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CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Dothy em 01 de Dezembro de 2010, 16:55

Título: Indulgência
Enviado por: Dothy em 01 de Dezembro de 2010, 16:55
Estudo Mensal: INDULGÊNCIA

 Indulgência (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUpVaTFIRVA3d1VrI3dz)

ESTUDO MENSAL   INDULGÊNCIA

Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...
Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...
Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço...
Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto, e aceitar sugestões, etc..
O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog



 ESTUDO MENSAL              TEMA: INDULGÊNCIA

1-Objetivos do Estudo:
*Entender o que é a indulgência.
*Compreender a necessidade da Indulgência como um dos fundamentos indispensáveis à nossa reforma íntima


2- DESENVOLVIMENTO:
- O tema Ficará divididos em quatro etapas retiradas do Evangelho Segundo o Espiritismo dos itens 16 ao 18, sendo que, em cada semana estudaremos um item, sendo acrescentados a estes itens, vídeos, mensagens, slides, etc..
1-Primeira parte do estudo: Indulgência (Julgamento) Item 16
2- Segunda parte do estudo:  Indulgência (Perdão) item 17
3-Terceira parte do estudo: Indulgência (Vigilância) Item 18
4-Quarta parte do estudo: Indulgência (Permanente) Viver e amar, (Joana de  Angelis)



Vamos ao Estudo:

1-Primeira parte do estudo: Indulgência (Julgamento)


 Indulgência

 16 – Espíritas, queremos hoje vos falar da indulgência, esse sentimento tão doce, tão fraternal, que todo homem deve ter para com os seus irmãos, mas que tão poucos praticam. A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. Oculta -os, pelo contrário, evitando que se propaguem, e se a malevolência os descobre, tem sempre uma desculpa à mão para os disfarçar, mas uma desculpa plausível, séria, e não daquelas que, fingindo atenuar a falta, a fazem ressaltar com pérfida astúcia.
A indulgência jamais se preocupa com os maus atos alheios, a menos que seja para prestar um serviço, mas ainda assim com o cuidado de os atenuar  tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, nem traz censuras nos lábios, mas apenas conselhos, quase sempre velados. Quando criticais, que dedução se deve tirar das vossas palavras? A de que vós, que censurais, não praticastes o que condenais, e valeis mais do que o culpado. Oh, homens! Quando passareis a julgar os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos e os vossos próprios atos, sem vos ocupardes do que fazem os vossos irmãos? Quando fitareis os vossos olhos severos somente sobre vós mesmos?
            Sede, pois, severos convosco e indulgentes para com os outros. Pensai naquele que julga em última instância, que vê os secretos pensamentos de cada coração, e que, em conseqüência, desculpa freqüentemente as faltas que condenais, ou condena as que desculpais, porque conhece o móvel de todas as ações. Pensai que vós, que clamais tão alto: “anátema!” talvez tenhais cometido faltas mais graves.
            Sede indulgentes meus amigos, porque a indulgência atrai, acalma, corrige, enquanto o rigor desalenta, afasta e irrita.
(JOSÉ Espírito Protetor, Bordéus, 1863
)

Complemento:

Por que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, vós que não vedes uma trave no vosso olho? Ou como dizeis ao vosso irmão: Deixe-me tirar um argueiro do vosso olho, vós que tendes uma trave no vosso? Hipócritas, tirai primeiramente a trave do vosso olho, e então vereis como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão."(São Mateus: v de 3 a 5
)

Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 01 de Dezembro de 2010, 17:37
Querida amiga Dothy


Parabéns pela escolha do tema Indulgência para o estudo mensal. Nesse mês em que comemoramos o nascimento do divino Mestre Jesus como não refletirmos no seu exemplo
máximo de amor ao próximo e nos belos ensinamentos que ele nos deixou!

"Fora da caridade não há salvação" e a prática da indulgência com o perdão sincero das ofensas dos nossos irmãos de jornada é o caminho seguro para a evolução espiritual.

Muito obrigada pelo convite em estar aqui contigo como moderadora!

Abraços carinhosos da amiga de sempre

Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 01 de Dezembro de 2010, 17:52
Queridos amigos...

Sejam todos bem-vindos... Sintam-se em família...

Sua presença aqui é muito importante para enriquecer ainda mais este estudo...

Abraços afetuosos...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: EmBuscaDaLuz em 01 de Dezembro de 2010, 18:15
Amiga, parabéns pela escolha do tema do estudo...

Não disse que estaria aqui com vc???

Acompanharei sempre que possível...

Muita paz!!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Déa Feitosa em 01 de Dezembro de 2010, 18:25
INDULGÊNCIA
A luz da alegria deve ser o facho continuamente aceso na atmosfera das nossas experiências.
Circunstâncias diversas e principalmente as de indisciplina podem alterar o clima de paz, em redor de nós, e dentre elas se destaca a palavra impensada como forja de incompreensão, a instalar entrechoques.
Daí o nosso dever básico de vigiar a nós mesmos na conversação, ampliando os recursos de entendimento nos ouvidos alheios.
Sejamos indulgentes.
Se erramos, roguemos perdão.
Se outros erraram, perdoemos.
O mal que desejamos para alguém, hoje, suscitará o mal para nós, amanhã.
A mágoa não tem razão justa e o perdão anula os problemas, diminuindo complicações e perdas de tempo.
É assim que a espontaneidade no bem estabelece a caridade real.
Quem não reconhece as próprias imperfeições demonstra incoerência. Quem perdoa desconhece o remorso.
Ódio é fogo invisível na consciência.
O erro, nosso, requer a bondade alheia; erro de outrem, reclama a clemência nossa.
A Humanidade dispensa quem a censure, mas necessita de quem a estime.
E ante o erro, debalde se multiplicam justificações e razões. Antes de tudo, é preciso refazer, porque o retorno à tarefa é a conseqüência inevitável de toda fuga ao dever.
Quanto mais conhecemos a nós mesmos, mais amplo em nós o imperativo de perdoar.
Aprendamos com o Evangelho, a fonte inexaurível da Verdade.
Você, amostra da Grande Prole de Deus, carece do amparo de todos e todos solicitam-lhe o amparo.
Saiba, pois, refletir o mundo em torno, recordando que se o espelho, inerte e frio, retrata os aspectos dignos e indignos à sua volta, o pintor, consciente, buscando criar atividade superior, somente exterioriza na pureza da tela os ângulos nobres e construtivos da vida.
ANDRÉ LUIZ
(Ideal Espírita, 76, CEC)

http://site.andreluiz.vilabol.uol.com.br/indulgencia.html

Julgamos demais e esquecemos de olharmos para os nossas atitudes perante aos outros.

Que Deus nos guie em seus ensinamentos!




Querida Andrea Feitosa


Seja muito bem vinda ao estudo mensal!

Abraço carinhoso da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Cl em 01 de Dezembro de 2010, 19:01
Dothy e Déa ,muito bom o tema indulgência....todos nós precisamos dar e receber....bjs
Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 01 de Dezembro de 2010, 19:12
Amados Irmãos,
O filhodobino pensa assim:
A significância de Indulgência, nos tempos atuais precisa ser revista, por dois motivos:
A primeira razão é que indulgência virou moeda de troca entre religiões e devedores que se recusam a fazer auto-exame e retornarem ao estado de harmonia...(os tais que preferem pagar para receber orações, em concluio com os tais que preferem receber para orar que para trabalhar).

A segunda razão:
conforme citação de Willi Hoffer, (em comunicação pessoa), sugeriu que estado "diferenciante" é mais apropriada desse estado inicial do estado "indiferenciado."

Refletindo:
Indulgência sempre objeto de direcionamento do pensamento articulado por pessoas de níveis de inteligência já bastante elevadas, mas que a usaram para sifnigicar o que lhes ia no interesse material, detrimento do interesse espiritual.
Não cabe nesse estudo desviar o foco, portanto cito o essencial...
A única significância puramente espiritual para indugência é a descrita sob o numero 2.

Indulgência - s. f.
(1) Facilidade em perdoar ou dissimular as culpas ou em conceder graças. 
(2) Tolerância, benevolência: mostra uma grande indulgência no julgar.
(3) Remissão que faz a Igreja das penas devidas polos pecados.
Indulgência plenária: remissão plena das penas temporais.
Sinóns. Benignidade, bondade, graça, indulto.
[lat. indulgentia]

honrar o pensamento em verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade,
(2) Tolerância, benevolência: mostra uma grande indulgência no julgar,mesmo a mais apropriada significância deixa algo ainda algo que a a ser acrescentado.
Posto que não basta tolerar, (mesmo que seja fundamental tolerar)
Ser benevolente no julgar,(mesmo que seja fundamental julgar com zêlo pela benevolência que faz crescer e não a benevolência que incentiva pensa a impunidade).

A realidade evolutiva ainda carece de deixar claro o engano bem na justa medida em que a consciência, que tinha consciência do erro, mas que cometeu-o erro a devida reparação...
Daí nossa urgência em perfeita compreensão consubstanciada em alteridade para o "diferenciante e indiferenciado", coibindo-se no discurso falácia fantasiosa oral, para algo tão profundamente enraizado no pensamento Cristão, do amor ao próximo como a nós mesmos.

Saúde e Paz!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 01 de Dezembro de 2010, 19:34
Querido amigo Filhodobino.... Seja bem-vindo!!

Agradeço-te a visita...

A  temática  do estudo aqui é esta citada

"Espíritas, queremos hoje vos falar da indulgência, esse sentimento tão doce, tão fraternal, que todo homem deve ter para com os seus irmãos, mas que tão poucos praticam. A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. "culta -os, pelo contrário, evitando que se propaguem, e se a malevolência os descobre, tem sempre uma desculpa à mão para os disfarçar, mas uma desculpa plausível, séria, e não daquelas que, fingindo atenuar a falta, a fazem ressaltar com pérfida astúcia.





Desejo-te muita paz e luz amigo!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 01 de Dezembro de 2010, 21:35
Querido amigo Filhodobino.... Seja bem-vindo!!

Agradeço-te a visita...

A  temática  do estudo aqui é esta citada

"Espíritas, queremos hoje vos falar da indulgência, esse sentimento tão doce, tão fraternal, que todo homem deve ter para com os seus irmãos, mas que tão poucos praticam. A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. "culta -os, pelo contrário, evitando que se propaguem, e se a malevolência os descobre, tem sempre uma desculpa à mão para os disfarçar, mas uma desculpa plausível, séria, e não daquelas que, fingindo atenuar a falta, a fazem ressaltar com pérfida astúcia.





Desejo-te muita paz e luz amigo!!


Tenho como compreendido amada irmã...
A importância desse tema como estudo mensal, é patente, posto que trará ao conhecimento de todos o que sera realmente a virtude indulgência, e facilitará que o Espírita venha realmente a saber o que tanto falam e não explicam sobre a reforma intima, que justamente começa pela indulgência bem compreendida e praticada.
A indulgência mal compreendida e mal praticada ao longo do tempo cria verdades, cuja raiz está extraindo o sustento da mentira e faz caras e bocas de mentirinha para sobreviver...
Urge bem compreendermos indulgência, posto que vários danos que nossa sociedade vive, teve o nascedouro na má compreensão da indulgência somente citando como exemplo: (vide crise do trágico no nosso pais, sem no entanto entrar em desvio do assunto).
Louvo vossas iniciativas... seguirei o estudo com prazer e certo de que muito aprenderei.
Saúde e Paz!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 01 de Dezembro de 2010, 21:38
 Boa noite, queridos amigos!


Trabalho, solidariedade e tolerância - A tríade ideal
Maurício R. Silva

O Evangelho de Jesus está calcado numa espinha dorsal de comportamentos, em cujas vértebras encontramos o trabalho, a solidariedade e a tolerância, como elementos de sua anunciação, divulgação, prática e sustentação.

Jesus, ao ensinar que o Pai trabalha incessantemente, que o amor ao próximo secunda o amor a Deus na Lei Maior, e que devemos perdoar as ofensas, setenta vezes sete vezes, corroborou a importância fundamental do trabalho, da solidariedade e da tolerância na construção do Reino dos Céus.

Sendo a caridade o amor em ação, como denominado pelo apóstolo Paulo, é ela a representação dessas três virtudes, pois a ação de cada um no bem é a própria dinâmica do trabalho como atividade útil, e o amor, para que seja amor, tem que agasalhar no seu íntimo a solidariedade e a tolerância. Logo, a solidariedade e a tolerância trabalhadas só podem produzir e promover o bem.

Allan Kardec, ao afirmar que fora da caridade não há salvação, formulou uma das mais espetaculares sínteses das leis morais da vida.

E também ele, o Codificador, não prescindiu do trabalho em toda a sua grandeza, da solidariedade prestada e recebida, e da tolerância, pois não foram poucos nem pequenos os ataques à sua pessoa e à sua obra, sofridos da inveja, do ciúme, das intrigas, dos caluniadores, dos inimigos do progresso e do bem.

Nós, que estamos no seio de uma sociedade espírita, que vive sob a custódia dos ensinos kardequianos, não podemos deixar de considerar a necessária preponderância da tríade em apreço, como fundamento de nossas ações dentro dessa organização, na qual somos aprendizes do bem, para que os benfeitores espirituais que a tutelam e a dirigem, tenham razões para continuarem investindo seus valores em prol das realizações programadas para a instituição, que, em última análise, significa a nossa realização pessoal.

Que seja, pois, o trabalho no bem, a nossa grande ferramenta de construções nobres nas mentes e nos corações, e instrumento de nossa redenção pessoal.

Que impere a solidariedade entre todos, para que assim se dê a união e advenha a força operosa tão esperada , e, qual feixe de varas, sejamos ação e sustentação dos objetivos comuns da Casa.

Que a tolerância para com as imperfeições dos outros seja nossa dama de companhia, e estaremos acatando a recomendação do Espírito de Verdade para que calemos nossas eventuais diferenças pessoais, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra.

(Jornal Mundo Espírita de Outubro de 98)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 01 de Dezembro de 2010, 22:01
9. Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? - Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um argueiro ao teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? - Hipócritas, tirai primeiro a trave ao vosso olho e depois, então, vede como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 3 a 5.)

10. Uma das insensatezes da Humanidade consiste em vermos o mal de outrem, antes de vermos o mal que está em nós. Para julgar-se a si mesmo, fora preciso que o homem pudesse ver seu interior num espelho, pudesse, de certo modo, transportar-se para fora de si próprio, considerar-se como outra pessoa e perguntar: Que pensaria eu, se visse alguém fazer o que faço? Incontestavelmente, é o orgulho que induz o homem a dissimular, para si mesmo, os seus defeitos, tanto morais, quanto físicos. Semelhante insensatez é essencialmente contrária à caridade, porquanto a verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 01 de Dezembro de 2010, 22:07
Queridos amigos e irmãos... sejam todos bem-vindos...

Sua presença é importante para a concretização deste estudo...

Desejo a todos uma ótimo estudo, de bastante reflexão e aprendizado....

Abraços afetuosos.
..
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 01 de Dezembro de 2010, 22:10
  INDULGÊNCIA (JULGAMENTO )

13. "Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado", disse Jesus. Essa sentença faz da indulgência um dever para nós outros, porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência. Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 01 de Dezembro de 2010, 22:25
Jesus nos deu mostras em diversas passagens do Evangelho da indulgência para com as imperfeições alheias, como no caso da mulher adúltera, dos soldados que o crucificaram, do próprio Judas que o traiu. E nos advertiu da severidade do julgamento do Pai para conosco, na mesma proporção com que julgarmos os outros. (Mateus, 7:1)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marli Pacheco em 02 de Dezembro de 2010, 01:40
Dothy, Katia, queridas amigas e irmãs de caminhada..............
Que a Luz Divina penetrem tuas almas, lhes trazendo toda irradiação possível dos Céus; que as vibrações positivas lhes energizem durante todo este estudo sobre a INDULGENCIA e que a paz interior e exterior estejam com vocês e os seus sempre! Que Jesus, nosso mestre amigo, irmão maravilhoso, e Deus, Universo, Energia, Nosso Criador lhes acompanhem hoje e sempre!



Querida amiga Marli

Seja muito bem vinda ao estudo mensal.

Agradeço todo o carinho e afeto que transborda do seu coração amoroso!

Abraço carinhoso da amiga de sempre

Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marli Pacheco em 02 de Dezembro de 2010, 01:53
Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita.

Eis mais uma virtude fundamental para aqueles de nós que desejamos viver a Nova Era, a era do bem.

A indulgência não se entende por conivência com a coisa errada, de forma alguma, mas, de uma forma benevolente, de tratar a alma equivocada.

Nossa severidade excessiva com os outros pouco resolve. E, pelo contrário, esta ferocidade em nosso julgamento só nos tem trazido prejuízos morais.

Quase sempre nossa crítica, nossa condenação, não visa o bem do outro, mas sim uma satisfação desequilibrada em simplesmente falar mal, ou condenar.

Mecanismo psicológico de projeção, muitas vezes nos mostra no outro aquilo que detestamos em nós, e como fuga desastrosa, ao acusar, imaginamos que podemos nos livrar do mal intrínseco à nossa alma enferma.

Acusar por acusar nunca nos trará o bem que desejamos, a paz que anelamos tanto.

A maledicência é provocadora de prazer mórbido que atesta deficiência de caráter humano.

Sejamos assim, indulgentes, da mesma forma que o Criador o é sempre conosco, vendo o que temos de bom, e sempre nos dando novas chances de acertar após nossos erros.

Reforçar o erro de outrem é valorizar o negativo. É dar-lhe um destaque maior do que o necessário.

A indulgência é caridade, é compreensão e perdão.

O verdadeiro caráter da caridade é a modéstia e a humildade, que consistem em ver cada um apenas superficialmente os defeitos de outrem, e esforçar-se por fazer que prevaleça o que nele há de bom e virtuoso.

Embora o coração humano seja um abismo de corrupção, sempre há, nalgumas de suas dobras mais ocultas, o gérmen de bons sentimentos, centelha vivaz da essência espiritual.

 O evangelho segundo o Espiritismo
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marli Pacheco em 02 de Dezembro de 2010, 02:13
  A primeira pedra
 

Reflitamos sobre este costume humano de apontar faltas, defeitos, problemas, no outro.

Julgamos sempre.

Na maioria das vezes, ainda, com uma severidade desproporcional – dessa que não desejaríamos para conosco de forma alguma.

Somos demasiadamente cruéis em nossos julgares, pois raramente analisamos a situação com cuidado. Raramente consideramos atenuantes e quase nunca somos imparciais.

Recordamos os acusadores da mulher adúltera, na conhecida passagem evangélica.

O julgamento foi sumário. A lei humana, na pobreza de achar que a punição pela morte seria a solução, condenou aquela mulher ao apedrejamento em praça pública.

Assim, achamo-nos no direito de apedrejar.

Enchemo-nos de razão e raiva, carregamos as mãos das melhores pedras, e apontamos para o criminoso.

Mas, quem de nós não está criminoso? – Poderíamos inquirir, inspirados pela pergunta feita por Jesus naquela feita.

Dizemos não está ao invés de não é, pelo simples fato de que ninguém está fadado ao mal, ninguém foi feito criminoso. É um estado temporário no erro.

Quem de nós não está criminoso?

Esta proposta – que é de Jesus - não isenta a pessoa de assumir a responsabilidade sobre seus atos.

Ela apenas ajuda a controlar nossa crueldade, num primeiro momento, e depois, auxilia no reconhecimento de nossas próprias falhas.

A lição do Atire a primeira pedra aquele que não se encontra em pecado é um exercício de tolerância e de autoconhecimento também.

Evita-se a condenação cruel, intolerante, e, logo após, se promove uma reflexão íntima, buscando cada um as suas próprias dificuldades a vencer.

Todos estamos inseridos neste processo de erros e acertos. Todos fazemos parte dos mecanismos da Lei de Progresso que nos impulsiona para frente.

Perdoar, compreender os erros alheios, não é promover a impunidade – de maneira nenhuma. A Lei Divina sempre irá cobrar Seus devedores.

Tolerar significa estender as mãos de amor a quem precisa de amparo, de orientação.

*   *   *

Quando nos detemos nos defeitos e faltas dos outros, o espelho de nossa mente reflete-os, de imediato, como que absorvendo as imagens deprimentes de que se constituem.

Põe-se nossa imaginação a digerir essa espécie de alimento, que mais tarde se incorpora aos tecidos sutis de nossa alma.

Com o decurso do tempo nossa alma não raro passa a exprimir, pelo seu veículo de manifestação, o que assimilara, fazendo-o, seja pelo corpo carnal, entre os homens, seja pelo corpo espiritual de que nos servimos, depois da morte.

É por essa razão que geralmente os censores do procedimento alheio acabam praticando as mesmas ações que condenam no próximo.

Interessados em descer às minúcias do mal, absorvem-lhe inconscientemente as emanações, surpreendendo-se, um dia, dominados pelas forças que o representam.

Estejamos, assim procurando incessantemente o bem, ajudando, aprendendo, servindo, desculpando e amando, porque, nessa atitude, refletiremos os cultivadores da luz...


 Pensamento e vida, pelo Espírito Emmanuel,
psicografia de Francisco Cândido Xavier
 
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 02 de Dezembro de 2010, 02:39
Queridos amigos Andrea Feitosa, filhodobino e Marli Pacheco

Agradecemos suas valiosas participações contribuindo para o enriquecimento do nosso estudo mensal. Lindas mensagens que nos convidam à reflexão.

Bom estudo à todos!

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 02 de Dezembro de 2010, 09:59
Queridos amigos e irmãos...

Sejam todos bem-vindos... Que a paz celeste esteja em seus corações sempre...

Sua presença é fundamental para intensificar, acrescentar e enriquecer ainda mais este estudo...

Sem ela meus queridos amigos, estarei apenas eu e o estudo!!!

Desejo a a todos um ótimo estudo... Sua amizade é muito importante para mim...

Abraços repletos de afeto e carinho...
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Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 02 de Dezembro de 2010, 10:02
Meus queridos amigos...

EmBuscaDaLuz, Claudia, Filhodobino, Katia, Andrea feitosa, Marly Pacheco...

Agradeço a todos a importante contribuição trazida a este estudo...

Abraços afetuoso..
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 02 de Dezembro de 2010, 10:08
Primeira Parte do Estudo:

Indulgência (Julgamento)

                Evangelho Segundo O Espiritismo

CAPÍTULO X,  item 16 Bem-aventurados os que são misericordiosos[/b][/color]

16 – Espíritas, queremos hoje vos falar da indulgência, esse sentimento tão doce, tão fraternal,que todo homem deve ter para com os seus irmãos, mas que tão poucos praticam. A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. Oculta-os, pelo contrário, evitando que se propaguem, e se a malevolência os descobre, tem sempre uma desculpa à mão para os disfarçar, mas uma desculpa plausível, séria, e não daquelas que, fingindo atenuar a falta, a fazem ressaltar com pérfida astúcia.
A indulgência jamais se preocupa com os maus atos alheios, a menos que seja para prestar um serviço, mas ainda assim com o cuidado de os atenuar tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, nem traz censuras nos lábios, mas apenas conselhos, quase sempre velados. Quando criticais, que dedução se deve tirar das vossas palavras? A de que vós, que censurais, não praticastes o que condenais, e valeis mais do que o culpado. Oh, homens! Quando passareis a julgar os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos e os vossos próprios atos, sem vos ocupardes do que fazem os vossos irmãos? Quando fitareis os vossos olhos severos somente sobre vós mesmos?
            Sede, pois, severos convosco e indulgentes para com os outros. Pensai naquele que julga em última instância, que vê os secretos pensamentos de cada coração, e que, em conseqüência, desculpa freqüentemente as faltas que condenais, ou condena as que desculpais, porque conhece o móvel de todas as ações. Pensai que vós, que clamais tão alto: “anátema!” talvez tenhais cometido faltas mais graves.
            Sede indulgentes meus amigos, porque a indulgência atrai, acalma, corrige, enquanto o rigor desalenta, afasta e irrita.
JOSÉ

Espírito Protetor, Bordeaux, 1863



"Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério, fazendo-a ficar de pé no meio de todos e disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? Mas Jesus, inclinando-se escrevia na terra com o dedo. Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. E tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até os últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. Erguendo-se Jesus e não vendo ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: mulher, onde estão teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela, ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus, nem Eu tampouco te condeno; vá e não peques mais".
(João - 8: 3 usque 11).

 "Aquele dentre vós que estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra."


Através desta fulgurante passagem bíblica, aprendemos que não devemos atirar pedras nas nossas irmãs que sucumbiram nas voragens dos atos pecaminosos, porque, ainda, não somos perfeitos e nem temos autoridade moral para atirarmos pedras em quem quer que seja.  Portal do Espiríto
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Título: Re: Indulgência
Enviado por: Déa Feitosa em 02 de Dezembro de 2010, 10:30
Bom dia, amigos

Que Deus ilumine nossos pensamentos para a compreensão do tema proposto : Indulgência.

Sermos indulgentes é uma tarefa um tanto difícil. Por que digo isso? Pelo simples fato de que é muito difícil vermos algo "errado", e não falarmos nada, apenas ver, ouvir e ponto. Não é mesmo? Porém nada nos impede de nos aperfeiçoarmos nesse sentindo.

Mas penso também que precisamos tomar o cuidado para não sermos hipócritas. A indulgência deve ocorrer naturalmente, e não uma forma mascarada do pensamento. Afinal nos fazermos de "bonzinhos" é muito fácil, certo?

O que quero dizer é que nosso pensamento deve ser sempre vigiado. Devemos sempre refletir as questões, devemos aprender a fazer o seguinte exercício:

Em que esse determinado fato, afeta a minha vida e a dos outros? E se fosse eu que estivesse agindo assim? Passando adiante o assunto que benefícios vou trazer para as pessoas envolvidas e para mim mesmo? Bom são vários os questionamentos que podemos fazer.

Acredito que dessa forma iremos aprender a exercitar a Indulgência, e no final realmente termos essa qualidade naturalmente em nossa vida, não uma máscara de boas maneiras.

Precimos aprender a sermos indulgentes com urgência, esta conduta nos foi ensinada pelo nosso mestre Jesus, e temos a obrigação e o dever se passar adiante, afinal Ele fez tanto por nós, pela nossa salvação. Nos seus ensinamentos nos mostrou o caminho, apenas temos que aprender a trilhar esse caminho.

Com muito amor, carinho, compreensão para com todos que nos rodeiam.

Fiquem em paz
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 02 de Dezembro de 2010, 10:41
Sermos indulgentes é uma tarefa um tanto difícil. Por que digo isso? Pelo simples fato de que é muito difícil vermos algo "errado", e não falarmos nada, apenas ver, ouvir e ponto. Não é mesmo? Porém nada nos impede de nos aperfeiçoarmos nesse sentindo(Enviado por: Andrea Feitosa)

   


Querida amiga Andrea... Seja bem-vinda... Muita paz a ti!!

Agradeço-te esta vailiosa contribuição acerca deste assunto...

Realmente, a Indulgência, é uma virtude como todas as outras, dificeis de ser trabalhadas em todos nós..
.
Nosso grande amigo e irmão JESUS, foi e  é o único modelo de perfeição, e nesta passagem citada, ele lhe disse: Vai e não peques mais...

"aquele dentre vós que estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra."

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Edna☼ em 02 de Dezembro de 2010, 10:43
Bom dia a todos! :)

Dotty querida, seja bem-vinda ao estudo mensal.

O tema escolhido está inserido no Capítulo X, do Evangelho Segundo o Espiritismo, o qual deve ser estudado na íntegra por todos os espíritas.

É imprescindível que possamos compreender a profundidade deste ensinamento, pois, só assim, nos tornaremos mais humanos, justos e fraternos.

Daí a importância de conhecer a si mesmo, aprendendo a nos amar, nos aceitar, nos perdoar, para que possamos reunir as condições íntimas para compreender e conviver com os nossos semelhantes, amando-o como ele é.

Como viver, conviver e evoluir sem compreender?

O querido Codificador elucida muito bem este tema quando diz:


O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei da justiça, de amor e de caridade na sua mais completa pureza”, acrescentando que este homem de bem,  “é indulgente para com as fraquezas dos outros porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência e se recorda destas palavras do Cristo: “Que aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra”.



Quem ama o seu irmão permanece na luz e nele não há escândalo” (I Epístola de João, capítulo 2, versículo 10)




Que Jesus envolva as nossas mentes e os nossos corações com muita paz, com muita luz, com muito amor.

Abraços fraternos,

Edna ;)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 02 de Dezembro de 2010, 10:48
Querida amiga Edna... Muita paz a ti!!

Seja bem-vinda sempre....

Agradeço-te a presença, e esta valiosa contribuição, (É imprescindível que possamos compreender a profundidade deste ensinamento, pois, só assim, nos tornaremos mais humanos, justos e fraternos)  Enviado por: Edna*





Abraços cheios de afeto e carinho querida.

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Gisella em 02 de Dezembro de 2010, 11:15
Dotty e Katia, muito obrigada pelo tema do Estudo do Mes...

Realmente estamos precisando cultivar a indulgência em nossas vidas...

Como cheguei agora, farei algumas leituras e, logo, logo estarei com vocês...

Que Jesus ilumine cada vez mais os nossos propósitos!!!

Abraços fraternos

Gisella  ;)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Edna☼ em 02 de Dezembro de 2010, 11:23
Boa noite, queridos amigos!


Trabalho, solidariedade e tolerância - A tríade ideal
Maurício R. Silva

O Evangelho de Jesus está calcado numa espinha dorsal de comportamentos, em cujas vértebras encontramos o trabalho, a solidariedade e a tolerância, como elementos de sua anunciação, divulgação, prática e sustentação.

Jesus, ao ensinar que o Pai trabalha incessantemente, que o amor ao próximo secunda o amor a Deus na Lei Maior, e que devemos perdoar as ofensas, setenta vezes sete vezes, corroborou a importância fundamental do trabalho, da solidariedade e da tolerância na construção do Reino dos Céus.

Sendo a caridade o amor em ação, como denominado pelo apóstolo Paulo, é ela a representação dessas três virtudes, pois a ação de cada um no bem é a própria dinâmica do trabalho como atividade útil, e o amor, para que seja amor, tem que agasalhar no seu íntimo a solidariedade e a tolerância. Logo, a solidariedade e a tolerância trabalhadas só podem produzir e promover o bem.

Allan Kardec, ao afirmar que fora da caridade não há salvação, formulou uma das mais espetaculares sínteses das leis morais da vida.

E também ele, o Codificador, não prescindiu do trabalho em toda a sua grandeza, da solidariedade prestada e recebida, e da tolerância, pois não foram poucos nem pequenos os ataques à sua pessoa e à sua obra, sofridos da inveja, do ciúme, das intrigas, dos caluniadores, dos inimigos do progresso e do bem.

Nós, que estamos no seio de uma sociedade espírita, que vive sob a custódia dos ensinos kardequianos, não podemos deixar de considerar a necessária preponderância da tríade em apreço, como fundamento de nossas ações dentro dessa organização, na qual somos aprendizes do bem, para que os benfeitores espirituais que a tutelam e a dirigem, tenham razões para continuarem investindo seus valores em prol das realizações programadas para a instituição, que, em última análise, significa a nossa realização pessoal.

Que seja, pois, o trabalho no bem, a nossa grande ferramenta de construções nobres nas mentes e nos corações, e instrumento de nossa redenção pessoal.

Que impere a solidariedade entre todos, para que assim se dê a união e advenha a força operosa tão esperada , e, qual feixe de varas, sejamos ação e sustentação dos objetivos comuns da Casa.

Que a tolerância para com as imperfeições dos outros seja nossa dama de companhia, e estaremos acatando a recomendação do Espírito de Verdade para que calemos nossas eventuais diferenças pessoais, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra.

(Jornal Mundo Espírita de Outubro de 98)

Olá Kátia, muito bom o texto! :)

A mencionada triade ideal é exemplificada pelo querido e incansável Codificador da Doutrina Espírita, que havia inscrito em sua bandeira o lema: "trabalho, solidariedade, tolerância", conforme lemos na sua biografia constante da Revista Espírita (1869).

Abraços fraternos,

Edna  ;)



Querida Edna

Parabéns pela valiosa observação!

Abraço carinhoso da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 02 de Dezembro de 2010, 11:27
Minha querida amiga Gisella...

Seja sempre bem-vinda... Que a paz esteja em seu coração sempre...

Agradeço-te a visita... E esta contribuição (Realmente estamos precisando cultivar a indulgência em nossas vidas)Enviado por: Gisella


Abraços repletos de carinho!!




Título: Re: Indulgência
Enviado por: Déa Feitosa em 02 de Dezembro de 2010, 11:31
Imperativos Cristãos
 
 
Aprende - humildemente.
 
Ensina - praticando.
 
Administra - educando.
 
Obedece - prestativo.
 
Ama - edificando.
 
Teme - a ti mesmo.
 
Sofre - aproveitando.
 
Fala - construindo.
 
Ouve - sem malícia.
 
Ajuda - elevando.
 
Ampara - levantando.
 
Passa - servindo.
 
Ora - serenamente.
 
Pede - com juízo.
 
Espera - trabalhando.
 
Crê - agindo.
 
Confia - vigiando.
 
Recebe - distribuindo.
 
Atende - com gentileza.
 
Coopera - sem exagero.
 
Socorre - melhorando.
 
Examina - salvando.
 
Esclarece - respeitoso.
 
Semeia - sem aflição.
 
Estuda - aperfeiçoando.
 
Caminha - com todos.
 
Avança - auxiliando.
 
Age - no bem geral.
 
Corrige - com bondade.
 
Perdoa - sempre.
 
 
AGENDA CRISTÃ - CHICO XAVIER - pelo espírito ANDRÉ LUIZ
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Déa Feitosa em 02 de Dezembro de 2010, 11:32
Dothy e amigos,

Muito obrigada pelos ensinamentos.

Muita luz à todos.

Título: Re: Indulgência
Enviado por: EmBuscaDaLuz em 02 de Dezembro de 2010, 11:55
            INDULGÊNCIA PERMANENTE
 
            Escasseia, cada vez mais, no comportamento humano, a indulgência.
            Relevante para o êxito da criatura em si mesma e em relação ao próximo, pragmatismo negativo dos interesses imediatos vem, a pouco e pouco, desacreditando-a, deixando-a à  margem.
            Sem a indulgência no lar, diante das atitudes infelizes dos familiares ou em referência aos seus equívocos, instala-se a malquerença; na oficina de atividades comerciais, produz a desconfiança; no trato social propicia o desconforto moral e responde pela competição destrutiva...
            Tentando substituí-la, as criaturas imprevidentes colocam nos lábios a mordacidade no trato com o semelhante, a falsa superioridade, a ofensa freqüente, a hipocrisia em arremedos de tolerância.
            A indulgência para com as faltas alheias é a perfeita compreensão da própria fragilidade, a refletir-se no erro de outrem, entendendo que todos necessitam de oportunidade para recuperar-se, e facultando-a sem assumir rígido comportamento de censor ou injustificável postura de benfeitor.
            A indulgência é um sentimento de humanidade que vige em todas as pessoas, aguardando desdobramento e vitalidade que somente o esforço de cada qual logra realizar.
            É calma e natural, fraterna e gentil, brotando como linfa cristalina al alcance do sedento.
            Generosa, não guarda qualquer ressentimento, olvidando as ofensas a benefício do próprio agressor.
            A indulgência é um ato de amor que se expande e de caridade que se realiza.
            Mede-se a conquista moral de um homem pelo grau de indulgência que possui em relação aos limites e erros alheios.
            Ninguém que jornadeie, no mundo, sem errar e que, por sua vez, não necessite da indulgência daqueles a quem magoa ou contra os quais se levanta.
            A indulgência pacifica o infrator, auxiliando-o a crescer em espírito e abre áreas de simpatia naquele que a proporciona.
            Virtude do sentimento, a indulgência revela sabedoria da razão.
            Agredido pela ignorância do poviléu, ou pela astúcia farisaica, ou pela covardia dos amigos, ou pela pusilanimidade de Pilatos, Jesus foi indulgente para com todos, não obstante jamais houvesse recebido ou necessitasse da indulgência de quem quer que fosse.
            Lecionando o amor, toda a Sua vida é um hino à indulgência e uma oportunidade de redenção ao equivocado.
            Sê, pois, tu também, indulgente em relação ao teu próximo, quão necessitado te encontras da indulgência dos outros assim como da Vida.


                                                                                                (De “Viver e Amar”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 02 de Dezembro de 2010, 11:57
Querida amiga Andrea Feitosa...

Eu é que tenho que agradecer-te pela presença, e valiosa contribuição que a amiga nos traz...

Sinta-se sempre parte integrante deste estudo..

Abraços afetuoso...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: EmBuscaDaLuz em 02 de Dezembro de 2010, 11:58
Meu bom dia a todos vcs, meus queridos...

Quantos ensinamentos postados desde ontem!

Esse estudo promete ser um verdadeiro sucesso...

Muita paz e um dia de luz a todos!




Querida amiga EmBuscaDaLuz

Agradeço a sua presença e as belas palavras de incentivo!

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 02 de Dezembro de 2010, 12:04
Minha querida amiga EmbuscaDaLuz....

Seja sempre bem-vinda... Muita paz a ti!!

Agradeço-te a presença é esta  fundamental contribuição sobre este  ensinamento a INDULGÊNCIA    ( A indulgência para com as faltas alheias é a perfeita compreensão da própria fragilidade, a refletir-se no erro de outrem, entendendo que todos necessitam de oportunidade para recuperar-se, e facultando-a sem assumir rígido comportamento de censor ou injustificável postura de benfeitor)Joana De Ângels...

Abraços afetuosos querida amiga


Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 02 de Dezembro de 2010, 12:05
– Evangelho Segundo o Espiritismo – Pág. 236...).
CAPÍTULO XIV
Mas, ao verificar-se o advento de Jesus, já eles tinham mais desenvolvidas suas idéias.
Chegada a ocasião de receberem alimentação menos grosseira, o mesmo Jesus os inicia na vida espiritual, dizendo: "Meu reino não é deste mundo; lá, e não na Terra, é que recebereis a recompensa das vossas boas obras." A estas palavras, a Terra Prometida deixa de ser material, transformando-se numa pátria celeste. Por isso, quando os chama à observância daquele mandamento: "Honrai a vosso pai e a vossa mãe", já não é a Terra que lhes promete e sim o céu. (Caps. II e III.)

Filhodobino Reflete:
Atentai, amados irmãos, companheiros da senda da Evolução Naturalmente Assistida, que o Espírito da Verdade veio nos fornecer alimentos de reflexão ainda menos grosseira...

Atentai, para a diferença entre os comentários acerca das palavras de Jesus, de antes e os trazidos pelo Espírito da verdade e vejam que com estes está implícita e explícita a honra à
 I N D U L G Ê N C I A...
Cuja sagrada companheira se chama  A B N E G A Ç Ã O.


http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/ese-entendimentos-com-as-referencias-biblicas/msg171542/?topicseen#msg171542

Saúde e Paz!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Gisella em 02 de Dezembro de 2010, 12:19
Olá, amigos!

Tudo o que pudermos falar de indulgência, sentimento ainda tão longe na nossa humanidade, será muito vaga, se não utilizarmos a Caridade como farol. Isso na minha modesta opinião.

Por isso, recorri ao Livro dos Espíritos, onde os Amigos Espirituais nos deram o seu verdadeiro sentido, o que inclui a Indulgência:


Questão 886 - Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade?

Benevolência para com todos,indulgência para as imperfeições dos outros e perdão das ofensas.

Nota de Kardec 
        O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejáramos nos fosse feito.

        Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos.

        A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores. 

        Ela nos prescreve a indulgência, porque da indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer.

      Apresente-se uma pessoa rica e todas as atenções e deferências lhe são dispensadas.
   
      Se for pobre, toda gente como que entende que não precisa preocupar-se com ela. No entanto, quanto mais lastimosa seja a sua posição, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela humilhação.

        O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa.


Que possamos sempre olhar o nosso companheiro de jornada como  um ser tão necessitado de indulgência (incluo aqui todos os sentidos da palavra caridade) como nós mesmos dela precisamos!!!

Acredito que esse estudo vai "bombar"!!!!!  :D

Abraços fraternos

Gisella  ;)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 02 de Dezembro de 2010, 12:30
Querida amiga Gisella...
Que valiosa contribuição nos trouxeste...
Em nome de todos... Agradeço-te querida...

Questão 886 - Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade?

Benevolência para com todos,indulgência para as imperfeições dos outros e perdão das ofensas.

Querido amigo Filhodobino
Agradeço- te esta importante colaboração que nos trouxeste... Seja sempre bem-vindo ... Abraços afetuoso!!

I N D U L G Ê N C I A...
Cuja sagrada companheira se chama  A B N E G A Ç Ã O.




Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 02 de Dezembro de 2010, 12:32
Amados irmãos, companheiros estudantes da senda do amor....

Isto não é perdão... Perdão é palavra insignificante, perto da augusta coragem magistral dando aula exemplar em sua cátedra sublime de    i n d u l g ê n c i a ...

Decisão libertando Edna, a que ia ser Mãe
(Decisão proferida, na 1ª Vara Criminal de Vila Velha - E S, pelo juiz João Baptista Herkenhoff)
 
          A acusada é multiplicadamente marginalizada: por ser mulher, numa sociedade machista; por ser pobre, cujo latifúndio são os sete palmos de terra dos versos imortais do poeta; por ser prostituta, desconsiderada pelos homens mas amada por um Nazareno que certa vez passou por este mundo; por não ter saúde; por estar grávida, santificada pelo feto que tem dentro de si, mulher diante da qual este Juiz deveria se ajoelhar, numa homenagem à maternidade, porém que, na nossa estrutura social, em vez de estar recebendo cuidados pré-natais, espera pelo filho na cadeia.
          É uma dupla liberdade a que concedo neste despacho: liberdade para Edna e liberdade para o filho de Edna que, se do ventre da mãe puder ouvir o som da palavra humana, sinta o calor e o amor da palavra que lhe dirijo, para que venha a este mundo tão injusto com forças para lutar, sofrer e sobreviver.
         Quando tanta gente foge da maternidade; quando milhares de brasileiras, mesmo jovens e sem discernimento, são esterilizadas; quando se deve afirmar ao Mundo que os seres têm direito à vida,  que é preciso distribuir melhor os bens da Terra e não reduzir os comensais; quando, por motivo de conforto ou até mesmo por motivos fúteis, mulheres se privam de gerar, Edna engrandece hoje este Fórum, com o feto que traz dentro de si.
         Este Juiz renegaria todo o seu credo, rasgaria todos os seus princípios, trairia a memória de sua Mãe, se permitisse sair Edna deste Fórum sob prisão.
         Saia livre, saia abençoada por Deus, saia com seu filho, traga seu filho à luz, que cada choro de uma criança que nasce é a esperança de um mundo novo, mais fraterno, mais puro, algum dia cristão.
         Expeça-se incontinenti o alvará de soltura.
 
 Endereço eletrônico do autor: jbherkenhoff@uol.com.br

Saúde e Paz!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 02 de Dezembro de 2010, 12:42
Julgamento (Indulgência)

Complemento:

             “Porque vês tu, pois, o argueiro no olho do teu irmão, e não vês a trave no teu olho? Ou, como dizes a teu irmão: Deixa-me tirar-te do teu olho o argueiro, quando tens no teu uma trave? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás como hás de tirar o argueiro do olho de teu irmão.” (Mateus, VII:)

NÃO CENSURES

Não censures. Onde o mal apareça, retifiquemos amando, empreendendo semelhante trabalho a partir de nós mesmos.

O cirurgião ampara o corpo enfermo, empregando atenção e carinho, com bisturis adequados.

O artista afeiçoa a pedra ao próprio sonho, aformoseando-lhe a estrutura com paciência e vagar.

Ninguém desfaz a treva sem luz.

E reconhecendo-se que a luz nasce da força que se desgasta, em louvor da cooperação e do benefício, o amor procede do coração que se entrega ao trabalho para compreender e auxiliar.

Deus opera com tempo igual para todos.

E a própria sabedoria divina nos auxilia a todos indistintamente, agindo, criando, renovando e sublimando com apoio nas horas   ( Portal do Espírito)
   r
.


Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 02 de Dezembro de 2010, 12:59
Julgamento           (Indulgência)

  Jesus conclui a abordagem evangélica, dizendo: "Hipócritas. Tirai primeiro a trave do vosso olho, e então vereis como podereis tirar a palha do olho do vosso irmão."

Eis aí a grande direção que o Mestre nos dá, nos convocando a cuidar, primeiro de nós mesmos, no sentido de trabalhar nossos defeitos.Não julgueis, para não serdes julgados. - Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado

Portal do Espirito
.


Título: Re: Indulgência
Enviado por: Gisella em 02 de Dezembro de 2010, 13:26
Geeeeeeeeeeennnnnte...

Olha o que acabei de ler, no Twitter do Dalai Lama (@DalaiLama)

"Olhando para vários meios de desenvolver a compaixão, eu acho que a empatia é um fator importante: a capacidade de apreciar o sofrimento dos outros".

Não tem tudo a ver com o nosso estudo??

Abraços fraternos

Gisella  ;)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 02 de Dezembro de 2010, 13:28
INDULGÊNCIA

“Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lançar-lhe uma pedra” – Jesus. (JOÃO,8:7.)

Uma das características nefastas que grassam nas comunidades humanas é a maledicência. É sintoma de inferioridade espiritual e sinaliza a presença, no coração do homem, de sentimentos opostos ao amor e à misericórdia. Em conluio com a crítica acerba e impiedosa, pode destruir um ser humano, ao colocá-lo, perante a opinião pública, em situações muitas vezes vexatórias ou insustentáveis.
Há pessoas que passam a vida a perscrutar os defeitos alheios e a divulga-los de forma furtiva ou ostensiva. Por vezes, sentem mesmo prazer em fazê-lo. É o caminho que encontram para satisfazer o inconfessável desejo de rebaixar o próximo ao nível em que se situam. As conseqüências concretas sobre a pessoa atingida podem depender dos processos empregados, que variam desde o mexerico, o “diz-que-diz-que”, até o uso dos meios de comunicação de massa. E é importante ressaltar que, mesmo sendo verídico o que se divulga, a única justificativa para fazê-lo seria a sincera intenção de contribuir para o bem social.
Ainda assim, devem prevalecer a transparência, a sinceridade e a lealdade.
Há que se distinguir, com clareza, a difamação e a crítica despudorada, cujos objetivos sempre são de ordem inferior, da crítica construtiva, do direito e do dever de cada cidadão em participar das transformações positivas da sociedade humana.
Para dar maior consistência a essas idéias, socorremo-nos, como freqüentemente o fazemos, do supremo modelo para a Humanidade: Jesus de Nazaré, o Cristo de Deus. Durante os três anos de sua pregação, Ele deixou a semente que viria revolucionar a ética comportamental e as relações humanas. A Sua mensagem-Síntese de amor ao próximo, de cunho universalista, que compreende a misericórdia e a caridade, estava destinada a substituir os rígidos preceitos morais que vigoravam nas sociedades da época, calcados numa justiça draconiana, na profunda desigualdade entre os homens, na rígida estratificação social e na difundida e abjeta escravização dos povos submetidos.
O amor entre os homens induz a atitudes de indulgência e de tolerância, porque gera a percepção íntima de que as imperfeições são ainda parte integrante da condição humana. Jesus procurou enfatizar a importância de tais atitudes, como fatores contributivos à concórdia e à paz. Ele também condenava duramente a hipocrisia, parceira freqüente da intolerância e, por diversas vezes, deixou isso patente, ao se dirigir a escribas e fariseus.
A passagem em epígrafe, transcrita parcialmente do Evangelho de João, deixa claro o pensamento do Mestre, no que tange à indulgência                                                                          PAULO DE TARSO - visão espírita
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 02 de Dezembro de 2010, 13:36
ESTUDO MENSAL   INDULGÊNCIA

Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...
Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...
Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço...
Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto, e aceitar sugestões, etc..
O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog



Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 02 de Dezembro de 2010, 13:40
Amados Irmãos companheiros estudantes da senda do amor....



Se pretendes encontrar-me na luz da ressurreição, nega a ti mesmo, alegra-te sob o peso da cruz dos próprios deveres e segue-me os passos no calvário de suor e sacrifício que precede os júbilos da aurora divina!
        E, diante desses apelos, gradativamente, há vinte séculos, calam-se as vozes que mandam revidar e ferir!... E a palavra do Cristo, acima de editos e espadas, decretos e encíclicas, sobe sempre e cresce cada vez mais, na acústica do mundo, preparando os homens e a vida para a soberania do Amor Universal.
"filhodobino" grifa - Esta é pois a síntese perfeita da indulgência, que nos trouxe N.S.J.o Cristo.

Ler mais:
 http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/ese-entendimentos-com-as-referencias-biblicas/420/#lastPost#ixzz16xdn9J3S
Saúde e Paz!

Querido amigo... Muita paz : Que valiosa contribuição...

 há vinte séculos, calam-se as vozes que mandam revidar e ferir!...
 E a palavra do Cristo, acima de editos e espadas, decretos e encíclicas, sobe sempre e cresce cada vez mais, na acústica do mundo, preparando os homens e a vida para a soberania do Amor Universal.

Esta é pois a síntese perfeita da indulgência, que nos trouxe N.S.J.o Cristo.

Dothy 
Título: Re: Indulgência
Enviado por: LucianaFQ em 02 de Dezembro de 2010, 13:57
Meus caros irmãos
muita paz e luz!!

Dothy parabéns pelo Estudo, com certeza "Indulgência" é algo de que necessitamos compreender e praticar.
Me sinto muito honrada em poder estar aqui aprendendo sempre mais com vocês.

TOLERÂNCIA, RESPEITO E ESPIRITISMO

- LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE

A Lei de Justiça, Amor e Caridade ajuda a compreender a tolerância. Segundo o entendimento desta lei, a justiça, que é cega e fria, deve ser complementada pelo amor e pela caridade, no sentido de o ser humano conviver pacificamente com o seu próximo. Observe alguém, sem recursos financeiros, jogado ao sofrimento, como conseqüência de atos menos felizes do passado. Há justiça divina, porque nada ocorre por acaso. Mas o amor e a caridade dos semelhantes podem mitigar a sua sede e a sua fome.

- CRISTO É O PONTO CHAVE DA TOLERÂNCIA

A base da tolerância está calcada na figura de Cristo. Foi Ele que nos passou todos os ensinamentos de como amar ao próximo como a nós mesmos. Ele nos deu o exemplo, renunciando a si mesmo em favor da humanidade. Fê-lo, sem queixas e sem recriminações, aceitando sempre as determinações da vontade de Deus e não a sua. Em suas prédicas alertava-nos que deveríamos ser severos para conosco mesmos e indulgentes para com o próximo, e não o contrário.

- O RESPEITO AO PRÓXIMO

Respeitar o próximo é não lhe ser indiferente. É procurar vê-lo no interior do seu ser. Diz-se que o sábio pode se colocar no lugar do ignorante, mas este não pode se colocar no lugar do sábio, porque lhe faltam condições para bem avaliar o que é sabedoria, conhecimento e evolução espiritual. Contudo, os amigos espirituais nos alertam que penetrar no âmago do próximo não é tarefa fácil. Podemos fazer algumas ilações, algumas tentativas, mas como pensar com a cabeça do outro?

Numa Casa Espírita, o respeito ao próximo deve ser praticado com cada colaborador. Respeitar aquele que escolheu se dedicar aos animais, aquele que escolheu se dedicar ao trabalho de assistência social, aquele que escolheu transmitir os ensinamentos doutrinários. Nesse mister, não há trabalho mais ou menos importante, porque todos concorrem para a divulgação dos princípios doutrinários do Espiritismo.

- CONCLUSÃO

O Espiritismo, entendido como ciência, filosofia e religião, é o que mais subsídios nos dá para respeitar as crenças e os comportamentos do nosso próximo. Isto porque, "quanto mais o ser humano sabe, melhor compreende os comportamentos humanos, desarmando-se de idéias preconcebidas, da censura sistemática, dos prejuízos das raças, de castas, de crenças, de grupos".

Fonte: http://www.ceismael.com.br/artigo/tolerancia-e-respeito.htm

Achei muito interessante e bem colocadas essas citações.
O Espiritismo sempre pede para que nos libertemos de nós mesmos... de nossas fraquezas...afim de que nos tornemos seres melhores, todavia não é treino fácil, devemos ser perseverantes!

Um grande abraço

Lucy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 02 de Dezembro de 2010, 14:06
Querida amiga Lucy... Seja sempre bem-vinda...

Agradeço-te amiga, a tua presença e a valiosa colaboração para enriquecer ainda mais este estudo...

- CONCLUSÃO

O Espiritismo, entendido como ciência, filosofia e religião, é o que mais subsídios nos dá para respeitar as crenças e os comportamentos do nosso próximo. Isto porque, "quanto mais o ser humano sabe, melhor compreende os comportamentos humanos, desarmando-se de idéias preconcebidas, da censura sistemática, dos prejuízos das raças, de castas, de crenças, de grupos" Enviada por  (Lucy Q)


O bem comemora tua visita...

 
Abraços cheio de afeto e carinho!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 02 de Dezembro de 2010, 14:49
1-Primeira parte do estudo:

 Indulgência (Julgamento)

CAPÍTULO X
Bem-aventurados os que são Misericordiosos


 Indulgência

 16 – Espíritas, queremos hoje vos falar da indulgência, esse sentimento tão doce, tão fraternal, que todo homem deve ter para com os seus irmãos, mas que tão poucos praticam. A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. Oculta -os, pelo contrário, evitando que se propaguem, e se a malevolência os descobre, tem sempre uma desculpa à mão para os disfarçar, mas uma desculpa plausível, séria, e não daquelas que, fingindo atenuar a falta, a fazem ressaltar com pérfida astúcia.
A indulgência jamais se preocupa com os maus atos alheios, a menos que seja para prestar um serviço, mas ainda assim com o cuidado de os atenuar  tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, nem traz censuras nos lábios, mas apenas conselhos, quase sempre velados. Quando criticais, que dedução se deve tirar das vossas palavras? A de que vós, que censurais, não praticastes o que condenais, e valeis mais do que o culpado. Oh, homens! Quando passareis a julgar os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos e os vossos próprios atos, sem vos ocupardes do que fazem os vossos irmãos? Quando fitareis os vossos olhos severos somente sobre vós mesmos?
            Sede, pois, severos convosco e indulgentes para com os outros. Pensai naquele que julga em última instância, que vê os secretos pensamentos de cada coração, e que, em conseqüência, desculpa freqüentemente as faltas que condenais, ou condena as que desculpais, porque conhece o móvel de todas as ações. Pensai que vós, que clamais tão alto: “anátema!” talvez tenhais cometido faltas mais graves.
            Sede indulgentes meus amigos, porque a indulgência atrai, acalma, corrige, enquanto o rigor desalenta, afasta e irrita.

(JOSÉ Espírito Protetor, Bordéus, 1863)


Complemento:

Por que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, vós que não vedes uma trave no vosso olho? Ou como dizeis ao vosso irmão: Deixe-me tirar um argueiro do vosso olho, vós que tendes uma trave no vosso? Hipócritas, tirai primeiramente a trave do vosso olho, e então vereis como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão."(São Mateus: v de 3 a 5)



Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós. (Mateus, VII: 1-2)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Déa Feitosa em 02 de Dezembro de 2010, 14:54
Indulgência - reforma íntima necessária.

Reforma Íntima
Bases para nossa Reforma Íntima

A maior dificuldade para se fazer a tão falada Reforma Íntima é justamente saber o que devemos nos reformar - o que está de errado em nós?
A partir daí então, passar para outra grande dificuldade que é praticar a Reforma em nossa personalidade, em nosso modo de agir e até mesmo no pensar. Eis um roteiro para nossa reforma íntima:

1) Falar sempre de forma INATACÁVEL;
2) Não tomar nada como pessoal;
3) Não fazer suposições ;
4) Fazer o melhor que pudermos com o máximo de nós.

Parece simples, mas não é: Quantas vezes não comentamos sobre alguém, atacando aquela pessoa com suas más características, más tendências ou condutas… Quantas vezes recebemos críticas que poderiam ser usada para nossa reforma íntima e levamos para o lado pessoal ficando magoado com aquela pessoa. Quantas vezes fazemos suposições a respeito das pessoas e quando vamos verificar é algo totalmente diferente. Quantas vezes deixamos a preguiça adiar projetos, ou trabalhamos sem dedicação resultando muitas vezes em trabalhos sem resultados! Independente de crenças somos convidados para nossa evolução diariamente em nossas relações na família e no trabalho. Exerçamos nossas vivências diárias para benefício próprio, não atacando ninguém de forma verbal, não tomando nada como pessoal, sem fazer suposições, fazendo sempre o melhor que pudermos sem ultrapassar nossos limites.

“Ante as dificuldades do cotidiano, exerçamos a paciência, não apenas em auxílio aos outros, mas igualmente a favor de nós mesmos.” (Emmanuel. Livro Encontro Marcado.)


Indulgência - reforma íntima necessária.

Parece simples, mas não é: Quantas vezes não comentamos sobre alguém, atacando aquela pessoa com suas más características, más tendências ou condutas...

Amiga... Apenas ouvir ou ver os defeitos alheios, sabendo guardar para nós mesmos...

Eis uma grande sabedoria que ainda não temos!!

Agradeço-te amiga, mais esta contribuição.... abraços..

Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Déa Feitosa em 02 de Dezembro de 2010, 15:21
Amiga, Dothy

Quanto ensinamento com este tópico, e quanto mais leio a respeito mais percebo o quanto é importante e difícil essa virtude.

Vou além acho que sem a indulgência estamos muito longe dos passos de Jesus.

Como praticarmos a caridade, a humildade, a paciência, sem termos aprendidos a sermos indulgentes?

Que o Senhor nos encaminhe no caminho do bem!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 02 de Dezembro de 2010, 17:49
NA LUZ DA INDULGÊNCIA



"Sede indulgentes com as faltas alheias, quaisquer que elas sejam; não julgueis com severidade senão as vossas próprias ações e o Senhor usará da indulgência para convosco, como de indulgência houverdes usado para com os outros." - Cap. X, 17.

Anseias pela vitória do bem, contudo, acende a luz da indulgência para fazê-lo com segurança.

Todos nós, espíritos imperfeitos, ainda arraigados à evolução da Terra, reclamamos concurso e compaixão uns dos outros, mas nem sempre sabemos por nós mesmos, quando surgimos necessitados de semelhantes recursos.

Em muitas circunstâncias, estamos cegos da reflexão, surdos do entendimento, paralíticos da sensibilidade e anestesiados na memória sem perceber...

A jovem do teu convívio embriagou-se na ilusão, caindo em sucessivos abusos, a pretexto de mocidade. Justo suspires por reintegrá-la no harmonioso desenvolvimento das próprias faculdades, situando-a no rumo das experiências de natureza superior, todavia, por ajudá-la, não lhes reproves os sonhos. Usa a indulgência e ampara-lhe a meninice.

O companheiro em provas amargas escorregou no desânimo e tombou em desespero. Claro que anelas para ele o retorno à tranqüilidade, no entanto, não te entregues às críticas que lhe agravariam a irritação. Usa a indulgência e oferece-lhe apoio.

O próprio Criador espera as criaturas, no transcurso do tempo, tolerando-lhes as faltas e encorajando-lhes as esperanças, embora lhes corrija todos os erros, através de leis eficientes e claras.

Indiscutivelmente, ninguém constrói nada de bom, sem responsabilidade e disciplina, advertência e firmeza, mas é imperioso considerar que toda boa obra roga auxílio, a fim de aperfeiçoar-se.

Pensa no bem e faze o bem, contudo, é preciso recordar que o bem exigido pela força da violência gera males inúmeros em torno e desaparece da área luminosa do bem para converter-se no mal maior.

Emmanuel

Do Livro: Livro da Esperança

Psicografia: Francisco Cândido Xavier


Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 02 de Dezembro de 2010, 18:15
Não julgues... Compreenda!!

 PORÉM, QUANDO O QUE SE TEM PARA MEDIR É O COMPORTAMENTO ALHEIO , RECOMENDA-SE EM PRIMEIRO LUGAR , CAUTELA, BOM SENSO, PRUDÊNCIA , JÁ QUE, COMO ENSINAVA O DIVINO MESTRE JESUS:

AQUELE DENTRE VÓS QUE ESTIVER SEM PECADO, ATIRE-LHE A PRIMEIRA PEDRA”. (JÔ, 8:1-11).

E QUAL DE NÓS PODE, REALMENTE, SEQUER PENSAR EM ATIRAR A PRIMEIRA PEDRA?...

ALÉM, DISSO, O EXCELSO AMIGO NOS ALERTAVA, NO SERMÃO DO MONTE , PARA A RESPONSABILIDADE DE JULGAR O PRÓXIMO :
 
NÃO JULGUEIS, PARA QUE NÃO SEJAIS JULGADOS. PORQUE COMO O JUÍZO COM QUE JULGARDES SEREIS JULGADOS, E COM A MEDIDA COM QUE TIVERDES MEDIDO VOS HÃO DE MEDIR A VÓS.” (MT. 7:1-2).

NA VERDADE, NENHUM DE NÓS GOSTA DE SER JULGADO PELO OUTRO;

ESTA É MAIS UMA RAZÃO PARA QUE NÃO NOS DISPONHAMOS A JULGAR NINGUÉM (NEM MESMO EM PENSAMENTO).

SE ALGUÉM VOS PARECE CAIR, SOB ENGANOS DO SENTIMENTO , SILENCIAI E ESPERAI!

 SE ALGUÉM SE VOS AFIGURA TOMBAR EM DELINQÜÊNCIA , POR DESVARIOS DO CORAÇÃO, ESPERAI E SILENCIAI!...

SOBRETUDO, COMPADEÇAMOS-NOS UNS DOS OUTROS , POR QUE, POR ENQUANTO, NENHUM DE NÓS CONSEGUE CONHECER-SE TÃO EXATAMENTE , A PONTO DE SABER HOJE QUAL O TAMANHO DA EXPERIÊNCIA AFETIVA QUE NOS AGUARDA AMANHÃ.

INCORRERÁ EM GRANDE CULPA, SE O FIZER PARA OS CRITICAR E DIVULGAR , PORQUE SERÁ FALTAR

COM A CARIDADE.

LE. 903. INCORRE EM CULPA O HOMEM, POR ESTUDAR OS DEFEITOS ALHEIOS?

 SE O FIZER, PARA TIRAR DAÍ PROVEITO, PARA EVITÁ-LOS, TAL ESTUDO PODERÁ SER-LHE DE ALGUMA UTILIDADE.

IMPORTA, PORÉM, NÃO ESQUECER QUE A INDULGÊNCIA PARA COM OS DEFEITOS DE OUTREM É UMA DAS VIRTUDES CONTIDAS NA CARIDADE.

ANTES DE CENSURARDES AS IMPERFEIÇÕES DOS OUTROS, VEDE SE DE VÓS NÃO PODERÃO DIZER O MESMO.

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 02 de Dezembro de 2010, 18:39
Indulgência



O dicionário nos diz que indulgente é a pessoa que tem disposição para desculpar ou perdoar. Clemente; benigno, tolerante; que perdoa facilmente.

No Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. X "Bem Aventurados os Misericordiosos", na mensagem de José, Espírito protetor, registra: "A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. Oculta-os, pelo contrário, evitando que se propaguem e, se a malevolência os descobre, tem sempre uma desculpa à mão para os disfarçar, mas uma desculpa plausível, séria e não daquelas que, fingindo atenuar a falta, a fazem ressaltar com pérfida astúcia".

Só pelo que ficou dito acima, podemos concluir que a indulgência é uma virtude difícil de ser praticada. De um modo geral, ainda não conseguimos vivenciar esse sentimento nobre, "deixando de nos preocupar com os maus atos alheios, a menos que seja para prestar um serviço, mas ainda assim com o cuidado de os atenuar tanto quanto possível".

A indulgência é um dos aspectos da caridade.

Na questão 886, de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta: Qual é o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entende Jesus? Resposta: "Benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias, perdão das ofensas".

 Comentando essa resposta, Kardec considera: "A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, mas abrange todas as relações com os nossos semelhantes, quer se trate de nossos inferiores, iguais ou superiores. Ela nos manda ser indulgentes porque temos necessidade de indulgência, e nos proíbe humilhar o infortúnio, ao contrário do que comumente se pratica (...)".
Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 02 de Dezembro de 2010, 18:42
Amados Irmãos, companheiros estudantes da senda do amor...

A sublimação do pensamento, passa necessáriamente pela reflexão, para adoção da razão, e essa pedagogia, cria ambiente favorável e perfeito à metódica serena e constante educação de nossos Egos, que foram criados nas idades incognicíveis, mas Cristo e a Bendita revelação nos arcanos da Evolução Naturalmente Assistida, está agora, nos ensinando a passo a passo, nos desenovelar-mos-nos, dessa força bruta que foi útil no passado vivido no reino dos gigantes....
Agora é amor no coração, confiança e ação:
As noções de proteção, que trouxemos arraigadas em nosso psiquismo,(Ego) fruto das difíceis eras vencidas nos tempos do reino dos gigantes, induziram e ainda induzem engano na reflexão de tamanhas e sublimes verdades.
Somente a universalidade da concepção da humanidade, universalizando direitos, oportunidades de evolução e de se tornarem felizes, todos,  mas, mediante o esforço de cada um, abnegando em si, o que pode servir a outrem, vivenciando então uma evolução, cuja marcha doravante será muito mais consistente e digna, doravante  e com certeza muito menos dolorosa, alem de mais rica em fraterna
I N D U L G Ê N C I A S,
uns pelos outros.
as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais.

Quando o filho de Deus se entrega a uma reflexão, livre dos preconceitos, egoísmo, vaidades e ganâncias, vemos que seria humanamente impossível, concebermos uma idéia tão maravilhosamente eficiente e eficaz para tornar seres rudes e grosseiros em perfeitos candidatos a querubins e serafins.
Louvores havemos de elevar ao Pai da misericórdia que nunca abandona seus filhos à própria sorte, onde o mais forte e o que já se desenvolveu um pouco mais, sempre tentou se sobrepujar em todas as áreas, aos mais fracos e que o Espírito da Verdade, trouxe-nos sem alarde, mas com precisão, sem imposição, mas com a serenidade de que nos seria impossível a contradita...  tudo isso amados é  I N D U L G Ê N C I A.


Querido amigo....

Muito grata por esta valiosa contribuição

Espírito da Verdade, trouxe-nos sem alarde, mas com precisão, sem imposição, mas com a serenidade de que nos seria impossível a contradita...  tudo isso amados é  I N D U L G Ê N C I A
.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 02 de Dezembro de 2010, 18:47
ESTUDO MENSAL   INDULGÊNCIA

Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...
Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...
Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço...
Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto, e aceitar sugestões, etc..
O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog


Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 02 de Dezembro de 2010, 20:01
Aproveitemos essa oportunidade maravilhosa para reunir os pensamentos esparsos, neste estudo posto que assim, fomentamos melhor compreensão do o que até antes houvera passado despercebido...

O aprendizado da reforma íntima, inevitavelmente, percorre esses degraus de aprimoramento. A análise sincera dos sentimentos que se movimentam na esfera dos corações nessa marcha de crescimento nos permitirá proceder ao conhecimento de si próprio com mais êxito.  Não esqueçamos, em nosso favor, que em qualquer tempo e lugar, diferenças não são defeitos, os diferentes necessariamente não são oponentes, e a indiferença é o recolhimento egoísta do afeto na escura masmorra do desamor. Nossa harmonia é construída no cultivo das virtudes da indulgência, da fraternidade e do acolhimento.  Ação, reação, transformação: caminhos da alteridade.



Indulgência ( Allteridade ) Lidar,compreender e aceitar todas as idéias, opniões, diferenças
Dothy





Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 02 de Dezembro de 2010, 20:04

Sede severos para convosco, indulgentes para com os outros.

Lembrai-vos de que, talvez, tenhais cometido faltas mais graves.

Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita.

Eis mais uma virtude fundamental para aqueles de nós que desejamos viver a Nova Era, a era do bem.

A indulgência não se entende por conivência com a coisa errada, de forma alguma, mas, de uma forma benevolente, de tratar a alma equivocada.

Nossa severidade excessiva com os outros pouco resolve. E, pelo contrário, esta ferocidade em nosso julgamento só nos tem trazido prejuízos morais.

Quase sempre nossa crítica, nossa condenação, não visa o bem do outro, mas sim uma satisfação desequilibrada em simplesmente falar mal, ou condenar.

Mecanismo psicológico de projeção, muitas vezes nos mostra no outro aquilo que detestamos em nós, e como fuga desastrosa, ao acusar, imaginamos que podemos nos livrar do mal intrínseco à nossa alma enferma.

Acusar por acusar nunca nos trará o bem que desejamos, a paz que anelamos tanto.

A maledicência é provocadora de prazer mórbido que atesta deficiência de caráter humano.

Sejamos assim, indulgentes, da mesma forma que o Criador o é sempre conosco, vendo o que temos de bom, e sempre nos dando novas chances de acertar após nossos erros.

Reforçar o erro de outrem é valorizar o negativo. É dar-lhe um destaque maior do que o necessário.

A indulgência é caridade, é compreensão e perdão.

O verdadeiro caráter da caridade é a modéstia e a humildade, que consistem em ver cada um apenas superficialmente os defeitos de outrem, e esforçar-se por fazer que prevaleça o que nele há de bom e virtuoso.

Embora o coração humano seja um abismo de corrupção, sempre há, nalgumas de suas dobras mais ocultas, o gérmen de bons sentimentos, centelha vivaz da essência espiritual.

Caminhos de Lu
z
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Hebe M C em 02 de Dezembro de 2010, 20:07
Boa Tarde Dothy,
Ótimo tema parabéns,

Entrei para lembrar uma passagem importante que considero para   sermos indulgentes.

A trave e o argueiro

''Não julgueis para que não sejais julgados.

Porque com o juízo que julgardes, sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.

E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?

Ou como dirás ao teu irmão: deixa-me tirar o argueiro do teu olho; estando a trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão'' - (Jesus, segundo Mateus, Capítulo 7, versículos 1 a 5). "

Infelizmente a hipocrisia e o egoísmo ainda reina nesse mundo. Enquanto o homem não enxergar os seus próprios defeitos, percebê-los e se perdoar, não vai conseguir perdoar o próximo. Para perdoar tem que se desarmar, se iluminar e aí sim, compreenderá cada ação ou cada gesto do outro sem que isso o ofenda ou magoe.

O Moura outro dia citou o que o espiritismo sempre diz, primeiro se corrija depois se ocupe em corrigir o próximo.

Um abço
Hebe 
 

Querida amiga...
Seja sempre bem-vinda...
Agradeço-te a valiosa colaboração...
Abraços afetuosos... Dothy

Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 02 de Dezembro de 2010, 21:35
Boa noite, queridos amigos!


Muito interessante esse artigo....

Que possamos refletir   na verdade  filosófica de Sócrates:


A Indulgência



José – Espírito Protetor – fala-nos dessa nobre virtude (...) “sentimento doce e fraternal que todo homem deve alimentar para com seus irmãos, mas do qual bem poucos fazem uso. A indulgência não vê os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los.” (1)
É claro que quando se visa a prestar um serviço à coletividade, os próprios Espíritos advertem que os maus atos de outrem devem ser apontados, mas mesmo neste caso, ter o cuidado de os atenuar tanto quanto possível, não se esquecendo de ser caridoso...
Conta-se que um rapaz procurou Sócrates – sábio da Grécia Antiga – e lhe disse que precisava contar algo sobre alguém. Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:
- O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?
– Três peneiras? Indagou o jovem assustado.
Continuando disse Sócrates:


- Sim. A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer por aí mesmo.
Suponhamos então, que seja verdade. Deve passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo? Se o que você quer me contar é verdade, é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?
E arremata Sócrates:
- Se passar pelas três peneiras, conte. Tanto eu, quanto você e seu irmão iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo.
Será uma intriga a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos. Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz.
Ainda com relação aos comentários de José – Espírito Protetor – (op. cit.) diz o mesmo: “Sede, pois, severos para convosco, indulgentes para com os outros”.
Há ditos populares que nos advertem quanto aos reproches, como por exemplo: “Nunca digas dessa água não beberei”, “Fulano pagou com a língua”...
A verdade é que ninguém se encontra indene para bater no peito e dizer:
“Isso, eu nunca farei...”
Não conhecemos as nossas fraquezas mais íntimas, Jesus, referindo-se a essa questão, disse a Pedro: (...) “Mas vais aprender, ainda hoje, que o homem do mundo é mais frágil do que perverso.” (2) E tão logo se consumou a prisão de Jesus, Pedro ataca com a espada um dos soldados que veio prender o Mestre, cortando-lhe uma das orelhas... Parece, neste momento, ter esquecido as lições de amor do Mestre Jesus. E mais adiante, nega-o por três vezes, lembrando-se de imediato, após a terceira negação, das palavras sábias de Jesus a dizer-lhe o quanto o homem no mundo é frágil.
Jesus nos deu mostras em diversas passagens do Evangelho da indulgência para com as imperfeições alheias, como no caso da mulher adúltera, dos soldados que o crucificaram, do próprio Judas que o traiu. E nos advertiu da severidade do julgamento do Pai para conosco, na mesma proporção com que julgarmos os outros. (Mateus, 7:1-2).
Óbvio está que a falta de indulgência para com o próximo demonstra o nosso esquecimento dos ensinos de Jesus – prova inequívoca da nossa fraqueza espiritual.
Exorta o Espírito Dufêtre: (3)
“Caros amigos, sede severos convosco, indulgentes para as fraquezas dos outros. É esta uma prática da santa caridade, que bem poucas pessoas observam. Todos vós tendes maus pendores a vencer, defeitos a corrigir, hábitos a modificar; todos tendes um fardo mais ou mesmos pesado a alijar (...)
Por que, então, haveis de mostrar-vos tão clarividentes com relação ao próximo e tão cego com relação a vós mesmos?”
Tanto tempo temos estudado a Doutrina Espírita. É preciso, pois, que nós, os espíritas, adotemos os ensinos morais, como este, aplicando-os, sobretudo dentro das nossas Casas Espíritas. Entendendo a individualidade espiritual de cada um, deixando de tentar submeter consciência às “nossas verdades”. Sabendo implementar os conhecimentos doutrinários de acordo com a capacidade de aprendizado de cada um. Acabando com as rusgas, maledicências, comentários infelizes acerca do próximo, que demonstram a nossa falta de indulgência e de evangelho no coração.
Busquemos primeiro, acender a nossa luz interior, para depois começarmos a iluminar as trevas que nos cercam. .


Reformador set99




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA:
1. KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 16. 111. ed. FEB.
2. XAVIER, F. C., Boa Nova. Pelo Espírito Humberto de Campos, cap. 26, pág. 173, 20 ed. FEB.
3. KARDEC, Allan, O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. X, item 18. 111. Ed. FEB.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marli Pacheco em 02 de Dezembro de 2010, 23:47
Boa noite amigas muito queridas.

INDULGENCIA
 
À medida que o homem evolui, moral e espiritualmente, torna-se indulgente.

Compreende melhor os problemas e dificuldades dos outros, concedendo um crédito de oportunidade aos que ainda sofrem limitação e se demoram na intolerância, por saber que áspera é a auto-superação, através do constante esforço pelo aprimoramento íntimo.

A indulgência, porém, não é fraqueza, tampouco conivência com o erro, como a muitos pode parecer numa observação superficial. Ao revés, a sua prática exige valor moral, que se traduz como potencialidade de controle para reagir aos impositivos tenazes do instinto que por nonadas impele o homem, quase sempre, a atitudes arbitrárias e violentas.

O exercício da indulgência impõe elevada dose de compreensão e equilíbrio, mediante a aplicação da paciência, sua dileta irmã, a fim de colimar os resultados a que se propõe.

Diante de alguém que nos recebe com frieza, ou nos trate com mordacidade, ou finge ignorar-nos a presença, ou ainda nos persegue, indulgência para com ele. Talvez esteja mal informado a nosso respeito ou que se encontre vencido por insopitável despeito ou tenha complexo de inferioridade, ou mania de perseguição; provavelmente seja um enfermo.

Nossa atitude correta, a isenção de animosidade com que tratemos, as disposições sadias que mantenhamos, terminarão por vencê-lo, modificando-lhe o conceito a nosso respeito, fazendo que se venha tornar um bom e delicado amigo.

A indulgência ensina-nos a perdoar as faltas e auxiliar aquele que se compromete no erro e reergue-se, facultando-lhe reencetar o caminho do dever, do qual se evadiu por momento.

Clemência enseja a concessão do labor edificante mediante o qual se consegue harmonia.

Indulgência é, também, misericórdia.



Querida amiga Marly Pacheco... Seja sempre bem-vinda...
Agradeço-te tua visita, e tua importante contribuição amiga querida...

À medida que o homem evolui, moral e espiritualmente, torna-se indulgente.
Indulgência é, também, misericórdia.

Dothy



Querida amiga Marli Pacheco

É com o coração radiante de alegria que te vejo aqui no estudo mensal conduzido pela nossa querida amiga Dothy

Abraços carinhosos dessa sua amiga

Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 03 de Dezembro de 2010, 01:03
Indulgência:- aceitação das pessoas tais quais elas são, sem julgamento ou condições. A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita

comentá-los e divulgá-los. Ao contrário, orienta a pessoa de como corrigi-los.

Sendo indulgente, eu devo aceitar meu irmão do jeito que ele é.

  a caridade abrange todas as nossas relações com os semelhantes, sejam quem sejam e estejam na posição que estejam. É por isso que a benevolência (desejar o bem), a indulgência (compreender as falhas alheias)  e o perdão são apontados como parte essencial da caridade.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 03 de Dezembro de 2010, 01:13
Amados irmãos companheiros de estudo da sendo do amor...
Os maiores conflitos originam-se na crosta no lar... mas praticamente todos tiveram origem em era passadas, conforme nos ensina a doutrina Espírita...

filhodobino reflete:

é a grande irradiação do Espírito divino que abrange a extensão dos céus e que permanece como tipo primitivo e final da perfeição espiritual.
Carl G. Jung, foi um passo além de Freud....
Os Espíritos Espíritas-Cristãos, empregaram palavras que a nossa capacidade intelectiva pudesse assimilar pelo menos parte desse enigma chamado Pleroma...
A alteridade, a Abnegação e principalmente a  i n d u l g ê n c i a ....
tornam possível o que podemos ler na Revista latonoamericana de Psicopatologia fundamental,
Posto que a Alteridade é um enígma, por assim dizer,  a garantia de que a metodologia  englobando sua ética leva avante hipoteses psicanalíticas sobre a cultura a religião e as artes, sem contudo adotar uma posição normativa definitiva, para promover avanços visando a cura dos problemas oriundos dos desencontros dos diferentes e das diferenças...
Então a ética foi buscar em Hipócrates, onde a tentativa de cura falhar, buscar e empregar todos os esforços no alívio dos sofrimentos, eis porque como no Pleroma o inicio e o fim se integram pela alteridade levando em conta a abnegação, do saber curar, e a indulgência de aceitar o filho de Deus como é, ou como vir a ser... seja em familia, na sociedade, na religião, no clube, no trabalho nas mais diversas atividades que compoem a vida do indivíduo, indepententemente do seu grau de compreensão do que seja ilusão, porto que nada é real.
Isto se dá dessa forma segundo o filhodobino pensa, porque se de um lado é impossível saber-se com certeza os encargos reencarnatórios assumidos pelo filho de Deus, por outro lado é dificilímo saber até onde os traumas fóbicos, as ilusões, e as induções sobre o pensamento via obsessões e fascinações, até entao assimiladas por aquele e que o levou a tal situação... e... simplesmente aconselhá-lo a se desinteressar pelo seu ego é abandoná-lo à própria sorte, em detrimento de uma nova sorte(leia-se ilusão) que não se tem nenhuma certeza de eficiência e ou eficácia para levá-lo a paz interior...
Tentar manter o indivíduo doente no seio da família é por conseguinte indulgência pura, sem intromissões anti-éticas em seu evoluir. contrariamente aos pressupostos por Pinel.

Saúde e Paz!



Querido amigo Filhodobino...

 Agradeço-te pela tua intensa participação e as valiosas contribuições que enriquecem ainda mais este estudo..

Tentar manter o indivíduo doente no seio da família é por conseguinte indulgência pura...

Dothy

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 03 de Dezembro de 2010, 01:23
1-Primeira parte do estudo:

 Indulgência (Julgamento)

CAPÍTULO X
Bem-aventurados os que são Misericordiosos


Indulgência

 16 – Espíritas, queremos hoje vos falar da indulgência, esse sentimento tão doce, tão fraternal, que todo homem deve ter para com os seus irmãos, mas que tão poucos praticam. A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. Oculta -os, pelo contrário, evitando que se propaguem, e se a malevolência os descobre, tem sempre uma desculpa à mão para os disfarçar, mas uma desculpa plausível, séria, e não daquelas que, fingindo atenuar a falta, a fazem ressaltar com pérfida astúcia.
A indulgência jamais se preocupa com os maus atos alheios, a menos que seja para prestar um serviço, mas ainda assim com o cuidado de os atenuar  tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, nem traz censuras nos lábios, mas apenas conselhos, quase sempre velados. Quando criticais, que dedução se deve tirar das vossas palavras? A de que vós, que censurais, não praticastes o que condenais, e valeis mais do que o culpado. Oh, homens! Quando passareis a julgar os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos e os vossos próprios atos, sem vos ocupardes do que fazem os vossos irmãos? Quando fitareis os vossos olhos severos somente sobre vós mesmos?
            Sede, pois, severos convosco e indulgentes para com os outros. Pensai naquele que julga em última instância, que vê os secretos pensamentos de cada coração, e que, em conseqüência, desculpa freqüentemente as faltas que condenais, ou condena as que desculpais, porque conhece o móvel de todas as ações. Pensai que vós, que clamais tão alto: “anátema!” talvez tenhais cometido faltas mais graves.
            Sede indulgentes meus amigos, porque a indulgência atrai, acalma, corrige, enquanto o rigor desalenta, afasta e irrita.

(JOSÉ Espírito Protetor, Bordéus, 1863)

Complemento:

Por que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, vós que não vedes uma trave no vosso olho? Ou como dizeis ao vosso irmão: Deixe-me tirar um argueiro do vosso olho, vós que tendes uma trave no vosso? Hipócritas, tirai primeiramente a trave do vosso olho, e então vereis como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão."(São Mateus: v de 3 a 5)



Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós (  Mateus, VII: 1-2).
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Título: Re: Indulgência
Enviado por: Déa Feitosa em 03 de Dezembro de 2010, 01:34
Indulgência para com o próximo

É próprio da maioria das pessoas, julgar precipitadamente o seu próximo.
Há pessoas que sentem um imenso prazer em apontar os erros, e os defeitos dos outros, o que gera a elas, uma falsa sensação de superioridade.
Lembremo-nos de que nosso Mestre Jesus, jamais apontou ou julgou a quem quer que fosse, ainda que estivessem no caminho equivocado das ilusões terrenas.
Ao contrário, sempre pregou a indulgência para aqueles que erram.
Assim, procuremos não julgar o nosso próximo ou criticá-lo, muitas vezes de forma pejorariva, pois não sabemos as razões, que o levam a viver desta ou daquela maneira, ou mesmo em que grau de entendimento se encontra, tampouco os motivos que o levam a agir, de maneira não adequada aos nossos olhos.
Sejamos indulgentes para com as faltas alheias, procurando entender e auxiliar na medida do possível, nossos irmãos de jornada.
Será que não erramos também? Será que somos perfeitos?
Não olvidemos que ainda estamos em um mundo de provas e expiações, o que demonstra nosso grau de imperfeição.
Se não tivermos uma boa palavra para dirigir a esses irmãos, em auxílio, usemos do silêncio confortador.
Sejamos indulgentes com o nosso próximo, pois não estamos livres de cometermos erros e equívocos também, e certamente desejaríamos que os outros fossem complacentes conosco.
Ser indulgente não significa ser conivente, mas sim compreender e ajudar na conquista moral desses irmãos, que nada mais são do que as ovelhas perdidas do rebanho de Jesus, e Ele conta conosco para trazê-las novamente ao bom caminho.
Somos todos filhos de um mesmo Pai, que nos ama e perdoa infinitamente, o qual espera de nós, que um dia possamos todos estar unidos numa só família, baseada somente no princípio do AMOR.

http://www.gotasdepaz.com.br/mensagem/902/indulgencia-para-com-o-proximo.html



Querida amiga...

Palavras não seriam suficientes para agradecer-te a constante presença e valiosas contribuições a todos nós...

Que Deus te ilumine sempre amiga...Abraços repletos de carinho!!


Indulgência para com o próximo

É próprio da maioria das pessoas, julgar precipitadamente o seu próximo.
Há pessoas que sentem um imenso prazer em apontar os erros, e os defeitos dos outros, o que gera a elas, uma falsa sensação de superioridade.
Lembremo-nos de que nosso Mestre Jesus, jamais apontou ou julgou a quem quer que fosse, ainda que estivessem no caminho equivocado das ilusões terrenas...

Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 03 de Dezembro de 2010, 01:34
ESTUDO MENSAL   INDULGÊNCIA

Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço... Sem ela seria apenas eu e as postagens..

Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto, e aceitar sugestões, etc..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..

Recebam meu afetuoso abraço...


Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 03 de Dezembro de 2010, 01:48
Acerca da indulgência o filhodobino pensa assim:
É muito fácil praticar indulgência para com aqueles que destoam seu psiquismo, de um forma relativamente aceitável socialmente... aliás isto mais é uma obrigação que o amor ao próximo nos assevera...
Todos conhecemos problemas sérias de transtornos psiquicos fóbicos, neuróticos, psicóticos, que se afundam ou não nos vícios, ou na criminalidade...
Conjuges, que passado a euforia da paixáo descobre as verdades ocultas nos psiquismos dorentios dos companheiros(as)...
Essa é a verdadeira luta que carece verdadeiramente da indulgência...
Conhecemos centenas de milhares de casos que julgam que não tem nenhuma alternativa para esses casos tão profundamente desequilibrados, e pensam a todo segundo numa saída que seja o isolamento do psiquico-desequilirado...
A dor é grande, bem o sabemos mas todas as experiências tratadas tipo pinel, resultaram em danos maiores, ou sem nenhuma solução nem melhora do sofrimento, muito menos de cura.
A bendita Doutrina dos Espíritos, trouxe reflexões, principalmente pelos pensamentos exarados pelo Espíritos Espíritas - Cristãos, estimulando o emprego da ildulgência, da abnegação,  que praticamente esvaziaram clinicas de doentes mentais, e consultórios de análise, pela simples adoção do amor ao diferente e suas diferenças, embora, tendo que nos submeter a grandes provações composta de tantas abnegações, que valeria a pena a constiruição de um compendio para reunir tantos casos de curas como mesmo quando não foi possivel a cura, uma melhoria profunda do sofrimento dos envolvidos. Tudo isto só foi possível, com adoção da medida não isolacionista do doente, e sua manutenção dentro de seus lares... com toda familia empenhada no bem estar do psicopatológico.
Saúde e Paz!
Saúde e Paz!



Brigada amigo Filhodobino,  por mais esta valiosa informação!

(Cristãos, estimulando o emprego da ildulgência, da abnegação,  que praticamente esvaziaram clinicas de doentes mentais, e consultórios de análise, pela simples adoção do amor ao diferente e suas diferenças)

Dothy



Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 03 de Dezembro de 2010, 01:51
   O Evangelho Segundo o Espiritismo

por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires


NÃO JULGUEIS PARA NÃO SERDES JULGADOS. AQUELE QUE ESTIVER SEM PECADO QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA

 

            11 – Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós. (Mateus, VII: 1-2).

 

            12 – Então lhe trouxeram os escribas e os fariseus uma mulher que fora apanhada em adultério, e a puseram no meio, e lhe disseram: Mestre, esta mulher foi agora mesmo apanhada em adultério; e Moisés, na Lei, mandou apedrejar a estas tais. Qual é a vossa opinião sobre isto? Diziam pois os judeus, tentando-o, para o poderem acusar. Jesus, porém, abaixando-se, pôs-se a escrever com o dedo na terra. E como eles perseveraram em fazer-lhes perguntas, ergueu-se Jesus e disse-lhes: Aquele dentre vós que estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra. E tornando a abaixar-se, escrevia na terra. Mas eles, ouvindo-o, foram saindo um a um, sendo os mais velhos os primeiros. E ficou só Jesus com a mulher, que estava no meio, em pé. Então, erguendo-se, Jesus lhe disse: Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor. Então Jesus lhe disse: Nem eu tampouco te condenarei; vai, e não peques mais. (João, VIII: 3-11).

 

            13 – “Aquele que estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra”, disse Jesus. Esta máxima faz da indulgência um dever, pois não há quem dela não necessite para si mesmo. Ensina que não devemos julgar os outros mais severamente do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar nos outros os que nos desculpamos em nós. Antes de reprovar uma falta de alguém, consideremos se a mesma reprovação não nos pode ser aplicada.

            A censura de conduta alheia pode ter dois motivos: reprimir o mal, ou desacreditar a pessoa cujos atos criticamos. Este último motivo jamais tem escusa, pois decorre da maledicência e da maldade. O primeiro pode ser louvável, e torna-se mesmo um dever em certos casos, pois dele pode resultar um bem, e porque sem ele o mal jamais será reprimido na sociedade. Aliás, não deve o homem ajudar o progresso dos seus semelhantes? Não se deve, pois, tomar no sentido absoluto este princípio: “Não julgueis para não serdes julgados”, porque a letra mata e o espírito vivifica.

            Jesus não podia proibir de se reprovar o mal, pois ele mesmo nos deu o exemplo disso, e o fez em termos enérgicos. Mas quis dizer que autoridade da censura está na razão da autoridade moral daquele que a pronuncia. Tornar-se culpável daquilo que se condena nos outros é abdicar dessa autoridade, e mais ainda, arrogar-se arbitrariamente o direito de repressão. A consciência íntima, de resto, recusa qualquer respeito e toda submissão voluntária àquele que, investido de algum poder, viola as leis e os princípios que está encarregado de aplicar. A única autoridade legítima, aos olhos de Deus, é a que se apóia no bom exemplo. É o que resulta evidentemente das palavras de jesus...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 03 de Dezembro de 2010, 02:06
3-Objetivos do Estudo

 a)Entender e compreender o que é a indulgência.

 b) Estimular o exercício diário da Indulgência, por ser esta uma das mais nobres formas de praticar a Caridade moral.

 c) Compreender a necessidade da Indulgência como um dos fundamentos indispensáveis à nossa reforma íntima.

d) Enfatizar que sem a Indulgência impossível nos será atender à consagrada divisa contida na frase-símbolo da

Codificação Espírita: “Fora da caridade não há salvação.”

Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 03 de Dezembro de 2010, 03:51
Querido amigo filhodobino


Muito interessante a sua abordagem sobre o exercício da indulgência no ambiente doméstico, principalmente quando possuímos um cônjuge ou um filho com algum distúrbio mental, pois nesses casos o que a Medicina moderna não soluciona a prática do amor e da indulgência diários aliviam.

Tenho um filhinho autista e a doutrina espírita é o meio maior tesouro. Nela encontro forças para superar as minhas dificuldades. Aprendi com o sofrimento a primeiramente aceitar o meu filho,  respeitar as  diferenças do seu comportamento, amando-o e procurando ser indulgente .

Que possamos praticar diariamente  a caridade e a indulgência para podermos amar os nossos irmãos de jornada como Deus nos ama!

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 03 de Dezembro de 2010, 10:31
Amados Irmãos, falar de indulgência é fácil, compreendê-la bem e porque aplicá-la é algo que às vezes nos passa despercebido...
Às vezes somos indulgentes e nem nos damos conta de que estamos praticando indulgência...
Umas das formas que Kardec nos chamou a atenção, é para executarmos nossos processos mentais racionalizando para que não nos tornemos de fé cega... No caso da indulgência, também vejo assim, ... ao sermos indulgentes, devemos ter consciência de que o somos, por um fator muito importante: isso doma nossos Egos...
A ação expontânea e consciênte, fortalece nosso psiquismo, e é sumamente importante sabermos porque fazemos e de que forma estamos praticando indulgência.... porque há indulgências e indulgências...

Replico uma reflexão antiga mas que nos serve perfeitamente ao exercício da reflexão:

« em: 31 de Janeiro de 2006, 16:10 »
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Olá amigos,


RESIGNAÇÃO ESPÍRITA

Uma das acusações que se fazem ao Espiritismo é a de levar o homem ao conformismo. "Os espíritas se conformam com tudo, — escrevem-nos — e dessa maneira acabarão impedindo o progresso, criando entre nós um clima de marasmo, favorável às tiranias políticas do Oriente. A ideia da reencarnação é o caldo de cultura do despotismo, pois as massas crentes se entregam a qualquer jugo."

Muitos confundem a resignação espírita com o conformismo religioso. Mas, contraditoriamente, acusam o Espiritismo e não acusam as religiões. Por outro lado, tiram conclusões teóricas de fatos que podem ser observados na prática. A ideia da reencarnação não é nova, não nasceu com o Espiritismo, e não precisamos teorizar a respeito, pois temos toda a história da humanidade ante os olhos, para nos mostrar praticamente os seus efeitos.

Vamos, entretanto, por ordem.

 E tratemos, primeiro, da resignação e do conformismo.

A resignação espírita decorre, não de uma sujeição místico-religiosa a forças incontroláveis, mas de uma compreensão do problema da vida. Quando o espírita se resigna, não está se submetendo pelo medo, mas apenas aceitando uma realidade à qual terá de sujeitar, exactamente para superá-la, para vencê-la. Não é, pois, o conformismo que se manifesta nessa resignação, mas a inteligente compreensão de que a vida é um processo em desenvolvimento, dentro do qual o homem tem de se equilibrar.
Acaso não é assim que fazemos todos, espíritas e não-espíritas, em nossa vida diária? O leitor inconformado não é também obrigado, diariamente, a aceitar uma porção de coisas a que gostaria de furtar-se? Mas a diferença entre resignação ou aceitação, de um lado, e conformismo, de outro, é que a primeira atitude é activa e consciente, enquanto a segunda é passiva e inconsciente. O Espiritismo nos ensina a aceitar a realidade para vencê-la.

"Se a doença o acossa, — dizem — o espírita entende que está sendo vítima do fatalismo cármico, do destino irrevogável. Se a morte lhe rouba um ente querido, ele acha que não deve chorar, mas agradecer a Deus. Se o patrão o pune, ele se submete; se o amigo o trai, ele perdoa; se o inimigo lhe bate na face esquerda, ele lhe oferece a direita. O Espiritismo é a doutrina da despersonalização humana."

Mas acontece que essa despersonalização não é ensinada pelo Espiritismo, e sim pelo Cristianismo.

Quando o Espiritismo ensina a conformação diante da doença e da morte, o perdão das ofensas e das traições, nada mais está fazendo do que repetir as lições evangélicas. Ora, como o leitor acusa o Espiritismo em nome do Cristianismo, é evidente que está em contradição. Além disso, convém esclarecer que não se trata de despersonalização, mas de sublimação da personalidade.

O que o Cristianismo e o Espiritismo querem é que o homem egoísta, brutal, carnal, agressivo, animalesco, seja substituído pelo homem espiritual. A "personalidade" animal deve dar lugar à verdadeira personalidade humana.

Quanto ao caso das doenças, seria oportuno lembrar ao leitor as curas espíritas. Não chega isso para mostrar que não há fatalismo cármico? O que há é a compreensão de que a doença tem o seu papel na vida humana. Mas cabe ao homem, nesse terreno, como em todos os demais, lutar para vencê-la. O Espiritismo, longe de ser uma doutrina conformista, é uma doutrina de luta. O espírita luta incessantemente, dia e noite, para superar o mundo e superar-se a si mesmo. Conhecendo, porém, o processo da vida e as suas exigências, não se atira cegamente à luta, mas procurando realizá-la com inteligência, num constante equilíbrio entre as suas forças e o poder dos obstáculos.

O Homem Novo de J. Herculano Pires



Um abraço amigo
Crisar


Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/artigos-espiritas/resignacao-espirita/?PHPSESSID=b2999317ace6164466fe1a0c0c77ef3d#ixzz170aeQqiO


Querido amigo Filhodobino...Muita paz a ti!!

Que importante esta frase:( Às vezes somos indulgentes e nem nos damos conta de que estamos praticando

indulgência...) Quando todos nós estivermos adequados a esta realidade, que maravilha...

Abraços afetuoso!!

Dothy

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Gisella em 03 de Dezembro de 2010, 10:44
Querido amigo filhodobino


Muito interessante a sua abordagem sobre o exercício da indulgência no ambiente doméstico, principalmente quando possuímos um cônjuge ou um filho com algum distúrbio mental, pois nesses casos o que a Medicina moderna não soluciona a prática do amor e da indulgência diários aliviam.

Tenho um filhinho autista e a doutrina espírita é o meio maior tesouro. Nela encontro forças para superar as minhas dificuldades. Aprendi com o sofrimento a primeiramente aceitar o meu filho,  respeitar as  diferenças do seu comportamento, amando-o e procurando ser indulgente .

Que possamos praticar diariamente  a caridade e a indulgência para podermos amar os nossos irmãos de jornada como Deus nos ama!

Abraços carinhosos da Katia

Bom dia, meninas e meninos... que a Luz de Jesus ilumine nossas mentes e abra-as como abriu a sua Katia e a da minha amiga Carmem, pois ela tem uma filhinha com a Síndrome de Angelman (http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=107988128), uma doença muito pouco conhecida entre nós...

Depois do seu relato cheio de ternura, acredito que tudo o que postar aki acerca da indulgência ficará pequeno, não por vc ter a maior capacidade de sentir e colocar em prática essa virtude, mas por vc nos mostrar o caminho a seguir para chegar a ela...

Que Jesus ilumine a todas as mães que aceitam em seu seio um irmão necessitado do Amor e do carinho para que cheguem mais perto do Pai...

Bjks no coração

Gisella  ;)


Querida amiga Gisella... Muita paz e luz em teu coração...

Agradeço-te, pela presença, e esta linda contribuição em referência a estas heroínas, que lutam por amor a seus filho, familiares...

Abraços repletos de carinho...

Dothy




Querida amiga Gisella


Muito obrigada por suas palavras tão generosas

Abraços no seu coração amoroso!

Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: EmBuscaDaLuz em 03 de Dezembro de 2010, 11:01
Bom dia, amigos!

Como é belo o estudo da indulgência! Precisamos refletir e colocar em prática essa virtude que muitos se esquecem...
Parafraseando a amiga Andréa, estamos muito longe dos passos de Jesus, mas isso não pode nos desanimar.
Conhecer o Evangelho é o primeiro passo, insistir na nossa reforma íntima é talvez o mais complicado... No entanto, se conseguirmos incorporar essa benemérita virtude em nossas vidas, não será difícil dar o exemplo através de nossas ações, e na minha modesta opinião, o exemplo é que faz a diferença;

Parabéns a todos pela participação, vcs estão enriquecendo ainda mais o nosso adorado Forum Espírita!


Querida amiga.... muita paz em teu coração...

Agradeço-te a amizade e  a presença...

E esta valiosa colaboração(Como é belo o estudo da indulgência! Precisamos refletir e colocar em prática essa virtude

que muitos se esquecem...)

Beijos e Abraços afetuosos...

Dothy
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Título: Re: Indulgência
Enviado por: Gisella em 03 de Dezembro de 2010, 11:03
Meninas e meninos....

Como Deus não faz nada sem pegar "um gancho" pra gente aprender... deem uma olhadinha nesse pps que acabei de receber da minha amiga Carmem, via email...

Abraços com carinho

Gisella  ;)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: So far away em 03 de Dezembro de 2010, 11:27
Gosto do tema e procurarei acompanhá-lo sempre que possível.
Obrigada.
Aproveito para pedir aos irmãos a informação de como assistir ao filme "O Nosso Lar", gostaria muito.

Fiquem com Deus,
Lucia xavier




Querida Lucia Xavier

Seja muito bem vinda ao estudo mensal!

Paz e luz!

Abraço afetuoso da Katia

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Gisella em 03 de Dezembro de 2010, 11:48
Pessoal... desculpa minha intromissão novamente....  ;D

Mas gostaria de divulgar o I Encontro dos Membros do Fórum Espírita on Line!!!

Estamos organizando tudo com muito carinho!!!!

Adoraríamos conhecer todos vcs!!!

Segue cartaz de divulgação...

Abraços fraternos  ;)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: almir em 03 de Dezembro de 2010, 11:57
Que a paz de Jesus se faça presente em vossos corações, Kardec faz a seguinte pergunta ao Espirito da Verdade na pergunta 886 do Livro dos Espiritos "Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, tal com Jesus a entendia? R - Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias, perdão das ofensas. O que Jesus quer de cada um de nos é que sejamos tolerantes, resignados e fraternos, sentimentos estes que ainda estamos buscando muito timidamente, pois ainda julgamos demasiadamente os equivocos de nossos irmão de jornada se quer saibamos respeitar as limitações de cada um, pois ainda somos muito limitados e queremos ser aquilo que ainda não somos,
Parabens pelo tema, ser indulgente é o que Jesus espera de cada um de nos, pois só sairemos daqui enquanto não pagarmos o ultimo ceitil.
Muita paz a todos.


Amigo almir...

Ótima citação nos trouxete do livro dos Espirítos....

886- Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, tal com Jesus a entendia? R - Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias, perdão das ofensas.

Todos nós agradecemos...

Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 03 de Dezembro de 2010, 12:10
Queridos amigos....

almir e Lúcia Xavier.... Sejam bem-vindos...

Que a paz esteja presente em seus corações...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este estudo...

Agradeço a presença e a valiosa colaboração para todos nós...

Abraços afetuosos... Voltem sempre
!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 03 de Dezembro de 2010, 12:15
1-Primeira parte do estudo:

 Indulgência (Julgamento)

CAPÍTULO X
Bem-aventurados os que são Misericordiosos


Indulgência

 16 – Espíritas, queremos hoje vos falar da indulgência, esse sentimento tão doce, tão fraternal, que todo homem deve ter para com os seus irmãos, mas que tão poucos praticam. A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. Oculta -os, pelo contrário, evitando que se propaguem, e se a malevolência os descobre, tem sempre uma desculpa à mão para os disfarçar, mas uma desculpa plausível, séria, e não daquelas que, fingindo atenuar a falta, a fazem ressaltar com pérfida astúcia.
A indulgência jamais se preocupa com os maus atos alheios, a menos que seja para prestar um serviço, mas ainda assim com o cuidado de os atenuar  tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, nem traz censuras nos lábios, mas apenas conselhos, quase sempre velados. Quando criticais, que dedução se deve tirar das vossas palavras? A de que vós, que censurais, não praticastes o que condenais, e valeis mais do que o culpado. Oh, homens! Quando passareis a julgar os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos e os vossos próprios atos, sem vos ocupardes do que fazem os vossos irmãos? Quando fitareis os vossos olhos severos somente sobre vós mesmos?
            Sede, pois, severos convosco e indulgentes para com os outros. Pensai naquele que julga em última instância, que vê os secretos pensamentos de cada coração, e que, em conseqüência, desculpa freqüentemente as faltas que condenais, ou condena as que desculpais, porque conhece o móvel de todas as ações. Pensai que vós, que clamais tão alto: “anátema!” talvez tenhais cometido faltas mais graves.
            Sede indulgentes meus amigos, porque a indulgência atrai, acalma, corrige, enquanto o rigor desalenta, afasta e irrita.

(JOSÉ Espírito Protetor, Bordéus, 1863)


Complemento:

Por que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, vós que não vedes uma trave no vosso olho? Ou como dizeis ao vosso irmão: Deixe-me tirar um argueiro do vosso olho, vós que tendes uma trave no vosso? Hipócritas, tirai primeiramente a trave do vosso olho, e então vereis como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão."(São Mateus: v de 3 a 5)



Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós (  Mateus, VII: 1-2).




Título: Re: Indulgência
Enviado por: EmBuscaDaLuz em 03 de Dezembro de 2010, 12:19
Para apreciação de todos, do Espírito Emmanuel, psicografado pelo nosso admirável Chico Xavier...

Querida amiga....

Agradecemos esta linda contribuição do nosso inesquecível Chico Xavier...

Bjs e abraç
os...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 03 de Dezembro de 2010, 12:23
ESTUDO MENSAL   INDULGÊNCIA

Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço... Sem ela seria apenas eu e as postagens..

Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto,

e aceitar sugestões, etc..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..

Recebam meu afetuoso abraç
o...

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Alberto Fagundes em 03 de Dezembro de 2010, 12:32
Bom dia queridos irmãos em Cristo, muita Paz e Luz no caminho.

