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CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Victor Passos em 30 de Abril de 2011, 18:52

Título: Família
Enviado por: Victor Passos em 30 de Abril de 2011, 18:52
Família


ESTRUTURA DO ESTUDO

O Objetivo do Estudo, é o de focalizar a importância da Família na evolução do espírito.
Conhecer-lhe a causa e efeito, a relação com a reencarnação dentro duma visão contemporânea e orientada para os valores espirituais, morais e inteletuais.

Família - estudo espiritismo - forumespirita.net (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVNqbEMybXA4eXdRI3dz)

    Estrutura de tópicos a estudo:

        1ª Semana: Conceitos e Objetivos

    Conceito de Família
    Laços de Família
    Relação de Família
    Objetivo da Família

        2ª semana: Relação Espiritual

    Família de Jesus
    Reencarnação fortalece os laços de Família?
    Honra teu Pai e tua Mãe

        3ª semana: Educação e Valores

    Amor em Família
    Educação
    Visão Social da Família
    Lei da Reprodução
    Felicidade

       4ª semana: Familia (problematica)
   
    Pais e Filhos
    Casamento e Divórcio
    Aborto
    Filhos Diferentes
    Infertilidade
    Adopção
    Conclusão

Projetamos levar à reflexão da importância da Família na vida quotidiana.
Às relações de intercâmbio entre os Seres, enquanto em corpo (Espírito).
Alertando para a mudança, nas novas vestes Humanitárias, onde impera, a fome, a miséria, a guerra e o flagelo do desemprego, os flagelos naturais, dando pela consequência também dos resultados da atuação do homem no desenvolvimento vivencial, pela necessidade de solidariedade, fraternidade e enfim do Amor.
Artigos a consultar;

As crianças vêem e fazem

http://www.4shared.com/video/QSP1kkkD/Children_See__Children_Do.html

Cabelos

http://www.4shared.com/video/EZ4UdIxE/Cabelos.html

Adolescentes e a Familia – Autor Victor Passos

http://www.forumespirita.net/fe/espiritismo-jovens/adolescentes-e-a-familia-1a-parte/
http://www.forumespirita.net/fe/espiritismo-jovens/adolescentes-e-a-familia-2a-parte/

Familia em Mudança- Autor Victor Passos

http://www.forumespirita.net/fe/artigos-espiritas/a-familia-em-mudanca-29467/msg149331/#msg149331

Bibliografia:

    O Livro Dos Espíritos de Allan Kardec
        "Da Lei e Justiça, Amor e Caridade - parte 3ª - Cap. IX - Caridade e Amor ao Próximo - perguntas 886 a 889 e Amor Materno e Filial - perguntas 890 a 892
         Da Lei de Reprodução, questões 686 a 701

    O Evangelho Segundo Espiritismo
       "Honrai a vosso pai e a vossa mãe", (Caps. II e III.)
        A Lei de Amor (Cap. XI)

    Livro Estudos Espíritas, Divaldo P.Franco pelo espírito de Joanna de Ângelis.
        Livro: Na Era do Espírito Emmanuel & Francisco C. Xavier
        Livro: Após a Tempestade Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco
        Livro: SOS Família Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco
        Livro: Leis Morais da Vida Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco
        Livro: Fonte Viva Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

INTRODUÇÃO

A FAMILIA

   A Familia é raiz, que cresce e se ergue em caules de objectividade  profunda, ramificando-se entre  processos rectificadores,  afim de  levar  ao florescimento eterno, reproduzindo um Universo de Fraternidade plena e do Amor Universal!
Ama – te! Amando a tua Família!...                                                                                 Cravo
 
   A Família é Obra maior do Pai.
   Abençoada ela é escola de educação, obra de restruturação pelo amor. Nela se restabelecem relações perdidas, se relança a razão das emoções, dos sentimentos, mas também da evolução do Espirito, pelo perdão, razão e pela essência do amor.
      Em todas as agregações viventes na Terra à exceção da Humanidade, talvez nenhuma detenha  tanta importância no desempenho educador e regenerativo como a constituição familiar.
      Além dos liames do afeto, garante-se a pedra angular da civilização. Funda-se também, o princípio da reencarnação, consoante as Leis Divinas, permitindo o trabalho gerenciador dos mais propositos da espiritualidade. O da paternidade e maternidade, onde os espiritos encarnados adquirem largos créditos dos Princípios Superiores. Desde a fonte da energia da vida, pela lei sublime da reprodução. Os filhos são ligações de amor que do Lar fazem uma escola, um hospital, um transporte conscientizado de integração com alianças afins. Nesse intercâmbio valioso, recriam-se experiências, para burilamento e evolução do espírito.
  A vida neste plano não é de felicidade absoluta, mas ela será aquilo que fizermos dela.  Espera-se o empenho de todos, para que nesta Família de Espíritos do Forum Espírita, se faça deste Estudo Mensal, Obra real de compartilha de amor, estudo e aprendizado mútuo.
  A cordialidade seja pedra basilar, a compreensão o cisel de moldagem moral e o estudo, livro aberto ao intercâmbio mútuo.


Muita paz
Victor Passos e Katia Togushi




Título: Re: Familia
Enviado por: katiatog em 30 de Abril de 2011, 19:13
Boa tarde  querido amigo Víctor e  amigos do Fórum!


Agradeço o gentil convite de fazer o estudo mensal consigo.

Parabéns pela escolha do tema de grande relevância para todos nós.

A família é presente divino onde as criaturas irmanadas pelos laços consaguíneos aprendem a exercitar a paciência, dividir aprendizados e exercitar a lei do amor.

O caminho do amor à Deus e aos nossos semelhantes começa em cada lar.

Sejam todos muito bem-vindos!

Convidamos todos os amigos e visitantes a participarem desse novo estudo e que os bons espíritos nos inspirem!

Abraços da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 30 de Abril de 2011, 19:46
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

     Na relevância de levarmos este estudo de forma sequêncial, começaremos então por compartilhar nesta primeira semana os conceitos e Objetivos de Família.
   
  Não só na sociedade , na Constituição dos Países, mas bem mais amplamente uma das ideologias de maior impacto no mundo , ainda hoje, é a ideologia da família, herdada da cultura romana. Nem sequer o individualismo, a ideologia do indivíduo, irrompendo radical nas revoluções liberais na passagem da Idade Moderna para a Contemporânea, logrou suplantar a ideologia da família. Para esta, o elemento basilar da sociedade não é o indivíduo, mas sim a entidade familiar monogâmica, parental, patriarcal, isto é, a tradicional família romana, que veio a ser recepcionada pelo cristianismo medieval, que reduziu a entidade familiar à família nuclear e consagrou como família-modelo a Sagrada Família: Pai (José), Mãe (Maria) e filho (Jesus).

Essas condições ideológicas, em que o conceito de família se adaptou para servir ao patriarcalismo antigo e ao feudalismo medieval, na Europa, de modo a justificar o domínio das terras pelos patriarcas e pelos senhores feudais, reforçaram a idéia-força de que a família patriarcal e senhorial é a base da sociedade, ou seja, a sociedade humana não é uma sociedade de indivíduos, nem a sociedade política é uma sociedade de cidadãos, mas sim de famílias. O indivíduo sem a família é pouco mais do que ninguém: um deserdado, um desafortunado, um pobre coitado. Assim também, o cidadão.

Origem da família tradicional

A família tradicional na civilização ocidental – a família patriarcal e senhorial – define-se pela rigorosa conjunção sexual monogâmica de um homem com uma mulher na qualidade de pai e mãe, como condição indispensável para gerar filhos que – isentos de qualquer dúvida sobre sua paternidade – possam estar sob o poder, o sustento e a proteção do pai, bem como herdar o patrimônio familiar. Sendo indispensável essa condição de certeza da paternidade, a família – assim ideada, idealizada e ideologizada – não é pensável sem o pai ou a mãe. Mais ainda: sem o mesmo pai e a mesma mãe. Isso, desde quando na remota antigüidade o patriarcalismo se impôs para garantir que as terras não saíssem das mãos das famílias integrantes das tribos que nelas se assentaram. Assim, na origem de Roma, para assegurar que ao longo das gerações e transações as terras dos romanos – o ager romanus – não escapassem às mãos dos romanos – ao controle do populus romanus – surgiram conceitos, institutos e instituições, tais como o patrimonium (a missão do pai: zelar pelas coisas e terras romanas) e o matrimonium (a missão da mãe: gerar o romano certo para herdar e transacionar as coisas e terras romanas).

Muita paz

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 30 de Abril de 2011, 19:59
Ola muita e harmonia
Bons Amigos e Amigas

  Continuando a dar enfase aos conceitos de Família, Tudo, na origem, de tal modo, que então ,antes de advir a necessidade histórica de assegurar assim a integridade do território tribal, não se misturavam as funções econômicas e sociais com o atavismo biológico.
" Henri Mendras atesta, ao relatar que entre os iroqueses era possível, em vez de considerar que o tio materno é um tio, decidir que o tio materno é também mãe do indivíduo, assim se podendo ter mãe do sexo masculino, como também a irmã do pai podia ser assumida como pai, embora do sexo feminino. "

Esses exemplos rápidos lembram que o parentesco e o casamento são realidades sociais e não biológicas. Melhor é dizer que são realidades não só biológicas, mas também sociológicas, ou seja: biossociais. Mas foi com a sedentarização das tribos que o relacionamento biológico-sexual deu guarida e se misturou à realidade político-social.

Com a fixação definitiva das tribos em terras a transmissão com base no sangue tribal, fora definida. Daí, o patriarcalismo, que ,sucedendo à primitiva promiscuidade sexual , procedeu a essa definição mais profunda. Com o patriarcalismo principiou a asfixia do afeto. Com ele tiveram início os casamentos por conveniência, que depois se alastraram, quando aos motivos patrimoniais se somaram os motivos políticos. O afeto – deixou de ser a única causa dos acasalamentos e estes se transformaram no casamento institucional, que atrelou a reprodução à presença obrigatória de um casal de genitores pertencentes à tribo. Sobreveio a necessidade de se ter não apenas a mater certa, mas também o pater certus, ou seja, a necessidade de se ter a certeza do casal: o casamento.
Desse modo, o casamento institucional assumindo e não raro substituindo o acasalamento afetivo foi a condição histórica para que toda a entidade familiar fosse definida não mais em função da mãe certa, mas do casal certo no âmbito do qual – para se ter certeza da paternidade – se impôs o poder de comando do Pai – o patriarca – com direito de vida ou de morte sobre toda a família.

Assim, do primitivo acasalamento afetivo, do qual resultava certa a mãe, mas incerto o pai, passou-se ao casamento institucional, com o qual se buscou ter a certeza do pai e da mãe, recolhendo-se esta na casa do "seu" marido, que passou a deter uma autoridade certa e plena sobre a "sua" mulher e os "seus" filhos. Desse modo, para assegurar a propriedade e a posse das terras tribais, as idéias de propriedade e posse contaminaram a família, dando origem à ideologia da família monogâmica, parental, patriarcal, que se define pela existência de um pai e uma mãe com seus filhos sob o poder pátrio. A família assim concebida e praticada reveste e mascara interesses patrimoniais que muitas vezes deslocam, degeneram, sufocam ou até substituem as relações de afeto.

 Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 30 de Abril de 2011, 20:25
Querido amigo Víctor e amigos do Fórum


Achei interessante esse texto extraído da Wikipédia que compartilho com todos:


Conceito de família



A família representa um grupo social primário que influencia e é influenciado por outras pessoas e instituições. É um grupo de pessoas, ou um número de grupos domésticos ligados por descendência (demonstrada ou estipulada) a partir de um ancestral comum, matrimónio ou adoção. Nesse sentido o termo confunde-se com clã. Dentro de uma família existe sempre algum grau de parentesco. Membros de uma família costumam compartilhar do mesmo sobrenome, herdado dos ascendentes diretos. A família é unida por múltiplos laços capazes de manter os membros moralmente, materialmente e reciprocamente durante uma vida e durante as gerações.

Podemos então, definir família como um conjunto invisível de exigências funcionais que organiza a interação dos membros da mesma, considerando-a, igualmente, como um sistema, que opera através de padrões transacionais. Assim, no interior da família, os indivíduos podem constituir subsistemas, podendo estes ser formados pela geração, sexo, interesse e/ ou função, havendo diferentes níveis de poder, e onde os comportamentos de um membro afetam e influenciam os outros membros. A família como unidade social, enfrenta uma série de tarefas de desenvolvimento, diferindo a nível dos parâmetros culturais, mas possuindo as mesmas raízes universais (MINUCHIN,1990).


Alberto Eiguer, psicanalista francês, em seus livros “Um Divã para a Família” e "O Parentesco Fantasmático" estabelece alguns “organizadores” que orientam a escolha de parceiro. Para ele, os casamentos e, por extensão, a família, se estruturam por mecanismos inconscientes ligados às primeiras experiências de vinculação.

Alberto Eiguer edifica um modelo de vínculos intersubjetivos narcísicos e objetais, do qual emergirá a representação do antepassado que desperta identificações cheias ou ocas, estruturantes ou aniquiladoras. E assim, mostra que doravante faz-se necessário - se admitirmos que o sujeito utiliza-se do outro como defesa, como fonte e motor de seu imaginário - pensar a família em termos de "transgeração" e "mito familial". Afirma que “os objetos parentais constituem o núcleo do inconsciente familiar”, para o bem e para o mal, pensa o psiquiatra e psicanalista Cláudio Costa .

Para Eiguer, são três organizadores: 1) Escolha de objeto; 2) as vivências do “eu familiar” e sentimentos de pertença”; 3) o romance familiar, vivido na primeira infância, representando uma imagem idealizada dos pais.

Quanto ao primeiro ítem - “escolha de objeto” - haveria três modelos:


1.Escolha objetal anaclítica, ou assimétrica: o homem ou a mulher buscam um parceiro que lhes forneça amparo e apoio (mãe ou pai da infância). É uma escolha alimentada pela pulsão de conservação e visa, antes de tudo, dominar a angústia de perda das figuras parentais. Haveria uma identificação mútua na perda e cada um idealiza o outro. De alguma forma, o casal se julga sabedor de como um deve sanar a falta do outro. Dois caminhos se oferecem:
a) defensivo: quando o homem escolhe uma mulher que é o oposto ao pai e vice versa; b) regressivo: quando se identifica, no parceiro, um sucedâneo da figura parental de identificação.

2. Escolha objetal narcisista, ou simétrica: Neste caso, a pessoa se liga a um parceiro que se assemelha: a) ao que se é; b) ao que se foi; c) ao que gostaria de ser; d) ao que possui uma parte do que se foi.

O vínculo se estabelece a partir de uma idéia de poder, orgulho, onipotência e ambição. Por exemplo: o parceiro seria alguém que seja difícil, a fim de se comparar com ele em força e em capacidade manipuladora. Há um jogo sadomasoquista na relação. Exemplo: uma pessoa, muito fechada, tímida e insegura se sente atraída pelo parceiro arrogante e sociável. É provável que uma das partes acabe desprezando a outra.

3. Escolha objetal edípica, ou dissimétrica: trata-se de uma escolha regida pela identificação madura e adulta ao pai do mesmo sexo.

Exemplos: a) um rapaz se casa com uma mulher que, de alguma forma, representa a mãe dele; b) casais que procuram o significado de sua relação amorosa, de interação homem-mulher, baseados nas vivências satisfatórias em suas famílias de origem.

As afirmações de Alberto Eiguer se basearam em pesquisas feitas durante anos, na França, com casais que procuraram terapia. As bases teóricas se fundamentam na teoria psicanalítica do Complexo de Édipo e sua resolução – teoria esta colocada em cheque por inúmeros autores. Afinal, Freud viveu na época vitoriana e tinha, por modelo, a família estruturada pelo pai, mãe e filhos. Esse tipo de família, por incrível que pareça, somente foi definido por Littré, em 1869 (há menos de duzentos anos).

Aliás, é bom lembrar que a palavra "família" deriva do verbete latino "famulus" = 'domésticos, servidores, escravos, séquito, comitiva, cortejo, casa, família'
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 01 de Maio de 2011, 04:03
Boa noite meus queridos Amigos
Victor Passos e Katiatog.

Agradeço a oportunidade desse maravilhoso estudo cujo tema é "Família", que irá certamente beneficiar os nossos relacionamentos familiares.
Devemos estar conscientes de que é preciso trabalhá-la e cultivá-la sempre, constantemente, e com muito amor.

Desejo sucesso no estudo e aproveito para deixar um pps que fala a respeito dos laços de família.

Abraços fraternos
Macili
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 01 de Maio de 2011, 04:29
Querida amiga Macili


Seja muito bem-vinda ao estudo mensal de maio.

Parabéns por compartilhar conosco e enriquecer o nosso estudo com um pps pleno de ensinamentos doutrinários.

Os laços de família aproximam espíritos simpáticos que se unem num mesmo lar. Nesse caso, a convivência será uma dádiva para esses espíritos. Pode servir de provação quando os espíritos que se unem na mesma família são antipáticos ou inimigos de outras encarnações. Nesse caso, Deus permite a sua aproximação para que aprendam a superar a sua aversão, substituindo o ódio pelo amor e a intolerância pelo perdão. Outras vezes ocorre que os espíritos que encarnam numa determinada família sejam completamente estranhos e creio que isso ocorre para que cumpram uma determinada missão juntos, a fim de se auxiliarem mutuamente.

Volte sempre!

Abraços afetuosos


Título: Re: Família
Enviado por: pati em 01 de Maio de 2011, 04:29
   Bons dias a todos!
Olá, Victor! Olá, Kátia!
"Ó nóis aqui" de novo!
Que bom este tema para estudo. Estava mesmo lendo sobre a família esta semana. Entendo que se este núcleo, onde se encontram espíritos de maneira organizada, e não por acaso, deva ser respeitado por todos nós que, de alguma forma, estamos empenhados no aprendizado e na melhora pessoal. Deixo um texto de Emmanuel, para colaborar com os amigos, sem falar que aproveito bastante a cada leitura e reflexão.
Abraços; até breve.
pati
Estejamos em Deus


 " De todas as associações existentes na Terra – excetuando naturalmente a Humanidade – nenhuma talvez mais importante sem sua função educadora e regenerativa: a constituição da família.
        De semelhante agremiação, na qual dois seres se conjugam, atendendo aos vínculos do afeto, surge o lar, garantindo os alicerces da civilização. Através do casal, aí estabelecido, funciona o princípio da reencarnação, consoante as Leis Divinas, possibilitando o trabalho executivo dos mais elevados programas de ação do Mundo Espiritual.
        Por intermédio da paternidade e da maternidade, o homem e a mulher adquirem mais amplos créditos da Vida Superior.
        Daí, as fontes de alegria que se lhes rebentam do ser com as tarefas da procriação.
        Os filhos são liames de amor conscientizado que lhes granjeiam proteção mais extensa do Mundo Maior, de vez que todos nós integramos grupos afins.
        Na arena terrestre, é justo que determinada criatura se faça assistida por outras que lhe respiram a mesma faixa de interesse afetivo. De modo idêntico, é natural que as inteligências domiciliadas nas Esferas Superiores se consagrem a resguardar e guiar aqueles companheiros de experiência, volvidos à reencarnação para fins de progresso e burilamento.
        A parentela no Planeta faz-se filtro da família espiritual sediada além da existência física, mantendo os laços preexistentes entre aqueles que lhe comungam o clima.
        Arraigada nas vidas passadas de todos aqueles que a compõem, a família terrestre é formada, assim, de agentes diversos, porquanto nela se reencontram, comumente, afetos e desafetos, amigos e inimigos, para os ajustes e reajustes indispensáveis, ante as leis do destino.
        Apesar disso, importa reconhecer que o clã familiar evolve incessantemente para mais amplos conceitos de vivência coletiva, sob os ditames do aperfeiçoamento geral, conquanto se erija sempre em educandário valioso da alma.
        Temos, dessa forma, no instituto doméstico uma organização de origem divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do Mundo Melhor."

VIDA E SEXO – Emmanuel – psicografado por Francisco Cândido Xavier – capítulo 2 – FAMÍLIA
Título: Re: Família
Enviado por: pati em 01 de Maio de 2011, 04:33
Olá!

“Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e, muitas vezes, se dissolvem moralmente, já na existência atual.” – do item 8, no Cap. XIV, de  “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.

Abraços
pati
Em Deus
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 01 de Maio de 2011, 04:49
Querida pati


Seja muito bem-vinda ao estudo mensal. Parabéns por compartilhar um belo texto de Emmanuel, um dos meus autores espirituais preferidos, e o trecho do cap XIV do ESE.

O lar é a escola abençoada por Deus onde os pais tem a possibilidade de corrigir os defeitos morais de seus filhos, educando-os com o exercício do amor e da paciência e principalmente dando-lhes exemplos de conduta cristã pelas suas próprias atitudes, pois mais que falar é preciso "dar o exemplo".

Continue nos acompanhando.

Paz e luz!
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 01 de Maio de 2011, 07:09
Queridos amigos


Agradecemos pela participação das amigas Macili e pati e à todos os amigos e visitantes que nos acompanharam nesse início de estudo.

Fiquem com Deus
Título: Re: Família
Enviado por: Dothy em 01 de Maio de 2011, 10:00
Bom dia queridos amigos Victor e Katia...

Que maravilhoso tema para o estudo mensal
Desejo que tudo transcorra em clima de união, harmonia e aproveitamento para todos nós

Porque Existe a Família

Você já pensou sobre qual é o objetivo da família, na terra?
Afinal de contas, por que existe a família?
Se Deus, que é o Criador de todas as coisas, criou a necessidade da vida em família, é porque ela tem uma finalidade importante para o progresso do Espírito.
Vamos encontrar a resposta para essa questão, nos ensinamentos do maior Sábio de todos os tempos.
Jesus recomendou que devemos amar o próximo como a nós mesmos.
Assim, a família é essa escola onde podemos aprender a amar umas poucas pessoas para um dia amar a humanidade inteira.
Deus, que é a inteligência suprema, sabe que no estágio evolutivo em que se encontra, o homem é incapaz de amar todos os seres humanos como a si mesmo.
Por essa razão ele distribui as pessoas nessas pequenas escolas chamadas lares, para que aprendam o amor ao próximo mais próximo.
É assim que em nossas múltiplas existências vamos aprendendo o amor, nas suas diversas facetas: amor de mãe para filho, de filho para mãe, de irmão para irmão, de avô para neto, de neto para avô, de tio para sobrinho, de sobrinho para tio, de esposo para esposa e assim por diante.
E, quando conseguimos amar verdadeiramente um filho, por exemplo, nosso coração se enternece também pelos filhos alheios.
Quando desenvolvemos profundo amor por uma avó ou pelos pais, toda vez que uma velhinha ou velhinho cruzar nosso caminho, sentiremos algum carinho, porque nos lembraremos dos nossos queridos velhos.
Assim, os laços de afeto vão se formando, aos poucos, para que um dia possam se estender por toda a grande família humana.
Considerando-se, ainda, a lei da reencarnação, ou seja, das várias existências no corpo físico, vamos solidificando esses laços de afetividade com um maior número de rito'>espíritos, que nascem sob o mesmo teto que nós.
Dessa forma, nossa família ritual'>espiritual se amplia e os laços de bem-querer se solidificam a cada nova possibilidade de convívio.
Podemos constatar essa realidade no amor que nutrimos pelos amigos, que não fazem parte da parentela corporal, mas com os quais temos laços sólidos de afeição.
Se o amor ao próximo é lei da vida, teremos, mais cedo ou mais tarde, que aprender esse amor. E nada mais lógico do que começar pelos familiares, que a sabedoria das leis divinas reuniu no mesmo lar.
Portanto, viver em família é um grande desafio e ao mesmo tempo um importante aprendizado, pois o convívio diário nos dá oportunidade de limar as arestas com aqueles que por ventura tenhamos alguma diferença.
Nascendo no mesmo reduto familiar é mais fácil superar as desafeições, pois os laços de sangue ainda se constituem num ponto forte a favor da tolerância e da convivência pacíficas.
É por essa razão que existe a família: para que aprendamos a nos amar como verdadeiros irmãos, filhos do mesmo Criador.
Pense nisso!
Olhando a humanidade como uma grande família, todas as barreiras que separam os povos caem por terra, pois num outro país, numa outra raça, numa outra religião, pode estar alguém que já foi nosso parente consangüíneo ou nosso grande amigo numa existência física passada.
Assim, se você entender que isso tudo faz sentido, comece a ver as pessoas que cruzam seu caminho com outros olhos. Com olhos de quem entende e atende a recomendação do Cristo: ame o próximo como a si mesmo.

Momento espiríta
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 01 de Maio de 2011, 11:11
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

   A importância da valorização do espirito se faz pelo intercãmbio quer de amor , quer de simpatia, quer de estudo empreendido pela compartilha, assim fica este agradecimento a todos quantos participarem neste Estudo.

  Redirecionando o estudo e após termos conhecido alguns pormenores do historial da Familia, e acentuando os seus conceitos , sigamos reforçando a relação espiritual e material, dando espaço aos laços Familiares.

   Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec (Capítulo XIV), encontramos que "Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito do que se o fossem pelo sangue".
Como a Justiça Divina é sempre perfeita, ninguém deve se queixar de haver nascido nesta ou naquela família ou de ter recebido como filho ou filha este ou aquele Espírito, nem reclamar do esquecimento das minhas vidas passadas. Esclarecem os Espíritos Superiores: "Se Deus julgou conveniente lançar um véu sobre o passado, é que o julgou útil, evitando graves inconvenientes, pois ora humilharia o ser humano, ora exaltaria seu orgulho, causando obstáculos ao livre-arbítrio e embaraços às relações sociais".


Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 01 de Maio de 2011, 11:19
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

  Prosseguindo com os laços espirituais e objetivos da Familia;

Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec (Capítulo XIV), encontramos que

"Não são os da consanguinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito do que se o fossem pelo sangue".

Como a Justiça Divina é sempre perfeita, ninguém deve se queixar de haver nascido nesta ou naquela família ou de ter recebido como filho ou filha este ou aquele Espírito, nem reclamar do esquecimento das minhas vidas passadas. Esclarecem os Espíritos Superiores:

"Se Deus julgou conveniente lançar um véu sobre o passado, é que o julgou útil, evitando graves inconvenientes, pois ora humilharia o ser humano, ora exaltaria seu orgulho, causando obstáculos ao livre-arbítrio e embaraços às relações sociais".

A FAMÍLIA ESPIRITUAL

SIMPATIA E ANTIPATIA ENTRE OS CÔNJUGES

Para que uma família consanguínea viva bem, em termos espirituais, é preciso que haja simpatia entre os seus membros, consequência de relacionamentos anteriores, e que se traduzem por afeição durante a vida terrestre. Pode ocorrer também que esses espíritos sejam completamente estranhos uns aos outros, reflexo de existências anteriores, que se traduzem em antagonismo.
Assim;

 “Os verdadeiros laços de família não são, pois, os da consanguinidade, mas os de simpatia e da comunhão de pensamentos que unem os Espíritos antes, durante e após a encarnação. De onde se segue que dois seres nascidos de pais diferentes, podem ser mais irmãos pelo Espírito do que se o fossem pelo sangue; podem se atrair, se procurar, dar-se bem juntos, enquanto dois irmãos consanguíneos podem se repelir, como se vê todos os dias; problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências”. (Kardec, 1984, p. 191)


Muita paz e harmonia
Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Hebe M C em 01 de Maio de 2011, 11:46
Bom dia Vitor e Katia,

" É empolgante a marca da Providência Divina no seio das existências humanas.

No sentido de proporcionar apoios e socorros, cooperações e ensinamentos, prepara o Criador o grupo de companheiros que chegarão ao mundo corporal nas malhas da familiaridade consangüínea.

Sabemos que, segundo as condições do nosso mundo, as relações familiares não são as assinaladas por perfeita harmonia, tendo-se em vista que, num campo de episódios relativos ao estágio provacional, as estruturas familiares devem estar submetidas a essa realidade.

Desse modo, são aproximados para a convivência doméstica, nas várias situações de parentesco, espíritos que são simpáticos no bem ou simpáticos nos equívocos; seres que se amam profundamente ou que começam a se amar; outros, ainda, que se abominam, presos pelas intenções divinas de libertá-los de suas deficiências na vivência em comum — intenções de que eles tenham esmerilhados os antagonismos, dissipadas as malquerenças, desfeitas as mágoas, transformados os ódios.

Desde os cônjuges que se ajudam nos passos do crescimento aos irmãos que reforçam os laços ternos das almas; desde os afins que se estimam e vibram com os bons sucessos recíprocos aos afetos que se valorizam e incentivam entre si.

Desde esposos que se estranham aos irmãos que se agridem; desde filhos que se perturbam nos vales escuros da teimosia irracional aos afins que se toleram a custo, tudo isto forma painéis das vivências de inumeráveis grupos familiares.

Aparecem queixas diversas sobre familiares que se mostram atenciosos e cordatos com pessoas de fora o lar, mas que são indiferentes ou ásperos com os membros de casa.


Ingredientes:

Surgem reclamações sobre familiares que estão sempre prontos a aparentar grandezas, com presentes e gastos com os de fora, enquanto se fazem sovinas e coercitivos com os parentes no lar.

É na estrutura da família que cada um aprende o melhor para o seu progresso definitivo.

É na família que encontramos o cadinho especial no qual o fogo das lutas, o atrito das lides, o lixar das diferenças vão aperfeiçoando seus pares, que passam a obter conquistas difíceis e vitórias impensadas.

É onde as bênçãos do crescimento individual se estabelecem sob o patrocínio da boa vontade.

Por mais complicado que se mostre o quadro da sua família terrena, ainda que você se sinta atado a forte processo de graves reajustamentos, ainda quando perceba que suas energias se esgotam no fragor das batalhas internas, e que tudo pareça conspirar contra a sua alegria doméstica, jamais se entregue ao desespero, nunca se perca no descaminho da rebelião.

Creia que o Pai Criador que os uniu não comete enganos, e que por isso você está no contexto ao qual faz jus, com as almas com as quais precisa se exercitar para a definitiva instalação do bem no grupo.

Honre-se com a chance que tem de estar vinculado ao seu grupo familiar; rejubile-se por ter a cabeça afagada pelas mãos enternecidas de sua mãe; vibre confiante pela presença paterna, ativa e vigilante, na estrada por onde você trilha; aprenda a retirar boas lições para a sua vida, através das várias diferenças dessa alma que o Senhor lhe ofereceu na pele de irmão carnal, guardando a certeza de que, apesar de todas as pelejas difíceis que vive a equipe doméstica, foi Deus que permitiu a união de todos, em razão das vivências mais ou menos distanciadas no tempo que tiveram.


Instruções:

Acerte-se com a própria consciência, a fim de comungar com as supremas leis do Criador.

Verifique onde você tem sonegado atenção ao lar ou a partir de onde tem-se feito cruel com os que o amam, ou, pelo menos, o servem, esforçando-se por modificar essas indesejáveis posturas.

Desenvolva seus sentimentos de bem-querer dirigidos aos seus familiares.

E mesmo quando sinta que se mostra difícil maior aproximação emocional com alguns deles, confiante na ação do tempo que Deus lhe dá e no fortalecimento dos seus recursos morais, aprenda a desculpar, a compreender, a servir, aplainando os caminhos do amor verdadeiro para com eles, do mesmo modo que você espera que cada um deles aja em relação a você.

Seja a convivência luminosa ou difícil, amorosa ou fria, calma ou exasperada, não se esqueça de que é o grupo familiar que você merece.

Compreenda a sua família, ainda que com esforços, a fim de que você, observando bem que ela é, saiba compreender-se a si mesmo, percebendo quem você é, porque está vinculada a ela, e de que experiências pretéritas você vem.

Meditação:

Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena.

Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação.

(Cap. XIV, item 8, segundo parágrafo – ESE).

(De “Para uso diário”, de Raul Teixeira, pelo Espírito Joanes)


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Título: Re: Família
Enviado por: macili em 01 de Maio de 2011, 12:15



Bom dia queridos Amigos Victor Passos e Kátia,
bem como todos os demais deste Estudo Família

Agradeço o carinho e as preciosas mensagens postadas, que enriquecem nossa relação em família.
Deixo aqui mais uma mensagem que espero agrade a todos.
Bjsss
Macili


(http://1.bp.blogspot.com/_kSdZxcZpT3c/Srqr41wdQMI/AAAAAAAAAN4/w944s4qsT98/s200/familia_trio.jpg)

A Ilusão do Sangue


Não é o sangue que nos irmana, mas o espírito. Os laços consanguíneos são ilusórios e efêmeros. Kardec explica no item 8 do capítulo XIV de O Evangelho Segundo o Espiritismo: “O corpo procede do corpo, mas o espírito não procede do espírito, pois já existia antes da formação do corpo. O pai não gera o espírito do filho. Fornece-lhe apenas o envoltório corporal, mas deve ajudar o seu desenvolvimento intelectual e moral, para fazê-lo progredir”. Filhos de outros pais, procedentes de outro sangue, podem ser muito mais ligados aos pais adotivos que os filhos consanguíneos.

Essa é uma das razões por que os pais adotivos geralmente não querem revelar a verdade aos filhos que adotaram. O amor paterno e materno ressurge ante o filho que volta ao seu convívio. Mas Emmanuel revela um dos aspectos da lei da reencarnação que exige atenção e respeito. Os filhos que voltam ao lar por vias indiretas são espíritos em prova e, portanto, em fase de correção moral. Precisam conhecer a sua verdadeira situação para que a medida corretiva atinja a sua eficiência. E se quisermos burlar a lei só poderemos acarretar-lhes maiores sofrimentos.

São muitos os dramas e muitas as tragédias ocasionadas pela imprudência dos pais que mentiram piedosamente aos filhos adotivos. Quando a verdade os surpreende, o choque emocional pode transtorná-los, fazendo-os perder a oportunidade de aprendizado que muitas vezes solicitaram com ardor na vida espiritual. Esta é uma razão nova que o Espiritismo apresenta aos pais adotivos, quase sempre apegados apenas às razões mundanas.

Aprendendo desde cedo a se acomodar à situação de prova em que se encontra, o filho adotivo resigna-se a ela e aproveita a lição de reajustamento afetivo. Amanhã voltará de novo como filho legítimo, mas já em condições de compreender os deveres da filiação.

A vida aplica sempre com precisão os seus meios corretivos, mas nós nem sempre a ajudamos, esquecidos de que os desígnios de Deus têm razões profundas que nos escapam à compreensão. Se Deus nos envia um filho por via indireta, devemos recebê-lo como veio e não como desejaríamos que viesse.

Irmão Saulo - Do livro "Astronautas do Além", de Francisco Cândido Xavier e J. Herculano Pires / Espíritos diversos
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 01 de Maio de 2011, 12:38
Ola muita paz e harmonia
Amiga Hebe e Macilli

  Agradeçendo a vossa participação desde já.
   Na sequência de vossas excelentes asservativas, direi o seguinte e reforçarei o conceito da grandeza de Família;

   Nem é o grupo da bênção, nem o élan da desdita. Antes é a escola de aprendizagem e redenção futura.”
                                                                                                       (S.O.S Família)

“Os laços sociais são necessários ao progresso e os laços de família estreitam os laços sociais. Eis por que os laços de família são uma lei natural. Deus quis que os homens aprendessem assim a se amar como irmãos”.

(O Livro dos Espíritos, q. 774)

Qual seria, para a sociedade, o resultado do relaxamento dos laços de família?

“Uma Recrudescência Do Egoísmo".

(O Livro dos Espíritos, q. 775)

Falar de família na visão espírita é falar de espíritos em processo de evolução. Que a família é a primeira célula da sociedade, que é o primeiro núcleo social, que é a primeira escola das criaturas todos sabem. Porém, a visão espírita aprofunda todos esses ângulos, mostrando quem são, verdadeiramente, os componentes da família nos papéis de pai, mãe, filhos, etc. e porque estão juntos e para que estão amarrados pelos laços consanguíneos.

Vejamos:

Em "O Livro dos Espíritos", na questão 774 os espíritos respondem a Kardec: "(...) Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam os primeiros. Eis porque os segundos (laços de família) constituem uma lei da Natureza. (...)"

Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIV, item 9, no quinto parágrafo, Santo Agostinho afirma: "Ó, espíritas! compreendei agora o grande papel da Humanidade; compreendei que, quando produzis um corpo, a alma que nele encarna vem do espaço para progredir; (...) tal a missão que vos está confiada e cuja recompensa recebereis, se fielmente a cumprirdes."
Esta é a real importância da família como um plano de Deus.

Tentando compreender mais um pouco, Joanna de Ângelis no livro "Estudos Espíritas" nos diz:

"A família é um grupo de espíritos normalmente necessitados, desajustados, em compromisso inadiável para a reparação, graças a contingência reencarnatória."
E, para encerrar a introdução, Joanna ainda, no livro "SOS Família", diz, na página 23:
"A família é, antes de tudo, um laboratório de experiências reparadoras, na qual a felicidade e a dor se alternam, programando a paz futura."

Livro dos Espiritos de Allan Kardec;

205. Segundo certas pessoas, a doutrina da reencarnação parece destruir os laços de família, fazendo-as remontar às existências anteriores?

— Ela os amplia, em vez de destruí-los. Baseando-se o parentesco em afeições anteriores, os laços que unem os membros de uma mesma família são menos precários. A reencarnação amplia os deveres da fraternidade, pois no vosso vizinho ou no vosso criado pode encontrar-se um Espírito que foi do vosso sangue.

205-a. Ela diminui, entretanto, a importância que alguns atribuem à sua filiação porque se pode ter tido como pai um Espírito que pertencia a uma outra raça, ou que tivesse vivido em condição bem diversa?

— É verdade; mas essa importância se baseia no orgulho. O que a maioria honra nos antepassados são os títulos, a classe, a fortuna. Este coraria de haver tido por avô um sapateiro honesto, e se vangloria de descender de um nobre debochado. Mas digam ou façam o que quiserem, não impedirão que as coisas sejam como são, porque Deus não regulou as leis da Natureza pela nossa vaidade.

206. Desde que não há filiação entre os Espíritos dos descendentes de uma mesma família, o culto dos antepassados seria uma coisa ridícula?

— Seguramente não, porque devemos sentir-nos felizes de pertencer a uma família na qual se encarnam Espíritos elevados. Embora os Espíritos não procedam uns dos outros, não têm menos afeição pelos que estão ligados a ele por laços de família, porque os Espíritos são freqüentemente atraídos a esta ou àquela família por causa de simpatias ou ligações anteriores. Mas acreditai que os Espíritos de vossos antepassados não se sentem absolutamente honrados com o culto que lhes tributais por orgulho. Seu mérito não recai sobre vós senão na medida em que vos esforçais por seguir os seus bons exemplos. Somente assim a vossa lembrança lhes pode ser, não agradável, mas até mesmo útil.

“A família é, antes de tudo, um laboratório de experiências reparadoras, na qual a felicidade e a dor se alternam, programando a paz futura.
”SOS Familia”

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: pati em 01 de Maio de 2011, 16:13
Olá!!

Citar
Acerte-se com a própria consciência, a fim de comungar com as supremas leis do Criador.

É isso. Exercício constante nesse rumo... mudança de conduta...
Só quando despertamos para essa necessidade, em nós, iniciamos, ou melhor, continuamos a caminhada sob novo olhar.
Abraços a todos!
pati

Estejamos em Deus
Título: Re: Família
Enviado por: pati em 01 de Maio de 2011, 16:23
Olá!

Citar
“A família é, antes de tudo, um laboratório de experiências reparadoras, na qual a felicidade e a dor se alternam, programando a paz futura.
”SOS Familia”

...fico pensando... hoje, vemos assim. mas... não fosse o estudo, a perseverança no que alcançamos, como estaríamos? digo: foi pela dor que despertei, pelo conhecimento dos ensinamentos espíritas que modifiquei o rumo da caminhada. não fosse a perseverança de outrem, também, estaria como? pergunto a mim mesma...
aí lembro dos laços espirituais. eles são "fortes". graças a eles, o despertamento se deu. digo isso pois não foi pelos laços consanguíneos, mas os da família espiritual; e dou graças por isso.
bem, era isso. desculpem-me pelos desabafos... é que fazem bem à alma...
abraços!
pati
EM DEUS
Título: Re: Família
Enviado por: Nielson em 01 de Maio de 2011, 16:39
A FAMÍLIA NA VISÃO ESPÍRITA

“Aquele que me segue não anda em trevas”- Jesus - (João - 8:12)

INTRODUÇÃO:

Em se tratando de família, a primeira noção que nos vem à mente é de “grupamento”, “reunião”, “associação”.
O estudo da família pertence ao âmbito da Sociologia e estudiosos dessa ciência consideram a fase atual como um processo de transformação por que passa esse agrupamento humano, para adequar-se a um novo contexto social. Enquanto, no passado, a família era vista como agrupamento de pessoas ligadas pelos laços da consanguinidade , o conceito hoje se ampliou, considerando os sociólogos que se podem aceitar como família um casal e seus filhos, um casal sem filhos, ou mesmo pessoas que se unem por afinidade (Samuel Koening - “Elementos da Sociologia” cap. XI, A Família.). O conceito atual aproxima-se bastante da ideia espírita, já que em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, aprendemos que os verdadeiros laços de família não são os da consanguinidade, mas os da afinidade espiritual (Cap.14. item 8.)
Devemos tranquilizar, pois, os nossos corações, porque a família não está em extinção, o processo é de transformação. A vulnerabilidade do bebê humano e sua dependência dos cuidados do adulto são indícios muito fortes de que a família é uma necessidade psicofísica do homem e, portanto, será difícil imaginar um sistema social sem essa instituição. (Dalva Silva Souza – “Os Caminhos do Amor”- pgs.188-189).
Título: Re: Família
Enviado por: Edna☼ em 01 de Maio de 2011, 16:57
Boa tarde a todos! :)

Victor e Kátia queridos, o tema escolhido é sempre oportuno.

Ah! o lar.... doce lar!

Família é a base da sociedade e junto com a orfandade, temos constante estudo, cuidado e proteção nos meios social, jurídico, religioso, espiritual...

Na intimidade do lar há o encontro de afetos, que são um presente de Deus em nossas vidas.

Temos, também, o reencontro com os desafetos, revelando o abençoado instituto da reencarnação como oportunidade para reparar os erros cometidos no passado espiritual.

Há, também, aqueles que a misericórdia divina coloca em nossos lares como professores,  para, mutuamente, testar, ensinar e mostrar o quanto temos de nos superar, não apenas em matéria de vícios e defeitos, mas de compreensão.

A Doutrina Espírita ensina que a família é essencial para a evolução humana.

No dia-a-dia, muitos vivenciam situações tão sofridas e delicadas, que serão superadas à custa de lágrimas, mas, tão necessárias ao burilamento pessoal.

O lar é uma escola abençoada, onde somos matriculados pelo Pai, para que lapidando as imperfeições, possamos desatar o nó  que nos prendem ao passado de ignorância, substituindo-os, pelos laços eternos do amor fraterno, que eleva e une a todos na grande família universal.


Bons estudos!

Abraços fraternos,

Edna ;)


******************


Aprendam primeiro a exercer piedade para com sua própria família  e a recompensar seus pais,
porque isto é bom e agradável diante de  Deus
.” – Paulo
 (I, Timóteio, 5:4)




Título: Re: Família
Enviado por: Gisella em 01 de Maio de 2011, 17:04
Amigos Victor e Katia..

Maravilhosa a escolha para o Estudo do Mes!!! Família, como base da sociedade, deve sempre ser levada a sério, mas com muita alegria e tranquilidade!!

Estou a caminho de São Paulo, por isso não consegui ler tudo... assim que chegar, me inteirarei do estudo e participarei, com certeza..

Que Jesus os inspire e fortaleça cada vez mais...

Abraços sempre fraternos,

Gisella  ;)
Título: Re: Família
Enviado por: anamarias em 01 de Maio de 2011, 17:33
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

  Prosseguindo com os laços espirituais e objetivos da Familia;

Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec (Capítulo XIV), encontramos que

"Não são os da consanguinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito do que se o fossem pelo sangue".

Como a Justiça Divina é sempre perfeita, ninguém deve se queixar de haver nascido nesta ou naquela família ou de ter recebido como filho ou filha este ou aquele Espírito, nem reclamar do esquecimento das minhas vidas passadas. Esclarecem os Espíritos Superiores:

"Se Deus julgou conveniente lançar um véu sobre o passado, é que o julgou útil, evitando graves inconvenientes, pois ora humilharia o ser humano, ora exaltaria seu orgulho, causando obstáculos ao livre-arbítrio e embaraços às relações sociais".

A FAMÍLIA ESPIRITUAL

SIMPATIA E ANTIPATIA ENTRE OS CÔNJUGES

Para que uma família consanguínea viva bem, em termos espirituais, é preciso que haja simpatia entre os seus membros, consequência de relacionamentos anteriores, e que se traduzem por afeição durante a vida terrestre. Pode ocorrer também que esses espíritos sejam completamente estranhos uns aos outros, reflexo de existências anteriores, que se traduzem em antagonismo.
Assim;

 “Os verdadeiros laços de família não são, pois, os da consanguinidade, mas os de simpatia e da comunhão de pensamentos que unem os Espíritos antes, durante e após a encarnação. De onde se segue que dois seres nascidos de pais diferentes, podem ser mais irmãos pelo Espírito do que se o fossem pelo sangue; podem se atrair, se procurar, dar-se bem juntos, enquanto dois irmãos consanguíneos podem se repelir, como se vê todos os dias; problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências”. (Kardec, 1984, p. 191)


Muita paz e harmonia
Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 01 de Maio de 2011, 17:40
Ola Muita paz e harmonia
Amiga Gisella e Anamarias

Família


        Conceito - Grupamento de raça, de caracteres e gêneros semelhantes, resultado de agregações afins, a família, genericamente, representa o clã social ou de sintonia por identidade que reúne espécimes dentro da mesma classificação. Juridicamente, porém, a família se deriva da união de dois seres que se elegem para uma vida em comum, através de um contrato, dando origem à genitura da mesma espécie. Pequena república fundamental para o equilíbrio da grande república humana representada pela nação.

        A família tem suas próprias leis, que consubstanciam as regras de bom comportamento dentro do impositivo do respeito ético, recíproco entre os seus membros, favorável à perfeita harmonia que deve viger sob o mesmo teto em que se agasalham os que se consorciam.

        Animal social, naturalmente monogâmico, o homem, na sua generalidade, somente se realiza quando comparte necessidades e aspirações na conjuntura elevada do lar.

        O lar, no entanto, não pode ser configurado como a edificação material, capaz de oferecer segurança e paz aos que aí se resguardam. A casa são a argamassa, os tijolos, a cobertura, os alicerces e os móveis, enquanto o lar são a renúncia e a dedicação, o silêncio e o zelo que se permitem aqueles que se vinculam pela eleição afetiva, ou através do impositivo consangüíneo, decorrente da união.

        A família, em razão disso, é o grupo de Espíritos normalmente necessitados, desajustados, em compromisso inadiável para a reparação, graças à contingência reencarnatória. Assim, famílias espirituais freqüentemente se reúnem na Terra em domicílios físicos diferentes, para as realizações nobilitantes com que sempre se viram a braços os construtores do Mundo. Retornam no mesmo grupo consangüíneo os espíritos afins, a cuja oportunidade às vezes preferem renunciar, de modo a concederem aos desafetos e rebeldes do passado o ensejo da necessária evolução, da qual fruirão após as renúncias às demoradas uniões no Mundo Espiritual...

        Modernamente, ante a precipitação dos conceitos que generalizam na vulgaridade os valores éticos, tem-se a impressão de que paira rude ameaça sobre a estabilidade da família. Mais do que nunca, porém, o conjunto doméstico se deve impor para a sobrevivência a benefício da soberania da própria Humanidade.

        A família é mais do que o resultante genérico... São os ideais, os sonhos, os anelos, as lutas e árduas tarefas, os sofrimentos e as aspirações, as tradições morais elevadas que se cimentam nos liames da concessão divina, no mesmo grupo doméstico onde medram as nobres expressões da elevação espiritual na Terra.

        Quando a família periclita, por esta ou aquela razão, sem dúvida a sociedade está a um passo do malogro...

        Histórico - Graças ao instinto gregário, o homem, por exigência da preservação da vida, viu-se conduzido à necessidade da cooperação recíproca, a fim de sobreviver em face das ásperas circunstâncias nos lugares onde foi colocado para evoluir. A união nas necessidades inspirou as soluções para os múltiplos problemas decorrentes do aparente desaparelhamento que o fazia sofrer ao lutar contra os múltiplos fatores negativos que havia por bem superar.

        Formando os primitivos agrupamentos em semi-barbárie, nasceram os pródomos das eleições afetivas, da defesa dos dependentes e submissos, surgindo os lampejos da aglutinação familial.

        Dos tempos primitivos aos da Civilização da Antiguidade Oriental, os valores culturais impuseram lentamente as regras de comportamento em relação aos pais - representativos dos legisladores, personificados nos anciãos; destes para os filhos - pela fragilidade e dependência que sempre inspiram; entre irmãos - pela convivência pacífica indispensável à fortaleza da espécie; ou reciprocamente entre os mais próximos, embora não subalternos ao mesmo teto, num desdobramento do próprio clã, ensaiando os passos da direção da família dilatada...

        A Grécia, aturdida pela hegemonia militar espartana, não considerou devidamente a união familial, o que motivou a sua destruição, ressalvada Atenas, que, não obstante amando a arte e a beleza, reservava ao Estado os deveres pertencentes a família, facultando-lhe sobreviver por tempo maior, mas não lobrigando atingir o programa estético e superior a que se propuseram os seus excelentes filósofos.

        A Roma coube essa indeclinável tarefa, a princípio reservada ao patriciado e, depois, através de leis coordenadas pelo Senado, que alcançaram as classes agrícolas, militares, artísticas e a plebe, facultando direitos e deveres que, embora as hediondas e infelizes guerras, se foram fixando no substrato social e estabelecendo os convênios que o amor sancionou e fixou como técnica segura de dignificação do próprio homem, no conjunto da família.

        A Idade Média, caracterizada pela supremacia da ignorância, desfigurou a família com o impositivo de serem doados os filhos à Igreja e ao suserano dominador, entibiando por séculos a marcha do espírito humano.

        Aos enciclopedistas foi reservada a grandiosa missão de, em estabelecendo os códigos dos direitos humanos reestruturarem a família em bases de respeito para a felicidade das criaturas.

        Todavia, a dialética materialista e os modernos conceitos sensualistas proscrevendo o matrimônio e prescrevendo o amor livre, voltam a investir contra a organização familial por meio de métodos aberrantes, transitórios, é certo, mas que não conseguirão, em absoluto, qualquer triunfo significativo.

        São da natureza humana a fidelidade, a cooperação e a fraternidade como pálidas manifestações do amor em desdobramento eficaz. Tais valores se agasalham, sem dúvida, no lar, no seio da família, onde se arregimentam forças morais e se caldeiam sentimentos na forja da convivência doméstica.

        Apesar de a poliandria haver gerado o matriarcado e a promiscuidade sexual feminina, a poligamia, elegendo o patriarcado, não foi de menos infelizes conseqüências.

        Segundo o eminente jurista suíço Bachofen, que procedeu a pesquisas históricas inigualáveis sobre o problema da poliandria, a mulher sentiu-se repugnada e vencida pela vulgaridade e abuso sexual, de cuja atitude surgiria o regime monogâmico, que ora é aceito por quase todos os povos da Terra.

        Conclusão - A família, todavia, para lograr a finalidade a que se destina, deve começar desde os primeiros arroubos da busca afetiva, em que as realizações morais devem sublevar as sensações sexuais de breve durabilidade.

        Quando os jovens resolvem consorciar-se, impelidos pelas imposições carnais, a futura família já padece ameaça grave, porquanto, em nenhuma estrutura se fundamenta para resistir aos naturais embates que a união a dois acarreta, no plano do ajustamento emocional e social, complicando-se, naturalmente, quando do surgimento da prole.

        Fala-se sobre a necessidade dos exames pré-nupciais, sem dúvida necessários, mas com lamentável descaso pela preparação psicológica dos futuros nubentes em relação aos encargos e às responsabilidades esponsalícias e familiares.

        A Doutrina Espírita, atualizando a lição evangélica, descortina na família esclarecida espiritualmente a Humanidade ditosa do futuro promissor.

        Sustentá-la nos ensinamentos do Cristo e nas lições da reta conduta, apesar da loucura generalizada que irrompe em toda parte, é o mínimo dever de que ninguém se pode eximir.

[size=10pt]Livro: SOS Família
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco
[/size]

Victor Passos

Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 01 de Maio de 2011, 17:45
Boa tarde queridos amigos!


Queridos amigos Hebe,Dothy, Nielsen, Edn@ e Gisella sejam muito bem-vindos ao estudo mensal.

Agradecemos pelas participações valiosas e pelo carinho.

Amiga Pati estamos nesse mundo para aprender a aceitar e amar o próximo. Muitas vezes esse próximo é alguém da própria família. Pode não ser fácil, mas procure a cada dia mudar a sua relação com seus familiares, fortalecendo-se na doutrina espírita e nas orações para que possa ultrapassar e evoluir com cada obstáculo que surgir em seu caminho.

Conforme o que nos ensina a doutrina espírita, pela reencarnação os laços de família se ampliam. Creio que somos todos membros de uma grande família universal. Estamos encarnados para aprendermos uns com os outros e a missão de cada um de nós é a evolução espiritual que se inicia em  cada núcleo familiar.

Abraços afetuosos da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 01 de Maio de 2011, 17:46
Ola muita paz e harmonia
Amigos ,Pati, Nielson e Edna

Grato por partilhar;

Sobre a sua Família


        É empolgante a marca da Providência Divina no seio das existências humanas.

        No sentido de proporcionar apoios e socorros, cooperações e ensinamentos, prepara o Criador o grupo de companheiros que chegarão ao mundo corporal nas malhas da familiaridade consangüínea.

        Sabemos que, segundo as condições do nosso mundo, as relações familiares não são as assinaladas por perfeita harmonia, tendo-se em vista que, num campo de episódios relativos ao estágio provacional, as estruturas familiares devem estar submetidas a essa realidade.

        Desse modo, são aproximados para a convivência doméstica, nas várias situações de parentesco, espíritos que são simpáticos no bem ou simpáticos nos equívocos; seres que se amam profundamente ou que começam a se amar; outros, ainda, que se abominam, presos pelas intenções divinas de libertá-los de suas deficiências na vivência em comum - intenções de que eles tenham esmerilhados os antagonismos, dissipadas as malquerenças, desfeitas as mágoas, transformados os ódios.

        Desde os cônjuges que se ajudam nos passos do crescimento aos irmãos que reforçam os laços ternos das almas; desde os afins que se estimam e vibram com os bons sucessos recíprocos aos afetos que se valorizam e incentivam entre si. Desde esposos que se estranham aos irmãos que se agridem; desde filhos que se perturbam nos vales escuros da teimosia irracional aos afins que se toleram a custo, tudo isto forma painéis das vivências de inumeráveis grupos familiares.

        Aparecem queixas diversas sobre familiares que se mostram atenciosos e cordatos com pessoas de fora o lar, mas que são indiferentes ou ásperos com os membros de casa.

        Surgem reclamações sobre familiares que estão sempre prontos a aparentar grandezas, com presentes e gastos com os de fora, enquanto se fazem sovinas e coercitivos com os parentes no lar.

        É na estrutura da família que cada um aprende o melhor para o seu progresso definitivo.

        É na família que encontramos o cadinho especial no qual o fogo das lutas, o atrito das lides, o lixar das diferenças vão aperfeiçoando seus pares, que passam a obter conquistas difíceis e vitórias impensadas. É onde as bênçãos do crescimento individual se estabelecem sob o patrocínio da boa vontade.

        Por mais complicado que se mostre o quadro da sua família terrena, ainda que você se sinta atado a forte processo de graves reajustamentos, ainda quando perceba que suas energias se esgotam no fragor das batalhas internas, e que tudo pareça conspirar contra a sua alegria doméstica, jamais se entregue ao desespero, nunca se perca no descaminho da rebelião.

        Creia que o Pai Criador que os uniu não comete enganos, e que por isso você está no contexto ao qual faz jus, com as almas com as quais precisa se exercitar para a definitiva instalação do bem no grupo.

        Honre-se com a chance que tem de estar vinculado ao seu grupo familiar; rejubile-se por ter a cabeça afagada pelas mãos enternecidas de sua mãe; vibre confiante pela presença paterna, ativa e vigilante, na estrada por onde você trilha; aprenda a retirar boas lições para a sua vida, através das várias diferenças dessa alma que o Senhor lhe ofereceu na pele de irmão carnal, guardando a certeza de que, apesar de todas as pelejas difíceis que vive a equipe doméstica, foi Deus que permitiu a união de todos, em razão das vivências mais ou menos distanciadas no tempo que tiveram.

        Acerte-se com a própria consciência, a fim de comungar com as supremas leis do Criador. Verifique onde você tem sonegado atenção ao lar ou a partir de onde tem-se feito cruel com os que o amam, ou, pelo menos, o servem, esforçando-se por modificar essas indesejáveis posturas.

        Desenvolva seus sentimentos de bem-querer dirigidos aos seus familiares. E mesmo quando sinta que se mostra difícil maior aproximação emocional com alguns deles, confiante na ação do tempo que Deus lhe dá e no fortalecimento dos seus recursos morais, aprenda a desculpar, a compreender, a servir, aplainando os caminhos do amor verdadeiro para com eles, do mesmo modo que você espera que cada um deles aja em relação a você.

        Seja a convivência luminosa ou difícil, amorosa ou fria, calma ou exasperada, não se esqueça de que é o grupo familiar que você merece.

        Compreenda a sua família, ainda que com esforços, a fim de que você, observando bem que ela é, saiba compreender-se a si mesmo, percebendo quem você é, porque está vinculada a ela, e de que experiências pretéritas você vem.

        Meditação: Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação. (Cap. XIV, item 8, segundo parágrafo - ESE).


