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CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Marcos W. Silva em 01 de Abril de 2014, 23:16

Título:
Enviado por: Marcos W. Silva em 01 de Abril de 2014, 23:16
Olá amigos, é com grande alegria que começamos este estudo do mês de abril de 2014 no Fórum Espírita, buscando construirmos um conhecimento significativo e interessante acerca do tema Fé. Sua participação é fundamental para o enriquecimento do nosso conteúdo.

Imaginemos qual o conceito de Fé para Jesus, para Kardec!...  e para a ciência dos tempos antigos e modernos?...  e você, o que pensa sobre tudo isso?

Assunto dos mais estimulantes ao exercício da inteligência, Fé e razão, e para tanto, como o espírita a relaciona as possíveis curas físicas e ou acontecimentos tidos como antinaturais e a Doutrina?

“Tua fé te salvou...”- disse Jesus: o que podemos depreender desta fala?

YouTube (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTZqTnJZLXNHZnhRIw==)

Como se explica o fato de grandes homens da história do cristianismo, em dado instante, vacilarem ou até mesmo duvidarem da missão desempenhada por Jesus:  a exemplo de Pedro discípulo em  (Mateus14:24-33) , João Batista em ( Lucas 7:19-22), a presença do Mestre não seria suficiente?

Socialize um exemplo de fé que foi marcante para você.

Humana ou divina?

Estudemos e aprendamos uns com os outros! Bom Estudo!

Abraços a todos.


Título: Re: Fé
Enviado por: Kazaoka em 02 de Abril de 2014, 01:16
De acordo com o conceito que temos de Deus e de sua onisciência, Suas ações se realizam em função da necessidade e merecimento de cada um, e não como atendimento a uma súplica feita por nós. A súplica em forma de prece nos aproxima de Deus e nos faz entrever suas vontades através da percepção e compreensão das Leis que regem cada evento.
E se fosse Deus agindo em atendimento aos nossos pedidos, isso denotaria uma displicência ou ignorância da parte de Deus para com nossos problemas. Ideia absurda e que contradiz a natureza da Divindade.

Partindo desse preceito temos que ser sinceros conosco mesmos e procurar enxergar se a nossa fé é capaz de reconhecer nas potencialidades que Deus já nos deu desde a nossa Criação, as bençãos de meios e recursos dos quais somos depositários e que são suficientes para nos facultar o triunfo sobre os males que nos afligem, ou se é uma fé em algo ou alguma coisa sobre a qual depositamos nossos anseios e dificuldades, repassando a este a obrigação e trabalho que nos compete.

CAPÍTULO XIX do O Evangelho Segundo o Espiritismo

A fé transporta montanhas
[...]entende-se como fé a confiança que se tem na realização de uma coisa, a certeza de atingir determinado fim. Ela dá uma espécie de lucidez que permite se veja, em pensamento, a meta que se quer alcançar e os meios de chegar lá, de sorte que aquele que a possui caminha, por assim dizer, com absoluta segurança. Num como noutro caso, pode ela dar lugar a que se executem grandes coisas.(A.K)
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 02 de Abril de 2014, 02:57
................

      Marcos  « ref 010414, às 23:16 »

      Amigo Marcos, pegaste um tema “rabo de foguete” que fará vc penar! Estudar o que é a fé é de extrema dificuldade, pois ninguém sabe como ter fé, como a fé se instala, cresce, diminui ou cessa. A fé não nasce, ou vem de nosso querer, de nossa vontade ou desejo de tê-la. Tanto que Paulo disse que a “fé é crer naquilo que não se vê!”, lembra-se? Para começar, fé não é convicção; é suposição na qual, sem nenhuma base de certeza, mas levados por sentimentos de confiança, esperanças, cremos que num dia, indeterminado ou não, aquilo que esperamos, vai acontecer. Sendo algo que não se vê, pode nada mais ser do que ilusão, esperança e coisas semelhantes. E, justamente por isso, pode resultar em decepções, frustrações e sofrimentos, desilusões.   Apesar disso, a fé pode nos embalar por certo tempo, até nos fazer felizes por algum tempo.

      O que tem poder é a convicção que vem de se passar por experiências pessoais sobre o assunto. Assim mesmo, a própria experiência pessoal pode estar errada, nos confundir e nos decepcionar.

      Agora, aquele que chegou a conhecer a verdade que liberta, esse possui aquilo a que nem mesmo podemos chamar de “convicção”, pois ele “sabe”, e pronto! Por isso, liberto de preconceitos, suposições e condicionamentos, pode agir como Jesus agiu: produzir aquelas coisas estranhas a que damos o nome de “milagre”, simplesmente porq nossa ignorância é total a respeito de nossas reais possibilidades. Esse pode “aparentemente” enganar ou comandar as forças da natureza, andar sobre as águas, curar, multiplicar peixes e pães, e muita coisa mais que deve ultrapassar nossa imaginação.
 
...............
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 02 de Abril de 2014, 03:55
De acordo com o conceito que temos de Deus e de sua onisciência, Suas ações se realizam em função da necessidade e merecimento de cada um, e não como atendimento a uma súplica feita por nós. A súplica em forma de prece nos aproxima de Deus e nos faz entrever suas vontades através da percepção e compreensão das Leis que regem cada evento.
E se fosse Deus agindo em atendimento aos nossos pedidos, isso denotaria uma displicência ou ignorância da parte de Deus para com nossos problemas. Ideia absurda e que contradiz a natureza da Divindade.

Partindo desse preceito temos que ser sinceros conosco mesmos e procurar enxergar se a nossa fé é capaz de reconhecer nas potencialidades que Deus já nos deu desde a nossa Criação, as bençãos de meios e recursos dos quais somos depositários e que são suficientes para nos facultar o triunfo sobre os males que nos afligem, ou se é uma fé em algo ou alguma coisa sobre a qual depositamos nossos anseios e dificuldades, repassando a este a obrigação e trabalho que nos compete.

[...]


Boa sua visão Kaza, Deus onisciente, isto é, tudo sabe, inclusive como agir, jamais ao sabor de nossas paixões, sem o que Lhe faltaria um de seus atributos. A estabilidade. Lembrei-me de uma frase bem conhecida de todos; ...Pai se é do Teu agrado, Afasta de mim este cálice, não se faça, contudo, a minha vontade, mas a Sua vontade..., disse Jesus no Evangelho de Lucas.

O Espírito consciente sabe dobrar-se ante a vontade de Deus. Nós é que as vezes O queremos como dizem nas mídias sociais " O Deus do impossível".

 

[...]

CAPÍTULO XIX do O Evangelho Segundo o Espiritismo

A fé transporta montanhas
[...]entende-se como fé a confiança que se tem na realização de uma coisa, a certeza de atingir determinado fim. Ela dá uma espécie de lucidez que permite se veja, em pensamento, a meta que se quer alcançar e os meios de chegar lá, de sorte que aquele que a possui caminha, por assim dizer, com absoluta segurança. Num como noutro caso, pode ela dar lugar a que se executem grandes coisas.(A.K)

Muito esclarecedora a fala de Kardec evidenciando duas palavrinhas mágicas confiança e certeza. Estas serão bem exploradas neste estudo.

Abraços



 
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 02 de Abril de 2014, 04:13
Olá lconforjr, gostei do tema "rabo de foguete", rsrs... vamos encarar como um desafio bom, no qual, espremendo, conseguiremos extrair o caldo, e que seja doce como a boa e fresca cana madura.

Bem profundos teus apontamentos. Vamos meditar um pouco mais sobre os conceitos que apresentou para trabalharmos no campo pessoal, como afirmaste no 2º parágrafo de sua mensagem. Acho este um bom ponto de partida.

Abraços



Título: Re: Fé
Enviado por: ken em 02 de Abril de 2014, 13:16
Olá Marcos, o tema proposto é complexo, e em minha opinião esta complexidade esta diretamente ligada ao nível de consciência de cada um, podemos apreciar este fato aqui mesmo no fórum, onde verificamos opiniões completamente contrarias, ambos justificando suas razões com o mesmo texto do OLE.

Quanto à fé muito pior, pois abrange crenças, misticismos e até mesmo manias, muitas delas exóticas e estranhas.

O texto a seguir nos traz uma boa visão sobre o tema:-

A Fé Humana e a Divina

No homem, a fé é o sentimento inato de seus destinos futuros; é a consciência que ele tem das faculdades imensas depositadas em gérmen no seu íntimo, a princípio em estado latente, e que lhe cumpre fazer que desabrochem e cresçam pela ação da sua vontade.

Até ao presente, a fé não foi compreendida senão pelo lado religioso, porque o Cristo a exalçou como poderosa alavanca e porque o têm considerado apenas como chefe de uma religião. Entretanto, o Cristo, que operou milagres materiais, mostrou, por esses milagres mesmos, o que pode o homem, quando tem fé, isto é, a vontade de querer e a certeza de que essa vontade pode obter satisfação. Também os apóstolos não operaram milagres, seguindo-lhe o exemplo? Ora, que eram esses milagres, senão efeitos naturais, cujas causas os homens de então desconheciam, mas que, hoje, em grande parte se explicam e que pelo estudo do Espiritismo e do Magnetismo se tornarão completamente compreensíveis?

A fé é humana ou divina, conforme o homem aplica suas faculdades à satisfação das necessidades terrenas, ou das suas aspirações celestiais e futuras. O homem de gênio, que se lança à realização de algum grande empreendimento, triunfa, se tem fé, porque sente em si que pode e há de chegar ao fim colimado, certeza que lhe faculta imensa força.

O homem de bem que, crente em seu futuro celeste, deseja encher de belas e nobres ações a sua existência, haure na sua fé, na certeza da felicidade que o espera, a força necessária, e ainda aí se operam milagres de caridade, de devotamento e de abnegação. Enfim, com a fé, não há maus pendures que se não chegue a vencer.

O Magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação. É pela fé que ele cura e produz esses fenômenos singulares, qualificados outrora de milagres.

Repito: a fé é humana e divina. Se todos os encarnados se achassem bem persuadidos da força que em si trazem, e se quisessem pôr a vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o a que, até hoje, eles chamaram prodígios e que, no entanto, não passa de um desenvolvimento das faculdades humanas.

 Um Espírito Protetor. (Paris, l863.)
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br.


Título: Re: Fé
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Abril de 2014, 15:38
Olá Marcos
Belo e importante tema

Falar de fé é importante
e fundamental
para a nossa formação

Não lhe responderei de imedito suas questões propostas
no início do tópico
mas colocarei o meu entendimento a respeito desta questão que é a fé.

Para mim a FÉ está associado
a crença
a confiança
a convicção
ao conhecimento
ao experimento
a experiência
a coragem
ao comprometimento
ao fundamento
a atitude
a prova

consequentemente nos torna uma perssoa esperançosa,
convencida e convincente dos destinos e das ações
a verdadeira fé nos gera a esperança inquebrantável
e esta esperança inquebrantável
nos torna caridosos

Bom!


simples palavras

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 02 de Abril de 2014, 19:12
................

      Marcos  « ref 010414, às 23:16 »

    [...]

      O que tem poder é a convicção que vem de se passar por experiências pessoais sobre o assunto. Assim mesmo, a própria experiência pessoal pode estar errada, nos confundir e nos decepcionar.

      Agora, aquele que chegou a conhecer a verdade que liberta, esse possui aquilo a que nem mesmo podemos chamar de “convicção”, pois ele “sabe”, e pronto! Por isso, liberto de preconceitos, suposições e condicionamentos, pode agir como Jesus agiu: produzir aquelas coisas estranhas a que damos o nome de “milagre”, simplesmente porq nossa ignorância é total a respeito de nossas reais possibilidades. Esse pode “aparentemente” enganar ou comandar as forças da natureza, andar sobre as águas, curar, multiplicar peixes e pães, e muita coisa mais que deve ultrapassar nossa imaginação.
 
...............

Olá Marcos, o tema proposto é complexo, e em minha opinião esta complexidade esta diretamente ligada ao nível de consciência de cada um, podemos apreciar este fato aqui mesmo no fórum, onde verificamos opiniões completamente contrarias, ambos justificando suas razões com o mesmo texto do OLE.

Quanto à fé muito pior, pois abrange crenças, misticismos e até mesmo manias, muitas delas exóticas e estranhas.

[...]

[...]
Partindo desse preceito temos que ser sinceros conosco mesmos e procurar enxergar se a nossa fé é capaz de reconhecer nas potencialidades que Deus já nos deu desde a nossa Criação, as bençãos de meios e recursos dos quais somos depositários e que são suficientes para nos facultar o triunfo sobre os males que nos afligem, ou se é uma fé em algo ou alguma coisa sobre a qual depositamos nossos anseios e dificuldades, repassando a este a obrigação e trabalho que nos compete.

[...]

Ao que pude perceber o tema parte do pessoal, do ser imortal que é o Espírito. De certa forma, o lconforjr, o Ken e o Kazaoka demonstram-nos essa afirmação, vejamos:

 "...O que tem poder é a convicção que vem de se passar por experiências pessoais sobre o assunto,..." - lconforjr;

"...em minha opinião esta complexidade esta diretamente ligada ao nível de consciência de cada um,..." - Ken;

"...temos que ser sinceros conosco mesmos e procurar enxergar se a nossa fé é capaz de reconhecer nas potencialidades que Deus já nos deu desde a nossa Criação,..." - Kazaoka

penso, neste caso, que nos referimos à Fé raciocinada, aquela que inquebrantável parte de bases sólidas em terreno firme do conhecimento aliado à prática do bem com coerência. A grande dificuldade, penso, está no ponto de partida, tendo em vista ainda confundirmos o ser encarnado, a personalidade que criamos agora (na presente encarnação), com o Espírito, o ser imortal. O conhecimento de si é fundamento daí os dizeres:

"Um sábio da antigüidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo." - Sto. Agostinho

“Quem olha para fora sonha; quem olha para dentro acorda.” - Carl Gustave Jung

“Um homem que nunca tenha atravessado o inferno de suas paixões, nunca as superou.” - Carl Gustave Jung


Partindo destes princípios creio começamos bem a caminhada, reconstruindo-nos...

Abraços


Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 02 de Abril de 2014, 19:31
Olá Marcos
Belo e importante tema

[...]
Para mim a FÉ está associado
a crença
a confiança
a convicção
ao conhecimento
ao experimento
a experiência
a coragem
ao comprometimento
ao fundamento
a atitude
a prova

[...]
Abraços


Muito bom Moisés, destacou muito bem estas ações, das quais gostaria de elevar a coragem e o comprometimento, não como de maior importância, mas como alavancas esquecidas por muitos. A coragem de mudar quando necessário, a coragem de assumir responsabilidades e o comprometimento em cumpri-los. Realmente não há toque de mágica neste comenos. Trata-se de construção íntima que demanda tempo e muita dedicação.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 02 de Abril de 2014, 20:29
      Marcos  « ref #3 em: 020414, às 03:55 »

      Marcos escreveu:... Deus, onisciente, tudo sabe...     

      Conf: meu amigo, sempre que encontro uma oportunidade, trago algumas questões para nosso raciocínio. Aqui vai uma, que não se refere exatamente ao tema, mao à “onisciência”, que o amigo lembrou acima. 

      - se Deus é onisciente, desde sempre sabe em que monstros se tornarão suas criaturas, após a criação; que humilharão, mentirão, matarão, roubarão, estuprarão, explorarão o próximo, que serão egoístas, orgulhosas, viciosas, perversas, pervertidas etc; que possuirão essa imensa lista de imperfeições e defeitos morais os mais monstruosos; que provocarão as mais cruéis tragédias e desgraças, para causar dores e lágrimas sem fim para o próximo! No entanto, assim mesmo as cria e as lança ao mundo entre outros “zilhões” de criaturas que, Deus, também desde sempre, sabe que se tornarão extremamente defeituosas e possuidoras das imperfeições já citadas.

      Porq então as pune pelos erros e defeitos que apresentam se desde sempre sabe que apresentarão esses defeitos? Criou-as sabendo que serão assim e, depois, as pune por serem assim?!

      Deus, ao nos criar, mostra-nos (simbolicamente) duas estradas, dá-nos aptidões, possibilidades, habilidades, desejo, vontade, e total liberdade para que sigamos pela qual escolhermos seguir, por esta ou por aquela. Mas, depois, se seguimos pela qual escolhemos, e que por ser onisciente Deus desde sempre sabe que é aquela que escolheremos, nos pune porq não era por aquela que devíamos seguir!

      Não é fácil entender isso! Para mim é muito difícil!

      Para mim é como um pai que sabe que vai colocar no mundo um filhinho que será cruel, ladrão, assassino, estuprador, pedófilo, pervertido, egoísta, orgulhoso, perverso, traficante de órgãos e de drogas; lhe dá todas as habilidades, possibilidades, aptidões, vontades e liberdade para ser assim, e depois o pune por se tornar assim. Desde sempre sabe que será assim, deixa que seja assim, e o pune por ser assim!! Se algum puder dar uma luz?

....................
Título: Re: Fé
Enviado por: Danilo Henrique em 02 de Abril de 2014, 20:48
Olá amigos. Se não for inconveniente, gostaria de acrescentar alguns comentários a esse estudo. O que eu vou fala não é fácil de entender, por isso o texto é grande.

Fé é uma palavra sobre a qual meditei e investiguei durante anos. Ela tem, nas minhas reflexões, o seguinte significado: é a confiança que se deposita em uma crença. Ou a força com a qual você acredita na tal crença.

Sendo isso o que se chama fé, ela pode se aplicar a muitas coisas. Você pode ter fé na ciência. Pode ter fé em si mesmo. Pode ter fé de que vai alcançar um resultado que espera. Pode ter fé em uma intuição própria, etc.

Pode-se também ter fé em doutrinas religiosas. Por exemplo: A pessoa que é católica tem fé de que o catolicismo prega a verdade. A pessoa que é Espírita tem fé no Espiritismo, ou seja, que esse é o caminho que ela deve seguir. Ateus tem fé na não-existência de vida após a morte, e assim por diante.

Consequentemente, existe a fé em figuras religiosas e em Espíritos. Jesus, Maria, os santos da igreja, etc. Ou seja, existe uma crença de que eles estão ali para te proteger, e você pode também ter fé nisso.

Pois bem amigos, como percebem, a fé é um sentimento interior, que dá força à crença, de tal modo a permitir que você se guie na vida a baseie suas decisões na crença que lhe dá origem.

Mas nenhuma dessas "fés" que eu expliquei, é a fé ensinada por Cristo.

Cristo ensinou a fé em DEUS. E isso é diferente de qualquer outro tipo de fé, especialmente a "fé no Espiritismo", que parece para muitos ser a mesma coisa, mas não é.

A FÉ em DEUS é aquilo que muitas pessoas, religiosas ou não, espíritas ou não, dizem possuir, mas a sua vivência das coisas na prática demonstram que não possuem. Elas podem até possuir os outros tipos de fé que eu falei, mas não esse tipo especial, chamado FÉ em DEUS.

Mas o que é a FÉ em DEUS? Oras, para responder isso, é preciso pensar: o que é DEUS? Uma coisa é tentar definir Deus a partir de uma visão filosófica ou racional. Isso não interessa para se falar sobre fé, porque a fé é um sentimento íntimo.
Importa tentar decifrar o que Deus significa na sua vida.

DEUS é como se fosse um pai. É algo que você não sabe o que é, não sabe onde está, e não sabe como atua. Mas que sabe que existe, que te protege, que aplica a justiça e que faz tudo para o bem geral.
A fé em Deus é especial, porque é a fé no desconhecido. E para crer no desconhecido, é necessário algo que se chama "entrega". Ou seja, abdicar da própria razão. De tudo o que você é capaz de analisar e perceber através dos sentidos.
A fé em Deus faz com que, para qualquer lugar ou coisa que você olhe, ou que chegue à sua razão, você saiba que por trás daquilo existe ALGO ALÉM, dirigindo-o, e dando àquilo razão de ser.

E porque eu digo que muitos, apesar de se ajoelharem na frente de um santo e orarem um terço, ou apesar de se prostrarem, erguendo as mãos e orando com fervor, não possuem fé em Deus?

Simples. Porque essa pessoa vive uma vida humana. Quando alguém lhe fere, lhe dá um tapa ou um chute, essa pessoa diz: fui agredido. Quando alguém lhe trai, ela diz:  fui traído. Quando algo de mal acontece, ela diz: Fui injustiçada ou o mundo é injusto.
Quando alguém morre, ela diz: Que desgraça!. Quando alguém mata, ela diz: que infeliz!.

Mas vejamos as coisas boas também. Quando essa pessoa consegue um emprego que queria, ele diz: Eu consegui o emprego. Quando ela faz um gesto de caridade, tirando algo de si e dando para outra pessoa, ela diz: Eu doei. Eu agi da forma correta. Eu fiz o bem.
Quando um erro prejudica alguém: Foi minha culpa. A culpa foi dele. Eu não devia ter feito isso. Ele não devia ter feito aquilo.
Ou um passista depois de realizar um passe diz: Eu dei o passe. Eu ajudei o próximo. Eu melhorei a vida dele. E por fim, quando diz: Luto para que o mundo seja mais justo, e mais correto.

Ou seja, desde o instante que acorda, até a hora de se deitar, essa pessoa ignora completamente tudo o que a inteligência superior e causa primeira de todas as coisas realizou ocultamente sobre sua vida e sobre tudo, atribuindo tudo aos mesquinhos acontecimentos da vida humana. Para ela, quem consegue, quem faz, quem realiza, quem vence, é o ser humano. Deus apenas assiste. O ser humano não crê em um Deus que rege a vida e que faz tudo acontecer. Ele crê em um Deus que existe somente para lhe servir.

Cristo não viveu assim. Cristo viveu dizendo: Seja feita a vossa vontade. A tua fé te curou. O Pai é quem realiza tudo através de mim. Eu e o pai somos um. Todos os fios do seu cabelo estão contados. Ou seja, Cristo era submisso ao Pai. Não se guiava pela sua própria razão. Não fazia alguma coisa, porque "achava certo".

Para que a sua fé em Deus caia por terra, basta você acreditar que alguma coisa poderia ou deveria ser diferente daquilo que se concretizou. Ou seja, basta acreditar no acaso. Quem crê no acaso, não crê em Deus.

Mas se tudo isso não é Fé em Deus, por que a pessoa jura para si mesma que acredita Nele? Porque não crê no Deus ensinado através das palavras de Cristo. Mas sim, no Deus criado pela sua própria mente. A mente humana, hipócrita e egoísta por natureza, cria o seu próprio Deus. Aquele que participa da sua vida somente na hora de lhe servir. Aquele que só aparece quando as coisas perdem o controle. É nesse Deus que se acredita, e não naquele ensinado por Cristo.

É disso que o Espírito encarnado precisa se livrar: da hipocrisia humana programada na sua mente. Ele precisa dizer ao seu EGO quem é o verdadeiro Deus. Precisa, não somente acreditar em Deus e fazer belas constatações filosóficas a seu respeito. Mas vivenciar o que acredita. Atribuir, a tudo na sua vida, Deus como causa primária. Permitir que Deus participe de TUDO na sua vida (e não somente das suas reuniões na igreja ou no centro espírita).   

Observe todas as suas crenças e tente enxergar como você vivencia cada uma delas. Se aquilo que você vivencia está em contraste com o que acredita, a sua crença é apenas um discurso falado da boca pra fora, sem nenhum efeito na sua vida. Nesse caso, não é o espírito encarnado quem está ditando a vivência das coisas, mas o ego humano. E esse, é o "diabo", o tentador, aquele que quer te levar para o caminho do sofrimento.

Abraços!


Título: Re: Fé
Enviado por: Danilo Henrique em 02 de Abril de 2014, 21:26
Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.
(1 João 2:15)

Se Fé em Deus é a "fé no desconhecido", o valor e a essência da vida está nesse desconhecido, e não na própria vida. Quem ama a vida humana, e as coisas que existem nela, não ama a Deus. E como não o ama verdadeiramente, aceita as proposições que a mente egoísta cria para distorcer a sua imagem.

Abraços!
Título: Re: Fé
Enviado por: Antonio Renato em 03 de Abril de 2014, 01:33
Meu irmão Marcos,muito bom esse tema para se levar a debate,difícil como colocou nosso
irmão lconfortjr,mas ao mesmo tempo importante dito pelo nosso irmão Moisés.Fé,esse
sentimento maior que impulsiona o nosso ser,é acreditar que tudo é possivel dentro de
uma razão lógica,é ter a certeza e a confiança que Deus nosso pai nunca nos abondonará
nos momentos de dificuldades.Jesus em seus sermões,sempre colocou em primeiro lugar
a fé como motivação para caminhar,muito embora houvesse dificuldade,iriamos conseguir,
mesmo que a fé fosse do tamanho de  um grão de mostarda,removeriamos montanhas,e
é nessa fé que nós nos agarramos,nos apoiamos para atingirmos os nossos objetivos.
Portanto meus irmãos,se temos a certeza da existência de Deus como nosso pai,é nele
em primeiro lugar que iremos depositar a nossa fé.
Fiquem na paz.
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 03 de Abril de 2014, 03:47
      Marcos  « ref #3 em: 020414, às 03:55 »

      Marcos escreveu:... Deus, onisciente, tudo sabe...     

      Conf: meu amigo, sempre que encontro uma oportunidade, trago algumas questões para nosso raciocínio. Aqui vai uma, que não se refere exatamente ao tema, mao à “onisciência”, que o amigo lembrou acima. 

      - se Deus é onisciente, desde sempre sabe em que monstros se tornarão suas criaturas, após a criação; que humilharão, mentirão, matarão, roubarão, estuprarão, explorarão o próximo, que serão egoístas, orgulhosas, viciosas, perversas, pervertidas etc; que possuirão essa imensa lista de imperfeições e defeitos morais os mais monstruosos; que provocarão as mais cruéis tragédias e desgraças, para causar dores e lágrimas sem fim para o próximo! No entanto, assim mesmo as cria e as lança ao mundo entre outros “zilhões” de criaturas que, Deus, também desde sempre, sabe que se tornarão extremamente defeituosas e possuidoras das imperfeições já citadas.

      Porq então as pune pelos erros e defeitos que apresentam se desde sempre sabe que apresentarão esses defeitos? Criou-as sabendo que serão assim e, depois, as pune por serem assim?!

      Deus, ao nos criar, mostra-nos (simbolicamente) duas estradas, dá-nos aptidões, possibilidades, habilidades, desejo, vontade, e total liberdade para que sigamos pela qual escolhermos seguir, por esta ou por aquela. Mas, depois, se seguimos pela qual escolhemos, e que por ser onisciente Deus desde sempre sabe que é aquela que escolheremos, nos pune porq não era por aquela que devíamos seguir!

      Não é fácil entender isso! Para mim é muito difícil!

      Para mim é como um pai que sabe que vai colocar no mundo um filhinho que será cruel, ladrão, assassino, estuprador, pedófilo, pervertido, egoísta, orgulhoso, perverso, traficante de órgãos e de drogas; lhe dá todas as habilidades, possibilidades, aptidões, vontades e liberdade para ser assim, e depois o pune por se tornar assim. Desde sempre sabe que será assim, deixa que seja assim, e o pune por ser assim!! Se algum puder dar uma luz?

....................


lconforjr, muitos de nós pensamos como você e não temos a coragem que tens de expressar esses pensamentos. Porque causa estranheza em muitos este questionamento. Embora esteja sendo respeitoso nestas declarações, que soam como um desabafo, muitos ainda temem... inclusive temem a Deus... temem pensar a respeito do que dizes.

Acredito ser pertinente ao assunto do nosso Estudo Mensal. Não dá pra ficar com um fardo desses e falar tranquilamente sobre Fé. Por isso muitos se calam... e terminam por tornarem-se frios.

Contudo, há um grave equívoco em nós lconforjr, quando mesclamos atributos humanos a Deus imaginando-o antropomórfico. Ele tudo sabe... nós não. Vê o todo, o conjunto... nós apenas um lado... xiii  também estou querendo-O antropomórfico (Deus vê, fala, sabe e etc). Não é fácil avaliar a Inteligência Suprema a Ação Universal.

Amigo, neste caso só me recordo da resposta à questão 14 de O Livro dos Espíritos:

"...Deus existe, não o podeis duvidar, e isso é o essencial,... ...não queirais ir além. ...não vos percais num labirinto de onde não podeis sair..."

Estas falas dos Espíritos Superiores a Kardec parecem servir a este caso. Nossa visão não abrange o conjunto da obra daí a incompreensão.

Mas se o modelo e guia para a humanidade atesta total submissão a este Pai, só fazendo a vontade Dele, ainda que não O compreendamos intimamente, devemos tentar fazer o mesmo.

Abraços






 
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 03 de Abril de 2014, 13:09
Danilo Henrique, que bom nos trazer este texto. Posso lhe perguntar... é seu? Não que eu duvide, sempre o percebi jovem de grandes capacidades intelectivas, mas este post« Responder #10 em: Ontem às 20:48 », saiu digno de um editorial para jornal ou revista.

Não foi inconveniente, ao contrário, enriquecedor. Como dizem alguns pastores evangélicos impactantes verdades.


Se não resolvermos a questão Deus em nossa mente este edifício da Fé ruirá da base ao topo, conforme nos demonstrou muito bem:

[...]

Para que a sua fé em Deus caia por terra, basta você acreditar que alguma coisa poderia ou deveria ser diferente daquilo que se concretizou. Ou seja, basta acreditar no acaso. Quem crê no acaso, não crê em Deus.

[...]


A dúvida é inimigo cruel, excruciante a tal ponto de paralisar-nos e todo cuidado é pouco. Quando se trata de Deus é preciso aprofundar, meditar na sincronia que rege o todo. Estes bilhões de sistemas planetários circulando por aí... reconhecê-Lo nos efeitos, já que a Causa Primeira, em Sua intimidade nos é incompreensível, é verdade inadiável (quanto mais demoramos, mais sofremos). Sei que não O vemos, mas sentimos assim como o ar. Amo verdadeiramente a fala de Jung:

– “Tudo o que aprendi levou-me, passo a passo, a uma inabalável convicção sobre a existência de Deus. Eu só acredito naquilo que sei. E isso elimina a crença. Portanto, não baseio a Sua existência na crença … eu sei que Ele existe”;
               
Carl G.Jung,


Este assunto precisa ficar bem claro na sua(amigo leitor) e na minha mente para que possamos começar a edificar a maior obra de todos os tempos para nossa inteligência imortal. A Fé.

Abraços a todos.



Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 03 de Abril de 2014, 13:26
Meu irmão Marcos,muito bom esse tema para se levar a debate,difícil como colocou nosso
irmão lconfortjr,mas ao mesmo tempo importante dito pelo nosso irmão Moisés.Fé,esse
sentimento maior que impulsiona o nosso ser,é acreditar que tudo é possivel dentro de
uma razão lógica,é ter a certeza e a confiança que Deus nosso pai nunca nos abondonará
nos momentos de dificuldades.Jesus em seus sermões,sempre colocou em primeiro lugar
a fé como motivação para caminhar,muito embora houvesse dificuldade,iriamos conseguir,
mesmo que a fé fosse do tamanho de  um grão de mostarda,removeriamos montanhas,e
é nessa fé que nós nos agarramos,nos apoiamos para atingirmos os nossos objetivos.
Portanto meus irmãos,se temos a certeza da existência de Deus como nosso pai,é nele
em primeiro lugar que iremos depositar a nossa fé.
Fiquem na paz.

Muito bom Antonio que está participando conosco. Justamente essa confiança em Deus é como o ponta-pé inicial de uma partida de futebol, e no caso em questão, é o início de uma sólida edificação. A certeza, a Fé... filhas deste reconhecimento da Inteligência Suprema.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 03 de Abril de 2014, 16:52
      Danilo (ref #10, de 020414)

      Conf: Amigos, com o que está escrito nas msg/respostas dos companheiros, e com o que está nas palavras das escrituras, podemos perceber que fé nada mais é que ilusão.   

      Muito bom, Danilo. É isso mesmo! Nos acostumamos a viver de ilusões; fé é nada mais que ilusões! Como sabemos, ilusões que nos acalentam, mas que podem nos fazer sofrer.

      Aliás, a própria vida, a escola que, dizem as religiões, Deus nos deu, nos condiciona a isso! Desde que nos desperta a consciência, os pais, os mais velhos, os amigos, as tradições, costumes, culturas, sociedades, religiões, suposições, nos levam a crer em tantas coisas nas quais têm fé, mas que nem mesmo eles sabem se são verdades. E, em geral, assim vivemos e assim morremos.

      Como a vida é cruel para todos, sem exceção, nos satisfazemos, em parte, com ilusões, esperanças, muitas sem fundamento algum, consolos apenas. Sempre precisamos e procuramos alguma coisa a que nos agarrar. Por isso, todos vivem cheios de ilusões. Afinal, quem não está com a cabeça cheia de idéias, opiniões, ideais, suposições, crenças e esperanças em tantas coisas que nem sabe se, realmente, são verdades, se algum dia vão acontecer?

      O que é isso a que damos o nome de Deus, céu, inferno, pecado, umbral, carma, espírito, alma, salvação, sacramento, reencarnação, ressurreição, aperfeiçoamento espiritual, santidade? Temos absoluta certeza de que essas coisas são verdades absolutas? Ou só acreditamos nessas coisas porque ouvimos falar sobre elas e temos confiança em quem falou? Ou porq consideramos lógico o que falaram e só consideramos lógico, talvez, porq nos inspiram e nos dão esperanças de que dias melhores virão, que haverá compensações? Ou porq tivemos alguma experiência que consideramos que lhes tenha dado credibilidade e daí nos veio certa dose de fé? Ou porq muitos, religiões e religiosos, nos dizem que Deus é Amor e Justiça, que nos traçou um futuro cheio de compensações pelo mal que nos fizeram e de recompensas pelo bem que fizemos?

      É verdade que há muitos que passaram por experiências luminosas, que lhes aclararam os cantos escuros da mente e lhes trouxeram a compreensão que os libertou da ignorância, das consequentes ilusões e consequentes medos; compreensão que os libertou até mesmo dos sofrimentos e os fizeram ter uma percepção maior de o que é a vida, de quem verdadeiramente somos, e do que é aquilo a que damos o nome de Deus.

      Mas, as experiências dos outros, não é a nossa experiência. Enquanto não tivermos, cada um de nós, nossa própria experiência, pessoal, particular, que nos mostre o que é o real, continuaremos a viver neste mundo, nesta condição sofrida, confusa, sempre cheia de conflitos, dores e lágrimas, tendo ou não fé no que outros disseram, portanto podemos dizer "fé de segunda mão"! Como disse um Sábio cristão: enquanto não passarmos por essa experiência, "Enquanto o Cristo não nascer dentro de você, você continuará vivendo na escuridão de um estábulo, entre fezes e urina”. 

      Outros sábios afirmam que “o que falta, no cristianismo de hoje, é o conhecimento de que podemos ir além da teoria e da doutrina; que podemos passar para a, vejam bem, “percepção direta”; podemos perceber, diretamente, aquilo de que a doutrina fala: a percepção de Deus. Esse conhecimento existia no cristianismo dos primeiros séculos, mas a igreja cristã se esqueceu de divulgar.

     E outro sábio afirmou: “O fato, que tenho comprovado numerosas vezes, é que essa é a experiência mais importante e sublime na vida do ser humano; a experiência de Deus é a verdadeira terapia e, na medida em que as pessoas por ela passam, se afastam da maldição da patologia”. Como outros disseram: “é uma experiência de concordância universal; em qualquer tempo ou lugar onde tenha acontecido, foi igual para todos os que por ela passaram!”.

      A simples Fé nada é frente a essa experiência.

.......................
Título: Re: Fé
Enviado por: Danilo Henrique em 03 de Abril de 2014, 19:26
Danilo Henrique, que bom nos trazer este texto. Posso lhe perguntar... é seu? Não que eu duvide, sempre o percebi jovem de grandes capacidades intelectivas, mas este post« Responder #10 em: Ontem às 20:48 », saiu digno de um editorial para jornal ou revista.

Não foi inconveniente, ao contrário, enriquecedor. Como dizem alguns pastores evangélicos impactantes verdades.


Se não resolvermos a questão Deus em nossa mente este edifício da Fé ruirá da base ao topo, conforme nos demonstrou muito bem:

[...]

Para que a sua fé em Deus caia por terra, basta você acreditar que alguma coisa poderia ou deveria ser diferente daquilo que se concretizou. Ou seja, basta acreditar no acaso. Quem crê no acaso, não crê em Deus.

[...]


A dúvida é inimigo cruel, excruciante a tal ponto de paralisar-nos e todo cuidado é pouco. Quando se trata de Deus é preciso aprofundar, meditar na sincronia que rege o todo. Estes bilhões de sistemas planetários circulando por aí... reconhecê-Lo nos efeitos, já que a Causa Primeira, em Sua intimidade nos é incompreensível, é verdade inadiável (quanto mais demoramos, mais sofremos). Sei que não O vemos, mas sentimos assim como o ar. Amo verdadeiramente a fala de Jung:

– “Tudo o que aprendi levou-me, passo a passo, a uma inabalável convicção sobre a existência de Deus. Eu só acredito naquilo que sei. E isso elimina a crença. Portanto, não baseio a Sua existência na crença … eu sei que Ele existe”;
               
Carl G.Jung,


Este assunto precisa ficar bem claro na sua(amigo leitor) e na minha mente para que possamos começar a edificar a maior obra de todos os tempos para nossa inteligência imortal. A Fé.

Abraços a todos.
Louvado seja Deus, Marcos, pelo estudo, e por todos os comentários nele realizados.
Quem sou eu para fazer alguma coisa de mim mesmo? Se o texto lhe acrescentou alguma coisa, é somente isso o que importa. Para muitos, ele não serve. É apenas uma elucubração inútil de um jovem alienado e influenciado por entidades manipuladoras. E é assim mesmo que as coisas devem ser.
As impactantes verdades precisam ser ditas, nos tempo que vivemos atualmente. O mundo passa por uma profunda transformação, e as pessoas precisam começar a se preocupar em continuar "em cima do muro".
A realidade da vida causa vertigem à mente humana. E é desse choque de realidade que todos fogem.
Espíritas, o que vocês estão buscando verdadeiramente? Onde querem chegar de fato?
O que vocês esperam "dessa" vida?
Cristo não obrigou ninguém a segui-lo. Não coagiu nenhuma escolha. Apenas mostrou a porta, para que se batessem, ela se abrisse. Diante disso eu pergunto: Você, que bateu à porta e pediu para que ela se abrisse para você, já decidiu se vai carregar a sua cruz e perder a sua vida?  Se ainda não, quando fará isso? Na próxima encarnação? Na próxima da próxima? Pois eu lhes digo: da mesma forma que nessa vida você possui sonhos, desejos, esperanças e realizações muito importantes para que não queira perdê-la agora, nas próximas encarnações, você também terá tudo isso DE NOVO. Outros sonhos, outros desejos, outras realizações que para você serão muito importantes, que vão te seduzir e te prender à vida terrena. E enquanto a decisão não for tomada, você vai ir e voltar, ir e voltar, ir e voltar...E a cada vez que volta, vai chorar a oportunidade desperdiçada, estudar tudo de novo, planejar tudo de novo, e assim por diante, até conseguir tomá-la (a decisão). Segundo informações da espiritualidade, estamos nesse processo de ida e volta há mais de 7000 anos.

Quando eu falo isso, as pessoas arregalam os olhos e dizem que eu estou exagerando. Normalmente dizem que o "processo é lento" e que não é possível fazer todo o trabalho de uma vez.
Mas quem disse que eu falei em "todo o trabalho"? Por favor, releiam a questão 192 do LE. O que para o homem é perfeito está longe da perfeição. A melhor perfeição que ele pode atingir é aquela que comporta a sua natureza terrestre. Ou seja, ainda tem muuuita coisa pra evoluir depois da Terra.
Outra coisa, que eu não sei se adianta falar, mas acreditem se quiser, não haverá mais tantas oportunidades por aqui. Quem não quis aproveitar agora, vai ter que fazer as malas.

É claro que o que eu estou falando não é uma coisa simples. Não é algo fácil. É algo a ser trabalhado no íntimo. Mas a ficha precisa cair para a maioria da população religiosa do planeta, que há uma série problemas a serem abordados nesse sentido e que vale para todos. Um deles é:

Porque é tão difícil praticar o que aprendemos?

Por que será que mesmo com tantos livros na prateleira, depois de tantas reuniões (no meu caso, 5 anos, durante o tempo que eu fui espírita), tanto estudo, depois de tanto trabalho realizado...Por que é que ainda descumprimos diariamente as leis de Deus, mesmo sabendo que esse descumprimento é a causa dos nossos sofrimentos?
Amigos, a reflexão é algo muito pessoal. Mas há dois anos, eu cheguei a uma conclusão que virou a minha vida de ponta cabeça, que eu acredito que foi a melhor possível para mim. A resposta que eu cheguei a essa pergunta foi: Porque eu NÃO QUERO. Eu gosto da vida humana. Gosto das coisas do mundo, de viver humanamente. Não quero ir em busca de uma felicidade que eu não conheço. Eu quero a felicidade terrena, a satisfação dos meus desejos! Sem chegar a este grau de sinceridade, meus amigos, eu creio que muitos continuarão rodando em círculos. Até porque, a mente insiste em lhes convencer de que estão em busca de Deus, quando no íntimo, é perfeitamente possível que estejam em busca apenas dos seus próprios desejos, mesmo que esse desejo seja "servir ao próximo".

E isso vem muito a calhar com o tema da discussão. A Fé.
Você ai que está em cima do muro. Qual é a fé que você tem sustentado esse tempo todo? De fato, é a fé de que, seguindo tudo o que Cristo ensina, você alcançará a verdadeira felicidade? A fé de que perdendo a sua vida, você se aproximará de Deus, e não querendo perdê-la, se manterá afastado? 

Sabem meus amigos, vocês devem estar cansados de todos esses textos e estudos teóricos, que até hoje, muito pouco tem ajudado a tomar a única e verdadeira decisão que é preciso tomar na vida, para sair dessa roda de expiações. Se eu fosse vocês, parava um pouco de estudar e de ficar acumulando "conhecimentos", para meditar seriamente sobre esse assunto. Mas respeito profundamente que façam o que queiram fazer, pois tenho consciência de que nada está errado. Deus cuida de cada um particularmente, podando o seu caminho.

Desculpem-me ter levado a conversa para esse lado. Mas eu já conheço razoavelmente bem os amigos desse site, e asseguro a todos de que já possuem bastante conhecimento. Então eu levanto essa proposta: o que se pode fazer nesse instante para tornar a prática real?

(http://imageshack.com/a/img21/2968/7g7e.jpg)
 
 
Se alguém se sentiu mal ou desconfortável com tudo isso que eu falei, foi exatamente essa a intenção.
Afinal, vocês dispõem apenas a mente para lutar contra a própria mente.
Se a ilusão da vida não lhes satisfazem mais, então saiam dela e aventurem-se no desconhecido, que é o viver como Espírito. Para saber mais, consultem http://meeu.com.br/

Abraços!

 
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 03 de Abril de 2014, 22:05
      Danilo (ref #10, de 020414)

    [...]   

      Muito bom, Danilo. É isso mesmo! Nos acostumamos a viver de ilusões; fé é nada mais que ilusões! Como sabemos, ilusões que nos acalentam, mas que podem nos fazer sofrer.

   [...]
      É verdade que há muitos que passaram por experiências luminosas, que lhes aclararam os cantos escuros da mente e lhes trouxeram a compreensão que os libertou da ignorância, das consequentes ilusões e consequentes medos; compreensão que os libertou até mesmo dos sofrimentos e os fizeram ter uma percepção maior de o que é a vida, de quem verdadeiramente somos, e do que é aquilo a que damos o nome de Deus.

      Mas, as experiências dos outros, não é a nossa experiência. Enquanto não tivermos, cada um de nós, nossa própria experiência, pessoal, particular, que nos mostre o que é o real, continuaremos a viver neste mundo, nesta condição sofrida, confusa, sempre cheia de conflitos, dores e lágrimas, tendo ou não fé no que outros disseram, portanto podemos dizer "fé de segunda mão"! Como disse um Sábio cristão: enquanto não passarmos por essa experiência, "Enquanto o Cristo não nascer dentro de você, você continuará vivendo na escuridão de um estábulo, entre fezes e urina”. 

      Outros sábios afirmam que “o que falta, no cristianismo de hoje, é o conhecimento de que podemos ir além da teoria e da doutrina; que podemos passar para a, vejam bem, “percepção direta”; podemos perceber, diretamente, aquilo de que a doutrina fala: a percepção de Deus. Esse conhecimento existia no cristianismo dos primeiros séculos, mas a igreja cristã se esqueceu de divulgar.

     E outro sábio afirmou: “O fato, que tenho comprovado numerosas vezes, é que essa é a experiência mais importante e sublime na vida do ser humano; a experiência de Deus é a verdadeira terapia e, na medida em que as pessoas por ela passam, se afastam da maldição da patologia”. Como outros disseram: “é uma experiência de concordância universal; em qualquer tempo ou lugar onde tenha acontecido, foi igual para todos os que por ela passaram!”.

      A simples Fé nada é frente a essa experiência.

.......................

lconforjr,

             conforme afirma no 1º parágrafo da citação a fé pode trazer-nos sofrimentos sim, quando seja equivocada, como no caso em que se segue nos outros parágrafos de sua autoria citados com grande propriedade, inclusive mostrando-nos uma realidade muito vista hoje em dia. A fé de segunda mão(grifos meus). É aquela busca cega pela fé do outro, como se pudéssemos nos apoderarmos desta experiência, do outro, em nosso benefício. Perfeito raciocínio. É comum esta prática nos dias atuais quando abundam profetas, missionários e outros afins...

O chamado é para a postura íntima de cada um, o trabalho interno...

...vejo ainda a Fé presente antes da "experiência" citada no último parágrafo teu. Para chegarmos a esta experiência precisamos ter a certeza sobre os conteúdos que a esta nos conduzem, e esta certeza é a Fé.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 03 de Abril de 2014, 22:26
...............     

      Marcos (ref #18, 030414)   

     
      A fé, por mais profunda e intensa que seja, nunca é certeza. Fé é suposição, esperança, confiança, como diz Paulo,"naquilo que não se vê!" E como nem vemos, nem cheiramos, nem ouvimos, nem tocamos... como sabemos que é, que existe? Logo essa fé nada mais é do que confiança naquele que falou, esperança de que seja verdade!

      Para Jesus, é fato, ele usou a palavra com o significado de "certeza total e absoluta" pois, sem dúvida, tinha plena "convicção" no que dizia, porq sabia que o que dizia era a verdade, que era como dizia: "quem tiver a fé do tamanho de um grão de mostarda dirá a esta montanha: mova-se daqui para lá e ela se moverá!".

      Assim ele pode curar, ressuscitar, multiplicar pães e peixes, andar sobre as águas. Ele não fez todas essas coisas simplesmente por ter fé, mas por saber que era verdade que podia fazê-las, que eram verdades absolutas.
...........
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 03 de Abril de 2014, 22:37
Ok Danilo, « Responder #17 em: Hoje às 19:26 » bem persuasivo e oportuno. O convite à análise de nós mesmos... o que buscamos... a que nos propomos... tudo isso muito nos importa nessa caminhada.

Gostei também do Cristo retratado, confesso, levei um susto! Faz-nos sentir como fôssemos o jovem rico da passagem evangélica,he,he. Lembrei-me da música cantada pelo padre Zezinho " ...A decisão é tua...", bom pra meditar.

Abraços



Título: Re: Fé
Enviado por: Norizonte da Rosa em 03 de Abril de 2014, 23:05
Olá pessoal.

Apenas alguns comentários:

Parece que quando se fala de fé ou ter fé sempre relacionamos isso a uma crença (como aliás é uma das definições de fé nos dicionários) e sugere também, a meu ver, uma grande esperança em realizar algo, ou conseguir algo.

Mas outra definição de fé encontrada é:

4 Fidelidade a compromissos e promessas;

Anteriormente, em outro tópico, já reproduzi parte do livro Huberto Rohden (Paulo de Tarso - O Maior Bandeirante do Evangelho, página 262) e reproduzo novamente aqui para deixar a possibilidade dessa 'nova' e talvez não usual definição que estamos acostumados a dar a essa palavra, fé:

"(..)

Na epístola aos Romanos, encontrou Martinho Lutero a sua teoria da 'justificação pela fé'.

O apóstolo faz ver que o homem, desajustado de Deus pelas obras legais ou rituais, só pode reajustar-se pela fé.

Sendo que todas as epístolas de Paulo de Tarso foram escritas em língua grega, a palavra 'fé' ('fides', em latim) aparece como pistis, cujo verbo é pisteuein. Infelizmente, não existe em latim um verbo derivado do substantivo 'fides', e assim, os tradutores latinos se viram obrigados a recorrer a um verbo de outro radical para designar o ato de 'ter fé'. Este verbo latino é 'credere', que em português deu 'crer'.

Mas o sentido de 'crer' não coincide com o de 'ter fé'. 'Crer' designa algo vago, incerto, nebuloso, ao passo que ter fé, 'fides', é ter fidelidade, estar harmonizado, sintonizado. 'Pisteuein' ter fé, designa um estado de alta fidelidade ou harmonização entre a alma humana e o espírito de Deus - que é a idéia do ajustamento.

Neste sentido, é exata a expressão 'o justo vive da fé', mas não no sentido de 'crer'.

'Quem crer será salvo, quem não crer será condenado'; isto é absurdo e blasmo, se traduzirmos 'pisteuein' por 'crer', como é de praxe. Mas é razoável se dissermos 'quem tem fé', ou fidelidade, porque o ajustamento é a salvação.

(..)"

O negritado é meu e os grifos são meus quando as palavras não pertencem ao nosso léxico.

Abraço.

Título: Re: Fé
Enviado por: abuelito em 04 de Abril de 2014, 03:17
Fazendo uma pausa nessa seqüência de raciocínios profundos e esclarecedores, coloco abaixo minha singela colaboração ao tema, tão difícil de entender.

.......
CAPÍTULO XIX do O Evangelho Segundo o EspiritismoM

A fé transporta montanhas
[...]entende-se como fé a confiança que se tem na realização de uma coisa, a certeza de atingir determinado fim. Ela dá uma espécie de lucidez que permite se veja, em pensamento, a meta que se quer alcançar e os meios de chegar lá, de sorte que aquele que a possui caminha, por assim dizer, com absoluta segurança. Num como noutro caso, pode ela dar lugar a que se executem grandes coisas.(A.K)

Havia uma pequena cidade do interior, que sofria com a falta de chuva desde longo tempo atrás. O Sr. prefeito decidiu chamar um padre milagreiro, que por meio de orações compartilhadas com o povo, conseguia qualquer coisa.
O padre chegando, pediu para que todos os habitantes do lugar, se reunissem na praça do coreto, COM MUITA FÉ para poder dar início ás orações.
O povo reunido, o padre olhou por cima da população, e os mandou voltar no dia seguinte com MAIS FÉ para as orações.
Depois da terceira tentativa, o padre mandando todo mundo voltar no dia seguinte, o prefeito lhe pergunta:
- Sr padre... Pelo amor de Deus... Como o Sr. Sabe que o povo vem sem fé?
Ao que o padre retruca:
- Ora Sr. Prefeito... Ninguém traz o guarda chuva!

Fé? Vem de dentro espontaneamente, nasce em nós.

Fé a todos os companheiros do FE.
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 04 de Abril de 2014, 03:33
Re: Fé

      Marcos  (ref #20 em:030414, às 22:37)
 
      Amigos, amigo Marcos,

      Por mais que alguém diga, como o padre Zezinho, que “a decisão é nossa”, há aí alguma coisa sobre que raciocinar. Como a psicologia, como Paulo e outros grandes, o estudo e pesquisa dizem que a decisão não é nossa; que apenas imaginamos e acreditamos que seja, devido a nossos condicionamentos que a vida nos impôs.

      Assim, o estudo e a psicologia fazem ver que qualquer decisão, se origina de pensamentos que acreditamos serem nossos mas que, sem dúvida, não são verdadeiramente nossos.

      Os pensamentos têm origem, nunca em nós, mas em algo que está fora ou além de nós (além de nós, espíritos), em nosso exterior, pois em vibrações de ações ou eventos produzidos fora de nós, exteriormente a nós.

      Essas ações/vibrações, que, portanto, não dependem de nós, mas da vida exterior (o canto de um pássaro, o ruído de algo que cai, de um choque de carros, um perfume que está no ar ou em alguém, a maciez ou a aspereza de uma superfície que tocamos, a ação boa ou a má que nossos olhos estão presenciando etc etc), são captadas por nossos canais de ligação com o mundo, os chamados sentidos objetivos (luz/sombra, sons, odores, sensações táteis etc), ou além dos sentidos para aqueles que podem ter sensibilidades mais apuradas, os paranormais.

      Essas vibrações, provenientes das ações ou objetos ou fenômenos, dos eventos são, através de nosso sistema neurológico, encaminhados ao cérebro, que os interpreta e, associando-os ou não (associação de idéias) com o que já está arquivado em nossa memória (resultante de idêntico processo anterior), dão origem ao pensamento; este leva ao desejo de possuir, ou não possuir, ser ou não ser, sentir ou não sentir, aproximar ou se afastar daquele evento, ou de evento semelhante àquele percebido pelos sentidos.

      Desse desejo, mais intenso ou menos intenso, nasce a vontade, também mais intensa ou menos intensa, de concretizá-lo, isto é, desejo de ter, ser, sentir ou de não ter, não ser, não sentir aquilo que, elaborado através dessas ações e reações, fez nascer o pensamento (ação = evento exterior; reação = elaboração do processo interior, que dará nascimento ao pensamento); da vontade nasce a decisão de ter, ser, sentir, possuir, se aproximar, ou a decisão oposta de não possuir, não ser, não sentir, fugir e, da vontade, a decisão correspondente que nada mais é que a escolha que, então erradamente,  pensamos e dizemos que é nossa.

      Assim, esse processo tem a seguinte sequencia: vibrações de ações exteriores -> captadas pelos sentidos objetivos-> são levadas ao cérebro-> ai interpretadas e associadas com o que já existe na memória-> formam pensamentos-> que dão lugar aos desejos -> que dão lugar à vontade-> que dá lugar à decisão-> que dá lugar à escolha.

      Assim, por essa linha de raciocínio e pesquisas, nem pensamentos, nem desejos, nem vontades, nem decisões e consequentemente, nem as escolhas, são verdadeiramente nossos.

      Que, por isso, Paulo disse, entre outras coisas que se relacionam com esse estudo: “É o Sr que opera em nós o pensar, o desejar e o obrar”. E, ainda que, para que para que não estranhemos que sofremos mesmo que as obras não sejam nossas: “Não é por vossas obras que sereis salvos...!” (Há mais argumentos a respeito).

      Abraços.
..............



Título: Re: Fé
Enviado por: Antonio Renato em 04 de Abril de 2014, 12:23
Meus irmãos bom dia.Em suas respostas(10 e !7)o nosso amigo Danilo nos coloca pontos
bem interessante que nos fazem raciócinar mais,como manda a doutrina(lconforjr sempre
nos chama à atenção).Pois bem:Será que somos verdadeiro na nossa fé?,acreditando ser
Deus o nosso pai,buscamos a ele sempre ou tão somente nos momentos de desespero
onde nada ou ninguem possa interceder em nosso favor, pelas nossas dificuldades?,e
quando questionamos quando nos acontece alguma coisa que pelo nosso julgamento não
somos merecedores,alguns questionam até mesmo Deus e o seu amor por todos nós,tudo
isso seria indício de pouca ou seria a falta dela?.Quando iniciei os meus estudos da Doutri-
-na Espirita,e ao longo deste,fui vendo com mais clareza os porquês dos acontecimentos
da vida,isso me deu mais segurança para enfrentar as dificuldades encontradas,  pelo
caminho que estou percorrendo para minha evolução.Entretanto,por mais que me esclare-
-ça,ainda fico em dúvidas por algumas vezes.Eu busco a fé,eu quero ter fé,eu preciso ter
fé nas horas em que vacilar.
Fiquem na paz.
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 04 de Abril de 2014, 12:34
...............     
     Marcos (ref #18, 030414)   
   
     A fé, por mais profunda e intensa que seja, nunca é certeza. Fé é suposição, esperança, confiança, como diz Paulo,"naquilo que não se vê!" E como nem vemos, nem cheiramos, nem ouvimos, nem tocamos... como sabemos que é, que existe? Logo essa fé nada mais é do que confiança naquele que falou, esperança de que seja verdade!

      Para Jesus, é fato, ele usou a palavra com o significado de "certeza total e absoluta" pois, sem dúvida, tinha plena "convicção" no que dizia, porq sabia que o que dizia era a verdade, que era como dizia: "quem tiver a fé do tamanho de um grão de mostarda dirá a esta montanha: mova-se daqui para lá e ela se moverá!".

      Assim ele pode curar, ressuscitar, multiplicar pães e peixes, andar sobre as águas. Ele não fez todas essas coisas simplesmente por ter fé, mas por saber que era verdade que podia fazê-las, que eram verdades absolutas.
...........

Olá  lconforjr, sem dúvida nos sentidos táteis não a percebemos, mas sim na sensibilidade da alma. E é justamente porque Jesus sabia de tal verdade, como afirmaste, é que buscamos este despertar este saber, este conhecer a verdade que liberta, naturalmente reconhecendo as limitações nas quais nos encontramos chumbados.

Abraços

 
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 04 de Abril de 2014, 12:47

Olá Norizonte da Rosa, acrescentaste um bom conceito, e agora percebo que estava faltando esta busca pela etimologia da palavra Fé. Penso dessa forma também. E acredito que no decorrer de nossos apontamentos somados aos conhecimentos dos amigos do fórum vamos dilatar ainda mais estes saberes sobre nosso tema do mês. Valeu.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 04 de Abril de 2014, 12:59

Muito boa abuelito Resp #22, lembrei-me de quantos vamos ao centro espírita que frequentamos e não levamos o "guarda chuva"...

E em nossas vidas estamos levando o guarda-chuva?!

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Norizonte da Rosa em 04 de Abril de 2014, 13:45
Assim, esse processo tem a seguinte sequencia: vibrações de ações exteriores -> captadas pelos sentidos objetivos-> são levadas ao cérebro-> ai interpretadas e associadas com o que já existe na memória-> formam pensamentos-> que dão lugar aos desejos -> que dão lugar à vontade-> que dá lugar à decisão-> que dá lugar à escolha.

     
 Assim, por essa linha de raciocínio e pesquisas, nem pensamentos, nem desejos, nem vontades, nem decisões e consequentemente, nem as escolhas, são verdadeiramente nossos.


Sim, mas quem interpreta, quem associa, quem toma decisão e quem, após isso tudo, pensa? o cérebro é uma massa de proteína, um instrumento de que se serve o Espírito, tanto é assim que o Espírito quando desencarnado continua com memória e o cérebro se decompõe.

Título: Re: Fé
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 04 de Abril de 2014, 13:49
Bom Dia a todos!!!
Bom tema para análise Marcos, parabéns...
Fé...
É nosso escudo para trilharmos os caminhos tortuosos que a jornada neste planeta nos proporciona... É aonde encostamos nossas angústias e frustrações sabendo que algo melhor está nos aguardando... É a nossa fortaleza perante as pedradas que levamos, que apesar das dores que nos causam, a Fé nos mantém de pé, mais fortes. Fé é paciência e resignação, é ação! Fé sem obras é morta, como nos traz a espiritualidade através de Kardec no Evangelho. Trabalhar em favor do próximo mais próximo, dentro de casa, onde realmente somos testados, onde temos que efetivamente provar a nossa Fé na sabedoria Divina de nos ter inserido aonde devemos estar, na família que precisamos, com o corpo que merecemos e com os filhos, pais, esposo (a) que necessitamos para resgatarmos, para aprendermos a amar.
Fé... É fechar os olhos todas as noites na certeza do amparo e proteção de nosso Pai que cuida de nós e dos nossos... É chorar quando a alma dói, quando falhamos ou quando estamos fracos e estender nossas mais sinceras súplicas de misericórdia ao nosso Pai Celestial, pedindo ajuda já que somos muito fracos e imperfeitos ainda...
Fé é amar quem não conhecemos, pois Ele está muito acima da nossa limitada capacidade de conhecimento, é saber que o vazio que temos dentro de nós se deve à falta de amor, e que quando amamos algum ser da criação, respeitamos este mundo que vivemos, fazemos acontecer aquilo em que realmente acreditamos, ficamos preenchidos, e as coisas fluem, graças à Fé que nos move e nos tira do marasmo existencial...

Tenhamos um abençoado final de semana!!!

Título: Re: Fé
Enviado por: fernandes adalberto em 04 de Abril de 2014, 14:03
Como diz Kardec " A fé não se receita, não se impõe; daí muitas pessoas dizerem que não são culpadas por não terem fé. Sem dúvida, a fé não se receitam e o que é ainda mais certo: a fé não se impõe. (A Fé Transporta Montanhas)
 Muitas vezes pensamos que temos fé, mais acreditamos mais naquilo que os outros fazem, do que aquilo que praticamos.
Adianta ter fé, com ilusão, obsessão, prejudicando o próximo.
Acredito que não!
A fé é o andarilho da nossa conduta, da nossa determinação de acreditar em si, sem prejudicar o próximo.
Estamos numa era, que precisamos olhar mais para dentro de si, vê aquilo que precisamos consertar, aplicar em torno de todos aqueles que vibram na sintonia de amor.
Não adianta ter fé, se não acredita em si....
A fé realmente não se receita, se adquirir através da caridade e do amor.
Fernandes Adalberto
 
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 04 de Abril de 2014, 14:04

lconforjr resp#23, bem interessante a sequência do raciocínio, fez-me lembrar o famoso trecho "...de ordinário, são eles que vos dirigem."- O Livro Dos Espíritos. Natural que estejamos condicionados as experiências vivenciadas, mas, a seu tempo cada um pode com os outros, aprender a pensar por si.

