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CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Kazaoka em 31 de Dezembro de 2014, 23:14

Título: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 31 de Dezembro de 2014, 23:14
O Espiritismo nasceu da fenomenologia, ou melhor, do interesse em estudá-los. E hoje, o que se observa quando fazemos uma análise do perfil dos adeptos do Espiritismo, é que a maioria não se interessa ou não tem tido oportunidade de aplicar à fenomenologia Espírita dos dias atuais aquilo que a ciência tem revelado, ou seja, não fazer do estudo Espírita nada além do que ler diariamente trechos do Evangelho tomados ao acaso ou literaturas romanceadas com temas espiritualistas, dando ao Espiritismo um caráter estritamente místico/religioso em detrimento das outras duas bases que o sustentam; a ciência e a filosofia.
A partir de um estudo sério e perseverante de tudo que envolve o ensinamento Espírita é que poderemos chegar ao que ele almeja e que, realmente, pode útil e de interesse ao desenvolvimento moral do ser que anima o homem, o seu Espírito.

Sejam todos bem vindos ao Estudo Mensal de Janeiro de 2015
.
Procuraremos ao longo deste mês criar oportunidades para que todos se envolvam nas elucidações sobre a natureza dos fenômenos Espíritas conforme eles mesmos, os Espíritos, nos ensinaram ou nos deram luzes para que explorássemos com maior profundidade, tomando como base aquilo que a ciência viesse a revelar em suas observações positivistas.
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Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Otaviano Lage em 01 de Janeiro de 2015, 13:02
Inicialmente, apresento a todos votos de Feliz 2015, com saúde e paz, sob as bênçãos de Deus.
Quanto ao tema proposto para o estudo deste mês. "Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos", congratulo-me com o autor da proposta que, tenho certeza, foi-lhe inspirada, no momento certo.
De minha parte, com a devida vênia, gostaria de abordar, ao longo desse estudo, o conteúdo explicitado na questão 934, de O Livro dos Espíritos, no item 343, de O Livro dos Médiuns, e no texto que Allan Kardec intitulou de "Mediunidade Mental" e que está na edição de março de 1866, da Revista Espírita. Todos pertinentes com o tema proposto.
O Livro dos Espíritos:
944. A perda de entes queridos não nos causa um sofrimento tanto mais legítimo quanto é ela irreparável e independente da nossa vontade?
- Essa causa de sofrimento atinge tanto o rico como o pobre: é uma prova de expiação e lei para todos. Mas é uma consolação poderdes comunicar-vos com os vossos amigos pelos meios de que dispondes, enquanto esperais o aparecimento de outros mais diretos e mais acessíveis aos vossos sentidos.
Nessa passagem de OLE, o Codificador abriu espaço inclusive para as futuras experiências de TCI. Deixou claro, entretanto, em OLM, como se verá na sequência, que a fenomenologia espírita é válida quando colocada a serviço do progresso da humanidade. Recordando aqui o entendimento de progresso como o trabalho de educação do Espírito.
O Livro dos Médiuns:
343. "A evocação de parentes e amigos, ou de certas personagens célebres, com o fim de comparar as suas opiniões de além-túmulo com as que tinham em vida, são frequentemente dificultadas quando a conversação cai no campo das banalidades e futilidades. Muitas pessoas pensam que O Livro dos Espíritos esgotou a série de questões de moral e filosofia. Isso é um engano , a por isso mesmo pode ser útil a indicação da fonte de que se podem tirar novos temas de estudo, por assim dizer ilimitados".
A leitura do texto "Mediunidade Mental", no número de março de 1866, da Revista Espirita, será ainda mais esclarecedor. A propósito, há texto sobre essa questão, de autoria de Alessandro Viana Vieira de Paula, postado na revista eletrônica O Consolador.
Em tempo, as transcrições de trechos das obras da Codificação são de traduções feitas pelo professor J. Herculano Pires e publicadas pela LAKE. 
Perdoem-me se me alonguei.


Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 02 de Janeiro de 2015, 00:34
Boa noite pessoal!
Em primeiro lugar peço-lhes que me desculpem pela ausência durante todo este primeiro dia do nosso estudo. Isso ocorreu devido ao fato da data comemorativa de ano novo que eu e minha família fomos comemorar juntamente com nossos familiares em outra cidade e, na qual, não dispunha de acesso à internet.

Agradecemos ao Otaviano que deu a primeira colaboração para o andamento de nosso estudo. E esperamos que participações como essa continue ocorrendo e que, assim como evocamos a assistência dos amigos espirituais na condução do mesmo, contamos, também, com a colaboração dos encarnados de boa vontade e intenção, para que o estudo mensal de Janeiro seja um evento de grande aproveitamento para todos nós.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 02 de Janeiro de 2015, 01:00
A escolha do título "Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos" não foi escolhida ao acaso. Houve uma intenção bem clara nessa escolha, a de pautar todas as nossas considerações sobre os fenômenos naquilo que os Espíritos nos dão de explicação através das informações passadas através da codificação Espírita.

O Otaviano já traz à baila a questão da TCI (Trans Comunicação Instrumental), fenômeno através do qual os Espíritos utilizam o recurso dos equipamentos eletrônicos para se comunicarem com os encarnados. E como isso poderia ocorrer? Como associar isso a alguma informação contida na Codificação Espírita sendo que, no advento da mesma, a quase totalidade dos equipamentos eletrônicos que conhecemos hoje não existiam?

Sendo assim, proponho que os companheiros deem seus pareceres sobre a TCI, se é possível ou não. E se há a possibilidade, como a mesma pode ocorrer?
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Otaviano Lage em 02 de Janeiro de 2015, 13:02
Inicialmente, peço desculpas a todos os foristas pelo lapso lamentável que cometi na primeira postagem. Embora o enunciado tenha sido transcrito corretamente, equivoquei-me terrivelmente ao indicar a questão de O Livro dos Espíritos, à qual me referia. Trata-se da questão 934., e não como está lá.
Corrigido o equívoco, acredito que na resposta da Espiritualidade Superior à indagação de Allan Kardec já se encontra o indicativo de que, posteriormente, surgiriam novas formas de intercâmbio  entre encarnados e desencarnados. Está lá, na segunda frase da resposta:
(...) "Mas é uma consolação poderdes comunicar-vos com os vossos amigos pelos meios de que dispondes, enquanto esperais o aparecimento de outros mais diretos e mais acessíveis aos vossos sentidos" .
No item 343, de O Livro dos Médiuns, Kardec já busca orientar no sentido de que o intercâmbio seja também voltado para a busca de ensinamentos espirituais(,,,) e por isso mesmo pode ser útil a indicação da fonte de que se podem tirar novos temas de estudo, por assim dizer ilimitados".
No texto sobre Mediunidade mental, incluindo-se na leitura as manifestações a propósito do mesmo, Revista Espírita, março de 1866, Kardec vai mais além, ao insistir na necessidade de que, ainda que encarnados, busquemos exercitar a percepção, que é a forma de apreensão utilizada pelos Espíritos (o pensamento é a forma de comunicação e a vontade é que o direciona). O que é esencial para o desenvolvimento e aprimoramento de novas formas de intercâmbio, mais livres, porém, das limitações dos sentidos materiais.
Confrade Kazaoka, o tema proposto é verdadeiro garimpo espiritual. Deus abençoe a ti.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 02 de Janeiro de 2015, 15:05
O fenômeno Espírita tem sempre a intenção de estabelecer uma interação entre o que chamamos de mundo físico com o mundo espiritual. E a natureza do mundo físico nos apresenta de forma tão diversa que nos permite, diante de uma observação mais atenta, perceber que a diversidade dos estados mensuráveis da natureza material faz-nos crer que os estados daquilo que chamamos matéria, estenda-se à condições que nossos sentidos comuns, ou que estamos mais habituados em usá-los, não seja capaz de percepcionar com a naturalidade necessária para fazer desse sentido um sentido corriqueiro. E é nesse liame da abstração que ocorrem a maioria dos fenômenos espirituais.

O homem em suas co-criações está sempre a replicar aquilo que a natureza lhe apresenta como sendo possível. Dessa forma, observando o voo dos pássaros quis o homem desenvolver mecanismos que o possibilitasse fazer a mesma coisa chegando, assim, ao avião. Ao observar a pressão que os líquidos em ebulição produziam, quis o homem aproveitar essa energia potencial no desenvolvimento de motores a vapor. Observando a propagação do som através de ondas, disciplinou-as a viajarem através de fios e, um pouco mais tarde, através do próprio ar, dispensando o uso de matéria grosseira como os fios, para, então, viajar livre, utilizando apenas as estruturas moleculares do "vazio" atmosférico e, mesmo, fora dele.

Tudo isso o homem faz aplicando a sua inteligência sobre aquilo que a natureza grosseira lhe oferece como alternativas materiais a serem trabalhados. Quando essa inteligência está desencarnada, livre das limitações do mundo físico e da natureza limitante deste mundo sobre suas faculdades, o Espírito passa a trabalhar no limite oposto daquele liame entre os dois mundos. E é ali que todos os fenômenos de comunicação ocorrem.   
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 02 de Janeiro de 2015, 15:16
Baseado nas exposições anteriores, torna-se crível o fenômeno da trans comunicação instrumental.

