velho chines, meu assistente-chefe, de grande valor nas pesquisas químicas, e o diretor, como o era, da comunidade. E uma alma admirável, de grande simpatia e dotado
de enorme filosofia.”


Este livro ainda não foi traduzido para o Português mas no livro Historia Do Espiritismo, de Arthur Conan Doyle, podemos encontrar esses trechos traduzidos, rico em detalhes sobre o mundo espiritual objetivo e palpável.  Nele podemos encontrar citações em concordância com vários outros romances espíritas como Nosso Lar, por exemplo, que descreve laboratórios, campos, casas, comunidades etc.

Existe a versão pública em Inglês disponível em PDF. Quem quiser conferir basta acessar esse link:

The Case of Lester Coltman
By LILIAN WALBROOK (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5zcGlyaXR3cml0aW5ncy5jb20vQ2FzZUxlc3RlckNvbHRtYW4ucGRm)

Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: rwer em 16 de Novembro de 2014, 10:59
Citação de:  A Casa do Escritor, por Patrícia, médium Vera Marinzeck, Editora Petit
A Casa do Escritor
Patrícia, médium Vera Marinzeck, Editora Petit

Trecho do Cap. 9

 No Umbral

(…)
– Ai... Ai...
Escutei um dia em uma das minhas visitas pelo Umbral. Parei para ver de onde vinham tão doloridos ais. Achei. Vinham de uma lama. Deitado no barro um espírito gemia tristemente. Peguei-o pela mão e retirei-o da lama. Vi que se tratava de uma mulher, estava nua, toda suja, cheirando mal.

– Não me olhe, estou sem roupa - disse ela com dificuldade.
 
Tirei da minha mochila um lençol e enrolei-a. Todas as vezes que íamos ao Umbral, levávamos nossa mochila nas costas. Nela, alguns apetrechos que sempre utilizamos, como lençóis, água, alimentos, lanternas, cordas, etc.

– Tão limpo! Sujou-o todo.


– Não faz mal. Quer água?

– Limpa? Quero sim.


Peguei a água e joguei um pouco sobre seu rosto e mãos limpando-os um pouco, depois dei para que bebesse. Bebeu com avidez, após me entregou o cantil e tentou sorrir, mas acabou fazendo uma careta.

– Obrigada!


– Por que você está aqui? Você não lembra de Deus? De orar?


– Não senhora. Não posso orar, sou pecadora. Meu lugar é na lama. Acho que devo voltar.


– Espere um pouco. Converse primeiro comigo.

– A senhora não se importa? Sou pecadora!


– Não me importo. Está com fome? Coma este pão. Ofereci-lhe um pão que pegou depressa e pôs-se a comê-lo.


Coloquei minha mão nas suas costas e ajudei-a, sem que percebesse, a andar até uma pedra para que pudéssemos sentar. Enquanto comia, li seus pensamentos. Quando acabou de comer, agradeceu novamente.

– Não quer me contar o que houve com você? - indaguei.


Olhou-me tristemente, agora mais refeita, e falou:


– Era adolescente quando comecei a namorar e fui para cama com ele. Mas ele não queria nada sério comigo. Foi embora, arrumei outro, mais outro. Meu pai descobriu e me expulsou de casa dizendo: "Vai embora maldita! Vai para a lama que é seu lugar." Temi sua ira e pedi: "Pai, pelo Amor de Deus, não me expulse!" "Não pronuncie o nome de Deus. Você não pode, não deve, é impura demais." Fui para a prostituição. Meu pai logo veio a falecer de desgosto. Então, nunca mais rezei ou falei o nome deste aí que me perguntou.

– Deus?


– Sim, não sou digna e, como meu pai falou, vim para a lama. Penso que aqui é o meu lugar.


– Não se arrependeu do que fez?


– Arrepender como?


– Se tivesse que voltar atrás, agiria diferente?


–Não sei... Não sei... Que fiz de errado? Cada um não nasce com seu destino marcado?


Estava sendo sincera, acreditava que tinha nascido para ser uma prostituta. O que não é verdade. Ninguém reencarna para errar. Apiedei-me.

– Venha comigo. Você irá aprender muitas coisas. Por exemplo, que Deus é Amor, quer bem a todos seus filhos. Você é filha Dele. Não se envergonhe em pronunciar Seu nome. Orar fará bem a você. Não, minha irmã, a lama não é lugar para ninguém. Vem comigo!

– Será que devo mesmo? Meu pai ficará zangado.

– Não, seu pai não ficará. Você necessita de auxílio. Levei-a para um Posto de Socorro perto, eu mesma a limpei, cortei seu cabelo, suas unhas, alimentei-a e a deixei dormindo.

Fui muitas vezes visitá-la. Era obediente, mas no começo, mesmo gostando demais de ficar no Posto, queria voltar para a lama que dizia ser seu lugar. Foi com dificuldade que pronunciou o nome de Deus e reaprendeu a orar. Muito tem que aprender. Foi com alegria que um dia, ao visitá-la, encontrei-a ajudando na limpeza.

Muitos fatos vemos no Umbral que nos comovem, mas nem sempre a aparência de mártir é real. Muitos presos soltamos e em vez de nos agradecer eles nos odiaram e disseram blasfêmias. (…)

A tangibilidade do Além permite maravilhas. Natureza deslumbrante, palácios, templos, universidades imensas... E também as experiências difíceis em lugares inóspitos e baixos. Lugares que refletem passivamente a mentalidade das pessoas que para ali gravitam.

Os céus palpáveis proporcionam mil oportunidades de auxílio. Patrícia tirou aquela moça da lama, vestiu-a, limpou-a. Com o tempo, também a ajudou a se limpar das velhas impressões doentias, trazidas da Terra. Impressões essas que, embora invisíveis, também são matéria. Matéria sólida, pesada e de difícil manuseio. Porém, tudo acaba cedendo ao amor e à boa vontade.

(http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/mundo-espiritual-objetivo-e-palpavel/?action=dlattach;attach=89563)
Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: HamLacerda em 16 de Novembro de 2014, 20:07
Citar
A Vida Além do Véu
George Vale Owen


(http://www.forumespirita.net/fe/index.php?action=dlattach;topic=41913.0;attach=64841;image)


" Enquanto esperávamos pela mãezinha que conversava com seu filho, passeamos pelo local e vimos as várias formas de se ensinar às crianças. Uma, em especial, chamou minha atenção. Era um enorme globo de vidro, de seis ou sete pés de diâmetro, mais ou menos. Ficava no cruzamento de dois caminhos, e os  refletia. Mas, à medida que você olhava dentro dele, podia ver  não somente as flores, árvores e plantas que ali cresciam, mas  também as diferentes ordens das quais derivaram em tempos  passados. Era muito mais uma aula de botânica adiantada, como  as que devem ser dadas na  Terra  e deduzidas das plantas fossilizadas da geologia. Mas aqui víamos as mesmas plantas vivas e  crescendo, e todas as espécies vindas delas, do mesmo ramo  original até o atual representante da mesma família".




O interessante desse texto é que ele fala de um esfera de vidro usado para o ensino de aulas de botânica.

Em um capítulo do livro de André Luiz, do qual eu não me lembro bem, ele dizia que algumas invenções humanas são produto do que o espírito viu durante os sonhos.

Em 2012 o Instituto Oceanográfico (IO) da Universidade de São Paulo, apresentou essa ferramenta de ensino e pesquisa chamada Science on a Sphere (Ciência numa Esfera), desenvolvida pela NOAA, a super renomada agência de ciências oceânicas e atmosféricas do governo americano.

(http://celebrating200years.noaa.gov/magazine/science_sphere/image2_650.jpg)


Bem próximo do que diz no livro, escrito quando nem existia computadores.

Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: rwer em 17 de Novembro de 2014, 02:25
Citação de: Morri! E agora?
Morri! E agora?
Relato de vários espíritos sobre sua chegada ao Além
Explicações de Antônio Carlos
Médium: Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, Editora Petit

Capítulo nove

O Vestido Vermelho

Tudo mudou. Saí de um lugar sem entender como e fui parar em outro muito confortável. Passei a ser tratada com carinho.

– Venha sentar-se aqui, Júlia. Veja que flores lindas! Só que não pode pegá-las. Ri e peguei uma. A enfermeira veio rápido até mim, e disse enérgica:

– Por que a pegou? Não recomendei para não colocar as mãos nelas?

Ela não me castigou. Fiquei um pouco envergonhada e fui sentar num banco. O médico aproximou-se, não gostava deles, mas esse era diferente, não mandava me dar nada que doía.

– Júlia, você quer alguma coisa?

– Meus dentes - respondi e gargalhei.

Gostei da minha resposta, quem mandou ele perguntar. O médico sorriu, esperou que parasse de rir e disse:

– Você ficará bem melhor com seus dentes sadios. Venha comigo!

Fiquei com receio, mas fui, pois aprendi nos anos em que estive em hospitais que quando queriam nos levar a algum lugar era melhor ir, porque senão nos levavam à força. Atravessamos alguns corredores. O médico conversou com um outro, que me pediu para sentar numa poltrona confortável.

– Abra a boca, Júlia! Vamos fazer nascer dentes sadios.

Abri com medo. Ele examinou e mediu minhas gengivas. Senti os dentes na minha boca.

– Pronto, Júlia, olhe-se no espelho. Aí estão seus dentes bonitos e sadios. Olhei e assustei-me. Minha boca que antes era banguela, porque os dentes cariados foram extraídos, agora estava com todos os dentes sadios e realmente lindos.

– Como fez isso? Eles saem? - indaguei.

Puxei-os com força e não saíram. Estava com os dentes sem cáries e perfeitos. - Eles são seus e não saem. Plasmei-os para você. Está contente?

– Acho que estou num hospício diferente; aqui até os médicos são loucos! - exclamei. - Estranho! Estou falando frases longas e com facilidade. Será que estou melhorando?

– Claro que está! - respondeu ele. - Não sou médico, sou dentista, ou exerci essa profissão quando encarnado. Aqui estou aprendendo muito. Você quer mais alguma coisa, Júlia?

– Vocês dão de graça? Não tenho dinheiro para pagar meus dentes.

– Aqui tudo é gratuito - respondeu ele.

– Se puder quero meus cabelos compridos! Quando menina, e depois quando mocinha, usava cabelos compridos, depois no hospital cortaram-nos curtinhos; diziam que era para ficar mais fácil mantê-los limpos. Chorei muito quando os cortaram. E nunca mais deixaram crescer; ultimamente os cortavam tão curtos que parecia corte masculino.

O dentista sorriu, puxou-me pela mão e atravessamos outros corredores.

– Aqui - explicou ele - é a sala da diretoria. E essa é Isabel. Vou dizer a ela sobre seu pedido.

Isabel, uma mulher muito bonita, abraçou-me.

– Faço o que você quer num instante. Passou a mão na minha cabeça.

– Veja se está bom desse tamanho!

Olhei-me no espelho de novo, – espantei-me. Meus cabelos estavam abaixo dos meus ombros e de tom castanho escuro como era na juventude, pois atualmente estavam embranquecidos.

Passado o susto, puxei-os com força. Não saíram, foram os meus mesmos que haviam crescido.

– Gostou? - Isabel perguntou sorrindo, contente diante da minha alegria.

– Será que não dá para deixá-los um pouco mais lisos? Isabel sorriu, passou as mãos neles novamente e ficaram como desejei.

– O que mais você quer, Júlia?

– Será que não estou abusando? Não! Queria tanto vestir uma roupa feminina. Um vestido vermelho com renda na frente, colocar um sapato preto com saltinho. Nem sei quanto tempo faz que uso somente esse uniforme do hospital.

– Deixe-me ver – Isabel leu uma ficha –, de fato faz tempo mesmo, quarenta e dois anos que você vive em hospitais. Merece o vestido e o sapato. Acho que tenho um que lhe serve.

Isabel entrou em outra sala; aguardei alguns minutos, passando as mãos ora nos meus dentes novos, ora nos meus cabelos. Estava encantada.

– Aqui estão! Gosta? Venha aqui e troque de roupa. Maravilha das maravilhas! O vestido e os sapatos serviram em mim. Eles eram como eu sonhava.

– Obrigada! - exclamei felicíssima.

Quis beijar a mão dela, mas Isabel emocionou-se e me deu alguns beijos no rosto e uma caixa de maquiagem. Como uma menina feliz com o presente, aproximei-me do espelho, passei baton e depois esmalte nas unhas. Estava tão feliz que pedi a Deus que se fosse um sonho, não me acordasse. Isabel me deu também o espelho, e disse que poderia voltar ao jardim.(...)


Agora não importa quantos anos Júlia viveu maluquinha num manicômio. Não pode haver penas eternas. Seu inferno foi na própria Terra redentora.

Que alívio deve ter sido sentir-se bem tratada e alvo de atenções sinceras.

Tivesse ela que passar anos no Umbral, e certamente teria ali vivido sem os dentes. Roupa nova, então, nem pensar!

No livro Um novo recomeço (mesma médium) uma pessoa diz: – "Só ajuda quem sabe." E que diferença faz quando a gente não apenas quer ajudar, mas sabe a melhor maneira de o fazer.

Você viu. Os dentes eram verdadeiros. Não era imaginação.

E o cabelo, o vestido...

O fato de essas coisas surgirem por forte vontade de hábeis operadores não as faz menos verdadeiras. Como vimos na página 1 (Atanagildo), o mundo espiritual é mais real e tangível que nosso pesado mundo terrestre.


[attachimg=1 width=500 align=center]
Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: macili em 17 de Novembro de 2014, 18:35
(http://2.bp.blogspot.com/-0Lk0_AmK4rE/TuCZjfvFSrI/AAAAAAAAArc/LdTH2PM2qB0/s1600/inmaculada.jpg)

La Immaculada de Soult
Pintado: 1678. Tamanho Original: 222 x 118 cm.
Uma das últimas pinturas de Murillo é mostrado como um trabalho
compacto e sólido, talvez um dos artista mais completo.
Foi pintado em 1678 para o Hospital Venerável de Sevilha.
A majestade da Virgem é justamente enfatizado pela densa atmosfera que o envolve,
por sua vez, cheio de figuras de anjos e onde parece que o ar é de ouro.
Esta pintura foi uma das obras apreendidas pelo marechal Soult, general de Napoleão.
É por causa desse incidente o nome da Imagem.
Em exposição no Museu do Louvre e voltou ao Prado em 1940.


Citar
Livro: Memórias de um Suicida
Camilo, médium: Yvonne A. Pereira
1ª Parte - III - No Hospital Maria de Nazaré




[...]Nossos condutores fizeram-nos ingressar pela do centro, onde também se lia, em subtítulo: Hospital Maria de Nazaré.

Imenso parque ajardinado surpreendeu-nos para além dos marcos, enquanto amplos edifícios se elevavam em locais aprazíveis da situação. Padronizando sempre o estilo português clássico, esses edifícios apresentavam muita beleza e amplas sugestões com suas arcadas, colunas, torres, terraços, onde flores trepadeiras se enroscavam acentuando agradável estética. Para quem, como nós, angustiados e miseráveis, procedia das atrás regiões, semelhante localidade, não obstante insulsa, graças à inalterável brancura, aparecia como suprema esperança de redenção! E nem faltavam, aformoseando o parque, tanques com repuxos artísticos a esguicharem água límpida e cristalina, a qual tombava em silêncio, cascateando mimosas gotas como pérolas, enquanto aves mansas, bando de pombos graciosos esvoaçavam ligeiros entre açucenas.

Ao contrário das demais dependências hospitalares, como o Isolamento e o Manicômio, o Hospital Maria de Nazaré, ou "Hospital Matriz", não se rodeava de qualquer barreira. Apenas árvores frondosas, tabuleiros de açucenas e rosas teciam-lhe graciosas muralhas. Muitas vezes pensei, quando dos meus dias de convalescença, como seria arrebatadora a paisagem se a policromia natural rompesse o sudário níveo que tudo aquilo envolvia entristecendo o ambiente de incorrigível monotonia!

Fatigados, sonolentos e tristes, subimos a escadaria. Grupos de enfermeiros atenciosos, todos homens, chefiados por dois jovens trajados à indiana, assistentes do diretor do Departamento, os quais mais tarde soubemos chamarem-se - Romeu e Alceste, receberam-nos das mãos dos funcionários da Vigilância incumbidos, até então, da nossa guarda, e, amparando-nos bondosamente, conduziram-nos ao interior.