Abraços





Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 04 de Abril de 2014, 14:33
Meus irmãos bom dia.Em suas respostas(10 e !7)o nosso amigo Danilo nos coloca pontos
bem interessante que nos fazem raciócinar mais,como manda a doutrina(lconforjr sempre
nos chama à atenção).Pois bem:Será que somos verdadeiro na nossa fé?,acreditando ser
Deus o nosso pai,buscamos a ele sempre ou tão somente nos momentos de desespero
onde nada ou ninguem possa interceder em nosso favor, pelas nossas dificuldades?,e
quando questionamos quando nos acontece alguma coisa que pelo nosso julgamento não
somos merecedores,alguns questionam até mesmo Deus e o seu amor por todos nós,tudo
isso seria indício de pouca ou seria a falta dela?.Quando iniciei os meus estudos da Doutri-
-na Espirita,e ao longo deste,fui vendo com mais clareza os porquês dos acontecimentos
da vida,isso me deu mais segurança para enfrentar as dificuldades encontradas,  pelo
caminho que estou percorrendo para minha evolução.Entretanto,por mais que me esclare-
-ça,ainda fico em dúvidas por algumas vezes.Eu busco a fé,eu quero ter fé,eu preciso ter
fé nas horas em que vacilar.
Fiquem na paz.

Importantes apontamentos Antonio, e como disse, as postagens dos nossos amigos têm-nos trazido conteúdos para uma profunda reflexão. E é exatamente essa a intensão. Refletirmos.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: lineu em 04 de Abril de 2014, 15:24
Citação de: Fé
Clique aqui. (http://www.forumespirita.net/fe/poesia/sonetilhos/msg353584/#msg353584)

O sonetilho acima citado representa uma opinião que traduz um entendimento pessoal a respeito do significado da Fé. E objetiva exclusivamente o oferecimento de contribuição subsidiária ao estudo desenvolvido neste tópico.

Saliente-se da citada composição as seguintes ideias fundamentais:

•   A Fé constitui poder mental por excelência;
•   A Fé é um atributo da razão que extrapola a inteligência;
•   A Fé expande o campo da consciência a ponto de persuadi-la à certeza de que Deus confia na capacidade evolutiva inerente às suas criaturas;
•   A Fé, além de induzir a convicção mental, também desperta na consciência o senso da devoção;
•   A Fé provoca a eclosão do amor e aciona a mente à prática da indulgência;
•   A Fé é a virtude que pule o coração a ponto de transformá-lo num espelho da Divindade;
•   A Fé é o poder da vontade que acelera a evolução espiritual.

Provavelmente, pois, foram essas noções fundamentais que levaram o Mestre Jesus a louvar a Fé como a virtude essencial e indispensável ao aperfeiçoamento do Espírito.

***
Título: Re: Fé
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Abril de 2014, 15:53

Citar
Ajuda

Um menino pequeno estava se esforçando para mover um pesado armário, mas o móvel não cedia. Ele empurrava e puxava com toda sua força, mas não conseguia movê-lo nenhum centímetro. O pai, que ali chegava, parou para observar os esforços vãos do filho. Finalmente perguntou:
“Filho, está usando toda a sua força?”
“Sim, estou!” gritou o garoto, exasperado.
“Não”, disse calmamente o pai, “você não está. Não me pediu para ajudá-lo


Deus está conosco
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 04 de Abril de 2014, 16:47
Re: Fé

      Marcos  « ref #13 em: 030414, às 03:47 »

      Conf: se Deus é onisciente, desde sempre sabe em que monstros nos tornaremos após sermos criados;... egoístas, orgulhosos, viciosos, perversos, pervertidos... defeitos morais monstruosos;... cruéis tragédias e desgraças,...     

      Desde sempre sabe que seremos assim, deixa que sejamos assim, e, depois, nos pune por sermos assim!! Se alguém puder dar uma luz...

      Agora, se Deus não é onisciente, estará sempre se surpreendendo, ficando (se podemos dizer estas coisas de Deus) extremamente decepcionado e arrependido de haver criado as criaturas que criou (como no nos relatos bíblicos de Noé, Sodoma e Gomorra etc).
....................
      Marcos escreveu: muitos pensamos como você e não temos a coragem que tens de expressar esses pensamentos... Embora esteja sendo respeitoso nestas declarações, que soam como um desabafo...

      Conf: não um desabafo, meu jovem, mas uma constatação relativa ao em que creem as doutrinas religiosas populares (observe: populares!). Trago sempre argumentações semelhantes a essas, na tentativa de, se possível, fazer que os companheiros abram os olhos e procurem a verdade onde quer que ela se encontre. Estamos todos com antolhos; só conseguimos ver aquilo que está a nossa frente; não olhamos para os lados. Não sabemos, ou nos esquecemos, que há religiões e 'religiões', doutrinas e 'doutrinas'. Cremos nisto ou naquilo apenas porq temos confiança nas suas fontes e, por confiarmos, muita coisa aceitamos passivamente, sem questionar, sem pesquisar, sem comparar e podemos estar deixando de conhecer coisas importante para o crescimento espiritual.

      E ficamos acreditando que estamos no caminho correto; que, embora as religiões se considerem, cada uma, a única certa, e num gesto de falsa condescendência, afirmem que todos os caminhos levam a Deus, nos esquecemos de que há muitos outros caminhos e que a própria codificação aconselha que os conheçamos, que os comparemos com o que trilhamos agora e até que elejamos outro se, pela comparação, o considerarmos mais em harmonia com nosso íntimo. Assemelha-se esse conselho ao de Paulo que, dias atrás, vc lembrou: “Estudai de tudo e guardai o que for bom!”

      Marcos: muitos ainda temem... inclusive a Deus... temem pensar a respeito do que dizes.

      Conf: sem dúvida esse temor é incerteza/ignorância ou preconceito que, a própria escola, que as religiões afirmam que Deus nos deu, cria em nós. Ignoramos o que seja Deus, mas O tememos, e tememos Suas terríveis leis (que, para mim, não se harmonizam com o Amor e a Justiça), e mesmo sem conhecê-lo Lhe conferimos uma série de atributos sempre baseados nas virtudes do ser humano, é certo
que elevadas à mais alta potência.

      Marcos: Contudo, há um grave equívoco em nós lconforjr, quando mesclamos atributos humanos a Deus imaginando-o antropomórfico. Ele tudo sabe... nós não. Vê o todo, o conjunto... nós apenas um lado... xiii  também estou querendo-O antropomórfico (Deus vê, fala, sabe e etc). Não é fácil avaliar a Inteligência Suprema a Ação Universal.

      Conf: um equivoco que não depende de nossa vontade, pois proporcionado por Deus, meu amigo; mesclamos essas coisas e este modo de agir é perfeitamente natural pois:

      - primeiro: não O conhecemos, porq Ele mesmo não nos permite conhecê-Lo (aliás, nem mesmo nos conhecemos o bastante; somos ainda, para nós mesmos, uma tremenda interrogação);

      - segundo: não temos qualquer referência em que nos basear para classifica-Lo senão os conceitos que convencionamos relativos aos seres humanos;

      - terceiro: essa é nossa condição atual de indivíduos condicionados, desde que nos desperta a consciência, pelas tradições, costumes, religiões culturas, sociedade. Somos o que somos, pensamos o que pensamos, acreditamos no que acreditamos, não por qualquer esforço ou conclusão estranha ou errada nossa, mas porq é a vida, com suas experiências, boas ou más, que nos faz ser assim.   

      Nenhuma responsabilidade ou demérito nos cabe por pensarmos em Deus com associações que são pertinentes ao ser humano.

      Marcos: neste caso só me recordo da resposta à questão 14 de OLE: "...Deus existe, não o podeis duvidar, e isso é o essencial,... ...não queirais ir além. ...não vos percais num labirinto de onde não podeis sair..."

      Conf: pois é, meu jovem; aí está algo que para muitos não é uma resposta, mas uma fuga à necessidade de explicar algo que não se sabe explicar. Muitos, não se satisfazendo com respostas dessa natureza, nem com as afirmações de que não nos cabe ainda compreender certas coisas, teimaram, foram além e chegaram “lá”.     

      Marcos: Estas falas dos Espíritos Superiores a Kardec parecem servir a este caso. Nossa visão não abrange o conjunto da obra daí a incompreensão.

      Conf: como disse acima, muitos teimaram e foram além dessa visãp.

      Marcos: Mas se o modelo e guia para a humanidade atesta total submissão a este Pai, só fazendo a vontade Dele, ainda que não O compreendamos intimamente, devemos tentar fazer o mesmo.

      Conf: façamos então a vontade do Pai, se é assim. As pessoas são diferentes: uns só aceitam o que compreendem; e agem porq compreendem; outros “jogam” para ver se acertam.

      Abraços

..............

Título: Re: Fé
Enviado por: Kazaoka em 04 de Abril de 2014, 17:10
1º) Fé?

2º) Fé em que?

3º) Fé em quem?


Para o primeiro questionamento muitos já deram suas definições pessoais ou aquelas que encontraram nos dicionários. E todas são válidas mesmo com as particularidades de cada uma. Porque se fica meio que vago o seu significado, mais vago ainda a forma como cada um a manifesta.

Para o segundo caso, a fé é colocada como um ponto exterior ao "eu", atribuindo a este ponto exterior a capacidade de realizar algo. Sem este ponto exterior o "eu" não encontra sustentação para suas realizações. Isso, para evolução espiritual não é bom. Aliás, o sentimento de dependência não é bom em situação nenhuma.

O terceiro caso é o pior deles. Quando depositamos toda a fé em alguém, passamos a este alguém toda a responsabilidade sobre a realização daquilo que nos interessa. E, mesmo que seja em Deus, a fé nestes moldes não resolve o nosso problema evolutivo.

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 04 de Abril de 2014, 18:18
Re: Fé

      Antonio Renato  (ref #12, de 020414)
      Marcos  (ref #15 em: 030414, às 13:26)

      Conf: é isso, amigo Renato! Mas há aí algo a raciocinar: de nada adiante dizer "o que ter" ou "o que fazer" para nossa emancipação. De que adianta dizer: “tenha fé”? Ter ou não ter fé não está em nosso desejo, vontade ou escolha! Sem dúvida, esse conselho leva exatamente a nada! Pois ninguém, nenhuma doutrina popular, nenhum religioso, sabe dizer “como fazer” para ter fé, como é que devemos fazer para conquistar esse sentimento maior, acreditar que tudo é possível, ter certeza e confiança de que Deus nunca nos abandonará...?

      E qdo Jesus se referiu ao “grão de mostarda”, com certeza quis nos lembrar que nossa fé, ou a de muitos, é praticamente zero; não que tenhamos culpa por ser assim, mas apenas para que saibamos que somos assim (talvez, por saber, nos empenharíamos mais em conhecer "como fazer" para ter fé) ao contrário dele que conheceu a verdade e pode afirmar, sem dúvida com absoluta certeza: “Eu e o Pai somos um!”

      Se não temos fé, se não sabemos “como” tê-la, não teremos em que nos apoiar para alcançar nossos objetivos, sobretudo os objetivos espirituais.

      ARenato: Portanto meus irmãos, se temos a certeza da existência de Deus como nosso pai, é nele em primeiro lugar que iremos depositar a nossa fé.

      Conf: aí há outro ponto a raciocinar; porq uns têm fé na existência de Deus e outros não? Porq uns têm até mesmo mais do que fé, têm convicção? E outros mais do que convicção, pois, simplesmente, “sabem” e pronto?!

      E se, como disse o Marcos, a fé é filha, ou depende, do reconhecimento da inteligência suprema, esse reconhecimento depende de quê? De nós, de quê?

      Meus amigos, muitas perguntas, nenhuma resposta...

      Mas as respostas existem sim, e, pelo que entendo, podemos vir a encontrá-las, mas com muito estudo, esforço, empenho de tempo, dedicação, na própria codificação, e, como sempre tenho colocado aqui, pois é nisso que me apoio, no conselho sábio que está no LM, cap 3, item 35. Vejam lá!

............
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 04 de Abril de 2014, 19:22
Re: Fé

      Marcos  « ref #25 em: 040414, às 12:34 »

      Conf (msg ant): A fé, por mais profunda e intensa que seja, nunca é certeza. Fé é suposição, esperança, confiança, como diz Paulo, "naquilo que não se vê!" E como nem vemos, nem cheiramos, nem ouvimos, nem tocamos... como sabemos que é, que existe? Logo essa fé nada mais é do que confiança naquele que falou, esperança de que seja verdade!
...........

      Marcos: sem dúvida nos sentidos táteis não a percebemos, mas sim na sensibilidade da alma. E é justamente porque Jesus sabia de tal verdade, como afirmaste, é que buscamos este despertar, este saber, este conhecer a verdade que liberta, naturalmente reconhecendo as limitações nas quais nos encontramos chumbados.

      Conf: meu amigo, primeiramente lhe pergunto: como fazer para despertar, esse saber, esse conhecer que se refere à fé? Quem lhe ensinou o “como fazer” isso? Ou melhor, quem ensina como fazer isso?

      Como sabemos, ter fé não depende de nosso querer! E se é assim, se existe essa sensibilidade, porq teria Jesus dito que não temos fé nem mesmo do “tamanho de um grão de mostarda”? É claro que essa sensibilidade “pode” existir para ou em alguém, como existem paranormalidades várias; também pode nada mais ser do que “suposição”, fantasia, ilusão, desse alguém, concorda? Vc, por ex, tem essa sensibilidade? Está convicto disso? Ou é apenas suposição sua, crença de que vc tem essa sensibilidade que outros não têm? Ou todos têm? E se todos têm, não só vc mas outros também, porq há tantos que nem mesmo creem na existência de Deus, nem de suas leis, nem nos objetivos da vida... Quem tem essa sensibilidade foi privilegiado?

      Muitos, vc sabe, acreditam que tudo é obra do acaso, que nada existe devido a ter uma razão de existir... que não há propósito, plano, finalidade para nada; para muitos, tudo é aleatório, simplesmente está acontecendo!

      E ter fé, meu amigo, não depende de querer, de desejar, mas de compreender, e a compreensão, o desejo, a vontade, como a fé, não depende de nós tê-los ou não! São as influencias que as experiencias da vida exercem sobre nós, que despertam em nós a compreensão, a inteligencia, a facilidade ou dificuldade de entender, a fé que, como dissemos, pode ser nada mais do que ilusão!

      Abraços

...................
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 04 de Abril de 2014, 20:12
Re: Fé

      Fernandes Adalberto  « ref #30 em: 040414, 14:03 »

      FAdalb escreveu: Sem dúvida, a fé não se receita e o que é ainda mais certo: não se impõe.  Se adquire através da caridade e do amor.

      Conf: Olá, meu novo companheiro de jornada! Me desculpe, mas sempre trago algumas perguntas para que a gente raciocine para ter uma “fé raciocinada”, como manda a doutrina. Sendo assim, peço-lhe que, se desejar, nos esclareça sobre isso de “a fé se adquire através da caridade e do amor!”

      Praticar a caridade faz que a gente aprenda como fazer para conseguir ter fé? Praticar a caridade é que faz que a gente acredite em Deus?

      E se a fé é adquirida através do amor, ou depende do amor, o amor é adquirido através de quê, ou o amor depende de que?

      Abraços. Seja bem vindo.
.....................
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 04 de Abril de 2014, 21:36
Oi Aline Alarcão Lemos,

Bom Dia a todos!!!
Bom tema para análise Marcos, parabéns...
Fé...
[....]
Fé é amar quem não conhecemos, pois Ele está muito acima da nossa limitada capacidade de conhecimento, é saber que o vazio que temos dentro de nós se deve à falta de amor, e que quando amamos algum ser da criação, respeitamos este mundo que vivemos, fazemos acontecer aquilo em que realmente acreditamos, ficamos preenchidos, e as coisas fluem, graças à Fé que nos move e nos tira do marasmo existencial...

Tenhamos um abençoado final de semana!!!



muito bom tudo que nos trouxe, e muito bem-vinda a lembrança de aliarmos o sentimento,  o amor ao tema em questão. Afinal, o saber e o amar nos levarão a um entendimento maior.

Abraço

 
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 04 de Abril de 2014, 21:56

Amigos, acredito que muito cresceremos com todos os conteúdos e opiniões citados. A título de esclarecimento citaremos Kardec, para assim confirmarmos o norte de nossas pesquisas. Grifos meus:

A Fé Religiosa – Condição da Fé Inabalável

6 – No seu aspecto religioso, a fé é a crença nos dogmas particulares que constituem as diferentes religiões, e todas elas têm os seus artigos de fé. Nesse sentido, a fé pode ser racionada ou cega.[b] A fé cega nada examina[/b], aceitando sem controle o falso e o verdadeiro, e a cada passo se choca com a evidência da razão. Levada ao excesso, produz o fanatismo. Quando a fé se firma no erro, cedo ou tarde desmorona. Aquela que tem a verdade por base é a única que tem o futuro assegurado, porque nada deve temer do progresso do conhecimento, já que o verdadeiro na obscuridade também o é a plena luz. Cada religião pretende estar na posse exclusiva da verdade, mas preconizar a fé cega sobre uma questão de crença é confessar a impotência para demonstrar que se está com a razão.

Evag. Seg. O Espiritismo cap.IX por Allan Kardec- Trad. José H. Pires.

Analisemos, abraço

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 04 de Abril de 2014, 22:06
Senão vejamos o item 7 do cap Ix:


7 – Vulgarmente se diz que a fé não se prescreve, o que leva muitas pessoas a alegarem que não são culpadas de não terem fé. Não há dúvida que a fé não pode ser prescrita, ou o que é ainda mais justo: não pode ser imposta. Não, a fé não se prescreve, mas se adquire, e não há ninguém que esteja impedido de possuí-la, mesmo entre os mais refratários. Falamos das verdades espirituais fundamentais, e não desta ou daquela crença particular. Não é a fé que deve procurar essas pessoas, mas elas que devem procurá-la, e se o fizeram com sinceridade a encontrarão. Podeis estar certos de que aqueles que dizem: “Não queríamos nada melhor do que crer, mas não o podemos fazer”, apenas o dizem com os lábios; e não com o coração, pois ao mesmo tempo em que o dizem, fecham os ouvidos. As provas, entretanto, abundam ao seu redor. Por que, pois, se recusam a ver? Nuns, é a indiferença; noutros, o medo de serem forçados a mudar de hábitos; e na maior parte, o orgulho que se recusa a reconhecer um poder superior, porque teria de inclinar-se diante dele.

            Para algumas pessoas, a fé parece de alguma forma inata: basta uma faísca para desenvolvê-la. Essa facilidade para assimilar as verdades espíritas é sinal evidente de progresso anterior. Para outras, ao contrário, é com dificuldade que elas são assimiladas, sinal também evidente de uma natureza em atraso. As primeiras já creram e compreenderam, e trazem, ao renascer, a intuição do que sabiam. Sua educação já foi realizada. As segundas ainda têm tudo para aprender: sua educação está por fazer. Mas ela se fará, e se não puder terminar nesta existência, terminará numa outra.

            A resistência do incrédulo, convenha, quase sempre se deve menos a ele do que à maneira pela qual lhe apresentam as coisas. A fé necessita de uma base, e essa base é a perfeita compreensão daquilo em que se deve crer. Para crer, não basta ver, é necessário sobretudo compreender. A fé cega não é mais deste século(1) . É precisamente o dogma da fé cega que hoje em dia produz o maior número de incrédulos. Porque ela quer impor-se, exigindo a abdicação de uma das mais preciosas prerrogativas do homem: a que se constitui do raciocínio e do livre-arbítrio. É contra essa fé, sobretudo, que se levanta o incrédulo, o que mostra a verdade de que a fé não se impõe. Não admitindo provas, ela deixa no espírito um vazio, de que nasce a dúvida. A fé raciocinada, que se apóia nos fatos e na lógica, não deixa nenhuma obscuridade: crê-se, porque se tem à certeza, e só se está certo quando se compreendeu. Eis porque ela não se dobra: porque só é inabalável a fé que pode enfrentar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade.

            É a esse resultado que o Espiritismo conduz, triunfando assim da incredulidade, todas as vezes em que não encontrar a oposição sistemática e interessada.

Evag. Seg. O Espiritismo cap.IX por Allan Kardec- Trad. José H. Pires.

oOo

Amigos evitei grifar trechos, pois toda a mensagem é de inconfundível importância.

Abraços



Título: Re: Fé
Enviado por: Norizonte da Rosa em 05 de Abril de 2014, 01:49
Olá.

Sem querer desprezar todo o texto, mas chama minha atenção este trecho:

A fé necessita de uma base, e essa base é a perfeita compreensão daquilo em que se deve crer. Para crer, não basta ver, é necessário sobretudo compreender. A fé cega não é mais deste século(1) . É precisamente o dogma da fé cega que hoje em dia produz o maior número de incrédulos.


E como foram produzidos, em vez de incrédulos, os chamados doutores da igreja? não sou grande conhecedor de teologia, mas não é difícil saber que Santo Agostinho, por exemplo, acreditava no pecado original e não se pode dizer que não tinha fé. Apesar de a igreja ter criado dogmas por decretos, concílios, e a coisa ter ficado, digamos, exagerada, como entender esses grandes sábios da igreja: Santo Agostinho, São Tomás de Aquino,.. a fé deles dera cega, ou entendiam a fundo o que hoje não entendemos e por isso consideramos como fé cega? ou a fé cega, mas com obras tem tanto ou mais valor que a fé esclarecida? A explicação desses doutores da igreja não estaria justamente naquele conceito de ter fé (ter fidelidade); embora com fé cega nos dogmas (se realmente era cega e não muito esclarecida) tinham fidelidade.



Título: Re: Fé
Enviado por: Felipa em 05 de Abril de 2014, 02:50
O Poder da Fé

A fé privilegiada pelo Cristo era muito diferente daquela contida e pregada pela religião "organizada" pelos homens, que deixou de possuir a qualidade de um poder que transporta montanhas, e passou a encaixar-se na aceitação de credos e seitas dominadoras da consciência do homem.
(Eduardo Carvalho Monteiro, em "Allan Kardec, o Druida Reencarnado")
Há muito tempo, as pessoas têm confundido os significados da palavra "fé" e da palavra "crença".
Crença é aquilo a que Eduardo C. Monteiro se refere no final do trecho acima, a aceitação de dogmas e de credos. Diante de um conjunto de princípios impostos, de informações sem possibilidade de comprovação, crer é simplesmente uma opção intelectual.
A outra opção é não crer. Não pode haver força nem sentimento verdadeiro na crença, pois não há fundamento sólido para tanto. A crença anda sempre acompanhada da dúvida, porque não é possível experimentá-la. De fato, só se tem necessidade de crer quando não é possível saber. Exemplo: Se eu sei que a Terra gira em torno do Sol, eu não necessito crer nisso.
A crença não se torna fé, a menos que possa ser testada e certificada através da experiência e da razão livre de preconceitos. A fé verdadeira não pode ser traduzida pelo crer, mas sim pelo saber.
E o maior mérito do Espiritismo bem compreendido, no meu entender, é fincar a fé sobre as bases da razão.
Ele nos possibilita saber o que antes só era aceitável como crença.
Isto é muito mais profundo e abrangente do que se supõe.
Em primeiro lugar, só a fé remove montanhas. Crenças, não. Crença, por mais forte que seja, é sempre uma hipótese. Fé é saber, é conhecimento disponível e aplicável.
Quando se sabe que Deus existe, pode-se realmente confiar-lhe poder sobre nossas vidas. Quando se crê, este poder é apenas presumido, e nunca nos entregamos totalmente a ele.
Quando se sabe da imortalidade, a morte muda de significado. Quando se crê apenas, o futuro permanece uma incógnita.
Quando se sabe da reencarnação, a importância do relacionamento humano cresce e nos conduz a decisões diferentes, com consciência dos compromissos assumidos. Quando se crê, as razões se enfraquecem.
Quando se sabe que um Espírito-protetor nos acompanha, pode-se pedir-lhe inspiração com a certeza de que ela virá. Quando se crê, mesmo que a inspiração venha, sempre duvidaremos dela.
Quando se sabe que a vida é só uma viagem, a importância de muitos acontecimentos e de muitas coisas muda totalmente. Quando não se sabe o que a vida é, nunca se sabe o que valorizar nela.
Quando se sabe que todos somos Espíritos criados iguais por Deus, para a evolução, desaparecem as diferenças sociais e raciais.
Todas estas certezas têm peso decisivo em nossas atitudes. Nosso modo de ser altera-se radicalmente a partir delas, porque só uma profunda compreensão, aliada a um forte sentimento, é capaz de modificar padrões estruturados de comportamento e levar à revisão de nossas posições navida. Só a fé tem este poder.
E mais: quando se sabe que é possível agir, pelo pensamento e vontade, sobre os fluídos que nos rodeiam e penetram, multiplicamos a eficácia da fé. Esta certeza mobiliza força para atuar positivamente sobre esta matéria imponderável, que se modifica ao influxo de nossos pensamentos, com efeitos incontestáveis sobre a saúde, sobre os Espíritos (encarnados e desencarnados) que nos cercam, e os acontecimentos.
A fé (saber, certeza) é tão fundamental, que Jesus disse a seus apóstolos: se não curastes, foi porque não tivestes fé.
Fé sólida, fé inabalável, convicção plena, certeza absoluta, como diz Kardec, é aquela que não exige que abdiquemos do raciocínio, nem insulta a nossa inteligência.
Só se pode transportar montanhas quando se sabe com certeza das faculdades imensas que Deus nos deu, as quais temos a responsabilidade de desenvolver. Só isto nos dá força de enfrentar obstáculos, oposições e ironias, de atravessar serenamente momentos difíceis em que a simples crença vacilaria e, quem sabe até, nos abandonaria pelo caminho.
RITA FOELKER
Título: Re: Fé
Enviado por: Felipa em 05 de Abril de 2014, 02:51

Sobre a Fé, a Esperança e a Caridade

A fé tem a característica de construir a esperança e fazer com que se tenha a certeza de que na vida, nada se acaba, tudo segue um ritmo de transformação.

Lavoisier, cientista francês do século XVIII, enunciou a conhecida Lei da Conservação da Matéria, que reflete esse princípio e mostra que no concerto universal, os fatos se harmonizam.

Todo espírita conhece e aceita esse princípio, pois a transformação é a principal conseqüência da reforma íntima preconizada por Kardec.

Fé e transformação estão presentes em toda a história da humanidade, vamos encontrar entre os primeiros cristãos, o dignificante exemplo do martírio conduzido pela fé e pela crença incondicional de que é preciso uma harmonia com a Lei de Causa e Efeito.

Em nossos dias, já não cabem mais os martírios circenses, porém, ainda é válido que, ao compreendermos nossas carências diante das faltas, usemos o combustível da fé para vencermos os obstáculos.
No passado, os homens sofriam perseguições vindas de agentes externos – estado, inquisição, despotismo, martírios – que, ou despertavam as responsabilidades ou estavam atendendo aos pedidos de reparos pela dor.

Hoje em dia, o processo é o mesmo quanto a sua natureza, mas diferente quanto à forma, as perseguições também são íntimas e o homem luta contra seus próprios monstros e não mais contra as feras do circo ou as fogueiras da intolerância.

Mas, em qualquer momento dentro do tempo, sempre foi a fé que permitiu ao homem conhecer o seu momento de transformação, aquele ponto quando a consciência derruba as barreiras e mostra a dimensão da verdade de cada um, é quando o coração abraça e conquista novos valores, é o PONTO DE MUTAÇÃO de cada ser humano, buscando a renovação e a luz. O ponto ou momento de mutação trabalha com o coração, com a percepção das imperfeições e sensíveis recados do coração.

Emoção, expectativa, esperança, fé... Retratos do coração...
Agostinho nos ensina que das muitas provas por que o Espírito tem que passar, as mais difíceis são as do coração. Onde quer que esteja o ponto de mutação de cada ser humano, ele representa a renovação e faz com que desapareçam os obstáculos do caminho e os fantasmas da noite.

Construindo os alicerces da fé, o homem, com seus recursos, também estará aprimorando o mundo que o cerca.

Por esse motivo, digo que a fé é o combustível que alimenta a esperança e a certeza, uma vez cultivadas, não mais acabam.

A esperança é uma potência interior que desenvolvemos, ela concilia os nossos sofrimentos com a realização das nossas expectativas.

A fé alimenta a esperança de tempos melhores, através da pratica da caridade, daí a importância da vivência espírita em nosso dia a dia, o espírita tem uma visão realista da vida futura e nesse caso, a esperança torna-se uma força inovadora... Seremos recompensados ou punidos, de acordo com o bem ou o mal que tenhamos feito, de acordo com o balizamento de nossa consciência.

Ao contrário, doutrinas como o niilismo, que nada consideram além da vida atual, destroem a esperança...Como se pode esperar algo de onde nada existe?

Mas a complexidade da natureza humana nos traz variações sobre o tema da fé.
A fé cega que nada examina e tudo aceita, choca-se com a evidência, com a razão e produz o fanatismo.
A fé raciocinada, que se apóia sobre os fatos e a lógica, é a que tem que ser mais forte do que os sofismas e a zombarias, ela é mãe da esperança e da caridade.

O entrelaçamento entre a fé, a esperança e a caridade, é bem demonstrado por Paulo em I Coríntios 13, 13 quando ele alerta sobre a excelência da caridade: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três, mas a maior delas é a caridade”.

Todas as ações positivas, por mais nobres que sejam, muito pouco valerão se não nascerem no coração, no amor, na doação.

Esses três valores, sendo despertados pela própria natureza divina do homem, permitem que o pensamento ultrapasse o espaço e o tempo, penetrando no infinito, onde se aprende a suportar as dores e os sacrifícios, as doenças e as dificuldades, sob a regência da paz.

Alguns podem dizer que isso é utopia, mas o Espiritismo nos ensina que é a superação, no rumo da eternidade.
Assaruhy Franco de Moraes
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 05 de Abril de 2014, 13:31
Olá amigos do FE, tenhamos um bom dia!

É lconforjr, são muitos os questionamentos, né?! Mas você mesmo já respondeu muito do que questionou. Quando se referiu aos antolhos, aos quais estamos à mercê, sempre manietando nossa visão, acertou em cheio. Este o grande mal, a visão unilateral que não se amplia, não muda... e sabe por que? porque como disse o Danilo em seu post no início do nosso estudo " ...porque não queremos.",

Como tu mesmo afirmaste somos uma incógnita para nós mesmos, e reafirmo o que disse complementando que o somos por opção, é foro íntimo. Tudo o que perguntaste e questionaste realmente não posso te responder, pois a receita não existe para o outro, o que existe é a busca íntima, intransferível como dívida de prestação habitacional.

O antolho me deixa ver à frente, mas eu poderia até ser cego e ter fé..., se conseguisse olhar para dentro de mim mesmo. E é o que não queremos, não admitimos, não sabemos daí não o cremos.

Perguntas se tenho essa sensibilidade, e te respondo que sim. Tenho e você também a tem, e os demais também, e talvez a única diferença entre nós seja essa percepção do seu íntimo. Não há receita, ninguém consegue explicar as nuances de como se dá experiências para as quais não existam palavras... é interno... é sua intimidade... sua experiência.

Agora ao extremo oposto do que você disse, tudo depende do nosso querer sim, amigo. Se não quiseres perceber-se passará uma eternidade sendo incógnita para si..., minha sábia avó, do alto dos seus 83 anos, dizia "...quem quer é mais do que quem pode, porque muitas vezes quem pode não quer..."

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Felipa em 05 de Abril de 2014, 17:22
O Espiritismo e a Fé Religiosa

O Espiritismo revive a lição do Cristo, que
auxiliou sem remuneração, que perdoou
infinitamente e que aceitou a morte no extremo
sacrifício para que a justiça no mundo se
banhasse de caridade, a fé nasce pura e sublime,
sem qualquer nuvem de arrogância ou de
prepotência, de vez que ao espírita cabe o dever
de acompanhar o Divino Mestre da Manjedoura e
da Cruz, retribuindo a incompreensão com o
entendimento e o ódio com o amor, por
reconhecer, com Jesus, que somente a verdadeira
fraternidade com incessante serviço no Bem
Eterno será capaz de extinguir na Terra o velho
cativeiro às trevas da ignorância, a fim de que a
Humanidade penetre, vitoriosa, o domínio
Soberano da Felicidade e da Luz.

Autor: Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Doutrina de Luz
Título: Re: Fé
Enviado por: Felipa em 05 de Abril de 2014, 17:35

Uma vida sem desafios, não vale a pena ser vivida...mas quando temos fé e força de vontade, os resultados daquilo que fazemos superam nossas expectativas....

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 05 de Abril de 2014, 18:23
Re: Fé

      Maria47 « ref #47 em: 050414, às 17:22 »

      Conf: minha querida irmã Maria; é evidente que essas palavras, do grande e sábio mentor que é Emmanuel, não se aplicam somente aos espiritas, não? Cabem direitinho para as pessoas de qualquer doutrina.

      Assim, certamente, cabe a todos seguirem os exemplos de Jesus, retribuir a incompreensão com o entendimento, o ódio com o amor, por reconhecer que somente a verdadeira fraternidade e o incessante serviço no Bem poderão trazer ao mundo o domínio Soberano da Felicidade e da Luz, como diz o mentor.

      Mas temos de compreender a doutrina, e só a podemos compreender raciocinando, como a DE manda! E nada melhor do que questionamentos para fazer raciocinar, certo?

      Sendo assim, pergunto aos companheiros: se aqueles são conselhos de Emmanuel, como são de Jesus e dos espíritos que edificaram a codificação, e se temos o livre-arbítrio, qual é a causa que tem como efeito o fato de não atendermos esses conselhos? Se basta nosso querer escolher o que fazer para que o mundo seja melhor, porq fazemos as escolhas que não devemos fazer?

      O que os amigos dizem? Como podemos explicar essa enorme incoerência nas nossas decisões de escolher e, em consequência, nas atitudes nossas e de nossos irmãos?

............
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 05 de Abril de 2014, 18:42
.........
      Maria47  (ref #48, de 050414)

      Maria comentou: "Uma vida sem desafios, não vale a pena ser vivida... mas quando temos fé e força de vontade, os resultados daquilo que fazemos superam nossas expectativas..."

      Conf: concordo, minha querida. Mas quem é que nos ensina ou nos proporciona essa fé e essa força de vontade, tão necessárias para nós todos? As religiões, os religiosos não nos ensinam e ter fé e força de vontade não depende de nosso desejo de tê-las!

      Contudo, minha amiga, existe, sim, procedimentos que fazem que tenhamos fé e força de vontade. A codificação nos dá as pistas sobre esses procedimentos.  Todos podemos encontrá-las pois estão numa das obras básicas: no Livro do Médiuns!

................ 
Título: Re: Fé
Enviado por: Dothy em 05 de Abril de 2014, 21:13
Boa tarde  amigos do estudo mensal
olá Marcos, um tema pra lá de necessário em nossas vida, parabéns pela escolha
a Fé é um sentimento que todos nós  possuimos e que não está ligada a credo ou religião
a fé é acreditarmos em Deus, em nós, é  termos a certeza que vamos conseguir realizar tanto nossos objetivos espirituais como materiais
pela fé,  as curas são realizadas, as pessoas se transformam por acreditarem que vão conseguir aquilo que tanto precisam
pela fé humana os  projetos são contruidos  ideais alcançados, sonho realizados
pela fé divina conseguiremos realizar nossa reforma intima

abraços
Título: Re: Fé
Enviado por: Antonio Renato em 05 de Abril de 2014, 22:31

Fé,última fronteira da esperança,o último elo que não queremos que se parta,pois pelo nosso
desejo e necessidade,Deus estará do outro lado, sempre com as mãos estendidas para nos
ajudar.

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 06 de Abril de 2014, 05:48
Re: Fé     

      Referência: msg do Marcos, #46, de 050414, às 13:31.

      Marcos escreveu: É lconforjr, são muitos os questionamentos, né?!

      Conf: muitos! Mas nós mesmos, usando o “pouco” (ou o muito) de liberdade e autonomia que temos (relativas ao que pensar, fazer, imaginar, ser...) devido à escola da vida já nos ter levado a tê-las , podemos fazer alguma coisa, às vezes muita coisa, para encontrar as respostas a esses questionamentos.

      Perceba que quem nos molda o tempo todo, incessantemente, desde que a consciência desperta em nós; que quem faz que sejamos o que somos neste exato instante, quem constrói nosso caráter, inteligência, discernimento, compreensão, assimilação de coisas boas ou más; que nos faz ser bons ou maus, maliciosos ou inocentes, criminosos ou suas vítimas, ter tais e tais virtudes e tais e tais imperfeições, sejam físicas, psicológicas ou morais, é o aprendizado que obtemos nesta escola de espíritos, na qual o processo evolutivo criado por Deus nos colocou; pois esse aprendizado resulta, exatamente, das experiências/lições pelas quais passamos nesta escola criada por Deus, que é a vida.

      Assim, neste exato instante, somos o resultado ou efeito exato dessa sequência sem fim de causas e efeitos, que vem (de quantos “zilhões” de anos, séculos ou milênios, quem sabe?) em nossa linha ascendente, desde nossos mais longínquos antepassados, e daquilo (forças, energias, combinações e associações, elementos, fenômenos), que lhes deu origem.  Somos, agora, o efeito de tudo isso, somado às experiências pelas quais estamos passando, nesta existência, até este exato instante.

      Assim, sem dúvida, não somos o que queremos ser, nem pensamos o que queremos pensar, nem fazemos o que queremos fazer, nem imaginamos, nem aceitamos, nem compreendemos, nem sonhamos, nem planejamos, nem decidimos, nem escolhemos, nem agimos etc etc o que queremos ou como queremos, mas, sim, o que esse processo continuado, ininterrupto, sem fim, nos leva a pensar, a ser, a fazer etc etc.

      Pois, porq vc é bom? Não faço esta pergunta apenas por fazer, mas para que vc realmente queime os neurônios para raciocinando, tentar respondê-la. Faça isso: porq vc é bom, ao passo que aquele lá é mau? Porq vc ama e perdoa e auxilia, enquanto aquele assassina, humilha, estupra, explorou os próprios irmãos? Qual é a causa de vc fazer o bem, e de, esse outro, fazer o mal? Raciocine, meu irmão!

      Marcos: Este o grande mal, a visão unilateral que não se amplia, não muda... e sabe por que? porque como disse o Danilo em seu post no início do nosso estudo "... porque não queremos."

      Conf: raciocine, meu jovem: baseados em que temos essa visão que vc chama de "unilateral”? De onde ela surge, o que é que a provoca? E esse “não queremos”, como disse o Danilo? Esse desejo de "não querer" surge de que, o que é que o provoca? Precisamos raciocinar, ter uma "fé raciocinada"!

      Marcos:... somos uma incógnita para nós mesmos, e reafirmo o que disse complementando que o somos por opção, é foro íntimo.

      Conf: amigo Marcos, considerando o que está acima, como podemos acreditar que somos o que somos por opção?! Que isso é assunto de foro íntimo?! Porq optaríamos, ou escolheríamos, por livre vontade, ir contra as leis do Criador, transgredi-las? Se podemos optar, porq optamos pelo mal e não pelo bem?!! Ainda mais se optar pelo mal, significa optar pelo sofrer?!!

      Marcos: O antolho me deixa ver à frente, mas eu poderia até ser cego e ter fé..., se conseguisse olhar para dentro de mim mesmo. E é o que não queremos, não admitimos, não sabemos daí não o cremos.

      Conf: meu jovem, com a palavra “antolhos” não me refiro só a isso que perturba a visão, mas a tudo que perturba a operação de qualquer dos sentidos, que perturba o entendimento, a compreensão, a percepção etc. O fato de só focarmos aquilo que nos interessa, que nos disseram ser o melhor, ou aquilo em que acreditamos, devido a alguma experiencia que tivemos, ou por ter ouvido, ou lido etc, ser o melhor, funciona como “antolhos”, na falta de palavra mais própria.

      Acreditamos que aquilo em que acreditamos seja o melhor, o mais conveniente, porq só olhamos para aquele lado e esquecemos que o mundo, as crenças, as religiões têm “n” lados, “n” facetas. E assim, devido a focarmos nossa atenção só naquilo em que cremos e em que confiamos, podemos estar deixando de conhecer coisas de extrema importância para nosso objetivo de aperfeiçoamento.
...
      Assim, se tudo o que fazemos depende de nosso querer, porq fazemos tantas coisas erradas se os erros nos levam e os semelhantes a sofrer? Queremos fazer as coisas erradas, as escolhas erradas, queremos sofrer, é isso?!

      Sofremos, somos bons ou maus, solidários ou egoístas, orgulhosos ou humildes etc, porq queremos ser?!! Amamos ou odiamos porq queremos amar ou odiar?!!

      Podemos, meu jovem, "manipular" atitudes, gestos, procedimentos, manifestações exteriores; nunca sentimentos, como o amor, o ódio, o egoismo, o orgulho, a inveja etc! Consequentemente, também nunca desejos, vontades, pensamentos!

      Sentimentos, virtudes, imperfeições morais, bondade ou maldade, estão fora de nosso poder de "manipulação". Raciocine, como manda a doutrina, que vc poderá verificar que é assim! Podemos "manipular" as ações que correspondem a esses sentimentos, mas "manipular, interferir, provocar, fazer nascer, crescer, diminuir ou acabar com sentimentos, nunca! Não existe quem saiba fazer isso, quem ensine como fazer isso, nem a possibilidade de fazer isso!

............
Título: Re: Fé
Enviado por: Aimoré em 06 de Abril de 2014, 15:02
Olá amigos!

"Em certas pessoas,a fé parece de algum modo inata;uma centelha basta para desenvolvê-la.Essa facilidade de assimilar as verdades espirituais é sinal evidente de anterior progresso.Em outras pessoas,ao contrário,elas dificilmente penetram,sinal não menos evidentes de naturezas retardatárias.As primeiras já creram e compreenderam;trazem ao renascerem,a intuição do que souberam:estão com a educação por fazer.Ela,entretanto,se fará e,se não ficar concluída nesta existência,ficará em outra.
A resistência do incrédulo,devemos convir,muitas vezes provém menos dele do que da maneira por que lhe apresentam as coisas.A fé necessita de uma base, base que é a inteligência perfeita daquilo em que se deve crer.E ,para crer,não basta ver; é preciso sobretudo,compreender.A fé cega já não é deste século,tanto assim que precisamente o dogma da fé cega é que produz hoje o maior número de incrédulos,porque ela pretende impor-se,exigindo a abdicação de uma das mais preciosas prerrogativas do homem : o raciocínio e o livre-arbítrio. É principalmente contra essa fé que se levanta o incrédulo,e dela é que pode ,com verdade,dizer que não se prescreve.Não admitindo provas,ela deixa  no espírito alguma coisa de vago,que dá nascimento à dúvida.A fé raciocinada,por se apoiar nos fatos e na lógica,nenhuma obscuridade deixa.A criatura então crê,porque tem certeza ,e ninguém tem certeza senão porque  compreendeu.Eis por que não se dobra.Fé inabalável só é a que pode encarar de frente a razão, em todas as épocas  da Humanidade.A esse resultado conduz o Espiritismo,pelo que triunfa da incredulidade,sempre que não encontra oposição  sistemática e interessada."


De Allan Kardec,em o evangelho segundo o espiritismo,cap.XIX,Item 7.Editora FEB.
Título: Re: Fé
Enviado por: Antonio Renato em 06 de Abril de 2014, 15:35
Muito bom meu irmão Aimoré.Essa colocação de Allan Kardec é bem verdadeira,seja ela então
uma bússula que nos orienta na crença de uma Doutrina que não só busca,mas também nos
orienta e nos faz vê o que verdadeiramente seja a fé.Para muitos a fé não é só um conceito,
um modo de acreditar,mas a certeza da existência daquilo que ele acredita,mesmo que não
seja possivel vê,e isto ele já traz dentro de si.
Fique na paz.
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 06 de Abril de 2014, 17:03
referência post #30

Olá fernandes adalberto, certamente que muitos querem a receita infalível para se obter fé diante da vida e suas vicissitudes.

Mas, como afirmaste são tempos de observarmos melhor, inclusive nos observarmos melhor!

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Edna☼ em 06 de Abril de 2014, 17:35
Olá Marcos, o tema é muito importante.

A é uma das virtudes teologais, a base da vida consciente,  produtiva e equilibrada.


Citar
"Tudo o que com fé pedirdes em vossas orações, haveis de receber."
Mateus: 21:22.


"Vulgarmente se diz que a fé não se prescreve, o que leva muitas pessoas a alegarem que não são culpadas de não terem fé. Não há dúvida que a fé não pode ser prescrita, ou o que é ainda mais justo: não pode ser imposta. Não, a fé não se prescreve, mas se adquire, e não há ninguém que esteja impedido de possuí-la, mesmo entre os mais refratários. 


A fé raciocinada, que se apoia nos fatos e na lógica, não deixa nenhuma obscuridade: crê-se, porque se tem a certeza, e só se está certo quando se compreendeu.. Eis porque ela não se dobra: porque só é inabalável a fé que pode enfrentar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade."


OESE, Cap. XIX, Allan Kardec


"A fé viva não é patrimônio transferível. É conquista pessoal.” André Luiz



(Os destaques são meus)


Bons estudos a todos!

Abraços fraternos,

Edna
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 06 de Abril de 2014, 18:43
            post #33:



Atributo da razão
Que extrapola a inteligência
E desperta na consciência
O senso da devoção;

Que ao saber soma a indulgência
E no amor infunde a ação,
Fazendo do coração
O espelho da Providência.

Humana capacidade
Que reflete a Divindade
Com sublime perfeição...

A fé é o poder da vontade
Que imprime velocidade
Às asas da evolução.

***


És poeta Lineu? Que bom que tens nos ajudado com esta participação artística e instrutiva.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 06 de Abril de 2014, 19:00
referência post #34

Ajuda

Um menino pequeno estava se esforçando para mover um pesado armário, mas o móvel não cedia. Ele empurrava e puxava com toda sua força, mas não conseguia movê-lo nenhum centímetro. O pai, que ali chegava, parou para observar os esforços vãos do filho. Finalmente perguntou:
“Filho, está usando toda a sua força?”
“Sim, estou!” gritou o garoto, exasperado.
“Não”, disse calmamente o pai, “você não está. Não me pediu para ajudá-lo

Deus está conosco




Caro Moisés, me corrija se estou equivocado,mas nesta pequena ocorrência temos, pelo menos, três aprendizados. A Fé na possibilidade do êxito, a humildade pera pedir ajuda, e a observação mais atenta para percebermos as inúmeras oportunidades à nossa volta. Pequeno texto, com simples e grande sabedoria.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 06 de Abril de 2014, 19:13
1º) Fé?

2º) Fé em que?

3º) Fé em quem?


Para o primeiro questionamento muitos já deram suas definições pessoais ou aquelas que encontraram nos dicionários. E todas são válidas mesmo com as particularidades de cada uma. Porque se fica meio que vago o seu significado, mais vago ainda a forma como cada um a manifesta.

Para o segundo caso, a fé é colocada como um ponto exterior ao "eu", atribuindo a este ponto exterior a capacidade de realizar algo. Sem este ponto exterior o "eu" não encontra sustentação para suas realizações. Isso, para evolução espiritual não é bom. Aliás, o sentimento de dependência não é bom em situação nenhuma.

O terceiro caso é o pior deles. Quando depositamos toda a fé em alguém, passamos a este alguém toda a responsabilidade sobre a realização daquilo que nos interessa. E, mesmo que seja em Deus, a fé nestes moldes não resolve o nosso problema evolutivo.

Importante raciocínio Kazaoka. Em se tratando deste 3º caso, conforme menciona, verificamos a total situação de dependência psíquica a qual muitos se jogam, confiantes nos esforços alheios a lhe valerem. Triste situação, muitas vezes alimentada por interesseiros de plantão com promessas salvacionistas que vêm à calhar com a preguiça mental da maioria, em relação à autodisciplina.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 06 de Abril de 2014, 20:31
Olá.

Sem querer desprezar todo o texto, mas chama minha atenção este trecho:

A fé necessita de uma base, e essa base é a perfeita compreensão daquilo em que se deve crer. Para crer, não basta ver, é necessário sobretudo compreender. A fé cega não é mais deste século(1) . É precisamente o dogma da fé cega que hoje em dia produz o maior número de incrédulos.


E como foram produzidos, em vez de incrédulos, os chamados doutores da igreja? não sou grande conhecedor de teologia, mas não é difícil saber que Santo Agostinho, por exemplo, acreditava no pecado original e não se pode dizer que não tinha fé. Apesar de a igreja ter criado dogmas por decretos, concílios, e a coisa ter ficado, digamos, exagerada, como entender esses grandes sábios da igreja: Santo Agostinho, São Tomás de Aquino,.. a fé deles dera cega, ou entendiam a fundo o que hoje não entendemos e por isso consideramos como fé cega? ou a fé cega, mas com obras tem tanto ou mais valor que a fé esclarecida? A explicação desses doutores da igreja não estaria justamente naquele conceito de ter fé (ter fidelidade); embora com fé cega nos dogmas (se realmente era cega e não muito esclarecida) tinham fidelidade.

Muito interessantes seus apontamentos Norizonte da Rosa, consideremos o fato de serem estes grandes nomes citados, integrantes do clero no tempo das sombras da humanidade, logo não dispunham de conhecimentos avançados para serem possuidores do que chamamos Fé raciocinada (devido ao atraso daquele período).

Mas se o bem que fizeram superou o mau, que porventura houve, acredito que foram sim fiéis à sua consciência, aos seus princípios o que os tornou lembrados até hoje. E quando agimos de conformidade com a nossa consciência(onde se encontra as Leis de Deus), acredito que somos guiados por uma Fé segura.

obs: é somente uma opinião pessoal.

Abraços

   
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 06 de Abril de 2014, 22:09
referência #44

 maria47, bastante esclarecedor o texto que nos trouxe:

[...]Fé é saber, é conhecimento disponível e aplicável.
Quando se sabe que Deus existe, pode-se realmente confiar-lhe poder sobre nossas vidas. Quando se crê, este poder é apenas presumido, e nunca nos entregamos totalmente a ele.
Quando se sabe da imortalidade, a morte muda de significado. Quando se crê apenas, o futuro permanece uma incógnita.
Quando se sabe da reencarnação, a importância do relacionamento humano cresce e nos conduz a decisões diferentes, com consciência dos compromissos assumidos. Quando se crê, as razões se enfraquecem.
Quando se sabe que um Espírito-protetor nos acompanha, pode-se pedir-lhe inspiração com a certeza de que ela virá. Quando se crê, mesmo que a inspiração venha, sempre duvidaremos dela.
Quando se sabe que a vida é só uma viagem, a importância de muitos acontecimentos e de muitas coisas muda totalmente. Quando não se sabe o que a vida é, nunca se sabe o que valorizar nela.
Quando se sabe que todos somos Espíritos criados iguais por Deus, para a evolução, desaparecem as diferenças sociais e raciais.
[...]
RITA FOELKER


Gosto deste pensamento mais prático, e me faço sempre este questionamento, quando me pego divagando em pensamento. Bom que partilhou conosco.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Kazaoka em 06 de Abril de 2014, 22:21
Falando em relação ao que expôs o Norizonte e o comentário do Marcos, ter fé não significa ter a posse da verdade em tudo. Devemos ter fé por compreender bem aquilo que cremos, mas isso não significa que sejamos sábios e detentores de todas as verdades. No que Santo Agostinho cria sobre a origem do homem não alteraria em nada suas ações como Espírito, mesmo que sua crença no pecado original fosse diferente. Assim deve ser conosco. Não precisamos esperar saber e compreender tudo para que comecemos a ter fé, mas podemos a começar a ter fé nas coisas que a nossa razão vai conseguindo abarcar.
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 06 de Abril de 2014, 22:43
referência#45

Bem oportuno o texto maria47, a evolução do sacrifício de acordo com a evolução dos homens, enfocando o monstro da atualidade, que é exatamente o viés mais debatido até aqui. O monstro interno. Não conhecia a frase, mas ainda ontem um amigo me disse que era do Chico X. "...Deus me livre de mim...", fazendo alusão a este monstro desconhecido que habita em nós, na forma de imperfeições, às quais tanto escondemos que acabamos por acreditar que não às possuímos.

O autor ainda relata o desafio de passarmos pelas agruras em paz. Superá-las sem desespero. Chamo de árduo desafio.

Abraços



Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos Jantorne em 06 de Abril de 2014, 23:34

Acredito ser relativo o fato de questionar a existência de Deus. Faz parte do momento, do ser humano atual. Nossa cultura, o modo como vivemos nos leva a essa situação.
Alguns falam em "maldades" como uma forte questão sobre a existência de Deus.
Mas acredito que a relatividade pode explicar isso. Acho que é cultural, relativo a nossa época. Como por exemplo um ser que vive em um nível espiritual pleno, com um coração dotado de bondade temeria e visualizaria qualquer maldade praticada contra ele? Acho que iria ver a maldade com outros olhos. Não iria afetá-lo. O que seria a morte para esse ser pleno? Nada. Daí, sabendo-se dessa relatividade, o que é um assassino aos olhos dessa pessoa? Talvez somente uma pessoa normal, que não pode fazer nada de mal, a não ser acreditar que pode fazer mal.
Porém, voltando a questão da relatividade, a maldade só pode ser praticada à aquelas pessoas que culturalmente, espiritualmente, acreditam que podem ser lesadas de alguma forma por tais atos "maldosos". Nesse caso, a maioria da população.
Acho ser esse o motivo da frase: "Não temerei mal algum, porque tu estás comigo".
Essas palavras nos remetem aos nossos prendimentos culturais, ou que pensamos significar o "mal".
Voltando a responder a pergunta de alguns sobre existência Deus em relação a maldade. Acho que Deus não criou a maldade, pois ela é cultural. Nós a criamos em todos os sentidos, inclusive moralmente. Parte da maioria dos seres humanos, está tão embutida na humanidade que nascemos, crescemos com esses conceitos e não percebemos a consolidação deles na nossa vida. Muitos falam e praticam o desprendimento de bens materiais, mas não vejo diferença entres esses e os bens psicológicos, culturais. Também nos prendem espiritualmente.
Lembrando um fato que me aconteceu recentemente: Meu chefe me chamou na sua sala para rescindirmos o contrato. Quando terminou, ele me pediu desculpas, disse que não queria me prejudicar e tampouco me fazer mal. Eu estava em uma semana muito boa, sou engraçado, sempre acreditei em Deus, mas certas vezes me sinto muito cheio dele, como um balde transbordando e estava assim nesse dia. Então eu disse a meu chefe: Sem problemas, você não me faz mal algum.
Não sei se ele pensou ser arrogância ou ironia, mas não era momento para explicar o porquê da minha resposta.
Bom, é isso, acho que escrevi muito só para ajudar sobre a questão Deus e as maldades e não sei se consegui contribuir para o raciocínio.
Abraço a todos.

Título: Re: Fé
Enviado por: Norizonte da Rosa em 06 de Abril de 2014, 23:49

Olá.

Obs: escrevi um pequeno texto que ficou para aprovação e agora sumiu. Como acredito não ter escrito nada de mais, acredito que ocorreu alguma falha, então vou escrever novamente e se aparecer o texto original depois, o que vou escrever agora segue a mesma linha de pensamento.

A pergunta que me vem, principalmente depois de ler as respostas deste tópico é: podemos ter fé (acreditarmos robustamente) sem termos fidelidade?

Explico: lendo as respostas, parece que a ideia de fé é aquela mais conhecida, ou seja, a da crença, o crer. Mas, pelo que li, parece existir o entendimento de que existe uma gradação dessa crença: existiria uma crença, um crer, mais frágil e uma crença, um crer, mas robusto e este seria a fé.

Mas se existe essa distinção entre uma crença frágil, que não seria a fé, e uma crença mais forte (digamos assim) que seria a fé, então esta deveria ser provada por uma fidelidade, uma fidelidade ao que Jesus ensinou. Como poderia existir fé verdadeira e não apenas crença frágil, se a fé verdadeira não fosse traduzida por atos que a confirmariam?

Quantos de nós, se o raciocínio não é falho, temos fé e não apenas crença frágil? não estou fazendo julgamentos, até pelo fato de não conhecer as pessoas com quem troco ideias, mas até por mim mesmo, acredito que não tenho fé, mas uma crença, pois caso contrário seria outra pessoa, melhor.

Seria possível existir uma fé verdadeira e não existir fidelidade?

Em tempo: falo aqui em fidelidade por ser definição de ter fé (como reproduzi antes parte do livro de Huberto Rohden) em comparação a outro conceito de fé muito usada hoje: crença.

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 07 de Abril de 2014, 01:39
Re: Fé

      Maria47 « ref #47 em: 050414, às 17:22 »

      Conf: minha querida irmã Maria; é evidente que essas palavras, do grande e sábio mentor que é Emmanuel, não se aplicam somente aos espiritas, não? Cabem direitinho para as pessoas de qualquer doutrina.

     [...]
      Sendo assim, pergunto aos companheiros: se aqueles são conselhos de Emmanuel, como são de Jesus e dos espíritos que edificaram a codificação, e se temos o livre-arbítrio, qual é a causa que tem como efeito o fato de não atendermos esses conselhos? Se basta nosso querer escolher o que fazer para que o mundo seja melhor, porq fazemos as escolhas que não devemos fazer?

      O que os amigos dizem? Como podemos explicar essa enorme incoerência nas nossas decisões de escolher e, em consequência, nas atitudes nossas e de nossos irmãos?

............

Olá lconforjr, pelo predomínio da matéria, dos gozos aos quais nos arrastamos, criados simples e ignorantes, ainda em estágio mais próximo do ponto de partida do que da linha de chegada.Segundo Paulo aos Romanos:

Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus;
Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.
Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?
Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.

Romanos 7:22-25

Como espírito encarnado, e na grande maioria relativamente inferiores, não conseguimos, senão com muito custo lampejos  do que seria a visão do Espírito livre e consciente de seus compromissos com a sua evolução.

Abraços

 
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 07 de Abril de 2014, 01:49
.........
      Maria47  (ref #48, de 050414)

      Maria comentou: "Uma vida sem desafios, não vale a pena ser vivida... mas quando temos fé e força de vontade, os resultados daquilo que fazemos superam nossas expectativas..."

      Conf: concordo, minha querida. Mas quem é que nos ensina ou nos proporciona essa fé e essa força de vontade, tão necessárias para nós todos? As religiões, os religiosos não nos ensinam e ter fé e força de vontade não depende de nosso desejo de tê-las!

      Contudo, minha amiga, existe, sim, procedimentos que fazem que tenhamos fé e força de vontade. A codificação nos dá as pistas sobre esses procedimentos.  Todos podemos encontrá-las pois estão numa das obras básicas: no Livro do Médiuns!

................

Vamos estender esta informação lconforjr, agora "tô" curioso.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 07 de Abril de 2014, 02:12
referência #51

Valeu Dothy, pelo incentivo e a colaboração, bem lembrado:

[...] pela fé humana os  projetos são contruidos  ideais alcançados, sonho realizados
pela fé divina conseguiremos realizar nossa reforma intima [...]



Abraços




Título: Re: Fé
Enviado por: lineu em 07 de Abril de 2014, 07:00
Citação de: Marcos W. Silva
[...] Que bom que tens nos ajudado [...]

Sabe-se que a fé consiste no poder da vontade que acelera o processo evolutivo, tanto individual quanto coletivamente.

Já disse um sábio instrutor de Humanidade: “A cooperação espontânea é o supremo ingrediente da ordem”. E ainda: “Quem ajuda é ajudado, encontrando, em silêncio, a mais segura fórmula de ajuste aos processos da evolução”. (*)

A maioria dos participantes do estudo desenvolvido neste tópico aspira pela evolução. E se esforça no sentido de bem compreender o significado da fé.

Ajudar, pois, tais companheiros a compreenderem o significado da fé constitui um grato dever...

Cujo cumprimento reverte em imenso benefício a quem ajuda.

***

Nota (*): As expressões entre aspas, constantes no segundo parágrafo desta mensagem, foram extraídas do livro Pensamento e Vida, de autoria do Espírito Emmanuel e psicografado por Francisco Cândido Xavier.

.
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 07 de Abril de 2014, 16:53
Re: Fé
      Norizonte  « ref #28 em: 040414, às 13:45 »

      Conf (msg anterior): o processo que dá lugar aos pensamentos, dsejos, vontades, escolhas é o seguinte: vibrações de ações exteriores -> captadas pelos sentidos objetivos-> são levadas ao cérebro-> ai interpretadas e associadas com o que já existe na memória-> formam pensamentos-> que dão lugar aos desejos -> que dão lugar à vontade-> que dá lugar à decisão-> que dá lugar à escolha.

