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CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Março de 2015, 22:30

Título: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Março de 2015, 22:30
O Livro dos Médiuns
Allan Kardec

Capítulo XIV

DOS MÉDIUNS


Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa  faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva. E de notar-se, além disso, que essa faculdade não se revela, da mesma maneira, em todos. Geralmente, os médiuns têm uma aptidão especial para os fenômenos desta, ou daquela ordem, donde resulta que formam tantas variedades, quantas são as espécies de manifestações.
As principais são:
a dos médiuns de efeitos físicos;
a dos médiuns sensitivos,
ou impressionáveis;
a dos audientes;
a dos videntes;
a dos sonambúlicos;
a dos curadores;
a dos pneumatógrafos;
a dos escreventes, ou psicógrafos.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Março de 2015, 22:56
Olá a todos os participantes

Estamos nesta oportunidade ímpar
nos desempenhando para darmos continuidade aos nossos estudos mensais

Nesta oportunidade
Abordaremos o assunto "Médiuns" do O Livro dos Médiuns
e buscaremos neste estudo abrir oportunidades
para discutirmos a MEDIUNIDADE em nós,
onde os participantes buscarão de conformidade ao interesse
extrair dos Colaboradores colocações a respeito das nossas próprias experiências,
tanto nas lides práticas quanto nos entendimentos teóricos

Desde já agradeço a atenção de todos
e convidamos os participantes para tal participação.

Deixamos claro que qualquer postagem na tentativa de desviar o assunto do foco doutrinário e ou pressionar sistematicamente qualquer participante que venha inibir, este, que busca aprender e ser esclarecidos, serão apagadas.

O Objetivo é compartilhar esta oportunidade.

Abraços

Moisés
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Kazaoka em 05 de Março de 2015, 10:36
Se os Espíritos comunicam-se entre si através de seus próprios pensamentos, porque se faz necessária a mediunidade para que esta comunicação ocorra entre eles e nós?
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: M.Altino em 05 de Março de 2015, 12:30
Amigos muito bom dia e é com muita alegria que voltamos ao estudo mensal  ..os meus parabéns ao amigo Moisés pelo seu contributo e todos os que participam....
 Ação dos Espíritos sobre a matéria
 Excluída a interpretação materialista, ao mesmo tempo rejeitada pela razão e pelos fatos, resta apenas saber se a alma, após a morte, pode manifestar-se aos vivos.
Assim reduzida à sua mais simples expressão, torna-se a questão bastante fácil. Poderíamos perguntar, primeiro, por que motivo os seres inteligentes, que de alguma maneira vivem entre nós, embora naturalmente invisíveis, não poderiam demonstrar-nos a sua presença por algum meio.
O simples raciocínio mostra que isto nada tem de impossível, o que já é alguma coisa. Essa crença, aliás, tem a seu favor a aceitação de todos os povos, pois a encontramos em toda parte e em todas as épocas.
Ora, uma intuição não poderia ser tão generalizada, nem sobreviver através dos tempos, sem ter alguma razão
Mas estas são apenas considerações lógicas. Uma causa, acima de tudo, contribui para fortalecer a dúvida, numa época tão positiva como a nossa, em que tudo se quer conhecer, onde se quer saber o porquê e o como de todas as coisas: a ignorância da natureza dos Espíritos e dos meios pelos quais podem manifestar-se.
Conquistado esse conhecimento, o fato das manifestações nada apresenta de surpreendente e entra na ordem dos fatos naturais.
Assim amigos a partir daqui começamos a compreender que a Mediunidadee apenas as comunicações do outro lado da vida para os encarnados que são os Mediuns..
E há muita diversidade de Médiuns onde podemos desenvolver as suas capacidades para ajudar..
Com um forte e sincero abraço de muita paz e vamos continuar o estudo.....
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Março de 2015, 12:54
Se os Espíritos comunicam-se entre si através de seus próprios pensamentos, porque se faz necessária a mediunidade para que esta comunicação ocorra entre eles e nós?

Olá kazaoca

Bela observação

A necessidade atende a possibilidade ou a possibilidade atende a necessidade ?

Segundo eu entendo e a DE nos ensina,
Os espíritos não são seres a parte da criação
ou seja
não estão a parte de nós...
pelo contrário
nós também somos os espíritos que cogitamos existir

Os espíritos se comunicam pela ação do pensamento por não terem e ou não estarem envolvidos em um corpo físico...pois pelo corpo físico nos comunicamos por variadas formas, desde gestos, expressões, escrita, imagens, desenhos, escrita...além dos variados meios, tais como os construídos pelos recursos eletrônicos

Como aprendemos na observação, os espíritos, que são os homens desprovidos do envoltório físico,se comunicam entre si também pelos recursos do pensamento e se comunicam conosco não somente pela possibilidade como pela necessidade...

Aprendemos que não somos criados no instante do nascimento do corpo físico, com este ensinamento
o nosso passado existencial se estende a uma possibilidade praticamente inconcebível.

Com isto, quero dizer, que nós temos laços de relacionamento com outras pessoas (espíritos)
anteriores a esta encarnação...e este laço implica em variadas ordens de relacionamento, desde amizade sincera ao ódio ferrenho e assim segue

Logo a comunicação entre os espíritos e os homens remontam questões múltiplas e necessidades outras.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Março de 2015, 12:56
Amigos muito bom dia e é com muita alegria que voltamos ao estudo mensal  ..os meus parabéns ao amigo Moisés pelo seu contributo e todos os que participam....
 Ação dos Espíritos sobre a matéria
 Excluída a interpretação materialista, ao mesmo tempo rejeitada pela razão e pelos fatos, resta apenas saber se a alma, após a morte, pode manifestar-se aos vivos.
Assim reduzida à sua mais simples expressão, torna-se a questão bastante fácil. Poderíamos perguntar, primeiro, por que motivo os seres inteligentes, que de alguma maneira vivem entre nós, embora naturalmente invisíveis, não poderiam demonstrar-nos a sua presença por algum meio.
O simples raciocínio mostra que isto nada tem de impossível, o que já é alguma coisa. Essa crença, aliás, tem a seu favor a aceitação de todos os povos, pois a encontramos em toda parte e em todas as épocas.
Ora, uma intuição não poderia ser tão generalizada, nem sobreviver através dos tempos, sem ter alguma razão
Mas estas são apenas considerações lógicas. Uma causa, acima de tudo, contribui para fortalecer a dúvida, numa época tão positiva como a nossa, em que tudo se quer conhecer, onde se quer saber o porquê e o como de todas as coisas: a ignorância da natureza dos Espíritos e dos meios pelos quais podem manifestar-se.
Conquistado esse conhecimento, o fato das manifestações nada apresenta de surpreendente e entra na ordem dos fatos naturais.
Assim amigos a partir daqui começamos a compreender que a Mediunidadee apenas as comunicações do outro lado da vida para os encarnados que são os Mediuns..
E há muita diversidade de Médiuns onde podemos desenvolver as suas capacidades para ajudar..
Com um forte e sincero abraço de muita paz e vamos continuar o estudo.....
(Ligação para o anexo)
Manuel Altino

Obrigado M.Altino
pela contribuição
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Março de 2015, 13:18
Nesta citação de kardec;

Citar
"Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa  faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo."

Pergunto!

A mediunidade em você  ou em alguém que tenha percebido, atrapalha ?

O objetivo é fazer uma dinâmica com os participantes
conversarmos sem rodeios e ou sistematizações

Abraços
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Norizonte da Rosa em 05 de Março de 2015, 13:57
Citar
Nesta citação de kardec;

Citar

"Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa  faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo."

Pergunto!

A mediunidade em você  ou em alguém que tenha percebido, atrapalha ?


Da definição acima, de Kardec, como saber que se percebe a influência dos Espíritos e assim saber se se é ou não médium? A que grau ele estava se referindo? a um grau de influências ostensivas?

A pergunta não é retórica, é por dúvida mesmo, já que não frequento casa Espírita e não sou médium como aqueles que lá vão e normalmente são considerados médiuns (ou se sou não sei).

Mas já tive experiência pessoal em que ouvi a manifestação de um Espírito familiar, mas que alguns poderiam atribuir a uma alucinação; ou, ainda, alguns poderiam dizer que o médium seria pessoa próxima (e não eu) que sem saber e por meio da qual esse Espírito se manifestaria.

Todas essas perguntas para chegar ao que é perguntado no final, se a mediunidade atrapalha? para aqueles que não vivem a mediunidade, não a desenvolve, como saber se se é ou não médium, ou se é alguém próximo o médium?

Por outro lado, se não entendi errado, perceber a influência dos Espíritos não é necessariamente ser um intermediário entre um Espírito e um encarnado (pelo menos não de forma ostensiva, 'consciente'), então quem percebe, ou supõe estar sendo alvo de alguma ação Espiritual será médium por isso?
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Março de 2015, 15:23
Olá Norizonte

Sem procurar no momento responder suas colocações
o objetivo é este.

investigar este fenômeno

Pois que com colocações nos descobrimos
e também nos encorajamos

independente da atitude a tomar
ou a se envolver

Nem vou fazer contra perguntas
para que permaneçamos neste alcance das suas colocações diante da minha perguta


Mediunidade atrapalha ?

Com isto estou incluindo todos nós

Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Kazaoka em 05 de Março de 2015, 15:26
Nesta citação de kardec;


Pergunto!

A mediunidade em você  ou em alguém que tenha percebido,
atrapalha ?



Como diz na citação feita pelos Espíritos, a faculdade mediúnica é inerente ao homem. E sendo inerente ao homem, ela não difere das outras faculdades que temos (audição, visão, etc.). E questionar se ela atrapalha alguma coisa, seria o mesmo que perguntar se algumas dessas outras faculdades nos atrapalha também. E, nesse caso, minha resposta pessoal é que, a exemplo de todas as outras, a faculdade mediúnica só atrapalha se não for utilizada dentro dos propósitos para os quais Deus a outorgou aos homens.

Se ela é faculdade humana, então ela deve ter uma sede no nosso corpo físico. Qual seria a sede ou órgão responsável pela manifestação dessa faculdade?
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Março de 2015, 16:34
Sabe Kazaoka

Na minha opinião eu penso que difere e muito...
digo as faculdades da mediunidade e a faculdade dos órgãos físicos
isto para as razões que elas  nos remete
Claro que não difere das responsabilidades
mas são realidades que se alcançam com outras probabilidade
Os sentidos físicos que citaste  nos lança a realidade de nossa existência física
a mediunidade até entorpecem estes outros (físicos) e nos remete a outra realidade,
que é colocada como nossa verdadeira e eterna natureza

valeu!

Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Kazaoka em 05 de Março de 2015, 17:10
Moisés,

O entorpecimento dos sentidos físicos como efeito da mediunidade se dá em função do tipo da mediunidade, e não do grau da mesma. Este entorpecimento se dá apenas na mediunidade sonambúlica.

Pelo que me parece você trabalha numa Casa Espírita e não sei qual é sua função lá. Então vou falar por mim que sou dirigente de trabalho mediúnico da Casa que frequento. Se você for dirigente de trabalho ou doutrinador, me informe se com você não ocorre o mesmo. Durante todo o trabalho de atendimento aos Espíritos e aos encarnados que participam de nossas sessões eu me sinto plenamente mediunizado. Porém, não me sinto privado de nenhum de meus sentidos. Pelo contrário, para alguns sentidos físicos, sinto-os exaltados (olfato e audição, por exemplo).

O entorpecimento do corpo físico favorece o desprendimento relativo do Espírito e, consequentemente, o transe mediúnico. Mas isso não está relacionado com a capacidade de perceber a influência dos Espíritos, capacidade essa que constitui o verdadeiro significado da termo mediunidade.

No conceito de médium dado por Kardec, ele diz que todo aquele que sente a influência dos Espíritos são médiuns. E muitas vezes, inadvertidamente, trocamos o sentido do verbo sentir para a do verbo sofrer, isso causa uma confusão que anula qualquer possibilidade de compreensão do que seja mediunidade e do que seja ser médium.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Antonio Renato em 05 de Março de 2015, 17:57
Meus irmãos,na forma de colaborar e no sentido de dá continuidade o que nos foi proposto pelo nosso irmão Moises,posso citar experiências próprias:Em decadas passadas quando ainda não
tinha um esclarecimento devido a respeito de mediunidade,em várias oportunidades tive na
época várias comunicações com espíritos desencarnados,por não entender,aquilo me deixava
assustado.Sentia nitidamente a presença de uma pessoa ao meu lado,mas nunca cheguei a
vizualiza-la,estabeleciamos um diálogo,hora com sentido lógico,hora sem nexo,logo após
o acontecido,chegava ficar tremu-lo,não sei se por mêdo ou por não entender,hoje mais
esclarecido vejo como algo natural,pois tenho a consciência que sou um médium e me coloco
sempre a disposição deles,desde que eu possa entender que seja para fazer um bem.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Vitor Santos em 05 de Março de 2015, 19:08
Olá amigo Moisés

Este tema e os seus posts são muito interessantes. Na verdade você fala como quem não tem qualquer dúvida sobre a explicação dos fenómenos ditos mediúnicos e ostensivos. Você e muitos outros amigos.

Isso é uma mensagem que nos leva a ter esperança de que a vida depois da morte é uma realidade, pois você parece ser uma pessoa racional e decerto que a sua observação do fenómeno, seja observado nos outros ou consigo mesmo lhe revela que se trata mesmo de de comunicações de almas desencarnadas, ou pelo menos é essa a única explicação que encontra.

Só tenho pena de, por culpa minha decerto, que eu não consiga também observar e estudar o mesmo fenómeno. Digo por culpa minha para reforçar que não estou a queixar-me nem a criticar ninguém, mas a tentar esclarecer-me. Por mais que eu queira, a maldita dúvida não me larga. Tão que eu desejava voltar a ter a fé que já tive...

De qualquer modo, ler os seus testemunhos é sempre agradável (tenho muitas folhas imprimidas com palavras suas sobre casos que observou e sobre a história do seu próprio curso de mediunidade, retiradas deste fórum. E olhe não tenho folhas imprimidas de mais ninguém).

Costuma-se dizer: quem quer vai atrás do que quer. Mas eu não sei como ir atrás da fé. Sem qualquer ironia, nem desdém, não vejo mesmo como o fazer. Quem me dera voltar a tê-la...

O que é que o amigo pensa da possibilidade da mediunidade ser uma ferramenta para levar aos que não a têm (ostensiva) a constatação de que existe mesmo a vida depois da vida? - Não será essa uma das funções da mediunidade? Acha que as pessoas têm a obrigação de crer sem ver? Porquê?

Bem haja
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Março de 2015, 19:47
Moisés,

O entorpecimento dos sentidos físicos como efeito da mediunidade se dá em função do tipo da mediunidade, e não do grau da mesma. Este entorpecimento se dá apenas na mediunidade sonambúlica.

Pelo que me parece você trabalha numa Casa Espírita e não sei qual é sua função lá. Então vou falar por mim que sou dirigente de trabalho mediúnico da Casa que frequento. Se você for dirigente de trabalho ou doutrinador, me informe se com você não ocorre o mesmo. Durante todo o trabalho de atendimento aos Espíritos e aos encarnados que participam de nossas sessões eu me sinto plenamente mediunizado. Porém, não me sinto privado de nenhum de meus sentidos. Pelo contrário, para alguns sentidos físicos, sinto-os exaltados (olfato e audição, por exemplo).

O entorpecimento do corpo físico favorece o desprendimento relativo do Espírito e, consequentemente, o transe mediúnico. Mas isso não está relacionado com a capacidade de perceber a influência dos Espíritos, capacidade essa que constitui o verdadeiro significado da termo mediunidade.

No conceito de médium dado por Kardec, ele diz que todo aquele que sente a influência dos Espíritos são médiuns. E muitas vezes, inadvertidamente, trocamos o sentido do verbo sentir para a do verbo sofrer, isso causa uma confusão que anula qualquer possibilidade de compreensão do que seja mediunidade e do que seja ser médium.

São e estão corretas as suas colocações

O "entorpecer "como eu disse tem um alcance mais profundo
do que realmente eu queria atingir

queria chegar no termo diferente
e creio que não consegui
é que paras as realidades físicas
os sentidos físico as elas correspondem

e com a mediunidade
um mundo invisível se nos escancara

as faculdades parece-me são num todo
dilata-se um recurso e ao mesmo tempo
não que os perdemos
mas os sentidos físico fica relegado a uma realidade limitada, circusncrita

Bom!

vamos conversando que se chega lá

valeu mesmo

quanto a mim
é...vamos indo
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Março de 2015, 19:49
Meus irmãos,na forma de colaborar e no sentido de dá continuidade o que nos foi proposto pelo nosso irmão Moises,posso citar experiências próprias:Em decadas passadas quando ainda não
tinha um esclarecimento devido a respeito de mediunidade,em várias oportunidades tive na
época várias comunicações com espíritos desencarnados,por não entender,aquilo me deixava
assustado.Sentia nitidamente a presença de uma pessoa ao meu lado,mas nunca cheguei a
vizualiza-la,estabeleciamos um diálogo,hora com sentido lógico,hora sem nexo,logo após
o acontecido,chegava ficar tremu-lo,não sei se por mêdo ou por não entender,hoje mais
esclarecido vejo como algo natural,pois tenho a consciência que sou um médium e me coloco
sempre a disposição deles,desde que eu possa entender que seja para fazer um bem.

valeu Antonio
valeu mesmo !
estes relatos
atraem verdadeiramente os interessados
e nos falam eliminando os nossos receios

Abraços
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Março de 2015, 20:04
Olá amigo Moisés

Este tema e os seus posts são muito interessantes. Na verdade você fala como quem não tem qualquer dúvida sobre a explicação dos fenómenos ditos mediúnicos e ostensivos. Você e muitos outros amigos.

Isso é uma mensagem que nos leva a ter esperança de que a vida depois da morte é uma realidade, pois você parece ser uma pessoa racional e decerto que a sua observação do fenómeno, seja observado nos outros ou consigo mesmo lhe revela que se trata mesmo de de comunicações de almas desencarnadas, ou pelo menos é essa a única explicação que encontra.

Só tenho pena de, por culpa minha decerto, que eu não consiga também observar e estudar o mesmo fenómeno. Digo por culpa minha para reforçar que não estou a queixar-me nem a criticar ninguém, mas a tentar esclarecer-me. Por mais que eu queira, a maldita dúvida não me larga. Tão que eu desejava voltar a ter a fé que já tive...

De qualquer modo, ler os seus testemunhos é sempre agradável (tenho muitas folhas imprimidas com palavras suas sobre casos que observou e sobre a história do seu próprio curso de mediunidade, retiradas deste fórum. E olhe não tenho folhas imprimidas de mais ninguém).

Costuma-se dizer: quem quer vai atrás do que quer. Mas eu não sei como ir atrás da fé. Sem qualquer ironia, nem desdém, não vejo mesmo como o fazer. Quem me dera voltar a tê-la...

O que é que o amigo pensa da possibilidade da mediunidade ser uma ferramenta para levar aos que não a têm (ostensiva) a constatação de que existe mesmo a vida depois da vida? - Não será essa uma das funções da mediunidade? Acha que as pessoas têm a obrigação de crer sem ver? Porquê?

Bem haja

Olá Vitor
Obrigado mesmo pelo carinho e pelas palavras
e felicito-me com tão boa contribuição que lhe faço
e a tempos estudo uma possibilidade
de te convidar a fazermos um reunião via internet
é que, segundo mesmo a minha opinião,
vejo uma necessidade em tal realização
quem sabe um dia e uma hora marcada

já realizei alguns atividades mediúnicas facilitada pelos teclados
do computador
de onde a sintonia se estabelecia entre as partes sem grandes dificuldades
também já realizei doutrinações e desobsessões por celular e ou messenger
e também já participei de desdobramentos coletivos
com os recursos citados acima

Mas cito isto para acrescer algo no estudo mensal
e abrir portas e enfrentarmos juntos alguns  paradigmas

afinal mediunidade está ligado a comunicação
e não somente comunicação

Quanto a sua pergunta final
ela mesmo é uma das respostas mais precisa
que já obtivemos neste momento

sim
você está correto

Ninguém tem a obrigação de crer sem ver
Não é assim que determinaremos a nossa fé

Kardec nos fala que a prova educa
e de fato
eduquemos a nossa fé
e a tornemos inabalável
pois que , temos provas

Mas este ver
está além do alcance dos olhos
mas muito perto do alcance da sensibilidade
que nos é comum

Temos que crer no que ocorre no campo
onde se processa o nosso pensamento
ai acontece muitas coisas
digo com estas palavras por ser um pessoa sem cultura adequada
para tais apontamentos

mas é ai
no pensamento
que acontece

Um mergulhar para dentro
para se chegar ao mundo de fora

Complicado?

Prossigamos
lá a frente constataremos
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Março de 2015, 20:27
Citar
Nesta citação de kardec;

Pergunto!

A mediunidade em você  ou em alguém que tenha percebido,
atrapalha ?



Sobre a minha pergunta

Coloco minha opinião baseada em minhas observações,
em contato com pessoas que, pela oportunidade dos trabalhos no Grupo Espírita que frequento.


Digo que atrapalha
e muito
mais do que imaginamos.

Considerando o caráter da palavra "médiun"
e o complemento de consciente e inconsciente quanto a estas duas  possibilidades.

Comprometido ou não com a causa.

Avancemos

Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Março de 2015, 20:43
Encontrei esta declaração
analisemos

 - Mediunidade é uma faculdade, isto é, uma capacidade, aptidão inata, disposição, tendência humana natural pela qual se estabelecem as relações entre Espíritos encarnados e desencarnados. Não é um poder oculto que se possa fazer instalar num indivíduo através de práticas rituais ou pelo "poder misterioso" de quem quer que seja. Pertence ao campo da comunicação e portanto destina-se ao ato de emitir, transmitir, receber mensagens por meio de processos convencionais, que através da linguagem falada ou escrita, quer de outros sinais, símbolos ou aparelhamentos técnicos especializados sonoro ou visual. Desenvolve-se, naturalmente, no sentido de aumentar, ampliar, progredir, melhorar, crescer, nas pessoas de maior sensibilidade para a captação mental e sensorial de coisas e fatos do mundo espiritual que nos cercam e nos afetam com suas vibrações psíquicas e afetivas. Da mesma forma que a inteligência e as demais faculdades humanas, desenvolve-se no processo de relação; quanto mais se estuda, conhece e usa, mais amplitude e sutileza. Esse processo é cíclico ou seja, processa-se por etapas sucessivas em espiral progressiva. O mesmo não se dá com o seu uso, que pode ser bom ou mau, conforme as qualidades (valores morais) daquele que a exerce.

Leda Marques Bighetti
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Março de 2015, 20:47
Quando digo que a mediunidade atrapalha
estou errado ao colocar de uma forma generalizada

Pois o que quero dizer é que
a encontramos em estados
que atrapalham a vida comum das pessoas

Mas muitos a possuem
e com a faculdade mediúnica
atingiram um ponto de equilibrio
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Março de 2015, 22:38
Moisés,

O entorpecimento dos sentidos físicos como efeito da mediunidade se dá em função do tipo da mediunidade, e não do grau da mesma. Este entorpecimento se dá apenas na mediunidade sonambúlica.



kazaoka

Lembremo-nos dos médiuns inconscientes

e de fatos que nos chegam nestes aspectos

tipo;

"O cara foi beber com os amigos e ou sair simplesmente
e de repente...em seus sentidos da-lhe um apagão de consciencia...
ao voltar a si

brigou com alguns
quebrou mesas
enfim !


Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Kazaoka em 05 de Março de 2015, 23:48

kazaoka

Lembremo-nos dos médiuns inconscientes

e de fatos que nos chegam nestes aspectos

tipo;

"O cara foi beber com os amigos e ou sair simplesmente
e de repente...em seus sentidos da-lhe um apagão de consciencia...
ao voltar a si

brigou com alguns
quebrou mesas
enfim !




Mais um exemplo de mediunidade sonambúlica.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Kazaoka em 06 de Março de 2015, 00:20
À medida que os médiuns vão se instruindo e conhecendo melhor sobre sua faculdade as manifestações vão ficando cada vez menos ostensivas e mais naturais.

Não sei se existe um estudo ou levantamento dentro do movimento Espírita sobre o número de médiuns cuja faculdade esteja enquadrada na classificação de mediunidade inconsciente. Mas por números extra oficiais o percentual de mediuns nessa condição não passa de 2% do total. No meu grupo de trabalho contamos com mais de duas dezenas e nenhum tem mediunidade inconsciente.

Outro aspecto importante a se considerar é que a fidelidade do médium na interpretação e exteriorização das influências é que determina a ostensividade da faculdade. Para isso não há a necessidade da mudança de comportamento, maneira de falar, etc.. Na maioria dos casos estas atitudes estão mais relacionadas ao misticismo ou animismo por parte daqueles através dos quais os Espíritos estão tentando se comunicarem.

 
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Março de 2015, 02:05
Olá Kazaoka

O Sonambulismo não seria uma atividade anímica ?

Logo bem diferente de médium inconsciente ?

Não que um sonâmbulo não possa exercer uma atividade mediúnica

É isso ai
abarços
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Março de 2015, 02:29

... Para isso não há a necessidade da mudança de comportamento, maneira de falar, etc.. Na maioria dos casos estas atitudes estão mais relacionadas ao misticismo ou animismo por parte daqueles através dos quais os Espíritos estão tentando se comunicarem.

 

Sabe kasaoka

Uma coisa devemos diferenciar

Existe mediunidade de incorporação
e existe nesta mediunidade a  diferença no comportamento no ápice da manifestação...
isso não se pode negar
se um médium está vendo e apenas relata a situação do espírito,não pode dizer que este esteja sendo usado para uma entidade se manifestar
e ao se falar em entidades manifestantes o que temos no mundo invisível são todos os tipos de desencarnados e em variadas situações...

Os trejeitos que ocorrem nas manifestações
não podem ser catalogados como misticismo e muito menos animismo

E nas manifestações mediúnicas
há sim diferença no falar, no olhar, no comportamento do corpo, das mãos, do respirar...
enfim aja visto as mesas ditas por Kardec com aspectos doceis e ou nervosas
Kardec também faz estas citações para os aspectos do psicografar...

Muitas vezes no afã de fazermos as coisas "certas"
passamos a engessar os médiuns
e a  limitar os recursos espontâneos e naturais

Nesta colocação sua
eu penso diferente
e concluiria diferente
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Kazaoka em 06 de Março de 2015, 03:07
Para a maioria dos casos em que as manifestações se dão pela forma do que chamamos incorporações, estas estão mais para as relações obsessivas entre encarnados e desencarnados do que, propriamente, para uma comunicação mediúnica de caráter instrutivo. E para esses casos, quem mais está precisando ser auxiliado é o próprio médium.

Um Espírito relatar sua situação angustiante no âmbito espiritual e ser auxiliado através da orientação conveniente dada pelo doutrinador ou pelos Espíritos que o auxilia, não demanda que ocorra o que normalmente vemos nessas sessões chamadas de desobsessão.

Incorporação não é mediunidade. É influência espiritual.
E sendo influência, o seu efeito tem mais haver com a condição moral do incorporado do que com o grau de percepção dele em relação a essa influência, que seria a mediunidade utilizada na forma que o Espiritismo aponta como instrumento de ascensão espiritual para quem tem o domínio sobre essa faculdade.

Me corrijam se eu estiver errado, mas não me lembro de nenhuma citação dentro das obras básicas que atribuem à mediunidade a ação de Espíritos inferiores atuando obsessivamente sobre encarnados. Em todas citações dessa natureza a causa reside sempre na condição moral do obsediado e não na sua faculdade.

Sobre essa necessidade do médium ter o domínio das manifestações, trago do O Livro dos Médiuns, capítulo XIV - Dos Médiuns;

Os seres invisíveis, que revelam sua presença por efeitos sensíveis, são, em geral, Espíritos de ordem inferior e que podem ser dominados pelo ascendente moral. A aquisição deste ascendente é o que se deve procurar.

Para alcançá-lo, preciso é que o indivíduo passe do estado de médium natural ao de médium voluntário. Produz-se, então, efeito análogo ao que se observa no sonambulismo. Como se sabe, o sonambulismo natural cessa geralmente, quando substituído pelo sonambulismo magnético. Não se suprime a faculdade, que tem a alma, de emancipar-se; dá-se-lhe outra diretriz. O mesmo acontece com a faculdade mediúnica. Para isso, em vez de pôr óbices ao fenômeno, coisa que raramente se consegue e que nem sempre deixa de ser perigosa, o que se tem de fazer é concitar o médium a produzi-los à sua vontade, impondo-se ao Espírito. Por esse meio, chega o médium a sobrepujá-lo e, de um dominador às vezes tirânico, faz um ser submisso e, não raro, dócil.
[...]
A moralização de um Espírito, pelos conselhos de uma terceira pessoa influente e experiente, não estando o médium em estado de o fazer, constitui freqüentemente meio muito eficaz. Mais tarde voltaremos a tratar dele.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: M.Altino em 06 de Março de 2015, 10:54
[attach=4]
Amigos e companheiros deste estudo que nos ajuda a compreender a Mediunidade e os seus valores para todos com muito carinho o meu sincero bom dia de muita paz... e pelo que tenho lido temos que entender que não há incorporação durante os trabalhos de doutrinação os obsesores espirituais ............. mas sim apenas um envolvimento de energias que se aproximam do Mediun .... assim o que o Kazaoka diz eu penso ser muito verdade  e temos que é de entender o meio em que cada medium está envolvido...
 O desenvolvimento da mediunidade se processa na razão do desenvolvimento moral do médium?
 Não.
A faculdade propriamente dita é orgânica, e portanto independente da moral.
Mas já não acontece o mesmo com o seu uso, que pode ser bom ou mau, segundo as qualidades do médium.
Sempre se disse à mediunidade é um dom de Deus, uma graça,um favor divino.
Porque, então, não é um privilégio dos homens de bem?
E porque há criaturas indignas que a possuem no mais alto grau e a empregam no mau sentido?
Todas as nossas faculdades são favores que devemos agradecer a Deus, pois há criaturas que não as possuem.
Podias perguntar porque Deus concede boa visão a malfeitores, destreza aos larápios, eloquência aos que só a utilizam para o mal.
Acontece o mesmo com a mediunidade.
Criaturas indignas a possuem porque dela necessitam mais do que as outras, para se melhorarem. Pensas que Deus recusa os meios de salvação dos culpados?
Ele os multiplica nos seus passos, coloca-os nas suas próprias mãos.
Cabe a eles aproveitá-los. Judas, o traidor, não fez milagres e não curou doentes, como apóstolo?
Deus lhe permitiu esse dom para que mais odiosa lhe parecesse à traição.
Os médiuns que empregam mal as suas faculdades, que não as utilizam para o bem ou que não as aproveitam para a sua própria instrução, sofrerão as consequências disso?
Se as usarem mal, serão duplamente punidos, pois perdem a oportunidade de aproveitar um meio a mais de se esclarecerem.
Aquele que vê claramente e tropeça é mais censurável que o cego que cai na valeta.
Aqui temos amigos que o medium nem sempre está nas melhores condições para fazer o que lhe é pedido ..... então muitas  temos pessoas que dizem e fazem coisas completamente erradas.... temos de ter cuidado e não valorizar muitas coisas....
com um carinhoso abraço de muita paz e um pedido na medida das vossas ocasiões vamos dar continuidade este estes com as vossas participações
[attach=3]
Manuel Altino
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Norizonte da Rosa em 06 de Março de 2015, 11:17
Bom dia.

Eu poderia sugerir algo?

Mesmo sem a resposta vou sugerir: não seria interessante fazer uma exposição dos tipos de mediunidade? como se manifestam, quais as características, como afetam a consciência do médium. Além disso seria bom entender por que alguns manifestam mesmo fora dos centros e outros desenvolvem, acredito, somente em centros.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Antonio Renato em 06 de Março de 2015, 11:34
Meus irmãos Moises e Kazaoka,pode-se até dizer:a teoria na pática é outra,nem sempre o que
lemos e estudamos no Livro dos Médiuns é levado a rigor,pois pelas experiências pelas quais
passei no que diz respeito as sensações,nem sempre elas são as mesmas,irá depender da
forma que o desencarnado nos vêm.Posso dizer às seguintes já sentidas:Frio intenso,ou
calor,dormença em um dos lado do corpo,tremor nas mãos,fica-se em um estado de
semi-consciência,mesmo que estejamos trabalhando com a nossa mente não dominamos
totalmente alguns comportamentos,nem as falas,essas fluem como se fosse outra pessoa
falando por nós.Após sessar o efeito,paresse-nos que a mente apaga momentaneamente
numa espécie de branco,aos pouco vai-se voltando ao estado normal de consciência,não
sei se isto é comum em todos os médiuns.Todos esses acontecimentos são permitidos
por nós,pois se desviamos o que se pode chamar de concentração,nada irá acontecer.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Março de 2015, 13:00
Bom !

Ainda a questão que nos envolvemos é a de estudos
e análises
continuemos

Os estudos nos dizem que sonambulismo não é mediunidade, não nega que não possa ocorrer em conjunto, mas difere uma situação da outra

Quanta a incorporação
ou melhor mediunidade de incorporação

Continuemos
estudando
os dias se seguirão
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Março de 2015, 13:24
Meus irmãos Moises e Kazaoka,pode-se até dizer:a teoria na pática é outra,nem sempre o que
lemos e estudamos no Livro dos Médiuns é levado a rigor,pois pelas experiências pelas quais
passei no que diz respeito as sensações,nem sempre elas são as mesmas,irá depender da
forma que o desencarnado nos vêm.Posso dizer às seguintes já sentidas:Frio intenso,ou
calor,dormença em um dos lado do corpo,tremor nas mãos,fica-se em um estado de
semi-consciência,mesmo que estejamos trabalhando com a nossa mente não dominamos
totalmente alguns comportamentos,nem as falas,essas fluem como se fosse outra pessoa
falando por nós.Após sessar o efeito,paresse-nos que a mente apaga momentaneamente
numa espécie de branco,aos pouco vai-se voltando ao estado normal de consciência,não
sei se isto é comum em todos os médiuns.Todos esses acontecimentos são permitidos
por nós,pois se desviamos o que se pode chamar de concentração,nada irá acontecer.

Olá Antonio
Concordo contigo

e como havia colocado
nada como as experiências

A mediunidade implica em inúmeras possibilidades
surge de uma possibilidade quase que específica e avança
como as nuances como o de um desabrochar de uma rosa (flor)
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Março de 2015, 13:57
(Ligação para o anexo)
... e pelo que tenho lido temos que entender que não há incorporação durante os trabalhos de doutrinação os obsesores espirituais ............. mas sim apenas um envolvimento de energias que se aproximam do Mediun ....
Manuel Altino

Olá M. Altino

Agradeço suas colocações
e também sua preocupação com  andamento destes estudos

Quanto a sua colocação
respeitamos mesmo que nos posicionamos contrário
quanto a questão de existir ou não a incorporação

Quanto aos trabalhos desobsesivos visando "doutrinar" os obsessores !

Bom !

de grupo para grupo eles ocorrem
de uma variada possibilidades
que enumera-las aqui
estenderia muito

Cada grupo desenvolve uma característica
segundo as possibilidades, interesses e pessoal disponível

Abraços
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Março de 2015, 14:02
Bom dia.

Eu poderia sugerir algo?

Mesmo sem a resposta vou sugerir: não seria interessante fazer uma exposição dos tipos de mediunidade? como se manifestam, quais as características, como afetam a consciência do médium. .

Olá Norizonte
a sugestão é válida e pertinente ao assunto
temo somente estender prolongadamente o estudo
no caso como sugeriu em específico cada mediunidade
e com isso ressuscitar debates intermináveis

Citar
Além disso seria bom entender por que alguns manifestam mesmo fora dos centros e outros desenvolvem, acredito, somente em centros.

Se manifestam fora dos Centros
pela simples logica de estarem em todos os lugares assim como nós também estamos..

Pelo desenvolvimento e pela compreensão que se conquista nos centros e ou ao menos deveria...
é pela disponibilidade do agrupamento se reunirem para este fim específico

Mas acontecer isto não é uma regra
pode-se ter auxilio em casa
e ou locais que não seja uma Casa Espírita
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Março de 2015, 14:34
   Associar a  incorporação a uma  inferioridade moral e ou característica exclusiva de desobsessões e ou a possível contrariedade aos esclarecimentos doutrinários
pode nos apontar desconhecimento do assunto.

Ou conduta para com a esta possibilidade de fator unicamente pessoal

Avancemos

Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Março de 2015, 14:35
A quem nos interessar;

Um texto
com personalidades conhecidas em nosso meio.

SESSÕES MEDIÚNICAS COM HERCULANO PIRES

http://www.herculanopires.org.br/apostolo-abertura/324-sessoesmediunicas
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Antonio Renato em 06 de Março de 2015, 15:32
Meus irmãos,a questão de ser ou não a incorporação(usando um termo comum)fora do
ambiente de um centro espirita,vai depender da condição moral do médium,é evidente
que em um centro espirita haverá sempre um apoio de outros médiuns,pois é grande
o número de obsessores presentes,que usando de disfarce faz-se passar por outro e
assim procuram desarmonizar o ambiente.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Março de 2015, 15:53
Meus irmãos,a questão de ser ou não a incorporação(usando um termo comum)fora do
ambiente de um centro espirita,vai depender da condição moral do médium,é evidente
que em um centro espirita haverá sempre um apoio de outros médiuns,pois é grande
o número de obsessores presentes,que usando de disfarce faz-se passar por outro e
assim procuram desarmonizar o ambiente.

Acredito que não Antonio

se existe incorporação !...ela existe
se não existe !...ela não existe e pronto

A moral atende para outras questões

Sobre a incorporação, ou a mediunidade em si...
pois estamos entendendo que o médium passa a ser uma ferramenta

Logo!

Há objetivos
Há metas

A casa espírita é um local de paredes
não implica em nada
O que atende para o entendimento são as pessoas que lá se encontram

kardec nos fala dos espíritas decepcionados
e nos diz que uma das questões que a isto leva
é aquele que se arrota a dizer-se representante do espiritismo

Na mediunidade lidamos com inteligencias ,
agentes livres e autênticos

Convenhamos.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Março de 2015, 16:19
Sei que estamos falando de mediuniadde de uma forma geral mas
apanhei este conceito por;
Astolfo Olegário de Oliveira Filho

e vou colocá-lo

A incorporação mediúnica

SUMÁRIO: Conceito de incorporação mediúnica. Envolvimento mediúnico.
Fundamento de todo o fenômeno mediúnico. Importância da educação
mediúnica. Necessidade de sintonia vibratória. Como os Espíritos superiores
fazem para comunicar-se conosco.

Conceito de incorporação mediúnica
 – No fenômeno designado pelo nome de incorporação mediúnica, o que ocorre efetivamente é um envolvimento mediúnico, resultante do entrosamento das correntes vibratórias próprias do médium, emanadas de suas criações mentais e espirituais, com as do Espírito comunicante.

Nossos órgãos sensoriais, como os olhos e os ouvidos, estão condicionados pela natureza para perceberem vibrações dentro de um certo limite:

a) nosso ouvido é incapaz de perceber o som produzido por menos de 40 vibrações por segundo, e nada percebe quando elas ultrapassam o limite de 36.000;

b) nossos olhos não registram a luz produzida por vibrações fora
da frequência compreendida entre 458 milhões e 272 trilhões por segundo. (66)

Na sessão mediúnica, o médium se coloca durante o transe em condições favoráveis de percepção mais nítida do mundo espiritual que nos circunda. Por haver uma exteriorização maior do perispírito, fundamento de todo o fenômeno mediúnico, este passa a vibrar em regime de maior liberdade, deixando-se influenciar pelo campo de entidades desencarnadas.

Os Espíritos, por sua vez, livres do corpo denso, situam-se em plano vibratório diferente do normalmente perceptível pelos encarnados, somente podendo fazer-se sentidos e comunicar-se conosco quando encontram médiuns que vibram dentro da mesma faixa em
que se situam.

Importância da educação mediúnica – Ocorrendo, assim, uma perfeita correspondência entre o clima vibratório do Espírito e o do médium, estaremos diante do chamado envolvimento mediúnico, em que o encarnado passa a sentir a presença do Espírito desencarnado, podendo perceber-lhe as sensações, as emoções, os pensamentos e transmiti-los de acordo com sua livre vontade, deixando ou não envolver-se por essa nova personalidade.
É aí que reside o ponto nevrálgico da questão: ou nos deixamos arrastar pura e simplesmente, ou reagimos tentando impor nossa vontade.

Se agirmos como na primeira hipótese, corremos o risco de sermos obsidiados facilmente. Se agirmos como na segunda hipótese, podemos passar uma vida inteira sem desenvolvermos a faculdade. Como se vê, a educação mediúnica, por meio do conhecimento e das práticas ordenadas, exige um comportamento equidistante das duas situações e ensina o médium a manter-se em posição de equilíbrio e vigilância, sem que esta se transforme em refratariedade, passando a ter condições de controlar o fenômeno.

O médium saberá então quando e como uma mensagem é conveniente ou causadora de confusão e mal-estar, e terá o bom senso de analisar o que vai filtrar ou está filtrando.

Necessidade de sintonia vibratória
Diz Martins Peralva, no estudo que fez sobre a obra "Nos Domínios da Mediunidade", de
André Luiz: "Para que um Espírito se comunique é mister se estabeleça a sintonia da mente encarnada com a desencarnada. Essa realidade é pacífica. É necessário que ambos passem a emitir vibrações equivalentes; que o teor das circunvoluções seja idêntico; que o pensamento e a vontade de ambos se graduem na mesma faixa". (67)
Martins Peralva reproduz em seguida, da obra de Léon Denis, a lição que se segue:

"Admitamos, a exemplo de alguns sábios, que sejam de 1.000 por segundo as vibrações do cérebro humano. No estado de transe, ou de desprendimento, o invólucro fluídico do médium vibra com maior intensidade, e suas radiações atingem a cifra de 1.500 por segundo. Se o Espírito, livre no espaço, vibra à razão de 2.000 no mesmo lapso de tempo, ser-lhe-á possível, por uma materialização parcial, baixar esse número para 1.500. Os dois organismos vibram então simpaticamente; podem estabelecer-se relações, e o ditado do
Espírito será percebido e transmitido pelo médium em transe sonambúlico".
(68)Compreende-se então que os Espíritos superiores baixam o seu teor vibratório, aproximando-o do nosso, envolvendo-se com os fluidos grosseiros de nosso ambiente e tornando-se assim mais acessíveis. O médium em transe, por sua vez, se eleva mediante o preparo antecipado e o disciplinamento dos recursos mediúnicos, podendo dar-se, por conseguinte, a interação entre os dois psiquismos – o do desencarnado e o do médium – criando-se a condição essencial à comunicação, que é a sintonia.
De igual modo, o contrário pode também acontecer. Médiuns com boa capacidade vibratória poderão baixar suas vibrações para servirem de instrumento a entidades inferiores, a fim de que estas sejam esclarecidas e orientadas.
Concluída a tarefa, o médium retornará ao seu padrão vibratório normal, não lhe ficando sensações desagradáveis próprias do Espírito comunicante, mas sim o bem-estar de ter cumprido o seu dever cristão.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Antonio Renato em 06 de Março de 2015, 16:58
Meu irmão Moises,quando eu coloquei a força moral do médium tomei como base uma pessoa
bem estruturada e com conhecimento do que lhe pode ocorrer,caso contrário ele pode não
dominar as forças que estarão presentes.Quanto a questão do local de uma certa forma um
centro espirita estará mais harmonizado pela corrente positiva de pensamentos dos presentes.
assim eu entendo.Eu concordo com você quando diz que o médium passa ser uma ferramenta
e que a incorporação irá acontecer,mas a questão maior é o domínio da situação e não a
incorporação em si.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Março de 2015, 22:02
Meu irmão Moises,quando eu coloquei a força moral do médium tomei como base uma pessoa
bem estruturada e com conhecimento do que lhe pode ocorrer,caso contrário ele pode não
dominar as forças que estarão presentes.Quanto a questão do local de uma certa forma um
centro espirita estará mais harmonizado pela corrente positiva de pensamentos dos presentes.
assim eu entendo.Eu concordo com você quando diz que o médium passa ser uma ferramenta
e que a incorporação irá acontecer,mas a questão maior é o domínio da situação e não a
incorporação em si.

Correto Antonio
entendi sua questão
e seu ponto de vista

Vamos contribuindo

Título: Re: Mediunidade
Enviado por: M.Altino em 07 de Março de 2015, 11:34
[attach=1]
Amigos e companheiros deste estudo onde falamos de Mediunidade e muitas das suas variadas formas sendo o sonâmbulo muitas vezes acontece durante o sono e o que a tem nem sabe porque aconteceu.....
Assim com muito carinho muita paz o meu sincero bom dia .
O sonambulismo pode ser considerado como uma variedade da faculdade mediúnica, ou melhor, trata-se de duas ordens de fenómenos que se encontram frequentemente reunidos.
 O sonâmbulo age por influência do seu próprio Espírito.
É a sua alma que, nos momentos de emancipação, vê, ouve e percebe além dos limites dos sentidos. O que ele diz procede dele mesmo. Em geral, suas ideias são mais justas do que no estado normal, seus conhecimentos são mais amplos porque sua alma está livre. Numa palavra, ele vive por antecipação a vida dos Espíritos.(15)
O médium, pelo contrário, serve de instrumento a outra inteligência.
É passivo e o que diz não é dele.
Em resumo: o sonâmbulo exprime o seu próprio pensamento e o médium exprime o pensamento de outro. Mas o Espírito que se comunica através de um médium comum pode também fazê-lo por um sonâmbulo. Freqüentemente mesmo o estado de emancipação da alma, no estado sonambúlico, torna fácil essa comunicação.
Muitos sonâmbulos vêem perfeitamente os Espíritos e os descrevem com a mesma precisão dos médiuns videntes.
 Podem conversar com eles e transmitir-nos o seu pensamento.
 Assim, o que eles dizem além do círculo de seus conhecimentos pessoais lhe é quase sempre sugerido por outros Espíritos.
Penso que podemos meditar e entender este forma de mediunidade muita importante pois é assim que muitas coisas são ditas com muita honestidade  pois o medium muitas vezes nem dá conta das verdades que diz ....
Com um grande abraço de muita paz
[attach=2]
Manuel Altino
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Kazaoka em 07 de Março de 2015, 12:00
Altino.
Bastante providencial sua postagem.
Estava buscando uma forma de abordar a questão do sonambulismo sem que entrasse em choque com os conceitos que temos sobre mediunidade e sonambulismo. E acho que você foi bastante feliz na escolha deste artigo que você trouxe para o estudo. À partir dele dá para fazermos várias elucubrações a respeito do assunto.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Kazaoka em 07 de Março de 2015, 12:51
Quando se fala em fenômeno anímico no meio Espírita fica parececendo que foi dito um palavrão, a maioria das pessoas sentem-se incomodadas. E tudo isso devido à carência de estudos e à propensão que existe no movimento Espírita a se deixar arrastar-se pelas coisas extraordinárias  e que, normalmente, tende levar também às mistificações. Esta sim, constitui um escolho da qual devemos nos prevenir.

No O Livro dos Médiuns, na parte que trata do papel do médium nas comunicações Espíritas, encontramos estes dizeres;

Influência do Espírito pessoal do médium

223. 1ª No momento em que exerce a sua faculdade, está o médium em estado perfeitamente normal?

"Está, às vezes, num estado, mais ou menos acentuado, de crise. E o que o fadiga e é por isso que necessita de repouso. Porém, habitualmente, seu estado não difere de modo sensível do estado normal, sobretudo se se trata de médiuns escreventes."

2ª As comunicações escritas ou verbais também podem emanar do próprio Espírito encamado no médium'?

"A alma do médium pode comunicar-se, como a de qualquer outro. Se goza de certo grau de liberdade, recobra suas qualidades de Espírito. Tendes a prova disso nas visitas que vos fazem as almas de pessoas vivas, as quais muitas vezes se comunicam convosco pela escrita, sem que as chameis. Porque, ficai sabendo, entre os Espíritos que evocais, alguns há que estão encarnados na Terra. Eles, então, vos falam como Espíritos e não como homens. Por que não se havia de dar o mesmo com o médium?"

a) Não parece que esta explicação confirma a opinião dos que entendem que todas as comunicações provêm do Espírito do médium e não de Espírito estranho?

"Os que assim pensam só erram em darem caráter absoluto à opinião que sustentam, porquanto é fora de dúvida que o Espírito do médium pode agir por si mesmo. Isso, porém, não é razão para que outros não atuem igualmente, por seu intermédio."

3ª Como distinguir se o Espírito que responde é o do médium, ou outro?

"Pela natureza das comunicações. Estuda as circunstâncias e a linguagem e distinguirás. No estado de sonambulismo, ou de êxtase, é que, principalmente, o Espírito do médium se manifesta, porque então se encontra mais livre. No estado normal é mais difícil. Aliás, há respostas que se lhe não podem atribuir de modo algum. Por isso é que te digo: estuda e observa."
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Kazaoka em 07 de Março de 2015, 13:03
A parte grifada do texto da postagem anterior, mostra a importância que precisamos dar para aprendermos diferenciar incorporação de fenômeno sonambúlico. Isso porque a maioria dos eventos que presenciamos nas reuniões de prática mediúnica tratam-se de fenômeno sonambúlico, portanto, fenômenos anímicos. E a gente vive misturando as coisas. Principalmente animismo com mistificação, como se fossem sinônimos.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: IgorAlmeida em 07 de Março de 2015, 16:15
Bom, eu tenho varias duvidas em relação ao assunto pois sintos muitas coisas e sinto que algum espirito vai encarnar em mim, porém no ultimo momento eu meio que desligo a conexão por medo ou algo do tipo.Não se é pq não tenho o merecimento ou se preciso trabalhar a minha mediunidade.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Março de 2015, 21:39
Bom, eu tenho varias duvidas em relação ao assunto pois sintos muitas coisas e sinto que algum espirito vai encarnar em mim, porém no ultimo momento eu meio que desligo a conexão por medo ou algo do tipo.Não se é pq não tenho o merecimento ou se preciso trabalhar a minha mediunidade.

Um dos objetivos centrais dos estudos mensais é nos instruirmos
os nossos estudos pessoais nos remete as instruções
coletivamente mais ainda.

Digo que a presença de espíritos nos causam um certo constrangimento
e não devemos nos submeter as influências que nos chegam
simplesmente pelas nossas suposições

Não fique se julgando
colocando-se num patamar dos mereço não mereço

Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Março de 2015, 01:43
Trago alguns apontamentos sobre Mediunidade
produzida por um Grupo Espírita
com o nome de: Bezerra de Menezes

A Mediunidade

Grupo Espírita Bezerra de Menezes

Todos somos médiuns?
Todos somos portadores da mediunidade natural que é o canal psíquico pelo qual recebemos as influências boas ou ruins que estimulam as experiências do Espírito na vida terrena. Porém, nem todos somos médiuns, conforme denominou Allan Kardec.

Então o que é um médium?
Segundo Allan Kardec, médium é todo aquele que sente a presença ostensiva dos Espíritos, seria aquele que serviria de ponte entre o mundo visível e o invisível. A prática da mediunidade é o intercâmbio entre o mundo físico e o mundo espiritual. A faculdade mediúnica liga-se a uma disposição orgânica, porém o uso que se faz.

Como sabemos se somos médiuns? E se formos, o que devemos fazer?
Allan Kardec diz que todos somos mais ou menos médiuns, pois todos possuem a mediunidade natural, canal psíquico através do qual somos estimulados ao crescimento. Entretanto, médiuns propriamente ditos são aqueles que recebem manifestações ostensivas dos Espíritos. A única forma de sabermos se temos ou não mediunidade ostensiva é nos colocando como servidores sinceros da causa de Jesus. Ou seja, deveremos primeiro fazer parte da equipe de trabalhadores de uma casa espírita e lá, através dos estudos sérios e da disciplina interior, procurarmos entender antes as nuanças do contato com os Espíritos. Allan Kardec diz em O Livro dos Médiuns, que não se deve nunca iniciar um trabalho de intercâmbio espiritual sem estudar a mediunidade. Existem algumas pessoas que sentem influências dos Espíritos, em diversos graus de intensidade, e acham que, por isso, estão prontas para trabalhar nesse campo. Geralmente não aceitam a idéia de que precisam se instruir mais e mais. Vão às casas espíritas somente para trabalhar com mediunidade e se não a aceitam naquela, buscam outra, e assim permanecem por toda a vida.

Isto pode acarretar algum problema para as pessoas?
Sim, pode. Desde perturbações leves, até obsessões graves, o que infelizmente não é pouco freqüente, pela forma com que a mediunidade é tratada no Brasil. Todos somos suscetíveis às más influências devido às imperfeições próprias dos Espíritos que habitam os planetas de provas e expiações. Em muito maior escala são os médiuns que, se não cuidam do estudo e do preparo moral, funcionam como verdadeiras antenas e situam-se como focos freqüentes de perturbações espirituais. Se os médiuns não tiverem os cuidados necessários com a sua edificação e se colocarem a serviço do intercâmbio sem o devido preparo, poderão cair presas de Espíritos pouco adiantados de que está cheia a atmosfera.

Podemos nos comunicar com outros Espíritos?
Sim. Todos somos Espíritos vivendo em planos diferentes da vida e estamos mergulhados na atmosfera fluídica que nos rodeia e serve de elemento de contato. Portanto, podemos nos comunicar com o mundo espiritual freqüentemente, seja através da mediunidade ostensiva consciente, dos fenômenos inconscientes, das preces ou intuições que recebemos constantemente do mundo espiritual.

Existe a incorporação de Espíritos?
No sentido semântico do termo não existe incorporação, pois nenhum Espírito conseguiria tomar o corpo de outra pessoa, assumindo o lugar da sua Alma. O que ocorre é que o médium e o Espírito se comunicam de perispírito a perispírito, ou seja mente a mente, dando a impressão de que o médium está incorporado. Na mediunidade equilibrada, o médium tem um maior controle de sua faculdade e o fenômeno mediúnico acontece mais a nível mental. Nos processos obsessivos graves (doenças mórbidas causadas por Espíritos inferiores), onde a mediunidade está perturbada, podem ocorrer crises nervosas. Observadores de pouco conhecimento podem achar que um Espírito mau apoderou-se do corpo do enfermo. Foi esse fenômeno que deu origem às práticas de exorcismo.

Tenho bastante dificuldade para definir a diferença entre Clarividência, Vidência, Audiência, Clariaudiência, Dupla vista.
A vidência e a clarividência são essencialmente anímicas. Trata-se da visão que o próprio Espírito encarnado tem do mundo invisível. Não há interferência de Espíritos e por isso não deveria (segundo Allan Kardec), ser considerada mediunidade. Mas, para fins de classificação, ele é tida como sendo uma mediunidade. Mesmo nos casos em que um Espírito amigo mostra um quadro projetado no ambiente astral, ainda assim, é o médium quem vê. Há ajuda na formação do quadro, mas não na visão propriamente dita. Vidência é a faculdade superficial. Clarividência, a mesma faculdade, mas com alcance mais profundo, podendo estender-se no espaço e (em alguns casos) no tempo. A dupla-vista é a clarividência, acompanhada da projeção do Espírito no mundo astral. Trata-se do chamado "desdobramento". Entendemos a mediunidade de audiência como aquela em que a voz aparece na intimidade do ser. A clariaudiência é diferente, por tratar-se de uma voz clara, exterior.

O que é ideoplastia?
Ideoplastia é um fenômeno de transfiguração que pode acontecer durante as manifestações dos Espíritos. Quando a influência do desencarnado é muito intensa junto do campo psicossomático do médium ele poderá assumir algumas feições do comunicante.

Já que não existe a incorporação, como médiuns dão passividade a Espíritos menos esclarecidos, tomando formas físicas diferentes, falando com voz alterada. Isto seria charlatanismo?
O processo de incorporação tal qual essa palavra exprime não existe, pois ninguém pode "entrar" no corpo de outro. Mas o Espírito pode, e é isso o que normalmente faz, agir no campo mental através de sintonia (e por afinidade fluídica), assumindo a personalidade e a vontade do indivíduo. Nos casos de subjugação, por exemplo, o domínio é tão intenso que dá a impressão que o Espírito toma posse do corpo da pessoa. Na prática da mediunidade, quanto maior o esclarecimento do médium menor o domínio que o Espírito terá sobre ele. Se tem pouco esclarecimento sobre essa faculdade, certamente deixará que Espíritos pouco adiantados a usem da forma que bem entenderem. No que diz respeito a mudança de fisionomia, Allan Kardec instrui que trata-se do fenômeno da transfiguração, coisa mais comum nas manifestações dos Espíritos inferiores, podendo, sem dúvida acontecer também com os superiores.

Qual o conceito e as características de médiuns curadores e médiuns pneumatógrafos?
Os médiuns curadores são aqueles que têm o dom de curar com a imposição das mãos (em alguns casos com o olhar ou com fenômenos provocados à distância), secundados pelos Espíritos que trabalham na área de cura das enfermidades físicas. Allan Kardec diz que são pessoas que possuem um fluido humano especial, que potencializado pelos fluidos do mundo dos Espíritos, podem modificar a estrutura da matéria, promovendo as curas.
Os médiuns pneumatógrafos são aqueles que têm aptidão para obter a escrita direta dos Espíritos em papel guardado em gavetas ou recipientes fechados. Ou seja, o médium doa de seu fluido especial para que os Espíritos escrevam diretamente sobre o papel. É muito rara e limita-se aos casos de comprovação da existência das potências ocultas e sua influência no mundo material.

Gostaria de saber se existe algum método para aprofundar o dom da mediunidade, se existe algum meio de "exercitar" a mediunidade.
O melhor meio para exercitar a mediunidade é ingressando nas fileiras de trabalhadores de uma casa espírita idônea, que prime pelos estudos em todos os sentidos. Sem o estudo sério, disciplinado e consequentemente a necessidade da reforma interior, a possibilidade de cair sob a influência dos Espíritos enganadores é muito grande. O exercício da mediunidade deve ser feito dentro de um sentimento de dedicação, abnegação e sinceridade, a fim de que possa-se merecer a atenção dos bons Espíritos. Desconfie sempre de quem "descobre" sua mediunidade à primeira vista. A mediunidade é estudo e prática.

Em que estado permanece o Espírito do médium quando este recebe uma entidade desencarnada? Seu Espírito continua em seu corpo ou fica à sua volta? A Codificação fala algo sobre este assunto?
O processo de influenciação do médium pelo Espírito se dá todo no campo mental. O médium é consciente de seu trabalho e quanto mais desenvolvido nas lides mediúnicas, mais consciente de sua capacidade permanece. Tudo se dá no sentido da afinidade fluídica, estimulando a mente do médium a transmitir as sensações do mundo invisível à sua volta. A influência será mais ou menos intensa, conforme o grau intensidade da faculdade. Mesmos nos casos de mediunidade sonambúlica, o médium jamais abandona seu corpo físico.

Devemos acreditar em tudo o que os Espíritos dizem?
Os Espíritos desencarnados são almas de homens que já viveram na Terra. Portanto podem ser portadores dos defeitos e qualidades que tinham quando encarnados. Podemos acreditar nas palavras dos homens bons, mas não devemos dar crédito aos conselhos daqueles de má índole. Da mesma forma deveremos proceder com o mundo dos Espíritos. Devemos analisar cada comunicação dada pelos Espíritos, qualquer que seja o nome que assinem. Os bons trazem mensagens edificantes e com algum fim útil e querem sempre o bem da humanidade. Os atrasados ou maus podem nos enganar com palavras belas e melífluas, podendo tomar emprestado nomes de pessoas conhecidas ou Espíritos iluminados para nos impressionar. Desses devemos nos precaver, conforme nos ensina Allan Kardec em O Livro dos Médiuns.

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Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Março de 2015, 01:44
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Alguém pode ser obrigado a desenvolver sua mediunidade?
Ninguém é obrigado a desenvolver a mediunidade. É errada a idéia de que a mediunidade é a causa de sofrimentos e desajustes das pessoas. Geralmente, sofre-se por ignorância e por falta de cuidados com a vida no plano material. Aqueles que quiserem dedicar-se à tarefa mediúnica deverão trabalhar para vencer suas imperfeições, além de ter que estudar a Doutrina Espírita com seriedade e disciplina. Um médium que não toma esses cuidados, poderá permanecer sob a influência dos Espíritos maus. Quem for médium e não quiser praticar sua mediunidade, deverá pelo menos esforçar-se para sua melhoria moral, procurando libertar-se dos vícios mais grosseiros (cigarro, bebida e drogas).

As cirurgias espirituais são realmente feitas por Espíritos? Nesse caso, como pode um Espírito elevado ser antiético, exercendo ilegalmente a medicina?
Sim, as cirurgias espirituais são feitas por Espíritos de médicos que atuam no corpo perispiritual, utilizando de técnicas ligadas à ciência médica, usando fluidos humanos e espirituais, nada fazendo nesse campo que fira as leis humanas. Um Espírito elevado jamais transgride qualquer lei. As curas realizadas em nome do Espiritismo praticado com seriedade, são feitas utilizando apenas a fluidoterapia. As cirurgias mediúnicas feitas com instrumentos cortantes, podem ser feitas por Espíritos superiores, mas não são consideradas trabalhos espíritas. Em alguns casos de cirurgias de corte, como os de José Pedro de Freitas (Arigó) e Edson Queiroz, existia uma missão a ser cumprida e visava chamar a atenção da comunidade científica para a realidade da vida espiritual. E parece que conseguiu, porém sem maiores conseqüências pelo próprio atraso do homem para a compreensão das coisas do Espírito. Pelo lado prático, no entanto, as cirurgias mediúnicas com instrumentos cortantes não devem ser praticadas em centros espíritas orientados pela doutrina de Allan Kardec, justamente por ferir a legislação vigente e não tratar-se de uma prática que possa ser exercitada por qualquer pessoa. As curas no Espiritismo são feitas exclusivamente com a imposição de mãos.

Gostaria de saber, se é possível uma pessoa que está estudando kardecismo não poder ajudar por não ter dons mediúnicos. E no caso, o que as pessoas devem fazer para saber se têm dons ou não?
Qualquer pessoa pode ajudar no centro espírita, desde que disponha de boa vontade e preparo moral e doutrinário adequados. Isso se consegue com estudo e boa dose de seriedade, dedicação, abnegação e disciplina. Não é necessário ter dons mediúnicos para servir. Existem inúmeras frentes de trabalho nas casas espíritas onde se pode desempenhar tarefas que não dependem da mediunidade. Para se saber dos possíveis dons mediúnicos, Allan Kardec nos diz que devemos testar as pessoas. Não existe uma fórmula e nem podemos adivinhar quem tem ou não. Os melhores servidores nesta área são aqueles formados dentro das casas espíritas que tratam o estudo da Doutrina Espírita com seriedade. Aqui entra a grande responsabilidade do dirigente que teoricamente deveria estar apto a conduzir as pessoas de forma equilibrada ao desenvolvimento e exercício desta nobre tarefa. Os médiuns ostensivos, que já demonstram algum dom desde cedo, devem ser submetidos igualmente ao estudo disciplinado e à orientação de alguém experiente dentro do centro espírita que possa dar-lhe direcionamento seguro de sua faculdade. Caso contrário, poderá desequilibrar-se.

É certo o procedimento que alguns centros espíritas têm de colocar pessoas, que estão indo pela primeira vez à casa, em trabalhos mediúnicos?
Allan Kardec diz que não se deve lidar com a mediunidade sem conhecê-la. O bom senso e a razão nos falam a mesma coisa. Em todos os departamentos da vida o homem busca aperfeiçoar-se para servir melhor. Sem conhecer o seu ofício não poderá desempenhar a tarefa a que se propõe com conhecimento de causa. Portanto, colocar pessoas para lidar com Espíritos sem se preparar para isso é o mesmo que realizar experiências químicas sem conhecer as leis da química, diz o Codificador. Seria uma insensatez. Os medianeiros devem ser preparados com muita cautela para servir nesse campo. Primeiro devem estar inseridos nos trabalhos habituais da casa, servindo com dedicação e seriedade, transformando-se em trabalhadores. Devem ser instruídos nas aulas sobre a Doutrina Espírita e depois, então, poderão ser experimentados no ministério da mediunidade. A pessoa que chega à casa espírita pela primeira vez com a intenção de servir apenas no campo da mediunidade, não entendeu ainda o papel do Espiritismo em sua vida, muito menos a oportunidade que está tendo de servir com equilíbrio no campo do Bem. Necessita de instrução nesse ponto. Se for sincero o seu desejo de servir, permanecerá no aprendizado. Se não, procurará outra casa que lhe dê o que deseja.

Há algum impedimento de mulheres grávidas participarem de reuniões mediúnicas?
Não é aconselhável. O processo reencarnatório do Espírito é uma experiência delicada que envolve muitos aspectos energéticos e psíquicos. Um deles é o estado psicológico da mãe que, sem sombra de dúvidas, se altera por alguns meses, enquanto aguarda a chegada do Espírito que lhe foi encaminhado como filho. Ela necessita de tranqüilidade, descanso e não deve se submeter a atividades que lhe exijam grandes perdas de energias de qualquer natureza. Sabe-se que, nas atividades de intercâmbio espiritual, há toda uma movimentação de fluidos energizados, podendo haver gastos que poderá ser prejudicial para a mulher em estado de gravidez. Além disso, há o aspecto do reencarnante. É sabido pela ciência oficial da extrema importância do equilíbrio e interação mãe-filho desde o ventre. Por conta disso é prudente que se isente a mulher grávida das tarefas da mediunidade. O melhor que ela poderá fazer será cuidar de ter seu bebê em paz. Ao fazê-lo, estará praticando a caridade maior, que é a de dar vida a um novo ser. Quando puder, retornará às suas atividades mediúnicas normalmente.

Pode o Espírito encarnado promover fenômenos físicos, tipo materialização ou transporte de objetos, sem o concurso dos Espíritos do mundo invisível?
O fenômeno de transporte, materialização, transcomunicação ou qualquer outro de efeitos físicos, necessita do concurso dos Espíritos desencarnados, pois segundo Allan Kardec, em o Livro dos Médiuns, capítulo IV, é necessária a união do fluido animalizado perispiritual (do médium) com o fluido universal do Espírito para que aconteçam esses os fenômenos. Não pode ser isolado, ou seja sem o concurso de ambas as partes. Alguns manipuladores desses fenômenos não acreditam em Espíritos, porém, mesmo assim, estão sempre secundados por eles.

http://www.espirito.org.br/portal/perguntas/prg-004.html

PS.
deixo claro que são apontamentos do "Grupo" acima citado
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Antonio Renato em 08 de Março de 2015, 12:31
Meu irmão Moises,muito esclarecedor,na verdade o que estão contidos nestes textos na
forma de perguntas e respostas é o que verdadeiramente acontece,é uma realidade que
não se pode fugir,é também uma grande responsabilidade que antes de tudo se deve
assumir com grande humildade.Quem se envaidece por está sendo um trabalhador,um
médium a seviço da espiritualidade,não deve ser respeitado pelo aquilo que faz.Assim eu
penso.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Março de 2015, 22:00
Meu irmão Moises,muito esclarecedor,na verdade o que estão contidos nestes textos na
forma de perguntas e respostas é o que verdadeiramente acontece,é uma realidade que
não se pode fugir,é também uma grande responsabilidade que antes de tudo se deve
assumir com grande humildade.Quem se envaidece por está sendo um trabalhador,um
médium a seviço da espiritualidade,não deve ser respeitado pelo aquilo que faz.Assim eu
penso.

Obrigado Antonio

É um trabalho de um grupo
mesmo que em alguns pontos pode-se dizer mais
ou enxergamos apenas pontos de vista
sempre é válido
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Março de 2015, 22:42
do Livro:
"O que é o Espiritismo"


ESCOLHOS DA MEDIUNÍDADE

70.Um dos maiores escolhos da mediunidade é a obsessão, isto é, o domínio que certos Espíritos podem exercer sobre os médiuns, impondo-se-lhes sob nomes apócrifos e impedindo-os de se comunicarem com outros Espíritos. É ao mesmo tempo, uma dificuldade para o observador noviço e inexperiente que, desconhecendo as características de que se reveste o fenômeno, pode ser enganado pelas aparências, como uma pessoa que, não conhecendo a medicina, ilude-se quanto à causa e a natureza de uma moléstia. Se, neste caso, o estudo antecipado é inútil ao observador, é indispensável ao médium, pois que lhe proporciona os meios de prevenir um inconveniente para que ele poderia ter conseqüências desagradabilíssimas. Por esta razão nunca será bastante recomendada a necessidade do estudo, antes de entrar na prática. (O Livro dos Médiuns, cap. XXIII).

71. A obsessão apresenta três graus bem caracterizados: a obsessão simples, a fascinação e a subjugação. No primeiro, o médium tem consciência perfeita de que não obtém nada de bom. Não há ilusões quanto à natureza do Espírito que se obstina em manifestar-se. Este caso não oferece nenhuma gravidade: é simples contratempo, e o médium encontra-se livre depois de ter parado de escrever por algum tempo. Cansado de se ver desatendido o Espírito acaba por se retirar.