Quanto a forma como ela se procede, observando a nossa capacidade humana de nos comunicarmos utilizando, desembaraçadamente, os instrumentos materiais que dispomos, a expressarem nossos pensamentos e sentimentos. Tudo isso como sendo fruto da essência do homem, ou seja, da sua Alma. Porque duvidar que essa inteligência, estando desvinculada do corpo, não seria capaz de empreender a sua vontade sobre o que estes instrumentos físicos seja capaz de responder-lhes aos impulsos, conseguindo, assim, se comunicarem por seus intermédios?

Embora seja difícil comprovar materialmente essa possibilidade. Para os que creem nas existência dos Espíritos, mais difìcil, ainda, é provar sua impossibilidade.   
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Vitor Santos em 02 de Janeiro de 2015, 21:58
Ola. amigo Kazaoka

Parabéns pela escolha do tema que considero muito importante. Com efeito trata-se da raiz, dos alicerces da DE. Se a mediunidade não existisse, ou se se descobrisse outra explicação para a mesma que não incluísse a existência dos espíritos e a comunicabilidade dos mesmos, a DE não fazia sentido.

Quanto à TCI, em meu entender é apenas uma forma de mediunidade de efeitos físicos. E não se conhecem efeitos físicos sem a presença de um médium que os produza em conjunto com os espíritos. Tudo indica que espíritos desencarnados não interagem com a matéria, eles interagem com os espiritos encarnados. E servem-se destes últimos para interagir com a matéria.

Bem haja
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 03 de Janeiro de 2015, 00:33
Boa noite Vitor. E muito obrigado por nos agraciarmos com sua presença e participação.

De fato a TCI trata-se de uma modalidade de fenômeno de efeito físico e, como tal, demanda a participação de um médium doador dos elementos necessários para que tais fenômenos ocorram. Tanto é assim que a TCI não é o tipo de fenômeno que ocorre com grande frequência e nem em atendimento à simples vontade de quem a queira obter.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 03 de Janeiro de 2015, 00:50
Não fica tão difícil crê na TCI quando observamos através de nossos sentidos humanos a transferência de informações através da emissão de ondas que viajam no espaço e que são receptadas por equipamentos adequados a decodificá-las, transformando-as em sons audíveis e imagens. A forma como estas informações viajam no espaço não deve diferenciar tanto da forma como o pensamento do Espírito, também, viaja e chega até aos encarnados. No Espírito encarnado o órgão decodificador natural do pensamento é o cérebro. Este órgão pode percepcionar no ambiente as ondas de pensamento que vagueiam na atmosfera, sendo capaz de decodificá-las dando origem ao fenômeno da telepatia. Assim como para as comunicações terrestres é necessário uma sinergia entre a natureza das ondas energéticas emitidas com o receptor que as interceptam, com os seres espirituais, a forma como estas comunicações telepáticas ocorrem deve obedecer o mesmo critério. Por isso, nem sempre a mesma mensagem pode ser recebida por vários médiuns.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 03 de Janeiro de 2015, 14:43
As comunicações espíritas (ao menos as de caráter instrutivo) começaram à partir dos fenômenos das batidas e da levitação de corpos, como ocorria com as mesas girantes. Mas, no caso das batidas, como essas ocorriam e como se produzia os sons audíveis aos encarnados? Será que os Espíritos batiam com suas mãos fluidicas sobre a mesa produzindo os sons?
E no caso da mesas girantes, como elas mantinham-se suspensas sem nenhum apoio? Será que os Espíritos as sustentavam com suas mãos, também?

Segundo informações do Espírito São Luiz, no livro dos médiuns, estes fenômenos ocorrem de forma diversa da que imaginamos. E sobre isso é que procuraremos discorrer em nossas próximas postagens.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 03 de Janeiro de 2015, 15:20
Do O Livro dos Médiuns, cap IV - Da Teoria das Manifestações Físicas

73. Desde que se tornaram conhecidas a natureza dos Espíritos, sua forma humana, as propriedades semimateriais do perispírito, a ação mecânica que este pode exercer sobre a matéria; desde que, em casos de aparição, se viram mãos fluídicas e mesmo tangíveis tomar dos objetos e transportá-los, julgou-se, como era natural, que o Espírito se servia muito simplesmente de suas próprias mãos para fazer que a mesa girasse e que à força de braço é que ela se erguia no espaço. Mas, então, sendo assim, que necessidade havia de médium? Não pode o Espírito atuar só por si? Porque, é evidente que o médium, que as mais das vezes põe as mãos sobre a mesa em sentido contrário ao do seu movimento, ou que mesmo não coloca ali as mãos, não pode secundar o Espírito por meio de uma ação muscular qualquer. Deixemos, porém, que primeiro falem os Espíritos a quem interrogamos sobre esta questão.

74. As respostas seguintes nos foram dadas pelo Espírito São Luís. Muitos outros, depois, as confirmaram.

Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 03 de Janeiro de 2015, 15:23
I. Será o fluido universal uma emanação da divindade?

"Não."

II. Será uma criação da divindade?

"Tudo é criado, exceto Deus."

III. O fluido universal será ao mesmo tempo o elemento universal ?

"Sim, é o princípio elementar de todas as coisas."

IV. Alguma relação tem ele com o fluido elétrico, cujos efeitos conhecemos?

"E o seu elemento."

V. Em que estado o fluido universal se nos apresenta, na sua maior simplicidade?

"Para o encontrarmos na sua simplicidade absoluta, precisamos ascender aos Espíritos puros. No vosso mundo, ele sempre se acha mais ou menos modificado, para formar a matéria compacta que vos cerca. Entretanto, podeis dizer que o estado em que se encontra mais próximo daquela simplicidade é o do fluido a que chamais fluido magnético animal."
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 03 de Janeiro de 2015, 15:46
continuação...
VI. Já disseram que o fluido universal é a fonte da vida. Será ao mesmo tempo a fonte da inteligência?

"Não, esse fluido apenas anima a matéria."

VII. Pois que é desse fluido que se compõe o perispírito, parece que, neste, ele se acha num como estado de condensação, que o aproxima, até certo ponto, da matéria propriamente dita?

"Até certo ponto, como dizes, porquanto não tem todas as propriedades da matéria. E mais ou menos condensado, conforme os mundos."
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 03 de Janeiro de 2015, 15:50
continuação...
VIII. Como pode um Espírito produzir o movimento de um corpo sólido?

"Combinando uma parte do fluido universal com o fluido, próprio àquele efeito, que o médium emite."

IX. Será com os seus próprios membros, de certo modo solidificados, que os Espíritos levantam a mesa?

"Esta resposta ainda não te levará até onde desejas. Quando, sob as vossas mãos, uma mesa se move, o Espírito haure no fluido universal o que é necessário para lhe dar uma vida factícia. Assim preparada a mesa, o Espírito a atrai e move sob a influência do fluido que de si mesmo desprende, por efeito da sua vontade. Quando quer pôr em movimento uma massa por demais pesada para suas forças, chama em seu auxílio outros Espíritos, cujas condições sejam idênticas às suas. Em virtude da sua natureza etérea, o Espírito, propriamente dito, não pode atuar sobre a matéria grosseira, sem intermediário, isto é, sem o elemento que o liga à matéria. Esse elemento, que constitui o que chamais perispírito, vos faculta a chave de todos os fenômenos espíritas de ordem material. Julgo ter-me explicado muito claramente, para ser compreendido."

NOTA DE KARDEC. Chamamos a atenção para a seguinte frase, primeira da resposta acima: Esta resposta AINDA te não levará até onde desejas. O Espírito compreendera perfeitamente que todas as questões precedentes só haviam sido formuladas para chegarmos a esta última e alude ao nosso pensamento que. com efeito, esperava por outra resposta muito diversa, isto é, pela confirmação da idéia que tínhamos sobre a maneira por que o Espirito obtém o movimento da mesa.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 03 de Janeiro de 2015, 16:18
Para uma melhor compreensão daquilo que os Espíritos dizem em suas respostas às várias questões que têm ligação com o que estamos estudando aqui, faz-se necessário um entendimento razoável sobre o que é "fluido" e qual é o seu significado dentro dos conceitos doutrinários.
Se a palavra fluido nos soa como algo vago ou indefinido, sem dúvida nenhuma que foi por este motivo que os Espíritos escolheram esta denominação para referenciá-lo. Pois é isso mesmo que ele representa para nós.

Para nós a matéria é constituída por átomos, e já sabemos que os átomos são constituídos por alguma coisa, e essa "alguma coisa" com certeza também é constituída por algo. Este reducionismo nos levará fatalmente a este elemento primordial chamado Fluido Cósmico Universal. À partir dos arranjos e re-arranjos deste elemento primordial é que chegaremos, seguindo o sentido inverso do raciocínio inicial, aos diversos estados da matéria tal como as conseguimos percebê-las.

33 A mesma matéria elementar é suscetível de passar por todas as modificações e adquirir todas as propriedades?

– Sim, e é o que se deve entender quando dizemos que tudo está em tudo.

Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 03 de Janeiro de 2015, 18:24
Baseado no exposto, o Fluido Cósmico Universal (FCU) seria a fonte primária à partir da qual todos elementos conhecidos ou mesmo desconhecidos, são modificações deste elemento primordial.

V. Em que estado o fluido universal se nos apresenta, na sua maior simplicidade?

"Para o encontrarmos na sua simplicidade absoluta, precisamos ascender aos Espíritos puros. No vosso mundo, ele sempre se acha mais ou menos modificado, para formar a matéria compacta que vos cerca. Entretanto, podeis dizer que o estado em que se encontra mais próximo daquela simplicidade é o do fluido a que chamais fluido magnético animal."