      Por esse raciocínio, nem pensamentos, nem desejos, nem vontades, nem decisões e, consequentemente, nem as escolhas, são verdadeiramente nossos.
...
      Noriz: Sim, mas quem interpreta, quem associa, quem toma decisão e quem, após isso tudo, pensa? O cérebro é uma massa de proteína, um instrumento de que se serve o Espírito, tanto é assim que o Espírito quando desencarnado continua com memória e o cérebro se decompõe.

      Conf: exato, meu amigo. Mas não estamos dizendo que não é vc, ou eu, espírito, que não interpreto, nem que não sou eu quem associa, que pensa, que toma decisões ou escolhe. Estamos dizendo que a interpretação, a associação, a decisão, o pensamento, não “são” ou “pertencem” ou “se originam” (difícil encontrar a palavra apropriada) verdadeiramente do espirito, de vc, de mim, de nós, de meu querer ou desejar, ou de minha escolha! Percebe? Sempre se originam de algo que está fora de nós, nos eventos da vida, se originam das mais variadas percepções que podemos ter, porq motivo sejam, normais ou paranormais, e não de nossas  decisões ou escolhas, ou elucubrações mentais... 

      Observe: porq é que eu sei, ou tenho vontade, ou não sei, nem tenho vontade de raciocinar? Eu mesmo me faço assim, ou o que aprendo nas experiências da vida me faz assim? Porq é que eu entendo ou compreendo mais facilmente, ou, então, com mais dificuldade do que outros? Porq eu penso, ou tenho em mente mais pensamentos bons do que maus, eqto com outros acontece o oposto? Afinal porq eu sou bom e meu vizinho é mau?

      Basta vc raciocinar sobre esta última pergunta; não precisa de mais nenhuma: “porq eu sou mau?”. Porq vc é mau, meu amigo? Quem ou o que o faz vc ser mau? Tente uma resposta! Porq é que, mesmo tendo o livre-arbítrio, vc é mau?

      Podemos aprofundar este raciocínio se for necessário.

...................
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 07 de Abril de 2014, 17:23
Re: FÉ
     
      Antonio Renato (ref msg de 040414, às 12:23)

      ARenato escreveu:... Entretanto, por mais que me esclareça, ainda fico em dúvidas por algumas vezes. Eu busco a fé, eu quero ter fé, eu preciso ter fé nas horas em que vacilar.

      Conf: meu querido amigo Renato; quero ser sincero com vc: nada disso, buscar, querer, precisar ter fé, trará fé a vc, a ninguém! Não é o querer que trará fé ao seu íntimo, ao seu modo de ver a vida, ou ao seu modo de querer acreditar na vida, em Jesus, em Deus etc. A fé não depende de nosso buscar, querer, necessitar; a fé não nasce em nós pelo fato de querermos ou dela precisarmos. Ela, simplesmente surge pela confiança que temos na vida, em Deus ou no que for. Mas, nem essa confiança na vida ou em alguém, como em Jesus, depende de nossa vontade ou de nossa necessidade, ou urgência, de tê-la..

      A fé nasce, não da vontade de tê-la, mas da percepção de que aquilo em que cremos, é uma realidade. Esta é a fé verdadeira! A fé verdadeira não é aquela que vem de suposições, do fato de termos confiança de que seja assim, ou assado, porq confiamos em quem nos ensinou que é assim ou assado.

      A fé verdadeira vem da experiência; não de mecanismos psicológicos que nos asseguram que aquilo é uma verdade, enquanto, pela nossa reflexão, podemos perceber que pode ser nada mais do que ilusão.

      Por isso Jesus disse aquilo que disse: “se tiveres fé do tamanho de um grão de mostarda (talvez a menor semente então conhecida?)...”  Certamente, Jesus não disse isso, como insinuando que temos alguma culpa por não ter fé (pois ninguém tem culpa por não ter fé!), mas para que percebêssemos que nossa fé é, talvez, praticamente, “zero”. A fé-convicção-saber vem da experiência e de nada mais. Aquele que tem essa fé pode fazer o que Jesus fez: aparentemente contrariar as leis da natureza, ou manipulá-las, como andar sobre as águas, curar, multiplicar alimentos etc, e outras coisas inimagináveis, para nós.                       

................
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 07 de Abril de 2014, 19:33
Re: Fé

      Edna  « ref #57 em: 060414, às 17:35 »

      Edna escreveu: “Fé é uma das virtudes teologais, a base da vida produtiva e equilibrada”. O codificador esclarece que:

      Texto trazido pela Edna: “Vulgarmente se diz que a fé não se prescreve, o que leva muitas pessoas a alegarem que não são culpadas de não terem fé. Não há dúvida que a fé não pode ser prescrita, ou o que é ainda mais justo: não pode ser imposta. Não, a fé não se prescreve, mas se adquire (!!), e não há ninguém que esteja impedido de possuí-la, mesmo entre os mais refratários”. 

      Conf: realmente, não há ninguém que esteja impedido de possui-la; porém, também, não há ninguém que saiba “como fazer” para possui-la! O mesmo podemos afirmar de qualquer virtude que seja. (O negrito e as exclamações acima foram colocados por mim).

      Texto: “- A fé raciocinada, que se apoia nos fatos e na lógica, não deixa nenhuma obscuridade: crê-se, porque se tem a certeza, e só se está certo quando se compreendeu. Eis porque ela não se dobra: porque só é inabalável a fé que pode enfrentar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade".

      Conf: existirá na codificação ensinamentos de como se adquire a fé? No dizer de André Luiz "A fé viva não é patrimônio transferível. É conquista pessoal”. Perfeito! Intransferível, conquista pessoal! Mas como é que se faz para chegar a essa conquista?

      Como diz o texto, a fé é uma virtude, como o amor, a esperança, a caridade (caridade, sem dúvida, no seu sentido de amor, não a caridade de manifestações exteriores de auxilio ao próximo, que podem acontecer mesmo por interesse pessoal!). Mas, nenhuma virtude se adquire simplesmente por desejar adquiri-la.

      Meu querer, ou seu querer acreditar em Deus, dará a mim ou a vc a fé de crer em Deus? Evidente que não!

      Podemos, facilmente, perceber que virtudes não nascem de nossa vontade de tê-las. Essas, que a Edna citou, são as chamadas teologais, mas mesmo qualquer outra virtude que seja, não depende de nosso querer. Tanto que as demais virtudes elencadas pelos estudiosos, castidade, generosidade, temperança, diligência, paciência,  humildade etc, não dependem de nossa vontade  tê-las. Examinem-nas, analisem-nas, raciocinem e perceberão que nenhuma delas depende de nosso querer.

      Sem dúvida, as virtudes representam retidão moral, probidade, excelência moral e as pessoas podem ser avaliadas pela riqueza de suas virtudes. Essa é uma verdade absoluta. No entanto, fica aquela pergunta: onde estão os ensinamentos que nos ensinem a como adquirir a fé?
...
     Amigos, mas não estamos à deriva quanto a "como fazer" para adquirir a fé; existem procedimentos para chegarmos à essa conquista. Como já repetido muitas vezes neste FE, as “dicas” estão no LM, cap 3, item 35. Mas, pelo que parece, há muita resistência em se acreditar que estão ali!

...........
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 07 de Abril de 2014, 19:56

Re: Fé

...............

      Referência: msg do Marcos, #56, de 060414, às 17:03

      Marcos escreveu: Olá fernandes adalberto, certamente que muitos querem a receita infalível para se obter fé diante da vida e suas vicissitudes.

      Conf: amigos, existe sim uma receita (mas não infalível); pelo que entendo, é a única que existe. Não é fácil chegar a ela. Como tenho colocado em respostas anteriores, a “dica” para descobri-la está no LM.

.........
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 07 de Abril de 2014, 20:11
Re: Fé     

      Referência: msg do Marcos, #46, de 050414, às 13:31.

     [...]
      Conf: muitos! Mas nós mesmos, usando o “pouco” (ou o muito) de liberdade e autonomia que temos (relativas ao que pensar, fazer, imaginar, ser...) devido à escola da vida já nos ter levado a tê-las , podemos fazer alguma coisa, às vezes muita coisa, para encontrar as respostas a esses questionamentos.

      Perceba que quem nos molda o tempo todo, incessantemente, desde que a consciência desperta em nós; que quem faz que sejamos o que somos neste exato instante, quem constrói nosso caráter, inteligência, discernimento, compreensão, assimilação de coisas boas ou más; que nos faz ser bons ou maus, maliciosos ou inocentes, criminosos ou suas vítimas, ter tais e tais virtudes e tais e tais imperfeições, sejam físicas, psicológicas ou morais, é o aprendizado que obtemos nesta escola de espíritos, na qual o processo evolutivo criado por Deus nos colocou; pois esse aprendizado resulta, exatamente, das experiências/lições pelas quais passamos nesta escola criada por Deus, que é a vida.

      Assim, neste exato instante, somos o resultado ou efeito exato dessa sequência sem fim de causas e efeitos, que vem (de quantos “zilhões” de anos, séculos ou milênios, quem sabe?) em nossa linha ascendente, desde nossos mais longínquos antepassados, e daquilo (forças, energias, combinações e associações, elementos, fenômenos), que lhes deu origem.  Somos, agora, o efeito de tudo isso, somado às experiências pelas quais estamos passando, nesta existência, até este exato instante.

      Assim, sem dúvida, não somos o que queremos ser, nem pensamos o que queremos pensar, nem fazemos o que queremos fazer, nem imaginamos, nem aceitamos, nem compreendemos, nem sonhamos, nem planejamos, nem decidimos, nem escolhemos, nem agimos etc etc o que queremos ou como queremos, mas, sim, o que esse processo continuado, ininterrupto, sem fim, nos leva a pensar, a ser, a fazer etc etc.

      Pois, porq vc é bom? Não faço esta pergunta apenas por fazer, mas para que vc realmente queime os neurônios para raciocinando, tentar respondê-la. Faça isso: porq vc é bom, ao passo que aquele lá é mau? Porq vc ama e perdoa e auxilia, enquanto aquele assassina, humilha, estupra, explorou os próprios irmãos? Qual é a causa de vc fazer o bem, e de, esse outro, fazer o mal? Raciocine, meu irmão!

      [...]

      Conf: raciocine, meu jovem: baseados em que temos essa visão que vc chama de "unilateral”? De onde ela surge, o que é que a provoca? E esse “não queremos”, como disse o Danilo? Esse desejo de "não querer" surge de que, o que é que o provoca? Precisamos raciocinar, ter uma "fé raciocinada"!
[...]

      Conf: amigo Marcos, considerando o que está acima, como podemos acreditar que somos o que somos por opção?! Que isso é assunto de foro íntimo?! Porq optaríamos, ou escolheríamos, por livre vontade, ir contra as leis do Criador, transgredi-las? Se podemos optar, porq optamos pelo mal e não pelo bem?!! Ainda mais se optar pelo mal, significa optar pelo sofrer?!!

     [...]
      Conf: meu jovem, com a palavra “antolhos” não me refiro só a isso que perturba a visão, mas a tudo que perturba a operação de qualquer dos sentidos, que perturba o entendimento, a compreensão, a percepção etc. O fato de só focarmos aquilo que nos interessa, que nos disseram ser o melhor, ou aquilo em que acreditamos, devido a alguma experiencia que tivemos, ou por ter ouvido, ou lido etc, ser o melhor, funciona como “antolhos”, na falta de palavra mais própria.

      Acreditamos que aquilo em que acreditamos seja o melhor, o mais conveniente, porq só olhamos para aquele lado e esquecemos que o mundo, as crenças, as religiões têm “n” lados, “n” facetas. E assim, devido a focarmos nossa atenção só naquilo em que cremos e em que confiamos, podemos estar deixando de conhecer coisas de extrema importância para nosso objetivo de aperfeiçoamento.
...
      Assim, se tudo o que fazemos depende de nosso querer, porq fazemos tantas coisas erradas se os erros nos levam e os semelhantes a sofrer? Queremos fazer as coisas erradas, as escolhas erradas, queremos sofrer, é isso?!

      Sofremos, somos bons ou maus, solidários ou egoístas, orgulhosos ou humildes etc, porq queremos ser?!! Amamos ou odiamos porq queremos amar ou odiar?!!

      Podemos, meu jovem, "manipular" atitudes, gestos, procedimentos, manifestações exteriores; nunca sentimentos, como o amor, o ódio, o egoismo, o orgulho, a inveja etc! Consequentemente, também nunca desejos, vontades, pensamentos!

      Sentimentos, virtudes, imperfeições morais, bondade ou maldade, estão fora de nosso poder de "manipulação". Raciocine, como manda a doutrina, que vc poderá verificar que é assim! Podemos "manipular" as ações que correspondem a esses sentimentos, mas "manipular, interferir, provocar, fazer nascer, crescer, diminuir ou acabar com sentimentos, nunca! Não existe quem saiba fazer isso, quem ensine como fazer isso, nem a possibilidade de fazer isso!

............

lconforjr, sem dúvida sou uma consequência de minhas experiências, tal como disse, correto, mas... olha aí o "mas", esqueceu-se de um pequeno, e não menos importante detalhe. Temos diferentes reações aos acontecimentos, mesmo sendo estes idênticos.

Fala de uma maneira simplista "...somos maus porque o mundo, as minhas experiências me fizeram assim...", e não é verdade.

Quando o correto seria "... sou mau porque reajo com revolta ante as minhas experiências...".

A maldade é uma miopia ante as experiências, as quais todos passam. É o caminho mais fácil, o vingar-se. Difícil é relevar. E assim somos maus.

Mas, responsabilizar nossas experiências não seria o equivalente a não assumir a parte que nos toca na obra da criação?! Não nos esquecendo que nossos sentimentos são construções sim. Amor, ódio, são opções antes as mesmas vivencias já citadas, e são alimentados pela nossa vontade.

O detalhe é "como" vejo, reajo à minha prova... faz toda a diferença. Pense melhor.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 07 de Abril de 2014, 20:40
Falando em relação ao que expôs o Norizonte e o comentário do Marcos, ter fé não significa ter a posse da verdade em tudo. Devemos ter fé por compreender bem aquilo que cremos, mas isso não significa que sejamos sábios e detentores de todas as verdades. No que Santo Agostinho cria sobre a origem do homem não alteraria em nada suas ações como Espírito, mesmo que sua crença no pecado original fosse diferente. Assim deve ser conosco. Não precisamos esperar saber e compreender tudo para que comecemos a ter fé, mas podemos a começar a ter fé nas coisas que a nossa razão vai conseguindo abarcar.

Boa Kaza.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 07 de Abril de 2014, 20:52
referência #65

Olá xará Marcos Jantorne, seja bem vindo! Que bom que participou conosco!

O mal com caráter relativo é uma visão, no mínimo, inteligente Marcão. Tendo em vista ser o mal de hoje, não raro, um grande bem amanhã. Tem até um ditado popular nesse sentido "...há males que vem para o bem...".  Boa participação, continuemos.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 07 de Abril de 2014, 20:59
Re: Fé

      Referencia: msg do Marcos, #64 de 060414, às 22:43


      Conf: esse é um assunto sempre debatido: o “monstro que existe em nós”, na forma de imperfeições.  E, sendo que a doutrina aconselha raciocinar, pergunto: os amigos já raciocinaram o bastante sobre isso e compreendem porq possuímos esse monstro dentro de nós, e permitimos que atrapalhe nossos passos, pensamentos, desejos, escolhas? Porq o criamos e permitimos que ele continue estorvando nossa compreensão e, em consequência, nossa evolução?

      Conforme a doutrina, Deus nos deu a liberdade de escolher, o livre-arbítrio! O que é que nos impede de usá de modo conveniente? Porq fazemos tantas escolhas erradas, que até chegamos a criar esse “monstro”, que nos faz proceder, perante a vida, como seres sem moral, sem piedade, sem escrúpulos, perversos e pervertidos?!

      Sem dúvida, não é nosso desejo que ele exista! Então, se não queremos que exista, porq nós mesmos, de livre vontade, fazemos que ele exista em nós? Alguém que tenha raciocinado, como manda a doutrina, consegue explicar?

       E como é que se faz para enfrentar esse desafio feito pelo autor do texto: "passar em paz pelas agruras da vida; superá-las sem desespero"? É tão fácil dizer “o que fazer”! Mas, como é difícil dizer o “como fazer” isso que devemos fazer!!  Quem sabe e ensina esse “como”?

      Como já disse tantas vezes, as “dicas” para esse "como fazer" estão na própria codificação; mas alguém fez o esforço de encontrá-las, já as encontrou? Já raciocinou que, se as encontrarmos, estaremos degolando esse terrível monstro que nos leva aos maiores sofrimentos impostos pela lei de Deus, e nos leva a praticar os mais terríveis sofrimentos contra o próximo?

...............
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 07 de Abril de 2014, 21:22
referência#66

Norizonte, bem em tempo seu questionamento.

Em relação as suas 1º, 2º e 3º perguntas sobre a Fé sem fidelidade e sem atos que a confirmem. Seria, a meu ver uma incoerência(algo frágil). É como você nos disse a fé baseada, somente na crença. Não se aprofundou em conhecimentos, inclusive científicos, e existem trabalhos neste campo, há pesquisas sobre a Fé. Inclusive há pesquisas sobre a fé não religiosa.

O que fazemos é o reflexo do que somos, por dentro. Lembra do "...a boca fala daquilo que do coração transborda..."- Jesus.. Como ainda erramos muito, penso ser um avanço fazermos mais o bem do que o mal. Visto que, não conseguimos ainda realizar somente o bem.

Nos tempos atuais muuuiitos bradam em alta voz que têm fé, mas bem poucos à confirmam em suas atitudes. Estão no primeiro estágio, na crença. Não evoluíram para o saber, o compreender que trazem a certeza. Mas como disse o Kazaoka no post#63 "...podemos a começar a ter fé nas coisas que a nossa razão vai conseguindo abarcar".

Abraços





Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 07 de Abril de 2014, 23:10

Re: Fé

...............

      Referência: msg do Marcos, #56, de 060414, às 17:03

      Marcos escreveu: Olá fernandes adalberto, certamente que muitos querem a receita infalível para se obter fé diante da vida e suas vicissitudes.

      Conf: amigos, existe sim uma receita (mas não infalível); pelo que entendo, é a única que existe. Não é fácil chegar a ela. Como tenho colocado em respostas anteriores, a “dica” para descobri-la está no LM.

.........

A dica amigo lconforjr, é partirmos da teoria para a prática. Da teoria entende-se o estudo persistente dos conteúdos da Doutrina, da observação atenta, apelando sempre ao raciocínio, ao uso do tutano mesmo.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Edna☼ em 08 de Abril de 2014, 13:22
Olá Marcos, demais participantes,


Citar
"Tende fé em Deus!"
(Marcos:11-22)

"A verdadeira fé se conjuga à humildade; aquele que a possui deposita mais confiança em Deus do que em si próprio, por saber que, simples instrumento da vontade divina, nada pode sem Deus."

OESE, Cap. XIX


Bom dia a todos!

Abraços fraternos,

Edna

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 08 de Abril de 2014, 19:55
Re: Fé

      Referencia: msg do Marcos, #64 de 060414, às 22:43

     Conf: esse é um assunto sempre debatido: o “monstro que existe em nós”, na forma de imperfeições.  E, sendo que a doutrina aconselha raciocinar, pergunto: os amigos já raciocinaram o bastante sobre isso e compreendem porq possuímos esse monstro dentro de nós, e permitimos que atrapalhe nossos passos, pensamentos, desejos, escolhas? Porq o criamos e permitimos que ele continue estorvando nossa compreensão e, em consequência, nossa evolução?
[...]
...............

Em grande maioria não percebemos nossos monstros. Percebemos muito bem no outro, mas não em nós. porque faltamos com a verdade na hora análise, da reforma íntima. Criamos fugas espetaculares para não admitir erros, e as escondemos nos arquivos inconscientes. Por isso, é tão difícil, de pronto, dizermos quais defeitos temos. Geralmente paramos, pensamos, omitimos os piores, e só então, levemente mencionamos alguns. Esse tipo de ação mesclada a uma bondade hipócrita(falseada), dificulta a correção do caráter.

Re: Fé
                  [...]

      Conforme a doutrina, Deus nos deu a liberdade de escolher, o livre-arbítrio! O que é que nos impede de usá de modo conveniente? Porq fazemos tantas escolhas erradas, que até chegamos a criar esse “monstro”, que nos faz proceder, perante a vida, como seres sem moral, sem piedade, sem escrúpulos, perversos e pervertidos?!

      Sem dúvida, não é nosso desejo que ele exista! Então, se não queremos que exista, porq nós mesmos, de livre vontade, fazemos que ele exista em nós? Alguém que tenha raciocinado, como manda a doutrina, consegue explicar?
                   [...]
     

Conscientemente não queremos o "monstro interno", mas e no inconsciente?... Quais as nossas preferências?... quais os segredos, as verdades internas que não temos coragem de revelar aos outros?... estes conteúdos nos dão a real noção do que somos. Fazemos as escolhas de acordo com os interesses, prevalecendo no caso citado, os humanos carnais em detrimento aos espirituais. E se assim não fosse seríamos todos homens de bem.

Re: Fé
                [...]
       E como é que se faz para enfrentar esse desafio feito pelo autor do texto: "passar em paz pelas agruras da vida; superá-las sem desespero"? É tão fácil dizer “o que fazer”! Mas, como é difícil dizer o “como fazer” isso que devemos fazer!!  Quem sabe e ensina esse “como”?

      Como já disse tantas vezes, as “dicas” para esse "como fazer" estão na própria codificação; mas alguém fez o esforço de encontrá-las, já as encontrou? Já raciocinou que, se as encontrarmos, estaremos degolando esse terrível monstro que nos leva aos maiores sofrimentos impostos pela lei de Deus, e nos leva a praticar os mais terríveis sofrimentos contra o próximo?
...............

É amigo, este o mais difícil. Expiar as provas com resignação útil. É ter a ousadia de superar a matéria, na qual estamos imersos, exercendo o legado que nos cabe de filhos do Pai. Tens Fé que é possível?

Comentário de Kardec: O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e de caridade na sua mais completa pureza. Se interrogar sua consciência sobre os atos praticados, perguntará se não violou essa lei, se não cometeu nenhum mal, se fez todo o bem que podia, se ninguém teve de se queixar dele. Enfim, se fez para os outros tudo o que queria que lhe fizessem.

Abraços



Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 08 de Abril de 2014, 20:26
Olá Marcos, demais participantes,

Citar
"Tende fé em Deus!"
(Marcos:11-22)

"A verdadeira fé se conjuga à humildade; aquele que a possui deposita mais confiança em Deus do que em si próprio, por saber que, simples instrumento da vontade divina, nada pode sem Deus."

OESE, Cap. XIX

Bom dia a todos!

Abraços fraternos,

Edna

Olá Edna, ainda não havíamos falado sobre a aliança entre a Fé e a Humildade. A virtude sem a qual todas as demais não existiriam. Como explicar uma fé orgulhosa... não pode ser raciocinada, não é mesmo?

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 08 de Abril de 2014, 20:33
Olá amigos!

[...]

Fé inabalável só é a que pode encarar de frente a razão, em todas as épocas  da Humanidade.A esse resultado conduz o Espiritismo,pelo que triunfa da incredulidade,sempre que não encontra oposição  sistemática e interessada."


De Allan Kardec,em o evangelho segundo o espiritismo,cap.XIX,Item 7.Editora FEB.

Bem lembrado Aimoré!

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 08 de Abril de 2014, 22:02

Re: Fé

      Refere-se à msg #79, do Marcos, de 070414, às 21:22.

      Marcos disse: O que fazemos é o reflexo do que somos por dentro. Lembra do "...a boca fala daquilo que do coração transborda..."- Jesus.. Como ainda erramos muito, penso ser um avanço fazermos mais o bem do que o mal. Visto que, não conseguimos ainda realizar somente o bem.

      Conf: isso é uma verdade; nem mesmo sabemos porq, mas fazemos tantas vezes o mal que, conforme a DE,  estamos num mundo criado por Deus, para castigo daqueles que desrespeitam Suas leis, as leis do amor. E, como diz o amigo Marcos, devemos procurar sempre fazer o bem mesmo que para isso tenhamos de nos esforçar, mesmo que não exista amor em nós. O mundo, a vida é um caos de sofrimentos para todos, entremeado por uns poucos momentos de descontração e alegria. Todos, sem exceção, sofrem, humanos ou não humanos, e, se não houver um amor mesmo que seja forçado, mesmo que se apresente apenas “da boca para fora”, em manifestações exteriores, mesmo que praticado por interesse próprio, a vida será ainda mais caótica do que é!

      Sendo assim, de pouco nos adianta saber que “o que fazemos é o reflexo do que somos por dentro”, pois o que precisamos saber é como fazer para que o que somos por dentro se torne melhor. Sem dúvida, só o amor pode melhorar o interior dos homens. Mas, ninguém, nem religião, crença ou doutrina, sabe como fazer isso. Se soubessem, estariam ensinando a todos.

      No entanto, por nosso esforço, podemos chegar a aprender a como ter amor, a como amar. Como já dissemos tantas vezes, os primeiros passos para esse aprendizado estão numa das obras básicas da codificação, num conselho semelhante ao de Paulo qdo disse que “devemos estudar de tudo e guardar o que for bom!”, no LM, cap 3, item 35.

...........
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 08 de Abril de 2014, 22:25

Re: Fé

      Refere-se à msg #67, de Marcos, 070414, às 01:39.

      Conf (msg ant para a amiga Maria47): Minha querida irmã Maria; é evidente que essas palavras, do grande e sábio mentor que é Emmanuel, não se aplicam somente aos espiritas, não? Cabem direitinho para as pessoas de qualquer doutrina.

      Sendo assim, pergunto aos companheiros: se aqueles são conselhos de Emmanuel, como são de Jesus e dos espíritos que edificaram a codificação, e se temos o livre-arbítrio, qual é a causa que tem como efeito o fato de não atendermos esses conselhos? Se basta nosso querer escolher o que fazer para que o mundo se torne melhor, porq fazemos tantas escolhas que o tornam pior?

      O que os amigos dizem? Como podemos explicar essa enorme incoerência nas nossas decisões de escolher e, em consequência, nas atitudes nossas e de nossos irmãos?

      Marcos respondeu: Olá lconforjr, pelo predomínio da matéria, dos gozos aos quais nos arrastamos, criados simples e ignorantes, ainda em estágio mais próximo do ponto de partida do que da linha de chegada.     

      Conf: mas, se é por isso, porq é que sofremos? Se é pelo predomínio da matéria que erramos tanto (conforme a doutrina, a matéria impede as manifestações do espirito porq o prende como se fosse “um lodo viscoso” e faz que interprete tantas vezes erradamente os eventos da vida, como se os estivesse vendo através de “um vidro muito opaco”) porq é que sofremos? 

      Marcos: segundo Paulo: “Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus;Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará deste corpo que acarreta os pecados?

      Conf: perfeito, meu amigo! Para o porta-voz da Boa Nova, que a levou para o mundo então conhecido, o pecado não está no espírito, não está em nós, mas no corpo carnal que nos sufoca, como diz a doutrina. Sendo, assim, porq sofremos se, pela doutrina, todos sofrimentos são merecidos e aplicados com perfeita justiça?

...............
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 08 de Abril de 2014, 22:28
Muito bem lconforjr,

[...]Sendo assim, de pouco nos adianta saber que “o que fazemos é o reflexo do que somos por dentro”, pois o que precisamos saber é como fazer para que o que somos por dentro se torne melhor. Sem dúvida, só o amor pode melhorar o interior dos homens. Mas, ninguém, nem religião, crença ou doutrina, sabe como fazer isso. Se soubessem, estariam ensinando a todos.

      No entanto, por nosso esforço, podemos chegar a aprender a como ter amor, a como amar. Como já dissemos tantas vezes, os primeiros passos para esse aprendizado estão numa das obras básicas da codificação, num conselho semelhante ao de Paulo qdo disse que “devemos estudar de tudo e guardar o que for bom!”, no LM, cap 3, item 35.


...até porque cada um de nós tem a sua particularidade, precisa compreender do seu jeito. A Doutrina trata da problemática humana/espiritual num campo universal, e cada um o transforma para sua peculiaridade, a fim de completar o processo de aprendizado. Lembrando que ninguém ensina, o estudante é que aprende.

Abraços


Título: Re: Fé
Enviado por: Felipa em 09 de Abril de 2014, 00:38
A Diferença entre
Crer e ter Fé

“Se o espírito humano não está sintonizado com o espírito de Deus, ele não tem fé, embora talvez creia.
 Esse homem pode, em teoria, aceitar que Deus existe e, apesar disso, não ter fé"
 
 
O notável professor, filósofo e humanista brasileiro, Huberto Rohden, em um de seus oportunos comentários inseridos no livro “A Mensagem Viva do Cristo”, obra que compreende a tradução feita por ele mesmo dos quatro evangelhos, diretamente do grego do primeiro século, convida-nos a refletir sobre a significativa distinção entre crer e ter fé. Para ele, a não compreensão dessa questão tem deturpado a teologia e trazido enorme prejuízo à mensagem do Cristo ao longo desses 2000 anos.
 
Escreve ele:
 
“Desde os primeiros séculos do Cristianismo, quando o texto grego do Evangelho foi traduzido para o latim, principiou a funesta identificação de crer com ter fé. A palavra grega para fé é pistis, cujo verbo é pisteuein. Infelizmente, o substantivo latino fides, o correspondente a pistis, não tem verbo e assim, os tradutores latinos se viram obrigados a recorrer a um verbo de outro radical para exprimir o gregopisteuein, ter fé. O verbo latino que substituiu o grego pisteuein é credere, que em português deu crer. Nenhuma das cinco línguas neo latinas — português, espanhol, italiano, francês, rumeno — possui verbo derivado do substantivo fides; fé; todas essas línguas são obrigadas a recorrer a um verbo derivado de credere. Ora, a palavra pistis ou fides significa originariamente harmonia, sintonia, consonância. Ter fé é estabelecer ou ter sintonia, harmonia entre o espírito humano e o espírito divino.”
 
Se o espírito humano não está sintonizado com o espírito de Deus, ele não tem fé, embora talvez creia
 
Para o ilustre filósofo, aí está um dos maiores problemas que em muito vem prejudicando a teologia e, para explicar a diferença de significado entre uma coisa e outra, estabelece ele o seguinte paralelo ilustrativo: “Um receptor de rádio só recebe a onde eletrônica emitida pela estação emissora, quando o receptor está sintonizado ou afinado perfeitamente com a freqüência da emissora. Se a emissora, por exemplo, emite uma onda de freqüência 100, o meu receptor só reage a essa onda e recebe-a quando está sintonizado com a freqüência 100. Só neste caso, o meu receptor tem fé, fidelidade, harmonia; fideliza com a emissora”.
 
Dentro desse contexto, “se o espírito humano não está sintonizado com o espírito de Deus, ele não tem fé, embora talvez creia. Esse homem pode, em teoria, aceitar que Deus existe e, apesar disso, não ter fé. Ter fé é estar em sintonia com Deus, tanto pela consciência como também pela vivência, ao passo que um homem sem sintonia com Deus pela consciência e pela vivência, pela mística e pela ética, pode crer vagamente em Deus. Crer é um ato de boa vontade; ter fé é uma atitude de consciência e de vivência”, argumenta o professor Rohden.
 
Salvação não é outra coisa senão a harmonia da consciência e da vivência com Deus
 
Para ele, a conhecida frase “quem crer será salvo, quem não crer será condenado”, é absurda e blasfema no sentido em que ela é geralmente usada pelos teólogos. No entanto, “se lhe dermos o sentido verdadeiro ‘quem tiver fé será salvo’ ela está certa, porque salvação não é outra coisa senão a harmonia da consciência e da vivência com Deus”.
 
Em sua opinião, de sincero buscador, erudito e filósofo espiritualista “a substituição de ter fé por crer há quase 2000 anos, está desgraçando a teologia, deturpando profundamente a mensagem do Cristo”.
Consciência Espírita - 2006
Título: Re: Fé
Enviado por: abuelito em 09 de Abril de 2014, 02:13
.....
Humana ou divina?
.....

Fé. E quando perdemos um ente muito querido?
Fé é poder dizer, sentindo "...Deus é bom e justo..." e também sentindo dizer  "...Eu creio nisso!"
Sim, vamos orar pelos que cumpriram sua missão nesta jornada e voltaram para o Lar.
Sim, vamos orar pelos que continuam trabalhando por alcançar a graça de poder, um dia, voltar para o Lar, e se for de seu merecimento, poder reencontrar os companheiros das jornadas finalizadas.

Fiquem com Deus.

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 09 de Abril de 2014, 03:08
Re: Fé

      Refere-se à msg #69, de Marcos, de 070414, às 02:12.

      Marcos escreveu: Valeu Dothy, pelo incentivo e a colaboração, bem lembrado:

       “[...] pela fé humana os projetos são construídos,  ideais alcançados, sonho realizados; pela fé divina conseguiremos realizar nossa reforma intima [...]”.

      Conf: minha gente, de que nos adianta saber o que é que a fé divina poderá nos ajudar a conseguir? Saber isso será nada mais que um incentivo para que desejemos ter fé, só isso! O que precisamos mesmo é saber "como ter" fé! De nada adianta saber o que ela pode fazer, se não temos fé!


Abraços



Título: Re: Fé
Enviado por: Antonio Renato em 09 de Abril de 2014, 06:19
Ter fé é depositar toda nossa confiança em Deus,é acreditar que mesmo que nos reste um fio
de esperança,devemos nos agarrar a ele pois Deus fará acontecer.Vejamos então um doente
em um leito de hospital,onde nada mais se pode fazer pelos meios disponíveis pela medicina
para a sua recuperação,será então a fé que ele possa ter que fará acontecer.Não existe nada
que nos ensine a ter fé,ou mesmo como ter,ela brota do nosso interior pelas nossas necessi-
dades.Sendo então todos nós imperfeitos,necessitamos de um mecanismo que nos apróxime
de Deus,seja então a fé que podemos ter,que nos fará chegar até ele,assim eu penso.
Fiquem na paz.
Título: Re: Fé
Enviado por: Edna☼ em 09 de Abril de 2014, 13:47
Olá Edna, ainda não havíamos falado sobre a aliança entre a Fé e a Humildade. A virtude sem a qual todas as demais não existiriam. Como explicar uma fé orgulhosa... não pode ser raciocinada, não é mesmo?

Olá Marcos,

Concordo, pois temos ai o primeiro passo.

Abraços,

Edna  ;)
Título: Re: Fé
Enviado por: Edna☼ em 09 de Abril de 2014, 14:00
Olá Marcos e demais participantes,

       
Citar
       
"Em verdade vos digo que se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte:
Transporta-te dai para ali e ele se transportará e nada vos será impossível
." JESUS - MATEUS, 17:30


"A fé e verdadeira é sempre calma; faculta a paciência que sabe esperar, porque tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas, tem certeza de chegar ao objetivo visado."

OESE, Cap. XIX



Abraços fraternos,

Edna
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 09 de Abril de 2014, 14:36
Re: Fé

      Referencia: msg de Marcos Jantorne, #65, de 060414, às 23:34.

      MarcosJ, nosso novo companheiro, escreveu: Como, por exemplo, um ser que vive em um nível espiritual pleno, com um coração dotado de bondade temeria e visualizaria qualquer maldade praticada contra ele?

      Conf: primeiramente, meu jovem, esse seu raciocínio é cheio de idealismo e não cabe, conforme a doutrina, ao planeta Terra, um mundo criado para punição dos transgressores das leis divinas, de expiações, sofrimentos para todos, sem exceção, concorda?

     MarcosJ: Acho que iria ver a maldade com outros olhos. Não iria afetá-lo. O que seria a morte para esse ser pleno? Nada. Daí, sabendo-se dessa relatividade, o que é um assassino aos olhos dessa pessoa? Talvez somente uma pessoa normal, que não pode fazer nada de mal, a não ser acreditar que pode fazer mal. Porém, voltando a questão da relatividade, a maldade só pode ser praticada à aquelas pessoas que culturalmente, espiritualmente, acreditam que podem ser lesadas de alguma forma por tais atos "maldosos". Nesse caso, a maioria da população.

      Conf: e, amigo, como essa “maioria” da população deve ou pode fazer para se libertar dessa crença de que pode ser lesadas por atos maldosos? Não são “atos maldosos” o que os homens praticam e o mundo nos mostra todos os dias, desde que abrimos olhos e ouvidos até que os fechamos?

      Sem dúvida, a frase: "Não temerei mal algum, porque tu estás comigo", só pode ser pronunciada por aqueles que já compreendem o que e quem são, que se libertaram de toda ignorância, aqueles que chegaram ao que chamam de “iluminação”, certo? E esse é o verdadeiro, o único problema dos homens: a percepção, que lhes traz a libertação da ignorancia e a percepção/compreensão de o que o homem é atrás dessa máscara que ele veste. 

      MarcosJ: Acho que Deus não criou a maldade, pois ela é cultural. Nós a criamos em todos os sentidos, inclusive moralmente. Parte da maioria dos seres humanos, está tão embutida na humanidade que nascemos, crescemos com esses conceitos e não percebemos a consolidação deles na nossa vida.

      Conf: se o amigo é espirita, sabe que os sofrimentos impostos aos homens por Deus, através de Sua terrível lei de causa e efeito, são sempre merecidos e justos, concorda? Que todos os sofrimentos vêm de se transgredir as leis do Amor! Assim, lhe pergunto:

      - primeiro: se todo efeito tem sua causa, qual é a causa que tem como efeito o fato de os homens criarem o mal? Será o desejo de passar por esses sofrimentos terríveis, desesperadores e insuportáveis que o mundo nos mostra?

      - segundo: se a maldade é cultural, por que os homens têm de sofrer por serem maus?

..............
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 09 de Abril de 2014, 14:53
Re: Fé

      Referencia: msg de Norizonte, #66, de 060414, às 23:49 »

      Noriz escreveu: A pergunta que me vem, principalmente depois de ler as respostas deste tópico é: podemos ter fé (acreditarmos robustamente) sem termos fidelidade?

      Conf: é evidente que não! Ter fé é compreender e se há compreensão é impossível agir de outro modo senão de conformidade com o que se compreendeu. Compreender é agir. Se alguém agiu de modo diferente daquilo que compreendeu, significa que apenas acredita que compreendeu ou que se esqueceu daquilo que compreendeu, ou é desequilibrado mental ou assemelhado.

      Noriz: Explico: lendo as respostas, parece que a ideia de fé é aquela mais conhecida, ou seja, a da crença, o crer. Mas, pelo que li, parece existir o entendimento de que existe uma gradação dessa crença: existiria uma crença, um crer, mais frágil e uma crença, um crer, mas robusto e este seria a fé.

      Conf: certo, meu jovem; veja: o ter fé, o crer depende de nossa compreensão mas, como nossa compreensão depende de inúmeros fatores, o ter fé ou crer também depende de inúmeros fatores. Assim, também, em consequência, o fato de ter uma fé, ou crença mais forte ou mais frágil, também não depende de nós.

      Noriz: Como poderia existir fé verdadeira e não apenas crença frágil, se a fé verdadeira não fosse traduzida por atos que a confirmariam?

      Conf: meu amigo, a fé verdadeira, ou forte, ou fraca nada tem a ver, senão aos olhos dos outros, com atos; a fé é sentimento interior e não precisa ser manifestada para que aquele que a possui saiba que a possui... E é evidente que quem possui essa fé verdadeira sempre, salvo impedimento ao seu ver irresistível, agirá de conformidade ela.

...........
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 09 de Abril de 2014, 15:06
Re: Fé

      Refere-se à msg #69, de Marcos, de 070414, às 02:12.

      Marcos escreveu: Valeu Dothy, pelo incentivo e a colaboração, bem lembrado:
       “[...] pela fé humana os projetos são construídos,  ideais alcançados, sonho realizados; pela fé divina conseguiremos realizar nossa reforma intima [...]”.

      Conf: meus amigos, de que nos adianta saber o que é que a fé divina poderá nos ajudar a conseguir?! O único benefício que vejo nisso é que sabendo das “benesses” de tê-la, podemos ser incentivados a procurar adquiri-la. Mas o de que realmente precisamos fazer é procurar saber como ter fé! De nada adianta saber o que ela pode fazer, se não sabemos como fazer para tê-la!
..........


Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 09 de Abril de 2014, 15:29
Re: Fé

     
      Amigos,

      Com esta msg estou complementando resposta que dei à msg do Marcos, #69 de 070414, 02:12, publicada mais acima.
...

      Marcos citou o que a amiga Dothy escreveu:

      “Pela fé humana os projetos são construídos, ideais alcançados, sonho realizados; pela fé divina conseguiremos realizar nossa reforma intima”.


      Conf: aqui há duas coisas a considerar:

      - a primeira é repetição de questão já repetida neste tópico: a fé divina (nem a humana) não depende de nossos querer, não a adquirimos por termos vontade de possui-la; assim, como fazer para adquiri-la? (Existe uma receita, também já repetida neste tópico, várias vezes).

      - a segunda é também repetição de uma questão muitas vezes aqui colocada, mas nunca respondida de modo conclusivo, pois não inquestionável: qual é a causa que tem como efeito a necessidade de realizarmos uma reforma íntima? Qual é a causa de nos termos deformado intimamente, uns mais do que outros, se todos somos criados em total igualdade quanto às questões relativas às facilidades ou dificuldades de evolução?

      Abç.

................
Título: Re: Fé
Enviado por: lineu em 09 de Abril de 2014, 15:38
Pergunta sobre a fé

Considerando-se a fé como um poder extraordinário, concedido ao ser humano para produzir coisas benéficas...

Como convém interpretar o extraordinário poder humano de produzir coisas maléficas, a exemplo da bomba atômica?

***
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 09 de Abril de 2014, 16:34
Re: Fé

      Referencia: msg #75, de 070414, 20:11, do Marcos.

      Conf (msg ant):... Sofremos, somos bons ou maus, solidários ou egoístas, orgulhosos ou humildes etc, porq queremos ser?!! Amamos ou odiamos porq queremos amar ou odiar?!!

      Podemos, meu jovem, "manipular" atitudes, gestos, procedimentos, manifestações exteriores; nunca sentimentos, como o amor, o ódio, o egoismo, o orgulho, a inveja etc! Consequentemente, também nunca desejos, vontades, pensamentos!

      Sentimentos, virtudes, imperfeições morais, bondade ou maldade, estão fora de nosso poder de "manipulação". Raciocine, como manda a doutrina, que vc poderá verificar que é assim! Podemos "manipular" as ações que correspondem a esses sentimentos, mas "manipular”, interferir, provocar, fazer nascer, crescer, diminuir ou acabar com sentimentos, nunca! Não existe quem saiba fazer isso, quem ensine como fazer isso, nem a possibilidade de fazer isso!
...
      Marcos respondeu: lconforjr, sem dúvida sou uma consequência de minhas experiências, tal como disse, correto, mas... olha aí o "mas", esqueceu-se de um pequeno, e não menos importante detalhe. Temos diferentes reações aos acontecimentos, mesmo sendo estes idênticos.

      Conf: sem dúvida, é verdade que nossas reações são diferentes frente a iguais acontecimentos. Mas, porq são assim, diferentes e não idênticas? Tente refletir, raciocinar: porq temos reações diferentes aos acontecimentos? Nós mesmos nos fizemos assim? Ou o aprendizado que temos na escola da vida nos faz assim, vc reagir de um modo, eu reagir de outro modo?

      Nada surge, ou brota, ou nasce espontaneamente em nossa cabeça, em nossa mente! Tudo o que temos em mente, conhecimento adquirido, compreensão etc vem de fora de nós, das experiências pelas quais passamos! De onde mais poderiam vir, meu amigo? Tanto o bem quanto mal que temos em nós vêm de fora de nós, de ações e eventos que acontecem fora de nós! Se a vida nos ensina a sermos bons, seremos bons, e vice-versa!

      Marcos: Fala de uma maneira simplista "...somos maus porque o mundo, as minhas experiências me fizeram assim...", e não é verdade.
      Quando o correto seria "... sou mau porque reajo com revolta ante as minhas experiências...".

      Conf: e porq, meu amigo, vc reage com revolta ante suas experiências? Porq não reage com calma? O que lhe impde de reagir com calma? Reflita! O que o faz agir com revolta? Se todo efeito tem sua causa, qual é a causa que tem como efeito o vc agir com revolta frente às suas experiências? Não consegue agir com calma? Se não consegue, porq não consegue?

      Marcos: A maldade é uma miopia ante as experiências, as quais todos passam. É o caminho mais fácil, o vingar-se. Difícil é relevar. E assim somos maus.

      Conf: sim, mas todos são igualmente maldosos como vc ou eu? Todos são igualmente “míopes” ante suas experiências? Vc sabe que não! Sendo assim, raciocine: porq vc não é tão maldoso como aquele outro é? Porq ele é mais “míope” do que vc em relação às experiências pelas quais passa?

      Marcos:...Não nos esquecendo que nossos sentimentos são construções sim. Amor, ódio, são opções antes as mesmas vivencias já citadas, e são alimentados pela nossa vontade.

      Conf: raciocine também sobre isso! Porq uns têm vontade de alimentar o amor ou o ódio, uns mais do que outros, e outros não têm essa vontade? E, observe: se amor e ódio, ou o bem e o mal, são opções nossas, porq é que optamos tanto pelo mal fato que, segundo a DE, faz que mereçamos ainda estar num mundo de sofrimentos? Se vc pode optar pelo amor, porq opta pelo ódio? Vontade sua de sofrer as consequências terríveis da Lei de Deus? Ignorância? Desejo de, com seu ínfimo poder, desafiar Aquele que é Todo o Poder, desrespeitando Suas leis?!?

      Marcos: O detalhe é "como" vejo, reajo à minha prova... faz toda a diferença. Pense melhor.

      Conf: e qual é a causa de vc “ver” ou “reagir” à sua prova de um modo e de eu “ver” ou “reagir” de outro modo? Nós, que éramos perfeitamente iguais, cada um decidiu e escolheu, de livre vontade, se tornar diferente dos demais?

      Reflita, raciocine, meu jovem! Depois de vc raciocinar, se desejar. voltaremos a esta conversa!

      Abraços

..........
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 09 de Abril de 2014, 16:50

Re: Fé
      Referência: msg #81, da Edna, de080414, às 13:22.

      "Tende fé em Deus!" (Marcos:11-22)

      A amiga Edna cita texto de OESE: "A verdadeira fé se conjuga à humildade; aquele que a possui deposita mais confiança em Deus do que em si próprio, por saber que, simples instrumento da vontade divina, nada pode sem Deus." (OESE, Cap. XIX).

      Conf: esclarecedor esse texto! Sem dúvida, aquele que já adquiriu a “verdadeira” fé é humilde! Essa é uma bela lição que a doutrina nos dá. Falta-nos, agora, só aquela lição que nos ensine a “o que fazer”, e o “como fazer” para adquirir fé! De nada nos adianta o nos dizerem, ou ensinarem: "tenha fé em Deus!", ou "tenha fé nisso ou naquilo".
......................
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 09 de Abril de 2014, 17:42
Re: Fé

      Referencia: msg do Marcos, #82, de 080414, às 19:55.

      Conf, em 07 de Abril de 2014, 20:59:... assunto sempre debatido: o “monstro que existe em nós”... os amigos já raciocinaram o bastante e já compreendem porq possuímos esse monstro dentro de nós, e permitimos que atrapalhe nossos passos, pensamentos, desejos, escolhas? Porq o criamos e permitimos que ele continue estorvando nossa compreensão e, em consequência, nossa evolução?

      Marcos respondeu: Em grande maioria não percebemos nossos monstros... Por isso, é tão difícil, de pronto, dizermos quais defeitos temos. Geralmente paramos, pensamos, omitimos os piores, e só então, levemente mencionamos alguns. Esse tipo de ação mesclada a uma bondade hipócrita (falseada), dificulta a correção do caráter.

      Conf: pois é isso, meu jovem. E, segundo a doutrina, todos sofremos exatamente
por termos criado, por nossa livre vontade, esse monstro, do qual não gostamos, mas que não queremos que vá embora, que deixe nosso coração. E sabemos que é ele que nos traz sofrimentos terríveis e assim fazemos de tudo para que ele continue morando em nós, sendo nós... Assim, se muitos nem mesmo percebem que o têm, qual é a causa dos sofrimentos dos homens, de todos, pois todos sofrem?!
...
      Conf, em 07 de Abril de 2014, 20:59: Conforme a doutrina, Deus nos deu a liberdade de escolher, o livre-arbítrio! O que é que nos impede de usá-lo de modo conveniente? Porq fazemos tantas escolhas erradas, que até chegamos a criar esse “monstro”, que nos faz proceder, perante a vida, como seres sem moral, sem piedade, sem escrúpulos, perversos e pervertidos?!

      Sem dúvida, não é nosso desejo que ele exista! Então, se não queremos que exista, porq nós mesmos, de livre vontade, fazemos que ele exista em nós? Alguém que tenha raciocinado, como manda a doutrina, consegue explicar?

      Marcos resp: Conscientemente não queremos o "monstro interno", mas e no inconsciente?... Quais as nossas preferências?... quais os segredos, as verdades internas que não temos coragem de revelar aos outros?... estes conteúdos nos dão a real noção do que somos. Fazemos as escolhas de acordo com os interesses, prevalecendo no caso citado, os humanos carnais em detrimento aos espirituais. E se assim não fosse seríamos todos homens de bem.

      Conf: aí, meu amigo, outro ponto a raciocinar: se não o queremos, porq fazemos de tudo para que permaneça em nós? Porq, por nossa escolha, fazemos que ele exista em nós?!Se esse “fazer” é inconsciente, porq a lei nos faz sofrer?
...
      Conf em 07 de Abril de 2014, 20:59:... E como é que se faz para enfrentar esse desafio feito pelo autor do texto: "passar em paz pelas agruras da vida; superá-las sem desespero"? É tão fácil dizer “o que fazer”! Mas, como é difícil dizer o “como fazer” isso que devemos fazer!!  Quem sabe e ensina esse “como”?

      Como já disse tantas vezes, as “dicas” para esse "como fazer" estão na própria codificação; mas alguém fez o esforço de encontrá-las, já as encontrou?...

      Marcos: É amigo, este o mais difícil. Expiar as provas com resignação útil. É ter a ousadia de superar a matéria, na qual estamos imersos, exercendo o legado que nos cabe de filhos do Pai. Tens Fé que é possível?

      Conf: é claro; para aqueles que sejam iguais aos que tiveram a percepção da verdade que liberta, como disse Jesus.

      Marcos: Comentário de Kardec: O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e de caridade na sua mais completa pureza. Se interrogar sua consciência sobre os atos praticados, perguntará se não violou essa lei, se não cometeu nenhum mal, se fez todo o bem que podia, se ninguém teve de se queixar dele. Enfim, se fez para os outros tudo o que queria que lhe fizessem.

      Conf: novamente um esclarecedor texto da DE. Infelizmente, dele (de outros poderemos deduzir coisas mais importantes) só podemos deduzir coisas como: sendo que o verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e de caridade na sua mais completa pureza, devemos ser como ele, fazer “o que ele faz:

      - seja justo, ame seus inimigos, perdoe os que fazem o mal a vc e a seus queridos, seja caridoso

      - nunca cometa nenhum mal,

      -faça todo o bem que pode;

      - só faça aos outros o que quer que os outros lhe façam.

      Assim, como sempre só é dito aos homens “o que fazer”, nunca o “como fazer”! Pois quem é que sabe como fazer para ter amor no coração, para amar e perdoar os perversos que estupram sua filhinha etc etc? Quam sabe como colocar amor num coração vazio de amor?! Ainda mais que amor ou a amar ninguém ensina e ninguém aprende nem com ensinamentos falados ou escritos, nem com conselhos e nem com exemplos de quem quer que sejam, mesmo que sejam de Jesus!

      Abraços
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 09 de Abril de 2014, 18:20
Re: Fé

      Referencia: msg #87, de 080414, às 22:28.                                                                                                                                                 

      Conf (msg anterior):... Sendo assim, de pouco nos adianta saber que “o que fazemos é o reflexo do que somos por dentro”, pois o que precisamos saber é como fazer para que o que somos por dentro se torne melhor. Sem dúvida, só o amor pode melhorar o interior dos homens. Mas, ninguém, nem religião, crença ou doutrina, sabe como fazer isso. Se soubessem, estariam ensinando a todos.

      No entanto, por nosso esforço, podemos chegar a aprender a como ter amor, a como amar. Como já dissemos tantas vezes, os primeiros passos para esse aprendizado estão numa das obras básicas da codificação, num conselho semelhante ao de Paulo qdo disse que “devemos estudar de tudo e guardar o que for bom!”, no LM, cap 3, item 35.

      Marcos escreveu:...até porque cada um de nós tem a sua particularidade, precisa compreender do seu jeito. Lembrando que ninguém ensina, o estudante é que aprende.

      Conf: essa sua última frase deve ser apenas uma “expressão popular”, ou “força de expressão” como o dizer que “aprendemos a dar valor à luz, quando conhecemos a escuridão!”, ou coisa semelhante. Na realidade, o que ocorre, e o tempo todo, seja em que circunstancias estivermos, é exatamente o contrário disso: o estudante, na sua acepção de homem, é que aprende o tempo todo (sejam coisas boas ou más), desde que lhe vem a consciência. Todos são instrutores, pessoas, animais, acontecimentos, todos, inclusive nós em relação aos outros! A vida, esta escola de espíritos, como a chamam, é nada mais que um fluir incessante de experiências/lições a influírem sobre nossa formação, caráter, compreensão, fazendo de nós o que somos a cada instante, bons ou maus, solidários ou egoístas, humildes ou orgulhosos, inocentes ou pervertidos etc etc. Por isso, podemos dizer que esta é uma escola do bem e do mal, pois nos ensina tanto a sermos bons, como a sermos maus.

      Abraços

................
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 09 de Abril de 2014, 18:34
A Diferença entre
Crer e ter Fé

“Se o espírito humano não está sintonizado com o espírito de Deus, ele não tem fé, embora talvez creia.
 Esse homem pode, em teoria, aceitar que Deus existe e, apesar disso, não ter fé"
 
O notável professor, filósofo e humanista brasileiro, Huberto Rohden, em um de seus oportunos comentários inseridos no livro “A Mensagem Viva do Cristo”, obra que compreende a tradução feita por ele mesmo dos quatro evangelhos, diretamente do grego do primeiro século, convida-nos a refletir sobre a significativa distinção entre crer e ter fé. Para ele, a não compreensão dessa questão tem deturpado a teologia e trazido enorme prejuízo à mensagem do Cristo ao longo desses 2000 anos.
 
Escreve ele:
 
“Desde os primeiros séculos do Cristianismo, quando o texto grego do Evangelho foi traduzido para o latim, principiou a funesta identificação de crer com ter fé. A palavra grega para fé é pistis, cujo verbo é pisteuein. Infelizmente, o substantivo latino fides, o correspondente a pistis, não tem verbo e assim, os tradutores latinos se viram obrigados a recorrer a um verbo de outro radical para exprimir o gregopisteuein, ter fé. O verbo latino que substituiu o grego pisteuein é credere, que em português deu crer. Nenhuma das cinco línguas neo latinas — português, espanhol, italiano, francês, rumeno — possui verbo derivado do substantivo fides; fé; todas essas línguas são obrigadas a recorrer a um verbo derivado de credere. Ora, a palavra pistis ou fides significa originariamente harmonia, sintonia, consonância. Ter fé é estabelecer ou ter sintonia, harmonia entre o espírito humano e o espírito divino.”
 
Se o espírito humano não está sintonizado com o espírito de Deus, ele não tem fé, embora talvez creia
[...]
 
Dentro desse contexto, “se o espírito humano não está sintonizado com o espírito de Deus, ele não tem fé, embora talvez creia. Esse homem pode, em teoria, aceitar que Deus existe e, apesar disso, não ter fé. Ter fé é estar em sintonia com Deus, tanto pela consciência como também pela vivência, ao passo que um homem sem sintonia com Deus pela consciência e pela vivência, pela mística e pela ética, pode crer vagamente em Deus. Crer é um ato de boa vontade; ter fé é uma atitude de consciência e de vivência”, argumenta o professor Rohden.
 
[...]
 
Em sua opinião, de sincero buscador, erudito e filósofo espiritualista “a substituição de ter fé por crer há quase 2000 anos, está desgraçando a teologia, deturpando profundamente a mensagem do Cristo”.
Consciência Espírita - 2006

Muito interessante maria47, explicação detalhada e enriquecedora sobre o tema. A importância de se estudar as raízes da palavra trazendo eficiência para o termo Fé, que como vimos, restringindo-se ao crer somente, torna-se vago.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 09 de Abril de 2014, 18:45
.....
Humana ou divina?
.....

Fé. E quando perdemos um ente muito querido?
Fé é poder dizer, sentindo "...Deus é bom e justo..." e também sentindo dizer  "...Eu creio nisso!"
Sim, vamos orar pelos que cumpriram sua missão nesta jornada e voltaram para o Lar.
Sim, vamos orar pelos que continuam trabalhando por alcançar a graça de poder, um dia, voltar para o Lar, e se for de seu merecimento, poder reencontrar os companheiros das jornadas finalizadas.

Fiquem com Deus.

Exato abuelito, apenas substituiria o termo "perder" por "devolver", porquanto o "perder" dá a errônea sensação de posse.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 09 de Abril de 2014, 19:06
Re: Fé

      Refere-se à msg #69, de Marcos, de 070414, às 02:12.

      Marcos escreveu: Valeu Dothy, pelo incentivo e a colaboração, bem lembrado:

       “[...] pela fé humana os projetos são construídos,  ideais alcançados, sonho realizados; pela fé divina conseguiremos realizar nossa reforma intima [...]”.

      Conf: minha gente, de que nos adianta saber o que é que a fé divina poderá nos ajudar a conseguir? Saber isso será nada mais que um incentivo para que desejemos ter fé, só isso! O que precisamos mesmo é saber "como ter" fé! De nada adianta saber o que ela pode fazer, se não temos fé!

Abraços

De maneira alguma podemos dispensar o incentivo.

Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve - Jesus.(Mateus 11.28-30)

...a mim me parece um incentivo. Amigo, tudo começa pela motivação ou pensas que os pescadores seguiram Jesus porque eram espíritos conscientes de sua tarefa desde o início. Como começar pelo fim? Esqueceu-se que o próprio Paulo começou no engano, na perseguição? Que fez o mestre? Não o "incentivou" às portas de Damasco? Como podemos dispensar semelhante recurso sem o risco de perder um grande aliado, o entusiasmo.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 09 de Abril de 2014, 19:24

Re: Fé

      Ref: msg de Antonio Renato, #91 de090424, às 06:19.

      ARenato escreveu: “Ter fé é depositar toda nossa confiança em Deus, é acreditar que mesmo que nos reste um fio de esperança, devemos nos agarrar a ele pois Deus fará acontecer... Não existe nada que nos ensine a ter fé, ou mesmo como ter; ela brota do nosso interior pelas nossas necessidades.

      Conf: meu querido amigo, me permita comentar: a fé não brota de nossas necessidades! Olhe o mundo, as prisões, hospitais, os que sofrem dores terríveis, os que vivem sob aquela ponte ou dos lixões das cidades, os desgraçados; os miseráveis que vêm os filhinhos morrendo de fome e sem um vintém no bolso para lhes comprar um pedaço de pão; os que se arrastam sujos, fétidos, famintos, pelo chão, sem que uma mão amiga se estenda para eles; os suicidas, os assassinos etc. Há entre esses, sem dúvida, muitos desesperados e que já não mais acreditam que alguma coisa, ou alguém, os salvará; que nada mais lhes resta do que aguentar o sofrer e aguardar a morte! Têm todos eles, sem dúvida, uma necessidade enorme de que algo os alivie; uma gigantesca necessidade de possuírem fé! Mas, por terem essa necessidade, a fé brota neles?! É evidente que não! A fé, como o amor, e qualquer virtude que seja, não brotam da necessidade, nem da vontade de tê-las, de nosso querer, mas da compreensão, somente da compreensão! E, também, tanto a fé, como o amor, o ódio, o ciúme, o egoísmo, a inveja, o orgulho não brotam, nem morrem por nossa necessidade de tê-los ou não tê-los, nem dependem de nossa vontade de tê-los ou não tê-los. São sentimentos, alguns virtudes, outros defeitos morais, e sobre eles, quaisquer sejam eles, nada podemos, pois não conseguimos, interferir, ou para que os bons cresçam, aumentem de modo a nos favorecer, e favorecer os próximos, ou que os maus cessem, desapareçam, enfraqueçam, morram!

      Tudo isso, todas as virtudes, todas as imperfeições e defeitos morais, vêm de nossa compreensão, maior, menor ou nula! 

      O amigo ARenato disse bem: necessitamos de um mecanismo que nos aproxime de Deus. Assim eu penso.

      Sem dúvida, ele pensou bem. Como, por nossa vontade não podemos conquistar ou ter fé, amor etc, somente alguma coisa, um “mecanismo” fora de nós, como disse o Renato, poderá fazer que tenhamos fé, ou amor etc.

      Esse “mecanismo” poderá ser encontrado! Demandará esforço, tempo, dedicação, determinação, ausência de preconceitos. Como já disse muitas vezes, na codificação o conselho que está lá no LM, cap 3, item 35, para meu entendimento, pode levar a esse mecanismo!.