A fascinação obsessional é muito mais grave. O médium encontra-se completamente fascinado. O Espírito que o domina apodera-se de sua confiança a ponto de o impedir de julgar as próprias comunicações; leva-o a julgar sublimes as coisas mais absurdas.

O caráter distintivo deste gênero de obsessão é o de provocar no médium uma excessiva susceptibilidade, fazendo com que só julgue bom, justo e verdadeiro aquilo que escreve, levando-o a desprezar e mesmo considerar errado todo conselho ou observação crítica. Também o induz às rixas com os amigos; e em vez de convir que está sendo enganado, tem ciúmes dos outros médiuns, cujas comunicações são consideradas melhores que as suas, e quer impor-se nas reuniões espíritas, das quais se afasta quando não pode dominar. Chega, enfim, a sofrer uma tal dominação, que o
Espírito pode arrastá-lo às mais ridículas e comprometedoras atitudes.

72.Um dos característicos dos maus Espíritos é a imposição. Dão ordens e desejam ser obedecidos. Os bons nunca se impõem. Aconselham, e, quando não são ouvidos, retiram-se. Disto resulta que a sensação produzida pêlos maus Espíritos é sempre penosa e fatigante, originando uma espécie de mal-estar. Amiúde provocam  uma agitação febril, movimentos bruscos e desenfreados. Ao influxo dos bons Espíritos, pelo contrário, as sensações são mansas e suaves e produzem um admirável bem-estar.

73.A subjugação obsessional, designada nos tempos antigos pelo nome de possessão, é uma coação física, produzida sempre por Espíritos da pior espécie, capazes mesmo de neutralizar o livre-arbítrio. Limita-se, amiúde, a simples impressões desagradáveis, mas às vezes provoca movimentos desordenados, atos de insensatez, gritos e palavras incoerentes ou injuriosas, cujo ridículo reconhece, de quando em vez, ainda que sem o poder evitar, aquele que é vítima de semelhante situação.

Este estado difere essencialmente da loucura patológica com a qual erradamente é confundido, pois não apresenta lesões orgânicas. E sendo diferente a causa, outros devem ser também os meios de a curar. Aplicando-se os processos ordinários de duchas e tratamentos corporais, logra-se, muito comumente, transformar em verdadeira loucura aquilo que era apenas uma causa moral.

74.Na loucura, propriamente dita, a causa do mal é interna; é preciso, pois, procurar restituir o organismo ao seu estado normal. Na subjugação a causa do mal é exterior e é preciso livrar o enfermo de um inimigo invisível, opondo-se-lhe, não remédios, mas uma força moral superior à sua.

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Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Março de 2015, 22:43
A experiência prova que, em semelhantes casos, os exorcismos nunca produziram resultados satisfatórios e que, em vez de melhorar, agravam a situação. Indicando as verdadeiras causas do mal, só o Espiritismo pode fornecer remédio para o combater. É preciso, de certo modo, educar moralmente o Espírito obsessor; e com os conselhos sabiamente dirigidos logra-se torná-lo melhor, e consegue-se levá-lo a renunciar à perseguição do enfermo. Então fica livre o paciente. (O Livro dos Médiuns, nº 279).

75.Ordinariamente a subjugação obsessional é individual. Quando, porém, um enxame de maus Espíritos se lança sobre uma cidade, pode apresentar um caráter epidêmico.

Um fenômeno dessa ordem ocorreu ao tempo de Cristo. Só uma poderosa superioridade moral podia vencer aqueles seres malfazejos, designados então pelo nome de demônios, devolvendo a tranqüilidade às suas vítimas(Uma epidemia semelhante manifestou-se, durante muitos anos, numa pequena cidade da Alta Sabóia. (Ver a "Revue Spirite", janeiro, fevereiro, abril e maio de 1863: "Lês possédés de Morzines").

76.Um fato importante a ser considerado é que a obsessão independe da mediunidade e é encontrada em todos os seus graus, e no último, principalmente, num sem número de pessoas que jamais ouviram falar de Espiritismo.

Com efeito, existindo desde todos os tempos, sempre os Espíritos exerceram sua influência. A mediunidade não é uma causa, mas uma maneira de se manifestar aquela influência. Por isso pode dizer-se, com segurança, que todo médium obsidiado sofre, de algum modo amiúde, nos atos mais vulgares da vida, os resultados dessa influência, e que se não fora a mediunidade, traduzir-se-ia por outros efeitos atribuídos, quase sempre, a essas enfermidades misteriosas que resistem a todas as investigações da medicina.

Pela mediunidade o Espírito maléfico manifesta a sua presença. Sem a mediunidade é um inimigo oculto, do qual não se suspeita.

77.Os que nada admitem fora da matéria não podem admitir causas ocultas. Quando, porém, a ciência tiver saído dos caminhos materialistas, reconhecerá na ação do mundo invisível, que nos rodeia e em cujo meio vivemos, uma força que reage tanto sobre as coisas físicas quanto sobre as morais.

Este será um novo caminho aberto ao progresso e a chave de uma multidão de fenômenos mal compreendidos.

78.Como a obsessão não pode jamais ser produto de um bom Espírito, é essencial saber conhecer a natureza dos que se apresentam. O médium não instruído pode ser enganado pelas aparências. O que está prevenido apercebe-se dos menores sinais suspeitos, e o Espírito termina por afastar-se, constatando que nada consegue.

É, pois, indispensável ao médium que não deseja expor-se a cair no laço, o conhecimento antecipado dos meios de distinguir os bons dos maus Espíritos. Não o é menos para o simples observador que pode, por este meio, apreciar o justo valor do que vê e ouve. (O Livro dos Médiuns, cap. XXIV).

79.A faculdade mediúnica é inerente ao organismo. É independente das qualidades morais do médium e tanto se encontra desenvolvida nos mais indignos quanto nos mais dignos. O mesmo não acontece quanto à preferência que os bons Espíritos dão aos médiuns.

80.Os bons Espíritos comunicam-se mais ou menos voluntariamente, por tal ou qual médium, conforme a simpatia que sintam por ele. O que constitui a qualidade do médium não é a facilidade em obter comunicações, e sim a aptidão para receber apenas as boas, e de não se tornar joguete de Espíritos levianos e mentirosos.
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Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Março de 2015, 22:44
81.Os médiuns que deixam a desejar sob o ponto de vista moral, recebem por vezes esplêndidas comunicações, que não podem vir senão de Espíritos bons. Muitos maravilham-se com isto, mas sem razão, pois essas comunicações amiúde vêm no interesse do médium e dão-lhe sábias advertências.

Se delas não tira proveito, sua culpa será aumentada: é ele próprio que escreve a sua condenação. Deus, cuja bondade é infinita, jamais nega assistência aos que mais a necessitam. O virtuoso missionário que sai a moralizar os criminosos, não faz senão o que fazem os bons Espíritos para com os médiuns moralmente imperfeitos. Por outro lado, objetivando dar uma lição útil a todos, servem-se os bons Espíritos do instrumento que lhes vem às mãos. Abandonam-no, porém, quando encontram outro mais simpático e que tira proveito dos seus ensinamentos. Ao se retirarem os bons Espíritos, os inferiores, que pouco prezam as qualidades morais - pois estas lhes são mesmo aborrecidas - têm então o campo livre.

Disso resulta que os médiuns moralmente imperfeitos, e que não se emendam, tornam-se mais hoje mais amanhã, presa dos maus Espíritos, que habitualmente os conduzem à ruína e às maiores desgraças, ainda neste mundo. Enquanto isso sua faculdade, de bela que era, e que poderia continuar o sendo, perverte-se, devido ao abandono dos bons Espíritos, terminando por extinguir-se.

82.Os médiuns de maiores méritos não estão ao abrigo das mistificações dos Espíritos mentirosos, primeiro, porque nenhum é bastante perfeito para não ter um ponto vulnerável e capaz de dar acesso aos maus Espíritos; em segundo lugar, porque os bons Espíritos o permitem, às vezes, para lhes exercitar o raciocínio e ensinar-lhes a discernir entre o certo e o errado, alimentando a desconfiança, a fim de que nada aceitem às cegas e sem comprovação.

Entretanto, a mentira nunca procede de um bom Espírito; e todo nome respeitável, subscrevendo um erro, é necessariamente apócrifo.

Esses incidentes também podem ser uma prova de paciência e perseverança para o espírita, médium ou não. Quem desanima com algumas decepções prova aos bons Espíritos que não podem contar com suas forças.

83.Não é para surpreender que os maus Espíritos obsidiem pessoas honestas, assim como não o é ver pessoas malévolas perseguirem os homens de bem.

É digno de nota que, desde a publicação do Livro dos Médiuns, os obsediados tornaram-se muito menos numerosos. É que, estando prevenidas, as pessoas mantém-se em guarda e se apercebem dos mais insignificantes sinais que possam revelar a presença de um Espírito mentiroso.

E a maior parte das que ainda estão nesse estado, ou não estudaram antes, ou não tiraram proveito dos conselhos recebidos.

84.0 que constitui um médium, propriamente dito, é a faculdade, e sob este aspecto é que pode estar mais ou menos formado, mais ou menos desenvolvido.

O que constitui o médium seguro, para que verdadeiramente se possa qualificar como bom médium, é a boa aplicação da faculdade, a aptidão para servir de intérprete aos bons Espíritos. Fazendo-se abstração da faculdade, a força dos médiuns, para atrair os bons Espíritos e afastar os maus, está na razão de sua superioridade moral. Esta faculdade é proporcional à soma de qualidades que constituem o homem de bem.

Deste modo atrai a simpatia dos bons e exerce ascendência sobre os maus.

85.Pela mesma razão, as imperfeições morais do médium o aproximam da natureza dos maus Espíritos e roubam-lhe a influência necessária para os afastar. Em vez de impor-se, sofre a sua imposição.

Isto não se aplica apenas aos médiuns, mas a qualquer pessoa, pois não podemos fugir às influências que partem dos Espíritos. (Vejam-se os números 74 e 75).

86.Para se imporem aos médiuns, os maus Espíritos sabem explorar habilmente todas as suas imperfeições morais; e a que lhes é mais propícia é o orgulho. Por isto, é o orgulho o sentimento dominante na maioria dos médiuns obsidiados e principalmente nos que se encontram fascinados.

O orgulho leva-os a crer na sua infalibilidade e a desprezar as advertências. Infelizmente, este sentimento é excitado pêlos elogios feitos aos médiuns. Quando possuem uma faculdade algo notável são procurados, adulados e terminam por acreditar na sua importância; julgam-se indispensáveis e é isto o que os perde.

87.Enquanto o médium imperfeito orgulha-se dos nomes ilustres, e o mais das vezes apócrifos, que figuram nas comunicações que recebe e imagina-se intérprete privilegiado dos poderes celestes, o bom médium não se julga digno de semelhante favor; alimenta sempre salutar desconfiança do que obtém e jamais confia em sua própria opinião. Como é simples instrumento passivo, compreende que não tem merecimento pessoal pelo bom resultado, assim como não pode ser responsável pelo que recebe de mau, e que seria ridículo tomar o efeito pela causa e confiar na identidade absoluta dos Espíritos que se lhe manifestam. Deixa que terceiras pessoas desinteressadas julguem a questão, sem que seu amor próprio se ressinta por um conceito desfavorável, como um ator para com a crítica dirigida à peça de que é intérprete.

Seu caráter distintivo é a simplicidade e a moralidade. Considera uma felicidade a faculdade que possui, não para se vangloriar, mas porque lhe oferece meios de ser útil, o que faz voluntariamente, quando se lhe apresentam as ocasiões, sem se aborrecer caso não lhe seja dado lugar de destaque.

Os médiuns são os intermediários e intérpretes dos Espíritos. Importa pois ao evocador, e até ao simples observador, apreciar o valor do instrumento.

88.A faculdade mediúnica é um dom de Deus, como todas as outras faculdades que podem ser empregadas no bem e no mal, e das quais é possível abusar.

Tem por finalidade pôr-nos em comunicação direta com as almas dos que viveram, para recebermos seus ensinamentos e nos iniciarmos na vida futura. Assim como a vida nos põe em comunicação com o mundo visível, a mediunidade nos põe em contato com o invisível. Aquele que dela se serve de maneira útil, para o seu adiantamento e o de seus semelhantes, cumpre uma verdadeira missão e por isso receberá a recompensa. Aquele que dela abusa, empregando-a em coisas fúteis ou no seu interesse material, afasta-a de seu fim providencial e, cedo ou tarde, sofrerá o castigo, como aquele que mal emprega toda e qualquer outra faculdade.

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Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Antonio Renato em 09 de Março de 2015, 12:36
Meus irmãos,a medida em que vamos nos fortalecendo moralmente pelas nossas ações,pela
nossa compreensão,muito menos vamos vamos nos deixar influênciar por obsessores,mas
isto não quer dizer que eles deixem de tentar exercitar as suas forças.Cabe a todos nós
buscar forças para repudia-los,buscando sempre à ajuda dos nossos mentores espirituais
quando isto acontecer.Isto lembra uma animação feita em um desenho animado da Disney
em que o pato Donald enfurecido aparece em um lado do ouvido um demoniozinho dizendo
para ele ir frente e do outro lado um anjinho lhe dizendo para ter calma,avisando-lhe do mal
que irá causar.Na vida real é o que nos acontece,devemos está sempre atentos.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 09 de Março de 2015, 17:55
Meus irmãos,a medida em que vamos nos fortalecendo moralmente pelas nossas ações,pela
nossa compreensão,muito menos  vamos nos deixar influenciar por obsessores,mas
isto não quer dizer que eles deixem de tentar exercitar as suas forças.Cabe a todos nós
buscar forças para repudia-los,buscando sempre à ajuda dos nossos mentores espirituais
quando isto acontecer.Isto lembra uma animação feita em um desenho animado da Disney
em que o pato Donald enfurecido aparece em um lado do ouvido um demoniozinho dizendo
para ele ir frente e do outro lado um anjinho lhe dizendo para ter calma,avisando-lhe do mal
que irá causar.Na vida real é o que nos acontece,devemos está sempre atentos.

Olá Antonio
Obrigado por mais uma participação
e também pela instrução

Abraços
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 09 de Março de 2015, 18:01
Pesquisa interessante
que nos remete ao estudo da mediunidade

https://www.youtube.com/watch?v=UQgEn9Asa8Q
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Antonio Renato em 09 de Março de 2015, 21:36
Meu irmão Moises,evidentemente que uma pesquisa feita a este nível por pessoas sérias e
com um firme propósito não de colocar dúvidas sobre as cartas psicografadas por Chico
Xavier, mas em dar maior autenticidade a sua forte mediunidade que ele colocava na sua
maneira humilde de ser, a serviço da espiritualidade. Com certeza esse vídeo vem em muito
contribuir com o nosso estudo mensal.
Fique na paz.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Março de 2015, 13:17
Meu irmão Moises,evidentemente que uma pesquisa feita a este nível por pessoas sérias e
com um firme propósito não de colocar dúvidas sobre as cartas psicografadas por Chico
Xavier, mas em dar maior autenticidade a sua forte mediunidade que ele colocava na sua
maneira humilde de ser, a serviço da espiritualidade. Com certeza esse vídeo vem em muito
contribuir com o nosso estudo mensal.
Fique na paz.

É isso ai Antonio
Valeu!
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Março de 2015, 13:18
Um Pouco de humor

Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Março de 2015, 13:22
MEDIUNIDADE NA INFÂNCIA

Um texto para ler e refletir

"Em que idade se pode ocupar, sem inconveniente, de mediunidade?

- Não há idade precisa, tudo dependendo inteiramente do desenvolvimento físico e, ainda mais do desenvolvimento moral. Há crianças de doze anos a quem tal coisa afetará menos do que a algumas pessoas já feitas. Falo da mediunidade em geral; porém a de efeitos físicos é mais fatigante para o corpo; a da escrita tem outro inconveniente, derivado da inexperiência da criança, dado o caso de ela querer entregar-se a sós ao exercício da sua faculdade e fazer disso um brinquedo." Allan Kardec "O Livro dos Médiuns" - Capítulo XVIII, item 221 - questão 8.

Não há uma idade determinada ou que seja melhor para a eclosão da mediunidade. Ela pode manifestar-se em crianças, adolescentes, em pessoas adultas ou com mais idade. Entretanto, é mais difícil que a faculdade se apresente em indivíduos idosos pelas próprias e naturais limitações orgânicas e psíquicas.

Inicialmente, mencionaremos nesta abordagem o aparecimento da mediunidade espontânea e sem qualquer sofrimento para a criança.

Na fase infantil, o desabrochar da mediunidade é, quase sempre, tão natural quannto outros tipos de aprendizagem que vão acontecendo em todas as etapas do desenvolvimento da criança, visto terem estas relativa facilidade de perceber a presença dos espíritos e com eles manter um convívio fácil e espontâneo.

Por que isso ocorre com tal naturalidade? O Espiritismo nos esclarece que o processo reencarnatório prolonga-se até os sete anos de idade. Nesses primeiros anos de vida física o espírito, na fase infantil, mantém vínculos bastante estreitos e mais ou menos intensos com o mundo espiritual, a sua pátria de origem. A presença de espíritos amigos, do seu espírito protetor é mais próxima, no intuito de sustentá-lo nesse recomeço. Pode-se inferir também que durante o sono, o espírito que está envergando a nova forma física esteja mais constantemente em contato com o plano espiritual de onde procede.

Entende-se, por via de conseqüência, que as companhias espirituais do recém-reencarnado dependem de suas ligações com espíritos dos mais diversos patamares evolutivos. Conforme vimos páginas atrás, mesmo no caso em que o reencarnante mantenha laços de afinidade com espíritos inferiores, isto não descarta a presença, ainda que um pouco mais distanciada, do seu espírito protetor, o denominado anjo-de-guarda. É importante relembrar que toda reencarnação visa ao progresso do espírito, pois ninguém renasce para regredir. Tais vínculos, todavia, vão se enfraquecendo quanto mais transcorrem os anos. A partir do sétimo ano de vida terrena, o espírito gradualmente se torna mais consciente de suas potencialidades e, na adolescência, "o Espírito retoma a natureza que lhe é própria e se mostra qual era." (questão 385 de "O Livro dos Espíritos")

Em geral, pode-se dizer que a criança apresenta indícios de mediunidade quando começa a mencionar a presença, no lar, de pessoas que ninguém percebe, a não ser ela própria. Bastante comum é a presença do amiguinho invisível com o qual conversa e brinca. Às vezes diz estar vendo pessoas idosas, e alguns pais apresentam fotos de familiares desencarnados entre os quais a criança identifica um em particular que, para surpresa da família, vem a ser o avô ou avó ou outro parente qualquer.

No livro "O mundo da criança", as autoras abordam essa questão do amiguinho invisível, mencionando que "cerca de 15 a 30% das crianças, entre 3 a 10 anos têm companheiros imaginários. Eles surgem na vida da criança depois de 2 anos e meio de idade e saem quando a criança vai para a escola. A pessoa imaginária parece real para a criança que fala e brinca com ela. "(Diane, E. Papalia, O mundo da criança)

Para a Psicologia, este é um fato natural, fruto da imaginação infantil, que "cria" um amigo para brincar e lhe fazer companhia. Geralmente, são crianças que se sentem sozinhas, seja porque os pais trabalham fora, seja por carência afetiva, por não receberem atenção e carinho dos pais.

Arthur Jersild, por sua vez, explica, em seu livro "Psicologia da criança", que, "quando um garoto brinca abertamente com um companheiro e lida claramente por certo período de tempo, com uma criatura de características estáveis e nome definido, pouca dúvida há de que ele possui um companheiro imaginário. "

E acrescenta:

"Os companheiros imaginários, juntamente com outras criações da imaginação, aparecem nas crianças com uma ampla variedade de traços de personalidade. Não podemos supor que a existência de um companheiro imaginário seja, em si mesma sinal de uma tendência quer sadia, quer doentia, no desenvolvimento da criança". (Arthur T. Jersild, Psicologia da criança)

Mas nem sempre a reação da família é tranqüila diante deste tipo de acontecimento. Muitos pais, por falta de informação, ficam preocupados, aflitos, supondo que o filho ou a filha sejam portadores de algum distúrbio psiquiátrico. Inúmeros, porém, são os casos de mediunidade na infância e somente a Doutrina Espírita lança luz sobre esta ocorrência na vida da criança. Nem todas as crianças, porém, constatam a existência de um amiguinho ou amiguinha invisíveis. Isto acontece com aquelas que apresentam uma certa predisposição mediúnica. Todavia, somente em algumas destas é que a mediunidade irá eclodir mais adiante em suas vidas.

Vamos levantar agora a cortina que encobre alguns desses casos, a fim de contribuirmos para o esclarecimento daqueles que nos lêem e que possam estar vivenciando uma experiência semelhante.

(cont...)
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Março de 2015, 13:23
(cont..)

No ano de 1849, dia 20 de novembro, nasceu em Londres uma menina que recebeu o nome de Elisabeth. Seus pais, Jane e George P., este capitão de um navio, obrigado por sua profissão a constantes viagens.

Desde muito pequena, Elisabeth d'Esperance, como seria conhecida, começou a ter visões no casarão onde morava. As "pessoas" estavam em toda parte, nos grandes quartos vazios, e circulavam como se ali morassem. Sua mãe era portadora de uma doença que a obrigava a permanecer por dias e dias no leito e as criadas davam-lhe pouca atenção. Por mencionar a presença dessas "pessoas", passou a ser considerada uma menina esquisita, estranha e, como os fatos de vidência se tornassem mais comuns, chegou a ser castigada, até que um dia sua mãe, suspeitando de sua sanidade mental, requisitou a presença de um médico para examinar a filha.

O médico ouviu atentamente o relato da menina e lhe disse que tais coisas só aconteciam com pessoas loucas. Isto lhe causou um medo muito grande, julgando que poderia realmente ser louca.

Escrevendo, mais tarde, sobre sua infância, Elisabeth teve ocasião de registrar a constante presença do fantasma de uma velha senhora, que via com tal nitidez, que pode desenhar-lhe a fisionomia, conforme consta de seu livro "Shadow Land" ("No País das Sombras". A senhora em questão surgia com um vestido preto, tendo um xale de renda branca sobre os ombros, amarrado à altura do peito e uma touca branca que escondia parte dos cabelos grisalhos. Ela permanecia sempre num certo quarto e Elisabeth a denominava de "My shadow lady".

Aos quatorze anos, chegou à conclusão que tudo aquilo era obra de Satanás e, diante das visões, punha-se de joelhos a rezar. Tão grande foi a angústia, que ficou muito abatida, magra e pálida. O pai, ao retornar de uma de suas viagens, preocupou-se, vendo o seu estado e resolveu que a filha necessitava de ares novos, levando-a então a uma viagem ao Mediterrâneo.

A viagem trouxe grande alegria a Elisabeth: tudo era novo e belo, os fantasmas desapareceram, a saúde restabelecida e o fato de estar ao lado do pai era motivo de satisfação e de tranqüilidade. Certo dia, estando no tombadilho com o tenente N ... , avistou um navio no horizonte. Comentando a respeito, para sua surpresa, o tenente disse que não via o navio. Elisabeth ficou muito aflita, pois ele vinha em direção à proa. Alarmada, começou a gritar que iriam bater e, para seu horror, o grande navio se aproximou e atravessou o deles! Com o susto, chorando apavorada, Elisabeth teve que ser recolhida ao quarto. Seu pai investigou o fato e constatou que ninguém viu o navio que ela mencionara.

Durante a adolescência, os fantasmas deram uma trégua e ela passou por certa tranqüilidade. O tempo transcorreu e Elisabeth, já adulta, resolveu consultar uma ledora da "buena-dicha". Esta, confirmando as visões, disse-lhe: "- Teus olhos vêem coisas ocultas para os outros." Falou-lhe depois do seu casamento, que aconteceria dali a dois anos, e muitas outras coisas. Tudo o que disse se confirmou.

Elisabeth d'Esperance tornou-se um dos mais importantes médiuns que contribuíram para o advento do Espiritismo. Era portadora de vários tipos de mediunidade, entre os quais citamos: efeitos físicos, psicografia, vidência, materializações, transportes, pinturas mediúnicas, etc. Suas faculdades mediúnicas foram pesquisadas por eminentes estudiosos: os fenômenos obtidos por seu intermédio foram sempre comprovados, visto que a médium se destacava pela honestidade, pela ética e pelo desejo de colaborar para que esta faculdade notável que é a mediunidade se tornasse mais conhecida e aceita pelos seres humanos Elisabeth escreveu o livro acima citado, "No País das Sombras", relatando sua vida e suas experiências mediúnicas, o qual até hoje é muito apreciado e estudado no meio espírita. Ela desencarnou no dia 20 de julho de 1918.

A mediunidade também ocorreu cedo na vida de Divaldo Franco, notável médium e orador espírita, de renome internacional. Ele próprio relata os episódios iniciais de seu intercâmbio com o mundo dos espíritos.

Por volta de seus quatro ou cinco anos, já estava recebendo recados espirituais, a princípio de sua avó, Maria Senhorinha, sem ter idéia de quem era e supondo ser uma pessoa como todas as outras. Ela pediu-lhe que desse um recado a Anna - mãe de Divaldo. Obediente, o menino deu o recado, sem entender a razão da surpresa causada pela menção do nome. É que D. Anna perdera a mãe quando do seu parto, portanto nem chegara a conhecê-la e muito menos Divaldo, que nem sabia tratar-se de sua própria avó. Para que não houvesse dúvida alguma, o menino descreveu a "pessoa" com todos os detalhes, o que logo em seguida foi confirmado por uma tia, Edwiges, que disse emocionada:

- Anna, é mamãe!

Daí em diante, os fenômenos mediúnicos se tornaram constantes na vida de Divaldo. Por essa época, ele passou a ter a companhia de um menino e, juntos, passavam horas brincando. Era um indiozinho e se chamava Jaguaruçu, sendo, como se pode deduzir, invisível às demais pessoas.

A mesma precocidade mediúnica surgiu na vida de Chico Xavier, o maior médium psicógrafo de que se tem notícia, que, aos quatro anos, conversava com sua mãe, desencarnada.

Apraz-nos mencionar ainda a médium Yvonne do Amaral Pereira.

A mediunidade surgiu muito cedo na vida de Yvonne. Segundo depoimento feito por ela e registrado no livro "Recordações da Mediunidade", ainda na primeira infância, algumas faculdades se apresentaram, como a vidência, a audição e o desdobramento do perispírito. Aos 4 anos, já se comunicava com espíritos desencarnados, via-os e falava com eles, supondo que fossem seres humanos comuns. Entre os 14 e 16 anos, os fenômenos mediúnicos se acentuaram e o convívio com os espíritos era freqüente e natural. Uma das características de sua mediunidade era a da lembrança espontânea de vidas passadas, que ela, em desdobramento, recordava como também assistia a cenas do pretérito, tendo ao seu lado espíritos amigos que a orientavam, os quais eram igualmente participantes das mesmas cenas. Tendo sido suicida em anteriores existências, necessitava guardar viva recordação dos sofrimentos decorrentes do fato de pôr termo à vida física. Yvonne cumpriu fielmente a sua missão, tendo sido por longos anos excelente médium, cuja vida foi toda dedicada à Doutrina Espírita, ao bem e à paz.

Nesses, exemplos citados, verificamos que a faculdade mediúnica surgida na infância se desdobrou em tarefas específicas ao longo da vida de cada um. Entretanto, na maioria dos casos, isto não acontece, visto que a faculdade como que se vai esmaecendo, apagando, com o passar dos anos. Isto quer dizer que nem todas as crianças que apresentem indícios de mediunidade terão compromissos nesta área, na idade adulta.

Hermínio Miranda explica com muita clareza este aspecto:

"Não é sempre que tais faculdades, em crianças, têm o desdobramento previsto nesta ou naquela forma de mediunidade. Como as recordações espontâneas de vidas passadas podem apagar-se, aí pelos dez anos de idade. Nem todas as pessoas dotadas de faculdades mediúnicas têm, necessariamente, tarefas especificas neste campo, ou seja, nem sempre estão programadas para o exercício ativo e pleno no intercâmbio regular entre os espíritos e as pessoas encarnadas". (Herminio C. Miranda, Nossos filhos são espíritos)

Suely C. Schubert
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Março de 2015, 16:04
Transtorno da Dor e Sensibilidade Mediúnica
Por: Clécio Carlos Gomes

O quadro do Transtorno da Dor pertence à Árvore Diagnóstica dos Transtornos Somatoformes, conforme descrito pelo Código Estatístico e Diagnóstico de Transtornos Mentais (DSM IV – TR). De acordo com as observações dos pesquisadores, há dor, com intensidade alta em um ou mais sítios anatômicos, sugerindo uma atenção clínica. Uma dor que retrata sofrimento e prejuízo para o funcionamento global do paciente. Não há uma determinação clara e objetiva que estipulem uma etiologia orgânica para a manifestação sintomatológica, contudo, uma condição médica geral pode fazer parte do processo diagnóstico. Sabe-se, entretanto, que os elementos psicológicos exercem uma ação determinante para o surgimento, manutenção e potencialização da doença, mesmo que sem a intenção de se produzir ou simular seus sinais. Não há correlação da dor com quadros de humor, ansiedade ou manifestações psicóticas. (DSM IV – TR).

Existem condutas adotadas ao longo da vida que podem desencadear a dor. Esportista com longa carga horária de atividade, profissionais ligados à arte, como a dança, que trabalham diariamente no aprimoramento de posturas inversamente aplicadas à natureza anatômica, podem desencadear a dor, de forma aguda ou crônica. Atividades profissionais que provoquem esforços repetitivos geram, igualmente, alternativa para lesões músculo esqueléticos e a inserção da dor como uma característica contínua. Quadros que podem passar pelo crivo da comprovação por imagem, ou, pela dedução das avaliações clínicas. A expressão da dor pode ocorrer num foco específico, ou generalizada. Esses componentes podem não existirem e, mesmo assim, o fenômeno dor acontecer, com sinais e intensidades proporcionais às condições médicas descritas. A maior incidência diagnostica é na população feminina e a prevalência do Transtorno é alta. Nos Estados Unidos, o índice flutua entre 10 e 15% da força de trabalho se incapacita por dores lombares. (http://www.psiquiatriageral.com.br/dsm4/somato2.htm).

Inexplorada pela pesquisa científica e as linhas teórica acadêmicas, a interação soma etérica compõe uma versão de fundamentação para o surgimento e o desenvolvimento do Transtorno da Dor, complementando, a visão que poderia se ter sobre sua atuação junto ao gerenciamento da rotina de milhões de pessoas acometidas por esse diagnóstico. A linha soma etérica aproxima as dinâmica orgânica das projeções mentais e das implicações da história reencarnatória e da função mental da mediunidade. Emocionalmente falando, a não aceitação de alguns, ou vários, itens que compõem o modelo e vida adotado, emanam como dores emocionais, repassadas ao corpo físico, que então passa a pulsar intensa e ininterruptamente frustrações, pesares e, principalmente, a luta interna travada pelo desejo pessoal com o modelo de ida optado e a partir daí construído, conduzindo as intenções de vida do indivíduo. É comum que as emoções irradiem para um foco, simbolicamente compatível, com o déficit ou a incapacidade afetiva, externando, concretamente a deficiência. Por exemplo, as dores sobre os ombros, como se estivesse, e de fato o estão, carregando um fardo pesadíssimo.
A incompatibilidade emocional pode ser derivada, igualmente, para os níveis de consciência da alma que armazena todo o conteúdo de sua história reencarnatória. Esse níveis, ou o nível, dependendo, rebelado com a situação encarnatória atual, passam a digladiar com o corpo e o consciente físico com a única finalidade de impor a sua vontade, contrária a vigente. Essa ação passa pelo estilo de vida, novas escolhas, intenções de evolução e até mesmo modificação da plástica do modelo organizacional biológico (MOB), pela a anteriormente adotada nas vivências passadas. Um literal processo de auto-obsessão, onde apenas eu assumo a postura de inimigo convicto de mim mesmo. Nessa luta pela troca do perfil físico, a desorganização de justaposição da estrutura atual com a passada, descompatibilizam formações moleculares e partículas quânticas das formações plasmáticas, trazendo a dor como uma das consequências. A rebeldia dos níveis de consciência, temerosos em viverem o luto definitivo daquilo que organizaram ao longo de várias encarnações, certifica, com veemência, uma das maiores lutas na transição evolutiva para qualquer alma.

Aqui vale a pena relatar um fato extremamente relevante. O consciente físico, dentro de suas escolhas, pode filiar-se a revolta de seus níveis de consciência, passando a ser o principal líder da luta contra a sua não conformidade diante dos fatos. O agregado espiritual, num todo, então, coaduna-se na luta para a adoção de um estilo de vida diferente e normalmente compatível com aquele experimentado nas experiências anteriores. A alteração qualitativa das vibrações emanadas e a definição de frequências incompatíveis com a proposta reencarnatória atual, elevam significativamente a estrutura cedida, a morada transitória da alma, o corpo físico, promovendo uma verdadeira avalanche de impreciosidades à saúde orgânica e etérea.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Março de 2015, 16:06
Indivíduos com a função mediúnica adequada para o exercício da comunicação e do auxílio, recusando-se, ou, não tendo a devida consciência da mesma, também podem sofrer impactos fortes no corpo físico, fruto da reação dos necessitados que não encontram eco junto àqueles que deveriam estar os acolhendo, atendendo e encaminhando suas demandas. Em relação à mediunidade, dependendo da vibração dos tutores espirituais, ou mentores, em choque com a intensidade vibracional do ser com a mediunidade manifesta, pode responder com alterações orgânicas significativas. Almas que atuam nas esferas próximas a Terra, cuja precisão energética é mais densa e compactada, para a promoção do socorro e do bem, provocam uma desarmonia com o da matéria onde o encarnado encontra-se inserido.
Consequência da auto-obsessão, a influência de outros espíritos, encarnados ou desencarnados, fomentam os episódios obsessivos diante da rotina das pessoas. O conflito de inveja, ciúme ou de vingança é exercido como todo e qualquer tipo de arma e sua aplicação pode acontecer sobre infinitos manejos alternativos para impacto nas supostas vítimas, como a desarmonização da homeostase e do funcionamento adequados do MOB ocupados pelas almas. A dor, nesse caso, pode ser, sim, provocada, ou fruto de uma incompatibilidade vibracional entre os que cercam o encarnado com sua condição atual.

Independentemente do caso, ocorre um desajuste entre o aparato elaborado para o caminhar da alma, desencadeando um desalinhamento pelo choque entre o que se está com a força que objetiva o deslocamento desse eixo. O que se percebe como fundamental, é a interpretação pontual da dor, bem como seu desenho dinâmico de manifestação, a fim de identificar o que é pertencente a uma resposta orgânica natural provocada por desgaste e o que está desgastado, artificialmente, pela sobreposição de conteúdos e estruturas que danificam a harmonia.


http://www.redeamigoespirita.com.br/forum/topics/transtorno-da-dor-e-sensibilidade-medi-nica
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 11 de Março de 2015, 12:40
Wera Ivanovna Krijanowskaia
   
        Wera foi uma criança doente. A mãe preocupada não cansava de contactar os mais conhecidos médicos em busca de tratamentos mais eficazes para a forte tosse que assolava Wera Ivanovna. As fortes crises davam a impressão que seu peito iria explodir a qualquer momento. Ela foi diagnosticada com tísica, doença que carregava o estigma da morte. Wera passou toda a infância perseguida pela idéia de proximidade com a morte. Nas noites em claro via ao lado de sua cama uma velha e magra senhora, que para ela representava a morte que a esperava.
        A menina Wera contava a sua babá que a presença dessa aparição fazia sua situação menos entediante. Uma noite, Wera acostumada sempre com a mesma aparição se surpreendeu por não encontrá-la ao lado de seu leito. Em seu lugar havia uma jovem de extraordinária beleza, seu sorriso emitia espantosa luminosidade, que fazia Wera pensar no calor do sol. Todo o quarto se iluminou como se o sol estivesse em seu ponto mais alto, entretanto ainda era noite.

        Wera surpresa, indagou:

        - Mas onde se encontra a senhora que me visitava todas as noites?

        A jovem sorrindo respondeu:

        - Ela não existe. Era sua imaginação. Como você concebia a idéia da morte. A morte é apenas uma nova vida, que você não deve temer.

        Depois desse evento, Wera melhorou. E todos ficaram surpresos com sua rápida e surpreendente melhora. Ela não tinha mais as crises de tosse, que foram substituídas por crises mediúnicas. Onde a menina Wera via eventos do passado e do futuro, guerras e eventos históricos. Seus relatos sobre os primeiros cristãos, os sacrifícios nas arenas romanas, carregavam uma complexidade de detalhes que chocavam seus ouvintes. Como uma criança poderia ter tamanho conhecimento?
        Ao buscar a veracidade das informações, detalhes e datas eram sempre confirmadas. Com sete anos Wera mal sabia ler em russo, nem em francês. O conselheiro da rica família de Wera aconselhou de encaminhá-la a um pensionato para meninas.
        As ricas famílias russas eram educadas em francês, Wera fora mandada ao pensionato, pois sua saúde assim permitia. Sua educação deveria seguir o padrão da meninas nascidas em famílias ricas da sociedade russa da época. Entretanto, a vida no pensionato para ela fora um período triste. Apresentava imensa difilcudade de aprendizado, mal conseguia escrever em francês.
        Finalmente, com muita paicência e sabedoria, Wera começou a se relacionar melhor com suas companheiras de escola. Acabou por deixar de ter crises mediúnicas. Amada por todos devido ao seu carater doce continuava apresentando extremas dificuldades escolares. A punição mais grave para uma menina de treze anos era uma nota ruim, por causa dessa nota ruim ela foi proibida de passar o Ano Novo com sua família, devendo ficar no pensionato estudando.
        Ela chorou muito e acabou adormecendo. Ao acordar, ao seu lado, um texto escrito com sua própria letra estava sobre a escrevaninha. Wera mostrou esse texto aos seus professores sem nada comentar sobre a sua produção. Foi elogiada e seu texto recebeu uma condecoração escolar pela originalidade do estilo. A jovem Krijanovskaia não se lembrava de modo algum de quando produzira aquele texto, mas estava contente, pois poderia passar as festas de Ano Novo com sua família.
        A partir desse evento, ela passou a ser observada com mais atenção. Percebeu-se que Wera, de tempos em tempos, empalidecia, tomada de uma brancura súbita, e, se papel e lápis estivessem ao seu alcance suas mãos produziam romances com velocidade espantosa. Quando não tinha um lápis ao alcance de sua mão, fazia movimentos estranhos, como se escrevesse com lápis e papel invisíveis. Na família ninguém estranhou isso, pois já estavam acostumados, entretanto, as crises mediúnicas eram consideradas uma enfermidade.
        Com a morte de seu pai a vida de Wera mudou bruscamente, a família empobreceu e ela se viu obrigada a deixar a escola. Na esperança de sair dessa situação penosa ela casou-se com V. Semenov, um funcionário do alto escalão do governo, ligado ao Imperador Russo.
        Semenov era um homem de muito mais idade do que Wera, então com dezoito anos. Ele era tido por uma pessoa de boa índole, muito agradável e considerado bonito pelas mulheres. Wera não tivera problemas com ele, entretanto, tivera que dividí-lo com amantes. Wera, agora pobre, que abandonara os estudos e conhecia mal o francês (idioma utilizado na corte russa) não seria a esposa ideal para um homem rico de grande influência. Entretanto, ele era declaradamente espírita e Wera já havia obtido alguma notoriedade através de seus textos mediúnicos. Porém, não sabemos que influência isso teve, nem as razões que levaram a essa aproximação e posterior casamento entre Wera e Semenov.
        Wera tinha bastante tempo livre. Semenov se ausentava seguidamente, seja por compromissos profissionais ou afetivos. Com isso ela passou a escrever com maior frequência, e aos poucos foi compreendendo o que acontecia com ela. Certa noite, em preces, pediu a Deus que enviasse até ela um professor, que pudesse auxiliá-la a escrever e desenvolver suas habilidades mediúnicas.

        Uma noite ela recebeu uma mensagem diferente:

        “Mística! Como um nadador que enfrenta as ondas em uma tempestade você mergulhou num oceano de enigmas sagrados e incompreensíveis que amedrontam. Entre as sombras que te rodeiam nas lutas que o futuro te reservará tua vontade será sua única companheira. Sua esperança estará assentada sobre a dedicação que empreender, esse será o farol a te guiar. E para chegar a esse farol precisará reunir todas as suas forças. Uma forte luz que vem de mais alto irá iluminar teu caminho”.

        Wera não se impressionou com um vulto que caminhava em sua direção saindo de um canto pouco iluminado do quarto.

        “Chamo-me Rochester!” – disse ele.


        John Wilmot , Segundo Conde de Rochester (1647 – 1680), fora um escritor famoso envolvido em diversos escandâlos durante sua breve vida. Rochester era a resposta a requisição de Wera. Ele utilizou todas as suas possibilidade para se tornar visível a senhora Krijanowskaia em seu primeiro contato. A afinidade entre ambos permitiu que rapidamente Rochester não precisasse mais desse procedimento, pois Wera sentia e reconhecia com falicidade sua presença. O espírito do Conde de Rochester descortinou o mundo astral a sua pupila. Ela aprendeu a se comunicar sem total perda da consciência como acontecia antes.
        Ele ensinou a Wera Ivanovna os mistérios do ocultismo, ela escreveu com ele romances históricos em um francês apurado e clássico. Esses romances eram posteriormente traduzidos para o russo.
        No momento de escrever Wera apresentava forte perda de coloração, completa palidez a tomava, e apressada solicitada que lhe trouxessem papel e lápis. Escrevia com vertiginosa velocidade, em trinta minutos era capaz de escrever trinta páginas em letras pequenas e bem desenhadas.
        Os romances de Wera Krijanowskaia, produzidos a partir dos dezoito anos, começaram a ser publicados. Um após o outro o sucesso era quase que instantâneo, os livros se esgotavam rapidamente. A elite dos escritores afirmava que Wera não era uma escritora, entretanto, os leitores tinham opinião diferente.

A academia francesa ofereceu a Wera Krijanowskaia o título de Honra por seu romance “O Chanceler de Ferro”, devido ao seu contexto histórico e sua descrição precisa quanto aos costumes e organização da sociedade egípcia.
A Academia Imperial de Ciências da Russia lhe ofertou uma menção de honra pela descrição perfeita da sociedade Tcheca na época em que viveu Jan Huss (Luminares Tchecos).
A descrição do enterro da Rainha Hatasu não recebeu a mesma menção honrosa porque Wera morreu antes da descoberta de sua tumba no Egito cinquenta anos mais tarde.
        Os diálogos com o espírito de Ambroise Paré (1510-1592), famoso cirurgião francês, deram a Wera uma surpreendente habilidade para diagnosticar doenças. Sob o patrocínio desse espírito ela começou a fazer emprego dessas habilidades no tratamento de doenças.
        Wera ganhou notoriedade com os livros, muitos repórteres desejavam lhe entrevistar. Entretanto, sua timidez e modestia a faziam recusar tais encontros. Ela sempre afirmara que as honras pelo trabalho pertenciam a Rochester, o verdadeiro autor.
        Com a Revolução de 1917 Wera perdeu todos os seus bens, viu seus livros serem queimados e novamente cair na miséria. Mudou-se para Tallin (atual capital da Estônia), entretanto, ninguém queria saber de uma velha e pobre senhora que falava de espíritos e coisas atribuídas a magia. O reconhecimento público desaparecera, e ela que sempre apresentou saúde frágil, somando-se a miséria e a falta de comida, envelhecera precocemente. Cortava lenha para sobreviver. Afirmava que se não fosse cristã e crente em Deus teria cometido suicídio devido aos sofrimentos que passara. Sua filha e alguns fieis amigos a auxiliavam com o que podiam. Wera morrera em completa miséria, em um pequeno quarto, vestindo trapos e quase em completa solidão, salvo a presença de alguns dedicados amigos espirituais. A previsão de Rochester se cumprira. Wera Ivanovna Krijanowskaia soubera desempenhar seu papel com maestria, podendo ser apontada como a médium que produziu os mais fidedignos romances históricos da Hsitória do Espiritismo. Seu legado ainda nos toca através das obras de Rochester e a cada prece que a ela elevamos afirma se sentir recompensada por tudo que passou. Sendo grata a Deus.

Obs: Esse material inédito foi traduzido por Oxana Kurbanova a partir de diversas biografia escritas em russo e por mim redigidas com o auxílio de um amigo espiritual que fez questão de não querer se identificar.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 11 de Março de 2015, 20:57
O PROBLEMA DE MEDIUNIDADE

 Devido à maior divulgação da Doutrina Espírita, um número crescente de pessoas busca a Casa Espírita esperando encontrar solução para seus diferentes problemas, muitos dos quais são erroneamente associados à mediunidade, fazendo com que esta seja confundida com um quadro patológico, por exemplo, com insônia, irritabilidade constante, dor de cabeça, sintomas esses representando a aproximação e influência de Espíritos desencarnados.

Muitos centros recebem essas pessoas e as encaminham para reuniões mediúnicas, desconsiderando o "lado psicológico" que as mesmas trazem. Outras vezes, classificam estes casos como sendo "obsessão" e as encaminham para reuniões de desobsessão. O Livro dos Espíritos nos ensina que os encarnados não são seres destituídos de vontade, ou seja, passivos no processo de influência mediúnica. A vontade do encarnado estabelece seus vínculos espirituais. Portanto, no processo da influenciação mediúnica, o ser humano é totalmente ativo, exercitando o seu livre-arbítrio.

Não adianta submeter uma pessoa ao "desenvolvimento" mediúnico ou às sessões de desobsessão, se ela não for sensibilizada a modificar seus comportamentos, se ela não se educar, se não se conhecer.

A maioria dos "problemas" de mediunidade é problema de caráter pessoal. Mediunidade não é problema, é importante fator de aperfeiçoamento do Espírito.

           Qual a origem desses conceitos sobre a mediunidade? O que sustenta essas idéias?

Com certeza, a desinformação, opiniões apressadas, desejo de proselitismo, de criar e manter estados de dependência entre essas pessoas e a casa espírita, reforçando a velha ideia de que mediunidade é punição para aquele que não deseja trabalhar; transformada em "calvário", estrada de difícil vencida, onde se encontram dores e sombras, a mediunidade torna-se então uma punição utilizada pelas Leis Divinas para justificar os infratores ou para convocá-los ao caminho da retidão.

Desse modo, propaga-se a ideia de que mediunidade mal desenvolvida, médium que se nega a trabalhar, produz todo tipo de "revezes da sorte", dificuldades sócio-econômicas, problemas de saúde, "desgraças" ao lar, e, às vezes, ate´a morte...

           Como aclarar tal situação?

Relembrando conceitos e definições que estão em "O Livro Dos Médiuns":

           "Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium..." (questão 159)

Nesta definição, o verbo "sentir" expressa a idéia básica sobre a mediunidade: um sentido psíquico, de ordem paranormal, capaz de ampliar a capacidade do ser humano assegurando-lhe condições de servir de instrumento para a comunicação do Mundo Espiritual com o Mundo Material.

           Allan Kardec também registrou:

           "...Essa faculdade é inerente ao homem. Por isso mesmo não constitui privilégio e são raras as pessoas que não a possuem pelo menos em estado rudimentar. Pode-se dizer, pois, que todos são mais ou menos médiuns..." (questão 159)

A capacidade mediúnica é considerada uma percepção inerente à estrutura psíquica das criaturas; por isso é que a encontramos nos mais diferentes níveis de consciência da humanidade. Ela não é moral, mas a moral do médium é que responde pelo seu uso. Ela é simplesmente uma das funções psicofisiológicas do Homem, podendo ser enquadrada como um dos sentidos que o Espírito encarnado utiliza a fim de manifestar-se e desenvolver-se, gradativamente, para a plenitude da Vida.

          Continuando, Kardec faz uma ressalva:

           "...Usualmente, porém, essa qualificação se aplica somente aos que possuem uma faculdade mediúnica bem caracterizada, que se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que depende de uma organização mais ou menos sensitiva..."(questão 159)

           Ou então a questão 221:
" A faculdade mediúnica é indício de algum estado patológico ou simplesmente anormal?

           _ Ás vezes anormal, mas não patológico. Há médiuns de saúde vigorosa. Os doentes o são por outros motivos."

           Outro aspecto importantíssimo a ser considerado: Quem é o médium?

Um Espírito, ou seja, um ser que sente, pensa, quer e atende ao seu:

• Planejamento Reencarnatório- a sua existência é um fato programado com características próprias, o que, perante as Leis Divinas, o torna herdeiro de si mesmo;
• Ambientação Reencarnatória: a família, o trabalho, o contexto social, a situação financeira etc;

e que, devido ao processo mental, está em constante relação com outras mentes encarnadas e desencarnadas, estabelecendo processos que conhecemos por influenciações espirituais, através das quais se estabelecem vinculações por naturais processos de afinidade.


Qual a finalidade da mediunidade segundo a DOUTRINA ESPÍRITA?

 Porque sempre estamos pensando, esses processos são constantes, ininterruptos, caracterizando o "todos somos médiuns", ou seja, a mediunidade está em nós como uma faculdade natural, na base de todas as nossas relações, sendo chamada de mediunidade generalizada. Constantemente atraímos e somos atraídos por mentes que estão em conformidade com o nosso pensar do momento, caracterizando estados alterados de percepção, de humor, de disposição física, muitos semelhantes aos estados associados aos sintomas mediúnicos.

A mediunidade também se expressa de modo mais intenso, sempre baseada na relação de sintonia mental, em pessoas que possuem sensibilidade bastante acentuada, caracterizando a mediunidade de serviço, através da qual o médium não desfruta apenas as vantagens da mediunidade generalizada, pois se vê investido de uma missão mediúnica a que os Espíritos deram o nome de mediunato.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 11 de Março de 2015, 20:59
Portanto, encontramos:

MEDIUNIDADE NATURAL (Generalizada) - um instrumento para o progresso do Espírito.

MEDIUNIDADE DE SERVIÇO (Mediunato) - podendo aparecer sob a forma de mediunidade atormentada em razão do pretérito do próprio médium, devendo receber tratamento adequado, mas será também um instrumento para o progresso do Espírito;

SINTOMAS DE FUNDO MEDIÚNICO - alterações de comportamentos que tratadas coerentemente, com a utilização da terapia do Evangelho de Jesus e se necessário, com acompanhamento terapêutico adequado, desaparecerão, permanecendo apenas o resultado de experiências que certamente levam ao crescimento espiritual.

O Centro Espírita deve oferecer através do estudo e prática da Doutrina Espírita, meios para despertar o Ser, sensibilizando-o para que se comprometa consigo e com a Vida.

           "A mediunidade à luz do Espiritismo é bendita prova para o Espírito liberar-se de problemas complexos (...), onde o Ser se alça das baixas vibrações para as faixas superiores da Vida."

           E as dores e dificuldades a vencer ?

           "Não decorrem do fato mediúnico, mas antes dos débitos do médium, efeito da sua leviandade, invigilância e ações negativas, que ora lhe pesam como justa carga de que se deve liberar como as demais criaturas, mediante esforço e sacrifício, renúncia e amor."
           "Cada médium é um Espírito em luta com as suas conquistas e deficiências".

           Pode a mediunidade tornar-se um problema ?

           "Abandonar uma enxada, é deixá-la ao tempo, abandonar a faculdade mediúnica, não cuidando dela, é abandonar-se, pois ela não deixa de existir, como todas as suas implicações" (companhias espirituais afins, efeitos no organismo físico e perispiritual, ...etc).

           A mediunidade é, por si mesma, uma aptidão neutra. O seu uso sempre estará conforme a moral daquele que a possui. Daí ser preciso uma ética para o seu exercício saudável.

           Como o Espiritismo orienta o uso da mediunidade ?
       
Enraizada na estrutura espiritual do indivíduo, a mediunidade necessitará de exercício e correta aplicação - conforme a programação individual. Com o Espiritismo, a mediunidade será praticada dentro de uma ética, visando à educação do Espírito. Assim, ele (o Espiritismo) oferecerá uma metodologia e recursos para a viabilização do exercício de automatização e para o despertar quanto à responsabilidade do médium na aplicação de seus recursos mediúnicos, conferindo-lhe oportunidade de discernimento através do,

• Estudo consciente e sistemático
• Trabalho metódico, - na vida social, cumprindo com os seus deveres
• Cultivo da vigilância e da oração
• Prática da caridade no seu sentido elevado
           
" Nunca será demais que os médiuns se voltem para a reflexão, o silêncio interior e mergulho mental nas lições do Evangelho em que haurirão inspiração e resistência para as contínuas lutas contra o mal que, afinal, reina dentro de todos nós".

Concluindo, é preciso compreender que mediunidade não é problema e sim, solução. Para que ela adquira a característica de problema, aquele que a possui está, talvez, se perdendo em processos naturais da vida, nos quais encontra desafios que, se bem enfrentados, fazem a diferença entre Ter problema e Ser problema.

Emmanuel, na lição No Serviço Cristão, afirma: "Não adianta guardar a certeza na sobrevivência da alma, além da morte, sem o preparo terrestre na direção da vida espiritual".

Sendo, então, cada um de nós um Espírito em luta com as suas conquistas e deficiências, reconhecemos em tudo isso, a mediunidade com Jesus, como o recurso salutar que Deus nos oferece agora, desde já, a fim de que possamos acordar o coração para a responsabilidade de viver, e, então, nos preparar adequadamente frente aos desafios por nós mesmos programados….desde antes.

Tereza Cristina D'Alessandro
Novembro / 2001

Bibliografia:
• KARDEC, ALLAN - O Livro dos Médiuns, Cap XIV e XVIII- FEESP . 2ª ed. São Paulo. 1989.
• FRANCO, DIVALDO P. - Enfoques Espíritas, pelo espírito Vianna de Carvalho, Lição 21 Considerações sobre a Mediunidade, LEAL, 3a. Ed. 1980. • O "Problema de Mediunidade" - editorial da SBEE, 1989.
• INCONTRI, DORA - A Educação segundo o Espiritismo - 1ª Parte - Cap. I A Natureza Humana. FEESP, 1ª edição. 1997.
• NEVES, J.; AZEVEDO, G.; CALAZANS, N.; FERRAZ, J. "Vivência Mediúnica - Projeto Manoel P. de Miranda", Cap. 1 - Conceitos. LEAL. 1ª edição. Salvador. 1994.
• Xavier, Francisco C. - Pão Nosso, pelo Espírito Emmanuel, FEB, 15ª edição, 1992.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Clarinha Prado em 12 de Março de 2015, 00:57
Nossa qtas informações!!  :o

Estou aprendendo bastante. Obrigada.  :)

Abs.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 12 de Março de 2015, 01:31
Nossa qtas informações!!  :o

Estou aprendendo bastante. Obrigada.  :)

Abs.
Que bom !

Agradecemos o seu depoimento
Valeu!
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 12 de Março de 2015, 02:04
Deixo claro que,
a maioria dos textos representam as opiniões de seus autores e ou grupos citados,
de conformidade com seus alcances de explicações relativo as suas próprias experiências e estudos.

Muito ainda pode ser dito
Muitas coisas tentando explicar, podem não ter base e ou serem mal apresentadas
e tantas outras que passamos e não estão escritas em livro algum...
Por esta razão
ampliemos nossos estudos desprovidos de ideias pré concebidas
e deixemos a oportunidade em comum falar também
mesmo que seja na voz do; eu passei por isto"
para a melhor conquista de nossa liberdade e responsabilidade
quanto a esta questão comum a nós todos

A mediunidade
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Antonio Renato em 12 de Março de 2015, 12:08
Meu irmão Moises,gostei desta:"Ampliemos nossos estudos desprovidos de idéias pré-concebidas
e deixemos a oportunidade em comum falar também,mesmo que seja na voz do;eu passei por isto"
As experiências pelas quais passamos no campo da espiritualidade dá-nos a certeza que o mundo
invísivel aos nossos olhos mas sentido pelo campo magnético em que estamos envolvidos,está sempre presente em nossas vidas.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 12 de Março de 2015, 13:14
Meu irmão Moises,gostei desta:"Ampliemos nossos estudos desprovidos de idéias pré-concebidas
e deixemos a oportunidade em comum falar também,mesmo que seja na voz do;eu passei por isto"
As experiências pelas quais passamos no campo da espiritualidade dá-nos a certeza que o mundo
invísivel aos nossos olhos mas sentido pelo campo magnético em que estamos envolvidos,está sempre presente em nossas vidas.

Estou aprendendo com você "irmão" !!

rsrsr

avancemos
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 12 de Março de 2015, 14:01
Yvonne Pereira do Amaral

Nascida em Rio das Flores (RJ), Yvonne completaria 78 anos de idade no dia 24 de dezembro de 1984, ano em que faleceu.
Sua desencarnação ocorreu em março.
Solteira, Yvonne residia com uma irmã e sobrinhos no bairro da Piedade, no Rio, após ter residido nas cidades mineiras de Lavras e Juiz de Fora, o que levou muitos confrades a pensarem que ela tivesse nascido em Minas Gerais, terra de grandes médiuns e vultos notáveis do Espiritismo, como Chico Xavier, Eurípedes Barsanulfo, Abel Gomes e tantos outros.
   
Entre os anos 60 e 80, Yvonne do Amaral Pereira teve artigos seus publicados na revista Reformador, sob o pseudônimo de Frederico Francisco, nome escolhido em homenagem ao compositor polonês F. F. Chopin, com quem ela certamente mantinha estreitos laços espirituais com origem no passado.

Yvonne apresentou como médium diversas aptidões mediúnicas, assunto a que ela se refere da seguinte forma:

Tipos de mediunidade − Como médium psicógrafa trabalhei a vida inteira, desde 1926 até 1980, como receitista, assistida por entidades de grande elevação, como Bezerra de Menezes, Bittencourt Sampaio, Augusto Silva, Charles, Roberto de Canalejas e outros cujos nomes nunca soube. Fui e até hoje sou  médium conselheiro (ver O Livro dos Espíritos, classificação dos médiuns), psicoanalista e passista, assistida pelos mesmos Espíritos.
Como médium de incorporação, não fui da classe de sonambúlicos, mas falante (ver O Livro dos Médiuns) e tive especialidade para os casos de obsessão e suicidas, e um longo trabalho tenho exercido nesse setor.
Materializações − Fui igualmente médium de efeitos físicos (materializações) e cheguei a realizar algumas materializações à revelia da minha vontade, naturalmente, sem o desejar, durante sessões do gênero a que eu assistia, em plena assistência, isto é, sem cabina ou outra qualquer formalidade. Eram luminosas essas materializações. Mas não cheguei a me interessar por esse gênero de fenômeno, nunca o apreciei e não o cultivei, a conselho de Bezerra de Menezes e Charles, que não viam necessidade de me dedicar a tal setor da mediunidade.

Curas − Durante 54 anos e meio pratiquei curas espíritas através do receituário homeopata e passes e até através de preces. Consegui, muitas vezes, curas em obsidiados com certa facilidade, coadjuvada por companheiros afins. Senti sempre um grande amor pelos Espíritos obsessores e sempre os tive como amigos. Fui correspondida por eles e nunca me prejudicaram.

Burocracias como obstáculo à prática do bem − Conservei-me sempre espírita e médium muito independente, jamais consenti que a direção dos núcleos onde trabalhei bitolasse e burocratizasse as minhas faculdades mediúnicas.

Consagrei-as aos serviços de Jesus e apenas obedecia, irrestritamente, à Igreja do Alto, e com ela exercia a caridade em qualquer dia e hora em que fosse procurada pelos sofredores. Para isso, aprofundei-me no estudo severo da doutrina, a fim de conhecer o terreno em que caminhava e conservar com razão a minha independência. No entanto, observei a rigor o critério e os horários fixados pelos poucos centros onde servi, mas jamais me submeti à burocracia mantida por alguns. Se não me permitiam atender necessitados no Centro, por isso ou por aquilo, em determinados dias, eu os atendia em qualquer outra parte, fosse em minha residência ou na deles, e assim consegui curas significativas, pois aprendi com o Evangelho e a Doutrina Espírita que não há hora nem dia para se exercer o bem.
As curas que consegui foram realizadas com simplicidade, sem formalismo nem inovações na prática espírita. Fui sempre avessa à propaganda dos meus próprios trabalhos e jamais aceitei as homenagens que me quiseram prestar.

Federação Espírita Brasileira − Amei e respeitei a Casa-Máter do Espiritismo no Brasil desde a minha infância, guiada por meu pai, que igualmente a amava e respeitava. A ela submeti-me mais tarde, aconselhada por meus amados Guias Espirituais Bezerra de Menezes e Charles.

Diziam-se as duas entidades: ‘Somente à Federação Espírita Brasileira confia as tuas produções literárias mediúnicas. Se, um dia, alguma delas for rejeitada, submete-te: Guarda-a, a fim de refazê-la mais tarde, ou destrua-a. Mas, não a confies a outrem.’
Essa foi a razão pela qual nunca doei nenhum livro por mim recebido às editoras que me solicitaram publicações.
 
            No texto que segue, Yvonne A. Pereira fala de sua infância, de seus pais e do surgimento do fenômeno mediúnico em sua vida e informa que, ao contrário do que muitos pensam, não chegou a formar-se professora:

Descendência − Nasci a 24 de dezembro de 1906, após um baile na residência de minha avó materna, num sítio nos arredores do Rio de Janeiro, hoje cidade de Rio das Flores.
Por linha paterna, certamente que descendo de judeus portugueses... e também descendo de índios brasileiros da tribo Goitacás, pois que minha bisavó paterna era Índia Goitacás.
Influência dos pais − Meu pai era generoso de coração, muito desinteressado dos bens de fortuna, e por essa razão não pôde ser bom negociante. Por três vezes foi negociante e arruinou-se, visto que favorecia os fregueses em prejuízo próprio.

Fui criada com muita modéstia, mesmo pobreza, conheci dificuldades de todo gênero, coisa que me beneficiou muito, pois bem cedo alheei-me das vaidades do mundo.
Aprendi assim, com meus pais, a servir o próximo mais necessitado do que nós, pois, em nossa casa, eram acolhidas com carinho e respeito, e até hospedadas, pobres criaturas destituídas de recursos e até mesmo mendigos, alguns dos quais foram por eles sustentados durante muito tempo.
Influência religiosa − Nasci em ambiente espírita, por assim dizer, e por isso nunca tive outra crença senão a espírita. Meu pai tornou-se espírita, embora não militante, desde antes do meu nascimento.
Recebi, portanto, de meu próprio pai as primeiras lições de doutrina espírita e prática do Espiritismo e Evangelho.
Ele fazia, já naquele tempo, reuniões de estudos doutrinários com os filhos, semanalmente, o que a todos nós solidificou na Doutrina Espírita.
Escolaridade − Ao contrário do que muitos amigos supuseram a meu respeito, não sou professora diplomada nem fiz outro qualquer curso escolar, a não ser o primário, fato que, para mim, constituiu grande provação.
Surgimento da mediunidade − A mediunidade apresentou-se em minha vida ainda na infância.
Com um mês de idade, ia sendo enterrada viva devido a um fenômeno de catalepsia, 'morte aparente', que sofri, fenômeno que no decorrer de minha existência repetiu-se muitas vezes.

Aos 5 anos eu já via Espíritos e com eles falava.
Desenvolvimento mediúnico − Nunca desenvolvi a mediunidade, ela apresentou-se por si mesma, naturalmente, sem que eu me preocupasse em atraí-la, pois, em verdade, não há necessidade de se desenvolver a faculdade mediúnica, ela se apresentará sozinha, se realmente existir, e se formos dedicados às operosidades espíritas.
A primeira vez em que me sentei a uma mesa de sessão prática recebi uma comunicação do Espírito Roberto de Canalejas, tratando de suicídios. 
Decepção no primeiro encontro com a FEB
O primeiro encontro de Yvonne A. Pereira com a cúpula da Federação Espírita Brasileira não poderia ter sido mais decepcionante.
Eis como Yvonne se refere ao assunto:

A primeira vez que visitei a FEB, levando uma obra mediúnica, esta não foi recebida, nem mesmo lida. Foi pelo ano de 1944, e quem me recebeu, no topo da escadaria principal, foi o Sr. Manuel Quintão, na época um dos seus diretores e examinadores das obras literárias a ela confiadas.
Quando expliquei que levava dois livros ao exame da Federação (eram eles Memórias de um Suicida e Amor e Ódio), aquele senhor cortou-me a palavra, dizendo: −Não, não e não! Aqui só entram livros mediúnicos de Chico Xavier. Estou muito ocupado, tenho duzentos livros para examinar e traduzir e não disponho de tempo para mais...
E voltou a conversar com o Dr. Carlos Imbassahy, com quem falava à minha chegada.
Retirei-me sem me agastar. Eu reconhecia a minha incapacidade e não insisti. Aliás, eu mesma não soubera compreender o enredo de 'Memórias de um Suicida', acreditava tratar-se de uma grande mistificação e, silenciei.
(cont...)
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 12 de Março de 2015, 14:06
(Cont...)

Em chegando à minha residência, tomei de uma caixa de fósforos e dos originais dos dois livros e dirigi-me ao quintal, a fim de queimá-los, pois nem mesmo tinha local conveniente para guardá-los. Mas, ao riscar o fósforo e aproximar as páginas da chama, vi, de súbito, o braço e a mão de um homem, transparentes e levemente azulados, estendidos como protegendo as páginas, e uma voz assustada, dizendo-me ao ouvido: ‘ − Espera! Guarda-os!’ Meu coração reconheceu-a como sendo vibrações de Bezerra de Menezes.
Certa manhã, porém, após as preces e o receituário que eu fazia em meu humilde domicílio, para os necessitados que me procuravam, apresentou-se Léon Denis dizendo: − Vamos refazer o livro sobre o suicídio. Ele está incompleto, não poderá ser publicado como está.
Então, compreendi que o Sr. Quintão fora inspirado pelos amigos espirituais para não me receber quando o procurei na Federação.
De fato, foi somente no ano de 1955 que Yvonne pôde concluir a obra de Camilo Castelo Branco, então corrigida doutrinariamente por Léon Denis e legar à humanidade essa preciosidade literária mediúnica intitulada Memórias de um Suicida, que acabou sendo publicada pela FEB.
A desencarnação de Yvonne

Yvonne A. Pereira desencarnou em 9 de março de 1984, no Rio de Janeiro, aos 77 anos de idade. O sepultamento do seu corpo foi realizado no dia 10, às 16h30, no Cemitério de Inhaúma, com acompanhamento de familiares e confrades, dentre os quais havia muitos jornalistas e escritores espíritas e dirigentes de Centros Espíritas, doInstituto de Cultura Espírita do Brasil e da Federação Espírita Brasileira.

Yvonne dedicou-se à mediunidade desde os 20 anos de idade, psicografando inúmeros livros e mensagens de Espíritos como Dr. Bezerra de Menezes, Bittencourt Sampaio, Augusto Elias da Silva, Charles, Roberto de Canalejas, Léon Tolstoi, Camilo Castelo Branco e outros.

Dentre as obras que psicografou destacam-se o clássico Memórias de um Suicida, obra escrita por Camilo Castelo Branco, e o romance Amor e Ódio, de Charles, que é, juntamente com Ave, Cristo, de Emmanuel, considerado por muitos estudiosos o melhor romance espírita já produzido em nosso País.
Foi em Lavras (MG) que ela exerceu sua primeira atividade de grande responsabilidade no meio espírita, quando, ainda muito jovem, pertenceu à diretoria do Centro Espírita de Lavras, como secretária. Ali ela dirigiu o Posto Mediúnico e foi durante vários anos a médium responsável pelo intercâmbio espiritual no setor de receituário e de curas.

Em Juiz de Fora (MG), foi secretária, bibliotecária e vice-presidente da Casa Espírita, além de colaboradora na Fundação João de Freitas. Na Casa Espírita fundou aBiblioteca James Jansen e ensinou trabalhos manuais no Instituto Profissional Eugênia Braga, gratuitamente.
Em Barra do Piraí (RJ), participou ativamente do Grêmio Espírita de Beneficência, como médium receitista e expositora de O Livro dos Espíritos e de O Evangelho segundo o Espiritismo. Na mesma época, ensinou moral cristã às crianças no Colégio Ismael e integrou o grupo de senhoras que cuidavam da área de assistência social doGrêmio Espírita de Beneficência.

..........