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/fenomenologia-espirita-segundo-os-espiritos-janeiro-de-2015-51796/#ixzz3NmctwoUm

O Espírito S. Luiz toma o magnetismo animal como sendo o elemento de nossa materialidade a mais análoga ao que venha a ser o FCU em seu estado natural. E se é este o mais próximo desse estado elementar, nada mais razoável que seja em nós, este a fonte de recursos que a espiritualidade utilize para a realização dos diversos fenômenos observados, promovendo eventos que chamamos de sobrenaturais e que, na verdade, não passa de simples manipulação daquilo que se encontra natureza. Assim como todos os homens não estão habilitados a manipularem determinados tipos de energias (a nuclear, por exemplo) e colocá-las a serviço, a mesma coisa ocorre com os Espíritos, tanto encarnados quanto desencarnados, no concernente à manipulação desse fluido animalizado para a realização dos fenômenos. Tem que existir o elemento em quantidade disponível e tem que haver inteligência apta a sua manipulação. Por isso nem todo encarnado é médium ostensivo e nem todos Espíritos podem se comunicarem conosco.

Preste bem atenção! Comunicação não é sinônimo de influenciação. Não vamos misturar as coisas.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 03 de Janeiro de 2015, 18:58
Voltemos aos fenômenos que fizeram parte do estabelecimento dos ensinamentos Espíritas para nós, as "pancadas" e as "mesas girantes".

Já sabemos que tudo tem origem no FCU. Sendo assim, tanto o som das batidas como a levitação das mesas girantes deve ter alguma coisa em comum com este elemento primordial.

O som é uma forma de energia impactante que ressonando sobre as moléculas que formam nossa atmosfera chegam até nós, tornando-se audíveis aos nossos ouvidos. Conforme as respostas do Espírito S. Luiz, o Espírito batedor não bate com suas mãos fluídicas sobre a superfície sólida, produzindo o som. Segundo ele, o que ocorre é que a vontade do Espírito impressiona os elementos, os quais têm sua origem no FCU assim como a própria semi matéria que constitui seu perispírito (tudo está em tudo) criando uma energia que replica a energia impactante que produz o som, reproduzindo-o como se, de fato, houvesse tocada a superfície sólida. E o interessante, como poderemos ver mais adiante, é que o próprio Espírito acredita que o som produzido por ele é o resultado da batida que ele mesmo dá sobre a mesa ou sobre a tecla do piano, como será apresentado mais a diante em nosso estudo.

Em relação às mesas girantes, ficando suspensas estão a desafiarem a lei de gravidade. E isso parece uma coisa impossível para nós, com o conhecimento que temos das leis da física. Mas, nos dias atuais, observando determinados feitos humanos, começamos a perceber que aquilo que parece impossível assim o é pela falta de conhecimento e domínio das das forças que as regem. Quando vemos um avião de várias toneladas se sustentar no ar ou uma simples balão, destes usados em festas infantis, ficar suspenso no ar pelo simples fato dele ter sido inflado com uma substância gasosa tornando-o mais leve que o próprio ar e alçá-lo às alturas. Estes simples fatos nos mostram possibilidades que, com um conhecimento mais aprofundado do que seja a força de gravidade e dos meios naturais de contrapor seus efeitos, isso tornaria possível elevar à suspensão qualquer corpo de matéria densa independente do quanto de massa esse corpo teria.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 03 de Janeiro de 2015, 19:26
Baseado no que estudamos até aqui. E, principalmente, considerando o que o Espírito S. Luiz nos informa em suas respostas, os Espíritos não batem nas mesas com suas mãos espirituais e nem levantam objetos com seus braços espirituais. Na verdade, o que ocorre é a reorganização dos elementos constituintes de cada corpo de forma que se reproduza aquilo que o pensamento do Espírito plasma, ou seja, aquilo que sua vontade determina. Para que tais fenômenos ocorram é necessário que se manipule os elementos primordiais que constituem a matéria de formação dos corpos. Dado ao grau de maior afinidade com a natureza da matéria densa por parte dos Espíritos menos evoluídos, são estes os responsáveis pelas manifestações de efeitos físicos observados. Podendo, no entanto, estarem atuando conforme orientações de seres mais evoluídos, cujas intenções sejam mais nobres do que o simples fato de impressionarem ou divertirem expectadores, trazendo orientações e ensinamentos de interesse comum e que podem auxiliar o Espírito encarnado na sua busca de aperfeiçoamento espiritual.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 03 de Janeiro de 2015, 20:55
Dado a forma mais didática e, portanto, mais compreensível, transcrevo a íntegra do trecho do OLM no qual kardec tece comentários à respeito do papel do Espírito no fenômeno de efeito físico.

XII. Compreendemos que os Espíritos superiores não se ocupam com coisas que estão muito abaixo deles. Mas, perguntamos se, uma vez que estão mais desmaterializados, teriam o poder de fazê-lo, dado que o quisessem?

"Os Espíritos superiores têm a força moral, como os outros têm a força física. Quando precisam desta força, servem-se dos que a possuem. Já não se vos disse que eles se servem dos Espíritos inferiores, como vós vos servis dos carregadores?"

NOTA. Já foi explicado que a densidade do perispírito, se assim se pode dizer, varia de acordo com o estado dos mundos. Parece que também varia, em um mesmo mundo, de indivíduo para indivíduo. Nos Espíritos moralmente adiantados, é mais sutil e se aproxima da dos Espíritos elevados; nos Espíritos inferiores, ao contrário, aproxima-se da matéria e é o que faz que os Espíritos de baixa condição conservem por muito tempo as ilusões da vida terrestre. Esses pensam e obram como se ainda fossem vivos; experimentam os mesmos desejos e quase que se poderia dizer a mesma sensualidade. Esta grosseria do perispírito, dando-lhe mais afinidade com a matéria, torna os Espíritos inferiores mais aptos às manifestações físicas. Pela mesma razão é que um homem de sociedade, habituado aos trabalhos da inteligência, franzino e delicado de corpo, não pode suspender fardos pesados, como o faz um carregador. Nele, a matéria é, de certa maneira, menos compacta, menos resistentes os órgãos; há menos fluido nervoso. Sendo o perispírito, para o Espírito, o que o corpo é para o homem e como à sua maior densidade corresponde menor inferioridade espiritual, essa densidade substitui no Espírito a força muscular, isto é, dá-lhe, sobre os fluidos necessários às manifestações, um poder maior do que o de que dispõem aqueles cuja natureza é mais etérea. Querendo um Espírito elevado produzir tais efeitos, faz o que entre nós fazem as pessoas delicadas: chama para executá-los um Espírito do ofício.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 04 de Janeiro de 2015, 11:37
Bom, mas se os Espíritos não batem com suas mãos sobre as mesas para produzirem os sons das batidas, se não usam a força de seus braços para elevarem as mesas e as fazerem flutuarem; como explicar estes fenômenos?

Para começar uma tentativa de compreensão plausível à respeito destes fenômenos, comecemos pelo conceito de espaço vazio que há em todos os corpos materiais animados ou não.

Pelo conhecimento que a física nos oferece, sabemos que todos os corpos são constituídos por átomos. Isso independentemente se são corpos sólidos ou etéreos como os gases. Todos, indistintamente são formados por partículas atômicas.

Voltando à imagem do átomo
 (http://rincon.com.br/Imagens/ggAtomoEsq.gif) o que poderemos observar que o mesmo é formado por um núcleo constituído pelo agrupamento de prótons e neutrons, e uma nuvem de elétrons orbitando em torno deste núcleo. O espaço que fica entre o núcleo e os elétrons representa um grande vazio atômico. Quando um átomo associa-se a outro, formando um composto que chamamos de moléculas. Esta união se dá na interação dessa nuvem de elétrons que, por cargas de energia diferenciada promove a união e estabilidade dessas associações. Mas, mesmo assim, estes vazios moleculares continuam a existirem.

Para uma comparação grosseira da proporcionalidade desse "vazio" atômico, tomemos como exemplo a comparação de um átomo com um estádio de futebol. Nessa comparação o núcleo do átomo seria a bola de futebol colocada no centro do campo de jogo. E os elétrons seriam alguma coisa menor que essa bola orbitando na área das arquibancadas.
(http://3.bp.blogspot.com/-o6WhcGJlVBI/T-ZI5oxpMDI/AAAAAAAAAFI/-g4ctxqyEnI/s1600/N%C3%BAcleo+bola+de+futebol.jpg)
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 04 de Janeiro de 2015, 12:01
Mas o que isso tem a ver com o que estamos estudando? Pode muitos estarem questionando.

É sobre a possibilidade de importância desse vazio atômico nos fenômenos de efeitos físicos é que tentaremos desenvolver nossos raciocínios nas próximas postagens. Acompanhem.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 04 de Janeiro de 2015, 13:30
Continuando a usar o velho conceito de átomo como sendo a unidade da matéria, ou seja, sua menor fração. E sabendo, também, que esta estrutura é composta por elementos (prótons, nêutrons e elétrons) e que estes elementos estão, por ação de alguma força, unidos e estáveis. Há de se convir que esta força está ocupando aquele universo vazio do átomo. É ali que ela está e é sobre aqueles elementos que ela está a atuar. Quando pensamos na forma como esta força atua, logo nos vem a concepção de uma força magnética. Isso mesmo! Aquele tipo de força ou energia como observamos nos objetos imantados. Quando, devido à polaridade que os expomos eles atraem ou repulsam outros objetos que estão próximos. Então, há ali, entre os objetos imantados e entre os elementos atómicos, a ação de um elemento, fluido, energia, força ou outro vocábulo que expresse esse agente.
(https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQ0F-QNUEvlk1L8TwaR44NwskzlOCpbgfiH8xq110LTLVpFGYFowA)
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 04 de Janeiro de 2015, 13:50
Agora vamos trazer ao nosso estudo as palavras dos Espíritos, conforme as encontramos na Codificação doutrinária e que, mediante ao que já estudamos até aqui, permitirá uma melhor compreensão do que o Espírito estava a dizer em sua resposta a Kardec.