Livro: Para Uso Diário
Joanes & J. Raul Teixeira

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 01 de Maio de 2011, 17:53
Amiga Pati
muita paz

  Pati
 
Citar
foi pela dor que despertei, pelo conhecimento dos ensinamentos espíritas que modifiquei o rumo da caminhada. não fosse a perseverança de outrem, também, estaria como? pergunto a mim mesma...
aí lembro dos laços espirituais. eles são "fortes". graças a eles, o despertamento se deu. digo isso pois não foi pelos laços consanguíneos, mas os da família espiritual
 

    Amiga antes demais não tem que pedir deculpas, mas nós é que agradecermos a compartilha de experiências, que são na realidade o ponto vital da valorização do espirito.
   Não recrimine o passado, mas olhe reaja no presente para ganhar o futuro.
   Todos sem excepção,tem as suas pasagens que são marcos  imensuráveis e legados de aprendizado para todos.
   Não temos que recalcar o preterito , mas aprender com ele e transportar como você diz pelo estudo, pela pratica do amor incondicional os valores que achavamos perdidos.
    A Familia é ponto vital de reencontros e desencontros, mas escola de aprendizado profundo.

    Muita paz e harmonia

  Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 01 de Maio de 2011, 17:59
Boa tarde, queridos Amigos e Amigas

Gostaria de compartilhar  com vocês  esse artigo que achei muito interessante:


A família é abençoada escola de educação moral


Thiago Bernardes


1. A vida familiar deve merecer a mais ampla atenção de todo homem integrado na unidade social denominada família. Esta palavra – família – pode ser compreendida num sentido mais restrito, em que se consideram apenas os familiares consangüíneos, como num sentido mais amplo, em que se levam em conta também os grupamentos de Espíritos afins, quer intelectualmente, quer moralmente.

2. A família é abençoada escola de educação moral e espiritual, oficina santificante onde se lapidam caracteres, laboratório superior em que se caldeiam sentimentos, estruturam-se aspirações, refinam-se idéias, transformam-se mazelas antigas em possibilidades preciosas para a elaboração de misteres edificantes.

3. A família é, pois, o mais prodigioso educandário do progresso humano. Sua importância não se mede apenas como uma fonte geratriz de seres racionais, mas como oficina de onde se projetam os homens de bem, os sábios, os benfeitores em geral.

4. A família é mais do que um resultante genético. São os ideais, os sonhos, os anelos, as lutas, as árduas tarefas, os sofrimentos e as aspirações, as tradições morais elevadas que se cimentam nos liames da concessão divina, no mesmo grupo doméstico onde medram as nobres expressões da elevação espiritual na Terra.

O corpo procede do corpo, mas a alma não procede da alma
5. Quando a família periclita, por essa ou aquela razão, sem dúvida a sociedade está a um passo do malogro. A vida em família, para que atinja suas finalidades maiores, deve ser vivenciada dentro dos padrões de moralidade, compreensão e solidariedade, porque sua finalidade precípua consiste em estreitar os laços sociais, ensejando-nos o melhor modo de aprendermos a amar-nos como irmãos. Por isso, a vida em família é, talvez, de todas as associações, a mais importante em virtude da sua função educadora e regenerativa.

6. Existem duas espécies de família e, em conseqüência, duas categorias de laços de parentesco: as que procedem da consangüinidade e as que procedem das ligações espirituais.

7. Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porque este já existia antes da formação do corpo que o serve. Não é o pai que cria o Espírito de seu filho. Ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, porém, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.

8. Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são as mais das vezes Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena.

As famílias espirituais são duráveis e se perpetuam
9. Pode, contudo, acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros os Espíritos que se encarnam numa mesma família, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores que se traduzem, na vida terrena, por mútuo antagonismo, que lhes serve de provação.

10. É fácil entender que não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família, mas sim os da simpatia e da comunhão de pensamentos, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações.

11. As famílias unidas por laços espirituais são duráveis, fortalecem-se pela purificação dos Espíritos, e se perpetuam no mundo espiritual, através das várias migrações da alma.

12. As famílias unidas apenas por laços corporais são frágeis como a matéria, extinguem-se com o tempo e, muitas vezes, se dissolvem moralmente já na atual existência.

Título: Re: Família
Enviado por: pati em 01 de Maio de 2011, 21:31
Olá, amigos!
Agradeço pela atenção... :-*
É por esta razão, principalmente, a acolhedora atenção dos amigos é que estou por aqui, neste forum. :D


Então... continuando os estudos...

 
Citar
São da natureza humana a fidelidade, a cooperação e a fraternidade como pálidas manifestações do amor em desdobramento eficaz. Tais valores se agasalham, sem dúvida, no lar, no seio da família, onde se arregimentam forças morais e se caldeiam sentimentos na forja da convivência doméstica.
Ao meu ver, Joanna aqui nos mostra como nos equivocamos: sempre se fala com negativismo sobre a natureza humana. Mas "o erro não é da condição humana, senão seria um erro de Deus", não é mesmo?  Como manifestação do amor, ainda que de maneira pálida, como ela nos diz, o que é da natureza humana é positivo. Creio que o desvirtuamento é do homem, regido,ainda pelo orgulho. E em família, mais do que tudo, precisamos nos despir dessa veste que tanto nos "enfeia": o orgulho.

Quando fui colocar meu voto, na enquete inicial do tópico, optei, primeiro pelo amor incondicional. Ainda bem que não carregou com essa opção, pois refleti e mudei para o diálogo. Fiz assim por ser mais coerente com o estado atual em que me encontro. Mesmo ciente de que precisamos alcançar o patamar do incondicional amor, precisamos praqticar a honestidade conosco mesmos. E já foi um grande feito, silenciar para que o outro se manifeste; o "espaço" em família deve ser democrático, também, assim vejo hoje.
Abraços
pati

Estejamos em Deus
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 01 de Maio de 2011, 22:09
Querida pati


Agradeço pela lúcida colocação e acrescento um trecho que considero muito importante, extraído do cap 11 do ESE, item I

"O amor é de essência divina. Desde o mais elevado até o mais humilde, todos vós possuís, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado. É um fato que tendes podido constatar muitas vezes: o homem mais abjeto, o mais vil, o mais criminoso, tem por um ser ou um objeto qualquer uma afeição viva e ardente, à prova de todas as vicissitudes, atingindo freqüentemente alturas sublimes. "

No meu entendimento todos nós possuímos a centelha do amor divino e a maioria de nós precisa do contato familiar para que possa exercitar o amor, inicialmente por sua família para que esse amor possa ser expandido aos irmãos de caminhada e por último para a humanidade, pois somos todos irmãos de uma mesma família universal, espíritos eternos aprendendo a evoluir, com os seus erros e acertos.

Abraços da Katia

Título: Re: Família
Enviado por: pati em 01 de Maio de 2011, 22:45
olá, katia!


Citar
"O amor é de essência divina. Desde o mais elevado até o mais humilde, todos vós possuís, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado. É um fato que tendes podido constatar muitas vezes: o homem mais abjeto, o mais vil, o mais criminoso, tem por um ser ou um objeto qualquer uma afeição viva e ardente, à prova de todas as vicissitudes, atingindo freqüentemente alturas sublimes. "

Bem lembrado... vou colar isso na tela do pc. isto deveria bastar, mas ainda fazemos o complicado... ::)
Obrigada pelo esclarecimento.
pati

Em Deus
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 01 de Maio de 2011, 22:57
Querida pati

Essa é a importância do estudo mensal: compartilhar e relembrar os conceitos kardecistas e outros textos relevantes para aprendermos uns com os outros.

Fique com Deus
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 02 de Maio de 2011, 01:58
Olá Amigos.
Bom estudo para todos.

Que possamos exercitar o amor e a harmonia junto aos nossos familiares, tentando amenizar os conflitos e dificuldades que surgem diariamente, com muita compreensão.

****


No Lar

"Aprendam primeiro a exercer piedade para
com a sua própria família e a recompensar
seus pais, porque isto é bom e agradável
diante de Deus."
- Paulo. (I Timóteo, 5:4.)


Começar na intimidade do templo doméstico a exemplificação dos princípios que esposa, com sinceridade e firmeza, uniformizando o próprio procedimento, dentro e fora dele.

Fé espírita no clima da família, fonte do Espiritismo no campo social.

Calar todo impulso de cólera ou violência, amoldando-se ao Evangelho de modo a estabelecer a harmonia em si mesmo, perante os outros.
A humildade constrói para a Vida Eterna.

Proporcionar às crianças os fundamentos de uma educação sólida e bem orientada, sem infundir-lhes medo ou fantasias, começando por dar-lhes nomes simples e naturais, evitando a pompa dos nomes famosos, suscetíveis de lhes criar embaraços futuros.
O lar é a escola primeira.

Sempre que possível, converter o santuário familiar em dispensário de socorro aos menos felizes, pela aplicação daquilo que seja menos necessário à mantença doméstica.
A Seara do Cristo não tem fronteira.

Se está sozinho com a sua fé, no recesso do próprio lar, deve o espírita atender fielmente ao testemunho de amor que lhe cabe, lembrando-se de que responderá, em qualquer tempo, pelos princípios que abraça.
A ribalta humana situa-nos sempre no papel que devamos desempenhar.

Ao menos uma vez por semana, formar o culto do Evangelho com todos aqueles que lhe co-participam da fé, estudando a verdade e irradiando o bem, através de preces e comentários em torno da experiência diária à luz dos postulados espíritas.
Quem cultiva o Evangelho em casa, faz da própria casa um templo do Cristo.

Evitar o luxo supérfluo nos aposentos, objetos e costumes, imprimindo em tudo características de naturalidade, desde os hábitos mais singelos até os pormenores arquitetônicos da própria moradia.
Não há verdadeiro clima espírita cristão, sem a presença da simplicidade conosco.



Autor: André Luiz
Psicografia de Waldo Vieira. Livro: Conduta Espírita
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 02 de Maio de 2011, 02:11
Olá Amigos e Amigas
Gostaria de repassar mais este texto.

(http://bp2.blogger.com/_7U7wqOuGicg/R0wlraF_LpI/AAAAAAAAARI/KNkuboBnCuI/s320/familia.jpg)

Falando um pouco mais da Família Espiritual...

É comum se escutar, em especial por parte dos adolescentes e jovens, queixas a respeito de sua família.

Afinal, a família do amigo, do vizinho é sempre melhor. A mãe do amigo é compreensiva, o pai ouve o filho.

Alguns chegam a dizer que se sentem estranhos no seu lar, que prezariam imensamente serem filhos desta ou daquela família.

E levam tão a sério suas afirmativas, que não é raro se encontrar meninos e meninas a passar dias e dias em casa de amigos. Porque é lá, naquele ambiente, que se sentem muito bem.

Por que isso acontece? Primeiro, temos que considerar que os pais, como responsáveis pela educação dos seus rebentos, de contínuo estão a chamar a sua atenção para os seus deveres, suas obrigações.

É a escola, o dever de casa, as pequenas tarefas do lar, a limpeza do quarto.

Tais questões habitualmente fazem que o jovem se sinta pressionado em seu lar, enquanto no do amigo, nada lhe é exigido, desde que ele é visita.

E visita merece tratamento especial, mesmo porque a sua educação não é dever dos seus anfitriões.

Outro detalhe a se considerar é que alguns de nós, verdadeiramente nascemos em famílias não muito simpáticas a nós.

Tal ocorre como parte do nosso aprendizado, dentro da lei de causa e efeito, pois que, provavelmente em anteriores experiências na carne, descuramos dos afetos familiares, menosprezamos o seu convívio.

Retornamos assim, para viver entre seres indiferentes ou até antipáticos.

Mas, se imaginam que, em tais circunstâncias, deve-se desconsiderar a família atual, enganam-se.

Para nossa própria edificação, é importante que essa família, hoje somente unida pelos laços corporais, se transforme em uma família verdadeira, unida pelos laços do afeto.

Cabe-nos, portanto, trabalhar para isto. Quando a situação parecer meio difícil, dentro do lar, recorrer à oração.

Se a conversa se encaminha para uma discussão, sair um pouco, esfriar a cabeça e retornar depois para um diálogo ameno.

Se um ou outro membro da família nos é antipático, meditemos que não é o acaso que nos reúne, que motivos muito graves nos levaram a estar juntos no hoje e comecemos a olhá-lo, buscando descobrir suas virtudes.

Se, ao sairmos desta vida, pudermos levar como trunfo em nossa bagagem espiritual, o termos conquistado um ou mais membros da nossa família, com certeza teremos realizado algo muito proveitoso para nossa vida, como Espíritos eternos.

Porque conquistar um Espírito indiferente ou antipático, transformando-o em amigo é algo que jamais se perderá.


Pensamento

“A fraternidade é sol para as almas e um roteiro para a vida.

Ela começa sempre no lugar onde estamos, para que possamos alcançar a região que desejamos.

Exercitar a fraternidade é deixar-se envolver pela lição de amor de Jesus Cristo, libertando o Espírito e enriquecendo os sentimentos.”


(Redação do Momento Espírita, utilizando, ao final, pensamento extraído do livro Repositório de Sabedoria, verbete Fraternidade, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. - www.momento.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5tb21lbnRvLmNvbS5icg==))
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 02 de Maio de 2011, 02:21
Boa noite, querida Macili e caros companheiros de estudo


Agradeço por compartilhar esse belo texto do André Luiz, com orientações preciosas para todos nós que queremos ter um lar feliz, alierçado nos fundamentos da doutrina espírita.

Gostaria de compartilhar com vocês essa ,mensagem de Joanna de Ângelis, extraída do livro SOS Familia


Laços Eternos

A reencarnação estreita os vínculos do amor, tornando-¬os laços eternos, pelo quanto faculta de experiência na área da afetividade familiar.
Enquanto as ligações de sangue favorecem o egoísmo, atando as criaturas às algemas das paixões possessivas, a pluralidade das existências ajuda, mediante a superação das conveniências pessoais, a união fraternal.
Os genitores e nubentes, os irmãos e primos, os avós e netos de uma etapa trocarão de lugar no grupo de companheiros que se afinam, permanecendo os motivos e emulações da amizade superior.
O desligamento físico pela desencarnação faz que se recomponham, no além-túmulo, as famílias irmanadas pelo ideal da solidariedade, ensaiando os primeiros passos para a construção da imensa família universal.
Quando a força do amor vigilante detecta as necessi¬dades dos corações que mergulharam na carne, sem egoísmo, pedem aos programadores espirituais das vidas que lhes permitam acompanhar aqueles afetos que os anteciparam, auxiliando-os nos cometimentos encetados, e reaparecem na parentela corporal ou naquela outra, a da fraternidade real que os une e faculta os exemplos de abnegação, renúncia e devotamento.

*

Este amigo que te oferece braço forte; esse companheiro a quem estimas com especial carinho; aquele conhecido a quem te devotas com superior dedicação; estoutro colega que te sensibiliza; essoutro discreto benfeitor da tua vida; aque¬loutro vigilante auxiliar que se apaga para que apareças, são teus familiares em espírito, que ontem envergaram as roupagens de um pai abnegado ou de uma mãe sacrificada, de um irmão zeloso ou primo generoso, de uma esposa fiel e querida ou de um marido cuidadoso, ora ao teu lado, noutra modalidade biológica e familiar, alma irmã da tua alma, diminuindo as tuas dores, no carreiro da evolução e impul¬sionando-te para cima, sem pensarem em si...
Os adversários gratuitos que te sitiam e perturbam, os que te buscam sedentos e esfaimados, vencidos por paixões mesquinhas, são, também, familiares outros a quem ludibriaste e traíste, que agora retornam, necessitados do teu carinho, da tua reabilitação moral, a fim de que se refaça o grupo espiritual, que ascenderá contigo no rumo da felicidade.

*

       Jesus, mais de uma vez, confirmou a necessidade dessa fusão dos sentimentos acima dos vínculos humanos, exal¬tando a superior necessidade da união familiar pelos laços eternos do espírito. A primeira, fê-lo, ao exclamar, respon¬dendo à solicitação dos que lhe apontavam a mãezinha amada que O buscava, referindo-se: — “Quem é minha mãe, quem são meus irmãos, senão aqueles que fazem a vontade do Pai?” Posteriormente, na cruz, quando bradou, num sublime testemunho, em resposta direta à Mãe angus¬tiada que O inquirira: — “Meu filho, meu filho, que te fizeram os homens?” elucidando-a e doando-a à Humani¬dade: — “Mulher, eis aí teu filho” — “Filho, eis aí tua mãe”, entregando-o ao seu cuidado, através de cuja ação inaugurou a Era da fraternidade universal acima de todos os vínculos terrenos.

Título: Re: Família
Enviado por: Nielson em 02 de Maio de 2011, 02:27
Continuando o post anterior:

FAMÍLIA – DEFINIÇÕES.

Do livro “Estudos Espíritas” - Divaldo Franco, psicografia de Joana de Ângelis - pgs. 175-176, destacamos:

A) Grupamento de raça, de caracteres e gêneros semelhantes, resultado de agregações afins, a família, genericamente, representa o clã social ou de sintonia por identidade que reúne espécimes dentro da mesma classificação. Juridicamente, porem, a família se deriva da união de dois seres que se elegem para uma vida em comum, através de um contrato, dando origem à genitura da mesma espécie. Pequena república fundamental para o equilíbrio da grande república humana representada pela nação
(...) A família (...) é o grupo de espíritos normalmente necessitados, desajustados, em compromisso inadiável para a reparação, graças à contingência reencarnatória (...).
A família é mais do que o resultante genético. São os ideais, os sonhos, os anelos, as lutas e árduas tarefas, os sofrimentos, e as aspirações, as tradições morais elevadas que se cimentam nos liames da concessão divina, no mesmo grupo doméstico onde medram as nobres expressões da elevação espiritual na Terra.


B) Há, pois, duas espécies de família: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos através das várias migrações da alma; as segundas frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e, muitas vezes, se dissolvem moralmente, já na existência atual. Do item 8, cap.XIV, de “O Evangelho segundo o Espiritismo “.
A dissolução moral de muitas famílias ainda na atual existência decorre de mortes prematuras, desuniões, vícios, desvios de conduta e causas diversas provenientes do uso incorreto do livre arbítrio.
De todas as associações na Terra excetuando naturalmente a Humanidade - nenhuma talvez mais importante em sua função educadora e regenerativa: a constituição da família. De semelhante agremiação , na qual dois seres se conjugam, atendendo aos vínculos do afeto, surge o lar, garantindo os alicerces da civilização. Através do casal, aí estabelecido, funciona o princípio da reencarnação, consoante as Leis Divinas, possibilitando o trabalho executivo dos mais elevados programas de ação do Mundo Espiritual. Por intermédio da paternidade e da maternidade, o homem e a mulher adquirem os mais amplos créditos da Vida Superior.
Daí, as fontes de alegria que se lhes rebentam do ser com as tarefas de procriação. Os filhos são liames de amor conscientizado que lhes granjeiam proteção mais extensa do Mundo Maior, de vez que todos nós integramos grupos afins. Na arena terrestre, é justo que determinada criatura se faça assistida por outras que lhe respiram a mesma faixa de interesse afetivo. De modo idêntico, é natural que as inteligências domiciliadas nas Esferas Superiores se consagrem a resguardar e guiar aqueles companheiros de experiência, volvidos à reencarnação para fins de progresso e burilamento. A parentela no Planeta faz-se filtro da família espiritual sediada além da existência física, mantendo os laços preexistentes entre aqueles que lhe comungam o clima. Arraigada nas vidas passadas de todos aqueles que a compõem, a família terrestre é formada, assim, de agentes diversos, porquanto nela se reencontram, comumente, afetos e   desafetos ,amigos e inimigos, para os ajustes e reajustes   indispensáveis , ante as leis do destino.
Apesar disso, importa reconhecer que o clã familiar evolve incessantemente para mais amplos conceitos de vivencia coletiva, sob os ditames do aperfeiçoamento geral, conquanto se erija sempre em educandário valioso da alma, temos dessa forma, no instituto doméstico uma organização de origem divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do Mundo Melhor. - (do livro “Vida e Sexo” de Francisco C. Xavier – pelo Espírito Emmanuel - item 2 – Família).
Título: Re: Família
Enviado por: eklapper em 02 de Maio de 2011, 03:04
Boa noite a todos! Li um texto na internet que acho relevante, entendo que possa enriquecer ainda mais este estudo.

Que Jesus possa iluminar todas as famílias com muito conhecimento e entendimento da sua Doutrina de amor.

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Família, Espiritismo e hereditariedade


1. INTRODUÇÃO

No Dicionário Aurélio, encontramos a definição de hereditariedade como a transmissão dos caracteres físicos ou morais de uma pessoa aos seus descendentes. Somos sabedores que muitas enfermidades como a diabetes, a hipertensão, a hemofilia, a polidactilia, entre outras, possuem características hereditárias, podendo o filho apresentar a mesma patologia que seus pais, ou seja, o genótipo dos pais determina a manifestação de certos males em seus descendentes.

Entretanto, será possível a comunicação dos caracteres morais e espirituais de um indivíduo para seus filhos, apenas e tão somente pela transmissão dos genes? As unidades cromossômicas de cada indivíduo teriam a capacidade de alimentar toda uma geração ou uma descendência familiar com aspectos de personalidade e conduta? As semelhanças entre pais e filhos estariam encerradas somente ao aspecto físico ou abrangeria também o caráter intelectivo?

Essas e outras questões serão aqui discutidas à luz da doutrina Espírita, procurando as respostas na base familiar que constitui o grande alicerce da humanidade.

2. LIÇÕES DO EVANGELHO

A doutrina espírita elucida uma série de questões acerca da hereditariedade: “os laços de sangue não estabelecem necessariamente os laços espirituais. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porque este existia antes da formação do corpo. O pai não gera o espírito do filho: fornece-lhe apenas o envoltório corporal. Mas deve ajudar seu desenvolvimento intelectual e moral, para fazê-lo progredir”.[1]

Unidos pelos vínculos familiares, os espíritos possuem relações advindas de outras existências. Há duas possibilidades: 1ª) podem ser espíritos afins, simpáticos entre si, em que é permitida a reencarnação sob o mesmo ambiente doméstico para tarefas pré-determinadas onde se objetiva a evolução dos seres; 2ª) espíritos que de alguma forma ainda possuem rusgas, débitos recíprocos contraídos no passado e que necessitam de ajustes e reparações na atual existência.

Dentro do círculo familiar é que encontraremos o exercício do perdão e do amor. Por intermédio da bênção do esquecimento do passado, espíritos que se odiavam e se digladiavam em existências anteriores, unidos em uma nova encarnação como parentes consanguíneos, são obrigados, por uma imposição social e humana, a desenvolver o respeito e afeto recíprocos.

Por isso, não é o sangue que unirá o sangue. Quantas famílias conhecemos totalmente desestruturadas, onde pais ondeiam os filhos e vice-versa. Se dependêssemos somente da hereditariedade genética isso não ocorreria. Mas aquilo que o espírito carrega consigo, de bom e de ruim, é o que determinará o bom relacionamento entre os seres unidos pelo grau de parentesco.

3. NOSSOS FILHOS

Como gostaríamos que nossos filhos fossem? É claro que desejamos em primeiríssimo lugar eles tenham saúde, sejam perfeitos e gozem da melhor paz e tranquilidade que possam ter. Em segundo plano, desejamos que eles se destaquem. Desejamos que eles sejam os melhores alunos de sua sala de aulas, o mais educado e cordial de seus amigos, e até mesmo que seu time de futebol vença todas as partidas ou que seja o primeiro colocado na competição de natação.

Muitas vezes até, inconscientemente, vencemos nossas próprias frustrações obrigando nossos filhos a realizarem tarefas que nós não conseguimos desempenhá-las quando crianças.

Até o presente momento, estamos tendo uma visão inteiramente restrita ao materialismo onde, superada a preocupação com doenças hereditárias e saúde perfeita, nos apegamos tão somente ao que o cotidiano de nossas vidas oferece para o crescimento do ser humano. E isso é muitíssimo pouco.

Khalil Gibran nos diz o seguinte: “vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem. Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos, porque eles têm seus próprios pensamentos. Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas. Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho. Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis faze-los como vós, porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados. Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas. O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força par que suas flechas se projetem, rápidas e para longe. Que o vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria, pois assim como ele ama a flecha que voa, ama também o arco que permanece estável”.[2]

Ora, isso significa que somos todos espíritos livres, criados simples e ignorantes, e estamos sendo guiados a todo instante para o caminho da perfeição.

Nossos filhos também são espíritos livres. Possuem a semelhança de seus pais, mas apenas geneticamente. As características cromossômicas são transmitidas por intermédio do sangue, fazendo-se apresentar semelhanças quanto à cor da pele, cor dos olhos, cor dos cabelos, etc. O que o espírito traz armazenado em seu perispírito[3] é algo totalmente individual e alheio, independente de qualquer influência de seus pais. Obviamente, não estamos unidos pelos laços consanguíneos por mero acaso. Há um objetivo maior de aprendizado e de respeito para estarmos unidos pelos laços de família, seja como marido e esposa, seja como pais e filhos. Todavia, isso não significa que não possuímos diferenças e que necessitamos de ajustes que serão efetuados dentro do convívio familiar.

Nós, enquanto pais, temos um papel extremamente importante. É preciso diferenciar educador de evangelizador. Podemos dizer que evangelizador é gênero, quanto que educador é espécie. Educar, é simplesmente ensinar a distinguir o certo do errado, diferenciar o bem do mal. E por muitas vezes isso não é nem ao menos devidamente explicado aos nossos filhos. “Pai, posso fazer isso?”. E o pai responde: “Não!!!”. O filho insiste: “por que não?”. E a imposição de vontades não explica nada: “Porque eu não quero, porque eu não deixo”. Por outro lado, evangelizar é o verdadeiro papel a ser desempenhado por todos os pais. Evangelizar é detectar no espírito que vos foi confiado como filho, o que ele traz de bom e o que ele traz de ruim. Procurar incentivar suas qualidades e suas faculdades advindas das várias existências que possuiu e alimenta-las com muito amor e muita atenção. Procurar também detectar quais as más inclinações que esse espírito traz consigo e procurar aniquila-las, destruí-las, para que esse espírito, ainda nos primórdios de sua encarnação, possa crescer na senda do progresso espiritual e no amadurecimento da vossa consciência de Ser Eterno.

O estímulo é o grande veículo para conduzir o espírito ao seu adiantamento moral. Quantas “parafernálias” são produzidas e transmitidas pelos meios televisivos, sem que ao menos possamos optar por qual programação a assistir? Quantos livros infantis de alto cabedal, são esquecidos nas prateleiras, estimulando a ociosidade de mentes jovens e abertas ao conhecimento? Devemos estimular mais, incentivar mais. Somos o leme de nossos filhos. Somos o único exemplo que eles possuem dentro de um círculo de convívio ainda restrito, que é o ambiente familiar. Os filhos imitam seus pais a todo instante. Se os pais proferem palavras de baixo calão, seus filhos irão repetir; se os genitores possuem vidas totalmente incompatíveis com os ensinamentos cristãos, que caminhos percorrerão os seus filhos?

É a hora de mudanças. Ensinar através do exemplo. A conscientização desse estado o fará encarar a necessidade evolutiva com responsabilidade e discernimento. Compreender o que é ser espírito e viver como tal, isso é, em pensamento e vontade”.[4]

Evangelização e exemplo, eis o caminho a ser trilhado pelos pais para que auxiliem seus filhos a acumular riquezas espirituais em suas vidas.
Título: Re: Família
Enviado por: filhodobino em 02 de Maio de 2011, 13:27
Amados do meu coração estudantes da família, o primeiro item proposto para este estudo é na minha opinião o mais difícil de descrição... conceituar o que seja família...

Daí, minha demora em postar pois, me envolvi numa reflexão extensa, tentando obter uma síntese genérica, o que na minha opinião, não me foi dado conceber, dados os meus parcos conhecimentos pois praticamente vivi unicamente a minha, e nunca fui de pesquisar os fundamentos das outras famílias, mantendo minha relação com os tais, apenas na superficialidade que deixavam transparecer, mas sabemos que toda família, prefere lavar em casa mesmo sua roupa suja...

Enfim, consegui produzir esse pensamento:

Conceituar a família, no meu entendimento, é coisa que carece de uma enormidade de alternativas e adequações, com tantas variáveis, que inviabiliza formular um conceito genérico. Tentando,  somente  apontaremos pequenos detalhes que em verdade, não fazem muita diferença, pois assim quis o Pai, em a verdade assim o quis que fosse a conceituação de família é a o que aqui estamos vivenciando,com seus erros e acertos, enganos e desenganos, lutas e serenidade, enfim é o que está implantado, gostemos ou não.
Eu creio que nada foge ao controle do Deus do meu coração no comando geral, na intendência, e na preparação de suas creaturas... Nós somos os artífices de nós mesmos, via evolução naturalmente assistida até quando  assimilarmos amor verdadeiro, ombreamos uns aos nossos fardos outros para facilitar nossa tarefa.. . embora nossa evolução seja de fato e de direito individual. Aqui está um valor que muito respeito em todas as religiões, e vejo utilidade em todas elas, mesmo não reconhecendo em nenhuma... Perfeição...
Devo por dever de ofício, entretanto, salientar, que nossa luta nesse processo, é exatamente acionarmos nossos esforços pessoais, para que essa realidade transcenda da subjugação da ação do pleroma para a plenitude...
A família certinha, cujo respeito entre seus membros e uns pelos outros é exceção das exceções, passíveis de contar nos dedos em nosso cotidiano, bem assim é o que assisto diariamente há cerca de 60 anos... Talvez eu possa estar me exprimindo com certo exagero por ignorância, se assim o for, esqueçam o que vou dizer...
Isso não invalida o conceito de família, em minha opinião, até pelo contrário, é a mágica que formula que, com o tempo, os bates e embates, viajando seus membros da ignorância à autoconsciência, determinando no final o acerto e a compreensão dos erros e enganos, no mundo da ilusão, preparando filhos de Deus para viver onde não mais se avistam horizontes, que é em verdade, a morada oficial dos espíritos.
Então enquanto esses mesmos não alcançam um grau de evolução compatível com o que exige os paramentos do festim das bodas, hão de retornar após certo tempo de aula teórica, às aulas práticas na ilusão, engaiolados em planetas que se lhes mantém presos pela força da atração.
Penso assim:
Os laços de família (consangüíneos ou por afinidade) servem para aproximar diferentes e ou favorecer pactos destinados ao proveito de outrem... Dentre outras coisas.
Em outras palavras... Aproximar diferentes... esse o conceito de missão da família, penso eu...
Qual a utilidade de aproximar diferentes nos laços de família se diferentes pelo simples fato de o serem diferentes gerarão desentendimentos...
Desentendimentos em minha opinião não são os fatos geradores dos graves problemas vivenciais, mas, a dificuldade que o orgulho, a vaidade, a prepotência, os resquícios da inteligência instintiva, exacerbados pelo raciocínio, e a ação de alguns vendedores de ilusões, que desejam o enriquecimento pelo profissionalismo da fé  retardam, sem lograr êxitos.  Conseguem no máximo alguns retardatários entre os entendimentos dos desentendimentos... (que coisa heim?... entendimentos dos desentendimentos... espero que entendam...)
Estes desentendimentos são totalmente previstos e identificados quando dos processos reencarnatórios, quando assistidos para o bem comum...
Os problemas são previstos quando das reencarnações automáticas realizadas pela lei natural das afinidades... Que pela ação do pleroma, afastam os afins e aproximam os diferentes, aí a mitologia foi profícua para gerar explicações e mitos, que no fundo ainda estão presentes até hoje... Paixão, (que hoje chamam de amor, uma delas, Luxúria outra, e vai por aí afora.)
Que penso, funciona assim:
Enquanto observarmos horizontes diante de nossos olhares, estaremos sob a ação do Pleroma, que Yung citou nos sete sermões aos mortos...
O Pleroma é a magia que aproxima os diferentes, para no esquecimento na carne vivenciarem experiências, magia essa que é a que rege as distorções da psique do certa ou em engano, semi-consciente ou totalmente iludido e a transmuta em vontade ilusória, para gerar o calor do embate, e nesse embate, pelo soma, adquirirmos percepções que nos conduzirão ao entendimento do processo de individuação do indivíduo. indivíduos todos já o somos ao nos tornarmos humanizados, porém desprovido de consciência do eu, portanto sem nenhum ninguém alçará à posição de partícipe do banquete festim das bodas. Em nos tornando parte do inconsciente coletivo que conduzirá todos nós outros ao mesmo desiderato, disso porém não poderemos ter a menos noção a menor noção, dos trâmites do processo, pois poucos que desconfiaram do mesmo e de forma rebelde, lutam contra essa via evolutiva naturalmente assistida. Porém observemos atentos, ela existe... mas para vencer nesse, basta humildade para aceitar o que é e coragem para mudar o que não é...
Fora da ação do pleroma, os iguais se atraem naturalmente pela lei de afinidade então, diferentemente de quando no esquecimento e na carne,  poderemos lançar os olhos ao horizonte, ele não estará mais lá... acharnos-emos libertos dessa luta contra diferentes, e evoluídos pela compreensão que somente as diferenças de potencial propiciam-nos os meios adequados à perfeita educação dos nossos egos e vontades vaidosas e orgulhosas, então pronto estaremos para evoluir verdadeiramente.
Então haverá compreensão, pois é notória a certeza de que somente há justiça e amor entre iguais.
Entre desiguais, a justiça precisa, para ser justa, aplicar alteridade, logo, não é plena.
Saúde e Paz!
 
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 02 de Maio de 2011, 13:32
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

   Ekllapper;Macilli;Pati;Nielson, agradecemos vossas participações.

    Estimulando tudo que li até aqui , todos estamos de acordo que os laços espirituais são eternos e os sanguineos apenas, o são parcialmente.
    O conceito de Familia também foi bem expressado e esclarecido, então dando continuidade, ao estudo coloquemos a questão da Familia na vertente da reencarnação e de sua enorme importância;

A reencarnação fortalece os laços de família, ao passo que a unicidade da existência os rompe

 Os laços de família não sofrem destruição alguma com a reencarnação, como o pensam certas pessoas. Ao contrário, tornam-se mais fortalecidos e apertados. O princípio oposto, sim, os destrói.

No espaço, os Espíritos formam grupos ou famílias entrelaçados pela afeição, pela simpatia e pela semelhança das inclinações. Ditosos por se encontrarem juntos, esses Espíritos se buscam uns aos outros. A encarnação apenas momentaneamente os separa, porquanto, ao regressarem à erraticidade, novamente se reúnem como amigos que voltam de uma viagem. Muitas vezes, até, uns seguem a outros na encarnação, vindo aqui reunir-se numa mesma família, ou num mesmo círculo, a fim de trabalharem juntos pelo seu mútuo adiantamento. Se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento. Os que se conservam livres velam pelos que se acham em cativeiro. Os mais adiantados se esforçam por fazer que os retardatários progridam. Após cada existência, todos têm avançado um passo na senda do aperfeiçoamento. Cada vez menos presos à matéria, mais viva se lhes torna a afeição recíproca, pela razão mesma de que, mais depurada, não tem a perturbá-la o egoísmo, nem as sombras das paixões. Podem, portanto, percorrer, assim, ilimitado número de existências corpóreas, sem que nenhum golpe receba a mútua estima que os liga.

Está bem visto que aqui se trata de afeição real, de alma a alma, única que sobrevive à destruição do corpo, porquanto os seres que neste mundo se unem apenas pelos sentidos nenhum motivo têm para se procurarem no mundo dos Espíritos. Duráveis somente o são as afeições espirituais; as de natureza carnal se extinguem com a causa que lhes deu origem. Ora, semelhante causa não subsiste no mundo dos Espíritos, enquanto a alma existe sempre. No que concerne às pessoas que se unem exclusivamente por motivo de interesse, essas nada realmente são umas para as outras: a morte as separa na Terra e no céu.

 A união e a afeição que existem entre pessoas parentes são um índice da simpatia anterior que as aproximou, Daí vem que, falando-se de alguém cujo caráter, gostos e pendores nenhuma semelhança apresentam com os dos seus parentes mais próximos, se costuma dizer que ela não é da família. Dizendo-se isso, enuncia-se uma verdade mais profunda do que se supõe. Deus permite que, nas famílias, ocorram essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos, com o duplo objetivo de servir de prova para uns e, para outros, de meio de progresso. Assim, os maus se melhoram pouco a pouco, ao contacto dos bons e por efeito dos cuidados que se lhes dispensam. O caráter deles se abranda, seus costumes se apuram, as antipatizas se esvaem. E desse modo que se opera a fusão das diferentes categorias de Espíritos, como se dá na Terra com as raças e os povos.

O temor de que a parentela aumente indefinidamente, em consequência da reencarnação, é de fundo egoístico: prova, naquele que o sente, falta de amor bastante amplo para abranger grande número de pessoas. Um pai, que tem muitos filhos, ama-os menos do que amaria a um deles, se fosse único? Mas, tranquilizem-se os egoístas: não há fundamento para semelhante temor. Do fato de um homem ter tido dez encarnações, não se segue que vá encontrar, no mundo dos Espíritos, dez pais, dez mães, dez mulheres e um número proporcional de filhos e de parentes novos. Lá encontrará sempre os que foram objeto da sua afeição, os quais se lhe terão ligado na Terra, a títulos diversos, e, talvez, sob o mesmo título.

 E.S.E. CAPÍTULO IV
Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo

Muita Paz
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 02 de Maio de 2011, 13:36
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

   Amigo do Filhodobino, grato pela sua participação seja benvindo.


Acervando sobre o conbtexto da reencarnação;

Vejamos agora as consequências da doutrina antireencarcionista. Ela, necessariamente, anula a preexistência da alma. Sendo estas criadas ao mesmo tempo que os corpos, nenhum laço anterior há entre elas, que, nesse caso, serão completamente estranhas umas às outras. O pai é estranho a seu filho. A filiação das famílias fica assim reduzida à só filiação corporal, sem qualquer laço espiritual. Não há então motivo algum para quem quer que seja glorificar-se de haver tido por antepassados tais ou tais personagens ilustres. Com a reencarnação, ascendentes e descendentes podem já se terem conhecido, vivido juntos, amado, e podem reunir-se mais tarde, a fim de apertarem entre si os laços de simpatia.

Isso quanto ao passado. Quanto ao futuro, segundo um dos dogmas fundamentais que decorrem da não-reencarnação, a sorte das almas se acha irrevogavelmente determinada, após uma só existência. A fixação definitiva da sorte implica a cessação de todo progresso, pois desde que haja qualquer progresso já não há sorte definitiva. Conforme tenham vivido bem ou mal, elas vão imediatamente para a mansão dos bem-aventurados, ou para o inferno eterno. Ficam assim, imediatamente e para sempre, separadas e sem esperança de tornarem a juntar-se, de forma que pais, mães e filhos, mandos e mulheres, irmãos, irmãs e amigos jamais podem estar certos de se verem novamente; é a ruptura absoluta dos laços de família.

Com a reencarnação e progresso a que dá lugar, todos os que se amaram tornam a encontrar-se na Terra e no espaço e juntos gravitam para Deus. Se alguns fraquejam no caminho, esses retardam o seu adiantamento e a sua felicidade, mas não há para eles perda de toda esperança. Ajudados, encorajados e amparados pelos que os amam, um dia sairão do lodaçal em que se enterraram. Com a reencarnação, finalmente, há perpétua solidariedade entre os encarnados e os desencarnados, e, daí, estreitamento dos laços de afeição.

Em resumo, quatro alternativas se apresentam ao homem, para o seu futuro de além-túmulo: 1ª, o nada, de acordo com a doutrina materialista;
2ª, a absorção no todo universal, de acordo com a doutrina panteísta;
 3ª, a individualidade, com fixação definitiva da sorte, segundo a doutrina da Igreja;
 4ª, a individualidade, com progressão indefinita, conforme a Doutrina Espírita. Segundo as duas primeiras, os laços de família se rompem por ocasião da morte e nenhuma esperança resta às almas de se encontrarem futuramente. Com a terceira, há para elas a possibilidade de se tornarem a ver, desde que sigam para a mesma região, que tanto pode ser o inferno como o paraíso. Com a pluralidade das existências, inseparável da progressão gradativa, há a certeza na continuidade das relações entre os que se amaram, e é isso o que constitui a verdadeira família.

E.S.E.CAPÍTULO IV
Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo

Muita paz

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 02 de Maio de 2011, 14:13
Ola muita paz e harmonia
Amigo Filhodobino

   Amigo atentei sobre suas ideias e gostava de expressar  alguns elementos que são importantes em relação ao seu texto;

   
Citar
“praticamente vivi unicamente a minha, e nunca fui de pesquisar os fundamentos das outras famílias, mantendo minha relação com os tais, apenas na superficialidade que deixavam transparecer, mas sabemos que toda família, prefere lavar em casa mesmo sua roupa suja...”

“Eu creio que nada foge ao controle do Deus”

“Devo por dever de ofício, entretanto, salientar, que nossa luta nesse processo, é exatamente acionarmos nossos esforços pessoais, para que essa realidade transcenda da subjugação da ação do pleroma para a plenitude...”

“A família certinha, cujo respeito entre seus membros e uns pelos outros é exceção das exceções, passíveis de contar nos dedos em nosso cotidiano, bem assim é o que assisto diariamente há cerca de 60 anos.”

“Qual a utilidade de aproximar diferentes nos laços de família se diferentes pelo simples fato de o serem diferentes gerarão desentendimentos...
Desentendimentos em minha opinião não são os fatos geradores dos graves problemas vivenciais, mas, a dificuldade que o orgulho, a vaidade, a prepotência, os resquícios da inteligência instintiva, exacerbados pelo raciocínio, e a ação de alguns vendedores de ilusões, que desejam o enriquecimento pelo profissionalismo da fé  retardam, sem lograr êxitos.  Conseguem no máximo alguns retardatários entre os entendimentos dos desentendimentos... (que coisa heim?... entendimentos dos desentendimentos... espero que entendam...)”

“Entre desiguais, a justiça precisa, para ser justa, aplicar alteridade, logo, não é plena.
Saúde e Paz!”


  Bom Amigo antes demais , queria dizer que ao opinar sobre o conceito de qualquer apologia de Família , não estamos a lavar roupa suja de ninguém, mas a estudar a estrutura da Família na sua amplitude pela grandeza do amor e respeito pelos valores Universais da vida eterna.
   
  Se acreditamos ambos que nada foge aos precietos de Deus , então temos que aceitar que nada existe ao caso ou ilusão.
   Existe uma ordem das coisas equilibrada, e ela é regida pelas Leis Naturais.

  Acredito que o crescimento do espirito para chegar à sua plenitude, se faça pelo esforço conjunto das almas e realmente essa é uma das forças maiores de labor , já foi dito nos topicos atrás e nunca é demais lembrar o que diz o espirito da verdade;

Espírito da Verdade, questão n° 775 no Livro dos Espíritos:

"Qual seria, para a sociedade, o resultado do relaxamento dos laços de família?"

"Um recrudescência do egoísmo", ou seja um agravamento do nosso egoísmo.

  Quanto à questão de aproximar diferentes como o Amigo chama,não penso dessa forma, pois perante Deus todos somos iguais.
    E se todos fossemos iguais , como evoluiriamos, qual a virtude de amar a quem já se ama?! Se a importãncia maior entre os familires, aquando de reajuste é aprenderem a amar-se , porque essas diferenças que diz, tem que ser eliminadas, para que o amor se faça sublime . Nada foi preparado ao acaso e os contrarios como diz, não vem para serem despauperimos da vida, mas para limar arestas e se redimir, e então a Familia ser uma Escola da vida, do amor e da luta contra o egoismo e orgulho.

Amigo entre os desiguais, nós precisamos;

Olhem que resposta magnífica, o melhor remédio para curar o egoísmo é viver em família. Sim, porque no lar nós vamos compartilhar a vida com pessoas diferentes de nós. Cada componente de uma família é um ser diferente do outro. As vezes, até são parecidos, mas iguais, nunca. Podemos dar como exemplo, um filho que gosta de estudar, outro que não suporta um livro. A esposa prefere férias no litoral, o marido gosta do campo. E todos estão reunidos para um "lar, doce lar".

Por isso, viver em família é imperativo evolutivo de todos nós. Exatamente porque ainda somos muito egoístas, não aceitamos as nossas limitações e as limitações dos que nos rodeiam e, portanto, precisamos das diferenças para evoluirmos. Daí por que na família acabamos convivendo com pessoas muito diferentes de nós. E parece que quanto maior o egoísmo, maior é a diferença. Isso explica aquela insatisfação que sentimos com nossos familiares, exatamente por que eles não são do jeito que nós gostaríamos que eles fossem. Nós sempre achamos "algo do vizinho" melhor do que o que temos. E assim todos caminham insatisfeitos.

As diferenças devem ser, antes de tudo, aproveitadas. A diferença também tem a sua beleza e pode nos proporcionar grande aprendizado.

Com uma convivência aberta, cada um vai ficando menos egoísta, porque aceita o outro como ele é e acredita que também pode aprender algo com o outro. É um processo de muita interação, que só ocorre quando aceitamos os outros e quando saímos da condição de "certinhos", de perfeitos. Todos nós precisamos de contrastes, das adversidades, por isso é que o benfeitor Emmanuel afirmou ser o lar o purificador das almas individadas. As carências de hoje representam os abusos do passado.

É preciso, pois, estar atento ao aprendizado que a vida familiar está lhe oferecendo. Só a família é capaz de propiciar essa experiência tão enriquecedora.

Sem esquecer, ainda, que na família é que nós encontramos as nossas melhores companhias. Estamos reencarnados entre aqueles espíritos mais indicados ao nosso progresso espiritual.

Eles nos trazem as lições ainda não aprendidas. Diante daquele familiar que representa um problema, indague-se qual a lição que a vida esta lhe trazendo. Paciência? Aceitação? Perdão? Doação? Muito provavelmente.

Não encaremos nossos familiares problema como um carma, como um castigo. Um relacionamento difícil é algo para ser superado. Não temos que agüentar um familiar difícil, temos é que amá-los.

Portanto vamos amar nossa família do jeito que ela é. E se eles não são aquilo que gostaríamos que fossem, lembrem-se de que nós também não somos o que eles gostariam que fôssemos. Sem esquecer, ainda, que provavelmente já convivemos com eles em vidas passadas e devemos ter nossa parcela de responsabilidade nessa história de capítulos tristes, mas cujo final poderá ser muito feliz, se soubermos amá-los como nossos irmãos.

Muita paz e harmonia
Com meus respeitosos cumprimentos

Victor Passos
 
Título: Re: Família
Enviado por: filhodobino em 02 de Maio de 2011, 15:05
Amados irmãos estudantes do tema família, a gratidão já antes várias vezes manifesta pela oportunidade de um aprendizado de elevada monta, no conforto dos nossos lares, é benção suprema do Pai Maior e nos cabe, refletir bastante a cada passo, pois muito há a aprender, nesse assunto. Grato amado irmão, meus respeitos... o estudo continua mas devo retornar e reler tantas vezes quantas forem necessárias para bem discernir...
Então atendendo ao seu comando amado irmão, posto meu pensamento no assunto seguinte, não sem ter antes o dever de lhe asseverar que volverei e estudarei com afinco seu apontamento acerca de minha postagem...

Penso assim... Então...
Nem a natureza, nem nosso psiquismo, nem os santos, subiram degraus de dois em dois...
Na quitação do devenir*, nenhuma lei, nenhuma norma há de ser derrogada...
Não vim destruir as leis... antes confirmá-las... disse o Cristo...
Não adianta pedir que Pai Abrahão libere Lazaro para nos dessecar-lhe a língua, nem através de intromissão dos que estão fora da matéria densa...
Todo aprendizado há de ser feito individualmente, mas... mas... mas...
Muito mais fácil sem isolamentos e sem silêncios inúteis... Muito mais fácil somatizando em amor as escolhas próprias e fazendo-as úteis aos que nos rodeiam...
Por isso, o Espiritismo longe de estreitar os laços de família divulgando a reencarnação e as parábolas e os Evangelhos, os alarga a compreensão de justiça perfeita mais que unicamente ver a família como os laços consangüíneos... Ou simplesmente delegá-la ao inservível, e a vida de relação...
A codificação, tanto quanto as obras de André Luiz, Emmanuel e tantos outros falam a mesma coisa, só que sob a ótica de demonstrar os atalhos, que não sejam saltos imaginários e antes dos tempos, posto que não temos nenhum referencial seguro para saltarmos no escuro, mas o aconselhamento de que se não nos sentirmos melhores nem eleitos caminharemos com menos sobressaltos.
Quem tiver ouvidos de ouvir...
Nosso dirigente de estudo indaga:
Citar
Em resumo, quatro alternativas se apresentam ao homem, para o seu futuro de além-túmulo:
1ª, o nada, de acordo com a doutrina materialista;
2ª, a absorção no todo universal, de acordo com a doutrina panteísta;
3ª, a individualidade, com fixação definitiva da sorte, segundo a doutrina da Igreja;
4ª, a individualidade, com progressão indefinita, conforme a Doutrina Espírita. Segundo as duas primeiras, os laços de família se rompem por ocasião da morte e nenhuma esperança resta às almas de se encontrarem futuramente. Com a terceira, há para elas a possibilidade de se tornarem a ver, desde que sigam para a mesma região, que tanto pode ser o inferno como o paraíso. Com a pluralidade das existências, inseparável da progressão gradativa, há a certeza na continuidade das relações entre os que se amaram, e é isso o que constitui a verdadeira família.
Confesso humildemente:  Não consigo sequer cogitar, em algo mais razoável, justo, inteligente e exeqüível...
Saber melhor só quando estivermos vivendo em nossas moradas sem horizontes à vista, portanto, nada tenho a acrescentar, só concordar...
Saúde e Paz!
*devenir...
Português... Acontecer a / fazer-se / ficar /ser de /tornar-se.
Ingles... become / become of /get /grow into /happen to /turn into.
Frances… devenir/general/personne/ se faire.   
Italiano... accadere a /divenire  /diventare /esserne di farsi  /succedere a.
Espanhol... convertirse /ser de  /tornarse  /volverse.
As traduções têm o objetivo de demonstrar a semelhança do pensamento, embora nesses idiomas esteja envolvidos diversas religiões, filosofias, culturas, etc.

Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 02 de Maio de 2011, 15:29
Ola muita paz e harmonia
Amigo Filhodobino


   Não em questão de cogitar, mas de expressar que os valores da vida sempre encontram uma estrada para runar ...Cravo

    Nossa família da Terra acaba depois da morte?

A família já existia antes,Bom Amigo, não acha?!
No pleno das alternativas , não é dificil irmos ao encontro da reencarnação,senão vejamos;

Nossa família espiritual é muito maior do que a terrena. Constituída de espíritos que já estiveram juntos em outras existências, ela planejou no espaço a missão do grupo que constitui nossa organização familiar na Terra. Num lar reencarnam espíritos simpáticos, para fortalecerem seus laços de amor, também espíritos antagônicos, para transformarem ódio em amor.

Há somente quatro alternativas para o futuro do homem, além-túmulo.

A primeira é a dos materialistas. Morreu, acabou. Então não vale a pena amar, pois tudo termina com o fim do corpo físico.

A segunda é a dos panteístas. Morreu, o homem é absorvido no todo universal e acaba sua individualidade. Como na primeira, o amor se extingue no derradeiro suspiro.

A terceira é da unicidade da vida. Vivemos uma só existência na face do Planeta. Morrendo, se formos bons, iremos para o céu, de gozo eterno, ou para o inferno, sendo mau de sofrimento indescritível, que não acaba nunca. Como poderá ser feliz alguém no céu, sabendo do padecimento sem fim de um ente querido no inferno?

Além disso, que Deus justo e amável é esse que permite a alguém nascer de pais responsáveis, que lhe asseguram excelente formação moral, e a outros permite virem ao mundo na miséria material e na marginalidade, desde o nascimento?

A quarta hipótese é a da reencarnação. Vivemos inúmeras existências na Terra, aprendendo e depurando o espírito nas vidas sucessivas, no caminho do aperfeiçoamento moral. Depois da morte, reencontraremos os entes queridos. Quanto mais nos aprimoramos internamente, mais felizes seremos, imortalizando e ampliando o amor que nutrimos uns pelos outros, na família terrena em perene crescimento.

Muita paz e harmonia
Respeitosos cumprimentos

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 02 de Maio de 2011, 16:12
Ola muita paz e harmonia
bons Amigos e Amigas

Por ser importante;

FAMÍLIA:

MECANISMO DE EVOLUÇÃO DO ESPÍRITO
     

    “Todo lar que se levanta / como for, seja onde for, / é sempre uma sementeira / para a colheita do amor.” (1)

Alertados pela Doutrina Espírita, compreendemos que a família é o instituto primário da caridade, como nos repetem insistentemente os amigos espirituais.

Sabemos que a sociedade humana é composta como uma “colmeia” de núcleos dos quais participamos: o prédio em que vivemos, o bairro, a cidade, os locais de trabalho, clubes, colégios, etc; essas muitas organizações estabelecem a “métrica” social. Mas seu núcleo mais importante, sua “viga mestre”, é, sem dúvida, a família, tão comumente chamada de “célula mater” da sociedade. É através dela e sobre ela que o mundo se estrutura: quando a família se desorganiza, a sociedade gradativamente é infectada, e vai se consumindo, se deteriorando, decaindo...

Isso fica bastante claro quando Kardec indaga dos espíritos “Qual seria, para a sociedade, o resultado do relaxamento dos laços de família?”, e os benfeitores categoricamente respondem: “Uma recrudescência do egoísmo.”(2) Porém, quando a célula familiar é saudável, mais se vê como ela é essencial para o ajustamento dos indivíduos, além de incrementar as relações entre eles. Portanto, ela é “cadinho” inestimável e desvalorizá-la é prescrever a morte da sociedade.

A família tem duas funções primordiais, que se entrelaçam e interagem: educativa e regenerativa.

Sua função educativa é verificada, inclusive, entre os animais irracionais, como, por exemplo, no jornal “O Globo”, de 3 de agosto de 1996, numa seção dedicada à ciência, onde encontramos a seguinte notícia: “Elefantes órfãos matam turistas e espalham violência na África”; trata-se de elefantes nascidos no Parque Nacional Kruger (África do Sul), mas que foram separados de seu rebanho ainda pequenos, enviados para Pilanesburg (no mesmo país), como parte de um programa para conter a explosão populacional desses animais. Elefantes são animais gregários, em que os mais jovens assimilam o comportamento dos machos mais velhos, que controlam o rebanho; assim, estes outros, crescidos longe do exemplo familiar, adotaram comportamento aberrante e agressivo, tornando-se incontroláveis e anti-sociais, atacando e matando a esmo...


Todos os pais aqui na Terra deveriam ler e meditar sobre essa reportagem, pois muito os ajudaria a despertar para sua imensa responsabilidade na missão que aceitaram, ou até mesmo escolheram, antes de reencarnar. Compreenderiam, os desavisados, seu compromisso perante Deus, de amparar, esclarecer e educar – em seu sentido real e integral (3) – pela palavra e pelo exemplo, os filhos que o Pai temporariamente lhes confia.

Com relação à sua função regenerativa, a família é instrumento de recuperação do indivíduo, mecanismo de reestruturação do espírito que retorna à vida física para resgatar erros pretéritos e progredir mediante a prática do bem. É no núcleo familiar em que, não raro, antigos desafetos se reencontram, para anular as arestas de ódio enquistadas em outras existências e tecer a rede imorredoura do amor, todos juntos, enfrentando as dificuldades da Terra – mundo ainda de provas e expiações – trabalhando em prol de seu progresso individual, e cumprindo a “...parte que lhe toca na obra da Criação”. (4)

“Família e reencarnação, / Deus as fez buscando a paz: / não levam mágoas à frente, / nem deixam contas atrás.”(5)

A família é, pois, magnífico “talento” que recebemos do Senhor da Vida! Que saibamos valorizar devidamente esse “talento” e fazê-lo multiplicar em bênçãos de luz e paz!

 

Referências bibliográficas:

    (1)    XAVIER, Francisco C. – pelo Espírito José Nava - “Na era do Espírito”, pág. 35, 3ª edição – 1976 - Editora Grupo Espírita Emmanuel, São Bernardo do Campo.

    (2)    KARDEC, Allan – “O Livro dos Espíritos”, 3ª parte, cap.VII, questão 775 - pág. 361 – FEB, Rio de Janeiro – 77ª edição, 1997.

    (3)    KARDEC, Allan –  “O Livro dos Espíritos”, 3ª parte, cap.III, comentário de Kardec após questão 685 a – pág. 331 - FEB, Rio de Janeiro – 77ª edição, 1997.
 

    (4)    KARDEC, Allan – “O Livro dos Espíritos”, 2ª parte, cap.II, questão 132 – pág. 103 - FEB, Rio de Janeiro – 77ª edição, 1997.

     
    (5)    XAVIER, Francisco C. – pelo Espírito Roberto de Alencar – “Na era do Espírito”, pág. 33, 3ª edição – 1976 - Editora Grupo Espírita Emmanuel, São Bernardo do Campo.

Ivone Molinaro Ghiggino

Título: Re: Família
Enviado por: hcancela em 02 de Maio de 2011, 21:24
Olá amigos(as)


Victor e Kátia muito sucesso neste belo estudo mensal... :-* :-* :-* :-* :-* :-*

Oh!!!!!!!!!!!!!!! a Família; tão belas e tão dificeis de lidar, mas entretanto nas soma de todas as lutas o Amor. Quantas e quantas vezes as dificuldades se apresentam de forma violenta. Quantas e quantas vezes se juntam as lutas de séculos e séculos e no final a paz do dever comprido.
È como uma grande batalha, que no final a bonança.
Amigos, inimigos juntam-se com um único objetivo, Amar.
Neste conceito familiar, a esperança nos faz sentir felizes.

Tudo se resume ao Amor.


Saudações fraternas

Título: Re: Família
Enviado por: hcancela em 02 de Maio de 2011, 21:26
Olá amigos(as)

No mesmo seguimento do meu pensamento, aqui fica outro que não meu, que por certo de mais valor.. ;) ;) ;) :-* :-* :-* :-*


A família consangüínea, entre os homens, pode ser apreciada como o centro essencial de nossos reflexos. Reflexos agradáveis ou desagradáveis que o pretérito nos devolve. Certo, não incluímos aqui os Espíritos pioneiros da evolução que, trazidos ao ambiente comum, superam-no, de imediato, criando o clima mental que lhes é peculiar, atendendo à renovação de que se fazem intérpretes.