A obra mediúnica de Yvonne Pereira monta a uma vintena de livros. Embora desde 1926 tenha escrito numerosas obras psicografadas, somente decidiu publicá-las na década de 1950, segundo ela mesma, após muita insistência dos "mentores espirituais". Dentre as mais conhecidas destacam-se:

Memórias de um Suicida (Rio de Janeiro: FEB, 1955. 568p.) – atribuída aos espírito de Camilo Castelo Branco e de Léon Denis. Constitui-se num libelo contra o suicídio, descrevendo em sua primeira parte, os sofrimentos experimentados pelos que atentaram contra a própria vida. Na segunda e na terceira partes focaliza os trabalhos de assistência e de preparação para uma nova encarnação. Esta obra é considerada um marco na bibliografia mediúnica brasileira e o melhor exame sobre o suicídio sob o ponto de vista doutrinário espírita.
Nas Telas do Infinito – apresenta duas novelas: uma atribuída ao espírito Bezerra de Menezes e outra a Camilo Castelo Branco.
Amor e Ódio (Rio de Janeiro: FEB, 1956. 553p.) – atribuída ao espírito Charles, enfoca o drama de um ex-aluno francês do Prof. Rivail (Allan Kardec), o artista Gaston de Saint-Pierre, acusado de um crime que não cometera. Após grandes padecimentos, recebe os esclarecimentos elucidativos por meio de um exemplar de O Livro dos Espíritos, à época em que este foi lançado pelo codificador.
A Tragédia de Santa Maria (Rio de Janeiro: FEB, 1957. 267p.) – atribuído ao espírito Bezerra de Menezes, ambientado em uma fazenda de café em Vassouras (RJ).
Ressurreição e Vida (Rio de Janeiro: FEB, 1963. 314p.) – atribuído ao espírito Leon Tolstoi, compreende seis contos e dois mini-romances ambientados na Rússia dos czares.
Nas Voragens do Pecado (Rio de Janeiro: FEB, 1960. 317p.) - primeiro volume de uma trilogia atribuído ao espírito Charles, relata a trágica história do massacre dos huguenotes na Noite de São Bartolomeu (23 de Agosto de 1572), durante o que seria uma encarnação anterior da médium, na personalidade de Ruth-Carolina de la Chapelle.
O Cavaleiro de Numiers (Rio de Janeiro: FEB, 1976. 216p.) - segundo volume da trilogia, mostra outra suposta encarnação da médium, ainda na França, na personalidade de Berth de Sourmeville.
O Drama da Bretanha (Rio de Janeiro: FEB, 1974. 206p.) – terceiro e último volume da trilogia, ilustra como a médium, agora na personalidade Andrea de Guzman, não consegue suportar os embates de sua expiação e se suicida por afogamento.
Dramas da Obsessão (Rio de Janeiro: FEB, 1964. 209p.) – atribuído ao espírito Bezerra de Menezes, compreende duas novelas abordando o tema obsessão.
Sublimação (Rio de Janeiro: FEB, 1974. 221p.) – apresenta dois contos atribuídos ao espírito Charles (um ambientado na Pérsia e outro na Espanha) e três contos atribuídos ao espírito Leon Tolstoi (ambientados na Rússia).
Como escritora, publicou muitos artigos em jornais populares, produção atualmente desconhecida, que carece de um trabalho amplo de recuperação. São ainda da autora:

A Família Espírita
À Luz do Consolador (Rio de Janeiro: FEB, 1997. ) - coletânea de artigos da médium na revista Reformador, originalmente entre a década de 1960 e a de 1980.
Cânticos do Coração (Rio de Janeiro: Ed. CELD. 1994. 2 v. 246 p.) - coletânea de artigos publicados no jornal Obreiros do Bem.
Contos Amigos
Devassando o Invisível (Rio de Janeiro: FEB, 1963. 232p.) – a autora desenvolve uma dezena de estudos sobre temas doutrinários, com base em suas experiências mediúnicas.
Evangelho aos Simples
O Livro de Eneida
Pontos Doutrinários – reúne crônicas publicadas na revista Reformador.
Recordações da Mediunidade (Rio de Janeiro: FEB, 1968. 212p.) – a autora discorre sobre reminiscências de vidas passadas, arquivos da alma, materializações, premonição e obsessão.
A Lei de Deus
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Antonio Renato em 12 de Março de 2015, 15:54
Meu irmão Moises,atendendo aos propósitos da nossa Doutrina Espirita aprendemos uns com
os outros,mesmo que seja apenas em concordar e dizer:Já passei por experiência semelhante.
Como todos nós sabemos,mediunidade não é um previlégio para ninguém,mas é um dever de
todos coloca-la a serviço da espiritualidade.Entretanto,ser um médium atuante assim como
você o é pelo trabalho que desenvolve em uma casa espirita,é uma grande responsabilidade.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 12 de Março de 2015, 16:08
Mais humor

Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 12 de Março de 2015, 16:10
Algumas pessoas no Centro me chamam assim  ! ! ! rsrs

Não sei por que ?
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 12 de Março de 2015, 16:44
MEDIUNIDADE NO LAR

QUERIDOS IRMÃOS E AMIGOS
         
Não abandones a tarefa mediunica no lar a pretexto de te
encontrares em circulo reduzido.
muitas vazes a popularidade não passa de amargosa provação
Ainda que te encontres ao lado de um ou dois companheiros
somente reúne-te com eles em nome do senhor.
         
Que designará mensageiros de amor e de luz
Para o serviço de amparo ao teu esforço no bem
Como realizar a grande jornada se não nos dispomos a dar os passos de inicio.
As gotas de agua fazem o grande rio e as minúsculas notas musicais compoem a magistral sinfonia;
         
Recórda a benção do alivio ao desencarnado infeliz,a asistencia ao companheiro que chora
e a proteção a criança enferma.
Lembra-te da palestra que ajuda a quem sofre,da idéia aparentemente sem
importancia que brilha repentina em tua boca para a solução dos problemas
dificeis,do estimulo que podes estender a um coração desanimado,trabalha sempre,
       
Ninguem pode imaginar enquanto na terra,o valor a extenção e a eficasia de uma prece
nascida na fonte viva do sentimento.a tranquilidade de muitos procede sempre
esforço de alguns poucos.
A mediunidade  no lar quando ligada à inspiração do evangelho
realiza infinitos milagres de trabalho e contentamento,bom ànimo e carinho
Atende acima de tudo as lições do bem a caridade é Jesus conosco
A mão que escreve um livro nóbre e respeitável e generosa

Todavia a mão que socorre a um doente é sublime e santa...
O coração que compreende e ajuda supera em grandeza e inteligencia
que estuda e ensina,Se o abençoado instrumento de paz e de alegria
daqueles que te rodeiam,no silencio e no anonimato do trabalho espiritual
Em casa podes hoje semear a glória e a felicidade que amanhã
brilhara em tua alma eternamente.


EMMANUEL
Psicografado Por Francisco Candido Xavier
do livro Relicàrio de luz
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 12 de Março de 2015, 16:46
Meu irmão Moises,atendendo aos propósitos da nossa Doutrina Espirita aprendemos uns com
os outros,mesmo que seja apenas em concordar e dizer:Já passei por experiência semelhante.
Como todos nós sabemos,mediunidade não é um previlégio para ninguém,mas é um dever de
todos coloca-la a serviço da espiritualidade.Entretanto,ser um médium atuante assim como
você o é pelo trabalho que desenvolve em uma casa espirita,é uma grande responsabilidade.

Olá Antonio
Creiamos
Ninguém faz nada sozinho

Somos um grupo
Uma irmandade
Uma Fraternidade

Procuremos pautar tudo
da maneira mais simples para realiza-las

abraços
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 12 de Março de 2015, 19:00
Grupo Socorrista Obreiros do Senhor Jerônimo Mendonça Ribeiro
O OBSESSOR RENOVADO!

Divaldo contou uma história verídica, aliás, utilíssima para os dirigentes e doutrinadores de reuniões mediúnicas, que é assim:

Uma jovem já havia passado por reuniões mediúnicas de várias Casas Espíritas. Havia se submetido à fluidoterapia, água fluidificada, afirmando que orava e que estudava a Doutrina Espírita, a fim de se libertar da obsessão.

Chegou ao Centro Espírita Caminho da Redenção solicitando auxílio para sua perturbação espiritual, passando a frequentar as reuniões doutrinárias.

Passados alguns anos, numa das reuniões mediúnicas da Casa, o obsessor fora doutrinado, como sempre, com amor, mas também com doce energia. O doutrinador finalizou o seu trabalho dizendo que havia tentando os melhores argumentos, esperando encontrar uma resposta, esperando sensibilizá-lo mas . . . não obteve sucesso.

O Espírito que se conservou mudo até aquele presente momento, redarguiu:

- Vocês estão enganados. Eu preciso esclarecer-lhes algo. No início eu odiei essa mulher. São reminiscências de outras encarnações que nos prejudicaram muito. Porém, aos poucos, fui absorvendo as lições que são ministradas nesta Casa de Caridade e após receber as respostas para minhas dúvidas, nos diálogos que travei com o coordenador dos trabalhos, suavizei meu caráter, abrandei meus vícios, e hoje já começo a viver uma vida diferente, tentando praticar aquilo que aprendi.

Mas, ao deixar a antiga inimiga, percebi que ela me evocava com seus pensamentos, culpando-me e injuriando-me. Assim, hoje, eu sou por ela obsedado, e peço a Deus que me liberte desse jugo.

E o Espírito desligou-se do médium, afastando-se.

O diretor da Casa falou com a moça sobre a ocorrência, interrogando-lhe sobre a autenticidade dos fatos.

Ela sempre muito calma e paciente passou a agredir o Espírito com palavras ríspidas. Explicou que, como o obsessor a havia prejudicado por anos a fio, impedindo-a de casar-se e constituir família, ela agora também o perturbava, para que ele experimentasse o mesmo sofrimento.

O diretor conservando a calma e com muita bondade, passou a doutrinar agora a encarnada, esclarecendo-a sobre a terapia salutar do perdão, solicitando um estudo profundo da Doutrina Espírita e a sua renovação espiritual.

Dessa história podemos lembrar que:

1ª Muitos procuram a Casa Espírita para resolver seus problemas espirituais. Querem livrar-se de obsessores, de preferência rapidamente. Mas o que devemos deixar bem claro para os que nos procuram é que a cura depende dela mesma. A Casa Espírita é um hospital da alma, mas se o paciente não tomar o medicamento corretamente, este não fará efeito. E o medicamento está no Evangelho de Jesus, que nos pede a reforma íntima, ou seja, a reforma em nossos sentimentos, pensamentos e atos. Retirando dela o ódio, o rancor, a mágoa, o ressentimento, a vingança . . .

2ª “A vingança é um indício certo do estado atrasado dos homens que a ela se entregam, e dos Espíritos que podem ainda inspirá-la. Portanto, meus amigos, esse sentimento não deve jamais fazer vibrar o coração de quem se diga e se afirme espírita. Vingar-se, como vocês sabem, é de tal modo contrário a esta prescrição do Cristo: Perdoai aos vossos inimigos.”

3ª Geralmente, vemos um desencarnado obsediando um encarnado. Mas, o contrário também acontece. Um encarnado também obsedia um desencarnado com lembranças de ódio, rancor, mágoa, vingança ou por ficar lamentando sua desencarnação fazendo com que este fique preso perto de nós.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Março de 2015, 12:51
O Que é o Espiritismo?

Talvez você já tenha feito perguntas como estas:

De onde vim ao nascer?
Para onde irei depois da morte?
O que há depois dela?


Por que uns sofrem mais do que outros? Por que uns têm determinada aptidão e outros não?


Por que alguns nascem ricos e outros pobres?
Alguns cegos, aleijados, débeis mentais, enquanto outros nascem inteligentes e saudáveis?
Por que Deus permite tamanha desigualdade entre seus filhos?


Por que uns, que são maus, sofrem menos que outros, que são bons?

No entanto, a maioria das pessoas, vivendo a vida atribulada de hoje, não está interessada nos problemas fundamentais da existência. Antes se preocupam com seus negócios, com seus prazeres, com seus problemas particulares. Acham que questões como “a existência de Deus” e “a imortalidade da alma” são da competência de sacerdotes, de ministros religiosos, de filósofos e teólogos. Quando tudo vai bem em suas vidas, elas nem se lembram de Deus e, quando se lembram, é apenas para fazer uma oração, ir a um templo, como se tais atitudes fossem simples obrigações das quais todas têm que se desincumbir de uma maneira ou de outra. A religião para elas é mera formalidade social, alguma coisa que as pessoas devem ter, e nada mais; no máximo será um desencargo de consciência, para estar bem com Deus. Tanto assim, que muitos nem sequer alimentam firme convicção naquilo que professam, carregando sérias dúvidas a respeito de Deus e da continuidade da vida após a morte.

Quando, porém, tais pessoas são surpreendidas por um grande problema, a perda de um ente querido, uma doença incurável, uma queda financeira desastrosa - fatos que podem acontecer na vida de qualquer pessoa - não encontram em si mesmas a fé necessária, nem a compreensão para enfrentar o problema com coragem e resignação, caindo, invariavelmente, no desespero.

Onde se encontra a solução?

Há uma doutrina que atende a todos estes questionamentos. É o Espiritismo.

O conhecimento espírita abre-nos uma visão ampla e racional da vida, explicando-a de maneira convincente e permitindo-nos iniciar uma transformação íntima, para melhor.

Mas, o que é o Espiritismo?

O Espiritismo é a doutrina revelada pelos Espíritos Superiores, através de médiuns, e organizada (codificada), no século XIX, por um educador francês, conhecido por Allan Kardec.

O Espiritismo é, ao mesmo tempo filosofia, ciência e religião.

Filosofia, porque dá uma interpretação da vida, respondendo questões como “de onde eu vim”, “o que faço no mundo”, “para onde irei depois da morte”. Toda doutrina que dá uma interpretação da vida, uma concepção própria do mundo, é uma filosofia.

Ciência, porque estuda, à luz da razão e dentro de critérios científicos, os fenômenos mediúnicos, isto é, fenômenos provocados pelos espíritos e que não passam de fatos naturais. Todos os fenômenos, mesmo os mais estranhos, têm explicação científica. Não existe o sobrenatural no Espiritismo.

Religião, porque tem por objetivo a transformação moral do homem, revivendo os ensinamentos de Jesus Cristo, na sua verdadeira expressão de simplicidade, pureza e amor. Uma religião simples sem sacerdotes, cerimoniais e nem sacramentos de espécie alguma. Sem rituais, culto a imagens, velas, vestes especiais, nem manifestações exteriores.

(Cont...)
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Março de 2015, 12:58
E quais são os fundamentos básicos do Espiritismo?

A existência de Deus que é o Criador, causa primária de todas as coisas. A Suprema Inteligência. É eterno, imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom.

A imortalidade da alma ou espírito. O espírito é o princípio inteligente do Universo, criado por Deus, para evoluir e realizar-se individualmente pelos seus próprios esforços. Como espíritos já existíamos antes do nascimento e continuaremos a existir depois da morte do corpo.

A reencarnação. Criado simples e sem nenhum conhecimento, o espírito é quem decide e cria o seu próprio destino. Para isso, ele é dotado de livre-arbítrio, ou seja, capacidade de escolher entre o bem e o mal. Tem a possibilidade de se desenvolver, evoluir, aperfeiçoar-se, de tornar-se cada vez melhor, mais perfeito, como um aluno na escola, passando de uma série para outra, através dos diversos cursos. Essa evolução requer aprendizado, e o espírito só pode alcançá-la encarnando no mundo e reencarnando, quantas vezes necessárias, para adquirir mais conhecimento, através das múltiplas experiências de vida. O progresso adquirido pelo espírito não é somente intelectual, mas, sobretudo, o progresso moral.

Não nos lembramos das existências passadas e nisso também se manifesta a sabedoria de Deus. Se lembrássemos do mal que fizemos ou dos sofrimentos que passamos, dos inimigos que nos prejudicaram ou daqueles a quem prejudicamos, não teríamos condições de viver entre eles atualmente. Pois, muitas vezes, os inimigos do passado hoje são nossos filhos, nossos irmãos, nossos pais, nossos amigos que, presentemente, se encontram junto de nós para a reconciliação. A reencarnação, desta forma, é a oportunidade de reparação, assim como é, também, oportunidade de devotarmos nossos esforços pelo bem dos outros, apressando nossa evolução espiritual. Pelo mecanismo da reencarnação vemos que Deus não castiga. Somos nós os causadores dos próprios sofrimentos, pela lei de “ação e reação”.

A comunicabilidade dos espíritos. Os espíritos são seres humanos desencarnados e continuam sendo como eram quando encarnados: bons ou maus, sérios ou brincalhões, trabalhadores ou preguiçosos, cultos ou medíocres, verdadeiros ou mentirosos. Eles estão por toda parte. Não estão ociosos. Pelo contrário, eles têm as suas ocupações. Através dos denominados médiuns, o espírito pode se comunicar conosco, se puder e se quiser.

A pluralidade dos mundos habitados. Os diferentes mundos, disseminados pelo espaço infinito, constituem as inúmeras moradas aos Espíritos que neles encarnam. As condições desses mundos diferem quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridades dos seus habitantes.

 *A Lei de causa e efeito é um dos princípios fundamentais preconizados pela Doutrina Espírita para explicar as contingências ligadas à vida humana.

Segundo ela, a todo ato da vida moral do homem corresponderia uma reação semelhante dirigida a ele, criando-se, assim, algo similar ao "cosmos ininterrupto de retribuição ética", a que alude Max Weber em Economia e Sociedade.

Esta lei procura explicar os acontecimentos da vida atribuindo um "motivo justo", e uma "finalidade proveitosa" para todos os acontecimentos com que se depara o homem, inclusive o sofrimento. (* extraido da wikipédia)

Como o Espiritismo interpreta o Céu e o Inferno?

Não há céu nem inferno. Existem, sim, estados de alma que podem ser descritos como celestiais ou infernais. Não existem também anjos ou demônios, mas apenas espíritos superiores e espíritos inferiores, que também estão a caminho da perfeição - os bons se tornando melhores e os maus se regenerando.

Deus não se esquece de nenhum de seus filhos, deixando a cada um o mérito das suas obras. Somente desta forma podemos entender a Suprema Justiça Divina.

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Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Março de 2015, 12:59
Por que o Espiritismo realça a Caridade?

Porque fora dos preceitos da verdadeira caridade, o espírito não poderá atingir a perfeição para a qual foi destinado. Tendo-a por norma, todos os homens são irmãos e qualquer que seja a forma pela qual adorem o Criador, eles se estendem as mãos, se entendem e se ajudam mutuamente.

Por que fé raciocinada?

A fé sem raciocínio não passa de uma crendice ou mesmo de uma superstição. Antes de aceitarmos alguma coisa como verdade, devemos analisá-la bem. “Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade.”- Allan Kardec.

E onde podemos encontrar mais esclarecimentos sobre o Espiritismo?

Começando pela leitura dos livros de Allan Kardec:

O LIVRO DOS ESPÍRITOS.O livro básico da Doutrina Espírita. Contém os princípios do Espiritismo sobre a imortalidade da alma, a natureza dos espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida futura e o porvir da humanidade.

O LIVRO DOS MÉDIUNS. Reúne as explicações sobre todos os gêneros de manifestações mediúnicas, os meios de comunicação e relação com os espíritos, a educação da mediunidade e as dificuldades que eventualmente possam surgir na sua prática.

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. É o livro dedicado à explicação das máximas de Jesus, de acordo com o Espiritismo e sua aplicação às diversas situações da vida.

O CÉU E O INFERNO, ou “A Justiça Divina Segundo o Espiritismo”. Oferece o exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual. Coloca ao alcance de todos o conhecimento do mecanismo pelo qual se processa a Justiça Divina.

A GÊNESE. Destacam-se os temas: Existência de Deus, origem do bem e do mal, explicações sobre as leis naturais, a criação e a vida no Universo, a formação da Terra, a formação primária dos seres vivos, o homem corpóreo e a união do princípio espiritual à matéria.

Você poderá ler, ainda, os livros psicografados por Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco, Yvonne Pereira, José Raul Teixeira, etc. e os livros de Léon Denis, Gabriel Delanne e de tantos outros autores, encontrando-se entre eles estudos doutrinários, romances, poesias, histórias e cartoes_mensagens de alento. Depois desta simples leitura, você poderá ter dúvidas e perguntas a fazer. Se tiver, é bom sinal. Sinal que você está procurando explicações racionais para a vida. Você as encontrará lendo os livros indicados acima e procurando um Centro Espírita seguramente doutrinário e indiscutivelmente Espírita. Você poderá solicitar informações à Federação Espírita do Paraná quanto aos Centros Espíritas de sua localidade, ou consultar a página na internet http://www.feparana.com.br.

Volantes FEP ( Federação Espírita do Paraná)
 
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Março de 2015, 13:06
Alguns fenômenos mediúnicos encontrados na Bíblia

Desde que os Espíritos alcançaram condição para prosseguir na sua caminhada evolutiva, através das múltiplas reencarnações, na espécie humana, o homem há recebido, pela intuição ou por outros meios que lhe facultam os sentidos, comunicações do plano espiritual.

Quando manuseamos a Bíblia, livro considerado sagrado pelas religiões cristãs, encontramos nela expressos inúmeros fenômenos mediúnicos, fenômenos esses classificados, hoje, nas mais variadas categorias.

1 - Voz direta

Este fenômeno encontramos relatado em Êxodo, 20:18, que diz: "Todo o povo, porém, ouvia as vozes e via os relâmpagos, e o sonido da buzina, e o monte fumegando: e amedrontado e abalado com o pavor parou longe."

Em Apocalipse, 1:10, lemos: "Eu fui arrebatado em espírito um dia de domingo, e ouvi por detrás de mim uma grande voz como de trombeta"...

2 - Materialização

A luta de Jacob com um Espirito é um fenômeno típico de materialização, pois esta só poderia realizar-se na condição do relato bíblico, se o Espírito contendor se encontrasse materializado (Gen. 32:24).

3 - Pneumatografia ou escrita direta

Por ocasião em que se realizava um banquete oferecido pelo rei Balthazar, ao qual compareceram mais de mil pessoas da corte, no momento em que bebiam vinho e louvavam os deuses, apareceram dedos que escreviam de fronte do candieiro, na superfície da parede da sala do rei, o qual via os movimentos da mão que escrevia (Daniel, 5:5).

4 - Transporte

O profeta Elias alimentou-se, graças a um anjo que lhe depositava, ao lado, pão cozido debaixo de cinza (Reis III, 19:5,6).

5 - Levitação

Em Ezequiel, 3:14, lemos o seguinte: "Também o Espírito me levantou e me levou consigo; e eu me fui cheio de amargura, na indignação do meu Espírito; porém a mão do Senhor estava comigo, confortando-me."

Felipe é levado, também, pelo Espírito do Senhor, após receber o batismo (Atos, 5: 39).

Estes fatos enquadram-se, perfeitamente, na classe dos fenômenos de levitação e transporte, obtidos, no século passado, pelo notável médium Daniel D. Home e outros.

6 - Transe


No cap. 15:12 e 13, do Gênese, encontramos o seguinte fato: "Ao pôr do sol, vem um profundo sono sobre Abrahão, e um horror grande e tenebroso o acometeu, e lhe foi dito: saiba desde agora que tua posteridade será peregrina numa terra estrangeira, e será reduzida à escravidão, e aflita por quatrocentos anos."

Daniel também cai em transe e tem visão (Daniel 8:18).

Saulo, a caminho de Damasco, cai em transe e ouve a voz do Senhor (Atos, 9:3 e seguintes).

7 - Mediunidade auditiva

Moisés, no monte Sinai, ouve a voz dos Espíritos, julgando ser a do próprio Deus. (Êxodo, 19:29,20).

Jesus, por ocasião do batismo no rio Jordão, ouve uma voz que lhe diz:"Tu és aquele meu filho especialmente amado; em ti é que tenho posto toda a minha complacência."

Em João, 12:28, lemos: "Pai glorifica o teu nome. Então veio esta voz do céu – "Eu não só o tenho já glorificado, mas ainda segunda vez o glorificarei."

Todos esses fatos comprovam a mediunidade auditiva, tão comum em nossos dias.

8 - Mediunidade curadora

Ao tempo do Cristo, a mediunidade curadora disseminou-se por entre os discípulos, que produziam curas, algumas, pela imposição das próprias mãos, outras, através de objetos magnetizados.

Em Atos, 19:11 e 12, encontramos o relato de que lenços e aventais pertencentes a Paulo eram aplicados aos doentes e possessos, e, graças a ação magnética desses objetos, ficavam curados.

As curas à distância também foram realizadas. O criado do Centurião de Cafarnaum e o filho de um régulo foram curados (Mateus, 8:5,13; e João, 4:47, 54).

Jesus recomendara, quando esteve entre nós, que curássemos. Dizia ele:

"Curai os enfermos, expulsai os maus Espíritos, dai de graça o que de graça recebestes."

(Mateus, 10:8, Lucas 9,2 e 10:9).

É em cumprimento desse preceito que o Espiritismo, além de ser uma obra de educação, procura dar atendimento aos enfermos do corpo e da alma, com a ajuda dos abnegados irmãos espirituais, que se servem dos médiuns passistas, receitistas, doutrinadores e de todos os que, de boa vontade, trabalham em prol da construção de um mundo melhor.

9 - Outras formas de mediunidade

Encontramos, ainda, na Bíblia, Saul consultando o Espírito de Samuel, na gruta de Endor.

Moisés conduzia o povo hebreu, no deserto, acompanhado por uma labareda que seguia à sua frente.

Jeremias o profeta da paz era médium de incorporação. Quando o Espírito o tomava, pregava contra a guerra aos exércitos de Nabucodonosor.

É interessante notar que as práticas mediúnicas, daquele tempo, eram semelhantes às de nossos dias. Para a formação do ambiente, alguns profetas (médiuns) exigiam a música. Assim o profeta Eliseu, para profetizar, reclamava um bom harpista. David afasta os Espíritos obsessores de Saul, tangendo sua harpa.

Podíamos citar ainda muitos outros fatos, que se acham registrados no antigo Testamento, os quais provam, de sobejo, que os fenômenos mediúnicos sempre ocorreram, desde a mais remota antigüidade, mas não é necessário; estes já bastam para provar que a Bíblia é um repositório de mediunismo.

A vontade dos guias era, naquele tempo, transmitida ao povo através dos profetas videntes, audientes e inspirados, que vieram à Terra na qualidade de missionários do Cristo.

* Retirado da net  do" Portal do Espírito"

http://www.espirito.org.br/index.html
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Março de 2015, 13:26
DIALOGANDO COM OS MORTOS


Citar
Conversar com os mortos é praticar a Necromancia. É incidir na condenação bíblica dessa arte satânica. É praticar uma heresia e incorrer nas penas divinas. O espírita é um necromante, um feiticeiro,um indivíduo que regride ao passado assírio, egípcio, greco-romano, à era do paganismo. O espírita, necromante confesso, é pagão, está ainda no tempo em que o Cristianismo não aparecera na Terra.

Esse é o raciocínio de vários cristãos que nos escrevem, católicos, protestantes, evangélicos. Muitos deles são piedosa-mente cristãos e querem salvar-nos do fogo do inferno. Ainda bem que não estamos mais no tempo da Inquisição e eles não podem salvar-nos do fogo eterno, queimando-nos caridosamente numa fogueira em praça pública.

Mas essa boa gente não é culpada de pensar assim. Desde que o Espiritismo apareceu, em meados do século passado, até hoje, sacerdotes e pastores, bispos, cardeais, arcebispos, missionários e santos confessores, cheios de piedade e fé, vêm pregando nesse tom aos seus rebanhos. As inocentes ovelhinhas aprendem, aterrorizadas, que os lobos de Satanás rondam o redil das igrejas com suas artimanhas. E como em geral não sabem o que é Necromancia, imaginam coisas terríficas a respeito do significado dessa estranha palavra.

Para aumentar o pânico, certos dicionários dizem que Necromancia é Espiritismo. O próprio Grande Dicionário Etimológico e Prosódico da Língua Portuguesa, do ilustre Prof. Silveira Bueno, comete esse engano. Diante de tantos pronuncia-mentos de personalidades ilustres, de autoridades eclesiásticas e universitárias, o que pode fazer uma ovelhinha inocente, senão tremer e balir até a hora da tosquia?

Necromancia é um ramo da magia antiga, das chamadas artes mágicas da Antiguidade. Através de ritos especiais, de práticas mágicas primitivas, os feiticeiros de antanho obrigavam os mortos a subirem da terra — ou seja, a saírem dos túmulos, como se vê no episódio bíblico da Pitonisa de Endor — para fazerem adivinhações e prognósticos. Os espíritas não usam nada disso. Não praticam ritos de espécie alguma, nem podem obrigar nenhum morto a sair do túmulo para um bate-papo à meia noite. Os espíritas dialogam com os espíritos, que não são mortos, mas vivos, criaturas de Deus mais vivas do que os chamados vivos da Terra. Jesus mostrou a diferença que existe entre Necromancia, arte mágica dos tempos de ignorância, e Espiritismo, doutrina racional e científica dos tempos de luz, ao evocar Elias e Moisés no Monte Tabor para conversar com eles diante dos apóstolos. E o apóstolo Paulo nos conta, em Coríntios I, ao tratar dos dons espirituais, como eram feitas as sessões espíritas do Cristianismo apostólico, em que os cristãos conversavam com os espíritos para a sua própria edificação espiritual.

Confundir Necromancia com Espiritismo é ignorância, o que Deus perdoa, ou má fé, o que não tem perdão, porque é o pecado contra o espírito de que fala o Evangelho e que tem de ser pago pelo pecador.

de : J. Herculano Pires -
Em:"O Homem Novo"
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Março de 2015, 13:39
DA PROIBIÇÃO DE EVOCAR OS MORTOS

Citar
Quando houverdes entrado na terra que o Senhor vosso Deus vos há de dar, guardai-vos; tomai cuidado em não imitar as abominações de tais povos; - e entre vós ninguém haja que pretenda purificar filho ou filha passando-os pelo fogo; que use de malefícios, sortilégios e encantamentos: que consulte os que têm o Espírito de Píton e se propõem adivinhar, interrogando os mortos para saber a verdade. O Senhor abomina todas essas coisas e exterminará todos esses povos, à vossa entrada, por causa dos crimes que têm cometido. (Deuteronômio, cap. XVIII, vv. 9, 10, 11 e 12.)(1)

O termo "evocar" vem do latim "evocare" e significa chamar alguém, de algum lugar. No Dicionário Aurélio(2) esta palavra é definida, como chamamento dos seres espirituais e em termos mediúnicos, a evocação intenciona chamar um Espírito para junto de si com algum intuito.

As comunicações entre os homens e aqueles que já morreram bem como as evocações tem lugar em todas as épocas e em diferentes regiões do planeta.

Na China, no Egito desde a antiguidade, se entregavam à evocação dos Espíritos dos ancestrais. Os.Hebreus se entregaram à essas práticas descrita na Bíblia(4) no Deuteronômio. Na Era cristã, entre os primeiros cristãos, há numerosas indicações quanto às comunicações com os Espíritos dos mortos ( Atos dos Apóstolos).

Segundo o Catecismo da Igreja Católica(5) a necromancia ou a evocação dos Espíritos para que revelem coisas ocultas é proibida pela Lei do Antigo Testamento (cf. Lev 19, 31; 20, 6; Dt 18, 11). O Espiritismo, segundo a mesma fonte é um sistema doutrinal que pretende pôr os homens em contacto com os desencarnados, portanto a sua pratica é severamente proibida por Deus.
A Necromancia ou nigromancia foi uma poderosa escola de magia que envolvia a morte e os mortos. O necromante praticava seus atos com rituais e oferendas após desenterrarem um morto recente. A cerimônia se realizava ao redor do corpo, com o intuito de despertar o espírito e questioná-lo sobre o futuro.Cemitérios e tumbas se tornaram assim centros de histórias, lendas de terror e mistério(6). Nos dias de hoje grupos minoritários tentam reviver estes costumes e práticas primitivas para restabelecer esse diálogo, incluindo práticas como a de se deitarem sobre túmulos, ou ainda, jejuarem e depois passarem a noite em um cemitério, vestirem mantos, pronunciando certas palavras, oferecendo incensos, dormindo sozinhos no cemitério, a fim de que uma pessoa morta lhe apareça e se comunique em sonhos e respondendo o que porventura quer saber.
Uma das mais citadas práticas de necromancia foi realizada no século XVI, em Walton-Le-Dalo, Lancashite, por John Dee, um conhecido e respeitado matemático que desenvolveu um grande interesse no ocultismo. Foi esse interesse que causou sua própria morte. Dee estudou na Universidade de Cambridge na Europa. Escreveu numerosos livros matemáticos complexos. Um desses era o estudo do calendário, outro era os avanços da ciência de navegação. Esses trabalhos fizeram-no Professor de Cambridge. Em 1550, com seus 24 anos de idade, Dee se dedicou a astrologia e à necromancia. Lendo horóscopo de homens e mulheres da nobreza. Foi acusado de heresia e de tentar assassinar a Rainha Mary pela Magia Negra(5).

Segundo a Bíblia Sagrada, ( Editora Vozes)(4) " A Necromancia ou evocação dos mortos, é uma prática que supõe a possibilidade de entrar em contato com os mortos e de esses poderem comunicar mensagens do além, a até de aconselhar os vivos em problemas difíceis ". Outras doutrinas evangélicas consideram que "As almas dos mortos, que Deus proíbe evocar, essas demoram no lugar que lhes designa a sua justiça, e não podem, sem sua permissão, colocar-se à disposição dos vivos." Sob essas afirmações deduzem que se Deus não permite e o Espiritismo evoca, os Espíritos que se apresentam nessas evocações são demônios.

Estas posturas, porém, não encontram apoio no Espiritismo. Na Doutrina Espírita não se exige a presença dos mortos desenterrando seus corpos, nem se evocam Espíritos Superiores ou não, para obter revelações ou buscar informações para benefícios pessoais. As manifestações quando acontecem são espontâneas(7). Allan Kardec responde ás criticas ocorridas na época do lançamento de seus livros, que situavam o Espiritismo e evocação dos Espíritos, no mundo da magia e superstições :-" A troco da própria alma, ninguém os evocava que não fosse para obter favores da sorte e da fortuna, achar tesouros, revelar o futuro ou obter filtros. A magia com seus sinais, fórmulas e práticas cabalísticas era increpada de fornecer segredos para operar prodígios, constranger Espíritos a ficarem às ordens dos homens e satisfazerem-lhes os desejos(8).

Não há equívocos quanto estas palavras, provam de maneira clara que, nesse tempo, as evocações tinham por objetivo a adivinhação, e que delas se fazia um comércio; estavam associadas às práticas da magia e da feitiçaria. Como no Espiritismo a comunicação com os Espíritos não visam a curiosidade, nem obter lucros, vantagens ou mesmo antecipar o futuro, mas sim um desejo de instruir-se, melhorar-se, um sentimento de piedade, aliviando as almas sofredoras; a proibição bíblica não lhes pode ser extensiva. No cap XI do livro Céu e Inferno(1), Allan Kardec discute a intervenção dos demônios nas comunicações espíritas analisando a invocação dos Evangelhos como fazem alguns religiosos como justificativa, em especial em Levítico, Cap. XIX, v. 31, e Deuteronômio Cap. XVIII, vv. 10, 11 e 12. Analisando o papel da Lei mosaica citada na Bíblia comenta : "Há duas partes distintas na lei de Moisés: a lei de Deus propriamente dita, promulgada sobre o Sinal, e a lei civil ou disciplinar, apropriada aos costumes e caráter do povo. ".... " Demais, é preciso expender os motivos que justificavam essa proibição e que hoje se anularam completamente. O legislador hebreu queria que 'o seu povo abandonasse todos os costumes adquiridos no Egito, onde as evocações estavam em uso e facilitavam abusos, como se infere destas palavras de Isaías: "O Espírito do Egito se aniquilará de si mesmo e eu precipitarei seu conselho; eles consultarão seus ídolos, seus adivinhos, seus pítons e seus mágicos." (Cap. XIX, v. 31)Os israelitas não deviam contratar alianças com as nações estrangeiras, e sabido era que naquelas nações que iam combater encontrariam as mesmas práticas. Moisés devia pois, por política, inspirar aos hebreus aversão a todos os costumes que pudessem ter semelhanças e pontos de contacto com o inimigo. "

A lei civil contemporânea pune todos os abusos que Moisés tinha em vista reprimir.As leis se modificam com o tempo, e a ninguém ocorre que possamos ser governados pelos mesmos meios por que o eram os judeus no deserto Se os que clamam injustamente acusam o Espiritismo se aprofundassem mais no sentido das palavras bíblicas, reconheceriam que nada existe de análogo, nos seus princípios, em relação ao que se passava entre os hebreus. O Espiritismo apóia tudo o que motivou a proibição de Moisés, o abuso, o uso indevido a insistência na prática da magia e do comércio.

Nas outras formas de crença inclusive m não há como negar a realidade das manifestações. Como explicar a evocação de Espíritos conhecidos, por exemplo, os dos "Santos" famosos? Ou não serão eles Espíritos que habitaram corpos de carne quando viveram entre nós? E o afastamento dos Espíritos Inferiores através da prática de expulsão?

A doutrina ensinada pelos Espíritos nada tem de novo; seus fragmentos são encontrados na maior parte dos filósofos da Índia, do Egito e da Grécia, e se completam nos ensinos de Jesus Cristo(9).O que há de novo é a explicação lógica dos fatos, o conhecimento mais completo da natureza dos Espíritos, de sua missão e de seu modo de agir; a revelação do nosso estado futuro e, enfim, a constituição dele num corpo científico e doutrinário em suas múltiplas aplicações. Que objetivam a educação do homem, através de testemunhos espirituais visando sua evolução.

Laurelucia Orive Lunardi
Abril / 2005



*  (...necromancia é evocação dos mortos, pois faltou o fundamental complemento: "para fins de adivinhação", sou seja, necromancia é a evocação dos mortos visando saber o que acontecerá no futuro. Veja que ao citarem Dt 18,9-12, nunca mencionam o versículo 14, que resume tudo quanto está se proibindo nos de 9 a 12: "Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém, quanto a ti, o Senhor teu Deus não te permitiu tal coisa." Fica claro que as proibições feiras pelo seu xará estão relacionadas com "prognosticadores e adivinhadores" e não evocação dos mortos generalizadamente, certo? ..)

Complemento por Paulo Neto​ Sobrinho
(estudioso Bíblico e Espírita )
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 14 de Março de 2015, 12:00
MEDIUNIDADE - POSSIBILIDADES E DESAFIOS

Jorge Hessen
(13/03/2015)


A mediunidade, digamos natural, é uma faculdade psicofísica presente em todas os seres humanos. Porém, nem todos percebemos a presença ostensiva dos Espíritos. É uma percepção à qual Charles Richet chamou de “sexto sentido”. Ela sempre esteve presente na História da humanidade desde as épocas mais recuadas. O surto de manifestação dos fenômenos mediúnicos é efeito natural da maior incidência dos Espíritos sobre os homens.

Allan Kardec diz que não se deve lidar com a mediunidade sem conhecê-la. Aquele que frequenta uma casa espírita com a exclusiva intenção de servir apenas no campo da mediunidade não entendeu ainda o papel do Espiritismo em sua vida, muito menos a oportunidade que está tendo de servir com equilíbrio na Causa do Bem. Uma Casa espírita proporciona muitas tarefas diversificadas no campo da evangelização, da assistência social, da divulgação, da administração etc.

Médium ignorante, em desequilíbrio, é médium obsedado. O grande tratamento para este mal (obsessão) que hoje dizima milhões de criaturas que se encontram em estado de psicopatologia degenerativa, com desequilíbrio da personalidade e da própria vida mental, repetimos, é o estudo da mediunidade e o trabalho cristão. O Espiritismo oferece ao homem a direção moral para que ele, erguendo-se na ordem psíquica moral e emocional, passe a sintonizar com os espíritos evoluídos de cujo contato sobrevirão efeitos aprazíveis.

A mediunidade esteve presente em Francisco de Assis; contudo, igualmente esteve presente nos seres mais aberrantes da humanidade. Nabucodonosor pereceu sob o látego da possessão (licantropia). Sabe-se que Nero, nos últimos dias de seu reinado, viu-se fora do corpo carnal, junto de Agripina e de Otávia, sua genitora e esposa, ambas assassinadas por sua ordem, a lhe pressagiarem a queda no abismo. Os Espíritos vingativos em torno de Calígula eram tantos que, depois de lhe enterrarem os restos nos jardins de Lâmia, eram ali vistos frequentemente, até que lhe exumaram os despojos para a incineração. Há notícias que revelam ter sido Adolfo Hitler portador de uma mediunidade especialmente exercida em Berlim, no grupo de Tullis, entre os anos de 1914 e 1918. A mediunidade, portanto pode acentuar estados psicopatológicos muito graves por desequilíbrio do indivíduo.

Mas a mediunidade potencializou as energias espirituais de uma Tereza d’Ávila, de uma admirável Rita de Cássia, de uma abnegada irmã Dulce da Bahia, de um “cisco” Cândido Xavier ou tantas outras personalidades que na história conseguiram atrair o pensamento universal pela síntese do amor e pelo intercâmbio com os Espíritos elevados.

A mediunidade, hoje tão vulgarizada pelas novelas da tevê, é ainda pouco compreendida pelos cristãos, não obstante esteja muito bem descrita nos Atos dos apóstolos, mormente nas assertivas de Paulo quando cita os dons e os carismas dos médiuns. Escreve o Convertido de Damasco que uns veem, outros ouvem, outros falam, outros profetizam e outros curam. Ora, os dons nomeados por Paulo e os carismas nada mais são que a mediunidade.

Nos tempos apostólicos a mediunidade atinge a culminância desde o famoso dia de Pentecoste, em que foram produzidos diversos fenômenos físicos tais como sinais luminosos e vozes diretas, psicofonia e xenoglossia. Naqueles áureos idos históricos o magnetismo curativo através do passe era muito exercitado. Através de Jesus, muitos fenômenos ocorreram. Em Cafarnaum e Jericó O Cristo aplica o passe aos cegos; em Betsaida (piscina de Siloé) levanta os paralíticos; em Gerasa liberta possessos.

Paulo, através da clarividência, vê o próprio Cristo e se converte definitivamente nas portas de Damasco. Nos domínios dos fenômenos de efeitos físicos notamos Jesus no rio Jordão diante do fenômeno de pneumatofonia (voz direta) durante o célebre batismo. Nas bodas de Caná, Jesus transforma água em vinho. Em Betsaida e Gerasa o Mestre divino promove a multiplicação dos peixes e pães pelo processo de transubstanciação. Em Genesaré o meigo nazareno caminha sobre as águas no processo de levitação. No Tabor o Governador da Terra promove a transfiguração. Na Galileia abranda a tempestade. Sob o império dos fenômenos de efeitos intelectuais, Jesus antevê a Sua crucificação, prevê a negação de Pedro, pressagia a traição de Judas e previne a dispersão do povo judeu. No jardim de Getsamani provoca o fenômeno de clarividência e clariaudiência.

Nos tempos do Calvário os apóstolos (na condição de médiuns) sofriam inquéritos e terríveis perseguições: Pedro e João são presos; Estevão é morto a pedradas; Tiago, filho de Zebedeu, é morto a golpes de espada; Paulo é decapitado na via Ápia, em Roma; Pedro é crucificado. Mesmo sofrendo profunda estagnação e desvios, o “Cristianismo” nos presenteia com belos fenômenos mediúnicos: Tertuliano, através da sua bacia, profetiza; Francisco de Assis tem visões arrebatadoras; Lutero tem visões aterradoras; Teresa d'Ávila viaja em desdobramentos; José de Cupertino promove a levitação diante do papa Urbano III; Antônio de Pádua trazia a bicorporeidade.

Detalhe importante: a mediunidade não traz regalia a ninguém. Por oportuno, lembramos o exemplar histórico de Chico Xavier. Ele que aos 15 anos ficou órfão, aos 8 trabalhava à noite numa fábrica de tecidos, aos 12 ralava num empório, e laborou por 32 anos como escriturário no ministério da agricultura. Chico, durante três anos (dos 12 aos 15) foi acometido de coreia, ou mal de São Guido. Na década de 40 o “Mineiro do século” foi acionado judicialmente pela família de Humberto de Campos. Logo depois, como se não bastassem tantos desafios, foi submetido a uma cirurgia de hérnia estrangulada. Em 1958 teve que mudar-se para Uberaba por causa dos escândalos provocados por um sobrinho atormentado. O médium mineiro era cego de um olho e carregava uma catarata no olho esquerdo, e ainda sofria de constantes ataques de angina, e muito mais.


Infelizmente há pessoas que ao sentirem influência dos Espíritos creem que por isso estão prontas para lidar com os seres do além-tumba. Comumente não aceitam a ideia de que precisam se instruir sobre o tema. Qualquer médium que não tiver os cuidados necessários com a sua edificação moral e se colocar a serviço do intercâmbio sem o devido preparo e conhecimento cairá fatalmente presa de Espíritos perversos. Ninguém é obrigado a “desenvolver” a mediunidade. É absurda a ideia de que a mediunidade é a causa de sofrimentos e desajustes psíquicos. Naturalmente, os médiuns ostensivos, que já demonstram algum “sinal” desde cedo, devem ser submetidos obrigatoriamente ao estudo disciplinado e à orientação doutrinária dentro de um centro espírita que possa dar-lhe direcionamento seguro de sua faculdade.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Março de 2015, 15:14
Mediunidade na História

Revista Espírita Allan Kardec, ano III, Nº 9

Alguns fatos que evidenciam a presença do Plano Invisível na História:

Moisés, mediante fenômeno de combustibilidade, recebe do Alto a Tábua dos Dez Mandamentos - manifestação de uma vontade superior visando o despertamento moral dos povos;

Sócrates, constantemente orientado pelo Guia espiritual, revela-se precursor do Cristianismo. "Desde a minha infância, graças ao favor celeste, sou seguido por um Ser quase divino, cuja voz me impele a esta ou aquela ação".

Paulo de Tarso, às portas de Damasco, tem a visão do Nazareno em perfeita configuração luminosa, convertendo-se desse modo em apóstolo e medianeiro do Mestre;

Os Oráculos eram núcleos de intercâmbio medianímico, onde trabalhavam sibilas, pítons e pitonisas. Gente de todas as classes sociais, inclusive autoridades públicas, visitavam esses lugares, recebendo orientações as mais diversas;

César, o grande imperador romano, esteve com a pitonisa Spurina, informando-se que algo muito grave aconteceria na sua vida. Na data prevista, 15 de Março, segue para o Senado e lá recebe 23 punhaladas;

Joana D’Arc, heroína francesa, orientada pelas "vozes do Céu", assume a missão de libertar sua pátria do jugo inglês. Perseguida como herege, submete-se ao sacrifício inquisitorial, mas, no momento extremo, ainda afirma ouvir os espíritos;

Rainha Vitória, a soberana que mais tempo permaneceu no Poder inglês, passou 30 anos mantendo diálogos com seu ex-esposo Alberto, através do médium John Brown. As grandes decisões do seu governo tiveram a participação direta d Espírito;

Catarina da Rússia é chamada às pressas para ver o seu sósia fantasma -, uma entidade materializada que se demorava no trono da Rainha, sendo cercada pela guarda do Palácio. Alvejado por dois tiros de fuzil desfez-se sem deixar sinal de sua presença;

Abraham Lincoln, presidente americano, realizava sessões espíritas na Casa Branca. Ele mesmo era dotado de faculdade mediúnica, chegando ao ponto de antever a sua morte ocorrida no dia 15 de abril de 1865;

Harriet Beecher Stowe psicografou o conhecido livro "A cabana do pai Tomás". "Este livro não foi escrito por mim. Não fiz outra coisa senão tomar nota do que me diziam";

Dom Bosco, em Turim, no ano de 1883, sonha com o berço da Nova Civilização do III Milênio, que deveria surgir entre os paralelos 15 e 20 do hemisfério; após 60 anos, no local e época previstos JK constrói Brasília.

Um sem número de fatos ainda poderíamos citar. São realidades trazidas ao conhecimento público pela imprensa leiga, isto é, pelos veículos normais de comunicação.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Março de 2015, 18:00
Passagem Bíblica
Atribuída a uma mensagem recebida pelo rei Lemuel de sua mãe.

Citar
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Rei James Atualizada


1-Oráculos de Lemuel, rei de Massá, os quais sua mãe lhe ministrou:

2-“Que tens, amado filho meu? Filho de minhas entranhas, resposta às minhas

3-Não entregues a tua força às mulheres, nem o teu vigor aos que corrompem os que governam.

4Escutai, Lemuel! Não é prudente que os reis bebam muito vinho, tampouco aqueles que têm a responsabilidade de governar se entreguem também às outras formas de embriaguez;

5-porquanto quando não estão sóbrios se esquecem do bom siso e das leis, e não são solidários aos direitos dos fracos e dos pobres.

6-Dá licor ao moribundo, e vinho aos amargurados;

7-bebam e esqueçam-se da miséria, e não se lembrem de suas aflições.

8-Abre a tua boca em favor dos que não podem se defender; sê o protetor dos direitos de todos os desamparados!

9-Ergue a tua voz e julga com justiça, defende o pobre e o indigente.”
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Março de 2015, 15:18
Trago no momento um importante estudo de uma grande amigo,
um estudioso e um pesquisador


Mediunidade de incorporação

“Os fatos, eis o verdadeiro critério dos nossos
juízos, o argumento sem réplica. Na ausência
dos fatos, a dúvida se justifica no homem
ponderado.” (KARDEC).

Em nossas leituras, às vezes, encontrávamos referências à mediunidade de
incorporação, causando-nos curiosidade para saber de onde essa designação surgiu, já que,
em momento algum, a vimos mencionada nas obras da Codificação Espírita, publicadas por
Kardec.
Mas, afinal, do que se trata? Vejamos essa explicação dada pelos companheiros da SEF
– Sociedade Espírita Fraternidade (Niterói, RJ):

Incorporação Mediúnica:

É a forma de mediunidade que se caracteriza pela transmissão falada
das mensagens dos Espíritos. É, em nossos dias, a faculdade mais
encontrada na prática mediúnica. Pode-se dizer que é uma das mais úteis, pois,
além de oferecer a oportunidade de diálogo com os Espíritos comunicantes,
ainda permite a doutrinação e consolação dos Espíritos pouco esclarecidos sobre
as verdades espirituais.
[…].

A incorporação é também denominada psicofonia, sendo esta
denominação preferida por alguns porque acham que incorporação poderia
dar a ideia do Espírito comunicante penetrando o corpo do médium, fato
que sabemos não ocorrer. (Fonte: http://www.mkow.com.br/, grifo nosso).
Percebemos que se coloca a incorporação como sinônimo de psicofonia, quando não se
considera a possibilidade de haver uma utilização do corpo do médium pelo espírito
comunicante, ou seja, uma posse física temporária.
Infelizmente temos visto muitos estudiosos espíritas defenderem, e alguns até
arduamente, para não dizer asperamente, que não há mesmo posse física. É certo que, em
O Livro dos Espíritos (questões 473 e 474) e em O Livro dos Médiuns (Capítulo XXIII – Da
Obsessão) Kardec negou peremptoriamente essa possibilidade, isso todos nós o sabemos;
entretanto, o que pouquíssimos têm conhecimento é que o Codificador mudou de posição,
conforme se vê na Revista Espírita 1863, mês dezembro, ao relatar “Um caso de Possessão -

Senhorita Julie”, sobre o qual disse:
Dissemos que não havia possessos no sentido vulgar da palavra, mas
subjugados; retornamos sobre esta afirmação muito absoluta, porque nos
está demonstrado agora que pode ali haver possessão verdadeira, quer
dizer, substituição, parcial no entanto, de um Espírito errante ao Espírito
encarnado. Eis um primeiro fato que é a prova disto, e que apresenta o
fenômeno em toda a sua simplicidade. (KARDEC, 2000b, p. 373, grifo nosso).
Só que, em vez de retomar a essas duas obras e corrigi-las, conforme essa sua nova
visão, de forma que nas edições seguintes delas o tema estaria de acordo com sua última
posição, seguiu adiante e a registrou em A Gênese, quando, no Capítulo XIV – Os fluídos, volta a falar das obsessões. Como a grande maioria dos espíritas não lê as Revistas Espíritas e, muito menos, A Gênese, não se dá conta dessa mudança que ocorreu.

É importante registrar que os seguintes estudiosos concordam com a incorporação, que
nada mais é que uma possessão física, bem no sentido literal do termo e de acordo com a
nova interpretação de Kardec: Léon Denis (1846-1927), Frederic Myers (1843-1901), Gabriel Delanne (1857-1926), Gustave Geley (1868-1914), Cairbar Schutel (1868-1938) e Dr. Hernani Guimarães Andrade (1913-2003).
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Março de 2015, 15:22
Tudo isso está demonstrado em nosso texto “Possessão e incorporação – espíritos
possuindo fisicamente os encarnados”, disponível em nosso site: www.paulosnetos.net (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5wYXVsb3NuZXRvcy5uZXQ=), na
Categoria “Ebook”, ao qual recomendamos a leitura, algumas coisas, lá mencionadas,
citaremos aqui neste estudo.

Na obra O Livro dos Médiuns, no Capítulo XIV – Os Médiuns, item 166, Kardec designa
os médiuns que transmitem verbalmente as mensagens dos espíritos de médiuns falantes:
Os médiuns audientes, que apenas transmitem o que ouvem, não são
propriamente médiuns falantes. Estes, na maioria das vezes, não ouvem nada.
Ao servir-se deles, os Espíritos agem sobre os órgãos vocais, como agem
sobre as mãos nos médiuns escreventes. O Espírito se serve para a comunicação
dos órgãos mais flexíveis que encontra no médium. De um empresta as mãos,
de outro, as cordas vocais e de um terceiro os ouvidos. O médium falante em
geral se exprime sem ter consciência do que diz e quase sempre tratando
de assuntos estranhos às suas preocupações habituais, fora de seus
conhecimentos e mesmo do alcance de sua inteligência (9).

Embora esteja perfeitamente desperto e em condições normais raramente se
lembra do que disse. Numa palavra, a voz do médium é apenas um instrumento
de que o Espírito se serve e com o qual outra pessoa pode conversar com este,
como o faz no caso de médium audiente.
Mas nem sempre a passividade do médium falante é assim completa. Há os
que têm intuição do que estão dizendo, no momento em que pronunciam as
palavras. Voltaremos a tratar desta variedade quando nos referirmos aos
médiuns intuitivos (10).

______
(9) Além dessas provas da independência do Espírito comunicante, assinaladas por
Kardec, devemos lembrar que numerosos casos da bibliografia mediúnica e das
experiências contidas com a mediunidade nos mostram que o Espírito pode tratar, através
do médium, de assuntos a que este se furta e muitas vezes acusando-o e chamando-lhe a
atenção. (N. Do T.)
(10) Os médiuns falantes, chamados entre nós médiuns de incorporação, dividemse
assim duas classes bem conhecidas: médiuns conscientes e médiuns
inconscientes. Aos conscientes é que Kardec dava, acertadamente, a designação de
intuitivos. Aliás, essa divisão existe em todas as modalidades mediúnicas. (N. do T.)
(KARDEC, 2006, p. 144, grifo nosso).
Somente no Capítulo XXXII – Vocabulário Espírita é que Kardec menciona o termo
psicofonia, definindo-o: “Comunicação dos Espíritos pela voz de um médium falante.”
(KARDEC, 2006, p. 351).
Segundo o que conseguimos levantar, a primeira pessoa a mencionar “médium de
incorporação” foi Miguel Vives y Vives (1842-1906), na obra O Tesouro dos Espíritas, publicada em Barcelona, Espanha, no ano de 1872. Léon Denis (1846-1927) em No invisível (publicada
em 1901) e Gabriel Delanne (1857-1926) em A Reencarnação (publicada em 1924), são doisestudiosos dos fenômenos espíritas que também mencionam.
As expressões “mediunidade de incorporação”, “médium de incorporação” e
isoladamente o termo “incorporação” são inúmeras vezes citados nas obras de André Luiz, via psicografia de Francisco Cândido Xavier (1910-2002): Os mensageiros, Missionários da luz, Libertação, Nos domínios da mediunidade, Mecanismos da mediunidade, Sexo e destino e Desobsessão. São também as utilizadas na Umbanda para designar a especificação mediúnica e todos os médiuns pelos quais se manifestam os espíritos.
Transcreveremos de algumas dessas obras citadas trechos visando dar uma ideia de
como é explicado o fenômeno.

1) Missionários da Luz, capítulo 16, Incorporação:
Enquanto Alexandre ouvia em silêncio, o simpático colaborador prosseguiu,
depois de ligeira pausa:
– Estimaríamos receber a devida autorização para trazê-lo… Poderia
incorporar-se na organização mediúnica de nossa irmã Otávia e fazer-se
ouvir, de algum modo, diante dos amigos e familiares…
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Março de 2015, 15:23
[…].

– Ouça, porém, meu amigo! – tornou Alexandre, sereno e enérgico – é
indispensável que você medite sobre o acontecimento. Lembre-se de que você
vai utilizar um aparelho neuro-muscular que lhe não pertence. Nossa
amiga Otávia servirá de intermediária. No entanto, você não deve desconhecer
as dificuldades de um médium para satisfazer a particularidades técnicas de
identificação dos comunicantes, diante das exigências de nossos irmãos
encarnados. Compreende bem?
[…].

Terminada a oração e levado a efeito o equilíbrio vibratório do ambiente, com
a cooperação de numerosos servidores de nosso plano, Otávia foi
cuidadosamente afastada do veículo físico, em sentido parcial,
aproximando-se Dionísio, que também parcialmente começou a utilizarse
das possibilidades dela. Otávia mantinha-se a reduzida distância, mas
com poderes para retomar o corpo a qualquer momento num impulso próprio,
guardando relativa consciência do que estava ocorrendo, enquanto que
Dionísio conseguia falar, de si mesmo, mobilizando, no entanto,
potências que lhe não pertenciam e que deveria usar, cuidadosamente,
sob o controle direto da proprietária legítima e com a vigilância afetuosa de
amigos e benfeitores, que lhe fiscalizavam a expressão com o olhar, de modo a
mantê-lo em boa posição de equilíbrio emotivo. Reconheci que o processo de
incorporação comum era mais ou menos idêntico ao da enxertia da
árvore frutífera. A planta estranha revela suas características e oferece seus
frutos particulares, mas a árvore enxertada não perde sua personalidade e
prossegue operando em sua vitalidade própria. Ali também, Dionísio era um
elemento que aderia às faculdades de Otávia, utilizando-as na produção
de valores espirituais que lhe eram característicos, mas naturalmente
subordinado à médium, sem cujo crescimento mental, fortaleza e receptividade,
não poderia o comunicante revelar os caracteres de si mesmo, perante os
assistentes. Por isso mesmo, logicamente, não era possível isolar, por completo,
a influenciação de Otávia, vigilante. A casa física era seu templo, que urgia
defender contra qualquer expressão desequilibrante, e nenhum de nós, os
desencarnados presentes, tinha o direito de exigir-lhe maior afastamento,
porquanto lhe competia guardar as suas potências fisiológicas e preservá-las
contra o mal, perto de nós outros, ou à distância de nossa assistência afetiva.
(XAVIER, 1986, p. 260-277 – passim, grifo nosso).

Daí a minutos, providenciava-se a incorporação de Marinho, que tomou a
intermediária sob forte excitação. Otávia, provisoriamente desligada dos
veículos físicos, mantinha-se agora algo confusa, em vista de encontrar-se
envolvida em fluidos desequilibrados, não mostrando a mesma lucidez que lhe
observáramos anteriormente; todavia, a assistência que recebia dos amigos de
nosso plano era muito maior. (XAVIER, 1986, p. 291, grifo nosso).
2) Nos domínios da mediunidade, vários capítulos:
Quando empresta o veículo a entidades dementes ou sofredoras,
reclama-nos cautela, porquanto quase sempre deixa o corpo à mercê dos
comunicantes, quando lhe compete o dever de ajudar-nos na contenção deles,
a fim de que o nosso tentame de fraternidade não lhe traga prejuízo à
organização física. (falando do médium Antônio Carlos).

“… Entretanto, adaptando-se ao organismo da mulher amada que passou
a obsidiar, nela encontrou novo instrumento de sensação, vendo por seus
olhos, ouvindo por seus ouvidos, muitas vezes falando por sua boca e
vitalizando-se com os alimentos comuns por ela utilizados. Nessa
simbiose vivem ambos, há quase cinco anos sucessivos, contudo, agora, a moça
subnutrida e perturbada acusa desequilíbrios orgânicos de vulto”.
“Notamos que Eugênia-alma afastou-se do corpo, mantendo-se junto
dele, à distância de alguns centímetros, enquanto que, amparado pelos amigos
que o assistiam, o visitante sentava-se rente, inclinado-se sobre o
equipamento mediúnico ao qual se justapunha, à maneira de alguém a
debruçar-se numa janela”.
Observei que leves fios brilhantes ligavam a fronte de Eugênia, desligada
do veículo físico, ao cérebro da entidade comunicante.
[…] mas Eugênia comanda, firme, as rédeas da própria vontade, agindo qual
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Março de 2015, 15:23
se fosse enfermeira concordando com os caprichos de um doente, no objetivo de
auxiliá-lo. Esse capricho, porém, deve ser limitado, porque, consciente de todas
as intenções do companheiro infortunado a quem empresta o seu carro
físico, nossa amiga reserva-se o direito de corrigi-lo em qualquer
inconveniência.

“[…] nesses trabalhos, o médium nunca se mantém a longa distância do
corpo…”

Se preciso, a nossa amiga poderá retomar o próprio corpo num átimo.
Acham-se ambos num consórcio momentâneo, em que o comunicante é a
ação, mas no qual a médium personifica a vontade…
A médium desvencilhou-se do corpo físico, como alguém que se entrega
a sono profundo, e conduziu a aura brilhante de que coroava.
A nobre senhora fitou o desesperado visitante com manifesta simpatia e
abriu-lhe os braços, auxiliando-o a senhorear o veículo físico, então em
sombra.
Qual se fora atraído por vigoroso ímã, o sofredor arrojou-se sobre a
organização física da médium, colando-se a ela, instintivamente.
A mediunidade falante em Celina era diversa?
– Celina – explicou, bondoso – é sonâmbula perfeita. A psicofonia, em seu
caso, se processa sem necessidade de ligação da corrente nervosa do
cérebro mediúnico à mente do hóspede que o ocupa. A espontaneidade
dela é tamanha na cessão de seus recursos às entidades necessitadas de
socorro e carinho, que não tem qualquer dificuldade para desligar-se de
maneira automática do campo sensório, perdendo provisoriamente o
contacto com os centros motores da vida cerebral. Sua posição
medianímica é de extrema passividade. Por isso mesmo, revela-se o
comunicante mais seguro de si, na exteriorização da própria personalidade. Isso,
porém, não indica que a nossa irmã deva estar ausente ou irresponsável. Junto
do corpo que lhe pertence, age na condição de mãe generosa, auxiliando o
sofredor que por ela se exprime qual se fora frágil protegido de sua bondade… É
por essa razão que o hóspede experimenta com rigor o domínio afetuoso da
missionária que lhe dispensa amparo assistencial.

[…] A psicofonia inconsciente, naqueles que não possuem méritos
morais suficientes à própria defesa, pode levar à possessão, sempre
nociva, e que, por isso, apenas se evidencia integral nos obsessos que se
renderam às forças vampirizantes.
Fitando o companheiro encarnado mais detidamente, concluí que o ataque
epiléptico, com toda a sua sintomatologia clássica, surgia claramente
reconhecível.
Reconhecíamos no moço incapacidade de qualquer domínio sobre si
mesmo.

Acariciando-lhe a fronte suarenta, Áulus, informou, compadecido:
– É a possessão completa ou a epilepsia essencial.
– Nosso amigo está inconsciente? – aventurou Hilário, entre a curiosidade e o
respeito.
– Sim, considerado como enfermo terrestre, está no momento sem
recursos de ligação com o cérebro carnal. Todas as suas células do córtex
sofrem o bombardeio de emissões magnéticas de natureza tóxica. Os centros
motores estão desorganizados. Todo o cerebelo está empastado de fluidos
deletérios. As vias do equilíbrio aparecem completamente perturbadas. Pedro
temporariamente não dispõe de controle para governar-se, nem de
memória comum para marcar a inquietante ocorrência de que é
protagonista. Isso, porém, acontece no setor da forma de matéria densa,
porque, em espírito, está arquivando todas as particularidades da
situação em que se encontra, de modo a enriquecer o patrimônio das
próprias experiências. (XAVIER, 1987, p 29-80 – passim, grifo nosso).
Pelo que entendemos, de todas essas transcrições, para André Luiz a incorporação é
fato concreto, relacionando-a diretamente à psicofonia. Essa generalização parece-nos um
pouco além do que estamos acostumados a ver na prática.
A incorporação é um fenômeno que acontece com alguns tipos de médiuns, tais como
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Março de 2015, 15:25
os psicofônicos, psicográficos, desenhistas (pictografia), cantores, instrumentistas, etc; porém, nem a todos os seus possuidores, visto haver especificidade no grau de sintonia ou na forma de manifestação, gerando os médiuns conscientes, semiconsciente e inconscientes, dentro da classificação que nos informou, mais acima na nota 10, José Herculano Pires (1914-1979).

Léon Denis (1846-1927) em seu livro No invisível, Cap. XIX – Transe e incorporações,
faz uma análise interessante, que demonstra tanto a possibilidade da comunicação ser via
mental ou por incorporação, conforme veremos, depois; antes, vejamos como o capítulo inicia:
O estado de transe é esse grau de sono magnético que permite ao
corpo fluídico exteriorizar-se, desprender-se do corpo carnal, e à alma
tornar a viver por um instante sua vida livre e independente. A
separação, todavia, nunca é completa; a separação absoluta seria a morte. Um
laço invisível continua a prender a alma ao seu invólucro terrestre. Semelhante
ao fio telefônico que assegura a transmissão entre dois pontos, esse laço fluídico
permite à alma desprendida transmitir suas impressões pelos órgãos do corpo
adormecido. No transe, o médium fala, move-se, escreve
automaticamente; desses atos, porém, nenhuma lembrança conserva ao
despertar. (DENIS, 1987, p. 249, grifo nosso).
Esclarecendo que “no transe o médium fala, move-se e escreve automaticamente” o
médium age inconscientemente, parece-nos que, diante disso, Léon Denis reconhece que a
incorporação é uma particularidade mediúnica e não um tipo de mediunidade. E vemos,
também aqui, uma correspondência direta entre incorporação e inconsciência do médium, em relação aos fatos ocorridos durante o transe.
Um pouco mais à frente lemos:

Indagam certos experimentadores: o Espírito do manifestante se incorpora
efetivamente no organismo do médium? ou opera ele antes, a distância, pela
sugestão mental e pela transmissão de pensamento, como o pode fazer um
espírito exteriorizado do sensitivo?
Um exame atento dos fatos nos leva a crer que essas duas explicações
são igualmente admissíveis, conforme os casos. As citações que acabamos
de fazer provam que a incorporação pode ser real e completa. É mesmo
algumas vezes inconsciente, quando, por exemplo, certos Espíritos pouco
adiantados são conduzidos por uma vontade superior ao corpo de um médium e
postos em comunicação conosco, a fim de serem esclarecidos sobre sua
verdadeira situação. Esses Espíritos, perturbados pela morte, acreditam ainda,
muito tempo depois, pertencerem à vida terrestre. […] É difícil às vezes fazerlhes
compreender que abandonaram a vida carnal e sua estupefação atinge o
cômico, quando, convidados a comparar o organismo que
momentaneamente animam com o que possuíam na Terra, são
obrigados a reconhecer o seu engano. Não se poderia duvidar, em tal
caso, na incorporação completa do Espírito.

Noutras circunstâncias, a teoria da transmissão à distância parece
melhor explicar os fatos. As impressões oriundas de fora são mais ou menos
fielmente percebidas e transmitidas pelos órgãos. Ao lado de provas de
identidade, que nenhuma hesitação permitem sobre a autenticidade do
fenômeno e intervenção dos Espíritos, verificam-se, na linguagem do sensitivo
em transe, expressões, construções de frases, um modo de pronunciar que lhe
são habituais. O Espírito parece projetar o pensamento no cérebro do
médium, onde adquire, de passagem, formas de linguagem familiares a este. A
transmissão se efetua, em tal caso, no limite dos conhecimentos e aptidões do
sensitivo, em termos vulgares ou escolhidos, conforme o seu grau de instrução.
Daí também certas incoerências que se devem atribuir à imperfeição do
instrumento.

Ao despertar, o Espírito do médium perde toda consciência das impressões
recebidas no sentido de liberdade, do mesmo modo que não guardará o menor
conhecimento do papel que seu corpo tenha desempenhado durante o transe.
Os sentidos psíquicos, de que por um momento havia readquirido a posse, se
extinguem de novo; a matéria estende o seu manto; a noite se produz; toda
recordação se desvanece. O médium desperta num estado de perturbação, que
lentamente se dissipa. (DENIS, 1987, p. 252-254, grifo nosso).
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Março de 2015, 15:26
Léon Denis mesmo admitindo, como se vê, a possibilidade da real posse física em
alguns casos e em outros a transmissão de pensamento, trata, ao longo de suas obras,
genericamente, todos os médiuns como “de incorporação”, apesar dele ter demonstrado serem situações distintas uma da outra. Possivelmente, tenha sido ele a base para, no meio espírita, se espalhar o conceito de médium de incorporação aos que são de psicofonia ou falantes.
Por outro lado, essas duas possibilidades mencionadas por Denis, vêm justamente
corroborar a questão da classificação dos médiuns em conscientes, semiconsciente e
inconsciente. Para nós, no inconsciente é justamente onde ocorre a incorporação mediúnica.