.................
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 09 de Abril de 2014, 19:41

Re: Fé

      Referencia: msg #98, do Lineu, de090414, às 15:38.

      Lineu escreveu: Considerando-se a fé como um poder extraordinário, concedido ao ser humano para produzir coisas benéficas... Como convém interpretar o extraordinário poder humano de produzir coisas maléficas, a exemplo da bomba atômica?

      Conf: o fato, amigo Lineu, é que a fé não se refere, ou não se aplica, somente às coisas boas, benéficas e favoráveis à vida dos homens; refere-se, também, às coisas más, maléficas, desfavoráveis a todos. Fé, na realidade, é confiar e eu posso confiar (ou ter fé), por exemplo, que o plano que preparei para roubar, matar, humilhar, terá êxito porq o planejei nos mínimos detalhes! Assim, até para cometer delitos, assassinados, declarar uma guerra, devo crer (ter fé, confiar) que o que eu vou fazer é o mais conveniente a fazer, o mais vantajoso, o melhor a fazer.

...................
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 09 de Abril de 2014, 19:50
Ter fé é depositar toda nossa confiança em Deus,é acreditar que mesmo que nos reste um fio
de esperança,devemos nos agarrar a ele pois Deus fará acontecer.Vejamos então um doente
em um leito de hospital,onde nada mais se pode fazer pelos meios disponíveis pela medicina
para a sua recuperação,será então a fé que ele possa ter que fará acontecer.Não existe nada
que nos ensine a ter fé,ou mesmo como ter,ela brota do nosso interior pelas nossas necessi-
dades. Sendo então todos nós imperfeitos,necessitamos de um mecanismo que nos aproxime
de Deus,seja então a fé que podemos ter,que nos fará chegar até ele,assim eu penso.
Fiquem na paz.

Mesmo no último instante pode haver uma mudança em qualquer situação de nossa vida. Mas cabe ao portador da Fé raciocinada o entendimento de que a vontade do Pai é justa e prevalecente. Embora o auxílio de terceiros seja possível, realmente nasce em nós essa consciência. Valeu Antonio.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 09 de Abril de 2014, 20:05
Olá Marcos e demais participantes,

       
Citar
       
"Em verdade vos digo que se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte:
Transporta-te dai para ali e ele se transportará e nada vos será impossível
." JESUS - MATEUS, 17:30

"A fé e verdadeira é sempre calma; faculta a paciência que sabe esperar, porque tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas, tem certeza de chegar ao objetivo visado."

OESE, Cap. XIX

Abraços fraternos,

Edna

Mesmo do tamanho de um grão de mostarda, ainda assim, é um tesouro imortal, e tendo-o em nós nunca mais ficaremos sem. Talvez por não tê-lo puro, mas apenas uma pálida noção, não nos esforcemos mais por aperfeiçoar este tesouro. Daí nos faltam a calma e o equilíbrio, tanto na alegria quanto na tristeza. Mas o esforço perseverante e o uso da inteligência aliada a prática do bem, o estabelecimento de metas positivas nos serão de grande valia nesta empreitada.

Abraços


Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 09 de Abril de 2014, 20:10
Re: Fé

      Referencia: msg #106, do Marcos, de 090414, às 19:06.

      Conf, em 090414, às 03:08: minha gente, de que nos adianta saber o que é que a fé divina poderá nos ajudar a conseguir? Saber isso será nada mais que um “incentivo” para que desejemos ter fé, só isso! O que precisamos mesmo é saber "como ter" fé! De nada adianta saber o que ela pode fazer, se não temos fé!
...   
      Marcos: De maneira alguma podemos dispensar o incentivo.

      Conf: é claro que não; nem mesmo "se quisermos" podemos fugir de todos eles (dispensá-los); isso depende da força de vontade que despertam em nós. Pois são os incentivos, e somente eles, que nos levam a conquistar isto e aquilo, a fazer isto e aquilo. Por isso dissemos, na msg anterior, que não nos adianta saber o que a fé nos conseguirá de bom, se não soubermos como fazer para ter fé; que o saber aquilo é apenas “incentivo” para que busquemos saber como fazer para ter fé, com isso dizendo que o mais importante não é o incentivo, mas a conquista a que ele pode nos levar. O incentivo é o meio, a conquista é o fim.

      A vida é feita de chamamentos (incentivos). Os incentivos, os chamamentos, sem dúvida, estão direcionados tanto à motivação para o bem como para o mal. A vida toda, todas as experiências/lições que dela recebemos, de qualquer natureza que sejam, são elas e nada mais, que nos incentivam (ou nos motivam), forte ou fracamente, muito ou nada, a fazer as coisas que fazemos.

      É por isso que dizemos que tudo que fazemos é motivado (incentivado, provocado) pelo que a escola da vida nos ensina a fazer, e por nada mais. Assim, o bem, como o mal!

      Tudo é chamamento, ou incentivos, mais ou menos intensos, fortes, convencedores, ou fracos. Conforme sua intensidade ou força, somos, podemos dizer, "obrigados" a atender a esse chamamento; ou, se menos intensos, podem nem mesmo despertar uma motivação suficiente e deixaremos de atender. Assim, a fome, a sede, o fazer a caridade, o interesse pessoal, o matar, mentir, o agir deste ou daquele modo!

...........
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 09 de Abril de 2014, 21:18
Re: Fé

      Referencia: msg de Marcos Jantorne, #65, de 060414, às 23:34.
    [...]

      Conf: primeiramente, meu jovem, esse seu raciocínio é cheio de idealismo e não cabe, conforme a doutrina, ao planeta Terra, um mundo criado para punição dos transgressores das leis divinas, de expiações, sofrimentos para todos, sem exceção, concorda?

  [...]

      Conf: e, amigo, como essa “maioria” da população deve ou pode fazer para se libertar dessa crença de que pode ser lesadas por atos maldosos? Não são “atos maldosos” o que os homens praticam e o mundo nos mostra todos os dias, desde que abrimos olhos e ouvidos até que os fechamos?

      Sem dúvida, a frase: "Não temerei mal algum, porque tu estás comigo", só pode ser pronunciada por aqueles que já compreendem o que e quem são, que se libertaram de toda ignorância, aqueles que chegaram ao que chamam de “iluminação”, certo? E esse é o verdadeiro, o único problema dos homens: a percepção, que lhes traz a libertação da ignorancia e a percepção/compreensão de o que o homem é atrás dessa máscara que ele veste. 

   [...]

      Conf: se o amigo é espirita, sabe que os sofrimentos impostos aos homens por Deus, através de Sua terrível lei de causa e efeito, são sempre merecidos e justos, concorda? Que todos os sofrimentos vêm de se transgredir as leis do Amor! Assim, lhe pergunto:

      - primeiro: se todo efeito tem sua causa, qual é a causa que tem como efeito o fato de os homens criarem o mal? Será o desejo de passar por esses sofrimentos terríveis, desesperadores e insuportáveis que o mundo nos mostra?

      - segundo: se a maldade é cultural, por que os homens têm de sofrer por serem maus?

..............

Conforme a Doutrina Espírita o idealismo não cabe aos moradores da terra?... não entendi... a Doutrina execra o idealismo?...

Os homens praticam atos maldosos desde que abrimos até fecharmos os olhos?... só isso mesmo?... não existe o bem?... é só o que vê?!

Sofrimento imposto por Deus aos homens?... não seriam provas?... e "temos" de sofrer na prova?... amigo, não estás exarando princípios doutrinários, estás criando doutrina, e dessa forma não chegarás a bom termo. Note que esta distorção é crucial para o teu entendimento da Doutrina.

Como chegar a Fé com semelhantes pensamentos. Tens imensa capacidade de raciocínio profundo, é inegável, e não é fácil argumentar contigo, mas não está sendo fiel ao seu estudo da Doutrina. De certa forma passional, não está exercendo a imparcialidade que pede Kardec em relação ao estudo.

Abraços



Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 10 de Abril de 2014, 11:20
Re: Fé

      Referencia: msg de Norizonte, #66, de 060414, às 23:49 »

      Noriz escreveu: A pergunta que me vem, principalmente depois de ler as respostas deste tópico é: podemos ter fé (acreditarmos robustamente) sem termos fidelidade?

      Conf: é evidente que não! Ter fé é compreender e se há compreensão é impossível agir de outro modo senão de conformidade com o que se compreendeu. Compreender é agir. Se alguém agiu de modo diferente daquilo que compreendeu, significa que apenas acredita que compreendeu ou que se esqueceu daquilo que compreendeu, ou é desequilibrado mental ou assemelhado.

      Noriz: Explico: lendo as respostas, parece que a ideia de fé é aquela mais conhecida, ou seja, a da crença, o crer. Mas, pelo que li, parece existir o entendimento de que existe uma gradação dessa crença: existiria uma crença, um crer, mais frágil e uma crença, um crer, mas robusto e este seria a fé.

      Conf: certo, meu jovem; veja: o ter fé, o crer depende de nossa compreensão mas, como nossa compreensão depende de inúmeros fatores, o ter fé ou crer também depende de inúmeros fatores. Assim, também, em consequência, o fato de ter uma fé, ou crença mais forte ou mais frágil, também não depende de nós.

      Noriz: Como poderia existir fé verdadeira e não apenas crença frágil, se a fé verdadeira não fosse traduzida por atos que a confirmariam?

      Conf: meu amigo, a fé verdadeira, ou forte, ou fraca nada tem a ver, senão aos olhos dos outros, com atos; a fé é sentimento interior e não precisa ser manifestada para que aquele que a possui saiba que a possui... E é evidente que quem possui essa fé verdadeira sempre, salvo impedimento ao seu ver irresistível, agirá de conformidade ela.
..........

Muito coerente resposta lconforjr, apenas complementaria sua frase quando diz que não depende de nós, para não depende somente de nós, visto que há predisponentes. Mas a responsabilidade maior é nossa sim. Contudo a objetividade com  a qual respondeu ao questionamento do Norizonte marcou pela clareza.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 10 de Abril de 2014, 11:34
Bem lembrado Lineu:

Pergunta sobre a fé

Considerando-se a fé como um poder extraordinário, concedido ao ser humano para produzir coisas benéficas...

Como convém interpretar o extraordinário poder humano de produzir coisas maléficas, a exemplo da bomba atômica?

***

779. O homem tira de si  mesmo a energia progressiva ou o progresso não é mais do que o resultado de um ensinamento?
      — O homem se desenvolve por si mesmo, naturalmente, mas nem todos progridem ao mesmo tempo e da mesma maneira; é então que os mais adiantados ajudam os outros a progredir, pelo contato social.

     780. O progresso moral segue sempre o progresso intelectual?
     — É a sua conseqüência, mas não o segue sempre imediatamente. (Ver itens 192 e 365).
     
780 – a) Como o progresso intelectual pode conduzir ao progresso moral?
    — Dando a compreensão do bem e do mal, pois então o homem pode escolher. O desenvolvimento do livre-arbítrio segue-se ao desenvolvimento da inteligência e aumenta a responsabilidade do homem pelos seus atos.

      780 – b) Como se explica, então, que os povos mais esclarecidos sejam frequentemente os mais pervertidos?
      — O progresso completo é o alvo a atingir, mas os povos, como os indivíduos, não chegam a ele senão passo a passo. Até que tenham desenvolvido o senso moral, eles podem servir-se da inteligência  para fazer o mal. A moral e a inteligência são duas forças que não se equilibram senão com o tempo. (Ver itens 365 e 751.) ( O Livro Dos Espíritos) 



...adoro esta parte Lineu, pelos esclarecimentos que nos trazem os Espíritos Superiores. E nos respondem questionamentos com os quais nos deparamos a todo instante, não é mesmo? Cabe bem aqui o texto do ESE sobre a Fé humana ou Divina.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Norizonte da Rosa em 10 de Abril de 2014, 11:48
Re: Fé

      Referencia: msg de Norizonte, #66, de 060414, às 23:49 »

      Noriz escreveu: A pergunta que me vem, principalmente depois de ler as respostas deste tópico é: podemos ter fé (acreditarmos robustamente) sem termos fidelidade?

      Conf: é evidente que não! Ter fé é compreender e se há compreensão é impossível agir de outro modo senão de conformidade com o que se compreendeu. Compreender é agir. Se alguém agiu de modo diferente daquilo que compreendeu, significa que apenas acredita que compreendeu ou que se esqueceu daquilo que compreendeu, ou é desequilibrado mental ou assemelhado.

      Noriz: Explico: lendo as respostas, parece que a ideia de fé é aquela mais conhecida, ou seja, a da crença, o crer. Mas, pelo que li, parece existir o entendimento de que existe uma gradação dessa crença: existiria uma crença, um crer, mais frágil e uma crença, um crer, mas robusto e este seria a fé.

      Conf: certo, meu jovem; veja: o ter fé, o crer depende de nossa compreensão mas, como nossa compreensão depende de inúmeros fatores, o ter fé ou crer também depende de inúmeros fatores. Assim, também, em consequência, o fato de ter uma fé, ou crença mais forte ou mais frágil, também não depende de nós.

      Noriz: Como poderia existir fé verdadeira e não apenas crença frágil, se a fé verdadeira não fosse traduzida por atos que a confirmariam?

      Conf: meu amigo, a fé verdadeira, ou forte, ou fraca nada tem a ver, senão aos olhos dos outros, com atos; a fé é sentimento interior e não precisa ser manifestada para que aquele que a possui saiba que a possui... E é evidente que quem possui essa fé verdadeira sempre, salvo impedimento ao seu ver irresistível, agirá de conformidade ela.

...........

Olá lconfortjr, levando em conta que citei Huberto Rohden para tratar do conceito primitivo de ter fé: ter fidelidade, gostaria de deixar claro que meus questionamentos nesse caso não são dúvidas, apenas tentei provocar, ao fazer esses questionamentos, pois para muitas pessoas fé é apenas crença, acreditar, que foi o verbo utilizado para traduzir o originalmente 'ter fidelidade' na falta de palavra que traduzisse melhor esse 'ter fidelidade'.

E os atos a que me referi, não seriam para dar prova a si, ou aos outros que se teria fé, mas seriam atos esperados de quem tem fé, tem fidelidade.
Título: Re: Fé
Enviado por: Norizonte da Rosa em 10 de Abril de 2014, 12:17
Olá.

A fé deve conduzir para a evolução do Espírito, mas como ter fé?

O que tinha Paulo de Tarso para de perseguidor de Cristo em um momento, em outro tornar-se alguém com fé inabalável em Cristo? Pode-se imaginar que era um Espírito já muito vivido, mas o fato é que mudou drasticamente.

Uma das alegações que conheço, contra a Doutrina Espírita por parte de outras religiões Cristãs, está no fato de alegarem (e espero não estar atribuindo algo falso a outras religiões) que a salvação não é por nossas obras e sim pela graça de Deus.

Graça:

Teol Dom sobrenatural, socorro espiritual concedido por Deus para conduzir as criaturas à salvação, para a execução do bem e para a santificação.

A questão é: será realmente que existe conflito entre a salvação pela graça e a salvação (evolução) pelos próprios méritos?

A graça, se não faço confusão, não seria esse despertar para a fé a semelhança do que ocorreu com Paulo de Tarso? E quando, em que momento isso ocorreria e que relação teria com nossos atos, esforços?

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 10 de Abril de 2014, 13:20
Re: Fé

      Referencia: msg #112, de Marcos W, de 090414.

      Conf: meu jovem, algumas ideias ficaram mal colocadas em nossa conversa. Vamos procurar torná-las claras. Vou colocar, primeiro o que parece vc está estranhando e, em seguida, procuro esclarecer:

      - Primeiro, vc, Marcos W. comentou, estranhando: “Conforme a Doutrina Espírita o idealismo não cabe aos moradores da terra?... não entendi... a Doutrina execra o idealismo?...”

      Conf: muito ao contrário, meu amigo; como, "talvez", todas as doutrinas religiosas, a espirita é apaixonada por um idealismo gigantesco: nos levar à perfeição possível, nos aproximar de Deus!

      Observe que o que vc deve ter estranhado, talvez por não ter me expressado com clareza, é que seu xará, Marcos Jantorne, trouxe, como exemplo, “um ser que vive em um nível espiritual pleno, com um coração dotado de bondade etc”, e coloquei que esse ser é um ideal incompatível com a verdade de nosso planeta pois, como encontrar aqui seres de nível espiritual “pleno”, se este é, conforme a doutrina, um mundo de expiações? Um mundo, portanto, de espíritos de nível evolutivo atrasado, pois aqui só permanecem os sentenciados a sofrimentos, e, muitos, a sofrimentos desesperadores, torturantes, insuportáveis, pois que são possuidores de imperfeições monstruosas, transgressores que são das leis divinas; um mundo de sofrimentos para todos, sem exceção de ninguém!

      Espíritos desse quilate (nível espiritual “pleno”) só aqueles que aqui estiverem no cumprimento de alguma missão elevada, como, por ex, Jesus, concorda?

      Marcos W. comentou: Os homens praticam atos maldosos desde que abrimos até fecharmos os olhos?... só isso mesmo?... não existe o bem?... é só o que vê?!

      Conf: não, meu jovem, observe que não dissemos isso pois que, para esta regra, também há exceções. Conforme a doutrina, este é um mundo, criado por Deus, para expiações e provas, portanto no qual predominam espíritos maus, lembra-se? Aqui, conforme a doutrina, há espíritos muito atrasados, mais atrasados e há menos atrasados. Sem atraso, só aqueles que lembrei acima: cumprindo missões elevadas.

      Assim, a regra é de existirem aqui espíritos atrasados, pois não é isso que a doutrina ensina? Porq é que estamos neste mundo de expiações, senão pela teimosia em praticar atos contra as leis de Deus? Porq é que a doutrina ensina que neste nosso mundo há espíritos tão cheios de perversidades e perversões que suas penalidades podem se estender por multiplicadas encarnações e por milhões de anos, por tanto tempo que, para aqueles que as sofrem, podem se assemelhar a penas eternas?

      Marcos W.: Sofrimento imposto por Deus aos homens?... não seriam provas?... e "temos" de sofrer na prova?...

      Conf: meu amigo, sinto mas não entendi bem seu último comentário. Se puder ser mais claro... 

      Vamos tentar responder. Primeiramente, meu amigo, pela doutrina existe um outro poder que possa impor sofrimentos às criaturas de Deus? Um outro poder que desde sempre tenha criado leis punitivas e mundos de castigos? Que tenha criado uma terrível lei, a de causa e efeito, que nos traz canceres, deformações físicas, morais e mentais, ausência de faculdades físicas, morais, psicológicas, de membros, de lucidez, de visão; que nos traz demência, escravidão às drogas, violências sexuais, afinal, sofrimentos os mais terríveis, desesperadores e insuportáveis, que muitos abandonam a vida por não suportá-los?

      E, meu amigo, como estranhar o que coloquei sobre provas? O que são provas senão coisas que exigem sofrimentos? Punições impostas por Deus ou por nossa escolha, antes de encarnarmos, como ensina a DE, destinadas à expiação de faltas do passado, pois “jamais fica impune a infração cometida contra as leis de Deus”. Como diz a doutrina: “o homem sempre será punido naquilo em que pecou”.

      As provas são as vicissitudes da vida, as misérias da existência na matéria pelas quais, forçosamente, temos de passar, destinadas à expiação (expiar: pagar, sofrer, castigar, punir-se, padecer, penitenciar-se), para pagar as dívidas do passado e, ao mesmo tempo, preparar o futuro; são sempre sofrimentos escolhidos, reveses cruéis.

      Mais uma coisa: em que resulta a ignorância senão em sofrimentos? E todos nós temos de, também forçosamente, passar por ela: “Todos, forçosamente,  passam pela fieira da ignorância”, lembra-se?

      Marcos W: amigo, não estás exararndo princípios doutrinários, estás criando doutrina, e dessa forma não chegarás a bom termo. Note que esta distorção é crucial para o teu entendimento da Doutrina.

      Conf: não meu jovem, tudo que coloquei está de pleno acordo com os conceitos e ensinamentos da doutrina. No que coloquei há algum absurdo ou incoerência ao retratar o mundo, os sofrimentos, dores e lágrimas dos homens, ao dizer que este é um mundo de sofrimentos para todos, sem exceção?

      Se alguma coisa não está de acordo com os princípios da doutrina, foi descuido meu! Então, por favor, mostre em que errei para que possamos desfazer os erros! E em que, meu amigo, não fui “imparcial”?

.........
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 10 de Abril de 2014, 13:52
Re: Fé

      Referencia: msg #113, de Marcos W, de 100414, às 11:20.

      Conf (msg ant): meu amigo, a fé verdadeira, ou forte, ou fraca nada tem a ver, senão aos olhos dos outros, com atos; a fé é sentimento interior e não precisa ser manifestada para que aquele que a possui saiba que a possui... E é evidente que quem possui essa fé verdadeira sempre, salvo impedimento ao seu ver irresistível, agirá de conformidade ela.

..........
      Marcos W escreveu: Muito coerente resposta lconforjr, apenas complementaria sua frase quando diz que não depende de nós, para não depende "somente de nós", visto que há predisponentes.

      Conf: meu jovem, e de onde vêm, ou como nascem, como se formam esses fatores predisponentes, senão do que a escola do bem e do mal nos ensina? O que é que existe neles que tenha tido origem em nossas “elucubrações”?
Abraços
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 10 de Abril de 2014, 14:26
Re: Fé

      Ref: msg #114, do Norizonte, de 100414.


      Entendi, meu jovem.
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 10 de Abril de 2014, 14:55
Re: Fé

      Ref: msg #115, de Norizonte, 100414, às 12:17.

      Noriz escreveu: A fé deve conduzir para a evolução do Espírito, mas como ter fé?       O que tinha Paulo de Tarso para de perseguidor de Cristo em um momento, em outro tornar-se alguém com fé inabalável em Cristo?


      Conf: pois é isso, meu amigo, a fé não vem de nada mais a não ser da “experiência” pessoal (e assim mesmo nem sempre), ou da confiança que depositamos naquele que falou ou escreveu. Aí cabe exatamente o exemplo de Paulo que passou pela experiência às portas de Damasco. Enquanto não temos a experiência ou a confiança, a fé será apenas suposição, crença sem base concreta.

      Noriz: Pode-se imaginar que era um Espírito já muito vivido, mas o fato é que mudou drasticamente.
      Uma das alegações que conheço, contra a Doutrina Espírita, por parte de outras religiões Cristãs, está no fato de alegarem (e espero não estar atribuindo algo falso a outras religiões) que a salvação não é por nossas obras e sim pela graça de Deus.

      Conf: meu amigo, essa não é uma alegação contra a doutrina por parte de “outras” religiões cristãs. Essa é uma afirmação constante do Novo Testamento. Como essa, Paulo disse outras afirmações semelhantes que levam à idêntica conclusão.

      Noriz citou: Graça: Teol Dom sobrenatural, socorro espiritual concedido por Deus para conduzir as criaturas à salvação, para a execução do bem e para a santificação.
      A questão é: será realmente que existe conflito entre a salvação pela graça e a salvação (evolução) pelos próprios méritos?

      Conf: é uma questão interessante mas, me parece, sem referencias para raciocinar a respeito.
      Mas Paulo nada disse sobre existir uma "salvação pelos méritos", lembra-se? Ele disse apenas que não são os méritos que nos salvam, mas que “já” estamos salvos, ou ainda e melhor, que não há do que nos salvar, pois já estamos salvos pela obra de Deus.

      E essa é a mesma afirmação de muitos daqueles que alguma doutrinas chamam de "iluminados", de desde séculos ou milênios A.C até nossos dias e, de um século para cá, da filosofia da ciência, como dizem cientistas, mais bem arquitetada de nosso planeta.

..........
Título: Re: Fé
Enviado por: Edna☼ em 10 de Abril de 2014, 14:57
Olá Marcos e demais membros,



Citar
"O homem bom do bom tesouro do seu coração tira o bem..." - JESUS – LUCAS, 6 : 45


"A fé, para ser proveitosa, deve ser ativa; não pode adormecer. Mãe de todas as virtudes que conduzem a Deus, deve velar atentamente pelo desenvolvimento das suas próprias filhas."

Cap.. XIX, O Evangelho segundo o Espiritismo




Abraços fraternos,

Edna
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 10 de Abril de 2014, 15:39
referênte post #99 e outras...

[...]

Conf: sem dúvida, é verdade que nossas reações são diferentes frente a iguais acontecimentos. Mas, porq são assim, diferentes e não idênticas? Tente refletir, raciocinar: porq temos reações diferentes aos acontecimentos? Nós mesmos nos fizemos assim? Ou o aprendizado que temos na escola da vida nos faz assim, vc reagir de um modo, eu reagir de outro modo?
           Nada surge, ou brota, ou nasce espontaneamente em nossa cabeça, em nossa mente! Tudo o que temos em mente, conhecimento adquirido, compreensão etc vem de fora de nós, das experiências pelas quais passamos! De onde mais poderiam vir, meu amigo? Tanto o bem quanto mal que temos em nós vêm de fora de nós, de ações e eventos que acontecem fora de nós! Se a vida nos ensina a sermos bons, seremos bons, e vice-versa!
[...]
         
 
oOo

lconforjr, o que determina a aprendizagem? É quem ensina? É o conteúdo? Ou é o interesse do aluno?... reflita... a primeira pergunta é o que "determina". Amigo, tenho pequena experiência na educação e te afirmo com todas as letras que ninguém ensina, exatamente porque as pessoas só aprendem quando querem, e você acha que queremos fazer o bem, queremos ter Fé, eu reafirmo não queremos. Quando queremos o fazemos, simples assim.

Enquanto responsabilizarmos o mundo por respostas que nos cabem, não queremos fazer o bem, e não queremos ter Fé. Porque o mundo é o que fazemos dele... tens confundido o efeito com a causa. A Codificação é muito clara a esse respeito, mas quando comentas sobre o sofrimento não aceitas. É nesse momento que não vês com imparcialidade. Dá-nos impressão de revolta ante o sofrimento e não abre, sequer a possibilidade de equívoco.

Abraços

 
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 10 de Abril de 2014, 17:58
Re: Fé

      Ref: msg #121, de Marcos W, de 100414, às 15:39.

      Conf (msg ant): sem dúvida, é verdade que nossas reações são diferentes frente a iguais acontecimentos. Mas, porq são assim, diferentes e não idênticas? Tente refletir, raciocinar: porq temos reações diferentes mesmo frente a acontecimentos iguais? Nós mesmos nos fizemos assim? Ou o aprendizado que temos na escola da vida nos faz assim, vc reagir de um modo, eu reagir de outro modo?

      Nada surge, ou brota, ou nasce espontaneamente em nossa cabeça, em nossa mente! Tudo o que temos em mente, conhecimento adquirido, compreensão etc vem de fora de nós, das experiências pelas quais passamos! De onde mais poderiam vir, meu amigo? Tanto o bem quanto mal que temos em nós vêm de fora de nós, de ações e eventos que acontecem fora de nós! Se a vida nos ensina a sermos bons, seremos bons, e vice-versa!
...
      Marcos colocou: lconforjr, o que determina a aprendizagem? É quem ensina? É o conteúdo? Ou é o interesse do aluno?... reflita... a primeira pergunta é o que "determina". Amigo, tenho pequena experiência na educação e te afirmo com todas as letras que ninguém ensina, exatamente porque as pessoas só aprendem quando querem...

      Conf: pois é essa, exatamente, a questão: porq é que as pessoas só aprendem quando querem? O que as faz proceder assim? Vontade, escolha própria, pessoal? E se é vontade pessoal, porq é que a vontade de uns é querer aprender e a de outros, a de não querer aprender? Tente responder essa questão! Talvez a resposta para esta única pergunta seja a resposta para todas as perguntas!

      Marcos W:... e você acha que queremos fazer o bem, queremos ter Fé, eu reafirmo não queremos. Quando queremos o fazemos, simples assim.

      Conf: e, meu amigo, vamos àquela “forma de perguntar” sempre usada pela doutrina, por ser uma verdade irretorquível: se todo efeito tem sua causa, qual é a causa de não querermos ter fé, ou de não querermos fazer o bem? Pense, reflita, raciocine! Queremos, escolhemos, propositadamente, transgredir as leis do amor e, consequentemente, também propositadamente, queremos escolher sofrer as terríveis consequências dessas transgressões? É isso? Decidimos, de livre vontade, desrespeitar as leis de Deus?

      E vc pergunta: o que determina a aprendizagem? Respondo: sem dúvida, o interesse do aluno, o conteúdo, a curiosidade, as necessidades de sobrevivência; as defesas (egoísmo) que, inconscientemente, criamos ao nos deparar com um mundo e os outros “eus” ameaçadores ao derredor, desde que abrimos os olhos para a vida ... tudo! Assim, se o interesse do aluno é grande, “pode” aprender mais e melhor, do que aqueles cujo interesse é pequeno. E digo apenas que “pode”, e não que “certamente” aprenderá, porq há “n” circunstancias relativas ao aluno que podem, ou facilitar, ou dificultar a aprendizagem! Entre tais circunstancias, é evidente, está o “conteúdo” (como vc denominou), que pode interessar mais este do que aquele,  de acordo com o que ele já conhece, com o que quer conhecer, ou com o que, em sua visão, acredita que deve ou tem de conhecer!

      Marcos W: Enquanto responsabilizarmos o mundo por respostas que nos cabem, não queremos fazer o bem, e não queremos ter Fé.

      Conf: meu jovem, vamos raciocinar:

      - Primeiro: porq não queremos fazer o bem se isso nos trará benefícios, vantagens a nós e a nossos semelhantes?   

      - Segundo: porq escolheremos fazer o mal se essa escolha atrasará nossa evolução, nos exporá às terríveis consequências da, também terrível, lei de causa e efeito, sofrimentos que, como sabemos, poderão ser torturantes, desesperadores insuportáveis, por multiplicadas encarnações a se estenderem por milhões de anos?

      - Terceiro: porq não queremos ter fé, se é a fé que, mesmo que apenas suposição, nos embala os dias, pois traz esperanças de um amanhã melhor? E, aqui devo perguntar: o amigo já encontrou alguém que lhe tenha feito ver que não quer ter fé?!!! Todos querem tê-la, pois ela nos ajuda a sermos mais felizes, por pouco que seja! Os doentes, os miseráveis, os deformados de qualquer natureza, física, mental, moral; os que estão nas prisões de alvenaria ou do próprio corpo carnal, que os impede de ver, ouvir, sentir, perceber, compreender; os que sofrem e vêm os seus sofrendo; os que aguardam as recompensas e compensações futuras; os que esperam que a justiça dos homens lhes seja favorável de modo a compensá-los por coisas que, injustamente, tenham perdido, os que querem ser felizes, os que procuram compreender... quem não quer ter fé?!!!

      Sem dúvida há, não quem não queira ter fé, mas quem não a tenha ou a teve e a perdeu ante as agruras da vida! Todos, sem dúvida, querem ter fé e é, exatamente, por não a possuírem que muitos sofrem mais do que aqueles que a possuem, concorda?

      Marcos W: Porque o mundo é o que fazemos dele...

      Conf: se o mundo é o que fazemos dele, porq é que o fazemos tão feio para nós, se podemos fazê-lo melhor? Se temos liberdade de escolher, porq escolhemos contra nós mesmos, dias, futuros, e um mundo infelizes e cheios de sombras? Por escolhemos o errado e não aquilo que é certo? Afinal, porq escolhemos sofrer, se podemos escolher não sofrer?

      Marcos W:... tens confundido o efeito com a causa. A Codificação é muito clara a esse respeito, mas quando comentas sobre o sofrimento não aceitas. É nesse momento que não vês com imparcialidade. Dá-nos impressão de revolta ante o sofrimento e não abres sequer a possibilidade de equívoco.

      Conf: meu jovem, primeiro: toda minha argumentação é baseada exatamente nos ensinamentos da doutrina, de suas obras básicas. Vc afirma que há equívocos. Então, por favor, aponte-os para que façamos as correções que devemos fazer.

      Abraços
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 10 de Abril de 2014, 19:08
Re: Fé

    [...]
      Conf: meu jovem, primeiro: toda minha argumentação é baseada exatamente nos ensinamentos da doutrina, de suas obras básicas. Vc afirma que há equívocos. Então, por favor, aponte-os para que façamos as correções que devemos fazer.

      Abraços


Não amigão, sua argumentação está baseada no seu entendimento da Doutrina.

Abraços





Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 10 de Abril de 2014, 19:13
Gostaria de lançar uma sugestão de pesquisa para o nosso estudo no livro A Gênese de Kardec, mais precisamente cap. XV. Os milagres do Evangelho.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 10 de Abril de 2014, 19:32
Re: Fé

      Ref: msg de Marcos W, #123, 100414, às 19:08.

      Citação de: lconforjr em Hoje às 17:58: Conf: meu jovem, primeiro: toda minha argumentação é baseada exatamente nos ensinamentos da doutrina, de suas obras básicas. Vc afirma que há equívocos. Então, por favor, aponte-os para que façamos as correções que devemos fazer.

     
      Marcos W respondeu: Não amigão, sua argumentação está baseada no seu entendimento da Doutrina.

      Conf: mas é óbvio, meu jovem, a minha argumentação, exatamente como a sua e a de quem mais for, sobre a doutrina, está baseada no entendimento que cada um de nós tem dela, seja pelo estudo, pela literatura, pelas comunicações dos mentores etc. Como argumentar sobre alguma coisa de outro modo?! Vc qdo posta suas msg/respostas sobre a doutrina, baseia-se em que senão no entendimento que tem dela?!! 

      Mas, vc não apontou, como lhe pedi, nenhum equívoco que, vc disse, viu em minhas mensagens! Quando encontrar, por favor, traga-o para que o corrijamos.

      Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 10 de Abril de 2014, 22:11
Re: Fé

      Ref: msg de Marcos W, #123, 100414, às 19:08.

      Citação de: lconforjr em Hoje às 17:58: Conf: meu jovem, primeiro: toda minha argumentação é baseada exatamente nos ensinamentos da doutrina, de suas obras básicas. Vc afirma que há equívocos. Então, por favor, aponte-os para que façamos as correções que devemos fazer.

     
      Marcos W respondeu: Não amigão, sua argumentação está baseada no seu entendimento da Doutrina.

      Conf: mas é óbvio, meu jovem, a minha argumentação, exatamente como a sua e a de quem mais for, sobre a doutrina, está baseada no entendimento que cada um de nós tem dela, seja pelo estudo, pela literatura, pelas comunicações dos mentores etc. Como argumentar sobre alguma coisa de outro modo?! Vc qdo posta suas msg/respostas sobre a doutrina, baseia-se em que senão no entendimento que tem dela?!! 

      Mas, vc não apontou, como lhe pedi, nenhum equívoco que, vc disse, viu em minhas mensagens! Quando encontrar, por favor, traga-o para que o corrijamos.

      Abraços

lconforjr, em suas mensagens aponta o homem como vítima do meio, vítima da sociedade esquecendo-se que é o mesmo homem quem a integra, fomenta. Atribui a responsabilidade ao ambiente social quanto a felicidade ou tristeza, sucesso ou fracasso de cada um. "Sofremos porque estamos na terra" é o que dizes... não assume a nossa responsabilidade como fomentadores das vicissitudes... "sempre os outros, o meio nos forçam a sermos maus"

A Doutrina admite a influência do meio, mas não o meio como determinante..., o amigo não percebe ser a diferença crucial. És seguidor de Rousseau? Esta teoria encontra-se ultrapassada em nossos dias. Ninguém é forçado a se "contaminar" pelo ambiente em que vive. O que há são influências, e estas não determinam o ser, influenciam somente, mas principalmente as personalidades mais frágeis.

Mas, não fiquemos neste estágio somente. E é natural que pensemos diferente.

Convido-o, bem como a todos os demais a migrarmos nossa linha de raciocínio conforme a última sugestão do cap.XV de A Gênese de Allan Kardec, para desenvolvermos neste outro campo os nossos estudos. Há interessantes casos e diversas situações que podem levantar bons questionamentos em prol do nosso aprendizado.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 10 de Abril de 2014, 23:20
[i]
                                          Perda de sangue

   10. - Então, uma mulher, que havia doze anos sofria de uma hemorragia; - que
sofrera muito nas mãos dos médicos e que, tendo gasto todos os seus haveres,
nenhum alívio conseguira, - como ouvisse falar de Jesus, veio com a multidão atras
dele e lhe tocou as vestes, porquanto, dizia: Se eu conseguir ao menos lhe tocar nas
vestes, ficarei curada. - No mesmo instante o fluxo sangüíneo lhe cessou e ela sentiu
em seu corpo que estava curada daquela enfermidade.
            Logo, Jesus, conhecendo em si mesmo a virtude que dele saíra, se voltou no
meio da multidão e disse: Quem me tocou as vestes? - Seus discípulos lhe disseram:
Vês que a multidão te aperta de todos os lados e perguntas quem te tocou? - Ele
olhava em torno de si à procura daquela que o tocara.
            A mulher, que sabia o que se passara em si, tomada de medo e pavor, veio
lançar-se-lhe aos pés e lhe declarou toda a verdade. - Disse-lhe Jesus: Minha filha, tua
fé te salvou; vai em paz e fica curada da tua enfermidade. (S. Marcos, cap. V, vv. 25 a 34.)
   11. - Estas palavras: conhecendo em si mesmo a virtude que dele saíra,
são significativas. Exprimem o movimento fluídico que se operara de Jesus para
a doente; ambos experimentaram a ação que acabara de produzir-se. É de
notar-se que o efeito não foi provocado por nenhum ato da vontade de Jesus;
não houve magnetização, nem imposição das mãos. Bastou a irradiação fluídica
normal para realizar a cura.
           Mas, por que essa irradiação se dirigiu para aquela mulher e não para
outras pessoas, uma vez que Jesus não pensava nela e tinha a cercá-lo a
multidão?
           É bem simples a razão. Considerado como matéria terapêutica, o fluido
tem que atingir a matéria orgânica, a fim de repará-la; pode então ser dirigido
sobre o mal pela vontade do curador, ou atraído pelo desejo ardente, pela
confiança, numa palavra: pela fé do doente. Com relação à corrente fluídica, o
primeiro age como uma bomba calcante e o segundo como uma bomba
aspirante. Algumas vezes, é necessária a simultaneidade das duas ações;
doutras, basta uma só. O segundo caso foi o que ocorreu na circunstância de
que tratamos.
         Razão, pois, tinha Jesus para dizer: «Tua fé te salvou.» Compreende-se
que a fé a que ele se referia não é uma virtude mística, qual a entendem, muitas
pessoas, mas uma verdadeira força atrativa, de sorte que aquele que não a
possui opõe à corrente fluídica uma força repulsiva, ou, pelo menos, uma força
de inércia, que paralisa a ação. Assim sendo, também, se compreende que,
apresentando-se ao curador dois doentes da mesma enfermidade, possa um
ser curado e outro não. É este um dos mais importantes princípios da
mediunidade  curadora e que explica certas anomalias aparentes apontando-lhes
uma causa muito natural. (Cap. XlV, nos 31, 32 e 33.)

A Gênese - Allan Kardec cap. XV[/i]

Analisemos as circunstâncias e possibilidades.

Título: Re: Fé
Enviado por: Norizonte da Rosa em 11 de Abril de 2014, 01:28
Qual o sentido da salvação na frase: a tua fé te salvou!

A princípio é natural que se pense que a salvação foi da doença, mas essa mesma mulher envelheceu e pode ter morrido por doenças próprias da idade avançada, como costuma acontecer às pessoas.

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 11 de Abril de 2014, 14:09
Citação de:  link=topic=50141.msg354272#msg354272 date=1397176116
Qual o sentido da salvação na frase: a tua fé te salvou!

A princípio é natural que se pense que a salvação foi da doença, mas essa mesma mulher envelheceu e pode ter morrido por doenças próprias da idade avançada, como costuma acontecer às pessoas.

Legal Norizonte da Rosa, a salvação em meio ao que o espírita compreende, naturalmente não deve ser o tão sonhado acesso ao Reino, como pensam alguns. Seria fácil demais não é mesmo?

Seria o que chamamos de resgate das ações pregressas? De certa forma houve um alívio na prova da mulher portadora de fluxo anormal. Poderíamos ver como uma liberação da prova, a qual sofria? Vejo certa analogia com a seguinte citação de O Livro Dos Espíritos:

860. Pode o homem, por sua vontade e pelos seus atos, evitar acontecimentos que deviam realizar-se e vice-versa?
     
       — Pode, desde que esse desvio aparente possa caber na ordem geral da vida que ele escolheu. Além disso, para fazer o bem, como é do seu dever e único objetivo da vida, ele pode impedir o mal, sobretudo aquele que possa contribuir para um mal ainda maior.


Vimos que pela vontade e atos podemos provocar mudanças, naturalmente se houver cabimento na sequência escolhida pelo espírito em prova antes de reencarnar. Observei essa "salvação" como uma liberação, uma concessão. O que mais poderíamos depreender dessa palavra?

Abraços


Título: Re: Fé
Enviado por: Felipa em 11 de Abril de 2014, 16:04
 A fé: mãe da esperança e da caridade

Para ser proveitosa, a fé tem de ser ativa; não deve entorpecer-se. Mãe de todas as virtudes que conduzem a Deus, cumpre-lhe velar atentamente pelo desenvolvimento dos filhos que gerou. A esperança e a caridade são corolários da fé e formam com esta uma trindade inseparável. Não é a fé que faculta a esperança na realização das promessas do Senhor? Se não tiverdes fé, que esperareis? Não é a fé que dá o amor? Se não tendes fé, qual será o vosso reconhecimento e, portanto, o vosso amor? Inspiração divina, a fé desperta todos os instintos nobres que encaminham o homem para o bem. É a base da regeneração. Preciso é, pois, que essa base seja forte e durável, porquanto, se a mais ligeira dúvida a abalar que será do edifício que sobre ela construirdes? Levantai, conseguintemente, esse edifício sobre alicerces inamovíveis. Seja mais forte a vossa fé do que os sofismas e as zombarias dos incrédulos, visto que a fé que não afronta o ridículo dos homens não é fé verdadeira. A fé sincera é empolgante e contagiosa; comunica-se aos que não na tinham, ou, mesmo, não desejariam tê-la. Encontra palavras persuasivas que vão à alma. ao passo que a fé aparente usa de palavras sonoras que deixam frio e indiferente quem as escuta. Pregai pelo exemplo da vossa fé, para a incutirdes nos homens. Pregai pelo exemplo das vossas obras para lhes demonstrardes o merecimento da fé. Pregai pela vossa esperança firme, para lhes dardes a ver a confiança que fortifica e põe a criatura em condições de enfrentar todas as vicissitudes da vida.
Tende, pois, a fé, com o que ela contém de belo e de bom, com a sua pureza, com a sua racionalidade. Não admitais a fé sem comprovação, cega filha da cegueira. Amai a Deus, mas sabendo porque o amais; crede nas suas promessas, mas sabendo porque acreditais nelas; segui os nossos conselhos, mas compenetrados do um que vos apontamos e dos meios que vos trazemos para o atingirdes. Crede e esperai sem desfalecimento: os milagres são obras da fé. - José, Espírito protetor. (Bordéus, 1862.)
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 11 de Abril de 2014, 17:59
Re: Fé

      Amigos,

      Ref: msg #126, Marcos W, de 100414, às 22:11

      Aos amigos um esclarecimento necessário: ninguém gosta de ler respostas longas, mas as minhas são muitas vezes longas porq repito nelas trechos, em geral trechos finais de respostas de msgs anteriores, para que não se perca a sequencia ou continuidade do assunto de que estamos tratando.
..............
      Marcos W comentou:... sua argumentação está baseada no seu entendimento da Doutrina.

      Conf: mas é claro, meu jovem, exatamente como a sua argumentação e a de quem mais for, sobre a doutrina, ou sobre o que for, estará sempre baseada no entendimento que cada um de nós, pessoalmente, tem dela, seja pelo estudo, pela literatura, pelas palavras dos mentores etc. Como argumentar sobre alguma coisa de outro modo?! Vc, qdo faz suas msg/respostas sobre a doutrina, baseia-se em que senão no entendimento que vc, pessoalmente, já absorveu dela?!! 

      Mas, vc não apontou, como lhe pedi, nenhum equívoco (erro) que, vc disse, viu em minhas mensagens! Quando encontrar, por favor, traga-o para que o corrijamos.

      Marcos W: lconforjr, em suas mensagens aponta o homem como vítima do meio, vítima da sociedade esquecendo-se que é o mesmo homem quem a integra, fomenta. Atribui a responsabilidade ao ambiente social quanto a felicidade ou tristeza, sucesso ou fracasso de cada um. "Sofremos porque estamos na terra" é o que dizes... não assume a nossa responsabilidade como fomentadores das vicissitudes...  "sempre os outros, o meio nos força a sermos maus".

      Conf: não, não esqueci nenhum desses detalhes. E podemos falar sobre isso, qdo e se vc desejar. Digo, “se” desejar porq, pelo que percebo, me parece que vc, como muitos, “prefere” ter sua atenção só voltada para a doutrina, esquecendo que em nosso planeta azul, há dezenas de denominações religiosas, cada uma com suas divisões e subdivisões, pois que nunca há um consenso entre elas. Há questões confusas, incoerentes, e até contraditórias em “todas” as doutrinas religiosas, antigas ou mais novas, que deixam seus seguidores, se estiverem atentos, confusos e cheios de dúvidas. Assim, no cristianismo, nas três doutrinas cristãs e, certamente, todas as doutrinas do planeta.

      Bem, meu amigo, para que continuemos nossa conversa, buscando compreensão do que falarmos e para que vc não estranhe mais nada, peço que tente responder pelo menos algumas daquelas perguntas que tenho feito em nossas últimas msgs. Não peço que "apenas diga que estão equivocadas”, nem que apenas apresente argumentos da doutrina, mas que use explicações/conclusões resultantes de seu raciocínio pessoal.

      Como já lhe disse, toda minha argumentação é baseada exatamente nos ensinamentos da doutrina, de suas obras básicas. É desses ensinamentos que parto e, através do entendimento que deles tenho, encaminho minhas questões para chegar, se possível, onde quero chegar. Como já disse aos companheiros, minha intenção (ao vir para este site, como para outras direções), depois de muito estudar a doutrina por mais de sessenta anos, é de, se possível, fazer que alguém mais abra os olhos e compreenda o que estão estudando ou falando, se está certo, ou errado, ou se apenas estão aceitando aquilo em que creem devido ao que leram, viram ou ouviram, muitas vezes, sem questionar ou raciocinar.

      Como vc afirmou que há equívocos, por favor, aponte um só deles, não discordâncias, mas equivoco, pois discordâncias existem até mesmo em questões de uma mesma doutrina, e isso ocorre com todas as doutrinas.

      Uma lição sensata de um Sábio:"Se realmente queremos conhecer o oceano, de nada adianta nadar na sua superfície; temos é de mergulhar até onde nosso fôlego alcance".

      Para terminar: vc diz que a doutrina admite a influência do meio, mas não o meio como determinante..., o amigo não percebe ser a diferença crucial.

      E lhe deixo, para refletir: porq a influencia do meio opera desigualmente sobre as pessoas? Se o meio não é "o" determinante único, ou se há outros determinantes, de onde vêm esses outros? Tente compreender o que é determinante nos procedimentos dos homens que os faz agire diferentemente em relação mesmo a iguais influencias do meio? Raciocine que vc conseguirá ter a resposta.

      Ou, então, amigo Marcos, esqueça tudo que está escrito acima, e responda ao "mais básico dos básicos": qual é a causa de vc ser bom, ou de vc ser mau?

      Delete tudo o mais e se concentre somente nessa pequena questão! Vc consegue responder? Tente!

..............
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 11 de Abril de 2014, 19:05

Re: Fé

      Ref: msg #126, Marcos W, 100414, às 22:11.

      Marcos W escreveu: Mas, não fiquemos neste estágio somente. E é natural que pensemos diferente.

      Conf: pois é, meu jovem aí de Barra do Garças, e é natural que pensamos de modo diferente porq somos diferentes uns dos outros. Mas perceba que é isto que sempre digo e que é este o objetivo de todas as minhas colocações sempre: ninguém, nem religião, nem doutrina, nem seus seguidores sabem porq somos diferentes, concorda?

      Veja: sofremos porq pensamos de modo diferente; por nada mais. Assim, uns vão para o amor e para a felicidade, e outros para o desamor, a maldade e para extremas infelicidades, todos simplesmente porq pensam de modo diferente, apenas por isso!

      Devido a pensarmos de modo diferente, uns são bons, outros perversos; uns solidários, outros egoístas; humildes, outros orgulhosos, uns assassinos e estupradores; uns inocentes, outros vítimas, uns respeitam e seguem as leis de Deus, outros obedecem e seguem as leis do "diabo". E todos os males e dores do mundo vêm exatamente disso!

      E a isso que convido todos e agora convido vc: qual é a causa de nossas desigualdades, tão gigantescas que, conforme a doutrina, levam uns para o “céu” e outros para o “inferno”?!

      Para que pensar em estudar outro assunto se o estudo deste ainda não está resolvido?!

............
Título: Re: Fé
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 11 de Abril de 2014, 19:14

Qual o sentido da salvação na frase: a tua fé te salvou!

A princípio é natural que se pense que a salvação foi da doença, mas essa mesma mulher envelheceu e pode ter morrido por doenças próprias da idade avançada, como costuma acontecer às pessoas.



Boa pergunta

Em se trantando de fé
nesta passagem, observa-se  um flagrante da potencialidade de Jesus....
uma força natural..
Que ao meu ver absorvida pelo reconhecimento, pelo desejo e pela necessidade da que estava doente.

Como o Marcos colocou;
" Resgate das ações pregressas"

Interessantes palavras...ainda não as tinha lido nesta construção...

Ponderemos ante aquele que sofre
perante os recursos da fé.

abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 11 de Abril de 2014, 21:01
Qual o sentido da salvação na frase: a tua fé te salvou!

A princípio é natural que se pense que a salvação foi da doença, mas essa mesma mulher envelheceu e pode ter morrido por doenças próprias da idade avançada, como costuma acontecer às pessoas.



Boa pergunta

[...]
Como o Marcos colocou;
" Resgate das ações progressivas"

Interessantes palavras...ainda não as tinha lido nesta construção...

Ponderemos ante aquele que sofre
perante os recursos da fé.

abraços

Grande Moisés, leia novamente não é progressivas, mas... pregressas.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 11 de Abril de 2014, 21:40
lconforjr #131 e #132

Amigo, sei que a sua participação no estudo tem sido fundamental para o aprofundamento das ideias e o enriquecimento dos conteúdos discutidos. Mas vejo que chegamos a um ponto bem parecido com a pergunta popular "quem nasceu primeiro? O ovo... ou a galinha?..."

Não tem sentido discutirmos se o meio ou a idade ou a consciência nos fazem bons ou maus.  A mim me pareceu que achas o meio como responsável, e considero um equívoco, simples não? Já falei isso há alguns posts.

Entendo que há influências do meio, da idade... mas não a ponto de serem determinantes. Só isso. Ainda vejo-o em equívoco, nessa parte. Vejo influência como simples influência, que não determina, só influi. Assim como os Espíritos nos influem, mas também quando estou obsediado, e a obsessão só ocorre quando... permito. E, pelo que entendi, para você é diferente, vê-nos obrigados a ceder ao meio às pessoas.

Quanto ao sermos diferentes, o somos até no timbre da voz, e ao que parece, somos únicos, daí a necessidade da compreensão de uns para com os outros.

Não quis mudar de assunto sem terminá-lo. simplesmente respeitei seu ponto de vista. E, preocupei-me com o possível abandono do tema proposto. Falo somente sobre a Doutrina porque das outras não conheço, e dessa, a "nossa", estou aprendendo, inclusive com a sua participação.

Só peço que não se chateie por isso nem me compreenda mal, se verificar o estudo, como um todo, sua participação têm-nos ajudado a "raciocinar"rsrs. Não é bonomia hipócrita, falo de coração.

Abraços

 

Título: Re: Fé
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 11 de Abril de 2014, 21:41
Qual o sentido da salvação na frase: a tua fé te salvou!

A princípio é natural que se pense que a salvação foi da doença, mas essa mesma mulher envelheceu e pode ter morrido por doenças próprias da idade avançada, como costuma acontecer às pessoas.



Boa pergunta

[...]
Como o Marcos colocou;
" Resgate das ações progressivas"

Interessantes palavras...ainda não as tinha lido nesta construção...

Ponderemos ante aquele que sofre
perante os recursos da fé.

abraços

Grande Moisés, leia novamente não é progressivas, mas... pregressas.

Abraços




E
Eu já corrigi....................rsrsrs

pregressas

e não progressivas

Se fossem progressivas ! ! !

Uffa


Título: Re: Fé
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 11 de Abril de 2014, 22:01
Olá amigos, é com grande alegria que começamos este estudo do mês de abril de 2014 no Fórum Espírita, buscando construirmos um conhecimento significativo e interessante acerca do tema Fé. Sua participação é fundamental para o enriquecimento do nosso conteúdo.

Imaginemos qual o conceito de Fé para Jesus, para Kardec!...  e para a ciência dos tempos antigos e modernos?...  e você, o que pensa sobre tudo isso?

.....

“Tua fé te salvou...”- disse Jesus: o que podemos depreender desta fala?
...

Olá Marcos
Está questão do início do tópico nos interessa muito ...
Tanto pelo valor da pergunta que nos remete ao entendimento do tópico... como pela exposição destas duas personagens uqe nos remete ao envolvimento que nos é livre para com a Doutrina dos Espíritos
Eu penso que sobre a fé e seu conceito para Jesus e para Kardec....assim como na sua pergunta...tem fator importante para entendermos e vivermos o espiritismo com CRISTO...
Não tão somente pelo entendimento dos fenômenos que se apresentam...mas também pela educação moral que vamos adquirindo com o Evangelho..
Entendo que Jesus é realmente quem nos salva...não há outro entendimento para mim...
E aderindo os seus ensinos em nossa prática...passamos todos com a ação fraterna que ela nos implicará a anunciarmos esta salvação...Vinda pelo Cristo.

O CRISTO nos exorta a fé...com seus ensinos e seus exemplos...exalta, por menor que seja...a importância da fé.
KARDEC nos leva a importância de se ter o conhecimento do que cremos...tira-nos o véu dos equívocos e nos coloca numa liberdade que nem imaginávamos...livra-nos dos sistemas equivocados que existem séculos nos aprisionam e nos leva a caminhada natural...ai sim ao progresso...
A fé alia-se a razão
E cobra-nos mais lealdade.
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 12 de Abril de 2014, 01:05
Re: Fé

      Ref: msg #135, Marcos W, 110414, às 21:40.

      Marcos W escreveu:... chegamos a um ponto bem parecido com a pergunta popular "quem nasceu primeiro? O ovo... ou a galinha?..."

      Conf: não, meu jovem, o que está acontecendo não é que chegamos a esse ponto; é apenas que vc não mergulhou; ficou apenas na superfície.
...

      Para não deixar sem reposta sua última mensagem, continuemos, mais um pouco:

      Marcos: “Não tem sentido discutirmos se o meio ou a idade ou a consciência nos fazem bons ou maus. A mim me pareceu que achas o meio como responsável, e considero um equívoco, simples não? Já falei isso há alguns posts”.

      Conf: tem todo sentido, sim, meu amigo; pois se é o meio que determina o que somos, não há justificativa para os sofrimentos dos homens. É simples, meu jovem, se não é o meio, a vida, as experiência que dela vêm, o determinante de todos os nossos procedimentos, e tudo o mais que for que se refere a cada um de nós, humanos e não humanos, o que é? O será que existe mais além disso, não?

      Marcos: Quanto ao sermos diferentes, o somos até no timbre da voz...

      Conf: exato, Marcos, e esse seu comentário prova que vc ainda não está compreendendo; se estivesse, seu comentário seria diferente...

      Marcos: E preocupei-me com o possível abandono do tema proposto.

      Conf: não, meu jovem, estamos exatamente dentro do tema proposto. Tudo isto que estamos falando tem tudo a ver com a Fé!

      Marcos: Falo somente sobre a Doutrina porque das outras não conheço, e dessa, a "nossa", estou aprendendo, inclusive com a sua participação.

      Conf: então o amigo é apenas mais um daqueles que ainda não conheceram o que diz aquele sábio conselho da doutrina a que sempre me refiro.

      E observe, mais uma coisinha: vc nem mesmo tentou responder à mais simples das perguntas que lhe fiz!
..........
      Vou lhe contar uma história: numa casa humilde, onde se alugava quartos, morava um moço pobre e simples. Aos poucos, a senhoria começou a reparar em seus modos para com os demais, sempre afável, amigo, educado, prestativo, sempre com um sorriso nos olhos. Um dia, vendo-se a sós com ele, não se conteve e perguntou: “Senhor, o que é que o sr faz? Porq o sr é assim tão diferente de todos? Sempre tranquilo, calmo, de bem com a vida; até parece que nada o incomoda!”

      Ele a ouvia atento e ela continuou: “Me diga como o sr faz para viver assim, sempre diferente de todos; apenas com um vintém para um prato de sopa, à noite, mas sempre despreocupado e feliz?  O sr tem alguma religião? Qual é?...”

      Ele (não lembro o nome, parece que é Allan Watts), respondeu, mas com uma pergunta: “E a sra, tem uma religião?”; “Tenho, sim!”; “E está feliz com ela?”; “Sim, muito feliz! É por isso mesmo que eu gostaria de saber qual é a sua!”. Então, ele completou: “Então, continue nela! Se está feliz, não queira saber de outra. A sra poderá encontrar uma outra que poderá atraí-la tanto que resultará num caminho sem volta, e poderá perder toda essa felicidade que sente agora!”

      Entendeu, meu jovem?     

.............
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 12 de Abril de 2014, 13:27
   refer #137

Olá Moisés, analisando a personalidade do mestre Jesus pelos quatro evangelhos conhecidos, podemos destacar da fonte que contém testemunhas oculares dos fatos um homem de excepcional capacidade com uma missão realmente divina.

A seriedade no trato das questões que se referem à alma, ao equilíbrio e ao consolo ante as tantas dores daquele povo da época.

Realmente como já foi comentado o conceito de Fé aliado à fidelidade, conforme o original grego, parece ser o mais apropriado aos ensinos de Jesus. Fidelidade às suas lições, e porque não fidelidade à nossa consciência mesmo. Nos trechos ...tua fé te salvou... ou ...teus pecados estão perdoados... ou até ...vá e não peques mais..., observamos um chamado à fidelidade de nossa parte. Estamos comentando em relação às lições, aos ensinos de Jesus.

Para Kardec estes ensinos (de Jesus, dos Espíritos Superiores) devem ser raciocinados, estudados, meditados mesmo(isento de paixões) para que cheguemos a um patamar de sabedoria tal que possamos firmar positivamente uma crença baseada na razão e na lógica.

E, há aí um outro aspecto que é o das ações que Kardec chamava fluídicas, que curam e nestes casos não tratava-se de somente de um ensino teórico para o doente, mas a cura do mal, seguida da frase esclarecedora ...Tua fé te salvou..., ...teus pecados estão perdoados... era a ação magnética comprovando as profecias e a advertência esclarecendo a concessão do alto.

De nossa parte, penso que caibam os dois aspectos da Fé, sendo estes, a crença racional e a fidelidade aos princípios elevados, que na verdade estão sempre em consonância com os nossos princípios.

Abraços



Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 12 de Abril de 2014, 14:07
lconforjr,

Citação de:  lconforjr=link=topic=50141.msg354349#msg354349 date=1397261129
Re: Fé     
 [...]

      Conf: não, meu jovem, o que está acontecendo não é que chegamos a esse ponto; é apenas que vc não mergulhou; ficou apenas na superfície. [...]
.............

Talvez eu não o esteja entendendo mesmo. Como falamos por escrito o que relatei foi o que entendi. Clareie mais para que possa acompanhá-lo.


Re: Fé     

    [...]

      Conf: tem todo sentido, sim, meu amigo; pois se é o meio que determina o que somos, não há justificativa para os sofrimentos dos homens. É simples, meu jovem, se não é o meio, a vida, as experiência que dela vêm, o determinante de todos os nossos procedimentos, e tudo o mais que for que se refere a cada um de nós, humanos e não humanos, o que é? O será que existe mais além disso, não?
[...]
.............

Tudo o que existe são Deus, Espírito e matéria e se os espíritos são individualidades... o ambiente, os outros me influenciam, mas no que se refere a mim, nas decisões morais, eu determino. Daí a importância do conhecimento de si. É o que penso amigo.

Re: Fé
[...]
     
      Conf: exato, Marcos, e esse seu comentário prova que vc ainda não está compreendendo; se estivesse, seu comentário seria diferente...

   [...]
.............

E como seria?... tem de ajudar também, né garoto...

Re: Fé
   [...]
      Conf: não, meu jovem, estamos exatamente dentro do tema proposto. Tudo isto que estamos falando tem tudo a ver com a Fé!

      [...]
.............

Sim e não, pois que, é preciso fazermos a correlação, não nos esquecendo da dificuldade de entendimento dos demais. É preciso sermos o mais claro possível. Pois se, as vezes tenho dificuldade no acompanhamento dos raciocínios é possível que mais alguém também o tenha.