27 Haveria, assim, dois elementos gerais do universo: a matéria e o Espírito?

– Sim, e acima de tudo Deus, o Criador, o Pai de todas as coisas. Deus, Espírito e matéria são o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas ao elemento material é preciso acrescentar o fluido universal, que faz o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, muito grosseira para que o Espírito possa ter uma ação sobre ela. Ainda que sob certo ponto de vista se possa incluí-lo no elemento material, ele (o FCU) se distingue por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse matéria, não haveria razão para que o Espírito não o fosse também. Ele está colocado entre o Espírito e a matéria (é o que a anima); é fluido, como a matéria é matéria; suscetível, por suas inumeráveis combinações com ela e sob a ação do Espírito, de poder produzir uma infinita variedade de coisas das quais conheceis apenas uma pequena parte (formação de elementos e mesmo daquilo que chamamos de fenômenos).Esse fluido universal, primitivo, ou elementar, sendo o agente que o Espírito utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de dispersão (não seria possível a existência dos átomos, por exemplo) e nunca adquiriria as propriedades que a força da gravidade lhe dá.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 04 de Janeiro de 2015, 21:33
Falamos até agora sobre os infinitesimais pequenos, agora vamos transferir todos estes conceitos para o colossal universo cósmico. Tudo o que foi dito em relação aos átomos e as forças que sobre eles atuam, vale, também, para a condição de todos os corpos celestes e suas concentrações harmoniosamente dispersas no universo.
Entre cada corpo celeste há um "vazio" físico ocupado por algo que participa de forma efetiva na organização universal.
Este "algo" é o FCU que está presente desde o micro até ao macro cosmo.
(https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRGiRJZ_GiwP7WmJut6X7BvlcBY_ucjTbXm1Mu3UaOGQJrn7UH7)
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 04 de Janeiro de 2015, 22:27
Quando batemos com nossas mãos ou com outro objeto sobre uma mesa e produzimos um som que nossos ouvidos são capazes de captarem, não fazemos ideia do quão complexo é todo esse processo e tudo o que envolve este fenômeno. Numa análise bem simples diríamos que é, simplesmente, o impacto que produziu o som.
No caso das batidas produzidas pelos Espíritos, não havendo este contato físico impactante para a produção dos sons, conforme o Espírito S. Luiz informou. Estes só poderiam ser produzidos através da ação da vontade do Espírito que o produz sobre a natureza íntima da matéria grosseira, no caso o ar, produzindo uma causa análoga àquela que o impacto faz produzir o som. Tanto o som de uma batida como o som produzido pela vontade do Espírito, é o resultado de uma energia aplicada em forma de ondas que ao viajar no espaço em uma determinada frequência faz com que haja uma excitação dos átomos que encontra em seu caminho até que chegue aos nossos ouvidos ou a algum equipamento adequado para decodificá-la, como acontece nos fenômenos de TCI que o Otaviano comentou em seu post.
(http://www.einstein.br/PublishingImages/img-dia-da-voz.jpg)
Quando batemos em algo ou quando emitimos um som através da fala, o que acontece é que lançamos no ar uma energia mecânica que precisa de um meio físico para se expandir, nesse caso o meio é o ar.
Quando o Espirito impressiona a matéria do ar com a sua vontade de produzir um som, devido sua natureza perispiritual está mais próxima do natureza física, ele é capaz de imprimir nas moléculas do ar o mesmo tipo de energia (ondas) que o impacto das mãos produz ao tocar a superfície de uma mesa, por exemplo. Isso faz com que se crie o som sem que haja, efetivamente, batidas. E que ele viaje através das moléculas do ar em forma de onda mecânica sonora e que chegue aos nossos ouvidos numa forma (frequência de onda)(http://4.bp.blogspot.com/-HW1y55MNxl0/UazjoorYUGI/AAAAAAAAAEY/dQypi3C8q0Y/s1600/som_freq1.png) que somos capazes de identificá-las. E o incrível é que o Espírito acredita que o som por ele produzido seja o efeito de sua batida naquela mesa. E não é! Ao menos é o que diz o Espírito a Kardec. O simples fato dele crê que está, mesmo, batendo na mesa faz com que desencadeie nele a energia de sua vontade, que é transferida para os elementos físicos responsáveis pela reprodução do som que a batida produziria.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 04 de Janeiro de 2015, 22:36
Acredito que os fenômenos Espíritas que produzem sons estejam devidamente explicados e justificados com base naquilo que os Espíritos dizem e naquilo que a ciência é capaz de observar e experimentar.

Nosso próximo fenômeno Espírita a ser estudado será o da materialização. Mas, antes disso, daremos um tempo para que os companheiros analisem todo o material que disponibilizamos até agora e que tragam seus comentários ou dúvidas que tanto enriqueceriam nossos estudos. 
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 04 de Janeiro de 2015, 22:38
Estudar pode ser cansativo e até tedioso, mas são grandiosos os resultados que podemos obter em praticá-lo.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 05 de Janeiro de 2015, 21:44
Entre os vários tipos de fenômenos espirituais, os que impressionam a visão são os que mais chamam atenção. São inúmeros os relatos e mesmo as experiências próprias em que cada um tenha se deparado com algum tipo de manifestação espiritual em que o Espírito deixa-se ser visto e, como relatado em algumas obras do literário Espírita, às vezes ao ponto de serem tocados (formas tangíveis). Mas como conceber que seres incorpóreos ou constituídos de elementos tão eterizados, podem, ou conseguem, chegarem ao ponto de poder serem observados através dos órgãos sensoriais comuns?

O Livro dos Médiuns - Das Manifestações Visuais ;

1ª Podem os Espíritos tornar-se visíveis?

"Podem, sobretudo, durante o sono. Entretanto algumas pessoas os vêem quando acordadas, porém, isso é mais raro."

NOTA. Enquanto o corpo repousa, o Espírito se desprende dos laços materiais; fica mais livre e pode mais facilmente ver os outros Espíritos, entrando com eles em comunicação. O sonho não é senão a recordação desse estado. Quando de nada nos lembramos, diz-se que não sonhamos, mas, nem por isso a alma deixou de ver e de gozar da sua liberdade. Aqui nos ocupamos especialmente com as aparições no estado de vigília. (Ver, para maiores particularidades sobre o estado do Espírito durante o sono, O Livro dos Espíritos, cap. VIII - "Da emancipação da alma", n. 409.0
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 06 de Janeiro de 2015, 00:14
Bom vamos começar esclarecendo a diferença de manifestação visual com materialização. Na manifestação visual ocorre o que o Espírito diz quando responde à pergunta se os Espíritos podem ser tornarem visíveis; afirmando que pode, durante o sono físico. Na manifestação visual a visão utilizada para percepção dos Espíritos é a da Alma, e não a física. Isso faz com que, muitas vezes, se confunda uma manifestação visual com criação da mente do encarnado.
Sobre o fato de tais fenômenos serem, todos, creditados à alucinações da parte daqueles que os obtém, Kardec faz o seguinte comentário no O Livro dos Médiuns, sobre manifestações visuais.

A. Kardec; Quando nenhum meio tenhamos de verificar a realidade das visões ou aparições, podemos sem dúvida lançá-las à conta da alucinação. Quando, porém, os sucessos as confirmam, ninguém tem o direito de atribuí-las à imaginação. Tais, por exemplo, as aparições, que temos em sonho ou em estado de vigília, de pessoas em quem absolutamente não pensávamos e que, produzindo-as no momento em que morrem, vem, por meio de sinais diversos, revelar as circunstâncias totalmente ignoradas em que faleceram. Têm-se visto cavalos empinarem e recusarem caminhar para a frente, por motivo de aparições que assustam os cavaleiros que os montam. Embora se admita que a imaginação desempenhe aí algum papel, quando o fato se passa com os homens, ninguém, certamente, negará que ela nada tem que ver com o caso, quando este se dá com os animais. Acresce que, se fosse exato que as imagens que vemos em sonho são sempre efeito das nossas preocupações quando acordados, não haveria como explicar que nunca sonhemos, conforme se verifica freqüentemente, com aquilo em que mais pensamos.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 06 de Janeiro de 2015, 00:32
No caso da materialização, propriamente dita, o Espírito ou objeto de qualquer de manifestação, torna-se suficientemente adensado, permitindo que sejam observados pelos olhos de carne. A diferença deste tipo de fenômeno para o anterior é que neste há a necessidade do concurso de um outro tipo de fluido ou energia que só pode ser obtida de um encarnado que ofereça aptidão para isso. É imprescindível a interação do fluido do Espírito com aquele obtido do encarnado, dando à forma perispiritual ou da matéria espiritual que forma os objetos, uma consistência efêmera, porém suficientemente adensada para possibilitar ser percebida pelos órgãos físicos.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 08 de Janeiro de 2015, 00:58
O fenômeno de Transporte. Como explicar o fenômeno em que corpos materiais sejam subtraídos de um local e materializados em um outro ponto. Sendo este intervalo de transporte feito com o corpo em perfeita invisibilidade?