O Livro dos Médiuns foi publicado em janeiro de 1861; como bem sabemos, antecedeulhe
a obra Instruções Práticas sobre a manifestação espírita, cuja data de publicação provável
seja o mês de julho de 1858; é, por conseguinte, a segunda obra espírita publicada por
Kardec. Dela transcrevemos esse pequeno trecho do Capítulo VI – Papel e influência do
médium nas manifestações:

[…] Notamos aqui coisa importante de ser registrada, que o Espírito
estranho não se substitui à alma, pois não pode desalojá-la: ele a
controla à revelia dela, imprime-lhe sua vontade. Quando dizemos à revelia
dela, queremos falar da alma atuando exteriormente pelos órgãos do corpo.
Entretanto a alma, como Espírito, mesmo encarnado pode, perfeitamente, ter
consciência da ação exercida sobre ela por um Espírito estranho. O papel da
alma, nessa circunstância, é, algumas vezes, inteiramente passivo e então o
médium, se é de incorporação, não tem nenhuma consciência do que
escreve ou diz. Ocasionalmente, entretanto, a passividade não é absoluta;
então ele tem uma consciência mais ou menos vaga, embora a mão seja
arrastada por um movimento maquinal, ao qual a vontade permanece alheia.
(KARDEC, s/d, p. 138-138, grifo nosso).
Kardec, nessa época, ainda não admitia a posse física; é fato o que aqui informamos. O
nosso amigo Astolfo Olegário de O. Filho (1944- ) nos alertou, por e-mail, que pelo, fato de
Kardec nunca ter se utilizado do termo incorporação, poderia haver algum problema na
tradução. Fomos conferir, e descobrimos que o trecho “se é de incorporação” reflete apenas a opinião pessoal do tradutor Cairbar Schutel (1868-1928), o que se pode facilmente confirmar comparando-se a versão francesa e também com a tradução de Júlio Abreu Filho (1893-1971).

Então o fato dele, Cairbar Schutel, ter feito isso significa que entende “médium de
incorporação” como uma aptidão peculiar aos médiuns que escrevem (psicografia) e os que
falam (psicofonia); não se trata, portanto, de um tipo de mediunidade, mas, sim, de um
atributo pessoal do médium comunicante.
A impressão que temos, ao relacioná-los com o fato de não terem nenhuma
consciência, é que Cairbar Schutel está justamente indo ao encontro do que hoje pensamos,
ou seja, que os médiuns tidos inconscientes o são justamente pelo motivo de seu corpo ser utilizado por um Espírito estranho; portanto, nada do que ele transmite passa pelo cérebro físico do médium; daí a razão deste agir inconscientemente.

Concluímos que, ao se utilizar o termo incorporação, para designar o fenômeno da
psicofonia, se comete um equívoco, pois estar-se-ia enquadrando, como mais uma
mediunidade específica, algo que ocorre indistintamente, em diferentes tipos de mediunidade, como as que mencionamos nesse estudo.
Como se vê, a incorporação é uma peculiaridade comum a vários tipos de fenômenos
mediúnicos, provavelmente uma especificidade do próprio médium; portanto, um fenômeno comum a vários tipos de mediunidade, estaria sendo utilizado para designar somente um deles. Nesse caso, como ficamos frente ao que Kardec disse: “Os fatos, eis o verdadeiro critério dos nossos juízos, o argumento sem réplica. Na ausência dos fatos, a dúvida se justifica no homem ponderado.”?(KARDEC, 2007a, p. 35). Essa é a indagação que fazemos...
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Março de 2015, 15:27
de:

Paulo da Silva Neto Sobrinho
mar/2015
Referências bibliográficas:
DENIS, L. No invisível. Rio de Janeiro: FEB, 1987.
KARDEC, A. A Gênese. Rio de Janeiro: FEB, 2007e.
KARDEC, A. Instruction pratique sur les manifestations spirites. Paris, FR: E. Dentu, Libraire e
Ledoyen, Libraire, 1858, versão PDF Books Google, disponível em http://books.google.com
KARDEC, A. Instruções práticas sobre as manifestações. 6ª Edição, Matão, SP: O Clarim, s/d.
KARDEC, A. Instruções práticas sobre as manifestações. São Paulo: Pensamento, 1995.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro: FEB, 2007a.
KARDEC, A. O Livro dos Médiuns. Rio de Janeiro: FEB, 2007b.
KARDEC, A. O Livro dos Médiuns. São Paulo: LAKE, 2006.
KARDEC, A. Revista Espírita 1863, Araras – SP: IDE, 2000b.
NETO SOBRINHO, P. S. Possessão e incorporação, espíritos possuindo fisicamente encarnados.
Disponível em: http://www.paulosnetos.net/index.php/viewdownload/10-ebook/543-
possessao-e-incorporacao-espiritos-possuindo-fisicamente-os-encarnados.
XAVIER, F. C. Missionários da Luz. Rio de Janeiro: FEB, 1986.
XAVIER, F. C. Nos Domínios da Mediunidade, Rio de Janeiro: FEB, 1987.
VIVES, M. V. O Tesouro dos Espíritas. Internet: Site Autores Espíritas Classicos, 2009.
SEF – Sociedade Espírita Fraternidade, Mecanismos da mediunidade, disponível em:
http://www.mkow.com.br/apostilas/unid49.htm, acesso em 05/03/2015, às 08:57hs.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 17 de Março de 2015, 13:49
Mediunidade,

um Resumo


Bismael B. Moraes

No Universo, tudo é energia em suas mais infinitas formas. Obviamente, a Terra é apenas como que um grão de areia nos inúmeros sistemas universais e, dentro dela, em graus evolutivos diversos e em aprendizado constante, os seres humanos ainda se debatem ante as Leis da Natureza. Muitos sequer descobriram a existência dos dois planos - o físico e o espiritual - dos quais todos participamos, independentemente da nossa vontade ou condição racial, política, social, econômica ou intelectual, pois o homem não cria nem revoga lei natural ou Lei de Deus.

A mediunidade, que envolve complexas e sutis formas energéticas, é uma faculdade que está latente em todos os indivíduos, podendo apresentar-se ou manifestar-se por vários modos, dependendo do estádio moral de cada médium (que é o intermediário entre o plano físico e plano espiritual, ou seja, serve de mediador entre encarnados - pessoas - e desencarnados - Espíritos , podendo também ser aquele que recebe influência, inspiração, conselho ou ensinamento de entidades espirituais, até, às vezes, sem o perceber). Allan Kardec sintetiza os médiuns em duas categorias: aqueles de efeitos físicos (a quem os Espíritos se manifestam por intermédio de movimentos, ruídos, sons, transporte de objetos, etc.) e aqueles de efeitos intelectuais (a quem os Espíritos se apresentam por meio de comunicações inteligentes - por idéias, escritos, desenhos, sinais, palavras etc.).

Como a vida física é efêmera (pois cada ser humano só vive pelo tempo necessário de prova que pediu ou de expiação que lhe foi determinada - de poucos minutos a muitos anos de existência terrena -, na lenta caminhada de aprendizado e progresso) e como a vida espiritual é eterna, e descobrindo-se, pelo estudo e pela pesquisa, que o espírito se comunica pelo pensamento, o raciocínio nos mostra, claramente, que somos espíritos encarnados, porque estamos sempre pensando: nosso corpo frágil, auxiliado pelos cinco sentidos - visão, tato, audição, olfato e paladar - é peça material que requer consciência e razão. Por isso, as diferenças entre os seres da mesma família: uns já viveram muito, antes, e aprenderam; outros viveram poucas existências e ainda não aprenderam.

Todos temos algum tipo de mediunidade; é dom concedido por Deus. Porém, só alguns possuem as chamadas mediunidades de tarefa: audiência (de ouvir vozes de Espíritos); vidência (de ver Espíritos); psicografia (de escrever o que ditam os Espíritos); psicopictografia (de pintar sob ação dos Espíritos); falante (de transmitir pelos órgãos vocais a palavra do Espírito); xenoglossia (de falar e escrever línguas estrangeiras que não conhece), além de outros tipos de mediunidade. Há pesquisadores e estudiosos do Espiritismo que classificam acima de cinqüenta os tipos de mediunidade. Existem ainda os casos de médiuns especiais, dotados de aptidões particulares, como os enumera Allan Kardec, no capítulo XVI, em "O Livro dos Médiuns", obra indispensável a quem se predisponha ao estudo sério sobre os tipos de mediunidade.

O médium, para desincumbir-se das tarefas que lhe são confiadas pelo plano espiritual, deve ser diligente, aplicado, sincero, disciplinado e bondoso, evitando o orgulho e a vaidade. Jamais deverá colocar-se na condição de superior perante os demais irmãos, sejam estes seguidores ou não da Doutrina Espírita, sabendo que é apenas um tarefeiro e que tem como diretrizes os ensinamentos dos bons Espíritos e, no que tange aos cristãos, as lições morais de Jesus, para a prática do bem.

"O médium é um companheiro. É um trabalhador. É um amigo. E é sobretudo nosso irmão, com dificuldades e problemas análogos àqueles que assediam a mente de qualquer espírito encarnado".

"Mediunidade não é pretexto para situar-se a criatura no fenômeno exterior ou no êxtase inútil, à maneira da criança atordoada no deslumbramento da festa vulgar. É , acima de tudo, caminho de árduo trabalho em que o espírito, chamado a servi-la, precisa consagrar o melhor das próprias forças para colaborar no desenvolvimento do bem". ( Ensinamentos do Espírito Emmanuel, no livro "Mediunidade e Sintonia", pelo médium Chico Xavier).

Observação final: para melhor conhecer essa importante matéria, aconselha-se, no mínimo, ler "O Livro dos Espíritos", analisando cada tópico, e, em seguida, ler "O Livro dos Médiuns", ambos de Allan Kardec, podendo complementá-los com "Espíritos e Médiuns", de Léon Denis, e "Mediunidade ", de J. Herculano Pires.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 17 de Março de 2015, 13:54
Mediunidade e o seu Desenvolvimento

Therezinha Oliveira

A Mediunidade

É natural que nos comuniquemos com os espíritos desencarnados e eles conosco, porque também somos espíritos, embora estejamos encarnados.
Pelos sentidos físicos e órgãos motores, tomamos contato com o mundo corpóreo e sobre ele agimos.
Pelos órgãos e faculdades mentais mantemos contato constante com o mundo espiritual, sobre o qual também atuamos.

Todas as pessoas, portanto, recebem a influência dos espíritos.
A maioria nem percebe esse intercâmbio oculto, em seu mundo íntimo, na forma de pensamentos, estados de alma, impulsos, pressentimentos etc.
Mas há pessoas em quem o intercâmbio é ostensivo.

Nelas, os fenômenos são freqüentes e marcantes, acentuados, bem característicos (psicofonia, psicografia, efeitos físicos etc.), ficando evidente uma outra individualidade, a do espírito comunicante.

A essas pessoas, Allan Kardec denomina médiuns.

Médium é uma palavra neutra (serve para os 2 gêneros), de origem latina; quer dizer medianeiro, que está no meio.

De fato o médium serve de intermediário entre o mundo físico e o espiritual, podendo ser o intérprete ou instrumento para o espírito desencarnado.

Mediunidade é a faculdade que permite sentir e transmitir a influência dos Espíritos, ensejando o intercâmbio, a comunicação, entre o mundo físico e o espiritual.
Sendo uma faculdade, é capacidade que pode ou não ser usada.
Sendo natural, manifesta-se espontaneamente, mas pode ser exercitada ou desenvolvida.
Sua eclosão não depende de lugar, idade, sexo, condição social ou filiação religiosa.

Quem apresenta perturbação é médium?

Muitas vezes, ao eclodir a mediunidade, a pessoa costuma dar sinais de sofrimento, perturbação, desequilíbrio.
Firmou-se até um conceito errado entre o povo: se uma pessoa se mostra perturbada deve ter mediunidade.

Entretanto, a mediunidade não é doença nem leva à perturbação, pois é uma faculdade natural.
Se a pessoa se perturba ante as manifestações mediúnicas é por sua falta de equilíbrio emocional e por sua ignorância do que seja a mediunidade, ou porque está sob a ação de espíritos ignorantes, sofredores ou maus.

Não se deve colocar em trabalho mediúnico quem apresente perturbações. Primeiro, é preciso ajudar a pessoa a se equilibrar psiquicamente, através de passes, vibrações e esclarecimentos doutrinários. Deve-se recomendar, também, a visita ao médico, porque a perturbação pode ter causas físicas, caso em que o tratamento será feito pela medicina.
Para o desenvolvimento da mediunidade, somente deve ser encaminhado quem esteja equilibrado e doutrinariamente esclarecido e conscientizado.

Sinais Precursores

A mediunidade geralmente fica bem caracterizada, quando:

há comprovada vidência ou audição no plano espiritual;
se dá o transe psicofônico (mediunidade falante) ou psicográfico (mediunidade escrevente);
há produção de efeitos físicos (sonoros, luminosos, deslocação de objetos) onde a pessoa se encontre.
Mas nem sempre é fácil e rápido distinguir as manifestações mediúnicas, quando em seu início, das perturbações fisiopsíquicas.

Eis alguns sinais que, se não tiverem causas orgânicas, podem indicar que a pessoa tem facilidade para a percepção de fluidos, para o desdobramento (que favorece o transe) ou que está sob a atuação de espíritos:

sensação de "presenças" invisíveis;
sono profundo demais, desmaios e síncopes inexplicáveis;
sensações ou idéias estranhas, mudanças repentinas de humor, crises de choro;
"ballonement" (sensação de inchar, dilatar) nas mãos, pés ou em todo o corpo, como resultado de desdobramento perispiritual;
adormecimento ou formigamento nos braços e pernas;
arrepios como os de frio, tremores, calor, palpitações.

Como Desenvolver a Mediunidade

Do ponto de vista espírita, desenvolver mediunidade não é apenas sentar-­se à mesa mediúnica e dar comunicações.

É apurar e disciplinar a sensibilidade espiritual, a fim de tê-la nas melhores condições possíveis de manifestação, e aprender a empregá-la dentro das melhores técnicas e visando as finalidades mais elevadas.

Esse desenvolvimento mediúnico abrange providências de natureza tríplice:

Doutrinária.
O médium precisa conhecer a Doutrina Espírita para compreender o Universo, a si mesmo e aos outros seres, como criaturas evolutivas, regidas pela lei de causa e efeito.
Atenção especial será dada à compreensão do intercâmbio mediúnico, ação do pensamento sobre os fluidos, natureza e situações dos espíritos no Além, perispírito e suas propriedades na comunicação mediúnica, tipos de mediunidade, etc.
Técnica.
Exercício prático, à luz do conhecimento espírita, para que o médium saiba distinguir os tipos dos espíritos pelos seus fluidos, como concentrar ou desconcentrar, entender o desdobramento, controlar-se nas manifestações e analisar o resultado delas, etc.
Observação: quando se inicia a prática mediúnica, pode ocorrer de os sinais precursores se intensificarem e ampliarem. Não pense o médium que seu estado piorou. É que os espíritos estão agindo sobre os centros de sua sensibilidade e preparando o campo para as atividades mediúnicas.Persevere o médium, mantendo o bom ânimo e aos poucos, com a educação de suas faculdades, as sensações ficarão bem canalizadas, não mais causando perturbações.
Moral.
É indispensável a reforma íntima para que nos libertemos de espíritos perturbadores e cheguemos a ter sintonia com os bons espíritos, dando orientação superior ao nosso trabalho mediúnico.
A orientação cristã, à luz do Espiritismo, leva-nos à vigilância, oração, boa conduta e à caridade para com o próximo, o que atrairá para nós assistência espiritual superior.


Livros consultados:
De Allan Kardec:- "O Livro dos Médiuns", 2ª parte, caps. XVII e XVIII.

De Léon Denis:- "No Invisível", caps. XXII e XXV.

Fonte: "Iniciação ao Espiritismo", Therezinha Oliveira - Ed EME
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 17 de Março de 2015, 13:57
Médiuns, mediunidade e desenvolvimento mediúnico
F. Altamir da Cunha


São muitos os candidatos ao desenvolvimento das faculdades mediúnicas, preocupados exclusivamente com as expressões fenomênicas. Acreditam que as forças espirituais são restritas ao mecanismo de forças cegas e fatais, dispensando, desta forma, a preparação e a disciplina.

É importante que estes médiuns se conscientizem da utilidade e grandeza de suas faculdades mediúnicas e se dediquem o máximo que puderem, ao estudo e à espiritualização, reservando um tempo para o recolhimento e meditação. Estas providências aperfeiçoam a visão interior e favorecem harmoniosa sintonia com a Espiritualidade, tornando-os aptos a servirem de intermediários aos bons Espíritos.

Inúmeras faculdades preciosas se corromperam por falta de cuidados indispensáveis, como os citados anteriormente; foram malbaratadas pelos interesses imediatistas, pela leviandade, pela pressa e, dessa forma, só maus frutos produziram. Um dos grandes obstáculos a um satisfatório desenvolvimento da mediunidade é a pressa, visto que a natureza não dá saltos. Léon Denis em No invisível afirma:

A boa mediunidade se forma lentamente, no estudo calmo, silencioso, recolhido, longe dos prazeres mundanos e do tumulto das paixões. Depois de um período de preparação e expectativa, o médium colhe o fruto de seus perseverantes esforços; recebe dos Espíritos elevados a consagração de suas faculdades, amadurecidas no santuário de sua alma, ao abrigo das sugestões do orgulho. Se guarda em seu coração a pureza de ato e de intenção, virá, com a assistência de seus guias, a se tornar cooperador utilíssimo na obra de regeneração que eles vêm realizando.

Mediunidade é sintonia; nossa mente estará sempre conectada às mentes que vibram na mesma faixa; por isso, as nossas companhias espirituais não serão as que nós desejamos, mas, sim, as de que nós nos fazemos merecedores segundo a lei de atração que rege o universo. É verdade que o fenômeno mediúnico em si, para manifestar-se, prescinde de disciplina e regras de conduta, mas não se pode dizer o mesmo com relação à confiabilidade das comunicações e o nível moral dos Espíritos comunicantes.

Jesus ensinou que cada um receberá de acordo com as suas obras, portanto, não podemos almejar felicidade semeando sofrimento, pedir amor espalhando ódio, desejar o intercâmbio com o plano espiritual, sem valorizar o intercâmbio na esfera do trabalho cotidiano. Para se obter um saudável intercâmbio com o plano espiritual, é antes necessário aprender a valorizar o intercâmbio com aqueles que caminham conosco no plano físico; não devemos nos candidatar às grandes tarefas antes de nos desincumbirmos das pequenas.

Como Espíritos em evolução e, especificamente, na condição de médiuns, encontraremos na vida um teste de múltiplas escolhas quanto ao caminho a seguir, mas apenas um é o mais seguro para que cresçamos e nos libertemos espiritualmente.

Jesus é o caminho, a verdade e a vida, por isso, não podemos dissociar a prática mediúnica dos princípios éticos e morais do seu Evangelho. Sem Jesus, a mediunidade se transforma em simples instrumento que possibilita a troca de informações com o plano espiritual, podendo também se transformar em fonte de perturbação e infelicidade.

Não raro, invigilantes, em vez de cultivarem as qualidades positivas das realizações com Jesus, transformando a mediunidade em escada para a sua elevação espiritual, muitos médiuns atendem a interesses menos dignos e se escravizam a cruéis obsessões.

Quem coloca a mediunidade a serviço dos interesses imediatos e da leviandade, divorciada da educação e responsabilidade, contrai débitos que exigirão reencarnações reparadoras, marcadas por arrependimento e dor.

Mediunidade é expressão do Espírito imortal; como ensinam os benfeitores espirituais, o médium que deseje aprimorá-la deverá compreender que antes precisa se aprimorar; se aspira ao desenvolvimento superior deve primeiro renunciar aos planos inferiores; se almeja o intercâmbio com os Espíritos sábios, deve crescer no conhecimento e intensificar as luzes do raciocínio; se aguarda a companhia dos santos, deve santificar-se na luta de cada dia.

Quantos médiuns desejam a companhia dos Espíritos superiores, sem realizar o esforço necessário para o auto aperfeiçoamento!  Porém, é inconcebível a integração dos Espíritos esclarecidos com as almas rigorosamente agarradas às manifestações grosseiras da existência carnal. Por isso, antes da preocupação com o desenvolvimento prematuro das faculdades psíquicas, busque cada um progredir na virtude e aprimoramento dos sentimentos; antes de desejar ser bom médium, procure ser médium bom, devotado e consciente.

Quem desejar cumprir a sua tarefa como médium e realmente desenvolver a mediunidade, coloque as expressões fenomênicas em segundo plano e valorize o seu desenvolvimento como Espírito imortal.

Referências:

DENIS, Léon. No invisível. 25. ed. 3. reimp. Brasília: FEB, 2011. pt. 1, cap. 5, Educação e função dos médiuns.
XAVIER, Francisco C. Missionários da luz. Pelo Espírito André Luiz. 45. ed. 1. imp. Brasília: FEB, 2013.
Revista Reformador de janeiro de 2014.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 17 de Março de 2015, 14:00
MEDIUNIDADE NOS ANIMAIS

A questão da mediunidade nos animais apareceu no tempo de Kardec e foi  objeto de estudos e debates na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Tanto os Espíritos,quanto Kardec e a Sociedade Espírita consideraram o assunto como sem fundamento.

            O animal pode ser considerado como o último elo da cadeia evolutiva que culmina no homem. Depois da Humanidade inicia-se um novo ciclo da evolução com a Angelitude (Reino Espiritual).  Não há descontinuidade na evolução. Tudo se encadeia no Universo, como acentuou Kardec.

            A teoria doutrinária da criação dos seres, isto é, a Ontogênese Espírita (do grego: onto é ser; logia é estudo) revela o processo evolutivo a partir do reino mineral até o reino hominal.

Léon Denis a divulgou numa sequência poética e naturalista: “A alma dorme na pedra, sonha no vegetal, agita-se no animal e acorda no homem“. Entre cada uma dessas fases existem faixas intermediárias , nas quais o ser guarda características da fase que está deixando, incorporando-se à próxima, sem que  esteja plenamente caracterizado.  Assim, a teoria espírita da evolução considera o homem como um todo formado de espírito e matéria. A própria evolução á apresentada como um processo de interação entre esses dois elementos.

Cada fase, definida num dos reinos da Natureza, caracteriza-se por condições próprias, como resultantes do desenvolvimento de potencialidades dos reinos anteriores. Só nas zonas intermediárias, que marcam a passagem de uma fase para a outra, existe misturas das características anteriores com as posteriores.

Por exemplo: entre o reino vegetal e o reino animal, há a zona dos vegetais carnívoros; entre o reino animal e o reino hominal, há a zona dos antropóides. A teoria da evolução se confirma na pesquisa científica por dados evidentes e significativos.

A caracterização específica de cada reino define as possibilidades de cada um deles e limita-os em áreas de desenvolvimento próprio. A pedra não apresenta sinais de vida,  embora em seu núcleo estrutural intensa atividade esteja  se processando nas forças de atração; o vegetal tem vida e sensibilidade, o animal acrescenta às  características da planta a mobilidade e os órgãos sensoriais específicos, com inteligência em processo de desenvolvimento. Somente no homem todas essas características dos reinos naturais se apresentam numa síntese perfeita e equilibrada, com inteligência desenvolvida, razão e pensamento contínuo e criador. Mas a mais refinada conquista da evolução, que marca o homem com o endereço do plano angélico (Reino Espiritual) é a Mediunidade. Função sem órgão, resultante de todas as funções orgânicas e psíquicas da espécie, a Mediunidade é a síntese por excelência, que consubstancia todo o processo evolutivo da Natureza. Querer atribuí-la a outras espécies que não a humana é absurdo, uma vez que mediunidade requer processo de sintonia impossível de acontecer no pensamento fragmentado do animal. Por isso, todos os que querem encontrá-la nos animais a reduzem a um sistema comum de comunicação animal, desconhecendo-lhe a essência para só encará-la através dos efeitos.

O ponto de máximo absurdo nessa teoria da mediunidade nos animais é a aceitação de “incorporação” de espíritos humanos em animais.

As comunicações mediúnicas são possíveis somente no plano humano. A Natureza emprega os processos das formas no desenvolvimento das espécies animais e no crescimento das criaturas humanas, sempre no âmbito de cada espécie e segundo as leis das lentas variações da formação dos seres. Jamais o Espiritismo admitiu os excessos de imaginação que o fariam perder de vista as regras do bom senso e a firmeza com que avança na conquista dos mais graves conhecimentos de que a Humanidade necessita para prosseguir na sua evolução moral e espiritual.

As pesquisas parapsicológicas atuais demonstram a percepção extra-sensorial  no animal que lhes permite perceber (enxergar, ouvir) vibrações de ondas não passíveis de serem captadas pelo sensório humano.

Certas faculdades dos animais são agudas como a visão na águia e no lince, a do olfato e da audição nos cães, a da direção nas aves e animais marinhos; faculdades estas desenvolvidas na medida das necessidades de sobrevivência de certas espécies.

As nossas faculdades correspondentes são menos acentuadas, porque já possuímos outros meios para aferir a realidade, usando faculdades superiores de que temos maior necessidade no campo da evolução espiritual. A percepção extra-sensorial é muito difundida no reino animal, e os espíritos incumbidos de zelar por esse reino, em certos casos podem excitar suas percepções para atender a circunstâncias especiais. Os casos de animais que se recusam a passar num trecho da estrada porque este é assombrado - segundo lendas, nada tem que ver com a mediunidade. Muitas vezes o animal se recusa porque percebeu não um espírito, mas sim a presença de uma serpente no mato. 

Na Revista Espírita, Junho de 1860, pg 179, no artigo - O Espírito e o Cãozinho - é relatado o caso de um cão que percebia a presença do Espírito de seu dono, desencarnado havia pouco. É perguntado ao Espírito do rapaz por que meios o cão o reconhece, e ele responde:

“A extrema finura dos sentidos do cão”.

Posteriormente o Espírito Charles comunica-se explicando:

“A vontade humana atinge e adverte o instinto dos animais, sobretudo dos cães, antes que algum sinal exterior o revele. Por suas fibras nervosas o cão é colocado em relação direta conosco, Espíritos, quase tanto quanto com os homens: percebe as aparições; dá-se conta da diferença existente entre elas e as coisas reais ou terrenas, e lhes tem muito medo”.

“(...) Acrescentarei que seu órgão visual é menos desenvolvido do que as suas sensações; ele vê menos do que sente; o fluido elétrico o penetra quase que habitualmente”.

Desse modo, compreendemos que o cão percebe a presença de Espíritos, não através da mediunidade, mas através da percepção peculiar acentuada e por ser, em princípio, constituído do mesmo fluido que os Espíritos.           

Outros casos comentados são as aparições de animais - fantasmas. Na Revista Espírita - Maio de 1865, pg 125 a 129, é relatada a aparição de uma cachorra chamada Mika.

Será que o princípio inteligente, que deve sobreviver nos animais como no homem, possuiria, em certo grau, a faculdade de comunicação como o Espírito humano?

Posteriormente, é recebida a seguinte comunicação de um Espírito, sobre o assunto (transcrevemos parte dela):

            “(...) Assim, a manifestação pode dar-se, mas é passageira, porque o animal para subir um degrau, necessita de um trabalho latente que aniquila, em todos, qualquer sinal exterior de vida. Esse estado é a crisálida espiritual, onde se elabora a alma, perispírito informe, não tendo nenhuma figura reprodutiva de traços (...)“.

            “(...) que o animal, seja qual for, não pode traduzir seu pensamento pela linguagem humana, suas idéias são apenas rudimentares; para ter a possibilidade de exprimir-se como faria o Espírito de um homem, ele necessitaria ter idéias, conhecimentos e um desenvolvimento que não tem, nem pode ter. Tende, pois,como certo, que nem o cão, o gato, o burro, o cavalo ou o elefante, podem manifestar-se por via mediúnica. Os Espíritos chegados ao grau da humanidade, e só eles, podem fazê-lo, e ainda em razão do seu adiantamento porque o Espírito de um selvagem não vos poderá falar como o de um homem civilizado”.

            As manifestações de fantasmas-animais não são naturalmente conscientes como as de criaturas humanas, mas são produzidas por entidades espirituais interessadas nessas demonstrações, seja para incentivar o maior respeito pelos animais na Terra, seja por motivos científicos.

            Continuando nossa análise, recorremos aos capítulos XIX e XXII de O Livro dos Médiuns e juntos, analisemos fatores que nos permitam compreender o papel dos médiuns nas comunicações, excluindo assim a possibilidade dos animais serem médiuns.

O Livro dos Médiuns,

• cap XIX - Papel dos Médiuns nas Comunicações;
• Cap XXII – Da Mediunidade nos animais, q.236

”(...) que é um Médium? É o ser, é o indivíduo que serve de traço de união aos Espíritos para que estes possam comunicar-se facilmente com os homens, Espíritos encarnados. Por conseguinte, sem médium, não há comunicações tangíveis, mentais, escritas, físicas, de qualquer natureza que seja”.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 17 de Março de 2015, 14:01
 “(...) os semelhantes agem através de seus semelhantes e como os seus semelhantes. Ora, quais são os semelhantes dos Espíritos, senão os Espíritos, encarnados ou não? (...) o vosso perispírito e o nosso procedem do mesmo meio, são de natureza idêntica, são, numa palavra, semelhantes. Possuem uma propriedade de assimilação mais ou menos desenvolvida, de magnetização mais ou menos vigorosa, que nos permite aos Espíritos e aos encarnados entrar facilmente em relação. Enfim, o que pertence especificamente aos médiuns, à essência mesma de sua individualidade, é uma afinidade especial, e ao mesmo tempo, uma força de expansão particular, que anulam neles toda possibilidade de rejeição, estabelecendo entre eles e nós, uma espécie de corrente ou fusão, que facilita as nossas comunicações. É, de resto, essa possibilidade de rejeição, própria da matéria, que se opõe ao desenvolvimento da mediunidade, na maior parte dos que não são médiuns”.

            “(. ..) o fogo que anima os irracionais, o sopro que os faz agir, mover, e falar na linguagem que lhes é própria, não tem quanto ao presente, nenhuma aptidão para se mesclar, unir, fundir com o sopro divino, a alma etérea, o Espírito em uma palavra, que anima o ser essencialmente perfectível: o homem (...)“.

            “(...) não mediunizamos diretamente nem os animais, nem a matéria inerte. Precisamos sempre do concurso consciente ou inconsciente, de um médium humano, porque precisamos da união de fluidos similares, o que não achamos nem nos animais nem na matéria bruta”.

            O Sr. T..., diz-se, magnetizou o seu cão. A que resultado chegou? Matou-o, porquanto o infeliz animal morreu, depois de haver caído numa espécie de atonia, de langor, conseqüência de sua magnetização. Com efeito, saturando de um fluido haurido numa essência superior à essência especial da  sua natureza de cão, ele o esmagou, agindo sobre ele, embora mais lentamente, à semelhança do raio. Assim, não havendo nenhuma possibilidade de assimilação entre o nosso perispírito e o envoltório fluídico dos animais, propriamente ditos, nós os esmagaríamos imediatamente ao mediunizá-los.

            "(...)sabeis que tiramos do cérebro do médium os elementos necessários para dar ao nosso pensamento a forma sensível e apreensível para vós. É com o auxílio dos seus próprios materiais que o médium traduz o nosso pensamento em linguagem vulgar. Pois bem: que elementos encontraríamos no cérebro de um animal? Haveria  ali palavras, números, letras, alguns sinais semelhantes aos que encontramos no homem, mesmo o mais ignorante? Entretanto, direis, os animais compreendem o pensamento do homem, chegam mesmo a adivinhá-lo. Sim, os animais amestrados compreendem certos pensamentos, mas já os vistes reproduzi-los? Não. Concluí, pois, que os animais não podem servir-nos de intérpretes".

Resumindo: os fenômenos mediúnicos não podem produzir-se sem o concurso consciente ou inconsciente dos médiuns, e é somente entre os encarnados, Espíritos como nós, que encontramos os que podem servir-nos de médiuns. Quanto a ensinar cães, pássaros e outros animais, para fazerem estes ou aqueles serviços, é problema vosso e não nosso. – ERASTO”

Assim concluímos ser a Mediunidade uma faculdade natural do Espírito. Querer encontrá-la nos animais significa não entender seu mecanismo, finalidade e função, ignorando-lhe a essência para só encará-la através dos efeitos. Os principais elementos que permitem o desabrochar dessa faculdade só apareceram no homem: a sensibilidade aprimorada ao extremo das possibilidades materiais, o psiquismo requintado e sutil, a afetividade elaborada aos impulsos da transcendência, a vontade dirigida por finalidades superiores, a mente racional e perquiridora , a consciência discriminadora e analítica, o juízo disciplinador e avaliador que avalia a si mesmo, a memória arquivada nas profundezas do inconsciente, o pensamento criador e dominador do espaço e do tempo, a intuição inata de Deus como o selo vivo e atuante do Criador na criatura.

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Tereza Cristina D'Alessandro
Novembro / 2002
 
Bibliografia:
1. KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo:FEESP, 1989 - Cap. XIX e XXII 2. KARDEC, Allan - O Livro dos Espíritos: ed. especial São Paulo:EME, 1997 - Cap. XI q. 592 a 613 3. KARDEC, Allan – Revista Espírita: Sobradinho-DF: EDICEL, • Junho de 1860 – O Espírito e o Cãozinho • Julho de 1861 – Papel dos médiuns nas comunicações, Erasto e Timóteo • Agosto de 1861 – Os animais médiuns, Erasto • Setembro de 1861 – Carta do Sr Mathieu sobre mediunidade das aves •Maio de 1865 – Manifestação do Espírito dos animais 4. PIRES, J. Herculano - Mediunidade: 2. ed. São Paulo: PAIDÉIA, 1992 - Cap XI, Mediunidade Zoológica
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 17 de Março de 2015, 15:18
Mediunidade - Conceito e Tipos

Mediunidade - Conceito:

Lamartine Palhano Jr. em seu "Dicionário de Filosofia Espírita", conceitua mediunidade como sendo uma faculdade inerente ao homem que permite a ele a percepção, em um grau qualquer, da influência dos Espíritos. Não constitui privilégio exclusivo de uma ou outra pessoa, pois, sendo uma possibilidade orgânica, depende de um organismo mais ou menos sensitivo.

Mediunismo:

Alexander Aksakof, em 1.890, empregou o termo mediunismo para designar o uso das faculdades mediúnicas. A prática do mediunismo não significa que haja prática de Espiritismo propriamente dito, visto que a mediunidade não é propriedade do Espiritismo.

(veja ao final, pequena biografia de Alexander Aksakof).

Mediunato:

Missão mediúnica da qual está investido um médium. Esta expressão foi criada pelos próprios Espíritos: "Deus me encarregou de desempenhar uma missão junto aos crentes a quem ele favorece com o mediunato" - Joana d’Arc (Capítulo XXXI, comunicação XII, em "O Livro dos Médiuns" de Allan Kardec.

Médium:

(Do latim: medium = meio; intermediário; medianeiro). Pessoa que pode servir de intermediário entre os Espíritos e os homens; aquele que em um grau qualquer sente a influência dos Espíritos de modo ostensivo.

Como já foi mencionado, todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos, é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, privilégio exclusivo, donde se segue que poucos são os que não possuem um rudimento dessa faculdade. Pode-se, pois, dizer que todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em que a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva.

A Predisposição Mediúnica:

A predisposição mediúnica independe do sexo, da idade e do temperamento, bem como da condição social, da raça, da cultura, da religião, da inteligência e até mesmo das qualidades morais. Todavia, quanto mais elevado for moralmente o médium, melhor instrumento este se tornará à Espiritualidade.

O Desenvolvimento da Faculdade Mediúnica:

O desenvolvimento da faculdade mediúnica depende da natureza mais ou menos expansiva do perispírito do médium e da maior ou menor facilidade da sua assimilação pelo dos Espíritos; depende, portanto, do organismo e pode ser desenvolvida quando exista o princípio; não podendo, consequentemente, quando o princípio não existe.

As relações entre os Espíritos e os médiuns se estabelecem por meio dos respectivos perispíritos, dependendo a facilidade dessas relações do grau de afinidade existente entre os dois fluidos. Alguns há que se combinam facilmente, enquanto outros se repelem, donde se segue que não basta ser médium para que uma pessoa se comunique indistintamente com todos os Espíritos.

Combinando os fluidos perispiríticos os Espíritos não só transmitem aos médiuns seus pensamentos, como também chegam a exercer sobre eles uma influência física, fazem-nos agir e falar à sua vontade. Todavia, a elevação moral do médium e seu controle sobre a faculdade que possuí impedirá que os Espíritos inferiorizados se adonem da sua faculdade e paralisem-lhe o livre arbítrio.

Podem os espíritos manifestar-se de uma infinidade de maneiras, mas não o podem senão com a condição de acharem uma pessoa apta a receber e transmitir impressões deste ou daquele gênero, segundo as aptidões que possua. Da diversidade de aptidões decorre que há diferentes espécies de médiuns.

Mediunidade – Classificação segundo seus Efeitos:

Os fenômenos dos efeitos mediúnicos podem ser de duas ordens:

– Fenômenos de Efeitos Materiais, Físicos ou Objetivos:
São os que sensibilizam diretamente os órgãos dos sentidos dos observadores. Podem se apresentar sob variadas formas, tais como:

Materialização – de objetos, de Espíritos, etc.
Transfiguração – modificação dos traços fisionômicos do próprio médium.
Levitação – erguimento de objetos e/ou pessoas, contrariando a Lei da Gravidade.
Transporte – entrada e saída de objetos de recintos hermeticamente fechados.
Bilocação ou Bicorporiedade – aparecimento do Espírito do médium desdobrado sob forma materializada, em lugar diferente ao do corpo.
Voz Direta – vozes dos Espíritos que soam pelo ambiente, independentemente do médium (em termos), através de uma garganta ectoplasmática. Vide ao final significado de ectoplasma.
Escrita Direta – Palavras, frases, mensagens, escritas sem a utilização da mão do médium.
Tiptologia – Sinais por pancadas formando palavras e frases inteligentes.
Sematologia – Movimento de objetos sem contato físico, traduzindo uma vontade, um sentimento, etc.

Fenômenos de Efeitos Intelectuais ou Subjetivos:

São os que ocorrem na esfera subjetiva, não ferindo os cinco sentidos, senão a racionalidade e o intelecto. Podem se apresentar das seguintes formas:

Intuição – Uma modalidade de telepatia, quando a transmissão do pensamento se dá por meio do Espírito do médium, ou melhor de sua alma. Ela recebe o pensamento do Espírito que se manifesta e o transmite. Nessa situação o médium tem consciência do que fala ou escreve, embora não exprima o seu próprio pensamento.
Vidência – Faculdade anímica ou mediúnica que permite a uma pessoa perceber imagens da vida espiritual, e mesmo da vida corpórea, independentemente do tempo e da distância.
Audiência – Da mesma forma, faculdade anímica ou mediúnica que permite a uma pessoa escutar os sons do mundo espiritual.
Desdobramento – Estado no qual o Espírito do percipiente desloca-se e vai até outros lugares, distantes ou não, fora da dimensão tempo/espaço, e descreve o que vê e o que faz.
Psicometria – Faculdade que tem o médium de estabelecer contato com toda a vida psíquica de alguém, coisa ou ambiente, podendo perscrutar o passado, o presente e o futuro, bastando para isso que entre em contato com o nome ou um objeto relacionado.
Psicografia – É a escrita sob a influência dos Espíritos. Os Espíritos escrevem, impulsionando a mão do médium, seja por uma forte intuição, por um controle parcial do centro motor e com ciência do médium ou por uma ação mecânica absoluta.
Psicofonia – Fenômeno mediúnico que, associado ou não a outras modalidades da mediunidade, possibilita a um Espírito falar através do aparelho fonador do médium.

À generalidade destes dois últimos tipos de fenômenos intelectuais (psicografia e psicofonia) tem-se denominado vulgarmente de "Incorporação Mediúnica". Ressalte-se, todavia, que não ocorre a "introdução" do Espírito no corpo do médium, mas, sim, uma associação de seus fluidos com os do médium, resultantes das faixas vibratórias em que se encontrem e que pela lei de sintonia e da assimilação se identificam formando um complexo - Emissor - (Espírito – desencarnado) e Receptor (médium).
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 17 de Março de 2015, 15:22
Classificação dos Médiuns:

Inicialmente, podemos classificar os médiuns em:
Médiuns Facultativos ou Voluntários
Médiuns Naturais ou Involuntários

 

– Médiuns Facultativos ou Voluntários:
Só se encontram entre pessoas que tem conhecimento mais ou menos completo dos meios de comunicação com os Espíritos, o que lhes possibilita servir-se, por vontade própria, de suas faculdades. Não que realizem quando queiram os fenômenos, pois sem a vontade do Espírito que se irá comunicar nada conseguirão, porém, são senhores da faculdade que possuem, não permitindo que se dêem comunicações extemporâneas e em momentos impróprios. Sabem que possuem a faculdade e se predispõem ao intercâmbio com o mundo dos Espíritos.

– Médiuns Naturais ou Involuntários:
Também denominados "Inconscientes", pelo Codificador, por não terem consciência da faculdade que possuem. São aqueles cuja influência se exerce a seu mau grado. Existem entre as pessoas que nenhuma idéia fazem do Espiritismo, e nem dos Espíritos, até mesmo entre as mais incrédulas e que servem de instrumento, sem o saberem e sem o quererem. .

Os fenômenos espíritas de todos os gêneros podem operar-se por influência destes últimos, que sempre existiram, em todas as épocas e no seio de todos os povos. A ignorância e a credulidade lhe atribuíram um poder sobrenatural e, conforme os tempos e os lugares, fizeram deles santos, feiticeiros, loucos ou visionários. O Espiritismo mostra que com eles, apenas se dá a manifestação espontânea de uma faculdade natural.

Classificação Geral dos Médiuns:

Médiuns de Efeito Físicos - São os mais aptos, especialmente, à produção de fenômenos materiais, como movimentos de corpos inertes, os ruídos, a deslocação, o levantamento e a translação de objetos, etc. Sempre neste fenômenos há o concurso voluntário ou involuntário de médiuns dotados de faculdades especiais.
Médiuns Sensitivos ou Impressivos - São pessoas suscetíveis de pressentir a presença dos Espíritos, por impressão vaga, como ligeiro atrito em todos os membros, fato que não logram explicar. Tal sutileza pode essa faculdade adquirir; que aquele que a possui reconhece, pela impressão que experimenta, não só a natureza, boa ou má, do Espírito que lhe está ao lado, mas também a sua individualidade.
Médiuns Audientes - São médiuns que ouvem os Espíritos. Algumas vezes é como se escutassem uma voz interna que lhes ressoasse no foro íntimo; doutras vezes, é uma voz exterior, clara e distinta como a de uma pessoa viva.
Médiuns Psicofônicos ou Falantes - É a faculdade que permite aos Espíritos, utilizando os órgãos vocais do encarnado, transmitirem a palavra audível a todos que presentes se encontrem.

É a faculdade mais freqüente em nosso movimento e possibilita o intercâmbio com o mundo extracorpóreo.

É através dela que os desencarnados narram, quando podem/desejam, os seus aflitivos problemas, recebendo dos orientadores, em nome da fraternidade cristã, a palavra do esclarecimento e da consolação.

O pensamento do Espírito antes de chegar ao cérebro físico do médium, passa pelo cérebro perispirítico, resultando disso a propriedade que tem o medianeiro, "em tese" de fazer ou não fazer o que a entidade pretende.

Também os Mentores Espirituais, Espíritos trabalhadores da grande Seara do Pai, utilizam esta possibilidade de intercâmbio para esclarecerem, orientarem, confirmando a continuidade do labor nas duas esferas da vida.

Obs: - Os médiuns falantes, de maneira geral são intuitivos ou conscientes, sendo o intérprete ou mensageiro. O estilo, o vocabulário, a construção das frases são suas, mas a idéia é do Espirito.

Os médiuns psicofônicos semiconscientes conservam o estilo e a idéia do Espírito que se comunica e nos, psicofônicos inconscientes, geralmente se exprime sem ter consciência do que diz e muitas vezes diz coisas completamente estranhas às suas idéias habituais, aos seus conhecimentos e, até, fora do alcance de sua inteligência. Embora se ache perfeitamente acordado e em estado normal, raramente guarda lembrança do que diz.

Médiuns Videntes - São dotados da faculdade de ver os Espíritos. Alguns gozam dessa faculdade em estado normal, quando perfeitamente acordados e conservam lembrança precisa do que viram. Outros só a possuem em estado sonambúlico, ou próximo do sonambulismo. É raro esta faculdade permanecer por muito tempo; quase sempre é efeito de uma crise passageira.
Médiuns Sonambúlicos - Nesta ordem, são duas as categorias de fenômenos que freqüentemente se acham reunidos:
a) Quando o sonâmbulo age sob a influência do seu próprio Espírito; é sua alma que, nos momentos e emancipação, vê, ouve e percebe, fora dos limites dos sentidos. O que ele externa tira-o de si mesmo; são idéias suas, em geral, mais justas do que no estado normal, seus conhecimentos estão mais dilatados, porque tem livre a alma.

b) Como médium, ao contrário, é instrumento de uma inteligência estranha; é passivo e o que diz não vem de si. O médium sonambúlico, em estado de emancipação da alma pode facultar a comunicação. Muitos sonâmbulos vêem perfeitamente os Espíritos e os descrevem com tanta precisão, como médiuns videntes. Podem confabular com eles e transmitir-nos seus pensamentos. O que dizem, fora do âmbito de seus conhecimentos pessoais, lhes é com freqüência sugerido por outros Espíritos.

Médiuns Curadores - Este gênero de mediunidade consiste, principalmente, no dom que possuem certas pessoas de curar pelo simples toque, pelo olhar, mesmo por um gesto, sem o concurso de qualquer medicação. Exemplo maior Jesus. Geralmente a faculdade é espontânea e, embora haja a utilização do fluido magnético, alguns médiuns curadores jamais ouviram falar do magnetismo. Ex: - benzedeiras.
Médiuns Pneumatógrafos - Dá-se este nome aos médiuns que têm aptidão para obter a escrita direta. Esta faculdade é bastante rara. Desenvolve-se pelo exercício; mas sem utilidade prática. Se limita a uma comprovação patente da intervenção de uma força oculta nas manifestações.
Médiuns Escreventes ou Psicógrafos – São os médiuns aptos a receber a comunicação dos Espíritos através da escrita. Como afirma Allan Kardec, "de todos os meios de comunicação, a escrita manual é o mais simples, o mais cômodo e, sobretudo o mais completo". Para eles devem tender todos os esforços, porquanto permite se estabeleçam, com os Espíritos, relações tão continuadas e regulares, como as que existem entre nós. Deve ser desenvolvido com muita responsabilidade pois é através dessa faculdade que os Espíritos revelam melhor sua natureza e o grau do seu aperfeiçoamento, ou a sua inferioridade. Para o médium, a faculdade de escrever é, além disso, a mais suscetível de desenvolver-se pelo exercício e proporciona a todos um exame acurado e minucioso da mensagem recebida.

Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 17 de Março de 2015, 15:23
Os médiuns psicógrafos podem ser classificados em:

a) Médiuns Mecânicos – O Espírito atua diretamente sobre a mão do médium, impulsionando-a. O que caracteriza este gênero de mediunidade é a inconsciência absoluta, por parte do médium, do que sua mão escreve. Ela se move sem interrupção, enquanto o Espírito tem alguma coisa que dizer, e para, assim que ele acaba. Neste tipo de mensagem, a escrita vem antes do pensamento.

b) Médiuns Intuitivos – Neste caso, o Espírito não atua sobre a mão para movê-la, mas, atua sobre a alma do médium, identificando-se com ela e imprimindo-lhe sua vontade e suas idéias. A alma recebe o pensamento do Espírito comunicante e o transcreve. Nesta situação, o médium escreve voluntariamente e tem consciência do que escreve, embora não grafe seus próprios pensamentos. Podemos dizer, que nestes casos, o pensamento vem antes da escrita.

C) Médiuns Semimecânicos – Também denominados Semi-intuitivos. Eles sentem que, à sua mão uma impulsão é dada, mau grado seu, mas, ao mesmo tempo, têm consciência do que escrevem, à medida que as palavras se formam. Neste casos, o pensamento acompanha as palavras.

Médiuns Polígrafos – São aqueles cuja escrita se modifica em decorrência do Espírito que se comunica, ou que são aptos a reproduzir a escrita que o Espírito tinha em vida.
Médiuns Iletrados – Os que escrevem como médiuns, sem saber ler, nem escrever, no estado ordinário. Muito raros; mais que os anteriores.
Médiuns Poliglotas ou Xenoglotas – São aqueles que escreve ou falam, sob a influência dos Espíritos, em idiomas que lhe são desconhecidos.
 
Ä Biografia/definições:
Alexander N. Aksakof –
Nascido em Repievka (Rússia) em 27 de maio de 1.832, desencarnou em S. Petersburgo (Leningrado), a 04 de janeiro de 1.903.
Foi membro da nobreza russa, doutor em Filosofia e Conselheiro de Alexandre III, Czar de todas as Rússias.
Doutor, foi lente da Academia de Leipzig, na Alemanha.
Empenhou-se no campo da investigação psíquica, foi diretor do jornal "Psychische Studien", de Leipzig (Alemanha).

Publicou a sua obra mais significativa "Animismo e Espiritismo".
Participou da investigação mediúnica junto a diversos médiuns do século passado e de muitos outros pesquisadores de renome.
Sua contribuição ao Movimento Espírita Mundial foi enorme e, até hoje, seus trabalhos são citados pelos muitos pesquisadores que se aventuram pelo campo do psiquismo.

Ectoplasma –
(do grego: ektós – movimento para fora; plasma – obra modelável). Substância que emana do corpo de um médium capaz de produzir fenômenos de efeitos físicos ou materializações. Trata-se de uma exalação fluídica, sensível ao pensamento, visível ou invisível, plástica, inodora, insípida, originalmente incolor.


Bibliografia:
O Livro dos Médiuns – Allan Kardec – Segunda Parte, capítulos II, III, IV, V, IX, X, XI, XII, XIII e XV.
No Invisível – Léon Denis – capítulos XVI à XVIII.
O Fenômeno Espírita – Gabriel Delanne – Segunda parte, capítulo I.
Estudando a Mediunidade - Martins Peralva.
Apostila do COEM – Centro de Orientação e Educação Mediúnica – do Centro Espírita Luz Eterna – Primeira, Segunda e Quarta Sessões Teóricas – Mediunidade – Conceito – Classificação e Dos Médiuns.
Dicionário de Filosofia Espírita – Lamartine Palhano Jr.

FONTE: http://sef.feparana.com.br/apost/unid18.htm
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 17 de Março de 2015, 15:29
"Para conhecer as coisas do mundo visível e descobrir os segredos da Natureza material,
outorgou Deus ao homem a vista corpórea, os sentidos e instrumentos especiais. (...)
Para penetrar no mundo invisível, deu-lhe a mediunidade”.
 
ALLAN KARDEC (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 28, item 9).
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 17 de Março de 2015, 18:51
Moisés,

....

Pelo que me parece você trabalha numa Casa Espírita e não sei qual é sua função lá. Então vou falar por mim que sou dirigente de trabalho mediúnico da Casa que frequento. Se você for dirigente de trabalho ou doutrinador, me informe se com você não ocorre o mesmo. Durante todo o trabalho de atendimento aos Espíritos e aos encarnados que participam de nossas sessões eu me sinto plenamente mediunizado. Porém, não me sinto privado de nenhum de meus sentidos. Pelo contrário, para alguns sentidos físicos, sinto-os exaltados (olfato e audição, por exemplo).


Bom!

Olá kazaoka

Há mais ou menos uns 15 anos estou neste Grupo que frequento...em Diadema / SP
Conheço poucas Casas Espíritas...digo que já em umas quatro ...não mais que isso.
Frequentei uma outra em São Bernardo, em dois períodos de quatro anos cada, depois abdiquei-me e passei a frequentar somente este Grupo que estou hoje, não é uma "Casa" bem formatada...mas um grupo de cresceu...e cá estou....
No Início da busca frequentei por mais de um ano a FEESP...por razões de distância ...deixei de ir.

Bom!
Trabalho na Câmara Mediúnica...atuamos com desobsessões e também temos palestras e sala para aplicação de passes...além da sala das Crianças
Realmente é como você colocou
e a expressão; "Mediunizado "
creio que cai muito bem
pois é assim também que me sinto...
Tudo fica aguçado...e torna-se bem trabalhoso e exige uma aplicação com bastante cuidado...
Sinto-me outra pessoa...
Tudo é gratificante
De repente as coisas se transformam....e uma ação quase que plena toma conta de tudo
O Conjunto das pessoas apresentam-se em harmonia curiosa
e de um início , com característica de turbulento, ao menos na aparência,
vai-se realizando com um desfecho peculiar para cada ação, para cada pessoa, para cada caso

Bem oportuna esta sua colocação
e bastante instrutiva para aqueles que estão lendo
 
Te agradeço a participação
E procurarei reduzir um pouco os artigos
e vou tentar postar
algo com a característica do cotidiano das atividades
que participo

Pois penso atender aos que leem
para familiarizarmos as ocorrências
e expor uma abrangência das atividades mediúnicas
e as responsabilidades precisas  de quem a elas se envolvem.

Abraços
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: macili em 19 de Março de 2015, 17:04
Olá Amigos,

Tema enriquecedor e muito importante para todos nós.
A pedido do nosso Irmão Antonio Renato, repasso uma msg que coloquei em Meditação, a qual ele achou ser adequada ao estudo.
Abraços fraternos,
Macili



Uma ponte entre os dois mundos



Todo ser humano é médium. Este é um consenso integralmente aceito pelo movimento espírita, embora tenhamos que convir que existem graus diferentes de mediunidade, mas nenhuma pessoa está destituída de rudimentos das faculdades mediúnicas.

Allan Kardec ao escrever sobre este assunto afirmou que usualmente essa qualificação se aplica somente aos que possuem uma faculdade mediúnica bem caracterizada, que se traduz por efeitos patentes de certa intensidade.

Numa linguagem mais simples e direta isto quer dizer que embora todas as pessoas possuam mediunidade, não são todas que irão ver, ouvir ou sentir a presença de espíritos, muito menos escrever ou falar por impulsão dos desencarnados.

A mediunidade é uma ponte que liga o mundo material ao mundo espiritual. Conan Doyle, ao escrever a História do Espiritismo, no capítulo referente às manifestações de Hydesville, afirmou que o espírito Charles B. Rosma abriu uma passagem entre os dois mundos e os anjos se precipitaram por ela.

Entre muitas das suas utilidades e aplicações, a mediunidade consola, esclarece, cura, reequilibra. Por essa ponte os espíritos transitam de lá para cá, em busca dos seus amores, das suas esperanças, ou como agentes curadores onde a misericórdia divina se manifesta.

Pode ocorrer, também, que espíritos vingativos, maldosos, ruins utilizem essa ponte para perseguir seus desafetos, mas compete ao homem, nesta extremidade, ampará-los, esclarecê-los, evangelizá-los.

Somos médiuns e de repente ficamos a pensar: Quem sou eu para ser médium? Quem sou eu para realizar tal ou tal tarefa? E o necessitado, angustiado, triste, desequilibrado fica a esperar a nossa boa vontade, e nos ausentamos da tarefa.

 Se olharmos a fisionomia angustiada do obsedado, ou o rosto macerado de um pai ou mãe que vê o filho debater-se nas malhas da obsessão, certamente abençoaríamos a assistência mediúnica que alguém nos oferecesse. Como abençoaríamos as mãos que se estendessem num passe reconfortador em nosso benefício, em socorro às nossas enfermidades, e certamente abençoaríamos os lábios que erguessem uma prece em nosso favor.

Não deixe que escrúpulos exagerados estiolem sua capacidade de servir. Exerça as suas faculdades mediúnicas com muito amor. Porém, por mais bela que seja a sua mediunidade, não dispense nunca o estudo que esclarece e equilibra. O melhor médium é aquele que mais se aplica ao estudo e vivencia aquilo que aprende.



por Amilcar Del Chiaro Filho, de Guarulhos, SP.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: macili em 19 de Março de 2015, 17:54
Olá Moisés...

Compartilho texto retirado do livro " Espíritos Decaídos Materializados ", por Paulo Cesar Fructuoso – Educandário Social Lar de Frei Luiz, que aborda a Mediunidade através do fenômeno de Materializações e Efeitos Físicos... Ectoplasma, que achei muito interessante.

*

Materializações e Efeitos Físicos

No livro A Face Oculta da Medicina, defino a materialização de um espírito como corporificação de um ser que, vivente em outro plano vibratório ou dimensional, adquire durante alguns momentos formas físicas completas ou incompletas capazes de efetivamente impressionarem nossos sentidos. A base energética absolutamente necessária à densificação do corpo etéreo da entidade até sua manifestação direta em nosso meio é fornecida, principalmente, por um sensitivo classificado por Kardec como “médium de efeitos físicos”, indivíduo este particularmente apto a produzir fenômenos materiais como o movimento de corpos inertes e ruídos, entre outros, quando em estado de transe mediúnico ou mesmo em estado de alerta. Tal fluido energético recebe o nome de ectoplasma, sendo inerente a todo ser vivo. Admite-se que alguma constituição genética ainda desconhecida e aparentemente muito rara facilite a exteriorização em alguns humanos dessa força, passível de ser manipulada por inteligências extrafísicas tanto na sua própria materialização como na de outras entidades.

Embora o termo “ectoplasma”, cunhado pelo Prêmio Nobel de Medicina Charles Richet para descrever as nuvens de substância esbranquiçada que se exalavam do corpo das médiuns Eusápia Paladino e Eva Carrière, esta mesma designação é também utilizada em biologia para se referir à parte do citoplasma celular mais próxima à membrana citoplasmática. Aliás, o citoplasma de nossas células é apontado em algumas obras psicografadas como uma das fontes orgânicas do fluido, cujo conhecimento completo ainda demanda muita investigação. Algumas evidências históricas sugerem que o ectoplasma já era conhecido pelos chamados iniciados, entre esses Paracelso, que no século XVI chamou-o de mysterium mgnum, assim como há indícios de que a substância em si mesmo foi descrita por Thomas Vaughan ainda na Idade Média.


Características do Ectoplasma

Muitos estudiosos do passado estudaram profundamente os sensitivos produtores da excrescência, concluindo, apesar da resistência oferecida pela comunidade científica, pela veracidade da sua existência. Com base em experimentos e observações, importantes investigadores conseguiram catalogar algumas características do intrigante fluido. Assim pôde-se verificar que se trata de uma substância de natureza filamentosa ou fibrosa que, quando visível, pode-se apresentar com colaração branca, cinzenta ou negra, com a primeira sendo a mais comum. Sua visibilidade é variável, principalmente em decorrência de uma frequente luminescência mais ou menos intensa, luminosidade essa que aparentemente guarda relação com o estado psíquico do médium e com o padrão mental dos que o assistem. Acredito que tal luminescência guarde relações estreitas com o fenômeno natural denominado fotobiogênese, observado em alguns seres vivos como determinados peixes abissais e pirilampos. Outra possibilidade seria a de que tais descargas eletromagnéticas luminosas possuam algum parentesco com os biofótons, partículas de luz descobertas pelo biofísico alemão Fritz Albert Popp, produzidas por todas as células vivas, principalmente pelos neurônios, e que seriam os verdadeiros responsáveis pela interação e comunicação intercelular. O ectoplasma geralmente é inodoro, embora possa ocasionalmente, desprender um odor particular difícil de ser descrito, já tendo sido comparado com o aroma do ozônio. Por vezes é frio e úmido; em outras viscoso e semilíquido, e raramente seco e duro. É possível senti-lo ao tato, sendo descrito pelos que o conseguiram tocá-lo como semelhante à teia de aranha. Dilata-se e contrai-se de forma fácil e suave. Uma leve corrente de ar é suficiente para movê-lo como uma neblina sobre o corpo do médium; outras vezes seu movimento é súbito e rápido. Ao que tudo indica, essa mobilidade pode chegar aos extremos, pois é capaz de aparecer e desaparecer com a rapidez de um relâmpago.

Uma das suas mais evidentes sensibilidades é no tocante à luz, seja ela artificial ou natural. Fenômeno esse curioso, pois o ectoplasma não demonstra alterações diante das luminescências, por vezes intensas, que emanam dos espíritos materializados durante as reuniões que participo no Lar de Frei Luiz. Tal fato me leva a crer que essas radiações luminosas são de natureza diferente das que conhecemos. Na cabine mediúnica onde se encontra o sensitivo em transe, a escuridão deve ser sempre total, sob pena de sérios riscos à saúde do médium caso essa regra seja violada.

Guimarães de Andrade sugere que a ação desagregadora sobre o ectoplasma causada pelas radiações luminosas estaria relacionada com o efeito fotoelétrico promovido pela luz branca. Como os raios infravermelhos componentes do espectro luminoso são os que possuem os fótons com menor energia, promoveriam em decorrência alterações menos intensas sobre as moléculas ectoplasmáticas. A aglomeração dessas mesmas estruturas seria mais fácil na ausência da luz visível e, uma vez com sua estrutura bem consolidada, o ectoplasma poderia ser manipulado pelos espíritos, que o agregariam ao seu envoltório perispiritual tornando possível sua materialização no nosso meio.

Apesar de todas essas observações sobre a ação obstrutiva da luz sobre os fenômenos ditos ectoplasmáticos, a história científica do Espiritismo reúne alguns médiuns, como Mme. D’Espérance, Eva Carrière e Cármine Mirabelli, notáveis por proporcionar efeitos físicos, incluindo as materializações, em plena luz e até mesmo sob a luz solar. Tais informações realçam ainda mais o oceano de ignorância que nos rodeia no que concerne à natureza dessa misteriosa energia.


Classificação do Ectoplasma

Na obra de André Luiz, Nos Domínios da Mediunidade, o instrutor Áulus descreve o ectoplasma utilizado nas manifestações físicas como composto por três formas de elementos essenciais, a saber: fluido do tipo A, representando as forças superiores e sutis da esfera espiritual; fluido do tipo B, oriundo do médium e dos companheiros que o assistem; e fluido do tipo C, constituindo as energias tomadas à natureza terrestre. O primeiro grupo reúne os fluidos mais puros, enquanto os do tipo C são os de mais dócil manipulação. O problema está com os elementos do grupo B, que são os predominantes em uma reunião para materializações de espíritos. Como o ectoplasma é sensível à própria força mental, seja a do próprio médium como a dos componentes da assistência, qualquer distonia de pensamentos oriunda dos presentes ou do sensitivo pode promover desarmonias mais ou menos profundas na sutil energia fluídica em voga durante tais encontros. Os mentores do plano espiritual descrevem a formação do ambiente do que denominam “toxinas psíquicas”, capazes de impregnar a atmosfera fluídica do recinto a ponto de impedir as emissões ectoplasmáticas emergentes do aparelho mediúnico. O perigo maior é representado pela interferência de entidades mal intencionadas, inconformadas com a evolução inexorável das revelações medianímicas portadoras das verdades dos outros planos de existência. Sabedoras de que o aprimoramento moral da humanidade pelo conhecimento restringirá sua ação maléfica sobre o planeta, tudo fazem para impedir a redenção daqueles que consideram seus escravos por direito. E não nos iludamos. Muitos desses espíritos decaídos conhecem a fundo a ciência da ectoplasmia, que em verdade é uma forma de energia neutra como todas as demais e, assim sendo, é passível de ser usada tanto para promover o bem como o mal. Ao longo deste livro relato vários episódios desagradáveis testemunhados por mim e pelos demais componentes da assistência aos médiuns de efeitos físicos, ocorridos durante as reuniões de materializações no Lar de Frei Luiz, devido ao descuido mental por parte dos presentes, o que permitiu a penetração e interferência desses espíritos perversos, advindo daí sérias consequências à saúde dos sensitivos doadores do plasma energético.

Para a completa segurança do médium, precauções rígidas são exigidas a todos os participantes de tais sessões. São proibidas as roupas confeccionadas com fibras sintéticas porque estas dificultam a exteriorização dos filetes ectoplasmáticos pelos poros cutâneos dos presentes. Todos são doadores de energia. A ingestão de carne deve ser evitada pelo menos por 72 horas, pois os miasmas negativos causados pela morte violenta do animal impregnam sua vísceras e contaminam assim o ectoplasma do carnívoro. Um notável exceção, no entanto, é permitida: a carne de peixe. Tal fato sempre me intrigou. Afinal de contas, o peixe também é um ser vivo que, retirado de seu habitat, é morto com violência. Não estaria a sua carne também contaminada pelas impurezas causadas por seu sofrimento? Duas razões para a permissão me foram apresentadas pelo Presidente quando por mim questionado. A carne de peixe é rica em compostos fosforados, que podem ser utilizados pelas entidades na energização das irradiações eletromagnéticas luminescentes aplicadas sobre os enfermos; e a segunda seria a que os peixes apresentam um perispírito coletivo, e não individual, como os animais de sangue quente. Essa pode ser uma das razões que explicaria a mudança de rumo repentina na direção de todo um cardume quando a água em que nadam seus integrantes é golpeada. A separação de um dos componentes do conjunto, embora não seja isenta da geração de miasmas negativos, estes seriam bem menos intensos e nocivos do que os observados em animais com envoltórios energéticos individuais.


[ continua ]

Título: Re: Mediunidade
Enviado por: macili em 19 de Março de 2015, 18:18
Olá Amigos...

Dando continuação ao texto anterior...


Materializações propriamente ditas


A materialização de um espírito propriamente dita é, portanto, a densificação do corpo de um ser que, vivente em outra dimensão mais sutil que a nossa, e assim sendo incapaz de impressionar nossos sentidos, consegue, por mecanismos naturais energéticos pouco conhecidos, constituir um equipamento físico em tudo semelhante ao dos humanos, que o permite, durante alguns momentos, interagir com o meio em que vivemos. Em outras palavras, um espírito, quando materializado, pode ser visto, ouvido e tocado por qualquer pessoa e, caso exale algum odor, será passível de ser captado por nosso órgão olfativo.

Até onde se sabe, essas ocorrências, extremamente raras, só são possíveis mediante a presença de um médium de efeitos físicos doador do fluido energético ectoplasmático próximo ao local da materialização. Podemos classificar o fenômeno como maravilhoso, mas não miraculoso, pois milagres não existem. Zimmermann cita à página 553 do seu livro, Teoria da Mediunidade, um trecho escrito por Charles Richet que bem define a perplexidade de quem testemunha o fato:


É um ser humano ou matéria viva, formada sob nossos olhos, que tem seu próprio calor, aparentemente uma circulação sanguínea, uma respiração fisiológica e também um tipo de personalidade psíquica com uma vontade distinta da do médium. Numa palavra, é outro ser humano! Esse é certamente o clímax das maravilhas!


O processo da materialização de um espírito nos parece extremamente complexo, e até, onde entendemos, envolve numerosa equipe de técnicos de variadas especialidades, altamente capacitados. A vontade do espírito, conjugada aos esforços dos operadores extrafísicos que o assistem, promove a aglutinação das moléculas ectoplasmáticas oriundas do médium, da assistência e da natureza, sobre o envoltório semimaterial da entidade, denominado perispírito. À medida que a concentração do fluido aumenta, mais visível e tangível vai se tornando o espírito materializante, até se tornar absolutamente integrado ao nosso meio. Quase sempre se apresenta coberto por mantos de tecido alvíssimo que deixam transparecer apenas seus olhos, mas quando a ambiência mental proporcionada pelos presentes alcança níveis favoráveis, a corporificação adquire padrões de sublimidade, podendo-se vislumbrar todo o semblante da entidade.

No grupo de Frei Luiz tais reuniões contam-se hoje aos milhares, com várias entidades se deixando fotografar completamente corporificadas, atestando, indubitavelmente, a sobrevivência da alma sobre a morte do corpo físico. A materialização de um ser espiritual obedece a leis rígidas e inflexíveis, sendo supervisionadas por entidades de alta hierarquia que só as permitem com objetivos elevados, principalmente o atendimento de enfermos graves para os quais a medicina terrena pouco tem a oferecer. Neste particular, os enfermos portadores de câncer compõem o grupo de vanguarda, recebendo o auxílio de médicos desencarnados que se manifestam corporificados em nosso mundo, munidos de artefatos terapêuticos de potência energética desconhecida, cuja luminescência fazem incidir sobre os corpos dos enfermos conduzidos aos leitos de tratamento.

Não tenho dúvidas em afirmar, após mais de trinta anos de acompanhamento permanente dessas atividades e vários colóquios com esses esculápios do outro mundo, que a Medicina muito se beneficiará com a pesquisa e compreensão desses fenômenos ditos erroneamente paranormais, e encontrará neles um manancial inesgotável de preciosos recursos a serem aplicados em inúmeros pacientes portadores de doenças físicas e psíquicas, capazes de reduzir drasticamente o contingente dos considerados hoje incuráveis.[...]


