Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Mizica em 03 de Fevereiro de 2011, 15:00

Título: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 03 de Fevereiro de 2011, 15:00

Olá!

O estudo desse mês nos reporta ao capítulo VI, Parte 3 do OLE, Da Lei de Destruição.
Seria muito bom contar com a participação de todos por meio de seus posts trazendo à luz, a quantos for possível, os ensinamentos contidos no capítulo a ser analisado.
Coerência, discernimento, cordialidade e respeito mútuo, no tocnte a diversidade de opiniões, deve ser a tônica de nosso encontro virtual. O evento não tem caráter competitivo. Antes, pede união de esforços e boa vontade no sentido de compartilhar conhecimentos, esclarecer dúvidas, emitir opiniões e oportunizar a difusão dos ensinamentos da DE. Tudo de forma amistosa e saudável. Quem sabe até, acalentar corações acabrunhados com tantas tragédias que assolam o orbe terrestre?
Quando olhamos o mundo ao nosso redor, ficamos impressionados com tantos desastres... tantas perdas... tanta dor!
Acompanhamos, globalizadamente, o que acontece por ai: frio demais, calor demais, enchentes, chuvas demais, neve demais... na Terra tudo está acontecendo “demais”.
Por que tantas desencarnações em massa? Coincidência? Acaso? Sorte?(ou a falta dela?), Cruel castigo divino?  Privilégio? Nenhuma dessas alternativas é considerada como válida para a DE. É através do estudo sistemático da codificação espírita que acabamos por encontrar explicação plausível para essas trágicas ocorrências e Kardec nos esclarece: “Mas se há males nessa vida cuja causa primária é o homem, outros há tbm aos quais, ele é completamente estranho e que parecem atingí-lo como por fatalidade. Tal por exemplo, a perda de entes queridos e dos que são o amparo da família. Tais, ainda, os acidentes que nenhuma previsão poderia atingir...” (ESSE,capítulo V, ítem 6)  E ainda: “... a expiação sempre serve de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação. Provas e expiações todavia, são sempre sinais de relativa inferioridade, porquanto o que é perfeito não precisa ser provado.” (ESE, capítulo V, ítem 9).
Observemos ainda, o benefício da pluralidade das existências que ensina não existir efeito sem causa. Não importa o tempo que passe, a Bondade Divina permitirá ao infrator “parcelar” suas dívidas através das reencarnações. Então, mais cedo ou mais tarde, de uma forma ou de outra, todos nós colheremos o produto de nossa semeadura. Tenhamos sempre em mente que quaisquer transgressões contra as leis divinas, demore mais ou menos tempo, serão cobradas para o resgate necessário.  Ninguém, além de nós mesmos, pode responder por nossos atos.  Pensemos nisso!
Bem vindos ao Estudo do mês de fevereiro e bom aproveitamento.                       
Cordiais saudações.
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: ram-wer em 03 de Fevereiro de 2011, 17:01
Oi, Mizica,

É um prazer vê-la aqui nos Estudos.

Assistindo ao vídeo, lembrei da atuação da Mídia nos deslizamentos na serra alta do RJ (um dos lugares mais lindos do planeta). 

A imprensa faz a sua parte, mas eles vivem disso: ganham dinheiro com notícias sensacionais.  É inevitável:  qualquer acidente, principalmente se for próximo, é visto com lentes de aumento.  Se não for espetacular, não vende. (Por outro lado, a atuação dos governos aumenta graças ao barulho do noticiário.)

Morrem 150.000 pessoas por dia no mundo.  Mais de 50 milhões de Almas retornam à vida astral todos os anos. 

Allan Kardec atentou para o detalhe do sensacionalismo, em pleno Século XIX:  é a concentração de mortos ao mesmo tempo, num pequeno lugar, que desperta a nossa atenção.

Mas, ai de quem morre num avião: vira estrela da fama, graças à imprensa. Porque morrer num voo ainda é considerado mais emocionante (e chique) do que morrer de fome na África, ou afogar-se numa jangadinha de pescador...

Fora das telas, é bom a gente olhar para si mesmo e descobrir se o que a gente destrói é indispensável.  Se a gente não estará sendo uma tragédia para a vida em redor.

Não vá a gente ser um flagelo trucidando animais "saborosos", derrubando árvores divinas, sujando rios, ares e mares...

Beijão, Ram

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Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mourarego em 03 de Fevereiro de 2011, 17:53
Um item muito importante de ser estudado dentro deste tema é o sobre Destruição Abusiva.
Abraços,
Moura
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 03 de Fevereiro de 2011, 18:20
Oi Mizica,
Muito oportuno este tema.
Gostaria de ressaltar a destruição da Natureza feita pelo próprio homem, como o desmatamento das encostas para construção, retirando as árvores que com suas raízes seguram as rochas e o descaso dos Governos que fazem vista grossa ou autorizão a construção em encostas. Isso no caso das Serras do RJ.
SP capital tem a impermiabilização do solo que não permite que a água da chuva seja naturalmente absorvida pela terra causando as enchentes.

Boa sorte Mizica
Um bjo
Hebe
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Edna☼ em 03 de Fevereiro de 2011, 18:37
Olá a todos! :)

Mizica, bem-vinda ao estudo mensal!

O tema é oportuno, e o vídeo ficou muito bem elaborado. :o

Explica o querido Codificador que, em certas épocas reguladas pela sabedoria divina essas emigrações e imigrações se operam, em massas mais ou menos consideráveis, como resultado de grandes revoluções que fazem partir ao mesmo tempo, quantidades inumeráveis, as quais são logo substituídas por quantidades equivalentes de encarnações. Portanto é preciso considerar os flagelos destruidores e os cataclismos como ocasiões de chegadas e partidas coletivas, meios providenciais de renovação a população corporal do globo, de a retemperar mediante a introdução de novos elementos mais purificados.

As renovações rápidas e quase instantâneas que se operam no elemento espiritual da população, como conseqüência de flagelos destruidores, aceleram o progresso social; sem as imigrações emigrações que ocorrem de tempos a tempos viessem dar-lhe um violento impulso, progrediria com extrema lentidão.

Kardec ressalta que, todas as grandes calamidades que dizimam populações são seguidas de uma era de progresso na ordem física, intelectual e moral, e, por conseguinte, no estado social dos que vivem naquele determinado povo onde se realizam. É que tiveram por finalidade operar um remanejamento na população espiritual, que é a população normal e ativa do globo.

Boa sorte querida e um bom estudo a todos!

Abraços fraternos,

Edna ;)
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mourarego em 03 de Fevereiro de 2011, 18:39
Em O livro dos Espíritos, Livro Terceiro, Capítulo VI, encontramos o que eu considero o mais veemente manifesto à responsabilidade de todos nós.
Seu título A Lei de Destruição.
mas é importante que este estudo seja feito sem preconceitos, e seriamente   pois se descurarmos disse por certo não iremos compreender bem.
Já em seu primeiro item vemos:
"728. A destruição é uma lei da Natureza?
– É necessário que tudo se destrua, para renascer e se regenerar; porque isso a que chamais destruição não é mais que a transformação, cujo objetivo é a renovação e o melhoramento dos seres vivos."

O que quiseram ensinar os Espíritos Superiores?
Que a natureza em si mesmo trata da renovação das espécies, sejam elas do reino que forem.
Esta a destruição necessária, porque estando em acordo com a lei natural, não se excede.
Foi assim que desde os primórdios da vida, o planeta veio se preparando e se qualificando para receber o seu mais completo habitante: O Homem.

Ainda dentro deste tema, encontramos a seguir, na mesma obra:
"728-a. O instinto de destruição teria sido dado aos seres vivos com fins providenciais?
– As criaturas de Deus são os instrumentos de que Ele se serve para, atingir os seus fins. Para se nutrirem, os seres vivos se destroem entre si, e isso com o duplo objetivo de manter o equilíbrio da reprodução, que poderia tornar-se excessiva, e de utilizar os restos do invólucro exterior. Mas é apenas o invólucro que é destruído, e esse invólucro não é mais do que acessório, não a parte essencial dó ser pensante, pois este é o princípio inteligente, indestrutível, que se elabora através das diferentes metamorfoses por que passa."
Ou um item que demonstra o quanto errado estão os extremistas do vegetarianismo:
"734. No seu estado atual o homem tem direito ilimitado de destruição
sobre os animais?
Esse direito é regulado pela necessidade de prover à sua alimentação e à sua segurança; o abuso jamais foi um direito.
Notem bem é ao abuso que se insurge a lei natural. basta, para se ter maior certeza   tomar-se atenção ao grafado acima, sobre o underline.

Mais a frente vamos entrar na destruição abusiva.
abraços,
Moura
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mourarego em 03 de Fevereiro de 2011, 18:47
Exatamente amiga Edna,
contudo este é o item dois do capítulo VI, e nós nem bem começam,os ao estudo dos itens anteriores.
Você está corretíssima em sua postagem, todavia gostaríamos de vê-la postar sobre os itens concernentes á destruição necessária e a abusiva.
Abração,
Moura

Olá a todos! :)

Mizica, bem-vinda ao estudo mensal!

O tema é oportuno, e o vídeo ficou muito bem elaborado. :o

Explica o querido Codificador que, em certas épocas reguladas pela sabedoria divina essas emigrações e imigrações se operam, em massas mais ou menos consideráveis, como resultado de grandes revoluções que fazem partir ao mesmo tempo, quantidades inumeráveis, as quais são logo substituídas por quantidades equivalentes de encarnações. Portanto é preciso considerar os flagelos destruidores e os cataclismos como ocasiões de chegadas e partidas coletivas, meios providenciais de renovação a população corporal do globo, de a retemperar mediante a introdução de novos elementos mais purificados.

As renovações rápidas e quase instantâneas que se operam no elemento espiritual da população, como conseqüência de flagelos destruidores, aceleram o progresso social; sem as imigrações emigrações que ocorrem de tempos a tempos viessem dar-lhe um violento impulso, progrediria com extrema lentidão.

Kardec ressalta que, todas as grandes calamidades que dizimam populações são seguidas de uma era de progresso na ordem física, intelectual e moral, e, por conseguinte, no estado social dos que vivem naquele determinado povo onde se realizam. É que tiveram por finalidade operar um remanejamento na população espiritual, que é a população normal e ativa do globo.

Boa sorte querida e um bom estudo a todos!

Abraços fraternos,

Edna ;)

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 03 de Fevereiro de 2011, 18:47
"A. Kardec" - São chegados os tempos

33. - A regeneração da Humanidade, portanto, não exige absolutamente a renovação integral dos Espíritos: basta uma modificação em suas disposições morais. Essa modificação se opera em todos quantos lhe estão predispostos, desde que sejam subtraídos à influência perniciosa do mundo. Assim, nem sempre os que voltam são outros Espíritos; são com freqüência os mesmos Espíritos, mas pensando e sentindo de outra maneira.

Quando insulado e individual, esse melhoramento passa despercebido e nenhuma influência ostensiva alcança sobre o mundo. Muito outro é o efeito, quando a melhora se produz simultaneamente sobre grandes massas, porque, então, conforme as proporções que assuma, numa geração, pode modificar profundamente as idéias de um povo ou de uma raça.

É o que quase sempre se nota depois dos grandes choques que dizimam as populações. Os flagelos destruidores apenas destroem corpos, não atingem o Espírito; ativam o movimento de vaivém entre o mundo corporal e o mundo espiritual e, por conseguinte, o movimento progressivo dos Espíritos encarnados e desencarnados. É de notar-se que em todas as épocas da História, às grandes crises sociais se seguiu uma era de progresso.

34. - Opera-se presentemente um desses movimentos gerais, destinados a realizar uma remodelação da Humanidade. A multiplicidade das causas de destruição constitui sinal característico dos tempos, visto que elas apressarão a eclosão dos novos germens. São as folhas que caem no outono e às quais sucedem outras folhas cheias de vida, porquanto a Humanidade tem suas estações, como os indivíduos têm suas várias idades. As folhas mortas da Humanidade caem batidas pelas rajadas e pelos golpes de vento, porém, para renascerem mais vivazes sob o mesmo sopro de vida, que não se extingue, mas se purifica.

35. - Para o materialista, os flagelos destruidores são calamidades carentes de compensação, sem resultados aproveitáveis, pois que, na opinião deles, os aludidos flagelos aniquilam os seres para sempre. Para aquele, porém, que sabe que a morte unicamente destrói o envoltório, tais flagelos não acarretam as mesmas conseqüências e não lhe causam o mínimo pavor; ele lhes compreende o objetivo e não ignora que os homens não perdem mais por morrerem juntos, do que por morrerem isolados, dado que, duma forma ou doutra, a isso hão de todos sempre chegar.

Os incrédulos rirão destas coisas e as qualificarão de quiméricas; mas, digam o que disserem, não fugirão à lei comum; cairão a seu turno, como os outros, e, então, que lhes acontecerá? Eles dizem: Nada! Viverão, no entanto, a despeito de si próprios e se verão, um dia, forçados a abrir os olhos.

Olá amiga Mizica. Bons estudos.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mourarego em 03 de Fevereiro de 2011, 18:52
Amigo Dim dim,
tal como coloquei para a amiga Edna, é mister que andemos mais lentamente para assim podermos compreender bem sobre o início que nos ensina sobre as destruições, necessária e abusivas.
Assim, seguindo o norte estipulado pela obra básica, não nos perderemos e todos compreenderemos bem, tudo, dando ao estudo a formatação que ele deve ter.
É que o amigo já nos fala sobre os flagelos, que é ponto posterior, mesmo que dentro do mesmo tema, pois os flagelos são os agentes da destruição necessária.
Abração,
Moura
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 03 de Fevereiro de 2011, 19:12
Amigo Dim dim,
tal como coloquei para a amiga Edna, é mister que andemos mais lentamente para assim podermos compreender bem sobre o início que nos ensina sobre as destruições, necessária e abusivas.
Assim, seguindo o norte estipulado pela obra básica, não nos perderemos e todos compreenderemos bem, tudo, dando ao estudo a formatação que ele deve ter.
É que o amigo já nos fala sobre os flagelos, que é ponto posterior, mesmo que dentro do mesmo tema, pois os flagelos são os agentes da destruição necessária.
Abração,
Moura

"A. Kardec" - Marcha do progresso

783 O aperfeiçoamento da humanidade segue sempre uma marcha progressiva e lenta?

– Há o progresso regular e lento que resulta da força das coisas; mas quando um povo não avança rápido o suficiente a Providência provoca, de tempos em tempos, um abalo físico ou moral que o transforma.

☼ O homem não pode permanecer perpetuamente na ignorância, porque tem de atingir o objetivo marcado pela Providência; ele se esclarece pela força das coisas. As revoluções morais, como as sociais, se infiltram pouco a pouco nas idéias, germinam durante séculos, explodem de repente e fazem desabar o edifício apodrecido do passado, que não está mais em harmonia com as novas necessidades e aspirações.

Muitas vezes, o homem percebe nessas transformações apenas a desordem e a confusão momentâneas que atingem seus interesses materiais. Porém, aquele que eleva o pensamento acima dos interesses pessoais admira os desígnios da Providência, que do mal faz surgir o bem. É a tempestade e a agitação que purificam a atmosfera após a perturbação.

781 O homem pode deter a marcha do progresso?

– Não; mas pode impedi-lo algumas vezes.

É por aqui, mano Moura? Se for por aqui, podemos tentar compreender como é que algumas vezes o homem impede essa marcha...

Adeus
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: hcancela em 03 de Fevereiro de 2011, 19:24
Olá amigos(as)

Mizica muito bem vinda aos tópicos mensais e felicidades. :-*


Deste caos não pode sair nada pior. Somente renovação. É necessário muitas vezes destruir para renovar. Esta é uma das questões abordadas por Allan Kardec no capítulo a "Lei da Destruição". Se não houver destruição, não existirá renovação. Estamos passando por um período decadente há anos. Enquanto acontece o desenvolvimento industrial, tecnológico, científico, ao mesmo tempo, ocorre um declínio ético e moral. Isso é natural. O ser humano hoje desfruta de benefícios jamais imaginados. Isso em vez de apaziguá-lo, atormenta-o. Ele quer sempre mais. Sabem amigos(as), quando era criança, o pobre era uma pessoa com um determinado padrão de vida. E aceitava aquela situação. Hoje, ele não aceita. Existe um conflito econômico e sociológico muito forte. Ele vê tanto poder, tanta glória que se revolta. O pobre também, com razão, quer ter a sua televisão, seu carro, sua casa. As coisas estão tão invertidas que, às vezes, a televisão que o pobre tem dentro de casa é mais cara que o seu barraco. É um paradoxo. Isso gerou o caos, a revolta. O consumo desequilibrou o indivíduo. Deste desequilíbrio, nasce a luta. Mas também advém um novo processo. Temos hoje várias entidades preocupadas com os direitos humanos, os direitos da mulher, da criança, do velho.

Vejo tudo isto como um processo, mas que vamos lá;aí isso vamos,claro que é necessário o escândalo para que tudo se renove, mas ai quem contribuir com ele,lembrou Jesus.

Saudações fraternas
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 03 de Fevereiro de 2011, 19:35
Boa tarde a todos,
Trago aqui um comentário de Miramez sobre a Lei da destruição.

FILOSOFIA ESPÍRITA - VOLUME XV

 

Questão 728 comentada

CAPÍTULO 14

0728/LE

DESTRUIÇÃO NECESSÁRIA

 

O que chamamos de destruição são processos que Deus usa sob a forma de progresso para tudo que existe. Nada no mundo se faz sem a permissão de Deus, e Ele somente permite o que é necessário para o progresso dos seres viventes. Se assim não fora, sendo o Senhor a Inteligência Suprema, não iria Ele permitir que as coisas e os seres fossem destruídos.

O que se vê com mais evidência, são as matanças dos animais com o objetivo de alimentação das criaturas. Criam-se estes para matar e, se não fosse o comércio, o interesse se desfaria e atrasaria o progresso dos animais. Os homens servem de instrumento para esse comportamento, homens esses na escala mais baixa da evolução humana. Os Espíritos de alta estrutura espiritual têm outras missões mais apuradas para cumprir. A vida não poderia colocar um santo como açougueiro, nem um místico chefiando um matadouro. Cada alma no lugar que lhe diz respeito.

Se Deus é onisciente, quando Ele fez a humanidade, desde o seu princípio, já sabia de tudo o que deveria ocorrer na sua marcha evolutiva. Ele mesmo traçou todos esses pormenores de vida para as criaturas. O Senhor Todo Poderoso não se arrepende de nada, nem fica triste com acontecimento algum; não chora, nem dá gargalhada. A sua serenidade em todos os acontecimentos é a sua postura perene.

Por que os seres vivos se destroem reciprocamente? Há uma finalidade, e quem sabe mais do que nós todos reunidos, é Deus, que nos criou para passarmos por esses caminhos. Tudo deve se transformar; as mudanças são constantes no palco da vida.

O invólucro da alma é como que uma veste, que pode e deve ser usado para outras necessidades, além de ajudar a força divina que o comanda. As próprias guerras, Deus as permite entre os homens ignorantes, pois têm muitas finalidades entre as criaturas, mas, o Espírito continua vivo para a eternidade de Deus.

Certas criaturas se assombram com os processos de destruição, as pestes, a fome, e as guerras, mas se esquecem que morrem muito mais seres humanos pelos vícios, que muitas vezes são mantidos sorrindo. Esse é o suicídio lento, porém, é usado para, igualmente, educar as almas e despertá-las para a vida maior.

A humanidade, agora que já passou por diversas refregas pelos processos de reencarnações, precisa crer em Jesus para não errar o caminho para Deus.

Respondeu-lhes Jesus:

A obra de Deus é esta, que creiais naquele que por Ele foi enviado. (João, 6:29)

Toda a perturbação, antes de Jesus, foi por falta de conhecimento espiritual sobre a vida. Agora, depois do Mestre, que já sabemos o que deveremos fazer, não temos desculpas. No entanto, mesmo assim a misericórdia foi tanta, que o Mestre prometeu que enviaria outro consolador, para ficar nos ensinando eternamente, andando conosco para enriquecer a nossa consciência, e ele chegou para nós em forma de uma doutrina, trazendo conceitos que nos fazem lembrar a mesma doutrina de Jesus.

A vida grosseira dos seres vivos só se justifica antes do despertamento espiritual; com o Cristo no coração, tudo muda, tudo se transforma, tudo cresce. Pensemos bem: se Deus é Justiça, como Ele consentiria na morte em massa, como sucede aos animais que Ele mesmo criou, para satisfação e regalo dos homens, sem um objetivo maior para a vida que comanda a matéria? O Senhor está vendo tudo que se passa e somente deixa acontecer o que é necessário para a vida.

Morrer é nascer para outra dimensão que é melhor do que a anterior, principalmente quando se morre para uma finalidade maior.

Um abço Hebe
 
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: filhodobino em 03 de Fevereiro de 2011, 19:39
O indivíduo que lastima, a morte de milhares de salmões, no embate miraculoso da vida, quando adulto, forte e vencedor das adversidades para chegar aos locais de procriação, não entende o fluxo natural da vida, o milagre de viver...

Este mal-entendido é geral, uma vez que não se distingue corretamente individualismo de individuação. Individualismo significa acentuar e dar ênfase deliberada a supostas peculiaridades, em oposição a considerações e obrigações coletivas. A individuação, no entanto, significa precisamente a realização melhor e mais completa das qualidades coletivas do ser humano; é a consideração adequada e não o esquecimento das peculiaridades individuais, o fator determinante de um melhor rendimento social. A singularidade de um indivíduo não deve ser compreendida como uma estranheza de sua substância ou de suas componentes, mas sim como uma combinação única, ou como uma diferenciação gradual de funções e faculdades que em si mesma são universais. Cada rosto humano tem um nariz, dois olhos etc., mas tais fatores universais são variáveis e é esta variabilidade que possibilita as peculiaridades individuais. A individuação, portanto, só pode significar um processo de desenvolvimento psicológico que faculte a realização das qualidades individuais dadas; em outras palavras, é um processo mediante o qual um homem se torna o ser único que de fato é. Com isto, não se torna "egoísta", no sentido usual da palavra, mas procura realizar a peculiaridade do seu ser e isto, como dissemos, é totalmente diferente do egoísmo ou do individualismo.
JUNG, Carl Gustav. O Eu e o inconsciente. Tradução de Dra. Dora Maria Ferreira da Silva. Petrópolis: Vozes, 2001, 15ª edição, volume VII/2 das Obras Completas.

Observando concluiremos que a lástima da destruição fomentou a nutrição e chance de bilhares de novos indivíduos a perpetuar a espécie dos salmões após o degelo...
Saúde e Paz!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mourarego em 03 de Fevereiro de 2011, 19:39
Isso mesmo mano Cancela, e fazendo um mergulho no que você trouxe sobre as instituições de direitos Humanos, mesmo estas, já que se originando de homens e portanto de Espíritos imperfeitos, estarão sob o jugo da mesma lei, sendo destruídas até que se formatem dentro dos princípios de Direito, ordem e moralidade.
No Brasil por exemplo, nenhum policial morto em ação ou covardemente como se tem lido nos jornais, nenhuma família que teve um ente estuprado, seviciado ou morto, recebeu por parte dessas instituições, qualquer menção ou lembrança, contudo, elas sempre se lembram de bradarem seus slogans, quando algum criminoso é morto...
como você bem lembrou, é necessário que venha o escânda-lo...
Abração,
Moura
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mourarego em 03 de Fevereiro de 2011, 19:50
meus maninhos, deixem que lhes explique:
Esta seção, "estudos mensais" é aqui colocada tendo por base que a pessoa indicada para tal estudo, traga de uma obra básica, o tema e convoque aos que assim o queiram, a prestarem suas opiniões dentro da obra especificada.
com isso, se quer evidenciar e fortificar o estudo daquela obra básica.
As postagens que tragam opiniões alienígenas ao viés em que a obra básica tida para estudo do tema proposto, não são proibidas mas é de suma importância que se compreenda que elas não devam ser o único comentário, há que, portanto, quem queira trazer um autor não espírita, um pensador, ou um doutros de qualquer das ciências como fonte de sua opinião, que traga também e para se manter dentro do escopo da seção, a    justa ilação do que trouxe e postou do outro autor, junto ao tema de doutrina haurido da obra básica estipulada.
Só assim manteremos o foco que a seção quer, e o estudo embasado na doutrina que todo estudante espírita há de querer e ter, quando num Fórum como o nosso.
Abração,
Moura
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 03 de Fevereiro de 2011, 20:01
Dando continuidade Moura

ESE


"14. É necessário que o escândalo aconteça, porque os homens, estando em expiação na Terra, punem a si mesmos pelo contato com os seus próprios vícios - dos quais são as primeiras vítimas - e cujos inconvenientes acabam por compreender. Quando estiverem fartos de sofrer com o mal, procurarão o remédio no bem. A reação desses vícios serve, algumas vezes, de castigo para uns e de provas para outros. É dessa maneira que Deus tira o bem do próprio mal, e que os homens aproveitam as coisas más ou desagradáveis.
15. Sendo assim, dir-se-á que o mal é necessário e durará sempre, pois, se viesse a desaparecer, Deus estaria privado de um poderoso meio de castigar os culpados: portanto, é inútil procurar melhorar os homens. Mas, se não houvesse culpados, não haveria necessidade de castigos. Suponhamos a humanidade transformada numa comunidade de homens de bem. Ninguém procuraria fazer mal ao próximo, e todos seriam felizes, porque seriam bons. Esse é o estado dos mundos avançados - de onde o mal foi excluído - e será o da Terra, quando houver progredido suficientemente. Mas, enquanto alguns mundos avançam, outros se formam, povoados por Espíritos primitivos, e que servem ainda de morada, de exílio e de local de expiação para os Espíritos imperfeitos, rebeldes, obstinados no mal, rejeitados pelos mundos que se tornaram felizes.
16 - Mas ai daquele que ocasionar o escândalo: quer dizer que o mal sendo sempre o mal, os homens que tiveram seus maus instintos, embora sem o saber, utilizados por Deus como instrumento para a justiça divina, nem por isso deixaram de fazer o mal e devem ser punidos. É assim, por exemplo, que um filho ingrato é uma punição ou uma prova para o pai que o suporta, pois esse pai talvez tenha sido, por sua vez, um mau filho - e sofre agora a pena de talião. Mas isso não desculpa o filho e ele deverá ser castigado, por sua vez, através de seus próprios filhos ou de uma outra maneira.
17. Se a tua mão é motivo de escândalo, corta-a: é uma metáfora enérgica, que seria absurdo levar ao pé da letra, e que significa simplesmente que é preciso destruirmos em nós todas as causa do escândalo, ou seja, do mal. É necessário arrancar do coração todo sentimento impuro e toda tendência viciosa. Quer dizer ainda que seria melhor ao homem ter a mão cortada, do que ser ela o instrumento de uma má ação; melhor ser privado da visão, do que ter os olhos servindo para maus pensamentos. Jesus nada disse de absurdo, para aquele que percebe o sentido alegórico e profundo de suas palavras;"

Um abço
Hebe
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mourarego em 03 de Fevereiro de 2011, 20:13
Exatamente Hebinha!
As alegorias que se encontram no texto bíblico obtiveram do codificador um trabalho específico sobre algumas delas tanto que, como primeiro título teve este trabalho, transformado em obra de doutrina, quis Kardec chamá-lo de "A Imitação do Evangelho", título do qual veio a abdicar mais tarde, quando colocou na obra, o título de O Evangelho Segundo o Espiritismo".
Para mim, o ESE é  a obra mais polêmica do codificador.
Abração,
Moura
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: filhodobino em 03 de Fevereiro de 2011, 20:55
Amados estudantes da destruição... melhor da lei de destruição...

Nasci nesta encarnação logo no advento do pós segunda grande guerra, aproveitando o ensejo de tantas vagas deixadas na carne para outros espíritos aproveitarem esta miraculosa oportunidade de viver encarnado...

Nesta encarnação aprendi que praticamente todos os arranjos em termos de tratativas de paz no mundo estão se desfazendo como  manteiga ao sol...

Vi que em nome de hegemonia de poder os cultores do bem e do mal, se digladiar para terem por líder potencias hoje praticamente mortas...  (Coreia, Vietnam, Alemanha, vários países europeus)...
Vi, a solução para as Indias, via Suez se tornar realidade, e malfadado todo esforço, vi suditos do reino dos gigantes matarem homens indianos desarmados com armas de morte poderosa, e ficar por isto mesmo...
E, na India vi o emissário da paz, morrer por quesito ilusório das crenças...
Em nome dos quesitos ilusórios das crenças vi que os problemas de palestinos e Judeus não era demarcação de território, mas outras providencias dos súditos do reino dos gigantes, que agem pela força do poder...

Ví nos Bálcãs, crimes hediondos, em plena luta e os órgãos criados para garantir a paz ser desprezado, em nome do poder dos súditos do reino dos gigantes a agir pela força, e não pelo diálogo...

Vi o muro cair e países europeus sorrirem por volverem a viver como vivem os que pensam como os súditos do reino de gigantes...

Vi em nome do mesmo Jesus, os higlands mostrarem como são guerreiros eficazes...
Vi a cantor da não religião, morrer, para um insano provar amor à namorada...
Vejo que a resistência para não viver como vivem os súditos do reino dos gigantes, Cuba, sofre sem defensores os horrores da miséria, seu chão serve de prisão aos que ousaram atacar o poder dos súditos do reino dos gigantes...

Há pouco, para garantir suprimento combustível para seus veículos se locomoverem os súditos do reino dos gigantes, armar um para atacar seus inimigos e ao não lograr êxito, volveram as armas cedidas contra os próprios amigos dos fornecedores das armas, e mais súditos do reino dos gigantes foram enforcados, posto que falharam em atender desejos dos súditos do  reino dos gigantes...

Agora vejo, que súditos do reino dos gigantes em todo o norte do continente mãe da espécie humana, sente a revolta dos oprimidos, que querem viver como os súditos do reino dos gigantes...

Até o Sarney garantiu que será seu ultimo mandato...

Isso é impermanência...

Fluxo e refluxo da vida... Natural...

Deus está no comando...

Aprendi com um pantaneiro, que quando o peixe escasseia, é hora de grande seca, daquelas de esturricar o fundo dos lagos...

Aprendi ainda com o mesmo pantaneiro, que vencida a época da grande seca,  a água volverá e tão cheia de peixe que pantaneiro se fartará...

Aprendi com a história que quando se reuniu a nata do Império Romano em Pompéia, o Etna, fez o que era preciso ser feito...

E, ainda dizem que não há evolução naturalmente assitida...

Então posso concluir, não vejo destruição... em parte alguma...

Paradoxal mas... vero!
 
Saúde e Paz!

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 03 de Fevereiro de 2011, 21:33
Boa Noite!

Hebe, Moura, Dim Dim, filhodobino, hcancela,... à todos agradeço as boas vindas que me deram aos estudos e, a inestimável colaboração.

É lógico haver, em tal ocasião, divergências de opinião. Isso empresta ao estudo, por assim dizer, um "sabor" especial. Sem divergências, sem discussão. Sem discussão (saudável), sem aprendizado...

O Moura nos acena o "ir devagar" no estudo, pois estamos no início... concordo.
 Sobre Destruição Abusiva esclarece O OLE (resposta da pergunta 735) : ... "Toda destruição que excede os limites da necessidade é uma violação da Lei de Deus. Os animais só destroem para a satisfação de suas necessidades; enquanto que o homem, dotado de livre-arbítrio, destrói sem
necessidade. Terá que prestar contas do abuso da liberdade que lhe foi concedida, pois isso significa que cede aos maus instintos"


Abraço fraterno
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 03 de Fevereiro de 2011, 22:20
Oi Mizica,

Bem lembrada a questão 735.

Todo o abuso acaba em destruição, o homem apegado a matéria visa a posse e o poder, por isso esquece que também faz parte da Natureza. A destrói sem piedade depois tem que arcar com as consequências. Se compreende, aprende , se não sofre e se vitimiza.
A destruição é necessária para regeneração.

Um abço Hebe
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: filhodobino em 04 de Fevereiro de 2011, 11:13
Amados irmão estudantes da lei de destruição...

Não encontro paralelo dentro dos escritos doutrinários para exemplicar o meu entendimento sobre essa questão, que se me afigura um tanto quanto apocalíptica quando analisamos acontecimento por acontecimento...catástrofe por catástrofe, mas vejo uma figura diferente quando analiso o conjunto dos acontecimentos...
deixe-me explicar...
Aprendi que nada fica estável, a mudança é uma lógica natural da vida... assim também vejo as catástrofes, simples mudanças...

Quando os homens estão terminando suas construções sem levarem em conta determinadas regras naturais... é perfeitamente normal que algo ocorra, para lhes dar o que pensar...

ou seja: Cabeça vazia em morada...

Minha mãe, quando eu era criança, muito traquina, me mandava fazer algo, eu cumpria velozmente sua ordem para sobrar tempo para minhas traquinagens...
Ela se surpreendia com minha rapidez e questionava... eu respondia eu já fiz o que a sra. mandou então agora eu tenho tempo para mim...
Ela, então resolvia essa questão:

Misturava num peneira milho e feijão e mandava que eu os separasse e de quebra que os limpasse das pedrinhas que porventura encontrasse, dois serviços em um...
e lá se esvaia meu tempo de traquinagens...
Assim vejo as catástrofes... da lei de destruição...

Saúde e Paz!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 04 de Fevereiro de 2011, 11:24
Filho do Bino,
Assim como a Natureza, é necessário que as folhas velhas caiam no outono imbernem no inverno para renascer na primavera.

O Homem passa por esse processo, apegado a bens mutáveis esquece os ensino Universais, causando dor e sofrimento a si e ao próximo. Por isso foi citado a necessidade do escândalo na concepção de Cristo e a necessidade da destruição para regeneração.

Em qualquer situação de destruição a humanidade para e pensa em seus atos. Se assim não fosse estaria eternamente caindo em erros.

Não cai uma folha da árvore que Deus não saiba e não queira que assim seja.

Um abço Hebe

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: filhodobino em 04 de Fevereiro de 2011, 11:43
Concordo plenamente irmã Hebe...
Portanto refuto tanta consternação quando a imprensa noticia uma catástrofe, pela catastrofe...
Reputo importância para promover ajuda aos que sobreviveram em condições sub-humanas, é nossa obrigação...
Agora transformar isso em pesadelo, como afirmam os apocalípticos testemunhos que sempre presenciamos, vai uma distância enorme...
Naturalmente essas inconveniências sempre estiveram ao nosso alcance desde sempre... e sempre nos ensimesmamos  com as mesmas...

Ainda ontem vi na TV escola um grupo de pessoas, que vivem na nascente do rio Nilo, muito pobres, sacrificando duas galinhas e as atirando ao rio, com a seguinte regra, teriam que ser mortas e imediatamente atiradas ao rio sem que pingasse uma só gota de seu sangue na terra, tudo da galinha era para o rio Nilo... que pena, não das galinhas, mas do sofrimento das bichinhas se debatendo nas águas, e sendo levadas pela correnteza, simplesmente para que o rio não transbordasse em enchentes e levassem suas casas, posto que precisavam morar bem perto de sua margem pois não tinham bombas para levar agua às suas moradas...

A missão do Espiritismo, bem sentido e bem compreendido, é também desfazer esses mitos, que sempre começaram com algumas idéias individuais e se transformaram pelo poder do medo, em mitos e civilizações inteiras acabaram crendo até na arca de Noé...

Como não encontro palavras na codificação para expressar esse meu pensamento, sinto que devo postar como penso...

Saúde e Paz!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 04 de Fevereiro de 2011, 11:52
A codificação é contra rituais, fala em destruição para regeneração, fala dos fenômenos Naturais, fala da destruição abusiva.
Acho que a DE explica bem Filho do Bino.
Mas é bom que se expresse com suas próprias palavras.

Um abço Hebe

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Victor Passos em 04 de Fevereiro de 2011, 15:35
Ola muita paz
Amiga MIzica

  Desejo-lhe um bom estudo e este Tema como todos os outros , são de sublime importancia.


"É lei da Natureza a destruicão?"

"Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamais destruição não passa de uma tranformaçâo, que tem por fim a renovaçâo e melhoria dos seres vivos. "

Questão n° 728 (Da Lei de Destruição).

O axioma "Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma", de Lavoisier, ajuda-nos a compreender a Lei de Destruição, que não significa, como sugere o sentido literal, um aniquilamento. Ela impõe uma renovação, atendendo aos objetivos do Criador; um incessante transformismo em favor do aperfeiçoamento dos seres vivos;
 Portanto não podemos colocar a lei de destruição apenas como linha de fundo, mas o que ela nos oferece e traz bem patente que é a oportunidade de renovação.

abraço

Muita paz

Victor Passos
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 05 de Fevereiro de 2011, 03:18
Aqui, no Pará, aproxima-se a meia-noite... então, um(a) bom(boa) dia-noite.

Perdoem-me o horário, hoje tive um dia um tanto corrido e ainda precisei dividir meu PC com minha princezinha de 14 anos... agora, posso estar tranquila.

Obrigada Victor, por sua boa vontade em estar disponível ao estudo.

Cito Victor, exatamente aqui quando ele, oportunamente, lembra a questão 728:

"O axioma "Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma", de Lavoisier, ajuda-nos a compreender a Lei de Destruição, que não significa, como sugere o sentido literal, um aniquilamento. Ela impõe uma renovação, atendendo aos objetivos do Criador; um incessante transformismo em favor do aperfeiçoamento dos seres vivos;"

Observe-se que a Codificação é clara a esse respeito, o que até me obriga a repetir: a Lei de Destruição não significa aniquilamento, antes é renovação, um incessante "transformar" seres vivos imperfeitos em perfeitos. Observem que até nossa matéria, quando finda a vida orgânica, ao decompor-se serve de alimento, transforma-se, mesmo "morta" incentiva a vida de outras formas de vida, para não "pesar" em falando dos vermes.
Por que o espanto? Há algum desconforto em ouvir a palavra destruição? Ela "pesa"?
Pensemos nisso!

Fraterno abraço
Mizica

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Victor Passos em 05 de Fevereiro de 2011, 10:27
Ola muita paz e harmonia
Amiga Mizica e companheiros

"Se a regeneração dos seres faz necessária a destruição, porque os cerca a Natureza de meios de preservação e conservação ?"

"Afim de que a destruiçâo nâo se dê antes do tempo. Toda destruiçâo antecipada obsta ao desenvolvimento do princípio inteligente. Por isso foi que Deus fez que cada ser experimentasse a necessidade de viver e de se reproduzir. " Questâo n° 729 (Da Lei de Destruiçâo).

Nascimento e morte não obedecem a circunstâncias fortuitas. Fazem parte do planeamento divino, no âmbito das experiências necessárias à nossa evolução.
Daí ser tão forte o instinto de conservação nos seres vivos, instrumento da Natureza para que sejam aproveitadas integralmente as oportunidades oferecidas pela jornada terrestre.
Não obstante, se por um lado, nos domínios da matéria, o desconhecimento das leis divinas pode favorecer um excessivo apego à existência física - apenas um lado da Vida - há, também, aqueles que, atormentados por problemas variados, alimentam tão forte desejo de fuga que contrariam, simultaneamente, a Lei de Conservação, porque não querem prosseguir vivendo, e a Lei de Destruição, porque pretendem morrer antes do tempo.


Muita paz

Victor Passos
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: hcancela em 05 de Fevereiro de 2011, 10:37
Olá amigos(as)

Perdoem colocar este texto que achei lindo,apesar de  me parecer um pouco desviado de contexto, mas com conteúdo de egoísmo levando á dita" Destruição"  :-* :-* :-*




Escasseia, na atual conjuntura terrestre, o sentimento da compaixão.
Habituando-se aos próprios problemas e aflições, o homem passa a não perceber os sofrimentos do seu próximo.

Mergulhado nas suas necessidades, fica alheio às do seu irmão, às vezes, resguardando-se numa couraça de indiferença, a fim de poupar-se a maior soma de dores.

Deixando de interessar-se pelos outros, estes esquecem-se dele, e a vida social não vai além das superficialidades imediatistas, insignificantes.

Empedernindo o sentimento da compaixão, a criatura avança para a impiedade e até para o crime.

Olvida-se da gratidão aos pais e aos benfeitores, tornando-se de feitio soberbo, no qual a presunção domina com arbitrariedade.

Movimentando-se, na multidão, o indivíduo que foge da compaixão, distancia-se de todos, pensando e vivendo exclusivamente para o seu ego e para os seus. No entanto, sem um relacionamento salutar, que favorece a alegria e a amizade, os sentimentos se deterioram, e os objetivos da vida perdem a sua alta significação tornando-se mais estreitos e egotistas.

A compaixão é uma ponte de mão dupla, propiciando o sentimento que avança em socorro e o que retorna em aflição.

é o primeiro passo para a vigência ativa das virtudes morais, abrindo espaços para a paz e o bem-estar pessoal.

O individualismo é-lhe a grande barreira, face a sua programação doentia, estabelecida nas bases do egocentrismo, que impede o desenvolvimento das colossais potencialidades da vida, jacentes em todos os indivíduos.

A compaixão auxilia o equilíbrio psicológico, por fazer que se reflexione em torno das ocorrências que atingem a todos os transeuntes da experiência humana.

É possível que esse sentimento não resolva grandes problemas, nem execute excelentes programas. Não obstante, o simples desejo de auxiliar os outros proporciona saudáveis disposições físicas e mentais, que se transformarão em recursos de socorro nas próximas oportunidades.

Mediante o hábito da compaixão, o homem aprende a sacrificar os sentimentos inferiores e a abrir o coração.

Pouco importa se o outro, o beneficiado pela compaixão, não o valoriza, nem a reconheça ou sequer venha a identificá-la. O essencial é o sentimento de edificação, o júbilo da realização por menor que seja, naquele que a experimenta.

Expandir esse sentimento é dar significação à vida.

A compaixão está cima da emotividade desequilibrada e vazia. Ela age, enquanto a outra lamenta; realiza o socorro, na razão em que a última apenas se apiada.

Quando se é capaz de participar dos sofrimentos alheios, os próprios não parecem tão importantes e significativos.

Repartindo a atenção com os demais, desaparece o tempo vazio para a s lamentações pessoais.

Graças à compaixão, o poder de destruição humana cede lugar aos anseios da harmonia e de beleza na Terra.

Desenvolve esse sentimento de compaixão para com o teu próximo, o mundo, e, compadecendo-te das suas limitações e deficiências, cresce em ação no rumo do Grande Poder.


[Joanna de Ângelis]


Saudações fraternas
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: filhodobino em 05 de Fevereiro de 2011, 12:13
Amados irmãos estudantes...


Deus nada faz inútil e mesmo sem se amarem os diferentes já terão estabelecido entre si ligações tais, que, posteriormente com certeza se reencontrarão e se acertarão entre si.

Por isso é que Jesus toma a infância como emblema dessa pureza, do mesmo modo que a tomou como o da humildade.

Então amados Irmãos,
Não é este fato, comum a toda humanidade, uma prova da evolução naturalmente assistida?

A fé em Deus não pode e não deve ser algo que nos faz duvidar de seu comando supremo...
O ordenamento natural da vida na matéria é a impermanencia, as diferenças e os diferentes, procurando em conjunto aprender entre si...

Se... a todo acidente, ao invés de estarmos prevenidos no socorro às vítimas e aos sobreviventes, agindo rápida e eficazmente, ficarmos a levantar teorias de destruição, que é elemento natural desde que o mundo é mundo...
Acabamos de ver o tornado ocorrer na Austrália, que poderia ter levado à morte centenas de pessoas... Nenhum ferido... milhares de casas destruídas e danificadas...

Encarar naturalmente e vigilância quanto aos riscos e agir antes...
Aplicando e exigindo aplicação dos meios que já dispomos, para evitar perdas dolorosas e preservar vidas, deve ser na minha opinião o princípio norteador de nossas ações frente a tudo que já sabemos sobre a lei de destruição...
Lamentações é o que mais assistimos, precisamos de atos práticos na prevenção, isto é amar...
Saúde e Paz!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: sensitive em 05 de Fevereiro de 2011, 12:38
Ola a todos!

Estou de acordo com muitas ideias aqui representadas.
Infelizmente, a destruição é necessária, para que possa haver mudanças.
Estamos atravessando uma época de mudança, como tal se faz sentir ocorrências de grande massa de violação e destruição.
As leis que nos regem contem a sabedoria divina, nada acontece por acaso, leis estas que servem para o progresso de todos os seres humanos.
A lei de destruição, é a que mais impacto causa ao ser humano, por ser radical e por vezes fatal.
Mas é justamente este impacto violento que desperta a nossa alma para a realidade.
O que será que Deus quer de mim?
Qual a lição a tirar deste sofrimento?
Os caminhos renovadores de Deus, por vezes necessitam usar um abanão forte, para podermos compreender melhor A sua mensagem de urgência de despertar nossas almas adormecidas.

Abraço

Sensitive

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Edna☼ em 05 de Fevereiro de 2011, 15:00
Olá a todos! :)

A beleza e perfeição da obra divina revela-se em tudo que criou.

Tudo tem sua utilidade, mesmo diante da destruição, pois aprendemos que nada se perde, tudo se transforma....

O plano da vida revela o amor de Deus que nos permite renascer, tantas vezes quantas forem necessárias, para que possamos recomeçar o aprendizado pelo abençoado instituto da reencarnação, pois que é assim que o Espírito progride.

Deus nos fornece todos os meios para alcançar este progresso que é individual e coletivo.

Grande á e nossa responsabilidade diante de nós, de tudo e de todos, inclusive, da natureza e dos animais.

Respeitada a real necessidade de sobrevivência e conservação do todo, o forte deve amparar e proteger o mais frágil, nunca destruir.

Tanto é, que os Espíritos afirmam que, o primeiro direito de todos os direitos naturais é   "o de viver".

Desta forma, todo excesso cometido contra o próximo, a natureza e os animais é desnecessário e reveste-se de crueldade, portanto, contrário as leis de Deus, e os danos causados são passíveis de responsabilidade diante da infração a lei maior, a lei do amor.



"Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem.
Agora é necessário civilizar o homem em relação a natureza e aos animais
."

Victor Hugo


Abraços fraternos,

Edna ;)
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: pati em 05 de Fevereiro de 2011, 15:02
bons dias a todos!
parabéns por esse tema! sem dúvidas que a mizica vai nos trazer muita coisa instrutiva. e a colaboração dos amigos que já estão por aqui, nem se fala.
acabei de assistir ao vídeo inicial dos estudos. nem preciso comentar...
aliás, o estudo é pra comentar, então, vamos lá. atenta aos comentários e citações de todos, como disse o moura"vamos devagar".(mal sabe ele que isso me incentiva muito... ;))
é pela persistência em compreender, em melhorar e atualizar o modo de encarar essas mudanças naturais, que nos esforçamos para não entrar na "folia" das mídias e calorosos discursos dos que pretendem inflamar mais ainda o pensamento de todos. dizemos esforço, pois ainda nos encontramos em meio a tantos turbilhões de fomentadores. precisamos nos afastar disso para sermos melhores observadores do equilíbrio das coisas de Deus. entendo que, em geral, sentimos apreensão perante a morte. e pergunto: não seria esse temor, uma razão para tanto desespero qdo nos deparamos com a destruição?
paz e bem pra todos!

pati

Estejamos em Deus
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: pati em 05 de Fevereiro de 2011, 15:51
olá!
"Onde nos parece haver perturbações, o que há são movimentos parciais e isolados, que se nos afiguram irregulares apenas porque circunscrita é a nossa visão.Se lhes pudéssemos abarcar o conjunto, veríamos que tais irregularidades são apenas aparentes e que se harmonizam com o todo."  Kardec

então, entendo que tudo é uma questão de onde e como colocamos nosso olhar...

até!
pati
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Victor Passos em 05 de Fevereiro de 2011, 17:03
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

Os flagelos decorrentes beneficiam fisicamente o planeta, principalmente na renovação de sua atmosfera mas, sobretudo, impõem um agitar das consciências humanas, tanto para aqueles que desencarnam em circunstâncias dolorosas e traumáticas, quanto para os que colhem as consequências da devastação ocasionada. Experiências assim representam a oportunidade de resgate de seus débitos do pretérito, ao mesmo tempo em que fazem sua iniciação nos domínios da solidariedade. As vítimas das grandes calamidades tornam-se menos envolvidas com as ilusões, mais dispostas a ajudar o semelhannte, após sentirem na própria carne a dor que aflige seus irmãos.
A Lei de Destruição funciona, também, para conter os impulsos desajustados da criatura humana. Não é preciso grande esforço de raciocínio para perceber que a AIDS, a síndrome de insuficiência imunológica adquirida, representa uma resposta da Natureza aos abusos cometidos pelo Homem nos domínios do sexo, a partir da decantada liberdade sexual, na década de sessenta.
A AIDS vem impondo ao Homem disciplinas às quais não se submeteria em circunstâncias normais, como um aluno que, embora relutante, decide enfrentar o indesejável aprendizado escolar, porquanto violento temporal o impede de "matar" a aula. O mal terrível e assustador ajudá-lo-á a compreender que é preciso respeitar o sexo, que podemos exercitá-lo com liberdade, desde que não resvalemos para a liberalidade e muito menos para a licenciosidade. Sexo sem compromisso, sem responsabilidade, é mera semeadura de frustrações e comprometimento com o vício, resultando em inevitável colheita de desajustes e sofrimentos.
Talvez a AIDS faça parte de um elenco de medidas renovadoras que preparam a civilização do terceiro milênio. Oportuno recordar que determinados surtos de progresso para a humanidade são marcados por flagelos terríveis que dizimam populações imensas. Exemplo típico foi a Peste Negra, no século XIV, enfermidade mortal provoca da por um bacilo que se instalava nos aparelhos digestivo e circulatório, eliminando suas vítimas em poucos dias. Disseminada pelo Oriente e pela Europa, exterminou perto de vinte e cinco milhões de pessoas, em plena Idade Média, um período de obscurantismo, em que a civilização ocidental parecia imersa em trevas.
No entanto, após a Peste Negra floresceu o Renascimento, um abençoado sopro de renovação cultural e artística, como o alvorecer de radioso dia precedido de devastadora tempestade noturna.


Victor Passos
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 05 de Fevereiro de 2011, 19:32
"A. Kardec"

Destruição dos seres vivos uns pelos outros

Por meio do incessante espetáculo da destruição, ensina Deus aos homens o pouco caso que devem fazer do envoltório material e lhes suscita a idéia da vida espiritual, fazendo que a desejem como uma compensação.

No homem, há um período de transição em que ele mal se distingue do bruto. Nas primeiras idades, domina o instinto animal e a luta ainda tem por móvel a satisfação das necessidades materiais. Mais tarde, contrabalançam-se o instinto animal e o sentimento moral; luta então o homem, não mais para se alimentar, porém, para satisfazer à sua ambição, ao seu orgulho, à necessidade, que experimenta, de dominar. Para isso, ainda lhe é preciso destruir. Todavia, à medida que o senso moral prepondera, desenvolve-se a sensibilidade, diminui a necessidade de destruir, acaba mesmo por desaparecer, por se tornar odiosa. O homem ganha horror ao sangue.

Os Tempos são Chegados

A Humanidade, tornada adulta, tem novas necessidades, aspirações mais largas, mais elevadas; compreende o vazio das idéias das quais foi embalada, a insuficiência de suas instituições para a sua felicidade; ela não encontra mais, no estado das coisas, as satisfações legitimas para as quais se sente chamada; por isso ela sacode coeiros, e se lança impelida por uma força irresistível, para as margens desconhecidas, para descoberta de novos horizontes menos limitados. E é no momento em que ela se encontra muito pobremente em sua esfera material, onde a vida intelectual transborda, onde o sentimento da espiritualidade desabrocha, (...)

Felicidade que a prece proporciona

23. Vinde, vós que desejais crer. Os Espíritos celestes acorrem a vos anunciar grandes coisas. Deus, meus filhos, abre os seus tesouros, para vos outorgar todos os beneficios. Homens incrédulos! Se soubésseis quão grande bem faz a fé ao coração e como induz a alma ao arrependimento e à prece! A prece! ah! como são tocantes as palavras que saem da boca daquele que ora! A prece é o orvalho divino que aplaca o calor excessivo das paixões. Filha primogênita da fé, ela nos encaminha para a senda que conduz a Deus. No recolhimento e na solidão, estais com Deus. Para vós, já não há mistérios; eles se vos desvendam. (...)

Adeus
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mirina em 05 de Fevereiro de 2011, 19:38
Olá amigos,


excelente a oportunidade de estudo proposta pela Mizica.
Agora  vamos analisar as idéias aqui colocadas...
Lendo todos os posts me pareceu concluido por todos que para que possamos desenvolver o amor incondicional, a compaixão e sermos compelidos ao bem as tragédias e catastrofes se fazem necessárias.  Os espiritos nos colocaram esta informação na epóca de Kardec, de lá para cá muitas encarnações ocorreram e este mundo transitório mudou bastante.

Portanto acho que hoje já temos um grau de evolução (respeitando que cada um evolui no seu ritmo) em que as tragédias já não são condição obrigatória para muitos de nós encarnados. 
Considerar estes flagelos absolutamente necessarios para que desenvolvamos sentimentos de amor e compaixão é levar nosso mundo transitorio a um grau que considero ainda muito primitivo.  Muitos de nós não necessitam mais destes expedientes para se dedicarem ao próximo com sinceridade e assiduidade não é mesmo!   
Da mesma forma considero errado afirmar que o mal é necessaario ao desenvolvimento do homem.  Prefiro avaliar que o homem ainda em evolução neste plano transitorio, mesmo instintivamente guiado pela necessidade do bem, levado pelo seu julgamento e seu livre arbitrio pode cometer erros que trazem consequencias para si próprio e para os que o cercam.
Tomar o mal como causa, é não entender o principio da doutrina, o mal é efeito do livre arbitrio do homem e não o contrario.

Por ultimo trago uma questão que a algum tempo vem me preocupando.  A responsabilidade e o alcance dos meios de comunicação.   
Trazendo o principio do OLE, a alma (espirito encarnado) esta onde coloca o seu pensamento.
Logo, quando milhões de pessoas se colocam na frente da televisão, ou lendo um jornal ou revista, estão coletivamente pensando na mesma questão.  Vem daí analisarmos a luz da doutrina a importancia dos meios de comunicação naalteração vibratoria do plano terrestre.
Observo de uma maneira geral, ao conversar com varias pessoas, que quando as tragédias são exaustivamente noticiadas, as pessoas são levadas a fazer uma auto analise de sua postura diante da vida, e a partir da constatação de que seus problemas são muito menores em face dos que sofrem pelos flagelos, passam a encarar suas vidas mais positivamente, retomando o animo e efetivamente agradecendo pela sua condição e as graças diariamente recebidas.

Veja, estes são alguns questionamentos que tenho me feito e que gostaria muito de saber a opinião de todos,

Abs,
Mirina
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: lineu em 05 de Fevereiro de 2011, 19:59
Lei de Destruição

Natural necessidade
De operar transformação,
O morrer, na realidade,
É fator da evolução.

É a estação de liberdade
No percurso da criação
Que produz a faculdade
De dispor renovação.

Porque a morte faz momento
Para o reconhecimento
Da verdade de viver...

E renova o avivamento
No perene movimento
Rumo à perfeição de ser.



Observação: Sonetilho especialmente composto como colaboração ao estudo deste tópico.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 06 de Fevereiro de 2011, 13:56
Boa Tarde,
Vou ser breve em minha resposta,
Todo sofrimento é efeito de uma causa.
A destruição vem para acabar com coisas que não nos servem mais.
Não cai uma folha sem que Deus não queira.
Passamos por gêneros de provas escolhidas antecipadamente.
A maioria das vezes estamos cegos diante dos apelos da vida material.
O nosso sofrimento será maior ou menor de acordo com o nosso nível de consciência diante do fato.
Muita catástrofe natural acontece por descuido e descaso de autoridades e do próprio povo que se acomoda em situações precárias ,ou que finge não ver por comodidade o sofrimento de quem vive na precariedade.
A união se faz em solidariedade aos desabrigados e se for de forma expontânea serve como troca de amor tanto a quem ajuda como a quem está sendo ajudado.
Essa compreensão deve ser vista por ambas as partes.

Um abço
Hebe
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: pati em 06 de Fevereiro de 2011, 18:29
Citar
Lendo todos os posts me pareceu concluido por todos que para que possamos desenvolver o amor incondicional, a compaixão e sermos compelidos ao bem as tragédias e catastrofes se fazem necessárias.

Bem, Mirina, começo a alcançar o entendimento da forma como nos colocam os Espíritos no OLE, no capítulo IV, da Lei de Destruição:
"728. A destruição é uma lei da Natureza?
– É necessário que tudo se destrua, para renascer e se regenerar; porque isso a que chamais destruição não é mais que a transformação, cujo objetivo é a renovação e o melhoramento dos seres vivos."



Citar
Considerar estes flagelos absolutamente necessarios para que desenvolvamos sentimentos de amor e compaixão é levar nosso mundo transitorio a um grau que considero ainda muito primitivo.  Muitos de nós não necessitam mais destes expedientes para se dedicarem ao próximo com sinceridade e assiduidade não é mesmo!   

Sobre os flagelos: "737. Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?" R.: "Para fazê-la progredir mais depressa."
Então, se a finalidade é o progresso, os flagelos são necessários. E vc comenta que "muitos de nós não precisa mais destes expedientes para se dedicarem ao próximo". Graças a Deus que a evolução e o progresso se dão. Mas é para outro tanto da humanidade, que ainda não evoluiu o sufuciente, que estes ensinamentos valem. E vão valer por muito tempo, pois mesmo aqueles que já estão em sintonia ascensionada, assim entendo, ainda necessitam passar por tais vicissitudes para darem seguimento ao progresso individual, pois ele é constante.


Citar
Da mesma forma considero errado afirmar que o mal é necessaario ao desenvolvimento do homem.