Re: Fé

     [...]
      Conf: então o amigo é apenas mais um daqueles que ainda não conheceram o que diz aquele sábio conselho da doutrina a que sempre me refiro.

      E observe, mais uma coisinha: vc nem mesmo tentou responder à mais simples das perguntas que lhe fiz!
..........
[...]
      Entendeu, meu jovem?     
.............

Não é que não siga o sábio conselho da Doutrina. Mas devo aprendê-la melhor, há ainda muitas questões às quais não me aprofundei na DE, e se começar a pegar um e outro não terei ideia de conjunto, entende? Serão apenas conteúdos fragmentados. E, talvez o amigo não tenha me compreendido, mas se falei que acho que cada um determina suas ações, naturalmente respeitando as possíveis influências, já te respondi que temos obrigação de expiar, provar e desenvolver missões e... sofremos por opção, por estacionamento mental, e em alguns casos nos fazemos de vítima, principalmente quando somos conhecedores da Doutrina e das razões das dores deste mundo, que nós o fazemos de expiações e provas.

Abração "jovem", continuemos.

Título: Re: Fé
Enviado por: Felipa em 12 de Abril de 2014, 19:39
A fé humana e a divina:
No homem, a fé é o sentimento inato de seus destinos futuros; é a consciência que ele tem das faculdades imensas depositadas em gérmen no seu íntimo, a princípio em estado latente, e que lhe cumpre fazer que desabrochem e cresçam pela ação da sua vontade. Até ao presente, a fé não foi compreendida senão pelo lado religioso, porque o Cristo a exalçou como poderosa alavanca e porque o têm considerado apenas como chefe de uma religião. Entretanto, o Cristo, que operou milagres materiais, mostrou, por esses milagres mesmos, o que pode o homem, quando tem fé, isto é, a vontade de querer e a certeza de que essa vontade pode obter satisfação. Também os apóstolos não operaram milagres, seguindo-lhe o exemplo? Ora, que eram esses milagres, senão efeitos naturais, cujas causas os homens de então desconheciam, mas que, hoje, em grande parte se explicam e que pelo estudo do Espiritismo e do Magnetismo se tornarão completamente compreensíveis? A fé é humana ou divina, conforme o homem aplica suas faculdades à satisfação das necessidades terrenas, ou das suas aspirações
celestiais e futuras. O homem de gênio, que se lança à realização de algum grande empreendimento, triunfa, se tem fé, porque sente em si que pode e há de chegar ao fim colimado, certeza que lhe faculta imensa força. O homem de bem que, crente em seu futuro celeste, deseja encher de belas e nobres ações a sua existência, haure na sua fé, na certeza da felicidade que o espera, a força necessária, e ainda aí se operam milagres de caridade, de devotamento e de abnegação. Enfim, com a fé, não há maus pendures que se não chegue a vencer. O Magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação. É pela fé que ele cura e produz esses fenômenos singulares, qualificados outrora de milagres. Repito: a fé é humana e divina. Se todos os encarnados se achassem bem persuadidos da força que em si trazem, e se quisessem pôr a vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o a que, até hoje, eles chamaram prodígios e que, no entanto, não passa de um desenvolvimento das faculdades humanas. - Um Espírito Protetor. Paris, l863. (A FÉ TRANSPORTA MONTANHAS, Capítulo XIX - O Evangelho Segundo o Espiritismo.)
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 12 de Abril de 2014, 20:47
Re: Fé

      Ref: msg #140, Mrcos W, 120413, às 14:07.

      Conf (msg ant):... vc não mergulhou; ficou na superfície...

      Conf (msg atual): Lembre-se: “Quem deseja conhecer o oceano, não adianta ficar nadando na superfície; tem de mergulhar até onde o fôlego alcance!”. Sem dúvida, o oceano é a vida, qualquer coisa que desejamos compreender: a doutrina, nós mesmos, a causa dos sofrimentos, as liberdades que possuímos, as que acreditamos possuir, os pensamentos, os desejos, as vontades, as decisões, a liberdade de escolher, as desigualdades, o porq somos bons, virtuosos, o porq somos maus, imperfeitos, porq isto é deste modo, porq aquilo não é deste modo etc...

      Em geral ficamos na superfície! Queremos saber porq isto ou aquilo está acontecendo, temos dúvidas, necessidade de esclarecimentos, questões e mais questões mas, infelizmente, nos contentamos com as primeiras respostas que encontramos e ficamos acreditando que chegamos à solução do problema.

      Pense: porq teria aquele sábio aconselhado “Não julgueis?” Sem dúvida, porq ninguém “pode” julgar ninguém; e não pode, não por uma questão de moral ou de justiça, mas de total impossibilidade, total incapacidade... (e estamos julgando o tempo todo, ou quase o tempo todo, desconsiderando o que ele ensinou, esquecendo, não acreditando!).

      O fato é que ninguém tem a capacidade de fazer qualquer julgamento justo. Porq ninguém, absolutamente ninguém, tem condições de conhecer às verdadeiras causas, as causas mais profundas que produziram (ou que estão produzindo) os efeitos que estamos vendo neste exato momento. Agarramos e aceitamos as causas que estão na superfície e nos esquecemos e não podemos mergulhar e, la no fundo, encontrar as raízes do problemas, as verdadeiras causas...

      Observe: aquele homem, sempre embriagado, provocando conflitos, mau caráter, acabou de ferir ou matar alguém. Os que o conhecem dirão: “ele é assim mesmo, sempre agressivo, cheio de álcool, violento, sempre metido em brigas etc, merece ser punido!” E pronto... o julgamento está feito! Mas esse nada mais é do que um pseudo-julgamento, como são “todos” os julgamentos que fazemos, em particular qdo relativos a questões morais. Pois, quem é que tem condições de se aprofundar o bastante para descobrir quais são as verdadeiras causas de aquele homem ser isso que ele é agora: agressivo, alcoólatra, mau caráter, maldoso etc” (podes aplicar este mesmo raciocínio a qualquer outra coisa, virtude ou imperfeição).
.............
      Marcos: Clareie mais para que possa acompanhá-lo.

      Conf: infelizmente, não posso; devo seguir as regras deste fórum que tão gentilmente oferece este espaço para que falemos com os amigos. Se o amigo quer ter idéia do que falamos, sugiro que acesse o tópico “Carta ao buscador de Deus”, ou as msgs de meu perfil, ou o blog www.obuscadordedeus.blgspot.com (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vYnVzY2Fkb3JkZWRldXMuYmxnc3BvdC5jb20=)

      E, veja, meu jovem, se o determinante de todos os nossos procedimentos, e de tudo o mais que for que se refere a cada um de nós, humanos e não humanos, não é o meio, a vida, as experiências que dela vêm, o que é? Tente apontar o que, para vc, é o determinante!
.............
      Marcos:... o ambiente, os outros me influenciam, mas no que se refere a mim, nas decisões morais, eu determino.

      Conf: pois está aí há uma questão para vc raciocinar. Se é cada um de nós que se determina nas questões morais, porq nossas decisões são tão (até mesmo gigantescamente) desiguais? Se é vc que determina suas ações morais, porq vc, no passado, se determinou errar tanto, que agora está merecendo sofrer as agruras de um mundo de sofrimentos terríveis que é este nosso? Porq continua se determinado errar ainda no presente? (Ou se determinou a não errar e, em consequência, já não erra mais?)

      Como já disse, sempre me baseio nas lições da doutrina: assim, a doutrina ensina que todos somos criados perfeitamente iguais, inclusive quanto às possibilidades de evoluir, certo? Assim, para vc raciocinar mais um pouco: o que é que desfaz aquela perfeita igualdade primitiva? Veja: em resumo é isto: uma gigantesca desigualdade entre todos: uns gozam, outros sofrem; gozam porq praticam ações boas; ou sofrem porq praticam ações más. Este é um mundo onde todos buscam se afastar dos sofrimentos e conquistar um pouco de felicidade; assim, buscam medicinas, medicamentos, entretenimentos, distrações, viagens, festas, vícios, sexo, fama, prestígio, riquezas, afetos amores e, afinal, religiões. Porq é assim, porq cometemos tantos erros (olhe o mundo!) se podemos nos determinar não cometê-los? É preciso raciocinar, e bastante, para entender!
.............
      Marcos: Não é que não siga o sábio conselho da Doutrina. Mas devo aprendê-la melhor... se começar a pegar um e outro não terei ideia de conjunto, entende?

      Conf: exato, estude-a na sequencia, não pulando de uma obra para outra, para atender sua curiosidade ou perguntas do Fórum.

      Marcos: talvez o amigo não tenha me compreendido, mas se falei que acho que cada um determina suas ações, naturalmente respeitando as possíveis influências, já te respondi que temos obrigação de expiar, provar e desenvolver missões e... sofremos por opção, por estacionamento mental, e em alguns casos nos fazemos de vítima, principalmente quando somos conhecedores da Doutrina e das razões das dores deste mundo, que nós o fazemos de expiações e provas.

      Conf: então, raciocine mais um pouco:
      - se cada um determina suas ações, porq age como um dementado ao determina-las?
      - se temos a obrigação de expiar (sofrer), provar (novamente sofrer) e desenvolver missões, qual é a causa dos sofrimentos dos homens se estaremos, então, cumprindo obrigações necessárias à evolução? Terá, Aquele que é Amor e Justiça, criado, para que seus filhos aprendam a amar, um processo evolutivo, cujo método mais eficiente seja o fazer sofrer terrivelmente, dolorosamente, insuportavelmente?!

      Marcos: sofremos por opção, por estacionamento mental,

      Conf: se puder, explique, para vc mesmo que seja, qual é a causa de vc, podendo optar por não sofrer, opta para sofrer as terríveis dores que o mundo nos mostra!

      Escolhas absurdas como essa, vc não as considera só  cabíveis a desequilibrados mentais e assemelhados? Alguém, de mente sã, podendo escolher ser feliz, escolhe ser infeliz?!!

      E observe, mais uma coisinha: vc nem mesmo tentou responder à mais simples das perguntas que lhe fiz! Parecem perguntas tolas, mas raciocinar para lhes dar resposta, pode nos trazer muitos esclarecimentos.

      Vc entendeu, meu jovem, aquela  história que lhe contei?     

      Abraços.

..............
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 12 de Abril de 2014, 21:21
Re: Fé

      Ref: msg #136, Moisés, 110414, às 21:41.

      Noriz (msg ant): Qual o sentido da salvação na frase: a tua fé te salvou! A princípio é natural que se pense que a salvação foi da doença, mas essa mesma mulher envelheceu e pode ter morrido por doenças próprias da idade avançada, como costuma acontecer às pessoas.

      Conf: são duas coisas diferentes: uma: a fé da mulher; segunda: a fé (gigantesca criatividade que é despertada)  própria de quem chegou “lá”. Ambas podem ter concorrido para a “salvação”, ou cada uma, separadamente, por si só.

.............
Título: Re: Fé
Enviado por: 1Berto em 13 de Abril de 2014, 01:10
................

      Marcos  « ref 010414, às 23:16 »

      Amigo Marcos, pegaste um tema “rabo de foguete” que fará vc penar! Estudar o que é a fé é de extrema dificuldade, pois ninguém sabe como ter fé, como a fé se instala, cresce, diminui ou cessa. A fé não nasce, ou vem de nosso querer, de nossa vontade ou desejo de tê-la. Tanto que Paulo disse que a “fé é crer naquilo que não se vê!”, lembra-se? Para começar, fé não é convicção; é suposição na qual, sem nenhuma base de certeza, mas levados por sentimentos de confiança, esperanças, cremos que num dia, indeterminado ou não, aquilo que esperamos, vai acontecer. Sendo algo que não se vê, pode nada mais ser do que ilusão, esperança e coisas semelhantes. E, justamente por isso, pode resultar em decepções, frustrações e sofrimentos, desilusões.   Apesar disso, a fé pode nos embalar por certo tempo, até nos fazer felizes por algum tempo.

      O que tem poder é a convicção que vem de se passar por experiências pessoais sobre o assunto. Assim mesmo, a própria experiência pessoal pode estar errada, nos confundir e nos decepcionar.

      Agora, aquele que chegou a conhecer a verdade que liberta, esse possui aquilo a que nem mesmo podemos chamar de “convicção”, pois ele “sabe”, e pronto! Por isso, liberto de preconceitos, suposições e condicionamentos, pode agir como Jesus agiu: produzir aquelas coisas estranhas a que damos o nome de “milagre”, simplesmente porq nossa ignorância é total a respeito de nossas reais possibilidades. Esse pode “aparentemente” enganar ou comandar as forças da natureza, andar sobre as águas, curar, multiplicar peixes e pães, e muita coisa mais que deve ultrapassar nossa imaginação.
 
...............
Prezado Marcos e demais companheiros,

Concordo, e muito e em parte no post citado.
Não acho que é possível se ter uma fé raciocionada.

Abraço fraterno

1Berto

Título: Re: Fé
Enviado por: Vitor Santos em 13 de Abril de 2014, 14:52

Olá amigo Marcos, olá a todos!

Como o assunto é fé, deixo aqui a minha prece de hoje:

"Ao Pai Nosso

Jesus deu um testemunho que marcou o mundo. Outros poderão também tê-lo feito, mas eu e a civilização dita ocidental conhece melhor Jesus, e por isso é que falo nele e não em outros.

Jesus fez-me acreditar que existe a vida depois da vida. Jesus é a Luz do mundo, e é na Luz que podemos encontrar alguma esperança.

Neste momento a minha fé está muito em baixo. Não consigo acreditar que Deus permita que sejamos castigados tão ou mais duramente do que a maioria dos condenados da justiça terrena, a titulo de pena de crimes de vidas anteriores, ou a outros títulos relacionados com justiça divina. O Deus credível, para mim, só pode ser Bom e Justo. Assim, ou Ele nos abandonou, e nos deixa completamente à nossa sorte, ou Ele não existe. É o que me parece, ao momento.

A dureza da vida de biliões de pessoas no planeta Terra está a impedir-me de ver a Luz de Jesus. Será que ele era apenas um homem diferente, muito avançado para a época?

Se houvesse intervenção da Luz a vida na Terra podia ser assim tão dura?

As pessoas a perder lentamente as faculdades mentais, com a demência, sugerem-me que entre a  nossa mente e o cérebro não existe apenas uma correlação. Cada vez me parece mais uma relação causa-efeito, ou seja: que é unicamente o cérebro que produz a mente. E se assim é, um ser vivo com consciência de si mesmo e da finitude do corpo humano, que seria então uma mera máquina de carne mortal, seria uma obra sádica, fosse quem fosse o respetivo Criador (Deus, a natureza, ou seja lá o que fosse). 

Pai Nosso, por favor permite que me seja inspirada de novo a fé ardente que já tive. Se eu tenho de sofrer, que sofra, mas inspira-me a fé, porque o sofrimento só faz sentido com fé. Sem ela não sei como suportar o sofrimento..."

bem hajam

Título: Re: Fé
Enviado por: Edna☼ em 13 de Abril de 2014, 15:15
Olá Marcos e demais membros,

Citar
"Tende, a verdadeira fé, na plenitude da sua beleza e da sua bondade, na sua pureza e na sua racionalidade. Não aceiteis a fé sem comprovação, essa filha cega da cegueira. Amai a Deus, mas sabei porque o amais. Crede nas suas promessas, mas sabei por que o fazeis. Segui os nossos conselhos, mas conscientes dos fins que vos propomos e dos meios que vos indicamos para atingi-los. Crede e sperai, sem fraquejar; os milagres são produzidos pela fé."

José, Espírito Protetor, Bordeaux, 1862



Lindo domingo a todos!

Abraço fraternal,

Edna ;)


Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 13 de Abril de 2014, 19:57
Re: Fé
   
      Conf (msg ant):... vc não mergulhou; ficou na superfície...
   

Essa é a sua visão amigo. Não vejo assim, vejo-o não enfrentando a si. Estás em contra mão quando queres sondar a natureza íntima de Deus tomado-lhe contas. Quando somos fiéis a nós mesmos nos assumimos e mergulhamos de verdade no Eu. E o que não se quer, porque enfrentarmo-nos custa muito e é necessário mais coragem do que para enfrentar o mundo.

Re: Fé
[...]

      Pense: porq teria aquele sábio aconselhado “Não julgueis?” Sem dúvida, porq ninguém “pode” julgar ninguém; e não pode, não por uma questão de moral ou de justiça, mas de total impossibilidade, total incapacidade... (e estamos julgando o tempo todo, ou quase o tempo todo, desconsiderando o que ele ensinou, esquecendo, não acreditando!).

    [...]

Inclusive quando afirmaste que não fui fundo o bastante julgaste a mim também. Mas reafirmo que o mais profundo mergulho não é em teorias pessoais, com o peso de uma opinião, apenas. Sonde a si amigo lconforjr, e descubra um universo, talvez pouco explorado. Experimente julgar-se, ouça a tua consciência ou ao contrário será sempre um desconhecido para si mesmo.

Re: Fé
     [...]
     E, veja, meu jovem, se o determinante de todos os nossos procedimentos, e de tudo o mais que for que se refere a cada um de nós, humanos e não humanos, não é o meio, a vida, as experiências que dela vêm, o que é? Tente apontar o que, para vc, é o determinante! [...]


Já te respondi amigo.

Re: Fé
  [...]

      Conf: infelizmente, não posso; devo seguir as regras deste fórum que tão gentilmente oferece este espaço para que falemos com os amigos. Se o amigo quer ter idéia do que falamos, sugiro que acesse o tópico “Carta ao buscador de Deus”, ou as msgs de meu perfil, ou o blog www.obuscadordedeus.blgspot.com (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vYnVzY2Fkb3JkZWRldXMuYmxnc3BvdC5jb20=)


Agradeço a informação e vou pesquisar suas opiniões e pesquisas a respeito.

Re: Fé   [...]

      Conf: pois está aí há uma questão para vc raciocinar. Se é cada um de nós que se determina nas questões morais, porq nossas decisões são tão (até mesmo gigantescamente) desiguais? Se é vc que determina suas ações morais, porq vc, no passado, se determinou errar tanto, que agora está merecendo sofrer as agruras de um mundo de sofrimentos terríveis que é este nosso? Porq continua se determinado errar ainda no presente? (Ou se determinou a não errar e, em consequência, já não erra mais?)

    [...]


Posso errar menos que é que me cabe num mundo como o nosso. Mas assumindo o que me cabe como responsabilidade. Jamais transferindo-a, adiando assim a minha própria evolução.

Re: Fé

     
      Como já disse, sempre me baseio nas lições da doutrina: assim, a doutrina ensina que todos somos criados perfeitamente iguais, inclusive quanto às possibilidades de evoluir, certo? Assim, para vc raciocinar mais um pouco: o que é que desfaz aquela perfeita igualdade primitiva? Veja: em resumo é isto: uma gigantesca desigualdade entre todos: uns gozam, outros sofrem; gozam porq praticam ações boas; ou sofrem porq praticam ações más. Este é um mundo onde todos buscam se afastar dos sofrimentos e conquistar um pouco de felicidade; assim, buscam medicinas, medicamentos, entretenimentos, distrações, viagens, festas, vícios, sexo, fama, prestígio, riquezas, afetos amores e, afinal, religiões. Porq é assim, porq cometemos tantos erros (olhe o mundo!) se podemos nos determinar não cometê-los? É preciso raciocinar, e bastante, para entender!     


Amigo se conhece a Doutrina sabe que no início das encarnações Deus supre a falta de conhecimentos do espírito, no que tange as seus programas e ações. Os espíritos na terra hoje têm meios de escolha ou livre arbítrio, palavra temerária para muitos aqui, mas uma realidade, um princípio da Doutrina. Passar a bola para outro é mole. Culpar a Deus, a sociedade e etc, também é fácil. O que não se quer é, resignar-se ante o inevitável, assumir responsabilidades. Cumprir a parte que nos toca na obra da Criação começa por melhorar-se, e se achas impossível... ainda bem que estás falando sobre Fé.

Re: Fé
[...]
      Conf: exato, estude-a na sequencia, não pulando de uma obra para outra, para atender sua curiosidade ou perguntas do Fórum.

[...]
     
      - se cada um determina suas ações, porq age como um dementado ao determina-las?
      - se temos a obrigação de expiar (sofrer), provar (novamente sofrer) e desenvolver missões, qual é a causa dos sofrimentos dos homens se estaremos, então, cumprindo obrigações necessárias à evolução? Terá, Aquele que é Amor e Justiça, criado, para que seus filhos aprendam a amar, um processo evolutivo, cujo método mais eficiente seja o fazer sofrer terrivelmente, dolorosamente, insuportavelmente?!
[...]
 Conf: se puder, explique, para vc mesmo que seja, qual é a causa de vc, podendo optar por não sofrer, opta para sofrer as terríveis dores que o mundo nos mostra!
      Escolhas absurdas como essa, vc não as considera só  cabíveis a desequilibrados mentais e assemelhados? Alguém, de mente sã, podendo escolher ser feliz, escolhe ser infeliz?!!
E observe, mais uma coisinha: vc nem mesmo tentou responder à mais simples das perguntas que lhe fiz! Parecem perguntas tolas, mas raciocinar para lhes dar resposta, pode nos trazer muitos esclarecimentos.

      Vc entendeu, meu jovem, aquela  história que lhe contei?     

      Abraços.


=Sempre leio uma obra por completo. E sei, como qualquer espírita, diferenciar uma obra do quilate de O Livro Dos Espíritos de outras cheias de opiniões pessoais.

=O que é demência para um pode não o ser a outro.

=Você compreendeu muito pouco a Doutrina. A prova ou expiação, missão, dependendo do caso, é que é necessário o sofrer é por sua conta amigo. Depende de como você quer se superar, se com calma ou com raiva é aí que podes optar enquanto encarnado. Se não vês dessa forma continuará sofrendo a inconformação. Insisto, opte pelo melhor.

= Li a história, e concordo com o fundo moral, me encaixando perfeitamente como alguém feliz com o conhecimento espírita.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 13 de Abril de 2014, 20:08

[...]
Prezado Marcos e demais companheiros,

Concordo, e muito e em parte no post citado.
Não acho que é possível se ter uma fé raciocionada.

Abraço fraterno

1Berto

Amigo 1Berto tudo bem, sou acostumado a apanhar rsrs. Brincadeiras a parte, gosto do desafio e vejo neste assunto algo essencial para qualquer empreendimento seja material, físico ou espiritual. Ao contrário do que pensas veja todas as mensagens e perceberás que não trata-se de crer, mas saber, amigo. As obras de Kardec são um grande estímulo e fundamento. Só demanda tempo e um grande investimento em dedicação e sabedoria, temos toda uma vida para aprendermos isso. Seja fiel a você mesmo e a sua consciência, pense melhor.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 13 de Abril de 2014, 20:24
Olá amigo Marcos, olá a todos!

Como o assunto é fé, deixo aqui a minha prece de hoje:

"Ao Pai Nosso

Jesus deu um testemunho que marcou o mundo. Outros poderão também tê-lo feito, mas eu e a civilização dita ocidental conhece melhor Jesus, e por isso é que falo nele e não em outros.

Jesus fez-me acreditar que existe a vida depois da vida. Jesus é a Luz do mundo, e é na Luz que podemos encontrar alguma esperança.

Neste momento a minha fé está muito em baixo. Não consigo acreditar que Deus permita que sejamos castigados tão ou mais duramente do que a maioria dos condenados da justiça terrena, a titulo de pena de crimes de vidas anteriores, ou a outros títulos relacionados com justiça divina. O Deus credível, para mim, só pode ser Bom e Justo. Assim, ou Ele nos abandonou, e nos deixa completamente à nossa sorte, ou Ele não existe. É o que me parece, ao momento.

A dureza da vida de biliões de pessoas no planeta Terra está a impedir-me de ver a Luz de Jesus. Será que ele era apenas um homem diferente, muito avançado para a época?

Se houvesse intervenção da Luz a vida na Terra podia ser assim tão dura?

As pessoas a perder lentamente as faculdades mentais, com a demência, sugerem-me que entre a  nossa mente e o cérebro não existe apenas uma correlação. Cada vez me parece mais uma relação causa-efeito, ou seja: que é unicamente o cérebro que produz a mente. E se assim é, um ser vivo com consciência de si mesmo e da finitude do corpo humano, que seria então uma mera máquina de carne mortal, seria uma obra sádica, fosse quem fosse o respetivo Criador (Deus, a natureza, ou seja lá o que fosse). 

Pai Nosso, por favor permite que me seja inspirada de novo a fé ardente que já tive. Se eu tenho de sofrer, que sofra, mas inspira-me a fé, porque o sofrimento só faz sentido com fé. Sem ela não sei como suportar o sofrimento..."

bem hajam

Amigo Vitor Santos, que bom que participaste conosco, seja bem vindo! Muito inspirada e sincera sua prece amigo. Trazendo-nos uma grande verdade, e sei que em meio as muitas dores de hoje em dia muitos fraquejamos na fé. Sinto essa realidade, e confesso que foi esse o motivo pelo qual escolhi o tema para nosso estudo do mês de abril.

Nunca estivemos tão cheios de conteúdos diversos como agora, e, no entanto, parecemos vazios, e temos medo de assumirmos o vazio e aí nos tornamos eufóricos, as vezes.

Amigo Vitor Santos a maior riqueza que podemos retirar do tema proposto é, inicialmente, a fé em nós mesmos, a fé humana. Para tanto o reconhecimento de nossas possibilidades conforme o ensino dos Espíritos Superiores nas obras da codificação são o melhor arrimo. Mesmo que dizeres de pretensos sábios nos desencantem, não importa... na codificação temos a sabedoria com imparcialidade, isenta de sistemas e achismos.

A codificação em consonância com os Evangelhos são-nos arrimo certo, não se esqueça amigão de além mar.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 13 de Abril de 2014, 20:30
[...]
 Enfim, com a fé, não há maus pendures que se não chegue a vencer. O Magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação. É pela fé que ele cura e produz esses fenômenos singulares, qualificados outrora de milagres. Repito: a fé é humana e divina. Se todos os encarnados se achassem bem persuadidos da força que em si trazem, e se quisessem pôr a vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o a que, até hoje, eles chamaram prodígios e que, no entanto, não passa de um desenvolvimento das faculdades humanas. - Um Espírito Protetor. Paris, l863. (A FÉ TRANSPORTA MONTANHAS, Capítulo XIX - O Evangelho Segundo o Espiritismo.)


Bom relembrarmos sempre.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 13 de Abril de 2014, 20:32
Olá Marcos e demais membros,

Citar
"Tende, a verdadeira fé, na plenitude da sua beleza e da sua bondade, na sua pureza e na sua racionalidade. Não aceiteis a fé sem comprovação, essa filha cega da cegueira. Amai a Deus, mas sabei porque o amais. Crede nas suas promessas, mas sabei por que o fazeis. Segui os nossos conselhos, mas conscientes dos fins que vos propomos e dos meios que vos indicamos para atingi-los. Crede e sperai, sem fraquejar; os milagres são produzidos pela fé."

José, Espírito Protetor, Bordeaux, 1862

Lindo domingo a todos!

Abraço fraternal,

Edna ;)

Excelente lembrete Edna. A simples dúvida neste caso pode trazer-nos danos imensos.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 13 de Abril de 2014, 20:42
Tais atitudes me fazem ter muita Fé no ser humano. Veja o vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=hErz4Df1wHk

...eu posso e você também pode.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 14 de Abril de 2014, 06:59
      Refere-se à msg #144, Iberto, 130414.

      Meu jovem, desculpe não concordar. Como não é possível ter uma fé raciocinada? É extremamente necessário que raciocinemos sobre a fé!! Se mesmo raciocinado, muitos não a compreendem, se não raciocinarmos, o que será? Com certeza, vamos "comer gato por lebre"!

..............
Título: Re: Fé
Enviado por: Norizonte da Rosa em 14 de Abril de 2014, 13:37
Para ter fé são necessárias adversidades?

Somos, grande parte, apegados ao material, aos gozos que a vida material nos traz: conforto dado pelo dinheiro, beleza física, saúde, status social,..

A pergunta tem a ver com a constatação de que muitas pessoas ao passarem por problemas sérios: de saúde, acidentes,.. acabam como que despertando para valores não passageiros, como se ouve muitas vezes: ‘passei a dar valor ao que realmente interessa’.

Ainda que ‘o que realmente interessa’ ainda seja um apego: valorização à família, por exemplo, não dá para deixar de notar que já é um avanço de quem foi um dia muito
materialista e apegado a coisas passageiras.

A ‘zona de conforto’, expressão muito usada hoje em dia, em que muitas vezes nos encontramos, não seria um impeditivo para o despertar da fé? Entre a felicidade agora e uma felicidade futura e de ter ouvido falar, não é mais fácil ficar com a primeira?

A exemplo do que aconteceu com Paulo de Tarso, teve um 'choque', ficou cego por algum tempo, parece que é preciso algo para que possamos dar uma guinada em nossas vidas. É claro que não quero resumir a fé de Paulo ao fato de ter ficado momentaneamente cego.


Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 14 de Abril de 2014, 14:16
Olá amigos, Leon Tolstoi assim escreveu:

"Jazia um cão morto, já em estado de decomposição, estendido sobre o pedrado da rua. Sobre aquele corpo, onde se banqueteavam os vermes, esvoaçava e zumbia um enxame de moscas.

Todos que por ali passavam, levavam o lenço às narinas, deixando escapar, um tanto indignados, exclamações como estas:  "Que imundície!"" ...que asquerosidade!" "...que podridão!"

Eis que Jesus, transitando a seu turno, por aquele local, volve seu doce olhar para as ruínas daquela forma animal que se decompunha e diz: __"Pobre cão; que belos dentes tinha ele".

E assim foi que o justo soube descobrir no meio da podridão alguma coisa cuja pureza e frescor havia escapado às vistas dos demais"
Vinícius


Façamos o mesmo, afinal ninguém é totalmente mau, e nenhuma situação é tão precária  a ponto de não nos trazer algum benefício, ao menos moral.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 14 de Abril de 2014, 15:08
Re: Fé

      Refere msg #154 em: 140414, às 13:37 »

      Noriz perguntou: Para ter fé são necessárias adversidades?

      Conf: não, meu jovem; o que é necessária, imprescindível, a experiência. Vc mesmo acabou de citar a experiência de Paulo que, de perseguidor, portanto sem fé alguma, passou a defensor, passou para o outro lado, porq aquela experiência lhe trouxe a fé.

      Sem dúvida, as adversidades, quanto mais graves, podem nos motivar a busca de soluções para elas, fato que poderá trazer algum conhecimento, confiança em algo, ou alguém, e daí pode nascer a fé. Só há uma coisa: a fé genuína, a fé real, verdadeira, a convicção, somente vem da experiência pessoal.

      Noriz: A exemplo do que aconteceu com Paulo de Tarso, teve um 'choque', ficou cego por algum tempo, parece que é preciso algo para que possamos dar uma guinada em nossas vidas. É claro que não quero resumir a fé de Paulo ao fato de ter ficado momentaneamente cego.

      Conf: certamente não terá sido pela cegueira que lhe veio a fé. Muitos estão cegos e/ou portando doenças e defeitos muito mais terríveis, e mesmo pela vida inteira e, nem por isso, lhes brotou a fé. Pode acontecer exatamente o contrário: muita adversidade, muito sofrimento pode fazer que se perca toda a fé, que não se creia em mais nada, nem em Deus, nem em que exista alguma coisa além do que nossos olhos vêm. 

      Com certeza, a fé surgiu da experiência "extraordinária", inusitada, inesperada, de, conforme os relatos bíblicos, ouvir a reprimenda daquele cujos seguidores ele perseguia e mandava para a prisão.

..................

Título: Re: Fé
Enviado por: Norizonte da Rosa em 14 de Abril de 2014, 18:42

Um trecho do livro A Cura pela Fé psicografia de Luiz Guilherme Marques.

O QUE É A SERENIDADE Chico Xavier afirmou no mundo espiritual: “A serenidade é estar em paz com seus pontos de vista”. João, no seu Evangelho, informou, em outras palavras, que, de todos os Espíritos ligados à Terra, o único que “está com Deus” é Jesus, que é o Verbo, ou seja, Aquele que transmite aos seres terrenos a Verdade, que provém de Deus. Somente na condição de Espírito Puro, o Divino Pastor usufrui dessa qualificação de Médium de Deus. Os Espíritos Superiores não estão “com Deus” no sentido que João quis dar a essa expressão, pois eles não alcançaram ainda esse nível, sendo a eles aplicável a frase de Chico Xavier: “A serenidade é estar em paz com seus pontos de vista”. Esses Espíritos usufruem a serenidade, pois seus “pontos de vista” se aproximam da Verdade, o que lhes proporciona esse estado interior de paz. Entenda-se que eles têm “pontos de vista”, mas não acesso direto à Verdade. Quem ainda engatinha na estrada evolutiva, já tendo despertado para a conquista do autoconhecimento, a procura do aperfeiçoamento espiritual, sofre as consequências da “dúvida”, que é o resultado da atração, para baixo, do passado primitivista, do atavismo das vivências em que prevaleciam os paradigmas da materialidade, e, para cima, do ideal de subir em compreensão do que seja a vivência de acordo com a Verdade, ou seja, conforme as Leis de Deus. Somente com o aperfeiçoamento através dos milênios afora é que o Espírito ingressa na fase do “despertamento para a procura da Verdade”, sendo que a maioria da humanidade terrena sequer ingressou nessa fase. Há um certo número de Espíritos terrenos, mais evoluídos, que já se propõem a essa procura interior. Eles sofrem a inquietação, a incerteza, uma vez que ainda oscilam entre o passado e o futuro. Em um grau mais elevado estão aqueles que alcançaram a “serenidade”, mencionada por Chico Xavier.

No topo da evolução concebível para a nossa capacidade de compreensão está Jesus, para quem a Verdade, ou seja, Deus, é uma situação de fato real e cotidiana. Alcançar a referida “serenidade” é uma meta, resultado do aperfeiçoamento espiritual. Pode-se indagar: - Como fazer para chegar-se a esse ponto? A resposta é: - Pelo merecimento, que a consciência de cada um aponta. Ninguém tem condições de avaliar outrem, pois cada um é julgado por si mesmo, ou seja, pela própria consciência, que é a Voz de Deus dentro de cada Espírito. Este texto é propositadamente curto, porque se destina a mostrar que somente através da revelação espiritual, dentro de cada um, é que se faz possível a “serenidade”, a qual não é suscetível de ser ensinada de um Espírito para outro, mas somente de Deus para cada Espírito. Cada um deve trilhar esse caminho, pois ele é individual, intransferível, insuscetível de outra forma de realização. Que Jesus abençoe a cada um de nós nessa procura, ajudando-nos a conquistar a “serenidade”, pois, como Médium de Deus, Ele pode realizar o que sequer temos condições de conceber.

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 15 de Abril de 2014, 13:23
Bela oportunidade nos deu o Norizonte no post #154, para esmiuçarmos o assunto sob este foco:

Re: Fé

      Refere msg #154 em: 140414, às 13:37 »

      Noriz perguntou: Para ter fé são necessárias adversidades?

      Conf: não, meu jovem; o que é necessária, imprescindível, a experiência. Vc mesmo acabou de citar a experiência de Paulo que, de perseguidor, portanto sem fé alguma, passou a defensor, passou para o outro lado, porq aquela experiência lhe trouxe a fé.

      Sem dúvida, as adversidades, quanto mais graves, podem nos motivar a busca de soluções para elas, fato que poderá trazer algum conhecimento, confiança em algo, ou alguém, e daí pode nascer a fé. Só há uma coisa: a fé genuína, a fé real, verdadeira, a convicção, somente vem da experiência pessoal.

      Noriz: A exemplo do que aconteceu com Paulo de Tarso, teve um 'choque', ficou cego por algum tempo, parece que é preciso algo para que possamos dar uma guinada em nossas vidas. É claro que não quero resumir a fé de Paulo ao fato de ter ficado momentaneamente cego.

      Conf: certamente não terá sido pela cegueira que lhe veio a fé. Muitos estão cegos e/ou portando doenças e defeitos muito mais terríveis, e mesmo pela vida inteira e, nem por isso, lhes brotou a fé. Pode acontecer exatamente o contrário: muita adversidade, muito sofrimento pode fazer que se perca toda a fé, que não se creia em mais nada, nem em Deus, nem em que exista alguma coisa além do que nossos olhos vêm. 

      Com certeza, a fé surgiu da experiência "extraordinária", inusitada, inesperada, de, conforme os relatos bíblicos, ouvir a reprimenda daquele cujos seguidores ele perseguia e mandava para a prisão.

[...]


Este tipo de interação faz do estudo algo especial. O comentário do lconforjr não poderia ser mais conciso e esclarecedor. Vamos comentar sobre a citada "experiência".?!

Essa experiência particular chega para cada um em seu momento certo. Pedro ao contrário do que muitos pensam só passou por este momento ao cantar do galo pela terceira vez, no átrio do paço de Pilatos, e não no início de seu discipulado quando do convite do mestre para segui-lo. Interpreto dessa forma porque só depois do momento citado(o cantar do galo) é que percebemos uma mudança real em sua postura íntima que culminou no cumprimento da tarefa empreendedora da fundação do que chamamos a primeira igreja.

João o Batista não teve essa experiência quando presenciou o fenômeno mediúnico em que a pomba desceu sobre Jesus e ouviu-se a voz confirmando sua identidade . Se ele tivesse ficado convencido, naquele evento, não teria depois, quando preso, enviado seus discípulos a Jesus para perguntar-lhe: "...viemos a mando de João o Batista. E Ele deseja saber se és aquele que estava para vir, ou devemos esperar outro?"-( Mateus cap11-v. 1 a 3) Provavelmente naquela encarnação João só teve a oportunidade de dirimir suas dúvidas quando da resposta de Jesus nos versos seguintes, mas se houve ou não a experiência somente ele nos poderia relatar.

E para você, e para mim quando chegará este momento? Quando soarão os alarmes que nos despertarão? Queira Deus e queiramos nós que não seja na adversidade.

Abraços


Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 15 de Abril de 2014, 16:48
Re: Fé

      Refere-se msg #158, Marcos, 150414, às 13:23 »

      Noriz perguntou: Para ter fé são necessárias adversidades?

      Conf: não, meu jovem; o que é necessária, imprescindível, é a experiência. Vc mesmo acabou de citar a experiência de Paulo que, de perseguidor, portanto sem fé alguma, passou a defensor, passou para o outro lado, porq aquela experiência lhe trouxe a fé.

      Sem dúvida, as adversidades, quanto mais graves, podem nos motivar a busca de soluções para elas, fato que poderá trazer algum conhecimento, confiança em algo, ou alguém, e daí pode nascer a fé. Só há uma coisa: a fé genuína, a fé real, verdadeira, a convicção, somente vem da experiência pessoal.

      Noriz: A exemplo do que aconteceu com Paulo de Tarso, teve um 'choque', ficou cego por algum tempo, parece que é preciso algo para que possamos dar uma guinada em nossas vidas.

      Conf: certamente não terá sido pela cegueira que lhe veio a fé. Muitos estão cegos e/ou portando doenças e defeitos muito mais terríveis, e mesmo pela vida inteira e, nem por isso, lhes brotou a fé. Pode acontecer exatamente o contrário: muita adversidade, muito sofrimento pode fazer que se perca toda a fé, que não se creia em mais nada, nem em Deus, nem em que exista alguma coisa além do que nossos olhos vêm. 

      Com certeza, a fé surgiu da experiência "extraordinária", inusitada, inesperada, de, conforme os relatos bíblicos, ouvir a reprimenda daquele cujos seguidores ele perseguia e mandava para a prisão.
[...]

      Marcos comentou: Vamos comentar sobre a citada "experiência"?!
      Essa experiência particular chega para cada um em seu momento certo.

      Conf: o que é esse "momento certo"? Quem o faz? Pois é o próprio buscador de aperfeiçoamento que o faz! Nós podemos esperar que esse “momento certo” chegue um dia, que pode ser num futuro incerto, ou apressá-lo para que chegue logo!... A escola da vida já pode nos ter ensinado algumas coisas para que aprendamos a apressar sua chegada, ou algumas coisas que, ao contrário, nos faz retardá-la. Tudo depende de o que a escola que compulsoriamente frequentamos nos leva a compreender, seja no campo do bem, qto no do mal.

      Sem dúvida, compreender é agir!

      Marcos: E para você, e para mim quando chegará este momento? Quando soarão os alarmes que nos despertarão? Queira Deus e queiramos nós que não seja na adversidade.

      Conf: como coloquei acima, chegará num momento mais próximo, ou mais distante, conforme nosso aprendizado obtido nesta escola e conforme nosso esforço vindo da vontade e decisão de chegar a ele, vontade despertada por esse aprendizado. Mas, ninguém o trará para vc; vc tem de ir até ele pelas suas próprias pernas, pelo seu próprio esforço!

      E, como vimos acima, como tudo depende de nosso aprendizado, podemos até mesmo afastá-lo de nós, em vez de nos aproximarmos dele.

      Mas, sem dúvida, todos chegarão a esse momento!
     
.............
Título: Re: Fé
Enviado por: Gabri-El em 15 de Abril de 2014, 17:44

Olá irmãos e irmãs, a respeito do tema em vista deixo minha contribuição.

Percebo que a Fé é a realização da Alma que, por vivência direta da Realidade, dissipa para sempre as dúvidas relacionadas aos mistérios da Existência. Não se trata de crença (mesmo raciocinada) sobre esta ou aquela "verdade", pois isto é apenas manifestação da mente, mas sim aquele contato espiritual e direto com a Essência de TUDO... contato silencioso e inexprimível em palavras que ocorre no Coração. Somente essa Realização é que confere a “Fé que remove montanhas”.

Fraternalmente

Título: Re: Fé
Enviado por: Kazaoka em 15 de Abril de 2014, 17:52

Re: Fé

      Refere msg #154 em: 140414, às 13:37 »

      Noriz perguntou: Para ter fé são necessárias adversidades?

      Conf: não, meu jovem; o que é necessária, imprescindível, a experiência. Vc mesmo acabou de citar a experiência de Paulo que, de perseguidor, portanto sem fé alguma, passou a defensor, passou para o outro lado, porq aquela experiência lhe trouxe a fé.


Neste exemplo que citou-se Saulo de Tarso, o que aconteceu com ele foi o despertamento de sua crença em outros princípios. Não houve, ali, despertamento de fé. Saulo de tarso era judeu e sua fé era verdadeira já na prática do Judaismo.
Senão vamos ter que, por jurisprudência, dizer que todo aquele que não é Cristão é um homem sem fé.

Título: Re: Fé
Enviado por: Norizonte da Rosa em 15 de Abril de 2014, 21:39

Re: Fé

      Refere msg #154 em: 140414, às 13:37 »

      Noriz perguntou: Para ter fé são necessárias adversidades?

      Conf: não, meu jovem; o que é necessária, imprescindível, a experiência. Vc mesmo acabou de citar a experiência de Paulo que, de perseguidor, portanto sem fé alguma, passou a defensor, passou para o outro lado, porq aquela experiência lhe trouxe a fé.


Neste exemplo que citou-se Saulo de Tarso, o que aconteceu com ele foi o despertamento de sua crença em outros princípios. Não houve, ali, despertamento de fé. Saulo de tarso era judeu e sua fé era verdadeira já na prática do Judaismo.
Senão vamos ter que, por jurisprudência, dizer que todo aquele que não é Cristão é um homem sem fé.

Mais um trecho do livro acima citado:

"Jesus impactou Saulo, na estrada de Damasco, arrancando dele os miasmas da violência e da obsessão que o vitimavam, fazendo com que pudesse enxergar com clareza a realidade, ou seja, o caminho tortuoso que vinha trilhando."

Mas o despertamento de sua crença em outros princípios não é o despertamento da fé em outros princípios?

Não podemos dizer que quem não é cristão não tenha fé e não podemos dizer que quem se diz cristão tenha necessariamente fé, pois fé é fidelidade. Ter fé ou ter fidelidade se pode ter até em relação ao que não for religião: poderia alguém pertencer a algum grupo, a maçonaria por exemplo, e ter fé, ter fidelidade a esse grupo, logo poderíamos dizer que quem não é cristão não tem fé cristã.

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 15 de Abril de 2014, 23:25
Re: Fé

      Refere-se msg do Kazaoka, #161, 150414, às 17:52

      Noriz perguntou: Para ter fé são necessárias adversidades?

      Conf: não, meu jovem; o que é necessária, imprescindível, é a experiência. Vc mesmo acabou de citar a experiência de Paulo que, de perseguidor, portanto sem fé alguma, passou a defensor, passou para o outro lado, porq aquela experiência lhe trouxe a fé.
......
      Kazaoka comentou: Neste exemplo que citou de Saulo de Tarso, o que aconteceu com ele foi o despertamento de sua crença em outros princípios. Não houve, ali, despertamento de fé. Saulo de tarso era judeu e sua fé era verdadeira já na prática do Judaísmo.

      Conf: pois é, meu jovem; então, para ficar mais compreensível, por favor, corrija o que escrevi: em vez de ler "sem fé alguma" leia-se "sem fé alguma no cristianismo". Melhorou!

      Como vc disse, ele tinha fé no judaísmo. Com a experiência, passou a ter no cristianismo; sem dúvida, tanto uma coisa, como outra é fé, mas fé em coisas totalmente diferentes, tão diferentes  como são diferentes o judaísmo e o cristianismo. Agora, se sua fé era também "verdadeira" qdo no judaísmo, isso será difícil de se saber, pois fé verdadeira é fruto da experiencia e desconhecemos qualquer experiencia que tenha tido qdo no judaísmo!

      Veja: fé, como já vimos, é crer, acreditar, ou estar convencido disto ou daquilo. Não se refere só às coisas de Deus, do espirito, das religiões. A fé tem nome, tem qualificação; pode ser a fé tanto nisto, como naquilo; no comunismo, como na democracia; no nacional-socialismo, como no parlamentarismo; em Maomé, como em Jesus, em Deus como em Satanás, na ciencia, como na religião, no cristianismo, como no judaísmo.

      Qdo falamos em fé no espiritismo, cristianismo, islamismo, não estamos nos referindo à fé nessas denominações, mas exatamente nos princípios, conceitos ou crenças que essas denominações abraçam. Assim, Paulo tinha fé nos princípios do judaísmo, e perseguia os cristãos. Na experiência, às portas de Damasco, sua fé se transformou radicalmente: de fé no judaísmo, passou a ter fé no cristianismo.

      Como dissemos antes, sua fé, agora no cristianismo, veio exatamente de sua experiencia. Como bem disse o Gabri-El: "fé é a vivência direta da Realidade". Essa é a verdadeira fé. O mais é apenas arremedo de fé.

      Paulo tinha uma fé, no judaísmo, em cujos princípios ou acreditava, ou simplesmente, seguia; passou a ter outra fé, no cristianismo, cujos princípios passou, agora, a acreditar com a força de quem passou por aquela inusitada experiencia!

.............
Título: Re: Fé
Enviado por: Kazaoka em 16 de Abril de 2014, 00:42

Capítulo XIX do Evangelho Segundo o Espiritismo

Neste capítulo temos uma definição bem Espírita de fé.

"3. Noutra acepção, entende-se como fé a confiança que se tem na realização de uma coisa, a certeza de atingir determinado fim. Ela dá uma espécie de lucidez que permite se veja, em pensamento, a meta que se quer alcançar e os meios de chegar lá, de sorte que aquele que a possui caminha, por assim dizer, com absoluta segurança. Num como noutro caso, pode ela dar lugar a que se executem grandes coisas."

A fé é formada por um objetivo que se quer alcançar, o que fazer com este objetivo quando este for alcançado e, principalmente, o conhecimento e segurança na aplicação dos meios para que tais objetivos sejam alcançados. Fé não é transferência de responsabilidades. Não é crer que aquilo ou aquele em que temos fé cumprirá por nós, as obrigações que nos cabe e sobre as quais temos todas potencialidades em realizá-las. Estas potencialidades nos foram dadas pelo Criador e cabe a nós o desenvolvimento destas virtudes. Isso é ter fé em Deus, que faz com que tenhamos confiança em nossas possibilidades.

Título: Re: Fé
Enviado por: Norizonte da Rosa em 16 de Abril de 2014, 13:54

Noriz perguntou: Para ter fé são necessárias adversidades?

      Conf: não, meu jovem; o que é necessária, imprescindível, a experiência. Vc mesmo acabou de citar a experiência de Paulo que, de perseguidor, portanto sem fé alguma, passou a defensor, passou para o outro lado, porq aquela experiência lhe trouxe a fé.

      Sem dúvida, as adversidades, quanto mais graves, podem nos motivar a busca de soluções para elas, fato que poderá trazer algum conhecimento, confiança em algo, ou alguém, e daí pode nascer a fé. Só há uma coisa: a fé genuína, a fé real, verdadeira, a convicção, somente vem da experiência pessoal.

As adversidades amigo lconfortjr servem muito para ajudar a extirpar o que de mais ruim carregamos, o orgulho. A humildade é o caminho mais rápido para evoluirmos e talvez seja o orgulho o grande empecilho para não termos fé. Como podemos ter fé e ao mesmo tempo nos considerarmos superiores?

Nesse sentido, aqueles que nasceram em condições que acreditamos desfavoráveis: com doenças, fealdades, na miséria,..na verdade nasceram com um remédio que os farão extirpar esse mal. Não é à toa que a riqueza é uma grande provação e vemos pessoas que não sobressaem com atributos invejados pela sociedade demonstrarem paz, tranquilidade nas mais difíceis tribulações, enquanto aqueles dotados de superioridade aparente desmoronam sob as menores contrariedades.

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 16 de Abril de 2014, 14:13

Re: Fé

      Refere-se msg de Kazaoka, #164, de 160414 às 00:42.

      Kaza citou o item 3, do capítulo XIX do ESE, sobre uma definição Espírita da fé, e comentou:

      Kaza: A fé é formada por um objetivo que se quer alcançar, o que fazer com este objetivo quando este for alcançado e, principalmente, o conhecimento e segurança na aplicação dos meios para que tais objetivos sejam alcançados. Fé não é transferência de responsabilidades. Não é crer que aquilo ou aquele em que temos fé cumprirá por nós, as obrigações que nos cabe e sobre as quais temos todas potencialidades em realizá-las. Estas potencialidades nos foram dadas pelo Criador e cabe a nós o desenvolvimento destas virtudes. Isso é ter fé em Deus, que faz com que tenhamos confiança em nossas possibilidades.

      Conf: olá, meu distinto jovem, vc sabe: sempre trago questões com a finalidade de, se possível, fazer que os amigos raciocinem para melhor conhecer a doutrina, como manda a codificação. Quanto ao seu comentário acima, há duas ou três coisas a raciocinar:

      - primeira: sinceramente, não entendi: o que significa “cabe a nós ter fé em Deus”?!!

      - segunda: se Deus nos deu as potencialidades para realizar as obrigações que nos cabem, o que é que nos impede de realizá-las?

      Meu amigo, desconheço o motivo, mas a DE aconselha uma “fé raciocinada” e qdo coloco aqui algumas questões para que raciocinemos como, por exemplo: “porq é que tendo o livre-arbítrio e podendo escolher fazer o bem, escolhemos fazer o mal?” o FE impede que sejam publicadas, impedindo assim nosso raciocínio sobre a questão, e, consequentemente, impedindo que se siga o conselho da doutrina?

      Se vc, como Colaborador, puder me explicar, agradeço!

.................
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 16 de Abril de 2014, 14:15
Amigos realmente percebemos nuances, para muitos, inimagináveis em relação ao nosso tema do Estudo Mensal, com destaque para os nossos amigos Kazaoka, lconforjr, Norizonte da Rosa e  Gabri-El. Aliando-se a um dos parâmetros da Fé; a fidelidade, vejamos este texto:

Fiel e infiel


              Os verdadeiros fiéis não são aqueles que mais assiduamente frequentam esta ou aquela igreja, mas sim os que agem conscienciosamente, de conformidade com seus íntimos sentimentos.
               Ser infiel. por conseguinte, não é descrer deste ou daquele dogma ou princípio admitido como verdade, ainda mesmo que de fato o seja; ser infiel é mentir à sua consciência, é proceder em desacordo com o seu foro ìntimo.
               Dentro das próprias igrejas, portanto, podem existir infiéis; da mesma sorte que há verdadeiros fiéis no meio dos incrédulos.
               Estes últimos estão mais perto de Deus e de sua justiça que aqueles outros.

Vinícius- Nas Pegadas do Mestre.


Os grifos são meus. Achei este texto bem condizente com os apontamentos dos amigos mencionados.

Curioso é o fato de haverem muitos cristãos naquele tempo e Jesus aparece a Saulo, um doutor da lei. Talvez seja por causa de sua força moral inquebrantável, quase irredutível, o que podemos chamar de total fidelidade às suas convicções, um homem assim ao conhecer um paradigma e confiar nele, executa-o integralmente.

Abraços a todos.


Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 16 de Abril de 2014, 14:51

Re: Fé

      Refere-se msg de Norizonte, #165, de 160414 às 13:54.

      Noriz perguntou em msg anterior: Para ter fé são necessárias adversidades?

      Conf: não, meu jovem; o que é necessária, imprescindível, a experiência. Vc mesmo acabou de citar a experiência de Paulo que, de perseguidor, portanto sem fé alguma, passou a defensor, passou para o outro lado, porq aquela experiência lhe trouxe a fé.

      Sem dúvida, as adversidades, quanto mais graves, podem nos motivar a busca de soluções para elas, fato que poderá trazer algum conhecimento, confiança em algo, ou alguém, e daí pode nascer a fé. Só há uma coisa: a fé genuína, a fé real, verdadeira, a convicção, somente vem da experiência pessoal.
....

      Norizonte comentou: As adversidades amigo lconfortjr servem muito para ajudar a extirpar o que de mais ruim carregamos, o orgulho. A humildade é o caminho mais rápido para evoluirmos e talvez seja o orgulho o grande empecilho para não termos fé. Como podemos ter fé e ao mesmo tempo nos considerarmos superiores?

      Conf: pois é isso mesmo, meu amigo, as adversidades têm muita serventia; fazem que os homens sofram para que decidam se corrigir. Mas isto funciona somente para aqueles que crêem que as adversidades têm essa finalidade, que é a justiça divina que está agindo! Para os outros, podem levar à descrença total, a se revoltarem contra tudo, inclusive contra o Criador, concorda?

      Noriz: Nesse sentido, aqueles que nasceram em condições que acreditamos desfavoráveis: com doenças, fealdades, na miséria,.. na verdade nasceram com um remédio que os farão extirpar esse mal. Não é à toa que a riqueza é uma grande provação e vemos pessoas que não sobressaem com atributos invejados pela sociedade demonstrarem paz, tranquilidade nas mais difíceis tribulações, enquanto aqueles dotados de superioridade aparente desmoronam sob as menores contrariedades.

      Conf: aqui, eu me pergunto: será esse o processo evolutivo criado por Aquele que é Perfeita Sabedoria, Amor e Justiça: fazer que aqueles que são orgulhosos, ou egoístas etc, sofram terrivelmente para extirpar esse mal?!  E nem mesmo sabemos (eu não sei, porq não compreendo) porq nos tornamos orgulhosos, egoístas etc!

      A própria doutrina nos ensina que o egoísmo, pai e mãe de todos os outros defeitos morais, a "maior chaga da humanidade", vem do fato de estarmos na proximidade da matéria onde Deus nos colocou!! 

............

Título: Re: Fé
Enviado por: Gabri-El em 16 de Abril de 2014, 15:46
Desejo dizer mais algumas palavras sobre o tema.

Definir ou analisar o que é Fé apenas com conceitos meramente terrenos, reduzindo a Fé à uma ou outra crença particular, seja qual for, é obscurecer nossa potencialidade latente de Realização em Deus, isto é, Realização de nossa mais íntima Natureza.
Neste assunto, assim como em outros,  é necessário meditarmos  e respeito da Essência Imutável a fim de compreendermos devidamente. Fé, da maneira como estou abordando, é a absoluta certeza da Alma na sua Origem Eterna que, por conseguinte, liberta-a de toda limitação e sofrimento psicológico relacionados às causas e efeitos da Existência fenomenal, mesmo em planos sutis da Existência Universal. Antes dessa Realização, temos apenas crença “cega” ou raciocinada nisto ou naquilo, confiança emocional neste ou naquele Indivíduo, sempre no âmbito das especulações mentais e verbais, que, por si só, não dissipam completamente os “enigmas” inerentes ao Ser Humano.

Amorosamente…


Título: Re: Fé
Enviado por: Kazaoka em 16 de Abril de 2014, 16:58

Amigos realmente percebemos nuances, para muitos, inimagináveis em relação ao nosso tema do Estudo Mensal, com destaque para os nossos amigos Kazaoka, lconforjr, Norizonte da Rosa e  Gabri-El. Aliando-se a um dos parâmetros da Fé; a fidelidade, vejamos este texto:

Fiel e infiel


              Os verdadeiros fiéis não são aqueles que mais assiduamente frequentam esta ou aquela igreja, mas sim os que agem conscienciosamente, de conformidade com seus íntimos sentimentos.
               Ser infiel. por conseguinte, não é descrer deste ou daquele dogma ou princípio admitido como verdade, ainda mesmo que de fato o seja; ser infiel é mentir à sua consciência, é proceder em desacordo com o seu foro ìntimo.
               Dentro das próprias igrejas, portanto, podem existir infiéis; da mesma sorte que há verdadeiros fiéis no meio dos incrédulos.
               Estes últimos estão mais perto de Deus e de sua justiça que aqueles outros.

Vinícius- Nas Pegadas do Mestre.


Os grifos são meus. Achei este texto bem condizente com os apontamentos dos amigos mencionados.

Curioso é o fato de haverem muitos cristãos naquele tempo e Jesus aparece a Saulo, um doutor da lei. Talvez seja por causa de sua força moral inquebrantável, quase irredutível, o que podemos chamar de total fidelidade às suas convicções, um homem assim ao conhecer um paradigma e confiar nele, executa-o integralmente.

Abraços a todos.




Sobre fé e fidelidade, acho que são dois aspectos diversos não tendo quase nada em comum.

Título: Re: Fé
Enviado por: Kazaoka em 16 de Abril de 2014, 17:06

Sobre o comentário do Iconforjr em relação ao que postei;


[...]

      - primeira: sinceramente, não entendi: o que significa “cabe a nós ter fé em Deus”?!!

      - segunda: se Deus nos deu as potencialidades para realizar as obrigações que nos cabem, o que é que nos impede de realizá-las?

     
.................

"cabe a nós ter fé em Deus".

Se acreditamos ser Deus causa primária e onisciente, se realmente acreditamos nisso, não há porque não depositarmos nele nossa fé. Não cabe a Deus nos convencer de sua existência, origem de tudo e onisciência.

"[...]se Deus nos deu as potencialidades para realizar as obrigações que nos cabem, o que é que nos impede de realizá-las? "

Nada nos impede. Apenas estamos aprendendo a lidar e fazer desenvolver os gérmens que nos faculta tais realizações.

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 16 de Abril de 2014, 17:42

[...]

Sobre fé e fidelidade, acho que são dois aspectos diversos não tendo quase nada em comum.

Kaza, é porque o crer, na verdade, é um verbo emprestado à palavra Fé, inexistente (como verbo, ação), na língua latina, da qual deriva a nossa língua portuguesa. Os Evangelhos não foram traduzidos dos originais para o português, mas para o grego. O verbo grego, segundo o filófoso Huberto Rohden é a palavra pisteuein,  que significa: harmonia, sintonia com, fidelidade. É muito interessante essa pesquisa. Para o filósofo brasileiro “a substituição de ter fé por crer há quase 2000 anos, está ... deturpando profundamente a mensagem do Cristo”.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 16 de Abril de 2014, 17:48
Re: Fé

      Refere-se msg do Kazaoka, #171, de 160414, às 17:06 »

      Kazaoka escreveu: Sobre o comentário do Iconforjr em relação ao que postei.       Conforjr comentou, em 160414, às 14:13: "...

      - primeira: sinceramente, não entendi: o que significa “cabe a nós ter fé em Deus”?!!

      - segunda: se Deus nos deu as potencialidades para realizar as obrigações que nos cabem, o que é que nos impede de realizá-las?"       

.................

      Kazaoka: "cabe a nós ter fé em Deus". Se acreditamos ser Deus causa primária e onisciente, se realmente acreditamos nisso, não há porque não depositarmos nele nossa fé. Não cabe a Deus nos convencer de sua existência, origem de tudo e onisciência.

      Conf: meu jovem, é por isso mesmo, pelo que vc está dizendo, que não o entendi; se nos cabe ter em fé em Deus porq já acreditamos nele, este fato de acreditarmos nele só pode ter sido causado por termos fé nele, concorda? Ou porq acreditaríamos nele?!

      Mas, se o amigo bem observar, como caberá a alguém que não acredita em Deus ter fé nele, acreditar que é a origem de tudo e que é onisciente?! Veja o mundo, meu jovem!

      Meu distinto, a fé em alguma coisa, em Jesus, em Maomé, em Deus, em Alá, num babalorixá ou o que seja, jamais depende de nós, de nosso querer, de nossa vontade, de ninguém; depende, e só disto e de nada mais, de o que as experiências da vida nos mostram sobre aquela coisa. Do que elas nos mostram, é que nos surge a fé naquela coisa ou não, percebeu?