Efeitos Físicos Inteligentes

Numerosos nomes da ciência se interessaram ao longo da história pela pesquisa dos efeitos físicos ectoplasmáticos, e muitos deles inteiramente céticos. Mesmo nos dias atuais, sábios renomados examinam, analisam, buscam, estudam, criam teorias e, ao final, todos os verdadeiramente honestos se curvam ante as evidências. Os fenômenos são produzidos por entidades inteligentes que se dizem espíritos dos mortos e aparentemente não há como desmenti-los. Muitas páginas poderiam ser preenchidas com o relato das variadas experiências desenvolvidas para testar e comprovar essas manifestações, e numerosas obras existem para satisfazer a curiosidade de todos. Em atenção aos poucos afeitos aos aspectos científicos da Doutrina Espírita, entrego uma das mais maravilhosas descrições sobre as ocorrências psíquicas e seus efeitos físicos inteligentes dentre as centenas que tive a grata oportunidade de estudar.

A página está impressa no livro Choses de L'Autre Monde", em uma época em que as comunicações adotavam o curioso método da escrita automática de canetas ou lápis presos a um dos pés de pequenas mesas, que eram colocadas sobre mesas maiores em torno das quais sentavam-se os pesquisadores e o médium. Uma folha de papel era colocada sobre o tampo da mesa maior. Após alguns minutos de concentração, a mesa menor "levitava" completamente (melhor dizendo, era erguida por bastões de ectoplasma dirigidos por inteligências invisíveis aos presentes), ou levantava apenas uma das pernas onde estava presa a caneta e respondia em escrita sobre o papel as perguntas que lhe eram formuladas.

Vejamos o que iz Eugène Nus sobre o ocorrido em uma dessas sessões.


Nossa tripeça não se embaraçava com tão pouca coisa. Desafio todas as academias literárias a formularem rapidamente, instantaneamente, sem preparativos e sem reflexão alguma, definições circunscritas em doze palavras, tão completas e, muitas vezes tão elegantes, com as improvisadas pela nossa mesa, à qual no máximo concedíamos, e a muito custo, a faculdade de formar uma palavra composta por um traço de união.


Eis algumas dessas definições traduzidas do francês, seu idioma original, e no qual de forma surpreendente a simetria de 12 palavras exigida está rigorosamente respeitada.

Infinito:
Abstração puramente ideal, acima e abaixo do que é concebido pelos sentidos.

Física:
Conhecimento das forças materiais que produzem a vida e o organismo dos mundos.

Química
Estudo das diversas propriedades da matéria no estado simples e composto.

Matemática
Propriedade das forças e dos números imanentes da ordem universal.

Harmonia
Equilíbrio perfeito do todo com as partes e das partes entre si.

Teologia
Dissertação dos dogmas fundamentais nos quais repousa a concepção de uma religião humana.

Força Divina
Força universal que liga os mundos e abraça todas as outras forças.

Coração
Espontaneidade do sentimento nos nossos atos, nas ideias e em sua expressão.

Espírito
Suntuosidade de pensamento. Galanteria harmoniosa das relações, das comparações e das analogias.

Imaginação
Fonte dos desejos, idealização do real por um justo sentimento de belo.


Acredito que a beleza do que acaba de ser lido dispensa comentários. O método logo foi substituído pela escrita automática, já que rapidamente ficou evidente que o pé da mesa poderia ser substituído com inúmeras vantagens e conforto pela mão do médium.


[ continua ]

Título: Re: Mediunidade
Enviado por: macili em 19 de Março de 2015, 18:49
Olá a todos...

Dando continuidade ao tópico do livro...

*

William Crookes

Dentre os eminentes e notáveis cientistas que se entregaram aos estudos e às pesquisas dos fenômenos físicos mediúnicos, o que mais me impressionou foi William Crookes. Trata-se de um dos maiores nomes da história da ciência, responsável por inúmeras contribuições que o tornam eterno merecedor da gratidão humana e dentre as quais destacamos a descoberta do elemento químico Tálio e a do estado radiante da matéria, entrevista por Faraday.

A disposição com que Crookes se aventurou no desconhecido terreno da fenomenologia psíquica foi digna de um verdadeiro sábio que toma todas as precauções imagináveis contra o erro ou a fraude.

Em um artigo publicado em julho de 1870, no Quartely Review, órgão da Academia de Ciências da Inglaterra, Crookes escreveu as seguintes linhas:


O espiritualista fala de corpos pesando 50 ou 100 libras que são elevados no ar sem intervenção de forças conhecidas, mas o químico está acostumado a fazer uso de uma balança sensível a um peso tão diminuto que seriam necessários dez mil deles para pesar um grão (aproximadamente cinco centigramas). É, por conseguinte, bem fundado pedir-se a esse poder, que se diz guiado por uma inteligência e eleva até o teto um corpo pesado, faça mover, em condições determinadas, esta balança tão delicadamente equilibrada.

O espiritualista fal de pancadas em diferentes partes de um aposento, enquanto duas ou mais pessoas estão tranquilamente sentadas em volta de uma mesa. O pesquisador tem o direito de pedir que essas pancadas sejam produzidas no tubo do seu fonógrafo.

O espirtualista fala de aposentos e casas atormentadas e mesmo danificadas por um poder sobre-humano. O homem de ciência pede simplesmente que um pêndulo, colocado sob uma campânula de vidro e repousando em sólida alvenaria, seja posto em oscilação.

O espiritualista fala de objetos de mobília a se moverem de um aposento para outro, sem ação do homem, mas o sábio constrói instrumentos que dividem uma polegada em um milhão de partes, é lícito duvidar da exatidão das observações efetuadas, se a mesma força for impotente para fazer mover de um simples grau o indicador do seu instrumento.

O espiritualista fala de flores salpicadas com um fresco rocio de frutas e, mesmo de seres viventes transportados através de s´lidas muralhas de tijolos. O investigador científico pede naturalmente que um peso adicional (que fosse a milésima parte de um grão) seja depositado em uma das conchas de sua balança, estando ela no mostrador fechada à chave; e o químico pede que seja introduzida a milésima parte de um grão de arsênico através das paredes de um tubo de vidro no qual se encontra água pura hermeticamente fechada.

O espiritualista fala de mnifestações de um poder equivalente a milhares de libras, que se produz sem causa conhecida. O homem de ciência, que crê firmemente na conservação da força e pensa que ela jamais se produz sem o esgotamento de alguma coisa para substituí-la, pede que as ditas manifestações sejam produzidas em seu laboratório, onde ele poderá pesá-las, medi-las, e submetê-la às suas próprias experiências.



Quando William Crookes declarou publicamente que iria inicir uma série de pesquisas absolutamente controladas empregando métodos científicos, os inimigos da nova Doutrina saudaram com entusiasmo a notícia que sepultaria para sempre o
Espiritismo ou o relegaria ao nível de simples truques de mágica. Grande, porém, foi a decepção quando o grande cientista divulgou suas conclusões. A própria imprensa, que tinha como certa a derrocada das absurdas ideias, não escondeu sua irritação.

Os trabalhos tiveram início em 1871, com o médium Daniel Dunglas Home, Sir William Huggins, eminente físico e astrônomo, como assistente de Crookes, Sergent Lox, proeminente advogado, e ainda dois irmãos do cientista de nomes Williams e Walter Crookes. Posteriormente, as pesquisas de William Crookes com a jovem médium de 15 anos Florence Cook atingiram culminâncias inimagináveis, com as soberbas materializações do espírito de Katie King. Foi permitido a Crookes, em uma das sessões, abraçar educadamente a entidade em um dos mais grandiosos momentos da fenomenologia espírita. Comparou a altura de Katie com a de Florence e seus pesos atestando assimetrias; obteve uma mecha de cabelos de Katie e comparou-a com a de Florence confirmando as diferenças; verificou as pulsações de ambas e novamente observou as desigualdades. Aplicando o próprio ouvido ao tórax de Katie auscultou o bater de seu coração e verificou que seus pulmões eram mais sadios que os da médium. O cientista conseguiu ainda um total de 44 clichês, sendo um de si próprio de braços dados com o espírito materializado e outro captando de forma simultânea as imagens de Katie e Florence.

Em junho de 1871, o relatório da equipe foi submetido à apreciação da Royal Society e, como confirmava a veracidade dos fenômenos, foi rejeitada, inclusive com Crookes sendo proibido de publicar artigos sobre suas experiências no periódico editado pela sociedade. Porém, em julho do mesmo ano, o grande público tomou conhecimento dos resultados peloo Quartely Journal of Science e, nos anos seguintes, Crookes foi honrado com numerosas menções e medalhas científicas e eleito presidente da Royal Society, que desprezara seus trabalhos. Ao fim de suas observações e experimentações, Crookes escreve:


Os diversos fenômenos a que venho atestar são tão extraordinários e tão inteiramente opostos aos mais enraizados pontos do credo científico, entre outros a universal e invariável ação da força de gravitação, que mesmo agora, recordando-me dos detalhes do que fui testemunha, há antagonismo em meu espírito entre minha razão, que diz ser isso impossível, e o testemunho de meus sentidos da visão e do tato - testemunho corroborado pelos sentidos de todas as pessoas presentes - que me dizem não serem testemunhos mentirosos visto que eles depõem contra minhas ideias pré-concebidas.
[...]
Ver-se-á que todos esses fatos têm o caráter mais surpreendente e parecem inteiramente inconciliáveis com todas as teorias da ciência moderna.
[...]
As centenas de fatos que atesto produziram-se em minha própria casa, nas épocas por mim designadas, e em circunstâncias que excluíam absolutamente o emprego e o auxílio do mais simples instrumento.



Mais tarde, em 1898, Crookes, em seu discurso presidencial ante a British Association, delcara:


Nenhum incidente em minha carreira científica é mais vastamente conhecido do que a parte que tomei, há alguns anos, em certas pesquisas psíquicas. Trita anos se passaram desde que publiquei um relatório tentando mostrar qu3e além do conhecimento científico que possuímos, existem forças exercidas por inteligências diferentes da inteligência comum dos mortais. Nada tenho de me retratar. Mantenho o meu relatório já publicado e, de fato, muito mais teria a acrescentar.


[ continua ]
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: macili em 19 de Março de 2015, 19:16
Olá Amigos,

Eis a parte final...

*

O Estado Plasmático


A ciência astronômica calcula a possibilidade da existência de vida semelhante à da Terra em mais de cem milhões de planetas no Universo conhecido. No entanto, devemos atentar para o fato de que tais mundos estão somente no plano dos três estados mais conhecidos da matéria: o sólido, o líquido e o gasoso. Mas a física já demonstrou a existência de um quarto estado material, que é uma raridade para o homem comum, que só o vislumbra na fração do segundo em que um relâmpago corta o céu. Tal estado foi designado plasmático. O Universo, entretanto, é quase todo composto de nuvens de gás ionizado constituído de plasma em um percentual de 99 por cento. Assim, de uma perspectiva cósmica, a verdadeira raridade é a matéria comum por nós conhecida e que forma os mundos frios como a Terra e as criaturas que nela habitam. Seguindo essa linha de raciocínio, pode-se admitir então a existência de outros Universos entrevistos também por outros fenômenos físicos intrigantes como, por exemplo, a transposição de um elétron de uma órbita a outra do átomo, salto este em que a partícula subatômica desaparece, mergulhando em outras dimensões ou "universos paralelos" situados acima deste que conhecemos com seus estados sólido, líquido e gasoso.

O estado plamático é alcançado por um grande aumento do teor energético molecular da matéria comum, desencadeado principalmente pelo calor. Se submetermos uma peça de metal sólido como o chumbo a uma temperatura crescente, ele primeiro passará ao estado líquido e a seguir ao gasoso. Mas se a temperatura continuar a subir, nem mesmo a estrutura molecular e atômica da matéria resistirá e a composição sólida inicial estará reduzida a um conjunto de elétrons soltos e uma mistura de núcleos. Eis o estado plasmático.

Como os fenômenos ectoplasmáticos parecem indicar, os seres espirituais sabem como transportar objetos de um Universo a outro ou, se preferirmos, do plano material ao espiritual e do espiritual ao material de retorno, com o objeto reaparecendo em um local diferente daquele em que se encontrava inicialmente. No livro A Face Oculta da Medicina discorro sobre várias possibilidades dentro da física teórica capazes de explicar tais ocorrências verificadas por mim e por outras testemunhas durante as reuniões de materialização de espíritos no Grupo Frei Luiz. Devem, portanto, existir formas de qualquer objeto ser energizado até alcançar o estado plasmático, ser transportado para outras dimensões e ser recuperado de volta no plano em que nos encontramos sem perder a sua configuração inicial. E nesses fenômenos de transporte a energia ectoplasmática deve exercer papel fundamental.

O pesquisador alemão Johann Zollner, professor de física e astronomia da Universidade de Leipzig, na manhã de 6 de maio de 1878 conduziu o experimento descrito no quadro a seguir com o médium americano Henry Slade.


Em uma sala especialmente construída, Zollner segurou as mãos do médium entre as suas sobre uma mesa de jogo à qual se sentaram. Cerca de um minuto depois, uma segunda mesa de madeira de forma circular, situada a poucos centímetros de distância, começou a balançar de um lado para o outro. Deslizou então vagarosamente até a mesa de jogo, tombou para trás e inteligentemente escorregou para baixo da primeira mesa. Alguns segundos após, Zollner relanceou o olhar para baixo da mesa maior a fim de verificar a posição em que se encontrava a mesa circular e não a encontrou. Ela havia desaparecido. Os dois homens deram uma busca pela sala e nada encontraram.

Zollner e Slade retornaram então a seus lugares com as mãos unidas sobre a mesa e as pernas se tocando. Assim sendo, Slade não poderia fazer qualquer movimento sem que Zollner detectasse. De repente Slade percebeu luzes no ar e que não eram visualizadas pelo pesquisador que, no entanto, acompanhou o olhar de Slade até o ponto onde este se fixava. Ao virar a cabeça em direção ao teto viu a mesa desaparecida com as pernas viradas para cima. A mesa então desceu e atingiu a cabeça de Zollner e Slade com um doloroso golpe, provando que nenhum dos dois era vítima de uma alucinação.



Eventos semelhantes, como já ditos acima, têm se reproduzido em nossas reuniões, quando objetos desaparecem e reaparecem ou são transportados de longe e arremessados não se sabe de onde, algumas vezes só se tornando visíveis quando colidem com outro objeto ou com alguma pessoa. Essa invisibilidade temporária da matéria reforça a hipótese de existirem outros planos de existência além do nosso ou estados como o plasmático, exultantes de energia e de vida. Verdadeiros Universos Paralelos com suas galáxias, estrelas e mundos habitados por humanidades outrs infinitamente mais avançadas do que a nossa, fazendo a imaginação se elevar a níveis atordoantes e trazendo à memória as eternas palavras do Mestre:


"Na Casa de meu Pai existem muitas moradas."


Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 20 de Março de 2015, 12:33
Olá Amigos,

Tema enriquecedor e muito importante para todos nós.
A pedido do nosso Irmão Antonio Renato, repasso uma msg que coloquei em Meditação, a qual ele achou ser adequada ao estudo.
Abraços fraternos,
Macili



Obrigado Antonio
Obrigado Macili
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 20 de Março de 2015, 12:35
Olá Moisés...

Compartilho texto retirado do livro " Espíritos Decaídos Materializados ", por Paulo Cesar Fructuoso – Educandário Social Lar de Frei Luiz, que aborda a Mediunidade através do fenômeno de Materializações e Efeitos Físicos... Ectoplasma, que achei muito interessante.

*


Muito Obrigado pela participação

Abraços
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 21 de Março de 2015, 13:30
O Livro dos Médiuns

CAPÍTULO XIX

Do Papel dos Médiuns nas Comunicações Espíritas

Influência do Espírito pessoal do médium

223. 1ª No momento em que exerce a sua faculdade, está o médium em estado perfeitamente normal?

"Está, às vezes, num estado, mais ou menos acentuado, de crise. E o que o fadiga e é por isso que necessita de repouso. Porém, habitualmente, seu estado não difere de modo sensível do estado normal, sobretudo se se trata de médiuns escreventes."

2ª As comunicações escritas ou verbais também podem emanar do próprio Espírito encamado no médium'?

"A alma do médium pode comunicar-se, como a de qualquer outro. Se goza de certo grau de liberdade, recobra suas qualidades de Espírito. Tendes a prova disso nas visitas que vos fazem as almas de pessoas vivas, as quais muitas vezes se comunicam convosco pela escrita, sem que as chameis. Porque, ficai sabendo, entre os Espíritos que evocais, alguns há que estão encarnados na Terra. Eles, então, vos falam como Espíritos e não como homens. Por que não se havia de dar o mesmo com o médium?"

a) Não parece que esta explicação confirma a opinião dos que entendem que todas as comunicações provêm do Espírito do médium e não de Espírito estranho?

"Os que assim pensam só erram em darem caráter absoluto à opinião que sustentam, porquanto é fora de dúvida que o Espírito do médium pode agir por si mesmo. Isso, porém, não é razão para que outros não atuem igualmente, por seu intermédio."

3ª Como distinguir se o Espírito que responde é o do médium, ou outro?

"Pela natureza das comunicações. Estuda as circunstâncias e a linguagem e distinguirás. No estado de sonambulismo, ou de êxtase, é que, principalmente, o Espírito do médium se manifesta, porque então se encontra mais livre. No estado normal é mais difícil. Aliás, há respostas que se lhe não podem atribuir de modo algum. Por isso é que te digo: estuda e observa."

NOTA. Quando uma pessoa nos fala, distinguimos facilmente o que vem dela daquilo de que ela é apenas o eco. O mesmo se verifica com os médiuns.

4ª Desde que o Espírito do médium há podido, em existências anteriores, adquirir conhecimentos que esqueceu debaixo do envoltório corporal, mas de que se lembra como Espírito, não poderá ele haurir nas profundezas do seu próprio eu as idéias que parecem fora do alcance da sua instrução?

"Isso acontece freqüentemente, no estado de crise sonambúlica, ou extática, porém, ainda uma vez repito, há circunstâncias que não permitem dúvida. Estuda longamente e medita."

5ª As comunicações que provêm do Espírito do médium, são sempre inferiores às que possam ser dadas por outros Espíritos?

"Sempre, não; pois um Espírito, que não o do médium, pode ser de ordem inferior à deste e, então, falar menos sensatamente. E o que se vê no sonambulismo. Aí, as mais das vezes, quem se manifesta é o Espírito do sonâmbulo, o qual não raro diz coisas muito boas."

6ª O Espírito, que se comunica por um médium, transmite diretamente seu pensamento, ou este tem por intermediário o Espírito encamado no médium?

"O Espírito do médium é o intérprete, porque está ligado ao corpo que serve para falar e por ser necessária uma cadeia entre vós e os Espíritos que se comunicam, como é preciso um fio elétrico para comunicar à grande distância uma notícia e, na extremidade do fio, uma pessoa inteligente, que a receba e transmita."

7ª O Espírito encarnado no médium exerce alguma influência sobre as comunicações que deva transmitir, provindas de outros Espíritos?

"Exerce, porquanto, se estes não lhe são simpáticos, pode ele alterar-lhes as respostas e assimilá-las às suas próprias idéias e a seus pendores; não influencia, porém, os próprios Espíritos, autores das respostas; constitui-se apenas em mau intérprete."

8ª Será essa a causa da preferência dos Espíritos por certos médiuns?

"Não há outra. Os Espíritos procuram o intérprete que mais simpatize com eles e que lhes exprima com mais exatidão os pensamentos. Não havendo entre eles simpatia, o Espírito do médium é um antagonista que oferece certa resistência e se toma, um intérprete de má qualidade e muitas vezes infiel. E o que se dá entre vós, quando a opinião de um sábio é transmitida por intermédio de um estonteado, ou de uma pessoa de má-fé."

9ª Compreende-se que seja assim, tratando-se dos médiuns intuitivos, porém, não, relativamente aos médiuns mecânicos.

"É que ainda não percebeste bem o papel que desempenha o médium. Há aí uma lei que ainda não apanhaste. Lembra-te de que, para produzir o movimento de um corpo inerte, o Espírito precisa utilizar-se de uma parcela de fluido animalizado, que toma ao médium, para animar momentaneamente a mesa, a fim de que esta lhe obedeça à vontade. Pois bem. compreende igualmente que, para uma comunicação inteligente, ele precisa de um intermediário inteligente e que esse intermediário é o Espírito do médium."

a) Isto parece que não tem aplicação ao que se chama mesas falantes, visto que, quando objetos inertes, como as mesas, pranchetas e cestas dão respostas inteligentes, o Espírito do médium, ao que se nos afigura, nenhuma parte toma no fato.

"É um erro; o Espírito pode dar ao corpo inerte uma vida fictícia momentânea, mas não lhe pode dar, inteligência. Jamais um corpo inerte foi inteligente. E, pois, o Espírito do médium quem recebe, a seu mau grado, o pensamento e o transmite, sucessivamente, com o auxílio de diversos intermediários."

10ª Dessas explicações resulta, ao que parece, que o Espírito do médium nunca é completamente passivo?

"É passivo, quando não mistura suas próprias idéias com as do Espírito que se comunica, mas nunca é inteiramente nulo. Seu concurso é sempre indispensável, como o de um intermediário, embora se trate dos que chamais médiuns mecânicos."

11ª Não haverá maior garantia de independência no médium mecânico, do que no médium intuitivo?

"Sem dúvida alguma e, para certas comunicações, é preferível um médium mecânico; mas, quando se conhecem as faculdades de um médium intuitivo, torna-se indiferente, conforme as circunstâncias. Quero dizer que há comunicações que exigem menos precisão."

Sistema dos médiuns inertes

12ª Entre os diferentes sistemas, que se hão concebido para explicar os fenômenos espíritas, há um que proclama estar a verdadeira mediunidade num corpo completamente inerte, na cesta, ou no papelão, por exemplo, que serve de instrumento; que o Espírito manifestante se identifica com esse objeto e o toma, além de vivo, inteligente, donde o nome de médiuns inertes dado a esses objetos. Que pensais desse sistema?

"Pouco há que dizer a tal respeito e é que, se o Espírito transmitisse inteligência ao papelão, ao mesmo tempo que a vida, aquele escreveria sozinho, sem o concurso do médium. Fora singular que o homem inteligente se mudasse em máquina e que um objeto inerte se tornasse inteligente. Esse é um dos muitos sistemas oriundos de idéias preconcebidas e que caem, como tantos outros, ante a experiência e a observação."

13ª Um fenômeno bem conhecido poderia abonar a opinião de que nos corpos inertes animados há mais do que a vida: o das mesas, cestas, etc. que, pelos seus movimentos, exprimem a cólera, ou a afeição?

"Quando um homem agita colérico um pau, não é o pau que está presa de cólera, nem mesmo a mão que o segura, mas o pensamento que dirige a mão. As mesas e as cestas não são mais inteligentes do que o pau, nenhum sentimento inteligente apresentam; apenas obedecem a uma inteligência. Numa palavra, o Espírito não se transforma em cesta, nem nela se domicilia."

14ª Desde que não é racional atribuir-se inteligência a esses objetos, poder-se-á considerá-los como uma categoria de médiuns, dando-se-lhes o nome de médiuns inertes'?

"É uma questão de palavras, que pouco nos importa, contanto que vos entendais. Sois livres de dar a um boneco o nome de homem."

Aptidão de certos médiuns para coisas de que nada conhecem: línguas, música, desenho

15ª Os Espíritos só têm a linguagem do pensamento; não dispõem da linguagem articulada, pelo que só há para eles uma língua. Assim sendo, poderia um Espírito exprimir-se, por via mediúnica, numa língua que Jamais falou quando vivo? E, nesse caso, de onde tira as palavras de que se serve?

"Acabaste tu mesmo de responder à pergunta que formulaste, dizendo que os Espíritos só têm uma língua, que é a do pensamento. Essa língua todos a compreendem, tanto os homens como os Espíritos. O Espírito errante, quando se dirige ao Espírito encarnado do médium, não lhe fala francês, nem inglês, porém, a língua universal que é a do pensamento. Para exprimir suas idéias numa língua articulada, transmissível, toma as palavras ao vocabulário do médium."

16ª Se é assim, só na língua do médium deveria ser possível ao Espírito exprimir-se. Entretanto, é sabido que escreve em idiomas que o médium desconhece. Não há aí uma contradição?

"Nota, primeiramente, que nem todos os médiuns são aptos a esse gênero de exercício e, depois, que os Espíritos só acidentalmente a ele se prestam, quando julgam que isso pode ter alguma utilidade. Para as comunicações usuais e de certa extensão, preferem servir-se de uma língua que seja familiar ao médium, porque lhes apresenta menos dificuldades materiais a vencer."

17ª A aptidão de certos médiuns para escrever numa língua que lhes é estranha não provirá da circunstância de lhes ter sido familiar essa língua em outra existência e de haverem guardado a intuição dela?

"É certo que isto se pode dar, mas não constitui regra. Com algum esforço, o Espírito pode vencer momentaneamente a resistência material que encontra. E o que acontece quando o médium escreve, na língua que lhe é própria, palavras que não conhece."

Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 21 de Março de 2015, 13:31
18ª Poderia uma pessoa analfabeta escrever como médium?

"Sim, mas é fácil de compreender-se que terá de vencer grande dificuldade mecânica, por faltar à mão o hábito do movimento necessário a formar letras. O mesmo sucede com os médiuns desenhistas, que não sabem desenhar."

19ª Poderia um médium, muito pouco inteligente, transmitir comunicações de ordem elevada?

"Sim, pela mesma razão por que um médium pode escrever numa língua que lhe seja desconhecida. A mediunidade propriamente dita independe da inteligência, bem como das qualidades morais. Em falta de instrumento melhor, pode o Espírito servir-se daquele que tem à mão. Porém, é natural que, para as comunicações de certa ordem, prefira o médium que lhe ofereça menos obstáculos materiais. Acresce outra consideração: o idiota muitas vezes só o é pela imperfeição de seus órgãos, podendo, entretanto, seu Espírito ser mais adiantado do que o julguem. Tens a prova disso em certas evocações de idiotas, mortos ou vivos."

NOTA. Este é um fato que a experiência comprova. Por muitas vezes temos evocado idiotas vivos que hão dado patentes provas de identidade e responderam com muita sensatez e mesmo de modo superior. Esse estado é uma punição para o Espírito, que sofre com o constrangimento em que se vê. Um médium idiota pode, pois, oferecer ao Espírito que queira manifestar-se mais recursos de que se supunha. (Veja-se: Revue Spirite, julho de 1860, artigo sobre a Frenologia e a Fisiognomia.)

20ª Donde vem a aptidão de alguns médiuns para escrever em verso?

"A poesia é uma linguagem. Eles podem escrever em verso, como podem escrever numa língua que desconheçam. Depois, é possível que tenham sido poetas em outra existência e, como já te dissemos, os conhecimentos adquiridos jamais os perde o Espírito, que tem de chegar à perfeição em todas as coisas. Nesse caso, o que eles hão sabido lhes dá uma facilidade de que não dispõem no estado ordinário."

21ª O mesmo ocorre com os que têm aptidão especial para o desenho e a música?

"Sim; o desenho e a música também são maneiras de se exprimirem os pensamentos. Os Espíritos se servem dos instrumentos que mais facilidade lhes oferecem."

22ª A expressão do pensamento pela poesia, pelo desenho, ou pela música depende unicamente da aptidão especial do médium, ou também da do Espírito que se comunica?

"Às vezes, do médium; às vezes, do Espírito. Os Espíritos superiores possuem todas as aptidões. Os Espíritos inferiores só dispõem de conhecimentos limitados."

23ª Por que é que um homem de extraordinário talento numa existência já não o tem na existência seguinte?

"Nem sempre assim é, pois que muitas vezes ele aperfeiçoa, numa existência, o que começou na precedente. Mas, pode acontecer que uma faculdade extraordinária dormite durante certo tempo, para deixar que outra se desenvolva. E um gérmen latente, que tornará a ser encontrado mais tarde e do qual alguns traços, ou, pelo menos, uma vaga intuição sempre permanecem."

224. O Espírito que se quer comunicar compreende, sem dúvida, todas as línguas, pois que as línguas são a expressão do pensamento e é pelo pensamento que o Espírito tem a compreensão de tudo; mas, para exprimir esse pensamento, torna-se-lhe necessário um instrumento e este é o médium. A alma do médium, que recebe a comunicação de um terceiro, não a pode transmitir, senão pelos órgãos de seu corpo. Ora, esses órgãos não podem ter, para uma língua que o médium desconheça, a flexibilidade que apresentam para a que lhe é familiar.

Um médium, que apenas saiba o francês, poderá, acidentalmente, dar uma resposta em inglês, por exemplo, se ao Espírito apraz fazê-lo; porém, os Espíritos, que já acham muito lenta a linguagem humana, em confronto com a rapidez do pensamento, tanto assim que a abreviam quanto podem, se impacientam com a resistência mecânica que encontram; daí, nem sempre o fazerem. Essa também a razão por que um médium novato, que escreve penosa e lentamente, ainda que na sua própria língua, em geral não obtém mais do que respostas breves e sem desenvolvimento. Por isso, os Espíritos recomendam que, com um médium assim, só se lhes dirijam perguntas simples. Para as de grande alcance, faz-se mister um médium desenvolvido, que nenhuma dificuldade mecânica ofereça ao Espírito. Ninguém tomaria para seu ledor um estudante que estivesse aprendendo a soletrar. Um bom operário não gosta de servir-se de maus instrumentos.

Acrescentemos outra consideração de muita gravidade no que concerne às línguas estrangeiras. Os ensaios deste gênero são sempre feitos por curiosidade e por experiência. Ora, nada mais antipático aos Espíritos do que as provas a que tentem sujeitá-los. A elas jamais se prestam os Espíritos superiores, os quais se afastam, logo que se pretende entrar por esse caminho. Tanto se comprazem nas coisas úteis e sérias, quanto lhes repugna ocuparem-se com coisas fúteis e sem objetivo. E, dirão os incrédulos, para nos convencermos e esse fim é útil, porque pode granjear adeptos para a causa dos Espíritos. A isto respondem os Espíritos: "A nossa causa não precisa dos que têm orgulho bastante para se suporem indispensáveis. Chamamos a nós os que queremos e estes são quase sempre os mais pequeninos e os mais humildes. Fez Jesus os milagres que lhe pediam os escribas? E de que homens se serviu para revolucionar o mundo? Se quiserdes convencer-vos, de outros meios dispondes, que não a força; começai por submeter-vos; não é regular que o discípulo imponha sua vontade ao mestre."

Daí decorre que, salvo algumas exceções, o médium exprime o pensamento dos Espíritos pelos meios mecânicos que lhe estão à disposição e também que a expressão desse pensamento pode e deve mesmo, as mais das vezes, ressentir-se da imperfeição de tais meios. Assim, o homem inculto, o campônio, poderá dizer as mais belas coisas, expressar as mais elevadas e as mais filosóficas idéias, falando como campônio, porquanto, conforme se sabe, para os Espíritos o pensamento a tudo sobrepuja. Isto responde a certas críticas a propósito das incorreções de estilo e de ortografia, que se imputam aos Espíritos, mas que tanto podem provir deles, como do médium. Apegar-se a tais coisas não passa de futilidade. Não é menos pueril que se atenham a reproduzir essas incorreções com exatidão minuciosa, conforme o temos visto fazerem algumas vezes. Lícito é, portanto, corrigi-las, sem o mínimo escrúpulo, a menos que caracterizem o Espírito que se comunica, caso em que é bom conservá-las, como prova de identidade. Assim é, por exemplo, que temos visto um Espírito escrever constantemente Jule (sem o s), falando de seu neto, porque, quando vivo, escrevia desse modo, muito embora o neto, que lhe servia de médium, soubesse perfeitamente escrever o seu próprio nome.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 21 de Março de 2015, 13:33
Dissertação de um Espírito sobre o papel dos médiuns

225. A dissertação que se segue, dada espontaneamente por um Espírito superior, que se revelou mediante comunicações de ordem elevadíssima, resume, de modo claro e completo, a questão do papel do médium:

"Qualquer que seja a natureza dos médiuns escreventes, quer mecânicos ou semimecânicos, quer simplesmente intuitivos, não variam essencialmente os nossos processos de comunicação com eles. De fato, nós nos comunicamos com os Espíritos encarnados dos médiuns, da mesma forma que com os Espíritos propriamente ditos, tão-só pela irradiação do nosso pensamento.

"Os nossos pensamentos não precisam da vestidura da palavra, para serem compreendidos pelos Espíritos e todos os Espíritos percebem os pensamentos que lhes desejamos transmitir, sendo suficiente que lhes dirijamos esses pensamentos e isto em razão de suas faculdades intelectuais. Quer dizer que tal pensamento tais ou quais Espíritos o podem compreender, em virtude do adiantamento deles, ao passo que, para tais outros, por não despertarem nenhuma lembrança, nenhum conhecimento que lhes dormitem no fundo do coração, ou do cérebro, esses mesmos pensamentos não lhes são perceptíveis. Neste caso, o Espírito encarnado, que nos serve de médium, é mais apto a exprimir o nosso pensamento a outros encarnados, se bem não o compreenda, do que um Espírito desencarnado, mas pouco adiantado, se fôssemos forçado a servir-nos dele, porquanto o ser terreno põe seu corpo, como instrumento, à nossa disposição, o que o Espírito errante não pode fazer.

"Assim, quando encontramos em um médium o cérebro povoado de conhecimentos adquiridos na sua vida atual e o seu Espírito rico de conhecimentos latentes, obtidos em vidas anteriores, de natureza a nos facilitarem as comunicações, dele de preferência nos servimos, porque com ele o fenômeno da comunicação se nos toma muito mais fácil do que com um médium de inteligência limitada e de escassos conhecimentos anteriormente adquiridos. Vamos fazer-nos compreensíveis por meio de algumas explicações claras e precisas.

"Com um médium, cuja inteligência atual, ou anterior, se ache desenvolvida, o nosso pensamento se comunica instantaneamente de Espírito a Espírito, por uma faculdade peculiar à essência mesma do Espírito. Nesse caso, encontramos no cérebro do médium os elementos próprios a dar ao nosso pensamento a vestidura da palavra que lhe corresponda e isto quer o médium seja intuitivo, quer semimecânico, ou inteiramente mecânico. Essa a razão por que, seja qual for a diversidade dos Espíritos que se comunicam com um médium, os ditados que este obtém, embora procedendo de Espíritos diferentes, trazem, quanto à forma e ao colorido, o cunho que lhe é pessoal. Com efeito, se bem o pensamento lhe seja de todo estranho, se bem o assunto esteja fora do âmbito em que ele habitualmente se move, se bem o que nós queremos dizer não provenha dele, nem por isso deixa o médium de exercer influência, no tocante à forma, pelas qualidades e propriedades inerentes à sua individualidade. E exatamente como quando observais panoramas diversos, com lentes matizadas, verdes, brancas, ou azuis; embora os panoramas, ou objetos observados, sejam inteiramente opostos e independentes,. em absoluto, uns dos outros, não deixam por isso de afetar uma tonalidade que provém das cores das lentes. Ou, melhor: comparemos os médiuns a esses bocais cheios de líquidos coloridos e transparentes, que se vêem nos mostruários dos laboratórios farmacêuticos. Pois bem, nós somos como luzes que clareiam certos panoramas morais, filosóficos e internos, através dos médiuns, azuis, verdes, ou vermelhos, de tal sorte que os nossos raios luminosos, obrigados a passar através de vidros mais ou menos bem facetados, mais ou menos transparentes, isto é, de médiuns mais ou menos inteligentes, só chegam aos objetos que desejamos iluminar, tomando a coloração, ou, melhor, a forma de dizer própria e particular desses médiuns. Enfim, para terminar com uma última comparação: nós os Espíritos somos quais compositores de música, que hão composto, ou querem improvisar uma ária e que só têm à mão ou um piano, um violino,, uma flauta, um fagote ou uma gaita de dez centavos. E incontestável que, com o piano, o violino, ou a flauta, executaremos a nossa composição de modo muito compreensível para os ouvintes. Se bem sejam muito diferentes uns dos outros os sons produzidos pelo piano, pelo fagote ou pela clarineta, nem por isso ela deixará de ser idêntica em qualquer desses instrumentos, abstração feita dos matizes do som. Mas, se só tivermos à nossa disposição uma gaita de dez centavos, ai está para nós a dificuldade.

"Efetivamente, quando somos obrigados a servir-nos de médiuns pouco adiantados, muito mais longo e penoso se torna o nosso trabalho, porque nos vemos forçados a lançar mão de formas incompletas, o que é para nós uma complicação, pois somos constrangidos a decompor os nossos pensamentos e a ditar palavra por palavra, letra por letra, constituindo isso uma fadiga e um aborrecimento, assim como um entrave real à presteza e ao desenvolvimento das nossas manifestações.

"Por isso é que gostamos de achar médiuns bem adestrados, bem aparelhados, munidos de materiais prontos a serem utilizados, numa palavra: bons instrumentos, porque então o nosso perispírito, atuando sobre o daquele a quem mediunizamos, nada mais tem que fazer senão impulsionar a mão que nos serve de lapiseira, ou caneta, enquanto que, com os médiuns insuficientes, somos obrigados a um trabalho análogo ao que temos, quando nos comunicamos mediante pancadas, isto é, formando, letra por letra, palavra por palavra, cada uma das frases que traduzem os pensamentos que vos queiramos transmitir.

"É por estas razões que de preferência nos dirigimos, para a divulgação do Espiritismo e para o desenvolvimento das faculdades mediúnicas escreventes, às classes cultas e instruídas, embora seja nessas classes que se encontram os indivíduos mais incrédulos, mais rebeldes e mais imorais. E que, assim como deixamos hoje, aos Espíritos galhofeiros e pouco adiantados, o exercício das comunicações tangíveis, de pancadas e transportes, assim também os homens pouco sérios preferem o espetáculo dos fenômenos que lhes afetam os olhos ou os ouvidos, aos fenômenos puramente espirituais, puramente psicológicos.

"Quando queremos transmitir ditados espontâneos, atuamos sobre o cérebro, sobre os arquivos do médium e preparamos os nossos materiais com os elementos que ele nos fornece e isto à sua revelia. E como se lhe tomássemos à bolsa as somas que ele aí possa ter e puséssemos as moedas que as formam na ordem que mais conveniente nos parecesse.

Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 21 de Março de 2015, 13:33
"Mas, quando o próprio médium é quem nos quer interrogar, bom é reflita nisso seriamente, a fim de nos fazer com método as suas perguntas, facilitando-nos assim o trabalho de responder a elas. Porque, como já te dissemos em instrução anterior, o vosso cérebro está freqüentemente em inextricável desordem e, não só difícil, como também penoso se nos torna mover-nos no dédalo dos vossos pensamentos. Quando seja um terceiro quem nos haja de interrogar, é bom e conveniente que a série de perguntas seja comunicada de antemão ao médium, para que este se identifique com o Espírito do evocador e dele, por assim dizer, se impregne, porque, então, nós outros teremos mais facilidade para responder, por efeito da afinidade existente entre o nosso perispírito e o do médium que nos serve de intérprete.

"Sem duvida, podemos falar de matemáticas, servindo-nos de um médium a quem estas sejam absolutamente estranhas; porém, quase sempre, o Espírito desse médium possui, em estado latente, conhecimento do assunto, isto é, conhecimento peculiar ao ser fluídico e não ao ser encarnado, por ser o seu corpo atual um instrumento rebelde, ou contrário, a esse conhecimento. O mesmo se dá com a astronomia, com a poesia, com a medicina, com as diversas línguas, assim como com todos os outros conhecimentos peculiares à espécie humana.

"Finalmente, ainda temos como meio penoso de elaboração, para ser usado com médiuns completamente estranhos ao assunto de que se trate, o da reunião das letras e das palavras, uma a uma, como em tipografia.

"Conforme acima dissemos, os Espíritos não precisam vestir seus pensamentos; eles os percebem e transmitem, reciprocamente, pelo só fato de os pensamentos existirem neles. Os seres corpóreos, ao contrário, só podem perceber os pensamentos, quando revestidos. Enquanto que a letra, a palavra, o substantivo, o verbo, a frase, em suma, vos são necessários para perceberdes, mesmo mentalmente, as idéias, nenhuma forma visível ou tangível nos é necessária a nós." ERASTO e TIMÓTEO

NOTA. Esta análise do papel dos médiuns e dos processos pelos quais os Espíritos se comunicam é tão clara quanto lógica. Dela decorre, como princípio, que o Espírito haure, não as suas idéias, porém, os materiais de que necessita para exprimi-las, no cérebro do médium e que, quanto mais rico em materiais for esse cérebro, tanto mais fácil será a comunicação. Quando o Espírito se exprime num idioma familiar ao médium, encontra neste, inteiramente formadas, as palavras necessárias ao revestimento da idéia; se o faz numa língua estranha ao médium, não encontra neste as palavras, mas apenas as letras. Por isso é que o Espírito se vê obrigado a ditar, por assim dizer, letra a letra, tal qual como quem quisesse fazer que escrevesse alemão uma pessoa que desse idioma não conhecesse uma só palavra. Se o médium é analfabeto, nem mesmo as letras fornece ao Espírito. Preciso se torna a este conduzir-lhe a mão, como se faz a uma criança que começa a aprender. Ainda maior dificuldade a vencer encontra aí, o Espírito. Estes fenômenos, pois, são possíveis e há deles numerosos exemplos; compreende-se, no entanto, que semelhante maneira de proceder pouco apropriada se mostra para comunicações extensas e rápidas e que os Espíritos hão de preferir os instrumentos de manejo mais fácil, ou, como eles dizem, os médiuns bem aparelhados do ponto de vista deles.

Se os que reclamam esses fenômenos, como meio de se convencerem, estudassem previamente a teoria, haviam de saber em que condições excepcionais eles se produzem.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: lconforjr em 21 de Março de 2015, 20:33

Re: Mediunidade
      Ref resp #78 em: 120315, às 19:00, de Moisés de Cerq.

      Conf: Amigos, comentando a resp 78, de Moisés:
      Se todos os efeitos têm suas causas, qual é a causa que tem como efeito serem os filhos de uma criação especial de Deus, tão fracos, tão estúpidos e imbecis, dementados, tão voltados para as coisas más, tão cheios de imperfeições e defeitos morais, tão irresponsáveis, tão determinados a trabalhar contra sua própria felicidade, contra seu progresso moral, procurando tantas vezes se embrenhar pelo caminho do mal (o que é a mesma coisa que escolher sofrer), em vez de pelo caminho do bem? Pq (pq=qual é a causa de) tantos não conseguem resistir às paixões vindas dos atrativos do mundo material, onde Deus nos colocou,  e se tornam vítimas de obsessores, eqto tantos outros resistem a elas e não se tornam obsedados? A que causa podemos atribuir esse efeito tão doloroso para os homens q é o se tornar vítima de obsessões q lhes podem trazer sofrimentos e perturbações sem conta?
     
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 21 de Março de 2015, 22:04

Re: Mediunidade
      Ref resp #78 em: 120315, às 19:00, de Moisés de Cerq.

      Conf: Amigos, comentando a resp 78, de Moisés:
      Se todos os efeitos têm suas causas, qual é a causa que tem como efeito serem os filhos de uma criação especial de Deus, tão fracos, tão estúpidos e imbecis, dementados, tão voltados para as coisas más, tão cheios de imperfeições e defeitos morais, tão irresponsáveis, tão determinados a trabalhar contra sua própria felicidade, contra seu progresso moral, procurando tantas vezes se embrenhar pelo caminho do mal (o que é a mesma coisa que escolher sofrer), em vez de pelo caminho do bem? Pq (pq=qual é a causa de) tantos não conseguem resistir às paixões vindas dos atrativos do mundo material, onde Deus nos colocou,  e se tornam vítimas de obsessores, eqto tantos outros resistem a elas e não se tornam obsedados? A que causa podemos atribuir esse efeito tão doloroso para os homens q é o se tornar vítima de obsessões q lhes podem trazer sofrimentos e perturbações sem conta?
     



CAUSA

Aquilo que faz com que uma coisa seja, exista ou aconteça.
Razão, motivo, origem, princípio.
Fato, acontecimento.
Direito O motivo por que uma pessoa se propõe a contratar: causa lícita, ilícita.
Processo que se debate e julga em audiência, ação, demanda: causa cível.
Interesse, partido: a causa do povo.
Estar em causa, estar em debate.
Fazer causa comum com alguém, unir aos seus os interesses de alguém.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 21 de Março de 2015, 22:17
O Evangelho Segundo o Espiritismo

Causas Atuais das Aflições

            4 – As vicissitudes da vida são de duas espécies, ou, se quisermos, tem duas origens bem diversas, que importa distinguir: umas têm sua causa na vida presente; fora desta vida.

            Remontando à fonte dos males terrenos, reconhece-se que muitos são as conseqüências naturais do caráter e da conduta daqueles que os sofrem. Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição! Quantas pessoas arruinadas por falta de ordem, de perseverança, por mau comportamento ou por terem limitado os seus desejos!

            Quantas uniões infelizes, porque resultaram dos cálculos do interesse ou da vaidade, nada tendo com isso o coração! Que de dissensões de disputas funestas, poderiam ser evitadas com mais moderação e menos suscetibilidade! Quantas doenças e aleijões são o efeito da intemperança e dos excessos de toda ordem!

            Quantos pais infelizes com os filhos, por não terem combatido as suas más tendências desde o princípio. Por fraqueza ou indiferença, deixaram que se desenvolvessem neles os germes do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que ressecam o coração. Mais tarde, colhendo o que semearam, admiram-se e afligem-se com a sua falta de respeito e a sua ingratidão. Que todos os que têm o coração ferido pelas vicissitudes e as decepções da vida, interroguem friamente a própria consciência. Que remontem passo a passo à fonte dos males que os afligem, e verão se, na maioria das vezes, não podem dizer: “Se eu tivesse ou não tivesse feito tal coisa, não estaria nesta situação”.

            A quem, portanto, devem todas essas aflições, senão a si mesmos? O homem é, assim, num grande número de casos o autor de seus próprios infortúnios. Mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, e menos humilhante para a sua vaidade, acusar a sorte, a Providência, a falta de oportunidade, sua má estrela, enquanto, na verdade, sua má estrela é a sua própria incúria.

            Os males dessa espécie constituem, seguramente, um número considerável das vicissitudes da vida. O homem os evitará, quando trabalhar para o seu adiantamento moral e intelectual.

            5 – A lei humana alcança certas faltas e as pune. O condenado pode então dizer que sofreu a conseqüência do que praticou. Mas a lei não alcança nem pode alcançar a todas as faltas. Ela castiga especialmente as que causam prejuízos à sociedade, e não as que prejudicam apenas os que as cometem. Mas Deus vê o progresso de todas as criaturas. Eis por que não deixa impune nenhum desvio do caminho reto. Não há uma só falta, por mais leve que seja, uma única infração à sua lei, que não tenha conseqüências forçosas e inevitáveis, mais ou menos desagradáveis. Donde se segue que, nas pequenas como nas grandes coisas, o homem é sempre punido naquilo em que pecou. Os sofrimentos conseqüentes são então uma advertência de que ele andou mal. Dão-lhe as experiências e o fazem sentir, a diferença entre o bem e o mal, bem como a necessidade de se melhorar, para evitar no futuro o que já foi para ele uma causa de mágoas. Sem isso, ele não teria nenhum motivo para se emendar, e confiante na impunidade, retardaria o seu adiantamento, e portanto a sua felicidade futura.

            Mas a experiência chega, algumas vezes, um pouco tarde; e quando a vida já foi desperdiçada e perturbada, gastas as forças, e o mal é irremediável, então o homem se surpreende a dizer: “Se no começo da vida eu soubesse o que hoje sei, quantas faltas teria evitado; se tivesse de recomeçar, eu me portaria de maneira inteiramente outra; mas já não há mais tempo!” Como o trabalhador preguiçoso que diz: “Perdi o meu dia”, ele também diz: “Perdi a minha vida”. Mas, assim como para o trabalhador o sol nasce no dia seguinte, e começa uma nova jornada, em que pode recuperar o tempo perdido, para ele também brilhará o sol de uma vida nova, após a noite do túmulo, e na qual poderá aproveitar a experiência do passado e pôr em execução suas boas resoluções para o futuro.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 21 de Março de 2015, 22:26
Ser médium 


Abraçando a mediunidade, muitos companheiros na Terra adotam posição 
de absoluta expectativa, copiando a Inércia dos manequins. Concentram-se mentalmente e aguardam, imóveis, nulificados, a manifestação dos Espíritos Superiores, esquecendo-se de que o verdadeiro servidor assume sempre a iniciativa da gentileza, na mais comezinha atividade doméstica.

Vejamos a lógica do cotidiano.
Um diretor de escritório não exigirá que o auxiliar se faça enciclopédia humana, a fim de receber-­lhe a cooperação; mas solicita seja ele uma criatura ordeira e laboriosa, com a necessária experiência em assuntos de escrita.
Um médico não reclamará do enfermeiro uma certidão de grandeza moral para aceitar-­lhe o concurso; no entanto, contará seja ele pessoa operosa e sensata, com a precisa dedicação aos doentes.
O proprietário de um ônibus não se servirá da atenção do farmacêutico, em
sua oficina; mas procurará um motorista, que não apenas saiba manobrar o volante, mas que o ajude também a conservar o carro.
O farmacêutico, a seu turno, não se utilizará da atenção de um motorista, em sua casa, mas procurará um colaborador que não apenas saiba vender remédios, mas que o ajude também a aviar as receitas.
Cada trabalhador permanece em sua própria tarefa, embora a interdependência seja o regime da vida apontado a todos.

Ser médium é ser ajudante do Mundo Espiritual.
E ser ajudante em determinado trabalho é ser alguém que auxilia espontaneamente, descansando  a cabeça dos responsáveis.
Se não podes compreender isso, observa o avião, por mais simples seja ele. Tudo é amparo inteligente e ação maquinal no comboio aéreo. Torres de observação  esclarecem­-lhe a rota e vigorosos motores garantem­-lhe a marcha. Mas tudo pode falhar, se falharem o entendimento e a disciplina no aviador  que está dentro dele.

.............


do livro;
SEARA DOS MÉDIUNS
(pelo Espírito Emmanuel)
Chico xavier
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: lconforjr em 22 de Março de 2015, 01:39
     

Re: Mediunidade
      Ref resp #117 em: 210315, às 22:04, de Moisés de Cerq.
      Conf: olá, amigo, me desculpe q não fiz me entender. Assim, se me permite, voltemos a minha questão anterior, provocada por sua resp #78 de 12.03.15, às 19:00.
      Questão q apresentei: “Se todos os efeitos têm suas causas, qual é a causa que tem como efeito serem os filhos de uma criação especial de Deus, tão fracos, tão estúpidos e imbecis, dementados, tão voltados para as coisas más, tão cheios de imperfeições e defeitos morais, tão irresponsáveis, tão determinados a trabalhar contra sua própria felicidade, contra seu progresso moral, procurando tantas vezes se embrenhar pelo caminho do mal (o que é a mesma coisa que escolher sofrer), em vez de pelo caminho do bem? Qual é a causa de tantos não conseguirem resistir às paixões vindas dos atrativos do mundo material, onde Deus nos colocou,  e se tornam vítimas de obsessores, eqto tantos outros resistem a elas e não se tornam obsedados? A que causa podemos atribuir esse efeito tão doloroso para os homens q é o se tornar vítima de obsessões q lhes podem trazer sofrimentos e perturbações sem conta?”.
      Conf: meu amigo Moisés, gosto de seu modo de ser rápido, resumido e pronto nas suas respostas (coisa q não consigo ser). Mas, tornando a pergunta mais clara: dentro da conceituação da doutrina espirita, pq os homens são assim? O q é q existe, em tudo isso q vc citou, q justifique as penalidades terríveis q a lei de causa e efeito lhes impõe?
.......................
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: macili em 22 de Março de 2015, 02:58
Em torno da Mediunidade




Ali, no movimentado salão do Carnegie Hall, em Nova Iorque, encontramos famosa médium, a que emprestaremos tão-só o nome de Sra. Hayden, e de quem ouvíramos as melhores referências no Plano Espiritual.

Marcado o encontro pela intervenção afetuosa de nosso amigo Fred. Figner, fomos recebidos pela distinta senhora desencarnada, para conversação de alguns minutos.

A Sra. Hayden, orientadora de assuntos medianímicos, em vários círculos doutrinários dos Estados Unidos, recebeu-nos com extrema bondade, e, porque a víssemos cercada de amigos, naturalmente em atividades inadiáveis, firmamo-nos no objetivo direto de nossa visita, depois das saudações fraternais.

-Sra. Hayden — começamos —, se possível, estimaríamos ouvi-la em algumas perguntas sobre mediunidade...

-Minha experiência — comentou a interpelada — nada possui de notável...

E sorrindo:

-Mas pergunte o que deseje e responderei o que possa.

Sabíamos que a entrevistada, desde os primórdios do Espiritismo, na América, se fizera amiga pessoal do Juiz John Edmonds, do professor Robert Hare, da Sra. James Mapes, de Emma Hardinge e outros pioneiros do movimento espírita na Terra, e considerei:

-Não desconhecemos que a senhora estuda a mediunidade, desde as bases da Doutrina Espírita no mundo...

-Sim — aprovou —, tenho essa honra.

E o nosso diálogo prosseguiu:

-Que nos diz acerca da mediunidade, no momento atual do Planeta?

-Questão ainda nova, tão nova como quando nos aventuramos a praticá-la, há precisamente um século. Temos longo tempo, diante de nós, para examiná-la, conhecê-la, educá-la.

-Mas, a Ciência e a Religião?...

-Duas forças que, até agora, ainda não puderam compreendê-la. Com a veneração que lhes devemos e acatadas as exceções, não será lícito ignorar que os cientistas, até hoje, se esforçam, quase sempre, não em estudá-la mas em dissecá-la, como quem anatomiza grãos de trigo verde, querendo encontrar o pão feito; e os religiosos, muitas vezes, unicamente procuram cercear-lhes os vôos, sob capas mitológicas, interessados em prestigiar a superstição.

-Acredita, no entanto, que as realizações da mediunidade são retardadas tão-só pela inf1uência de cientistas e religiosos?

-De modo algum. A mediunidade é uma força neutra, qual o magnetismo e a eletricidade, que não são bons e nem maus em si. O homem é quem lhes caracteriza as aplicações. Todos sabemos que milhares de indivíduos, encarnados e desencarnados, abusam da mediunidade, como os falsários criam chantagem com o dinheiro ou os impostores exploram a palavra, envilecendo-a na demagogia.

-A senhora crê na possibilidade de se coibirem semelhantes abusos pelo estabelecimento, na Terra, de um instituto central de controle dos fenômenos mediúnicos?

-A questão é de consciência pessoal. Já pensou o que seria do mundo, nas condições morais em que ainda se encontra, se apenas um grupo de nações ou pessoas pudesse controlar a potência do Sol? As ocorrências medianímicas pertencem ao domínio da verdade; por isso mesmo, devem estar com todas as criaturas, no grau evolutivo em que se vejam, em regime de liberdade, conquanto saibamos que todo médium dará contas aos Poderes Orientadores da Vida quanto àquilo que faça de suas próprias faculdades.

-Sra. Hayden, estamos convencidos de que a mediunidade é característica peculiar a todas as pessoas. Apesar disso, a senhora crê, tanto quanto nós, que muitos Espíritos reencarnam com mandatos especiais para desenvolvê-la e honorificá-la?

-Perfeitamente.

-E como explicarmos a falência de tantos médiuns no mundo?

-Isso não sucede exclusivamente nos domínios da mediunidade. O amigo admite que os tiranos em política, os sicários da cultura intelectual que supõem desacreditar a Ciência com atos de crueldade e os fanáticos em Religião hajam nascido na Terra para fazerem o mal que causam? Identificamos companheiros transviados na mediunidade, como é fácil de conhecê-los nos círculos da fortuna, da inteligência, da administração...

-Que diz a isso?

-Que, por enquanto, somos, no conjunto, a família humana do Planeta, com imperfeições, paixões, erros e bancarrotas, inerentes à nossa posição de Espíritos em aperfeiçoamento gradativo, caindo agora e levantando depois, aprendendo e melhorando sempre.

-Em seu ponto de vista, como promover a elevação do conceito de mediunidade?

-Separar o fenômeno mediúnico da doutrina do Espiritismo, definindo fenômeno por matéria de observação e doutrina como sendo a luz que o esclarece.

-A senhora conhece a Codificação Kardequiana?

-Sim.

-Se fosse solicitada a falar para os irmãos de língua inglesa, encarnados na Terra, com vistas à obra de Allan Kardec, permitir-nos-á, por obséquio, saber o que diria?

-Se isso me fosse possível, convidaria todos os amigos e associados de ideal, de formação anglo-saxônia e latina, para o estudo generalizado dos temas e interesses espíritas e espiritualistas, em benefício da Humanidade, a começar dos mais humildes agrupamentos de opinião. Esses assuntos fundamentais da alma, da imortalidade, da evolução, da reencarnação, do destino, da dor e da justiça precisam sair do ambiente estreito dos simpósios para a analise clara e simples do povo.

-Sra. Hayden, desejando centralizar o nosso entendimento no que se relaciona com a mediunidade, muito nos agradaria ouvi-Ia sobre o que pensa, neste outro lado da vida, quanto à mistificação mediúnica.

-O irmão diz muito bem, quando afirma «neste outro lado da vida», porque, no campo físico, habituamo-nos a ver o empeço de maneira excessivamente sumária. A mistificação medianímica assume agora para mim aspectos multiformes, de vez que, se em alguns casos raros, podemos reconhecê-la movida pela má-fé, na maioria absoluta das ocorrências necessitamos compreender o papel da hipnose, da compulsão, do reflexo condicionado ou do processo obsessivo dentro dela. Discriminar mistificações mediúnicas, separando-as de fatos autênticos da mediunidade, não é tão fácil...

-Que sugere para a solução do problema?

-Trabalhar e estudar, cada vez mais. Os sábios das Esferas Superiores nos inspiram e guiam, mas não efetuam por nós a tarefa que nos cabe fazer.

-Mas, as fraudes mediúnicas, Sra. Hayden, que pensar das fraudes mediúnicas que plantam a dúvida e a negação entre os homens? Porque os sábios das Esferas Superiores não as proíbem irrevogavelmente?

-A notável seareira do Espiritismo, na América, sorriu de enigmático modo e acrescentou:

-Ah! Meu amigo, a dúvida é permitida pela Bondade Divina, em benefício da fraqueza humana. A fraude mediúnica, se prejudica de um lado, mostra função seletiva de outro. Muita gente que se gaba de cultura e discernimento não suportaria, de chofre, as verdades do Mundo Espiritual. Existem Espíritos que reencarnam prometendo prodígios de fidelidade e serviço, na obra do Senhor; entretanto, depois de se constituírem seguramente no corpo físico, voltam às tentações que noutro tempo lhes conturbavam o campo íntimo e recuam dos propósitos de elevação... Ainda assim, são criaturas boas e nobres. O Senhor, então, permite que elas duvidem das realidades espirituais e aceita, generosamente, que lhe neguem até mesmo a existência, de modo a que se inclinem para outras tarefas, não tão heróicas quanto as da confiança e da lealdade ao Bem até às últimas conseqüências, mas igualmente construtivas e meritórias... Tornarão à fé mais tarde, enquanto os companheiros mais amadurecidos seguem, com a bênção do Senhor, para a frente.

Uma campainha retiniu.

Os minutos previstos para a conversação haviam terminado.

A Sra. Hayden despediu-se e nós ficamos repentinamente a sós, no grande salão, com fome de silêncio e com sede de pensar.



pelo Espírito Irmão X , Do Livro: Entre Irmãos de Outras Terras, Médium: Francisco Cândido Xavier.




Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Março de 2015, 15:08
     

Re: Mediunidade
      Ref resp #117 em: 210315, às 22:04, de Moisés de Cerq.
      Conf: olá, amigo, me desculpe q não fiz me entender. Assim, se me permite, voltemos a minha questão anterior, provocada por sua resp #78 de 12.03.15, às 19:00.
      Questão q apresentei: “Se todos os efeitos têm suas causas, qual é a causa que tem como efeito serem os filhos de uma criação especial de Deus, tão fracos, tão estúpidos e imbecis, dementados, tão voltados para as coisas más, tão cheios de imperfeições e defeitos morais, tão irresponsáveis, tão determinados a trabalhar contra sua própria felicidade, contra seu progresso moral, procurando tantas vezes se embrenhar pelo caminho do mal (o que é a mesma coisa que escolher sofrer), em vez de pelo caminho do bem? Qual é a causa de tantos não conseguirem resistir às paixões vindas dos atrativos do mundo material, onde Deus nos colocou,  e se tornam vítimas de obsessores, eqto tantos outros resistem a elas e não se tornam obsedados? A que causa podemos atribuir esse efeito tão doloroso para os homens q é o se tornar vítima de obsessões q lhes podem trazer sofrimentos e perturbações sem conta?”.
      Conf: meu amigo Moisés, gosto de seu modo de ser rápido, resumido e pronto nas suas respostas (coisa q não consigo ser). Mas, tornando a pergunta mais clara: dentro da conceituação da doutrina espirita, pq os homens são assim? O q é q existe, em tudo isso q vc citou, q justifique as penalidades terríveis q a lei de causa e efeito lhes impõe?
.......................


rsrsrs

Olá Inconfort
Não sou tão rápido e nem tão preciso
Algumas vezes leio suas participações e te confesso
que tenho cisma de participar delas
parece que não terão fim...não que tenham que ter...
mas me vejo um pouco fugindo de certas questões...
creio que no fundo as causas desta  minhas atitude
é a convicção de que não sei de tudo
e também não busco tudo de uma vez.
Mas vou tentar
participar deste seu assunto
e te falo que não vou prolongar-me
por não saber prolongar-me
e por não saber me expor...
espero que me compreenda

Mas voltando a sua questão
se é que eu a entendi
vou tentar ao menos analisar, ao meu modo
a sua questão
e não necessariamente tentar lhe dar uma resposta
Ok?

Vou lá!

valeu!

Título: Re: Mediunidade
Enviado por: lconforjr em 22 de Março de 2015, 16:39
Re: Mediunidade
      Ref resp #79 em: 130315, às 12:51, de Moisés de Cerq.

      Conf: olá, amigo Moisés, a doutrina está certíssima ao dizer que raciocinemos para melhor entendê-la. Se não fizermos isso, muita coisas não serão compreendidas. Assim, me valendo dos próprios conceitos contidos no texto q vc trouxe, faço alguns comentários, usando as próprias palavras do texto:     

      Vc fez algumas perguntas q estudantes antigos da doutrina não conseguirão responder. Veja:... “Por que uns sofrem mais do que outros? Por que uns têm determinada aptidão e outros não? Por que alguns nascem ricos e outros pobres? Alguns cegos, aleijados, débeis mentais, enquanto outros nascem inteligentes e saudáveis? Por que Deus permite tamanha desigualdade entre seus filhos?”. Resumindo tudo isso numa só pergunta: “pq somos como somos?”

      E vc não tem essas respostas completas, e nem as encontrará em nenhuma religião do planeta! Vai encontrar somente “meias-respostas”, nunca respostas que satisfaçam completamente, pois nunca são inquestionáveis!

      Vamos aos comentários:

      - se todos os efeitos têm suas causas, qual é a causa de a maioria das pessoas não estar interessada nos problemas fundamentais da existência? De se preocuparem mais com seus negócios e problemas particulares? De acharem que questões como “a existência de Deus” e “a imortalidade da alma” não são de seu interesse?

      - Pq (pq = qual é a causa de) nos tornamos assim, indiferentes aos problemas sérios da vida e da espiritualidade? O que diz o amigo? Escolhemos ser assim? Ou o q nos faz ser assim? Há deméritos nisso?

      - pq qdo tudo vai bem, nem nos lembramos de Deus e, quando nos lembramos, é apenas para fazer uma oração... como se fosse obrigação q temos de cumprir? Pq a religião, para muitos, é mera formalidade social, eqto outros a consideram necessária para a vida pessoal? Pq muitos não têm convicção na religião q professam, carregando sérias dúvidas a respeito de Deus e da continuidade da vida após a morte? Pq nos tornarmos assim? Deus nos fez assim? A erraticidade nos fez assim? A vida nos fez assim? O q diz o amigo: o q nos fez assim? Há culpas ou deméritos nisso?

      - E pq nos momentos de angústia muitos não encontram em si a fé necessária, nem a compreensão para enfrentar o problema com coragem e resignação, e caem no desespero?

      - o texto afirma que a doutrina espírita atende a todos esses questionamentos; mas,sem dúvida, para essa afirmação é preciso q tenhamos um profundo conhecimento sobre o espiritismo e, como já colocado no início, há muitas perguntas cujas respostas não encontraremos nem na doutrina, nem em nenhum lugar; qdo muito, encontramos meias-respostas apenas, pois nunca são inquestionáveis!

      E qual é esse ensinamento claro e convincente q a doutrina nos dá q nos permite iniciar uma transformação íntima (reforma íntima?) para melhor?
     
      (Cont...)
 ....................................
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Março de 2015, 17:26
Re: Mediunidade
      Ref resp #117 em: 210315, às 22:04, de Moisés de Cerq.
      Conf: olá, amigo, me desculpe q não fiz me entender. Assim, se me permite, voltemos a minha questão anterior, provocada por sua resp #78 de 12.03.15, às 19:00.

Eu consegui te entender sim, e como entendi !  rs
mas optei para uma resposta diferente, e procurei apenas me responder
sobre a questão, o que vem a ser "CAUSA" e como entendo ser interessante rever as lições
fui buscar o significado da palavra...e achei prudente rever este conceito
se não....não haveria meios de como responder
Citar
      Questão q apresentei: “Se todos os efeitos têm suas causas, qual é a causa que tem como efeito serem os filhos de uma criação especial de Deus, tão fracos, tão estúpidos e imbecis, dementados, tão voltados para as coisas más, tão cheios de imperfeições e defeitos morais, tão irresponsáveis, tão determinados a trabalhar contra sua própria felicidade, contra seu progresso moral, procurando tantas vezes se embrenhar pelo caminho do mal (o que é a mesma coisa que escolher sofrer), em vez de pelo caminho do bem?

Suas perguntas são importantes para você e merecem o nosso respeito
Mostram uma inquietação em seu intimo diante do quadro que descreveu
Talvez até um medo de se declarar ateu,não necessariamente como opção
 e ou quem sabe de ser um rebelde das causas, já que as questionam tanto

Mas ver somente um quadro de um imensa coletividade, não nos coloca como um bom
observador !
sim !
temos e vemos essas condições em muitas pessoas
mas será que só existem estas situações
se for assim !
o que somos neste contingente que nós observamos?
seremos os fracos ? , os imbecis ?, os dementados ?, os estúpidos ?
o que nos levou a criticar os nossos comuns estados?
Numa observação ampla, constatamos que não são e não estão todos assim...
existem pessoas em condições melhores
e a causa já começa a se desenhar em nosso entendimento, ou,
ao menos vislumbra no campo da dedução

Citar

Qual é a causa de tantos não conseguirem resistir às paixões vindas dos atrativos do mundo material, onde Deus nos colocou,  e se tornam vítimas de obsessores, enquanto tantos outros resistem a elas e não se tornam obsedados?
Um nova observação lhe surge
Como é em tudo que queremos compreender
e concluímos que resta-nos o exercício da comparação
e querendo compreender um caos, somos levado a observar uma ordem
precisamos de parâmetros...de elementos justos para analisar os injustos e
assim vamos avançando
Já não somos um rebelde sem causa
nossa rebeldia caminha para um estado diferente
pois que nos vemos contemplando....
analisando
Citar
A que causa podemos atribuir esse efeito tão doloroso para os homens que é o se tornar vítima de obsessões que lhes podem trazer sofrimentos e perturbações sem conta?”.

A obsessão em si,
parece-me que é entendida como abuso, excessividade, exagero,impertinência...
e assim uma ação que foge a medida de aplicação necessária
resumindo tudo no abuso pessoal e ou promovido por terceiros
todo abuso gera sequela....
ou seja consequências nada agradáveis...

Com isso
penso que a questão que você nos remete
é o aprendizado de fazer uma leitura correta
das coisas que nós observamos

Penetrar na causa de algo
mas ao mesmo tempo
se esforçar para que a maneira que penetramos nesta investigação
não deturpe a própria investigação

penso Inconfort
que sempre será preciso ser sútil

Citar

      Conf: meu amigo Moisés, gosto de seu modo de ser rápido, resumido e pronto nas suas respostas (coisa q não consigo ser). Mas, tornando a pergunta mais clara: dentro da conceituação da doutrina espirita, pq os homens são assim? O q é q existe, em tudo isso q vc citou, q justifique as penalidades terríveis q a lei de causa e efeito lhes impõe?
.......................