Pela visão pessoal, vejo com estranheza, ainda, que o mal é necessário. Mas, como aprendiz na Doutrina e com vontade de progredir, sinto que preciso ascensionar o olhar para o que se passa ao redor. Chamamos de aniquilamento, desgraça, tragédia o que, segundo os Espíritos Superiores, transforma e melhora os seres vivos.
Veja que ainda me encontro em dificuldades nesse campo... Talvez falte aceitação...


Citar
Trazendo o principio do OLE, a alma (espirito encarnado) esta onde coloca o seu pensamento.
Logo, quando milhões de pessoas se colocam na frente da televisão, ou lendo um jornal ou revista, estão coletivamente pensando na mesma questão.

Aqui, devo dizer que é muito importante a sua colocação e vejo assim também. Não posso falar por ninguém, mas procuro, quando assisto ou leio notícias nada auspiciosas, ver com olhos de ver e ouvir com ouvidos de ouvir. Às vzs me retiro dos lugares onde as pessoas estão  comentando(ou fomentando) coisas que não vão ser úteis, sendo vista até como esquisita ou " a que não aguenta o rojão".

Gostei da maneira como fiz esses comentários... :D Estou aprendendo com o Coronel, que é bem didático. ;)
Vamos em frente com os estudo, amiga Mirina. Agradeço a oportunidade de comentar o comentado.  :D
Abraços a todos!
pati

Em Deus



Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mirina em 06 de Fevereiro de 2011, 19:23
Olá Pati,

muito oportuno seus comentarios.   Também entendo as tragédias e os flagelos pessoais ou coletivos como oportunidades de progresso e os aceito.  Mas percebo que a partir deles as pessoas passam a enxergar a propria historia de forma mais positiva e a isso também vejo como uma maneira de progredir o pensamento, já que este é que dá o ritmo à evolução do espirito.

No tocante ao mal, vejo a questão sob o ponto de vista da evolução.  Isto é, o mal não é necessario, porem inevitavel, já que os individuos erram ao decidir fazer guerras, morar em locais de risco, prejudicar o proximo ou mesmo atentar contra a vida.  Mas a causa são as decisões tomadas por cada um, não o mal que resulta destas decisões.

Agora, sua postura diante de um comentario depreciativo é corretissima.  Se conseguirmos nos libertar do julgamento, e entender com tranquilidade que tudo que ocorre de mal é sinal de aprendizado e progresso, seremos mais serenos e equilibrados com as atitudes com nossos irmãos, o que evita muita confusão!
Mas as vezes, porque ainda somos imperfeitos e ai me incluo totalmente, fica dificil não julgar, não comentar e não depreciar.  E assim vamos vivendo, observando e aprendendo com nossos proprios erros e acertos e dos nossos irmãos tambem!

Abs e muita luz,
Mirina
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: MarcoALSilva em 06 de Fevereiro de 2011, 20:13

Olá Mizica, apesar de eu ter-me demorado um pouco, parabenizo-a pelo estudo!

Fiquei em dúvida se deveria ou não introduzir alguns aspectos. Se você achar impertinentes, por favor sinta-se à vontade para vetar.


O homem foi o ser que Deus escolheu para conhecê-Lo... É o que se extrai dos ensinamentos de Kardec e do espiritualismo em geral, variando a forma como é mencionada essa verdade. Em algum lugar, alguém disse "sois deuses"... Mais alguém houve por bem chamar "mônada" a semente celestial que o Criador depositou na onda de vida e evolução que hoje se põe a cogitar de si mesmo.

Somos seres destinados à ascensão irresistível em que Chronos (Saturno - Tempo - que devora blocos de pedra, matéria) nos conduz...

Não seria possível o progresso do Espírito sem a Lei da Destruição. Estrelas explodem no silêncio absoluto do Cosmos e devolvem ao todo universal tudo com que, até então, mantinham-se em seu ciclo de existência. Sua luz, todavia, continua navegando até o infinito, embelezando a noite de planetas cujos habitantes sequer imaginam já nem mais existir o astro que lhe doou tal ornamento.

Não existe morte... Portanto, "destruição" não passa de uma palavra assustadora para transição.

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 06 de Fevereiro de 2011, 23:01
Boa noite à todos!
Olá MarcoAL.Silva!

Marco, não tem problema sua, digamos assim, tardia intervenção, o mais importante é que vc está aqui entre nós contribuindo gentilmente para o progresso do estudo de fevereiro.
Muito obrigada!
Em resposta a alguns posts anterior ao seu, comento:
Observando os posts, que passam bem rapidamente, verifico algumas pessoas preocupadas com a questão da mídia em frenética corrida rumo aos altos índices de audiência, valendo-se para isso da exibição da miséria alheia sem o minimo de cuidado...é o temível sensacionalismo. Tudo bem. Isso existe, mas o estudo pretende trazer à baila a Lei de Destruição, objetivando torná-la mais compreensível facilitando assim, seu entendimento. Em outros posts, percebemos que, o tema foi levado para o lado da prevenção dessas catástrofes naturais, tipo que em alguns pontos do globo desencarnações em massa foram evitadas através de avançadas tecnologias que facilitam procedimentos de alertar as pessoas e dessa forma elas podem ser retiradas dos locais de risco a tempo, então nada disso é destruição, ou tem a ver com destruição.
Tudo bem, sabemos que é possível... mas, e Deus? Ele nada tem a ver com isso? Em isso tudo acontecendo, quem permitiu? O homem, que conseguiu a prevenção por meio da tecnologia? E como foi que o homem evoluiu a tal ponto para chegar a isso? Sózinho?
Talvez até eu me esteja afastando do tema, mas é preciso lembrar que aqui tratamos da Lei de Destruição, contida no OLE, obra da Codificação Espírita por Allan Kardec.

Abraço fraterno
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 06 de Fevereiro de 2011, 23:07
 :-* Olá!
Visitantes, sejam muito bem vindos ao Estudo Mensal... sintam-se à vontade.

Queridos lineu, Mirina e pati, agradeço a inestimável colaboração.
Hebe, sempre me dando aquela força.

Continuemos então, nosso aprendizado. A colaboração de todos é muito importante para o Fórum.
Agradecemos.
Cordialmente
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mirina em 06 de Fevereiro de 2011, 23:11
Amiga Mizica,

os Espiritos respondem no OLE,

 123- Como ousais pedir a Deus contas de seus atos?  Supondes poder penetrar-lhe os designios? Podeis todavia, dizer o seguinte:  A sabedoria de Deus está na liberdade de escolher que ele deixa a cada um, porquanto, assim cada um tem o mérito de suas obras"

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 07 de Fevereiro de 2011, 05:07
Olá à todos!
Aos visitantes, nosso carinho...sintam-se à vontade.

Continuando... na Codificação temos:

OLE, pergunta 733
"Entre os homens da Terra existirá sempre a necessidade da destruição?"
resp.: "Essa necessidade se enfraquece no homem, à medida que o Espírito sobrepuja a matéria. Assim é que, como podeis observar, o horror à destruição cresce com o desenvolvimento intelectual e moral."


Observando o exposto temos o esclarecimento que acalma: a temida "destruição" não se eternizará... conforme nossa progressão intelectual e moral, a questão da destruição ficará cada vez mais longe da Humanidade. É a tão sonhada renovação, que chegará para nós e para o planeta azul tbm.

Tudo vai indo bem, então continuemos nosso aprendizado com equilibrio e em paz.
Abraço fraterno
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Raquel Naziazeno em 07 de Fevereiro de 2011, 10:44
Amiga Mizica, o tema do estudo é ótimo, vou postar aki uma opinião que talvez não irá agradar a todos, mas como sabemos isso faz parte de tudo o que fazemos.
A lei de destruição se faz necessária desde que o mundo é mundo, pois tudo precisa de uma transformação para adaptação aos novos, porém o homem com sua ganância só está abreviando e piorando os acontecimentos, hoje no mundo tudo gira em torno do dinheiro, e vejo que as pessoas quanto mais o têem mais o querem, estamos vivendo num mundo onde tudo vale para se ter o dinheiro.
Estamos convivendo com a unica espécie que mata a própria espécie, não importa se um unico individuo ou varios de uma só vez, pois dessas tragédias ocorridas se os gevernantes fizessem o que tivesse de ser feito muito poderia se ter evitado, porém se tudo fosse feito como mando figurino, "eles" não teriam tudo o que tem, sendo que muito desse dinheiro tem a cor do sangue derramado de nós cidadãos comuns. Sei que as coisas tem que acontecer, mas tudo poderia estar acontecendo muito diferente se o homem não ficasse apenas parasitando, apenas retirando da terra sem nunca repor, ou quando repõem é de qualquer geito, apenas trabalhando acerca de interesses individuais.
Um grande abraço Raquel
Me desculpem, acabei me desviando do assunto, acho que foi mais um desabafo.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mourarego em 07 de Fevereiro de 2011, 13:10
Maninha Mizica,
alguns amigos, entre os quais o Dr. Iso Jorge, e o Criador do CE CELD  a quem considerava como um irmão, sempre alardeavam que eu tinha o condão de montar bordões jocosos, e frases de efeito, sempre no sentido de mostrar certos erros de postura tidos entre nós do movimento espírita.
Eu não podia negar já que os criava mesmo! dois deles foram "Espiritólicos de plantão", e em seguida o "propagadores do medo".
O primeiro se destinava a mostrar que muitos ainda hoje, não se  divorciando do credo em que estiveram antes de abraçarem a doutrina, o conservam e mais que isso, querem a toda força fazê-los, aparecer dentro da doutrina. Esses os Espiritólicos, que vem da junção do termo Espírita com o termo católico.
Já os "propagadores do medo" são uma derivação dos Espiritólicos que, ainda trazem consigo, dos ensinos católicos aquele medo que as passagens alegóricas da bíblia, mal difundidas por certos padres, fazem com que certos crentes desta religião tenham, de serem queimados no inferno, por exemplo.
Estas falsas crenças, que a doutrina veio por combater, são entraves sérios a muitos, fazendo com que estacionem numa postura, e dela não se afastem. é este o nascedouro dos termos e bordões que criava.
Estes últimos, por exemplo, fazendo uma leitura da questão 733 que você nos lembra em sua postagem, por certo falariam muito mais instaurando um medo pueril, do que a explicariam como você fez.
Lá diz, em resposta à questão de Kardec>: Essa necessidade se enfraquece no homem, à medida que o Espírito sobrepuja a matéria".
E é esta a explicação que deve ser reforçada e não um medo que não tem razão de ser.
Afinal não estamnos progredindo?
Consta saber que para que este progresso seja maior e mais rápido só depende de nós e não de ninguém mais.
Deus não vai mandar seu filhoi fazer milagres para que progridamos sem termos mérito alcançado, e Jesus, que nunca prodigalizou milagre algum, não os faria, porque ele mesmo nos afiançou:
"batei e a por se vos abrirá", Buscai e alcançareis". como vemos as duas  exortações feitas pelo Rabi, nos dão a certeza única que se não agirmos por nós, nada nos será entregue de mão beijada.
abração,
Moura


Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/lei-de-destruicao/30/?action=post;num_replies=45#ixzz1DHIXMn8c
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 07 de Fevereiro de 2011, 17:54
"A. Kardec"

A Regeneração

A terra se modifica pela cultura, pelo arroteamento e os esforços perseverantes dos seus possuidores e interessados. Mas a esse aperfeiçoamento incessante devemos juntar os efeitos dos grandes cataclismos periódicos, que representam o seu regulador supremo, à maneira da enxada e da charrua para o lavrador.

As Humanidades se transformam e progridem pelo estudo perseverante e pela permuta de pensamentos. Ao se instruírem e ao instruírem os outros, as inteligências se enriquecem, mas os cataclismos morais que regenerem o pensamento são necessários para determinar a aceitação de certas verdades.

Assimilam-se sem perturbações e progressivamente as conseqüências de verdade aceitas, mas é necessária uma conjugação imensa de esforços perseverantes para que novos princípios sejam aceitos. Marcha-se lentamente e sem fadiga por um caminho plano, mas são necessárias todas as forcas para subir-se uma senda agreste e superar os obstáculos que surgem. Assim também, para avançar, o homem tem de quebrar as cadeias que o prendem ao pelourinho do passado através do habito, da rotina e dos preconceitos. Do contrario continuara firme e ele rodara num circulo vicioso, sem saída, ate compreender que, para superar a resistência que lhe fecha a rota do futuro, não basta quebrar as velhas armas estragadas, mas é indispensável fazer outras.

A verdade eterna, como a lei que a confirma, não dependem da aceitação dos homens para existir. Ela é. E governa o Universo a despeito dos que fecham os olhos para não vê-la. (...)

Na Terra, o passado e o futuro são os dois braços de uma alavanca que tem no presente o seu ponto de apoio. Enquanto a rotina e os preconceitos dominam, o passado esta no apogeu. Quando a luz se faz, a alavanca se move e o passado que já escurecia desaparece, para dar lugar ao futuro que alvorece.


Adeus a todos!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: hcancela em 07 de Fevereiro de 2011, 20:01
Olá amigos(as)

1018 Em que sentido é preciso entender estas palavras do Cristo:
“Meu reino não é deste mundo?”
– O Cristo, ao responder assim, falava num sentido figurado. Ele queria
dizer que apenas reina nos corações puros e desinteressados. Ele está
por todos os lugares onde domina o amor ao bem, mas os homens ávidos
das coisas deste mundo e ligados aos bens da Terra não estão com ele.
1019 O reino do bem poderá um dia realizar-se na Terra?
– O bem reinará na Terra quando, entre os Espíritos que vêm habitála,
os bons predominarem sobre os maus; então eles farão reinar na Terra
o amor e a justiça, que são a fonte do bem e da felicidade. Pelo progresso
moral e praticando as leis de Deus é que o homem atrairá para a Terra os
bons Espíritos e afastará os maus; mas os maus só a deixarão quando o
homem tiver expulsado de si o orgulho e o egoísmo.
A transformação da humanidade foi anunciada e é chegado o tempo
em que todos os homens amantes do progresso se apresentam e se
apressam, porque essa transformação se fará pela encarnação dos Espíritos
melhores, que formarão sobre a Terra uma nova ordem. Então, os
Espíritos maus, que a morte vai retirando a cada dia, e aqueles que tentam
deter a marcha das coisas serão excluídos da Terra porque estariam deslocados
entre os homens de bem dos quais perturbariam a felicidade.
Eles irão para mundos novos, menos avançados, desempenhar missões
punitivas para seu próprio adiantamento e de seus irmãos ainda mais
atrasados. Nessa exclusão de Espíritos da Terra transformada não percebeis
a sublime figura do paraíso perdido? E a chegada à Terra do homem
em semelhantes condições, trazendo em si o gérmen de suas paixões e
os traços de sua inferioridade primitiva, a figura não menos sublime do
pecado original? O pecado original, sob esse ponto de vista, se refere à
natureza ainda imperfeita do homem, que é, assim, responsável por si
mesmo e por suas próprias faltas e não pelas faltas de seus pais. Todos
vós, homens de fé e boa vontade, trabalhai com zelo e coragem na grande
obra da regeneração, porque recolhereis cem vezes mais o grão que tiverdes
semeado. Infelizes aqueles que fecham os olhos à luz. Preparam para
si longos séculos de trevas e decepções; infelizes os que colocam todas
as suas alegrias nos bens deste mundo, porque sofrerão mais privações
do que os prazeres de que desfrutaram; infelizes, principalmente, os egoístas,
porque não encontrarão ninguém para ajudá-los a carregar o fardo de
suas misérias.
São Luís


Saudações fraternas
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 08 de Fevereiro de 2011, 09:14
Bom dia,

Trago aqui um item do mesmo capítulo do tópico para ser debatido.

OLE - Alan Kardec

III – Guerras

       742. Qual a causa que leva o homem à guerra?

       — Predominância da natureza animal sobre a espiritual e a satisfação  das paixões. No estado de barbárie, os povos só conhecem o direito do mais forte, e é por isso que a guerra, para eles, é um. estado normal. A medida que o homem progride, ela se torna menos freqüente, porque ele evita as suas causas e, quando ela se faz necessária, ele sabe adicionar-lhe humanidade.

       743. A guerra desaparecerá um dia da face da Terra?

       — Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus. Então todos os povos serão irmãos.

       744. Qual o objetivo da Providência ao tornar a guerra necessária?

       — A liberdade e o progresso.

       744 – a) Se a guerra deve ter como efeito conduzir à liberdade, como se explica que ela tenha geralmente por fim e por resultado a escravização?

       — Escravização momentânea para sovar os povos, a fim de fazê-los  andar mais depressa.

       745. Que pensar daquele que suscita a guerra em seu proveito?

       — Esse é o verdadeiro culpado e necessitará de muitas existências para expiar todos os assassínios de que foi causa, porque responderá por cada homem cuja morte tenha causado para satisfazer a sua ambição.


Grifo meu.

Um abço Hebe
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 08 de Fevereiro de 2011, 10:26
"A. Kardec"

Escolha das provas

266 Não parece natural escolher as provas menos dolorosas?

– Para vós, sim; para o Espírito, não. Quando se está liberto da matéria, a ilusão cessa e a forma de pensar é outra.

☼ O homem na Terra, sob a influência das idéias terrenas, vê nas suas provas apenas o lado doloroso. Por isso lhe pareceria natural escolher as que, em seu ponto de vista, pudessem se conciliar com os prazeres materiais. Porém, na vida espiritual, compara esses prazeres ilusórios e grosseiros com a felicidade inalterável que percebe, e, então, nenhuma importância dá aos sofrimentos passageiros da Terra. O Espírito pode, em vista disso, escolher a prova mais rude e, conseqüentemente, a mais angustiosa existência, na esperança de atingir mais depressa um estado melhor, (...)

A doutrina da liberdade na escolha de nossas existências e das provas que devemos suportar deixa de causar espanto ou surpresa, se considerarmos que os Espíritos livres da matéria apreciam as coisas de maneira diferente da nossa. Percebem que há um objetivo, bem mais sério do que os prazeres ilusórios do mundo e, após cada existência, vêem o passo que deram e compreendem o que ainda lhes falta de pureza para atingi-lo. Eis por que se submetem voluntariamente a todas as alternâncias e às dificuldades da vida corporal, pedindo, eles mesmos, aquelas que lhes permitam alcançar mais prontamente o objetivo a que almejam. (...)



Por um lado, e em primeiro lugar, ainda bem que não há o "vós", o "vós" é a ilusão do Espírito que pensa que há homens e mulheres, mas só há o Espírito.

Por outro lado, é preciso compreender que o "estar liberto da matéria" não significa depois de morto. Porque é aqui e agora que o Espírito tem que aprender a morrer a todo o momento para o mundo. Morrer para o "vós" é morrer para todos os vícios e paixões dessa ilusão do "vós". Um Espírito assim, é valente e livre, porque a todo o momento aprende a morrer para o mundo, enfrentando todas as dificuldades e tentações, matando todas as paixões torna-se livre.

Adeus a todos.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 08 de Fevereiro de 2011, 11:23
Sim Dim Dim,
Libertando-se das paixões e dos vícios o homem estará livre e em paz.
Assim não haverá mais guerra e conflitos.

Um abço
Hebe
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 08 de Fevereiro de 2011, 11:46
Sim Dim Dim,
Libertando-se das paixões e dos vícios o homem estará livre e em paz.
Assim não haverá mais guerra e conflitos.

Um abço
Hebe

Não, o homem não existe. Cuidado com a percepção social do homem, porque é o tal "vós" que é a ilusão que prende o Espírito.

Sei que a amiguinha me compreende... mas os homens que choram, que têm raiva, que se entristecem e sofrem não são reais. A realidade que existe e que pertence ao Espírito, agora e aqui, é um organismo de percepção com capacidades espectaculares. Por isso mesmo não há hipótese de confundi-los.

Adeus, amiga Hebe!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: sensitive em 08 de Fevereiro de 2011, 19:07
Ola!

Reparei na tabela de votação, que 25% dos participantes acham que a lei de destruição é justa.
Pessoalmente acho necessária mas não justo, dado ao facto os maiores desastres  acontecerem em países subdesenvolvidos, os que mais problemas tem de sobrevivência.

Allan Kardec afirma, em Geneses que;
"Porem uma mudança tão radical como a que se elabora, nao pode realizar-se sem comoção; há a luta inevitável entre as ideias.
De tal conflito nascerão forçosamente perturbação temporárias, ate que o terreno haja sido desobtruido e o equilíbrio, restabelecido"

Entao, se é assim, qual o motivo de haver mais desgraças nos países pobres?

Abraço
Sensitive
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 08 de Fevereiro de 2011, 20:22
Boa Tarde Sensitive,

Vamos nos reportar ao Haiti, um dos países mais pobres do mundo, e sua história.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Haiti
Se você reparar é eterno mar de guerras e revoluções.
As favelas da minha cidade , por exemplo, guerra de tráfico de drogas, desigualdade social, barracos construidos em encostas sem fundação alguma, desmatamento enorme e etc.
Moram pessoas boas nestes locais? Lógico que sim e muitas, mas estão sujeitas as calamidades sem dúvida.
São  gêneros de provas escolhidas para evolução espiritual , conforme fala a questão 258 OLE.

Esses desencarnes coletivos nos toca profundamente pela quantidade de mortos em massa segundo o Espiritismo esses flagelos são para que o progresso deste grupo seja mais rápido. O que morre é o corpo físico, o espírito é eterno.

Um abço Hebe


Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mirina em 09 de Fevereiro de 2011, 01:15
Olá amigos,

interessante novos angulos desta discussão.
Os generos das provas é que são determinantes no progresso e evolução da alma, e cito alma como espirito encarnado, o que é mais apropriado, já que quem aprende com os desafios da encarnação é o Espirito e não a matéria.
Sendo assim, distanciarmo-nos das paixões, evitando o contato daninho destas necessariamente nos livra do mal que possamos causar.   Não seria mais correto vivenciar apaixonadamente cada uma das experiencias propostas, porem com a essencia do bem firmemente na alma, para que não sucumbissemos e falhassemos?

Acho correto o que a Hebe expos, acaso almas boas e de grau evoluido (notem que não afirmei puros) não habitariam favelas, paises subdesenvolvidos e não estariam sujeitos a tragedias.  Acaso a tragedia de New Orleans não ceifou pessoas brancas ou negras, ricas ou pobres?
A Australia não sofreu com enchentes à mesma época do Rio de Janeiro, porem a inteligencia e evolução daquele pais permtiu que seus habitantes minimizassem os prejuizos e perdas humanas?

Precisamos avaliar com cautela o movimento de regeneração e progresso a que estamos sujeitos para não tirarmos conclusões equivocadas.

 Amigo dim dim, acho que o segredo do progresso não esta em saber morrer, e sim em saber viver intensamente no bem.

Abs,
Mirina
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: ram-wer em 09 de Fevereiro de 2011, 02:17

 Amigo dim dim, acho que o segredo do progresso não esta em saber morrer, e sim em saber viver intensamente no bem.

Abs, Mirina

Querida Mirina (há quanto tempo, hein?),

Nosso amigo Dim-Dim não se referia a algum tipo de desencarnação.  "Saber morrer" seria o morrer constantemente, ou seja a vida intensa lembrada por você.

É assim que as crianças bem pequenas vivem: sempre no presente, morrendo para o que passou.  Esse é o segredo da felicidade infantil, que vai diminuindo com a idade, à medida que a gente se identifica com a lembrança.

No presente existe o acidente, a dificuldade.  No ontem, a "tragédia". 

No presente há vida intensa; na lembrança, despreza-se o viver.

Hoje estão a alegria e a paz.  Ontem, a saudade, a melancolia e a inquietação.

"Venham a mim as criancinhas, porque delas é o Reino do Céu".   Sim, viver intensamente, na facilidade e na dificuldade, é viver nos Céus.

Já foi pesquisado (universidade americana, pra variar? rsrsrs) que grupos de ex-estudantes ou ex-combatentes, quando se reencontram na velhice, concordam que seus momentos mais expressivos, marcantes, foram justamente os em que enfrentaram juntos os maiores perigos e dificuldades. 

Não é que a dificuldade nos faça mais felizes. É que nesses momentos o Espírito vem à superfície e toma as rédeas, dominando a personalidade (que vive no passado).  Então a vida é intensa, cheia de atenção e amor.

Ok, minha boa vida é um prazer, mas seria melhor e mais intensa se eu a vivesse integralmente. 

Beijão, Ram





Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: nelio em 09 de Fevereiro de 2011, 03:50
Olá, em nenhum momento defendo uma ou outra religião.
Afim de acrescentar aprendizado compartilho minha fé, sendo que apreendo mais do que posso ensinar. Acredito que todas religiões são boas, são varias formas que Deus tem de se comunicar.

Previsão do Pai Joaquim: Papa Bento XVI, o último papa; divisão na Igreja (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVdUY2JkVDFPSW9NJmFtcDtmZWF0dXJlPXBsYXllcl9lbWJlZGRlZCM=)


Paz.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 09 de Fevereiro de 2011, 09:23

 Amigo dim dim, acho que o segredo do progresso não esta em saber morrer, e sim em saber viver intensamente no bem.

Abs, Mirina

Querida Mirina (há quanto tempo, hein?),

Nosso amigo Dim-Dim não se referia a algum tipo de desencarnação.  "Saber morrer" seria o morrer constantemente, ou seja a vida intensa lembrada por você.

É assim que as crianças bem pequenas vivem: sempre no presente, morrendo para o que passou.  Esse é o segredo da felicidade infantil, que vai diminuindo com a idade, à medida que a gente se identifica com a lembrança.

No presente existe o acidente, a dificuldade.  No ontem, a "tragédia". 

No presente há vida intensa; na lembrança, despreza-se o viver.

Hoje estão a alegria e a paz.  Ontem, a saudade, a melancolia e a inquietação.

"Venham a mim as criancinhas, porque delas é o Reino do Céu".   Sim, viver intensamente, na facilidade e na dificuldade, é viver nos Céus.

Já foi pesquisado (universidade americana, pra variar? rsrsrs) que grupos de ex-estudantes ou ex-combatentes, quando se reencontram na velhice, concordam que seus momentos mais expressivos, marcantes, foram justamente os em que enfrentaram juntos os maiores perigos e dificuldades. 

Não é que a dificuldade nos faça mais felizes. É que nesses momentos o Espírito vem à superfície e toma as rédeas, dominando a personalidade (que vive no passado).  Então a vida é intensa, cheia de atenção e amor.

Ok, minha boa vida é um prazer, mas seria melhor e mais intensa se eu a vivesse integralmente. 

Beijão, Ram






É isso sim, Ram-wer
Morrer e reviver a cada momento com total atenção.

Um abço Hebe
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Bessa em 09 de Fevereiro de 2011, 11:52

Olá Mizica,
Excelemte tema,que Deus ilumine a todos!

"Ninguém foge aos princípios de causa e efeito, mas ninguém está privado da liberdade de renovar o próprio caminho, renovando a si mesmo." André Luiz
Acreditar na lei do retorno, faz com que você esteja sintonizado com as suas atitudes para respeitar a si e ao próximo.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Cristina VAlle Souza em 09 de Fevereiro de 2011, 11:56
SE ha provas para possamos evoluir neste mundo, mas muitos desistem delas( ex: divorcios, filhos abandonados etc...) ficamos sempre  reencarnando para refazer. Entendo qeu se eu estou em um casamento que ha dificuldades é porque ja temos dividas com o nosso companheiro. MAs se ele desiste? Mesmo que eu queira viver no perdão, no dialogo, no apoio, mas ele nao. Termos , os dois que adiar a prova, mesmo que a decisão da deserção foi só de um?
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Diogoseverino em 09 de Fevereiro de 2011, 12:52
A Destruição é uma palavra tão cruel e horrível que logo mete temor e medo, mas se analizarmos bem a questão poderemos ver que a Destruição não traz consigo só morte mas acima de tudo vida e renascimento e a lei do progresso é posta em prática e em marcha.
Analisemos bem um exemplo, ocorre um forte sismo numa cidade muito pobre. As casas são arrasadas e destruídas. Perdem-se vidas humanas e perdem-se valores materiais. Várias pessoas começam por ajudar essa cidade com ajudas monetárias e em termos de alimento. O povo que sobreviveu constrói uma cidade nova e a cidade deixa de estar na pobreza. Nascem mais crianças formam-se novas famílias e essa cidade superou a destruição e tornou-se uma cidade rica e limpa. Ora a destruição foi necessária porque deu origem a um novo ciclo de vida a esse sítio. Portanto a destruição foi necessária. Todas as crises, mortes, alterações climáticas, catástrofes naturais são realmente importantes para começarmos uma nova caminhada e iniciarmos algo de novo no plano material. Lá está o ditado ''Depois da tempestade vem a bonança'', temos sempre algo a aprender com tudo isto e com a destruição.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 09 de Fevereiro de 2011, 13:12
Olá! Bom dia à todos! Damos boas-vindas aos 222 visitantes! Fiquem à vontade para conhecer o trabalho do Fórum.

Querida Cristina VAlle... que bom contar com sua presença no Estudo Mensal do Fórum. Se voce preferir, pode fazer seu registro e participar mais ativamente dos debates.
Todos os meses o Fórum coloca um tema baseado nas obras da Codificação Espírita para debates. No mês passado tivemos o abordagem sobre Traumas e Superação, muito interessante e que voce pode acessar, caso seja de seu interessante. Agora em fevereiro estamos falando sobre a Lei de Destruição, capítulo VI do Livro dos Espíritos que esclarece, lógicamente à luz do Espiritismo, as causas dos desastres naturais como terremotos, enchentes, furacões, etc.., o porquê das desencarnações em massa, guerras, assassínio, pena de morte.
Visite-nos sempre que quiser. Sua colaboração é muito importante para nós.

Abraço fraterno.
Mizica

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 09 de Fevereiro de 2011, 13:22
Oi Diogo! Bom dia!

Muito interessante sua colocação... se estudarmos as Obras da Codificação Espírita sentiremos alargar nossos horizontes... é uma questão de como "deitar" nosso olhar para a Lei de Destruição..., desse modo, nada devemos temer, não é mesmo?. Agradeço sua colaboração.

 Seguindo o estudo, reporto-me à intervenção da querida Hebe em um post anterior, convocando-os a prosseguir nos debates do tema:

Bom dia,

Trago aqui um item do mesmo capítulo do tópico para ser debatido.

OLE - Alan Kardec

III – Guerras

       742. Qual a causa que leva o homem à guerra?

       — Predominância da natureza animal sobre a espiritual e a satisfação  das paixões. No estado de barbárie, os povos só conhecem o direito do mais forte, e é por isso que a guerra, para eles, é um. estado normal. A medida que o homem progride, ela se torna menos freqüente, porque ele evita as suas causas e, quando ela se faz necessária, ele sabe adicionar-lhe humanidade.

       743. A guerra desaparecerá um dia da face da Terra?

       — Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus. Então todos os povos serão irmãos.

       744. Qual o objetivo da Providência ao tornar a guerra necessária?

       — A liberdade e o progresso.

       744 – a) Se a guerra deve ter como efeito conduzir à liberdade, como se explica que ela tenha geralmente por fim e por resultado a escravização?

       — Escravização momentânea para sovar os povos, a fim de fazê-los  andar mais depressa.

       745. Que pensar daquele que suscita a guerra em seu proveito?

       — Esse é o verdadeiro culpado e necessitará de muitas existências para expiar todos os assassínios de que foi causa, porque responderá por cada homem cuja morte tenha causado para satisfazer a sua ambição.


Grifo meu.

Um abço Hebe


Um terno abraço fraterno
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: beg em 09 de Fevereiro de 2011, 13:30
Olá, irmãos!
Perdõem-me pela falta de tato ou pela exposição incorreta dos meus pensamentos.
Busquem a compreensão que estão dentro de vós próprios para que possam entender os tempos atuais. O que esperam vós de uma sala de aula onde o aprendizado se dá pela prática dos ensinamentos adquiridos. Vivemos atualmente em uma sala de aula e as nossas faculdades estão sendo exercitadas.
Ah... mas caem aviões, acontecem maremotos, furacões, assassinatos em massa... rsss.... somos eternos! Rsss....
Qual a vossa preocupação neste sentido?
Já ouviram falar em que estamos com a consciência fixa em um sonho?
Que não somos o Ser Real?
Que DEUS, a tudo controla?
Que tudo é regido por leis imutáveis e estremamente precisa em suas apresentações? Rsss... então qual é o espanto?
Todas as civilizações antigas tiveram o o início, meio e fim; ascenderam (algumas) até os píncaros da mais  elevada espiritualidade e, desgovernados, desceram aos mais baixos abismos da animalidade... rsss... isto é história, irmãos, isto são fatos... isto é cíclico.
Tudo isto está acontecendo e deve ser desta forma mesma; mais um ciclo se finda... somos eternos!
Sintam a perenidade em vós e abandonem a falta de compreensão sobre as coisas que estão acontecendo neste "tempo decadente", estamos enveredando para novos caminhos, novas experiências.
Querem viver o sonho do Espírito e desejam conhecer a verdade?
Então vivam e sintam a vida em sua plenitude.
AMEM-SE UNS aos outros e sigam os ensinamentos dos Grandes Mestres que foram enviados para o despertar desta consciência.
Exercitem o AMOR e acreditem na LEI maior que tudo rege; afastem-se das expeculações torpes que a tantos homens dedicados desviaram do verdadeiro caminho da Luz.
Pensem e meditem sobre o AMOR, sintam-no em suas vidas e irradiem-no à todos quanto necessitarem.
Amem os seus entes mais próximos; tenham paciência com eles e procurem viver em harmonia com o TODO.
No plano em que estamos faz-se necessário a destruição para a construção, ambas estão intimamente interligadas e fazem parte do processo de evolução em que estamos no momento.
Aqueles que podem ir além disto já sabem que nada do que estamos sentindo existe realmente... rsss....
Aqueles que estão ainda vivendo a ilusão presente é bom que busquem a compreensão...
"Buscai a verdade e ela vos libertará" JESUS CRISTO.
Esta é a mensagem de todos os Filhos da Luz que a este plano vieram!
    Paz à todos os irmãos.
              Tenham sempre bons pensamentos!
                           Zharo.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: hmarcos em 09 de Fevereiro de 2011, 13:42
Irmãs, irmãos queridos. abraços.
Á alguns, é de conhecimento o motivo das catástrofes.  A causa primaria conhecemos. O deslize, os acidentes, considerados naturais pelo homem, são causados, pela imprudência e, necessariamente, após os atores se ajuntarem no local exato, onde o tempo não conta para sua aproximação é a necessidade de juntos perderem, unidos, deixar a esta vida, porque, a ligação entre os que partem, alguns felizes e, para os que aqui ficam, com o sofrimento de quem desconhece a Lei da Causa e Efeito é, penso eu, necessária. Aquela folha, ali na arvore, vai cair! – Deus sabe. Deus permite. Deus está no comando. Provavelmente, se não fosse imprudente o ator, na cena, ali estaria ele como assistente no teatro Divino e, por vontade sua.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: seranjo em 09 de Fevereiro de 2011, 14:51
Como ainda estou na fase de engatinhamento na doutrina fico sempre confortada quando temas tão importantes como este são abordados, pois são essas aparentes injustiças , destruições  naturais  provocadasou não pelos homens que deixam muitos de nós  descrentes da bondade do nosos Pai.
A doutrina sem dúvida vem com esta magnifica interpretação dos desígnios de Deus. Eis  aí o  consolador prometido que vem  esclarecer que não há uma inocência castigada , mas um resgate ( ou castigo ) proporcional aquilo que cada um construiu ao longo das existências. Para mim muito mais lógico e condizente com os atributos divinos do que as explicações que recebi durante minha infancia e juventude sobre a Ira de DEUS. Dogmas e doutrinas que  me faziam  afastar daquele SER que só sabia reprimir e castigar. Concordo ainda com algo que acho extraordinariamente verdadeiro, nem tudo é a vontade de Deus mas apenas sua permissão. Nós espiritos imperfeitos não sabemos ainda usar dignamente o beneficio do Livre arbíitrio. Sempre tive grandes dúvidas em relação por exemplo, a justiça divina para com os nossos irmãos africanos que padecem tanto com a fome , a miseria  a exploração das nações mais ricas, e a corrupção de seus governantes.Embora ainda me pareça excessivo,  posso acreditar hoje que aqueles espiritos estejam resgatando débitos do passado. E assim essa destruição que vemos em todo o mundo sob o ponto de vista da necessidade de restauração são necessárias e ha muito previstas , cabe-nos serenidade para enfrentá-las e aproveitar para a nossa propria restauração.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Carla Valente em 09 de Fevereiro de 2011, 16:26
Que pena que não consegui ver o video...
Está bloqueado.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 09 de Fevereiro de 2011, 17:10

 Amigo dim dim, acho que o segredo do progresso não esta em saber morrer, e sim em saber viver intensamente no bem.

Abs, Mirina

Querida Mirina (há quanto tempo, hein?),

Nosso amigo Dim-Dim não se referia a algum tipo de desencarnação.  "Saber morrer" seria o morrer constantemente, ou seja a vida intensa lembrada por você.

É assim que as crianças bem pequenas vivem: sempre no presente, morrendo para o que passou.  Esse é o segredo da felicidade infantil, que vai diminuindo com a idade, à medida que a gente se identifica com a lembrança.

No presente existe o acidente, a dificuldade.  No ontem, a "tragédia". 

No presente há vida intensa; na lembrança, despreza-se o viver.

Hoje estão a alegria e a paz.  Ontem, a saudade, a melancolia e a inquietação.

"Venham a mim as criancinhas, porque delas é o Reino do Céu".   Sim, viver intensamente, na facilidade e na dificuldade, é viver nos Céus.
(...)
Beijão, Ram
É isso sim, Ram-wer
Morrer e reviver a cada momento com total atenção.

Um abço Hebe

O sensualismo, as vaidades, ou as paixões e vícios são o que nos afasta, porque nos tira a atenção, da percepção de Deus.

Adquirir a consciência espiritual é não nos deixarmos dominar por nenhum sentimento. É sermos donos e senhores da mente.

Tudo se quer apoderar da nossa consciência, seja o que for que nos passe pela cabeça é para nos dominar. Sexo, comida, prazer, alegria, tristeza, fome, dores, sofrimentos, doenças ou qualquer coisa. Toda a natureza é implacável nesse aspecto, seja uma bela flor com os seus aromas, cores e sabores para se tornarem irresistíveis... seja a sedução, a nossa perdição.

Nós, Espíritos, somos simplesmente um aglomerado de sentimentos... E nós, Espíritos, para nos desmaterializarmos, no dizer da doutrina, temos que ser nós com a nossa vontade a manipularmos esse aglomerado de sentimentos que somos, e nunca por nunca sermos manipulados!!

A entrega é a 'morte' da alma, da consciência.

Felicidades a todos!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: filomenatwit em 09 de Fevereiro de 2011, 18:13
"728. A destruição é uma lei natural?

– É preciso que tudo se destrua para renascer e se regenerar. O que chamais destruição é apenas transformação que tem por objetivo a renovação e o melhoramento dos seres vivos."


Esta questão mostra-nos  a destruição não como uma fatalidade  mas, antes sim, o seu necessário concurso para a transformação e evolução.  Posto isto, vem pôr fim a ideias anteriormente aceites e possibilta uma reflexão sobre causas e efeitos.

Felicito o Fórum pela escolha do tema deste estudo.

Abraços a todos!

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: sensitive em 09 de Fevereiro de 2011, 19:01
Ola Hebe!

Na dúvida que coloquei anterior, se é justo pessoas boas morrerem juntamente nas catastrofes infligidas pela lei da destruição
Citar
, a sua resposta foi de que" são géneros de provas escolhidas para evolução espiritua
l, então cheguei a conclusão que é o caminho mais fácil de percorrer.
Com outras palavras, custa muito mais ter uma vida longa, lutar com dignidade, sofrer injustiças, passar por provas dolorosas do que sacrificar a sua vida juntamente com os que tem passar pela desgraça.
Não sei se me faço entender, onde está o mérito  para alcançar a mesma meta de reconhecimento e evolução espiritual?
Tem que haver uma diferença, não acha?

Abraço.
Sensitive
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: DeniseOP em 09 de Fevereiro de 2011, 19:08
1 - DESTRUIÇÃO OU RENOVAÇÃO?

"É lei da Natureza a destruicão?" "Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamais destruição não passa de uma tranformaçâo, que tem por fim a renovaçâo e melhoria dos seres vivos. " Questão n° 728 (Da Lei de Destruição).

O axioma "Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma", de Lavoisier, ajuda-nos a compreender a Lei de Destruição, que não significa, como sugere o sentido literal, um aniquilamento. Ela impõe uma renovação, atendendo aos objetivos do Criador; um incessante transformismo em favor do aperfeiçoamento dos seres vivos; um vir-a-ser, em diligente e dirigido esforço evolutivo, onde nascimento e morte são apenas duas faces de uma mesma moeda - a Vida.

O dia morre quando chega a noite que, por sua vez, apenas antecipa novo alvorecer; a primavera sucede o inverno, que voltará em novo ciclo; o próprio mundo em que vivemos teve sua origem há perto de cinco bilhões de anos e desaparecerá passados mais alguns bilhões. Enquanto isso, incontáveis planetas estão surgindo no Cosmos para cumprir idêntica trajetória ...

O mesmo ocorre com os seres vivos, vegetais e animais, que nascem, crescem, reproduzem-se e morrem, mas são eternos em essência espiritual que se aprimora incessantemente, a caminho da racionalidade que os promoverá a Espíritos, com uma nova meta pela frente: a angelitude.

E na medida em que o Espírito reencarna e desencarna, sucessivamente, em que o corpo físico de que se utiliza é decomposto pela morte, e ele se habilita a usar um novo, no renascimento, em futuro próximo ou remoto (poderá estagiar alguns anos ou muitos séculos na Espiritualidade), irá desenvolvendo suas potencialidades.

Para os Espíritos que compõem a Humanidade, esse dualismo, marcado por múltiplos mergulhos na carne, se faz imperioso, porquanto representa, sobretudo, um agitar de consciência, em renovadas oportunidades de despertamento para as realidades do Universo.

Há indivíduos tão apegados à existência física, às necessidades da carne, aos vícios e ambições da Terra, que acabam por situar-se no que poderíamos deflnir como impasse evolutivo. Em linguagem popular, "um atolamento na lama". Não fora a experiência da morte, projetando-os em regiões espirituais tenebrosas, compatíveis com seus desvios, para amargas reflexões, e permaneceriam indefinidamente estacionados em comprometedores enganos.

Por outro lado, há Espíritos desencarnados infelizes e atormentados, perseguidos pelos fantasmas dos crimes e desmandos cometidos na Terra para os quais a reencarnação é a oportunidade abençoada do recomeço.

Poucos têm conhecimento desse processo. Daí muitos temerem a morte, sem entenderem que ela não existe. O que supomos o fim é apenas o limiar da existência em outro plano, o virar da moeda para a outra face. Como a lagarta que se transforma em borboleta, o Espírito deixa o casulo de carne para alçar vôo rumo à amplidão.

Constrangemo-nos com a morte do familiar, como se o tivéssemos perdido, chama que se apagou, vida que se extinguiu, sem perceber que ele apenas partiu para uma dimensão diferente, onde o reencontraremos um dia quando, por nossa vez, efetuarmos a grande transição.

Qual o lavrador que muda para novo sítio, transferimos residência para o Plano Espiritual, onde seremos ricos ou pobres, felizes ou infelizes, de conformidade com os frutos cultivados, preparando-nos para novas semeaduras na lavoura da carne, as quais se sucederão, ininterruptamente, em idas e vindas, até atingirmos plena maturação espiritual, habilitando-nos a viver em planos mais altos.

As imposiçôes da Lei de Destruição tendem a amenizar-se na proporção em que o Espírito evolui, integrando-se nos propósitos do Criador, o que lhe proporcionará a possibilidade de permanecer mais tempo na Espiritualidade.

E um dia, não sabemos quando, dentro de alguns milhões de anos talvez, ou em tempo menos longo, dependendo de nosso empenho, seremos anjos. Então não precisaremos mais renascer e remorrer para aprendermos a viver como filhos de Deus.

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: aprendiz2011 em 09 de Fevereiro de 2011, 19:24
Sou iniciante no fórum, porem a algum tempo me interesso e estudo a doutrina dos espíritos. Quanto ao tema sobre as grandes catástrofes, penso que um ser evoluído compreende e aceita aquilo que Deus nos manda. Quando assistimos ás pessoas perdendo seus pertences, suas vidas, imediatamente somos levados a nos colocar no lugar das vítimas. Aí parece que o sofrimento é maior, pois, apesar de sabermos que somos falíveis, mortais, acreditamos que o ser humano com essa materia que aí está, viverá para sempre, nunca se modificará. Pelos comentários que li, há uma necessidade de renovação para que haja evolução espiritual. Cada um tem sua história espiritual, seu passado espiritual, então se ele tiver que ser vítima de uma tragédia nessa encarnação, isso já estará previsto assim que ele encarnar. Portanto, penso que a nossa atitude diante da dor e do desespero deverá ser de aceitação, deveremos acreditar que esses são os desígnios de Deus.  :-*
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 09 de Fevereiro de 2011, 19:32
Ola Hebe!

Na dúvida que coloquei anterior, se é justo pessoas boas morrerem juntamente nas catastrofes infligidas pela lei da destruição
Citar
, a sua resposta foi de que" são géneros de provas escolhidas para evolução espiritua
l, então cheguei a conclusão que é o caminho mais fácil de percorrer.
Com outras palavras, custa muito mais ter uma vida longa, lutar com dignidade, sofrer injustiças, passar por provas dolorosas do que sacrificar a sua vida juntamente com os que tem passar pela desgraça.
Não sei se me faço entender, onde está o mérito  para alcançar a mesma meta de reconhecimento e evolução espiritual?
Tem que haver uma diferença, não acha?

Abraço.
Sensitive

Sensitive, o mérito está na entrega total a Deus. Reconhecimento é raro, porque esse estado de espírito de entrega total é discreto. Nem poderia ser de outra forma, nesse mundo de silêncio e atenção.

Adeus a todos!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 09 de Fevereiro de 2011, 19:43
Oi, Sensitive,
A minha resposta está de acordo com a DE.

Veja,
   
Informações sobre o colunista | Artigos anteriores

Catástrofes e Desencarnes em Massa

 a destruição é uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos”, a teor do contido no quesito 737 de O livro dos espíritos.

Os naturais decorrem do esgotamento dos órgãos (questões 68 e 154, do livro citado) e representam o encerramento “programado” das existências corporais, segundo a lei de causa e efeito e o planejamento encarnatório do ser.
Os provocados resultam da ação humana no espectro da criminalidade e da agressividade (assassínio, atentados, guerras). Os violentos encampam a ocorrência de catástrofes naturais (enchentes, terremotos, maremotos, ciclones, erupções, desmoronamentos, entre outros).
Em muitas das situações, o nexo causal entre a catástrofe e a ação humana acha-se presente. Movido por interesses mesquinhos e sem a adequada compreensão do conjunto (leia-se a contemporânea preocupação com os ecossistemas, a preservação do meio ambiente), os homens alteram a composição geológica, com escavações, desmatamentos, aterros e outros mais, e sua imprevidência acaba gerando as ocorrências das mencionadas catástrofes “naturais” (questão 741 de O livro dos espíritos).

Também podemos mencionar aqui a situação daqueles que, migrando de suas cidades para os grandes centros, habitam os morros, nas periferias das metrópoles, e, sem a mínima infra-estrutura, ficam à mercê das primeiras enxurradas, que levam seus barracos, que fazem desmoronar enormes pedras, vitimando, não-raro, diversas pessoas. Há, aí, um misto entre o evento natural e a ação humana, como causa direta do evento fatal.

Nos casos em que subsistem várias vítimas, seja em pequena, média ou grave dimensão, “[...] as faltas coletivamente cometidas são expiadas solidariamente” (Obras Póstumas, item Questões e Problemas), o que nos remete à análise de que as almas ali reunidas em desencarnes no mesmo momento temporal, possuem vínculos, muitas vezes, datados de épocas anteriores, e a circunstância de seu retorno à vida espiritual estava prevista pelo Ministério Divino, em nível de resgate (veja-se, a propósito, a questão 258 de O livro dos espíritos).
Trago aqui mais as questões:

738 – b) Mas as vítimas desses flagelos, apesar disso, não são vítimas?

      — Se considerássemos a vida no que ela é, e quanto é insignificante em relação ao infinito, menos importância lhe daríamos. Essas vítimas terão noutra existência uma larga compensação para os seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem lamentar.

Comentário de Kardec: Quer a morte se verifique por um flagelo ou por uma causa ordinária, não se pode escapar a ela quando soa a hora da partida: a única diferença é que no primeiro caso parte um grande número ao mesmo tempo.

      Se pudéssemos elevar-nos pelo pensamento de maneira a abranger toda a Humanidade numa visão única, esses flagelos tão terríveis não nos pareceriam mais do que tempestades passageiras no destino do mundo.

      739. Esses flagelos destruidores têm utilidade do ponto de vista físico, malgrado os males que ocasionam?

     — Sim, eles modificam algumas vezes o estado de uma região; mas o  bem que deles resulta só é geralmente sentido pelas gerações futuras.

     740. Os flagelos não seriam igualmente provas morais para o homem, pondo-o às voltas com necessidades mais duras?

     — Os flagelos são provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar a inteligência, de mostrar a sua paciência e a sua resignação ante a vontade de Deus, ao mesmo tempo que lhe permitem desenvolver os sentimentos de abnegação, de desinteresse próprio e de amor ao próximo, se ele não for dominado pelo egoísmo.

     741. E dado ao homem conjurar os flagelos que o afligem?

     — Sim, em parte, mas não como geralmente se pensa. Muitos flagelos são as conseqüências de sua própria imprevidência. Á medida que ele adquire conhecimentos e experiências, pode conjurá-los, quer dizer, preveni-los, se souber pesquisar-lhes as causas. Mas entre os males que afligem a Humanidade, há os que são de natureza geral e pertencem aos desígnios da Providência. Desses, cada indivíduo recebe, em menor ou maior proporção, a parte que lhe cabe, não lhe sendo possível opor nada mais que a resignação à vontade de Deus. Mas ainda esses males são geralmente agravados pela indolência do homem."

"Comentário de Kardec: Entre os flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados em primeira linha a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais à produção da terra. Mas o homem não achou na Ciência, nos trabalhos de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas, os meios de neutralizar ou pelo menos de atenuar tantos desastres? Algumas regiões antigamente devastadas por terríveis flagelos não estão hoje resguardadas? Que não fará o homem, portanto, pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar todos os recursos da sua inteligência e quando, ao cuidado da sua preservação pessoal, souber aliar o sentimento de uma verdadeira caridade para com os semelhantes? (Ver item 707.)"

(1) " Esta resposta coloca de maneira bem clara o problema dos “saltos” da Natureza, de que tratamos em nota anterior. “O salto qualitativo” a que se refere a dialética marxista, e que para alguns contradiz a ordem evolutiva da doutrina espírita, é exatamente essa espécie de “transtornos” que apressam o desenvolvimento. Como se vê, o Espiritismo reconhece a existência e a necessidade desses “transtornos”, mas integrados no processo geral da evolução, não os admitindo como quebra desse processo. (N. do T.)"

Grifo meu
Um abço Hebe
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: pati em 09 de Fevereiro de 2011, 22:45
Bons dia a todos!

Atenta e lendo as postagens de todos.
Interessante colocação da sensitive, sobre a justiça na lei de destruição. Refletindo e lembrando que respondi na pesquisa, primeiramente, que existia apenas a justiça. Ao dar continuidade às perguntas do capítulo em estudo, voltei à pesquisa, colocando mais uma resposta: a necessidade. Seja rico, pobre, grande, pequeno, entendi que todos nós, ao escolhermos as provas, estaremos no lugar apropriado e o que nos acontece, estará de acordo com nossas escolhas; passamos pelo necessário ao progresso e evolução, sempre na justiça divina, conforme uso  do livre arb´trio. Como dizem os Espíritos Superiores: "destruir para regenerar". E Deus se serve de nós para atingir seus objetivos; somos instrumentos nessa transformação.
Abraços a todos!

pati

Estejamos em Deus
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 09 de Fevereiro de 2011, 23:13
Bons dia a todos!

Atenta e lendo as postagens de todos.
Interessante colocação da sensitive, sobre a justiça na lei de destruição. Refletindo e lembrando que respondi na pesquisa, primeiramente, que existia apenas a justiça. Ao dar continuidade às perguntas do capítulo em estudo, voltei à pesquisa, colocando mais uma resposta: a necessidade. Seja rico, pobre, grande, pequeno, entendi que todos nós, ao escolhermos as provas, estaremos no lugar apropriado e o que nos acontece, estará de acordo com nossas escolhas; passamos pelo necessário ao progresso e evolução, sempre na justiça divina, conforme uso  do livre arb´trio. Como dizem os Espíritos Superiores: "destruir para regenerar". E Deus se serve de nós para atingir seus objetivos; somos instrumentos nessa transformação.
Abraços a todos!

pati

Estejamos em Deus
Boa Noite Pati,
Cada um passa pelo que tem que passar,
Nada que não tenha o consentimento de Deus pelo o que eu entendi.
Nosso gênero de provas foi escolhido antes de encarnarmos, aceitá-las sem a revolta e compreendê-las é o que nos faz cumpri-las, segundo a DE.
Dificil entender com a nossa visão turva como passamos  por tanta coisa que muitas vezes não assimilamos, pois nossa percepção está limitada.
Como diz na DE não entendemos as provas escolhidas como o Espírito entende.
A guerra por exemplo. Como compreender que crianças inocentes e pessoas que consideramos boas passem por ela, por escolhas de seus governantes?
A DE explica que Deus permite a guerra para que o povo evolua mais rápido.
De novo a mesma resposta do desencarne em massa.
Podemos tentar entender este ponto, que pra mim é dificil, confesso.
Segundo a DE a destruição pode parecer terrível, mas é benefica para gerações futuras.

Um abço Hebe
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Brumas de Avalon em 09 de Fevereiro de 2011, 23:17
Entao, se é assim, qual o motivo de haver mais desgraças nos países pobres?

Abraço
Sensitive

Olá Sensitive...

Antes quero dizer que este é um belo tema. Entre meus intervalos fui lendo postagem por postagem, e absorvendo muitas informações de todos vocês.

Gostaria de tentar ajudar nessa resposta para você com o pouco que li sobre os efeitos de desastres naturais em países desenvolvidos e subdesenvolvidos.

O risco de desastres naturais afeta todos os países, mas os mais pobres são especialmente vulneráveis, devido às desigualdades internas, às economias frágeis e ao baixo desenvolvimento social.

Existem alguns estudos que dizem que cerca de dois bilhões de pessoas  vivem com menos de US$ 2 ao dia e estão intrinsecamente vulneráveis aos desastres naturais, porque têm menos recursos para enfrentá-los. Sem contar que a pobreza diminui as chances de recuperação depois de desastre e potencializa a falta de infra-estrutura para proteção às mudanças climáticas, como vemos no Haiti.

Outro exemplo que podemos abordar são as chuvas neste início de 2011. Chuvas que caíram com a mesma intensidade no Rio de Janeiro e na Austrália. O número de desencarnados no Rio foi muito maior que o número de desencarnados na Austrália. A ação da natureza foi a mesma, mas o efeito foi outro.

Por isso os países pobres sofrem mais com as ações destruidoras da natureza. A questão talves seja outra: Porque estes espíritos estão encarnados nestas condições? Só econcontramos a resposta na Reencarnação.

Muito bom o conteúdo do tópico. Continuarei acompanhando sempre que possível.

Um abraço Fraterno



Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Brumas de Avalon em 09 de Fevereiro de 2011, 23:42
Oi, Sensitive,
A minha resposta está de acordo com a DE.

Veja,
   
Informações sobre o colunista | Artigos anteriores

Catástrofes e Desencarnes em Massa

(...)

"Comentário de Kardec: Entre os flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados em primeira linha a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais à produção da terra. Mas o homem não achou na Ciência, nos trabalhos de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas, os meios de neutralizar ou pelo menos de atenuar tantos desastres? Algumas regiões antigamente devastadas por terríveis flagelos não estão hoje resguardadas?  Que não fará o homem, portanto, pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar todos os recursos da sua inteligência e quando, ao cuidado da sua preservação pessoal, souber aliar o sentimento de uma verdadeira caridade para com os semelhantes? (Ver item 707.)"

(...)

Um abço Hebe

Para completar a minha resposta dada acima, não teria palavras melhores que a do Codificador, muito bem colocadas pela Hebe.

Um abraço fraterno
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 10 de Fevereiro de 2011, 00:08
Olá!
Boa noite à todos e aos queridos visitantes sejam bem-vindos!

Dando continuidade aos estudos, prosseguimos com O Livro dos Espíritos (OLE), capítulo VI, Da lei de Destruição:

III – Guerras

       742. Qual a causa que leva o homem à guerra?

       Resp.: Predominância da natureza animal sobre a espiritual e a satisfação  das paixões. No estado de barbárie, os povos só conhecem o direito do mais forte, e é por isso que a guerra, para eles, é um. estado normal. A medida que o homem progride, ela se torna menos freqüente, porque ele evita as suas causas e, quando ela se faz necessária, ele sabe adicionar-lhe humanidade.

       743. A guerra desaparecerá um dia da face da Terra?

       Resp.: Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus. Então todos os povos serão irmãos.

       744. Qual o objetivo da Providência ao tornar a guerra necessária?

       Resp.: A liberdade e o progresso.

       744 – a) Se a guerra deve ter como efeito conduzir à liberdade, como se explica que ela tenha geralmente por fim e por resultado a escravização?

       Resp.: Escravização momentânea para sovar os povos, a fim de fazê-los  andar mais depressa.

       745. Que pensar daquele que suscita a guerra em seu proveito?

      Resp.: Grande culpado é esse e muitas existências lhe serão necessárias para expiar todos os assassínios de que haja sido causa, porquanto responderá por todos os homens cuja morte tenha causado para satisfazer à sua ambição

Abraços
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Brumas de Avalon em 10 de Fevereiro de 2011, 01:26

       744. Qual o objetivo da Providência ao tornar a guerra necessária?

       Resp.: A liberdade e o progresso


       745. Que pensar daquele que suscita a guerra em seu proveito?

      Resp.: Grande culpado é esse e muitas existências lhe serão necessárias para expiar todos os assassínios de que haja sido causa, porquanto responderá por todos os homens cuja morte tenha causado para satisfazer à sua ambição


“É necessário que sucedam escândalos no mundo, mas, ai daquele por quem vem o escândalo"...