      Porq há os que têm fé em Deus e outros não? Exatamente porq, para os primeiros, as experiências que teve na escola da vida o levaram a ter fé e, para os segundos, não conseguiram lhes despertar qualquer fé! A fé, meu querido, não depende de nosso desejo, ou de nossa crença de que é preciso tê-la, nem de nada que se refira a algo que possamos fazer! Depende das lições desta escola! Só disso!
Porq é que vc tem fé no espiritismo? Porq achou ou desejou ter, ou porq, pelo que a vida já lhe mostrou sobre o espiritismo, lhe fez nascer a fé nele?

      Kazaoka: "[...]se Deus nos deu as potencialidades para realizar as obrigações que nos cabem, o que é que nos impede de realizá-las? "
      Nada nos impede. Apenas estamos aprendendo a lidar e fazer desenvolver os gérmens que nos faculta tais realizações.

      Conf: então, meu jovem, sendo assim, qual é a causa dos sofrimentos dos homens?!

.............
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 16 de Abril de 2014, 17:59

Re: Fé

      Refere-se msg de Norizonte, #165, de 160414 às 13:54.

     
      [...]

      A própria doutrina nos ensina que o egoísmo, pai e mãe de todos os outros defeitos morais, a "maior chaga da humanidade", vem do fato de estarmos na proximidade da matéria onde Deus nos colocou!! 

............

Olá lconforjr, eu ainda diria assim... onde Deus nos colocou, e nos sintonizamos muito bem com ela, bendita matéria!

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 16 de Abril de 2014, 18:43
Re: Fé

      Refere-se msg do Marcos, #174, de 160414 às 17:59.»

      Conf, em 160414, às 14:51, escreveu: “A própria doutrina nos ensina que o egoísmo, pai e mãe de todos os outros defeitos morais, a "maior chaga da humanidade", vem do fato de estarmos na proximidade da matéria onde Deus nos colocou!!” 
............

      Marcos W comentou: Olá lconforjr, eu ainda diria assim... onde Deus nos colocou, e nos sintonizamos muito bem com ela, bendita matéria!

      Conf: exato, meu amigo. E por nos sintonizarmos “muito bem” com ela, nos tornamos egoístas (possuidores, portanto, daquela imperfeição que a DE chama de “a maior chaga da humanidade”), cometemos os absurdos que cometemos, fazemos os males, desgraças e tragédias que fazemos e, ensina a doutrina, por isso a lei de causa e efeito nos alcança com sofrimentos torturantes, desesperadores!

      É isso, meu querido, que não compreendo do modo que os companheiros dizem que estão compreendendo. Se todos os sofrimentos são merecidos e justos e resultam de transgressões às leis de Deus, onde estão, no exposto acima, algo que seja transgressão às lei divinas ou que justifique os sofrimentos pelos quais todos passamos na vida? A doutrina manda raciocinar sobre seus ensinamentos mas, por mais que raciocine, não consigo compreender qual é a causa dos sofrimentos dos homens!

      Abraços

..............
Título: Re: Fé
Enviado por: Norizonte da Rosa em 16 de Abril de 2014, 19:42

Lconfortjr, acredito que o sofrimento começa com a nossa própria condenação por nós mesmos. Ninguém é condenado a sofrer se não tem consciência de que faz o mal. Quando agimos em desacordo com nossa consciência, então isso pode explicar a auto condenação, o remorso e a procura pela reparação. O amigo concorda que fazemos coisas que nossa consciência nos acusa como erro e mesmo assim não deixamos de agir mal?

Se essa não for uma possível explicação, qual outra que seja justa? imaginar que Deus, ser antropomórfico, 'lá em cima' julgando e condenando aqueles que agiram sem conhecimento faz algum sentido?

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 16 de Abril de 2014, 21:33

Kaza, é porque o crer, na verdade, é um verbo emprestado à palavra Fé, inexistente (como verbo, ação), na língua latina, da qual deriva a nossa língua portuguesa. Os Evangelhos não foram traduzidos dos originais para o português, mas para o grego. O verbo grego, segundo o filófoso Huberto Rohden é a palavra pisteuein,  que significa: harmonia, sintonia com, fidelidade. É muito interessante essa pesquisa. Para o filósofo brasileiro “a substituição de ter fé por crer há quase 2000 anos, está ... deturpando profundamente a mensagem do Cristo”.

Abraços


Kaza, onde eu disse língua latina, entende-se latim, somente. A nossa é uma língua latina, mas referia-me ao latim como nossa língua materna.

Abraços


Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 16 de Abril de 2014, 22:39

Re: Fé

      Refere-se msg do Norizonte, #176, de 160414, 19:42.

      Noriz comentou: Lconfortjr, acredito que o sofrimento começa com a nossa própria condenação por nós mesmos.

      Conf: concordo contigo, só que isso depende da consciência que se tem, não? Uns a têm “vazia”, outros a têm já desenvolvida; uns são frios e o sofrimento dos demais lhes é indiferente.  Qdo vc diz que o sofrimento pode começar com nossa própria auto-condenação, está se referindo a “remorsos”, é isso? Mas, tantos não sentem remorsos por nada. Basta olhar o mundo, e ver que é assim!

      Portanto, o sofrimento pode começar com a própria auto-condenação, mas só para alguns. Só para esses aos quais a escola da vida já lhes colocou algo mais na consciência, algo que ainda não colocou nos demais, concorda? (Mais uma vez, chegamos à conclusão de que nada nasce, ou tem origem em nossa cabeça ou mente; tudo vem de fora de nós, do aprendizado da vida, tanto o bem quanto o mal, concorda?).

      Noriz: Ninguém é condenado a sofrer se não tem consciência de que faz o mal. Quando agimos em desacordo com nossa consciência, então isso pode explicar a auto condenação, o remorso e a procura pela reparação.

      Conf: é exatamente o que seria o justo de acontecer: “ninguém ser condenado a sofrer se não tem consciência de que fez o mal!”. E essa é a justiça divina, como ensina a doutrina.

      Mas, considerando essa afirmação, devemos perguntar: se é assim, qual é a causa de tatos sofrimentos dos homens? Todos que estão neste mundo de expiações, sem exceção sofrem! Então todos fizeram o mal com consciência de que o que faziam era um mal. Conclusão: todos os que estão neste mundo de expiações fizeram o mal porq quiseram fazer o mal, escolheram fazer o mal, concorda?

      E aqui vem uma questão, muitas vezes repetida, mas nunca respondida: qual é a causa de, mesmo podendo escolher fazer o bem, escolhemos fazer o mal, mesmo sabendo das terríveis consequências que nos virão por agir assim??!!

      Noriz: O amigo concorda que, e mesmo assim não deixamos de agir mal?

      Conf: concordo, e é por isso que a DE recomenda uma “fé raciocinada”! Como compreender que, mesmo tendo consciência de que o que estamos fazendo é o mal, e que isso nos trará consequências muitas vezes desesperadoras e insuportáveis, assim mesmo o fazemos, continuamos fazendo? Quem é que podendo escolher fazer o bem e, consequentemente, ser mais feliz, escolhe fazer o mal e, consequentemente ser alvo da lei que lhe acarretará sofrimentos desesperadores?

     Sem dúvida, só os desequilibrados mentais, ou assemelhados, farão escolhas tão absurdas, concorda? Mas esses, é evidente, perante uma lei perfeita, não serão responsabilizados, certo?

    Assim, meu amigo, veja como temos de raciocinar profundamente para compreender!

      Noriz: Se essa não for uma possível explicação, qual outra que seja justa? imaginar que Deus, ser antropomórfico, 'lá em cima' julgando e condenando aqueles que agiram sem conhecimento faz algum sentido?

      Conf: considerando o que a doutrina ensina, nenhum sentido!! Então como compreender?

      Reflita, o amigo, sobre o que dissemos acima e tente dar uma resposta para aquela pergunta: "qual é, pela doutrina, a causa dos sofrimentos dos homens?"

..............
Título: Re: Fé
Enviado por: Norizonte da Rosa em 17 de Abril de 2014, 00:32


Encontrei este vídeo que pode ser interessante para o estudo:

https://www.youtube.com/watch?v=7kiI7CltD7U


Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 17 de Abril de 2014, 15:42
       refer. post#179

Excelente vídeo, Norizonte! Palestrante Juquinha calmo, equilibrado ao falar, e claríssimo em suas ponderações.

E, mais uma vez; Fé não é crer. Enquanto pensarmos assim estaremos subjugados a uma vacilação constante. Acreditar, confiar são sentimentos e a que estudamos é ação; sintonizar-se com, harmonizar-se a, ser fiel a, conforme já foi dito em outros posts.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 18 de Abril de 2014, 11:37
Crer ou não crer.

Crer ou não crer, pouco ou quase nada deve influir no juízo que Deus faz dos homens. [...]

A sinceridade, a convicção, a atitude firme e leal às vozes que partem do âmago de nossa alma, eis os elementos ou dados que pesam na balança da suprema justiça.[...]

Judas era também um crente, estava ao lado de Jesus, comungando com ele. Paulo era declaradamente contra o cristianismo, cujos prosélitos perseguia sem dó nem piedade.[...] Não obstante, judas crente nominal, vende Jesus por trinta dinheiros, e Saulo, transformado em Paulo, torna-se o maior apóstolo do Cristo.

Donde veio tal metamorfose? De crer ou não crer em Jesus Cristo? Pois o que não cria deu extraordinário incremento à obra do cristianismo enquanto aquele que cria se tornou anátema da doutrina e da fé cristã. É que Saulo era sincero,tinha convicções, e Judas dissimulava.[...] Judas não teve a visão celeste que o desviasse do mau caminho como teve Saulo; e isso simplesmente porque Judas era infiel à consciência própria.[...]

"Crer ou não crer" não tem o valor de "ser" ou não "ser". Este último dilema é positivo, enquanto que aquele outro é nebuloso, dá margem a sentidos ambíguos, pode dizer muita coisa como também pode achar-se vazio de senso e de importância.[...]


"Não importa que me conheçais, nem que me tenhais entoado louvores, nem houvésseis praticado prodígios em meu nome; não vos conheço, apartai-vos de mim, vós que praticastes iniquidades."-Jesus.


Vinícius - Nas Pegadas do Mestre.


Abraços a todos e bom feriado!


Título: Re: Fé
Enviado por: Norizonte da Rosa em 18 de Abril de 2014, 14:30


Acredito que a simples crença já é um começo e serve para impedir o cometimento de atos reprováveis e graves que, sem a crença, poderíamos cometer.

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 18 de Abril de 2014, 16:17
 
    Refere-se msg de Marcos, #181, de 180414.

      Novamente, nessa msg de Marcos, se fala de Saulo, que adotou o nome de Paulo, depois de sua experiencia às portas de Damasco. No entanto, nem a doutrina espirita, nem as outras doutrinas cristãs, vêm seus ensinamentos com bons olhos! Porq será isso?!

...........

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 18 de Abril de 2014, 22:02


Acredito que a simples crença já é um começo e serve para impedir o cometimento de atos reprováveis e graves que, sem a crença, poderíamos cometer.


O que já é de grande importância, tendo em vista o fato de tudo ter um começo. Os passos iniciais devem ser percorridos para que se chegue ao fim, em qualquer empreendimento, e em se tratando de evolução espiritual como objetivo primeiro dos seres imortais, não é diferente. Só vejo problema quando achamos que crer já está bom, já é um fim, quando em realidade trata-se de um meio para se atingir uma finalidade maior.

Como estudar algo no qual não se acredita, não é mesmo? Como dedicar-se a uma empresa na qual não se confia? Então o crer, o confiar são o início de um processo cujo a finalidade maior seja o saber que traz o compromisso, a fidelidade ao ideal, a harmonia consigo, entendendo que em si Deus faz-se presente na forma de uma consciência universal.

Abraços

 
Título: Re: Fé
Enviado por: 1Berto em 18 de Abril de 2014, 23:19

[...]
Prezado Marcos e demais companheiros,

Concordo, e muito e em parte no post citado.
Não acho que é possível se ter uma fé raciocionada.

Abraço fraterno

1Berto

Amigo 1Berto tudo bem, sou acostumado a apanhar rsrs. Brincadeiras a parte, gosto do desafio e vejo neste assunto algo essencial para qualquer empreendimento seja material, físico ou espiritual. Ao contrário do que pensas veja todas as mensagens e perceberás que não trata-se de crer, mas saber, amigo. As obras de Kardec são um grande estímulo e fundamento. Só demanda tempo e um grande investimento em dedicação e sabedoria, temos toda uma vida para aprendermos isso. Seja fiel a você mesmo e a sua consciência, pense melhor.

Abraços


Prezado Marcos, sei que estás ocupadíssimo com as relevâncias do debate, mas gostaria de saber o que significa "sou acostumado a apanhar"? rsss
Quanto ao "Ao contrário do que pensas veja todas as mensagens e perceberás que não trata-se de crer, mas saber, amigo": eu não falei em crença, e disse que "acho" não ser possível uma fé raciocinada. Só isso.
Ao contrário do que pensas veja todas as mensagens e perceberás que não trata-se de crer, mas saber, amigo.

Saber o que?

Seja fiel a você mesmo e a sua consciência, pense melhor.

Também não entendi o "seja fiel a você mesmo e a sua consciência?
Ser fiel ao quê? Hitler era fidelíssimo a ele mesmo e a sua consciência, não acha?

"Pensar  melhor" como?

Nota: eu já li Kardec.

Abraço fraterno

Nota 2: quero parabenizá-lo por responder ao meu post [por mais azedo que possa parecer]. Tem moderadores aqui, que ignoram mensagens desse tipo. A meu ver, um grande equívoco e uma baita arrogância. Só pra lembrar: Jesus não cansou de debater com escribas e fariseus; e no final, questionou o soldado que o esbofeteara, e até Pilatos.
Título: Re: Fé
Enviado por: Norizonte da Rosa em 19 de Abril de 2014, 00:03

E o que seriam os fiéis?

Fiéis deveriam, pelo conceito, ser aqueles que têm fé (têm fidelidade); mas o interessante é que hoje parece existir uma separação entre esses dois conceitos: ser fiel e ter fé, pois hoje ter fé é crer e ser fiel? parece que hoje ser fiel é ser adepto de alguma religião.

Não é critica hipócrita é apenas uma constatação.

Quanto ao ter fé, ter fidelidade, existiriam diferenças entre maneiras de se ter fidelidade? ou seja, o ter fidelidade não poderia ser algo natural espontâneo para uns, enquanto em outros casos não poderia ser uma luta constante e isso não estaria ligado à evolução do Espírito?

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 19 de Abril de 2014, 11:31
Prezado Marcos, sei que estás ocupadíssimo com as relevâncias do debate, mas gostaria de saber o que significa "sou acostumado a apanhar"? rsss
Quanto ao "Ao contrário do que pensas veja todas as mensagens e perceberás que não trata-se de crer, mas saber, amigo": eu não falei em crença, e disse que "acho" não ser possível uma fé raciocinada. Só isso.
Ao contrário do que pensas veja todas as mensagens e perceberás que não trata-se de crer, mas saber, amigo.

Saber o que?

Seja fiel a você mesmo e a sua consciência, pense melhor.

Também não entendi o "seja fiel a você mesmo e a sua consciência?
Ser fiel ao quê? Hitler era fidelíssimo a ele mesmo e a sua consciência, não acha?

"Pensar  melhor" como?

Nota: eu já li Kardec.

Abraço fraterno

Olá 1Berto, na ocasião referia-me a um comentário que você citou, no qual havia a possibilidade de sofrimento ante o tema escolhido. Apenas brinquei metaforicamente dizendo que tudo bem, "apanhar" foi apenas uma metáfora para dizer que sabia das possíveis dificuldades envolvendo o tema.

Naquele momento entendi que você defendia a impossibilidade de uma Fé racional, e foi então quando disse sobre o caminho do conhecimento, o único capaz de nos remeter a esse fim. Conhecimento em linhas gerais partindo do princípio que é conhecer-se (o mais difícil, acho), até as ciências estabelecidas. Quando digo conhecer-se estou apontando para o ser essencial (espírito), e não ao personagem que interpretamos para a família e a sociedade, falo do "eu" com vontades inconfessáveis, e desejos que não os relato por impossibilidade de aceitação, dos outros.

Não vejo possibilidade de fidelidade à consciência por parte de Hitler. Vejo nele fidelidade aos "ideais do Homem(personagem) que desempenhava, apenas. Apaixonado por si e pelos seus pares.

O que quis expressar a você, e isso serve a mim e a todos, é a necessidade dessa busca pelo ser imortal que somos como o princípio da caminhada. E este é um trabalho que demanda saber, prática, tempo e etc.


Nota 2: quero parabenizá-lo por responder ao meu post [por mais azedo que possa parecer]. Tem moderadores aqui, que ignoram mensagens desse tipo. A meu ver, um grande equívoco e uma baita arrogância. Só pra lembrar: Jesus não cansou de debater com escribas e fariseus; e no final, questionou o soldado que o esbofeteara, e até Pilatos.


Temos de ter cuidado com os termos que usamos. Por ser um forum de debates e estudos espíritas temos de zelar por expressões respeitosas e que tragam o conhecimento para ser compartilhado com todos. Se não ferirmos as regras deste... as dissenções de ideias são naturais.

Abraço amigo 1Berto.

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 19 de Abril de 2014, 11:34

      Refere-se msg de Marcos, #181, de 180414.

      Novamente, nessa msg de Marcos, se fala de Saulo, que adotou o nome de Paulo, depois de sua experiencia às portas de Damasco. No entanto, nem a doutrina espirita, nem as outras doutrinas cristãs, vêm seus ensinamentos com bons olhos! Porq será isso?!

...........

Particularmente vejo com bons olhos. Talvez não o compreenda em alguns pontos, mas em linhas gerais vejo-o como grande inspirado.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 19 de Abril de 2014, 11:51

E o que seriam os fiéis?

Fiéis deveriam, pelo conceito, ser aqueles que têm fé (têm fidelidade); mas o interessante é que hoje parece existir uma separação entre esses dois conceitos: ser fiel e ter fé, pois hoje ter fé é crer e ser fiel? parece que hoje ser fiel é ser adepto de alguma religião.

Não é critica hipócrita é apenas uma constatação.

Quanto ao ter fé, ter fidelidade, existiriam diferenças entre maneiras de se ter fidelidade? ou seja, o ter fidelidade não poderia ser algo natural espontâneo para uns, enquanto em outros casos não poderia ser uma luta constante e isso não estaria ligado à evolução do Espírito?

Boa "pegada" essa Norizonte da Rosa, ser fiel a quem?... alguns somos ao presidente do centro espírita, outros ao pastor, padre..., ou até mesmo à denominação à qual fazemos parte. Há também os que estão na instituição com o interesse em fazer motim, e estão sintonizados com quem?... é um bom questionamento.

Com quem nos harmonizamos?... é uma boa pergunta, é um bom começo para a reforma íntima.

A resposta parece partir de um princípio bem claro em O Livro Dos Espíritos, que é o grande delator de nossa inferioridade. A sintonia, a harmonia, a fidelidade total à matéria e às personalidades que desempenhamos. A Deus, aos bons espíritos... sobra a crença.

Abração e bom dia a todos.

Título: Re: Fé
Enviado por: Kazaoka em 19 de Abril de 2014, 12:28

"Se tivésseis fé do tamanho de um grão de mostarda..."

Todo Cristão, e até mesmo muitos não Cristãos, conhecem esta frase dita por Jesus a seus discípulos. E nessa famosa passagem Jesus não falava em fé em alguém ou alguma coisa, mas falava de confiança nas próprias possibilidades, portanto, a crença seria a precursora da fé. Primeiro temos crença em algo, investimos nossa confiança neste "algo" e depois aplicamos esta confiança nas resoluções dos problemas que nos afrontam, transformando em fé aquilo que antes era apenas uma crença. Jesus tinha fé e os discípulos a crença.

"Geralmente se considera a fé como mera crença em certos dogmas religiosos, aceitos sem exame. Mas a verdadeira fé está na convicção que nos anima e nos arrebata para os ideais elevados. Há a fé em si próprio, em uma obra material qualquer, a fé política, a fé na pátria. Para o artista, para o pensador, a fé é o sentimento do ideal, é a visão do sublime fanal aceso pela mão divina nos alcantis eternos, a fim de guiar a Humanidade ao Bem e à Verdade."
                                                                Leon Denis


Segundo o conceito de fé dado por Leon Denis, a fé é multidisciplinar.

Título: Re: Fé
Enviado por: Norizonte da Rosa em 19 de Abril de 2014, 16:33
Lendo o texto do Kazaoka fiquei pensando se nessa manifestação de Jesus sobre a fé, também não poderia existir algum problema de tradução, então encontrei este texto.

4) O QUE SIGNIFICA TER FÉ COMO GRÃO DE MOSTARDA?

Muitos não entendem o que Jesus quis dizer quando falou sobre ter fé como grão de mostarda; saem por aí dizendo que se você tivesse um “grãozinho” de fé já veria milagres acontecendo, e que se você não está experimentando nada, é porque não tem fé nenhuma. Mas o Mestre não seria incoerente, afirmando em um momento que uma pequenina fé como um grão de mostarda resolve tudo, para logo a seguir repreender seus discípulos por terem uma fé pequena. De modo algum!

Então, o quê, de fato, Jesus estava ensinando? Vejamos o texto em que se encontra o registro destas suas palavras:

“Disseram então os apóstolos ao Senhor: Aumenta-nos a fé. Respondeu o Senhor: Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: Desarraiga-te, e planta-te no mar; e ela vos obedeceria.” – (Lucas 17.5,6)

Tudo começou com um pedido dos apóstolos por uma fé maior. O interesse deles é pela questão do crescimento da fé. Jesus havia ensinado algo sobre a prática do perdão que lhes parecia impossível de se viver; então, como que dizendo que o nível de fé deles não alcançava este ensino, pedem mais fé para poder perdoar como o Senhor quer. E é exatamente nesta hora e contexto que Jesus lhes responde: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda”… Repare que Ele não disse fé “do TAMANHO”, mas falou claramente: “COMO” (apesar de a NVI ter erroneamente traduzido este versículo desta forma). Na verdade o Senhor ensinava sobre a semelhança entre a fé e uma semente e não sobre o tamanho da fé.

E que semelhança pode haver entre um e outro? Enxergue o paralelo que Jesus estabeleceu: os discípulos estão olhando para sua própria fé e vendo-a tão pequenina que não alcança o nível do ensino do Mestre; então reconhecem que sua pequena fé precisa crescer. Mas como fazer crescer a fé? Pedem a Jesus que faça sua fé aumentar, só que Ele não faz nada pela fé deles; Ele simplesmente ensina-os que a responsabilidade de aumentar a fé não era de Deus, mas deles mesmo! E então ensina-os como faze-lo: usando a lei de semeadura e ceifa.

Se você tem um grão de mostarda, mas reconhece que ele não é suficiente para o que você precisa, e quer aumentar seu estoque de mostarda, o que deve fazer? Plantar para que possa colher mais. Toda semente plantada se multiplica; e se o plantio for se repetindo, a mostarda irá multiplicando-se! Assim é com a fé. Não importa se o que você tem é pouco, você pode aumentar, fazer crescer sua fé. Não adianta orar para que Cristo o faça, pois Ele não vai fazer; já não fez pelos apóstolos para ensinar que é responsabilidade nossa, e não fará por nós. Há orações que Deus jamais responderá, uma vez que já tenha dado toda instrução em sua Palavra para resolvermos o problema.
Para que nossa fé cresça, temos que SEMEÁ-LA. E a forma pela qual se semeia a fé é mediante seu exercício; quando usamos a fé que temos em uma necessidade específica, e vemos a intervenção de Deus, colhemos mais fé. Pois à medida que a usamos, e vemos os resultados, ela se fortalece e assim vai crescendo até que possa chegar ao ponto de transportar não somente amoreiras, como também montes!

Precisamos aprender a fazer crescer a nossa fé. Como diz a Escritura: “a justiça de Deus se revela de fé em fé” (Rm 1.17). Poderíamos exemplificar esta verdade dizendo que a vida de fé é como galgar uma escada, degrau após degrau. Há diferentes níveis de fé e devemos crescer neles. O Senhor Jesus mencionou os diferentes níveis de fé ao elogiar a “grande fé” de alguns (aquele centurião romano que tinha um servo enfermo e também aquela mulher cananéia cuja filha encontrava-se endemoninhada) e ao repreender a “pequena fé” de outros, como por exemplo, os próprios discípulos. Deus não quer que sua fé seja sempre pequena, mas que cresça. Há um crescimento na fé; a Bíblia diz que a fé dos tessalonicenses “crescia muitíssimo” (2 Ts 1.3).

http://blogdosubira.wordpress.com/curiosidades-biblicas/fe-como-grao-de-mostarda/

Confiando no texto e no contexto em que Jesus teria falado (até porque não sou conhecedor da Bíblia), poderíamos pensar se o transportar-se da amoreira, ou o mudar a montanha de lugar, que talvez muitos tomem ao pé-da-letra, na verdade pode ter a ver com a superação pessoal em alguns conflitos, como esse em que os apóstolos dizem não ter fé bastante para perdoar; então a montanha a ser transportada não seria o perdão, já que aparentemente impossível de ocorrer?

Se a ideia do texto estiver correta, então nem mesmo essa passagem de Jesus tem a ver com crença ('Eu acredito e portanto tenho fé e assim consigo, por acreditar, transportar uma montanha!'). Na verdade, o que me parece, é que a fé aqui continua sendo a fidelidade, pois a capacidade para perdoar não depende de uma crença, mas sim do exercício de uma fidelidade àquilo que os apóstolos estavam professando.

Mas continua a dúvida de como entender a fé do centurião, por exemplo, com o ter fé  (fidelidade) e não com o acreditar, pois como um centurião poderia ter fidelidade? ou teria fidelidade, seguia o que Jesus ensinava e por alguma interpretação, tradução,..acabou passando por alguém que tinha fé porque acreditava?

Apenas opiniões!

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 19 de Abril de 2014, 16:36
Re: Fé

      Refere-se às msgs:

      - de Marcos W, #184, de 180414, às 22:02
      - do Norizonte, de 180414, 14:30:

      Citação de: Norizonte da Rosa em Ontem às 14:30: “Acredito que a simples crença já é um começo e serve para impedir o cometimento de atos reprováveis e graves que, sem a crença, poderíamos cometer”.

      Conf: sem duvida, isso é uma verdade, mas os amigos já meditaram qual é a causa que tem como efeito o fato de os espíritos, nós, frutos de uma criação especial de Deus, se livres, ou sem crença, como diz Norizonte, devemos, ou necessitamos de ter uma crença, simples que seja, para que não cometamos tantos atos desagradáveis e graves contra os semelhantes, nossos próprios irmãos? O que é que existe em nós, e que antes não existia, para que, se não tivermos uma crença pratiquemos tantos atos prejudiciais aos nossos semelhantes?

      Saber porq acontece isso é de extrema importância para todos, sem exceção, pois sabendo porq erramos tanto, com certeza nos será mais fácil evitar as causas que nos fazem errar e, consequentemente, fazer outros sofrerem e trazer para nós mesmos tantos sofrimentos torturantes, desesperadores e insuportáveis que a lei divina preparou para nós.

       Estranhamente, facilmente podemos constatar que muitos não demonstram o menor interesse por conhecer quais são as causas de errarmos tanto!

      Abraços

........
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 19 de Abril de 2014, 16:53
Re: Fé
 
      Conf: amigos foristas, alguém terá uma explicação, ou algo a dizer para o fato de a doutrina espirita não aceitar muitos dos ensinamentos de Paulo, o homem que levou a Boa Nova para os quatro cantos do mundo então conhecido e que tanto enalteceu o amor? Do homem que foi um exemplo sempre citado quando se fala de fé?   

      Há algumas msg acima, msg do Marcos, novamente se fala de Saulo, que adotou o nome de Paulo, depois de sua experiencia às portas de Damasco. No entanto, nem a doutrina espirita, nem as outras doutrinas cristãs, vêm seus ensinamentos com bons olhos! Porq será isso?!

...........

Título: Re: Fé
Enviado por: Norizonte da Rosa em 19 de Abril de 2014, 17:19
Continuando a tentativa de entender o que é dito sobre a fé, no sentido de crer, e correndo o risco de cometer uma heresia, dizer algo ofensivo ao que os outros acreditam, fico me perguntando por que uma crença, como a do centurião, faria alguma diferença para a cura de familiar dele?

Essa maneira de ver a fé, como uma crença, parece fazer de Jesus e até mesmo de Deus, seres vaidosos e que para fazerem algum favor precisam que alguém os bajule.
Como entender então a fé do centurião? se ocorreu a cura foi por que motivo?
Título: Re: Fé
Enviado por: Norizonte da Rosa em 19 de Abril de 2014, 17:29

"O que é que existe em nós, e que antes não existia, para que, se não tivermos uma crença pratiquemos tantos atos prejudiciais aos nossos semelhantes?"


O que existe é o egoísmo da competição pela vida material, pelo gozo dos prazeres materiais. Todos nós, desde que nascemos, estamos competindo e reclamando tudo que possa existir e estiver ao alcance para que possamos nos sentir bem: busca de uma alimentação apetitosa, conforto de uma boa casa, conforto de um bom carro, uma boa roupa de marca,.. E se estamos competindo, do outro lado existem os adversários e quando a competição extrapola o que é socialmente aceitável, os competidores acabam se engalfinhando, matando, roubando,..

Título: Re: Fé
Enviado por: Brenno Stoklos em 19 de Abril de 2014, 17:43

..................sem exceção, pois sabendo porq erramos tanto, com certeza nos será mais fácil evitar as causas que nos fazem errar e, consequentemente, fazer outros sofrerem e trazer para nós mesmos tantos sofrimentos .....
      Abraços



121. Por que é que alguns Espíritos seguiram o caminho do bem e outros o do mal?

“Não têm eles o livre-arbítrio? Deus não os criou maus; criou-os simples e ignorantes, isto é, tendo tanta aptidão para o bem quanta para o mal. Os que são maus, assim se tornaram por vontade própria".


Título: Re: Fé
Enviado por: Brenno Stoklos em 19 de Abril de 2014, 18:09

      Conf: amigos foristas, alguém terá uma explicação, ou algo a dizer para o fato de a doutrina espirita não aceitar muitos dos ensinamentos de Paulo, o homem que levou a Boa Nova para os quatro cantos do mundo então conhecido e que tanto enalteceu o amor? Do homem que foi um exemplo sempre citado quando se fala de fé?   

      Há algumas msg acima, msg do Marcos, novamente se fala de Saulo, que adotou o nome de Paulo, depois de sua experiencia às portas de Damasco. No entanto, nem a doutrina espirita, nem as outras doutrinas cristãs, vêm seus ensinamentos com bons olhos! Porq será isso?!



Diz o bom senso que não se pode aceitar as opiniões pessoais de um só Espírito, seja encarnado ou desencarnado, como verdades absolutas!


Título: Re: Fé
Enviado por: Kazaoka em 19 de Abril de 2014, 18:11


4) O QUE SIGNIFICA TER FÉ COMO GRÃO DE MOSTARDA?

Muitos não entendem o que Jesus quis dizer quando falou sobre ter fé como grão de mostarda; saem por aí dizendo que se você tivesse um “grãozinho” de fé já veria milagres acontecendo, e que se você não está experimentando nada, é porque não tem fé nenhuma. Mas o Mestre não seria incoerente, afirmando em um momento que uma pequenina fé como um grão de mostarda resolve tudo, para logo a seguir repreender seus discípulos por terem uma fé pequena. De modo algum!

Então, o quê, de fato, Jesus estava ensinando? Vejamos o texto em que se encontra o registro destas suas palavras:

“Disseram então os apóstolos ao Senhor: Aumenta-nos a fé. Respondeu o Senhor: Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: Desarraiga-te, e planta-te no mar; e ela vos obedeceria.” – (Lucas 17.5,6)

Tudo começou com um pedido dos apóstolos por uma fé maior. O interesse deles é pela questão do crescimento da fé. Jesus havia ensinado algo sobre a prática do perdão que lhes parecia impossível de se viver; então, como que dizendo que o nível de fé deles não alcançava este ensino, pedem mais fé para poder perdoar como o Senhor quer. E é exatamente nesta hora e contexto que Jesus lhes responde: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda”… Repare que Ele não disse fé “do TAMANHO”, mas falou claramente: “COMO” (apesar de a NVI ter erroneamente traduzido este versículo desta forma). Na verdade o Senhor ensinava sobre a semelhança entre a fé e uma semente e não sobre o tamanho da fé.

[...]


Fé é algo que se tem ou não se tem. Não existe fé grande ou fé pequena. É isso que Jesus quis mostrar a seus discípulos. Mesmo que fosse como grão de mostarda, ainda assim seria fé e teria condição de promover coisas que, até então, pareciam impossíveis. Agora, fé nasce de um estudo e de experiências que nos dão convicções e certezas das formas e de como proceder diante de cada situação (fé baseada em raciocínio e fruto do exercício da inteligência). Fora isso, seriam apenas crenças cegas.

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 19 de Abril de 2014, 19:43
Re: Fé

      Refere-se msg de Norizonte, #194, de 100414, às 17:19.

      Noriz escreveu: Continuando a tentativa de entender o que é dito sobre a fé, no sentido de crer, e correndo o risco de cometer uma heresia, dizer algo ofensivo ao que os outros acreditam, fico me perguntando por que uma crença, como a do centurião, faria alguma diferença para a cura de familiar dele?  Como entender então a fé do centurião? Se ocorreu a cura foi por que motivo?

      Conf: olá, Noriz, vamos ver: a fé não move montanhas? Mas tem de ser a montanha própria ou pessoal daquele que tem a fé, ou pode ser a montanha, a doença, de outra pessoa?

       Com certeza, o centurião tinha fé naquele homem, respeitado por muitos e temido por outros, que curava e fazia outras coisas extraordinárias, misteriosas; não que tivesse fé em Deus, ou na doutrina que Jesus divulgava, mas fé naquele homem, acreditava que aquele homem poderia curar seu subordinado, se quisesse, pois era isso que se ouvia em “todas as esquinas”.

      Talvez, a palavra de Jesus era o que faltava para que sua crença chegasse ao ponto de mover aquela montanha, e a cura aconteceu.

      Por outro lado, a cura pode ter-se realizado pela fé de Jesus, ou que este quisesse dar, aos que o ouviam, uma lição sobre o poder da crença profunda, do tamanho ou maior do que um “grão de mostarda”

........................
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 19 de Abril de 2014, 20:26
Re: Fé
      Refere-se msg de Noriz, #191, 190414, às 16:33.

      Noriz escreveu: Muitos não entendem o que Jesus quis dizer quando falou sobre ter fé como grão de mostarda; saem por aí dizendo que se você tivesse um “grãozinho” de fé já veria milagres acontecendo, e que se você não está experimentando nada, é porque não tem fé nenhuma. Mas o Mestre não seria incoerente, afirmando em um momento que uma pequenina fé como um grão de mostarda resolve tudo, para logo a seguir repreender seus discípulos por terem uma fé pequena. De modo algum!

      Conf: com certeza Jesus apenas quis dizer que nossa fé, a fé do homem comum, mundano, daqueles que ainda não “compreenderam o que ele já havia compreendido”, é quase nenhuma, ou nula. Não que tenhamos algum demérito por isso, apenas que não temos fé nenhuma, uma constatação. Evidentemente, essa fé a que ele se referia, não seria a simples crença, mas a convicção total e absoluta que, para aquele que a tem, basta desejar que o desejo se manifestará.

      Mas, Jesus, após isso repreendeu os discípulos?! Ou apenas lhes disse, ou ensinou, sobre a necessidade de se chegar ao ponto no qual a convicção total em nós se estabeleça e que, em consequência, a vida, o presente e o futuro serão melhores para todos?! Que, se tivessem fé o bastante, bastaria dizer àquela amoreira qual seu desejo que ela o obedeceria, que poderemos curar e fazer “coisas melhores do que ele fazia”, lembram-se?

      E qual é a fé suficiente senão aquela a que pelo esforço próprio, por uma determinação profunda, se pode chegar a ter? Não que a religião, ou o fato de sermos religiosas, nos fará ter, pois que nenhuma religião ensina a como ter fé pois, nas religiões populares, não existe quem nos ensine isso! 

...............

Título: Re: Fé
Enviado por: Norizonte da Rosa em 19 de Abril de 2014, 22:32
Novamente repito um trecho do texto do blog:

Então, o quê, de fato, Jesus estava ensinando? Vejamos o texto em que se encontra o registro destas suas palavras:

“Disseram então os apóstolos ao Senhor: Aumenta-nos a fé. Respondeu o Senhor: Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: Desarraiga-te, e planta-te no mar; e ela vos obedeceria.” – (Lucas 17.5,6)

Tudo começou com um pedido dos apóstolos por uma fé maior. O interesse deles é pela questão do crescimento da fé. Jesus havia ensinado algo sobre a prática do perdão que lhes parecia impossível de se viver; então, como que dizendo que o nível de fé deles não alcançava este ensino, pedem mais fé para poder perdoar como o Senhor quer[...]

Conf: olá, Noriz, vamos ver: a fé não move montanhas? Mas tem de ser a montanha própria ou pessoal daquele que tem a fé, ou pode ser a montanha, a doença, de outra pessoa?

Com certeza, o centurião tinha fé naquele homem, respeitado por muitos e temido por outros, que curava e fazia outras coisas extraordinárias, misteriosas; não que tivesse fé em Deus, ou na doutrina que Jesus divulgava, mas fé naquele homem, acreditava que aquele homem poderia curar seu subordinado, se quisesse, pois era isso que se ouvia em “todas as esquinas”.

Talvez, a palavra de Jesus era o que faltava para que sua crença chegasse ao ponto de mover aquela montanha, e a cura aconteceu.

Por outro lado, a cura pode ter-se realizado pela fé de Jesus, ou que este quisesse dar, aos que o ouviam, uma lição sobre o poder da crença profunda, do tamanho ou maior do que um “grão de mostarda”


Confortjr, a sua última hipótese parece atribuir a Jesus uma atitude de exibicionismo e não estaria muito afastada do que comumente as religiões cristãs entendem como sendo práticas de milagres, não acredito que Jesus fosse utilizar-se de demonstrações de poder para atrair novos fiéis.

Quanto à questão do centurião continuo na dúvida, pois a 'simples' crença no poder de Jesus iria alterar o quê? veja que você mesmo gosta de questionar a fundo, mas parece que aqui atribui a uma crença em Jesus o poder de ser realizada uma cura, mas como se daria isso?

O ter fidelidade e não a crença, salvo se a crença for de tal forma que modifique quem a tem e ai se torna fidelidade, não seria o responsável pela abundância, por exemplo, de fluídos curativos em quem tem essa fidelidade? Ou pensando de outra forma: quem tem autoridade sobre os Espíritos mais inferiores? quem acredita em Deus ou quem tem fidelidade? Acreditar é algo, como disse Huberto Rohden, vago, não muito claro e como alguém vai curar alguém ou ter autoridade sobre Espíritos mais inferiores por ter esse sentimento vago?

Voltando ao trecho que citei acima do blog, a explicação (que não é uma verdade indiscutível e é por isso que postei aqui no fórum) parece apontar não para uma comparação da fé dos discípulos com o tamanho de um grão de mostarda, mas uma comparação com o uso que se faz da fé fidelidade por mais semente que seja, mas que poderá dar mais frutos. Ou seja a fidelidade começaria fraca, mas aumentaria com a própria prática.
 
Dizer que a fé crença, por ser tão pequena como um grão de mostarda, não pode realizar prodígios e não dizer como se aumenta essa crença não adianta muito, concorda? Então como dizer que a fé a que Jesus estava tratando era a fé crença? se fosse fé crença, como dependeria dos discípulos aumentarem essa crença? (pelo exibicionísmo de fazer milagres é que se deveria aumentar a fé crença?). Mas se a fé for a fé fidelidade, essa dependeria dos apóstolos o cultivo e o aumento. A fé crença dependeria de um favor, de uma graça; a fé fidelidade dependeria de cada um e o fluído de cura adquirido pela fé fidelidade não seria um presente e sim uma conquista.

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 19 de Abril de 2014, 22:42

"Se tivésseis fé do tamanho de um grão de mostarda..."
[...]

Jesus tinha fé e os discípulos a crença.

[...]

Daí fica claro os tantos e tantos vacilos daqueles que caminhavam com o mestre em meio a demonstrações patentes, mas... ainda assim eram humanos, sujeitos à oscilação, característica da crença, do início na caminhada da evolução espiritual. É preciso que também compreendamos todo o quadro sociológico e político enfrentado pelos discípulos. Não era só seguir o mestre. Havia toda uma conjuntura entre Romanos e Judeus, a expectativa de um levante político para livrá-los de Roma. Não era só uma empreitada espiritual na cabeça daqueles homens.

Abraços





Título: Re: Fé
Enviado por: Brenno Stoklos em 20 de Abril de 2014, 04:10



A Verdadeira Fé é inseparável da Razão:


"A fé paira sobre a Terra, buscando um refúgio onde se abrigar e um coração para esclarecer! Aonde irá?... A princípio entrará na alma do homem primitivo e impor-se-á; colocará um véu momentâneo sobre a razão que começa a desenvolver-se e cambaleia nas trevas do Espírito. Conduzi-lo-á através das idades de simplicidade e se fará senhora pelas revelações.
Mas, não estando ainda o raciocínio bastante maduro para discernir o que é justo do que é falso, para julgar o que vem de Deus, ela arrastará o homem fora do reto caminho, tomando-o pela mão e pondo-lhe uma venda nos olhos. Muitos desvios: tal deve ser a divisa da fé cega que, entretanto, durante muito tempo teve a sua utilidade e a sua razão de ser.

Esta virtude desaparece quando a alma, pressentindo que pode ver pelos próprios olhos, a afasta e não mais quer marchar senão com a razão. Esta a ajuda a se desfazer das crenças falsas, que havia adotado sem exame. Nisto ela é boa; mas o homem, encontrando em seu caminho muitos mistérios e verdades obscuras, quer desvendá-los e se extravia. Seu julgamento não pode acompanhá-la; quer ir muito depressa, mas em tudo a progressão deve ser insensível. Assim, não tem mais a fé que repeliu; não tem mais a razão que quis ultrapassar. Então faz como a borboleta temerária, queimando as asas na luz e se perdendo em desvios impossíveis. Daí saiu a má filosofia que, buscando muito, fez tudo desmoronar e nada substituiu.

Estava aí o momento da transformação; o homem não era mais o crente cego e ainda não era o crente raciocinando a crença: era a crise universal tão bem representada pelo estado da crisálida.
Graças à procura durante a noite, a claridade jorra, e muitas almas transviadas, encontrando apenas a luz obscurecida por tantos desvios inúteis e retomando como guias seus condutores eternos – a Fé e a Razão – fazem-nos marchar à sua frente, a fim de que, reunidos, seus dois clarões os impeçam de se perderem uma segunda vez. Elas fazem assentar a fé sobre as bases sólidas da razão, ela própria ajudada pela inspiração.

É vossa época, meus amigos; segui o caminho, Deus está no fim".

                                          Revista Espírita (Agosto - 1865)


Título: Re: Fé
Enviado por: Brenno Stoklos em 20 de Abril de 2014, 04:22

A Fé é também uma ferramenta que Deus coloca a nossa disposição para auxiliar-nos o progresso:


"Meus caros filhos, vossa maneira de compreender a vontade de Deus está errada, desde que tomais tudo o que acontece como expressão dessa vontade. Certamente conhece Deus tudo o que foi, que é e que será; sendo sempre a sua vontade a expressão do seu amor divino, traz, ao realizar-se, a graça e a bênção, enquanto que, afastando-se dessa via única, o homem atrai a si sofrimentos, que não passam de advertências. Infelizmente, o homem de hoje, enceguecido pelo orgulho de seu espírito, ou afogado no lamaçal das paixões, não as quer compreender. Ora, meus filhos, sabeis que se aproxima o tempo no qual começará o reinado da vontade de Deus na Terra; então, infeliz daquele que ainda ousar opor-se, pois será quebrado como o caniço, ao passo que aqueles que se tiverem emendado verão abrir-se para si os tesouros da misericórdia infinita. Vedes por aí que se a vontade de Deus é a expressão de seu amor e, por isso mesmo, imutável e eterna, todo ato de rebeldia contra essa vontade, embora suportado pela incompreensível sabedoria, é apenas temporária e passageira; antes que a expressão de sua vontade, representa uma prova da paciente misericórdia de Deus.

Vejo com prazer, meus filhos, que vossa fé não se arrefece, malgrado os ataques dos incrédulos. Se todos os homens acolhessem essa manifestação extraordinária da bondade divina, essa nova porta aberta ao vosso adiantamento com o mesmo zelo, a mesma perseverança e, sobretudo, com a mesma pureza de intenção, teria sido uma prova evidente de que o mundo não é assim tão mau, nem tão endurecido quanto parece, e – o que é inadmissível – que a mão de Deus se tenha tornado injustamente pesada sobre a Humanidade. Não vos admireis, pois, da oposição que o Espiritismo encontra no mundo. Destinado a combater vitoriosamente o egoísmo e a conduzir a caridade ao triunfo, é, naturalmente, o alvo das perseguições do egoísmo e do fanatismo, deste muitas vezes derivado. Lembrai-vos do que foi dito há muitos séculos: “Muitos serão chamados, mas poucos, escolhidos”.
Entretanto, o bem, que vem de Deus, sempre acabará por triunfar do mal, que procede dos homens.

Deus fez descerem à Terra a fé e a caridade para auxiliar os homens a sacudir a dupla tirania do pecado e da arbitrariedade; e não há dúvida que, com esses dois divinos motores, há muito tempo eles teriam atingido uma felicidade tão perfeita quanto o comporta a natureza humana e o estado físico do vosso globo, caso os homens não tivessem deixado a fé enlanguescer e os corações secarem. Por um momento, mesmo, acreditaram poder dispensá-la e salvar-se apenas pela Caridade. Foi então que se viu nascer essa multidão de sistemas sociais, bons na intenção que os ditava, mas defeituosos e impraticáveis na forma. E por que são impraticáveis? perguntareis; não se baseiam no desinteresse de cada um? Sim, sem dúvida; mas para se basear no desinteresse é preciso, primeiro, que exista o desinteresse. Ora, não basta decretá-lo, é preciso inspirá-lo.

Sem a fé que dá a certeza das compensações da vida futura, o desinteresse é um logro aos olhos do egoísta. Eis por que são instáveis os sistemas que repousam apenas sobre os interesses materiais, tanto é certo que o homem nada poderia construir de harmonioso e durável sem a fé, que não somente o dota de uma força moral superior a todas as forças físicas, como lhe abre a assistência do mundo espiritual e lhe permite beber na fonte da Onipotência Divina.

Ainda mesmo quando cumprísseis tudo quanto vos foi ordenado, considerai-vos como servos inúteis”. Estas palavras do Cristo vos ensinam a humildade como a primeira base da fé e uma das primeiras condições da Caridade. Aquele que tem fé não esquece que Deus conhece todas as imperfeições; em conseqüência, jamais pensa em querer parecer melhor do que é aos olhos do próximo. O que tem humildade sempre acolhe com doçura as censuras que lhe fazem, por mais injustas que sejam, porquanto, sabei-o bem, a injustiça jamais irrita o justo. É pondo o dedo sobre alguma chaga envenenada de vossa alma que se faz subir ao vosso rosto o rubor da vergonha, índice certo de um orgulho mal disfarçado. O orgulho, meus filhos, é o maior obstáculo ao vosso aperfeiçoamento, porque não vos deixa aproveitar as lições que vos dão. É, pois, combatendo-o sem trégua e sem quartel que melhor trabalhareis o vosso adiantamento".

                                              Revista Espírita (Março - 1861)


Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 20 de Abril de 2014, 05:48
Re: Fé

      Refere-se msg do Noriz, #195, 100414, às 17:29 »

      Novamente, convido a todos a raciocinarem como manda a doutrina, agora, a partir da msg do Norizonte, acima referida.
....

      Conf (msg ant): "O que é que existe em nós, e que antes não existia, para que, se não tivermos uma crença, pratiquemos tantos atos prejudiciais aos nossos semelhantes?"
....   

      Noriz respondeu: O que existe é o egoísmo da competição pela vida material, pelo gozo dos prazeres materiais. Todos nós, desde que nascemos, estamos competindo e reclamando tudo que possa existir e estiver ao alcance para que possamos nos sentir bem: busca de uma alimentação apetitosa, conforto de uma boa casa, conforto de um bom carro, uma boa roupa de marca,..

      E se estamos competindo, do outro lado existem os adversários e quando a competição extrapola o que é socialmente aceitável, os competidores acabam se engalfinhando, matando, roubando...

      Conf: meu jovem, e tudo isso que vc colocou acima é natural ou nós o criamos? Assim, esse egoísmo, essa competição, são coisas naturais da vida, ou são criações nossas?

      Sem dúvida o egoísmo, “a maior chaga da humanidade” como diz a doutrina, o pai e mãe de todos os outros males do mundo cometidos pelos homens, é um sentimento nada mais que “natural” a todos, humanos e não humanos, pois é causado pelo confronto de nossa “natureza” cheia de ignorância e consequentes medos, como Deus nô-la deu, com a “natureza” do mundo desconhecido e ameaçador ao nosso redor, que Deus deu ao mundo?? Um mundo que, desde que nos desperta a consciência, o percebemos ameaçador para nós e para os nossos.

      Daí, devido às ameaças do mundo e dos outros “eus” é, também, natural a competição pela vida material, competição nada mais é do que fruto do egoísmo e este nada mais é que uma defesa criada, inconscientemente, por nós, ao nos depararmos com esse mundo, cheio de misérias e desgraças onde, forçosamente, estamos colocados por Deus.

      E qual é a causa de sermos atraídos pelo gozo dos prazeres materiais? Nós mesmos nos fazemos assim? Se sabemos que o gozo dos prazeres materiais, os atrativos que, para nós, Deus colocou no mundo, à nossa frente, às nossas vistas, é que nos trará todos os sofrimentos que vemos em nosso dia-a-dia, que nos trará tantos sofrimentos terríveis, torturantes, desesperadores, consequencias que são da lei de causa e efeito, porq é que, mesmo assim ou, apesar de sabermos disso, escolhemos nos apegar a esse gozo e lutar com todas as nossas forças para permanecermos apegados a eles?

      Nós mesmos nos fazemos assim, é nosso desejo sermos assim, ou é a vida que, com suas incessantes experiências/lições que nos faz ser assim?

      Afinal, porq é que nos apegamos aos prazeres materiais? Se temos a liberdade de escolher, porq é que escolhemos nos apegar àquilo que é o provocador de todos os nossos males e sofrimentos?!

..............
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 20 de Abril de 2014, 13:24

..................sem exceção, pois sabendo porq erramos tanto, com certeza nos será mais fácil evitar as causas que nos fazem errar e, consequentemente, fazer outros sofrerem e trazer para nós mesmos tantos sofrimentos .....
      Abraços

121. Por que é que alguns Espíritos seguiram o caminho do bem e outros o do mal?

“Não têm eles o livre-arbítrio? Deus não os criou maus; criou-os simples e ignorantes, isto é, tendo tanta aptidão para o bem quanta para o mal. Os que são maus, assim se tornaram por vontade própria".

Re: Fé

     [...]
      Daí, devido às ameaças do mundo e dos outros “eus” é, também, natural a competição pela vida material, competição nada mais é do que fruto do egoísmo e este nada mais é que uma defesa criada, inconscientemente, por nós, ao nos depararmos com esse mundo, cheio de misérias e desgraças onde, forçosamente, estamos colocados por Deus.

      E qual é a causa de sermos atraídos pelo gozo dos prazeres materiais? Nós mesmos nos fazemos assim? Se sabemos que o gozo dos prazeres materiais, os atrativos que, para nós, Deus colocou no mundo, à nossa frente, às nossas vistas, é que nos trará todos os sofrimentos que vemos em nosso dia-a-dia, que nos trará tantos sofrimentos terríveis, torturantes, desesperadores, consequencias que são da lei de causa e efeito, porq é que, mesmo assim ou, apesar de sabermos disso, escolhemos nos apegar a esse gozo e lutar com todas as nossas forças para permanecermos apegados a eles?

      Nós mesmos nos fazemos assim, é nosso desejo sermos assim, ou é a vida que, com suas incessantes experiências/lições que nos faz ser assim?

      Afinal, porq é que nos apegamos aos prazeres materiais? Se temos a liberdade de escolher, porq é que escolhemos nos apegar àquilo que é o provocador de todos os nossos males e sofrimentos?!
..............

Sem dúvida não há como fechar os olhos ante o Universo e percebê-lo em suas leis, em falando do mundo material, essas leis mostram uma prevalência do mais forte. E o que é ser o mais forte? Em falando de materialidade é o que se adapta melhor às mudanças não é? E em se tratando de espiritualidade podemos dizer que é aquele que vence a si mesmo, vence essa irresistível força atrativa dos prazeres e gozos. Sim prazeres e gozos foram deixados por Deus para que fossem usados por nós, mas... como estamos usando?

907. O princípio das paixões sendo natural é mau em si mesmo?
     — Não. A paixão está no excesso provocado pela vontade, pois o princípio foi dado ao homem para o bem e as paixões podem conduzi-lo a grandes coisas. O abuso a que ele se entrega é que causa o mal.- O Livro Dos Espíritos.


Corroborando temos o "...Eu venci o mundo."- Jesus. Ao que parece o que há é um chamamento para a moderação em tudo como o caminho para o equilíbrio das forças existentes em nós.

Abraços a todos e bom domingo.

Título: Re: Fé
Enviado por: JOSÉ MARCELO em 20 de Abril de 2014, 19:23

Amigos de fé e crença espírita,
Convidado para tão interessante construção de conceitos, gostaria de convidar a todos para assistirem a um vídeo, com uma palestra de nossa autoria, intitulada A CONQUISTA DA FÉ, veiculado na rede amigo espírita, disponível no YOU TUBE. Nesse vídeo, faço uma distinção entre fé e crença. O fato é que são conceitos distintos. Não se pode considerar  crença como sinônimo de fé. O erro foi perpetuado pelas traduções do Grego para o Latim, e aí, sim, para o Português. Originariamente,  a palavra grega para fé é pistis. Em latim é fides que significa fidelidade, harmonia, sintonia. Recordo-me dos rádios de antigamente, que, quando anunciados na mídia, eram ditos como de "alta fidelidade". Alta fidelidade às ondas sonoras emitidas pela rádio central. O real significado da palavra fé é exatamente este: sintonia, harmonia, fidelidade com as ondas mentais divinas, fidelidade com o poder divino, o magnetismo divino. Diante disso, podemos muito bem crer em Deus, sem ter fé em Deus. Podemos acreditar que Deus existe, sem dedicar fidelidade, sintonia, harmonia, aos seus ensinamentos. No caso da cura da mulher hemorroíssa, por exemplo, vejam que ela entrou em sintonia com as energias sublimes emanadas pelo campo magnético sublime de Jesus. Daí a sentença do Sublime Mestre: “Tua fé te curou”. Ou seja, tua harmonia, tua sintonia, tua fidelidade de ondas mentais te curaram. Quanto a nós, lutemos para transformar crença em fé. Eis nossa humilde contribuição. Um grande e fraternal abraço. José Marcelo Coelho (Vitória, ES)

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 20 de Abril de 2014, 22:11

Lendo o texto do Kazaoka fiquei pensando se nessa manifestação de Jesus sobre a fé, também não poderia existir algum problema de tradução, então encontrei este texto.

4) O QUE SIGNIFICA TER FÉ COMO GRÃO DE MOSTARDA?

[...]

“Disseram então os apóstolos ao Senhor: Aumenta-nos a fé. Respondeu o Senhor: Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: Desarraiga-te, e planta-te no mar; e ela vos obedeceria.” – (Lucas 17.5,6)

[...]

E que semelhança pode haver entre um e outro? Enxergue o paralelo que Jesus estabeleceu: os discípulos estão olhando para sua própria fé e vendo-a tão pequenina que não alcança o nível do ensino do Mestre; então reconhecem que sua pequena fé precisa crescer. Mas como fazer crescer a fé? Pedem a Jesus que faça sua fé aumentar, só que Ele não faz nada pela fé deles; Ele simplesmente ensina-os que a responsabilidade de aumentar a fé não era de Deus, mas deles mesmo! E então ensina-os como faze-lo: usando a lei de semeadura e ceifa.

[...]
Para que nossa fé cresça, temos que SEMEÁ-LA. E a forma pela qual se semeia a fé é mediante seu exercício; quando usamos a fé que temos em uma necessidade específica, e vemos a intervenção de Deus, colhemos mais fé. Pois à medida que a usamos, e vemos os resultados, ela se fortalece e assim vai crescendo até que possa chegar ao ponto de transportar não somente amoreiras, como também montes!

Precisamos aprender a fazer crescer a nossa fé. Como diz a Escritura: “a justiça de Deus se revela de fé em fé” (Rm 1.17). Poderíamos exemplificar esta verdade dizendo que a vida de fé é como galgar uma escada, degrau após degrau. Há diferentes níveis de fé e devemos crescer neles. O Senhor Jesus mencionou os diferentes níveis de fé ao elogiar a “grande fé” de alguns (aquele centurião romano que tinha um servo enfermo e também aquela mulher cananéia cuja filha encontrava-se endemoninhada) e ao repreender a “pequena fé” de outros, como por exemplo, os próprios discípulos. Deus não quer que sua fé seja sempre pequena, mas que cresça. Há um crescimento na fé; a Bíblia diz que a fé dos tessalonicenses “crescia muitíssimo” (2 Ts 1.3).

[...]

Mas continua a dúvida de como entender a fé do centurião, por exemplo, com o ter fé  (fidelidade) e não com o acreditar, pois como um centurião poderia ter fidelidade? ou teria fidelidade, seguia o que Jesus ensinava e por alguma interpretação, tradução,..acabou passando por alguém que tinha fé porque acreditava?

Apenas opiniões!

Muito bom Norizonte, o texto que nos trouxe, cuja proposta é também mostrar a possibilidade de aumentarmos essa Fé com caráter de fidelidade. Podemos entender o semear a Fé como o estudo e a prática do bem.

No caso da cura do servo do centurião podemos aventar o fato da fé em si (fé humana), e ele a citou dizendo que tinha também homens sob seu comando, e a Fé em Deus como o Pai universal (fé Divina), já que pediu a Jesus que enviasse os seus anjos e assim tudo se daria em conformidade com a aquiescência do mestre de ir à sua casa.

Abraços



 
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 20 de Abril de 2014, 22:23

[...]
Fé é algo que se tem ou não se tem. Não existe fé grande ou fé pequena. É isso que Jesus quis mostrar a seus discípulos. Mesmo que fosse como grão de mostarda, ainda assim seria fé e teria condição de promover coisas que, até então, pareciam impossíveis. Agora, fé nasce de um estudo e de experiências que nos dão convicções e certezas das formas e de como proceder diante de cada situação (fé baseada em raciocínio e fruto do exercício da inteligência). Fora isso, seriam apenas crenças cegas.

Concordo Kazaoka, que ou temos ou não a temos, porém se observarmos o conceito da Palavra, em termos de "harmonia com", "fidelidade a", "sintonia com", veremos que uns podem ter mais do que outros, não acha? O próprio Kardec fala da facilidade com a qual alguns lidam com este assunto como se já fosse algo que fizesse parte de seus conhecimentos, de sua vivência, demonstrando anteriores experiências com a Fé.

Agora, sem dúvida, o estudo, a experiência nos darão ótimos frutos no sentido de aprimorarmos, ou quem sabe conquistarmos essa Fé racional.

Abração

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 20 de Abril de 2014, 22:37
     refer post #203


Excelente contribuição amigo Brenno. Sabermos que a Fé não é crença, não invalida a importância da crença, que tem sua significação, sua razão de existir. A Doutrina pede bom senso sempre em nossas ponderações e conclusões. Bem lembrado.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 20 de Abril de 2014, 23:10

Amigos de fé e crença espírita,
Convidado para tão interessante construção de conceitos, gostaria de convidar a todos para assistirem a um vídeo, com uma palestra de nossa autoria, intitulada A CONQUISTA DA FÉ, veiculado na rede amigo espírita, disponível no YOU TUBE. Nesse vídeo, faço uma distinção entre fé e crença. O fato é que são conceitos distintos. Não se pode considerar  crença como sinônimo de fé. O erro foi perpetuado pelas traduções do Grego para o Latim, e aí, sim, para o Português. Originariamente,  a palavra grega para fé é pistis. Em latim é fides que significa fidelidade, harmonia, sintonia. Recordo-me dos rádios de antigamente, que, quando anunciados na mídia, eram ditos como de "alta fidelidade". Alta fidelidade às ondas sonoras emitidas pela rádio central. O real significado da palavra fé é exatamente este: sintonia, harmonia, fidelidade com as ondas mentais divinas, fidelidade com o poder divino, o magnetismo divino. Diante disso, podemos muito bem crer em Deus, sem ter fé em Deus. Podemos acreditar que Deus existe, sem dedicar fidelidade, sintonia, harmonia, aos seus ensinamentos. No caso da cura da mulher hemorroíssa, por exemplo, vejam que ela entrou em sintonia com as energias sublimes emanadas pelo campo magnético sublime de Jesus. Daí a sentença do Sublime Mestre: “Tua fé te curou”. Ou seja, tua harmonia, tua sintonia, tua fidelidade de ondas mentais te curaram. Quanto a nós, lutemos para transformar crença em fé. Eis nossa humilde contribuição. Um grande e fraternal abraço. José Marcelo Coelho (Vitória, ES)


Valeu José Marcelo, muito boa participação! Gostei muito de sua palestra no youtube. Grande abraço a todos aí desta terra de lindas praias. Estive aí em 1996 com a família, lindo lugar.



Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 21 de Abril de 2014, 14:30

[...]
Confortjr, a sua última hipótese parece atribuir a Jesus uma atitude de exibicionismo e não estaria muito afastada do que comumente as religiões cristãs entendem como sendo práticas de milagres, não acredito que Jesus fosse utilizar-se de demonstrações de poder para atrair novos fiéis.

[...]

Olá Norizonte da Rosa, podemos pensar naquelas curas como fatos que dão cumprimento às escrituras desde os antigos profetas que relatavam sobre a vinda do esperado Messias que realizaria "milagres", e o próprio Jesus pediu para alguns, dentre os que foram curados, irem aos sacerdotes apresentarem o "dom" prescrito por Moisés.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: leafar em 21 de Abril de 2014, 15:36

Olá. Minha opinião é a seguinte (discordando de algumas opiniões dadas anteriormente):

A crença (ou convicção) é a generalidade dos juízos objetivamente insuficientes e subjetivamente suficientes. E a fé é um caso bem particular de crença, de modo que não está totalmente errado chamar a fé de crença, assim como não é errado chamar o Espiritismo de doutrina espiritualista. Toda fé é crença, embora nem toda crença seja fé.

A crença se assemelha à opinião pela falta de uma certeza objetiva (pois se houvesse essa certeza seria um conhecimento e não uma crença), mas se diferencia da opinião pelo seu viés prático. Crença sem objetivo prático é mera credulidade.

Na opinião, o meu erro ou acerto em nada me afeta. Na crença (e também na fé), pelo contrário, se esta estiver errada, algo vai dar muito errado na minha vida.

A crença, por outro lado (mesmo a crença falsa) é também um impulsionador do progresso (para o bem ou para o mal), pois quando creio nos meus empreendimentos, também me esforço para torná-los bem sucedidos, e isso por si só move o mundo. Sem a crença, contudo, falta a motivação para agir.

A fé possui algumas peculiaridades específicas em relação à simples crença. Ambas não podem, no momento da adesão, ser provadas verdadeiras ou falsas (pois senão, como já disse, seriam um conhecimento). Mas a crença poderá se mostrar verdadeira ou falsa em um dado tempo (por exemplo, o meu empreendimento foi realmente bem sucedido, como eu acreditava que seria). A fé, pelo contrário, jamais será objetivamente provada verdadeira ou falsa (não para o homem na Terra). No mundo, jamais poderemos objetivamente afirmar, após uma vida inteira de verdadeira fé, que a nossa fé não foi em vão. Só na outra vida. A fé também (ao contrário da simples crença) não se relaciona a nada empírico do mundo e poderia ser simplesmente definida como a "confiança nas promessas da Lei Moral" (que podem ser também chamadas de Leis da Razão ou Leis de Deus). Logo, os objetos da fé só podem estar associados às causas eficientes da Lei Moral (Deus, liberdade, imortalidade). Quando são outros os objetos, não se pode mais chamar de fé, mas de simples crença.

A crença e a fé, como já disse, não são conhecimentos, pois estes últimos são objetivamente comprovados. No entanto, a crença (e a fé) com viés prático, apesar de não poder ser objetivamente comprovada, não é inferior a nenhum legítimo conhecimento.

Maior desenvolvimento do assunto no artigo abaixo:

http://filosofia-filosofisma.blogspot.com/2012/11/sobre-crenca-e-fe.html (ftp://filosofia-filosofisma.blogspot.com/2012/11/sobre-crenca-e-fe.html)

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 22 de Abril de 2014, 18:56

Olá leafar, muito boa sua participação. Realmente Fé e crença são assuntos que ao primeiro momento parecem simples, mas ao nos depararmos com a proposta da Fé com racionalidade, mesmo parecendo-nos utópica, impraticável percebemos a necessidade de nos aprofundarmos tanto em conhecimentos para fora como para dentro de nós mesmos.

A Fé, como temos observado em algumas valiosas participações, tem um caráter muito mais interativo, relacionado a uma postura de intimidade psicológica e consequente avaliação de nós, enquanto imortais. Se partirmos para a avaliação meramente do humano encarnado (máscara do espírito), sentiremos total impossibilidade de ação do mecanismo fé, e apenas estagiaremos no primeiro instante, na crença. O que já é bom, mas não o ideal.

Abração.

 




Título: Re: Fé
Enviado por: Felipa em 23 de Abril de 2014, 01:53
Sonhe, planeje, tenha fé no amanhã. Mas, sobretudo, viva o hoje!
Augusto Branco
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 24 de Abril de 2014, 13:52


OBREIRO SEM Fé

... e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.(TIAGO, 2:18).
 
Em todos os lugares, vemos o obreiro sem fé, espalhando inquietação e desânimo. Devota-se a determinado empreendimento de caridade e abandona - o, de início, murmurando: "Para que? O mundo não presta." Compromete-se em deveres comuns e, sem qualquer mostra de persistência, se faz demissionário de obrigações edificantes, alegando: - Não nasci para o servilismo desonroso. Aproxima-se da fé religiosa, para desfrutar-lhe os benefícios, entretanto, logo após, relega-a ao esquecimento, asseverando: - "Tudo isto é mentira e complicação." Se convidado a posição de evidência, repete o velho estribilho: - "Não mereço! sou indigno!..." Se trazido a testemunhos de humildade, afirma sob manifesta revolta: - Quem me ofende assim? E transita de situação em situação, entre a lamúria e a indisciplina, com largo tempo para sentir-se perseguido e desconsiderado. Em toda parte, é o trabalhador que não termina o serviço por que se responsabilizou ou o aluno que estuda continuadamente, sem jamais aprender a lição. Não te concentres na fé sem obras, que constitui embriaguez perigosa da alma, todavia, não te consagres  ação, sem Fé no Poder Divino e em teu próprio esforço. O servidor que confia na Lei da Vida reconhece que todos os patrimônios e glórias do Universo pertencem a Deus. Em vista disso, passa no mundo, sob a luz do entusiasmo e da ação no bem incessante, completando as pequenas e grandes tarefas que lhe competem, sem enamorar-se de si mesmo na vaidade e sem escravizar-se às criações de que terá sido venturoso instrumento. Revelemos a nossa fé, através das nossas obras na felicidade comum e o Senhor conferirá  nossa vida o indefinível acréscimo de amor e sabedoria, de beleza e poder.

Emmanuel- Fonte Viva.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 24 de Abril de 2014, 14:31

17.A fraternidade será a pedra angular da nova ordem social; mas, não há
fraternidade real, sólida, efetiva, senão assente em base inabalável e essa base é a fé, não a fé em tais ou tais dogmas particulares, que mudam com os tempos 
e os povos, e que mutuamente se apedrejam, porquanto, anatematizando-­se uns aos
outros, alimentam o antagonismo, mas a fé nos princípios fundamentais que toda a gente pode aceitar e aceitará: Deus, a alma, o futuro, o progresso 
individual indefinido, a perpetuidade
das relações entre os seres. 

Quando todos os homens estiverem convencidos de que Deus é o mesmo para todos; de que esse Deus, soberanamente
justo e bom, nada de injusto pode querer; que não dele, porém dos homens vem o mal, todos se considerarão filhos do mesmo Pai e se estenderão as mãos uns aos outros.

Essa a fé que o Espiritismo faculta e que doravante será o eixo em torno do
qual girará o gênero humano, quaisquer que sejam os cultos e as crenças particulares.

Allan Kardec - A Gênese cap. XVIII ítem 17.

Abraços


Título: Re: Fé
Enviado por: Felipa em 25 de Abril de 2014, 01:23
A fé é o maior tesouro da alma.
É a grande luz que ilumina nossos destinos, enriquece nossa inteligência e exalta o nosso coração.
A fé é o emblema da perfeição e a insígnia do poder.
Por isso, Jesus disse aos Seus discípulos: Se tivésseis fé do tamanho de uma semente de mostarda, diríeis a esta amoreira: transplanta-te para o mar e ela vos obedeceria.
A fé é um cabedal que valoriza a alma, tal como o ouro no mundo valoriza o homem.
Na esfera material o homem tem sido considerado pelo que tem.
Na esfera espiritual cada um vale pela fé que possui.
Para se possuir legalmente bens materiais, na Terra, é necessário trabalho, raciocínio e esforço.
Para se adquirir a verdadeira fé também é indispensável o trabalho, o raciocínio, o estudo e o esforço.
A prosperidade material é produto do trabalho.
A prosperidade espiritual é uma conquista do Espírito.
O dinheiro facilita o bem estar físico.
A fé, por sua vez, felicita o homem, não só espiritualmente, mas também atinge o seu físico.
A fé não se compra nos templos de mercadores, nem nas feiras. Não se dá por esmola, nem se adquire por herança.
A fé adquire-se especialmente pela aquisição de conhecimento.
Sobre esse assunto, Allan Kardec deixou-nos o seguinte ensinamento: Fé verdadeira é a que pode encarar a razão face a face, em qualquer época da Humanidade.
Deus tem concedido aos homens as mais variadas bênçãos, menos a fé.
Por essa razão, vê-se em todas as religiões, pessoas capazes de nos cativar pela bondade, maravilharem-nos por sua paciência, atraírem-nos pela sua caridade.
Entretanto, facilmente notamos também nelas a ausência da verdadeira fé.
Por quê?
Porque a fé não se adquire sem estudo, sem trabalho, sem o exercício do livre-arbítrio.
Muitos homens ainda encontram-se cegos em face da luz e surdos em relação aos sons. São, ainda, pessoas sem fé.
Têm o entendimento encoberto pelos véus dos dogmas e dos preconceitos.
A fé verdadeira é poderosa, mas não se impõe pela força.
A cada um de nós foi dada a liberdade para buscar a verdade e abandonar o engano.
A fé é o alimento que sustenta o Espírito.
É a água pura que dessedenta a alma.
E assim como o comer e o beber exigem um esforço dirigido da vontade, também a fé não se conquista sem a aplicação de meios adequados a sua obtenção.
A fé é a sabedoria consubstanciada no amor que nos conduz a Deus.
Esta sim, a fé raciocinada, é a fé que efetivamente há de nos salvar.
*   *   *
Não é a repetição automática de palavras decoradas que nos aproximam de Deus.
Não é a oferta de valores e de bens que nos concederá a paz que tanto almejamos.
Não serão rituais, nem trajes específicos que garantirão às nossas almas o consolo e a orientação de que necessitamos.
Deus dispensa fórmulas para estender seus braços amorosos em nossa direção.
Somente a fé verdadeira, que deve ser conquistada por cada um de nós, individualmente e à custa de esforço e dedicação, é que nos oferecerá tais bênçãos de forma efetiva e permanente.
Pensemos nisso!
Redação do Momento Espírita.
Em 08.03.2010.
Título: Re: Fé
Enviado por: Felipa em 25 de Abril de 2014, 01:25
  Fé e confiança

Martin Gouveia, jovem ainda, tinha o hábito de invadir residências descuidadas, levando o que pudesse, sem nunca cair nas mãos das autoridades.
Aquela noite espreitara atentamente uma casa fechada onde parecia não haver ninguém.
Sorrateiramente saltou o muro do pátio, forçou a porta de serviço e entrou na residência. Passou pela cozinha e seguiu para o interior. Procurou um dos aposentos onde esperava encontrar maiores valores, e empurrou levemente a porta.
Nisso, ouviu alguém respirando com dificuldades...
Julgando ser uma pessoa que dormia, ressonando, avançou. Mas admirado viu um vulto sobre o leito, e imediatamente levou a mão ao punhal. Ouviu, nesse instante, uma voz débil e entrecortada, de um homem que o fixou na penumbra.
O desconhecido estendeu os braços e falou sob forte emoção:
- Ah! Graças a Deus! Você escutou meus gemidos, filho?
- Foram os espíritos! Você é um enviado dos mensageiros divinos!...
Martin, surpreendido, abandonou a arma.
Aproximou-se do velhinho que pôde, agora, distinguir sob a tênue claridade da lua que entrava pela vidraça.
O ancião repetiu maravilhado:
- Graças a Deus! Meu filho, necessito muito de você... Sou paralítico e sem ninguém...
- Não tenho forças para gritar... Há muito tempo não recebo visitas. Você me escutou...
Depois de uma pequena pausa prosseguiu:
- Traga-me um remédio... Sinto muita falta de ar... Leia alguma coisa que me conforte... para eu não morrer só... Você é um enviado dos espíritos, eles ouviram as minhas preces.
E porque o enfermo lhe oferecesse um livro, Martin, compadecido, acendeu a luz e se dispôs a ler, emocionado...
Era um exemplar de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", ensebado de suor e de lágrimas.
O hóspede imprevisto leu e leu até a madrugada e, desde aquele instante desistiu dos assaltos e furtos.
Dedicou-se a cuidar do velhinho, administrando-lhe remédios, prestando-lhe assistência e lendo para ele os livros de sua predileção.
Depois de cinco meses o enfermo faleceu em clima de paz, deixando-lhe os bens como herança e a alma renovada pelos exemplos de fé nos espíritos superiores.
Uma fé capaz de modificar a própria situação de penúria e atrair um jovem equivocado para o refazimento do caminho.
Fé suficiente para neutralizar a violência atrevida que lhe invadira o lar.
Fé que não vacilou diante do invasor que, certamente, não estava ali por acaso, mas guiado por mãos invisíveis que sabiam o desfecho da história por conhecerem a intimidade dos dois.
No nosso dia-a-dia várias situações se apresentam justamente para que possamos ajudar aqueles que conosco convivem, ou, que simplesmente cruzam o nosso caminho.
Você sabia?
Que a história que contamos foi ditada por um espírito desencarnado que se chama Hilário Silva?
A mensagem foi recebida pelo médium espírita Francisco Cândido Xavier e está inserida no livro "Ideal Espírita".
E você sabia que os espíritos superiores se interessam imensamente pelo nosso progresso intelectual e moral?
Basta que consultemos os vários livros ditados por eles através de médiuns sérios, e chegaremos a essa conclusão.
 
(Do livro: Ideal Espírita, ed. CEC.)
Título: Re: Fé
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 26 de Abril de 2014, 19:02
O Poder da Fé

A fé privilegiada pelo Cristo era muito diferente daquela contida e pregada pela religião "organizada" pelos homens, que deixou de possuir a qualidade de um poder que transporta montanhas, e passou a encaixar-se na aceitação de credos e seitas dominadoras da consciência do homem.
(Eduardo Carvalho Monteiro, em "Allan Kardec, o Druida Reencarnado")

Há muito tempo, as pessoas têm confundido os significados da palavra "fé" e da palavra "crença".

Crença é aquilo a que Eduardo C. Monteiro se refere no final do trecho acima, a aceitação de dogmas e de credos. Diante de um conjunto de princípios impostos, de informações sem possibilidade de comprovação, crer é simplesmente uma opção intelectual.

A outra opção é não crer. Não pode haver força nem sentimento verdadeiro na crença, pois não há fundamento sólido para tanto. A crença anda sempre acompanhada da dúvida, porque não é possível experimentá-la. De fato, só se tem necessidade de crer quando não é possível saber. Exemplo: Se eu sei que a Terra gira em torno do Sol, eu não necessito crer nisso.

A crença não se torna fé, a menos que possa ser testada e certificada através da experiência e da razão livre de preconceitos. A fé verdadeira não pode ser traduzida pelo crer, mas sim pelo saber.

E o maior mérito do Espiritismo bem compreendido, no meu entender, é fincar a fé sobre as bases da razão.

Ele nos possibilita saber o que antes só era aceitável como crença.

Isto é muito mais profundo e abrangente do que se supõe.

Em primeiro lugar, só a fé remove montanhas. Crenças, não. Crença, por mais forte que seja, é sempre uma hipótese. Fé é saber, é conhecimento disponível e aplicável.

Quando se sabe que Deus existe, pode-se realmente confiar-lhe poder sobre nossas vidas. Quando se crê, este poder é apenas presumido, e nunca nos entregamos totalmente a ele.

Quando se sabe da imortalidade, a morte muda de significado. Quando se crê apenas, o futuro permanece uma incógnita.

Quando se sabe da reencarnação, a importância do relacionamento humano cresce e nos conduz a decisões diferentes, com consciência dos compromissos assumidos. Quando se crê, as razões se enfraquecem.

Quando se sabe que um Espírito-protetor nos acompanha, pode-se pedir-lhe inspiração com a certeza de que ela virá. Quando se crê, mesmo que a inspiração venha, sempre duvidaremos dela.

Quando se sabe que a vida é só uma viagem, a importância de muitos acontecimentos e de muitas coisas muda totalmente. Quando não se sabe o que a vida é, nunca se sabe o que valorizar nela.

Quando se sabe que todos somos Espíritos criados iguais por Deus, para a evolução, desaparecem as diferenças sociais e raciais.

Todas estas certezas têm peso decisivo em nossas atitudes. Nosso modo de ser altera-se radicalmente a partir delas, porque só uma profunda compreensão, aliada a um forte sentimento, é capaz de modificar padrões estruturados de comportamento e levar à revisão de nossas posições navida. Só a fé tem este poder.

E mais: quando se sabe que é possível agir, pelo pensamento e vontade, sobre os fluídos que nos rodeiam e penetram, multiplicamos a eficácia da fé. Esta certeza mobiliza força para atuar positivamente sobre esta matéria imponderável, que se modifica ao influxo de nossos pensamentos, com efeitos incontestáveis sobre a saúde, sobre os Espíritos (encarnados e desencarnados) que nos cercam, e os acontecimentos.

A fé (saber, certeza) é tão fundamental, que Jesus disse a seus apóstolos: se não curastes, foi porque não tivestes fé.

Fé sólida, fé inabalável, convicção plena, certeza absoluta, como diz Kardec, é aquela que não exige que abdiquemos do raciocínio, nem insulta a nossa inteligência.

Só se pode transportar montanhas quando se sabe com certeza das faculdades imensas que Deus nos deu, as quais temos a responsabilidade de desenvolver. Só isto nos dá força de enfrentar obstáculos, oposições e ironias, de atravessar serenamente momentos difíceis em que a simples crença vacilaria e, quem sabe até, nos abandonaria pelo caminho.

RITA FOELKER
 
Título: Re: Fé
Enviado por: Kazaoka em 26 de Abril de 2014, 22:13

A é acreditar em si e em suas possibilidades, fazendo para isso, uso de todos atributos que Deus já nos deu e que estão adormecidos ou esquecidos.
A crença é a mesma coisa, só que depositando toda confiança na capacidade do outro.

Quando o Centro, as igrejas, templos evangélicos, ficam lotados nos dias de trabalho, principalmente nas Casas que têm trabalho de cura, aquelas pessoas não têm fé, elas têm apenas crença. Elas acham que tem fé, mas o que elas têm são crenças no que aquela organização de trabalho pode lhes oferecer. Elas têm crença na Casa, no médium, no padre, no pastor, no Espírito que trabalha com o médium, etc. E o pior é que alguns trabalhadores acham, também, que têm fé, e, na verdade, têm eles apenas crença. Crença que a espiritualidade fará tudo através de suas mediunidades, excluindo-se do processo e subestimando as próprias capacidades e o poder de Deus atuando sobre seus dons.


Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 27 de Abril de 2014, 13:26
Sonhe, planeje, tenha fé no amanhã. Mas, sobretudo, viva o hoje!
Augusto Branco

Gosto desta linha de pensamento na qual aprendemos a valorizar o dia de hoje e o momento que é o agora. Muitos, acredito, ficam prejudicados em sua Fé por estacionarem no ontem, e outros por se inquietarem pelo amanhã.

Respeitando as lembranças do ontem, e sendo previdente em relação ao amanhã, ainda assim, o hoje permanece fundamental. O agora é o melhor momento de que dispomos para realizar nossos objetivos.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Kazaoka em 27 de Abril de 2014, 14:53

Sonhe, planeje, tenha fé no amanhã. Mas, sobretudo, viva o hoje!
Augusto Branco



Gosto desta linha de pensamento na qual aprendemos a valorizar o dia de hoje e o momento que é o agora. Muitos, acredito, ficam prejudicados em sua Fé por estacionarem no ontem, e outros por se inquietarem pelo amanhã.

Respeitando as lembranças do ontem, e sendo previdente em relação ao amanhã, ainda assim, o hoje permanece fundamental. O agora é o melhor momento de que dispomos para realizar nossos objetivos.


Sem dúvida!
Fé é algo do presente e do futuro. Não se aplica a fé naquilo que já ficou para tras, a não ser para usá-la como catalizadora que desencadeia as reparações de erros cometidos no passado, e isso é feito no hoje, o presente é o terreno de nosso trabalho, seja ele para reparar obras do passado, seja para alicerçar as edificações do amanhã.

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 27 de Abril de 2014, 21:54
Re: Fé
      Marcos, msg #140, de 12 de Abril de 2014, 14:07.

      Olá, Marcos, uma msg sua passou despercebida e só agora vou tentar responder. Como o assunto já está ficando longo, vou trazer para esta msg só os itens que considero mais importantes, ou que ficaram sem resposta etc. Vamos lá.
.......
      Vc disse que “Não tem sentido discutirmos se é o meio ou a idade ou a consciência que nos faz bons ou maus e que considera um equivoco achar que é o meio o responsável por isso...”

      E lhe respondi que “tem, sim, todo sentido, pois se é o meio que determina o que somos, não há justificativa para os sofrimentos dos homens”.

      E qdo perguntei: “se não é o meio, a vida, as experiência/lições que dela vêm, o determinante de todos os nossos procedimentos, e tudo o mais que for que se refere a cada um de nós, humanos e não humanos, o que é?”, vc apenas respondeu:

      Marcos:... o ambiente, os outros me influenciam, mas no que se refere a mim, nas decisões morais, eu determino.

      Conf: se no que se refere a vc, nas decisões morais é vc quem determina,  qual é a causa de vc ainda estar, como todos nós, num mundo de expiações? Porq é que nas suas determinações relativas às suas decisões morais, vc errou, ou ainda erra, tanto?

      - Se é vc que determina suas ações morais, porq vc, no passado, se determinou errar tanto, que agora está merecendo sofrer as agruras de um mundo de sofrimentos terríveis que é este nosso? Porq continua se determinado errar ainda no presente? Ou já se determinou a não errar e, em consequência, já não erra mais? Todas as suas escolhas agora são corretas? Não erra mais? Se vc faz ainda escolhas erradas, porq é que as faz se é vc quem determina suas ações e escolhas? E porq é que errou tanto no passado?

..........
      Marcos:... acho que cada um determina suas ações, naturalmente respeitando as possíveis influências, já te respondi que temos obrigação de expiar, provar e desenvolver missões e...

      Conf: se cada um determina suas ações, porq tantos, inclusive vc e eu, estão se determinando fazer tantas escolhas erradas? Pois, quem é que podendo fazer opções corretas e, consequentemente não sofrer, opta por sofrer? ...

      Conf (msg ant):... O fato é que ninguém, nem vc, nem eu, tem a capacidade de fazer qualquer julgamento justo... Pois, porq é que somos, hoje, cheios de maldade, perversões, egoísmo, orgulho etc?

      E, veja, meu jovem, se o determinante de todos os nossos procedimentos, e de tudo o mais que for que se refere a cada um de nós, humanos e não humanos, não é o meio, a vida, as experiências que dela vêm, o que é? Tente dizer o que, para vc, é o determinante!

      A doutrina diz que há uma perfeita igualdade inicial. Assim, para raciocinarmos mais um pouco: o que é que desfaz aquela perfeita igualdade primitiva? Veja: em resumo é isto: uma gigantesca desigualdade entre todos: uns gozam, outros sofrem; gozam porq praticam ações boas; ou sofrem porq praticam ações más. E lhe pergunto: porq é que uns praticam ações boas, e por isso serão eximidos de muitos sofrimentos, eqto outros praticam ações más?.............

      Marcos:... temos obrigação de expiar, provar e desenvolver missões e... sofremos por opção, por estacionamento mental...     

      Conf: então, vamos raciocinar mais um pouco:
      - se cada um determina suas ações, porq age como um dementado ao determina-las?
      - se temos a obrigação de expiar (sofrer), provar (novamente sofrer) e desenvolver missões, qual é a causa dos sofrimentos dos homens se estaremos, então, apenas cumprindo obrigações que Deus nos determinou para nossa? Terá, Aquele que é Amor e Justiça, criado, para que seus filhos aprendam a amar, um processo evolutivo, cujo método mais eficiente seja o fazer sofrer terrivelmente, dolorosamente, insuportavelmente?!

      Marcos: sofremos por opção, por estacionamento mental...

      Conf: sendo assim, se puder, explique qual é a causa de vc, podendo optar por não sofrer, opta para sofrer as terríveis dores que o mundo nos mostra!  Escolhas absurdas como essa, vc não as considera só  cabíveis a desequilibrados mentais e assemelhados? Alguém, de mente sã, podendo escolher ser feliz, escolhe ser infeliz?!!

      Qdo eu lhe disse que vc não mergulhou; ficou na superfície... quis dizer que nem vc, nem ninguém consegue mergulhar, consegue conhecer as causas verdadeiras de o que somos, o porq somos maus ou somos bons etc... por isso disse que ninguém pode julgar (lembra-se da história do homem violento, embriagado que acabou de matar alguém?)

      Marcos: Posso errar menos que é que me cabe num mundo como o  nosso. Mas assumindo o que me cabe como responsabilidade. Jamais transferindo-a, adiando assim a minha própria evolução.

      Conf: se vc diz que pode errar menos está dizendo que ainda erra, concorda? Mas porq é que vc erra se pode optar por não errar, se sabe que isso lhe adiará a evolução e lhe trará mais sofrimentos, se sabe que errar e sofrer é opção sua?

      Conf:
       - se cada um determina suas ações, porq age como um dementado ao determina-las?
      - se temos a obrigação de expiar (sofrer), provar (novamente sofrer) e desenvolver missões, qual é a causa dos sofrimentos dos homens se estaremos, então, cumprindo obrigações necessárias à evolução? Terá, Aquele que é Amor e Justiça, criado, para que seus filhos aprendam a amar, um processo evolutivo, cujo método mais eficiente seja o fazer sofrer terrivelmente, dolorosamente, insuportavelmente?!

      Conf: se puder, explique, para vc mesmo que seja, qual é a causa de vc, podendo optar por não sofrer, opta para sofrer as terríveis dores que o mundo nos mostra!

      Escolhas absurdas como essa, vc não as considera só  cabíveis a desequilibrados mentais e assemelhados? Alguém, de mente sã, podendo escolher ser feliz, escolhe ser infeliz?!

      Marcos: O que é demência para um pode não o ser a outro.

      Conf: exato; e o amigo já raciocinou profundamente sobre porq é assim diferente e não igual para todos? Todos não somos perfeitamente iguais no ato da criação? O que é que destrói aquela perfeita igualdade inicial?

      Marcos: A prova ou expiação, missão, dependendo do caso, é que é necessário o sofrer é por sua conta amigo. Depende de como você quer se superar, se com calma ou com raiva é aí que podes optar enquanto encarnado. Se não vês dessa forma continuará sofrendo a inconformação. Insisto, opte pelo melhor.

      Conf: se depende de nós o optar sofrer ou não sofrer, o querer ou não superar ou como superar, ou com calma ou com raiva, porq é que o mundo é um lugar de expiações? Porq uns escolhem superar com calma e outros com raiva?
.....................
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 27 de Abril de 2014, 22:44
Re: Fé
      Refere-se msg de Marcos W, #216 em: 240414, 13:52.

      Msg: OBREIRO SEM Fé: ... e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.(TIAGO, 2:18).

      Conf: se há verdadeiramente fé, sempre, em todas as situações de necessidade e em todas as ações, sem excessão, ela extravasará  em manifestações exteriores. Apenas não fará isso, frente a impedimento irresistível.

      Agora, considerando o conteúdo do texto, perguntamos: e qual é a causa de existirem obreiros sem fé, se existem obreiros com fé?

..................
Título: Re: Fé
Enviado por: Brenno Stoklos em 28 de Abril de 2014, 05:40

Olá................
..........................raiva?



120. Todos os Espíritos passam pela fieira do mal para chegar ao bem?

“Pela fieira do mal, não; pela fieira da ignorância".

121. Por que é que alguns Espíritos seguiram o caminho do bem e outros o do mal?

“Não têm eles o livre-arbítrio? Deus não os criou maus; criou-os simples e ignorantes, isto é, tendo tanta aptidão para o bem quanto para o mal. Os que são maus, assim se tornaram por vontade própria".

                                                            O Livro dos Espíritos


"Se o homem se conformasse rigorosamente com as leis divinas, não há duvidar de que se pouparia aos mais agudos males e viveria ditoso na Terra. Se assim procede, é por virtude do seu livre-arbítrio: sofre então as conseqüências do seu proceder".

                                                                      A Gênese


Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 28 de Abril de 2014, 13:20
          ref post #220

Olá Moisés, concordo em gênero, número e grau, como se falava quando criança. Este texto de Rita Folker é muito esclarecedor!

Curioso fato, quando se crê, há a opção de deixar de crer. Mas, quando se sabe, a outra opção deixa de existir, não é mesmo?

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 28 de Abril de 2014, 13:33

A é acreditar em si e em suas possibilidades, fazendo para isso, uso de todos atributos que Deus já nos deu e que estão adormecidos ou esquecidos.
A crença é a mesma coisa, só que depositando toda confiança na capacidade do outro.

Quando o Centro, as igrejas, templos evangélicos, ficam lotados nos dias de trabalho, principalmente nas Casas que têm trabalho de cura, aquelas pessoas não têm fé, elas têm apenas crença. Elas acham que tem fé, mas o que elas têm são crenças no que aquela organização de trabalho pode lhes oferecer. Elas têm crença na Casa, no médium, no padre, no pastor, no Espírito que trabalha com o médium, etc. E o pior é que alguns trabalhadores acham, também, que têm fé, e, na verdade, têm eles apenas crença. Crença que a espiritualidade fará tudo através de suas mediunidades, excluindo-se do processo e subestimando as próprias capacidades e o poder de Deus atuando sobre seus dons.

Olá Kaza, diríamos até que é mais fácil dessa forma, deixando para os outros as responsabilidades. Inclusive em relação ao que nos diz respeito.

Certa feita, cheguei antes das sete da manhã em uma empresa de minha cidade para comprar determinado material. Quando, do lado de fora do escritório ouvi alguns "brados de fé", que vinham de dentro do escritório. Aguardei por alguns minutos, e quando terminou saíram de lá um representante de uma denominação religiosa e o proprietário. Este, meio sem graça ao me ver disse__"sabe como é né?! O pastor é assim com os homens lá de cima..."

Muitos pensamos que a lei do favorecimento é universal. Por isso gostamos de estar ao lado de que é "forte". É mais fácil do que tornar-se forte realmente.

Abraços



Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 28 de Abril de 2014, 13:44

[...]

Sem dúvida!
Fé é algo do presente e do futuro. Não se aplica a fé naquilo que já ficou para tras, a não ser para usá-la como catalizadora que desencadeia as reparações de erros cometidos no passado, e isso é feito no hoje, o presente é o terreno de nosso trabalho, seja ele para reparar obras do passado, seja para alicerçar as edificações do amanhã.

Ok Kaza, o passado serve-nos como experiência..., segundo Emmanuel; a expiação serve para fechar a porta do passado.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 28 de Abril de 2014, 14:20
Re: Fé
      Marcos, msg #140, de 12 de Abril de 2014, 14:07.

 [...]   

      Conf: então, vamos raciocinar mais um pouco:
      - se cada um determina suas ações, porq age como um dementado ao determina-las?
      - se temos a obrigação de expiar (sofrer), provar (novamente sofrer) e desenvolver missões, qual é a causa dos sofrimentos dos homens se estaremos, então, apenas cumprindo obrigações que Deus nos determinou para nossa? Terá, Aquele que é Amor e Justiça, criado, para que seus filhos aprendam a amar, um processo evolutivo, cujo método mais eficiente seja o fazer sofrer terrivelmente, dolorosamente, insuportavelmente?!

    [...]
      Conf: se depende de nós o optar sofrer ou não sofrer, o querer ou não superar ou como superar, ou com calma ou com raiva, porq é que o mundo é um lugar de expiações? Porq uns escolhem superar com calma e outros com raiva?
.....................

Vejo uma dificuldade aqui neste trecho lconforjr, provar e expiar tem somente a conotação de sofrimento?! E os momentos bons? Não conta? As experiências boas, não valem? Nossas emoções... os sentimentos mais doces de nada servem?

Escolhemos a calma ou a raiva porque ambos fazem parte do rol das escolhas morais, e neste caso (moral), o livre arbítrio é absoluto.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 28 de Abril de 2014, 14:58
Re: Fé
      Refere-se msg de Marcos W, #216 em: 240414, 13:52.

      Msg: OBREIRO SEM Fé: ... e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.(TIAGO, 2:18).

      Conf: se há verdadeiramente fé, sempre, em todas as situações de necessidade e em todas as ações, sem excessão, ela extravasará  em manifestações exteriores. Apenas não fará isso, frente a impedimento irresistível.

      Agora, considerando o conteúdo do texto, perguntamos: e qual é a causa de existirem obreiros sem fé, se existem obreiros com fé?

..................

lconforjr, as experiências da vida vêm para todos, e disso não há dúvida. Mas, como reagimos a essa experiência é o que faz toda a diferença. Uns atendem aos impulsos da consciência, outros... ainda não. Mas, vão atender a este impulso, um dia.

Quando? Vai depender de si, afinal as experiências vêm sempre e para todos, mas a resposta é individual.

Abraços



 
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 28 de Abril de 2014, 16:05
Re: Fé

      Refere-se msg de Marcos W, #230, de 280414, às 14:20.


      Conf disse (msg de 270414, às 21:54):... então, vamos raciocinar mais um pouco:

      - se cada um determina suas ações, porq age como um dementado ao determina-las?

      - se temos a obrigação de expiar (sofrer), provar (novamente sofrer) e desenvolver missões, qual é a causa dos sofrimentos dos homens se estaremos, então, apenas cumprindo obrigações que Deus nos determinou para nossa? Terá, Aquele que é Amor e Justiça, criado, para que seus filhos aprendam a amar, um processo evolutivo, cujo método mais eficiente seja o fazer sofrer terrivelmente, dolorosamente, insuportavelmente?!

      - se depende de nós o optar por sofrer ou por não sofrer, o querer ou não superar ou como superar, ou com calma ou com raiva, porq é que o mundo é um lugar de expiações? Porq uns escolhem superar com calma e outros com raiva?
....

      Marcos respondeu: Vejo uma dificuldade aqui neste trecho lconforjr, provar e expiar tem somente a conotação de sofrimento?! E os momentos bons? Não conta? As experiências boas, não valem? Nossas emoções... os sentimentos mais doces de nada servem?

      Conf: meu jovem, eu me refiro aos sofrimentos, sempre a eles, a quais são as justificativas para que os soframos se, como ensina a doutrina, todos são merecidos e aplicados de acordo com a perfeita justiça divina. Os momentos bons não explicam o porq dos sofrimentos, nem os compensam! Basta observar o mundo, todos sofrem, sem exceção de ninguém, sejam humanos ou não humanos. E os termos “provar” e “expiar” têm, em geral, o significado de “pagar por débitos adquiridos”, ou “passar por situações nas quais se aprende mediante provas mais ou menos árduas, severas, cruéis”, solicitadas, conforme a doutrina, pelo que está sendo submetido a elas.

      Marcos: Escolhemos a calma ou a raiva porque ambos fazem parte do rol das escolhas morais, e neste caso (moral), o livre arbítrio é absoluto.

      Conf: que seja isso: escolhemos a calma ou a raiva porq ambas fazem parte do rol de nossas escolhas morais! Mas, porq é escolhemos uma e não a outra?

      E quanto ao livre-arbítrio: qual será o motivo de o chamarem de “livre” se está “total e absolutamente preso” ao passado de cada um?

      E, infelizmente, o jovem amigo, não se dignou em responder a nenhuma das 3 perguntas que lhe apresentei na msg anterior, para possibilitar a continuação de nosso raciocínio, em busca de uma "fé raciocinada"!

...........
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 28 de Abril de 2014, 17:01
Re: Fé

   [...]

      Conf: meu jovem, eu me refiro aos sofrimentos, sempre a eles, a quais são as justificativas para que os soframos se, como ensina a doutrina, todos são merecidos e aplicados de acordo com a perfeita justiça divina. Os momentos bons não explicam o porq dos sofrimentos, nem os compensam! Basta observar o mundo, todos sofrem, sem exceção de ninguém, sejam humanos ou não humanos. E os termos “provar” e “expiar” têm, em geral, o significado de “pagar por débitos adquiridos”, ou “passar por situações nas quais se aprende mediante provas mais ou menos árduas, severas, cruéis”, solicitadas, conforme a doutrina, pelo que está sendo submetido a elas.

    [...]

Dependendo do entendimento que se tem de bom ou ruim, e que estás desprezando, você obterá importantes respostas... não achas?

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 28 de Abril de 2014, 18:22
Re: Fé

      Refere-se msg do Marcos W, #231, de 280414 às 14:58.

      Citação de: lconforjr em Ontem às 22:44: "Msg: OBREIRO SEM Fé: ... e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.(TIAGO, 2:18).

      "Conf: se há verdadeiramente fé, sempre, em todas as situações de necessidade e em todas as ações, sem exceção, ela extravasará em manifestações exteriores. Apenas não fará isso, frente a impedimento irresistível.

      "Agora, considerando o conteúdo do texto, perguntamos: e qual é a causa de existirem obreiros sem fé, se existem obreiros com fé?"

..................

      Marcos: lconforjr, as experiências da vida vêm para todos, e disso não há dúvida. Mas, como reagimos a essa experiência é o que faz toda a diferença. Uns atendem aos impulsos da consciência, outros... ainda não.

      Conf: pois é essa mesma a questão: porq, ou qual é a causa de uns reagirem de modo correto e outros, de modo incorreto? Qual é a causa de uns atenderem aos impulsos da consciência e outros ainda não?

      Marcos: Quando? Vai depender de si, afinal as experiências vêm sempre e para todos, mas a resposta é individual.

      Conf: pois é essa a questão de que estamos tratando: Se a resposta é individual, diferente para cada um, pois é de conformidade  com as experiências que cada um adquire na escola da vida, e, por ser diferente, leva uns a sofrimentos insuportáveis e outros não, qual é a justificativa para os sofrimentos se, como ensina a doutrina, todos os sofrimentos são merecidos e justos?  Se os erros decorrem das diferentes experiencias proporcionadas pela escola de espíritos? Para uns, experiencias edificantes; para outros, experiencias abomináveis, degradantes pois, sem dúvida, a escola em que estamos é um escola que ensina tanto o bem quanto o mal?

......................
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 28 de Abril de 2014, 18:39
Re: Fé

      Refere-se msg do Marcos W, #233, de 280414, às 17:01.

      Conf, em 280414, às 16:05: “meu jovem, me refiro aos sofrimentos, sempre a eles, a quais são as justificativas para que os soframos se, como ensina a doutrina, todos são merecidos e aplicados de acordo com a perfeita justiça divina.

      “Os momentos bons não explicam o porq dos sofrimentos, nem os compensam! Basta observar o mundo: todos sofrem, sem exceção de ninguém, sejam humanos ou não humanos. E os termos “provar” e “expiar” têm, em geral, o significado de “pagar por débitos adquiridos”, ou “passar por situações nas quais se aprende mediante provas mais ou menos árduas, severas, cruéis”, solicitadas, conforme a doutrina, pelo que está sendo submetido a elas”.
...
      Marcos: Dependendo do entendimento que se tem de bom ou ruim, e que estás desprezando, você obterá importantes respostas... não achas?

      Conf: não, meu jovem, não estou me esquecendo disso, pois é o que o mundo nos mostra a todos os instantes, em numerosos eventos. Para facilitar a  compreensão do que tenho colocado, por favor, substitua, então, meu jovem, a palavra “bom” pela expressão “não sofrer”, e a palavra “ruim” por “sofrer”!

      Sua colocação ficará assim: “Dependendo do entendimento que se tem de “não sofrer” e de “sofrer”,...” e lhe perguntarei: há entendimento diferente entre sofrimentos, entre dores, sejam morais ou físicas?

      E se há, qual é a causa de uns terem um entendimento e outros, outro entendimento? Isso não resulta em sofrimentos mais dolorosos para uns do que para outros? E qual será,  então, a causa de uns sofrerem mais do que outros, devido a terem  entendimentos diferentes do que é bom ou ruim? Se uns sofrem mais do que outros - pois, sem dúvida, é melhor sofrer menos do que mais - por cometerem erros que, como vc mesmo está dizendo, decorrem das experiências da vida, onde aí está a justiça?

      E apenas mais um ponto: se todos somos criados perfeitamente iguais qto ao que se refere às facilidades ou dificuldades em relação à evolução, o que é que destrói essa perfeita igualdade inicial, fazendo que tenhamos entendimentos diferentes sobre o que  quer que seja?

...................


      (Obs: estou escrevendo com fonte maior porq isso me facilita a leitura posterior).
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 28 de Abril de 2014, 20:19
Re: Fé
[...]

      Conf: pois é essa a questão de que estamos tratando: Se a resposta é individual, diferente para cada um, pois é de conformidade  com as experiências que cada um adquire na escola da vida, e, por ser diferente, leva uns a sofrimentos insuportáveis e outros não, qual é a justificativa para os sofrimentos se, como ensina a doutrina, todos os sofrimentos são merecidos e justos?  Se os erros decorrem das diferentes experiencias proporcionadas pela escola de espíritos? Para uns, experiencias edificantes; para outros, experiencias abomináveis, degradantes pois, sem dúvida, a escola em que estamos é um escola que ensina tanto o bem quanto o mal?

.....................

Quem faz com que o sofrimento seja insuportável? É aquele que o sofre ou os que o fazem sofrer? E, quem me faz sofrer?!... quantas vezes ouvimos Jesus, nos relatos evangélicos, murmurando dores e abandono?!...

Não seria porque estando mais purificado Jesus antevia a visão do Espírito, como sabemos é diferente da visão do homem encarnado? E não teria ele essa visão devido ao seu adiantamento moral e intelectual? E neste caso, como espíritos ainda imperfeitos, menos puros, ainda erramos, erramos muito e nos achamos certos?... Não estaria aí o erro sendo um filho da ignorância, mãe do orgulho? Sim é uma mãe, pois só pode ser ignorante quem se acha melhor do que o outro, ou pensa que o mundo gira em torno de si, sendo assim egoísta. Mas por que agimos dessa maneira mesmo tendo iniciado nossas primeiras experiências espíritas?

Deus supre a inexperiência do espírito em seus primórdios, mais deixa pouco a pouco a liberdade de escolher... e é aí que ele se extravia, tomando o mau caminho, não ouvindo os conselhos dos bons Espíritos. (OLE)

Não estaríamos estagiando nesta fase, lconforjr? Porque somos seres inteligentes, não quer dizer que sempre acertamos. Sabemos muito um lado da moeda, mas podemos ignorar o outro... da mesma maneira que podemos passar por provas e expiações e sofrer menos, ou até mesmo em algumas situações, não sofrer, mas compreender. Parafraseando Emmanuel a prova abre portas para o futuro, enquanto que a expiação fecha as portas do passado. Numa acreditamos numa possibilidade melhor, na outra, se bem vivida, encerramos um ciclo.


Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 28 de Abril de 2014, 20:37
Re: Fé

      Refere-se msg do Marcos W, #233, de 280414, às 17:01.

     [...]

      Conf: não, meu jovem, não estou me esquecendo disso, pois é o que o mundo nos mostra a todos os instantes, em numerosos eventos. Para facilitar a  compreensão do que tenho colocado, por favor, substitua, então, meu jovem, a palavra “bom” pela expressão “não sofrer”, e a palavra “ruim” por “sofrer”!

      Sua colocação ficará assim: “Dependendo do entendimento que se tem de “não sofrer” e de “sofrer”,...” e lhe perguntarei: há entendimento diferente entre sofrimentos, entre dores, sejam morais ou físicas?

      E se há, qual é a causa de uns terem um entendimento e outros, outro entendimento? Isso não resulta em sofrimentos mais dolorosos para uns do que para outros? E qual será,  então, a causa de uns sofrerem mais do que outros, devido a terem  entendimentos diferentes do que é bom ou ruim? Se uns sofrem mais do que outros - pois, sem dúvida, é melhor sofrer menos do que mais - por cometerem erros que, como vc mesmo está dizendo, decorrem das experiências da vida, onde aí está a justiça?

      E apenas mais um ponto: se todos somos criados perfeitamente iguais qto ao que se refere às facilidades ou dificuldades em relação à evolução, o que é que destrói essa perfeita igualdade inicial, fazendo que tenhamos entendimentos diferentes sobre o que  quer que seja?

...................

      (Obs: estou escrevendo com fonte maior porq isso me facilita a leitura posterior).

Pelo menos deveríamos saber que o sofrimento moral ou psicológico, como queira, é o mais afligente.

A causa dos diferentes entendimentos vejo como as diferentes aptidões, nível de evolução e etc... não vejo como causador do sofrimento a diferença de aptidões e ou nível evolutivo, mas sim a ignorância, nada pior do que o ignorar algo... a sabedoria nos promove, é o que penso.

Na verdade eu não disse que os erros vêm das experiências da vida, mas sim das respostas que damos a essas experiências.

Vejo a justiça na igualdade no ponto de partida e na possibilidade de alcançarmos, todos sem excessão, a linha de chegada, se é que podemos dizer assim em falando da perfeição relativa que nos cabe.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 28 de Abril de 2014, 21:14

[...]

A resposta parece partir de um princípio bem claro em O Livro Dos Espíritos, que é o grande delator de nossa inferioridade. A sintonia, a harmonia, a fidelidade total à matéria e às personalidades que desempenhamos. A Deus, aos bons espíritos... sobra a crença.

Abração e bom dia a todos.

Relendo o que escrevi gostaria de esclarecer que ao falar  o grande delator de nossa inferioridade ... não me referia ao Livro dos Espíritos, e sim ao que chamei de princípio, e esta palavra está mal empregada neste contexto. Refiro-me sim à evidente preferência que dedicamos à matéria.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Brenno Stoklos em 28 de Abril de 2014, 22:04

Retornando ao tema:


                                                 A Fé move montanhas

Quando temos confiança nas nossas forças somos capazes de realizar coisas materiais que não podemos fazer quando duvidamos de nós mesmos.
 
Quando se diz a fé move montanhas, elas não são mais do que as dificuldades, as resistências, a má vontade que encontramos entre os homens.
 
Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, o fanatismo, o orgulho, a maldade, o ódio, a vingança são também montanhas que estorvam o nosso caminho.
 
A fé quando é forte, sólida, dá-nos a confiança, a energia e os recursos necessários para a vitória sobre os obstáculos tanto nas pequenas como nas grandes coisas.
 
A fé indecisa produz a incerteza, a hesitação e isso é aproveitado pelos adversários que devemos combater.
 
Essa fé nem sequer procura os meios de vencer, porque não acredita na possibilidade da vitória.
 
Considera-se como fé, a confiança que se deposita na realização de uma determinada coisa, a certeza de se atingir um determinado objectivo.
 
Neste caso ela confere uma espécie de lucidez que faz antever através do pensamento os fins que se têm em vista e os meios de atingi-los, de maneira que aquele que a possui avança sem nunca se enganar.
 
Esta fé pode fazer com que se realizem grandes coisas.
 
A fé sincera e verdadeira é sempre calma.
 
Ela confere a paciência a quem sabe esperar e estando apoiada na inteligência e na compreensão das coisas há a certeza de chegar ao fim.
 
A fé insegura sente a sua própria fraqueza e quando é estimulada pelo interesse torna-se furiosa e acredita poder aliar a força com a violência.
 
A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança, enquanto a violência pelo contrário é uma prova de fraqueza e de falta de confiança em si mesmo.
 
É necessário não confundir a fé com a presunção.
 
A verdadeira fé é associada à humildade.
 
Aquele que a possui confia em Deus mais do que em si mesmo, pois sabe que nada pode sem Ele e por isso os bons espíritos vêm em seu auxílio.
 
Na presunção existe mais orgulho do que fé e o orgulho é mais cedo ou mais tarde castigado pelas decepções e fracassos da vida.
 
O poder da fé tem aplicação directa e especial na acção magnética.
 
O homem age sobre o fluido, agente universal, modifica-lhe as qualidades e dá-lhe uma força irresistível.
 
Aquele que alia a um poder fluidico normal uma fé ardente, pode agir unicamente para o bem e realizar verdadeiros fenómenos de cura e de outra natureza que normalmente se considera de milagre e que entretanto não são mais do que consequências de uma lei natural.
 
A fé no sentido religioso pode ser cega, aceitando sem controlo o falso e o verdadeiro.
 
Levada ao excesso produz o fanatismo.
 
E quando a fé é apoiada no erro mais cedo ou mais tarde se destrói.
 
A fé que tem por base o verdadeiro é a única que tem o futuro assegurado, porque não deve ter medo do progresso do conhecimento, porque o que é verdadeiro na obscuridade também o é em plena luz.
 
Existem várias religiões e cada uma delas pretende ser a mais verdadeira, mas estabelecer a fé cega sobre uma questão de crença é confessar a falta de capacidade para demonstrar que se está com a razão.
 
A fé não se oferece, nem se compra e muito menos se impõe.
 
Muitas pessoas dizem que não são culpadas porque não têm fé.
 
No entanto, ela se adquire e não existe ninguém que esteja impedido de possui-la.
 
A fé não se dirige a uma pessoa e diz:
 
- Olá eu sou a fé, tu por acaso queres ficar comigo?
 
As pessoas é que têm que saber procurá-la e se o fizerem com sinceridade de certeza que a encontrarão.
 
No entanto existem pessoas que podem dizer:
 
- Eu queria tanto ter fé, tenho tentado, mas não consigo.
 
Pois é, realmente apenas procuram a fé através de algumas palavras que são soletradas pelos lábios e nunca tentam que essas mesmas palavras sejam faladas pelo coração.
 
Podem ter variadas provas ao seu redor e recusam-se a vê-las, uns pela indiferença, outros poderão ter medo de mudar os hábitos e na grande maioria existe orgulho que se recusa a reconhecer um poder superior, a existência de Deus, porque se consideram seres superiores.
 
Para algumas pessoas a fé parece de alguma forma inata, basta uma faísca para desenvolve-la.
 
A facilidade que têm para assimilar as verdades espirituais é um sinal de progresso anterior.
 
Enquanto que outras é com grande dificuldade que assimilam a realidade espiritual, o que torna evidente que a natureza do seu espírito não está tão evoluído.
 
As primeiras já acreditaram e compreenderam e trazem ao renascer a intuição do que sabiam, poderá dizer-se que a sua educação já foi realizada, enquanto as segundas ainda têm muito que aprender e a sua educação por fazer.
 
Essa educação será feita se não for concluída nesta existência, terminará numa outra.
 
A fé necessita de uma base e essa base é a perfeita compreensão daquilo em que se deve crer e para crer não basta ver é necessário compreender.
 
É a fé cega que hoje em dia produz o maior número de incrédulos, porque ela quer impor-se exigindo aos outros a sua aceitação impedindo que se façam perguntas e haja liberdade de escolha.
 
A verdadeira fé apoia-se nos factos e na lógica, não deixa nenhuma obscuridade.
 
Crê-se porque se tem a certeza e só se está certo, quando se compreendeu.
 
É uma fé inabalável que pode enfrentar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade.

http://isabel-maria.blogs.sapo.pt/9264.html
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 29 de Abril de 2014, 00:31

      Amigos, tentei modificar alguns pontos de minha última msg mas, como já se passara o tempo limite, envio esta nova, com as alterações que desejava fazer naquela.

Re: Fé

      Refere-se msg de Marcos W, #236, 280414 às 20:19.

      Conf (msg de 280414, às 18:22): é essa a questão: Se a resposta é individual, pois diferente para cada um, já que deriva de experiências diferentes pelas quais cada um passa na escola da vida, e, por serem diferentes, levam uns ao caminho do amor e, em consequência, à felicidade, enquanto levam outros ao caminho do mal e, consequentemente, a extremas infelicidades, qual é a justificativa para os sofrimentos se, como ensina a doutrina, todos os sofrimentos são merecidos e aplicados com perfeita justiça?

      A quem cabe a responsabilidade pelos erros, se estes decorrem das lições da vida, das experiencias que são diferentes e não iguais para todos, experiências essas proporcionadas pela escola de espíritos? Para uns, experiencias edificantes; para outros, experiências abomináveis, degradantes, pois, sem dúvida, a escola em que compulsoriamente estamos "matriculados" é uma escola que ensina tanto o bem quanto o mal?

.....................

      Marcos: Quem faz com que o sofrimento seja insuportável? É aquele que o sofre ou os que o fazem sofrer? E, quem me faz sofrer?!... quantas vezes ouvimos Jesus, nos relatos evangélicos, murmurando dores e abandono?!...

      Conf: quem faz que o sofrimento seja insuportável? O plano evolutivo criado por Aquele que é Soberano Amor e Soberana Justiça! Quem faz que os sofrimentos sejam insuportáveis é aquela lei que estabelece penalidades aos infratores da Lei; é o código elaborado por aquele que criou a lei de causa e efeito. Não é daí que vêm todos os sofrimentos, que todos eles estão capitulados? Não é das consequências da lei de Deus que todos eles, do mais simples ao mais cruel, vêm? Não é dessa lei, conforme a doutrina, que vêm todas as felicidades e todos os sofrimentos?

      E esse murmurar de Jesus está bem explicado pela doutrina: deve-se a sofrimentos decorrentes da missão assumida, e não a erros cometidos; não que ele esteja sofrendo sem uma causa que o determine.

      Marcos: E neste caso, como espíritos ainda imperfeitos, menos puros, ainda erramos, erramos muito e nos achamos certos?

      Conf: meu jovem, se erramos porq somos ainda imperfeitos, porq a lei de Deus nos faz sofrer por isso? Nós nos tornamos imperfeitos por escolha nossa, ou porq a vida nos faz imperfeitos? Não são as experiencias/lições da vida que nos fazem ser como somos? O que mais pode nos fazer que sejamos bons ou maus? Tente dar uma alternativa a esta pergunta ou tente dar-lhe uma outra resposta! Não é a vida que nos torna, de espíritos em perfeita igualdade inicialmente, em espíritos inclinados ou para o bem, ou para o mal? Somos imperfeitos porq a vida nos leva a sermos imperfeitos, ou porq, por nossa própria vontade, queremos ser imperfeitos?

      Marcos: Não estaria aí o erro sendo um filho da ignorância, mãe do orgulho? Sim é uma mãe, pois só pode ser ignorante quem se acha melhor do que o outro, ou pensa que o mundo gira em torno de si, sendo assim egoísta. Mas por que agimos dessa maneira mesmo tendo iniciado nossas primeiras experiências espíritas?

      Conf: mas, e a ignorância? Se sofremos por ser ignorantes, isso é erro nosso? Ser ignorantes vem de nossa vontade e escolha? O ignorante deve ser penalizado por ser ignorante? Nem a falha lei dos homens intenta punir o ignorante! 

      Marcos: Deus supre a inexperiência do espírito em seus primórdios, mais deixa pouco a pouco a liberdade de escolher... e é aí que ele se extravia, tomando o mau caminho, não ouvindo os conselhos dos bons Espíritos. (OLE)

      Conf: e esse extravio, porq uns se extraviam e outros não? É pela escolha de uns e de outros? Se é, devemos perguntar (e voltamos a mesma questão tantas vezes repetida, mas nunca respondida) e porq uns escolhem fazer coisas que os levam a se extraviar, e outros não?!

      Marcos: Não estaríamos estagiando nesta fase, lconforjr? Porque somos seres inteligentes, não quer dizer que sempre acertamos...

      Conf: é evidente que, mesmo sendo inteligentes, não acertamos sempre! E, pela doutrina, é exatamente por isso que estamos ainda num mundo de expiações, de sofrimentos sem fim! É, também, evidente, que, se não fôssemos ignorantes, mas absolutamente sábios, nunca erraríamos! Daí, sem dúvida, decorre esta conclusão: que erramos por sermos ignorantes, e que somos ignorantes devido às lições que a vida nos proporciona. Ou, lhe pergunto: porq mais erraríamos? Ou ainda: porq ainda estamos errando? Porq não queremos acertar, ou porq não estamos conseguindo acertar?

      Marcos: Sabemos muito um lado da moeda, mas podemos ignorar o outro...

      Conf: e cabe-nos responsabilidades por só conhecer um lado da moeda? Ou, lhe repito aquela pergunta nunca antes respondida: porq uns conhecem os dois lados da moeda e outros não? É pela vontade própria? Escolheram uns conhece-lo e outros escolheram não conhece-lo? Se a resposta for que escolheram uns conhece-lo e outros, não conhece-lo, haverá outra  questão: e porq uns escolheram conhece-lo e outros não? Porq uns tiveram vontade de conhece-lo e outros não?

      Afinal, de onde vem essa gigantesca desigualdade que vemos entre os homens, desigualdade que leva uns, para o “céu”, ao passo que leva outros para o “inferno”?

      Marcos:... da mesma maneira que podemos passar por provas e expiações e sofrer menos, ou até mesmo em algumas situações, não sofrer, mas compreender.

      Conf: e, meu jovem, porq uns podem sofrer menos, e outros mais, ou uns compreenderem e outros não? Qual é a causa que tem como efeito essa gigantesca desigualdade?
      E é evidente que, mesmo sendo inteligentes, não acertamos sempre! E, pela doutrina, é exatamente por isso que estamos ainda num mundo de expiações, de sofrimentos sem fim!  E novamente temos de perguntar: porq uns são mais inteligentes do que outros?

      O amigo percebeu como temos de raciocinar, e raciocinar profundamente para compreender a doutrina? Para ter uma fé raciocinada? Para compreender a vida e o que na vida nos acontece?     

      Abraços

...........
Título: Re: Fé
Enviado por: Edivaldo D Silva em 29 de Abril de 2014, 00:43

Bem minha contribuição com este tema pode até fazer pensar um pouco  sobre a fé...
E logo já dizendo: cito uma frase que nos remete a pensar!
"PENSO LOGO  EXISTO" ... só sei o autor...
E esta mesma já nos  faz pensar em como eu estaria aqui agora digitando um texto, citando uma frase
tão conhecida por muitos., comentando a tão falada "Fé", assim vejo que para que tudo isto estar acontecendo
só se pode ver que para tudo temos um antes ou melhor um Deus de infinita e imensurável sabedoria que nos criou para dar testemunhos de razão e de vivência na busca pela evolução em toda nossa existência.
Nada se vê que não seja uma criação de Deus, voltemos em todos os nossos primórdios e busquemos uma expliçassão para a criação universal e não encontraremos outra a não ser a de que um Ser o tenha criado e com tanta Sabedoria....

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 29 de Abril de 2014, 01:04
Re: Fé

      Refere-se msg de Marcos W, #237, de 27 ou 280414, às 20:37.

      Citação de: lconforjr em Ontem às 18:39: "não, meu jovem, não estou me esquecendo disso, pois é o que o mundo nos mostra a todos os instantes, em numerosos eventos. Para facilitar a compreensão do que tenho colocado, por favor, substitua, então, meu jovem, a palavra “bom” pela expressão “não sofrer”, e a palavra “ruim” por “sofrer”!

      "Sua colocação ficará assim: “Dependendo do entendimento que se tem de “não sofrer” e de “sofrer”,...” e lhe perguntarei: há entendimento diferente entre sofrimentos, entre dores, sejam morais ou físicas?

      "E se há, qual é a causa de uns terem um entendimento e outros, outro entendimento? Isso não resulta em sofrimentos mais dolorosos para uns do que para outros? E qual será,  então, a causa de uns sofrerem mais do que outros, devido a terem  entendimentos diferentes do que é bom ou ruim? Se uns sofrem mais do que outros - pois, sem dúvida, é melhor sofrer menos do que mais - por cometerem erros que, como vc mesmo está dizendo, decorrem das experiências da vida, onde aí está a justiça?

      "E apenas mais um ponto: se todos somos criados perfeitamente iguais qto ao que se refere às facilidades ou dificuldades em relação à evolução, o que é que destrói essa perfeita igualdade inicial, fazendo que tenhamos entendimentos diferentes sobre o que  quer que seja?"

...................

     
      Marcos: Pelo menos deveríamos saber que o sofrimento moral ou psicológico, como queira, é o mais afligente.

      Conf: se tentarmos fazer essa pesquisa neste ponto de nosso estudo, vamos complicar as coisas. A questão aqui não é saber  qual o sofrimento que mais faz o homem padecer, mas qual é a causa dos padecimentos dos homens! Tudo o que vc colocou nos parágrafos de sua msg referida é evidente, pois é exatamente isso que acontece no mundo.