Você é um questionador armado
bem sutil e um ás
tem um posicionamento já formatado
mas ao perguntar
pergunta como se nada soubesse
tens uma opinião
ao menos é o que consigo perceber

Mas indo livremente a sua questão
a conceituação da Doutrina Espírita
é fruto de observação
de acompanhamento
de participação

Os Espíritos ao se dirigirem a formação codificação da doutrina
nos esclarece, informa que
tem observado o andamento de vários espíritos e isto por um período extenso
e que suas conclusões são frutos de observações
sérias em um número vasto de almas

Penso que,
para nós compreendermos estas questões
sobre as causas disto ou daquilo
que observamos no momento
entendo que não será possível compreender
tão somente no campo da pergunta e da resposta
entendo que é preciso se envolver
pois que para entender algo não temos somente os olhos e os ouvidos
nossos sentidos atende para inúmeras possibilidades


Este é o meu parecer

abraços
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Março de 2015, 18:13
Re: Mediunidade
      Ref resp #79 em: 130315, às 12:51, de Moisés de Cerq.

      Conf: olá, amigo Moisés, a doutrina está certíssima ao dizer que raciocinemos para melhor entendê-la. Se não fizermos isso, muita coisas não serão compreendidas. Assim, me valendo dos próprios conceitos contidos no texto q vc trouxe, faço alguns comentários, usando as próprias palavras do texto:     

      Vc fez algumas perguntas q estudantes antigos da doutrina não conseguirão responder. Veja:... “Por que uns sofrem mais do que outros? Por que uns têm determinada aptidão e outros não? Por que alguns nascem ricos e outros pobres? Alguns cegos, aleijados, débeis mentais, enquanto outros nascem inteligentes e saudáveis? Por que Deus permite tamanha desigualdade entre seus filhos?”. Resumindo tudo isso numa só pergunta: “pq somos como somos?”

      E vc não tem essas respostas completas, e nem as encontrará em nenhuma religião do planeta! Vai encontrar somente “meias-respostas”, nunca respostas que satisfaçam completamente, pois nunca são inquestionáveis!

      Vamos aos comentários:

      - se todos os efeitos têm suas causas, qual é a causa de a maioria das pessoas não estar interessada nos problemas fundamentais da existência? De se preocuparem mais com seus negócios e problemas particulares? De acharem que questões como “a existência de Deus” e “a imortalidade da alma” não são de seu interesse?

      - Pq (pq = qual é a causa de) nos tornamos assim, indiferentes aos problemas sérios da vida e da espiritualidade? O que diz o amigo? Escolhemos ser assim? Ou o q nos faz ser assim? Há deméritos nisso?

      - pq qdo tudo vai bem, nem nos lembramos de Deus e, quando nos lembramos, é apenas para fazer uma oração... como se fosse obrigação q temos de cumprir? Pq a religião, para muitos, é mera formalidade social, eqto outros a consideram necessária para a vida pessoal? Pq muitos não têm convicção na religião q professam, carregando sérias dúvidas a respeito de Deus e da continuidade da vida após a morte? Pq nos tornarmos assim? Deus nos fez assim? A erraticidade nos fez assim? A vida nos fez assim? O q diz o amigo: o q nos fez assim? Há culpas ou deméritos nisso?

      - E pq nos momentos de angústia muitos não encontram em si a fé necessária, nem a compreensão para enfrentar o problema com coragem e resignação, e caem no desespero?

      - o texto afirma que a doutrina espírita atende a todos esses questionamentos; mas,sem dúvida, para essa afirmação é preciso q tenhamos um profundo conhecimento sobre o espiritismo e, como já colocado no início, há muitas perguntas cujas respostas não encontraremos nem na doutrina, nem em nenhum lugar; qdo muito, encontramos meias-respostas apenas, pois nunca são inquestionáveis!

      E qual é esse ensinamento claro e convincente q a doutrina nos dá q nos permite iniciar uma transformação íntima (reforma íntima?) para melhor?
     
      (Cont...)
 ....................................

Bom !

O assunto do tópico refere-se a mediunidade
espero que me compreenda
não vou me estender

diante disto
observo que vc é capaz
de responder suas questões
sem problemas exagerados

A Causa é a mãe do Efeito

te ajuda ?

e os confundimos as vezes
por causa dos papeis que se trocam
nas reencarnações que se seguem...rsrsrsrs

Ai segue
uma vez mãe
outra filho
outra filho
novamente outra mãe
quem sabe uma vez irmãs
outra vez mães

Mas te coloco
que o tópico conceitua
a mediunidade

Entende?
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Março de 2015, 18:48
Re: Mediunidade
      Ref resp #79 em: 130315, às 12:51, de Moisés de Cerq.

      Conf: olá, amigo Moisés, a doutrina está certíssima ao dizer que raciocinemos para melhor entendê-la. Se não fizermos isso, muita coisas não serão compreendidas. Assim, me valendo dos próprios conceitos contidos no texto q vc trouxe, faço alguns comentários, usando as próprias palavras do texto:     

      Vc fez algumas perguntas q estudantes antigos da doutrina não conseguirão responder. Veja:... “Por que uns sofrem mais do que outros? Por que uns têm determinada aptidão e outros não? Por que alguns nascem ricos e outros pobres? Alguns cegos, aleijados, débeis mentais, enquanto outros nascem inteligentes e saudáveis? Por que Deus permite tamanha desigualdade entre seus filhos?”. Resumindo tudo isso numa só pergunta: “pq somos como somos?”

      E vc não tem essas respostas completas, e nem as encontrará em nenhuma religião do planeta! Vai encontrar somente “meias-respostas”, nunca respostas que satisfaçam completamente, pois nunca são inquestionáveis!

      Vamos aos comentários:

      - se todos os efeitos têm suas causas, qual é a causa de a maioria das pessoas não estar interessada nos problemas fundamentais da existência? De se preocuparem mais com seus negócios e problemas particulares? De acharem que questões como “a existência de Deus” e “a imortalidade da alma” não são de seu interesse?

      - Pq (pq = qual é a causa de) nos tornamos assim, indiferentes aos problemas sérios da vida e da espiritualidade? O que diz o amigo? Escolhemos ser assim? Ou o q nos faz ser assim? Há deméritos nisso?

      - pq qdo tudo vai bem, nem nos lembramos de Deus e, quando nos lembramos, é apenas para fazer uma oração... como se fosse obrigação q temos de cumprir? Pq a religião, para muitos, é mera formalidade social, eqto outros a consideram necessária para a vida pessoal? Pq muitos não têm convicção na religião q professam, carregando sérias dúvidas a respeito de Deus e da continuidade da vida após a morte? Pq nos tornarmos assim? Deus nos fez assim? A erraticidade nos fez assim? A vida nos fez assim? O q diz o amigo: o q nos fez assim? Há culpas ou deméritos nisso?

      - E pq nos momentos de angústia muitos não encontram em si a fé necessária, nem a compreensão para enfrentar o problema com coragem e resignação, e caem no desespero?

      - o texto afirma que a doutrina espírita atende a todos esses questionamentos; mas,sem dúvida, para essa afirmação é preciso q tenhamos um profundo conhecimento sobre o espiritismo e, como já colocado no início, há muitas perguntas cujas respostas não encontraremos nem na doutrina, nem em nenhum lugar; qdo muito, encontramos meias-respostas apenas, pois nunca são inquestionáveis!

      E qual é esse ensinamento claro e convincente q a doutrina nos dá q nos permite iniciar uma transformação íntima (reforma íntima?) para melhor?
     
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Não posso tirar o mérito da importância das qualidades de suas perguntas
...mas quero entendê-las como algo já compreendido pelo colega...

A não ser que professa uma outra religião
e mediante o ensino espírita
venha confrontar com questões
nas quais já obtém entendimento diferente

Mas
reforço suas perguntas são ótimas...excelentes

Mas para um outro tópico
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: lconforjr em 22 de Março de 2015, 20:48
Re: Mediunidade

      Ref Resp #124 em: 220315, às 17:26, de Moisés de Cerq.

      Conf (resp ant): Questão q apresentei: “Se todos os efeitos têm suas causas, qual é a causa que tem como efeito serem os filhos de Deus tão fracos, tão estúpidos e imbecis, dementados, tão voltados para as coisas más, tão cheios de imperfeições e defeitos morais, tão irresponsáveis, tão determinados a trabalhar contra sua própria felicidade, contra seu progresso moral, procurando tantas vezes se embrenhar pelo caminho do mal (o que é a mesma coisa que escolher sofrer), em vez de pelo caminho do bem?
      (nota: o amigo não respondeu estas perguntas q, afinal, se resumem numa só: pq somos assim como somos?). Esta pergunta vale por esta msg inteira; não precisa existir outra pergunta).

      Moisés: Suas perguntas são importantes para você e merecem o nosso respeito. Mostram uma inquietação em seu intimo diante do quadro que descreveu. Talvez até um medo de se declarar ateu,não necessariamente como opção, e ou quem sabe de ser um rebelde das causas, já que as questiona tanto.

      Conf: não, meu jovem; como já disse várias vezes, não procuro respostas às perguntas que faço, nem tenho inquietação em meu íntimo sobre esses assuntos. Como já disse várias vezes neste mesmo fórum, minha intenção é outra, é contribuir para, como sabiamente recomenda a doutrina, que mais alguém raciocine e abra os olhos e não faça como muitos q acreditam que entenderam o q não entenderam e não comam "gato por lebre". Vc sabe q muitos companheiros aceitam, passivamente, o q de suas crenças lhes vem às mãos, sem raciocinar, sem questionar, devido a depositarem total confiança em suas fontes! Isso podemos ver em seguidores de qualquer crença. Por isso, sempre procuro provocar o raciocínio dos amigos, buscando uma “fé raciocinada”. E observe q vc mesmo, embora diga que minhas perguntas merecem respeito, não lhes dá respostas!...

      Moisés: Mas ver somente um quadro de uma imensa coletividade, não nos coloca como um bom observador !

      Conf: concordo com vc; a questão é q vc, talvez, não tenha se conscientizado q os “quadros” a que me refiro são fundamentais, extremamente necessários para q se entenda a doutrina e, consequentemente, a vida; referem-se a temas básicos que deveriam ser abordados no início do estudo da doutrina, para q os iniciantes se posicionem melhor e comecem a saber o q estão estudando. A doutrina inteira gira em torno do bem e do mal e os iniciantes, e acredito que todos os veteranos no estudo dela, nem mesmo sabem pq uns são bons e outros são maus, ou qual é a causa dos sofrimentos dos homens. Vc, meu amigo, sabe?

      Moisés:... Numa observação ampla, constatamos que não são e não estão todos assim... existem pessoas em condições melhores...

      Conf: sim, não são todos assim, mas a pergunta vale mesmo q um só seja assim. Afinal, pq esse ‘um só’ é assim, se os outros não são?

      Conf (resp ant): Qual é a causa de tantos não conseguirem resistir às paixões vindas dos atrativos do mundo material, onde Deus nos colocou, e se tornam vítimas de obsessores, enquanto tantos outros resistem a elas e não se tornam obsedados?

      Moisés:... precisamos de parâmetros...

      Conf: o amigo q é estudante da doutrina, sabe q os parâmetros estão nela, q define o q é ser bom, o q é ser mau, justo, injusto etc.

      Conf (resp ant): A que causa podemos atribuir esse efeito tão doloroso para os homens que é o se tornar vítima de obsessões que lhes podem trazer sofrimentos e perturbações sem conta?

      Observe q não estamos tentando entender o q é a obsessão em si, mas o pq de muitos se tornarem obsedados, certo? Pq cometem desatinos, abusos, excessos etc, se outros não cometem? Pq criaturas q são Daquele que é sabedoria, inteligência, amor, justiça e perfeição são o oposto de seu Criador, imbecis, estúpidos, maldosos, injustos e cheios de imperfeições!

       Conf (resp ant):... tornando a pergunta mais clara: dentro da conceituação da doutrina espirita, pq os homens são assim? O q é q existe, em tudo isso q vc citou, q justifique as penalidades terríveis q a lei de causa e efeito lhes impõe?
      (Nota: Esta é uma das perguntas q o amigo não respondeu).

      E vc está certo; tenho um posicionamento já formatado; por isso não busco respostas.

      Conf: como já lhe disse, amigo Moisés, não sou como vc, rápido e sucinto nas respostas; sou muito prolixo e isso deve ser a causa de não fazer perguntas mais precisas, mais objetivas e, talvez, por isso, chego até a confundir os amigos. Mas, por eqto, não vamos nos estender mais. E lhe mostro q as coisas mais básicas e simples da doutrina nem vc, meu amigo, tem respostas definitivas, conclusivas para elas. Veja só: pq vc é bom, ou pq vc é mau? Aquele q é bom simplesmente quis ser bom, escolheu ser bom e se tornou bom? E o mau, simplesmente quis ser mau, escolheu ser mau e se tornou mau? O que o amigo diz qto a isso? O que o fez ser bom ou mau, senão as circunstancias da vida, o aprendizado q vem dessa escola do bem e do mal, das experiências/lições q a vida incessantemente nos dá? E se é assim, e se todos os sofrimentos são merecidos e justos, pq deve sofrer aquele q não é mau pq quer ser mau, mas pq a vida o faz ser mau?

      E se vc em resposta posterior diz que minhas perguntas são boas, pq não tenta respondê-las q as respostas serão melhores do que elas?

      Abç.
..........................
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Março de 2015, 22:46
Olá Inconfort

Não vamos fugir ao tema MEDIUNIDADE

Isso que já lhe havia solicitado.

Quanto a você ser mais prolixo...
da pra mudar
isso se não for um comportamento premeditado


Quanto as suas questões (tão insistentes, talvez pela prolixidade )
Mas vamos a uma dica que muito nos ajudará
(mas encerremos aqui)

III – O Bem e o Mal

629. Que definição se pode dar à moral?
— A moral e a regra da boa conduta e, portanto, da distinção entre o bem e o mal. Funda-se na observação da lei de Deus. O homem se conduz bem quando faz tudo tendo em vista o bem e para o bem de todos, porque então observa a lei de Deus.

630. Como se pode distinguir o bem do mal?
— O bem é tudo o que está de acordo com a lei de Deus, e o mal é tudo o que dela se afasta. Assim, fazer o bem é se conformar à lei de Deus;.fazer o mal é infringir essa lei.

631. O homem tem meios para distinguir por si mesmo o bem e o mal?
— Sim, quando ele crê em Deus e quando o quer saber. Deus lhe deu a inteligência para discernir um e outro.

632. O homem, que é sujeito a errar, não pode enganar-se na apreciação do bem e do mal e crer que faz o bem quando em realidade está fazendo o mal?
—Jesus vos disse: vede o que quereríeis que vos fizessem ou não; tudo se resume nisso. Assim não vos encanareis.

633. A regra do bem e do mal, que se poderia chamar de reciprocidade ou de solidariedade, não pode ser aplicada à conduta pessoal do homem para consigo mesmo. Encontra ele, na lei natural, a regra desta conduta e um guia seguro?
— Quando comeis demais, isso vos faz mal. Pois bem, é Deus que vos dá a medida do que vos falta. Quando a ultrapassais, sois punidos. O mesmo se dá com tudo o mais. A lei natural traça para o homem o limite das suas necessidades; quando ele o ultrapassa, é punido pelo sofrimento. Se o homem escutasse, em todas as coisas, essa voz que. diz: chega!, evitaria a maior parte dos males de que acusa a Natureza.

634. Por que o mal se encontra na natureza das coisas? Falo do mal moral. Deus não poderia criar a Humanidade em melhores condições?
—Já te dissemos: os Espíritos foram criados simples e ignorantes. (Ver item 115.) Deus deixa ao homem a escolha do caminho: tanto pior para ele se seguir o mal; sua peregrinação será mais longa. Se não existissem montanhas, não poderia o homem compreender que se pode subir e descer; e se não existissem rochas, não compreenderia que há corpos duros. E necessário que o Espírito adquira a experiência, e para isto é necessário que ele conheça o bem e o mal; eis porque existe a união do Espírito e do corpo. (Ver item 119.)

635. As diferentes condições sociais criam necessidades novas que não são as mesmas para todos os homens. A lei natural pareceria, assim, não ser uma regra uniforme?
— Essas diferentes condições existem na Natureza e estão de acordo com a lei do progresso. Isso não impede u unidade da lei natural, que se aplica a tudo.

Comentário de Kardec: As condições de existência do homem mudam segundo as épocas e os lugares, e disso resultam para ele necessidades diferentes e condições sociais correspondentes a essas necessidades. Desde que essa diversidade está na ordem das coisas é conforme à lei de Deus, e essa lei, por isso, não é menos una em seu princípio. Cabe à razão distinguir as necessidades reais das necessidades fictícias ou convencionais.

636. O bem e o mal são absolutos para todos os homens?
— A lei de Deus é a mesma para todos; mas o mal depende, sobretudo, da vontade que se tenha de fazê-lo. O bem é sempre bem e o mal sempre mal, qualquer que seja a posição do homem; a diferença está no grau de responsabilidade(1)

637. O selvagem que cede ao seu instinto, comendo carne humana, é culpado?
— Eu disse que o mal depende da vontade. Pois bem, o homem é tanto mais culpado quanto melhor sabe o que faz.

Comentário de Kardec: As circunstâncias dão ao bem e ao mal uma gravidade relativa. O homem comete, freqüentemente, faltas que, sendo embora decorrentes da posição em que a sociedade o colocou, não são menos repreensíveis; mas a responsabilidade está na razão dos meios que ele tiver para compreender o bem e o mal. É assim que o homem esclarecido que comete uma simples injustiça é mais culpável aos olhos de Deus que o selvagem que se entrega aos instintos.

638. O mal parece, algumas vezes, ser conseqüente da força das circunstâncias. Tal é, por exemplo, em certos casos, a necessidade de destruição, até mesmo do nosso semelhante. Pode-se dizer, então, que há infração à lei de Deus?
— O mal não é menos mal por ser necessário; mas essa necessidade desaparece à medida que a alma se depura passando de uma para outra existência; então se torna mais culpável quando o comete, porque melhor o compreende.

639. O mal que se comete não resulta freqüentemente da posição em que os outros nos colocaram, e nesse caso quais são os mais culpáveis?
— O mal recai sobre aquele que o causou. Assim, o homem que é levado ao mal pela posição em que os outros o colocaram é menos culpável que aqueles que o causaram, pois cada um sofrerá a pena não somente do mal que tenha feito, mas também do que houver provocado.

640. Aquele que não faz o mal, mas aproveita o mal praticado por outro, é culpável no mesmo grau?
— É como se o cometesse; ao aproveitá-lo, torna-se participante dele. Talvez tivesse recuado diante da ação; mas, se ao encontrá-la realizada, dela se serve, é porque a aprova e a teria praticado se pudesse ou se tivesse ousado.

641. O desejo do mal é tão repreensível quanto o mal?
— Conforme; há virtude em resistir voluntariamente ao mal que se sente desejo de praticar, sobretudo quando se tem a possibilidade de satisfazer esse desejo; mas se o que faltou foi apenas a ocasião, o homem é culpável.

642. Será suficiente não se fazer o mal para ser agradável a Deus e assegurar uma situação futura?
— Não; é preciso fazer o bem no limite das próprias forças, pois cada um responderá por todo o mal que tiver ocorrido por causa do bem que deixou de fazer.

643. Há pessoas que, por sua posição, não tenham possibilidade de fazer o bem?
— Não há ninguém que não possa fazer o bem; somente o egoísta não encontra jamais a ocasião de praticá-lo. É suficiente estar em relação com outros homens para se fazer o bem, e cada dia da vida oferece essa possibilidade a quem não estiver cego pelo egoísmo, porque fazer o bem não é apenas ser caridoso mas ser útil na medida do possível, sempre que o auxílio se faça necessário.

644. O meio em que certos homens vivem não é para eles o motivo principal de muitos vícios e crimes?
— Sim, mas ainda nisso há uma prova escolhida pelo Espírito no estado de liberdade; ele quis se expor à tentação para ter o mérito da resistência.

645. Quando o homem está mergulhado na atmosfera do vício, o mas não se torna para ele um arrastamento quase irresistível?
—Arrastamento, sim; irresistível, não; porque, no meio dessa atmosfera de vícios, podes encontrar grandes virtudes. São Espíritos que tiveram a força de resistir e que tiveram, ao mesmo tempo, a missão de exercer uma boa influência sobre os seus semelhantes.

646. O mérito do bem que se faz está subordinado a certas condições, ou seja, há diferentes graus no mérito do bem?
— O mérito do bem está na dificuldade; não há nenhum em fazê-lo sem penas e quando nada custa. Deus leva mais em conta o pobre que reparte o seu único pedaço de pão que o rico que só dá do seu supérfluo. Jesus já o disse, a propósito do óbolo da viúva.

Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Março de 2015, 22:52
Um estudo pertinente as questões de mediunidade.

A obsessão
Grupo Espírita Bezerra de Menezes

"E quando chegaram para junto da multidão, aproximou-se dele um homem, que se ajoelhou e disse: Senhor, compadece-te de meu filho, porque é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo e outras muitas na água. Apresentei-o a teus discípulos, mas eles não puderam curá-lo.

Jesus exclamou: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui o menino.

E Jesus repreendeu o demônio, e este saiu do menino; e desde aquela hora, ficou o menino curado" - (Mateus, cap. 17 - 14 a 18).

8.0 - O QUE É A OBSESSÃO

A obsessão é uma espécie de enfermidade de ordem psíquica e emocional, que consiste num constrangimento das atividades de um Espírito pela ação de um outro.

A influência maléfica de um Espírito obsessor pode afetar a vida mental de uma pessoa, alterando suas emoções e raciocínios, chegando até mesmo a atingir seu corpo físico. A influência espiritual só é qualificada como obsessão quando se observa uma perturbação constante. Se a influência verificada é apenas esporádica, ela não se caracterizará como uma obsessão.

Somente os Espíritos maus e imperfeitos provocam obsessões, interferindo na vontade do indivíduo, fazendo com que ele tenha ações contrárias ao seu desejo natural.

A obsessão só se instala na mente do paciente quando o obsessor encontra fraquezas morais que possam ser exploradas. São pontos fracos que, naturalmente, todos nós temos, pela imperfeição que nos caracteriza. Deste modo, conclui-se que todos estamos sujeitos à obsessão.

As doenças do corpo carnal só se manifestam quando existem fragilidades estruturais ou carências no organismo físico. Na área psíquica acontece coisa semelhante. Os indivíduos enfraquecidos moralmente, com falhas de caráter, vícios etc, estarão mais sujeitos à obsessão.

O Espírito obsessor, conhecendo as fraquezas morais do enfermo, vai aos poucos obtendo acesso à sua área mental, chegando em alguns casos a dominá-lo. Se a obsessão se intensificar, e não for tratada espiritualmente em tempo hábil, ocorrerá um aumento de afinidade fluídica entre obsessor e obsedado, o que poderá acarretar no agravamento da enfermidade.

As obsessões no período de infância são raras. Geralmente, as influências iniciam-se entre os sete e dez anos de idade, quando a personalidade da criança começa a desabrochar. Depois desse período já é possível que ocorram influências obsessivas mais preocupantes.

Alguns adeptos do Espiritismo costumam dizer que todas as pessoas são obsediadas, mas isso não é verdade. Todos nós recebemos influências espirituais boas e ruins que, de acordo com nosso livre arbítrio, podem nos encaminhar para o Bem ou para o Mal.

A obsessão é caracterizada por uma enfermidade com sinais bastante perceptíveis. Só é obsediado, no real significado da palavra, aquele que está psicologicamente enfermo por causa de influências espirituais negativas, ou se fez prisioneiro de pensamentos mórbidos existentes em sua intimidade.

Abaixo, citaremos alguns ensinamentos de Allan Kardec sobre o assunto, encontrados na Revista Espírita, ano de 1858, mês de Outubro:

- Os Espíritos não são iguais nem em poder, nem em conhecimento, nem em sabedoria. Como não passam de almas humanas desembaraçadas de seu invólucro corporal, ainda apresentam uma variedade maior que a que encontramos entre os homens na Terra. Há, pois, Espíritos muito superiores, como os há muito inferiores; muito bons e muito maus, muito sábios e muito ignorantes, há os levianos, malévolos, mentirosos, astutos, hipócritas, espirituosos, trocistas etc.

- Estamos incessantemente cercados por uma nuvem de Espíritos que, nem por serem invisíveis aos nossos olhos materiais, deixam de estar no espaço, em redor de nós, ao nosso lado, espiando os nossos atos, lendo os nossos pensamentos, uns para nos fazer o bem, outros para nos fazer o mal, segundo os Espíritos bons ou maus.

- Pela inferioridade física e moral de nosso globo, na hierarquia dos mundos, os Espíritos inferiores aqui são mais numerosos que os superiores.

- Entre os que nos cercam, há os que se ligam a nós, que agem mais particularmente sobre o nosso pensamento, aconselhando-nos, e cujo impulso seguimos sem nos apercebermos; felizes se escutarmos a voz dos bons.

- Liga-se os Espíritos inferiores àqueles que os ouvem, junto aos quais têm acesso e aos quais se agarram. Se conseguirem estabelecer domínio sobre alguém, identificam-se com o seu próprio Espírito, fascinam-no, obsediam-no, subjugam-no e o conduzem como se fosse uma criança.

- A obsessão jamais se dá senão por Espíritos inferiores. Os bons Espíritos não produzem nenhum constrangimento; aconselham, combatem a influência dos maus e se afastam, desde que não sejam ouvidos.

- O grau de constrangimento e a natureza dos efeitos que produz marcam a diferença entre a obsessão, a subjugação e a fascinação.

- Por sua vontade pode sempre o homem sacudir o jugo dos Espíritos imperfeitos, porque em virtude de seu livre arbítrio, há escolha entre o bem e o mal. Se o constrangimento chegou a ponto de paralisar a vontade e se a fascinação é tão grande que oblitera a razão, então a vontade de uma terceira pessoa pode substituí-la.

8.1 - CAUSAS DA OBSESSÃO

"Reconcilia-te sem demora com teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que não suceda que ele te entregue ao juiz, e que o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas mandado para a cadeia. Em verdade te digo que não sairás de lá, enquanto não pagares o último ceitil" - (Mateus, cap. 5, 25, 26).

Basicamente, a obsessão tem quatro causas: as morais, as relativas ao passado, as contaminações e as anímicas.

a) As causas morais

As obsessões de causas morais são aquelas provocadas pela má conduta do indivíduo na vida cotidiana. Ao andarmos de mal com a vida e com as pessoas, estaremos sintonizando nossos pensamentos com os Espíritos inferiores e atraindo-os para perto de nós. Desse intercâmbio de influências poderá nascer uma obsessão.

Vícios mundanos, como o cigarro, a bebida em excesso, o cultivo do orgulho, do egoísmo, da maledicência, da violência, da avareza, da sensualidade doentia e da luxúria poderão ligar-nos a entidades espirituais infelizes que, mesmo desencarnadas, não se desapegaram dos prazeres materiais. Esses Espíritos ligam-se aos "vivos" para satisfazerem seus desejos primitivos, tratando as pessoas como se fossem a extensão de seus interesses no plano material.

b) As causas relativas ao passado

As obsessões relativas ao passado são aquelas provenientes do processo de evolução a que todos os Espíritos estão sujeitos. Nas suas experiências reencarnatórias, por ignorância ou livre arbítrio, uma entidade pode cometer faltas graves em prejuízo do próximo. Se a desavença entre eles gerar ódio, o desentendimento poderá perdurar por encarnações a fio, despontando nos desafetos, brigas, desejos de vingança e perseguição. Casos assim podem dar origem a processos obsessivos tenazes.

Desencarnados, malfeitor e vítima continuam a alimentar os sentimentos de rancor de um para com o outro. Se um encarna, o outro pode persegui-lo, atormentando-o e vice-versa.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Março de 2015, 22:53
c) As contaminações

As contaminações obsessivas geralmente acontecem quando uma pessoa freqüenta ou simplesmente passa por ambientes onde predomina a influência de Espíritos inferiores. Seitas estranhas, onde o ritualismo e o misticismo se fazem presentes; terreiros primitivos, onde se pratica a baixa magia; benzedeiras e mesmo centros espíritas mal orientados são focos onde podem aparecer contaminações obsessivas. Espíritos atrasados, ligados ao lugar onde a pessoa freqüentou ou visitou, envolvem-se na sua vida mental, prejudicando-a. Ocorrem também situações em que as irradiações magnéticas vindas desses ambientes, causam-lhe transtornos fluídicos. A gravidade dos casos estará na razão direta da sintonia que os Espíritos inferiores estabelecerem com os pacientes.

d) Causa anímica ou auto-obsessão

As obsessões anímicas são causadas por uma influência mórbida residente na mente do próprio paciente. Por causa de vícios de comportamento, ele cultiva de forma doentia pensamentos que causam desequilíbrio em sua área emocional.

Muitas tendências auto-obsessivas são provenientes de experiências infelizes ligadas às vidas passadas do enfermo. Angústia, depressão, mania de perseguição ou carências inexplicadas podem fazer parte de processos auto-obsessivos.

O auto-obsediado costuma fechar-se em seus pensamentos negativos e não encontra forças para sair dessa situação constrangedora. Esse posicionamento mental atrai Espíritos doentios que, sintonizados na mesma faixa psíquica, agravam sua doença espiritual.

A fluidoterapia, largamente usada nas casas espíritas, pode ser utilizada como auxiliar no tratamento das auto-obsessões. A melhor terapia, no entanto, é a reeducação através da conscientização dos seus males e conseqüente mudança de postura.

8.2 - CARACTERÍSTICAS DA OBSESSÃO

A Obsessão apresenta características que pode situá-la no grau de gravidade que lhe é própria. Há três graus de gravidade: Obsessão Simples, Fascinação e Subjugação.

a) Obsessão Simples

É um tipo de influência que, de forma sutil, constrange a pessoa a praticar atos ou ter pensamentos diferentes do que geralmente possui. O obsedado, às vezes, nem percebe o que lhe está ocorrendo. Em outras, têm consciência da influência daninha, mas não consegue se livrar dela. Este tipo de obsessão é muito comum e pode agravar-se, dependendo da natureza do Espírito atrasado envolvido e das disposições morais do paciente.

b) Fascinação

Allan Kardec disse, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", que a fascinação é o pior tipo de obsessão. Trata-se de uma ilusão provocada por um Espírito hipócrita que domina a mente do paciente, distorcendo seu senso de realidade. O Espírito obsessor planeja muito bem seu intento destrutivo e busca envolver o indivíduo em artimanhas mentais bem preparadas.

As portas de entrada para a fascinação, como sempre, são as falhas morais. É no orgulho de sua vítima que o Espírito hipócrita encontra o alimento para fascinar-lhe a personalidade.

Para conseguir seu domínio, a entidade maldosa exalta a vaidade do obsedado, fazendo-o sentir-se infalível e autoconfiante. A ilusão é tamanha que o fascinado adquire uma grandiosa cegueira, o que não lhe permite perceber o ridículo de certas ações que pratica.

Doutrinas absurdas, idéias contraditórias, teorias impraticáveis podem ser oriundas da ação de médiuns ostensivos ou não, que estão sob o império da fascinação. A pessoa fascinada dificilmente aceita sua condição de enferma, o que dificulta a cura do processo obsessivo. Geralmente se aborrece com as críticas e com as pessoas que não participam de sua admiração e afasta-se de quem quer que possa abrir-lhe os olhos.

Do simples e ignorante, ao intelectual e letrado, todos podem ser vítimas da fascinação.

c) Subjugação

A subjugação pode ser moral ou corpórea. No caso moral, o Espírito obsessor adquire forte domínio sobre o psiquismo do indivíduo, levando-o a tomar decisões contrárias ao seu desejo. Na fascinação há uma ilusão. Na subjugação, o paciente tem consciência do que lhe acontece.

Na subjugação corpórea, além de exercer o domínio psíquico, o obsessor atinge a parte fluídica perispiritual do doente. Domina seu corpo físico e, às vezes, numa crise semelhante à epilepsia, atira-o ao chão. Como o obsedado fica quase sempre sem as energias necessárias para dominar ou repelir o mau Espírito, carece da intervenção de uma terceira pessoa com ascendência moral sobre ele, para auxiliá-lo a sair da difícil situação.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Março de 2015, 22:55
8.3 - SITUAÇÕES OBSESSIVAS

As obsessões, de um modo geral, não apresentam gravidade. São fáceis de serem tratadas pela metodologia espírita. Só em um pequeno número de casos há fatores que facilitam a degeneração do processo, culminando na fascinação ou subjugação. Em quase todos os processos obsessivos existem duas partes envolvidas. Só na auto-obsessão, o indivíduo atormenta-se a si mesmo. Assim, podemos ter os seguintes casos de situação obsessiva:

De desencarnado para encarnado.
De encarnado para desencarnado.
De desencarnado para desencarnado.
De encarnado para encarnado.
Obsessão recíproca
Auto-obsessão.

8.4 - O TRATAMENTO DA OBSESSÃO

"Quando o Espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares secos, buscando repouso; e, não o achando, diz: Tornarei para minha casa donde saí.
E, chegando, acha-a varrida e adornada.
Então vai, e leva consigo outros sete Espíritos piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado desse homem é pior do que o primeiro" -
(Lucas, cap. 11, 24 - 26).

A obsessão, como todas as enfermidades, pode ser curada através de tratamentos especializados. Para se tratar essa enfermidade espiritual, são necessários alguns procedimentos terapêuticos:

a) Conscientização

Deve-se conscientizar o paciente da situação de enfermo em que se encontra, para que, com sua força de vontade, possa ajudar-se na cura. Nenhum tratamento surtirá efeito se não contar com a vontade de quem precisa dele.

b) Reeducação

É preciso orientar o assistido sobre a necessidade de melhoria de sua conduta na vida diária. Que se esforce para evitar os vícios mais grosseiros e que procure controlar suas más tendências. Sem essa mudança de postura e de visão, dificilmente ficará livre das más influências, que predispõem aos processos obsessivos.

Importante lembrar que os bons exemplos vindos de quem ministra a instrução é uma das grandes armas na luta contra a obsessão.

c) Evangelização

Enfatizar sempre ao enfermo a necessidade de observar os ensinos morais do Evangelho de Jesus, roteiro seguro para libertação dos males do Espírito. Orientar a necessidade da freqüência regular à casa espírita, até que sua enfermidade seja curada ou esteja sob controle. Estimular o hábito da prece, o mais poderoso auxílio no tratamento de obsedados.

d) Intercâmbio espiritual

Orientar moralmente o Espírito obsessor nas reuniões mediúnicas, evocando-o em médiuns preparados para esta tarefa, aconselhando-o a seguir outro caminho que não o da vingança, da mentira ou dos prazeres inferiores. Este trabalho de esclarecimento deve ser feito por pessoas com experiência e conhecimento da ciência espírita, a fim de atingir os resultados esperados.

e) Reequilíbrio familiar

Sempre que possível, a equipe responsável pelo tratamento do enfermo deverá orientar moralmente sua família que, em muitos casos, está envolvida direta ou indiretamente na problemática obsessiva. Além disso, o apoio e a compreensão dos familiares no processo de cura desta grave enfermidade espiritual é fundamental.

g) Tratamento médico

Nos casos em que o processo obsessivo apresentar-se com grave comprometimento psíquico, o paciente deverá receber assistência de um profissional habilitado, que lhe despenderá os cuidados necessários.

É importante enfatizar que não podemos interferir nas prescrições médicas, tampouco suspender medicamentos por conta própria.

f) Ascendência moral

Para se conseguir bons resultados nas tarefas de desobsessão, é preciso que a equipe de atendimento tenha ascendência moral sobre o Espírito obsessor e isso só é possível cultivando uma vida moral sadia. O falar sem exemplificação transforma-se em letra morta. Jesus expulsava os maus Espíritos apenas com o uso de sua autoridade moral. Disse que poderíamos fazer o mesmo.

"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações" -

(Allan Kardec - Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 4).
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: lconforjr em 23 de Março de 2015, 02:21
      Ref resp #128 em: 220315, às 22:46 de Moisés de Cerq.


      Conf: amigo de Cerqueira, vamos então continuar (se vc desejar, é claro) aquele assunto em novo tópico, começando a estudar a partir da citação q vc fez na resp acima referida: "III – O Bem e o Mal. 629. Que definição se pode dar à moral?"

.........................
     

Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 23 de Março de 2015, 12:40
      Ref resp #128 em: 220315, às 22:46 de Moisés de Cerq.


      Conf: amigo de Cerqueira, vamos então continuar (se vc desejar, é claro) aquele assunto em novo tópico, começando a estudar a partir da citação q vc fez na resp acima referida: "III – O Bem e o Mal. 629. Que definição se pode dar à moral?"

.........................
     



Inconfort

O assunto a luz da DE já está respondido
creio não ser difícil compreender a maneira que a DE explica
e a extensão que ela alcança

Muitos não aceitam a DE
Não que tenham que aceitá-la
A DE também não impõe os seus conceitos

Não posso falar pela DE
Posso ler e dialogar sobre o que ela explica

Mas de mim mesmo tenho pouca conhecimento para dar uma definição precisa sobre estes apontamentos....sou leigo...não represento nenhuma disciplina...nem tenho formação acadêmica para tal

Faço estudos pessoais e em grupos, mas acontecem em poucos tempos semanais e ou mensais,
 O mais é na net mesmo...entre pesquisas e ou diálogos como este nosso.
Confesso que eu não tenho um tempo para um debate e nem pretendo defender assim um ponto de vista...e firmar uma posição , onde me colocaria irredutível a minha maneira de ver.

Espero que me entenda e compreenda também
Talvez eu seja sucinto, como dizes, apenas por desfrutar de uma economia dos outros que partilham da opinião espírita...de mim mesmo, confesso....estou em tratamento educacional ha anos...

Então
te agradeço...

Abraços

Mas
você como todos nós, que estamos acompanhando o tópico, na simplicidade que ele se apresenta...e sabemos sobre os assuntos expostos, são todos repetidos, pois que já foram inseridos em outros tópicos varias e várias vezes...
poderia fazer colocações breves sobre a mediunidade
de preferência
sobre a mediunidade em você
...apenas uma sugestão...


Abração

Título: Re: Mediunidade
Enviado por: lconforjr em 23 de Março de 2015, 15:35
Re: Mediunidade
      Ref resp #133 em: 230315, às 12:40, de Moisés.
      Conf: vamos então continuar (se vc desejar, é claro) em novo tópico...     
      Moisés: O assunto á luz da DE já está respondido... creio não ser difícil compreender a maneira que a DE explica e a extensão que ela alcança.
      Conf: devo lhe dizer q “esse assunto” não está respondido pela DE; aliás, nenhuma doutrina o responde. E vc poderá facilmente constatar isso pois ainda não encontrou (já procurou?) e nem encontrará as respostas q temos procurado. E aceitar ou não a DE não é uma questão q querer, mas de compreender. Quem “compreende”, aceita, mesmo q negue q aceita.
      Moisés: e sabemos sobre os assuntos expostos, são todos repetidos, pois que já foram inseridos em outros tópicos varias e várias vezes...
      Conf: sim, muito repetidos, e tantas vezes devido exatamente a nenhum dos amigos ter compreendido. Muitos foram inseridos em outros tópicos, mas nenhuma resposta completa foi inserida. E são as coisas mais básicas da doutrina!
      Moisés: poderia fazer colocações breves sobre a mediunidade de preferência em você...
      Conf: Por mais de 40 anos fui médium psicógrafo, mas essas colocações, não as sobre as inspiradas msgs recebidas, mas sobre o exercício da mediunidade, em nada nos elevam. Por isso mesmo, sempre me atenho apenas àqueles temas que, “para mim”, são os mais importantes, como a igualdade na criação, o livre-arbítrio, a lei “moral” de causa e efeito; pq somos tão mentalmente desequilibrados q escolhemos fazer o mal e não o bem; tão desequilibrados q preferimos, teimosamente, ser infelizes, podendo ser felizes; pq agimos tanto contra nós mesmos; qual a causa dos sofrimentos dos homens, justiça divina e coisas semelhantes.

      Também, um abração para vc.
..............
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 23 de Março de 2015, 16:22
Re: Mediunidade
      Ref resp #133 em: 230315, às 12:40, de Moisés.
      Conf: vamos então continuar (se vc desejar, é claro) em novo tópico...     
      Moisés: O assunto á luz da DE já está respondido... creio não ser difícil compreender a maneira que a DE explica e a extensão que ela alcança.
      Conf: devo lhe dizer q “esse assunto” não está respondido pela DE; aliás, nenhuma doutrina o responde. E vc poderá facilmente constatar isso pois ainda não encontrou (já procurou?) e nem encontrará as respostas q temos procurado. E aceitar ou não a DE não é uma questão q querer, mas de compreender. Quem “compreende”, aceita, mesmo q negue q aceita.
      Moisés: e sabemos sobre os assuntos expostos, são todos repetidos, pois que já foram inseridos em outros tópicos varias e várias vezes...
      Conf: sim, muito repetidos, e tantas vezes devido exatamente a nenhum dos amigos ter compreendido. Muitos foram inseridos em outros tópicos, mas nenhuma resposta completa foi inserida. E são as coisas mais básicas da doutrina!
      Moisés: poderia fazer colocações breves sobre a mediunidade de preferência em você...
      Conf: Por mais de 40 anos fui médium psicógrafo, mas essas colocações, não as sobre as inspiradas msgs recebidas, mas sobre o exercício da mediunidade, em nada nos elevam. Por isso mesmo, sempre me atenho apenas àqueles temas que, “para mim”, são os mais importantes, como a igualdade na criação, o livre-arbítrio, a lei “moral” de causa e efeito; pq somos tão mentalmente desequilibrados q escolhemos fazer o mal e não o bem; tão desequilibrados q preferimos, teimosamente, ser infelizes, podendo ser felizes; pq agimos tanto contra nós mesmos; qual a causa dos sofrimentos dos homens, justiça divina e coisas semelhantes.

      Também, um abração para vc.
..............


Olá Inconfort
Tudo bem você me venceu

Então se me venceu
Não há mais o que continuar

Mas convenhamos 40 anos?
é muita atividade
e que Deus o abençoe

Já é uma bela contribuição ao tópico
muito obrigado pela informação pessoal

Eu já cheguei a pensar que com uma frase
eu poderia entrar no rol dos escolhidos por Deus !

Já vi que tenho muito lenha que queimar
vamos as lenhas
pois não tenho alguma sequer

Abraços

PS.
estas suas questões são bem cansativos
(ao menos para mim)
(piadinha)
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: lconforjr em 23 de Março de 2015, 16:36
Re: Mediunidade

      A todos os foristas.

      Ref resp #131 em: 220315, às 22:55, de Moisés de Cerq.

      Conf: amigos, entre tantas questões q podemos apresentar provocadas pelas ultimas msgs/resp, do amigo Moisés de Cerq, e recentemente publicadas neste tópico “Mediunidade”, apresento apenas uma (ou deveria colocá-la em outro tópico?) relacionada à afirmação: "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações".

      Pergunta (parece tola, mas não é): Se somos todos perfeitamente iguais no ato da criação, e se, então, não temos qualquer má inclinação, qual é a causa de a termos adquirido? Onde as adquirimos? Na erraticidade? Ou adquirimos as más inclinações na própria, isto é, na mesma escola de vida para onde, obrigatoriamente, somos mandados para nos libertar das más inclinações?

      E se, antes, não tínhamos essas más inclinações (ou imperfeições) e, depois, as adquirimos, como se dizer q não existe retrocesso moral? Antes, estamos numa condição moral livre de imperfeições; depois, passamos para uma condição moral cheia de imperfeições! Isso, sem dúvida, não significa avançar, mas retroceder, concorda?
.......................
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 23 de Março de 2015, 16:47
Pela oportunidade que me atende e me responsabilizo
em atenção ao Tópico
deixo uma mensagem recebida por um amigo
espero que gostem


MENSAGEM AOS AMIGOS " PORTO SEGURO "

Nenhuma forma de dizer seria a mais clara em sorriso.
As muralhas têm sem acesso fácil, muralhas da terra.
O silêncio reconhecido traz facilidade para o trabalho.
A qualificação vem com passar das horas, não dias.
A emergência que socorre é sentida em todo meio.
Mentes doentes são a nascente dos rios de lodo.
Espiritual e físico...
Cumprir algo tão difícil se torna fácil com legiões que chegam,
De doutrinadores da mente, em escala diferente antes vista.
É um novo trabalho, e será modificador.
A pá e a enxada estão unidas, para a terra vasta de suas vistas.
Receios de tamanho e magnitude tem que ser dissipados.
A medida que se alarga o horizonte, é maior margem para o sol e não a noite.
A ajuda não virá, ela já esta sendo executada.
O fascínio bens já conhece, então limpe seus olhares.
Não locomovo pensamentos aleatórios, nem tão poucas inspirações.
Falaremos diretamente em seus corações, pois nossa língua e nosso meio.
Não são definidos em outra língua ou pensares, apenas no amor.
Confiar apenas, pois sabeis bem que a ampulheta de areia tem alguns grãos.
Não para o fim, mais inicio. Pois o tempo é apenas o despertar.
Mais nada controla ou controlará esta forma não nova, mais nova neste mundo.
Agora em tempo certo do despertar, destes todos vivos e mortos, assim como chamam.
O nosso mundo verdadeiro esta aqui, simples, claro e sereno.
Sem muitas palavras, em muito silêncio falaremos as mentes, a estas mentes recorrentes.
Será uma forma de fortalecer a confiança, e compreender o trabalho.
Antes das frases, permitidas impregnadas em cada coração. Em oração findou a certeza.
Tens a certeza, fluidez dos seus pensares. Somos nós, em alto tom.
Como a musica em sinfonia, violino ao piano. Precursores de corações.
Não temas a multidão, aproveitas o caminho. Não são dividas é o prazer do conhecimento.
Se pedires em servir, braços tão espaços na matéria, e abundante na terra espiritual.
Saudades, passageiras.
Vi um homem andando sozinho, pensava sempre andar assim.
Longe do seu irmão padrinho.
Esperando florescer.
É chegada a primavera,
Os pássaros a te zombar.
As flores do seu caminho,
É o jardim que plantará.
Mais os grilhões dos pedidos,
Os fazem sempre retornar.
Pois os de Deus verdadeiros filhos.
Não deixam no escuro os companheiros seus.
Da mesma forma a este exemplo seguimos,
Diante dos olhos meus.
Tentamos compreender seus instintos,
Em um mundo ainda cinza, com o sol a florescer.
Como brilhas seus corações, os nossos queremos ter.
Mas a própria luz, não consegue a ela mesma iluminar.
A sensação não percebida, auxiliando vamos notar.
Tenha coragem, e deixe o resto, pois o resto é o despojo.
A intenção do cumprimento à direção vai guiar.
Deus ordena com carinho, é impossível não aceitar,
Legiões de passarinhos chegam devagarinho,
A terra vibra como o mar.
Perceba a palavra, no silêncio, agora compreendido.
A voz não ladra, ela diz em vento a empurrar.
Vem de dentro, a certeza. Iremos sempre simplificar.
O arado pronto tem as sementes.
Colhendo na areia, os inocentes.
Mesmo na rocha, a arvore surgirá.
Não assinaremos, pois somos muitos,
Não damos nomes, pois brevemente poderão nos avistar.
MENTE, CORPO, ALMA em beneficio do amor de DEUS

* Médium - Muniz
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 23 de Março de 2015, 16:52
Re: Mediunidade

      A todos os foristas.

      Ref resp #131 em: 220315, às 22:55, de Moisés de Cerq.

      Conf: amigos, entre tantas questões q podemos apresentar provocadas pelas ultimas msgs/resp, do amigo Moisés de Cerq, e recentemente publicadas neste tópico “Mediunidade”, apresento apenas uma (ou deveria colocá-la em outro tópico?) relacionada à afirmação: "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações".

      Pergunta (parece tola, mas não é): Se somos todos perfeitamente iguais no ato da criação, e se, então, não temos qualquer má inclinação, qual é a causa de a termos adquirido? Onde as adquirimos? Na erraticidade? Ou adquirimos as más inclinações na própria, isto é, na mesma escola de vida para onde, obrigatoriamente, somos mandados para nos libertar das más inclinações?

      E se, antes, não tínhamos essas más inclinações (ou imperfeições) e, depois, as adquirimos, como se dizer q não existe retrocesso moral? Antes, estamos numa condição moral livre de imperfeições; depois, passamos para uma condição moral cheia de imperfeições! Isso, sem dúvida, não significa avançar, mas retroceder, concorda?
.......................


Olá Inconfort

Nós ,
os espíritos que povoamos toda esta imensidão universal,
segundo a DE,
Fomo criados simples e ignorantes
e não iguais
Quando o fomos e como o fomos
os Espíritos , ao menos os que kardec se envolve,
dizem que não o sabem
e nem fazem afirmações alguma

Logo
suas respostas está em suas colocações
é só aprecia-las
parece-me que para este tópico
já encerramos este assunto

Blza!
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: lconforjr em 23 de Março de 2015, 17:28
Re: Mediunidade

      Amigos foristas.

      Ref resp #135 em: 230315, às 16:22, de Moisés

      Moisés: Tudo bem você me venceu. Então se me venceu
não há mais o que continuar.

      Conf: ops! Estamos estudando ou competindo? E como não há o q continuar, se estamos apenas começando?

      Moisés: Mas convenhamos 40 anos?

      Conf: estudo a doutrina há mais de sete décadas (estou na minha nona). Talvez por isso mesmo tenha encontrado motivo para tantas questões q trago. Minhas questões são sim cansativas (até para mim mesmo), mas isso se deve a que os amigos estudiosos não encontram respostas para elas nas doutrinas populares, e precisamos encontra-las se, sinceramente, queremos entender a doutrina e a vida. Uma dica para vc (foi importante para mim): dê uma olhada no LM, cap 3, item 35. Ali, estão, para mim, os primeiros passos para tentar entender o que queremos entender.

      Abraços
............................
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: lconforjr em 23 de Março de 2015, 17:59

Re: Mediunidade

      Ref resp #138 em: 230315, às 16:52, de Moisés

      A todos os amigos foristas.

      Conf (resp ant): amigos, entre tantas questões q podemos apresentar provocadas pelas ultimas msgs/resp do amigo Moisés de Cerq, e recentemente publicadas neste tópico “Mediunidade”, apresento apenas uma (ou deveria colocá-la em outro tópico?) relacionada à afirmação: "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações".

      Pergunta (parece tola, mas não é): Se somos todos perfeitamente iguais no ato da criação, e se, então, não temos qualquer má inclinação, qual é a causa de a termos adquirido? Onde as adquirimos? Na erraticidade? Ou adquirimos as más inclinações na própria escola, isto é, na mesma escola de vida para onde, obrigatoriamente, somos mandados para nos libertar das mesmas más inclinações?

      E se, antes, não tínhamos essas más inclinações (ou imperfeições) e, depois, as adquirimos, como se dizer q não existe retrocesso moral? Antes, estamos numa condição moral livre de imperfeições; depois, passamos para uma condição moral cheia de imperfeições! Isso, sem dúvida, não significa avançar, mas retroceder, concorda?
.......................

      Moisés: nós, segundo a DE, fomos criados simples e ignorantes
e não iguais.

      Conf: se não fomos criados perfeitamente iguais, de duas uma: ou a DE está errada e necessita ser corrigida, ou temos de admitir q a justiça divina é uma fantasia. A DE afirma que, sendo Deus todo justiça, não há privilégios, nem privilegiados; que todos somos criados perfeitamente iguais tb nos requisitos necessários à evolução, isto é, iguais qto às facilidades ou dificuldades para evoluir; igualdade total qto às faculdades subjetivas (pensar, sentir, entender, raciocinar, imaginar etc). Veja, está lá no OLE. Não houvesse, no princípio, essa igualdade perfeita, não haveria justiça divina.

      E veja o amigo q, novamente, não respondeu às questões q apresentei, e não respondeu pq não encontra as respostas em nenhum dos livros da doutrina.   Observe: (já lhe fiz esta pergunta, mas vc não respondeu): qual é a causa de um ser bom, e outro ser mau?

      Abç.
....................
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 23 de Março de 2015, 18:17
Re: Mediunidade

      Amigos foristas.

      Ref resp #135 em: 230315, às 16:22, de Moisés

      Moisés: Tudo bem você me venceu. Então se me venceu
não há mais o que continuar.

      Conf: ops! Estamos estudando ou competindo? E como não há o q continuar, se estamos apenas começando?

      Moisés: Mas convenhamos 40 anos?

      Conf: estudo a doutrina há mais de sete décadas (estou na minha nona). Talvez por isso mesmo tenha encontrado motivo para tantas questões q trago. Minhas questões são sim cansativas (até para mim mesmo), mas isso se deve a que os amigos estudiosos não encontram respostas para elas nas doutrinas populares, e precisamos encontra-las se, sinceramente, queremos entender a doutrina e a vida. Uma dica para vc (foi importante para mim): dê uma olhada no LM, cap 3, item 35. Ali, estão, para mim, os primeiros passos para tentar entender o que queremos entender.

      Abraços
............................

Inconfort

Não o estou colocando em paredes
em uma espécie de escolhas
isso ou aquilo

Deixa o tópico seguir a direção que lhe é comum.

te agradeço a gentileza
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 23 de Março de 2015, 18:25

Re: Mediunidade

      Ref resp #138 em: 230315, às 16:52, de Moisés

      A todos os amigos foristas.

      Conf (resp ant): amigos, entre tantas questões q podemos apresentar provocadas pelas ultimas msgs/resp do amigo Moisés de Cerq, e recentemente publicadas neste tópico “Mediunidade”, apresento apenas uma (ou deveria colocá-la em outro tópico?) relacionada à afirmação: "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações".

      Pergunta (parece tola, mas não é): Se somos todos perfeitamente iguais no ato da criação, e se, então, não temos qualquer má inclinação, qual é a causa de a termos adquirido? Onde as adquirimos? Na erraticidade? Ou adquirimos as más inclinações na própria escola, isto é, na mesma escola de vida para onde, obrigatoriamente, somos mandados para nos libertar das mesmas más inclinações?

      E se, antes, não tínhamos essas más inclinações (ou imperfeições) e, depois, as adquirimos, como se dizer q não existe retrocesso moral? Antes, estamos numa condição moral livre de imperfeições; depois, passamos para uma condição moral cheia de imperfeições! Isso, sem dúvida, não significa avançar, mas retroceder, concorda?
.......................

      Moisés: nós, segundo a DE, fomos criados simples e ignorantes
e não iguais.

      Conf: se não fomos criados perfeitamente iguais, de duas uma: ou a DE está errada e necessita ser corrigida, ou temos de admitir q a justiça divina é uma fantasia. A DE afirma que, sendo Deus todo justiça, não há privilégios, nem privilegiados; que todos somos criados perfeitamente iguais tb nos requisitos necessários à evolução, isto é, iguais qto às facilidades ou dificuldades para evoluir; igualdade total qto às faculdades subjetivas (pensar, sentir, entender, raciocinar, imaginar etc). Veja, está lá no OLE. Não houvesse, no princípio, essa igualdade perfeita, não haveria justiça divina.

      E veja o amigo q, novamente, não respondeu às questões q apresentei, e não respondeu pq não encontra as respostas em nenhum dos livros da doutrina.   Observe: (já lhe fiz esta pergunta, mas vc não respondeu): qual é a causa de um ser bom, e outro ser mau?

      Abç.
....................


Olá Amigo
não ser criados iguais
significa não sermos réplicas

Quando se fala em criar
aponta um caminha da existência humana...não aponta o antes
como as tartaruguinhas que saem dos ovos (eclodem)
e vão para o mar....ou para a garganta de outros animais
somente assim

Não creio que todas as pessoas estão numa busca imensurável do que seja isto ou aquilo
Deus também nos deu a oportunidade de viver...
de pensar...de sorrir.

Ok !

Encerramos aqui
esta questão...

Eu prefiro apagar as suas postagens
em respeito a objetividade do estudo
uma preferência apenas

Sem problemas né ?

e outra
existirá novas reencarnações
e segundo nos encontramos
salvo as tendências e os gêneros de viver
esta aqui esqueceremos
então contribuamos para que o esquecimento não seja assim tão tortuoso
! ! !

Já pensou na minha proxima reencarnação
eu me preparando para esquecer das coisas ...e ir me esquecendo
e uma vozinha lá (vinda do fórum)
_me responsa !
_me responda !

rsrsrsrs

larga deu sô !

(piadinha)

abraços


Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 23 de Março de 2015, 18:39
MEDIUNIDADE E DOUTRINA

Em Espiritismo, é imperioso distinguir entre Mediunidade e Doutrina para que as surpresas do mundo não nos ensombrem a marcha.

Mediunidade é processo——Doutrina é realização.

O processo passa——A realização permanece.

Mediunidade é caminho——Doutrina é bússola.

O caminho pode bifurcar-se——A bússola guia sempre.

Mediunidade é pormenor——Doutrina é base.

O pormenor é superfície——A base é substância.

Mediunidade é trato da terra——Doutrina é semente nobre.

A leira obedece aos ditames do lavrador——A semente nobre enriquece a vida.

Mediunidade é argumento——Doutrina é lógica.

O argumento é variável——A  lógica é inamovível.

Mediunidade é fenômeno da alma——Doutrina é alma do fenômeno.

A mediunidade inclui a telementação e a letargia, a sugestão e a hipnose.

A doutrina é responsabilidade, estudo edificante, serviço ao próximo e sacrifício pessoal.

Na primeira, temos a observação e a experiência; na segunda, a educação e a caridade.

Em síntese, a Mediunidade é trabalho da criatura humana e a Doutrina Espírita é JESUS de braços abertos.

Dignifiquemos, assim, a mediunidade com a nossa consagração ao bem puro e simples, mas não nos esqueçamos de plasmar a Doutrina Espírita no livro da própria alma, a fim de que o nosso coração se converta em flama da Vida Eterna.

..........

André Luiz
Chico Xavier
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: lconforjr em 23 de Março de 2015, 19:15
Re: Mediunidade
      Ref resp #142 em: 230315, às 18:25, de Moisés.

      Moisés msg ant): nós, segundo a DE, fomos criados simples e ignorantes e não iguais.

      Conf (msg anterior, agora complementada): se não fomos criados perfeitamente iguais, de duas uma: ou a DE está errada e deve ser corrigida, ou temos de admitir q a justiça divina é uma fantasia. A DE afirma que, sendo Deus todo justiça, não há privilégios, nem privilegiados; que todos somos criados perfeitamente iguais tb nos requisitos necessários à evolução, isto é, iguais qto às facilidades ou dificuldades para evoluir; igualdade total qto às faculdades subjetivas (pensar, sentir, entender, raciocinar, imaginar etc). Veja, está lá no OLE. Não houvesse, no princípio, essa igualdade perfeita, não haveria justiça divina.

      E, agora, uma pequena pergunta: qual é a causa da destruição dessa igualdade original?? Esse é um ponto q a doutrina não esclarece.

      E veja o amigo q, novamente, não respondeu às questões q apresentei, e não respondeu pq não encontra as respostas em nenhum dos livros da doutrina. Observe: (já lhe fiz esta pergunta, mas vc não respondeu e não conseguirá respondê-la de modo satisfatório): qual é a causa de um ser bom, e outro ser mau? Afinal, meu amigo, o q, ou quem, nos fez assim tão gigantescamente desiguais, uns buscando o amor e a consequente felicidade; outros, buscando o mal e as consequentes extremas infelicidades? Ninguém tem as respostas! Elas existem, mas estão além daquilo q aprendemos com as doutrinas populares!
....................
      Moisés: não ser criados iguais significa não sermos réplicas.

      Conf: meu jovem, se o Criador é justo, a igualdade nos é concedida em tudo aquilo q possa ser vantajoso ou desvantajoso para todos, sem exceção, concorda? Agora, se todos somos réplicas, como se saíssemos do mesmo molde, da mesma fornada, só os espíritos que trabalharam na codificação, ou q sejam mais sábios q eles, podem nos dizer.

      Igualdade justa de espíritos deve ser igualdade de possibilidades de progredir, de justiça e de amor para todos; se um só for desigual, se um só portar uma desvantagem, sob qualquer aspecto que seja e por menor q seja, não existirá justiça, concorda? E então Deus não será aquilo q as doutrinas nos comunicam, pois Sua perfeita justiça será nada mais q uma farsa, mais nada q injustiça, concorda?

      Moisés: Não creio que todas as pessoas estão numa busca imensurável do que seja isto ou aquilo...

      Conf: sem dúvida, é o q a vida nos mostra.   

      Moisés: Deus também nos deu a oportunidade de viver...
de pensar...de sorrir.

      Conf:... e de chorar, de gemer, de sofrer, de se desesperar, de enlouquecer, de desejar abandonar a vida, prematuramente, por não aguentar mais os sofrimentos... de maltratar o próximo, de humilhar, de explorar, de escravizar, de errar, de assassinar, de traficar, sequestrar, lucrar com a venda de órgãos, de ser perversos, de ser imorais, pervertidos  etc etc, certo?

      E não digo q pode apagar minhas postagens, pois estamos nas mãos dos moderadores e da Adm do FE, que já me apagaram tantas coisas. Apenas, sinto que outros, pois as postagens não são pessoais mas dirigidas a todos, ao público do FE, em geral, se interessados em aprender, não as leiam.

      Abraços.
..................................
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Antonio Renato em 23 de Março de 2015, 22:56
Meu nobre(nobre na alma)irmão Moises,formação acadêmica não dá sabedoria ou conhecimento a  ninguém,os conhecimentos que possa ter é inerente a sua formação.Dado ao seu nível intelectual
mais desenvolvido pode leva-lo a ter mais facilidade em melhor entender e interpretar um aprendizado.Não quero com isto comprar uma briga nem tão pouco monosprezar aqueles que têm
formação acadêmica,longe disto,pois eu mesmo também não a tenho.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 24 de Março de 2015, 13:28
Meu nobre(nobre na alma)irmão Moises,formação acadêmica não dá sabedoria ou conhecimento a  ninguém,os conhecimentos que possa ter é inerente a sua formação.Dado ao seu nível intelectual
mais desenvolvido pode leva-lo a ter mais facilidade em melhor entender e interpretar um aprendizado.Não quero com isto comprar uma briga nem tão pouco monosprezar aqueles que têm
formação acadêmica,longe disto,pois eu mesmo também não a tenho.

Entendido e apreciado
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 24 de Março de 2015, 13:56
Re: Mediunidade
      Ref resp #142 em: 230315, às 18:25, de Moisés.

      Moisés msg ant): nós, segundo a DE, fomos criados simples e ignorantes e não iguais.

      Conf (msg anterior, agora complementada): se não fomos criados perfeitamente iguais, de duas uma: ou a DE está errada e deve ser corrigida, ou temos de admitir q a justiça divina é uma fantasia. A DE afirma que, sendo Deus todo justiça, não há privilégios, nem privilegiados; que todos somos criados perfeitamente iguais tb nos requisitos necessários à evolução, isto é, iguais qto às facilidades ou dificuldades para evoluir; igualdade total qto às faculdades subjetivas (pensar, sentir, entender, raciocinar, imaginar etc). Veja, está lá no OLE. Não houvesse, no princípio, essa igualdade perfeita, não haveria justiça divina.

      E, agora, uma pequena pergunta: qual é a causa da destruição dessa igualdade original?? Esse é um ponto q a doutrina não esclarece.

      E veja o amigo q, novamente, não respondeu às questões q apresentei, e não respondeu pq não encontra as respostas em nenhum dos livros da doutrina. Observe: (já lhe fiz esta pergunta, mas vc não respondeu e não conseguirá respondê-la de modo satisfatório): qual é a causa de um ser bom, e outro ser mau? Afinal, meu amigo, o q, ou quem, nos fez assim tão gigantescamente desiguais, uns buscando o amor e a consequente felicidade; outros, buscando o mal e as consequentes extremas infelicidades? Ninguém tem as respostas! Elas existem, mas estão além daquilo q aprendemos com as doutrinas populares!
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      Moisés: não ser criados iguais significa não sermos réplicas.

      Conf: meu jovem, se o Criador é justo, a igualdade nos é concedida em tudo aquilo q possa ser vantajoso ou desvantajoso para todos, sem exceção, concorda? Agora, se todos somos réplicas, como se saíssemos do mesmo molde, da mesma fornada, só os espíritos que trabalharam na codificação, ou q sejam mais sábios q eles, podem nos dizer.

      Igualdade justa de espíritos deve ser igualdade de possibilidades de progredir, de justiça e de amor para todos; se um só for desigual, se um só portar uma desvantagem, sob qualquer aspecto que seja e por menor q seja, não existirá justiça, concorda? E então Deus não será aquilo q as doutrinas nos comunicam, pois Sua perfeita justiça será nada mais q uma farsa, mais nada q injustiça, concorda?

      Moisés: Não creio que todas as pessoas estão numa busca imensurável do que seja isto ou aquilo...

      Conf: sem dúvida, é o q a vida nos mostra.   

      Moisés: Deus também nos deu a oportunidade de viver...
de pensar...de sorrir.

      Conf:... e de chorar, de gemer, de sofrer, de se desesperar, de enlouquecer, de desejar abandonar a vida, prematuramente, por não aguentar mais os sofrimentos... de maltratar o próximo, de humilhar, de explorar, de escravizar, de errar, de assassinar, de traficar, sequestrar, lucrar com a venda de órgãos, de ser perversos, de ser imorais, pervertidos  etc etc, certo?

      E não digo q pode apagar minhas postagens, pois estamos nas mãos dos moderadores e da Adm do FE, que já me apagaram tantas coisas. Apenas, sinto que outros, pois as postagens não são pessoais mas dirigidas a todos, ao público do FE, em geral, se interessados em aprender, não as leiam.

      Abraços.
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Deus consola os humildes e dá força aos aflitos que lha pedem. Seu poder cobre a Terra e, por toda a parte, junto de cada lágrima colocou ele um bálsamo que consola. A abnegação e o devotamento são uma prece continua e encerram um ensinamento profundo. A sabedoria humana reside nessas duas palavras. Possam todos os Espíritos sofredores compreender essa verdade, em vez de clamarem contra suas dores, contra os sofrimentos morais que neste mundo vos cabem em partilha. Tomai, pois, por divisa estas duas palavras: devotamento e abnegação, e sereis fortes, porque elas resumem todos os deveres que a caridade e a humildade vos impõe. O sentimento do dever cumprido vos dará repouso ao espírito e resignação. O coração bate então melhor, a alma se asserena e o corpo se forra aos desfalecimentos, por isso que o corpo tanto menos forte se sente, quanto mais profundamente golpeado é o espírito. -

O Espírito de Verdade. (Havre, 1863.)
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 24 de Março de 2015, 14:20
Motivos de resignação

12. Por estas palavras: Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados, Jesus aponta a compensação que hão de ter os que sofrem e a resignação que leva o padecente a bendizer do sofrimento, como prelúdio da cura.

Também podem essas palavras ser traduzidas assim: Deveis considerar-vos felizes por sofrerdes, visto que as dores deste mundo são o pagamento da dívida que as vossas passadas faltas vos fizeram contrair; suportadas pacientemente na Terra, essas dores vos poupam séculos de sofrimentos na vida futura. Deveis, pois, sentir-vos felizes por reduzir Deus a vossa dívida, permitindo que a saldeis agora, o que vos garantirá a tranqüilidade no porvir.

O homem que sofre assemelha-se a um devedor de avultada soma, a quem o credor diz: "Se me pagares hoje mesmo a centésima parte do teu débito, quitar-te-ei do restante e ficarás livre; se o não fizeres, atormentar-te-ei, até que pagues a última parcela." Não se sentiria feliz o devedor por suportar toda espécie de privações para se libertar, pagando apenas a centésima parte do que deve? Em vez de se queixar do seu credor, não lhe ficará agradecido?

Tal o sentido das palavras: "Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados." São ditosos, porque se quitam e porque, depois de se haverem quitado, estarão livres. Se, porém, o homem, ao quitar-se de um lado, endivida-se de outro, jamais poderá alcançar a sua libertação. Ora, cada nova falta aumenta a dívida, porquanto nenhuma há, qualquer que ela seja, que não acarrete forçosa e inevitavelmente uma punição. Se não for hoje, será amanhã; se não for na vida atual, será noutra. Entre essas faltas, cumpre se coloque na primeira fiada a carência de submissão à vontade de Deus. Logo, se murmurarmos nas aflições, se não as aceitarmos com resignação e como algo que devemos ter merecido, se acusarmos a Deus de ser injusto, nova dívida contraímos, que nos faz perder o fruto que devíamos colher do sofrimento. E por isso que teremos de recomeçar, absolutamente como se, a um credor que nos atormente, pagássemos uma cota e a tomássemos de novo por empréstimo.

Ao entrar no mundo dos Espíritos, o homem ainda está como o operário que comparece no dia do pagamento. A uns dirá o Senhor: "Aqui tens a paga dos teus dias de trabalho"; a outros, aos venturosos da Terra, aos que hajam vivido na ociosidade, que tiverem feito consistir a sua felicidade nas satisfações do amor-próprio e nos gozos mundanos: "Nada vos toca, pois que recebestes na Terra o vosso salário. Ide e recomeçai a tarefa."