Sempre quando leio a pergunta 745 de OLE, não consigo evitar que meu pensamento se volte para a situação de Hitler. Que Deus ilumine os seus caminhos.

Um abraço Fraterno
 
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Antonio Renato em 10 de Fevereiro de 2011, 02:10
Caros irmães e irmãos,se me permitem a minha compreensão e as minhas dúvidas nas minhas propostas.O homem na forma de buscar o progresso se coloca na maioria das vezes no sentido contrário de sua evolução,porque a medida que ele vai construindo para edificar o progresso ele vai destruindo a natureza e aos que vivem nela,deixando marcas profundas e inrreversivel,
onde ele deveria viver em harmonia.Nesta sua ânsia de buscar no progresso melhor qualidade de vida ele faz constatemente uso indevido do poder e do direito de livre-arbítrio que lhe foi concedido por Deus,para tomar essas decisões de destruir.Será então necessário que ele tenha que destruir para poder evoluir?será possivel questionar,não á Deus,mas porque foi dado esse poder e esse direito ao homem de processar as diversas formas de destruição,já que ela em sí tem um sentido amplo?.
Na pergunta 728 do capitulo VI do Livro dos Espíritos,desculpe-me repeti-la,foi respondidado:é preciso que tudo se destrua para renascer e se regenerar.Porque o que chamais de destruição não passa de uma transformação.Então todos os acontecimentos de destruição que vem ocorrendo está dentro desta lógica,sendo o homem apenas a ferramenta neste processo?e se houver um cataclismo provocado pelo homem,haja visto que ele própio construiu armas e mecanismo com esta capacidade.Nesta mudança brusca estará se cumprindo essa nescessidade de transformação?.
fiquem na paz e que Deus na sua infinita grandeza nos abençoe sempre.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: vladi em 10 de Fevereiro de 2011, 03:37
Olá Mizica
Sou novo no Fórum.
Achei bastante interessante o vídeo sobre o tema.
O tema não poderia ter vindo em época mais oportuna (dado os últimos acontecimentos de catástrofes no globo).
O despertar dos sentimentos nobres nos seres humanos, na grande maioria das vezes, não virá se não pela dor/sofrimento. As Leis Divinas são tão perfeitas que naturalmente, a exemplo da Lei de Destruição, empurram os homens, de forma compulsória, a olharem mais uns pelos outros, a terem mais compaixão, a serem menos egoístas, de olhar com mais bondade o próximo, de prestar o auxílio, enfim lhe dá mostras do caminho do bem.
Sejamos um pouco mais sensíveis. Estejamos um pouco mais atento. Se hoje não fazemos parte do grupo flagelado, não é por que somos melhores ou piores, é simplesmente pelo fato de que o nosso regresso a pátria espiritual não é para agora. Nos resta colaborar, nem que seja de forma singela, a tornar este planeta mais bonito.
Um abraço
Vladimir
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 10 de Fevereiro de 2011, 04:45
Olá! Sejam todos bem- vindos ao estudo!

Vladi, Antonio... obrigada pela colaboração.
Brumas de Avalon comigo tbm acontece o mesmo quando leio a pergunta 745 do OLE, minha mente vai como um raio em direção a Hitler. De uma forma ou de outra vejo que Hitler foi o instrumento que a Providência Divina fez uso para validar a liberdade e o progresso. Não que eu queira dizer que Hitler estava certo, não, nada disso, o pobre infeliz era megalomaníaco, e acredito tbm ser ele portador de sérios distúrbios emocionais. Se fizermos uma rápida analogia observamos que Deus, no caso de desastres naturais se utiliza dos elementos da Natureza: terra, ar, fogo... e no caso das guerras, tbm necessárias à evoluçaõ humana, Ele se utiliza de um ser humano... na verdade de vários seres humanos pois, a história da humanidade é pontilhada por guerras e conflitos de toda a espécie que ceifam incontáveis vidas.

Abraço fraterno
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 10 de Fevereiro de 2011, 09:52
Oi Mizica,

Gostaria de fazer algumas considerações sobre a Guerra.
O mesmo homem é considerado grande herói por sua pátria e grande inimigo e traidor da humanidade pela pátria adversária. Quem está com a razão? Ninguém.
Essa é a verdade relativa humana que temos que analisar muito bem.

Volto a essa questão
OLE
743. A guerra desaparecerá um dia da face da Terra?
       Resp.: Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus. Então todos os povos serão irmãos.

Na verdade a guerra existe pela sede de poder, fanatismo religioso etc, que segregam os povos. Através do flagelo da Guerra Deus mostra ao homem a necessidade de não haver
mais a separação e sim a união , mas se isso não for compreendido como um aprendizado,os homens continuarão a se odiarem provocando mais dor e sofrimento.

Posso até arriscar um palpite, veja o Haiti por exemplo, história de miséria, guerras e revoluções eternas, de repente a Natureza se manifesta e provoca através da catástrofe natural o olhar do mundo para aquele povo tão sofrido e amargurado.
Acontece mortes em massa, que comovem a humanidade, mas na verdade eles já estavam vivendo em sofrimento extremo há muito tempo, a morte do corpo físico os libertou de uma existencia de misérias.
Continuando nesta mesma linha de raciocínio, temos que lembrar que as crianças que morrem hoje em catástrofes naturais ou guerras, na verdade são espíritos de milhares de anos cumprindo suas provas escolhidas. 

Um abço
Hebe





Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/lei-de-destruicao/75/?action=post;num_replies=83#ixzz1DXylheG3

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Victor Passos em 10 de Fevereiro de 2011, 10:03
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos

Insegurança e Medo


O homem é as suas memórias, o somatório das experiências que se lhe armazenam no inconsciente, estabelecendo as linhas do seu comportamento moral, social, educacional.

Essas memórias constituem-lhe o que convém e o que não é lícito realizar.

Concorrem para a libertação ou a submissão aos códigos estabelecidos, que propõem o correto e o errado, o moral, o legal, o conveniente e o prejudicial.

Face a tais impositivos desencadeiam-se, no seu comportamento, as fobias, as ansiedades, as satisfações, o bem ou o mal-estar.

Neste momento social, o medo assume avantajadas proporções, perturbando a liberdade pessoal e comunitária do indivíduo terrestre.

Procurando liberar-se desse terrível algoz, as suas vítimas intentam descobrir-lhe as causas, as raízes que alimentam a sua proliferação. Todavia, estas são facilmente detectáveis. Estão constituídas pela insegurança gerada pela violência; pelo desequilíbrio social vigente; pela fragilidade da vida física - saúde em deterioramento, equilíbrio em dissolução, afetividade sob ameaça; receio de serem desvelados ao público os engodos e erros praticados às escondidas; e, por fim, a presença invisível da morte...

Mais importante do que pensar e repensar as causas do medo é a atitude saudável, ante uma conduta existencial tranqüila, pelo fruir cada momento em plenitude, sem memória do passado - evitando o padrão atemorizante - nem preocupação com o futuro.

A existência humana deve transcorrer dentro de um esquema atemporal, sem passado, sem futuro, num interminável presente.

* * * *

Não transfiras para depois a execução de tarefas ou decisões nenhumas.

Toma a atitude natural do momento e age conforme as circunstâncias, as possibilidades.

Cada instante, vive-o, totalmente sem aguardar o que virá ou lamentar o que se foi.

Descobrirás que assim agindo, sem constrições, nem pressas ou postergações, te sentirás interiormente livre, pois que somente em liberdade o medo desaparece.

Não aguardes, nem busques a liberdade. Realiza-a na consciência plena que age de forma responsável e tranqüiliza os sentimentos.

* * * *

O medo desfigura e entorpece a realidade. Agiganta e avoluma insignificâncias, produzindo fantasmas onde apenas suspeitas se apresentam.

É responsável pela ansiedade - medo de perder isto ou aquilo - sem dar-se conta que somente se perde o que se não tem, portanto, o que não faz falta.

A ação consciente, prolongando-se pelo fio das horas, anula o medo, por não facultar a medida do comportamento nas memórias pessoais ou sociais.

Simão Pedro, por medo dos poderosos do seu tempo, negou o Amigo que o amava e a Quem amava.

Judas, por medo que Ele não levasse a cabo os compromissos assumidos, vendeu o Benfeitor.

Os beneficiários das mãos misericordiosas de Jesus, por medo se omitiram, quando Ele foi levado ao sublime holocausto.

Pilatos, por medo, indeciso e pusilânime, lavou as mãos quanto à vida do Justo.

...E Anás, Caifás, a turbamulta, com medo do Homem Livre, resolveram crucificá-lo, através do hediondo e covarde conciliábulo da própria miséria moral, que os caracterizava.

Ele porém, não teve medo. Pensa e busca-o, libertando-te do medo e seguindo-o, em consciência tranqüila, mediante cujo comportamento te sentirás pleno, em harmonia.

Livro: Momentos de Felicidade
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 10 de Fevereiro de 2011, 10:57
Estava a ler o tópico "Ser ou Estar Espírita?", e lembrei-me de falar sobre isso aqui no estudo.

Porquê? Por um único motivo: É que, enquanto quisermos ser ou estar qualquer coisa sem ser a nossa essência nunca vão acabar as ilusões, as guerras e destruições. Seja ser espírita, católico, protestante, filósofo, médico ou outra coisa qualquer da esfera ilusória dos homens.

Nunca obteremos a consciência espiritual enquanto quisermos essas coisas que pertencem à consciência material, condicionada, ilusória, finita. Nunca venceremos as provas dessa maneira, apenas se perpetua a ilusão.

"A. Kardec"

84 Os Espíritos constituem um mundo à parte, fora daquele que vemos?

– Sim, o mundo dos Espíritos ou das inteligências incorpóreas.

91 A matéria oferece algum obstáculo aos Espíritos?

– Não, eles penetram em tudo: o ar, a terra, as águas e até mesmo o fogo lhes são igualmente acessíveis.

Isto é a nossa essência. E não me precisam falar dos homens, porque os homens são a ilusão do Espírito que ele precisa se libertar, vencendo as provas de ser ou estar qualquer coisa. Só depois se sentirá como um verdadeiro Espírito como está aí em cima.

Depois nunca mais vê homens, ou mulheres, católicos, ou espíritas, nada. Os homens desaparecem para dar lugar a organismos de percepção, do Espírito. Aliás, como tudo na natureza.

Deus é imaterial, Espírito, e todas as Suas emanações são espirituais, imateriais. A matéria é a ilusão que, apesar de já ter sido desmontada pela química à décadas, continua a aprisionar a percepção.

Adeus a todos.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Victor Passos em 10 de Fevereiro de 2011, 11:13
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos


O perispírito, sendo modelo organizador biológico (MOB) que delimita o espírito, está adaptado às exigências mentais que este determina. É este corpo espiritual que acompanha o espírito através das eras, mantendo-lhe a individualidade, jamais separando-se deste. Descoberto nos meios académicos, por uma dupla de biólogos da universidade de Kirov, em Alma-Ata, na União Soviética, este corpo de plasma ou bioplásmico, conforme é designado nos meios científicos, constituído por matéria eterizada que vibra em outro estado dimensional (bastante mais acelerado relativamente à matéria tangível), de natureza semimaterial, é condensação do fluido cósmico universal, tem a mesma origem que o corpo carnal, embora as transformações moleculares sejam diferentes nos dois corpos. Tanto o corpo espiritual quanto o carnal são ambos matéria, mas em graus de densificação diferentes.

É importante realçar, que os mundos espirituais também são constituídos de matéria. Nestes, tanto nos círculos inferiores como nos planos mais subtis do Espaço, a matéria é igualmente mais ou menos rarefeita, a natureza das construções existentes é alicerçada tendo em conta a evolução das entidades que neles habitam, onde plasmam seus pensamentos, moldando e transformando os fluidos nas múltiplas criações desejáveis e possíveis. Os espíritos extraem os materiais, operando através dos fluidos existentes, por actuação do pensamento e da vontade, os quais são para estes o que a mão é para o homem. Através do pensamento, imprimem aos fluidos esta ou aquela direcção, os combinam, dispersam, aglomeram e organizam com eles conjuntos que apresentam aparências, formas ou colocações determinadas. O pensamento tem o poder de modificar as propriedades dos fluidos, comunicando-lhe determinada qualidade, de acordo com a natureza dos espíritos.

Nas zonas inferiores da Espiritualidade, as elaborações das sociedades obedecem à evolução das mentes, que plasmam características de denso teor vibratório, formando sua própria psicosfera e nutrindo-se da atmosfera ambiental que criam para si mesmos.

Nas esferas superiores, a beleza das formas decorre do nível evolutivo das entidades venerandas que as habitam, que pela nobreza de seus sentimentos aliada à envergadura do conhecimento que possuem, exteriorizam o seu sentir e pensar, espelhando amor e sabedoria.

É forçoso reconhecer que o que vemos fora de nós é o espelho daquilo que habita no coração e na mente humana, pois o exterior nada mais é que o reflexo das paisagens interiores da alma.

Para que a humanidade evolua, é imperioso entender a reforma íntima que o homem carece de realizar, mudando-se a si mesmo na forma de agir e pensar. Mude-se a direcção que imprimimos ao pensamento, para idealizações nobres e construtivas, e o mundo modificar-se-á tanto mais rapidamente quanto maior o esforço e a determinação empregadas, para domar os monstros do egoísmo e do orgulho.

Quem pensa, age, elabora criações mentais que se reflectem no perispírito, e este, por sua vez, possuindo propriedades irradiantes e expansivas, cria ao seu redor uma espécie de atmosfera fluídica, que de certo modo nos caracteriza, pois somos o que pensamos e de alguma maneira exteriorizamos o que sentimos.

Na grande maioria de todos nós, com devido respeito àqueles que se superaram a si mesmos, de acordo com a natureza dos pensamentos que emitimos, ideoplastizamos (ideoplastia - do grego "ideo" = ideia, "plastos" = forma + "ia" = estudo, análise) imagens fluídicas medonhas que expressam a nossa invigilância, face à enfermidade moral que ainda nos caracteriza. Surge evidentemente a necessidade de educar para higienizar o campo mental, aprendendo a pensar o que é nobre e útil, belo e gratificante.

Nesta medida, encontramo-nos imersos num oceano de vibrações, numa escala quase infinita, no qual o universo mergulhado, desde este grão de areia que baila no Cosmos aos quadrantes mais distantes do espaço interestelar, co-habitamos em Deus, sentindo-lhe o hálito divino derramado no jardim azulino do infinito, no longo trajecto de suor e trabalho, de amor e lágrimas que empreendemos até ele.

A ciência académica, ao estudar o princípio material, vai lentamente avançando para estudos mais aprofundados em realidades diferentes, onde os instrumentos de análise são cada vez mais aperfeiçoados, adentrando em esferas psíquicas mais acentuadas na busca incessante da origem do homem, da vida, do mundo e do universo, penetrando em dimensões infinitas do espaço sideral, desbravando caminhos inimagináveis ao encontro da intimidade da matéria.

Muito embora no campo científico da actualidade, as grandes explosões do saber tenham dado origem a ciências tão importantes como a física nuclear, a engenharia genética ou a exploração espacial, na era de conquistas científicas e tecnológicas, onde equipas de cientistas compostas de físicos nucleares, astrofísicos e biólogos, espalhados em todas as latitudes, nas exaustivas pesquisas laboratoriais, possuidores de sofisticados aparelhos electrónicos, aceleradores de partículas, potentíssimos microscópios e deslumbrantes radiotelescópios que descodificam milhões de mensagens provenientes do Espaço distante, não atingiram ainda o êxito desejado, nas respostas plausíveis aos grandes porquês da vida.

Revolvendo o livro histórico da Humanidade, onde muitas páginas se encontram escritas, mas onde outras eternizam-se pela brancura que ainda apresentam, em todos os departamentos da vida humana, descendo aos abismos das ideias que vingaram no percurso dos séculos, ao apreciável contributo no deslindar de novos conhecimentos, desde o despontar de novas filosofias, religiões e ciências, aos homens que deixaram traços de sangue na história dos tempos, desde as grandes conquistas imemoriais, à descoberta de leis e princípios gerais na regulação das sociedades humanas, das formosas expressões artísticas trazendo em embrião códigos de mensagens felizes, às geniais estrelas cadentes que salpicam a Terra, deixando inscritos, em adocicada mensagem, rastos de luz, vamos encontrar na página do século XIX da nossa era, precisamente nas linhas anuais de 1857, endossada ao homem pela espiritualidade superior, uma notável doutrina, recheada de um contributo apreciável de informações, para enriquecer e facilitar à mente humana, o entendimento dos intrincáveis problemas que envolvem a nossa Humanidade.

O conhecimento universal sintetizado em seus admiráveis princípios, na definição das leis gerais que regem o Universo, traçando ao homem a rota preciosa que o conduz à felicidade, alçando voo nas asas do conhecimento e do amor, descobrindo nas lutas redentoras a direcção da angelitude.

O espiritismo, é, pois, doutrina educativa que visa a melhoria do homem, fornecendo-lhe a chave para a sua própria identificação e finalidade, buscando esclarecer e orientar, libertar e conduzir a criatura humana. Nessa ideia, o Consolador prometido, ensina-nos a realizar essa viagem cósmica ao interior de nós próprios, levando o archote do conhecimento na iluminação dos nossos sentimentos, para que, a partir daí, aprendamos a espargir o perfume do amor, galgando os patamares das esferas siderais e como co-criadores com o Pai de misericórdia, darmos as mãos aos que vêm na retaguarda e estendermos as nossas ao incomparável amigo Jesus, orientando-nos os passos ainda vacilantes no caminho da perfeição.

Muita paz

Victor Passos
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Brumas de Avalon em 10 de Fevereiro de 2011, 11:39
Olá! Sejam todos bem- vindos ao estudo!

Vladi, Antonio... obrigada pela colaboração.
Brumas de Avalon comigo tbm acontece o mesmo quando leio a pergunta 745 do OLE, minha mente vai como um raio em direção a Hitler. De uma forma ou de outra vejo que Hitler foi o instrumento que a Providência Divina fez uso para validar a liberdade e o progresso. Não que eu queira dizer que Hitler estava certo, não, nada disso, o pobre infeliz era megalomaníaco, e acredito tbm ser ele portador de sérios distúrbios emocionais. Se fizermos uma rápida analogia observamos que Deus, no caso de desastres naturais se utiliza dos elementos da Natureza: terra, ar, fogo... e no caso das guerras, tbm necessárias à evoluçaõ humana, Ele se utiliza de um ser humano... na verdade de vários seres humanos pois, a história da humanidade é pontilhada por guerras e conflitos de toda a espécie que ceifam incontáveis vidas.

Abraço fraterno
Mizica

É verdade irmã Mizica.

Os horrores da segunda guerra mundial plantaram uma semente espiritual na humanidade terrena, germinando lentamente em cada um de nós seguindo a vontade de nosso Pai. Nos serviu de exemplo da "ainda" predominância da nossa natureza animal sobre a espiritual.

Hoje vejo a humanidade com otimismo. Consigo sentir que estamos progredindo. Ainda vemos guerras e conflitos em alguns pontos isolados, mas então encontramos o consolo na resposta da questão 742: "A medida que o homem progride, ela se torna menos freqüente, porque ele evita as suas causas e, quando ela se faz necessária, ele sabe adicionar-lhe humanidade."

Um Abraço Fraterno


Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Eloisa Santana em 10 de Fevereiro de 2011, 12:46
Bom dia a todos, li apenas algumas postagens todas as opiniões são válidas. Eu escolhi as alternativas ¨justa e necessária".
Justa porque nada acontece aleatoriamente, tudo tem um motivo , seja de nosso conhecimento ou não.
Necessária porque tudo que está caminhando fora do equilíbrio, algo deve acontecer para que tudo se ajuste.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 10 de Fevereiro de 2011, 13:00
Tudo que consideramos matéria serve ao espírito para o cumprimento de suas provas, até o que chamamos de corpo físico. A medida que o espírito vai se desapegando das coisas do mundo material ou de suas verdades relativas, a matéria se torna mais sutil.
Tem-se como verdade relativas, o bem e o mal, feio e belo, ruim e bom, rico e pobre classificados de acordo com a sociedade e vivências ,as quais o espírito foi inserido para o cumprimento de sua prova.
Todo o apego ao prazer nos causa dor e sofrimento, quando nos sentimos  ameaçados ou perdemos o que consideramos bem ou ideal para nossas vidas.
Vencer as vicissitudes da vida implica em olharmos tanto o prazer quanto a dor com igual serenidade. É o que diz as palavras de Jesus no Sermão da Montanha em toda a parte de Bem Aventurança.
Enquanto o ser encarnado olhar o mundo e seus valores transitórios como verdade absoluta, não alcançará a verdade que liberta, que é se desfazer de todo o condicionamento da vida material e olhar o mundo com olhos de Espírito que na realidade é o que somos.
Chega-se então a necessidade da reforma íntima que todos falam que nada mais é praticar o desapego ao mundo como Jesus o fez.
Amou rico e pobre, feio e belo, ladrão e prostitutas, família consanguinea e o povo em geral da mesma forma.

Um abço
Hebe


Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Antonio Renato em 10 de Fevereiro de 2011, 13:08
Bom dia irmães e irmãos,nas diversas formas de destruição tendo á frente o homem como responsável,seria um atenuante para ele uma tomada de consciência dos atos praticados e apartir daquele momento limitar esse poder?.Com certeza ele terá que prestar contas destas distruições!.Em contrapartida tomando como exemplo uma pessoa sem nenhuma cultura que vive as margens da lei e afastada do convívio social,vem praticando crimes de diversas natureza e apartir de determinado momento cessa esta prática,estará ele impedindo a marcha da transformação(sendo ele a ferramenta) colocada na resposta á pergunta 728 do capitulo VI do Livro dos Espíritos?
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mourarego em 10 de Fevereiro de 2011, 14:17
A atenção com que se deva estudar OLE, deve ser a nossa primeira preocupação.
Digo isso porque muitos ao encontrarem uma resposta que lhes satisfaça ou que lhes lance alguma dúvida não seguem adiante o tema do capítulo e por isso persistem na dúvida.
A questão 728.A é uma dessas.
Vejamos:
"728-a. O instinto de destruição teria sido dado aos seres vivos com fins providenciais?
As criaturas de Deus são os instrumentos de que Ele se serve para, atingir os seus fins. Para se nutrirem, os seres vivos se destroem entre si, e isso com o duplo objetivo de manter o equilíbrio da reprodução, que poderia tornar-se excessiva, e de utilizar os restos do invólucro exterior. Mas é apenas o invólucro que é destruído, e esse invólucro não é mais do que acessório, não a parte essencial dó ser pensante, pois este é o princípio inteligente, indestrutível, que se elabora através das diferentes metamorfoses por que passa.

Notaram como um estudo sem preconceitos dessa pergunta, terminaria com essa interminável e i9ninteligente discussão sobre o consumo de alimentação animal?
Mas e para os excessos?
729, Se a destruição é necessária para a regeneração dos seres, por que a Natureza os cerca de meios de preservação e conservação?
Para evitar a destruição antes do tempo necessário. Toda destruição antecipada entrava o desenvolvimento do princípio inteligente. Foi por isso que Deus deu a cada ser a necessidade de viver e de se reproduzir.

Temos então, que se não é impossível, contudo nos é praticamente                               impossível que se consiga esse tipo de entrave, ou que já demonstra que o ser humano não tem esse poder.

Vale, citando o  questionamento do maninho, Antonio Renato Barbosa, que o Espírito encarnado, compreenda, que em todo ato, mesmo os mais vís, há um elemento de ensino a todo o restante.
Foi assim que o 11 de setembro de 2001, conseguiu ao invés de insuflar gritos de vingança, congrassar a nação mundial, em volta da união para o progresso, não típicamente material, mas sim progresso moral.
Abraços,
Moura
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 10 de Fevereiro de 2011, 14:31
Bem lembrado Moura,
 :D :D Mas essa discussão sobre alimentação animal eu nem entro mais.

Desta questão que citou destaco:

"728-a. O instinto de destruição teria sido dado aos seres vivos com fins providenciais?
As criaturas de Deus são os instrumentos de que Ele se serve para, atingir os seus fins. Para se nutrirem, os seres vivos se destroem entre si, e isso com o duplo objetivo de manter o equilíbrio da reprodução, que poderia tornar-se excessiva, e de utilizar os restos do invólucro exterior. Mas é apenas o invólucro que é destruído, e esse invólucro não é mais do que acessório, não a parte essencial dó ser pensante, pois este é o princípio inteligente, indestrutível, que se elabora através das diferentes metamorfoses por que passa.

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/lei-de-destruicao/90/?action=post;num_replies=92#ixzz1DZArMvsf

Deus opera através de nós.
Como diz o meu amigo Dim Dim, somos os pés e as mãos de Deus.
Não é isso Dim Dim?

Um abço
Hebe

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Sandra40 em 10 de Fevereiro de 2011, 14:37
gostaria de participar mais dos Forum, porém os assuntos ficam um pouco dificil de entendimentos para mim, pois estou começando a estuda o espiritismo a pouco tempo, alguem pode me mandar mais temas sobre o assunto, pois leio as perguntas e respostas e as vezes me parecem sem sentido. obrigado a todos.




Esse é o primeiro que você deve ler.
http://livrodosespiritos.wordpress.com/
Um abço
Hebe
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Sandra40 em 10 de Fevereiro de 2011, 15:11
Obrigada querida

Já tenho o livro e já li, entrei neste Forum para compartilhar e esclarecer minhas duvidas
Obrigada mais uma vez
Abraço Fraternos :)
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 10 de Fevereiro de 2011, 15:19
Bem lembrado Moura,
 :D :D Mas essa discussão sobre alimentação animal eu nem entro mais.

Desta questão que citou destaco:

"728-a. O instinto de destruição teria sido dado aos seres vivos com fins providenciais?
As criaturas de Deus são os instrumentos de que Ele se serve para, atingir os seus fins. Para se nutrirem, os seres vivos se destroem entre si, e isso com o duplo objetivo de manter o equilíbrio da reprodução, que poderia tornar-se excessiva, e de utilizar os restos do invólucro exterior. Mas é apenas o invólucro que é destruído, e esse invólucro não é mais do que acessório, não a parte essencial dó ser pensante, pois este é o princípio inteligente, indestrutível, que se elabora através das diferentes metamorfoses por que passa.

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/lei-de-destruicao/90/?action=post;num_replies=92#ixzz1DZArMvsf

Deus opera através de nós.
Como diz o meu amigo Dim Dim, somos os pés e as mãos de Deus.
Não é isso Dim Dim?

Um abço
Hebe

É é, minha amiguinha. O mal, que é ilusão, é quando queremos ser mais que os instrumentos de Deus!! É quando queremos ser homens ou mulheres com vontade própria, menosprezando o excelente e fantástico organismo de percepção de Deus, que somos em essência.

Adeus a todos!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: fernandes adalberto em 10 de Fevereiro de 2011, 16:58
729 Se a destruição é necessária para a regeneração dos seres, por que a natureza os cerca com meios de preservação e de conservação?
- para que a destruição não ocorra antes do tempo preciso. Toda destruição antecipada dificulta o desenvolvimento do principio inteligente; é por isso que Deus deu a cada ser a necessidade de viver e de se reproduzir.
Somos seres imparciais em nossas escolhas, vivemos atrás da perfeição, quando a verdade está ao nosso lado se ninguém perceber que tudo requer força de vontade para enxergar que somos nós os seres humanos que destruímos o mundo.
Vivemos nuns flagelos destruidores que nos cerca com mente viciosa, copiadoras dos frutos dos outros, sem ao menos perceber que tudo requer saber entende a verdade, por que tudo é verdadeiro na natureza, quem faz não ser somos nós seres conscientes, que vivemos atrás de coisas fúteis, e esquecemos que existem milhões de seres precisando de ajuda e de amor.
733- a necessidade da destruição existirá sempre entre os homens da terra?
- A necessidade de destruição diminui e se reduz entre os homens á medida que o Espírito se sobrepõe á matéria; é por isso que se constata o horror á destruição crescer com o desenvolvimento intelectual e moral.
Muitos que estão em cima esquecem que a maioria da destruição vem dos próprios seres humanos, que jogam lixo aonde não deve jogar, e autoridade política que somente lembrar-se de praticar quando vê um monte de seres destruídos pela sua falta de preparo espiritual. Somente lembrar-se dos ensinamentos, para debater na televisão aquilo que não fizeram, como também muitos que estão nessa terra, falam discutir, mais não resolvem nada.
Um abraço a todos,
Fernandes Adalberto
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Antonio Renato em 10 de Fevereiro de 2011, 17:49
Minhas irmães e meus irmãos,quando o homem utiliza a distruição do animal para o seu sustento não lhe recai ou fica atento ao sentimento de culpa,não devendo portanto merecer nenhum castigo por ter cometido este ato,é merecedor sim de castigo quando excede neste procedimento que é uma violação a lei de Deus.Tendo como foco a resposta á pergunta 735 do capitulo VI do Livro dos Espiritos.No entanto há de se fazer uma pergunta:Quando o homem  usa de mecanismo diferente da natureza para ter êste animal para o seu sustento;sito os métodos de confinamento de forma cruel para se ter o que é chamado de baby-beef,seriam então merecedores de castigo?
fiquem na paz.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Lima_Gil em 10 de Fevereiro de 2011, 18:23
Boa tarde, irmãos queridos!


                                                               O VERDADEIRO

                                                  (THIONVILLE — MÉDIUM: DR. R...)

Disse um poeta: “Só é belo o verdadeiro; só o verdadeiro é agradável.”

Reconhecei neste verso uma das mais belas inspirações jamais dadas ao homem. O verdadeiro é a linha reta; é a luz, cujo esplendor não precisa ser velado pelos homens justos, cujo espírito é maravilhosamente disposto para compreender seus imensos benefícios. Porque, na nossa sociedade atual, a luz tanto custa ser percebida pela maioria? Porque o ensino da verdade é cercado de tantos obstáculos? É que até agora a humanidade não fez progressos bastante marcados, desde a origem do cristianismo. Desde o Cristo, seus ensinamentos tiveram que ser velados sob a forma de alegorias e de parábolas e os que tentaram propagar a verdade não foram mais escutados que seu divino Mestre; é que a humanidade devia progredir com sábia lentidão, para que a marcha fosse segura; é que ela necessitava de um longo noviciado para tornar-se apta a se conduzir por si-mesma.

Animal-vos! O sol da regeneração, há muito na sua aurora, não tardará a espargir sobre vós sua ofuscante claridade; a verdadeira luz vos aparecerá e sua influência benfeitora estender-se-á a todas as classes sociais. Quantos, então, admirar-se-ão por não terem acolhido mais cedo esta verdade, que data da mais alta antiguidade, e que um sentimento de orgulho lhes fez sempre contorná-la sem a ver!

Ao menos desta vez não tereis que sofrer nenhum desses horríveis cataclismos que parecem outras tantas balisas destinadas a marcar, através dos séculos, a marcha da verdadeira luz. Melhor instruídos, os homens compreenderão que os desmoronamentos que deixa após si uma esteira de fogo e sangue não se enquadrariam hoje nos nossos costumes, abrandados pela prática da caridade. Compreenderão, enfim, o alcance das palavras sublimes, outrora proferidas pelo Cristo: “Paz aos homens de boa vontade!”

Não haverá outra guerra senão a que for feita às paixões más. Todos reunirão suas forças para expelir o espírito do mal, cujo reino desastroso apenas deteve longamente o avanço da civilização. Todos se deterão ao pensamento que a verdadeira luz é a única conquista legítima, a única a que legitimamente devem ambicionar, a única que os poderá conduzir à felicidade.

À obra, pois, vós que tendes a bandeira do progresso! Não temais arvorá-la alta e firme, para que de todos os recantos do globo os homens possam acorrer e pôr-se sob sua égide. Pedi ao nosso Pai celeste a força e a energia que vos são indispensáveis para esta grande obra; e se aqui não puderdes gozar da felicidade de vê-la realizada, que ao menos, ao morrer, leveis a convicção de que vossa existência foi útil a todos, e que a mais doce recompensa vos espera entre nós: a alegria de ter cumprido vossa missão para a maior glória de Deus.

Espírito Familiar
ALLAN KARDEC
(Revista Espírita – Setembro de 1863, Vol 9)
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 10 de Fevereiro de 2011, 20:14
Minhas irmães e meus irmãos,quando o homem utiliza a distruição do animal para o seu sustento não lhe recai ou fica atento ao sentimento de culpa,não devendo portanto merecer nenhum castigo por ter cometido este ato,é merecedor sim de castigo quando excede neste procedimento que é uma violação a lei de Deus.Tendo como foco a resposta á pergunta 735 do capitulo VI do Livro dos Espiritos.No entanto há de se fazer uma pergunta:Quando o homem  usa de mecanismo diferente da natureza para ter êste animal para o seu sustento;sito os métodos de confinamento de forma cruel para se ter o que é chamado de baby-beef,seriam então merecedores de castigo?
fiquem na paz.
A única referência que a DE faz em relação ao consumo da carne animal é o abuso, nenhum outro.
Gostaria de saber o que faríamos com o gado e com o frango se reproduzindo aos borbotões evitando o seu consumo.
Tudo faz parte da cadeia alimentar e do equilibrio.
Existe, por exemplo, o flagelo da fome e da desnutrição, enquanto muitos jogam carne fora, assim sendo, a desigualdade é muito mais preocupante do que o consumo da carne em si.
Os judeus não comem carne de porco, aqui em MG aonde vim morar, praticamente todos os pratos típicos do local levam carne de porco. Portanto isto é cultural, não eleva e nem diminui ninguém espiritualmente.
O que eu acho importante neste tópico é debater os flagelos e destruições causados pelo egoísmo e apegos da humanidade e os que partem de manifestações da própria Natureza.
Bem, eu pelo menos penso assim, não estou impondo absolutamente nada a niguém que pense diferente de mim.
O texto belíssimo que o Lima-Gil apresentou é de 1836, nada até hoje neste sentido aconteceu em termos de evolução espiritual. Ainda temos Guerras, flagelos, miséria, desigualdade social, discriminação religiosa, e picuinhas pessoais que levam as pessoas a desajustes extremos.
O homem evoluiu muito intelectualmente e cientificamente, o que mudou foram os recursos utilizados nas Guerras e na forma de flagelar a própria humanidade.
Basta olhar para África e para os países ricos financeiramente.
Aqui mesmo no Brasil, se convive na mesma cidade, no mesmo bairro com uma minoria abastada e a maioria flagelada, passando fome, entregue a criminalidade para sobreviver.
Se cada um começar a olhar para dentro de si mesmo e procurar se auto-conhecer, acredito que vai melhorar muito a humanidade. O foco nas referências externas transitórias e ilusórias que levam a humanidade para o caos.

Um abço
Hebe


Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: ram-wer em 10 de Fevereiro de 2011, 20:42
Querida Mizica, amiguinhos,

Lendo o Estudo, pude ver mensagens das mais úteis que servirão aos futuros buscadores (estou falando do Google, mesmo, rsrsrs). Muita gente abalada com transformações bruscas em sua vida chegará a este blog e encontrará esclarecimento, contemporização, alívio.

A "contemporização" fica por conta dos que, aliados ao apetite, defendem a destruição de animais como necessária. 

O esclarecimento e o alívio vêm das observações de vários amigos, inclusive as citações da Doutrina Espírita.



Algo que me ocorreu:  a destruição de nossos projetos, sonhos e planos.  Decisões firmes destroem-se diante de nova visão da vida, novos interesses.  Planos vão-se desfazendo porque perderam sua razão de ser. 

Aos 6 anos, tinha um projeto fixo:  quando fosse grande, teria no quintal de minha casa
2 coelhinhos, 2 tartaruguinhas, 2 patinhos.... (quem sabe, 2 peixinhos, se houvesse um lago ou uma poça, rsrsrs.).

Aos 12, aquele sonho de Rei Noé já não existia, pois surgira algo mais interessante e perturbador: o estranho, misterioso mundo das meninas.

Aos 24, as mulheres quase perdiam para os projetos financeiros. Havia também a música, os sintetizadores...  E o gosto pela espiritualidade.

Sonhos desfeitos, projetos esquecidos, planos definitivamente deixados pra trás. 

Esboços destruídos, sem qualquer tragédia.  São as transições naturais, que vêm de dentro e encontram o mundo mudado lá fora.

Beijos, abraços, Ram

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Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 10 de Fevereiro de 2011, 20:50
Boa tarde,
Trago um texto de Emmanuel por  Chico Xavier para completar meu post anterior.

  “Tudo que está fora de ti representa caminho que transitas...
prender-se ao efêmero é viver na ilusão.” (Emmanuel*)
               
As preocupações do homem para com o “TER” é, muitas  vezes, a meta a ser alcançada nestes dias de estímulos ao consumo cuja idéia subliminar induz-nos ao entendimento de que “é melhor aquele que tem mais ou que tem o mais novo modelo”.
 
Temos natural preocupação que com a manutenção de boas condições físicas do corpo e com a aquisição de bens que proporcionem melhor conforto e satisfação, porém nos esquecemos de que os excessos são acúmulos materiais à nossa volta que se transformam, cedo ou tarde, em motivos de aflições quando, por motivos variados, deixamos de ter a posse deles, mas será que passamos pela mesma angústia quando perdemos a paciência?
 
Quando perdemos o estímulo para o desempenho da tarefa de auxílio ou quando perdemos o interesse pelo estudo?
 
Que diríamos nós se passássemos por um terremoto e perdêssemos todo patrimônio material que ajuntamos, mas nos salvássemos ilesos: Oh! Meu Deus perdi tudo? ou, Meu Deus, os maiores valores que me deste ainda tenho comigo?
 
Diariamente Deus nos proporciona várias possibilidades de sobrevivência que nos chegam por vias distintas: por via externa, usufruindo de bens materiais perecíveis que nos chegam de formas diversas para experimentar seu uso e compartilhamento correto ou, em outros momentos, a falta deles para exercitarmos o desapego e a preservação da integridade moral na carência; por via interna, recebemos as sementes das virtudes eternas que precisam ser regadas para que cresçam e se fixem como bens de direito.
 
São elas a paciência, a aceitação, a benevolência, a humildade enfim, um vasto patrimônio que não se perde com tsunamis, não se rouba, quebra ou enferruja, pois que foram adquiridos com o esforço próprio da alma aprimorada que se preocupou em elevar os instintos primitivos ao longo das encarnações vividas.
 
Quem se justifica dizendo que perdeu a paciência, a educação na verdade nunca as teve, disfarça as imperfeições com o verniz da polidez.
 
Os evangelistas Marcos, Lucas e Mateus relatam que, estando Jesus em Cesárea, começou a perceber que eram chegados os tempos e demonstrar intenção de seguir para Jerusalém dizendo que “era necessário que (Ele, Jesus) sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciões, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que depois de três dias ressuscitasse.”
 
A predição dos acontecimentos vindouros era para enfatizar aos homens, naquele momento e por toda a história da humanidade, que os fatos que haviam de ocorrer não eram puramente humanos e ocasionais, mas parte da missão de amor e abnegação do Cristo para com a humanidade terrestre, reforçando o entendimento que antes de nossa vontade, por maior seja o “poder” adquirido com o desenvolvimento das virtudes, vem os desígnios do Criador para com a sua criação.
 
Naquele momento, ainda equivocavam-se os discípulos a respeito da grandiosa presença do Mestre entre nós, em especial Pedro que reagiu com impaciência às previsões do Mestre, pois entendiam que a Ele cabia o reino na terra, o poder e a glória do mundo, o lugar dos romanos, o necessário e também os excessos que acumulam os soberanos, mas Jesus vinha apresentar o reino da vida eterna onde os maiores patrimônios são os bens espirituais, as virtudes conseguidas com o esforço individual no exercício do dia a dia.
 
“Pois que aproveitaria ao homem ganhar o mundo e perder a sua alma?”.
(Marcos, 8:36)
 
 De que adianta o poder do ignorante e o patrimônio do sovina?
 
 Façamos a reflexão sobre quais excessos estamos prontos a nos libertar e o que damos nós pela Vida Eterna.
 
Quais patrimônios deixaram de ser para nós, ilusão?
 

Palavras da Vida Eterna, Espírito Emmanuel psicografia Chico Xavier


Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Brumas de Avalon em 10 de Fevereiro de 2011, 21:49
Boa noite meus queridos irmãos.

Agora depois do trabalho, lendo com mais calma os estudos de hoje, não pude deixar de lembrar da passagem de Jesus: "Não Vim Trazer a Paz, Porém a Divisão".

A questão 744 do LE me parece estar em acordo com esta afirmação do nosso Irmão Maior.

Transcrevo o texto, já conhecido de todos nós, mas que vale sempre relembrá-lo.

"Julgais que eu tenha vindo trazer paz à Terra? Não, eu vos afirmo; ao contrário, vim trazer a divisão" (Lucas, 12:51). Torna-se sumamente difícil um confronto entre essas incisivas palavras pronunciadas por Jesus quando, de modo geral, encontram-se nos Evangelhos apenas palavras de brandura e de tolerância; por isto, é necessário não se ater às palavras em si, mas captar a essência moral que elas encerram, O sentido profundo destas palavras decorre da certeza que o Mestre tinha de que sua doutrina não se implantaria entre os homens sem lutas e dissensões. Numerosos conflitos surgiriam no mundo em seu nome, diferentes religiões cresceriam à sombra do seu Evangelho, desvirtuando seus ensinamentos em favor de interesses particulares.

Em defesa dos dogmas e sistemas religiosos ultrapassados, lutas fratricidas surgiriam na face da Terra, usando-se o nome de Cristo como justificativa; espadas seriam desembainhadas, dividindo famílias, provocando discórdias entre todas as nações. Jesus veio trazer a divisão à Terra, na medida em que alerta os homens para a consciência de seus erros, destruindo as ervas daninhas da intolerância; somente assim a doutrina de amor por Ele revelada poderia se implantar sobre os escombros das antigas concepções religiosas que, em vez de unir, separavam as criaturas.

Dessas palavras incisivas de Jesus extrai-se o ensinamento de que "espada" significa o instrumento renovador que não compactua com os erros humanos, nem contemporiza com as falhas voluntárias daqueles que desejam manter o mundo acorrentado a tradições inócuas, vivendo sob a égide da superstição, do medo e do fanatismo. É importante notar que o Cristianismo surgiu quando o paganismo já entrava em declínio e se debatia contra as luzes da razão. Sócrates, o grande filósofo grego, também propagou uma doutrina até certo ponto com acentuada analogia à de Cristo; entretanto, ela não prevaleceu no seio de um dos povos mais inteligentes da Terra, porque não havia chegado o seu tempo. Ele semeou seus princípios religiosos numa nação despreparada moralmente, em função da grande aceitação dos cultos e dos costumes pagãos.

Jesus veio trazer a divisão, porque proclamava uma doutrina que solapava, pela base, os abusos em que viviam os fariseus e os saduceus, escribas e sacerdotes daquele tempo, e por isto foi levado ao Calvário, julgando os homens que matando o idealista, aniquilariam a idéia; esta porem sobreviveu, porque estava alicerçada sobre a verdade , e tomou vulto porque correspondia aos desígnios de Deus. Por força de suas idéias renovadoras, Cristo foi visto pelos romanos como um revolucionário qualquer, que vinha subverter a ordem social vigente.

A espada renovadora de Cristo incita o homem à luta, não pelo derramamento de sangue, mas a luta interior de cada um, a árdua luta contra seus próprios inimigos: o orgulho, a vaidade e o egoísmo. Se Jesus usou palavras meigas e consoladoras para com os pequeninos e pobres de espírito, se prometeu a bem-aventurança aos aflitos, aos famintos e aos sequiosos de justiça, também soube usar de palavras cortantes e incisivas para com os escribas e fariseus de todas as épocas, que mantêm o povo na ignorância e no fanatismo.

Não creiais que a doutrina se estabeleça pacificamente; ela conduzirá a lutas das quais meu nome será pretexto, porque os homens não me terão compreendido, ou não terão querido me compreender; os irmãos, separados por suas crenças, tirarão a espada um contra o outro e a divisão reinará entre os membros de uma mesma família que não tiverem a mesma fé (ESE, Cap. XXIII, item 16).

Desta passagem evangélica extrai-se o ensinamento que os homens devem se compenetrar de que somente pela luta em prol do aprimoramento moral é que a Humanidade poderá assimilar a essência das Leis Morais que regem a harmonia do Universo. Assim como a destruição, a guerra e os flagelos são instrumentos desencadeadores de evolução, também esta divisão a que se refere Jesus se faz necessária para que o Espírito possa alçar novos vôos em direção ao seu destino imortal. Bibliografia: ESE, Cap. XXIII, itens 9 a 18.


Um Abraço Fraterno
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: chvesheila em 10 de Fevereiro de 2011, 23:09
Quero lembrar aqui uma lenda muito popular:
 Ia um mestre com seus dicipulos, anoitecia eles pediram abrigo em uma casinha no meio do nada.
 Naquela cabana residia uma familia o senhor, a senhora, e dois filhos jovens.
 Foram bem recebidos e abrigados porem não teriam alimento pois a familia passava por muitas nescessidades,a unica fonte de alimento que eles possuiam era o leite de uma vaquinha muito magrinha.
 Nodia seguinte quando o mestre partia com seus dicipulos ele viu a vaquinha perto de um presipicio e disse:
 _ Tomara que essa vaquinha caia e morra! Ao que um dos dicipulos respondeu:
 - Senhor por que falas assim foram tão bons consc, por que desejas tamanho mal?
 O mestre nada respondeu e seguiram viagem, andaram muito e os passaram e um dia de volta aquela região eles depararam com a casa toda florida arvores por toda volta com muitas frutas.
 Eles se aproximaram pediram abrigo ao que o senhor da casa informou poder resebe-los e alimenta-los, esclarecendo que naquela manha em quando eles partiram o unico bem que eles possuiam a vaquinha caiu no presipicio e morreu, eles comeram a carne dela por um tempo e os filhos começaram a trabalhar a terra ele e a esposa também trabalhavam a terra e agora eles tinham muits alimentos e  de varios tipos,  tinham mais de uma vaca tinham aves pondo ovos e outros animais.........................................................................a vida prosperou após a morte da vaquinha.
???????????????????????????????????????????
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 11 de Fevereiro de 2011, 01:42
Boa a noite á todos os foristas!
Boa noite, caros visitantes!

Querida chvesheila, reporto-me ao post do irmão Moura, (ver post #93) onde a questão relativa a limentação é citada de maneira bem sútil. Não sei se o termo sútil seria adequado nesse caso, maninho Moura, mas... arrisco.

Dai, sigo mais adiante, e novamente no OLE encontramos:

734  -  Em seu estado atual, tem o homem direito ilimitado de destruição sobre os animais?

Resp.:  " Tal direito se acha regulado pela necessidade, que ele tem, de prover ao seu sustento e à sua segurança. O abuso jamais constitui direito."


***

Nesse ponto do OLE chvesheila, encontro sua historinha, por sinal muito oportuna, nas entrelinhas. E acrescento que o sustento e segurança se aplica tbm à família, do ponto de vista coletivo. Por que não?
Continuando:

735 - O que se deve pensar da destruição, quando ultrapassa os limites que as necessidades e a segurança traçam? Da caça, por exemplo, quando não objetiva senão o prazer de destruir sem utilidade?

Resp.: "Predominância da bestialidade sobre a natureza espiritual. Toda destruição que excede os limites da necessidade é uma violação da Lei de Deus. Os animais só destroem para satisfação de suas necessidades; enquanto que o homem, dotado de livre arbítrio,destrói sem necessidade. Terá que prestar contas do abuso da liberdade que lhe foi concedida, pois isso significa que cede aos maus instintos."

736 - Especial merecimento terão os povos que levam ao excesso o escrúpulo, quanto à destruição dos animais?

Resp.: "Esse excesso, no tocante a um sentimento louvável em si mesmo, se torna abusivo e o seu merecimento fica neutralizado por abusos de muitas outras espécies. Entre tais povos, há mais temos superticioso do que verdadeira bondade."
 

Minha conclusão:
Espiritismo é equilíbrio, balisamento, ordem. Todo abuso causa o caos, cai de um lado só, para não dizer que desequilibra.

Abraços... e continuem no estudo. A opinião de voces é muito importante.
Obrigada.
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: RuyLFreitas em 11 de Fevereiro de 2011, 01:57
Oi! Prezados irmãos.
Agradeço pelo convite para participar do tema: Da Lei da Destruição.
Muito agradecido Hebe.M.C.

Eu li algumas respostas super solidificadas excelentes, pois muitos não entendem que se faz necessário a "Emigração e Imigração", isto tudo esta se dando por razão da passagem de "Provas e Espiações, para um mundo de Regeneração", então necessário se faz os desencarnes coletivos e vai por aí a fora. Apesar de todo Efeito ter sua Causa, devemos também analisar friamente certas atitudes dos homens ambiciosos, poderosos onde a sua linguagem é: Meu, eu, minha e coisas pertinentes ao egocentrismo como se deu em Niterói RJ e agora em Friburgo, mas creio que nada disto tenha a ver com o que estamos colocando aqui no Fórum Espírita sobre a "Lei de destruição", assim penso! Que tenha a ver mais com a negligência dos "Eus", caso alguém discordar eu sou todo ouvido, pois estou aqui para aprender o caminho das pedras, até mesmo pegar uma luzinha do tamanho do que se faz no pirilampo, rsrsrs. Mas é a verdade! E tomara eu sempre seja assim, pois os Mestres jamais desviam os olhos daqueles quis precisam de mais esclarecimento. Quanto as tragédias Naturais estão dentro da Lei e se estão dentro da Lei devemos orar pelos quais se foram, para que possam daqui mais um tempinho dentro da relatividade do plano Espiritual retornarem.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz. 
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 11 de Fevereiro de 2011, 02:18
Ruy, boa noite... prazer tê-lo aqui!

Bom que haja entre todos os que participam do estudo mensal, essa troca de "luzinhas do tamanho da que se faz no pirilampo"
A humildade cabe em todo o lugar... e brilha como a luz de milhões de pirilampos que iluminam as noites do nosso orbe.

Um terno abraço fraterno
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: RuyLFreitas em 11 de Fevereiro de 2011, 02:33
Oi! Prezada Irmã Moderadora Mizica.

Como é bom ouvir de você palavras tão edificantes, pois é pura realidade, as "Luzinhas dos pirilampos" brilham num sequencial tão rápido e são tantas quais iluminam os nossos caminhos. Onde nos dão condições de enxergarmos o chão e até o final da estrada, disse-o tudo minha Irmã.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Brumas de Avalon em 11 de Fevereiro de 2011, 05:54
Irmão Ruy

Peço permissão à moderação para dizer que me tomo em alegria em te encontrar aqui neste fórum. Perdi conta de quantas repostas suas li no "yahoo respostas", sempre edificantes, claras e esclarecedoras, trazendo luz aos nossos irmãos que ainda caminham nos campos da dúvida.

Um Grande Abraço Fraterno
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 11 de Fevereiro de 2011, 09:48
Bom dia Ruy,
Bem vindo ao estudo.

Sem dúvida Ruy existe muita negligência e desatenção por parte do homem, e muitas tragégias teriam uma dimensão menor se o egoísmo e a falta de atenção não imperassem.

Eu vi um geólogo falando sobre essa imprudência de uma forma muito simples, ele exemplificou que uma pessoa diz que passa um rio em seu quintal, mas esquece que construiu a sua casa no quintal do rio, quando chega uma chuva excessiva se lamenta.

Existe também o descaso das autoridades quanto a fiscalização de obras em área de risco. Mas tem a manifestação por parte da Natureza, como terremotos, vulcões , ciclones etc. São forças que o homem não pode conter, embora alguns países já disponha de recursos para prever e avisar a população.
Um abço
Hebe




Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Lourdinha Salvanha em 11 de Fevereiro de 2011, 12:33
Bom dia, irmãos!

Bendita Doutrina que nos traz entendimento, aceitação e consolo.

Abraços
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: katiatog em 11 de Fevereiro de 2011, 13:44
Bom dia à todos!


Querida Mizica, parabéns pela escolha do seu tema e pela condução do seu estudo mensal.

Deixo um video que achei muito interessante e creio que pertinente ao seu estudo.

Entrevista ao Jornal do Amor, em Porto Alegre, com o médium Divaldo Franco, onde ele fornece explicações para as diversas catástrofes (inclusive a do vôo da TAM) à luz da Doutrina Espírita.



Divaldo Pereira no programa JA (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVlJZ090aTlqNEtvIw==)
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: HelenaBeatriz em 11 de Fevereiro de 2011, 14:46
Olá, Mizica!
Parabéns pela condução do tópico, aliás um tema sempre oportuno.

Acredito que tudo o que Deus faz, amigos,  está certo e se sequer um fio de cabelo nosso cai sem que Ele saiba e consinta... Tudo está no lugar certo, na hora certa. Não há erro. Deus é perfeito, assim como Suas leis. E as leis de causa e efeito são as Leis de Deus.

Como disse nosso amigo Anton no outro tópico (Consciência crística):
Citar
A consciencia cristica é a compreensão intima de que nada e nem ninguem pode nos atingir se isto não for da vontade do Pai.

E  repito agora:
A consciência pacificada, resultante desta conscientização, nos dá a dimensão do caminho que construímos e desconstruimos a cada instante rumo a uma felicidade plena onde o amor cósmico, desapegado, fará parte do nosso cotidiano.

Aquele que desenvolve a consciência crística vive em paz pois tem a certeza de que nada lhe atingirá ou ao seu próximo se não estiver dentro da sua  programação reencarnatória.

Se nos sentimos fracos, combalidos peçamos a Deus força, pois dela precisamos para completarmos nosso aprendizado neste plano.

Sim, não existe "castigo", mas existe a necessidade de aprendizado. E muitas vezes, desavisados, sofremos demais com as lições da Vida.

Somos seres espirituais encarnados e, no momento, possuímos um corpo mais ou menos frágil e sujeito às intempéries. Mas nada disso é perene. Tudo logo passará e estaremos de volta à nossa real apresentação: espírito, livre do escafandro que nos é oferecido a cada nova reencarnação. E o que é melhor: rumo à perfeição, pois esta é inexorável.

 Não somos anjos para sermos puros, mas trazemos em nós as potencialidades da angelitude, da perfeição. E o infinito é a nossa estrada.

Com carinho,
Helena





Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 11 de Fevereiro de 2011, 15:56
Olá, Mizica!
Parabéns pela condução do tópico, aliás um tema sempre oportuno.

Acredito que tudo o que Deus faz, amigos,  está certo e se sequer um fio de cabelo nosso cai sem que Ele saiba e consinta... Tudo está no lugar certo, na hora certa. Não há erro. Deus é perfeito, assim como Suas leis. E as leis de causa e efeito são as Leis de Deus.

Como disse nosso amigo Anton no outro tópico (Consciência crística):
Citar
A consciencia cristica é a compreensão intima de que nada e nem ninguem pode nos atingir se isto não for da vontade do Pai.

E  repito agora:
A consciência pacificada, resultante desta conscientização, nos dá a dimensão do caminho que construímos e desconstruimos a cada instante rumo a uma felicidade plena onde o amor cósmico, desapegado, fará parte do nosso cotidiano.

Aquele que desenvolve a consciência crística vive em paz pois tem a certeza de que nada lhe atingirá ou ao seu próximo se não estiver dentro da sua  programação reencarnatória.

Se nos sentimos fracos, combalidos peçamos a Deus força, pois dela precisamos para completarmos nosso aprendizado neste plano.

Sim, não existe "castigo", mas existe a necessidade de aprendizado. E muitas vezes, desavisados, sofremos demais com as lições da Vida.

Somos seres espirituais encarnados e, no momento, possuímos um corpo mais ou menos frágil e sujeito às intempéries. Mas nada disso é perene. Tudo logo passará e estaremos de volta à nossa real apresentação: espírito, livre do escafandro que nos é oferecido a cada nova reencarnação. E o que é melhor: rumo à perfeição, pois esta é inexorável.

 Não somos anjos para sermos puros, mas trazemos em nós as potencialidades da angelitude, da perfeição. E o infinito é a nossa estrada.

Com carinho,
Helena

Pegando umas palavrinhas da minha querida amiga HelenaBeatriz, digo, tal como a doutrina...

Quando o Espírito que somos se desmaterializa, aqui e agora, acabaram-se as provas... Ou melhor, como se torna consciente ele é que decide as provações pelas quais quer passar. Apenas com a intenção de vencer qualquer tipo de personalismo ele se prova a si próprio, para seu regozijo perante Deus.

"A. Kardec"

267 O Espírito pode escolher suas provas, quando já encarnado?

– Seu desejo pode ter influência, dependendo da intenção com que as deseja; mas, como Espírito, vê freqüentemente as coisas muito diferentes. É apenas o Espírito que faz a escolha; mas, afirmamos mais uma vez, é possível. Ele pode fazê-la na vida material, porque para o Espírito há sempre momentos em que fica independente da matéria que habita.



Adeus amiga Helena, e a todos!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: exercito em 11 de Fevereiro de 2011, 16:28
Boa tarde  a todos, gostei muito do tema escolhido. Muito me ajudou nos estudos.
Entendo que estamos caminhando para o "xeque-mate" à falta de conhecimento sobre as consequências de nossos atos.
É certo, que a cada dia que passa , colhemos os frutos de nossas plantações.
Abraço.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 11 de Fevereiro de 2011, 16:34
Bom tarde à todos!
Bem-vindos os visitantes,  bem-venda Katiatog, Helena.... todos os que aqui estão colaborando, obrigada. O debate tornaria-se estéril sem a presença de voces, com certeza.