Mais um vez a ação dos fluidos de origem etérea são os facilitadores deste fenômeno extraordinário. Sabemos que os corpos compactos assim o são devido a uma força de coesão que mantém os átomos e moléculas que compõe estes corpos em estado de união pela força de atração que age sobre estes elementos. Mas esta força ou fluido está a agir naqueles mesmos intervalos do vazio atômico da matéria.

Analisemos a fala dos Espíritos quando fazem comentários sobre este tipo de fenômeno. Esta citação encontra-se no O livro dos Médiuns, mais especificamente na parte que trata Das Manifestações Físicas Espontâneas;

19ª Como fizeste para tornar visíveis estes objetos que, um momento antes, eram invisíveis?

"Tirei a matéria que os envolvia."

NOTA DE ERASTO. O que os envolve não é matéria propriamente dita, mas um fluido tirado, metade, do perispírito do médium e, metade, do Espírito que opera.

20ª (A Erasto) Pode um objeto ser trazido a um lugar inteiramente fechado? Numa palavra: pode o Espírito espiritualizar um objeto material, de maneira que se torne capaz de penetrar a matéria?

"É complexa esta questão. O Espírito pode tornar invisíveis, porém, não penetráveis, os objetos que ele transporte; não pode quebrar a agregação da matéria, porque seria a destruição do objeto. Tornando este invisível, o Espírito o pode transportar quando queira e não o libertar senão no momento oportuno, para fazê-lo aparecer. De modo diverso se passam as coisas, com relação aos que compomos. Como nestes só introduzimos os elementos da matéria, como esses elementos são essencialmente penetráveis e, ainda, como nós mesmos penetramos e atravessamos os corpos mais condensados, com a mesma facilidade com que os raios sol ares atravessam uma placa de vidro, podemos perfeitamente dizer que introduzimos o objeto num lugar que esteja hermeticamente fechado, mas isso somente neste caso.

A gravura abaixo ilustra o estado da matéria compacta em sua intimidade. Apesar de ser uma ilustração gráfica ela representa bem a realidade atômica de tudo que chamamos de matéria compacta. Que, na verdade, não passa de um grande espaço microscopicamente vazio. Quando o Espírito diz que é capaz de penetrar a matéria densa, o que ocorre é a interação da matéria espiritual muito menos densa ocupando, entremeando estes espaços vazios da matéria grosseira, chegando ao ponto de dispersá-la e torná-la invisível aos nossos olhos carnais.

Usando uma comparação bem simples, seria semelhante ao que acontece com a água quando despejada em uma esponja. A água penetra na esponja e ocupa os vazios da mesma. No caso dos fluidos espirituais no fenômeno de transporte, além de ocuparem estes espaços vazios, eles expandem os átomos e moléculas daquele corpo ao ponto de torná-lo imponderável e suscetível de ser transportado. Essa expansão dos elementos não chega a ser uma desagregação, visto que mediante o cessamento da ação dos fluidos manipulados pelo Espírito a matéria volta à sua organização original e a materialização ocorre.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Antonio Renato em 08 de Janeiro de 2015, 01:26
Meu irmão Kazaoka,parabéns pelo tema escolhido,depois de merecido descanso estou aqui de
volta para junto com os amigos debatermos sobre este assunto que com certeza dará a todos
uma visão muito grande no que diz respeito a comunicação entre encarnados e desencarnados.
Todas as comunicações se realizam por meio do perispírito."Ele é o agente intermediador de
todas as manifestações mediúnicas,posto que o espírito não pode agir sozinho sobre a matéria".
"A comunicação ocorre",primeiramente pela vontade,que é o carro chefe de qualquer ocorrência
espiritual - tudo nasce no pensamento.Depois a simbiose com o médium se dá por meio de afinidades pré-existente".Um ponto que frequentemente é levantado quando se fala em
comunicação com a dimensão espiritual é a separação entre as comunicações verdadeiras das
falsas.
"Para aqueles interessados nesses estudos e práticas espirituais,é sempre bom objetivar o
desenvolvimento equilibrado de suas capacidades parapsíquicas,como desenvolvimento de
paciência,do decernimento,da compaixão,do bom senso,da inteligência,da modéstia,alem de
muita alegria e agradecimento ao todos pelas oportunidades de crescimento conscencial.Não
basta tão somente querer se comunicar ou se colocar a disposição desses espíritos que
querem trazer para nós uma mensagem,mas antes de tudo ser humilde.
Com relação à trancomunicação instrumental,Avildo Fioravanti(presidente da federação
espírita de São Paulo)cita Jesus."Certa vez,Jesus disse que,se proibissem os homens de
falar,as pedras falariam.A Transcomunicação Instrumental nada mais é do que as pedras a
que ele se referiu,nesse processo,os espíritos podem transmitir uma mensagem através de
um aparelho eletrônico,gravar uma imagem ou até mesmo falar ao telefone.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 08 de Janeiro de 2015, 10:03
Bom dia Renato.
Desejamos que o tema do estudo deste mês auxilie a todos nós na compreensão racional da natureza dos diversos fenômenos sem esquecermos que os mesmos só ocorrem porque, no fundo, há uma razão moral para isso. Com o foco sobre a fenomenologia em si, deixamos para que cada um faça o seu paralelo no que se refere ao reflexo destes fenômenos sobre a conduta moral do ser.

Obrigado pela visita e, se possível, permaneça conosco e participe ativamente de nossas análises e reflexões.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 08 de Janeiro de 2015, 10:11
Em relação à nossa postagem #31, feita logo acima, trouxemos um trecho do O livro dos médiuns, numa parte em que eram feitas algumas perguntas a um Espírito envolvido com fenômenos de transporte e materializações de objetos. As respostas dada por este, como se tratava de um Espírito que não possuía os conhecimentos necessários para bem explicar os fenômenos por ele mesmo produzidos, então estas respostas foram comentadas e explicadas com maiores detalhes por Erasto (Espírito). Este já de uma ordem bem mais elevada e com bem mais condição de nos esclarecer as informações passadas pelo primeiro.

Mais tarde procuraremos analisar os pontos mais importantes desta entrevista com estes dois Espíritos.

Àqueles que estão interessados, recomendo que façam uma leitura bastante criteriosa do trecho citado na postagem #31 e tirem suas próprias conclusões ou listem as dúvidas que, por ventura, venham a surgir. 
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 08 de Janeiro de 2015, 18:42
Na questão 20ª, quando kardec pergunta a Erasto se era possível colocar um objeto dentro de um ambiente hermeticamente fechado, ele responde que não. Analisemos melhor esta questão?

20ª (A Erasto) Pode um objeto ser trazido a um lugar inteiramente fechado? Numa palavra: pode o Espírito espiritualizar um objeto material, de maneira que se torne capaz de penetrar a matéria?

"É complexa esta questão. O Espírito pode tornar invisíveis, porém, não penetráveis, os objetos que ele transporte; não pode quebrar a agregação da matéria, porque seria a destruição do objeto. Tornando este invisível, o Espírito o pode transportar quando queira e não o libertar senão no momento oportuno, para fazê-lo aparecer. De modo diverso se passam as coisas, com relação aos que compomos. Como nestes só introduzimos os elementos da matéria, como esses elementos são essencialmente penetráveis e, ainda, como nós mesmos penetramos e atravessamos os corpos mais condensados, com a mesma facilidade com que os raios sol ares atravessam uma placa de vidro, podemos perfeitamente dizer que introduzimos o objeto num lugar que esteja hermeticamente fechado, mas isso somente neste caso.

Baseado na exposição do Espírito, significa que objetos não podem, por ação dos Espíritos, terem a mesma penetrabilidade que eles conseguem com a matéria sutil de seu perispírito. Ou seja, o Espirito tem a característica de penetrabilidade, já os objetos não são penetráveis entre si. Quer dizer isso que o Espírito pode atravessar uma parede, por exemplo. Já, uma mesa, ou um outro objeto qualquer não seria possível sem a desagregação de sua matéria.

Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 08 de Janeiro de 2015, 21:45
Mas porque o objeto não pode ter a penetrabilidade que o perispírito tem?
A resposta está no que Erasto explica sobre os recursos fluídicos que o Espírito utiliza para a materialização dos objetos. Quando observamos um objeto materializado pelos Espíritos, este objeto pode ser resultado de um transporte ou pode ser o resultado da manipulação dos elementos disperso no ambiente que, através da ação dos Espíritos, tais objetos são criados naquele momento.

"Tornando este invisível, o Espírito o pode transportar quando queira e não o libertar senão no momento oportuno, para fazê-lo aparecer. De modo diverso se passam as coisas, com relação aos que compomos. Como nestes só introduzimos os elementos da matéria, como esses elementos são essencialmente penetráveis e, ainda, como nós mesmos penetramos e atravessamos os corpos mais condensados, com a mesma facilidade com que os raios sol ares atravessam uma placa de vidro, podemos perfeitamente dizer que introduzimos o objeto num lugar que esteja hermeticamente fechado, mas isso somente neste caso."

Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 08 de Janeiro de 2015, 23:25
Para compreendermos melhor esta questão da expansibilidade da matéria a ponto de torná-la invisível e, até mesmo, transportável. Tomemos o exemplo da água em seus três estados; sólido (gelo), líquido (estado natural) e gasoso (em forma de vapor).
No estado sólido a água está com os átomos de suas moléculas com menor vibração energética devido a baixa temperatura, fazendo com que estas moléculas se expandam em formações geometricamente uniformes formando os cristais de gelo. Isso, inclusive, faz com que a água congelada adquira uma maior densidade em função dessa expansão de suas moléculas possibilitando que o gelo flutue na água.

Conclusão sobre a solidificação da água;
É o resultado de uma desaceleração vibratória dos átomos que a compõe. Aplicando isso ao significado do que seja matéria densa, a conclusão é que toda matéria densa significa baixa vibração energética dos átomos que os formam.
É isso que determina a existência do mundo físico tal como o percebemos.

A água no estado líquido;
Este é o seu estado natural e perfeitamente maleável e moldável em suas diversas formas possíveis. Assim como a material perispiritual é, também, totalmente maleável e moldável conforme a vontade do Espírito (a matéria grosseira do corpo físico está para a matéria perispiritual de um Espírito ainda materializado, assim como a água está para o seu estado solidificado)

A água no estado gasoso
Aqui a correspondência está ligada ao que seria o estado da matéria eterizada. Assim como ocorre com os objetos usados pelos Espíritos nos fenômenos de materialização e de transporte. Neste estado a água está com suas moléculas extremamente expandidas em função da alta temperatura que foram submetidas, provocando uma super-agitação de seus compostos que podem ser observados perfeitamente na ebulição (fervura) que antecede o processo de vaporização. Isso seria, a grosso modo, a eterização daquela água que já foi solida, chegou a ser líquida e que agora se tornou etérea mas que, dependendo da ação do ambiente sobre a mesma (o resfriamento que significa uma redução na agitação de seus elementos) ela pode se re-agrupar e voltar a ser água ou, até mesmo, a ser gelo. Tudo dependerá do campo energético que a mesma for submetida.

Como vemos na explicação sobre a relação existente entre a menor vibração molecular determinando o adensamento da água ao ponto de solidificá-la. É essa questão da vibração molecular que faz com que alguma coisa seja física ou etérea. Portanto, a diferença básica entre um corpo físico e um corpo espiritual está no estado vibracional dos elementos que os compõe.

Albert Einstein já enunciava isso em sua célebre fórmula E=m.c².
Nesta fórmula Einstein afirmava que energia é igual à matéria com seus elementos energizados por uma força cujo estado vibracional faz com que as partículas sejam agitadas em velocidades superiores à da luz. Que não é nada mais do que dizer que a energia é matéria em estado vibracional de elevada grandeza (acima da velocidade da luz).
http://www.youtube.com/watch?v=qbgdMQprVlU
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: psi em 09 de Janeiro de 2015, 04:25
Olá Kazaoka, parabenizo-o pela iniciativa do tópico.

Com relação ao fenômeno de transporte, Erasto nos diz que um objeto na nossa dimensão física pode se tornar invisível aos nossos olhos ao ser envolvido por um fluido resultante da combinação do períspirito do médium com o fluido manipulado pelo Espírito. Esse objeto poderia então ser transportado por um Espírito para algum outro lugar. Quando o Espírito retirasse o fluido que envolve a nossa matéria física, o objeto se tornaria novamente visível para nós, Espíritos encarnados.

Erasto também diz que o objeto, embora invisível para nós, continua a existir, pois o Espírito não pode quebrar a agregação da nossa matéria, pois isso causaria a destruição do objeto.
Por isso, ao transportar o objeto, o Espírito teria de desviá-lo de nossa matéria densa, pois o objeto, apesar de invisível, não pode penetra-la. Destarte, esse objeto não pode adentrar um ambiente que se encontre fechado porque, embora invisível, ele não perde as propriedades intrínsecas da nossa matéria física.

A dúvida que tenho em relação ao fenômeno é o que diz respeito à tangibilidade. Já que o objeto não perde as suas propriedades, poderíamos senti-lo através do toque, apalpa-lo, mesmo sem poder vê-lo?

Um abraço


PSI
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 09 de Janeiro de 2015, 10:19
Bom dia psi.

A sua dúvida é natural e nasce da confusão que fazemos com materialização do Espírito e materialização de objetos transportados.

Na materialização do Espírito a matéria formada é essencialmente fluídica. Já, no caso da materialização de objetos transportados o material fluídico é usado apenas no momento do transporte, isso para tornar seus elementos expandidos (rarefeitos), assim como acontece com a água em estado gasoso, excluído o material fluídico do fenômeno volta o condensamento da matéria daquele objeto tornando-o perceptível pelos sentidos humanos.

Só a título de explicação, tenho utilizado a analogia do fenômeno químico da água apenas para ilustrar melhor o pensamento. Mas poderíamos pegar outros elementos de nossa natureza para exemplificar a fluidez de materiais de nosso ambiente. A combinação gasosa de nossa atmosfera seria uma delas. Sabemos que o ar existe e até experimentamos a sua presença, mas o ar é algo que não conseguimos ver e nem fazemos ideia de como ele seja materialmente falando. O inflamento de um balão só é possível porque o enchemos com o ar. Se quisermos colocar alguma outra coisa lá dentro, teremos que retirar a quantidade de ar necessária para ceder o espaço que a nova substância ocupará.
Dependo de cada ambiente, este ar poderá estar com uma infinidade de outros elementos que não são próprios de sua natureza e que, embora invisíveis para nós, estão disponíveis à manipulação para a formação de uma infinidade de coisas. Dessa disponibilidade de elementos e da disposição de energia própria aos fenômenos é que os Espíritos criam objetos sem que os mesmos tenham que ser resultado de deslocamento de um ponto para outro, fato que caracterizaria o fenômeno de transporte. Na materialização de objetos transportados, estes passam por uma alteração na sua intimidade física, onde seus elementos são "desmontados" fluidicamente, para serem "remontados" no local de destino.

Um outro exemplo bem contemporâneo, seria o fenômeno que acontece quando imagens e sons são lançados no espaço convertidas em sinas energéticos em sua origem e decodificadas novamente em imagens e sons nos locais de destino, assim como acontece nas diversas formas de comunicações sem fio (televisão, telefonia, rádio, internet, etc.). Se com todas as limitações de nossa inteligência humana (Espírito encarnado) somos capazes de promover tais fenômenos, imagine nossa capacidade como seres essencialmente inteligência, lidando apenas com os elementos metafísicos.

http://www.youtube.com/watch?v=f4Ip4odY68Q
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: psi em 09 de Janeiro de 2015, 22:32
...Na materialização de objetos transportados, estes passam por uma alteração na sua intimidade física, onde seus elementos são "desmontados" fluidicamente, para serem "remontados" no local de destino...

Kazaoka, na resposta de Erasto em nenhum momento ele fala que o objeto sofre alteração na sua intimidade física.
Veja a explicação de Erasto abaixo:
 
13ª Como trazes o objeto? Será segurando-o com as mãos? 

R= “Não; envolvo-o em mim mesmo.”.
Nota de Erasto. A resposta não explica de modo claro a operação. Ele não envolve o objeto com a sua própria personalidade; mas, como o seu fluido pessoal é dilatável, combina uma parte desse fluido com o fluido animalizado do médium e é nesta combinação que oculta e transporta o objeto que escolheu para transportar. Ele, pois, não exprime com justeza o fato, dizendo que envolve em si o objeto.


Erasto diz que o Espírito, com a combinação da expansão de seu perispírito com o fluido animalizado do médium, consegue "ocultar" e transportar o objeto. Essa combinação fluídica que passa a envolver o objeto, o torna invisível aos nossos olhos, mas o objeto continua ali sem sofrer qualquer tipo de alteração em sua intimidade física. O objeto não é desmontado e remontado. Esse é o meu entendimento da explicação de Erasto.

Um abraço

PSI
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 10 de Janeiro de 2015, 00:09
"Desmontado e Remontado" foi uma força de expressão com intuito expressar melhor o pensamento. E insistindo no exemplo da água, se observarmos a água no estado gasoso e retida em um recipiente, mesmo no estado gasoso ela é a mesma água que antes estava no estado líquido. Neste exemplo, a energia calorífica faz com as moléculas da água aquilo que os fluidos espirituais fazem com a matéria dos objetos a serem transportados.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 10 de Janeiro de 2015, 00:39
Sob a ação da combinação fluídica utilizada pelos Espíritos no fenômeno de transporte, o objeto a ser transportado pode adquirir a maleabilidade própria das substâncias eterizadas.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 11 de Janeiro de 2015, 20:46
Continuando a estudar o fenômeno das aparições, trago do O Livro dos Médiuns Cap. VI - Das Manifestações Visuais, o seguinte trecho (item 105), no qual Kardec comenta sobre fenômenos dessa natureza, analisados pela ótica da física terrena que possibilita essas ocorrências.

105. Por sua natureza e em seu estado normal, o perispírito é invisível e tem isto de comum com uma imensidade de fluidos que sabemos existir, sem que, entretanto, jamais os tenhamos visto. Mas, também, do mesmo modo que alguns desses fluidos, pode ele sofrer modificações que o tornem perceptível à vista, quer por meio de uma espécie de condensação, quer por meio de uma mudança na disposição de suas moléculas. Aparece-nos então sob uma forma vaporosa.