A indulgência tem seus 4 pontos básicos : o Julgamento,  o Perdão, a Vigilância e a permanência no Amor verdadeiro exemplificado pelo Divino Mestre Jesus, representante de nosso Pai maior que é Deus.

Querido amigo Alberto Fagundes, brigada  pela visita e esta importante contribuição...


A indulgência tem seus 4 pontos básicos : o Julgamento,  o Perdão, a Vigilância e a permanência no Amor verdadeiro exemplificado pelo Divino Mestre Jesus, representante de nosso Pai maior que é Deus.

Volte sempre...

Abraços afetuoso...
Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Welerson Castro em 03 de Dezembro de 2010, 13:37
NA LUZ DA INDULGÊNCIA

"E se ao que quiser pleitear contigo, tirar-te o vestido, larga-lhe também a capa." - Jesus - Mateus.

"Sede indulgentes com as faltas alheias, quaisquer que elas sejam; não julgueis com severidade senão as vossas próprias ações e o Senhor usará da indulgência para convosco, como de indulgência houverdes usado para com os outros." - Cap. X, 17.

Anseias pela vitória do bem, contudo, acende a luz da indulgência para fazê-lo com segurança.

Todos nós, espíritos imperfeitos, ainda arraigados à evolução da Terra, reclamamos concurso e compaixão uns dos outros, mas nem sempre sabemos por nós mesmos, quando surgimos necessitados de semelhantes recursos.

Em muitas circunstâncias, estamos cegos da reflexão, surdos do entendimento, paralíticos da sensibilidade e anestesiados na memória sem perceber...

A jovem do teu convívio embriagou-se na ilusão, caindo em sucessivos abusos, a pretexto de mocidade. Justo suspires por reintegrá-la no harmonioso desenvolvimento das próprias faculdades, situando-a no rumo das experiências de natureza superior, todavia, por ajudá-la, não lhes reproves os sonhos. Usa a indulgência e ampara-lhe a meninice.

O companheiro em provas amargas escorregou no desânimo e tombou em desespero. Claro que anelas para ele o retorno à tranqüilidade, no entanto, não te entregues às críticas que lhe agravariam a irritação. Usa a indulgência e oferece-lhe apoio.

O próprio Criador espera as criaturas, no transcurso do tempo, tolerando-lhes as faltas e encorajando-lhes as esperanças, embora lhes corrija todos os erros, através de leis eficientes e claras.

Indiscutivelmente, ninguém constrói nada de bom, sem responsabilidade e disciplina, advertência e firmeza, mas é imperioso considerar que toda boa obra roga auxílio, a fim de aperfeiçoar-se.

Pensa no bem e faze o bem, contudo, é preciso recordar que o bem exigido pela força da violência gera males inúmeros em torno e desaparece da área luminosa do bem para converter-se no mal maior.

Emmanuel

Do Livro: Livro da Esperança

Psicografia: Francisco Cândido Xavier

Editora: CEC


Querido amigo Welerson... Seja bem-vindo...

Agradeço-te a presença e sua importante contribuição para enriquecer mais ainda este estudo...

Volte sempre... Abraços afetuoso...

Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Paulo Geber em 03 de Dezembro de 2010, 13:57
Bom dia a todos.
O amor, é divino no exercicio diário de nossa fé. A indulgência, em todas as suas formas, é ferramenta necessária em nossos sentimentos, para melhor aproveitamento no exercicio de nosso livre arbitrio.`
Essa é minha luta particular, atravez da indulgência, fortalecer o amor fraternal e erra menos com os outros, não me tornando assim, filho do infortunio, mas um agente do consolador



Brigada querido Paulo Geber...

Por esta valiosa contribuição com o estudo...

Volte sempre... Será bem-vindo...

Abraços afetuoso!!

Dothy

A indulgência, em todas as suas formas, é ferramenta  necessária em nossos sentimentos, para melhor aproveitamento no exercicio de nosso livre arbitrio.`
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Déa Feitosa em 03 de Dezembro de 2010, 14:47
Olá amigos!

Hoje meu dia está um tanto corrido, mas não podia ficar sem dar um olá...

Este tema tem sido de muita importância para mim, estou num momento que preciso mudar como pessoa, preciso crescer como espírito.

Como disse, tenho me esforçado para praticar os ensinamentos, não acho fácil devido as vicissitudes. Mas lendo e relendo quantas vezes for necessário, ir mudando um pouco a cada dia, a cada atitude errada, consciente ou não, tenho certeza que chegarei lá.

Hoje posso afirmar quando ajo de forma contrária ao que o mestre Jesus nos ensinou, no mesmo instante sinto um arrependimento, sentimento que me leva a reflexão. Acho que realmente estou ndoe aproveitando os ensinamentos.

Muito obrigada amigos por todos os esclarecimentos.

Que a Paz de Deus estaja sempre entre nós, nos guiando para um aperfeiçoamente coletivo.

Fiquem com Deus.


Ps.
Gisella que bairro do Taboao da Serra você mora? Morei lá toda minha infância e adolescência


Querida amiga...

Seja sempre bem-vinda...

Sua presença é fundamental para este estudo...

Agradeço toda contribuição que nos trouxeste...

Abraços cheios de afeto e carinho...

Dothy

(Este tema tem sido de muita importância para mim, estou num momento que preciso mudar como pessoa, preciso crescer como espírito)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 03 de Dezembro de 2010, 14:47
 

                                                                      André Luiz e Divaldo P. Franco -

Busca e Achará

Em nos reportando à indulgência, recorde-se que o verbo pode ser definido em variadas comparações.

A palavra de bondade é uma semente de simpatia.

A frase de acusação é um golpe agravando a ferida que nos propomos curar.

O conceito otimista é luz no caminho.

O grito de cólera é curto-circuito na sistemática das forças em que venha a surgir.

O diálogo construtivo é terapêutica restauradora.

O comentário deprimente é pasto da obsessão.

A nota de esperança é porta de paz.

O conceito pessimista é nuvem enregelante.

A frase calmante é ingrediente de paz.

O verbo agressivo é indução à doença.

Conversando podemos criar saúde ou enfermidade, levantar ou abater, recuperar ou ferir.

A nossa palavra enfim pode ser uma pancada ou uma bênção.

E o uso dessa força que equilibra ou desiquilibra, obscurece ou ilumina, ergue ou abate está em nós.

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Título: Re: Indulgência
Enviado por: Deoney Barbosa em 03 de Dezembro de 2010, 15:18
O Momento é de muita importancia esse tema de estudo, parabens pelo tema.
Se pudessemos todos os dias ler alguma informação sobre indulgencia, o mundo seria muito melhor.
Só em iniciar o estudo, senti isso comigo.
Abraços



Amigo Deoney Barbosa...

Seja sempre bem-vindo...

Muita paz a ti...

Agradeço a visita...

E que felicidade seria se realemente a Indulgência fosse sempre divulgada e vivenciada por tdos nós...

Abraços afetuoso

Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: resposta em 03 de Dezembro de 2010, 17:06
Oi gente!
Tenho percebido que é preciso cuidado. Que o leite derramado não volta para o copo. E que embora possamos seguir adiante inclusive superando com êxito desafios externos de convivência fica registrado no tempo e espaço todo o "leite derramado". Não adianta chorar, temos que prosseguir e inclusive nos abastecermos de outro leite. Contudo, é amigável alertar aos descuidados e procurarmos nós mesmos a valorização dos momentos (fatos, coisas e pessoas) com que somos agraciados diariamente.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Sarangélica em 03 de Dezembro de 2010, 17:36
Queridos irmãos, quando nosso amado Francisco se propõe a compreender mais do que ser compreendido, afirma sua postura de homem sumamente benevolente e grandemente indulgente, incapaz, por isso, de julgar, de definir com seus padrões a realidade alheia, não pretende reduzir os outros aos limites da sua visão. E ele que era excelente!
Não é difícil admitir, assim, que todos os que conseguem compreender, mesmo que pouco a pouco, os irmãos e as situações do mundo, são os que se fazem instrumentos da paz, sob o comando psíquico de Jesus.
Ninguém usufrui de paz quando não compreende.
Ninguém pode oferecer paz ao mundo, se não a desenvolve no próprio âmago, no próprio mundo íntimo.
Cooperemos, então, um pouco mais, com o estabelecimento da paz geral. Iniciemos ou prossigamos nos esforços de compreender, sem tanta ansiedade pela reciprocidade.
Será necessário que cada indivíduo se compenetre da importância de ajustar-se ao programa do Cristo, em favor da instalação da paz no mundo, mas, primordialmente, no mundo que se estriba dentro de si mesmo, avaliando a utilidade desses passos íntimos no campo da autoridade vibracional, para que não esteja verbalizando uma coisa enquanto sente e vivencia outra totalmente distinta.
Abraços a todos e fiquem com na paz!!



Querida amiga Sarangelica....Seja bem-vinda....

Muita paz em teus dias...

Agradeço tua visita e esta belissíma contribuição, (sua postura de homem sumamente benevolente e grandemente indulgente, incapaz, por isso, de julgar, de definir com seus padrões a realidade alheia, não pretende reduzir os outros aos limites da sua visão. E ele que era excelente!)

Desejo que a amiga volte sempre... Abraços afetuosos!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 03 de Dezembro de 2010, 17:37
Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita.

Eis mais uma virtude fundamental para aqueles de nós que desejamos viver a Nova Era, a era do bem.

A indulgência não se entende por conivência com a coisa errada, de forma alguma, mas, de uma forma benevolente, de tratar a alma equivocada.

Nossa severidade excessiva com os outros pouco resolve. E, pelo contrário, esta ferocidade em nosso julgamento só nos tem trazido prejuízos morais.

Quase sempre nossa crítica, nossa condenação, não visa o bem do outro, mas sim uma satisfação desequilibrada em simplesmente falar mal, ou condenar.

Mecanismo psicológico de projeção, muitas vezes nos mostra no outro aquilo que detestamos em nós, e como fuga desastrosa, ao acusar, imaginamos que podemos nos livrar do mal intrínseco à nossa alma enferma.

Acusar por acusar nunca nos trará o bem que desejamos, a paz que anelamos tanto.

A maledicência é provocadora de prazer mórbido que atesta deficiência de caráter humano.

Sejamos assim, indulgentes, da mesma forma que o Criador o é sempre conosco, vendo o que temos de bom, e sempre nos dando novas chances de acertar após nossos erros.

Reforçar o erro de outrem é valorizar o negativo. É dar-lhe um destaque maior do que o necessário.

A indulgência é caridade, é compreensão e perdão.

O verdadeiro caráter da caridade é a modéstia e a humildade, que consistem em ver cada um apenas superficialmente os defeitos de outrem, e esforçar-se por fazer que prevaleça o que nele há de bom e virtuoso.

Embora o coração humano seja um abismo de corrupção, sempre há, nalgumas de suas dobras mais ocultas, o gérmen de bons sentimentos, centelha vivaz da essência espiritual.

Redação do Momento Espírita com base no cap. X, itens 16 a 18 do livro O evangelho segundo o Espiritismo,de Allan Kardec, ed. Feb.
 

Copyright © 2010 Sociedade Espírita André Luiz


Título: Re: Indulgência
Enviado por: Ritacas em 03 de Dezembro de 2010, 17:44
Boa tarde a todos
Esse tema tão lindo mas tão difícil de se colocar em prática não é mesmo, eu tento, me esforço e agradeço a Deus por mais um dia que fui indulgente com meu próximo. 2011 está chegando, fazemos tantos pedidos, promessas, que tal tentar ser indulgente, o coração agradece. Muita paz a todos


Querida amiga....

Seja bem-vinda... Muita paz e luz!!

Agradeço-te esta visão sobre o tema: Esse tema tão lindo mas tão difícil de se colocar em prática não é mesmo?

Volte sempre...Abraços afetuoso...

Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Régis Franco em 03 de Dezembro de 2010, 17:47
Gostaria de propor um exercício prático, aplicado à nossa rotina, em nossas atividades diárias!

Todas vez que nos irritarmos com alguém (porque as pessoas não nos irritam, nós é que nos irritamos com elas), vamos parar, pensar, e mentalmente, encontrar 3 grandes boas qualidades dessa pessoa!

Esse é um exercício que, praticado com frequência, nos levará, gradualmente, a mudar nossas reações, nosso comportamento, o que contribuirá com nossa transformação!

Paz a todos!

Régis

Querido amigo... Seja bem-vindo....

Agradeço tua visita e tua sugestão para este exercício...

Volte sempre... Abraços afetuoso

Dothy!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Virtus em 03 de Dezembro de 2010, 18:17
Caros amigos!

Desejo colocar um comentário aqui como um sinal apenas.
Eu vejo muitos "espíritas" assim como crentes das mais diversas doutrinas ou religiões citarem fontes e as práticas parecerem mais replicações do dito e não um exemplo de ações e afirmações dos ensinamentos.
Temos assistido uma sociedade midiática pouco indulgente e sua influência ultrapassa quaisquer crenças. Aqueles que deviam necessariamente por doutrina compreender, perdoar e agir às vezes se tornam bibliotecas de ensinamentos quando não agem exatamente ao contrário da pregação.
Livros não são pessoas. Eles não agem e nós devemos agir.
Penso que os ensinamentos que recebemos devem ser compartilhados e aplicados e não apenas serem recitados à espera um outro ensinamento a ser transmitido.
Espero que alguém compreenda esta dimensão que nos envolve e se traduz por muitas conversas e poucos atos.
Se as revelações segundo Kardec apontam revelações "Verdade", penso eu que nós "espíritos encarnados" podemos replicar esta verdade através da compreensão "prática" destes valores.
Se este comentário ajudar ou despertar outras questões tenho interesse de ajudar a desvendarmos, juntos, algumas questões que ele envolve.
Abraços,
Virtus

Aqui Kardec coloca a seguinte nota:

Nessa época não se fazia distinção entre as diversas categorias de Espíritos simpáticos; eram confundidos sob a denominação geral de Espíritos familiares.

Perg. – Meu Espírito familiar, quem quer que sejais, vos agradeço por ter vindo me visitar; quereríeis me dizer quem sois? - Resp. – Para ti, me chamarei A Verdade, e todos os meses, aqui, durante um quarto de hora, estarei à tua disposição.

Querido amigo... Seja bem-vindos... Muita paz a ti!!

Agradeço-te a visita e esta citação:( Penso que os ensinamentos que recebemos devem ser compartilhados e aplicados e

não apenas serem recitados à espera um outro ensinamento a ser transmitido...)

***Ainda estamos em lenta caminhada em nossa evolução... Alguns conseguem mais rápido, outros não...***

 Volte sempre... Abraços afetuoso

Dothy!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Webeater em 03 de Dezembro de 2010, 18:17
Por experiências próprias sei o quanto é preciso antes de tudo ser indulgente consigo mesmo para que não se debite aos outros as próprias falhas e culpas, já que é comum a tentativa de destruir mentes ou reputações através do próprio pecado. Retirar a trave dos olhos, uma metáfora que indica ser fácil retirar objeto tão amplo alojado na visão, mas não é simples como parece pois é preciso muita boa vontade para saber a dimensão e posição do incomodo e determinação para retirá-lo.

Querido amigo... Seja bem-vindo... Muita paz a ti!!

Agradeço-te a visita e esta importante colocação( Por experiências próprias sei o quanto é preciso antes de tudo ser indulgente consigo mesmo)

Muitas vezes as pessoas nos perdoam, todos nos perdoam, mas nós mesmos não nos perdoamos... Devemos ser

indulgente conosco também, precisamos nos reformar... Mas sem tantos martirios...

Volte sempre... abraços afetuoso!

Dothy!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Rosangela Inacio em 03 de Dezembro de 2010, 18:19
O que posso falar da Indulgência? É seguir os passos de nosso querido Mestre e Amigo Jesus, lembrando sempre que somos todos irmãos, filhos de um mesmo Pai, e que para ele o Perdão é símbolo de grandeza espiritual. Todos temos a Luz Divina em nosso mais íntimo ser, somos parte dele e a ele voltaremos quando nossa escalada espiritual atingir o final. Mas para isso temos de aprender a perdoar, a amparar, a amar incondicionalmente! Abraços a todos, um Feliz Natal e um Ano Novo pleno de luz, paz e porque não, com a prática da indulgência. Rosangela

Querida amiga Rosangela... Seja sempre bem-vinda... Muita paz a ti!!

Agradeço-te a visita e esta valiosa colocação para todos nós ( É seguir os passos de nosso querido Mestre e Amigo Jesus, lembrando sempre que somos todos irmãos, filhos de um mesmo Pai, e que para ele o Perdão é símbolo de grandeza espiritual.)

Volte sempre... Abraços afetuoso!!

Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 03 de Dezembro de 2010, 18:34
3-Objetivos do Estudo

 a)Entender e compreender o que é a indulgência.

 b) Estimular o exercício diário da Indulgência, por ser esta uma das mais nobres formas de praticar a Caridade moral.

 c) Compreender a necessidade da Indulgência como um dos fundamentos indispensáveis à nossa reforma íntima.

d) Enfatizar que sem a Indulgência impossível nos será atender à consagrada divisa contida na frase-símbolo da

Codificação Espírita: “Fora da caridade não há salvação.”



Título: Re: Indulgência
Enviado por: Castello em 03 de Dezembro de 2010, 18:36
Queridos irmãos.
O tema "indulgência", nos faz lembrar de muitas passagens na Bíblia, onde, muitas vezes pegamo-nos a fazer julgamentos erroneos, em nosso dia a dia, porém continuamos a julgar, mas no intuito de ajudar a outrem, com intenção grandemente altruista. Julgar se tornou fácil, pois julgamos tudo que nos aparece pela frente, julgamos, quando vemos televisão, julgamos quando lemos um jornal, julgamos quando ficamos sabendo de uma istória, mesmo que contada por alguns que não tem condições de julgar.
Queridos irmãos, leibrai-vos de que o melhor instrumento para sabermos se certos ou errados, é nos colocando no lugar da pessoa a quem julgamos, pois Deus, em sua magnificência, soube que errar seria um meio de sabermos o verdadeiro caminho, uma forma de achar o caminho certo, a Luz do Senhor. A indulgência, deve ser colocada de forma a relevar os erros dos outros, pois sabemos que cada um tem a responssabilidade de responder pelos seus próprios erros em uma determinada  hora, tudo faz parte de uma evolução de nosso espírito, grande seria aquele que pudesse julgar a todos, sem as tendencias que por ventura nos norteiam, mas, o maior julgamento é o que nós mesmos nos concedemos, onde seremos réus e juízes, a nossa consciencia será o maior algóz, pois podemos enganar a todos mas, só não enganamos a nós mesmos...

Que a Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja sempre convosco.

Querido amigo... Seja sempre bem-vindo... Muita paz a ti...

Agradeço-te a visista e esta reflexão (Muitas vezes pegamo-nos a fazer julgamentos erroneos, em nosso dia a dia, porém continuamos a julgar)

Volte sempre... Abraços afetuoso...

Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 03 de Dezembro de 2010, 18:44
Conceito Básico:

2-1) Indulgência:

 a)Virtude, sentimento doce e fraternal (ESE)

b) Não ver os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los (ESE)

c) A indulgência, é a condescendência em relação a outrem, seja de referência às suas opiniões ou comportamento, ao direito de crer no que

lhe aprouver, pautando as suas atitudes nas linhas que lhe pareçam mais compatíveis ao modo de ser, desde que não firam os sentimentos
 
alheios, nem atentem contra as regras da dignidade humana. (ESTUDOS ESPÍRITAS - JOANNA DE ÂNGELI
S
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Mizica em 03 de Dezembro de 2010, 18:54
Oi Dothy!

Boa tarde à todos!

Esse tema é muito bom. Vivemos uma época em que nosso planeta fervilha entre a violência, a falta de cortesia, a indiferença, o egoísmo .... que tanto brutalizam o ser humano transformando-o em um ser qua parece não ter mais sentimentos.

A indulgência é fator preponderante na escalada de nossa reforma intima. Sempre "apontamos o dedo ao outro", esquecendo nossos próprios defeitos. Na maioria das vezes achamos que sempre estamos certos, o erro está sempre no outro. Não temos tempo de parar e olhar o outro lado da moeda, o lado dos outros, as dificuldades dos outros, as diferenças dos outros.... sempre somos eu, eu e eu.
A máxima espírita é clara: "Fora da caridade não ha salvação".

Paz e luz
Mizica


Querida amiga Mizica... Seja bem-vinda... Muita paz a ti!!

Fico feliz por ter tua visita neste estudo, e esta maravilhosa citação tão atual (A indulgência é fator preponderante na escalada de nossa reforma intima. Sempre "apontamos o dedo ao outro", esquecendo nossos próprios defeito)

Volte sempre... Abraços afetuoso!

Dothy...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 03 de Dezembro de 2010, 19:01
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço... Sem ela seria apenas eu e as postagens..

Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto,

e aceitar sugestões, etc..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..

Recebam meu afetuoso abraço..
.


Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 03 de Dezembro de 2010, 19:02
1-Primeira parte do estudo:

 Indulgência (Julgamento)

CAPÍTULO X
Bem-aventurados os que são Misericordiosos


Indulgência

 16 – Espíritas, queremos hoje vos falar da indulgência, esse sentimento tão doce, tão fraternal, que todo homem deve ter para com os seus irmãos, mas que tão poucos praticam. A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. Oculta -os, pelo contrário, evitando que se propaguem, e se a malevolência os descobre, tem sempre uma desculpa à mão para os disfarçar, mas uma desculpa plausível, séria, e não daquelas que, fingindo atenuar a falta, a fazem ressaltar com pérfida astúcia.
A indulgência jamais se preocupa com os maus atos alheios, a menos que seja para prestar um serviço, mas ainda assim com o cuidado de os atenuar  tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, nem traz censuras nos lábios, mas apenas conselhos, quase sempre velados. Quando criticais, que dedução se deve tirar das vossas palavras? A de que vós, que censurais, não praticastes o que condenais, e valeis mais do que o culpado. Oh, homens! Quando passareis a julgar os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos e os vossos próprios atos, sem vos ocupardes do que fazem os vossos irmãos? Quando fitareis os vossos olhos severos somente sobre vós mesmos?
            Sede, pois, severos convosco e indulgentes para com os outros. Pensai naquele que julga em última instância, que vê os secretos pensamentos de cada coração, e que, em conseqüência, desculpa freqüentemente as faltas que condenais, ou condena as que desculpais, porque conhece o móvel de todas as ações. Pensai que vós, que clamais tão alto: “anátema!” talvez tenhais cometido faltas mais graves.
            Sede indulgentes meus amigos, porque a indulgência atrai, acalma, corrige, enquanto o rigor desalenta, afasta e irrita.

(JOSÉ Espírito Protetor, Bordéus, 1863)


Complemento:

Por que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, vós que não vedes uma trave no vosso olho? Ou como dizeis ao vosso irmão: Deixe-me tirar um argueiro do vosso olho, vós que tendes uma trave no vosso? Hipócritas, tirai primeiramente a trave do vosso olho, e então vereis como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão."(São Mateus: v de 3 a 5)


Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós (  Mateus, VII: 1-2).





Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 03 de Dezembro de 2010, 19:09
   NÃO JULGUEIS PARA NÃO SERDES JULGADOS.  AQUELE QUE ESTIVER SEM PECADO QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA

 

            11 – Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e3 – “Aquele que estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra”, disse Jesus. Esta máxima faz da indulgência um dever, pois não há quem dela não necessite para si mesmo. Ensina que não devemos julgar os outros mais severamente do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar nos outros os que nos desculpamos em nós. Antes de reprovar uma falta de alguém, consideremos se a mesma reprovação não nos pode ser aplicada.

            A censura de conduta alheia pode ter dois motivos: reprimir o mal, ou desacreditar a pessoa cujos atos criticamos. Este último motivo jamais tem escusa, pois decorre da maledicência e da maldade. O primeiro pode ser louvável, e torna-se mesmo um dever em certos casos, pois dele pode resultar um bem, e porque sem ele o mal jamais será reprimido na sociedade. Aliás, não deve o homem ajudar o progresso dos seus semelhantes? Não se deve, pois, tomar no sentido absoluto este princípio: “Não julgueis para não serdes julgados”, porque a letra mata e o espírito vivifica.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 03 de Dezembro de 2010, 19:30
Indulgência Ainda

Autor Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier

A indulgência não é apenas caridade para com os outros.
Erige-se igualmente como sendo processo de nos imunizarmos contra o impacto de vibrações destrutivas. Por isto mesmo, o tato deve estar conosco, à feição de porta – verdade, a fim de que os nossos pensamentos não venham a ferir os outros, tornando de outros para nós, de maneira a ferir-nos.
Assim nos expressamos porque a idéia em si é fonte de força em que a palavra se articula.
Aprendamos, ainda e sempre, a empregar a indulgência construtivamente, em se tratando das pessoas.
Quando esse companheiro ou aquela companheira se mostrarem autoritários, de modo excessivo, mentalizemo-los por irmãos responsáveis e confiantes; surgindo os que se nos afigurem vagarosos, na execução das tarefas que lhes caiba, imaginemo-los por meticulosos e tímidos, nunca por preguiçosos e lerdos; se aparecerem por figurinos de avareza e se chamados a exprimir-mos, quanto a eles, interpretemo-los por amigos da poupança e não da sovinice; quando se revelarem portadores de opiniões demasiado francas, aceitemo-los por amigos sinceros mas não imprudentes; em se evidenciando facilmente irritáveis, vejamo-los por temperamentos emotivos e não por pessoas aborrecidas ou intolerantes; e quando se nos destaquem aos olhos dos irmão indecisos ou amorfos, saibamos classificá-los por amigos cautelosos e moderados.


Livro Encontro de Paz - Psicografia Chico Xavier
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Gisella em 03 de Dezembro de 2010, 19:53
Indulgência Ainda

Autor Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier

A indulgência não é apenas caridade para com os outros.
Erige-se igualmente como sendo processo de nos imunizarmos contra o impacto de vibrações destrutivas. Por isto mesmo, o tato deve estar conosco, à feição de porta – verdade, a fim de que os nossos pensamentos não venham a ferir os outros, tornando de outros para nós, de maneira a ferir-nos.
Assim nos expressamos porque a idéia em si é fonte de força em que a palavra se articula.
Aprendamos, ainda e sempre, a empregar a indulgência construtivamente, em se tratando das pessoas.
Quando esse companheiro ou aquela companheira se mostrarem autoritários, de modo excessivo, mentalizemo-los por irmãos responsáveis e confiantes; surgindo os que se nos afigurem vagarosos, na execução das tarefas que lhes caiba, imaginemo-los por meticulosos e tímidos, nunca por preguiçosos e lerdos; se aparecerem por figurinos de avareza e se chamados a exprimir-mos, quanto a eles, interpretemo-los por amigos da poupança e não da sovinice; quando se revelarem portadores de opiniões demasiado francas, aceitemo-los por amigos sinceros mas não imprudentes; em se evidenciando facilmente irritáveis, vejamo-los por temperamentos emotivos e não por pessoas aborrecidas ou intolerantes; e quando se nos destaquem aos olhos dos irmão indecisos ou amorfos, saibamos classificá-los por amigos cautelosos e moderados.


Livro Encontro de Paz - Psicografia Chico Xavier


Dothy

Mensagem enriquecedora...

Pensando nela, me coloquei a refletir... quantas e quantas vezes, hoje mesmo, me coloquei na condição de julgar os outros pela maneira como agem, como falam, como sentem...

Realmente, ser indulgente como nos colocou Emmanuel... to longe disso...

Mas, muito obrigada pelo "puxão de orelhas"....  :P

Abraços fraternos

Gisella  ;)

Querida amiga...

Esta mensagem é para todos nós,...

Que cada um faça sua reflexão, sobre este tão profundo tema...

Bjs e abraços cheios de carinho e paz...

Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 03 de Dezembro de 2010, 20:10
LEMBRETE:

1° - É a indulgência a expressão de um sentimento delicadíssimo de reta justiça (...). (...) A indulgência é, portanto, uma dívida de amor, que toda criatura humana precisa satisfazer todas as vezes que se encontre diante de irmãos seus que incorram em delito, falta ou defeito. Angel Aguarod

2° - A indulgência, portanto, não consiste em fechar os olhos ante as faltas do próximo, para não as ver; mas, em reconhecer essas faltas, para colocar sobre elas um sudário de piedade, impregnado de amor. (...) a indulgência é filha da bondade e a bondade exige em todas as ocasiões que a criatura faça o bem ao seu semelhante (...) Angel Aguarod

3° - (...) a indulgência é um sentimento doce que faz esquecer as faltas e os defeitos do nosso próximo (...) Manoel P. Miranda


Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 03 de Dezembro de 2010, 20:13
15 - INDULGÊNCIA - EMMANUEL - PÁG. 14

Concedeu-te o Senhor: O berço em que nasceste. O ar em que respiras. O lar que te abençoa. O sol que te ilumina. O corpo em que estagias. O passo equilibrado. A escola que te auxilia. A lição que te acolhe. O amigo que te ampara. O pão que te alimenta. A fonte que te acalma. A ação que te renova. A fé que te sustenta. O afeto que te nutre. A flor que te consola. A estrela que te inspira. A idéia e o sentimento. A bondade e a alegria. O trabalho e o repouso. A oração e a esperança. Ante a Eterna Indulgência, Com que o Céu te acompanha. Sê também complacente, E usa a misericórdia, Para que a Paz Divina, Permaneça contigo, À maneira de luz, Que te guarde hoje e sempre. Ainda que tudo te pareça na atualidade terrestre, sombra e derrota, cadeia e desalento, ergue a Deus o teu coração em forma de prece e roga-lhe forças para fazer luz e confiança onde a treva e o desespero dominam, porque se ontem foi o tempo de nossa morte na queda, hoje é o dia de nossa abençoada ressurreição.

As almas, no fundo, são semelhantes às plantas no campo imenso da vida. Repara, desse modo, o que produzes. Corações isolados na sensibilidade egoística, receando dissabores no relacionamento com o próximo, parecem cardos amargosos na terra seca. Verbos maledicentes que encontram motivo para a crítica destruidora, nos menores acontecimentos de cada dia, simbolizam a urtiga brava, sempre disposta a ferir.

Inteligências ruidosas na reiterada exposição de nobres ideais que nunca realizam, lembram arbustos ricos de folhagens, que jamais se confiam à frutescência. Companheiros ociosos e entediados da luta humana, em fuga das elevadas obrigações que o mundo lhes assinala, oferecem pontos de contato com o cipó absorvente que, enlaçado a outras plantas, lhes suga a vitalidade e lhes furta a existência.

Almas em sofrimento constante que sabem cultivar a fé e a esperança, ofertando a quem passa os melhores testemunhos de amor e coragem são roseiras abençoadas, produzindo flores de paz e alegria, sobre os espinheiros terrestres. Espíritos generosos e amigos, que buscam a intimidade com a luz da compreensão e do serviço, apresentam similaridade com as copas opulentas, sempre habilitadas a socorrer quem lhe procura o regaço acolhedor, com a sombra refrigerante ou com o fruto nutriente.

Irmãos prestimosos parecem valiosas plantas medicinais, cuja essência consegue curar inquietações e feridas. Espíritos benevolentes e sábios, no apoio incessante à Humanidade, surgem por troncos veneráveis, de que o homem retira a madeira de lei para o lar que lhe serve de berço e templo, escola e moradia. Observa o que fazes. Por tuas demonstrações e exemplos no recanto em que o Senhor te situou, o mundo conhecer-te-á, de perto, e abençoará ou corrigirá tua vida.
 
Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 03 de Dezembro de 2010, 20:33
Amados Irmãos, companheiros de estudo da indulgência...

Qual a percepção de indulgência que poderiamos aferir lendo este trecho?

"     
Contamos com o seu concurso para a divisão da cromatina no útero materno.
        A modelagem fetal e o desenvolvimento do embrião obedecem a leis físicas naturais, qual ocorre na organização de formas em outros reinos da Natureza, mas, em todos esses fenômenos, os ascendentes de cooperação espiritual coexistem com as leis, de acordo com os planos de evolução ou resgate. O concurso da espiritualidade, portanto, em processos tais, é uma das tarefas mais comuns.
[16a - página 188 ]  - André Luiz
[16a] MISSIONÁRIOS DA LUZ – 36a ed. -  Francisco Cândido Xavier – André Luiz * - @1943 ( Ver: Epigenética )
As famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais.

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/ese-entendimentos-com-as-referencias-biblicas/435/#lastPost#ixzz1733NxEUq
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Mariskos em 03 de Dezembro de 2010, 20:58


Parabéns Dothy, pelo belo tema escolhido e pelas lições, os verdadeiros espíritas que se empenham nos estudos, teem a oportunidade de conhecer e praticar a reforma íntima, abraços.

Brigada pela visita.... Muita paz em teu coraçao

E por este lembrete: ( os verdadeiros espíritas que se empenham nos estudos, teem a oportunidade de conhecer e praticar a reforma íntima, abraços.)

Volte sempre..Será bem-vindo...

Abraços afetuoso!!

Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: licia f em 03 de Dezembro de 2010, 21:01
Adorei esse tema, vou seguir seus ensinamentos.Muito abrigado Dothy

Seja bem-vindo... Muita paz a ti!!

Eu que agradeço... Brigada pela visita...

Volte sempre.... Abraços afetuoso...

Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Sirclovis em 03 de Dezembro de 2010, 21:04
Queridos amigos, que a paz de Jesus esteja comosco.
Em nossos grupos do ESDE, este tema sempre é bem discutido, mas sempre permanecem dúvidas a respeito deste sentimento que os espíritos nos convidam a exercer. Penso que o espírita tem mais facilidade de exercer a indulgência por conta de sabermos que os comportamentos estão sempre vinculados aos atavismos do passado, processos obsessivos, disturbios emocionais temporários, etc. Assim sendo, compreendendo que as agressões que sofremos podem estar vinculadas a qualquer destes fatores, a compreensão e a indulgência são mais fáceis.

Querido amigo... Seja bem-vindo... Muita paz e luz....

Brigada pela visita... E por este lembrete: (enso que o espírita tem mais facilidade de exercer a indulgência) Mas esta realidade nem sempre acontece...

Volte sempre... Abraços afetuoso..

Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 03 de Dezembro de 2010, 21:25
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para e
nriquecer ainda mais este espaço... Sem ela seria apenas eu e as postagens..

Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto,

e aceitar sugestões, etc..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..

Recebam meu afetuoso abraço...


Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 03 de Dezembro de 2010, 21:27
1-Primeira parte do estudo:

 Indulgência (Julgamento)

CAPÍTULO X
Bem-aventurados os que são Misericordiosos


Indulgência

 16 – Espíritas, queremos hoje vos falar da indulgência, esse sentimento tão doce, tão fraternal, que todo homem deve ter para com os seus irmãos, mas que tão poucos praticam. A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. Oculta -os, pelo contrário, evitando que se propaguem, e se a malevolência os descobre, tem sempre uma desculpa à mão para os disfarçar, mas uma desculpa plausível, séria, e não daquelas que, fingindo atenuar a falta, a fazem ressaltar com pérfida astúcia.
A indulgência jamais se preocupa com os maus atos alheios, a menos que seja para prestar um serviço, mas ainda assim com o cuidado de os atenuar  tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, nem traz censuras nos lábios, mas apenas conselhos, quase sempre velados. Quando criticais, que dedução se deve tirar das vossas palavras? A de que vós, que censurais, não praticastes o que condenais, e valeis mais do que o culpado. Oh, homens! Quando passareis a julgar os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos e os vossos próprios atos, sem vos ocupardes do que fazem os vossos irmãos? Quando fitareis os vossos olhos severos somente sobre vós mesmos?
            Sede, pois, severos convosco e indulgentes para com os outros. Pensai naquele que julga em última instância, que vê os secretos pensamentos de cada coração, e que, em conseqüência, desculpa freqüentemente as faltas que condenais, ou condena as que desculpais, porque conhece o móvel de todas as ações. Pensai que vós, que clamais tão alto: “anátema!” talvez tenhais cometido faltas mais graves.
            Sede indulgentes meus amigos, porque a indulgência atrai, acalma, corrige, enquanto o rigor desalenta, afasta e irrita.

(JOSÉ Espírito Protetor, Bordéus, 1863)


Complemento:

Por que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, vós que não vedes uma trave no vosso olho? Ou como dizeis ao vosso irmão: Deixe-me tirar um argueiro do vosso olho, vós que tendes uma trave no vosso? Hipócritas, tirai primeiramente a trave do vosso olho, e então vereis como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão."(São Mateus: v de 3 a 5
)


Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós (  Mateus, VII: 1-2).



Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 03 de Dezembro de 2010, 21:28
3-Objetivos do Estudo

 a)Entender e compreender o que é a indulgência.

 b) Estimular o exercício diário da Indulgência, por ser esta uma das mais nobres formas de praticar a Caridade moral.

 c) Compreender a necessidade da Indulgência como um dos fundamentos indispensáveis à nossa reforma íntima.

d) Enfatizar que sem a Indulgência impossível nos será atender à consagrada divisa contida na frase-símbolo da

Codificação Espírita: “Fora da caridade não há salvação.”



Título: Re: Indulgência
Enviado por: Lia Santos em 03 de Dezembro de 2010, 21:30
É o primeiro forum que tento participar. Preciso entender como se faz isso. Esse tema veio num momento muito oportuno em minha vida. Obrigada!

Querida amiga... Seja bem-vinda... Muita paz em teu coração...

Agradeço-te a visita... Este tema, realmente é muito atual e necessário para todos nós...

Volte sempre... Abraços afetuosos...

Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 03 de Dezembro de 2010, 21:36
Amigo Sirclovis


Seja muto bem vindo ao estudo mensal!

Nós espíritas realmente temos uma maior facilidadade em exercer a indulgência com os nossos irmãos de jornada mas a indulgência não é uma virtude espírita. Lembremos Gandhi  com o seu discurso da não-violência e Madre Tereza de Calcutá com o seu amor irrestrito pelos órfãos e crianças rejeitadas.

Que os bons exemplos nos inspirem sempre, sendo ou não espíritas!

Abraço afetuoso da Katia

Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 03 de Dezembro de 2010, 21:39
Querida Lia Santos

Você já está participando do estudo mensal.

Seja muito bem-vinda!

Abraço carinhoso da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: WagnerMarcelo em 03 de Dezembro de 2010, 21:53
Dothy e Déa ,muito bom o tema indulgência....todos nós precisamos dar e receber....bjs

Pratiquemos a Indulgência para com nossos irmãos. Desta forma estaremos cooperando com o Cristo  na transformação da Terra em um Mundo melhor!!
Paz!


Amigo Wagner Marcelo... Seja bem-vindo...

Muita paz e luz em teu coração...

Agradeço-te a visita... E este chamamento para todos nós...(Pratiquemos a Indulgência para com nossos irmãos. Desta

forma estaremos cooperando com o Cristo  na transformação da Terra em um Mundo melhor)

Volte sempre... Abraços afetuoso!

Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: hcancela em 03 de Dezembro de 2010, 22:36
Olá amigos(as)

Dothy amiga que sejas muito feliz neste estudo,e agora,né a Katialog....kkkkkEstudo a meias... :-* :-*

Deixo umas formas diferentes em relação ao tema.


Citação com indulgência

A indulgência é a maneira mais polida de desprezar alguém.
-- Mário Quintana

Frases na imprensa com indulgência
A igreja concede indulgência plenária (suspendendo as penas pelos pecados) aos católicos que vão à cidade pelo caminho que, segundo a tradição, foi seguido pelo apóstolo.

O rigor com que o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial trataram os países pobres foi diferente da complacência e indulgência que mostraram às nações desenvolvidas, disse Lula.

Sinônimos de Indulgência
Indulgência: bondade, clemência e misericórdia.


A indulgência é frequentemente a melhor forma da justiça.

A indulgência é o segredo da felicidade! Perdoa tudo de antemão...

Para finalizar estas pequenas frases!

É tão indulgente o homem para consigo mesmo, que nunca julga ter-se aproveitado bastante da liberdade de se portal mal.



Bom final de semana para todos.... :-* :-* :-* :-* :-* :-*


Saudações fraternas



hcancela...

Seja bem-vindo.... Muita paz em teu coração...

Muito obrigada por tua visita.... Volte sempre...

Agradecemos estas outras interpretações, sinônimos, expressões acerca da Indulgência...

Abraços afetuoso...

Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 03 de Dezembro de 2010, 23:33
Amados irmãos, estive pesquisando o significado que dão a palavra indulgência, e cheguei a alguns raciocínios interessantes...
Em grego...
[ ]  Etimologia
Grace < grego antigo Grace < branda
[ ]  Pronúncia
DFA : / ɛ.pi.i.ci.a /
[ ]  Substantivo
Grace Feminino
o estatuto de clemência , a falta de rigor

Em chinês (popular do google)- Mulher fácil, que se entrega facilmente ao sexo e ao erotismo...

Em finlandês... Face ao rigoroso ritmo de trabalho, e a inclemência do tempo, por indulgência se referem a tudo quanto de lazer se proporcionam a si mesmos a à familia, viagens, spa, jantares fora, bons vinhos, estadia em bons hoteis, etc..


Indulgência em Alemão- sinônimos.

Perdão
Paciência, graça, generosidade, bondade, compaixão, paciência, tolerância, perdão, bondade, paciência, tolerância, indulgência, compreensão, cuidado, desculpas
________________________________________
Significado: simpatia | Tipo: Substantivo
Percepção, compreensão, testemunhando, inclinação, movimento, empatia, simpatia, tato
________________________________________
Significado: misericórdia | Tipo: Substantivo
Caridade, compaixão, perdão, bondade, benevolência, humanidade, simpatia, gentileza, bondade, compartilhar, compaixão, perdão, misericórdia, caridade, caridade, compaixão, simpatia, favor, bênção, compaixão, piedade, bondade bondade, graça, humano
________________________________________
Significado: empatia | Arte: Substantivo
Sentido, o apelo, a razão, ressonância, coração, sensibilidade, resposta, ou seja, a empatia 
________________________________________
Significado: liberdade | Tipo: Substantivo
A tolerância, generosidade, tolerância, generosidade, proteção
________________________________________
Significado: paciência | Tipo: Substantivo
Equanimidade, serenidade, tranquilidade, paciência
________________________________________
Significado: serenidade | Tipo: Substantivo
Paz, serenidade, tranquilidade, tornando, a coerência, a prudência, contenance, prudência, cautela, equilíbrio, imponência, thoughtfulness perseverança, auto controle, atitude, perseverança,
________________________________________
Significado: generosidade | Tipo: Substantivo
Desprendimento sinceridade, a liberdade, a abnegação, generosidade, sacrifício, bondade, carinho, generosidade, auto-disciplina, solidariedade, altruísmo, generosidade, bondade, mansidão e altruísmo
________________________________________
Significado: Generosidade | Tipo: Substantivo
Liberalidade
________________________________________
Significado: bondade | Tipo: Substantivo
Paciência, atenção, abertura, sinceridade, tolerância, atenção, calor, carinho
________________________________________
Significado: conta | Tipo: Substantivo
Cuidado, consideração, respeito, ternura, respeito, carinho, respeito, gentileza, empatia, cuidado, atenção
________________________________________
Significado: Perdão | Tipo: Substantivo
Indulgência, perdão, remissão
________________________________________
Significado: perdão | Tipo: Substantivo
Lamento, remorso, misericórdia, perdão, clemência, perdão, misericórdia, misericórdia, compreensão desculpas, compaixão

Em Hebraico indulgência é mais conhecido como permissividade...
Encontrados 9 artigos de resultados de pesquisa
Permissividade   Página 1 de 1

Traduzido do macedônio...
Segundo entendí, um reporter entrevistando o Dalai Lama em macedônio, cujo significância entendi que lá eles entendem como a auto - concessão de rodas as oportunidade de auferir ganhos e vantagens na vida material ao qual o Dalai Lama respondeu com o seguinte pensamento...
Então, como podemos alcançar a satisfação interior? Existem dois métodos. Um deles é para ganhar tudo o que quero e desejo - todo o dinheiro, casas e carros, amigos e corpo perfeito. Dalai Lama já indica uma falta de método, se a nossa vontade e desejo continuar descontrolada, mais cedo ou mais tarde vamos encontrar algo que você deseja, mas não podemos possuir. O segundo tudo, muito mais confiável, é não ter a desejar, mas para amar e apreciar o que você tem.

Então o filhodobino reflete:

Todo engano reside no fato de coletivizar o entendimento que se alcança por sí e elegê-lo para outrem...
e ainda tentar induzir ao coletivo o que é aprendizado individual...
Para resolver e tornar bastante acessível a todo tipo de entendimento este maravilhoso estudo, haveremos de consubstianciá-lo em alteridade, do contrário, o mar revolto das incompreensões farão um angú de caroço como se diz aqui em Minas Uai Gerais.
Saúde e Paz!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 00:08
Queridos amigos e irmãos.... Sintam-se em família...

Sejam bem vindos.... Que a paz celeste esteja em seus corações...

Desejo um ótimo estudo acerca deste tema.... Boa reflexão para cada um...

Que seu final de semana seja repleto de felicidades e muito amor...

Abraços afetuosos de:

Dothy e katiatog..
.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 00:19
Queridos amigos...

Depois destes outro conceitos sobre a palavra Indulgência....

Trago-vos estes:

LEMBRETE:

1 - É a indulgência a expressão de um sentimento delicadíssimo de reta justiça (...). (...) A indulgência é, portanto, uma dívida de amor, que toda criatura humana precisa satisfazer todas as vezes que se encontre diante de irmãos seus que incorram em delito, falta ou defeito. Angel Aguarod

2°- A indulgência, portanto, não consiste em fechar os olhos ante as faltas do próximo, para não as ver; mas, em reconhecer essas faltas, para colocar sobre elas um sudário de piedade, impregnado de amor. (...) a indulgência é filha da bondade e a bondade exige em todas as ocasiões que a criatura faça o bem ao seu semelhante (...) Angel Aguarod

3 - (...) a indulgência é um sentimento doce que faz esquecer as faltas e os defeitos do nosso próximo (...) Manoel P. Miranda

4- Virtude, sentimento doce e fraternal (ESE)

5- Não ver os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los (ESE)

6- A indulgência, é a condescendência em relação a outrem, seja de referência às suas opiniões ou comportamento, ao direito de crer no que lhe aprouver, pautando as suas atitudes nas linhas que lhe pareçam mais compatíveis ao modo de ser, desde que não firam os sentimentos alheios, nem atentem contra as regras da dignidade humana. (ESTUDOS ESPÍRITAS - JOANNA DE ÂNGELI
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Título: Re: Indulgência
Enviado por: Felipa em 04 de Dezembro de 2010, 00:25
A indulgência é um dos sentimentos mais elevados que pode ser desenvolvido pelos seres humanos.
Caracteriza-se pela compaixão que se demonstra pelo próximo e pelas suas imperfeições.
Permite que perdoemos as ofensas que nos atingem.
Ao mesmo tempo, proporciona ao ofensor a possibilidade de reabilitar-se por meio de ações meritórias que o ajudam na reconquista de si mesmo. 
É a mensageira angelical que entoa hinos de ternura aos ouvidos daqueles que sofrem. 
Se alguém mostra-se um acusador cruel e rebelde, atacando os demais com injúrias e recriminações violentas, também ele é merecedor de indulgência.
 
Querida amiga Maria

Seja bem-vinda... Muita paz e luz!!

Agradeço-te a visita e esta importante colocação (A indulgência é um dos sentimentos mais elevados que pode ser
desenvolvido pelos seres humanos.)

Volte sempre.. Abraços afetuoso!!

Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 00:44
- a observação maliciosa; - a referência pejorativa; - o apelo sem resposta; -  - a palavra impensada; - o sorriso escarnecedor; - o apontamento irônico; - a indiscrição comprometedora; - o conceito deprimente; - a acusação injusta;a omissão injustificável; - o comentário maledicente; - a desfeita inesperada; - o menosprezo em família; - a preterição sob qualquer aspecto; - o recado impiedoso...

 Não nos iludamos, estamos faltando com nosso irmãos, não estamos usando de

***INDULGÊNCIA***
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marli Pacheco em 04 de Dezembro de 2010, 00:47
Boa noite minhas queridas amigas!
Que as bençãos de Deus sejam com todos que aqui vem pra semear e para colher......

Indulgência e Maledicência.

 A pessoa indulgente é aquela que é tolerante e compreensiva para com os defeitos alheios. Não comenta levianamente os erros dos outros, e sempre procura realçar o melhor lado das pessoas. Quando fala de um defeito ou erro alheio, é sempre com caridade e benevolência e com objetivo de aprender ou ensinar.
Lembrem-se do que disse Jesus: "Com a medida que medirdes, vos medirão também" (Mateus, 7; vers. 2), para que compreendamos que se falarmos mal de alguém, não poderemos reclamar quando outros agirem da mesma forma conosco


Querida amiga Marly Pacheco...


Seja sempre bem-vinda... Muita paz em teu amoroso coração...

Agradeço-te a visita, e mais esta valorosa contribuição ( Apessoa indulgente é aquela que é tolerante e compreensiva para com os defeitos alheios. )

Receba meu afetuoso abraço... Volte sempre querida!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 00:51
Indulgência


A luz da alegria deve ser o facho continuamente aceso na atmosfera da experiência. Circunstâncias diversas e principalmente as da indisciplina podem alterar o clima de paz, em redor de nós, e dentre elas se destaca a palavra impensada, como forja de incompreensão, a instalar entrechoques.

.A Humanidade dispensa quem a censure, mas necessita de quem a estime. E, ante o erro, debalde se multiplicam justificações e razões. Antes de tudo, é preciso restaurar o trabalho em andamento, porque o retorno à tarefa é a consequência inevitável de toda fuga ao dever.
.
Saiba, pois, refletir o mundo em torno, recordando que se o espelho, inerte e frio, retrata todos os aspectos dignos e indignos à sua volta, o pintor, consciente e respeitável, buscando criar atividade superior, somente exterioriza na pureza da tela os ângulos nobres e construtivos da vida.

ANDRÉ Luiz
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marli Pacheco em 04 de Dezembro de 2010, 00:54
NA LUZ DA INDULGÊNCIA

"E se ao que quiser pleitear contigo, tirar-te o vestido, larga-lhe também a capa." - Jesus - Mateus.

"Sede indulgentes com as faltas alheias, quaisquer que elas sejam; não julgueis com severidade senão as vossas próprias ações e o Senhor usará da indulgência para convosco, como de indulgência houverdes usado para com os outros." - Cap. X, 17.

Anseias pela vitória do bem, contudo, acende a luz da indulgência para fazê-lo com segurança.

Todos nós, espíritos imperfeitos, ainda arraigados à evolução da Terra, reclamamos concurso e compaixão uns dos outros, mas nem sempre sabemos por nós mesmos, quando surgimos necessitados de semelhantes recursos.

Em muitas circunstâncias, estamos cegos da reflexão, surdos do entendimento, paralíticos da sensibilidade e anestesiados na memória sem perceber...

A jovem do teu convívio embriagou-se na ilusão, caindo em sucessivos abusos, a pretexto de mocidade. Justo suspires por reintegrá-la no harmonioso desenvolvimento das próprias faculdades, situando-a no rumo das experiências de natureza superior, todavia, por ajudá-la, não lhes reproves os sonhos. Usa a indulgência e ampara-lhe a meninice.

O companheiro em provas amargas escorregou no desânimo e tombou em desespero. Claro que anelas para ele o retorno à tranqüilidade, no entanto, não te entregues às críticas que lhe agravariam a irritação. Usa a indulgência e oferece-lhe apoio.

O próprio Criador espera as criaturas, no transcurso do tempo, tolerando-lhes as faltas e encorajando-lhes as esperanças, embora lhes corrija todos os erros, através de leis eficientes e claras.

Indiscutivelmente, ninguém constrói nada de bom, sem responsabilidade e disciplina, advertência e firmeza, mas é imperioso considerar que toda boa obra roga auxílio, a fim de aperfeiçoar-se.

Pensa no bem e faze o bem, contudo, é preciso recordar que o bem exigido pela força da violência gera males inúmeros em torno e desaparece da área luminosa do bem para converter-se no mal maior.

Emmanuel

Do Livro: Livro da Esperança

Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marli Pacheco em 04 de Dezembro de 2010, 01:03
 Queridos companheiros, que na noite de hoje Jesus continue nos iluminando e nos amparando.

Falarmos de indulgência, primeiramente, é sermos tolerantes, praticando constantemente a lei do perdão.

E quando falamos de perdão, em primeiro lugar, pensamos sempre nos outros a nos perdoar, mas esquecendo que o trabalho com Jesus começa de dentro para fora. Por isso, é que quando falamos de perdão, devemos lembrar da nossa modificação íntima e começar a executar essa modificação para que se torne tão visível, a ponto de ser exemplo para aqueles que à nossa volta se encontram.

Jesus nos convoca a sermos indulgentes com a falta dos outros procurando julgar com severidade unicamente as nossa ações. Lembramos da passagem de Jesus diante de um animal que todos julgavam malcheiroso, ruim, com aspecto praticamente debilitado e Jesus, com a sua mansuetude, disse:

- Que belos dentes esse animal possui!

Queridos companheiros, lembremos sempre de procurar ver nos outros aquilo que gostaríamos que os outros encontrassem em nós. Lembremos de que todos nós nos encontramos num mundo onde a imperfeição é íntegra e não estamos juntos à toa, temos que procurar aprender a tolerar e se isto for difícil, exercitemos constantemente esta prática.

Quando falamos disto, lembramos da prática do mal que nos rodeia e só podemos sair do mal, diante do constante exercício do bem. Começamos a perdoar pelo imenso amor que temos pelo Cristo, para que depois possamos aprender a descobrir o perdão dentro de nós.

O perdão não é algo em que falamos de boca para fora, ou seja, eu  perdôo mas não quero vê-lo no meu caminho. O perdão é algo que vem pelo esforço íntimo daquilo que temos mais difícil no nosso ser.

 Comecemos a analisar as nossas deficiências e vamos começando a trabalhar essas deficiências para que possamos ajudar ou compreender o nosso próximo diante de tanta dificuldade.

Queremos julgar, na maioria das vezes, as dificuldades do nosso semelhante; criticar no intuito de inferiorizar o nosso próximo, e às vezes, a dificuldade dele é a nossa grande abertura para a evolução. Mas, devido a estarmos embuídos no propósito de querer só o melhor para nós, esquecemos de estender as nossas mãos para que ele também possa caminhar.

A oração de São Francisco de Assis nos diz, que é perdoando que seremos perdoados, e quando ele nos coloca essa frase, ele nos fala da importância de caminharmos, mas sempre ajudando o nosso semelhante.

Que possamos refletir diante deste capítulo do Evangelho – BEM-AVENTURADOS OS QUE SÃO MISERICORDIOSOS, não esquecendo de compreender a misericórdia infinita do nosso Pai, dizendo perdoai nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.

O que nós queremos pedir ao Senhor quando imploramos que Ele nos perdoe diante das nossas dificuldades? Será que Ele só deverá esquecer as nossas ofensas? Pedimos também que Ele não nos puna?

E sabendo dessa misericórdia infinita, porque merecimento não temos quase nenhum, Ele também nos convida a perdoar 70 vezes 7.

Logo, queridos companheiros, que nessa reflexão contínua e na busca da nossa melhoria, procuremos olhar o nosso próximo com as suas deficiência. Mas antes que o julgamento nos chegue, que possamos rogar a Jesus e dizer: Em que podemos ser útil para esse irmão?

É difícil diante de uma mágoa profunda, diante de um acontecimento grande, pedir ainda a Jesus por aqueles que nos ferem. Não nos cobremos o perdão exterior ,da boca para fora. Comecemos o exercício diário para compensar todo esse tempo perdido, peçamos aos companheiros espirituais que nos apoiem na nova etapa, que será a nossa busca de melhoria.

Vamos visualizar Jesus através de Seu exemplo, lembremos dos Seus ensinamentos. Desta forma, todas as vezes que a mágoa penetrar no nosso pensamento, comecemos a buscar as lembranças boas e se não conseguirmos, que pelo menos, possamos elevar o nosso pensamento a Deus, pedindo força para que não estimulemos no nosso interior, o sentimento da mágoa, do rancor e até do ódio.

Hoje temos certeza que os nossos pensamentos já partem direcionados para essa reflexão e que temos condições, já que aqui estamos, pelo menos escutando os ensinamentos do Cristo. Já temos condição de começar a elevar as nossas vibrações para um campo contrário ao da maldade.

Jesus coloca para todos nós: "Quando perdoardes aos vossos irmãos não vos contenteis em cobrir os seus erros com o véu do esquecimento, porquanto freqüentemente esse véu é muito transparente aos vossos olhos juntamente com o perdão. Oferecei-lhes o amor. Fazei a eles o mesmo que pedis a vosso Pai celeste para fazer por vós."

Porque o amor, queridos companheiros, todos nós já possuímos, o que nos falta é trabalharmos constantemente essa semente que já temos dentro de nós.

Por que devemos substituir a cólera que desonra as criaturas pelo amor que as purifica? Porque todos nós temos as más tendências para vencer, defeitos para corrigir, hábitos para modificar. Todos nós temos um fardo, mais ou menos pesado, do qual devemos nos livrar para conseguir alcançar o alto da montanha do progresso.

Os Espíritos nos perguntam:

Por que somos tão cegos conosco mesmos? Por que não vemos, depois de um longo dia de caminhada, o que podemos consertar em nós, e o que temos de condição a reformular diante das atitudes contrárias do nosso dia-a-dia sobre os ensinamentos do Cristo?

Certa vez havia um homem que com sua humildade tão grande, se assim podemos dizer, peregrinava pelo meio da rua, tentando ser útil a alguém. Na sua frente, havia um outro senhor que carregava pesos, sem condições físicas para que pudesse seguir a sua caminhada.

O senhor, com toda a dificuldade que tinha, perguntou: -  - Eu posso ser útil? Deseja alguma coisa?

E o irmão, com sua bagagem tão grande, mas com a condição do orgulho ainda predominando, disse:

- Obrigado! No momento não preciso de ajuda!

E aquele pobre senhor, que fez a sua parte em perguntar ao outro em que podia ser útil, apenas disse:

- Que Jesus te fortaleça e lhe dê uma boa caminhada!

Podemos ver, que na maioria das vezes, até para ajudarmos temos dificuldades, mas não devemos desistir. Jesus nos ensina que devemos perseverar diante de qualquer situação e acreditar que, por mais difícil que seja o nosso caminhar, não estaremos sozinhos.

Vamos começar a persistir, a se entregar, a ajudar, para que este exercício amanhã, reflita a tal ponto em que não mais teremos, à nossa volta, condições de observar os defeitos alheios e sim ver o que o próximo tem de bom para que possamos enxergar.

Que Jesus abençoe a todos e continue nos fortalecendo, hoje e sempre, mas lembrando que antes de pedirmos a Jesus que perdoe as nossas ofensas, que possamos dar o primeiro passo para a nossa modificação e conquistar o caminho do perdão.

Paz para todos.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 01:19
Primeira Parte do Estudo: Indulgência (Julgamento)

Evangelho Segundo o Espiritismo Capítulo X Bem Aventurados os Que São Misericordiosos.

 Indulgência

16 – Espíritas, queremos hoje vos falar da indulgência, esse sentimento tão doce, tão fraternal, que todo homem deve ter para com os seus irmãos, mas que tão poucos praticam. A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. Oculta -os, pelo contrário, evitando que se propaguem, e se a malevolência os descobre, tem sempre uma desculpa à mão para os disfarçar, mas uma desculpa plausível, séria, e não daquelas que, fingindo atenuar a falta, a fazem ressaltar com pérfida astúcia.
A indulgência jamais se preocupa com os maus atos alheios, a menos que seja para prestar um serviço, mas ainda assim com o cuidado de os atenuar  tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, nem traz censuras nos lábios, mas apenas conselhos, quase sempre velados. Quando criticais, que dedução se deve tirar das vossas palavras? A de que vós, que censurais, não praticastes o que condenais, e valeis mais do que o culpado. Oh, homens! Quando passareis a julgar os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos e os vossos próprios atos, sem vos ocupardes do que fazem os vossos irmãos? Quando fitareis os vossos olhos severos somente sobre vós mesmos?
            Sede, pois, severos convosco e indulgentes para com os outros. Pensai naquele que julga em última instância, que vê os secretos pnesamentos de cada coração, e que, em conseqüência, desculpa freqüentemente as faltas que condenais, ou condena as que desculpais, porque conhece o móvel de todas as ações. Pensai que vós, que clamais tão alto: “anátema!” talvez tenhais cometido faltas mais graves.
            Sede indulgentes meus amigos, porque a indulgência atrai, acalma, corrige, enquanto o rigor desalenta, afasta e irrita.

(JOSÉ Espírito Protetor, Bordéus, 1863

Complemento:

Por que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, vós que não vedes uma trave no vosso olho? Ou como dizeis ao vosso irmão: Deixe-me tirar um argueiro do vosso olho, vós que tendes uma trave no vosso? Hipócritas, tirai primeiramente a trave do vosso olho, e então vereis como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão."(São Mateus: v de 3 a 5)



 "Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado", disse Jesus. Essa sentença faz da indulgência um dever para nós outros, porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência. Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita.[/b][/color]





3-Objetivos do Estudo

 a)Entender e compreender o que é a indulgência.

 b) Estimular o exercício diário da Indulgência, por ser esta uma das mais nobres formas de praticar a Caridade moral.

 c) Compreender a necessidade da Indulgência como um dos fundamentos indispensáveis à nossa reforma íntima.

d) Enfatizar que sem a Indulgência impossível nos será atender à consagrada divisa contida na frase-símbolo da

Codificação Espírita: “Fora da caridade não há salvação.


Título: Re: Indulgência
Enviado por: vanzan em 04 de Dezembro de 2010, 01:57
 Acredito que, diante do exposto, todos devemos primeiro avaliar o contexto da falta que clama por indulgência, afim de que não nos tornemos cúmplices, coniventes, prevaricantes, omissos, diante de um fato criminoso. Não somos perfeitos ao ponto de julgarmos ao outro de forma correta mas devemos admitir que condutas perniciosas existem, por falta de esclarecimento e que deve ser repreendida de maneira específica para cada ato, em sua situação real. Acredito que dessa forma damos exemplo de que até quem é pouco esclarecido e erra, tem o direito de ser repreendido, a fim de ser educado,  como uma criança aprendendo sobre as leis morais em sua sociedade.
 Muita paz
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 02:08
    Querido amiigo Vanzan... Seja bem-vindo... Muita paz a ti... Abraços afetuoso!!

Agradeço-te a presença.... Aqui está a complementação do item...

    A censura de conduta alheia pode ter dois motivos: reprimir o mal, ou desacreditar a pessoa cujos atos criticamos. Este último motivo jamais tem escusa, pois decorre da maledicência e da maldade. O primeiro pode ser louvável, e torna-se mesmo um dever em certos casos, pois dele pode resultar um bem, e porque sem ele o mal jamais será reprimido na sociedade. Aliás, não deve o homem ajudar o progresso dos seus semelhantes? Não se deve, pois, tomar no sentido absoluto este princípio: “Não julgueis para não serdes julgados”, porque a letra mata e o espírito vivifica...

O Evangelho Segundo o Espiritismo
por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 04 de Dezembro de 2010, 02:32
Boa noite, queridos amigos!


Não é também caridade a indulgência?



Meus caros amigos, todos os dias ouço entre vós dizerem: "Sou pobre, não posso fazer a caridade", e todos os dias vejo que faltais com a indulgência aos vossos semelhantes. Nada lhes perdoais e vos arvorais em juízes muitas vezes severos, sem quererdes saber se ficaríeis satisfeitos que do mesmo modo procedessem convosco. Não é também caridade a indulgência? Vós, que apenas podeis fazer a caridade praticando a indulgência, fazei-a assim, mas fazei-a largamente. Pelo que toca à caridade material, vou contar-vos uma história de outro mundo.
Dois homens acabavam de morrer. Dissera Deus: Enquanto esses dois homens viverem, deitar-se-ão em sacos diferentes as boas ações de cada um deles, para que por ocasião de sua morte sejam pesadas. Quando ambos chegaram aos últimos momentos, mandou Deus que lhe trouxessem os dois sacos. Um estava cheio, volumoso, atochado, e nele ressoava o metal que o enchia; o outro era pequenino e tão vazio que se podiam contar as moedas que continha. Este o meu, disse um, reconheço-o; fui rico e dei muito. Este o meu, disse o outro, sempre fui pobre, oh! quase nada tinha para repartir. Mas, oh! surpresa! postos na balança os dois sacos, o mais volumoso se revelou leve, mostrando-se pesado o outro, tanto que fez se elevasse muito o primeiro no prato da balança. Deus, então, disse ao rico: deste muito, é certo, mas deste por ostentação e para que o teu nome figurasse em todos os templos do orgulho e, ao demais, dando, de nada te privaste. Vai para a esquerda e fica satisfeito com o te serem as tuas esmolas contadas por qualquer coisa. Depois, disse ao pobre: Tu deste pouco, meu amigo; mas, cada uma das moedas que estão nesta balança representa uma privação que te impuseste; não deste esmolas, entretanto, praticaste a caridade, e, o que vale muito mais, fizeste a caridade naturalmente, sem cogitar de que te fosse levada em conta; foste indulgente; não te constituíste juiz do teu semelhante; ao contrário, todas as suas ações lhe revelaste: passa à direita e vai receber a tua recompensa. - Um Espírito protetor. (Lião, 1861.)

Fonte: "O Evangelho Segundo o Espiritismo". Capítulo XIII, nº 15.

Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 04 de Dezembro de 2010, 02:48
Querida amiga Marli Pacheco


Obrigada por sua constante presença , pelo apoio meigo e carinhoso e por suas valiosas contribuições que sempre nos fazem refletir.

Que Jesus te abençoe e ilumine sempre!

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 04 de Dezembro de 2010, 03:26
Amigos queridos


Indulgência é a caridade em ação.  Ninguém é tão pobre que não possa ser caridoso. A caridade começa no pensamento e se expressa nas palavras. A caridade muitas vezes não é aparente. Que possamos praticar a caridade calando as palavras ásperas que nos vem ao pensamento. Muitas vezes é preferível o silêncio ao magoar um irmão. 

Quantas vezes criticamos até em pensamento. É fácil julgar, difícil calar ...

Aqui estamos todos nós amigos e irmãos de jornada para o aprendizado mútuo!

Sejam todos muito bem vindos e bom estudo à todos!

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Lima_Gil em 04 de Dezembro de 2010, 03:32
Queridas irmãs Dothy e Katia:

Vocês estão simplesmente de parabéns por terem se unido, com tanta amizade, devotamento e sabedoria, para organizar, apoiando-se mutuamente, este maravilhoso estudo mensal sobre a Indulgência, que não precisou mais do que 72 horas para receber tantas respostas e quase quatro mil leituras, constituindo, até agora, o impressionante total de nove longas folhas de postagens dos membros deste abençoado Fórum que estão acompanhando em peso esse importante trabalho organizado pela nossa amiga Dothy e tão bem apoiado integralmente pela Katia. Olha, gente, eu fiquei deveras impressionado com a excelente repercussão que este estudo está encontrando, tanto entre os mebros do Fórum quanto da parte dos nossos ilustres e bem-vindos viisitantes.
Que Deus nos abençoe a todos e Jesus continue a ser para sempre o Divino Farol, a nos iluminar a jornada incessante a caminho da Luz e da Paz.
Abraço varinhoso do irmão e amigo
Lima_Gil
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Lima_Gil em 04 de Dezembro de 2010, 03:40
                                         INDULGÊNCIA, FUNDAMENTO DA LEI DE AMOR
        “Aquele dentre vós que está sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra.” – Jesus.
                                                                    (João, 8:7)

Jesus se refere aqui ao princípio estabelecido no trecho do Dt 17:7, que estipula: “As mãos das testemunhas serão as primeiras a levantar-se contra ele, para matá-lo, e depois as mãos de todo o povo. Assim, extirparás o mal do meio de ti”. Este princípio, sendo parte conhecida da literatura rabínica, sem dúvida era estipulação conhecida daqueles homens.

Jesus, porém, acrescentou a este fato a exigência de que as testemunhas teriam de ser inocentes, deixando entendido que a culpa das testemunhas as desqualificava do direito de lançar uma pedra sequer contra a mulher. Então, a consciência daqueles homens reagiu o suficiente para despertarem para os seus próprios pecados, delitos ou falhas morais, já que todos sabemos que a Lei de Deus está inscrita na consciência das criaturas. Assim, imediatamente desistiram de suas perversas intenções, reconhecendo, nas palavras de Jesus, um poder espiritual e uma lógica que transcendia totalmente às rigorosas leis mosaicas. Podemos mesmo asseverar, por conseguinte, que Jesus, com a Sua lucidez divina, proferiu aqui uma lei bem superior à lei mosaica, e deu causa a tornar a lei de Moisés mais humana, o que tem sido seguido pela maioria das sociedades modernas, muito embora, infelizmente, ainda existam, em nossos dias, nações que seguem até com rigor os preceitos da lei antiga, por não terem os seus líderes religiosos e políticos abraçado o pensamento cristão, ensinado e vivenciado pelo nosso Cristo Jesus. Contudo, apesar de raras exceções, a verdade é que as aplicações misericordiosas das palavras de Jesus têm sido seguidas; e sabemos que a lei humana precisa incorporar em si mesma tanto a misericórdia quanto o bom senso, elementos esses que vão sendo gradativamente injetados nos sistemas legais, já que o progresso intelectual engendra o moral e, desta forma, a legislação humana, ainda muito imperfeita e distante da Lei de Amor ou Natural — Perfeita e Infalível —, vai se modificando ao longo dos séculos, seguindo as pegadas que o Divino Amigo do Homem deixou indeléveis sobre a Terra. Por isso é que os modernos sistemas legais vão sendo modificados, tornando-se mais razoáveis e menos rigorosos do que a lei de Moisés em suas exigências. Até mesmo na moderna sociedade judaica os rigores da lei de Moisés não vêm sendo brutalmente aplicados.

Podemos, assim, verificar que, dessa simples declaração de Jesus, a qual certamente é bem conhecida e largamente aplicada, tem vindo à luz uma lei mais humana, e simultaneamente mais realista e aplicável. Num dos métodos judaicos de apedrejamento que era aplicado, as testemunhas lançavam uma grande pedra contra o condenado, a fim de esmagá-lo. Conforme podemos facilmente perceber, havia grande brutalidade no ato; e a lei superior, ensinada por Jesus, em sua aplicação, removeu tão grande brutalidade. Em Sua condição de Messias Divino, Jesus vem instituir uma lei superior, temperada com indulgência e misericórdia, fornecendo, ao mesmo tempo indícios de que a maioria absoluta dos homens carrega consigo delitos, desta e de outras existências pregressas, sendo culpados diante de Deus e que, por essa razão devem ter o cuidado de não se porem a julgar indevidamente a outros, como nos ensina também em outra passagem evangélica: "Não julgueis, para que não sejais julgados." (Mateus, 7:1). Em Suas palavras, o Senhor Jesus tê-los-ia ordenado a não julgarem a mulher, e sim a si próprios.

E como poderia Jesus ter tanta certeza de que todos aqueles homens traziam, dentro de seus corações, algum pecado? Porque, na Sua penetrante visão espiritual, como Puro Espírito que é, por excelência, Ele conhece, como ninguém, a todos nós; a matéria ou energia congelada de nosso corpo denso, bem assim a história das vidas pregressas contida nos demais veículos superiores de nossa Ala Imortal, que a maioria absoluta dos seres terrenos desconhece, não tem nenhum segredo para o Divino Poder do Cristo Jesus, cuja visão penetrante é infinitamente maior que a visão do raio X, mal comparando.

E quais os ensinamentos que podemos tirar dessa maravilhosa passagem evangélica? É concluir que, se ainda estamos muito distantes de nos conhecermos a nós mesmos, antes de julgarmos os nossos semelhantes, temos que olhar para dentro de nós, para averiguar se não temos a mesma imperfeição ou já tenhamos, mesmo nesta existência terrena, cometido falhas morais semelhantes ou até mais graves das que estejamos enxergando em nossos irmãos de jornada. No momento exato em que aqueles homens ainda rudes de antanho ouviram as sábias palavras do nosso Mestre de Amor, a voz de suas consciências os convidou à auto-indulgência e, no mesmo instante, um sentimento de misericórdia brotou do íntimo de seus corações, pelo poder inerente à Divina Sabedoria do nosso amado Cristo Jesus.

Indulgência é, pois, um dos mais importantes fundamentos do Amor e da Paz, porque, ao mesmo tempo que concorre para a paz à nossa volta, o exercício dessa virtude ou desse delicadíssimo sentimento, vai nos enchendo de paz interior, germe indispensável para que um dia alcancemos a Paz em Deus, o sublime objetivo da Vida para todas as criaturas!
 
Que, portanto, a Doce Paz e o Amor Incondicional do Senhor Jesus nos envolva a todos nós, membros e visitantes deste abençoado Fórum, aqui e agora, e para todo o sempre.

A todos, indistintamente, o abraço carinhoso do vosso irmão e amigo
Lima_Gil 
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 04 de Dezembro de 2010, 04:30
Querido amigo Lima Gil


Agradeço por seu precioso e fundamental apoio na elaboração do estudo desse mês.

Muito obrigada por suas sábias palavras e por sua doce, constante e sincera amizade!

Que Jesus te abençoe e ilumine!

Abraços carinhosos da amiga para sempre

Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: AnaInês em 04 de Dezembro de 2010, 10:11
Querida obrigada pelo convite. Sempre fico maravilhada com os caminhos da vida e este estudo é mais um destes caminhos.
Para mim chegou no momento certo, preciso estudar, refletir e crescer muito mais.
Será uma terapia com aprendizado, Deus te cuide e a todos do grupo.
Beijosss

Querida amiga.... Seja sempre bem-vinda...

Agradeço-te a visita... Volte sempre...

Espero que sej muito proveitoso o estudo para você!!

Abraços afetuoso!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Edna☼ em 04 de Dezembro de 2010, 10:29
   "A fraternidade, na rigorosa acepção da palavra, resume todos os deveres para com os semelhantes. Significa: devotamento, abnegação, tolerância, indulgência; é a caridade evangélica por excelência e a aplicação da máxima “fazer aos outros o que queremos que os outros nos façam."

                                                            Allan Kardec



Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.  Jesus  (Jo, 15:12)




Abraços fraternos,

Edna* ;)




Querida Edna


Agradecemos por  enriquecer o estudo mensal lembrando o codificador da Doutrina Espírita.

Abraço carinhoso da Katia

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 11:22
Querido amigo Lima- Gil... Seja bem-vindo, sempre!!

Muita paz em teu coração...

Agradeço-te todo o apoio para elaborar este estudo mensal... Meus eternos agradecimentos...

Agradeço-te a visita, as palavras de incentivo e esta valorosa contribuição para todos nós...

Abraços afetuosos..

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 11:31
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço... Sem ela seria apenas eu e as postagens..

Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto,

e aceitar sugestões, etc..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..

Recebam meu afetuoso abraço...


Título: Re: Indulgência
Enviado por: Salvador p em 04 de Dezembro de 2010, 11:33
AMOR.
Uma palavra mas tudo.
tolerancia, carinho,fraternidade,amizade,soledariedade,respeito,compreenção,ajuda.
muita luz
obrigado


Querido Salvador p


Seja muito bem vindo ao estudo mensal! Continue aqui conosco, participando e incentivando.
Abraço carinhoso da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 11:35
Primeira Parte do Estudo: Indulgência (Julgamento)

Evangelho Segundo o Espiritismo Capítulo X Bem Aventurados os Que São Misericordiosos.


 Indulgência

16 – Espíritas, queremos hoje vos falar da indulgência, esse sentimento tão doce, tão fraternal, que todo homem deve ter para com os seus irmãos, mas que tão poucos praticam. A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. Oculta -os, pelo contrário, evitando que se propaguem, e se a malevolência os descobre, tem sempre uma desculpa à mão para os disfarçar, mas uma desculpa plausível, séria, e não daquelas que, fingindo atenuar a falta, a fazem ressaltar com pérfida astúcia.
A indulgência jamais se preocupa com os maus atos alheios, a menos que seja para prestar um serviço, mas ainda assim com o cuidado de os atenuar  tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, nem traz censuras nos lábios, mas apenas conselhos, quase sempre velados. Quando criticais, que dedução se deve tirar das vossas palavras? A de que vós, que censurais, não praticastes o que condenais, e valeis mais do que o culpado. Oh, homens! Quando passareis a julgar os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos e os vossos próprios atos, sem vos ocupardes do que fazem os vossos irmãos? Quando fitareis os vossos olhos severos somente sobre vós mesmos?
            Sede, pois, severos convosco e indulgentes para com os outros. Pensai naquele que julga em última instância, que vê os secretos pnesamentos de cada coração, e que, em conseqüência, desculpa freqüentemente as faltas que condenais, ou condena as que desculpais, porque conhece o móvel de todas as ações. Pensai que vós, que clamais tão alto: “anátema!” talvez tenhais cometido faltas mais graves.
            Sede indulgentes meus amigos, porque a indulgência atrai, acalma, corrige, enquanto o rigor desalenta, afasta e irrita.

(JOSÉ Espírito Protetor, Bordéus, 1863
[/b]

Complemento:

Por que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, vós que não vedes uma trave no vosso olho? Ou como dizeis ao vosso irmão: Deixe-me tirar um argueiro do vosso olho, vós que tendes uma trave no vosso? Hipócritas, tirai primeiramente a trave do vosso olho, e então vereis como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão."(São Mateus: v de 3 a 5)
[/b][/color]



"Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado", disse Jesus. Essa sentença faz da indulgência um dever para nós outros, porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência. Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita.[/b][/color]


Título: Re: Indulgência
Enviado por: Altair Avelino Pinto em 04 de Dezembro de 2010, 11:50
Bom dia Dothi, é um imenso prazer em pode esta iniciando este curso.
Sou Seicho-No-Ie, e hoje venho a aprender mais sobre o espiritismo, principalmente sobre indulgência, talvez sempre fui auto critico, a questões alheias, que hoje sinto o fardo pesado destas minhas condutas.
Estou doente dos nervos, e senti uma vontade imensa de reavaliar meus pensamentos e meus metodos de vida, que vinha levando até então.
fico muito feliz,por através do espiritismo, vir a comprêender o que tomar por caminho, na minha vida, portanto agradeço sinceramente a todos vcs, por nos dar esta oportunidade de aprender sobre indulgência, parabéns é um forte abraço.

Querido amigo... Seja sempre bem-vindo... Muita paz!!

Agradeço a visita.... E esta sincera colaboração para o nosso estudo (Sou Seicho-No-Ie, e hoje venho a aprender mais sobre o espiritismo, principalmente sobre indulgência, talvez sempre fui auto critico, a questões alheias, que hoje sinto o fardo pesado destas minhas condutas.
Estou doente dos nervos, e senti uma vontade imensa de reavaliar meus pensamentos e meus metodos de vida, que vinha levando até então)

Desejo que eaqui encontre as resposta que precisas, para sua melhora interior....

Volte sempre... Abraços afetuosos!!

Dothy!

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 12:21
3-Objetivos do Estudo

 a)Entender e compreender o que é a indulgência.

 b) Estimular o exercício diário da Indulgência, por ser esta uma das mais nobres formas de praticar a Caridade moral.

 c) Compreender a necessidade da Indulgência como um dos fundamentos indispensáveis à nossa reforma íntima.

d) Enfatizar que sem a Indulgência impossível nos será atender à consagrada divisa contida na frase-símbolo da

Codificação Espírita: “Fora da caridade não há salvação.”

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 12:24
Conceito Básico  de Indulgência:

1° - É a indulgência a expressão de um sentimento delicadíssimo de reta justiça (...). (...) A indulgência é, portanto, uma dívida de amor, que toda criatura humana precisa satisfazer todas as vezes que se encontre diante de irmãos seus que incorram em delito, falta ou defeito. Angel Aguarod

2° - A indulgência, portanto, não consiste em fechar os olhos ante as faltas do próximo, para não as ver; mas, em reconhecer essas faltas, para colocar sobre elas um sudário de piedade, impregnado de amor. (...) a indulgência é filha da bondade e a bondade exige em todas as ocasiões que a criatura faça o bem ao seu semelhante (...) Angel Aguarod

3° - (...) a indulgência é um sentimento doce que faz esquecer as faltas e os defeitos do nosso próximo (...) Manoel P. Miranda
Título: Re: Indulgência
Enviado por: pati em 04 de Dezembro de 2010, 12:52
Bons dias a todos!!

Parabéns pela escolha do tema deste mes!
Está sendo muito bom, pra mim, este estudo. Vim, li, votei e troquei meu voto lá em cima.
Antes, votei no "me esforço para isso". Refleti... Apesar do esforço, ainda não consigo com todos os irmãos de caminhada. Então, votei de novo: "ainda não consigo". Mas continuo no exercício, no esforço, na perseverança.


Citar
A indulgência jamais se preocupa com os maus atos alheios

Eis minha maior dificuldade...


Citar
Sede, pois, severos convosco e indulgentes para com os outros.

Essa a necessidade principal, pro meu entendimento na indulgência. A idéia está no pensamento, mas tenho a consciência de que ficou só aí. Ainda não se instalou no coração, ainda não é sentimento. Mas quero chegar lá!!

Abraços a todos!

pati

Estejamos em Deus

Querida amiga Pati.... Seja bem-vinda... Muita paz a ti!!

Agradeço  a visita, e esta sincera contribuição (Apesar do esforço, ainda não consigo com todos os irmãos de caminhada. Então, votei de novo: "ainda não consigo". Mas continuo no exercício, no esforço, na perseverança.) Devo acresecentar que todos nós estamos querida...

Desejo que volte sempre... Abraços afetuoso...

Dothy!!


Título: Re: Indulgência
Enviado por: JT em 04 de Dezembro de 2010, 12:56
É interessante o tema, sem dúvida.

Quando é que devemos ficar calados, ou quando devemos apontar? É uma dúvida que tenho; sempre. Age-se e depois observa-se o resultado. Se me causou sofrimento, é porque errei, se me causou harmonia, é porque acertei.

Há aqui um feedback que é preciso observar; não sei se me fiz entender. Claro é que cada um vai entender à sua maneira e se calhar não vão perceber o que quis dizer. Cada um percebe como lhe convêm, de forma a desculpar-se da melhor forma possível. É sempre assim.

Que dizer de Jesus ter chamado hipócrita a alguém, sem ser em privado, como recomendado por Ele mesmo?
Que dizer de Jesus ter pegado num chicote?
Que dizer de Jesus ter escurraçado sem caridade nenhuma os queridos espíritos que os espíritas e o espiritismo tanto proclama tratar com muito amor?

Nós de vez em quando também precisamos de fazer isto; também precisamos de bater com a porta. Temos é que observar o motivo pelo qual o fazemos.


De qualquer forma e apesar das vozes que se irão levantar, quero dizer que gostei muito da apresentação a este tema.

Um abraço,


Brigada pela visita... Seja sempre bem-vindo... Muita paz a ti!

Agradeço esta valiosa contribuição (Quando é que devemos ficar calados, ou quando devemos apontar? É uma dúvida que tenho; sempre. Age-se e depois observa-se o resultado. Se me causou sofrimento, é porque errei, se me causou harmonia, é porque acertei)

Desejo que este estudo seja muito proveito... Abraços afetuoso!!

Dothy!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marli Pacheco em 04 de Dezembro de 2010, 13:02
   Bom dia minhas queridas amigas e irmãs de caminhada......

“INDULGÊNCIA”

Emmanuel – Chico Xavier

Cada nascer do sol é nova luz para que aí nos desfaçamos da sombra que ainda nos
obscurece o espírito.

****
E, nos círculos da evolução em que ainda te agitas, a claridade matinal é como que o
convite sempre renovado para as obras do bem.

****
A Infinita Bondade do Céu te apagou a lembrança temporariamente, afim de que o
esquecimento te valorize a movimentação da consciência sempre livre para escolher.

****
Cada sofrimento é uma sombra que estende no passado e que volta ao presente a fim de
que a transformes em luz.

****
Sem a chave da reencarnação, a vida inteira reduzir-se-ia a escuro labirinto.

****
De existência a existência, no mundo, nossa individualidade imperecível sofre o desgaste
da imperfeição, assim como o aprendiz, de curso a curso, na escola, perde o fardo da
ignorância.

****
Suporta as dificuldades com amor na certeza de que a morte virá um dia aclarar-ter o
pensamento e devolver-te a visão.

****
É natural solicites socorro à Infinita Bondade, no entanto, não rogues serviço conforme a
tua capacidade, mas, sim capacidade segundo o serviço que te compete.

****
Corações isolados na sensibilidade egoística, receando dissabores no relacionamento com
o próximo, parecem cardos amargosos na terra seca.

****
Almas em sofrimento constante que sabem cultivar a fé e a esperança, ofertando a quem
passa os melhores testemunhos de amor e coragem são roseiras abençoadas, produzindo
flores de paz e alegria, sobre os pinheiros terrestres.


****
E, em cada instante de nossa vida, estamos recolhendo o que semeamos, dependendo
da nossa sementeira de hoje a colheita melhor de amanhã.

****
Moléstias do corpo e impedimentos do sangue, mutilações e defeitos, inquietações e
deformidades, fobias complexas e deficiências inúmeras constituem pontos de corrigenda
do nosso passado que hoje nos restauram a frente do futuro.

****
O invejoso, invariavelmente, ensina-nos a prudência, o despeitado nos induz ao
aprimoramento próprio. O caluniador nos auxilia a marchar no caminho reto e o
perseguidor gratuito nos auxilia a perseverar no bem.

****
Combatemos a nós mesmos cada dia, em nome do bem que abraçamos.

****
Não vale afirmar sem exemplo, nem sonhar sem trabalho.

****
As dores que recebemos são a colheita dos espinhos que arremessamos.

****
Agora ou amanhã, recolheremos sempre o fruto vivo de nossa sementeira.

****
Quem se vinga desce aos despenhadeiros da sombra.

****
Façamos luz no espírito e conseguiremos descobrir os horizontes da própria imortalidade.

****
Caridade que anuncia os próprios méritos é serviço ameaçado pela vaidade.

****
Caridade que ampara com o objeto de mostrar-se superior é fruto isolado em espinheiros
do orgulho.

****
Caridade que pede remuneração é fonte poluída pelo fel da exigência.

****
Caridade com repetidas lamentações é caminho para o desânimo.
A caridade legítima jamais aparece concorrendo aos tributos da gratidão, nunca reclama,
não se ensoberbece, não persegue, não se lastima, não odeia e nunca desencoraja a
ninguém.

****
Mobilizemos nossos verbalísticos na exaltação do bem, com esquecimento de todo o mal.

****
A língua revela o conteúdo do coração.

****
Caridade que não sabe começar pela boca dificilmente se expressará com segurança,
através das mãos.
Vale-te das benções do olvido temporário e dos valores potenciais de cada dia,
trabalhando em favor da própria elevação, porque, mais tarde, a memória ser-te-á
restaurada no santuário interno e abençoarás a dor e a luta de agora por preciosos
recursos de reajuste, concórdia e sublimação.

****
Nem ontem, nem amanhã, mas agora ...

****
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marli Pacheco em 04 de Dezembro de 2010, 13:17
Caridade e Amor ao Próximo:

Vejamos o que dizem as questões 886 e 887 de “O Livro dos
Espíritos”:

886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?

"Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros,
perdão das ofensas."

Complementa Kardec: “O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça.
pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejáramos nos
fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos.
A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações
em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos
iguais, ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque da indulgência
precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados,
contrariamente ao que se costuma fazer. Apresente-se uma pessoa rica e todas as
atenções e deferências lhe são dispensadas. Se for pobre, toda gente como que entende
que não precisa preocupar-se com ela. No entanto, quanto mais lastimosa seja a sua
posição, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela
humilhação. O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos,
aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa.”

887. Jesus também disse:
 Amai mesmo os vossos inimigos.
 Ora, o amor aos
inimigos não será contrário às nossas tendências naturais e a inimizade não provirá de
uma falta de simpatia entre os Espíritos?
"Certo ninguém pode votar aos seus inimigos um amor terno e apaixonado. Não
foi isso o que Jesus entendeu de dizer. Amar os inimigos é perdoar-lhes e lhes retribuir o
mal com o bem. O que assim procede se torna superior aos seus inimigos, ao passo que
abaixo deles se coloca, se procura tomar vingança."
Encontramos na obra “Estudos Espíritas”, psicografada por Divaldo Pereira
Franco, as preciosas lições de Joanna de Ângelis:
“Caridade, virtude por excelência, constituí a mais alta expressão do sentimento
humano, sobre cuja base as construções elevadas do espírito encontram firmeza para
desdobrarem atividades enobrecidas em prol de todas as criaturas".

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 13:42
Querida amiga Marly Pacheco... Muita paz querida...

Agradeço todas as belas contribuições que tens nos trazido...

Abraços cheios de afeto e carinho de todos nós...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Gisella em 04 de Dezembro de 2010, 14:23
Meninas e Meninos... Bom dia!!!!!  :D

Lendo os posts anteriores, alguns pensamentos me vieram à cabeça e gostaria de compartilhar com vocês...

As colocações de JT foram muito significativas, pois vêm ao encontro de todos nós...

Realmente é muito difícil saber agir no momento da "pressão", quando o problema aparece... acredito (EU) que todos nós ainda somos hipócritas, pois falamos uma coisa e agimos de outra. Mas isso não tira o nosso mérito em perseverar em fazer a coisa certa. Quando reconhecemos que agimos equivocadamente, já estamos melhores, vocês não acham???

Se ser indulgente fosse fácil, não seria um dos 3 pilares da caridade (q. 886 de OLE). São Vicente de Paulo, na q 888, não teria dito:

" Sede, pois, caridosos, praticando, não só a caridade que vos faz dar friamente o óbolo que tirais do bolso ao que vo-lo ousa pedir, mas a que vos leve ao encontro das misérias ocultas. Sede indulgentes com os defeitos dos vossos semelhantes.  Em vez de votardes desprezo à ignorância e ao vício, instruí os ignorantes e moralizai os viciados.
Sede brandos e benevolentes para com tudo o que vos seja inferior. Sede-o para com os seres mais ínfimos da criação e tereis obedecido à lei de Deus".

Não é verdade?? Conseguimos ainda fazer tudo isso??

Qto a vocês, meus amigos, não sei, mas EU... nem pensar.... não consigo fazer metade... mas tento, aconselho, olho pra dentro do mim mesma e procuro ver onde estou errando... nem sempre o orgulho me permite ver, mas eu tento....

É fazermos o "esforço para a nossa transformação moral" !!!!

 
Por isso, vamos fazendo a nossa parte, pois o resto será acrescido pela Misericórdia Divina!!!!

Um sábado lindo pra todos!!!

Abraços fraternos

Gisella  ;)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: marciac em 04 de Dezembro de 2010, 14:31
     Dizem que nada é por acaso,tenho pensado muito nisso e tentado me melhorar,ser mais indulgente.Esse estudo veio na hora certa,é aprimeira vez que participo.
Um abraço fraternal
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marli Pacheco em 04 de Dezembro de 2010, 15:05
CONSTRUIR

Emmanuel

Em muitas ocasiões, lamentamos as dificuldades para fazer aquilo que os
mensageiros do Senhor nos solicitam.
Todos eles nos pedem construir o bem, onde estivermos. Dentro de casa, no
lugar de trabalho, nos encontros e nas ruas. Em suma, levantar os alicerces do bem que
estamos aguardando para os dias porvindouros.
Sabemos o que fazer mas, habitualmente, nos detemos nos obstáculos e
divergências, perdendo tempo e oportunidade.
Não raro, subestimamos a sinceridade e a franqueza dos amigos valorosos que
nos convidam à coragem e à persistência na execução de nossos encargos e
identificamo-nos, com facilidade, com os que choram e se lastimam ao invés de
trabalhar.
Aderindo à falange da queixa, passamos a censurar o clima social, clamamos
contra o afastamento de determinados companheiros, apresentamo-nos na condição dos
peregrinos de pés sangrentos e exibimos as mãos calejadas.
Entretanto, não fomos engajados na obra do Cristo para fiscalizar o
comportamento do próximo, para inventariar reclamações, deplorar-nos ou chorar
inutilmente e sim para construir .
Se nos sentimos incomodados por inquietações e discórdias, estirados em
azedume e tristeza, levantemo-nos para servir.
Cada pequenina realização é um tijolo simbólico assentado na edificação a que
fomos submetidos.
O diálogo com a criança, insuflando-lhe pensamentos de compreensão e
generosidade. Uma frase de bom-ânimo para com os amigos ameaçados pelo
esmorecimento. Um apelo à renovação dos companheiros abatidos. Algum comentário
sobre a necessidade de mais luz e mais dedicação no desdobramento das tarefas de
benefício, em favor do próximo. A migalha amoedada com que se atenua a aflição ou a
penúria de alguém. O amparo ao doente. Qualquer desses recursos são tijolos de paz e
amor na conscientização do Reino do Bem.
Não importa que a ventania da discórdia esteja rugindo em torno de nós. O
importante será erguer o coração e as mãos, a palavra e a atitude para construir.

*****************************************************************

Creio que Indulgencia é um sentimento que devemos construir, desenvolver e fortificar dentro de nós mesmos e ir semeando pelos caminhos que diariamente traçamos.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 04 de Dezembro de 2010, 15:22
Querida Pati


Obrigada por sua presença e seu relato sincero.

Que todos nós possamos fazer essa avaliação da prática da indulgência no nosso cotidiano  e então estaremos iniciando a  caminhada para a nossa reforma íntima.

Abraço carinhoso da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marli Pacheco em 04 de Dezembro de 2010, 15:56
PENSEMOS NISSO

Emmanuel

Exaltemos a indulgência não apenas qual lâmpada que deve brilhar nos
vizinhos, mas, acima de tudo, por luz viva que nos cabe trazer no coração, de maneira a
clarear o próprio caminho.
Pensemos nisso, observando as dificuldades do próximo, como se as
dificuldades do próximo, em verdade, nos pertencessem.
Viste o companheiro embriagado, na via pública, e, instado a prestar-lhe breve
momento desapareceste na esquina, desistindo conscientemente de auxiliá-lo.
Reflete, porém, nos suplícios da esposa digna que o suporta, incessantemente,
dentro de casa.
Percebeste as manifestações desagradáveis da irmã irrefletida e lhe atiraste em
rosto reprovações e críticas, através de advertências amargas.
Recorda, no entanto, a luta do homem correto que a sustenta do lar, por mãe
dos próprios filhos.
Registraste a presença do irmão obsidiado e fugiste à sorrelfa, temendo a
obrigação de socorrê-lo, no espaço de algumas horas.
Medita, contudo, nos sacrifícios do coração materno que o carrega sem pausa.
Ouviste as lamentações do enfermo, a censurar-lhe gemidos e descontroles.
Imagina, entretanto, como te comportarias se a doença que o verga te invadisse
a esfera da própria carne.
Assinalaste as inibições do amigo que conversa de maneira infantilizada e
abandonaste, intempestivamente, a palestra, negando-lhe mais alguns minutos de
atenção cordial.
Pensa, todavia, quão longo e doloroso te seria o sofrimento, se guardasses no
cérebro semelhantes entraves.
Ninguém pode viver sem a indulgência dos outros, mas, para exercer com
sinceridade a indulgência para com os outros, é necessário saibamos colocar-nos no
lugar deles.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Oliva Prado em 04 de Dezembro de 2010, 16:12
Boa tarde e Boas Vibrações a todos
 Todos falam bem sobre o tema e é fácil compreender o seu conteúdo e um pouco mais difícil empregá-lo sempre nas nossas relações com os outros. Parece-me que difícil é quando se precisa da indulgência dos outros ou quando a pessoa passa muito rápido para a situação de ser-se indulgente.
 E até quando a nossa segurança é severamente comprometida.
Como é revelado no audio de abertura deste tema, só o Messias tão amado não precisou da indulgência dos outros( apesar de sofrer com eles).
 O Espiritismo ajuda os homens a compreenderem melhor o Universo, as relações humanas, as doênças etc...mas a transformação do homem face a essa revelação leva o seu tempo e ainda é agravado pelo confronto com a realidade dos outros que o desconhecem ou não aceitam.
Como houve um irmão que aqui escreveu e bem; é mais fácil a um espirita lidar melhor com a indulgência, porque deduz-se que a sua consciência está desperta, sencibilizada para essa realidade ou porque terá melhor possibilidade de passar á acção se integrar algum grupo de caridade.
Um abraço
O. P.


Querida amiga... Seja sempre bem-vinda... Muita paz em teu coração!!

Agradeço-te a presença e esta valiosa colaboração (Como houve um irmão que aqui escreveu e bem; é mais fácil a um espirita lidar melhor com a indulgência, porque deduz-se que a sua consciência está desperta, sencibilizada para essa realidade ou porque terá melhor possibilidade de passar á acção se integrar algum grupo de caridadade)

O fato de sermos espirítas, nãosignifica que é facil sermos inudulgentes... Por termos esta verdadeira visão sobre essa

virtude, era pra ser mais fácil, mais a realidade é outra... Este foi um dos maiores motivos ao escolher este tema..

Volte sempre... Abraços carinhosos!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 16:27
                                      TEMA  INDULGÊNCIA


DESENVOLVIMENTO:

- O tema Ficará divididos em quatro etapas retiradas do Evangelho Segundo o Espiritismo dos itens 16 ao 18, sendo que, em cada semana estudaremos um item, sendo acrescentados a estes itens, vídeos, mensagens, slides, etc..
1-Primeira parte do estudo: Indulgência (Julgamento) Item 16
2- Segunda parte do estudo:  Indulgência (Perdão) item 17
3-Terceira parte do estudo: Indulgência (Vigilância) Item 18
4-Quarta parte do estudo: Indulgência (Permanente) Viver e amar, (Joana de  Angelis
)

1-Primeira parte do estudo: Indulgência (Julgamento)

 Indulgência


 16 – Espíritas, queremos hoje vos falar da indulgência, esse sentimento tão doce, tão fraternal, que todo homem deve ter para com os seus irmãos, mas que tão poucos praticam. A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. Oculta -os, pelo contrário, evitando que se propaguem, e se a malevolência os descobre, tem sempre uma desculpa à mão para os disfarçar, mas uma desculpa plausível, séria, e não daquelas que, fingindo atenuar a falta, a fazem ressaltar com pérfida astúcia.
A indulgência jamais se preocupa com os maus atos alheios, a menos que seja para prestar um serviço, mas ainda assim com o cuidado de os atenuar  tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, nem traz censuras nos lábios, mas apenas conselhos, quase sempre velados. Quando criticais, que dedução se deve tirar das vossas palavras? A de que vós, que censurais, não praticastes o que condenais, e valeis mais do que o culpado. Oh, homens! Quando passareis a julgar os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos e os vossos próprios atos, sem vos ocupardes do que fazem os vossos irmãos? Quando fitareis os vossos olhos severos somente sobre vós mesmos?
            Sede, pois, severos convosco e indulgentes para com os outros. Pensai naquele que julga em última instância, que vê os secretos pensamentos de cada coração, e que, em conseqüência, desculpa freqüentemente as faltas que condenais, ou condena as que desculpais, porque conhece o móvel de todas as ações. Pensai que vós, que clamais tão alto: “anátema!” talvez tenhais cometido faltas mais graves.
            Sede indulgentes meus amigos, porque a indulgência atrai, acalma, corrige, enquanto o rigor desalenta, afasta e irrita.
(JOSÉ Espírito Protetor, Bordéus, 1863)

Complemento:

Por que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, vós que não vedes uma trave no vosso olho? Ou como dizeis ao vosso irmão: Deixe-me tirar um argueiro do vosso olho, vós que tendes uma trave no vosso? Hipócritas, tirai primeiramente a trave do vosso olho, e então vereis como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão."(São Mateus: v de 3 a 5)



10. Uma das insensatezes da Humanidade consiste em vermos o mal de outrem, antes de vermos o mal que está em nós. Para julgar-se a si mesmo, fora preciso que o homem pudesse ver seu interior num espelho, pudesse, de certo modo, transportar-se para fora de si próprio, considerar-se como outra pessoa e perguntar: Que pensaria eu, se visse alguém fazer o que faço? Incontestavelmente, é o orgulho que induz o homem a dissimular, para si mesmo, os seus defeitos, tanto morais, quanto físicos. Semelhante insensatez é essencialmente contrária à caridade, porquanto a verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente
.


3-Objetivos do Estudo

 a)Entender e compreender o que é a indulgência.

 b) Estimular o exercício diário da Indulgência, por ser esta uma das mais nobres formas de praticar a Caridade moral.

 c) Compreender a necessidade da Indulgência como um dos fundamentos indispensáveis à nossa reforma íntima.

d) Enfatizar que sem a Indulgência impossível nos será atender à consagrada divisa contida na frase-símbolo da

Codificação Espírita: “Fora da caridade não há salvação




Conceito Básico de Indulgência:


1° - É a indulgência a expressão de um sentimento delicadíssimo de reta justiça (...). (...) A indulgência é, portanto, uma dívida de amor, que toda criatura humana precisa satisfazer todas as vezes que se encontre diante de irmãos seus que incorram em delito, falta ou defeito. Angel Aguarod

2° - A indulgência, portanto, não consiste em fechar os olhos ante as faltas do próximo, para não as ver; mas, em reconhecer essas faltas, para colocar sobre elas um sudário de piedade, impregnado de amor. (...) a indulgência é filha da bondade e a bondade exige em todas as ocasiões que a criatura faça o bem ao seu semelhante (...) Angel Aguarod

3° - (...) a indulgência é um sentimento doce que faz esquecer as faltas e os defeitos do nosso próximo (...) Manoel P. Miranda

Título: Re: Indulgência
Enviado por: lineu em 04 de Dezembro de 2010, 16:40
A Justiça do Perdão

Era Jeová providente
Condutor de uma nação
Que aplicava intransigente
O castigo de talião.

E foi Jesus previdente
Professor do amor cristão
Que ministrou benquerente
A doutrina do perdão.

Oh! Bendita previdência
Que confirma a procedência
Divinal do professor!

Pois castigo é uma violência
Da justiça de clemência,
Fundamentada no amor.


Querido amigo Lineu... Seja sempre bem-vindo... Muita paz a ti!

Agradeço-te a visita e esta linda poesia...

Volte sempre... Abraços afetuoso!!

Dothy[/b][/color]
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marcia_Agosti em 04 de Dezembro de 2010, 16:43
Usando as palavras do texto gostaria de ressaltar a importância da humildade perante os princípios da LIberdade Pregada por Jesus , no sentido de estar livre de condicionantes sociais para alcançarmos a LIBERDADE de agir com Indulgência....É uma escolha pessoal de grande resposabilidade porque exige nosso compromisso com uma reforma íntima pessoal... amorosa... doce... e plena de perdão para podermos fortalecer o lado livre de nosso viver.. Livre de julgamentos e aberto à verdade Divina a nosso respeito, na forma linda em que assumimos no plano terreno, que permite a plena manifestação do CRISTO e da Luz Divina em nós mesmos.

"O erro, nosso, requer a bondade alheia; erro de outrem, reclama a clemência nossa." E depende de escolhermos manifestar nosso lado BOM, a energia Divina em Nós...

"A Humanidade dispensa quem a censure, mas necessita de quem a estime." É realmente necessário que sejamos primeiros libertos (por nossa própria escolha e vontade) do rigor que usa nossos condicionantes de sofrimento e carência para nos tornarmos limpos e livres para, do lugar mais limpo e onde se manifesta a energia alegre de Deus em nós, emitirmos esse amor e a compreensão sinceros para com nosso próximo... A Humanindae e a Terra estão muito necessitados de que nos perdoemos e libertemos de nossas nossas próprias ilusões, condicionates de nossos desejos materialistas e apego, para podermos amar e, sincera e honestamente, amar nossos irmãos como eles são...diferentes de cada um de nós, mas livre e autorizados por NOSSO PAI MAIOR, a manifestar sua natureza já livre ou à caminho, em direção a pura manifestação do AMOR de DEUS..Nossas diferenças são nossa oportunidade de livremente escolher amar ao Deus que habita em todos nossos irmãos..Ninguém então, somente ruim ou imperfeito...Há uma expressão de Deus em cada um de nós..por isso, exercitar a indulgência é ampliar a oportunidade de manifestar esta energia de DEUS em nós...Um brinde aos nossos esforços mais sinceros de nos purificarmos para canalizar esta energia tão pura e elevada de DEUS em nós...


Querida amiga... Seja bem-vinda... Muita paz a ti!!

Agradeço tua visita... E esta colocação:

("O erro, nosso, requer a bondade alheia; erro de outrem, reclama a clemência nossa." E depende de escolhermos manifestar nosso lado BOM, a energia Divina em Nós )

Volte sempre... Abraços afetuosos...

Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 04 de Dezembro de 2010, 16:56
Queridos amigos, boa tarde


Ofereço à todos a música espiritualista Na busca da tolerância.

Autor e compositor: Jonas Demeneghi


Música Espírita-Na Busca da Tolerância (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVBWRlBrT0NFSGpvIw==)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 04 de Dezembro de 2010, 17:18
Querido Lineu


Parabéns por essa bela contribuição!

Poesia, perfume da alma

Abraços carinhosos da Katia

Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 04 de Dezembro de 2010, 17:28
Querida Marli


Muito obrigada por suas lindas contribuições para o enriquecimento desse estudo.

É um dádiva divina contar sempre com a sua amizade!

Beijos e abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marli Pacheco em 04 de Dezembro de 2010, 17:55
Linda esta musica Katia, obrigada por mais este instante de paz que ela nos oferece.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marli Pacheco em 04 de Dezembro de 2010, 18:01
RAIO DE SOL


Se desejas aprender a lição da indulgência, observa o raio de sol.
Dissipando a treva noturna, desce à Terra, cada dia, recapitulando, mil vezes, o
mesmo ensinamento de serviço e de paz.
Não indaga pelas sombras da furna.
Não teme os vermes que se lhe associam.
Não se queixa da corrente enfermiça que flui do despenhadeiro.
Desce, contente e feliz, à intimidade do precipício, com a mesma radiação com que
nutre fontes e flores.
Aquece o sábio e o ignorante, o santo e o malfeitor, os justos e os injustos, os bons
e os maus, com a mesma generosidade, dentro da qual assinala os cimos do Céu.
Ampara a erva daninha e o bom grão, a árvore valiosa e o arbusto infeliz, com o
mesmo carinho no qual se desdobra, claro e otimista, sobre lares e asilos, escolas e
templos, hospitais e jardins.
Se a nuvem lhe empana o caminho, espera que a nuvem se dissolva e torna a
fulgurar.
Se a tempestade agita o firmamento, aguarda a recuperação da harmonia e volta a
missão do amor...
Não te esqueças.
O mundo jaz repleto de obstáculos da incompreensão, de tormentos do ódio,
temporais de lágrimas, provações e infortúnios.
Aqui, em vales de sombra, medra, o escalracho da discórdia, ali, abre-se o abismo
de aflitivas desilusões. Além, multiplicam-se cardos venenosos do orgulho e do
exclusivismo, da penúria e da crueldade, e mais além, destacam-se, agressivos e
contundentes, largos espinheiros de intolerâcia...
Não perguntes, porém, pelos impedimentos prováveis.
Não relaciones as inquietações da marcha.
Recorda, que o Cristo é o Sol de nossas vidas e sê para as sendas que te cercam o
raio de sol infatigável no bem, espalhando em tua passagem o júbilo da esperança
renascente, o dom imperecível da luz e a graça do perdão.
Aprendamos a entesourar os dons da vida, respeitando os ensinamentos que o
mundo nos impõe, na certeza de que entre a humildade e o trabalho, alcançaremos, um
dia, os cimos da Luz.

Emmanuel
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 18:26
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço... Sem ela seria apenas eu e as postagens..

Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto,

e aceitar sugestões, etc..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..

Recebam nosso afetuoso abraço...

(Dothy e Katia)

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 18:32
Indulgencia (Julgamento)

À medida que o homem evolui, moral e espiritualmente, torna-se indulgente.

Compreende melhor os problemas e dificuldades dos outros, concedendo um crédito de oportunidade aos que ainda sofrem limitação e se demoram na intolerância, por saber que áspera é a auto-superação, através do constante esforço pelo aprimoramento íntimo.

A indulgência, porém, não é fraqueza, tampouco conivência com o erro, como a muitos pode parecer numa observação superficial. Ao revés, a sua prática exige valor moral, que se traduz como potencialidade de controle para reagir aos impositivos tenazes do instinto que por nonadas impele o homem, quase sempre, a atitudes arbitrárias e violentas.

O exercício da indulgência impõe elevada dose de compreensão e equilíbrio, mediante a aplicação da paciência, sua dileta irmã, a fim de colimar os resultados a que se propõe.

Diante de alguém que nos recebe com frieza, ou nos trate com mordacidade, ou finge ignorar-nos a presença, ou ainda nos persegue, indulgência para com ele. Talvez esteja mal informado a nosso respeito ou que se encontre vencido por insopitável despeito ou tenha complexo de inferioridade, ou mania de perseguição; provavelmente seja um enfermo.

Nossa atitude correta, a isenção de animosidade com que tratemos, as disposições sadias que mantenhamos, terminarão por vencê-lo, modificando-lhe o conceito a nosso respeito, fazendo que se venha tornar um bom e delicado amigo.

A indulgência ensina-nos a perdoar as faltas e auxiliar aquele que se compromete no erro e reergue-se, facultando-lhe reencetar o caminho do dever, do qual se evadiu por momento.

Clemência enseja a concessão do labor edificante mediante o qual se consegue harmonia.

Indulgência é, também, misericórdia.

Por escassez dessa faculdade de entender e desculpar os que são vítimas de si mesmos, crescem os conflitos humanos, que se multiplicam geometricamente, estimulados pela irritação generalizada, predispondo o homem a reagir por hábito, antes que agir por cautela e discernimento.

A indulgência de Jesus para com os pecadores e infelizes é lição atuante, tradutora da Sua grandeza de rei Solar.

E todos aqueles que se tornaram grades no mundo da renúncia, do amor, da beleza, da arte, da ciência, com raríssimas exceções, que provaram o ácido do sofrimento, apoiaram-se sempre na indulgência a fim de compreender os que os não compreendiam e ajudar os que os perseguiam, engrandecendo-se por se apequenarem, superando as paixões em prol da glória dos ideais de que se fizeram missionários.

Por isso, indulgência sempre, em nome do amor também.

Não será, por acaso, a reencarnação, o atestado da indulgência divina facultada ao infrator das Leis, concedendo-lhe recomeço e oportunidade de libertação?

Aprendamos, dessa forma, a fazer o mesmo, concedendo ao nosso próximo o que gostaríamos de receber quando colhidos pela enfermidade ou desdouro no caminho por onde tentamos ascender ao Pai.



Psicografia de Divaldo Franco,
27/08/71, Sá da Bandeira, Angola.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Oliva Prado em 04 de Dezembro de 2010, 18:38
Retribuindo os seus votos de saudação, Dothy
e porque ainda aqui estou....
Lembrei-me de partilhar uma máxima tibetana que aconselha aquele que busca, a viver "sem apego ou rejeição" eu pessoalmente considero uma grande ajuda este pensamento.
Muitas vezes quando estamos perturbados disciplinar o pensamento, elevar a mente evita atitudes demasiado emocionais.
Mais uma vez a doutrina espirita pôe ao nosso alcançe esse bálsamo.


[ Oliva...

Sinta-se em família, entre irmãos e amigos que somos todos nós...

Que importante reflexão esta: (Muitas vezes quando estamos perturbados disciplinar o pensamento, elevar a mente evita atitudes demasiado emocionais. Mais uma vez a doutrina espirita pôe ao nosso alcançe esse bálsamo)

Abraços carinhosos!!

Dothy[/b]
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 18:42
INDULGÊNCIA  E  NÓS

Maria Dolores

 

Quando ofensas te visitem

Não revides, alma boa,

Ama, trabalha, perdoa,

Não penses mal de ninguém;

A pessoa humilha e fere

Quando não sabe o que custa

Fugir à lei nobre e justa

Com que Deus preserva o bem.

 

Aversão, cólera, insulto,

Inveja, impulso violento

Discórdia, ressentimento

Desespero e orgulho vão.

No fundo, somente expressam

Enfermidades da mente

Que esperam de toda gente

O amparo da compaixão.

 

Quando a injúria te ameace,

Age e constrói, serve e lida,

A gente guarda na vida

Somente aquilo que fez.

Todos estamos na escola,

Hoje, há quem erre e se gabe,

Amanhã, talvez... Quem sabe?

Chegue também nossa vez.

 

Fonte: livro – “Coração e Vida” Francisco Cândido Xavier – Maria Dolores


Título: Re: Indulgência
Enviado por: MarcoALSilva em 04 de Dezembro de 2010, 18:50

Excelente tema de estudo! A indulgência traduz um daqueles valores cosmoéticos que sempre e sempre devem ser trazidos à consideração. Devemos pensar e repensar, meditar, buscando o alcance de tantos ensinamentos que circundam esse tema.

Peço licença para transcrever algo que escrevi em outro local:

Antigamente o termo que definia o volume de um sólido geométrico era capacidade.

Gosto de pensar que essa expressão é bem mais interessante e rica. Por que? Porque deixa evidente desde logo que aquele corpo não poderá acolher além de sua capacidade. Um litro de água é a capacidade, digamos de um dado cone; sabemos que esse cone só poderá reter, acolher, enfim, conter um litro de água no máximo - é sua capacidade.

Tenho para mim que o ser, em cada momento de sua Vida, tem uma certa capacidade de absorver o todo à sua volta. Evoluir implica em aumentar essa capacidade. Dessa forma, um aspecto que ressalta aos olhos é jamais ter a expectativa de que o ser abarcará mais do que pode.

A indulgência tem também esse matiz. E eu o considero o mais complexo e difícil de realizar.

Aplicar na Vida o "deixe estar" aos que não conseguem absorver o que tanto tentamos lhe passar exige aquele insight que ilumina a percepção do limite atingido...

Cada um de nós é como um vaso disforme, que a evolução faz crescer e ajustar-se às arestas corretas. Não podemos saber facilmente qual a capacidade de cada um, até porque a forma varia consoante o ser adota esta ou aquela atitude e recebe-lhe as consequências. Por isso mesmo é preciso que deixemos de tentar fazer valer sempre e sempre o que elegemos como nossa convicção plena... Deixe estar... Depois de algum tempo inevitavelmente a coisa se esclarece (ainda que leve mais do que uma jornada física). O mais interessante é que nem sempre veremos nossa convicção se firmar... Por vezes, mudaremos nós nossas arestas, acertando-as para o crescimento.

Assim, uma forma de indulgência que considero relevante é simplesmente deixar, sem nenhuma crítica ou sentimento de menosprezo, que cada um pense como quiser, ainda que nos pareça uma autêntica bobagem...

Estou, de minha parte, longe de conseguir essa postura... Mas estou tentando aprender a agir assim.


Fonte: http://esoestudos.blogspot.com/2010/08/indulgencia.html
(http://4.bp.blogspot.com/_4I0hQ9LI86I/THuyAHyyr0I/AAAAAAAAAk0/8Xr_FtoeI4Q/s200/alma.jpg)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 18:53
  Sede severos para convosco, indulgentes para com os outros.

        Lembrai-vos de que, talvez, tenhais cometido faltas mais graves.

        Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita.
Eis mais uma virtude fundamental para aqueles de nós que desejamos viver a Nova Era, a era do bem.

        A indulgência não se entende por conivência com a coisa errada, de forma alguma, mas, de uma forma benevolente, de tratar a alma equivocada.

        Nossa severidade excessiva com os outros pouco resolve. E, pelo contrário, esta ferocidade em nosso julgamento só nos tem trazido prejuízos morais.

Quase sempre nossa crítica, nossa condenação, não visa o bem do outro, mas sim uma satisfação desequilibrada em simplesmente falar mal, ou condenar.

        Mecanismo psicológico de projecção, muitas vezes nos mostra no outro aquilo que detestamos em nós, e como fuga desastrosa, ao acusar, imaginamos que podemos nos livrar do mal intrínseco à nossa alma enferma.

        Acusar por acusar nunca nos trará o bem que desejamos, a paz que anelamos tanto.

        A maledicência é provocadora de prazer mórbido que atesta deficiência de carácter humano.

        Sejamos assim, indulgentes, da mesma forma que o Criador o é sempre connosco, vendo o que temos de bom, e sempre nos dando novas chances de acertar após nossos erros.

        Reforçar o erro de outrem é valorizar o negativo. É dar-lhe um destaque maior do que o necessário.

        A indulgência é caridade.

Redação do Momento Espírita com base no cap. X, itens 16 a 18 do livro O evangelho segundo o Espiritismo,de Allan Kardec, ed. Feb.

Em 23.06.2008.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 18:59
Querido amigo MarcoALSilva... Seja sempre bem-vindo... Muita paz a ti!!

Agradeço-te a visita... E esta importante contribuição:

(Assim, uma forma de indulgência que considero relevante é simplesmente deixar, sem nenhuma crítica ou sentimento de menosprezo, que cada um pense como quiser, ainda que nos pareça uma autêntica bobagem.)


Dothy...

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Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 19:04
A INDULGÊNCIA                      Julgamento

Joseph, Espírito Protetor - Bordeaux, 1863

16 Espíritas, gostaríamos hoje de vos falar sobre a indulgência*,
esse sentimento tão doce, tão fraternal que todo homem deveria ter
para com seus irmãos, mas que poucos praticam.
A indulgência jamais vê os defeitos alheios, ou, se os vê, evita
falar deles e divulgá-los. Pelo contrário, ela os esconde, a fim de que
não sejam conhecidos e, se a malevolência os descobre, sempre tem
uma desculpa pronta para amenizá-los, ou seja, uma desculpa
aceitável, séria, e não daquelas que, parecendo atenuar a falta, a
destacam de um modo maldoso.

* N. E. - Indulgência: clemência, misericórdia, tolerância.



Jesus nos deu mostras em diversas passagens do Evangelho da indulgência para com as imperfeições alheias, como no caso da mulher adúltera, dos soldados que o crucificaram, do próprio Judas que o traiu. E nos advertiu da severidade do julgamento do Pai para conosco, na mesma proporção com que julgarmos os outros. (Mateus, 7:1)


Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 19:14
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço... Sem ela seria apenas eu e as postagens..

Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto,

e aceitar sugestões, etc..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..

Recebam nosso afetuoso abraço...

Dothy e Katia



Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 20:46
  Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo

 - Cap. X - Item 16

Tema: A Indulgência

A indulgência é sentimento doce e fraternal que todo homem deve alimentar para com seus irmãos. No campo da indulgência, todos somos carentes, em face das nossas imperfeições. Daí, o dever de todos em cultivá-la.
É uma das virtudes que caracterizam o verdadeiro cristão, e que se expressa pela postura complacente, compreensiva, que se adota perante as faltas e imperfeições do próximo.
A indulgência que demonstramos em nosso comportamento pode sensibilizar o coração das pessoas, concitando-as a se melhorar e a proceder também com indulgênica, e isto propicia que se regenerem de suas possíveis faltas.

A nossa indulgência tem ainda o efeito salutar de fazer com que o próximo se sinta merecedor da solidariedade alheia, e isto o torna feliz.
A pessoa indulgente torna-se simpática, angariando o reconhecimento daqueles que a cercam, e isto é motivo de júbilo para ela.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Denize Moreira em 04 de Dezembro de 2010, 20:56
           Boa tarde, Querida Dothy...

  FALAR

 "Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim. Não, não..." - Jesus - Mateus, 5:37.

"Espíritas: queremos falar-vos hoje da indulgência, sentimento doce e fraternal, que todo homem deve alimentar para com seus irmãos, mas do qual bem poucos fazem uso." (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. X:16, FEB.)

Falando, construímos.

Não admitas em tua palavra o corrosivo da malícia ou o azinhavre da queixa. Fala na bondade de Deus, na sabedoria do tempo, na beleza das estações, nas reminiscências alegres, nas induções ao reconforto.

Nos lances difíceis, procura destacar os ângulos capazes de inspirar encorajamento e esperança.

Não te refiras a sucessos calamitosos, senão quando estritamente necessário e ora em silêncio por todos aqueles que lhes sofreram o impacto doloroso. Tantas vezes acompanhas com reverente apreço os que tombam em desastre na rua!...

Homenageia igualmente com a tua compaixão respeitosa os que resvalam em queda moral, acordando em escabroso infortúnio do coração!...

Larga à sombra de ontem os calhaus que te feriram... A noite já passou na estrada que percorreste e o Sol do novo dia nos chama à incessante transformação.

Conversa em trabalho renovador e louva a amizade santificante. Não te detenhas em demasia sobre mágoas, doenças, pesadelos, profecias temerárias e impressões infelizes; dá-lhes apenas breve espaço mental ou verbal, semelhante àquele de que nos utilizamos para afastar um espinho ou remover uma pedra.

Não comentes o mal, senão para exaltar o bem, quando seja possível extrair essa ou aquela lição que ampare a quem lê ou a quem ouve, enobrecendo a vida.

Junto do desespero, providencia o consolo, sem a pretensão de ensinar, e renteando com a penúria, menciona as riquezas que a bondade divina espalha a mancheias, em benefício de todas as criaturas, sem desconsiderar a dor dos que choram.

Ilumina a palavra. Deixa que ela te mostre a compreensão e o amor onde passes, sem olvidar o esclarecimento sem prejudicar a harmonia. O Cristo edificou o Evangelho, por luz inapagável, nas sombras do mundo, não somente agindo, mas conversando também.

Emmanuel

Do Livro: Livro da Esperança

Psicografia: Francisco Cândido Xavier


Vez por outra, me pego julgando alguém aqui em casa...Nossa!!! Como é difícil se conter, e quase sempre são erros que também cometo. É nesse momento que preciso ser indulgente, não criticando e sim tentando ajudar, como gostaria que fizessem comigo. Começarei agora, dentro do meu lar, praticar essa atitude.
            Abraços fraternos, Dothy


                                               
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 04 de Dezembro de 2010, 21:10
Boa noite, queridos amigos



SEDE SEVEROS CONVOSCO E INDULGENTES COM OS VOSSOS IRMÃOS

(1a Homilia)

(Sociedade Espírita de Paris, 9 de janeiro de 1863 – Médium: Sr. d’Ambel)

É a primeira vez que venho entreter-me convosco,meus caros filhos. Gostaria de escolher outro médium, mais simpático aos sentimentos que foram o móvel de toda a minha vida terrena, e mais apto a me prestar um concurso religioso. Porém, como há muito tempo Santo Agostinho tomou conta do médium cujas matérias cerebrais teriam sido mais úteis para mim, e para o qual me sentia inclinado, dirijo-me a vós por este, de quem se servia meu excelente condiscípulo Jobard, para me apresentar à vossa sociedade filosófica. Terei, pois, muita dificuldade em expressar,hoje, o que vos quero dizer; primeiro, em razão da dificuldade que sinto em manipular a matéria mediana, pois ainda não tenho o hábito desta propriedade de meu ser desencarnado; depois, porque devo fazer que minhas idéias jorrem de um cérebro que não as admite todas. Dito isto, vou abordar o assunto.

Um espirituoso corcunda da Antigüidade dizia que os homens de seu tempo carregavam um duplo alforje, em cujo compartimento traseiro estavam os próprios defeitos e imperfeições, enquanto o dianteiro recebia todos os defeitos alheios. É o que lembraria mais tarde o Evangelho, na alegoria da palha e da trave no olho. Oh! Deus! Oh! meus filhos! como seria bom se os sacos do alforje mudassem de lugar! Cabe aos espíritas sinceros operar esta modificação, levando à frente o saco que contém suas próprias imperfeições, a fim de que, olhando-as continuamente, consigam corrigir-se; e pôr de lado o que contém os defeitos alheios, de modo a não lhes ligar nem ciúme nem malícia. Ah! como será digno da doutrina que confessais e que deve regenerar a Humanidade ver seus adeptos sinceros e convictos agirem com essa caridade que proclamam e lhes ordena não mais verem a palha que incomoda o olho de seu irmão, mas, ao contrário, ocupar-se com ardor em se desembaraçar da trave que os cega. Ah! meus filhos, essa trave é formada pela reunião de vossas tendências egoístas, das vossas más inclinações e de vossas faltas acumuladas pelas quais tendes, até o presente, como todos os homens, professado uma tolerância paternal muito maior, enquanto que, na maior parte do tempo, só tivestes intolerância e severidade para com as fraquezas do próximo. Eu gostaria de vêlos de tal modo libertos dessa enfermidade moral do resto dos homens, ó meus caros espíritas, que vos exorto com todas as minhas forças a entrardes no caminho que vos indico. Bem sei que muitas de vossas tendências pecaminosas já se modificaram no sentido da verdade; mas ainda vejo tanta tibieza e tanta indecisão em vós para o bem absoluto, que a distância que vos separa do rebanho dos pecadores endurecidos e dos materialistas não é tão grande que a torrente não possa vos arrastar ainda. Ah! resta-vos uma rude etapa a percorrer para atingirdes a altura da santa e consoladora doutrina que os Espíritos meus irmãos já vos revelam há vários anos.

Na vida militante – graças sejam dadas ao Senhor – da qual acabo de sair, vi tantas mentiras se afirmarem como verdades, tantos vícios alardeados como virtudes, que sou feliz por haver deixado um meio, onde quase sempre a hipocrisia encobria com seu manto as tristezas e as misérias morais que me cercavam. E não posso senão vos felicitar por ver que vossas fileiras não se abrem facilmente para os sectários dessa hipocrisia mentirosa.

Meus amigos, jamais vos deixeis apanhar por palavras douradas. Vede e sondai os atos antes de abrir vossas fileiras aos que solicitam esta distinção, pois muitos falsos irmãos procurarão misturar-se convosco, a fim de levar a perturbação e, sorrateiramente, semear a divisão. Ordena minha consciência que vos esclareça, e o faço com toda a sinceridade de meu coração, sem me preocupar com ninguém. Estais advertidos; doravante agi como convém. Mas para terminar como comecei, peço-vos uma graça, meus caros filhos: que vos ocupeis seriamente convosco,expulsando do coração todos os germes impuros que a ele ainda possam estar presos; que vos reformeis pouco a pouco, mas sem descanso, segundo a sã moral espírita; enfim, que sejais tão severos para convosco quanto deveis ser indulgentes para com as fraquezas dos vossos irmãos.

Se esta primeira homilia deixa algo a desejar quanto à forma, não a imputeis senão à minha inexperiência da mediunidade. Farei melhor a próxima vez que me for permitido comunicar-me em vosso meio, onde agradeço ao meu amigo Jobard por me haver patrocinado. Adeus, meus filhos, eu vos abençôo.

François-Nicolas Madeleine


Trecho extraído da Revista Espírita, ano 1863
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 21:18
Querida amiga Mary Helem... Seja sempre bem-vinda...

Agradeço a presença, a amizade e este sincero depoimento: ( Vez por outra, me pego julgando alguém aqui em casa...Nossa!!! Como é difícil se conter, e quase sempre são erros que também cometo. É nesse momento que preciso ser indulgente, não criticando e sim tentando ajudar, como gostaria que fizessem comigo. Começarei agora, dentro do meu lar, praticar essa atitude)

Acredito que todos nós, temos esta dificuldade, em casa, na rua, no geral... Mas termos ja esta consciência, é uma evolução...

Volte sempre, abraços afetuosos!!



Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 04 de Dezembro de 2010, 22:04
Querido MarcoALSilva

Parabéns por enriquecer esse estudo mensal que vem contando com tantas contribuições relevantes dos nossos queridos irmãos.

Muito importante a lembrança que a evolução espiritual ocorre de maneira gradativa. Em cada encarnação vamos deixando algumas imperfeições e adquirindo novas virtudes.  Cada ser humano tem o seu tempo e todos nós somos destinados a evoluir, através da Reforma Íntima, da prática da caridade em palavras, ações e pensamentos até enxergarmos cada ser humano como irmãos de uma mesma família espiritual.

Abraços fraternos.

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 22:35


Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós. (Mateus, VII: 1-2)


Pela Boca

Aquilo que sai da boca – diz-nos o Evangelho – precisa merecer-nos tratamento especial.
As viandas com que o homem, muitas vezes, ameaça a própria saúde, prejudicam apenas a ele mesmo, quando a frase contundente ou o grito de cólera podem alcançar toda uma assembléia de corações, determinando enfermidade e desequilíbrio.
É pela boca que vazamos da alma desprevenida os tóxicos da maledicência e é ainda por ela que arrojamos de nosso desespero os espinhos da discórdia que levantam trincheiras sombrias, entre irmãos chamados por Jesus à sementeira do amor.
É da boca que saltam de nosso sentimento mal conduzido as serpentes invisíveis da calúnia, envenenando a vida por onde passam e é ainda por intermédio dela que operamos o exame insensato das consciências alheias, apressando julgamentos da esfera exclusiva d’Aquele Justo Juiz que preferiu a morte na cruz para não condenar-nos em toda a extensão de nossas fraquezas.
Mas, também é pela boca que exteriorizamos a ternura e a compreensão que restauram e fortalecem e é ainda por ela que externamos a fraternidade que nos imanta uns aos outros, à frente da Lei.
É pela boca que aprendemos a auxiliar aos nossos semelhantes e é ainda por ela que clamamos para o Céu, suplicando socorro e misericórdia.
Vejamos, assim, o que fazemos da palavra para que a palavra não nos destrua.
Mobilizemos nossos valores verbalísticos na exaltação do bem, com esquecimento de todo o mal.
A língua revela o conteúdo do coração.
Saibamos então, modular nossa voz na bênção da serenidade e elevar nossa frase sobre o pedestal do amor que nos cabe estender ao próximo.
Caridade que não sabe começar pela boca dificilmente se expressará com segurança, através das mãos.
Entronizemos o verbo respeitoso e digno em nosso campo íntimo e estruturemos nossa frase no santo estímulo ao melhor que possuímos, para que possamos receber dos outros o melhor que possuem e estaremos com Jesus, construindo pela nossa conversação os sólidos alicerces de nossa alegria e de nossa paz.

Do Livro: Indulgência – psicografia de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 23:01
- O LIVRO DOS ESPÍRITOS - ALLAN KARDEC

Perg. 903. Há culpa em estudar os defeitos alheios? -

R- Se é com o fito de criticar e divulgar, há muita culpa, porque isso é faltar com a caridade. Se é com intenção de proveito pessoal, para evitar aqueles defeitos, pode ser útil. Mas não se deve esquecer que a INDULGÊNCIA para com os defeitos alheios é uma das virtudes compreendidas na caridade. Antes de censurar as imperfeições dos outros, vede se não podem fazer o mesmo a vosso respeito. Tratai, pois, de possuir as qualidades contrárias aos defeitos que criticais nos outros. Esse é um meio de vos tornardes superior. Se os censurais por serem avarentos sede generosos; por serem orgulhosos, sede humildes e modestos; por serem duros, sede dóceis; por agirem com mesquinhez, sede grandes em todas as vossas ações. Em uma palavra, fazei de maneira que não vos possam aplicar aquelas palavras de Jesus: "Vede um argueiro no olho do vizinho e não vedes uma trave no vosso".




No capítulo dez de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, os companheiros do Plano Maior esclarecem que a indulgência é a postura daquele que, dentre outras coisas, não vê os defeitos dos outros e, quando os vê, procura não evidenciá-los, não divulgá-los; não tem nos lábios censuras, mas sim conselhos edificantes e, preferencialmente, velados; vê primeiro os seus defeitos, ao invés de se preocupar com as imperfeições de seus companheiros; não propaga a maledicência, ao contrário, procura obstá-la com contra-argumentações firmes e cuidadosas. E acrescentam que aquele que pratica a indulgência é calmo, brando, pacífico, tolerante, compreensivo, paciente, pois vê no irmão, um Espírito em caminhada, um igual, um necessitado, assim como ele.
Entende as faltas dos companheiros, como parte de um processo de aprendizado, no qual também se encontra inserido.
É daí que retira a força para praticar a caridade através da indulgência, perdoando e auxiliando sempre que necessário, pois se reconhece também na posição daquele que, muitas vezes, precisa da compreensão e do perdão alheios.
Todos temos arestas a aparar, vícios a transformar em virtudes e, por isso, a importância de praticarmos a indulgência, um dos pilares da caridade, fora da qual não conseguiremos desenvolver nossas potencialidades de filhos de Deus.

SERVIÇO ESPÍRITA DE INFORMAÇÕES
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 04 de Dezembro de 2010, 23:52
Objetivos do Estudo:

a)Entender e compreender o que é a indulgência.

 b) Estimular o exercício diário da Indulgência, por ser esta uma das mais nobres formas de praticar a Caridade moral.

 c) Compreender a necessidade da Indulgência como um dos fundamentos indispensáveis à nossa reforma íntima.

d) Enfatizar que sem a Indulgência impossível nos será atender à consagrada divisa contida na frase-símbolo da Codificação Espírita: “Fora da caridade não há salvação.”

Título: Re: Indulgência
Enviado por: macili em 05 de Dezembro de 2010, 02:30
Boa noite queridas amigas Dothy e Katiatog

Belíssimo tema de estudo: A Indulgência.  Parabéns!!!
Muito bem elaborado, nos ajuda a refletir e a colocar em prática no nosso dia-a-dia, os ensinamentos do nosso querido Mestre Jesus, contidos no ESE.
Possamos nos esmerar em renovar nossas atitudes, aplicando a Indulgência, praticando o bem através do amor ao próximo, da caridade, do perdão das ofensas, não julgando a fim de que não sejamos julgados na mesma medida.
Pelas nossas imperfeições é muito difícil, mas estamos na nossa caminhada evolutiva e assim devemos seguir nosso caminho de aprimoramento, em benefício de todos.

Como contribuição, deixo a mensagem abaixo, que foi postada no "O Espiritismo na Rede".

Muita luz em seus corações
Bjs
Macili

***
(http://4.bp.blogspot.com/_yCMVgCrFrHU/TPjgOlURJTI/AAAAAAAABhk/zl4aXNXNra0/s200/doandocoracao.jpg)
A Indulgência

Jesus, o Mestre por excelência, legou-nos inúmeros ensinamentos. Quando nos adverte quanto ao argueiro e a trave no olho, fala-nos da necessidade da indulgência, para sermos severos com nossas imperfeições, fustigarmos diuturnamente nosso orgulho.

Fala da necessidade de sermos misericordiosos, clementes, com as faltas do irmão; para evitarmos comentários que prejudiquem nosso semelhante. Ao fazermos alguma crítica devemos estar conscientes se a inconseqüência maior não está em nós. Às vezes é necessária alguma observação mas, tem que ser feito com coerência, com discernimento para não ferir suscetibilidades. Temos a obrigação da severidade para conosco, eliminando nossas imperfeições para, gradativamente, conseguirmos nos livrar dos nossos grilhões.

A indulgência jamais se preocupa com as faltas alheias, pelo contrário ela é dócil, entendendo as imperfeições de cada um, procurando ajudar onde o indivíduo está necessitando de apoio, compreensão, enfim, estender a mão sempre. Quando nos fizermos presentes a alguma observação, que sejamos sinceros procurando entender a gravidade da situação, analisando o problema com discernimento como gostaríamos que conosco agissem, buscando no fundo do nosso ser as nossas iniqüidades, para não nos arvorarmos de mestres, senão poderemos acarretar para nós conseqüências e a Lei agirá sobre nós pelas nossas incúrias, pelo não discernimento das nossas atitudes.

Quando formos chamados para colaborar com alguém em necessidade, antes voltemo-nos para Deus pedindo a Ele que nos ajude na intervenção ao irmão, com humildade, solicitando amparo para aquele momento tão importante, para que a nossa ação não distancie mais o irmão do equilíbrio com as nossas imperfeições; pois, ainda não dispomos de elementos de pureza somente nossa, mas, que o Pai que nos conhece na intimidade não permita que as nossas mazelas sejam o móvel das nossas observações.

Que a nossa participação seja de ajuda e não de crítica, de observações mordazes. Peçamos com fervor para obtermos a graça. Se, ao contrário não formos chamados, e sim, observarmos o momento pelo qual passa nosso irmão, tenhamos cautela na ação. Antes devemos perguntar ao nosso íntimo, se aquilo que estamos observando não fazemos pior. Se já passamos e vencemos esta ou aquela imperfeição que se nos apresenta como desmedida pela atitude do irmão.

Jesus legou-nos ensinamentos diversos, para aplicarmos no nosso dia-a-dia, fez-nos conhecedores da Lei para não agirmos fora dela. Quando não a conhecíamos nossas faltas eram bem menores, entretanto após o conhecimento e esclarecimento da Lei, somos obrigados a agir com discernimento porque já não somos crianças em entendimento. A mensagem está conosco há vinte séculos e há 150 anos do advento do Espírido de Verdade prometido por Ele. Portanto, tenhamos cautela.

Por outro lado, precisamos perdoar os que nos tem prejudicado fazendo-o de coração e não somente com palavras. Solicitemos a ajuda do Pai para fortalecer em nós o sentimento de bondade, compreensão, tolerância, paciência, pedindo como servo infiel que está tentando vencer as imperfeições, que nos fortaleça o íntimo para banirmos de nós o ódio, móvel da discórdia provocado pelo nosso orgulho. Peçamos com humildade para podermos compreender a falta do irmão, que talvez nós mesmos fomos o agente da discórdia. Portanto, antes de tudo é preciso aprofundar no conhecimento da caridade para então agirmos com discernimento quanto à ação do outro e eliminarmos com sinceridade o sentimento negativo que nos atormenta, compreendendo que cabe somente ao Pai o julgamento das nossas ações.

Carlos Augusto Rabelo



Querida amiga Macili... Seja sempre bem-vinda... Muita paz a ti...

Agradeço tua presença e esta valiosa colaboração: (Possamos nos esmerar em renovar nossas atitudes, aplicando a Indulgência, praticando o bem através do amor ao próximo, da caridade, do perdão das ofensas, não julgando a fim de que não sejamos julgados na mesma medida.
Pelas nossas imperfeições é muito difícil, mas estamos na nossa caminhada evolutiva e assim devemos seguir nosso caminho de aprimoramento, em benefício de todos.)

Desejo que volte sempre... Abraços afetuoso...

Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 05 de Dezembro de 2010, 02:38
        INDICAÇÕES


Onde há trabalho, existe compreensão.

Onde existe compreensão, há tolerância.

Onde existe tolerância, existe cooperação.

Onde existe cooperação, existe humildade.

Onde há humildade, existe amor.

Onde existe amor, abre-se o caminho para Deus.

 

Extraído do livro Bênçãos de Amor. Autor: Emmanuel.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
 
 

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Aracy em 05 de Dezembro de 2010, 02:42
“Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si mesmo...
       “... porque se sois duros, exigentes, inflexíveis, se tendes rigor mesmo por uma ofensa leve, como quereis que Deus esqueça que, cada dia, tendes maior necessidade de indulgência?... “
(Evangelho segundo Espiritismo, Capítulo X, item 15.)

Os viciados em perfeição acham que podem fazer tudo sempre melhor e, portanto, rejeitam quase tudo o que os outros fazem ou fizeram. Não aceitam suas limitações e não enxergam a “perfeição em potencial” que existe dentro deles mesmos, perdendo assim a oportunidade de crescimento pessoal e de desenvolvimento natural, gradativo e constante, que é a técnica das leis do Universo.

A desestima a nós próprios nasce quando não nos aceitamos como somos. Somente a auto-aceitação nos leva a sentir plena segurança ante os fatos e ocorrências do cotidiano, ainda que os indivíduos ao nosso redor não entendam nossas melhores intenções.

O perdão concede a paz de espírito, mas essa concessão nos escapará da alma se estivermos presos ao desejo de dirigir os passos de alguém, não respeitando o seu propósito de viver.

Devemos compreender que cada um de nós está cumprindo um destino só seu, e que as atividades e modos das outras pessoas ajustam-se somente a elas mesmas. Estabelecer padrões de comportamento e modelos idealizados para os nossos semelhantes é puro desrespeito e incompreensão ante o mecanismo da evolução espiritual.

Admitir e aceitar os outros como eles são nos permite que eles nos admitam e nos aceitem como somos.

Perdoar-nos resulta no amor a nós mesmos - o pré-requisito para alcançarmos a plenitude do “bem viver”.

Perdoar-nos é não importar-nos com o que fomos, pois a renovação está no instante presente; o que importa é como somos hoje e qual é nossa determinação de buscar nosso progresso espiritual.

Perdoar-nos é conviver com a mais nítida realidade, não se distraindo com ilusões de que os outros e nós mesmos “deveríamos ser” algo que imaginamos ou fantasiamos.

Perdoar-nos é compreender que os que nos cercam são reflexos de nós mesmos, criações nossas que materializamos com nossos pensamentos e convicções íntimas.

“Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si mesmo” - quer dizer: enquanto não nos libertarmos da necessidade de castigar e punir o próximo, não estaremos recebendo a dádiva da compreensão para o autoperdão.

Adaptando o excerto do apóstolo Paulo às nossas vidas, perguntamo-nos: “...porque se sois duros, exigentes, inflexíveis, se tendes rigor mesmo por uma ofensa leve...”, como haveremos de criar oportunidades novas para que o “Divino Processo da Vida” nos fecunde a alma com a plenitude do Amor e, assim, possamos perdoar-nos?


Hammed

Trecho do Livro: Renovando Atitudes

Queria amiga Aracy... Seja bem-vinda... Muita paz a ti!

Agradeço-te a visita e esta importante colocação: (porque se sois duros, exigentes, inflexíveis, se tendes rigor mesmo por uma ofensa leve, como quereis que Deus esqueça que, cada dia, tendes maior necessidade de indulgência?... “
(Evangelho segundo Espiritismo, Capítulo X, item 15.)

Desejo que a amiga volte sempre... Abraços afetuoso!

Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 05 de Dezembro de 2010, 02:59
Querida Aracy


Seja muito bem vinda ao estudo mensal!

Não conhecia esse espírito de surpreendente lucidez, Hammed.

Continue aqui conosco, enriquecendo o nosso estudo!

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 05 de Dezembro de 2010, 04:31
Querida amiga Macili


Seja muito bem vinda ao estudo mensal de dezembro!

É com imensa alegria que te recebo aqui.

Agradeço pela preciosa contribuição, pelo seu carinho e palavras gentis.

Abraços dessa amiga que muito te estima


Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 05 de Dezembro de 2010, 11:28
TEMA INDULGÊNCIA


Conceito Básico de Indulgência:

Virtude, sentimento doce e fraternal (ESE)

Não ver os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los (ESE)

A indulgência, é a condescendência em relação a outrem, seja de referência às suas opiniões ou comportamento, ao direito de crer no que lhe aprouver, pautando as suas atitudes nas linhas que lhe pareçam mais compatíveis ao modo de ser, desde que não firam os sentimentos alheios, nem atentem contra as regras da dignidade humana. (ESTUDOS ESPÍRITAS - JOANNA DE ÂNGELIS

 - É a indulgência a expressão de um sentimento delicadíssimo de reta justiça (...). (...) A indulgência é, portanto, uma dívida de amor, que toda criatura humana precisa satisfazer todas as vezes que se encontre diante de irmãos seus que incorram em delito, falta ou defeito. Angel Aguarod

 - A indulgência, portanto, não consiste em fechar os olhos ante as faltas do próximo, para não as ver; mas, em reconhecer essas faltas, para colocar sobre elas um sudário de piedade, impregnado de amor. (...) a indulgência é filha da bondade e a bondade exige em todas as ocasiões que a criatura faça o bem ao seu semelhante (...) Angel Aguarod

- (...) a indulgência é um sentimento doce que faz esquecer as faltas e os defeitos do nosso próximo (...) Manoel P. Miranda


-Objetivos do Estudo

 a)Entender e compreender o que é a indulgência.

 b) Estimular o exercício diário da Indulgência, por ser esta uma das mais nobres formas de praticar a Caridade moral.

 c) Compreender a necessidade da Indulgência como um dos fundamentos indispensáveis à nossa reforma íntima.

d) Enfatizar que sem a Indulgência impossível nos será atender à consagrada divisa contida na frase-símbolo da

Codificação Espírita: “Fora da caridade não há salvação



DESENVOLVIMENTO:

- O tema Ficará divididos em quatro etapas retiradas do Evangelho Segundo o Espiritismo dos itens 16 ao 18, sendo que, em cada semana estudaremos um item, sendo acrescentados a estes itens, vídeos, mensagens, slides, etc..

1-Primeira parte do estudo: Indulgência (Julgamento) Item 16
2- Segunda parte do estudo:  Indulgência (Perdão) item 17
3-Terceira parte do estudo: Indulgência (Vigilância) Item 18
4-Quarta parte do estudo: Indulgência (Permanente) Viver e amar, (Joana de  Angelis)


1-Primeira parte do estudo: Indulgência (Julgamento)

 Indulgência

 16 – Espíritas, queremos hoje vos falar da indulgência, esse sentimento tão doce, tão fraternal, que todo homem deve ter para com os seus irmãos, mas que tão poucos praticam. A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. Oculta -os, pelo contrário, evitando que se propaguem, e se a malevolência os descobre, tem sempre uma desculpa à mão para os disfarçar, mas uma desculpa plausível, séria, e não daquelas que, fingindo atenuar a falta, a fazem ressaltar com pérfida astúcia.
A indulgência jamais se preocupa com os maus atos alheios, a menos que seja para prestar um serviço, mas ainda assim com o cuidado de os atenuar  tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, nem traz censuras nos lábios, mas apenas conselhos, quase sempre velados. Quando criticais, que dedução se deve tirar das vossas palavras? A de que vós, que censurais, não praticastes o que condenais, e valeis mais do que o culpado. Oh, homens! Quando passareis a julgar os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos e os vossos próprios atos, sem vos ocupardes do que fazem os vossos irmãos? Quando fitareis os vossos olhos severos somente sobre vós mesmos?
            Sede, pois, severos convosco e indulgentes para com os outros. Pensai naquele que julga em última instância, que vê os secretos pensamentos de cada coração, e que, em conseqüência, desculpa freqüentemente as faltas que condenais, ou condena as que desculpais, porque conhece o móvel de todas as ações. Pensai que vós, que clamais tão alto: “anátema!” talvez tenhais cometido faltas mais graves.
            Sede indulgentes meus amigos, porque a indulgência atrai, acalma, corrige, enquanto o rigor desalenta, afasta e irrita.
(JOSÉ Espírito Protetor, Bordéus, 1863)


Complemento:

   11 – Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós. (Mateus, VII: 1-2)

Por que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, vós que não vedes uma trave no vosso olho? Ou como dizeis ao vosso irmão: Deixe-me tirar um argueiro do vosso olho, vós que tendes uma trave no vosso? Hipócritas, tirai primeiramente a trave do vosso olho, e então vereis como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão."(São Mateus: v de 3 a 5)



10. Uma das insensatezes da Humanidade consiste em vermos o mal de outrem, antes de vermos o mal que está em nós. Para julgar-se a si mesmo, fora preciso que o homem pudesse ver seu interior num espelho, pudesse, de certo modo, transportar-se para fora de si próprio, considerar-se como outra pessoa e perguntar: Que pensaria eu, se visse alguém fazer o que faço? Incontestavelmente, é o orgulho que induz o homem a dissimular, para si mesmo, os seus defeitos, tanto morais, quanto físicos. Semelhante insensatez é essencialmente contrária à caridade, porquanto a verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente
.



Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 05 de Dezembro de 2010, 11:37
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço que é de vocês... Sem ela seria apenas eu e as postagens...

Estão todos convidados a trazerem suas mensagens, colaboração dentro do tema...

Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto,

e aceitar sugestões, etc..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..

Recebam nosso afetuoso abraço...

(Dothy e Katia
)

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 05 de Dezembro de 2010, 11:42
A Indulgência:

Nem sempre compreendida, porque adversária da tirania e opositora da prepotência, é malevolamente confundida com a indiferença ou a cobardia moral. Supõem-na, os árbitros da arrogância, como acomodação conivente ou submissão servil, contra o que se rebelam, por exigirem subserviência total e desfalecimento das aspirações nobres naqueles que os devem atender. A Indulgência, porém, jamais conive; antes oferece-se aos que a estimam e a exercitam com altos critérios de renovação íntima, paciência, humildade e coragem. Não se impondo, expõe com perseverança e conquista pela lógica da razão, auxiliando no amadurecimento do interlocutor ou do adversário que se lhe opõe, sem azedume ou precipitação. A muitos compraz vencer, esmagar, sobressair, embora os métodos infelizes impetrados e os ódios gerado.

ESTUDOS ESPÍRITAS - JOANNA DE ÂNGELIS -
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 05 de Dezembro de 2010, 11:45
Indulgência é evolução:

A urgente tarefa a que todos se devem atirar é a de vencer-se a si mesmo, sublimando as más tendências e mantendo vitória sobre as inclinações negativas e as paixões subalternas do espírito enfermo. A Indulgência, pela argumentação em que se firma, convence quanto à necessidade de respeitar-se e amar-se, concedendo-se ao próximo o direito de fruir e experimentar tudo quanto se deseja para si próprio. Manifesta-se invariavelmente como boa disposição, mesmo em relação às idéias e pessoas que não são gradas. Acima da conivência, expressa segurança de opinião e firmeza de proceder.   

ESTUDOS ESPÍRITAS - JOANNA DE ÂNGELIS -     

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 05 de Dezembro de 2010, 11:59
Indulgência é Evolução!!!

TUA HORA DE HUMILDADE

    Se ainda te observas distante de viver a humildade continuamente em todas as horas do dia, podes vivê-la uma hora diária pelo menos...
   Traça o teu programa diário de humildade iniciante. Escolhe uma hora dentre as horas de cada dia a fim de aperfeiçoares os próprios sentimentos, exercitando a maior conquista do espírito - a humildade.
    Que nessa hora te despreocupes da pressa, da convenção, do calculismo, das inquietações contumazes e de ti mesmo, para que te adestres no sacrifício, na indulgência desinteressada, na solicitude fraterna e na cooperação espontânea.
   Será essa a tua hora de procurar o último lugar, a hora de te apagares para que se eleve o brilho dos outros...
   Em tua hora de humildade constituir-te-ás em médium do amor de Cristo entre os homens; serás, especialmente, o servo de todos, o irmão comum, a partícula viva e anônima que se funde no todo da Humanidade, sem qualquer amor-próprio ou interesse pessoal.
    Que olvides, nesse lapso de tempo, toda tisna de vaidade, todo propósito de personalismo e até as mínimas excitações acerca do futuro para viver o presente, o dia que flui, os momentos de teu serviço puro!
   Nessa hora sê bom acima de ti, acima de tudo, acima de tuas próprias vantagens, para que teus sorrisos abram outros sorrisos, para que tua palavra confiante semeie outras palavras de esperança, para que tua vontade de acertar alicie outras vontades para a renovação maior.
   Anula nesses sessenta minutos a tensão emocional a respeito de títulos, condições sociais, inclusive a censura a ti próprio, no que tange à defesa do teu lugar ao sol...
   Que a tua hora de humildade seja cultivada esmeradamente, cada dia, nos lugares em que deva ser exercida para favorecer-te a ascensão espiritual, seja no escritório, na via pública, no entendimento entre amigos ou na intimidade do lar...
   Que nesse interregno respires acima de todas as conveniências individuais, fazendo maiores concessões ao próximo, superando o temperamento, procurando usar mais ampla docilidade com quem te não compreende, buscando acertar onde ninguém ainda o conseguiu, diligenciando efetuar os mais difíceis serviços de fraternidade, testemunhando o bem  na escala que ainda não pudeste e relembrando que o teu corpo, em dia próximo, regressará, inelutavelmente ao pó de onde veio.
   Recebe no coração a visita do Senhor, ainda que por breves minutos durante o dia.
   Começa a ser humilde, abolindo todo desculpismo e conquistando o tempo necessário para a tua hora de humildade e acabarás incorporando em ti mesmo os valores supremos do benfeitor maior que, na conceituação do Cristo, será sempre aquele que se fizer o servidor de todos.

ANDRÉ LUIZ
(Do livro “Sol nas Almas” , cap. 8)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Sergio Baracho em 05 de Dezembro de 2010, 12:24
Queridos irmãos!
É a primeira vez que participo deste fórum.

Ante a temas como este é que nos damos conta de quão necessitados espirituais somos. Sempre indulgentes conosco mesmos e  prontos para julgar os outros nas suas falhas. Procuro me policiar no dia a dia, mas quando menos espero o pensamento, parece que numa inércia atávica, já julga e condena. Percebendo a falha moral, me decepciono comigo mesmo e procuro me equilibrar mentalmente, mas sei que mais adiante repetirei o processo em outra situação.
É dura essa caminhada, não?
Um abraço a todos!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: adria jordan em 05 de Dezembro de 2010, 12:30
Queridos amigos,

Foi repassado para mim, de meus antepaçados, que uma pessoa portadora de indulgência, era uma pessoa,"inteligente".
hoje pude perceber, que de fato, a sabedoria dos mais velhos, se encaixa perfeitamente ao entendimento dos mais jovens, porque realmente, uma pessoa inteligente espiritualmente, é capaz de perdoar, amar acima de qualquer imperfeição. Para estas pessoas que sabem amar,  os defeitos alheios a ti não cabe questionar, apenas aceitar, tendo em vista, que todo ser humano é dotado de erros e acertos. e quando se ama sem exigir nada em troca, é uma sensação maravilhosa, é despreendida, não tem preço.
obrigada, por esta esplanação, fez me compreender mais, o significado de uma palavra, que procuro colocar em pratica todos os dias, com relação a mim e aos outros.
obrigada a todos, e que todos tenha uma semana fantástica.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 05 de Dezembro de 2010, 12:46
Querido amigo Sergio Baracho...

Seja sempre bem-vindo.. Muita paz a ti!!

Agradeço-te a visita e desejo que volte sempre...

Agradeço esta valiosa contribuição pessoal:(Ante a temas como este é que nos damos conta de quão necessitados espirituais somos. Sempre indulgentes conosco mesmos e  prontos para julgar os outros nas suas falhas.)

Abraços afetuoso!!


Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 05 de Dezembro de 2010, 12:50
Seja bem-vinda  adria jordan... Sua presença é fundamental para enriquecer este estudo que é de todos...

Agradeço tua presença e a valiosa contribuição: (obrigada, por esta esplanação, fez me compreender mais, o significado de uma palavra, que procuro colocar em pratica todos os dias, com relação a mim e aos outros.)

Desejo que volte sempre... Abraços afetuoso!!

Dothy
.


Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 05 de Dezembro de 2010, 12:56
Indulgência:

É caminho de paz. Não julgues esse ou aquele companheiro ignorante ou desinformado, porquanto, se aprendeste a ouvir, já sabes compreender. Diante de criaturas que te enderecem qualquer agressão, conversa com naturalidade, sem palavras de revide que possam desapontar o interlocutor.

Perante qualquer ofensa, não percas o sorriso fraternal e articula alguma frase, capaz de devolver o ofensor à tranquilidade. Nos empecilhos da existência, tolera os obstáculos sem rebeldia e eles se te farão facilmente removíveis. No serviço profissional, suporta com paciência o colega difícil, e, aos poucos, em te observando a calma e a prudência, ele mesmo transformará para melhor as próprias disposições.

Em família, sede indulgentes com os parentes menos simpáticos e, com os teus exemplos de abnegação, conquistarás de todos, eles a bênção da simpatia. No trânsito público, não passes recibo aos palavrões que alguém te dirija e evitarás discussões de consequências imprevisíveis.

Nos aborrecimentos e provações que te surgem, a cada dia, suporta com humildade as ocorrências suscetíveis de ferir-te, e a tolerância se te fará a trilha de acesso à felicidade, de vez que aceitarás todos os companheiros do mundo na condição de filhos de Deus e nossos próprios irmãos.


Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 05 de Dezembro de 2010, 13:34
– Evangelho Segundo o Espiritismo – Pág. 236...).
CAPÍTULO XIV
Mas, ao verificar-se o advento de Jesus, já eles tinham mais desenvolvidas suas idéias.
Chegada a ocasião de receberem alimentação menos grosseira, o mesmo Jesus os inicia na vida espiritual, dizendo: "Meu reino não é deste mundo; lá, e não na Terra, é que recebereis a recompensa das vossas boas obras." A estas palavras, a Terra Prometida deixa de ser material, transformando-se numa pátria celeste. Por isso, quando os chama à observância daquele mandamento: "Honrai a vosso pai e a vossa mãe", já não é a Terra que lhes promete e sim o céu. (Caps. II e III.)

Filhodobino Reflete:
Atentai, amados irmãos, companheiros da senda da Evolução Naturalmente Assistida, que o Espírito da Verdade veio nos fornecer alimentos de reflexão ainda menos grosseiros para nossa reflexão e melhor compreensão...

Atentai, para a diferença entre os comentários acerca das palavras de Jesus, de antes e os trazidos pelo Espírito da verdade e vejam que com estes está implícita e explícita a honra à I N D U L G Ê N C I A...
Cuja sagrada companheira se chama  A B N E G A Ç Ã O.

Atentai, irmãos, o sentido de fraternidade, hoje mais que antes implica dizer que por muito respeitarmos os direitos dos diferentes e das diferenças, a palavra alteridade adquiriu uma significância muito mais humana e libertadora.

Cristo desceu até nós, para que aprendessemos D'Ele, pelo seu exemplo, e deve ser este o nosso comportamento enquanto exteriorizamos  ações em que nós nos aplicarmos exteriorizando atos e opiniões.... Nós devemos nos abaixarmos ao nível do entendimento do nosso irmão, para que nosso irmão aprenda pelos nossos exemplos, os que formos capazes de exteriorizar, Este foi o alimento menos grosseiro menos abrutalhado, menos oriundo do reino dos gigantes e mais próprio do reino dos céus, que o Espírito da Verdade,  veio trazer e nos pede compreensão para dele assim participar, isto é "indulgência consubstanciada em alteridade".

... Enquanto em ação interiorizando o que aprendemos sejamos exigentes, severos, unica e tão somente conosco mesmos..

Antes do Espírito da verdade, o contrário é que vigia... os doutos, mestres, dirigentes, (que nos passavam uma imagem de severidade altamente exigentes e nos forçavam a subir às suas alturas, mesmo incapazes, mesmo que ainda nem soubéssemos do que falavam, mas fosse como fosse, tínhamos de nos virar e entender, senão o castigo seria enorme....
Sempre transmitindo conhecimentos em códigos, envoltos em mistérios, indutores do medo, da repressão, da reação, mesmo sem sabermos o que e do que estavam falando, pois seus atos mostravam ações totalmente diferentes do que o que suas bocas diziam...
Ouça quem tem ouvidos para ouvir... Entenda quem tenha entendimento para entender...
Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?
5. E, tendo vindo para casa, reuniu-se aí tão grande multidão de gente, que eles
nem sequer podiam fazer sua refeição.
- Sabendo disso, vieram seus parentes para se apoderarem dele, pois diziam que perdera o espírito.
Entretanto, tendo vindo sua mãe e seus irmãos e conservando-se do lodo de fora,
mandaram chamá-lo.
- Ora, o povo se assentara em torno dele e lhe disseram:
Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e te chamam.
- Ele lhes respondeu: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?
E, perpassando o olhar pelos que estavam assentados ao seu derredor, disse:
Eis aqui minha mãe e meus irmãos;
- pois, todo aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.
(S. MARCOS. cap. III, vv. 20, 21 e 31 a 35
- S. MATEUS, cap. XII, vv. 46 a 50.)

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/ese-entendimentos-com-as-referencias-biblicas/new/#new#ixzz177lj3mpA


Querido amigo filhodobino

Agradeço o interesse com que tem acompanhado o estudo mensal e por suas valiosas contribuições no enriquecimento desse estudo

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Jorge Presidio em 05 de Dezembro de 2010, 14:05
Amigos parabéns pela escolha do tema;estarei também participando.Jorge
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 05 de Dezembro de 2010, 14:34
Querido amigo Jorge... Seja bem-vindo... Muita paz a ti...

Agradeço-te a visita, e espero que volte sempre...

Desejo-te um ótimo estudo... Abraços afetuoso
!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Edna☼ em 05 de Dezembro de 2010, 14:48
     
"Estamos habituados a julgar os demais por nós mesmos e,
se de nossos defeitos complacentemente os absolvemos,
condenamo-los severamente por não terem as nossas qualidades."
                                     
                                                         Balzac



"A humanidade dispensa quem a censure, mas necessita de quem a estime."    André Luiz




Lindo domingo pra todos! :D

Abraços fraternos,

Edna*  ;)



Querida Edna

Linda reflexão de Balzac!

Agradecemos por nos acompanhar nesse estudo que vem recebendo tantas e preciosas contribuições dos nossos amigos foristas!

Tenha um domingo abençoado!

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Oliva Prado em 05 de Dezembro de 2010, 14:53
Boas tardes e Boas vibrações
 
Interessante pois estava na net pesquisando algo e dei de olhos com um texto do Livro Obras Postumas que vem muito a prepósito, vou transcrever só um pouco sugerindo a leitura integral do Crêdo Espirita  Preâmbulo
O homem que trabalha seriamente pelo seu próprio aperfeiçoamento assegura a sua felicidade desde esta vida; além da satisfação de sua consciência, isenta-se das misérias, materiais e morais, que são a conseqüência inevitável de suas imperfeições. Terá a calma porque as vicissitudes não farão senão de leve roça-lo; terá a saúde porque não usará o seu corpo para os excessos; será rico, porque se é sempre rico quando se sabe contentar-se com o necessário; terá a paz da alma, porque não terá necessidades factícias, não será mais atormentado pela sede das honras e do supérfluo, pela febre da ambição, da inveja e do ciúme; indulgente para com as imperfeições de outrem, delas sofrerá menos; excitarão a sua piedade e não a sua cólera; evitando tudo o que pode prejudicar o seu próximo, em palavras e em ações, procurando, ao contrário, tudo o que pode ser útil e agradável aos outros, ninguém sofrerá com o seu contato.

 Sim porque mais importante é minorar o sofrimento sempre que possamos, não é assim ?

Abraços


Querida Olívia

Agradeço por estar aqui nos acompanhando nesse estudo mensal que está maravilhoso pelas contribuições valiosoas e pela presença constante dos nossos amigos e visitantes

Paz e luz!

Abraço carinhoso da Katia



Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 05 de Dezembro de 2010, 15:00
Querida amiga Edna... Muita paz em teu coração...

Agradeço tua visita e importante contribuição sobre o tema...

Ótimo domingo para ti também...Abraços afetuosos
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 05 de Dezembro de 2010, 15:03
Brigada Oliva Prado pela presença constante...

E pelas valiosas contribuições que trazes para todos nós...

Abraços!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 05 de Dezembro de 2010, 15:06
Amigo Filhodobino....

Seja sempre bem-vindo...

Agradeço-te a presença constante e todas contribuições que trazes para enriquecer ainda mais este estudo...

Abraços...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: EmBuscaDaLuz em 05 de Dezembro de 2010, 15:29
SUBLIME CONQUISTA


“A caridade e a fraternidade não se decretam em leis. Se uma e outra não estiverem no coração, o egoísmo aí sempre imperará. Cabe ao Espiritismos fazê-las penetrar nele.”
O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap.XXV-item 8

O afeto, assim como as demais potencialidades da alma, necessitam do exercício para se plenificar.
Hábitos afetivos serão adquiridos no esforço diuturno de estabelecer convivências agradáveis e saudáveis.
O cultivo da alegria, da cortesia, do respeito às diferenças, da maleabilidade, da ternura e da prestabilidade são alguns dos exercícios diários que levam à fraternidade.

Fraternidade, esse sublime tesouro do Espírito, não pode ser confundida com sentimento fugaz que acomete a criatura ora aqui, ora acolá. Ela é um “estado de espírito” nobre e elevado, decorrente da uniformidade de ações no bem, gerando o clima da plenitude íntima. A sucessão de atitudes no bem traz a harmonia e a coerência entre o pensar, o sentir e o agir, que, por fim, consolidam o patamar espiritual da fraternidade.
Fraternos são os que, identificados com a serenidade interior, dilatam a compreensão da vida e das criaturas, tornando-se sensíveis e afáveis, sem pieguismo e sentimentalismo.

Fraternos são os que porfiam pela indulgência, sempre alcançando o próximo com ações altruístas e solidárias.
Fraternos são quantos aplicam-se à disciplina da alteridade, respeitando e amando indistintamente,

Portanto, sensibilidade, indulgência e alteridade são a identidade dos atos fraternais.

Sensibilidade que se aprimora no dinamismo da caridade promocional. Indulgência que não ombreia com a conivência. Alteridade que estabelece a aceitação, porque compreende o papel do outro nos mecanismos do Universo.

Esse espírito de fraternidade, perseguido pelas comunidades políticas e religiosas da história humana, ter agora, no seio das células do Espiritismo, o ensejo de deitar seus frutos sazonados entre os que partilham o idealismo superior do Evangelho dos tempos modernos.

Conviver fraternalmente deve ser a essência de nossa causa. O Centro Espírita, Escola das Virtudes Superiores, é o ambiente de disciplina e treinamento dos novos modelos de ralações, com elevado grau de valores intelecto-afetivos que nortearão elos profundos e ricos de lealdade, nobreza moral, motivação e consciência espiritual.
Matriculemos-nos com denodo nessas vivências de lídimas emoções dignificantes.
Conflitos e decepções, mágoas e desagrado, enfim, variadas reações inesperadas e desagradáveis surgirão, inevitavelmente, convidando-nos ao testemunho da superação pelo perdão nas fontes da resistência e do amor.

A fraternidade, enquanto estado espiritual, haurida como conquista sublime no transcurso dos evos, é o esteio de nosso ideal, ao qual devemos nos empenhar sempre para que se torne o “clima moral” das sociedades espíritas, na revivescência espiritual da “Casa de Caminho” dos tempos de Jesus.

Destaca com muita felicidade o codificador: “Essa a estrada, pela qual temos procurado com esforço fazer que o Espiritismo enverede. A bandeira que desfraldamos bem alto é a do Espiritismo cristão e humanitário, em torno da qual já temos a ventura de ver, em todas s partes do globo, congregados tantos homens, por compreenderem que aí é que está a âncora de salvação, a salvaguarda da ordem pública, o sinal de uma era nova para a Humanidade.”
“Convidamos, pois, todas as Sociedades espíritas a colaborar nessa grande obra. Que de um extremos ao outro dos mundo elas se estendam fraternalmente as mãos e eis que terão colhido o mal em inexoráveis malhas.”(4)

O alerta de Allan Kardec concita-nos a dignificar a causa priorizando o homem, suas necessidades e seus valores, evitando cometer novamente, o despautério de uma “nova cruzada” pela supremacia da mensagem em detrimento do amor que merecemos uns dos outros.

Antes dos projetos de amor “além-paredes”, estimulemos a fraternidade, prioritariamente, ao próximo, aquele que divide conosco as responsabilidades doutrinárias rotineiras em nossa casa espírita, encetando esforços pela convivência jubilosa e libertadora.

Não descuidemos, porém, da recomendação inspirada do apóstolo de Lyon na referência supra, e estendamos também as mãos fraternais nas relações interinstitucionais, tomando os grupamentos alheios como extensão de nossa família espiritual, nas doações de amor a que formos convocados, sem regime de apego e insegurança.

Simplicidade, despretensão e abnegação da personalidade são veredas promissoras a tal mister.

Assumamos a batalha, perseveremos por entre o trabalho, a oração e o tempo.

Ave fraternidade!

(4) O Livro dos Médiuns – capítulo XXIX – item 350.

Livro: UNIDOS PELO AMOR – Ética e Cidadania à Luz dos Fundamentos Espíritas
Wanderley S. de Oliveira
pelos espíritos: ERMANCE DUFAUX e CÍCERO PEREIRA


Querida amiga EmBuscaDaLuz


Agradecemos por enriquecer o nosso estudo mensal com um artigo muito precioso, com um claro convite à prática da fraternidade através do exercício da indulgência, sensibilidade e alteridade.

Fico feliz em te ver aqui, amiga!

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 05 de Dezembro de 2010, 15:40
Querida amiga EmBuscadaluz... Seja sempre bem-vinda...

Muita paz em teu coração... Brigada pela presença constante

E por esta valiosa contribuição (Simplicidade, despretensão e abnegação da personalidade são veredas promissoras a tal mister.Assumamos a batalha, perseveremos por entre o trabalho, a oração e o tempo.)

Volte sempre... Abraços afetuoso!!


Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marli Pacheco em 05 de Dezembro de 2010, 15:52
                   BOM DIA MINHAS QUERIDAS AMIGAS

  Bjs em seus lindos corações!
  Que tenhamos todos um domingo de muita paz.

Falou Jesus: “A cada um será concedido segundo as próprias
obras.”
Não se preocupe com os outros, a não ser para ajudá-los; pois
que a lei de Deus não conhece você pelo que você observa, mas
simplesmente através daquilo que você faz.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: irajura em 05 de Dezembro de 2010, 16:01
Isso é transcendente ou transcendental.
É pensar antes como espírito,o cérebro material só complementa.Este forum é educativo
para nos,espíritos que desejam o caminho da evoluão.


Querida IraJura

Seja muito bem-vinda ao estudo mensal!

Abraço carinhoso da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marli Pacheco em 05 de Dezembro de 2010, 16:23
Indulgência

A luz da alegria deve ser o facho continuamente aceso na atmosfera
das nossas experiências.
Circunstâncias diversas e principalmente as de indisciplina podem
alterar o clima de paz, em redor de nós, e dentre elas se destaca
a palavra impensada como forja de incompreensão, a instalar
entrechoques.
Daí o nosso dever básico de vigiar a nós mesmos na conversação,
ampliando os recursos de entendimento nos ouvidos alheios.
Sejamos indulgentes.
Se erramos, roguemos perdão.
Se outros erraram, perdoemos.
O mal que desejarmos para alguém, hoje, suscitará o mal para
nós, amanhã.
A mágoa não tem razão justa e o perdão anula os problemas,
diminuindo complicações e perdas de tempo.
É assim que a espontaneidade no bem estabelece a caridade real.
Quem não reconhece as próprias imperfeições demonstra incoerência.
Quem perdoa desconhece o remorso.
Ódio é fogo invisível na consciência.
O erro, por isso, não pede aversão, mas, entendimento.
O erro nosso requer a bondade alheia; erro de outrem reclama
a clemência nossa.
A Humanidade dispensa quem a censure, mas necessita de
quem a estime.
E ante o erro, debalde se multiplicam justificações e razões.
Antes de tudo, é preciso refazer, porque o retorno à tarefa é a
conseqüência inevitável de toda fuga ao dever.
Quanto mais conhecemos a nós mesmos, mais amplo em nós o
imperativo de perdoar.
Aprendamos com o Evangelho, a fonte inexaurível da Verdade.
Você, amostra da grande prole de Deus, carece do amparo de
todos e todos solicitam-lhe amparo.
Saiba, pois, refletir o mundo em torno, recordando que o espelho,
inerte e frio, retrata todos os aspectos dignos e indignos à sua
volta, o pintor, consciente, buscando criar atividade superior, somente
exterioriza na pureza da tela os ângulos nobres e construtivos
da vida.

André Luiz
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 05 de Dezembro de 2010, 16:33
Irajura... Seja sempre bem-vindo a este espaço que é de todos...

Agradeço tua presença, e a valiosa colocação para todos nós...

Desejo que volte sempre... Abraços afetuoso!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 05 de Dezembro de 2010, 16:56
Querida amiga Marly Pacheco...

Seja bem-vinda sempre... Tua presença me deixa sempre  feliz....

Todos nós agradecemos esta tua vliosa colaboração para enriquecer ainda mais este estudo: (Inulgência-  A luz da alegria deve ser o facho continuamente aceso na atmosfera das nossas experiencias. Circunstâncias diversas e principalmente as de indisciplina podem  alterar o clima de paz, em redor de nós, e dentre elas se destaca a palavra impensada como forja de incompreensão, a instalar entrechoques.)

Receba nosso afetuoso abraço...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: macili em 05 de Dezembro de 2010, 17:45
Queridas Amigas Dothy e Katiatog

Lutemos por um mundo melhor, procuremos servir e sermos úteis aos nossos semelhantes.

Deixo aqui este belíssimo vídeo, para que sua mensagem envolva nossos corações e nos ajude a continuarmos no caminho do bem!!!

Muita paz e luz!!!
Macili


Mensagem de Luz (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVdubThKUWJLbDI4Iw==)

Título: Re: Indulgência
Enviado por: macili em 05 de Dezembro de 2010, 18:13
Amigos um exemplo deste ensinamento de Jesus: "O Argueiro e a Trave no Olho."

"Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? - Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um argueiro do teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? - Hipócritas, tirai primeiro a trave do vosso olho e depois, então, vede como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão. (S.Mateus, 7:3 a 5)"

Interiorizemos essa mensagem e reflitamos nossos atos perante nosso semelhante.


A TRAVE E O ARQUEIRO (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXA2Rk01SS1aczFFI3dz)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 05 de Dezembro de 2010, 18:55
Querida amiga macili ... Seja sempre bem-vinda...

Que a paz celeste esteja sempre em teu coração...

Agradeço tua presença conosco e estas valiosas contribuições trazidas por ti...

Estavamos precisando, pois eu não sei postar videos, para complementar o estudo...

Brigada querida... Bjs e abraços cheios de afeto e carinho!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: macili em 05 de Dezembro de 2010, 19:15
Dothy,

Fico muito feliz de poder participar e ser útil neste brilhante estudo, apesar da minha pequenez.

Assim, com a sua permissão, postarei mais alguns vídeos para enriquecer o estudo.

Obrigada pelo seu carinho e pela oportunidade de estar aqui presente, aprendendo e com isso, absorvendo tão belo ensinamento deixado pelo nosso querido Mestre Jesus.

Beijos com muito amor e carinho

Macili

A indulgencia.MP4 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PU9jZVZjUW5VdmZ3Iw==)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: macili em 05 de Dezembro de 2010, 19:24
Complementando, segue mais um vídeo.


***

Indulgência
(André Luiz/Francisco Cândido Xavier)

... Sejamos indulgentes
    Se erramos, roguemos perdão
    Se os outros erraram, perdoemos ...


EGC SLIDES - INDULGÊNCIA - André Luiz - FCX-08-30-07-26_wmv.wmv (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVhROWFPRVM3b3lNIw==)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: R Costa em 05 de Dezembro de 2010, 20:02
Olá a todos,

Desde já parabéns pelo tema e a forma tranquila como esta a decorrer o estudo, sendo estes estudos uma excelente fonte de conhecimento.
Não tenho muito a acrescentar, somente o meu próprio testemunho do quanto é dificil não apontar o dedo ou tecer criticas faceis em relaçáo aos outros. Acho que de certa forma as sociadades em que crescemos e vivemos são e exemplo constante do que não deveria ser, logo inconscientemente a primeira coisa que me vem ao pensamento em determinadas situações é de facto apontar o dedo, se bem que rápidamente caio em mim e tento seguir o caminho correcto o da ponderação e auto avaliação, mas não invalida que  o primeiro  pensamento  seja o da critica. Tenho uma grande caminhada pela frente...

Abraço,
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 05 de Dezembro de 2010, 20:06
Querido R Costa


Seja muito bem-vindo ao estudo mensal.

Agradeço pela sua participação e pela sinceridade do seu relato.

Abraço carinhoso da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 05 de Dezembro de 2010, 20:21
Querida amiga Macili

Mesmo passando por um luto em família vem aqui nos prestigiar com mensagens e vídeos preciosos!

Muito obrigada por tudo e por esse exemplo de amizade sincera!

Que Deus te abençoe e te ampare nessa fase de sua vida, para que você sinta-se ainda mais fortalecida!

Abraços dessa amiga que muito te estima

Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 05 de Dezembro de 2010, 20:42
Querida amiga Marli


Muito obrigada por nos acompanhar aqui também e por sempre nos brindar com as suas contribuições preciosas que muito enriquecem esse estudo mensal.

Tenha um ótimo início de semana!

Abraços dessa sua amiga que muito te estima

Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 05 de Dezembro de 2010, 21:32
Querido amigo R Costa...Seja sempre bem-vindo... Que a paz esteja sempre presente em teus dias...

Agradeço-te a visita, e por esta valiosa e sincera contribuição...(Não tenho muito a acrescentar, somente o meu próprio testemunho do quanto é dificil não apontar o dedo ou tecer criticas faceis em relaçáo aos outros.)

Acradito amigo, que é dificil para todos nós, praticarmos a indulgência, sermos severo conosco mesmo...

Desejo que volte sempre...  Abraços afetuoso!!

 
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 05 de Dezembro de 2010, 21:55
Desfavoravelmente
"Não imiteis o homem que se apresenta como modelo e trombeteia ele próprio sua qualidades a todos os ouvidos complacentes."
(Alan Kardec - E.S.E. Cap. XVII -ltem 8).

Não julgue desfavoravelmente, mesmo que sua observação o ajude na conclusão precipitada.
Você não pode pretender ter examinado o assunto sob todos os ângulos. Muita coisa, que você vê, não é exatamente como você vê...
Não comente desfavoravelmente, mesmo que tenha sobejas razões para fazê-lo.
Você não sabe como se portaria, se estivesse na posição do antagonista. O que você sabe não se deu realmente como você sabe...
Não pense desfavoravelmente, mesmo que encontre apoio na atitude de todos.
Você não conhece o assunto com a consideração devida. O que você conhece não expressa a realidade como você pensa...
Não informe desfavoravelmente, mesmo que você esteja senhor do assunto.
Você não dispõe de possibilidades para prever as mudanças que se operam num minuto. O de que você está informado não é conhecimento bastante para que você informe como foi informado...
Não opine desfavoravelmente, quando você puder ajudar, só porque muitos são contra.
Você não pode discordar, somente para agradar a maioria. O de que você tem notícia não se passou como lhe disseram...
Ouça a opinião de duas pessoas de gostos musicais diferentes, saindo de um concerto de música clássica...
No dia do julgamento de Jesus-Cristo, a multidão julgava, comentava, pensava, informava e opinava desfavoravelmente a Ele...
Crucificado, deu ganho de causa aos assassinos e perseguidores.
No entanto, o material com que O julgaram e as testemunhas que O acusaram não representavam a verdade, porque, enquanto todos estavam ligados aos interesses inconfessáveis do mundo, desejavam alijá-lo da Terra.
Ele, que era o Senhor do mundo, ficou, porém, em silêncio, fiel ao Supremo Pai, porfiando até o fim.


Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Glossário Espírita-Cristão.
Ditado pelo Espírito Marco Prisco.

.

Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 05 de Dezembro de 2010, 22:03
Boa noite, queridos amigos e visitantes!


Um exemplo de tolerância religiosa extraído da Revista Espírita de 1867, publicada pelo codificador da doutrina Espírita, Allan Kardec:


______________________
TOLERÂNCIA E CARIDADE.



CARTA DO NOVO ARCEBISPO DE ALGER.

O Véritéde Lyon, de 17 de fevereiro, publicou a carta seguinte, que o Mons. Lavige-rie, bispo de Nancy, nomeado o arcebispo de Alger, escreveu ao Sr. prefeito de Alger, em data de 15 de janeiro último:
"Senhor Prefeito,
"Venho de saber, pelo Moniteur, a novidade oficial de minha promoção a arcebispo de Alger, e embora não possa exercer nenhum ato de meu ministério na diocese, sem ter recebido primeiro a missão e a instituição da Santa Sé, no entanto não posso permanecer insensível aos assentos dolorosos que ressoam em toda a França e que nos chegam ao pé do Atlas. A administração municipal de Alger tomou a generosa iniciativa de uma subscrição pública para as vítimas do último tremor de terra. Permiti-me enviar meu óbolo por vosso intermédio. Encontrareis sob esta dobra uma soma de mil francos: é tudo o que a minha pobreza me permite fazer, mas este pouco, pelo menos o faço de grande cora-ção.
"Desejo que esta soma seja distribuída igualmente, e sem distinção de raças nem de cultos, entre todos aqueles que foram atingidos pelo flagelo. Se todos não devem, mais tarde, reconhecer-me por seu pai, eu, eu reclamo o privilégio de amá-los igualmente como meus filhos. Tomei por divisa de minhas armas episcopais uma única palavra: caridade! e a caridade não conhece nem Gregos, nem bárbaros, nem infiéis, nem israelitas; assim como fala o apóstolo São Paulo, ela não deve ver, em todos os homens, senão a imagem viva de Deus! Que eu possa, se ele me chama logo ao vosso meio, dar a todos, por meus atos e por minhas palavras, o exemplo e o amor desta virtude que prepara todas as ou-tras.
"Aceitai, Senhor Prefeito, a expressão dos sentimentos de respeitoso devotamento com os quais tenho a honra de ser vosso humilde e obediente servidor.
"CHARLES,
"Bispo de Nancy, nomeado arcebispo de Alger."
O novo arcebispo de Alger se anuncia por um ato de beneficência que é uma digna introdução; mas o que vale ainda mais, e que será sobretudo apreciado, são os princípios de tolerância pelos quais ele inaugura sua administração. Em lugar do anátema, é a cari-dade que confunde todos os homens num mesmo sentimento de amor, sem distinção de crença, porque todos são a viva imagem de Deus. Aí estão as verdadeiras palavras evan-gélicas. Ele não fala dos Espíritas, contra os quais seu predecessor tinha lançado todos os raios da maldição. (Ver a Revista de novembro de 1863, página 336.) Mas é provável que se a sua tolerância se estende aos judeus e aos infiéis, ela não pode fazer exceção para aqueles que, em conformidade com as palavras do Cristo, inscrevem em sua bandei-ra: Fora da caridade não há salvação.


Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 05 de Dezembro de 2010, 23:13
FALAR OU NÃO FALAR?

            Eis uma questão muito delicada. Como agir diante de circunstâncias, fatos, posturas que denotem conduta inadequada? Quando devemos e como fazermos para chamar a atenção de alguém  por comportamentos que comprometem a segurança e paz de outras criaturas, por exemplo? Ou, de alguém que se rebela diante dos critérios de funcionamento de uma reunião ou instituição?

            Há que se considerar que cada caso é um caso por si só. Há agravantes, atenuantes, características próprias e peculiaridades a cada situação que nunca permitem estabelecer-se uma receita pronta que resolva todas as ocorrências. Por isso recorramos à Doutrina Espírita.

            O capítulo X de O Evangelho Segundo o Espiritismo traz importante contribuição ao estudo do tema. Kardec o intitulou Bem Aventurados Aqueles que são Misericordiosos, inserindo instruções dos espíritos , a indulgência,inclusive também sobre o ensino de Jesus do Não Julgueis.

Indulgência:- aceitação das pessoas tais quais elas são, sem julgamento ou condições. A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. Ao contrário, orienta a pessoa de como corrigi-los.

Sendo indulgente, eu devo aceitar meu irmão do jeito que ele é.

  a caridade abrange todas as nossas relações com os semelhantes, sejam quem sejam e estejam na posição que estejam. É por isso que a benevolência (desejar o bem), a indulgência (compreender as falhas alheias)  e o perdão são apontados como parte essencial da caridade.





Título: Re: Indulgência
Enviado por: Si em 05 de Dezembro de 2010, 23:23
Olá queridos amigos,

Simplesmente MARAVILHOSO o "tema" escolhido.
====================================================================================

A Fé e o Dever !!!!

A fé em Deus é imensamente comum.
 
Embora sob distintas denominações e formas, a imensa maioria dos homens afirma crer na Divindade.
 
Contudo, seu agir e seu sentir nem sempre espelham essa crença.
 
Deus é a Suprema e Soberana Inteligência, ilimitado em Seus poderes e virtudes.
 
Ele é infinitamente poderoso, sábio, justo e bondoso.
 
Saber que a Divindade está no controle de tudo possui o condão de modificar a percepção de prioridades das criaturas.
 
Como a Justiça Divina é perfeita e impera no Universo, cada qual vive o que necessita e merece.
 
Assim, não é necessário passar a existência na intransigente defesa do próprio espaço.
 
Sem dúvida, não é viável ser ingênuo ou preguiçoso e deixar de cuidar de si.
 
Apenas não é necessário angustiar-se pelas contingências da vida.
 
Quem crê em Deus tem condições de desenvolver tranquilidade interior.
 
Afinal, é convicto de que o Soberano Poder impõe ordem no Universo.
 
Deposita fé na Bondade e na Justiça Divinas e sabe que sem a permissão Celeste nada ocorre.
 
Justamente por isso, a atenção do crente deixa de estar em seus direitos para residir em seus deveres.
 
Por saber que o mérito preside os destinos das criaturas, cuida de ser o melhor possível.
 
Tem fé no futuro, razão pela qual coloca os bens espirituais acima dos materiais.
 
Sabe que as vicissitudes da vida são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.
 
Possuído do ideal da fraternidade, faz o bem sem esperar recompensas.
 
Encontra satisfação em ser útil e bondoso, em fazer ditosos os outros.
 
É benevolente para com todos, independentemente de credo, cor ou raça, pois sabe que todos os homens são filhos de Deus e seus irmãos.
 
Respeita as convicções sinceras dos semelhantes e não condena quem pensa diferente.
 
Quando ofendido, procura perdoar por compreender as dificuldades dos irmãos de jornada.
 
Jamais se vinga, ciente de que toda justiça repousa nas mãos do Criador.
 
É indulgente para as fraquezas alheias, por saber que também necessita de indulgência.
 
Não se ocupa dos defeitos alheios, mas dos seus.
 
Estuda as próprias imperfeições, a fim de se melhorar.
 
Consciente do olhar de Deus sobre si, cuida de ser digno em todos os momentos de sua vida, mesmo os mais íntimos.
 
Usa, mas não abusa, de seus bens, por ser consciente de que são apenas empréstimo da Divindade.
 
Utiliza seu tempo livre em atividades úteis, fazendo-se um agente do progresso no mundo.
 
Talvez esses deveres pareçam excessivos, mas não representam um peso para quem realmente acredita em Deus.
 
Constituem consequência natural da certeza da existência de um Ente Superior, pleno de Bondade, Justiça e Poder.
 
 

com base no item 3 do cap. XVII do livro O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb.

Muita Paz
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 05 de Dezembro de 2010, 23:34
Querida Sió

Agradecemos por sua valiosa contribuição e por enriquecer o estudo mensal.

Seja sempre muito bem-vinda e continue conosco!

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 05 de Dezembro de 2010, 23:49
Benevolência, Indulgência 


"Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade tal como a entendeu Jesus?
- Benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias e perdão das ofensas". (pergunta 886, de “O Livro dos Espíritos”- Allan Kardec)

    Na benevolência para com todos, na indulgência ante as faltas alheias e no perdão das ofensas, temos, incontestavelmente, o roteiro da boa convivência entre os homens, na Terra ou em qualquer lugar do Universo.
  O interessante é que Jesus entende a benevolência para com todos. Não diz que deve ser exercitada somente com os nossos familiares e amigos ou com aqueles que se afinizam com os nossos ideais de vida. Informa que deve ser com todos, englobando, evidentemente aqueles que não coadunam com os nossos pensamentos. A lição é abrangente e profunda.
     Na indulgência para com as imperfeições alheias, o Mestre, ensina que devemos respeitar as pessoas do jeito que elas são, não da forma que gostaríamos que elas fossem. Muito raramente iremos encontrar, em nossas andanças, criaturas cujos comportamentos sejam exatamente como imaginamos. E, exercitando a convivência com elas, como são, também seremos respeitados da maneira que nos apresentamos, pois, da mesma forma, não somos também o modelo de virtude que as pessoas gostariam que fôssemos .
     E, no perdão das ofensas, Jesus recomendou a necessidade de desenvolvermos grandes esforços para compreender os agressores que violentam fisicamente ou com palavras e mesmo com o pensamento.
      Àquele que ofende já basta o infortúnio proveniente das suas próprias ações. O reflexo das atitudes infelizes e perniciosas promovem, ao desajustado, um retorno de sofrimento e agruras. Não precisamos e nem devemos agravar o já sofrível quadro de mazelas em que mergulha.
     Sendo a meta de toda a criatura humana encontrar paz e felicidade, a não observação desses inquestionáveis ensinamentos, nos proporcionará impedimentos à tranqüilidade e ao bem-estar que tanto almejamos.
     Sejamos então benevolentes, indulgentes e voltados ao perdão de toda e qualquer ofensa e estaremos caminhando rumo ao equilíbrio, junto aos nossos irmãos, criando já na Terra, o protótipo do mundo feliz onde desejamos viver.

Portal da Mocidade Espiríta
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 05 de Dezembro de 2010, 23:55
Querida amiga Sió.... Seja bem-vinda...

Que felicidade para nós recebermos sua visita...

E sua importante ccontribuição... Desejamos que volte sempre...

Abraços afetuosos!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 06 de Dezembro de 2010, 00:00
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço que é de vocês... Sem ela seria apenas eu e as postagens...

Estão todos convidados a trazerem suas mensagens, colaboração dentro do tema...

Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto, e aceitar sugestões, etc..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..

Recebam nosso afetuoso abraço...

(Dothy e Katia)



Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 06 de Dezembro de 2010, 00:09
Indulgência   (Julgamento)

"Comentar desfavoravelmente a situação de qualquer pessoa"

O terceiro tópico da lição "Hábitos infelizes", integrante do livro "Sinal Verde", publicado pela Editora Clarim, ditado pelo Espírito André Luiz e psicografada pelo "médium-exemplo" Chico Xavier, refere-se a um dos mais lastimáveis vícios de que se pode padecer.

A Maledicência:

A maledicência tem raízes mais profundas, tenazes e perniciosas do que a principio se pode imaginar.
Origina-se da inveja, do ciúme, do despeito da uma criatura para com outra: é a exteriorização, pela palavra falada, de um sentimento inferior de satisfação diante de dificuldades ou situações pouco felizes de alguém.
Na maioria dos casos, o comentário desfavorável é precedido de atenta observação da parte do maledicente sobre seus desafetos: o modo de andar, de conversar, de reagir ante determinadas ocasiões, de raciocinar, etc. A qualquer atitude que este venha a tomar, é objeto de comentário o seu proceder, sempre sob o enfoque negativo. Suas observações malévolas, em geral, têm audiência certa. A determinados dias e horários, agrupa-se o execrável conjunto de elementos que vibram na mesma faixa dos ditos inconseqüentes e das conversas desfavoráveis.
Nesse grupo, existem figuras variadas:
- a dos maledicentes, que conduzem ou lideram a turba, infeliz claque da treva, sem o saber;
- a dos cínicos, que mais ouvem do que falam, que usufruem das conversas de baixo teor, como se estivessem apreciando um acepipe;
- a dos inconsequentes, que raramente falam, mas quando o fazem, é por terem-se apercebido que um determinado assunto está se esgotando; fazem lembrar situações outras, para que o vinculo com as pesadas vibrações não se esgotem;
- a dos ouvintes servis, que não falam, mas que estão sempre apoiando qualquer conversa maledicente;
- a dos pessimistas, que por terem distorcida sua visão sobre os fatos e as pessoas, contribuem com seu habitual mal-humor para reforçar a turba.
O maledicente, em seu vicio deprimente, não se limita a falar dos que com ele convivem. Suas criticas, tanto mais ferinas quanto maior seja o tempo em que compraza na prática, estendem-se a quase tudo: à sociedade que vive, aos políticos e à política, aos meios de transporte, à classe artística a toda e qualquer pessoa que venha a obter destaque e sucesso, seja em sua, vida profissional, seja em outra circunstância qualquer.
É corriqueiro ouvir-se: "todo político é desonesto", o que, no mínimo, é uma afirmativa frívola, pois, em todo e qualquer meio, existem exceções. Falar de todos e de tudo é próprio do comentaristas das situações desfavoráveis.
Combater esse vício é tarefa de grande seriedade para todo aquele que deseja valer-se da presente oportunidade reencarnatória a fim de progredir espiritualmente.



Indulgência=Evolução!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Si em 06 de Dezembro de 2010, 00:59
OLá,

A indulgência faz-se urgente na alma humana.
 
A indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita.
 
Na indulgência estão as cores da caridade, que procura ver no outro o que tem de bom, e não permite que suas sombras, que suas imperfeições, falem mais alto que sua luminosidade crescente.
 
Sede indulgentes com as faltas alheias, quaisquer que sejam; não julgueis com severidade senão as próprias ações.


Muita Paz
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Si em 06 de Dezembro de 2010, 01:05
Olá meus amigos,

Indulgente para com as misérias humanas, o Cristo veio ter com as criaturas para auxiliá-las no árduo caminho do progresso.
 
Desde sempre suporta nossas imperfeições com amor e compreende-as com misericórdia. 
Consciente de que a libertação do erro e a ruptura das algemas dos instintos agressivos são processos lentos, Jesus jamais Se irritou ou desanimou. Em momento algum demonstrou cansaço ou perturbação.
Nas ocasiões em que Se mostrava enérgico, evitou a rispidez e a agressividade, tão comuns ainda em nossos atos cotidianos.
Além disso, o Mestre jamais necessitou da indulgência de ninguém.
Ele tomou Sua cruz e plantou-a no monte da adversidade humana, sem queixas, nem lamentações.
Mesmo no momento derradeiro, traído e abandonado, Ele Se manteve indulgente e compassivo.
Perdoou, de forma incondicional, a perversidade daqueles que haviam recebido Dele Seu inefável amor.
Sem cobrança, nem lamúrias, exemplificando de modo inquestionável a virtude que nos concita a exercer e a conquistar.
 
Desde agora e para sempre.

Muita Paz
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marccello em 06 de Dezembro de 2010, 01:11
Parabéns amiga Dothy pelo belo tema!

Um tema de relevante importância para nós que vivemos em sociedade...
A indulgência é o perdão com bondade, sem humilhar os nossos semelhantes. É o perdão que é concedido com a consciência de que igual ao nosso próximo também somos imperfeitos e que por isso mesmo embora saibamos que os nossos irmãos têm defeitos, sabemos enxergar as virtudes que eles possuem.

A indulgência é tratada no Capítulo 10 de O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, itens 16 a 21, cujo tema principal é “Bem-aventurados os misericordiosos”.

Obrigado a todos pelas lições maravilhosas!

Muita paz. :)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Si em 06 de Dezembro de 2010, 01:15
Amados irmãos,

A indulgência é um dos sentimentos mais elevados que pode ser desenvolvido pelos seres humanos.
Caracteriza-se pela compaixão que se demonstra pelo próximo e pelas suas imperfeições. Permite que perdoemos as ofensas que nos atingem.
Ao mesmo tempo, proporciona ao ofensor a possibilidade de reabilitar-se por meio de ações meritórias que o ajudam na reconquista de si mesmo. É a mensageira angelical que entoa hinos de ternura aos ouvidos daqueles que sofrem.
Se alguém mostra-se um acusador cruel e rebelde, atacando os demais com injúrias e recriminações violentas, também ele é merecedor de indulgência.
Tais distúrbios de comportamento expressam, em verdade, o estágio de inferioridade pelo qual ele transita infeliz.
Se outro esmaga o fraco que se encontra sob sua dependência, também este opressor demonstra estar necessitando de grande dose de indulgência. Seu transtorno emocional, capaz de fazê-lo comprazer-se com essa espécie de violência, por certo, está a ponto de enlouquecê-lo.
Se uma pessoa se alegra com o sofrimento daquele que elegeu como adversário, perseguindo-o sem trégua, carece também ele de indulgência.
Esta bênção funcionará para o desequilibrado como bálsamo a apaziguar a aflição em que se debate.
Se a criatura é ingrata e soberba, esquecendo-se de todo o bem que tem recebido, porque se encontra momentaneamente em posição confortável, também esta prova ser carecedora da indulgência.
Esta virtude será o melhor recurso para que tal enfermidade moral estanque no nascedouro.
Se este outro é rude e presunçoso, esquecido das próprias limitações, somente a indulgência para com ele será capaz de demonstrar-lhe a ruína moral em que se encontra.
Indulgência para com os outros, eis aí um dos mais significativos convites que nos deixou o Mestre Nazareno.
Porquanto, no grau evolutivo em que nos encontramos, não há aquele que não necessite recebê-la durante a caminhada terrestre.
A indulgência espalha a oportunidade de reabilitação ao ofensor, mas também pacifica o coração daquele que a oferece.
Sem indulgência a vida terrena perde o seu significado e o ser humano torna-se joguete de paixões que desencadeiam consequências nefastas.
 
Graças à indulgência o ser edifica-se e se engrandece, entesourando paz e alegria de viver.

Muita Paz
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 06 de Dezembro de 2010, 01:29
Querido Marccello


Seja muito bem vindo ao estudo mensal!

Agradecemos a sua valiosa contribuição!

Abraço carinhoso da Katia.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 06 de Dezembro de 2010, 02:02
Boa noite, queridos amigos!


Tolerância



Psicografia de Chico Xavier - TOLERÂNCIA - Meimei (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXJuVEtfeE1FcHFrI3dz)



Mensagem de Meimei, psicografada por Chico Xavier
Título: Re: Indulgência
Enviado por: lineu em 06 de Dezembro de 2010, 03:04
Indulgência na prática:

Supondo-se que alguém presencie a prática de um crime que ninguém mais tenha presenciado.

Esse alguém deve ser indulgente para com o criminoso a ponto de não denunciá-lo à autoridade competente?
Título: Re: Indulgência
Enviado por: macili em 06 de Dezembro de 2010, 04:00
Boa noite Amiga Katiatog.

Obrigada pelo seu carinho.
Realmente quando perdemos um ente querido é muito difícil superar a dor da separação.
Então, o melhor remédio é nos conectarmos com o nosso lado espiritual, com o servir ao próximo, com o ser útil ao nosso semelhante, aprendendo e colaborando, mesmo que diminutamente.
Você e a Dothy podem sempre contar comigo.

Estou enviando um vídeo que julgo ser oportuno, e é muito lindo também.

Beijos em seu coração
Macili


A Palavra De Elizabete Lacerda - Leia Abaixo (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUtMOEszSUVkR01zI3dz)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 06 de Dezembro de 2010, 04:16
Querido Lineu

Você fez um questionamento muito relevante para todos nós, espíritas ou não.

Não devemos nos omitir em relação ao crime. Presenciando um crime e não delatando estamos sendo coniventes com o Mal. Indulgência não é omissão.

Para um melhor entendimento, deixo esse artigo para reflexão:


A Doutrina Espírita fornece-nos valiosos subsídios para a compreensão da criminalidade. Vejamos que subsídios são estes: a) no cômputo geral dos fatores desta problemática tão atual em nossos dias, o ser humano sofre, até certo ponto, a influência do corpo e, por isso, as reações e atitudes muitas vezes têm relações estreitas com distúrbios e deficiências físicas; b) o ser humano absorve ao mesmo tempo influências diversas, e não apenas glandulares, pois nele se polarizam reflexos do meio físico, do meio social, do acervo cultural, assim como da educação e da crença religiosa; c) sendo o ser humano, porém, um ser reencarnado, com personalidade, com compromissos e experiências próprias, pois os Espíritos são desiguais, é natural que cada qual reaja de um modo e, por isso mesmo, nem todos cedem passiva e facilmente a influências do organismo ou do ambiente.

Com esta perspectiva, diante dos textos espíritas, não podemos atribuir aos fatores orgânicos e ambientais uma influência determinante ou inevitável em todos os casos. Não. Há influências, sim, pois os elementos internos e externos interagem no envolvimento da criatura humana. Mas a predominância desses elementos nas atitudes depende muito da situação espiritual. E se assim não fosse, teríamos de negar, forçosamente, o livre-arbítrio.

Se, de fato, há criaturas que são como que jogadas pelo temperamento e pelas injunções do meio em que vivem, como se fossem robôs, muitas outras, contrariamente, embora tenham doenças incuráveis, ou defeitos que não possam ser corrigidos, conseguem superar as deficiências e dominar os nervos, como se diz na linguagem coloquial. Há o determinismo da contenção física ou emocional, sim, porém o livre-arbítrio também existe no fato de o paciente não ceder, não se deixar arrebatar.

Onde está, conseqüentemente, a causa da diferença de reações naqueles que vivem nos mesmos meios e trazem no corpo os mesmos problemas?

Pela lógica da reencarnação, a diferença está na desigualdade dos Espíritos. Os Espíritos reencarnam em situações diversas: provas, missões, expiações... É certo que o organismo exerce influência no Espírito, mas a influência é recíproca. Quanto mais se desenvolve o Espírito, moral e

intelectualmente, menos forte será a ação da matéria em suas inclinações. Este ponto aparece muito bem explanado em O LIVRO DOS ESPÍRITOS, questão 367 e seguintes. O determinismo, portanto, é relativo, assim como o livre-arbítrio. Mas não se excluem. Demais, não há fatalidade naquilo que diz respeito aos atos morais, como também aprendemos em O LIVRO DOS ESPÍRITOS na questão 861.

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(...) Se, realmente, os fatores orgânicos, emocionais, ambientais ou mesológicos, onde se enquadram também os sociais, se estes fatores estão associados a certas atitudes violentas, convém notar, por outro lado, que a educação, a fé esclarecida, o bom exemplo, o tratamento afetivo contornam muitos problemas e neutralizam o ódio e a revolta. Quando a criatura humana é despertada ou encontra a sua estrada de Damasco - modifica-se profundamente. A fera humana, dominada pelo desespero ou pelo instinto sanguinário, pode transformar-se no homem cordato e prestante, se for bem orientado em relação à vida espiritual e à Justiça Divina. A Mensagem do Cristo penetra nas almas mais rudes, como nos corações mais endurecidos. A sugestão muito insistente pode desviar muita gente do bom caminho e abrir um abismo para os crimes; mas também a sugestão caridosa, dirigida no sentido de fazer o Bem, é uma força poderosa e, por isso mesmo, capaz de contrabalançar os efeitos da sugestão ruinosa.

(...) Os diagnósticos sociais ainda não se interessam pelo argumento reencarnacionista, mas também não explicam satisfatoriamente as antipatias e aversões entre irmãos, entre pais e filhos, entre colegas, etc. Por que se repelem irmãos do mesmo sangue? Se, afinal, não houve neste mundo, motivo para este ódio, qual a causa? Herança? Avaria de alguma glândula? Estrutura cerebral? Não há explicação fisiológica porque é problema inerente ao espírito. São criaturas rivais, de outras existências, agora reencarnadas sob o mesmo teto para o necessário reajustamento. As antipatias podem levar à luta e ao crime, mas podem ser desfeitas pela mudança de idéias, quando cada qual cai em si e toma a disposição de apagar a "mancha" do passado. O progresso há de vir, mais cedo ou mais tarde...

A supremacia do Espírito, ao estancar os assomos de agressividade, é uma prova de que o homem não é um autômato. A lição de Hahnemann (o fundador da Homeopatia) em comunicação dada em 1863 e constante do livro O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, capítulo IX, n° l0, acerca da cólera, vem ajustar-se inteiramente ao nosso raciocínio de que o corpo e o Espírito se relacionam muito nas atitudes da criatura humana.

"Indubitavelmente - diz Hahnemann - temperamentos há que se prestam mais que outros a atos violentos, como há músculos mais flexíveis, que se prestam melhor aos atos de força. Não acrediteis, porém, que aí reside a causa primordial da cólera. " E continua: "um Espírito pacífico, ainda que num corpo bilioso, será sempre pacífico; um Espírito violento, mesmo que num corpo linfático, não será brando..." Vale a pena repetir o que este Espírito ensina na mensagem citada:

"O corpo não dá cólera àquele que não a tem, do mesmo modo que não dá os outros vícios. Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito. A não ser assim, onde estariam o mérito e a responsabilidade? O homem deformado não pode tomar-se direito, porque o Espírito nenhuma parte tem nisso. Mas pode modificar o que é do Espírito, quando o quer com vontade firme." Se o homem não tivesse possibilidades de se corrigir, ou de vencer a cólera, o desânimo, a degradação moral, não haveria a lei do progresso, como arremata Hahnemann.

É certo que em muitos casos a obsessão incute idéias perniciosas ou lança sementes de ódio ou de desconfiança.

Quando, porém, a vítima é bem preparada pelo esclarecimento e pela educação espiritual, ela encontra forças, em si mesma, para reagir às sugestões inferiores.

Convém destacar que o esforço empregado em penitenciárias e favelas, junto a elementos considerados marginais, presta um auxílio considerável à sociedade, exatamente porque é um trabalho de educação e reforma interior. Muitos contraventores e criminosos foram regenerados em prisões e até na vadiagem pela ação educativa e pela suavidade da mensagem espírita, mensagem que reergue e reconduz à normalidade sem imposição, sem o temor de castigos, mas pela clareza e pela exemplificação do amor ao próximo. Muitos caíram ou se deixaram devorar pelos vícios ou foram esbarrar nas grades da prisão justamente porque não conheciam o Cristo. Sem qualquer preocupação de proselitismo, a assistência espírita se reanima cada vez mais na palavra do Cristo, principalmente aos doentes da alma.

Temos aqui, para terminar, um dos mais edificantes exemplos da ação espírita no campo criminal. É um documento que deve ficar na história do Espiritismo no Brasil. O jornal A Flama Espírita, de Uberaba (Minas), publicou uma carta do Dr. Wandyr de Assis, Promotor da Justiça da cidade de Prata, também Minas (jornal de 21/10/ 8 li na qual a autoridade judiciária agradece a eficiente e zelosa colaboração dos espíritos junto aos detentos na Cadeia Pública.

É uma carta escrita em termos tais, que nos comovem pela beleza do depoimento e pela relevância dos fatos relatados. A carta do Promotor é dirigida ao Grupo Espírita "Corações Unidos", daquela cidade mineira. Afirma ele, com toda franqueza, que já verificou resultados surpreendentes na recuperação de presas, encaminhando-os ao bom caminho, mediante uma pregação sistemática e profícua. A declaração, como estamos vendo, é de uma autoridade, que reconhece os beneficias prestados pela assistência espírita na Cadeia.

Em expressões repassadas de nobreza espiritual, apesar de sua condição de católico romano praticante, o Promotor Wandyr de Assis realça o trabalho espírita e toma como exemplo de regeneração o seguinte caso: Será ainda lembrado o nosso amigo Célio de Oliveira, homem devotado ao crime, incorrigível cidadão, que sempre se colocou diante dos guardas e pedia para ser surrado, pois era indomável. Indiciado em mais de cem delitos, entretanto, após algumas leituras do Evangelho e ouvir os elucidários deste maravilhoso Grupo, deixara para trás o embrutecimento de suas atitudes, para encontrar a paz o carinho e a vida social.

Deixou a cadeia para se tornar realmente um homem de bem.

Sente-se muita inspiração cristã nas palavras do Dr. Wandyr de Assis. Grande trabalho, portanto, realizado com zelo, dedicação e perseverança. Mais uma prova de que a Doutrina Espírita educa e reforma.

(Pelo espírito Deolindo Amorim – em Violências, Pena de Morte e outros Dramas de Celso Martins)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 06 de Dezembro de 2010, 04:35
Querida amiga Macili


Muito obrigada pelo lindo vídeo que você nos enviou.

A voz de nossa querida amiga forista, Elizabete Lacerda é um presente para todos nós.

Abraços carinhosos dessa sua amiga que muito te estima

Katia

Título: Re: Indulgência
Enviado por: R Costa em 06 de Dezembro de 2010, 09:23

Olá a todos,

Falando de Maledicência.
É uma frase simples, mas estou em querer  que qualquer um de nós identifica perfeitamente a situação!

Quando duas pessoas se encontram, para falar mal têm assunto para uma hora ou mais, mas no entanto, se for para falar bem de outrem a conversa termina ao fim de 5 minutos...

Abraço,
Rui
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 06 de Dezembro de 2010, 09:58
Querido amigo R Costa....

Que felicidade receber mais uma vez tua visita e tua valiosa colaboração....

Realmente, ainda estamos nesta fase, de tecermos comentários maledicentes acerca da pessoa do nosso próximo...

Este tema escolhido por mim, com muito cuidado, tem como um dos grandes objetivos: Observarmos nossa conduta interior, o que podemos mudar, onde estamos falhando, o que eu posso melhorar,o que relamente para mim é indulgência, estou sendo indulgente?

Desejo que o amigo volte sempre... Abraços afetuoso!
!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 06 de Dezembro de 2010, 10:05
Querido amigo Marcello...

Fico muito feliz pelo amigo ter gostado do tema, escolhido por mim com tanto cuidadado e dedicação...

Agradeço tua visita e desejo que volte sempre com suas importantes contribuições que vem enriquecer ainda mais este espaço que é de todos...

 Abraços repleto de carinho
!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 06 de Dezembro de 2010, 10:14
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço que é de vocês... Sem ela seria apenas eu e as postagens...

Estão todos convidados a trazerem suas mensagens, colaboração dentro do tema...

Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto, e aceitar sugestões, etc..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..

Desejamos a todos uma ótima semana repleta de felicidades, saúde, união e muito amor....Recebam nosso afetuoso abraço...