Comentamos a nossa posição no campo vulgar da luta.

Cada criatura está provisoriamente ajustada ao raio de ação que é capaz de desenvolver ou, mais claramente, cada um de nós apenas, pouco a pouco, ultrapassará o horizonte a que já estenda os reflexos que lhe digam respeito.

O homem primitivo não se afasta, de improviso, da própria taba, mas aí renasce múltiplas vezes, e o homem relativamente civilizado demora-se longo tempo no plano racial em que assimila as experiências de que carece, até que a soma de suas aquisições o recomende a diferentes realizações.

É assim que na esfera do grupo consangüíneo o Espírito reencarnado segue ao encontro dos laços que entreteceu para si próprio, na linha mental em que se lhe caracterizam as tendências.

A chamada hereditariedade psicológica é, por isso, de algum modo, a natural aglutinação dos espíritos que se afinam nas mesmas atividades e inclinações.

Um grande artista ou um herói preeminente podem nascer em esfera estranha aos sentimentos nos quais se avultam. É a manifestação do gênio pacientemente elaborado no bojo dos milênios, impondo os reflexos da sua individualidade em gigantesco trabalho criativo.

Todavia, na senda habitual, o templo doméstico reúne aqueles que se retratam uns nos outros.

Uma família de músicos terá mais facilidade para recolher companheiros da arte divina em sua descendência, porque, muita vez, os Espíritos que assumem a posição de filhos na reencarnação, junto deles, são os mesmos amigos que lhes incentivavam a formação musical, desde o reino do Espírito, refletindo-se reciprocamente na continuidade de da ação em que se empenham através de séculos numerosos.

É ainda assim que escultores e poetas, políticos e médicos, comerciantes e agricultores quase sempre se dão as mãos, no culto dos melhores valores afetivos, continuando-se, mutuamente, nos genes familiares, preservando para si mesmos, mediante o trabalho em comum e segundo a lei do renascimento, o patrimônio evolutivo em que se exprimem no espaço e no tempo. Também é aí, de conformidade com o mesmo principio de sintonia, que vemos dipsômanos e cleptomaníacos, tanto quanto delinqüentes e enfermos de ordem moral, nascendo daqueles que lhes comungam espiritualmente as deficiências e as provas, porquanto muitas inteligências transviadas se ajustam ao campo genético daqueles que lhes atraem a companhia, por força dos sentimentos menos dignos ou das ações deploráveis com que se oneram perante a Lei.

A tara familiar, por esse motivo, é a resultante da conjunção de débitos, situando-nos no plano genético enfermiço que merecemos, à face dos nossos compromissos com o mundo e com a vida. Dessa forma, somos impelidos a padecer o retorno dos nossos reflexos tóxicos através de pessoas de nossa parentela, que no-los devolvem por aflitivos processos de sofrimento.

Temos assim, no grupo doméstico, os laços de elevação e alegria que já conseguimos tecer, por intermédio do amor louvavelmente vivido, mas também as algemas de constrangimento e aversão, nas quais recolhemos, de volta, os clichês inquietantes que nós mesmos plasmamos na memória do destino e que necessitamos desfazer, à custa de trabalho e sacrifício, paciência e humildade, recursos novos com que faremos nova produção de reflexos espirituais, suscetíveis de anular os efeitos de nossa conduta anterior, conturbada e infeliz.

(Do livro "Pensamento e Vida" - FCXavier/ Emmanuel).

Saudações fraternas
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 02 de Maio de 2011, 22:36
Ola muita paz e harmonia
Amigo Cancela

  Seja benvindo ao estudo.

AINDA A FAMÍLIA, SUBLIME "INVESTIMENTO"

Novamente nos debruçamos sobre esse assunto tão importante, a que alguns estudiosos se referem como “idéia genial de Deus”!

Lembremos que Jesus, ao encarnar entre nós, nasceu num lar, sob o afeto de José e de Maria...

Sabemos, não só por esclarecimentos constantes dos benfeitores, mas também através de comprovações da veracidade de informações recebidas por via mediúnica, que a composição da família é esquematizada no plano espiritual em etapa pré-encarnatória, atendendo, assim, à nossa necessidade de reequilibrar-nos ante a lei divina (a qual insensatamente infringimos), necessidade essa decorrente do nosso íntimo e natural desejo de melhoria,

Aí, as funções educadora e regenerativa (1) se fundem, formando-se cada família de acordo com o que é melhor para que cada espírito reencarnante possa crescer rumo ao Pai nessa primordial sociedade básica, caminhando de mãos e corações entrelaçados.

Na família (referimo-nos, aqui, à família propriamente dita, e também a espíritos reencarnados em círculos próximos) encontram-se espíritos simpáticos, unidos por ligações anteriores: há elos de amor entre esses seres, que formam, no espaço, as “famílias espirituais; em suas migrações terrenas, procuram-se, reencontram-se, trabalhando juntos pelo seu aperfeiçoamento mútuo. Se em suas “peregrinações” no corpo físico se separam, devido a exigências evolutivas, encontram-se em desdobramento, felizes pelo carinho que os imanta.

Porém, como já aprendemos que o egoísmo é o mais radical dos vícios (1), Deus sabiamente permite que espíritos menos evoluídos encarnem nesses núcleos harmoniosos, afinizados, núcleos esses com os quais não haviam ainda contatado em existências anteriores. Então, esses “novos” membros do núcleo receberão bons conselhos e exemplos salutares, o que os levará a um aprendizado mais seguro e um avanço mais rápido. Não raro, justamente por ainda estarem em estágios mais atrasados, podem causar perturbações, que devem ser sanadas com fraternidade.

Contudo, a família também se constitui em um templo de reajuste, onde a construção do amor domina e destrói erros persistentes: aí comparecem ódios e perseguições “do passado obscuro e delituoso” (2), para transformarem-se em solidariedade e afeto. O planejamento reencarnatório nos situa perto de desafetos do passado, a fim de acolhê-los com carinho e/ou “limar” e corrigir asperezas e “farpas” causadas por nós mesmos.

O lar é, pois, escola de auto-renovação e redenção, chance bendita onde o sofrimento atinge seu objetivo: nas dificuldades, nas dores e nas experiências em comum, as amarguras antigas são esquecidas, desenvolvendo-se o amor. A possibilidade de reequilíbrio e redenção é renovada: a prática do amor abre as portas ao entendimento e à imprescindível reconciliação, conforme já nos foi ensinado tantas vezes:

 - Jesus: “Reconcilia-te o mais depressa possível com o teu adversário, enquanto estás a caminho com ele...” (3)

- Instrutor Alexandre: “Toda reconciliação é difícil quando somos ignorantes na prática do amor, mas sem a reconciliação humana jamais seria possível nossa integração gloriosa com a Divindade!” (4)

Se erros foram plantados no nosso “ontem”, precisamos e devemos corrigi-los no nosso “hoje”.

Vamos “investir” na família, edificando em nós e nos outros a construção do bem e da luz!

 Ivone Molinaro Ghiggino

Muita paz!

 

Referências bibliográficas:

     (1)    XAVIER, Francisco C - “Vida e sexo” – pelo Espírito Emmanuel – cap. 2, pág. 13 – 11ª edição, 1990 – FEB, Rio de Janeiro.

     (2)    KARDEC, Allan – “O Livro dos Espíritos”, 3ª parte, cap.XII, questão 913 – FEB, Rio de Janeiro – 77ª edição, 1997.

     (3)    XAVIER, Francisco C. – pelo Espírito Emmanuel – “Emmanuel”, cap. XI, pág. 65/66 - 4ª edição, 1945 – FEB, Rio de Janeiro.

     (4)    MATEUS – Evangelho: cap. V, vers. 25 – “Bíblia Sagrada” (CD-ROM) - Editora Vozes, Rio de Janeiro – 1996.

     (5)    XAVIER, Francisco C. – pelo Espírito André Luiz - “Missionários da Luz”, cap.13, pág. 194 – 10ª edição, 1976 - FEB, Rio de Janeiro.
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 02 de Maio de 2011, 22:43
Amigos Victor Passos, Katiatog e todos do estudo

É viver em família é muito bom!!! Mas por vezes o amor que vivenciamos sofre abalos, onde as virtudes da paciência e da tolerância são trabalhadas.  Mas, muitas vezes, experimentamos sentimentos de mágoa, incompreensão, desamor...
Mas, nada como um dia após o outro para transformar todas as discórdias em união. Pois praticando o perdão e a compreensão, voltamos a nos harmonizar e a fortalecer os laços familiares.

***********


Laços de Família

Dizia o escritor russo Léon Tolstoi que a verdadeira felicidade reside dentro do lar, ao lado da esposa amada e dos filhos queridos. Realmente, ter uma família bem constituída, onde reine a concórdia, onde exista a harmonia, é ter um tesouro de inestimável valor.

Por isso, é muito gratificante a certeza de que a morte não será capaz de romper estes laços de família. A seguir são apresentados dois fatos que reafirmam o que acabo de dizer.

O primeiro aparece no livro O Gênio Céltico e o Mundo Invisível, de Léon Denis. Ele transcreve um relato da obra La légenda de la mort chez les Bretons Armoricains (escrito por Le Braz) mais ou menos nos seguintes termos:

Marie Gouriou, da vila de MinGuenn, perto de Paimpel, deitou-se uma noite depois de haver colocado perto de seu leito o berço em que dormia seu filho.

Acordada por choros durante a noite, ela viu seu quarto iluminado por uma estranha luz, e um homem inclinado sobre a criança, que a balançava levemente, cantando, em voz baixa, em refrão de marujo.

De imediato Marie Gouriou reconheceu naquele estranho exatamente o seu marido, que hà um mês havia partido para pescaria na Islândia; ela ainda notou que as suas roupas deixavam escorrer água do mar.

- Como, exclamou ela, você já está de volta? - Tome cuidado, pois você vai molhar a criança... Espere que eu me levante para acender o fogo...

Mas aquela luz se esvaneceu e, quando ela acendeu o fogo, verificou que seu esposo tinha desaparecido. Jamais voltaria a vê-lo pois que o primeiro navio vindo da Islândia trazia a notícia de que o barco em que ele havia embarcado naufragara, não se salvando ninguém, justamente na mesma noite em que Marie Gouriou tinha visto o marido debruçado sobre o leito de seu filho.

Houve o que se chama em Espiritismo mais um caso de visão de pessoas nas vizinhanças da morte visitando entes queridos, como estudou exaustivamente o astrônomo francês Camille Flammarion nos três volumes da obra A morte e o seu mistério, edição da FEB (Federação Espírita Brasileira).

O outro caso deu-se por via mediúnica, envolvendo o escritor Aldous Huxley. Como se sabe, este inglês, nascido em 1894 e talecido em 1963, escreveu novelas, sátiras, romances, ensaios, dramas, biografias e se fez famoso ao lançar em 1932, com seu rito'>espírito cético o romance Admirável Mundo Novo de maneira implacável satirizando a sociedade industrial.

O casal Ambrose A. Worral e Olga N. Worral curavam pela imposição das mãos conforme já recomendava Jesus. Neste particular, vale até a pena lembrar as palavras do rito'>espírito Emmanuel, pela psicografia de Chico Xavier, no livro O Consolador (questão 98):

"Assim como a transfusão de sangue representa uma renovação das forças físicas, o passe é uma transfusão de energias psíquicas, com a diferença de que os recursos orgânicos são retirados de um reservatório limitado, e os elementos psíquicos o são do reservatório ilimitado das forças espirituais.

Mas voltemos ao casal Worral. Em Baltimore, eles fundaram na Igreja Metodista de Monte Washington, uma clínica para tratamento ritual'>espiritual e atendiam a um grande número de pessoas diariamente. Olga Worral era clarividente e clariaudiente. Certa ocasião viajou para Rye, Estado de Nova York, para participar de um seminário durante o qual o citado romancista Huxley pronunciaria uma conferência sobre as curas espirituais.

Apresentada a ele, entre ela e o escritor começou animada conversação e, num dado momento, Olga lhe diz:

- Há uma mulher ao seu lado e me diz que se chama Maria. Declara ser sua esposa e pede que eu lhe transmita esta informação: - Diga ao Huxley que eu ouvi e compreendi cada uma de suas palavras, embora eu perdera inteiramente a consciência. Ouvi cada palavra da poesia que ele leu para mim naquela hora; por isso, sou muito grata por tudo quanto ele fez por mim.

Todos ficaram surpreendidos ao ver Aldous Huxley baixar a cabeça e chorar copiosamente. Confirmou tudo quanto Olga lhe transmitira na mensagem. E ainda acrescentou:

- Eu, para dizer a verdade, ficara imaginando se ela teria, ou não, ouvido o que eu estava lendo. Pensei que talvez fosse um esforço inútil, um tempo perdido. Você não pode imaginar como é reconfortante para mim saber que Maria estava consciente da minha presença junto dela.

Fazia apenas dois meses que a mulher havia morrido. Nenhum dos presentes conhecia esta particularidade.

Então, como disse de início, nada mais gratificante do que saber que a morte não tem forças para romper os afetuosos laços de família!... Aqueles a quem Deus ligou por vínculos de verdadeiro amor, nem a morte os separará jamais!


Autor: Celso Martins
Fonte: Caminhos de Luz
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 02 de Maio de 2011, 23:04
Ola muita paz e harmonia
Amiga Macilli

   
Na referência do texto que faz , fala-nos de Tolstoi;

As Decisões Nas Famílias

As decisões nas famílias ou se tomam no caso de um perfeito acordo entre os cônjuges ou, então, quando existe uma separação completa entre eles. Se as relações entre eles flutuam entre os dois extremos nada é possível decidir. Muitos casais levam anos e anos numa espécie de ponto-morto, incómodo para ambos, só porque não existe entre eles nem acordo nem separação absoluta.

Leon Tolstoi, in "Anna Karenina"

  Como se verifica , ele tinha uma ideia clara da busca de equilibrio e da essência da vida.

   Os laços do espirito são eternos, razão pela qual devemos moldar o relacionamento de forma a que  a renúncia mutua , possa trazer a serenidade e respeito muto dos valores do outro.

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 02 de Maio de 2011, 23:25
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

   E falando de relação Familia, de objetivo;

Ligações Familiares


        Quanto possível, esforça-te - mas esforça-te de verdade - para viver em harmonia com os parentes que te pareçam menos afinados com os teus pontos de vista.

        No Plano Físico, não nos achamos vinculados com alguém, nos laços da consangüinidade, sem justa razão de ser.

        Aqueles que alimentam ódio e aversão, quando desejosos de melhoria, são induzidos por Benfeitores da Vida Sublimada, a se reencarnarem juntos, a fim de apagarem as labaredas de discórdia que lhes atormentam a vida íntima, através de provações atravessáveis em comum.

        Se os propósitos desse ou daquele familiar te parecem claramente opostos aos ideais superiores que abraças, abençoa-o com os teus melhores pensamentos e não lhe barres os passos no caminho das experiências que se lhe fazem precisas.

        Não desprezes teus pais ou teus filhos por serem desorientados ou doentes, porque talvez tenhas sido, em existências já transcorridas, a causa direta ou indireta dos desequilíbrios ou enfermidades que patenteiam.

        Em muitas ocasiões, terás renascido em consangüinidade com parentes rudes e, às vezes, cruéis, unicamente por amor a eles, de modo a auxiliá-los na transformação necessária, com as tuas demonstrações de tolerância e paciência, devotamento e humildade.

        Se depois de sacrifícios inumeráveis em favor de parentes determinados - e isso acontece freqüentemente entre pais e filhos - notas, no íntimo, que a tua consciência se reconhece plenamente quitada para com eles, sem que esses mesmos familiares, após longo tempo de convivência, demonstrem o mínimo sinal de renovação para o bem, deixa que sigam a estrada que melhor se lhes adapte ao modo de ser, porque as Leis da Vida não te obrigam a morrer, pouco a pouco, a pretexto de auxiliar aos que te recusam o amor.

        Uma criança terna e inesquecível que retorna ao Mais Além, nos primeiros tempos da infância, quase sempre é um coração profundamente dedicado ao teu progresso espiritual que apenas regressou ao teu convívio doméstico, a fim de acordar-te para as realidades da alma, através da saudade e da afeição.

        Se não tens a devida força para carregar os compromissos que assumiste diante de uma pessoa, com quem partilhaste as alegrias do sentimento, nunca abandones a criança ou as crianças que houverem nascido de semelhante união.

        Educa ou reeduca os pequeninos, sob a tua responsabilidade, em quanto na infância tenra, facilmente amoldável aos teus princípios de natureza superior, mas diante dos familiares erguidos à condição de adultos, respeita-lhes a liberdade de caminhar no mundo, conforme as suas próprias escolhas, porque nem todos conseguem trilhar o mesmo caminho para a união com Deus.

Livro: Calma
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Muita paz e harmonia
Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 02 de Maio de 2011, 23:34
Boa noite, queridos amigos!


Agradeço pelas valiosas contribuições dos amigos filhodobino, eklapper, Nielson, hcancela e Macili.

Como disse o amigo filhodobino, "os laços de família servem para aproximar diferentes."  
Perante Deus somos todos iguais mas cada um de nós é único, diferente, especial e cada ser humano apresenta suas vivências, nem mesmo o sexo é único em todas as encarnações, ora encarnamos como homens ora como mulheres.

Estamos encarnados para vivenciar o amor em sua plenitude, o amor que Cristo sentia por toda a humanidade mas a maioria de nós ainda não está preparada para sentir esse amor pleno e, como disse o amigo hcancela:

"Amigos, inimigos juntam-se com um único objetivo Amar ... Tudo se resume ao amor."

Juntos encarnamos para exercitar a lei do amor, que se inicia em família


Abraços da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 03 de Maio de 2011, 00:01
Queridos amigos


Gostaria de compartilhar esse artigo que gostei bastante, de Cristiane Bicca



Família



A rigor, família é uma instituição social que compreende indivíduos ligados entre si por laços consangüíneos.

A formação do grupo familiar tem como função a educação, implicando, porém, outros fatores como amor, atenção, compreensão, carência e sobretudo o respeito à individualidade de cada componente do instituto doméstico.

Porém, com o Espiritismo, esse conceito de família se alarga, porque os velhos padrões que nos são impostos dão lugar a um clã familiar de visão mais ampla de vivência coletiva, dentro das bases da reencarnação. Por admitirmos que os laços da parentela são preexistentes à formada atual, os preconceitos de cor, de sangue, sociais e afetivos caem por terra, porque vêem nas possibilidades das vidas sucessivas o retorno dos espíritos, das almas, no mesmo domicílio, ocupando roupagens físicas conforme as necessidades evolutivas.

Existem vários tipos de família, conforme a afinidade entre os espíritos que as integram. As afeições reais sobrevivem, permanecem indissolúveis e eternas.

Independente do tipo de família que temos, vamos observar a importância desta instituição e como convivermos melhor dentro dela.

Alguns devem lembrar-se que em 1994, a ONU (Organização das Nações Unidas), proclamou este ano como o "ANO INTERNACIONAL DA FAMÍLIA". Muitos ficaram surpresos, com a importância dada pela ONU a um tema que parecia um tanto doméstico, sem muita importância para os homens responsáveis pelo destino político do mundo.

Aí é que está o erro, o engano. O assunto, família, é de maior relevância para toda a humanidade. Matutando sobre a questão, pouco a pouco, vamos descobrindo que a harmonia das nações só será conquistada com lares ajustados. E quanto maior for a desorganização familiar, maior também será o desequilíbrio social. Eis a lei de causa e efeito.

Certa feita, pelas mãos de Chico Xavier, Neio Lúcio, espírito, narrou que o Mestre Jesus, na casa de Simão Pedro sentenciou:

"A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendermos a viver em paz entre quatro paredes, como aguardar a harmonia da nações?"

Vejam a sabedoria de Jesus, demonstrando seu mais profundo conhecimento da alma humana.

O quanto os seus ensinamentos são atuais e devem ser o exemplo a ser seguido. De fato, nós mesmos podemos confirmar essa advertência do Mestre, analisando, no nosso dia a dia, a nossa conduta fora de casa, quando temos algum problema dentro da família. Quando começamos o dia com desavenças no lar, ainda que de pequena monta, nosso dia parece que não engrena. Algo parece que está amarrado, dificultando o nosso deslanche. E aquela desarmonia familiar tende a se reproduzir fora do lar, seja no trânsito, no trabalho ou na escola. Quantas crianças tem experimentado queda no rendimento escolar quando seus pais passam por desavenças conjugais? Muitas chegam, inclusive, a repetência, sem falar ainda em doenças adquiridas em tempos de crise conjugal. E, por vezes, as desavenças dos pais são tão profundas que provocam verdadeiros traumas psicológicos nos filhos. Só que um dia a criança também cresce e pode se tornar um novo pai ou uma nova mãe, com um perigo muito grande de reprodução daqueles transtornos vivenciados na infância.

Aqui entra a responsabilidade do pai, da mãe ou do responsável pela educação.

Se a mãe soubesse a força que dispõe da palavra diante dos seus filhos, procuraria falar com mais cuidado. A tua conversa, mãe, é tinta divina, e tua mente educada, a caneta pela qual podes escrever no destino do teu filho.

A criança é por assim dizer, uma folha de papel em branco, na existência que começa, que foi dada aos pais para escreverem nela as primeiras letras da educação. É certo que a verdadeira educação começa no lar.

A mãe, nos primeiros anos do bebê, é um sol para aquecê-lo, é uma mão divina para guiá-lo no caminho da vida.

A voz materna pode ganhar ou perder autoridade moral perante os filhos, dependendo do modo de vida que escolhe. O exemplo é a força dominante na vida daqueles que convivem contigo, mãe, e este filho há muito tempo está contigo.

A mulher tem uma grande missão junta à família, na arte de falar à esta, e nisto está muita responsabilidade no que diz aos outros.

Falando no teu lar, estás preparando outras mães e pais para outros lares, que sucessivamente herdam o que falas, o teu exemplo.

E tu pai, também é de grande importância. A tua conversa, é de certo modo, alimento para os espíritos que moram contigo, não existe família unida sem palavras bem formadas.

Mas, voltando ao nosso exemplo anterior, de analisar a nossa conduta no dia a dia, se temos harmonia em casa, tudo conspira a nosso favor, sentimos que somos amados, queridos por nossos familiares, e aí o nosso comportamento no meio social tende a ser muito melhor, pois temos uma grande retaguarda de amor em nossa família. Sem a família não há evolução espiritual, ao menos em nosso atual estágio evolutivo. Allan Kardec perguntou ao Espírito da Verdade, questão n° 775 no Livro dos Espíritos:

"Qual seria, para a sociedade, o resultado do relaxamento dos laços de família?"

A resposta foi curta e sábia:

"Um recrudescência do egoísmo", ou seja um agravamento do nosso egoísmo.

Olhem que resposta magnífica, o melhor remédio para curar o egoísmo é viver em família. Sim, porque no lar nós vamos compartilhar a vida com pessoas diferentes de nós. Cada componente de uma família é um ser diferente do outro. As vezes, até são parecidos, mas iguais, nunca. Podemos dar como exemplo, um filho que gosta de estudar, outro que não suporta um livro. A esposa prefere férias no litoral, o marido gosta do campo. E todos estão reunidos para um "lar, doce lar".

Por isso, viver em família é imperativo evolutivo de todos nós. Exatamente porque ainda somos muito egoístas, não aceitamos as nossas limitações e as limitações dos que nos rodeiam e, portanto, precisamos das diferenças para evoluirmos. Daí por que na família acabamos convivendo com pessoas muito diferentes de nós. E parece que quanto maior o egoísmo, maior é a diferença. Isso explica aquela insatisfação que sentimos com nossos familiares, exatamente por que eles não são do jeito que nós gostaríamos que eles fossem. Nós sempre achamos "algo do vizinho" melhor do que o que temos. E assim todos caminham insatisfeitos.

As diferenças devem ser, antes de tudo, aproveitadas. A diferença também tem a sua beleza e pode nos proporcionar grande aprendizado.

Com uma convivência aberta, cada um vai ficando menos egoísta, porque aceita o outro como ele é e acredita que também pode aprender algo com o outro. É um processo de muita interação, que só ocorre quando aceitamos os outros e quando saímos da condição de "certinhos", de perfeitos. Todos nós precisamos de contrastes, das adversidades, por isso é que o benfeitor Emmanuel afirmou ser o lar o purificador das almas individadas. As carências de hoje representam os abusos do passado.

É preciso, pois, estar atento ao aprendizado que a vida familiar está lhe oferecendo. Só a família é capaz de propiciar essa experiência tão enriquecedora.

Sem esquecer, ainda, que na família é que nós encontramos as nossas melhores companhias. Estamos reencarnados entre aqueles espíritos mais indicados ao nosso progresso espiritual.

Eles nos trazem as lições ainda não aprendidas. Diante daquele familiar que representa um problema, indague-se qual a lição que a vida esta lhe trazendo. Paciência? Aceitação? Perdão? Doação? Muito provavelmente.

Não encaremos nossos familiares problema como um carma, como um castigo. Um relacionamento difícil é algo para ser superado. Não temos que agüentar um familiar difícil, temos é que amá-los.

Portanto vamos amar nossa família do jeito que ela é. E se eles não são aquilo que gostaríamos que fossem, lembrem-se de que nós também não somos o que eles gostariam que fôssemos. Sem esquecer, ainda, que provavelmente já convivemos com eles em vidas passadas e devemos ter nossa parcela de responsabilidade nessa história de capítulos tristes, mas cujo final poderá ser muito feliz, se soubermos amá-los como nossos irmãos.

Eles, nossos familiares, são nossos próximos mais próximos. Não adianta querer amar o mundo, se ainda não somos capazes de amá-los. Se houver muito ódio, perdoe. Esqueça as ofensas. Seja você aquele que ama. Não guarde o amor dos outros nem o reconhecimento pelos seus gestos. Dê o primeiro passo para a sua família ser mais feliz.

Comece com pequenos gestos. Sorria, cumprimente familiares pela manhã. Ore por eles. Faça pequenas gentilezas no lar. Seja capaz de elogiar seus familiares. Eis alguns passos para testemunhos maiores. Sua família e você ficarão muito feliz.

Que tal experimentar?
Título: Re: Família
Enviado por: ken em 03 de Maio de 2011, 01:17
Boa noite a todos

Esperando contribuir com o estudo, segue o texto:

Perante os Parentes

"Mas se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel." Paulo. (I Timóteo, 5:8.)


Desempenhar todos os justos deveres para com aqueles que lhe comungam as teias da consangüinidade.

Os parentes são os marcos vivos das primeiras grandes responsabilidades do Espírito encarnado.

Intensificar os recursos de afeto, compreensão e boa-vontade para os afins mais próximos que não lhe compreendam os ideais.

O lar constitui cadinho redentor das almas endividadas.

Dilatar os laços da estima além do círculo da parentela.

A humanidade é a nossa grande família.

Acima de todas as injunções e contingências de cada dia, conservar a fidelidade aos preceitos espíritas cristãos, sendo cônjuge generoso e melhor pai, filho dedicado e companheiro benevolente.

Cada semelhante nosso é degrau de acesso à Vida Superior, se soubermos recebê-lo por verdadeiro irmão.

Melhorar, sem desânimo, os contactos diretos e indiretos com os pais, irmãos, tios, primos e demais parentes, nas lides do mundo, para que a Lei não venha a cobrar-lhe novas e mais enérgicas experiências em encarnações próximas.

O cumprimento do dever, criado por nós mesmos, é lei do mundo interior a que não poderemos fugir.

Imprimir em cada tarefa diária os sinais indeléveis da fé que nutre a vida, iniciando todas as boas obras no âmbito estreito da parentela corpórea.

Temos, na família consangüínea, o teste permanente de nossas relações com a Humanidade.


Vieira, Waldo. Da obra: Conduta Espírita. Ditado pelo Espírito André Luiz. 21 edição. Download do livro em http://www.febnet.org.br. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1998.

Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 03 de Maio de 2011, 01:45
Querido amigo ken


Seja muito bem-vindo ao estudo mensal e agradeço pela valiosa contribuição.

Como bem vimos, gostaria de enfatizar esse trecho de seu post, de autoria de André Luiz:

Intensificar os recursos de afeto, compreensão e boa-vontade para os afins mais próximos que não lhe compreendam os ideais.

O lar constitui cadinho redentor das almas endividadas.

Dilatar os laços da estima além do círculo da parentela.

A humanidade é a nossa grande família.

Encarnamos para aprender a lei maior de Deus, a lei do amor e como nos ensina o querido mestre lionês, no Capítulo 15 do ESE:

Caridade e humildade, esta é a única via de salvação; egoísmo e orgulho, esta é a via da perdição. Esse princípio é formulado em termos precisos nestas palavras: “Amarás a Deus de toda a tua alma, e ao teu próximo como a ti mesmo; estes dois pensamentos contêm toda a lei e os profetas”. E para que não houvesse equívoco na interpretação do amor de Deus e do próximo, temos ainda: “E o segundo, semelhante a este, é: Amarás a teu próximo como a ti mesmo”, significando que não se pode verdadeiramente amar a Deus sem amar ao próximo, nem amar ao próximo sem amar a Deus, porque tudo quanto se faz contra o próximo, é contra Deus que se faz. Não se podendo amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo, todos os deveres do homem se encontram resumidos nesta máxima: Fora da caridade não há salvação.

E o próximo muitas vezes é alguém da própria família, necessitado da nossa tolerância, da nossa paciência e principalmente, do nosso amor.

Abraços da Katia



Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 03 de Maio de 2011, 03:49
Queridos amigos e caros visitantes


Gostaria de compartilhar um trecho do artigo O melhor é crescer em família, de André Henrique que enfatiza o objetivo da família no contexto espiritual:

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A Perspectiva Espiritual


As funções da família são determinantes na manutenção da civilidade. Mas dentro da observação espírita esses papéis se estendem para a sociedade espiritual pois vemos que o Espírito participa, na verdade, de uma cosmossociedade espiritual na condição de cidadão do universo que exercita na Terra o aprendizado dessa função. E a família consangüínea se lhe apresenta como a oportunidade primeira de exercitar o aprendizado do amor ao próximo como a si mesmo, lei áurea que regula as relações espirituais superiores.

O Espiritismo oferece ao homem um programa de desenvolvimento que pretende enfocá-lo em suas dimensões biológicas, psicológicas, sociais e espirituais. E dentro desse programa são definidos como objetivos gerais:

a integração consigo mesmo;
a integração com o próximo; e
a integração com Deus
Aqui a família desempenha um papel fundamental. Primeiro como veículo de reeducação do espírito reencarnado que experimenta na infância uma oportunidade de redefinir seus valores pessoais, seus pensamentos e hábitos para com a vida. Depois, por ser no ambiente familiar que o indivíduo vai experimentar nova oportunidade de integração com o próximo, através da qual vai igualmente se integrando consigo mesmo para finalmente integrar-se com Deus.

Quando em "O Livro dos Espíritos" Kardec dialoga com os prepostos espirituais acerca da lei de sociedade recebe deles o esclarecimento de que:

"O homem tem que progredir. Insulado, não lhe é isso possível, por não dispor de todas as faculdades. Falta-lhe o contato com os outros homens. No insulamento ele se embrutece e estiola."

O desenvolvimento dessas faculdades pelo contato social tem início no ambiente doméstico aonde o Espírito dá continuidade ao seu processo de aprendizado intelecto-moral. O Espírito reencarnado no seio familiar não é concebido como uma "tábula rasa" sem conhecimentos ou experiências anteriores, mas é tido como uma individualidade que traz consigo seus valores e problemas conquistados nessa ou em anteriores existências. Por isso o processo de desenvolvimento não é começado, mas continuado a cada nova experiência de renascimento.

A perspectiva de integração global do ser consigo mesmo, com o próximo e com Deus, traz para a sociedade uma dimensão profundamente mais ampla no que diz respeito à família. Traz uma concepção que estabelece o conceito da Família Universal, o qual supõe a interrelação fraterna entre todos os Espíritos, encarnados e desencarnados, num processo de mútua cooperação objetivando o crescimento comum dos seres e das coisas. Esse conceito, uma vez implantado no indivíduo, fa-lo-á proceder como cidadão cósmico que zela e respeita sua morada e os que a compartilham com ele. As conseqüências destas idéias têm grave repercussão sobre a ordem social, por esse motivo Allan Kardec, após finalizar o insólito diálogo com os Espíritos da Codificação, estabeleceu na parte quinta da conclusão de "O Livro dos Espíritos "que:

"Por meio do Espiritismo, a Humanidade tem que entrar numa nova fase, a do progresso moral que lhe é conseqüência inevitável."

E nesta "Era do Progresso Moral" a família desempenha o papel de catalisadora das experiências sociais e, como tal, contribuirá de maneira decisiva para o êxito do processo. Suas funções bio-psico-socio-espirituais são o sustentáculo da estrutura social que aos poucos vai nascendo das experiências humanas ao longo dos séculos. Graças a ela o homem desenvolveu o sentimento de fraternidade, exercitou o amor e construiu a civilidade e temos razões para supor que através dela a humanidade irá se transformar mais.

Por isso, quando nos deparamos com a conclusão de Spengler a respeito dos processos diretivos da história em "A Decadência do Ocidente" e vemo-lo afirmar que:

"Não somos livres de obter isso ou aquilo. Mas (que) temos plena liberdade de fazer o necessário ou de não fazer nada. " - e conclui que - "Os problemas que cria a necessidade histórica sempre se resolvem ou com o indivíduo ou contra ele". - Somos forçados a considerar que neste mesmo processo histórico, que cria necessidades e circunstâncias para a experiência de crescimento dos indivíduos e das sociedades, persiste uma proposta mais ampla de progresso e ascensão social. Trata-se de uma proposta de dimensões espirituais visando a sociedade espiritual e os indivíduos que as compõem. Mas, ao contrário do que afirma Spengler, nós somos livres para tomar nossas decisões e obter resultados de transformação individual e coletiva. Entretanto, para isso ocorrer é preciso que o indivíduo e a coletividade tenham consciência dos objetivos e processos a que estão submetidos na escalada do progresso.

Ao Espiritismo cabe, então, a tarefa de ampliar o sentido da sociedade humana e fazê-la entrar nessa nova era de progresso moral em que os problemas criados pela necessidade histórica se resolvam não contra o indivíduo mas com e para ele. E que isso se dê no sentido espiritual do seu crescimento, isto é, rompendo as barreiras milenares do seu egocentrismo e levando-o a uma visão sócio-espiritual da vida.

Fazendo com que a sociedade perceba que "Há no homem alguma coisa a mais, além das necessidades físicas" vem o Espiritismo convidar o indivíduo à vivência do amor verdadeiro cujo exercício começa no ambiente familiar. O carinho, a amizade, a solução de conflitos e o diálogo franco e aberto são instrumentos de burilamento que na oficina doméstica edificam o progresso espiritual. Exercita-se o perdão, a compreensão, o silêncio, a cooperação, o respeito e a liberdade em circunstâncias múltiplas porque "há no homem a necessidade de progredir" e o Espiritismo entende que "Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam o primeiro. (...) Quis Deus que, por essa forma, os homens aprendessem a amar-se como irmãos."

A Doutrina Espírita vem, dessa forma, contribuir de maneira fundamental para a ação do homem no sentido de valorização da família como instrumento de ascensão individual e coletiva. Ao demonstrar que o Espirito em experiência da carne precisa de elementos propulsores do seu progresso nessa sua difícil e árdua escalada rumo ao amor universal o Espiritismo convoca a humanidade a uma postura diferente diante de si mesma e particularmente convida o homem a uma ação mais educativa no contexto da família.

Poderíamos indagar: Mas de que maneira podemos colocar tais idéias em nossa prática diária? - pergunta de vital importância já que o Espiritismo é uma doutrina de caráter transformador.

A prática do Espiritismo é decorrente do seu estudo. Nele vemos esclarecidos os problemas centrais da existência, os valores reais da vida e os motivos pelos quais sofremos e podemos nos libertar do sofrimento. Além disso, a Doutrina Espírita apresenta o recurso profilático da prece; o passe e a reflexão elevada aliada à nossa transformação íntima como de inestimável valia para superação de dificuldades. Não só. Por esclarecer os aspectos morais do Cristianismo sob nova ótica, o Espiritismo nos coloca a necessidade do diálogo nas bases do "sim, sim - não, não"; a prudência de não apontar o argueiro no olho do próximo quando no nosso encontra-se uma trave; a urgência de utilizarmos o perdão como um veículo para manutenção do nosso próprio equilíbrio, etc. A esse respeito, inclusive, a bibliografia espírita é de inequívoco valor. Obras como A Vida e Sexo, Veredas Familiar, Jesus no Lar, Renúncia, Conduta Espírita, A Vida Conjugal, O Evangelho segundo o Espiritismo , e a Família e Espiritismo- dentre outras que recomendamos a leitura para aqueles que enfrentam problemas no ambiente familiar - trazem em seu conteúdo orientações muito seguras para tornar bastante claro que à luz da Doutrina Espírita O MELHOR É CRESCER EM FAMÍLIA
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 03 de Maio de 2011, 05:21
Queridos amigos


Despeço-me desse terceiro dia de estudo agradecendo os amigos filhodobino, eklapper, Nielson, hcancela, Macili e ken que muito enriqueceram esse espaço de aprendizagem mútua e também deixo aqui registrado os meus sinceros agradecimentos por todos os amigos e visitantes que nos acompanharam no dia de hoje.

Deus os abençoe à todos!

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: Dothy em 03 de Maio de 2011, 08:20
Bom dia queridos amigos Victor, Katia e caros visitantes, muita paz e luz

Relacionamento Familiar

O maior problema no relacionamento familiar é que cada um acredita que a razão lhe pertence. A esposa reclama porque o marido acredita que é doutor em tudo. Está sempre certo. Não admite que ninguém lhe diga que está errado.
O marido, por sua vez, fala que a mulher é muito impertinente. Gosta de confusão. Faz tempestade em copo dágua. O filho reclama que os pais estão totalmente por fora do mundo e querem governar a sua vida.
Talvez falte um pouco de amor para iluminar o relacionamento afetivo e inspirar maneiras de conviver com menos egoísmo.
Existem expressões mágicas em favor da harmonia doméstica, como, por exemplo, dizer:
Cometi um erro.
Você tem razão.
Peço perdão.
Fui indelicado.
Prometo mudar.
Que tal começar hoje mesmo a tentar utilizar uma destas expressões a favor da paz no lar?

Momento espirita
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 03 de Maio de 2011, 10:38
Ola muita paz e harmonia
Amiga Dothy

  O relacionamento no lar , deve ser visto não pelos vectores da crespação, mas com valores de busca de equilibrio.
   Na realidade a convivencia Familiar é por deveras muitas das vezes meio de mal entendidos, e por vezes uma simples palavra mal refletida pode causar a destruição de uma relação;
   Não devemos recalcar culpas a este ou aquele, todos temos que trabalhar em conjunto para que esse mesmo equilibrio se proporcione.

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 03 de Maio de 2011, 10:42
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

   No contexto enytre a mulher e o homem,vejamos;

Psicologia do Homem e da Mulher

        Como é óbvio, para que duas pessoas se relacionem harmoniosamente, a condição indispensável é que se conheçam bem.

        Na sociedade conjugal, para que haja um clima de perfeito entendimento mútuo, faz-se mister, igualmente, que o esposo se instrua acerca da psicologia feminina, e que a esposa não ignore a psicologia masculina, pois, quase sempre, as desavenças matrimoniais resultam de os homens pretenderem que suas companheiras pensem, sintam e ajam à sua maneira, e vice-versa.

        Ora, as diferenças entre o sexo masculino e o feminino não existem apenas no plano fisiológico, mas também do ponto de vista psicológico.

        Eis algumas:

        Enquanto o homem se conduz pela razão e precisa raciocinar para entender os fatos, a mulher, dotada de intuição, pode sentir de imediato a realidade deles.

        O homem tem a percepção global; a mulher, dos pormenores.

        A inteligência do homem dá-lhe maiores aptidões para as artes, as ciências e a filosofia, onde é reclamada a capacidade de concentrar-se, pesquisar, lucubrar; a da mulher, para as profissões de contato e comunicação com o público: comerciários, professoras, telefonistas, secretárias, nas quais comprovam a maior facilidade que têm para falar e escrever.

        O homem procura fazer-se admirado por sua força e eficiência; a mulher, por sua beleza e elegância.

        É próprio da natureza masculina o conquistar e o proteger; já a feminilidade consiste em atrair e ser protegida.

        No homem, o sentimento de paternidade não é espontâneo, nem muito intenso; na mulher, o instinto maternal sobreleva a qualquer outro.

        O homem tem o gosto das aventuras; a mulher quer estabilidade e segurança para poder criar os filhos com tranqüilidade.

        O homem divide o seu amor entre a esposa e outros interesses que o levam para fora de casa, como o trabalho, a política, o esporte etc; a mulher, ao contrário, concentra toda a sua afeição no lar, entendido como tal o marido e os filhos.

        No homem, a satisfação sexual independe do amor; na mulher, este sentimento é fator preponderante para aquele gozo.

        Se todas essas diferenças forem devidamente consideradas pelo casal, muitos de seus aborrecimentos, brigas e mal-entendidos poderão ser evitados, melhorando bastante o teor de suas relações, o que vale dizer o grau de sua felicidade.

        Assim, por exemplo, se o caro amigo que nos lê se vir numa situação embaraçosa e sua esposa lhe sugerir, de pronto, um modo simples de sair dela, não há porque sentir-se diminuído, por parecer menos hábil. A intuição feminina funciona mesmo mais depressa.

        Se para descrever um acidente que você sintetizaria em dois minutos, "ela" levar nada menos de vinte, não se exaspere: a mulher gosta de explicar as coisas em seus "mínimos detalhes".

        E se, um dia, ao aproximar-se de sua companheira, na tentativa de uma relação conubial, ela venha a repeli-lo, não julgue que seja por maldade ou desamor; o mais provável é que ela esteja ressentida justamente por falta de cortesia e de maneiras afetuosas de sua parte. Repugna a muitas mulheres o serem reduzidas a simples instrumento de prazer. Quanto à senhora, prezada leitora, se puser um lindo broche novo sem que seu marido o perceba, não o julgue "desligado" de sua pessoa. É que o homem só tem a percepção do conjunto.

        Não se esqueça de fazer-lhe um elogio, sempre que alcance uma promoção ou saia vitorioso de algum empreendimento, pois embora não o demonstre, ele também é vaidoso e gosta que lhe reconheçam os méritos.

        E se o seu querido parceiro sai freqüentemente de casa, para dedicar-se a várias atividades que melhorem sua qualificação profissional, aumentem seu círculo de amizades e em conseqüência seu prestígio social, ou lhe dêem o ensejo de ser útil à comunidade, não o censure, nem o acuse de estar abandonando o lar; ele está apenas realizando tarefas que lhe são próprias, com o que, direta ou indiretamente, a família toda acabará se beneficiando. Seria até o caso de dar "graças a Deus" por ele ser assim, porque os maridos desse feitio geralmente são avessos a certos divertimentos prejudiciais à felicidade conjugal.

        "Atendendo à soma das qualidades adquiridas, na fieira das próprias reencarnações, o Espírito se revela, no Plano Físico, pelas tendências que registra nos recessos do ser, tipificando-se na condição de homem ou de mulher, conforme as tarefas que lhe cabe realizar." (Francisco Cândido Xavier, Emmanuel, "Vida e Sexo", cap. 1).

Livro:A Vida em Família
Rodolfo Caligaris

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 03 de Maio de 2011, 11:46
Ola muita apz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

 E falando em parentela, vejamos este texto;

Parentela

            "E disse-lhe: Sai de tua terra e dentre a tua parentela e dirige-te à terra que eu te mostrar". (Atos, 7:3)

        Nos círculos da fé, vários candidatos à posição de discípulos de Jesus queixam-se da sistemática oposição dos parentes, com respeito aos princípios que esposaram para as aquisições de ordem religiosa.

        Nem sempre os laços de sangue reúnem as almas essencialmente afins.

        Freqüentemente, pelas imposições da consangüinidade, grandes inimigos são obrigados ao abraço diuturno, sob o mesmo teto.

        É razoável sugerir-se uma divisão entre os conceitos de "família" e "parentela". O primeiro constituiria o símbolo dos laços eternos do amor, o segundo significaria o cadinho de lutas, por vezes acerbas, em que devemos diluir as imperfeições dos sentimentos, fundindo-os na liga divina do amor para a eternidade. A família não seria a parentela, mas a parentela converter-se-ia, mais tarde, nas santas expressões da família.

        Recordamos tais conceitos, a fim de acordar a vigilância dos companheiros menos avisados.

        A caminho de Jesus, será útil abandonar a esfera de maledicências e incompreensões de parentela e pautar os atos na execução do dever mais sublime, sem esmorecer na exemplificação, porquanto, assim, o aprendiz fiel estará exortando-a, sem, palavras, a participar dos direitos da família maior, que é a de Jesus Cristo.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Muita Paz
Título: Re: Família
Enviado por: ken em 03 de Maio de 2011, 12:28
Bom dia a todos

Amigo Victor, complementanto seu seu texto se referindo ao equilibrio no lar.

Piedade Em Casa

Não aguardes as ocorrências da dor para desabotoares a flor da piedade no coração.
Sê afável com os teus, sê gentil em casa, sê generoso onde estiveres.
No lar, encontrarás múltiplas ocasiões, cada dia, para o cultivo da celeste virtude.
Tolera, com calma silenciosa, a cólera daqueles que vivem sob o teto que te agasalha.
Não pronuncies frases de acusação contra o parente que se ausentou por algumas horas.
Não te irrites contra o irmão enganado pela vaidade ou pelo orgulho que se transviou nos vastos despenhadeiros da ilusão.
Na tarefa de esposo, desculpa a fraqueza ou a exasperação da companheira, nos dias cinzentos da incompreensão; e, no ministério da esposa, aprende a perdoar as faltas do companheiro e a esquecê-las, a fim de que ele se fortaleça no crescimento do bem.
Se és pai ou mãe, compadece-te de teus filhos, quando estejam dominados pela indisciplina ou pela cegueira; e, se és filho ou filha, ajuda aos pais, quando sofram nos excessos de rigorismo ou na intemperança mental.
Compreende o irmão que errou e ajuda-o para que não se faça pior, e capacita-te de que toda revolta nasce da ignorância para que as tuas horas no lar e no mundo sejam forças de fraternidade e de auxílio.
Quando estiveres à beira da impaciência ou da ira, perdoa setenta vezes sete vezes e adota o silêncio por gênio guardião de tua própria paz.
Compadece-te sempre.
Se tudo é desespero e conturbação, onde te encontras, compadece-te ainda, ampara e espera, sem reclamar.
Guarda a piedade, entre as bênçãos do trabalho.
Habituemo-nos a ignorar todo o mal, fazendo todo o bem ao nosso alcance.
A piedade do Senhor, nas grandes crises da vida, transformou-se em perdão com bondade e em ressurreição com serviço incessante pelo soerguimento do mundo inteiro.

Emmanuel. Da obra: Alvorada do Reino. IDEAL.

Título: Re: Família
Enviado por: ken em 03 de Maio de 2011, 17:59
Caros amigos Victor, Kátia e demais participantes,

Estou anexando um PPS que não menciona textos da doutrina nem evangélicos,
mas que acredito venha contribuir com o tema em estudo, nos levando à reflexão.
 

Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 03 de Maio de 2011, 23:10
Ola muita paz e harmonia
Amigo Ken

  Grato por participar no estudo, que pensei ser mais participado, mas parece que o tema Familia é secundário o que me deixa triste.
   Mas vamos seguindo com o mesmo.
   O Powerpoint está excelente Amigo , mas será importante para outra fase do estudo, pois ainda não entramos em muitos dos itens que ele toca, mas está excelente e é uma realidade.
   Grato bom amigo.

  Vida Social

        A familia universal reúne todos os seres em um só grupo, que se inicia no clã doméstico. Nele se desenvolve a vida social, facultando o crescimento intelectual e moral, que leva à conquista da sabedoria.

        Ninguém se deve afastar do convívio com o seu próximo. Ele é a oportunidade para se testar a tolerância e o amor; a gentileza e a fraternidade.

        O homem nasceu para conviver com a Natureza e todos os seres que nela vivem.

        Impregnado pelo psiquismo divino, tende a participar de todos os movimentos sociais, optando pela edificação de um grupo saudável e harmônico, no qual desenvolve os valiosos recursos que lhe jazem latentes.

        Envolto por seres espirituais de que nem sempre te dás conta, eleva-te na tarefa da fraternidade, ascendendo às Esferas Superiores.

        Para que alcances as cumeadas do progresso, dependes do teu irmão na marcha evolutiva.

        Ajuda-o, se ele está em situação penosa. Pede-lhe auxilio, se te encontras em carência.

        Nunca te esqueças que todos somos irmãos, e Deus é o Pai Único.

        Assim, respeita e participa da vida social edificante, nunca te isolando...

        Entre as conquistas preciosas do processo de evolução do ser, que abandona o primarismo e alcança os patamares da razão, destacam-se a vida social, o relacionamento com as demais criaturas, que o capacitam ao desenvolvimento das aptidões que lhe estão adormecidas.

        Enquanto o indivíduo se insula ou evita o convívio com as demais pessoas, permanece sob o açodar das paixões primevas, nas quais predomina o egoísmo, responsável por inúmeros distúrbios do comportamento psicológico.

        No relacionamento social, mesmo nas faixas da agressividade, o imperativo de crescimento espiritual faz-se inevitável, por propiciar o esforço de libertação pessoal junto à necessidade de desenvolver a tolerância, a compreensão e a bondade, colocadas à prova no intercâmbio das idéias e na convivência interpessoal.

        A solidão propicia a visão desfocada da realidade, ao tempo que embrutece, alienando o homem, que perde o contato com os valores sociais nos quais se expressam as leis do progresso moral.

        A convivência social trabalha os sentimentos humanos, estimulando as aptidões para a arte, a cultura. ação tecnológica, a ciência e a religião.

        À medida que o ser se autodescobre, mais percebe a necessidade dos relacionamentos sociais, seja para buscar e intercambiar experiências, seja para contribuir em favor do desenvolvimento do grupo no qual se encontra.

        Mesmo entre os animais, o instinto gregário funciona levando-os ao grupo. Graças a essa união, os mais fortes defendem, protegem os mais fracos, perpetuando as espécies.

        A união no conjunto social se converte em campo especial de educação, em razão da força que o mesmo exerce sobre o indivíduo, passando a criar-lhe hábitos, comportamentos e atitudes.

        Quando mais elevado, o ser se utiliza do meio social para nele imprimir as conquistas que o caracterizam, impulsionando os seus membros ao progresso e à plenificação.

        Nessa fase, pode afastar-se da sociedade tradicional, para amparar e atender necessidades, aflições e desequilíbrios naqueles nos quais a dor se aloja, sendo rejeitados ou isolados por medidas providenciais que objetivam defender os sadios. Entre esses incluem-se os doentes das enfermidades degenerativas, físicas e mentais, os presidiários, os que se demoram nos patamares do primitiVismo cultural e moral.

        Verdadeiros missionários do amor e da caridade, transferem-se da sociedade acomodada, da civilização, para serem educadores, companheiros da sua solidão, médicos, enfermeiros e benfeitores que se constituem instrumentos do bem, contribuindo para a felicidade de quantos tombaram na desdita ou se encontram nas experiências iniciais do progresso humano. Ali organizam a sua vida social, tornando-se plenos, edificadores da verdadeira fraternidade, que é o primeiro passo para a vivência em uma sociedade justa, portanto, feliz.

        Jesus, na Sua condição de Espírito Excelso, jamais se insulou evitando a vida social.

        Conforme a circunstância e a ocasião, manteve o relacionamento social com aqueles que se Lhe acercaram ou a quem buscava, desvelando a grandiosa missão do ser inteligente na Terra, emulando ao estado de pureza, de elevação e demonstrando a brevidade do corpo físico, a transitoriedade do mundo orgânico diante da vida espiritual, perene, de onde se vem e paa a qual se retorna.

        A vida social, portanto, está ínsita no processo de evolução das criaturas, encarnadas ou não, já que ninguém consegue a realizaçáo espiritual seguindo a sós.

Livro: Desperte e Seja Feliz
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Muita paz

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 03 de Maio de 2011, 23:24
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas


A Família em Primeiro Lugar


O administrador Stephen Kanitz, colunista da revista Veja, escreveu em edição de fevereiro de 2002 mais ou menos o seguinte:

Há vinte anos presenciei uma cena que modificou radicalmente minha vida. Foi num almoço com um empresário respeitado e bem mais velho que eu.

O encontro foi na própria empresa. Ele não tinha tempo para almoçar com a família em casa, nem com os amigos num restaurante. Os amigos tinham de ir até ele.

Seus olhos estavam estranhos. Achei até que vi uma lágrima no olho esquerdo. “Bobagem minha”, pensei. Homens não choram, especialmente na frente dos outros.

Mas, durante a sobremesa, ele começou a chorar copiosamente. Fiquei imaginando o que eu poderia ter dito de errado. Supus que ele tivesse se lembrado dos impostos pagos no dia.

“Minha filha vai se casar amanhã”, disse sem jeito, “e só agora a ficha caiu. Percebo que mal a conheci. Conheço tudo sobre meu negócio, mal conheço minha própria filha. Dediquei todo o tempo à minha empresa e me esqueci de me dedicar à família.”

Voltei para casa arrasado. Por meses, me lembrava dessa cena e sonhava com ela. Prometi a mim mesmo e a minha esposa que nunca aceitaria seguir uma carreira assim.

Colocar a família em primeiro lugar não é uma proposição tão aceita por aí. Normalmente, a grande discussão é como conciliar família e trabalho. Será que dá?

O cinema americano vive mostrando o clichê do executivo atarefado que não consegue chegar a tempo para a peça de teatro da filha ou ao campeonato mirim de seu filho.

Ele se atrasou justamente porque tentou conciliar trabalho e família. Só que surgiu um imprevisto de última hora, e a cena termina com o pai contando uma mentira ou dando uma desculpa esfarrapada.

Se tivesse colocado a família em primeiro lugar, esse executivo teria chegado a tempo. Teria levado pessoalmente a criança ao evento.

Teria dado a ela o suporte psicológico necessário nos momentos de angústia que antecedem um teatro ou um jogo.

A questão é justamente essa. Se você, como eu e a grande maioria das pessoas, tem de conciliar família com amigos, trabalho, carreira ou política, é imprescindível determinar quem você coloca em primeiro lugar.

Colocar a família em primeiro lugar tem um custo com o qual nem todos podem arcar. Implica menos dinheiro, fama e projeção social.

Muitos de seus amigos poderão ficar ricos, mais famosos que você e um dia olhá-lo com desdém. Nessas horas, o consolo é lembrar um velho ditado que define bem por que priorizar a família vale a pena:

“Nenhum sucesso na vida compensa um fracasso no lar.”

Qual o verdadeiro sucesso de ter um filho drogado por falta de atenção, carinho e tempo para ouvi-lo no dia-a-dia?

De que adianta ser um executivo bem-sucedido e depois chorar durante a sobremesa porque não conheceu sequer a própria filha?

O lar constitui o cadinho redentor das almas. Merece nosso investimento em recursos de afeto, compreensão e boa vontade, a fim de dilatar os laços da estima.

Os que compõem o lar são os marcos vivos das primeiras grandes responsabilidades do Espírito encarnado.

Assim, acima de todas as contingências de cada dia, compete-nos ser o cônjuge generoso e o melhor pai, o filho dedicado e o companheiro benevolente.

Afinal, na família consangüínea, temos o teste permanente de nossas relações com toda a Humanidade.

Muita paz e harmonia
Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 04 de Maio de 2011, 00:21
Boa noite queridos amigos!


Sejam todos bem-vindos ao estudo mensal!

Queridos amigos Dothy e ken, agradeço pelas valiosas contribuições.

Em relação à bela mensagem de Emmanuel postada pelo amigo ken, gostaria de frisar:

Compreende o irmão que errou e ajuda-o para que não se faça pior, e capacita-te de que toda revolta nasce da ignorância para que as tuas horas no lar e no mundo sejam forças de fraternidade e de auxílio.
Quando estiveres à beira da impaciência ou da ira, perdoa setenta vezes sete vezes e adota o silêncio por gênio guardião de tua própria paz.
Compadece-te sempre

E como bem disse a querida amiga Dothy

Existem expressões mágicas em favor da harmonia doméstica, como, por exemplo, dizer:
Cometi um erro.
Você tem razão.
Peço perdão.
Fui indelicado.
Prometo mudar.
Que tal começar hoje mesmo a tentar utilizar uma destas expressões a favor da paz no lar?

Podemos perceber a grande responsabilidade dos pais em relação à vida futura dos seus filhos, pois muitas vezes, num momento de impaciência contribuímos para a infelicidade de um filho e consequentemente, tornamo-nos infelizes.

E como nos ensina o querido mestre lionês, no capítulo 5, item VIII do ESE:

 "Pensai que tendes a cumprir, durante vossa prova na Terra, uma missão de que já não podeis duvidar, seja pelo devotamento à família, seja no cumprimento dos diversos deveres que Deus vos confiou.

  E se, no curso dessa prova, no cumprimento de vossa tarefa, virdes tombarem sobre vós os cuidados, as inquietações e os pesares, sede fortes e corajosos para os suportar. Enfrentai-os decisivamente, pois são de curta duração e devem conduzir-vos junto aos amigos que chorais, que se alegrarão com a vossa chegada e vos estenderão os braços, para vos conduzirem a um lugar onde não têm acesso às amarguras terrenas."


O lar é oficina de aprendizado. É nele que devemos exercitar a tolerância, o perdão e o amor para podermos colher as bençãos da paz de espírito.

A paz começa em nós, na nossa família e só poderemos falar da paz no mundo quando essa paz estiver em todos os lares.

Abraços da Katia
Título: Família
Enviado por: Sylvia Campos em 04 de Maio de 2011, 00:53
Excelente tópicos!!!

Lindas mensagens!!
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 04 de Maio de 2011, 01:06
Querida Sylvia


Seja muito bem-vinda ao nosso estudo mensal sobre a Família.