Muito oportuna a palestra do caro Divaldo Franco, e as palavras de Helena nos reportando à consciência Crística que dá-nos força, coragem para passarmos pelos percalços da vida terrena...
Sim... quantos podem surpreender-se com uma lei divina chamada De Destruição... Deus é bom não nos destrói, é necessária mas Deus não castiga.... saibamos, a medida que avançamos no aprendizado espírita através da codificação de Kardec, deixar para trás pequenas maneiras de pensar... estudemos! Necessário é compreender para não murmurar à toa... tudo é feito na conformidade da vontade do Pai Celestial. Saibamos nos colocar à disposição da Vontade Divina.

"Senhor, faça-se em mim segundo a tua vontade"
Abraço fraterno
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Victor Passos em 11 de Fevereiro de 2011, 17:53
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

  Há Espíritos que, por provação, escolhem o contato do vício, outros que o buscam por simpatia e pelo desejo de viverem num meio conforme aos seus gostos, ou para poderem entregar-se materialmente a seus pendores materiais, são aqueles cujo senso moral ainda está pouco desenvolvido. A prova vem por si mesma e eles a sofrem mais demoradamente. Cedo ou tarde, compreendem que a satisfação de suas paixões brutais lhes trouxe deploráveis conseqüências, que eles sofrerão durante um tempo que lhes parecerá eterno. E Deus os deixará nessa persuasão, até que se tornem conscientes da falta em que incorreram e peçam, por iiniciativa próprio, lhes seja concedido resgatá-la, mediante úteis provações." Pode parecer natural que se escolham as provas menos dolorosas, mas para o Espírito não é assim. Logo que este se desliga da matéria, cessa toda ilusão e outra passa a ser a sua maneira de pensar. Sob a influência das idéias carnais, o homem, na Terra, só vê das provas o lado penoso. Na vida espiritual, porém, compara esses gozos passageiros e grosseiros com a inalterável felicidade que lhe é dado entrever e desde logo nenhuma impressão mais lhe causam os passageiros sofrimentos terrenos. Assim, pois, o Espírito pode escolher prova muito rude e, conseguintemente, uma angustiada existência, na esperança de alcançar depressa um estado melhor, como o doente escolhe muitas vezes o remédio mais desagradável para se curar mais rapidamente. Após cada existência, vêem o passo que deram e compreendem o que ainda lhes falta em pureza para atingirem aquela meta. Daí se submeterem voluntariamente a todas as vicissitudes da vida corpórea, solicitando as que possam fazer que a alcancem mais rápido. Não há, pois, motivo de espanto no fato de o Espírito não preferir a existência mais suave. Não lhe é possível, no estado de imperfeição em que se encontra, gozar de uma vida isenta de amarguras. Ele o percebe e, precisamente para chegar a fruí-la, é que trata de se melhorar. Se na vida terrena muitas vezes escolhemos duras provas, visando posição mais elevada, por que não haveria o Espírito, que enxerga mais longe que o corpo e para quem a vida corporal é apenas incidente de curta duração, de escolher uma existência árdua e laboriosa, desde que o conduza à felicidade eterna? Os que dizem que pedirão para ser príncipes ou milionários, uma vez que ao homem é que caiba escolher a sua existência, se assemelham aos míopes, que apenas vêem aquilo em que tocam. Dizem todos os Espíritos que, na erraticidade, eles se aplicam a pesquisar, estudar, observar, a fim de fazerem a sua escolha. Na vida corporal não se nos oferece um exemplo deste fato? Não levamos, freqüentemente, anos a procurar a carreira pela qual afinal nos decidimos, certos de ser a mais apropriada a nos facilitar o caminho da vida? Se numa fracassamos, recorremos a outra. Cada uma das que abraçamos representa uma fase, um período da vida. Não nos ocupamos cada dia em cogitar do que faremos no dia seguinte? Ora, que são, para o Espírito, as diversas existências corporais, senão fases, períodos, dias da sua vida espírita, que é, como sabemos, a vida normal, visto que a outra é transitória, passageira? O Espírito , até que chegue ao estado de pureza perfeita passará constantemente por provas. Mas não tribulações materiais. Havendo-se elevado a um certo grau, o Espírito, embora não seja ainda perfeito, já não tem que sofrer provas. Continua, porém, sujeito a deveres nada penosos, cuja satisfação lhe auxilia o aperfeiçoamento, mesmo que consistam apenas em auxiliar os outros a se aperfeiçoarem. O Espírito pode escolher uma prova que esteja acima de suas forças e sucumbir. Pode também escolher alguma que nada lhe aproveite, como sucederá se buscar vida ociosa e inútil. Mas, então, voltando ao mundo dos Espíritos, verifica que nada ganhou e pede outra que lhe faculte recuperar o tempo perdido.
  No entanto não podemos esquecer também que elas podem ser impostas aqundo o espirito se torna renitente no seu procedimento.

abraço fraterno

Victor Passos
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: RuyLFreitas em 11 de Fevereiro de 2011, 19:19
Oi! Prezados Irmãos.

Muito agradecido ao meu prezado Amigo "Brumas de Avalon" e a nossa prezada Amiga moderadora "Hebe.M.C". pelas palavras tão edificantes.

O estudo sobre a "Lei de Destruição", é um estudo que abrange muitas coisas, são Resgates, Ação e Reação, os "Alertas do Alto" e vai por aí! É uma pena que muitos não entendem as razões que tais feitos são para os nossos aprimoramentos o mais breve possível, isto é, o "Alto" possui paciência, mas tudo no todo têm seus limites, assim fecho esta colocação numa frase que é a nossa meta principal:

"Naitre, mourir, renaitre encore et progresse sans cesse, telle est la loi"
Inscrição reencarnacionista trazida sob o dólmen druídico do túmulo de Allan Kardec, qual nos aconselha: "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei".

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: pati em 11 de Fevereiro de 2011, 20:21
Ruy, boa noite... prazer tê-lo aqui!

Bom que haja entre todos os que participam do estudo mensal, essa troca de "luzinhas do tamanho da que se faz no pirilampo"
A humildade cabe em todo o lugar... e brilha como a luz de milhões de pirilampos que iluminam as noites do nosso orbe.

Um terno abraço fraterno
Mizica

Bons dias a todos!
Não resisti... amiga Mizica!!
Muito estimulantes suas palavras, obrigada.
pati

Em Deus
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 11 de Fevereiro de 2011, 20:54
"A. Kardec"

924 Existem males que independem da maneira de agir e que atingem até o homem mais justo; tem ele algum meio de se preservar deles?

– Ele deve se resignar e suportá-los sem lamentações, se quiser progredir; (...)

926 A civilização, ao criar novas necessidades, não é a fonte de novas aflições?

– Os males desse mundo ocorrem em razão das necessidades falsas que criais. Aquele que sabe limitar seus desejos e vê sem inveja o que está acima de si poupa-se das decepções nessa vida. O mais rico dos homens é aquele que tem menos necessidades.

933 Se muitas vezes o homem é o causador de seus sofrimentos materiais, também será dos morais?

– Mais ainda, porque os sofrimentos materiais são algumas vezes independentes da vontade; mas o orgulho ferido, a ambição frustrada, a ansiedade da avareza, a inveja, o ciúme, todas as paixões, enfim, são torturas da alma.

A inveja e o ciúme! Felizes aqueles que não conhecem esses dois vermes roedores! Com a inveja e o ciúme não há calma nem repouso possível para aquele que está atacado desses males: os objetos de sua cobiça, seu ódio, seu despeito se dirigem a ele como fantasmas que não lhes dão nenhuma trégua e o perseguem até durante o sono. O invejoso e o ciumento vivem num estado de febre contínua. Será essa uma situação desejável, e não compreendeis que com suas paixões o homem criou para si suplícios voluntários, e que a Terra torna-se para ele um verdadeiro inferno?


Adeus a todos!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: roselirt em 12 de Fevereiro de 2011, 00:25
Olá Pessoal,

Esta catástrofe das Serras do RJ, e os mais diversos comentários no meio espírita, lamentações, me faz refletir: Acredito que se há fé verdadeira não há sofrimento para quem parte ou para quem fica neste plano, ambos encarnados e desencarnados passaram por mais uma etapa na sua evolução. Eles estão logo ali, mas como cegos que ainda somos não o podemos enxergar!
Um abraço fraternal a todos! :)
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: MarcoALSilva em 12 de Fevereiro de 2011, 01:08

A Lei de Destruição tem uma abrangência muito maior do que costumamos considerar. Sempre e sempre é uma transição.

744. Que objetivou a Providência, tornando necessária a guerra?

“A liberdade e o progresso.”

a) - Desde que a guerra deve ter por efeito produzir o advento da liberdade, como
pode freqüentemente ter por objetivo e resultado a escravização?

“Escravização temporária, para esmagar os povos, a fim de fazê-los progredir mais
depressa.”


Só mesmo a dor dos desafios pode nos tirar do conforto em que nos demoramos sempre que a lição anterior já havíamos terminado...
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: passageira em 12 de Fevereiro de 2011, 02:31
Meus queridos írmãos, longe de citações mais aprofundadas do mestre Kardec, mas em um apanhado geral de tudo que li e estudei da doutrina, essas tragédias coletivas são realmente tristes, basta ver nos CE que mutios ainda estão perdidos na nova condição. Mas essas nao foram maiores do que a gripe espanhola, peste bubônica, massacre ddos judeus, a bomba atômica nas cidades de Hiroshima e Nakashaki, mas depois destas sempre houve uma melhoria da humanidade no sentido de progresso, planeta melhor enfim temos que chegar a condição de planeta de regeneração, foram mutios írmãos retornando a pátria espritual, mas estão encarnando tantos ouros trazendo novas mudanças, comportamentais,científicas e humanitárias. A providênncia divina e as leis Divinas estão sempre certas.  Paz e Luz a todos!!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Dothy em 12 de Fevereiro de 2011, 08:56
Olá amiga Mizica... Muita paz a ti...

Que importante este tema trazido aqui pela amiguinha e conterranêa...
É dificil ainda para muitos entender e aceitar esta lei  da destruição
Desejo-te sempre luzes de entendimentos e sabedoria para a condução deste estudo mensal...
Que ele seja repleto de respeito, amizade, união e muita paz
...

Beijos e abraços carinhosos
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Victor Passos em 12 de Fevereiro de 2011, 10:00
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

Flagelos destruidores

Deus fere a Humanidade por meio de flagelos destruidores com a finalidade de fazê-la progredir mais depressa, pois a destruição é uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento. Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Não podemos apreciar a destruição do nosso ponto de vista pessoal porque os qualificamos de flagelos, por efeito do prejuízo que nos causam. Essas subversões, porém, são freqüentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.  (LE – 737 ver também 744)

 

Deus, também emprega todos os dias outros meios que não os flagelos destruidores para que a Humanidade consiga sua melhora, pois que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios. Necessário, portanto, se torna que seja castigado no seu orgulho e que se lhe faça sentir a sua fraqueza. Se nesses flagelos, tanto sucumbe o homem de bem como o perverso, nisto também esta a justiça de Deus. Durante a vida, o homem tudo refere ao seu corpo; entretanto, depois da morte pensará de maneira diversa. A vida do corpo bem pouca coisa é. Um século no nosso mundo não passa de um relâmpago na eternidade. Logo, nada são os sofrimentos de alguns dias ou de alguns meses, de que tanto nos queixamos. Representam um ensino que se nos dá e que nos servirá no futuro. Os Espíritos, que preexistem e sobrevivem a tudo, formam o mundo real. O mundo espírita, preexiste e sobrevive a tudo.  Esses os filhos de Deus e o objeto de toda a Sua solicitude. Os corpos são meras vestes com que eles aparecem no mundo. Por ocasião das grandes calamidades que dizimam os homens, o espetáculo é semelhante ao de um exército cujos soldados, durante a guerra, ficassem com seus uniformes estragados, rotos, ou perdidos. O general se preocupa mais com seus soldados do que com os uniformes deles. Não podemos considerar a vida, simplesmente qual ela é, mas conforme representa seu verdadeiro objetivo em relação ao infinito. Em outra vida, as vítimas desses flagelos acharão ampla compensação aos seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem murmurar. (LE – 738)

    NOTA DE ALLAN KARDEC: Venha por um flagelo a morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é que maior número parte ao mesmo tempo.

     

    Se, pelo pensamento, pudéssemos elevar-nos de maneira a dominar a Humanidade e abrangê-la em seu conjunto, esses tão terríveis flagelos não nos pareceriam mais do que passageiras tempestades no destino do mundo.

        Entre o mundo espírita e o mundo corpóreo o mundo espírita preexiste e sobrevive a tudo. (LE – 85)

Os flagelos destruidores, também tem utilidade do ponto de vista físico, não obstante os males que ocasionam. Muitas vezes mudam as condições de uma região. Mas, o bem que deles resulta só as gerações vindouras o experimentam. (LE – 739)

 

Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo. (LE – 740)

 

Em parte, é dado ao homem intentar contra os flagelos que o afligem, porém, não, como geralmente o entende. Muitos flagelos resultam da imprevidência do homem. À medida que adquire conhecimentos e experiência, ele os vai podendo afastar nauralmente, isto é, prevenir, se lhes sabe pesquisar as causas. Contudo, entre os males que afligem a Humanidade, alguns há de caráter geral, que estão nos decretos da Providência e dos quais cada indivíduo recebe, mais ou menos, o contragolpe. A esses nada pode o homem opor, a não ser sua submissão à vontade de Deus. Esses mesmos males, entretanto, ele muitas vezes os agrava pela sua negligência.  (LE – 741)

    NOTA DE ALLAN KARDEC: Na primeira linha dos flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais às produções da terra. Não tem, porém, o homem encontrado na Ciência, nas obras de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas, meios de impedir, ou, quando menos, de atenuar muitos desastres? Certas regiões, outrora assoladas por terríveis flagelos, não estão hoje preservadas deles? Que não fará, portanto, o homem pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar-se de todos os recursos da sua inteligência e quando aos cuidados da sua conservação pessoal, souber aliar o sentimento de verdadeira caridade para com os seus semelhantes?
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: hcancela em 12 de Fevereiro de 2011, 11:47
Olá amigos(as)


Perdoem este pequeno pitarro,com um profundo respeito por todas as opiniões, porque todas são válidas e respeitosas, falando apenas no geral e não em particular.

Estava por aqui a ler as vossos belos textos,digerindo em meu pensamento tudo para aprender algo e veio-me á ideia nomeadamente depois de ler terramotos, tempestades,e os flagelos no geral.
A lei da destruição vem bem lá no Livro dos Espiritos, porque se faz preciso para evoluirmos.

Creio e que fora disso, serão apenas opiniões pessoais mais ou menos válidas, mas que me levam a um pensamento, que espero que compreendam?

Porque será que Espirita tem explicação para tudo. Serão apenas sensações minhas.

Já repararam que logo que haja algo que avala o Planeta, seja qual for o flagelo, vem logo um Espirita(ou que se diz) dar um bitaite em rádio, televisão,etc,etc,etc. Até parece que o Espirita tem explicação para tudo e não tem.

Perdoem este trocadilho de palavras, não querendo com isto menosprezar este tópico mensal que é muito rico em estudos, mas apenas um pensamento meu,tentando lembrar se valerá a pena pensar nisto. :-*

Bom final de semana e muita paz.

Saudações fraternas
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Brumas de Avalon em 12 de Fevereiro de 2011, 16:11
Porque será que Espirita tem explicação para tudo. Serão apenas sensações minhas.

Já repararam que logo que haja algo que avala o Planeta, seja qual for o flagelo, vem logo um Espirita(ou que se diz) dar um bitaite em rádio, televisão,etc,etc,etc. Até parece que o Espirita tem explicação para tudo e não tem.

Saudações irmão Cancela

Eu creio que esse "problema" não seja apenas dos espíritas, mas de toda a humanidade. Em todos os setores, sempre temos alguém com a "explicação" para o acontecido. Mas sempre surgirá uma outra opinião contrária, que nos levará ao estudo, e em conseqüência ao progresso.

Um abraço fraterno
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Victor Passos em 12 de Fevereiro de 2011, 16:20
Ola muita paz e harmonia
Amiga Cancela

   Quando se fala em flagelos e se atendermos ao que nos foi dado a conhecer, pela Filosofia Espirita, ninguém precisa de justificar on porque de ter acontecido, por as leis naturais são esclarecedoras.
   Qualquer flagelo traz em si o cunho da purga de espiritos refratarios à lei de Deus, não é muito dificil perceber isso.Eles não vão perecer por acaso, logo é logico que haja resposta para esses flagelos.

Senão vejamos:
No entanto, esclarecem os bons espíritos que durante a vida terrena o homem relaciona tudo a seu corpo, mas após a morte, pensa de outra maneira. "A vida do corpo é um quase nada; um século de vosso mundo é um relâmpago na eternidade. Os sofrimentos que duram alguns dos vossos meses ou dias, nada são. Apenas um ensinamento que vos servirá no futuro. Os espíritos que preexistem e sobrevivem a tudo, eis o mundo real. São eles os filhos de Deus e o objeto de sua solicitude".

E aqui está toda a raiz do sofrimento na Terra: o esquecimento de nossa verdadeira identidade espiritual e a conseqüente e atrofiada identificação com o mundo material e sua brutal e imperfeita realidade.

Esquecidos de que somos seres espirituais em um mundo material, sequer cogitamos sobre as leis imutáveis da Inteligência Suprema regulando continua e incessantemente todas as coisas. Esquecemos também da lei de destruição, que é soberana na dimensão física, onde atualmente nossa consciência estagia, em demanda a realidades mais refinadas. Os espíritos insistem em nos conscientizar de que nossa realidade é espiritual por isso, há todo esse esforço deles nas comunicações, para que não nos desesperemos em momentos naturais extremos e inevitáveis.

Dizem eles que os corpos não são mais que disfarces sob os quais nosso verdadeiro ser aparece no mundo. "Nas grandes calamidades que dizimam os homens eles são como um exército que, durante a guerra, vê os seus uniformes estragados, rotos ou perdidos. O general tem mais cuidado
com os soldados do que com as vestes". Tempestades passageiras no destino do mundo.

Lembra-nos Allan Kardec, em diálogo com os bons espíritos, transcrito em O Livro dos Espíritos no capítulo Lei de Destruição, "quer a morte se verifique por um flagelo ou por uma causa ordinária, não se pode escapar a ela quando soa a hora da partida: a única diferença é que no primeiro caso parte um grande número ao mesmo tempo". E observa, inteligentemente: "se pudéssemos elevar-nos pelo pensamento de maneira a abranger toda a humanidade numa visão única, esses flagelos
tão terríveis não nos pareceriam mais do que tempestades passageiras no destino do mundo".
Nosso ponto de vista distorcido.

Mesmo assim, fica aquela impressão de que as vítimas desses flagelos continuam sendo vítimas. Contudo, enfatizam os espíritos sobre nosso ponto de vista distorcido, convidando-nos a considerar que a vida, em sua expressão apenas material, "é insignificante em relação ao infinito", e justamente temos dificuldade em levar isto em consideração. E na balança da lei de compensação cósmica, outra lei divina e soberana, "essas vítimas terão noutra existência uma larga compensação para os seus sofrimentos, se souberem suportá-las com resignação". Nessas tragédias, cada indíviduo recebe, em menor ou maior proporção, a parte que lhe cabe.

Lembram-nos ainda os bons espíritos de que muitos flagelos são as conseqüências da própria imprevidência do homem. À medida que se adquire conhecimentos e experiências, ele pode evitá-los, preveni-los (ou minimiza-los) se souber pesquisar-lhes as causas. Mas entre os males que afligem a humanidade, há os que são de natureza geral e pertencem aos desígnios da Providência. "Desses, cada indivíduo recebe, em menor ou maior proporção, a parte que lhe cabe, não lhe sendo possível opor nada mais que a resignação à vontade de Deus. Mas ainda esses males são geralmente agravados pela indolência do homem".

Os avanços da ciência — o exercício da inteligência e da caridade Sobre essa questão de prevenção, comenta o codificador, ainda no mesmo capítulo de O Livro dos Espíritos: "Através da ciência, algumas regiões antigamente devastadas por terríveis flagelos não estão hoje
resguardadas? Que não fará o homem, portanto, pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar todos os recursos de sua inteligência e quando, ao cuidado da sua preservação pessoal, souber aliar o sentimento a uma verdadeira caridade para com semelhantes?"

Enfatizam os espíritos que esses grandes flagelos naturais "são provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar a inteligência, de mostrar a sua paciência e a sua resignação ante a
vontade de Deus, ao mesmo tempo em que lhe permitem desenvolver os sentimentos de abnegação, de desinteresse próprio e de amor ao próximo, se ele não for dominado pelo egoísmo".
Os desígnios da Providência face aos flagelos destruidores.

Durante esses trágicos acontecimentos, os desesperados e os imediatistas perguntam por quê Ele não poderia empregar outros meios para melhorar a humanidade que não essas tragédias.
Ao que respondem os espíritos do bem: "O Criador diariamente emprega outros meios, pois deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. É o homem que não os aproveita; então, é necessário afligi-lo em seu orgulho e fazê-lo sentir a própria fraqueza."

No plano imperfeito em que nos encontramos, a destruição é necessária para a regeneração moral dos espíritos e sintetizando o ensinamento dos espíritos superiores, sobre a lei da destruição, soberana em nosso plano material, esclarecem eles que o Criador aflige a humanidade com esses flagelos para fazê-la avançar mais depressa, uma vez que a destruição é necessária para a regeneração moral dos espíritos, que adquirem em cada nova existência um novo grau de perfeição.

E observam: "é necessário ver o fim para apreciar os resultados. Só julgais essas coisas do vosso ponto de vista pessoal, e os chamais de flagelos por causa dos prejuízos que vos causam. Mas esses transtornos são freqüentemente necessários para fazer com que as coisas cheguem mais prontamente a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos".
_______
Artigo elaborado sobre estudo do capítulo VI Lei de Destruição, livro
terceiro, de O Livro dos Espíritos, publicado pela EME Editora,
tradução de J. Herculano Pires

Muita paz
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 12 de Fevereiro de 2011, 22:53
Olá à todos e sejam bem-vindos os queridos visitantes.

Oi hcancela, oi Dothy, oi brumas de avalon, MarcoALSilva, Victor Passos, dim-dim, HelenaBeatriz e todos os que por aqui passam... o debate saudável só acontece assim: com a presença das pessoas... grata por sua presença aqui, grata por deixarem suas impressões.

Caro hcancela, faço minhas as palavras de Victor, e para não citar toda a sua fala e me alongar demais, destaco alguns trechos que, para mim, são de grande valia... não desmerecendo o texto na íntegra, claro...
Assim observemos os dizeres trazidos por Victor:

 -" Quando se fala em flagelos e se atendermos ao que nos foi dado a conhecer, pela Filosofia Espirita, ninguém precisa de justificar o porque de ter acontecido, pois as leis naturais são esclarecedoras.
  -" Qualquer flagelo traz em si o cunho da purga de espiritos refratarios à lei de Deus... Eles não vão perecer por acaso, logo é logico que haja resposta para esses flagelos."
-"No entanto, esclarecem os bons espíritos que durante a vida terrena o homem relaciona tudo a seu corpo, mas após a morte, pensa de outra maneira."


Mais adiante temos: ..."E aqui está toda a raiz do sofrimento na Terra: o esquecimento de nossa verdadeira identidade espiritual e a conseqüente e atrofiada identificação com o mundo material e sua brutal e imperfeita realidade."

Nesse ponto, reporto-me a sua fala (quese) final: ..."um pensamento meu,tentando lembrar se valerá a pena pensar nisto."
Se não pensarmos nisso, que nos sucederá? Ficaremos a nos descabelar revoltados com a (in)justiça Divina? E se não opinarmos sobre os ditames da Codificação de Kardec, que proveito teremos?
A DE nos concede o lenitivo da esperança, diz-nos que nada é por acaso, que não existe causa sem efeito, mostra a lei de amor e caridade... onde está ai, o dedo dos espíritas? Como temos respostas para tudo, se nem ao menos conseguimos ainda ser espíritas, apenas estamos espíritas? Apenas, caro amigo, o que falamos é o que encontramos na Codificação... e penso (aqui a opinião é minha), que se fomos dotados de inteligência podemos (e devemos) opinar. Deus é sempre misericordioso e sábio... eu confio Nele, do meu jeito, e amando a DE.
Flagelos destruidores não são castigos, são remédios para a melhoria do espírito humano.
É o que fala a DE, não os espíritas.

Abraço fraterno
Mizica









Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 12 de Fevereiro de 2011, 22:59
De novo eu... :-*

Ide todos, a anunciar a Boa Nova... espalhemos o aprendizado do amor e da caridade lançado por Cristo.

Ide apenas e, ... falai sobre a Boa Nova que transforma...

Abraço fraterno
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Jorge Ramos em 12 de Fevereiro de 2011, 23:55
Ola meus irmãos que a paz do senhor esteja com todos nós.

Não menosprezando a palavra do meu querido e estimado irmão Victor Passos pretendo deixar a minha palavra, não na forma de discórdia porque cada um será julgado de acordo com o seu ato (a semeadura e livre mais a colheita será obrigatória) e sim como forma de um parecer sem descriminação.

“Deus fere a Humanidade por meio de flagelos destruidores com a finalidade de fazê-la progredir mais depressa, pois a destruição é uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento”.

Não deveríamos entregar a Deus à responsabilidade de nossos atos, o Criador não precisaria nós criar em espírito simples e ignorante apenas com a finalidade de mais tarde nos castigar, isto seria masoquismo.

Acontecimentos nesta vida material vêm com a finalidade de provas para uns e expiações para outros, deveríamos respeitar estas ações da natureza.

Identificar Deus como o responsável dos flagelos do mundo seria uma falta de fé nas ações do Criador.
Com referencia ao acontecimento catastrófico no Rio de Janeiro, exatamente em Petrópolis, Teresópolis e adjacência, podemos verificar na foto aérea logo depois do acidente que avalanche que ocasionou todo aquele acidente criou-se três caminhos do cume do morro até a parte mais baixa, não atingindo todas as residências que ali existiam isto determina alguma razão que ainda não temos capacidade de julgar, mas tenho certeza que o responsável não é Deus e sim o próprio homem com sua ganância devastando área descontroladamente apenas para o seu próprio benefício financeiro, isto podemos considerar um sentido de ganância.
Aquela área quase que totalmente devastada pelo forte temporal ali já existia a muitos anos habitada desde o tempo do Império e nada aconteceu antes.
Será que alguém poderia dizer que Deus estava esperando maior população para que acontecesse uma grande catástrofe?
Este é o meu ponto de vista material e religioso.
O meu grande Mestre é Jesus, os espíritos de luz de Deus são nossos mentores espirituais.

Prefiro não colocar Deus como responsável de acontecimentos ruins e sim dizer que Ele é “AMOR”, isso é palavra de certas religiões para intimidar os seus seguidores.

Quando assistimos o desencarne encontramos algo que não deveria existir como se isto fosse o fim de tudo e na verdade é apenas o principio de uma nova vida.

O restante de sua dissertação concordo plenamente. Se mais nada acrescentar, espero que minhas palavras sejam compreendidas sem que haja interpretação  de superioridade de conhecimento.

Sou apenas um pequeno cervo ainda em fase de aprendizagem.
Lucas 22:27  - Pois qual é maior: quem está à mesa, ou quem serve? Porventura não é quem está à mesa? Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve.

Abraço fraterno.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Brumas de Avalon em 13 de Fevereiro de 2011, 00:01
Nesse ponto, reporto-me a sua fala (quese) final: ..."um pensamento meu,tentando lembrar se valerá a pena pensar nisto."
Se não pensarmos nisso, que nos sucederá? Ficaremos a nos descabelar revoltados com a (in)justiça Divina? E se não opinarmos sobre os ditames da Codificação de Kardec, que proveito teremos?
A DE nos concede o lenitivo da esperança, diz-nos que nada é por acaso, que não existe causa sem efeito, mostra a lei de amor e caridade... onde está ai, o dedo dos espíritas? Como temos respostas para tudo, se nem ao menos conseguimos ainda ser espíritas, apenas estamos espíritas? Apenas, caro amigo, o que falamos é o que encontramos na Codificação... e penso (aqui a opinião é minha), que se fomos dotados de inteligência podemos (e devemos) opinar. Deus é sempre misericordioso e sábio... eu confio Nele, do meu jeito, e amando a DE.
Flagelos destruidores não são castigos, são remédios para a melhoria do espírito humano.
É o que fala a DE, não os espíritas.

Abraço fraterno
Mizica

Olá irmã Mizica, muita paz e muita luz em sua jornada.

Muito bem colocada suas palavras. Palavras que me fizeram recordar um dos motivos que me trouxeram a Doutrina Espírta: As respostas que me faltavam para entender a Justiça Divina.

Podemos entender que os espíritas não tem a resposta para tudo, como disse nosso irmão Cancela, mas estes encontram suas respostas na Doutrina Espírita. Com estudo, compreensão e dedicação.

Um Abraço Fraterno
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 13 de Fevereiro de 2011, 00:37
 :-*Boa noite... luz e paz  à Brumas  e Jorge... e aos queridos visitantes.

Brumas.. grata por sua explanação.
Querido Jorge, sim,  com certeza Deus não é responsável por nosso atos escabrosos... antes nós mesmos o somos... e alguma coisa tem que ser feita para refrear essa erraticidade... dai a Lei de Destruição parecer tão "medonha", mas não é... 
É sempre bom alertar:"a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória"

Paz e luz, caros irmãos(ãs).
Com carinho... de Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Antonio Renato em 13 de Fevereiro de 2011, 01:05
Meu nobre Irmão Vitor Passos,parabéns pelo seu artigo,foi dada uma explanação quase que geral sobre nosso estudo mensal,muito pouco tem-se para questionar,com todo respeito a nossa irmã Mizica.Falando a ela,minha nobre irmã,vc bateu forte mas sem ser ofensiva ao responder o questionamento do nosso irmão Hancela.Ao dizer que: Nós ainda não somos espíritas,nós estamos espíritas,verdadeiramente na forma funcional,a caminhada é longa e estamos ainda,talvez, na forma do diamante bruto a ser lapidado.
Fiquem na paz e que Deus na sua infinita grandeza nos abençoe sempre.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 13 de Fevereiro de 2011, 09:31
De novo eu... :-*

Ide todos, a anunciar a Boa Nova... espalhemos o aprendizado do amor e da caridade lançado por Cristo.

Ide apenas e, ... falai sobre a Boa Nova que transforma...

Abraço fraterno
Mizica

Cristo ao falar assim, ao dirigir-se a alguém, usava o sentido mais apurado de percepção do Espírito, os olhos, sendo implacável. É pelos olhos que se expressa e se percebe o Espírito com mais facilidade.

É pelos olhos que se pode mudar o foco da consciência. É pelos olhos que se muda da percepção material para a espiritual, porque os olhos estão ligados directamente ao Espírito e têm uma espécie de memória que os interesses materiais ofuscam e iludem.

Quando aprendemos o que é ficar com o olhar perdido (como se costuma dizer), com propósito e determinação, em qualquer situação que nos encontremos, sabemos o que é a atenção e como esta muda a percepção material para a espiritual. Alterando e purificando definitivamente a consciência do Espírito que somos.


Adeus a todos!!

PS: Citei a sua mensagem para dizer apenas isto, amiga Mizica.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Victor Passos em 13 de Fevereiro de 2011, 11:59
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos

  Amigo Dim,Dim  com todo respeito é a primeira vez que leio que os olhos mudam a consciência.
  Me desculpe , mas está enganado...Para identificar um espirito tem aqui como fazê-lo;

Vinte e seis maneiras de identificar se uma comunicação provém de um bom espírito

Seja você espírita ou não, provavelmente, já se viu em determinada situação em que alguém lhe transmitiu alguma "mensagem", recebida por algum médium, adivinho ou "sensitivo", tendo você como especial destinatário. É muito provável, também, você conhecer pessoas que andam consultando e recebendo instruções de espíritos por aí, na intenção de obter soluções rápidas para seus problemas ou aflições. Há também o caso daquele seu vizinho que "recebe" tal e qual entidade e "trabalha" em casa mesmo.

Pois bem, você deve ter ficado em dúvida, sem saber discernir o conteúdo dessas mensagens. Teria sido proveniente de um espírito mesmo? Ou então, no mínimo, teria esse espírito uma índole moral superior capaz de merecer a sua confiança?

Levando ainda essa questão para o campo estritamente psíquico, da influenciação espiritual, a que todos estamos sujeitos e que ocorre inconscientemente, na rotina de nossas vidas, podemos observar a natureza de nossas próprias cogitações mentais. O que estamos cogitando? Seja o que for, será algo digno de alguém preocupado com a auto-educação espiritual?
Respostas para dúvidas mediúnicas estão na obra de Allan Kardec

O codificador do espiritismo, Allan Kardec, em sua obra O Livro dos Médiuns, deixou tudo isso muito bem claro e, para os estudiosos da doutrina, o que falamos aqui não é nenhuma novidade. Mas, para quem está chegando agora e para os que se interessam em recapitular o aprendido, aqui vão 26 maneiras de identificar se uma comunicação é proveniente de um espírito superior ou não:

   1. Não há outro critério para discernir o valor dos espíritos senão o bom-senso.
   2. Conhecemos os espíritos pela sua linguagem e pelos seus conselhos, ou seja, pelos sentimentos que inspiram e os conselhos que dão.
   3. Uma vez admitido que os bons espíritos não podem dizer e fazer senão o bem, tudo o que for mau não pode provir de um bom espírito.
   4. A linguagem dos espíritos superiores é sempre digna, nobre e elevada, sem mistura de trivialidades. Dizem tudo com simplicidade e modéstia, não se gabam jamais, não exibem seu saber nem a sua posição entre os outros.
      A linguagem dos espíritos inferiores ou vulgares tem sempre algum reflexo das paixões humanas. Toda expressão que indique baixeza, presunção, arrogância, fanfarrice, acrimônia, é indício característico de inferioridade, ou de fraude se o espírito se apresenta sob um nome respeitável e venerado.
   5. Não é pela forma material e nem pela correção do estilo que se julga um espírito mas, sim, sondando-lhe o íntimo, esquadrinhando suas palavras, pesando-as friamente, maduramente e sem prevenção. Todo desvio de lógica, razão e de sabedoria, não pode deixar dúvida quanto à sua origem, qualquer que seja o nome com o qual se vista a entidade espiritual comunicante.
   6. A linguagem dos espíritos elevados é sempre idêntica, senão quanto à forma, pelo menos quanto ao fundo. Não são contraditórios.
   7. Os bons espíritos não dizem senão o que sabem, calam-se ou confessam sua ignorância sobre o que não sabem.
      Os maus falam de tudo com segurança, sem se preocuparem com a verdade. Toda heresia científica notória, todo princípio que choque o bom-senso, mostra a fraude se o espírito se diz esclarecido.
   8. É fácil reconhecer os espíritos levianos pela facilidade com que predizem o futuro e precisam fatos materiais que não nos é dado conhecer. Os bons espíritos podem fazer pressentir as coisas futuras quando esse conhecimento for útil, mas não precisam jamais as datas: todo anúncio de acontecimento com época fixada é indício de uma mistificação.
   9. Os espíritos elevados se exprimem de maneira simples, sem prolixidade. Seu estilo é conciso, sem excluir a poesia de idéias, de expressões sempre inteligíveis e ao alcance de todos, sem exigir esforço para ser compreendido. Têm a arte de dizerem muitas coisas com poucas palavras, porque cada palavra tem sua importância.
      Os espíritos inferiores, ou falsos sábios, escondem sob a presunção e ênfase o vazio dos pensamentos. Sua linguagem, freqüentemente, é pretensiosa, ridícula, ou obscura à força de querer parecer profunda. Mas não é.
  continua
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Victor Passos em 13 de Fevereiro de 2011, 12:00
continuação

10. Os bons espíritos jamais ordenam: não se impõem, aconselham e, se não são escutados, se retiram. Os maus são imperiosos, dão ordens, querem ser obedecidos e permanecem mesmo assim. Todo espírito que se impõe, trai sua origem. São exclusivos e absolutos em suas opiniões, e pretender ter, só eles, o privilégio da verdade. Exigem uma crença cega e não apelam à razão, porque sabem que a razão os desmascariam.
  11. Os bons espíritos não lisonjeiam. Aprovam quando se faz o bem, mas sempre com reservas. Os maus dão elogios exagerados, estimulam o orgulho e a vaidade, pregando a humildade, e procuram exaltar a importância pessoal daqueles a quem desejam captar.
  12. Os espíritos superiores estão acima das puerilidades da forma e em todas as coisas. Só os espíritos vulgares podem dar importância a detalhes mesquinhos, incompatíveis com as idéias verdadeiramente elevadas. Toda prescrição meticulosa é um sinal certo de inferioridade e de fraude da parte de um espírito que toma um nome importante.
  13. Desconfie dos nomes bizarros e ridículos que tomam certos espíritos que querem se impor à credulidade. Seria soberanamente absurdo tomar esses nomes a sério.
  14. Desconfie também dos espíritos que se apresentam muito facilmente com nomes extremamente venerados e não aceite suas palavras senão com a maior reserva. Neste caso é necessário um controle severo e indispensável, porque, freqüentemente, é uma máscara que tomam para fazer crer em pretendidas relações íntimas com os espíritos excepcionais. Por esse meio afagam a vaidade do médium e dela se aproveitam para induzi-lo, constantemente, a diligências lamentáveis ou ridículas.
  15. Os bons espíritos são muito escrupulosos sobre as atitudes que podem aconselhar. Em todos os casos, não aconselham jamais se não houver um objetivo sério eminentemente útil. Deve-se considerar como suspeitas todas as que não tiverem esse caráter, ou não estiverem de acordo com a razão. É ainda necessário refletir maduramente todo conselho recebido para não correr o risco de expor-se a mistificações desagradáveis.
  16. Os bons espíritos podem também serem reconhecidos pela sua prudente reserva sobre todas as coisas que podem comprometer. Repugna-lhes revelar o mal.
      Os espíritos levianos ou malévolos se comprazem em faze-lo realçar. Enquanto que os bons procuram suavizar os erros e pregam a indulgência, os maus os exageram e sopram a cizânia por meio de insinuações pérfidas.
  17. Os bons espíritos prescrevem unicamente o bem. Toda máxima, todo conselho que não esteja estritamente conforme a pura caridade evangélica, não pode ser obra dos bons espíritos.
  18. Os bons espíritos não aconselham jamais senão coisas perfeitamente racionais. Toda recomendação que se afaste da reta linha do bom-senso ou das leis imutáveis da natureza, acusa um espírito limitado e, por conseqüência, pouco digno de confiança.
  19. Os espíritos maus ou simplesmente imperfeitos se traem ainda por sinais materiais ante os quais a ninguém poderiam enganar. Sua ação sobre o médium é algumas vezes violenta, nele provocando movimentos bruscos e sacudidos, uma agitação febril e convulsiva, que se choca com a calma e a doçura dos bons espíritos.
  20. Os espíritos imperfeitos, freqüentemente, aproveitam os meios de comunicação de que dispõem para dar pérfidos conselhos. Excitam a desconfiança e animosidade contra aqueles que lhe são antipáticos, os que podem desmascarar suas imposturas são, sobretudo, o objeto de sua repreensão.
      Os homens fracos são seu alvo para os induzir ao mal. Empregando, sucessivamente, os sofismas, os sarcasmos, as injúrias e até sinais materiais de seu poder oculto para melhor convencer, procuram desviá-los da senda da verdade.
  21. O espírito de homens que tiveram, na Terra, uma preocupação única, material ou moral, se não estão libertos da influência da matéria, estão ainda sob o império das idéias terrestres, e carregam consigo uma parte de preconceitos, de predileções e mesmo de manias que tinham neste mundo. O que é fácil de se reconhecer pela sua linguagem.
  22. Os conhecimentos com os quais certos espíritos se adornam, com uma espécie de ostentação, não são um sinal de sua superioridade. A inalterável pureza dos sentimentos morais é, a esse respeito, a verdadeira prova de sua superioridade moral.
  23. Não basta interrogar um espírito para conhecer a verdade. É preciso, antes de tudo, saber a quem se dirige, porque os espíritos inferiores, ignorantes eles mesmos, tratam com frivolidade as questões mais sérias.
      Também não basta que um espírito tenha tido um grande nome na Terra, para ter, no mundo espírita, a soberana ciência. Só a virtude pode, em purificando-o, aproximá-lo de Deus e desenvolver seus conhecimentos.
  24. Da parte dos espíritos superiores, o gracejo, freqüentemente, é fino e picante, mas jamais é trivial. Entre os espíritos gracejadores que não são grosseiros, a sátira mordaz é sempre muito oportuna.
  25. Estudando-se com cuidado o caráter dos espíritos que se apresentam, sobretudo do ponto de vista moral, se reconhece sua natureza e o grau de confiança que se lhe pode conceder. O bom-senso não poderia enganar.
  26. Para julgar os espíritos, como para julgar os homens, é preciso saber primeiro julgar a si mesmo. Infelizmente, há muitas pessoas que tomam sua opinião pessoal por medida exclusiva do bom e do mau, do verdadeiro e do falso. Tudo o que contradiga sua maneira de ver, suas idéias, o sistema que conceberam ou adotaram, é mau aos seus olhos. A tais pessoas, evidentemente, falta a primeira qualidade para uma justa apreciação: a retidão do julgamento. Mas disso não suspeitam. É o defeito sobre o qual mais nos iludimos.

Acreditamos que tendo essas considerações em mente, fica bem mais fácil discernirmos a qualidade de nossos próprios pensamentos e também nos precavermos de tanta charlatanice que anda deturpando a essência esclarecedora do espiritismo por aí.

Centro de Estudos Espíritas Paulo Apóstolo - Ceepa, Mirassol - SP
Muita paz e harmonia

Vioctor Passos
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 13 de Fevereiro de 2011, 13:11
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos

  Amigo Dim,Dim  com todo respeito é a primeira vez que leio que os olhos mudam a consciência.
  Me desculpe , mas está enganado...Para identificar um espirito tem aqui como fazê-lo;
(...)

Bom dia, Victor Passos.

Primeiro, amigo, eu não falei em identificar Espíritos nem em mediunidade tampouco.

Segundo, não estou enganado não, meu amigo.

Como já ando por aqui no fórum a escrever há um ano e tal, e como moro em Portugal, como o Victor, estou disponível para corroborar pela prática o que escrevi. Isto é, fazê-lo sentir (ao Victor) o seu próprio Espírito através dos olhos e a consequente mudança de consciência. Eu intentarei essa mudança de percepção com os meus olhos para o amigo... a realização, ou o efeito ficará exposto em todo o seu rosto, mais evidente nos olhos. Se assim o permitir e desejar.

A prece, a oração ou a meditação, nome mais recente, ensina, a quem pratica, exatamente isso, nada mais.

A restante mensagem que enviou, e que se encontra também informação sobre isso no LE, serve apenas para que as consciências ainda materiais se orientem melhor nessas comunicações sem serem ludibriadas.


Felicidades a todos!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Victor Passos em 13 de Fevereiro de 2011, 13:35
Ola muita paz e harmonia
Amigo Dim.Dim

   O tempo que você escreve aqui no Forum para mim em nada faz jus do que se afirma, porque por acaso sem dar importancia a isso, ando por aqui à anos mais propriamente desde 2006.
   Amigo devo ter percebido mal a sua exposição , se sim lamento , mas continuo a dizer-lhe que não e dessa forma como diz pelo olhar que você consegue a intenção a que se propoe, lamento mas não concordo e de forma interessante é primeira vez que vejo tal afirmativa...

Mas sem entrar em mais ...o Amigo lá sabe..

abraço

Victor Passos
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 13 de Fevereiro de 2011, 14:14
Ola muita paz e harmonia
Amigo Dim.Dim

   Amigo devo ter percebido mal a sua exposição , se sim lamento , mas continuo a dizer-lhe que não e dessa forma como diz pelo olhar que você consegue a intenção a que se propoe, lamento mas não concordo e de forma interessante é primeira vez que vejo tal afirmativa...

Mas sem entrar em mais ...o Amigo lá sabe..

abraço

Victor Passos

Victor, apenas me estou a disponibilizar para corroborar o que escrevi. Citações do LE que nos levam a esse estado de espírito estão aí por todo este estudo e nas minhas restantes mensagens. Esta é a parte prática do Espiritismo.

Portugal é pequeno, podemos encontrar-nos quando quiser. Eu só digo o que é ou não é depois de experimentar... Nunca por apenas ter lido em qualquer lado!!

Adeus a todos!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 13 de Fevereiro de 2011, 15:27
Ola muita paz
Amigo Dim-Dim

   Não se preocupe com a possibilidade de nos encontrarmos, não existe necessidade para nos esclarecermos.
   A resposta está dada, e não precisei de livros para a expor, porque eu mesmo os escrevo e estudo, não faço somente expressão do que leio, mas também das experiências vividas e nem imagina com toda certeza com que meios o falço.
   Mas Amigo quem sou eu para debater consigo,,,apenas não concordo com essa ideia e nada mais, a não ser que queira mostrar tal como no meu proximo Livro " Ser e Parecer "que nossos gestos falam e dizem muito daquilo que somos..

abraço bom Amigo e muita paz
Victor Passos

Não me preocupo com nada, amigo Victor. Deus comanda-me com a Sua vontade.

Quanto ao seu livro, "Ser e Parecer", se me permite, digo-lhe que todos nós somos "parecer". Porque, mesmo aquele que se desmaterialize, aqui e agora, adquirindo a consciência espiritual, tem que continuar a "parecer" qualquer coisa enquanto por aqui andar.

Só poderá "Ser" nos momentos de solidão, já que a sociedade exige que se "pareça" qualquer coisa.

Desejo-lhe felicidades nessa tarefa...

Adeus a todos
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Antonio Renato em 13 de Fevereiro de 2011, 22:55
Nobres irmãos Dim-Dim e victor Passos,acalmem vossos ânimos e calcem as sandálias da humildade que Jesus nos deixou,dêem as mãos para que possam caminhar juntos,não deixem que o ego atrapalhe esta caminhada.Sem tirar os méritos de muitos que de forma grandiosa participam deste fórum,que muito tem contribuido para o meu aprendizado e compreesão da Doutrina Espírita,vocês em particular são o diferencial ao postarem suas citações,e espero que continuem assim.Desculpem-me a minha intromissão em vossas posições e se ás endendi mal.Agora se tiverem que se encotrar que não seja em Portugal,mas em uma Ilha deserta para que possam refletir melhor.
Fiquem na paz e que Deus na sua infinita grandeza nos abençoe sempre.
Ps.nobre irmão Vitor Passos,gostaria de ler essa sua nova obra "Ser e Parecer",se quiseres me ofertar um exemplar terei imensa satisfação em tê-lo para mim.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: maria edileusa da silva em 14 de Fevereiro de 2011, 00:40
Boa Noite a todos os irmaos que fazem parte de forum ,fala sobre esse tema: a lei e a destruição ,e muito importante pois nao precisamos irmos longe pois existe acontece em lares sem uma estrutura familiar sem amor no coração ,sâo sentimentos como esse que fazem que seres humanos pensa no seu presente não se preocuparem como o futuro de seus semelhantes,destroiem plantas ,floresta, mata animais, nascente de agua,e nâo perceber que estaõ destruido eles mesmo pois seus descendente sofreram com as consequensia de seus atos .Agora deixou uma pergunta;Eles sao culpado ou possamos dizem nos ?
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 14 de Fevereiro de 2011, 00:58
Olá! Boa noite à todos e boas vindas aos queridos visitantes.

Antonio Renato, Victor Passos, Dim dim... grata sou por suas intervenções.
O debate saudável é sempre preferível à discussão pouco amigável, caros irmãos. Cada um, segundo seus conhecimentos, contribui para o desenvolvimento do assunto, lógico que tudo dentro das normas do Fórum, que sabemos que existem. Em existindo, essas normas balisam  o andamento dos debates, norteando os participantes no sentido de não perdermos o "foco" do tema do estudo mensal.
No mais, o estudo continua...

Um terno abraço fraterno
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 14 de Fevereiro de 2011, 01:42
Boa Noite,

Outro ponto a ser visto dentro do mesmo capítulo da Lei da destruição é a crueldade.

V – Crueldade

      752. Podemos ligar o sentimento de crueldade ao instinto de destruição?

     — É o próprio instinto de destruição no que ele tem de pior, porque, se  a destruição é às vezes necessária, a crueldade jamais o é. Ela é sempre a conseqüência de uma natureza má.

      753. Por que motivo a crueldade é o caráter dominante dos povos  primitivos?

      — Entre os povos primitivos, como os chamas, a matéria sobrepuja o espírito. Eles se entregam aos instintos animais e como não têm outras necessidades além das corpóreas cuidam apenas da sua conservação pessoal. É isso que geralmente os torna cruéis. Além disso, os povos de desenvolvimento imperfeito estão sob o domínio de Espíritos igualmente imperfeitos que lhes são simpáticos, até que povos mais adiantados venham destruir ou arrefecer essa influência.

      754. A crueldade não decorre da falta de senso moral?

      — Dize que o senso moral não está desenvolvido, mas não que está ausente; porque ele existe, em princípio, em todos os homens; é esse senso moral que os transforma mais tarde em seres bons e humanos. Ele existe no selvagem como o princípio do aroma no botão de uma flor que ainda não se abriu.

Comentário de Kardec: Todas as faculdades existem no homem em estado rudimentar ou latente e se desenvolvem segundo as circunstâncias mais ou menos favoráveis. O desenvolvimento excessivo de umas impede ou neutraliza o de outras. A superexcitacão dos instintos materiais asfixia, por assim dizer, o senso moral, como o desenvolvimento deste arrefece pouco a pouco as faculdades puramente animais.

        755. Como se explica que nas civilizações mais adiantadas existam criaturas às vezes tão cruéis como os selvagens?

       - Da mesma maneira que numa árvore carregada de bons frutos existem os têmporas Elas .ao, se quiseres, selvagens que só têm da civilização a aparência, lobos extraviados em meio de cordeiros. Os Espíritos de uma ordem inferior, muito atrasados, podem encarnar-se entre homens adiantados com a esperança de também se adiantarem; mas, se a prova for muito pesada a natureza primitiva reage.

          756. A sociedade dos homens de bem será um dia expurgada dos malfeitores?

       - A Humanidade progride. Esses homens dominados pelo instinto do mal, que se encontram deslocados entre os homens de bem, desaparecerão pouco a pouco como o mau grão é separado do bom quando joeirado Mas renascerão em outro invólucro. Então, com .na. experiência, compreenderão melhor o berne o mal. Tens um exemplo nas plantas e nos animais que o homem aprendeu como aperfeiçoar, desenvolvendo-lhes qualidades novas. Pois bem, é só depois de muitas gerações que o aperfeiçoamento se torna completo. Essa e a imagem das diversas existências do homem.

Grifo meu.

Um abço Hebe
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mirina em 14 de Fevereiro de 2011, 02:33
Olá Hebe, sempre trazendo novas luzes para antigas questões, obrigada!

Lembra-se do questionamento sobre a incidencia de tragedias e suas consequencias mais severas nos paises menos desenvolvidos?

Será esta a explicação para tratamentos tão diferentes.  Os menos desenvolvidos ainda estão dominados por espiritos imperfeitos em grau inferior, muito embora hajam entre nós espiritos em grau de evolução superior, ainda estamos muito envolvidos por espiritos e almas de grau inferior.  Isto, pela explicação dada, muda de acordo com o povo, o pais, etc.

Assim devemos entender, o que voce acha?


"753. Por que motivo a crueldade é o caráter dominante dos povos  primitivos?

      — Entre os povos primitivos, como os chamas, a matéria sobrepuja o espírito. Eles se entregam aos instintos animais e como não têm outras necessidades além das corpóreas cuidam apenas da sua conservação pessoal. É isso que geralmente os torna cruéis. Além disso, os povos de desenvolvimento imperfeito estão sob o domínio de Espíritos igualmente imperfeitos que lhes são simpáticos, até que povos mais adiantados venham destruir ou arrefecer essa influência."

Este ultimo paragrafo, povos mais adiantados venham destruir ou arrefecer esta influencia...podemos enxergar a intervenção do USA sobre o Iraque um movimento destes?

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 14 de Fevereiro de 2011, 03:42
Olá Mirina, Hebe sejam bem-vindas o mesmo também desejamos aos nossos visitantes.

O estudo continua... apresento um texto para ilustração... e apreciação. A autoria é de Enéas Canhadas - Consultor de Empresas na área do comportamento humano na Organização e Psicólogo. Membro da ABRAPE - Associação Brasileira de Psicólogos Espíritas, dirige "workshop" junto a instituições e casas espíritas, Seminários, Simpósios e Congressos de Psicologia e Espiritismo. Colabora com a Revista Literária Espírita DELFOS, Catanduva-SP. e apresenta o programa "Novos Rumos da Rede Boa Nova de Rádio, 1450 AM.

Meu respeito e admiração
Abraços
Mizica

"A lei de destruição e os dias em que vivemos
16/08/2006
A Lei de Destruição responde a várias perguntas que a nossa indignação pode fazer. No Livro dos Espíritos, lemos que a necessidade de destruição é proporcional ao estado mais ou menos material dos mundos e desaparece num estado físico e moral mais apurado, portanto, diminui à medida que o Espírito supera a matéria.

É possível aos homens adquirir conhecimentos e experiências para prevenir conflitos desde que procure compreender as causas. Mas entre os males que afligem a humanidade, há os que são de natureza geral e pertencem aos desígnios da Providência. O que não poderá fazer o homem quando ao cuidar da sua preservação pessoal, souber aliar o sentimento de uma verdadeira caridade para com os semelhantes?

Sobre a guerra, na Lei de Destruição aprendemos que se trata da predominância da natureza animal sobre a espiritual e satisfação das paixões. Em estado de barbárie o homem só conhece o direito do mais forte, e é por isso que a guerra é um estado normal. Os que suscitam a guerra terão muitas existências para expiar todos os assassínios de que foram causa, porque terão que responder sobre a satisfação de suas ambições. Os assassinatos, a crueldade e até mesmo os duelos estão perfeitamente enquadrados também na Lei de Destruição, sempre nos alertando para a prevalência dos instintos.

Primeiramente chama a atenção a expressão de que “a guerra é um estado normal”. Esta expressão nos confirma que tal estado pode ser considerado normal na medida em que o nível de consciência das pessoas envolvidas seja capaz apenas de ver tal maneira de enfrentar um conflito.

Outro aprendizado que o Livro dos Espíritos nos traz é quando nos faz pensar ao considerar com tranqüilidade sobre os flagelos, guerras e sobre as demais atrocidades que o ser humano pratica. Não há dramatização na linguagem das Leis Morais, apenas constatação de que a humanidade tem um longo caminho a percorrer. A linguagem do Livro dos Espíritos não traz protestos, não traz “slogans” nem temas para debate, apenas constata o momento e as circunstâncias em que a humanidade se encontra.

Não estamos falando de conformismo nem de submissão ou renúncia doentia que nos entregue à impotência da incapacidade. Estamos falando da necessidade que ainda se coloca para o ser humano: reconhecer a questão fundamental que o leva a ser um destruidor e um causador de mortes ao seu semelhante.

De nada valerá a perplexidade, de nada valerão os espantos ou revolta na frente de um homem que, indiscriminadamente derruba árvores, destruindo florestas. Esse ato está, no momento em que é praticado, afetando a qualidade do ar que o próprio cortador de árvores respira. Isso, no entanto, acontece porque ele não tem condições de perceber que a árvore saudável melhora o ar que ele próprio respira. Ora, se não perceber que a árvore se relaciona com o ar não há como ele entender que não deve derrubá-la.

Podemos perguntar: mas, e quanto aos seres humanos? Como um soldado não consegue ver que a morte de crianças inocentes é um mau e como é que ele não lembra dos seus próprios filhos? Ai é que está, exatamente porque ele se lembra dos seus filhos é que quer protegê-los. Na verdade o soldado na guerra, imbuído que foi de ordens automatizadas como canta Geraldo Vandré, na música “Para não dizer que não falei de flores” “há soldados armados, amados ou não, quase todos perdidos de armas na mão. Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição: de morrer pela pátria e viver sem razão”, lição esta que parece fazer sentido na mente condicionada do soldado que, pensa estar protegendo seus filhos, seus pais e sua pátria. Nesse nível de consciência é isso que faz sentido. Portanto, ele não consegue e nem pode ver que está matando outros filhos iguais aos que ele quer proteger.

Por isso o Livro dos Espíritos não dramatiza, apenas constata o momento evolutivo em que o homem se encontra. Enquanto não se compreende a questão fundamental da existência e do progresso, debate-se no estágio em que se encontra a vida no planeta. A vida, no entanto, mostra-se generosa, proporcionando lições infindáveis e, somente para os que ainda não possuem olhos de ver, nem ouvidos de ouvir. Tais lições apresentam-se em novas e inusitadas situações, enquanto a compreensão necessária é aquela da qual os seres ainda não se mostraram capazes.

Como queremos que aconteça diferente lá no Líbano, no Iraque ou em Israel, se ainda dizemos que os nossos governantes são fracos, porque não matam nas ruas, os bandidos que põem as nossas vidas em risco e a nossa cidade em estado permanente de insegurança?

Essa realidade só poderá sofrer uma profunda transformação quando o princípio de não deixar a natureza animal prevalecer sobre o Espírito, e isso vale para qualquer ser humano em qualquer parte do mundo, tiver se transformado. Mudam os meios: em alguns lugares são os canhões, os foguetes e os mísseis que estão falando mais altos, em outros lugares são as balas perdidas ou as armas que queremos manter dentro de nossas casas ou no porta luvas do nosso carro para nos sentirmos mais seguros, mas o princípio que está prevalecendo é o mesmo: predomínio da força sobre o Espírito.