(Dothy e Katia)


Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 06 de Dezembro de 2010, 10:50
   Conceito Básico:

2-1) Indulgência:

 a)Virtude, sentimento doce e fraternal (ESE)

b) Não ver os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los (ESE)

c) A indulgência, é a condescendência em relação a outrem, seja de referência às suas opiniões ou comportamento, ao direito de crer no que lhe aprouver, pautando as suas atitudes nas linhas que lhe pareçam mais compatíveis ao modo de ser, desde que não firam os sentimentos alheios, nem atentem contra as regras da dignidade humana. (ESTUDOS ESPÍRITAS - JOANNA DE ÂNGELIS

d) É a indulgência a expressão de um sentimento delicadíssimo de reta justiça (...).
(...) A indulgência é, portanto, uma dívida de amor, que toda criatura humana precisa satisfazer todas as vezes que se encontre diante de falhas, erros de  irmãos seus..
.A indulgência, portanto, não consiste em fechar os olhos ante as faltas do próximo, para não as ver; mas, em reconhecer essas faltas, para colocar sobre elas um sudário de piedade, impregnado de amor. (...)
A indulgência é filha da bondade e a bondade exige em todas as ocasiões que a criatura faça o bem ao seu semelhante (...) Angel Aguarod
A indulgência é um sentimento doce que faz esquecer as faltas e os defeitos do nosso próximo (...) Manoel P. Miranda


-Objetivos do Estudo:

*Entender o que é a indulgência.
*Compreender a necessidade da Indulgência como um dos fundamentos indispensáveis à nossa reforma íntima



- DESENVOLVIMENTO:

- O tema Ficará divididos em quatro etapas retiradas do Evangelho Segundo o Espiritismo dos itens 16 ao 18, sendo que, em cada semana estudaremos um item, sendo acrescentados a estes itens, vídeos, mensagens, slides, etc..
1-Primeira parte do estudo: Indulgência (Julgamento) Item 16
2- Segunda parte do estudo:  Indulgência (Perdão) item 17
3-Terceira parte do estudo: Indulgência (Vigilância) Item 18
4-Quarta parte do estudo: Indulgência (Permanente) Viver e amar, (Joana de  Angelis



Vamos agora para a segunda parte do estudo:

Evangelho Segundo o Espiritismo capítulo X, item 17 (Bem Aventurados os que são Misericordiosos)

   Indulgência (PERDÂO)




17 – Sede indulgentes para as faltas alheias, quaisquer que sejam; não julgueis com severidade senão as vossas próprias ações e o Senhor usará de indulgência para convosco, como usastes para com os  outros.

            Sustentai os fortes: estimulai-os à perseverança; fortificai os fracos, mostrando-lhes a bondade de Deus, que leva em conta o menor arrependimento; mostrai a todos o anjo da contrição, estendendo suas brancas asas sobre as faltas humanas, e assim ocultando-as aos olhos daqueles que não podem ver o que é impuro. Compreendei toda a misericórdia infinita de vosso Pai, e nunca vos esqueçais de lhe dizer em pensamento, mas sobretudo pelas vossas ações: “Perdoai as nossas ofensas, como perdoamos aos nossos ofensores”. Compreendi bem o valor destas sublimes palavras; pois não são admiráveis apenas pela letra, mas também pelo espírito que elas encerram.

            Que solicitais ao Senhor quando lhe pedis perdão? Somente o esquecimento de vossas faltas? Esquecimento de que nada vos deixas, pois se Deus se contentasse de esquecer as vossas faltas, não vos puniria, mas também não vos recompensaria. A recompensa não pode ser pelo bem que não fez, e menos ainda pelo mal que se tenha feito, mesmo que esse mal fosse esquecido. Pedindo perdão para as vossas transgressões, pedis o favor de sua graça, para não cairdes de novo, e a força necessária para entrardes numa nova senda, numa senda de submissão e de amor, na qual podereis juntar a reparação ao arrependimento.

            Quando perdoardes os vossos irmãos, não vos contenteis com estender o véu do esquecimento sobre as suas faltas. Esse véu é quase sempre muito transparente aos vossos olhos. Acrescentai o amor ao vosso perdão, fazendo por ele o que pedis a vosso Pai Celeste que faça por vós. Substituí a cólera que mancha, pelo amor que purifica. Pregai pelo exemplo essa caridade ativa, infatigável, que Jesus vos ensinou. Pregai-a como ele mesmo o fez por todo o tempo em que viveu na Terra, visível para os olhos do corpo, e como ainda prega, sem cessar, depois que se fez visível apenas para os olhos do espírito. Segui esse divino modelo, marchai sobre as suas pegadas: elas vos conduzirão ao refúgio onde encontrareis o descanso após a luta. Como ele, tomai a vossa cruz e subi penosamente, mas corajosamente, o vosso calvário: no seu cume está a glorificação. (João, Bispo de Bordéus, 1862)



COMPLEMENTO:


Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia. (S. MATEUS, cap. V, v. 7.)
Se perdoardes aos homens as faltas que cometerem contra vós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados; - mas, se não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados. (S. MATEUS, cap. VI, vv. 14 e 15.)

Se contra vós pecou vosso irmão, ide fazer-lhe sentir a falta em particular, a sós com ele; se vos atender, tereis ganho o vosso irmão. - Então, aproximando-se dele, disse-lhe Pedro: "Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão, quando houver pecado contra mim? Até sete vezes?" - Respondeu-lhe Jesus: "Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes." (S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 15, 21 e 22.).

A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacífico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam alma sem elevação, nem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima dos golpes que lhe possam desferir.

Uma é sempre ansiosa, de sombria suscetibilidade e cheia de fel; a outra é calma, toda mansidão e caridade.

Ai daquele que diz: nunca perdoarei. Esse, se não for condenado pelos homens, sê-lo-á por Deus. Com que direito reclamaria ele o perdão de suas próprias faltas, se não perdoa as dos outros? Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que cada um perdoe ao seu irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.

Há, porém, duas maneiras bem diferentes de perdoar: uma, grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem pensamento oculto, que evita, com delicadeza, ferir o amor-próprio e a suscetibilidade do adversário, ainda quando este último nenhuma justificativa possa ter; a segunda é a em que o ofendido, ou aquele que tal se julga, impõe ao outro condições humilhantes e lhe faz sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar; se estende a mão ao ofensor, não o faz com benevolência, mas com ostentação, a fim de poder dizer a toda gente: vede como sou generoso! Nessas circunstâncias, é impossível uma reconciliação sincera de parte a parte. Não, não há aí generosidade; há apenas uma forma de satisfazer ao orgulho. Em toda contenda, aquele que se mostra mais conciliador, que demonstra mais desinteresse, caridade e verdadeira grandeza dalma granjeará sempre a simpatia das pessoas imparciais.
 
Título: Re: Indulgência
Enviado por: lineu em 06 de Dezembro de 2010, 10:55
Indulgência na prática:

As leis humanas tendem a harmonizar-se com as leis divinas na medida em que se efetiva o progresso da civilização.

Considerando-se tal assertiva, pergunta-se?

1.   É possível compatibilizar a legislação penal de uma sociedade com o princípio da indulgência existente na lei natural?

R= Querido amigo Lineu...Enquanto o homem, com todo o seu endurecimento, egoísmo, orgulho, arrogãncia, prepotência,vaidade, etc... Ainda ficará impossivel compatiblizar os dois, Jeus nos afirmou: Todas as coisas passarão, menos as minhas palavras, a lei humana é falha, que nem o homem,  a lei divina é imutável eeterna, e quando o progresso chegar, trazendo com ele a mudança interior do homem, por que e para que estes teus questionamentos, que sabes, enquanto não ocorrer a libertação da ignorãncia do homem, ele sem esclarecimento das leis divinas, ficara dificill aplicar estas leis na sociedade ?


2.   O código penal de uma sociedade civilizada pode observar o princípio da indulgência, existente na lei natural, perante a prática de crimes hediondos?

R= Querido amigo, creio que estás nos espaço errado, por que não vai perguntar isto para advogados? ou por que o amigo, não se pergunta: Sociedade civilizada é o mesmo que sociedade evoluída? se já é, temos que pensar, que em um local evoluído, não terá mais espaço pra crimes hediondos, por que o homem traçará para si e para o seu próximo o verdadeiro caminho da indulgência, tema deste estudo que o amigo, faz tantos questionamentos, deixo para o querido amigo estes ensinamentos de jesus Relembrado pela doutrina espirtita (Espíritas, queremos hoje vos falar da indulgência, esse sentimento tão doce, tão fraternal,que todo homem deve ter para com os seus irmãos, mas que tão poucos praticam. A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. Oculta-os, pelo contrário, evitando que se propaguem, e se a malevolência os descobre, tem sempre uma desculpa à mão para os disfarçar, mas uma desculpa plausível, séria, e não daquelas que, fingindo atenuar a falta, a fazem ressaltar com pérfida astúcia... ESE, capitulo X, item 16)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: EmBuscaDaLuz em 06 de Dezembro de 2010, 10:55
Amigas Dothy e Katia, parabéns pelo estudo que está ficando mais rico a cada dia...

Tenham todos uma semana de muita paz e luz!!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: EmBuscaDaLuz em 06 de Dezembro de 2010, 11:29
A indulgência - ESE – Capítulo X, itens 16,17 e 18

Jesus, o Mestre por excelência, legou-nos inúmeros ensinamentos. Quando nos adverte quanto ao argueiro e a trave no olho, fala-nos da necessidade da indulgência, para sermos severos com nossas imperfeições, fustigarmos diuturnamente nosso orgulho.

Fala da necessidade de sermos misericordiosos, clementes, com as faltas do irmão; para evitarmos comentários que prejudiquem nosso semelhante. Ao fazermos alguma crítica devemos estar conscientes se a inconseqüência maior não está em nós. Às vezes é necessária alguma observação mas, tem que ser feito com coerência, com discernimento para não ferir suscetibilidades. Temos a obrigação da severidade para conosco, eliminando nossas imperfeições para, gradativamente, conseguirmos nos livrar dos nossos grilhões.

A indulgência jamais se preocupa com as faltas alheias, pelo contrário ela é dócil, entendendo as imperfeições de cada um, procurando ajudar onde o indivíduo está necessitando de apoio, compreensão, enfim, estender a mão sempre. Quando nos fizermos presentes a alguma observação, que sejamos sinceros procurando entender a gravidade da situação, analisando o problema com discernimento como gostaríamos que conosco agissem, buscando no fundo do nosso ser as nossas iniqüidades, para não nos arvorarmos de mestres, senão poderemos acarretar para nós conseqüências e a Lei agirá sobre nós pelas nossas incúrias, pelo não discernimento das nossas atitudes.

Quando formos chamados para colaborar com alguém em necessidade, antes voltemo-nos para Deus pedindo a Ele que nos ajude na intervenção ao irmão, com humildade, solicitando amparo para aquele momento tão importante, para que a nossa ação não distancie mais o irmão do equilíbrio com as nossas imperfeições; pois, ainda não dispomos de elementos de pureza somemte nossa, mas, que o Pai que nos conhece na intimidade não permita que as nossas mazelas sejam o móvel das nossas observações.

Que a nossa participação seja de ajuda e não de crítica, de observações mordazes. Peçamos com fervor para obtermos a graça. Se, ao contrário não formos chamados, e sim, observarmos o momento pelo qual passa nosso irmão, tenhamos cautela na ação. Antes devemos perguntar ao nosso íntimo, se aquilo que estamos observando não fazemos pior. Se já passamos e vencemos esta ou aquela imperfeição que se nos apresenta como desmedida pela atitude do irmão.

Jesus legou-nos ensinamentos diversos, para aplicarmos no nosso dia-a-dia, fez-nos conhecedores da Lei para não agirmos fora dela. Quando não a conhecíamos nossas faltas eram bem menores, entretanto após o conhecimento e esclarecimento da Lei, somos obrigados a agir com discernimento porque já não somos crianças em entendimento. A mensagem está conosco há vinte séculos e há 150 anos do advento do Espírido de Verdade prometido por Ele. Portanto, tenhamos cautela.

Por outro lado, precisamos perdoar os que nos tem prejudicado fazendo-o de coração e não somente com palavras. Solicitemos a ajuda do Pai para fortalecer em nós o sentimento de bondade, compreensão, tolerância, paciência, pedindo como servo infiel que está tentando vencer as imperfeições, que nos fortaleça o íntimo para banirmos de nós o ódio, móvel da discórdia provocado pelo nosso orgulho. Peçamos com humildade para podermos compreender a falta do irmão, que talvez nós mesmos fomos o agente da discórdia. Portanto, antes de tudo é preciso aprofundar no conhecimento da caridade para então agirmos com discernimento quanto à ação do outro e eliminarmos com sinceridade o sentimento negativo que nos atormenta, compreendendo que cabe somente ao Pai o julgamento das nossas ações.


Carlos Augusto Rabelo
Título: Re: Indulgência
Enviado por: lineu em 06 de Dezembro de 2010, 11:37
Citação de: Dothy, em 243
... por que e para que estes teus questionamentos?



O questionamento feito na mensagem #243 parece ser razoável considerando a importância do tema em debate.

Ele tem o propósito de influenciar a reflexão de pessoas atuantes na área jurídica que presumivelmente acessam este site.

R= Querido amigo... Que a todos que aqui entram, encontrarão sempre esclarecimentos acerca do tema, retirado do ese capítulo X, item 16 a 18, ao fato de influenciar, acredito que se o homem não estiver recpetivo para se analisar, reconhcer a necessidade de mudar hábitos, atitudes, opniões,fazer sua reforma intíma, ficará dificil  para ele mudar as leis aplicadas na sociedade. Desejo que o amigo voltes muitas vezes, para participar conosco e entender o propósito deste estudo que é: Facilitar a todos o verdadeiro significado desta palavra Indulgência, dita por Jesus, , mas tão adulterada durante milênios, pela imperfeição do homem...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 06 de Dezembro de 2010, 11:41
Querida amiga EmBuscaDaLuz...

Que felicidadade para mim ter sempre sua amizade...

Todos nós agradecemos teus lindos recados e valiosas colaborações para enriquecer este espaço que é iluminado e conduzido por nosso amigo e irmão JESUs...

Receba nosso afetuoso abraço!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Mariazinha C.Valenti em 06 de Dezembro de 2010, 11:55
A Indulgência

A Indulgência é uma virtude dentro da Caridade, embora em muitas pessoas ela passa despercebida.
A pessoa indulgente é portadora de várias qualidades, entre elas a compreenção, a tolerância, a paciência, a benevolência e outras mais. Por isso, essa pessoa é mais simpática, mais dócil aos olhos dos outros.  Ela mesma nem sabe. Para ela seu comportamento é normal. A pessoa indulgente não ve falhas, no comportamento do semelhante. Quando vê não divulga, até oculta ou disfarça perante os outros. Ela sempre tem uma justilficativa para não acusar. Assim podemos crer que ela já deu um passo bem grande dentro do processo de sua Reforma Íntima.

muita paz a todos.       Mariazinha


Querida Mariazinha

Muito bem vinda ao estudo mensal.

Agradeço a contribuição.

Abraço carinhoso da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 06 de Dezembro de 2010, 12:00

JIndulgência (Perdão)

Jesus nos convoca a sermos indulgentes com a falta dos outros procurando julgar com severidade unicamente as nossa ações. Lembramos da passagem de Jesus diante de um animal que todos julgavam malcheiroso, ruim, com aspecto praticamente debilitado e Jesus, com a sua mansuetude, disse:
- Que belos dentes esse animal possui!
Queridos companheiros, lembremos sempre de procurar ver nos outros aquilo que gostaríamos que os outros encontrassem em nós. Lembremos de que todos nós nos encontramos num mundo onde a imperfeição é íntegra e não estamos juntos à toa, temos que procurar aprender a tolerar e se isto for difícil, exercitemos constantemente esta prática.
Quando falamos disto, lembramos da prática do mal que nos rodeia e só podemos sair do mal, diante do constante exercício do bem. Começamos a perdoar pelo imenso amor que temos pelo Cristo, para que depois possamos aprender a descobrir o perdão dentro de nós.
O perdão não é algo em que falamos de boca para fora, ou seja, eu  perdôo mas não quero vê-lo no meu caminho. O perdão é algo que vem pelo esforço íntimo daquilo que temos mais difícil no nosso ser..Comecemos a analisar as nossas deficiências e vamos começando a trabalhar essas deficiências para que possamos ajudar ou compreender o nosso próximo diante de tanta dificuldade.
Queremos julgar, na maioria das vezes, as dificuldades do nosso semelhante; criticar no intuito de inferiorizar o nosso próximo, e às vezes, a dificuldade dele é a nossa grande abertura para a evolução. Mas, devido a estarmos embuídos no propósito de querer só o melhor para nós, esquecemos de estender as nossas mãos para que ele também possa caminhar.
A oração de São Francisco de Assis nos diz, que é perdoando que seremos perdoados, e quando ele nos coloca essa frase, ele nos fala da importância de caminharmos, mas sempre ajudando o nosso semelhante.

Que possamos refletir diante deste capítulo do Evangelho – BEM-AVENTURADOS OS QUE SÃO MISERICORDIOSOS, não esquecendo de compreender a misericórdia infinita do nosso Pai, dizendo perdoai nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
O que nós queremos pedir ao Senhor quando imploramos que Ele nos perdoe diante das nossas dificuldades? Será que Ele só deverá esquecer as nossas ofensas? Pedimos também que Ele não nos puna?
E sabendo dessa misericórdia infinita, porque merecimento não temos quase nenhum, Ele também nos convida a perdoar 70 vezes 7.
É difícil diante de uma mágoa profunda, diante de um acontecimento grande, pedir ainda a Jesus por aqueles que nos ferem. Não nos cobremos o perdão exterior ,da boca para fora. Comecemos o exercício diário para compensar todo esse tempo perdido, peçamos aos companheiros espirituais que nos apoiem na nova etapa, que será a nossa busca de melhoria.
Vamos visualizar Jesus através de Seu exemplo, lembremos dos Seus ensinamentos. Desta forma, todas as vezes que a mágoa penetrar no nosso pensamento, comecemos a buscar as lembranças boas e se não conseguirmos, que pelo menos, possamos elevar o nosso pensamento a Deus, pedindo força para que não estimulemos no nosso interior, o sentimento da mágoa, do rancor e até do ódio.
Hoje temos certeza que os nossos pensamentos já partem direcionados para essa reflexão e que temos condições, já que aqui estamos, pelo menos escutando os ensinamentos do Cristo. Já temos condição de começar a elevar as nossas vibrações para um campo contrário ao da maldade.
Jesus coloca para todos nós: "Quando perdoardes aos vossos irmãos não vos contenteis em cobrir os seus erros com o véu do esquecimento, porquanto freqüentemente esse véu é muito transparente aos vossos olhos juntamente com o perdão. Oferecei-lhes o amor. Fazei a eles o mesmo que pedis a vosso Pai celeste para fazer por vós."
Por que devemos substituir a cólera que desonra as criaturas pelo amor que as purifica? Porque todos nós temos as más tendências para vencer, defeitos para corrigir, hábitos para modificar. Todos nós temos um fardo, mais ou menos pesado, do qual devemos nos livrar para conseguir alcançar o alto da montanha do progresso.
Os Espíritos nos perguntam:
Por que somos tão cegos conosco mesmos? Por que não vemos, depois de um longo dia de caminhada, o que podemos consertar em nós, e o que temos de condição a reformular diante das atitudes contrárias do nosso dia-a-dia sobre os ensinamentos do Cristo?

    Portal do Espiríto
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 06 de Dezembro de 2010, 12:07
Querida amiga Mariazinha... Que a paz esteja sempre em teu coração...

Agradeço-te a visita, e a importante participação, onde a amiga, traz o conceito da indulgência...

Desejo que voltes sempre... Abraços bem gostoso, cheios de afeto e carinho....
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Gisella em 06 de Dezembro de 2010, 12:40
"O corpo não dá cólera àquele que não a tem, do mesmo modo que não dá os outros vícios. Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito. A não ser assim, onde estariam o mérito e a responsabilidade? O homem deformado não pode tomar-se direito, porque o Espírito nenhuma parte tem nisso. Mas pode modificar o que é do Espírito, quando o quer com vontade firme." Se o homem não tivesse possibilidades de se corrigir, ou de vencer a cólera, o desânimo, a degradação moral, não haveria a lei do progresso, como arremata Hahnemann.
(...)
Convém destacar que o esforço empregado em penitenciárias e favelas, junto a elementos considerados marginais, presta um auxílio considerável à sociedade, exatamente porque é um trabalho de educação e reforma interior. Muitos contraventores e criminosos foram regenerados em prisões e até na vadiagem pela ação educativa e pela suavidade da mensagem espírita, mensagem que reergue e reconduz à normalidade sem imposição, sem o temor de castigos, mas pela clareza e pela exemplificação do amor ao próximo.


Meninas e meninos, um bom dia a todos!!!

Fazendo uma leitura dos posts passados, um me chamou muito à atenção, pois vem de encontro aos questionamentos da vida “real”, pois o que está acontecendo no mundo, hoje, e no Brasil - tendo em vista o que tem ocorrido no Rio de Janeiro, é para se pensar sobre a indulgência na vida prática.

O Sr. Lineu fez colocações muito importantes, na questão prisional e a Katiatog trouxe um texto maravilhoso de Diolindo Amorim, o qual transcrevi um trecho.

E, os questionamentos seguintes do Sr. Lineu, também vêm de encontro ao assunto da semana – Perdão – pois temos que pensar, a meu ver, não só ao perdão do nosso dia a dia, que já é muito difícil, mas na questão jurídica também, pois envolve a coletividade.

Ainda não estamos evoluídos o suficiente para deixarmos de lado as leis humanas, (dai a César o que é de César....) mas precisamos pensar que, dia virá, teremos que nos guiar apenas pelas Leis Divinas e que precisamos iniciar agora a nossa trajetória.

É difícil? Claro que é.... Mas Jesus nos disse que o “fardo é leve, e o jugo é suave”. Em momento algum Ele usou a palavra FÁCIL, mas nem tão pouco a IMPOSSÍVEL!

O texto que a Katiatog tão brilhantemente nos trouxe, deve servir de base para as Casas Espíritas que ainda não possuem esse trabalho nos presídios pensarem a respeito e perceberem que o Mundo de Regeneração, onde a Indulgência será uma virtude praticada, deve começar aqui e agora e, quem sabe, o Movimento Espírita saia da timidez e encare esse desafio e nós, espíritas, começamos a fazer a nossa parte.

Parabéns, Sr. Lineu pelos questionamentos e à Katiatog, ao discernimento de trazer para nós texto tão importante.

Abraços fraternos

Gisella   :)[attach=1]I Encontros dos Membros do FEOL
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 06 de Dezembro de 2010, 12:54

"... Ainda não fui ao alto, nem me elevei sequer um palmo a luz do firmamento. Quem ama, não consegue achar o céu de um salto, ao invés de subir, aos altos resplendores, desci; mas desci muito aos reinos inferiores. Despertando no túmulo, escutei os gritos, da aflição de alguém que muito amei, e que muito amo ainda, embora visse além, a luz sempre mais linda,sentia nesse alguém um amado companheiro, em crise de tristeza e de loucura, fui a sombra abismal para a grande procura, e ao reencontra-lo, amargurado e louco a ponto de não mais me conhecer, demorei-me a afaga-lo e pouco a pouco, consegui com que ele enfim pudesse adormecer(...)
Maria, um amigo não esquece a dor de outro amigo que cai, antes de me altear a celeste alegria, ao sol do mesmo amor a Deus, em que te enlevas, valir-me após a cruz das grandes horas mudas, e desci para as trevas afim de aliviar a imensa dor de Judas! "

Poema retirado do livro: Contos de Ouro - Chico Xavier - Maria Dolores
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 06 de Dezembro de 2010, 13:32
Querida amiga EmBuscaDaLuz


Obrigada por sua presença, pelo seu carinho e contribuições valiosas!

Abraço carinhoso dessa amiga que muito te estima

Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: lineu em 06 de Dezembro de 2010, 13:34
Citação de: Dothy, em #246
Desejo que o amigo voltes muitas vezes, para participar conosco e entender o propósito deste estudo que é: Facilitar a todos o verdadeiro significado desta palavra Indulgência, tão adulterada durante milênios, pela imperfeição do homem...
.

O estudo da indulgência é muito mais importante do que o mero entendimento do seu significado etimológico. Por isso deveria ser abrangente e dirigido à busca de soluções dos problemas de ordem moral e jurídica que afetam a sociedade.

O ser humano de bem, além de comportar-se com dignidade, tem o dever de cooperar com a coletividade para a realização do bem comum.

Quando o homem entender, compreender, aplicar em sua vida diária, este ensinamento Indulgência, ele estará contribuindo para o bem comum...

  16 – Espíritas, queremos hoje vos falar da indulgência, esse sentimento tão doce, tão fraternal,que todo homem deve ter para com os seus irmãos, mas que tão poucos praticam. A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. Oculta-os, pelo contrário, evitando que se propaguem, e se a malevolência os descobre, tem sempre uma desculpa à mão para os disfarçar, mas uma desculpa plausível, séria, e não daquelas que, fingindo atenuar a falta, a fazem ressaltar com pérfida astúcia.

A indulgência jamais se preocupa com os maus atos alheios, a menos que seja para prestar um serviço, mas ainda assim com o cuidado de os atenuar tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, nem traz censuras nos lábios, mas apenas conselhos, quase sempre velados. Quando criticais, que dedução se deve tirar das vossas palavras? A de que vós, que censurais, não praticastes o que condenais, e valeis mais do que o culpado. Oh, homens! Quando passareis a julgar os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos e os vossos próprios atos, sem vos ocupardes do que fazem os vossos irmãos? Quando fitareis os vossos olhos severos somente sobre vós mesmos?

            Sede, pois, severos convosco e indulgentes para com os outros. Pensai naquele que julga em última instância, que vê os secretos pensamentos de cada coração, e que, em conseqüência, desculpa freqüentemente as faltas que condenais, ou condena as que desculpais, porque conhece o móvel de todas as ações. Pensai que vós, que clamais tão alto: “anátema!” talvez tenhais cometido faltas mais graves.

            Sede indulgentes meus amigos, porque a indulgência atrai, acalma, corrige, enquanto o rigor desalenta, afasta e irrita.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 06 de Dezembro de 2010, 13:36
Queridos amigos....

Quero agradecer a Deus, em primeiro lugar, por aqui está...

Ao amigo Unformatted, que me convidou para facilitar o estudo mensal deste Mês...

Ao querido amigo e irmão Lima-Gil, que há meses atrás me acolheu com muita afetividade em seu tópico de Miscelania de otimismo, por ele ter me ajudado a elaborar este estudo, por todo sincero apoio que tem me dado, sempre!!

A minha querida amiga Katia, por sua sincera amizade e companheirismo sempre...

As queridas e amadas irmãs Andrea feitosa, EmBuscaDaLuz, Edna, Marly Pacheco, Lucy Quinete, Gisellla, Macili, Sió, e todas as outras, por todo apoio e carinho, e suas importantes contribuições para enriquecer ainda mais este estudo...

E o meu eterno agradecimento  a todos vocês, membros e visitantes, que fizeram em seis dias termos neste estudo, o total de mais de 6  mil visitas... O meu muito obrigadaaaa... Sem a presença de vocês, eu não teria conseguido... Beijos a abraços repletos de carinho e afeto a todos vocês!!!

Que jesus, nosso grande amigo e companheiro de todas as horas, permaneça conosco no decorrer deste estudo!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: pati em 06 de Dezembro de 2010, 18:03
Citar
...  Tenho para mim que o ser, em cada momento de sua Vida, tem uma certa capacidade de absorver o todo à sua volta. Evoluir implica em aumentar essa capacidade. Dessa forma, um aspecto que ressalta aos olhos é jamais ter a expectativa de que o ser abarcará mais do que pode.

Citar
Assim, uma forma de indulgência que considero relevante é simplesmente deixar, sem nenhuma crítica ou sentimento de menosprezo, que cada um pense como quiser, ainda que nos pareça uma autêntica bobagem...


Olá para todos!
Voltando aqui, grifo estas palavras de um irmão nosso.
Alguém disse que a natureza não dá saltos...
Outro algúem já afirma que ela dá saltos sim...que podemos "mudar" de um segundo pro outro; é só querermos.
Prefiro refletir sobre as palavras que mais "combinam " com o atual estágio evolutivo individual.
Tomo pra mim as reflexões e colocações dos irmãos daqui.
E agradeço àqueles que estão em pleno exercício da indulgência, crendo serem importantes os pensamentos, colocações e de todos nós.

Abraços fraternos a todos!

pati

Estejamos em Deus
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Heraly em 06 de Dezembro de 2010, 18:10
Olá
Recebi hoje minha primeira correspondência do forum espírita; gostaria de participar mas não sei como; por favor me orientem porque sou novata em termos de computador.
Grata, Heraly
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 06 de Dezembro de 2010, 18:19
Olá querida Heraly... Seja muito bem-vinda... Sinta-se entre amigos e irmãos....

A amiga tem várias opções de participar no Fórum... Neste espaço estamos no estudo sobre indulgência,onde a amiga pode postar mensagens, dar opniões, etc....

Agradeço tua visita, e que retire sempre o melhor do que o Fórum pode ofercer para cada um...

Abraços afetuosos
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 06 de Dezembro de 2010, 19:09
Indulgência e o Perdão

Todos nós, cristãos, sabemos que devemos perdoar sempre que formos magoados, feridos, ofendidos, sob quaisquer circunstâncias.

Por quê então, é tão difícil perdoar?

É difícil sim, porque somos seres ainda muito imperfeitos, com muito orgulho e egoísmo, que nos dificultam o relacionamento entre as pessoas.

Temos grande dificuldade em colocarmo-nos no lugar do outro, procurando perceber os sentimentos e emoções que o levam à ofensa. Muitas pessoas nem se conscientizaram da importância e da necessidade dessa ação para o conhecimento de si mesmas e dos outros.

Temos dificuldades imensas em comunicarmo-nos, uns com os outros, de forma clara, expressando objetivamente nossos pensamentos e idéias. Quantas vezes ofendemos e somos ofendidos pela má expressão das nossas frases, por não nos fazermos entendidos.

Não sabemos também e não nos esforçamos para interpretar, corretamente, o que o outro tenta nos dizer.

Como trazemos ainda, o mal dentro de nós, percebemos nos outros, com muito mais facilidade, os defeitos, o que nos impede de compreendê-los. Habituamo-nos a julgá-los, preconceituosamente, com exigências que não temos para conosco.

Vivemos durante inúmeras reencarnações considerando o perdão, a indulgência, a bondade como expressões de fraqueza, de covardia. Entendíamos um dever vingarmo-nos sempre que nos julgássemos ofendidos.
Hoje, que a luz dos ensinos de Jesus iluminaram nossos corações e nossas mentes; hoje que a lógica da doutrina espírita nos mostra os elementos justificativos da necessidade do perdão, queremos ser bons, perdoar, incondicionalmente, como exemplificou Jesus. Todavia, sentimos dificuldade de libertarmo-nos dos hábitos "de defesa da honra e da dignidade", do "ter vergonha na cara", "ter sangue nas veias", do "não levar desaforo pra casa", porque "difícil não é aprender coisas novas, difícil é desaprender hábitos antigos".

Melindramo-nos, tão facilmente, por tão pequenas coisas, com as pessoas com as quais convivemos e até com as que amamos!... Por quê?

Penso por estarmos, no presente, tentando desenvolver em nós as virtudes exemplificadas por Jesus, esforçando-nos para vivenciar o bem, mas, ainda, muito distantes dessa conquista, irritamo-nos, facilmente, com aqueles que, voluntária ou involuntariamente, nos apontam nossos erros e enganos.

Gostaríamos que todos nos julgassem pelas nossas boas intenções e não pelas nossas atitudes e ações equivocadas. Porém, nós também, em relação aos outros, não nos esforçamos em compreender as suas dificuldades, os seus sentimentos e, queremos deles atitudes e ações que consideramos ideais, mas que ainda estão distantes de ser desenvolvidas por nós, em nós.

Indulgência é Evolução!!                                                  Fonte:Entendendo a doutrina espirita
s.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Gisella em 06 de Dezembro de 2010, 19:14
Citação de: Dothy, em 243
... por que e para que estes teus questionamentos?



O questionamento feito na mensagem #243 parece ser razoável considerando a importância do tema em debate.

Ele tem o propósito de influenciar a reflexão de pessoas atuantes na área jurídica que presumivelmente acessam este site.

R= Querido amigo... Que a todos que aqui entram, encontrarão sempre esclarecimentos acerca do tema, retirado do ese capítulo X, item 16 a 18, ao fato de influenciar, acredito que se o homem não estiver recpetivo para se analisar, reconhcer a necessidade de mudar hábitos, atitudes, opniões,fazer sua reforma intíma, ficará dificil  para ele mudar as leis aplicadas na sociedade. Desejo que o amigo voltes muitas vezes, para participar conosco e entender o propósito deste estudo que é: Facilitar a todos o verdadeiro significado desta palavra Indulgência, dita por Jesus, , mas tão adulterada durante milênios, pela imperfeição do homem...

Olá, meninas e meninos...

Acho que o que nosso amigo Lineu está tentando colocar é que esse assunto é muitíssimo importante pra gente deixar de lado os debates legais (de leis).

Pessoal, acredito, realmente, que se a pessoa não estiver receptiva pra mudança, nada vai ocorrer.

Mas como ela vai estar receptiva se ela não conhece??

Muitos advogados não têm esse discernimento e a grande maioria (eu acredito) dos detentos, muito menos.

A colocação do Lineu é muito pertinente, como eu já havia dito, principalmente pelo que passa nosso país.

Como usar de Indulgência, com aquele que usou de violência para com a nossa família? que matou nosso filho por uma carreira de cocaína?? Como, como, como... enfim...  a gente poderia ficar aki enumerando tantos "como e porque" que não teria fim...

Nós que já conhecemos a palavra de Jesus, entendemos o seu significado não conseguimos ainda colocar em prática, imagine aquele que nada conhece ou conhece muito pouco!! Mas precisamos nos esforçar, sempre, pois "seremos reconhecidos pelo esforço que fizermos para domar as nossas más inclinações".

No caso do advogado (ou promotor), como usar apenas da indulgência? ou apenas os seus conhecimentos do código legal?

É muito complicado ser o fiel balança nessas circunstâncias...

E, com certeza, caimos no perdão.... outra dificuldade que nos bate à porta quando nos sentimos vitimados por alguma coisa.

Abraços fraternos

Gisella  ;)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: LucianaFQ em 06 de Dezembro de 2010, 19:31
Querida amiga Dothy

é com muita alegria que venho visita-la novamente. Fiquei muito feliz de ver quantas pessoas assim como eu, procuram descobrir um pouco mais sobre Indulgência..aprendendo o quanto o amor ao próximo é muito..muito importante! É nos rastros do Amor que descobrimos o respeito, a compreensão, o entendimento, o perdão para com o próximo e para nós mesmos....Pois devemos também compreender que nós mesmos erramos e devemos procurar melhorar, atraves da mudança de atitude, passando por cima de nosso orgulho para perdirmos também o perdão.

Segue um trecho do Livro Respostas da Vida, de André Luiz por Chico Xavier.

Desculpar

Desculpe e você compreenderá.
Onde existe amor não há lugar para ressentimento.
Ao colocar-se na condição de quem erra, seja qual seja o problema,
de imediato, você notará que a compaixão nos dissolve
qualquer sombra de crítica.

A existência humana é uma coleção de testes em que a Divina
Sabedoria nos observa, com vistas à nossa habilitação para a Vida
Superior; quem hoje condena o próximo não sabe que talvez amanhã
esteja enfrentando os mesmos problemas daqueles companheiros
presentemente em dificuldade.


Nos esquemas da Eterna Justiça, o perdão é a luz que extingue
as trevas.


Às vezes, aquilo que parece ofensa é o socorro oculto do
Mundo Espiritual em seu benefício.

A misericórdia vai além do perdão, criando o esquecimento
do mal.

Em muitas ocasiões a Divina Providência nos permite erro
para que aprendamos a perdoar.

A indulgência é a fonte que lava os venenos da culpa.
Perdão é a fórmula da paz.


Aprendamos a tolerar, para que sejamos tolerados.


Muita paz minha amiga e que Deus siga abençoando a você, à este maravilhoso Estudo e à todos os queridos irmãos aqui presentes.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 06 de Dezembro de 2010, 19:55
Minha querida amiguinha Lucy.... Que felicidade ter sua visita...

E mais esta valiosa contribuição.. Desejo que voltes sempre.... Pois será bem-vinda..

Abraços cheios de afeto e carinho...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 06 de Dezembro de 2010, 20:54
Indulgência na prática:

As leis humanas tendem a harmonizar-se com as leis divinas na medida em que se efetiva o progresso da civilização.

Considerando-se tal assertiva, pergunta-se?

1.   É possível compatibilizar a legislação penal de uma sociedade com o princípio da indulgência existente na lei natural?


2.   O código penal de uma sociedade civilizada pode observar o princípio da indulgência, existente na lei natural, perante a prática de crimes hediondos?


Querido Lineu


Devo lhe parabenizar pelos importantes questionamentos trazidos ao estudo mensal
Em relação ao primeiro questionamento, diria que sim, se estivéssemos em mundo de regeneração. Para que a legislação penal fosse compatível com o princípio de indulgência, os legisladores deveriam reformular as leis que regem o país e os preceitos da Doutrina Espírita já deveriam estar consolidados e praticados por todos os indivíduos de uma sociedade. Na Atual conjuntura isso não acontece.
Em relação ao segundo questionamento, o código penal de uma sociedade evoluída espiritualmente não precisará punir crimes hediondos, pois nessa sociedade esse tipo de crime não ocorre. É o modelo dos mundos de regeneração.
Para melhor entendimento trancrevo um trecho do Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo III
INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS
Mundos Inferiores e mundos superiores
8. A qualificação de mundos inferiores e mundos superiores nada tem de absoluta; é, antes, muito relativa. Tal inundo é inferior ou superior com referência aos que lhe estão acima ou abaixo, na escala progressiva.

Tomada a Terra por termo de comparação, pode-se fazer idéia do estado de um mundo inferior, supondo os seus habitantes na condição das raças selvagens ou das nações bárbaras que ainda entre nós se encontram, restos do estado primitivo do nosso orbe. Nos mais atrasados, são de certo modo rudimentares os seres que os habitam. Revestem a forma humana, mas sem nenhuma beleza. Seus instintos não têm a abrandá-los qualquer sentimento de delicadeza ou de benevolência, nem as noções do justo e do injusto. A força bruta é, entre eles, a única lei. Carentes de indústrias e de invenções, passam a vida na conquista de alimentos. Deus, entretanto, a nenhuma de suas criaturas abandona; no fundo das trevas da inteligência jaz, latente, a vaga intuição, mais ou menos desenvolvida, de um Ente supremo. Esse instinto basta para torná-los superiores uns aos outros e para lhes preparar a ascensão a uma vida mais completa, porquanto eles não são seres degradados, mas crianças que estão a crescer.

Entre os degraus inferiores e os mais elevados, inúmeros outros há, e difícil é reconhecer-se nos Espíritos puros, desmaterializados e resplandecentes de glória, os que foram esses seres primitivos, do mesmo modo que no homem adulto se custa a reconhecer o embrião.

9. Nos mundos que chegaram a um grau superior, as condições da vida moral e material são muitíssimo diversas das da vida na Terra. Como por toda parte, a forma corpórea aí é sempre a humana, mas embelezada, aperfeiçoada e, sobretudo, purificada. O corpo nada tem da materialidade terrestre e não está, conseguintemente, sujeito às necessidades, nem às doenças ou deteriorações que a predominância da matéria provoca. Mais apurados, os sentidos são aptos a percepções a que neste mundo a grosseria da matéria obsta. A leveza específica do corpo permite locomoção rápida e fácil: em vez de se arrastar penosamente pelo solo, desliza, a bem dizer, pela superfície, ou plana na atmosfera, sem qualquer outro esforço além do da vontade, conforme se representam os anjos, ou como os antigos imaginavam os manes nos Campos Elíseos. Os homens conservam, a seu grado, os traços de suas passadas migrações e se mostram a seus amigos tais quais estes os conheceram, porém, irradiando uma luz divina, transfigurados pelas impressões interiores, então sempre elevadas. Em lugar de semblantes descorados, abatidos pelos sofrimentos e paixões, a inteligência e a vida cintilam com o fulgor que os pintores hão figurado no nimbo ou auréola dos santos.

A pouca resistência que a matéria oferece a Espíritos já muito adiantados torna rápidoo desenvolvimento dos corpos e curta ou quase nula a infância. Isenta de cuidados eangústias, a vida é proporcionalmente muito mais longa do que na Terra. Em princípio, a longevidade guarda proporção com o grau de adiantamento dos mundos. A morte de modo algum acarreta os horrores da decomposição; longe de causar pavor, é considerada uma transformação feliz, por isso que lá não existe a dúvida sobre o porvir. Durante a vida, a alma, já não tendo a constringi-la a matéria compacta, expande-se e goza de uma lucidez que a coloca em estado quase permanente de emancipação e lhe consente a livre transmissão do pensamento.

10. Nesses mundos venturosos, as relações, sempre amistosas entre os povos, jamais são perturbadas pela ambição, da parte de qualquer deles, de escravizar o seu vizinho, nem pela guerra que daí decorre. Não há senhores, nem escravos, nem privilegiados pelo nascimento; só a superioridade moral e intelectual estabelece diferença entre as condições e dá a supremacia. A autoridade merece o respeito de todos, porque somente ao mérito é conferida e se exerce sempre com justiça. O homem não procura elevar-se acima do homem, mas acima de si mesmo, aperfeiçoando-se. Seu objetivo é galgar a categoria dos Espíritos puros, não lhe constituindo um tormento esse desejo, porem, uma ambição nobre, que o induz a estudar com ardor para os igualar. Lá, todos os sentimentos delicados e elevados da natureza humana se acham engrandecidos e purificados; desconhecem-se os ódios, os mesquinhos ciúmes, as baixas cobiças da inveja; uni laço de amor e fraternidade prende uns aos outros todos os homens, ajudando os mais fortes aos mais fracos. Possuem bens, em maior ou menor quantidade, conforme os tenham adquirido, mais ou menos por meio da inteligência; ninguém, todavia, sofre, por lhe faltar o necessário, uma vez que ninguém se acha em expiação. Numa palavra: o mal, nesses mundos, não existe.

11. No vosso, precisais do mal para sentirdes o bem; da noite, para admirardes a luz; da doença, para apreciardes a saúde. Naqueles outros não há necessidade desses contrastes. A eterna luz, a eterna beleza e a eterna serenidade da alma proporcionam uma alegria eterna, livre de ser perturbada pelas angústias da vida material, ou pelo contacto dos maus, que lá não têm acesso. Isso o que o espírito humano maior dificuldade encontra para compreender. Ele foi bastante engenhoso para pintar os tormentos do inferno, mas nunca pôde imaginar as alegrias do céu. Por quê? Porque, sendo inferior, só há experimentado dores e misérias, jamais entreviu as claridades celestes; não pode, pois, falar do que não conhece. A medida, porém, que se eleva e depura, o horizonte se lhe dilata e ele compreende o bem que está diante de si, como compreendeu o mal que lhe está atrás.

12. Entretanto, os mundos felizes não são orbes privilegiados, visto que Deus não é parcial para qualquer de seus filhos; a todos dá os mesmos direitos e as mesmas facilidades para chegarem a tais mundos. Fá-los partir todos do mesmo ponto e a nenhum dota melhor do que aos outros; a todos são acessíveis as mais altas categorias: apenas lhes cumpre a eles conquistá-las pelo seu trabalho, alcançá-las mais depressa, ou permanecer inativos por séculos de séculos no lodaçal da Humanidade. (Resumo do ensino de todos os Espíritos superiores.)

Mundos de expiações e de provas
13. Que vos direi dos mundos de expiações que já não saibais, pois basta observeis o em que habitais? A superioridade da inteligência, em grande número dos seus habitantes, indica que a Terra não é um mundo primitivo, destinado à encarnação dos Espíritos que acabaram de sair das mãos do Criador. As qualidades inatas que eles trazem consigo constituem a prova de que já viveram e realizaram certo progresso. Mas, também, os numerosos vícios a que se mostram propensos constituem o índice de grande imperfeição moral. Por isso os colocou [)eus num mundo ingrato, para expiarem aí suas faltas, mediante penoso trabalho e misérias da vida, até que hajam merecido ascender a um planeta mais ditoso.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 06 de Dezembro de 2010, 21:43
 
continuação...

14. Entretanto, nem todos os Espíritos que encarnam na Terra vão para aí em expiação. As raças a que chamais selvagens são formadas de Espíritos que apenas saíram da infância e que na Terra se acham, por assim dizer, em curso de educação, para se desenvolverem pelo contacto com Espíritos mais adiantados. Vêm depois as raças semicivilizadas, constituídas desses mesmos os Espíritos em via de progresso. São elas, de certo modo, raças indígenas da Terra, que aí se elevaram pouco a pouco em longos períodos seculares, algumas das quais hão podido chegar ao aperfeiçoamento intelectual dos povos mais esclarecidos.

Os Espíritos em expiação, se nos podemos exprimir dessa forma, são exóticos, na Terra; já tiveram noutros mundos, donde foram excluídos em conseqüência da sua obstinação no mal e por se haverem constituído, em tais mundos, causa de perturbação para os bons. Tiveram de ser degradados, por algum tempo, para o meio de Espíritos mais atrasados, com a missão de fazer que estes últimos avançassem, pois que levam consigo inteligências desenvolvidas e o gérmen dos conhecimentos que adquiriram. Daí vem que os Espíritos em punição se encontram no seio das raças mais inteligentes. Por isso mesmo, para essas raças é que de mais amargor se revestem OS infortúnios da vida. E que há nelas mais sensibilidade, sendo, portanto, mais provadas pelas contrariedades e desgostos do que as raças primitivas,cujo senso moral se acha mais embotado.

15. A Terra, conseguintemente, oferece um dos tipos de mundos expiatórios, cuja variedade é infinita, mas revelando todos, como caráter comum, o servirem de lugar de exílio para Espíritos rebeldes à lei de Deus. Esses Espíritos tem aí de lutar, ao mesmo tempo, com a perversidade dos homens e com a inclemência da Natureza, duplo e árduo trabalho que simultaneamente desenvolve as qualidades do coração e as da inteligência. E assim que Deus, em sua bondade, faz que o próprio castigo redunde em proveito do progresso do Espírito. - Santo Agostinho. Paris, 1862.)

Mundos regeneradores
16. Entre as estrelas que cintilam na abóbada azul do firmamento, quantos mundos não haverá como o vosso, destinados pelo Senhor à expiação e à provação! Mas, também os há mais miseráveis e melhores, como os há de transição, que se podem denominar de regeneradores. Cada turbilhão planetário, a deslocar-se no espaço em torno de um centro comum, arrasta consigo seus mundos primitivos, de exílio, de provas, de regeneração e de felicidade. Já se vos há falado de mundos onde a alma recém-nascida é colocada, quando ainda ignorante do bem e do mal, mas com a possibilidade de caminhar para Deus, senhora de si mesma, na posse do livre-arbítrio. Já também se vos revelou de que amplas faculdades é dotada a alma para praticar o bem. Mas, ah! há as que sucumbem, e Deus, que não as quer aniquiladas, lhes permite irem para esses mundos onde, de encarnação em encarnação, elas se depuram, regeneram e voltam dignas da glória que lhes fora destinada.

17. Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes. A alma penitente encontra neles a calma e o repouso e acaba por depurar-se. Sem dúvida, em tais mundos o homem ainda se acha sujeito às leis que regem a matéria; a Humanidade experimenta as vossas sensações e desejos, mas liberta das paixões desordenadas de que sois escravos, isenta do orgulho que impõe silêncio ao coração, da inveja que a tortura, do ódio que a sufoca. Em todas as frontes, vê-se escrita a palavra amor; perfeita equidade preside às relações sociais, todos reconhecem Deus e tentam caminhar para Ele, cumprindo-lhe as leis.

Nesses mundos, todavia, ainda não existe a felicidade perfeita, mas a aurora da felicidade. O homem lá é ainda de carne e, por isso, sujeito às vicissitudes de que libertos só se acham os seres completamente desmaterializados. Ainda tem de suportar provas, porém, sem as pungentes angústias da expiação. Comparados à Terra, esses mundos são bastante ditosos e muitos dentre vós se alegrariam de habitá-los, pois que eles representam a calma após a tempestade, a convalescença após a moléstia cruel. Contudo, menos absorvido pelas coisas materiais, o homem divisa, melhor do que vós, o futuro; compreende a existência de outros gozos prometidos pelo Senhor aos que deles se mostrem dignos, quando a morte lhes houver de novo ceifado os corpos, a fim de lhes outorgar a verdadeira vida. Então, liberta, a alma pairará acima de todos os horizontes. Não mais sentidos materiais e grosseiros; somente os sentidos de um perispírito puro e celeste, a aspirar as emanações do próprio Deus, nos aromas de amor e de caridade que do seu seio emanam.

18. Mas, ah! nesses mundos, ainda falível é o homem e o Espírito do mal não há perdido completamente o seu império. Não avançar é recuar, e, se o homem não se houver firmado bastante na senda do bem, pode recair nos mundos de expiação, onde, então, novas e mais terríveis provas o aguardam.

Contemplai, pois, à noite, à hora do repouso e da prece, a abóbada azulada e, das inúmeras esferas que brilham sobre as vossas cabeças, indagai de vós mesmos quais as que conduzem a Deus e pedi-lhe que uni mundo regenerador vos abra seu seio, após a expiação na Terra. - Santo Agostinho. (Paris, 1862.)

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 06 de Dezembro de 2010, 21:55
Querida Gisella

Agradeço o interesse com que tem acompanhado o estudo mensal, que vem contando com tantas e importantes contribuições de nossos amigos foristas e visitantes.

Obrigada por enriquecer ainda mais esse espaço com a lucidez dos seus comentários.

Abraços carinhosos da Katia

Título: Re: Indulgência
Enviado por: warley em 06 de Dezembro de 2010, 22:08
Dothy, parabéns pela escolha deste tema, desde que comecei a ler, senti-me atraido e comecei a pensar em como tenho agido durante os anos que ja tenho de vida.
Temos que nos vigiar constantemente e procurarmos agir sempre utilizando aquela máxima de não fazer ao outro o que não queremos que façam a nós.
Abraço fraterno e um ótimo estudo a todos que interessarem.

Warley
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 06 de Dezembro de 2010, 22:22
Querido warley


Seja muito bem vindo ao estudo mensal.

Assim como você que possamos todos  refletir na prática da indulgência no nosso cotidiano.

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marli Pacheco em 06 de Dezembro de 2010, 23:50
Queridos amigos....

Quero agradecer a Deus, em primeiro lugar, por aqui está...

Ao amigo Unformatted, que me convidou para facilitar o estudo mensal deste Mês...

Ao querido amigo e irmão Lima-Gil, que há meses atrás me acolheu com muita afetividade em seu tópico de Miscelania de otimismo, por ele ter me ajudado a elaborar este estudo, por todo sincero apoio que tem me dado, sempre!!

A minha querida amiga Katia, por sua sincera amizade e companheirismo sempre...

As queridas e amadas irmãs EmBuscaDaLuz,Edna, Marly Pacheco, Lucy Quinete, Gisellla, Macili, Sió, e todas as outras, por todo apoio e carinho, e suas importantes contribuições para enriquecer ainda mais este estudo...

E o meu eterno agradecimento  a todos vocês, membros e visitantes, que fizeram em seis dias termos neste estudo, o total de mais de 6  mil visitas... O meu muito obrigadaaaa... Sem a presença de vocês, eu não teria conseguido... Beijos a abraços repletos de carinho e afeto a todos vocês!!!

Que jesus, nosso grande amigo e companheiro de todas as horas, permaneça conosco no decorrer deste estudo!!


Todos reconhecemos que não somos espíritos perfeitos, que trazemos conosco pesados fardos a carregar, mas também reconhecemos que O Pai não coloca fardos pesados em ombros frágeis.

Bjs carinhosos a você Dothy e a Katia, amigas tão especiais em meu coração.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: SandraMara em 07 de Dezembro de 2010, 00:09
Olá a todos!

Sinto-me honrada em participar de um fórum com esse tema.
Como é importante falarmos sobre a indulgência. Como essa palavra está depreciada e esquecida. Ainda ontem conversava com um jovem à respeito da homofobia, e ele me disse: Tudo o que não me agrada, eu não sinto falta. Pra mim tanto faz.... Tentei argumentar em vão. Fiquei preocupada, pensando nos jovens. Como estão diferentes da juventude que eu vivi. Parecia que nós acreditávamos em um mundo melhor e a atual geração está desanimada, desiludida. Querer curtir a qualquer preço, buscar a perfeição do corpo esquecendo do conteúdo, buscar prazeres rápidos e passageiros, ficar com nem se sabe quem.... Amanhã não existe, o que importa sou eu agora. Não consigo ser indulgente com tais pensamentos. Fico muito preocupada, pois a juventude atual pode muito e faz tão pouco....Fala com tanta gente e sem falar nada.... Tem centenas de amigos virtuais e participa de dezenas de comunidades e não tem um ombro pra se encostar...
Sinceramente gostaria de ver mais alegria nos rostos jovens, ao invés de tanto lápis de olhos e tantos piercings. Sei que há jovens muito, mas muito ligados, participativos, que estão provocando verdadeiras revoluções. Não quero ser antiquada, mas meu trabalho é diretamente ligado a sofrimento de jovens e como estão sofrendo.... Como estão se sentindo sozinhos e sem apoio ou entendimento. Como são rápidos em julgar o outro e às vezes cruéis com os diferentes. A indulgência precisa ser trabalhada desde a mais tenra idade para que não haja tantos desencontros e até mesmo violências.
As escolas insentivaram a competência individual e a competição e negligenciaram esse elemento tão importante na convivência social, agora, reverter o quadro será difícil e necessitará de muito mais trabalho.

Um abraço a todos, espero que os jovens me compreendam....

Parabéns pelo tópico!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 07 de Dezembro de 2010, 00:16
Querida amiga Marli


Obrigada pelo constante interesse e por suas valiosas mensagens que tanto tem contribuído para enriquecer esse nosso estudo.

Que Deus nos abençoe a todos e que possamos  refletir na importância da prática da indulgência em cada dia de nossas vidas.

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 00:24
Queridos amigos Warley e Sandra Mara... Sejam sempre bem-vindos...

Brigada pela presença de vocês, por terem gostado do tema, escolhido por mim com tanto cuidado e dedicação, e pelas

valiosas palavras de incentivo e  contribuição... Desejo a vocês dias de ralizações felizes no bem e na prática desta virtude

Indulgência, tão necessária a nossa reforma intima...

Voltem sempre... Abraços afetuosos
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Denize Moreira em 07 de Dezembro de 2010, 00:30
(http://4.bp.blogspot.com/_MpcIbpNiyv8/Sky4l-W23YI/AAAAAAAADBw/Xkw6ejds1I4/s400/caridade.jpg)

À medida que o homem evolui, moral e espiritualmente, torna-se indulgente.

Compreende melhor os problemas e dificuldades dos outros, concedendo um crédito de oportunidade aos que ainda sofrem limitação e se demoram na intolerância, por saber que áspera é a auto-superação, através do constante esforço pelo aprimoramento íntimo.

A indulgência, porém, não é fraqueza, tampouco conivência com o erro, como a muitos pode parecer numa observação superficial. Ao revés, a sua prática exige valor moral, que se traduz como potencialidade de controle para reagir aos impositivos tenazes do instinto que por nonadas impele o homem, quase sempre, a atitudes arbitrárias e violentas.

O exercício da indulgência impõe elevada dose de compreensão e equilíbrio, mediante a aplicação da paciência, sua dileta irmã, a fim de colimar os resultados a que se propõe.

Diante de alguém que nos recebe com frieza, ou nos trate com mordacidade, ou finge ignorar-nos a presença, ou ainda nos persegue, indulgência para com ele. Talvez esteja mal informado a nosso respeito ou que se encontre vencido por insopitável despeito ou tenha complexo de inferioridade, ou mania de perseguição; provavelmente seja um enfermo.

Nossa atitude correta, a isenção de animosidade com que tratemos, as disposições sadias que mantenhamos, terminarão por vencê-lo, modificando-lhe o conceito a nosso respeito, fazendo que se venha tornar um bom e delicado amigo.

A indulgência ensina-nos a perdoar as faltas e auxiliar aquele que se compromete no erro e reergue-se, facultando-lhe reencetar o caminho do dever, do qual se evadiu por momento.

Clemência enseja a concessão do labor edificante mediante o qual se consegue harmonia.

Indulgência é, também, misericórdia.

Por escassez dessa faculdade de entender e desculpar os que são vítimas de si mesmos, crescem os conflitos humanos, que se multiplicam geometricamente, estimulados pela irritação generalizada, predispondo o homem a reagir por hábito, antes que agir por cautela e discernimento.

A indulgência de Jesus para com os pecadores e infelizes é lição atuante, tradutora da Sua grandeza de rei Solar.

E todos aqueles que se tornaram grades no mundo da renúncia, do amor, da beleza, da arte, da ciência, com raríssimas exceções, que provaram o ácido do sofrimento, apoiaram-se sempre na indulgência a fim de compreender os que os não compreendiam e ajudar os que os perseguiam, engrandecendo-se por se apequenarem, superando as paixões em prol da glória dos ideais de que se fizeram missionários.

Por isso, indulgência sempre, em nome do amor também.

Não será, por acaso, a reencarnação, o atestado da indulgência divina facultada ao infrator das Leis, concedendo-lhe recomeço e oportunidade de libertação?

Aprendamos, dessa forma, a fazer o mesmo, concedendo ao nosso próximo o que gostaríamos de receber quando colhidos pela enfermidade ou desdouro no caminho por onde tentamos ascender ao Pai.

Marcelo Ribeiro

Psicografia de Divaldo Franco,
27/08/71, Sá da Bandeira, Angola.



Querida Mary Helem

Parabéns pela linda mensagem com que você nos presenteou à todos nós e por nos acompanhar aqui no estudo mensal.

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marli Pacheco em 07 de Dezembro de 2010, 00:38
 A FRATERNIDADE EM AÇÃO.

 A prática da fraternidade revela o amor que temos pelos nossos irmãos de jornada evolutiva, cumprindo o mandamento de amor aos semelhantes: “Tens em ti mesmo, através do próprio corpo, todas as condições necessárias para colocar a fraternidade em ação, sempre que surjam situações em que a indulgência e outras formas de caridade, exigirem de ti demonstrações de afeto e do mais puro amor ao próximo”.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 00:43
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço que é de vocês... Sem ela seria apenas eu e as postagens...

Estão todos convidados a trazerem suas mensagens, colaboração dentro do tema...

Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto, e aceitar sugestões, etc..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..

Desejamos a todos uma ótima semana repleta de felicidades, saúde, união e muito amor....Recebam nosso afetuoso abraço...

(Dothy e Katia)



Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 00:49
Querida amiga mary Hellem... Seja eternamente bem-vinda... Que a paz permaneça sempre em teu coração...

Agradeço esta valiosa colaboração que veio enriquecer ainda mais este estudo, tão necessário a todos...

Volte sempre... Abraços carinhosos...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: gustavotecpc em 07 de Dezembro de 2010, 00:51
Oi Tudo Bem
Queria saber como participar desse estudo.
Abraços e aguardo resposta
Gustavo


Querido Gustavo

Você já está participando. Fique à vontade para estudar aqui conosco ou para enviar artigos e comentários.

Seja muito bem-vindo!

Abraço carinhoso da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 00:58
Querido amigo gustavo... Seja bem-vindo.. Sinta-se entre amigos...

Você, já está participando, podes colaborar com mensagens, dar sugestões, fazer perguntas...

Estaremos a disposição para ajudá-lo no que for preciso e estiver ao nosso alcance.....

Abraços afetuosos
..
Título: Re: Indulgência
Enviado por: stelle em 07 de Dezembro de 2010, 01:02
Eu tb, como o Gustavo, gostaria de saber como participar desse estudo.
Abraços fraternos.
Luiza


Querida Luiza

Você já está participando do estudo mensal desse mês. Observe que no canto inferior desse tópico temos as páginas numeradas. Clique na número um para entender o objetivo desse estudo e nas restantes para acessar o estudo.

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 01:13
Olá Luiza... Seja bem-vinda amiga... Sinta-se entre amigos e irmãos que somos todos nós...

Esteja a vontade para colocar suas mensagens, dúvidas, sugestões... Faremos o que tiver ao nosso alcance para ajuda-la...

Abraços e beijinhos.
..
Título: Re: Indulgência
Enviado por: belina em 07 de Dezembro de 2010, 01:26
Olá queridas amigas Dothy e katia

Em primeiro lugar quero dar -vos os parabens pelo tema de estudo deste mês.
Em segundo peço desculpa por só agora conseguir entrar no estudo, mas minha saúde não me tem dado tréguas e as tentativas feitas para estar no forum, têm sido pequenas.

Hoje consegui ler tudo o que já foi postado e sinto que muito já aprendi.

Nesta vida não somos nada sózinhos. Precisamos uns dos outros, assim sejamos mais flexíveis, mais pacíficos, mais tolerantes e menos críticos.
Devemos julgar mais as ideias e menos os homens, criticar mais as ideias e menos as atitudes. Penso que assim estaremos no caminho de sermos mais indulgentes e de perdoarmos.

Continuarei muito atenta e participativa.
Paz e Luz

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 01:34
Querida amiga Belina... Que saudades... Seja sempre bem-vinda...

Fico feliz com tua presença, só estava faltando a minha amiguinha aqui para complementar  o nosso estudo...

Desejo pleno restabelecimento para tua saúde amiga... Ótimo estudo e reflexão acerca do tema... Volte sempre... Abraços

 cheios de carinho...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 02:10
Indulgência (Perdão)

Jesus coloca para todos nós: "Quando perdoardes aos vossos irmãos não vos contenteis em cobrir os seus erros com o véu do esquecimento, porquanto freqüentemente esse véu é muito transparente aos vossos olhos juntamente com o perdão. Oferecei-lhes o amor. Fazei a eles o mesmo que pedis a vosso Pai celeste para fazer por vós."

(Portal do Espiríto)

Gostaríamos que todos nos julgassem pelas nossas boas intenções e não pelas nossas atitudes e ações equivocadas. Porém, nós também, em relação aos outros, não nos esforçamos em compreender as suas dificuldades, os seus sentimentos e, queremos deles atitudes e ações que consideramos ideais, mas que ainda estão distantes de ser desenvolvidas por nós, em nós.


(Entendendo a Doutrina Espiríta)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 02:21
Sejamos assim, indulgentes, da mesma forma que o Criador o é sempre conosco, vendo o que temos de bom, e sempre nos dando novas chances de acertar após nossos erros.

Reforçar o erro de outrem é valorizar o negativo. É dar-lhe um destaque maior do que o necessário.

A indulgência é caridade, é compreensão e perdão

O perdão é o envoltório da Indulgência.

(Momento Espiríta)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Roberto Freitas em 07 de Dezembro de 2010, 03:35
Querido amigo Filhodobino.... Seja bem-vindo!!

Agradeço-te a visita...

A  temática  do estudo aqui é esta citada

"Espíritas, queremos hoje vos falar da indulgência, esse sentimento tão doce, tão fraternal, que todo homem deve ter para com os seus irmãos, mas que tão poucos praticam. A indulgência não vê os defeitos alheios, e se os vê, evita comentá-los e divulgá-los. "culta -os, pelo contrário, evitando que se propaguem, e se a malevolência os descobre, tem sempre uma desculpa à mão para os disfarçar, mas uma desculpa plausível, séria, e não daquelas que, fingindo atenuar a falta, a fazem ressaltar com pérfida astúcia.

Achei bastante inteligente tua resposta Dothy, com certeza neste mundo capitalista e desumano em que vivemos a indulgência não é muito considerada.

Desejo-te muita paz e luz amiga!!


Brigada amgo pelo visita... Desejo que volte sempre... Será bem-vindo.... Abraços afetuoso!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: selmaramos em 07 de Dezembro de 2010, 03:39
[b]Que a paz de Jesus esteja com todos,
      O tema do estudo é bastante oportuno e deveria mesmo ser uma das bandeiras mais importantes para nós, que nos dizemos espíritas. Se aceitamos realmente as propostas contidas nos ensinamentos e exemplos de Jesus, e realmente estamos trabalhando para nossa reforma íntima, não faz sentido não sermos indulgentes para com o nosso próximo o que queremos que o mesmo ocorra em relação a nós mesmos. Por isso precisamos refletir, focarmos nossa atenção para todo sentimento e pensamento mal, que queira se instalar, como ervas daninhas em nossos corações, e arrancá-los pela raiz antes que se exteriorize para atingir o nosso próximo, quando não toleramos suas atitudes, em vez de pensar e agir com amor para pelo menos faze-lo rever os maus feitos. Afinal de contas estamos todos no mesmo barco, no mesmo mar revolto, seguindo a mesma viagem em busca do nosso fim maior, que é a perfeição. Por que não se perceber amando a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo com a si mesmo? Aí seríamos naturalmente apoio, consolo, carinho, indulgência, paciência, e todos os sentimentos bons uns para com os outros.
                                      Muita Paz, muita Luz a todos.[/right][/center][/right][/b]
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 07 de Dezembro de 2010, 04:09
Querida amiga Belina

É com imensa satisfação que te recebo aqui, já estava com saudades de você!

Desejo que se restabeleça rapidamente e que volte sempre que quiser!

Abraços dessa amiga que muito te estima

Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 07 de Dezembro de 2010, 04:20
Querida selmaramos


Seja muito bem vinda!

Parabéns por sua contribuição. Amando a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo faremos com que o nosso mundo de expiações evolua para um mundo de regeneração onde a indulgência será praticada pela maioria de nós

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 07 de Dezembro de 2010, 04:46
Queridos amigos


Ofereço a todos essa linda mensagem na doce e bela voz de Elizabete Lacerda.

Desejo que tenham uma noite repousante na paz de Jesus!



Amar-te - Elizabete Lacerda (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXVIeGlBMVNpb2lnIw==)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Lima_Gil em 07 de Dezembro de 2010, 05:08
INDULGÊNCIA

Concedeu-te o Senhor:

O berço em que nasceste.

O ar em que respiras.

O sol que te ilumina.

O corpo em que estagias.

O passo equilibrado.

A escola que te auxilia.

A lição que te acolhe.

O amigo que te ampara.

O pão que te alimenta.

A fonte que te acalma.

A ação que te renova.

A fé que te sustenta.

O afeto que te nutre.

A flor que te consola.

A estrela que te inspira.

A idéia e o sentimento.

A bondade e a alegria.

O trabalho e o repouso.

A oração e a esperança...

Ante a Eterna Indulgência
Com que o Céu te acompanha,
Sê também complacente
E usa de misericórdia
Para que a paz Divina
Permaneça contigo,
À maneira de luz
Que te guarde hoje e sempre.

                  Emmanuel
(Psicografia de Francisco Cândido Xavier)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 07 de Dezembro de 2010, 05:55
Querido amigo Lima Gil


É com imensa alegria que te vejo aqui novamente, nos presenteando com uma linda mensagem de Emmanuel para o enriquecimento desse nosso estudo mensal que vem recebendo a contribuição fraterna de tantos amigos e visitantes.

Que Deus te abençoe sempre e ilumine os seus caminhos!

Abraços carinhosos dessa amiga que muito te estima

Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: delma magalhaes em 07 de Dezembro de 2010, 06:01
Bom Dia, Meus Irmãos

Este tema é muito importante, por que a indulgencia deve ser trabalhada diariamente a cada minuto durante a nossa existênciia neste plano espiritual.


Um forte abraço.


Querida Delma

Muito bem lembrado!  a prática da vigilância de nossos pensamentos, palavras e ações  nos levam à reflexão e mudança de atitudes em relação ao nosso próximo.

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 10:19
Bom dia amiga Delma... Seja sempre bem-vinda... Muita paz a ti!!

Agradeço-te a visita.... Este tema é de extrema importância em nosso cotidiano... Pois necessitamos exercer...

Desejo que voltes sempre... Abraços afetuoso!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 10:21
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço que é de vocês... Sem ela seria apenas eu e as postagens...

Estão todos convidados a trazerem suas mensagens, colaboração dentro do tema...

Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto, e aceitar sugestões, etc..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..


(Dothy e Katia)



Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 10:32
Evangelho Segundo o Espiritismo Capítulo X- Item 17   TEMA INDULGÊNCIA (Perdão)


Conceito Básico de Indulgência:

Virtude, sentimento doce e fraternal (ESE)

Não ver os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los (ESE)


A indulgência, portanto, não consiste em fechar os olhos ante as faltas do próximo, para não as ver; mas, em reconhecer essas faltas, para colocar sobre elas um sudário de piedade, impregnado de amor. (...) a indulgência é filha da bondade e a bondade exige em todas as ocasiões que a criatura faça o bem ao seu semelhante (...) Angel Aguaro


Conceito Básico de Perdão:

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo vamos encontrar diversos pensamentos acerca do perdão das ofensas. O principal de tudo isso é não guardar rancor no coração, de espécie alguma.

Esquecimento completo da ofensa,
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 10:43
Indulgência e Perdão:

Não julgueis, a fim de não serdes julgados; - porquanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros; empregar-se-á convosco a mesma medida e que voz tenhais servido para com os outros. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 1 e 2.)


Se contra vós pecou vosso irmão, ide fazer-lhe sentir a falta em particular, a sós com ele; se vos atender, tereis ganho o vosso irmão. - Então, aproximando-se dele, disse-lhe Pedro: "Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão, quando houver pecado contra mim? Até sete vezes?" - Respondeu-lhe Jesus: "Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes." (S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 15, 21 e 22.)[/b]
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Déa Feitosa em 07 de Dezembro de 2010, 10:51
Bom dia, amigos

Obrigada por tantos ensinamentos.

Sermos indulgentes com o próximo assim como queremos que sejam conosco.

A INDULGÊNCIA É LUZ

por Adelvair David - addavid@ig.com.br
Publicado no jornal “Folha Noroeste” da cidade de Jales-SP, em 20-06-09

A indulgência não é apenas a capacidade de conviver com as limitações alheias. É antes de tudo, um exercício de autoconsciência; é a busca da compreensão de si mesmo através do outro.
Pela dificuldade de aceitar-se, a pessoa tende a julgar e condenar tudo e todos que de alguma forma não vive como acredita ser o ideal.
O excessivo rigor em ressaltar as mazelas dos que vai encontrando pelo caminho, atesta que o denunciante traz na sua natureza espiritual desejos e anseios semelhantes àqueles que condena, apresentando postura puritana e hábil no próprio comportamento, com uma alma cheia de angustias, conflitos e incertezas, que necessita de urgente direcionamento.
O homem pleno é compreensivo e ponderado, pois que, não se vendo refletido nas imperfeições dos outros – embora ainda as possua – guarda a certeza de estar trabalhando para o seu crescimento, aceitando-se como é, aspirando ser melhor.
Quando se convive com os contrastes nos vários comportamentos humanos, aumentam-se as chances de avaliar, experimentar e identificar o progresso pessoal realizado e onde ainda existe a carência de melhoria.
Mais do que conviver em harmonia com todos, a indulgência é um aferidor de caráter, de valores. A maioria dos homens nobres de todos os tempos, ofereceu numerosas lições para o engrandecimento da humanidade, contudo, foi e é pelo grande coração, pela piedade e compaixão com que acolheram e acolhem o ser humano, que a caridade alcança o seu verdadeiro caráter, o de elevar os filhos de Deus a se reconhecerem como irmãos, que o são.

A INDULGÊNCIA É LUZ ACESA A ILUMINAR O PRÓPRIO CORAÇÃO.


Querida Andrea

Obrigada por estar nos acompanhando nesse estudo e por sua valiosa contribuição.

Abraços carinhoso da Katia

Título: Re: Indulgência
Enviado por: HelenaBeatriz em 07 de Dezembro de 2010, 10:59
Olá, Dothy!
Muito boa a condução deste tópico, amiga! Parabéns!

Deixo aqui uma msg de Emmanuel sobre o Perdão, mas fala de indulgência no âmago.

Com carinho,
Helena


PERDÃO E PROGRESSO


O progresso é realmente a vitória do perdão.

Podemos, assim, defini-lo como sendo a sinfonia do trabalho em que milhões de vidas renunciam a si próprias, a fim de que a evolução prevaleça, em toda parte, gloriosa e sublime.

É possível averiguar a exatidão de nossa assertiva na própria casa que nos serve de templo às aspirações.

Não fosse o retraimento da pedra que se oculta, resignada, não se equilibraria o edifício nos alicerces.

Não fosse a humildade da argila que cede aos propósitos do oleiro e não poderíamos contar com o tijolo simples, sustentando as paredes acolhedoras.
Não fosse o minério que sabe morrer na forja ardente e não disporíamos da férrea argamassa ao cimento bem posto.

E não fosse a obediência da madeira, exilada do ninho verde que lhe é próprio, e não conseguiríamos os recursos que nos sustentam o teto.

Todas as obras úteis, por mais singelas, requisitam o perdão na base em que se levantam.

Não te confies, desse modo, às sombras do antagonismo e ao fel da aversão.

Recebe os adversários da própria senda à feição de valores que te renovam.

Aceita-lhes a cólera ou a perseguição inesperada, como serviços gratuitos ao teu próprio engrandecimento, de vez que das anotações que te enderecem, retirarás sempre valiosas lições, objetivando-se o aprimoramento e a paz, a elevação e a alegria.

Aprende a sorrir para a dificuldade, envolvendo aqueles que a provocam em tua mensagem de simpatia.

Observa a ignorância onde muitas vezes te parece surpreender a perversidade e repara a miséria onde, em muitas ocasiões, acreditas encontrar as trevas do crime e, socorrendo uma e outra, com os teus gestos de compreensão e de amor, edificarás sobre os elementos, aparentemente contrários à tua felicidade, o abençoado caminho de tua
grande ascensão.

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Mentores e Seareiros)

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 11:01
INDULGÊNCIA é:  EVOLUÇÃO ESPIRITUAL


                         
INDULGÊNCIA DE MANHÃ, TARDE E A NOITE

Ao levantarmos,
exercermos a indulgencia.
Ao encontrar com alguém
exercermos a indulgencia.
Ao irmos para o local de trabalho,
exercemos a indulgencia.


INDULGÊNCIA NO TRABALHO, ESTUDOS,LAZER

No Local de trabalho
exercemos a indulgencia.
No local de estudos
exercermos a indulgencia.
No lazer
exercermos a indulgencia.
Em toda a nossa existência
exercemos a indulgencia.


INDULGÊNCIA EM PENSAMENTOS ATOS AÇÕES

 a indulgencia é importante
em pensamentos, atos e ações.
É no dia a dia.
É em toda a nossa existência,

INDULGÊNCIA, PERDÃO E ESQUECIMENTO

Mas muitos fazem ouvidos de mercador.
Muitos não querem ouvir.
Muitos não querem praticar a indulgencia.
Muitos dizem:
eu perdoar,
nunca?


VOCÊ ESTÁ ENGANANDO A SI MESMO:

Muitos falam eu perdoo.
Mas não esqueço.
Isso é um procedimento
de um cristão?
Isto é um procedimento
de um espírita?
isto é um procedimento
daquele que segue os ensinamentos de Jesus Cristo?
Isto é procedimento
de um homem de bem?


Conforme você age, pratica, vive,
você é conhecido.
Se você fala que é cristão
e pratica atos contrários aos
ensinamentos de Jesus Cristo.
Você está enganando a si mesmo.



Fonte: MENSAGEM ESPIRITA - ESTUDOS E DISSERTAÇÕES EM TORNO DOS LIVROS BÁSICOS DA DOUTRINA DOS ESPIRITOS

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 11:05
Querida amiga Helena... Seja muito bem-vinda... Que a paz esteja sempre em teu coração....

Muito obrigada pela visita, pelo carinho e amizade...

Desejo que voltes sempre.... Agradecemos esta rica contribuição ao nosso estudo...

Abraços repletos de carinho[
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 11:09
Querida amiga Andrea feitosa... Seja sempre bem-vinda...

Muita paz em teus dias.... Desejo que voltes sempre...

Agradecemos mais esta valiosa contribuição que deixa aqui para o nosso estudo...

Abraços  e beijos cheios de carinho!
!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: EmBuscaDaLuz em 07 de Dezembro de 2010, 11:18
A cada dia que entro para ler os tópicos deste estudo, fico surpresa: como evolui rápido!

Está sempre mais e mais interessante acompanhar as postagens.

A união faz a força, não há como duvidarmos dessa máxima...

Abraços para todos na paz de Jesus, nosso mestre divino!


Querida amiga EmBuscaDaLuz

Obrigada pelo interesse com que tem acompanhado o nosso estudo e pelo seu incentivo!

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: HelenaBeatriz em 07 de Dezembro de 2010, 11:25
Eu que agradeço, amiga, por suas gentis palavras de acolhida.
Aproveito para deixar mais uma mensagem de perdão.
A indulgência gera o perdão, não é verdade, Dothy?
Bjs!,
Helena
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"Se perdoares aos homens as faltas que cometem contra vós, vosso Pai celeste perdoará vossos pecados".
Jesus - Mt. 6:14

(http://api.ning.com/files/NPUYB*NlXLf6HksSTbuq-ywNflsNht9S5kmSajAILW5PEL8ZdavfV*2guhU*JeED1jsjqf93JGqTlh9T4w2f2J6on4Y-oihdMOdqFBIxyiU_/Amor1.jpg)

Perdoar, para o Espírito evangelizado, é o esquecimento das mágoas recebidas, das ofensas auferidas, seguindo em frente, sem olhar para trás, jamais olvidando do recurso da oração e da vigilância.

O perdão é libertador, livra o indivíduo do mal e do ofensor, permitindo que a vida não fique estagnada, paralisada.

A própria lei de reencarnação ensina que só o esquecimento do passado pode preparar a jornada evolutiva redentora.

Para a convenção do mundo o perdão significa renunciar à vingança, mesmo que ainda não haja o esquecimento pleno das faltas.

É certo que, por aquele que nos feriu, não teremos um olhar fraterno e doce como teríamos por um amigo querido, mas, não desejar o mal ou a vingança, certamente é um passo muito importante para, mais adiante, conquistarmos o verdadeiro perdão.

Quando quem nos traiu é alguém muito próximo, como um pai, um irmão, um amigo, as lesões afetivas tornam-se muito mais dolorosas e profundas, de difícil cicatrização.

Instalam-se e se avolumam mágoas nos espaços abertos pelas decepções, desilusões e desentendimentos.

Quando não combatidas no início, mediante oração simples e sincera, ela pode acomodar-se nos tecidos mais profundos da emoção, provocando enfermidades ou perturbações psicossomáticas.

Na excelente obra Florações Evangélicas Joanna de Ângelis, nos conduz ao pensamento de que "(...) o teu ofensor merece tua compaixão, nunca o teu revide.

Aquele que te persegue sofre desequilíbrios, que ignoras, e não é justo que te afunde, com ele, no fosso da animosidade.

Seja qual for a dificuldade que te impulsione à mágoa, reage, mediante a renovação de propósitos, não valorizando ofensas nem considerando ofensores.

Através do cultivo de pensamentos salutares, pairarás acima das viciações mentais que agasalham esses miasmas mortíferos que, infelizmente, se alastram pela Terra de hoje, pestilenciais, danosos, aniquiladores.

Incontáveis problemas que culminam em tragédias cotidianas são decorrências da mágoa, que virulenta se firmou, gerando o nefando comércio do sofrimento desnecessário".

Partindo da fé raciocinada que a Doutrina Espírita nos apresenta, entendemos que não há acontecimento que ocorra por acaso ou por falha da justiça divina, tudo decorre da lei natural de causa e efeito.

Quem agora é o ofendido, provavelmente já exerceu o papel de ofensor; quem hoje está sendo prejudicado, no ontem, também prejudicou.

Com base neste paradigma, devemos buscar, na compreensão e na tolerância, as forças necessárias para a desculpa e o perdão.

No inquérito íntimo, certificaremos que a raiz do mal que retorna, agora de forma dolorosa, como sendo o próprio indivíduo o agente causador, se não nessa, em existências anteriores, passando a entender que cabe a si a decisão e a atitude de interromper esse ciclo vicioso de ofensor-ofendido-ofensor.

Percebendo a transitoriedade do mal e a perenidade do bem, o indivíduo inteligente usa a única opção racional disponível: ama e perdoa, impedindo que a mágoa construa fundações de graves comprometimentos e de difícil remoção do seu mundo interior.

Luís Roberto Scholl
Publicado no Jornal Seara Espírita n° 135



Qurida Helena


Seja muito bem-vinda e parabéns pela linda mensagem!

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 11:25
Querida amiga EmbuscaDaluz... Seja sempre bem-vinda...

Agradecerei sempre a amizade,  e todas as importantes colaboraçãoes que trazes diariamente para  nosso estudo...

O sucesso do estudo em  evoluir diariamente...É devido a presença de amigos maravilhosos iguais a você...

Abraços e beijos cheios de afeto!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 12:34
Tema: Indulgência  (Sub-Tema: Julgamento, Perdão, Vigilância)

Indulgência :Virtude ensinada e exemplificada por Jesus há mais de dois mil anos:

– Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós. (Mateus, VII: 1-2).

Mas mudada, distorcida, adulterada, em seu verdadeiro significado durante muito tempo pela imperfeição do homem....


Indulgência:  Relembrada e esclarecida pelos espirítos através da codificação espiríta :

Virtude, sentimento doce e fraternal (ESE)

Não ver os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los (ESE)

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Mourarego em 07 de Dezembro de 2010, 15:17
vamos aprofundar um cadinho mais essa noção que o ESE nos passa?
Quando do ensino  diz "Não ver os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los (ESE)" não quer nos dizer que não chamemos á realidade e ao foco a pessoa que errou.
Se assim o fosse, estaríamos a faltar com a caridade para com esta.
Notem que o ensino diz ao final "divulgá-los", é a isso que se refere  kardec.
Se só abrirmos a boca para pichar, ai erraremos sempre, contudo é dever de cada um de nós se soubermos a ação correta, chamar a si quem errou e clara mas afetuosamente conversar com esta pessoa, para que não venha mais a incidir no mesmo erro.
Por isso a indulgência é considerada um sentimento doce, mas nunca melífluo.
abraços,
Moura


Amigo Moura


Seja muito bem vindo e parabéns por suas observações ponderadas.

Abraços carinhosos da Katia

Título: Re: Indulgência
Enviado por: belina em 07 de Dezembro de 2010, 15:29
Olá
Uma resposta de nosso querido Chico Xavier relacionada com o perdão.

"Certa feita uma senhora, ás voltas com complicada família, marido e filhos agressivos que infernizavam sua vida, reclamava com Chico Xavier.
Não suportava mais, Estava prestes a explodir.
- Minha filha - dizia o abnegado médium -, Jesus recomendou que perdoemos não sete vezes, mas setenta vezes sete.
- Olhe, Chico, tenho feito as contas. Perdoei meus familiares bem mais que quatrocentos e noventa vezes. Já fiz o suficiente...
 
 
 
Chico Xavier:
- Bem, minha filha, Emmanuel está ao meu lado e manda dizer-lhe que é para perdoar setenta vezes sete cada tipo de ofensa.
Ainda há muito a perdoar".
"Perdoar os inimigos é pedir perdão para si mesmo; perdoar os amigos é uma prova de amizade; perdoar as ofensas é mostrar que se tornou melhor".
 
 
 
Izaías Claro - BIS - Boletim Informativo Seara - Ano II Nº 20


Querida Belina


Belo exemplo de tolerância que o nosso querido Chico Xavire nos dá, com a caridade contida em suas palavras!

Obrigada, amiga por sua linda contribuição!

Abraços carinhosos da Katia
    
Título: Re: Indulgência
Enviado por: marciac em 07 de Dezembro de 2010, 15:45
  Essa mensagem me fez muito bem,estou atravessando uma fase que preciso exercitar a paciência,mas do que nunca cultivar bons pensamentos para não entrar em sintonia com o entorno,agradeço por me proporcionarem tão bela leitura
abraço fraternal
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 16:13
Olá marciac... Seja muito bem-vinda.. Muita paz a ti!!!

Ficamos felizes por termos ajudado através das mensagens trazidas aqui...

Desejamos que volte sempre... Abraços afetuoso!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 16:19
  11 – Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós. (Mateus, VII: 1-2).

 13 – “Aquele que estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra”, disse Jesus. Esta máxima faz da indulgência um dever, pois não há quem dela não necessite para si mesmo. Ensina que não devemos julgar os outros mais severamente do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar nos outros os que nos desculpamos em nós. Antes de reprovar uma falta de alguém, consideremos se a mesma reprovação não nos pode ser aplicada.

            A censura de conduta alheia pode ter dois motivos: reprimir o mal, ou desacreditar a pessoa cujos atos criticamos. Este último motivo jamais tem escusa, pois decorre da maledicência e da maldade. O primeiro pode ser louvável, e torna-se mesmo um dever em certos casos, pois dele pode resultar um bem, e porque sem ele o mal jamais será reprimido na sociedade. Aliás, não deve o homem ajudar o progresso dos seus semelhantes? Não se deve, pois, tomar no sentido absoluto este princípio: “Não julgueis para não serdes julgados”, porque a letra mata e o espírito vivifica.

            Jesus não podia proibir de se reprovar o mal, pois ele mesmo nos deu o exemplo disso, e o fez em termos enérgicos. Mas quis dizer que autoridade da censura está na razão da autoridade moral daquele que a pronuncia. Tornar-se culpável daquilo que se condena nos outros é abdicar dessa autoridade, e mais ainda, arrogar-se arbitrariamente o direito de repressão. A consciência íntima, de resto, recusa qualquer respeito e toda submissão voluntária àquele que, investido de algum poder, viola as leis e os princípios que está encarregado de aplicar. A única autoridade legítima, aos olhos de Deus, é a que se apóia no bom exemplo. É o que resulta evidentemente das palavras de Jesus
.

O Evangelho Segundo o Espiritismo
por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires



****A indulgência não se entende por conivência com a coisa errada, de forma alguma, mas, de uma forma benevolente, de tratar a alma equivocada.***** Fonte: Caminhos Da Luz!!



Título: Re: Indulgência
Enviado por: belina em 07 de Dezembro de 2010, 16:25
O Perdão
(Sociedade Espírita de Paris. - Médium, Sr. A. Didier.)
Como se pode, pois, encontrar em si a força de perdoar? A sublimidade do perdão é a morte do Cristo sobre o Gólgota! Ora, eu já vos disse que o Cristo havia resumido em sua vida todas as angústias e todas as lutas humanas. Todos aqueles que mereceram o nome de cristãos antes de Jesus Cristo morreram com o perdão sobre os lábios: os defensores das liberdades oprimidas, os mártires das verdades e das grandes causas compreenderam de tal modo a importância e a sublimidade de sua vida, que não faliram no último
momento, e perdoaram. Se o perdão de Augusto não é completamente e historicamente sublime, o Augusto de Corneille, o grande trágico, é senhor de si como do universo, porque perdoa. Ah! Quanto são mesquinhos e miseráveis aqueles que possuem o mundo e não perdoavam! Quanto é grande, aquele que tem no futuro dos séculos todas as humanidades espirituais, e que perdoa! O perdão é uma inspiração, frequentemente um conselho dos Espíritos. Infelizes aqueles que fecham seus corações a essa voz: serão punidos, como
dizem as Escrituras, porque tinham ouvidos e não escutaram. Pois bem! Se quereis perdoar, se vos sentis fracos diante de vós mesmos, contemplai a morte do Cristo. Quem conhece a si mesmo triunfa facilmente de si mesmo. Eis porque o grande princípio da sabedoria antiga era, antes de tudo, conhecer-se a si mesmo. Antes de se lançar na luta, ensinavam-se aos atletas, para os jogos, para as lutas grandiosas, os meios seguros de vencer. Ao lado, nos liceus, Sócrates ensinava que havia um Ser supremo, e, algum tempo depois, séculos antes de Cristo, ensinava a toda a nação grega a morrer e a perdoar. O homem vicioso, baixo e fraco, não perdoa; o homem habituado às lutas pessoais, às reflexões justas e sadias, perdoa facilmente.
                                                                           LAMENNAIS.


Paz e luz
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Mourarego em 07 de Dezembro de 2010, 16:39
Lamennais é figura que muito contribuiu com ensinos em toda a obra copdificada.
Um pouco de sua história:
Hughes Félicité Robert de Lamennais (Saint-Malo, França, 19 de junho de 1782 - Paris, 27 de fevereiro de 1854), foi um filósofo e escritor político francês.
Nascido em uma família burguesa, foi um escritor brilhante, tornando-se uma figura influente e controversa na história da Igreja católica francesa. Juntamente com seu irmão Jean, concebeu a ideia de reviver o Catolicismo Romano como uma chave para a regeneração social. Chegaram a esboçar um programa de reforma, sob o título "Reflexão do estado da Igreja...", no ano de 1808.
Cinco anos mais tarde, no auge do conflito entre Napoleão Bonaparte e o Papado, os irmãos produziram uma defesa do Ultramontanismo (doutrina e política dos católicos franceses que buscavam inspiração na Cúria Romana, defendendo a autoridade absoluta do Papa em matéria de fé e disciplina). Esta obra valeu a Lemennais um conflito com o Imperador, forçando-o a uma precipitada fuga para a Inglaterra em 1815.
Um ano depois, com 34 anos de idade, Lamennais retornou a Paris, onde foi ordenado padre. Escritor fluente, político e filósofo, esforçou-se para combinar a política liberal com o Catolicismo Romano, após a Revolução Francesa. Desse modo, já em 1817 publicou "Ensaios sobre a indiferença em matéria de religião considerada em suas relações com a ordem política e civil", além de uma tradução da "Imitação de Jesus Cristo".
O ensaio lhe valeu fama imediata. Nele, Lamennais argumentava a respeito da necessidade da religião, baseando seus apelos na autoridade da tradição e a razão geral da Humanidade, em vez do individualismo do julgamento privado. Embora advogasse o Ultramontanismo na esfera religiosa, em suas crenças políticas era um liberal que advogava a separação do Estado da Igreja, a liberdade de consciência, educação e imprensa.
Depois da revolução de Julho de 1830, Lamennais, junto com Henri Dominique Lacordaire e Charles de Montalembert, além de um grupo entusiástico de escritores do Catolicismo Romano Liberal, fundou o jornal "L'Avenir". Neste periódico diário, defendia os princípios democráticos, a separação da Igreja do Estado, o que lhe criou embaraços tanto com a hierarquia eclesiástica francesa quanto com o governo do rei Luís Filipe de França.
O Papa Gregório XVI desautorizou as opiniões de Lamennais na Encíclica "Mirari vos", em Agosto de 1831. Não houve uma citação específica a ele e nem a seu jornal, mas tão somente uma censura implícita a ambos. Inicialmente, Lamennais suspendeu a distribuição do jornal, submetendo-se; mais tarde deixou a Igreja e defendeu a própria posição na obra "Paroles d'un croyant" (Palavras de um crente), condenada explícitamente na Encíclica "Singulari nos", em Julho de 1834, sendo citados tanto o autor quanto a obra.
Incansável, ele se devotou à causa do povo, colocando sua pena a serviço do Republicanismo e do Socialismo. Escreveu obras como "O Livro do Povo" (1838), "Os afazeres de Roma" e "Esboço de uma Filosofia". Chegou a ser condenado à prisão mas, já em 1848 foi eleito para a Assembleia Nacional, aposentando-se em 1851.
Por ocasião de sua morte, não desejando se reconciliar com a Igreja, foi sepultado em uma cova de indigente.
Na obra O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, encontram-se mensagens atribuídas tanto a Lamennais quanto a Lacordaire. Também em O Livro dos Espíritos, obra espírita, na questão 1009, pode-se encontrar uma mensagem atribuída a Lammenais.

fonte: Wilkipidia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 16:39
Evangelho Segundo o Espiritismo Capítulo X- Item 17   TEMA: INDULGÊNCIA (Sub- Tema-Perdão)


!-Conceito Básico de Indulgência:


Virtude, sentimento doce e fraternal (ESE)

Não ver os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los (ESE)

***A indulgência, portanto, não consiste em fechar os olhos ante as faltas do próximo, para não as ver; mas, em reconhecer essas faltas, para colocar sobre elas um gesto de piedade, impregnado de amor. (...) a indulgência é filha da bondade e a bondade exige em todas as ocasiões que a criatura faça o bem ao seu semelhante (...) ***


2-Conceito Básico de Perdão:

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo vamos encontrar diversos pensamentos acerca do perdão das ofensas. O principal de tudo isso é não guardar rancor no coração, de espécie alguma.

Esquecimento completo da ofensa
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Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 16:56
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço que é de vocês... Sem ela seria apenas eu e as postagens...

Estão todos convidados a trazerem suas mensagens, colaboração dentro do tema...

Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto, e aceitar sugestões, etc..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..


(Dothy e Katia)


Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 17:03
Olá mano Moura... Seja muito bem-vindo a este espaço que é de todos...

Agradeço-te querido amigo, toda contribuição trazida para o estudo...Desejo-te muita paz sempre!!

Abraços afetuoso!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 07 de Dezembro de 2010, 17:45
I N D U L G Ê N C I A...
Cuja sagrada companheira se chama  A B N E G A Ç Ã O.
Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?
- Ele lhes respondeu: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?
E, perpassando o olhar pelos que estavam assentados ao seu derredor, disse:
Eis aqui minha mãe e meus irmãos;
- pois, todo aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.
(S. MARCOS. cap. III, vv. 20, 21 e 31 a 35
- S. MATEUS, cap. XII, vv. 46 a 50.)


    Vinculados aos Espíritos no agrupamento familiar pelas necessidades da evolução em reajustamentos recíprocos, no problema da obsessão, os que acompanham o paciente estão fortemente ligados ao fator predisponente, caso não hajam sido os responsáveis pelo insucesso do passado, agora convocados à cooperação no ajustamento de contas.
        Por isso, torna-se imprescindível, nos processos de desobsessão, seja a família do paciente alertada para as responsabilidades que lhes dizem respeito, de modo a não transferir ao enfermo toda a culpa ou dele não se desejar libertar, como se a Sabedoria Celeste, ao convocar o calceta ao refazimento, estivesse laborando em erro, produzindo sofrimento naqueles que nada teriam a ver com a problemática do que padece.
        Tudo é muito sábio nos Códigos Superiores da Vida. Ninguém os desrespeitará impunemente.
        A família e os amigos do obsidiado poderão colaborar, por exemplo, da seguinte forma:
•   cercar o enfermo com manifestações de carinho, atenção e amor;
•   acompanhá-lo durante o tratamento espírita e, se for o caso, durante o tratamento médico ou psicológico;
•   envolvê-lo em vibrações harmônicas de prece;
•   fazer o culto do Evangelho no Lar, favorecendo a participação do enfermo.
[61 - página 265]


   Doutrinação da família do obsediado:
Na patologia obsessiva é muito comum se encontrar casos de obsessão que envolva a responsabilidade familiar nas causas da enfermidade.
        Algumas famílias são formadas por Espíritos que viveram juntos em encarnações passadas e cometeram delitos graves contra alguém que, mais tarde, por guardar ódio no coração, tornou-se um obsessor. Quando nas investigações em torno da obsessão se suspeitar desse envolvimento, convém que a família do perturbado seja convidada a freqüentar a casa espírita pelo menos durante o período de tratamento. Isso poderá facilitar e apressar a obtenção de resultados satisfatórios.
        Durante esse período de estadia da família nas sessões públicas, a Espiritualidade terá condições de inspirar bons pensamentos e resoluções junto aos seus membros, ajudando-lhes a encontrar novos caminhos para suas vidas.
        Mesmo sem ter esse tipo de envolvimento, é muito importante que a família do assistido seja conscientizada de suas responsabilidades a fim de dar o apoio necessário ao doente, ajudando sobremaneira na recuperação deste, se souber agir com equilíbrio.
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/gebm/tecnicas-de-desobsessao.html
José Queid Tufaile Huaixan

A familia pelos laços Espírituais, se faz então muito mais verdadeira que a familia pelos laços consaguíneos...
Mas,... Daí... Não se verifica nenhuma diferença na importância de uma ou de outra na senda da Evolução Assistida...

Que fatores poderiam ser levados em conta nessa linha de raciocínio, para que a Ciência possa compreender essa realidade, e considerá-la?...

Há muitas experiências a caminho, mas, por envolver imensas subjetividades, a ciência fica insujeita a adequá-la ao seu empirismo...

Penso que quando verdadeiramente compreender e bem adequar Alteridade tornar-se-á exiquivel tal projeto...
Antes porém, nescessário é que se mude o padrão pelo qual se define alteridade...

Muitos, senão a maioria, entendem-na como qualificação do direito do diferente...
Nesse linha de raciocínio, torna-se impossível equalização...
Embora um assunto não tenha relação com outro, mas tratando-se de direito reflitamos...
Um analfabeto pode e até é incentivado a votar...
Mas um analfabeto está impedido de ser votado...
Um silvícola que não foi educado em nossa cultura, não pode ser penalizado quando em erro...
Estamos todos a exigir que o menor suba até nós, e até nas mesas de desobsessão assim procedemos(os encarnados, que doutrinam sem conhecimento de causa), ...
Mas o Perfeito se fez imperfeito, entre nós sem deixar de ser perfeito, e deu exemplo de como os imperfeitos deveriam agir para alcançarem a perfeição...
E o que estamos nós a fazer?
Equalizar essas desigualdades, pela alteridade, com abnegação, responderia por plena indulgência... sem piequices, pedagogicamente bem elaborada, seria a resposta para que algum dia alcancemos a paz.
Saúde e Paz!

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/ese-entendimentos-com-as-referencias-biblicas/435/#ixzz17N2zU9g0

Querido filhodobino

Agradeço por nos presentear com mensagens que sempre nos fazem refletir ...

Que Deus continue a te inspirar!

Abraços carinhosos da Katia

Querido amigo... Seja sempre bem-vindo... Muita paz a ti!!
Brigada pelas valiosas contribuições que nos trazes... Abraços afetuosos!!

(Dothy)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: belina em 07 de Dezembro de 2010, 18:29
Olá a todos




BENEVOLÊNCIA, INDULGÊNCIA E PERDÃO
 
“Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade
tal como a entendeu Jesus?
Benevolência para com todos, indulgência para
com as imperfeições alheias e perdão das ofensas”.
(pergunta 886, de “O Livro dos Espíritos” – Allan Kardec
 
   Na benevolência para com todos, na indulgência ante as falhas alheias e no perdão das ofensas, temos, incontestavelmente, o roteiro da boa convivência entre os homens, na Terra ou em qualquer lugar do Universo.
   O interessante é que Jesus entende a benevolência para com todos. Não diz que deve ser exercitada somente com os nossos familiares e amigos ou com aqueles que se afinizam com os nossos ideais de vida. Informa que deve ser com todos, englobando, evidentemente aqueles que não coadunam com os nossos pensamentos. A lição é abrangente e profunda.
   Na indulgência para com as imperfeições alheias, o Mestre, ensina que devemos respeitar as pessoas do jeito que elas são, não da forma que gostaríamos que elas fossem. Muito raramente iremos encontrar, em nossas andanças, criaturas cujos comportamentos sejam exactamente como imaginamos. E, exercitando a convivência como elas, como são, também seremos respeitados da maneira que nos apresentamos, pois, da mesma forma, não somos também o modelo de virtude que as pessoas gostariam que fôssemos.
   E, no perdão das ofensas, Jesus recomendou a necessidade de desenvolvermos grandes esforços para compreender os agressores que violentam fisicamente ou com palavras e mesmo com o pensamento.
   Àquele que ofende já basta o infortúnio proveniente das suas próprias acções. O reflexo das atitudes infelizes e perniciosas promovem, ao desajustado, um retorno de sofrimento e agruras. Não precisamos e nem devemos agravar o já sofrível quadro de mazelas em que mergulha.
   Sendo a meta de toda criatura humana encontrar paz e felicidade, a não observação desses inquestionáveis ensinamentos, nos proporcionará impedimentos à tranquilidade e ao bem-estar que tanto almejamos.
   Sejamos então benevolentes, indulgentes e voltados ao perdão de toda e qualquer ofensa e estaremos caminhando rumo ao equilíbrio, junto aos nossos irmãos, criando já na Terra, o protótipo do mundo feliz onde desejamos viver.
                                                       (De “Em busca da Paz”, de Waldenir Ap. Cuin)



paz e Luz
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 20:21
Querida belina... Seja bem-vinda....

Agradecemos tuas valiosas contribuições para ajudar o nosso estudo...

Volte sempre querida... Abraços cheios de afeto e carinho!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 21:33


Conceito Básico de Indulgência:

Virtude, sentimento doce e fraternal (ESE)

Não ver os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los (ESE)


***A indulgência, portanto, não consiste em fechar os olhos ante as faltas do próximo, para não as ver; mas, em reconhecer essas faltas, para colocar sobre elas um gesto de piedade, impregnado de amor.
(...) a indulgência é filha da bondade e a bondade exige em todas as ocasiões que a criatura faça o bem ao seu semelhante (...)



Indulgência:


) Não comentes as fraquezas alheias. Quem busca diminuir os outros está tentando promover-se à custa da infelicidade dos semelhantes. Observa se a crítica que fazes não se aplicará primeiro a ti mesmo. Quem apenas destaca o mal revela-se incapaz de incentivar o bem. Façamos silêncio para as lutas pessoais dos que vivem à nossa volta. (5)

**Em conversa direta com alguém, não toques nos possíveis pontos frágeis de sua personalidade. Nem de leve faças insinuações que possam magoar a quem se encontra em luta consigo mesmo, a fim de superar-se nesta ou naquela dificuldade que oculta, por estigma no espírito. Não sejas um peso a mais sobre o fardo de prova com que muitos mal se conseguem haver sobre os ombros


**Não teças críticas a ninguém. Sê condescendente. Todos agem movidos por suas carências. A fragilidade é própria do ser humano. Habitualmente caímos naquilo que mais condenamos. Tem sempre uma palavra que justifique a falta alheia. Não reforces a opinião de ninguém contra este ou aquele. A rigor, ninguém erra porque se compraza no erro. É a ignorância que nos conduz a infelizes opções e equivocadas escolhas. (5)

   10) Antes de julgar, busca entender o próximo e compadece-te, para que a tua palavra seja uma luz de fraternidade no incentivo do bem. E, acima de tudo, lembra-te de que amanhã, outros olhos pousarão sobre ti, assim como agora a tua visão se demora sobre os outros. Então, serás julgado pelos teus julgamentos e medido, segundo as medidas que aplicas aos que te seguem. (18)

Faze calar em teus lábios a palavra contundente. Não ridicularizes, não rotules e nem desconsideres o esforço de quem procura pelo seu espaço. Contém-te em teus gestos e palavras, diante das provocações e dificuldades que, porventura, te surpreendam. (9)

****A indulgência não se entende por conivência com a coisa errada, de forma alguma, mas, de uma forma benevolente, de tratar a alma equivocada.***** :




Fontes:

Caminhos Da Luz!!

Vigiai e Orai
Meditações Diárias
Título: Re: Indulgência
Enviado por: warley em 07 de Dezembro de 2010, 21:59
Olá, bons dias Katia e dothy.
Estou lendo aos poucos o material que vai sendo postado pelos amigos aqui no forum sobre Indulgencia.
É tanta coisa e sinto ser pouco o tempo que tenho, mas aos poucos vou conseguindo.
Obrigado pelo carinho que dão a todos nós e continuação de bons estudos a todos.

Warley


Querido Warley

Continue aqui conosco e bom estudo!

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 22:04
Olá Warley... Seja sempre bem-vindo amigo...

Nós é que agradecemos por tua presença, quanto ao material para estudo, não tenha pressa ...

Ele ficará exposto, mesmo com o término do estudo... Desejamos que volte muitas vezes... Ótimo estudo e reflexão!!

Abraços afetuosos...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: belina em 07 de Dezembro de 2010, 22:19
Querida Dothy
Obrigada pelo carinho.

Querida amiga... Eu que agradeço por tua amizade... Sempre!! (Dothy)


Por vezes queremos muito encontrar algo e não conseguimos.
Sem procurar encontrei este artigo que gostei e aqui deixo. Espero que contribua mais um pouco para o estudo.