Penetramos galerias magníficas ao longo das quais portas largas e envidraçadas, com caixilhos levemente azuis, deixavam ver o interior das enfermarias, o que vinha esclarecer que o enfermo jamais se reconheceria a sós. Nossos grupos separaram-se à indicação dos enfermeiros: - dez à direita... dez à esquerda... Cada dormitório continha dez leitos alvíssimos e confortáveis, amplos salões com balcões para o parque. Forneceram-nos, caridosamente, banho, vestuário hospitalar, o que nos proporcionou lágrimas de reconhecimento e satisfação. A cada um de nós foi servido delicioso caldo, tépido, reconfortante, em pratos tão alvos quanto os lençóis: e cada um sentiu o sabor daquilo que lhe apetecia. Fato singular: - enquanto fazíamos a refeição frugal, era o lar paterno que acudia às nossas lembranças, as reuniões em família, a mesa da ceia, o doce vulto de nossas mães servindo-nos, a figura austera do pai à cabeceira... E lágrimas indefiníveis se misturaram ao alimento reconfortador...

Num ângulo favorável aos dez leitos uma lareira aquecia o recinto, proporcionando-nos reconforto. E acima, suspensa ao alto da parede, que se diria estruturada em porcelana, fascinante tela a cores, luminosa e como animada de vida e inteligência, despertou nossa atenção tão logo transpusemos os acolhedores umbrais. Era um quadro da Virgem de Nazaré, algo semelhante ao célebre painel de Murilo, que eu tão bem conhecia, mas sublimado por virtuosidades inexistentes entre os gênios da pintura na Terra!

Ao terminarmos a refeição, eis que dois varões hindus entraram em nosso compartimento, apresentando particularidades que os deixavam reconhecer como médicos. Faziam-se acompanhar de dois outros varões, os quais deveriam acompanhar-nos durante toda a nossa hospitalização, pois eram responsáveis pela enfermaria que ocupávamos. Chamavam-se estes Carlos e Roberto de Canalejas, eram pai e filho, respectivamente, e, quando encarnados, haviam sido médicos espanhóis na Terra. Era no entanto imperfeitamente que a todos eles percebíamos, dado o estado de debilidade em que nos encontrávamos. Dir-se-ia que sonhávamos, e o que vimos narrando ao leitor só podia ser por nós entrevisto como durante as oscilações do sonho...

Não obstante, os hindus aproximaram-se de cada um dos leitos, falaram docemente a cada um de nós, apuseram sobre nossas cabeças atormentadas as mãos delicadas e tão níveas que se diriam translúcidas, acomodaram nossas almofadas, obrigando-nos ao repouso; cobriram-nos paternalmente, aconchegando cobertores aos nossos corpos enregelados, enquanto murmuravam em tonalidades tão carinhosas e sugestivas, que pesada sonolência nos venceu imediantamente:

- Necessitais de repouso... Repousai sem receio, meus amigos... Sois todos hóspedes de Maria de Nazaré, a doce Mãe de Jesus... Esta casa é dela..."

E se conosco assim procederam, outros assistentes, certamente, o mesmo fizeram em torno dos demais componentes da trágica falange recolhida pelo Amor de Deus!



Nosso amigo Camilo e seus companheiros, após 12 anos de profundo sofrimento no Vale dos Suicidas, são transportados a um local de paz e harmonia, ao Hospital Maria de Nazaré.

Lá imperam a organização e a disciplina, fatores de suma importância para um bom resultado no tratamento.  A disciplina é parte fundamental para o nosso crescimento intelectual e especialmente moral.

O ambiente era envolvido pela tonalidade branca, lembrando neve...  Tudo era muito branquinho, inclusive a vegetação, as flores, os pássaros... O branco é a cor dominante na maioria dos Hospitais terrenos...

As cores são muito importantes em nossa vida. Vários estudos comprovam a influência que as cores têm na nossa postura, nos nossos sentimentos. Lembramos que as descrições que nos vêm do mundo espiritual, a tonalidade escura é sempre presente em ambientes trevosos, enquanto o branco, o azul claro e cristalino fazem parte dos locais de repouso, de cura. Não são as cores que nos vão tornar evoluídos, mas nos auxiliam a modificar a nossa disposição interior.

Os responsáveis pelos enfermeiros usavam trajes indianos...  havia uma estrutura acolhedora, com lareira, porque eles chegaram de uma região de frio intenso e precisavam se aquecer.

A Camilo e seus amigos, após a higiene foi oferecido um caldo reconfortante, com o sabor que cada um mais gostava, com sabor de infância, de carinho de mãe. O cuidado e o carinho imperam nos mínimos detalhes...

Um pormenor que é muito interessante é a referência a um quadro de Maria de Nazaré, idêntico a um da terra, com uma diferença, o que está no mundo espiritual é muito superior em termos de pintura.

Conclusão: Nestes relatos não há como negar as semelhanças entre os dois mundos, espiritual e terreno...
Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: rwer em 18 de Novembro de 2014, 23:27
Quase no final do livro Semeando e colhendo, temos um impressionante relato de duas encarnações destinadas à hanseníase acelerada em plena juventude. Silvano e sua irmã Verinha, lindinhos e queridos de todos, morreram de lepra. Ela, primeiro. Ele, logo após.

Sua mãe havia morrido de leucemia, depois do nascimento de Verinha. O pai assistiu à partida de sua adorada esposa, a linda Marília. Tempos adiante, Silvano revela sinais de hanseníase. Rapidamente vai se decompondo até a morte. Não bastasse isso, e a irmã, Verinha, última esperança de vida sadia, contrai a mesma moléstia. Ela e Silvano pareciam namorados, de tanto que se amavam. Os contatos de Silvano com a irmã, fora do leprosário, resultaram no apressamento do expurgo cármico a que ambos estavam destinados.

O fato ocorreu no Brasil, zona rural de Curitiba, talvez no início do Século Vinte.

Citação de:  Semeando e colhendo
Semeando e colhendo

Espírito: Atanagildo     Médium: Hercílio Maes    Editora do Conhecimento

Trecho de Expurgo Psíquico

(…)
Julgando despertar, não podia lembrar-se do tempo que ali ficou tombado. Embora confuso da situação, percebeu os braços vigorosos a erguê-lo e a levarem-no a algum lugar. Um vento frio mexia-lhe os cabelos e aliviava um pouco a febre escaldante. Talvez ficara cego na queda, pois não enxergava coisa alguma, e apenas ouvia vozes, como num sono letárgico.


Mais tarde, ao abrir os olhos sentiu imenso alívio, quando verificou que se encontrava em pequeno aposento, cuja pintura azul suave parecia fosforescente. Moveu-se com dificuldade, identificando o leito, a pequenina cômoda ao lado, com uma jarra de água rosada. Havia, também, um par de cortinas verde-claro, decorando a única janela existente. Na parede, defronte, divisou um quadro onde refulgia a figura de um árabe de rosto audaz e imponente. Os olhos esverdeados impunham temor e ao mesmo tempo irradiavam meiguice.

Silvano ainda sentia os efeitos dolorosos da queda e da exaustão vital nas lajes do regato; mas a dor era suportável, como se tivesse acontecido só na alma e não fisicamente. Distinguiu à esquerda do seu leito o braço de uma poltrona estufada, em cor cinza, e logo assustou-se ouvindo alguém tossir.

Ao seu lado estava uma criatura lendo algumas revistas de estranha luminosidade e interessantes, porque as figuras saltavam num processo de terceira dimensão. Era um beduíno gordo, bochechudo e de rosto lustroso, cuja roupa de listras brancas e castanhas devia ser de seda luminescente. Das orelhas pendiam dois brincos em forma de meia-lua. Ele tinha os olhos miúdos e apertados no rosto amplo, porém, inofensivos e amistosos, confirmando o ar bonachão e humilde.

— "Salan Aleikun" — disse-lhe o beduíno, cuja palavra Silvano nunca ouvira, mas lhe parecia surpreendentemente familiar. E ficou mais espantado pela própria resposta inesperada:

— "Aleikun essalãn".

O beduíno sorriu, assentindo com a cabeça e demonstrando grande satisfação. Silvano, movido por alguma intuição estranha, apontou o retrato do árabe na parede, indagando:
 
— Quem é ele?

O beduíno primeiramente arregalou os olhos, surpreso, mas depois reconsiderou que o rapaz ainda não estava de posse de toda a sua consciência espiritual.

– "Sahhed", não se lembra? — replicou, atencioso. Levantou-se, curvou o corpo, pondo a mão na testa e fez uma longa mesura antes de dizer:

— Salve "Thaleb" Hamuh! O santo dos santos!

Silvano sentia-se acicatado por fugazes recordações. Não podia identificá-las pela consciência em vigília. Tinha a convicção de que lhe era familiar a figura imponente e majestosa do árabe sob a estranha refulgência de luz.

— Isto é hospital ou residência particular? — disse movendo as mãos significativamente.

Só então, ficou boquiaberto, estático e confuso, ao reparar que as mãos estavam limpas e os dedos perfeitos. Temerosamente levou a destra à orelha e o beduíno adivinhou o resto. Retirou um espelho ovalado, debaixo dos livros, e colocou em frente a Silvano. Ele se mirou, estupefato, e ergueu o espelho por várias vezes, ao nível do rosto e ficou revendo-se num gozo feliz. O seu rosto era belo e sadio. A pele limpa sem quaisquer manchas ou cicatrizes da terrível morfeia!

Quase sem fala, deixou cair o corpo no leito, num afrouxamento de nervos e alívio venturoso. Apalpou-se, novamente, tornou a elevar o espelho, outra vez, mirando-se eufórico e beliscando-se satisfeito por sentir dores.

— "Allahus Akbar", — exclamou, intempestivamente, após um grande suspiro de alívio.

— Que pesadelo horrível eu vivi! — E, num gesto familiar, voltou-se para o beduíno, dizendo, um pouco distraído: — Imagine o meu sonho tenebroso! Eu era morfético e assistia a morte de minha irmã Verinha, corroída pela lepra! De repente arregalou os olhos, surpreso, e apontando o beduíno indagou:

— Qual é o seu nome? 
—Shamed! 
—Ah! Como é que eu pressentia isso? 
O beduíno levantou-se da poltrona, mostrando a Silvano a sua figura atarracada e volumosa, enquanto disfarçava um sorriso misterioso:


— Hum! Hum! — respondeu, sibilino. — Talvez "sahhed" conheceu-me antes do
terrível pesadelo de "viver leproso na carne!" Que diz?


Silvano sentiu um forte estalo no cérebro, sob o choque de veloz associação de ideias no seu mecanismo mental provocado pelas palavras intencionais do beduíno. Comumente, às almas que sofrem expurgos violentos de suas toxinas perispirituais, como no caso da lepra, o corpo físico funciona igual a poderoso mata-borrão enxugando as impurezas do espírito desencarnado. Tal acontecimento ou purgação rápida favorece a emersão das recordações do passado reajustando o ser ao novo ambiente onde passa a atuar.

Silvano viu-se rapidamente de posse de toda a memória sideral, inundando-o de júbilo, ao reconhecer-se liberado da carne após a prova cruciante da lepra e livre dos charcos purgatoriais do astral inferior.(...)


Bem, deu pra notar que Silvano não era pessoa mediana. Apesar da prova dolorosa por que teve de passar, ele tinha grandes riquezas acumuladas no baú do Espírito. Verinha também era alma iluminada, embora necessitada de expurgar antigas faltas que o tempo apaga, mas a consciência, não.

São vários os relatos de pessoas que sofreram doenças constrangedoras na Terra e elevaram-se ao Além saudáveis e bonitas. Por outro lado, há os que tiveram corpos robustos por muitos anos, mas aportam ao Mundo Espiritual em tristes condições.

O perispírito é o nosso maior patrimônio na jornada para a angelitude. Brilhará em luzes de encanto, refletindo o amor e a bondade. Mas guardará as profundas feridas dos atos impensados no mundo terreno. Feridas que só desaparecerão quando novo corpo físico lhes servir humildemente de receptor. Nem sempre as doenças do corpo astral precisarão ser transferidas em todo para a carne terrestre. Há atitudes renovadoras que reduzem nosso mau carma, quando não o desfazem por completo.

<><><><><>

Eu sempre atento para as descrições de ambientes astrais. No trecho acima, além do tradicional quarto em que os bons desencarnados despertam, temos um lance de alta tecnologia. Pelo menos naquele tempo antigo em que o livro surgiu, anos 60, a revista 3D que o beduíno lia deve ter provocado curiosidade – ou estranheza – nos leitores, rs.

(https://assets0.ello.co/uploads/asset/attachment/8674668/ello-optimized-cf491489.jpg)
Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: Andressa Z. em 20 de Novembro de 2014, 04:10
Um livro muito interessante que acabei de ler "A Gruta das orquideas", psicografado por Vera Lúcia M. De Carvalho, mostra no capítulo: "O Obsessor" o auxílio que os espíritos Antonio Carlos e Mary dão à um caso de obsessão.

"Tati chorou mais ainda, soluçava, lágrimas escorriam
abundantes pelo rosto. Pedi à Mary e ao Gil que me
esperassem e volitei com o ex-obsessor. Voltei em seguida.
Tati ainda chorava e Mary e Gil a olhavam com piedade.
- Agora vamos limpar o ambiente - ordenei. - Vamos tirar
toda a energia negativa do apartamento e da garota.
Comecei eu e os dois me acompanharam. O ex-obsessor
morava no apartamento e ali estavam plasmados objetos
dele, que pegamos.
- Mary, por favor — pedi —, leve esses objetos para longe
daqui, deixe-os no umbral.
- Que acontecerá com esses objetos? - Gil quis saber.
- Objetos plasmados - expliquei - duram enquanto forem
sustentados por quem os plasmou. Tudo o que é plasmado
no plano espiritual necessita de sustentação: desde colônias,
postos de socorro, às cidades umbralinas. Até mesmo o
umbral desaparecerá quando não houver imprudentes para ir
para lá. Objetos simples, como roupas, utensílios, armas etc.,
quando não servem mais, simplesmente desaparecem.
Mary pegou roupas, algumas armas, livros, retratos e volitou
voltando em seguida.
"

O pequeno trecho retirado desse capítulo,  mostra o processo de limpeza do ambiente após o perdão do obsessor. Ele havia plasmado muitos objetos seus e se instalado confortavelmente na casa de sua "vítima", para ele (espírito estagnado no tempo), objetos necessários para a rotina que ele tinha quando vivo, até armas possuía!

Seguindo, no capítulo: "Novas Apreensões" do mesmo livro:

"O Lauro,
Lemão para os encarnados, estava imóvel, sangrando, com
expressão assustada no rosto. Mas para nós, os
desencarnados, seu espírito se debatia desesperado, com dor
horrível no peito, sentia-se pesado e chamava pela ajuda do
Sexto. Um dos justiceiros aproximou-se dele e lhe disse, e
infelizmente Lemão ouviu:
- Você é um assassino cruel! Como matou, foi morto.
Recebeu dois tiros no peito, que atingiram seu coração de
pedra, mas vulnerável aos tiros. Você morreu e pagará pelas
suas maldades!
Um dos trabalhadores do centro espírita afastou com
delicadeza esse justiceiro e falou ao Lemão:
- Você é um filho de Deus! Não esqueça que o Pai nos
perdoa sempre, basta nos arrependermos com sinceridade.
Você, de fato, teve morte instantânea. Somos, porém,
espíritos que sobrevivem e a vida continua. Pelo mal que
fez, não podemos ajudá-lo no momento. Você terá de se
arrepender de fato e querer ser bom. Suporte as dores com
resignação e um dia será ajudado. Ore, meu amigo!
Esse trabalhador pegou em sua mão e seu perispírito ergueu-
se elevando-se centímetros do corpo físico morto.
Observou-se e viu seu ferimento sangrando. Então voltou
para o corpo e o justiceiro comentou:
— Os encarnados que têm desejo de assassinar deveriam ver
o desencarne de um criminoso! - olhou para mim e
perguntou: - Por que ele está exalando um odor
desagradável? Seu sangue é vermelho, mas parece um barro
fétido. Isso é porque ele tomou sangue das crianças que
mataram?
Confirmei com a cabeça.
O perispírito de Lemão se soltou do seu corpo físico e ele
agarrou, desesperado, as suas vestes carnais. Mas, como um
ímã fortíssimo, ele foi puxado, desligado. Seu perispírito
sumiu de nossas vistas. Oramos por ele. Um dos justiceiros
indagou, curioso como os demais:
- Nunca vi isso! Pensei que ele ia ficar no corpo até que este
virasse pó. Para onde ele foi?
- Sua vibração, energia, era muito ruim - explicou um dos
trabalhadores do centro espírita - e afetaria o cemitério, a
terra que iria receber seu corpo físico. Seu espírito foi
atraído para um local afim.
- Alguma furna no umbral? — perguntou um justiceiro.
- Certamente.  - esclareceu o trabalhador.
"

Achei interessante o fato do assassino que bebe o sangue das suas vítimas,  exalar um cheiro podre, ter o seu próprio sangue com uma coloração barrenta; mostrando que o "sangue" perispiritual carrega os crimes desse criminoso, é pesado. O criminoso não sente culpa, porém constantemente será lembrado do que fez através dessas sensações "físicas". A situação dele era tão grave que foi imediatamente retirado daquele ambiente,  para não afetar os demais, ele afetaria a Terra.
Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: rwer em 21 de Novembro de 2014, 00:29
Poucos simpatizantes do Espiritismo conhecem os relatos do irmão Atanagildo sobre o Mundo Espiritual. Segundo explica o médium, esse irmão foi convidado pelo Reverendo Ramatis para trazer aos leitores suas impressões do pós-morte e da nova vida que encontrou no Além.