      Mas, para não nos alongarmos mais, para simplificar, reúno numa só todas as questões que apresento: qual é a causa dos sofrimentos dos homens, ou, porq os homens sofrem se tudo que fazem decorre das lições vindas da vida, da escola da vida? É decorrente do aprendizado adquirido na vida que somos bons ou maus, concorda?

      Marcos: Na verdade eu não disse que os erros vêm das experiências da vida, mas sim das respostas que damos a essas experiências.

      Conf: vc não disse, mas se disse teria acertado. Nossos erros, todos eles, vêm do que aprendemos pelas experiencias da vida! Se não concorda, tente encontrar uma alternativa a esta afirmação!

      Marcos: Vejo a justiça na igualdade no ponto de partida e na possibilidade de alcançarmos, todos sem exceção, a linha de chegada, se é que podemos dizer assim em falando da perfeição relativa que nos cabe.

      Conf: pois é essa a questão, igual a todas as outras que tenho apresentado: se no ponto de partida somos perfeitamente iguais, em particular em tudo que se refere às possibilidades de evoluir, o que é que desfaz essa perfeita igualdade, e a transforma em gigantesca desigualdade?

      Abraços

      PS: e novamente vc não cooperou para que nossa conversa seja mais clara porq, novamente, não respondeu a nenhuma das perguntas que lhe fiz).

..........................
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 29 de Abril de 2014, 15:26
   [...]
      Conf: quem faz que o sofrimento seja insuportável? O plano evolutivo criado por Aquele que é Soberano Amor e Soberana Justiça! Quem faz que os sofrimentos sejam insuportáveis é aquela lei que estabelece penalidades aos infratores da Lei; é o código elaborado por aquele que criou a lei de causa e efeito. Não é daí que vêm todos os sofrimentos, que todos eles estão capitulados? Não é das consequências da lei de Deus que todos eles, do mais simples ao mais cruel, vêm? Não é dessa lei, conforme a doutrina, que vêm todas as felicidades e todos os sofrimentos?
     [...]

Não estás com a razão amigo. Mais uma vez confunde criatura e Criador. Coloca Deus dissociado de si, esquecendo-se que as Leis do Criador estão na sua consciência e não são a força das coisas que impõe o sofrimento, mas a sua visão, a sua ou a minha consciência que nos acusa. É o seu, e o meu senso de certo e errado que não nos perdoam devido a imperfeição, e não Deus. Aí está um equívoco que se não corrigido não se sai do lugar.


[...]   
     Conf: meu jovem, se erramos porq somos ainda imperfeitos, porq a lei de Deus nos faz sofrer por isso? Nós nos tornamos imperfeitos por escolha nossa, ou porq a vida nos faz imperfeitos? Não são as experiencias/lições da vida que nos fazem ser como somos? O que mais pode nos fazer que sejamos bons ou maus? Tente dar uma alternativa a esta pergunta ou tente dar-lhe uma outra resposta! Não é a vida que nos torna, de espíritos em perfeita igualdade inicialmente, em espíritos inclinados ou para o bem, ou para o mal? Somos imperfeitos porq a vida nos leva a sermos imperfeitos, ou porq, por nossa própria vontade, queremos ser imperfeitos?
  [...]

O emprego correto do verbo seria estamos imperfeitos, e não somos imperfeitos. E não é Deus quem nos faz sofrer, mas a forma equivocada com a qual lidamos com a nossa consciência. A desigualdade é perfeitamente explicável e superável dentro dos paradigmas tempo>aptidão>dedicação. Não é por vontade somente, que estamos imperfeitos, mas por ignorar.


[...]
      Conf: mas, e a ignorância? Se sofremos por ser ignorantes, isso é erro nosso? Ser ignorantes vem de nossa vontade e escolha? O ignorante deve ser penalizado por ser ignorante? Nem a falha lei dos homens intenta punir o ignorante! 

      [...]

Estar na ignorância pode não ser escolha, pois assim fomos criados, mas permanecer nela é sim por livre escolha, permanecer no erro... não é uma boa escolha.

     [...]
      Conf: e esse extravio, porq uns se extraviam e outros não? É pela escolha de uns e de outros? Se é, devemos perguntar (e voltamos a mesma questão tantas vezes repetida, mas nunca respondida) e porq uns escolhem fazer coisas que os levam a se extraviar, e outros não?!
    [...]


Escolhem por... opção. Acham que acertam.

[...]
      Conf: é evidente que, mesmo sendo inteligentes, não acertamos sempre! E, pela doutrina, é exatamente por isso que estamos ainda num mundo de expiações, de sofrimentos sem fim! É, também, evidente, que, se não fôssemos ignorantes, mas absolutamente sábios, nunca erraríamos! Daí, sem dúvida, decorre esta conclusão: que erramos por sermos ignorantes, e que somos ignorantes devido às lições que a vida nos proporciona. Ou, lhe pergunto: porq mais erraríamos? Ou ainda: porq ainda estamos errando? Porq não queremos acertar, ou porq não estamos conseguindo acertar?
     [...]

Ainda ignoramos lconforjr, e não aceitar isso leva a um tormento. Estamos a caminho e não no fim da jornada. Não teremos todas as respostas neste patamar ao qual nos encontramos, isso é fato. Temos de lidar com essa realidade.

     [...]
      Conf: e cabe-nos responsabilidades por só conhecer um lado da moeda? Ou, lhe repito aquela pergunta nunca antes respondida: porq uns conhecem os dois lados da moeda e outros não? É pela vontade própria? Escolheram uns conhece-lo e outros escolheram não conhece-lo? Se a resposta for que escolheram uns conhece-lo e outros, não conhece-lo, haverá outra  questão: e porq uns escolheram conhece-lo e outros não? Porq uns tiveram vontade de conhece-lo e outros não?

      Afinal, de onde vem essa gigantesca desigualdade que vemos entre os homens, desigualdade que leva uns, para o “céu”, ao passo que leva outros para o “inferno”?
    [...]

Estar na ignorância não é um mal em si. Mas, estagnar nela sim. Céu e inferno são estados de consciência. É você quem os define, assim como o sofrimento.

[...]
      Conf: e, meu jovem, porq uns podem sofrer menos, e outros mais, ou uns compreenderem e outros não? Qual é a causa que tem como efeito essa gigantesca desigualdade?
      E é evidente que, mesmo sendo inteligentes, não acertamos sempre! E, pela doutrina, é exatamente por isso que estamos ainda num mundo de expiações, de sofrimentos sem fim!  E novamente temos de perguntar: porq uns são mais inteligentes do que outros?

      O amigo percebeu como temos de raciocinar, e raciocinar profundamente para compreender a doutrina? Para ter uma fé raciocinada? Para compreender a vida e o que na vida nos acontece?     

      Abraços

Uns sofrem mais por lidarem mal com a própria consciência, onde se encontram as Leis Divinas. Mas, jamais porque Deus faz que soframos. Deus está em nós, e nós Nele, só não lidamos bem com isso, quem nos cobra é a maneira como entendemos nossa consciência, mas também podemos lidar melhor com ela à medida em que nos entendemos melhor. Afinal como compreender a Deus se ainda sequer nos compreendemos bem?! Comecemos por nós e haveremos de encontrá-Lo em nós, Pacífico, Clemente e Amigo, mas sempre em nós, nunca fora.

Abraço

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 29 de Abril de 2014, 16:56
Bem minha contribuição com este tema pode até fazer pensar um pouco  sobre a fé...
E logo já dizendo: cito uma frase que nos remete a pensar!
"PENSO LOGO  EXISTO" ... só sei o autor...
E esta mesma já nos  faz pensar em como eu estaria aqui agora digitando um texto, citando uma frase
tão conhecida por muitos., comentando a tão falada "Fé", assim vejo que para que tudo isto estar acontecendo
só se pode ver que para tudo temos um antes ou melhor um Deus de infinita e imensurável sabedoria que nos criou para dar testemunhos de razão e de vivência na busca pela evolução em toda nossa existência.
Nada se vê que não seja uma criação de Deus, voltemos em todos os nossos primórdios e busquemos uma expliçassão para a criação universal e não encontraremos outra a não ser a de que um Ser o tenha criado e com tanta Sabedoria....

Valeu amigo Edivaldo D Silva, reconhecer o Criador em Seus atributos é um bom começo para meditarmos sobre nós e o Universo.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 29 de Abril de 2014, 17:00
Re: Fé

      Refere-se msg de Marcos W, #243, 290414, às 15:26.

      Amigos, vamos buscar por uma “fé raciocinada”.

...

      Conf: meu jovem amigo, minha resposta a sua msg anterior estava ficando muito longa e complicada pela diversidade de assuntos que surgiram. Assim, para simplificar, vou me ater apenas a poucas questões básicas, cujas respostas poderão nos dar uma visão, ou compreensão do todo de que estamos falando. Apenas poucas, mas cujas respostas explicarão todas as outras, como as causas das desigualdades entre todos, desigualdades que resultam nas escolhas desiguais que fazemos, nas consequentes felicidades desiguais ou nos consequentes sofrimentos desiguais, e coisas semelhantes.

      Questão: todos somos criados perfeitamente iguais, em particular naqueles aspectos que interessam à evolução, certo? Mas, nos tornamos gigantescamente desiguais, desigualdades que levam uns a amar e outros a odiar, certo? Esse é o início de nossa jornada evolutiva, já despertada nossa consciência, não é?

      No entanto, onde está, na doutrina, o ensinamento que explique a destruição daquela perfeita igualdade do início, destruição da qual resulta essa desigualdade gigantesca que vemos no mundo e que faz que uns acertem e, consequentemente, colherão compensações no futuro, enquanto faz que outros errem e, consequentemente, colherão expiações terríveis, desesperadoras, insuportáveis, que poderão multiplicar suas encarnações e se estenderem por milhões de anos?

      Apenas isso, meu jovem; pois, se todo efeito tem sua causa, qual é a causa do desfazimento da perfeita igualdade original? Este é um ponto básico da doutrina, a causa de sermos o que somos; sem entender esse ponto básico, que é ele que nos explica o porq somos bons ou maus, a bondade e a maldade, como vamos entender a doutrina?

      Pois, se (numa hipótese só para ilustrar o que estou falando), se todos fôssemos iguais e se todas experiências para todos também fossem iguais, ou todos acertarão ou todos errarão igualmente e, em consequência, as compensações pelos acertos ou as consequências dos erros serão iguais para todos, dentro de uma perfeita justiça, concorda?

      No entanto, algo desfaz aquela perfeita igualdade do início, fazendo que uns sigam o caminho do bem e outros o do mal! O que é esse algo, ou quem é que desfaz a primitiva igualdade, trazendo, como consequência de escolhas acertadas ou erradas, felicidades para uns e infelicidades para outros? Os espíritos mesmo causam a destruição da perfeita igualdade? Ou as experiências (lições diferentes recebidas da escola da vida, ou missões diferentes atribuídas a eles) causam essa destruição? O que diz o amigo?

...............
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 29 de Abril de 2014, 17:06

Retornando ao tema:


                                               [...]

Olá Brenno, excelente o texto que segue à citação acima explicitada. Contudo, há questões, que parecem-nos periféricas num primeiro instante, mas podem colaborar para a construção do entendimento ante o tema proposto.

Abraço

 
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 29 de Abril de 2014, 17:39

Re: Fé

      Refere-se msg do Marcos W, #244, de 290414 às 16:56.

      Marcos escreveu: Valeu amigo Edivaldo D Silva, reconhecer o Criador em Seus atributos é um bom começo para meditarmos sobre nós e o Universo.

      Conf: perdoe-me perguntar, meu jovem: o que significa, ou como “reconhecer” o Criador em Seus atributos? Do Criador apenas temos uma pálida idéia, fruto de nossa “imaginação”, nascida de o que a doutrina (todas as doutrinas) nos transmite!

      Como nos basear nas informações das doutrinas e religiões se muitas tem diferentes conceituações de o que seja o Criador, algumas até mesmo contraditórias? Há doutrinas religiosas para as quais o Criador é amor e justiça, eqto para outras, é ódio e vingança!

      Abraços
..............

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 29 de Abril de 2014, 18:10
Re: Fé

      Refere-se msg de Marcos W, #243, 290414, às 15:26.

      Amigos, vamos buscar por uma “fé raciocinada”.
[...]

      Questão: todos somos criados perfeitamente iguais, em particular naqueles aspectos que interessam à evolução, certo? Mas, nos tornamos gigantescamente desiguais, desigualdades que levam uns a amar e outros a odiar, certo? Esse é o início de nossa jornada evolutiva, já despertada nossa consciência, não é?

      No entanto, onde está, na doutrina, o ensinamento que explique a destruição daquela perfeita igualdade do início, destruição da qual resulta essa desigualdade gigantesca que vemos no mundo e que faz que uns acertem e, consequentemente, colherão compensações no futuro, enquanto faz que outros errem e, consequentemente, colherão expiações terríveis, desesperadoras, insuportáveis, que poderão multiplicar suas encarnações e se estenderem por milhões de anos?

      Apenas isso, meu jovem; [...]

A resposta para seu questionamento pode ser ambígua lconforjr, gerando ainda outros questionamentos. Particularmente, vejo da seguinte forma:

604 – a) A inteligência é, assim, uma propriedade comum, um ponto de encontro entre a alma dos animais e a do homem?

     — Sim, mas os animais não têm senão a inteligência da vida material; nos homens, a inteligência produz a vida moral.
(OLE)

A partir do instante do desabrochar da inteligência no homem, este instituiu para si a possibilidade de escolha, seguindo assim o seu destino como um... deus. Lembra-se; "...Sois deuses."- Jesus, naturalmente com "d" minúsculo devido às tantas limitações, mas com vida moral, e o sofrimento não é um estado moral, consciencial? Muito mais pungente que qualquer dor que se amaina com drogas? Não há drogas que diminuam a dor moral. Somente um remédio igualmente... moral. E, segundo os Espíritos Superiores é o intelecto que nos levará ao avanço moral. Soa como um paradoxo, mas é só aparente, é como a frase de alguns médicos para as crianças "...crescer dói".


Abraços



Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 29 de Abril de 2014, 18:52

Re: Fé

      Refere-se msg do Marcos W, #244, de 290414 às 16:56.

      Marcos escreveu: Valeu amigo Edivaldo D Silva, reconhecer o Criador em Seus atributos é um bom começo para meditarmos sobre nós e o Universo.

      Conf: perdoe-me perguntar, meu jovem: o que significa, ou como “reconhecer” o Criador em Seus atributos? Do Criador apenas temos uma pálida idéia, fruto de nossa “imaginação”, nascida de o que a doutrina (todas as doutrinas) nos transmite!

      Como nos basear nas informações das doutrinas e religiões se muitas tem diferentes conceituações de o que seja o Criador, algumas até mesmo contraditórias? Há doutrinas religiosas para as quais o Criador é amor e justiça, eqto para outras, é ódio e vingança!

      Abraços
..............

Referi-me aos atributos de Deus que conhecemos e foram citados pelo Edivaldo D Silva, Inteligência e Eterno. Um bom raciocínio deve partir do Princípio de tudo não achas?

Abraço

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 29 de Abril de 2014, 19:44
Re: Fé

      Amigos, amigo Marcos,

      Tudo, todas as questões que temos lembrado para compreender a doutrina, a vida etc, se resume nestas (ou numa só delas):

      - "porq eu sou bom?", ou

      - "porq eu sou mal?"; ou ainda:

      - "qual é a causa das desigualdades entre todos?";  ou ainda mais uma:

      - "porq é que podendo escolher praticar o bem, alguém escolhe praticar o mal?"

      Todas essa questões, se lhes dermos resposta correta (a uma só que seja), nos levarão a abrir os olhos e compreender tudo isto de que estamos tratando!

....................
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 30 de Abril de 2014, 01:10

Re: Fé

      Refere-se msg de Marcos W, #249, 290414 às 18:52.

      Marcos disse:... Um bom raciocínio deve partir do Princípio de tudo, não achas?

      Conf: meu jovem, vamos, então, para um bom raciocínio, partir do princípio de tudo, como sugeres:

      - no princípio, todos perfeitamente iguais, inclusive no que se refere às faculdades intelectuais: raciocínio, imaginação, entendimento, compreensão, inteligência, facilidades ou dificuldades em todos esses itens etc, certo? Nenhuma inclinação nem para o bem, nem para o mal.

      - no entanto, com o decorrer do tempo, essa igualdade se desfaz e imensas desigualdades surgem.

      - para uma das questões de OLE, a igualdade cessa, de algum modo difícil de compreender, já desde o princípio e gigantescas desigualdades surgem, também, já desde o princípio! Não consigo compreender isso, pois conflita com alguma coisa da doutrina.

      - sendo assim, e dentro daquela verdade irretorquível de que todo efeito tem sua causa, qual é a causa que tem como efeito o desfazimento daquela perfeita igualdade do princípiol? Desfazimento que tem, como consequência, o surgimento de desigualdades tão gigantescas sob muitos aspectos, pois que que levam, uns para a prática de ações boas e para a consequente felicidade, enquanto fazem que outros se inclinem profundamente para o mal, para a prática de ações más e, consequentemente, para extremas infelicidades, sofrimentos torturantes etc.

      Assim, temos de perguntar: Qual é a causa do surgimento, lá no princípio, dessas desigualdades? Todos, no princípio, perfeitamente iguais e, depois, se tornam enormemente desiguais sob muitos aspectos, uns se inclinando para o bem, e outros se transformando em monstros possuidores das mais abjetas imperfeições e defeitos morais!

............................
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 30 de Abril de 2014, 13:51
lconforjr, você mesmo já respondeu o questionamento de por que erramos...

Re: Fé

     [...]
      Conf: vc não disse, mas se disse teria acertado. Nossos erros, todos eles, vêm do que aprendemos pelas experiencias da vida! Se não concorda, tente encontrar uma alternativa a esta afirmação!

    [...]

... não concorda?! Esmiuçando o que dissestes, só se aprende quem tem condição para isso não? Ou seja, aprendemos com as experiências da vida, erramos porque estamos aprendendo, e quando soubermos tudo o que nos cabe aprender, não erraremos mais. Porém, uns aprendem antes outros depois, uns espíritos estão à frente por serem ou laboriosos, ou mais velhos(criados primeiro), outros vêm depois porque ainda erram.

Alguns cometem atrocidades porque são imaturos, são mais "jovens", assim como alguns jovens encarnados são "terríveis" até que, com o tempo se acalmam, se estabilizam. E como exigir de um jovem responsabilidades que cabem ao velho/adulto que já passou dessa fase?... é como querer que o fruto verde seja doce.

Temos de nos adaptarmos a este mundo como ele é, nos esforçando por melhorá-lo. Mesmo com seres abjetos, criminosos, indecentes e outros do gênero. Nos precavermos contra as investidas destes, mas sempre sabendo que podemos ser atingidos, há a possibilidade de uma radical mudança para pior a qualquer momento, e por isso precisamos ser fortes, e para ser forte precisamos conhecer a fraqueza em nós, e eliminá-la o quanto antes.

Saber disso não enfraquece a Fé, antes a fortalece porque elimina a surpresa desagradável porque se conhece as coisas e não se ilude com querelas.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 30 de Abril de 2014, 15:53
Re: Fé

      Ref: msg do Marcos, #252, 300414, às 13:51.

      Conf: Olá, meu jovem de Barra do Garças, vc colocou em sua msg/resposta duas coisas que não entendi: primeira: “lconforjr, você mesmo já respondeu o questionamento de por que erramos...”; segunda: “... não concorda?!”

      Sim, se respondi ao porq erramos dizendo que é porq somos ignorantes, ou que nossos erros são devidos ao que aprendemos na vida, é isso mesmo. Qto ao “não concorda?!” não deu para saber a que vc se refere.
...

      Mas vamos à sua msg:

      Citação de: lconforjr em 290414, às 01:04: “Nossos erros, todos eles, vêm do que aprendemos pelas experiências da vida! Se não concorda, tente encontrar uma alternativa a esta afirmação!”
...

      Marcos disse: ... não concorda?! Esmiuçando o que dissestes, só se aprende quem tem condição para isso, não?
 

      Conf: exatamente!


      Marcos: Ou seja, aprendemos com as experiências da vida, erramos porque estamos aprendendo, e quando soubermos tudo o que nos cabe aprender, não erraremos mais.


      Conf: perfeito!


      Marcos: Porém, uns aprendem antes outros depois, uns espíritos estão à frente por serem ou laboriosos, ou mais velhos (criados primeiro), outros vêm depois porque ainda erram.


      Conf: novamente, exato!


      Marcos: Alguns cometem atrocidades porque são imaturos, são mais "jovens", assim como alguns jovens encarnados são "terríveis" até que, com o tempo se acalmam, se estabilizam. E como exigir de um jovem responsabilidades que cabem ao velho/adulto que já passou dessa fase?... é como querer que o fruto verde seja doce.


      Conf: novamente, vc está certo!


      Marcos: Temos de nos adaptar a este mundo como ele é, nos esforçando por melhorá-lo. Mesmo com seres abjetos, criminosos, indecentes e outros do gênero. Nos precavermos contra as investidas destes, mas sempre sabendo que podemos ser atingidos, há a possibilidade de uma radical mudança para pior a qualquer momento, e por isso precisamos ser fortes, e para ser forte precisamos conhecer a fraqueza em nós, e eliminá-la o quanto antes.


      Conf: de novo, vc está certo! Há, no entanto, em tudo isso, um importante detalhe a lembrar: Onde está, em tudo isso, a explicação ou a justificativa para os sofrimentos dos homens? Vc diz que erramos porq estamos aprendendo, certo? Mas, porq temos de, forçosamente, sofrer pelo fato de errarmos?

      Pois é esse o problema a que sempre me prendo: todos sofrem, sem exceção de ninguém, muitas vezes sofrimentos desesperadores e insuportáveis e a doutrina ensina que "todos" os sofrimentos são merecidos e aplicados com perfeita justiça e só merecem sofrer aqueles que transgridem as leis de Deus (exceções de provas solicitadas e missões assumidas). Onde estão aí as transgressões às leis divinas?

      Com sua resposta, vc responde às questões      -   
      - "porq eu sou bom?", ou
      - "porq eu sou mau?"; ou ainda:
      - "qual é a causa das desigualdades entre todos?";  ou ainda mais uma:
      - "porq é que podendo escolher praticar o bem, alguém escolhe praticar o mal?"

      E sua resposta é que tudo isso decorre de nosso aprendizado nas experiências da vida, do fato de alguns espíritos serem mais “jovens” (tempo de criação), ou imaturos, que as desigualdades vêm das desiguais experiências, que erramos porq somos ignorantes e ainda estamos aprendendo etc, certo?

      Então, meu jovem, a pergunta de sempre, muitas vezes repetida, mas nunca respondida: qual é a causa dos sofrimentos dos homens??!! Onde estão as transgressões às leis de Deus??!!

      Abraços.

......................
Título: Re: Fé
Enviado por: Norizonte da Rosa em 30 de Abril de 2014, 16:10

Temos de nos adaptarmos a este mundo como ele é, nos esforçando por melhorá-lo. Mesmo com seres abjetos, criminosos, indecentes e outros do gênero. Nos precavermos contra as investidas destes, mas sempre sabendo que podemos ser atingidos, há a possibilidade de uma radical mudança para pior a qualquer momento, e por isso precisamos ser fortes, e para ser forte precisamos conhecer a fraqueza em nós, e eliminá-la o quanto



Marcos, não é correção, apenas tentativa de complementação, pois sei que sabes. Eu diria seres que estão abjetos, criminosos,.., pois a diferença entre o maior criminoso e o anjo está no estado e não na natureza.

Abraço.

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 30 de Abril de 2014, 18:20
Re: Fé

  [...]
      Conf: de novo, vc está certo! Há, no entanto, em tudo isso, um importante detalhe a lembrar: Onde está, em tudo isso, a explicação ou a justificativa para os sofrimentos dos homens? Vc diz que erramos porq estamos aprendendo, certo? Mas, porq temos de, forçosamente, sofrer pelo fato de errarmos?

      Pois é esse o problema a que sempre me prendo: todos sofrem, sem exceção de ninguém, muitas vezes sofrimentos desesperadores e insuportáveis e a doutrina ensina que "todos" os sofrimentos são merecidos e aplicados com perfeita justiça e só merecem sofrer aqueles que transgridem as leis de Deus (exceções de provas solicitadas e missões assumidas). Onde estão aí as transgressões às leis divinas?

     [...]

      Então, meu jovem, a pergunta de sempre, muitas vezes repetida, mas nunca respondida: qual é a causa dos sofrimentos dos homens??!! Onde estão as transgressões às leis de Deus??!!

      Abraços.

......................


Olá lconforjr, em relação ao sofrer, acho que cabe uma resposta para cada caso. Até porque o sofrimento ocorre por diversos motivos, mas há aí uma transgressão à Lei e sabe qual?!... o sofrer. O desafio é passar por provas, expiações e missões sem sofrer, ou pelo menos, sofrendo menos. O sofrer não conta como necessidade para a evolução do espírito, daí muitos dizerem ser opcional.

Fácil não é. Se temos notícia de alguém que conseguiu tal façanha, sabemos que o melhor foi Jesus, ainda aí teve de pegar no chicote, dar-nos a alcunha de víboras(não raro agimos como tal, e outros do gênero), ser traído, abandonado, logo também não estava isento de passar por "pequenos tormentos".

  Ó geração incrédula! até quando estarei convosco? até quando vos sofrerei ainda? Trazei-mo. [...]- Jesus.

No caso citado, o remédio sugerido é o jejum e a oração. Provavelmente este remédio remonta às causas do sofrimento segundo o mestre Nazareno.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 30 de Abril de 2014, 18:29
[...]
Marcos, não é correção, apenas tentativa de complementação, pois sei que sabes. Eu diria seres que estão abjetos, criminosos,.., pois a diferença entre o maior criminoso e o anjo está no estado e não na natureza.

Abraço.

Alguns até dizem que o mestre é apenas aquele que aprendeu primeiro.

Abraços Norizonte

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 30 de Abril de 2014, 19:47
Re: Fé

      Ref: msg #255, 300414, às 18:20.

      Citação de: lconforjr em Hoje às 15:53: “de novo, vc está certo! Há, no entanto, em tudo isso, um importante detalhe a lembrar: Onde está, em tudo isso, a explicação ou a justificativa para os sofrimentos dos homens? Vc diz que erramos porq estamos aprendendo, certo? Mas, porq temos de, forçosamente, sofrer pelo fato de errarmos devido a ainda estarmos aprendendo?! Há justiça nisso?!

      “Pois é esse o problema a que sempre me prendo: todos sofrem, sem exceção de ninguém, muitas vezes sofrimentos desesperadores e insuportáveis e a doutrina ensina que "todos" os sofrimentos são “merecidos” e aplicados com “perfeita justiça” e só merecem sofrer aqueles que “transgridem as leis de Deus” (exceções de provas solicitadas e missões assumidas). Onde estão aí as transgressões às leis divinas?”.

      “Então, meu jovem, a pergunta de sempre, muitas vezes repetida, mas nunca respondida: qual é a causa dos sofrimentos dos homens??!! Onde estão as transgressões às leis de Deus??!!”
......................

      Marcos: Olá lconforjr, em relação ao sofrer, acho que cabe uma resposta para cada caso. Até porque o sofrimento ocorre por diversos motivos, mas há aí uma transgressão à Lei e sabe qual?!... o sofrer. O desafio é passar por provas, expiações e missões sem sofrer, ou pelo menos, sofrendo menos. O sofrer não conta como necessidade para a evolução do espírito, daí muitos dizerem ser opcional.


      Conf: acho que não estou me expressando como devo e, por isso, o amigo não está entendendo. Sofrer é sofrer, e sofrer sem merecer é contrário à doutrina e, sobretudo, à uma justiça perfeita; e mais: se há casos “diferentes” de sofrer sem que se mereça sofrer, a injustiça está também presente aí! Se não merecemos sofrer, pois que os erros não dependem de nós, mas daqueles dados já citados antes, onde está a justiça?! Onde está a concordância com o que a doutrina ensina?

      E isso de se dizer que o sofrer é opcional, só tem cabimento para quem não reflete um pouco só que seja, que não teve uma simples dor-de-dente, ou uma pedra nos rins, ou não viu sua filhinha, a razão de seu viver, ser estuprada e cruelmente assassinada, ou um filho agonizando nos braços sob dores sem lenitivo, ou filhos escravos das drogas etc etc, concorda? Pois, se é opcional todos os que estamos em mundos de expiações, sofrendo, pois não há quem não sofra, optamos por sofrer?! Serão todos imbecis?!

      Olhe o mundo, a história conhecida do ser humano, apenas neste planetinha azul; olhe os hospitais, os cancerosos, os que acabam de ter ossos ou órgãos esmigalhados nos desastres da vida, as doenças degradantes e humilhantes, os miseráveis que vivem nos e dos lixões das cidades, ou debaixo daquela ponte, os bilhões que sofrem, pois não há exceções: todos esses, a humanidade inteira, escolheram sofrer e Aquele que é Amor e Justiça lhes concedeu os sofrimentos através de Suas leis que tudo dirigem e regulam?! E mesmo esta suposição é absurda pois não há, ensina a doutrina, quem sofra sem que mereça e não há quem sofra sem que tenha transgredido as leis de Deus.

      Ou o jovem acha que o processo evolutivo criado pela Perfeita Sabedoria é baseado em fazer sofrer, terrivelmente, desesperadamente?!


      Marcos: Fácil não é. Se temos notícia de alguém que conseguiu tal façanha, sabemos que o melhor foi Jesus, ainda aí teve de pegar no chicote, dar-nos a alcunha de víboras(não raro agimos como tal, e outros do gênero), ser traído, abandonado, logo também não estava isento de passar por "pequenos tormentos".


      Conf: não, meu jovem, esse é outro absurdo de se dizer. Pois porq Jesus sofreria menos ou mais do que os demais? Tente, para compreender, dar uma resposta para esta pergunta! Porq Jesus sofreria menos do que nós? E os “pequenos tormentos” pelos quais passou, a doutrina explica muito bem que são consequentes da missão que assumiu, lembra-se?


      Marcos: No caso citado, o remédio sugerido é o jejum e a oração. Provavelmente este remédio remonta às causas do sofrimento segundo o mestre Nazareno.


      Conf: não estou me expressando bem, senão vc estaria entendendo. Não é um contra-censo, uma tremenda injustiça, fazer que alguém tenha de “se virar” para não sofrer, se nenhuma responsabilidade ou culpa lhe cabe de coisa alguma?! Isso, de modo algum, se harmoniza com o Amor e com a Justiça e muito menos com a Sabedoria Perfeita que atribuímos ao Criador.

      Abraços

................
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 30 de Abril de 2014, 20:07
Re: Fé

      Ref: msg #255, 300414, às 18:20.

     [...]
      Conf: não estou me expressando bem, senão vc estaria entendendo. Não é um contra-censo, uma tremenda injustiça, fazer que alguém tenha de “se virar” para não sofrer, se nenhuma responsabilidade ou culpa lhe cabe de coisa alguma?! Isso, de modo algum, se harmoniza com o Amor e com a Justiça e muito menos com a Sabedoria Perfeita que atribuímos ao Criador.

      Abraços

................

Mas como não temos responsabilidade?... então para que escolher provas e expiá-las se não somos responsáveis pelos pensamentos e atos?


Abraço


Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 30 de Abril de 2014, 21:25
Re: Fé

      Ref: msg #258, de 300414, às 20:07.

      Citação de: lconforjr em Hoje às 19:47: “não estou me expressando bem, senão vc estaria entendendo. Não é um contra-censo, uma tremenda injustiça, fazer que alguém tenha de “se virar” para não sofrer sofrimentos terriveis, se nenhuma responsabilidade ou culpa lhe cabe de coisa alguma?! Isso, de modo algum, se harmoniza com o Amor e com a Justiça e muito menos com a Sabedoria Perfeita que atribuímos ao Criador”.
...

      Marcos: Mas como não temos responsabilidade?... então para que escolher provas e expiá-las se não somos responsáveis pelos pensamentos e atos?

      Conf: meu jovem amigo Marcos, lembra-se de somos o que as experiencias/lições da vida fazem de nós? Marcos, onde é que aprendemos a viver e como viver, a como nos relacionar com os semelhantes, a como agir, como pensar, a ser bons, a ser maus, a proceder corretamente ou incorretamente? 

      Porq é que vc é inteligente, tem força de vontade, tem pensamentos bons, e outros são néscios, não têm vontade para nada, e têm pensamentos baixos, desejos inconfessáveis etc? De onde se originam seus pensamentos, desejos, vontades? Vc hoje segue a doutrina espirita porq? Onde aprendeu que lhe é conveniente segui-la, e não seguir qualquer uma outra?

      E porq é que vc tem os pensamentos que tem? Porq é que vc pratica os atos que pratica? Onde é que vc aprendeu que lhe é mais conveniente praticar este ato e não aquele? Onde é que vc aprendeu a agir com bondade ou com maldade? O que é que faz com que vc seja honesto, ou desonesto, que vc seja perverso ou pervertido? Porq é que um se inclina para o bem e outro para o mal? Afinal, aquela perguntinha muitas vezes repetida, mas nunca respondida: porq é que vc é bom e aquele seu vizinho é mau?

      Todas essas questões são sempre colocadas, Marcos, mas nunca respondidas! Não as respondem porq são tolas? Mas, são mesmo tolas? Meu jovem, não as considere tolas; tente responder que vc só terá a ganhar com isso. Mas lhe aviso que, para lhes dar respostas corretas, coclusivas serão necessários muito estudo, reflexão e raciocínio.

      Não lhe parece que seja assim? Pois procure responde-las! Ou apenas esta: porq vc é bom? Porq vc é bom, meu amigo? Sua resposta nos dará oportunidade de mais raciocinarmos, como, sensatamente, aconselha a doutrina: "fé raciocinada"!

      Abraço.

..........
 
Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 30 de Abril de 2014, 22:42
 lconforjr, não são tolas as suas perguntas e questionamentos. Têm grande valor filosófico, só acho que temos dado, eu e outros, inclusive em outros tópicos, subsídios suficientes para que você mesmo formule a sua resposta.

Quanto a ser bom ou mau, vejo como mero julgamento que na maioria das vezes é tendencioso. Nem Jesus aceitou a alcunha de bom.

Abraços

Título: Re: Fé
Enviado por: Kazaoka em 30 de Abril de 2014, 22:56

O "por quê" das diferenças.

Porquê uns sabem tocar piano e outros não?
Porquê uns sabem andar de bicicletas e outros não? Dirigir, pilotar avião, operar um computador, pintar uma tela, etc.
É claro que a resposta é porque passaram pelas experiências que lhes facultaram o desenvolvimento de tais habilidades.
Com as virtudes acontece o mesmo. A escola da vida cria meios e oportunidades para que, ao experimentarmos determinado tipo de sentimento, possamos conhecê-lo e termos noção do seu oposto. Mas, às vezes, só a noção do oposto não satisfaz, é aí, então, que nos aventuramos no mundo que o nosso pensamento criou (que alguns chamam de ilusão) mas baseado num referencial de uma experiência verdadeiramente já vivida.
Caminhamos evolutivamente para sempre agirmos com retidão. Em algumas questões de nossa moral já estamos acertando, em outras nem tanto. Mas estamos todos aprendendo e todos aprimorando. Não importa que outros tenham dificuldades para lidar com assuntos morais que nós já não vemos dificuldade nenhuma. E nem a igualdade original significa que tenhamos de estar na mesma lição. Estamos todos num mesmo estágio de uma escala que tende ao infinito, e as grandes diferenças entre nós só existe na visão estreita daqueles que analisam a nossa existência somente no momento presente, como se tudo resumisse a uma única existência. Formando, assim, uma classe de materialistas com tendências espiritualistas.

Aqueles que acham que tudo está resumido no momento presente e que tudo se resolve em uma única existência, estes creem nisso.
Os que creem que estamos, presentemente,  num ponto de uma marcha que começou bem antes dessa vida e que sobreviverá à mesma, estes são os que o Espiritismo considera como Espírito de fé. Porque sabem onde devem chegar, o que lhe proporcionará o alcance deste objetivo e, principalmente, que está lutando para escrutinar o caminho que o levará a essa realização. 

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 01 de Maio de 2014, 00:28
Re: Fé

      Ref: msg #256, de 300414, às 18:29, do Marcos W.

      Citação de: “Norizonte da Rosa em Ontem às 16:10: Marcos,... eu diria seres que estão abjetos, criminosos,.., pois a diferença entre o maior criminoso e o anjo está no estado e não na natureza”.

      Conf: olá, Noriz, o estado do momento não é o mesmo que a natureza do momento, do homem, espirito perturbado pela carne, não do espirito em si mesmo, livre da carne?

      Marcos: Alguns até dizem que o mestre é apenas aquele que aprendeu primeiro.

      Conf: e se, por hipótese, consideramos essa suposição como verdadeira, isto é, que o aperfeiçoamento depende de aprender primeiro, teríamos de perguntar: e de que depende o aprender primeiro que os outros? e, mais uma vez, teríamos de perguntar: e qual é a razão dos sofrimentos dos homens se, certamente, o que chega primeiro sofre menos que os outros?

      Abraços
Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 01 de Maio de 2014, 02:32
Re: Fé

Ref: msg #261, de 300414, às 22:56 »

      Conf: a msg #261 do amigo Kazaoka, nos remete, novamente, àquela questão cuja resposta nunca é encontrada pelos amigos companheiros de estudo: O "por quê" das diferenças iniciais. Éramos todos iguais, inclusive no que se refere às faculdades intelectuais, afinal, em tudo que se refere às possibilidades de evoluir, mas nos tornamos enormemente, gigantescamente desiguais! 

      Onde estará a resposta a essa questão?

.................
Título: Re: Fé
Enviado por: Brenno Stoklos em 01 de Maio de 2014, 03:00

Porq é que vc pratica os atos que pratica? Onde é que vc aprendeu que lhe é mais conveniente praticar este ato e não aquele? Onde é que vc aprendeu a agir com bondade ou com maldade? O que é que faz com que vc seja honesto, ou desonesto, que vc seja perverso ou pervertido? Porq é que um se inclina para o bem e outro para o mal? Afinal, aquela perguntinha muitas vezes repetida, mas nunca respondida: porq é que vc é bom e aquele seu vizinho é mau?



120. Todos os Espíritos passam pela fieira do mal para chegar ao bem?

“Pela fieira do mal, não; pela fieira da ignorância".

121. Por que é que alguns Espíritos seguiram o caminho do bem e outros o do mal?

“Não têm eles o livre-arbítrio? Deus não os criou maus; criou-os simples e ignorantes, isto é, tendo tanta aptidão para o bem quanto para o mal. Os que são maus, assim se tornaram por vontade própria".

122. Como podem os Espíritos, em sua origem, quando ainda não têm consciência de si mesmos, gozar da liberdade de escolha entre o bem e o mal? Há neles algum princípio, qualquer tendência que os encaminhe para uma senda de preferência a outra?

O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo. Já não haveria liberdade, desde que a escolha fosse determinada por uma causa independente da vontade do Espírito.

833. Haverá no homem alguma coisa que escape a todo constrangimento e pela qual goze ele de absoluta liberdade?

No pensamento goza o homem de ilimitada liberdade, pois que não há como pôr-lhe peias. Pode-se-lhe deter o vôo, porém, não aniquilá-lo".

834. É responsável o homem pelo seu pensamento?

Perante Deus, é. Somente a Deus sendo possível conhecê-lo, Ele o condena ou absolve, segundo a Sua justiça".

835. Será a liberdade de consciência uma conseqüência da de pensar?

“A consciência é um pensamento íntimo, que pertence ao homem, como todos os outros pensamentos".

843. Tem o homem o livre-arbítrio de seus atos?

“Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar. Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina".

                                                                O Livro dos Espíritos


Título: Re: Fé
Enviado por: Kazaoka em 01 de Maio de 2014, 03:03

Re: Fé

Ref: msg #261, de 300414, às 22:56 »

      Conf: a msg #261 do amigo Kazaoka, nos remete, novamente, àquela questão cuja resposta nunca é encontrada pelos amigos companheiros de estudo: O "por quê" das diferenças iniciais. Éramos todos iguais, inclusive no que se refere às faculdades intelectuais, afinal, em tudo que se refere às possibilidades de evoluir, mas nos tornamos enormemente, gigantescamente desiguais! 

      Onde estará a resposta a essa questão?

.................

No início somos iguais pelo estado germinal em que se encontram todos. Assim como acontece com as sementes, que são os germinais das plantas, o desenvolvimento de cada uma deverá às condições dos terrenos que as mesmas são depositadas. O ambiente passa a influenciar nesses gérmens despertando-lhes as potencialidades.
Da mesma forma que os terrenos influem na manifestação das potencialidades das sementes, entre os Espíritos os diferentes ambientes e as épocas que ocorrem determina as diferenças que há entre estes.

Título: Re: Fé
Enviado por: Marcos W. Silva em 01 de Maio de 2014, 03:31
Olá amigos, é com grande alegria que começamos este estudo do mês de abril de 2014 no Fórum Espírita, buscando construirmos um conhecimento significativo e interessante acerca do tema Fé. Sua participação é fundamental para o enriquecimento do nosso conteúdo.

[...]

Estudemos e aprendamos uns com os outros! Bom Estudo!

Abraços a todos.

É... parece que foi ontem que começamos o nosso Estudo Mensal sobre a Fé. Já fazem trinta dias, e confesso... passou muuuiito rápido.

Aprendi muito com todos e espero ter colaborado também. Daqui a alguns minutos será somente o estudo do mês passado.

Mas, continuemos lutando, empreendendo, construindo em nós a Fé, este tesouro incorrupto.

Como responsável pelo tópico apresento minhas desculpas pelas limitações, e o meu profundo e sincero agradecimento a cada um, sem exceção, dos que colaboraram com textos, comentários e questionamentos.

Sem vocês que ajudaram não haveria nenhum brilho, nenhuma motivação. Muito obrigado de coração.

Abraços a todos.
;)

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 01 de Maio de 2014, 15:08
Re: Fé

Ref: msg #265, de 010514, às 03:03.

      Sempre raciocinando para que se tenha uma "fé raciocinada".

      (obs: coloco a fonte maior que o normal usado pelos amigos, para facilitar a releitura de meus quase 90 anos).
...

      Citação de: lconforjr em Hoje às 02:32: "a msg #261 do amigo Kazaoka, nos remete, novamente, àquela questão cuja resposta nunca é encontrada pelos amigos companheiros de estudo: O "por quê" das diferenças iniciais. Éramos todos iguais, inclusive no que se refere às faculdades intelectuais, afinal, em tudo que se refere às possibilidades de evoluir, mas nos tornamos enormemente, gigantescamente desiguais!"
.................

      Kazaoka respondeu: "No início somos iguais pelo estado germinal em que se encontram todos. Assim como acontece com as sementes, que são os germinais das plantas, o desenvolvimento de cada uma deverá às condições dos terrenos que as mesmas são depositadas. O ambiente passa a influenciar nesses gérmens despertando-lhes as potencialidades.

      ""Da mesma forma que os terrenos influem na manifestação das potencialidades das sementes, entre os Espíritos os diferentes ambientes e as épocas que ocorrem determina as diferenças que há entre estes.


      Conf: o que o jovem amigo Kaza quer dizer é que a desigualdades entre as sementes dependem das circunstancias do terreno, certo? Ou que nós, espíritos, criados todos iguais, nos tornamos enormemente desiguais devido às influencias do meio, certo? Então as desigualdades não são resultantes dos desejos ou da vontade nossos, independem de nossa vontade, pois nos são impostas pelo meio, é isso?

      Observemos, então, que todos, sem exceção, criados iguais, "se" fôssemos submetidos a influencias iguais, pois de meios iguais para todos; se as missões que, de início, conforme a doutrina, nos são atribuídas fossem iguais para todos, os acertos e os erros também seriam iguais para todos, sem exceção e, consequentemente, as consequências de nosso atos, consequências impostas pela lei divina de causa e efeito, seriam também iguais, concorda? Todos, sem exceção, seriam, pela lei de causa e efeito, ou recompensados igualmente, ou penalizados igualmente, dentro da concepção de uma justiça perfeita: mesmos acertos, mesmas recompensas; mesmos erros, mesmas penalidades!

      No entanto, devido às desigualdades naturais entre todos, pois provenientes do meio onde forçosamente somos colocados, uns vão para o caminho do amor e, consequentemente, serão mais felizes, eqto outros vão para o caminho do mal e, consequentemente, para suas consequentes extremas infelicidades.

      Mas, se é assim, se são as desigualdades que fazem que uns acertem e outros errem, que, portanto, produzem ou felicidade, ou infelicidade, e se as desigualdades não dependem de nós mas do meio, tenho de perguntar:

      - "Porq temos de sofrer se a causa dos sofrimentos são os erros e se os erros não dependem de nós, mas das influencias do meio onde o processo evolutivo nos coloca?"


      Fui confuso?

........................
Título: Re: Fé
Enviado por: Kazaoka em 01 de Maio de 2014, 18:02

Não, não foi confuso.

Todas as desigualdades que você alega são frações de uma igualdade maior, porém, analisada e observada em forma fragmentada. O que quero dizer é que todas as diferenças que notamos são questões ínfimas de uma igualdade universal. É como estar no topo de uma única montanha onde toda região é montanhosa, umas são mais altas outras menos, mas todas são montanhas. Depois que subirmos e descermos todas as montanhas que estão em nosso caminho poderemos alcançar uma região de planície e nossa caminhada tornar-se-a, então, menos heterogênea.

Título: Re: Fé
Enviado por: Edna☼ em 01 de Maio de 2014, 18:46
Mas, continuemos lutando, empreendendo, construindo em nós a Fé, este tesouro incorrupto.

Como responsável pelo tópico apresento minhas desculpas pelas limitações, e o meu profundo e sincero agradecimento a cada um, sem exceção, dos que colaboraram com textos, comentários e questionamentos.

Sem vocês que ajudaram não haveria nenhum brilho, nenhuma motivação. Muito obrigado de coração.

Abraços a todos.
;)

Olá Marcos,

Nós é que agradecemos a sua disponibilidade e dedicação.

Que o aprendizado se faça através da compreensão, por isso vale a pena relembrar as palavras do mestre de Lyon:

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Abraços fraternos,

Edna ;)

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 01 de Maio de 2014, 20:15
Re: Fé

      Ref msg #268, de010514, às 18:02.

      Kazaoka respondeu: “Não, não foi confuso. Todas as desigualdades que você alega são frações de uma igualdade maior, porém, analisada e observada em forma fragmentada. O que quero dizer é que todas as diferenças que notamos são questões ínfimas de uma igualdade universal. É como estar no topo de uma única montanha onde toda região é montanhosa, umas são mais altas outras menos, mas todas são montanhas. Depois que subirmos e descermos todas as montanhas que estão em nosso caminho poderemos alcançar uma região de planície e nossa caminhada tornar-se-á, então, menos heterogênea”.

      Conf: olá, meu distinto jovem, entendi, meu amigo. Infelizmente, com esse seu comentário vc não ajudou a responder a nenhuma das questões apresentadas. Aliás, me desculpe julgar que sua intenção era respondê-las, pois, agora, me parece que não era.

      Você disse: “O que quero dizer é que todas as diferenças que notamos são questões ínfimas de uma igualdade universal”.

      E eu lhe pergunto (pois este tem sido o objetivo das últimas msg):

      - (Da msg anterior): Porq temos de sofrer se a causa dos sofrimentos são os erros e se os erros não dependem de nós, mas das desigualdades vindas das influências do meio onde o processo evolutivo nos coloca?

      - Porq temos de sofrer as consequências da lei de causa e efeito se erramos devido às desigualdades pois delas vem o fato de acertarmos ou de errarmos, de nos inclinarmos para o bem ou para o mal, desigualdades não provenientes de nós ou de nossa vontade, mas do meio onde o Criador nos insere?

      São estas respostas que procuramos, para melhor entender o que estamos estudando!

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Título: Re: Fé
Enviado por: Norizonte da Rosa em 01 de Maio de 2014, 20:26
Re: Fé

      Ref: msg #256, de 300414, às 18:29, do Marcos W.

      Citação de: “Norizonte da Rosa em Ontem às 16:10: Marcos,... eu diria seres que estão abjetos, criminosos,.., pois a diferença entre o maior criminoso e o anjo está no estado e não na natureza”.

      Conf: olá, Noriz, o estado do momento não é o mesmo que a natureza do momento, do homem, espirito perturbado pela carne, não do espirito em si mesmo, livre da carne?

      Marcos: Alguns até dizem que o mestre é apenas aquele que aprendeu primeiro.

      Conf: e se, por hipótese, consideramos essa suposição como verdadeira, isto é, que o aperfeiçoamento depende de aprender primeiro, teríamos de perguntar: e de que depende o aprender primeiro que os outros? e, mais uma vez, teríamos de perguntar: e qual é a razão dos sofrimentos dos homens se, certamente, o que chega primeiro sofre menos que os outros?

      Abraços


Olá Confortjr.

Poder falar sobre natureza do momento com o significado de estado parece questão de uso de diferentes palavras para dizer a mesma coisa, embora me pareça imprópria essa substituição, pois estado lembra algo transitório e natureza tem a ver com a essência de algo. Quando eu digo que alguém está em estado de criminoso, estou dizendo que isso é passageiro, mas quando digo que alguém tem natureza de criminoso, estou dizendo que esse alguém tem a essência de criminoso, o que para o que estamos estudando, parece, não faz sentido.

Quanto a questão de seu questionamento sobre o mestre que aprendeu primeiro, embora não endereçado a mim, me permito dizer que esse aprender primeiro não tem necessariamente a ver com aprender primeiro que outro que iniciou no mesmo momento. Um mestre que atingiu a sabedoria depois de 80 anos aprendeu primeiro que o discípulo que tem 20 anos.

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 01 de Maio de 2014, 20:29
     
 Ref msg do Marcos W, de 01.05.14, 16:23.


      Meu jovem Marcos, vc foi muito feliz em trazer esse tema, pois nos deu oportunidade de muitas perguntas, respostas e esclarecimentos.

      Um abraço.

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 01 de Maio de 2014, 23:38
      Ref msg do Norizonte, #271, 010514, às 2026.


      Entendi seu raciocínio, meu amigo.

..............
Título: Re: Fé
Enviado por: Kazaoka em 01 de Maio de 2014, 23:46


Porq temos de sofrer se a causa dos sofrimentos são os erros e se os erros não dependem de nós, mas das desigualdades vindas das influências do meio onde o processo evolutivo nos coloca?

      - Porq temos de sofrer as consequências da lei de causa e efeito se erramos devido às desigualdades pois delas vem o fato de acertarmos ou de errarmos, de nos inclinarmos para o bem ou para o mal, desigualdades não provenientes de nós ou de nossa vontade, mas do meio onde o Criador nos insere?

      São estas respostas que procuramos, para melhor entender o que estamos estudando!

.............

O ambiente é o espaço comum onde todos que o compõem estagiam em suas nuances por um determinado tempo. A influência do ambiente é a mesma para aqueles que compartilham o mesmo momento e as mesmas circunstâncias. A maneira de agir diferenciadamente é resultado dos tipos e experiências que já vivemos e o aprendizado que acumulamos delas. Somos individualidades e nossas experiências sobre uma determinada questão ocorrem em épocas ou existências diferentes para cada um. Essa é a causa para as aparentes desigualdades que parecem tão discrepantes mas, que na verdade, não são tão discrepantes assim.

Aqui encerro minha participação neste tópico.

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 10 de Maio de 2014, 17:59
Re: Fé

      Ref: resp #274 em: 010514, 23:46, de Kazaoka

      Citação de lconforjr em 01 de Maio de 2014, 20:15:

      1) - Porq temos de sofrer se a causa dos sofrimentos são os erros e se os erros não dependem de nós, mas das desigualdades vindas das influências do meio onde o processo evolutivo nos coloca?

      2) - Porq temos de sofrer as consequências da lei de causa e efeito se erramos devido às desigualdades pois delas vem o fato de acertarmos ou de errarmos, de nos inclinarmos para o bem ou para o mal, desigualdades não provenientes de nós ou de nossa vontade, mas do meio onde o Criador nos insere?

...

      Kazaoka comentou: O ambiente é o espaço comum onde todos que o compõem estagiam em suas nuances por um determinado tempo. A influência do ambiente é a mesma para aqueles que compartilham o mesmo momento e as mesmas circunstâncias. A maneira de agir diferenciadamente é resultado dos tipos e experiências que já vivemos e o aprendizado que acumulamos delas. Somos individualidades e nossas experiências sobre uma determinada questão ocorrem em épocas ou existências diferentes para cada um. Essa é a causa para as aparentes desigualdades que parecem tão discrepantes mas, que na verdade, não são tão discrepantes assim.

      Conf: certo! Concordo com tudo o que o amigo colocou, exceto com o dizer que "as desigualdades não são tão discrepantes assim"! Pois, devido às desigualdades, enquanto uns usam as mãos para ajudar o próximo e abençoar, outros as usam para lesar e matar os próprios irmãos.
 
      Contudo, se as afirmações do amigo estão corretas (para mim estão, exceto naquilo a que me referi!), repito a pergunta que está no trecho citado acima, da msg anterior: 

      1) - Porq temos de sofrer se a causa dos sofrimentos são os erros e se os erros não dependem de nós, mas das desigualdades vindas das influências do meio onde somos obrigados a estar, devido a que o processo evolutivo, forçosamente, aí nos coloca?

      2) - Porq temos de sofrer as torturantes e desesperadoras consequências da lei de causa e efeito se erramos devido às desigualdades pois delas vem o fato de acertarmos ou de errarmos, de nos inclinarmos para o bem ou para o mal, desigualdades não provenientes de nós ou de nossa vontade, mas do meio onde o Criador nos insere?

      São estas as perguntas cujas respostas nos farão melhor entender a doutrina. Mas, quem tem as respostas a elas? O amigo Kazaoka, embora solicitado na msg/resposta anterior, a nenhuma delas respondeu.

...
Título: Re: Fé
Enviado por: Kazaoka em 10 de Maio de 2014, 22:16


      1) - Porq temos de sofrer se a causa dos sofrimentos são os erros e se os erros não dependem de nós, mas das desigualdades vindas das influências do meio onde o processo evolutivo nos coloca?

      2) - Porq temos de sofrer as consequências da lei de causa e efeito se erramos devido às desigualdades pois delas vem o fato de acertarmos ou de errarmos, de nos inclinarmos para o bem ou para o mal, desigualdades não provenientes de nós ou de nossa vontade, mas do meio onde o Criador nos insere?

...



Coronel, porquê nos alimentamos quando sentimos fome, sendo que alimentamos para a sustentabilidade de nosso organismo e não, simplesmente, para saciar a fome?
A forme representa a necessidade de algo que está faltando em nosso corpo, e é um tipo de sofrimento físico. O sofrimento moral é o sintoma da fome moral do Espírito.
Não temos que sofrer, mas podemos sofrer quando isso for necessário para nos alertar sobre algo que estamos carentes.

Título: Re: Fé
Enviado por: lconforjr em 19 de Maio de 2014, 02:19
Re: Fé

      Ref: resp #276 em: 100514, 22:16, Kazaoka

      Tendo em vista o que está nas msg anteriores, recentes, Conf deixou estas duas questões, em 100514, 17:59:

      1) - Porq temos de sofrer se a causa dos sofrimentos são os erros e se os erros não dependem de nós, mas das desigualdades vindas das influências do meio onde o processo evolutivo nos coloca?

      2) - Porq temos de sofrer as consequências da lei de causa e efeito se erramos devido às desigualdades pois delas vem o fato de acertarmos ou de errarmos, de nos inclinarmos para o bem ou para o mal, desigualdades não provenientes de nós ou de nossa vontade, mas do meio onde o Criador nos insere?
...
      Kaza respondeu: porquê nos alimentamos quando sentimos fome, sendo que alimentamos para a sustentabilidade de nosso organismo e não, simplesmente, para saciar a fome?

      A forme representa a necessidade de algo que está faltando em nosso corpo, e é um tipo de sofrimento físico. O sofrimento moral é o sintoma da fome moral do Espírito.

      Não temos que sofrer, mas podemos sofrer quando isso for necessário para nos alertar sobre algo que estamos carentes.

      Conf: acho lógico o que vc colocou, mas não é isso o que a DE ensina. Para a DE, “todos os sofrimentos”, portanto de qualquer natureza que forem, exceto os vindos de provas solicitadas e missões assumidas, são decorrentes, não da necessidade de sofrer para aprender, mas de transgressões à Lei de Deus, concorda?

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Título: Re: Fé
Enviado por: Brenno Stoklos em 23 de Maio de 2014, 05:19

Para a DE, “todos os sofrimentos”, portanto de qualquer natureza que forem, exceto os vindos de provas solicitadas e missões assumidas, são decorrentes, não da necessidade de sofrer para aprender, mas de transgressões à Lei de Deus, concorda?



Sobre esse ponto o que a Doutrina Espírita ensina é, resumidamente, o seguinte:


"Deus promulgou leis plenas de sabedoria, tendo por único objetivo o bem. Em si mesmo encontra o homem tudo o que lhe é necessário para cumpri-las. A consciência lhe traça a rota, a lei divina lhe está gravada no coração e, ao demais, Deus lha lembra constantemente por intermédio de seus messias e profetas, de todos os Espíritos encarnados que trazem a missão de o esclarecer, moralizar e melhorar e, nestes últimos tempos, pela multidão dos Espíritos desencarnados que se manifestam em toda parte. Se o homem se conformasse rigorosamente com as leis divinas, não há duvidar de que se pouparia aos mais agudos males e viveria ditoso na Terra. Se assim procede, é por virtude do seu livre-arbítrio: sofre então as conseqüências do seu proceder".

                                                                     A Gênese


Título: Re: Fé
Enviado por: Carlos Saraiva em 30 de Maio de 2014, 22:59
Jesus disse: A Fé remove montanhas. O que Ele quis dizer exatamente com estas palavras, simples de serem ditas, mas muito difíceis de entender e, ainda mais, de praticar. Para mim Fé é algo que não se prescreve, ninguém pode te obrigar a ter Fé, portanto a Fé não é humana, mas Divina. Eu creio que a Fé vem de Deus. Mas o que é Deus. Não pretendo filosofar sobre este conceito. Eu creio que a Fé nasce da nossa observação das coisas que estão a nossa volta, ou seja, do mundo que nos cerca. Basta observar para se ter Fé. Observar as leis da vida, a perfeição e a precisão das mesmas. Praticamente na vida tudo tem a sua hora de acontecer: o tempo de rotação da terra em torno do seu eixo, ou seja, o dia; o tempo de rotação em torno do sol: o ano, as estações do ano, etc. O vôo das aves, o leite que sai do seio da mãe para alimentar o filho, as leis da física e da química. Não foi o homem que criou nada disto. Foi um ser superior em bondade, inteligência, justiça e tudo o mais que nos faz acreditar na sua superioridade. Se Fé é realmente uma coisa racionada então o raciocínio da Fé é exatamente isto. Deus é a própria Fé. Basta aceitá-lo com pediu o nosso amado Jesus. Eu vim a este mundo para revelar Deus e o seu Reino as criaturas de boa fé. É muito simples, basta aceitar a Deus e tereis Fé. Fé é a aceitação de Deus e de seu Reino nas nossas vidas. Simples assim! Não tem complicação nenhuma, nós é que gostamos de complicar as coisas.
Carlos Saraiva
Título: Re: Fé
Enviado por: Brenno Stoklos em 05 de Junho de 2014, 01:15


Fé e Caridade.

Motores do progresso:


"Deus fez descerem à Terra a fé e a caridade para auxiliar os homens a sacudir a dupla tirania do pecado e da arbitrariedade; e não há dúvida que, com esses dois divinos motores, há muito tempo eles teriam atingido uma felicidade tão perfeita quanto o comporta a natureza humana e o estado físico do vosso globo, caso os homens não tivessem deixado a fé enlanguescer e os corações secarem. Por um momento, mesmo, acreditaram poder dispensá-la e salvar-se apenas pela caridade. Foi então que se viu nascer essa multidão de sistemas sociais, bons na intenção que os ditava, mas defeituosos e impraticáveis na forma. E por que são impraticáveis? perguntareis; não se baseiam no desinteresse de cada um? Sim, sem dúvida; mas para se basear no desinteresse é preciso, primeiro, que exista o desinteresse. Ora, não basta decretá-lo, é preciso inspirá-lo.

Sem a fé que dá a certeza das compensações da vida futura, o desinteresse é um logro aos olhos do egoísta. Eis por que são instáveis os sistemas que repousam apenas sobre os interesses materiais, tanto é certo que o homem nada poderia construir de harmonioso e durável sem a fé, que não somente o dota de uma força moral superior a todas as forças físicas, como lhe abre a assistência do mundo espiritual e lhe permite beber na fonte da onipotência divina.

Ainda mesmo quando cumprísseis tudo quanto vos foi ordenado, considerai-vos como servos inúteis”. Estas palavras do Cristo vos ensinam a humildade como a primeira base da fé e uma das primeiras condições da caridade. Aquele que tem fé não esquece que Deus conhece todas as imperfeições; em conseqüência, jamais pensa em querer parecer melhor do que é aos olhos do próximo. O que tem humildade sempre acolhe com doçura as censuras que lhe fazem, por mais injustas que sejam, porquanto, sabei-o bem, a injustiça jamais irrita o justo".

                                              Revista Espírita (Março - 1861)