O Espírito só progride com a sensibilidade e leveza da compreensão de si mesmo e dos outros. Só progride com a delicadeza dos atos de mais amabilidade entre os seres humanos, só progride com a agudeza dos sentimentos que nos faz construir uma compaixão legítima e verdadeira. A tristeza evoca a tristeza, e enquanto apenas manifestamos tristeza pelos mortos nas guerras que julgamos injustas, estamos evocando em nós, tão somente a piedade, e a piedade nada mais é do que o sentimento de tristeza e pena de nós mesmos depositados nos outros ao ver-lhes as desgraças, e como a tristeza evoca a tristeza temos que pensar na alegria, no dizer do filósofo “a alegria sim, é que é boa, a razão é que é justa; o amor e a generosidade, e não a piedade, deve levar-nos a ajudar nossos semelhantes”. A compaixão é um sentimento, e sendo assim não pode ser um dever. Dos corações ela precisa sair naturalmente como a fonte jorra gratuitamente a água cristalina, e sem condições. O amor pode ser desenvolvido e educado, e o mesmo vale para a compaixão, não precisamos nem mesmo ter o dever de senti-la, porque tudo que é dever é por obrigação, mas sim, explica Kant, a necessidade de desenvolver em nós a capacidade de sentir a verdadeira compaixão."

      

      

      

      





Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 14 de Fevereiro de 2011, 11:14
"A. Kardec" - (ESE)

Meu reino não é deste mundo

1. Pilatos, tendo entrado de novo no palácio e feito vir Jesus à sua presença, perguntou-lhe: És o rei dos judeus? - Respondeu-lhe Jesus: Meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, a minha gente houvera combatido para impedir que eu caísse nas mãos dos judeus; mas, o meu reino ainda não é aqui. Disse-lhe então Pilatos: És, pois, rei? - Jesus lhe respondeu: Tu o dizes; sou rei; não nasci e não vim a este mundo senão para dar testemunho da verdade. Aquele que pertence a verdade escuta a minha voz. (S. JOÃO, cap. XVIII, vv. 33, 36 e 37.)

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

Uma realeza terrestre

8. Quem melhor do que eu pode compreender a verdade destas palavras de Nosso Senhor: "O meu reino não é deste mundo"? O orgulho me perdeu na Terra. Quem, pois, compreenderia o nenhum valor dos reinos da Terra, se eu o não compreendia? Que trouxe eu comigo da minha realeza terrena? Nada, absolutamente nada. E, como que para tornar mais terrível a lição, ela nem sequer me acompanhou até o túmulo! Rainha entre os homens, como rainha julguei que penetrasse no reino dos céus! Que desilusão! Que humilhação, quando, em vez de ser recebida aqui qual soberana, vi acima de mim, mas muito acima, homens que eu julgava insignificantes e aos quais desprezava, por não terem sangue nobre! Oh! como então compreendi a esterilidade das honras e grandezas que com tanta avidez se requestam na Terra!

Para se granjear um lugar neste reino, são necessárias a abnegação, a humildade, a caridade em toda a sua celeste prática, a benevolência para com todos. Não se vos pergunta o que fostes, nem que posição ocupastes, mas que bem fizestes, quantas lágrimas enxugastes.

Oh! Jesus, tu o disseste, teu reino não é deste mundo, porque é preciso sofrer para chegar ao céu, de onde os degraus de um trono a ninguém aproximam. A ele só conduzem as veredas mais penosas da vida. Procurai-lhe, pois, o caminho, através das urzes e dos espinhos, não por entre as flores.

Correm os homens por alcançar os bens terrestres, como se os houvessem de guardar para sempre. Aqui, porém, todas as ilusões se somem. Cedo se apercebem eles de que apenas apanharam uma sombra e desprezaram os únicos bens reais e duradouros, os únicos que lhes aproveitam na morada celeste, os únicos que lhes podem facultar acesso a esta.

Compadecei-vos dos que não ganharam o reino dos céus; ajudai-os com as vossas preces, porquanto a prece aproxima do Altíssimo o homem; é o traço de união entre o céu e a Terra: não o esqueçais. - Uma Rainha de França. (Havre, 1863.).70.71


Adeus a todos!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Victor Passos em 14 de Fevereiro de 2011, 11:44
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

   Aos companheiro que me pediram o Livro , logo que ele saia , terei gosto em ofertar, mas não o poso fazer a todos..srrsrs.. Pois é para ajudar Instituição.
   Quanto ao pensarem que existe conflito comigo e o Irmao Dim .Dim, penso que existe equivoco, nada fizemos que possa levar a pensar dessa forma, apenas respeitavelmente não pensamos da mesma forma, e isso que saiba não é errado, por contrario acho que é gratificamente quando não tendo o mesmo pensamento nos respeitarmos.
   Ninguém é dono da verdade e somos todos difeentes , por isso respeito as opiniões contrarias...

  Abraço fraterno

 Victor Passos
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Victor Passos em 14 de Fevereiro de 2011, 11:46
Ola muita paz e harmonia

A Face Oculta

          Viste o malfeitor que a opinião pública apedrejava e anotaste os comentários ferinos de muita gente... Ele terá sido mostrado nas colunas da imprensa por celerado invulgar de que o mundo abomina a presença; entretanto, alguém lhe estudou a face esquerda de sofredor e observou que ninguém, até hoje, lhe ofertou na existência o mínimo ensejo de ser amado, a fim de acordar para o serviço do bem.

          Soubeste que certa mulher caiu em desequilíbrio, diante de círculos sociais que fizeram pesar sobre ela a própria condenação... Alguém, todavia, lhe enxergou a face oculta e leu nela, inscrita a fogo de aflição, a história das lutas terríveis que a acusada sustentou com a necessidade, sem que ninguém lhe estendesse mãos amigas, nas longas noites de tentação.

          Percebeste a diferença do companheiro que se afastou do trabalho de burilamento moral em que persistes, censurado por muitos irmãos inadvertidamente aliados a todos os críticos que o situam entre os tipos mais baixos de covardia... Alguém, contudo, analisou-lhe a face ignorada, mil vezes batida pelas pancadas da ingratidão, e verificou que ninguém apareceu nos dias de angústia para lenir-lhe o coração, ilhado no desespero.

          Tiveste notícia do viciado, socorrido pela polícia, e escutaste os conceitos irônicos daqueles que o abandonaram à própria sorte... No entanto, alguém lhe examinou a face desconhecida de criatura a quem se negou a bênção do trabalho ou do afeto e reconheceu que ninguém o ajudou a libertar-se da revolta e da obsessão.

          Quando estiveres identificando as chagas do próximo, recorda que alguém está marcando as causas que as produziram.

          Esse alguém é o Senhor que vê o que não vemos.

          Onde o mal se destaque, faze o bem que puderes.

          Onde o ódio se agite, menciona o amor.

          Em toda parte, e acima de tudo, pensemos sempre na infinita misericórdia de Deus, que reservou apenas um Sol para garantir a face clara da Terra, durante as horas de luz, em louvor do dia, mas acende milhares de sóis, em forma de estrelas, para guardar a face obscura do Planeta, durante as horas de sombra, em auxílio da noite, para que ela jamais se renda ao poder das trevas.

          * * *
Livro: Encontro Marcado
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 14 de Fevereiro de 2011, 12:19
Bom dia Mirina,
A meu ver a Guerra é diferente das catástrofes Naturais, é provocada pelo homem, pelo seu apego ao poder e ao fanatismo religioso, ou seja pelo Egoísmo.
Como podemos julgar o Estados Unidos melhores espiritualmente que o Iraque?
A ultima guerra foi justificada por haver bombas biológicas que não foram encontradas no Iraque. Até hoje esta guerra é questionada.
 :D :D Não estou defendendo Sadan Hussen,hein?
Veja bem entre 1980 a 1988 os Estados Unidos apoiaram o Iraque na guerra contra o Irã.
Assim como foram os Estados Unidos que treinaram para seu serviço Osama Bin Laden.

Veja uma parte da biografia (Fonte: Wikpédia )

Biografia
Osama Bin Laden
[editar] Juventude

Quando jovem e inexperiente, participou de forma voluntária na década de 1980 do esforço jihadista no Afeganistão, financiando e organizando grupos de árabes e acampamentos de milícias armadas no combate aos invasores soviéticos. Existem controvérsias quanto à ligação dos estadunidenses com Bin Laden nesse confronto. Contudo, em entrevista em 2001, exibida no documentário Fahrenheit 9/11, de Michael Moore, o príncipe Bandar Bin Sultan, embaixador saudita nos EUA na época, afirmou ter conhecido Osama Bin Laden na década de 80, durante o citado conflito, quando o líder guerrilheiro veio lhe agradecer por toda a ajuda que a Arábia e os EUA estavam dando contra os soviéticos. Posteriormente estabeleceu-se como importante investidor no Sudão, onde iniciou, em paralelo às suas atividades empresariais, a organização que mais tarde viria a se denominar Al Qaeda, originalmente destinada a combater a família real saudita. "
No Afeganistão, sem as condições financeiras de outrora, passou a dedicar-se integralmente à causa islâmica, reconstruindo gradualmente a organização, unindo esforços com outros grupos islâmicos refugiados no país (destaque para o grupo egípcio "Al Jihad", liderado por Ayman al-Zawahri, que viria a se tornar o braço-direito de Bin Laden). Na caça cada vez mais delirante aos "infiéis", elegeu então os Estados Unidos como o grande inimigo a ser combatido - "a força maior dos cruzados". Aproximou-se dos Talibãs, grupo ironicamente financiado pelos Estados Unidos da América e Arábia Saudita. Tornou-se amigo e confidente do seu chefe, o Mulá Omar."

Os Estados Unidos se tornaram a maior potência econômica as custas da Indústria Bélica.
Também na Guerra fria contra a Rússia subjugou , com seu poder econômico, toda a Améria Latina através da Ditadura Militar.

Não sou Comunista, nem a favor do terrorismo ou qualquer coisa que o valha, mas temos que ver o quanto a humanidade sofre através destes jogos de poder.
Numa Guerra ninguém é Santo, nem perdedor e nem vencedor, a Guerra mostra a bestialidade do homem, que às vezes nem percebe com seu fanatismo patriótico, religioso etc o Inferno que causa a seus povos. O aliado de hoje se torna inimigo amanhã, depende exclusivamente dos interesses materiais das Nações ou Governantes envolvidos.
Infelizmente

Um abço
Hebe

Olá Hebe, sempre trazendo novas luzes para antigas questões, obrigada!

Lembra-se do questionamento sobre a incidencia de tragedias e suas consequencias mais severas nos paises menos desenvolvidos?

Será esta a explicação para tratamentos tão diferentes.  Os menos desenvolvidos ainda estão dominados por espiritos imperfeitos em grau inferior, muito embora hajam entre nós espiritos em grau de evolução superior, ainda estamos muito envolvidos por espiritos e almas de grau inferior.  Isto, pela explicação dada, muda de acordo com o povo, o pais, etc.

Assim devemos entender, o que voce acha?


"753. Por que motivo a crueldade é o caráter dominante dos povos  primitivos?

      — Entre os povos primitivos, como os chamas, a matéria sobrepuja o espírito. Eles se entregam aos instintos animais e como não têm outras necessidades além das corpóreas cuidam apenas da sua conservação pessoal. É isso que geralmente os torna cruéis. Além disso, os povos de desenvolvimento imperfeito estão sob o domínio de Espíritos igualmente imperfeitos que lhes são simpáticos, até que povos mais adiantados venham destruir ou arrefecer essa influência."

Este ultimo paragrafo, povos mais adiantados venham destruir ou arrefecer esta influencia...podemos enxergar a intervenção do USA sobre o Iraque um movimento destes?


Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 14 de Fevereiro de 2011, 15:09
 :-* Olá!
Bom dia à todos!
Aos queridos visitantes nossas boas vindas!

Querido Victor, perdoe-me. Pensei em falar de maneira a parecer um alerta geral, quanto ao fato de não perdermos o "foco" do estudo, e acabei expressando-me de outra forma. Nada pessoal, caro companheiro... voce é um colaborador inestimável em todos os temas do Fórum. Tanto voce quanto o Dim dim.
É um fato, sem divergências de opiniões como avançar nos estudos?

Meu carinho... sempre.
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mirina em 14 de Fevereiro de 2011, 15:23
Olá Hebe,

como podemos julgar os Estados Unidos melhores espiritualmente que o Iraque?

Entendi na questão 753 que podemos avaliar o estágio de adiantamento que o espirito se encontra pela crueldade que disseminam em suas relações.
Apedrejamento de mulheres, utilização de ciranças na linha de frente do ataque, punição por amputação de membros, mãos, dedos, etc, e punição do adultério com a pena de morte!  Isto não caracteriza crueldade e apego do povo em relação a materia?
Não foi isso que informaram nesta resposta?

A guerra acaso não segue os mesmas regras da Lei da destruição que encontramos na Natureza? O mais fraco perece diante do mais forte, não é essa a regra geral, o maior destroi o menor?

Agora, se para destruir ou arrefecer estas influencias imperfeitas, os Estados Unidos utilizou-se de meios não muito corretos, aí podemos questionar qual o grau de adiantamento deste povo, mas no meu entendimento ainda assim, pelas explicações dadas nesta questão, mais adiantado que o outro povo que ainda se utiliza de metodos crueis em sua legislação.

Novamente trago a discussão: Acaso podemos julgar, sob o nosso ponto de vista, o bem ou o mal que a Lei da destruição pode causar em uma nação?
Não defendo guerras por quaisquer motivos, mas estudando a questão proposta, percebo que fazem parte de um plano maior!  Dificil entender não é mesmo?

Excelente o texto Mizica, devemos nos furtar ao escandalo das constatações, enxergando no fundo o encadeamento dos fatos no plano divino!
Abs,
Mirina
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 14 de Fevereiro de 2011, 15:45
Oi Mirina,
Eu só coloquei a relatividade  em cima do exemplo que você citou.
Acho que os Estados Unidos não é tão herói como parece aos olhos do mundo.
Não vejo glória em promover tantas Guerras e enriquecer com elas.
Quanto as leis no Iraque , sou radicalmente contra também.
Veja bem, já coloquei em post anterior o meu parecer, sobre a Guerra, Deus permite para que os povos evoluam mais rápido diz OLE.
Portanto cabe aos povos interpretá-las como uma lição e não se revoltarem, assim sendo não arrastarão este estado de ódio de uma pátria para outra, como acontece entre árabes e judeus eternamente.

Complementando, como exemplo temos Gandhi que promoveu a revolução pacifista na India.

"Só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio."

"A não violência nunca deve ser usada como um escudo para a covardia. É uma arma para os bravos."

"Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome."

Mahatma Gandhi
(Líder nacionalista que libertou a India através da Não Violência)
2-10-1869 / 30-1-1948

Um abço Hebe
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Diegas em 14 de Fevereiro de 2011, 15:54


Olá.

Bem se vê a preocupação de alguns amigos em apontar as causas destruidoras que lhe vão distante da alma. Parece natural que assim seja. Quantas vezes contribuimos em destruir o planeta ? Dificil enxergar o que nos vai por dentro, trabalhoso qualquer analise intima mais profunda. Será a destruição moral-espiritual pior de todos cataclismas ? De que adianta todas as tentativas em salvar o planeta, quando o ser humano não salva a si proprio ?

Flagrante sinal de uma Nova ERA (regeneração) decantada por vários espiritualistas:  'a loucura humana em conjunção com os cataclismas planetarios'

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 14 de Fevereiro de 2011, 16:49
Paz na Terra
Paz na Terra (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PThtMnkzZ2kwd3ZVIw==)
..
"Allan Kardec"

4. - O Universo é, ao mesmo tempo, um mecanismo incomensurável, acionado por um número incontável de inteligências, e um imenso governo em o qual cada ser inteligente tem a sua parte de ação sob as vistas do soberano Senhor, cuja vontade única mantém por toda parte a unidade. Sob o império dessa vasta potência reguladora, tudo se move, tudo funciona em perfeita ordem. Onde nos parece haver perturbações, o que há são movimentos parciais e isolados, que se nos afiguram irregulares apenas porque circunscrita é a nossa visão. Se lhes pudéssemos abarcar o conjunto, veríamos que tais irregularidades são apenas aparentes e que se harmonizam com o todo.

..
TAO TE KING − Lao−Tsé

O céu dura
a terra perdura
céu e terra
duram que duram.
Por não viverem para si
eis porque podem viver eternamente.
Por isso o homem santo
ficando atrás
sobressai
ficando fora
persiste.
Não será por não ter nada seu ?

Adeus a todos!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Victor Passos em 14 de Fevereiro de 2011, 16:50
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

   Quando em destruição do Planeta, não podemos apontar este ou aquele Pías, mas sim nós próprios, porque a defesa do mesmo começa na educaçao do lar. Nós esquecemos que durante varias decadas nos desleixamos com o trato dos lixos e manuseio dos mesmos.
 hoje mesmo havendo esclarecimento, nos midia, nos grupos de proteção da natureza, ainda existe falta de civismo e continua-se a amontoar lixo...no meu entender o lixo primeiro a limpar é o da alma, temos que aprender a respeitar a vida dos semelhantes e a nossa.
  Se nós não mudarmos a conduta como apontar o dedo aos outros?
  É necessário criar no intimo de cada Ser a importancia que a natureza tem em todos os aspetos, ela faz falta a todos, por isso criemos em nós processo de auto educação , porque só dessa forma poderemos educar os outros ...


Perante a Natureza

          De alma agradecida e serena, abençoar a Natureza que o acalenta, protegendo, quanto possível, todos os seres e todas as coisas na região em que respire.

          A Natureza consubstancia o santuário em que a sabedoria de Deus se torna visível.

          Preservar a pureza das fontes e a fertilidade do solo.

          Campo ajudado, pão garantido.

          Cooperar espontaneamente na ampliação de pomares, tanto quanto auxiliar a arborização e o reflorestamento.

          A vida vegetal é moldura protetora da vida humana.

          Prevenir- se contra a destruição e o esbanjamento das riquezas da terra em explorações abusivas, quais sejam a queima dos campos, o abate desordenado das árvores generosas e o explosivo na pesca.

          O respeito à Criação constitui simples dever.

          Utilizar o tesouro das plantas e das flores na ornamentação de ordem geral, movimentando a irrigação e a adubagem na preservação que lhes é necessária.

          O auxílio ao vegetal exprime gratidão naquele que lhe recebe os serviços.

          Eximir- se de reter improdutivamente qualquer extensão de terra sem cultivo ou sem aplicação para fins elevados.

          O desprezo deliberado pelos recursos do solo significa malversação dos favores do Pai.

          Aplicar as forças naturais como auxiliares terapêuticos na cura das variadas doenças, principalmente o magnetismo puro do campo e das praias, o ar livre e as águas medicinais.

          Toda a farmacopéia vem dos reservatórios da Natureza.

          Furtar- se de mercadejar criminosamente com os recursos da Natureza encontrados nas faixas de terra pelas quais se responsabilize.

          O mordomo será sempre chamado a contas.

          “Pois somos cooperadores de Deus” - Paulo. (I CORÍNTIOS, 3: 9.)

 Livro: Conduta Espírita
André Luiz & Waldo Vieira


Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: HelenaBeatriz em 14 de Fevereiro de 2011, 17:08
Olá, doce Mizica!! Olá, amigos!!

Acredito que não exista país bonzinho ou mauzinho, mas países mais democráticos e menos democráticos. Nos países onde vigora ainda a teocracia fica difícil a democratização. Vamos ver o que acontecerá agora com o exemplo do Egito...
Como viver democraticamente dentro de um país não laico?
Também sou contra as ditaduras, quer de Direita, quer de Esquerda.

Não sou americanófila, mas também não sou o oposto. Eles têm seus méritos. Lutaram fervorosamente na segunda guerra mundial favorecendo a vitória contra Hitler e só entraram na guerra depois que foram bombardeados em Pearl Harbor. Mas têm interesses pessoais quando guerreiam, é claro. Não existem países amigos, existem interesses comuns.
Nosso mundo é de expiação e provas.
..................................................................................


Mas quanto ao sofrimento frequente neste orbe...
Vou compartilhar um caso real com vocês.
Não conseguimos controlar o curso das coisas da forma como gostaríamos, mas podemos, mudar a maneira como recebemos o que nos acontece.

 Tenho uma grande amiga espírita, com grave patologia, que descobriu metástases recentemente. Ela havia se submetido à quimio e à radioterapia recentemente e se sentia muito feliz. Ontem foi a um centro de umbanda e um caboclo incorporado colocou sua mão na região da metástase e lhe disse que ficaria curada.

Ela me conta que ficou surpresa pois nada havia dito. E que resolveu "não procurar entender".

Quando vivemos situações indesejadas como esta doença, tudo fica muito nebuloso, parece que nos encolhemos, já não sabemos que direção seguir.
 Aí a gente se pergunta:  Por que isto? Por que agora? Por que eu? Não é verdade?

Sofremos duplamente: primeiro, pelo que perdemos; depois, pelo reconhecimento de que foi “falha nossa”! Conhecemos a lei do retorno...Somos incapazes de impedir que coisas que não desejamos nos aconteçam.
Claro que um autoquestionamento, uma reflexão crítica são absolutamente pertinentes e obrigatórios, porém, alimentar um "por que?" indignado é uma onipotência quase infantil. Achar que estas coisas não podem acontecer conosco, apenas expõe  nossa presunção como espíritos... Somos passíveis de adoecer sim, de sofrer, de "morrer". Afinal o que somos?  Somos apenas seres humanizados numa experiência corpórea.

Ela decidiu não procurar entender, nem se perguntar mais "Por quê?" ... Não por resignação passiva dos fracos, disse-ma ela... E concluiu:
" às vezes uma paisagem que parece hostil seja apenas porque não a conhecemos, foi assim da outra vez, pode ser assim agora..."
A resiliência da minha amiga me sensibilizou e resolvi compartilhar com vocês.

Com carinho,
Helena
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 14 de Fevereiro de 2011, 17:39
"A. Kardec"

DEUS

1. Há um Deus, inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.

A prova da existência de Deus está no axioma: Não há efeito sem causa. Vemos incessantemente uma multidão inumerável de efeitos, cuja causa não está na Humanidade, uma vez que a Humanidade está impossibilitada de reproduzi-los, e mesmo de explicá-los: a causa está, pois, acima da Humanidade. É a essa causa que se chama Deus, Jeová, Alá, Brama, Fo-hi, Grande Espírito, etc., segundo as línguas, os tempos e os lugares.

Esses efeitos, de nenhum modo, não se produzem ao acaso, fortuitamente e sem ordem; desde a organização do menor inseto, e do maior grão, até à lei que rege os mundos circulando no espaço, tudo atesta um pensamento, uma combinação, uma previdência, uma solicitude que ultrapassam todas as concepções humanas. Essa causa é, pois, soberanamente inteligente.



Será que depois disto, ainda os seres humanos (que são simplesmente a ilusão do Espírito, sem existência real) é que serão os culpados?

Poderíamos falar é do porquê de Deus permitir esta ilusão... ou não?

Adeus!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: hcancela em 14 de Fevereiro de 2011, 19:43
Olá amigos(as)


Gravitar para a unidade divina, esta é a meta da humanidade. Para atingi-la, três coisas são necessárias: a justiça, o amor e a ciência; três coisas lhe são opostas e contrárias: a ignorância, o ódio e a injustiça. Pois bem! Eu vos digo, em verdade, que falseais esses princípios fundamentais,comprometendo a idéia de Deus ao exagerar uma severidade que Ele não tem. Vós a comprometeis mais ainda incutindo no espírito da criatura a idéia de que ela mesmo possui mais clemência, bondade, amor e verdadeira justiça do que o Criador. Vós destruís até mesmo a idéia de inferno ao torná-lo ridículo e inadmissível às vossas crenças, como é para vossos corações o horrendo espetáculo das execuções, fogueiras e torturas da Idade Média! Mas, como? Será que agora, quando a era das represálias
foi banida pela legislação humana, é que esperais mantê-la viva? Acreditai em mim, irmãos em Deus e em Jesus Cristo, acreditai em mim, ou resignai- vos a deixar morrer em vossas mãos todos os dogmas, em vez de os modificar, ou, então, vivificai-os, abrindo-os às idéias puras que os bons Espíritos derramam neles neste momento. A idéia de inferno, com suas
fornalhas ardentes, suas caldeiras fervilhantes, pode ser tolerada, num século de ferro; mas atualmente não é mais que um fantasma, quando muito para amedrontar criancinhas, e no qual elas mesmas não acreditam mais quando crescem. Insistir nessa mitologia assustadora é incentivar a incredulidade, mãe de toda desorganização social. Tremo ao ver toda uma ordem social abalada e a ruir sobre suas bases, por falta de sanção penal
O LIVRO DOS ESPÍRITOS – PARTE QUARTA333 condizente. Homens de fé ardente e viva, vanguardeiros do dia da luz, mãos à obra! Não para manter fábulas ultrapassadas que perderam o crédito, mas para reavivar, restaurar o verdadeiro sentido da sanção penal, de
forma que estejam de acordo com os costumes, sentimentos e as luzes de vossa época.
Quem é, de fato, o culpado? É aquele que, por um desvio, por um falso movimento da alma, se afasta do objetivo da Criação, que consiste no culto harmonioso do belo, do bem, idealizados pelo arquétipo5 humano, pelo Homem-Deus, por Jesus Cristo.
Que é o castigo? A conseqüência natural, derivada desse falso movimento; uma soma de dores necessárias para fazê-lo desgostar, detestar a sua deformidade, pela prova do sofrimento. O castigo é o aguilhão que estimula a alma, pela amargura, a se curvar sobre si mesma e retornar ao caminho da salvação. O objetivo do castigo é apenas a reabilitação, a
redenção. Querer que o castigo seja eterno, por uma falta que não é eterna, é negar toda a sua razão de ser.
Eu vos digo em verdade, basta, chega de colocar em paralelo na eternidade o bem, essência do Criador, com o mal, essência da criatura; isso seria criar uma penalidade injustificável. Afirmai, ao contrário, o amortecimento gradual dos castigos e das penalidades pelas reencarnações sucessivas e consagrai, com a razão unida ao sentimento, a unidade divina.

Paulo, Apóstolo Do "Livro dos Espíritos"

Saudações fraternas
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 14 de Fevereiro de 2011, 20:05
 :D Bom Post H Cancela,

Helena, só um esclarecimento nesta história, eu não estou de dedo em riste para este ou aquele país, só quis mostrar a relatividade da verdade humana.

Vai muito mais fundo do que apontar este ou aquele exemplo.

Sem citar país algum, agora eu digo, dentro dos interesse materiais o que consideram verdade muda de acordo com a ocasião, ora são aliados ora são inimigos, ora o terrorista trabalha a favor, ora o mesmo se torna inimigo número um.

Um abço Hebe



Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Maxwell Carvalho em 14 de Fevereiro de 2011, 23:53
a verdade é dependente do pensamento, pois cada pensar justifica o criador de maneiras diferentes. Seja de forma apriore ou posteriore. Cabe a razão do pensar, definir a etica e a moral no caminhar deste aprendizado, ate chegar na morada da criação superior.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: filhodobino em 15 de Fevereiro de 2011, 13:50
Amados do meu coração,
Fico lendo os posts e pensando...
Como é difícil, imantar percepções ao humanizado...
Esta bendita doutrina ensina-nos que até no duelo, morto o homem mais vivo fica o inimigo...
se assim se dá com o ser humanizado, se dá também com todo o resto...
Queima-se o papel o carbono retorna ao estado primitico e nada se destrói...
Porque ainda insistimos em dizer destruição?
Porque não aprendemos dizer renovação, reformulação?
Seria falta de fé, pensarmos diferente dos exemplos que a imanência diuturna nos mostra?
Ou nossa didática é muito pobre?
Sei lá entende?
Saúde e Paz!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Diegas em 15 de Fevereiro de 2011, 14:03
Já houve quem dissesse que a historia é um mito de quem a escreve, adaptado a interesses.

Os antigos filmes americanos de cowboy mostravam os soldados invadindo as terras dos peles-vermelhas, mas o mocinho da historia sempre foram os cara-palidas.

Sei que este tipo de discussão espiritualmente não nos eleva em nada, e alguém lembrou que os americanos somente entraram na Guerra após um ataque a Pearl Harbor. Por certo, é assim que nos vende(ra)m os fatos...Mas também, por muita ironia, já descobriram, após analises mais detalhadas, que o primeiro ataque partiu dos USA a um dos cinco minisubmarino japoneses.

Historia...estorias...historia...
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 15 de Fevereiro de 2011, 14:51
 :-* Bom dia à todos!

Boas vindas aos visitantes. Estejam á vontade.

Com ou sem didática pobre, não querendo ser repetitiva e já o sendo, verifica-se no OLE, com palavras que não são minhas, claro, que o que se espera da Humanidade é uma renovação intima, uma reforma de caráter... no estudo desse mês esse é o tema escolhido: capitulo VI do OLE, Da Lei de Destruição... lá está escrito assim. Kardec, se não me falha a memória tbm, era educador, talvez caiba aqui uma análise da didática por ele utilizada na época. Observemos que, os temas propostos tbm são acompanhados por pessoas que estão iniciando na DE, curiosos, que vem por precisarem de ajuda, que por serem iniciantes ainda não ouviram falar sobre o assunto etc... então, falar numa linguagem mais acessível seria...  no minímo cortês, elegante...


A propósito:

Assassinio Ole capitulo VI, parte 3

746. É crime aos olhos de deus o assassínio?
resp. Grande crime, pois aquele que tira a vida ao seu semelhante corta o fio de uma existência de expiação ou de missão. Ai é que está o mal.

747. É sempre do mesmo grau a culpabilidade em todos os casos de assassínio?
resp.Já o temos dito: Deus é justo, julga mais pela intenção do que pelo fato.

748. Em caso de legítima defesa, escusa Deus o assassínio?
resp. Só a necessidade o pode escusar. Mas, desde que o agredido possa preservar sua vida, sem atentar contra a de seu agressor, deve fazê-lo.

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: filhodobino em 15 de Fevereiro de 2011, 15:13
:-* Bom dia à todos!

Boas vindas aos visitantes. Estejam á vontade.

Com ou sem didática pobre, não querendo ser repetitiva e já o sendo, verifica-se no OLE, com palavras que não são minhas, claro, que o que se espera da Humanidade é uma renovação intima, uma reforma de caráter... no estudo desse mês esse é o tema escolhido: capitulo VI do OLE, Da Lei de Destruição... lá está escrito assim. Kardec, se não me falha a memória tbm, era educador, talvez caiba aqui uma análise da didática por ele utilizada na época. Observemos que, os temas propostos tbm são acompanhados por pessoas que estão iniciando na DE, curiosos, que vem por precisarem de ajuda, que por serem iniciantes ainda não ouviram falar sobre o assunto etc... então, falar numa linguagem mais acessível seria...  no minímo cortês, elegante...


A propósito:

Assassinio Ole capitulo VI, parte 3

746. É crime aos olhos de deus o assassínio?
resp. Grande crime, pois aquele que tira a vida ao seu semelhante corta o fio de uma existência de expiação ou de missão. Ai é que está o mal.

747. É sempre do mesmo grau a culpabilidade em todos os casos de assassínio?
resp.Já o temos dito: Deus é justo, julga mais pela intenção do que pelo fato.

748. Em caso de legítima defesa, escusa Deus o assassínio?
resp. Só a necessidade o pode escusar. Mas, desde que o agredido possa preservar sua vida, sem atentar contra a de seu agressor, deve fazê-lo.



Então amada irmã Mizica...
Não encontro enganos nem erros no que expões...
Mas...
Sentir como Jesus sentia, Amar como Jesus amava, preferível foi, morrer que matar...
não é algo bom para pensar?
Saúde e Paz!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: lineu em 15 de Fevereiro de 2011, 15:19
Alguns membros deste fórum sustentam que um ser humano de bem deve amar todos os seus semelhantes, incondicionalmente. E incluem os celerados como seres dignos de serem amados.

Os principais jornais de São Paulo noticiaram ontem o estupro seguido de assassinato de uma jovem de 25 anos. E apresentaram indícios fortes de que tais crimes foram cometidos em conluio.

Pergunta-se:

1.   Os praticantes desses crimes são dignos de amor?

2.   Um ser humano de bem tem o dever de amar, incondicionalmente, os praticantes desses crimes?
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: filhodobino em 15 de Fevereiro de 2011, 15:48
Alguns membros deste fórum sustentam que um ser humano de bem deve amar todos os seus semelhantes, incondicionalmente. E incluem os celerados como seres dignos de serem amados.

Os principais jornais de São Paulo noticiaram ontem o estupro seguido de assassinato de uma jovem de 25 anos. E apresentaram indícios fortes de que tais crimes foram cometidos em conluio.

Pergunta-se:

1.   Os praticantes desses crimes são dignos de amor?

2.   Um ser humano de bem tem o dever de amar, incondicionalmente, os praticantes desses crimes?


Querido e amado irmão...
A isto se denomina liberdade de pensamento...
Yung, descreve que o grande mal é o inconsciente coletivo, e ele se dá quando fomentamos idéias desconexas com o amor...
O amor, que Jesus amava, o viver como Jesus vivia, o sentir como Jesus, sentia, propricia condições de que pelo menos pelo guia pensamente possamos nos assemelhar ao sede perfeitos como perfeito é o Pai eterno...

Agora quanto ao agir, também é pleno em liberdade...
Saúde e Paz!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 15 de Fevereiro de 2011, 15:55
Boas tardes!
À todos os que chegam, damos boas vindas.

Amado irmão filhodobino...cito "...Sentir como Jesus sentia, Amar como Jesus amava, preferível foi, morrer que matar...
não é algo bom para pensar?"
    Sim, tens razão, querido irmão, o amor é preferível a tudo o que lhe contrário.

Grata por sua participação.
Mizica

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Maxwell Carvalho em 15 de Fevereiro de 2011, 16:08
Prezados Senhores!


Sou crítico a associação de eventos a pretensões divinas, não por contrariar a própria divindade mas por contrariar a subjetividade humana de relacionar certos acontecimentos a causa divina.


Creio que o grande responsável pela justiça terrena seja do próprio homem. Concordo plenamente que há "Background Law" divina, porém essas leis de fundo são leis existentes antes da criação.

O que eu quero especular?

Será que as grandes dizimações ocorridas são um resultado oriundo de um flagelo divino?  uma necessidade de uma expiação?

Porque não considerarmos que os eventos como os terremotos do Haiti e do Chile e o tsunami do pacífico de grandes magnitude 7 tenha ocorrido na hora e local certo? Aliais se formos observar atentamente quem estaria na hora e local errado seriam os humanos, pois eles assumiram o risco de perpetuar e desenvolver-se numa área de risco. Não quero ser frio quanto as fatos mas ponderar que tais acontecimentos já estavam previstos em essência de ocorrer naturalmente.

Não há em cogitar de terem sido de causas humanas mas de um processo de falha geológica que invariável e naturalmente sob certos aspectos de tempo e espaço estavam predisposto cedo ou mais tarde ocorrerem.


E  os outros eventos em que o humano é responsável? Devemos relacionar uma necessidade de expiação e ou a um flagelo divino, como o acontecimento do deslizamento  no morro do Rio de Janeiro ou mesmo à seca do nordeste, a chuvas?

Claro que não. A expiação é algo natural que ocorre a todo ser humano independentemente, ou meras consequências ou fatos da vida, da natureza, das ações da vida e das exigências do limite humano. E quanto ao flagelo divino, seria hipocrisia demais sabendo quem os responsáveis foram os humanos por se alocarem em pontos de risco.

Resumindo

As grandes dizimações são o resultado do fruto humano ou mera acontecimento natural dos fatos, não podemos predizer que os acontecimentos são uma necessidade de um ato divino como meio evolução de grau, desenvolvimento ou compaixão mas ponderar sua evolução dos próprios erros humanos de suas causas ou resultados alheio a sua vontade e não da vontade divina.

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: filhodobino em 15 de Fevereiro de 2011, 16:21
Citar
Resumindo

As grandes dizimações são o resultado do fruto humano ou mera acontecimento natural dos fatos, não podemos predizer que os acontecimentos são uma necessidade de um ato divino como meio evolução de grau, desenvolvimento ou compaixão mas ponderar sua evolução dos próprios erros humanos de suas causas ou resultados alheio a sua vontade e não da vontade divina.
Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/lei-de-destruicao/msg190760/?topicseen#msg190760#ixzz1E2qkEZAb

Querido irmão, onde a certeza?
Já dizia Yung, tudo que procede do inconsciente é como se fosse...
Daí meu pensar: Deus é Justo, e nada há que lhe escape ao controle, portanto, se pelo menos pelo pensamento conseguirmo nem que seja um naquinho assimilarmos a consciência Crística, e minimamente nem que que seja pelo pensamento vivermos como Jesus vivia, sentirmos como Jesus sentia, amar como como Jesus amava... já será um enorme consolo, para nos fortalecermos e irmos em frente, posto que a vida continua, em que pese os percalços...
Mesmo que na hora de agir... nos percamos... importa, pois não ficarmos caídos e choramingando, mas levantarmos e seguirmos, quem sabe na próxima vez de agir, já não caiamos?
Saúde e Paz!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 15 de Fevereiro de 2011, 16:37
Prezados Senhores!
Sou crítico a associação de eventos a pretensões divinas, não por contrariar a própria divindade mas por contrariar a subjetividade humana de relacionar certos acontecimentos a causa divina.
Creio que o grande responsável pela justiça terrena seja do próprio homem. Concordo plenamente que há "Background Law" divina, porém essas leis de fundo são leis existentes antes da criação.
Resumindo
As grandes dizimações são o resultado do fruto humano ou mera acontecimento natural dos fatos, não podemos predizer que os acontecimentos são uma necessidade de um ato divino como meio evolução de grau, desenvolvimento ou compaixão mas ponderar sua evolução dos próprios erros humanos de suas causas ou resultados alheio a sua vontade e não da vontade divina.

"A. Kardec"

DEUS

1. Há um Deus, inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.

A prova da existência de Deus está no axioma: Não há efeito sem causa. Vemos incessantemente uma multidão inumerável de efeitos, cuja causa não está na Humanidade, uma vez que a Humanidade está impossibilitada de reproduzi-los, e mesmo de explicá-los: a causa está, pois, acima da Humanidade. É a essa causa que se chama Deus, Jeová, Alá, Brama, Fo-hi, Grande Espírito, etc., segundo as línguas, os tempos e os lugares.

Esses efeitos, de nenhum modo, não se produzem ao acaso, fortuitamente e sem ordem; desde a organização do menor inseto, e do maior grão, até à lei que rege os mundos circulando no espaço, tudo atesta um pensamento, uma combinação, uma previdência, uma solicitude que ultrapassam todas as concepções humanas. Essa causa é, pois, soberanamente inteligente.




Amigo Lordwar, poderá dizer-me o que há para além da Vontade Divina, de Deus?

Citei uma mensagem que enviei ontem para que o amigo possa reflectir...

Adeus!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 15 de Fevereiro de 2011, 17:05
Alguns membros deste fórum sustentam que um ser humano de bem deve amar todos os seus semelhantes, incondicionalmente. E incluem os celerados como seres dignos de serem amados.

Os principais jornais de São Paulo noticiaram ontem o estupro seguido de assassinato de uma jovem de 25 anos. E apresentaram indícios fortes de que tais crimes foram cometidos em conluio.

Pergunta-se:

1.   Os praticantes desses crimes são dignos de amor?

2.   Um ser humano de bem tem o dever de amar, incondicionalmente, os praticantes desses crimes?


Querido e amado irmão...
A isto se denomina liberdade de pensamento...
Yung, descreve que o grande mal é o inconsciente coletivo, e ele se dá quando fomentamos idéias desconexas com o amor...
O amor, que Jesus amava, o viver como Jesus vivia, o sentir como Jesus, sentia, propricia condições de que pelo menos pelo guia pensamente possamos nos assemelhar ao sede perfeitos como perfeito é o Pai eterno...

Agora quanto ao agir, também é pleno em liberdade...
Saúde e Paz!


Lineu... meu querido, observe a resposta do filhodobino, e reforçando o que ele diz veja ainda no ESE, capítulo XII, item 3:

..."Amar os inimigos não é, portanto, ter-lhes uma afeição que não está na natureza, visto que o contato de um inimigo nos faz bater o coração de modo muito diverso do seu bater, ao contacto de um amigo. Amar os inimigos é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; é perdoar-lhes, sem pensamento ocultoe sem condições, o mal que nos causem..."

e mais adiante um pouco:
 ..." é desejar-lhes o bem e não o mal..."

É assim que a DE nos fala ao coração através das Obras da Codificação... é difícil acatar a sugestão, tomando o exemplo desse assassinato que vc falou? É, mas não impossível... nada mais

Abraços
Mizica 
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 15 de Fevereiro de 2011, 17:11
Boa tarde à todos!

 Atenção!   Atenção!  Atenção!

Continuidade da 3ª parte, capítulo VII do OLE, Da Lei de Destruição, Assassínio:

750. O que é mais condenável aos olhos de Deus, o parricídio ou o infantícidio?
resp. Ambos o são igualmente, porque todo crime é um crime.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Si em 15 de Fevereiro de 2011, 17:48
Olá,


O assunto é importante de ser meditado, reflexionado. Especialmente nos dias que estamos vivendo, em que a toda hora o noticiário não deixa de exibir o que se tem de pior, principalmente nesta área.

O direito de viver é de toda criatura humana, desde a sua concepção. Esse direito nem deveria estar submetido à opinião de quem quer que seja.
 
É um mandamento, uma determinação da própria vontade Divina. Matar, pois, nunca.

Muita Paz
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 15 de Fevereiro de 2011, 18:08
"A. Kardec"

569 Em que consistem as missões de que podem estar encarregados os Espíritos errantes?

– São tão variadas que seria impossível descrevê-las; além do que, não as podeis compreender. Os Espíritos executam as vontades de Deus e não podeis penetrar nos seus desígnios.

570 Os Espíritos sempre têm consciência dos desígnios que são encarregados de executar?

– Não; há os que são instrumentos cegos, mas outros sabem muito bem com que objetivo agem.



Só deixaremos de ser cegos quando nos entregarmos completamente a Deus.

É por isto que não há crimes ou assassinatos. É por isto que o Cristo nos ensinou a perdoar incondicionalmente, e a amar Deus acima de tudo e os nossos irmãos como a nós próprios, toda a natureza incluída.

Os Espíritos, que somos nós, apenas cumprem a Vontade de Deus. Somos os Seus instrumentos. O resto é ilusão.

Claro que a doutrina, para além disto, tinha que dirigir-se à consciência material, a ilusória, aquela que pensa que tem vontade própria e, por isso, ilude-se ao pensar que pode matar alguém sem que Deus queira.


Quaisquer que sejam os prodígios realizados pela inteligência humana, essa inteligência tem ela mesma uma causa e, quanto mais grandioso foro que ela realize, maior deve ser a causa primária. É essa inteligência superior que é a causa primária de todas as coisas, qualquer que seja o nome que o homem lhe queira dar. (A. Kardec)


Felicidades a todo mundo!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: licia f em 15 de Fevereiro de 2011, 19:51
Amigo dim dim, acordei com uma duvida me corroendo e ao abrir o FE me deparei com sua respostas para minha duvida.

Por um lado, e em primeiro lugar, ainda bem que não há o "vós", o "vós" é a ilusão do Espírito que pensa que há homens e mulheres, mas só há o Espírito.

Por outro lado, é preciso compreender que o "estar liberto da matéria" não significa depois de morto. Porque é aqui e agora que o Espírito tem que aprender a morrer a todo o momento para o mundo. Morrer para o "vós" é morrer para todos os vícios e paixões dessa ilusão do "vós". Um Espírito assim, é valente e livre, porque a todo o momento aprende a morrer para o mundo, enfrentando todas as dificuldades e tentações, matando todas as paixões torna-se livre.

O apego ainda me corroe a alma.
Feliz semana amigo
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: pati em 15 de Fevereiro de 2011, 20:08
Bons dias a todos!
Estou atenta aos comentários de todos daqui. São colocações que nos fazem pensar... ::)
Qto ao tema, não sei se estou acompanhando bem, mas vou arriscar...Perdoem se estiver "atrasada". :D
A destruição necessária, ou melhor, como disse o amigo filhodobino, a transformação é natural; obra divina. Mas a destruição abusiva no sentido da palavra, nós é que praticamos, ainda, se bem alcancei.
Li um artigo que, assim entendi, pode ser exemplo da destruição abusiva.

"O que nossos peixes têm em comum com a Gucci? Bom, por enquanto, nada, mas se depender da última viagem da ministra da pesca, Ideli Salvatti, à Itália, nesta semana, o cenário vai mudar. A ministra se reuniu com o diretor mundial de logística da Gucci, Karl-Heinz Hofer, que se mostrou bastante interessado em usar o couro de peixes e jacarés criados em cativeiro no Brasil nas criações da marca.
* E não foi só a Gucci que disse que quer conhecer melhor o produto, diversas outras marcas italianas também já avisaram que vão visitar o Brasil para conhecer todo o processo in loco. "
 http://www.glamurama.com/Materia_eco-66208.aspx (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nbGFtdXJhbWEuY29tL01hdGVyaWFfZWNvLTY2MjA4LmFzcHg=)

Abraços a todos
pati

Em Deus
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Dothy em 15 de Fevereiro de 2011, 22:26
Olá querida amiga Mizica...

Muita paz a ti e a todos os nossos queridos amigos e irmãos, menbros e visitantes, que aqui entram para grande aprendizado.

Passando rápido para deixar um grande abraço, desejar que este estudo tão importante para todos nós, transcorra em clima de amizade, respeito e paz..

Beijos e abraços carinhoso

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 16 de Fevereiro de 2011, 07:04
Bom dia!

Agradecemos a presença de todos os que colaboram com o desenvolvimento do estudo... Dothy, Dim dim, Si, licia f, filhodobino e mais além...

Reflexão

NOS BASTIDORES DA EVOLUÇÃO
Irmão Saulo

Estamos no palco do mundo e participamos do ato final de uma fase de evolução do planeta. Envolvidos na ação de figurantes, cada qual em seu papel, não vemos o que se passa nos bastidores. Emmanuel, com sua mensagem, nos mostra o que está acontecendo nas antecâmaras. E essa revelação das atividades do mundo oculto dá sentido ao que nos parece absurdo, mostra-nos a unidade e a coerência da dinâmica evolutiva a que estamos submetidos nesta hora grave, e não obstante auspiciosa, da vida terrena.
Quem leu o prefácio do livro Ave Cristo!, de Emmanuel, referente à fase de transição do mundo pagão para o mundo cristão, pode estabelecer valioso paralelo. A fase atual é mais intensa, porque mais adiantada. Avançamos agora decisivamente para o milênio de regeneração da Humanidade terrena. Multidões de espíritos reencarnam-se em regime de urgência, como explica Emmanuel, submetendo-se por assim dizer aos últimos exames de adaptação ao curso superior que devem fazer.
Confirma-se assim a teoria espírita da evolução dos mundos. Há mais de cem anos Kardec divulgou o ensino dos espíritos a respeito, anunciando que já no século passado se iniciara a fase preparatória da grande transição. Dali por diante, a partir da Guerra da Itália (1859-1860), desencadeou-se o processo de transformação que culminaria nas duas Guerras Mundiais de 1914-18 e 1939-45. Essa última conflagração acelerou, como est
amos vendo, o processo evolutivo, abrindo perspectivas novas em todas as direções do progresso terreno. Guerras e revoluções são cataclismos sociais destruindo estruturas arcaicas para que novas estruturas possam surgir.
Muita gente pergunta para onde vai o mundo, com tantos conflitos e desequilíbrios. Mas acaso existem modificações profundas sem abalos profundos? Os que se desesperam ante os problemas da atualidade não alcançam o sentido real dos acontecimentos. O espiritismo nos oferece a chave do enigma. Tudo se transforma ao nosso redor, porque um novo mundo está nascendo.Não há motivos para decepção. Basta ver que ao lado das aflições florescem grandes esperanças. A Terra amadureceu em seu processo evolutivo e as leis de Deus se cumprem à revelia da incompreensão humana.

Comentário de Herculano Pires (com o pseudônimo Irmão Saulo) sobre o artigo intitulado Renovação do mundo, publicado na coluna dominical "Chico Xavier pede licença" do jornal Diário de S. Paulo, na década de 1970.

Abraço fraterno
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Sergio Digital em 16 de Fevereiro de 2011, 08:49
Olá irmãos
Tentando complementar as respostas dadas aqui sobre estupro e assassinato,
se devemos amar o criminoso, eu diria:
- devemos amar sim. Neste caso, amar um criminosos significa para mim
  colocá-lo de volta no caminho do bem, o que passaria por um processo criminal
  e uma condenação à uma instituição que possa reeducá-lo.
Para mim este seria o significado de "amá-lo".
Infelizmente, hoje o nosso país está longe de conseguir reeducar um criminoso,
mas deveríamos perseguir esta meta, melhorando nossas instituições.
Abraços e muita paz.
Sérgio
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Victor Passos em 16 de Fevereiro de 2011, 10:05
Ola muita paz
bons Amigos



AGRESSIVIDADE

O agressor deve ser examinado como alguém perturbado em si mesmo, em lamentável processo de agravamento. Não obstante merece tratamento a agressividade, que procede do espírito cujos germes o contaminam, em decorrência da predominância dos instintos materiais que o governam e dominam. Problema sério que exige cuidados especiais, a agressividade vem dominando cada vez maior número de vítimas que lhe caem inermes nas malhas constritoras. Sem dúvida, fatores externos contribuem para distonias nervosas, promotoras de reações perturbantes, que geram, não raro, agressividade naqueles que, potencialmente, são violentos... O espírito é constituído pelos feixes de emoções que lhe cabe sublimar ao império dos renascimentos proveitosos. O que não corrija agora, transforma-se em rude adversário a tocaiá-lo nas esquinas do futuro... O temperamento irascível, aqui estimulado, ressurge em violência infeliz adiante... O egoísmo vencido, o orgulho superado cedem lugar ao otimismo e à alegria de viver para sempre. O agressivo torna-se vítima da própria agressividade, hoje ou posteriormente. O organismo sobrecarregado pelas toxinas elaboradas arrebenta-se em crise de apoplexia fulminante... Outrossim, gerando ódio em volta de si, o agressivo atrai outros violentos com os quais entra em choque padecendo, por fim, as consequências das arbitrariedades que se permite. Não foi por outra razão que Jesus aconselhou a Simão, no momento grave da sua prisão: "Embainha a tua espada, porque quem com ferro fere, com ferro será ferido." Acautela-te, e vence a agressividade, antes que ela te infelicite e despertes tardiamente. Só o amor vence todo o mal e nunca se deixa vencer.

Joanna de Ângelis

Retribuir o mal com o bem
CAPÍTULO XII
Amai os vossos inimigos

1. Aprendestes que foi dito: "Amareis o vosso próximo e odiareis os vossos inimigos." Eu, porém, vos digo: "Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam, a fim de serdes filhos do vosso Pai que está nos céus e que faz se levante o Sol para os bons e para os maus e que chova sobre os justos e os injustos. - Porque, se só amardes os que vos amam, qual será a vossa recompensa? Não procedem assim também os publicanos? Se apenas os vossos irmãos saudardes, que é o que com isso fazeis mais do que os outros? Não fazem outro tanto os pagãos?" (S. MATEUS, cap. V, vv. 43 a 47.)

- "Digo-vos que, se a vossa justiça não for mais abundante que a dos escribas e dos fariseus, não entrareis no reino dos céus."(S. MATEUS, cap. V, v. 20.)

2. "Se somente amardes os que vos amam, que mérito se vos reconhecerá, uma vez que as pessoas de má vida também amam os que os amam? - Se o bem somente o fizerdes aos que vo-lo fazem, que mérito se vos reconhecerá, dado que o mesmo faz a gente de má vida? - Se só emprestardes àqueles de quem possais esperar o mesmo favor, que mérito se vos reconhecerá, quando as pessoas de má vida se entreajudam dessa maneira, para auferir a mesma vantagem? Pelo que vos toca, amai os vossos inimigos, fazei bem a todos e auxiliai sem esperar coisa alguma. Então, muito grande será a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, que é bom para os ingratos e até para os maus. - Sede, pois, cheios de misericórdia, como cheio de misericórdia é o vosso Deus." (S. LUCAS, cap. VI, vv. 32 a 36.)

3. Se o amor do próximo constitui o princípio da caridade, amar os inimigos é a mais sublime aplicação desse princípio, porquanto a posse de tal virtude representa uma das maiores vitórias alcançadas contra o egoísmo e o orgulho.

Entretanto, há geralmente equívoco no tocante ao sentido da palavra amar, neste passo. Não pretendeu Jesus, assim falando, que cada um de nós tenha para com o seu inimigo a ternura que dispensa a um irmão ou amigo. A ternura pressupõe confiança; ora, ninguém pode depositar confiança numa pessoa, sabendo que esta lhe quer mal; ninguém pode ter para com ela expansões de amizade, sabendo-a capaz de abusar dessa atitude. Entre pessoas que desconfiam umas das outras, não pode haver essas manifestações de simpatia que existem entre as que comungam nas mesmas idéias. Enfim, ninguém pode sentir, em estar com um inimigo, prazer igual ao que sente na companhia de um amigo.

A diversidade na maneira de sentir, nessas duas circunstâncias diferentes, resulta mesmo de uma lei física: a da assimilação e da repulsão dos fluidos. O pensamento malévolo determina uma corrente fluídica que impressiona penosamente. O pensamento benévolo nos envolve num agradável eflúvio. Daí a diferença das sensações que se experimenta à aproximação de um amigo ou de um inimigo. Amar os inimigos não pode, pois, significar que não se deva estabelecer diferença alguma entre eles e os amigos. Se este preceito parece de difícil prática, impossível mesmo, é apenas por entender-se falsamente que ele manda se dê no coração, assim ao amigo, como ao inimigo, o mesmo lugar. Uma vez que a pobreza da linguagem humana obriga a que nos sirvamos do mesmo termo para exprimir matizes diversos de um sentimento, à razão cabe estabelecer as diferenças, conforme aos casos.

Amar os inimigos não é, portanto, ter-lhes uma afeição que não está na natureza, visto que o contacto de um inimigo nos faz bater o coração de modo muito diverso do seu bater, ao contacto de um amigo. Amar os Inimigos é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; é perdoar-lhes, sem pensamento oculto e sem condições, o mal que nos causem; é não opor nenhum obstáculo a reconciliação com eles; é desejar-lhes o bem e não o mal; é experimentar júbilo, em vez de pesar, com o bem que lhes advenha; é socorrê-los, em se apresentando ocasião; é abster-se, quer por palavras, quer por atos, de tudo o que os possa prejudicar; é, finalmente, retribuir-lhes sempre o mal com o bem, sem a intenção de os humilhar. Quem assim procede preenche as condições do mandamento: Amai os vossos inimigos.

4. Amar os inimigos é, para o incrédulo, um contra-senso. Aquele para quem a vida presente é tudo, vê no seu inimigo um ser nocivo, que lhe perturba o repouso e do qual unicamente a morte. pensa ele, o pode livrar. Daí, o desejo de vingar-se. Nenhum interesse tem em perdoar, senão para satisfazer o seu orgulho perante o mundo. Em certos casos, perdoar-lhe parece mesmo uma fraqueza indigna de si. Se não se vingar, nem por isso deixará de conservar rancor e secreto desejo de mal para o outro.

Para o crente e, sobretudo, para o espírita, muito diversa é a maneira de ver, porque suas vistas se lançam sobre o passado e sobre o futuro, entre os quais a vida atual não passa de um simples ponto. Sabe ele que, pela mesma destinação da Terra, deve esperar topar aí com homens maus e perversos; que as maldades com que se defronta fazem parte das provas que lhe cumpre suportar e o elevado ponto de vista em que se coloca lhe torna menos amargas as vicissitudes, quer advenham dos homens, quer das coisas. Se não se queixa das provas, tampouco deve queixar-se dos que lhe servem de instrumento. Se, em vez de se queixar, agradece a Deus o experimentá-lo, deve também agradecer a mão que lhe dá ensejo de demonstrar a sua paciência e a sua resignação. Esta idéia o dispõe naturalmente ao perdão. Sente, além disso, que quanto mais generoso for. tanto mais se engrandece aos seus próprios olhos e se põe fora do alcance dos dardos do seu inimigo.

O homem que no mundo ocupa elevada posição não se julga ofendido com os insultos daquele a quem considera seu inferior. O mesmo se dá com o que, no mundo moral, se eleva acima da humanidade material. Este compreende que o ódio e o rancor o aviltariam e rebaixariam. Ora, para ser superior ao seu adversário, preciso é que tenha a alma maior, mais nobre, mais generosa do que a desse último.

Victor Passos
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 16 de Fevereiro de 2011, 11:14
Vitor Bom dia,

Pelo seu último post sinto que o maior problema do Mundo e a causa de todas as Guerras e conflitos entre o seres encarnados é a falta de Perdão devido ao apego as coisas transitórias do Mundo.

No momento que o homem se perceber espírito e a necessidade de resgatar seus reais valores, a animosidade acaba.

Vejo neste Fórum debates sobre tudo. Colônias Espirituais, mensagens de ânimo, alimentação vegetal ou animal etc em inúmeros tópicos abertos, mas o essencial ao meu ver seria o estudo profundo da reforma íntima. Até já tem muitos tópico sobre reforma íntima que não vão adiante. O estudo deste mês é de suma importância para entendermos os fenômenos Naturais e as causas que levam o homem aos seus desentendimentos maiores como a Guerra. Mas temos que dar o passo adiante e essa percepção é individual.
Está na hora ou já passou da Humanidade começar a se enxergar como espírito eterno e compreender a transitoriedade desse valores aos quais se apega quando encarnados.

Um abço
Hebe



Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Victor Passos em 16 de Fevereiro de 2011, 11:24
Ola muita paz e harmonia

Amiga Hebe

  Na realidade os Seres ligam-se demasiado às coisas mortas , e esquecem as coisas vivas.
  Seja , preocupamo-nos em demasia com coisas venereas e esquecemos que em tudo tem como raiz a essencia da reforma intima...

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: lineu em 16 de Fevereiro de 2011, 12:46
Citação de: Evangelista Mateus, em Mt 5; 43 e 44
Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo.

Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos...

Parece que essa recomendação, atribuída ao Mestre Jesus pelo evangelista Mateus, não inclui os homens cruéis.

Um inimigo pode ser um homem de bem. E, por isso, digno de ser amado.