Sinta-se à vontade para participar.

Abraços da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 04 de Maio de 2011, 01:41
EM  FAMÍLIA

 

A família consangüínea é a lavoura de luz da alma, dentro da qual triunfam somente aqueles que se revestem de paciência, renúncia e boa vontade.

De quando a quando, o amor nos congrega, em pleno campo da vida, regenerando-nos a sementeira do destino.

Geralmente, não se reúnem a nós os companheiros que já demandaram à esfera superior, dignamente areolados por vencedores, e sim afeiçoados menos  estimáveis de outras épocas, para restaurarmos o tecido da fraternidade, indispensável ao agasalho de nossa alma, na jornada para os cimos da vida.

Muitas vezes, na condição de pais e filhos, cônjuges ou parentes, não passamos de devedores em resgate de antigos compromissos.

Se és pai, não abandones teus filhos aos processos evolutivos da natureza animal, qual se fora menos digno de atenção que a hortaliça da tua casa.

A criança é um "trato de terra espiritual " que devolverá o que aprende, invariavelmente, de acordo com a sementeira recebida.

Se és filho, não desprezes teus pais, relegando-os ao esquecimento e subestimando-lhes os corações, como se estivessem em desacordo com os teus ideais de elevação e nobreza, porque também, um dia, precisarás da alheia compreensão para que se  te aperfeiçoe na individualidade a região presentemente menos burilada e menos atendida.

A criatura no acaso da existência é o espelho do teu próprio futuro na Terra.

Aprende a usar a bondade, em doses intensivas, ajustando-a ao entendimento e à vigilância para que a tua experiência em família não desapareça no tempo, sem proveito para o caminho a trilhar.

Quem não auxilia a alguns, não se acha habilitado ao socorro de muitos.

Quem não tolera o pequeno desgosto doméstico, sabendo sacrificar-se com espontaneidade e alegria, a benefício do companheiro de tarefa ou de lar, debalde se erguerá por salvador de criaturas e situações que ele mesmo desconhece.

Cultiva o trabalho constante, o silêncio oportuno, a generosidade sadia e conquistarás o respeito dos outros, sem o qual ninguém consegue ausentar-se do mundo em paz consigo mesmo.

Se não praticas no grupo familiar ou no esforço isolado a comunhão com Jesus, não te demores a buscar-lhe a vizinhança. a inspiração e a diretriz.

Não percas o tesouro das horas em reclamações improfícuas ou destrutivas.

Procura entender e auxiliar a todos em casa, para que todos em casa te entendam e auxiliem na luta cotidiana, tanto quanto lhe seja possível.

O lar é o porto de onde  a alma se retira para o mar alto do mundo, e quem não transporta no coração o lastro da experiência dificilmente escapará ao naufrágio parcial ou total.

Procura a paz com os outros  ou a sós.

Recorda que todo dia é dia de começar.




Espírito: Emmanuel  Psicografia: Francisco Cândido Xavier Livro: Família

 
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 04 de Maio de 2011, 03:17
Boa noite queridos amigos do estudo

Victor Passos e Katiatog as mensagens estão muito enriquecedoras.

Sabem antes de entrar para a doutrina espírita, minha vida em família era conflituosa.
Temperamentos diferentes causavam discussões quase que diárias, onde nos agrediamos com palavras e o resultado era a desunião.

Hoje, vivemos em perfeita harmonia, respeitando a individualidade, os gostos, as opiniões de cada um e entendendo que cada um está em seu nível de estágio evolutivo.

Deixo aqui uma contribuição ao estudo, que li na revista Cultura Espírita, nº 02, maio/2009.

Abraços
Macili

************

Crônicas de Família
Família - Caminho de Redenção.


Física, química, matemática, economia, educação, filosofia, ciência, religião, política e outros temas merecem da humanidade: tempo, tecnologia e grandes investimentos financeiros para eleger um padrão de vida compatível com o desejo de ser feliz.
Quando Allan Kardec apresentou ao mundo a Doutrina Espírita e os seus fundamentos, superou em valor todas as descobertas e conquistas do homem na área do conhecimento. Até então, vivíamos para a morte. Depois de O Livro dos Espíritos e as suas revelações de caráter filosófico-científico, a vida extrapolou os limites da sepultura e delineou novas estradas de evolução para o infinito. Não há morte, e a reencarnação revolucionou todo o pensamento.

A dimensão humana e o Espírito tornaram-se o "Senhor da Vida" com a sua imortalidade e características divinas.

A luz desses novos conceitos, a família aureolou-se. Organizada no mundo espiritual, traz a chancela do Cristo e se tornou o fundamento da vida. Suas matrizes sustentam todo um processo evolutivo como jamais a humanidade conheceu.

A família traz em si, conceitualmente, corpúsculos divinos. A idéia familiar é do Pai. Nasceu da eternidade insondável da Sua sabedoria. Talvez pudéssemos afirmar que a família é o substrato da experiência eterna do Criador.

Toda experiência familial é construtiva mesmo com êxito relativo. A existência familiar cria na alma humana mecanismos de segurança. No entanto, essa experiência exige renúncias e sacrifícios, dedicação e amor para garantir o êxito.

As mães são heroínas quase anônimas. Muitas são anjos de ternura e vivem epopéias históricas. Como analisar a vida das mães pobres, miseráveis, cujos filhos não se alimentam corretamente, sem cobertura social de qualquer espécie? Como analisar as mães abandonadas por homens miseráveis moralmente, que as deixam sofrer em silêncio como se fossem sombras? Como analisar as mães que veem os filhos analfabetos, sem condição de se candidatar a uma sobrevivência digna e seguem na direção da marginalidade?

A realidade espírita pode ampliar a consciência e solicitar de seus profitentes uma participação menos literária e mais ativa junto ao serviço social.

Escreveu a poetisa Auta de Souza, espírito, pelas mãos luminosas do médium Chico Xaver: Agora, enquanto é hoje / Eis que fulgura o teu santo momento de ajudar. / Derrama em torno compassivo olhar, / Estende as mãos aos filhos da amargura.

A família consanguínea, a afetiva, a social e outras tantas são a "unidade de trabalho de Deus," que transformou o sol grandioso do Seu ser nesse processo evolutivo divinal.

Divaldo Pereira Franco, o iluminado médium espírita, em nome deles, os seres do arco-íris - Espíritos de luz -, esclareceu que quando há filhos no matrimônio, os pais e responsáveis devem fazer um esforço "infinito" para deixar de lado os seus sentimentos pessoais e servir à causa familiar.

Seja você um analista do bem e não se permita o direito de ser indiferente diante dos diamantes humanos que precisam ser lapidados para se tornarem as gemas preciosas do tesouro divino. O egoísmo tem sido o desconstrutor, o grande caos da célula familiar. Os filhos são estrelas que o Pai retirou dos céus e entregou aos homens para que se felicitassem com elas, mas devolvendo-as um dia mais belas e brilhantes do que quando as receberam.

Se você deseja triunfos épicos não precisa ir às estrelas. Elas já estão nos céus de sua vida. Mantenha os pés no chão, eleve os olhos para Deus e abra o seu coração para o amor.

Seja feliz, você e a sua família, esse empréstimo de Deus.





Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 04 de Maio de 2011, 03:46
Querida amiga Macili


Boa noite!

Parabéns por compartilhar conosco essa linda mensagem!

Gostaria de comentar esse trecho que gostei muito:

. ..  não se permita o direito de ser indiferente diante dos diamantes humanos que precisam ser lapidados para se tornarem as gemas preciosas do tesouro divino. O egoísmo tem sido o desconstrutor, o grande caos da célula familiar. Os filhos são estrelas que o Pai retirou dos céus e entregou aos homens para que se felicitassem com elas, mas devolvendo-as um dia mais belas e brilhantes do que quando as receberam.

Se você deseja triunfos épicos não precisa ir às estrelas. Elas já estão nos céus de sua vida. Mantenha os pés no chão, eleve os olhos para Deus e abra o seu coração para o amor.

Seja feliz, você e a sua família, esse empréstimo de Deus.

Cada ser humano é um diamente em estado bruto que precisa ser lapidado. Cada aresta precisa ser aparada e no lar os grandes ourives são os pais, pois através de seus exemplos, no exercício da tolerância, calando ofensas, semeando a paz e educando com disciplina e amor devolverão à sociedade e à Deus seres renovados no caminho do Bem.

E você me fez lembrar a definição de Homem de Bem:

O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e caridade, na sua maior pureza. Se interroga a sua consciência sobre os próprios atos, pergunta se não violou essa lei, se não cometeu o mal, se fez todo o bem que podia, se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar dele, enfim, se fez aos outros aquilo que queria que os outros fizessem por ele. (trecho extraído do capítulo 17 do ESE)

Que cada um de nós possamos criar nossos filhos como verdadeiros homens de bem, jóias lapidadas à serviço de Deus


Abraços carinhosos da Katia

Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 04 de Maio de 2011, 05:52
Queridos amigos e caros visitantes


Para encerrar a noite de estudos, agradeço pelas participações valiosas dos amigos Dothy, ken, Macili e Sylvia e deixo aqui registrado os meus sinceros agradecimentos para todos que nos acompanharam.

Compartilho com vocês esse video para o estudo do livro Sexo e Vida, pelo espirito Emmanuel, psicografado pelo Chico Xavier

Abraços da Katia


Laços de familia (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUdUSmJKcjBNS3RrIw==)





Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 04 de Maio de 2011, 10:24
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas



La Familia (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWM4OW5tb0JkOVFrJmFtcDtmZWF0dXJlPXlvdXR1LmJlIw==)



A Convivência Perfeita    


Mário Vicente era vidrado na idéia de famílias espirituais, que se sobrepõem às precárias ligações consanguíneas.

- Pois é - dizia, entusiasmado, a um confrade espírita - os espíritos tendem a formar grupos afins nos caminhos da vida.

- Reencarnam juntos?

- Sim, sempre que possível compondo lares ajustados e harmônicos, "um por todos e todos por um".

- Você vive com sua família espiritual

Mário Vicente esboçou um sorriso triste:

- Quem me dera! Lá em casa nosso relacionamento funciona na base de "cada um por si e Deus por todos". Estamos longe de um entendimento razoável. É muita discussão, muita briga... Somos velhos adversários amarrados pelo sangue a fim de nos reconciliarmos.

- Recebeu alguma revelação?

- Não... Nem seria preciso! Basta observar nossos conflitos.
- A barra é pesada?

- Bem... Não é tanto assim. Gosto muito de minha mulher. Até pensei, durante os primeiros tempos, fosse uma alma gêmea. Ela é dedicada ao lar, mãe prestimosa. Ocorre que é um tanto voluntariosa e, não raro agressiva. Faz tempestade em copo d'água. Considero a Ernestina meu teste de paciência. Nossos "santos" estranham-se freqüentemente.

- E os filhos?

- Adoro todos eles, mas são Espíritos imaturos que dão trabalho e não raro desgostos. Imagine que Pedro, o mais velho, envolveu-se com drogas! Júnior, o do meio, "aborrecente" típico, vive a me questionar; Jussara é delicada e sensível mas puxou o gênio da mãe. Se contrariada, sai de perto! Um horror!
- São seus credores. Cobram prejuízos que você lhes causou em vidas anteriores...

- Certamente! Estou consciente desse compromisso. Tento fazer o melhor, sustentando a estabilidade do lar. Às vezes perco o controle. Envergonho-me das brigas em que me envolvo... Convenhamos, porém, que ninguém é de ferro...

Mário Vicente suspirou, emocionado:

- Sinto falta de um relacionamento familiar sustenta do por legítima afinidade. Todos olhando na mesma direção, empenhados em cultivar a paz, o trabalho do bem, a amizade, a compreensão... Seria o paraíso! Vejo-me como um retardatário, preso a compromissos decorrentes de besteiras que andei cometendo purgando meus débitos. Certamente aprontei muito!

- Espera alcançar a família espiritual?

- Claro! Hei de cumprir minhas obrigações, fazendo o melhor, a fim de merecer um retorno ao convívio de meus queridos, em estágios mais altos... Tenho convicção de que uma companheira muito amada espera por meu sucesso nas provações humanas para nos reunirmos.

Animado por seus sonhos Mário Vicente esforçava-se para superar as dificuldades de relacionamento junto à esposa e filhos. Tolerava suas impertinências. Fazia de tudo para ajudá-lo. Exercitava carinho e compreensão.

O atendimento dos compromissos junto à família humana haveria de lhe proporcionar o sonhado reencontro com a família espiritual.

Passaram-se os anos.

Os filhos casaram, vieram netos, ampliou-se o grupo familiar, sucederam-se os problemas mas nosso herói até que conseguiu sair-se relativamente bem, acumulando méritos.

Ao completar setenta e dois anos regressou à Pátria Espiritual.

Espírita esclarecido, não teve dificuldade para reconhecer-se fora do seu escafandro de carne, amparado por generosos benfeitores.

Após os primeiros tempos, já adaptado à nova situação procurou dedicado orientador da instituição socorrista que o abrigara. Foi logo pedindo, inspirado pelo ideal que acalentava:

- Estimaria, se possível, receber notícias de minha família espiritual...

- Seus familiares estão bem, nas lutas de sempre, sofrendo e aprendendo, como todos os homens.

- Estão reencarnados? Pensei que os encontraria aqui!

- Você conviveu com eles até alguns meses atrás. Não sabe que continuam na Terra?


-Não me refiro à família humana. Anseio abraçar os entes queridos de priscas eras, e sobretudo, a amada perdida nas brumas do passado...

O mentor sorriu:

- Falou bonito, mas está equivocado, meu amigo. Sua família espiritual é aquela que lhe marcou a experiência na Terra.

Reformador - Março de 1997.

Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 04 de Maio de 2011, 10:45
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

  Ainda pensando no uitem do relacionamento, tal como Amiga Macilli nos diz, nos pedregulhos do caminho, de espinho entre esinho, vamos moldando o ambiente do lar e com o aprendizado mutuo, vamos crescendo e apazoguando aqui, e ali e por fim conseguimos que haja mais equilibrio, porém terá que existir sempre muita paciência, perseverança, e amor permanente.

Este Texto é uma forma de mostrar como conviver;

Comunicação Familiar

Frases negativas:

    "Você nunca..."
    "Eu já te disse..."
    "Não quero falar mais sobre isso"
    "Você sempre..."
    "Quando é que você vai aprender..."
    "Quantas vezes eu preciso dizer?"

Frases Positivas:

    "Você é fantástico(a)!"
    "Eu preciso de você"
    "Por favor, me ajude"
    "Eu errei, me perdoe"
    "Eu sinto..."
    "Me dê uma sugestão"
    "Muito obrigado"
    "Eu aprecio você"
    "Eu amo você"

Dicas para um bom diálogo:

    Planeiem um tempo e local para discutirem.
    Pense antes de falar.
    Não julgue precipitadamente.
    Olhe para a pessoa.
    Espere a vez, não interrompa.
    Discuta um tópico de cada vez.
    Não mude de assunto.
    Repita em voz alta os problemas que você ouviu, para ter certeza que entendeu bem.
    Não discuta irado.
    Cuidado com o volume...
    Façam planos juntos.
    Discorde, mas seja agradável.
    Descubra o interesse do outro.
    Fale, nunca use o silêncio como punição.
    Não fique quieto, guardando para uma explosão mais tarde.
    Apresente alternativas positivas.
    Não seja histórico, evite problemas antigos.
    Focalize o problema e não a pessoa.
    Saiba quando parar.
    Esqueça.

Níveis de comunicação:

    Nível 5: Conversação de Clichê: Sem profundidade, sem esforço mental. - "Tudo bem?... Vai chover?... Que lindo dia hoje!

    Nível 4: Relatando fatos: Informações sobre pessoas, fofocas... - "Você ouviu falar sobre aquele professor solteirão?...

    Nível 3: Idéias e conclusões: Criatividade, julgamento, decisões: "Eu decidi comprar uma propriedade" "Não é bom ficar deste jeito."

    Nível 2: Sentimentos e emoções: Partilha-se sentimentos e fatos pessoais: "Trabalhei tanto neste projeto, que me sinto exausto..."

    Nível 1: Abertura e dedicação pessoal: Nada oculto, confiança, aceitação, sensibilidade, honestidade, bondade: "Eu honestamente não gosto deste tipo de trabalho, mas preciso fazê-lo por causa do salário."

"Comunica-se com: 7% voz; 38% tom da voz; 55% não verbais ex.: olhar, postura, rosto, gestos..."

"Nossa obra para Cristo, começa na família. Não existe campo missionário mais importante que este."

EGW.

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Vitor Santos em 04 de Maio de 2011, 12:13
Olá amigos

Dou os meus parabéns ao Vitor Passos e a todos os que participaram na preparação deste tema, que me parece muito bem escolhido, pois é muito importante, no âmbito da espiritualidade e da vida, em geral.

Gostei imenso de um pequeno filme, no post inicial,  que mostrava que as crianças seguem o exemplo dos pais, tanto no que se refere ao que é mau, como ao que é bom.

O amor é a palavra que define, para mim, uma família. Sem amor não existe uma verdadeira família.

bem hajam     

 
Título: Re: Família
Enviado por: Hebe M C em 04 de Maio de 2011, 12:45
Bom dia,

É claro que a criança sofre influência do meio em que vive, mas não podemos esquecer que são espíritos antigos na terra e já trazem a sua malinha de débitos de encarnação em encarnação.
A criança não é uma página em branco. Suas aptidões tem que ser estimuladas.
Temos exemplos de crianças que foram criadas em meio hostil, que saem limpas e vencedoras e outras criadas em ambiente terno que se revelaram agressivas e hostis.
Vamos pensar um pouco, educar não é fácil.

Um abço Hebe
Título: Re: Família
Enviado por: Felipa em 04 de Maio de 2011, 13:19
O Amor e a Família

A família é o núcleo  central da sociedade  moderna.
É nela onde os amores se encontram  e reencontram, e é ali testado  e sentido na mais alta intensidade.
A família proporciona  o encontro  dos sentimentos  controvertidos do passado, transformando- os em amor no presente. É na família onde aprendemos as mais puras lições  do amor de Deus, representado no amor de mãe.
Sua estrutura básica  alicerça- se no amor. Sua origem deve- se não só à necessidade de proteção como  também do espírito em vivenciar  suas emoções e em ligar- se às pessoas por quem nutria um amor embrionário.
É na família onde se experimenta o amor maternal, o filial, o paternal, o fraternal, que se assemelham na
incondicionalidade e no desejo de senti-lo com o intuito de elevar e fazer crescer o outro.
Nela reencontramos antigos afetos e desafetos, em cuja  companhia elaboramos novas oportunidades de
realizações e substituímos as emoções  desarmonizadas do passado.
Às vezes, aparecem em na família, habitando o mesmo teto, pessoas que não possuem laços
consangüíneos mas que desempenham papéis importantes para o equilíbrio doméstico. São auxiliares da vida cotidiana que nos servem de modelo e, muitas vezes, estabelecem em nossos limites, educando- nos quanto às regras de convivência.
É nela que retornam os antigos amores, cujo reencontro se dá para a realização de novos ideais em benefício da vida e de seus protagonistas. Nem sempre os papéis são os mesmos. Independente disso, o amor permanece unindo aqueles que se reaproximam para nova convivência .
Pessoas que se reúnem pela afinidade e sintonia em torno de objetivos superiores, formam as famílias espirituais,
cujos laços não se desfazem com a morte do corpo.
Espíritos que juntos viajam em sucessivas existências, renascem numa mesma família, com novos propósitos de crescimento. O membro que se afastou para nova jornada, recebe o auxílio daqueles que ficaram. O retorno a uma nova existência não separa os que verdadeiramente se amam e confiam no Criador.
O Universo, infinitamente habitado, abriga imensos agrupamentos de espíritos como famílias de uma c idade.
Vez por outra, uma família de um mundo vai em busca de crescimento em outro. Às vezes, a ida para outro orbe
se dá por exílio ou degredo. Em todos os casos é sempre o amor de Deus a equilibrar e harmonizar o universo.
O espírito, quando em família, nem sempre consegue mascarar sua realidade. A vida, entre quatro paredes,
desnuda a todos. Ninguém se esconde na convivência com seus pares.
As aversões ocorridas nos relacionamentos familiares, quando não decorrem de ações havidas em outras encarnações , geralmente refletem as influências espirituais a que se sujeitam aqueles que não agem com amor,
como também o estágio evolutivo de cada um.
Conviver é um aprendizado que temos de enxertar em favor de nós próprios.
Nem sempre renascemos e permanecemos com os pais biológicos que nos colocaram na carne  A vida nos situa onde necessitamos aprender. A família ou os pais que temos são aqueles que merecemos e aos quais devemos, para sempre, o amor com que nos receberam.
Quando recebemos, como nossos, os filhos que não geramos, assumimos o papel de colaboradores de Deus em sua obra, amando pelo princípio do amor sem limites.
Valorizemos a vida em família, pois ela nos leva à percepção de nós mesmos. Remete- nos à necessidade de amar os que conosco convivem. Ela ainda é uma necessidade do nosso momento evolutivo.
Necessitamos, para melhor convivência social, construir uma sociedade em que, nas famílias, vigorem os princípios do amor, da paz e da harmonia entre seus membros. Para isto cada um tem um papel a cumprir no seu contexto. A cada um é reservada uma parte das ações que viabilizarão aquela meta.
Sintamos, em cada pessoa com quem nos relacionamos, um irmão, um membro da família de Deus.
Somos todos filhos do mesmo pai, independente de quaisquer características biológicas.
O Cristo nos deu o exemplo de família quando nos convidou a entendê-la como universal, cujos membros são aqueles que fazem a vontade do Pai.

(Novaes, Adenáuer Marc os Ferraz de. Amor e família. in: Amor Sempre. Salvador: Fundaç ão Lar Harmonia, 2002)
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 04 de Maio de 2011, 14:06
Bom dia Amigos Victor Passos, Katiatog e demais do Estudo

Deixo aqui algumas regras de bem viver em família, para nos aperfeiçoarmos em nossos relacionamentos.
Vamos praticar???

*****



LIÇÕES DE VIDA PARA FAMÍLIAS



Em seu livro “lições de vida para famílias”, Maria Tereza Maldonado enumera diversas sugestões que têm por objetivo auxiliar as pessoas a construir uma família harmoniosa, saudável e feliz.

Entre elas podemos ressaltar as seguintes:

Primeira: escute com atenção antes de falar; tente entender o que a pessoa realmente está dizendo, que pode ser muito diferente do que você acha que ela quer dizer.

Segunda: gentileza e boas maneiras são essenciais para construir um bom convívio familiar.

Terceira: aumente as opções de atividades prazerosas com seus familiares: conversar, brincar e jogar, ver bons filmes, passear.

Quarta: demonstre seu interesse em saber o que seus familiares estão fazendo, experimentando ou descobrindo na vida.

Quinta: para enviar mensagens fortes e eficazes para seus familiares, procure ter coerência entre palavras, gestos e atitudes.

Sexta: se você diz ‘não’ com muita freqüência, aprenda a dizer ‘sim’ com carinho. Se você diz ‘sim’ demais, aprenda a dizer ‘não’ sem culpa.

Sétima: tente criar, junto com seus familiares, maneiras eficazes de simplificar a vida para torná-la mais pacífica e prazerosa.

Oitava: aprender a tolerar frustrações é essencial para desenvolver paciência, compaixão e compreensão.

Nona: cada membro da família precisa descobrir meios eficazes e saudáveis de descarregar as tensões inevitáveis do dia-a-dia sem maltratar os outros.

Décima: os laços de sangue não garantem automaticamente a existência do amor, que precisa ser constantemente criado e bem cuidado ao longo da vida.”

A oportunidade de estarmos inseridos em um determinado grupo familiar é uma abençoada oportunidade que nos é oferecida pelo Pai Criador.

Os laços familiares que hoje nos envolvem são aqueles que nos são necessários ao nosso crescimento e desenvolvimento moral e espiritual.

As dificuldades de relacionamentos, tão estranhas e inaceitáveis aos olhos do mundo, podem ter causa em fatos pretéritos que escapam às nossas lembranças.

Os filhos difíceis de hoje podem ser cúmplices ou vítimas de nosso passado equivocado.

Podemos ter sido seus algozes ou aqueles que, pensando agir por amor, possamos ter-lhes desviado do bom caminho.

Encontrarmo-nos hoje nesse grupo familiar não é obra do acaso, nem da desdita.

Em tudo há sempre a mão e a autorização de Deus.

Eis aí uma nova chance de resgate e de reparação.

Aproveitemo-la.

Façamos a parte que nos cabe, nessa nobre tarefa que é viver em família.

Sejamos dignos, honrando os compromissos que assumimos perante Deus e perante os homens, educando os pequeninos e educando a nós próprios.

Vençamos os vícios que ainda azedam nossos dias e infelicitam nossos companheiros de jornada.

Abandonemos a reclamação vazia e inócua.

Superemos a preguiça e a omissão.

Abracemo-nos e unamo-nos em prol desse objetivo tão importante e básico que é viver bem em família, a fim de que possamos conviver do mesmo modo com toda a humanidade.

Pense nisso.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Lições de vida para famílias, de Maria Tereza Maldonado.
Título: Re: Família
Enviado por: filhodobino em 04 de Maio de 2011, 18:40
Queridos e amados irmãos estudantes do tema familia... Saúde e paz!

Pensando evolução...
Dentro da família é onde as vicissitudes mais ensinam... vale o raciocínio que expus alhures que bem cabe aqui, portanto peço vênia para replicá-lo...

Posto que: O que vale mesmo em termos evolutivos é viver... seja de que forma for... jamais desistir de viver... e o quanto mais melhor...

Toda ação que de forma direta ou indireta beneficie a outrem é amar ao próximo, e por conseguinte automaticamente a Deus...
Nas nossa lidas diárias, nem sempre estamos atentos a esse detalhe, e à vezes não o valorizamos como deveríamos, unicamente por que não damos a esse detalhe o seu devido valor.
Qualquer atividade quando feita com a dedicação de bem atender o interesse de outrem, seja profissional, seja na prestação de serviços, seja e principalmente o é na Educação e na Saúde, mesmo sendo atividade remunerada, podemos pelo amor superar o limite da nossa obrigação e oferecer algo mais, em favor do nosso próximo... nem que seja um minuto a mais de atenção, um sorriso ou um atendimento com bom humor, não dando trelas às queixas descabidas e aos reclames exclusivistas...

Jesus disse: "Os homens humildes são muito afortunados", porque a pessoa rígida é
a que mais sofre com sua rigidez. Ele sabia que pretender ser dono da verdade pode
ter efeitos profundamente negativos, porque, apesar das nossas boas intenções,
podemos estar sinceramente errados.

PRINCÍPIO ESPIRITUAL: Não confundam a sinceridade com a verdade; vocês
podem estar sinceramente errados.
 do livro: Jesus, (O maior psicólogo que já existiu.- Mark W.Baker-pag. 9

Peço vênia ao honorável autor para fazer uma ligeira parafraseada acerca de seu postulado acima...
Não confundamos a sinceridade com a verdade; todos nós(exceto Jesus), podemos estar sinceramente errados, ou enganados...

Saúde e Paz!

INDIO DO URUGUAI- ARNAUD RODRIGUES (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWRpbVhJT1ZLOTJFIw==)
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 04 de Maio de 2011, 19:59
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

   Antes demais agradeço os contributos para o estudo de Maria;Vitor Santos;Hebe;Filhodobino,Ken;Macilli ; Dothy e todos os outros companheiros que partilham os textos importantes para tema tão importante.

   Amigo Filhodobino, após ler seu texto, vemos que ele nos leva para a realidade da vida, onde na verdade o elo espiritual compromissado com os valores do amor pelo próximo é potencial ligação ao Pai, pelos valores da vida quotidiana.Grato amigo.


   A Família , não é só , aquilo que dela vemos, mas a profundidade espiritual na qual ela nos liga pela reencarnação, pelos processos de reajuste, pelo aprendizado do amor, pelo uso do perdão no silêncio das almas (esquecimento do passado), falamos de espiritos que vão e vem, que trocam , ganham e perdem.
   Seres que procuram , suplantar tempos perdidos, mas também ganhar mais conhecimento, mais visibilidade, que nos torna mais responsavéis, porque não duvidem a ignorãncia dos valores espirituais é uma das maiores lacunas, daí somos tentados pelos espinhos da soberba, do desamor, da falta de humanidade, precisamos então de rever constatadamente, os caminhos que traçamos e corrigi-los pela verdade que encerra a busca da felicidade, o amor pelo próximo e a Deus .

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 04 de Maio de 2011, 20:05
Ola muita paz  e harmonia
Bons Amigos e Amigas

Compaixão em Família


            "Mas se alguém não tem cuidado dos seus e, principalmente dos da sua família, negou a fé ..." Paulo. (I Timóteo, 5:8.)

        São muitos assim.

        Descarregam primorosa mensagem nas assembléias, exortando o povo à compaixão; bordam conceitos e citações, a fim de que a brandura seja lembrada; entretanto, no instituto doméstico, são carrascos de sorriso na boca.

        Traçam páginas de subido valor, em honra da virtude, comovendo multidões; mas não gravam a mínima gentileza nos corações que os cercam entre as paredes familiares.

        Promovem subscrições de auxílio público, em socorro das vítimas de calamidades ocorridas em outros continentes, transformando-se em titulares da grande benemerência; contudo, negam simples olhar de carinho ao servidor que lhes pões a mesa.

        Incitam a comunidade aos rasgos de heroísmo econômico, no levantamento de albergues e hospitais, disputando créditos publicitários em torno do próprio nome; entretanto, não hesitam exportar, no rumo do asilo, o avô menos feliz que a provação expões à caducidade.

        Não seremos nós quem lhes vá censurar semelhante procedimento.

        Toda migalha de amor está registrada na lei, em favor de quem a emite.

        Mais vale fazer bem aos que vivem longe, que não fazer bem algum.

        Ajudemos, sim, ajudemos aos outros, quanto nos seja possível; entretanto, sejamos igualmente bons para com aqueles que respiram em nosso hálito. Devedores de muitos séculos, temos em casa, no trabalho, no caminho, no ideal ou na parentela, as nossas principais testemunhas de quitação.

 Livro: Palavras de Vida Eterna
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: ken em 04 de Maio de 2011, 20:50
Boa tarde a todos

Família

A Família consangüínea, entre os homens, pode ser apreciada como o centro essencial de nossos reflexos. Reflexos agradáveis ou desagradáveis que o pretérito nos devolve.

Certo, não incluímos aqui os Espíritos pioneiros da evolução que, trazidos ao ambiente comum, superam-no, de imediato, criando o clima mental que lhes é peculiar, atendendo à renovação de que se fazem intérpretes.

Comentamos a nossa posição no campo vulgar da luta.

Cada criatura está provisoriamente ajustada ao raio de ação que é capaz de desenvolver ou, mais claramente, cada um de nós apenas, pouco a pouco, ultrapassará o horizonte a que já estenda os reflexos que lhe digam respeito.

O homem primitivo não se afasta, de improviso, da própria taba, mas aí renasce múltiplas vezes, e o homem relativamente civilizado demora-se longo tempo no plano racial em que se assimila a experiência de que carece, até que a soma de suas aquisições o recomende a diferentes realizações.

É assim que na esfera do grupo consangüíneo o Espírito reencarnado segue ao encontro dos laços que entreteceu para si próprio, na linha mental em que se lhe caracterizam as tendências.

A chamada hereditariedade psicológica é, por isso, de algum modo, a natural aglutinação dos espíritos que se afinam nas mesmas atividades e inclinações.

Um grande artista ou um herói preeminente podem nascer em esfera estranha aos sentimentos nos quais se avultam. É a manifestação do gênio pacientemente elaborado no bojo dos milênios, impondo os reflexos da sua individualidade em gigantesco trabalho criativo.

Todavia, na senda habitual, o templo doméstico reúne aqueles que se retratam uns nos outros.

Uma família de músicos terá mais facilidade para recolher companheiros da arte divina em sua descendência, porque, muitas vezes, os espíritos que assumem a posição de filhos na reencarnação, junto deles, são os mesmos amigos que lhes incentivam a formação musical, desde o reino do espírito, refletindo-se reciprocamente na continuidade da ação em que se empenham através de séculos numerosos.

É ainda assim que escultores e poetas, políticos e médicos, comerciantes e agricultores quase sempre se dão às mãos, no culto dos melhores valores afetivos, continuando-se, mutuamente, nos genes familiares, preservando para si mesmos, mediante o trabalho em comum e segundo a lei do renascimento, o patrimônio evolutivo em que se exprimem no espaço e mo tempo. Também é aí, de conformidade com o mesmo principio de sintonia, que vemos dipsômanos e cleptomaníacos, tanto quanto delinqüentes e enfermos de ordem moral, nascendo daqueles que lhes comungam espiritualmente as deficiências e as provas, porquanto muitas inteligências transviadas se ajustam ao campo genético daqueles que lhes atraem a companhia, por força dos sentimentos menos dignos ou das ações deploráveis com que se oneram perante a Lei.

A vida familiar, por esse motivo, é a resultante da conjunção de débitos, situando-nos no plano genético enfermiço que merecemos, à face dos nossos compromissos com o mundo e com a vida. Dessa forma, somos impelidos a padecer o retorno dos nossos reflexos tóxicos através de pessoas de nossa parentela, que no-los devolvem por aflitivos processos de sofrimento.

Temos assim, no grupo doméstico, os laços de elevação e alegria que já conseguimos tecer, por intermédio do amor louvavelmente vivido, mas também as algemas de constrangimento e aversão, nas quais recolhemos, de volta, os clichês inquietantes que nós mesmos plasmamos na memória do destino e que necessitamos desfazer, à custa de trabalho e sacrifício, paciência e humildade, recursos novos com que faremos nova produção de reflexos espirituais, suscetíveis de anular os efeitos de nossa  conduta anterior, conturbada e infeliz.

               Emmanuel -  Do livro: Pensamento e vida,  Francisco Cândido Xavier
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 04 de Maio de 2011, 22:49
Boa noite queridos amigos e caros visitantes!


Agradeço a participação e as valiosas colaborações dos amigos Vítor Santos, Hebe, maria 47, Macili, filhodobino e ken.

Sejam todos bem vindos e participem do nosso estudo da Família, cujo tema é tão importante para todos nós e que juntos possamos, durante esse mês, fazer uma reflexão sobre como estamos levando a nossa vida familiar e o que precisamos fazer para que tenhamos uma família feliz e consequentemente, uma vida feliz.

Abraços da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 04 de Maio de 2011, 23:00
Ola muita paz e harmonia
Bom Amigo Ken

   
Citar
A vida familiar, por esse motivo, é a resultante da conjunção de débitos, situando-nos no plano genético enfermiço que merecemos, à face dos nossos compromissos com o mundo e com a vida. Dessa forma, somos impelidos a padecer o retorno dos nossos reflexos tóxicos através de pessoas de nossa parentela, que no-los devolvem por aflitivos processos de sofrimento.

  As uniões , nem sempre se fazem passar por complexos processos aflitivos,  esses processos são como todos sabemos de ambito evolutivo, mas também passam por missão, por aprendizado mutuo e pela busca de justificação aos objetivos consagrados pela lei de de reprodução e pela reforma intima.
  É de importância maior, para a Família, rever-se na existência dos varios espiritos que dela fazem parte, seja pela sintonia ou não, pois a família consanguinea. é o trampolim para a familia eterna a espiritual .

Muita paz e harmonia
Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 04 de Maio de 2011, 23:21
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

TESTEMUNHO DOMÉSTICO

"Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé". PAULO em Gálatas 6:10

          Decerto que o apóstolo Paulo, em nos recomendando carinho especial para com a família da nossa fé, mantinha em vista a obrigação inarredável da assistência imediata aos que convivem conosco.
           Se não formos úteis e compreensivos, afáveis e devotados, junto de alguns companheiros, como testemunhar a vivência das lições de Jesus, diante da Humanidade?
          Admitimos, porém, à luz da Doutrina_Espírita, que o aviso apostólico se reveste de significação mais profunda. É que, entre os nossos domésticos, estão particularmente os laços de existências passadas, muitos deles reclamando reajuste e limpeza.

          Na equipe dos familiares do dia-a-dia formam, comumente, aqueles espíritos que, por força de nossos compromissos do pretérito, nos fiscalizam, criticam, advertem e experimentam.

          Sempre fácil dar boa impressão a quem não prive intimamente conosco. Num gesto ou numa frase, arrancamos, de improviso, o aplauso ou a admiração de quantos nos encontram exclusivamente na paisagem escovada dos atos sociais. Diante dos amigos que se despedem de nós, depois de uma solenidade ou de qualquer encontro formal, nada difícil cairmos desastradamente sob a hipnose da lisonja, com que se pretende exagerar as nossas virtudes de superfície.

          Examinemos, contudo, as nossas conquistas morais, demonstrando-as perante aqueles que nos conhecem os pontos fracos.

          Não nos iludamos. Façamos o bem a todos, mas provemos a nós mesmos, se já somos bons, fazendo o bem, a cavaleiro de todos os embaraços, diante daqueles que diariamente nos acompanham a vida, policiando o nosso comportamento entre o bem e o mal.

Emmanuel

(do livro "Palavras de Vida Eterna", psicografado por Francisco Cândido Xavier)
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 04 de Maio de 2011, 23:26
Queridos amigos


Como disse a amiga Hebe, educar não é fácil.

Gostaria de grifar os seguintes trechos da mensagem da amiga maria 47:

O espírito, quando em família, nem sempre consegue mascarar sua realidade. A vida, entre quatro paredes, desnuda a todos. Ninguém se esconde na convivência com seus pares.
As aversões ocorridas nos relacionamentos familiares, quando não decorrem de ações havidas em outras encarnações , geralmente refletem as influências espirituais a que se sujeitam aqueles que não agem com amor, como também o estágio evolutivo de cada um.
Conviver é um aprendizado que temos de enxertar em favor de nós próprios.

e do amigo ken:

A vida familiar, por esse motivo, é a resultante da conjunção de débitos, situando-nos no plano genético enfermiço que merecemos, à face dos nossos compromissos com o mundo e com a vida. Dessa forma, somos impelidos a padecer o retorno dos nossos reflexos tóxicos através de pessoas de nossa parentela, que no-los devolvem por aflitivos processos de sofrimento.

Temos assim, no grupo doméstico, os laços de elevação e alegria que já conseguimos tecer, por intermédio do amor louvavelmente vivido, mas também as algemas de constrangimento e aversão, nas quais recolhemos, de volta, os clichês inquietantes que nós mesmos plasmamos na memória do destino e que necessitamos desfazer, à custa de trabalho e sacrifício, paciência e humildade, recursos novos com que faremos nova produção de reflexos espirituais, suscetíveis de anular os efeitos de nossa  conduta anterior, conturbada e infeliz.

A vida em família é um exercício diário da disciplina, tolerância e amor. O dever de um casal  que se une é criar homens e mulheres de bem. Vejamos o que nos ensina o querido mestre Allan Kardec em relação ao dever, no capítulo 17, item I do ESE:

"Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de ser cumprido, porque se encontra em antagonismo com as seduções do interesse e do coração. Suas vitórias não têm testemunhas, e suas derrotas não sofrem repressão. O dever íntimo do homem está entregue ao seu livre arbítrio: o aguilhão da consciência, esse guardião da probidade interior, o adverte e sustenta, mas ele se mostra freqüentemente impotente diante dos sofismas da paixão. O dever do coração, fielmente observado, eleva o homem. Mas como precisar esse dever? Onde ele começa? Onde acaba? O dever começa precisamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranqüilidade do vosso próximo, e termina no limite que não desejaríeis ver transposto em relação a vós mesmos.
... O dever é uma intrepidez da alma, que enfrenta as angústias da luta. É austero e dócil, pronto a dobrar-se às mais diversas complicações, mas permanecendo inflexível diante de suas tentações. O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais que as criaturas, e as criaturas mais que a si mesmo".

Quantos pais e mães são heróis anônimos que não esperam reconhecimento. A sua felicidade está em saber que cumpriu o seu dever na criação dos filhos


Abraços da Katia


Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 04 de Maio de 2011, 23:51
CARIDADE  E  RELACIONAMENTO


 

Lições professadas nas faculdades de ensino conferem às criaturas variadas titulações de competência.

Entretanto, embora se observe, na Terra de hoje o imperativo de se formarem valores acadêmicos, no que se refere à comunicação, é justo reconhecer que a ciência do relacionamento, nos acertos precisos, é prerrogativa de Jesus.

Foi na cátedra da caridade que ele, o Mestre Divino, lecionou todas as matérias necessárias à concórdia entre os homens, como sejam: o perdão das ofensas, a oração pelos perseguidores, o amparo aos necessitados, o socorro aos doentes, o bom-ânimo aos tristes e o apoio aos fracos e aos pequeninos.

*

Lembremo-nos disso e atendamos à compreensão para com os outros, a fim de que sejamos compreendidos.

Indaguemos de nós mesmos de quantos contratempos e desgostos nos livraríamos, se houvéssemos humanizado determinados gestos para com os nossos semelhantes e especialmente para com os mais íntimos participantes do nosso círculo doméstico nas horas de crise.

*

Os pais que censuramos, quando se desinteressam de nós; os filhos que se nos afastam da convivência, desconhecendo-nos o amor; os amigos que nos deixam embora as nossas súplicas para que não nos abandonem; os associados que não hesitaram, a nosso ver, em causar-nos prejuízos; os irmãos que nos sonegam apoio e que, segundo o nosso ponto de vista, estão em condições de nos atender... Em todas essas situações, a caridade está pronta a mostrar-nos que não nos cabe exigir-lhes, nem mesmo em se tratando dos entes mais queridos, o que não nos podem doar e que, em muitas ocasiões, não nos comportaríamos de maneira diferente, se estivéssemos no lugar deles.

*

Louvemos as conquistas da inteligência que patrocinam o progresso, nas frentes da cultura, mas ampliemos, quanto possível, a nossa idéia de caridade do amparo material ao campo espiritual propriamente considerado e reconheceremos que a beneficência, em nosso relacionamento recíproco, é a única luz suscetível de nos conduzir ao clima do amor e à vitória da paz.

 

 
Espírito: EMMANUEL Médium: Francisco Cândido Xavier Livro:"Convivência"-
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 05 de Maio de 2011, 00:15
Ola muita paz e harmonia
Amigos e Amigas

   E tomando esta preleção colocada por Katia;
Citar
Os pais que censuramos, quando se desinteressam de nós; os filhos que se nos afastam da convivência, desconhecendo-nos o amor; os amigos que nos deixam embora as nossas súplicas para que não nos abandonem; os associados que não hesitaram, a nosso ver, em causar-nos prejuízos; os irmãos que nos sonegam apoio e que, segundo o nosso ponto de vista, estão em condições de nos atender... Em todas essas situações, a caridade está pronta a mostrar-nos que não nos cabe exigir-lhes, nem mesmo em se tratando dos entes mais queridos, o que não nos podem doar e que, em muitas ocasiões, não nos comportaríamos de maneira diferente, se estivéssemos no lugar deles.
Citar

No elam da convivência, mutua e na onda da reciprocidade, ela nos mostra que existem afinidades e confrontabilidades e na Codificação Allan Kardec nos mostra pela mão dos Espiritos Superiores,vejamos;

Capítulo IV

VII - Parentesco, Filiação

203. Os pais transmitem aos filhos uma porção de sua alma, ou nada mais fazem do que lhes dar a vida animal, a que uma nova alma vem juntar depois à vida moral?

— Somente a vida animal, porque a alma é indivisível. Um pai estúpido pode ter filhos inteligentes, e vice-versa.

204. Desde que tivemos muitas existências, o parentesco remonta às anteriores?

— Não poderia ser de outra maneira. A sucessão das existências corpóreas estabelece entre os Espíritos liames que remontam às existências anteriores: disso decorrem freqüentemente as causas de simpatia entre vós e alguns Espíritos que vos parecem estranhos.

205. Segundo certas pessoas, a doutrina da reencarnação parece destruir os laços de família, fazendo-as remontar às existências anteriores?

— Ela os amplia, em vez de destruí-los. Baseando-se o parentesco em afeições anteriores, os laços que unem os membros de uma mesma família são menos precários. A reencarnação amplia os deveres da fraternidade, pois no vosso vizinho ou no vosso criado pode encontrar-se um Espírito que foi do vosso sangue.

205-a. Ela diminui, entretanto, a importância que alguns atribuem à sua filiação porque se pode ter tido como pai um Espírito que pertencia a uma outra raça, ou que tivesse vivido em condição bem diversa?

— É verdade; mas essa importância se baseia no orgulho. O que a maioria honra nos antepassados são os títulos, a classe, a fortuna. Este coraria de haver tido por avô um sapateiro honesto, e se vangloria de descender de um nobre debochado. Mas digam ou façam o que quiserem, não impedirão que as coisas sejam como são, porque Deus não regulou as leis da Natureza pela nossa vaidade.

206. Desde que não há filiação entre os Espíritos dos descendentes de uma mesma família, o culto dos antepassados seria uma coisa ridícula?

— Seguramente não, porque devemos sentir-nos felizes de pertencer a uma família na qual se encarnam Espíritos elevados. Embora os Espíritos não procedam uns dos outros, não têm menos afeição pelos que estão ligados a ele por laços de família, porque os Espíritos são freqüentemente atraídos a esta ou àquela família por causa de simpatias ou ligações anteriores. Mas acreditai que os Espíritos de vossos antepassados não se sentem absolutamente honrados com o culto que lhes tributais por orgulho. Seu mérito não recai sobre vós senão na medida em que vos esforçais por seguir os seus bons exemplos. Somente assim a vossa lembrança lhes pode ser, não agradável, mas até mesmo útil.

Na grandeza destas profundas comunicações, poderemos testemunhar o quanto importante é o tributo da afinidade.

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Muita paz e harmonia
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 05 de Maio de 2011, 18:18
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

  Mais uma vez agradecendo aqueles que tem participado neste estudo.

   Ainda nos termos da convivência, e relação , topicos da 1ªsemana, deixo este texto deveras muito importante para reflexão;

   Psicologia do Homem e da Mulher

        Como é óbvio, para que duas pessoas se relacionem harmoniosamente, a condição indispensável é que se conheçam bem.

        Na sociedade conjugal, para que haja um clima de perfeito entendimento mútuo, faz-se mister, igualmente, que o esposo se instrua acerca da psicologia feminina, e que a esposa não ignore a psicologia masculina, pois, quase sempre, as desavenças matrimoniais resultam de os homens pretenderem que suas companheiras pensem, sintam e ajam à sua maneira, e vice-versa.

        Ora, as diferenças entre o sexo masculino e o feminino não existem apenas no plano fisiológico, mas também do ponto de vista psicológico.

        Eis algumas:

        Enquanto o homem se conduz pela razão e precisa raciocinar para entender os fatos, a mulher, dotada de intuição, pode sentir de imediato a realidade deles.

        O homem tem a percepção global; a mulher, dos pormenores.

        A inteligência do homem dá-lhe maiores aptidões para as artes, as ciências e a filosofia, onde é reclamada a capacidade de concentrar-se, pesquisar, lucubrar; a da mulher, para as profissões de contato e comunicação com o público: comerciários, professoras, telefonistas, secretárias, nas quais comprovam a maior facilidade que têm para falar e escrever.

        O homem procura fazer-se admirado por sua força e eficiência; a mulher, por sua beleza e elegância.

        É próprio da natureza masculina o conquistar e o proteger; já a feminilidade consiste em atrair e ser protegida.

        No homem, o sentimento de paternidade não é espontâneo, nem muito intenso; na mulher, o instinto maternal sobreleva a qualquer outro.

        O homem tem o gosto das aventuras; a mulher quer estabilidade e segurança para poder criar os filhos com tranqüilidade.

        O homem divide o seu amor entre a esposa e outros interesses que o levam para fora de casa, como o trabalho, a política, o esporte etc; a mulher, ao contrário, concentra toda a sua afeição no lar, entendido como tal o marido e os filhos.

        No homem, a satisfação sexual independe do amor; na mulher, este sentimento é fator preponderante para aquele gozo.

        Se todas essas diferenças forem devidamente consideradas pelo casal, muitos de seus aborrecimentos, brigas e mal-entendidos poderão ser evitados, melhorando bastante o teor de suas relações, o que vale dizer o grau de sua felicidade.

        Assim, por exemplo, se o caro amigo que nos lê se vir numa situação embaraçosa e sua esposa lhe sugerir, de pronto, um modo simples de sair dela, não há porque sentir-se diminuído, por parecer menos hábil. A intuição feminina funciona mesmo mais depressa.

        Se para descrever um acidente que você sintetizaria em dois minutos, "ela" levar nada menos de vinte, não se exaspere: a mulher gosta de explicar as coisas em seus "mínimos detalhes".

        E se, um dia, ao aproximar-se de sua companheira, na tentativa de uma relação conubial, ela venha a repeli-lo, não julgue que seja por maldade ou desamor; o mais provável é que ela esteja ressentida justamente por falta de cortesia e de maneiras afetuosas de sua parte. Repugna a muitas mulheres o serem reduzidas a simples instrumento de prazer. Quanto à senhora, prezada leitora, se puser um lindo broche novo sem que seu marido o perceba, não o julgue "desligado" de sua pessoa. É que o homem só tem a percepção do conjunto.

        Não se esqueça de fazer-lhe um elogio, sempre que alcance uma promoção ou saia vitorioso de algum empreendimento, pois embora não o demonstre, ele também é vaidoso e gosta que lhe reconheçam os méritos.

        E se o seu querido parceiro sai freqüentemente de casa, para dedicar-se a várias atividades que melhorem sua qualificação profissional, aumentem seu círculo de amizades e em conseqüência seu prestígio social, ou lhe dêem o ensejo de ser útil à comunidade, não o censure, nem o acuse de estar abandonando o lar; ele está apenas realizando tarefas que lhe são próprias, com o que, direta ou indiretamente, a família toda acabará se beneficiando. Seria até o caso de dar "graças a Deus" por ele ser assim, porque os maridos desse feitio geralmente são avessos a certos divertimentos prejudiciais à felicidade conjugal.

        * ------------------- *

        "Atendendo à soma das qualidades adquiridas, na fieira das próprias reencarnações, o Espírito se revela, no Plano Físico, pelas tendências que registra nos recessos do ser, tipificando-se na condição de homem ou de mulher, conforme as tarefas que lhe cabe realizar." (Francisco Cândido Xavier, Emmanuel, "Vida e Sexo", cap. 1).

Livro:A Vida em Família
Rodolfo Caligaris

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 05 de Maio de 2011, 18:24
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

   O LAR NA RENOVAÇÃO DA HUMANIDADE

"O LAR, NA ESSÊNCIA, É ACADEMIA DA ALMA".
EMMANUEL, SEARA DOS MÉDIUNS

Em vez de nos queixarmos sistematicamente dos problemas encontrados no convívio familiar, deveríamos aproveitá-las como lições e experiências que amadurecem nossos raciocínios e sentimentos.

Néio Lúcio; nos traz as palavras de Jesus: "O lar é um curso ligeiro para a fraternidade que desfrutaremos na vida eterna. Sofrimentos e conflitos naturais, em seu círculo, são lições".

Todas as experiências que partilhamos na vida doméstica são o material rico e profundo que trabalharemos para a conquista dos valores elevados.

Desenvolvendo a tolerância, paciência, compreensão, entendimento, trabalho, bondade, gratidão, etc., estaremos trabalhando na renovação de nós mesmos, de nosso lares e de nossa Humanidade.

Se não soubermos superar divergências e instalar a harmonia em meio a algumas pessoas num mesmo círculo de convivência, como pensarmos na renovação da Humanidade com bilhões de almas pensando, sentindo e agindo de maneiras diversas?

A cristianização dos homens não será simples obra do "verbo", mas sim do verbo e da ação na superação das montanhas de dificuldades para chegarem ao vale da verdade.

Os que permanecerem rebeldes às oportunidades de reconciliação, reajuste, renovação e desenvolvimento afetivo que encontrarem no Lar, estacionando na dureza de coração, sofrerão, quando desencarnados, presos às regiões sombrias que elegeram para si mesmo' e, quando encarnados, no retorno ao corpo em provas muito mais áspera e difíceis que as atuais.

A inesquecível Alcíone, através do relato de Emmanuel, ressalta: O Lar é o templo mais nobre, porque oferece oportunidade diária de esforço e adoração".

Sejamos aqueles que enxergam nos espinhos o convite ao cuidado e prudência no trato com as flores e não uma agressão gratuita aos que lhes aproximam.

A - NOSSOS DEVERES NO LAR

O Lar é o primeiro a sofrer os ataques e abalos da busca desordenada pelos valores materialistas e imediatistas da sociedade moderna, à custa do desprezo aos valores mais sagrados da família.

Se as divergências domésticas cresceram, gerando desequilibrio e desajustes a explodirem na forma de separações, abandonos, atritos, discussões intermináveis entre pais, filhos e cônjuges, compete a trabalharmos intimamente com mais intensidade o nosso "eu interior", ações do dia-a-dia. Quanto mais houver a ameaça da tempestade, mais sólida deverá ser a construção de nossa "casa moral".

André Luiz" alerta-nos que: "o Lar é instituição essencialmente divina em que se deve viver, dentro de suas portas, com o coração e com a alma".

E Emmanuel completa, ao ser indagado sobre de que precisamos para vencer na luta doméstica: "Devemos revestir-nos de paciência, amor, compreensão, devotamento, bom ânimo e humildade, a fim de aprender e vencer, na luta doméstica".

Os deveres de cada um de nós como pais, mães, filhos e irmãos, bem cumpridos e carregados com alegria, fazem que coletivamente o Lar seja um ambiente de paz e satisfação.

Não devemos exigir dos familiares a conduta equilibrada que nos compete demonstrar, amando-os da maneira como são, sem esperar-lhes santidade.

A bondade e o sacrifício devem ser palavras que constem do dicionário de nossa convivência familiar.

B - LAR COM EVANGELHO

Jesus ensina-nos que "a paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos".

Faz-se mister transformarmos nossos lares em santuário de elevação, onde funcione como oficina, hospital, escola e templo da alma, curando-nos das chagas morais, cultivando o perdão e a renúncia, retificando nossas mazelas, desenvolvendo nossas virtudes, sendo o lar o porto seguro que nos ampare todas as horas.

Na Escola do lar, estaremos educando cérebro - RAZÃO e coração - SENTIMENTO, habilitando-nos aos degraus mais altos de nossa caminhada evolutiva, alçando vôos e descortinando horizontes mais amplos, espiritualmente.

Para isso, o alicerce é o EVANGELHO, traduzido nas lições e exemplos do Divino Mestre, Educador Maior de nossas almas. E somente com a orientação segura que a Espiritualidade maior nos assegura, com o amparo do Espiritismo através da Casa Espírita, o Lar poderá ser recolocado nas funções que lhe competem.

Finalizamos com André Luiz : "O santuário doméstico que encontrar criaturas amantes da oração e dos sentimentos elevados, converte-se em campo sublime das mais belas florações e colheitas espirituais".

Joamar Z. Nazareth
Título: Re: Família
Enviado por: Goedert em 05 de Maio de 2011, 20:14
Da mesma forma que a pata do elefante abarca a pata de todos os outros animais, da mesma forma, o amor incondicional abarca todas as outras qualidades dispostas a serem selecionados.
Título: Re: Família
Enviado por: ken em 05 de Maio de 2011, 20:46
Boa tarde aos amigos

Estou anexando um PPS, que vem ratificar de forma figurada o que ora esta sendo
comentado.

Título: Re: Família
Enviado por: Lima_Gil em 05 de Maio de 2011, 22:06
Queridos amigos Victor Passos e Katia!

Parabéns pela escolha do tema e pela excelente estrutura concebida para o seu desenvolvimento semanal.

Almejo pleno êxito ao estudo em curso, que veio para proporcionar a todos nós, membos e visitantes deste abençoado Fórum, as mais edificantes mensagens, com vistas a nos esclarecer sobre a importância da Família para o florescimnto do amor em nossos corações.

Que Deus, Jesus e os bons Espíritos continuem vos inspirando para a mais adequada condução da transcendente tarefa que lhes foi confiada.


Deus conosco, sempre!
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 05 de Maio de 2011, 22:10
Boa noite queridos amigos Lima_Gil, jujucaba e caros visitantes!


Agradeço as participações valiosas dos amigos Goedert e ken

Amigo ken, parabéns por compartilhar o pps Parentes difíceis. Gostei muito da oração à família contida nesse pps.

Abraços da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: Lima_Gil em 05 de Maio de 2011, 22:15
Boa noite, queridos amigos e irmãos visitantes!


FAMÍLIA  

O instituto da família é uma escola em que todos os que o constituem são, ao mesmo tempo, mestres e aprendizes uns dos outros.

Se o homem não sabe amar os que integram o seu pequeno universo familiar, como haverá de amar a Humanidade?!

Dentro do lar quase sempre encontramos os nossos maiores desafios.

Ninguém conseguirá avançar deixando para trás problemas que não resolveu.

Sem saldar os nossos compromissos cármicos na Terra não nos sentiremos livres para os nossos anseios de expansão espiritual, em demanda a outros páramos da Vida.

A nossa responsabilidade primeira é para com aqueles que nos integram a parentela.

Não aleguemos falta de afinidade para justificarmos nossa deserção aos compromissos afetivos.

Nos múltiplos desencontros familiares em que se vê envolvido, o Espírito é chamado a um acerto de contas consigo mesmo.

O familiar-problema é um instrumento de aprendizado para os que o rodeiam, um credor que nos bate à porta, reclamando com justiça o que lhe devemos.

Desarmemos o coração em casa e sejamos gentis com todos os que convivem conosco, se almejamos aprender a viver.

A oração e a alegria, o respeito e a indulgência são flores que deveremos cultivar todos os dias no jardim de nossas afeições familiares.

                 Irmão José
(Psicografia de Carlos A. Baccelli)
 
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 05 de Maio de 2011, 22:17
Querido amigo Lima _Gil


Seja muito bem-vindo ao estudo mensal!

Agradeço pelo carinho e pelas belas palavras de incentivo.

Volte sempre que puder e que Deus o abençoe.