A condensação (preciso é que não se tome esta palavra na sua significação literal; empregamo-la apenas por falta de outra e a título de comparação), a condensação, dizemos, pode ser tal que o perispírito adquira as propriedades de um corpo sólido e tangível, conservando, porém, a possibilidade de retomar instantaneamente seu estado etéreo e invisível. Podemos apreender esse efeito, atentando no vapor, que passa do de invisibilidade ao estado brumoso, depois ao estado líquido, em seguida ao sólido e vice-versa.

Esses diferentes estados do perispírito resultam da vontade do Espírito e não de uma causa física exterior, como se dá com os nossos gases. Quando o Espírito nos aparece, é que pôs o seu perispírito no estado próprio a torná-lo visível. Mas, para isso, não basta a sua vontade, porquanto a modificação do perispírito se opera mediante sua combinação com o fluido peculiar ao médium. Ora, esta combinação nem sempre é possível, o que explica não ser generalizada a visibilidade dos Espíritos. Assim, não basta que o Espírito queira mostrar-se; não basta tão pouco que uma pessoa queira vê-lo; é necessário que os dois fluidos possam combinar-se, que entre eles haja uma espécie de afinidade e também, porventura, que a emissão do fluido da pessoa seja suficientemente abundante para operar a transformação do perispírito e, provavelmente, que se verifiquem ainda outras condições que desconhecemos. E necessário, enfim, que o Espírito tenha a permissão de se fazer visível a tal pessoa, o que nem sempre lhe é concedido, ou só o é em certas circunstâncias, por motivos que não podemos apreciar.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 11 de Janeiro de 2015, 20:59
"Por sua natureza e em seu estado normal, o perispírito é invisível e tem isto de comum com uma imensidade de fluidos que sabemos existir, sem que, entretanto, jamais os tenhamos visto."


Se, a título de exemplo, o perispírito fosse formado pelo ar de nossa atmosfera (que pode ser considerado como uma matéria grosseira se comparada com os fluidos espirituais ou semi-materiais que formam o perispírito), ainda assim ele seria invisível para nós percebê-los pelo órgão da visão.
Quando o ar atmosférico, na forma de vento, arrasta consigo partículas de poeira suspensas em sua massa, este vento torna-se visível para nós devido a combinação da massa das partículas de poeira com a massa de ar que forma o vento.
No caso das aparições perispiríticas, os fluidos de natureza material colhidas no ambiente ou cedidas pelos médiuns, fazem o papel da poeira na combinação que torna o vento visível.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 11 de Janeiro de 2015, 22:15
"Esses diferentes estados do perispírito resultam da vontade do Espírito e não de uma causa física exterior, como se dá com os nossos gases."

Embora haja a dependência dos recursos fluídicos do ambiente e do médium de efeito físico (doador de ectoplasma, como é chamado esse fluido animalizado do médium), as aparições é resultado da "vontade" do Espírito e não, simplesmente, porque exista os recursos fluídicos.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 11 de Janeiro de 2015, 22:20
"Assim, não basta que o Espírito queira mostrar-se; não basta tão pouco que uma pessoa queira vê-lo; é necessário que os dois fluidos possam combinar-se, que entre eles haja uma espécie de afinidade e também, porventura, que a emissão do fluido da pessoa seja suficientemente abundante para operar a transformação do perispírito e, provavelmente, que se verifiquem ainda outras condições que desconhecemos. E necessário, enfim, que o Espírito tenha a permissão de se fazer visível a tal pessoa, o que nem sempre lhe é concedido, ou só o é em certas circunstâncias, por motivos que não podemos apreciar."

A parte destacada do texto acima sugere que os fenômenos espiríticos estejam envoltos em condições que, ainda, não foram reveladas. 

Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Diegas em 12 de Janeiro de 2015, 11:16
'...E hoje, o que se observa quando fazemos uma análise do perfil dos adeptos do Espiritismo, é que a maioria não se interessa ou não tem tido oportunidade de aplicar à fenomenologia Espírita dos dias atuais aquilo que a ciência tem revelado...


Olá, Kazaoka


O que a nossa Ciencia revelou que poderia ser aplicado à fenomenologia Espirita ?



Abç
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Diegas em 12 de Janeiro de 2015, 11:30
'...Quanto à TCI, em meu entender é apenas uma forma de mediunidade de efeitos físicos. E não se conhecem efeitos físicos sem a presença de um médium que os produza em conjunto com os espíritos. Tudo indica que espíritos desencarnados não interagem com a matéria, eles interagem com os espiritos encarnados. E servem-se destes últimos para interagir com a matéria.

Olá, Vitor


Se a TCI necessita de um medium (cientificamente não comprovado), então, teremos de aceitar que a origem desse tipo de comunicação com os mortos - os emissores desencarnados dessas mensagens - encontram-se numa distancia relativamente pequena de onde se encontra o medium. Por sua vez, se a comunicação-TCI dá-se sem a participação efetiva de um medium, há de repensar que a distancia do emissor encontrar-se-á bem distante, não necessariamente proxima ao medium.



Abç
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 12 de Janeiro de 2015, 15:40

Olá, Kazaoka

O que a nossa Ciencia revelou que poderia ser aplicado à fenomenologia Espirita ?

Abç

Há uma gama muita grande de eventos e revelações da ciência na era pós-codificação Espírita que, de alguma forma, evidencia a possibilidade de fatos chamados sobrenaturais que, mediante a luz do positivismo científico, fica  clara a possibilidade da ocorrências dos mesmos simplesmente obedecendo, e não derrogando, as Leis Naturais. Por exemplo; a possibilidade da comunicação à distância sem o uso de nenhum meio de ligação material (considerando que as ondas eletromagnéticas não façam parte da natureza material) entre os comunicantes. A sub-divisão atômica em partículas sub-atômicas que hora se comportam como matéria, hora como onda energética. O primeiro exemplo pode ser relacionado com a base fundamental do Espiritismo, ou seja, a possibilidade de comunicação através do uso da matéria cósmica como meio de propagação de um pensamento convertido em mensagem. O segundo, sugerindo que entre o estado de matéria mensurável e a imensurável, existe uma passagem, sugerindo que a matéria quintessenciada é uma possibilidade real.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Diegas em 12 de Janeiro de 2015, 16:41
Olá, Kazaoka


Grato por responder.

Justamente por não ter compreendido o seu pensamento ter solicitado a sua atenção. Eu havia entendido (mal) que as recentes descobertas cientificas (pós Kardec), de alguma forma, poderiam ser aplicadas à fenomenologia espirita. Mas, de forma brilhante, o amigo exemplificou, deixando explicito que as novas descobertas cientificas podem servir, como analogia, para explicar algum tipo de fenomenologia espirita.


Abç
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Antonio Renato em 12 de Janeiro de 2015, 23:17
Meus irmãos,diante da fenomenologia espírita,mesmo não se mostrando para o médium,esse
por sua vez sente a presença deste espírito pela sensações,algumas vezes frio intenso,em
outras color sem contar com outras sensações que os médiuns poderá ter.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 13 de Janeiro de 2015, 00:20
A Telepatia
O Livro dos Médiuns

285. Telegrafia humana

58ª Evocando-se reciprocamente, poderiam duas pessoas transmitir de uma a outra seus pensamentos e corresponder-se?

"Certamente, e essa telegrafia humana será um dia um meio universal de correspondência."

a) Por que não será praticada desde já?

"É praticável para certas pessoas, mas não para toda gente. Preciso é que os homens se depurem, a fim de que seus Espíritos se desprendam da matéria e isso constitui uma razão a mais para que a evocação se faça em nome de Deus. Até lá, continuará circunscrita às almas de escol e desmaterializadas, o que raramente se encontra nesse mundo, dado o estado dos habitantes da Terra."
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 13 de Janeiro de 2015, 01:06
É incrível como somos modestos quando afirmamos que o tempo tem passado e pouca coisa tem mudado na moral humana. Quando pegamos estas palavras dos Espíritos que respondiam a Kardec, vemos o quanto as coisas melhoraram nestes decênios que sucederam as revelações dos Espíritos. É verdade que os maus continuam sendo maus e que os bons continuam sua marcha progressista.