Mas um homem cruel, que sente prazer em praticar o mal, não tem dignidade humana.

A inimizade pode ser considerada como um sentimento próprio dos seres humanos.

Mas a crueldade só é inerente das bestas-feras.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Maxwell Carvalho em 16 de Fevereiro de 2011, 13:22
A dim dim

A questão que critiquei não reside na vontade divina, porém de fatos que assumem proporções desiguais, como por exemplo, um terremoto no Chile. É o que todos apelam, afirmam categoricamente, cegamente, em vontade divina, predestinação

Sei que a pretensão divina está contida na 'background Law', há vontade divina igual para todos e diferente para cada indivíduo.

Mas como podemos afirmar por exemplo que houve uma vontade divina para o  terremoto do Chile?

sabemos que grandes acontecimentos de sofrimento mobiliza o caráter humano como sentimentos de amor ao próximo, solidariedade, compaixão, piedade e outros ao sofrimento alheio, mas o fato que destes acontecimentos trágicos de grandes proporções não pressupõe uma vontade divina.

Seria o mesmo que dizer: "não atentai o senhor teu deus", como poderia um deus atentar a sua própria criação e si próprio. Isso é um "absurdo".

Por que temos que pressupor uma vontade divina em vez de uma falha geológica, erro humano ou causa natural?

Exemplificando: notícia: uma família morre em acidente de carro, motivo: o marido cochilou no volante. Família e soterrada depois do desabamento da casa, motivo: rachaduras, alicerces malfeitos.

A vontade divina como por exemplo a expiação para grau de desenvolvimento do ser de espírito reside diferente para cada indivíduo, cada um sendo tratado desigual à medida que desigualam em espírito em evolução em tempos desiguais de aproveitamentos diferentes.

Então, a grosso modo, não estaríamos afirmando que o evento desproporcional é ilógico, ou seja, todas as pessoas na ordem de 100.000 pessoas mortas das quais os seus familiares vão sofrer, a vontade divina não é desproporcional?

A vontade divina tem que ser justa, não é necessário desastres de grande proporções para amolecer o coração do ser humano, só fato de individualizar para cada um é o suficiente.

muitos que morreram nem completaram suas oportunidades de evolução terão que esperar novas reencarnações que demorarão tempos e tempos para renascer. Sem mencionar o desequilíbrio em todos os aspectos.

O erro que eu critico são nas afirmações que as pessoas afirmam nas suas alegações exageradas sobre a vontade divina, mas que poderiam achar a resposta se procurassem a origem do problema.


A questão da vontade divina é complexa.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Brumas de Avalon em 16 de Fevereiro de 2011, 13:39

Quem leu o prefácio do livro Ave Cristo!, de Emmanuel, referente à fase de transição do mundo pagão para o mundo cristão, pode estabelecer valioso paralelo. A fase atual é mais intensa, porque mais adiantada. Avançamos agora decisivamente para o milênio de regeneração da Humanidade terrena. Multidões de espíritos reencarnam-se em regime de urgência, como explica Emmanuel, submetendo-se por assim dizer aos últimos exames de adaptação ao curso superior que devem fazer.
(...)
Guerras e revoluções são cataclismos sociais destruindo estruturas arcaicas para que novas estruturas possam surgir.
Muita gente pergunta para onde vai o mundo, com tantos conflitos e desequilíbrios. Mas acaso existem modificações profundas sem abalos profundos? Os que se desesperam ante os problemas da atualidade não alcançam o sentido real dos acontecimentos. O espiritismo nos oferece a chave do enigma. Tudo se transforma ao nosso redor, porque um novo mundo está nascendo.Não há motivos para decepção. Basta ver que ao lado das aflições florescem grandes esperanças. A Terra amadureceu em seu processo evolutivo e as leis de Deus se cumprem à revelia da incompreensão humana.


Ola Mizica...

Muito bom, os debates sobre este tema. É uma pena que minhas atividades profissionais me impedem de acompanhar o estudo com mais intensidade.

Sabemos que a Terra vive exatamente o período de transição e que novos moradores estão chegando para ajudar e motivar os que já habitam a casa a realizarem a limpeza, a “higiene moral” de si mesmos bem como a higiene dos sistemas que estão em vigor na moradia.

Quando se inicia esse processo de limpeza, é natural que a poeira levante, que o lixo se acumule por algum tempo em alguns pontos até que seja jogado em blocos para fora da casa, que ocorra mais barulho pela atividade de limpeza na casa e que o esforço na limpeza traga suor, cansaço para os moradores, assim como sujeiras escondidas em cantos sempre cobertos venham a tona, bem como fiquem visíveis as estruturas e moveis da casa que precisam de reparo, um reparo muitas vezes demorado e cansativo.

Neste período de transição, os conflitos se mostram por toda a parte. Vejo também nosso estágio evolutivo atual como o de um adolescente: O homem não é mais ingênuo ao ponto de aceitar qualquer coisa, mas ainda não possui a capacidade necessária de compreender todos os desígnos da criação.

Um Abraço Fraterno
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 16 de Fevereiro de 2011, 14:07
A dim dim

(...)
Mas como podemos afirmar por exemplo que houve uma vontade divina para o  terremoto do Chile?
(...)
Seria o mesmo que dizer: "não atentai o senhor teu deus", como poderia um deus atentar a sua própria criação e si próprio. Isso é um "absurdo".

Por que temos que pressupor uma vontade divina em vez de uma falha geológica, erro humano ou causa natural?
(...)
"A. Kardec"

569 Em que consistem as missões de que podem estar encarregados os Espíritos errantes?

– São tão variadas que seria impossível descrevê-las; além do que, não as podeis compreender. Os Espíritos executam as vontades de Deus e não podeis penetrar nos seus desígnios.

570 Os Espíritos sempre têm consciência dos desígnios que são encarregados de executar?

– Não; há os que são instrumentos cegos, mas outros sabem muito bem com que objetivo agem.



Só deixaremos de ser cegos quando nos entregarmos completamente a Deus.

É por isto que não há crimes ou assassinatos. É por isto que o Cristo nos ensinou a perdoar incondicionalmente, e a amar Deus acima de tudo e os nossos irmãos como a nós próprios, toda a natureza incluída.

Os Espíritos, que somos nós, apenas cumprem a Vontade de Deus. Somos os Seus instrumentos. O resto é ilusão.

Claro que a doutrina, para além disto, tinha que dirigir-se à consciência material, a ilusória, aquela que pensa que tem vontade própria e, por isso, ilude-se ao pensar que pode matar alguém sem que Deus queira.


Quaisquer que sejam os prodígios realizados pela inteligência humana, essa inteligência tem ela mesma uma causa e, quanto mais grandioso foro que ela realize, maior deve ser a causa primária. É essa inteligência superior que é a causa primária de todas as coisas, qualquer que seja o nome que o homem lhe queira dar. (A. Kardec)


Felicidades a todo mundo!!


Lordwar, o que lhe posso dizer para além do que disse aí em cima, é que tudo é ilusão, incluindo nós, amigo, enquanto vistos como homens.

Se quisermos descobrir que a única Vontade que existe é de Deus temos que não ter medo de aprender a morrer enquanto vivos, propositadamente. Se não quisermos saberemos quando acontecer pela Vontade de Deus. Só que aí não há mérito nenhum. As ilusões e a inconsciência continuam a perdurar.

Adeus a todos!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Dadinho em 16 de Fevereiro de 2011, 14:33
Amados irmãos,
Prezado Lineu,

Permitam-me tecer uma consideração que acredito ser bastante apropriada:

Nosso vocabulário é limitado. É um fato. Ainda assim, para transmitirmos nossas idéias, geralmente nos esforçamos por aprender apenas uma  pequena parcela das palavras que existem, bem como os seus significados e muitas das vezes acabamos usando palavras distintas para uma mesma idéia ou coisa. Isso às vezes causa confusão, pois nem sempre temos certeza do sentido real que estamos querendo dar a uma determinada palavra ou frase.

Parece-me que os questionamentos levantados pelo Lineu vão um pouco por esse caminho. Eu explico:

Geralmente empregamos a palavra amar tanto no contexto de perdão das ofenças, de retribuir o mal com o bem, de fazer ao outro o que gostaríamos que fizessem conosco etc, quanto no sentido de gostar.

Amar e gostar são duas coisas bem diferentes, e devem ser aplicadas para casos distintos. Mas os textos e histórias românticas deram um novo significado para "gostar", que funciona como se fosse uma espécie de "primeiro degrau do amar". Quando dois enamorados se olham quem expressar seus sentimentos, eles dizem mutuamente "eu te amo", pois "eu te gosto", para eles, não há profundidade e, por isso, não exprimiria a realeza do sentimento que estão sentindo. Apesar disso, fato é que um realmente gosta do outro, isto é, deseja o outro, quer ficar ao lado do outro, se sente bem com sua presença. Além de gostar, eles também podem estar se amando, o que é natural, já que o convívio em sociedade nos impele a ter que exercitar a paciência, a resignação, o amparo a candura para com o próximo.

Enfim, quando dizem "eu te amo", os enamorados geralmente estão falando de duas coisas em uma só: "eu te gosto" e "eu te amo". Mas para nós que estamos tratando de amor no sentido mais sublime, é importante que façamos essa distinção.

Eu devo amar o meu inimigo. Isso é incontestável e mesmo possível, na medida que eu perdoo suas ofensas, tolero suas arrogâncias, retribuo o mal que ele me fez com o bem, ajo comm paciência para com ele, acudo-o nas horas de dificuldade etc. Óbvio que cada um conseguirá amar e, conseguintemente realizar essas ações, de acordo com as suas possibilidades.

O que eu não preciso é gostar. Está claro que um assassino que tira a vida de seu filho é um ser que lhe causa estranheza no seu interior, pelas lembranças que ele lhe traz. O Assassino, por seu lado, também experimenta sensações de melancolia ou revolta por estar próximo de sua vítima. Desejar estar ao lado de alguém assim nessas condições achando que está fazendo o bem pode até ser uma insanidade. Isso não vai ajudar o crescimento de ambos. Sendo assim, eu não preciso estar ao lado dele, nem passear com ele, nem morar na mesma casa que ele, enfim, eu não preciso conviver com essa pessoa, pois não nos gostamos mutuamente. É para isso que serve o véu do esquecimento que Deus nos concede quando encarnamos: para que consigamos esquecer que não gostamos de alguém.

Isso não impede contudo que eu faça uma visita ao meu algoz na cadeia, dê para ele de presente um bom livro, console o seu coração com uma palavra  amiga, ore pela sua recuperação e para que consiga forças para resgatar seus erros etc. Tudo isso é amar.

Ou seja, podemos amar, sem necessariamente gostar.

É claro que quanto mais se ama, menos o desgosto vai fazendo parte de sua vida, pois ele vai cedendo o lugar à compreensão e à tolerância. E isso explica porque a frase "amai os vossos inimigos" é tão perfeita.

Amar é tudo.

Muita paz!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 16 de Fevereiro de 2011, 15:49
"A. Kardec"

Simplicidade e pureza de coração

1. Bem-aventurados os que têm puro o coração, porquanto verão a Deus. (S. Mateus, cap. V, v. 8.)

2. Apresentaram-lhe então algumas crianças, a fim de que ele as tocasse, e, como seus discípulos afastassem com palavras ásperas os que lhas apresentavam, Jesus, vendo isso, zangou-se e lhes disse: "Deixai que venham a mim as criancinhas e não as impeçais, porquanto o reino dos céus é para os que se lhes assemelham. - Digo-vos, em verdade, que aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, nele não entrará." - E, depois de as abraçar, abençoou-as, impondo-lhes as mãos. (S. MARCOS, cap. X, vv. 13 a 16.)



Cristo ao falar assim, fala-nos sobre a necessidade de adquirirmos essa consciência das criancinhas, pura que nunca impõe condições para amar ou perdoar. Aliás, nem sabem o que é isso, já que são simples consciências cheias do amor de Deus, sem reservas, sem limites ou condições.

Mas, são as criancinhas bem pequeninas que ainda têm esta consciência pura, aquele brilho nos olhos do amor de Deus que o espalham alegremente por toda a Natureza.

As mesmas criancinhas com o passar do tempo são ensinadas pelos pais e todos os que as rodeiam a serem egoístas, a imporem condições e reservas ao amor. Esquecem-se do verdadeiro amor em troca das paixões materiais, perdem a alegria e o brilho dos olhos, que significava a pureza da consciência de Deus.

Adeus a todos!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: filhodobino em 16 de Fevereiro de 2011, 17:20
Amados do meu coração, aprendizes da lei de destruição...

Perdoem-me a presunção... mas penso que essa bendita e perfeita lei de destruição, deveria se chamar lei de reciclagem...

Tolo, fool, iludido o pai ou a mãe carnal, que pensa que ensina filho(a)...
A única coisa possível a ambos é exemplo, seja positivo ou negativo, mas somente o verdadeiro Pai ensina...
Tudo a seu tempo se encaixa, mas a estreiteza de nossa visão consciente, não nos permite ver de pronto o efeito das rodadas de ensino que recebemos...
Mas, um dia veremos, e seremos felizes...
Saúde e Paz!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: pati em 16 de Fevereiro de 2011, 18:22
 Bons dias a todos!

Boa tarde à todos!

 Atenção!   Atenção!  Atenção!

Continuidade da 3ª parte, capítulo VII do OLE, Da Lei de Destruição, Assassínio:

750. O que é mais condenável aos olhos de Deus, o parricídio ou o infantícidio?
resp. Ambos o são igualmente, porque todo crime é um crime.


Nos diz um espírito a nós, em o Evangelho Segundo o Espiritismo:(cap.XI,Caridade para com os criminosos):
" ... Considerai que sois mais repreensíveis do que aqueles a quem negardes perdão e comiseração, pois eles não conhecem Deus como o conheceis, e muito menos lhes será pedido do que a vós.
Não julgueis,oh! não julgueis absolutamente, meus caros amigos, porquanto o juízo que proferirdes ainda mais severamente vos será aplicado e precisais de indulgência para os pecados em que sem cessar incorreis. Ignorais que há muitas ações qua são crimes aos olhos do Deus de pureza e que o mundo nem sequer como faltas leves considera? ..."
"... Permite Deus que entre vós se achem grandes criminosos, para que vos sirvam de ensinamentos....
Deveis aqueles de quem falo, o socorro das vossas preces...
Pode ser ele tocado de arrependimento se orardes com fé. É tanto vosso próximo como o melhor dos homens; sua alma transviada e revoltada, foi criada como a vossa, para se aperfeiçoar; ajudai-o a sair do lameiro e orai por ele." Isabel de França. Havre. 1862

Difícil a prática dessa caridade: a prece para os criminosos? Ainda o é, para mim... mas quando vejo o que ainda preciso mudar, o quanto necessito morrer em vida, oro. Não só pelos criminosos, mas por mim mesma, para que consiga vencer as inclinações inadequadas, incluindo aquelas em que teimo em julgar a outrem pelas suas faltas. Quem pode ter a certeza de nunca ter praticado um crime?

Paz pra todos
pati

Em Deus
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 17 de Fevereiro de 2011, 00:02
Boa noite à todos e aos queridos visitantes, nosso acolhimento fraterno.

Trago-lhes um texto que a mim, pareceu encaixar-se feito luva no tema do estudo desse mês. Concordem uns outros não, suas explanações são bem vindas, enquanto em acordo com os ditames da Doutrina Espírita. É imperativo verificar que as Leis Divinas não sofrem mutações e são inquestionáveis, desse modo, o que se encontra no OLE acerca dessas leis, o que inclui a de Destruição é o que é... é a bendita Lei de Destruição, realmente... perfeita. É como mostra a Codificação de Kardec.

Grata por vossa participação.
Abraço fraterno.
Amar é tudo e é tbm saber resignar-se; e resignar-se é sublime, quiça divino.
Mizica


Reflexões Sobre As Leis Naturais e Jesus
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"Simplesmente ao tocar no assunto relativo à lei que rege o progresso das criaturas, é imperioso relembrar a existência das Leis Divinas ou Naturais. Para dissecar estas, será necessário, antes que nada, ter presente o conceito de Lei em geral: “Preceito emanado da autoridade; regra ou norma de conduta; preceito.”
Nas relações humanas, há leis Civis, leis Penais, Inquilinárias, Tributárias e tantas outras, que têm uma característica básica: podem ser mudadas! E sua mudança está em concordância com o desenvolvimento dos fatos da vida de relação entre os seres.
Mas, há outro tipo de leis, que são as Leis Morais, que não são de natureza humana, são naturais; logo são divinas pela sua origem, visto que não são outorgadas pelas criaturas, mas pelo Criador. Este é o agente, aquelas são pacientes da ação das leis naturais.
São características básicas dessas leis: (a) não podem ser mudadas pela nossa vontade; são, portanto, IMUTÁVEIS e IRREVOGÁVEIS. (b) Vigoram desde sempre e para toda a eternidade; são, assim, ETERNAS. (c) Não comportam desequilíbrios, pois que são PERFEITAS.
Somente o que provém do Criador tem tais atributos, daí porque, além de conhecidas como Leis Naturais, são também chamadas Leis Divinas.
Diante desse contexto, podemos analisar outro aspecto da questão: consta no evangelho de Mateus (V:17/18) a afirmação categórica de Jesus de que não veio destruir a lei, mas desenvolvê-la, cumpri-la, dar-lhe o verdadeiro sentido e adaptá-la ao grau de adiantamento dos homens.
Parece evidente que ele se referia às leis divinas - e não às humanas, mutáveis e revogáveis - especialmente as morais: as impressas no decálogo.
Eis a lei suprema para ele: AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS (aí estão toda a Lei e os Profetas).
E adicionou outra de igual efeito: AMAR AOS SEMELHANTES COMO A SI MESMO.
E hoje se entende o alcance final dessas premissas: ninguém seria capaz de amar a Deus se não amasse a sua criatura – o semelhante -, e vice-versa: como se pode amar a criatura se não se ama o Criador?!
Pois que, exatamente por não ter Jesus cuidado nem de mística nem de dogmática na formulação desses enunciados das Leis divinas (morais, mas que se baseiam em leis naturais físicas, de fundo filosófico: causa e efeito), é que os Espíritos, instados por A. Kardec, sempre afirmaram que o Espiritismo, igualmente, vem dar cumprimento às Leis referidas por Jesus, não modificá-las.
Mas, atento à evolução do conhecimento e do pensamento humano, o Espiritismo vem dar àqueles ensinos do Rabi da Galiléia as mais exatas interpretações, o mais claro entendimento do alcance deles, as causas que determinam o seu exato cumprimento, e, principalmente, as conseqüências da sua não observância.
Alguns - sábios de folhetim, estudiosos de almanaques - se arrogam o direito de afirmar que as falas de Jesus são ultrapassadas porque vêm de milênios atrás, portanto, de um passado longínquo... Mas, quem teve a ciência da exata compreensão das leis naturais e divinas, quem teve a coragem de pôr a nu as mazelas humanas que devem ser vencidas vertendo-as em virtudes sob pena de contrariar a lei do progresso, quem teve a presciência exata de fatos ao enunciar preceitos que ecoam para toda a eternidade, esse Ser estava muito à frente de todos nós, portanto, veio foi do futuro, isso sim! E quem vem do futuro jamais será do passado, ultrapassado.
Por isso, afirmou categoricamente: “Minhas palavras não passarão...” "


Francisco A. Gabilan : advogado, atuante divulgador da DE como palestrante e professor em várias Casas Espíritas. Autor de vários livros com temáticas doutrinárias espíritas tratando de sexualidade e seus distúrbios. É autor de apostilas para o Curso - Seminário sobre o livro A Gênese, para o Encontro de Aperfeiçoamento Doutrinário e Curso de Oratória Espírita. Dirige o Orfanato Casa Jesus, Amor e Caridade no bairro Casa Verde –SP , além de publicar artigos no site Fundação Espírita André Luiz  www.feal.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5mZWFsLmNvbS5icg==)


       
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 17 de Fevereiro de 2011, 22:03
Boa noite!

Na continuidade do estudo, é o que segue:

751 .  Como se explica que entre alguns povos, já adiantados sob o ponto de vista intelectual,o infanticídio seja um costume e esteja consagrado pela legislação?

Resp. O desenvolvimento intelectual não implica a necessidade do bem. Um Espírito, superior em inteligência, pode ser mau. Isso se dá com aquele que muito tem vivido sem se melhorar: apenas sabe."


Quantas ilusões povoam nossas mentes... é tanto saber acumulado, títulos honoríficos, corrida para ser Doutor em ...., Professor e Mestre, PHD em .... apenas ilusões do ego hiper dilatado? A intelectualidade tipo ajuda a compreensão, favorece o aprendizado, isso é fato... mas quem disse que títulos e muito saber eleva o ser espiritualmente? O que dizer então, das mentes que brilham de tão inteligentes, prodigiosas, mas que usam seu intelecto para o mal? Mas eu sou Doutor em... fiz especialização em... e tbm sou graduado  em... e a elevação moral, como vai? Ledo, engano... cuidado!!

Abraço fraterno e terno
Mizica




Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Maxwell Carvalho em 17 de Fevereiro de 2011, 23:06
Boa noite!

Na continuidade do estudo, é o que segue:

751 .  Como se explica que entre alguns povos, já adiantados sob o ponto de vista intelectual,o infanticídio seja um costume e esteja consagrado pela legislação?





O grande epicentro aqui não reside no intelectual - talvez o grande erro esteja aqui mal interpretado ou o termo intelectual equivocadamente foi  mal colocado.


O termo intelectual é uma progressividade positiva, ela não pode ser contrária a seu sui generis.

Vamos entender o caso:

1º caso

- Se um ser humano constrói uma arma para matar pessoas porque desenvolveu-na com seu intelecto - o desenvolvimento da arma é uma ação positiva, porém a sua conduta é impropria, repudiada. - matar é errado.

2º caso

Se um ser humano é doutor em medicina e tira a vida de um inocente. - A sua formação em medicina é positiva porém a sua conduta é negativa, provocar aborto é imoral, é crime. (Código penal brasileiro)

3º Uma nação bem desenvolvida legaliza o aborto e a eutanásia. É uma ação positiva, porém é moral?????


Observe que a intelectualidade não pode ser o desfeche central, ela não pode ser a culpa da disparidade social controversa, mas sim, sobre a conduta humana de quem utiliza e de que forma a utiliza.


Esta frase, talvez do ponto de vista mal interpretado, fazem as pessoas concluírem que a inteligência seja indiferente. A questão aqui não é a inteligência mas a questão ética e moral numa sociedade.

As pessoas que cultivam, desenvolve a inteligência e produzem-nas ações positivas para a sociedade  eleva o seu ser, porém daqueles que utilizam para produzirem ações negativas para fazer o mal é adverso.

Se uma nação justifica, por exemplo, a eutanásia, isso significa que o desfeche central reside na questão ética e moral daquela sociedade e não na inteligência.







Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Si em 17 de Fevereiro de 2011, 23:19
Olá,

"O agressor deve ser examinado como alguém perturbado em si mesmo, em lamentável processo de agravamento. Não obstante merece tratamento a agressividade, que procede do espírito cujos germes o contaminam, em decorrência da predominância dos instintos materiais que o governam e dominam.

Problema sério que exige cuidados especiais, a agressividade vem dominando cada vez maior número de vítimas que lhe caem inermes nas malhas constritoras.

Sem dúvida, fatores externos contribuem para distonias nervosas, promotoras de reações perturbantes, que geram, não raro, agressividade naqueles que, potencialmente, são violentos.

Acostumado à “lei da selva”, o espírito atribulado retorna à carne galvanizado pelas paixões que o laceram e de que não se deseja libertar, favorecendo facilmente que as reminiscências assomem ao consciente e se reincorporem à personalidade atual, degenerando nas trágicas manifestações da barbárie que ora aterram todas as criaturas.

A agressividade reponta desde os primeiros dias da vida infantil e deve ser disciplinada pela educação, na sua nobre finalidade de corrigir e criar hábitos salutares.

A pouco e pouco refreada, termina por ceder lugar às expressões superiores que constituem a natureza espiritual de todo homem.

O espírito é constituído pelos feixes de emoções que lhe cabe sublimar ao império dos renascimentos proveitosos,

O que não corrija agora, transforma-se em rude adversário a tocaiá-lo nas esquinas do futuro.

O temperamento irascível, aqui estimulado, ressurge em violência infeliz adiante.

O egoísmo vencido, o orgulho superado cedem lugar ao otimismo e à alegria de viver para sempre."

(Joanna de Angelis/Divaldo Pereira Franco, As leis morais da vida)


Muita Paz
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 18 de Fevereiro de 2011, 00:17
Boa noite Lordwar Maxwell,

A resposta a pergunta está aqui.

751 .  Como se explica que entre alguns povos, já adiantados sob o ponto de vista intelectual,o infanticídio seja um costume e esteja consagrado pela legislação?

Resp. O desenvolvimento intelectual não implica a necessidade do bem. Um Espírito, superior em inteligência, pode ser mau. Isso se dá com aquele que muito tem vivido sem se melhorar: apenas sabe."

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/lei-de-destruicao/195/?action=post;num_replies=196#ixzz1EGjZ2PBa

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 18 de Fevereiro de 2011, 01:13
Chega mais depressa uma pobre criatura, mesmo analfabeta, à percepção de Deus que um intelectual renomado perante a sociedade.

Adeus a todos!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Maxwell Carvalho em 18 de Fevereiro de 2011, 02:34
Boa noite Lordwar Maxwell,

A resposta a pergunta está aqui.



A questão implicante aqui não reside na resposta mas na pergunta feita.

o texto afirma:

Como pode uma nação intelectualizada aprovar um absurdo desses, como o infanticídio (o aborto)?

será que esses "inteligentes" são burros acreditando que estão fazendo certo?

A legalização do infanticídio não é o resultado de votações de intelectuais para ser aceita, mas o conjunto de pessoas que moralmente e eticamente aceitam a legalização, como o plebiscito por exemplo.

Não se pode culpar a marcha do intelecto a legalização do infanticídio,

pois se fosse seria o mesmo que afirmar:


"Sou casado estou passeando com minha esposa agora numa rua e de repente uma moça linda, voluptuosa, atraente vem em sentido oposto e eu subitamente olha-na com intenção para traz e digo em pensamento (Hum, que gost..., boa)"

Nessa afirmação não posso eu arrancar o meu olho e culpa-lo pelo pecado porque me fez olhar, mas posso culpar a minha conduta, sabendo-se que eu sou casado e manter o respeito por ela.


Podemos relacionar os "olhos" com a "inteligência", se fossemos responder ficaria assim:

Resp. Os olhos não implica a necessidade do bem. Um Espírito, superior com olhos que veem, pode ser mau. Isso se dá com aquele que muito pode ver sem se melhorar: apenas ver."

Mas o que determinou aquela legalização está contido no que eles chamam verdadeiramente moral e ético aceito naquela sociedade, são eles que repudiam, determinam o que são condutas antimorais.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Antonio Renato em 18 de Fevereiro de 2011, 02:38
Em várias épocas e em vários países,em até mesmo nos que são tidos como desenvolvidos,
temos tido notícias atravez da mídia de crimes cometidos não por pessoas comum,mas por pesoas de boa educação,criadas até mesmo no seio de famílias tradicionais,de nivel intelectual elevado,venha cometer crimes considerados bárbaros,pela natureza dêste,até mesmo com requinte de crueldade,que chocam não só as pessoas comum de uma maneira geral como também ás que têem uma uma perfeita comunhão com Deus nas diversas correntes doutrinárias
e religiosas.O que pensar no que levou a esta pessoa a vir cometer tal crime:desvio de conduta?talvez não,desequilibrio mental,provávelmente.Não pela aceitação,mas pela compreensão da nossa doutrina poderia ser visto como um espírito cruel encarnado nesta pessoa e que estava mascarado até então?.
Fiquem na paz e que Deus na sua infinita grandeza nos abençoe sempre.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Maxwell Carvalho em 18 de Fevereiro de 2011, 03:27
Não é a inteligência a raiz do mal ou fruto das adversidades ou controvérsias morais, mas a conduta ou interesse necessário do que se interessa fazer. Dai utilizando dessa ferramenta (inteligência) do qual o resultado queira atingir.

vale nos perguntar, como um ser inteligente pode produzir o mal se ele é inteligente para não produzir? Se um homem é inteligente, ele deveria pensar duas vezes antes de fazer o mal, pensaria que sua conduta é errada, reprovável pela sociedade e antimoral.

A resposta do paradoxo seria aquela máxima de Jesus Cristo:

"Vigiais a te mesmo..., não nos deixeis cair em tentação"

Isso explica que a inteligência não é a causa, mas as emoções, condutas impróprias ou sentimento de impureza são as causas que sobrepõe a inteligência. Nas quais fazem utilizar a inteligencia como ferramenta para atingir um resultado impuro, ou seja, a sua capacidade de perceber o que é certo e errado torna-se inferiorizada devida a necessidade atingir um resultado.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 18 de Fevereiro de 2011, 10:19
Lordwar Maxwell,
Foi exatamente esta resposta que foi dada a pergunta, assim sendo você está em acordo com a pergunta e a resposta aqui colocada por Mizica.
Um abço Hebe
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 18 de Fevereiro de 2011, 11:39
Uma música para reflexão.

A Paz - Gilberto Gil (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXE2Zm9rQW9hQlc0Iw==)
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mourarego em 18 de Fevereiro de 2011, 13:49
meus manos,
quando se afirma e com correção, que não é a inteligência a causa das más ações, não se quer dizer, com isso, que o mau também não use da inteligência.
Há que se dissociar inteligência de moral, pois a causa está na moralidade.
Ex: Os cientistas da Gestapo de Hitler, sequestraram, a família do cientista Von Brown, para que este pudesse solucionar os problemas que eles tinham com a construção da V10 e V1, bombas precursoras da Atômica.
Coagido, Brown, transformou parte de um invento seu, que sob seu pensamento   poderia trazer a cura ou um tratamento mais eficaz para a Tuberculose, mal que grassava na época.
Daí nascendo esta família funesta de bombas que tantas vidas ceifaram.
Este é um exemplo do mau uso dado a injhteligência, pois este uso está aditado a uma moral inferior.
Abraços,
Moura
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: pati em 18 de Fevereiro de 2011, 15:19
meus manos,
quando se afirma e com correção, que não é a inteligência a causa das más ações, não se quer dizer, com isso, que o mau também não use da inteligência.
Há que se dissociar inteligência de moral, pois a causa está na moralidade.
Ex: Os cientistas da Gestapo de Hitler, sequestraram, a família do cientista Von Brown, para que este pudesse solucionar os problemas que eles tinham com a construção da V10 e V1, bombas precursoras da Atômica.
Coagido, Brown, transformou parte de um invento seu, que sob seu pensamento   poderia trazer a cura ou um tratamento mais eficaz para a Tuberculose, mal que grassava na época.
Daí nascendo esta família funesta de bombas que tantas vidas ceifaram.
Este é um exemplo do mau uso dado a injhteligência, pois este uso está aditado a uma moral inferior.
Abraços,
Moura


Olá!
Podemos dizer, então, que os intelectuais que assim agem(usando para o mal, a inteligência) são pouco desenvolvidos moralmente.
pati

Em Deus
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: pati em 18 de Fevereiro de 2011, 15:46
Boa noite!

Na continuidade do estudo, é o que segue:

751 .  Como se explica que entre alguns povos, já adiantados sob o ponto de vista intelectual,o infanticídio seja um costume e esteja consagrado pela legislação?

Resp. O desenvolvimento intelectual não implica a necessidade do bem. Um Espírito, superior em inteligência, pode ser mau. Isso se dá com aquele que muito tem vivido sem se melhorar: apenas sabe."


Bons dias!
O povo asteca, como exemplo, fazia sacrifícios humanos diários, para "ajudar o sol a nascer". No entanto a história do intelecto desse mesmo povo é rica de feitos notáveis. hoje, vemos países ditos desenvolvidos a agirem da mesma forma, tendo a legislaçãocomo "proteção". Aqui mesmo, no Brasil, nos vemos a andar entre mentes brilhantes, os que defendem o aborto, tendo, cada grupo, o seu argumento.
Sinto que Espíritos "superiores em inteligência" podem ser os de maior apego, os que mais se iludem pensando deter algum "poder" sobre seus semelhantes. Um amigo chama isto de "supremacia ilusória do eu" que, em algum grau, em geral, ainda nos encontramos nessa situação.
pati

Em Deus
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: pati em 18 de Fevereiro de 2011, 17:41
Olá!
Sobre a inteligência, Kardec nos traz o seguinte, em "A Gênese":
"... o ato que denota reflexão, combinação,deliberação é inteligente."
"... a inteligência, pelo simples fato de ser livre, está, por vezes, sujeita a errar."
entendo que, usando a inteligência para o mal, o homemfere a si próprio, em primeiro lugar,pela violação de uma Lei Natural. "Quando estiverem cansados de sofrer devido ao mal, procurarão remédio no bem."(A.Kardec- E.S.E.-cap VIII)

Estejamos em Deus
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mourarego em 18 de Fevereiro de 2011, 17:56
Ae pati, bem lembrado!!!
abração,
Moura
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Victor Passos em 18 de Fevereiro de 2011, 18:44
Ola muita paz
Bons amigos

“Não te deixes levar por tuas paixões e refreia os teus desejos. Se cedes ao desejo da paixão, ela fará de ti objeto de alegria para teus inimigos.” (Eclesiástico, 18: 30 e 31)

A paixão é tida por todos nós como um mal que assola a humanidade, muitos culpando a ela por vários desequilíbrios existentes entre nós.

Na verdade não é bem assim, o princípio que lhe dá origem é bom, o excesso que gera o abuso é que ocasiona o mal.

Muitas são as grandes obras da humanidade que têm por base a paixão daqueles que as realizaram, tendo desta forma, nela, um germe de positividade.

A história nos dá outros grandes exemplos do princípio da paixão bem equilibrada gerando o bem. Paulo de Tarso, o converso de Damasco é um dos mais notórios, ele empregou na nova proposta que assimilara – aquela disseminada pelo Cristo que lhe apareceu - a mesma energia com que servira à lei antiga, e o resultado não poderia ter sido melhor. Ou seja, o princípio originário que o movia foi o mesmo, o sentido de atuação é que foi modificado.

Em suma, a paixão é como um cavalo, se bem governado presta excelentes serviços, porém, se ao contrário perde-se dele o domínio, pode causar vários transtornos.

É preciso desta forma que reavaliemos nossos sentimentos, estão eles sob controle, podemos governá-los satisfatoriamente? Se a resposta for sim, tudo bem, eles não serão negativos. Todavia, caso o não seja o resultado de nossas meditações, tenhamos cautela, é possível que estejamos no princípio de um processo em que seremos dominados, isto é, escravizados pelos nossos próprios desejos.

Uma outra questão há ainda que deve ser ponderada. Estão as nossas paixões alimentando nossa tendência animal, ou à nossa natureza espiritual? Sabemos que o sentido que a Providência propõe para que cresçamos, é o espiritual; assim, se nossos sentimentos nos conduzem para o lado oposto, eles estão atrasando o nosso progresso, e consequentemente, afastando-nos de nossa meta. Se no entanto eles nos conduzem para a boa parte, ou seja, se fortalecem os valores espirituais, estejamos sem medo, eles devem ser incentivados.

Concluindo, podemos afirmar com segurança, não está na força que imprimimos em realizar qualquer ação, o bem ou o mal, e sim no sentido em que ela atua. Analisemos com cautela qual a nossa mais íntima motivação e saberemos com certeza se estamos nos aproximando de Deus ou Dele afastando.

“Porque, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte. Mas, agora, estamos livres da lei, pois morremos para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra.” (Paulo aos Romanos, 7: 5 e 6)

abraço
Victor Passos
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: pati em 18 de Fevereiro de 2011, 19:07
Citar
A paixão é tida por todos nós como um mal que assola a humanidade, muitos culpando a ela por vários desequilíbrios existentes entre nós.

Na verdade não é bem assim, o princípio que lhe dá origem é bom, o excesso que gera o abuso é que ocasiona o mal.

Muitas são as grandes obras da humanidade que têm por base a paixão daqueles que as realizaram, tendo desta forma, nela, um germe de positividade.

Olá!

Kardec nos fala, em "A Gênese",capítulo III,O instinto e a inteligência, que "as paixões são as molas da alma, no período inicial do seu desenvolvimento". Nos diz, ainda, o codificador que elas servem como "estimulante", até o aparecimento do senso moral.
Entendi que, com o senso moral, na medida do seu desenvolvimento, as paixões são ainda úteis, porém, a sua exacerbação, o abuso, é que as tornam inúteis, ou nocivas, conforme nos mostra Kardec.


pati

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mourarego em 18 de Fevereiro de 2011, 20:16
Exato maninha pati.
A paixão indica inteligência, o abuso desta, é que trás perigo.
Abraços,
Moura
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 19 de Fevereiro de 2011, 00:19
Olá!
Boa noite queridos amigos.

Item da Lei de Destruição em O Livro dos Espíritos (OLE) parte 3, capitulo VII

Crueldade

752. Poder-se-á ligar o sentimento de crueldade ao instinto de destruição?

Resp. " É o instinto de destruição no que tem de pior, porquanto, se, algumas vezes, a destruição constitui uma necessidade, com a crueldade jamais se dá o mesmo. Ela resulta sempre de uma natureza má."

753. Por que razão a crueldade forma o caráter predominante dos povos primitivos?

Resp."Nos povos primitivos, como lhes chamas, a matéria prepondera sobre o Espírito. Eles se entregam aos instintos do bruto e, como como não experimentam outras necessidades além das da vida do corpo, só da conservação pessoal cogitam e é o que os torna, em geral, cruéis. Demais, os povos de imperfeito desenvolvimento se conservam sob o império de Espíritos também imperfeitos, que lhes são simpáticos, até que povos mais adiantados venham destruir ou enfraquecer essa influência. "


Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 19 de Fevereiro de 2011, 00:30
Oi!

Para reflexão


Crueldade no Ambiente Escolar
(Uma pincelada sobre o Bullying)

Hoje um assunto muito em voga, mas cuja ocorrência mundial já vem de algum tempo, diz respeito ao comportamento dos jovens, em especial no convívio escolar, perante algum colega que, ou é portador de alguma deficiência física (tais como, por exemplo, falta de um membro, é anão, é cego, é paralítico), ou tem compleição física acima do peso, ou magérrima, ou ainda com alguma lentidão de raciocínio e compreensão, ou pertencem a outra raça, sem contar com relação a mudos, surdos e cegos.
Os educadores em geral - diretores, professores, coordenadores -- têm ficado perplexos e chamado a atenção dos pais para a verdadeira crueldade de grupos chamados “dominantes” das mais diversas turmas (em especial entre 11 e 16 anos de idade) que não poupam atitudes absolutamente truculentas, desumanas e desalmadas contra aquelas criaturas, excluindo-as do convívio e, não raro, ridicularizando-as em público: Vai, perneta! Sua gorda! Seu magricela, branquelo! O surdinho, tá ouvindo?! Hei, mudinho, fala aí! E o anão de jardim, aonde vai?! Fala, cabeção! Qual é, orelha?! E por aí afora...
Na maioria dos casos, tais atitudes têm levado as "vítimas" a gestos extremados: depressão, isolamento social e familiar, choro incontido, prostração, dor moral, abatimento, e, não raro, ao suicídio.
A própria psicologia moderna vem estudando esse comportamento e até já deu um nome à anormalidade comportamental: Bullying.
O termo Bullying compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.
A palavra inglesa Bullying ainda não tem uma tradução para o português, mas significa valentão, brigão, ameaça ou intimidação e, embora seja ainda pouco conhecida. O primeiro a relacionar a palavra ao fenômeno foi Dan Olweus, professor da Universidade de Noruega. Ao pesquisar as tendências suicidas entre adolescentes, Olweus descobriu que a maioria desses jovens tinha sofrido algum tipo de ameaça e que, portanto, Bullying era um mal a combater.
Parece claro que esse comportamento deriva de dois fatores fundamentais: primeiro, a falta de uma educação moral (portanto, religiosa também), que depende da orientação paterna no lar, mediante exemplificação de atitudes corretas e de respeito ao direito alheio; em segundo, uma análise de fundo da psique do autor das agressões, seja por meio de profissional gabaritado - um psicólogo -- seja, também pelo acompanhamento espiritual, pois que quase sempre um desvio de caráter da criatura tem por fator anomalias do passado que dão lugar a processos obsessivos.
Em ambas as hipóteses (trabalhar os pais e assistir os filhos), o Espiritismo tem franca e fácil atuação, vez que a marca essencial da Doutrina é a ajuda persistente ao homem para se melhorar, “apressando o adiantamento dos indivíduos e das massas; (...) é um ponto de apoio, uma luz que nos guia”, nas abalizadas palavras de Kardec (conforme nota ao pé da questão nº 982 do Livro dos Espíritos). Em síntese, “Somente o progresso moral pode assegurar aos homens a felicidade na Terra, refreando as paixões más; somente esse progresso pode fazer que entre os homens reinem a concórdia, a paz, a fraternidade.” (A Gênese, cap. 18, item 19).
Propósito do assunto, não será demais trazer a estas considerações, uma breve coleção de definições de expressões menos dignas usadas comumente no processo ruinoso moral do Bullying, trazidas por Mário Quintana e que ele chamou singularmente de:


Dicionário da Excepcionalidade:

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético", não é efetivamente o doente, mas é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois "Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.

Concluindo:   não é por outra razão que o Espírito de Verdade, já em 1860, conclamou: “Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo.”

Francisco A. Gabilan : advogado, atuante divulgador da DE como palestrante e professor em várias Casas Espíritas. Autor de vários livros com temáticas doutrinárias espíritas tratando de sexualidade e seus distúrbios. É autor de apostilas para o Curso - Seminário sobre o livro A Gênese, para o Encontro de Aperfeiçoamento Doutrinário e Curso de Oratória Espírita. Dirige o Orfanato Casa Jesus, Amor e Caridade no bairro Casa Verde –SP , além de publicar artigos no site Fundação Espírita André Luiz  www.feal.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5mZWFsLmNvbS5icg==)
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Muita paz e luz
Com carinho...sempre
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: TeeTeTo em 19 de Fevereiro de 2011, 01:19
ligação do sentimento de crueldade ao sentimento de destruição.

Nem todo sentimento de crueldade está ligado ao sentimento de destruição,podemos relatar a questão do masoquismo, há um sentimento de crueldade  não relacionada a destruição e sim o prazer de sentir dor ao corpo. Pois é ato cruel ao próprio corpo. Quanto o sentimento de destruição, se insere no direito de extinguir algo. Quanto o espirito tem na sua essência o sentimento de crueldade, este está relacionado as experiencias passadas, em que na evolução do mesmo, não a extirpação destes. ora, a crueldade é um ato de destruição parcial, em que pode haver um sentimento deturpado da posse. a destruição é o sentimento não poder ter algo, que gera um sentimento de egoismo, já que a destruição se refere a negação do próximo.


Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Dothy em 19 de Fevereiro de 2011, 02:36
Olá querida amiga Mizica... Muita paz...

Trago este texto, com o objetivo  de acrescentar em tudo que aqui já foi postado... Espero que ajude!!


Destruição!!

Retomando o propósito do artigo, a Lei de Destruição é aquela que diz respeito às transformações causadas pelas “destruições” realizadas em todos os tempos da humanidade. Seja por homem, seja pela própria natureza. O que chamamos de destruição, não é nada senão uma transformação, pois na verdade o que se destrói ou se reestrutura de forma melhor ou é sobreposta por algo mais adiantado.

Enfrentamos a transformação desde os tempos mais remotos do nosso globo. Sejam através de desastres naturais, guerras, revoluções sociais, morais, intelectuais, religiosas, etc. Não que Deus seja favorável às barbáries humanas, como as guerras, mas a própria inferioridade do homem é aproveitada para que tudo se renove com o decorrer dos séculos. Estamos muito longe de alcançarmos uma evolução que possamos realmente viver como irmãos aqui na Terra, mas se compararmos alguns séculos ao século presente poderemos notar o quanto avançamos desde então. Atos de violência que eram naturais na época, hoje para nós é um ato de barbárie, por exemplo.

Contudo, a necessidade de destruição diminui à medida que o homem evolui. O homem tornando-se mais capaz de interpretar as coisas pela razão, ponderar seus atos e sublimar seu coração procurando realizar boas obras e viver fraternalmente, a transformação torna-se muito mais sublime. O poder da razão, do raciocínio, da inteligência e da fé vai se aprimorando com o decorrer do tempo e vamos nos tornando cada vez mais responsáveis por nós mesmos, compreendemos melhor o que é o nosso Deus e as suas Leis que regem o cosmos. Deixamos de colocar a culpa dos nossos atos falhos em Deus, paramos de pedir a Deus, por exemplo, para nos ajudar a tirar dez em uma prova de concurso, mas não pegamos uma vez se quer no livro para dar uma estudada. O homem torna-se mais consciente e tudo se transforma de maneira suave, sublime, angelical.

Podemos até realizar perguntas do tipo: guerras, penas de morte e atos do gênero não são formas de transformar a humanidade? Até certo ponto, sim. Hoje as pessoas que habitam este orbe já têm uma consciência formada para entender o que é certo e o que é errado e persistir no erro é uma forma de estacionar e querer ser “castigado”. Sabemos que matar pessoas, destruir a natureza e/ou animais para consumir além do que é necessário, são coisas que infringem as leis morais no nosso estado de evolução atual, entretanto a Lei de Causa e efeito entra em ação para que os homens possam prestar contas de tudo o que fez que não somasse nada ao bem comum, nem ao seu próprio bem.

Notemos que nada morre ou se acaba na Natureza. Tudo se transforma. Enfrentamos transformações desde que saímos do ventre de nossa mãe, passamos da infância, adolescência, fase adulta, velhice e na morte, destruição do corpo.

Muita Paz!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Maxwell Carvalho em 19 de Fevereiro de 2011, 03:09
Olá!
Boa noite queridos amigos.

Item da Lei de Destruição em O Livro dos Espíritos (OLE) parte 3, capitulo VII

Crueldade


753. Por que razão a crueldade forma o caráter predominante dos povos primitivos?

Resp."Nos povos primitivos, como lhes chamas, a matéria prepondera sobre o Espírito. Eles se entregam aos instintos do bruto e, como como não experimentam outras necessidades além das da vida do corpo, só da conservação pessoal cogitam e é o que os torna, em geral, cruéis. Demais, os povos de imperfeito desenvolvimento se conservam sob o império de Espíritos também imperfeitos, que lhes são simpáticos, até que povos mais adiantados venham destruir ou enfraquecer essa influência. "





Para complicar mais a questão eu vou levantar uma polêmica contrariando a resposta em sua parcialidade, ampliando mais discussão ou opiniões de nossos colegas.

Com base na pergunta do item 753 eu faço novas perguntas:

Em que momento pressupõe a existência de crueldade para o povo primitivo?
Para um povo primitivo crueldade existe?
A "Crueldade" que formou aquele povo primitivo existe?
Um povo que é primitivo praticou ou não praticou crueldade?
Crueldade existe?


A resposta é não, não praticou crueldade, desde que delimitemos o campo de observância desse estudo. Como?

Vamos delimitar que o povo primitivo seja dos primórdios dos homens das cavernas onde os homens primitivos disputam comida para sobreviver, roubam alimentos dos outros sem se importar com a fome do próximo, ou mesmo se necessário latrocínio (roubo seguido de morte), as discussões, conflitos, brigas seguem as vezes a morte do próximo, a mulher é tida como objeto que ora é disputada para uma conjugação carnal, etc.

Como se pode determinar que a crueldade existia se não havia lei anterior que a definia, o fato reside que o comportamento de tais atos naquele tempo não havia percepção do que era certo ou errado, não havia delimitação da conduta humano em constituir quais atos eram repudiados. O ser primitivo que não tinha o desenvolvimento do conhecimento moral, não haviam em conceber que tais atos eram cruéis, a crueldade aqui não existia, mas eram atos comuns, normal ao bando, aceitáveis naquele meio social.

E quando a 'crueldade' passa a existir? a partir do momento em que se estabeleceu a lei, lei esta que conduz um grupo social, aceitável pela maioria dos membros, onde delimita regras, normas, costumes considerando-as como moralmente certas e repudia certo atos.

Exemplificando a questão:


O que antes era permitido furtar a centelha de fogo (vela) de outrem para se aquecer, agora não é permitido porque o bando social não permite, senão era punido ou expulso do grupo.

Mas se certos atos que hoje consideramos como cruéis mas não era ao tempo considerado? Também não era considerado cruel, não havia crueldade para aquele determinado ato.

Considerando o exemplo anterior, suponha que o grupo aceite que o outro furte a mulher do próximo para conjugar-se carnalmente sem o consentimento alheio, mas que se este souber nada fará ou fez, então este tipo de ato é permitido e aceitável ao grupo social. Não há aqui em se falar de crueldade.

Então, resumindo:

A crueldade não forma o caráter predominante daquele povo primitivo, mas se entregam aos instintos do bruto para sobreviver. Pois a lei não definiu os atos em questão como condutas antimorais. É necessário que a maioria grupo identifique quais atos devem ser avaliados para poder resultar uma vida social saudável ou bem estar social para todos.


Se formos identificar ao pé da letra, a lei só se estabeleceu quando originou os 10 mandamentos. Não havia lei antes disso, se bem que é paradoxo e controverso afirmar isto.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: katiatog em 19 de Fevereiro de 2011, 03:44
Boa noite, querida Mizica!

Gostaria de compartilhar contigo e com os irmãos do Fórum esse artigo que gostei muito.

Com carinho,

Abraços da Katia



Um mal chamado impiedade

Orson Peter Carrara

Não seremos felizes sem mútua benevolência
Um trecho de O Evangelho Segundo o Espiritismo chama a atenção, entre tantos outros, é óbvio. Transcrevo o final do trecho, que está identificado no final da própria transcrição parcial: “(...) Jesus Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade”. – O Espírito da Verdade, Paris 1860 – em O Evang. Seg. o Espiritismo (capítulo VI, item 5), na edição IDE, com tradução de Salvador Gentille.

Ora, segundo o dicionário, impiedade quer dizer crueldade, desumanidade, ausência de misericórdia. E o mais interessante é que o autor do convite dirige-se aos espíritas, especificamente, como se pode apreender do parágrafo em questão.

É que ainda somos um tanto cruéis com os equívocos, tombos, desacertos e dificuldades de nossos irmãos de ideal. Se alguém erra, por qualquer motivo, somos apressados na crítica, no julgamento precipitado e nem consideramos as décadas de acertos ou contingente de esforços daquele irmão que tanto lutou para, agora, num momento difícil, equivocar-se. Basta fazer um retrospecto de memória: quantas vezes deixamos de usar misericórdia diante dos equívocos alheios?

E o mais curioso: muitas vezes somos impiedosos conosco mesmo. Erramos com conhecimento de causa, reconhecemos o erro e entramos num processo de culpa de largas proporções. Ora, tanto num como noutro caso, é preciso o esforço da indulgência, da benevolência, do perdão, para que alcancemos o estágio de equilíbrio diante das situações conflitantes. Isto nos remete a outro trecho da mesma obra acima referida:

“(...) O mal-estar se torna geral. A quem responsabilizar, senão a vós mesmos, que procurais sem cessar destruir-vos uns aos outros? Não podeis ser felizes sem a mútua benevolência. E como a benevolência pode coexistir com o orgulho? O orgulho! Está aí a fonte de todos os vossos males. (...) Por que tendes em tão grande estima o que brilha e encanta os olhos em detrimento do que toca o coração? (...) Quando a consideração que se concede às pessoas é medida pelo peso do ouro que elas possuem , ou pelo nome que trazem, que interesse podem ter estas pessoas em se corrigirem de seus defeitos? (...). O trecho é de Adolfo, Bispo de Alger – Marmande, 1862 – e está em O Evangelho Segundo o Espiritismo (capítulo VII, item 12).

O trecho nos traz a palavra benevolência, que significa: disposição bondosa de promover a felicidade do outro, por generosidade. E apresenta um detalhe extraordinário: Não podeis ser felizes, sem a mútua benevolência! (que destacamos).

Eis o exercício que nos cabe prioritariamente nos dias atuais. Nós que dizemos amar, que lutamos pela expansão do pensamento espírita, estamos esquecidos do dever principal, entre nós mesmos. Por quê? Que direito detemos de julgar, interferir, impor? Que autoridade possuímos? Somos todos aprendizes, novatos e inexperientes.

Estas reflexões surgiram com o trecho colhido na Revista Espírita de março de 1867 (Edicel, tradução de Júlio Abreu Filho). Diz o texto assinado por Um Espírito e intitulado Solidariedade, em transcrição parcial: “(...) O homem não é um ser isolado, é um ser coletivo. O homem é solidário do homem. É em vão que procura o complemento do seu ser, isto é, a felicidade em si mesmo ou no que o rodeia isoladamente; não pode encontrá-lo senão no homem ou na humanidade. Então nada fazeis para ser pessoalmente feliz, tanto que a infelicidade de um membro da humanidade, de uma parte de vós mesmo, poderá vos afligir. (...)” E, mais adiante, essa conclusão notável: “(...) O Espiritismo bem compreendido é para a vida o que o trabalho material é para a vida do corpo. Ocupai-vos dele com este objetivo e ficai certos de que quando tiverdes feito, para o vosso melhoramento moral, a metade do que fazeis para melhorar a vossa existência material, tereis feito a humanidade dar um grande passo”.

Ora, as últimas linhas do trecho transcrito trazem a chave da questão: o aprimoramento moral redunda no respeito ao próximo que, por sua vez, traz a essência dos ensinos dos Evangelhos e elimina a crueldade, a indiferença, a impiedade, enfim, que tantos danos têm causado à tranqüilidade e progresso humanos.



Matéria originariamente publicada no jornal O Clarim, edição de fevereiro de 2005.


Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: lineu em 19 de Fevereiro de 2011, 04:13
Citação de: Dadinho, em #191
Parece-me que os questionamentos levantados pelo Lineu vão um pouco por esse caminho.

Parece que não.

O amor é sentimento perfeito. É propriedade santa que não se dá aos infames.

A crueldade representa a pior manifestação do instinto de destruição. Ela sempre denota má índole de quem a pratica.

A crueldade não coaduna com a natureza humana. Ela é inerente das bestas-feras.

Logo, perde a dignidade humana o indivíduo que se deixa dominar pelo instinto bestial e pratica atos cruéis.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: katiatog em 19 de Fevereiro de 2011, 04:26
A crueldade é uma característica dos Espíritos Impuros.

De acordo com a escala espírita, contida no Livro dos espíritos, Livro Segundo, capítulo 1:

Espíritos Impuros — São inclinados ao mal e o fazem objeto de suas preocupações. Como Espíritos, dão conselhos pérfidos, insuflam a discórdia e a desconfiança, e usam todos os disfarces, para melhor enganar. Apegam-se às pessoas de caráter bastante fraco para cederem às suas sugestões, a fim de as levar à perda, satisfeitos de poderem retardar o seu adiantamento, ao fazê-las sucumbir ante as provas que sofrem.

 Nas manifestações, reconhecem-se esses Espíritos pela linguagem: a trivialidade e a grosseria das expressões, entre os Espíritos como entre os homens, e sempre um índice de inferioridade moral, senão mesmo intelectual. Suas comunicações revelam a baixeza de suas inclinações e, se eles tentam enganar, falando de maneira sensata, não podem sustentar o papel por muito tempo e acabam sempre por trair a sua origem.

 Alguns povos os transformaram em divindades malfazejas- outros os designam como demônios, gênios maus, Espíritos do mal.

 Quando encarnados, inclinam-se a todos os vícios que as paixões vis e degradantes engendram: a sensualidade, a crueldade, a felonia, a hipocrisia cupidez e a avareza sórdida. Fazem o mal pelo prazer de fazê-lo, no mais das vezes sem motivo, e, por ódio ao bem, quase sempre escolhem suas vitimas entre as pessoas honestas. Constituem verdadeiros flagelos para a humanidade seja qual for a posição que ocupem, e o verniz da civilização não os livra do opróbrio e da ignomínia.

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 19 de Fevereiro de 2011, 15:04
 :D :-* Olá!
Bom dia à todos os que aqui deixam suas impressões aos queridos visitantes sejam bem vindos!

Dothy, Katia, sempre gentis e prestimosas e, à todos que colaboram com seus posts...o Fórum agradece a contribuição junto ao estudo mensal.

Paz e luz
Com meu carinho...sempre
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mourarego em 19 de Fevereiro de 2011, 15:26
Gente deixem-me lembrar-lhes,
Estamos num tópico especial do Fórum, e todas as respostas devem estar atreladas apenas ao tema de estudo, logo, falando sobre o que o tema diz, e citando o item.
Esta a formatação deste tópico.
abração
Moura
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mourarego em 19 de Fevereiro de 2011, 15:41
Bullying:
Um bom exemplo para se estar dentro da especialidade deste tópico é este que a maninha trouxe:Bullying.
Ora bullying é ação odiosa e que contém grande sentimento de destruição.
E que se note, não falo da destruição física mas sim da moral, pois o Bullying afeta mais a moral do que ao físico. 
Se formos atrelar este tema ao estudo da lei de Destruição, poderemo, a começo, ficar pensando, "uai sô, será que tem a ver?" tem sim e muito.
Aqueles que se prestam a esta ação, trazem um ódio confirmado em si mesmo que os coloca numa situação de imperfeição das mais primárias dentro da classe de Espíritos Imperfeitos na qual todos estamos a estagiar agora.
Se formos buscar no ESE, veremos a explicação que tudo se resume em dois mandamentos: "Devereis amar ao pai acima de tudo, e ao próximo como a ti mesmo".
O segundo ensinamento que tras a luz a esta minha afirmação primeira sobre o Bullying, vem corroborando o primeiro mandamento, é Jesus que nos diz, "Estão nesses mandamentos, todas as doutrinas e todos os profetas". É mole?
Quando se fala em primitividade, atrelando-se tal termo à Lei de Destruição, se quer mostrar também que por primitivo se quer dizer, não inculto, pois tratamos de condição moral, mas amoral, ou seja, ainda incipiente neste quesito.
A ignorância que permeia aos Espíritos ainda em primitividade (pode-se ver explicações sobre a existência destes hoje em dia no LE) é que lhes dá o matiz de suas ações, e o julgamento destas é feito, por nós outros, sob o rigor do conhecimento adquirido por todos hoje em dia.
Ora, então se vê distintamente a dois grupos imensos, os que conseguira, por trabalho próprio, amealharem uma condição moral superior, mesmo que ainda dentro da classe dos Imperfeitos, se distanciam e formam grupo a parte dos que por não terem feito bem e corretamene a  "Lição de casa", ficaram, em relação aos primeiros, estacionados.
Afirmei, a princípio que o Bullying era ação odiosa e destrutiva, e  neste ponto, tenho de explicar que a ação seja destrutiva por atacar moralmente e sob o dolo específico de diminuir, conduzir a momento de vexame, perseguir de forma vil e covarde, àquele que lhe é objeto.
A corvardia é apanágio dos primitivos.
Por enquanto vou ficando por aqui meus manos.
abraços,
Moura
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Victor Passos em 19 de Fevereiro de 2011, 16:56
Ola muita paz Amigos e Amigas
Fica aqui este meu artigo sobre Buylling...