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 05 de Maio de 2011, 22:47
Querido amigo Lima_Gil, agradeço pela valiosa contribuição

Em relação à linda mensagem do amigo, gostaria de comentar:

Se o homem não sabe amar os que integram o seu pequeno universo familiar, como haverá de amar a Humanidade?!

Desarmemos o coração em casa e sejamos gentis com todos os que convivem conosco, se almejamos aprender a viver.

A oração e a alegria, o respeito e a indulgência são flores que deveremos cultivar todos os dias no jardim de nossas afeições familiares.

A família é uma benção que Deus, em sua infinita sabedoria, nos fornece para que possamos aprender a amar. O amor é de essência divina, está em todos nós, mesmo nos espíritos endurecidos encontra-se em forma de semente, aguardando o tempo certo para germinar.

Muitas vezes antes de encarnar tomamos a decisão de conviver com inimigos do passado para que aprendamos a amá-los verdadeiramente e essa convivência torna-se uma expiação se não nos ampararmos na prática diária da oração e no exercício do perdão e da tolerância.

E, como nos ensina o querido mestre lionês no capítulo 11, item I


O amor resume toda a doutrina de Jesus, porque é o sentimento por excelência

Feliz aquele que ama, porque não conhece as angústias da alma, nem as do corpo! Seus pés são leves, e ele vive como transportado fora de si mesmo.

Será então que, compreendendo a lei do amor, que une a todos os seres, nela buscareis os suaves prazeres da alma, que são o prelúdio das alegrias celestes.



Abraços da Katia

Título: Re: Família
Enviado por: Dothy em 05 de Maio de 2011, 23:45
Boa noite queridos amigos Victor, Katia, membros e visitantes...Muita paz...

Família e Vida

Família é o ponto de encontro,
Que a vida, em si, nos oferta,
Para a conta viva e certa
Do que se tem a fazer;
Às vezes, indica empresas
De amor, renúncia e talento,
De outras, é o pagamento
De débitos a vencer.

No lar, ressurgem afetos,
Dedicações incontidas,
Riquezas em luz de outras vidas
No tempo, a se recompor;
Mas também, dentro de casa,
É que o ódio de outras eras,
Abre feridas austeras,
Reconduzindo ao amor.
Vemos pais largando os filhos
Com desprezo e indiferença,
E os filhos em turba imensa
Combatendo os próprios pais,
Parentes contra parentes,
Lembrando aversões em brasa,
Unidos na mesma casa
Sob direitos iguais.

Se sofrimento em família
É o quadro em que te renovas,
Tolera farpas e provas,
Aceitando-as, tais quais são!...
Não fujas!...Suporta e avança!...
Seja tolerância, aonde vás,
Segurança pede paz
E a paz é luz do perdão.

Maria Dolores
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 05 de Maio de 2011, 23:55
Querida amiga Dothy!


Boa noite, que alegria tê-la aqui no nosso estudo!

Parabéns por compartilhar a linda poesia de Maria Dolores, brilhante definição em versos da relação de família.

Agradeço a valiosa contribuição e desejo á você muita paz e luz em sua vida.

Abraços carinhosos da Katia

Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 06 de Maio de 2011, 00:21
          Alavanca da vida


         Através do amor, nasce a criatura no berço que o mundo lhe entretece, em fios de esperança e, com ele, desenvolve-se, respirando a existência.

         É cedo, quase sempre, por amor enceguecido, afeiçoa-se ao orgulho e, por amor desgovernado, cede às teias da delinqüência.

         Além da morte, porém, o amor genuíno acorda o discernimento anestesiado, e no amor vigilante, convertido em remorso, volvemos todos nós às justas do trabalho, ressarcindo o gravame que nos onera a vida.

         E aí, nessas atormentadas províncias das sombras, que o amor tange as almas no reajuste preciso...

         Mães abnegadas que se iludiram, envenenando o mel da ternura, pedem a benção do recomeço, a fim de recolherem, novamente, nos braços os filhos que olvidaram na irreflexão e no vício;

         Pais amigos, que fizeram da proteção e da segurança sistema de tirania, voltam de novo à Terra, sofredores e penitentes, com a missão de reunirem, a preço de mágoa e fel, o rebanho das almas que dispersaram na rebeldia;

         Grandes mulheres que, por amor desorientado, intoxicaram a própria vida, rogam tarefas de sacrifício em que lavam com as águas do pranto as nódoas aflitivas que lhes marcam a rota, tanto quanto homens notáveis, que por amor desvairado se enredaram aos crimes da inteligência, suplicam as provas da frustração ou da enfermidade com que arredam de si a chaga da loucura e dor de arrependimento.

         É assim que por amor surge o charco da crueldade, mas também por amor brota a fonte das lágrimas que, em tudo, o purifica.

         Procuremos na renúncia a nossa forma de amor, de vez que somente amando a nossa oportunidade de erguer o bem para os outros,sem cogitar do apego a nós, é que seremos arrebatados ao sol do amor triunfante, que na Terra e nos Céus, é e será sempre a alavanca da vida. 

         

Espírito: Emmanuel. Psicografia: Francisco Cândido Xavier.  Livro: Família
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 06 de Maio de 2011, 00:59
Fâmulos de Deus



RITA CÔRE



A palavra família vem do latim “famulus” que significa criado, servo. No português, existe também a palavra fâmulo, com o sentido de servo. Servir e ajudar são, pois, idéias e ações ligadas à própria origem da palavra família.

Não tomemos, no entanto, o verbo servir no sentido de se colocar como escravo, à semelhança da organização doméstica da sociedade clássica greco-romana, que deu origem à palavra. Vamos entendê-lo como ser solidário, fraterno, útil.  E nesse contexto é que nos perguntamos: Para que serve a família, de que forma ela nos é útil, enquanto um grupo de fâmulos?

As respostas podem ser as mais diversas. Porém, voltando às nossas origens, aos nossos primeiros passos neste planeta, veremos que os homens formaram grupos por uma questão de sobrevivência.

Os filhotes do homem, durante um período mais longo do que os dos demais no reino animal, não sobrevivem sem cuidados. Se as fêmeas, por instinto, defendem suas crias até que possam caminhar sozinhas, as mulheres primitivas logo verificaram que precisavam servir por mais tempo aos seus filhos, antes de deixá-los entregues a si mesmos.

No alvorecer da humanidade terrestre, o grupo familiar tem na mulher a sua base, e no homem o seu sustento e defesa, num processo de ajuda mútua que irá pouco a pouco despertando afetos, criando laços na trajetória evolutiva e nos ensinando a ser fâmulos uns dos outros.

No trânsito da existência, sabemos que é necessário atuar sobre a matéria, não só como partícipes do projeto divino de evolução, mas também porque o corpo físico é indispensável para a nossa depuração pessoal. Assim, o primeiro serviço que nos presta a família é o de nos abrir a porta estreita da reencarnação, dando-nos a oportunidade de um novo corpo para uma nova lição.

E, ainda hoje, mesmo com todo o avanço da ciência no seu aprendizado de criar corpos em laboratórios, essa porta se abre através do homem e da mulher. É impositivo da Lei de Atração, que está na questão 60, de O Livro dos Espíritos, como sendo a mesma para seres orgânicos e inorgânicos. Eis o mecanismo que faz um homem se juntar a uma mulher. A atração é lei da vida.

Mas viver é perigoso, já dizia o grande Guimarães Rosa. E agora acrescentamos: viver, ainda que perigoso, é um fato natural. Conviver, porém, é mais difícil, pois é um trabalho de conquista do ser. E nem sempre estamos dispostos a viver com, por estarmos fixados em nosso interesse pessoal.

Em relação à família, nesse projeto de aprendizado da arte da convivência, encontramos nos dias atuais as mais diversas formações, mesmo do ponto de vista consangüíneo.

Temos filhos de casais que se separaram, temos netos criados por avós que assumem o papel de pais. E, embora nem todos vivam sob o mesmo teto, os laços afetivos não precisam ser desfeitos.

Se homem e mulher se separam, pai e mãe não se separam jamais, quando compreendem a importância do papel que assumiram no projeto divino da criação.

Ao romperem um relacionamento homem-mulher, pai e mãe não devem deixar de se respeitar e de amar os filhos. Porque os filhos são Espíritos sob sua responsabilidade nesta encarnação e são frutos de Deus. E deles a Ele se dará conta.  A família é bem mais do que se pensa.

De qualquer forma, por mais diferentes sejam as formações familiares na atualidade, voltemos à idéia de que o núcleo básico – pai e mãe – é a porta para a reencarnação.  E isso nem sempre se dá em paz, já que muitos vivem, mas não convivem.

É lógico que uma relação a dois não se destina apenas à procriação. Mas também é da relação a dois que se inicia o núcleo familiar, como vimos, desde os primeiros tempos da vida na Terra, certamente a partir da atração sexual.

Dissociado do amor, no entanto, o sexo passa como chuva de verão. E se a chuva criadeira da afeição sincera e da responsabilidade com a família não alimentar os vínculos de cumplicidade e respeito, a relação se esvai como areia que o vento leva.

Há aquele tipo de casal que diante das primeiras dificuldades já se separa. Há outro tipo que mantém a família, mas perde a capacidade de se querer bem, de fato e com prazer. Disso decorrem os desentendimentos na educação dos filhos, as mágoas que molham de lágrimas as fronhas da desilusão. Há ainda uma outra prática: a do silêncio que finge não saber e joga o pó das frustrações debaixo do tapete desgastado da rotina. Nesse caso, nem há discussões. O diálogo gira em torno das contas a pagar, do colégio das crianças, do conserto da geladeira etc. Como vai a família? Bem, obrigado.

Crianças e adolescentes, no entanto, percebem a falta de afeto que, naturalmente, recai sobre eles, sofrem e se desestruturam por isso. Nesses casos, a alegria familiar só comparece nas reuniões festivas de aniversários e comemorações diversas, com o riso forçado que caracteriza a espontaneidade perdida. E onde se perdeu? Por que se perdeu?

O Espiritismo, na sua concepção evolucionista da vida, através da reencarnação, nos responde a essas perguntas de forma objetiva e racional. E ao encontrarmos essas explicações, reencontramos as lições Daquele que nos mostrou o melhor caminho para conviver: Jesus de Nazaré. Nos seus ensinamentos e na prática sincera e disciplinada da Doutrina dos Espíritos, temos condições de aprender e de exercitar a arte de viver juntos.

As explicações espíritas para as dificuldades que encontramos na vida de relações são incontáveis e a elas devemos recorrer, identificando no amor muito mais que um simples gostar, pois é ele o princípio da coesão cósmica, no qual tudo se encadeia.

Diz-se, numa tradução poética para a visão holística do universo, que quando se toca uma flor, uma estrela sente. A concepção espírita da família e de sua importância na trajetória evolutiva é semelhante a essa bela imagem, pois nos desperta para a responsabilidade dos nossos atos, que jamais afetarão apenas a nós mesmos, pois o que fizermos terá repercussão no próximo e no próximo e no próximo, ad infinitum.

Da flor à estrela − além do teto, além das paredes do grupo consangüíneo ou do núcleo que forma um lar, além do cônjuge, dos parentes, dos amigos, além do círculo dos nossos interesses – está o projeto divino da evolução. Compreendê-lo é um caminho para aprender a conviver, não só na família que formamos, mas na família de Jesus que são todos aqueles que fazem a vontade do Pai. Todos aqueles que se harmonizando com a ordem da criação, assumem a sua parte, na alegria de servir, pela ajuda mútua, à construção da família universal. Tão longe, tão perto. Da caverna à Regeneração.

Mas não nos esqueçamos de que é em casa que se começa a tecer a túnica nupcial para as bodas do Filho do Rei, pois, como irmãos de Jesus, somos todos fâmulos de Deus.
Título: Re: Família
Enviado por: Felipa em 06 de Maio de 2011, 01:08
A raiz da familia! Uma boa árvore está sempre ligada a uma raiz forte"
______________*
_________________°Paz°
________________°União°
_______________°Alegrias°
______________°Esperanças°
_____________°Amor°Sucesso°
____________°Realizações°Luz°
___________°Respeito°harmonia°
__________°Saúde°solidariedade°
_________°Felicidade°-°Humildade°
________°Confraternização-°Pureza°
_______°Amizade°Sabedoria°Perdão°
______°Igualdade°Liberdade°Boasorte°
_____°Sinceridade-°Estima-°Fraternidade°
____°Equilíbrio-°Dignidade-°-Benevolência°
___°Fé°Bondade°Paciência°Brandura°Força°
__°Tenacidade°Prosperidade°Reconhecimento°
________________*JESUS*__________________
Se a raiz for Jesus, então certamente você terá uma
****************VIDA FELIZ ***************


A raiz da familia!
Fonte: Mensagens e Poemas
Título: Re: Família
Enviado por: Felipa em 06 de Maio de 2011, 01:34
Família
De todas as associações existentes na Terra – nenhuma é mais importante na função educadora e regenerativa do que  a constituição da família.
De semelhante agremiação, na qual dois seres se conjugam, atendendo aos vínculos do afeto, surge o lar, garantindo os alicerces da civilização. Através do casal, aí estabelecido, funciona o princípio da reencarnação, consoante as Leis Divinas, possibilitando o trabalho executivo dos mais elevados programas de ação do Mundo Espiritual.
Por intermédio da paternidade e da maternidade, o homem e a mulher adquirem mais amplos créditos da Vida Superior.
Daí, as fontes de alegria que se lhes rebentam do ser com as tarefas da procriação.
Os filhos são liames de amor conscientizado que lhes granjeiam proteção mais extensa do Mundo Maior, de vez que todos nós integramos grupos afins.
Na arena terrestre, é justo que determinada criatura se faça assistida por outras que lhe respiram a mesma faixa de interesse afetivo. De modo idêntico, é natural que as inteligências domiciliadas nas Esferas Superiores se consagrem a resguardar e guiar aqueles companheiros de experiência, volvidos à reencarnação para fins de progresso e burilamento.
A parentela do Planeta faz-se filtro da família espiritual sediada além da existência física, mantendo os laços preexistentes entre aqueles que lhe comungam o clima.
Arraigada nas vidas passadas de todos aqueles que a compõem, a família terrestre é formada, assim, de agentes diversos, porquanto nela se reencontram, comumente, afetos e desafetos, amigos e inimigos, para os ajustes e reajustes indispensáveis, ante as leis do destino.
Apesar disso, importa reconhecer que o clã familiar evolve incessantemente para mais amplos conceitos de vivência coletiva, sob os ditames do aperfeiçoamento geral, conquanto se erija sempre em educandário valioso da alma.
Temos, dessa forma, no instituto doméstico uma organização de origem divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do Mundo Melhor.
Médium: Francisco Cândido Xavier
Espírito:Emmanuel
Livro: Vida e Sexo
Do item 8, no Cap. XIV, de O Evangelho Segundo o Espiritismo
Título: Re: Família
Enviado por: Edna☼ em 06 de Maio de 2011, 01:45
Olá Victor, Kátia, demais amigos.... :)



     775. Qual seria para a sociedade o resultado do relaxamento dos laços de família?

        - "Uma recrudescência do esgoísmo”.

(in O Livro dos Espíritos)


********************


     O amor como gerador e mantenedor de vida, ou seja, como fonte de vida, deve ser estudado para o melhor entendimento do relacionamento interpessoal e, principalmente, do relacionamento familiar.

     Daí a razão de André Luiz considerar que “... o lar é conquista sublime que os homens vão realizando vagarosamente. – É templo, onde as criaturas devem unir-se espiritual antes que corporalmente. - ... o lar é como se fora um ângulo reto nas linhas do plano da evolução divina. A reta vertical é o sentimento feminino, envolvido nas inspirações criadoras de vida. A reta horizontal é o sentimento masculino, em marchas de realizações no campo do progresso comum. O lar é o sagrado vértice onde o homem e mulher se encontram para o entendimento indispensável”.
 

Fonte: O referido trecho é extraído da obra Família e Espiritismo, Edições USE, sendo que, a detentora dos direitos autorais,  expressamente, autorizou o uso para estudo.


Abraços fraternos,

Edna ;)
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 06 de Maio de 2011, 02:58
Queridas amigas maria 47 e Edn@


Agradeço pelas preciosas colaborações ao estudo mensal.

Amiga maria 47, muito criativa a árvore genealógica espiritual!

Voltem sempre que puderem.

Abraços afetuosos da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 06 de Maio de 2011, 03:22
Queridos amigos


Em relação à excelente mensagem da amiga maria 47, gostaria de frisar esse trecho:

A parentela do Planeta faz-se filtro da família espiritual sediada além da existência física, mantendo os laços preexistentes entre aqueles que lhe comungam o clima.
Arraigada nas vidas passadas de todos aqueles que a compõem, a família terrestre é formada, assim, de agentes diversos, porquanto nela se reencontram, comumente, afetos e desafetos, amigos e inimigos, para os ajustes e reajustes indispensáveis, ante as leis do destino.

Como nos ensina  o querido mestre Allan Kardec no capítulo 4 do ESE:

Os laços de família não são destruídos pela reencarnação, como pensam certas pessoas. Pelo contrário, são fortalecidos e reapertados. O princípio oposto é que os destrói.

Os Espíritos formam, no espaço, grupos ou famílias, unidos pela afeição, pela simpatia e a semelhança de inclinações. Esses Espíritos, felizes de estarem juntos, procuram-se. A encarnação só os separa momentaneamente, pois que, uma vez retornando a erraticidade, eles se reencontram, como amigos na volta de uma viagem. Muitas vezes eles seguem juntos na encarnação, reunindo-se numa mesma família ou num mesmo círculo, e trabalham juntos para o seu progresso comum. Se uns estão encarnados e outros não, continuarão unidos pelo pensamento. Os que estão livres velam pelos que estão cativos, os mais adiantados procurando fazer progredir os retardatários. Após cada existência terão dado mais um passo na senda da perfeição.

Cada vez menos apegados à matéria, seu afeto é mais vivo, por isso mesmo que mais purificado, não perturbado pelo egoísmo nem obscurecido pelas paixões. Assim, eles poderiam percorrer um número ilimitado de existências corporais, sem que nenhum acidente perturbe sua afeição comum.


A união e a afeição entre parentes indicam a simpatia anterior que as aproximou. Por isso, diz-se de uma pessoa cujo caráter, cujos gostos e inclinações nada têm de comum com os dos parentes, que ela não pertence à família. Dizendo isso, enuncia-se uma verdade maior do que se pensa. Deus permite essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos nas famílias, com a dupla finalidade de servirem de provas para uns e de meio de progresso para outros. Os maus, se melhoram pouco a pouco, ao contacto dos bons e pelas atenções que deles recebem, seu caráter se abranda, seus costumes se depuram, as antipatias desaparecem. É assim que se produz a fusão das diversas categorias de Espíritos, como se faz na Terra entre a raças e os povos.


Abraços da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: ken em 06 de Maio de 2011, 21:28
Boa tarde a todos

VIDA EM FAMÍLIA

Os filhos não são cópias xerox dos pais, que apenas produzem corpo, graças aos  mecanismos do atavismo biológico.
As heranças e parecenças físicas são decorrências dos gametas, no entanto, o caráter, a inteligência e o sentimento procedem do Espírito que se corporifica pela reencarnação, sem maior dependência dos vínculos genéticos com os progenitores.
Atados por compromissos anteriores, retornam, ao lar, não somente aqueles seres a quem se ama, senão aqueloutros a quem se deve ou que estão com dívidas...
Cobradores empedernidos surgem na forma fisiológica, renteando com o devedor, utilizando-se do processo superior das Leis de Deus para o reajuste de contas, no qual, não poucas vezes, se complicam as situações, por indisposições dos consortes...
Adversários reaparecem como membros da família para receber amor, no entanto, na batalha das afinidades padecem campanhas de perseguição inconsciente, experimentando o pesado ônus da antipatia e da animosidade.
A família é, antes de tudo, um laboratório de experiências reparadoras, na qual a felicidade e a dor se alternam, programando a paz futura.
Nem é o grupo da bênção, nem o élan da desdita.
Antes é a escola de aprendizagem e redenção futura.
Irmãos que se amam, ou se detestam, pais que se digladiam no proscênio doméstico, genitores que destacam uns filhos em detrimento dos outros, ou filhos que agridem ou amparam pais, são Espíritos em processo de evolução, retornando ao palco da vida física para a encenação da peça em que fracassaram, no passado.
A vida é incessante, e a família carnal são experiências transitórias em programação que objetiva a família universal.
Abençoa, desse modo, com a paciência e o perdão, o filho ingrato e calceta.
Compreende com ternura o genitor atormentado que te não corresponde às aspirações.
Desculpa o esposo irresponsável ou a companheira leviana, perseverando ao seu lado, mesmo que o ser a quem te vinculas queira ir-se adiante.
Não o retenhas com amarras de ódio ou de ressentimento. Irá além, sim, no entanto, prossegue tu, fiel, no posto, e amando...
Não te creias responsável direto na provação que te abate ante o filho limitado, física ou mentalmente.
Tu e ele sois comprometidos perante os códigos Divinos pelo pretérito espiritual.
O teu corpo lhe ofereceu os elementos com que se apresenta, porém, foi ele, o ser espiritual, quem modelou a roupagem na qual comparece para o compromisso libertador.
Ante o filhinho deficiente não te inculpes. Ama-o mais e completa-lhe as limitações com os teus recursos, preenchendo os vazios que ele experimenta.
Suas carências são abençoados mecanismos de crescimento eterno.
Faze por ele, hoje, o que descuidaste antes.
A vida em família é oportunidade sublime que não deve ser descuidada ou malbaratada.
Com muita propriedade e irretorquível sabedoria, afirmou Jesus, ao doutor da Lei:
“Ninguém entrará no reino dos céus, se não nascer de novo...
E a Doutrina Espírita estabelece com segurança:
“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre — é a lei. Fora da caridade não há salvação.”

Joanna de Angelis - Divaldo Pereira Franco
Da obra: S.O.S. Família

Título: Re: Família
Enviado por: Dothy em 07 de Maio de 2011, 02:16
Boa noite querida amiga Katia... Como é bom estar aqui  neste estudo rico em aprendizado para todos nós

Boa noite queridos amigos Victor, membros e visitantes.... Muita paz e luz...

Família mais Ampla

...tantas vezes nos referimos aos problemas da família no mundo!

Filhos difíceis, pais - problemas, parentes que erigem a condição de antagonistas, companheiros do lar que nos relegam ao abandono!

E, em conseqüência, as lutas aparecem, agressivas e contundentes.

É aí no instituto doméstico que somos chamados a praticar a paciência e a exercitar a compreensão.

Muitos de nós se acham detidos nessa oficina de burilamento e melhoria, incapazes de ultrapassar a órbita da consangüinidade para a construção do amor a que as Leis do Senhor nos destinam.

Entretanto, a nós outros, os espíritas, compete a obrigação de enxergar mais longe e reconhecer mais amplos os deveres que nos prendem à experiência comunitária.

Não somente suportar os conflitos de casa com denodo e serenidade, abraçando os entes queridos com a certeza de que os amamos, livre de nós, se assim o desejam, para serem mais cativos aos desígnios de Deus.

Não apenas isso. Entender também nos grupos em que nos movimentamos a nossa família maior. E amar, auxiliar, apoiar construtivamente e servir sempre a todos os que nos compartilhem o trabalho e a esperança.

...a independência existe unicamente na base da interdependência. As Leis Divinas criaram com tamanha sabedoria os mecanismos da evolução que todos nós, de algum modo, dependemos uns dos outros.

Não se renasce na Terra, sem o concurso dos pais ou dos valores genéticos que forneçam.

Não se adquire cultura sem professores ou recursos que eles decidam a formar.

Não se obtém alimento sem esforço próprio, nem sob o amparo do esforço alheio.

E nem se alcança experiência por osmose, já que todos somos conduzidos à arena da existência, uns à frente dos outros, a fim de aprendermos a amar-nos e compreender mutuamente.

Reportamo-nos a isso para dizer-vos que as tarefas em nossas mãos constituem núcleos de serviço e união, dentro dos quais, por devotamento às realizações que nos cabe efetuar, é preciso nos inclinemos à fraternidade autêntica, abençoando e ajudando a quantos nos cerquem.

...há famílias de ordem material e aquelas outras de ordem ritual'>espiritual - afirma-nos o Evangelho, na Doutrina Espírita.

Atendamos, por isso, ao nosso conceito de família mais ampla.

...grande é a luta, entretanto, isso se verifica , a fim que a nossa vitória seja igualmente maior.

Conduzamos a nossa mensagem de paz e amor a quantos nos partilhem a estrada do dia - a - dia .

Esse é mais forte e pode oferecer-nos apoio em certo sentido, mas aquele que se revela mais fraco é o companheiro que espera de nós o auxílio necessário para fortalecer-se.

Aqui, encontramos alguém que se nos afina com o modo de pensar e de ser, transformando-se-nos em fonte de estímulo, no entanto, ali, surge outro alguém que ainda não edificou em si os valores espirituais que lhe desejamos, aguardando-nos abnegação e entendimento para se harmonizar com as aspirações e os ideais de mais alta expressão.

Além, identificamos a presença daqueles que conseguem ombrear conosco no mesmo nível de trabalho, incentivando-nos a servir, mas, adiante, observamos a ação daqueles outros que nos afligem ou atrapalham, exigindo, porém, da nossa compreensão o auxílio preciso para se tornarem simpáticos e produtivos na obra em que fomos engajados pelo Senhor.

...família e família!

Família do coração entre algumas paredes e família maior do rito'>espírito a espraiar-se em todos os domínios da Humanidade!

Sigamos, à frente de nossas tarefas, amando e abençoando por amor a construção que nos foi confiada o que, na essência, quer dizer por amor à nossa própria felicidade.

...filhos queridos!

Recordemos, cada criatura, que nos desfruta o caminho ou a experiência, é semelhante a planta que se ajudarmos nos ajuda.

Somos todos clientes uns dos outros no trabalho em que a vida nos situou.

Agradecemos a oportunidade de entender isso e o privilégio de trabalhar por um Mundo Melhor com o nosso Espírito Melhorado, seguindo para a Vida Maior.

Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 07 de Maio de 2011, 03:46
Boa noite, queridos amigos e caros visitantes!


Agradeço as valiosas colaborações ao estudo mensal dos amigos ken e Dothy.

Gostaria de comentar os seguintes trechos das mensagens do amigo ken:

A vida é incessante, e a família carnal são experiências transitórias em programação que objetiva a família universal.
Abençoa, desse modo, com a paciência e o perdão, o filho ingrato e calceta.
Compreende com ternura o genitor atormentado que te não corresponde às aspirações.
Desculpa o esposo irresponsável ou a companheira leviana, perseverando ao seu lado, mesmo que o ser a quem te vinculas queira ir-se adiante.
Não o retenhas com amarras de ódio ou de ressentimento. Irá além, sim, no entanto, prossegue tu, fiel, no posto, e amando...  

e da amiga Dothy:


Conduzamos a nossa mensagem de paz e amor a quantos nos partilhem a estrada do dia - a - dia .

Esse é mais forte e pode oferecer-nos apoio em certo sentido, mas aquele que se revela mais fraco é o companheiro que espera de nós o auxílio necessário para fortalecer-se.

Aqui, encontramos alguém que se nos afina com o modo de pensar e de ser, transformando-se-nos em fonte de estímulo, no entanto, ali, surge outro alguém que ainda não edificou em si os valores espirituais que lhe desejamos, aguardando-nos abnegação e entendimento para se harmonizar com as aspirações e os ideais de mais alta expressão.

Além, identificamos a presença daqueles que conseguem ombrear conosco no mesmo nível de trabalho, incentivando-nos a servir, mas, adiante, observamos a ação daqueles outros que nos afligem ou atrapalham, exigindo, porém, da nossa compreensão o auxílio preciso para se tornarem simpáticos e produtivos na obra em que fomos engajados pelo Senhor.


Nos relacionamentos familiares conflituosos não podemos esquecer que antes de reencarnarmos escolhemos conviver com a nossa família a fim de resgatarmos nossos débitos e  aprender a amá-la. Precisamos exercitar a caridade no nosso lar a fim de colhermos as bençãos da paz.

E como nos ensina o querido mestre lionês no capítulo 11, item IV do ESE:

Certo que Deus nos criou para sermos felizes na eternidade, mas a vida terrena deve servir unicamente para o nosso aperfeiçoamento moral, o qual se conquista mais facilmente com a ajuda do corpo e do mundo material. Sem contar as vicissitudes comuns da vida, a diversidade de vossos gostos, de vossas tendências, de vossas necessidades, são também um meio de vos aperfeiçoardes, exercitando-vos na caridade. Porque somente a custa de concessões e de sacrifícios mútuos, é que podeis manter a harmonia entre elementos tão diversos.

Tendes razão, entretanto, ao afirmar que a felicidade está reservada ao homem neste mundo, se a procurardes antes na prática do bem do que nos prazeres materiais.


Abraços afetuosos da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 07 de Maio de 2011, 04:04
Queridos amigos


Dando continuidade ao estudo mensal, iniciamos a 2ª semana, Relação Espiritual
com os seguintes itens a serem estudados:


Família de Jesus
Reencarnação fortalece os laços de Família?
Honra teu Pai e tua Mãe


Convidamos a todos para participar enviando mensagens, artigos, vídeos e questionamentos referentes ao tema dessa semana.

Sejam sempre bem-vindos!

Abraços da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 07 de Maio de 2011, 04:22
Quem É Minha Mãe e Quem São Meus Irmãos?
           



5 - E vieram à casa; e concorreu de novo tanta gente, que nem mesmo podiam tomar o alimento. — E quando isto ouviram os seus, saíram para o prender; porque diziam: Ele está furioso.  E chegaram sua mãe e seus irmãos, e ficando da parte de fora, o mandaram chamar. — Estava sentado à roda de um crescido número de gente, e lhe disseram: Olha que tua mãe e teus irmãos te buscam aí fora.— E ele respondeu, dizendo: Quem é minha, e quem são meus irmãos? — E olhando para os que estavam sentados à roda de si: Eis aqui, lhes disse, minha mãe e  meus irmãos. Porque o que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã e minha mãe. (Marcos, III: 20-21 e 31-35 – Mateus, XII: 46-50).

6 - Certas palavras parecem estranhas na boca de Jesus, pois contrastam com a sua bondade e a sua inalterável benevolência para com todos. Os incrédulos não deixaram de se aproveitar disso, para dizer que Ele se contradizia a si mesmo. Um fato irrecusável, porém, é que a sua doutrina tem por base essencial, por pedra angular, a lei do amor e da caridade. Ele não podia, pois, destruir de um lado o que construía do outro, de onde é imperioso tirar esta conseqüência rigorosa: se certas máximas estão em contradição com aquele princípio, é que as palavras que se lhe atribuem foram mal reproduzidas, mal compreendidas, ou não lhe pertencem.

7- Admira-se, e com razão, de ver Jesus mostrar, nesta circunstância, tanta indiferença para com os seus, e de qualquer sorte renegar sua mãe. Pelo que respeita aos seus irmãos, sabe-se que nunca tiveram simpatia por Ele. Espíritos pouco adiantados, não haviam compreendido a sua missão. Era bizarra, para eles, a conduta de Jesus, e seus ensinamentos não os haviam tocado, pois nenhum deles se fez seu discípulo. Parece mesmo que eles participavam, até certo ponto, das prevenções de seus inimigos. De resto, é certo que o recebiam mais como um estranho do que como um irmão, quando se apresentava em família. E São João diz, positivamente: que não acreditavam nele. (Ver cap. VII)

 Quanto à sua mãe, ninguém contestaria sua ternura para com o filho. Mas é necessário convir, também, que ela não parece ter feito uma idéia justa de sua missão, pois jamais se soube que seguisse os seus ensinos, nem que desse testemunho dele, como o fez João Batista. A solicitude maternal era o seu sentimento dominante. No tocante a Jesus, supor que houvesse renegado sua mãe, seria desconhecer-lhe o caráter, pois semelhante pensamento não poderia animar aquele que disse: Honra a teu pai e a tua mãe. É, pois, necessário procurar outro sentido para as suas palavras, quase sempre veladas pela forma alegórica.

 Jesus não perdia nenhuma ocasião de ensinar. Serviu-se, portanto, da que lhe oferecia a chegada de sua família, para estabelecer a diferença entre o parentesco corporal e o parentesco espiritual.



Trecho extraído do Capítulo 14 do ESE
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 07 de Maio de 2011, 05:04
Olá queridos Amigos Victor Passos e Katiatog

É muito bom interagirmos neste maravilhoso estudo.
Ontem li este texto que passo a transcrever.
Acredito seja interessante para o estudo.


(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b3/Mukhtaran_Mai2005.jpg/250px-Mukhtaran_Mai2005.jpg)

Em nome dos Direitos Humanos!

Ela era uma mulher pobre e analfabeta, num país onde as mulheres não têm direitos.
Tratadas como moeda de troca ou compensação de qualquer prejuízo, elas são negociadas pelos pais.
Podem ser entregues ainda crianças para casamentos arranjados, que objetivam acalmar ânimos exaltados, em desacertos tribais.
Não podem escolher o homem com quem se desejam casar e, se afrontarem tal regra, pagam com a vida a desonra que atraem para a própria família.
Mukhtar vivia em sua aldeia e era respeitada porque, embora analfabeta, decorara o Corão e o ensinava às crianças, de forma gratuita.
Também auxiliava a renda familiar ensinando bordados a outras mulheres.
Cedo aprendera que no Punjab a mulher não tem o direito de escolhas ou de sonhos.
Um dia, ela foi levada até à tribo vizinha, considerada de casta superior, por seu pai e seu tio, a fim de pedir perdão, em nome da família.
É que seu irmão, de apenas 12 anos, fora acusado de ter falado com uma jovem daquela tribo, desonrando-a.
O que se seguiu foi que o Conselho da tribo decidiu que Mukhtar deveria, a titulo de reparação, ser entregue aos homens do clã ofendido.
Ela foi agredida sexualmente por vários deles. Se nos primeiros dias após o ocorrido, ela desejou a morte, na sequência, resolveu lutar pelos seus direitos.
A atitude corajosa daquela jovem ferida e humilhada ocasionou um início de revolução quanto à situação da mulher em seu país.
Seu caso ganhou o noticiário internacional e ela foi convidada a se fazer presente em conferências, em vários lugares do Mundo.
Com risco de sua própria vida e da de seus familiares, Mukhtar lutou por justiça.
Mas não somente para si. Para todas as mulheres que todos os dias têm seus direitos usurpados, feridos.
E, como reconheceu que houve muitos entraves no desenrolar do seu processo judicial, por ela não saber ler, nem escrever, tomou uma séria decisão.
Fundou uma escola para meninas. Com recursos do Estado e de outros países, ela conseguiu.
Se para construir a escola, ela teve o apoio internacional, para conseguir convencer os pais das meninas a deixá-las estudar, foi luta mais árdua.
Foi de porta em porta e, com o tempo, mais de duas centenas de meninas passaram a frequentar a escola.
Para assegurar a frequência, ela estabeleceu um prêmio por assiduidade.
Um prêmio que interessava às famílias: uma cabra para as meninas, uma bicicleta para os meninos.
Assegurar um futuro diferente para aquelas garotas, permitindo-lhes ter acesso ao conhecimento das leis, de seus direitos é o objetivo pelo qual trabalha.
Passou  a ser conhecida, em seu país, como a grande irmã que deve ser respeitada, Mukhtar Mai.
Ela ainda sangra em sua alma ao recordar os anos de luta que teve que enfrentar, as calúnias que foram levantadas contra si.
Mas olha confiante o futuro, na certeza de que, se puder evitar que aconteça o que lhe aconteceu a outras meninas, adolescentes e mulheres adultas, terá valido a pena.
Mukhtar Mai, uma mulher de coragem lutando por direitos humanos.
Uma bandeira de estoicismo e bravura, que transformou a própria dor em luta pelos direitos das mulheres.
*
Redação do Momento Espírita com base no livro Desonrada, de Mukhtar Mai, ed. BestSeller.
Em 06.01.2010.
*
“Mukhtar fala baixo e raramente olhe no rosto de estranhos.
 Embora tenha viajado muito e obtido reconhecimento internacional, é muito tímida, e prefere que outros falem por ela.
 Suas maneiras gentis impõem respeito.
Sempre que ela entra no pátio do colégio, os alunos vêm e educadamente tocam no xale e apertam-lhe a mão.
 ‘Quando estou com meus alunos, sinto-me em paz’, diz.
*
"A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos."
Albert Einstein
*
“Porquanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado.”

http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2486&stat=3&palavras=os%20humilhados%20ser%E3o%20exaltados&tipo=t
Todos os créditos ao site acima.
Imagem créditos:
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Mukhtaran_Mai2005.jpg
(Lucas 14:11)

Título: Re: Família
Enviado por: macili em 07 de Maio de 2011, 05:11
Amor em Família

A família é o núcleo central da sociedade moderna.
É nela onde os amores se encontram e reencontram.
 O amor é ali testado e sentido na mais alta intensidade.
A família proporciona o encontro dos sentimentos controvertidos do passado, transformando-os em amor no
presente.
 É na família onde aprendemos as mais puras lições do amor de Deus, representado no amor de mãe.
Sua estrutura básica alicerça-se no amor.
Sua origem deveu-se não só à necessidade de proteção como também do espírito em vivenciar suas emoções e em ligar-se às pessoas por quem nutria um amor embrionário.
É na família onde se experimenta o amor maternal, o filial, o paternal, o fraternal, que se assemelham na
incondicionalidade e no desejo de sentí-los com o intuito
de elevar e fazer crescer o outro.
Nela reencontramos antigos afetos e desafetos, em cuja companhia elaboramos novas oportunidades de
realizações e substituímos as emoções desarmonizadas do passado.
Às vezes, aparecem na família, habitando o mesmo teto, pessoas que não possuem laços consangüíneos mas
que desempenham papéis importantes para o equilíbrio doméstico.
 São auxiliares da vida cotidiana que nos servem de modelo e, muitas vezes, estabelecem nossos
limites, educando-nos quanto às regras de convivência.
É nela que retornam os antigos amores, cujo reencontro se dá para a realização de novos ideais em
benefício da vida e de seus protagonistas.
Nem sempre os papéis são os mesmos.
Independente disso, o amor permanece unindo aqueles que se reaproximam para nova convivência.
Pessoas que se reúnem pela afinidade e sintonia em torno de objetivos superiores, formam as famílias
espirituais, cujos laços não se desfazem com a morte do corpo.
Espíritos que juntos viajam em sucessivas existências, renascem numa mesma família, com novos
propósitos de crescimento.
O membro que se afastou para nova jornada, recebe o auxílio daqueles que ficaram.
O retorno a uma nova existência não separa os que verdadeiramente se amam e confiam no Criador.
O Universo, infinitamente habitado, abriga imensos agrupamentos de espíritos como famílias de uma cidade.
Vez por outra, uma família de um mundo vai em busca de crescimento em outro.
Às vezes, a ida para outro orbe se dá por exílio ou degredo.
Em todos os casos é sempre o amor de Deus a equilibrar e harmonizar o universo.
O espírito, quando em família, nem sempre consegue mascarar sua realidade.
A vida, entre quatro paredes, desnuda a todos.
Ninguém se esconde na convivência com seus pares.
As aversões ocorridas nos relacionamentos familiares, quando não decorrem de ações havidas em
outras encarnações, geralmente refletem as influências espirituais a que se sujeitam aqueles que não agem com amor, como também o estágio evolutivo de cada um.
Conviver é um aprendizado que temos de encetar em favor de nós próprios.
Nem sempre renascemos e permanecemos com os pais biológicos que nos colocaram na carne.
 A vida nos situa onde necessitamos aprender.
A família ou os pais que temos são aqueles que merecemos e aos quais devemos, para sempre, o amor com que nos receberam.
Quando recebemos, como nossos, os filhos que não geramos, assumimos o papel de colaboradores de Deus em sua obra, amando pelo princípio do amor sem limites.
Valorizemos a vida em família, pois ela nos leva à percepção de nós mesmos.
Remete-nos à necessidade de amar os que conosco convivem.
Ela ainda é uma necessidade do nosso momento evolutivo.
Necessitamos, para melhor convivência social, construir uma sociedade em que, nas famílias, vigorem os princípios do amor, da paz e da harmonia entre seus membros.
Para isto cada um tem um papel a cumprir no seu contexto.
A cada um é reservada uma parte das ações que viabilizarão aquela meta.
Sintamos, em cada pessoa com quem nos relacionamos, um irmão, um membro da família de Deus.
Somos todos filhos do mesmo pai, independente de quaisquer características biológicas.
O Cristo nos deu o exemplo de família quando nos convidou a entendê-la como
universal, cujos membros são aqueles que fazem a vontade do Pai.
*
Autor: Adenáuer Novaes
(Do livro: Sempre o Amor)
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 07 de Maio de 2011, 05:38
Querida amiga Macili


Agradeço pela valiosa contribuição.

Eis um tema controverso, da diversidade de religião. É uma cultura onde impera o egoísmo.


Ora, sem caridade não há tranqüilidade na vida social, e digo mais, não há segurança. Com o egoísmo e o orgulho, que andam de mãos dadas, essa vida será sempre uma corrida favorável ao mais esperto, uma luta de interesses, em que as mais santas afeições são calcadas aos pés, em que nem mesmo os sagrados laços de família são respeitados. (Trecho do Capítulo 11, item II do ESE)


Sabemos que nascemos no meio adequado para a nossa evolução espiritual. Nesse caso relatado em sua primeira mensagem, temos um exemplo de uma encarnação como uma prova  para a alma reencarnada.


E relembrando um questionamento do item III, capítulo 10 do ESE:

21 – Há casos em que seja útil descobrir o mal alheio?

Esta questão é muito delicada, e precisamos recorrer à caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa só prejudicam a ela mesma, não há jamais utilidade em divulgá-las. Mas se elas podem prejudicar a outros, é necessário preferir o interesse do maior número ao de um só. Conforme as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode ser um dever, pois é melhor que um homem caia, do que muitos serem enganados e se tornarem suas vítimas. Em semelhante caso, é necessário balancear as vantagens e os inconvenientes.


Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 07 de Maio de 2011, 05:59
Querida amiga Macili


Parabéns por compartilhar a bela mensagem Amor em família, bem ao encontro da segunda semana de estudos.

Amiga, devo grifar esse trecho que você nos ofereceu nessa mensagem: "O Cristo nos deu o exemplo de família quando nos convidou a entendê-la como universal, cujos membros são aqueles que fazem a vontade do Pai."

A verdadeira familia não se prende aos laços corporais.

A verdadeira família é a espiritual, onde os seus membros se ligam pelos laços do amor, da paz e entendimento recíprocos.

Fique com Deus
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 07 de Maio de 2011, 11:32
Ola muita paz e harmonia
Amiga Macilli e Katia e Dothy, Maria,Ken,Edna e restantes Foristas

   Antes de dar seguimento ao tema da 2ª Semana, não poderia deixar em branco este tema que nos trouxe a Amiga Macilli, que é o dos direitos humanos.
    Este arrombo não se passa apenas no Pumjad, mas em vários países .

 Vou deixar aqui um texto que nos faz um curso de direitos da Mulher, é um pouco longo, mas distribuirei em duas partes;

(http://www.sindromedeestocolmo.com/fotos/record_filipinas.jpg)

Direitos das Mulheres

Os poderes das pessoas

Cada vez  mais as mulheres são vítimas, uma vez que não é permitido desafiar em plena igualdade aqueles e aquelas que insistem que o poder é de natureza masculina.

Existem muitas pessoas a favor dos homens, mas contra o sexismo. O importante é que as questões de igualdade e de oportunidade não podem ser encaradas do  ponto de vista como de um sector se tratasse de uma “natureza feminina” e uma “natureza masculina”.

A partir desta “natureza” foram-se organizando defeitos e qualidades tanto na natureza feminina como na natureza masculina.

Na natureza feminina dizem que são sensíveis, emotivas, carinhosas, preocupadas com a pátria, intuitivas, doces, meigas, sedutoras, espertas, levianas, fracas, tentadoras dos homens, rivais, deusas, fadas do lar, vaidosas, perspicazes, coscuvilheiras, fatais, sentimentais, belas, feias, velhas, perversas e frustadas. 

Enquanto que os homens são por natureza cerebrais, duros, resistentes, agressivos, violentos, corajosos, fortes, líderes, amigos, passíveis, tentados ao pecado pelas mulheres, competitivos, calmos, criativos, lógicos, sabem guardar um segredo, sexualmente infiéis por predisposição e outras coisas parecidas.

Segundo o escritor inglês Paul Johnson “ a raça humana  tem estado a funcionar como metade da sua energia criativa”. Johnson acrescenta que daqui a cem anos “ o desperdício ou a não utilização dos talentos femininos será considerado o erro mais flagrante e mais incompreensível da história da humanidade. Na última década do século XX,  diz-se que para haver desenvolvimento humano tem que haver empoderamento.

 

Lugares de decisão

Em algumas zonas do mundo , a ausência ou a diminuta participação do sexo feminino nas principais lugares de decisão começam a incomodar, quer as mulheres quer os homens, porque são reveladoras da persistência de modelos sociais arcaicos que encaixam mal com a busca do progresso e do bem estar, que está subjacente aos projectos de sociedade.

Tem-se falado numa nova estratégia que tem em vista introduzir novas mudanças numa questão tão importante como é os lugares de poder, ou seja, pretende-se introduzir valores que há muito estão esquecidos, como a paz, o bom senso, o respeito pela diferença. Não porque se pense que estes valores são mais femininos do que masculinos. Antes porque mulheres e homens, se procuram um desenvolvimento humano e solidário, terão mesmo que mudar as regras do jogo que actualmente dominam.

Nos últimos 30 anos, muita coisa tem mudado em relação a participação das mulheres no campo da educação, da saúde, no trabalho, no emprego e no relacionamento familiar.

Mas a  questão que se coloca é como é possível ter mudado tanta coisa no campo real em relação as mulheres, se depois no campo político continuam a ser tão discriminadas.

 

A paz e a guerra

É quando se coloca a questão da paz e da guerra que se verificam os maiores conflitos entre os sexos, uma vez que a guerra e o militarismo são consideradas coisas dos homens, ma são as mulheres e as crianças as suas principais vítimas.

A paz não é apenas a ausência da guerra. A paz só se obtém quando os objectivos políticos de uma comunidade se concentram no desenvolvimento humano. É necessário  criar uma cultura da paz, a cultura do cuidado do próximo. Há um grande número de organizações não governamentais de mulheres ou de mulheres e homens, ligadas ou não a grupos religiosos, cujas actividades se centram na construção da paz e tal é motivo de esperança. As mulheres são então importantes para a prevenção de conflitos e para criar novas ideias, valores e comportamentos na procura de um mundo mais justo e equilibrado.

 

Saúde Sexual e Reprodutiva- Direitos e Responsabilidades

As múltiplas formas de viver, até este século na Europa tem sido escassas uma vez que as doenças garantiam que cerca de metade das crianças morreriam até ao cinco anos de idade e que ou a mãe ou o pai morreria antes de o filho mais novo chegar à idade adulta. Ser e estar na vida é pois hoje em dia completamente diferente para ambos os sexos, quando comparado com o passado ainda recente. As mulheres estão a ter cada vez menos filhos do que há vinte anos atrás, contudo continua a ser dramático as elevadas taxas de gravidez na adolescência em todos os países do mundo.

A elevada taxa de fertilidade continua a debilitar os processos de desenvolvimento, pelo que as mulheres e os homens dos países menos desenvolvidos têm todo o interesse em organizar-se para terem acesso a serviços de saúde reprodutiva e não ficarem à espera que alguém os venha socorrer.

A contracepção é um dos avanços mais importantes do século XX pois permite a responsabilidade individual e do casa em ralação às decisões reprodutivas.

O planeamento familiar não é só um direito, é também um dever e uma manifestação de responsabilidade humana. Para uma mulher ou para um homem, ser mãe ou pai, ter um filho, amá-lo e criá-lo é um projecto de longo curso que deve ser reflectido com muito cuidado.

Em muitas zonas do mundo, quando se perde a mãe, perde-se a família porque se perdeu a principal provedora económica, é portanto necessário fortalecer a vontade dos políticos ao mais alto nível em todo o mundo para que entendam a importância que tem a saúde das mulheres. Segundo um relatório da UNICEF “o facto de que deixamos morrer 1500 mulheres por cada dia do ano como resultado da gravidez ou do parto é um dos escândalos do final do século XX que menos protestos suscitam.”

O trabalho das mulheres e dos homens, quer nos países em desenvolvimento quer dos desenvolvidos, no quadro das ONG, é importante para que a maternidade segura passe a ser uma das prioridades de qualquer governo que se respeite. Poder procriar em segurança tem toda a dignidade dos direitos humanos. Já constava da Declaração Universal dos Direitos Humanos que “ a maternidade e a infância têm direitos a ajuda e a assistência especiais”.

A plataforma de Pequim conseguiu um acordo ao fim de longas negociações. Esse texto diz que : “ Os direitos humanos das mulheres incluem o direito de controlar os aspectos relacionados com a sua sexualidade, incluindo a saúde sexual e reprodutiva, e de decidir e responsavelmente sobre essas questões, sem coacção, discriminação ou violência. As relações igualitárias entre homens e mulheres no domínio da sexualidade e da reprodução, incluindo o respeito pleno pela integridade da pessoa, exigem o respeito e consentimento recíprocos, e uma partilha das responsabilidades no que se refere ao comportamento sexual e às suas consequências”.   

 

Educação

Em alguns países em desenvolvimento as mulheres tem sido excluídas do acesso à educação formal pelo simples facto de serem mulheres, segundo a UNESCO, há cerca de 600 milhões de mulheres analfabetas e 320 milhões de homens analfabetos. Entre os 130 milhões de crianças que não têm acesso ao ensino primário, mais de 80 milhões são raparigas. Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos” toda a pessoa tem direito à educação”.

Muitas crianças vivem em países que estão obrigados por leia garantir todos os direitos das crianças, tais como, civis, políticos, sociais, culturais e económicos.

Segundo os Estados membros a educação deve “ preparar a criança para assumir as responsabilidades da vida numa sociedade livre, com espírito de compreensão, paz, tolerância, igualdade ente os sexos, a amizade entre todos os povos, grupos étnicos, nacionais e religiosos, e com pessoas de origem indígena”.

O que significa que as escolas têm que garantir o acesso e a frequência por parte das meninas e raparigas, pois não o fazer lesa os seus direitos humanos.

Apesar de muitas pessoas apontarem para o facto de ter aumentado o número de mulheres no ensino superior, como é o caso de Portugal, são de facto o grande número

de estudantes universitários que mostram como tudo vai bem no mundo da educação.

Mas está realidade está fora do alcance de muitos países e, é por isso que em termos de percentagem verifica-se uma diminuição de jovens de ambos os sexos que têm acesso na ensino superior.

 
continua
 

 Muita paz e harmonia
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 07 de Maio de 2011, 11:38
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

  Continuação:

(http://www.inglesnosupermercado.com.br/wp-content/uploads/2009/03/mulheres-do-mundo.jpg)

Trabalho e emprego

Em 1951, a organização Internacional do Trabalho adoptou a convenção n.º 100, relativa ao salário igual para trabalho de valor igual. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, estabelece para as mulheres e homens o direito a condições equitativas no trabalho e salário igual por trabalho igual, como também o direito ao repouso e ao lazer.

Para se poder conciliar não só a vida familiar mas também a  profissional, foram criadas algumas estratégias, enunciadas pela Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego, tais como a criação de serviços de acolhimento de crianças, criação de serviços de prestação de cuidados a idosos, licenças para pais e mães que exercem trabalho remunerado, incentivo à maior participação do pai na vida familiar, flexibilidade da organização do trabalho.

Estudos efectuados pela Organização Internacional do Trabalho indicam que o valor económico do trabalho doméstico não remunerado, realizado pelas mulheres, quando calculado como equivalente aos serviços desempenhados por cozinheiros, empregados de limpeza ou enfermeiras, pode ser estimado como constituindo até metade do produto nacional bruto de muitos países. 

As religiões

A questão do lugar e do papel atribuídos às mulheres e aos homens em qualquer religião, é matéria que tem sido estudada a vários anos. Será esta uma das últimas áreas onde a vivência de igualdade e a afirmação do poder das mulheres será mais difícil de atingir, o que não deixa de ser contraditório com a procura de justiça a que os sistemas religiosos apelam.

No judaísmo actualmente há ramos reformados que ordenam mulheres para o rabinato, e onde as mulheres e os homens têm direito e obrigações idênticos, enquanto fiéis. Por outro lado, várias igrejas cristãs já avançaram num melhor entendimento da mensagem de Jesus Cristo, abrindo todos os seus ministérios a ambos os sexos. Não é este o entendimento de uma parte da hierarquia da igreja católica e do Papa, sua autoridade máxima que ainda não tiraram as devidas consequências da igualdade fundamental que existe entre os homens e mulheres.

Em diversos países já existem movimentos católicos organizados que pretendem o acesso das mulheres a todos os ministérios ordenados, tal como existem outras que se empenham numa mudança de atitude por parte da hierarquia face aos direitos e à saúde sexual e reprodutiva.

Será cada vez mais difícil à igreja instituição justificar a exclusão das mulheres de lugares de decisão, de responsabilidade e de serviço, e o mal estar e embaraço que essa persistente marginalização  causa à própria instituição já é bem visível.

A decisão religiosa no islamismo, ainda mais do que no cristianismo, continua em mãos exclusivamente masculinas. Já em 1987 esta situação foi desafiada por um grupo de mulheres islâmicas da Malásia, que constituíram uma organização chamada Irmãs do Islão.

É que os tempos mudaram de facto, e vão continuar a mudar. Não só física e materialmente, mas relacionalmente. Invocar assim os costumes de há 2000 anos para argumentar a exclusão das mulheres do terceiro milénio da esfera do sagrado contribui para o empobrecimento da dignidade intrínseca do ser humano, mulher ou homem.

Violências

Como não existe uma definição universal de violência podemos definir violência como uma “transgressão aos sistemas de normas e de valores que se reportam em cada momento, social e historicamente definido, integridade da pessoa”.

Esta definição de violência situa o seu significado não apenas na natureza da força e do agressor, mas também de quem sofre - a vítima.

Existem quatro tipos de violência doméstica:

·    Violação

A violação é um acto sexual, sem consentimento, existindo ou não laços de parentesco entre a vítima e o agressor.

·    Maus tratos

Os maus tratos podem ser físicos, psicológicos e sociais. Os maus tratos físicos são aqueles que provocam danos no corpo da mulher, desde bofetadas, socos, pontapés, espancamentos, agressões com objectos ou armas, entre outros.

Os psicológicos provocam sofrimento nas mulheres, como humilhações, alterações de humor, ameaça de violência física, entre outros.

Os maus tratos sociais, consistem em injurias verbais diante de outras pessoas do circulo de relações externas, ou seja, amigos ou a família.

·    Falta de assistência material

Neste caso, o homem não providencia alimentos e condições económicas quando é obrigado a fazê-lo.

·    Coacção sexual

Entende-se por coacção sexual quando a vítima é levada à prática do acto sexual de relevo contra a sua vontade, recorrendo o agressor à violência ou a ameaças graves.

Direitos humanos

A igualdade de direitos dos homens e das mulheres foi possível a partir da Declaração Universal dos Direitos Humanos, até então as mulheres só tinham direito de voto em 31 países e eram tratadas como pessoas da segunda classe em quase todos os países do mundo.

A declaração afirma que:” Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”.

“ Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamadas na presente declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimentos ou de qualquer outra situação”.

“ A partir da idade núbil, o homem e a mulher têm direito de casar e de constituir família, sem restrição alguma de raça, nacionalidade ou religião. Durante o casamento e na altura da sua dissolução, ambos têm direitos iguais. O casamento não pode ser celebrado sem o livre e pleno consentimento do futuro esposo. A família é o elemento fundamental da sociedade e tem direito à protecção desta e do Estado”.     

 “ Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual”.

“A maternidade e a infância tem direito a ajuda e a assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimónio gozam da mesma protecção social”.

O que é necessário realçar é que finalmente se atravessa na auto estrada os direitos humanos a voz de mulheres e de homens que consideram ser absolutamente necessária a integração da dimensão de género nesse pensamento. Isto foi conseguido em 1993, em Viena, por ocasião da Conferência Mundial sobre os Direitos Humanos.


Conclusão

Após a realização deste trabalho concluí-se que os direitos das mulheres é um

tema muito discutido actualmente, no qual vários ONG se tem debruçado para diminuir a diferença entre homens e mulheres na sociedade, e para que seja atingida a igualdade entre os sexos.

São várias as questões nas quais se têm debruçado sobre este assunto, ente elas: a educação, a paz e a guerra, a saúde sexual, violência, religiões, trabalho e emprego e a tomada de decisões.

Apesar de tudo o que se tem feito neste âmbito, há ainda muito para fazer, pois levará muito tempo as mudanças de mentalidade, que já existe desde quase a existência do Homem na Terra.

Bibliografia

AMORIM, Carlos;  AGUIAR, M. Isabel chorão; MOREIRA, M. Margarida, Filosofia 10; Areal Editores; 2003

ALDERGARIA, Maria Florinda; AGUIAR, M. Isabel chorão; Introdução à Filosofia 10; Areal Editores; 2002

VICENTE, Ana, Direitos das Mulheres/ Direitos Humanos; Topim
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 07 de Maio de 2011, 11:45
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

(http://fotos.sapo.pt/EYzWIHIC2rZlarjvoKup/s320x240)

  Aqui fica  a Declaração Universal dos Direitos da Mulher

Artigo I

A mulher nasce e vive igual ao homem em direitos. As distinções sociais não podem ser fundadas a não ser no bem comum.

Artigo II

A finalidade de toda associação política é a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis da mulher e do homem: estes direitos são a liberdade, a propriedade, a segurança, e sobretudo a resistência a opressão.

Artigo III

O princípio de toda soberania reside essencialmente na Nação, que não é nada mais do que a reunião do homem e da mulher: nenhum corpo, nenhum indivíduo pode exercer autoridade que deles não emane expressamente.

Artigo IV

A liberdade e a justiça consistem em devolver tudo o que pertence a outrem; assim, os exercícios dos direitos naturais da mulher não encontra outros limites senão na tirania perpétua que o homem lhe opõe; estes limites devem ser reformados pelas leis da natureza e da razão.