INDULGÊNCIA

O exercício da indulgência é património das almas já muito sensivelmente evoluvidas.
É a indulgência a expressão de um sentimento delicadíssimo de recta justiça e os Espíritos atrasados não alcançam vibrar ao ritmo desse sentimento, neles ainda em embrião.
Não peçamos, pois, a esses irmãozinhos, que se conduzam como não podem fazê-lo; porém, os que podem não se esquivem ao exercício de sentimento tão justo e elevado e com seu exemplo ensine a ser indulgentes aqueles que ainda não o sabem, nem podem ser; pois, o exemplo é o agente mais poderoso, na ordem moral, para despertar as almas adormecidas, tocando a mola que nelas existe e que lhes acciona as fibras sensíveis, em correspondência com o sentimento ou faculdade elevada que lhes cumpre desenvolver.
Dirijamo-nos, pois, aos que nos podem compreender e lhes digamos que a falta de indulgência é um pecado enorme, pois contraria o direito que o delinquente tem ao perdão e conculca a justiça divina, que exige da criatura humana perdoe as ofensas, pague o mal com o bem e seja clemente com o pecador.
A justiça impõe a indulgência. O Mestre, ante a apresentação, que lhe foi feita, da mulher adúltera, disse aos seus acusadores: "Aquele que se encontre sem pecado atire-lhe a primeira pedra."
A qualidade primordial que o ser humano deve procurar desenvolver exuberantemente é a justiça, e a justiça, que para ser verdadeira tem que se inspirar na bondade, exige que se não condene nos outros aquilo que se fez, faz ou pode chegar a fazer. Qual o ente racional que, se ainda não pecou em determinada matéria, pode estar certo de que não chegará a pecar? Pode afirmá-lo alguém? Não tendes visto exemplos, entre os homens, de indivíduos de cuja honorabilidade ninguém duvidou jamais e que, não obstante, um dia caem?
Como se abateriam o orgulho dissimulado e a presunção de muitos que se consideram a si mesmos impecáveis, se não caíssem?
Todas estas considerações levam a reconhecer, que cada um tem que usar da indulgência que quer usem para consigo os outros.
Mas, a indulgência implica o amor. Quem, de fato ama, como pode ser implacável com seu irmão, cevando-se na sua debilidade e explorando-lhe a falta, para afundá-lo mais no abismo da abjecção? Quem, de fato ama é forçosamente indulgente. A indulgência é, portanto, uma dívida de amor, que toda criatura humana precisa satisfazer todas as vezes que se, encontre diante de irmãos seus que incorram em delito, falta ou defeito.
É também uma dívida de justiça, como já indiquei, porque falta à justiça todo aquele que não é indulgente com seus irmãos.
A piedade é um grande auxiliar da indulgência, é a sua inspiradora, porque não pode haver indulgência onde não há piedade, que também corresponde aos impulsos da bondade.
A falta de indulgência é pecado enorme e no Evangelho mesmo encontrareis muitos casos em que isso se acha patenteado. Vede a parábola do servidor inclemente, que, depois de ter sido perdoado de sua dívida por seu Senhor, que se enterneceu com os seus rogos, não perdoou a um seu companheiro que lhe devia quantia muito inferior à que lhe fora perdoada. Sabeis como por essa falta de indulgência foi castigado.
Por isso, o Senhor e Mestre, na fórmula de oração ditada a seus discípulos, incluiu, como uma das principais petições, aquela que diz: "Perdoai, Senhor, as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores."
Não espere indulgência aquele que não for indulgente, porque a indulgência, como disse, é uma dívida de amor e de justiça e não se faz credor dessa graça quem tal dívida não houver satisfeito para com os outros.
O perdão ilimitado e, por conseguinte, a indulgência, deu o divino Mestre como preceito de sua Doutrina a todo cristão, quando respondeu a Pedro que não sete vezes, mas setenta vezes sete devemos perdoar ao irmão, quando nos ofenda.
Deve ainda o perdão ser considerado o envoltório da indulgência. Com o perdão, o homem como que ainda se considera no direito de sentir-se ofendido com o que o irmão lhe haja feito, julgando-se superior a ele, uma vez que se reconhece com o direito de perdoar, que implica também o de não o fazer.
Bom, muito bom é o perdão, e Jesus o impôs como condição aos Espíritos atrasados, como meio de avançarem no caminho da perfeição. Porém, consideradas as coisas de uma grande altura moral, o direito de perdoar é transitório, porquanto, em certos estados de consciência da criatura, ele carece de aplicação.
À alma já muito elevada repugna a prerrogativa do perdão e não a exerce, porque o uso dessa prerrogativa implica a hipótese de que um momento houve em que não sentiu pelo seu irmão aquele amor puro e santo, que se traduz em doce e terna indulgência.
A maior parte das criaturas humanas ainda não está em condições de prescindir do uso do perdão, por não haver transcendido o plano em que ele se torna indispensável, plano em que o perdoar se mostra para o Espírito ato difícil de ser praticado. Àqueles, entretanto, a quem, por terem chegado a certa altura da evolução, o perdoar nada custa, se derem um passo mais, deixarão de ter que perdoar, por isso que se tornarão incapazes de sentir-se ofendidos.
Assim fazendo, de tão grande piedade se acharão possuídos para com os delinquentes que praticarão como estes aquela indulgência doce e terna, que atrai as almas e abranda até as pedras. E isto é que é justo.
A indulgência, portanto, não consiste em fechar os olhos ante as faltas do próximo, para não as ver; mas em reconhecer essas faltas, para colocar sobre elas um sudário de piedade, impregnado de amor. Aquele que assim procede não incorre no erro de fazer crer ao irmão que sua falta ficou ignorada; ao contrário, notará essa falta com o máximo de indulgência e instruirá o delinquente, para que se corrija e não torne a delinquir.
Já eu disse que a indulgência é filha da bondade e a bondade exige em todas as ocasiões que a criatura faça o bem ao seu semelhante. Ora, com uma indulgência que transpire indiferença, não se consegue realizar o bem que o amor e a bondade impõem.
Preciso é discernir, com critério seguro, nestas matérias morais de tão alta transcendência, para fazer-se a devida aplicação das nobres virtudes com que nos vimos ocupando.
Angel Aguarod

Paz e Luz
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 07 de Dezembro de 2010, 22:44
Querida amiga Belina


Que bom te ver novamente!

Muito obrigada por mais essa valiosa contribuição ao nosso estudo!

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: belina em 07 de Dezembro de 2010, 22:55
Querida Katia
Obrigada pelo carinho
Abraço
Paz E Luz
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 07 de Dezembro de 2010, 23:33
Raio de Sol!!

Se desejas aprender a lição da indulgência, observa o raio de sol...
Dissipando a treva noturna, desce à Terra, cada dia, recapitulando, mil vezes, o mesmo ensinamento de serviço e de paz.
Não indaga pelas sombras da furna.
Não teme os vermes que se lhe associam.
Não se queixa da corrente enfermiça que flui do despenhadeiro.
Desce, contente e feliz, à intimidade do precipício, com a mesma radiação com que nutre fontes e flores.
Aquece o sábio e o ignorante, o santo e o malfeitor, os justos e os injustos, os bons e os maus, com a mesma generosidade, dentro da qual assinala os cimos do Céu.
Ampara a erva daninha e o bom grão, a árvore valiosa e o arbusto infeliz, com o mesmo carinho no qual se desdobra, claro e otimista, sobre lares e asilos, escolas e templos, hospitais e jardins.
Se a nuvem lhe empana o caminho, espera que a nuvem se dissolva e torna a fulgurar.
Se a tempestade agita o firmamento, aguarda a recuperação da harmonia e volta a missão do amor...
Não te esqueças.
O mundo jaz repleto de obstáculos da incompreensão, de tormentos do ódio, temporais de lágrimas, provações e infortúnios...
Aqui, em vales de sombra, medra, o escalracho da discórdia, ali, abre-se o abismo de aflitivas desilusões. Além, multiplicam-se cardos venenosos do orgulho e do exclusivismo, da penúria e da crueldade, e mais além, destacam se, agressivos e contundentes, largos espinheiros de intolerância...
Não perguntes, porém, pelos impedimentos prováveis.
Não relaciones as inquietações da marcha.
Recorda, que o Cristo é o Sol de nossas vidas e sê para as sendas que te cercam o raio de sol infatigável no bem, espalhando em tua passagem o júbilo da esperança renascente, o dom imperecível da luz e a graça do perdão.
Aprendamos a entesourar os dons da vida, respeitando os ensinamentos que o mundo nos impõe, na certeza de que entre a humildade e o trabalho, alcançaremos, um dia, os cimos da Luz.

EMMANUEL
(Do livro "Jóia", FCXavier

Título: Re: Indulgência
Enviado por: macili em 08 de Dezembro de 2010, 00:25
Boa noite queridas amigas Dothy e Katia.

Parabéns por tão enriquecedor estudo.
Posto abaixo, como colaboração, uma prece.
Beijos
Macili

(http://3.bp.blogspot.com/_7U7wqOuGicg/SPz5aaZDQkI/AAAAAAAAB9Q/0IGemQquUcU/s320/perd%C3%A3o.jpg)

PRECE ANTE O PERDÃO


Senhor Jesus!

Ensina-nos a perdoar, conforme nos perdoaste e nos perdoas, a cada passo da vida.

Auxilia-nos a compreender que o perdão é o poder capaz de extinguir o mal.

Induze-nos a reconhecer nos irmãos que a treva infelicita filhos de Deus, tanto quanto nós, e que nos cabe a obrigação de interpretá-los na condição de doentes, necessitados de assistência e de amor.

Senhor Jesus, sempre que nos sintamos vítimas das atitudes de alguém, faze-nos entender que também somos suscetíveis de erros e que, por isso mesmo, as faltas alheias poderiam ser nossas.
Senhor, sabemos o que seja o perdão das ofensas, mas compadece-te de nós e ensina-nos a praticá-lo.

Assim seja!

Do livro "Tesouro de Alegria" - Emmanuel e Chico Xavier


Querida amiga Macili

Sua presença e suas lindas mensagens deixam esse nosso estudo ainda mais encantador!

Paz e luz no seu amorável coração!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: macili em 08 de Dezembro de 2010, 00:55
Colaborando um pouco mais com o estudo, segue abaixo esclarecimentos de Emmanuel.

Muita paz!
Macili

***

Perdão

– Perdoar e não perdoar significa absolver e condenar?


Emmanuel - Nas mais expressivas lições de Jesus, não existem, propriamente, as condenações implícitas ao sofrimento eterno, como quiseram os inventores de um inferno mitológico.


Os ensinos evangélicos referem-se ao perdão ou à sua ausência.


Que se faz ao mal devedor a quem já se tolerou muitas vezes? Não havendo mais solução para as dívidas que se multiplicam, esse homem é obrigado a pagar.


É que se verifica com as almas humanas, cujos débitos, no tribunal da justiça divina, são resgatados nas reencarnações, de cujo círculo vicioso poderão afastar-se, cedo ou tarde, pelo esforço no trabalho e boa-vontade no pagamento.


– Na lei divina, há perdão sem arrependimento?


Emmanuel - A lei divina é uma só, isto é, a do amor que abrange todas as coisas e todas as criaturas do Universo ilimitado.


A concessão paternal de Deus, no que se refere à reencarnação para a sagrada oportunidade de uma nova experiência, já significa, em si, o perdão ou a magnanimidade da Lei. Todavia, essa oportunidade só é concedida quando o Espírito deseja regenerar-se e renovar seus valores íntimos pelo esforço nos trabalhos santificantes.


Eis por que a boa-vontade de cada um é sempre o arrependimento que a Providência Divina aproveita em favor do aperfeiçoamento individual e coletivo, na marcha dos seres para as culminâncias da evolução espiritual.


– Antes de perdoarmos a alguém, é conveniente o esclarecimento do erro?


Emmanuel - Quem perdoa sinceramente, fá-lo sem condições e olvida a falta no mais íntimo do coração; todavia, a boa palavra é sempre útil e a ponderação fraterna é sempre um elemento de luz, clarificando o caminho das almas.


– Quando alguém perdoa, deverá mostrar a superioridade de seus sentimentos para que o culpado seja levado a arrepender-se da falta cometida?


Emmanuel - O perdão sincero é filho espontâneo do amor e, como tal, não exige reconhecimento de qualquer natureza.


– O culpado arrependido pode receber da justiça divina o direito de não passar por determinadas provas?


Emmanuel - A oportunidade de resgatar a culpa já constitui em si mesma, um ato de misericórdia divina, e, daí, o considerarmos o trabalho e o esforço próprio como a luz maravilhosa da vida.


Estendendo, todavia, a questão à generalidade das provas, devemos concluir ainda, com o ensinamento de Jesus, que “o amor cobre a multidão dos pecados”, traçando a linha reta da vida para as criaturas e representando a única força que anula as exigências da lei de talião, dentro do Universo infinito.


– “Concilia-te depressa com o teu adversário” – Essa é a palavra do Evangelho, mas se o adversário não estiver de acordo como bom desejo de fraternidade, como efetuar semelhante conciliação?


Emmanuel - Cumpra cada qual o seu dever evangélico, buscando o adversário para a reconciliação precisa, olvidando a ofensa recebida. Perseverando a atitude rancorosa daquele, seja a questão esquecida pela fraternidade sincera, porque o propósito de represália, em si mesmo, já constitui numa chaga viva para quantos o conservam no coração.


– Por que teria Jesus aconselhado perdoar “setenta vezes sete?”.


Emmanuel - A Terra é um plano de experiências e resgates por vezes bastante penosos, e aquele que se sinta ofendido por alguém, não deve esquecer que ele próprio pode também errar setenta vezes sete.


– Em se falando de perdão, poderemos ser esclarecidos quanto à natureza do ódio?


Emmanuel - O ódio pode traduzir-se nas chamadas aversões instintivas, dentro das quais há muito de animalidade, que cada homem alijará de si, com os valores da auto-educação, a fim de que o seu entendimento seja elevado a uma condição superior.


Todavia, na maior parte das vezes, o ódio é o gérmem do amor que foi sufocado e desvirtuado por um coração sem Evangelho. As grandes expressões afetivas convertidas nas paixões desorientadas, sem compreensão legítima do amor sublime, incendeiam-se no íntimo, por vezes, no instante das tempestades morais da vida, deixando atrás de si as expressões amargas do ódio, como carvões que enegrecem a alma.


Só a evangelização do homem espiritual poderá conduzir as criaturas a um plano superior de compreensão, de modo a que jamais as energias afetivas se convertam em forças destruidoras do coração.


– Perdão e esquecimento devem significar a mesma coisa?


Emmanuel - Para a convenção do mundo, o perdão significa renunciar à vingança, sem que o ofendido precise olvidar plenamente a falta do seu irmão; entretanto, para o espírito evangelizado, perdão e esquecimento devem caminhar juntos, embora prevaleça para todos os instantes da existência a necessidade de oração e vigilância.


Aliás, a própria lei da reencarnação nos ensina que só o esquecimento do passado pode preparar a alvorada da redenção.


– Os Espíritos de nossa convivência, na Terra, e que partem para o Além, sem experimentar a luz do perdão, podem sofrer com as nossas opiniões acusatórias, relativamente aos atos de sua vida?


Emmanuel - A entidade desencarnada, muito sofre com o juízo ingrato ou precipitado que, a seu respeito, se formula no mundo.


Imaginai-vos recebendo o julgamento de um irmão de humanidade e avaliai como desejaríeis a lembrança daquilo que possuís de bom, a fim de que o mal não prevaleça em vossa estrada, sufocando-vos as melhores esperanças de regeneração.


Em lembrando aquele que vos precedeu no túmulo, tende compaixão dos que erraram e sede fraternos.


Rememorar o bem é dar vida à felicidade. Esquecer o erro é exterminar o mal. Além de tudo, não devemos esquecer de que seremos julgados pela mesma medida com que julgarmos.


Do livro “O Consolador” - Pelo Espírito Emmanuel - Psicografia: Francisco Cândido Xavier (Terceira Parte – Item III – Questões 332 a 341)


(http://i023.radikal.ru/0711/49/59f3057240b0t.jpg)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marli Pacheco em 08 de Dezembro de 2010, 01:10
Boa noite meus queridos amigos!

 Perdão Incondicional

O perdão incondicional no mundo atual é muito raro. Além de não perdoarmos com facilidade as ofensas de parentes e amigos, encontramos impedimentos enormes para a sua prática no que se refere aos inimigos.

O orgulho é de tal ordem que basta um parente cometer um erro social para ficarmos furiosos. É que logo o acontecimento chegará ao conhecimento público, nos envolvendo indiretamente.

Em vez de desculpar a fragilidade moral do infeliz e procurar lhe dar apoio para suavizar as punhaladas do remorso, ficamos a atirar pedradas. Pedradas do desprezo, da indiferença, sem medir as conseqüências anticaridosas de tal atitude.

Conta o escritor John Lageman um fato contemporâneo. Ocorreu com um ex-presidiário, que sofreu nas carnes da alma a incompreensão e abandono dos seus familiares, durante todo o tempo em que esteve recluso numa penitenciária.

Os seus parentes o isolaram totalmente. Nenhum deles lhe escreveu sequer uma linha. Nunca o foram visitar na prisão durante a sua permanência ali.

Tudo aconteceu a partir do momento em que aquele homem, depois de conseguir a liberdade condicional por bom comportamento, tomou o trem, de retorno ao lar.

Por uma coincidência que somente a providência divina explica, um amigo do diretor da penitenciária se sentou ao seu lado.

Por ser uma pessoa sensível, identificou a inquietação e a ansiedade na fisionomia sofrida do companheiro de viagem, com gentileza, lhe falou:

O amigo parece muito angustiado! Não gostaria de conversar um pouco? Talvez pudesse diminuir o desconforto.

O ex-presidiário deu um profundo suspiro. Constrangido, falou: realmente. Estou muito tenso. Estou voltando ao lar. Escrevi para minha família e pedi que colocasse uma fita branca na macieira existente nas imediações da estação, caso me tivesse perdoado o ato vergonhoso.

Se não me quisesse de volta, não deveria fazer nada. Então eu permanecerei no trem e rumarei para um lugar incerto.

O novo amigo verificou como sofria aquele homem. Ele sofrera uma dupla penalidade: a da sociedade que o segregara e a da família, que o abandonara.

Condoeu-se e se ofereceu para vigiar pela janela o aparecimento da árvore. A macieira que selaria o destino daquele homem.

Dez minutos depois, colocou a mão no braço do ex-condenado. Falou quase  num sussurro: lá está ela.

E mais baixo ainda: não existe uma fita branca na macieira.

Fez uma pausa que pareceu uma eternidade.

. . . A macieira está toda coberta de fitas brancas.

A terapia do perdão dissipou naquele exato momento toda a amargura que havia envenenado por tanto tempo uma vida humana.

O pobre homem reabilitado deixou que as lágrimas escorressem pelas faces, como a lavar todas as marcas da angústia que até então o atormentara.

A simbologia das fitas brancas do perdão incondicional deve ficar gravada na nossa mente. Deve nos lembrar sempre as palavras de Jesus:

Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra."

Quem de nós não necessita de perdão? Quem já não errou, se equivocou, faliu?

A própria reencarnação é, para cada um de nós, o perdão incondicional de Deus, a nos permitir uma nova chance para o resgate dos débitos e retomada do caminho.

Você sabia?

Você sabia que o maior exemplo de perdão foi dado por Jesus?

Ele retornou após a morte para amparar os apóstolos. Apóstolos que, à exceção de João, o haviam abandonado na hora da sua prisão, flagelação e morte.

Apesar disso, ele ratificou a missão que lhes conferira de espalhar as sementes do Seu Evangelho pela Terra.

E eles aproveitaram muito bem o perdão de Jesus. Tornaram-se homens corajosos, incansáveis na luta pela verdade e pelo bem.

Tornaram-se exemplos para nós. Graças ao perdão de Jesus o Evangelho nos chegou pelo trabalho e esforço de um punhado de homens.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na revista Presença Espírita nº 155  pág. 23.



Querida Marli


Que linda contribuição você trouxe para todos nós!

Obrigada pela presença constante em nosso estudo, pelas valiosas contribuições e por sua dedicação!

Abraços no seu coração generoso

Beijos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 08 de Dezembro de 2010, 04:43
Boa noite, queridos amigos!



Pelas portas do perdão - Vozes Eternas - Música Espírita (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PU5fRjJSVmVBd3NZIw==)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 08 de Dezembro de 2010, 04:59
Trecho extraído do capítulo X do Evangelho segundo o Espiritismo



PERDOAI PARA QUE DEUS VOS PERDOE



1. Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque eles próprios
alcançarão misericórdia. (Mateus, 5:7)
2. Se perdoardes aos homens as faltas que cometem contra vós,
vosso Pai celeste também perdoará vossos pecados; mas se não
perdoardes aos homens quando vos ofendem, vosso Pai também
não perdoará vossos pecados. (Mateus, 6:14 e 15)
3. Se vosso irmão pecou contra vós, ide acertar a falta em particular,
entre vós e ele. Se ele vos ouvir, tereis ganho o vosso irmão.
Então Pedro, se aproximando, Lhe disse: Senhor, quantas vezes
perdoarei ao meu irmão quando pecar contra mim? Será até sete
vezes? Jesus lhe respondeu: Não vos digo que apenas sete vezes
e sim setenta vezes sete vezes. (Mateus, 18:15, 21 e 22)
4 A misericórdia é o complemento da doçura; porque aquele
que não é misericordioso não será também dócil nem pacífico. Ela
consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor
revelam uma alma sem elevação e sem grandeza. O esquecimento
das ofensas é próprio da alma elevada, que está acima do mal que
lhe quiseram fazer. Uma é sempre ansiosa, de uma irritabilidade desconfiada
e cheia de amargura; a outra é calma, cheia de mansidão e
de caridade.
Infeliz daquele que diz: “Nunca perdoarei!” Este, se não for condenado
pelos homens, certamente o será por Deus. Com que direito
pedirá o perdão das suas próprias faltas, se ele próprio não perdoa as
dos outros? Quando diz para perdoarmos ao nosso irmão não sete
vezes, mas setenta vezes sete vezes, Jesus nos ensina que a misericórdia
não deve ter limites.
Mas há duas maneiras bem diferentes de perdoar: uma é
grandiosa e nobre, verdadeiramente generosa, sem pensar no que
passou, que evita com delicadeza ferir o amor-próprio e os sentimentos
do agressor, ainda que este último tenha toda a culpa. A outra maneira
é quando o ofendido, ou aquele que assim se julga, impõe ao ofensor
condições humilhantes e o faz sentir todo o peso de um perdão que
irrita ao invés de acalmar. Se estende a mão, não é com benevolência
e sim com ostentação para se mostrar, a fim de poder dizer a todos:
“Vede o quanto sou generoso!” Em tais condições é impossível que a
reconciliação seja sincera de ambas as partes. Isto não é generosidade;
é, antes, uma maneira de satisfação do orgulho. Em todas as
contendas, aquele que se mostra mais pacificador, que demonstra
maior tolerância, caridade e verdadeira grandeza da alma, conquistará
sempre a simpatia das pessoas imparciais.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 08 de Dezembro de 2010, 05:09
Tolerância


Juvanir Borges de Souza

Os habitantes da Terra são criaturas de diferentes estágios evolutivos, pertencentes
a raças diversificadas, pessoas cultas ao lado de outras profundamente ignorantes,
ricos e pobres, enfim, aqui convivem classes sociais, segmentos religiosos e
políticos os mais diversos.
A predominância ainda é a do atraso e do mal, em função da inferioridade da
maioria dessa população.
Apesar dos inúmeros conhecimentos já de posse da Humanidade, do cultivo de
várias ciências que lhe vêm proporcionando progresso e bem-estar, falta-lhe sensibilidade
moral.
Não tem faltado aos homens de todas as épocas a assistência espiritual superior
para sua evolução moral.
Entretanto, seja pela sua própria rebeldia, seja pela dificuldade que encontra
para o progresso moral, o homem caminha muito lentamente ao encontro de uma nova
era, de um mundo regenerado.
o terceiro milênio da Era Cristã, decorridos muitos outros milênios após surgirem
e desaparecerem inúmeras civilizações antigas, nosso Mundo continua palco da
violência, dos conflitos de toda ordem, sobressaindo-se as guerras políticas, religiosas
ou de conquistas.
A miséria material atinge cerca de 1.200.000 indivíduos, ou seja, uma quinta
parte da população mundial, número com tendência a aumentar.
Urge, pois, que se medite sobre a necessidade de uma mudança de rumos nas formas
de proceder dos homens, especialmente daqueles que detêm maiores parcelas de poder,
de saber e de responsabilidade.
Ao lado dos governos, dos organismos governamentais ou não, as religiões do
mundo têm possibilidades imensas de exercer influência para que não permaneça indefinidamente
a situação de atraso em que se encontra este orbe.
Todas as grandes denominações religiosas detêm conhecimentos sobre o Criador,
sobre o homem e sobre o Bem, os quais, postos em prática, vivenciados e não apenas
cultivados teoricamente, modificariam profundamente o relacionamento humano.
O Ser onipotente, Criador do Universo, está presente no âmago de todas as religiões.
Todas elas visam, de alguma forma, a incentivar a fé no Poder Divino e a prática
da caridade, que é o amor em ação.
Os princípios religiosos ético-morais vieram em diferentes épocas e oportunidades,
trazidos por inúmeros missionários a serviço do Cristo, o Governador Espiritual do
globo terráqueo.
Entretanto, em contato com os homens das diversas raças e nações, esses princípios
eternos e superiores, que se resumem no Amor, como sintetizou Jesus, perderam sua
significação real e transcendente, passando as religiões e seus representantes a vivenciar
e propagar formas de exclusivismo, de cizânias, de perseguições e ódios.
Isso ocorreu na China e na Índia milenares, na Mesopotâmia, no Egito antigo,
na Grécia, em Roma, em Israel, por todo o mundo antigo.
Nem o Cristianismo puro, trazido à Terra pelo Filho de Deus, fugiu à influência
humana inferior, que o transformou em religião exclusivista a serviço de interesses
imediatos dos homens, incapazes de perceber sua significação espiritual superior.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 08 de Dezembro de 2010, 05:11
continuação...

O resultado da transformação, pelos homens, dos preceitos superiores do Amor e
da Justiça, provindos de Deus, imprimindo-lhes seus sentimentos carregados de egoísmo
e orgulho, tem sido um cortejo de ódios, incompreensões, conflitos, dissidências.
As religiões, que deveriam incitar em seus seguidores o amor em suas múltiplas
manifestações – fraternidade, solidariedade, compreensão, tolerância – falharam lamentavelmente.
A incompreensão e o exclusivismo levaram-nas ao esquecimento de suas características
superiores, para acolherem em seus seios os cultivadores do ódio, os
ambiciosos, os egoístas.
Daí para os conflitos, as guerras, as ambições de domínios e de poder foi apenas
conseqüência.
O passado histórico das religiões, como também o presente de suas atuações
mostram essa triste realidade.
Para só exemplificar com o Cristianismo, já adulterado pelos interesses imediatistas
dos seus responsáveis, desde o início travou luta com os detentores do poder,
os romanos do Império.
Logo após as negociações egoísticas com o Imperador romano Constantino, em
312 e 325, participou do poder temporal, passando seus responsáveis de perseguidos
a perseguidores dos que não aceitassem as novas idéias vitoriosas.
Em seu seio ocorreram dissidências que dividiram o movimento e a institucionalização
da Igreja.
Inicia-se então um período de mil anos, denominado Idade Média, em que a instituição
Igreja Católica Romana se firma, expande-se e organiza-se como poder na Europa.
Os ensinos do Cristo de Deus foram interpretados e vivenciados, nesse período
tenebroso e até os nossos dias, pelas formas mais estranhas.
Fala-se de amor ao próximo e vivencia-se o ódio, a perseguição aos chamados
hereges.
Organizam-se forças militares para o combate aos ocupantes da Terra Santa –
as Cruzadas sucessivas. É a guerra sanguinolenta em nome do Cristo.
É criado e sustentado por séculos um órgão perseguidor, inquisidor e de triste
memória – o Tribunal do Santo Ofício – destinado a destruir, pela morte, a toda criatura
humana que se oponha aos objetivos da Igreja, ou que expresse idéias que contrariem
suas doutrinas.
Há um desvirtuamento completo, nas práticas religiosas denominadas cristãs,
da essência da Mensagem do Cristo, reconhecido por muitos adeptos, ao ponto de
surgir o movimento que se denominou Reforma, no século XVI.
Infelizmente esse movimento, que se tornou poderoso, não produziu os resultados
que se poderia esperar, visto que seus condutores incidiram também em erros interpretativos
que conduzem aos desvios do Amor e da Justiça da Lei Divina.
Como modificar esse quadro, que se opõe a que as religiões se voltem realmente
para Deus, manietadas que se acham pelos desvios interpretativos e pelos interesses
imediatos dos homens?
...
Na lei de Amor, soberana em todo o Universo, estão inseridos todos os sentimentos
do Bem – fraternidade, solidariedade, bondade, compreensão, perdão, indulgência,
tolerância.
Enquanto as sociedades humanas e as religiões não se reeducarem, no sentido
da prática efetiva desses sentimentos e não somente aceitá-los teoricamente, intelectualmente,
predominará esse desajustamento desconcertante.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 08 de Dezembro de 2010, 05:19
Sem a indulgência e a tolerância entre as diversas denominações religiosas do
Planeta, haverá sempre a pretensão de predomínio, de exclusivismo e de incompreensão
entre elas, gerando conflitos, guerras e busca de poder.
Na sabedoria divina expressa nas revelações sucessivas há lições permanentes
de tolerância a toda prova.
Que seria da Humanidade se não existisse a paciência e a tolerância do Criador
para com as criaturas imperfeitas e rebeldes que somos?
O Cristo de Deus oferece-nos outra lição viva de tolerância para com aquele
povo no seio do qual veio cumprir sua missão esclarecedora.
Respondendo às perseguições dos doutores da lei antiga, que influíram poderosamente
para que o povo não o aceitasse como o Messias, Jesus mostra claramente
que as Escrituras (Velho Testamento) se referiam a Ele, como o enviado de Deus,
conforme se vê em João, cap. 5, v. 39 e 46-47:
“Lede atentamente as Escrituras, vós que julgais ter nelas a vida eterna: são
elas mesmas que de mim dão testemunho.”
“Porque, se crêsseis em Moisés, certamente também crerieis em mim, pois de
mim foi que ele escreveu.
Se, porém, não credes no que ele escreveu, como haveis de crer no que vos digo?”
Apesar da realidade patente, os judeus não aceitaram o Mestre e Senhor, como
filho e enviado de Deus, como ainda hoje. E o Mestre tolera magnanimamente a recusa
desse povo, sem deixar de amá-lo.
Com o Consolador renovam--se as lições de tolerância para com o próximo,
amigo ou inimigo. A célebre divisa do Codificador – Trabalho, Solidariedade, Tolerância
– aplica-se a todo o Movimento Espírita e ao relacionamento com todos os segmentos
religiosos.
“O que vos aconselho antes de mais nada e sobretudo, é a tolerância, a afeição,
a simpatia de uns para com os outros e também para com os incrédulos” – são palavras
de Allan Kardec (Espírito), em sua segunda mensagem aos discípulos que deixara,
ao desencarnar. (Revista Espírita, ano de 1869, Edicel, p. 180 – grifo nosso.)
Seguido esse direcionamento superior, evitam-se os conflitos e as incompreensões,
já que a tolerância pressupõe o dever de respeitar as crenças alheias, mesmo
não concordando com elas.
Tolerância não é indiferença, nem conivência, nem covardia.
Pelo contrário, a tolerância pressupõe entendimento superior, sem orgulho ou
vaidade; assenta-se na coragem esclarecida para beneficiamento de todos, inclusive
adversários.
Diríamos ainda que a tolerância está implícita na benevolência, na indulgência e
no perdão das ofensas, integrando assim a caridade, como a entende Jesus, e, em
conseqüência, fazendo parte do Amor Soberano.
Para que haja paz no Mundo, como é aspiração da grande maioria de sua população,
as religiões, responsáveis maiores pelo progresso moral de seus adeptos,
precisam proscrever a intolerância em seus quadros, substituindo-a pelo respeito e
tolerância para com as idéias alheias.
É o Espírito da Verdade que reafirma:
“No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros
que nele se enraizaram.” (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VI, item 5, 118.
ed. FEB.)
O mesmo pensamento aplica-se às demais religiões, que contêm um núcleo de
verdades reveladas, sufocadas por desvios humanos.

artigo extraído da revista Reformador, junho 2002
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Déa Feitosa em 08 de Dezembro de 2010, 10:04
 Reflexão 

» JOGUE FORA SUAS BATATAS

Um professor pediu aos alunos que levassem sacola com batatas para sala de aula.


Solicitou que separassem uma batata para cada pessoa que os magoara ou que de alguma forma os fizesse sofrer.


Então escreverem o nome da pessoa na batata e a colocassem dentro da sacola.
Eles começaram a pensar, e foram lembrando uma a uma....
Algumas sacolas ficaram muito pesadas.


A tarefa seguinte consistia em, durante uma semana, carregar consigo a sacola com as batatas para onde quer que fossem.


Com o tempo as batatas foram deteriorando.
Era um incômodo carregar a sacola o tempo todo e ainda sentir seu mau cheiro.


Além disso, a preocupação em não esquecê-la em algum lugar fazia com que deixassem de prestar atenção em outras coisas que eram importantes para eles.


E foi assim que os alunos entenderam a lição de que carregar mágoas é tão ruim quanto carregar batatas.
Quando damos importância aos problemas não resolvidos ou às promessas não cumpridas, nossos pensamentos enchem-se de mágoa, aumentando o stress e roubando nossa alegria.


Perdoar e deixar estes sentimentos irem embora é a única forma de trazer de volta a paz e a calma.


Vamos lá jogue suas batatas fora e sorria.


Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 08 de Dezembro de 2010, 10:10
Querida amiga Andrea Feitosa... Seja sempre bem-vinda a este espaço que é seu....

Brigada pela constante presença e esta importante e rica contribuição para  refletirmos neste estudo...

Volte sempre querida... Abraços afetuosos!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 08 de Dezembro de 2010, 10:23
Bom Dia Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço que é de vocês... Sem ela seria apenas eu e as postagens...

Estão todos convidados a trazerem suas mensagens, colaboração dentro do tema...

Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto, e aceitar sugestões, etc..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..


(Dothy e Katia)



Título: Re: Indulgência
Enviado por: Déa Feitosa em 08 de Dezembro de 2010, 10:38
Bom dia, amigos!

Obrigada à todos por me ajudarem a ser mais indulgente!!!!

Seja feita a Vossa vontade e não a minha.




Querida amiga Andrea

Nós agradecemos  pela constante participação, por suas contribuições e pelo seu carinho. Juntos estamos para aprendermos a exercitar a indulgência.

Abraços carinhosos da Katia


Título: Re: Indulgência
Enviado por: EmBuscaDaLuz em 08 de Dezembro de 2010, 10:45
Meu bom dia a todos, com as melhores vibrações de paz para este dia que se inicia...


PERDOAR


Sim, deves perdoar! Perdoar e esquecer a ofensa que te colheu de surpresa, quase dilacerando a tua paz. Afinal, o teu opositor não desejou ferir-te realmente, e, se o fez com essa intenção, perdoa ainda, perdoa-o com maior dose de compaixão e amor.

Ele deve estar enfermo, credor, portanto, da misericórdia do perdão.

Ante a tua aflição, talvez ele sorria. A insanidade se apresenta em face múltipla e uma delas é a impiedade, outra o sarcasmo, podendo revestir-se de aspectos muito diversos.

Se ele agiu, cruciado pela ira, assacando as armas da calúnia e da agressão, foi vitimado por cilada infeliz da qual poderá sair desequilibrado ou comprometido organicamente. Possivelmente, não irá perceber esse problema, senão mais tarde.

Quando te ofendeu deliberadamente, conduzindo o teu nome e o teu caráter ao descrédito, em verdade se desacreditou ele mesmo.

Continuas o que és e não o que ele disse a teu respeito.

Conquanto justifique manter a animosidade contra tua pessoa, evitando a reaproximação, alimenta miasmas que lhe fazem mal e se abebera da alienação com indisfarçável presunção.

Perdoa, portanto, seja o que for e a quem for.

O perdão beneficia aquele que perdoa, por propiciar-lhe paz espiritual, equilíbrio emocional e lucidez mental.

Felizes são os que possuem a fortuna do perdão para a distender largamente, sem parcimônia.

O perdoado é alguém em débito; o que perdoou é espírito em lucro.

Se revidas o mal és igual ao ofensor; se perdoas, estás em melhor condição; mas se perdoas e amas aquele que te maltratou, avanças em marcha invejável pela rota do bem.

Todo agressor sofre em si mesmo. É um espírito envenenado, espargindo o tóxico que o vitima. Não desças a ele senão para o ajudar.

Há tanto tempo não experimentavas aflição ou problema - graças à fé clara e nobre que esflora em tua alma - que te desacostumaste ao convívio do sofrimento. Por isso, estás considerando em demasia o petardo com que te atingiram, valorizando a ferida que podes de imediato cicatrizar.

Pelo que se passa contigo, medita e compreenderás o que ocorre com ele, o teu ofensor.

O que te é Inusitado, nele é habitual.

Se não te permitires a ira ou a rebeldia - perdoarás!

A mão que, em afagando a tua, crava nela espinhos e urze que carrega, está ferida ou se ferirá simultaneamente. Não lhe retribuas a atitude, usando estiletes de violência para não aprofundares as lacerações.

O regato singelo, que tem o curso impedido por calhaus e os não pode afastar, contorna-os ou para, a fim de ultrapassá-los e seguir adiante.

A natureza violentada pela tormenta responde ao ultraje reverdescendo tudo e logo multiplicando flores e grãos.

E o pântano infeliz, na sua desolação, quando se adorna de luar, parece receber o perdão da paisagem e a benéfica esperança da oportunidade de ser drenado brevemente, transformando-se em jardim.

Que é o "Consolador", que hoje nos conforta e esclarece, conduzindo uma plêiade de Embaixadores dos Céus para a Terra, em missão de misericórdia e amor, senão o perdão de Deus aos nossos erros, por intercessão de Jesus?!

Perdoa, sim, e intercede ao Senhor por aquele que te ofende, olvidando todo o mal que ele supõe ter-te feito ou que supões que ele te fez, e, se o conseguires, ama-o, assim mesmo como ele é.

"Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes". Mateus: 18-22.

"A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacifico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas". O Evangelho Segundo O Espiritismo, Cap. X - Item 4.

Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco.
Da obra: Florações Evangélicas
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 08 de Dezembro de 2010, 10:53
.
Tema: Indulgência  (Sub-Tema: Julgamento, Perdão, Vigilância)


Segunda Parte do Estudo Indulgência (Perdão)




Indulgência :Virtude ensinada e exemplificada por Jesus há mais de dois mil anos:

– Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós. (Mateus, VII: 1-2).


Mas mudada, distorcida, adulterada, em seu verdadeiro significado durante muito tempo pela imperfeição do homem....


Indulgência:  Relembrada e esclarecida pelos espirítos através da codificação espiríta :


Conceito Básico de Indulgência:

Virtude, sentimento doce e fraternal (ESE)

Não ver os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los (ESE)

****A indulgência não se entende por conivência com a coisa errada, de forma alguma, mas, de uma forma benevolente, de tratar a alma equivocada.****
***A indulgência, portanto, não consiste em fechar os olhos ante as faltas do próximo, para não as ver; mas, em reconhecer essas faltas, para colocar sobre elas um gesto de piedade, impregnado de amor.
(...) a indulgência é filha da bondade e a bondade exige em todas as ocasiões que a criatura faça o bem ao seu semelhante (...)

*  Fonte: Caminhos Da Luz!




Jesus nos deu mostras em diversas passagens do Evangelho da indulgência para com as imperfeições alheias, como no caso da mulher adúltera, dos soldados que o crucificaram, do próprio Judas que o traiu. E nos advertiu da severidade do julgamento do Pai para conosco, na mesma proporção com que julgarmos os outros.


Queridos amigos... Deixo em aberto este mural com estas marcantes passagens de Jesus e a prática da Indulgência com aqueles que ele conviveu para todos colaborarem, trazendo também  suas imagens....

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 08 de Dezembro de 2010, 11:00
Querida amiga EmBuscaDaLuz... Bem-vinda...

Que felicidade recebermos sua presença ...

Agradecemos todas as lindas e importantes contribuições para o nosso estudo...

Desejo que volte sempre a este espaço que também é seu...

O meu eterno muito obrigada... Beijos e abraços cheio de carinho!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: EmBuscaDaLuz em 08 de Dezembro de 2010, 11:05
Amiga Dothy e amiga Katia, muito obrigada pelo habitual carinho de vcs não só comigo como também com todos os que aqui participam deste belissimo estudo!


ANTE AS CRÍTICAS


Ante as críticas que recebas ao teu trabalho, continua trabalhando, e o teu próprio trabalho se incumbirá de respondê-las com argumentação irrefutável.

Ante as críticas assacadas contra a Doutrina, não te exaltes, porquanto o tempo é o invencível defensor da Verdade.
Somente a crítica sincera merece resposta.
Quem agride demonstra fragilidade.

Às críticas bem intencionadas, Allan Kardec sempre respondeu à altura, aproveitando o ensejo para dirimir dúvidas e esclarecer de forma mais ampla quanto aos pontos essenciais do Espiritismo.

Os detratores de uma idéia são aqueles que mais colaboram em sua propaganda. Vejamos o exemplo do auto-de-fé emBarcelona, quando as obras espíritas foram incineradas em praça pública...

Com aquela medida extrema, atentatória à liberdade de pensamento, a Doutrina foi manchete nos jornais da época e todos quiseram conhecer o conteúdo dos livros que a Igreja confiscara a condenara às chamas da fogueira inquisitorial.

Não percamos a serenidade ante os que atacam a fé espírita, procurando confundir a opinião pública, deturpando propositadamente os seus postulados.

A fonte, em suas origens, não pode ser maculada por aqueles que lhe atirem calhaus, à distância...
Codificada, a Doutrina encontra-se resguardada contra os seus adversários, já que a qualquer tempo poderá ser consultada em suas bases.

Não nos deixemos embaraçar pela maledicência.
De passo firme, sigamos adiante, edificando dentro de nós a fortaleza intransponível do dever realmente cumprido.

O que teríamos de melhor a fazer, afora o trabalho espírita que aguarda o concurso de nossas mãos?!

Não estivessem os nossos caminhos claramente delineados pela Doutrina, por que atalhos escuros estaríamos nos perdendo, neste exato momento?!

Surdos à zoada em torno, atentemos para a Voz que conclama à frente...
Lutas?! Haveremos de enfrentá-las sempre, principalmente com aqueles que não querem o nosso progresso.

Os que não puderem nos acompanhar os passos pelejarão para reter-nos na retaguarda.
Falando ao jovem Timóteo, asseverou Paulo: "Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino segundo a piedade, é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e provocação, difamação, suspeitas malignas, altercações sem fim, por homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro."

Desembaracemo-nos de quem, segundo o apóstolo, "tem mania por questões e contendas de palavras".

Não nos deixemos envolver pelos detalhes, esquecendo o que é essência.
Ouçamos as críticas, verificando o que tenham de aproveitável; anotemos as observações e advertências que nos sejam feitas, procurando corrigir-nos no que for necessário; mas não nos deixemos contagiar por elas, no que podem representar em desalento e tristeza, amargura e descrença aos nossos propósitos de trabalhar e servir.


De "Seara de Luz",
de Carlos A. Baccelli,
pelo Espírito Irmão José
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 08 de Dezembro de 2010, 12:34
Indulgência (Perdão)

b]É urgente tarefa a que todos se devem atirar é a de vencer-se a si mesmo
, sublimando as más tendências e mantendo vitória sobre as inclinações negativas e as paixões subalternas do espírito enfermo. A Indulgência,  pela argumentação em que se firma, convence quanto à necessidade de respeitar-se e amar-se, concedendo-se ao próximo o direito de fruir e experimentar tudo quanto se deseja para si próprio. Manifesta-se invariavelmente como boa disposição, mesmo em relação às idéias e pessoas que não são gradas. Acima da conivência, expressa segurança de opinião e firmeza de proceder.


A indulgência jamais se preocupa com os maus atos alheios, a menos que seja para prestar um serviço, mas ainda assim com o cuidado de os atenuar tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, nem traz censuras nos lábios, mas apenas conselhos, quase sempre velados (ESE)


Sede indulgentes para as faltas alheias, quaisquer que sejam; não julgueis com severidade senão as vossas próprias ações, e o Senhor usará de indulgência para convosco, como usastes para com os outros.(ESE)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 08 de Dezembro de 2010, 12:56
Indulgência x Esclarecimento

Esclarecidos pela Doutrina Espírita, a noção de nossa responsabilidade diante da vida cresce dia a dia.

Por isso surpreendemo-nos, bastas vezes, indagando de nós mesmos como nos conduzirmos nessa ou naquela situação, por compreendermos que não podemos mais agir sob o domínio de simples impulsos, porquanto já sabemos que todas as nossas ações produzem efeitos pelos quais seremos responsabilizados ante a Justiça Divina.

Prevendo, decerto, as dúvidas que adviriam para os corações sinceramente interessados em edificar-se no bem, Kardec situou no Evangelho Segundo o Espiritismo várias perguntas que foram respondidas, sabiamente, por espíritos de alta hierarquia.

Entre essas, destacamos a que figura no item 19 do cap. X que versa sobre a Misericórdia:
?Ninguém sendo perfeito, seguir-se-á que ninguém tem o direito de repreender o próximo??

E a resposta foi dada pelo Espírito São Luiz:
Certamente não é essa a conclusão a tirar-se, porquanto cada um de vós deve trabalhar pelo progresso de todos e, sobretudo, daqueles cuja tutela vos foi confiada.

Mas, por isso mesmo, deveis fazê-lo com moderação, para um fim útil, e não, como a mais das vezes, pelo prazer de denegrir. Neste último caso, a repreensão é uma maldade; no primeiro, é um dever que a caridade manda seja cumprido com todo o cuidado possível. Ao demais, a censura que alguém faça a outrem deve ao mesmo tempo dirigi-la a si próprio, procurando saber se não a terá merecido.

MEDITANDO:

Diante dessa resposta já podemos discernir a verdadeira indulgência da indiferença que, muitas vezes, se oculta sob a capa da bondade e da compreensão.

Calar diante das falhas de nossos companheiros, significa silenciá-las aos ouvidos dos outros, mas não nos impede o esclarecimento amoroso aos ouvidos daquele que errou.

Não divulgar, mas corrigir com amor, procurando mostrar, inclusive, que estamos também interessados em corrigir em nós aquelas mesmas dificuldades.

Desde o momento em que sabemos as consequências sérias de qualquer erro, estamos intimados pela caridade a esclarecer e corrigir aqueles que foram colocados pela vida ao nosso redor ajudando-os com as nossas experiências, a construir um caminho mais suave para seus pés.

Ver alguém em erro e calar, com a desculpa de que cada um deve agir como melhor lhe aprouver ou de que não nos cabe nenhuma interferência, tendo em vista que nós também erramos, é um comodismo criminoso, porquanto, muitas vezes, a pessoa age erradamente por ignorância absoluta das consequências que lhe poderão advir. Um grito de alerta é, por vezes, o bastante para evitar males imprevisíveis.
Não nos furtemos, pois, à tarefa de ajudar o nosso próximo esclarecendo-o como fugir ao mal, como dominar seus impulsos, como corrigir seus defeitos. Mas façamos tudo isso, erguendo em torno de nosso trabalho o silêncio
Brunilde Mendes

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(Retirado da Revista Estudos Espíritas  Agosto de 1999  Edições Léon Denis)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 08 de Dezembro de 2010, 13:24
Primeiro ato, agradecer este maravilhoso fórum que nos brinda a oportunidade impar de refletir sobre o que o Cristo exemplificou. Nesta tribuna livre podemos traçar um respeitoso paralelo ente todas as convicções filosóficas,  religiosas, do pensamento enfim, seguindo todavia um projeto pedagógico exarado pelas palavras do Mestre dos Mestres /psicólogo dos psicólogos/psiquiatra dos psiquiatras.
 Provado já está que consubstanciar alteridade com abnegação da imposição do que já sabemos exercitando nossos psiquismos em alteridade, adequando pelo respeito e pelo entendimento todos os diferentes e diferenças, e concluir que o quanto basta é refletir seja no que já foi escrito ou no que nossas intuições nos instruírem.
Claro já está que podemos reunir tudo que o homem já escreveu, pensou, qualificou, etiquetou rotulou e universalizar o pensamento conviver sem o mau combate, sem individualismos, sem público alvo, sem emprego da magia oriunda das qualificações do Pleroma.
Tudo entendermos mas sendo nós mesmos individualmente, e, ir construindo um meio através do qual todos os pensamentos e todas as lógicas cabem num mesmo entendimento, bastando que seus pressupostos analíticos partam de um coração desejoso de evoluir, aprender, nunca de ensinar, posto que nosso destino é o entendimento e nosso ideal é evoluir pelo amor. A velocidade não importa... o que realmente importa é que haja amor e se torne patente a possibilidade de que, ninguém precisa deixar de ser o que é para conciliar o seu pensamento e suas ações no interesse  geral das trocas de experiências, que embora diferentes, não precisam de forma alguma serem divergentes.
Alguém, algum dia, que nem quero me lembrar, disse disso utopia,... enganou-se... Jesus no-lo provou, o Espiritismo feito pelos Espíritos Espíritas Cristãos, é capaz de tudo entender, sem siquer pensar um minuto em ensinar.
Indulgência não é ser só gentil, é principalmente aceitar essa pseudo-utopia, possa se tornar real no psiquismo da humanidade.
Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/ese-entendimentos-com-as-referencias-biblicas/new/#new#ixzz17UdRjHNC
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Déa Feitosa em 08 de Dezembro de 2010, 13:37
MENSAGEM DO MAZZINI
 
 
Pare de dar tanto poder a quem te feriu, a quem te prejudicou. Perdoe!
O sentimento de ressentimento pode deixar você doente? Sim. Pode! E aposto que você conhece pessoas enfermas por causa dos ressentimentos, da falta de perdão.

O perdão é a solução? Claro! Livre-se dos ressentimentos que podem ser a raiz da sua ansiedade e da sua depressão, viu? Perdoar traz muito mais benefícios espirituais, emocionais e físicos do que ficar remoendo a raiva e o ódio! Pare de dar tanto poder a quem te feriu, a quem te prejudicou, tá?

Mas, e quando se trata de algo mais sério do que um pequeno ressentimento? Seria possível perdoar algo mais grave? Cada um de nós tem a sua própria teoria sobre o perdão, mas quando formos colocados em xeque aí o bicho pega! Mas nós sabemos que só o perdão é a solução, né?

Talvez o episódio mais difícil com que você tenha que lidar na vida, esteja relacionado a algo que precisa ser perdoado, sabia? E só você sabe o que é! Até os nossos pais, por incrível que possa parecer, precisam ser perdoados! E novamente uma frase cabe direitinho: "Nossos pais são culpados sem terem culpas"

Você sabe que quando se agarra ao ódio, se sente com mais poder! Mas isso tem um preço: você ficará saturado com emoções tão negativas. Siga um caminho diferente, pense em você, pense em sua vida e no que poderá estar perdendo remoendo esse sentimento tão perverso e arrasador. Perdoar e esquecer é algo que não faz sentido, mas tem que ser lembrado para poder perdoar.

O perdão não é somente um conceito religioso, viu? O perdão é uma forma prática de remover ruídos, barreiras e limitações da sua vida! Perceba isso. Quem não perdoa tem até um jeito diferente de andar, de falar, de se vestir, de se relacionar com as outras pessoas. Quem pertence ao grupo de pessoas felizes também pode ter comportamento bem visíveis e diferentes, sabia? Em que grupo você está?

Sabia que muitas pessoas têm maior propensão a se sentirem melhor após serem vítimas de injustiças caso sejam capazes de superar o ódio e aceitar a idéia de que ninguém pode controlar o comportamento de outra pessoa? Sim! E aqui cabe aquele velho ditado: "quanto mais forte o vento, mais forte a árvore".

Traga à tona a dor que tiver que ser curada. Crie empatia com quem a provocou, com quem te feriu. E decida-se firmemente a perdoar essa pessoa rompendo, desta maneira, com o ciclo de raiva e dor. Comprometa-se com você mesmo a praticar o perdão e se apegar sempre ao ato de perdoar sempre!

"Quem alimenta o ódio, atira fogo ao próprio coração"

Mensagem de Luis Carlos Mazzini



 
 
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 08 de Dezembro de 2010, 13:43
Querida EmBuscaDaLuz

É com muita alegria que te vejo aqui, amiga!

Obrigada pela constante participação, por suas palavras gentis e por suas valiosas contribuições à todos.

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 08 de Dezembro de 2010, 13:46
Querido amigo filhodobino


Muito obrigada pelo sua participação valiosa,sempre com mensagens enriquecedoras para o nosso estudo.

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 08 de Dezembro de 2010, 13:57
Querido amigo filhodobino... Bem-vindo sempre!!

Fico muito feliz com sua constante presença e suas riquissímas contribuições para o nosso espaço...

Espero que o amigo volte muitas vezes no deccorer do estudo...

Desejo-te muita paz... Abraços afetuosos!!
!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 08 de Dezembro de 2010, 14:21
Querido amigos e irmãos... Sejam bem-vindos... Muita paz e luz a todos...

Venho esclarecer, informar aos visitantes e membros,que  as vezes sentem aquela  vontade de participar, colaborar, fazer perguntas, questionamentos, dar sugestões,mas... Ficam com receio, ou vergonha, com medo, por pensarem e acharem que não está de acordo...

Quero lembrar a todos, que o estudo é de vocês, e  foi feito para vocês... (Claro que para mim também!!)

Estou como facilitadora,mas sou amiga de todos e como tal, convido...

Participem, tragam suas mensagens, imagens... Nesta epoca do ano em que comemoramos o vinda do nosso maior exemplo de Indulgência... Jesus!!

Abraços e beijos cheios do meu afeto e carinho!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 08 de Dezembro de 2010, 16:14
TEMA: Indulgência

Sub-Tema: Julgamento- Perdão- Vigilância

Segunda Parte do Estudo: Indulgência (Perdão
)

Conceito de Indulgência: Jesus

Conceito de Perdão: Jesus
Título: Re: Indulgência
Enviado por: macili em 08 de Dezembro de 2010, 16:20
Olá amigas,
Deixo aqui este texto que muito me agradou, esperando venha contribuir com o nosso estudo.

Fiquem na paz
Bjs
Macili

(http://2.bp.blogspot.com/_rkMlOtW0s20/TGiO68x8LsI/AAAAAAAACJQ/HNL14MCxKfs/s400/Perd%C3%A3o.jpg)

O que é Perdão?
Na visão espiritualista é o esquecimento completo da ofensa ou injúria. Não devolver o mal com o mal, retribuir o mal com o bem, não se alegrar pela dor do outro.
Na visão da psicologia profunda o perdão não tem nada a ver com o esquecimento, pois se trata de um processo de memória, portanto fisiológico, ele será registrado e o esquecimento depende da memória, umas mais ou menos dotadas. Mas ao evoluirmos moralmente começamos a entender que aquele que nos agride é que se encontra doente, pois sabemos que conscientemente uma pessoa lúcida não agride o outro, razão para então não nos tornarmos escravos dos sentimentos induzidos pelo outro, é preciso sairmos da esfera de ação psíquica do outro, buscando na paciência e na tolerância o antídoto. Evidentemente, que aqui é preciso sermos honesto diante do ofensor, se estivermos com raiva, primeiro absorva e digira e não negue, basta dizer não, neste momento estou magoado e não posso perdoar. A raiva é um sentimento natural do ser humano no momento evolutivo em que vivemos, o que é antinatural é faze-la instrumento do nosso rancor, este sim é um sentimento ruim, antinatural porque nos dá prazer e como conseqüência conforme sua intensidade e duração pode desencadear conseqüências graves tanto na âmbito físico como no psíquico ou em ambos, tanto do ofensor como do ofendido. Se ele nos caluniou, tanto eu como ele sabemos que é mentira dele. Se nos traiu, somos a vítima e ele sabe que é nosso algoz. Então o problema é da consciência dele. Não devemos cultivar animosidade, e sim perdoar. Não ficarmos manipulados, dominados pelo ódio, odiando também. Não permitindo que um desequilibrado nos manipule e nos conduza para o desequilíbrio. A atitude do outro pode nos incomodar muito , mas, é importante considerarmos que o outro tem o direito de ser como quer, ele agirá conforme a sua evolução consciencial moral e espiritual. Quem rouba é que é o ladrão, quem mata é que é o assassino.
A medida que formos trabalhando, a mágoa, a ofensa vai perdendo o significado. A medida que vamos descobrindo nossos valores, ela vai desaparecendo. Quando estamos de bom humor, ouvimos até desaforo e dizemos: "Sabe que você tem razão?" Quando levantamos de mau humor, só de a pessoa nos olhar, perguntamos: "Qual é o caso?" Portanto, não é o ato em si; é conforme nós recebemos o ato.
Divaldo conta o caso de alguém que, na festa de aniversário, recebeu de uma pessoa que não gostava dela, como presente, um vaso de porcelana, com um bilhete: "Recebe o meu presente, e dentro dele o que você merece". Dentro dele havia dejetos humanos. No aniversário da pessoa que havia enviado tal "presente", o nosso personagem lhe enviou o mesmo vaso, com os dizeres: "Estou devolvendo o vasilhame. O seu conteúdo coloquei num pé de roseira, e estou lhe enviando as rosas que saíram dali". É um ato de perdão, devolver em luz o que se recebe em trevas.

Por quê então, é tão difícil perdoar?
Primeiro porque não conhecemos ou negamos nossas imperfeições, mas, estamos sempre a identificar no outro os seus defeitos, e estes quando nos fere, independente de como fazem nos causa desde um desconforto até um sofrimento maior o que pode acarretar mágoas. Freqüentemente, transferimos para o outro obrigações de nos atender desde necessidades reais a verdadeiros caprichos, desconhecendo, seja por conta do nosso egoísmo ou orgulho, a possibilidade do outro não dispor dos recursos necessários para nos atender. Esquecemos que Jesus na sua sabedoria nos alertava para não julgar o próximo, porque seríamos julgados na mesma medida , que não devíamos atirar pedra no telhado do outro, porque, o nosso é de vidro. Alertava, que perdoar é um ato de justiça. É se deixar guiar pela consciência, como tocou Jesus a consciência dos homens no episódio da mulher apanhada em adultério: “Quem de vós nunca pecou atire-lhe a primeira pedra”. Todos já haviam errado. Não perdoando, incorre numa desobediência a ordem social de Deus, e, estaria estabelecido o caos na terra. Vivemos durante inúmeras reencarnações considerando o perdão, a indulgência, a bondade como expressões de fraqueza, de covardia. Entendíamos, um dever vingarmo-nos sempre que nos julgássemos ofendidos. Hoje, que a luz do evangelho de Jesus iluminou nossos corações e nossas mentes; e que a lógica da doutrina espírita nos mostra os elementos justificativos da necessidade do perdão, queremos ser bons, perdoar, incondicionalmente, como exemplificou Jesus. Todavia, sentimos dificuldade de libertarmo-nos dos hábitos "de defesa da honra e da dignidade", do "ter vergonha na cara", "ter sangue nas veias", do "não levar desaforo pra casa", porque "difícil não é aprender coisas novas, difícil é desaprender hábitos antigos". Melindramo-nos, tão facilmente, por tão pequenas coisas, com as pessoas com as quais convivemos e até com as que amamos!... Por quê?

Por quê devemos perdoar?
Acredito que a vida em sociedade só foi possível a partir do momento que se estabeleceu o perdão, sem o qual seria extremamente difícil a convivência, alinhado ao fato de evolutivamente o homem desenvolver o desejo de construir para si e sua família, condições ideais para a felicidade e harmonia, É na família que temos todas as oportunidades para o aprendizado do sentido do perdão, que é a indulgência, a benevolência e a abnegação, que é em última instância a caridade. A ação recíproca do perdão traz a paz para o seio da família e da sociedade. O perdão não deve estar condicionado a gravidade da ação, porque a margem de erro, ao julgar qual é o merecedor e quanto perdoar será grande, porque estará condicionada a muitos fatores, como o social, o econômico, o intelectual e ao moral. Outro fator a considerar é que pensamento é energia, e esta se colocará na freqüência conforme a qualidade do pensamento, atraindo assim, energias que se afinizam e como conseqüência agravamento ou melhora dos nossos sentimentos. . A mágoa, o rancor, a raiva, o desejo de vingança, que nos impedem de perdoar, nos priva também de atrair energias boas e agradáveis. Quando alguém nos magoa, nos agride, nos fere, o perdão é a nossa proteção contra o assédio das energias negativas. Façam este teste, exercite o perdão hoje e sintam a sensação de bem estar que lhe é próprio. Outro aspecto a considerar é o desenvolvimento de sentimentos nobres e de autoconfiança que passamos a manifestar em relação ao outro e ao mesmo tempo elevamos a nossa auto-estima, nos possibilitando a superação das dificuldades inerentes ao convívio com os seres humanos.

- continua -
Título: Re: Indulgência
Enviado por: macili em 08 de Dezembro de 2010, 16:22
- continuação -

A quem perdoar?
Jesus, na Cruz em seus últimos momentos ele roga a Deus, dizendo: “Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem”. Aí está implícito que ele estendia a todos o perdão, sem nenhuma discriminação. Em outra passagem perdoava a Pedro na sua indecisão, como perdoou também a Judas pelo seu ato irresponsável. E temos que considerar que isto ocorreu há 2000 mil anos. Mas observamos que a complexidade de nossas emoções ainda traduzem o quanto ainda temos que evoluir, para despertar a nossa consciência no sentido da vida em comum, o que nos obriga o exercício do amparo mútuo e da capacidade de perdoar. Não devemos esquecer que perdoar a todos também inclui – o
Auto-perdão.
“Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si mesmo...” “... porque se sois duros, exigentes, inflexíveis, se tendes rigor mesmo por uma ofensa leve, como quereis que Deus esqueça que, cada dia, tendes maior necessidade de indulgência?...” Apóstolo Paulo.
Sabemos que nossa conduta e a forma de sentir os fatos de nossa vida, depende como olhamos o mundo fora e dentro de nós, consciente e inconsciente, traduzindo uma sensação íntimas de realização ou de frustração, de contentamento ou de culpa, de perdão ou de punição, de acordo com o “código moral” modelado na intimidade de nosso psiquismo, conseqüência de nossa vida atual e de vidas passadas, no convívio com os pais, líderes religioso, com o médico da família, com as autoridades políticas, etc. assim podemos experimentar culpa e condenação, perdão e liberdade de acordo com os nosso valores, crenças, normas e regras vigentes, variando conforme o ambiente. Quando nos exigimos agir sempre de forma perfeita, criamos armadilhas que se tornam nossa inimigas, porque passamos a exigir capacidades e habilidades que ainda não possuímos. Criando filhos dentro de padrões muitos rígidos, seguramente teremos adultos rígidos e propenso a desenvolvimento de distúrbios psíquicos, quando confrontados com o lado inadequado dos ser humano, podendo desenvolver sentimentos inferiores. Não somos Deus, não somos oniscientes e todo-poderosos. Não aceitando nossas limitações, não enxergamos a “perfeição em potencial” que existe dentro de nós mesmos, perdemos assim a oportunidade de crescimento pessoal e de desenvolvimento natural, gradativo e constante, que é a técnica das leis do Universo. A desestima a nós nasce quando não nos aceitamos como somos e admitir e aceitar os outros como são nos permite que eles nos admitam e nos aceitem como somos e assim podemos nos perdoar e desenvolver amor a nós mesmos, não importando com o que fomos, mas o que somos e qual a nossa determinação de crescer moral e espiritualmente. Perdoar-nos é compreender que os que nos cercam são reflexos de nós mesmos, criações nossas que materializamos com nosso pensamentos e convicções íntimas. “Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si mesmo” – quer dizer: enquanto não nos libertarmos da necessidade de castigar e punir o próximo, não estaremos recebendo a dádiva da compreensão para o auto-perdão - bondade repara a falta, o remorso destrói a alma.

Como aprender a perdoar?
Conhece te a ti mesmo, é um começo. A noção das nossas imperfeições nos faz ver que muitos atos que nos magoam partem de pessoas desatentas, ou em desequilíbrio emocional, ou motivadas pelos seus sentimentos de orgulho, egoísmo e vaidade. Quando analisamos a nossa origem e o nosso destino, principalmente os espíritas, pois estes, sabem com muita propriedade que a nossa condição de espírito encarnado, tem como objetivo maior o nosso desenvolvimento, que em última instancia é o desenvolvimento do amor fraterno. Como amar ou admitir ser irmão em Deus, quando o nosso coração está cheio de mágoas e de rancor? Quando vemos sempre o ofensor como um inimigo?. Precisamos olhar o ofensor como um espírito desajustado e inclusive permitindo-lhe que ele expresse o seu sentimento, porque poderá nos facultar na observação a compreensão de que na verdade fomos nós a causa da sua perturbação mental.
Precisamos desenvolver o hábito do perdão e para isto é a prática sistemática que trará resultados satisfatório, pois iremos fundo, no fundo da alma para emergir com o perdão verdadeiro, aquele capaz de mudar todo o contexto emocional e consequentemente a relação. A repetição do hábito de perdoar é que vencerá a resistência que nossos sentimentos inferiores, como o orgulho, egoísmo, vaidade, violência e ressentimentos, inerentes ao nosso estágio evolutivo e portanto ainda bem enraizados em nossos corações, esta prática e que permitirá ver e ser visto com o coração sinais de gentileza e desta forma criar predisposição para o perdão.

Segundo Robin Casagian, autora do livro O Livro do Perdão, toda a pessoa tem sua história de raiva, de ressentimento e de tristeza, passando cada pessoa pelas fases de desgosto, ingratidão, ofensas, separação de casais, agressões diversas, adultérios, intrigas e demais conflitos que provocam as mágoas nas profundezas do espírito. Todos já tiveram, portanto, motivos para se sentirem ressentidos, tristes e raivosos. Portanto, todos nós estamos aptos a perdoar.

Quantas vezes e quando devemos perdoar?
Se vosso irmão pecou contra vós, ide lhe exibir sua falta em particular, entre vós e ele; se ele vos escuta, tereis ganho o vosso irmão. Então Pedro se aproximando, lhe disse: Senhor, quantas vezes perdoarei ao meu irmão, quando ele houver pecado contra mim? Será até sete vezes? Jesus lhe respondeu: Eu não vos digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes. (São Mateus, cap. XVIII, v. 15, 21, 22).
Reconciliai-vos o mais depressa com o vosso adversário, enquanto estais com ele no caminho, a fim de que vosso adversário não vos entregue ao juiz, e que o juiz não vos entregue ao ministro da justiça, e que não sejais aprisionado. Eu vos digo em verdade, que não saireis de lá, enquanto não houverdes pago até o último ceitil. (São Mateus, cap. V, v. 25, 26).

Jesus ao dizer setenta vezes sete, sinalizava que o perdão deve ser uma prática constante e que não haveria limites. Considerava-nos como capazes de perdoar, não sendo uma prerrogativa de espíritos puros. Este ato nos eleva moral e espiritualmente além de realizar a higiene espiritual. Nos recomendava ainda que devíamos fazer enquanto estivéssemos a caminho. Emmanuel nos orienta para “desinibir o coração de qualquer ressentimento”, para que o nosso processo evolutivo se concretize mais rapidamente, evitando múltiplas reencarnações depurativas.
Efeito do perdão, segundo Jason de Camargo:
O ódio gera doenças e afeta a longevidade, Os sentimentos de paz, amor e alegria geram a produção de endomorfinas, Os complexos de culpa e remorso de longo curso e falta de Auto-perdão, As artrites.


Bibliografia:
Educação dos Sentimentos, Jason de Camargo, pag. 97.
Evangelho Segundo o Espiritismo, pag. 136, itens 14 e 15.
O Perdão, Leda de A. R. Ebner, site Portal dos Espíritos.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 08 de Dezembro de 2010, 18:03
Amados irmãos, companheiros de ideal, estudantes da indulgência...
Como Vianney, o Cura d'Ars... nos exemplifica indulgência não pode siginificar somente perdão, concessão, permissão, é muito mais... é ensino do aprendizado...

Enquanto um se contenta com o seu horizonte limitado,
outro, que apreende alguma coisa de melhor,
se esforça por desligar-se dele e sempre o consegue,
se tem firme a vontade.

Portanto, cabe-nos pelo esclarecimento, prestar contar àqueles que sofrem que aguardem com paciência como bem nos ensinou Vianney...

20. Meus bons amigos, para que me chamastes?
Terá sido para que eu imponha as mãos sobre a pobre sofredora que está aqui e a cure? Ah! que sofrimento, bom Deus!
Ela perdeu a vista e as trevas a envolveram.
Pobre filha!
Que ore e espere.
Não sei fazer milagres, eu, sem que Deus o queira.
Todas as curas que tenho podido obter e que vos foram assinaladas não as atribuais senão àquele que é o Pai de todos nós.
Nas vossas aflições, volvei sempre para o céu o olhar e dizei do fundo do coração:
"Meu Pai, cura-me, mas faze que minha alma enferma se cure antes que o meu corpo; que a minha carne seja castigada, se necessário, para que minha alma se eleve ao teu seio, com a brancura que possuía quando a criaste."
Após essa prece, meus amigos, que o bom Deus ouvirá sempre, dadas vos serão a
força e a coragem e, quiçá, também a cura que apenas timidamente pedistes, em recompensa da vossa abnegação.
Contudo, uma vez que aqui me acho, numa assembléia onde principalmente se trata
de estudos, dir-vos-ei que os que são privados da vista deveriam considerar-se os bem
aventurados da expiação.
Lembrai-vos de que o Cristo disse convir que arrancásseis o vosso olho se fosse mau, e que mais valeria lançá-lo ao fogo, do que deixar se tornasse causa da vossa condenação. Ah! quantos há no mundo que um dia, nas trevas, maldirão o terem visto a luz!
Oh! sim, como são felizes os que, por expiação, vêm a ser atingidos na vista!
Os olhos não lhes serão causa de escândalo e de queda;
podem viver inteiramente da vida das almas; podem ver mais do que vós que
tendes límpida a visão!...
Quando Deus me permite descerrar as pálpebras a algum desses pobres sofredores e lhes restituir a luz, digo a mim mesmo:
Alma querida, por que não conheces todas as delicias do Espírito que vive de contemplação e de amor?
Não pedirias, então, que se te concedesse ver imagens menos puras e menos suaves, do que as que te é dado entrever na tua cegueira!
Oh! bem-aventurado o cego que quer viver com Deus.
Mais ditoso do que vós que aqui estais, ele sente a felicidade, toca-a, vê as almas e pode alçar-se com elas às esferas espirituais que nem mesmo os predestinados da Terra logram divisar.
Abertos, os olhos estão sempre prontos a causar a falência da alma;
fechados, estão prontos sempre, ao contrário, a fazê-la subir para Deus.
Crede-me, bons e caros amigos, a cegueira dos olhos é, muitas vezes, a verdadeira luz do coração, ao passo que a vista é, com freqüência, o anjo tenebroso que conduz à morte.
Agora, algumas palavras dirigidas a ti, minha pobre sofredora. Espera e tem ânimo!
Se eu te dissesse:
Minha filha, teus olhos vão abrir-se, quão jubilosa te sentirias!
Mas, quem sabe se esse júbilo não ocasionaria a tua perda!
Confia no bom Deus, que fez a ventura e permite a tristeza.
Farei tudo o que me for consentido a teu favor; mas, a teu turno, ora e, ainda mais, pensa em tudo quanto acabo de te dizer.
Antes que me vá, recebei todos vós, que aqui vos achais reunidos, a minha bênção. -
Vianney, cura d'Ars. (Paris, 1863.)
Saúde e Paz!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Duda Quadros em 08 de Dezembro de 2010, 18:49
Queridos irmãos e irmãs de ideal espírita, leitores e estudantes deste fórum,

É com alegria que retorno a este espaço após meses afastado. E com maior emoção pela oportunidade de compartilhar tão importante tema em estudo.

Gostaria nesta oportunidade de tecer meus comentários em complemento à postagem da Marcili, sobre a Indulgência em relação com o Perdão. Na complexidade de tantas teias e redes que se interagem nestes conceitos, já que próprios de nossas práticas com o outro e com o mundo, me veio muito forte uma cena que trata desta relação com o perdão, envolvendo Pedro e Jesus.

Aproprio-me aqui de partes do texto de "Análise da inteligência de Cristo", de Augusto Cury, no qual a própria situação descrita, ilustra meu pensamento que poderia ser resumido na importância de que precisamos perceber que se precisamos dar para receber, então precisamos saber perdoar para podermos a ser perdoados. E mais, necessitamos buscar o autoconhecimento, sempre tentando crescer e nos edificar com nossos erros, para aprendermos a nos perdoar, nos colocando abertos a receber o perdão por nossas faltas. São exercícios que se complementam e que alcançam o sentido da prática da indulgência.

O texto:
"Pedro precisou aprender a se perdoar pára se tornar um dos maiores nomes do cristianismo, quando Pedro que amava com todas suas forças o Mestre e disse que daria sua própria vida por ele, se viu no Sinédrio naquela situação onde o seu Mestre Imbatível, com quem ele havia estado junto por mais de mil dias presenciando aos mais fabulosos acontecimentos e ensinamentos, estava ali humilhado, ensangüentado sendo espancado, cuspido e sem nenhuma reação. Isso fez com que o medo travasse sua inteligência, Pedro negou o Mestre por três vezes e na terceira ainda foi mais longe e afirmou que não conhecia, nunca havia andado com aquele homem, não fazia idéia de quem era... Neste momento, no auge da dor e da tortura num dos mais breves e emocionantes momentos da história, sem poder falar, Jesus lança um olhar para Pedro. Quando não havia a oportunidade de falar, a distância e os ferimentos o impediam, o Mestre falou com os olhos. Falou que compreendia a fragilidade do seu discípulo querido, que o amaria para sempre e que aquele ato em nada mudaria isso.

"O olhar de Jesus desbloqueou a me
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nte de Pedro que desandou a chorar, que contou aos demais o que tinha feito. Tanto que este fato é detalhadamente conhecido e isto fez com quem ele reagisse. Semanas, mais tarde estava ele pregando o nome de Jesus para milhares de pessoas, falando sobre seu amor pelo mestre e incendiando o amor na multidão. Pedro foi preso várias vezes, mas, nunca mais, negou Jesus."

Espero ter contribuído com o estudo e desejo muito sucesso a todos que se dedicam.
Fraternalmente
Duda Quadros
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Título: Re: Indulgência
Enviado por: Duda Quadros em 08 de Dezembro de 2010, 18:52
Dothy,
Sua pequena mensagem encorajou-me a perticipar do fórum, já que estava afastado havia meses.
Obrigado!
Muita Luz
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 08 de Dezembro de 2010, 19:04
OLá Duda Quadros... Seja novamente bem-vindo ao Fórum... Muita paz amigo... Sinta-se parte integrante da nossa família deste espaço!!

Fiquei muito feliz com tua presença, e de um jeito ou outro, ter-te  incentivado a dar esta importante e rica contribuição para o nosso estudo...

Desejo que fique conosco aqui até o fim ... Abraços carinhoso... Bom estudo e  ótima reflexão sobre o tema!!..
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 08 de Dezembro de 2010, 19:16
Queridos amigos...
 Em referência ao texto trazido pelo nosso amigo Duda... Vou adiantar este texto  aqui para todos nós....Que eu deixaria para a ultima semana de estudo         Indulgência (Perdão para conosco mesmo)


Muitas vezes, fazemos algo errado, ou dizemos algo para alguém e depois nos arrependemos, pedimos perdão para a pessoa, ela nos perdoa, todos ao noso redor nos perdoam, mas nós... Não nos perdoamos, e caimos em sérias pertubações dentro de nós mesmos... Necessitamos ser indulgente com o próximo, mas precisamos  também de indulgência conosoco mesmo!!

.
.

Perdoa-te

A palavra evangélica adverte que se deve ser indulgente para com as faltas alheias e severo em relação às próprias.
Somente com uma atitude vigilante e austera no dia-a-dia o homem consegue a auto-realização.
Compreendendo que a existência carnal é uma experiência iluminativa, é muito natural que diversas aprendizagens ocorram através de insucessos que se transformam em êxitos, após repetidas, face aos processos que engendram.
A tolerância, desse modo, para com as faltas alheias, não pode ser descartada no clima de convivência humana e social.
Sem que te acomodes à própria fraqueza, usa também de indulgência para contigo.
Não fiques remoendo o acontecimento no qual malograste, nem revitalizes o erro através de sua incessante recordação.
Descobrindo-te em gravame, reconsidera a situação, examinando com serenidade o que aconteceu e regulariza a ocorrência.
És discípulo da vida em constante crescimento.
Cada degrau conquistado se torna patamar para novo logro.
Se te contentas, estacionando, perdes oportunidades excelentes de libertação.
Se te deprimes e te amarguras porque erraste, igualmente atrasas a marcha.
Aceitando os teus limites e perdoando-te os erros, mais facilmente treinarás o perdão em referência aos demais.
Quando acertes, avança, eliminando receios.
Quando erres, perdoa-te e arrebenta as algemas com a retaguarda, prosseguindo.
O homem que ama, a si mesmo se ama, tolerando-se e estimulando-se a novos e constantes cometimentos, cada vez mais amplos e audaciosos no bem.

Joanna de Ângelis (espírito), psicografia de Divaldo P. Franco; Filho de Deus; LEAL, Salvador, BA, Brasil, 1992d
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Gisella em 08 de Dezembro de 2010, 19:48
Querida Gisella

Agradeço o interesse com que tem acompanhado o estudo mensal, que vem contando com tantas e importantes contribuições de nossos amigos foristas e visitantes.

Obrigada por enriquecer ainda mais esse espaço com a lucidez dos seus comentários.

Abraços carinhosos da Katia



Olá meninas e meninos... queridas Katiatog e Dothy... eu é quem tem que agradecer pela oportunidade de aprender um pouco mais e, o mais difícil, procurar colocar em prática esses ensinamentos, que, nesta semana, é a indulgência/perdão...

Lendo os posts, os vários textos - uma melhor que outro, diga-se de passagem - algo me chamou à atenção, em particular...

Nós sempre colocamos que devemos perdoar o outro... corretíssimo, não é verdade??

Mas, com relação a nós mesmos (auto-perdão) acredito que não nos perdoamos NUNCA o suficiente porque somos tão orgulhosos para admitirmos que erramos e que, como qulaquer ser em evolução, erramos muitas vezes por ignorância ou, em outras, o que é bem pior, por nossa arrogância em nos julgamos superiores aos demais.

Acredito que, no momento em que "baixarmos nossa bola" e nos percebermos tão falíveis como qualquer outra pessoa, conseguiremos nos perdoar, nossas neuroses diminuirão e, com isso, amaremos o outro com os defeitos que ele tem e não com os valores que gostaríamos que ele tivesse, mostrando a ele com os nossos exemplos e não com as nossas palavras.

E, quando isso acontecer, conseguiremos vislumbrar a Nova Era que está raiando lá no horizonte, deixando transparecer os seus primeiros raios da manhã....

Gostaria de me desculpar com vocês por estar meio sumida, mas uma fratura no tornozelo está tirando o meu bom humor e não gostaria de contagiar a todos com as minhas indisposições, afinal, muito ajuda aquele que não atrapalha, não é verdade??  ;D

Com o carinho de sempre

Gisella  ;)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 08 de Dezembro de 2010, 20:10
Querida Gisella... Seja sempre muito bem-vinda... Que a paz esteja sempre contigo...

Agradeço-te a presença constantes, e teus depoimentos que são ricas contribuições para cada um de nós e para o nosso estudo....

Desejo que a amiga permaneça consoco até o fim .. Abraços bem gostoso!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 08 de Dezembro de 2010, 20:14
Querido Duda Quadros


Seja muto bem-vindo ao estudo mensal.

Muito obrigada pelo momento de reflexão.

Abraços carinhosos da Katia

Bom estudo, muita paz e luz
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 08 de Dezembro de 2010, 20:21
Querida amiga Macili

Obrigada pela sua amizade e pelas valiosas mensagens que vêm enriquecendo o nosso estudo!

Volte sempre. Será sempre bem-vinda!

Abraços carinhosos da amiga que muito te estima e admira

Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 08 de Dezembro de 2010, 20:28
Querida Gisella


Obrigada por sua bela mensagem, sempre relevante para o nosso estudo.

Espero que se restabeleça rapidamente.

Abraços carinhosos da Katia

Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 08 de Dezembro de 2010, 20:51
Boa noite, queridos amigos!

 
Termômetro da tolerância


Termômetro da Intolerância (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVJVYXhscjFnRmFrIw==)



Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 08 de Dezembro de 2010, 21:11
Nas mensagens que enviei em resposta aos nossos queridos amigos e visitantes, várias vezes falei na importância da prática da indulgência  na reforma íntima individual.

E o que seria a Reforma Íntima?

Para análise e reflexão compartilho com vocês esse texto:


Reforma Íntima em seis perguntas
Centro Espírita Celeiro de Luz


1. O que é a Reforma Íntima?

A Reforma intima é um processo contínuo de auto-conhecimento, de conhecimento da nossa intimidade espiritual, modelando-nos progressivamente na vivência evangélica, em todos os sentidos da nossa existência. É a transformação do homem velho, carregado de tendências e erros seculares, no homem novo, atuante na implantação dos ensinamentos do Divino Mestre, dentro e fora de si.

2. Por que a Reforma Íntima?

Porque é o meio de nos libertarmos dás imperfeições e de fazermos objetivamente o trabalho de burilamento dentro de nós, conduzindo-nos comestivelmente com as aspirações que nos levam ao aprimoramento do nosso espírito.

3. Para que a Reforma Íntima?

Para transformar o homem e a partir dele, toda a humanidade, ainda tão distante das vivências evangélicas. Urge enfileirarmo-nos ao lado dos batalhadores das últimas horas, pelos nossos testemunhos, respondendo aos apelos do Plano Espiritual e integrando-nos na preparação cíclica do Terceiro Milênio.

4. Onde fazer a Reforma Íntima?

Primeiramente dentro de nós mesmos, cujas transformações se refletirão depois em todos os campos de nossa existência, no nosso relacionamento com familiares, colegas de trabalho, amigos e inimigas e, ainda, nos meios em que colaborarmos desinteressadamente com serviços ao próximo.

5. Quando fazer a Reforma Íntima?

O momento é agora e já ; não há mais o que esperar. O tempo passa e todos os minutos são preciosos para as conquistas que precisamos fazer no nosso íntimo.

6. Como fazer a Reforma Íntima?

Ao decidirmos iniciar o trabalho de melhorar a nós mesmos, um dos meios mais efetivos é o ingresso num Grupo de Estudos Regulares e Sistematizados da Doutrina Espírita, cujo objetivo central é exatamente nosso aperfeiçoamento moral. Com a orientação dos dirigentes, num regime disciplinar, apoiados pelo próprio grupo e pela cobertura do Plano Espiritual, conseguimos vencer as naturais dificuldades de tão nobre empreendimento, e transpomos as nossas barreiras. Dai em diante o trabalho continua de modo progressivo, porém com mais entusiasmo e maior disposição. Mas, também, até sozinhos podemos fazer nossa Reforma Íntima, desde que nos empenhemos com afinco e denodo, vivendo coerentemente com os ensinamentos de Jesus.

O CONHECIMENTO DE SI MESMO
As bases da REFORMA ÍNTIMA foram lançadas por Allan Kardec no LIVRO DOS ESPÍRITOS na pergunta 919 : "Qual o meio prático mais eficaz para se melhorar nesta vida e resistir ao arrebatamento do mal ?

Um sábio da antigüidade vos disse: ‘CONHECE-TE A TI MESMO’."

Na resposta à pergunta 919-A, feita por Kardec aos Espíritos, SANTO AGOSTINHO afirma : "O Conhecimento de Si Mesmo é, portanto, a chave do progresso individual".

Todo esforço individual no sentido de melhorar nesta vida e resistir ao arrebatamento do mal só pode ser realizado conscientemente, por disposição própria, distinguindo-se claramente os impulsos íntimos e optando-se por disposições que nos levem a mudança de comportamento.

A disposição de conhecer-se a si mesmo surge de duas maneiras:

1. surge naturalmente como fruto do amadurecimento espiritual de cada um
2. provocada pela ação do sofrimento renovador, que sensibiliza a criatura e desperta-a para os valores novos do espírito.

Uns chegam pela compreensão natural outros pela dor, que também é um meio de despertar nossa atenção

CONHECER-SE PELA AUTO-ANÁLISE
919-A - AK - "Compreendemos toda a sabedoria dessa máxima ( Conhece-te a ti mesmo ) mas a dificuldade está precisamente em se conhecer a si próprio. Qual o meio de se chegar a isso ????

A pergunta de AK Santo Agostinho, responde, oferecendo o resultado de sua própria experiência:

"Fazei o que eu fazia quando vivi na Terra: ao fim de cada dia interrogava a minha consciência, passava em revista o que havia feito e me perguntava a mim mesmo se não tinha faltado ao cumprimento de algum dever, e se ninguém teria motivo para se queixar de mim. Foi assim que cheguei a me conhecer e ver o que em mim necessitava de reforma".

Isso é AUTO-ANÁLISE - É UM PROCESSO SISTEMÁTICO E PERMANENTE DE EFEITOS DIÁRIOS E CONTÍNUOS, ONDE VAMOS

AO ENCONTRO DE NÓS MESMOS.
O processo de auto-análise pode e deve ser utilizado mais intensamente pelo homem, como meio de auto educação permanente e ordenada.

PRECISAMOS sair da condição de indivíduos conduzidos pelos envolvimento do meio, reagindo e mudando , para passarmos a categoria de condutores de nós mesmos, com amplo conhecimento de nossas potencialidades em desenvolvimento.

FAÇA SUA AVALIAÇÃO INDIVIDUAL
CONHECIMENTO DE SI MESMO
Medite, preencha e analise os resultados:

1. Acha que o conhecimento de si mesmo é a chave do melhoramento individual ?
Sim ( ) Não ( ) Sem idéia formada ( )
2. Acredita ser conhecedor de si mesmo, em profundidade suficiente, podendo assim identificar os seus próprios impulsos?
Sim ( ) Não ( ) Superficialmente ( )
3. Já se preocupou em descobrir os porquês de suas principais manifestações impulsivas no terreno das emoções?
Sim ( ) Não ( ) Raramente ( )
4. Refletir sobre si mesmo e auto-analisar-se é difícil?
Sim ( ) Não ( ) Sem experiência ( )
5. Como reage quando sente que ofendeu alguém?
Fica penalizado ( ) Sente-se inquieto ( )
Reage com indiferença ( ) Pede desculpas ( )
Pratica autopunição ( )
6. Entristece-se ao constatar no seu intimo, por vezes, sentimentos fortes que não consegue dominar?
Sim ( ) Não ( ) Indiferente ( )
7. Já tentou relacionar os seus principais defeitos?
Sim ( ) Não ( ) Não vê razões para o fazer ( )
8. Diante de algum erro ou falha sua, como se sente?
Indiferente ( ) Deprimido ( ) Procura corrigir-se ( )
9. á sofreu alguma dor profunda ou passou por período de doença que lhe tenha feito mudar os seus hábitos ou corrigir algum defeito?
Sim ( ) Não ( )
10. Acha que se sentiria mais feliz e alegre compreendendo e controlando melhor as suas reações desagradáveis?
Sim ( ) Não ( ) Indiferente ( )

PONDERE E PROCURE DECIDIR-SE
O que foi abordado até aqui teve como objetivo levar o leitor a refletir sobre a importância do Conhecimento de Si Mesmo, que é a chave do melhoramento individual.

Analise agora as suas respostas, dadas a esse pequeno teste, e conclua por você mesmo como se encontra diante desse trabalho de exploração da sua consciência. É evidente que muito pouco sabemos sobre nós mesmos, mas chegaremos, agora ou depois, cedo ou tarde, à conclusão de que um dia desejaremos ser conduzidos pela própria vontade no caminho do bem. Então, o primeiro passo é exatamente esse: Conhecer-se a Si Mesmo.

Convidamos você a tomar agora a decisão de realizar esse trabalho, caso ainda não o tenha feito ou, se quiser, seguir a leitura abaixo indicada, para maiores reflexões. Os próximos capítulos lhe farão conhecer o campo de batalha a ser enfrentado dentro de você mesmo.

O QUE SE PODE TRANSFORMAR INTIMAMENTE
Esta parte foi desenvolvida sobre três temas básicos, a saber:

•os vícios;
•os defeitos;
•as virtudes.
A VONTADE FERRAMENTA FUNDAMENTAL
Há vários métodos que ensinam para fazer algo, porém todos partem de um pressuposto: A Vontade.

A vontade pode ser fraca ou forte, e ela diz muito do propósito e da capacidade de decisão que imprimimos à nossa vida. A vontade, como vimos, pode ser fortalecida por afirmações repetidas por nós mesmos, como forças desencadeadoras de nossas potencialidades psíquicas, pensando e até dizendo: "eu quero ........", "eu não tenho necessidade ........", "eu vou deixar de ........".

Assim, vamos fortalecendo a vontade e, ao largarmos o "vício X", devemos fazê-lo de uma só vez, pois não é aconselhável deixar aos poucos.

O acompanhamento médico, porém, é recomendado em qualquer caso.

Resistir de todos os modos aos impulsos que naturalmente vão surgir: dessa forma, no decorrer dos dias, a autoconfiança aumenta.

Com isso desenvolvemos um treinamento de grande valor com relação ao

domínio e ao controle da vontade, conduzindo-a em direção ao aperfeiçoamento interior, trabalho esse do qual sempre nos afastamos, levados por envolvimentos de toda sorte.

Nada se conquista sem trabalho. E, vencendo o ........ , capacitamo-nos a superar outros condicionamentos que nos prejudicam igualmente na caminhada evolutiva.

VÍCIOS
Os primeiros abrangem aqueles considerados mais comuns, tidos até mesmo como costumes sociais, mas que acarretam, pelos malefícios provocados, sérios danos à nossa constituição orgânica e psíquica. Pela ordem, são eles :

•o fumo;
•o álcool;
•o jogo;
•a gula;
•os abusos sexuais
A respeito dos vícios, ninguém em nossa sociedade, é criticado ou rejeitado pelo fato de fumar, beber, jogar, comer bem ou ter aventuras sexuais. Tudo isso já foi até mesmo consagrado como natural, e portanto, aceito amplamente como "costume da época".

Estamos alheios aos perigos e às conseqüências que os citados hábitos nos acarretam, mas um pouco já sabemos:

•fumo - câncer no pulmão - enfisema - etc
•álcool - cirrose - ressaca, enxaqueca
•aventuras sexuais - doenças venéreas - AIDS
•comer demais - obesidade - colesterol etc.
Em alguns países já existem restrições a propaganda de álcool e cigarros , inclusive no Brasil cigarros só podem ter propaganda na TV após as 22h tem que colocar no maço de cigarro que o cigarro faz mal a saúde.

DEFEITOS

•orgulho
•vaidade
•inveja
•ciúme
•avareza
•ódio
•vingança
 
           continua...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 08 de Dezembro de 2010, 21:15
 continuação ...

Os defeitos para o homem são os grandes impedimentos do seu progresso moral.

Vamos conhecer as características peculiares de cada um desses defeitos para ser mais fácil identificar e combater.

"O PREÇO DA LIBERDADE É A ETERNA VIGILÂNCIA" diz um ditado militar, e devemos aplicar a nossa BATALHA ÍNTIMA aqui também vamos precisar da ferramenta VONTADE

PEDRO CAMARGO "VINÍCIUS"- no livro-O MESTRE NA EDUCAÇÃO- cap. 20 - Querer é poder? - " Há muita gente que procura com afinco realizar seu ‘querer’, por este ou aquele meio, desprezando precisamente o processo seguro do êxito: o saber. Daí os fracassos, o desânimo, a descrença e o pessimismo de muitos".

E NO FINAL CONCLUI:

"SABER É PODER, REPETIMOS. AQUELE QUE SABE PODE. AQUELE QUE QUER, E IGNORA A MANEIRA DE REALIZAR SEU ‘QUERER’, NÃO PODE COISA ALGUMA".

ORGULHO
amor próprio acentuado- contraria-se por qualquer coisa reage explosivamente a qualquer observação ou critica de seu comportamento menospreza as idéias do próximo, preocupa-se com a aparência exterior, dá demasiada importância a posição social e ao prestigio pessoal.

VAIDADE
apresentação pessoal exuberante no vestir nos adornos, intolerância com aqueles cuja posição social ou intelectual é mais humilde, aspiração a cargos e posição de destaque não reconhecimento de sua própria culpabilidade diante do infortúnio que passa.

INVEJA
desejo manifestado dentro de nós de possuir algo que vemos em alguém ou na propriedade de alguém crítica a alguém que faz pouco e muito possui estado de depressão, causando tristeza, sofrimento, inconformação e revolta com a própria sorte apego aos valores transitórios da existência: posição social, objetos de uso pessoal, bens materiais, recursos financeiros.

CIÚME
nosso apego a objetos e a pessoas - posse.

AVAREZA
apego ao dinheiro e a objetos materiais que possuímos.

ÓDIO
o ódio é uma manifestação dos mais primitivos sentimentos do homem animal, o ódio nos leva a cometer os atos mais indignos de violência, de agressividade, causando dissensões e até mortes, contraindo muitas vezes as mais penosas dívidas para o futuro junto com o ódio fica o rancor.

Como combater:

1. perdoando aos que nos ofendem , Jesus deu a fórmula "não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete"
2. o primeiro passo é segurá-lo de todos os modos. Calemos a boca, contamos até dez ou até cem, caso seja preciso. Depois procurar um local onde possamos nos recolher e ir nos acalmando mentalmente, para serenar nosso ânimo exaltado.

VINGANÇA
é uma reação carregada de fortes emoção , por uma ofensa a nós dirigida, geralmente são emoções fortes como o ódio que levam as criaturas a atos criminosos de vingança.

VIRTUDES
•humildade
•modéstia
•sobriedade
•resignação
•sensatez
•generosidade
•afabilidade
•doçura
•compreensão
•tolerância
•perdão
•misericórdia
•paciência
VIRTUDE - não é algo tão distante assim do nosso modo de ser - dicionário - disposição firme e constante para a prática do bem.

LE 893 - "O sublime da virtude consiste no sacrifício do interesse pessoal para o bem do próximo, sem intenção oculta".

Humildade , Modéstia e Sobriedade
podemos resumir essas três virtudes como sendo:

Despretensioso , Conformado , Resignado , Simples , Submisso , Respeitoso , Reservado , Comedido , Moderado , Sóbrio.

Resignação
Para sermos resignados precisamos aprender a não lamentar a nossa sorte e a aceitar com submissão pacientemente os sofrimentos da vida.

Sensatez
Pessoa que age com cautela e sabedoria . Sabedoria pressupõe conhecimento das verdades espirituais e portanto da importância dos fatos e ocorrências da vida como meio de nos elevar na escala da evolução espiritual.

Generosidade
Ser bom, pródigo , saber fazer o bem , ser desapegado dos bens terrenos, ter alegria e satisfação em servir

Afabilidade e Doçura
São manifestações naturais da benevolência para com as criaturas, resultantes do amor ao próximo. Afável e doce é ser:

cortês, agradável, bondoso, brando, suave, sereno meigo e terno.

Compreensão e Tolerância
Ser compreensivo é estar preparado para aceitar as reações, a conduta, o modo de ser das pessoas sem prejulgamentos ou condenações é aceitar as pessoas como elas são.

A tolerância e conseqüência da compreensão, como não nos cabe salientar os erros e os defeitos alheios nem mesmo criticar, devemos admitir, desculpar, aceitar, perdoar, atenuar e mesmo comutar erros.

Perdão
Devemos perdoar sempre - Jesus - perdoar não sete vezes mas setenta vezes sete vezes - ILIMITADAMENTE

Misericórdia
É o esquecimento e perdão das ofensas

E S E - "O esquecimento das ofensas é o apanágio das almas elevadas, que pairam acima dos golpes que lhes queiram desferir"

Paciência
Num mundo de pressa e correrias, como ser pacientes ???

O relógio é o nosso maior tormento !!!

Discutimos, perdemos a calma, nos irritamos, nos exasperamos, nos desequilibramos emocionalmente durante o dia várias vezes.

Aí entra a paciência que serena, pacífica, sem reações violentas, calma, branda. Tolerante, é a aceitação tranqüila, a vigilância ponderada.

Cada um de nós poderá identificar, nos momentos diários, as ocasiões em que deverá aplicar a paciência.

UM MÉTODO PRÁTICO DE AUTO-ANÁLISE
LE-919-A - S. Agostinho " Aquele que, todas as noites, lembrasse todas as suas ações do dia e se perguntasse o que fez de bem ou de mal, pedindo a Deus e ao seu anjo guardião que o esclarecessem, adquiriria uma grande força para se aperfeiçoar, porque, acreditai-me, Deus o assistirá".

ESTABELECER METAS
Comecemos por definir o que deve e precisa ser modificado em nós: estabeleçamos nossas metas. Analisemos o que queremos modificar.

COMO ENFRENTAMOS OS VÍCIOS MAIS COMUNS
Um caminho é começar pelos hábitos ou vícios que ainda nos condicionam a satisfações ou necessidades prejudiciais ao nosso corpo e ao nosso espírito.

FIXANDO RESULTADOS PROGRESSIVOS
Os resultados progressivos tem sido causa de desanimo, ao estabelecer nossas metas achamos que as mudanças tem que ser drásticas e grandes.

Mas como não conseguimos cumpri-las da noite para o dia nos desiludimos e perdemos a vontade e a coragem de continuar.

Fixar prazos- semana, mês , bimestre, semestre , ano.

Ex. cigarro - hoje 10 dentro de um mês 5 dois meses fim

álcool quantas vezes ingerimos na semana - todos os dia - daqui a seis meses uma vez por semana - um ano parar . Assim por diante...

FAZENDO UMA PROGRAMAÇÃO GERAL
A escolha das prioridades dos vícios e dos defeitos a eliminar ficará a nosso critério individual. Temos assim em nossa programação cerca de 18 meses para eliminar 03 dos 05 vícios indicados no quadro.

Algumas auto-sugestões :

Abandonarei o cigarro decididamente...

Evitarei a bebida corajosamente...

Controlarei os excessos alimentares tranqüilamente...

A PRÁTICA DO ORAR NO PROPÓSITO DE VIGIAR
Oremos, com o melhor de nossas intenções, com toda a emoção, e recebamos o influxo das energias suaves que nos serão dirigidas em sustentação aos nossos propósitos.

CULTIVO DAS VIRTUDES
Pode parecer que só nos preocupamos com o nosso lado inferior. Mas não precisamos também cultivar as virtudes.

Um modo de cultivar as virtudes e tentar a substituição dos defeitos por virtudes:

ORGULHO pela HUMILDADE

VAIDADE pela MODÉSTIA e SOBRIEDADE

INVEJA pela RESIGNAÇÃO

CIÚME pela SENSATEZ e PIEDADE

AVAREZA pela GENEROSIDADE e BENEFICÊNCIA

ÓDIO pela AFABILIDADE e DOÇURA

VINGANÇA pelo PERDÃO

INTOLERÂNCIA pela MISERICÓRDIA

IMPACIÊNCIA pela PACIÊNCIA e MANSUETUDE

OCIOSIDADE pela DEDICAÇÃO e DEVOTAMENTO
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Felipa em 09 de Dezembro de 2010, 00:11
A indulgência jamais se ocupa com os maus atos de outrem, a menos que seja para prestar um serviço; mas, mesmo neste caso, tem o cuidado de os atenuar tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, não tem nos lábios censuras; apenas conselhos e, as mais das vezes, velados. Quando criticais, que conseqüência se há de tirar das vossas palavras? A de que não tereis feito o que reprovais, visto que estais a censurar; que valeis mais do que o culpado. O homens! quando será que julgareis os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos, os vossos próprios atos, sem vos ocupardes com o que fazem vossos irmãos? Quando só tereis olhares severos sobre vós mesmos?
Sede, pois, severos para convosco, indulgentes para com os outros. Lembrai-vos daquele que julga em última instância, que vê os pensamentos íntimos de cada coração e que, por conseguinte, desculpa muitas vezes as faltas que censurais, ou condena o que relevais, porque conhece o móvel de todos os atos. Lembrai-vos  de que vós, que clamais em altas vozes: anátema! tereis, quiçá, cometido faltas mais graves.
Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita. –

José, Espírito protetor. (Bordéus, 1863.)
Extraído da obra O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec.


Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 09 de Dezembro de 2010, 00:22
Olá  maria47... seja muito bem-vinda... Muit paz pra ti...

Brigada por tua visita, e tua valiosa colaboração...

Desejo que voltes muitas vezez amiga...  E fique até o fim do estudo...Abraços afetuoso
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Edna☼ em 09 de Dezembro de 2010, 00:32
Boa noite a todos!

Kátia e Dothy queridas, olhar para dentro de si e ver que não é o ideal, é dolorido.

Ah! a reforma íntima não é tarefa fácil.

Daí a importância da sinceridade que deve presidir os nossos propósitos de acertar.
 
Que essa virtude simples e doce faça sempre parte das nossas vidas!

Abraços fraternos,

Edna ;)


Brigada querida Edna por esta valiosa e sincera contribuição para enriquecer ainda mais o nosso studo.. Volte sempre... Abraços cheio de carinho!
Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marli Pacheco em 09 de Dezembro de 2010, 00:36
Boa noite minhas amigas meus amigos, irmãos de caminhada.....

O homem de bem.

O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior
pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa
lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma
ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara
lhe fizessem.
Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua
permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.
Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações
e as aceita sem murmurar.
Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga
alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus
interesses à justiça.
Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros,
nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para
pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio
interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.
O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de
crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.
Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não
pensam.
Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a
outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de
alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando
a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor.
Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as
ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.
É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem
presente esta sentença do Cristo: Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado.
Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê
obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.
Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços
emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.
Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao
revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.
Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi
dado pode ser-lhe tirado.
Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito de que terá
de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de
suas paixões.
Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência,
porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os
esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna
em que se encontram.
O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em
cumpri-los conscienciosamente. (Cap. XVII, no 9.)
Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da
Natureza, como quer que sejam respeitados os seus.
Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele
que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no ca-minho se acha que a todas as
demais conduz.

Fonte: KARDEC, Allan, O Evangelho segundo o Espiritismo
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Felipa em 09 de Dezembro de 2010, 01:48
PRECE DE ANICETO

Senhor Jesus, ensina-nos a receber as bênçãos do serviço! Ainda não sabemos, Amado Jesus, compreender a extensão do trabalho que nos confiaste! Permite, Senhor, possamos formar em nossa alma a convicção de que a Obra do Mundo te pertence, a fim de que a vaidade não se insinue em nossos corações com as aparências do bem!

Dá-nos, Mestre, o espírito de consagração aos nossos deveres e desapego aos resultados que pertencem ao teu amor!

Ensina-nos a agir sem as algemas das paixões, para que reconheçamos os teus santos objetivos!

Senhor Amorável, ajuda-nos a ser teus leais servidores.

Mestre Amoroso, concede-nos, ainda, as tuas lições,
Juízo Reto, conduze-nos aos caminhos direitos,
Médico Sublime, restaura-nos a saúde,
Pastor Compassivo, guia-nos à frente das águas vivas,
Evangelho Sábio, dá-nos teu roteiro,
Administrador Generoso, inspira-nos a tarefa,
Semeador do Bem, ensina-nos a cultivar o campo de nossas almas,
Carpinteiro Divino, auxilia-nos a construir nossa casa eterna,
Oleiro Cuidadoso, corrige-nos o vaso do coração,
Amigo Desvelado, sê indulgente, ainda, para com as nossas fraquezas,
Príncipe da Paz, compadece-te de nosso espírito frágil, abre nossos olhos e mostra-nos a estrada de teu Reino!

pelo Espírito André Luiz – Do livro: A Luz da Oração, Médium: Francisco Cândido Xavier.
Postado por Jornalista – Antonio Carlos Ribeiro às 17:12 0 comentários
LÓGICA ESPÍRITA


A Lei de Deus permite:

Que desfrutemos tantas posses, quantas sejamos capazes de reter honestamente, mas espera estejamos agindo com elas, em benefício dos outros;

Que tenhamos tanta cultura, quanto os recursos da própria inteligência no-lo permitam, mas espera nos empenhemos a convertê-la em realização no bem de todos;

Que sejamos felizes, mas espera busquemos fazer a felicidade dos semelhantes;

Que sejamos amados, mas espera nos transformemos em amor para os nossos irmãos;

Que solucionemos as nossas necessidades, mas espera que não venhamos a prejudicar ninguém, no campo dos deveres em que nos achamos comprometidos;

Que sejamos desculpados em nossas faltas, mas espera que perdoemos sem condições as ofensas que se nos façam;

Que usufruamos os bens do Universo, mas espera nos mostremos prontos a reparti-los sempre que necessário;

Que se pense ou fale mal de nós, tanto quanto se queira nos círculos de nossa convivência, mas espera nos devotemos a guardar a consciência tranqüila;

Que erremos, em nossa condição de almas imperfeitas ainda, mas espera que na base de nossos fracassos permaneça brilhando a luz da boa intenção;

Enfim, a Lei de Deus permite sejamos quem somos, mas nos apóia ou desapoia, abate ou exalta, corrige ou favorece pelo que somos, através do que fazemos de nós, porque Deus não cogita daquilo que parece, mas daquilo que é.

pelo Espírito Albino Teixeira – Do livro: Caminho Espírita, Médium: Francisco Cândido Xavier.