O Bullying e a rotura de valores morais

O BULLYING assimila todos os moldes de atitudes agressivas, premeditadas e recalcadas, que acontecem sem causa evidente, adoptadas por um ou mais estudantes contra outros, ocasionando dor e angústia, e efectuadas num relacionamento desigual de poder. O desequilíbrio de poder é uma das causas primárias, que levam à possível a intimidação da vítima, pois ela é feita geralmente em grupo e não permite que o lesado se possa defender.

Infelizmente já se tornou um problema mundial, ponto vital de ataque, Escolas, Instituições e Colégios particulares, mesmo não existe preferência do meio, porque nada lhes é adverso, eles actuam em qualquer um, a nível rural, citadino, não existe preocupação da parte dos intimidadores, para eles é mais um sítio, mais, e só apenas isso.

A maior fragilidade é a omissão, da parte das Instituições, talvez por medo de represálias.

Estes jovens não têm empatia, ou relacionamento averbado a amizades. Geralmente, pertencem a famílias desestruturadas, nas quais não existe relacionamento afectivo entre seus membros.

Seus pais exercem uma pobre ou nenhuma influência sobre eles, toleram e oferecem como modelo para solucionar conflitos o comportamento agressivo ou expansivo. Claro que isso se vai reflectir num futuro recente, dos jovens, quando adultos terão com toda a certeza um comportamento anti-social e violento, podendo vir a adoptar, inclusive, atitudes delinquentes ou de criminalidade inconsequente, a qual não terá parâmetros de quantificação.

Os atingidos são pessoas tímidas, e sem meios de poderem defender-se, pela sua fragilidade, tudo porque a pouca sociabilidade, lhes retira o apoio ou então nutrem dum sentimento de insegurança os impede de solicitar ajuda.

Estas individualidades vivem sem esperança quanto às possibilidades de se ajustarem ao agregado que os envolve. A baixa auto-estima é enorme, e reforçada pelas por ingerências críticas ou pela indiferença dos seres que estão à sua volta, sobre seu sofrimento. O mais saliente é que muitos crêem ser merecedores da malvadez que lhe é tributada.

A falta de amizade, passividade, quietude dá-lhes a inoperância para reagir em sua defesa. Claro com tudo isto o desempenho escolar caí por terra, permanecem e aguentam todo este horror ou negam-se a ir para a escola, até simulam doenças. Andam de colégio para colégio com assiduidade, ou repudiam os estudos. Há jovens que tomam os extremos da depressão acabando por tentar ou cometer o suicídio.

Tudo isto está banalizado por falta de coerência e de tomadas de medidas que equacionem a defesa destes jovens.
Em tempos remotos, nós já verificamos estas passagens, pelas perseguições da inquisição, aos que falavam com os seus Deuses da época, mais recentemente pelas perseguições horrendas dos Judeus, mas se meditarmos sobre tal situação verificaremos que os extractos que mais humilham, são aqueles que nem precisam materialmente de nada, mas tem ausência de escrúpulos, usando e abusando atropelando todos os valores do respeito pelo próximo, diria mesmo que estamos em período, inquisitório, onde a Lei é só uma, o medo pelo medo.

Estamos em mudanças enormes, os valores Familiares estão a ser pressionados, pelos cortes materiais, pois vive-se cada vez mais apertado economicamente, os Pais não tem presença atempada em casa, ambos trabalham, chegam e cruzam-se, quase nem um sorriso tem para dividir, tal é o afastamento. O desemprego, agregado também ao enorme desamor entre familiares, redunda numa enormidade de divórcios, mas nada que não se supere, o período matriarcal está a perder força, e o poder patriarcal está em crescendo mais uma vez! Mas desta forma voltamos às raízes pensam vocês!’, Não amigos isto, é apenas o começo do defraudar da imposição da lei de afinidade, pois quem colhe ventos semeia tempestades. Não adianta lamentarmo-nos, porque tudo tem a sua causa e efeito, e o desagregamento, familiar a cobiça, o prazer desmedido e o recalcamento do pretérito tem como cobrança a desordem de valores e troca abrupta da vida equilibrada para uma de provação e expiação. Quem quer deter-se, quem toma a bandeira da responsabilidade da violência!? É fácil, os culpados, não existem, somos todos nós por incúria, facilitismo, e devaneio que saímos da estrada da vida espiritual, da moldagem das almas pelos valores evangélicos, nada nos falta, mas tudo se perde, apenas queremos um pouco mais acima, porém esquecemo-nos, que a crise não é só amoedada, mas principalmente pela falta de conhecimento moral, espiritual e intelectual. As ocorrências dos espectáculos, levam muita gente, mas a mascara da verdade, não mostra o que vai no interior, é tudo platónico, nada de que o Universo vivente não estivesse à espera, as intempéries aumentam, os acidentes mortíferos aumentam, as catástrofes estão aí, mas ninguém procura reflectir que a maior calamidade saí de nós, dos nossos sentimentos , das nossas atitudes, da corrupção de valores, e da falta de sensibilidade, para os valores que encerram a continuidade no caminho da felicidade, amigos não esqueçam seus objectivos, a razão que os trouxe aqui a este plano, porque cá viemos, o que fazemos aqui senão resgatar, crescer,,aprender a amar, mas se assim não queremos viver e ousamos tomar tudo pela ausência de amor, então preparem-se as cobranças só ainda agora começaram, o Mundo passa pela sua mudança, e os que quiserem seguir os caminhos da solidez, da comunhão dos ensinamentos do Mestre que tomem da enxada e que não deixem a faina, porque existe muito por desbravar, uns terão de ajudar os outros, porque muitos irão ranger os dentes, mas depois disso a suavidade dos céus, fará vibrar as alegrias do amor…. Vamos arregaçar as mangas , tomar o arado e lavrar o terreno que há por lavrar , porque a seara ainda tem muito para trabalhar, tenhamos fé, generosa e amemos, o próximo, Deus fará o resto.

Amigos, tudo começa em nós, cada um, será sempre uma centelha que no seu mapeamento mental tem que discorrer o sentido  do seu caminho, por isso não deixemos que se avolume a obra, vamos arregaçar as mangas e unir esforços em caridade amando, e sendo perseverantes, sem vencedor ou vencidos, mas acrescidos  da verdade redentora, o amor em caridade.

 
Victor Passos
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Antonio Renato em 19 de Fevereiro de 2011, 19:13
Nobre irmão Vitor Passos,parabéns pelo seu texto e citaçõs.Naturalmente sem tirar os méritos do que foi colocado anteriormente por outos irmãos e irmães,em prosseguimento ao nosso estudo mensal.Em seu final ele nos mostra bem da nescessidade que temos de reformar,de tranformar,para poder evoluir.Mesmo que tenhamos que destruir,não a nós,nem tão pouco aos que são contrários.Mas a antigos conceitos que tinhamos como certo no processo de evolução,sem nenhuma pretensão de nos tornamos ou de sermos perfeitos,mas está melhor
 qualificado para aceitarmos as leis universais do amor,e quando formos chamados á prestar contas do que fizemos e de quanto evoluimos,com certeza estaremos mais bem preparados.
Fique na paz e que Deus na sua infinita grandeza nos abençoe sempre.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 19 de Fevereiro de 2011, 22:05

O amor é sentimento perfeito. É propriedade santa que não se dá aos infames.

A crueldade representa a pior manifestação do instinto de destruição. Ela sempre denota má índole de quem a pratica.

A crueldade não coaduna com a natureza humana. Ela é inerente das bestas-feras.

Logo, perde a dignidade humana o indivíduo que se deixa dominar pelo instinto bestial e pratica atos cruéis.


Lineu, que interessa isso para aquele que se quer tornar consciente da sua natureza verdadeira, o Espírito, aquela parte que toma conta do nosso organismo, quer estejamos 'acordados' ou a dormir?

Enquanto olharmos para fora não compreenderemos esse Ser secreto, o Espírito que cuida do nosso organismo vinte e quatro horas por dia, quer queiramos quer não. A vontade é Dele, não é nossa como pensamos. E cuida do organismo só com Puro Amor. Independentemento do que o homem...

E agora, o que é mais importante para acabarmos com as reencarnações?

Adeus amigo lineu!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Maxwell Carvalho em 20 de Fevereiro de 2011, 00:54

E agora, o que é mais importante para acabarmos com as reencarnações?


Contrariando o pensamento espírita e expandindo mais o conhecimento:

Por que considerar a reencarnação como uma mau para a vida humana?

Esta frase estaria afirmando que o fruto das reencarnações é o resultado das impurezas não resolvidas na sua evolução de espírito, estaria afirmando que só encarna porque não teve condição resolutiva ou porque não passou no estagio do processo evolutivo.

A reencarnação não seria a perpetuidade da espécie? porque acabarmos com a reencarnação?
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: lineu em 20 de Fevereiro de 2011, 04:02
Citação de:  Dim-dim, em #225
Lineu, que interessa isso para aquele que se quer tornar consciente da sua natureza verdadeira, o Espírito, aquela parte que toma conta do nosso organismo, quer estejamos 'acordados' ou a dormir?

A Terra somente transformar-se-á em mundo de regeneração quando nela predominar a prática da justiça consubstanciada na lei natural.

E isso depende exclusivamente da predominância quantitativa dos seres humanos de bem na integração da humanidade.

Um ser humano de bem deve buscar o próprio progresso espiritual com referência no aperfeiçoamento intelectual e moral. Mas, além disso, incumbe-lhe a obrigação de colaborar efetivamente no esforço coletivo orientado para a consecução do bem comum.

A crueldade não é admissível num mundo de regeneração. E a Terra somente será regenerada quando dela forem extirpados a crueldade e os seres cruéis.

Interessa, pois, com urgência, aos seres humanos de bem a ambientação deste planeta à sua transformação regenerativa.

Somente os egoístas cuidam da própria “reforma íntima” com alheamento do dever de cooperação.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 20 de Fevereiro de 2011, 10:33
Contrariando o pensamento espírita e expandindo mais o conhecimento:

Por que considerar a reencarnação como uma mau para a vida humana?

Esta frase estaria afirmando que o fruto das reencarnações é o resultado das impurezas não resolvidas na sua evolução de espírito, estaria afirmando que só encarna porque não teve condição resolutiva ou porque não passou no estagio do processo evolutivo.

A reencarnação não seria a perpetuidade da espécie? porque acabarmos com a reencarnação?


Lordwar, a reencarnação é o resultado da inconsciência de se saber quem manda e quem é o verdadeiro Ser. Mais simples, a reencarnação é o resultado da ilusão. Enquanto esta não acabar, não acaba a reencarnação.

Quanto à sua última questão: "A reencarnação não seria a perpetuidade da espécie?": Pergunto-lhe, agora, qual espécie amigo? A dos iludidos, que somos enquanto não formos conscientes do verdadeiro Ser?

Adeuus!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 20 de Fevereiro de 2011, 10:46
A Terra somente transformar-se-á em mundo de regeneração quando nela predominar a prática da justiça consubstanciada na lei natural.

E isso depende exclusivamente da predominância quantitativa dos seres humanos de bem na integração da humanidade.

Um ser humano de bem deve buscar o próprio progresso espiritual com referência no aperfeiçoamento intelectual e moral. Mas, além disso, incumbe-lhe a obrigação de colaborar efetivamente no esforço coletivo orientado para a consecução do bem comum.

A crueldade não é admissível num mundo de regeneração. E a Terra somente será regenerada quando dela forem extirpados a crueldade e os seres cruéis.

Interessa, pois, com urgência, aos seres humanos de bem a ambientação deste planeta à sua transformação regenerativa.

Somente os egoístas cuidam da própria “reforma íntima” com alheamento do dever de cooperação.

Então eu sou o maior egoísta que há na Terra. Sabe porquê, amigo lineu? Porque para seguir esse ideal que o amigo escreveu é preciso primeiro, fazer o que Jesus Cristo fez, tornar-se consciente do verdadeiro Ser. E isto faz-se como fez Jesus Cristo, na solidão. Onde se descobre aquele único Ser que é consciente.

Agora, seguir esse ideal, como o amigo escreveu, sem se ser consciente do Espírito, é perpetuar a ilusão dos seres humanos por eterndades.

Adeus a todos!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Dadinho em 20 de Fevereiro de 2011, 12:07
Obrigado a todos pelo convite para participar desse tema mensal.

Entendo e concordo plenamente com as considerações de Lordwar Maxwell.

É menos "maravilhoso" ou "sobrenatural" admitir-se que os grandes cataclismas , por serem eventos que cumprem a lei da natureza, vão acontecer mais dia ou menos dia, sem a necessidade de uma intervenção intencional programada de Deus com o objetivo de punir alguém. Nesse contexto, Deus, através da atuação dos seus mensageiros, necessitam apenas orientar para que aqueles que necessitam passar por esse tipo de provação sejam conduzidos a nascer e/ou viver nesse local, o que é muito mais simples. No dia aprazado, todos estarão lá, e a Lei de Destruição se cumprirá.

Nesse caso, a montanha não precisa vir até Maomé. Os vários Maomés podem ir até a montanha, com menor esforço e sem necessitar, em tese, da criação de uma imagem de um plano de espíritos assassinos, que atuam na natureza para matar. Não há necessidade de se criar eventos com esse fim, se tais eventos acontecerão de qualquer jeito. Mais vale gastar energia e tempo na reunião daqueles que pediram a prova.

Apesar de tudo o que citei acima, não descarto a possibilidade de atuações reais de espíritos na natureza, provocando eventos que possam facilitar ou, por assim dizer, adiantar uma ou outra catátrofe. Acho que sempre há um certo equilíbrio de forças que se interagem (espiritual x material), ainda que os eventos puramente físicos possuam a sua probabilidade de ocorrência.

Adicionalmente, devo dizer que é também pela existência da Lei de Destruição que tenho contestado a conhecida frase "Brasil, coração do mundo", motivada pelo espírito de Humberto de Campos, que, em sua obra, tenta nos fazer olhar para o Brasil como uma espécie de "país predestinado", por não sofrer cataclismas. Bem...  talvez não tivesse durante o período em que o livro foi escrito. Hoje as coisas são diferentes.

Escrevi um artigo sobre isso, que, por fazer parte do assunto do tópico, talvez agregue algum valor aos estudos. Segue o link:
http://www.espiritistas.org.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=80:brasil-terra-da-esperan%C3%A7a?

Jesus conosco.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Antonio Renato em 20 de Fevereiro de 2011, 12:23
Caros irmãos,eu concordo plenamente com a posição do nobre irmão Dim-Dim ao contestar a posição do nosso irmão Lineu,e também fazendo a seguinte pergunta:onde está o egoismo em assumir a responsabilidade,e a nescessidade de fazer uma reforma íntima para que possa evoluir?No mínimo estarei me colocando com exemplo aos outros.
Fiquem na paz.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: lineu em 20 de Fevereiro de 2011, 13:14
Citação de: Dim-dim, em #229
Então eu sou o maior egoísta que há na Terra.

Isso é lamentável.

Citação de: Dim-dim, em #229
... fazer o que Jesus Cristo fez, tornar-se consciente do verdadeiro Ser.

Pelo constante nos evangelhos, o Espírito que animou o Mestre Jesus era plenamente consciente de si mesmo desde antes da formação da Terra.


Citação de: Dim-dim, em #229
... é perpetuar a ilusão dos seres humanos por eternidades.

Não se trata de ilusão...

A cooperação, na verdade, é imprescindível à instauração e manutenção da ordem.

***

Não basta, portanto, enclausurar-se egoisticamente a pretexto de conhecer-se a si mesmo.

É preciso, além disso, cooperar com as forças do bem no sentido ambientar este mundo ao seu projeto de regeneração.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Maxwell Carvalho em 20 de Fevereiro de 2011, 14:21

Lordwar, a reencarnação é o resultado da inconsciência de se saber quem manda e quem é o verdadeiro Ser.

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/lei-de-destruicao/200/?action=post;num_replies=229#postmodify#ixzz1EVJm0KUT


... fazer o que Jesus Cristo fez, tornar-se consciente do verdadeiro Ser. E isto faz-se como fez Jesus Cristo, na solidão. Onde se descobre aquele único Ser que é consciente.

Agora, seguir esse ideal, como o amigo escreveu, sem se ser consciente do Espírito, é perpetuar a ilusão dos seres humanos por eternidades.

Adeus a todos!!

Entendi o argumento,

enquanto não tornarmos consciente do ser, assim como Jesus Cristo, ficaremos na ilusão de reencarnações contínuas do ser humano.

Mas o que considerar de seres como Emmanuel que erá reencanar em SP brevemente? Emmanuel é um ser notório de grande elevação espiritual, a grosso modo, ele é consciente do ser, será professor quando crescer.

Segundo o entendimento espiritual é provável que futuramente Chico Xavier retorne reencarnado.


Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: lineu em 20 de Fevereiro de 2011, 14:45
Citação de: Antonio Renato Barbosa, em #231
...onde está o egoísmo em assumir a responsabilidade,e a necessidade de fazer uma reforma íntima para que possa evoluir?

Citação de: Ítem 769 do Livro dos Espíritos
Compreende-se, como princípio geral, que a vida social faça parte na natureza; mas, como todos os gostos estão também na natureza, por que o gosto pelo isolamento absoluto seria condenável se o homem encontra nele sua satisfação?

– Satisfação de egoísta. Há também homens que encontram satisfação em se embriagar; vós os aprovais? Deus não pode ter por agradável uma vida em que o homem se condena a não ser útil a ninguém.

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 20 de Fevereiro de 2011, 15:15
Citação de: Dim-dim, em #229
Então eu sou o maior egoísta que há na Terra.

Isso é lamentável.

Lineu, seguir os ensinamentos de Jesus Cristo é seguir os mandamentos de Deus. Para mim é a plena felicidade.

Concordo que é lamentável, e até miserável, mas apenas para a consciência do homem material, a ilusória.


Citação de: Dim-dim, em #229
... fazer o que Jesus Cristo fez, tornar-se consciente do verdadeiro Ser.

Pelo constante nos evangelhos, o Espírito que animou o Mestre Jesus era plenamente consciente de si mesmo desde antes da formação da Terra.


Lineu, eu não falo "pelo constante nos evangelhos", eu falo pela prática do Espiritismo, o desinteresse e consequente perda da personalidade, a desmaterialização, o desprendimento que me leva a perceber que isso não é real.

Não confunda Espírito com homem, senão não nos entendemos.

Adeus a todos!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 20 de Fevereiro de 2011, 15:23
Entendi o argumento,

enquanto não tornarmos consciente do ser, assim como Jesus Cristo, ficaremos na ilusão de reencarnações contínuas do ser humano.

Mas o que considerar de seres como Emmanuel que erá reencanar em SP brevemente? Emmanuel é um ser notório de grande elevação espiritual, a grosso modo, ele é consciente do ser, será professor quando crescer.

Segundo o entendimento espiritual é provável que futuramente Chico Xavier retorne reencarnado.


Lordwar, eu não considero nem me preocupo com nenhum desses Espíritos, encarnados ou desencarnados, que o amigo citou.

Eu vivo momento a momento e não faço previsões... nem especulações sobre o que já lá vai.

Se quiser comunicar comigo agradeço-lhe que fale apenas da sua ideia, amigo, sem nomear outros.

Adeus a todos!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mourarego em 20 de Fevereiro de 2011, 15:41
Amigo Lineu,
Você diz que "A crueldade não será admissível num mundo de regeneração".
Deixe-me informá-lo de que, segundo a doutrina no LE diz-se, que nesses mundos também haverá a maldade, só que em menor estágio.
Claro, porque um mundo de regeneração é o que diz ser, ou seja, de Regeneração, logo é um mundo no qual se vai continuar a aperfeiçoar moralmente o Espírito reencarnante ali.
apenas nos mundos felizes, (habitação dos Puros Espíritos), não haverá mais maldade algum, e é por isso que lá só existe uma classe e uma ordem de Espíritos: Os Puros Espíritos.
Meu mano, cada um deve sim tratar de si mesmo e urgentemente.
A ajuda, a cooperação não nos chega,  senão do Exemplo que aqueles que já progrediram mais que os outros nos vêm prestar. Exemplo, e não uma ajuda direta, professoral etc.
É também assim que progredimos neste nosso mundinho de provas e expiações mano, não de outra maneira.

Para o lord War  Maxwell
Você diz: "(...) Mas o que considerar de seres como Emmanuel que erá reencanar em SP brevemente? Emmanuel é um ser notório de grande elevação espiritual, a grosso modo, ele é consciente do ser, será professor quando crescer.

Segundo o entendimento espiritual é provável que futuramente Chico Xavier retorne reencarnado."

Emmanuel é também um Espírito que ainda terá de reencarnar para que continue o progresso claro. sua notoriedade só existe em relação ao atraso em que a maioria dos encarnados está. simples não?:
Chico é outro exemplo do que digo  e que, para dizê-lo basta compulsar OLE para que se veja  que não é senão exigência para o progresso que ele também venha a reencarnar, aqui.
abraços,
Moura











Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Antonio Renato em 20 de Fevereiro de 2011, 15:52
A satisfação íntima já é por sí só uma forma de egoismo,a nescessidade se conduz pela responsabilidade de ter e fazer.
fiquem na paz.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: belina em 20 de Fevereiro de 2011, 16:13
Olà a todos

Tenho seguido este estudo com muito interesse. Gostaria de ter colocado um video, mas como não consegui deixo aqui o conteudo do mesmo.

A Grande transição

Opera-se, na Terra, neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras e confirmada pelo Espiritismo. :
.
O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituição moral. :

Isto porque, os espíritos que o habitam, ainda caminhando em faixas de inferioridade, estão sendo substituídos por outros mais elevados que o impulsionarão pelas trilhas do progresso moral, dando lugar a uma era nova de paz e de felicidade. :

Os espíritos renitentes na perversidade, nos desmandos, na sensualidade e vileza, estão sendo recambiados lentamente para mundos inferiores onde enfrentarão as conseqüências dos seus atos ignóbeis, assim renovando-se e predispondo-se ao retorno planetário, quando recuperados e decididos ao cumprimento das leis de amor. :

Por outro lado, aqueles que permaneceram nas regiões inferiores estão sendo trazidos à reencarnação de modo a desfrutarem da oportunidade de trabalho e de aprendizado, modificando os hábitos infelizes a que se têm submetido, podendo avançar sob a governança de Deus. :

Caso se oponham às exigências da evolução, também sofrerão um tipo de expurgo temporário para regiões primárias entre as raças atrasadas, tendo o ensejo de serem úteis e de sofrer os efeitos danosos da sua rebeldia. :

Concomitantemente, espíritos nobres que conseguiram superar os impedimentos que os retinham na retaguarda, estarão chegando, a fim de promoverem o bem e alargarem os horizontes da felicidade humana, trabalhando infatigavelmente na reconstrução da sociedade, então fiel aos desígnios divinos. :

Da mesma forma, missionários do amor e da caridade, procedentes de outras Esferas estarão revestindo-se da indumentária carnal, para tornar essa fase de luta iluminativa mais amena, proporcionando condições dignificantes, que estimulem ao avanço e à felicidade. :

Não serão apenas os cataclismos físicos que sacudirão o planeta, como resultado da lei de destruição, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem das árvores, a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana que assinalarão os dias tormentosos, que já se vivem. :

Os combates apresentam-se individuais e coletivos, ameaçando de destruição a vida com hecatombes inimagináveis. :

A loucura, decorrente do materialismo dos indivíduos, atira-os nos abismos da violência e da insensatez, ampliando o campo do desespero que se alarga em todas as direções. :

Esfacelam-se os lares, desorganizam-se os relacionamentos afetivos, desestruturam-se as instituições, as oficinas de trabalho convertem-se em áreas de competição desleal, as ruas do mundo transformam-se em campos de lutas perversas, levando de roldão os sentimentos de solidariedade e de respeito, de amor e de caridade... :

A turbulência vence a paz, o conflito domina o amor, a luta desigual substitui a fraternidade. :

... Mas essas ocorrências são apenas o começo da grande transição.

A fatalidade da existência humana é a conquista do amor que proporciona plenitude. :

Há, em toda parte, uma destinação inevitável, que expressa a ordem universal e a presença de uma Consciência Cósmica atuante. :

A rebeldia que predomina no comportamento humano elegeu a violência como instrumento para conseguir o prazer que lhe não chega da maneira espontânea, gerando lamentáveis conseqüências, que se avolumam em desaires contínuos. :

É inevitável a colheita da sementeira por aquele que a fez, tornando-se rico de grãos abençoados ou de espículos venenosos. :

Como as leis da vida não podem ser derrogadas, toda objeção que se lhes faz converte-se em aflição, impedindo a conquista do bem-estar. :

Da mesma forma, como o progresso é inevitável, o que não seja conquistado através do dever, sê-lo-á pelos impositivos estruturais de que o mesmo se constitui. :

A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando as mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto. :

Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos. Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional. :

Na mente está a chave para que seja operada a grande mudança. :

Quando se tem domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados em sentido edificante, dando lugar a palavras corretas e a atos dignos. :

O indivíduo, que se renova moralmente, contribui de forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta. :

Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos gerais o sensibilize, a fim de que possa contribuir eficazmente com os espíritos que operam em favor da grande transição. :

Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se cooperador eficiente, em razão de trabalhar junto ao seu próximo pela mudança de convicção em torno dos objetivos existenciais, ao tempo em que se transforma num exemplo de alegria e de felicidade para todos. :

O bem fascina todos aqueles que o observam e atrai quantos se encontram distantes da sua ação, o mesmo ocorrendo com a alegria e a saúde. :

São eles que proporcionam o maior contágio de que se tem notícia e não as manifestações aberrantes e afligentes que parecem arrastar as multidões. :

Como escasseiam os exemplos de júbilo, multiplicam-se os de desespero, logo ultrapassados pelos programas de sensibilização emocional para a plenitude. :

A grande transição prossegue, e porque se faz necessária, a única alternativa é examinar-lhe a maneira como se apresenta e cooperar para que as sombras que se adensam no mundo sejam diminuídas pelo Sol da Imortalidade. :
.
Nenhum receio deve ser cultivado, porque, mesmo que ocorra a morte, esse fenômeno natural é veículo da vida que se manifestará em outra dimensão. :
A vida sempre responde conforme as indagações morais que lhe são dirigidas. :

As aguardadas mudanças que se vêm operando trazem uma ainda não valorizada contribuição, que é a erradicação do sofrimento das paisagens espirituais da Terra. :

Enquanto viceje o mal, no mundo, o ser humano torna-se-lhe a vítima preferida, em face do egoísmo em que se estorcega, apenas por eleição especial. :

A dor momentânea que o fere, convida-o, por outro lado, à observância das necessidades imperiosas de seguir a correnteza do amor no rumo do oceano da paz. :

Logo passado o período de aflição, chegará o da harmonia. :
Até lá, que todos os investimentos sejam de bondade e de ternura, de abnegação e de irrestrita confiança em Deus.
Joanna de Ângelis. :
.
(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, no dia 30 de julho de 2006, no Rio de Janeiro, RJ). :
 

Paz e luz
belina
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: pati em 20 de Fevereiro de 2011, 16:18
Citar
...seguir os ensinamentos de Jesus Cristo é seguir os mandamentos de Deus. Para mim é a plena felicidade.

Bons dias a todos!
Não tenho certeza se estaríamos a sair do tema, mas este foi um pensamento que nos chamou a atenção.
Não ousamos dizer que seguimos os ensinamentos do Cristo de Nazareth, mas afirmamos estar de firme vontade em estarmos aprendizes nos seus ensinos. Entendo que parecemos "egoístas" aos olhos de muitos, pelo fato de olharmos com mais cuidado para nós mesmos. Há os que dizem: "o próximo, em primeiro lugar". Entendemos, hoje, que enquanto não nos olharmos primeiro, não conseguiremos alcançar o mínimo de discernimento para ver o outro como nosso próximo; incluímos aqui, a sensibilidade que vamos adquirindo para ter noção da necessidade do outro. Como já foi dito:" tudo começa em nós"; hoje estamos vendo que isso não é egoísmo, e sim, reforma, atualização.
Abraços a todos

pati

Em Deus
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: pati em 20 de Fevereiro de 2011, 19:24
Citar
Costumeiramente nos ensinam errado, escutamos a toda hora que devamos ajudar ao próximo, o que está certo, mas nunca nos avisam, que temos de conhecer bem o como e o porque de fazer para ajudarmos com maestria, pois mais vale que não se faça nada de errado, do que se tente ajudar sem saber bem o que fazer.
  ( by Moura)

Além do quê, podemos crer q estamos ajudando e assim "meter os pés pelas mãos".

Abraços
pati

Estejamos em Deus
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: pati em 20 de Fevereiro de 2011, 19:26
Olá!!

Caros irmãos,eu concordo plenamente com a posição do nobre irmão Dim-Dim ao contestar a posição do nosso irmão Lineu,e também fazendo a seguinte pergunta:onde está o egoismo em assumir a responsabilidade,e a nescessidade de fazer uma reforma íntima para que possa evoluir?No mínimo estarei me colocando com exemplo aos outros.
Fiquem na paz.

Assim entendo...
pati
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 21 de Fevereiro de 2011, 04:04
Citar
Costumeiramente nos ensinam errado, escutamos a toda hora que devamos ajudar ao próximo, o que está certo, mas nunca nos avisam, que temos de conhecer bem o como e o porque de fazer para ajudarmos com maestria, pois mais vale que não se faça nada de errado, do que se tente ajudar sem saber bem o que fazer.
  ( by Moura)

Além do quê, podemos crer q estamos ajudando e assim "meter os pés pelas mãos".

Abraços
pati

Estejamos em Deus


De acordo... precisamos nos amar para dar amor, precisamos estar preparados para "saber" ajudar... ninguém pode prestar auxílio equilibrado se encontra-se em desequilíbrio.

Moura, pati, dim dim, brumas, Victor, Renato, todos os que colaboram nesse estudo...obrigado e bom dia!
Meu carinho... sempre
Mizica





Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Anton Kiudero em 21 de Fevereiro de 2011, 09:24
Caros irmãos,eu concordo plenamente com a posição do nobre irmão Dim-Dim ao contestar a posição do nosso irmão Lineu,e também fazendo a seguinte pergunta:onde está o egoismo em assumir a responsabilidade,e a nescessidade de fazer uma reforma íntima para que possa evoluir?No mínimo estarei me colocando como exemplo aos outros.

O egoismo nesta colocação encontra-se na intencionalidade da ação. A reforma intima é uma reforma interior que altera a relação entre a criatura e o criador. Portanto ao colocar como objetivo o exemplo aos outros, cria-se uma intencionalidade individual, a de ser um exemplo... E ao considerar-se um exemplo, a vaca foi pro brejo e a reforma intima foi junto...
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Anton Kiudero em 21 de Fevereiro de 2011, 09:57
CONSCIÊNCIA CRÍSTICA

Viver com a consciência crística é viver com amor.

Aquele que alcança a ‘consciência crística’, ou seja, que possui os mesmo valores que Cristo possuía passa a ver as coisas sob o mesmo prisma que ele via. Aquele que ao invés de ver bom e mau ou certo e errado nos acontecimentos da vida ver apenas amor, já alcança a mesma visão que Cristo tinha das coisas.

E consciencia cristica é a reforma intima ou a evolução espiritual... Não se trata de fazer mas de ser...
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 21 de Fevereiro de 2011, 11:03
Citação de:  Dim-dim, em #225
Lineu, que interessa isso para aquele que se quer tornar consciente da sua natureza verdadeira, o Espírito, aquela parte que toma conta do nosso organismo, quer estejamos 'acordados' ou a dormir?

A crueldade não é admissível num mundo de regeneração. E a Terra somente será regenerada quando dela forem extirpados a crueldade e os seres cruéis.

Interessa, pois, com urgência, aos seres humanos de bem a ambientação deste planeta à sua transformação regenerativa.

Somente os egoístas cuidam da própria “reforma íntima” com alheamento do dever de cooperação.


Lineu,
Peguei de seu post essas duas afirmativas que grifei.
Lineu, Para erradicar o mal do mal do mundo é necessário a reforma intima, meu amigo.
"Somente os egoístas cuidam da própria “reforma íntima” com alheamento do dever de cooperação.[/b]"
Essa sua frase vai contra o que o próprio Espiritismo fala e nos alerta, primeiro corrija-se a si memo para depois apontar o erro dos outros.
Um abço Hebe
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Anton Kiudero em 21 de Fevereiro de 2011, 11:26
Cada um “nasceu” para realizar a sua reforma íntima e não para reformar os outros ou o mundo.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Anton Kiudero em 21 de Fevereiro de 2011, 11:40
VISÃO HUMANA DO MUNDO

Quem tem apenas a visão material, enxerga tudo de todos, mas não enxerga nada de si mesmo, pois nunca se considera errado. Não importa o que faça, terá sempre desculpas e os outros é que sempre “estarão agindo com sentimentos negativos (maldade, preguiça, etc.)”.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: lineu em 21 de Fevereiro de 2011, 11:50
Citação de: Moura, em #238
Você diz que "A crueldade não será admissível num mundo de regeneração”.

A benevolência é a qualidade que caracteriza um ser humano de bem normalmente desenvolvido no aspecto moral. Define o objetivo individual a ser alcançado por um Espírito encarnado na Terra por força da justiça natural.

A crueldade é o antípoda natural da benevolência. Trata-se do pior vício impeditivo do progresso espiritual no domínio da moralidade.

A benevolência qualifica o caráter de um ser humano. E a crueldade é qualidade inerente de besta-fera.

Parece, pois, correta a suposição de que a crueldade não será admissível na Terra quando esta for elevada à categoria de mundo de regeneração.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 21 de Fevereiro de 2011, 12:01
Eu sei Lineu,
Mas se  não se consegue perdoar a besta fera, é porque somos iguais, nosso amor é condicional e o perdão idem.
Para entrar no mundo de regeneração que você fala, é necessário realizar a reforma íntima, para depois atuar de forma incondicional, enquanto ficar classificando de bons e ruins, não se ajuda ninguém nem a si mesmo.
Será que é possível atingir essa meta preso as convenções sociais que estamos sujeitos?
Acredito que não.
Releia o Sermão da Montanha e veja as palavras de Cristo. Até os que se julgam bons, não chegaram nem perto do que ele pregou.


Um abço Hebe

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Dadinho em 21 de Fevereiro de 2011, 12:52
Humberto de Campos também fala sobre destruição e evolução dos povos.

Fiz uma releitura sobre a obra desse espírito e estou postando aqui minhas observações para apreciação de todos. Já tinha citado anteriormente em outro post, mas pelo atraso da postagem o link entrou fora de contexto, tendo por isso passado despercebido.

Ficarei muito grato por qualquer colaboração, pois tenho iniciado a divulgação desse novo olhar nas palestras a que sou chamado a fazer, e a colaboração judiciosa de vocês certamente vai me auxiliar a aparar arestas eventualmente equivocadas.


Brasil, terra da esperança?

Uma matéria que saiu na Folha Online há algum tempo atrás, além das grandes catástrofes de enchentes e desmoronamento ocorridas nesses últimos meses em várias cidades brasileiras, nos fez mais uma vez meditar nas frequentes dissertações que vemos no movimento espírita, apontando o Brasil como uma espécie de "terra prometida" e residência daqueles que salvarão o mundo.

Segue um trecho da notícia:

Um tremor de terra foi sentido em diversas áreas do Brasil na noite desta terça-feira. Por volta das 21h, um terremoto que atingiu 5,2 graus na escala Richter foi registrado a cerca de 215 km de São Vicente, no litoral sul de São Paulo. Moradores da capital, da Grande São Paulo e de outros Estados como Santa Catarina, Rio e Paraná também sentiram os tremores. 22/04/2008 - 23h48 - Folha Online

Motivados pela obra "Pátria do Evangelho" de Humberto de Campos, através da psicografia de Chico Xavier, muita gente dentro do movimento espírita brasileiro vê o Brasil como o país mais motivador da paz no mundo. Aliás, esse mesmo livro possui uma característica um tanto emblemática entre os espíritas daqui: raro é ver algum espírita que não tenha ouvido falar dele, mesmo nas mais longínquas e isoladas regiões do interior do país.

No ano em que "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", como é mais conhecido o livro de Humberto de Campos, se encontrava nas mãos dos participantes da COMEERJ (Confraternização das Mocidades do Estado do Rio de Janeiro), sendo ele o livro base de estudo e pesquisas no evento, nasceu a música "Brasil, Terra da Esperança" de Aroldo Mendonça, com clara influência do tema e dos assuntos abordados pela obra do autor Humberto de Campos. Essa influência fere com tal profundidade a percepção que é difícil não constatar a valorização tanto do Brasil, no que diz respeito ao aspecto geográfico, quanto dos brasileiros, no sentido patriótico. Fica, aliás, evidente nessa canção o talento do artista, que soube muito bem captar e transcrever em forma de canção fatos vez ou outra enfatizados por Humberto de Campos em sua obra, os quais criam para o Brasil um cenário maravilhoso, berço ideal para o surgimento de justificativas para que este, e não outro país, seja o lugar escolhido por Jesus para a germinação da semente da esperança de um mundo melhor.

É nesse sentido que estaríamos menos sujeito às intempéries naturais. Ou seja, como recompensa à divulgação da Boa Nova através da evangelização, o plano dos espíritos superiores e Jesus teríam brindado a nós brasileiros com um terreno fértil, pouco hostil e com menores probabilidades de catástrofes.

Estranhamente, a natureza vem nos mostrando que não é bem assim que as coisas funcionam. Há pouco mais de dois anos, o Brasil teve o primeiro tremor de terra com vítimas. Um abalo de 4,9 graus na escala Richter devastou a comunidade rural de Caraíbas, no município de Itacarambi, norte de Minas Gerais. A menina Jossiane Oliveira Silva, de apenas 5 anos, morreu soterrada nos escombros da casa onde morava, e seis pessoas foram feridas. Todas as residências da vila tiveram de ser derrubadas, sob o risco de desabar. O tremor em SP citado no início do artigo, ao que aparenta, será somente mais um de tantos outros que sofreremos daqui para os próximos anos.

Temos citado em nossas conversas que o movimento natural das placas tectônicas são processos necessários à transformação do globo. Desde o surgimento das mesmas na crosta terrestre, tais movimentos nunca deixaram de ocorrer em toda a superfície, e está muito distante de que isso venha ocorrer, pois para tal precisaria que o magma no interior da Terra se solidificasse.

O ciclone Katrina que fez naufragar uma embarcação com 6 tripulantes no Farol de Santa Marta, em Laguna, SC, e outra em Itajaí, no sábado, 27 de março de 2004 e as recentes notícias de terremotos que tivemos na América do Sul são exemplos do que acabamos de escrever.

Se o Brasil tem sido considerado como uma terra abençoada por não possuir desastres naturais, que fazer agora?

Continuando as observações sobre a nossa realidade na América do Sul, atente-se que os cientistas já admitem elo entre o aquecimento global e furacões e sinalizam que o Brasil pode ter sucessão de ciclones. Infelizmente, uma grande parte da comunidade espírita prefere continuar ignorando os fatos científicos que ocorrem no mundo, mesmo depois da ocorrência de eventos penosos como os de Angra, em janeriro de 2010, e agora, mais recentemente, em Teresópolis e adjacências.

As enchentes e desabamentos matando centenas de pessoas, somente nas zonas metropolitanas, são evidências claras de que não moramos em um país tão privilegiado assim como desejaria Humberto de Campos. Por suas palavras, inclusive, a forma geográfica do Brasil é intencional, com o objetivo de imitar o formato do coração, já que seria ele (o Brasil) o futuro coração do mundo, eleito para ser o representante e o executor da missão mais importante do planeta: a evangelização e a divulgação do amor.

Somos da opinião que as ações da natureza não existem para depreciar ou elevar qualquer povo que seja. Preferimos adotar a interpretação de Kardec, que nos diz que tais fatos ou condições temporárias são apenas provações. Não é porque um país sofre de intempéries naturais que está fora de possibilidades de ser esperança para o mundo, assim como não é porque países geograficamente privilegiados necessariamente estão predestinados a tal. São os pensamentos e ações das civilizações que residem neste ou naquele local que os farão ter maior ou menor probabilidade de assumir a liderança em direção ao bem da humanidade.

Os espíritos superiores, por sua vez, mais de uma vez já nos disseram que a forma nada significa. Não é a beleza de uma pessoa que vai dizer o quanto ela é moralmente evoluída, assim como amuletos, desenhos, rituais e outras práticas associadas à forma indicarão uma maior ou menor aproximação ao bem. O que podemos concluir com isso é que Humberto de Campos quiz apenas dar uma suavidade poética ao seu texto, ao comparar a forma geográfica do Brasil com um coração, já que as evidências de violência e falta de amor ao próximo que assolam os brasileiros no dia a dia nos põem em xeque a todo momento, deixando-nos à margem do rol de países com conquistas morais e sociais evidentes e, portanto, mais justos e cristãos que nós.

Religiosismo de lado, para nós é óbvio que não há qualquer privilégio de Jesus entre os vários países. Se assim fosse, onde estaria a Justiça Divina? Não importa onde nasçamos, estaremos sempre em contato com as provas, que nos favorecem o crescimento. Se um povo estivesse mais sujeito a provas do que outro, não haveria aí igualdade de oportunidades.

A postura de intitular o Brasil como "a terra da esperança" é, antes de tudo, mesquinha e orgulhosa. É uma postura que nos separa do mundo, tendendo a nos colocar em um pedestal, que sequer deveria existir na mente daquele que se pronuncia seguidor do Espiritismo. Somos todos, sim, irmãos, filhos de um mesmo Pai, com as mesmas chances e oportunidades, ditada pela Lei de Igualdade. Aqui não cabe separações, como as que acontecem nos estádios de futebol. Até onde não existem habitantes é também terra da esperança. Não foi assim que aconteceu com a Terra? Apesar de vazia nos seus primórdios, ela é hoje oportunidade de crescimento para muitos.

A Terra é uma nave única e não privilegia esse ou aquele ponto de sua superfície. Talvez tenha sido por isso que Deus deu-lhe a forma esférica: para que entendamos que todos os seus pontos devem estar eqüidistantes de um mesmo centro, ou seja, sejam semelhantes entre si.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 21 de Fevereiro de 2011, 12:54
E a crueldade é qualidade inerente de besta-fera.

Lineu, poderá explicar-me o que é a "besta-fera"?

É que não sei o que é isso. Porque, sendo Deus a inteligência suprema e a causa de todas as coisas... Não será que essa estória encontra-se apenas na cabeça de quem assim pensa, por isso mesmo ilusão?

Adeus!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: lineu em 21 de Fevereiro de 2011, 13:20
Citação de: Hebe, em #246
Essa sua frase vai contra o que o próprio Espiritismo fala e nos alerta...

Não! Absolutamente! Essa assertiva está plena e definitivamente equivocada.

A “reforma íntima” serve para erradicar o mal de um ser humano, isoladamente.

Mas nenhum ser humano pode existir isolado do convívio social.

A vida social é uma obrigação natural. E o isolamento absoluto é contrário à lei natural.

O ser humano deve progredir, mas não pode fazer isso sozinho porque não dispõe de todas as faculdades; eis por que precisa se relacionar com outros seres humanos. No isolamento, o ser humano se embrutece e se enfraquece.

Um ser humano de bem, além de cuidar da própria “reforma íntima”, tem também a obrigação de cooperar no esforço coletivo que visa à erradicação da crueldade do mundo.

Está, pois, correta a afirmativa de que “somente os egoístas cuidam da própria “reforma íntima” com alheamento do dever de cooperação.”.


Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 21 de Fevereiro de 2011, 13:40
Reforma Íntima

João Batista Armani

Muitos são os motivos que nos levam à Casa Espírita: Pelo amor, pela dor, convite de alguém, hoje pela razão, etc...

E o que acontece? Assistimos palestras, recebemos o passe, tomamos água fluidificada e vamos embora. Somos espíritas apenas dentro da Casa Espírita, estas atitudes irão se repetir por longo tempo. Mas à medida que vamos estudando e compreendendo melhor os ensinamentos espíritas, sentimos que necessitamos nos integrar mais nas ações de reforma moral da sociedade, e nada melhor para fazermos isso do que iniciando por nós mesmos, ou seja, que sejamos espíritas na convivência com o mundo, e isso nos leva à nossa reforma moral.

Todo espírita estudioso caminha neste sentido, porque compreende que o Espiritismo como filosofia busca atingir o seu mais nobre objetivo, que é a reforma moral da criatura.

2. Felicidade relativa...(Em virtude da afirmativa de Jesus – “A felicidade não é deste mundo” Bíblia/Eclesiastes, Evangelho Segundo o Espiritismo/ Capítulo V, item 20). Analisando esta afirmativa do Cristo apenas pela letra que mata e não pelo espírito que vivifica, muitos apressados, inimigos do estudo e cultores do negativismo atribuem que estamos na Terra para sofrer, que este é um vale de lágrimas, aqui só há dores e aflições, etc. Semelhantes afirmativas são no mínimo equivocadas e inconseqüentes, pois espalham o desânimo, pessimismo, descrença, resignação incondicional. A nossa razão nos mostra que podemos e temos momentos felizes mesmo no estágio evolutivo em que nos encontramos, pois quem não fica feliz com um casamento? O nascimento do primeiro filho? Uma formatura? O primeiro emprego? No aniversário, receber aquele presente tão esperado? Jesus, profundo conhecedor, não iria contrariar as Leis Naturais, negando estes fatos. Ele se referia tão somente à felicidade plena, que é atributo apenas dos Mundos Felizes e Angélicos.

Sabemos então que para evoluirmos espiritualmente temos que realizar a nossa Reforma Íntima, mas algumas perguntas nos assaltam:

· O que é Reforma Íntima? Ela deve ser compreendida como a chave mestra para o sucesso de sua melhora interior e, conseqüentemente, da sua felicidade exterior.

· Para que serve? Renovar as esperanças interiores tendo por meta o fortalecimento da fé, a solidificação do amor, a incessante busca do perdão, o cultivo dos sentimentos positivos e a finalização no aperfeiçoamento do ser.

· O que fazer? Realizar atos isolados, no dia-a-dia levando-nos a melhorar as nossas atitudes, alterando para melhor a nossa conduta aproximando-a tanto quanto possível do ideal cristão.

· Por onde começar? Pela auto crítica.

 “O Livro dos Espíritos” no capítulo Conhecimento de si mesmo, à pergunta 919, Allan Kardec questiona aos Espíritos:

- Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?

“Um sábio da antigüidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.”

Allan Kardec, profundo conhecedor das deficiências humanas, investiga mais a fundo no desdobramento da questão acima.

919a) - Conhecemos toda a sabedoria desta máxima, porém a dificuldade está precisamente em cada um conhecer-se a si mesmo. Qual o meio de consegui-lo?

“Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar...(SANTO AGOSTINHO).( O Livro dos Espíritos - Allan Kardec)
O homem que trabalha seriamente pelo seu próprio aperfeiçoamento assegura a sua felicidade desde esta vida ; além da satisfação de sua consciência , isenta-se das misérias , materiais e morais , que são a conseqüência inevitável de suas imperfeições . Terá a calma porque as vicissitudes não farão senão de leve roçá-lo; terá a saúde porque não usará o seu corpo para os excessos ; será rico , porque se é sempre rico quando se sabe contentar-se com o necessário ; terá a paz da alma , porque não terá necessidades fictícias, não será mais atormentado pela sede das honras e do supérfluo , pela febre da ambição , da inveja e do ciúme ; indulgente para com as imperfeições de outrem , delas sofrerá menos ; excitarão a sua piedade e não a sua cólera ; evitando tudo o que pode prejudicar o seu próximo , em palavras e em ações , procurando, ao contrário , tudo o que pode ser útil e agradável aos outros , ninguém sofrerá com o seu contato .

Assegura a sua felicidade na vida futura , porque , quanto mais estiver depurado, mais se elevará na hierarquia dos seres inteligentes , e logo deixará esta Terra de provas por mundos superiores ; porque o mal que tiver reparado nesta vida não terá mais que reparar em outras existências ; porque , na erraticidade, não encontrará senão seres amigos e simpáticos , e não será atormentado pela visão incessante daqueles que teriam do que se lamentar dele ". Allan Kardec in “ Obras Póstumas“,

A questão pode ser fechada com trecho do Espírito Simeão, constante do capítulo X - do mesmo livro citado no parágrafo anterior -, item 14. No último parágrafo, diz o Espírito: "(...) Se vós vos dizeis espíritas, sede-o, pois; olvidai o mal que se vos pôde fazer e não penseis senão uma coisa: o bem que podeis realizar. (...)".
Ora, o trecho transcrito bem indica o programa de vivência espírita. Para colocá-lo em prática, há que se esforçar para vencer as más tendências e ainda ocupar-se de fazer o bem. Eis o que é verdadeiramente ser espírita: a adoção dos preceitos morais como diretrizes da própria conduta ou o esforço para a eles se adaptar. O ser espírita é mais uma questão de foro íntimo, que de aparências externas.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 21 de Fevereiro de 2011, 14:09
Amiga Mizica, A Natureza de Deus, pergunta se pode deixar esta mensagem...  :D

Espíritos da natureza

"Vocês só podem alimentar a vossa vida interior tomando consciência de todas as existências que os circundam. Então, quando estiverem no meio da natureza, pensem em se dirigir aos espíritos que moram ali, como também aos Anjos dos quatro elementos.

Digam a eles: “Benditos sejam, Anjos da terra, da água, do ar e do fogo. Ó vocês, fiéis servidores de Deus, benditos sejam! Sejam benditos vocês também, filhos da natureza, espíritos que povoam as grutas, as florestas, as montanhas, os mares, os lagos, os rios, os ventos, as nuvens, o sol”.

Fazendo assim, muitas entidades chegarão de todos os lugares, e se apressarão em escutá-los, dizendo entre elas que, finalmente, existe alguém que reconhece a existência delas, e que as abençoa. Elas se regozijam, dançam, cantam, e vocês, em troca, receberão algo que os tornará mais vivos e mais fortes." (Mikahel Aivanhov)

Felicidades a todo mundo!!

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/outras-doutrinas-espiritualistas/o-encanto-dos-orixas/#ixzz1EbP8sYiE
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 21 de Fevereiro de 2011, 14:17
 :-* Bom dia à todos!

Cito Hebe no comovente trecho:
 
  "Eis o que é verdadeiramente ser espírita: a adoção dos preceitos morais como diretrizes da própria conduta ou o esforço para a eles se adaptar. O ser espírita é mais uma questão de foro íntimo, que de aparências externas."


Nada mais
Saudação fraterna
Mizica

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: lineu em 21 de Fevereiro de 2011, 14:41
Citação de: Hebe, em #250
Releia o Sermão da Montanha e veja as palavras de Cristo. Até os que se julgam bons, não chegaram nem perto do que ele pregou.

O Sermão da Montanha foi escrito pelo evangelista Mateus por volta do ano 70 DC, cerca de 35 anos após a morte do Mestre Jesus. Foi fundamentado na tradição oral, mas certamente contém alguns trechos psicografados.

Está registrado nos capítulos cinco a oito do Livro do aludido evangelista que integra os Evangelhos Canônicos do Novo Testamento.

Analise-se o versículo 48 do capítulo 5 dessa escritura, onde está escrito: “Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial.”.

Ora, a condição de ser humano não comporta perfeição espiritual equivalente à perfeição de Deus. Nem mesmo a condição angelical é capaz de admitir tal perfeição.

Analise-se também o versículo 23 do capítulo 7 da mesma escritura, onde está escrito: “Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.”.

A palavra iniquidade, segundo os dicionários da língua portuguesa, tem o mesmo sentido da palavra crueldade.

É óbvia, pois, a conclusão de que nem o Mestre Jesus desenvolveu o “amor incondicional” próprio de Deus, cuja perfeição admite o perdão aos seres racionais que praticam crueldade.


PS: Parece que “amor incondicional” é atributo exclusivo de Deus.

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 21 de Fevereiro de 2011, 14:50
 :D Esse é problema Lineu,
O meu, o seu e o vosso.
Do contraventor do honesto, do ruim do bom, do religioso, do ateu, do saudável etc.
Deus é inatingível, mandou Avatar à toa, só pra gente falar sobre eles e admirá-los, segui-los e viver como eles jamais.
Vamos continuar com a destruição, somos imperfeitos, o que é que tem ?deixa pra próxima.  :D :D Reforma íntima pra quê?
É isso aí fechou.
Citação de: Hebe, em #250
Releia o Sermão da Montanha e veja as palavras de Cristo. Até os que se julgam bons, não chegaram nem perto do que ele pregou.

O Sermão da Montanha foi escrito pelo evangelista Mateus por volta do ano 70 DC, cerca de 35 anos após a morte do Mestre Jesus. Foi fundamentado na tradição oral, mas certamente contém alguns trechos psicografados.

Está registrado nos capítulos cinco a oito do Livro do aludido evangelista que integra os Evangelhos Canônicos do Novo Testamento.

Analise-se o versículo 48 do capítulo 5 dessa escritura, onde está escrito: “Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial.”.

Ora, a condição de ser humano não comporta perfeição espiritual equivalente à perfeição de Deus. Nem mesmo a condição angelical é capaz de admitir tal perfeição.

Analise-se também o versículo 23 do capítulo 7 da mesma escritura, onde está escrito: “Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.”.

A palavra iniquidade, segundo os dicionários da língua portuguesa, tem o mesmo sentido da palavra crueldade.

É óbvia, pois, a conclusão de que nem o Mestre Jesus desenvolveu o “amor incondicional” próprio de Deus, cuja perfeição admite o perdão aos seres racionais que praticam crueldade.


PS: Parece que “amor incondicional” é atributo exclusivo de Deus.


Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 21 de Fevereiro de 2011, 15:15
Bom dia à todos!

Boas vindas aos queridos visitantes!

OLE, capítulo VII, da lei de Destruição:

754. A crueldade não derivará da carência de senso moral?

resp. Dize -- da falta de desenvolvimento de senso moral; não digas da carência, porquanto o senso moral existe, como princípio, em todos os homens. É esse senso moral que dos seres cruéis fará mais tarde seres bons e humanos. Ele, pois, existe no selvagem, mas como princípio do perfume no gérmem da flor que ainda não desabrochou.


Fraterna saudação
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 21 de Fevereiro de 2011, 15:59
:-* Bom dia à todos!
Cito Hebe no comovente trecho: 
  "Eis o que é verdadeiramente ser espírita: a adoção dos preceitos morais como diretrizes da própria conduta ou o esforço para a eles se adaptar. O ser espírita é mais uma questão de foro íntimo, que de aparências externas."

Nada mais
Saudação fraterna
Mizica
" Allan Kardec "

Certas pessoas, dentre as mais descrentes, se fazem apóstolos da fraternidade e do progresso; mas a fraternidade pressupõe o desinteresse, a renúncia da personalidade. Portanto, para a verdadeira fraternidade o orgulho é uma aberração.(...)

(...) As idéias de fraternidade, consciência, dever, humanidade e até mesmo de progresso são apenas palavras vãs.

 11 Um dia será permitido ao homem compreender o mistério da Divindade?

– Quando seu Espírito não estiver mais obscurecido pela matéria e, pela sua perfeição, estiver mais próximo de Deus, então o verá e o compreenderá.
 
A visão de Deus
 
32. - Os nossos órgãos materiais não podem perceber as coisas de essência espiritual. Unicamente com a visão espiritual é que podemos ver os Espíritos e as coisas do mundo imaterial. Somente a nossa alma, portanto, pode ter a percepção de Deus. (...)
 

Entretanto, posso alinhar o caminho que vos mostro, com alguns princípios fundamentais; escutai, pois, estas coisas:

1- A alma tem o poder de se esquivar à matéria;

2- De se elevar bem acima da inteligência;

3- Esse estado é superior à razão;

4- Ele pode colocar o homem em relação com o que escapa às suas faculdades;

5- O homem pode provocá-lo pela prece a Deus, por um esforço constante da vontade, reduzindo, por assim dizer, a alma ao estado de pura essência, privada de atividade sensível e exterior; pela abstração, em uma palavra, de tudo o que há de diverso, de múltiplo, de indeciso, de turbilhonante, de exterioridade na alma;

6-Existe no eu concreto e complexo do homem uma força completamente ignorada até aqui: procurai-a, pois.

PS: A maior prova de amor ao Espírito, a Deus, é aqui e agora conseguirmos nos perceber como Espíritos, completamente impessoais, desmaterializados.


Adeus a todos!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 21 de Fevereiro de 2011, 16:13
continuando...
[/b][/i][/size]


Kardec:

"Em estado rudimentar ou latente, todas as faculdades existem no homem. Desenvolvem-se, conforme lhes sejam mais ou menos favoráveis as circusntâncias. O desenvolvimento excessivo de umas detém ou neutraliza o das outras. A sobreexcitação dos instintos materiais abafa, por assim dizer, o senso moral, como o enfraquecimento do senso moral enfraquece pouco a pouco as faculdades puramente animais."