Artigo V

As leis da natureza e da razão protegem a sociedade de todas as acções nocivas: tudo o que não for resguardado por essas leis sábias e divinas, não pode ser impedido e, ninguém pode ser constrangido a fazer aquilo a que elas não obriguem.

Artigo VI

A lei dever ser a expressão da vontade geral; todas as Cidadãs e Cidadãos devem contribuir pessoalmente ou através de seus representantes; à sua formação: todas as cidadãs e todos os cidadãos, sendo iguais aos seus olhos, devem ser igualmente admissíveis a todas as dignidade, lugares e empregos públicos, segundo suas capacidades e sem outras distinções, a não ser aquelas decorrentes de suas virtudes e de seus talentos.

Artigo VII

Não cabe excepção a nenhuma mulher; ela será acusada, presa e detida nos casos determinados pela Lei. As mulheres obedecem tanto quanto os homens a esta lei rigorosa.

Artigo VIII

A lei não deve estabelecer senão apenas estrita e evidentemente necessárias e ninguém pode ser punido a não ser em virtude de uma lei estabelecida e promulgada anteriormente ao delito e legalmente aplicada as mulheres.

Artigo IX

Toda mulher, sendo declarada culpada, deve submeter-se ao rigor exercido pela lei.

Artigo X

Ninguém deve ser hostilizado por suas opiniões, mesmo as fundamentais; a mulher tem o direito de subir ao cadafalso; ela deve igualmente ter o direito de subir à Tribuna; contanto que suas manifestações não perturbem a ordem pública estabelecida pela Lei.

Artigo XI

A livre comunicação dos pensamentos e das opiniões é um dos direitos os mais preciosos da mulher, pois esta liberdade assegura a legitimidade dos pais em relação aos filhos. Toda cidadã pode, portanto, dizer livremente, eu sou a mãe de uma criança que vos pertence, sem que um prejulgado bárbaro a force a dissular a verdade; cabe a ela responder pelo abuso a esta liberdade nos casos determinados pela Lei.

Artigo XII

A garantia dos Direitos da mulher e da cidadã necessita uma maior abrangência; esta garantia deve ser instituída para o benefício de todos e não para o interesse particular daquelas a que tal garantia é confiada.

Artigo XIII

Para a manutenção da força pública e para as despesas da administração, as contribuições da mulher e do homem são iguais; ela participa de todos os trabalhos enfadonhos, de todas as tarefas penosas; ela deve, portanto, ter a mesma participação na distribuição dos lugares, dos empregos, dos encargos, das dignidades e da indústria.

Artigo XIV
As Cidadãs e os Cidadãos têm o direito de contestar, por eles próprios e seus representantes, a necessidade da contribuição pública. As cidadãs podem aderir a isto através da admissão em uma divisão igual, não somente em relação à administração pública, e de determinar a quota, a repartição, a cobrança e a duração do imposto.

Artigo XV
A massa das mulheres integrada, pela contribuição, à massa dos homens, tem o direito de exigir a todo agente público prestação de contas de sua administração.

 

Artigo XVI
Toda sociedade, na qual a garantia dos direitos não e assegurada, nem a separação dos poderes determinada, não tem qualquer constituição; a constituição é nula, se a maioria dos indivíduos que compõe a Nação não cooperam à sua redacção.

 
Artigo XVII
As propriedades pertencem a todos os sexos, reunidos ou separados; constituem para cada um, um direito inviolável e sagrado; ninguém disto pode ser privado, pois representa verdadeiro património da natureza, a não ser nos casos de necessidade pública, legalmente constatada, em que se exige uma justa e prévia indemnização.

 Muita paz e harmonia
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 07 de Maio de 2011, 11:54
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

    Após este espaço dedicado a um elo muito especial a mulher e porque se fez importante, vamos agora dar continuidade ao estudo, de forma a seguirmos a sua estrutura .
    A Amiga Katia já deu o mote , entao vamos lá;

   A Família de Jesus

Mateus 12:46-50

45.   Enquanto ele ainda falava à multidão, a mãe e os irmãos dele estavam de fora, procurando falar-lhe.
47.   E alguém disse-lhe: "olha, tua mãe e teus irmãos estão lá fora e procuram falar-te".
48.   Mas ele respondeu ao que lhe falava: "quem é minha mãe e quem são meus irmãos"?
49.   E estendendo a mão para seus discípulos, disse: "Eis minha mãe e meus irmãos;
50.   porque aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe!  Marcos 3:20-21 e 31-35
20.   E entrou em casa; e mais uma vez a multidão afluiu de tal modo que nem sequer podiam comer pão.
21.   Quando seus parentes souberam disso, saíram para segurá-lo, porque, diziam, "está fora de si".
31.   Chegaram sua mãe e seus irmãos; e ficando do lado de fora, mandaram chamá-lo.
32.   E muita gente estava sentada ao redor dele e disseram-lhe: "Olha, tua mãe e teus irmãos [e tuas irmãs] estão lá fora e te procuram".
33.   Ele perguntou-lhes dizendo: "quem é minha mãe ou meus irmãos"?
34.   E olhando em torno para os que estavam sentados em roda, disse: "eis minha mãe e meus irmãos;
35.   pois quem fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe".
Lucas 8:19-21
19.   Vieram ter com ele sua mãe e seus irmãos, e não podiam aproximar-se dele por causa da multidão.
20.   E foi-lhe dito : "Tua mãe e teus irmãos estão lá fora querendo ver-te".
21.   Ele, porém, respondendo, disse-lhes: "minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a praticam".

Aqui são nos apresentados os familiares de Jesus, numa cena curta e objetivas. Jesus achava-se em casa, e a multidão o comprimia de tal forma que ninguém podia chegar até ele (cfr. Marc. 2:1-2; vol. 2o.pág. 81). E quando se apresentam Sua Mãe e Seus irmãos e querem falar-Lhe.

Em Mateus, o vers. 47 parece apócrifo, pois falta nos códices aleph e B, em quatro manuscritos, nas versões siríacas (sinaítica e curetoniana) e na saídica. Por isso não é aceito por Hort, Soden, Tischendorf, Lagrange e Pirot. Com efeito é redundante, com um pormenor desnecessário, podendo passar-se do 46 ao 48.

Em Marcos, que apesar de mais sucinto é o que traz mais minúcias, a cena é descrita em dois lances. No primeiro dá-nos ciência de que seus parentes (hoi par'autou) vieram a saber, em Nazaré (que distava de Cafarnaum cerca de 30 km) do que se passava com Jesus. As notícias chegam sempre aumentadas, mormente após caminharem trinta quilômetros! Tão exagerada, que seus "Parentes" o julgaram "fora de si" e foram depressa "para segurá-lo", a fim de impedir que Seu entusiasmo e Sua exaltação mística Lhe prejudicassem a saúde. A expressão "fora de si" é usada por Paulo (2 Cor. 5:13) para exprimir exatamente o êxtase místico, e não (como traduziu a Vulgata) a loucura.
Entre a notícia recebida e a chegada a Cafarnaum, Jesus tem tempo de discutir com os escribas de Jerusalém.
Quando seus "parentes" chegam, é que ficamos sabendo de quem se tratava: "sua mãe, seus irmãos e suas irmãs".
A expressão "suas irmãs" está nos códice A, D, E, F, H, M, S, U, V, Gama, e na maior parte das antigas versões latinas; é aceita por Soden e Merck; Vogel e Nestle a colocam entre colchetes. Não aparece nos códiçes Aleph, B, C, G, K, Delta, Pi, 1, 13, 33 e 69 e na Vulgata, sendo recusada por Westcott-Hort, Souter, Swete, Lagrange e Pirot.

A pergunta, aparentemente desrespeitosa para com Sua mãe, vem demonstrar que Jesus, em sua missão, näo está preso pelos laços sangüíneos, tão frágeis que só vigoram numa dada encarnação. A família espiritual é muito mais sólida, pois os vínculos são espirituais (sintônicos) e não materiais (sangue e células perecíveis). Jesus não pode subordinar-se as exigências do parentesco terreno, mesmo em se tratando de Sua mãe. Com o olhar benévolo sobre os que O rodeavam, Jesus lança Sua doutrina nítida: o ideal é superior aos laços de sangue; a família espiritual é mais importante que a natural e sobreleva a ela. Nem se diga que há mais obrigação de cuidar dos "próximos" consangüíneos, mais do que dos estranhos, já que aqueles constituem uma "obrigação" (e por isso os romanos os designavam com a palavra "necessários"), e os outros "apenas" amizade. Não vale isso: pois se os parentes consangüíneos realmente amam o idealista e querem sua presença e assistência constante, por que também não se tornam seus discípulos espirituais e o acompanham por toda parte como os demais adeptos?

Para o que se dedica ao ministério espiritual contam apenas, como parentes" aqueles que lhes bebem os ensinos e dele se aproveitam para evoluir. Se os consangüíneos quiserem, podem agregar-se aos discípulos (como o fizeram os irmãos de Jesus Tiago e Judas Tadeu, que até se tornaram Seus emissários (apóstolos).

Quanto aos quatro irmãos de Jesus (Tiago, Judas Tadeu, Simão e José e às duas irmãs (Maria e Salomé), já apresentamos o problema do parentesco no vol. 2o. pág . 111-112.
A lição de Jesus (individualidade) quanto ao modo de serem tratados os parentes consangüíneos, vale hoje e sempre. Não é o fato, repitamos, de haver um laço de parentesco, que pode desviar o curso evolutivo de um espírito. O parentesco espiritual de fraternidade REAL com todas as criaturas (porque filhos do mesmo PAI celestial), é muito mais forte; e Jesus ensina categoricamente: "a ninguém na Terra chameis vosso Pai, porque só um vosso Pai: aquele que está nos céus" (Mat. 23:9), ou seja no imo do coração: a Centelha Divina, o Cristo Interno.

Os Parentes - inclusive pai, mãe, irmãos e irmãs - são acidentes temporários que se desfazem ao terminar essa encarnação, renovando-se a cada novo nascimento (salvo exceções em que se verifica uma repetição que, por vezes, dura duas ou três vidas).
Mas os sintônicamente afins, esses seguem em grupos homogêneos que, mesmo sem parentesco físico algum, se reencontram seguidamente durante milênios.
Outra lição que depreendemos ao texto, é que os parentes representamos veículos do espírito (físico, etérico, astral e intelecto), que são os "parentes" terrenos mais próximos e chegados ao espírito encarnado. E a descrição do modo de tratá-los mereceu um tratado especial, o Bhagavad-Gita.

A cena evangélica, neste passo, mostra-nos como a individualidade deve tratar seus veículos. Muitas vezes o Espírito se retira ou trabalha, na meditação ou no estudo; e os veículos físicos vem chamá-lo, porque o acham "fora de si", desequilibrado. Mas o Espírito, de acordo com a lição de Jesus, precisa colocá-los em seu devido lugar. Eles tem que ser veículos que façam a vontade do Pai (Centelha Divina) e conduzam à espiritualizaçäo. Se quiserem atrapalhar, conclamando o Espírito para satisfação dos apelos do físico, das sensações do etérico, das emoções desequilibradas do astral e dos prazeres puramente intelectuais, não devem ser atendidos, mas rejeitados, quanto o Espírito busca seus pares, os que estão na mesma faixa vibratória.
As exigências fisiológicas tendem sempre a afastar o Espírito de sua ascensão evolutiva, e por isso a personalidade é, realmente, um "satanás" ou "diabo", que tenta desviar todos os impulsos que levam ao Sistema, ao pólo positivo - que é árduo de conquistar - para arrastá-lo para o pólo negativo, onde tudo é mais fácil, agradável e satisfatório. Mas o Espírito prevenido pelo ensino do Mestre recusa ouvir-lhe essas exigências, e lhe responde autoritariamente que, se quiserem algo dele, o acompanhem na sua evolução, como servos dóceis e eficientes.

(Extraído do livro "Sabedoria do Evangelho")

Muita paz e harmonia
Carlos Torres Pastorino
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 07 de Maio de 2011, 12:08
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas


A família de Jesus


É curioso notar como todos conhecem algo sobre Jesus - sua vida e seu ensinamentos, mas pouco  buscam sobre sua família.  Digamos que é uma forma de sconhecer mais de um Ser que amamos e admiramos. É extremamente  útil e inclusive para auxiliar a entender o evangelho e o seu contexto, bem como o que originou, sua maior importância tal passa satisfação que pode proporcionar conhecer mais de Jesus, de seus companheiros, sua região geográfica e o seu tempo.
Paternalmente as informações são poucas e até contraditórias.
Segundo Mateus [1:16], o pai de José foi Jacob e, conforme Lucas [3:23], foi Heli. Nada foi registrado sobre a mãe de José, possíveis irmãos ou tios. Marcos [6:3] e Mateus [13:55], informam que José era carpinteiro. No prólogo do documento apócrifo "História de José o Carpinteiro", aparece evidenciado que José morreu com idade avançada e no capítulo 2, versículo 1, que era de Belém. Pela história contida no novo testamento conclui-se que tenha falecido próximo do início do ministério de Jesus.

O lado materno registra maiores dados a partir das fontes apócrifas (consideradas de pouca confiança ou não inspiradas por Deus pela religião católica). Através do Proto-Evangelho de Tiago [1:1 e 4:1], sabemos o nome do pai e da mãe de Maria: Joaquim e Ana. O mesmo documento revela que Isabel, esposa de Zacarias e mãe de João Batista, era parente de Maria.
Jesus teve irmãos?

O Novo Testamento apresenta diversas passagens com referência aos irmãos de Jesus, fazendo surgir três hipóteses sobre o assunto. Marcos [6:3] revela: "Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs?" Mateus [13:55-56] assinala; "Não é ele o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria e seus irmãos Tiago e José, Simão e Judas? Suas irmãs não estão todas entre nós?"

A Igreja Católica adota a tese que os chamados irmãos são, na verdade, primos ou parentes distantes, em razão da elasticidade do conceito de parentesco no judaísmo, embora continue sem explicação o fato de existirem diversos documentos redigidos em grego e por gregos (não judeus), que mantém o termo irmão. Outro fator de influência é o conceito de virgindade perpétua de Maria, mas contra ele há as citações das fontes apócrifas e o registro de Lucas [2:6-7] assinalando que nasceu o filho primogênito - termo usado quando se sabe que o casal teve outros filhos. Os protestantes preferem a hipótese que seriam irmãos verdadeiros.

Há pesquisadores que apontam para a possibilidade de tratar-se de irmãos de um primeiro casamento de José, baseados no Proto-Evangelho de Tiago [9:2] "José replicou - tenho filhos e sou velho, enquanto ela é uma menina". Obtém-se mais dados na História de José o Carpinteiro:

        [2:3] Este homem, José, se uniu em santo matrimônio a uma mulher que lhe deu filhos e filhas: quatro homens e duas mulheres. Chamavam-se Judas, Josetos, Tiago e Simão; e as filhas, Lísia (ou Ássia) e Lídia.

        [11:1] Seus dois filhos maiores, Josetos e Simão, contraíram matrimônio e foram viver em suas casas. Casaram-se, do mesmo modo, suas duas filhas, como é natural entre os homens. José ficou só com Tiago, seu filho menor.

Confrontando Marcos [15:40] com João [19:25], surge, por dedução, a possibilidade de que Maria tinha uma irmã com o mesmo nome, casada com Alfeu ou Cleófas (seria a mesma pessoa com traduções diferentes do mesmo nome), gerando os filhos: Simão e Judas, segundo Eusébio de Cesaréia; ou a hipótese menos plausível que a outra Maria seja Salomé, casada com Zebedeu e mãe de Tiago e João (evangelista).

Esses são, em grande parte, os dados disponíveis sobre os parentes de Jesus. A concepção espiritualista compreende que todos os seres do universo são oriundos de uma mesma fonte (pai), constituindo portanto, uma imensa e única família. A concepção espírita amplia o entendimento de família como micro-unidades de convivência e aprendizado que se processam através das encarnações, constituindo o alicerce maior da educação do espírito imortal. Caminhamos para vivermos como uma verdadeira e única família, amando, respeitando e cooperando com todas as individualidades. Para atingirmos esse objetivo a humanidade recebeu por orientador Jesus - um espírito de grande elevação e capacitação que auxilia o desenvolvimento de alguns bilhões de espíritos e um número infindável de mônadas em estágio inicial de evolução. Enquanto encarnado nos deixou, além do seu exemplo, seus ensinamentos que constituem um verdadeiro manual para a vida e a felicidade eterna que hoje conseguimos captar com mais profundidade e amplitude, graças ao espiritismo.A nossa evolução equilibrada precisa de certos ciclos; estudo, ação, reflexão.
  Assim entenderemos qual o nosso objetivo aqui na terra, para onde vamos e o que fazer aqui.

Biblografia;

Biblia
Extratos Evangelho segundo Espiritismo Allan Kardec
Estudo de Ivan René Franzolim

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Edna☼ em 07 de Maio de 2011, 16:31
Ola a todos! :)

Victor excelente texto!

Kardec, era antes de tudo um cavalheiro e humanista por natureza.

Sempre destacou a importância da mulher na sociedade e na família, inclusive, da sua participação nos grupos e sociedades espíritas.

Vamos relembrar o que ele disse a esse respeito?


    “Excluir as mulheres seria injuriar sua capacidade de julgamento que, verdade seja dita e sem intenção de lisonja, muitas vezes leva vantagem sobre a de muitos homens, entre os quais incluiríamos até mesmo certos críticos intelectualizados. A presença de senhoras exige uma observação mais rigorosa das leis da urbanidade e modifica uma certa displicência comum às  reuniões compostas apenas de cavalheiros. Além disso, por que privá-las da influência moralizadora do Espiritismo? A mulher sinceramente espírita só poderá ser uma boa esposa, uma boa filha, uma boa mãe. Por força de sua própria posição ela tem, muitas vezes, mais necessidade do que qualquer outra pessoa, das sublimes consolações do Espiritismo, que a tornarão mais forte e resignada ante as provações da vida. Não se sabe, de resto, que os Espíritos só tem sexo para a encarnação? Se a igualdade dos direitos da mulher deve ser reconhecida, com maior razão deverá ser assegurada entre os espíritas, e a propagação do Espiritismo, apressará, infalivelmente, a abolição dos privilégios que o homem a si mesmo concedeu pelo direito do mais forte. O advento do Espiritismo marcará a era da emancipação legal da mulher."

(in, Viagem Espírita em 1862)

Fonte: Trecho do texto colocado com autorização, expressa, da detentora dos direitos autorais, Editora O Clarim.



Aproveito a oportunidade para desejar um lindo e feliz Dia das Mães [attach=2]  pois, que nesta linda missão, sempre estamos presentes na vida de todos como mães, filhas, irmãs, companheiras, tias, sobrinhas, amigas, voluntárias.... 
[attach=1] sem esquecer que, há muitos homens, que são exemplo deste amor mais do que especial.


Um carinhoso abraço a todos,

Edna ;)
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 07 de Maio de 2011, 17:40
Boa tarde queridos amigos!


Gostaria de compartilhar essa mensagem de Emmanuel para que possamos refletir  no item Reencarnação fortalece os laços de família?

Abraços da Katia


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   Cá e lá
         

   Cada criatura na Terra permanece na linha de conhecimento e mérito em que se coloca, e, no Além, cada espírito se encontra no degrau evolutivo que já conquistou.

    O túmulo é mera passagem para renovação, tanto quanto o berçário é apenas recurso de volta ao aprendizado.

    Nascimento e morte se completam por estágios no caminho da vida infinita.

    Existem homens, partindo para o Mundo Maior, carreando consigo todo um purgatório de revolta e desencanto, e há quem volte do Plano Espiritual ao campo terrestre, trazendo no próprio ser todo um turbilhão de desespero.

    Em razão disso, vemos no mundo infantil comovedores quadros de angústia que somente a chave da reencarnação consegue compreender.

    Nas rendas do berço, há minúsculos rostos que as úlceras consomem e, em plena meninice, corpos tenros sofrem mutilação e enfermidade.

    Almas que ainda conservam, nas fibras mais íntimas, o brazeiro da rebelião e a cinza da amargura, retomam o veículo físico, em aflitivas condições, requisitando comiseração e socorro.

    Outras, nos primeiros dias da existência terrestre, revelam nos gestos mais simples o ressentimento e o azedume que herdaram do próprio passado delituoso.

    Entendendo a realidade da vida imperecível que nos rege os destinos, recebamos, na criança de hoje, em pleno mundo físico, o companheiro do pretérito que nos bate à porta do coração, suplicando reajuste e socorro.

    Lembremo-nos de que mais tarde, provavelmente, chegará nossa vez de implorar o auxílio daqueles que nos deixaram na retaguarda e façamos pela infância de agora o melhor que pudermos.

    Estendamos a luz da educação e do amor, diminuindo as sombras da penúria e da ignorância.

    É possível que nossos filhos de hoje sejam nossos avós de ontem.

    Com eles, talvez tenhamos assumido graves compromissos diante da lei.

    Por esse motivo, irmanados uns aos outros, amparemo-nos reciprocamente, compreendendo que, muito possivelmente, eles próprios ser-nos-ão os instrutores e os parentes mais íntimos de amanhã.

 

     Espírito: Emmanuel. Psicografia: Francisco Cândido Xavier. Livro: Família

 
 
Título: Re: Família
Enviado por: ken em 07 de Maio de 2011, 18:28
Boa tarde aos amigos Victor, Kátia, João Paulo e visitantes.



A Família e a Lei de Reencarnação


ONTEM, atraiçoamos a confiança de um companheiro, induzindo-o à derrocada moral.

HOJE, guardamo-lo na condição do parente difícil, que nos pede sacrifício incessante.

ONTEM, abandonamos a jovem que nos amava, inclinando-a ao mergulho na lagoa do vício.

HOJE, temo-la de volta por filha incompreensiva, necessitada do nosso amor.

ONTEM, colocamos o orgulho e a vaidade no peito de um irmão que nos seguia os exemplos menos felizes.

HOJE, partilhamos com ele, à feição de esposo despótico ou de filho-problema, o cálice amargo da redenção.

ONTEM, esquecemos compromissos veneráveis, arrastando alguém ao suicídio.

HOJE, reencontramos esse mesmo alguém na pessoa de um filhinho, portador de moléstia irreversível, tutelando-lhe, à custa de lágrimas, o trabalho de reajuste.

ONTEM, abandonamos a companheira inexperiente, à míngua de todo auxílio, situando-a nas garras da delinqüência.

HOJE, achamo-la ao nosso lado, na presença da esposa conturbada e doente, a exigir-nos a permanência no curso infatigável da tolerância.

ONTEM, dilaceramos a alma sensível de pais afetuosos e devotados, sangrando-lhes o espírito, a punhaladas de ingratidão.

HOJE, moramos no espinheiro, em forma de lar, carregando fardos de angústia, a fim de aprender a plantar carinho e fidelidade.

À frente de toda dificuldade e de toda prova, abençoa sempre e faze o melhor que possas.

Ajuda aos que te partilham a experiência, ora pelos que te perseguem, sorri para os que te ferem e desculpa todos aqueles que te injuriam...

A humildade é a chave de nossa libertação.

E, sejam quais sejam os teus obstáculos na família, é preciso reconhecer que toda construção moral do Reino de Deus, perante o mundo, começa nos alicerces invisíveis da luta em casa.

Emmanuel
“Amor e Vida em Família” - Chico Xavier


Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 07 de Maio de 2011, 18:37
Queridos amigos


Na véspera do Dia das mães, gostaria de compartilhar esse artigo que nos faz pensar sobre a sublime missão de cada mulher como mãe, co-criadora em Deus e mantenedora da união e do amor em família

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A missão materna nem sempre é um mar de rosas


1. O coração materno é, na expressão de um Espírito amigo, “uma taça de amor em que a vida se manifesta no mundo”, mas grave é o ofício da verdadeira maternidade. “Levantam-se monumentos de progresso entre os homens e devemo-los, em grande parte, às mães abnegadas e justas, mas erguem-se penitenciárias sombrias e devemo-las, na mesma proporção, às mães indiferentes e criminosas”, assevera Sebastiana Pires, em “Luz no Lar”, cap. 3, pág. 15.

2. Ensina o Espiritismo que a Natureza deu à mãe o amor a seus filhos no interesse da conservação deles. Entre os animais, esse amor se limita às necessidades materiais e cessa quando desnecessários se tornam os cuidados. No homem, ele persiste pela vida inteira e comporta um devotamento e uma abnegação que são virtudes, sobrevivendo mesmo à morte e acompanhando o filho até no além-túmulo.

3. Não se deduza do fato de estar o amor maternal nas leis da natureza que a missão materna seja sempre um mar de rosas, porque não o é. Trata-se, em verdade, de tarefa espinhosa em que a renúncia e as lágrimas fazem morada.

4. Não é difícil entender por que isso se dá. É que habitualmente renascem juntas, sob os laços da consanguinidade, pessoas que ainda não acertaram as rodas do entendimento no carro da evolução, a fim de trabalharem sobre as arestas que lhes impedem a harmonia. Jungidos à máquina das convenções respeitáveis, no instituto familiar, caminham lado a lado, sob o aguilhão da responsabilidade e da convivência compulsória, para sanarem velhas feridas.

5. Existem pais que não toleram os filhos e mães que se voltam contra os próprios descendentes, tanto quanto há filhos que se revelam inimigos de seus genitores e irmãos que se exterminam dentro do magnetismo degenerado da antipatia congênita. 


Desde cedo deve a mãe preparar seus filhos para a vida


6. A missão materna reveste-se, portanto, de encargos sublimes, sobretudo nos lares onde Espíritos antagônicos, quando não inimigos, se encontram temporariamente unidos pelos laços do parentesco. A maternidade exige e desenvolve a sensibilidade, a ternura, a paciência, aumentando a capacidade de amar na mulher. 

7. No ambiente doméstico, o coração maternal deve ser o expoente divino de toda a compreensão espiritual e de todos os sacrifícios pela paz da família. A missão materna consiste em dar sempre ao filho o amor que flui de Deus, porque antes de tudo sabemos que nossos filhos são, primeiramente, filhos de Deus. 

8. Desde a infância, compete à mãe prepará-los para o trabalho e para a luta que os espera. Desde os primeiros anos, deve ensinar a criança a fugir do abismo da liberdade, controlando-lhe as atitudes e consertando-lhe as posições mentais, porque essa é a ocasião mais propícia à edificação das bases de uma vida.

9. Ensinará a tolerância mais pura, mas não desdenhará a energia quando necessária. Sacrificar-se-á de todos os modos ao seu alcance pela paz dos filhos, ensinando-lhes que toda dor é respeitável, que todo trabalho edificante é divino e que todo desperdício é falta grave. 

10. Ensinar-lhes-á o respeito pelo infortúnio alheio. Será ela no lar o bom conselho sem parcialidade, o estímulo ao trabalho e a fonte de harmonia para todos. Buscará, enfim, na piedosa mãe de Jesus o símbolo das virtudes cristãs.


A família é o núcleo de maior importância na sociedade


11. Com relação ao amor filial, é imperioso lembrar que o mandamento “Honrai vosso pai e vossa mãe” é um corolário da lei geral de caridade e de amor ao próximo, conquanto o termo “honrai” encerre um dever a mais – o da piedade filial. Honrar pai e mãe não consiste apenas em respeitá-los, mas também assisti-los na necessidade, proporcionar-lhes repouso na velhice, cercá-los de cuidados tal como fizeram eles com os filhos durante a infância. 

12. Duas causas determinam basicamente a ingratidão dos filhos para com os pais: umas se devem às imperfeições dos filhos; outras resultam de falhas cometidas pelos próprios pais. Com efeito, muitos pais, despreparados para o ministério familial, cometem erros graves que podem influir consideravelmente no comportamento da prole, que então, conforme o seu caráter, se rebela contra aqueles, crucificando-os nas traves ásperas da ingratidão.

13. Muitos genitores imaturos, que transitam no corpo açulados pelo tormento dos prazeres incessantes, respondem pelo desequilíbrio e desajuste da prole, na desenfreada competição da moderna sociedade.

14. Há, no entanto, filhos que receberam dos pais as mais prolíferas demonstrações de sacrifício e carinho, aspirando a um clima de paz, de saúde moral, de equilíbrio doméstico, nutridos pelo amor sem fraude e pela abnegação sem fingimentos, e mesmo assim revelam-se frios, exigentes e ingratos.

15. Apesar disso, o lar – santuário dos pais, escola dos filhos, oficina de experiências – é a mola mestra que aciona a Humanidade, e a família, indiscutivelmente, o núcleo de maior importância no organismo social.



THIAGO BERNARDES
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 07 de Maio de 2011, 19:27
Amigo ken


Boa tarde!

Agradeço por compartilhar a bela mensagem A Família e a Lei de Reencarnação, rica em exemplos e entendimentos dos motivos que nos levam a reencarnar em nossa família.

Paz e amor para você e sua família.

Abraços afetuosos da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 08 de Maio de 2011, 02:29

Olá queridos Amigos Victor Passos e Katiatog e a todos do Estudo Família


Dando seguimento ao tema da segunda semana do estudo, deixo aqui um texto publicado na Revista Reformador nº2.162, que espero venha a contribuir com o estudo.

Paz e Harmonia!



Amor Filial

"Honrai a vosso Pai e a vossa Mãe, a fim de
viverdes longo tempo na terra que o
Senhor vosso Deus vos dará."

“Sabeis os mandamentos: não cometereis adultério; não matareis; não roubareis;
não prestareis falso testemunho; não fareis agravo a ninguém; honrai a vosso
pai e a vossa mãe.” (S. Marcos, 10:19; S. Lucas, 18:20; S. Mateus, 18-19).¹

Clara Lila Gonzalez de Araújo


A passagem acima registra o encontro de Jesus com Efraim,² homem de muitas posses, morador de Jerusalém, que lhe indaga sobre o que fazer para herdar a vida eterna (Mateus, 19:16; Marcos, 10:17; Lucas, 18:18). O próspero negociante, porém, não compreendeu os ensinamentos que lhes foram transmitidos pelo Mestre e afastou-se receoso de perder seus bens materiais; o mancebo rico não soube interpretar, claramente, a mensagem cristã: a capacidade de amar o próximo é o verdadeiro tesouro a conquistar. Para se alcançar a perfeição é preciso ser devotado às criaturas e todas as ações devem ter por móvel a caridade, feita com sinceridade de coração, porquanto penosos sacrifícios e renúncias poderão ser exigidos daqueles que assim agem.

Em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo XIV, item 1, esses versículos fundamentam a reflexãosobre quão imprescindível é o amor filial em nossas vidas e estimulam-nos a cultivar a estima para com os pais, de modo ainda mais rigoroso,
cercando-os de carinhos e cuidados, principalmente na velhice:


O mandamento: “Honrai a vosso pai e a vossa mãe” é um corolário da lei geral de caridade e de amor ao próximo, visto que não pode amar o seu próximo aquele que não ama a seu pai e a sua mãe; mas, o termo honrai encerra um dever a mais para com eles: o da piedade filial. Quis Deus mostrar por essa forma que ao amor se devem juntar o
respeito, as atenções, a submissão e a condescendência [...]³


Allan Kardec, no referido capítulo, item 3, ressalta o descaso de certas pessoas para com os seus genitores, negando-lhes as solicitudes necessárias ao seu conforto e consolo, e afirma categórico:


Ai, pois, daquele que olvida o que deve aos que o ampararam em sua fraqueza [...]
será punido com a ingratidão e o abandono [...]³


Ao reencarnar, vinculamo-nos aos laços familiares que entretecemos para nós próprios, na linha mental que caracteriza as nossas tendências, afinados, igualmente, nas atitudes e inclinações para com todos aqueles que permanecem na mesma conjunção de débitos.
A organização do núcleo familiar tem sua origem na esfera espiritual e proporciona aos seres que reencarnam a realização de ações conjuntas e construtivas, revigorando os elos de amor entre a parentela. Todavia, no âmago dessas experiências, afloram ódios e ressentimentos do pretérito obscuro, exigindo inauditos esforços dos familiares para superação desses sentimentos, hauridos do passado distante. Certos filhos agem de forma inadequada em face das dificuldades que encontram no ambiente doméstico, transformando-se em motivos de excessivas discórdias e aflições junto daqueles que os
acolheram no meio familiar.O problema pode ser descrito em poucas palavras: os pais, em sua maioria, se sentem sempre comprometidos em cuidar dos filhos e estes tendem,
naturalmente, a libertar-se deles.

O Espírito Emmanuel faz elucidativa análise sobre esses vínculos:


Temos assim, no grupo doméstico, os laços de elevação e alegria que já conseguimos tecer, por intermédio do amor louvavelmente vivido, mas também as algemas de constrangimento e aversão, nas quais recolhemos, de volta, os clichês inquietantes que nós mesmos plasmamos na memória do destino e que necessitamos desfazer, à custa de trabalho e sacrifício, paciência e humildade, recursos novos com que faremos nova produção de reflexos espirituais, suscetíveis de anular os efeitos de nossa conduta anterior, conturbada e infeliz.4


Mesmo variando, entre os pais, a maneira de expressar afeição na dedicação e cuidados demonstrados aos filhos, todos se preocupamem dar-lhes atenção, o que torna essas vivências familiares enriquecidas e caracterizadas pelo amor que os interligam e lhes permitem construir um mundo completo de experiências vitais para suas almas em reajuste. No entanto, os embaraços que podem ocorrer na criação dos filhos são previsíveis; se os pais se adaptam mal às exigências de sua função é, sem dúvida,
porque encontraram no curso de sua evolução moral obstáculos que não conseguiram superar por não terem firme a vontade. Assevera Kardec:


Alguns pais, é certo, descuram de seus deveres e não são paraos filhos o que deviam ser; mas, a Deus é que compete puni-los e não a seus filhos. Não compete a estes censurá-los, porque talvez hajam merecido que aqueles fossem quais se mostram.[...]5


Muitos se afastam dos pais na velhice e não zelam por eles com a devida consideração; expressam sentimentos de ingratidão sem reconhecer os sacrifícios que se impuseram para que os filhos tivessem comodidades e bem-estar. Geralmente, sem assistência, os
genitores idosos tornam-se pessoas enfermas e amarguradas; processos degenerativos, como mal de Alzheimer, mal de Parkinson, distrofia muscular, câncer, diabetes e outros, surgem, para alguns, no momento próprio da vida material, como impositivo da necessidade de reabilitação do Espírito. Se os familiares, com paciência, abnegação e devotamento, não ajudarem o enfermo a sentir-se amparado nessa fase de grande testemunho, como contribuir para iluminação de todos os envolvidos na prova em curso?
Em nota à questão 917, de O Livro dos Espíritos, o insigne Codificador observa:


O egoísmo é a fonte de todos os vícios, como a caridade o é de todas as virtudes.Destruir um e desenvolver a outra, tal deve ser o alvo de todos os esforços do homem, se quiser assegurar a sua felicidade neste mundo, tanto quanto no futuro.6


O amor verdadeiro é uma demonstração afetuosa por quemdevemos ter cuidado, respeito,
responsabilidade e conhecimento de suas necessidades especiais. De acordo com Erich Fromm (1900-1980), um dos principais psicanalistas do século XX,


[...] a satisfação no amor individual não pode ser atingida sem a capacidade de amar ao
próximo, sem verdadeira humildade, coragem, fé e disciplina.7

Essa afirmação segue o princípio do amor amadurecido: sou amado porque amo, e não do amor imaturo: amo porque sou amado.8

O amor deve ser ativo de forma a promover o desenvolvimento e a felicidade da pessoa amada; ela necessita do convívio dos outros para a amplitude de suas aptidões, para utilizar seus poderes mentais, emocionais e sensoriais, para compreender as potencialidades que lhe são inerentes, conforme as condições existenciais, principalmente as do núcleo doméstico, permitindo-lhe desenvolver essas capacidades ao máximo, desde que estimulada para isso. Estar apto a exercitar a razão e a praticar o amor, a se tornar um ser produtivo e a considerar a vida uma bênção. Por esse motivo, os laços de família, na orientação dos Espíritos superiores, não são simples elos estabelecidos pelos costumes
sociais, mas tornam-se necessários ao progresso de cada um; o resultado do relaxamento desses laços seria uma intensificação do egoísmo.9


Por outro lado, alguns filhos apegam-se aos pais com o intuito de obrigá-los

[...] a comprar caro o que lhes resta a viver, descarregando sobre eles o peso do governo da casa! Será então aos pais velhos e fracos que cabe servir a filhos jovens e fortes?10

Alertam os benfeitores espirituais que existem indivíduos que agridem com certa frequência
“os pais e buscam escravizá-los, como se os progenitores lhes constituíssem alimárias domésticas”.11


Reflitamos no bem a fazer por aqueles que nos permitiram retornar ao corpo de carne ou que se transformaram em pais e mães substitutos; se nos omitirmos é possível que percamos a oportunidade de auxiliá-los antes de partirem para o Além. Deixemos para depois, ao desencarnar, o entendimento claro sobre os vínculos familiares que perduram
em nossa existência, comungando fraternalmente com esses seres as mesmas experiências domésticas. É impossível, de imediato, compreendermos a trama do destino que a lei de ação e reação nos reservou e as circunstâncias que determinaram o retorno à Terra, junto deles. Sigamos a exortação de Jesus, que nos orienta a amar bastante, para sermos amados, principalmente aos pais que merecem particular deferência e afeto ilimitado e, ao lado deles, vivenciar situações que edificam a sabedoria no amor filial.

*********

Referências:
1KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. 25. ed. de bolso. Rio de Janeiro: FEB, 2008. Cap. 14, item 1.
2XAVIER, Francisco C. Contos desta e doutra vida. Pelo Espírito Irmão X. 2. ed. 1. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2008. Cap. 34.
3KARDEC, Allan. Op. cit., cap. 14, item 3.
4XAVIER, Francisco C. Pensamento e vida. Pelo Espírito Emmanuel. 18. ed. Rio de Janeiro:
FEB, 2008. Cap. 12, p. 56.
5KARDEC, Allan. Op. cit., cap. 14, item 3.
6______. O livro dos espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 91. ed. 1. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2008. Q. 917.
7FROMM, Erich. A arte de amar. Tradução de Milton Amado. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 1995. Preâmbulo, p. 7.
8______.______. Amor entre pais e filhos, p. 52-60.
9KARDEC, Allan. Op. cit., q. 775.
10______. O evangelho segundo o espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. 25. ed. de bolso. Rio de Janeiro: FEB, 2008. Cap. 14, item 3.
11XAVIER, Francisco C. Vida e sexo. Pelo Espírito Emmanuel. 26. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2008. Cap. 18, p. 94.
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 08 de Maio de 2011, 03:48
Boa noite querida amiga Macili


Que bom tê-la conosco!

Agradeço pelo excelente artigo, valiosa contribuição ao nosso estudo mensal.

Volte sempre e tenha um Dia das mães pleno de amor, saúde e alegrias junto à sua família.


Abraços carinhosos da Katia

Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 08 de Maio de 2011, 03:57
Boa noite queridos amigos e caros visitantes!


Piedade Filial
         

1 – Sabes os mandamentos: não cometas adultérios; não mates; não furtes; não digas falso testemunho; não cometais fraudes; honra a teu pai e a tua mãe (Marcos, X: 19; Lucas, XVIII: 20; Mateus, XIX: 19).

2 – Honra a teu pai e a tua mãe, para teres uma dilatada vida sobre a Terra que o Senhor teu Deus te há de dar. (Decálogo, Êxodo, XX: 12)

 
PIEDADE FILIAL

3 – O mandamento: “Honra a teu pai e a tua mãe”, é uma conseqüência da lei geral da caridade e do amor ao próximo, porque não se pode amar ao próximo sem amar aos pais; mas o imperativo honra implica um dever a mais para com eles: o da piedade filial. Deus quis demonstrar, assim, que o amor é necessário juntar o respeito, a estima, a obediência e a condescendência, o que implica a obrigação de cumprir para com eles, de maneira mais rigorosa, tudo o que a caridade determina em relação ao próximo. Esse dever se estende naturalmente às pessoas que se encontram no lugar dos pais, e cujo mérito é tanto maior, quanto o devotamento é para elas menos obrigatório. Deus pune sempre de maneira rigorosa toda violação desse mandamento.

Honrar ao pai e à mãe não é somente respeitá-los, mas também assisti-los nas suas necessidades; proporcionando-lhes o repouso na velhice; cercá-los de solicitude, como eles fizeram por nós na infância.

É sobretudo para com os pais sem recursos que se demonstra a verdadeira piedade filial. Satisfariam a esse mandamento os que julgam fazer muito, aos lhes darem o estritamente necessário para que não morram de fome, enquanto eles mesmos de nada se privam? Relegando-os aos piores cômodos da casa, apenas para não deixá-los na rua, e reservando para si mesmos os melhores aposentos, os mais confortáveis? E ainda bem quando tudo isso não é feito de má vontade, sendo os pais obrigados a pagar o que lhes resta da vida com a carga dos serviços domésticos! É então justo que pais velhos e fracos tenham de servir a filhos jovens e fortes? A mãe lhe teria cobrado o leite, quando ainda estavam no berço? Teria, por acaso, contado as suas noites de vigília, quando eles ficavam doentes, os seus passos para proporcionar-lhes o cuidado necessário? Não, não é só o estritamente necessário que os filhos devem aos pais pobres, mas também, tanto quanto puderem, as pequenas alegrias do supérfluo, as amabilidades, os cuidados carinhosos, que são apenas os juros do que receberam, o pagamento de uma dívida sagrada. Essa, somente, é a piedade filial aceita por Deus.

Infeliz, portanto, aquele que se esquece da sua dívida para os que o sustentaram na infância, os que, com a vida material, lhe deram também a vida moral,  que freqüentemente se impuseram duras privações para lhe assegurar o bem-estar! Ai do ingrato, porque ele será punido pela ingratidão e o abandono; será ferido nas suas mais caras afeições, às vezes desde a vida presente, mas de maneira certa noutra existência, em que terás de sofrer o que fez os outros sofrerem!

Certos pais, é verdade, descuidam dos seus deveres, e não são para os filhos o que deviam ser. Mas é a Deus que compete puni-los, e não aos filhos. Não cabe a estes censurá-los, pois que talvez eles mesmos fizeram por merecê-los assim. Se a caridade estabelece como lei que devemos pagar o mal com o bem, ser indulgentes para as imperfeições alheias, não maldizer do próximo, esquecer e perdoar as ofensas, e amar até mesmo os inimigos, quanto essa obrigação se faz ainda maior em relação aos pais! Os filhos, devem, por isso mesmo, tomar como regra de conduta para com os pais todos os preceitos de Jesus referentes ao próximo, e lembrar que todo procedimento condenável em relação aos estranhos, mais condenável se torna para com os pais. Devem lembrar que aquilo que no primeiro caso seria apenas uma falta, pode tornar-se um crime no segundo, porque, neste, à falta de caridade se junta à ingratidão.

4 – Deus disse: “Honrarás a teu pai e a tua mãe, para teres uma dilatada vida sobre a Terra que o Senhor teu Deus te há de dar”. Mas por que promete como recompensa a vida terrena e não a celeste? A explicação se encontra nestas palavras: “Que Deus vos dará”, suprimidas na forma moderna do decálogo, o que lhe desfigura o sentido. Para compreendermos essas palavras, temos de nos reportar à situação e às idéias dos hebreus, na época em que elas foram pronunciadas. Eles ainda não compreendiam a vida futura. Sua visão não se estendia além dos limites da vida física. Por isso, deviam ser mais fortemente tocados pelas coisas que viam, do que pelas invisíveis. Eis o motivo porque Deus lhes fala numa linguagem ao seu alcance, e, como as crianças, lhes apresentam como perspectiva aquilo que poderia satisfazê-los. Eles estavam então no deserto. A Terra que Deus lhes dará é a Terra da Promissão, alvo de suas aspirações. Nada mais desejavam e Deus lhes diz que viverão nela por longo tempo, o que significa que a possuirão por longo tempo, se observarem os seus mandamentos.

Mas, ao advento de Jesus, suas idéias estavam mais desenvolvidas. Tendo chegado o momento de lhes ser dado um alimento menos grosseiro, Jesus os inicia na vida espiritual, ao dizer: “Meu Reino não é deste mundo; é nele, e não sobre a Terra, que recebereis a recompensa das vossas boas obras”. Com estas palavras, a Terra da Promissão material se transforma numa pátria celeste. Da mesma maneira, quando lhes recorda a necessidade de observação do mandamento: “Honra a teu pai e a tua mãe”, já não é mais a Terra que lhes promete, mas o céu. (Caps. II e III).



Capítulo 14, itens 1, 2, 3 e 4 do ESE.

Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 08 de Maio de 2011, 04:09
Aspirações e trabalho

 

Todos nós aspiramos conseguir determinada realização em determinados ideais, mas todos necessitamos complementar qualidades para as aquisições de demandados.

*

Querias um casamento perfeito e a Divina Providência te concedeu um matrimônio em que te aperfeiçoes.

Considerando que não somos seres angélicos e sim criaturas humanas, recebeste uma esposa ou vice-versa para um encontro feliz, entendendo-se, porém, que esse encontro não exclui o aprendizado da abnegação, através da solidariedade recíproca.

*

Desejavas filhos queridos que te concretizassem os sonhos e a vida te entregou filhos amados que te ofertam os mais altos testemunhos de ternura, entretanto, ei-los que exigem de ti sacrifício e renúncia a fim de que se façam educados e felizes.

*

Sonhavas com certos empreendimentos, em matéria de arte e cultura, indústria e administração e atraíste semelhantes encargos, no entanto, qualquer deles te angaria o êxito com vantagens compensadoras, se te entregares, sinceramente, à disciplina e à responsabilidade.

*

Esperavas amigos, em cujos ombros te apoiasses para viver e esses amigos apareceram, porém, a fim de conservá-los, será preciso aceitá-los tais quais são, com o dever de compreendê-los e auxiliá-los tanto quanto aguardas de cada um deles entendimento e cooperação, nas áreas do apoio mútuo.

*

Efetivamente queremos essa ou aquela premiação da vida, mas não nos esqueçamos de que a vida nos pede a retribuição de todos os valores que venhamos a conquistar com o trabalho na edificação do bem, de vez que também no campo da alma para receber é preciso dar, porquanto, em qualquer setor da existência, daquilo que se planta é que será justo colher.

 

Espírito: Emmanuel. Médium: Francisco Cândido Xavier. Livro:"Convivência"-
Título: Re: Família
Enviado por: Dothy em 08 de Maio de 2011, 04:16
Queridos amigos  Victor, Katia, membros e visitantes... Paz e luz a todos

Família

A família consangüínea, entre os homens, pode ser apreciada como o centro essencial de nossos reflexos. Reflexos agradáveis ou desagradáveis que o pretérito nos devolve.

Certo, não incluímos aqui os Espíritos pioneiros da evolução que, trazidos ao ambiente comum, superam-no, de imediato, criando o clima mental que lhes é peculiar, atendendo à renovação de que se fazem intérpretes.

Comentamos a nossa posição no campo vulgar da luta.

Cada criatura está provisoriamente ajustada ao raio de ação que é capaz de desenvolver ou, mais claramente, cada um de nós apenas, pouco a pouco, ultrapassará o horizonte a que já estenda os reflexos que lhe digam respeito.

O homem primitivo não se afasta, de improviso, da própria taba, mas aí renasce múltiplas vezes, e o homem relativamente civilizado demora-se longo tempo no plano racial em que se assimila as experiências de que carece, até que a soma de suas aquisições o recomende a diferentes realizações.

É assim que na esfera do grupo consangüíneo o Espírito reencarnado segue ao encontro dos laços que entreteceu para si próprio, na linha mental em que se lhe caracterizam as tendências.

A chamada hereditariedade psicológica é, por isso, de algum modo, a natural aglutinação dos rito'>espíritos que se afinam nas mesmas atividades e inclinações.

Um grande artista ou um herói preeminente podem nascer em esfera estranha aos sentimentos nos quais se avultam. É a manifestação do gênio pacientemente elaborado no bojo dos milênios, impondo os reflexos da sua individualidade em gigantesco trabalho criativo.

Todavia, na senda habitual, o templo doméstico reúne aqueles que se retratam uns nos outros.

Uma família de músicos terá mais facilidade para recolher companheiros da arte divina em sua descendência, porque, muitas vezes, os rito'>espíritos que assumem a posição de filhos na reencarnação, junto deles, são os mesmos amigos que lhes incentivam a formação musical, desde o reino do rito'>espírito, refletindo-se reciprocamente na continuidade da ação em que se empenham através de séculos numerosos.

É ainda assim que escultores e poetas, políticos e médicos, comerciante e agricultores quase sempre se dão as mãos, no culto dos melhores valores afetivos, continuando-se, mutuamente, nos genes familiares, preservando para si mesmos, mediante o trabalho em comum e segundo a lei do renascimento, o patrimônio evolutivo em que se exprimem no espaço e mo tempo. Também é aí, de conformidade com o mesmo princípio de sintonia, que vemos dipsômanos e cleptomaníacos, tanto quanto delinqüentes e enfermos de ordem moral, nascendo daqueles que lhes comungam ritual'>espiritualmente as deficiências e as provas, porquanto muitas inteligências transviadas se ajustam ao campo genético daqueles que lhes atraem a companhia, por força dos sentimentos menos dignos ou das ações deploráveis com que se oneram perante a Lei.

A vida familiar, por esse motivo, é a resultante da conjunção de débitos, situando-nos no plano genético enfermiço que merecemos, à face dos nossos compromissos com o mundo e com a vida. Dessa forma, somos impelidos a padecer o retorno dos nossos reflexos tóxicos através de pessoas de nossa parentela, que no-los devolvem por aflitivos processos de sofrimento.

Temos assim, no grupo doméstico, os laços de elevação e alegria que já conseguimos tecer, por intermédio do amor louvavelmente vivido, mas também as algemas de constrangimento e aversão, nas quais recolhemos, de volta, os clichês inquietantes que nós mesmos plasmamos na memória do destino e que necessitamos desfazer, à custa de trabalho e sacrifício, paciência e humildade, recursos novos com que faremos nova produção de reflexos espirituais, suscetíveis de anular os efeitos de nossa conduta anterior, conturbada e infeliz.

Título: Re: Família
Enviado por: filhodobino em 08 de Maio de 2011, 04:31
Amados irmãos, estudantes do tema família, que a Paz que Jesus no-la prometeu, esteja em todos os corações...
Todo dia sai um bobo de casa, dias atrás, foi minha vez, cliquei onde não devia e praticamente uma semana fora do ar...
Neste retorno, os saúdo com muito amor e peço vênia, para inserir uma reflexão, que pode não acompanhar o direcionamento dos estudos, mas eu preciso me manifestar, posto que muitos familiares meus acompanhem de suas casas meus estudos aqui e alhures postados, mas visto que professam outras religiões se sentem acanhados de aqui se manifestar, então o que nos interessa como família, transformo em blog e os envio colocando também o endereço virtual daqui, e vez por outra alguns deles me informam que aqui estiveram... E sempre dizem que gostaram...
O que isto tem a ver com o estudo da família?
É justo que muitos indaguem...
Eu não me adaptei convenientemente ao consumismo, e às vésperas do dia das mães, eu gostaria de manifestar uma oração em segredo ao Pai por todas as mamães, do universo, e o que liga este assunto ao do estudo da família, é que entendo família como "Du Lar", e não consigo compreender a família "Du Shopping"...
Eu disse que não consigo entender... Mas também não critico, tanto que justo nesta hora meus filhos e demais amigos e amigas levaram a minha mui querida companheira de 40 anos para jantarem fora, e resolvi esperar para abraçá-la no horário do almoço em família, e uma prece rogando ao Pai maior muita saúde e Paz para ela e todas as mamães do universo, mas sem presentes, conforme sempre faço, nestes 40 anos vividos... Eu necessito do controle sobre as ilusões deste mundo, mas não posso exigir deles... Espero que tudo corra bem que se alegrem, enquanto prefiro apreciar um clássico a sair para o tumulto que está os restaurantes nesta noite...
Há poucos dias o consumismo, inventou que porque era Páscoa, tínhamos que consumir toneladas de chocolate, peixe e principalmente bacalhau, que embora com o real valorizado, seu preço e o dos pescados, vão à estratosfera, e sempre uma mamãe, descuidada do controle da verbosidade, comenta com outra a festa e o tamanho dessas comemorações, as tortas e os petiscos, os espumantes, e as televisões de tela fininha que ganharam e a outra pobre ficou ausente até dos seus próprios filhos posto que fora a trabalho e talvez alguns outros estejam até na cadeia por tentarem pelo jeito errado dar o mesmo às suas mamães... Oremos por elas e por eles também.
E ofereço como exemplo, um dia de páscoa e um dia das mães, sem presentes mas com preces...
Saúde e Paz!
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 08 de Maio de 2011, 05:47
Queridos amigos Dothy e filhodobino


Sejam sempre bem vindos!

Agradeço pelas valiosas participações e por esses momentos de reflexão.

Amigo filhodobino concordo que precisamos tomar muito cuidado para não sermos contagiados pelo consumismo.

Toda mãe gosta de ser lembrada no seu dia mas o importante é retribuirmos com a nossa parcela de amor todo o amor que recebemos.

Nesse dia especial que cada um de nós que tem a benção de conviver com a sua mãezinha possa oferecer um abraço bem apertado, um sorriso radiante, uma flor orvalhada por uma lágrima de gratidão.

Abraços afetuosos da Katia

Título: Re: Família
Enviado por: ken em 08 de Maio de 2011, 16:26
Bom dia a todos

Amiga Kátia
Grato pela gentileza de suas palavras, considere meus votos recíprocos.

REENCARNAÇÃO E FAMÍLIA
 
Um dos argumentos mais comuns dos opositores do Espiritismo é o de que a Reencarnação, sua lei básica, destrói os laços de família.
Tal argumento, como tantos outros que a ignorância e a má-fé suscitaram, visando a obstar a marcha triunfante e galharda da Terceira Revelação, não resiste ao mais simples raciocínio, ao mais leve exame da lógica e do bom senso.
É por meio da reencarnação - e graças exclusivamente a ela - que os laços da fraternidade se ampliam e se fortalecem, notadamente nos círculos da consangüinidade.
Sem as noções da palingenesia, reduzida seria a nossa família espiritual, porque, em princípio, também reduzida seria a nossa família corporal.
Pela Reencarnação, prolongam-se as afeições além da vida física. Continuam os laços e vínculos espirituais, noutros mundos e noutras existências. Por seu intermédio estabelecem-se ligações eternas entre corações que se reencontram, inúmeras vezes, na paisagem do mundo, renovando experiências de aprimoramento.
Impossível se nos afigura considerar a Reencarnação por doutrina prejudicial aos laços de família. Somente podemos entendê-la como afirmação de solidariedade entre os seres, a refletir, assim, em toda a sua plenitude, a Bondade Celeste.
Entendemo-la por elemento divino de reunião de almas, no mesmo grupo ou ambiente, povo ou nacionalidade, para consolidação de afetos iniciados, noutros grupos e noutros povos, em tempos que se foram.
Existe, ainda, outro aspecto que igualmente revela a excelsitude, a benemerência da Reencarnação: se, por ela, amigos se reaproximam no mesmo lar, também no mesmo lar adversários se reencontram para a definitiva extinção de ódios cuja origem se perde nas brumas do pretérito.
Não fora a Reencarnação - faltar-nos-iam oportunidades de reconciliação com aqueles a quem ofendemos ou ferimos, ou que nos ofenderam ou feriram. Logo, benéficos são os efeitos, as conseqüências da Reencarnação.
Como poderíamos, igualmente, restabelecer o contacto com almas que semearam espinhos em nosso caminho e com almas que tiveram em seu caminho pedras colocadas por nós?
Como poderíamos voltar ao cenário terrestre a fim de, ao lado de companheiros de outras jornadas, concluir programas individuais ou coletivos apenas esboçados ou simplesmente iniciados?
Como nos reabilitarmos perante almas que, situadas em nossa estrada evolutiva, na condição de filhos e esposas, parentes e amigos, tiveram suas vidas e seus destinos complicados pela nossa desatenção aos preceitos do Evangelho?
Como vemos, ao invés de destruir os laços de família, os liames da consangüinidade, a Reencarnação os fortalece e consolida. assegura-lhes a perpetuidade na Terra e noutros mundos.
Se o Divino Mestre exaltou-a várias ocasiões, inclusive com o "ninguém verá o Reino de Deus se não nascer de novo", a Doutrina Espírita glorificou-a na síntese admirável que a bandeira do nosso movimento filosófico ostenta, galhardamente: "Nascer, morrer, renascer ainda, progredir continuamente, tal é a lei."
Jesus e Kardec plenamente identificados na lei magnânima.
A Reencarnação nega o egoísmo, pois afirma, de maneira eloqüente, a solidariedade entre os seres.
Divulgá-la, torná-la conhecida, é acender no coração da Humanidade a lâmpada da Esperança. Ela dissolve o preconceito, em qualquer de suas manifestações.
A Reencarnação é bálsamo, também, para o sofrimento. É chave que abre a porta para a compreensão dos mais complexos problemas humanos.
É luz que clareia a noite de nossos sofrimentos e de nossos anseios para a Vida Mais Alta.
A Reencarnação, em síntese, é Amor...

(Martins Peralva - Estudando o Evangelho - FEB)

Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 09 de Maio de 2011, 00:13
Ola Boa noite a todos
Muita paz.

 (http://2.bp.blogspot.com/-YyV_7xgK7Qs/Ta2E5pzcxAI/AAAAAAAAF0Q/Mj67YvfU0Jw/s1600/mae.jpg)

  Agradeço a excelente participação dos foristas, que tem enriquecido este estudo.