VN:F [1.9.4_1102]
Título: RESPOSTA
Enviado por: Fabiana F. Barbosa em 09 de Dezembro de 2010, 02:09
Prezada Dothy, parabéns pelo belo trabalho, agradeço por ter recebido o convite para participar do Fórum Espirita sobre a Indulgência, um tema de grande importância no século XXI, onde as pessoas em sua maioria estão habituadas a julgar os outros, muitas vezes a reparar erros e que também cometemos, mas ao comentarmos, ressaltamos o gesto menos digno do nosso semelhante. O tema nos convida a termos indulgência e jamais nos ocuparmos com os maus atos dos nossos semelhantes. Se pudermos ajudá-los, não comentando particularmente as suas falhas, estaremos praticando a indulgência. É assim que gostaríamos que fizessem conosco. Ao invés de criticarmos, por que não trazermos soluções? A crítica destroi relacionamentos, fere corações e sentimentos. É preciso avaliar cuidadosamente o ponto de vista de cada um quando for expor suas idéias e avaliações pessoais. Gerenciar suas emoções e ser indulgente para consigo mesmo e seu próximo.

Eu gostaria Dothy que você me explicasse como será administrado a sequência dos debates e apresentação dos temas, porque eu recebi o convite esta semana e é a primeira vez que participo, estou um pouco perdida, confesso que ainda não consegui entender bem como funciona o site, poderia me explicar?

Muita paz e luz. Abraços.

Querida amiga... Seja sempre bem-vinda... Muita paz a ti....
Aqui comentamos, trazemos mensagens dentro do tema do estudo...
Desejos que fique conosco até  fim do estudo... Abraços afetuoso!!
Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 09 de Dezembro de 2010, 02:34
A humanidade, sempre viveu à sombra de uma grande mistério... Uma magia, que ninguém ousava explicar, definir, ensinar...
Tem magia não... Tem mistério não... Até nas MP ficam implicando...

Alteridade para compreender diferenças e diferentes, para aprender que indulgência é compreender e explicar que tem que ser do jeito que é mesmo, mas tem de continuar querendo... sabendo manter a vontade em harmonia... Pleroma opera...
O universo conspira a seu favor... Mas do jeito dos mamões a polaridade se inverte e acontece ao contrário...


Filhodobino reflete:
A impermanência, é a segurança de que estamos regidos por um amor sem fim, nos garantindo, perfeita justiça, e encarando a vida e as voltas da que vida dá, vamos aprendendo, a amar essa perfeita magia do amor que educa e eleva, ao invés de vivermos buscando o privilégio da beneficência pessoal...

A nossa semeadura, não se faz pela exclusão, dos nossos viveres... dos diferentes e desiguais, mas pela busca incessante pela polaridade neutra do amor indistintamente.
A nossa semeadura , como bem nos asseverou o Cristo, carece de esforço próprio, e nos erros e enganos a reparação.
A semeadura, é a ativação dos diferentes para se tornarem iguais, plenos...
Enquanto buscarmos a equanimidade na vida diferente, não encontraremos a paz, posto que somente pela compreensão das diferenças e dos diferentes, polarizaremos em igualdade no Pleroma ... amor sublime do Creador, que nos fez diferentes, para nos buscarmos na igualdade...
Não deixemos nos enganar por falsas promessas, e fantasiosas conotações fenomênicas, pois o único e verdadeiro fenômeno é o amor, à vida e à nossa evolução.

Saúde e Paz!


Querido filhodobino

Que linda contribuição você trouxe ao nosso estudo.

Deus te abençoe e inspire

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 09 de Dezembro de 2010, 03:29
Querida Maria 47

Seja muito bem vinda!

Agradeço por suas belas contribuições ao nosso estudo!

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 09 de Dezembro de 2010, 03:40
Querida Edna


Agradeço pela valiosa contribuição ao nosso estudo.

Volte sempre!

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 09 de Dezembro de 2010, 04:00
Querida amiga Marli Pacheco


Parabéns por escolher esse trecho do Evangelho segundo o Espiritismo!

O Homem de bem é o verdadeiro exemplo da indulgência, da caridade e do amor.

Obrigada por estar sempre nos acompanhando e por nos presentear com suas mensagens!

Abraços carinhosos da amiga que muito te estima

Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 09 de Dezembro de 2010, 04:35
Querida Fabiana

Seja muito bem-vinda! Esse é o estudo mensal de dezembro. Nesse espaço deixamos as nossas opiniões, mensagens relacionadas ao tema, vídeos e gifs.

Para que você possa compreender o objetivo desse estudo, observe que no canto inferior desse tópico encontram-se as páginas numeradas. Vá para a página  1. Para acessar o estudo em si, leia as páginas seguintes.

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 09 de Dezembro de 2010, 10:05
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço que é de vocês... Sem ela seria apenas eu e as postagen
s...

Estão todos convidados a trazerem suas mensagens, colaboração dentro do tema...


Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto, e aceitar sugestões, etc..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiato
g..


(Dothy e Katia)


Título: Indulgência
Enviado por: Marlon Augusto em 09 de Dezembro de 2010, 10:28
Refletindo um pouco sobre o tema me esforçando ao maximo pra separar a indulgencia católica do tema escolhido já que uma coisa só tem a ver com a outra as letras que formam a palavra. ;D

A indulgencia real é indispensável para o bom convívio... A capacidade de não julgar um erro, de não criticar o próximo sem qualquer objetivo por trás das palavras a não ser o de fervilhar a já atribulada mente do que errou. O mundo seria perfeito se fossemos mais indulgentes.

As vezes as criticas são feitas com aquela velada vontade de ajudar... de despertar o outrem mas, ao serem sorvidas pelo mesmo se tornam venenos ao relacionamento. Então ao não saber a forma como o próximo reagiria a suas opiniões de boa fé o melhor é mesmo ficar quieto  ;D

Ser indulgente nos leva a ter uma relação facilitada com todos que nos cercam e com elas aprendemos também a não desperdiçar palavras a ouvidos que não irão aproveitá-las.
Só se manifestando de maneira "critica" quando indagado pelo outrem ou quando sabe verdadeiramente que a critica será aceita e terá uma função positiva



Querido Marlon

Seja muito bem-vindo e agradeço à sua colaboração.

Abraços carinnhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 09 de Dezembro de 2010, 10:34
Olá Marlon... Seja muito bem-vindo ao estudo...

Realmente, muitas vezes ao conversarmos com a pessoas, sobre seus erros,ela não absorve bem, assim como nós também quando somos chamdados na mesma situação... Ai entra os dois Indulgência e Perdão... Abraços afetuosos!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: R Costa em 09 de Dezembro de 2010, 11:00
[size=12pt]Olá a todos,

Quero aproveitar para deixar uma palavra de apreço a todos vós que planeiam estes estudos mensais.  Por exemplo este mês, sem querer o tema escolhido passou a estar sempre presente em todos os meus actos e é fruto de uma profunda  meditação... (claro que mesmo não sendo o tema de estudo já deveria estar, e é claro que está, mas não da mesma forma... acho que me entendem).

Amigo Marlon
Ora ai está uma "receita" simples mas que creio ser positiva na maioria das situações. 
"Só se manifestando de maneira "critica" quando indagado pelo outrem ou quando sabe verdadeiramente que a critica será aceite e terá uma função positiva"Abraço,
Rui
[/size]
Título: Re: Indulgência
Enviado por: R Costa em 09 de Dezembro de 2010, 11:03
Ups, acho que fiz algo de errado na escolha das cores e tamanho da letra  :(

Olá R Costa... Seja sempre bem-vindo ao nosso estudo.. Que bom que já estás a meditar sobre a necessidade de sermos indulgentes, bem antes do tema trazido aqui, quanto as cores e tamanhos é opcional amigo... Abraços afetuoso!!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Déa Feitosa em 09 de Dezembro de 2010, 12:05
Bom dia,

Uma mensagem sobre perdão.

NÃO PERDOAR
 


Bezerra de Menezes, já devotado à Doutrina Espírita, almoçava, certa feita, em casa de Quintino Bocaiúva, o grande republicano, e o assunto era o Espiritismo, pelo qual o distinto jornalista passara a interessar-se.

Em meio da conversa, aproxima-se um serviçal e comunica ao dono da casa:

- Doutor, o rapaz do acidente está aí com um policial.

Quintino, que fora surpreendido no gabinete de trabalho com um tiro de raspão, que, por pouco, não lhe atingiu a cabeça, estava indignado com o servidor que inadvertidamente fizera o disparo.

- Manda-o entrar – ordenou o político.

- Doutor – roga o moço preso, em lágrimas -, perdoe o meu erro! Sou pai de dois filhos...
Compadeça-se! Não tinha qualquer má intenção...
Se o senhor me processar, que será de mim? Sua desculpa me livrará! Prometo não mais brincar com armas de fogo! Mudarei de bairro, não incomodarei o senhor...

O notável político, cioso da própria tranqüilidade, respondeu:

- De modo algum. Mesmo que o seu ato tenha sido de mera imprudência, não ficará sem punição.

Percebendo que Bezerra se sentia mal, vendo-o assim encolerizado, considerou, à guisa de resposta indireta:

- Bezerra, eu não perdôo, definitivamente não perdôo...

Chamado nominalmente à questão, o amigo exclamou desapontado:

- Ah! você não perdoa!

Sentindo-se intimamente desaprovado, Quintino falou, irritado:

- Não perdôo erro. E você acha que estou fora do meu direito?

O Dr. Bezerra cruzou os braços com humildade e respondeu:

- Meu amigo, você tem plenamente o direito de não perdoar, contanto que você não erre...

A observação penetrou Quintino como um raio.

O grande político tomou um lenço, enxugou o suor que lhe caía em bagas, tornou à cor natural, e, após refletir alguns momentos, disse ao policial:

- Solte o homem. O caso está liquidado.

E para o moço que mostrava profundo agradecimento:

- Volte ao serviço hoje mesmo, e ajude na copa.

Em seguida, lançou inteligente olhar para Bezerra, e continuou a conversação no ponto em que haviam ficado.
 
 



pelo Espírito Hilário Silva - Do livro: Almas em Desfile, Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
 
 
Querida Andrea... Seja sempre bem-vinda... Brigada por mais esta valiosa contribuição... Bjs e abraços carinhosos!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Déa Feitosa em 09 de Dezembro de 2010, 12:23
Olá, Dothy!

Que Deus te ilumine sempre para que possamos aprender mais  e mais.

Ainda estou falhando muito quanto a indulgência, mas graças ao aprendizado adquirido, estou conseguindo refletir meus erros. Mas tenho que me policiar muito, como é difícil sair das vicissitudes. Peço ao Senhor que me auxilie nessa jornada. Que Ele permita que meu entendimento seja pleno, para que assim possa por em prática o aprendizado.

Que assim seja,

Querida amiga.. Que Deus ilumine a todos nós... Temos um mês para ver se absorvemos algo sobre esta virtude... A indulgência, que assim como você e  eu ,acredito muitos de nós, ainda não conseguimos assimilar e vivenciar em nossa vida... Volte sempre.. bjs!!



Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marlon Augusto em 09 de Dezembro de 2010, 12:47
A indulgencia e o perdão amiga dothy são duas coisas que ainda não foram perfeitamente assimiladas pelos espiritos da terra. E tivemos tanto tempo pra isso não é?

Ambos são dificeis de se botar em pratica mesmo que faceis de se entender em teoria. Somos seres de momento as vezes abrimos a boca e já foram proferidas palavras de que nos arrependeremos logo em seguida. Cabe ai outra coisa que se ouve muito em centro espirita. Orai e Vigiai, Vigiai sempre pra que suas ações não machuquem a quem te é querido.

Amigo R costa

Agente aprende com a vida que esse é o segredo pra um bom convivio. Não falar aquilo que as pessoas não estão prontas ou não querem ouvir sem que elas requisitem.
Perde-se muitos amigos até se aprender isso não é?
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 09 de Dezembro de 2010, 13:08
É verdade amigo Marlon Augusto.. Jesus quando aqui conosco nos ensinou e vivenciou esta virtude, e nós espíritos muitas vezes rebeldes, não abrimos  a mente e nem o coração para tal... Teremos um mês de estudo desta virtude, agora aprendermos e vivenciarmos... É  outra questão... Brigada amigo pela rica contribuição para todos nós...  Volte sempre.. abraços!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 09 de Dezembro de 2010, 13:54
Cantemos hosanas à indulgência...
compartilhemos sinônimos, grafados, conhecidos, aceitos, e também todos que o sentimento de gentileza... forem coerentes com o compartilhar conhecimento que ensina o aprendizado, que é singelo e é lei natural mas... pela falta de indulgênia, durante milênios pertenceu apenas aos poucos aquinhoados que os mantinham a sete chaves...

Antes só os privilegiados é que poderiam disso tomar ciência, e ainda hoje, há perseguição para quem quer expor claramente desmistificando os misticismos e desmitificando os mitos, que enriqueceram milhares de milhões e ainda há súditos do reino dos gigantes tentando cooptar adeptos da aceitabilidade em nome da impermanência que é lei natural, como forma de arregimentar adeptos para serem agraciados com benesses, inexistentes, posto que unicamente o merecimento vence o magnetismo invertido do pleroma que realiza a ilusão, e a transmuta no real.

A nossa semeadura, não se faz pela exclusão, dos nossos viveres... dos diferentes e desiguais, mas pela busca incessante pela polaridade neutra do amor indistintamente.
A nossa semeadura , como bem nos asseverou o Cristo, carece de esforço próprio, e nos erros e enganos a reparação.

A semeadura, é a ativação dos diferentes para se tornarem iguais, plenos...
Enquanto buscarmos a equanimidade na vida diferente, não encontraremos a paz, posto que somente pela compreensão das diferenças e dos diferentes, polarizaremos em igualdade no Pleroma ...
Magia sublime do amor, que tão maravilhosamente, só o Cristo entre nós exercitou e exemplificou... amor sublime do Creador, que nos fez diferentes, para nos buscarmos na igualdade.
..

Não deixemos nos enganar por falsas promessas, e fantasiosas conotações fenomênicas, pois o único e verdadeiro fenômeno é o amor, à vida e à nossa evolução.

Saúde e Paz!

Brigada amigo, por sua presença diária em nosso estudo... Indulgência, ensinada e vivenciada por Jeus, essa é o nosso objetivo a alcançar... Abraços!

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/ese-entendimentos-com-as-referencias-biblicas/450/#ixzz17cYHpNBr
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 09 de Dezembro de 2010, 14:46
TEMA: Indulgência

Sub-Tema: Julgamento- Perdão- Vigilância

Segunda Parte do Estudo: Indulgência (Perdã
o)

Conceito de Indulgência: Jesus

      Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós. (Mateus, VII: 1-2).



Conceito de Perdão: Jesus

             Se vosso irmão pecar contra ti, vai, e corrige-o entre ti e ele somente; se te ouvir, ganhado terás a teu irmão. Então, chegando-se Pedro a ele, perguntou: Senhor, quantas vezes poderá pecar meu irmão contra mim, para que eu lhe perdoe? Será até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes. (Mateus, XVIII: 15, 21e 22).

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 09 de Dezembro de 2010, 17:32
"Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado", disse Jesus.

Essa sentença faz da indulgência um dever para nós outros, porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência. Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita


As Alegrias do Perdão


“Bem aventurados os misericordiosos, pois alcançarão misericórdia” Jesus

Desde o advento do Cristianismo a humanidade vem trabalhando na expansão do nível de consciência comum para além dos limites do “olho por olho, dente por dente” .

No campo de experiências em que transitamos, dominados pelas paixões e alimentados pelo orgulho, nos deparamos constantemente com conflitos de relacionamento.

Os conflitos precisam ser solucionados e acabam por oferecer elementos que, pouco a pouco, estimulam a criatura a caminhar em direção a mudança de comportamento.

Os espíritos respondem a Kardec, quando questionados pelo mestre de Lion a cerca da verdadeira caridade, que a caridade moral consiste na benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias, e perdão as ofensas.

A benevolência é uma das chaves para solução dos conflitos humanos. O exercício perseverante e fervoroso de virtudes como a paciência, ternura, coragem, justiça, verdade, tem o poder de harmonizar a vida em torno de nós.

A indulgência é outro conceito importante para o nosso processo de convivência. Não consiste em aceitarmos tudo que as pessoas fazem. Isso seria omissão, ou indiferença, não indulgência. A indulgência nos leva a aceitar a pessoa como ela é e independente do que faz. Conserva assim a razão principal da vida em sociedade, auxiliarmos uns aos outros a nos melhorarmos.

A benevolência e a Indulgência somam-se ao perdão.

O perdão é árvore amarga de frutos doces.

Ele se torna possível no nosso compromisso intimo com o bem, no nosso desejo de felicidade e paz interior.

A dificuldade de perdoar é o do tamanho do orgulho.

O perdão liberta, nutre, aproxima, transforma.

Precisamos entender urgentemente que fazemos escolhas com relação aos sentimentos que aplicamos a cada experiência que a vida nos propõe.

Educando nossos sentimentos, passamos pela vida em harmonia. Sentimentos errados tornam o caminho mais difícil.

Nesse sentido Jesus nos disse...“Acerta o passo com a vida e ela te mostra as maravilhas que tem”.



Fonte: FEAL
Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 09 de Dezembro de 2010, 20:44
Amados irmãos, companheiros de ideal, estudantes da indulgência...
Saúde e Paz!


Até ao boi que pisa o trigo, dar-se-lhe-á um bocado...

O cano que transporta água limpa, nunca sente secura, em mantendo o transporte...

A busca exterior das causas dos sofrimentos foi induzida pelos súditos do reino dos gigantes, para coagir a humanidade a se manter sob seu reinado...

Então:
 
É indulgência de primeira classe, compartilhar aprendizado, aprendendo a aprender.

Xxx _ Refletindo com-a-ciência...

Metodologia psicopatológica e ética em psicanálise:
O princípio da alteridade hermética.
Nelson da Silva Junior.


 A compreensão da metapsicologia como sistema causal de representação da subjetividade exclui implicitamente a legitimidade do registro da ética como tal. Contra tal compreensão, apresentamos a noção de alteridade hermética enquanto um princípio da metodologia psicopatológica da psicanálise que não somente convive com a ética, mas ainda que solicita a independência e a transformação dos valores da normalidade.
Palavras-chave: Metapsicologia, subjetividade,  ética, alteridade hermétic
xxx
Filhodobino pensa que principalmente para com os que sofrem, dores induzidas pelas crenças que os mitos e as mitologias nos enfiaram goela abaixo, e pela sistemática robustez do argumento da fé cega, que se nega a tudo, pesquisar, tudo procurar entender, mas aceitar unicamente o que convém ao indivíduo, é indulgência da melhor qualidade, abnegar o que sabemos e descermos à altura do que sofre pela alteridade hermética, nos posicionarmos em igualdade nas desigualdades e nas diferenças....
Sem nos arrogarmos do que sabemos e nos posicionarmos de maneira que o espírito-infante, o néscio, o que sofre porque pensa que o sofrimento vem de fora, e obrigá-lo entender como é e como não é.
Então replico aqui o que li alhures mais acima...
* Entretanto, uma outra crítica seria também imediata ao “sujeito da representação”, esta do ponto de vista não mais epistemológico, mas do ponto de vista ético e moral.
 O fato é que este “Atlas metafísico” deve reconstruir um mundo não somente de objetos, mas também de pessoas.
Representar o outro, contudo, é “reduzi-lo” a um conjunto de estímulos sensoriais que “funcionam” desta ou daquela forma.


leia mais em:
http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/ese-entendimentos-com-as-referencias-biblicas/msg173809/?topicseen#msg173809
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 09 de Dezembro de 2010, 21:51
-Perdão e nós


Habitualmente, consideramos a necessidade do perdão apenas quando alvejados por ofensas de caráter público, no intercurso das quais recebemos tantos testemunhos de solidariedade, na esfera dos amigos, que nos demoramos hipnotizados pelas manifestações afetivas, a deixar-nos em mérito duvidoso . A ciência do perdão, todavia, tão indispensável ao equilíbrio, quanto o ar é imprescindível à existência, começa na compreensão e na bondade, perante os diminutos pesares do mundo íntimo. Não apenas desculpar todos os prejuízos e desvantagens, insultos e desconsiderações maiores que nos atinjam a pessoa, mas suportar com paciência e esquecer completamente, mesmo nos comentários mais simples, todas as pequeninas injustiças do cotidiano, como
sejam:

- a observação maliciosa; - a referência pejorativa; - o apelo sem resposta; - a gentileza recusada; - o benefício esquecido; - o gesto áspero; - a voz agressiva; - a palavra impensada; - o sorriso escarnecedor; - o apontamento irônico; - a indiscrição comprometedora; - o conceito deprimente; - a acusação injusta; - a exigência descabida; - a omissão injustificável; - o comentário maledicente; - a desfeita inesperada; - o menosprezo em família; - a preterição sob qualquer aspecto; - o recado impiedoso... Não nos iludamos em matérias de indulgência.


Perdão não é recurso tão-somente aplicável nas grandes dores morais, à feição do traje a rigor, unicamente usado em horas de cerimônia. Todos somos suscetíveis de erro e, por isso mesmo, perdão é serviço de todo instante, mas, assim como o compositor não obtêm a sinfonia sem passar pelo solfejo, o perdão não existe, de nossa parte, ante os agravos grandes, se não aprendemos a relevar as indelicadezas pequenas.
Resignação e resistência: De fato, há que se estudar a resignação para que a paciência não venha a trazer resultados contraproducentes . Um lavrador suportará corajosamente aguaceiro e granizo na plantação, mas não se acomodará com gafanhoto e tiririca. Habitualmente, falamos em tolerância como quem procura esconderijo à própria ociosidade. Se nos refestelamos em conforto e vantagens imediatas, no império da materialidade passageira, que nos importam desconforto e desvantagens para os outros ? Esquecemo-nos de que o incêndio vizinho é ameaça de fogo em nossa casa e, de imprevisto, irrompem chamas junto de nós, comprometendo-nos a segurança e fulminando-nos a ilusória tranquilidade . Todos necessitamos ajustar a resignação no lugar certo.

Se a Lei nos apresenta um desastre inevitável, não é justo nos desmantelemos em gritaria e inconformação. É preciso decisão para tomar os remanescentes e reentretecê-los para o bem, no tear da vida. Se as circunstâncias revelam a incursão do tifo, não é compreensível cruzar os braços e deixar campo livre aos bacilos. Sempre aconselhável a revisão de nossas atitudes no setor da conformidade. Como reagimos diante do sofrimento e diante do mal? Se aceitamos penúria, detestando trabalho, nossa pobreza resulta de compulsório merecimento. Civilização significa trabalho contínuo contra a barbárie. Higiene expressa atividade infinitamente repetida contra a imundície.

Nos domínios da alma, todas as conquistas do ser, no rumo da sublimação, pedem harmonia com ação persistente para que se preservem. Paz pronta ao alarme. Construção do bem com dispositivo de segurança. Serenidade é constância operosa; esperança é ideal com serviço. Ninguém cultive resignação diante do mal declarado e removível, sob pena de agravá-lo e sofrer-lhe a clava mortífera. Estudemos resignação em Jesus-Cristo. A cruz do Mestre não é um símbolo de apassivamento à frente da astúcia e da crueldade e sim mensagem de resistência contra a mentira e a criminalidade mascaradas de religião, num protesto firme que perdura até hoje.

d
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 10 de Dezembro de 2010, 04:38
Querido amigo filhodobino


Agradeço por sua constante participação e por suas contribuições valiosas que sempre enriquecem o nosso estudo.

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 10 de Dezembro de 2010, 04:48
Bom dia, queridos amigos!


Todo Mundo Erra...
 
 
 
Você, certamente, já ouviu ou falou a frase: "todo mundo erra!".

Essa afirmativa está correta, porque a terra é um planeta de provas e expiações, o que quer dizer que neste mundo não há ninguém perfeito.

A perfeição é uma meta que todos nós alcançaremos um dia, mas não pode ser encontrada no atual estágio evolutivo da humanidade terrestre.

Não é outra a razão porque todos ainda cometemos erros, embora muitas vezes tentando acertar.

Tudo isso é fácil de entender, dirão alguns. E mais fácil ainda é tentar justificar as próprias faltas com a desculpa da imperfeição.

Admitir, portanto, que cometemos falhas mais vezes do que gostaríamos, não é difícil. Também não é difícil tolerar os escorregões dos nossos afetos.

No entanto, se você admite que "todo mundo erra", porque é tão difícil relevar as imperfeições alheias?

Porque é tão fácil justificar os próprios erros e tão difícil aceitá-los nos outros?

Se quebramos um copo, por exemplo, logo nos desculpamos dizendo que foi sem querer, e pode ter sido mesmo. Mas, se é outra pessoa que o faz, já achamos uma maneira de criticar, dizendo que é descuidada ou não prestou a devida atenção no que estava fazendo.

Se a esposa não conseguiu servir o almoço na hora que deveria, é porque ficou de conversa fiada com alguma amiga. Mas quando você é o esposo e não dá conta de entregar um serviço no prazo, é porque é um homem muito atarefado.

Quando o marido chega em casa nervoso e irritado, é porque está sobrecarregado de problemas, mas não desculpa se a esposa está impaciente por ter passado o dia todo ouvindo choro de criança e atendendo as tarefas da casa.

Se você é a esposa e tem seus motivos para justificar a falta de atenção com os filhos, em determinado momento, pense que seu esposo também tem suas razões para justificar uma falta qualquer.

Se você é filho e acha que está certo agindo desta ou daquela maneira, entenda seus pais, pois eles também encontrarão motivos para justificar seus deslizes.

O que geralmente ocorre, é que não paramos para ouvir as pessoas que transitam em nossa estrada. O que é mais comum, é criticar sem saber dos motivos que as levaram a se equivocar.

Se temos sempre uma desculpa para nossas faltas, devemos convir que os outros também as têm.

Se assim é, por que tanta inquietação com as ações que julgamos erradas nos outros?

Não temos a intenção de fazer apologia ou defender o desculpismo, mas, simplesmente, chamar a atenção para o fato de que todos estamos sujeitos a dar um passo em falso. E por isso devemos, no mínimo, entender quando isso acontece.

Se todo mundo erra, temos mais motivos para a tolerância e o perdão.

E se ninguém é perfeito, mais razão para entender as imperfeições alheias.

Ou será que só nós temos o direito a tropeçar?

* * *

A terra é uma escola de aperfeiçoamento da humanidade.

As pessoas que aqui estagiam, estão se preparando para conquistar mundos mais adiantados, universidades mais avançadas.

Por essa razão, vale a pena prestar atenção no seu aproveitamento pessoal, e deixar aos outros o dever de cuidar dos próprios atos.

Pois a cada vez que deixamos o corpo físico, pela desencarnação, uma nova avaliação é feita e todos, sem exceção, receberemos conforme nossas obras.

Pense nisso!
 
 
Da Equipe da Redação do Momento Espírita.
 
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 10 de Dezembro de 2010, 09:40
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço que é de vocês... Sem ela seria apenas eu e as postagens..
.

Estão todos convidados a trazerem suas mensagens, colaboração dentro do tem
a..

Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto, e aceitar sugestões, etc..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..


Dothy e Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 10 de Dezembro de 2010, 09:51
Indulgência (Perdão)

 Irmãos da Terra, em meio às vicissitudes da experiência humana, aprendei a ser Indulgentes e perdoar!... Por mais se vos fira ou calunie, injurie ou amaldiçoe, olvidai o mal: fazendo o bem!...

Vós que tivestes a confiança traída ou o espírito dilacerado nas armadilhas da sombra, acendei a luz do amor onde estiverdes!...

Companheiros que fostes vilipendiados ou insultados em vossas intenções mais sublimes, apagai as ofensas recebidas e bendizei os ultrajes que vos burilam o coração para a Vida Maior!...
   
Quando sentirdes a tentação de revidar, lembrai-vos daquele que nos concitou a «amar os inimigos» e a «orar pelos que nos perseguem e caluniam»! Recordai o Cristo de Deus, preferindo ser condenado, a condenar, porque, em verdade, quantos praticam o mal não sabem o que fazem!... Convencei-vos de que as leis da morte não excetuam ninguém e não vos esqueçais de que, no dia do vosso grande adeus aos que ficarem na estância das provas, somente pela bênção da paz e do amor na consciência tranquila é que podereis alcançar a suspirada libertação!...

   Se somarmos as inquietações e sofrimentos que infligimos a nós mesmos por não perdoarmos aos entes amados pelo fato de não serem eles as pessoas que imaginávamos ou desejávamos fossem, surpreenderemos conosco volumosa carga de ressentimento que nada mais é senão peso morto, a impelir-nos para o fogo inútil do desespero.

Um gesto de perdão, baseado em qualquer decisão, sempre será, no entanto, um gesto que mostrará alguma qualidade em nossos espíritos.

 [73 - página 204] - André Luiz
[/b]


Palavras de Jesus:

Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós. (Mateus, VII: 1-2)

Então, chegando-se Pedro a ele, perguntou: Senhor, quantas vezes poderá pecar meu irmão contra mim, para que eu lhe perdoe? Será até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes. (Mateus, XVIII: 15, 21e 22).



Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 10 de Dezembro de 2010, 10:05
Segunda Parte do Estudo: TEMA INDULGÊNCIA- Sub-Tema (Perdão)


Evangelho Segundo o Espiritismo Capítulo X- Item 17   


Conceito Básico de Indulgência: Jesus

Conceito Básico de Perdão:  Jesus




3-Um dos objetivos do Estudo:

a)Entender e compreender o que é a indulgência.


Queridos amigos e irmãos...

Como já estamos na segunda parte do estudo, deixo estas perguntas, para reflexão e entendimento de todo conteúdo sobre o tema e sub-tema aqui já estudado... É opcional, não sendo obrigatório as respostas.




1-O que é indulgência?

2-O que é o perdão?

2-Que benefícios proporcionamos ao próximo sendo indulgentes?

3- E quanto a nós próprios, que benefícios ela nos proporciona?

4- Como estamos com a indulgência em nossas vidas?
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Déa Feitosa em 10 de Dezembro de 2010, 10:20
Bom dia, Dothty e Katia,

Kátia o texto acima é perfeito para refletirmos, pois é exatamente assim que nos comportamos.

Orientação: Como conseguirmos ser indulgentes com parentes difíceis? Quais as perguntas que devemos fazer para que consigamos perdoar certas atitudes que nos magoaram? Como exercitar o pensamento para sermos indulgentes?

O estudo que temos feito nos mostra todas estas resposta, mas ainda me sinto incapaz de agir corretamente.

Como disse O apóstolo Paulo de Tarso: “O bem que eu quero fazer não faço, mas o mal que eu não quero, este eu faço”.
 
Esta frase exemplifica muito bem nossa luta pelo reforma íntima.

Fiquem em paz






Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 10 de Dezembro de 2010, 10:30
Querida amiga Andrea... Muita paz a ti... Seja sempre bem-vinda...

Realmente, muito ainda nós é dificil e penoso  perdoar... Um grande ensinamento assim como a Indulgência,  que necessitamos exercitar em nossas vidas...

Volte sempre... Abraços afetuoso
!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 10 de Dezembro de 2010, 10:45
Amigos, quantas vezes deixamos de falar com alguém com quem temos uma amizade de anos, por são sabermos ainda ser Indulgente e perdoarmos, por não aceitar nossos defeitos, muitas vezes apontados por eles!!

PERDOAR  AOS  AMIGOS


        Afirmação aparentemente contraditória, mas de justo sentido: "perdoar aos amigos". Advertência afetuosa para todos os dias.

        Reflete nisso e não estragues o tempo com suscetibilidade inúteis.

        Do adversário, é possível venham ofensas que nos impõem a prática da tolerância, considerando-se que os inimigos, em muitas ocasiões, são nossos credores, que nos ensinam a raciocinar e a discernir.

        Dos amigos, porém, temos as lições constantes da convivência, na escola do cotidiano.

        São os testes da comunhão afetiva que nos oferecem oportunidades à conquista do entendimento e do amor.

        Valoriza os companheiros que te apóiam e não lhes desmereças a dedicação por bagatelas.

        Não de queixes da omissão de teu nome na relação de convidados para uma festa; não exijas dos teus associados de ideal considerações pessoais claramente dispensáveis; não te melindres com alguma frase menos feliz a teu respeito e nem percas tempo com apontamentos que a malícia te assopre aos ouvidos.

        Honra sempre os amigos que te incentivem para o trabalho do bem e abençoa-lhes a presença no caminho que a vida te deu a percorrer.

        Diz a Escritura: "aquele que encontrou um amigo achou um tesouro" e, por isso mesmo, entre as mutações e perturbações do mundo, é preciso saibamos conservá-lo.

Chico Xavier - do Espírito Emmanuel -livro Esperança e Vida
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Déa Feitosa em 10 de Dezembro de 2010, 10:59
A Força do Perdão

“Quem perdoa liberta-se das amarras que nos prendem aos vícios e aos pensamentos negativos”.

Todo ser humano nasceu com o propósito divino da evolução. Quantas coisas por fazer! Quantas obras a realizar! Olhamos para as estrelas e contemplamos a infinidade de mundos e as possibilidades de atuação de um espírito liberto das grades da matéria e depurado por suas conquistas íntimas.
Então, o que nos falta fazer para que possamos subir os degraus necessários que a evolução nos impõe? Precisamos realizar nossa transformação íntima!
Duas palavras, apenas, nos separam da angelitude. E como é difícil realizar esta mudança interior.
O apóstolo Paulo de Tarso define bem esta luta interna e milenar dos espíritos: “O bem que eu quero fazer não faço, mas o mal que eu não quero, este eu faço”. O espírito possui o livre-arbítrio para escolher a hora e o momento de realizar a difícil tarefa de auto avaliar-se, de mudar suas atitudes, mudar os seus hábitos seculares que nos impelem aos mesmos erros do passado.
Respondendo a uma inquirição de Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, foi nos dito, pelo Espírito da Verdade, que a maior mazela que aflige o ser humano é o egoísmo. Desta chaga derivam todos os males que nos impedem de trilhar, a passos mais largos, o caminho da evolução.
O antídoto contra o egoísmo é a caridade. Por isso, a doutrina dos espíritos prega com tanta clareza que “Fora da caridade não há salvação”.
Partindo do pressuposto que toda caminhada começa sempre pelos primeiros passos, deixo aqui um exemplo de como exercitar a caridade em nosso dia-a-dia:

Exercite o Perdão
Quantos espíritos ficam presos um ao outro durante anos, séculos ou milênios pelos laços do ódio! Esta força destrutiva nos prende ao objeto da nossa desdita e, enquanto não nos dispusermos a perdoar os outros e nos autoperdoarmos, não conseguiremos sair deste círculo de reencarnações sucessivas de resgate e sofrimento na Terra.
Jesus foi pródigo em dizer: “Reconcilia-te com o teu adversário enquanto ainda estás a caminho com ele”. Esta frase, que rompeu o tempo, dá nos o exemplo da importância do perdão, não para o perdoado, mas, para quem perdoa.
Quem perdoa liberta-se das amarras que nos prendem aos vícios e aos pensamentos negativos. Francisco de Assis possuía a virtude maior da inofendibilidade, ou seja, não se deixava ofender por nada, tudo dava graças a Deus, perdoava e continuava seu caminho de Luz.
Exemplos como esse devem ser seguidos por todos nós, seres humanos que queremos um mundo melhor para se viver.
A transformação íntima começa sempre nas pequenas atitudes, nos pequenos gestos. De que adianta sermos espíritas, trabalhamos na caridade, se não aprendemos a mudar o nosso interior?
Somos todos aprendizes eternos em busca das virtudes necessárias que nos darão o passaporte para novas existências, em mundos mais perfeitos, esferas mais etéreas. No entanto, se não fizermos a lição de casa da transformação íntima, ficaremos como repetentes, em escolas rústicas em que a lei de causa e efeito nos fará sempre voltar e resgatar nossos erros do passado.
Conhece-te a ti mesmo!


Escrito por Roberto Garighan

Querida amiga.., Que valioso ensinamento nesta parte do texto!!

Quantos espíritos ficam presos um ao outro durante anos, séculos ou milênios pelos laços do ódio! Esta força destrutiva nos prende ao objeto da nossa desdita e, enquanto não nos dispusermos a perdoar os outros e nos autoperdoarmos,
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 10 de Dezembro de 2010, 11:00
  Quem perdoa sinceramente, fá-lo sem condições e olvida a falta no mais íntimo do coração; todavia, a boa palavra é sempre útil e a ponderação fraterna é sempre um elemento de luz, clarificando o caminho das almas.

        O perdão sincero é filho espontâneo do amor e, como tal, não exige reconhecimento de qualquer natureza. Portanto, quando alguém perdoa, não deve mostrar a superioridade de seus sentimentos para que o culpado seja levado a arrepender-se da falta cometida.

 

[41a - página 191] - Emmanuel - 1940
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 10 de Dezembro de 2010, 12:37

Indulgência (Perdão)

Para atingir o estado espiritual que nos levará a seguir o que Jesus nos ensinou, no entanto, vai uma fieira de vidas sucessivas, de reencarnações.

No mundo em que vivemos a competição é o grande estimulador do progresso que, ao mesmo tempo, é um grande fator de atritos, que impede atingirmos, com facilidade, a paz.

Os interesses individuais, familiares, dos grupos e até das nações se confrontam, testando os espíritos.

Um gesto de perdão, baseado em qualquer decisão, sempre será, no entanto, um gesto que mostrará alguma qualidade em nossos espíritos.

 Via de regra estamos, quase sempre, prontos para acusar as faltas de nossos irmãos;
   
de reagir de maneira a mostrar a nossa cólera, quando não somos atendidos nas nossas necessidades;
   
de mostrar o nosso egoísmo, quando as decisões estejam por nossa conta.
   
Enfim, reagimos dentro da média das reações dos habitantes deste planeta.

Então, é necessário muito mais que uma simples decisão, temporalmente oportuna, para nos engrandecer espiritualmente e nos mostrar moralmente fiéis aos ensinamentos de JESUS. 
 
A nossa modificação interior, a nossa descoberta de DEUS em nós mesmos, deve ser a nossa meta imediata.

Temos que, naturalmente, nos acostumarmos a fazer o BEM, em todos os momentos da vida. O BEM, tal como DEUS, através de JESUS, nos ensinou, tem que ser uma extensão de nós próprios e, cujo exercício, deve nos encher de prazer e não cansar o nosso coração.

Aí, então, de nós, que somos fontes irradiantes de energias, de nossos corações, todos os nossos irmãos receberão emanações amorosas, brandas e pacificadoras, positivas.

Brandos e Pacíficos, patrocinaremos, em todos os níveis de convivência, as reconciliações, assim como, nos reconciliaremos com os nossos adversários, oferecendo e ensinando o PERDÃO

É verdade que este estado de grandeza espiritual, por certo, nos trará algum desconforto. Mas, qual de nós, em sã consciência, não estaria disposto a superar-se para fazer a reforma intíma??
Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 10 de Dezembro de 2010, 13:02
Amados irmãos companheiros de ideal, estudantes da indulgência...
Assim entendo como os Espíritos Espíritas-Cristãos, em sutileza, aprenderam a usar a força de ensino de aprendizado oriundo do reino dos gigantes, e na brandura e pacificidade, que o Cristo exemplificou, realizar pela evolução naturalmente assistida, minha evolução pessoal, sendo útil e ao mesmo tempo aprendendo, e realizando ainda a minha arte participativa no Grande Trabalho do Creador, criando com Jesus, com amor, com abnegação dos meus interesses do meu ego patológico, gerando então indulgência em alteridade hermética e pela intemporal idade da impermanencia, pela magia do Pleroma, conscientemente realizar o que devo realizar nas rodas da vida.
Em resumo...Todos nós encarnados e desencarnados, no planeta Terra estamos consciente ou inconscientemente realizando o plano que o Creador tem desde sempre feito para nós... vivendo, morrendo, tornando a viver, nas rodas da vida. Tudo se encontra sob o supremo comando do Creador, Causa Primária de todas as coisas...
Anexo pdf explicativo...

Brigada amigo, por todas as suas visitas e ricas contribuições ao nosso estudo... Abraços carinhosos!!!

Dothy e Kátia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 10 de Dezembro de 2010, 16:34
Indulgência (O perdão)



Todos nós, cristãos, sabemos que devemos perdoar sempre que formos magoados, feridos, ofendidos, sob quaisquer circunstâncias.

Por quê então, é tão difícil perdoar?

É difícil sim, porque somos seres ainda muito imperfeitos, com muito orgulho e egoísmo, que nos dificultam o relacionamento entre as pessoas.

Temos grande dificuldade em colocarmo-nos no lugar do outro, procurando perceber os sentimentos e emoções que o levam à ofensa. Muitas pessoas nem se conscientizaram da importância e da necessidade dessa ação para o conhecimento de si mesmas e dos outros.


Por quê devemos perdoar?

Por muitas razões. Devemos perdoar para facilitar a convivência, o relacionamento entre nós e os outros. Todos desejamos ser felizes, viver e trabalhar em ambientes agradáveis, harmoniosos que proporcionem prazer, satisfação, paz e o perdão recíproco, fraterno, de quem compreende que todos cometemos erros e, portanto, precisamos de indulgência, este perdão é o elemento capaz de transformar qualquer ambiente conturbado em ambiente prazeroso.

Quem necessita de perdão?

Todos nós, Espíritos eternos, imperfeitos ainda como demonstram a complexidade de sentimentos e emoções contraditórios que se agitam dentro de nós, levando-nos a erros e enganos.

Precisamos conseguir a consciência da necessidade do amparo mútuo e o perdão no dia-a-dia oferece ao que perdoa e ao perdoado a oportunidade de refletir sobre quem é, porque está aqui e para onde vai. O perdão no dia-a-dia leva-nos à humildade de reconhecermo-nos todos iguais, na origem e na destinação, nas possibilidades do desenvolvimento do nosso potencial, com as mesmas dificuldades de aprendizado.


Como aprender a perdoar?

Perdoar é desculpar, não valorizando a ofensa, minimizando-a; é esquecer o mal recebido; é não sentir no ofensor um inimigo, mas uma pessoa com dificuldades pessoais.

Mas acima de tudo, em um grau elevado de evolução, perdoar é não se sentir ofendido, magoado, ferido pelo outro. Esse ideal a ser perseguido é não necessitar de perdoar porque vê no ofensor um irmão necessitado de ajuda, de compreensão, de amor. Nessa vivência, o exemplo maior é o de Jesus: "Perdoai-lhes Pai, porque não sabem o que fazem". Veja este grande exemplo de fraternidade, humildade, amor ao próximo, amor aos seus algozes, Jesus mesmo sendo humilhado, mesmo sendo perseguido,mesmo acusado, mesmo julgado, condenado, sem direito á um julgamento justo, nos seus últimos momentos, perdoou incondicionalmente a todos sem distinção.


Fonte: Site Entendendo a Doutrina Espiríta
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Márcia Paiva em 10 de Dezembro de 2010, 18:19
Adorei participação deste tema, afinal tudo serve como um ensinamento, e a indulgência está aí, para mostrar que ninguém é perfeito.
Bjs
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 10 de Dezembro de 2010, 18:33
Olá Marcia paiva... Seja sempre bem-vinda... Muita paz a ti!!

Agradeço-te a visita, e fico feliz por teres gosstado do estudo...Espero que fique até o final

Desjo que voltes sempre.. Abraços afetuosos!
!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 10 de Dezembro de 2010, 18:39
Perdoar é esquecer?

Todos nós temos que aprender e cultivar o perdão. Perdoar é a compreensão do momento do outro, das suas deficiências, do distanciamento do seu espírito em relação ao centro de todo o Universo, da manifestação pura que brota silenciosamente em seu ser.

Não há porque temer, muito menos questionar nossas atitudes quando perdoamos àqueles que nos ofendem. Simplesmente, devemos nos opor à discórdia com o que há de mais sublime em cada um de nós. Perdoar é sentir o amor invadir nosso interior, o amor que conduz à harmonia e à paz do Universo, que dá vida e grandeza.
Perdoar não é uma atitude humilhante, é o reconhecimento da própria Luz que está em nosso coração, é o desejo que o próximo reencontre sua verdadeira natureza.

A diferença está naquele que realmente perdoa e consegue liberta-se daquela parte pesada da lembrança a ponto de não mais sofrer ao relembrá-la.“Perdoar é bom para quem perdoa.”, ou seja, quem perdoa livra-se do fardo triste que carregava e quem foi perdoado nem sempre alcança a mesma graça de vez que assumiu um ônus pelo qual responderá, ainda que perdoado.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 10 de Dezembro de 2010, 18:55
Tema: Indulgência Sub-Tema (Perdão)

Indulgência- Conceito:

11 – Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós. (Mateus, VII: 1-2)


Perdão- Conceito:

14 – Quantas vezes perdoarei ao meu irmão? Perdoá-lo-eis, não sete vezes, mas setenta vezes sete. Eis um desses ensinos de Jesus que devem calar em vossa inteligência e falar bem alto ao vosso coração. Comparai essas palavras misericordiosas com a oração tão simples, tão resumida, e ao mesmo tempo tão grande nas suas aspirações, que Jesus ensinou aos discípulos, e encontrareis sempre o mesmo pensamento. Jesus, o justo por excelência, responde a Pedro: Perdoarás, mas sem limites; perdoarás cada ofensa, tantas vezes quantas ela vos for feita; ensinarás a teus irmãos esse esquecimento de si mesmo, que nos torna invulneráveis às agressões, aos maus tratos e às injúrias, serás doce e humilde de coração, não medindo jamais a mansuetude; e farás, enfim, para os outros, o que desejas que o Pai celeste faça por ti. Não tem Ele de te perdoar sempre, e acaso conta o número de vezes que o seu perdão vem apagar as tuas faltas?

Fonte de Consulta: Palavras de Jesus

Indulgência e Perdão... Caminhos para nossa evolução!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 10 de Dezembro de 2010, 21:20
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço que é de vocês... Sem ela seria apenas eu e as postagens
...

Estão todos convidados a trazerem suas mensagens, colaboração dentro do tema..


Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto, e aceitar sugestões, etc..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..

Desejamos a todos um ótima final de sema repleto de felicidades, saúde, paz e muito amor.



Dothy e Katia

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 10 de Dezembro de 2010, 21:24
Indulgência (Perdão)   

A benevolência e a Indulgência somam-se ao perdão.

O perdão é árvore amarga de frutos doces.

Ele se torna possível no nosso compromisso intimo com o bem, no nosso desejo de felicidade e paz interior.

A dificuldade de perdoar é o do tamanho do orgulho.

O perdão liberta, nutre, aproxima, transforma.

Precisamos entender urgentemente que fazemos escolhas com relação aos sentimentos que aplicamos a cada experiência que a vida nos propõe.

Educando nossos sentimentos, passamos pela vida em harmonia. Sentimentos errados tornam o caminho mais difícil.

Nesse sentido Jesus nos disse...“Acerta o passo com a vida e ela te mostra as maravilhas que tem
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Gisella em 10 de Dezembro de 2010, 23:51
Bom dia, queridos amigos!


Todo Mundo Erra...
 
 
 
Você, certamente, já ouviu ou falou a frase: "todo mundo erra!".

Essa afirmativa está correta, porque a terra é um planeta de provas e expiações, o que quer dizer que neste mundo não há ninguém perfeito.

A perfeição é uma meta que todos nós alcançaremos um dia, mas não pode ser encontrada no atual estágio evolutivo da humanidade terrestre.

Não é outra a razão porque todos ainda cometemos erros, embora muitas vezes tentando acertar.

Tudo isso é fácil de entender, dirão alguns. E mais fácil ainda é tentar justificar as próprias faltas com a desculpa da imperfeição.

Admitir, portanto, que cometemos falhas mais vezes do que gostaríamos, não é difícil. Também não é difícil tolerar os escorregões dos nossos afetos.

No entanto, se você admite que "todo mundo erra", porque é tão difícil relevar as imperfeições alheias?

Porque é tão fácil justificar os próprios erros e tão difícil aceitá-los nos outros?

Se quebramos um copo, por exemplo, logo nos desculpamos dizendo que foi sem querer, e pode ter sido mesmo. Mas, se é outra pessoa que o faz, já achamos uma maneira de criticar, dizendo que é descuidada ou não prestou a devida atenção no que estava fazendo.

Se a esposa não conseguiu servir o almoço na hora que deveria, é porque ficou de conversa fiada com alguma amiga. Mas quando você é o esposo e não dá conta de entregar um serviço no prazo, é porque é um homem muito atarefado.

Quando o marido chega em casa nervoso e irritado, é porque está sobrecarregado de problemas, mas não desculpa se a esposa está impaciente por ter passado o dia todo ouvindo choro de criança e atendendo as tarefas da casa.

Se você é a esposa e tem seus motivos para justificar a falta de atenção com os filhos, em determinado momento, pense que seu esposo também tem suas razões para justificar uma falta qualquer.

Se você é filho e acha que está certo agindo desta ou daquela maneira, entenda seus pais, pois eles também encontrarão motivos para justificar seus deslizes.

O que geralmente ocorre, é que não paramos para ouvir as pessoas que transitam em nossa estrada. O que é mais comum, é criticar sem saber dos motivos que as levaram a se equivocar.

Se temos sempre uma desculpa para nossas faltas, devemos convir que os outros também as têm.

Se assim é, por que tanta inquietação com as ações que julgamos erradas nos outros?

Não temos a intenção de fazer apologia ou defender o desculpismo, mas, simplesmente, chamar a atenção para o fato de que todos estamos sujeitos a dar um passo em falso. E por isso devemos, no mínimo, entender quando isso acontece.

Se todo mundo erra, temos mais motivos para a tolerância e o perdão.

E se ninguém é perfeito, mais razão para entender as imperfeições alheias.

Ou será que só nós temos o direito a tropeçar?

* * *

A terra é uma escola de aperfeiçoamento da humanidade.

As pessoas que aqui estagiam, estão se preparando para conquistar mundos mais adiantados, universidades mais avançadas.

Por essa razão, vale a pena prestar atenção no seu aproveitamento pessoal, e deixar aos outros o dever de cuidar dos próprios atos.

Pois a cada vez que deixamos o corpo físico, pela desencarnação, uma nova avaliação é feita e todos, sem exceção, receberemos conforme nossas obras.

Pense nisso!
 
 
Da Equipe da Redação do Momento Espírita.
 


Meninos e Meninas, que Jesus nos abençoe!!!

Katiatog, adooooooooooro os textos do Momento Espírita (www.momento.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5tb21lbnRvLmNvbS5icg==)). Morei em Curitiba por 9 anos e esse é um programa diário para rádio da FEP, em que a cada dia é uma mensagem nova... um jeito muito legal de divulgar a DE...

Bem, esse texto que vc colocou me chamou a atenção por uma coisa... a falta de tempo que estamos tendo em OUVIR.

Ouvir o outro é de importância capital para os relacionamentos e nos deixamos levar pela correria da vida material e esquecemos disso.

Outro aspecto é a EMPATIA, quando nos colocamos no lugar do outro para entendê-lo e aos seus problemas, deslizes, erros, etc.

Tudo isso vem ao encontro do perdão. Se ouvíssemos os motivos do outro por ter agido dessa ou daquela maneira, pensaríamos e nos colocaríamos no lugar dele. Será que não agiríamos da mesma forma se estivéssemos em seu lugar??

É a tal da "trave no olho", não é verdade??

E assim caminha a humanidade.... julgando sem querer ser julgado; errando sem querer que errem consigo; culpando sem querer ser culpado.... ou seja, fazendo ao outro o que NÃO gostaria que o outro lhe fizesse... tem alguma coisa errada nisso, não é??

Abraços fraternos

Gisella  ;)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 11 de Dezembro de 2010, 00:40
Como me comportar em relação a pessoas que me fizeram mal?


[/color]Em resposta à pergunta acima, dizemos sem nenhuma hesitação: A única solução para problemas de relacionamento é o BIP.
BIP não é o aparelho de comunicação que alguns médicos ainda usam.
BIP, conforme dizia um saudoso amigo, é uma sigla formada pelas iniciais de ( Benevolência, Indulgência e Perdão ), três palavras que compõem o que o Espiritismo define como sendo caridade. Exercitar a caridade é exercitar a benevolência, a indulgência e o perdão.
Se sou benevolente, mas não sou indulgente não sou caridoso
.Se sou indulgente, mas não trato os outros com benevolência não sou caridoso
Se sou benevolente e mesmo indulgente, mas não consigo perdoar
não sou caridoso.
Ora, como "fora da caridade não há salvação", as pessoas que supostamente nos agridem ou nos decepcionam são instrumentos valiosos para exercitarmos as virtudes acima.
Em face disso, tratemos bem todas elas, independentemente do que façam. Aceitemo-las como elas são, apesar dos seus defeitos. Perdoemos incondicionalmente o que façam conosco. Devolvamos com o bem todo o mal que nos fizerem.
E lembremos sempre o que Jesus dizia a respeito do assunto: Orai por aqueles que vos perseguem e caluniam. Amai os vossos inimigos. Fazei aos outros o que quereis que vos façam.

Fonte: Site O Consolador
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 11 de Dezembro de 2010, 00:55
Querida amiga Gisella... Seja sempre bem-vinda...

Agradecemos tua presença e as ricas contribuições e depoimento sinceros trazidas para o nosso estudo...

Desejamos que volte sempre... Abraços cheios de carinho...


Dothy e Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 11 de Dezembro de 2010, 03:21
Queridos amigos Andrea Feitoza, filhodobino e Gisella


Agradecemos pelas valiosas contribuições que sempre enriquecem o nosso estudo.

Abraços carinhosos da Katia e da Dothy

Título: Re: Indulgência
Enviado por: RuyLFreitas em 11 de Dezembro de 2010, 04:34
Oi! Prezados amigos e irmãos.

Analiso friamente cá com os meus botões.

Perdão, Aceitação ou Hipocrisia? Qual seria a minha escolha afinal?

1º Caso: Um malfeitor adentra por minha casa, amarra-me e estupra minha Filha e Esposa. Eu perdoaria, aceitaria ou perdoaria da boca para fora? Neste caso eu poderia até aceitar e com o passar do tempo perdoá-lo em conformidade a minha dor, mas quanto as dores das vitimadas, como ficariam ou não ficariam? Vejo trilhas divergentes aqui.

2º Caso: Um malfeitor entra na casa de meu irmão e de mesma sorte, estupra minha Sobrinha e Cunhada. Eu perdoaria, aceitaria ou perdoaria da boca para fora? Daí busco Mateus!

Mateus, VI: 14-15.
"Se perdoardes aos homens as ofensas que vos fazem, também vosso Pai celestial vos perdoará os vossos pecados. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará os vossos pecados". Analise quem é o sujeito da frase que tem autoridade de perdoar: "Se perdoardes aos homens as ofensas que vos fazem”. Qual autoridade eu teria para perdoar uma terceira pessoa?

Certa vez um espírita me falou já que não consigo Perdoar o caso dos Nardoni: "Quer dizer se num trabalho de desobsessão um Espírito muito imperfeito confessasse que havia vitimado um filho seu, você diria assim: Ah! Foi Você né? Então curta o seu inferno particular". Esquecendo-se ele que eu poderia ou podia interceder junto aquele filho assassinado que ele me arrumou, porém perdoar seria muita pouco seria da minha parte, pois de que valeria perdoá-lo se o prejudicado não o perdoou? Creio que nada. quanto a minha intercessão sim! E quanto ao meu perdão se faria caso ele o perdoasse juntando-se a ele o meu também. Assim penso, caso esteja errado é devido a minha pequenez evolutiva, mas ser hipócrita? Jamais.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz. 
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 11 de Dezembro de 2010, 05:46
 
Se tiveres paciência


Do livro Nós
Autor: Emmanuel. Psicografia de Chico Xavier


Se Tiveres Paciência (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVB6TXRCTXowZXRvIw==)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 11 de Dezembro de 2010, 10:15
Olá RuyL Freitas... Seja sempre bem-vindo... Muita paz a ti!

O nosso tema envolvendo estas virtudes Indulgência e Perdão, são claras....

Mais se nós formos assimilarmos e vivenciarmos, ainda não temos condições de agora responder...

Nõa é fácil exercermos, pelas nossas imperfeições morais que somos portadores...

Hipocrisia, será sempre a hipocrisia... Se ainda não temo esta capacidade de perdoar, devemos ser sinceros mesmos! Eu não perdoo... Por mais que me esforce,eu ainda não consigo !

Os ensinamentos de Jesus, estarão aqui, neste mês todo de estudo... Que cada um faça sua reflexão...

Desejamos que volte sempre.... Abraços afetuosos

Dothy e Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 11 de Dezembro de 2010, 10:26
Perdão!!

"O QUE PRECISAMOS PERDOAR NOS OUTROS PODE SER ALGO QUE ESTÁ EM NÓS MESMOS E OCULTAMOS DA NOSSA CONSCIÊNCIA."

"SOMOS RESPONSÁVEIS PELA NOSSA PROPRIA FELICIDADE."

"PODEMOS ESCOLHER A PAZ DE ESPÍRITO COMO NOSSO ÚNICO PROPÓSITO."

"PERDOAR SIGNIFICA VER A LUZ DE DEUS EM TODAS AS PESSOAS INDEPENDENTEMENTE DE COMO SE COMPORTAM"



do livro: PERDÃO - A CURA PARA TODOS OS MALE
S
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 11 de Dezembro de 2010, 10:29
Perdão e Autoperdão


Toda vez em que a culpa não emerge de maneira consciente, são liberados conflitos que a mascaram, levando a inquietações e sofrimentos sem aparente causa.

Todas as criaturas cometem erros de maior ou menor gravidade, alguns dos quais são arquivados no inconsciente, antes mesmo de passarem por uma análise de profundidade em torno dos males produzidos, seja de referência à própria pessoa ou a outrem.

Cedo ou tarde, ressumam de maneira inquietadora, produzindo mal-estar, inquietação, insatisfação pessoal, em caminho de transtorno de conduta.

A culpa é sempre responsável por vários processos neuróticos, e deve ser enfrentada com serenidade e altivez.

Perdoa, pois, e autoperdoa-te!

Joanna de Ângelis


Página psicografada na sessão da noite de 4 de janeiro de 2005, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador,Bahia.

Médium: Divaldo P. Franco
Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 11 de Dezembro de 2010, 13:56
Indulgência amados irmãos, é egoística quando aplicada a nós mesmos, o que não significa erro, pois nós também somos carentes de indulgência para conosco mesmos...
Mas... reflitamos... Pela alteridade hermética, descendo e nos agachando para nos igualarmos aos que mais carentes que nós outros  e nos aplicarmos em indulgência abnegada como o Cristo o demonstrou...
"Aquele que tem ser-lhe-á acrescentado, mas ao que não tem, até o que não tem ser-lhe-á tirado...

Tentem entender antes de negar aceitabilidade...


Com efeito, a dimensão teórica da psicanálise, a metapsicologia, se esforça por reduzir a faixa da intencionalidade a uma rede de causas anteriores.
Se sua intencionalidade é aparente, ou melhor, mera ilusão de causas anteriores voltadas para o futuro, e sem liberdade, a alteridade abordada pela psicanálise jamais poderia ser reerguida da materialidade mecanicista para reaver a dignidade ética suposta pela idéia, por exemplo, de “igualdade, fraternidade e liberdade”.
A dimensão humana do encontro não tem aqui lugar, uma vez que não faz diferença se tais estímulos sensoriais e minha idéia sobre seu funcionamento partem de uma pessoa ou de um robô orgânico, para retomar uma expressão de Phillip K. Dick, autor de Caçador de andróides, escrito em 1968 e inquietantemente atual.
(Nelson da Silva Junior.)

Filhodobino reflete: A fenomenologia, não interfere no psiquismo do indivíduo, por sua ação isolada, é como que um filme a que se assiste, mas o psiquismo(consciência psíquica) – se o individuo quiser não precisa dele nada assimilar, e se o faz, é porque o quer...
Do mesmo modo que todos os estímulos que recolhemos, pelos cinco sentidos, também não têm nenhum poder de interferir por sua ação em sí, em nosso psiquismo( consciência psíquica)- se o indivíduo não o quizer, e se o faz é porque o quer...

O nosso subconsciênte é autônomo, e não faz parte dessa tarefa, posto que já possui a tarefa que lhe é própria que é nos prover dos estímulos mecanicistas do instinto, que nos faz respirar, digerir, suar, tossir, espirrar, etc.etc.etc. sem que nele nem precisemos pensar...

Este é o princípio que individualiza o ser... Essa liberdade de aceitar ou não aceitar o que sente pelo fenômento, pelos pensamentos, e pelas ações e exemplos de outrem é que se torna então objeto da encarnação no esquecimento e todo o processo se desenrola, de forma tal que o ser pensante se individua como quer, obedecendo naturalmente limites harmônicos que o deixam feliz enquanto harmonizado e infeliz quando sai dos trilhos, e em sofrimento posto que o pleroma age, como que um estado patológico, febril, que embora resistível por algum tempo, mas fá-lo filho prodigo pela dor e inexoravelmente ele volta aos trilhos...

o ser individualizando-se em seu psiquismo pessoal,  do bando, da tribo, do psiquismo grupal no qual estagia, torna-se então apto a participar do psiquismo (consciência universal), e para tanto basta-lhe diplomar-se nos quesitos que as leis naturais descritas pela Codificação.
Que essas leis estejam entronizadas em seu eu, de forma que emoções e influências exteriores ao indivíduo, não exercem mais nenhum poder de arrastamento irrestíveis, até pelo contrário, torna-se o individuo mais capaz de resistir à tentação, que de a ela sucumbir... e só sucumbe porque o quiz...
Aprendemos desde a era dos gigantes, a nos reunir em bandos, grupos, sociedade, comunidades, para nos proteger e sempre elegemos um maioral para nos dizer o que fazer e o que não fazer... Esses maiorais, aprenderam para realizar seu trabalho capacidados de uso do pleroma qualificado, para ou proporcionarndo prazer, ou cuidando para evitar as dores, manter seu grupo coeso...Isso foi bom para o indivíduo, tanto quanto o irracional das eras pré-cognitivas, pois deu-lhe tempo para se adequar e adquirir forças de auto-suporte...
Sempre que um indivíduo se auto-ilumina para a consciência-universal, a reação dos que ficam é egoística e exerce sobre o indivíduo, usam toda sua força para evitar essa perda em seu grupo...
Os Srs, já notaram que quando um grupo está bebendo em volta de uma mesa, e um deseja sair a estória da saideira é o primeiro recurso para mantê-lo coeso ao grupo? Quando ele força e sai, logo recebe o apelido... lá vai o camisolão, vai depressa senão a patroa...

Quem assistiu ao gladiador, que se recusou a participar da trama Pleromática do novo imperador romano e precisou lutar e fazer correr tanta sanguinholência para se livrar da prisão do pleroma qualificado?

 Então é natural muitas quedas e retornos, mas a liberdade individual é lei inexorável do Creador, portanto imbatível, se o indivíduo o quiser... os medos são manifestações de que o indivíduo ainda não está preparado para se tornar um membro da comunidade universal, portanto, essa comunidade universal não faz nenhum esforço para guindar ninguém ao conjunto deles... Agora pelo Contrário, quando o indivíduo está pronto, ele naturalmente assimila o Pleroma e plenificado, exime-se de toda e qualquer qualificação, e em plenitude passa a conviver sem nenhuma nescessidade de buscar equilíbrio, posto que o equilíbrio já lhe é em essência infugídia, estará então pelo seu próprio labor em evolução pelo próprio esforço, naturalmente assistido se o quizer, capacidato a ser cidadão do universo.

Assim, finalmente ousou nos ensinar o Espiritismo-Cristão, que como João o disse "no princípio era o verbo e o verbo estava com ele"

•   ESPIRITISMO - A finalidade divina do Espiritismo é a iluminação dos sentimentos, na sagrada melhoria dascaracterísticas morais do homem. [41a - página 23] - Emmanuel – 1940
   
E é o quanto basta... reflitam
Mateus [5] - (Sermão da montanha)
14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte;
15 nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa.
•   16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.
•   ...
•   48 Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial.
Aqui naturalmente, exatamente na altura de seu ponto natural de evolução... precisa de santidade não...
     Numerosos filósofos hão compendiado as teses e conclusões do Espiritismo no seu aspecto filosófico, científico e religioso; todavia, para a iluminação do íntimo, só tendes no mundo o Evangelho do Senhor, que nenhum roteiro doutrinário poderá ultrapassar.
        Aliás, o Espiritismo em seus valores cristãos não possui finalidade maior que a de restaurar a verdade evangélica para os corações desesperados e descrentes do mundo.
        Teorias e fenômenos inexplicáveis sempre houve no mundo. Os escritores e os cientistas doutrinários poderão movimentar seus conhecimentos na construção de novos enunciados para as filosofias terrestres, mas a obra definitiva do Espiritismo é a da edificação da consciência profunda no Evangelho de Jesus-Cristo.
        O plano invisível poderá trazer-vos as mensagens mais comovedoras e convincentes dos vossos bem-amados; podereis guardar os mais elevados princípios de crença no vosso mundo impressivo. Todavia, esse é o esforço, a realização do mecanismo doutrinário em ação, junto de vossa personalidade.
•   Só o trabalho de auto¬evangelização, porém, é firme e imperecível.
•   Só o esforço individual no Evangelho de Jesus pode iluminar, engrandecer e redimir o espírito, porquanto, depois de vossa edificação com o exemplo do Mestre, alcançareis aquela verdade que vos fará livres.
[41a - página 131]- Emmanuel - 1940

Crede amados irmãos, enquanto buscares conhecimentos nos que sabem mais que vós, não o obtereis, posto que mesmo sabendo do conhecimento, não sabem explicar...
Quando em labor indulgente abnegado de seu próprio conforto, explares aos que ainda nao tem  estes obterão o que ainda não tem e vós tambem por que ao que tem ser-lhe-a acrescentado e àquele que não tem até o que não tem ser-lhe-á tirado, a decisão é nossa, vamos continuar enchendo nossas cadeias só vivendo as nossas vidas buscando o convívio somente com os maiorais, os famosos? Ou vamos nos agachar em alteridade hermética aos pequenos e lhes dar exemplos como o Cristo o fez?

Agora convenhamos, que idéia mais agressora à nossa vaidade e ao nosso orgulho heim?
Só aprenderemos com os que sabem menos que nós, posto que os que sabem mais do que nós e que nos esforçamos tantos lhes bajulando e adulando, são incapases de nos ensinar, posto que mesmo sabem, não sabem as palavras de ensinar...
paradoxalmente, o Cristo está certo...
Saúde e Paz!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 11 de Dezembro de 2010, 17:04
Indulgência para com o próximo
Mensagem



É próprio da maioria das pessoas,
julgar precipitadamente o seu próximo.
Há pessoas que sentem um imenso prazer em apontar os erros,
e os defeitos dos outros, o que gera a elas,
uma falsa sensação de superioridade.
Lembremo-nos de que nosso Mestre Jesus,
jamais apontou ou julgou a quem quer que fosse,
ainda que estivessem no caminho equivocado das ilusões terrenas.
Ao contrário, sempre pregou a indulgência para aqueles que erram.
Assim, procuremos não julgar o nosso próximo ou criticá-lo,
muitas vezes de forma pejorariva, pois não sabemos as razões,
que o levam a viver desta ou daquela maneira,
ou mesmo em que grau de entendimento se encontra,
tampouco os motivos que o levam a agir,
de maneira não adequada aos nossos olhos.
Sejamos indulgentes para com as faltas alheias,
procurando entender e auxiliar na medida do possível,
nossos irmãos de jornada.
Será que não erramos também? Será que somos perfeitos?
Não olvidemos que ainda estamos em um mundo de provas e expiações,
o que demonstra nosso grau de imperfeição.
Se não tivermos uma boa palavra para dirigir a esses irmãos,
em auxílio, usemos do silêncio confortador.
Sejamos indulgentes com o nosso próximo,
pois não estamos livres de cometermos erros e equívocos também,
e certamente desejaríamos que os outros fossem complacentes conosco.
Ser indulgente não significa ser conivente,
mas sim compreender e ajudar na conquista moral desses irmãos,
que nada mais são do que as ovelhas perdidas do rebanho de Jesus,
e Ele conta conosco para trazê-las novamente ao bom caminho.
Somos todos filhos de um mesmo Pai,
que nos ama e perdoa infinitamente, o qual espera de nós,
que um dia possamos todos estar unidos numa só família,
baseada somente no princípio do AMOR.

 
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 11 de Dezembro de 2010, 17:15
TEMA : INDULGÊNCIA  Sub- Tema Perdão



Perdoar

Sim, deves perdoar! Perdoar e esquecer a ofensa que te colheu de surpresa, quase dilacerando a tua paz. Afinal, o teu opositor não desejou ferir-te realmente, e, se o fez com essa intenção, perdoa ainda, perdoa-o com maior dose de compaixão e amor.

Ele deve estar enfermo, credor, portanto, da misericórdia do perdão.
Ante a tua aflição, talvez ele sorria. A insanidade se apresenta em face múltipla e uma delas é a impiedade, outra o sarcasmo, podendo revestir-se de aspectos muito diversos.

Se ele agiu, cruciado pela ira, assacando as armas da calúnia e da agressão, foi vitimado por cilada infeliz da qual poderá sair desequilibrado ou comprometido organicamente. Possivelmente, não irá perceber esse problema, senão mais tarde.

Quando te ofendeu deliberadamente, conduzindo o teu nome e o teu caráter ao descrédito, em verdade se desacreditou ele mesmo.
Continuas o que és e não o que ele disse a teu respeito.

Conquanto justifique manter a animosidade contra tua pessoa, evitando a reaproximação, alimenta miasmas que lhe fazem mal e se abebera da alienação com indisfarçável presunção.

Perdoa, portanto, seja o que for e a quem for.
O perdão beneficia aquele que perdoa, por propiciar-lhe paz espiritual, equilíbrio emocional e lucidez mental.

Felizes são os que possuem a fortuna do perdão para a distender largamente, sem parcimônia.
O perdoado é alguém em débito; o que perdoou é espírito em lucro.

Se revidas o mal és igual ao ofensor; se perdoas, estás em melhor condição; mas se perdoas e amas aquele que te maltratou, avanças em marcha invejável pela rota do bem.

Todo agressor sofre em si mesmo. É um espírito envenenado, espargindo o tóxico que o vitima. Não desças a ele senão para o ajudar.

Há tanto tempo não experimentavas aflição ou problema - graças à fé clara e nobre que esflora em tua alma - que te desacostumaste ao convívio do sofrimento. Por isso, estás considerando em demasia o petardo com que te atingiram, valorizando a ferida que podes de imediato cicatrizar.

Pelo que se passa contigo, medita e compreenderás o que ocorre com ele, o teu ofensor.
O que te é Inusitado, nele é habitual.
Se não te permitires a ira ou a rebeldia - perdoarás!

A mão que, em afagando a tua, crava nela espinhos e urze que carrega, está ferida ou se ferirá simultaneamente. Não lhe retribuas a atitude, usando estiletes de violência para não aprofundares as lacerações.
O regato singelo, que tem o curso impedido por calhaus e os não pode afastar, contorna-os ou para, a fim de ultrapassá-los e seguir adiante.
A natureza violentada pela tormenta responde ao ultraje reverdescendo tudo e logo multiplicando flores e grãos.
E o pântano infeliz, na sua desolação, quando se adorna de luar, parece receber o perdão da paisagem e a benéfica esperança da oportunidade de ser drenado brevemente, transformando-se em jardim.

Que é o "Consolador", que hoje nos conforta e esclarece, conduzindo uma plêiade de Embaixadores dos Céus para a Terra, em missão de misericórdia e amor, senão o perdão de Deus aos nossos erros, por intercessão de Jesus?!

Perdoa, sim, e intercede ao Senhor por aquele que te ofende, olvidando todo o mal que ele supõe ter-te feito ou que supões que ele te fez, e, se o conseguires, ama-o, assim mesmo como ele é.


"Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes". Mateus: 18-22.
"A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacifico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas". O Evangelho Segundo O Espiritismo, Cap. X - Ite
m 4.

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Florações Evangélicas

 




Título: Re: Indulgência
Enviado por: Oliva Prado em 11 de Dezembro de 2010, 18:12
De novo em sintonia com todos vós e depois de ler os textos bastante esclarecedores e agora as questões do perdão só uma verdade se faz de grande relevancia "ORAÇÃO",
é preciso muita oração para lidar com  tudo o que nos afecta moral,psiquica e fisicamente e mesmo assim nem sempre conseguimos porque o desgaste é muito.

Muito bem conduzido este tema, parabens Dothy e Kátia.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 11 de Dezembro de 2010, 18:16
Boa tarde, queridos amigos!


Abençoa e Passa



Não basta recear a violência.

É preciso algo fazer para erradicá-la.



Indubitavelmente, as medidas de repressão, mantidas pelos dispositivos legais do mundo, são recursos que a limitam, entretanto, nós todos, - os espíritos encarnados e desencarnados, - com vínculos na Terra, podemos colaborar na solução do problema.



Compadeçamo-nos dos irmãos envolvidos nas sombras da delinqüência, a fim de que se nos inclinem os sentimentos para a indulgência e para a compreensão.



Tanto quanto puderes, não participes de boatos ou de julgamentos precipitados, em torno de situações e pessoas.



Silencia ante quaisquer palavras agressivas que te forem dirigidas, onde estejas, e segue adiante, buscando o endereço das próprias obrigações.



Não eleves o tom de voz, entremostrando superioridade, à frente dos outros.



Não te entregues à manifestações de azedume e revolta, mesmo quando sintas, por dentro da própria alma, o gosto amargo dessa ou daquela desilusão.



Respeita a carência alheia e não provoques os irmãos ignorantes ou infelizes com a exibição das disponibilidades que os Desígnios Divinos te confiaram para determinadas aplicações louváveis e justas.



Ao invés de criticar, procura o lado melhor das criaturas e das ocorrências, de modo a construíres o bem, onde estiveres.



Auxilia para a elevação, abençoando sempre.



Lembra-te: o morrão aceso é capaz de gerar incêndios calamitosos e, às vezes, num gesto infeliz de nossa parte, pode suscitar nos outros as piores reações de vandalismo e destruição.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Atenção. Ditado pelo Espírito Emmanuel.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: RuyLFreitas em 11 de Dezembro de 2010, 18:30
Oi! Minhas prezadas irmãs Dothy e Katia.

Muito agradecido minhas Irmãs! Gostei por demais de suas colocações maravilhosas dirigida a mim. Mostrou de forma pura e cristalina ambas racionalidades de exponenciais verdadeiras, algo quais muitos tentam ocultar com um alambrado, pois peneira seria até inadequado, e creiam minhas Irmãs! disse-o muito bem o nosso querido Irmão filhodobino: "Indulgência amados irmãos, é egoística quando aplicada a nós mesmos". Pura verdade! E o pior! Eu não consigo me perdoar quando cometo um erro mesmo sendo perdoado, até creio, que por sermos Réus, Advogados, Promotores e Juízes de nós mesmo no plano Espiritual no Tribunal de nossas consciências, serei o meu maior penalizador em conforme para os meus resgastes.

Tomara eu volte a ser Espírita no meu retorno, pois só assim compreenderei no que venha aqui passar.
         
Um forte abraço, cheio de Paz e luz.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 11 de Dezembro de 2010, 18:30
Querida Olívia

Boa tarde!

A oração deve ser a nossa conversa diária com Deus quando além de pedirmos proteção e forças para superar os obstáculos que surgem no caminho também deve ser um momento de reflexão. Avaliar as nossas atitudes diárias, perceber nossos erros e procurar corrigi-los é um dos passos para a tão falada Reforma Íntima.

Agradecemos sua valiosa participação.

Abraços carinhosos da Katia e da Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 11 de Dezembro de 2010, 18:36
Querido Ruy


Boa tarde, que bom que voltou!

Agradecemos a sua participação e a sinceridade do seu relato!

Abraços carinhosos da Katia e da Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: RuyLFreitas em 11 de Dezembro de 2010, 19:01
Oi! Minhas prezada Irmãs Katia e Dothy.

Muito agradeço por suas palavras, mas eu tenho estado ausente por razão de que não estava conseguindo acessar o Fórum Espírita. Mas para a minha felicidade ontem eu consegui, e acredite, faz um bom tempo que recebi o convite comunicação do referido assunto, qual deve render por muito tempo, pois o assunto não tem data para finalizar por ser ele muito complexo e elucidativo.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.

Olá Ruy... Que bom que estás retornando, para este estudo que trata de uma virtude, tão necessária em nossas vidas...
Desejamos que o amigo não se afaste mais, retirando Fórum Espirita o melhor que ele tem a ofertar...
Abraços cheios de paz!!

Dothy e Katia...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Oliva Prado em 11 de Dezembro de 2010, 20:47
Concordo
mas como alguém escreveu "somente orando é que sentimos melhor a bondade de Deus e uma visão mais ampla da verdade".
..mesmo caminhando se negligênciarmos essa predisposição podemos ser menos bem sucedidos.
   Ter fê tal como o espiritismo define e compreender a relidade do Karma - da reencarnação é compreende o valor do perdão.
E podemos dizer: - bem aventurados os que sofrem por amor. Porque quando se ama a vida quer-se bem, deseja-se a paz, que todos sejam beneficiados.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Duda Quadros em 11 de Dezembro de 2010, 21:07
Caríssim@s,
Fiquei realmente muito sensibilizado com o que li sobre a possibilidade real de pordermos verdadeiramente perdoar. As palavras do Ruy Freitas me levaram a muitas reflexões. Destas queria pedir-lhes permissão para compartilhar as que acho mais essenciais e creio possam contribuir neste mavioso debate de esino e aprendizagem.

É certo que lidamos constantemente com nossas limitações e imperfeições. Mas se já temos a possibilidade de reconhecê-las e ainda mais, de identificá-las em nossos atos, pensamentos e em nossos sentimentos, ah! Meu caro irmão, isso já é uma grande vitória em nossas existência terrena. Sim te afirmo com toda convicção e não quero em momento algum menosprezar suas argumentações, mas apenas, colocar que ao exercitarmos o perdão e o auto perdão, nós nos aliviamos e nos permitimos seguir adiante em nossas vidas.

Por vezes as dores e sofrimentos, apesar de não serem demasiadamente grandes como costumamos achar que são, tornam-se realmente insuportáveis, quanto mais somos exigentes conosco, quanto mais não aprendemos a lidar com estas dores, com suas causas enfim.

O mundo ultraconsumista e fútil facilita sempre que escondamos nossas pequenas dores, nossas pequenas falhas, e vamos nos educando para não nos mostrarmos frágeis, nem a saber demonstrar nossos sentimentos de modo que as pessoas que nos amam possam compreender o que estamos vivenciando. Ao contrário, nos refugiamos em consumismos desenfreados.

Gostaria de ilustrar com um texto minhas afirmações e deixo aqui para nossa reflexão. Desde já agradeço a oportunidade de estar compartilhando esta aprendizagem com vocês:
7. Perdão e autoperdão. págs 49 a 54
Iluminação Interior
Joanna de Ângelis
Espírito
Por Divaldo Franco

A culpa não emerge de maneira consciente, são liberados conflitos que a mascaram, levando a inquietações e sofrimentos sem aparentes causas.
Todas as criaturas cometem erros de maior ou menor gravidade, alguns dos quais são arquivados no inconsciente, antes mesmo de passarem por uma análise de profundidade em torno dos males produzidos, seja de referência à própria pessoa ou a outrem.
Cedo ou tarde ressumam de maneira inquietadora, produzindo-se mal-estar, inquietação, insatisfação pessoal, em caminho de transtorno de conduta,
A culpa é sempre responsável por vários processos neuróticos, que deve ser enfrentada com serenidade e altivez.
Ninguém pode se considerar irretocável enquanto no processo da evolução.
Mesmo aquele que segue retamente o caminho do bem está sujeito a alternância de conduta, tendo em vista os desafios que se apresentam e o estado emocional do momento.
Há períodos em que o bem estar a tudo enfrenta com alegria e naturalidade, enquanto que, noutras ocasiões, os mesmos incidentes produzem distúrbios e reações imprevisíveis.
Todos podem errar, e isso acontece amiúde, tendo o dever de perdoar-se, não permanecendo no equívoco ao tempo em que se esforcem para reparar o mal que fizeram.
Muitos males são ao próprio indivíduo feitos produzindo remorso, vergonha, ressentimento, sem que haja coragem para revivê-los e liberar-se dos seus efeitos danosos.
Uma reflexão em torno da humanidade de que cada qual é possuidor, permitir-lhe-á entender que existem razões que o levam a reagir, quando deveria agir, a revidar, quando seria melhor desculpar, a fazer o mal, quando lhe cumpriria fazer o bem...
A terapia moral pelo autoperdão impõe-se como indispensável para a recuperação do equilíbrio emocional e o respeito por si mesmo.
Trona-se essencial, portanto, uma reavaliação da ocorrência, num exame sincero e honesto em torno do acontecimento, diluindo-o racionalmente e predispondo-se a dar-se nova oportunidade, de forma que supere a culpa e mantenha-se em estado de paz interior.
O autoperdão é essencial para uma existência emocional tranqüila.
Todos têm o dever de perdoar-se, buscando não reincidir no mesmo compromisso negativo, desamarrando-se dos cipós constringentes do remorso.
Seja qual for a gravidade do ato infeliz, é possível repará-lo quando se está disposto a fazê-lo, recobrando o bom humo e a alegria de viver.
*
Em face do autoperdão, da necessidade de paz interior inadiável, surge o desafio do perdão ao próximo àquele que se tem transformado em algoz, em adversário contínuo da paz.
Uma postura psicológica ajuda de maneira eficaz e rápida o processo do perdão, que consiste na análise do ato, tendo em vista que o outro, o perseguidor, está enfermo, que ele é infeliz, que a sua peçonha caracteriza-lhe o estado de inferioridade.
Mediante este enfoque surge um sentimento de compaixão que se desenvolve, diminuindo a reação emocional da revolta ou do ódio, ou da necessidade de revide, descendo ao mesmo nível em que ele se encontra.
O célebre cientista norte-americano Booker T. Washington que sofreu perseguições inomináveis pelo fato de ser negro, e que muito ofereceu à cultura e à agricultura do seu país, asseverou com nobreza: Não permita que alguém o rebaixe tanto a ponto de você vir a odiá-lo.
Desejava dizer que ninguém deve aceitar a ojeriza de outrem, o seu ódio e o seu desdém a ponto de sintonizar na mesma faixa de inferioridade.
Sem dúvida, existem os invejosos, que se comprazem em denegrir aquele a quem consideram rival, por não poderem ultrapassá-lo; também enxameiam os odientos, que não se permitem acompanhar a ascensão do próximo, optando por criar-lhe todos os embaraços possíveis; são numerosos os poltrões que detestam os lidadores, por que pensam que os colocam em postura inferior e se movimentam para dificulta-lhes a marcha ascensional; são incontáveis aqueles que perderam o respeito por si mesmos e auto-realizam-se agredindo os lidadores do dever e da ordem, a fim de nivelá-los em sua faixa moral inferior...
Deixa que a compaixão tome os teus sentimentos e envolve-os na lã da misericórdia, quando gostarias que assim fizessem contigo, caso ainda detivesses na situação em que eles estagiam.
Perceberás que um sentimento de compreensão embora não de conivência com o seu erro, tomará conta de ti, impulsionando-te a seguir adiante, sem que te perturbes.
Sob o acicate desses infelizes, aos quais tens o dever de compreender e de perdoar, porque não sabem o que fazem, ignorando que a si mesmos se prejudicam, seguirás confiante e invencível no rumo da montanha do progresso.
Ninguém escapa, na Terra, aos processos de sofrimento infligido por outrem, em face do estágio espiritual que se vive no planeta e da população que o habita ainda ser constituída por Espíritos em fases iniciais de crescimento intelecto-moral.
Não te detenhas, porque não encontres compreensão, nem porque os teus passos tenham que enfrentar armadilhas e abismos que saberás vencer, caso não te permitas compartilhar das mesmas atitudes dos maus.
Chegarás ao termo da jornada vitoriosamente, e isso é o que importa.
O iminente sábio da Grécia, Sólon, costumava dizer que nada pior do que o castigo do tempo, referindo-se às ocorrências inesperadas e inevitáveis da sucessão dos dias. Nunca se sabe o que irá acontecer logo mais e como se agirá.
Dessa forma, faze sempre todo o bem, ajuda-te com a compaixão e o amor, alçando-te a paisagens mais nobres do que aquelas por onde deambulas por enquanto.
*
Perdoa-te, portanto, perdoando, também, ao teu próximo, seja qual for o crime que haja cometido contra ti.
O problema será sempre de quem erra, jamais da vítima, que se depura e se enobrece.
Pilatos e Jesus defrontaram-se em níveis morais diferentes.
A astúcia e a soberba num, a sua glória mentirosa e a sua fatuidade desmedida.
A humildade real, a grandeza moral e a sabedoria profunda no outro, que era superior ao biltre representante do poder terreno de César.
Covarde e pusilânime, Pilatos não Lhe viu culpa, mas não O liberou, porque estava embriagado de ilusão sensorial, lavando as mãos, em torno de Sua vida, porém, não se liberando da responsabilidade na consciência.
Estóico e consciente Jesus aceitou a imposição arbitrária e infame, deixando-se erguer numa cruz de madeira tosca, a fim de perdoar a todos e amá-los uma vez mais, convidando-os à felicidade.
Perdoa, pois, e autoperdoa-te!

  Ângelis, Joanna de (Espírito)
         Iluminação interior/Joanna de Ângelis; [psicografado por]
Divaldo Pereira Franco – Salvador, BA: Livr. Espirita Alvorada, 2006.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 11 de Dezembro de 2010, 22:39
Olá Duda Quadros... Seja sempre bem-vindo a este espaço que é de vocês...

Este estudo foi feito para todos trazerem, suas sugestões, tirar dúvidas, etc...
Muitas vezes, cometemos algo contra alguém e depois nos arrependemos deste ato,ai  vamos e pedimos perdão para eles, ai o que acontece... Eles nos perdoam, mas nós não  nos perdoamos por este erro... Devemos também exercer o perdão para consoco mesmo, por que somos falhos, e passivos de erro!!!

Desejo que permaneça até o fim do nosso estudo... Agradecemos esta valiosa contribuição... E lembre- se, este espaço é seu... Abraços afetuoso!!
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Dothy e Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 11 de Dezembro de 2010, 22:48
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço que é de vocês... Sem ela seria apenas eu e as postagens...

Estão todos convidados a trazerem suas mensagens, colaboração dentro do tema..

Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto, e aceitar sugestões, etc..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..

Desejamos a todos um ótima final de sema repleto de felicidades, saúde, paz e muito amor.



Dothy e Katia

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 11 de Dezembro de 2010, 23:12

 PLANTÃO DA PAZ. - EMMANUEL -



Indulgência é caminho de paz. Não julgues esse ou aquele companheiro ignorante ou desinformado, porquanto, se aprendeste a ouvir, já sabes compreender. Diante de criaturas que te enderecem qualquer agressão, conversa com naturalidade, sem palavras de revide que possam desapontar o interlocutor.

Perante qualquer ofensa, não percas o sorriso fraternal e articula alguma frase, capaz de devolver o ofensor à tranquilidade. Nos empecilhos da existência, tolera os obstáculos sem rebeldia e eles se te farão facilmente removíveis. No serviço profissional, suporta com paciência o colega difícil, e, aos poucos, em te observando a calma e a prudência, ele mesmo transformará para melhor as próprias disposições.

Em família, sede indulgente com os parentes menos simpáticos e, com os teus exemplos de abnegação, conquistarás de todos, eles a bênção da simpatia. No trânsito público, não passes recibo aos palavrões que alguém te dirija e evitarás discussões de consequências imprevisíveis.

Nos aborrecimentos e provações que te surgem, a cada dia, suporta com humildade as ocorrências suscetíveis de ferir-te, e a tolerância se te fará a trilha de acesso à felicidade, de vez que aceitarás todos os companheiros do mundo na condição de filhos de Deus e nossos próprios irmãos.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Vivaldo em 11 de Dezembro de 2010, 23:16
Olá,sobre o tema em questão, é interessante notar como, verdadeiramente, o crecimento intelectual não vem necessariamente acompanhada do crescimeto espiritual. Já que o mestre Sigmund Freud, escreveu certa vez que: "Não conseguia entender a recomendação de Amar ao próximo como a si mesmo, já que aquele que ama sem ter a certeza d ser amado leva uma clara desvantqagem em relação ao outro". Já que não tem a certeza da contrapartida.
        É digno de nota perceber como é difícil deslocarmo-nos em direção ao outro. Pagando o preço do não reconhecimento. Talvez esta seja a grande dificuldad que temos, a impssibilidade de nos colocarmos no lugar do outro. Freud que abriu um mundo tão novo para a sua época, só comparado por muitos a Darwin e a Copérnico, não conseguia fazer esse deslocamento. Seria uma faca de dois gumes o crescimento itelectual? O que acham. Obrigado pelo espaço.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 11 de Dezembro de 2010, 23:20
A purificação na Terra ainda é qual o lírio alvo, nascendo do lodo das amarguras e das paixões.

filhodobino reflete:
Bastar-nos-ia, perfeitamente compreender esta frase, e toda indulgência, e toda caridade, e todo desvelo, nada contrapondo a ignorância a maledicência a prepotência, posto que inexorável é a lei, mas quem a aplica é Deus.

        Todos os Espíritos encarnados, porém, devem considerar que se encontram no planeta como em poderoso cadinho de acrisolamento e regeneração, sendo indispensável cultivar a flor da iluminação intima, na angústia da vida humana, no círculo da família ou da comunidade social, através da maior severidade para consigo mesmo e da maior tolerância com os outros, fazendo cada qual, da sua existência, um apostolado de educação onde o maior beneficiado seja o seu próprio espírito.
 
[41a - página 137]- Emmanuel - 1940


Esse esforço individual para iniciar o trabalho de iluminação da própria alma deve começar:
•   com o auto¬domínio,
•   com a disciplina dos sentimentos egoísticos e inferiores,
•   com o trabalho silencioso da criatura por exterminar as próprias paixões.
        Nesse particular, não podemos prescindir do conhecimento adquirido por outras almas que nos precederam nas lutas da Terra, com as suas experiências santificantes — água pura de consolação e de esperança, que poderemos beber nas páginas de suas memórias ou nos testemunhos de sacrifício que deixaram no mundo.
        Todavia, o conhecimento é a porta amiga que nos conduzirá aos raciocínios mais puros, porquanto, na reforma definitiva de nosso íntimo, é indispensável o golpe da ação própria, no sentido de modelarmos o nosso santuário interior, na sagrada iluminação da vida.
 
[41a - página 138] - Emmanuel - 1940
[41a] O CONSOLADOR – 23a. edição - Francisco Cândido Xavier – ditado pelo espírito Emmanuel * 1940

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/ese-entendimentos-com-as-referencias-biblicas/msg174390/#msg174390#ixzz17qRPPzFh

Saúde e Paz!


Querido amigo... Volte sempre...
Agradecemos todo o apoio que tem nos dado neste estudo, suas valiosas contribuições que a cada dia enriquecem mais este espaço... Abraços afetuoso!!


Dothy e Katia...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 11 de Dezembro de 2010, 23:25
Olá Vivaldo... Seja sempre bem-vindo... Muita paz a ti..

O nosso lado intelectual sempre aparece mais, cresce mais do que o moral...
Fazer nossa reforma intíma, rever valores antigos... Requer muito esforço e auto-conhecimento de reconhecimento de nossos erros...
Grande colaborador Freud.... Desejamos que voltes sempre ao estudo, agradecemos tua importante colaboração
...

Abraços afetuosos  Dothy e katia...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 11 de Dezembro de 2010, 23:33
Segunda Parte do Estudo:

Indulgência- Sub- Tema: Perdão!!

Ante a ofensa

Esforce-se para impedir que a ofensa se converta em mágoa.
Silencie o sucesso infeliz em que se viu envolvido.
Acautele-se, face aos comentários que lhe tragam
os maledicentes e o levianos.
Reflita maduramente, valorizando o ensejo e
retirando proveito da lição que o alcança em forma
de sofrimento. Se você é inocente, exulte.
Se é culpado tranquilize-se diante do pagamento.
Não fique remoendo, mentalmente o acontecid
o.
Pense na hipótese de o seu agressor estar enfermo.
A posição da vítima é sempre melhor.
Enseje ao desafeto oportunidade para a reparação
e o retorno. Se tudo estiver, aparentemente,
contra você, fiscalizado por uns, perseguido
por outros, mantenha inalterada sua confiança
em Deus, que tudo sabe. Desgraça verdadeira
é perseguir, inquietar, comprazer-se na dor alheia,
 envenenar-se com o azedume e a cólera. Perdoando,
você estará sempre em paz, podendo auferir mais
tarde as vantagens de haver sido enganado,
perseguido ou ultrajado, com o espírito livre de
outros débitos, de que então se encontrará liberado
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 12 de Dezembro de 2010, 00:11

Conceito de Indulgência e Perdão..  ( Jesus)

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Jesus nos aconselha a amar aqueles que nos odeiam e nos perseguem, porque aí está o desafio, e é aí que vamos conseguir nossa evolução e aprender o real significado do amor.

Amar os amigos e familiares é fácil, qualquer um pode fazer, mas amar os inimigos é para quem está decidido a se modificar e quanto mais conseguirmos perdoar os inimigos, mais evoluiremos, até chegar a ponto de não precisarmos mais perdoar, pelo simples fato de não nos sentirrmos ofendidos.

Na verdade, não é a pessoa que nos ofende, somos nós que nos sentimos ofendidos.

Um dos pilares da amizade, e talvez o principal, é a confiança mútua. Assim, se não há confiança, dificilmente haverá uma amizade verdadeira.

Como podemos nos relacionar e oferecer nossa amizade verdadeira se sabemos que a qualquer momento nosso irmão pode abusar disso e nos trair?

Amar os inimigos não é, pois, ter para com eles uma afeição que não está na natureza, isso seria demagogia.

Quando encontramos alguém em quem confiamos e gostamos, nosso coração bate forte de alegria, porém, quando encontramos alguém que nos odeia, nosso coração bate descompassado.

Amar os inimigos é não alimentar contra eles o sentimento de ódio, rancor e nem desejo de vingança. É perdoar-lhes sem segundas intenções e de forma incondicional.

Quem não acredita na reencarnação e para quem acredita que a vida presente é tudo (em geral os materialistas) e que o depois não existe, perdoar os inimigos é utopia.

Sabemos que os inimigos de hoje são, na maioria dos casos, cobradores de débitos contraídos por nós em vidas passadas. (Lei de ação e reação)

Desculpa sempre “se perdoar aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará”. Jesus (Mateus vv 6:14)

Por mais grave que seja a falta cometida contra você, não reprove, perdoe. Condenar é cristalizar as trevas, opondo barreiras ao serviço da luz.

   Quando estiver diante de um irmão que lhe tenha ofendido, antes de julgá-lo, pergunte para si mesmo: “Como será que Jesus agiria nesta situação?” , “Qual seria seu conselho?”.

- A resposta é lógica: “Perdoe”.

Esta resposta dada por quem teve todos os motivos para se sentir ofendido, pois foi humilhado, caluniado, crucificado injustamente, no entanto, no auge de sua dor, roga ao Pai que perdoe aqueles que o maltrataram porque não sabiam o que estavam fazendo, e assim exemplifica o perdão.


.


Quando observar a falta alheia, antes de julgá-la, procure consultar seus arquivos íntimos com honestidade e aí, descobrindo seus próprios erros ocultos, pergunte a si mesmo: “Como será que meus irmãos avaliam minha conduta errônea?

Jesus disse que seríamos julgados na mesma medida em que julgarmos os outros.

Aqui se faz valioso o ensinamento: “Não faça aos outros aquilo que não gostaria que os outros fizessem a você”.

Título: Re: Indulgência
Enviado por: RuyLFreitas em 12 de Dezembro de 2010, 00:33
Oi! Prezado Irmão Duda Quadros.

Muito agradecido por suas palavras edificantes, mas sou assim mesmo, rsrsrs. Não sou capaz de perdoar uma tonalidade de voz alta desferida de mim para alguém mesmo sendo perdoado por tal pessoa, mas sou capaz de perdoar uma tapa seja lá de quem for. Fazer o que né? Mas prefiro ser o que sou realmente.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: RuyLFreitas em 12 de Dezembro de 2010, 00:41
Oi! Prezadas Irmãs Dothy e Katia.

Muito agradecido por ter entendido a minha colocação. Eu sei que é meio complicado, mas é assim que me sinto bem, de repente estou sendo super rigoroso comigo mesmo, quem sabe na próxima eu volte mais compreensível comigo, não é mesmo? Rsrsrs.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 12 de Dezembro de 2010, 00:47
Amigo Ruy Freitas...

Sabemos que estamos em diferentes estados evolutivos...  Ai varia as nossas opniões, divergimos em pensamentos...

Mas entendemos sim, tua colocação amigo,  e aceitamos...

Abraços afetuosos... Volte sempre!!


Dothy e Kátia...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 12 de Dezembro de 2010, 01:26
Perdão e o Auto- Perdão!!

Jesus, a Essência do Perdão

Você já teve um sentimento amargurando o seu coração? Já se sentiu culpado, a tal ponto de sentir um peso muito grande sobre os seus ombros?

Talvez o pior dos sentimentos seja o sentimento de culpa. Ele não atua somente numa parte do corpo, mas atinge o ser todo.

O melhor remédio para o sentimento de culpa é o perdão.

 Porque a culpa tem o seu agente principal e sem perdão não é possível ter paz.

Eu consigo imaginar o sentimento de culpa de Pedro quando ouviu o galo cantar. Olhou para dentro do pátio, lá estava Jesus olhando para ele. Os olhares se cruzaram e Pedro sentiu uma profunda dor e saiu para chorar.

Tristemente Pedro não teve chance de pedir perdão, pois logo depois, Jesus foi condenado e crucificado. Um sentimento de culpa tornou a vida de Pedro muito dificil até seu encontro com Jesus!!





PERDOA-TE



A palavra evangélica adverte que se deve ser indulgente para com as faltas alheias e severo em relação às próprias.

Somente com uma atitude vigilante e austera no dia-a-dia o homem consegue a auto-realização.

Compreendendo que a existência carnal é uma experiência iluminativa, é muito natural que diversas aprendizagens ocorram através de insucessos que se transformam em êxitos, após repetidas, face aos processos que engendram.

A tolerância, desse modo, para com as faltas alheias, não pode ser descartada no clima de convivência humana e social.

Sem que te acomodes à própria fraqueza, usa também de indulgência para contigo.

Não fiques remoendo o acontecimento no qual malograste, nem vitalizes o erro através da sua incessante recordação.


Descobrindo-te em gravame, reconsidera a situação, examinando com serenidade o que aconteceu, e regulariza a ocorrência.

És discípulo da vida em constante crescimento.

Cada degrau conquistado se torna patamar para novo logro.

Se te contentas, estacionando, perdes oportunidades excelentes de libertação.

Se te deprimes e te amarguras porque erraste, igualmente atrasas a marcha.

Aceitando os teus limites e perdoando-te os erros, mais facilmente treinarás o perdão em referência aos demais.

Quando acertes, avança, eliminando receios.

Quando erres, perdoa-te e arrebenta as algemas com a retaguarda, prosseguindo.


O homem que ama, a si mesmo se ama, tolerando-se e estimulando-se a novos e constantes cometimentos, cada vez mais amplos e audaciosos no bem.

Da Obra Filho de Deus
Médium Divaldo Pereira Franco
Pelo Espírito Joanna de Angelis

Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 12 de Dezembro de 2010, 03:43
Boa noite, queridos amigos!


Perdão e Reconciliação
Sérgio Biagi Gregório


SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Histórico: 3.1. Antigüidade; 3.2. Velho Testamento; 3.3. Novo Testamento; 3.4. Atualidade. 4. O Problema da Ofensa: 4.1. Caracterização da Ofensa; 4.2. Mahatma Ghandi nunca foi Ofendido; 4.3. O Perdão das Ofensas. 5. Reconciliação com os Adversários: 5.1. O Texto Evangélico; 5.2. Reconciliação como Experiência de Vida Cristã; 5.3. A Morte não nos Livra dos Inimigos. 6. Lei de Deus: A Não-Resistência. 6.1. A Lei de Deus está Escrita na Consciência do Ser; 6.2. O Evangelho e a Regra da Não-Resistência; 6.3. As Razões Lógicas para o Exercício do Perdão. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada.

1. INTRODUÇÃO

O objetivo deste estudo é mostrar que a purificação de uma alma está atrelada ao esquecimento da ofensa. Para tanto analisaremos o problema da ofensa, a reconciliação com os adversários e as implicações suscitadas pela obediência à Lei de Deus.

2. CONCEITO

Perdoar - do lat. med. perdonare significa “desculpar”, “absolver”, “evitar”. É o estado de ânimo, em que se encontra alguém, agravado por outrem, seu agressor, e sente-se desagravado. O pecado, na Religião, é um agravo a Deus, e o perdão consiste em não considerar-se Deus agravado; ou seja, desagravado. (Santos, 1965)

O conceito de perdão, segundo o Espiritismo, é idêntico ao do Evangelho, que lhe é fundamento: concessão, indefinida, de oportunidades para que o ofensor se arrependa, o pecador se recomponha, o criminoso se libere do mal e se erga, redimido, para a ascensão luminosa. (Equipe da FEB, 1995)

Reconciliação – do lat. reconciliato, de reconciliare, constituído por re = prefixo iterativo + conciliare = conciliar, trazer a um acordo significa restabelecimento de relações ou de acordo entre duas pessoas que se haviam desentendido. (Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo)

3. HISTÓRICO

3.1. ANTIGÜIDADE

Na Antigüidade clássica grega pouco se escreveu acerca do perdão. Entende-se que esses filósofos estavam mais preocupados com a questão do conhecimento racional e da prática de conduta.

Contudo, nas entrelinhas das filosofias de Sócrates e de Platão, considerados os precursores do Cristianismo e das idéias espíritas, encontramos muitas acepções sobre as virtudes, a questão do bem e do mal, a justiça e a injustiça etc.

“Não é preciso jamais retribuir injustiça por injustiça, nem fazer o mal a ninguém, qualquer mal que se nos tenha feito. Poucas pessoas, entretanto, admitirão este princípio, e as pessoas que estão divididas não devem senão se desprezar umas às outras”.

“Não está aí o princípio da caridade, que nos ensina a não retribuir o mal com o mal, e de perdoar aos inimigos?” (Kardec, 1984, p. 29)

3.2. VELHO TESTAMENTO

O Deus do Antigo Testamento é o Deus do perdão. O pecador é um devedor a quem Deus, com seu perdão, perdoa a dívida; o perdão é tão eficaz que Deus já não vê o pecado, o que é como que jogado para trás, tirado, expiado, destruído. A apostasia que se segue após a Aliança e que mereceria a destruição do povo é a ocasião para Deus se proclamar “Deus de ternura e de piedade, lento para se irar, rico em graça e fidelidade... que tolera falta, transgressão, pecado, mas nada deixará impune...”

O coração de Deus, longe de querer a morte do pecador deseja a sua conversão para lhe prodigalizar seu perdão. Deus perdoa ao pecador que se acusa; longe de querer perdê-lo, longe de desprezá-lo, reconforta-o, purificando e acumulando de alegria seu coração contrito e humilhado. (Léon-Dufour, 1972)

3.3. NOVO TESTAMENTO

O perdão de Deus no Novo Testamento vem através de Cristo. João Batista pregava o Batismo do arrependimento para a remissão dos pecados. Dizia: “Fazei penitência, senão aquele que virá vos há de batizar no fogo”; para ele este fogo é o da ira e do juízo, aquele que consome a palha depois de separado o trigo.

Jesus, porém, não foi enviado pelo Pai como juiz, mas como Salvador. Chama à conversão todos os que dela necessitam e suscita essa conversão revelando que Deus é um Pai cuja alegria consiste em perdoar e cuja vontade é que ninguém se perca.

Jesus não só anuncia esse perdão como reivindicava e exercia o poder de perdoar pecados. O perdão da pecadora é um exemplo clássico. O Cristão conhece a salvação através do perdão dos pecados. A diferença entre o VT e NT é que neste último o perdão vem através do Cristo. (Léon-Dufour, 1972)

3.4. ATUALIDADE

Huberto Rohden, Pietro Ubaldi, krishnamurti e outros pensadores modernos dão-nos, cada qual na sua maneira de ver o problema, a dimensão do perdão na atualidade. Pietro Ubaldi, por exemplo, faz um relacionamento lógico entre o perdão e a Lei de Deus, mostrando-nos o valor científico de esquecer os ultrajes do nosso próximo.