13. O homem pode suavizar ou aumentar o amargor de suas provas, conforme o modo por que encare a vida terrena. Tanto mais sofre ele, quanto mais longa se lhe afigura a duração do sofrimento. Ora, aquele que a encara pelo prisma da vida espiritual apanha, num golpe de vista, a vida corpórea. Ele a vê como um ponto no infinito, compreende-lhe a curteza e reconhece que esse penoso momento terá presto passado. A certeza de um próximo futuro mais ditoso o sustenta e anima e, longe de se queixar, agradece ao Céu as dores que o fazem avançar. Contrariamente, para aquele que apenas vê a vida corpórea, interminável lhe parece esta, e a dor o oprime com todo o seu peso. Daquela maneira de considerar a vida, resulta ser diminuída a importância das coisas deste mundo, e sentir-se compelido o homem a moderar seus desejos, a contentar-se com a sua posição, sem invejar a dos outros, a receber atenuada a impressão dos reveses e das decepções que experimente. Dai tira ele uma calma e uma resignação tão úteis à saúde do corpo quanto à da alma, ao passo que, com a inveja, o ciúme e a ambição, voluntariamente se condena à tortura e aumenta as misérias e as angústias da sua curta existência..
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 25 de Março de 2015, 23:28
CAPÍTULO XX

Da Influência Moral do Médium

226. 1ª O desenvolvimento da mediunidade guarda relação com o desenvolvimento moral dos médiuns?

"Não; a faculdade propriamente dita se radica no organismo; independe do moral. O mesmo, porém, não se dá com o seu uso, que pode ser bom, ou mau, conforme as qualidades do médium."

2ª Sempre se há dito que a mediunidade é um dom de Deus, uma graça, um favor. Por que, então, não constitui privilégio dos homens de bem e por que se vêem pessoas indignas que a possuem no mais alto grau e que dela usam mal?

"Todas as faculdades são favores pelos quais deve a criatura render graças a Deus, pois que homens há privados delas. Poderias igualmente perguntar por que concede Deus vista magnífica a malfeitores, destreza a gatunos, eloqüência aos que dela se servem para dizer coisas nocivas. O mesmo se dá com a mediunidade. Se há pessoas indignas que a possuem, é que disso precisam mais do que as outras, para se melhorarem. Pensas que Deus recusa meios de salvação aos culpados? Ao contrário, multiplica-os no caminho que eles percorrem; põe-nos nas mãos deles. Cabe-lhes aproveitá-los. Judas, o traidor, não fez milagres e não curou doentes, como apóstolo? Deus permitiu que ele tivesse esse dom, para mais odiosa tornar aos seus próprios olhos a traição que praticou."

3ª Os médiuns, que fazem mau uso das suas faculdades, que não se servem delas para o bem, ou que não as aproveitam para se instruírem, sofrerão as conseqüências dessa falta?

"Se delas fizerem mau uso, serão punidos duplamente, porque têm um meio a mais de se esclarecerem e o não aproveitam. Aquele que vê claro e tropeça é mais censurável do que o cego que cai no fosso."

4ª Há médiuns aos quais, espontaneamente e quase constantemente, são dadas comunicações sobre o mesmo assunto, sobre certas questões morais, por exemplo, sobre determinados defeitos. Terá isso algum fim?

"Tem, e esse fim é esclarecê-lo sobre o assunto freqüentemente repetido, ou corrigi-los de certos defeitos. Por isso é que a uns falarão continuamente do orgulho, a outros, da caridade. E que só a saciedade lhes poderá abrir, afinal, os olhos. Não há médium que faça mau uso da sua faculdade, por ambição ou interesse, ou que a comprometa por causa de um defeito capital, como o orgulho, o egoísmo, a leviandade, etc., e que, de tempos a tempos, não receba admoestações dos Espíritos. O pior é que as mais das vezes eles não as tomam como dirigidas a si próprios."

NOTA. E freqüente usarem os Espíritos de circunlóquios em suas lições, dando-as de modo indireto para não tirarem o mérito àquele que as sabe aproveitar e aplicar. Porém, tais são a cegueira e o orgulho de algumas pessoas, que elas não se reconhecem no quadro que se lhes põe diante dos olhos. Ainda mais: se o Espírito lhes dá a entender que é delas que se trata, zangam-se e o qualificam de mentiroso, ou malicioso. Só isto basta para provar que o Espírito tem razão.

5ª Nas lições ditadas, de modo geral, ao médium, sem aplicação pessoal, não figura ele como instrumento passivo, para instrução de outrem?

"Muitas vezes, os avisos e conselhos não lhe são dirigidos pessoalmente, mas a outros a quem não nos podemos dirigir, senão por intermédio dele, que, entretanto, deve tomar a parte que lhe caiba em tais avisos e conselhos, se não o cega o amor-próprio.

"Não creias que a faculdade mediúnica seja dada somente para correção de uma, ou duas pessoas, não. O objetivo é mais alto: trata-se da Humanidade. Um médium é um instrumento pouquíssimo importante, como indivíduo. Por isso é que, quando damos instruções que devem aproveitar à generalidade dos homens, nos servimos dos que oferecem as facilidades necessárias. Tenha-se, porém, como certo que tempo virá em que os bons médiuns serão muito comuns, de sorte que os bons Espíritos não precisarão servir-se de instrumentos maus."

6ª Visto que as qualidades morais do médium afastam os Espíritos imperfeitos, como é que um médium dotado de boas qualidades transmite respostas falsas, ou grosseiras?

"Conheces, porventura, todos os escaninhos da alma humana? Demais, pode a criatura ser leviana e frívola, sem que seja viciosa. Também isso se dá, porque, às vezes, ele necessita de uma lição, a fim de manter-se em guarda."

7ª Por que permitem os Espíritos superiores que pessoas dotadas de grande poder, como médiuns, e que muito de bom poderiam fazer, sejam instrumentos do erro?

"Os Espíritos de que falas procuram influenciá-las; mas, quando essas pessoas consentem em ser arrastadas para mau caminho, eles as deixam ir. Daí o servirem-se delas com repugnância, visto que a verdade não pode ser interpretada pela mentira. "

8ª Será absolutamente impossível se obtenham boas comunicações por um médium imperfeito?

"Um médium imperfeito pode algumas vezes obter boas coisas, porque, se dispõe de uma bela faculdade, não é raro que os bons Espíritos se sirvam dele, à falta de outro, em circunstâncias especiais; porém, isso só acontece momentaneamente, porquanto, desde que os Espíritos encontrem um que mais lhes convenha, dão preferência a este."

NOTA. Deve-se observar que, quando os bons Espíritos vêem que um médium deixa de ser bem assistido e se torna, pelas suas imperfeições, presa dos Espíritos enganadores, quase sempre fazem surgir circunstâncias que lhes desvendam os defeitos e o afastam das pessoas sérias e bem intencionadas, cuja boa-fé poderia ser ilaqueada. Neste caso, quaisquer que sejam as faculdades que possua, seu afastamento não é de causar saudades.

9ª Qual o médium que se poderia qualificar de perfeito?

"Perfeito, ah! bem sabes que a perfeição não existe na Terra, sem o que não estaríeis nela. Dize, portanto, bom médium e já é muito, por isso que eles são raros. Médium perfeito seria aquele contra o qual os maus Espíritos jamais ousassem, uma tentativa de enganá-lo. O melhor é aquele que, simpatizando somente com os bons Espíritos, tem sido o menos enganado."

10ª Se ele só com os bons Espíritos simpatiza, como permitem estes que seja enganado?

"Os bons Espíritos permitem, às vezes, que isso aconteça com os melhores médiuns, para lhes exercitar a ponderação e para lhes ensinar a discernir o verdadeiro do falso. Depois, por muito bom que seja, um médium jamais é tão perfeito, que não possa ser atacado por algum lado fraco. Isto lhe deve servir de lição. As falsas comunicações, que de tempos a tempos ele recebe, são avisos para que não se considere infalível e não se ensoberbeça. Porque, o médium que receba as coisas mais notáveis não tem que se gloriar disso, como não o tem o tocador de realejo que obtém belas árias movendo a manivela do seu instrumento."
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 25 de Março de 2015, 23:31
11ª Quais as condições necessárias para que a palavra dos Espíritos superiores nos chegue isenta de qualquer alteração?

"Querer o bem; repulsar o egoísmo e o orgulho. Ambas essas coisas são necessárias."

12ª Uma vez que a palavra dos Espíritos superiores não nos chega pura, senão em condições difíceis de se encontrarem preenchidas, esse fato não constitui um obstáculo à propagação da verdade?

"Não, porque a luz sempre chega ao que a deseja receber. Todo aquele que queira esclarecer-se deve fugir às trevas e as trevas se encontram na impureza do coração.

"Os Espíritos, que considerais como personificações do bem, não atendem de boa-vontade ao apelo dos que trazem o coração manchado pelo orgulho, pela cupidez e pela falta de caridade.

"Expurguem-se, pois, os que desejam esclarecer-se, de toda a vaidade humana e humilhem a sua inteligência ante o infinito poder do Criador. Esta a melhor prova que poderão dar da sinceridade do desejo que os anima. É uma condição a que todos podem satisfazer."

227. Se o médium, do ponto de vista da execução, não passa de um instrumento, exerce, todavia, influência muito grande, sob o aspecto moral. Pois que, para se comunicar, o Espírito desencarnado se identifica com o Espírito do médium, esta identificação não se pode verificar, senão havendo, entre um e outro, simpatia e, se assim é lícito dizer-se, afinidade. A alma exerce sobre o Espírito livre uma espécie de atração, ou de repulsão, conforme o grau da semelhança existente entre eles. Ora, os bons têm afinidade com os bons e os maus com os maus, donde se segue que as qualidades morais do médium exercem influência capital sobre a natureza dos Espíritos que por ele se comunicam. Se o médium é vicioso, em torno dele se vêm grupar os Espíritos inferiores, sempre prontos a tomar o lugar aos bons Espíritos evocados. As qualidades que, de preferência, atraem os bons Espíritos são: a bondade, a benevolência, a simplicidade do coração, o amor do próximo, o desprendimento das coisas materiais. Os defeitos que os afastam são: o orgulho, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixões que escravizam o homem à matéria.

228. Todas as imperfeições morais são outras tantas portas abertas ao acesso dos maus Espíritos. A que, porém, eles exploram com mais habilidade é o orgulho, porque é a que a criatura menos confessa a si mesma. O orgulho tem perdido muitos médiuns dotados das mais belas faculdades e que, se não fora essa imperfeição, teriam podido tornar-se instrumentos notáveis e muito úteis, ao passo que, presas de Espíritos mentirosos, suas faculdades, depois de se haverem pervertido, aniquilaram-se e mais de um se viu humilhado por amaríssimas decepções.

O orgulho, nos médiuns, traduz-se por sinais inequívocos, a cujo respeito tanto mais necessário é se insista, quanto constitui uma das causas mais fortes de suspeição, no tocante à veracidade de suas comunicações. Começa por uma confiança cega nessas mesmas comunicações e na infalibilidade do Espírito que lhas dá. Daí um certo desdém por tudo o que não venha deles: é que julgam ter o privilégio da verdade. O prestígio dos grandes nomes, com que se adornam os Espíritos tidos por seus protetores, os deslumbra e, como neles o amor próprio sofreria, se houvessem de confessar que são ludibriados, repelem todo e qualquer conselho; evitam-nos mesmo, afastando-se de seus amigos e de quem quer que lhes possa abrir os olhos. Se condescendem em escutá-los, nenhum apreço lhes dão às opiniões, porquanto duvidar do Espírito que os assiste fora quase uma profanação. Aborrecem-se com a menor contradita, com uma simples observação crítica e vão às vezes ao ponto de tomar ódio às próprias pessoas que lhes têm prestado serviço. Por favorecerem a esse insulamento a que os arrastam os Espíritos que não querem contraditores, esses mesmos Espíritos se comprazem em lhes conservar as ilusões, para o que os fazem considerar coisas sublimes as mais polpudas absurdidades. Assim, confiança absoluta na superioridade do que obtém, desprezo pelo que deles não venha, irrefletida importância dada aos grandes nomes, recusa de todo conselho, suspeição sobre qualquer crítica, afastamento dos que podem emitir opiniões desinteressadas, crédito em suas aptidões, apesar de inexperientes: tais as características dos médiuns orgulhosos.

Devemos também convir em que, muitas vezes, o orgulho é despertado no médium pelos que o cercam. Se ele tem faculdades um pouco transcendentes, é procurado e gabado e entra a julgar-se indispensável. Logo toma ares de importância e desdém, quando presta a alguém o seu concurso. Mais de uma vez tivemos motivo de deplorar elogios que dispensamos a alguns médiuns, com o intuito de os animar.

229. A par disto, ponhamos em evidência o quadro do médium verdadeiramente bom, daquele em que se pode confiar. Supor-lhe-emos, antes de tudo, uma grandíssima facilidade de execução, que permita se comuniquem livremente os Espíritos, sem encontrarem qualquer obstáculo material. Isto posto, o que mais importa considerar é de que natureza são os espíritos que habitualmente o assistem, para o que não nos devemos ater aos nomes, porém, à linguagem. Jamais deverá ele perder de vista que a simpatia, que lhe dispensam os bons Espíritos, estará na razão direta de seus esforços por afastar os maus. Persuadido de que a sua faculdade é um dom que só lhe foi outorgado para o bem, de nenhum modo procura prevalecer-se dela, nem apresentá-la como demonstração de mérito seu. Aceita as boas comunicações, que lhe são transmitidas, como uma graça, de que lhe cumpre tornar-se cada vez mais digno, pela sua bondade, pela sua benevolência e pela sua modéstia. O primeiro se orgulha de suas relações com os Espíritos superiores; este outro se humilha, por se considerar sempre abaixo desse favor.

Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 25 de Março de 2015, 23:35
Dissertação de um Espírito sobre a influência moral

230. A seguinte instrução deu-no-la, sobre o assunto, um Espírito de quem temos inserido muitas comunicações:

"Já o dissemos: os médiuns, apenas como tais, só secundária influência exercem nas comunicações dos Espíritos; o papel deles é o de uma máquina elétrica, que transmite os despachos telegráficos, de um ponto da Terra a outro ponto distante. Assim, quando queremos ditar uma comunicação, agimos sobre o médium, como o empregado do telégrafo sobre o aparelho, isto é, do mesmo modo que o tique-taque do telégrafo traça, a milhares de léguas, sobre uma tira de papel, os sinais reprodutores do despacho, também nós comunicamos, por meio do aparelho mediúnico, através das distâncias incomensuráveis que separam o mundo visível do mundo invisível, o mundo imaterial do mundo carnal, o que vos queremos ensinar. Mas, assim como as influências atmosféricas atuam, perturbando, muitas vezes, as transmissões do telégrafo elétrico, igualmente a influência moral do médium atua e perturba, às vezes, a transmissão dos nossos despachos de além-túmulo, porque somos obrigados a fazê-los passar por um meio que lhes é contrário. Entretanto, essa influência, amiúde, se anula, pela nossa energia e vontade, e nenhum ato perturbador se manifesta. Com efeito, os ditados de alto alcance filosófico, as comunicações de perfeita moralidade são transmitidas algumas vezes por médiuns impróprios a esses ensinos superiores; enquanto que, por outro lado, comunicações pouco edificantes chegam também, às vezes, por médiuns que se envergonham de lhes haverem servido de condutores.

"Em tese geral, pode afirmar-se que os Espíritos atraem Espíritos que lhes são similares e que raramente os Espíritos das plêiadas elevadas se comunicam por aparelhos maus condutores, quando têm à mão bons aparelhos mediúnicos, bons médiuns, numa palavra.

"Os médiuns levianos e pouco sérios atraem, pois, Espíritos da mesma natureza; por isso é que suas comunicações se mostram cheias de banalidades, frivolidades, idéias truncadas e, não raro, muito heterodoxas, espiriticamente falando. Certamente, podem eles dizer, e às vezes dizem, coisas aproveitáveis; mas, nesse caso, principalmente, é que um exame severo e escrupuloso se faz necessário, porquanto, de envolta com essas coisas aproveitáveis, Espíritos hipócritas insinuam, com habilidade e preconcebida perfídia, fatos de pura invencionice, asserções mentirosas, a fim de iludir a boa-fé dos que lhes dispensam atenção. Devem riscar-se, então, sem piedade, toda palavra, toda frase equivoca e só conservar do ditado o que a lógica possa aceitar, ou o que a Doutrina já ensinou. As comunicações desta natureza só são de temer para os espíritas que trabalham isolados, para os grupos novos, ou pouco esclarecidos, visto que, nas reuniões onde os adeptos estão adiantados e já adquiriram experiência, a gralha perde o seu tempo a se adornar com as penas do pavão: acaba sempre desmascarada.

"Não falarei dos médiuns que se comprazem em solicitar e receber comunicações obscenas. Deixemos se deleitem na companhia dos Espíritos cínicos. Aliás, os autores das comunicações desta ordem buscam, por si mesmos, a solidão e o isolamento; porquanto só desprezo e nojo poderão causar entre os membros dos grupos filosóficos e sérios. Onde, porém, a influência moral do médium se faz realmente sentir, é quando ele substitui, pelas que lhe são pessoais, as idéias que os Espíritos se esforçam por lhe sugerir e também quando tira da sua imaginação teorias fantásticas que, de boa-fé, julga resultarem de uma comunicação intuitiva. É de apostar-se então mil contra um que isso não passa de reflexo do próprio Espírito do médium. Dá-se mesmo o fato curioso de mover-se a mão do médium, quase mecanicamente às vezes, impelida por um Espírito secundário e zombeteiro. É essa a pedra de toque contra a qual vêm quebrar-se as imaginações ardentes, por isso que, arrebatados pelo ímpeto de suas próprias idéias, pelas lentejoulas de seus conhecimentos literários, os médiuns desconhecem o ditado modesto de um Espírito criterioso e, abandonando a presa pela sombra, o substituem por uma paráfrase empolada. Contra este escolho terrível vêm igualmente chocar-se as personalidades ambiciosas que, em falta das comunicações que os bons Espíritos lhes recusam, apresentam suas próprias obras como sendo desses Espíritos. Daí a necessidade de serem, os diretores dos grupos espíritas, dotados de fino tato, de rara sagacidade, para discernir as comunicações autênticas das que não o são e para não ferir os que se iludem a si mesmos.

"Na dúvida, abstém-te, diz um dos vossos velhos provérbios. Não admitais, portanto, senão o que seja, aos vossos olhos, de manifesta evidência. Desde que uma opinião nova venha a ser expendida, por pouco que vos pareça duvidosa, fazei-a passar pelo crisol da razão e da lógica e rejeitai desassombradamente o que a razão e o bom-senso reprovarem. Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea. Efetivamente, sobre essa teoria poderíeis edificar um sistema completo, que desmoronaria ao primeiro sopro da verdade, como um monumento edificado sobre areia movediça, ao passo que, se rejeitardes hoje algumas verdades, porque não vos são demonstradas clara e logicamente, mais tarde um fato brutal, ou uma demonstração irrefutável virá afirmar-vos a sua autenticidade.

"Lembrai-vos, no entanto, ó espíritas! de que, para Deus e para os bons Espíritos, só há um impossível: a injustiça e a iniqüidade.

"O Espiritismo já está bastante espalhado entre os homens e já moralizou suficientemente os adeptos sinceros da sua santa doutrina, para que os Espíritos já não se vejam constrangidos a usar de maus instrumentos, de médiuns imperfeitos. Se, pois, agora, um médium, qualquer que ele seja, se tornar objeto de legítima suspeição, pelo seu proceder, pelos seus costumes, pelo seu orgulho, pela sua falta de amor e de caridade, repeli, repeli suas comunicações, porquanto aí estará uma serpente oculta entre as ervas. E esta a conclusão a que chego sobre a influência moral dos médiuns."

ERASTO
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 26 de Março de 2015, 19:33
"VOSSOS FILHOS E VOSSAS FILHAS PROFETIZARÃO"
Autor : Allan Kardec

O Sr. Delanne, que muitos de nossos leitores já conhecem, tem um filho com a idade
de oito anos.
Esse menino que ouve a cada instante falar de Espiritismo em sua família, e que freqüentemente assiste às reuniões dirigidas por seu pai e sua mãe, assim se achou
iniciado em boa hora na Doutrina, e, às vezes surpreende com a justeza com a qual
raciocina os princípios.
Isto nada tem de surpreendente, uma vez que é o eco das idéias nas quais foi embalado, também não é o objetivo desse artigo; o que o trouxe na matéria do fato que vamos reportar, é que tem seu propósito nas circunstâncias atuais.
As reuniões do Sr. Delanne são graves, sérias e mantidas com uma ordem perfeita, como devem ser todas aquelas às quais se quer fazer tirar frutos. Se bem que as comunicações escritas ali tenham o primeiro lugar, ocupa-se também acessoriamente, e a título de instrução complementar, de manifestações físicas e tiptológicas, mas como ensinamento, e jamais como objeto de curiosidade. Dirigidas com método e recolhimento, e sempre apoiadas em algumas explicações teóricas, estão nas condições desejadas para levar a convicção pela impressão que elas produzem. É em tais condições que as manifestações físicas são realmente úteis; elas falam ao Espírito e impõem silêncio à zombaria; sente-se em presença de um fenômeno do qual se entrevê a profundeza, e que se afasta até da idéia do gracejo. Se essas espécies de manifestações, das quais se tem tanto abusado, tivessem sempre se apresentado dessa maneira, em lugar de ser como divertimento e pretexto de questões fúteis, a crítica não as teria taxado de malabarismos; infelizmente, freqüentemente, não se tem senão lhe dado ensejo.
O filho do Sr. Dalanne se associa freqüentemente a essas manifestações, e influenciado pelo bom exemplo, as considera como coisa séria.
Um dia se achava na casa de uma pessoa de seu conhecimento, jogavam no pátio da casa com sua pequena prima, com idade de cinco anos, dois pequemos garotos, um de sete anos outro de quatro.
Uma senhora moradora no térreo, convidou-os a entrar em sua casa, e lhes deu bombons. As crianças, como delas se pensa bem, não se fizeram de rogadas.
Essa senhora disse ao filho do Sr. Delanne:
Como te chamas, meu filho?
-Resp. Eu me chamo Gabriel senhora ( amigo leitor é Gabriel Dellane),
- Que faz teu pai?
-Resp. Senhora, meu pai é Espírita.
-Eu não conheço essa profissão.
- Resp. Mas, senhora, isso não é uma profissão; meu pai não é pago por isso; ele o faz com desinteresse e para fazer o bem aos homens.
- Meu homenzinho, não sei o que quereis dizer.
- Resp. Como! jamais ouvistes falar das mesas girantes?
- Pois bem, meu amigo, eu muito gostaria que teu pai viesse aqui para fazê-las girar.
- Resp. É inútil, senhora, tenho a força de fazê-las girar eu mesmo.
-Então, queres tentar, e me fazer ver como se procede?
-Resp. De bom grado, senhora.
Dito isto, sentou-se junto de uma mesinha de salão, e fez colocar seus três pequenos companheiros, e hei-los todos os quatro pousando seriamente suas mãos em cima.
Gabriel fez uma evocação de um tom muito sério e com recolhimento; apenas terminou-a, com a grande estupefação da senhora e das crianças, a mesa se levantou e bateu com força.
- Perguntai, senhora, disse Gabriel, quem vem responder pela mesa. - A vizinha interroga, e a mesa soletra as palavras: teu pai. - Essa senhora torna-se pálida de emoção. Ela continua:
Pois bem! meu pai, quereis me dizer se devo enviar a carta que acabo de escrever?
- A mesa respondeu: Sim, sem falta.
- Para me provar que és bem tu, meu bom pai, quem está aqui, gostaria que me dissésseis há quantos anos morrestes?
-A mesa bateu logo oito golpes bem acentuados.
Era justo o número de anos. - Gostarias de me dizer teu nome e o da cidade onde morreste?
- A mesa soletrou esses dois nomes.
As lágrimas jorraram dos olhos dessa senhora que não pôde continuar, tanto foi alterada
por essa revelação e dominada pela emoção.
Seguramente, este fato desafia toda suspeição de preparação do instrumento, de idéia preconcebida, e de charlatanismo. Não se pode mais colocar os dois nomes soletrados à conta do acaso.
Duvidamos muito que essa senhora teria recebido uma tal impressão numa das sessões dos Srs. Davenport, ou qualquer outro do mesmo gênero.
De resto, não é a primeira vez que a mediunidade se revela nas crianças, na intimidade das famílias.
Não é isso o cumprimento desta palavra profética: Vossos filhos e vossas filhas profetizarão.
(Atos dos Apóstolos, cap. II, v. 17.)
Fonte: Revista Espírita
10/1865
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: macili em 27 de Março de 2015, 17:08
Olá Moisés e demais Amigos deste estudo...

Compartilho uma msg que achei bem interessante...

Abçs fraternos.

____________________________________________

Médiuns de toda parte

Os médiuns são intérpretes dos espíritos.

Representam para eles os órgãos materiais que lhes transmitem as instruções.

Daí serem dotados de faculdades para esse efeito.

Nos tempos modernos de renovação social, cabe-lhes missão especialíssima: são árvores destinadas a fornecer alimento espiritual a seus irmãos.

Multiplicam-se em número para que haja alimento farto.

Existem, por toda parte, entre os ricos e os pobres, entre os grandes e os pequenos, a fim de que, em nenhum ponto faltem, para que todos os homens se reconheçam chamados à verdade.

Se, porém, desviam do objetivo providencial a preciosa faculdade que lhes foi concedida; se a empregam em cousas fúteis ou prejudiciais; se a colocam em serviço dos interesses mundanos; se, ao invés de frutos sazonados dão maus frutos; se, se recusam a utilizá-la em, benefício dos outros; ou se nenhum proveito tiram dela, no sentido de se aperfeiçoarem, são comparáveis à figueira estéril.

Estas considerações tão ricas de oportunidade, à frente da extensão constante das tarefas espíritas na atualidade, não são nossas.

São conceitos textuais de Allan Kardec, no item 10, do capítulo 19 de “0 Evangelho, Segundo o Espiritismo”, escritos há quase um século.

Os médiuns são legiões.

Funcionam aos milhares, em todos os pontos do globo terrestre.
Seja na administração ou na colaboração, na beneficência ou no estudo, na tribuna ou na pena, no consolo ou na cura, no trabalho informativo ou na operação de fenômenos, todos são convocados a servir com sinceridade e desinteresse, na construção do bem, com base no burilamento de si próprios.

Acima de todos, representando a escola sábia e imaculada, que não pode responsabilizar-se pelos erros ou defecções dos alunos, brilha a Doutrina Espírita, na condição de Evangelho Redivivo, traçando orientação clara e segura.

Fácil concluir, desse modo, que situar a mediunidade na formação do bem de todos ou gastar-lhe os talentos em movimentações infelizes é escolha de cada um.



Emmanuel
Do livro da Esperança
Psicografia de Francisco Cândido Xavier 
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: macili em 27 de Março de 2015, 18:13
Olá Amigos,


Este vídeo esclarece esta dúvida que muitos de nós temos...


O que diz Kardec 019 - A Mediunidade traz problemas de saúde?


O Que Diz Kardec 019 - A Mediunidade Traz Problemas de Saúde? (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUVITXowcTJ1TktzIw==)
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Março de 2015, 19:42
Grato Macili

Abraços
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 30 de Março de 2015, 12:15
(A Poesia mediúnica como forma de comunicação paranormal) J. Herculano Pires

A poesia mediúnica foi até hoje considerada como marginal.

A poesia e toda a literatura mediúnica. Os críticos têm receio de se pronunciar sobre ela e quando o fazem é de maneira irônica. Servem-se da ironia para se salvarem dos preconceitos vigentes, preservarem o prestígio profissional e manterem a sua posição no aquário. Assim podem servir a Deus e ao Diabo ao mesmo tempo. O aquário é o meio cultural em que se desenvolveram, com sua rotina, sua água parada e morna, nem fria nem quente, aquecida por meios artificiais. Ê uma delícia nadar nessa água sem maiores preocupações, no espaço limitado pelo grosso vidro da vasilha. Por que pensar nas coisas que poderiam existir além do vidro?

Mas a obra literária, como todas as coisas feitas por Deus ou pelo homem, vale por si mesma e não pelos canais da sua realização. Um poema é o que é. Pouco importa se foi feito por Homero ou por Zé Mindim numa sitioca da Sorocabana. Tem de ser aceito pelo que ele é, não pela sua origem. Uma comédia de Shakespeare é uma comédia, seja dele, de Bacon ou de quem for. Mas se for um pasticho? Ora, acaso o pasticho também não é arte? Pode alguém pastichar com valor sem conhecer a obra do pastichado e sem ter habilidade e aptidão literárias? Mas nada disso pesa na balança. O crítico tem a sua regra. E se a consciência lhe pesa, usa a ironia. Assim não deixa de abordar o assunto e pode dar uma colher de chá aos amigos espíritas. Ah, os espíritas já se acostumaram tanto a ser ironizados!

Com raras exceções, por sinal muito corajosas, nossos críticos e literatos torcem o nariz ilustre diante da poesia mediúnica. Monumentos poéticos como o Parnaso de Além Túmulo, a Antologia dos Imortais, Poetas Redivivos, Sonetos de Vida e Luz, O Espírito de Cornélio Pires são atirados ao lixo, fora do aquário, nos arraballdes da cidade das letras, para uso e gozo da ralé. O argumento justificativo é sempre o mesmo: trata-se de pasticho ou de fabulações inconscientes da escrita-automática.

Mas hoje as coisas mudaram. Os aquários estão sendo quebrados. A ciência materialona de há meio século descobriu novas dimensões da realidade, rompeu para sempre a rotina cultural. A tese espírita dos universos interpenetrados comprovou-se em laboratório. A teoria do corpo espiritual, que é o corpo da ressurreição e portando da sobrevivência, foi confirmada pelos materialistas soviéticos na descoberta do corpo bioplástico. Os problemas da morte e da reencarnação, bem como os da comunicação mental, não só entre os vivos, mas também entre vivos e mortos, foram incorporados pela investigação científica. A possibilidade da transmissão de obras literárias por via paranormal, que vale dizer pela mediunidade, é admitida mundialmente pelos cientistas atualizados. Chegou o momento em que o problema da literatura mediúnica não deve mais assustar os críticos mas atrair a sua atenção.

É exatamente nesse momento que o escritor, jornalista, radialista e homem de televisão, Jorge Rizzini, cuja linhagem intelectual é bastante conhecida, abre a sua percepção extra-sensorial para a captação das mensagens poéticas vindas do outro lado da vida. do mundo da antimatéria. Os poetas que sobrevivem no seu corpo bioplástico voltam através da mediunidade de Rizzini para repetirem a façanha mediúnica de Chico Xavier. E os seus poemas, agora, exigem a consideração crítica desinibida, livre dos temores antigos, que a crítica atual está no dever de lhes dar. Estabeleceram-se as condições culturais necessárias para que a obra literária paranormal seja encarada em seu valor intrínseco, seja tratada como o objeto de Durkheim, na sua realidade concreta e própria.

Ignorar a realidade destes poemas e o seu valor ontológico e antológico, o seu valor de mensagem poética caracterizada pelo estilo, a idéia e a personalidade dos seres que as enviam ao mundo, e furtar-se à comparação antológica dos mesmos para a verificação da sua legitimidade ou não, seria uma fuga inadmissível à responsabilidade crítica. Esta obra se impõe, por isso mesmo, como pedra de toque da capacidade e da sinceridade profissional dos críticos de hoje em nosso país e em todo o mundo de língua portuguesa.

A própria história do livro, contada pelo médium numa confissão profundamente sincera, põe os estudiosos à vontade. Jorge Rizzini não está nas condições culturais primárias do jovem Chico Xavier de quarenta anos atrás. Mas também não pode gabar-se de uma cultura excepcional ou de uma possível genialidade. No campo da poesia é simplesmente um ausente. Jamais publicou uma obra poética.

Jamais divulgou um só ensaio nesse setor. E subitamente aparece com toda uma antologia, das mais vigorosas e impressionantes, que vai de Anchieta a Guilherme de Almeida, Mário de Andrade e Manuel Bandeira, num verdadeiro corte transversal da nossa poesia, acrescido de contribuições da poesia de Portugal.

A poesia mediúnica exige, com esta obra, o seu lugar no contexto da poética nacional e de ultramar. Os que continuarem a considerá-la marginal, sem o exame acurado desta obra, estarão automaticamente marginalizados em nossa época. E essa marginalização não será apenas literária, mas cultural no mais alto sentido do termo, pois o problema que agora se coloca não é apenas literário, mas abrange todo o contexto cultural em que vivemos. Não há mais lugar para a piada irresponsável, para o dar de ombros ignorante, para a ironia superficial. O desafio desta obra só pode ser respondido por trabalhos sérios, por investigações e avaliações conscienciosas.

Temos o direito de reivindicar, em nome da verdade cultural dos interesses fundamentais do homem, dos direitos humanos e do próprio humanismo um tratamento digno para esta obra excepcional, em que tanto merecem respeito o médium como os espíritos comunicantes. O fanatismo sectário não reconhecerá nada dissso. Mas é evidente que dos sectários e dos fanáticos nada podemos esperar. Dos homens de bom senso, conscientes de suas responsabilidades, temos o direito de exigir esse respeito. Não se trata de crença, nem mesmo de religião, mas de um problema cultural que hoje se reflete em todas as latitudes da cultura mundial. Emitir opiniões superficiais e irônicas sobre um assunto desta natureza será simples leviandade.

J. Herculano Pires
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 30 de Março de 2015, 13:06
DISSERTAÇÕES ESPÍRITAS

SOBRE OS MÉDIUNS

Todos os homens são médiuns, todos têm um Espírito
que os dirige para o bem, quando sabem escutá-lo. Agora,
que uns se comuniquem diretamente com ele, valendo-se
de uma mediunidade especial, que outros não o escutem
senão com o coração e com a inteligência, pouco importa:
não deixa de ser um Espírito familiar quem os aconselha.
Chamai-lhe espírito, razão, inteligência, é sempre uma voz
que responde à vossa alma, pronunciando boas palavras.
Apenas, nem sempre as compreendeis.
Nem todos sabem agir de acordo com os conselhos da
razão, não dessa razão que antes se arrasta e rasteja do
que caminha, dessa razão que se perde no emaranhado
dos interesses materiais e grosseiros, mas dessa razão que
eleva o homem acima de si mesmo, que o transporta a regiões
desconhecidas, chama sagrada que inspira o artista e
o poeta, pensamento divino que exalça o filósofo, arroubo
que arrebata os indivíduos e povos, razão que o vulgo não
pode compreender, porém que ergue o homem e o aproxima
de Deus, mais que nenhuma outra criatura, entendimento
que o conduz do conhecido ao desconhecido e lhe
faz executar as coisas mais sublimes.

Escutai essa voz interior, esse bom gênio, que incessantemente
vos fala, e chegareis progressivamente a ouvir
o vosso anjo guardião, que do alto dos céus vos estende as
mãos. Repito: a voz íntima que fala ao coração é a dos bons
Espíritos e é deste ponto de vista que todos os homens são
médiuns.

Channing
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 30 de Março de 2015, 13:13
DISSERTAÇÕES ESPÍRITAS

SOBRE OS MÉDIUNS

XI
O dom da mediunidade é tão antigo quanto o mundo.
Os profetas eram médiuns. Os mistérios de Elêusis se fundavam
na mediunidade. Os Caldeus, os Assírios tinham
médiuns. Sócrates era dirigido por um Espírito que lhe inspirava
os admiráveis princípios da sua filosofia; ele lhe ouvia
a voz. Todos os povos tiveram seus médiuns e as inspirações
de Joana d’Arc não eram mais do que vozes de
Espíritos benfazejos que a dirigiam.
Esse dom, que agora se espalha, raro se tornara nos
séculos medievos; porém, nunca desapareceu. Swedenborg
e seus adeptos constituíram numerosa escola. A França
dos últimos séculos, zombeteira e preocupada com uma
filosofia que, pretendendo extinguir os abusos da intolerância
religiosa, abafava sob o ridículo tudo o que era ideal,
a França tinha que afastar o Espiritismo, que progredia
sem cessar ao Norte.
Permitira Deus essa luta das idéias positivas contra as
idéias espiritualistas, porque o fanatismo se constituíra a
arma destas últimas. Agora, que os progressos da indústria
e da ciência desenvolveram a arte de bem viver, a tal ponto
que as tendências materiais se tornaram dominantes, quer
Deus que os Espíritos sejam reconduzidos aos interesses
da alma. Quer que o aperfeiçoamento do homem moral se
torne o que deve ser, isto é, o fim e o objetivo da vida.
O Espírito humano segue em marcha necessária, imagem
da graduação que experimenta tudo o que povoa o
Universo visível e invisível. Todo progresso vem na sua hora:
a da elevação moral soou para a Humanidade. Ela não se
operará ainda nos vossos dias; mas, agradecei ao Senhor o
haver permitido assistais à aurora bendita.

Pedro Jouty (pai do médium).
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 30 de Março de 2015, 13:23
DISSERTAÇÕES ESPÍRITAS

SOBRE OS MÉDIUNS

Deus me encarregou de desempenhar uma missão junto
dos crentes a quem ele favorece com o mediumato. Quanto
mais graça recebem eles do Altíssimo, mais perigos correm
e tanto maiores são esses perigos, quando se originam dos
favores mesmos que Deus lhes concede.
As faculdades de que gozam os médiuns lhes granjeiam
os elogios dos homens. As felicitações, as adulações, eis,
para eles, o escolho. Rápido esquecem a anterior incapacidade
que lhes devia estar sempre presente à lembrança.
Fazem mais: o que só devem a Deus atribuem-no a seus
próprios méritos. Que acontece então? Os bons Espíritos
os abandonam, eles se tornam joguete dos maus e ficam
sem bússola para se guiarem. Quanto mais capazes se tornam,
mais impelidos são a se atribuírem um mérito que
lhes não pertence, até que Deus os puna, afinal, retirando-
-lhes uma faculdade que, desde então, somente fatal lhes
pode ser.
Nunca me cansarei de recomendar-vos que vos confieis
ao vosso anjo guardião, para que vos ajude a estar sempre
em guarda contra o vosso mais cruel inimigo, que é o orgulho.
Lembrai-vos bem, vós que tendes a ventura de ser intérpretes
dos Espíritos para os homens, de que severamente
punidos sereis, porque mais favorecidos fostes.
Espero que esta comunicação produza frutos e desejo
que ela possa ajudar os médiuns a se terem em guarda
contra o escolho que os faria naufragar. Esse escolho, já o
disse, é o orgulho.

Joana d‘Arc.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 30 de Março de 2015, 14:04


Edson Queiroz –

Os conflitos da mediunidade de cura

Morto de forma trágica aos 41 anos de idade, Edson Cavalcanti de Queiroz foi um médium de cura pernambucano de projeção nacional sobre o qual, hoje em dia, pouco ou nada se fala. Algumas pessoas, ao saberem de minhas relações com ele à época em que atuava perguntam-me se ele era de fato médium. Jamais tive dúvida disso. Assisti a inúmeros feitos dele, dentro e fora do país, acompanhei-o em jornadas memoráveis, onde pude presenciar fenômenos mediúnicos pouco vistos.

Conheci Edson Queiroz em Salvador, Bahia, durante o VIII Congresso Brasileiro de Jornalistas e Escritores Espíritas de 1982. Edson fora ao congresso por conta própria; desejava fazer-se conhecer. Na noite em que ele realizara uma sessão mediúnica, em ambiente fora do congresso, eu não estava presente por conta de outros compromissos. Mas minha equipe do jornal O Semeador e do Correio Fraterno do ABC compareceu. Lá estava, também, a Dra. Maria Julia Prieto Perez, então secretária da Associação Médico-Espírita de São Paulo. A deduzir dos relatos que recebi, o conflito que se estabelecera na ocasião entre a Dra. Maria Julia e o espírito do Dr. Fritz tomou proporções enormes e ultrapassou aquele evento.

Edson Queiroz prontificou-se a fazer alguns atendimentos cirúrgicos para os interessados, mas precisava de um local onde a sessão pudesse realizar-se com tranquilidade. Carlos Bernardo Loureiro ofereceu a sede do Teatro Espírita, um prédio ainda em construção e, portanto, sem condições higiênicas adequadas. Foram todos para lá. Quando o Dr. Fritz realizava uma das intervenções ouviu da Dra. Maria Julia críticas das quais não gostou. Questionava ela, entre outras coisas, por que o espírito realizava intervenções naquelas condições inadequadas, fazendo estardalhaço e agindo de forma desnecessária, inclusive com o uso de instrumentos cirúrgicos quando a espiritualidade poderia valer-se de tecnologias melhores. A certa altura, para confronta-la, o espírito pegou um sapato e fez cair poeira no local da incisão do paciente em atendimento, o que deixou a Dra. Maria Julia ainda mais contrariada. Dr. Fritz dizia que era para provar aos incrédulos que havia forças desconhecidas capazes de controlar a situação. O fato é que Edson Queiroz impressionou grande parte dos presentes.

Tomando ciência dos fatos, fui convencido pelos meus repórteres a fazer gestões junto à presidência da Federação no sentido de patrocinar a ida a São Paulo do médium, uma vez que ele próprio manifestou interesse em fazer-se conhecido para além do Nordeste brasileiro. A oportunidade surgiu quando Nazareno Tourinho viajou de São Paulo para o Rio de Janeiro, para depois seguir para Belém do Pará, sua terra natal. Ligou-me do Rio para dar uma notícia: falara com Edson Queiroz e este desejava ir a São Paulo e apresentar-se para um grande público. As datas: 31 de março e 1 de abril de 1983. Foi desta forma que o médium pernambucano começou sua projeção em nível nacional e a Federação Espírita de São Paulo, de forma corajosa e inusitada, abriu suas portas para um evento dessa natureza.

Quando foi anunciada a presença do novo Arigó dos espíritos em São Paulo, um número extraordinário de pessoas correu à Federação, formando uma fila calculada em cerca de mil pessoas. Quando começou a operar, o Dr. Fritz afirmava desejar que todos fossem atendidos, mas isso era humanamente impossível. Apenas dez por cento receberam autorização para entrar e, dentre estes, dez pacientes foram designados para voltar no dia seguinte.  Edson foi muito bem sucedido. Jorge Rizzini, que escreveu e filmou intervenções cirúrgicas do Dr. Fritz pelo médium Zé Arigó, tendo com estes uma convivência íntima de mais de dez anos, ficou bem impressionado e não teve dúvidas em afirmar tratar-se do mesmo espírito, com as mesmas formas de atuação que o caracterizaram no passado. Suas palavras foram: “não reconheci, apenas, as características psicológicas do Dr. Adolfo Fritz durante, inclusive, uma conversa íntima que tivemos. Reconheci-o, também, pela sua inimitável técnica operatória – técnica sui generis que ele empregava através de Zé Arigó e que hoje vem empregando através do médium e médico Edson Cavalcanti de Queiroz”.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 30 de Março de 2015, 14:05
Dentre as dez pessoas designadas para a sessão pública do dia seguinte, 1º de abril, estava Deolindo Amorim, a quem o Dr. Fritz atendeu reservadamente. Os demais foram operados pelo espírito diante uma grande plateia, de forma mais demorada que a comum porque o Dr. Fritz desejava – e o fez – explicar o procedimento e os objetivos de cada cirurgia. Tudo correu dentro dos planos traçados, sem intercorrências, na presença de dezenas de personalidades espíritas, tais como: João Batista Laurito, presidente da Federação, Américo de Souza Borges, presidente da Associação de Jornalistas e Escritores Espíritas, o professor Rino Curti, o escritor R. Ranieri, Hernani Guimarães Andrade, do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas, e a médium Zíbia Gasparetto.

Mas uma crítica surpreendente apareceu na edição seguinte do jornal Folha Espírita, subscrita pelo radiologista e presidente da AME-SP, Antonio Ferreira Filho, na qual dizia que uma das pacientes sentiu dores imensas durante a cirurgia para retirada de um nódulo no seio, emitindo gritos e chegando a desmaiar pelo menos por duas vezes. Era estranho que somente ele tenha notado tais coisas; um auditório com tanta gente em torno da paciente não foi capaz de REGISTRAR uma única voz contrária sobre o mesmo fato, apenas os próceres da AME-SP. Estabeleceu-se uma verdadeira batalha, desde então. De um lado, os membros da AME-SP, acusando sempre que possível, o médium e, de outro, alguns defensores de Edson Queiroz. O jornal Correio Fraterno do ABC acabou constituindo-se na principal tribuna para defesa do médium pernambucano. Rizzini, com sua verve viril, publicou um artigo de página inteira, sob o título de “O bisturi do Dr. Fritz e a mentira”, onde não só acusava a AME-SP de desonestidade neste caso específico mas, também, em outras ocasiões, como em um relatório produzido por alguns de seus membros condenando Edson Queiroz, relatório este que foi entregue ao Dr. Oswaldo Gianotti Filho, ferrenho adversário do Espiritismo e que vinha combatendo o médium na TV. O artigo termina com a transcrição de uma declaração assinada por Márcia Ferreira, a paciente que fora operada do nódulo no seio, afirmando com todas as letras que não sentira dores, não desmaiara em nenhuma ocasião nem gritara, como havia sido publicado pelo presidente da AME-SP.

Diversos trabalhos foram ainda publicados em defesa de Edson. No Rio de Janeiro, Deolindo Amorim, falando em nome do Instituto de Cultura Espírita do Brasil, fez circular um vigoroso documento de apoio ao médium e publicou ainda, em seu próprio nome, artigo reforçando o trabalho de Edson; seguiram-no Carlos de Brito Imbassahy, Eduardo Simões, Aureliano Alves Neto, Eduardo Carvalho Monteiro e até Divaldo Pereira Franco se pronunciou.

Edson Queiroz atingiu seus objetivos: o interesse por ele cresceu e se expandiu a todo sul e sudeste do país. Ele nos pediu apoio e juntos, Rizzini, Nazareno Tourinho e eu resolvemos atende-lo, mas colocamos uma condição única e impostergável: em conversa reservada, explicamos-lhe que a mediunidade de cura, por suas repercussões, exercia uma grande atração sobre a sociedade e, em vista disso, as investidas para obtenção de benefícios e atenção particular, com OFERTAS de facilidades de toda espécie viriam de modo inevitável. Era, preciso, pois, que o médium se comprometesse a seguir um caminho de retidão de caráter, criando um escudo contra as solicitações e ofertas de toda espécie. Edson reconheceu as dificuldades que teria pela frente e assumiu o compromisso de manter-se merecedor da credibilidade.

Passamos a intermediar suas idas ao Estado de São Paulo, sempre oferecendo-lhe apoio e divulgação de suas atividades, ao mesmo tempo em que combatíamos os adversários dele instalados na AME-SP. Estes, contudo, continuaram exercendo críticas severas ao médium e ao espírito do Dr. Fritz, o que não constituía nenhuma novidade, pois, historicamente, alguns membros da comunidade médica espírita se colocaram contra a mediunidade de cura, como o fez o Dr. Ary Lex, um dos fundadores da AME-SP, em relação a Zé Arigó, fato este que levou Herculano Pires a colocar-se ao lado do conhecido médium mineiro e a defender suas atividades mediúnicas de modo firme.

Foi grande o estardalhaço devido ao posicionamento da AME-SP. Maria Julia Prieto Perez, Marlene Nobre e Antonio Ferreira Filho formavam um trio de combate ao médium pernambucano e aproveitavam todas as oportunidades para atacar Edson pela imprensa, sem, no entanto, possuir qualquer documentação segura para embasar sua posição.

Inúmeras tentativas de conciliação entre as partes foram feitas; Edson Queiroz chegou mesmo a concordar em realizar sessões mediúnicas exclusivamente voltadas à pesquisa científica coordenadas pela instituição médica, mas as condições draconianas colocadas pelos membros da AME-SP eram tais que impediram que os estudos se realizassem. De fato, era questão assente na AME-SP que tal tipo de mediunidade, nas características presentadas pelo espírito do Dr. Fritz, eram recusadas a priori e não havia, de fato, interesse em estuda-la. Existia um preconceito arraigado contra o uso de instrumentos cirúrgicos, como o bisturi, e da falta de anestesia e assepsia, fato este tido como uma afronta ao saber médico e, portanto, não aceito de modo algum. O mesmo se dera quando da eclosão da mediunidade de cura em Zé Arigó. Parece que o conflito estabelecido entre Dr. Fritz e Maria Julia, na sessão realizada em Salvador, estendeu-se a tudo o que dissesse respeito a Edson Queiroz.

Denúncias contra o médium chegaram ao Ministério Público em São Paulo e um inquérito foi aberto na polícia civil, inquérito este que contou com o testemunho contra Edson por parte de alguns membros da AME-SP, fato este extremamente grave em se tratando de um colega de profissão e companheiro espírita no exercício da caridade mediúnica. No Correio Fraterno do ABC denunciamos o fato mais de uma vez, mostrando como o orgulho humano não tem limites, cores ou controle moral. E com o apoio da editora do jornal, publicamos e distribuímos gratuitamente 5 mil exemplares do opúsculo intitulado “Médicos-Médiuns”, contendo um estudo feito a partir de reflexões de Allan Kardec sobre o assunto.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 30 de Março de 2015, 14:06
Nazareno Tourinho resolveu reunir com Edson Queiroz todo o material até então catalogado, referente a inúmeras intervenções cirúrgicas realizadas por ele em Pernambuco. Para isso, passou vários dias em Recife, em pesquisas, para então escrever o livro Edson Queiroz, o novo Arigó dos espíritos, publicado pelo Correio Fraterno do ABC, no qual incluímos um relato com imagens fotográficas das cirurgias realizadas por ele na Federação Espírita de São Paulo. O livro recebeu o prefácio do Dr. Hernani Guimarães Andrade. A primeira edição de 5 mil exemplares foi totalmente vendida, mas o livro apresenta uma curiosidade: tempos depois de lançado, apareceu em versão alemã, sem o que o seu autor, Nazareno Tourinho, tivesse conhecimento, fato que foi depois esclarecido: a autorização para sua versão para a língua de Goethe foi dada, inadvertidamente, pelo próprio médium.

Em 1984, Edson nos convidou, a mim, ao Rizzini e ao escritor R. Ranieri para acompanha-lo até Montevideo, onde iria realizar atividades mediúnicas a convite de um canal de TV local. Rizzini não pode ir e Ranieri não conseguiu embarcar por ter esquecido os documentos em casa. Devido ao regime militar vigente no Uruguai na ocasião, a sessão com Edson Queiroz teve de ser realizada a portas fechadas para apresentação aos telespectadores somente depois da partida da comitiva de volta ao Brasil. Sobre essa sessão, apresento um relato sumário em meu livro Os espíritos falam. Você ouve?

A procura por Edson Queiroz se tornou intensa e incontrolável. O médium quase não parava mais em Recife, onde clinicava como médico ginecologista em seu consultório particular. Começaram a aparecer denúncias esporádicas contra ele, acusando-o de receber dinheiro e presentes caros, algumas, inclusive, dizendo que ele estava cobrando pelos atendimentos mediúnicos. Edson era alvo de interesse da mídia, dando entrevistas para TVs, rádios e jornais com bastante assiduidade. De todas as classes sociais partiam solicitações para atendimentos, inclusive, em caráter particular, quando, então, Edson era hospedado em HOTÉIS luxuosos e viajava, não raro, em aviões particulares. Houve o caso de um dos mais ricos empresários do país que, certa ocasião, mandou ligar para Edson em Recife, avisando que o seu avião já estava a caminho da capital pernambucana, a fim de leva-lo a São Paulo para atender sua esposa doente. O aviso estava acompanhado de outro: que ele não se preocupasse, pois o que deixasse de receber por não atender aos seus pacientes no consultório particular seria ressarcido com sobras.

Quando esse tipo de denúncia nos chegavam em São Paulo, um amigo particular me procurou com o insistente pedido para que programássemos a ida de Edson Queiroz à cidade de Registro, no Vale do Ribeira, onde uma grande quantidade de pessoas extremamente pobres ansiava pela presença do Dr. Fritz. Edson aceitou o convite e na data marcada fui com Rizzini ao Aeroporto de Congonhas para recebe-lo e transportá-lo em meu carro particular ao local marcado. No trajeto de quase três horas, expusemos a Edson sobre as denúncias que estávamos recebendo, algumas delas vindas de fontes seguras, dignas de crédito. Relembramos o compromisso por ele assumido conosco, em que esse tipo de comportamento não seria tolerado, sob pena de nos afastarmos, retirando o apoio dado. Edson a tudo ouviu silenciosamente e disse, constrangido, que não poderia negar ter fraquejado diante de algumas OFERTAS, mas não iria – afirmou, com convicção – deixar-se levar mais pelo canto da sereia.

 Edson continuou com suas atividades intensas, viajando pelo país de norte a sul. As denúncias acusando-o de COBRAR pelas cirurgias mediúnicas prosseguiram. Não era mais possível prosseguir com o apoio. Reuni-me com Rizzini e Nazareno Tourinho e decidimos comunicar ao Edson e aos espíritas o nosso afastamento do médium. Nazareno Tourinho redigiu a nota, que foi assinada por nós três e publicada no Correio Fraterno do ABC. Ei-la.

Comunicado red“Comunicado sobre o médium Edson Queiroz. A fidelidade aos princípios filosóficos codificados por Allan Kardec, e o elementar critério de honestidade que a prática do jornalismo doutrinário nos impõe, colocam-nos na penosa obrigação de divulgar a presente nota informando aos companheiros de ideal espírita, e a quem mais interessar possa, o imperioso rompimento de nossa ligação com o médium Edson Cavalcanti de Queiroz, a quem defendemos de numerosos ataques até a algum tempo atrás injustos.

“Como sempre fomos contra o exercício da mediunidade em proveito próprio, ou, falando mais CLARO, em troca de dinheiro direta ou indiretamente, estaríamos bem à vontade para citar os motivos e os fatos que nos levaram a assim proceder, inclusive esclarecendo como, porque, quando e onde advertimos o médium sobre nossa discordância do seu comportamento, recebendo dele a promessa de mudança infelizmente não cumprida. Cremos, porém, ser melhor encerrar sem outras palavras este triste assunto, entregando-o à sábia e soberana Justiça Divina, com a consciência em paz pelo dever cumprido e o coração confortado pela certeza de que a causa do Espiritismo estará sempre acima das fraquezas e paixões humanas. Em 06 de agosto de 1986. Assinado: Wilson Garcia, Jorge Rizzini e Nazareno Tourinho”.

A partir desse comunicado, deixamos de intermediar a os convites a Edson Queiroz, não mais assistimos às suas apresentações e não tivemos nenhum outro contato pessoal com ele. Em outubro de 1991, estava eu na tribuna da Casa do Caminho, em Juiz de Fora, Minas Gerais, fazendo uma palestra em comemoração ao nascimento de Allan Kardec quando recebi um bilhete comunicando-me que, naquele exato momento, emissoras de rádio davam a notícia do assassinato de Edson Queiroz, em Recife, por um vigilante que havia sido empregado dele. Comunicamos o fato à plateia de quase 500 pessoas e fizemos um breve relato das admiráveis curas que presenciamos nas atividades mediúnicas de Edson Queiroz sob o comando do espírito Dr. Fritz. Um longo silêncio se fez presente, mas ao final da palestra alguns ouvintes, curiosos, desejavam saber do futuro espiritual do médium, morto em circunstâncias tão trágicas. Qualquer tentativa de descrever esse futuro seria atrevida e ousada especulação, pois não cabe a nós, pobres mortais no corpo físico, estabelecer julgamentos dessa ordem.

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http://www.expedienteonline.com.br/edson-queiroz-os-conflitos-da-mediunidade-de-cura/
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 31 de Março de 2015, 17:28
38 questões sobre mediunidade -

entrevista com Amilcar del Chiaro

Questão [001]
Se a pessoa que estiver ministrando o passe não estiver emocionalmente
muito bem, pode influenciar a qualidade da energia a ser transmitida?

Resposta: A pessoa que está ministrando o passe canaliza fluidos dos
espíritos, do ambiente e fornece seus próprios fluidos. Se a pessoa não estábem
física, emocional ou espiritualmente, se está sob influência de espíritos
obsessores, não deve aplicar passes porque vai prejudicar o paciente.

Questão [002]
Como é o processo da letargia e qual a sua utilidade na mediunidade? Como
se deve orientar o médium que apresente esse tipo de fenômeno?

Resposta: Na mediunidade psicofônica inconsciente, o transe pode se
manifestar de forma sonambúlica ou letárgica. O sonâmbulico pode movimentar-sepela
sala pegar objetos. O médium letárgico permanece imóvel e as vezes perde a
sensibilidade. Acredito que importante é a mediunidade. A letargia é
secundária. O dicionário de Filosofia Espírita, de L.Palhano Jr. Descreve a
patologia e no ítem 5 diz: estado de insensibilidade encontrados em certos
transes mediúnicos.

Questão [003]
O médium consegue diminuir a sua mediunidade afim de não querer mais ser
médium?

Resposta: Não há como diminuir ou eliminar a mediunidade, que é uma
faculdade natural do ser humano. Assim como não se pode deixar de pensar,também não
se pode deixar de ser médium.

Questão [004]
Gostaria de saber como se sabe se uma pessoa e médium? Já que quando eu vou
tomar passe ou assistir a uma palestra sinto sensações diferentes.

Resposta: Allan Kardec disse que para se saber se a pessoa é médium ou não,
é preciso experimentar. Não existem sinais exteriores que identifique se a
pessoa é médium ou não. Estamos falando da mediunidade ostensiva ou dinâmica,
porque a mediunidade generalizada, ou estática, todas as pessoas tem, semexceções.

Questão [005]
Gostaria de saber até que ponto telepatia e mediunidade se confundem. Em
algum estágio elas significam a mesma coisa? O são coisas totalmentedistintas?

Resposta: Telepatia é a transmissão do pensamento ou sensações de um
emissor para o receptor de forma extrasesorial, ou seja, fora dos cincosentidos.
Na mediunidade telepática o médium sente a inspiração do pensamento do
emissor, sem as sensações fluidicas que habitualmente o médium sente. Pode-sedizer
que se confundem, porque o médium é intermediário de um espírito, e este pode
estar encarnado ou desencarnado.

Questão [006]
Gostaria de saber porque motivo quando tenho acesso a uma leitura ou
durante palestra espírita, tenho a impressão que é desta forma que penso comose eu já tivesse conhecimento sobre o assunto?

Resposta: É possível que você já tenha tido conhecimento do assunto nesta
ou em outras vidas. Isto é apenas probabilidade, porque pode ser que você seja
facilmente influenciável. Verifique se isto não ocorre em outras
circunstâncias, se você não é convencido facilmente a mudar de idéias. Este
assunto somente você poderá resolver.

Questão [007]
Gostaria de saber qual a solução para os casos em que um médium em
potencial é assediado intermitentemente por irradiações negativas, sem que,por si só, consiga delas se livrar.

Resposta: Todos nós estamos sujeitos a influenciações negativas. Quando se
repete constantemente é preciso pensar em obsessão. O ideal é passar por
tratamento especializado, incluindo o passe. É preciso desenvolver a
vontade e se opor às influenciações negativas.
 
Questão [008]
Gostaria que falasse alguma coisa sobre as visões que acontecem através do
espelho, ou seja, quando alguém olha seu rosto e este desaparece,
aparecendo luminosidades.

Resposta: Não tenho conhecimento pessoal deste fenômeno, mas é preciso
verificar se não é influencia do tipo de iluminação utilizado. Outra coisa
que pode ocorrer é se olharmos fixamente nossa imagem no espelho, sem piscar, a
imagem tende a desaparecer, mas basta desviar o olhar por um instante e ela
se normaliza.

Questão [009]
A mediunidade é uma faculdade do Espírito ou uma capacidade orgânica?

Resposta: Ainda há muita discussão sobre isto. Allan Kardec considerou-a
orgânica. Com o tempo, aqui no Brasil, foi considerada propriedade do
espírito.
Alguns dizem que ela se radica no perispírito. Acreditamos que ela seja
propriedade do espírito que se manifesta através do corpo, pois este é
apenas uma vestimenta do espírito.
 
Questão [010]
Prever a morte das pessoas,doenças...e realmente acertar, é um tipo de
mediunidade?

Resposta: Seria mediunidade se a pessoa em questão recebesse a informação
dos espíritos. Mas se a percepção é dele, pessoa, é premonição. Certamente ele
não ficou sabendo através dos sentidos, mas de forma extra-sensorial.

Questão [011]
A pessoa já nasce com a mediunidade aflorada ou ela pode se manifestar após
a idade adulta?

Resposta: Herculano Pires, no seu livro, Mediunidade, explica as quatro
fases da mediunidade, ou seja - na infância, adolescência, juventude e velhice,
cada uma com as suas características. Nascemos médiuns, mas ela pode aflorarcom
mais intensidade numa dessas quatro fases, normalmente da juventude à
maturidade.

Questão [012]
Existem comprovações científicas da mediunidade?

Resposta: Existem sim. Contudo a ciência também é dogmática e se recusa a
considerar válidas as conclusões que lhe contrariam. Chico Xavier provou
sobejamente a independência dos espíritos que se comunicaram através dele.
Muitos outros tem provado a existência da mediunidade, como Arigó, no campo
das curas, Gaspareto na psicopictoriografia, Peixotinho e Mirabeli nos efeitos
físicos, isto para ficarmos no âmbito do Brasil. Entretanto, para aceitar a
realidade dos fenômenos mediúnicos é preciso que a ciência aceite a
existência do espírito, e parece-nos que ainda não desejam isto.

Questão [013]
Quais são os "sintomas" da mediunidade?

Resposta: Existem muitos sintomas sugestivos que indicam a mediunidade.
Muitas vezes ela se manifesta por desequilíbrios emocionais, sensação de estar
acompanhado, idéias estranhas, emoções desencontradas, ora o choro, ora o
riso sem motivações. Arrepios, medo, e várias outras. Contudo, como esses
sintomas se encontram em distúrbios psicológicos, é preciso boa avaliaçãoatravés de
pessoa competente.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 31 de Março de 2015, 17:31
Questão [014]
Há algum centro , núcleo espírita realizando sessões de materializações,
atualmente?

Resposta: Não conhecemos nenhum. Parece-nos que os médiuns de efeitos
físicos rarearam, e os poucos existentes estão trabalhando nas curas.

Questão [015]
Por que os fenômenos de materialização, desmaterialização, pneumatofonia e
pneumatografia não ocorrem mais com tanta freqüência como antes?

Resposta: Creio que a resposta à questão nº 14 responde a sua pergunta.

Questão [016]
Conhecemos médiuns de muito destaque, que possuíam deficiências físicas
sérias. Haveria alguma diferença no processo mediúnico desses médiuns?

Resposta: Não. Nenhuma diferença porque os deficientes são gente como a
gente. Pode ocorrer que devido as deficiências sejam mais aplicados e por isso
alcancem melhores resultados.

Questão [017]
Para desenvolver a mediunidade, o candidato tem que ter idade mínima ou
máxima?. Uma pessoa com 60 anos ou mais pode desenvolver a mediunidade sem correr risco para sua saúde?

Resposta: Não existe idade para a mediunidade. Logicamente o bom senso
indica que não é próprio para crianças e adolescentes, a não ser em casos muito
especiais. Quanto aos idosos também não há nenhuma restrição. Herculano
Pires, no livro Mediunidade, fala da mediunidade que se revela tardiamente, na
velhice e pode ser uma preparação para a desencarnação. Não há nenhum mal paraa
saúde e bem estar da pessoa idosa, muito pelo contrário.

Questão [018]
Como é que podemos ter certeza de que uma mensagem psicografada por um
médium é verdadeira?

Resposta: Há alguns indícios que podem ser percebidos. Por exemplo: se a
mensagem estiver muito acima da capacidade mental da pessoa. Se ela trouxer
elementos desconhecidos do médium, mas sobretudo a garantia é a moral do
médium, o seu desinteresse material.

Questão [019]
Quando não há um médium presente, o espírito pode se materializar retirando
ectoplasma da Natureza?

Resposta: O espírito pode se materializar, provocar barulhos, movimento de
objetos, e etc. buscando ectoplasma em pessoas próximas, como visinhos. O
ectoplasma é próprio dos seres humanos.

Questão [020]
A mediunidade não trabalhada pode prejudicar nossas vidas terrenas?

Resposta: Sim, mas não devemos encarar como castigo. Como a mediunidade
atrai espíritos, assim como o imã atrai a limalha de ferro, a mediunidade não
cuidada, pode desequilibrar a pessoa pelos espíritos que ela atrai.

Questão [021]
Na minha cidade acompanhávamos o trabalho de famoso médium, que além de
ilustre orador, também realizava atendimento de consulta espiritual. A maioriados espíritos que trabalhavam através dele tinham sido médicos na terra. Descobrimos porém , após um flagra em uma sala mediúnica, que este médium tinha problemas de distúrbios de sexualidade, e usou diversas vezes ao longo de vinte anos a mediunidade para seduzir mulheres. Durante as consultas que eram realizadas, muitas mulheres escutaram "dos espíritos", que estavam se
reencontrando com médium nesta vida e eram "almas gêmeas". Pergunto:Este
médium teve projeção na doutrina durante mais de vinte anos, presenciei
lindos trabalhos realizados por ele, como a espiritualidade superior podeutilizar
um médium em desequilíbrio moral?.Posso acreditar que as comunicações, apesar de muito convincentes, eram produto de sua mente doente?

 Resposta: O assunto é muito delicado masdeve ser abordado com coragem. São
vários os erros do médium, dos espíritos e dos que cercavam o médium.
Médiuns de destaques são muito bajulados, endeusados, incensadosconstantemente, o
que denota erro dos seus seguidores. O médium de curas não deve trabalhar
sozinho numa sala. É preciso ter uma equipe que o acompanhe e lhe dê suporte.
(segundo erro da equipe). Os espíritos mais ou menos atrasados podem utilizaras
faculdades curadoras do médium, ou espíritos mais evoluídos podem utilizar
o médium imperfeito por falta de outro instrumento melhor. Muitas curas pode
ser efeito do animismo e/ou do condicionamento. Se a equipe ouviu ele falar
sobre alma gêmea deveria ter corrigido, pois almas gêmeas não existem. Isto é
antidoutrinário. Kardec afirma que almas gêmeas não existem. Erro palmar: O
Espiritismo não veio ao mundo para curar corpos que vão morrer um dia, mas
curar o espírito imortal.

Questão [022]
A mediunidade é faculdade inerente ao organismo físico, utilizando-se da
pineal inclusive para que o processo se complete. Pode-se pedir por exemplo quea mediunidade seja suspensa em virtude de uma série de questões. Como isso acontece sendo então uma faculdade onde o organismo físico tem grande
participação senão inteira participação? O plano espiritual encarrega-se de
manter distantes possíveis assédios nesse sentido?

Resposta: Quando o médium está incapacitado para exercer a mediunidade, ele
pode orar pedindo a proteção dos bons espíritos e exercer a mediunidade de
outro modo. Aqueles que não conhecem o Espiritismo e a mediunidade, e é a
maioria dos encarnados, estariam completamente desprotegidos no caso da
mediunidade ter que ser exercida somente do modo que se faz no Centro
Espírita. O caráter reto, a bondade, o amor, a palavra leal podem fazer muitopelo
médium. A mediunidade é inerente ao espírito, mas se manifesta através do
organismo.

Questão [023]
A mediunidade através dos tempos vem se manifestando de diversas formas. No
Espiritismo, com Kardec, a mediunidade obedece aos princípios em O Livro
dos Médiuns e é praticada pelos espíritas nesse modelo. Em vista dessa análise,
que podemos pensar acerca do futuro da mediunidade, em relação a sua prática
tendo em vista a evolução humana?

Resposta: Como você mesmo afirmou, a mediunidade não é privilégio do
Espiritismo. Ela sempre existiu em todos os tempos e todos os lugares. A
vantagem do Espiritismo é que Allan Kardec fez um profundo estudo e
classificou cientificamente todas as formas da mediunidade. Quanto a evoluçãoda
mediunidade depende da evolução moral dos habitantes da Terra. Acreditamos
que ela se tornará cada vez mais intuitiva.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 31 de Março de 2015, 17:33
Questão [024]
Por que quando o espírito de uma pessoa sai do seu corpo, (são os chamados
sonhos) e muitas das vezes quando acordamos não conseguimos nos lembrar o
que passamos e onde estivemos, mas as vezes com o transcorrer dos dias, a gente em  alguns momentos, vem a nossa lembrança, aquele momento do sonho. O que é isso? Talvez um alerta, ou premunição do que está para acontecer?

Resposta: Os sonhos se dão fora do corpo físico, portanto, com menor
influência do cérebro, daí a dificuldade das lembranças. Entretanto, os adéptosda
projeceologia afirmam que se pode treinar para reter as lembranças. Os
lampejos de lembranças podem surgir a qualquer momento, mas pode não ter
significação.

Questão [025]
Gosto do espiritismo, leio alguns livros, quando vou a alguns eventos, como
palestras ou seções mediúnicas de médiuns pintores do passado, vejo sempre
os espíritos trabalhando de uma forma diferente, vejo eles os espíritos
trabalhando, vejo também quando eles vão embora, porque isso acontece?

Resposta: . Possivelmente você tenha vidência. Procure observar se o que
você vê confere com o que se passa na reunião.