Naquela época as comunicações à distância entre dois encarnados era fruto de um fenômeno chamado telepatia. E era uma coisa questionável e obscura ao entendimento da maioria das pessoas que não viam nisso, senão, um fenômeno sobrenatural. Hoje isso é fato comum e corriqueiro para a maioria dos homens que dispõem de tecnologia para esse fim. Mesmo sendo os meios utilizados para essas comunicações frutos de estudos e desenvolvimento de técnicas e equipamentos adequados para este fim. Mesmo assim foi necessário uma dedicação do Espírito encarnado no estudo dos valores aplicáveis à sua própria condição de Espírito preso à matéria, cuja base destes estudos assentava-se em recursos auridos no impalpável, na natureza eterizada. Fez-se, com isso, valer a recomendação do Espírito que dizia que "havia a necessidade da depuração do Espírito e, consequentemente, do seu desprendimento da mesma". O Espírito dizia que havia a necessidade do estudo humano dar atenção a tudo que fugia das percepções dos órgãos sensoriais comuns (olhos, ouvidos, etc.). Este o verdadeiro sentido do termo "desmaterializar-se", "depurar-se" que o Espírito usou.
Os recursos de comunicação ampliaram-se e com ela ampliaram-se, também, as possibilidades das relações humanas em todos os seus aspectos, ficando mais abrangente o alcance das boas iniciativas como, também, das más. E, da mesma forma que era antes, continua hoje, tudo sendo uma questão de escolhas.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Antonio Renato em 20 de Janeiro de 2015, 13:41
Todos nós espíritos encarnados temos a curiosidade e ao mesmo tempo uma necessidade em
 saber como é e o que acontece com o mundo dos desencarnados,mesmo que eles venham
a nós pelos meios de comunicação que eles utilizam,ficamos sempre querendo mais.É da
natureza humana a curiosidade mesclada com um pouco de ceticismo,nós espiritas temos
com certeza uma melhor visão dos fenômenos espiritas mas não nos exclue de sermos como
todos os outros,por isto estamos sempre estudando.Assim eu penso.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 20 de Janeiro de 2015, 22:33
O que sempre se observa é que os simpatizantes do Espiritismo, e mesmo os Espíritas, muitos falam em estudos mas, na verdade, não passam das leituras superficiais, na maioria das vezes feitas ao acaso, buscando uma satisfação íntima de seus preconceitos. Tem-se medo de estudar o Espiritismo e ver ruir o caráter de sobrenaturalidade que sempre envolve a doutrina e sua fenomenologia, mantendo, com isso, as esperanças de "soluções mágicas" para questões que envolvem a existência humana e que a ciência comum não é capaz de dar as respostas satisfatórias.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 20 de Janeiro de 2015, 22:43
Nos próximos dias falaremos um pouco sobre a aplicação do magnetismo como terapia através da, tão difundida, prática do passe e da fluidificação da água na maioria das Casas Espíritas.
(http://i.ytimg.com/vi/qVQrugrga6U/maxresdefault.jpg)
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 21 de Janeiro de 2015, 00:00
O Livro dos Médiuns - Do Laboratório do Mundo Invisível - Cap VIII

Ação magnética curadora

131. Esta teoria nos fornece a solução de um fato bem conhecido em magnetismo, mas inexplicado até hoje: o da mudança das propriedades da água, por obra da vontade. O Espírito atuante é o do magnetizador, quase sempre assistido por outro Espírito. Ele opera uma transmutação por meio do fluido magnético que, como atrás dissemos, e a substância que mais se aproxima da matéria cósmica, ou elemento universal. Ora, desde que ele pode operar uma modificação nas propriedades da água, pode também produzir um fenômeno análogo com os fluidos do organismo, donde o efeito curativo da ação magnética, convenientemente dirigida.

http://www.youtube.com/watch?v=ZTIrBHFJODU
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 24 de Janeiro de 2015, 20:15
...e temos nossas Casas Espíritas repletas de seguidores e trabalhadores envenenados pelo misticismo e ávidos pelos efeitos da fenomenologia Espírita como meio de acesso rápido às soluções dos males que os afligem ou da aplicação prática de dons e faculdades que o indivíduo julga ter para resolver os problemas dos outros através do chamado "milagre".

A humildade espiritual do trabalhador Espírita deve passar pelo reconhecimento de Deus como  sendo a expressão pura da onipotência em todos os sentidos, incluindo entre estes a onipotente sabedoria. Ora, o sábio onipotente não se equivoca, além disso sabemos que nada acontece sem que Deus permita que ocorra. Se há o enfermo e se há o tratamento, assim o é devido a permissão de Deus para que ambas existissem e se contrabalanceasse a enfermidade com o remédio como instrumentos no processo de redenção do Espírito. E para regular suas permissões Deus Criou as Leis que rege a universalidade tanto física quanto moral.

É com esse tipo de pensamento que deveríamos nos colocarmos, espiritamente falando, à serviço daqueles que buscam um refrigério para seus infernos íntimos ou para seus males físicos ou materiais.

Quando nos colocamos diante de um irmão para oferecer-lhe a ajuda espiritual da qual julga necessitar, devemos nos mantermos com o pensamento que tudo está da forma como Deus permitiu que estivesse e que, portanto, sendo Ele suprema perfeição, não pode ter se equivocado quando permitiu que o mal se instalasse na vida daquele seu filho. E, muito menos, termos a presunção de julgarmos que poderemos sobrepor com a nossa vontade, ainda que vigorosa e com as melhores intenções, à vontade daquele que tudo sabe, que tudo vê.

A postura do verdadeiro Espírita deve ser sempre a de auxiliar, é verdade. Mas deve ser prestado este auxílio sempre buscando oferecer força moral para que o Espírito livre-se das amarras que o prendem àquela situação, encontrando com suas próprias forças, os meios e os recursos para se ver livre das situações que lhe impõe as dores e os sofrimentos que tem experimentado. É buscando oferecer ajuda através da ascensão moral que, verdadeiramente, poderemos servir em nome de Deus. E isso vale tanto para as ações de caráter assistencialista em questões materiais como, também, para aquelas de caráter meramente moral.

Baseado no exposto, qual deve ser a postura mental do médium magnetizador Espírita que se coloca diante de um enfermo da Alma ou do corpo e que busca ajuda espiritual em sua Casa Espírita?

Devemos mentalizar em "expulsar" o mal que está instalado devido a um permissão de Deus ou procurar dar força moral à Alma ou ao corpo enfermo que precisa reagir?

Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 24 de Janeiro de 2015, 21:08
As fundamentações das cirurgias espirituais.

Como as mesmas ocorrem?

O que está acontecendo ali, naquele momento? Uma ação magnética ou uma intervenção espiritual?

(http://www.jornallivre.com.br/images_enviadas/como-e-feita-a-cirurgia-espiri.jpg)
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 24 de Janeiro de 2015, 23:30
No O Livro dos Espíritos, na questão 483, encontramos;

483 Qual a causa da insensibilidade física que se nota em certos convulsivos ou em certos indivíduos submetidos a torturas cruéis?

– Em alguns, é um efeito exclusivamente magnético que age sobre o sistema nervoso, semelhante à ação de certas substâncias. Em outros, a exaltação do pensamento enfraquece a sensibilidade, porque a vida parece retirar-se do corpo para se transportar ao Espírito. Não sabeis que, quando o Espírito está fortemente preocupado com uma coisa, o corpo não sente, não vê e não ouve nada?

A parte sublinhada do texto pode ser a chave da explicação para os fenômenos das cirurgias espirituais com incisões (cortes), nas quais os pacientes, na maioria das vezes, parecem não sentirem nenhuma dor.
http://www.youtube.com/watch?v=LVUjh_SwUb4
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 27 de Janeiro de 2015, 21:07
Existem algumas intervenções feitas na organização física de certas pessoas (como as mostradas no vídeo do post anterior), que não há como duvidar que alguma coisa de extraordinário (fora do comum) está acontecendo ali.

Conforme o que diz o Espírito na parte sublinhada do texto, quando ele diz que; "Em alguns, é um efeito exclusivamente magnético que age sobre o sistema nervoso, semelhante à ação de certas substâncias." Isso parece explicar o fato destas pessoas que são submetidas a estes tipos de tratamentos, mesmo envolvendo cortes como ocorrem em casos de cirurgias, não acusarem nenhuma sinal de dor ou sofrimento físico durante o procedimento. Mas ai tem outro aspecto que devemos considerar, o aspecto terapêutico destes tratamentos. Nota-se a extirpação de tumores, drenagens de materiais infectados, etc.. Para isso, além do fenômeno da anulação do processo da dor, temos constituindo o segundo fenômeno, a demonstração de um conhecimento prévio sobre a enfermidade física que está sendo tratada.

No primeiro fenômeno, o da insensibilidade física, o magnetismo atuando no sistema nervoso do paciente age como os anestésicos da medicina terrena. Já, no tratamento como um todo, há a necessidade de um conhecimento técnico para que a cirurgia seja feita com a habilidade, desenvoltura e rapidez nos procedimentos como normalmente se observa. E, como em alguns casos o Médium não tem formação profissional na área da medicina, então só pode estar sendo orientado espiritualmente por uma inteligência que não é a sua e que tem conhecimento sobre a técnica do tratamento a ser aplicado.
Título: Re: Fenomenologia Espírita Segundo os Espíritos - Janeiro de 2015
Enviado por: Kazaoka em 31 de Janeiro de 2015, 22:51
O propósito deste estudo foi de buscar, através daquilo que a ciência tem revelado, fazer valer a afirmação que podemos encontrar na base doutrinária que diz; O Espiritismo não faz milagres. E tem sido esse falso conceito de "milagre" é que tem feito as Casas Espíritas super lotarem em busca da fenomenologia em dias de trabalhos práticos e as vermos esvaziadas quando o propósito é estudar a verdadeira mensagem doutrinária.

Os fatos Espíritas não objetivam o convencimento dos céticos, mas as revelações da ciência têm contribuído, e muito, para o convencimento dos próprios Espíritas sobre essa ausência dos ditos "milagres" e da necessidade de fundamentarmos a nossa fé naquilo que compreendemos e que pode ser assentada sobre uma base de razão e verdades.

O movimento Espírita, por parte de seus adeptos e estudiosos, deve primar pela sua divulgação em função de sua racionalidade e respeito aquilo que Deus Criou e que, portanto, faz parte de um universo natural, e não em tomá-lo como bandeira para divulgação de doutrinas vãs que não são nada mais do que um obscurecimento místico da fé não racional e sobre as quais Deus permitiu que os Espíritos viessem, justamente, colocar a luz criada pelo equilíbrio da fé com a razão.

Desejo que o estudo do mês de Fevereiro seja bastante proveitoso para todos.