Em termos práticos, não resta dúvida que Allan Kardec, no capítulo X de O Evangelho Segundo o Espiritismo, retrata diversas maneiras de conceber o perdão das ofensas se realmente quisermos ser perdoados por Deus.

4. O PROBLEMA DA OFENSA

4.1. CARACTERIZAÇÃO DA OFENSA

Ofensa significa injúria, agravo, ultraje, afronta, lesão, dano. Causar mal físico a; ferir suscetibilidades. Ela depende do grau evolutivo tanto do ofendido quanto do ofensor, pois o ser espiritualizado não se envolve com picuinhas. Há que se considerar ainda a semântica das palavras, pois muitos agravos vêm da má compreensão ou da má interpretação daquilo que se disse.

Considerar-se injuriado depende também de nosso estado emotivo, de nossa situação financeira, no nosso estresse. Uma pessoa desempregada pode se sentir ofendido simplesmente porque a outra lhe manda trabalhar.

4.2. MAHATMA GHANDI NUNCA FOI OFENDIDO

Mahatma Ghandi, grande líder indiano da não-violência, no fim de sua vida, pôde responder à pergunta se perdoou todas as ofensas recebidas com a declaração sincera: “Nada tenho que perdoar a ninguém, porque nunca ninguém me ofendeu”.

De acordo com as explicações de Rohden, o Ego é ofensor e ofendido, mas quando o ego humano é substituído pelo Eu divino, não pode mais haver ofensor nem ofendido. A ofensa é objetiva, considerar-se ofendido ou não subjetivo. Ghandi simplesmente não considerou a ofensa como ofensa. (ROHDEN, 1982, p. 159-161)

4.3. O PERDÃO DAS OFENSAS

Já no Antigo Testamento, a Lei não só estabelece um limite à vingança pela lei de talião, mas ainda proíbe o ódio ao irmão, a vingança e rancor contra o próximo.

No Novo Testamento Jesus completa esse pensamento dizendo que Deus não pode perdoar a quem não perdoa. Por isso reitera que deveríamos perdoar não sete, mas setenta vezes sete vezes, ou seja, indefinidamente.

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo vamos encontrar diversos pensamentos acerca do perdão das ofensas. O principal de tudo isso é não guardar rancor no coração, de espécie alguma.

             continua....
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 12 de Dezembro de 2010, 03:47
      continuação ....


5. RECONCILIAÇÃO COM OS ADVERSÁRIOS

5.1. O TEXTO EVANGÉLICO

“Reconciliai-vos, o mais depressa, com vosso adversário, enquanto estais com ele a caminho, a fim de que vosso adversário não vos entregue ao juiz, e que o juiz não vos entregue ao ministro da justiça, e que não sejais aprisionado. Eu vos digo, em verdade, que não saireis de lá, enquanto não houverdes pago até o último ceitil”. (Mateus, cap. V., 25,26)

5.2. RECONCILIAÇÃO COMO EXPERIÊNCIA DE VIDA CRISTÃ

O Cristianismo centra-se na experiência do amor entre os homens como fato fundamental de aproximação a Deus. Entretanto o ser humano é ser egoísta por natureza e se encontra submerso na estrutura da injustiça e opressão que o cercam e o impulsionam para o mal. Há assim contradição entre o ensinamento de Jesus e o seu interior. Nesse sentido, a reconciliação ou perdão mútuo entre os irmãos deve ser uma tarefa constante tendo em vista a realização do amor. Lembremo-nos de que toda a Bíblia é uma história de reconciliação. Os próprios mitos dos primeiros capítulos do Gênesis pretendem mostrar que ao dar as costas para Deus, Adão e Eva também romperam com a própria harmonia da Lei, a qual deve ser retomada novamente. (Idígoras, 1983)

5.3. A MORTE NÃO NOS LIVRA DOS INIMIGOS

De acordo com os pressupostos espíritas, a morte não nos livra dos nossos inimigos, pois eles continuam vivos além-túmulos. Acontece que a ausência da vestimenta física é um elemento de maior facilidade para o ataque mental, isto é, através das interferências em nossos mais secretos pensamentos.

Observe que as obsessões surgem deste funesto sentimento de vingança e de ódio de quem se foi para outra vida. Descuidando-nos da oração e da vigilância, seremos vítimas fáceis do assédio deles.

6. LEI DE DEUS: A NÃO-RESISTÊNCIA

6.1. A LEI DE DEUS ESTÁ ESCRITA NA CONSCIÊNCIA DO SER

Allan Kardec, na questão 621 de O Livro dos Espíritos, diz-nos que a Lei de Deus está escrita na consciência do ser. O que significa? Significa que é uma idéia inata que cada um de nós traz no seu bojo desde o nascimento. A revelação da mesma tem origem no esquecimento e no desprezo que lhe imputamos. Para isso, Deus, na sua infinita bondade, deu a alguns Espíritos superiores a missão de revelar a sua Lei, no sentido de fazer progredir a humanidade.

Disto resulta que tudo o que fizermos devemos prestar contas à Lei. Ela é o móvel que dispões todas as nossas atividades neste planeta, tanto as de ordem material quanto as de ordem espiritual. É a ela que devemos obedecer e não aos homens que a malbaratam por interesse ou ignorância.

Na resposta à pergunta 617A do mesmo livro, os Espíritos afirmam: “Entre as leis divinas, umas regulam o movimento e as relações da matéria bruta: são as leis físicas; seu estudo pertence ao domínio da Ciência. As outras concernem especialmente ao homem e às suas relações com Deus e com os seus semelhantes. Compreendem as regras da vida do corpo e as da vida da alma: são as leis morais”.

6.2. O EVANGELHO E A REGRA DA NÃO-RESISTÊNCIA

Recebida uma ofensa temos duas soluções: a do mundo e a do Evangelho. A solução do mundo prende-se à superfície do problema, pois induz-nos a cometer um mal para reparar o mal que nos tenha sido feito. Isto acaba gerando um ciclo vicioso do mal que nunca terá fim, pois um mal estimula a cometer outro mal e assim sucessivamente. A solução evangélica é mais profunda, porque vai à essência do problema, da questão, porque estimula-nos a não revidar o mal com o mal, mas com o bem, ou seja, o perdão das ofensas. (Ubaldi, 1982, p. 188-195)

6.3. AS RAZÕES LÓGICAS PARA O EXERCÍCIO DO PERDÃO

Em virtude de uma ofensa, lembremo-nos:

1) a reação é um direito que não pertence ao homem, mas só à Lei de Deus;

2) se desejamos justiça, estejamos certos: a reação da Lei é muito mais poderosa que as nossas.

3) com nossa reação humana não afastamos e nem apagamos o mal, a não ser na aparência e provisoriamente, porque não eliminada a sua causa ele voltará para nós.

O correto seria agir da seguinte forma:

1) renunciar à vingança;

2) perdoar a ofensa;

3) esquecer de exigir justiça.

Se esquecermos de exigir justiça para o nosso caso particular, ele acabará pertencendo à Lei e ficaremos livres de qualquer dívida. (Ubaldi, 1982, p. 196-204)

7. CONCLUSÃO

Humilhemo-nos, renunciemos à nossa personalidade, culpemo-nos antes de culparmos o próximo e suportemos as injunções do destino, sem reclamações. Estes são os verdadeiros exercícios do perdão incondicional, os que realmente fortalecem a nossa alma para a subida pedregosa nos horizontes da perfeição do ser.

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

ÁVILA, F. B. de S.J. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Rio de Janeiro: M. E. C., 1967.
EQUIPE DA FEB. O Espiritismo de A a Z. Rio de Janeiro: FEB, 1995.
IDÍGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo: Paulinas, 1983.
KARDEC, A.. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed., São Paulo: IDE, 1984.
KARDEC, A.. O Livro dos Espíritos. 8. ed., São Paulo: FEESP, 1995.
LEON-DUFOUR, X. e OUTROS. Vocabulário de Teologia Bíblica. Rio de Janeiro: Vozes, 1972.
ROHDEN, H. Mahatma Gandhi - Idéias e Ideais de um Político Místico. 6. ed., São Paulo: Alvorada, 1982.
SANTOS, M. F. dos. Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais. 3. ed., São Paulo: Matese, 1965.
UBALDI, P. A Lei de Deus. 2. ed., Rio de Janeiro: Fundação Pietro Ubaldi, 1982
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 12 de Dezembro de 2010, 04:00
O perdão aos criminosos


Marco Tulio Michalick


Alguma vez na vida você pensou em orar por um criminoso? Ou ainda, perdoar um criminoso que tenha praticado o mal contra você ou ente querido? Poucas pessoas poderiam responder “sim”, afinal, em nosso nível evolutivo não conseguimos muitas vezes perdoar a quem amamos, quanto mais a um delinqüente. Realmente, perdoar não é uma tarefa fácil, principalmente quando nos vem à mente a fisionomia do criminoso e seus atos condenáveis. Mas, por que, normalmente, quando presenciamos ou assistimos pela televisão alguém praticando um crime, nossa primeira ação é sentir ódio dele e pena da vítima. Alguns oram pela vítima enquanto pedem em suas orações punição severa contra o bárbaro. Há aqueles que sentem ódio, mas imaginam que se aquilo aconteceu é porque a vítima precisava resgatar um débito do passado. Sabemos que toda ação gera uma reação e nenhum ato criminoso ficará impune em nossa caminhada evolutiva, mas temos que ter muito cuidado com este tipo de julgamento, pois nossa visão é limitada e apesar de existirem, sim, experiências do passado a repercutirem ainda hoje em nossas vidas, cada caso é um caso.

Não cabe a nós julgar ou condenar, espiritualmente falando, qualquer pessoa. Neste âmbito, nosso sentimento deve ser de solidariedade, e sendo assim, a oração em favor da vítima e do criminoso é essencial.


Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, encontramos uma mensagem do espírito Elisabeth de França – Havre, 1862, que diz: “A verdadeira caridade é um dos mais sublimes ensinamentos que Deus deu ao mundo por Jesus, e deve existir entre os autênticos discípulos de sua doutrina uma completa fraternidade. Deveis amar os infelizes e os criminosos como criaturas de Deus, aos quais o perdão e a misericórdia serão dados, desde que se arrependam, como também a vós mesmos pelas faltas que cometeis contra sua Lei”.

O leitor deve pensar que perdoar um criminoso é coisa para espíritos mais evoluídos, como Chico Xavier, Madre Teresa de Calcutá, Ghandi, entre outros, mas tudo é possível e depende de nós escrevermos nossa história. Está em nossas mãos perdoar ou condenar, emanar bons fluídos para um sofredor ou maus fluídos, prejudicando ainda mais a sua psique.

Em 30 de agosto de 1997, o garotinho Yves Oto, 8 anos, foi assassinado por três homens, sendo dois deles policiais militares que prestavam serviço de segurança para seu pai, Masataka Oto. Na época Yves foi seqüestrado, e por ter conhecido um dos seqüestradores, foi morto com dois tiros e enterrado no quarto da filha de um dos acusados. Entre o sumiço do garoto, o contato dos seqüestradores, até encontrar o corpo, a agonia dos pais durou onze dias. O crime abalou todo o país que se comoveu com o sofrimento da família de Yves.

Masataka Oto disse que a primeira coisa que o homem pensa é em vingança. Afinal, perder um filho em tenra idade assassinado é revoltante. Após uma peregrinação movimentando o país e coletando assinaturas (dois milhões e meio), as encaminhou para o Congresso na tentativa dos políticos alterarem as leis de crimes hediondos, porém o documento está no Congresso há anos e nada foi feito.

Mas a vida da família Oto mudou. Após a morte do filho, um familiar disse para Keiko Ota, mãe de Yves, que perdoar os criminosos seria a única forma do garoto estar bem e reencarnar novamente. Keiko passou a fazer a oração do perdão. Ela orava várias vezes ao dia, e quatro meses após a morte de Yves, quando já havia perdoado de coração os assassinos de seu filho, ela engravidou. Esta gravidez tem uma passagem interessante, pois no quinto mês de gestação, Masataka Oto visitou Chico Xavier que lhe falou “Parabéns, o Yves está voltando!”. Essas palavras emocionaram Masataka. Nasceu uma garotinha linda, atualmente com 8 anos, possui as mesmas marcas no corpo físico que Yves possuía.

Recentemente, em um programa de televisão, Keiko Ota disse que “Quando acontece uma dificuldade, um sofrimento como o nosso, nós estamos ganhando. O Yves partiu daquela forma para nos levar a luz, para mudar o nosso interior, aquele material embasado, só pensando no materialismo. Hoje nós estamos equilibrados, o material do espiritual”.

Três anos após a morte de Yves, Masataka foi ao presídio visitar o único dos três criminosos que aceitou recebê-lo. Ele disse também neste programa de TV que pediu a Deus, antes de entrar no presídio, sabedoria e força. E que Deus lhe deu a sabedoria para tirar o ódio, e lhe falou do perdão. E a força para pegar na mão do homicida e o cumprimentar. Masataka disse que ao sair do presídio, saiu totalmente aliviado, aquele ódio que tava dentro dele ficou por lá.

A partir do momento em que o ódio deu lugar ao perdão, houve um equilíbrio espiritual na família, e assim eles criaram a Fundação Yves Oto – Movimento Paz e Justiça Ives Ota. Conforme Masataka “O objetivo é ajudar, material e espiritualmente, os menos favorecidos. Dar um apoio a eles, mostrando que a violência não pode fazer parte de seu cotidiano, senão ela se torna algo "natural". Para isso, eu e minha esposa, Keiko Ota, realizamos palestras na sede da instituição, às quintas-feiras, a cada quinze dias, e também em escolas, principalmente em regiões mais carentes. Essas palestras são direcionadas a pessoas que tenham sofrido algum tipo de violência. Os palestrantes são padres, pastores, da Seicho-No-Iê. Aqui há livre arbítrio para todos”.

O perdão foi fundamental para a família Oto, assim como deve ser para a nossa. Sem o perdão o sentimento que temos é de ódio e vingança, e isto acaba retornando para nós mesmos, prejudicando a nossa psique, refletindo em doenças no corpo físico. Sem o perdão o que teremos são feridas no coração que jamais serão cicatrizadas, pois qualquer sentimento contrário ao perdão é literalmente um bisturi a abrir cada vez mais a ferida.


Texto original publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição nº 46, ano 2007

Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 12 de Dezembro de 2010, 06:05
Queridos Ruy, Olívia, Duda Quadros, Vivaldo e filhodobino


Agradecemos por suas presenças e por suas valiosas contribuições ao nosso estudo.

Sejam sempre muito bem-vindos!

Tenham um ótimo início de semana com muita paz e luz nos seus corações

Abraços carinhosos da Katia e da Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 12 de Dezembro de 2010, 09:22
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço que é de vocês... Sem ela seria apenas eu e as postagens...

Estão todos convidados a trazerem suas mensagens, colaboração dentro do tema!!

Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto, e aceitar sugestões, etc..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiato
g..


Dothy e Katia

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 12 de Dezembro de 2010, 09:35
Segunda Parte do Estudo

Tema Indulgência   Sub-Tema Perdão

Conceito de Indulgência: Jesus


Conceito de Perdão: Jesus


Autoperdão


"Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si mesmo..."

"...porque se sois duros, exigentes, inflexíveis, se tendes rigor mesmo por uma ofensa leve, como quereis que Deus esqueça que, cada dia, tendes maior necessidade de indulgência?..."

(O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap. X, Item 15)



Nossas reações perante a vida não acontecem em função apenas dos estímulos ou dos acontecimentos exteriores, mas também e sobretudo de como percebemos e julgamos interiormente esses mesmos estímulos e acontecimentos. Em verdade, captamos a realidade dos fatos com nossas mais íntimas percepções, desencadeando, conseqüentemente, peculiares emoções, que serão as bases de nossas condutas e reações comportamentais no futuro.

Portanto, nossa forma de avaliar e de reagir e, as atitudes que tomamos em relação aos outros,conceituando-os como bons ou maus, é determinada por um sistema de autocensura que se encontra estruturado em nossos "níveis de consciência" mais profundos.

Toda e qualquer postura que assumimos na vida se prende à maneira de como olhamos o mundo fora e dentro de nós, a qual pode nos levar a uma sensação íntima de realização ou de frustração, de contentamento ou de culpa, de perdão ou de punição, de acordo com o código moral" modelado na intimidade de nosso psiquismo.

Este "julgador interno" foi formado sobre as bases de conceitos que acumulamos nos tempos passados das vidas incontáveis, também com os pais atuais, com os ensinamentos de professores, com líderes religiosos, com o médico da família, com as autoridades políticas de expressão, com a sociedade enfim.

Também, de forma sutil e quase inconsciente, no contato com informações, ordens, histórias, superstições, preconceitos e tradições assimilados dos adultos com quem convivemos em longos períodos de nossa vida. Portanto, ele, o julgador interno, nem sempre condiz com a realidade perfeita das coisas.

Essa "consciência crítica", que julga e cataloga nossos feitos, auto-censurando ou auto-aprovando, influencia a criatura a agir do mesmo modo que os adultos agiram sobre ela quando criança, punindo-a, quando não se comportava da maneira como aprendeu a ser justa e correta; ou dando toda uma sensação de aprovação e reconforto, quando ela agia dentro das propostas que assimilou como sendo certas e decentes.

A gênese do não perdão a si mesmo está baseado no tipo de informação ou mensagem que acumulamos através de diversas fases de evolução de nossa existência de almas imortais.

Podemos experimentar culpa e condenação, perdão e liberdade de acordo com os nossos valores, crenças, normas e regras, vigentes, podendo variar de indivíduo para indivíduo, conforme seu país, sexo, raça, classe social, formação familiar e fé religiosa. Entendemos assim que, para atingir o autoperdão, é necessário que reexaminemos nossas convicções profundas sobre a natureza do nosso próprio ser, estudando as leis da Vida Superior, bem como as raízes da educação que recebemos na infância, nesta existência.

Uma das grandes fontes de auto-agressão vem da busca apressada de perfeição absoluta, como se todos devêssemos ser deuses ou deusas de um momento para o outro. Aliás, a exigência de perfeição é considerada a pior inimiga da criação, pois a leva a uma constante hostilidade contra si mesma, exigindo-lhes capacidades e habilidades que ela ainda não possui.

Se padrões muito severo de censura foram estabelecidos por pais perfeccionistas à criança, ou se lhe foi imposto um senso de justiça implacável, entre regulamentos disciplinadores e rígidos, provavelmente ela se tornará um adulto inflexível e irredutível para com os outros e para consigo mesmo.

Quando sempre esperamos perfeição em tudo e confrontamos o lado "inadequado" de nossa natureza humana, nos sentiremos fatalmente diminuídos e envolvidos por uma aura de fracasso.Não tomar consciência de nossas limitações é como se admitíssemos que os outros e nós mesmos devêssemos ser oniscientes e todo-poderosos. Afirmam as pessoas: "Recrimino-me por ter sido tão ingênuo naquela situação..."; "Tenho raiva de mim mesmo por ter aceitado tão facilmente aquelas mentiras..."; "Deveria ter previsto estes problemas atuais"; "Não consigo perdoar-me, pois pensei que ele mudaria...". São maneiras de expressarmos nossa culpa e o não-perdão a nós mesmos – exigências desmedidas atribuídas às pessoas perfeccionistas.

A desestima a nós próprios nasce quando não nos aceitamos como somos. Somente auto-aceitação nos leva a sentir plena segurança ante os fatos e ocorrências do cotidiano, ainda que os indivíduos ao nosso redor não entendam nossas melhores intenções.

O perdão concede a paz de espírito, mas essa concessão nos escapará da alma se estivermos presos ao desejo de dirigir os passos de alguém, não respeitando o seu propósito de viver.

Devemos compreender que cada um de nós cumprindo um destino só seu, e que as atividades e modos das outras pessoas ajustam-se somente a elas mesmas. Estabelecer padrões de comportamento e modelos idealizados para os nossos semelhantes é puro desrespeito e imcompreensão ante o mecanismo da evolução espiritual. Admitir e aceitar os outros como eles são nos permite que eles nos admitam e nos aceitem como somos.

Perdoar-nos resulta no amor a nós mesmos – o pré-requisito para alcançarmos a plenitude do "bem-viver".

Perdoar-nos é não importar-nos com o que fomos, pois a renovação está no instante presente; o que importa é como somos hoje e qual é a nossa determinação de buscar nosso progresso espiritual.

Perdoar-nos é conviver com a mais nítida realidade, não se distraindo com ilusões de que os outros e nós mesmos "deveríamos ser" algo que imaginamos ou fantasiamos.

Perdoar-nos é compreender que os que nos cercam são reflexos de nós mesmos, criações nossas que materializamos com pensamentos e convicções íntimas.

O texto em estudo – "Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si mesmo" – quer dizer: enquanto não nos libertarmos da necessidade de castigar e punir o próximo, não estaremos recebendo a dádiva da compreensão para o autoperdão.

Adaptando o excerto do apóstolo Paulo às nossas vidas, perguntamo-nos:"...porque se sois duros, exigentes, inflexíveis, se tendes rigor mesmo por uma ofensa leve...", como haveremos de criar oportunidades novas para que o "Divino Processo da Vida" nos fecunde a alma com a plenitude do Amor e, assim, possamos perdoar-nos?



Hammed
Livro: Renovando Atitudes
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 12 de Dezembro de 2010, 09:48
Indulgência e Fraternidade

O ser querido desertou do lar, vencido pela fragilidade das forças ainda impregnadas de alta dose de animalidade; todavia, acusa-te, fazendo-te responsável pela sua fuga. Sê Indulgente e conserva-te fraterno em relação ao evadido. O amigo dedicado de ontem não deseja mais a tua lealdade e sai, arremetendo diatribes que te maceram. Sustenta a Indulgência e mantém a fraternidade pensando nele.

O beneficiário da tua bondade, navegando em situação de bonança, esquece as tuas dádivas e faz-se soberbo, masinando o teu nome. Acautela-te na Indulgência e reserva-lhe a fraternidade. A tuas palavras de advertência, tocadas no mais nobre desejo de acertar, são agora transformadas por antigos comparsas que se fizeram teus adversários, em açoutes que te alcançam. Continua Indulgente e dissemina a fraternidade.

Os convidados pela tua lição de sacrifício a participarem do banquete de luz e vida do Evangelho, apontam-te mil débitos, e sofres. Porfia na Indulgência e trabalha pela fraternidade. Divulgas o bem por amor do bem, tentanto viver o bem que fazes disso, não faltam as agressões ao bem que fazes e desafios por parte daqueles que supões beneficiar.

Confia na Indulgência e aciona a fraternidade... Indulgência e fraternidade sempre. Em toda e qualquer circunstância essas duas armas cristãs, da "não-violência", pode operar milagres. Talvez aqueles a quem as ofertas, recusem-na momentaneamente, todavia, ser-te-ão benéficas utilizá-las, já que elas restaurarão tua paz, se a perdeste, ou manterão tua tranquilidade, se a conservas.

"Bem-aventurado aquele que sofre a tentação porque, quando for aprovado receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que O amam" - conforme ensinou o apóstolo Tiago, na sua Epístola universal, Capítulo um, versículo doze. A tentação, por isso mesmo, possui as suas raízes no cerne daquele que é tentado, e como é natural, reponta frequentamente, ensejando-lhe a nobre batalha da própria redenção.

Viajores de muitas experiências malogradas, somos a soma das nossas dívidas em operação de resgate. Cada ensejo depurador é bênção impostergável. Ora, se alguém nos fere ou magoa, nos acusa ou abandona, com fundamentos injusto, tentando nossa fraqueza ao revide ou à deserção do combate, mantenhamos a Indulgência para com ele - o instrumento inconsciente da Lei - e sejamos fraternos, facultando-lhe retornar com a certeza de ser recebido pelo nosso coração.

A sombra é geratriz de equívocos como o erro é matriz de tormentos íntimos naquele que o pratica. A punição mais severa, portanto, para o transviado é o despertar da consciência, hoje ou amanhã. Jesus convocou-nos ao amor incondicional e ao perdão das ofensas, e Allan Kardec, o discípulo fiel, na tríade que formulou, situou Indulgência como uma das bases da felicidade humana, sendo a fraternidade, dessa forma, o espelho
onde se pode refletir a alma do amor, em todas as circunstâncias e lugares.

Indulgência e fraternidade, como roteiros para a harmonia que buscamos, são lições vivas de entendimento humano, nos deveres que esposamos à luz do Cristianismo Redivivo.

Pois o filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos. Marcos: 10-45.

O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus. Cap. XVII - ítem 3.


FLORAÇÕES EVANGÉLICAS - JOANNA DE ÂNGELIS -
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 12 de Dezembro de 2010, 10:13
Grande Exemplo de Indulgência e Perdão
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Duda Quadros em 12 de Dezembro de 2010, 12:48
Bom dia Dothy,

É exatamente isso que eu sinto e passei a compreender mehor depois de ter a Doutrina Espírita em minha vida. HOje exercito o perdão e o autoperdão, claro que ainda muito distante de alcançá-los da forma pelna, mas com um tremendo esforço para tentar, aos poucos fazer deles práticas de minha vida.

A indulgência se intercambeia com essa face do perdão e autoperdão na medida em que dependemos de cada uma delas para alcançarmos a outra. Tudo é bastante integrado e tnterelacionado, como os faos e as coisas do universo e da natureza. São tantas as analogias que podemos tirar, assim como oMestre Jesus sempre fazia em suas parábolas.

Para mim fica hoje e agora a palavra forte do perdão e do autoperdão, para minha reflexão e para compartilhar com todos do fórum.
Fraternalmente,
Duda

Título: Re: Indulgência
Enviado por: hcancela em 12 de Dezembro de 2010, 13:28
Olá amigos(as)

Revisa, quanto antes, os teus planos de ação.

Submete-os a uma análise tranquila e considera as tuas

possibilidades atuais, refazendo programas e estabelecendo metas novas.

Se te parecem corretos, amplia-os.

Se te manifestam insuficientes ou perturbadores, corrige-os.

Renova-te, porém, alterando sempre para melhor as tuas disposições de crescimento, seja como for que te encontres.

Não exijas que as pessoas sejam-te iguais, sempre as mesmas, com repetitivos hábitos, expressando-te idênticos sentimentos.

Diante dos afetos que diminuíram de intensidade;

dos comportamentos que se alteraram;

das situações que sofreram mudanças;

dos amigos que fizeram novas opções;

do entusiasmo que arrefeceu ou passou para outra área;

dos desafios novos, não te insurjas pela depressão ou violência.

São fenômenos, estes, de mudança que a vida impõe.

Aceita-os com calma e em paz, continuando com os ideais nobres e evoluindo sempre, sem retentivas com a retaguarda nem ansiedades em relação ao futuro.
*************************
Joanna de Ângelis


Saudações fraternas



Querido hCancela

Agradecemos a valiosa contribuição  que muito enriquece o nosso estudo.

Volte sempre

Abraço carinhoso da Katia e da Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 12 de Dezembro de 2010, 13:35
Olá Duda Quadros...

Seja sempre bem-vindo... Muita paz amigo...
Que bom que estes textos reforçaram em ti esta visão do Perdão e auto-Perdão...
Nosso caminho evolutivo é lento ou acelerado, dependendo de nossa individualidade...
Volte sempre...  Bjs Abraços afetuoso.


Dothy e Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 12 de Dezembro de 2010, 13:48
Olá amigo hcancela...

Seja sempre bem-vindo... Muita paz...
Agradecemos tua presença e esta rica contribuição para o nosso estudo...
Volte sempre... Abraços afetuosos...


Dothy e Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: RuyLFreitas em 12 de Dezembro de 2010, 14:33
Oi! Prezados Irmãos.

Realmente ao ler os textos expostos tanto por Dothy e Katia me trouxe uma reflexão larga profunda sem medidas. Jesus não podia naquele momento perdoar a Pedro, já que o entregaria aos romanos e ademais já o havia perdoado muito antes, assim como também perdoará a Judas Iscariotes, mas fez questão em pleno suplício perdoar não só presentes como seus apóstolos, pois foi por ordem dele mesmo que se dispersassem.

Os seus ensinos não podiam estacionar, mas Pedro sentia-se culpado e não conseguia perdoar-se, por tal Jesus estando com ele e os apóstolos. perguntou-lhe por três vezes se ele o amava e a cada sim lhe deu incumbência. Isto me tocou como eu revelei no supracitado e noutras respostas, onde a perquirição foi um puxão de orelhas em mim mesmo despertando-me para o bom senso. Qual autoridade tenho eu de não me perdoar, já quem me perdoou? Seria o mesmo que negar o perdão ofertado. Quem sou para superar as Leis do "Alto" esquivando-me de tal benção? Creio ser um Espírito ainda com uma chaga enorme do egoísmo intrínseco qual impera em mim.

Mas por que foi necessário a dispersão dos apóstolos? Para que as palavras de Jesus não caíssem num vão obscurecido e daí sabemos:

PEDRO, morreu crucificado com 75 anos de idade, no ano 67 de nossa era. A tradição conta que ele pediu que o crucificassem de cabeça para baixo, porque se considerava indigno de morrer como seu Mestre.

TIAGO, filho de Zebedeu, foi o primeiro dos apóstolos a morrer por sua fé. foi decapitado à espada por ordem do rei Herodes Agripa I, por volta do ano 44 de nossa era.

JOÃO, irmão de Tiago: ambos considerados “filhos do trovão”, e depois de andar com Jesus, ficou conhecido como o “discípulo amado”, foi desterrado, pelo imperador Domiciano, para a Ilha de Patmos a fim de trabalhar nas minas. Morreu aos cem anos de idade, sendo o único dos apóstolos que teve morte natural. Segundo a tradição, ele foi lançado pelos inimigos num tacho de azeite fervendo, de onde saiu ileso.

ANDRÉ, irmão de Pedro, foi crucificado em Ática, na Ásia menor. Até exalar o último suspiro, continuou admoestando seus algozes.

TIAGO, filho de Alfeu, foi lançado do pináculo do templo de Jerusalém, e a seguir apedrejado até morrer.

MATEUS, o ex-coletor de impostos, pregou por quinze anos na Palestina, indo então para a Etiópia, onde foi morto à espada.

BARTOLOMEU, pregou na Arábia, estendendo sua pregação até a Índia. Alguns afirmam que ele foi amarrado num saco e lançado ao mar, enquanto outros asseguram que ele foi esfolado vivo.

SIMÃO, o cananeu, também chamado Zelote, morreu na Pérsia. Por ordem do imperador Trajano foi martirizado até expirar.

FELIPE, morreu na Ásia menor, enforcado num pilar do templo em Hierápolis.

TOMÉ, o incrédulo, veio a ser um dos maiores pregadores do cristianismo. Viajou muitíssimo, pregando nas regiões de Parta, Média, Pérsia, chegando até a Índia, onde morreu atravessado por uma lança, na cidade de Coromandel.

JUDAS Tadeu, irmão de Tiago, morreu cravado de flechas.

JUDAS Iscariotes, enforcou-se ou atirou-se de um elevado e serviu de alimento para os cães, após trair a Jesus com um beijo. (Só este fica a dúvida já que foi encontrado pergaminho dele, mas que também torná-se duvida de dúvidas).

MATIAS, o substituto de Judas, foi o primeiro a ser apedrejado e em seguida, decapitado.

Outros seguidores e como foi o seu final:

ESTEVÃO, morreu apedrejado.

MARCOS, foi arrastado pela ruas de Alexandria, no Egito, até morrer.

BARNABÉ, também foi apedrejado. Conta-se que os judeus de Salamina zombavam dele enquanto sucumbia.

PAULO, o grande apóstolo dos gentios, foi decapitado em Roma, por ordem do tirano Nero. Talvez estejam indagando: fizeram tanto por Cristo e receberam este tipo de recompensa? Respondo: Não, pois a morte não foi o fim da vida deles. Cada um recebeu por sua obra. E certamente, estes apóstolo de Jesus Cristo galgaram na escala Espiritual que admirados devem olhar para o passado e ainda afirmarem: “Fizemos tão pouco para recebermos tanto”.

Um forte abraço, cheio da Paz e Luz. 
Título: Re: Indulgência
Enviado por: filhodobino em 12 de Dezembro de 2010, 14:37
Amados do meu coração, companheiros de ideal, estudantes da indulgência...
A metáfora da foice de André Luiz, é muito apropriada para o entendimento
Exemplo:

Evolução pressupõe e carece de estudo cada vez mais elevado... (tudo mundo sabe)...
Os aborígenes (cito exemplo consubstanciado em alteridade hermética, envolto em caridade pura), então os aborígenes são um povo bom, ordeiro, simples, gentil, amável, dão-se bem entre sí e entre os estrangeiros, espiritualizados muito antes de nós, mas apegados ao mesmo grupo Espirtual)... aqui entra a metáfora da foice de André Luiz... Quando os ramos velhos são podados pela foice, vem a nova brotação, porém oriunda das mesmas raízes, e só produzirão, o que antes produzira, sem evolução quase nenhuma...
Quem pensa que sabe, mas é seguidor, fiel, se faz filho de um único raizame, e onde fica a evolução naturalmente assistida, se há teima em não efetuar mudanças?
Perdão das ofensas... Aquisição de harmonia, para não se melindar com as críticas, antes pelo contrário buscar o que as mesmas têem para nos ensinar, e agir em indulgência abnegada, em seu pleno direito de revide é como disse... repito e torno a repetir... i n d u l g ê n c i a ....
Saúde e Paz!

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/equilibrio-28528/msg174530/?topicseen#msg174530#ixzz17uNdFK00




Querido amigo filhodobino

Parabéns por sua valiosa contribuição.

Suas ponderações são sempre muito valiosas ao nosso estudo.

Abraços carinhosos da Katia e da Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 12 de Dezembro de 2010, 14:50
Olá amigo Ruy Freitas...

Seja sempre bem-vindo ao nosso estudo...
Estes textos trazidos por nós... Escolhido e pesquisado, era para todos fazermos estas reflexão...
Somos imperfeitos, falíveis... Ainda numa dificil caminhada da ascenção espiritual...
Judas e Pedro... Nos deram o grande exemplo de negar e trair Jesus...
Jesus nosso amigo, nos deu odo perdão e Indulgência...
Quando pensamos que fazemos algo para os outros, temos sempre que lembrar...
Nós...  Somos os maiores prejudicados neste ato infeliz...
Então.. Para quem eu faço mal, para o próximo ou para mim mesmo???
Agradecemos tua presença e estas valiosas contribuições para o nosso estudo...
Abraços afetuoso... Muita paz...

Dothy e Katia...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: RuyLFreitas em 12 de Dezembro de 2010, 15:03
Oi! Minhas Irmãs Dothy e Katia.

Isto o que diz é a pura realidade, pois a prova e comprovação se fez em mim. Não tenho nem palavras a altura para agradece-las, pois há muito tempo não percebia o egoísmo superando a razão e o bom senso. Mesmo assim aceitem meus profundos agradecimentos.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 12 de Dezembro de 2010, 15:15
Amigo Ruy...
[/b]
Somos nós que temos que agradecer- te a sinceridade...
Os depoimentos, as reflexões individuais, os textos que contribuem com o nosso estudo...
Ficamos felizes por tua presença, dividindo conosco esta troca de experiência...
Abraços afetuoso...


Dothy e Kátia..
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Kenia Fidalgo em 12 de Dezembro de 2010, 16:08
Dothy e Katia, obrigada por esse estudo maravilhoso, estou acompanhando e aprendendo muito com o raciocinio maravilhoso de voces,

Obrigada por essa oportunidade!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 12 de Dezembro de 2010, 16:18
Querida amiga Kenia Fidalgo...

Seja bem-vinda... Ficamos feliz por tua visita...
Nós é que agradecemos por tua presença e gentis palavras...
Desejamos que permaneça conosco até o fim do estudo...
Volte sempre... Abraços carinhoso...


Dothy e Katia...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 12 de Dezembro de 2010, 17:53
Brilhe vossa luz! - proclamou o Mestre.

Procuremos brilhar! - Eepetimos nós...  Procuremos brilhar com a Indulgência e Perdão


A Luz em Ti


É um tesouro inigualável, teu somente.
Ninguém dispõe dele em teu lugar. Nas horas mais difíceis, podes gastá-lo sem preocupação. Quando alguém te fira, é capaz de revelar-te a grandeza da alma, no brilho do perdão.
No momento em que os seres mais queridos porventura te abandonem, será parte luminosa de tua benção.
Ante os irmãos infelizes, é o teu cartão de paz e simpatia. Nos empreendimentos que te digam respeito ao próprio interesse, converte-se em passaporte para a aquisição das vantagens que desejes usufruir. No relacionamento comum, transforma-se na chave para a formação das amizades fiéis.
Na essência, é um investimento, a teu próprio favor, que realizas sem o menor prejuízo.
Esse tesouro é o teu sorriso, - luz de Deus em ti mesmo, - que nenhuma circunstância pode extinguir e que ninguém consegue arrebatar.


Fonte:Site Caminhos de Luz[/color]
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 12 de Dezembro de 2010, 20:53
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço que é de vocês... Sem ela seria apenas eu e as postagens...

Estão todos convidados a trazerem suas mensagens, colaboração dentro do tema!!

Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto, e aceitar sugestões, etc..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..



Dothy e Katia


Título: Re: Indulgência
Enviado por: RuyLFreitas em 12 de Dezembro de 2010, 21:36
Oi! Minhas Irmãs Dothy e Kátia.

Que nada! Eu quem devo agradecer por estar participando do Fórum Espírita, pois aqui só se aprende. E o que se aprende ou é despertado, nos leva a uma realidade tão perto para qual nos cegamos por longa data.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 12 de Dezembro de 2010, 21:41
           
caminhos de Luz -

      A Misericórdia Eleva a Alma

      Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia. (S. MATEUS, cap. V, v. 7.)



Em sua sabedoria de Espírito Puro, Jesus, Modelo e Guia da humanidade, ensina que o sacrifício mais agradável ao Senhor é o que o homem faça do seu próprio ressentimento; que, antes de se apresentar para ser por ele perdoado, precisa haver perdoado e reparado o agravo que tenha feito a algum de seus irmãos.

 Importante lição podemos haurir das palavras de Jesus, em resposta ao apóstolo Pedro, sobre o conhecer e o não praticar os ensinamentos cristãos conforme segue:

 — Senhor: que dizer, então, daqueles que conhecem os sagrados princípios da caridade e não os praticam?

Esboçou Jesus manifesta satisfação no olhar e elucidou:
 — Estes, Simão, representam sementes que dormem, apesar de projetadas no seio dadivoso da terra. Guardarão consigo preciosos valores do Céu, mas jazem inúteis por muito tempo. Estejamos, porém, convictos de que os aguaceiros e furacões passarão por elas, renovando-lhes a posição no solo, e elas germinarão, vitoriosas, um dia. Nos campos de Nosso Pai, há milhões de almas assim, aguardando as tempestades renovadoras da experiência, para que se dirijam à glória do futuro. Auxiliemo-las com amor e prossigamos, por nossa vez, mirando a frente!” ¹

 É, dessa forma, no labor do bem e no enfrentamento de nossas dificuldades intimas, que progredimos e desenvolvemos as virtudes latentes em nosso interior, a espera que nos decidamos por cultivá-las no exercício constante da caridade para com o próximo e para com a vida.

 Em o Evangelho segundo o Espiritismo, encontramos as claras explicações sobre esse nobre sentimento, que precisamos urgentemente desenvolver a benefício do nosso crescimento espiritual, na busca da implantação do Reino de Deus entre os homens o mais depressa possível, conforme abaixo descrito:

      “A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacífico. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam alma sem elevação, nem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima dos golpes que lhe possam desferir. Uma é sempre ansiosa, de sombria suscetibilidade e cheia de fel; a outra é calma, toda mansidão e caridade.

      Ai daquele que diz: nunca perdoarei. Esse, se não for condenado pelos homens, sê-lo-á por Deus. Com que direito reclamaria ele o perdão de suas próprias faltas, se não perdoa as dos outros? Jesus nos ensina que a misericórdia não deve ter limites, quando diz que cada um perdoe ao seu irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 12 de Dezembro de 2010, 21:51
Indulgência (Perdão)

Caridade seria, na ótica de "O Livro dos Espíritos":

Benevolência, que se exprime na boa vontade e na disposição para praticar o Bem;

Indulgência, que é clemência e misericórdia para as imperfeições alheias;

Perdão, que é o ato de desculpar ofensas.

Exercício de benevolência: Trabalho em favor do semelhante.

Exercício da indulgência: Solidariedade em face das limitações e fraquezas do próximo, evitando discriminá-lo.

Exercício do perdão: Esquecimento do mal que se tenha sofrido de alguém, num ato de tolerância esclarecida que se exprime na compreensão...

.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 12 de Dezembro de 2010, 22:01
Indulgência  (Perdão)

Devemos ou não criticar os maus atos de nosso próximo? Será que, sem a crítica, nosso próximo pararia para repensar os procedimentos errôneos que tem praticado? Ou será que a crítica apenas desperta o ódio que existe escondido no interior de cada um? Já existe crítica demais nos livros espíritas, e poucas lições do verdadeiro amor?

Receber uma crítica dói, dói mais quando vem dos amigos e dói muito mais quando é injusta. Mas devemos lembrar que o que parece injusto para o criticado parece justo para quem critica. Como devemos receber uma crítica? Segundo André Luiz1, a crítica estimula:


"Interprete o adversário como portador de equilíbrio; se precisamos de amigos que nos estimulem, necessitamos igualmente de alguém que indique os nossos erros."
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 12 de Dezembro de 2010, 22:15
Caridade e Higiene

A higiene alinha vários preceitos de proteção à vida, como sejam:
o asseio do corpo;
o uso da água potável não contaminada;
a renovação do ar no recinto doméstico;
a faxina habitual;
a limpeza da moradia;
o banho diário sempre que possível;
a roupa lavada;
a refeição natural;
e o saneamento do solo em que se vive.

Entretanto, em auxílio à paz de que necessitamos para sermos tranqüilos, somos de parecer que o perdão das ofensas, sejam elas quais forem, é um dos ingredientes fundamentais na segurança da própria alma, porquanto, acalentar ressentimentos é o mesmo que reter substâncias tóxicas, desequilibrando o pensamento e envenenando o coração
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 12 de Dezembro de 2010, 22:55

Indulgência (Perdão)


[bPerdão

"Pois com o critério com que julgardes sereis julgados; e com a medida com que tiverdes medido vos medirão também." - Jesus. (Mateus, 7:2.)

A gentileza deve ser examinada, não apenas por chave de ajuste nas relações humanas, mas igualmente em sua função protetora para aqueles que a cultivam.

Não falamos aqui do sorriso de indiferença que paira, indefinido, na face, quando o sentimento está longe de colori-lo. Reportamo-nos à compreensão e, conseqüentemente, à tolerância e ao respeito com que somos todos chamados à garantia da paz recíproca.

De quando em quando, destaquemos uma faixa de tempo para considerar quantas afeições e oportunidades preciosas temos perdido, unicamente por desatenção pequenina ou pela impaciência de um simples gesto.



Quantas horas gastas com arrependimentos tardios e quantas agressões vibratórias adquiridas à custa de nossas próprias observações, censuras, perguntas e respostas mal conduzidas!.
..

O que fizermos a outrem, fará outrem a nós e por nós.

Reflitamos nos temas da Indulgência e Perdão.

A fim de nutrir-nos ou aquecer-nos, outros não se alimentam e nem se agasalham em nosso lugar e, por mais nos ame, não consegue alguém substituir-nos na medicação de que estejamos necessitados.

Nas questões da alma, igualmente, os reflexos da bondade e as respostas da simpatia hão de ser plantados por nós, se aspiramos à paz em nós
.


Editora: FEB
[/b]

Emmanuel

Do Livro: Ceifa de Luz

Psicografia: Francisco Cândido Xa
vier
Título: Re: Indulgência
Enviado por: belina em 12 de Dezembro de 2010, 23:32
Olá amigas Dothy e Katia

Que maravilha está sendo este estudo. Hoje consegui acompanhar mais um pouco e vou deixar mais uma mensagem.
 O Pai Nosso foi uma oração que Jesus nos deixou.
Nesta tradução lindíssima se a lermos e reflectirmos bem no que está escrito, ela nos ensina a sermos indulgentes com todos os seres vivos, com o mundo que nos acolhe e nos dá o sustento.
Esta tradução me deixa sempre emocionada e me mostra o quanto ainda tenho de caminhar para poder dizer “Eu sou indulgente”.

Não eu ainda estou no caminho de: “Eu tento todos os dias ser indulgente”.

O Pai Nosso em Aramaico
Abwun d’bwashmaya.
Nethqadash shmakh
Teytey malkuthakh Nehwey tzevyanach aykanna d’bwashmaya aph b’arha.
Hawvlan lachma d’sunqanan yaomana.
Washboqlan khaubayn (wakhtahayn) aykana daph khnan shbwoqan l’khayyabayn. Wela
tahlan I’nesyuna
Ela patzan min bisha
Metol dilakhie malkutha wahayla wateshbukhta l’ahlam almin.
Ameyn

É desta oração (Pai Nosso em Aramaico) que derivou a versão actual do "Pai-Nosso", prece ecuménica de ISSA (Jesus Cristo).
Ela está escrita em aramaico, numa pedra branca de mármore, em Jerusalém /
Palestina, no Monte das Oliveiras, na forma que era invocada pelo Mestre Jesus.
O aramaico era um idioma originário da Alta Mesopotâmia, (séc. VI a.c.), e a língua usada pelos povos da região. Jesus sempre falava ao povo em idioma aramaico.
A tradução directa do aramaico para o português, (sem a interferência da Igreja), nos mostra como esta oração é bela, profunda e verdadeira...

Tradução
"Pai-Mãe, respiração da Vida,
Fonte do som,
Acção sem palavras,
Criador do Cosmos!
Faça Sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.
Ajude-nos a seguir nosso caminho, respirando apenas o sentimento que emana do Senhor.
Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as outras criaturas.
Que o Seu e o nosso desejo, sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.
Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.
Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iludam, e nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.
Não nos deixe ser tomados pelo esquecimento de que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza.
Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas acções.
QUE ASSIM SEJA”
Paz e luz
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 13 de Dezembro de 2010, 00:08
Querida amiga belina...

Seja sempre bem-vinda...
Que linda contribuição nos trás com este teu sincero: Não eu ainda estou no caminho de: “Eu tento todos os dias ser indulgente”.
Brigada amiga, pela tua presença no nosso estudo... Volte sempre... Abraços carinhosos...

.

Dothy e Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: belina em 13 de Dezembro de 2010, 00:14
Ola amigas

Obrigada pelo carinho

pps
Em Verdade-André Luis por ChIco Xavier
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 13 de Dezembro de 2010, 00:26
Indulgência (Perdão)

Kardec perguntou aos espíritos: Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, conforme a entendia Jesus?

Os espíritos responderam:

"Benevolência para com todos. Indulgência para com as imperfeição dos outros. Perdão das ofensas."

Será fácil agirmos dessa maneira??


Sabemos que não! O que será que nos impede de fazer isso?

Com certeza, é o orgulho, uma das chagas da humanidade!

A nossa tendência é nos acharmos as criaturas mais perfeitas da face da Terra.

Sempre estamos certos e os outros sempre errados.

Jesus nos adverte que vemos o argueiro no olho do outro, mas não vemos a trave no nosso. Então, para entendermos, para sermos benevolente, indulgentes para com os erros de nossos irmãos, é preciso que, antes de tudo, nos conscientizemos dos nossos erros, das nossas imperfeições e das nossas limitações. A partir daí sim, teremos condições de compreender os erros dos outros.


É o "Conhece-te a ti mesmo", que Sócrates tinha como filosofia de vida e Santo Agostinho, no Livro dos Espíritos, nos concita a fazê-lo.

É o trabalho de auto-análise, de mergulho no Eu, afim de identificarmos a nossa realidade.



Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 13 de Dezembro de 2010, 00:51
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço que é de vocês... Sem ela seria apenas eu e as postagens...

Estão todos convidados a trazerem suas mensagens, colaboração dentro do tema!!

Desejo a todos um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto, e aceitar sugestões, etc..

Que todos tenhma uma ótima semana repleta de saúde, paz, união, felicidades e muito amor..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog.
.


Dothy e Katia


Título: Re: Indulgência
Enviado por: macili em 13 de Dezembro de 2010, 01:02
Queridas Amigas Dothy e Katiatog e os demais amigos que acompanham este belíssimo e esclarecedor estudo.

Deixo aqui esta mensagem, com todo o meu carinho...

Bjs
Macili

(http://4.bp.blogspot.com/_wLceRuQV4bk/Smed_ciBx_I/AAAAAAAABA0/i4FZIOtGQzU/s400/C+_Documents+and+Settings_Ricardo_Ambiente+de+trabalho_perd%C3%A3o.jpg)

Perdão


“Espíritas, não esqueçais nunca que, tanto por palavras como por atos, o perdão das injúrias não deve ser uma expressão vazia. Pois que vos dizeis espíritas, sede-o. esquecei o mal que vos tenham feito e não penseis senão numa coisa: no bem que podeis fazer.”

(Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Capítulo X. Bem aventurados os Misericordiosos.
Item 14. Perdão das Ofensas – Simeão.)

Quantos males nesse mundo não poderiam ser evitados com o perdão?
Por quais razões é ainda a criatura humana tão inflexível, e se deixa envenenar pelos ódios?
Centralizamos em nós mesmos a importância de tudo e não percebemos o sentido coletivo da nossa existência. È sempre o eu, o meu, para mim, comigo, em mim, ou seja, o egoísmo, o egocentrismo.
O que nos atinge no momento glorioso e sensível do nosso eu é motivo de reação imediata, de defesa, revide, vingança. Quanto mais posses e poder tivermos, mais fortemente responderemos e maiores proporções assumem nossas reações às ofensas. Geram-se inimizades, conflitos, guerras.
Perdoar é ainda um grande desafio para todos nós, nas menores coisas que nos envolvem: alguém que nos resvala por descuido na rua já recebe nossa reclamação; aquele que nos toma a frente da fila do ônibus é logo puxado pra trás. Alguns centavos a menos num troco recebido causa uma discussão; um cumprimento menos atencioso de um vizinho já nos torna inimigos ferrenhos.
Por que tamanhas suscetibilidades?
Como podemos sair desse estado íntimo?
O doce e suave perdão nos responderá pelo bem que nos proporcionará.
Experimentemos e examinemos o seu valor.
Vejamos como exercitá-lo:

a) Controlando nossos impulsos de menosprezo e indiferença a quem nos tenha esquecido uma cortesia social;
b) Desarmando-nos intimamente, segurando nossos braços e mãos no contato impetuoso com as multidões, no aperto das calçadas, coletivos ou estádios;
c) Tolerando o rosto de um vizinho que mal nos olha no elevador, na área comum, na feira ou nos arredores do nosso bairro;
d) Não nos deixando magoar com o colega de trabalho mal-humorado ou com o chefe irritado que nos ofenda;
e) Evitando contendas calorosas em assuntos familiares, esquecendo a necessidade de explicações ou pedidos de desculpas de parentes por falhas aparentemente injustificáveis;
f) Aceitando sem exigências irritantes a maneira de ser desse ou daquele nosso integrante do lar, que mesmo contrários ao que de melhor deles esperamos realizam seu aprendizado na escola da vida;
g) Cultivando o esquecimento de nós mesmos, nos sacrifícios voluntários, ao que possuímos de importante em nosso eu, o que nos torna invulneráveis às agressões, aos maus tratos e às injúrias.
h) Afastando planos de represálias ou idéias de endurecimento para com aqueles afetos mais queridos que nos abandonaram ao esquecimento;
i) Alimentando o coração de clemência, sempre que formos caluniados, injustiçados, ofendidos, agredidos, aplacando, assim os tormentos da revolta.

“Perdoai, empregai a indulgência, sede caridosos, generosos, e até mesmo pródigos no vosso amor, porque o Senhor vos dará; curvai-vos, que o Senhor vos levantará; humilhai-vos, que o Senhor vos assentará em lugar de destaque.” (id. Ibid).

Texto do livro:Manual Prático do Espírita- De Ney P. Perez
Título: Re: Indulgência
Enviado por: macili em 13 de Dezembro de 2010, 01:10
Amigo(a)s querido(a)s ...

Reflitamos e colaboremos por um mundo melhor.
Apliquemos a indulgência!!!

Com todo o meu afeto
Macili


(http://4.bp.blogspot.com/_RdpT3l1NYPo/StjGZ59Kk-I/AAAAAAAABhM/7yGQD8lnQN0/s400/palavras%2520magicas.jpg)

Símbolos nas Palavras

Em nos reportando à indulgência, recorde-se que o verbo pode ser definido em variadas comparações.

A palavra de bondade é uma semente de simpatia.

A frase de acusação é um golpe agravando a ferida que nos propomos curar.

O conceito otimista é luz no caminho.

O grito de cólera é curto-circuito na sistemática das forças em que venha a surgir.

O diálogo construtivo é terapêutica restauradora.

O comentário deprimente é pasto da obsessão.

A nota de esperança é porta de paz.

O conceito pessimista é nuvem enregelante.

A frase calmante é ingrediente de paz.

O verbo agressivo é indução à doença.

Conversando podemos criar saúde ou enfermidade, levantar ou abater, recuperar ou ferir.

A nossa palavra enfim pode ser uma pancada ou uma bênção.

E o uso dessa força que equilibra ou desequilibra, obscurece ou ilumina, ergue ou abate está em nós.



pelo Espírito André Luiz - Do livro: Busca e Acharás,
Médium: Francisco Cândido Xavier.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: macili em 13 de Dezembro de 2010, 01:29
Dothy e Katia

Que tal praticarmos o que está contido e sugerido neste texto e quem sabe um dia conseguiremos nos olhar no espelho e nos identificarmos como alguém com todos estes predicados...

Bjs
Macili

Querida amiga... Brigada pelas lindas e enriquecedoras mensagens para o nosso estudo.. Bjs e abraços carinhoso!!
Dothy


(http://1.bp.blogspot.com/_wLceRuQV4bk/SUAQSQStkPI/AAAAAAAAAdM/0KahmmD1loo/s400/espelho_da_vida_foto.jpg)

Há uma pessoa que possui os seguintes predicados:

É uma pessoa comum. Sem nada demais que possa qualificá-la como melhor do que as outras. Trabalha, tem amigos, gosta de divertir-se e cultiva bons hábitos. Cultua Deus e gosta de ‘falar’ com Ele. Tem um senso de propósito bem apurado, possuindo a capacidade de estabelecer metas próprias. Sabe quando deve, ou não, tomar determinadas decisões. Sabe quando deve, ou não, fazer certas coisas que implicarão em sacrifício e renúncia. Enxerga a Vida como um grande campo de possibilidades de realização. Às vezes, tem dificuldade de fazer escolhas, mas quando as faz, tem consciência da decisão tomada. Consegue perceber que sua vida lhe pertence e que os outros têm direito a viver como querem. Quando percebe sua dificuldade em compreender as coisas, vai em busca de informação. Não se cansa de admitir sua própria ignorância e vai em busca de ajuda para resolver suas necessidades. Carrega em si a capacidade de amar e ajudar, procurando colocar esses potenciais a serviço da própria vida. Tenta, sempre que possível, tornar as coisas mais fáceis do que são, reduzindo a complexidade de que são revestidas. Tende a minimizar os efeitos negativos sobre si, ampliando os
positivos que percebe. Possui em si a paciência e a tolerância necessárias para a convivência com os outros e busca, a todo o momento, colocar em prática sua capacidade de compreensão da natureza humana e da sua diversidade. Sabe de suas próprias
imperfeições, exercitando compreendê-las e extraindo delas o que de melhor possuem. Reconhece o valor do perdão e da empatia como base das relações autênticas, tornando sua vida o mais transparente possível. Olha cada ser humano como um filho de Deus
igual a si mesmo, respeitando cada um em sua individualidade. Está sempre em busca de realização pessoal, integrando-se cada vez mais na sociedade em que vive. Reconhece que, quando fala de forma amorosa, conquista o coração das pessoas e está sempre
disponível a dar e receber afetividade. Tem desejos naturais, como qualquer ser humano, e os realiza sem exageros ou dependências. Suas vontades são atendidas, dentro de seus limites, com equilíbrio e tranqüilidade. Sabe esperar para alcançar o que deseja, pois, percebe seu momento de agir e de conseguir o que quer. Possui a calma e a suavidade quando as tensões teimam em acontecer. Vive sua sensibilidade, confiante em sua capacidade de discernir entre o que é adequado, ou não, aos seus objetivos de vida. No contato com o outro, possui a capacidade de perceber as necessidades alheias, separando o que é possível fazer a seu favor do que é atendimento ao seu egoísmo e à sua vaidade. Durante a vida, consegue entender os intrincados mecanismos com que as leis de Deus agem em favor de um propósito superior. Seu senso de julgamento torna-a capaz de fazer escolhas sem agredir, ou prejudicar, quem quer que seja, tampouco
ferir a si mesma. Percebe que, por onde passa ou permanece por algum tempo, deixa sua energia e sua vibração, sabendo marcar cada lugar e cada pessoa com quem interage com a esperança e a amorosidade. Descobriu em si mesma a força transformadora das emoções, das idéias, das palavras e dos atos, colocando-a a serviço do amor que constrói a Vida.

Caso você ainda não tenha percebido qual é a personalidade que acabei de descrever, aconselho que vá para a frente de um espelho, pois, com certeza, essa pessoa é você. Mesmo que você discorde de mim, acredite que falta muito pouco para que se perceba sob esta forma. Só falta você se livrar da culpa, derrubar a máscara que vem carregando por muito tempo, ter coragem de viver e conectar-se com Deus. Lembre-se de que toda a
luminosidade que o constitui poderá então emergir e revelar a beleza que estava oculta por detrás dos sofrimentos armazenados em seu mundo interior.

Texto retirado do livro "Felicidade sem culpa" - Adenauer Novaes
Título: Re: Indulgência
Enviado por: RuyLFreitas em 13 de Dezembro de 2010, 01:36
Oi! Prezados irmãos.

Eu analiso e vejo a caridade como o amor em ação, isto não parece nada mais diz muito, quanto a misericórdia ao me deitar eu faço minha prece baseada no Pai Nosso como abertura, daí começo a solicitar ajuda para os necessitados, sejam eles ricos e pobres, são quais flash, vejo hospitais, prisões, crianças desamparadas, creches, asilos da "SEIC" (Associação Espíritas Irmãos de Cáritas) ou não. São tantas coisas tristes que vejo nas preces, que sinto-me um felizardo por mais malgrados que experimentei na vida.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.


Brigada amigo Ruy
Pela constante participação e colaboração no nosso estudo... Volte sempre... Abraços afetuoso... Dothy

 
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 13 de Dezembro de 2010, 02:26
Querida amiga Belina


Fico feliz com o seu retorno ao nosso estudo!

Agradecemos pela valiosa contribuição à todos nós e pelo seu relato sincero.

Abraços carinhosos da Katia e da Dothy






Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 13 de Dezembro de 2010, 02:41
Querida amiga Macili

Ficamos felizes em te rever!

Agradecemos pelas valiosas contribuições sempre muito enriquecedoras.

Abraços carinhosos da Katia e da Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 13 de Dezembro de 2010, 03:18
Bom dia, queridos amigos!


Perdão e autoperdão


Toda vez em que a culpa não emerge de maneira consciente, são liberados conflitos que a mascaram, levando a inquietações e sofrimentos sem aparente causa.

Todas as criaturas cometem erros de maior ou menor gravidade, alguns dos quais são arquivados no inconsciente, antes mesmo de passarem por uma análise de profundidade em tomo dos males produzidos, seja de referência à própria pessoa ou a outrem.

Cedo ou tarde, ressumam de maneira inquietadora, produzindo mal-estar, inquietação, insatisfação pessoal, em caminho de transtorno de conduta.

A culpa é sempre responsável por vários processos neuróticos, que deve ser enfrentada com serenidade e altivez.

Ninguém se pode considerar irretocável enquanto no processo da evolução.

Mesmo aquele que segue retamente o caminho do bem está sujeito a alternância de conduta, tendo em vista os desafios que se apresentam e o estado emocional do momento.

Há períodos em que o bem-estar a tudo enfrenta com alegria e naturalidade, enquanto que, noutras ocasiões, os mesmos incidentes produzem distúrbios e reações imprevisíveis.

Todos podem errar, e isso acontece amiúde, tendo o dever de perdoar-se, não permanecendo no equívoco, ao tempo em que se esforcem para reparar o mal que fizeram.

Muitos males são ao próprio indivíduo feitos, produzindo remorso, vergonha, ressentimento, sem que haja coragem para revivê-los e liberar-se dos seus efeitos danosos.

Uma reflexão em tomo da humanidade de que cada qual é possuidor, permitir-lhe-á entender que existem razões que o levam a reagir, quando deveria agir, a revidar, quando seria melhor desculpar, a fazer o mal, quando lhe cumpriria fazer o bem...

A terapia moral pelo autoperdão impõe-se como indispensável para a recuperação do equilíbrio emocional e o respeito por si mesmo.

Torna-se essencial, portanto, uma reavaliação da ocorrência, num exame sincero e honesto em tomo do acontecimento, diluindo-o racionalmente e predispondo-se a dar-se uma nova oportunidade, de forma que supere a culpa e mantenha-se em estado de paz interior.

O autoperdão é essencial para uma existência emocional tranqüila.

Todos têm o dever de perdoar-se, buscando não reincidir no mesmo compromisso negativo, desamarrando-se dos cipós constringentes do remorso.

Seja qual for a gravidade do ato infeliz, é possível repará-lo quando se está disposto a fazê-lo, recobrando o bom humor e a alegria de viver.

*

Em face do autoperdão, da necessidade de paz interior inadiável, surge o desafio do perdão ao próximo, àquele que se tem transformado em algoz, em adversário contínuo da paz.

Uma postura psicológica ajuda de maneira eficaz e rápida o processo do perdão, que consiste na análise do ato, tendo em vista que o outro, o perseguidor, está enfermo, que ele é infeliz, que a sua peçonha caracteriza-lhe o estado de inferioridade.

Mediante este enfoque surge um sentimento de compaixão que se desenvolve, diminuindo a reação emocional da revolta ou do ódio, ou da necessidade de revide, descendo ao mesmo nível em que ele se encontra.

O célebre cientista norte-americano Booker T. Washington, que sofreu perseguições inomináveis pelo fato de ser negro, e que muito ofereceu à cultura e à agricultura do seu país, asseverou com nobreza: Não permita que alguém o rebaixe tanto a ponto de você vir a odiá-lo.

Desejava dizer que ninguém deve aceitar a ojeriza de outrem, o seu ódio e o seu desdém a ponto de sintonizar na mesma faixa de inferioridade.

Permanecer acima da ofensa, não deixar-se atingir pela agressão moral, constituem o antídoto para o ódio de fácil irrupção.

Sem dúvida, existem os invejosos, que se comprazem em denegrir aquele a quem consideram rival, por não poderem ultrapassá-lo; também enxameiam os odientos, que não se permitem acompanhar a ascensão do próximo, optando por criar-lhes todos os embaraços possíveis; são numerosos os poltrões que detestam os lidadores, porque pensam que os colocam em postura inferior e se movimentam para dificultar-lhes a marcha ascensional; são incontáveis aqueles que perderam o respeito por si mesmos e auto-realizam-se agredindo os lidadores do dever e da ordem, a fim de nivelá-los em sua faixa moral inferior...

Deixa que a compaixão tome os teus sentimentos e envolve-os na lã da misericórdia, quanto gostarias que assim fizessem contigo, caso ainda te detivesses na situação em que eles estagiam.

Perceberás que um sentimento de compreensão, embora não de conivência com o seu erro, tomará conta de ti, impulsionando-te a seguir adiante, sem que te perturbes.

Sob o acicate desses infelizes, aos quais tens o dever de compreender e de perdoar, porque não sabem o que fazem, ignorando que a si mesmos se prejudicam, seguirás confiante e invencível no rumo da montanha do progresso.

Ninguém escapa, na Terra, aos processos de sofrimento infligido por outrem, em face do estágio espiritual que se vive no planeta e da população que o habita ainda ser constituída por Espíritos em fases iniciais de crescimento intelecto-moral.

Não te detenhas, porque não encontres compreensão, nem porque os teus passos tenham que enfrentar armadilhas e abismos que saberás vencer, caso não te permitas compartilhar das mesmas atitudes dos maus.

Chegarás ao termo da jornada vitoriosamente, e isso é o que importa.

O eminente sábio da Grécia, Sólon, costumava dizer que nada pior do que o castigo do tempo, referindo-se às ocorrências inesperadas e inevitáveis da sucessão dos dias. Nunca se sabe o que irá acontecer logo mais e como se agirá.

Dessa forma, faze sempre todo o bem, ajuda-te com a compaixão e o amor, alçando-te a paisagens mais nobres do que aquelas por onde deambulas por enquanto.

*

Perdoa-te, portanto, perdoando, também, ao teu próximo, seja qual for o crime que haja cometido contra ti.

O problema será sempre de quem erra, jamais da vítima, que se depura e se enobrece.

Pilatos e Jesus defrontaram-se em níveis morais diferentes.

A astúcia e a soberba num, a sua glória mentirosa e a sua fatuidade desmedida.

A humildade real, a grandeza moral e a sabedoria profunda no outro, que era superior ao biltre representante do poder terreno de César.

Covarde e pusilânime, Pilatos não lhe viu culpa, mas não o liberou, porque estava embriagado de ilusão sensorial, lavando as mãos, em tomo da Sua vida, porém, não se liberando da responsabilidade na consciência.

Estóico e consciente Jesus aceitou a imposição arbitrária e infame, deixando-se erguer numa cruz de madeira tosca, a fim de perdoar a todos e amá-los uma vez mais, convidando-os à felicidade.

Perdoa, pois, e autoperdoa-te!

Joanna de Ângelis.


(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, na sessão da noite de 4 de janeiro de 2005, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 13 de Dezembro de 2010, 03:29
Uma estorinha para ilustrar ...


A Importância do Perdão


O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa.

Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:

- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo.

Desejo tudo de ruim para ele.

Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:

- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.

O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:

- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.

O menino achou que seria uma brincadeira divertida e passou mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:

- Filho como está se sentindo agora?

- Estou cansado mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.

O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:

- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.

O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Zeca só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então lhe diz ternamente:

- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você

O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos.

Cuidado com seus pensamentos, eles se transformam em palavras;

Cuidado com suas palavras, elas se transformam em ações;

Cuidado com suas ações, elas se transformam em hábitos;

Cuidado com seus hábitos, eles moldam o seu caráter;

Cuidado com seu caráter, ele controla o seu destino.


Autor desconhecido
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 13 de Dezembro de 2010, 03:56

Ofereço aos queridos amigos e visitantes a música A força do perdão, do cantor Sérgio Lopes



A FORÇA DO PERDÃO (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXB2WWNvQVJPVkEwIw==)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Lima_Gil em 13 de Dezembro de 2010, 04:45
Bom dia, irmãos queridos!

PERDOA E SERVE

A mágoa não te aborreça
Nem te conturbe a alma aflita,
A frase que seja dita
Destacando a sombra e o mal.
A Terra é uma grande escola
De beleza indefinida,
Mas, por vezes, tem na vida
A importância do hospital.

Quantos amigos encontras
De cabeça erguida à frente,
Sem mostrar a alma doente
Sob a forma juvenil:
Esse transposta consigo
As trevas de ódio violento,
Outro guarda o sofrimento
Que vem de amarguras mil.

Aquela mulher vistosa
De porte belo e perfeito
Exibe uma cruz no peito
Por adorno de eleição.
Mas, embora viva em festa,
Carrega junto a quem ama
Uma cruz de pedra e lama
Por dentro do coração.

Alma querida, não deixes
Que a mágoa de busque ou vença.
Perdoa qualquer ofensa,
Seja essa ofensa qual for;
Na luta entre o bem e o mal
Na construção do porvir,
Triunfa quem sabe agir
Usando a bênção do amor.

                    Maria Dolores
(Do livro “Alma e Vida”, psicografia de Chico Xavier)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 13 de Dezembro de 2010, 05:47
Querido amigo Lima Gil


É uma grande alegria para os nossos corações o seu retorno ao nosso estudo mensal!

Parabéns pela bela poesia que você ofereceu à todos nós.

Abraços carinhosos da Katia e da Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 13 de Dezembro de 2010, 09:41
  Me ensina Jesus!!



Senhor...
Contigo eu quero conversar...
Preciso que tu me ensines... A ser indulgente e perdoar...
Contra as minhas faltas comentadas... Mágoas eu não quero guardar..
Ajuda-me a não procurar as fraquezas dos outros...  Eu não quero apontar...
Eu preciso ser indulgente ... Não julgar e nem condenar... Esta foi a virtude por ti  ensinada e vivenciada...
Se alguém vier, e para mim a maledicência trouxer... Eu não quero participar... Ajuda-me apenas escutar, e nãosair a  divulgar...

Senhor....
Sei que esta lição... Não é facil de assimilar...
Mas que eu possa hoje ... Começar a praticar... Que eu lute comigo mesma... Para esta caridade exercitar..
Mesmo quando eu receba ofensas... Me ensina a perdoar... Mesmo sendo ela frequente... Me ajude a relevar..
Se meus erros forem apontados... Eu tenho sempre que lembrar... Tu mesmo nos disseste ... Perdoar e perdoar
..

Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 12/12/2010
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 13 de Dezembro de 2010, 09:54
Indulgência

Não deprecie a ninguém

Depreciar é ver apenas defeitos, viciar o pensamento,
deixar-se dominar por aparências.

Ninguém é mau. Compreenda.
Dentro de cada um, Deus colocou a Sua chama, o Seu amor,
a Sua luz. Todos são centelhas divinas e têm qualidades.

Respeite-os como gostaria que respeitassem você.
Cale a palavra ferina. Não caia na tentação do mal.
Falar mal dos outros é desrespeitar a Deus
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 13 de Dezembro de 2010, 10:02
Indulgência (Perdão)

Esqueça o que passou.

Se o que passou volta sempre a sua

imaginação, é porque não passou.

Para que passe, ponha sobre ele a grande pedra

do perdão,se erraram com relação a você.

Se foi você que agiu mal, delibere não proceder

mais assim e esforce-se por reconciliar-se.

A vida de felicidade ou tristeza decorre dos pensamentos.

Não ache que a violência põe fim aos agravos.

Use os recursos do bem.

Veja-se em progresso e festeje as coisas

boas, para que continuem a acontecer.

Mire o que está à frente.

O passado ruim acaba para quem

olha mais para a frente do que para trás.

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 13 de Dezembro de 2010, 10:13
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço que é de vocês... Sem ela seria apenas eu e as postagens...

Estão todos convidados a trazerem suas mensagens, colaboração dentro do tema!!


Desejo um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto, e aceitar sugestões, etc..

Que todos tenham uma ótima semana repleta de saúde, paz, união, felicidades e muito amor..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..



Dothy e Katia

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 13 de Dezembro de 2010, 10:49
Tema:Indulgência Sub- Tema: Perdão (Auto- Perdão)

Arrependimento e Remorso

Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós outros.”- (Lucas, 23: 39)

 

Arrependimento e remorso, duas palavras que se confundem, mas que expressam sentimentos opostos.

Enquanto o arrependimento leva a atitudes positivas de renovação interior, o remorso gera atitudes negativas de condenação a si próprio.

Se o arrependimento induz à busca de mudança de atitudes e correção do próprio erro, o remorso cria na alma sentimentos de revolta, de culpa, de amargura, de anular-se interiormente.

Se o arrependimento leva a um crescimento interior pela fé que o inspira, o remorso leva à negação de si próprio pela falta de fé que lhe traria força e coragem para uma busca de renovação.

Pelo arrependimento, o homem aprende a não mais cometer o mesmo erro. Pelo remorso, ele se entrega a situações de desespero, que podem levá-lo à depressão, à loucura ou até mesmo a atentar contra a própria vida.

O arrependimento gera satisfação na alma ao reconhecer em si mesmo as imperfeições de que todos os seres humanos são suscetíveis, mas com a certeza de que poderá melhorar. Pelo remorso, porém, o homem nada percebe além da sua própria dor.

Exemplos disso o foram o bom e o mau ladrão do Evangelho, crucificados ao lado de Jesus. Enquanto o bom ladrão, sinceramente arrependido pelos maus atos cometidos, revestia-se de esperanças de ser perdoado e poder alcançar um lugar no paraíso ao lado do Mestre, o mau ladrão, blasfemando, remoia-se interiormente, pelo remorso de não ter conseguido se salvar, e não mais poder continuar nos seus desatinos.

Assim sendo, filho meu, quando cometeres alguma falta, mesmo que involuntariamente, procura agir com arrependimento, como aquele que, confiando no perdão divino, procurou renovar-se com Jesus, na certeza de que com Ele haveria de estar.

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 13 de Dezembro de 2010, 11:47
Perdoarás

 

Ouvirás a consciência sem fugir-lhes às anotações e perceberás, para logo, que é forçoso sanar o erro; entretanto, observarás claramente que ninguém suprime um erro em definitivo sem o clima da compaixão e ninguém encontra o clima da compaixão, sem a luz do entendimento.


Aqueles que Ferem

Esperemos em Jesus que não nos desampara.

Aqueles que ferem, ferem a si mesmos.

Os que perseguem e caluniam, caluniam e perseguem a si próprios.

Que Jesus conceda a todos eles a paz que

desejamos para nós.

livro Mais Luz
Batuíra
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 13 de Dezembro de 2010, 12:29
Indulgência


VERDADES

A sua verdade pode ferir.
Existe a sua verdade
e a do outro.
Podem ser diferentes.
Mas são verdades para cada um.
Tenha cuidado ao dizer a sua.
Procure compreender sem impor.
Diga a verdade que
contraria sem ofender,
para não perder a razão.
Não cause aborrecimentos.
Nem estabeleça o
clima de guerra.
Esconda a verdade
que destrói.
Uma verdade dita com amor,
esclarece e acalma.
Saiba falar.
Use de moderação.
O outro tem também
a sua razão.
O amor que você
transparece no rosto
convence mais do que
A verdade que você disser..[/[/color]b]
Título: Re: Indulgência
Enviado por: belina em 13 de Dezembro de 2010, 12:57
Olá queridas amigas
Bom dia nesta semana de nosso estudo e ao procurar orações em videos encontrei estas que nos ensina a praticar o perdão e o auto perdão.
Espero estar a contribuir mais um pouco .

Eu me Perdôo - Oração do Perdão (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXlGT05YMS1rRjJNIw==)

Oração do Perdão - Saint Germain - Purificação da Alma (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWFGTTdWZzVqbTdBI3dz)


Paz e luz


Querida amiga Belina

É sempre uma alegria te rever.

Agradecemos por suas valiosas contribuições que muito enriquecem o nosso estudo!

Abraços carinhosos da Katia e da Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 13 de Dezembro de 2010, 13:05
Querida amiga belina...

Que felicidade recebermos sempre tua visita e tuas lindas contribuições...
Serão ótimo para todos nós...
Abraços carinhosos...


Dothy e Katia...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 13 de Dezembro de 2010, 16:40
Indulgência (Perdão)

Sobre aquela parábola bíblica que fala do rei que perdoou uma grande dívida de um súdito e foi livre o encarceramento (ou foi da morte?) e que logo após o perdão da dívida, ele em liberdade, cruza com um pequeno devedor dele. Ao invés de praticar também o perdão, ele o sacode e cobra seu dinheiro, de valor tão menor do que aquele à qual fora perdoado. O rei ao saber do fato, prende aquele que anteriormente havia perdoado. Tiro a lição mais evidente que é perdoando que se é perdoado, nas palavras do Mestre S. Francisco de Assis e vejo à minha volta a crua realidade:

Aqueles que mais exigem o perdão são os que menos o dão na hora de perdoar os outros. Aqueles que exigem das outras pessoas tempo para si para cicatrizar as suas feridas são os primeiros a cobrar pelo imediatismo da remissão de seus atos para o outros. E em suma é como Petit-Senn já havia falado outrora: ” Quanto mais alguém se aproxima da perfeição, menos a exige do outro”.

Compreender o ser humano é uma árdua tarefa e implica conhecer-se a si próprio na condição de errante. Colocar-se no lugar do outro é um bom exercicío, a alteridadea. O perdão implica largar aquela dorzinha que acolhemos como nossa e colocamos no peito e não queremos mais soltar por rancor, por excesso de amor-próprio, por orgulho.  Enfim, quem não tenha uma mágoa no coração, que  passe essa leitura adiante e ao invés de atirar-me a primeira pedra, me ajude a retirar as duras pedras que a alma traz com as mágoas do não-perdão..
.

MAHATMA GHANDI e O PERDÃO

Mahatma Ghandi, no fim de sua vida, respondeu à pergunta se perdoou todas as ofensas recebidas com a declaração sincera:

“Nada tenho que perdoar a ninguém, porque nunca ninguém me ofendeu”.

Gandhi pôs em prática o que Jesus havia dito quando falou para perdoar setenta vezes sete. Sete é o número da infinitude, da perfeição. Perdão até o infinito, até a perfeição é você perdoar até que não precise mais do perdão – você alcança o estágio de compaixão plena e não precisa mais perdoar porque não se ofende. Você compreende, têm compaixão e alcança o grau da infinitude e da perfeição do perdão, setenta vezes sete em linguagem oculta.

De acordo com as explicações de Rohden, o Ego é ofensor e ofendido, mas quando o ego humano é substituído pelo Eu divino, não pode mais haver ofensor nem ofendido. A ofensa é objetiva, considerar-se ofendido ou não subjetivo.  (ROHDEN, 1982, p. 159-161)
Título: Re: Indulgência
Enviado por: RuyLFreitas em 13 de Dezembro de 2010, 17:36
Oi! Prezados Irmãos.
Que a Paz estejam com todos! Este tema é por demais salutar, li a última colocação da Dothy onde fala do grande Mohandas Karamchand Gandhi, conhecido como Mahatma Gandhi. Li uma vez que ele revelou: caso todo a Bíblia fosse destruída e sobrasse apenas o Sermão da Montanha, nada se teria perdido. Então façamos como a colocação da Dothy inspirada por Gandhi: "“Nada tenho que perdoar a ninguém, porque nunca ninguém me ofendeu”. Pois se buscarmos dentro de nós mesmos, saberemos o porque daquele por que se amarga,  amargamos e amargaremos, para isto nos foi concebida a reencarnação, para quitarmos e repararmos nossos erros. É a Justiça Divina nos conduzindo a evolução tão precisa para nós. Sofremos injustiças, perdemos um filho sem limite de idade, nos julgam e vai por aí... Mas para a devida razão existe uma bem maior chamada de "Lei de Ação e Reação", pronto! E ponto final. "Não foi dito a cada um em conforme suas obras", pois se pensarmos que era naquela vida pretérita que responderíamos erramos mais do que o próprio erro cometido.

Sigamos em frente, pois estagnar é focar com uma lanterna os próprios tornozelos.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/idndulgencia/new/?topicseen#new#ixzz180rkst5D
 
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 13 de Dezembro de 2010, 17:49
Amigo Ruy Freitas..

Seja sempre bem-vindo ao nosso estudo... Muita paz pra ti...
É verdade, nesta colocação tão simples de Ghandi, nos deixa esta valiosa lição...
Se não aceitarmos a ofensa, não teremos o que perdoar...
Não fazemos nada de mal para nosso próximo.. Mas sim para nós mesmos...Abaços afetuoso amigo... Volte sempre!
!


Dothy e Katia..
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 13 de Dezembro de 2010, 18:01
Indulgência e Perdão

Perdoa!

Guardar ressentimentos?
Nunca...
Perdoa sempre.. O perdão faz parte da nossa vida
Para perdoar de fato, vai além do comum..do que dizem de mal as pessoas..
E enchergar o outro lado das pessoas... Vê as qualidades da pessoa que deu origem ao teu ressentimento...
Mesmo que isto te custe esforço...
Considera- a em pé de igualdade com as outras pessoas...
Quem sabe, se exameinando bem, também tens cupa?
Perdoa...
O perdão que dás é exercicio de elevação e alegria..
Quando perdoas... Joga fora o peso da mágoa...
O teu perdão faz mais bem a ti do que a quem perdoas.
..

Lourival Lopes...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 13 de Dezembro de 2010, 18:13
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço que é de vocês... Sem ela seria apenas eu e as postagens...

Estão todos convidados a trazerem suas mensagens, colaboração dentro do tema!!

Desejo um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto, e aceitar sugestões, etc..

Que todos tenham uma ótima semana repleta de saúde, paz, união, felicidades e muito amor..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..



Dothy e Katia


Título: Re: Indulgência
Enviado por: Duda Quadros em 13 de Dezembro de 2010, 18:28
Creio muito na sabedoria popular. Não falo aqui das crendices. Mas dos conhecimentos ancetrais que nos são repassados e nos servem de base para nossa real formação. E é nesta sabedoria (ou conhecimentos) que busco em minhas atitudes repassar para meus filhos os fundamentos da ética, da responsabilidade para com o próximo e para com a natureza. São pequenas e rudimentares práticas e coisas. Mas que, como na simplicidade dos ensinamentos populares, fundamentam exatamente as belíssimas palavras e exemplos de espíritos tão avançados como Ganhdi e Jesus.

Vejam como em simples frases se resumem verdadeiros tratados de filosofia:
- "Nada tenho que perdoar a ninguém, por que ninguém me ofendeu";
- "Faça ao próximo aquilo que gostaria que lhe fizessem a ti mesmo";

Apesar de termos sempre milhões de desculpas e culpas para complicarmos e para impormos complexidades, podemos também nos ater à simplicidade destes argumentos para nos guiarmos perante nossas atitudes diárias. NO meu caso, hoje, presto contas diretamente nas influências que causo em meus filhos. Vejo neles minhas próprias reações, meus medos, minhas bravatas, minhas alegrias, minha coragem, minhas brincadeiras, minhas teimosias.

Quando me vejo sem paciência e, de repente, repreendendo-os, preciso me recuperar retomar minha respiração e me por no lugar deles, percebendo que - ao invés de ação educativa - muitas vezes estou descontando minhas frustrações, ou projetando sobre eles minhas ansiedades.

Ah! Mas quando consigo respirar, me sintonizar com seus corações, repreendê-los de forma dialógica e compreensível, sempre terminamos por nos abraçarmos, rolando  pelo chão e ali, quando me pinto de palhaço e juntos brincamos e cantamos, está completa a lição, eu aprendo com eles. Minha maior lição é a de aprender a me colocar no lugar dos meus filhos. Só neste instante posso me perdoar e assim , ao me por no mesmo nível de entendimento deles,  entender como eu estava sendo implicante e até grosseiro, pois queria que eles entendessem tudo pelo MEU ponto de vista.
Agradeço a Deus, por ter meus filhos por profesores...
Ô raio do sol esconde a lua
Olha o palhaço no meio da rua
Tombei, tombei, mandei tombar
Pedra fina no meio do mar
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 13 de Dezembro de 2010, 18:42
Olá amigo Duda Quadros... Seja sempre bem-vindo...

Que felicidade receber tua visitas, e sempre tuas ricas colocações, depoimentos que me ajudam muito e a todos que aqui entram..
Então... Ghandi e Jesus... Não se ofenderam, por qe sabiam que nada era feito contra eles...
Pedro e judas, não fizeram nada contra Jesus, mas sim para eles mesmos..
Quando será que vamos aprender???
Abraços afetuoso querido amigo... Muita paz e felicidade para ti e familia...


Dothy e katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 13 de Dezembro de 2010, 18:51
Indulgência e Perdão... Virtudes que compõe a Caridade

Caridade, A Meta
Guarda, na mente, que a caridade em teus atos deve ser a luz que vence a sombra.

Enquanto não compreendas que a caridade é sempre a bênção maior para quem a realiza, ligando o benfeitor ao necessitado, estarás na fase primária da virtude por excelência.

Poderás repartir moedas, a mãos-cheias; todavia, se não mantiveres o sentimento da amizade em relação ao carente, não terás logrado alcançar a essência da caridade.

Repartirás tecidos e agasalhos com os desnudos; no entanto, se lhes não ofertares compreensão e afabilidade, permanecerás na filantropia.

Atenderás aos enfermos com medicação valiosa; entretanto, se não adicionares ao gesto a gentileza fraternal, estarás apenas desincumbindo-te de um mister de pequena monta.

Ofertarás o pão aos esfaimados; contudo, se os não ergueres com palavras de bondade, não alcançaste o sentido real da caridade.

Distribuirás haveres e coisas com os desafortunados do caminho; não obstante, sem o calor do teu envolvimento emocional em relação a eles, não atingiste o fulcro da virtude superior.

A caridade é algo maior do que o simples ato de dar.

Certamente, a doação de qualquer natureza sempre beneficia aquele que lhe sofre a falta. Todavia, para que a caridade seja alcançada, é necessário que o amor se faça presente, qual combustível que permite o brilho da fé, na ação beneficente.

A caridade material preenche os espaços abertos pela miséria sócio-econômica, visíveis em toda parte.

Além deles, há todo um universo de necessidades em outros indivíduos que renteiam contigo e esperam pela luz libertadora do teu gesto.

A indulgência, em relação aos ingratos e agressivos;

a compaixão, diante dos presunçosos e perversos;

a tolerância, em favor dos ofensores;

a humildade, quando desafiado ao duelo da insensatez;

a piedade, dirigida ao opressor e déspota;

a oração intercessória, pelo adversário;

a paciência enobrecida, face às provocações e à irritabilidade dos outros;

a educação, que rompe as algemas da estupidez e da maldade que se agasalham nas furnas da ignorância gerando a delinqüência e a loucura...

A caridade moral é desafio para toda hora, no lar, na rua, no trabalho.

Exercendo-a, recorda também da caridade em relação a ti mesmo.

Jesus, convivendo com os homens, lecionou exemplificando todas as modalidades da caridade, permanecendo até hoje como o protótipo mais perfeito que se conhece, tornando-a a luz do gesto, que vence a sombra do mal, através da ação do amor.

Caridade, pois, eis a meta.

* * *
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Lia Santos em 13 de Dezembro de 2010, 20:22
Olá, amigos! Interessante essa idéia de que se não nos sentirmos ofendidos não teremos o que perdoar. Chico Xavier é um grande exemplo dessa postura. Que Deus e a espiritualidade amiga nos ajude na conquista desse estado de espírito. Abraços!

Lia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 13 de Dezembro de 2010, 20:52
Querida Lia Santos

Essa é a verdadeira indulgência, praticada por Gandhi e Chico Xavier. Todos nós poderemos um dia alcançá-la através da Reforma Íntima.

Seja muito bem-vinda!

Abraços carinhosos da Katia e da Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 13 de Dezembro de 2010, 21:05
Queridos Ruy e Duda Quadros

Agradecemos pela constante participação no nosso estudo e por seu relatos sinceros.

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Duda Quadros em 13 de Dezembro de 2010, 21:05
Concordo Lia, e fico ainda mais otimista ao perceber que, mesmo diante de tantas catástofres pessoais, sociais e naturais que presenciamos, ainda somos capazes de perceber a beleza em coisas simples e singelas como na pureza dos gestos de carinho de uma criança, quando sem nada esperar em troca, apenas te cobram uma atenção a mais a uma brincadeira que estão fazendo naquele exato momento que é único.

Penso que, ao exercitarmos este 'nada querer em troca', e apenas fazer algo que nossa intuição nos impele a realizar, nasce uma ato da Caridade. Digo isso sem tentar aprofundamentos teóricos, apenas levado pelas brisas de meus mais leves sentimentos.

Sabe, quando às vezes uma pessoa no nosso trabalho, com a qual nem temos tante intimidade, mas a vemos passando por algum sofrimento, sabemos e sentimos isso em nosso ser, e aí temos uma vontade quase irresistível de chegar perto daquela pessoa e lhe dizer que a entendemos, e lhe dar um abraço forte, lhe dizer que ela pode contar com um ombro amigo para se consolar e que não está sozinha em sua angústia... Mas aí vêm os freios das convenções sociais, as barreiras impostas pelas condutas ditas próprias ou impróprias... Terminamos por nos afastar e, de alguma forma, saímos mais entristecidos também daquele momento.

Já, quando nos deparamos com uma situação semelhante e conseguimos nos doar em atento ouvido e afetuoso abraço... Ah! Que agradável sensação de completude, de alívio e leveza... Acho que é a isso o que podería corresponder, no que o texto postado acima nos induz a refletir sobre a reunião de todas as virtudes, a ação do bem em si, a própria prática do amor insitada nos ensinamentos do Cristo, a partir da indulgência: A CARIDADADE!
Fraternalmente,
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 13 de Dezembro de 2010, 21:12
[b]A cura pelo autoperdão


A prática do perdão é curativa.
Só através dele é possível eliminar feridas e
cicatrizes que mantém o homem preso ao passado,
às mágoas, a sentimentos que nada constroem.
Quando uma experiência for amarga,
quando perceberes que erraste,
pratica o perdão para consigo mesmo.
Só aquele que assim o faz pode perdoar seus devedores.
A caridade deve ser praticada em primeiro lugar consigo mesmo.
Porque nossa atitude com os outros é apenas
um reflexo do que somos conosco.
Assim não pretendas amar ao próximo se não amas a si mesmo.
Não acredita estar sendo generoso com teu irmão
se não és contigo.
Acalenta teu coração machucado com as labutas e as decepções
ao invés de disparar julgamentos e impropérios contra si próprio.
De nada adiantará.
O que vale é aprender com a experiência dolorosa
para não ter que repeti-la.
Se o Pai te perdoa a cada deslize que praticas
porque não haverias de fazer o mesmo?
Apesar da dor, reencontra a paz na certeza de que todos
chegaremos ao nosso destino de plenitude espiritual
principalmente se estivermos na sintonia do Amor,
da Fé, da Verdade e da Caridade.
E esta última, irmão, muitas vezes vem em forma de
atitudes duras e radicais ou de palavras que não agradam.
Porém são elas que irão transformar o mundo num lugar melhor para se viver
porque estará na sintonia das leis universais.

Luz e Paz!
[/b][/color]


Que bela lição... Cada dia de estudo aprendo um pouco mais.. Obrigada senhor!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 13 de Dezembro de 2010, 21:28
Queridos amigos...

Para encerrar a segunda parte do nosso estudo, que foi Indulgência (Perdão) Tema que voltará a ser abordado nas duas últimas semana de estudo que será, Indulgência Permanente, deixo para todos nós estas lindas imagens de três grandes modelos destas virtudes, para nós...

Amanhã passaremos para Indulgência (Vigilância)




Conhecido como “Mahatma” ( que significa “grande alma”), Gandhi liderou mais de 250 milhões de hindus cujo método principal era a resistência passiva, negando colaboração com o domínio britânico até então e pregando a não violência como forma de luta.

O sacrifício pessoal de Gandhi e sua firmeza conseguem o que nem os políticos nem o exército conseguira: a Índia conquista sua independência e é criado o Estado muçulmano do Paquistão.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Duda Quadros em 13 de Dezembro de 2010, 21:55
Três grandes inspirações
Em diferentes momentos
Trouxeram ensinamentos
E alento aos nossos corações
São tão fortes as sensações
Ao vermos cada imagem
Que se renova a coragem
Pois nos enchemos de glória
Reavivando a memória
Trazida em cada mensagem
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 14 de Dezembro de 2010, 00:30
Nossa Duda...

Que linda inspiração para este três vultos grandiosos...
São exemplo para todos nós... Aprendamos...
Brigada amigo por mais esta rica contirbuição...
Abraços fratenos... Volt sempr
e!!

Dothy e katia...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 14 de Dezembro de 2010, 00:36
Amor-Perdão


Quando vige o amor nos sentimentos, não há lugar para o ressentimento. Não obstante, face à estrutura psicológica do ser humano, a afetividade espontânea sempre irrompe intentando crescimento, de modo a administrar as paisagens que constituem os objetivos existenciais. Não conseguindo atingir as metas, porque se depara com a agressividade inerente ao processo de desenvolvimento intelectomoral que ainda não se pôde instalar, sente-se combatida e impelida ao recuo. Tal ocorrência, nos indivíduos menos equipados de valores éticos, gera mal-estar e choques comportamentais que se podem transformar em transtornos aflitivos.

Quando isso sucede, o ser maltratado refugia-se na mágoa, ancorando-se no desejo de desforço ou de vingança.

A injustiça de qualquer natureza é sempre uma agressão à ordem natural que deve viger em toda a parte, especialmente no homem que, por instinto, defende-se antes de ser agredido, arma-se temendo ser assaltado, fica à espreita em atitude defensiva...

Tudo quanto lhe constitui ameaça real ou imaginária torna-se-lhe temerário e, por mecanismo de defesa, experimenta as reações fisiológicas específicas que decorrem das expectativas psicológicas.

A raiva, sob esse aspecto, é uma reação que resulta da descarga de adrenalina na corrente sangüínea, quando se está sob tensão, medo, ansiedade ou conflito defensivo.

O medo que, às vezes, a inspira, impulsiona à agressão, em cujo momento assume o comando das atitudes, assenhoreando-se da mente e da emoção.

A criatura humana, portanto, convive com esses estados emocionais que se alternam de acordo com as ocorrências, e que se podem transformar em transtornos desesperadores tais o ódio, o pânico, a mágoa enfermiça.

A mágoa ou ressentimento, segundo os estudos da Dra. Robin Kasarjian, instala-se nos sentimentos em razão do Self encontrar-se envolto por sub-personalidades, que são as qualidades morais inferiores, aquelas herdadas das experiências primárias do processo evolutivo, tais a inveja, o ciúme, a malquerença, a perversidade, a insatisfação, o medo, a raiva, a ira, o ódio, etc.

Quando alguém emite uma onda inferior - sub-personalidade - a mesma sincroniza com uma faixa equivalente que se encontra naquele contra quem é direcionada a vibração, estabelecendo-se um contato infeliz, que provoca idêntica reação.

A partir daí estabelece-se a luta com enfrentamentos contínuos, que resultam em danos para ambos os litigantes, que passam a experimentar debilidade nas suas resistências da saúde física, emocional, psíquica, econômica, social... Naturalmente, porque a alteração do comportamento se reflete na sua existência humana.

Sentindo-se vilipendiado, ofendido, injustiçado, o outro, que se supõe vítima, acumula o morbo do ressentimento e cultiva-o, como recurso justo para descarregar o sofrimento que lhe está sendo imposto.

Essa atitude pode ser comparada à condução de "uma brasa para ser atirada no adversário que, apesar disso, enquanto não é lançada queima a mão daquele que a carrega".

O ressentimento, por isso mesmo, é desequilíbrio da emoção, que passa a atitude infeliz, profundamente infantil, qual a de querer vingar-se, embora sofrendo os danos demorados que mantém esse estado até quando surja a oportunidade.

O amor, porém, proporciona a transformação das sub-personalidades em super-personalidades, o que impede a sintonia com os petardos inferiores que lhes sejam disparados.

Em nossa forma de examinar a questão do ressentimento e da estrutura psicológica em torno do Self, acreditamos que, em se traçando uma horizontal, e partindo-se do fulcro em torno de um semicírculo para baixo, teríamos as sub-personalidades, e, naquele que está acima da linha reta, defrontamos as super-personalidades, mesmo que, nas pessoas violentas e mais instintivas, em forma embrionária.

Toda vez que é gerada uma situação de antagonismo entre os indivíduos, as sub-personalidades se enfrentam, distendendo ondas de violência que encontram guarida no campo equivalente da pessoa objetivada.

Não houvesse esse registro negativo e a agressão se perderia, por faltar sintonia vibratória que facultasse a captação psíquica.

O ressentimento, portanto, é efeito também da onda perturbadora que se fixa nos painéis da emotividade, ampliando o campo da sub-personalidade semelhante que se transforma em gerador de toxinas que terminam por perturbar e enfermar quem o acolhe.

Sob o direcionamento do amor, a sub-personalidade tende a adquirir valores que a irão transformar em sentimentos elevados - super-personalidades - anulando, lentamente, a sombra, o lado mau do indivíduo, criando campo para o perdão.

É provável que, na primeira fase, o perdão não seja exatamente o olvidar da ofensa, apagando da memória a ocorrência desagradável e malfazeja. Isso virá com o tempo, na medida que novas conquistas éticas forem sendo armazenadas no inconsciente, sobrepondo-se às mazelas dominantes, por fim, anulando-lhes as vibrações deletérias que são disparadas contra o adversário, ao tempo em que desintegram as resistências daquele que as emite.

Não revidar o mal pelo mal é forma de amar, concedendo o direito de ser enfermo àquele que se transforma em agressor, que se compraz em afligir e perturbar.

Nessa condição - estágio primário do processo de desenvolvimento do pensamento e da emoção - é natural que o outro pense e aja de maneira equivocada.

O amor-perdão é um ato de gentileza que a pessoa se dispensa, não se permitindo entorpecer pelos vapores angustiantes do desequilíbrio ou desarticular-se emocionalmente sob a ação dos tóxicos do ódio ressentido.

O homem maduro psicologicamente é saudável, por isso, ama-se e perdoa-se quando se surpreende em erro, pois que percebe não ser especial ou alguém irretorquível.

Compreendendo que o trabalho de elevação se dá mediante as experiências de erros e de acertos, proporciona-se tolerância, nunca porém sendo complacente com esses equívocos, a ponto de os não querer corrigir.

É atitude de sabedoria perdoar-se e perdoar, porquanto a conquista dos valores éticos é conseqüência natural do equilíbrio emocional, patamar de segurança para a aquisição da plenitude.

O amor é força irradiante que vence as distonias da violência vigente no primarismo humano, gerador das sub-personalidades.

Surge como expressão de simpatia que toma corpo na emoção, distendendo ondas de felicidade que envolvem o ser psicológico e se torna força dominadora a conduzir os objetivos essenciais à vida digna.

Fonte proporcionadora do perdão, confunde-se com esse, porque as fronteiras aparentes não existem em realidade, desde que um somente tem vigência quando o outro se pode expressar.

Amor é saúde que se expande, tornando-se vitalidade que sustenta os ideais, fomenta o progresso e desenvolve os valores elevados que devem caracterizar a criatura humana.

Ínsito em todos os seres, é a luz da alma, momentaneamente em sombra, aguardando oportunidade de esplender e expandir-se.

O amor completa o ser, auxiliando-o na auto-superação de problemas que perdem o significado ante a sua grandeza.

Enquanto viger nos sentimentos, não haverá lugar para os resíduos enfermiços das sub-personalidades, que se transformarão em claridade psicológica, avançando para os níveis superiores do sentimento, quando a auto-realização conseguirá perdoar a tudo e a todos, forma única de viver em plenitude.


   


Mais esta valiosa mensagem sobre a Indulgência e  Perdão!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 14 de Dezembro de 2010, 00:44
Boa noite, queridos amigos!


A PALAVRA DE ORDEM É: PERDOAR


Quase sempre quando nos sentimos injuriados, nossa tendência é aumentar o fato que nos desagradou. Se fomos ofendidos por esse ou aquele motivo, quase sempre encapsulamos o desejo de desforra e mantemos o "link" mental com as forças poderosas das trevas, que somadas a outras tantas potencializam as sombras de nossos desagravos.

Diante disto , predominam os núcleos formados pelo egoísmo e pelas paixões primitivas, porque nossos corações são duros e cremos que estamos sempre com razão. E quanto mais arraigados nesta certeza, mais esforço será necessário para que despertemos para a real necessidade do perdão. Mister tentemos entender o que ocasionou a ofensa. Por vezes, fomos nós mesmos os promotores dela, por algo que tenhamos dito ou feito.

Há casos e casos. A indignação é sentimento que, às vezes, se torna necessário diante da atitude descabida de alguém. Tal atitude não deve assumir, porém, o caráter da agressão nem do revide, devendo , sem dúvida, ser manifestada para que o outro perceba as conseqüências de seus atos. Contudo, em várias ocasiões , por gostar muito de alguém , relevamos suas atitudes inadequadas para conosco e com outros, confundindo os sentimentos e perdoando quando caberia a repreensão e advertência obrigatória.

Até porque perdão não significa conivência com o erro. O bom senso sussurra que atitudes como essas, isto é, perdoar e desculpar sem limites, incita o outro à prática do mesmo ato reprovável. Isto não é amor, mas, subserviência ou omissão.

Perdoar coisas leves contra nós mesmos é relativamente fácil, porém quando se trata de algo mais sério como um assassinato, um estupro, uma infidelidade conjugal por exemplo, a dificuldade de superação da mágoa aumenta consideravelmente. Por isso que a Doutrina Espírita leva refletir, que o perdão será sempre o sentimento que nas superações pessoais transcendem ao próprio ser.

Devemos dar o direito de a pessoa ser agressiva, mas não nos dar o direito de revidar a agressão. A raiva é semelhante a um raio. Pode provocar danos graves. É inesperada. Mas o rancor é calculado. É necessário que aprendamos a colocar um pára-raios e evitemos os tóxicos deste sentimento negativo. No entanto, esquecer ofensa depende da nossa memória. Muita coisa queremos esquecer e simplesmente não esquecemos. Sentimos o impacto e não temos como evitar a raiva, é fisiológico, reagimos no momento. Mas conservar a mágoa é da minha vontade. Se eu conservar a mágoa tenho um transtorno psicológico, sou masoquista, gosto de sofrer. Como seres emocionais sentimos o impacto da agressão, mas não devemos nos revoltarmos, e trabalhemos para esquecer. (1)

Perdoar não é esquecer por esquecer. É compreender e colocar-nos no lugar do outro. O esquecimento somente vem quando a memória se encarrega de diluir a impressão negativa, o que demanda tempo, reflexão e auto-superação. São claras as palavras de Jesus no evangelho de Mateus: "Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem e caluniam; (2)". Jesus trata de uma das mais complexas dificuldades do ser humano: perdoar a quem nos ofende.

Desenvolvemos muitas doenças por que não conseguimos perdoar, isto é, cristalizamos nas mágoas os processos de vindita através das idéias obsessivas, cujas causas deslocam-se do campo íntimo em desarmonia exteriorizando-se no somático. Em verdade os estados mentais enfermos serão invariavelmente refletidos no corpo físico através de variada sintomatologia seja no ódio, no rancor, resultando, por via de conseqüência, em nossa prisão a influências inferiores, engendrando uma cadeia mórbida de patologias devastadoras.

O espírito de Manoel P. Miranda diz que "(3) o ódio é fruto do egoísmo, do personalismo magoado, e Kardec comenta no Evangelho segundo o Espiritismo que "O ódio e o rancor denotam uma alma sem elevação e sem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima do mal que lhes quiseram fazer. (4)"

Pesquisas modernas indicam que o ato de perdoar pode aplacar a tensão, reduzir a pressão sanguínea e diminuir a taxa de batimentos cardíacos. Perdoar, portanto, não é somente uma questão de conquista emocional e espiritual, é também uma questão de saúde. O Evangelista Mateus narra a passagem em que Jesus disse: "Se contra vós pecou vosso irmão, ide fazer-lhe sentir a falta em particular, a sós com ele; se vos atender, tereis ganho o vosso irmão. Então, aproximando-se dele, disse-lhe Pedro: 'Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão, quando houver pecado contra mim? Até sete vezes?' - Respondeu-lhe Jesus: 'Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes". (5)

Não resta dúvida que aprendendo a perdoar, estaremos promovendo nosso crescimento espiritual. A condição do verdadeiro perdão é o esquecimento. Mas não podemos deixar-nos encharcar de hipocrisia ao ponto de dizermos que já conseguimos isso com todos os que nos ofendem.

É certo que para nossas aparências sociais "o perdão significa renunciar à vingança, sem que o ofendido precise olvidar plenamente a falta do seu irmão; entretanto, para o Espírito Evangelizado, perdão e esquecimento devem caminhar juntos embora prevaleça para todos os instantes da existência a necessidade de oração e vigilância. Aliás, a própria lei da reencarnação nos ensina que só o esquecimento do passado pode preparar a alvorada de redenção". (6)

O Evangelho Segundo o Espiritismo no capítulo X dá a dimensão do perdão, na sua forma mais simples e mais agradável a Deus, levando-nos a refletir nas palavras do Mestre registradas por Mateus entre as Bem-Aventuranças: (7) "Se perdoares aos homens as faltas que cometeram contra vós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados; mas, si não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados". (8) Jesus, aconselhou amar os nossos inimigos no enfoque de não devolver com a mesma moeda aquilo que nos foi desferido. Oferecendo, porém, a outra face, a face do bem, pois assim cortar-se-ia pela raiz os sentimentos de vingança.