Atanagildo vivia na metrópole do Grande Coração, na Terceira Esfera espiritual. Ele tivera uma vida terrena curta, morrendo aos 28. Na Terra, morou em Curitiba, era agrônomo e praticava meditação e técnicas avançadas de respiração iogue. Teve uma encarnação quase exemplar, tirando algumas loucuras da fase adolescente que o prejudicaram, claro. Morreu de infecção renal. Anunciou que reencarnaria em futuro próximo, nos anos 1970.

Citar
A sobrevivência do espírito

De Ramatis e Atanagildo

Médium: Hercílio Maes          Editora do Conhecimento

Capítulo 7


Um chafariz de alta função terapêutica

Pergunta: – Desejaríamos conhecer melhor a influência da mente desencarnada nas coisas que compõem o mundo astral, isto é, a natureza e a função da vontade do espírito nesse fenômeno. Podeis nos atender nessa indagação?

Atanagildo: – A fim de melhor atender à vossa indagação, vou exemplificar o assunto com um acontecimento interessante verificado em nossa metrópole. Através dos seus efeitos, pude aquilatar melhor o poder da mente, quando bastante e criteriosamente desenvolvida, assim como constatar a plasticidade da substância astral sob a ação da vontade disciplinada.

Encontrava-me, certa vez, perto do principal e majestoso chafariz que ornamenta a nossa metrópole, construído de substância tão nívea quanto o lírio, quando observei junto a ele alguns espíritos angélicos – dos que de vez em quando nos visitam em tarefas de inspiração fraterna – a apreciarem o jorro de filetes de água tão límpida, que mais pareciam fios diamantíferos a se elevarem aos céus, num cântico ao Criador!

Mas, de súbito, surpreendi-me extraordinariamente ao ver aqueles espíritos, quais crianças travessas, a se servirem de sua vontade e poder mental desenvolvidos para atuarem nos filetes de água, nos quais se produziam mil nuanças de cores até então desconhecidas a mim e aos outros moradores da metrópole, que se entusiasmavam com o interessante espetáculo. Eram de fisionomias sublimes, transbordantes de ternura e alegria infantil, pois não escondiam o prazer que também sentiam pelo fato de surpreenderem e divertirem os presentes. Sob estranha influência superior, veio-me então à mente aquela advertência memorável de Jesus, sobre a simplicidade das almas excelsas: "Deixai as crianças, e não as impeçais de virem a mim, porque delas é o reino dos céus."

Ali eu comprovava que a alma elevada e sábia se torna cada vez mais simples e terna, pois o conhecimento incomum que a faz compreender melhor a grandeza de Deus também lhe demonstra a pequenez de sua estatura humana. Depois que esses espíritos elevadíssimos produziram as cores mais indescritíveis para a vossa visão carnal, reuniram todos os seus pensamentos até formarem um só feixe mental energético; em seguida, aquele que me parecia ser o mais sábio ou o mais poderoso, comandou o potencial de energias resultantes da união mental de todos os outros companheiros e fê-lo projetar-se sobre o lindíssimo repuxo de nossa metrópole. Surpreso, eu percebera que também me achava ligado àquela poderosa concentração de forças ocultas, que me arrastavam a mente em direção ao mesmo objetivo em que eles atuavam fortemente, sob a influência de vigoroso poder mental então atuante em mim, como produto de um entrelaçamento disciplinado e desconhecido.

Na minha tela mental surgiram em seguida os contornos nítidos de um chafariz bem semelhante ao que estava à minha frente, mas que pouco a pouco apresentava deslumbrante transformação. A sua elevada coluna central, de sustentáculo do vaso gigantesco superior, esverdecia até se constituir num maravilhoso pedestal recortado em viva e gigantesca esmeralda; nas bordas inferiores do vaso e circundando a coluna principal, destacava-se a figura de formoso colar de contas de cor da ametista: no extremo superior, onde pequeninas molduras e bicas vertiam fios de água cristalina, vi com imensa surpresa desenharem-se rapidamente pequeninos lábios de rubi, inflamados por estranha luz!

(...) Fascinado, via mentamente a forma de encantadora taça colorida e translúcida, lembrando delicada glicínia, voltada para o alto. Em seguida, notei que a água se elevava num rendilhado repuxo, mas toda iluminada por claríssima luz, reverberando em cintilações cor do topázio transparente. Esse fluxo subia até uns vinte pés de altura e então se enfraquecia, para depois cair ao solo, em torno do chafariz, mas atingindo-o de modo suave e na forma de névoa dourada, igual ao arminho, e que em seguida se desvanecia numa delicada fluência rosada. Tendo os olhos semicerrados, e ainda enlevado pelo espetáculo, verifiquei que todo o fenômeno ocorrido na minha intimidade também se havia materializado à minha frente, pois o velho chafariz perdera a sua antiga cor branca e se me deparava com todas as cores e rendilhados vividos na minha imaginação, sob o reflexo dos pensamentos conjugados daqueles excelsos espíritos.

Os chafarizes de nossa metrópole representam fontes centralizadoras de magnetismo energético, servindo para revigorarem os espíritos recém-chegados e enfraquecidos pelo processo desencarnatório. Os seus filetes de água magnetizada contêm poderosas energias nutritivas, fazendo lembrar os líquidos vitaminados ou as fontes de águas minerais do orbe terrestre.

Terminada a maravilhosa demonstração, um formoso sorriso tomou conta da fisionomia daqueles espíritos angélicos, os quais se abraçaram efusivamente, felicitando-se entre si, assim como o fazem as crianças após o êxito da travessura genialmente engendrada... Em seguida, examinaram minuciosamente a dadivosa fonte de água decorada sob tons celestiais e conferiram entre si os resultados do que haviam combinado. Através de alegres censuras e aludindo a algum pequeno equívoco, que não pude notar, um deles fez um ar de desapontado, porque não pudera modelar completamente algo ornamentativo do capitel; mas tudo isso transcorria num ambiente de intensa alegria e sob uma atmosfera de tanta candura espiritual, que arrasaria o mais presunçoso habitante terrestre convencido de sua grande superioridade!

Aquelas almas poderosíssimas, para realizar o fenômeno, mobilizaram as suas próprias energias mentais que, por serem forças puras, bastante dinamizadas num plano energético superior, puderam penetrar mais intimamente na substância astral de que se compunha o chafariz, não só mudando-lhe o padrão vibratório de aglutinação dos átomos astralinos, como ainda impondo-lhe a frequência necessária para servir de prolongamento mental à influência das novas cores e ornamentação.

Esse chafariz, em sua maravilhosa configuração celestial, dada por aqueles mentores mais altos, tornou-se uma atração turística para os espíritos visitantes, das esferas menores, à metrópole do Grande Coração. A semelhança do que sucede no mundo material, aqui se mantém o intercâmbio pessoal com as comunidades vizinhas, quer para se cultivarem fraternas emoções, quer para efeito de mútuo aprendizado.
(...)

Um detalhe que sempre chama a atenção nos relatos sobre o Mundo Espiritual: a água. Os espíritos dizem que, no Astral, ela se comporta de modo um tanto diferente da nossa água terrena. Seria mais leve, molharia menos os objetos, corpos e roupas.

Mas é matéria. E desce ao chão por efeito da gravidade.

Fico imaginando o poder mental daqueles seres elevados. Mudar "o padrão vibratório de aglutinação dos átomos astralinos" utilizando a vontade, em grupo... E ainda aproveitar os circunstantes para que colaborem no processo.

Mas não foi apenas arte pela arte. O chafariz tem função restauradora junto às almas que dele se aproximam. Aqui vemos, mais uma vez, a necessidade de repor energias, mesmo num mundo mais sutil.

E aqueles espíritos elevados se abraçaram. Nem vou falar dos sentimentos ternos que teriam. Mas foi o fato de terem corpos tangíveis que lhes permitiu os abraços sem que um atravessasse o outro.

[attachimg=1 width=500 align=center]
Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: Andressa Z. em 22 de Novembro de 2014, 03:22
Um livro fácil de ser encontrado é o de Mônica R Rocha, "A Missão". Em um capítulo (A Expedição) desse  livro, mostra um resgate realizado pelo grupo de Francisco e Clara de Assis, o trecho a seguir relata os preparativos:


"Os membros da expedição já estavam recrutados e se organizando. Antes da saída, algumas coisas tinham que ser feitas pessoalmente por Francisco e Clara, como a verificação do estado mental de todos. Isto era feito através de um cristal hexagonal cor de rosa, incrustado num bloco de mármore alvo. Era necessário que o paciente colocasse duas mãos abertas em cima do cristal, fechasse os olhos e liberasse os pensamentos. Caso a pedra se mantivesse na mesma cor, tudo bem. Se escurecesse, era sinal de problemas. Este aparelho de verificação ficava no gabinete de Francisco, onde todos deveriam passar antes de se dirigirem ao local de partida. Francisco verificava um a um e depois saia com eles.
Os ajudantes já haviam testado as mentes e começavam a preparar as redes magnéticas, lanternas possantes, pistolas paralisantes, padiolas dobráveis com controle de peso e todo o material necessário para socorro. Tudo estava sendo colocado em grandes mochilas com sustentação aérea, para que não pesassem muito nas costas de quem as carregava.Enquanto Clara observava o mapa do roteiro e conversava com os experientes batedores, Francisco perdia-se em divagações, assentando em cima de um rolo de cordas, cofiando as barbas brancas."


Como o grupo liderado pelos dois espíritos de luz iria socorrer irmãos em locais "pesados", que possuíam maior densidade do que o ambiente habitual de onde vinham os trabalhadores,  as ferramentas a serem utilizadas deveriam estar de acordo com a vibração do "umbral".
Para garantir que os auxiliares daquela expedição não se prejudicassem com a vibração a que estariam expostos, eram verificados por um cristal rosa e quem não estivesse preparado o suficiente era vetado de participar;  ou seja, uma ferramenta também era utilizada para avaliar as condições energéticas dos ajudantes, o material não fica somente sendo atributo de recém chegados.
Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: psi em 22 de Novembro de 2014, 21:58
" Sexo e Obsessão " - Manoel P. de Miranda- Divaldo Pereira Franco

... O guia advertiu-nos que nós estávamos adentrando em uma Comunidade totalmente dedicada à perversão sexual, dirigida por implacáveis sicários da Humanidade, que ali reuniam o deboche à degradação, o cinismo à rudeza do trato, onde se viam espetáculos de hediondez e de degeneração moral.

Espíritos vitimados por graves alterações no períspirito misturavam-se à malta desenfreada na exaltação do sexo e das suas mais sórdidas expressões e confundiam-se com outros em complexas simbioses de vampirismo, carregando-se uns aos outros, acompanhando freneticamente um desfile de carros alegóricos que faziam recordar os carnavais da Terra, porém apresentando formatos de órgãos sexuais disformes e chocantes, exibindo cenas de grosseria manifestação da libido, nos quais se mesclavam apresentações de conúbios sexuais entre animais e seres humanos deformados sob o aplauso descontrolado da massa desnorteada.

Aquele circo de hediondez apresentava em cada momento novos e agressivos quadros, enquanto se exibiam cenas de sexo grupal ao som de música estridente, que mais açulava os apetites insaciáveis dos comensais da loucura. O antro asqueroso dava-me a ideia de ser o mundo inspirador de alguns espetáculos da Terra, que ainda não atingiram aquele nível de vileza, mas que dele se vêm aproximando, especialmente durante a apresentação de alguns dos turbulentos e torpes desfiles de carnaval.

A esdrúxula sociedade ali residente seguiu no rumo das suas furnas a fim de continuar na exorbitância dos sentidos torpes, terminado o desfile que se repetia todas as noites.

O mentor elucidou-nos: _ Muitos desses Espíritos, ora no corpo físico, são encontrados no mundo físico realizando espetáculos chocantes, vivendo em verdadeiras tribos de promiscuidade. Tornam-se, assim, representantes do curioso país espiritual de onde procedem e, telementalizados pelos que lá ficaram, fazem-se verdadeiros protagonistas da orgia despudorada, tentando arrebatar mais vítimas para a bacanal da extravagância. 
   


É incrível como há crianças que em muito tenra idade já manifestam exacerbação da libido e tendência à erotização precoce, mesmo não recebendo nenhum estímulo exterior. Esses espíritos muito provavelmente vieram de regiões espirituais como a citada no texto e passarão por encarnações expiatórias a fim de refrear os seus instintos sexuais.

Um abraço

PSI   
Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: macili em 23 de Novembro de 2014, 01:09
(http://1.bp.blogspot.com/-LAH4WkRn07o/UuqflSP-QjI/AAAAAAAABeo/s6_h-kHPZRo/s500/2Beautiful-girl-of-the-fairy-tale-world_2560x1920.jpg)




Citar
Livro: No Limiar do Etéreo
Autor: Dr. J. Arthur Findlay, publicado em 1931.
Capítulo X – Noites de Instrução




1º Caso

- Poderá dizer-me algo com relação ao vosso mundo?


- Todos os que estão num mesmo plano podem, como já disse, ver e tocar as mesmas coisas. Se olhamos para um campo, é um campo o que todos vemos. Cada coisa é a mesma para os que se acham nas mesmas condições de desenvolvimento mental. Não é um sonho. Tudo é real para nós outros. Podemos sentar-nos juntos e gozar da companhia uns dos outros, precisamente como fazeis na Terra. Temos livros e podemos lê-los. Temos as mesmas sensações que vós. Podemos dar longos passeios por uma região e encontrar um amigo a quem não víamos desde muito tempo. Das flores e dos campos aspiramos os aromas, como vós aí. Apanhamos flores, como o fazeis. Tudo é tangível, porém num grau mais alto de beleza do que tudo na Terra.[...]


- Assemelha-se à nossa a vossa vegetação?

- De certo modo, mas é muito mais linda.[...]


- Como são as vossas casas?

- São quais as queremos. As vossas aí são primeiro concebidas em mente, depois, do que se junta a matéria física para construí-las de acordo com o que imaginastes. Aqui, temos o poder de moldar a substância etérea, conforme pensamos. Assim, também as nossas casas são produtos das nossas mentes. Pensamos e construímos. É uma questão de vibração do pensamento e, enquanto mantivermos essas vibrações, conservaremos o objecto que, durante todo esse tempo, é objectivo para os nossos sentidos.



2º Caso

- Oh! Porque me chamaram?... Eu estava tão bem... num lugar tão belo!...


. Foram as frases que pronunciou, certa vez, uma jovem agonizante de dezoito primaveras, a cuja cabeceira nos postávamos em prece, quando sua mãe, inconsolável, e as irmãs se debulhavam em pranto desesperado...  Ouvindo-a, perguntamos-lhe, baixinho, enquanto rogávamos a assistência dos seus tutelares, para que a ajudassem a desprender-se dos pesados liames carnais:


- Em que lugar te encontravas, minha filha?...

- Como era esse local?


. Ela respondeu naturalmente, como se não fora uma agonizante:

- Ah! Mas era um jardim delicioso e fresco... Cheio - de flores lindas e perfumosas... como nunca havia visto iguais... Um luar azul coloria-o todo.


- Viste alguém?

- Sim... Umas sombras vaporosas me rodeavam...


- Quem eram?

- Não pude reconhecê-las... eu dormitava... estou com tanto sono...