Questão [026]
Tenho sempre a sensação de estar sendo observada quando estou sozinha. Isto
é mediunidade?

Resposta: É um dos sintomas. Contudo não se pode afirmar com certeza que
você tenha mediunidade ostensiva, porque a mediunidade generalizada você etodas
as pessoas possuem.

Questão [027]
O que pensar de trabalhos mediúnicos onde vários médiuns dão passividade ao
mesmo tempo e vários esclarecedores atuam, também ao mesmo tempo?

Resposta: A sessão fica um tanto conturbada se não houver treinamento e
entrosamento entre os participantes. É preciso haver espaço físico
suficiente para os médiuns não ficarem muitos próximos uns dos outros. Contudonão
vemos necessidade deste método, a não ser em algumas condições especiais.

Questão [028]
É possível, um trabalho de desenvolvimento mediúnico ser dividido em duas
partes. Por exemplo quarenta minutos de estudo no Livro dos Médiuns e Nos
Domínios da Mediunidade de André Luís e quarenta minutos dedicados a
comunicação dos espíritos?

Resposta: Este é um método ideal, pois o estudo é muito importante. Estudo
nunca é demais. Todas as reuniões devem ser precedidas de estudos.

Questão [029]
O médium incorpora um espírito e muda sua fisionomia,de que modo ocorre
este fenômeno?

Resposta: . É um fenômeno de transfiguração. Na maioria das vezes é uma
superposição do perispírito do comunicante à frente do rosto do médium,

Questão [030]
Na véspera de minha avó falecer sonhei que ela estava se despedindo, e
tempos depois senti seu perfume muito forte. Isso tudo me despertou e passei ater vários sonhos do que vai acontecer. Isso é mediunidade? Ou o que? Gostaria
que me explicasse.

Resposta: Trata-se de sonho premonitório, ou seja, que prevê o futuro. Pode
ser classificada também como mediunidade onírica (mediunidade através dos
sonhos). O ideal é que você escreva o que viu, ouviu ou lhe foi comunicado e
posteriormente conferir.

Questão [031]
Poderia me esclarecer sobre animismo? Isso é ruim para a pratica da
mediunidade?

Resposta: Animismo vem de ânima (alma). Significa fenômeno mediúnico
provocado pela própria alma do médium. Todos os médiuns tem animismo, porque omédium é uma alma. Não é prejudicial se não for levada ao exagero. O medo do
animismo tem causado muito mais estragos, pois, muitos médiuns, com medo doanimismo
se fecharam e estiolaram suas faculdades.

Questão [032]
Existe alguma diferença entre vidência e clarividência?

Resposta: Ainda há muita discussão em torno deste assunto. Hermínio Miranda
considera que a clarividência é faculdade anímica e se aplica a visões no
espaço e no tempo. Muitos interpretam da seguinte maneira: vidência é a que
ocorre no local onde está médium, sua visão dos espíritos e do ambiente
espiritual. Clarividência seria a que ocorre fora do ambiente local e que
seria impossível para o médium ver pelos meios comuns.

Questão [033]
O que é mediunidade consciente?

Resposta: Mediunidade consciente é aquela em que o consciente do médium
participa do fenômeno. Isto quer dizer que o médium está desperto e percebe
tudo o que se passa no ambiente.

Questão [034]
Minha dúvida é referente à mediunidade de efeitos físicos. Gostaria de
saber se para a ocorrência de um fenômeno físico é necessária a presença, nolocal, de um médium doador de ectoplasma, ou os espíritos podem, de alguma forma, manipularem os elementos presentes no ambiente ou ainda buscar a distância o ectoplasma para e execução de tal fenômeno, ainda que sem nenhum médium por perto do local de ocorrência.

Resposta: O fenômeno de efeito físico pode ocorrer sem a presença de médium
de efeitos físicos no local. Os espíritos podem ir buscar o ectoplasma noutro
local. Kardec não era médium de efeitos físicos e ouviu pancadas insistentes
enquanto escrevia sozinho em sua casa. O seu protetor queria chamar a sua
atenção para um erro que ele havia cometido no texto (aliás, Kardec tinha o
que ele mesmo chamou de mediunidade generalizada)

Questão [035]
Estou iniciando meus trabalhos como médium. Minha preocupação e exercê-la
com Jesus. O que devo fazer para me sentir mais seguro, quanto as mensagens e
manifestações vindas através de mim?

Resposta: Entendemos que a mediunidade com Jesus é humilde, caritativa,
prestativa. O melhor meio de você se sentir seguro é estudar bastante,
ouvir os mais velhos, aceitar as críticas sem se magoar, e se considerar sempreum
aprendiz.

Questão [036]
É dito que todos nós temos "mediunidade" só que não a desenvolvemos.No
caso do espiritismo só é espírita aquele que tem desenvolvida a mediunidade?

Resposta: Não, de forma alguma. A maioria esmagadora dos médiuns não são
espíritas, e uma grande quantidade dos espíritas não são médiuns
ostensivos. Não tem nada a ver.

Questão [037]
Os fenômenos de teletransportes que os médiuns fizeram com flores, pedras,
objetos;foram feitos, alguma vez, com pessoas, o próprio médium ou um
participante?

Resposta: Não temos conhecimento disto. O que conhecemos é um episódio
sobre o extraordinário médium Mirabeli, que certa vez foi teletransportado da
Estação da Luz, em São Paulo à sua residência na baixada santista, onde havia
marcado um encontro com amigos. Muitos encaram como folclore.

Questão [038]
O que o senhor acha da opinião daqueles que acreditam que todos os
fenômenos mediúnicos são resultados do inconsciente coletivo?

Resposta: É tolice. Desde os tempos de Kardec que os adversários procuram
encontrar explicações completamente fora da lógica. Desde o músculo
rangedor, passando pelo inconsciente dos assistentes e passando para oinconscientes
dos lá de fora. A explicação é tão simples, mas os adversários procuram
complicar.

http://www.redeamigoespirita.com.br/group/mediunidade/forum/topics/38-questoes-sobre-mediunidade
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 31 de Março de 2015, 23:17
Mensagem aos Médiuns -

Emmanuel / Chico Xavier

Venho exortar a quantos se entregaram na Terra à missão da mediunidade, afirmando-lhes que, ainda em vossa época, esse posto é o da renúncia, da abnegação e dos sacrifícios espontâneos. Faz-se mister que todos os Espíritos, vindos ao planeta com a incumbência de operar nos labores mediúnicos, compreendam a extensão dos seus sagrados deveres para a obtenção do êxito no seu elevado e nobilitante trabalho.

Médiuns! A vossa tarefa deve ser encarada como um santo sacerdócio; a vossa responsabilidade é grande, pela fração de certeza que vos foi outorgada, e muito se pedirá aos que muito receberam. Faz-se, portanto, necessário que busqueis cumprir, com severidade e nobreza, as vossas obrigações, mantendo a vossa consciência serena, se não quiserdes tombar na luta, o que seria crestar com as vossas próprias mãos as flores da esperança numa felicidade superior, que ainda não conseguimos alcançar! Pesai as consequências dos vossos mínimos atos, porquanto é preciso renuncieis à própria personalidade, aos desejos e aspirações de ordem material, para que a vossa felicidade se concretize.

Felizes daqueles que, saturados de boa-vontade e de fé, laboram devotadamente para que se espalhe no mundo a Boa Nova da imortalidade. Compreendendo a necessidade da renúncia e da dedicação, não repararam nas pedras e nos acúleos do caminho, encontrando nos recantos do seu mundo interior os tesouros do auxílio divino. Acendem nos corações a luz da crença e das esperanças, e se, na maioria das vezes, seguem pela estrada incompreendidos e desprezados, o Senhor enche com a luz do seu amor os vácuos abertos pelo mundo em suas almas, vácuos feitos de solidão e desamparo.

Infelizmente, a Terra ainda é o orbe da sombra e da lágrima, e toda tentativa que se faz pela difusão da verdade, todo trabalho para que a luz se esparja fartamente encontram a resistência e a reação das trevas que vos cercam. Dai nascem as tentações que vos assediam, e partem as ciladas em que muitos sucumbem, à falta da oração e da vigilância apregoadas no Evangelho.

QUEM SÃO OS MÉDIUNS NA SUA GENERALIDADE

Os médiuns, em sua generalidade, não são missionários na acepção comum do termo; são almas que fracassaram desastradamente, que contrariaram, sobremaneira, o curso das leis divinas, e que resgatam, sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades, o passado obscuro e delituoso. O seu pretérito, muitas vezes, se encontra enodoado de graves deslizes e de erros clamorosos. Quase sempre, são Espíritos que tombaram dos cumes sociais, pelos abusos do poder, da autoridade, da fortuna e da inteligência, e que regressam ao orbe terráqueo para se sacrificarem em favor do grande número de almas que desviaram das sendas luminosas da fé, da caridade e da virtude. São almas arrependidas que procuram arrebanhar todas as felicidades que perderam, reorganizando, com sacrifícios, tudo quanto esfacelaram nos seus instantes de criminosas arbitrariedades e de condenável insânia.

AS OPORTUNIDADES DO SOFRIMENTO

As existências dos médiuns, em geral, têm constituído romances dolorosos, vidas de amargurosas dificuldades, em razão da necessidade do sofrimento reparador; suas estradas, no mundo, estão repletas de provações, de continências e desventuras. Faz-se, porém, necessário que reconheçam o ascetismo e o padecer, como belas oportunidades que a magnanimidade da Providência lhes oferece, para que restabeleçam a saúde dos seus organismos espirituais, combalidos nos excessos de vidas mal orientadas, nas quais se embriagaram à saciedade com os vinhos sinistros do vicio e do despotismo.

Humilhados e incompreendidos, faz-se mister que reconheçam todos os benefícios emanantes das dores que purificam e regeneram, trabalhando para que representem, de fato, o exemplo da abnegação e do desinteresse, reconquistando a felicidade perdida.

NECESSIDADE DA EXEMPLIFICAÇÃO

Todos os médiuns, para realizarem dignamente a tarefa a que foram chamados a desempenhar no planeta, necessitam identificar-se com o ideal de Jesus, buscando para alicerce de suas vidas o ensinamento evangélico, em sua divina pureza; a eficácia de sua ação depende do seu desprendimento e da sua caridade, necessitando compreender, em toda a amplitude, a verdade contida na afirmação do Mestre: “Dai de graça o que de graça receberdes.”

Devendo evitar, na sociedade, os ambientes nocivos e viciosos, podem perfeitamente cumprir seus deveres em qualquer posição social a que forem conduzidos, sendo uma de suas precípuas obrigações melhorar o seu meio ambiente com o exemplo mais puro de verdadeira assimilação da doutrina de que são pregoeiros.

Não deverão encarar a mediunidade como um dom ou como um privilégio, sim como bendita possibilidade de reparar seus erros de antanho, submetendo-se, dessa forma, com humildade, aos alvitres e conselhos da Verdade, cujo ensinamento está, frequentemente, numa inteligência iluminada que se nos dirige, mas que se encontra igualmente numa provação que, humilhando, esclarece ao mesmo tempo o espírito, enchendo-lhe o íntimo com as claridades da experiência.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 31 de Março de 2015, 23:18
O PROBLEMA DAS MISTIFICAÇÕES

O problema das mistificações não deve impressionar os que se entregam às tarefas mediúnicas, os quais devem trazer o Evangelho de Jesus no coração. Estais muito longe ainda de solucionar as incógnitas da ciência espírita, e se aos médiuns, às vezes, torna-se preciso semelhante prova, muitas vezes os acontecimentos dessa natureza são também provocados por muitos daqueles que se socorrem das suas possibilidades.

Tende o coração sempre puro. É com a fé, com a pureza de intenções, com o sentimento evangélico, que se podem vencer as arremetidas dos que se comprazem nas trevas persistentes. É preciso esquecer os investigadores cheios do espírito de mercantilismo!... Permanecei na fé, na esperança e na caridade em Jesus - Cristo, jamais olvidando que só pela exemplificação podereis vencer.

APELO AOS MÉDIUNS

Médiuns, ponderai as vossas obrigações sagradas! preferi viver na maior das provações a cairdes na estrada larga das tentações que vos atacam, insistentemente, em vossos pontos vulneráveis.

Recordai-vos de que é preciso vencer, se não quiserdes soterrar a vossa alma na escuridão dos séculos de dor expiatória. Aquele que se apresenta no Espaço como vencedor de si mesmo é maior que qualquer dos generais terrenos, exímio na estratégia e tino militares. O homem que se vence faz o seu corpo espiritual apto a ingressar em outras esferas e, enquanto não colaborardes pela obtenção desse organismo etéreo, através da virtude e do dever cumprido, não saireis do círculo doloroso das reencarnações.

...

Matéria extraída do livro Emmanuel, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier pelo espírito Emmanuel, editora FEB.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Abril de 2015, 23:58
Olá a todos !

Continuaremos o estudo  sobre Mediunidade
Isto neste este mês de Abril
Apesar do atraso, peço desculpas !

Agora tentaremos abordar a mediunidade em nosso cotidiano e
tentaremos nesta mesma forma de estudo
resgatar a proposta inicial na abertura do tópico
Que é a nossa mediunidade
Como é conosco ?
Como ocorre em nossa casa?
Com o Nosso irmão ?
Nosso Vizinho ?

Enfim !

A mediunidade aquém dos muros da Casa Espírita

Avancemos!

Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 11 de Abril de 2015, 21:33

Trago este texto
para analisarmos o nosso papel ante as possibilidades
deste intercâmbio entre estes dois "Mundos"

UM OBSESSOR NO CENTRO ESPÍRITA

Num centro espírita famoso e muito frequentado, senhor Raimundo estava iniciando os trabalhos de desobsessão. Seu Raimundo, como bom doutrinador espírita há mais de 30 anos, fez uma prece de abertura e pediu a Jesus que ajudasse a libertar todos os irmãos que viessem a sala de desobsessão do sofrimento que atravessavam.

Raimundo viu o médium incorporar um espírito que dizia estar no umbral, sofrendo muito por conta da raiva e mágoa que sentia de um desafeto. Senhor Raimundo iniciou então os procedimentos da desobsessão clássica e disse que o espírito deveria perdoar o desafeto, pois a lei do amor é a nossa salvação.

O espírito incorporado, com olhar penetrante, disse:

– E porque devo confiar em você?

– Ora meu irmãozinho – disse Seu Raimundo – Estamos aqui num centro espírita, onde os ensinamentos de Jesus são praticados. Nós aqui ajudamos todos os espíritos sofredores e necessitados.

– E você também ajuda a si mesmo, ou só pensa em ajudar os outros? Perguntou o espírito. Seu Raimundo ficou surpreso com pergunta, mas como doutrinador experiente sabia que não podia cair nas artimanhas dos obsessores, e disse:

– Irmão… não estamos aqui para falar de mim. Você está no umbral e precisa de ajuda. Você não quer sair do umbral?

– Sim, eu quero. – disse o obsessor – Eu só fico me perguntando como existem tantas pessoas vivendo no nível ou no estado umbralino e não percebem, mesmo estando encarnados. Pois afinal, como o senhor mesmo ensina em suas palestras aqui no centro, o umbral é um estado de consciência e não um lugar ou espaço físico. Alguns espíritos vivem no umbral porque não conseguem se desprender da raiva e mágoa que sentem de um desafeto. Mas o senhor, seu Raimundo, perdoa todas as pessoas? Não sente também raiva e mágoa de alguém?

Senhor Raimundo estava ficando irritado com o obsessor. Estava pensando numa resposta, mas o espírito completou:

– Não é verdade que o senhor também sente raiva e mágoa da sua ex-esposa, que te traiu com um dos seus amigos há aproximadamente 10 anos? Não é verdade que até hoje você não consegue perdoa-los?

Senhor Raimundo ficou assustado com aquelas colocações. “Como o espírito poderia saber disso?” pensou. Começou a sentir raiva do obsessor, e não muito confiante, disse:

– Não vou entrar na sua cilada. Você como obsessor experiente deve atacar as pessoas em seus pontos fracos. Portanto, saiba que…

– Eu sou um obsessor, senhor Raimundo? – perguntou o espírito interrompendo seu Raimundo. – Eu me pergunto se todos nós não somos um pouco obsessores das pessoas que dizemos amar, mas que no fundo as tentamos controlar e ganhar seu afeto a força. Não é verdade que você tem sido quase um obsessor da sua filha adolescente? Quantas vezes por dia você liga pra ela perguntando onde ela está? Quantas vezes você proibiu os namoros dela? Quantas vezes você tolheu a liberdade da sua menina por conta dos próprios medos e incertezas que guarda em seu íntimo? Você pode estar sendo um grande obsessor encarnado dela e nem perceber…

Seu Raimundo ficou atônito com aquelas revelações. Aquele espírito parecia saber tudo a seu respeito, e estava ali desnudando seus defeitos um a um. Seu Raimundo ainda não queria dar o braço a torcer e ficou com mais raiva. Resolveu fazer uma oração, dizendo:

– Senhor Jesus, peço que sua equipe conduza esse irmãozinho perturbado a um local de tratamento no plano espiritual. O espírito disse:

– Por que me chamas de irmãozinho, se nesse momento você quer, na verdade, pular no meu pescoço? De que adianta fazer uma oração a Jesus com toda essa raiva que quase transborda de você? Não, Jesus não vai te atender nesse momento… Você precisa, Seu Raimundo, parar de fugir dos seus problemas e emoções, olhar para as impurezas do seu ser, e parar de achar que é o outro sempre o sofredor e você é o “salvador”. Na verdade, todos nós precisamos de ajuda, todos somos sofredores em maior ou menor grau. E orientar o outro a praticar aquilo que nós mesmos não realizamos em nossa vida é, nada mais nada menos, do que hipocrisia. É da hipocrisia que o ser humano precisa se libertar… Ensinar aquilo que pratica, ou apenas praticar, sem precisar orientar os outros a fazer aquilo que nós mesmos não fazemos. Quando se vive a vida espiritual, nem precisamos ficar ensinando-a a outros, nossos atos já demonstram os princípios que desejamos transmitir…

Seu Raimundo sentiu uma imensa vontade de chorar e desabou em prantos… O espírito incorporado veio falar com ele. Colocou as mãos em seu ombro e disse:

– Calma meu irmão. Você precisava dessa terapia de choque para poder enxergar a si mesmo e parar de ver os defeitos apenas nos outros. Precisava também parar de se ver como o “salvador” e os outros como “sofredores”, pois isso nada mais é do que uma forma de orgulho e soberba; é uma forma de se sentir superior e de ver os outros como inferiores. Chore, coloque tudo isso que você sente para fora, faça uma revisão desses pontos que eu te apresentei, e a partir de agora você poderá se tornar um verdadeiro ser humano, renovado, e pronto para ajudar ao próximo, realizando a verdadeira caridade… E dessa vez, sem hipocrisia.

Seu Raimundo, após alguns minutos de choro intenso, olhou para o espírito e perguntou:

– Quem é você?

O espírito olhou para seu Raimundo com todo o amor e carinho e disse:

– Meu filho, você não pediu a Jesus, em sua prece de abertura dos trabalhos, que libertasse os espíritos dessa sala do sofrimento? Então meu filho, Jesus me pediu que viesse aqui e mostrasse tudo isso a você, para que você pudesse ver a si mesmo, saísse do “umbral” de sua mente, e se libertasse de tudo aquilo que te causa sofrimento. Sou um enviado de Jesus, e a partir de agora, você será um novo homem…

Seu Raimundo chorou ainda mais. Agradeceu imensamente a Deus e a Jesus aquela sagrada lição de autoconhecimento… Depois desse episódio, tornou-se uma pessoa muito melhor…

Autor: Hugo Lapa
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Marcos W. Silva em 13 de Abril de 2015, 00:14
Olá amigo Moisés,

        que bom que tens prosperado no estudo do mês sobre a mediunidade. Corri rapidamente os olhos nas postagens e percebi que o diálogo tem sido substituído por textos já editados. Acho que na forma dialética seremos mais profícuos na absorção e construção dos conhecimentos. Mas é só palpite.

       Não percebi nenhum comentário ou citação sobre a faculdade medianímica. Assunto muito confundido no meio espírita, e, se bem compreendido sana dúvidas de muitos.

       Outro comentário que gostaria de pautar no estudo é a enxurrada de mensagens mediúnicas de espíritos "preocupados" com a nação brasileira. Naturalmente, gostaria de observar apenas o aspecto doutrinário da questão, tendo em vista que política podemos discutir em outros sítios.

       Forte abraço amigo. Boa sorte.

Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 14 de Abril de 2015, 15:58
Olá amigo Moisés,

        que bom que tens prosperado no estudo do mês sobre a mediunidade. Corri rapidamente os olhos nas postagens e percebi que o diálogo tem sido substituído por textos já editados. Acho que na forma dialética seremos mais profícuos na absorção e construção dos conhecimentos. Mas é só palpite.

Olá Marcos
sua observação é pertinente

Realmente não houve diálogos... somente textos e textos
e a argumentação não alcançou os traços da experiência pessoal
seu palpite procede com profundidade
(vamos nos) corrigir...
tentou -se algo com o colega Inconfort...mas eu fiquei na defesa...ou ele ! não sei se o entendi

Citar

       Não percebi nenhum comentário ou citação sobre a faculdade medianímica. Assunto muito confundido no meio espírita, e, se bem compreendido sana dúvidas de muitos.

Realmente não houve
nenhuma abordagem deste importante assunto
que vem clarear nosso entendimento sobre nós(anímico) e sobre a nossa mediunidade (com espíritos)

Citar
       Outro comentário que gostaria de pautar no estudo é a enxurrada de mensagens mediúnicas de espíritos "preocupados" com a nação brasileira. Naturalmente, gostaria de observar apenas o aspecto doutrinário da questão, tendo em vista que política podemos discutir em outros sítios.

Concordo contigo
pois que este assunto tornou-se obsessivo
e destruidor de verdadeiros laços de amizade
criando culpados e agressores
trazendo febres e delírios constantes
e contagiantes
(isso se entendi bem a sua colocação)

Citar

       Forte abraço amigo. Boa sorte.



Valeu pela participação
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 14 de Abril de 2015, 20:13
Nas Questões Medianímicas
Pelo Espírito Marco Prisco


Diante de alguém com a mente em desalinho você logo afirma: “é um médium”.
Seja prudente.
Perturbação psíquica não é síndrome de mediunidade.

***

Examinando alguém em estado de obsessão você prescreve: “necessita desenvolver a mediunidade”.
Guarde cautela.
Desenvolver mediunidade não significa elastecê-la, mas discipliná-la.

***

Considerando os distúrbios emocionais da época você exclama, exaltado: “todos são médiuns obsidiados”.
Faça-se comedido.
Sintetizar todas as misérias morais e mentais na mediunidade é o mesmo que amaldiçoá-la.

***

Ouvindo uma pessoa narrar as próprias dificuldades você é taxativo: “mediunidade manipulada por obsessores”.
Adote a vigilância.
Há obsidiados que são perseguidos em si mesmos pelas íntimas imperfeições.

***

Ante qualquer infortúnio que lhe chega ao conhecimento você elucida: “a mediunidade sem assistência é a causa-matriz”.
Examine melhor a questão.
Os efeitos de hoje nasceram nas causas do passado.

***

Perante um companheiro em sofrimento, você logo informa: “mediunidade com francas possibilidades”.
Evite explicações apressadas.
Sofrimento é débito em regime de resgate.

***

Sim, somos todos médiuns, porque sempre estamos no meio...
A mediunidade a que você se refere, que é encontrada na História em todas as épocas, e que nos deu as sublimes informações espiritistas é faculdade abençoada que não pode ser examinada num lapso de tempo entre um conceito e uma banalidade.


***

Quando você estiver à frente de alguém com problemas psíquicos de natureza medianímica, não opine, invigilante; receite “O LIVRO DOS MÉDIUNS”, guia eficaz para quem deseja servir com segurança, construindo o próprio equilíbrio.
Quanto possível, restrinja opiniões vulgares em torno da mediunidade, se você deseja ajudar, para que a mordacidade e a zombaria não lhe aplaudam os conceitos sobre uma faculdade que possivelmente você não conhece com propriedade nem exatidão.



FRANCO, Divaldo P. “Ementário Espírita”.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 14 de Abril de 2015, 20:17
Medianímico - Qualidade da força do médium - Faculdade medianímica.

Medianimidade - Faculdade dos médiuns. Sinônimo de mediunidade. Estas duas palavras são, com freqüência, empregadas indiferentemente. A se querer fazer uma distinção, poder-se-á dizer que mediunidade tem um sentido mais geral e medianimidade um sentido mais restrito. Ele possui o dom de mediunidade. A medianimidade mecânica.

Médium - Pessoa que pode servir de intermediária entre os Espíritos e os homens.

Mediunidade - No sentido exato e usual da palavra é a faculdade que certas pessoas têm de entrar ostensivamente em comunicação com espíritos e de transmitir mensagens destes fora do campo pessoal.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Marcos W. Silva em 14 de Abril de 2015, 21:39
       
          Moises,

          beleza. A faculdade medianímica é a que possibilita a materialização da comunicação. Médiuns todos são, mas os portadores da faculdade citada, que embora seja tratada como sinônimo de mediunidade e não o é, são raros.

          Todos sentem num grau qualquer a influência dos espíritos, porém poucos e até mesmo raros são aqueles que materializam o objeto do que sentem(mensagem) por meio dos diversos fenômenos já estudados(psicofonia, psicometria e etc...).

          Daí que esta causa, orgânica segundo Kardec, muitos não a terão mesmo treinando, melhorando-se moralmente e etc. Inclusive sabemos que o fator moral influencia a qualidade da prática, mas não viabiliza a produção do fenômeno em quem não possua a faculdade medianímica. Estes seriam refratários à produção do fenômeno dito ostensivo.

          Daí também que enganam-se a pensar em educar ou desenvolver mediunidade. É o médium que deve educar-se, e ser possuidor da já referida medianimidade. Senão fica-se anos e anos "educando a tal mediunidade" e nada acontece, em falando de fenômeno. Mas verdade é que todos servem na sustentação vibratória do grupo, sendo assim todos tem IGUAL importância, visto que a Doutrina consoladora e imortal tem seu caráter máximo na moralização do ser que tanto acontece na reunião mediúnica e até mesmo nas palestras formais e informais do grupo.

          Grande abraço.




       
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Abril de 2015, 20:21
Médiuns Facultativos ou voluntários:

são os que têm o poder de provocar os fenômenos por ato da própria vontade.

.......

 Médiuns facultativos ou voluntários são aqueles que têm consciência de sua força e produzem fenômenos espíritas por ação da própria vontade. É claro que, para isso, lhes é preciso o concurso de um Espírito. Essa faculdade, embora inerente à espécie humana, está longe de existir em todas as pessoas no mesmo grau. Mas, se há poucas pessoas nas quais seja absolutamente nula, mais raros ainda são aqueles capazes de produzir grandes efeitos, como o levantamento de corpos pesados, a sua translação e, sobretudo, as aparições. 
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: lconforjr em 16 de Abril de 2015, 14:08
Re: Mediunidade
      Ref resp #79 em: 130315, às 12:51, de Moisés de Cerq.

      Amigos foristas,

      Conf: acredito q os amigos compreenderão q as questões q trago, não as trago para aborrecê-los mas, sinceramente, para, procurando as respostas, contribuir para q se tenha uma melhor compreensão da doutrina.
                       
      Para q possamos raciocinar e, assim melhor entender a doutrina, como a DE aconselha, sobre os conceitos contidos no texto q Moisés trouxe, faço alguns comentários, procurando seguir cada assunto ali colocado.     

      Vc, Moisés, fez algumas perguntas q, percebo, muitos estudantes antigos da doutrina não conseguirão responder. Veja:... “Por que uns sofrem mais do que outros? Por que uns têm determinada aptidão e outros não? Por que alguns nascem ricos e outros pobres? Alguns cegos, aleijados, débeis mentais, enquanto outros nascem inteligentes e saudáveis? Por que Deus permite tamanha desigualdade entre seus filhos?”. Resumindo tudo isso numa pergunta: “pq somos como somos?”, concorda? E vc não encontrará respostas q respondam inteiramente essas perguntas em nenhuma religião do planeta! Vai encontrar somente “meias-respostas”, nunca respostas inquestionáveis!

      Outras perguntas provocadas por seu texto: se todos os efeitos têm suas causas, qual é a causa de a maioria das pessoas não estar interessada nos problemas fundamentais da existência? De se preocuparem mais com seus negócios e problemas mundanos? De acharem que não devemos perder tempo com questões como “Deus” e “a imortalidade da alma”?

      Pq (pq = qual é a causa de), afinal, nos tornamos assim, indiferentes aos problemas sérios da vida e da espiritualidade? O que diz o amigo? Escolhemos ser assim? Ou o q nos faz ser assim? Há deméritos em sermos assim?

      Pq a religião, para muitos, é mera formalidade social, eqto outros a consideram necessária para a vida pessoal? Pq muitos não têm convicção da religião q professam, carregando sérias dúvidas a respeito de Deus e da continuidade da vida após a morte? Deus nos fez assim? A erraticidade nos fez assim? A vida nos fez assim? O q diz o amigo: o q nos fez assim? Há culpas ou deméritos nisso?

      E pq nos momentos de angústia muitos não encontram em si a fé necessária, nem a compreensão para enfrentar o problema com coragem e resignação, e caem no desespero, eqto isso não acontece com outros?

      Moisés afirma: Há uma doutrina que atende a todos estes questionamentos. É o Espiritismo.

      Conf: sem dúvida, para essa afirmação é preciso q tenhamos um profundo conhecimento da doutrina mas, como já colocado acima,  há muitos questionamentos cujas respostas não encontraremos em nenhum lugar; qdo muito, encontramos apenas meias-respostas pois muitas não são inquestionáveis! Tanto q a DE não atende a questionamentos cujas respostas são fundamentais para q a entendamos, como, p ex: pq um é bom, e outro é mau? Ou: qual é a causa dos sofrimentos dos homens? Ou: pq tantas vezes escolhemos o mal e não o bem?

      E vc afirma que a doutrina nos dá um ensinamento claro e convincente q nos permite iniciar uma transformação íntima para melhor. Vc poderia nos indicar qual é esse sentimento? Pois é dele, sem dúvida, que todos necessitamos para sair do poço da ignorância onde a vida nos colocou!
..........     
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Abril de 2015, 19:44
Olá

Inconfort

As perguntas citadas por você
fora de um texto da FEP (Federação Espírita do Paraná)

Creio que foi assim que postei.
Ou melhor...
que o assunto está expresso no fórum.


Abraços

Título: Re: Mediunidade
Enviado por: lconforjr em 16 de Abril de 2015, 21:07
      Ref resp #80 em: 220315, às 12:58, de Moisés de Cerq.

      Moisés: fundamentos básicos do Espiritismo: a existência de Deus que é o Criador, causa primária de todas as coisas. A Suprema Inteligência. É eterno, imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom.

      Conf: aqui levanto uma questão: se Deus é a causa primária de todas as coisas, a causa que a tudo deu início, como pode outra causa surgir e modificar a causa primária para q, daí, surjam as coisas “negativas” que vemos no mundo, em nossas vidas e nos espíritos q se inclinam para o mal?

      Como explicar o fato de dizer que Deus é soberanamente bom e justo se o processo evolutivo q criou para nossa evolução se baseia em sofrimentos os mais torturantes e desesperadores para todos nós?

      E, se é o espirito quem cria o próprio destino, pq é q criamos para nós mesmos destinos escuros, cruéis, cheios de erros, misérias, perversões e perversidades, egoísmo e orgulho q causam, para nós mesmos e para os demais, sofrimentos sem conta?

      Se temos a capacidade de escolher entre o bem e o mal, pq tantas vezes escolhemos o mal? Se temos a possibilidade de evoluir, de nos tornarmos cada vez mais perfeitos, pq nos permitirmos estar ainda neste mundo de sofrimentos muitas vezes insuportáveis?

      Se a evolução requer aprendizado, qual é a razão desse aprendizado exigir tantas vezes sofrimentos torturantes e penalidades q podem multiplicar as encarnações e se estender por milhões de anos?

      Se Deus não castiga, pq o OLE afirma o contrário: q Deus castiga, que criou leis q determinam castigos e mundos q, como prisões, se destinam ao castigo dos infratores de Suas leis?

      Se somos nós os causadores dos próprios sofrimentos pq, mesmo tendo o livre-arbítrio, tantas vezes escolhemos agir de modo q as terríveis consequências da lei de causa e efeito nos façam sofrer de modo desesperador?

      Se as condições dos mundos q habitamos diferem quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridades dos seus habitantes, a que se deve o fato de existirem espíritos mais adiantados do q outros?

      Se de todo ato da vida moral resulta uma reação semelhante e contrária a ele dirigida, pq, se temos o livre-arbítrio, cometemos tantas ações q resultam em males terríveis contra nós mesmos?

      O texto diz q a lei de causa e efeito procura explicar os acontecimentos da vida atribuindo um "motivo justo", e uma "finalidade proveitosa" para todos os acontecimentos com que se depara o homem, inclusive o sofrimento.  No entanto, sem dúvida, essa lei nada explica sobre o fato de, podendo agir sempre dentro do caminho do bem, tantas vezes agimos no caminho do mal e mesmo sabendo q lei divina nos poderá penalizar terrivelmente! Haverá, na doutrina, alguma explicação para isso?

      E pq, sem levar em conta o tempo decorrido desde a criação, uns espíritos são mais adiantados do que outros? Cada um escolheu ou se adiantar ou se atrasar? E se regeneração significa reforma para se melhorar, qual é a causa de o espírito ter-se tornado necessitado dessa reforma se, conforme a doutrina, só pode ser reformado aquilo q necessita de reforma? E se o espirito necessita de reforma é pq se deformou. Sendo assim como entender o ensinamento da codificação de q não existe retrocesso moral? Aquele q, antes, não estava antes deformado ou imperfeito e, depois, se torna deformado ou imperfeito, certamente retrocedeu moralmente.             
...................
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: lconforjr em 16 de Abril de 2015, 21:38

Re: Mediunidade

      Ref resp #177 em: 160415,  19:44, Moisés de Cerq.

      Conf: olá amigo de Cerqueira, eu disse, na msg anterior:

      Conf: E vc afirma que a doutrina nos dá um ensinamento claro e convincente q nos permite iniciar uma transformação íntima para melhor. Vc poderia nos indicar qual é esse sentimento? Pois é dele, sem dúvida, que todos nós necessitamos para sair do poço da ignorância onde o processo evolutivo, conforme a doutrina, criado por Deus, nos colocou!

      E vc respondeu:

      Moisés: As perguntas citadas por você fora de um texto da FEP (Federação Espírita do Paraná). Creio que foi assim que postei. Ou melhor... que o assunto está expresso no fórum.

      Conf: me perdoe se o estou aborrecendo, mas volto a dizer: se vc me fizer lembrar a resposta a uma só das perguntas que lhe fiz e q vc diz que o assunto está expresso no fórum, lhe agradecerei. As perguntas, q coloquei, cujas respostas nos parecem as mais fáceis, talvez sejam as mais difíceis de chegar a elas, como, p ex: pq um é bom, e outro é mau? Ou: qual é a causa dos sofrimentos dos homens? Ou: pq tantas vezes escolhemos o mal e não o bem? 

      Do mesmo modo lhe agradecerei se indicar qual é esse sentimento a que vc se refere, que a doutrina nos dá e que nos permite iniciar uma transformação íntima para melhor. Vc se lembra qual é e poderá indica-lo?
      Abraço.
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: dOM JORGE em 16 de Abril de 2015, 21:57
                                                                   VIVA JESUS!




           Boa-tarde! queridos irmãos.



                  Sentido Mediúnico




                  Uma das mais notáveis constatações de Allan Kardec, durante a pesquisa que revelou o sistema de vida espiritual no qual estamos envolvidos, foi a faculdade mediúnica inerente ao ser humano, superando o entendimento de que seria um dom concedido a alguns, como até então se imaginava.Médium é toda pessoa que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos. Essa faculdade é inerente ao homem e, por conseguinte,não constitui privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que não possuam alguns rudimentos dessa faculdade. Pode-se, pois, dizer que todos são mais ou menos médiuns. [...]1
O termo médium, para designar tão somente aqueles pelos quais se produzem fenômenos ostensivos de intermediação entre encarnados e desencarnados, acabou por se popularizar e induzir ao limitado entendimento de que a mediunidade pode ou não se manifestar num indivíduo. Com isso, minimizou-se a informação primordial de que todos somos médiuns, o que impediu a análise de todas as consequências de tal afirmativa.
A proposição é: se todos somos médiuns, por que não somos todos intermediários de fenômenos extra físicos, mesmo que singelos? Alguns responderão que deverá existir compromisso assumido antes da encarnação. O que é verdade, quando nos referimos ao médium produtivo, de efeitos evidentes. Mas, o que é e como identificar o fenômeno mediúnico? Eis o ponto. Normalmente, o termo mediunidade é designativo de psicofonia, psicografia, e outros (ditos fenômenos patentes ou ostensivos), não se considerando outras faculdades, quais as percepções intuitivas e as psicométricas, 2 para mencionar apenas duas, que, por serem corriqueiras, deixamos de percebê-las, manifestando-se em nós de forma inconsciente.
Fenômeno mediúnico é todo fenômeno psíquico ou percepção, cuja fonte é o mundo espiritual. Assim considerado, estamos continuamente envolvidos por fenômenos, causando-os ou sofrendo-lhes os reflexos, sem o percebermos, ou, ao menos, sem considerá-los mediúnicos. Tanto é assim que na questão 459 de O livro dos espíritos temos a observação de que os Espíritos frequentemente nos dirigem.3 E somente podem fazê-lo em função de possuirmos uma faculdade mediúnica atuante, ativa e perceptiva vinte e quatro horas por dia.
Um século depois das excepcionais conclusões de Allan Kardec, contidas em O livro dos médiuns, acerca da dinâmica cerebral, consistente na faculdade mediúnica, Emmanuel, no livro Seara dos médiuns, retoma o assunto e define a mediunidade como um sentido do qual se serve a alma para expressar-se e evoluir, dando novos contornos ao que o Codificador chamou de faculdade, que, em síntese, constituem expressões análogas.
Considerando-se a mediunidade como percepção peculiar à estrutura psíquica de cada um de nós, encontrá-la-emos, nos mais diversos graus, em todas as criaturas. À vista disso, podemos situá-la facilmente no campo da personalidade, entre os demais sentidos de que se serve o Espírito a fim de expressar-se e evolver para a vida superior.4 (Destaque nosso.)
Pelo excerto acima, sentido mediúnico (ou percepção extrassensorial na Parapsicologia) é mais um sentido humano, ao lado do olfato, visão,
audição, paladar e tato. Por esse prisma, de certo modo, podemos compreender porque não percebemos claramente os fenômenos mediúnicos nos quais estamos envolvidos na rua, no trabalho, no lar, em suma, no cotidiano, sejamos espíritas ou não, médiuns ostensivos ou não.
A Ciência demonstra que os cinco sentidos básicos, fisiologicamente, têm uma dinâmica autônoma, ou seja, atuam sem o controle consciente do indivíduo. Somente nos damos conta de um deles quando ocorre uma alteração significativa: é o imperativo do sistema nervoso periférico autonômico. Cada sentido tem uma região no encéfalo que lhe processa as informações recebidas, tanto as do meio externo quanto as do ambiente orgânico. Uma dor súbita, por exemplo, é o sistema nervoso autônomo tornando consciente uma disfunção, que até então era inconsciente ou imperceptível ao enfermo. Uma alteração na luminosidade, um som estridente, o toque numa superfície quente, são outros exemplos, no caso percepções do meio ambiente, que, se não forem de certa intensidade ou por falta de atenção do indivíduo, são captadas pelo sistema nervoso, chegam ao encéfalo, mas passam despercebidos. Tudo isso induz ao entendimento de que com o sentido mediúnico ocorreria o mesmo.
Somente damos a devida atenção ao sentido mediúnico quando algo significativo, ou de certa intensidade, nos aguça a atenção, por exemplo, um processo obsessivo que nos perturbe, consistente numa alteração da emoção, do pensamento ou do comportamento. Na base das obsessões está o contato entre duas mentes. Os pensamentos dos envolvidos se embrenham e surgem intuições, que serão acolhidas em forma de desejos, conforme a tendência do encarnado e do desencarnado. Habituados a não nos vermos como médiuns, não consideramos tais intuições como um fenômeno mediúnico. O mesmo se dá com o pensamento elevado que nos seja inspirado, por exemplo a vontade de praticar a caridade, de perdoar, entre outros, que será ou não percebido e acolhido. Na maioria das pessoas, o sentido mediúnico fica aparentemente velado, para que o livre-arbítrio seja exercido e não haja perturbação emocional, ante a constatação da realidade que as circunda: “[...] embora não se verifique o registro imediato em nossa consciência comum, há conversações silenciosas pelo ‘sem fio’ do pensamento”, 5 é o que Emmanuel afirma, por Chico Xavier.


REFERÊNCIAS:
1 KARDEC, Allan. O livro dos médiuns. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 1. imp. Brasília: FEB, 2013. cap. 14, it. 159.
2 N.A.: Tecnicamente, pela classificação de Alexander Aksakof, na obra Animismo e espiritismo, intuição e psicometria seriam fenômenos de natureza anímica. Aqui, os tomaremos como mediúnicos, lato sensu, para designar como tal toda e qualquer captação psíquica de intermediação entre o plano material e o espiritual. (Op. cit. v. 1. 6. ed. 2. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011. Prefácio da edição alemã, p. 24.)
3 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 4. ed. 1. imp. Brasília: FEB, 2013. q. 459.
4 XAVIER, Francisco C. Seara dos médiuns. Pelo Espírito Emmanuel. 20. ed. 4. imp. Brasília: FEB, 2014. cap. 43, p. 146.
5 ____. Vinha de luz. Pelo Espírito Emmanuel. 6. imp. Brasília: FEB, 2014. cap. 157, p. 328.
6 BOZZANO, Ernesto. Os enigmas da psicometria: dos fenômenos de telestesia. Trad. Manuel Quintão. 5. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1999. p. 9.
7 KARDEC, Allan. A gênese. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 1. imp. Brasília: FEB, 2013. cap. 14, it. Qualidade dos fluidos, subit. 18.
8 XAVIER, Francisco C. Missionários da luz. Pelo Espírito André Luiz. 45. ed. 1.imp. Brasília: FEB, 2013. cap. 2.


           Jacobson Sant'Ana Trovão









                                                                                                         PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: dOM JORGE em 16 de Abril de 2015, 21:59
                                                                   VIVA JESUS!



             Boa-tarde! queridos irmãos.



                    Portanto, a percepção telepática de sentimentos e desejos entre encarnados e/ou desencarnados somente é possível por termos um sentido mediúnico, consequente de uma mente espiritual. Como, em regra, não somos habituados a observar nossos próprios sentimentos, pensamentos ou desejos, não distinguimos o que é de nossa intimidade, como reflexo de nossa personalidade, do que nos é sugerido psiquicamente por outrem. Isso acaba passando em nossa mente de forma inconsciente, ou seja, agimos automaticamente, crendo que tudo o que nos vem ao pensamento procede de nós mesmos, o que não é verdade. Somente a autorreflexão ou a metacognição – pensar o ato de pensar – é capaz de dar-nos o devido discernimento.
Outra percepção típica do sentido mediúnico é a psicometria, da qual somos dotados, em grau maior ou menor, sem dela termos, normalmente, a mínima consciência. Definimos tal fenômeno pelos dizeres de Ernesto Bozzano, em sua obra Os enigmas da psicometria:
[...] conexão entre o sensitivo e a pessoa ou meio concernente ao objeto “psicometrado” [...]6
Nesse clássico da literatura espírita, verificamos que somos influenciados, dentre outros, pelos ambientes que frequentamos, pelos assuntos que desenvolvemos, pelos objetos que, em função do forte apego a eles por seus antigos possuidores, foram impregnados fluidicamente por suas emoções, e pela presença de encarnados e desencarnados. Lugares, pessoas e objetos captam e emitem energias que são registradas e veiculadas pelos fluidos do ambiente ou pessoais. Em A gênese, Allan Kardec afirma que a qualidade dos fluidos que nos rodeiam depende do sentimento das pessoas e que esses fluidos são permutáveis de forma espontânea, passando de um meio mais concentrado para um menos concentrado:
Os fluidos espirituais atuam sobre o perispírito e este, por sua vez, reage sobre o organismo material com que se acha em contato molecular. [...]7
Quando uma pessoa dotada de maior sensibilidade chega a um lugar, recebe-lhe a influência e a percebe. Se for, por exemplo, um local de constantes orações, será capaz de reconhecer uma atmosfera agradável. São os fluidos do ambiente, formado pelo sentimento das pessoas que ali normalmente frequentam. Contrariamente, se chegar aonde houve um crime, desavenças longamente acalentadas, ódios que culminaram em violência ou suicídio, a sensação será desagradável. Pela lição de Kardec, se o indivíduo não for dotado de sensibilidade mais aguçada, isso não o impedirá de receber a mesma influência, que lhe alcançará o corpo físico pela integração perispiritual, contudo, não será capaz de registar conscientemente o ambiente espiritual, exceto se for de intensidade tal que lhe aguce a atenção, em forma de bem ou mal-estar, segundo sua afinidade. Isso poderá ser de imediato ou em momento posterior. Tais somatizações serão duradouras ou não, conforme o tempo de sintonia com elas, e determinarão, pelo mesmo motivo, saúde ou doença, física ou psíquica.
Segundo Bozzano, intuição e psicometria podem ou não estar associadas. Ou seja, surge uma ideia, se a fonte for externa, será uma intuição, ao sintonizar com a origem da intuição, haverá uma assimilação fluídica, resultando numa sensação ou em um desejo. Dependendo do caso, se isso ocorrer numa sessão mediúnica, desencadeará um transe; no cotidiano, determinará uma conduta.
Para os cinco sentidos conhecidos, possuímos um aparato no encéfalo capaz de captar e processar a imagem, o som, o odor etc., cada qual com uma anatomia funcional específica. Igualmente, para o sentido mediúnico, segundo André Luiz, temos a epífise,8 como a sede de captação das informações do mundo espiritual, a qual, por ser conectada, dentre outros, com os lobos frontais, nos dá o processamento das percepções espirituais, nos limites anteriormente observados, isso variando de pessoa a pessoa em graus infinitos.
Ampliar o conceito de médium é essencial, quando a inconsciência desse sentido ou faculdade induz o homem comum a uma série de desatinos. Mediunidade não se exerce somente em sessões mediúnicas, mas, como exposto acima, no dia a dia. Estudar O livro dos médiuns, para se aprender a viver na plenitude do sentido mediúnico é essencial ao progresso humano. Somente será possível melhorar a qualidade de nossa existência e das nossas relações com encarnados e desencarnados se cogitarmos a existência e prevalência do sentido ou faculdade mediúnica, assim como devemos buscar a melhor qualidade de ver, ouvir, falar e sentir, em termos de espiritualidade superior.

 
          Jacobson Sant'Ana Trovão









                                                                                                           PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: lconforjr em 16 de Abril de 2015, 22:07
Re: Mediunidade
      Ref resp #81 em: 220315, às 12:59, de Moisés de Cerq

      Continuando a comentar as três últimas msgs/resp q o amigo Moisés postou, vamos à terceira:

      Texto: Por que o Espiritismo realça a Caridade?

      Conf: sem dúvida, o espiritismo, como talvez todas as religiões do mundo (há exceções) realça a caridade, mas a caridade no seu sentido de amor (embora a caridade forçada, da “boca para fora” também seja muito útil para quem a recebe); mas temos de perguntar: onde está o sábio ou o ensinamento q nos ensine a amar, a ter amor no coração, se amor ninguém ensina e ninguém aprende nem com ensinamentos, nem com conselhos, nem com exemplos de quem quer q sejam?!

      E o texto que vc trouxe lembra, também, a fé, mas nada diz de como adquirir fé, pois não depende de nós ter ou não ter fé, como não depende de nós ter vontade de adquiri-la, concorda?

      Texto:... E onde podemos encontrar mais esclarecimentos sobre o Espiritismo? Começando pela leitura dos livros de Allan Kardec:

      Conf: sem dúvida, na codificação estão muitos esclarecimentos sobre a doutrina, mas, no seu estudo, deparamos com muitas dúvidas, e ficamos perguntando, "como saná-las?" Um exemplo q, para mim, levanta dúvidas pois não se harmoniza com outros ensinamentos da doutrina: “há espíritos q, desde o princípio, se encaminham para o bem absoluto, e há espíritos q, também desde o princípio, se encaminham para o mal absoluto”? Como solucionar esta aparente incoerência?     

      Com relação ao LM, por agora, tenho a dizer o seguinte: pq os adeptos da DE não atendem ao sábio conselho do LM, cap 3, item 35, conselho q é semelhante ao de Paulo: “estudai de tudo e guardai o que for bom!”?

      E com relação ao livro A Gênese, como explicar isto q ela afirma: que sendo Deus sabedoria, amor e justiça, nada Dele procede que seja mau, injusto e ininteligente?   

      E como podemos, nos CEs, sanar determinadas dúvidas sobre assuntos q são fundamentais para q se entenda a doutrina, se nem mesmo sabemos quais são as causas verdadeiras de um ser bom e outro ser mau?
...............
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Abril de 2015, 22:34
rsrsrs
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Abril de 2015, 22:56
Obrigado Dom Jorge

Por termos a sua participação

Grato !
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Abril de 2015, 23:15
Olá Confort

Não há como não agradecer as suas postagens
Afinal
Somos todos participantes

Pela responsabilidade em criar este tópico de estudos com o tema mediunidade
Sinto-me no dever de lhe dar , ou melhor tentar lhe dar boas respostas.

Te confesso que me sinto perdido
com a maneira que posta....também pelas suas insistências
em rodear os assuntos por você mencionados

Mas adianto que não tenho respostas para  todas as suas questões,
quer sejam estas de dúvidas pessoais ou de caráter, como posso dizer,
puramente de articulação (espero que eu esteja certo)

Não sei se você é ateu
e até hoje apesar dos anos de participação em conjunto
Não sei se você é você mesmo !

Deixo claro que eu tenho muitas dificuldades em confiar em participantes que usam um NICK, como identificação.

Eu coloco meu nome por completo
Eu prefiro ser e agir assim
Não pela credibilidade que quero impor
Mas pela amizade que adquiro...Todas sinceras e respeitosas

Um tópico como estes que criamos num Fórum de alcance como este que estamos
abrange muitas pessoas e também países

Te confesso que não consigo acreditar em você,
talvez seja uma maldade de minha parte

Mas dos tópicos que acompanhei e que também você participava
sempre houve tumultos
e intensão de mudar o foco dos assuntos eram bem observável.

Houve também e não só uma vez
Uma correlação com a sua participação e a criação de novos participantes
por você, identificada pelo webmaster (acho que é assim que escreve)
apenas para criar diálogos favorecendo suas intensões

Bom !

O que quero dizer
é que não sabemos quem é você

E qual é a sua?

Seja franco, honesto
se possível corajoso

de que adianta você nos favorecer com suas perguntas
e argumentações
se você mesmo não da importância para a sua pessoa?

Sei lá amigo !

Cara!

Não sei mais o que te dizer
me perdoe


! !

Tchau Tchau






Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Abril de 2015, 23:49
MÉDIUM VIDENTE

     Todo aquele que pode ver os Espíritos sem auxílio de terceiros é, por isto mesmo, médium vidente. Mas, em geral, as aparições são fortuitas e acidentais. Nós ainda não conhecíamos ninguém apto a ver os Espíritos de maneira permanente e à vontade. É de tão notável faculdade que é dotado o Sr. Adrien, um dos membros da Sociedade de Estudos Espíritas. Ele é, simultaneamente, médium vidente, escrevente, auditivo e sensitivo. Como psicógrafo, escreve o ditado dos Espíritos, mas, raramente, de modo mecânico, como os médiuns inteiramente passivos; isto é, escreve coisas estranhas ao seu pensamento e tem consciência do que escreve. Como médium auditivo escuta as vozes ocultas que lhe falam. Temos na sociedade dois outros médiuns que gozam desta faculdade no mais alto grau e que, ao mesmo tempo, são ótimos psicógrafos. Enfim, como médium sensitivo, sente o contato dos Espíritos e a pressão que sobre si estes exercem; sente até comoções elétricas muito violentas, que se comunicam às pessoas presentes. Quando magnetiza alguém pode, à vontade e se necessário à saúde, produzir-lhe a descarga de uma pilha de Volta.*

     Uma nova faculdade nele acaba de revelar-se: é a dupla vista. Sem ser sonâmbulo e conquanto inteiramente desperto, vê à vontade, a uma distância ilimitada, mesmo além dos mares, aquilo que se passa numa localidade; vê as pessoas e aquilo que estão fazendo; descreve os lugares e os fatos com precisão, que tem sido verificado. Digamos logo que o Sr. Adrien não é um desses homens fracos que se deixam arrastar pela imaginação; ao contrário, é um homem de caráter frio, muito calmo e que vê tudo isto com o mais absoluto sangue frio; não diremos que com indiferença; longe disto, pois que ele leva a sério as suas faculdades e as considera como um dom da Providência, o qual lhe foi concedido para o bem e, assim, dele se serve apenas para coisas úteis e jamais para vos satisfazer curiosidades. É um moço de família distinta, muito honesto, de um caráter suave e benevolente e cuja educação cuidada se revela na linguagem e em todas as suas maneiras. Como marinheiro e como militar já percorreu uma parte da África, da Índia e de nossas colônias.

     A nosso ver, de todas as suas faculdades como médium, a mais notável é a vidência. Os Espíritos lhe aprecem sob a forma descrita em nosso artigo anterior sobre as aparições. Ele os vê com uma precisão, da qual podemos fazer uma idéia pelos retratos que damos a seguir, da Viúva do Malabar e da Bela Cordoeira de Lião. Perguntarão, entretanto, o que prova que ele vê e que não é vítima de uma ilusão? O que o prova é que, quando alguém que ele não conhece, por seu intermédio evoca um parente ou um amigo que ele jamais viu, faz deste um retrato de notável semelhança, como tivemos oportunidade de verificar. Assim, não temos a menor dúvida quanto à sua faculdade no estado de vigília e não como sonâmbulo.

     O que há talvez ainda de mais notável é que não vê apenas os Espíritos evocados: vê ao mesmo tempo todos os que se acham presentes, evocados ou não; ele os vê entrar, sair, ir e vir, escutar o que dizemos, rindo ou tomando-nos a sério, conforme o seu caráter. Uns são graves, outros têm o ar trocista e sardônico; por vezes um deles se adianta para os assistentes e lhe põe a mão sobre o ombro ou se coloca às suas costas, enquanto outros se mantêm à distância. Numa palavra, em toda reunião há sempre uma assembléia oculta, composta de Espíritos atraídos pela simpatia que votam às pessoas ou pelos assuntos ali tratados. Nas ruas ele vê multidões, pois, além dos Espíritos familiares, que acompanham os seus protegidos, há, como entre nós, a massa dos indiferentes e dos desocupados. Diz-nos ele que em casa jamais se acha só e nunca se aborrece: há sempre uma sociedade, com a qual se distrai.

     Suas faculdades não alcançam apenas os Espíritos dos mortos, mas também os dos vivos. Quando vê uma pessoa, pode fazer abstração de seu corpo; então o Espírito desta lhe aparece como se estivesse separado e pode com ele conversar. Assim, por exemplo, numa criança, pode ver o Espírito nela encarnado, apreciar a sua natureza e saber o que era antes de encarnar. Esta faculdade, levada a um tal grau, nos inicia melhor que todas as comunicações escritas na natureza do mundo dos Espíritos. Ela no-lo mostra qual ele é. E se não o vemos por nossos próprios olhos, a descrição que nos faz leva-nos a vê-lo por pensamento. Os Espíritos deixam de ser seres abstratos e se tornam seres reais, que estão ao nosso lado, que nos acotovelam a cada passo; e como sabemos agora que seu contato pode ser material, compreendemos a causa de uma porção de impressões que sentimos, sem que nos demos conta. Por isso colocamos o Sr. Adrien entre os mais notáveis médiuns e na primeira fila daqueles que nos forneceram os mais preciosos elementos para o conhecimento do mundo espírita. Nós o colocamos na primeira linha, sobretudo por suas qualidades pessoais, que são as de um homem de bem por excelência, e que o tornam eminentemente simpático aos Espíritos de uma ordem mais elevada, o que nem sempre se dá com os médiuns de influência puramente física. Sem dúvida, entre os últimos há os que fazem sensação, que mais cativam a curiosidade pública; mas para o observador, para quem queira sondar os mistérios desse mundo maravilhoso, o Sr. Adrien é o mais poderoso auxiliar que já temos visto.

     Assim, a sua faculdade e a sua complacência foram postas a serviço de nossa instrução pessoal, quer na intimidade, quer nas sessões da Sociedade, quer, enfim, em visitas a diversos locais de reuniões. Estivemos juntos em teatros, em bailes, em passeios, em hospitais, nos cemitérios e nas igrejas. Assistimos a enterros, a casamentos, a batizados e a sermões. Em toda parte observamos Espíritos que ali se vinham reunir; com alguns desses estabelecemos conversação, interrogamo-los e aprendemos muitas coisas, que tornaremos proveitosas aos nossos leitores, porque nosso objetivo é de os fazer penetrar, como nós, num mundo tão novo para nós. Revelou-nos o microscópio o mundo dos infinitamente pequenos, de que nem suspeitávamos, embora junto de nós; revelou-nos o telescópio mundos celestes de que nem suspeitávamos também; o Espiritismo descobre-nos o mundo dos Espíritos, que está por toda parte, ao nosso lado, como nos espaços, mundo real que reage sobre nós incessantemente.

(Allan Kardec - R. E. 1858).
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: lconforjr em 18 de Abril de 2015, 03:10
Re: Mediunidade

      Ref resp #79, #80, #81, de Moisés de Cerq.

      Conf: sem dúvida, a doutrina tem razão ao dizer q devemos ter uma fé raciocinada, isto é, q devemos sobre ela raciocinar para entendê-la melhor. Sendo assim, convido os amigos a continuarem a raciocinar sobre o contido na msg/resp 79 de Moisés. Por falta de tempo, vou me limitar a questionar apenas alguns pontos.

      Moisés disse a respeito dos questionamentos q apresenta em sua msg/resp de referencia, que o espiritismo atende a todos os questionamentos, e lhe pergunto:

      Conf: se é assim, o que o Espiritismo responde qto ao questionamento sobre o porq um é bom e outro é mau?

      Moisés: A existência de Deus que é o Criador, causa primária de todas as coisas. A Suprema Inteligência. É eterno, imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom.

      Conf: sendo assim, algumas questões a apresentar: se Deus é soberanamente bom e justo, porq o processo evolutivo é carregado de sofrimentos os mais torturantes e desesperadores? Porq Ele criou penalidades q podem multiplicar as encarnações e se estender por milhões de anos?

      Se somos nós que decidimos e criamos nosso próprio destino, porq criamos, para nós mesmos, um destino muitas vezes negro, cheio de angústias e de defeitos e imperfeições os mais monstruosos, que nos farão chorar e gemer, talvez, como diz a DE, por milhões de anos?

      Se temos livre-arbítrio, porq escolhemos tantas vezes o mal em vez de escolher o bem?

      Moisés: Pelo mecanismo da reencarnação vemos que Deus não castiga. Somos nós os causadores dos próprios sofrimentos, pela lei de “ação e reação”.

      Conf: como explicar q a codificação, em especial o OLE, afirma q Deus castiga, q criou leis e mundos de castigo?

      Porq, se somos perfeitamente iguais no ato da criação, depois nos tornamos tão gigantescamente desiguais, uns bons, outros perversos; uns corretos e honestos, outros desonestos e imorais; uns decentes, outros pervertidos?

      Se as condições dos mundos dependem do grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes, de que dependem esse adiantamento e essa inferioridade?

      Se a lei de causa e efeito é um dos princípios fundamentais preconizados pela Doutrina Espírita para explicar as contingências ligadas à vida humana, qual a explicação q ela dá à questão do porq uns agem de modo a serem atingidos pelas terríveis consequências dessa lei e outros não, porq uns agem de conformidade com os preceitos dessa lei, enquanto outros a desprezam, e desobedecem as leis de Deus?

      Se Deus deixa a cada um o mérito das suas obras, porq tantos praticam obras q, segundo a doutrina, lhes trarão deméritos sob a figura de sofrimentos desesperadores?

      Diz ainda o texto do amigo Moisés, como também diz a DE, q “fora da caridade não há salvação!” e, sem dúvida, a caridade, aí, está tomada em sua acepção de amor, certo? No entanto, onde estão os mentores, os ensinamentos, os sábios que nos ensinem a amar, a como fazer para q exista amor em nosso coração?

      Por falta de tempo, finalizo e lhe mando forte abraço.
..................     
     
Título: Re: Mediunidade
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 18 de Abril de 2015, 18:55
Olá Confort

Sabe !

Uns estudiosos destas questões bem ligadas ao espiritismo
enaltecem kardec e até o veneram
Outros o Culpa e até , se é que posso assim dizer, o desmerecem,
não num sentido anti respeito...
mas pelo conteúdo exposto em conjunto com as diretrizes tomadas
ante seu trabalho

Uns estudiosos , se assim posso me referir, para não citar nomes ....trilham pelo cientificismo e abandonam a humanidade , como a dizer: "a maioria",
a sua própria sorte...não que não estudem estas questões de causa e efeito, mas
são como que radicais e atendem para determinada visão da não existência de Deus
de conformidade a certas interpretações do Divino...e reunem-se a muitos poucos

Há também os que creem em um Deus Criador
e transferem-se, não que todos sejam assim, transferem suas ações de religiosidade para
a vertente espírita e avançam nestas questões e logo, como que automaticamente...
atingem uma maioria de pessoas e a elas se apegam
e parece-me que as cativam...

Também tem aqueles que não adentram a nenhuma questões desta bases
e ligam-se aos cosmólogos...acho que é assim que escreve, e fascinam-se
e enebriam-se ante o espetáculo deste mesmo cosmos e pouco se preocupam
com as neuras e as psiques da vida humana, mesmo pegando ou fornecendo carona ao espiritismo

Muitos também,e a grande maioria não são espíritas
Pois que os espíritas devem representar menos de 1% da humanidade

Existem muitas coisas para se conhecer de kardec
ou até que se deve pesquisar da época de kardec
para entender os seus enunciados
suas preocupações
e até as questões politicas nas quais era envolvidos

Dois assuntos nos arrasta
Deus
e nós (nossa pessoalidade)
...
e diante dos olhos
O que vemos?
diante do sensível
O que sentimos?
perante o raciocínio
o que cogitamos?  ....

A DE, nos orienta que em Deus o suficiente é crer
como a dizer>
Calem-se !
Cuidado com labirintos!
Não alcançam certas cogitações!


A lei de Causa e efeito se destaca
Pois que percebe-se de segundo a segundo
não e tão somente pelos azares e acidentes
que nos ocorrem
mas também pelos acertos que nos evidenciam
e escancarada que está na natureza...
Os ciclos a proclamam

Então !

certos pensadores
afirmam que chegamos a um determinado estágio;
O de observar que estamos observando e ao mesmo tempo
observamos o móvel observador...começamos a observar
como observamos o próprio observador a observar...

como um emissor que ao emitir sua luz, raio, onda
aguarda o retorno da luz, raio, onda...e
tudo isto inclui a análise de si mesmo neste retorno
que novamente é emitido ja supondo a próxima análise
...

bem
tornamo-nos meio intrusos e ou ousados
em confabular com as ações dos outros
num cuidado e ou desejo de termos o outro sobre nosso domínio
mas que sintam-se livre de nós
e que não o percamos de vista...
como que a temer que seja eles que nos dominem

tudo isto
fico pensando

Será asneiras ?
...

penso que;

Quando analisamos a codificação
não temos a resposta de Deus
ninguém tem
Ninguém dialoga com Deus

Num pool de respostas
temos um aglomerado de espíritos
falando de seus pontos de vistas
uma parte pode ser coordenada por kardec
outras parecem-nos que dele escapam
umas respostas representam um consenso
e outras já....uma opinião..unica e parece até autoritária...

Suas indagações são ótimas
já lhe  havia dito
São observações de quem leu

Mas convenhamos
que estamos num plano de terceira ordem
se analisarmos pelo ótica de uma escala, a contida no OLE

Então Confort!
o que que eu preciso te responder
que talvez não saiba
o que você já sabe?


Título: Re: Mediunidade
Enviado por: jgfkehdi em 19 de Abril de 2015, 13:25
Re: Mediunidade

      Ref resp #79, #80, #81, de Moisés de Cerq.

      Conf: sem dúvida, a doutrina tem razão ao dizer q devemos ter uma fé raciocinada, isto é, q devemos sobre ela raciocinar para entendê-la melhor. Sendo assim, convido os amigos a continuarem a raciocinar sobre o contido na msg/resp 79 de Moisés. Por falta de tempo, vou me limitar a questionar apenas alguns pontos.

      Moisés disse a respeito dos questionamentos q apresenta em sua msg/resp de referencia, que o espiritismo atende a todos os questionamentos, e lhe pergunto:

      Conf: se é assim, o que o Espiritismo responde qto ao questionamento sobre o porq um é bom e outro é mau?

      Moisés: A existência de Deus que é o Criador, causa primária de todas as coisas. A Suprema Inteligência. É eterno, imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom.

      Conf: sendo assim, algumas questões a apresentar: se Deus é soberanamente bom e justo, porq o processo evolutivo é carregado de sofrimentos os mais torturantes e desesperadores? Porq Ele criou penalidades q podem multiplicar as encarnações e se estender por milhões de anos?

      Se somos nós que decidimos e criamos nosso próprio destino, porq criamos, para nós mesmos, um destino muitas vezes negro, cheio de angústias e de defeitos e imperfeições os mais monstruosos, que nos farão chorar e gemer, talvez, como diz a DE, por milhões de anos?

      Se temos livre-arbítrio, porq escolhemos tantas vezes o mal em vez de escolher o bem?

      Moisés: Pelo mecanismo da reencarnação vemos que Deus não castiga. Somos nós os causadores dos próprios sofrimentos, pela lei de “ação e reação”.

      Conf: como explicar q a codificação, em especial o OLE, afirma q Deus castiga, q criou leis e mundos de castigo?

      Porq, se somos perfeitamente iguais no ato da criação, depois nos tornamos tão gigantescamente desiguais, uns bons, outros perversos; uns corretos e honestos, outros desonestos e imorais; uns decentes, outros pervertidos?

      Se as condições dos mundos dependem do grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes, de que dependem esse adiantamento e essa inferioridade?

      Se a lei de causa e efeito é um dos princípios fundamentais preconizados pela Doutrina Espírita para explicar as contingências ligadas à vida humana, qual a explicação q ela dá à questão do porq uns agem de modo a serem atingidos pelas terríveis consequências dessa lei e outros não, porq uns agem de conformidade com os preceitos dessa lei, enquanto outros a desprezam, e desobedecem as leis de Deus?

      Se Deus deixa a cada um o mérito das suas obras, porq tantos praticam obras q, segundo a doutrina, lhes trarão deméritos sob a figura de sofrimentos desesperadores?

      Diz ainda o texto do amigo Moisés, como também diz a DE, q “fora da caridade não há salvação!” e, sem dúvida, a caridade, aí, está tomada em sua acepção de amor, certo? No entanto, onde estão os mentores, os ensinamentos, os sábios que nos ensinem a amar, a como fazer para q exista amor em nosso coração?

      Por falta de tempo, finalizo e lhe mando forte abraço.
..................     
     


Bom dia, amigo.
Bom, sou iniciante e estudante da doutrina Espírita talvez não consiga responder brilhantemente a essas questões mas vou dizer o que entendo e penso sobre a origem do mal.
No livro Céu e Inferno ao estudarmos o capitulo dos espíritos em condições medianas(História de Helene Michel, acho que é a segunda, se não me engano) em seus relatos ela faz uma afirmação. Ela diz que todos os espíritos encarnados nesse mundo devem sofrer. Isso me causou os mesmos questionamentos acima. Bom, vamos fazer algumas considerações.
Acredito que o livre arbítrio possa ter originado o mal. Ahh  beleza todos foram criados simples e ignorantes e de onde saiu a primeira inclinação ao mal? Ora, das experiencias. Deus sendo eterno estará sempre criando e sempre criou. Sempre haverá um meio onde se inserirá um novo espírito e esse meio forçará o espírito a tomar decisões boas ou más.
Bom, aquele que escolhe mal sofre para aprender a saber escolher  mas considero o sofrer uma etapa da evolução conforme a afirmação de Helene, os que aqui nesse mundo se encontram estão aprendendo a fazer melhores escolhas seja aprendendo expiando ou sendo provado mas essa é uma característica desse mundo em que vivemos, daí o sofrer mencionado por ela. Acredito que a medida em que evoluímos a compreensão e a resignação vão amenizando o sofrer ja que ampliaremos percepções e conhecimento.  A medida que evoluímos o sofrer desaparecerá.

Bom, é isso.
Um grande Abraço