Cabe aqui um registro de grande importância é o exercício do perdão na intimidade familiar. Não podemos perder de vista a suprema necessidade do perdão em família. Precisamos muito mais do perdão, dentro de casa, que na ribalta social, e muito mais de apoio recíproco no ambiente em que somos chamados a servir, que nas veredas ruidosa do mundo. E se Jesus nos ensinou perdoar setenta vezes sete aos nossos inimigos, quantas vezes deveremos perdoar aos amigos (familiares) que nos entretecem a alegria de viver dentro do ambiente doméstico?

Portanto, aconteça-nos o que acontecer, não cedamos, nunca, a pensamentos de rancor e de vingança; isto poria em ação forças destrutivas que, mais cedo ou mais tarde, reagiriam contra nós mesmos. Certamente, os agravos que nos façam não ficarão impunes, mas deixemos a cargo do Criador a justa correção.

 
FONTES:
1- Jornal Verdade e Luz Nº 170 - Março/2000
2- (Mateus, 5: 43 e 44)
3- FRANCO, Divaldo Pereira. Nas fronteiras da loucura, Ditada pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. Salvador: LEAL, 1982.
4- KARDEC, Allan - O Evangelho segundo o Espiritismo - Perdoai para que Deus vos perdoe, Cap. X. Edição EME
5- (MATEUS, cap. VIII, vv. 15-22.)
6- Xavier, Francisco Cândido. O Consolador, Ditado pelo Espírito Emmnauel, RJ: Ed FEB, 2001, questão 340
7- Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, RJ: Ed FEB, 1999, Cap. X
8- (MATEUS, cap. VI, vv. 14 e 15.)

 Autor: Jorge Luiz Hessen
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 14 de Dezembro de 2010, 00:59
Querida amiga Katia...

Brigada por mais esta valiosa e rica  lição sobre esta virtude, tão dificil para nós exercitamos...
Mas... Jesus nos afirmou... Que brilhe vossa luz... Que a luz do perdão brilhe sempre dentro de cada um de nós
...

Abraços cheio de laços afetivos...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: belina em 14 de Dezembro de 2010, 02:11
Olá amigas

Nossa este mês está correndo depressa demais, vou sentir saudade deste estudo, ele é temperado  todos os dias, com muita compreensão e carinho.
Será que posso já enviar algo sobre a vigilância?
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Duda Quadros em 14 de Dezembro de 2010, 02:17
Queridos irmãos e irmãs,
Em meu entender as benécies do perdão no seu sentido somático estão devidamente comprovadas em vários estudos científicos. Aliás, na própria fisica quântica, a ciência moderna vem promovendo uma (re)união para com os desígnios espiritualistas. Caberia refletir neste espaço algumas pequenas experiências pessoais que corroboram as palavras da Katia, bem como outras postagens também nos presenteadas pela Dothy (e ainda as várias contribuições como as do Ruy, Lia e outr@s a quem rogo perdão por não citar seus nomes).
Ocorre que há algum tempo sofri grande desilusão profissional. Apesar de muitos avisos, não me alertei nem me preparei para tal possibilidade, piorada ao envolver uma amizade, que foi quem me levou a este trabalho, no qual não exigi as necessárias condições documentais para sacramentar as correspondentes responsabilidades contratuais. Tudo feito de "boca", ou "No fio do bigode", ao final das contas, meu chefe e contratante teve um problema de relacionamento comercial com a realizadora do grande evento para o qual prestava meus serviços (representando o primeiro) e, após uma terrível situação na qual fui maltratado verbal e moralmente, ao queixar-me ao meu chefe, este, "lavou as mãos" e me dispensou do meu posto de trabalho.

Foram momentos de muita desilução, seguido de raiva e rancor.

Precisei ter muita força, muita fé, para superar estes momentos sem fazer atos pelos quais me arrependeria hoje. Mesmo com o enorme prejuízo financeiro e o desgaste familiar,  consegui, graças a Deus, e ao momento que vivia junto à Doutrina Espírita, reverter com brevidade a situação, sem maiores danos à saudade, à vida familiar e sem retroceder nas batalhas contra minhas imperfeições e vicissitudes.

Rapidamente me vi propenso a transformar o que havia de raiva em perdão, sim, em perdão... Foi uma sensação incrível. Algumas pessoas mais próximas ficaram foi com raiva, mas de mim dizendo, como você pode aceitar isso? Deveria entrar na justiça e detornar tudo... Mas, mesmo sabendo que poderia fazê-lo, decidi por não ser assim. Pensei nas pessoas que nada tinham haver com aquela confusão e que seriam prejudicadas. Enfim, pensei em mim também e, até hoje, sinto-me muito bem. Sei o quanto trabalhei, sei que utilizaram  meu trabalho e que não me remuneraram e ainda estão lá minhas idéias, minhas estratégias, estão minhas imagens cortadas para que eu não apareça... Mas também sei que, minha paz interior, meu amadurecimento, minha dignidade, meu crescimento no estudo daDoutrina... ah! Esses foram os ganhos que realmente tive.

Não sei como explicar, sei que tudo é diferente hoje em dia. Consigo ser mais objetivo, tenho menos ansiedades e mais presença em minhas decisões de vida. Ando de cabeça erguida e com uma ótima sensação. Aprendi também a ser mais humilde e a compreender que não podemos projetar nossas próprias emoções e desejos em outras pessoas, pois somos imperfeitos. Precisamos entender que cada um de nós estamos sempre sujeitos a errar e é por isso que o exercício do perdão e do autoperdão precisam ser uma constante e não uma variável na equação de nossas vidas.

É neste sentido que ao adentrarmos no estudo da Indulgência sob o aspecto da vigilância, em minha compreensão, passa muito por isso, por nos aceitarmos imperfeitos, por isso mesmo falíveis. Então nunca podemos cair na armadilha de julgar, mesmo aos mais próximos e amados, como perfeitos. Não o são! Aprendamos então a perdoar. Sendo assim, vale a lição para nós mesmos, então aprendamos a nos perdoar. Quando nos livrarmos dos pesos causados pelas culpas, pelos rancores, então estaremos deixando de "perder tempo" e de "desviarmos caminhos", para enfim, seguirmos retos em nossas trilhas de luz.

Fraternalmente
Duda
Título: Re: Indulgência
Enviado por: belina em 14 de Dezembro de 2010, 03:11
Olá amigas.

VIGILÂNCIA CRISTÃ
I. A recomendação de Jesus
"Vigiai e orai, para não cairdes em tentação", recomendou Jesus (Mateus, 26;41).
Vigiar, no caso, significa estar alerta, atento, observando cuidadosamente o que se passa.
O que Vigiar?
A recomendação de Jesus é, sem dúvida, quanto ao aspecto espiritual. Somos, fundamentalmente, espíritos mas estamos ligados ao plano material. Portanto, devemos estar alerta, vigilantes, com a própria vida, em relação a tudo e a todos.
Como vigiar?
Observando e analisando, do ponto de vista espírita, no entendimento cristão, os pensamentos, sentimentos, palavras e actos, tanto os nossos (principalmente) como também os dos outros (encarnados e desencarnados).
Para que vigiar?
"Para não cairdes em tentação", explica Jesus. Ou seja, para não ceder à instigação ou estímulo para o que for mau. Não é para conhecer e criticar nem para temer ou agredir, mas para procurar evitar o erro ou corrigi-lo.
Vigiemos, pois. Estejamos atentos:
1) A nós mesmos
a) Para não ensejarmos sintonia mental ou afinidade fluídica com os espíritos inferiores, encarnados ou não.
Ex: Atracções infelizes no campo do sexo ou da ambição, etc. e que podem, até, vir a ocasionar obsessão.
b) Para não gerar dificuldades ou complicações.
Ex: Preguiça gerando pobreza, irritação constante produzindo doença.
c) Para não provocar reacções más em nossos semelhantes.
Ex: Violência que suscita desejo de revanche, exploração que traz a revolta e o ódio.
d) Para não errarmos na resposta a dar aos estímulos e provas naturais que a vida terrena nos enseja.
Ex: Fazer o bem e não reagir ao mal com o mal.
2) Aos outros
a) Para não acompanharmos seus erros, não aceitarmos suas sugestões más;
b) Para não deixarmos que nos prejudiquem moral e espiritualmente;
c) Para ajudá-los no que pudermos, se notarmos que precisam de algo material ou espiritualmente.
3) A tudo com que estivermos relacionados
Para corrigir o que estiver errado e desenvolver e aperfeiçoar o que estiver certo em favos de todos.
II. Vícios e paixões
Vício é todo ato prejudicial que nos desvia de nossas correctas funções, seja em que sector de actividade for, causando desgaste de energia e perda de tempo, sem produzir o bem e o progresso.
Paixão é o excesso ou descontrole nos sentimentos e nas emoções.
Devemos comandar nossas necessidades e sentimentos. A partir do momento em que eles é que passem a nos dirigir, estaremos escravizados sob o vício ou a paixão.
Excessos na vida corpórea causam efeitos prejudiciais no campo fluídicos. André Luiz examinou alguns casos assim:
a) Sexo: Desregramentos sexuais produziriam bacilos psíquicos que influíam sobre as células geradoras, chegando a aniquilá-las.
b) Álcool, fumo e tóxicos: Seu uso produzindo fluidos venenosos que abalaram o sistema nervoso e lesaram funções orgânicas. Quando abusivo, esse uso estabelece dependência e acarreta consequências muito danosas.
c) Alimentação: - Excessos alimentares criaram parasito fluídicos, além das alterações sofridas pelo que fora ingerido, prejudicando todo o aparelho digestivo, ficando evidente que se deve evitar a gula.
Obs: Em dia de estudos e práticas espirituais, para se estar bem disposto fisicamente, não desgastado nas energias, e poder estar bem assistido espiritualmente, deve-se evitar quaisquer vícios ou excessos. A refeição que procede a reunião espiritual deve ser leve.
III. O corpo como um templo
"Derrubai este templo e em três dias eu o reconstruirei", afirmou Jesus. Referia-se ao seu próprio corpo, pois somente o usava para servir a Deus, cumprir as leis divinas.
Façamos também de nosso corpo um templo para o Senhor. É instrumento abençoado para aprendizado, resgate, serviço e comunicação com o próximo. Vigiemos o uso que fazemos dele. Evitemos prejudicá-lo com desvios ou excessos de qualquer tipo.
IV. As virtudes
Virtude é "a disposição firme e constante para a prática do bem", inclusive em favos do próximo, sem interesse pessoal nem intenção oculta.
Cultivemos a mansuetude, a humildade, a honestidade, a bondade, a sinceridade, a lealdade, a perseverança, a fé, enfim todas as qualidades morais que ex ornam o carácter de uma pessoa de bem.
Também existe virtude em nós "toda vez que há resistência voluntária ao arrastamento às más tendências".
V. A oração
Orar é comunicar-se com o plano espiritual superior, estabelecer ligação com ele. Para orar, não basta mover os lábios, produzir sons. É preciso elevar pensamentos e sentimentos, com toda convicção e fervor. Então, a oração alcança a fonte das bênçãos divinas, trazendo-nos em resposta o benefício necessário e possível para a nossa sustentação na senda evolutiva.
Vigiemos e oremos, constantemente, porque a oração e a vigilância asseguram a nossa integridade e o nosso bem estar, do corpo e da alma.

LIVROS CONSULTADOS
De Allan Kardec:
- "O Evangelho Segundo o Espiritismo", cap XVII, "O Homem de Bem".
De André Luiz: (psicografia de Francisco C. Xavier)
- "Missionários da Luz "- Cap. 3 - Desenvolvimento Mediunico.
Extraido do Livro - Iniciação ao Espiritismo.
POSTADO POR ESPIRITISMOEMFOCO

Paz e luz
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 14 de Dezembro de 2010, 03:26
Cantigas de Perdão


Não te iludas, amigo,
Por mais se expandam lágrimas contigo,
Todo lamento é vão...

Tudo o que tende para a perfeição,

Todo o bem que aparece e persiste no mundo
Vive do entendimento harmônico e profundo,
Através do perdão...

Perdão que lembre o sol no firmamento,

Sem se fazer pagar pelo foco opulento,
A vencer, dia-a-dia,
A escuridão da noite insondável e fria
E a nutrir, no seu longo itinerário,
O verme e a flor, o charco e o pó, o ninho e a fonte,
De horizonte a horizonte,
Quanto for necessário;
Perdão que nos destaque a lição recebida
Na humildade da rosa,

Bênção do céu, estrela cetinosa,

Que, ao invés de pousar sobre o diamante,
Desabrocha no espinho,
Como a dizer que a vida,
De caminho a caminho,
Não despreza ninguém,
E bela, generosa, alta e fecunda,
Quer que toda maldade se transfunda
Na grandeza do bem...

Perdão que se reporte

À brandura da terra pisoteada,
Esquecida heroína de paciência,
Que acolhe, em toda parte, os detritos da morte
E sustenta os recursos da existência,
Mãe e escrava sublime de amor mudo,
Que preside, em silêncio, ao progresso de tudo!...

Amigo, onde estiveres,

Assegura a certeza
De que o perdão é lei da Natureza,

Segurança de todos os misteres.

Perdoa e seguirás em liberdade
No rumo certo da felicidade.

Nas menores tarefas que realizes,

Para lembrar sem sombra os instantes felizes,

Na seara da luz,

Na qual a Luz de Deus se insinua e reflete,
É forçoso exercer o ensino de Jesus
Que nos manda perdoar
Setenta vezes sete
Cada ofensa que venha perturbar
O nosso coração;
Isso vale afirmar,
Na senda de ascensão,
Que, em favor da vitória,
A que aspiras na luta transitória,
É mais do que importante, é essencial!
Que te esqueças, por fim, de todo mal!...
E que, em tudo, no bem a que te dês,
Seja aqui, mais além, seja agora ou depois,
Deus espera que ajudes e abençoes,
Compreendendo, amparando e servindo outra vez!...


Livro: Poetas Redivivos
Psicografia de: Francisco C. Xavier. Autora: Maria Dolores
Título: Re: Indulgência
Enviado por: belina em 14 de Dezembro de 2010, 03:26
Olá amigas
Recebi este artigo ,achei -o muito interessante .
Estou simplesmente repassando.

VIGILÂNCIA
Os pecados capitais, as tentações e nós
INTRODUÇÃO
1) As tentações no mundo são inegáveis. Miguel Vives dedicou ao assunto todo um capítulo (cap. IX) de seu livro "O Tesouro dos Espíritas", traduzido por J. Herculano Pires e publicado pela Edicel.
2) A Bíblia faz referência a várias delas:
* A tentação de Eva, no Paraíso, narrada em Génesis, 3:1 a 24.
* As tentações de Satanás sobre Jesus (Lucas 4:3).
* O Eclesiástico trata do tema nos capítulos 2, 33 e 34 e até nos dá uma receita para rechaçá-la.
* A expressão contida na oração dominical: "não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal".
* A advertência feita por Tiago em sua notável epístola (1:14).
* A recomendação de Jesus sobre a necessidade de vigiar e orar, para não cairmos em tentação.
3) O Espiritismo trata do assunto em três questões sucessivas, contidas n' O Livro dos Espíritos:
LE 122:
"O livre arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo. Ele não teria mais liberdade se a escolha fosse determinada por uma causa independente da sua vontade. A causa
<De seguirem o caminho do mal> está (...) nas influências a que cede em virtude de sua vontade livre. E' a grande figura da queda do homem e do
Pecado original; alguns cederam à tentação, outros lhe resistiram."
LE 122¬A:
De onde provêm as influências que se exercem sobre ele? ¬¬ "Dos Espíritos imperfeitos, que procuram se aproximar para dominá-lo, e que se alegram em fazê-lo sucumbir. Foi isso o que se intentou simbolizar na figura de Satanás."
LE 122¬B:
Esta influência não se exerce sobre o Espírito senão em sua origem? ¬¬ "Ela o segue na sua vida de Espírito, até que tenha tanto império sobre si mesmo, que os maus desistam de obsidiálo."
4) Mas não é somente aí que "O Livro dos Espíritos" se refere ao assunto.
A obra principal do Espiritismo fere o tema em 27 oportunidades diferentes, como se pode ver nas questões seguintes:
459, 460, 461, 465, 466, 467, 468, 469, 472, 497, 498, 511, 525, 567, 644, 645, 660, 671, 720 "a", 753, 845, 851, 872 (1o parágrafo), 909, 971, 971 "a" e 972.
5) Emmanuel reportasse ao assunto em dois de seus livros: "Religião dos Espíritos" (cap. 88) e "Caminho, Verdade e Vida" (cap. 129).
6) André Luiz o examina directamente em três obras bastante conhecidas: "Nos Domínios da Mediunidade" (cap. 16), "Acção e Reacção"

(cap. 7, 14 e 18) e "Sexo e Destino" (cap. VI)
DESENVOLVIMENTO
7) A tese espírita é de que ninguém na Terra é perfeito, logo estamos todos sujeitos às tentações, que nos acompanham pela vida a fora, consoante dito claramente na questão 122¬B d' O Livro dos Espíritos. O Eclesiástico diz o porquê disto. (Ver NOTA F, item 7.)
8) Miguel Vives (desencarnado em 1906 em Tarrasa, província de Barcelona) esmiúça o assunto no cap. IX do livro "O Tesouro dos Espíritas", a que nos referimos. Diz Miguel Vives:
* Assim como existem as intempéries do tempo e do clima (frio, calor, poluição etc.), existem as intempéries morais e o homem necessita compenetrar-se de que ninguém neste mundo está imune a elas.
* As tentações podem ser de ordem física ou moral:
Ordem física: sensualidade, extravagâncias, vícios, descanso indevido.
Ordem moral: vingança, críticas maldosas, paixões exageradas, repulsa
por certas pessoas.
9) Emmanuel, examinando o assunto no cap. 88 de "Religião dos
Espíritos", assevera: "Somos tentados nas nossas imperfeições".
10) O Apóstolo Tiago adverte (1:14): "... Cada um é tentado quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência", assertiva que mereceu de Emmanuel a seguinte análise (CVV, cap. CXXIX): "Examinemos particularmente ambos os substantivos tentação
 Concupiscência. O primeiro exterioriza o segundo, que constitui o fundo viciado e perverso da natureza humana primitivista. Ser tentado é ouvir a malícia própria, é abrigar os inferiores alvitres de si mesmo, porquanto, ainda que o mal venha do exterior, somente se concretiza e persevera se com ele afinamos, na intimidade do coração".
11) André Luiz confirma esse entendimento, no cap. 18 do livro "Acção e Reacção": "... A tentação é sempre uma sombra a atormentar-nos a vida, de dentro para fora. A junção de nossas almas com os poderes infernais verificasse em relação com o inferno que já trazemos dentro de nós".
12) No livro "Nos Domínios da Mediunidade" (cap. 16, pág. 156), O mentor Áulus nos fala das causas por que muitos trabalhadores da seara espírita fracassam, ao darem ouvidos a elementos corruptores que os visitam pelas brechas da invigilância. (Ver NOTA B.)
13) E André Luiz, em "Acção e Reacção" (cap. 7) explica-nos como nascem e se nutrem as tentações, assunto que desenvolveria mais tarde em "Sexo e Destino" (cap. VI). (Ver NOTA A e NOTA E, itens 5 e 6.)
CONCLUSÃO
14) Somos imperfeitos; logo, como não é possível, devido ao nosso estado de inferioridade, evitar a tentação, importa-nos não cair na rede. E' como diz Richard Simonetti: Encontramo-nos em meio a um temporal, e precisamos de um bom guarda-chuva.

15) Emmanuel, em "Religião dos Espíritos", obra já citada, lembra-nos que toda tentação é um teste renovador e, para vencer nesse teste, a fórmula é esquecer o mal e fazer o bem.
16) André Luiz regista, no livro "Acção e Reacção" (cap. 14), importante advertência que o Assistente Silas faz em torno do assunto, a que voltaria depois em "Sexo e Destino" (cap. VI). (Ver NOTA D e NOTA E, item 7.)
17) O Eclesiástico, em se reportando à tentação, nos dá uma receita para rechaçá-la. (Ver NOTA C e NOTA F, item 5.)
18) "Vigiai e Orai” é a receita indicada pelo Mestre dos Mestres.
19) Padre Germano, no cap. 22 Da extraordinária obra "Memórias do Padre Germano", dá-nos a respeito um conselho precioso ao lembrar a volta de sua mãe à aldeia humilde em que ele era o pároco. Ela retornara depois de muitos anos. Doente e esquálida, confessou-lhe haver enjeitado todos os 10 filhos que tivera, e os via então, a todos eles, a converter-se em répteis... Passado, porém, o primeiro momento de calma, ela tornou a cometer, na vila, uma série de desatinos. Germano, cedendo à influência de obsessores, a expulsou da Igreja, mas seu remorso foi horrível. Recomenda-nos então o amorável padre: "Permanecei de sobreaviso; perguntai continuamente se o que pensais hoje está de acordo com o que ontem pensáveis". Eis uma forma prática de exercer a vigilância referida por Jesus.
20) A Igreja, ao relacionar o que ela considera os 7 pecados capitais da criatura humana, deu-nos também a receita para podermos neutralizá-los e combatê-los, sem imaginar, por certo, que todos eles podem tornar-se factores atractivos da influência dos maus Espíritos, mas as virtudes que lhes são opostas constituem excelente preservativo:
* Soberba (orgulho, altivez, arrogância) x humildade
* Avareza x generosidade
* Luxúria (sensualidade, libertinagem) x castidade
* Ira x paciência
* Preguiça x disposição
* Gula x comedimento
* Inveja x caridade
21) Kardec adita a tudo isso a lição contida na questão
469 D’ O Livro dos Espíritos:
LE 469:
Por que meio podemos neutralizar a influência dos maus Espíritos? R: "Praticando o bem e pondo em Deus toda a vossa confiança, repelireis a influência dos Espíritos inferiores e aniquilareis o império que desejem ter sobre vós. Guardai-vos de atenderás sugestões dos Espíritos que vos suscitam maus pensamentos, que sopram a discórdia entre vós e outros e que vos insuflam as paixões más. Desconfiai especialmente dos que vos exaltam o orgulho, pois que esses vos assaltam pelo lado fraco. Essa a razão por que Jesus, na oração dominical, vos ensinou a dizer: Senhor, não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal."
22) Os Espíritos são bastante claros com relação ao tema: A influência negativa segue a vida do Espírito, até que este "tenha tanto império sobre si mesmo, que os maus desistam de obsidiá-lo" (LE, 122¬B). Ora, é a prática do bem e a sintonia com o Pai que estabelecem um novo padrão vibratório, colocando a criatura humana, por sua elevação moral, a salvo de quaisquer influências negativas.
23) Miguel Vives, aludindo a uma conhecida fábula, assevera: "Quando resistimos à tentação, ela é a formiga do leão; mas quando nos entregamos, ela é o leão da formiga". E então propõe-nos: "Sejamos sempre o leão, e a tentação, a formiga, que nada teremos a temer".

Londrina, 27¬7¬96.
Astolfo O. de Oliveira Filho
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 14 de Dezembro de 2010, 03:52
Querido Duda Quadros

Gostamos muito do seu relato pessoal.

Na nossa sociedade onde se valoriza tanto os espertos e oportunistas de todo tipo a sua atitude não é valorizada como deveria, mas o que importa é realmente a consciência do dever cumprido e a atitude realmente compatível com os nossos princípios morais e religiosos.Agradecemos pela sua iniciativa em compartilhar conosco!

Continue aqui e bom estudo!

Abraços carinhosos da Katia e da Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 14 de Dezembro de 2010, 09:37
Querido amigo Duda.... Seja sempre bem-vndo...

Que maravilha, ter nos trazido este relato sincero e pessoal, que vem nos dar exemplo e enriquecer ainda mais nosso estudo...
Em tuas palavras, ficarm claro que: Quando já conseguimos relevar, tentar esquecer as ofensas, encontramos os que ainda não sabem e não adimitem que o outro perdoe... Quanta ignorância !!
Brigada amigo por mais este importante contribuição... Abraços de mta pa
z!!

Dothy e Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 14 de Dezembro de 2010, 09:45
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço que é de vocês... Sem ela seria apenas eu e as postagens...

Estão todos convidados a trazerem suas mensagens, colaboração dentro do tema!!

Desejo um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto, e aceitar sugestões, etc..

Que todos tenham uma ótima semana repleta de saúde, paz, união, felicidades e muito amor..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..


Dothy e Katia


Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 14 de Dezembro de 2010, 09:57
ESTUDO MENSAL              TEMA: INDULGÊNCIA

1-Objetivos do Estudo:
*Entender o que é a indulgência.
*Compreender a necessidade da Indulgência como um dos fundamentos indispensáveis à nossa reforma íntim
a

2- DESENVOLVIMENTO:
- O tema Ficará divididos em quatro etapas retiradas do Evangelho Segundo o Espiritismo dos itens 16 ao 18, sendo que, em cada semana estudaremos um item, sendo acrescentados a estes itens, vídeos, mensagens, slides, etc..
1-Primeira parte do estudo: Indulgência (Julgamento) Item 16
2- Segunda parte do estudo:  Indulgência (Perdão) item 17
3-Terceira parte do estudo: Indulgência (Vigilância) Item 18
4-Quarta parte do estudo: Indulgência (Permanente) Viver e amar, (Joana de  Angelis)



Terceira Parte do Estudo: Indulgência (Vigilância)

18. Caros amigos, sede severos convosco, indulgentes para as fraquezas dos outros. E esta uma prática da santa caridade, que bem poucas pessoas observam. Todos vós tendes maus pendores a vencer, defeitos a corrigir, hábitos a modificar; todos tendes um fardo mais ou menos pesado a alijar, para poderdes galgar o cume da montanha do progresso. Por que, então, haveis de mostrar-vos tão clarividentes com relação ao próximo e tão cegos com relação a vós mesmos? Quando deixareis de perceber, nos olhos de vossos irmãos, o pequenino argueiro que os incomoda, sem atentardes na trave que, nos vossos olhos, vos cega, fazendo-vos ir de queda em queda? Crede nos vossos irmãos, os Espíritos. Todo homem, bastante orgulhoso para se julgar superior, em virtude e mérito, aos seus irmãos encarnados, é insensato e culpado: Deus o castigará no dia da sua justiça. O verdadeiro caráter da caridade é a modéstia e a humildade, que consistem em ver cada um apenas superficialmente os defeitos de outrem e esforçar-se por fazer que prevaleça o que há nele de bom e virtuoso, porquanto, embora o coração humano seja um abismo de corrupção, sempre há, nalgumas de suas dobras mais ocultas, o gérmen de bons sentimentos, centelha vivaz da essência espiritual.

Espiritismo! doutrina consoladora e bendita! felizes dos que te conhecem e tiram proveito dos salutares ensinamentos dos Espíritos do Senhor! Para esses, iluminado está o caminho, ao longo do qual podem ler estas palavras que lhes indicam o meio de chegarem ao termo da jornada: caridade prática, caridade do coração, caridade para com o próximo, como para si mesmo; numa palavra: caridade para com todos e amor a Deus acima de todas as coisas, porque o amor a Deus resume todos os deveres e porque impossível é amar realmente a Deus, sem praticar a caridade, da qual fez ele uma lei para todas as criaturas. -Dufêtre, bispo de Nevers. (Bordéus.)


Complemento:

Não julgueis, a fim de não serdes julgados; - porquanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros; empregar-se-á convosco a mesma medida de que voz tenhais servido para com os outros. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 1 e 2.)

“Nem ao menos uma hora pudestes vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação (Mateus 26:40-41)



Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 14 de Dezembro de 2010, 10:16
Complemento: Indulgência (Vigilância)

Conta-se que um rapaz procurou Sócrates – sábio da Grécia Antiga – e lhe disse que precisava contar algo sobre alguém. Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:

- O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?

– Três peneiras? Indagou o jovem assustado.

Continuando disse Sócrates:

- Sim. A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer por aí mesmo.

Suponhamos então, que seja verdade. Deve passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo? Se o que você quer me contar é verdade, é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?

E arremata Sócrates:

- Se passar pelas três peneiras, conte. Tanto eu, quanto você e seu irmão iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo.

Será uma intriga a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos. Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz.

SÓCRATES, filósofo grego (Alópece, Grécia, c. 470 a.C. - Atenas, Grécia, 399 a.C


Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; .” (Mateus 26:40-4


Exorta o Espírito Dufêtre: (3)

“Caros amigos, sede severos convosco, indulgentes para as fraquezas dos outros. É esta uma prática da santa caridade, que bem poucas pessoas observam. Todos vós tendes maus pendores a vencer, defeitos a corrigir, hábitos a modificar; todos tendes um fardo mais ou mesmos pesado a alijar (...)

Por que, então, haveis de mostrar-vos tão clarividentes com relação ao próximo e tão cego com relação a vós mesmos?



[bS
Reflexão!!
]Vejamos que Socrátes ao receber o jovem, usou  logo de Vigilância, fazndo o mesmo a fazer uma reflexão acerca da informação ...
E nós, quando chegam conosco, nos dizendo isto: Nem sabes, teu amigo  ou conhecido, falou mal  de ti... Nós usamos de vigilância??? Somos indulgentes???
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Déa Feitosa em 14 de Dezembro de 2010, 10:24
Bom dia,

RENOVAÇÃO
 


Quando o espinho buscar-te o coração
E puderes dizer – bendito sejas!
Quando a pedrada visitar-te o peito
E exclamares – bendita sejas tu!

Quando a prova amargosa e redentora
Requisitar-te a casa ao pranto escuro
E lembrares que há sombras
Mais terríveis que a tua em muita gente;

Quando inclinares teus ouvidos calmos
À irritação e à cólera dos outros,
Perdoando as ofensas e esquecendo-as;

Quando a dor inspirar-te
O canto excelso e doce da esperança;

Então tua alma içada à luz Celeste,
Sob a glória da vida superior,
Viverá luminosa e preparada
Para o Reino do Amor...
 
 



pelo Espírito Rodrigues de Abreu - Do livro: Nosso Livro, Médium: Francisco Cândido Xavier.
 
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 14 de Dezembro de 2010, 10:34
Querida amiga Andrea... Seja sempre bem-vinda.. Muita paz..

Que felicidade recebermos tua visita... E que linda contribuição sobre renovação, trazida em verso poéticos..
Brigada amiga, por tuas constantes participações e ricas contribuições..
Abraço bem gostoso para ti!!


Dothy e Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 14 de Dezembro de 2010, 10:47
Indulgência e Vigilância

Os Três Crivos de Sócrates


Somos responsáveis não apenas por nossos atos, mas também por nossas palavras. Parece evidente, mas o fato é que nem sempre damos a devida atenção ao que parece evidente. Envolver-se em fofocas, repassar informações sem conferi-las e dar corda a boatos é uma tentação a qual todos estamos expostos. Só que não há nada de inocente nisso. É assim que comprometemos a reputação dos outros e também a nossa. Uma boa forma de evitar essa armadilha é refletir sobre as palavras de Sócrates. O grande filósofo grego tinha um método imbatível para não se deixar envolver pelo perigo das redes de intrigas. Um dia, quando Sócrates conversava com seus discípulos em Atenas, um homem aproximou-se e, puxando-o pelo braço, lhe disse: - Precisamos conversar em particular. Tenho uma coisa urgente para lhe contar. Sócrates respondeu: - Espere um pouco. Você já passou isso que vai me dizer pelos três crivos? - Como assim? Que crivos? – Espantou-se o homem. - O primeiro é o crivo da verdade. Você tem certeza de que o que vai me contar é verdade? - Certeza não tenho, mas muita gente está falando, então... - Bem, se não passou pelo crivo da verdade, deve ter passado pelo da bondade. O que você está prestes a me dizer é algo bom, não? O homem hesitou. - Bom não é. Muito pelo contrário. - Se talvez não seja verdade, e com certeza não é bom, resta o terceiro crivo. Há alguma utilidade no que você quer me contar? O homem pensou um pouco. - Não sei bem, acho que não... - Neste caso, se sua história não é verdadeira, nem boa, nem útil, não perca seu tempo contando-a, pois nenhum proveito pode-se tirar dela -, disse o filósofo, encerrando a conversa

E viva Socrátes por esta imortal e belissima mensagem e alerta para todos nós...
Vigilância sempre
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Déa Feitosa em 14 de Dezembro de 2010, 10:59
Bom dia,

Obrigada pela mensagem " Os três Crivos de Socrátes", certa vez a escutei num centro espírita, tentei lembra dela para colocar no tópico, mas infelizmente, sabia o texto mas não o nome da história.

Muito valiosa essa mensagem, todos nós antes de comentarmos qualquer assunto referente a alguém deveríamos nos fazer estas 3 perguntinhas básicas.

Bjs à todos

Oi Andrea...
Brigada amiga pelo apoio constante...
Acredito que mts de nós já lemos esta mensagem, mas hoje, depois de tudo que já estudamos, veremos ela de uma forma diferente e de valioso aprendizado..
Volte sempre amiga.. Bs!!
Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 14 de Dezembro de 2010, 12:17
Indulgência (Vigilância)

A Fofoqueira

Uma mulher espalhou uma fofoca sobre uma certa pessoa que ela não conhecia bem, mas a invejava. Alguns dias depois, o bairro inteiro sabia a história. A pessoa que foi alvo da fofoca ficou indignada e muito ofendida. Mais tarde, a mulher que espalhou o boato descobriu que era tudo mentira, ficou arrependida e foi visitar um velho sábio para descobrir o que podia fazer para consertar o estrago.
_ Vá até a praça principal – disse ele -, compre uma galinha e mande matar. Depois, no caminho de casa, depene-a e solte as penas uma a uma pela rua. Embora surpresa com o conselho, a mulher fez o que o sábio havia mandado.
No dia seguinte ele disse:
_ Agora vá, recolha todas as penas que deixou cair ontem e traga para mim.
A mulher seguiu o mesmo caminho, mas, para seu desespero, o vento tinha dispersado todas as penas. Depois de procurar por horas, ela voltou com apenas três penas na mão.
_ Está vendo – disse o velho sábio –, é fácil soltá-las, mas é impossível recolhe-las. Com a fofoca também é assim. Não custa muito espalhar um boato, mas, depois que se espalha, nunca se pode reverter o dano completamente.


Por isso meus amigos é muito aconselhável pensar muito antes falar de algo ou alguém, sem realmente ter certeza da veracidade dos fatos. Pense nisto
Título: Re: Indulgência
Enviado por: belina em 14 de Dezembro de 2010, 13:07
Olá
Não posso deixar de referir o quanto este estudo tem sido importante para mim, veio no momento certo de minha vida.
Nada acontece por acaso, e é certo que Deus escreve direito por linhas tortas como dizia meu pai.
Agradeço a todos, pois já muito aprendi e pude relembrar algumas coisinhas que estavam num canto de minha memória querendo ficar esquecidas.
Agradeço a Deus pelo dia que entrei neste Fórum.

Vigilância, Abnegação
A - Vigilância

"Todo pensamento impuro pode se originar de duas fontes: a própria imperfeição da alma ou uma funesta influência que sobre ela se exerça. Neste último caso, há sempre indício de uma fraqueza, que nos torna aptos a receber essa influência, demonstrando que somos almas imperfeitas. Dessa forma, aquele que falir não poderá alegar como desculpa a influência de um Espírito estranho, desde que esse Espírito não o teria induzido ao mal se o tivesse encontrado inacessível à sedução."

(Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo XXVIII. Colectânea de Preces Espíritas. Para Resistir a Uma Tentação, 20. Prefácio.)

A condição interior de atenção para com as próprias emoções, desejos, impulsos, pensamentos, gestos, olhares, atitudes e respostas verbalizadas consiste na preocupação em pautar nossas reacções dentro de padrões condizentes com o conhecimento evangélico. A observação de nós mesmos deverá ser aplicada de modo permanente, e não apenas quando já ocorreu a transgressão. Entendemos claramente que a vigilância define um trabalho preventivo e não correctivo.
A vigilância tem, assim, sua actuação como meio de combate aos defeitos, de algum modo já conhecidos ou identificados, para que, com a devida antecedência e precaução, evitemos as ocorrências dos mesmos. O trabalho preventivo, a exemplo do que se desenvolve na especializada área da Segurança do Trabalho, procura relacionar numa actividade os riscos de acidentes e seus graus. As causas de acidentes são muito bem estudadas e todas as campanhas de prevenção visam à conscientização do homem que executa um trabalho produtivo, para que o desempenhe dentro de certas normas de segurança, específicas a cada tipo de actividade.

Há dispositivos de protecção nas máquinas, há cores e sinalização, há meios de prevenção contra incêndios e há também os equipamentos de protecção individual para uso do trabalhador. Estes são alguns dos meios para evitar acidentes. Muito análogos ao que queremos aqui relacionar com a nossa vigilância interior são, em Segurança do Trabalho, os chamados "actos inseguros". Sabe o operário que, ao executar um "ato inseguro", poderá lhe ocorrer um acidente, como por exemplo: trabalhar na construção de edifício sobre andaimes sem guarda-corpo; subir em postes sem o cinto de segurança; operar máquinas de desbaste sem óculos de protecção; remover peças com as mãos sem luvas em prensas de moldagem, etc.
Então, o que poderá também acontecer àquele que, conhecendo as suas fraquezas ou inseguranças, se arrisca a determinadas situações de perigo? Estará se expondo a sofrer um deslize moral, a lhe ocorrer um acidente de graves consequências. O que precisamos conhecer bem são as nossas próprias situações de risco, para não cometermos erros, caindo em tentações, e depois amargurar os arrependimentos das nossas falhas.

As tentações são os nossos riscos; estamos a elas sujeitos, e a nossa própria insegurança é resultado das imperfeições que ainda temos. Contamos sempre com os meios de protecção e de segurança individuais nos Espíritos Protectores, que, até certo ponto, afastam-nos das influências perigosas. Cabe-nos, no entanto, agir com firmeza, resistindo às tentações conhecidas.
Podemos muito bem evitar os "actos inseguros", escapando das situações de perigo, ou nos munindo dos meios de protecção para enfrentá-las.

Como formas de protecção, além do auxílio espiritual, contamos com a prece, a vontade, o esclarecimento, o esforço próprio. Ninguém melhor do que nós mesmos para precavermo-nos das situações que representam riscos às nossas próprias inseguranças morais.
Relacionemos algumas delas, talvez as mais comuns:

a) Diante dos convites de companhias que nos estimulam ao fumo, ao jogo, ao álcool, ao tóxico;

b) Nas discussões de assuntos polémicos, que nos levam a intrigas, agressões, contendas;

c) Nas elaborações de pensamentos eróticos, que nos predispõem aos condicionamentos do sexo;

d) Na direcção dos olhares maliciosos, que nos conduzem à cobiça;

e) Nas economias exageradas dos gastos, que se resumem em avareza;

f) Nas absorções de ressentimentos ou amarguras, que se cristalizam em intolerâncias, incompreensões;

g) Nos comentários desavisados, que nos conduzem à maledicência;

h) Nos afloramentos das emoções fortes, que nos fazem manifestar orgulho, presunção;

i) Nos ímpetos de defesa das nossas ideias, que reflectem o personalismo;
j) Nas inquietações por algo desejado, que definem a impaciência;

l) Nos esquecimentos de obrigações assumidas, que caracterizam a negligência;

m) Nos descansos prolongados, que indicam ociosidade.

"Reconhece-se que um pensamento é mau quando ele se distancia da caridade — base de toda moral verdadeira; quando tem por princípio o orgulho, a vaidade e o egoísmo; quando sua concretização pode prejudicar alguém; quando, enfim, nos induza a coisas diferentes das que quereríamos que os outros nos fizessem."

B - Abnegação

"A piedade, quando bem sentida, é amor; o amor é devotamento; devotamento é esquecimento, esquecimento de si mesmo, e este esquecimento é a abnegação em favor da criatura menos feliz, é a virtude por excelência, praticada pelo Divino Mestre e ensinada em sua doutrina tão santa e sublime; quando essa doutrina for restabelecida em sua pureza primitiva, quando for admitida por todos os povos, fará a Terra feliz, fazendo reinar em sua face a concórdia, a paz e o amor."

(Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo XIII. Que a Mão esquerda Não Saiba o Que Faz a Direita. Item 17. A Piedade - Michel.)

A abnegação é indicativa daquilo que fazemos em favor de alguém, ou de alguma causa, sem interesse próprio, com esquecimento de nós mesmos, ou até com sacrifício do que possa nos pertencer.

Há alguns exemplos na História das Civilizações de criaturas abnegadas, que se dedicaram ao bem-estar do próximo, trabalhando de alguma forma para deixar aos homens uma contribuição marcante nas áreas do conhecimento, das descobertas científicas, das investigações, das religiões, dos direitos humanos, da moral, da caridade, etc. Por esse espírito de sacrifício próprio deixaram seus nomes aureolados de respeito e admiração.

Na própria História do Brasil rendemos homenagens aos personagens cívicos que colocaram o interesse da nação brasileira acima dos seus e dos das elites da época.

É o que muito nos falta hoje: pureza de intenções, abnegação, sacrifício de interesses, renúncia a proveitos pessoais, amor às causas nobres, dedicação às criaturas na miséria, desprendimento dos valores materiais. Devemos reconhecer, também, que há inúmeros corações vivendo em silêncio dando extraordinários exemplos de abnegação, sem fazer qualquer menção ao que realizam, ou sem serem identificados publicamente.

Todos temos, no entanto, possibilidades de praticar a abnegação, se não integralmente dedicados a uma obra mas, em nosso tempo disponível, procurando algo realizar sem remuneração, com desprendimento, dedicados a certas benemerências ao próximo, de qualquer natureza.

A prática da abnegação concretiza o exercício da caridade, dever humano que não podemos dispensar de nossas obrigações. O benefício desinteressado é o único agradável a Deus. Quem presta sua ajuda aos pequeninos que nada têm, sabe de antemão que não receberá deles agradecimentos ou retribuições. Por essa razão os serviços dedicados aos mais carentes devem caracterizar a caridade autêntica.

Admitimos que também podemos treinar a abnegação nas pequenas coisas, todas as vezes que voluntariamente renunciamos a algo nosso em favor do próximo.

A abnegação é o oposto do egoísmo. Praticando-a, o combatemos naturalmente.

Vejamos, em nossas actividades corriqueiras, algumas das muitas oportunidades que temos de praticar a abnegação:

a) Dedicando algumas horas do nosso lazer numa actividade assistência!

b) Ministrando esclarecimentos evangélicos às criaturas em aprendizagem;

c) Oferecendo graciosamente os próprios serviços profissionais, onde possam ser mais úteis, aos que não os possam pagar;

d) Ensinando, sem interesse financeiro, os conhecimentos que detemos em quaisquer áreas;

e) Trabalhando no próprio lar, em algumas horas livres, na confecção de roupas e agasalhos para famílias carentes;

f) Contribuindo, com trabalho pessoal, no plantão vigilante a familiares ou amigos em convalescença;

g) Procurando conduzir o que realizarmos na esfera política ou social em benefício da maioria desprivilegiada, mesmo sacrificando
interesses próprios;

h) Indagando sempre, em nossas deliberações administrativas, se estamos atendendo aos princípios de justiça, tolerância e bondade para com o próximo;

i) Pautando tudo que fizermos nas produções diárias dentro do ideal de perfeição, aprimorando sempre para o melhor ao nosso alcance.

"A beneficência é bem compreendida, quando se limita ao círculo de pessoas da mesma opinião, da mesma crença ou do mesmo partido? — Não, é imperioso sobretudo abolir o espírito de seita e de partido, pois todos os homens são irmãos. O verdadeiro cristão vê irmãos em todos os seus semelhantes, e para socorrer o necessitado não busca saber a sua crença, a sua opinião, seja ela qual for." (Id., ibid. Item 20. Luís.)

Ney P. Peres
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 14 de Dezembro de 2010, 13:31
Olá belina...

Nós é que agradecemos teu constant apoio e lindas contribuições...
Este estudo veio relembar  esta virtude, que como mesmo disseste... Esquecida um pouco na memória...
Amiga, que tal nos trazer um video sobre este tema de hoje??
Abraços carinhosos amiga..


Dothy e Katia..
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 14 de Dezembro de 2010, 15:13
Indulgência (Vigilância)

MALEDICÊNCIA – NÃO FALES MAL DE NINGUÉM



Toda pessoa não suficientemente realizada em si mesma tem a instintiva tendência de falar mal dos outros.

Qual a razão última dessa mania de maledicência?

É um complexo de inferioridade unido a um desejo de superioridade.

Diminuir o valor dos outros dá-nos a grata ilusão de aumentar o nosso valor próprio.

A imensa maioria dos homens não está em condições de medir o seu valor por si mesma. Necessita medir o seu próprio valor pelo desvalor dos outros.

Esses homens julgam necessário apagar as luzes alheias a fim de fazerem brilhar mais intensamente a sua própria luz.

São como vaga-lumes que não podem luzir senão por entre as trevas da noite, porque a luz das suas lanternas fosfóreas é muito fraca.

Quem tem bastante luz própria não necessita apagar ou diminuir as luzes dos outros para poder brilhar.

Quem tem valor real em si mesmo não necessita medir o seu valor pelo desvalor dos outros.

Quem tem vigorosa saúde espiritual não necessita chamar de doentes os outros para gozar a consciência da saúde própria.

As nossas reuniões sociais, os nossos bate-papos são, em geral, academias de maledicência.

.A palavra é instrumento valioso para o intercâmbio entre os homens. Ela, porém, nem sempre tem sido utilizada devidamente.

Poucos são os homens que se valem desse precioso recurso para construir esperanças, balsamizar dores e traçar rotas seguras.

Fala-se muito por falar, para “matar tempo”. A palavra, não poucas vezes, converte-se em estilete da impiedade, em lâmina da maledicência e em bisturi da revolta.

Semelhantes a gotas de luz, as boas palavras dirigem conflitos e resolvem dificuldades.

Falando, espíritos missionários reformularam os alicerces do pensamento humano.

Falando, não há muito, Hitler hipnotizou multidões, enceguecidas, que se atiraram sobre outras nações, transformando-as em ruínas.

Guerras e planos de paz sofrem a poderosa influência da palavra.

Há quem pronuncie palavras doces, com lábios encharcados pelo fel.

Há aqueles que falam meigamente, cheios de ira e ódio. São enfermos em demorado processo de reajuste.

Portanto, cabe às pessoas lúcidas e de bom senso, não dar ensejo para que o veneno da maledicência se alastre, infelicitando e destruindo vidas.

Pense nisso!

Desculpemos a fragilidade alheia, lembrando-nos das nossas próprias fraquezas.

Evitemos a censura.

A maledicência começa na palavra do reproche inoportuno.

Se desejamos educar, reparar erros, não os abordemos estando o responsável ausente.

Toda a palavra torpe, como qualquer censura contumaz, faz-se hábito negativo que culmina por envilecer o caráter de quem com isso se compraz.

Enriqueçamos o coração de amor e banhemos a mente com as luzes da misericórdia divina.

Porque, de acordo com o Evangelho de Lucas, “a boca fala do que está cheio o coração”.

(Texto extraído do livro “A Essência da Amizade” – Huberto Rohden* – Editora Martin Claret).

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Duda Quadros em 14 de Dezembro de 2010, 17:38
O ato da fala é um das mais importantes instrumentos de realação do ser humano com o mundo. É rsponsável por seu desenvolvimento social, por seu desenvolvimento intelectual, poético, artístico, cultural... Para produzir a fala utilizamos uma infinidade de processos biológicos e sensorias, que nos conectam com trocas de energias e frequências vibracionais que muitas vezes extrapolam nosso próprio domínio do conhecimento. Mas já nos é dado a saber de muitos detalhes sobre estes fenômenos.

Nos estudos da neurolinguística, que gostaria de compartilhar um pouco com vocês neste espaço, sabe-se que no vaso da violência, por exemplo, funcionamos muito como replicadores da violência em nossa fala cotidiana, sem ao menos nos dar conta disso.

Vamos só dar uns pequenos exemplos, costumo trabalhar em projetos de Cultura de Paz e muitas vezes sou tachado de "chato" por que peço para modificarem certos títulos, mas vejam só, como podemos atuar promovendo a paz e a não violência dizendo que temos que ATINGIR a um público ALVO? Quando um jogador de futebol faz muitos gols dizemos logo: É o ARTILHEIRO, o MATADOR!; quando alguém se destaca em algo, ou mesmo passa no vestibular é FERA; e se for realizar tudo de uma vez vai MATAR A PAU; se o seu objetivo não foi logrado é por que O TIRO SAIU PELA CULATRA; e assim poderíamos ir exemplificando em como utilizamos termos bélicos e violentos em nossa fala.

Agora se fizermos a mesma reflexão quanto a certos tipos de "músicas" que insistem em dizer que são do "gosto popular", mas na verdade são o que chamamos de cultura de massa, as quais incitam totalmente à violência, ao preconceito, à discriminação. E vemos pessoas dançando, cantando e repetindo as letras sem prestar a tenção que estão se autodenegrindo, e pior, fazem isso com seus filhinhos e filhinhas.

Há! O quanto precisamos ser vigilantes... E percebam, não sou um puritano e ainda respeito a quem goste ou curta suas baladas, paredões ou suingueiras (são os nomes destes tipos de som), mas acontece que tais pessoas, geralmente, põem estas músicas em um volume tão grande que realmente torna-se insuportável o ambiente, ainda mais, para quem tem uma maior sensibilidade e que sente um peso grande tomando conta das pessoas.

Como atuo muito com eventos e campanhas, costumo sempre em minhas atividades trabalhar a construção coletiva trazendo para o grupo práticas culturais como coco e ciranda. Posso garantir-lhes, as energias são totalmente diferentes. As pessoas se unem, se emocionam, se abraçam em sintonias bem diferentes, mais leves, mais carinhosas.
Que o Mestre Jesus nos ilumine a todos e todas
Fraternalmente
Duda
Título: Re: Indulgência
Enviado por: belina em 14 de Dezembro de 2010, 20:25
Olá Dothy e Katia


Aqui está um belo video.


Orai e Vigiai (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTZYVDYwWXp0a1hFIw==)

Paz e luz
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Lia Santos em 14 de Dezembro de 2010, 20:50
Pelo que estou entendendo, mesmo tendo certeza, ainda devemos evitar comentários. É necesário estar vigilante o tempo todo. Que Deus seja louvado!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: belina em 14 de Dezembro de 2010, 21:13
Ola
adorei esta mensagem de Joana de Angelis

Em Vigilância

Ouves a triste balada do sofrimento respingando apelos.•
Em tidas as vozes uma só voz: fome de paz.•
Este equivocou-se; aquele traiu-se; esse emaranhou-se na própria leviandade; este outro perturbou-se na ilusão; aquele outro, revoltado, investe contra si mesmo em desvario.•
A colheita é intransferível. Cada um dispõe da liberdade para semear onde, quando e como melhor lhe aprouver.•
Ninguém, porém, se eximirá a fazer a viagem de volta, recolhendo.•
Responsáveis pelos próprios feitos, estes fazem-se senhores austeros e graves, cobradores às vezes odientos e perversos, ou benfeitores amoráveis.•
Por esta razão, a vida é oportunidade que se sucede, uma após outra, favorecendo reparação.•
A cada instante podes modificar inteiramente o destino, graças à utilização boa ou má do ensejo que se te apresente em permanente convite.•
Não descoroçoes, pois, em tua lida.•
Assumiste um compromisso com Jesus.•
Não te promete Ele a Terra nem o triunfo barato que transita enganoso.•
Incita-te a uma grande violência: arrebentar as amarras das mentiras douradas, da ambição injustificável e da glória perturbadora.•
Em contrapartida, propõe-te o triunfo perene sobre as paixões que tisnam a beleza lapidar dos sentimentos, que um dia Lhe deve oferecer, neles reflectindo a Sua paz.•
Nem receios, nem desconsiderações, nem o pavor que te pode induzir a uma sintonia negativa, nem a negligência que te conduza a atitude arbitrária.•
As lições conduzem uma finalidade: aprendizagem. E aprendizagem é uma experiência que deves insculpir em teu mundo íntimo a soldo de sacrifícios para a redenção•
Policia-te. Não te permitas os sonhos utópicos ou os prazeres que te possam infelicitar no trâmite dos sorrisos iniciais para as tragédias culminativas.•
O crime passional começa entre os júbilos dos galanteios descabidos.•
O alcoolismo inveterado principia no aperitivo que, ao suceder-se, escraviza em inditosa embriaguez.•
O vício, sob qualquer aspecto em que se apresente, pode ser comparado à fagulha inocente capaz de atear incêndios terríveis.•
Sê jovial, não leviano.•
Cultiva o amor, não a vulgaridade.•
Faze-te afável, não perturbado pela emoção.•
Guarda a previdência, não a mesquinhez.•
Detém-te na vigilância, não na obstinação negativa.•
Jesus é, para todos entre nós, o exemplo. Na linha de comportamento, é o mediador.•
Equilíbrio seja o fiel das tuas aspirações.




Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Do livro: Oferenda
Título: Re: Indulgência
Enviado por: belina em 14 de Dezembro de 2010, 21:46
Olá

O Pai Nosso em aramaico-A lingua que JESUS falava.


Pai-nosso (aramaico) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXFBZy13MGhfbWMwIw==)



paz e luz
Título: Re: Indulgência
Enviado por: belina em 14 de Dezembro de 2010, 22:00
Olá amigas

Apenas repassando.


ORAI E VIGIAI
"Vigiai e Orai, para não cairdes em tentação".
- Jesus (Mateus, 26,41) -

Sérgio Biagi Gregório
 
1. INTRODUÇÃO
O objectivo deste estudo é buscar e manter o equilíbrio espiritual. Para tanto devemos fazer uso dos verbos no imperativo, que se traduzem por uma ordem na mudança de nossas atitudes e comportamentos. 
2. CONCEITO
Prece / oração - É o ato de comunicação do homem com o sagrado: Deus, os deuses, a realidade transcendental ou o poder sobrenatural. No início parece uma queixa, uma angústia, um sofrimento, mas depois pode englobar uma adoração ou um agradecimento. Para os panteístas é absorção no todo universal. No meio espírita encontramos algumas frases, tais como, “ato de caridade”, “apoio para a alma”, “uma invocação”, “uma evocação”, “uma conversa com Deus”, “transporte do coração”, “vibração”, “explosão da fé”, “irradiação protectora” e “caminho de luz”. (Equipe da FEB, 1995)
Vigilância - Precaução, cuidado, prevenção.
3. HISTÓRICO
Na busca de subsídios, através do tempo, a Bíblia oferece-nos informações valiosas.
No Velho Testamento, Abraão, Moisés, Samuel, David e Salomão são considerados os expoentes de 1.ª grandeza em termos de oração. O tabernáculo e o templo, consagrados à santidade e glória de Iavé, são os lugares por excelência, a certa altura quase exclusivos, da oração.
No Novo Testamento, Jesus Cristo tornou-se o grande modelo e mestre da oração, pois esta era para ele imperativo de Sua natureza humana e resposta à Sua condição de Filho de Deus. A profundidade e eloquência da oração de Jesus impressionaram vivamente os discípulos, aos quais, a seu pedido, ensinou o Pai Nosso, oração de conteúdo riquíssimo e esquematização modelar, pois aí se conjugam e hierarquizam harmoniosamente os interesses do Reino e as necessidades espirituais dos filhos de Deus. Além do conteúdo e do modo, Cristo incutiu também repetidamente a necessidade da oração assídua, humilde, sincera, filial.
Os apóstolos foram os fiéis propagadores da oração: Santo Agostinho, S. J. Damasceno, Santo Tomas de Aquino e outros. No entanto todos convergem em considerar a oração uma elevação da mente para Deus, um colóquio ou diálogo com Deus, um pedido das coisas convenientes ao homem dirigido a Deus. (Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura)
4. ADORAÇÃO
A lei de adoração é a primeira das Leis Naturais estudas por Allan Kardec em O Livro dos Espíritos. Diz-nos o Codificador, através do auxílio dos Espíritos superiores, que a adoração é natural e pertence à espécie humana.
Em virtude da ignorância das verdades religiosas, os homens acabaram adoptando diversas formas míticas e místicas de adoração, desviando o pensamento da essência fundamental do ato de adorar. Assim sendo, a maioria das pessoas liga-se a uma religião, a uma seita, a uma corrente espiritualista, muito mais para resolver o seu problema material do que para a busca da verdadeira espiritualização do ser. É por isso que se sugere, no meio espírita, a substituição do termo adoração por reverência, no sentido de se eliminar o ranço pejorativo que o termo adorar agrega. 
A adoração, sendo uma ligação com o sagrado, permite-nos abrir um parêntese e introduzir a noção de hierofania. Por hierofania, Mircea Elíade entende o ato de manifestação do sagrado. A história das religiões tem um número considerável de hierofanias, ou seja, todas as manifestações das realidades religiosas. É isso o que explica o sagrado manifestando-se em pedras, animais, árvores etc. Não são as pedras, as árvores, os animais, os objetos que são adorados, mas sim o que eles representam para a colectividade. Observe, por exemplo, uma cruz: ela é um pedaço de madeira como tantas outras peças feitas da mesma madeira. Contudo, no processo de hierofanização, a cruz adquire valor sagrado, ou seja, serve para exorcizar espíritos maléficos. Nessa mesma linha de raciocínio podemos incluir a adoração das vacas na Índia. (Eliade, 1957, p. 25)
Os cientistas sociais, na tentativa de separar o sagrado do profano, acabam tendo pouco êxito, pois o que se vê é o carácter ambíguo do termo predominar. O direito, a moral, a ética, o casamento e outros temas trazem em si um considerável peso de sagrado. Em Direito — uma ciência — a arquitectura dos tribunais, a toga do juiz, o ritual das sessões dos tribunais, mesmo o uso de símbolos religiosos para o juramento, por exemplo, apontam certos aspectos da instituição do direito que têm pelo menos certo sabor de sagrado. (Boulding, 1974, p. 4)
5. PRECE
5.1. PERGUNTAS E RESPOSTAS
Pergunta. O que é a prece?
R = A prece é um ato de adoração ao Criador.
Pergunta. Como se deve orar?
R = Não é preciso ficar de joelho, sentado ou de pé. A postura física é o que menos conta.
Pergunta. Por que devemos orar?
R = Porque a prece é um lenitivo para as nossas preocupações.
Pergunta. Onde se deve orar?
R = Em qualquer lugar. Observe que a citação bíblica que prescreve entrar no quarto, fechar a porta e perdoar os inimigos, pode ser entendida como entrar no quarto “íntimo”. E no quarto íntimo, podemos entrar estando em qualquer lugar: no ônibus, no metro, na praia etc.
Pergunta. Quando devemos orar?
R = Também não há prescrição, contudo O Evangelho Segundo o Espiritismo orienta-nos a orar pela manhã e à noite.
5.2. TIPOS DE PRECE
Devido à conexão e à intermitência entre os vários tipos de prece, é difícil concebê-los em termos de uma classificação rígida. De qualquer forma, podemos enumerar alguns desses tipos:
Súplica – Solicitação de vida longa, obtenção de bens materiais e prosperidade financeira são os seus ingredientes favoritos. Como para obtenção de tais objectivos, o ser humano vale-se da invocação mágica, este tipo de prece pode tornar-se um desvio da verdadeira prece, principalmente quando feita para obter recompensas ou troca de pagamento com Deus. 
Confissão – o termo confissão expressa ao mesmo tempo uma afirmação da fé e o reconhecimento do estado de “pecado”.
Intercessão – é a prece feita em favor de outrem. Em algumas sociedades primitivas, o chefe de família ora para os outros membros da família, mas estas preces são também extensivas à tribo inteira. (Encyclopedia Britânica) 
Allan Kardec, na P. 659 de O Livro dos Espíritos, diz-nos que pela prece podemos fazer três coisas: louvar, pedir e agradecer.   
5.3. EFICÁCIA DA PRECE
É pelo pensamento que nos colocamos em sintonia com outros seres, tanto encarnados como desencarnados. Por intermédio de nossas ondas mentais, podemos auxiliar e sermos auxiliados pelas outras mentes que entram em contacto connosco. Actuando sobre esse fluxo energético curamos e somos curados de algumas doenças, até aquelas catalogadas pela medicina como incuráveis. A cura do incurável dá origem ao milagre. Mas, para o Espiritismo, o milagre não existe, pois não podemos derrogar as leis da natureza. O que há é uma extrema aceleração dos processos de cura. (Kardec, 1984, cap. XXVII)
5.4. CRISE NA ORAÇÃO
A crise da oração que se verifica na sociedade contemporânea pode ser devido a:
Ateísmo em suas diversas formas;
Afrouxamento da fé e a esterilidade moral do culto de muitos cristãos;
Incapacidade de conciliar racionalmente a imutabilidade de Deus com a liberdade do homem imiscuída na oração de súplica.
O êxito do progresso técnico e cientifico que outorga ao homem bens de conforto e consumo outrora pedidos a Deus como seu único senhor e distribuidor;
Redução da prática e, às vezes, do próprio conceito de oração, à oração de súplica, com prejuízo dos aspectos imanentes e essenciais da oração.
6. ORAÇÃO E VIGILÂNCIA
O texto evangélico nos diz que devemos orar e vigiar para não cairmos em tentação. Por que?
6.1. PASSADO DELITUOSO
O Espírito Emmanuel alerta-nos que as mais terríveis tentações encontram-se no fundo sombrio de nossa individualidade. E o que vem isto significar? É que quando reencarnamos trazemos connosco, impregnados em nosso subconsciente, todos os erros e mazelas cometidas em outras épocas. Como temos o esquecimento do passado, a sua manifestação dá-se pela intuição e pelo sentimento. A simples presença do adversário de outras épocas faz ecoar dentro de nós o ódio, a vingança, o repúdio. Por isso a vigilância. Tomando-se consciência da situação, proceder à prece silenciosa em favor da harmonia.
6.2. A PROPOSTA DE EMMANUEL
“Em nós mesmos podemos exercitar o bom ânimo e a paciência, a fé a humildade... Não te proponhas, desse modo, atravessar a mundo, sem tentações. Elas nascem contigo, assomam de ti mesmo e alimentam-se de ti, quando não as combates, dedicadamente, qual o lavrador sempre disposto a cooperar com a terra da qual precisa extrair as boas sementes... Entretanto, lembremo-nos do ensinamento do Mestre, vigiando e orando, para não sucumbirmos às tentações, de vez que mais vale chorar sob os aguilhões da resistência que sorrir sob os narcóticos da queda”. (Fonte Viva, 110)
7. CONCLUSÃO
Embora as preces que fazemos não irão desviar-nos de nossos problemas e desilusões, elas são um bálsamo reconfortante para a nossa alma enfermiça, pois faz-nos penetrar em estados de suave sossego e gozos que somente aquele que ora é capaz de decifrar.

8. BIBLIOGRAFIA
BOULDING, K. E. O Impacto das Ciências Sociais. Rio de Janeiro, Zahar, 1974.
ELIADE, M. O Sagrado e o Profano: A Essência das Religiões. Lisboa, Livros do Brasil, 1957?
ENCICLOPÉDIA LUSO-BRASILEIRA DE CULTURA. Lisboa, Verbo, s. d. p.
ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA.
EQUIPE DA FEB. O Espiritismo de A a Z. Rio de Janeiro, FEB, 1995.
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. Ed., São Paulo, IDE, 1984.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. Ed., São Paulo, FEESP, 1995.
XAVIER, F. C. Fonte Viva, pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro, FEB, s.d.p.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: belina em 14 de Dezembro de 2010, 22:46
Ola a todos os amigas (o) e vesitantes deste forum

Orando...


Minha Oração Prá Você (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXRpcXVhbHZaSzQ4Iw==)


Paz eluz
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marli Pacheco em 14 de Dezembro de 2010, 23:44
                 Boa noite minhas queridas amigas.

                 O COOPERADOR


Imagina-te à frente de um violino. Instrumento que te espera sensibilidade e
inteligência, atenção e carinho para vibrar contigo na execução da melodia.
Se o tomas de arranco, é possível te caia das mãos, desafinando-se, quando não seja
perdendo alguma peça.
Se esquecido em algum recanto, é provável se transforme em ninho de insetos que lhe
dilapidarão a estrutura.
Se usado, à feição de martelo, fora da função a que se destina, talvez se despedace.
Entretanto, guardado em lugar próprio e manejado na posição certa, como a te escutar
o coração e o cérebro, ei-lo que te responde com a sublimidade da música.
Assim, igualmente na vida, é o companheiro de quem esperas apoio e colaboração.

***

Chame-se familiar ou companheiro, chefe ou subordinado, colega ou amigo, se lhe
buscas o auxílio, a golpes de azedume e brutalidade, é possível te escape da área de
ação, magoando-se ou perdendo o estímulo ao trabalho.
Se largado ao menosprezo, é provável se entregue a influências claramente infelizes,
capazes de lhe envenenarem a alma.
Se empregado por veículo de intriga ou maledicência, fora das funções edificantes a
que se dirige, talvez termine desajustado por longo tempo.
Mas, se conservado com respeito, no culto da amizade, e se mobilizado na posição
certa, como a te receber as melhores vibrações do coração e do cérebro, ei-lo que te
corresponde com a excelência e a oportunidade da colaboração segura, em bases de
amor que é, em tudo e em todos, o supremo tesouro da vida.

***

Pensemos nisso e concluiremos que é impossível encontrar cooperadores eficientes e
dignos, sem indulgência e compreensão.


Emmanuel
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marli Pacheco em 15 de Dezembro de 2010, 00:02

        ACORDEMOS

É sempre fácil
examinar as consciências alheias,
identificar os erros do próximo,
opinar em questões que não nos dizem respeito,
indicar as fraquezas dos semelhantes,
educar os filhos dos vizinhos,
reprovar as deficiências dos companheiros,
corrigir os defeitos dos outros,
aconselhar o caminho reto a quem passa,
receitar paciência a quem sofre
e retificar as más qualidades de quem segue conosco...

***

Mas enquanto nos distraímos,
em tais incursões a distância de nós mesmos,
não passamos de aprendizes que fogem, levianos, à verdade e à lição.

***

Enquanto nos ausentamos
do estudo de nossas próprias necessidades,
olvidando a aplicação dos princípios superiores
que abraçamos na fé viva,
somos simplesmente
cegos do mundo interior
relegados à treva...

***

Despertemos, a nós mesmos,
acordemos nossas energias mais profundas
para que o ensinamento do Cristo
não seja para nós uma benção que passa, sem proveito à nossa vida,
porque o infortúnio maior de todos
para a nossa alma eterna
é aquele que nos infelicita
quando a graça do alto
passa por nós em vão!...


André Luiz
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 15 de Dezembro de 2010, 00:18
Olá belina...

Amiga, que belas e importantes contribuições nos trouxeste hoje...
Brigada pelos videos, por todo apoio que tens nos dado,...
Abraços bem gostoso destas amigas que te amam...

Dothy e katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 15 de Dezembro de 2010, 00:23
Ola Lia... Seja sempre bem-vinda amiga... Muita paz...

Devemos estar em vigilãncia amiga, sobre qualquer informação trazida a nós..
Temos que ter muito critério na hora de ouvir, de comentar, etc...
Sabemos que não é tarefa fácil... Mas Socrátes nos deixou esta valiosa lição...
Espero ter ajudado amiga... Desejo que permaneças até o fim do estudo
...

Abraços carinhos..
.

Dothy e Katia...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 15 de Dezembro de 2010, 00:38
Olá Duda...

Brigada amigo, por tua presença constante em nosso estudo... Pelas rica colaboração  trazida hoje para este espaço...
Esta tua frase... Como precisamos ser vigilantes, é atual, geral  e sincera... Preceisamos e muito ser vigiilantes...
Parabéns pelo teu lindo trabalho em campanhas... Continues sempre!!
Volte sempre amigo... Abraços fraterno!!


Dothy e Katia..
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 15 de Dezembro de 2010, 00:39
Querida Belina

Parabéns pelas belas contribuições que muito enriquecem o nosso estudo!

Aproveitemos a oportunidade para avaliarmos as nossas atitudes e praticarmos a indulgência em cada dia das nossas vidas.

Abraços carinhosos da Katia e da Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 15 de Dezembro de 2010, 00:44
Querido Duda Quadros


Agradecemos pela sua presença.

Parabéns por sua contribuição valiosa ao nosso estudo.

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 15 de Dezembro de 2010, 00:49
Querida amiga Pacheco


Que alegria para nós te revermos!

Lindas e enriquecedoras contribuições. Muito obrigada por estar aqui conosco.

Abraços carinhosos da Katia e da Dothy
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Duda Quadros em 15 de Dezembro de 2010, 00:56
peço desculpas pelos erros de grafia, mas tenho alguma dificuldade neste teclado utilizado.
quem agradece sou eu pela oportunidade riquíssima do debate, do espaço, das leituras
muita luz
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Duda Quadros em 15 de Dezembro de 2010, 01:03
Adoro cantar uma música de título Vigiar e Orar:

Bem de manhã, embora o céu sereno
Pareça um dia calmo anunciar
Vigia e ora, o coração pequeno
Um temporal pode abrigar.

É de manhã, bem de amanhã
E sem cessar, e sem cessar
Vigiar sim e orar.

Do dia ao fim, após os teus lidares
Relemra as bençãos do celeste amor
E conta a Deus prazeres e pesares
Deixando em suas mãos a dor

É de manhã, bem de amanhã
E sem cessar, e sem cessar
Vigiar sim e orar

E sem cessar, vigia a cada instante
Que o imprevisto pode a ti chegar
Só com Jesus em comunhão constante
É que se pode ao "céu" chegar.

É de manhã, bem de amanhã
E sem cessar, e sem cessar
Vigiar sim e orar
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 15 de Dezembro de 2010, 01:13
Duda...

Toda vez que cantamos esta música no inicio da evangelização, eu me emociono amigo...
Tem um senhor lá no asilo, que está preso em uma cama.. Logo que iniciei as visitas, cantava pra ele esta linda música..
Hoje, só dele ouvir a minha voz, balança o pé, para eu cantar para ele...
Valeu mais esta belissima contribuição amigo... Muita paz...


Dothy e Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 15 de Dezembro de 2010, 01:36
Indulgência (vigilância)


MALEDICÊNCIA

Espinho curel a ferir indistintamente é a palavra de quem acusa; cáustico e corrosivo é o verbo na boca de quem relaciona defeitos; veneno perigosoé a expressão condenatória a vibrar nos lábios de quem malsina; lama pútrida, trescalando fétido, é a vibração sonora no aparelho vocal de quem censura; borralho escuro, ocultando a verdade, é a maledicência destrutiva.
A maledicência é culturade inutilidade em solo apodrecido. Maldizer significa destruir.
A verdade é como claro sol. A maledicência é nuvem escura. No entanto, é invariável a vitória da luz sobre a treva.
O maledicente é atormentado que se debate nas lavas da própria inferioridade. Tem a visão tomada e tudo vê através das pesadas lentes que carrega.
A palavra malsinante nasce discreta, muitas vezes, para incendiar-se perigosa, logo mais, culminando na calúnia devastadora.
Não há desejo de ajudar quando se censura. Ninguém ajuda condenando.
Não há Socorro se, a pretexto de auxílio, se exibem as feridas alheias à indiferença de quem escuta.
Quanto possível, extingue esse monstro da paz alheia e da tua serenidade, que tenta dominar-te a vida.
Caridade é bênção sublime a desdobrar-se em silencioso socorro.
Volta as armas da tua oração e vigilância contra a praga da maledicência aparentemente ingênua, mas que destrói toda a região por onde prolifera.
Recusa a taça venenosa que a observação da impiedade coloca à tua frente.
Desculpa o erro dos outros.
E' muito mais fácil informar-se erradamente do que atingir-se o fulcro da observação exata.
As aparências não expressam realidades.
A forma oculta o conteúdo. Ninguém pode julgar pelo exterior.
Quando vier a tentação de acusar e apontar defeitos, lembra-te das próprias necessidades e limitações e, fazendo todo o bem possível ao teu alcance, avança na firme resolução de amar, e despertarás, além das sombras da carne por onde segues, num roteiro abençoado onde os corações felizes e livres buscam a Vida Verdadeira.


Joanna de Ângelis - Lampadário Espírita
Título: Re: Indulgência
Enviado por: belina em 15 de Dezembro de 2010, 02:01
Queridas amigas Dothy e Katia
Fico muito feliz por poder participar e aprender.
Apesar de um oceano nos separar a amizade não tem fronteiras nem distancia. Eu me sinto grata por ter aqui tantos amigos.

Paz e luz


Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 15 de Dezembro de 2010, 02:58
Boa noite, queridos amigos!


Vigiai e Orai


“Nem ao menos uma hora pudestes vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” (Mateus 26:40-41)

“Por que dormis? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação.”
(Lucas 22:46)

“Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!
Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!” [1]



Mantermo-nos despertos, e em sintonia elevada, permite estarmos atentos e bem inspirados a toda oportunidade de fazer o Bem, a nosso semelhante e, por decorrência, a nós próprios. Nem sempre o que alguns formadores de opinião ou a mídia tentam ditar como atitudes, comportamentos ou programas da moda, se identificam com esses bons propósitos. Milhares de mentes pouco despertas e sintonizadas com padrões perturbados são, assim, influenciadas coletivamente, atrasando sua marcha evolutiva. Busquemos uma cultura de higiene mental, fazendo, assim, muito Bem a nós mesmos. Este o convite de Jesus nas passagens evangélicas acima destacadas.


Vigiai e orai — Despertai e orai

O escritor Carlos Torres Pastorino entende que um termo mais adequado do que o tradicionalmente traduzido como “vigiai”, na citação acima, do Evangelho segundo Mateus (também encontrada em Marcos 14:37-38), é “despertai”, de forma consistente com a passagem Lucas 22:46. Em suas palavras:

“Não usamos o verbo tradicionalmente empregado aqui: vigiai, porque — embora o latim vigilare signifique “despertar”, e apesar de “estado de vigília” se oponha a “estado de sono” — o “vigiar” dá ideia, atualmente, de “olhar com atenção para ver quem venha”, muitas vezes até chegando a colocar-se a mão em pala acima dos olhos, como natural mímica de “vigiar”... Portanto, DESPERTAR é o que melhor exprime a ideia do texto original: é indispensável acordar, deixar de dormir, a fim de não perder o momento solene e precioso da chegada do Filho do Homem.” [2]

“Quantas vezes aquilo que nos revolta, seria um passo à frente em nossa evolução, e perdemos a oportunidade! Estejamos despertos, atentos, bem acordados, e permaneçamos em oração, para aproveitar todas as ocasiões de subir.” [3]
Os momentos da chegada do Filho do Homem, as ocasiões de subirmos, não são apenas ocorrências místicas ou épicas, mas eventos que surgem diariamente, bastando nossa atenção para vê-los e, quando ocorrerem, seguirmos as inspirações elevadas que Bons Espíritos sempre nos ofertam. Trata-se das oportunidades que se nos oferecem, todos os dias, de fazermos o Bem a nosso semelhante, onde decidimos por atuar efetivamente em seu auxílio. Basta permanecermos vigilantes, como relatado na parábola do bom samaritano (Lucas 10:25-37), e encontraremos tais oportunidades constantemente, em nossa casa e em qualquer local onde estivermos.


Comum, normal e bom

Não é porque algo está na moda, ou porque algum proceder é dito “normal”, que deve ser feito também por nós. O escritor francês Jean Yves Leloup, em 1995 [4], criou o termo “normose” para designar o fenômeno em que algo, por ser feito ou aceito por muitos e, assim, tornado comum, passa a ser visto como normal, tornando aceitável até o moralmente inaceitável. Nas palavras do autor Pierre Weil a respeito desse termo, encontramos:

“Normose é o resultado de um conjunto de crenças, opiniões, atitudes e comportamentos considerados normais, logo em torno dos quais existe um consenso de normalidade, mas que apresentam consequências patológicas e/ou letais. Alguns exemplos de normoses: usos alimentares como o açúcar, o uso de agrotóxicos e inseticidas, o consumo de drogas como o cigarro ou o álcool, o paradigma newtoniano cartesiano e a fantasia dualista sujeito-objeto em ciência, o consumismo associado à destruição da vida no planeta.” [5]
Fiquemos, portanto, atentos para analisar o que recebemos de sugestões de consumo e atitudes, pois nem tudo que se diga normal serve para o nosso bem. Lembremos das sábias palavras do apóstolo Paulo de Tarso:

“Todas as coisas são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam.” (1 Coríntios 10:23)


Obsessão pandêmica

Em complemento à passagem evangélica acima, o Espírito Manoel Philomeno de Miranda traz importante alerta para as consequências em âmbito pessoal e coletivo de más escolhas. Sintonias menos dignas levam multidões a uma influenciação negativa. Somente com cada um fazendo sua parte, permanecendo despertos e na boa sintonia da prece, evita-se essa pandemia de vibrações de baixa frequência:

“Os estímulos exagerados ao prazer e não ao comedimento abrem as comportas morais para a simbiose emocional e se torna difícil estabelecer a fronteira separativa do que é lícito e se pode fazer em relação ao tudo conseguir devendo o máximo fruir.
O espetáculo, pois, da obsessão pandêmica choca e comove, sensibilizando o inefável amor de Jesus, que promove as reencarnações de nobres Mensageiros para o esclarecimento da sociedade a respeito da angustiante situação, através da reconquista ética do amor, do dever, da fraternidade, do perdão, da oração e da caridade.
(...)
O vigiai e orai torna-se de incomum significado terapêutico, neste momento, a fim de prevenir a sociedade a respeito da infeliz pandemia, assim como para libertar os ergastulados nas amarras e prisões da momentânea enfermidade moral-espiritual.” [6]

O autor espiritual André Luiz ilustra como os Espíritos desencarnados e menos apegados à matéria visualizam a atmosfera de um ambiente contaminado por pensamentos materialistas e egoístas:

“Reconhecia, de longe, o peso considerável do ar que se agarrava à superfície. Tive a impressão de que nadávamos em alta zona do mar de oxigênio, vendo em baixo, em águas turvas, enorme quantidade de irmãos nossos a se arrastarem pesadamente, metidos em escafandros muito densos, no fundo lodoso do oceano. (...)
— Observem os grandes núcleos pardacentos ou completamente obscuros!... São zonas de matéria mental inferior, matéria que é expelida incessantemente por certa classe de pessoas. (...)
— Tanto assalta o homem a nuvem de bactérias destruidoras da vida física, quanto as formas caprichosas das sombras que ameaçam o equilíbrio mental. Como veem, o “orai e vigiai” do Evangelho tem profunda importância em qualquer situação e a qualquer tempo. Somente os homens de mentalidade positiva, na esfera da espiritualidade superior, conseguem sobrepor-se às influências múltiplas de natureza menos digna. (...)
— (...) Não podemos considerar somente, no capítulo das moléstias, a situação fisiológica propriamente dita, mas também o quadro psíquico da personalidade encarnada. Ora, se temos a nuvem de bactérias produzidas pelo corpo doente, temos a nuvem de larvas mentais produzidas pela mente enferma, em identidade de circunstâncias. Desse modo, na esfera das criaturas desprevenidas de recursos espirituais, tanto adoecem corpos, como almas. No futuro, por esse mesmo motivo, a medicina da alma absorverá a medicina do corpo. Poderemos, na atualidade da Terra, fornecer tratamento ao organismo de carne. Semelhante tarefa dignifica a missão do consolo, da instrução e do alívio. Mas, no que concerne à cura real, somos forçados a reconhecer que esta pertence exclusivamente ao homem-espírito.” [7]


Higiene do corpo e do Espírito

Na mitologia grega, Hygia era a filha do deus da Medicina, Asklepios. Hygia era a deusa da saúde e limpeza. De seu nome surgiu o ramo da medicina denominado higiene, o qual visa à prevenção das doenças. Na mitologia romana, Hygia se chama Salus, de onde se origina a palavra “salutar”.

A preocupação com a higiene do corpo é muito importante, usualmente valorizada por religiosos e materialistas. Tão ou mais importante, conquanto de relevância nem sempre tão reconhecida, é a higiene do Espírito, ou seja, a prevenção da ocorrência de pensamentos, palavras e ações doentias, incompatíveis com o Bem de nosso semelhante. O direcionamento de nossos pensamentos e ações para o Bem, é passo fundamental para nossa saúde; para a saúde de nosso próximo e para a saúde de nosso próprio Planeta.


Referências:

[1] KARDEC, Allan. “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. 97ª ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1987. Capítulo V, item 4.
[2] PASTORINO, Carlos Torres. “Sabedoria do Evangelho”. Rio de Janeiro, RJ: Sabedoria, 1964. Volume 7, capítulo “Despertar do sono”.
[3] Ibidem. Volume 8, capítulo “Oração no jardim”.
[4] LELOUP, Jean-Yves e WEIL, Pierre: “Les deux extrêmes de la normose contemporaine, du phantasme de la séparativité au phantasme fusionnel.”

Leia mais no endereço: http://licoesdosespiritos.blogspot.com/2010/10/vigiai-e-orai.html#ixzz1893dhihC
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 15 de Dezembro de 2010, 09:40
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço que é de vocês... Sem ela seria apenas eu e as postagens...

Estão todos convidados a trazerem suas mensagens, colaboração dentro do tema!!

Desejo um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto, e aceitar sugestões, etc..
.

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..


Dothy e Katia

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 15 de Dezembro de 2010, 09:58
Indulgência (Vigilância)

A Maledicência


A maledicência - o falar mal dos outros - é um dos maiores males do nosso século.

Será que gostamos de falar mal dos outros ?

Será que quando afirmamos:

“Não estou falando mal de fulano. Só estou dizendo a verdade”, na realidade não estamos encobertando nosso prazer de falar mal dos outros?

Conhecer-se a si mesmo. Este é o caminho para o nosso aprimoramento.

a) A pergunta 903 do O Livro dos Espíritos.

b) As frases seguintes:

“Não há institutos de pesquisas no mundo capazes de avaliar a quantidade de infortúnio e delitos desencadeados entre os homens, anualmente, resultantes de impressões falsas proclamadas como verdadeiras”.
(W. Vieira, Técnicas de Viver)

“O tempo que se perde na crítica pode ser usado em construção”
(F. C. Xavier, Sinal Verde)


FAÇA SEU PRÓPRIO TESTE:

“EU E A MALEDICÊNCIA” (extraído do Jornal “O Trevo”, de julho/78. Autoria de Ney Prieto Peres)


1) Ao surgir, numa conversa, comentários sobre um deslize de alguém, você se interessa em ouvir?

QUAL A SUA ATITUDE
?

a)faz perguntas ...ouve apenas ...corta a conversa

2) Ao saber de uma infidelidade de parente ou pessoa amiga, apressa-se em levar a notícia adiante?

QUAL A SUA ATITUDE?


a)comenta com outros ...pensa em falar, mas silencia ...pondera e cala

3)Acha divertido e participa animadamente das fofocas entre amigos?

QUAL A SUA ATITUDE?

a)participa contribuindo ...apenas ouve e ri ...evita as fofocas

4) Escandaliza-se ao saber de ocorrências escabrosas envolvendo pessoas conhecidas?


QUAL A SUA ATITUDE?

a)arregala os olhos e exclama!!! comenta com outros ...não se envolve e silencia

5) Sente-se atraído(a) pelas conversas ou notícias sobre desastres e crimes passionais?

QUAL A SUA ATITUDE?


a)busca avidamente ...apenas ouve e lê...evita ouvir e ler

6) Comenta com outros os defeitos de alguém por quem sente qualquer antipatia?


QUAL A SUA ATITUDE?

a)acentua os defeitos...)não chega a comentar ...evita ver os defeitos

7) Sente, às vezes, incontrolável impulso, e deixa transparecer a outros um assunto reservado, confiado por pessoa de sua intimidade?

QUAL A SUA ATITUDE?

a)não resiste e fala ...apenas sente vontade de falar...nem sente vontade nem fala

8) Dá ouvidos a conversas sobre problemas causados por companheiros, no âmbito do centro espírita em que colabora?

QUAL A SUA ATITUDE?


a)comenta e dá ouvidos ...ouve e silencia ... pondera com tolerância

9) Alguém lhe diz “não gosto de fulano”, “beltrano é mal encarado e presunçoso”. Tendo oportunidade, você conta à pessoa em questão o que ouviu?

QUAL A SUA ATITUDE?

a)não resiste e transmite o que soube apenas sente vontade de contar ...

10)Usa, por vezes, expressões do tipo: “aquele cara é um chato”, “veja o que beltrano me fez”, “fulano só quer ser o bom”, etc.?

QUAL A SUA ATITUDE?

não resiste e comenta a sua opinião ...tem sua opinião mas não comenta da pessoaprocura ver o lado bom

Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 15 de Dezembro de 2010, 10:23
Vigilância (Indulgência)

1- Aprenda a desculpar infinitamente para que os seus erros, à frente dos outros, sejam esquecidos e perdoados.

2 – Cale-se, diante do escárnio e da ofensa, sustentando o silêncio edificante, capaz de ambientar-lhe a palavra fraterna em momento oportuno.

3 – Não cultive desafetos, recordando que a aversão por determinada criatura é, quase sempre, o resultado da aversão que lhe impuseste.

4 – Não permita que o egoísmo e a vaidade, o orgulho e a discórdia se enraízem no seu coração, lembrando que toda a idéia de superestimação dos próprios valores é adubo nos espinheiros da irritação.

5 – Perante o companheiro que se rendeu às tentações de natureza inferior, deixe que a compaixão lhe ilumine os pontos de vista, pensando que, em outras circunstâncias, poderia você ocupar-lhe a indesejável situação e o lugar triste.

6 – Não erga sua voz demasiado e nem tempere a sua frase com fel para que a sua palavra não envenene as chagas do próximo.

7 – Levante-se, cada dia, com a disposição de servir sem a preocupação de ser servido, de auxiliar sem retribuição e cooperar sem recompensa, para que a solidariedade espontânea te favoreça com os créditos e recursos da simpatia.

8 – Esqueça a calúnia e a maledicência, a perversidade e as aflições que lhe dilaceram a alma, entendendo nas dores e obstáculos do mundo as suas melhores oportunidades de redenção.

9 – Lembre-se de que os seus credores estão registrando a linguagem de seus exemplos e perdoar-lhe-ão as faltas e os débitos, à medida que você se fizer o benfeitor desinteressado de muitos.

10 – Não julgue que o serviço da paz seja mero problema da boca mas, sim, testemunho de amor e renúncia, regeneração e humildade da própria vida, porque, somente ao preço de nosso próprio suor, na obra do bem, é que conseguiremos reconciliar-nos, mas depressa, com os nossos adversários, segundo a lição do Senhor.

Andre Luiz- Chico Xavier
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 15 de Dezembro de 2010, 10:34
Maledicência

A maledicência é nuvem escura. No entanto, é invariável a vitória da luz sobre a treva.

Ociosidade
Na ociosidade surge e cresce o mal. Na dor e na tarefa fulguram a luz da oração e a chama da fé.

Palavra
É a palavra perigoso instrumento em bocas viciadas manipuladas por Espíritos atormentados.

Verdade
Em nome da verdade não apliques a palavra contundente sobre a fraqueza daqueles que caminham desequilibrados ao teu lado.

Maledicência
O maledicente é atormentado que se debate nas lavas da própria inferioridade. Tem a visão tomada e tudo vê através das pesadas lentes que carrega.


Joana de Angelis
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 15 de Dezembro de 2010, 10:44
Indulgência (Vigilância)

Medicação Preventiva

Pense muito, antes da discussão. O discutidor, por vezes, não passa de estouvado.
Use a coragem, sem abuso. O corajoso, em muitas ocasiões, é simples imprudente.
Observe os seus métodos de cultivar a verdade. Muitas pessoas que se presumem verdadeiras, são veículos de perturbação e desânimo.
Proceda com inteligência em todas as situações. Não se esqueça, porém, de que muitos homens inteligentes são meros velhacos.
Seja forte na luta de cada dia. Não olvide, contudo, que muitos companheiros valentes são suicidas inconscientes.
Estime a eficiência. No entanto, a pretexto de rapidez, não adote a precipitação.
Não enfrente perigos, sem recursos para anulá-los. O que consignamos por dessasombro, muita vezes é loucura.
Guarde valor em suas atitudes. Recorde, entretanto, que o valor não consiste em vencer, de qualquer modo, mas em conquistar o adversário no trabalho pacífico
Tenha bom ânimo, mas seja comedido em seus empreendimentos. Da audácia ao crime, a distância é de poucos passos.
Atenda a afabilidade e a doçura em seu caminho. Não perca, porém, o seu tempo em conversas inúteis
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 15 de Dezembro de 2010, 11:01
Indulgência (Vigilância)

Ouve quem te fala, sem idéia preconcebida.

Desarma a emoção, a fim de agires com imparcialidade.

A idéia preconceituosa abre espaço mental à irascibilidade.

É necessário combater com ações mentais contínuas, as reações que te assomam entorpecendo-te a lucidez e fazendo-te um tresvariado.

A reflexão e o reconhecimento dos próprios erros são recursos valiosos para combater a irritação sistemática.

Tem a coragem de reconhecer que erras, que te comprometes, não te voltando contra os outros como efeito normal do teu insucesso.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 15 de Dezembro de 2010, 11:13
Indulgência e Vigilância

Mãos Fortes e Limpas

Meu irmão, minha irmã, ilumina o coração para que o amor seja o laço do céu, a irmanar-te com todas as criaturas.

Purifica teus olhos para que os males da peregrinação terrestre não te perturbem a mente.

Defende os ouvidos contra as sugestões da ignorância e da sombra, a fim de que a paz interior não te abandone.

Clareia e adoça tua palavra para que teu verbo não acuse e nem fira, ainda mesmo na hora da consagração da verdade.

Conduze teu pensamento a grande compreensão do próximo, ajudando aos que te cercam, tanto quanto desejes ser por eles auxiliados.

Equilibra teus pés no caminho reto sem te precipitares aos abismos que tantas vezes surgem à margem de nossa vida, induzindo-nos à queda e ao desespero.

E, desse modo, terás contigo o tesouro das mãos fortes e limpas para abençoar e servir, conduzir e curar, em nome do Senh


Fonte: Caminhos de Luz!!
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Déa Feitosa em 15 de Dezembro de 2010, 11:46
Bom dia,

Indulgência sem vigilância não é possível. Ser indulgente significa vigiar os nossos atos e pensamentos, para não cometermos os mesmos erros do passado. Vigiar constantemente é nossa obrigação. Afinal,  sempre estamos prontos para o julgamento.

De nada vale sermos indulgentes em certas situações e outras nem nos lembrarmos do que é essa virtude tão nobre.

Orai e vigiai sempre, este é o caminho do aprendizado diário para nossa vida terrena.

Fiquem em paz.

 
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 15 de Dezembro de 2010, 12:08
Olá Andrea...  Bom dia amiga...

Realmente, se vigiarmos nosso pensamentos e atos, nem precisaremos usar a indulgência... Por que não entraremos e nem faremos julgamento... Foi o que Socrátes fez, foi vigilante com a informação trazida..!!
Agradecemos tua presença constante e sempre tuas  rica contribuição para nosso aprendizado.
..

Dothy e katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 15 de Dezembro de 2010, 13:03
Queridos amigos...

Trago para todos nós, estes ensinamentos, através desta linda historia infantil sobre a maledicência...I


Indulgência (Vigilância)


HISTORIA " GIRAFA"

- Sabe da última, senhor Leão?
Era a Avestruz, “passando adiante” o que todos os bichos do zoológico estavam a comentar: o sumiço da girafa. O Leão nada disse. Ao amanhecer, a Girafa não estava em seu cercado. Havia desaparecido, sem avisar ninguém.
Cada animal tinha uma versão diferente do fato, falavam sem parar...
Diziam uns que a Girafa, cansada da vida monótona do zoológico, havia fugido
O Hipopótamo, muito amigo da Girafa, sofria com toda essa falação. Imaginava os mil perigos que sua amiga corria, pensava até que podia ser o culpado de uma “fuga”: E se tivesse falado algo que magoou a sensível girafa, e ela tinha ido embora?
Outros pensavam em seqüestro, imaginavam o resgate milionário (que ninguém havia pedido ainda!)...

Percebendo a agonia do Hipopótamo, o Leão, muito sensato, o chamou.
- Escute, amigo, cuidado com o que estes bichos falam. Ninguém tem certeza de nada e ninguém viu nada. Muitas vezes eles não têm muito o que fazer, falam da vida dos outros animais, e acabam tirando conclusões precipitadas, fazendo “fofocas”...
Foram bruscamente interrompidos por uma Formiguinha que, esbaforida, saltitava para ser ouvida:
- Eu vi! Eu vi! Vi um caminhão do circo aqui no zoológico!...

Foi uma gritaria só. Todos tinham certeza: o mistério do sumiço da Girafa estava solucionado! Estava na cara que ela iria virar artista de circo! Como não tinham pensado nisso antes? E saíram a espalhar a novidade para todo o zoológico.
Ficaram apenas o Hipopótamo (choramingando, porque sua amiga nem se despedira dele!...) e o Leão, imperturbável
Para surpresa de todos, instantes depois apareceu a Girafa, explicando, como podia (pois sua boca estava anestesiada), que durante a noite ela fora ao dentista. Seu dente doía muito, o médico do zoológico percebeu e por isso a haviam levado imediatamente.

E o Hipopótamo tinha acreditado naquela confusão toda que os bichos fizeram!





Ele entendeu, então, o que o Leão lhe explicara: É preciso refletir muito sobre o que os outros nos falam, para não se deixar levar por fofocas e mentir
a

Que sábio este Leão... Quanta vigilância...
Título: Re: Indulgência
Enviado por: katiatog em 15 de Dezembro de 2010, 20:17
Boa tarde, queridos amigos!


Oração e vigilância



Muitas são as formas pelas quais o homem pode se pôr em oração.

Pode repetir as palavras ensinadas por Jesus aos Apóstolos, na última ceia, por meio do Pai Nosso.

Pode, ainda, dialogar com o Criador, por meio de palavras singelas e sinceras, agradecendo as dádivas que recebe e pedindo pelo amparo de que necessita.

Há, no entanto, outra forma de oração.

Há a prece-ação, por meio da qual o ser, ativamente, liga-se a Deus.

Ora o trabalhador que curva o corpo no arado e sulca o seio da terra.

Ora a professora que, tomando as mãos do pequenino, o conduz através da experiência do alfabeto.

Ora o jovem que renuncia aos prazeres fáceis do mundo, oferecendo suas horas ao ministério da enfermagem.

Ora o homem que empreende a luta honesta para a aquisição do pão que lhe honra a estabilidade doméstica.

Ora a mãe que ampara e aleita o pequenino ser gerado.

Ora a criança que ingenuamente brinda a vida, correndo e rindo, por entre as flores do jardim.

Quem, buscando a fonte generosa, distribui água refrescante, ora, porque matar a sede do aflito é também orar.

No entanto, o Sublime Galileu foi incisivo em Sua orientação de que é necessário orar e vigiar.

E quão pouco vigilantes temos sido ao longo dos séculos.

Quantas vezes sucumbimos à ira, aos desejos inferiores, abandonando o caminho do bem.

Em inúmeras oportunidades de crescimento e soerguimento moral, deixamo-nos arrastar pela correnteza da vida, deixando para trás a porta estreita que nos levaria à felicidade verdadeira.

Deve-se vigiar constantemente para não resvalar outra vez nos desfiladeiros da desdita e das sombras.

Quando a boca, na disputa verbalista, for tentada ao revide, silenciemos e vigiemos humildemente.

Calar uma ofensa é prova inequívoca de que não se deixou levar pela agressão indevida.

A mão que deixa de apontar na via pública um antigo opositor, vigia, porque não acusar é exercer a vigilância sobre si mesmo.

A alma que pretendia saltar perigosa sobre o agressor e, ao invés disso, despedaça a cólera aninhada no coração, vigia, porque perdoar o crime é colocar-se em vigília.

Jesus nos orienta para que não nos deixemos contaminar pelo veneno do mundo.

*   *   *

A oração é o meio mais eficiente de nos colocar em ligação com o Pai Criador.

A vigilância é a mais eficiente forma da qual dispomos para não sucumbir fragilmente diante das dificuldades e das tentações da vida.

Aquele que ora se aproxima de Deus e, quando vigia, permite-se estar em sintonia com a Divindade.

Em dias turbulentos como os nossos, orar é pacificar a mente e o coração.

Vigiar é não permitir que as bênçãos divinas sejam desperdiçadas ao primeiro sopro da adversidade.

Quando o ser está vigilante não se deixa levar pelos rompantes que desestabilizam os corações mais frágeis e ignorantes.

Quem ora e vigia encontra-se imune às influências dos adversários do bem, porque tem mais condições de enfrentar as provas da vida e sair vitorioso.

Orai e vigiai, aconselhou-nos Jesus.

Eis aí um sábio e valoroso conselho de Quem conhece nossas dificuldades mais íntimas e ama-nos profundamente.

Pensemos nisso!



Redação do Momento Espírita, com base no cap. 31, do livro Enfoques espíritas, pelo Espírito Vianna de Carvalho, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Capemi
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Lia Santos em 15 de Dezembro de 2010, 20:35
Indulgência Permanente


Escasseia, cada vez mais, no
comportamento humano, a indulgência.

Relevante para o êxito da criatura em
si mesma e em relação ao próximo,
o pragmatismo negativo dos interesses
imediatos vem, a pouco e pouco,
desacreditando- a, deixando-a à margem.

Sem a indulgência no lar, diante das
atitudes infelizes dos familiares
ou em referência aos seus equívocos,
instala-se a malquerença; na oficina de
atividades comerciais, produz a
desconfiança; no trato social propicia o
desconforto moral e responde pelo
competição destrutiva.. .

Tentando substituí-la, as criaturas
imprevidentes colocam nos lábios a
mordacidade no trato com o semelhante, a
falsa superioridade, a ofensa freqüente,
a hipocrisia em arremedos de tolerância.

A indulgência para com as faltas alheias
é perfeita compreensão da própria fragilidade,
a refletir-se no erro de outrem, entendendo
que todos necessitam de oportunidade para
recuperar-se, e facultando-a sem assumir rígido
comportamento de censor ou injustificável
postura de benfeitor.

A indulgência é um sentimento de humanidade
que vige em todas as pessoas, aguardando
desdobramento e vitalidade que somente o
esforço de cada qual logra realizar.

É calma e natural, fraterna e gentil,
brotando como linfa cristalina alcance do
sedento.

Generosa, não guarda qualquer ressentimento,
olvidando as ofensas a benefício do próprio
agressor.

A indulgência é um ato de amor que se
expande e de caridade que se realiza.

Mede-se a conquista moral de um homem pelo
grau de indulgência que possui em relação aos
limites e erros alheios.

Ninguém que jornadeie, no mundo, sem errar
e que, por sua vez, não necessite da
indulgência daqueles a quem magoa ou contra
os quais se levanta.

A indulgência pacifica o infrator, auxiliando-
o a crescer em espírito e abre áreas de
simpatia naquele que a proporciona.

Virtude do sentimento, a indulgência revela
sabedoria da razão

Agredido pela ignorância do poviléu, ou pela
astúcia farisaica, ou pela covardia dos amigos,
ou pela pusilanimidade de Pilatos, Jesus foi
indulgente para com todos, não obstante jamais
houvesse recebido ou necessitasse da
indulgência de quem quer que fosse.

Lecionando o amor, toda a Sua vida é um
hino à indulgência e uma oportunidade de
redenção ao equivocado.

Sê, pois, tu também, indulgente em relação
ao teu próximo, quão necessitado te encontras
da indulgência dos outros assim como da Vida.

[Joanna de Ângelis]
[Divaldo Franco]
[Viver e Amar]
[Editora LEAL]

Que Deus seja louvado! Lia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 15 de Dezembro de 2010, 21:56

Indulgência e Vigilância..



Por estar tão arraigada na alma humana e ser tão perniciosa à economia espiritual, a maledicência vem recebendo até hoje o foco da atenção dos Numes Tutelares, haja vista a seguinte página da lavra de Joanna de Ângelis  da qual podemos extrair preciosas advertências para o nosso comportamento na Vida de relação:
“Espinho cruel a ferir indistintamente é a palavra de quem acusa; cáustico e corrosivo é o verbo na boca de quem relaciona defeitos; veneno perigoso é a expressão condenatória a vibrar nos lábios de quem malsina; lama pútrida, trescalando fétido, é a vibração sonora no aparelho vocal de quem censura; borralho escuro, ocultando a Verdade, é a maledicência destrutiva.  A maledicência é cultura de inutilidade em solo apodrecido.  Maldizer significa destruir.
A verdade é como claro sol; a maledicência é nuvem escura. No entanto, é invariável a vitória da luz sobre a treva.
O maledicente é atormentado que se debate nas lavas da própria inferioridade.  Tem a visão tomada e tudo vê através das pesadas lentes que carrega.
A palavra malsinante nasce discreta, muitas vezes, para incendiar-se perigosa, logo mais, culminando na calúnia devastador
a...









Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 15 de Dezembro de 2010, 22:03
Liberte a você

Lábios envenenados pelo fel da maledicência não conseguem sorrir com verdadeira alegria.
Ouvidos fechados com a cera da leviandade não escutam as harmonias intraduzíveis da paz.
Olhos empoeirados pela indiscrição não vêem as paisagens reconfortantes do mundo.
Braços inertes na ociosidade não conseguem fugir à paralisia.

Mente prisioneira no mal não amealha recursos para reter o bem.
Coração incapaz de sentir a fraternidade pura não se ajusta ao ritmo da esperança e da fé.
Liberte a você de semelhantes flagelos.
Leis indefectíveis de amor e justiça superintendem todos os fenômenos do Universo superinzam as reações de cada espírito.

Assim, pois, no trabalho da própria renovação, a criatura não pode desprezar nenhuma das suas manifestações pessoais sem o que dificilmente marchará para a Vanguarda de Luz.
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 15 de Dezembro de 2010, 22:17
Indulgência (Vigilância)

151 - MALEDICÊNCIA

"Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, fala mal da lei e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz." — (TIAGO, 4:11.)

Nem todas as horas são adequadas ao rumo da ternura na esfera das conversações leais. A palestra de esclarecimento reclama, por vezes, a energia serena em afirmativas sem indecisão; entretanto, é indispensável grande cuidado no que concerne aos comentários posteriores. A maledicê[/ncia espera a sinceridade para turvar-lhe as águas e inutilizar-lhe esforços justos.

O mal não merece a coroa das observações sérias. Atribuir-lhe grande importância nas atividades verbais é dilatar-lhe a esfera de ação. Por isso mesmo, o conselho de Tiago reveste-se de santificada sabedoria. Quando surja o problema de solução difícil, entre um e outro aprendiz, é razoável procurem a companhia do Mestre, solucionando-o à claridade da sua luz, mas que nunca se instalem na sombra, a distância um do outro, para comentários maliciosos da situação, agravando a dor das feridas abertas.

"Falar mal", na legítima significação, será render homenagem aos instintos inferiores e renunciar ao título de cooperador de Deus para ser crítico de suas obras.

Como observamos, a maledicência é um tóxico sutil que pode conduzir o discípulo a imensos disparates. Quem sorva semelhante veneno é, acima de tudo, servo da tolice, mas sabemos, igualmente, que muitos desses tolos estão a um passo de grandes desventuras íntimas.
[/color]

14 - Lampadário Espírita - Joana de Ângelis - pág. 127

LEMBRETE:

1° - Maledicência é o ato de falar mal das pessoas. (...) É mais terrível do que uma agressão física. Muito mais do que o corpo, fere a dignidade humana, conspurca reputações, destrói existências. Richard Simonetti

2° - Maledicência não resolve problema algum. Além disso, é sempre um corredor para a vala das trevas. Meimei

3° - (...) tóxico sutil que pode conduzir o discípulo a imensos disparates. Emmanuel
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Dothy em 15 de Dezembro de 2010, 23:40
Meus Queridos amigos e irmãos do Fórum Espírita...

Sejam todos muito bem-vindos... Que a paz e a luz do nosso amado Mestre, esteja presente em seus corações, hoje e sempre...

Sua presença é fundamental para enriquecer ainda mais este espaço que é de vocês... Sem ela seria apenas eu e as postagens...

Estão todos convidados a trazerem suas mensagens, colaboração dentro do tema!!


Desejo um ótimo estudo, de bastante reflexão sobre o tema. Estarei sempre a disposição de vocês, para facilitar, esclarecer o assunto, e aceitar sugestões, etc..

O Estudo será conduzido também pela minha querida amiga Katiatog..




Dothy e Katia
Título: Re: Indulgência
Enviado por: Marli Pacheco em 15 de Dezembro de 2010, 23:54
 Boa noite amadas amigas!

DIANTE DA CONSCIÊNCIA

A vontade do Criador, na essência, é, para nós, a atitude mais elevada que somos
capazes de assumir, onde estivermos, em favor de todas as criaturas.
Quem vem a ser, porém, essa atitude mais elevada que estamos chamados a
abraçar, diante dos outros? Sem dúvida, é a execução do dever que as leis do Eterno
Bem nos preceituam para a felicidade geral, conquanto o dever adquira especificações
determinadas, na pauta das circunstâncias.