- Estavas sentada, caminhavas?

- Não, estava deitada, assim... sobre a relva dos canteiros... É um jardim tão lindo... estou tão cansada...

. Cerrou novamente os olhos e silenciou. Alguns minutos depois, expirava, serena e docemente, sob nossas preces, sem que ninguém mais da família se animasse a perturbá-la na sua consoladora paz.

. A morte é tão simples, tão pouco diferente da vida, que opera essa confusão... Em geral se espera encontrar depois da morte, coisas fantásticas, imaginárias, impossíveis e pouco lógicas, ao passo que, em verdade, o Além-Túmulo nada mais é que a continuação da vida que deixamos... Pelo menos, assim o foi para mim. O senso da responsabilidade, o exame angustioso dos deméritos, assim como o reconforto do dever que se observou, somente advém mais tarde...



Neste livro encantador, de autoria do ilustre Dr. J. Arthur Findlay, pesquisador dos fenômenos espíritas na erudita Inglaterra, que tantos excelentes investigadores do Psiquismo concedeu ao mundo, conta o diálogo mantido, durante uma sessão íntima com o célebre médium Sloan, com um Espírito que lhe respondia através do fenômeno da voz direta, do qual os textos destacados nos levam a reflexões no sentido de que somos almas, em função de aperfeiçoamento, e, além do túmulo encontramos a condição do esforço e da vida.

Citam pormenores do mundo espiritual palpável e objetivo, semelhante ao mundo físico, onde tudo que existe lá parece constituído em virtude das diferentes formas pelas quais se manifesta a força do pensamento, cuja substância etérea é mais sólida e mais durável do que as pedras e metais do meio terrestre.

Sem dúvida,  nosso plano de vida aqui na Terra é uma cópia materializada do plano da vida espírita.

Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: psi em 23 de Novembro de 2014, 03:37
" Ícaro redimido "- Adamastor - Gilson Freire

...Espíritos especialistas desceram de esferas superiores. Traçaram planos, desenharam as plantas e prepararam o "terreno". Ao todo, os engenheiros siderais eram sete. Um deles era o mentor Miramez. Os outros seis eram de planos diferentes. Suas vibrações sutis os tornavam invisíveis e foi necessária uma sessão de materialização para que pudessem ser vistos normalmente pelos trabalhadores. Esses engenheiros estudaram minuciosamente as plantas da colônia.

Depois apareceram outros Espíritos, transportando espécies de câmeras cinematográficas e outros aparelhos similares. Seu trabalho consistia em plasmar em matéria sensibilíssima, toda a construção.

Eles arrumaram suas máquinas em pontos estratégicos. Na construção propriamente dita, em primeiro lugar, se processou a limpeza do ambiente, por intermédio de desintegradores espirituais, para não retardar a fermentação da massa fluídica a se mover na ampla região.
Interligando os cinegrafistas, foram instalados fios que só se tornaram visíveis quando todo o sistema vibratório foi ligado, deixando de existir ao se desligar a transmissão por volume de ondas. As ondas, por sua vez, eram formadas por uma projeção de forças magnéticas um tanto grosseiras e formavam um canal para micro-células luminosas.

No aparelho manual de cada cinegrafista, essas ondas imprimiam a filmagem, a partir do instante em que o mesmo recebesse a ordem do diretor. No centro da colônia iria ser construído um edifício com a forma de um foguete. Desse edifício saíam grandes avenidas, a se estenderem em todos os rumos.

Vamos encontrar os sete Espíritos encarregados da construção já em seus diferentes pontos. Com poucos segundos, começam a surgir, aqui e ali, espécies de pequenas nuvens, com pouco brilho, mas que eram atraídas umas para as outras. Na verdade, eram poderosas massas energéticas ligadas pelas mentes adestradas dos espíritos. Em poucos minutos, parecia um turbilhão de pequenas nebulosas a se fundirem com a massa maior. Foi se estendendo, foi se avolumando, e girando no alto por força exclusiva da própria energia nelas existentes. Os Espíritos plasmadores pareciam revestidos de poderosíssima luz, no comando total de inteligência, formando , por projeção de força, um campo magnético no espaço, provocando a atração dessas pequenas nuvens de forças, formando a grande nebulosa sem forma definida a girar em torno de si mesma, esperando novas transformações.
Desenha-se no espaço um filete de luz em direção à volumosa massa de fluidos, com aparência completa de uma nebulosa recém-formada.

Com o tempo, o risco de luz brilhante estendia-se em todas as direções, tornando-se uma enorme região de "terras" que rasgava o espaço em uma projetada direção da nebulosa giratória. Voltando a visão para o espaço, ninguém suportaria observar, nem mesmo através das máquinas, em virtude da intensidade de luz. Os Espíritos responsáveis pelas câmeras deixaram as máquinas trabalharem automaticamente. Aquela massa fluídica era como se fosse uma massa de trigo para o fabrico de pães. Estava pronta, e a esfera de luz era como que o fermento divino para consubstanciar a massa, dar-lhe maior elasticidade e vida.

Quando surgiam perguntas sobre detalhes aos maiores da espiritualidade, eles contornavam o assunto e notava-se logo que ainda não era tempo de se conhecer essas verdades.
A massa, quando fermentada, tomou outra expressão. Os Espíritos com seus equipamentos tomaram lugares diferentes, com o sistema de filmagem já em pleno funcionamento. Projetaram suas forças mentais no centro da nebulosa e essa, obediente, estende-se em todas as direções. Daquela massa disforme, já se distinguia a extensão fabulosa da colônia, com forma definida para ali trabalharem e evoluírem muitas almas em busca da perfeição.
A seguir, foram estruturadas as ruas, avenidas, tudo partindo do centro da colônia e os sulcos no terreno por onde iriam passar os rios.

Tudo ficou pronto em vários períodos de trabalho. Erguia-se no centro o prédio da administração da colônia. O edifício era como se fosse um foguete moderno apontado para o céu. De um ponto mais alto da região, nasce um córrego que vem se avolumando e se abre sobre toda a área construída. Pomares crescem em grande extensão, flores, árvores de todas as espécies, campos, matas, enfim, a colônia passa a se mostrar atraente para Espíritos das mais variadas naturezas...     



Em várias obras psicografadas existem relatos da existência de aparelhos ideoplasticamente configurados com as mais variadas destinações, muitos deles com uma tecnologia desconhecida aqui na Terra.

Estou convicto de que quanto maior e mais complexa a ideoplastia, os Espíritos se utilizam de uma aparelhagem que facilitaria a sua materialização. Plasmar um simples objeto é muito diferente de plasmar toda uma cidade , não apenas no que diz respeito ao volume de fluido envolvido, mas também ao seu dinamismo e à sua riqueza de detalhes. Esse é o único livro psicografado que conheço que mostra como se daria a construção de uma grande cidade espiritual.

Um abraço

PSI


Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: rwer em 23 de Novembro de 2014, 15:52
Citação de: Nosso Lar

Nosso Lar

Livro de André Luiz             médium Chico Xavier              Editora: Feb

9 – Problema de alimentação

(...)Enlevado na visão dos jardins prodigiosos, pedi ao dedicado enfermeiro para descansar alguns minutos num banco próximo. Lísias anuiu de bom grado.

Agradável sensação de paz me felicitava o espírito. Caprichosos repuxos de água colorida ziguezagueavam no ar, formando figuras encantadoras.

– Quem observa esta colmeia imensa de serviço – ponderei – é induzido a examinar numerosos problemas. E o abastecimento? Não tenho notícia de um Ministério da Economia...

– Antigamente – explicou o paciente interlocutor – os serviços dessa natureza assumiam feição mais destacada. Deliberou, porém, o atual Governador atenuar todas as expressões de vida que nos recordassem os fenômenos puramente materiais. As atividades de abastecimento ficaram, assim, reduzidas a simples serviço de distribuição, sob o controle direto da Governadoria. Aliás, a providência constitui medida das mais benéficas.

Rezam os anais que a colônia, há um século, lutava com extremas dificuldades para adaptar os habitantes às leis da simplicidade. Muitos recém-chegados ao "Nosso Lar" duplicavam exigências. Queriam mesas lautas, bebidas excitantes, dilatando velhos vícios terrenos. Apenas o Ministério da União Divina ficou imune de tais abusos, pelas características que lhe são próprias; no entanto, os demais viviam sobrecarregados de angustiosos problemas dessa ordem. (…)

André Luiz fala sobre jardins em diversos pontos do livro. Seria mesmo decepcionante se o Mundo Espiritual não tivesse cultura de plantas, gramados e flores. Ainda bem que os espíritos não precisam descer à Terra toda vez que desejam contemplar um jardim, aspirar um cheirinho floral ou de grama, rs.

E aqui temos, mais uma vez, o lance das águas. “Caprichosos repuxos de água colorida”.  O efeito da água sobre as pessoas é indispensável. Acalma, fortalece, inspira… A água é o elemento material mais afim com o espírito. Talvez o Astral seja o seu lugar por excelência.

Lísias explica que, lá por volta de 1840, a galera chegava à colônia cheia de necessidades gastronômicas. Dá pra imaginar, pois os hábitos alimentares terrenos, naquela época, iam do pesado ao repugnante.

Patrícia (Violetas na janela) era vegetariana na Terra. No Além, foi logo se matriculando num curso de nutrição atmosférica. André Luiz já estava há 8 anos desacostumado da mesa farta, por causa da vida mísera no Umbral. Talvez por isso não reclamou do caldo que lhe serviram, e ainda achou delicioso.

O Mundo dos Espíritos é o que os espíritos são. E os espíritos são pessoas, seres humanos. Na Terra ou no Céu, as pessoas e coletividades imprimem suas qualidades no ambiente em que se demoram. Gente espiritual deixa a vida terrena mais leve e bela. Gente grosseira deixa o Céu sombrio e tedioso.

Citar
Isto é um Estudo. Para participar, leia as instruções na página 1.
Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: rwer em 23 de Novembro de 2014, 21:54
Citação de: Bate-papo com o Além
Bate-papo com o Além

Pelo espírito Silveira Sampaio
   
Médium: D. Zibia Gasparetto   Editora: Vida e consciência, 1980


Cinema

Na semana passada fui ao cinema. Vocês acreditam nisso? É verdade, sim. Fui ao cinema.

Muitos perguntarão: como será isso? Existe cinema no Plano Espiritual? Outros, ainda mais descrentes, dirão, dando-se ares de entendedores:

– Qual nada. Isso é conversa fiada. Morto indo ao cinema? Fantasma não precisa disso!

Alguns até aproveitarão para fazer blague:

– Fantasmas, se existissem, saberiam tudo, conheceriam tudo, poderiam até espiar outros planetas. Por que iriam querer ir a um cinema?

Não faltarão os maldizentes irônicos que arriscarão sua observaçãozinha:

– Logo eles, que podem atravessar as paredes e espiar todas as brigas, as fofocas, os segredos que desafiam a ficção mais arrojada dos dramaturgos de todas as épocas?

Contudo, eu fui ao cinema, e por aqui, onde moro. (…)

Haverá, naturalmente, várias classificações desse veículo tão importante para o conhecimento humano que é a projeção da imagem e dos acontecimentos, utilizáveis de várias formas e níveis, mas eu fui ao cinema para divertir-me. Duvidam?

(…)Certamente consideramos uma honra poder trabalhar e servir. Mas também é certo que o equilíbrio é a forma mais acertada de vida. Assim sendo, o lazer bem aproveitado e a diversão sadia fortalecem nosso espírito.

Por isso, há na cidade onde moro vários entretenimentos. Alguns tão diferentes dos da Terra que nem sequer me permito mencionar. Mas há um cinema, e isso eu posso falar.(…)

Pois bem, nosso cinema é um belo edifício térreo, um salão agradável e acolhedor, onde as poltronas estão dispostas um pouco diferente dos cinemas terrenos, porquanto estão em círculo completo, como uma arena de touros. No centro, uma área livre.

Quando entramos, fiquei mais curioso do que o comum, e meu acompanhante, um amigo a quem tanto devo desde que cheguei aqui, atalhou, verificando minha surpresa:

– Esperava a tela ao fundo, como na Terra?

– É, acho que sim – ajuntei, meio sem jeito.

Quando nos acomodamos, atentei para o detalhe do teto, onde havia graciosas pinturas e delicados arabescos. A sala estava lotada.(…)

Abri bem os olhos. Queria ver tudo. De repente, no centro da sala surgiu uma tela luminosa em forma de esfera semelhante a um vidro leitoso, fluorescente. E aí começou para mim o encantamento. (…)

(…) A imagem, nessa tela esférica, projetava-se multidimensionada, de modo que parecia estarmos em um teatro ao vivo, onde podíamos ver tudo completamente. Será que podem imaginar? Acho que não. Mas, como posso mostrar? Não há meios de comparação na Terra. Fiquei maravilhado.

Então, os artistas continuavam artistas. Como pode ser isso?

Meu amigo Jaime observava meu entusiasmo com discreta satisfação. Quando o espetáculo acabou, ainda permaneci sentado, enlevado, sem querer que aquele encantamento acabasse. Saímos.

A praça regurgitava e as perguntas ferviam na minha cabeça. Jaime convidou, amável:

– Sentemo-nos naquele banco. Estou pronto. Pode perguntar.
(…)

Silveira Sampaio nasceu no Rio de Janeiro, em 1914. Foi médico, autor, escritor, ator, crítico de teatro (era geminiano, rs). Tornou-se muito querido do público brasileiro e da crítica, entre os anos 40 e 60. Morreu em 1964.

Pois é, cinema! Ainda bem, pois adoro cinema. Você notou que tem vários “(…)” na citação. Ali, o espírito relata coisas megainteressantes: documentários antes do filme, os atores e a música do filme, o teto móvel…

Era um edifício térreo, uma construção. E a galera se acomodava em poltronas, em vez de ficar volitando no vácuo. Sim. Energia a gente absorve e armazena pra usar quando necessário.

Silveira diz que alguns entretenimentos de sua colônia são tão diferentes dos nossos que ele prefere nem falar. Lembrei de uma entrevista em que o médium Divaldo Franco disse que tudo o que existe na Terra existe no Além, mas nem tudo o que existe lá nós temos aqui.

(https://assets0.ello.co/uploads/asset/attachment/8674668/ello-optimized-cf491489.jpg)

Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: Andressa Z. em 24 de Novembro de 2014, 02:36
Além das obras de Kardec - que são fundamentais - indico: "Vivendo no mundo dos espíritos" livro de Patrícia psicografado por Vera Lúcia M. de Carvalho que é um livro bem legal para iniciantes na doutrina, assim como o aclamado "Violetas na Janela" também do espírito Patrícia e da mesma "psicógrafa".
Achei interessante acrescentar nesse estudo um trecho do capítulo "Colônias":

As Colônias podem ser pequenas, médias, grandes e de estudos. As
Colônias de Estudo são somente uma escola ou universidade. Nelas há alojamentos
para os professores e para os alunos, salas de aula, bibliotecas e imensas salas de
vídeo. São locais que estudiosos sonham em conhecer e morar. As outras Colônias têm as bases iguais, são fechadas, há portões, sistemas de defesa, grandes hospitais, escolas, jardins, praças, locais para reuniões e palestras, e a governadoria. Não são iguais e nem poderiam ser. São todas belas, oferecendo muitos atrativos.

Vimos filmes sobre Colônias, primeiramente as muitas do Brasil, depois as principais do exterior. A índia e o Tibete têm Colônias encantadoras, de uma arquitetura diferente, em que usam muito a cor dourado-­clara. São belíssimas. A aula teórica foi realmente interessante. Perguntou­-se muito, e os instrutores respondiam com prazer.
— Quem fundou as Colônias? — Quis saber Marcela.
— Cada Colônia tem seus fundadores. São grupos de Espíritos construtores que vieram para o Brasil com os imigrantes. Assim como foram formadas as cidades na Terra, foram fundadas também as Colônias. Há Colônias no Oriente, com milhares de anos. Vivemos em grupos, os mais adiantados ajudando os mais atrasados, sempre perto uns dos outros. Por isso cada cidade na Terra tem seu núcleo espiritual correspondente.
— Antes de o Brasil ser colonizado não havia Colônias? Perguntou Luís.
—  Não como estas. Havia, sim, núcleos espirituais, nos quais os orientadores do Brasil já planejavam a colonização, protegiam e orientavam seus habitantes, os índios.