Fraterna saudação
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 21 de Fevereiro de 2011, 16:23
Mas nenhum ser humano pode existir isolado do convívio social.
A vida social é uma obrigação natural. E o isolamento absoluto é contrário à lei natural.
Está, pois, correta a afirmativa de que “somente os egoístas cuidam da própria “reforma íntima” com alheamento do dever de cooperação.”.

Informando...

863 Os costumes sociais não obrigam o homem a seguir determinado caminho em vez de outro, e ele não está submetido ao controle da opinião geral na escolha de suas ocupações? O que se chama de respeito humano não é um obstáculo ao exercício do livre-arbítrio?

– São os homens que fazem os costumes sociais e não Deus. Se a eles se submetem, é porque lhes convêm, e isso é ainda um ato de seu livre-arbítrio, uma vez que, se quisessem, poderiam libertar-se deles; então, por que se lamentar? Não são os costumes sociais que devem acusar, mas seu tolo amor-próprio, que os leva a preferir morrer de fome a abandoná-lo. Ninguém levará em conta esse sacrifício feito à opinião pública, enquanto Deus levará em conta o sacrifício que fizerem à sua vaidade. (...)

895 Além dos defeitos e vícios sobre os quais ninguém se enganaria, qual o sinal mais característico da imperfeição?

O interesse pessoal. As qualidades morais são, freqüentemente, como banho de ouro sobre um objeto de cobre que não resiste à pedra de toque. Um homem pode ter qualidades reais que fazem dele, diante de todos, um homem de bem. Mas essas qualidades, ainda que sejam um progresso, nem sempre resistem a certas provas, e basta tocar no interesse pessoal para colocar o fundo a descoberto. O verdadeiro desinteresse é coisa tão rara na Terra que é admirado como um fenômeno quando se apresenta.

O apego às coisas materiais é um sinal notório de inferioridade, porque quanto mais o homem se prende aos bens deste mundo menos compreende sua destinação. Pelo desinteresse, ao contrário, prova que vê o futuro sob um ponto de vista mais elevado.


Toda a gente admira a moral evangélica; todos lhe proclamam a sublimidade e a necessidade; muitos, porém, assim se pronunciam por fé, confiados no que ouviram dizer, ou firmados em certas máximas que se tornaram proverbiais. Poucos, no entanto, a conhecem a fundo e menos ainda são os que a compreendem e lhe sabem deduzir as conseqüências. (...)(A. Kardec)


Adeus a todos!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: belina em 21 de Fevereiro de 2011, 16:49
Olá a todos

A crueldade deriva da falta de aplicação do senso moral, que gradativamente se desenvolve nos seres, cumprindo aos homens bons, já moralizados, pelas suas acções anularem a influência dos maus e pelos seus exemplos auxiliarem a transformação gradativa dessas criaturas.

O desenvolvimento moral enfraquece o domínio das faculdades puramente animais, que predominam nos homens inferiores. Assim se  neutraliza a sobreexcitação dos instintos materiais a favor do senso moral ainda incipiente dos pouco evoluídos. No meio dos bons, às vezes aparece uma "ovelha desgarrada", que nada mais é que um espírito inferior, disposto esperançosamente a melhorar, mas, não tendo estrutura, deixa-se levar pela predominância da sua natureza primitiva. Porém, com a sucessiva passagem em diversas experiências corporais, neste ou noutros mundos, todos os espíritos estão fadados a desenvolver as suas potencialidades divinas, que são atributos inalienáveis de todo o ser criado por Deus.

paz e luz
belina
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 21 de Fevereiro de 2011, 17:27
Olá!

755. Como pode dar-se que, no seio da mais adiantada civilização, se encontrem às vezes seres tão cruéis quanto os selvagens?

Resp.: Do mesmo modo que numa árvore carregada de bons frutos se se encontram verdadeiros abortos. São, se quiseres, selvagens que dá civilização só tem o exterior, lobos extraviados em meio de cordeiros. Espíritos de ordem inferior e muito atrasados podem encarnar entre homens adiantados, na esperança de também se adiantarem. Mas, desde que a prova é por demais pesada, predomina a natureza primitiva.


....
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 21 de Fevereiro de 2011, 17:49
 :-* Olá!
Fechando o item Crueldade.

756. A sociedade dos homens de bem se verá algum dia expurgada dos seres malfazejos?

Resp. A Humanidade progride. Esses homens, em quem o instinto do mal domina e que se acham deslocados entre pessoas de bem, desaparecerão gradualmente, como o mau grão se separa do bom, quando este é joeirado. Mas, desaparecerão para renascer sob outros invólucros. Como então terão mais experiência, compreenderão melhor o bem e o mal. Tens disso um exemplo nas plantas e nos animais que o homem há conseguido aperfeiçoar, desenvolvendo neles qualidades novas. Pois bem, só ao cabo de muitas gerações o desenvolvimento se torna completo. É a imagem das diversas existências do homem.


 Boas tardes!
Com meu carinho...sempre
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: lineu em 21 de Fevereiro de 2011, 19:50
Citação de: Dim-dim, em #252
Lineu, poderá explicar-me o que é a "besta-fera"?

O Dicionário Aurélio e o Dicionário Priberam definem besta-fera, no sentido nominal, como animal feroz. E, no sentido figurado, como pessoa cruel ou selvagem.

O emprego dessa expressão com o propósito de qualificar seres racionais que cometem crueldade não constitui nenhuma heresia ou miragem intelectual despropositada.

Obviamente, as bestas-feras também são criaturas provenientes da Causa Primária de todas as coisas. Porém inimigas prazerosas do bem.

Considerando, pois, o aspecto da ferocidade animalesca, parece coerente a afirmativa de que a crueldade é qualidade inerente de besta-fera.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Maxwell Carvalho em 21 de Fevereiro de 2011, 23:39
:-* Olá!
Fechando o item Crueldade.

756. A sociedade dos homens de bem se verá algum dia expurgada dos seres malfazejos?

 Boas tardes!
Com meu carinho...sempre
Mizica



Essa 756 eu concordo, se bem que vai demorar demais até que o último espírito menos evoluído avance no estágio de grau de evolução espiritual ou se aproxime dos nossos semelhantes evoluídos sobre a compreensão do bem e do mal como menciona Kardec em seu texto.

Porém, enquanto não chega essa realidade

se olharmos para ficção cientifica está muito próximo, se tivermos numa sociedade avançada em que já povoamos outros planetas como Marte, por exemplo, podemos exilar os maus feitores para o planeta terra para que possa se ressocializar ou ser penalizado ai já haveria a objetivação do item 756.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 22 de Fevereiro de 2011, 00:13
Boa Noite,

1019. O reino do bem poderá um dia realizar-se na Terra?

      — O bem reinará na Terra quando, entre os Espíritos que a vêm habitar, os bons superarem os maus. Então eles farão reinar o amor e a justiça, que são a fonte do bem e da felicidade. É pelo progresso moral e pela prática das leis de Deus que o homem atrairá para a Terra os bons Espíritos e afastará os maus. Mas os maus só a deixarão quando o homem tiver banido daqui o orgulho e o egoísmo.

      A transformação da Humanidade foi predita e chegais a esse momento em que todos os homens progressistas estão se apressando. Ela se realizará pela encarnação de Espíritos melhores, que constituirão sobre a Terra uma nova geração. Então os Espíritos dos maus, que a morte ceifa diariamente, e todos os que tendem a deter a marcha das coisas serão excluídos, porque estariam deslocados entre os homens de bem, cuja felicidade perturbariam. Irão para mundos novos, menos adiantados, cumprir missões penosas, nas quais poderão trabalhar pelo seu próprio adiantamento ao mesmo tempo que trabalharão para o adiantamento de seus irmãos ainda mais atrasados. Não vedes nessa exclusão da Terra transformada a sublime figura do Paraíso Perdido? E no homem que veio à Terra em condições semelhantes, trazendo em si os germes de suas paixões e os traços de sua inferioridade primitiva, a    figura não menos sublime do pecado original ? Considerado dessa maneira, o pecado original se refere à natureza ainda imperfeita do homem que só é responsável por si mesmo e por suas próprias faltas, e não pelas dos seus pais.

     Vós todos, homens de fé e de boa vontade, trabalhai, portanto, com zelo e com coragem na grande obra da regeneração, porque colhereis centuplicado o grão que tiverdes semeado. Infelizes dos que fecham os olhos à luz, pois preparam para si mesmos longos séculos de trevas e de decepções. Infelizes dos que colocam todas as suas alegrias nos bens deste mundo, porque sofrerão mais privações que os gozos que tenham tido. Infelizes sobretudo dos egoístas, porque não encontrarão ninguém para os ajudara carregar o fardo das suas misérias. (São Luís.)

Um abço Hebe
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Maxwell Carvalho em 22 de Fevereiro de 2011, 00:36
Acho meio difícil que a Terra ainda seja o paraíso, se daqui pra lá, a centenas de anos, não piorar o que já tá, como poluição, desmatamento, escassez de riquezas minerais, etc ainda há uma chance.

Se bem que em Apocalipse não refere-se a Terra propriamente dita, mas uma nova morada parecida com o nosso planeta, que também chamou-se de terra.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Victor Passos em 22 de Fevereiro de 2011, 10:45
Ola muita paz e harmonia

Bom Amigo Maxuell

  O que vê na Humanidade  pode ter na sua visão algo que não se compara com a realidade, porém quem dcxisse que a terra era o paraiso?! Só se for comparado com os munds que lhe estão abaixo, porque aqui neste plano não conseguirá a felicidade absoluta , mas apenas relativa.
 OPutra situação nós não regredimos , veja por favor;

  779. O homem tira de si  mesmo a energia progressiva ou o progresso não é mais do que o resultado de um ensinamento?

      — O homem se desenvolve por si mesmo, naturalmente, mas nem todos progridem ao mesmo tempo e da mesma maneira; é então que os mais adiantados ajudam os outros a progredir, pelo contato social.

     780. O progresso moral segue sempre o progresso intelectual?

     — É a sua conseqüência, mas não o segue sempre imediatamente. (Ver itens 192 e 365).

      780 – a) Como o progresso intelectual pode conduzir ao progresso moral?

    — Dando a compreensão do bem e do mal, pois então o homem pode escolher. O desenvolvimento do livre-arbítrio segue-se ao desenvolvimento da inteligência e aumenta a responsabilidade do homem pelos seus atos.

      780 – b) Como se explica, então, que os povos mais esclarecidos sejam frequentemente os mais pervertidos?

      — O progresso completo é o alvo a atingir, mas os povos, como os indivíduos, não chegam a ele senão passo a passo. Até que tenham desenvolvido o senso moral, eles podem servir-se da inteligência  para fazer o mal. A moral e a inteligência são duas forças que não se equilibram senão com o tempo. (Ver itens 365 e 751.)   

  781. É permitido ao homem deter a marcha do progresso?

      — Não, mas pode entravá-la algumas vezes.

  782. Não há homens que entravam o progresso de boa fé, acreditando favorecê-lo, porque o vêem segundo o seu ponto de vista, e freqüentemente onde ele não existe?

    — Pequena pedra posta sob a roda de um grande carro sem impedi-lo de avançar.

    783. O aperfeiçoamento da Humanidade segue sempre uma marcha progressiva e lenta?

    — Há o progresso regular e  lento que resulta da força das coisas; mas quando um povo não avança bastante rápido, Deus lhe provoca, de tempos em tempos, um abalo físico ou moral que o transforma.

Comentário de Kardec: Sendo o progresso uma condição da natureza humana, ninguém tem o poder de se opor a ele. É uma força viva que as más leis podem retardar, mas não asfixiar. Quando essas leis se tornam de todo incompatíveis com o progresso, ele as derruba, com todos os que as querem manter, e assim será até que o homem harmonize as suas leis coma  justiça divina , que deseja o bem para todos, e não as leis feitas para o forte em prejuízo do fraco.

      O homem não pode permanecer perpetuamente na ignorância, porque deve chegar ao fim determinado pela Providência; ele se esclarece pela própria força das circunstâncias. As revoluções morais, como as revoluções sociais, se infiltram pouco a pouco nas idéias, germinam ao longo dos séculos e depois explodem subitamente, fazendo ruir o edifício carcomido do passado, que não se encontra mais de acordo com as necessidades novas e as novas aspirações.

        O homem geralmente não percebe, nessas comoções, mais do que a desordem e a confusão momentâneas, que o atingem nos seus interesses materiais, mas aquele que eleva o seu pensamento acima dos interesses pessoais admira os desígnios da Providência que do mal fazem surgir o bem. São a tempestade e o furacão que saneiam a atmosfera, depois de a haverem revolvido(1).

        784. A perversidade do homem é bastante intensa, e não aprece que ele está recuando, em lugar de avançar, pelo menos do ponto de vista moral?

     — Enganas-te. Observa bem o conjunto e verás que ele avança, pois vai compreendendo melhor o que é o mal, e dia a dia corrige os seus abusos. É preciso que haja excesso do mal, para fazer-lhe compreender as necessidades do bem e das reformas.

       785. Qual é o maior obstáculo ao progresso?

     — O orgulho e o egoísmo. Quero referir-me ao progresso moral, porque o intelectual avança sempre. Este aprece, aliás, à primeira vista, duplicar a intensidade daqueles vícios desenvolvendo a ambição e o amor das riquezas, que por sua vez incitam o homem às pesquisas que lhe esclarecem o Espírito. É assim que tudo se relaciona no mundo moral como no físico e que do próprio mal pode sair o bem. Mas esse estado de coisas durará apenas algum tempo; modificar-se-á à medida que o homem compreender melhor que, além do gozo dos bens terrenos, existe uma felicidade infinitamente maior e infinitamente mais durável. (Ver Egoísmo, cap XII).

Comentário de Kardec: Há duas espécies de progresso que mutuamente se apóiam e, entretanto, não marcham juntas: progresso intelectual e o progresso moral. Entre os povos civilizados, o primeiro recebe em nosso século todos os estímulos desejáveis e por isso atingiu um grau até hoje desconhecido. Seria necessário que o segundo estivesse no mesmo nível. Não obstante, se compararmos os costumes sociais de alguns séculos  atrás com os de hoje, teremos de ser cegos para negar que houve progresso moral. Por que, pois, a marcha ascendente da moral deveria mostrar-se mais lenta que a da inteligência? Por que não haveria, entre o século décimo nono e o vigésimo quarto, tanta diferença nesse terreno como entre o décimo quarto e o décimo nono? Duvidar disso seria pretender que a Humanidade tivesse atingido o apogeu da perfeição, o que é absurdo, ou que ela não é moralmente perfectível, o a experiência desmente.

(1) Como se vê, por este comentário de Kardec e pelas explicações dos Espíritos a que ele se refere, o Espiritismo reconhece a necessidade desses movimentos periódicos da agitação natural, quer dos elementos, quer dos povos, para a realização do progresso. Mas os admite como fatos naturais e não como criações artificiais a que os homens devam dedicar-se, em obediência a doutrinas revolucionárias.  O que ele ensina é que o homem deve colocar-se, nesses momentos, acima de seus mesquinhos interesses pessoais, para ver em sua amplitude a marcha irresistível do progresso, auxiliando-a na medida do possível. (N. do T.)

Abraço fraterno
Muita paz

Victor Passos
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 22 de Fevereiro de 2011, 14:01
Citação de: Dim-dim, em #252
Lineu, poderá explicar-me o que é a "besta-fera"?

O Dicionário Aurélio e o Dicionário Priberam definem besta-fera, no sentido nominal, como animal feroz. E, no sentido figurado, como pessoa cruel ou selvagem.

O emprego dessa expressão com o propósito de qualificar seres racionais que cometem crueldade não constitui nenhuma heresia ou miragem intelectual despropositada.

Obviamente, as bestas-feras também são criaturas provenientes da Causa Primária de todas as coisas. Porém inimigas prazerosas do bem.

Considerando, pois, o aspecto da ferocidade animalesca, parece coerente a afirmativa de que a crueldade é qualidade inerente de besta-fera.


Olá lineu, isso existe nos dicionários dos homens com mentes materiais, é verdade. Mas não existia na consciência do Cristo, e eu esforço-me para que para mim também não exista.

Adeus amigo!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Antonio Renato em 22 de Fevereiro de 2011, 16:57
Caro irmão Maxwell,não sejamos céticos,de imediato pode vir a ser um sonho,mas com certeza em pouco tempo será uma realidade,que poderar não ser visto pela geração deste século mas com certeza não irá demorar muito.Se mal compararmos o que era em algumas décadas,ficção,hoje é uma realidade,houve um despertar e uma conscientização de que o nosso mundo vai ser habitado por espíritos bem mais evoluídos que o nosso.O ritmo dado ao processo de evolução e transformação,não deixam dúvidas.O que  vem ocorrendo no nosso mundo é a marcha do progresso espíritual.
Fique na paz,e que Deus na sua infinita grandeza nos abençoe sempre.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mourarego em 22 de Fevereiro de 2011, 17:30
Lord, a citação retrata não o paraíso simplesmente, mas sim ao "paraíso perdido"
Tanto que mais abaixo ele faz citação à sublime figura do "pecado original".
Muita calma nessa hora, mano! :)
Abraços,
Moura
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: pati em 22 de Fevereiro de 2011, 18:55
OLE, capítulo VII, da lei de Destruição:
754. A crueldade não derivará da carência de senso moral?
resp. Dize -- da falta de desenvolvimento de senso moral; não digas da carência, porquanto o senso moral existe, como princípio, em todos os homens. É esse senso moral que dos seres cruéis fará mais tarde seres bons e humanos. Ele, pois, existe no selvagem, mas como princípio do perfume no gérmem da flor que ainda não desabrochou.

755. Como pode dar-se que, no seio da mais adiantada civilização, se encontrem às vezes seres tão cruéis quanto os selvagens?
Resp.: Do mesmo modo que numa árvore carregada de bons frutos se se encontram verdadeiros abortos. São, se quiseres, selvagens que dá civilização só tem o exterior, lobos extraviados em meio de cordeiros. Espíritos de ordem inferior e muito atrasados podem encarnar entre homens adiantados, na esperança de também se adiantarem. Mas, desde que a prova é por demais pesada, predomina a natureza primitiva.
756. A sociedade dos homens de bem se verá algum dia expurgada dos seres malfazejos?
Resp. A Humanidade progride. Esses homens, em quem o instinto do mal domina e que se acham deslocados entre pessoas de bem, desaparecerão gradualmente, como o mau grão se separa do bom, quando este é joeirado. Mas, desaparecerão para renascer sob outros invólucros. Como então terão mais experiência, compreenderão melhor o bem e o mal. Tens disso um exemplo nas plantas e nos animais que o homem há conseguido aperfeiçoar, desenvolvendo neles qualidades novas. Pois bem, só ao cabo de muitas gerações o desenvolvimento se torna completo. É a imagem das diversas existências do homem.

Bons dias!

Kardec nos diz que 'todas as faculdades existem no homem, em estado rudimentar ou latente.'
Entendi assim:  Ao instinto sucede a inteligência e, conforme escolhas do uso do livre arbítrio, vai sendo desenvolvido o senso moral já existente no homem. Com as experiências, que entendo sejam as encarnações, as faculdades existentes vão se depurando, se desenvolvendo. Esse desenvolvimento deve acontecer de maneira equilibrada, para que não hajam os excessos. Tais excessos, ou abusos, é que causam os estados onde a destruição não constitui uma necessidade, mas o resultado de uma "natureza má", ainda predominante no homem.
As perguntas aqui postadas, falam da crueldade, mas tomo como igual, o processo de desenvolvimento da inteligência e senso moral do homem que não mais está nesse estágio. Afinal, Evolução e Progresso não cessam com a prevalência do bem.

Obrigada Mizica, por nos fazer voltar aos estudos.
Abraços a todos.
pati

Estejamos em Deus

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mourarego em 22 de Fevereiro de 2011, 20:31
Exatamente pati,
contudo e como tudo há o home de exercitar a inteligência para desenvolver o senso moral, e enquanto este não se agiganta, o homem vem por cometer seus atos diante dos instintos, e por isso os Espíritos Superiores falam em animalidade.
Agora quando falamos na lei de Destruição , importante se faz que esclareçamos que há a destruição necessária, conforme indica o capítulo em OLE
"728. A destruição é uma lei da Natureza?
– É necessário que tudo se destrua, para renascer e se regenerar; porque isso a que chamais destruição não é mais que a transformação, cujo objetivo é a renovação e o melhoramento dos seres vivos."
Contudo o restante da questão é respondida na de número 728.a que ensina:
"728-a. O instinto de destruição teria sido dado aos seres vivos com fins
providenciais?
– As criaturas de Deus são os instrumentos de que Ele se serve para, atingir os seus fins. Para se nutrirem, os seres vivos se destroem entre si, e isso com o duplo objetivo de manter o equilíbrio da reprodução, que poderia tornar-se excessiva, e de utilizar os restos do invólucro exterior. Mas é apenas o invólucro que é destruído, e esse invólucro não é mais do que acessório, não a parte essencial dó ser pensante, pois este é o princípio inteligente, indestrutível, que se elabora através das diferentes metamorfoses por que passa."
Esta resposta, dada pelos Espíritos Superiores, põe a baixo todo um discurso, tido por uns poucos sobre o tema alimentação animal, que indica como coisa ruim este tipo de alimentação.
Note-se que a resposta fala mesmo em equilíbrio da reprodução que poderia tornar-se excessiva. Indica mais adiante que ali apenas é destruído a parte material pois o Princípio Inteligente não sofre com isso.

Falando então em destruição abusiva diz OLE:
"734. No seu estado atual o homem tem direito ilimitado de destruição
sobre os animais?
– Esse direito é regulado pela necessidade de prover à sua alimentação
e à sua segurança
; o abuso jamais foi um direito.
735. Que pensar da destruição que ultrapassa os limites das necessidades e da segurança; da cada, por exemplo, quando não tem por objetivo senão o prazer de destruir, sem utilidade?
– Predominância da bestialidade sobre a natureza espiritual. Toda destruição que ultrapassa os limites da necessidade é uma violação da lei de Deus. Os animais não destroem mais do que necessitam, mas o homem, que tem o livre arbítrio, destrói sem necessidade. Prestará conta do abuso da liberdade que lhe foi concedida, pois nesses casos ele cede aos maus instintos."
Estas distinções temos que as ter sempre presentes quando falamos em lei de destruição.
abraços,
Moura
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 23 de Fevereiro de 2011, 18:28
Duelo

757 O duelo pode ser considerado como legítima defesa?

– Não; é um assassinato e um costume absurdo, digno de bárbaros. Com uma civilização mais adiantada e moralizada, o homem compreenderá que o duelo é tão ridículo quanto os combates que se consideraram antigamente como o juízo de Deus.

758 O duelo pode ser considerado como um assassinato por parte daquele que, conhecendo sua própria fraqueza, está quase certo de que vai morrer?

– É um suicida.

758 a E quando as probabilidades são iguais, é um assassinato ou um suicídio?

– Ambos.

☼ Em todos os casos, mesmo naqueles em que as probabilidades são iguais, o duelista é culpado, primeiramente, porque ele atenta friamente e de propósito deliberado contra a vida de seu semelhante, e depois porque expõe sua própria vida inutilmente e sem proveito para ninguém.

759 Qual é o valor do que se chama ponto de honra em matéria de duelo?

– Orgulho e vaidade: duas chagas da humanidade.

759 a Mas não há casos em que a honra se encontra verdadeiramente ofendida e um recuo seria covardia?

– Isso depende dos costumes e dos usos; cada país e cada século tem sobre isso uma visão diferente; quando os homens forem melhores e mais adiantados em moral compreenderão que o verdadeiro ponto de honra está acima das paixões terrenas e não é nem matando nem deixando-se matar que se repara um erro.

☼ Há mais grandeza e verdadeira honra em se confessar culpado, quando errou, ou em perdoar, quando se tem razão e, em todos os casos, em desprezar os insultos, que não o podem atingir.
Pena de morte

760 A pena de morte desaparecerá um dia da legislação humana?

– A pena de morte desaparecerá incontestavelmente e sua supressão marcará um progresso na humanidade. Quando os homens estiverem mais esclarecidos, a pena de morte será completamente abolida da Terra, os homens não terão mais necessidade de serem julgados pelos homens. Falo de um tempo que ainda está muito distante de vós.

☼ O progresso social deixa, sem dúvida, ainda muito a desejar, mas seria injusto com a sociedade atual se não se reconhecesse um progresso nas restrições feitas à pena de morte entre os povos mais avançados e quanto à natureza dos crimes aos quais se limita a sua aplicação. Se compararmos as garantias com que a justiça, entre esses mesmos povos, se empenha para cercar o acusado e a forma humanitária com que o trata, ainda mesmo que seja reconhecidamente culpado, com o que se praticava nos tempos que ainda não estão muito distantes, não se pode negar o avanço no caminho progressivo em que marcha a humanidade.

761 A lei de conservação assegura ao homem o direito de preservar sua própria vida; não usa desse direito quando elimina da sociedade um membro perigoso?

– Há outros meios de se preservar do perigo sem precisar matar. É necessário, aliás, abrir ao criminoso a porta do arrependimento, e não fechá-la.

762 Se a pena de morte pode ser banida das sociedades civilizadas, não foi uma necessidade nas épocas menos avançadas?

– Necessidade não é bem a palavra. O homem acha sempre uma coisa necessária quando não encontra justificativa melhor; mas, à medida que se esclarece, compreende mais acertadamente o que é justo ou injusto e repudia os excessos cometidos nos tempos de ignorância, em nome da justiça.

763 A restrição dos casos em que se aplica a pena de morte é um indício de progresso na civilização?

– Podeis duvidar disso? Vosso Espírito não se revolta ao ler a narrativa das carnificinas humanas de antigamente em nome da justiça e em honra da Divindade? Das torturas que sofria o condenado, e mesmo um simples suspeito, para lhe arrancar, pelo excesso dos sofrimentos, a confissão de um crime que muitas vezes não cometeu? Pois bem! Se tivésseis vivido naquele tempo, teríeis achado isso muito natural e talvez, se juízes fôsseis, teríeis feito o mesmo. É assim que o justo de uma época parece bárbaro em outra. As leis divinas são as únicas eternas; as leis humanas mudam com o progresso e ainda mudarão até que sejam colocadas em harmonia com as leis divinas.

764 Jesus ensinou: “Quem matou pela espada morrerá pela espada”. Essas palavras não são a consagração da pena de talião2 e a morte aplicada ao homicida não é a aplicação dessa pena?

– Tomai cuidado! Tendes vos enganado sobre essas palavras como sobre muitas outras. A pena de talião é a justiça de Deus; é Ele que a aplica. Todos vós sofreis a cada instante essa penalidade, porque sois punidos pelos erros que cometeis, nessa vida ou em outra; aquele que fez sofrer seus semelhantes estará numa posição em que ele mesmo sofrerá o que tiver causado. Esse é o sentido dessas palavras de Jesus, que também disse: “Perdoai aos vossos inimigos”, e ensinou a pedir a Deus para perdoar vossas ofensas como vós mesmos tiverdes perdoado,ou seja, na mesma proporção em que perdoardes. Deveis compreender bem isso.

765 O que pensar da pena de morte aplicada em nome de Deus?

– É tomar o lugar de Deus na justiça. Os que agem assim estão longe de compreender Deus e ainda têm muito a expiar. A pena de morte é também um crime quando aplicada em nome de Deus, e os que a ordenam são responsáveis por assassinato.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 23 de Fevereiro de 2011, 22:00
 :-* Olá!
Boa noite à todos e boas vindas aos queridos visitantes.


Dentro da Lei de Destruição... a Pena de Morte.

A violência é uma constante em todo o globo. Crimes hediondos,  com requintes de crueldade são notícia freqüente em todo o orbe terrestre.  Parece que matar é um ato banal, mata-se até por míseros trocados. A vida parece não ter mais tanta importância... homofobia, intolerância em todos os níveis, assaltos, seqüestros relâmpago, filhos que engendram matar os pais para se apoderar de seus bens, pais que dizimam seus filhos em atos tresloucados, estupros, assaltos, violência e mais violência, o homem se desumaniza... Tais fatos definem a grave situação em que vive a humanidade.
O que fazer, então,  diante de tanta iniqüidade? O que fazer diante de tantas atitudes  deploráveis, medonhas?
No auge das questões muitos sugerem a Pena de Morte, e em muitos países ela é apontada como solução.  E estamos em pleno século XXI ... ou não estamos?
O assunto é delicado... mas, no calor da revolta, quem teve um amigo ou familiar dizimado pela síndrome do ódio grita: Olho por olho, dente por dente!
São monstros, não tem mais jeito, são irrecuperáveis!
Mas até que ponto a pena de morte pode sanar tais problemas? Será que extirpar a criminalidade do seio da sociedade, exterminando os autores desses crimes, resolveria tudo? Traria de volta amigos, familiares que foram sacrificados por esses criminosos? Ou acaba por fazer cidadãos de bem se tornarem iguais a eles?
Sejamos críticos... a Pena de Morte apenas alimenta o ódio; alimenta o ódio dos familiares das vítimas, de seus amigos e do próprio condenado. E o alvo é a própria sociedade... é como um círculo vicioso: o ódio que alimenta o ódio. Fruto de uma cultura descartável, que, a cada dia parece menos se importar com a vida, a Pena de Morte é como um câncer. Isso sem falar das injustiças cometidas em nome da justiça que, em sendo humana, às vezes (?),  é falha... Nossa! E como falha...
Seria tudo muito simples: matou, também tem que morrer... é mais barato, mais “limpo”.
E... não há outro jeito? E... se fosse dada condições para que esse criminoso voltasse ao convívio social através da educação, da reabilitação social, moral? Sim, sairia mais caro aos cofres públicos, daria muito mais trabalho, levaria mais tempo para acontecer, mas teria a base firme de um sentimento raro hoje em dia: O Amor.
Utopia? É... até pode ser... mas é dever dos governos junto com a sociedade, botar a “cachola” pra funcionar elaborando projetos que revertessem essa deprimente situação. Deitar fora a famigerada Pena de morte... instituir a Pena de Vida e vida com dignidade, com abundância, com perdão,   
...Mas isso é tema para mais tarde? Para quando a humanidade estiver em alta na escala evolutiva? Ou dá pra fazer agora?
Pensem comigo sobre isso...hoje, ou daqui a pouco...mas pensem!

Meu carinho
Mizica


Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: ram-wer em 23 de Fevereiro de 2011, 22:54
Querida Mizica,

Muito bom o seu comentário. 

Cê sabe que aprecio o vegetarianismo.  Peço licença par incomodar um pouco os seus hábitos e de alguns amiguinhos aqui.

Fui o maior predador na minha família, até os 18.  Portanto, conheço as duas vidas:  a que vive do sangue alheio e a que se delicia com frutas, nozes, mel, melado, cereais, feijões,  laticínios...

A pena de morte é consequência natural numa civilização que vive de destruir vidas.  Não são apenas "eles".  Nós também derramamos sangue diariamente, nos matadouros.  Infligimos destruição a seres jovens e inocentíssimos, com a desculpa de que "é necessário".

Milhões de Almas viveram e vivem na Terra sem comer do sacrifício animal. Gênios, Santos, celebridades da música, do cinema e da TV.  Mas a gente não quer ver isto.  A força do hábito vence a moral. 

Trago ao Estudo algumas frases que dão o que pensar...

Beijão, Ram



"Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor". (Pitágoras)

"Quem mata um boi é como o que tira a vida a um homem".  (Isaías 66:3)

"Virá o dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem". (Leonardo da Vinci)

"Não destruas por causa da comida as obras de Deus. É verdade que tudo é limpo, mas mal vai para o homem que come com escândalo. Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça".  (Paulo de Tarso, Romanos, 14: 20, 21)

“A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes consequências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana". (Emmanuel/Chico Xavier no livro O Consolador.)

"Em nada nos doía o quadro comovente das vacas-mães, em direção ao matadouro, para que nossas panelas transpirassem agradavelmente". (Missionários da Luz, André Luiz/Chico Xavier)


Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: lineu em 23 de Fevereiro de 2011, 23:15
Citação de:  Ram-Wer
Não são apenas "eles".

Ponto positivo, já registrado.

Valeu pela excelência da ironia.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 23 de Fevereiro de 2011, 23:55
Olá!
Boa noite à todos e aos queridos visitantes... boas vindas!!

 :-* Querido Ram... valeu a colaboração prestimosa ao estudo.
 Não sou vegetariana, bem o sei, mas confesso, gostaria imenso de sê-lo. Assim sendo, tento equilibrar entre o sanguinário e o vegetariano. Essas questões mexem daqui e dali... a analogia é proveitosa e oportuna... quem sabe tema para um estudo mais adiante? Por sinal, anda pelo Fórum alguns tópicos sore o assunto, de acordo?
Fica a sugestão a quem interessar possa...

Cito voce, nos enfáticos e contundentes trechos de sua fala:

"A pena de morte é consequência natural numa civilização que vive de destruir vidas.  Não são apenas "eles".  Nós também derramamos sangue diariamente, nos matadouros.  Infligimos destruição a seres jovens e inocentíssimos, com a desculpa de que "é necessário"."

... e depois...:

..."A força do hábito vence a moral.  "

Cordialidade e afeto
Mizica
Título: Re: Lei de Destrui��o
Enviado por: lineu em 24 de Fevereiro de 2011, 02:08
Citação de: Mizica, em #277
Ou d� pra fazer agora?

Realmente, parece que a pena de morte n�o � recomend�vel como solu��o do grave problema social representado pela criminalidade.

N�o por pieguice, mas por acatamento ao preceito da lei natural que pro�be a interrup��o artificial de processos reencarnat�rios.

No entanto, h� outros meios de se preservar a sociedade do perigo manifesto pelos celerados, sem precisar mat�-los.

O r�pido desenvolvimento cient�fico-tecnol�gico, sobretudo da microeletr�nica aplicada � medicina poder� minimizar tal problema, em curto prazo.

Por exemplo, com o implante cir�rgico de microchips suprim�veis de impulsividade criminosa nos indiv�duos que representam perigo � sociedade.

Parece que isso n�o vai demorar muito para que se suceda.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 24 de Fevereiro de 2011, 03:25
 :-* Olá á todos.
Olá caros visitantes. Que bom tê-los aqui..

Sem dúvida Lineu, o implante cirúrgico de microchips é realidade... para conter os impulsos criminosos tbm é possível. Apesar de não me reconhecer como uma notoriedade no assunto, por que não pensar nessa solução, tbm...? e talvez não demore muito. Ai então, a humanidade já em processo evolutivo avançado, baniria de vez a pena de morte... vibremos por isso... vibremos...

Meu carinho e afeto
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: lineu em 24 de Fevereiro de 2011, 11:30
Citação de: Erro, em #281
Por exemplo, com o implante cirúrgico de microchips suprimíveis de impulsividade criminosa nos indivíduos que representam perigo à sociedade.

Correção do texto acima citado:

Onde está escrito suprimíveis, leia-se supressivos.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Victor Passos em 26 de Fevereiro de 2011, 11:51
Ola muita paz e harmonia

DA PENA CAPITAL E OS FILÕES RENTÁVEIS

Pena é sofrimento imposto pelo Estado; pena capital é pena de morte. E a pena de morte sempre foi e continua sendo discutida no mundo inteiro. Hoje, graças ao progresso das sociedades humanas, embora lento, ela vem sendo aplicada em poucos países. Mas existem, infelizmente, defensores dessa pena. Aqui e agora, devemos analisar a PENA DE MORTE SOB A ÓTICA DO ESPIRITISMO. Antes, porém, uma constatação: o crime, a violência e o medo vêm rendendo dividendos, sob várias formas: econômicos, políticos e até intelectuais, sem contar a fama de alguns pela ignorância de muitos. Mas não se pode deixar de observar que os crimes são, grosso modo, praticados por ação e por omissão, tanto dos indivíduos como dos órgãos públicos e privados. Basta parar pensar.

É o medo e o crime como filões rentáveis, assim como a ignorância sobre o Espírito, que, deliberadamente mantida por alguns segmentos que se dizem religiosos, têm rendido fama e fortuna a espertalhões e mistificadores, abusando da credulidade de muitos que não têm tempo para raciocinar.

A propósito do medo e do crime industrializado, seria conveniente uma vista d´olhos no livro "O Medo – Mal n.º I", de Georges Barbarin (Edição Forense, Rio, 1968), em que o autor, depois de falar sobre a fabricação do medo pelos meios de comunicação e de tratar das empresas que embrutecem o pensamento, falando até da responsabilidade das igrejas pela difusão das várias formas de tormentos e suplícios, chama a atenção de todos, com a seguinte observação: "Imagine-se o que pode ser a administração das coletividades humanas por chefes que o Medo produz e cujos reflexos físicos, mentais e morais estão ofuscados. Em verdade, o Medo povoou o mundo de loucos e de semi-loucos, tanto mais perigosos quanto mais elevada sua situação social e quanto mais afluem para os governos, as administrações, as igrejas, as universidades e os parlamentos!" (p.14).

Sobre a pena de morte, à luz do Espiritismo, há um livro clássico do professor Fernando Ortiz, da Universidade de Havana, denominado "A Filosofia Penal dos Espíritas", em que o autor faz um estudo jurídico, analisando as escolas penalógicas em confronto com os ensinamentos constantes de "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec.

Aliás, a tradução da obra do Professor Ortiz deve-se a Carlos Imbassahy, também tradutor de "Hipnotismo e Espiritismo", de Cesare Lombroso, e também autor de várias obras, destacando-se "A Mediunidade e a Lei" (Edição FEB/Rio), em que analisa questões envolvendo o Espiritismo e decisões dos Tribunais. Mas, agora, vejamos algumas observações e conclusões do mestre da Universidade de Havana.

Bismael Bismark
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 26 de Fevereiro de 2011, 17:11
 :-* Olá!
Boa tarde à todos!

Finda o mês de fevereiro... gostaria muito de agradecer a colaboração de todos, sem distinção... tomara que a abordagem do tema tenha trazido à luz os questionamentos a respeito da Lei de Destruição, pelo menos um cadinho...

Unformatted, Dim dim, Hebe, Victor Passos, Moura, Marco, Ram, pati, Renato, lineu... tudo valeu a pena, com certeza. Não dá pra citar todos, mas o carinho é para todos.
A presença de todos trouxe grande luz ao FE, divulgou a DE, esclareceu, orientou, viabilizou o aprendizado.
O tópico vai continuar na grade dos Estudos Mensais, ... colaborações continuam sendo bem vindas.

Muito obrigada
Não conseguindo ser de outro jeito... à voces, sempre com afeto...
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 26 de Fevereiro de 2011, 19:20
 :-* de mão dadas, ensejando o bem, compartilhando o amor, oremos o Pai Nosso, oração universal que qualquer um pode proferir sem, basicamente, ferir suas crenças... na observância, os comentários de Kardec pertinentes a oração que o Senhor nos ensinou...


Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 26 de Fevereiro de 2011, 19:35
...continuando ... Pai Nosso...

O Evangelho Segundo o Espiritismo
Por ALLAN KARDEC – Tradução de José Herculano Pires
[/size]


I – Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome!
Cremos em vós, Senhor, porque tudo nos revela o vosso poder e a vossa bondade.
A harmonia do Universo e a prova de uma sabedoria, de uma prudência, e de previdência que ultrapassam todas as faculdades humanas.
O nome de um Ser soberamente grande e sábio está inscrito em todas as obras da criação, desde a relva humilde e do menor inseto, até os astros que movem no espaço.
Por toda parte, vemos a prova de uma solicitude paternal.
Cego, pois, é aquele que não vos glorifica nas vossas obras, orgulhoso aquele que não vos louva, e ingrato àquele que não vos rende graças.
II – Venha a nós o vosso Reino!
Senhor, destes aos homens leis plenas de sabedoria, que os fariam felizes, se eles as observassem.
Com essas leis, poderiam estabelecer a paz e a justiça, e poderiam ajudar-se mutuamente, em vez de mutuamente se prejudicarem, como o fazem.
O forte ampararia o fraco, em vez de esmagá-lo. Evitados seriam os males que nascem dos abusos e dos excessos de toda espécie.
Toda as misérias deste mundo decorrem da violação das vossas leis, porque não há uma única infração que não traga suas conseqüências fatais.
Destes ao animal o instinto que lhe traça os limites do necessário, e ele naturalmente se conforma com isso.
Mas ao homem, além do instinto, destes a inteligência e a razão.
E lhe destes ainda a liberdade de observar ou violar aquelas das vossas leis que pessoalmente lhe concernem, ou seja, a faculdade de escolher entre o bem e o mal, para que ele tenha o mérito e a responsabilidade dos seus atos.
Ninguém pode pretextar ignorância das vossas leis, porque, na vossa paternal providência, quisestes que elas fossem gravadas na consciência de cada um, sem nenhuma distinção de cultos ou de nacionalidades.
Assim, aqueles que as violam, é porque vos desprezam.
Chegará o dia em que, segundo a vossa promessa, todos as praticarão.
Então a incredulidade terá desaparecido, todos vos reconhecerão como o Soberano Senhor de todas as coisas, e primado de vossas leis estabelecerá o vosso Reino na Terra.
Dignai-vos, Senhor, de apressar o seu advento, dando aos homens a luz necessária para se conduzirem no caminho da verdade!
III – Seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no céu!
Se a submissão é um dever do filho para com o pai, do inferior para como superior, quanto maior não será a da criatura para com seu Criador!
Fazer a vossa vontade, Senhor, é observar as vossas leis e submeter-se sem lamentações aos vossos desígnios divinos.
O homem se tornará submisso, quando compreender que sois a fonte de toda a sabedoria, e que sem vós ele nada pode.
Fará então a vossa vontade na Terra, como os eleitos a fazem no céu.
IV – O pão nosso, de cada dia, dai-nos hoje!
Dai-nos o alimento necessário à manutenção das forças físicas, e dai-nos também o alimento espiritual, para o desenvolvimento do nosso espírito.
O animal encontra a sua pastagem, mas o homem deve o seu alimento à sua própria atividade e aos recursos da sua inteligência, porque o criastes livre.
Vós lhe dissestes:
“Amassarás o teu pão com o suor do teu rosto”, e com isso fizestes do trabalho uma obrigação, que o leva a exercitar a sua inteligência na procura dos meios de prover às suas necessidades e atender ao seu bem estar: uns pelo trabalho material, outros pelo trabalho intelectual.
Sem o trabalho, ele permaneceria estacionário e não poderia aspirar à felicidade dos Espíritos Superiores.
Assistis ao homem de boa vontade, que em vós confia para o necessário, mas não aquele que se compraz na ociosidade e gostaria de tudo obter sem esforço, nem ao que busca o supérfluo. (Cap. XXV)
...........
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 26 de Fevereiro de 2011, 19:38
Quantos há que sucumbem por sua própria culpa, pela sua incúria, pela sua imprevidência ou pela sua ambição, por não terem querido contentar-se com que lhes destes!
São esses os artífices do próprio infortúnio, e não tem o direito de queixar-se, pois são punidos naquilo mesmo em que pecaram.
Mas mesmo a eles não abandonais, porque sois infinitamente misericordioso, e lhes estendeis a mão providencial, desde que, como filho pródigo, retornem sinceramente para vós. (Cap.V, nº 4)
Antes de nos lamentarmos de nossa sorte, perguntemos se ela é a nossa própria obra; a cada desgraça que nos atinja, verifiquemos se não poderíamos tê-la evitados; repitamos a nós mesmos que Deus nos deu a inteligência para sairmos do atoleiro, e que de nós depende aplicá-la bem.
Desde que a lei do trabalho condiciona a vida do homem na Terra, dai-nos a coragem e a força de cumpri-la; dai-nos também a prudência e a moderação, a fim de não pormos a perder os seus frutos.
Dai-nos pois, Senhor, o pão nosso de cada dia, ou seja, os meios de adquirir pelo trabalho as coisas necessárias, pois ninguém tem o direito de reclamar o supérfluo.
Se estivemos impossibilitados de trabalhar, que confiemos na vossa divina providência.
Se estiver nos Vossos desígnios provar-nos com as mais duras privações, não obstante os nossos esforços, aceitamo-lo como uma justa expiação das faltas que tivermos podido cometer nesta vida ou numa vida anterior, porque sabemos que sois justo, e que não há penas imerecidas, pois jamais castigais sem causa.
Preservai-nos, ó Senhor, de conceber a inveja contra os que possuem aquilo que não temos, ou mesmo contra os que dispõem do supérfluo, quando nos falta o necessário.
Perdoai-lhes, se esquecem à lei de caridade e de amor ao próximo, que ensinastes. (Cap. XVI, nº
Afastai ainda do nosso espírito a idéia de negar a vossa justiça, ao ver a prosperidade do mal e a infelicidade que abate às vezes o homem de bem.
Pois já sabemos, graças às novas luzes que ainda nos destes, que a vossa justiça sempre se cumpre e não faz exceção de ninguém; que a prosperidade material do maldoso é tão efêmera como a sua existência corporal, acarretando-lhe terríveis revezes, enquanto será eterno o júbilo daquele que sofre com resignação. (Cap. V, nº 7, 9, 12 e 18).
V – Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos que nos devem. Perdoai-nos as ofensas como nós perdoamos aos que nos ofenderam.

Cada uma das nossas infrações às vossas leis, Senhor, é uma ofensa que vos fazemos, e uma dívida contraída, que cedo ou tarde teremos de pagar.
Solicitamos à vossa infinita misericórdia a sua remissão, sob a promessa de empregarmos os nossos esforços em não contrair outras.
Fizestes da caridade, para todos nós, uma lei expressa; mas a caridade não consiste unicamente em assistirmos os nossos semelhantes nas suas necessidades, pois consiste ainda no esquecimento e no perdão das ofensas.
Com que direito reclamaríamos a vossa indulgência, se faltamos com ela para aqueles de que nos queixamos?
Dai-nos, Senhor, a força de sufocar em nosso íntimo todo ressentimento, todo ódio e todo rancor. Fazei que a morte não nos surpreenda com nenhum desejo de vingança no coração.
Se vos aprouver retirar-nos hoje mesmo deste mundo, fazei que possamos nos apresentar a vós inteiramente limpos de animosidade, a exemplo do Cristo, cujas últimas palavras foram em favor dos seus algozes. (Cap. X).
As perseguições que os maus nos fazem sofrer são parte das nossas provas terrenas; devemos aceitá-las sem murmurar, como todas as outras provas, sem maldizer os que, com as suas perversidades, nos abrem o caminho da felicidade eterna, pois vós nos dissestes, nas palavras de Jesus:
“Bem-aventurados os que sofrem pela justiça!”.
Abençoemos, pois, a mão que nos fere e nos humilha, porque as mortificações do corpo nos fortalecem a alma, e seremos levantados da nossa humildade. (Cap. XII, nº 4).
Bendito seja o vosso nome, Senhor, por nos haverdes ensinado que a nossa sorte não está irrevogavelmente fixada após a morte; que encontraremos, em outras existências, os meios de resgatar e reparar as nossas faltas passadas, e de realizar numa nova vida aquilo que nesta não pudemos fazer, para o nosso adiantamento. (Cap. IV; cap. V, nº 5).
Assim se explicam, enfim, todas as aparentes anomalias da vida: a luz é lançada sobre o nosso passado e o nosso futuro, como um sinal resplendente da vossa soberana justiça e da vossa infinita bondade.
VI – Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

Dai-nos, Senhor, a força de resistir às sugestões dos maus Espíritos, que tentarão desviar-nos da senda do bem, inspirando-nos maus pensamentos.
Mas nós somos, nós mesmos, Espíritos imperfeitos, encarnados na Terra para expiar nossas faltas e nos melhorarmos.
A causa do mal está em nós próprios, e os maus Espíritos apenas se aproveitam de nossas tendências viciosas, nas quais nos entretêm, para nos tentarem.
Cada imperfeição é uma porta aberta às suas influências, enquanto eles são impotentes e renunciam a qualquer tentativa contra os seres perfeitos.
Tudo o que possamos fazer para afastá-los será inútil, se não lhes opusermos uma vontade inquebrantável na prática do bem, com absoluta renúncia ao mal.

É, pois, contra nós mesmos que devemos dirigir os nossos esforços, e então os maus Espíritos se afastarão naturalmente, porque o mal é o que os atrai, enquanto o bem os repele.

Senhor, amparai-nos em nossa fraqueza, inspirai-nos, pela voz dos nossos anjos guardiões e dos Bons Espíritos, à vontade de corrigirmos as nossas imperfeições, a fim de fecharmos a nossa alma ao acesso dos Espíritos impuros.

O mal não é portanto, vossa obra, Senhor, porque a fonte de todo o bem não pode engenhar nenhum mal.

Somos nós mesmos que o criamos, ao infringir as vossas leis, e pelo mau uso que fazemos da liberdade que nos concedestes.
Quando os homens observarem as vossas leis, o mal desaparecerá da Terra, como já desapareceu dos mundos mais adiantados.
Não existe para ninguém a fatalidade do mal, que só parece irresistível para aqueles que nele se comprazem. Se tivermos vontade de fazê-lo, também poderemos ter a de fazer o bem.
E é por isso, ó Senhor, que solicitamos a vossa assistência e a dos Bons Espíritos, para resistirmos à tentação.
VII – Assim seja!
Que vos apraza, Senhor, a realização dos nossos desejos! Inclinamo-nos, porém, diante da vossa infinita sabedoria.
Em todas as coisas que não nos é dado compreender, que sejam feitas segundo a vossa santa vontade e não segundo a nossa, porque vós só quereis o nosso bem, e sabeis melhor do que nós o que nos convém.
Nós vos dirigimos esta prece, Senhor, por nós mesmos, mas também por todas as criaturas sofredoras, encarnadas e desencarnadas, por nossos amigos e por nossos inimigos, por todos os que reclamam a nossa assistência, e em particular por Fulano.
Suplicamos para todos a vossa misericórdia e a vossa benção.


Meu carinho...Mizica
Nota. desculpem ... o post ficou imenso...fiquem a vontade para tirar o que for necesário... sem problemas...  :-* :-*
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Antonio Renato em 27 de Fevereiro de 2011, 00:39
Minha querida irmã Mizica,de verdade,valeu pelo tema de estudo mensal,foi muito bem desenvolvido.Com certeza todas as respostas dadas aos questionamentos, serviram a todos que participaram dêste estudo, um melhor entendimento sobre as leis da destruição,pelo menos esta é a minha interpretação,espero que ela esteja certa.No mais, fique na paz e que Deus na sua infinita grandeza nos abençoe sempre.
Ps.Espero ainda nesta encarnação poder voltar a esta sua terra querida (Belém do Pará),para matar a saudade e sentir novamente o cheiro e o aroma  gostoso do patychuly,é assim que se escreve?
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 27 de Fevereiro de 2011, 02:18
 :-* Olá Renato!
Grata por suas palavras irmão... Deus o abençoe sempre... sua colaboração foi prestimosa e a Equipe do FE agradece.
 Volte ao Pará, o patchouly anda ainda por aqui cheiroso como ele só... se é assim que se escreve não sei, mas vale o aroma  :D :D :-*

Paz e luz
Com carinho
Mizica
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 27 de Fevereiro de 2011, 02:26
Mizica,
Parabéns pelo carinho , pela condução do estudo e por todo esclarecimento passado.
Que Deus te ilumine sempre
Um bjo Hebe
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 27 de Fevereiro de 2011, 09:44
Grupo de Baile - Patchouly
Grupo de Baile - Patchouly (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PV8wZ0RyaTE4VEU4JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)

Trinta anos depois...
Grupo de Baile . Patcholy
Grupo de Baile . Patcholy (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXBiZTE3aW1pNmY4JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)

Felicidades a todo mundo!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 27 de Fevereiro de 2011, 10:29
Ê Dim Dim,
Você entra com a música no encerramento do tópico e vamos visitar a Mizica na
Ilha de Marajó

(http://www.brasildiario.com/imgNot/im/35/3b66aa5f4365920b33c349f017f2093912844047574c8e76154b8020.61796328.jpg)

E saborear o delicioso Tacacá um prato típico do estado do Pará

(http://2.bp.blogspot.com/_TgX_k0thGKs/S_3GJqM8-bI/AAAAAAAAAPk/Lj0lWH8SKDU/s1600/tacaca02.jpg)

Não se preocupe Dim Dim , você é vegetariano Mizica vai lhe oferecer a frutas típicas de lá

(http://www.uniblog.com.br/img/posts/imagem21/214469.JPG)

  :D Um abço
Hebe
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: dim-dim em 27 de Fevereiro de 2011, 10:48
Essa ilha e esses pitéus são paradisíacos, aliás como todo o planeta. O Brasil, com a sua Natureza hipnotizante, bela, luminosa... não consigo mesmo compreender como se diz que se vive num mundo de provas e expiações, no meio de tanta beleza e simplicidade.

Amiguinha Hebe, não sou nada. Ou, de outra maneira, sou um Espírito sobrevivente que agradece e bem diz de tudo que Deus lhe dá.

Adeus a todos!!
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 27 de Fevereiro de 2011, 11:38
Oi Dim Dim ,
O Brasil é paradisíaco mesmo, também não vejo nada do que reclamar
Aqui um pouquinho do Estado que nasci.

Praia situada em Búzius
(http://img.viajesyturistas.com/wp-content/uploads/2009/11/buzios2.jpg)

Cidade que eu sou natural
Enseada de Botafogo.
(http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSFHnjbHiuCYUQBDMl_opYFEgRJDHNOOmgPY_qyM8hpL76nwzo3)
Floresta da Tijuca , lugar que muito frequentei fazendo trilha.
(http://www.baixaki.com.br/imagens/wpapers/BXK8733_rio-cachoeira-floresta-tijuca-1800.jpg)

Comida típica do Rio-  :D :D Este prato eu sei que não vão apreciar

(http://fotos.imagensporfavor.com/img/pics/glitters/f/feijoada-9174.jpg)

  Mas segue o que muito comemos no dia a dia.

(http://pt.dreamstime.com/4-pratos-de-peixes-thumb2525731.jpg)

Fique com Deus
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Antonio Renato em 27 de Fevereiro de 2011, 17:01
Meu nobre irmão Dim-Dim,Patychuly ou Patchuly aqui no brasil é o nome de um perfume com o cheiro do Pará,porque tem cheiro da terra e de todas as coisas bonitas que tem por lá,com todo respeito e carinho a nossa irmã Mizica.
Fique na paz e que Deus na sua infinita grandeza nos abençoe sempre.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Antonio Renato em 27 de Fevereiro de 2011, 17:52
Cara irmã Hebe,porque não iria apreciar a nossa tradicional feijoada nas sextas-feira,por 47 anos morei nesta linda terra,"abençoada por Deus e bonita por natureza", como diz na música de Jorge Ben,de uma certa forma também me sinto carioca,pêlo tempo que convivi com os hábitos e costumes desta terra maravilhosa,olha que está escrito no diciónario Aurelio hem!,meus filhos são e minha neta também é carioca.Eu como bom nordestino que sou, estou de volta ás minhas origens,mas sempre que posso passo alguns dias lá para matar a saudade.
Fique na paz e que Deus na sua infinita grandeza nos abençoe sempre.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Hebe M C em 27 de Fevereiro de 2011, 18:11
 :D Oi Antonio Renato,
Eu adoro feijoada, mas Dim Dim e outros são vegetarianos, por isso dei a segunda opção de saladas e peixes, se é que comem peixes de vez em quando  ???
Muito obrigada pelo elogio ao Rio, é maravilhoso mesmo, agora que estou morando fora dou muito mais valor ao que tem por lá. Meus filhos já voltaram para lá e estão junto com a família toda.
Esse tópico virou o tópico a harmonia, acabou bem apesar do tema  :D :D
Um abço
Hebe

Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mourarego em 27 de Fevereiro de 2011, 18:14
Nordestino antonio? Qui nem eu.
Nasci no Piaui, e até hoje ainda me lembro do cheiro e do sabor do jabá com gerimum.
Agora quanto ao perfume eu indicaria que os que gostam dele e se têm como veganos ou vegetarianos não o usem pois é feito de couros de chinchila e zibelina.
Eu não gosto, porque é muito forte, tal como o tal "maçã verde", meu amigos, quando estou num ônibus e entra alguém com "maçã verde" eu salto na hora.
Abração,
Moura
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Antonio Renato em 27 de Fevereiro de 2011, 20:37
É mano Moura,gostou da analogia,sou Nordestino de fato e de direito,e com orgulho de ser,não obstante,e com todo respeito aos nascidos em outras regiões.Amo esta terra querida chamada
Brasil,do Oiapoque ao Chuí.
Fique na paz.
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: pati em 27 de Fevereiro de 2011, 23:26
Bons dias a todos!!
Que pena... tá acabando...  :'(
Mas em março tem mais!!! ;D
...e já fiquei com fome só em ler os últimos textos e comentários.
Seja como for a nossa escolha na alimentação, que sejamos coerentes com as ações, no dia-a-dia. Que possamos aprender a respeitar, aceitar a destruição natural e necessária ao crescimento de todos e tudo. que possamos nos respeitar cada vez mais.
Estaremos juntos, querendo Deus, no próximo estudo.  ;)
Obrigada aos amigos pelos esclarecimentos!
Parabéns àMizica pelos estudos,muito bem conduzidos.
Até breve!
pati


PS: Gostei muito de orar com a Mizica.
Estejamos em Deus
Título: Re: Lei de Destruição
Enviado por: Mizica em 28 de Fevereiro de 2011, 02:39
 :D :D :-* :-* Oi meus queridos...

Mourarego, pati, hebe, renato, Dim dim... que delícia... tantas lindas paisagens, e as comidas, as frutas exóticas e cheias de aroma, peixes saborosos... o Brasil é um país lindo de Norte a Sul... O Rio de Janeiro maravilhoso, o Nordeste encantador com suas praias, O Norte, dentro da Amazônia gloriosa e cheia de mistérios ... é isso ai, é o FE unindo o Brasil, ligando nosso povo ao mundo...tudo valeu a pena, mesmo. O tópico vai continuar, pra quem mais quiser falar... e nós estaremos juntos por ai, mais uma vez, com certeza... amo vocccces!

Meu carinho... como sempre
Mizica  :-* :-* :-* :D :D :D