   Hoje queria , apenas tocar numa tematica , que não se consegue traduzir em palavras, porém procurarei dar o sentido mais lucido ás mesmas.
    Quero dizer que concordo com o Amigo Filhodobino, o consumismo, é perola perdida na vida daqueles que o valorizam em detrimento do sentido real da sublimidade da Mãe.
   Não existe um dia da Mãe, mas milénios , daquelas que o foram em cada estância .
   O dia da Mãe é todos os dias, essa Senhora que nos deu a oportunidade de podermos nascer pela via da reencarnação. Aquela mulher , espirito em evolução pelo amor conjunto , para com seus filhos, para com debitos, e creditos, muito acrescentou a mim, a ti , a ele , ao próximo, sim ela , pode já ter sido, irmã, amiga , filha, avô,esposa....
   Mãe me sinto , sempre um filho, um Amigo ,muito de devo, o aprendizado, a vida ,a familia....Sabes sei que estás feliz, apesar de teres partido, mas que estás sempre presente , no meu coração, no meu pensamento, na minha vida..
   Amo-te e sempre te amarei...És uma luz no meu caminho, uma flor no meu jardim, a água  que sacia minha sede, o sol que me auqece, a raiz do meu Amor...
    Te Agradeço , Te amo ...

  Muita paz e harmonia

  Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 09 de Maio de 2011, 00:22
Ola muita paz  e harmonia
Bons Amigos e Amigas

Honrar pai e mãe.

Êxodo 20, 8: Honra a teu pai e a tua mãe, para que vivas longos anos na terra que o Senhor teu Deus te dá.

Podemos notar a importância desse Mandamento na recompensa prometida para quem o cumprir. Os judeus imaginavam que uma vida longa aqui na Terra era sinônimo de estar nas graças de Deus, pois nada sabiam ou compreendiam da realidade espiritual. Como só aceitavam a vida física, nada mais lógico para eles que viver muito tempo, o que lhes significava um prêmio. Podemos perceber isso, claramente, na Bíblia, quando em suas narrativas encontramos pessoas tendo um longo período de vida. Temos, por exemplo, os que viveram: 840 anos, 810 anos, 895 anos, 962 anos e 979 anos, o que, se entendermos na literalidade, iria contrariar o que consta de Gêneses 6, 3: “E o Senhor disse: Meu Espírito não ficará para sempre no homem, porque ele é apenas carne. Não viverá mais do que 120 anos”.

Sabemos também, que mesmo se não fosse uma Lei Divina, é nosso dever honrar aos nossos pais, já que são eles que nos proporcionam essa nova reencarnação, ao procriarem o nosso corpo físico. Vemos, neles, co-criadores, que “entregam” a Deus um novo corpo físico para que um espírito venha a ter uma nova oportunidade de crescimento e aprendizado, pela porta da reencarnação.

A eles devemos a nossa educação, principalmente a moral, e, se não puderam dar mais deles para nós, é porque, muitas vezes, nós espíritos rebeldes, não lhes damos ouvidos. Tudo que fazem a nosso favor, o fazem por amor. Quantas vezes, nos revoltamos contra eles, quando éramos adolescentes, mas, ao nos tornarmos maduros, não somente sermos adultos, compreendemos que tudo o que nos fizeram não faltou o ingrediente do amor. Se voltarmos no tempo para lembrarmos as vezes que passaram noites inteiras sem dormir, preocupados com nosso estado de saúde, quando até mesmo uma simples gripe, para eles, era motivo de preocupações, dar-lhes-íamos mais respeito e mais valor. Quanto é significativo o carinho com que nossa mãe nos carregou no colo, oferecendo seu peito para que sugássemos o leite materno de importância vital para o nosso desenvolvimento físico e até mesmo emocional. São tantas coisas que devemos aos nossos pais, que seremos totalmente ingratos, se não tivermos para com eles todo o respeito que merecem.

Muita paz

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 09 de Maio de 2011, 00:24
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

Somos convidados, a cada instante, a vivermos no mundo sem sermos do mundo. O que isso significa? Significa que o convite que nos fazem os Espíritos é que utilizemos de maneira sábia nossa encarnação terrestre, mas que compreendamos que ela é um só passo numa evolução infinita, que se dá no íntimo de cada um. Quando nos deparamos com pessoas queridas, simpatias, antipatias, esse convite se renova. Compreendermos as pequenas situações de nossa vida como vivência do Espírito, muito mais do que vivência social, religiosa ou científica. O encontro de corpos nada significa se não significar encontro de corações. Quando nos referimos à família isso é particularmente tocante. A família é o berço maior da convivência, do exercício e da doação de Espíritos que ainda estão na infantilidade do amor. Nesse convite que Deus nos faz por meio de nossa família, devemos estar conscientes que é um convite a nós, Espíritos. Um convite à paciência, à calma, e à fé em saber que a morte não existe, e que a consciência pré-existe ao corpo que a abriga. O Espírito então que nos chega por filho é um Espírito pré-existente, que carrega suas dúvidas, apreensões e conquistas, e cabe a nós orientá-los adequadamente para que sigam o caminho do bem. Quando os Espíritos nos falam sobre a ingratidão, nos situam, antes, nesse contexto: o do Espírito. Nos mostram o quanto de dúvidas e de dor é para um Espírito reencarnante estar junto àqueles que outrora odiou, o quanto é difícil para o espírito ainda imaturo aceitar a responsabilidade de uma paternidade ou maternidade o que explica por vezes a instabilidade emocional e moral dos pais, em suas ainda pequenas conquistas morais. Nesse convívio de pais e filhos o amor de Deus é presente de maneira muito especial, porque permite que os sentimentos se interpenetrem na maternidade e na paternidade havendo uma troca imensa de energias e aprendizados entre os Espíritos que se reencontram. Saber respeitar e entender as opções, ter fé no futuro e agir com perseverança e respeito para com a consciência que está sob sua guarda, mas não lhe pertence - eis o dever dos pais. Reconhecer sua posição de respeito e dedicação e necessidade de andar de mãos dadas com aqueles que abriram muito mais do que a porta da casa, mas a porta de seus corações para recebê-los: eis o dever dos filhos. Entendermo-nos como Espíritos e nos respeitamos, sustentando as sagradas lições da maternidade que permitem renovação de caminhos, eis o dever de todos. Na ingratidão dos filhos, portanto, reside um pouco da responsabilidade de cada um de nós, enquanto sociedade que deve fazer-se sensível ao sofrimento e ativo à renovação de todos aqueles que, sempre filhos e algumas vezes pais, nos cruzam os caminhos da vida, reclamando auxílio.

Jesus, como maior psicólogo que a Terra já conheceu, situa a ingratidão muito mais profundamente do que simplesmente as situações exteriores. Eis o que nos relata o Evangelista Lucas, em seu capítulo 17, nos versículos 12 e seguintes: "E aconteceu que, indo ele a Jerusalém, passava pela divisa entre a Samaria e a Galiléia. Ao entrar em certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, os quais pararam de longe, e levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós! (...) Ele, logo que os viu, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, enquanto iam, ficaram limpos. Um deles, vendo que fora curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, dando-lhe graças; e este era samaritano. (...) Perguntou, pois, Jesus: Não foram limpos os dez? E os nove, onde estão? Não se achou quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou." Quando Jesus mostra a importância do entendimento da cura pelo leproso que retornou, diz que a reconstituição física era completamente secundária frente ao entendimento e à humildade que seriam fundamentais na renovação moral daquele espírito. A gratidão está, pois, no entender de Jesus, à humildade, que é uma segura medida da disposição íntima sincera que um Espírito tem para renovar-se. Para 'salvar-se'. Foi a fé e a perseverança humilde do Espírito que reconheceu a dádiva que recebeu que o salvou, e não a cura de sua lepra. De acordo com Jesus, o Espírito Santo Agostinho, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XIV, item 09, inicia sua mensagem dizendo: "A ingratidão é um dos frutos mais diretos do egoísmo.", mostrando sua importância frente à humildade e à força de renovação dos Espíritos.

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 09 de Maio de 2011, 00:28
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

E falando de Ingratidão , de culpa...

O entendimento da palavra "Amor" pelos idiomas modernos é bastante confuso. Lembramos que os gregos tinham para si quatro deuses, portanto quatro significações diferentes para designar o amor. Dois desses deuses - Pornea e Eros - eram ligados ao amor sensual, infantil e adolescente. Outro deus, no entanto, Phillis, representava o "amor de amigo", que era, embora ainda egoísta e exigente de trocas, gerido pelo respeito mútuo e pela dedicação ao outro. Só o amor do deus "Ágape" que também significava uma expressão de um grande banquete onde o importante para o anfitrião era que todos se sentissem bem servidos - significava o amor total, de entrega, de doação sem limites. É natural, amigo, que o Espírito, quando ainda guarda dentro de si imperfeições e mágoas profundíssimas, exercite o amor de maneira imperfeita e recalcitrante. Esse amor pode não chegar ao desejo do bem e à dedicação espontânea, em doação, embora seja essa a sua idealização. Lembramos, entretanto, que o amor que é exigido na gratidão é o amor 'Phillis', o amor de respeito e reconhecimento, mesmo que frio. Esse grau de dedicação, que irá se transformando pouco a pouco em sentimento, quando começar a amolecer-se pela doação constante dos pais pode ser exercido sem restrições, desde que a alma que é chamada a ele seja consciente de si mesma e coerente com seus princípios cristãos. Jesus foi claro ao dizer: "Honrai vosso pai e voss mãe". A honra, o respeito, são condições fundamentais para o plantio do amor que virá naturalmente e espontaneamente depois do exercício e do sentimento mais apurado. Quando se ache nessa situação íntima, o Espírito deve respeitar-se para que não haja fingimentos, mas ser consciente de que é pelo exercício e pela reflexão que chegará a passar do respeito à dedicação do coração, e caminhar ativamente em direção a ela, sem culpas que o paralisem inutilmente. Não há amor verdadeiro sob cobrança.

Consequências geradas após o desencarne...

Optando conscientemente pelo caminho do orgulho e do egoísmo, colocando-se em posição isolada, os Espíritos escolhem o método de aprendizado por que o chamado de Deus deve chegar até eles: a dor. Não há nisso qualquer tipo de castigo, mas simplesmente uma conseqüência natural das Leis Naturais, que impulsionam sem cessar o Espírito a seu próprio íntimo, à educação e a Deus. Vejamos o que nos dizem os Espíritos: Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", Capítulo XIV, item 3: "Ai do ingrato: será punido com a ingratidão e o abandono; será ferido nas suas mais caras afeições, algumas vezes já na existência atual, mas com certeza noutra, em que sofrerá o que houver feito aos outros." Em "O Livro dos Espíritos", questão 399: "Assim, o orgulhoso será castigado no seu orgulho, mediante a humilhação de uma existência subalterna; o mau-rico, o avarento, pela miséria; o que foi cruel para os outros, pelas crueldades que sofrerá; o tirano, pela escravidão; o mau filho, pela ingratidão de seus filhos; o preguiçoso, por um trabalho forçado, etc." No entanto, sem medos. Isso tudo tem por objetivo tocar o coração do Espírito ainda infantil no entendimento das Leis da Vida, de modo a fazê-lo compreender seu erro. E veja só que cena belíssima é descrita sobre esse despertar e a postura que assumirá, quando compreender-se imperfeito nesse aspecto. "O Evangelho Segundo o Espiritismo", Capítulo XIII, item 19: "Os benefícios acabam por abrandar os mais empedernidos corações; podem ser olvidados neste mundo, mas, quando se desembaraçar do seu envoltório carnal, o Espírito que os recebeu se lembrará deles e essa lembrança será o seu castigo.(...) (...) Deplorará a sua ingratidão; desejará reparar a falta, pagar a dívida noutra existência, não raro buscando uma vida de dedicação ao seu benfeitor." São as próprias ações que foram alvo da ingratidão que, quando preparado e convencido, ajudarão o Espírito a compreender-se e impulsioná-lo novamente ao bem e à necessidade de nova reencarnação, buscando seu aprendizado. É a Lei do Amor agindo na educação do Espírito.
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 09 de Maio de 2011, 00:32
Ola muita paz e harmonia
Amigos e Amigas

Os Pais serão culpados da ingratidão dos filhos?

é uma questão íntima que só poderá ser respondida individualmente. Vejamos os dois casos, e como eles são tratados pelos Espíritos Superiores. "O Evangelho Segundo o Espiritismo", Capítulo V, item 4: "Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade (...) (...) que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles." É uma advertência porque a ingratidão dos filhos pode ser sim conseqüência de uma postura relapsa e distante dos pais, que, depois, surpreendem-se com a reação dos filhos, que registraram essas posturas que lhes foram passadas ao longo dos anos. É possível, entretanto, que a ingratidão ocorra mesmo com toda a dedicação dos pais? Sim, perfeitamente. Vejamos, sobre isso, qual é a orientação do Espírito Santo Agostinho. "O Evangelho Segundo o Espiritismo", Capítulo XIV, item 9: "Quando os pais hão feito tudo o que devem pelo adiantamento moral de seus filhos, se não alcançam êxito, não têm de que se inculpar a si mesmos e podem conservar tranqüila a consciência. A amargura muito natural que então lhes advém da improdutividade de seus esforços, (...) (...) Deus reserva grande e imensa consolação, na certeza de que se trata apenas de um retardamento, que concedido lhes será concluir noutra existência a obra agora começada e que um dia o filho ingrato os recompensará com seu amor." Mais uma vez, pois, façamos a nossa parte, que a semente plantada jamais morrerá. Paciência, fé e perseverança darão ao Espírito que nos chega aos braços todas as oportunidades de renovar-se.

Se Deus permite por vezes sejais pagos com a ingratidão, é para experimentar a vossa perseverança em praticar o bem." ("O Evangelho Segundo o Espiritismo", Capítulo XIII, item 19) O ensinamento é que somos convocados à prática do entendimento das criaturas com perseverança e a esse ensinamento não nos podemos furtar pelas reações que tivemos, se nossa consciência está tranqüila. O exercício do bem, há maior ensinamento que esse?

Johann Pestalozzi em sua obra "Madre i figlio". "É natural que eu ponha como primeira condição o amor, que sempre comparecerá espontaneamente. Tudo o que eu pediria a uma mãe seria que ela fizesse operar seu amor com a maior força possível, e todavia o regulasse com a reflexão" (Pestalozzi, "Madre e figlio") O grande pedagogo nos ensina: fundamentar o tratamento de nossos filhos, principalmente no divino presente da maternidade, com amor e reflexão, para ver frutificar suas sementes nos corações que Deus lhes confiou para cuidar em Seu nome. O recado da ingratidão é, pois, o recado do chamamento ao amor, à dedicação, à compreensão e à luta de renovação que, seguindo Jesus, travamos conosco mesmos. Deus fique com todos.

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 09 de Maio de 2011, 00:41
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas


Poucas vagas na escola    


- A alma reencarna logo depois de se haver separado do corpo ?
- Algumas vezes reencarna imediatamente, porém de ordinário só o faz depois de intervalos mais ou menos longos.(...)
Questão nº 223 do Livro dos Espíritos.

O velhinho era reencarnacionista convicto, mas isso não o animava muito.

- Estou com noventa e quatro anos. Preocupa-me saber que meus pais desencarnaram há quarenta e cinco anos. Três decênios decorreram desde que minha esposa partiu. Perto de meio século marca o falecimento de um filho adolescente. Depois de tanto tempo, não os reencontrarei na Espiritualidade, quando Deus me chamar. Reencarnados, integrados em nova personalidade, nova família, nossa ligação perecerá.

Este raciocínio é freqüentemente usado por aqueles que não aceitam a reencarnação. Ressaltam que nessas idas e vindas perdemos de vista nossos amados, dissolvendo-se as ligações afetivas.

Não é nada disso.

Se a convivência faz o amor, este, quando consolidado, perdura sempre, ainda que, eventualmente, fiquem sem conviver os que se amam.

Tanto é assim que os Espíritos que se adiantam, estagiando em planos mais altos, tornam-se tutelares de seus amados, amparando-os sempre, na Terra ou no Além.

Podem, portanto, alterar-se os cenários e os papéis desempenhados por nós, no teatro da Vida, mas o amor legítimo será sempre imutável e imorredouro.

***

Por outro lado, a reencarnação não é um ioiô evolutivo, em que o Espírito envolve-se com um suceder de giros reencarnatórios, sem tempo para tomar fôlego na Espiritualidade.

A existência física é apenas um estágio escolar, onde cultivamos disciplinas compatíveis com nossas necessidades evolutivas. Nossa morada está no Plano Espiritual.

Nenhum aluno reside na escola. Permanece ali bem menos do que se imagina. Considerando que o ano letivo tem cento e oitenta dias, com carga horária de aproximadamente cinco horas diárias, concluímos que o colégio ocupa perto de um décimo de seu tempo.

Algo semelhante ocorre em nossas experiências no educandário terrestre. E tanto mais ficaremos em casa, na Espiritualidade, quanto mais amplamente superarmos nossas imperfeições, já que é para isso que nos submetemos às experiências reencarnatórias.

Os Espíritos superiores raramente vêm à carne. Quando o fazem é para nos ensinar, em gloriosas missões, porquanto nada têm a aprender aqui.

Infundado, pois, o temor de que não encontraremos os familiares que nos antecederam no retorno à Espiritualidade. Salvo em circunstâncias excepcionais, nossa permanência no Além é longa, para mais de cem anos.

***

Isso ocorre também por um problema de disponibilidade de vagas na escola terrestre.

Freqüentemente, nas manifestações de benfeitores espirituais, ouvimos exortações assim:

- Aproveitem a oportunidade que Deus lhes concedeu. Lutem contra suas imperfeições. Empenhem-se em favor da própria renovação. Pratiquem o bem, conquistem lastros de virtude. Valorizem a bolsa de estudos na reencarnação, porquanto há extensas filas de Espíritos esperando a chance do recomeço.

Essa demora significa que a intermissão, o tempo que separa duas encarnações, é mais ou menos longo.

Fácil perceber isso, analisando uma informação do Espírito André Luiz, em psicografia de Francisco Cândido Xavier, publicada no Anuário Espírita, de Araras, edição de 1964.

Segundo o apreciado mentor, a população desencarnada da Terra andava perto de vinte e um bilhões de Espíritos.

Naquele ano o número de encarnados era de aproximadamente três bilhões, a oitava parte da população global. Se esta permanecesse estática, com uma média de cinqüenta anos para a jornada humana (considerando países desenvolvidos e subdesenvolvidos), demandaria quatrocentos anos para que todos tivéssemos uma experiência reencarnatória.

Como a população encarnada vem crescendo sempre (atualmente somos perto de cinco bilhões e trezentos milhões), e há Espíritos que não reencarnam mais ou o fazem a espaços muito dilatados, a intermissão pode ser reduzida a perto de duzentos anos.

Trata-se de uma especulação, mas dá para sentir que forçosamente passamos mais tempo no Além. A demanda é bem maior do que a "oferta de vagas".

Não há, portanto, razão para temermos não reencontrar, no Plano Espiritual, aqueles que nos precederam.

Tão certo quanto a própria morte será o reencontro dos que se amam de verdade, com aquela fidelidade que supera as barreiras do espaço e do tempo.

***

Cientistas que pesquisam a reencarnação, com a regressão de memória por hipnose ou indução, têm confirmado que embora varie muito a intermissão, podendo ultrapassar mil anos, há uma média em torno de duzentos e cinqüenta anos.

Há as notáveis pesquisas em torno das reminiscências espontâneas. Algumas crianças recordam a existência anterior, com tal riqueza de detalhes que chegam a confundir os adultos.

Imaginemos um menino a reclamar aos genitores:

- Não sei o que estou fazendo nesta família. Meus pais de verdade residem em outra cidade. Tenho outros irmão. Sou casado, tenho filhos...

Uma bela confusão gerada por personalidades superpostas de uma individualidade.

Os pesquisadores constatam que a intermissão, nesses casos, é brevíssima, não ultrapassando os vinte anos, o que parece contrariar a tese de que é longo o intervalo que separa duas encarnações.

Na verdade é uma confirmação. Fácil entender porque:
A criança só lembra da vida passada porque ficou pouco tempo no Plano Espiritual. Se estes casos são raros isto significa que a intermissão curta é uma exceção.

***

Não vai longe o dia em que a reencarnação será reconhecida pela comunidade científica, preenchendo certas lacunas na teoria evolucionista de Darwin.

Ficarão espancados os cientistas ao constatarem que todas as conseqüências culturais, sociais e morais, relacionadas com o conhecimento das vidas sucessivas, estavam perfeitamente delineadas e definidas nas obras básicas da Doutrina Espírita, com a marcante contribuição de Allan Kardec.

A posse desse conhecimento abençoado, antes que a Ciência o desdobre, implica num compromisso:
Compete-nos desenvolver uma consciência reencarnatória, valorizando o trânsito pela escola terrestre, onde devemos agir como alunos aplicados nas lições da vida.

Somente assim, de retorno ao lar, estaremos habilitados à felicidade que almejamos, no dilatado estágio na Espiritualidade, como sugere David, no famoso Salmo XXIII:

E na casa do Senhor habitarei por longos dias.

 Reencarnação
Richard Simonetti
Título: Re: Família
Enviado por: pati em 09 de Maio de 2011, 00:57
Olá para todos! Desejo-lhes muita paz.

Atenta aos estudos, apesar da demora em vir aqui postar.
Digo aos amigos que passei um dia bem harmonioso, com a "minha" família e a do meu irmão. Pudemos por em prática tudo o que vem sendo exposto aqui, sobre laços de família, simpatias, paciência, pacificação, enfim, tudo o que precisamos exercitar. Foi gratificante mas, há um tempo atrás, não era tão simples. "Águas passadas não movem moinhos"; precisamos aproveitar os bons momento em família, dando ênfase ao que é saudável, evitando o que não nos faz bem, tampouco ao outro.

Gostei muito desses textos sobre reencarnação; nos esclarecem e fazem pensar...
Bem, vou continuar a ler, pois tem bastante est udo por aqui.
Abraços
pati

Estejamos em Deus
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 09 de Maio de 2011, 01:05
Ola muita paz e harmonia
Amiga Pati

 Seja benvinda de novo.
  Amiga ficamos feizes por seu dia ter sido otimo,

Lutas em Família


        O espírita não deve esquecer-se que a sua responsabilidade primeira é para com a própria família consangüínea.

        É no recinto doméstico que ele é chamado às maiores renúncias.

        O grupo familiar é, sem dúvida, o seu campo de lutas, onde ele necessita vivenciar, com prioridade, a mensagem que prega.

        Disse Jesus: "Não penseis que eu vim trazer a paz sobre a Terra; eu não vim trazer a paz, mas a espada; porque eu vim separar o homem de seu pai, a filha de sua mãe e a nora de sua sogra; e o homem terá por inimigos os de sua casa."

        Como aconteceu ao Cristianismo, o Espiritismo veio estabelecer no mundo o conflito de idéias.

        Às vezes, dentro de casa, o espírita se sentirá solitário em sua crença, sofrendo a incompreensão dos corações amados que ainda não conseguiram se libertar do preconceito religioso.

        Por isto, tanto quanto lhe seja possível, evitará polemizar com a família sobre os assuntos de religião.

        Entenderá que o fruto não amadurece antes da época propícia e saberá esperar com paciência, perseverando, em silêncio, nas tarefas que abraçou.

        Perdoará alusões agressivas à fé que professa, sem revidar a qualquer ofensa.

        Estará consciente de que nem sempre o grupo familiar é um grupo de almas afins e que quase todos reencarnam na mesma equipe doméstica no sentido de se reajustarem perante as Leis da Vida.

        O Espírita não deve insistir em excesso com os familiares para que se convertam ao seu modo de pensar. Não raro, os convites insistentes, ao invés de funcionarem beneficamente, acabam gerando antipatia para com a Doutrina.

        Existem mesmo pessoas que gostam de contrariar por simples prazer; é uma maneira inconsciente de cobrarem o que lhes é devido.

        Para o espírita que exerce a mediunidade, vinculado a uma família não-espírita, as incompreensões costumam ser maiores, porque, além da influência dos encarnados, sofrerá ele o assédio dos desencarnados que desejam vê-lo longe da tarefa.

        É o que vemos acontecer, por exemplo, com muitas senhoras que são impedidas pelos esposos de comparecerem aos Centros Espíritas.

        Quando tal se dá, em favor da paz em família, convém adiar os planos ansiosamente acalentados n'alma, refletindo que em toda a parte somos chamados ao exercício da mediunidade, bem como aos testemunhos de nosso amor à Causa.

        Quem sabe ceder hoje, conquistará amanhã.

        Às vezes, a renúncia de alguém por alguns anos, acaba por sensibilizar os integrantes de uma família inteira, modificando-lhes em profundidade a maneira de ser e de pensar.

        Aceitemos os outros como são, para que eles nos aceitem como somos.

        Não nos transformemos em moralistas dentro da própria casa, querendo impor as lições do Espiritismo, pois quem age assim, demonstra que ainda não assimilou o verdadeiro espírito da Doutrina, que nos ensina a respeitar a liberdade de consciência de cada um.


Livro: Seara de Luz
Irmão José & Carlos Baccelli


    Muita Paz
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 09 de Maio de 2011, 01:08
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

  E Falando em ingratidão , falta de entendimento ...quando um Familiar não nos compreende...

Incompreensões

        Não reclames do filho aquilo que ele ainda não te pode dar.

        Ele é filho do Criador, quanto nós mesmos. Ninguém se faz amado através da exigência.

        Dá tudo! aqueles que desejamos ajudar ou salvar nem sempre conseguem compreender, de pronto, o sentido de nossas palavras, mas podem ser inclina-dos ou arrastados à renovação por nossos atos e exemplos.

        Em muitas ocasiões, na Terra, somos esquecidos e humilhados por aqueles a quem nos devotamos, mas, se soubermos perseverar na abnegação, acendemos no próprio espírito o abençoado lume com que clareamos a estrada, além do sepulcro!...

        * * * * *

        Tudo passa no mundo... Os gritos da mocidade menos construtiva transformam-se em música de meditação na velhice!

        Ampara teu filho que é também teu irmão na Eternidade, mas não te proponhas escravizá-lo ao teu modo de ser!

        Monstruosa seria a árvore que se pusesse a devorar o próprio fruto; condenável seria a fonte que tragasse as próprias águas!

        Os que amam, sustentam a vida e nela transitam como heróis, mas os que desejam ser amados não passam muitas vezes de tiranos cruéis...

        * * * * *

        Levanta-te! Ainda não sorvestes todo o cálice. Além disso, Jesus espera por ti...

        Os que lhe batem à porta, consternados e desiludidos, são teus familiares igualmente... Esses velhos abandonados que te procuram tiveram também pais que os adoravam e filhos que lhes dilaceraram o coração...

        Esses doentes que apelam para a tua capacidade de auxiliar conheceram, de perto a meninice e a graça, a beleza e a juventude!...

        * * * * *

        Tuas dores, não são únicas. E o sofrimento é a forja purificadora, onde iras perder o peso das paixões inferiores, a fim de te alçar à vida mais alta... Quase sempre é na câmara escura da adversidade que percebe-mos os raios da Inspiração Divina, porque a saciedade terrestre costuma anestesiar-nos o espírito...

        Procura teu filho, com a lâmpada acesa do amor, nos filhos alheios, e o Senhor abençoarte-a, convertendo-te a amargura em paz do coração... Ergue-te e aguarda de pé a luta dentro da qual reeducarás aqueles que mais amas...

        Não te rendas ao sopro frio do infortúnio, nem creias no poder do cansaço...

        Que seria de nós se Jesus, entediado de nossos erros, se entregasse à fadiga inútil?

        Ainda que o corpo se recolha às transformações da morte, mantém-te firme na fé e no otimismo... O túmulo é a penetração na luz de novo dia para quantos lhe atravessam a noite com a visão da esperança e do trabalho.

        Não aguardes por agora, senão renúncia e sacrifício... Jesus até hoje não foi compreendido, mesmo por muitos que se dizem seus seguidores.

        Auxilia, perdoa e espera!... As vitórias supremas do espírito brilham além da carne.

 Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Muita Paz
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 09 de Maio de 2011, 02:20
Boa noite queridos Amigos Victor Passos, Katiatog e todos os que acompanham este estudo da família.

Hoje é um dia especial, quando homenageamos aquela que nos propiciou estarmos neste mundo, nos amparando, educando, amando...

Feliz Dia das Mães!!!

***

 
   :-*  Campo Afetivo


Usa a benevolência para com todos, mas especialmente para com os entes amados, quando não possam cumprir os encargos que assumem.

Esse amigo resistiu, por muito tempo, a certo tipo de tentação, no entanto, sem forças para guardar os avisos da consciência, entrou em longo labirinto de remorsos do qual não sabe como sair.

Essa companheira rogou amparo e compreensão, centenas de vezes, contudo, sem achar segurança no chão que pisava, resvalou para atitudes estranhas nas quais parece enlouquecer.

Outro quis desfrutar um momento de felicidade, através da fuga aos próprios compromissos, entretanto, viu-se preso numa rede de enganos lamentáveis, induzindo almas queridas à rebeldia e ao sofrimento.

Outro, ainda, a pretexto de repouso e entretenimento, esbarrou em vasto despenhadeiro de arrependimento e solidão.

Ante os seres amados, envolvidos em acidentes da alma, silencia, abençoa-os e segue em teu próprio caminho.

Ama-os, quais se mostram, e prossegue estrada adiante, na certeza de que tanto eles quanto nós, continuamos em plena vida, apoiados no amor e na sabedoria de Deus.


Meimei
(Psicografado por Francisco Cândido Xavier)
(Do Livro Deus Guarda)
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 09 de Maio de 2011, 02:29
Olá queridos amigos...

Feliz em poder interiorizar tantos ensinamentos e assim seguir meu relacionamento familiar com mais equilíbrio, deixo aqui outra mensagem...

Abçs
Macili

***


UNIÃO INFELIZ

 
“Pergunta --- Qual o fim objetivado com a reencarnação?”
“Resposta --- Expiação, melhoramento progressivo da Humanidade”.
Sem isto, onde a justiça?”Item n. 167, de “O Livro dos Espíritos”“.


Dolorosa, sem dúvida, a união considerada menos feliz. E, claro, que não existe obrigatoriedade para que alguém suporte, a contragosto, a truculência ou o peso de alguém, ponderando-se que todo espírito é livre no pensamento para definir-se, quanto às próprias resoluções. Que haja, porém, equilíbrio suficiente nos casais jungidos pelo compromisso afetivo, para que não percam a oportunidade de construir a verdadeira libertação.

Indiscutivelmente, os débitos que abraçamos são anotados na Contabilidade da Vida; todavia, antes que a vida os registre por fora, grava em nós mesmos, em toda extensão, o montante e os característicos de nossas faltas.

A pedra que atiramos no próximo talvez não volte sobre nós em forma de pedra, mas permanece conosco na figura de sofrimento. E, enquanto não se remove a causa da angústia, os efeitos dela perduram sempre, tanto quanto não se extingue a moléstia, em definitivo, se não a eliminamos na origem do mal.

Nas ligações terrenas, encontramos as grandes alegrias; no entanto, é também dentro delas que somos habitualmente defrontados pelas mais duras provações. Isso porque, embora não percebamos de imediato, recebemos, quase sempre, no companheiro ou na companheira da vida íntima, os reflexos de nós próprios.

È natural que todas as conjugações afetivas no mundo se nos figurem como sendo encantados jardins, enaltecidos de beleza e perfume, lembrando livros de educação, cujo prefácio nos enleva com a exaltação dos objetivos por atingir. A existência física, entretanto, é processo específico de evolução, nas áreas do tempo, e assim como o aluno nenhuma vantagem obterá da escola se não passa dos ornamentos exteriores do educandário em que se matricula, o espírito encarnado, nenhum proveito recolheria do casamento, caso pretendesse imobilizar-se no êxtase do noivado.

Os princípios cármicos desenovelam-se com as horas. Provas, tentações, crises salvadoras ou situações expiatórias surgem na ocasião exata, na ordem em que se nos recapitulam oportunidades e experiências, qual ocorre à semente que, devidamente plantada, oferece o fruto em tempo certo.

O matrimônio pode ser precedido de doçura e esperança, mas isso não impede de que os dias subsequentes, em sua marcha incessante, tragam aos cônjuges os resultados das próprias criações que deixaram para trás.

A mudança espera todas as criaturas nos caminhos do Universo, a fim de que a renovação nos aprimore.

A jovem suave que hoje nos fascina, para a ligação afetiva, em muitos casos será talvez amanhã a mulher transformada, capaz de impor-nos dificuldades enormes para a consecução da felicidade; no entanto, essa mesma jovem suave foi, no passado --- em existências já transcorridas ---, a vítima de nós mesmos, quando lhe infligimos os golpes de nossa própria deslealdade ou inconseqüência , convertendo-a na mulher temperamental ou infiel que nos cabe agora revelar e retificar. O rapaz distinto que atrai presentemente a companheira, para os laços da comunhão mais profunda, bastas vezes será provavelmente depois o homem cruel e desorientado, suscetível de constrangê-la a carregar todo um calvário de aflições, incompatíveis com os anseios de ventura que lhe palpitam na alma. Esse mesmo rapaz distinto, porém, foi no pretérito --- em existências que já se foram --- a vítima dela própria, quando, desregrada ou caprichosa, lhe desfigurou o caráter, metamorfoseando-o no homem vicioso ou fingido que lhe compete tolerar e reeducar.

Toda vez que amamos alguém e nos entregamos a esse alguém, no ajuste sexual, ansiando por não nos desligarmos desse alguém, para depois --- somente depois --- surpreender nesse alguém defeitos e nódoas que antes não víamos, estamos à frente de criatura anteriormente dilapidada por nós, a ferir-nos justamente nos pontos em que a prejudicamos no passado, não só a cobrar-nos o pagamento de contas certas, mas, sobretudo, a esmolar-nos compreensão e assistência, tolerância e misericórdia, para que se refaça ante as leis do destino. A união suposta infeliz deixa de ser, portanto, um cárcere de lágrimas para ser um educandário bendito, onde o espírito equilibrado e afetuoso, longe de abraçar a deserção, aceita, sempre que possível o companheiro ou a companheira que mereceu ou de que necessita, a fim de quitar-se com os princípios de causa e efeito, liberando-se das sombras de ontem para elevar-se, em silenciosa vitória sobre si mesmo, para os domínios da luz.


Espírito: Emmanuel
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Livro: Vida e Sexo – Cap. 9 – Pág. 41
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 09 de Maio de 2011, 03:07
Boa noite queridos amigos!


Agradeço pelas valiosas contribuições dos amigos Ken, pati e Macili

Desejando que todas as mães e sua famílias tenham desfrutado de um Dia das Mães pleno de amor, compreensão e gratidão.

Meu carinho e abraço à todos.


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Gratidão, por quê?


Renato Costa


Agostinho de Hypona discorre, no Item 9 do Capítulo XIV, de O Evangelho segundo o Espiritismo, sobre um tema ao qual Kardec intitulou de “A Ingratidão dos Filhos e os Laços de Família”. Naquele trecho, um dos muitos classificados pelo Codificador como “Instruções dos Espíritos”, Agostinho inicia afirmando ser a ingratidão um dos frutos diretos do egoísmo. De fato, quem não é grato por um favor que recebe é porque se julga merecedor de tal favor, entendendo que aquele que o prestou nada mais fez que sua obrigação. Ora, o que é alguém que se julga merecedor do favor de todos sem a ninguém achar necessário agradecer, senão alguém totalmente centrado em si mesmo, isto é, um egoísta?

A seguir, Agostinho apresenta as três situações básicas em que a sociedade humana entende estar ocorrendo a ingratidão de filhos para com seus pais, a saber:

– quando os Espíritos guardam ódio entre si por força de ocorrências passadas e a sua aproximação, encarnando como membros de uma mesma família, não logra atenuar suficientemente tais ódios;

– quando os pais, por motivos vários, são tolerantes em demasia para com os vícios de seus filhos, faltando ao seu dever de transmitir a eles valores morais e permitindo que eles façam tudo o que desejam fazer, colhendo, quando idosos, os frutos que eles mesmos plantaram;

– quando uma família constituída de Espíritos afins e harmonizados recebe em seu meio um Espírito em desequilíbrio e, mesmo tudo fazendo para integrá-lo ao ambiente de paz e harmonia do restante do núcleo familiar, não consegue desviá-lo totalmente do vício.

Explicando-nos os motivos para cada situação e nos orientando sobre como proceder em cada caso, o ex-bispo de Hipona, uns dos grandes pensadores cristãos e grande colaborador da Codificação, encerra sua mensagem.

Gostaríamos, neste ponto, de fazer uma reflexão junto com o amável leitor. Sabemos que os preceitos morais de Jesus nos foram explicados pelos Espíritos que colaboraram na Codificação, sob a liderança de nosso amado Mestre, com a finalidade de nos consolar quanto às angústias que atormentavam nosso coração e nos esclarecer quanto às dúvidas que intrigavam nossas mentes, apontando-nos, dessa forma, um rumo seguro a tomar. Ora, como não poderia deixar de ser, os esclarecimentos voltados a consolar nossas angústias tiveram que ser direcionados àquelas que atormentavam a sociedade humana no século XIX, muitas das quais ainda o fazem neste século XXI. Tais angústias eram, como ainda são, fruto de nossa percepção das coisas e, como tal, passíveis de atenuação, à medida que tal percepção se torna mais clara e tem melhor correspondência com a realidade.

É nessa linha de raciocínio que nos propomos a refletir sobre a percepção da sociedade humana quanto ao que seja gratidão ou ingratidão de filhos.

Ingratidão é falta de gratidão. O sentimento de gratidão está associado à percepção, por aquele que é grato, de ter recebido um favor daquele a quem ele é agradecido. Ao falarmos de gratidão dos filhos, portanto, é mister que saibamos qual o favor que fazemos a nossos filhos para que venhamos a esperar deles gratidão. Vejamos algumas hipóteses.

Talvez nossos filhos nos devam ser gratos porque os trouxemos à vida. No entanto, trazer filhos à vida, todos os animais trazem. O prazer que todos os animais e o ser humano sentem no ato de acasalamento existe como estímulo à reprodução, com finalidade, segundo a ciência, da perpetuação da espécie. Trazer filhos à vida é, portanto, uma simples lei da natureza. Talvez nos devam ser gratos porque os agasalhamos, abrigamos e educamos. Mas agasalhar, abrigar e educar filhos, os animais superiores também fazem com os seus. Mais uma vez, o ser humano nada faz de especial.

Que fazemos por nossos filhos, então, que mereça a sua gratidão? Antecedendo um pouco essa questão, perguntemos a nós mesmos o que fazem os outros por nós que nos faça sentir agradecidos. Quando um pintor faz um serviço perfeito em nossa casa, sem uma falha, somos gratos a ele por isso? Quando deitamos na cama, tranqüilos, à noite, sabendo que há um vigia noturno na portaria cuidando para que estranhos não entrem em nosso prédio e abrindo a porta para os moradores que chegam tarde, somos gratos a ele por isso? Quando saímos na rua e pisamos em uma calçada limpa, somos gratos ao lixeiro que a varreu? Ocorre que esses, poderia nos dizer o leitor amigo, são casos em que pagamos pelos serviços, logo não há porque sermos gratos por eles serem bem executados. Tudo bem, vejamos, então, casos onde não ocorre pagamento.

Quando vamos ao Centro Espírita e somos beneficiados pela espiritualidade e pelos trabalhadores anônimos que ali trabalham, somos gratos a eles pelas bênçãos recebidas? Ao longo do dia, sempre que nos sentimos bem e inspirados em nossos pensamentos ou ações ou quando nos sentimos confortados em nossas crises emocionais, lembramos de agradecer a nossos guias espirituais, pela paciência com que eles, há séculos ou milênios, nos guiam e orientam, sempre acreditando em nós, mesmo quando nós mesmos não o fazemos mais? Quando contemplamos a natureza e vemos a beleza de suas formas e a sabedoria expressa em cada um de seus seres, somos gratos a Jesus por nos ter oferecido como lar uma jóia tão preciosa? Quando acordamos pela manhã, somos gratos a Deus, pelas suas soberanas, sábias e amorosas leis que nos oferecem mais uma oportunidade de corrigir nossos erros, vencer provas e progredir sem cessar até a perfeição? 

Se nunca somos gratos pelos benefícios que recebemos diariamente de Deus, de Jesus, de nossos guias espirituais e dos homens, por que razão haveríamos de esperar a gratidão dos filhos pelo simples fato de termos cumprido nosso dever para com eles?

Desconcertados por não encontrarmos nenhum motivo para que nossos filhos nos sejam gratos, lembramos, finalmente, do amor. Sim, nosso filho nos deve ser grato porque o amamos, dizemos, aliviados por termos encontrado um motivo. Mas como foi que o amamos? Era nosso amor um amor “eros”, o amor egoísta, todo o tempo levando nosso filho a fazer coisas que fizessem bem ao nosso ego e não ao seu progresso espiritual? Era “filis” o nosso amor, um amor possessivo, sufocando nosso filho na infância e adolescência com nossa permanente presença, nada deixando que ele decidisse por si só e, quando adulto, cobrando dele constantes visitas e telefonemas como se a única razão de seu viver fosse estar sempre junto de nós? Ou nosso amor era “ágape”, o amor altruísta e desprendido, tudo fazendo para ajudá-lo em sua caminhada, incentivando-o, orientando-o com paciência e dedicação no caminho do bem, mas nada esperando em troca?

Enfim, chegamos aonde queríamos chegar. A única coisa que podemos dar a nossos filhos que, em tese, mereceria gratidão, é justo aquela que nada espera em troca, o amor incondicional. Amemos nossos filhos com desprendimento, nada esperando deles por isso. Nossos filhos são Espíritos, filhos de Deus que estão sob nossos cuidados porque nossos guias espirituais julgaram que poderíamos ajudá-los em sua evolução. Façamos o que se espera de nós dando o melhor que temos nessa missão. Nossa recompensa pelo amor que dedicarmos a eles será a satisfação de vê-los trilhando o caminho do bem, sinalizando para nós que nossa missão para com eles terá sido cumprida. Quem ama de verdade já está recompensado e não espera gratidão da pessoa amada.



Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 09 de Maio de 2011, 04:00
Queridos amigos


Muito grata pelas excelentes mensagens e artigos!

Gostaria de comentar os post dos amigos ken

A Reencarnação é bálsamo, também, para o sofrimento. É chave que abre a porta para a compreensão dos mais complexos problemas humanos.
É luz que clareia a noite de nossos sofrimentos e de nossos anseios para a Vida Mais Alta.
A Reencarnação, em síntese, é Amor...

e do amigo Victor:

O recado da ingratidão é, pois, o recado do chamamento ao amor, à dedicação, à compreensão e à luta de renovação que, seguindo Jesus, travamos conosco mesmos.

e de outro post do amigo Víctor:

Quem sabe ceder hoje, conquistará amanhã.

Às vezes, a renúncia de alguém por alguns anos, acaba por sensibilizar os integrantes de uma família inteira, modificando-lhes em profundidade a maneira de ser e de pensar.

Aceitemos os outros como são, para que eles nos aceitem como somos.

Não nos transformemos em moralistas dentro da própria casa, querendo impor as lições do Espiritismo, pois quem age assim, demonstra que ainda não assimilou o verdadeiro espírito da Doutrina, que nos ensina a respeitar a liberdade de consciência de cada um.

Quando a incompreensão e a intolerância ocorrer na nossa familia, devemos nos fortaleçer na fé. Procuremos orar diariamete e pedir forças e o amparo dos bons espíritos para ser tolerante, calar ofensas e aceitar os nossos familiares do modo que eles são. Assim estaremos exercitando a lei do Amor.

A fé é o remédio certo para o sofrimento. Ela aponta sempre os horizontes do infinito, ante os quais se esvaem os poucos dias de sombras do presente. Não mais nos pergunteis, portanto, qual o remédio que curará tal úlcera ou tal chaga, esta tentação ou aquela prova. Lembrai-vos de que aquele que crê se fortalece com o remédio da fé, e aquele que duvida um segundo da sua eficácia é punido, na mesma hora, porque sente imediatamente as angústias pungentes da aflição. (trecho do capítulo 5, item II do ESE)

E como nos ensina o querido mestre lionês, no capítulo 5, trechos dos itens 12 e 13, todo sofrimento é de curta duração no plano material:

Pelas palavras: Bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados, Jesus indica, ao mesmo tempo, a compensação que espera os que sofrem e a resignação que nos faz bendizer o sofrimento, como o prelúdio da cura.

Essas palavras podem, também, ser traduzidas assim: deveis considerar-vos felizes por sofrer, porque as vossas dores neste mundo são as dívidas de vossas faltas passadas, e essas dores, suportadas pacientemente na Terra, vos poupam séculos de sofrimento na vida futura. Deveis, portanto, estar felizes por Deus ter reduzido vossa dívida, permitindo-vos quitá-las no presente, o que vos assegura a tranqüilidade para o futuro.

O homem pode abrandar ou aumentar o amargor das suas provas, pela maneira de encarar a vida terrena. Maior é o seu sofrimento, quando o considera mais longo. Ora, aquele que se coloca no ponto de vista da vida espiritual, abrange na sua visão a vida corpórea, como um ponto no infinito, compreendendo a sua brevidade, sabendo que esse momento penoso passa bem depressa. A certeza de um futuro próximo e mais feliz o sustenta encoraja, e em vez de lamentar-se, ele agradece ao céu as dores que o fazem avançar. Para aquele que, ao contrário, só vê a vida corpórea, esta parece interminável, e a dor pesa sobre ele com todo o seu peso. O resultado da maneira espiritual de encarar a vida é a diminuição de importância das coisas mundanas, a moderação dos desejos humanos, fazendo o homem contentar-se com a sua posição, sem invejar a dos outros, e sentir menos os seus revezes e decepções. Ele adquire, assim, uma calma e uma resignação tão úteis à saúde do corpo como à da alma, enquanto com a inveja, o ciúme e a ambição, entregam-se voluntariamente à tortura, aumentando as misérias e as angústias de sua curta existência.


Abraços afetuosos da Katia




Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 09 de Maio de 2011, 04:31
AMOR  E  VIDA


 

Na sala extensa da delegacia,

Estavam de plantão

O chefe e um escrivão

Agindo atentamente.

 

Diante deles se reconhecia

Um nobre advogado em companhia

De um filho adolescente.

 

Algo distantes, lado a lado,

Erguia-se um soldado,

Guardando a prisioneira, uma doente,

Triste e pobre mulher, maltratada e abatida

Que, conquanto sentada,

Parecia a visão da dor, ansiosa e conformada,

Entre a ronda da morte e a presença da vida.

 

-Doutor, - falou o chefe vigilante,

Dirigindo a palavra ao visitante,

-Embora o furto confessado,

Não sei o que fazer da velha, aqui detida,

Todo o processo crime está formado,

Mas a infeliz não tem qualquer defesa...

Já nomeei um bacharel amigo

Que lhe proteja a causa

De mulher sofredora, em extrema pobreza,

Mas a doença dela é febre sem pausa,

Segundo o nosso médico em serviço,

É um caso grave de pneumonia...

Que fazer? Conserva-la na prisão?

Aguardar do juiz alguma decisão?

Recolhe-la em asilo hospitalar?

Ou guarda-la em custódia no seu lar?

 

O causídico explode em tom severo:

-Absolutamente, não a quero;

Trata-se aqui de ladra astuta e estranha

Que desde a meninice me acompanha...

Lavadeira na cada de meus pais,

Confesso que em meus tempos de menino

Ela foi ama generosa e boa,

Ajudou-me e serviu-me em pequenino,

Algum tempo de amparo, cousa à toa...

Mas foi sempre um trambolho em meu caminho.

Desorientada e analfabeta,

Sempre me pareceu a burrice completa.

 

Minha mãe há dez anos, falecida,

Pediu-me, antes da morte, agasalhar-lhe a vida.

Tornei-a lavadeira em minha residência...

Infelizmente agora,

Furtou minha senhora

Em jóias no valor de alguns milhões!...

Fale, pois Excelência.

Como ampara-la com paciência,

Se esta velha se dez agora simples ladra?

Resguarda-la em meu lar? Isso não quadra.

 

Ouvindo a acusação, a pobre estarrecida,

Caiu, desfalecida.

 

Enternecido, o próprio delegado

Fitou o advogado,

Como a lhe perguntar de que modo agiria;

Ele apenas, porém, respondeu friamente:

-Que se lhe dê qualquer enfermaria...

Desmaio de gatuno é antigo expediente...

Depois, erguendo mais a voz:

-Pode espantar aos tolos, não a nós...

Nada posso fazer,

Devo esperar meu pai que volta ainda hoje

De uma visita a Portugal.

Coloquem esta ladra no hospital,

A Polícia dispõe de ação segura e pronta,

A despesa será por minha conta.

 

Pai e filho, no carro, a deslizar lá fora,

Eis que o rapaz revela, enquanto chora:

-Papai, ao ver Tia Lina desmaiada,

(Lina era o nome da acusada),

Já não devo ocultar o erro que fiz,

Num momento infeliz,

Roubei todas as jóias da Mãezinha,

Tenho-as todas em minha escrivaninha;

E Tia lina me viu quando as furtei,

Sabe o erro que fiz

E porque se calou, realmente não sei...

Pálido, o genitor espantado e abatido,

Colhe das mãos do filho o tesouro escondido...

Quer gritar, acusar, mas a hora é de ação;

O pai estava à porta,

Regressando feliz da ditosa excursão.

 

Depois das manifestações de amor e de alegria,

Ambos se trancaram numa sala;

O velho escuta a história e, ao registra-la,

Tanto mais chora, quanto mais a ouvia...

 

Em silenciando o filho, o distinto senhor,

Sem poder disfarçar a profunda emoção,

Falou-lhe, coração a coração:

-Filho, de qualquer modo, és sempre, o nosso amor,

Eis chegado, no entanto, o instante justo,

Em que devo contar-te, mesmo a custo,

Algo que foi passado...

Minha esposa, depois de nosso enlace,

Precisava de alguém que lhe compartilhasse

Os cuidados do lar, a limpeza, o serviço...

Nossa querida Lina

Surgiu-nos, certo dia...Era quase menina,

No entanto, estava grávida e solteira

Nela encontramos nobre companheira,

Dela nasceste em nosso próprio lar,

Minha mulher beijou-te a sorrir e a cantar...

Desde então, tua mãe – tua mãe verdadeira,

Deu-se, de todo, a nós, de espírito cativo,

Esqueceu-se por nós, nunca pôde estudar,

Ela era o serviço, o apoio em nosso lar...

Nada nos reclamou, nem mesmo uma só vez,

Declarava-te o filho de nós três,

Nunca foste adotivo...

Criança recém-nata, eras fraco e doente;

Lina te resguardou, constantemente.

Mãe, servidora, irmã e escrava pelo afeto

Agora, certamente,

Aceitou a prisão para salvar o neto...

 

Sufocado de pranto, acompanhando o pai,

O advogado na delegacia

Apagou toda a queixa

Que já não mais vigoraria...

Perguntou por notícias da acusada,

Soube que Lina foi transportada

Para uma enfermaria de indigentes.

 

Correm os dois, ansiosos e impacientes,

Querem Lina de volta, por sinal;

Mas sobre o leito humilde do hospital,

Acham-na muda e inerte...Esclarece a enfermeira

Que a doente chegara à hora derradeira...

Põem-se os visitantes a chorar,

Mas Lina lhes dirige um último olhar...

E nesse último olhar que envolve os três

A verdade se fez...

 

Descem-lhe grossas lágrimas na face,

Qual se a pobre ao verte-las,

Por elas encontrasse

Um caminho de luz para a luz das estrelas...

 

O filho a soluçar, sem conforto e sem voz,

Reconheceu, por fim, de alma abatida,

Que a mais simples mulher, em renúncia na vida,

Pode ser nossa mãe, junto de nós...




Livro ALMA E VIDA – Psicografia: Francisco Cândido Xavier. Espírito: Maria Dolores




 
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 09 de Maio de 2011, 04:44
NO  ESTUDO  EVANGÉLICO
 

 

Exaltando o respeito à Lei Antiga, ensinou Jesus que nos compete no mundo honrar pai e mãe e, em pleno apostolado, afirmou que quantos não pudessem renunciar ao amor dos pais e dos irmãos no venerável instituto doméstico, não poderiam abraçar-lhe o Evangelho Renovador.

Naturalmente, há sempre, larga diferença entre amar e sermos amados.

O devotamento ama, invariável.

O egoísmo exige constantemente.

O Mestre Divino não nos recomendou o relaxamento das construtivas obrigações do lar que Ele próprio consagrou na carpintaria de Nazaré.

Esclareceu que, a fim de lhe atender-mos à lição, é preciso, em qualquer tempo e em qualquer condição, renunciar ao prazer exclusivista de condecorar-nos com o apreço da família consangüínea, atentos ao imperativo de compreender e auxiliar.

Muitos companheiros de fé aceitando-lhe os ensinamentos, antes de tudo, se demoram em expectativa indébita, com respeito à atitude dos pais, do esposo, da esposa, do irmão e do amigo, qual se a elevação moral interessasse mais ao próximo que a si mesmos.

Entretanto, Jesus apela para a nossa capacidade de entender os outros sem pedir que os outros nos entendam e de ampará-los sem reclamar-lhes colaboração.

E entre esses “outros”, respiram igualmente os nossos laços mais íntimos, no instituto da consangüinidade, aos quais nos compete oferecer o melhor de nós, sem cogitar de retribuição.

Ainda, quando vemos o Senhor declarar, de público, que seus parentes são todos aqueles que atendem, fiéis, aos Propósitos do Pai Todo Amor, sentimo-lo encarecer a fraternidade humana e o afeto desinteressado por normas inalienáveis das instruções de que se fazia portador.

Nesses moldes, portanto, situando nossos deveres para com o próximo, acima de tudo, o Eterno Benfeitor nos selou os compromissos terrestres de honrar pai e mãe, de vez que amparando-os sem exigir-lhes o pesado tributo da adesão e do reconhecimento, estaremos começando de nosso círculo pessoal o serviço no bem, que todos devemos à Humanidade inteira.

 

Do Livro  “Abrigo”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel
   
Título: Re: Família
Enviado por: Dothy em 09 de Maio de 2011, 04:47
Querida amiga Katia...Muita paz

Queridos amigo Victor, membros e visitantes, muita paz a todos

Laços de família e reencarnação

Deus, em Sua inquestionável sabedoria, nos reuniu em pequenos núcleos familiares na Terra e, pela reencarnação, nos concede a oportunidade de nos amarmos e perdoarmos pelos sagrados laços familiares que nos permitem, ou até nos constrangem, ao esquecimento de nossas dívidas pretéritas, bem como àquelas dos que conosco convivem. Somente o amor é capaz de diluir todo e qualquer mal e, não existe na Terra, maior amor do que aquele dos pais pelos filhos e vice versa. Eis ai a beleza da reencarnação, pois, através dela, podemos receber nos braços um grande inimigo do passado ao qual passaremos a amar e defender sem condições. Podemos ainda receber um grande amigo que retorna para nos ajudar. As possibilidades na reencarnação são muitas, porém sempre dilatam o nosso círculo de amizades ou inimizades. Depende de nós a formação desses vínculos.

vida-depois-vida.blogspot.com/.../reencarnao-fortalece-os-laos-de.htm
Título: Re: Família
Enviado por: Dothy em 09 de Maio de 2011, 04:50
Laços de família e reencarnação

 A reencarnação fortalece os laços de família. Na verdade, o núcleo familiar é ensaio para que desenvolvamos o amor universal. É na família que aprendemos a tolerar, amar, e a sentir em nós a dor do outro, pois fortes laços de afeto nos unem. É na família que reencontramos, frequentemente, nossos afetos e desafetos do passado, objetivando o reajuste de todos, bem como seu progresso. A morte não destrói as afeições nem tampouco elimina o ódio. Levamos para o plano espiritual os sentimentos que aqui, na carne, alimentamos. A verdadeira afeição sobrevive à morte do corpo, porém, a afeição movida por interesses que não sejam sinceros, sucumbe tanto no céu como na terra.

vida-depois-vida.blogspot.com/.../reencarnao-fortalece-os-laos-de.htm
Título: Re: Família
Enviado por: Dothy em 09 de Maio de 2011, 04:52
Reencarnação e os laços de família

Não crer na reencarnação é a ruptura mais absoluta dos laços de família e do progresso e evolução dos espíritos. Crer na reencarnação é crer no progresso dos seres, é crer ainda que ninguém está desamparado ou esquecido por aqueles que o amaram e já se foram, é crer no reencontro e na continuidade da vida além da vida. E esse é o real sentido da família, saber que sempre estaremos juntos e que o nosso afeto, assim como nossa alma, jamais morre, apenas se renova e segue.

vida-depois-vida.blogspot.com/.../reencarnao-fortalece-os-laos-de.htm

Texto de Annapon baseado no Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. IV de 18 a 23 –
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 09 de Maio de 2011, 05:02
Querida amiga Dothy


É uma alegria tê-la aqui conosco!

Agradeço pelas valiosas contribuições que muito enriquecem esse espaço virtual de estudos.

Paz e luz no seu coração!
Título: Re: Família
Enviado por: ken em 09 de Maio de 2011, 12:42
Bom dia a todos

Pontos Perigosos aos Pais


Desconsiderar a importância do exemplo na escola do lar.

Ignorar que os filhos chegam à reencarnação através deles, sem serem deles.

Transformar as crianças em bibelôs da família, fugindo de ajudá-las na formação do caráter desde cedo.

Ajudar os filhos inconsideradamente tanto quanto sobrecarregá-los de obrigações incompatíveis com a saúde ou a disposição que apresentem.

Distanciar-se da assistência necessária aos pequeninos sob o pretexto de poderem remunerar empregados dignos, mas incapazes de substituí-los nas responsabilidades que receberam.

Desconhecer que os filhos são Espíritos diferentes, portadores da herança moral que guardam em si mesmos, por remanescentes felizes ou infelizes de existências anteriores.

Desejar que os filhos lhes sejam satélites, olvidando que eles caminham na trajetória que lhes é peculiar, com pensamentos e atitudes pessoais.

Desinteressar-se dos estudos que lhes dizem respeito.

Relegar-lhes as mentes às superstições e fantasias, sem prestar-lhes explicações honestas em torno do mundo e da vida.

Não lhes pedir trabalho e cooperação na medida das possibilidades.


            André Luiz - Do livro: Estude e Viva, Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira
Título: Re: Família
Enviado por: ken em 09 de Maio de 2011, 12:46
O Maior de Todos os Presentes que Podemos Dar aos Nossos Filhos

 
Minha filha, meu filho: só o amor educa. Não existe educação real sem  amor verdadeiro. Mas você briga, implica, reclama, cobra, inferniza, e quer  educar.