O livro relata que cada grande centro de pessoas aqui na Terra, possui a sua respectiva colônia, com estilo, arquitetura e características próprias. Também mostra que há todo um planejamento no mundo espiritual, por exemplo, antes da colonização do Brasil; já havia uma preparação no mundo espiritual para receber futuramente essa nova sociedade terrena que surgiria.

Em outro capítulo intitulado "Desencarnação" a turma de estudos de Patrícia conta como foi seu desencarne e, uma de suas colegas, conta sobre vídeos e aulas que teve de anatomia no mundo espiritual:

Tivemos aula de anatomia. Estudamos os pontos de força e vimos em filmes como se faz para desligar o perispírito do corpo morto. As equipes de socorro que fazem esse desligamento reúnem­-se normalmente em grupo de três a quatro socorristas.
Para trabalhar nesse processo, fazem longo estudo e treinamento, e só podem realizar o desligamento, imediato, de poucas pessoas. Por isso, não são muitos nessas tarefas. Vimos o  trabalho deles em filmes, quando faziam vários desligamentos.Depois desse curso, qualquer um de nós poderia desligar alguém após seu  corpo ter morrido, mas não devemos fazer isso sem ordem superior. É bom saber! Saber é poder fazer!  O desligamento se faz de várias formas. Minutos apos a morte do corpo, alguns dias ou meses. Isso  depende do merecimento de quem desencarna. Estudamos muito a parte do corpo humano e, utilizando bonecos, vimos como se faz o desligamento. Esses bonecos são cópias fiéis do corpo humano e do perispírito. Entendemos perfeitamente como funciona o corpo físico, o que ocorre com ele e como se desintegra. Impressionei-­me ao ver, em filmes, o desligamento de pessoas que se suicidam. Sempre é muito tempo após a desencarnação. Que triste! É a pior desencarnação, embora seja cada caso um caso. Mas sofre muito quem pratica esse crime contra si mesmo.


Interessante como muitas aulas de anatomia, aulas que ensinam o processo de reanimação  aqui na Terra são semelhantes à essa aula de desligamento do perispírito! Cada plano com a sua necessidade!
Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: rwer em 24 de Novembro de 2014, 22:18


Citar
Leon Tolstói por ele mesmo

Médium: Célia Xavier de Camargo    Editora Petit, 2006

3 – Perplexidade

Caminhando com Bóris pelas ruas de nossa cidade, recuperado dos problemas orgânicos que me levaram à morte física e qual criança diante de uma novidade, extasiava-me com tudo.

A beleza das construções, cercadas de amplos e bem cuidados jardins, lembrava o estilo dos antigos palácios da Rússia, conquanto estruturalmente diferenciadas pela leveza e elegância das linhas. As praças eram arborizadas, entremeadas com canteiros de belíssimas flores, coloridas e perfumadas, de extraordinário efeito decorativo; as ruas bem traçadas e limpas, onde grande quantidade de pessoas, simpáticas e sorridentes, transitavam em todas as direções.

Tudo aquilo me fazia um bem enorme. Olhar o céu sempre azul, os prédios, os jardins, as pessoas harmonizava-me comigo mesmo e com o mundo em que vivia, fazendo com que me sentisse mais cheio de energia, disposição e bem-estar.(…)

Nesse momento, nos aproximávamos de um imenso conjunto de prédios de beleza clássica, rodeados de jardins e fontes rumorejantes, onde as águas em movimento emitiam uma sonoridade que parecia vir do seu âmago, tecendo melodia de beleza intraduzível, quase celeste.

Percebendo-me a curiosidade diante daquele complexo arquitetônico, Bóris esclareceu-me:

– Nesses prédios centraliza-se a administração da nossa Colônia Estrela da Manhã.(…)

Simples assim. Seres humanos, aqui ou no Astral, gostam de viver em comunidade. Eles se acomodam em residências, trabalham em prédios ou campos, estudam em casa ou em estabelecimentos de aprendizado coletivo, divertem-se em ambientes de lazer, relaxam em contato com a natureza, oram em templos. Assim no Céu como na Terra.

Destaque para a estranha sonoridade das águas nas fontes de Estrela da Manhã. Pode ser influência da vibração espiritual do ambiente, ou algo propositadamente feito para o deleite dos habitantes.

=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=

Célia Xavier de Camargo é médium e oradora espírita. Viaja pelo Brasil divulgando o Espiritismo. Começou a psicografar livros em 1980 e já tem 15 títulos de vários autores do Além.

(https://assets0.ello.co/uploads/asset/attachment/8674668/ello-optimized-cf491489.jpg)
Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: rwer em 26 de Novembro de 2014, 01:26
Citação de:  A vida além da sepultura

A vida além da sepultura

Espíritos: Atanagildo e Ramatis

Médium: Hercílio Maes     1958      Editora do Conhecimento

Trecho do Capítulo 3


A Metrópole do Grande Coração

(…)
Pergunta: – Embora estejamos gratos pelos vossos esforços em descrever-nos a vossa moradia espiritual, gostaríamos que nos explicásseis melhor essa relação que existe entre os espíritos e as coisas do mundo astral, a que vos referistes antes.

Atanagildo: – Como exemplo dessa vivíssima relação entre as coisas e os seres daqui, narrar-vos-ei o que acontece num dos vastos pavilhões destinados exclusivamente às crianças, e que fica situado entre caprichosos canteiros de flores, no centro de um dos bosques refrescantes. Qual deveria ser a relação fundamental, psíquica, entre as cantigas e as danças infantis desse agrupamento de crianças e o bosque e as flores dos jardins adjacentes? Para os técnicos daqui, o que mais lhes interessava era encontrar o diapasão capaz de identificar a alegria miúda, o dinamismo festivo, a inocência e a espontaneidade dos pequerruchos. Então, para estabelecer esse laço psíquico ou diapasão espiritual, os responsáveis organizaram um cenário de acordo com as manifestações psicológicas das crianças, que não deveis confundir com os tradicionais ambientes "infantis", muito comuns na Terra, e que só lhes visam o nível mental. Tudo aqui se ajusta no diapasão emotivo, mental e espiritual dos pequeninos; as flores dos canteiros são miúdas, álacres, movem-se fácil e garridamente sob a brisa mais suave; os arbustos, em torno, também são pequenos, farfalham facilmente e exalam um perfume que lembra a fragrância das roupas da criança sadia, limpa e perfumada. Para que as crianças não se divirtam junto a um lago sereno, amplo, mas impróprio, devido a ter o aspecto grave das coisas adultas, não se afinando ao toque buliçoso infantil, existem em torno dos mesmos lagos pequeninos regatos que saltitam de pedra em pedra, leves e espontâneos, lançando sons agudos e cristalinos, que se casam admiravelmente às exclamações ruidosas da petizada.
 
Os edifícios em que vivem as crianças são pavilhões rendilhados de ornamentos inquietos e ricos de cores que parecem associar-se aos movimentos infantis, pois em face da natureza cristalina ou etérea da substância astral de nossa moradia, forma-se um amálgama policromo que a tudo fertiliza e anima sob a mesma disposição festiva. A irradiação dos regatos casa-se ao ar de travessura dos arvoredos buliçosos e à policromia das flores; aviva- se, então, a figura central do pavilhão, e os jatos de luz colorida convergem para os bustos dos pequeninos que, na fartura dessas cores luminescentes, entregam-se à mais encantadora ciranda no mundo espiritual!

Pergunta: – Quereis dizer que as coisas que cercam as crianças, nesse ambiente astral, são dotadas de uma vida própria, não é assim?

Atanagildo: – Embora não vos seja compreensível esse fenômeno, por ser próprio das nossas condições vibratórias, os cenários e as coisas que o compõem tornam-se essencialmente comunicativos aos brinquedos e ao júbilo das crianças, pois as cores se avivam ou se acautelam, os sons se aguçam ou se aquietam, refletindo na magia dos fluidos astrais as próprias emoções e a traquinagem da petizada! Eu mesmo não tardei em aprender a ler, naquela linguagem de cores, luzes e sons em admirável efervescência, toda a gama de emoções que vai pela alma infantil.

Sob essa mesma disposição vibratória, seguem-se outros tipos de relações psíquicas ou de psicologia espiritual, em perfeita sintonia com os demais setores de educação, trabalho, diversão e devoção na metrópole do Grande Coração.

Em nossa esfera, como já vos tenho relatado, todas as coisas são profundamente afetadas pelos pensamentos das criaturas, que reagem entre si como verdadeiros prolongamentos vivos das mesmas. Insisto em dizer-vos, mais uma vez, que o nosso mundo astral não é um cenário ilusório, porém muito mais real do que o mundo físico! É perfeitamente tangível, apesar do seu altíssimo diapasão vibratório, que vai além dos vossos sentidos físicos e dos raciocínios humanos. O meio astral sempre reage, com veemência e prontidão, a qualquer gama vibratória do nosso perispírito. Podemos ater-nos a faixas vibratórias tão altas quanto sejam o impulso de nossa vontade e a capacidade de nossa mente, já purificada pela influência benéfica do coração!
(…)


Também a matéria tem graus de manifestação. No Astral, ela é mais sutil e sensível, influenciada pela disposição mental e emocional dos habitantes.

E as espécies vegetais, componentes indispensáveis do ambiente natural do Além, respondem mais prontamente ao caráter predominante das pessoas próximas. Ainda mais quando são escolhidos seres vegetais adequados ao grau de consciência do, digamos, público alvo, rs.

Mais uma vez, Atanagildo alerta: o mundo astral é muito mais real do que o físico. Faz sentido. Sutileza e pureza revelam maior teor divino no ambiente, tornando-o mais rico de vida.

Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: rwer em 27 de Novembro de 2014, 02:13
Citar
A Vida Além do Véu II

Por Zabdiel    médium: Rev. Vale Owen

IV - Terra, o vestíbulo do Céu

Sexta, 28 de novembro de 1913

(…)

Uma vez fui mandado a receber um homem que requeria cuidados ao ser tratado, pois tinha sido alguém que teve muitas opiniões decisivas sobre estes reinos, e cuja mente foi preenchida com ideias do que era certo ou próprio para a vida que continua aqui. Encontrei-­o como seus atendentes espirituais trouxeram-­no da região terrestre, e deixaram­-no no pequeno bosque onde eu o esperava. Ele andou entre as árvores e parecia aturdido de alguma forma, como se procurasse algo que não encontrasse.

Pedi aos dois que o trouxessem para se postar sozinho diante de mim e ficaram a uma pequena distância atrás dele. Ele não pôde me ver claramente a princípio, mas concentrei-­me nele e finalmente ele olhou para mim, perscrutando.
 
Então disse a ele, “Senhor, procura o que não pode achar, e eu posso ajudá-lo. Primeiro digam-me, há quanto tempo está em nossa região?”

“Isto”, ele respondeu, “encontro dificuldade para responder. Certamente arranjei para estar aqui, mas pensei que era para a África que estava indo. Mas não acho que este lugar é como esperava.”

“Não, porque aqui não é a África; e daquele continente você está a uma longa distância”.

“Então qual é o nome deste continente? E que tribos de pessoas são estas? São brancos e muito bonitos, mas nunca encontrei nenhuma como eles, nem mesmo em minhas leituras.”

“Bem, você não está sendo bem exato para o cientista que você é. Você leu destas pessoas sem perceber que elas são algo mais que bonecos sem vida ou sem qualidades naturais. Estes são aqueles sobre quem você leu, sobre santos e anjos. E assim sou eu.”

“Mas...”, ele começou e parou. Ele não me acreditava, e temia ofender­-me, não sabendo quais consequências traria; pois estava num estranho lugar, entre pessoas estranhas e sem escolta.

“Agora”, disse-­lhe eu, “você tem uma tarefa a desempenhar, a maior que jamais encontrou. Em todas as jornadas não encontrou barreiras tão altas e densas como estas. Então serei bem claro com você e direi a verdade. Você não acreditará. Mas, acredite­-me, até que realmente acredite e entenda, não terá paz em sua mente, nem será capaz de realizar progresso algum. O que tem a fazer é pegar todas as opiniões de toda a sua vida, girá­-las de cima para baixo e de dentro para fora, e colocar­-se a si mesmo não mais como um erudito e grande cientista, mas como o mais iniciante em conhecimento; e quase tudo que pensava não merecerá considerações, porque esta região também era considerada indigna de ser pensada, ou completamente errada. Estas palavras são duras; mas muito necessárias. Mas olhe bem para mim, e diga­-me, se pode sondar-­me, se sou honesto e amigável, ou não”.

Ele olhou-­me longa e muito seriamente, e disse finalmente, “Embora eu esteja perto do mar, conforme o que quis dizer, e suas palavras parecem-­me as de algum entusiasta extraviado, sua face é honesta o bastante, e penso que deseja o bem para mim. Agora, em que quer que eu acredite?”

“Já ouviu falar da morte?”


“Encarei-­a muitas vezes!”


“Como agora me encara. E ainda não conhece nem um nem outro. Que tipo daquilo que você chama de conhecimento olha para uma coisa sem saber o que é?”


“Se for claro, e disser-­me algo que eu possa entender, pode ser que seja capaz de
captar as coisas um pouquinho melhor.”


"Claro. Então, antes de mais nada, você está aquilo que chamam de morto.”

Neste ponto ele riu e disse

“Quem é você, e o que está tentando fazer comigo? Se está determinado a tentar fazer-­me maluco, diga­-me e acabe com isto, e deixe­-me seguir meu caminho. Há algum vilarejo por aqui perto onde eu possa ter comida e abrigo enquanto penso no meu caminho futuro?”
 
“Você não requer comida, pois não está com fome. Nem requer abrigo, porque não está com o corpo cansado. Nem ao menos observa algum sinal de noite.”

Ao ouvir isto parou mais uma vez, e então respondeu, “Você está razoavelmente certo; não estou faminto. É estranho, mas é bem verdadeiro; não tenho fome. E este dia, certamente, tem sido o mais longo de que me recordo. Não entendo tudo isto”.

E ele recomeçou a devanear. Então eu disse, “Você é aquilo que chama de morto, e este é o mundo espiritual. Você deixou a terra, e esta é a vida além, que deve agora viver, e vir a entender. Até que você domine esta verdade inicial, nenhuma ajuda a mais posso lhe dar. Deixo-­o para que pense nisto; e quando me quiser, se assim quiser, virei a você. Estes dois senhores que o trouxeram até aqui são atendentes espirituais. Pode argui­-los e eles responderão. Somente lembre-­se disto, não caia no ridículo de rir deles quando eles lhe falarem, como fez até agora, com minhas palavras. Somente se for humilde e cortês permitirei a companhia deles a você. Você tem em si muito que é válido; e também tem, como muitos que encontrei, muito de vaidade e de tolice em sua mente. Não suportarei que exiba isso diante de meus amigos. Portanto seja sábio em tempo e lembre-­se. Você está agora na fronteira entre as esferas de luz e aquelas de sombra, e depende de você ser deixado em uma, ou ir, por seu próprio livre arbítrio, para a outra. Possa Deus ajudá-­lo, e isto Ele quer, se você quiser.”

Então acionei os dois atendentes espirituais, e eles vieram e sentaram­-se com ele, e deixei-­os ali sentados juntos.
 
O que aconteceu? Ele subiu ou desceu?

Ele não mais me chamou, e não fui a ele por um longo tempo. Ele era muito inquiridor, e os dois, seus companheiros, ajudaram­-no de todas as formas possíveis. Mas ele gradualmente achou que a luz e a atmosfera do lugar eram desconfortáveis, e foi forçado a dirigir-­se a uma região mais escura. Ali ele se esforçou tremendamente e, finalmente, o bem prevaleceu nele. Mas foi uma luta renhida e demorada, e uma humilhação da mais amarga e pungente. Apesar disso, ele foi um bravo espírito e venceu. Aí, foi chamado por aqueles a quem tinha sido dado em guarda, e conduzido mais uma vez para a região mais brilhante.

Então fui encontrá-­lo, no mesmo lugar no bosque de árvores. Ele era agora um homem muito mais pensativo, e mais gentil, menos pronto para escarnecer. Olhei para ele silenciosamente; ele olhou para mim e reconheceu-­me, e inclinou sua cabeça de vergonha e contrição. Ele estava muito sentido por ter rido de minhas palavras.

Então veio em minha direção vagarosamente e ajoelhou-­se diante de mim, e vi seus ombros movendo-­se com os soluços enquanto escondia seu rosto com suas mãos. Aí abençoei-­o com minha mão em sua cabeça, e disse-­lhe palavras de conforto e deixei­-o.
 
É frequentemente assim. +


Neste livro, há constante referência às Esferas espirituais que circundam a Terra. No relato acima, a gente pôde ver um pouco da razão de existirem essas camadas astrais: colocar cada coisa em seu lugar mais afim.

Muitas pessoas partem da Terra com destino dúbio no Além. Elas possuem luzes e sombras em seus corpos espirituais. Pelas luzes que desenvolveram, merecem ser ajudadas e esclarecidas. Mas o lado escuro de suas almas é atraído para os umbrais. Fosse apenas pelo conteúdo sombrio, e gravitariam imediatamente para o Astral inferior.

Divina é a função da matéria, em qualquer plano. É a nossa referência, o nosso ambiente. A matéria compõe o grande estúdio da Criação, seja nos planos sutis ou nos mundos físicos. E também dá forma aos personagens.

Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: macili em 29 de Novembro de 2014, 02:46
(http://2.bp.blogspot.com/-Pj_m6soktKg/Thjt3Mg-FSI/AAAAAAAAMRw/c1iQQeW4UOM/s400/f361e466fa2366ec330101fa1c6b820c9aa7e24a.jpeg)


Citar
Livro: A vida no outro mundo
Autor:  Cairbar Schutel, publicado em 1932.

Capítulo XVIII– Os Planos do Mundo Espiritual



No Outro Mundo, como neste, existem planos de existência, mundos superpostos, uns acima dos outros, constituindo uma espécie de escada de perfeição.
[...] Não pode ser de outro modo. A lei do progresso rege de modo perfeito a evolução anímica.
Os Espíritos, revestidos de seu corpo perispiritual, não podem viver num meio que não esteja de acordo com sua vestimenta espiritual, e esta vibra sempre ao ritmo da elevação de cada um, em sabedoria e moralidade.
Uma região isenta, por exemplo, de oxigênio, seria hostil a Espíritos que ainda precisam de oxigênio para viver. Uma região em que não predomina o carbono não poderia ser habitada por Espíritos que necessitam, pela sua condição ainda de inferioridade, de carbono para a manutenção do seu corpo perispiritual.
O indivíduo sentir-se-ia desequilibrado, e a sua condição média tornar-se-ia infeliz, sofredora, insuportável se assim não fosse. Tudo obedece a uma ordem e harmonia admiráveis na criação.[...]



Capítulo XIX– O Plano da Vida após a Morte

O primeiro plano do Mundo Espiritual é bem parecido com o plano em que vivemos, o plano terrestre.
Pode-se dizer que o nosso plano de vida aqui, na Terra, é uma cópia materializada do primeiro plano da Vida Espírita.
O que existe na Terra, existe nesse plano do mundo espírita, sendo que ele contém ainda mais alguma coisa do que existe no nosso mundo. Mas é muito mais aperfeiçoado, mais belo, sem comparação; e tudo o que existe, está claro, é formado de matéria contida nesse plano de vida, ou mundo.

[...] A vida Além Túmulo não se cifra num Inferno candente, num Purgatório de labaredas, num Céu de beatífica e nula contemplação, num mistério, numa abstração; lá existem cidades flutuantes, sonhos de Júlio Verne, grandes avenidas, largas praças, jardins esplêndidos, museus, ruas belíssimas, onde se destacam magníficos edifícios, construções que maravilhariam os maiores arquitetos da Terra, onde cruzam e se multiplicam veículos de que o homem ainda não pode fazer ideia; ascensores que conduzem aos planos superiores, e, para determinados fins, os Espíritos inferiores, que, pela sua materialidade, não se podem elevar ao azul do firmamento.
Enfim, lá a vida é tão intensa, o movimento tão acentuado, que confunde os Espíritos menos avisados, como confuso e boquiaberto ficaria o sertanejo que do mundo nada conhecesse a não ser o recanto em que nasceu e fosse transportado para um dos centros principais do mundo terrestre, por exemplo, Londres ou Paris.[...]



Capítulo XX– Revelações sobre a vida no outro mundo

[...] É assim que, na História do Espiritismo, de Sir Arthur Conan Doyle, por exemplo, encontramos a seguinte mensagem, que confirma as nossas asserções.
[...]Eis a comunicação do Espírito Lester Coltman, a respeito da Vida no Além:
[...]” Meu trabalho continua aqui como se iniciou na Terra, ou seja, no terreno científico. Para progredir em meus estudos, visito frequentemente um laboratório, onde encontro facilidades tão completas como extraordinárias para a realização de experiências. Tenho casa própria, verdadeiramente bela, com uma grande biblioteca, na qual existe toda a classe de livros de consulta: históricos, científicos, de medicina, e de todos os gêneros da Literatura. Para nós, estes livros são tão interessantes como para vós, os da Terra. Tenho uma sala de música com toda a sorte de instrumentos. Tenho quadros de rara beleza e móveis de gosto apurado. Atualmente vivo só, mas recebo com frequência a visita de amigos; também os visito em suas casas, e, se alguma vez me sucede sobrevir ligeira tristeza, vou, então, visitar aqueles a quem mais eu quis na Terra. Das minhas janelas admiro uma paisagem extraordinariamente bela, que se estende ao longe em suaves ondulações, e, próximo à minha, existe um casa comunal onde vivem em feliz harmonia vários dos Espíritos que trabalham no laboratório.



Esta obra que foi publicada antes do surgimento do médium Chico Xavier,  nos demonstra que negar a existência das Colônias Espirituais e também do Umbral significa refutar a contribuição inestimável de autores consagrados como Conan Doyle dentre muitos outros.  Ao passarmos para o outro lado nos sentiremos muito bem, pois tudo é muito belo e perfeito e a vida continua a prosseguir de forma muito equivalente a nossa atual existência, nosso estado evolutivo.
Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: rwer em 29 de Novembro de 2014, 21:16
Citar

Violetas na janela

Espírito: Patrícia     Médium: Vera Marinzeck     Editora Petit, 1993

Trechos de


10 – Aprendendo a nutrir-se

(…)

Notei que Maurício não tomava nem água. Indaguei-o:

– Maurício, como se alimenta?

– Tiro as energias de que necessito do sol, do ar e da natureza.

– Será que um dia serei como você?

– Se quiser, esforce-se e será. Eu, nem em excursões, nem em trabalhos entre os necessitados, preciso alimentar-me ou tomar água. Observe, Patrícia, que os moradores da Colônia não são iguais. Há os necessitados, os que querem ser servidos, os que, mesmo recuperados, fazem trabalhos por obrigação. Há os que servem, de boa vontade, mas se acomodam, sentem-se bem como estão e, para muitos, aqui já é o paraíso sonhado. E há os que aproveitam as oportunidades para aprender, servindo com precisão. Você tem seu livre-arbítrio para estacionar, ficar como está, ou progredir, ser como muitos, autossuficientes, que não necessitam dormir, alimentar-se, têm plena consciência de sua existência espiritual. Não importa se estamos encarnados ou desencarnados, temos que crescer, progredir, pôr em prática o que se aprende. Necessitamos ser agora, no presente. Muitos, na Terra, dizem não acreditar na reencarnação, por Jesus não ter dito sobre isso mais claramente e mais vezes. O que nosso Mestre Maior nos ensinou é que devemos ser melhores, tornarmo-nos bons, no presente. Como pode a reencarnação ser de importância para um espírito, se está sempre deixando para o futuro o que tem que ser feito no presente?

– Vou ser como você!

Matriculei-me no curso e comecei indo todos os dias com hora marcada, por uma hora.

Nesse curso, os instrutores procuram conscientizar seus alunos de que realmente estão vivendo num corpo sutil e que são desencarnados. Começa-se aprendendo exercícios de respiração, alguns parecidos com os da Ioga. Digo parecidos porque aqui ninguém se refere a esta ciência de respirar. Faço esta nota porque conheci encarnada alguns destes exercícios. Aprende-se através da prática, depois faz-se automaticamente, só pela força de vontade. (…)

Conforme aprendemos, vamos passando para a turma mais adiantada, até concluir o curso, quando nos conscientizamos que, para quem quer aprender, tudo fica mais fácil.

O pátio é muito agradável, ao ar livre, e cercado de plantas. Trocam-se muitas ideias e experiências neste curso. Os instrutores são espíritos com conhecimento e experientes, sempre prontos a ajudar. Há muitos horários de aula por dia, mas o pátio está sempre aberto a todos que queiram ir lá fazer exercícios. É bem frequentado, muitos gostam de exercitar-se e outros de ir para renovar o aprendizado.

O curso me fez muito bem, aos poucos fui passando a viver como todos os desencarnados devem viver, mas aos poucos. Demorei algum tempo para concluí-lo.

Já não me preocupava com minha aparência. Meus cabelos ficavam como eu queria. Já não trocava de roupa como no começo e ia perdendo a vontade de tomar banho, de escovar os dentes e até de alimentar-me. Mas alimentava-me ainda uma vez por dia. Nutria-me de frutas, caldos de ervas, doces, pães, tudo baseado em vegetais, pois não se matam animais para alimentação. Gostava muito de tomar água, que aqui é diferente, cristalina, fluidificante e energética. Normalmente, os habitantes das colônias tomam sempre água. (…)

Nesse período em que aprendia os exercícios da ciência de respirar, em que começava a me alimentar pela absorção dos princípios vitais da atmosfera, aprendia também a dominar minha vontade e a usá-la para meu bem-estar.

Não sentia nenhuma dor, nenhum mal-estar, e não tive mais resfriado. Maurício me explicara que deveria aprender a observar meu próprio interior, porque ao agir egoisticamente causamos em nós muitos mal-estares.

Dormia cada vez menos, pois não sentia necessidade, como antes, de dormir ou de me alimentar. Gostei muito porque com este tipo de alimentação que começava a me nutrir, quase não precisava ir ao banheiro. Depois, não me alimentando mais, o banheiro seria um cômodo dispensável.

Nem todos aprendem a volitar e a nutrir-se em cursos, há outros modos de aprender, como lendo, pesquisando nos vídeos, ou com alguém que saiba ensinar. Mas, frequentando esses cursos, é bem mais fácil, pois aprende-se com exatidão e em menos tempo.

É bem agradável conscientizar-se e viver como desencarnado.



Patrícia fez vários cursos no Além: volitação, alimentação atmosférica, vigília permanente...

Tudo requer aprendizado, na Terra ou no Astral. Não basta ter aprendido em outra encarnação ou em outro período no Mundo Espiritual. Se a gente não lembra com clareza, precisa reaprender.

São poucos os que já nascem sabendo, tipo aquele menino gênio que entrou pra universidade aos nove. Também devem ser poucos os que morrem sabendo. Nesse ponto, a literatura mediúnica atual pode ser de grande ajuda.

Pelo que a Patrícia disse, já deu pra perceber que muitos vão viver no Além uma vidinha mais ou menos a mesma. O prazer de degustar pode prender as almas por séculos. Em consequência, a digestão e a necessidade de defecar, o suor e a sujidade corporal, o sono invencível. Necessidade traz necessidade, e lá estamos em pleno Astral precisando de chuveiro pra limpar o corpo por fora, e vaso sanitário pra se livrar dos resíduos.

Na Terra, a gente precisa aprender a cuidar da higiene física, comendo, dormindo e se lavando. No Céu, a higiene do Céu, sutil e simples – mas que exige dedicação no aprendizado.

Somente os cuidados higiênicos de ordem moral, aqueles do Evangelho, é que hão de ser indispensáveis em qualquer plano. Mas o assunto, aqui, é o cuidado com o corpo.

Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: macili em 30 de Novembro de 2014, 03:14
(http://media-cache-ec0.pinimg.com/736x/25/f5/ad/25f5ad662a65f0aab65a412260cefc33.jpg)



Citar
Livro: A Vida Além do Véu
Pelo Espírito Zabdiel / Médium: Reverendo G. Vale Owen
Livro II – As Altas Esferas do Céu

Capítulo IV – Terra, o Vestíbulo do Céu




[...] E agora, meu amigo e tutelado, deixe-me mostrar-lhe um cenário que ilustra o que escrevi: em uma colina verde e dourada, com o perfume de muitas flores pairando no ar como música num beijo de cor, há uma antiga casa com muitas torrinhas e janelas como aquelas que na velha Inglaterra se fechavam com vidro. Árvores e gramados e, abaixo no vale, um grande lago onde pássaros de muitas cores, e muito bonitos, brincam entre si. Não é um cenário de sua esfera, mas um deste lado do Véu. Seria de pouco proveito que eu argumentasse mostrando a racionalidade de tais coisas estando aqui. É assim, e o homem duvidaria que tudo isto, que é bom e bonito na terra, está aqui com a beleza intensificada, e o amor feito mais amor que já é, de nossa parte uma questão de se pensar o quão grande é.

Em uma das torres, ali está uma mulher. Ela está vestida na cor de sua ordem, e aquela cor não é cor conhecida na terra; portanto não posso dar o nome. Mas poderia descrevê-la como um lilás dourado; e temo que isto pouco lhe fará entender. Ela observa o horizonte longínquo do outro lado do lago, onde baixas colinas são tocadas pela luz além. Ela está feliz por ver isto. Sua figura é mais perfeita e bonita que a de qualquer mulher na terra, e sua face mais amorosa. Seus olhos brilham com uma irradiação de um matiz violeta, e em sua testa uma estrela prateada brilha e cintila como em resposta aos pensamentos interiores. Esta é a joia de sua ordem. E se beleza fosse desejada para fazer a beleza dela mais completa, seria uma pontada de melancolia, que lhe aumenta a paz e a alegria de seu semblante. Esta é a Senhora da Casa, onde mora um grande número de trabalhadoras que estão a seu encargo para fazerem o que ela quiser, e dirigem-se em missão aonde ela desejar, de tempos em tempos. A Casa é muito espaçosa.

Agora, se estudar sua face verá em primeiro lugar que ela está em expectativa, e presentemente uma luz sai e pisca em seus olhos em raios violeta; e de seus lábios sai uma mensagem; e você sabe disto pela razão dos raios de luz azul e rosa e carmesim que disparam debaixo de seus lábios e parecem ter asas, voando tão rapidamente que não é possível segui-los através do lago.

Então um barco é visto chegando rapidamente pela direita, entre as árvores que crescem nas margens, e os remos faíscam e cintilam, e as gotas em torno da proa dourada são como pequeninas esferas de vidro dourado misturadas com esmeraldas e rubis, à medida que vão caindo para trás. O barco chega ao cais e uma multidão usando roupas brilhantes salta nos degraus de mármore que os conduzem para cima pelo gramado verde. Um deles não é tão rápido, entretanto. Sua face está banhada de alegria, mas também parece cheio de assombro, e seus olhos não estão muito acostumados à qualidade de luz que banha todas as coisas numa radiação suave de luz tênue.

Então, da entrada, e rumando abaixo em direção à recepção, vem a Senhora da Casa, e para a uma curta distância da reunião. O recém-chegado olha para ela enquando ela está ali, e exprime espanto em seu olhar, extasiado e atento. Aí, finalmente, ela o chama e, em palavras calorosas, esta brilhante santa de Deus dá as boas vindas a seu marido, “Bem, James, agora você chegou a mim – finalmente, querido, finalmente.”

Mas ele hesita. A voz é dela, mas está diferente. Além do mais, quando ela morreu era uma velhinha com cabelos grisalhos, e inválida. Agora ela se posta diante dele como uma adorável mulher, nem jovem nem velha, mas com a perfeita graça e beleza de juventude eterna.

“E eu observei você, querido, e estive tão próxima de você o tempo inteiro. Agora isso é passado e acabou, e sua solidão se foi para sempre, querido. Pois agora estamos juntos mais uma vez, e aqui é o Eterno Presente de Deus, onde nem eu nem você jamais envelheceremos, e onde nossos meninos e Nellie virão quando terminarem o que é encargo deles na vida terrestre.”

Até aqui ela falou, para que ele pudesse recuperar sua postura; e finalmente ele conseguiu, e repentinamente. Ele irrompeu em lágrimas de alegria, porque percebeu que era sem dúvida sua esposa e sua querida; e o amor sobrepujou seu respeito. Ele caminhou naquela direção com sua mão esquerda sobre seus olhos, somente dando olhadas para cima e então, quando ele estava perto, ela correu e tomou-o nos braços e o beijou, e jogando um branco em seu pescoço, tomou sua mão na dela e conduziu seus passos, lentamente e com delicada dignidade, para a Casa que preparou para ele.
Sim, aquela Casa era o complemento celeste da casa deles em Dorset, onde moraram toda sua vida de casados até que ela passou para cá, e onde ele permaneceu pranteando sua ausência.


Isto, meu tutelado, transmiti-lhe para apontar, com cenas caseiras, o fato de que tesouros do céu não são meras palavras de sentimento, mas são sólidos e reais e, se você não captou o sentido, materiais. Casas e amigos e pastos e todas as coisas queridas e bonitas que vocês têm na terra,estão aqui. Somente aqui elas são de uma beleza mais sublimada, mesmo as pessoas destes reinos são de uma beleza não terrena.
Aqueles dois que viveram uma boa vida como proprietário rural e esposa, ambos simples e tementes a Deus, e bondosos aos pobres, quase ricos. Estes têm sua recompensa aqui, e esta recompensa é frequentemente inesperada como foi a dele.

Este encontro eu pessoalmente testemunhei, porque fui um dos que o trouxe ao caminho para a Casa, ficando lá na esfera onde isto aconteceu.


Em que esfera foi, por favor?
Na Sexta. E agora, meu amigo, encerrarei e devo mostrar-lhe algumas destas belezas que aguardam os simples de coração que por amor fazem o que podem, e procuram o correto perante Deus para agradar a Ele, em vez de procurarem as altas posições dentre os homens. Estes brilharão como estrelas e como o sol, e tudo ao seu redor terá mais amor por causa da presença deles. Está escrito assim, e é verdade. +



* * *


Que trecho encantador... Nos dá uma ideia de como devem ser belas as esferas mais sublimadas, tudo irradiando luz e amor intensos...

Ao retornarmos às Altas Esferas, quanto mais evoluído for o espírito, seu perispírito se refletirá numa beleza resplandecente, cândida, doce, iluminada.  O Espírito se comunica através dos pensamentos envolvidos em eflúvios de luz que igualmente irradiam beleza ...  É algo por demais encantador.

Deus não separa os filhos que se amam, estejam eles encarnados ou desencarnados, a vibração do amor sublime é o que os entrelaça, os sintoniza. Este casal, quando encarnados, se amavam muito; foram pessoas de bem, vivenciaram o amor ao próximo, eram humildes de coração, seguindo  os ensinamentos vindos de Deus.

Como presente de Deus, receberam sua recompensa no Mundo Espiritual e lhes foi permitido se reencontrarem na mesma Esfera. E a esposa se esmerou e preparou a Casa deles no Astral, para poder receber o marido com muito amor em seu coração. Futuramente o restante da família novamente lá se reunirá.

É o ir e vir da imortalidade.  “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.”

Simplesmente divino, maravilhoso... 

Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: Andressa Z. em 30 de Novembro de 2014, 04:47
Amigos!
No último dia de nosso estudo mensal, queria compartilhar um trecho de um dos livros mais bonitos que (ainda estou lendo) já entrei em contato até hoje. É o "Francisco de Assis", psicografado por João Nunes Maia. Neste trecho belíssimo de uma cura realizada por Francisco quando ainda encarnado como João Evangelista, mostra o mundo espiritual por uma diferente perspectiva:

 Os olhos do apóstolo brilharam qual duas chamas espirituais. Em sua lúcida mente não se desenharam emoções de medo da enfermidade ou de tristeza. O meio não afetou seu ambiente íntimo, que é somente Amor. Pensou no Cristo fortemente. Recordou-se de Tiago e de Pedro. Passaram-se nos escaninhos da sua memória, lembranças afáveis do Mestre curando os enfermos, dando vista aos cegos e levantando até os que se encontravam mortos. Em seguida, rememorou o Divino Mestre curando muitos leprosos de uma vez, quando somente um voltara para agradecer.
 O fenômeno da filha de Jairo surgiu vivo em sua mente, com esperança, pois ele a assistira levantar-se pela presença do Seu Senhor. E buscou a Deus do modo pelo qual seu coração indicava. Impôs as mãos na cabeça de Pátius e, como por encanto, jorrou do alto uma luz, cuja policromia era a Sua feição distinta, inundando o quarto de um perfume encantador e desconhecido na Terra. O espanto foi geral. O silêncio dava autoridade a Pai Francisco para fazer o que bem entendesse, sob a inspiração do Céu. O filho de Salomé, no meio da súplica, notou que uma mão de luz sobrepôs-se à sua, na cabeça do rapaz, e uma voz que conhecia ser a do Cristo - que o rapaz também percebeu - se fez ouvir claramente:
- Quero que sejas limpo desta tão temível enfermidade e não te esqueças de compreendê-la, para que não caias em novos infortúnios. Sê um caminho, para que eu possa falar com João.
 Estas palavras ficaram vivas na mente do apóstolo e do estudante. As luzes pareciam milhões de pequenos operários ativos, trabalhando na recuperação de grande cidade desmoronada por catástrofe. A pele do moço foi se recompondo aos olhos de todos, semque a razão participasse do fenômeno. Pai Francisco parecia revestido da mesma luz e, notando o fato, chorou de emoção. A sua fé refartou o ambiente de glória e de alegria para todos que participavam do milagre da cura, desde os últimos servos até os progenitores. O rapaz, daí a instantes, ergueu-se do leito completamente refeito, sem qualquer sinal de enfermidade no rosto ou nas mãos rugosas de Pai Francisco e perguntou com a voz entrecortada de emoção.
- Quem é esse ancião, mamãe? Quem é, papai, esse venerando senhor, que me fez voltar ao que eu era? Nem os melhores e mais abalizados médicos de Roma e da Grécia puderam algo fazer, pois desconhecem os meios de curar tão terrível enfermidade! Será que sonho? Será que morri? Ou estou morrendo?... Quem é este profeta que me visita a essa hora?
E caiu novamente no leito em profundo sono reparador. O silêncio foi quebrado pelos familiares, em tomo de Pai Francisco, que os chamava para uma sala contígua, para que o moço dormisse em paz, não aceitando reverências que dizia não merecer, nem promessas de coisas materiais que não se acostumara a receber. Ainda se sentia na mansão o perfume encantador, cuja procedência os moradores desconheciam.
Daí a meses as paredes e as roupas que por este fato não foram lavadas, recendiam com a mesma intensidade. O velho companheiro do Cristo, quando falava, desprendia esse mesmo aroma divino da força do seu verbo, ficando esse sinal como registro da presença do profeta do Apocalipse.


Esse momento de cura apresentou um perfume inebriante, jatos de luz e a própria voz de Cristo foi ouvida na dimensão dos "encarnados". Mostra que esse aroma inexplicável, apesar de não ter uma origem terrena, permaneceu por meses naquela mansão,  impregnado nas vestes do atendido.
Fato que demonstra ser o mundo espiritual muito mais do que nossos olhos permitem que vejamos; a graça da cura tem aroma de rosas...fico apenas imaginando o quão fantástico deve ser essa "matéria" espiritual!
Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: rwer em 30 de Novembro de 2014, 16:39
Citação de: Corolarium
Corolarium

Espírito: Maria de Nazareth   
 
Médium: Diamantino Coelho Fernandes        1968

Editora 33


Capítulo XV (…) Um grupo de almas visita o meu plano

(…)
Em seguida desejo contar-vos uma pequena história relacionada com a nossa vida no Além, sempre curiosa e interessante para quantos vivem a vida terrena inteiramente olvidados de sua vivência espiritual. Sucedeu certa vez em que eu visitava outro plano que não aquele em que vivo habitualmente, deter-me a apreciar um grupo de almas que se entretinham a cultivar flores muito mimosas, cuja espécie está sendo preparada para cultivar também no solo terreno. São flores muito lindas, muito belas, exalando perfume agradável e duradouro. Estavam ali ocupadas no tratamento de um canteiro dessas pequeninas flores, cerca de dez ou doze almas juvenis que me reconheceram e logo se acercaram de mim, com demonstrações as mais delicadas e cativantes de amor filial. Eu as recebi afetuosamente, abracei-as todas, e ali me detive um pouco entretendo com elas uma palestra muito agradável.

Ao fim de nossa palestra, indaguei daquelas almas juvenis, de filhas que há muito haviam regressado da Terra, o que gostariam de obter de minha parte, após o nosso tão agradável encontro. Aquele pequeno grupo de almas juvenis entreolhou-se por momentos como a indagarem-se mutuamente o que deveriam pedir-me, quando uma delas decidiu manifestar-se em nome do grupo. Achegou-se então a mim, pegou as minhas mãos, e beijando-as, declarou-me que o que todas aquelas almas mais desejavam manifestar-me naquele momento, era o seu desejo de me acompanharem ao meu plano e lá permanecerem ao meu lado o maior tempo possível.

Eu achei esse desejo muito natural e preparei-me para atendê-lo. Digo preparei-me porque em verdade eu necessitava de fazer algo a fim de poder atender ao desejo que me havia sido manifestado. Comuniquei-me instantaneamente com o meu amado Filho e roguei a necessária permissão para responder afirmativamente àquelas belas almas juvenis que se mantinham em atitude de expectativa. Esta comunicação com o Senhor e sua resposta ocorreu em questão de segundos. Eu a fiz em obediência à lei espiritual que todos cumprimos no Alto, em virtude da qual nada se faz que não seja devidamente autorizado por quem de direito, no caso o Senhor Jesus, dada a circunstância de conduzir a um plano superior, almas viventes em outro algo inferior. Transmitindo a resposta afirmativa recebida do Senhor àquele pequeno grupo de almas, senti em meu coração toda a alegria que das mesmas se apoderou ao receberem a notícia de que seguiriam comigo, a fim de visitar a minha moradia e nela residirem durante algum tempo.

Como não podiam partir sem o cumprimento de certas formalidades como mandam as leis que nos regem, eu própria solicitei ao Chefe Espiritual do plano em questão a necessária permissão para conduzir aquelas almas em minha companhia, e também a designação de substitutas para a tarefa de que então se ocupavam. Isto conseguido, foi nossa partida assistida por uma pequena multidão de almas do plano, desejosas todas de obterem igual oportunidade, e apresentando felicitações às que partiam.

Nossa chegada ao plano em que vivo no Alto produziu nas minhas hóspedes um pequeno deslumbramento, como era natural. Minha chegada já era esperada pelo meu grupo de assessores e numerosas Entidades que também se informaram acerca do meu regresso. Direi então que o aeroporto estava repleto de luminosidade, e isto encantou deveras as minhas hóspedes. Deixamos este local e nos acomodamos no veículo à nossa espera, no qual viajamos até a minha residência, fazendo pequena parada no majestoso templo de topázio que se ergue bem próximo do local de desembarque. Ali oramos durante alguns momentos elevando preces ao Pai Celestial, pela felicidade de todos os seres daquele e de todos os planos do Universo.

Em seguida retomamos o nosso trajeto. Minhas hóspedas estavam felicíssimas com o que viam ao longo do caminho que percorríamos. Maravilhavam-se, segundo diziam, como os belos jardins que encontrávamos à nossa passagem, e com o perfume que suas flores nos ofereciam, essências que minhas hóspedas desconheciam. Também admiravam extasiadas as altas torres de topázio elevadas no templo onde havíamos orado, e viajavam sorrindo para as belas paisagens que descortinavam pelo trajeto que fazíamos. Chegadas finalmente à minha moradia, encontraram as minhas hóspedas juvenis uma recepção que muito as encantou. Ali nos esperavam todos os meus assessores e assessoras em número que se pode contar por centenas, de quem as jovens receberam cumprimentos os mais cordiais. Isto as deslumbrou sobremaneira, como era visível a todos. Assim recebidas entre as mais evidentes demonstrações de simpatia e carinho, as minhas hóspedas podiam considerar-se naquele momento as criaturas mais felizes do Universo, tal o seu estado d’alma em face do carinho e simpatia que todos demonstravam. Determinei a alguém que as acomodasse da maneira mais confortável, a fim de que as mesmas pudessem considerar-se verdadeiramente hospedadas no Céu de sua imaginação. Muito ainda desejo dizer-vos a respeito deste fato, o que farei no próximo capítulo. Pretendo fazer-vos uma pequena descrição daquele plano em que vivo, e por isso é que desejo voltar ao assunto no capítulo a seguir.

Deixo-vos aqui a bênção que o Senhor vos envia por meu intermédio, e a minha própria que eu vos ofereço de todo o coração.

Olha, eu acredito. Pode parecer um tanto mágico, talvez devido ao nosso condicionamento judaico-cristão. Afinal, a gente endeusa bandas de rock clássicas, cantoras pop e atores de cinema… Imagine o grau de endeusamento que nosso coletivo atribui aos santos e avatares que desceram à Terra algum dia. Porém, a própria autora do Corolarium diz, em outro lugar do livro: “No Alto não existem Santos”.

Não é o único livro que fala do intercâmbio entre esferas do Mundo Espiritual. Mas o assunto dá muito o que pensar. Primeiro, aquelas almas estariam, de algum modo, preparadas para a subida de nível, ainda que provisória. Depois, devem ter nutrido forte aspiração de ascender para um ambiente superior.

Ainda lá, nas Altas Esferas, existem os veículos pra transportar pessoas. E a população se reúne em templos para a ligação coletiva com Deus. Tudo bem, era um templo de topázio, o que deve ser uma loucura de lindo. Mas era uma construção, numa cidade com avenidas, vegetação e até aeroporto.

Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: HamLacerda em 30 de Novembro de 2014, 17:39
Citar

Trecho do livro

O mundo que Encontrei

de Luiz Sérgio de Carvalho



(http://www.forumespirita.net/fe/colaboradores/publicidade-nos-topicos/?action=dlattach;attach=65085;image)



Capítulo 1, pag 5


Gostei muito de poder transmitir minhas observações a você; irei fazer outras e voltarei, pois sei que tem capacidade para compreender. Aliás, eu não sei ainda até onde vai o seu conhecimento deste novo mundo onde estou. Pode ser que já o conheça melhor do que eu!
 
Nada deixei no plano físico que me fizesse falta aqui, porque possuo tudo aquilo de que preciso. Encontrei amigos, parentes e outras pessoas que diziam conhecer-me, mas eu não lembro delas. Acordo de manhã com o sol e me deito à noite com a escuridão. Vejo o luar. E também há água! Um pouco diferente, porque é mais leve. É suave ao tomarmos. Não sei se a constituição dela à H2º Aliás, nem sei se respiro oxigênio.

Vou ter de entrar para uma escola. Já soube que existem muitas e estou retemperando-me para frequentar uma. O engraçado é que neste novo mundo não se entra como criança, já se entra como adulto. Sim, vemos crianças que são pessoas que vêm do físico pesado, denso. Elas depois adquirem fisionomia de adultos. Olha que muita coisa eu poderia contar, mas não é possível resumir tudo. Não quero falar de outras pessoas que estão aqui, porque é possível que não gostem.


Não li esse livro, mas me parece bastante interessante. Um amigo tinha me recomendado e hoje encontrei aqui em meus favoritos.

Antes dessa descrição, bem parecida com as que encontramos em vários livros visto aqui, ele fala da relatividade da gravidade no mundo dos espíritos. Ele fala de coisas que ele consegue anular o efeito da gravidade e de outras que ele não consegue. Isso parece esclarecer algumas dúvidas que vemos aqui no fórum. Se o espírito sofre atração da gravidade em algumas coisas, e outras não, deve ser por isso que alguns sofrem mais do que outros, visto que as paixões atraem os espíritos à terra, ou seja, são como pesos que eles ainda carregam. Os lugares, portanto, que cada um se encontra deve está relacionado com os seus sentimentos, de modo que esses sentimentos também estão relacionados com as leis e as forças da natureza. 



Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: rwer em 30 de Novembro de 2014, 22:26
Citação de:  O mundo em que eu vivo
O mundo em que eu vivo

Espírito: Silveira Sampaio    Médium: D. Zíbia Gasparetto

Editora Vida e Consciência, 2004

Trecho de


O Arquiteto

Era uma linda manhã de domingo e eu caminhava contente, respirando a largos haustos e sentindo a alegria de viver.

Vocês já se sentiram assim? Parece que todo nosso ser se espreguiça e se abre para a beleza do céu azul, o aroma agradável das flores, a delicadeza da brisa que passa e nos acaricia.

Estou sendo lírico? Talvez. Mas caminhando pelas ruas em uma manhã tão linda como esta e em meio a um ambiente tão acolhedor, não poderia ser diferente. Eu explico. Este bairro da nossa cidade é dos mais belos que já tive oportunidade de ver.

As casas, todas térreas, leves e de uma beleza lírica, com seus telhados em ponta, suas chaminés, algumas revelando reminiscências terrenas, são rodeadas de verdes jardins, flores perfumadas, sebes graciosas.

Difícil descrever, mas, se eu pudesse, mandaria uma fotografia para que vocês vissem que beleza! Em meu passeio dou largas à imaginação pensando, por exemplo, na dificuldade que um espírito teria se saísse de uma dessas habitações, tomasse um corpo de carne e fosse morar numa casa terrena, tendo de respirar a atmosfera poluída do mundo.

Poluição em todos os campos, incluindo o mental. Será que foi por isso que os homens inventaram a história dos anjos decaídos? Pode ser.

Vocês podem pensar que nenhum dos habitantes desse lindo lugar concordará em renascer no mundo hoje, mas eu posso afirmar que eles não só têm renascido na carne como têm procurado melhorar o meio ambiente terreno.

(…)

Mas, neste lugar vivem os arquitetos do nosso plano. Vocês sabiam que eles não cuidam só da construção das casas e dos jardins, mas das melhorias de condições de vida, valorizando o conforto, a beleza, a utilidade, a necessidade? Vocês sabiam que eles não colocam nada em seus projetos que não tenha utilidade prática?

É isso que os arquitetos da Terra querem aprender. Unir a beleza ao conforto e à utilidade prática.

Respirei fundo o ar balsamizado e agradável, sentindo-me muito bem. Frente a uma graciosa casa, toda pintada de branco e com janelas antigas de vidros coloridos sobre jardineiras floridas e alegres, parei.

Acabava de ver um homem que se entretinha em examinar detidamente um cacho florido de graciosa trepadeira.

– Olá! – saudei, procurando chamar sua atenção.

– Olá.

Eu continuei:

Gostaria de falar-lhe por alguns momentos. Pode atender-me?

Ele desviou a atenção das flores e fixou-me firme. Era moço, vinte e poucos anos na aparência terrena, alto, magro, cabelos castanhos naturalmente ondulados. Olhos claros e expressivos. Gostei dele. Sustentei o olhar.

– Pode entrar. (…)


Silveira Sampaio vive numa colônia próxima ao mundo físico. Algo bem abaixo da Metrópole do Grande Coração (Atanagildo) e mesmo em condição inferior à famosa Nosso Lar. No entanto, podem-se ver semelhanças nas descrições ambientais nesses três livros.

Algo que chama logo a atenção: o imperativo de unir beleza e encanto à utilidade. Coisa que, às vezes, falta na Terra.

Dificilmente haverá uma atividade terrena que não tenha sua origem no Mundo Espiritual. Até os atos e costumes grotescos parecem ter sua fonte no Além.

A gente percebe algo comum nas narrativas sobre as cidades do Além: ninguém se viu violentamente jogado num ambiente surreal. Por mais belo seja o entorno, tudo parece sempre natural.

Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: rwer em 30 de Novembro de 2014, 23:54
Mundo Espiritual objetivo e palpável

Segundo os livros mediúnicos novecentistas (e posteriores)

Término da fase mensal do Estudo

Agradeço aos amigos que participaram desse memorial no mês de novembro de 2014. Tanto aos que escreveram, como aos que nos deram a atenção da leitura. E também aos que se lembraram de clicar no "Gostei"(+1), sempre que apreciavam algum envio (isso ajudou a promover o Estudo ao longo do mês).

O período novecentista ou Século Vinte trouxe ao mundo revelações confortadoras sobre a vida no Além. E os relatos mediúnicos desse gênero continuam até hoje.

O que mais nos revelarão os espíritos, agora no Século Vinte e Um? Com certeza, nem tudo foi dito sobre a constituição do Mundo Espiritual. Sempre haverá algo novo para ser explicado, conforme nossa capacidade de entender.

Estudo Mensal Mundo Espiritual Objetivo e Palpável (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PW5pS0dYZzBQTGRBI3dz)

Eventuais colaborações ao Estudo, futuramente, deverão seguir as instruções constantes no topo da página 1.

Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável
Enviado por: macili em 01 de Dezembro de 2014, 01:32
(http://2.bp.blogspot.com/-2qX5rrwbO5A/U2zUz7ML1lI/AAAAAAAAAzM/a_FO5NujNkw/s500/abraco-mae-filho-7678.jpg)



Citar
Livro: A Vida Além do Véu
Pelo Espírito Zabdiel / Médium: Reverendo G. Vale Owen
Livro I – Os Baixos Planos do Céu

Capítulo II – Cenas mais brilhantes




[...] Uma vez fomos enviados para uma grande cidade onde deveríamos encontrar outros socorristas num hospital, a fim de receber o espírito de uma mulher que estava chegando. Estes outros estiveram observando-a durante sua doença, e deviam ajudá-la a sair e ter conosco. Encontramos muitos amigos em torno de sua cama na enfermaria, e eles estavam com rostos que expressavam desgosto, como se algum desastre estivesse por acontecer à sua amiga doente. Parecia tão estranho, já que ela era uma boa mulher, e estava por ser conduzida para a luz, saída de uma vida de labuta e tristezas, e, ultimamente, de muito sofrimento na carne.

Ela se sentiu sonolenta, e o cordão vital foi cortado por nossos atentos amigos, e então, suavemente, eles a acordaram e ela abriu os olhos e sorriu muito docemente para a face bondosa que estava inclinada sobre ela. Ficou ali, muito feliz e contente, até que começou a pensar no porquê destes rostos estranhos a ela estarem em torno dela, no lugar das enfermeiras e amigos que ela ultimamente estava vendo. Perguntou onde estava e, quando lhe foi dito, um olhar assustado e temeroso cobriu sua face, e ela pediu se poderia ver os amigos que deixara.

Isto lhe foi permitido, e ela os viu através do Véu e balançou tristemente a cabeça, "Se eles pudessem saber" disse ela, "quão livre da dor estou agora, e confortável. Não poderiam dizer a eles?" Tentamos fazer isso, mas apenas um deles nos ouviu, penso eu, e apenas imperfeitamente, e logo afastou a ideia como se fora imaginação.

Nós a levamos daquele lugar, e, depois de ela ter adquirido forças, foi levada a uma escola infantil onde seu filhinho estava e, quando ela o viu, sua alegria foi grande demais para ser colocada em palavras. Ele havia passado para cá alguns anos antes, e foi posto nesta escola onde vivia desde então. Então, a criança passou a ser o instrutor de sua mãe, e esta cena era digna de ser vista. Ele a levou pela escola e pelos campos, e mostrou-lhe os diferentes lugares e seus colegas de escola, e, todo o tempo, sua face brilhava de alegria, assim como a da mãe.

Nós a deixamos por um pouco, e então, quando retornamos, encontramos aqueles dois sentados num bosque, e ela estava contando a ele sobre os que havia deixado para trás, e ele estava dizendo a ela sobre os que vieram para cá antes, e a quem ele encontrara, e de sua vida na escola, e fizemos muito para tirá-la de lá, prometendo-lhe que retornaria logo e sempre, para rever seu menino.

Este é um dos melhores casos, e há muitos outros iguais, mas outros são bem diferentes.
[...]



* * *


Quanta emoção sentir que no momento do nosso retorno ao Além, somos amparados por benfeitores espirituais que nos acolhem com amor e carinho e nos consolam de uma maneira muito terna e serena...

e se somos merecedores da misericórdia divina, recebemos a graça de revermos nossos  nossos filhos, que pelos desígnios de Deus, em tenra infância,  fizeram a viagem de retorno ao mundo espiritual, nos deixando desolados, por demais saudosos e tristes.

Este momento é descrito nas páginas deste livro, a bênção do reencontro de mãe e filho, tendo as posições agora invertidas, ou seja, ele passa a ser o instrutor da mãe, que extasiada não consegue esconder sua felicidade. Depois do passeio, é chegada a hora do descanso, quando ambos felizes relatam suas experiências de vida, durante o tempo em que estiveram afastados pelos laços da (re)encarnação / desencarnação...



* * *



O Senhor é meu Pastor, nada me faltará...

Que esta passagem possa ser absorvida por todos nossos Irmãos que jazem em profundo sofrimento devido à perda de seus filhos, no sentido de terem forças a cada minuto de suas vidas e de se renovarem intimamente, sendo melhores a cada dia, agradecendo a bênção de mais um dia na Terra e que as lágrimas que por ventura escorreguem de seus olhos, possam fertilizar a terra boa de seus corações, fazendo brotar sementes, crescer, dar flores e frutos de amor e de bem querer...

Que Assim Seja!






Título: Re: Mundo espiritual objetivo e palpável 🔵
Enviado por: rwer em 15 de Outubro de 2015, 00:44
Citação de:  Vivendo no mundo dos espíritos
Vivendo no mundo dos espíritos (Editora Petit, 1993)

Livro de Patrícia e da médium Vera Lúcia Marinzeck

Trechos do Capítulo 15: Conhecendo mais o Umbral

(…) "A vontade que dá, ao andar pelo Umbral, é de socorrer a todos. Mas frutos verdes não se aproveitam. Nem todos querem auxílio dos bons. Não é possível levar os que não querem, seriam prejudiciais aos Postos e às Colônias. Quando almejarem com sinceridade pela ajuda, terão sempre quem os auxilie.

Entramos num buraco. Colocamos nossas lanternas na testa e descemos com cordas, que amarramos a um aparelho que enfincamos no solo. Descemos todos, só Raimundo ficou lá em cima.

Depois de minutos, encontramos uma encosta grande com cerca de dez metros. Ali estavam espíritos, que correram aflitos ao nosso encontro, a nos pedir socorro. Organizamos para que subissem. Eram oito. Cinco conseguiram ir sozinhos, um necessitou que um dos trabalhadores do Posto o colocasse nas costas. Dois, inconscientes, tiveram que ir de maca, que prendemos às cordas e alçamos.
 
Lá em cima, Raimundo conversava com eles, explicando como seria o socorro e que, se quisessem, poderiam ir embora. Só os inconscientes eram levados sem perguntar. Muitos ficavam conosco, mas a maioria ia embora quase sempre, sem sequer agradecer.

Continuamos a descer e paramos numa gruta. A escuridão era total. Entramos, não era grande, havia ali seis espíritos, sendo que três pediram para ficar. Estranhamos. Todos indagaram:

– Por quê?

D. Isaura simplesmente respondeu:
 
– Gostam. Cada um deve ter seu motivo para não querer sair daqui.
 
Continuamos a descer, chegamos ao final. Era uma vala e ali estavam três espíritos presos com cordas; nós os soltamos.

– Quem os prendeu? Por quê? - Quis saber James.

Dois amaldiçoavam seus algozes e nos pediram em nome de Deus que os castigássemos. O terceiro ficou calado.

D. Isaura respondeu:
 
– Por isso estão aqui, por amaldiçoar. E, certamente, por brigas. Podemos soltá-los, levá-los para cima, mas não para o Posto. Voltando ao que estava quieto, D. Isaura indagou:
 
– E você, não quer se vingar?

– Não, senhora, quero ir com vocês. Sofro e estou cansado.

– Covarde! - Disse um dos dois.

– Você irá conosco – disse nossa instrutora.

Nessa excursão, vimos outros fatos assim. Ao serem socorridos, pediam-nos que os vingássemos, que prendêssemos ali seus algozes.

Subimos de volta, o buraco era fundo, achei um horror e sabia que era um dos pequenos.
Naquela noite, Flor Azul ficou um pouco conosco, falou que na China o Umbral é mais assustador e há lugares tão fechados que raramente os socorristas vão até lá.

Um socorrista do Posto nos esclareceu:

– Esses que libertamos do buraco e não vieram conosco logo estarão envolvidos em novas confusões e, muitas vezes, serão presos novamente. Só em excursões de estudos é que são soltos; nas que fazemos diariamente, vamos só até os que clamam por ajuda.
 
(…)
No dia seguinte, Raimundo pediu permissão ao chefe da cidade do Umbral para entrarmos e vê-la. O governador – assim é chamado – deu permissão, mas avisou que seríamos vigiados.

Naturalmente, vimos somente algumas partes, não conhecemos as prisões, os lugares de torturas nem entramos nas casas dos moradores. Visitamos o salão de festa, todo roxo e amarelo-forte, com desenhos em preto. Nas paredes há desenhos de dragões, figuras satânicas, parecidas com as que os encarnados desenham, do diabo.

Enfeitam também o local algumas cortinas amarelas e vermelhas em tom forte. Não há flores nem plantas. Havia pelo local algumas cadeiras. Depois fomos à sala de audiência, é de dar medo. Toda preta, com enfeites dourados e prateados. Tinha muitas cadeiras, todas pretas e em ordem. Não estava nada sujo. Também fomos à biblioteca, é grande, contendo muitas revistas e livros sobre sexo, muitas cópias que os encarnados possuem. Não são bagunçados. Estão em estantes e há até quem cuide dos livros e revistas.
 
Fiquei o tempo todo perto de Artur, que pouco conversou. Éramos visitas e nos foi recomendado evitar comentários. Andamos pelas ruas, na ocasião estavam razoavelmente limpas. As ruas são curvas e de pedras.

Já era hora de irmos embora, Raimundo agradeceu a acolhida. Não teve resposta, pois julgam-se importantes. Ao sairmos, dois guardas vieram nos olhar, para ver se não levávamos ninguém da cidade. Não socorremos ninguém nem vimos ninguém para socorrer. Pudemos olhar só os moradores, que fizeram de tudo para nos mostrar o quanto eram felizes. Mas não são, pois sua alegria é falsa. Ninguém é tão feliz, no termo certo, longe, distante do Pai, de Deus.
 
Raimundo nos explicou que nem sempre são permitidas estas visitas e que, sem autorização, nenhuma excursão entra na cidade. E que os escravos e torturados ficam escondidos nessas oportunidades. Entretanto, quando os socorristas querem, entram sem ser notados e socorrem aqueles que estão a clamar auxílio.
 
Agradecemos aos samaritanos, a Artur e ao pessoal do Posto Vigília. Despedimo-nos alegres, a excursão terminava. Partimos para o abrigo e dele para a Colônia.
 
Na Colônia, recebemos oito horas livres. Fui ver vovó e os amigos. É tão bom revê-los!
Depois tivemos a aula de conclusão. Não se tinha muito que perguntar. Somente James perguntou a Raimundo:

– Por que muitos que sofrem ficam pelos vales e buracos e não nas cidades deles?
 
– Porque, nas cidades, não querem os que sofrem, os perturbados nem os inconscientes, porque não servem para nada.
 
Ficamos todos consternados em ver o Umbral. Mas agora sabíamos andar por ele, ir a um socorro. Fizemos no final da aula uma prece pelos que vivem lá e agradecemos por não estarmos nele.

Felizes os que tudo fazem, esforçam-se por vibrar no bem. Felizes os que, ao desencarnar, têm por merecimento um lugar de bem-aventurança. Felizes os que seguem os ensinamentos de Jesus; os que aprendem, encarnados, o que é desencarnar e mudam interiormente para melhor. Esses não terão o Umbral por moradia".


Aqui não cabe analisar os aspectos morais. Mas a gente pode ver a influência do nível de espiritualidade sobre os ambientes. As pessoas equilibradas e de boa índole deixam sua assinatura energética no meio que habitam. As almas endurecidas e vingativas também se manifestam em seus lugares.

A Patrícia achou medonhos alguns setores da cidade do astral inferior. Mas seus habitantes devem gostar, ou teriam feito de outro modo. Talvez considerem a vida superior, lá nas colônias, como água com açúcar ou meio Disney: coisa para gente sem fibra.

E aí estão a energia e a matéria, componentes da Criação Divina. Aqueles buracos e cavernas eram formações do solo. Terra, barro, lama, ar, água, vegetação, animais e pessoas. E força gravitacional pra deixar cada coisa em seu lugar.

“As ruas são curvas e de pedras” – conta o Espírito. Pelo que se vê na literatura mediúnica, isso pode ocorrer em qualquer nível: na Terra, nos Céus, no Purgatório e até nos infernos. No caso descrito, foi talvez um Purgatório – também conhecido como Umbral ou Astral Inferior.

Teve gente que subiu pela corda. Outros, foram levados nas costas ou içados em macas. Bem ilustrativo sobre a gravidade e sua atuação em todos os corpos.
 
Um detalhe notável é a profundidade do buraco. Areia, terra, pedra. Parece que as esferas astrais são mundos completos. Têm consistência em qualquer nível de altitude ou profundidade.

Citar
Isto é um Estudo. Para participar, veja instruções na página 1.