A essência da educação é a imitação. Aprendemos repetindo as ações daqueles que temos como referenciais.

A maioria dos pais é muito preocupada em dizer ao filho como agir ou não agir, permitir ou não permitir - o que faz parte da sua função, mas está longe de ser o principal. Já ao falar, precisamos refletir sobre o peso do que estamos dizendo, no significado daquelas palavras para a criatura encarnada como nosso filho ou filha, em como isto vai repercutir dentro de seu ser, agora e no porvir. E pouco ou nada vai significar o que dissermos sem haver experimentado, vivenciado, todas as palavras que não vierem da nossa mais profunda verdade interior.

Mas quando Allan Kardec diz que Jesus é o modelo de perfeição para os seres humanos encarnados na Terra (O Livro dos Espíritos, questão 625), o principio da imitação está sendo reafirmado.

E o que vem a ser um modelo?... Quando um artista toma uma cesta de flores como modelo para sua pintura, seu objetivo é reproduzir na tela a imagem da cesta, o mais fielmente possível. Quando tomamos Jesus como modelo para nossas ações, nosso intuito é reproduzir em nossas vidas os ensinamentos e exemplos do Mestre, da melhor maneira que pudermos.

Ensinar é ser. Não podemos realmente educar quando não vivemos as lições. Equivocadamente, valorizamos deveras o saber verbal, pensamos em oferecer conselhos e orientações aos nossos filhos, em lugar de exemplos, e cremos que este é o papel do pai e da mãe. Ao mesmo tempo, se damos exemplos em que eles constatam que nós mesmos não seguimos nossos conselhos e orientações... que espécie de educador estamos sendo? Desde bebês, os filhos são observadores atentos dos pais. Quando crescem, lembram-se de coisas que fizemos, das quais nós mesmos nos esquecemos.

Se passamos tempo de qualidade com eles, se oferecemos atenção sincera e carinho, se saímos a passear e fazemos coisas juntos, tudo isto permanecerá com eles para sempre, e esta é nossa maior herança. E também o modo como encaramos a família e a vida profissional, o jeito como tratamos as pessoas, nossa relação com os estudos e a leitura, nossa atitude perante a Natureza e as pessoas que nos procuram precisando de ajuda.

Imaginamos que herança é dinheiro, bens materiais, o que é compreensível. Mas nosso legado material pode fazer ou não parte do compromisso reencarnatório deles, além do que, não é garantia de saúde e felicidade. O verdadeiro presente que deixamos para nossos filhos, de bens imortais e incorruptíveis, é aquilo que somos. Vai estar sempre em suas memórias, em seus gestos, em suas atitudes.

Oferecemos aquilo que somos, o que nos coloca diante de novas questões: será que conseguimos servir de inspiração para os nossos filhos? Será que eles têm vontade de ser como nós? Será que nós gostamos verdadeiramente daquilo que nos tornamos?

   
             Rita Foelker
Título: Re: Família
Enviado por: ken em 09 de Maio de 2011, 12:49
Nunca Desista de Seu Filho

Um tipo está se tornando comum nas famílias de hoje: aquele jovem de cabelos caídos sobre os olhos, calças largas com o fundo na altura dos joelhos, camisa folgada e o olhar voltado para o chão.
Num estranho paradoxo, ao tempo em que não quer ser notado, chama atenção pela forma de se vestir e se comportar.
Afinal de contas, como entendê-los? Como se aproximar desse jovem que tenta se isolar do mundo embora se movimente em meio aos demais familiares?
Ele quase não fala. Emite monossílabos, afirmando ou negando, quando questionado sobre algum assunto que lhe diz respeito.
Embora difíceis de entender e de amar, são jovens que de alguma forma estão pedindo socorro, desejam que alguém os ajude a sair da concha na qual se colocaram na tentativa de fugir da realidade.
Apesar da situação difícil, os pais conscientes não deixam de semear no solo da inteligência deles e esperam que um dia suas sementes germinem.
Durante a espera pode haver desolação, mas, se as sementes são boas, um dia germinarão, mesmo que os filhos tomem o caminho das drogas, desrespeitem a vida e não parem em emprego algum.
Talvez alguns pais estejam vivendo uma situação dessas.
Seus filhos estão vivendo profundas crises. Eles recusam um tratamento e são indiferentes às lágrimas das pessoas que os amam.
O que fazer, então? Desistir deles? Certamente não, mas comportar-se como o pai do filho pródigo.
O filho desistiu do pai, mas o pai nunca desistiu do filho.
O filho partiu, mas o pai aguardou. O pai esperava diariamente que ele aprendesse na escola da vida as lições que não aprendeu com seus conselhos amorosos.
Por fim, a grande vitória. A dor rompeu a casca das sementes que o pai plantou e lapidou silenciosamente a personalidade do filho.
Ele voltou. Adquiriu profundas cicatrizes na alma, mas estava mais maduro e experiente. O pai não condenou o filho injusto, mas fez-lhe uma grande festa.
Ninguém compreendeu. Mas não é necessário, pois o amor é incompreensível.
Seguindo o exemplo do pai do filho pródigo, citado na parábola, jamais deveremos abandonar a batalha da  educação.
Podemos chorar, mas jamais desanimar.
Podemos nos ferir, mas jamais deixar de lutar.
Devemos ver o que ninguém vê. Enxergar um tesouro soterrado nas rústicas pedras do coração dos nossos filhos indiferentes.
Nunca desista de seu filho!
Quanto mais rebelde, mais necessita do seu aconchego.
É sempre bom lembrar que sob essa aura de rebeldia do jovem ou do adolescente, tem uma criança frágil pedindo socorro.
Se os pais desistirem dele, quem lhe dará atenção e carinho?
Quem irá recebê-lo quando, um dia, açoitado pelas tempestades da vida ele retornar, sofrido, com profundas cicatrizes na alma, mas ainda menino?
Sim, aquele menino que um dia você segurou nos braços com tanta ternura...
Pense nisso, e nunca desista de seu filho!

             Momento Espírita
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 09 de Maio de 2011, 15:11
Queridos Amigos Victor Passos, Katiatog e demais membros e visitantes do estudo.

Como desejamos ajudar todos os nossos entes queridos familiares...
Nem sempre conseguimos, mas é muito importante não desistirmos, semear o amor, a compreensão, a palavra de conforto, a auto-estima, a paciência...
E assim nesse convívio fraterno, seguimos nos harmonizando e vivenciando o amor que o Pai tanto espera de nós.


***


As Chamas da Alma

Havia um rei que apesar de ser muito rico, tinha a fama de ser um grande doador, desapegado de sua riqueza. De uma forma bastante estranha, quanto mais ele doava ao seu povo, auxiliando-o, mais os cofres do seu fabuloso palácio se enchiam.

Um dia, um sábio que estava passando por muitas dificuldades, procurou o rei. Ele queria descobrir qual era o segredo daquele monarca.

Como sábio, ele pensava e não conseguia entender como é que o rei, que não estudava as sagradas escrituras, nem levava uma vida de penitência e renúncia, ao contrário, vivia rodeado de luxo e riquezas, podia não se contaminar com tantas coisas materiais.

Afinal, ele, como sábio, havia renunciado a todos os bens da terra, vivia meditando e estudando e, contudo, se reconhecia com muitas dificuldades na alma. Sentia-se em tormenta. E o rei era virtuoso e amado por todos.

Ao chegar em frente ao rei, perguntou-lhe qual era o segredo de viver daquela forma, e ele lhe respondeu:

"Acenda uma lamparina e passe por todas as dependências do palácio e você descobrirá qual é o meu segredo. Porém, há uma condição: se você deixar que a chama da lamparina se apague, cairá morto no mesmo instante."

O sábio pegou uma lamparina, acendeu e começou a visitar todas as salas do palácio. Duas horas depois voltou à presença do rei, que lhe perguntou:

"Você conseguiu ver todas as minhas riquezas?"

O sábio, que ainda estava tremendo da experiência porque temia perder a vida, se a chama apagasse, respondeu:

"Majestade, eu não vi absolutamente nada. Estava tão preocupado em manter acesa a chama da lamparina que só fui passando pelas salas, e não notei nada."

Com o olhar cheio de misericórdia, o rei contou o seu segredo:

"Pois é assim que eu vivo. Tenho toda minha atenção voltada para manter acesa a chama da minha alma que, embora tenha tantas riquezas, elas não me afetam. Tenho a consciência de que sou eu que preciso iluminar meu mundo com minha presença e não o contrário."

O sábio representa na história as pessoas insatisfeitas, aquelas que dizem que nada lhes sai bem. Vivem irritadas e afirmam ter raiva da vida.

O rei representa as criaturas tranqüilas, ajustadas, confiantes. Criaturas que são candidatas ao triunfo nas atividades que se dedicam. São sempre agradáveis, sociáveis e estimuladoras.

Quando se tornam líderes, são criativas, dignas e enriquecedoras.

Deste último grupo saem os que promovem o desenvolvimento da sociedade, os gênios criadores e os grandes cultivadores da verdade.

* * *


Com ligeiras variações, é o lar que responde pela felicidade ou a desgraça da criatura. É o lar que gera pessoas de bem ou os candidatos à perturbação.

É na infância que o espírito encarnado define a sua escala de valores que lhe orientará a vida.

Por tudo isto, o carinho, na infância, o amor e a ternura, ao lado do respeito que merece a criança, são fundamentais para a formação de homens saudáveis, ricos de beleza, de bondade, de amor que influenciam positivamente a sociedade onde vivem.

Em nossas mãos, na condição de pais, repousa a grande decisão: como desejamos que sejam os nossos filhos tranqüilos como o rei ou atormentados como o sábio.



Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir de texto da obra A paz começa com você, ed. Gente, autoria de O'Donnel, e cap. 3 da obra Momentos de Consciência, de Divaldo Pereira Franco.
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 09 de Maio de 2011, 22:14
Boa tarde queridos amigos e caros visitantes!


Sejam sempre bem-vindos!

Agradeço pelas valiosas contribuições dos amigos Ken e Macili.

Paz e luz!
Título: Re: Família
Enviado por: Dothy em 09 de Maio de 2011, 22:16
Querida amiga Katia e amigos Victor, membros e visitantes... boa noite, muita paz a todos

Renascer

O transitório esquecimento do passado facilita os recomeços, ensejando mais amplas possibilidades ao entendimento e à cordialidade. Lembrasse-se o Espírito dos motivos da antipatia ou do amor, vincular-se-ia apenas aos seres simpáticos, afastando-se daqueles por quem se sentiu prejudicado, complicando, indefinidamente, a libertação das causas infelizes do fracasso.

Assim, o filho revel retorna na condição de pai, a esposa ultrajada volve como mãe abnegada, o criminoso odiento reinicia ao lado da vítima antiga, o infrator da existência física, autocida, reencarna com as limitações que ocasionou, mediante o atentado perpetrado contra a organização somática. A cerebração mal aplicada redunda em idiotia irreversível e a impiedade, o ultraje, o abuso de qualquer natureza constróem o suplício da miséria, física ou moral, como medida educadora de que necessita o defraudador.

*
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 09 de Maio de 2011, 22:35
Abandonar Pai, Mãe e Filhos



4 – E todo o que deixar, por amor do meu nome, a casa, ou os irmãos, ou as irmãs, ou o pai, ou a mãe, ou a mulher, ou os filhos, ou as fazendas, receberá cento por um, e possuirá a vida eterna (Mateus, XIX: 29).

5 – Então disse Pedro: Eis aqui estamos nós, que deixamos tudo e te seguimos. Jesus lhes respondeu: Em verdade vos digo que ninguém há que uma vez que deixou pelo Reino de Deus a casa, ou os pais, ou os irmãos, ou a mulher, ou os filhos, logo neste mundo não receba muito mais, e no século futuro a vida eterna. (Lucas, XVIII: 28-30).

6 – E disse-lhe outro: Eu, Senhor, seguir-te-ei, mas dá-me licença que eu vá primeiro dispor dos bens que tenho em minha casa. Respondeu-lhe Jesus: Nenhum que mete a sua mão ao arado, e olha para trás, é apto para o Reino de Deus. (Lucas, IX: 61-62).

Sem discutir as palavras, devemos procurar compreender o pensamento, que era evidentemente este: Os interesses da vida futura estão acima de todos os interesses e todas as considerações de ordem humana, porque isto concorda com a essência da doutrina de Jesus, enquanto a idéia do abandono da família seria a sua negação.

Não temos, aliás, sob os olhos, a aplicação dessas máximas no sacrifício dos interesses e das afeições da família pela pátria? Condena-se um filho que deixa o pai, a mãe, os irmãos, a mulher e os próprios filhos, para marchar em defesa do seu país? Não lhe reconhecemos, pelo contrário, o mérito de deixar as doçuras do lar e o calor das amizades, para cumprir um dever? Há, pois, deveres que se sobrepõem a outros. A lei não sanciona a obrigação, para a filha de deixar os pais e seguir o esposo? O mundo está cheio de casos em que as mais penosas separações são necessárias. Mas nem por isso as afeições se rompem. O afastamento não diminui o respeito ou a solicitude que se devem aos pais, nem a ternura para com os filhos. Vê-se, assim, que mesmo tomada ao pé da letra, salvo a palavra odiar, essas expressões não seriam a negação do mandamento que prescreve honrar ao pai e à mãe, nem do sentimento de ternura paterna. Com mais forte razão, se as analisarmos quanto ao seu espírito.

A finalidade dessas expressões é mostrar, por uma figura, uma hipérbole, quanto é imperioso o dever de cuidar da vida futura. Deviam, por isso mesmo, ser menos chocantes para um povo e uma época em que, por força das circunstâncias, os laços de família eram menos fortes do que numa civilização moralmente mais avançada. Esses laços, mais fracos entre os povos primitivos, fortificam-se com o desenvolvimento da sensibilidade e do senso moral. Aliás, a separação, em si mesma, é necessária ao progresso, e isso tanto no tocante às famílias, quanto às raças. Umas e outras se abastardam se não houver cruzamentos, se não se misturarem entre si. É uma lei da natureza, que tanto interessa ao progresso moral quanto ao progresso material.

Encaramos as coisas, na terra, apenas do ponto de vista terreno. O Espiritismo no-las apresenta de mais alto, mostrando-nos que os verdadeiros laços de afeição são os do Espírito e não os do corpo; que esses laços não se rompem, nem pela separação, nem mesmo pela morte do corpo; e que eles se fortificam na vida espiritual, pela depuração do Espírito: consoladora verdade,que nos dá uma grande força para suportar as vicissitudes da vida.


Itens 4,5 e 6 do cap 23 do ESE

Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 09 de Maio de 2011, 23:00
Espiritismo no Lar


"Deus permite que, nas famílias, ocorram essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos, com o duplo objetivo de servir de prova para uns e, para outros, de meio de progresso." O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO Capítulo 4º - Item 18.


Todos sabemos valorizar o benefício de um copo d’água fria ou de uma ampola de injetável tranquilizante, ofertados num momento de grande aflição.

Reconhecemos a bênção do alfabeto que nos descortina as belezas do conhecimento universal e bendizemos quem nô-lo imprimiu nos recessos da mente.

Mantemos no carinho do espírito aqueles que nos ajudaram nos primeiros dias da reencarnação, oferecendo-nos amparo e amamentação.

Somos reconhecidos àqueles que nos nortearam em cada hora de dúvida e não esquecemos o coração que nos agasalhou nos instantes difíceis do caminho renovador...

Muitos há, no entanto, que desdenham e esquecem todos os benefícios que recebem durante a vida..

Há um inestimável benefício que te enriquece a existência na Terra: o conhecimento espírita.

Esse é guia dos teus passos, luz nas tuas sombras e pão na mesa das tuas necessidades.

Poucas vezes, porém, pensaste nisso.

Recebeste com o Espiritismo a clara manhã da alegria, quando carregavas noite nos painéis mentais e segues confiante, de passo firme, com ele a conduzir-te qual mãe desvelada e fiel.

Se o amas, não o detenhas apenas em ti.

Faze mais. Não somente em propaganda "por fora" mas principalmente dentro do teu lar.

No lar se caldeiam os espíritos em luta diária nas tarefas de reajustamento e sublimação.

Na família os choques da renovação espiritual criam lampejos de ódios e dissenção, que podes converter em clarões-convites à paz.

Não percas a oportunidade de semear dentro de casa.

Apresenta a tua fé aos teus familiares mesmo que eles não n’a queiram escutar.

Utiliza o tempo, a psicologia da bondade e do otimismo e esparze as luminescências da palavra espírita no reduto doméstico.

Se te recusarem ensejo, apresenta-o, agindo.

Se te repudiarem, conduze-o, desculpando.

Se te ferirem, espalha-o, amando.

Pelo menos, uma vez por semana, reúne a tua família e felicita-a com o Espiritismo, criando, assim, e mantendo, o culto evangélico, para que a diretriz do Mestre seja eficiente rota de amor à sabedoria em tua casa...

Ali, na oportunidade, ouvidos desencarnados se imantarão aos ouvidos dos teus e escutarão; olhos atentos verão pelos olhos da tua família e se nublarão de pranto; mentes se ligarão às outras mentes e entenderão... Sim, ouvidos, olhos e mentes dos desencarnados que habitam a tua residência se acercarão da mesa de comunhão com o Senhor, recebendo o pão nutriente para os espíritos perturbados, através do combustível espírita que não é somente manancial para os homens da Terra, mas igualmente para os que atravessaram os portais do além-túmulo em doloroso estado de sofrimento e ignorância.

Agradece ao Espiritismo a felicidade que possuis, acendendo-o como chama inapagável no teu lar, para clarear os teus familiares por todos os dias.

O pão mantém o corpo.

O agasalho guarda o corpo.

O medicamento recupera o corpo.

O dinheiro acompanha o corpo.

Seja o Espiritismo em ti o corpo do teu espírito emboscado no teu corpo, a caminhar pelo tempo sem fim para a Imortalidade gloriosa.

E se desejares felicidade na Terra, incorpora-o ao teu lar, criando um clima de felicidade geral.



Da obra: Espírito e Vida. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Psicografia de  Divaldo Pereira Franco
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 09 de Maio de 2011, 23:21
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

Amigo Ken

REENCARNAÇÃO E FAMÍLIA
 
Um dos argumentos mais comuns dos opositores do Espiritismo é o de que a Reencarnação, sua lei básica, destrói os laços de família.
Tal argumento, como tantos outros que a ignorância e a má-fé suscitaram, visando a obstar a marcha triunfante e galharda da Terceira Revelação, não resiste ao mais simples raciocínio, ao mais leve exame da lógica e do bom senso.
É por meio da reencarnação - e graças exclusivamente a ela - que os laços da fraternidade se ampliam e se fortalecem, notadamente nos círculos da consanguinidade.

Amiga Macilli

UNIÃO INFELIZ

“Pergunta --- Qual o fim objetivado com a reencarnação?”
“Resposta --- Expiação, melhoramento progressivo da Humanidade”.
Sem isto, onde a justiça?”Item n. 167, de “O Livro dos Espíritos”“.

KatiaTogushi

No Item 9 do Capítulo XIV, de O Evangelho segundo o Espiritismo, sobre um tema ao qual Kardec intitulou de “A Ingratidão dos Filhos e os Laços de Família”. Naquele trecho, um dos muitos classificados pelo Codificador como “Instruções dos Espíritos”, Agostinho inicia afirmando ser a ingratidão um dos frutos diretos do egoísmo.

Dothy

Laços de família e reencarnação

Deus, em Sua inquestionável sabedoria, nos reuniu em pequenos núcleos familiares na Terra e, pela reencarnação, nos concede a oportunidade de nos amarmos e perdoarmos pelos sagrados laços familiares que nos permitem, ou até nos constrangem, ao esquecimento de nossas dívidas pretéritas, bem como àquelas dos que conosco convivem. Somente o amor é capaz de diluir todo e qualquer mal e, não existe na Terra, maior amor do que aquele dos pais pelos filhos e vice versa.

Crer na reencarnação é crer no progresso dos seres, é crer ainda que ninguém está desamparado ou esquecido por aqueles que o amaram e já se foram, é crer no reencontro e na continuidade da vida além da vida.


Bons Amigos e Amigas

No ministerio da Familia, reunimos, Pais, filhos, Amigos, e todos congeneres que partilham da valorização do percurso da trilha da evolução de nós como espiritos.
  Fica bem saliente que os laços de Familia , oriundos do amor cristalizado , serão eternos, não escolhendo lados fisico e espiritual.
   Os retalhos de ingratidão serão sempre sementeira a lavrar e tratar, pela renuncia, perdão, mas acima de tudo pelo amor incondicional.
   Fugir dessa realidade, é estar passivo no que concerne a valorização moral,o esforço em vencer a crispação do orgulho e egoísmo, será pela vontade e fé racionada, prestando á vida a disciplina educativa que permite transformar as almas e na visão do que achamos ingratidão, apenas está o direito à oportunidade de dar responsabilidade ao livre-arbitrio de cada personalidade de forma a que esta saiba aprender a necessidade da fraternidade, solidariedade e do amor em toda a sua essência.
  Ninguém seja qual for a sua condição, estará fora das oportunidades e essas passam pela reencarnação, pelo reajuste, reforçando laços, adubando raízes e dando seguimento ao objetivo da encarnação e fazendo jus à spalavras de Cristo colocando-as na pratica;
 “ Amar Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”
Muita paz e grato pelas contribuições muito valiosas de todos os participantes neste Estudo

Victor Passos 
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 09 de Maio de 2011, 23:38
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

A Família como Instrumento de Redenção Espiritual


... Reconcilia-te com o teu adversário – advertiu Cristo – enquanto estás a caminho com ele.

E não é precisamente no círculo aconchegante da família que estamos a caminho com aquele que a nossa insensatez converteu em adversário?

O espiritismo coloca, pois, sob perspectiva inteiramente renovada e até inesperada, além de criativa e realista, a difícil e até agora inexplicável problemática do inter-relacionamento familial. Se um membro de nossa família tem dificuldades em nos aceitar, em nos entender, em nos amar, podemos estar certos de que tais dificuldades foram criadas por nós mesmos num relacionamento anterior em que as nossas paixões ignoraram o bom senso.

- E a repulsão instintiva que se experimenta por algumas pessoas, donde se origina? Perguntou Kardec aos seus instrutores (LIVRO DOS ESPÍRITOS, Pergunta 389).

- São espíritos antipáticos que se adivinham e reconhecem, sem se falarem.

O ponto de encontro de muitas dessas antipatias, que necessitam do toque mágico do amor e do entendimento, é a família consangüínea, célula de um organismo mais amplo que é a família espiritual, que por sua vez, é a célula da instituição infinitamente mais vastas que são a família mundial e, finalmente, a universal.

A Doutrina considera a instituição do casamento como instrumento do “progresso na marcha da humanidade” e, reversamente, a abolição do casamento como “uma regressão à vida dos animais”. (Questões 695 e 696, de O LIVRO DOS ESPÍRITOS). Como vimos há pouco, é também essa a opinião dos cientistas especializados responsáveis.

Ao comentar as questões indicadas, Kardec acrescentou que – “O estado de natureza é o da união livre e fortuita dos sexos. O casamento constitui um dos primeiros atos de progresso nas sociedades humanas, porque estabelece a solidariedade fraterna e se observa entre todos os povos, se bem que em condições diversas”.

No que, mais uma vez, estão de acordo estudiosos do problema do ponto de vista científico e formuladores e divulgadores da Doutrina Espírita.

Isto nos leva à delicada questão do divórcio, reconhecido como uma das principais causas desagregadoras do casamento e, por extensão, da família.

O problema da indissolubilidade do casamento foi abordado pelos Espíritos, de maneira bastante sumária, na Questão nº. 697. Perguntados sobre se “Está na lei da Natureza, ou somente na lei humana a indissolubilidade absoluta do casamento”, responderam na seguinte forma:

- É uma lei muito contrária à da Natureza. Mas os homens podem modificar suas leis; só as da Natureza são imutáveis.

O que, exatamente, quer dizer isso?

Em primeiro lugar, convém chamar a atenção para o fato de que a resposta foi dada no contexto de uma pergunta específica sobre a indissolubilidade absoluta. Realmente, a lei natural ou divina não impõe inapelavelmente um tipo rígido de união, mesmo porque o livre arbítrio é princípio fundamental, direito inalienável do ser humano. “Sem o livre arbítrio – consta enfaticamente da Questão nº. 843 de O LIVRO DOS ESPÍRITOS – o homem seria máquina”.

A lei natural, por conseguinte, não iria traçar limites arbitrários às opções humanas, encadeando homens e mulheres a um severo regime de escravidão, que poderá conduzir a situações calamitosas em termos evolutivos, resultando em agravamento dos conflitos, em lugar de os resolver, ou pelo menos atenuá-los.

Ademais, como vimos lembrando repetidamente, o Espiritismo não se propõe a ditar regras de procedimento específico para cada situação da vida. O que oferece são princípios gerais, é uma estrutura básica, montada sobre a permanência e estabilidade de verdades testadas e aprovadas pela experiência de muitos milênios. Que dentro desse espaço se movimente a criatura humana no exercício pleno de seu livre arbítrio e decida o que melhor lhe convém, ante o conjunto de circunstâncias em que se encontra.

O casamento é compromisso espiritual previamente negociado e acertado, ainda que nem sempre aceito de bom grado pelas partes envolvidas. São muitos, senão maioria, os que se unem na expectativa de muitos anos de turbulência e mal-entendidos porque estão em débito com o parceiro que acolhem, precisamente para que se conciliem se ajustem, se pacifiquem e se amem ou, pelo menos, se respeitem e estimem.

continua
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 09 de Maio de 2011, 23:39
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

continuação

Mergulhados, porém, na carne, os bons propósitos do devedor, que programou para si mesmo um regime de tolerância e autocontrole, podem falhar. Como também pode exorbitar da sua desejável moderação o parceiro que vem para receber a reparação, e em lugar de recolher com serenidade o que lhe é devido (e outrora lhe foi negado) em atenção, apoio, segurança e afeto, assume a atitude do tirano arbitrário que, além de exigir com intransigência o devido, humilha, oprime e odeia o parceiro que, afinal de contas, está fazendo o possível, dentro das suas limitações, para cumprir seu compromisso. Nesses casos, o processo de ajuste – que será sempre algo difícil mas poderá desenrolar-se em clima de mútua compreensão – converte-se em vingança irracional.

Numa situação dessas, mais freqüentes do que poderíamos supor, a indissolubilidade absoluta a que se refere a Codificação seria, de fato, uma lei antinatural. Se um dos parceiros da união, programada com o objetivo de promover uma retificação de comportamento, utilizou-se insensatamente da sua faculdade de livre escolha, optando pelo ódio e a vingança, quando poderia simplesmente recolher o que lhe é devido por um devedor disposto a pagar, seria injusto que a lei recusasse a este o direito de recuar do compromisso assumido, modificar seus termos, ou adiar a execução, assumindo, é claro, toda as responsabilidades decorrentes de seus atos, como sempre, aliás.

A lei divina não coonesta a violência que um parceiro se disponha a praticar sobre o outro. Além do mais, a dívida não é tanto com o indivíduo prejudicado quanto com a própria lei divina desrespeitada. No momento em que arruinamos ou assassinamos alguém, cometemos, claro, um delito pessoal de maior gravidade. É preciso lembrar, contudo, que a vítima também se encontra envolvida com a lei, que, paradoxalmente, irá exibir a reparação da falta cometida, não para vingá-la, mas para desestimular o faltoso, mostrando-lhe que cada gesto negativo cria a sua matriz de reparação. O Cristo foi enfático e preciso ao ligar sempre o erro à dor do resgate. “Vai e não peques mais, para que não te aconteça coisa pior”, disse ele.

Não há sofrimento inocente, nem cobrança injusta ou indevida. O que deve paga e o que está sendo cobrado é porque deve. Assim a própria vítima de um gesto criminoso é também um ser endividado perante a lei, por alguma razão concreta anterior, ainda que ignorada. Se, em lugar de reconciliar-se, ela se vingar, estará reabrindo sua conta como novo débito em vez de saldá-la.

A lei natural, portanto, não prescreve a indissolubilidade mandatária e absoluta do casamento, como a caracterizou Kardec na sua pergunta. Conseqüentemente, a lei humana não deve ser mais realista do que a outra que lhe é superior; deve ser flexível, abrindo espaço para as opções individuais do livre arbítrio.

Isso, contudo, está longe de significar uma atitude de complacência ou de estímulo à separação dos casais em dificuldades. O divórcio é admissível, em situações de grave conflito, nas quais a separação legal assume a condição de mal menor, em confronto com opções potencialmente mais graves que projetam ameaçadoras tragédias e aflições imprevisíveis: suicídios, assassinatos, e conflitos outros que destroem famílias e acarretam novos e pesados compromissos, em vez de resolver os que já vieram do passado por auto-herança.

Convém, portanto, atentar para todos os aspectos da questão e não ceder precipitadamente ao primeiro impulso passional ou solicitação do comodismo ou do egoísmo. Dificuldades de relacionamento são mesmo de esperar-se na grande maioria das uniões que se processam em nosso mundo ainda imperfeito. Não deve ser desprezado o importante aspecto de que o casamento foi combinado e aceito com a necessária antecipação, precisamente para neutralizar diferenças e dificuldades que persistem entre dois ou mais Espíritos.

O que a lei divina prescreve para o casamento é o amor, na sua mais ampla e abrangente conotação, no qual o sexo é apenas a expressão física de uma profunda e serena sintonia espiritual. Estas uniões, contudo, são ainda a exceção e não a norma. Ocorre entre aqueles que, na expressão de Jesus, Deus juntou, na imutável perfeição de suas leis. Que ninguém os separe, mesmo porque, atingida essa fase de sabedoria, entendimento e serenidade, os Espíritos pouco se importam de que os vínculos matrimoniais sejam indissolúveis ou não em termos humanos, dado que, para eles vige a lei divina que já os uniu pelo vínculo supremo do amor.

Em suma, recuar ante uma situação de desarmonia no casamento, de um cônjuge difícil ou de problemas aparentemente insolúveis é gesto e fraqueza e covardia de graves implicações. Somos colocados em situações dessas precisamente para resolver conflitos emocionais que nos barram os passos no caminho evolutivo. Estaremos recusando exatamente o remédio prescrito para curar mazelas persistente que se arrastam, às vezes, por séculos ou milênios aderidas à nossa estrutura espiritual.

A separação e o divórcio constituem, assim, atitudes que não devem ser assumidas antes de profunda análise e demorada meditação que nos levem à plena consciência das responsabilidades envolvidas.

Como escreveu Paulo com admirável lucidez e poder de síntese.

_ “Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”.

O Espiritismo não é doutrina do não e sim da responsabilidade, Viver é escolher, é optar, é decidir. E a escolha é sempre livre dentro de um leque relativamente amplo de alternativas. A semeadura, costumamos dizer, é voluntária; a colheita é que é sempre obrigatória.

É no contexto da família que vem desaguar um volume incalculável de conseqüências mais ou menos penosas resultantes de desacertos anteriores, de decisões tomadas ao arrepio das leis flexíveis e, ao mesmo tempo, severas, que regulam o universo ético em que nos movimentamos.

Para que um dia possamos desfrutar o privilégio de viver em comunidades felizes e harmoniosas, aqui ou no mundo póstumo, temos de aceitar, ainda que relutantemente, as regras do jogo da vida. O trabalho da reconciliação com espíritos que prejudicamos com o descontrole de nossas paixões, nunca é fácil e, por isso, o comodismo nos empurra para o adiantamento das lutas e renúncias por onde passa o caminho da vitória.

Como foro natural de complexos problemas humanos e núcleo inevitável das experiências retificadoras que nos incumbe levar a bom termo, a família é instrumento da redenção individual e, por extensão, do equilíbrio social.

Não precisaria de nenhuma outra razão para ser estudada com seriedade e preservada com firmeza nas suas estruturas e nos seus propósitos educativos.

Autor: Deolindo Amorim e Hermínio C. Miranda.
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 09 de Maio de 2011, 23:59
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

A Parábola do Semeador e a Família

O Semeador, suas sementes e a qualidade da terra representam magnificamente o assunto estudado em nossa reunião. Na família também semeamos todo o tempo, e, podemos dizer que, quando nos tornamos pais, temos a "delegação" de Deus para a semeadura na família. A qualidade da terra representa as diferentes personalidades dos filhos que recebemos em nossos lares, variação esta acentuada pela diversidade dos compromissos do nosso passado.
É na Terra, mundo ainda na categoria de expiação e provas, que recebemos em nosso lar, pela lei das afinidades, aquele que no passado compartilharam conosco de ações de toda ordem. Ao segurar nos braços a criaturinha que nos chega pelas vias da reencarnação não sabemos, por misericórdia de Deus, que tipo de terra se nos está sendo apresentada para a semeadura:
*Os filhos beira do caminho são aqueles em que os ensinamentos não se fixam. Outras idéias, repre-sentadas pelas aves, sobrepõem-se facilmente. Os pais semeiam todo o tempo sem presenciar qualquer germinação; ao contrário, outras tendências, próprias, provenientes do meio ou insufladas por espíritos que se lhes afinizam, tomam o lugar da germinação esperada.
*As famílias beira do caminho são as famílias permeáveis onde não há barreiras para a entrada de idéias e ensinamentos estranhos - as aves que podem “comer” todos as "sementes", impedindo a sua germinação.
*Os filhos chão pedregoso são os filhos "pouca terra", onde todas as idéias germinam com entusiasmo inicial. As plantinhas, porém, não têm raízes ao primeiro sol (dificuldades, dores, contrariedades) logo morrem. São os filhos de pouca vontade ou de temperamento volúvel, que agem por estímulos fortes, porém passageiros.
*As famílias chão pedregoso são as que oscilam entre o entusiasmo passageiro e o desequilíbrio causados pelas contrariedades da vida. Não tendo o amparo de uma crença perambulam de idéia em idéia, de acordo com as conveniências e contrariedades da vida.
*Os filhos espinheiros são os em que as imperfeições do passado fazem sombra e sufocam as sementes. Muitas vezes, em condições de crise, conseguem aceitar o ensinamento, mas passado o momento retornam ao abafamento de suas próprias personalidades.
*As famílias espinheiros são as famílias impermeáveis, que não permitem, dentro do seu abafamento, o brotar de novas idéias.
*Os filhos e famílias terra boa são aqueles que estão preparados para a semente e vão produzir de acordo com sua capacidade (30 para 1, 100 para 1,...). São os indivíduos e família em pleno trabalho de reforma intima, estáveis, em curso normal de evolução.

UM SEGREDO NESTA PARÁBOLA

Há dois mil anos passamos adiante esta parábola de Jesus, e nela devemos notar algo essencial e, também, invisível aos nossos olhos:
O semeador semeia sempre; não olha para traz; não tem ansiedades pelo futuro nem maldiz a terra ou as dificuldades do passado e do presente que atrapalham a sua colheita; simplesmente continua semeando.
Os pais, na função de semeador, não amam a semente nem a colheita. Amam sim a terra que cultivam e que trabalham para tornar mais produtiva. Sua semeadura não se restringe ao lançar de sementes, palavras valiosas, mas também na exemplificação que significa o trabalho na terra pedregosa, afofando-a e retirando-lhe as pedras para o arejamento da raiz; o extirpar de más inclinações do passado, desbastando os espinheiros e ajustando a beira do caminho para que esta acolha as sementes antes da chegada das aves que com certeza virão visitá-la.
*As famílias afetivamente amorfas são o resultado dos semeadores que não semeiam, indiferentes ao destino da terra que lhes foi confiada.
*As famílias afetivamente passionais são o resultado dos semeadores que se voltam contra a terra, contra Deus e contra todas as dificuldades que os visitam. Violentam a terra, cobrando dela resultados que esta ainda não está preparada para proporcionar.
*As famílias afetivamente compensatórias e semipermeáveis são o resultado do trabalho constante do semeador, assim como na parábola, que entende que mesmo a terra boa produz proporcionalmente á sua capacidade (30 para 1, 100 para 1,...).
Temos recebido, à luz do espiritismo, as sementes, a palavra do reino, os ensinos espirituais.
Segundo o que produzir com esses ensinamentos, cada qual revelará, em sua vida, que tipo de solo é a sua alma. no Evang.Seg,Espiritismo, Cap,14, parág.9, temos um interessante ensinamento que vem completar as nossas reflexões:

"Quando os pais fizeram tudo o que deviam para o adiantamento moral dos filhos, se não se saem bem, não têm censuras a se fazer, e sua consciência ' pode estar tranqüila, mas, ao desgosto muito natural que experimentam do insucesso dos seus esforços, Deus reserva uma grande, uma imensa consolação, pela certeza que não é senão um atraso, e que lhes será dado acabar em outra existência a obra começada nesta, e que um dia o filho ingrato os recompensará com seu amor. "
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 10 de Maio de 2011, 02:04
Boa noite queridos amigos!



Programa Transição - Entrevista com Divaldo Franco. Tema: Família



Programa Transição, 10 mai. - Família - Parte 1 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUFoSk56djVDY05JJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)


Programa Transição, 10 mai. - Família - Parte 2 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWo0d0JfVFBudzI0JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)


Programa Transição, 10 mai. - Família - Parte 3 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXZJX2preFBYbDZjJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)


Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 10 de Maio de 2011, 03:20
De Retorno



Quando volvas ao lar, deixa, a distância, os resíduos das dificuldades e problemas enfrentados durante o dia.

A família não pode arcar com o ônus do teu cansaço, das mágoas, das frustrações e do mau humor que reuniste, por contingências, às vezes inevitáveis, do teu trabalho.

O ninho doméstico deve ser preservado das tempestades exteriores, a fim de que encontres nele forças e estímulos para os deveres a desempenhar no dia imediato.

Mesmo que te sintas deprimido ou fatigado, busca renovar-te com disposição otimista, mediante a qual tornarás ali a tua presença sempre desejada e querida.

Torna o teu lar uma permanente fonte de inspiração, de modo que, ao te recordares dele, em qualquer lugar, experimentes motivação para um feliz desempenho dos compromissos abraçados.

*

São inúmeros os desafios que o homem probo experimenta durante um dia.

Nem sempre triunfará em todos eles. No entanto, cada vez que se sinta defraudado por si mesmo, na luta, cabe-lhe o dever de preservar a confiança e programar a recuperação.

Quem não tropeça, nem cai, certamente não sai do lugar onde se encontra imobilizado.

Ação é, também, sinônimo de movimento, de experiências com erros e acertos.

Desse modo, não conduzas contigo a amargura dos insucessos, nem o ressaibo da insatisfação.

Terminado o teu compromisso fora da família, volve ao lar com disposição positiva, entusiasmado com os valores alcançados e confiante nos futuros resultados dos esforços a desprender mais tarde.

O teu lar deve ser o santuário-escola, a oficina-recreio onde o amor predomine e a felicidade, em qualquer situação ou circunstância, sempre se faça presente.



Da obra: Episódios Diários. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Psicogafia de Divaldo P. Franco.
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 10 de Maio de 2011, 04:03
Olá Amigos Victor Passos, Katiatog e demais membros e visitantes do estudo.

Trago um vídeo que fala sobre Espiritismo - A Lógica da Reencarnação.

Explica de forma resumida a reencarnação e os seus principais fundamentos, com base na doutrina espírita.

Abçs fraternos
Macili


ESPIRITISMO - A LOGICA DA REENCARNACAO (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVRKV2FNTW9CblZRJmFtcDtmZWF0dXJlPXlvdXR1LmJlIw==)


Vale a pena!!![/font][/size][/center]
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 10 de Maio de 2011, 04:16
A Reencarnação através dos Tempos.


Nessa magnífica oratória, o médium espírita Divaldo Pereira Franco faz uma viagem através do tempo contando a história da doutrina reencarnacionista, desde os primórdios da humanidade até os nossos dias.


http://video.google.com/videoplay?docid=5960406380999875309&hl=pt-BR#
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 10 de Maio de 2011, 06:30
Queridas amigas Dothy e Macili e amigo ken


Para encerrar a noite de estudos, deixo registrado os meus agradecimentos pelas valiosas contribuições ao nosso estudo!

Macili, adorei o vídeo, muito esclarecedor e com a voz da Enya ficou perfeito.

Fiquem com Deus!

Abraços carinhosos da Katia


Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 10 de Maio de 2011, 10:57
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas


As Famílias Espíritas            

Escrito por José Lucas   

O dia decorria com naturalidade e normalidade, numa tarde soalheira de Verão, quando uma adolescente nos pergunta com a rapidez e frontalidade características da sua faixa etária:

"As famílias espíritas são diferentes? Pensei que eram diferentes, que todos se dessem muito bem e que nunca tivessem problemas, afinal, são como as outras... No entanto a minha família está muito melhor desde que conheceu o espiritismo. É assim?"

Depois da surpresa da pergunta, quando o pensamento estava bem longe, talvez nos motivos do Verão, como a praia ou outro assunto com ele relacionado, não pudemos deixar de verificar a pertinência de tão arguta observação por parte de uma adolescente.

Aproveitando a oportunidade, lá lhe explicamos que as famílias espíritas são pessoas que apenas adotaram o espiritismo (ou doutrina espírita) como filosofia de vida, mas que continuam a serem pessoas, com as suas virtudes e defeitos, com os seus problemas existenciais como toda a gente, bem como que em muitas famílias acontece inclusive que um dos cônjuges é espírita e o outro não, sem que isso signifique qualquer motivo de problema no lar.

O espiritismo, ou doutrina espírita explica-nos que somos seres imortais que estamos temporariamente num corpo carnal, objetivando o nosso crescimento pessoal nesta existência corpórea (reencarnação). Assim sendo, somos espíritos que caminhamos, de reencarnação em reencarnação, buscando novas experiências, nova aprendizagem, objetivando um dia sermos espíritos puros.

Os espíritos agrupam-se em famílias espirituais, isto é, grupos de espíritos mais ou menos numerosos que se encontram na mesma faixa evolutiva. São os chamados espíritos simpáticos, ou espíritos que simpatizam entre si, que sentem afinidade entre si, derivada da sintonia vibratória em que se encontram, na mesma faixa evolutiva.

Quando voltam a Terra, esses espíritos pertencentes a uma determinada família espiritual podem estar reencarnados em vários locais, cidades, países. Podem por vezes encontrar alguns desses companheiros na sua própria família carnal, outras vezes encontram-nos mais facilmente fora da mesma.

A família carnal funciona como que um pequeno laboratório onde se transmutam os sentimentos, objetivando a paz interior, a tranquilidade íntima, onde podemos encontrar seres amigos ou inimigos provenientes do nosso passado. Nesse sentido, as famílias carnais são passageiras, mudam de acordo com a necessidade evolutiva de cada um, podendo numa próxima reencarnação voltarmos juntos de novo ou não. O verdadeiro laço familiar é pois o laço pelo espírito, pelos sentimentos e não o laço do sangue.

Nesse sentido a família afigura-se como abençoada escola onde se encontram amigos do passado para se apoiarem mutuamente e em conjunto aprenderem, e inimigos do passado para através dos laços de sangue aos poucos irem diluindo as clivagens que criaram em vidas anteriores. Assim surgem as simpatias naturais com este ou aquele familiar e as antipatias naturais com um ou outro membro da família.

Curiosamente a jovem amiga já nos tinha dado a resposta na sua oportuna intervenção, ao dizer que desde que conhecem o espiritismo, o ambiente familiar está muito melhor, os pais já nãos discutem tanto, notando-se uma franca melhoria no relacionamento interpessoal familiar.

Esse é o objetivo da doutrina espírita, que não sendo mais uma religião nem mais uma seita, afigura-se como uma doutrina que fornece ao homem conceitos lógicos e pesquisáveis sobre a existência humana neste planeta, fornecendo-lhe pistas fundamentadas sobre quem é, de onde vem e para onde vai no concerto da vida eterna, no universo. Nesse sentido a doutrina espírita leva o homem a interrogar-se, e a modificar-se interiormente no sentido de ter uma postura ética, favorecendo assim a paz, o relacionamento saudável entre todos, a harmonia social.

Bibliografia: “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec;


http://artigosespiritaslucas.blogspot.com/
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 10 de Maio de 2011, 11:08
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas


Jesus e a Familia

O homem e a mulher surgem no mundo com tarefas específicas que se integram, contudo, num trabalho essencialmente uno, dentro do plano da evolução universal.

No capítulo das experiências inferiores, um não cai sem o outro, porque a ambos foi concedido igual ensejo de santificar. – Emmanuel – Livro Pão Nosso

 



O espiritismo, ou doutrina espírita explica-nos que somos seres imortais que estamos temporariamente num corpo carnal, objetivando o nosso crescimento pessoal nesta existência corpórea (reencarnação). Assim sendo, somos espíritos que caminhamos de reencarnação em reencarnação buscando novas experiências, nova aprendizagem, objetivando um dia sermos espíritos puros. Os espíritos agrupam-se em famílias espirituais, isto é, grupos de espíritos mais ou menos numerosos que se encontram na mesma faixa evolutiva. São os chamados espíritos simpáticos, ou espíritos que simpatizam entre si, que sentem afinidade entre si, derivada da sintonia vibratória em que se encontram, na mesma faixa evolutiva.

 
 Quando voltam à Terra, esses espíritos pertencentes a uma determinada família espiritual podem estar reencarnados em vários locais, cidades, países. Podem por vezes encontrar alguns desses companheiros na sua própria família carnal, outras vezes encontram-nos mais facilmente fora da mesma.

 
 A família carnal funciona como que um pequeno laboratório onde se transmutam os sentimentos, objetivando a paz interior, a tranquilidade íntima, onde podemos encontrar seres amigos ou inimigos provenientes do nosso passado. Nesse sentido, as famílias carnais são passageiras, mudam de acordo com a necessidade evolutiva de cada um, podendo numa próxima reencarnação voltarmos juntos de novo ou não. O verdadeiro laço familiar é, pois o laço pelo espírito, pelos sentimentos e não o laço do sangue.

 
 Nesse sentido a família afigura-se como abençoada escola onde se encontram amigos do passado para se apoiarem mutuamente e em conjunto aprenderem, e inimigos do passado para através dos laços de sangue aos poucos irem diluindo as clivagens que criaram em vidas anteriores. Assim surgem as simpatias naturais com este ou aquele familiar e as antipatias naturais com um ou outro membro da família.

 
 O objetivo da doutrina espírita, que não sendo mais uma religião nem mais uma seita, afigura-se como uma doutrina que fornece ao homem conceitos lógicos e pesquisáveis sobre a existência humana neste planeta, fornecendo-lhe pistas fundamentadas sobre quem é, de onde vem e para onde vai no concerto da vida eterna, no universo. Nesse sentido a doutrina espírita leva o homem a interrogar-se, e a modificar-se interiormente no sentido de ter uma postura ética, favorecendo assim a paz, o relacionamento saudável entre toda a harmonia social.
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 10 de Maio de 2011, 11:11
Ola muita paz e harmonia
Bons amigos e Amigas

JESUS E TOLERÂNCIA RELIGIOSA
 
Esses, como ontem, são dias de intolerância entre os homens, por motivos religiosos. Explodem as guerras entre nações, aumentam os preconceitos religiosos entre grupos culturais diferentes, ampliam-se os choques no interior das famílias, em virtude das escolhas diferenciadas de religião.
 Jesus, porém, admoestou os discípulos que se vangloriavam de ter repreendido a um homem que curava e ensina em Seu nome sem O seguir, afirmando : “Não o impeçais, pois quem não é contra nós, é por nós” (Lc 9:50)
 São as propostas pacifistas e fraternais bem como os princípios de respeito, diálogo e compaixão pelo próximo que caracterizam as religiões de natureza transcendental, voltadas para a educação moral do homem, tornando-o melhor.
 Extraordinárias lições de respeito e de tolerância religiosa ainda nos daria o Mestre Jesus em inúmeras passagens de seu Evangelho.
 Ao ser procurado por um centurião de César que intercedia em favor da cura de um servo, afirmando que bastaria uma palavra de ordem Sua para que seu criado ficaria curado, Jesus exclama admirado: “Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta.”(Lc 7:9). E o sevo do centurião foi curado. Informa-nos ainda Lucas que este Centurião era amigo do povo judeu e tinha edificado a sinagoga.
 Em outra oportunidade, na região da Samaria, Jesus dirige-se à mulher no Poço de Jacó, entabulando uma conversação que revela a existência do preconceito por parte dela (“como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?”, em Jo 4:9) e a amorosidade Dele que lhe oferece a “água viva”, que dessedenta para sempre. (Jo 4:10).
 Culmina a atitude tolerante e respeitosa do Nazareno para com as diferenças culturais e religiosas quando escolhe um samaritano para se converter no símbolo da solidariedade, por excelência, ao narrar a célebre parábola conhecida como a Parábola do Bom Samaritano (Lc 10: 30 a 37).
 Profeticamente Jesus se referiu a outras ovelhas que não seriam “daquele” rebanho (Jô 10:16).
 Radicalmente justo, o Mestre afirmou ao responder uma indagação a respeito da salvação, conforme registrou Lucas, capítulo 13 : “Então, haverá prantos e ranger de dentes, quando virdes que Abraão, Isaac, Jacob e todos os profetas estarão no reino de Deus e que vós outros sois dele expelidos. Virão muitos do Oriente e do Ocidente, do Setentrião e do Meio-Dia, que participarão do festim no reino de Deus.” Não bastam os rótulos religiosos ou os vínculos de pertencimento a tal ou qual cultura : é preciso, ainda conforme o texto em destaque, afastarmo-nos da iniqüidade.
 Jesus é mensagem de respeito, de tolerância, de diálogo, de oferta daquilo que há de melhor em cada um. Intolerância religiosa, por sua vez, é afastamento do verdadeiro sentido de religiosidade, é estreiteza de vistas, é exclusivismo filho do egoísmo, é fanatismo que fecha as possibilidades do diálogo e da convivência pacífica entre diferentes, não opostos.
 “Não haverá paz no mundo enquanto não houver paz entre as religiões”, sentencia o teólogo católico alemão Hans Küng, em sua obra Religiões do Mundo. Sem tolerância e respeito, não haverá paz em qualquer lar, comunidade ou nação
 QUEM NÃO É CONTRA NÓS É POR NÓS, é mensagem atualíssima a nos conclamar ao espírito fraternal que Jesus ensinou e praticou, amando a todos, respeitando a todos, por saber que cada um e todos, temos caminhos diferentes para chegar ao Pai, o Deus único que fez os homens (não o Deus que os homens fizeram) embora todos devam se pautar no cumprimento da Lei Divina de Justiça, de Amor e de Caridade, independente das opções formais religiosas.
 O mais é a intransigência, a limitação e o egoísmo humano.
Sandra Borba Pereira
 Natal, RN, Brazil
 Educadora, evangelizadora e expositora espírita.
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 10 de Maio de 2011, 11:18
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

Deus-Pai, somos gratos pelos nossos pais
 
Unidos em família estão amigos do passado, ou pessoas que não se entenderam outrora e que pela misericórdia divina se aproximam novamente, na busca da edificação da regeneração da Terra, assim como da reconciliação e da ajuda mútua.
 
Como Deus é Pai, e os pais sempre querem o bem para seus filhos, salvo raras e patológicas exceções, Ele permite que a dita reconciliação entre ex-inimigos se dê da forma mais eficaz e eficiente possível, juntando-os como pais e filhos.
 
O amor de um pai por um filho é algo incomensurável, ilimitado. E o filho, por sua vez, em recebendo toda essa carga energética do amor, tende a retribuir ao pai esse afeto, essa dedicação, essa ternura, vindo a compartilhar com outrem, conquanto muitas vezes não se dê conta disso, “contaminando” todos ao seu derredor com o sentimento dos sentimentos.
 
Por intermédio da mediunidade de Raul Teixeira, o Espírito Rosângela C. Lima nos escreve uma linda mensagem sobre os Pais, valendo trazer a seguinte passagem:
 
“E se Deus nos aproxima dos pais, a fim de que nos atendam e que nos amem tanto, somente seremos merecedores do mundo novo e aperfeiçoado do futuro, se os amarmos também, agradecidos por tudo o que lhes devemos, apaixonados por tudo que representam em nossas jornadas e emocionados por simbolizarem junto a nós as excelências do supremo amor do nosso Pai Criador, que nos injeta as energias indispensáveis e poderosas, de modo a conseguirmos a superação dos nossos limites e ascendermos às luzes das estrelas”.
 
Se é verdade que Deus nos dá os nossos filhos por empréstimo, a fim de que os eduquemos, formando e imprimindo os caracteres da caridade, da fraternidade, da humildade, enfim, de todas as virtudes ao nosso alcance, nos esforçando, assim, para que nossos rebentos se tornem cidadãos de bem, multiplicadores da paz, também é fato que para cada um de nós, na qualidade de filhos, Deus concede o pai que precisamos para nosso crescimento intelecto-moral, sendo, de certa forma, uma espécie de comodato divino em nossas vidas, pois também somos os filhos que nossos pais necessitam ter, com vistas a sua evolução, como seres imortais que são.
 
Como é sábia a Justiça Divina!
 
A comprovação dessa sabedoria suprema é o amor, a admiração e profunda gratidão que sentimos em relação aos nossos pais. E por mais que tenhamos dificuldades e atribulações nesses relacionamentos, sentimos, em nível mais profundo, o amor paternal nos indicando o roteiro mais seguro no rumo da felicidade que nos é possível, nos lembrando que os pais são merecedores não somente homenagens no Dia dos Pais, mas de receberem de nossa parte todo carinho e amor sinceros, constantemente.
 
Quanta gratidão temos por nossos pais!
 
É inegável quando Deus nos faculta sermos, também, pais, conseguimos vislumbrar com maior nitidez todo o cuidado, incentivo, orientação, programação para nosso auto-encontro, enfim, todo amor que recebemos de nossos pais. Fica ainda mais evidente quanto trabalho nossos pais tiveram e, não raro, ainda têm, para que sejamos o que somos, a fim de que não optássemos por caminhos tortuosos dos vícios (físicos, morais ou comportamentais), da preguiça e pudéssemos nos instruir nas escolas e na lida do dia-a-dia. Tudo isso amplia sensivelmente toda gratidão que pulsa em nossos corações.
 
Como é bom sermos filhos e amigos de nossos pais!
 
Deus, agradecemos pelo Pai-Maior, Infinitamente Justo e Bom, que o Senhor é para nós. Mas também asseveramos: obrigado pelos pais que nos concedeu nesta existência. Pedimos que ilumine e abençoe a esses seres especialíssimos em nossas vidas e que nos auxilie a amá-los sempre, cada vez mais, retribuindo tudo o que já recebemos, muitas vezes sem merecer, honrando os esforços que eles tiveram com a nossa conduta no bem. E, com certeza e naturalmente, amaremos aos nossos filhos com a mesma intensidade, amando, respeitando, valorizando, em primeiro lugar, a nós mesmos, posto que é imprescindível amar ao próximo como se ama a si mesmo, amando a Deus (Pai) acima de todas as coisas.
 
Nestor Fernandes Fidelis
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 11 de Maio de 2011, 03:10
Boa noite queridos amigos e caros visitantes!


Parentela


"E disse-lhe: Sai de tua terra e dentre a tua parentela e dirige-te à terra que eu te mostrar." - (ATOS, capítulo 7, versículo 3.)


Nos círculos da fé, vários candidatos à posição de discípulos de Jesus queixam-se da sistemática oposição dos parentes, com respeito aos princípios que esposaram para as aquisições de ordem religiosa.

Nem sempre os laços de sangue reúnem as almas essencialmente afins. Freqüentemente, pelas imposições da consangüinidade, grandes inimigos são obrigados ao abraço diuturno, sob o mesmo teto.

É razoável sugerir-se uma divisão entre os conceitos de "família" e "parentela". O primeiro constituiria o símbolo dos laços eternos do amor, o segundo significaria o cadinho de lutas, por vezes acerbas, em que devemos diluir as imperfeições dos sentimentos, fundindo-os na liga divina do amor para a eternidade. A família não seria a parentela, mas a parentela converter-se-ia, mais tarde, nas santas expressões da família.

Recordamos tais conceitos, a fim de acordar a vigilância dos companheiros menos avisados.

A caminho de Jesus, será útil abandonar a esfera de maledicências e incompreensões da parentela e pautar os atos na execução do dever mais sublime, sem esmorecer na exemplificação, porqüanto, assim, o aprendiz fiel estará exortando-a, sem palavras, a participar dos direitos da família maior, que é a de Jesus-Cristo.



Da obra: Caminho, Verdade e Vida. Ditado pelo Espírito Emmanuel.
Psicigrafia de Francisco Cândido Xavier.
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 11 de Maio de 2011, 03:32
Queridos amigos


Nesse trecho do ESE o querido mestre Lionês nos fornece um exemplo vivo da caridade realizada sem ostentação e  inspirador da verdadeira educação, pois só os bons exemplos dos pais educam a alma encarnada.


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Os Infortúnios Ocultos


Nas grandes calamidades, a caridade se emociona e observam-se impulsos generosos, no sentido de reparar os desastres. Mas, a par desses desastres gerais, há milhares de desastres particulares, que passam despercebidos: os dos que jazem sobre um grabato sem se queixarem. Esses infortúnios discretos e ocultos são os que a verdadeira generosidade sabe descobrir, sem esperar que peçam assistência.

Quem é esta mulher de ar distinto, de traje tão simples, embora bem cuidado, e que traz em sua companhia uma mocinha tão modestamente vestida? Entra numa casa de sórdida aparência, onde sem dúvida é conhecida, pois que à entrada a saúdam respeitosamente. Aonde vai ela? Sobe até a mansarda, onde jaz uma mãe de família cercada de crianças. À sua chegada, refulge a alegria naqueles rostos emagrecidos. E que ela vai acalmar ali todas as dores. Traz o de que necessitam, condimentado de meigas e consoladoras palavras, que fazem que os seus protegidos, que não são profissionais da mendicância, aceitem o benefício, sem corar. O pai está no hospital e, enquanto lá permanece, a mãe não consegue com o seu trabalho prover às necessidades da família. Graças à boa senhora, aquelas pobres crianças não mais sentirão frio, nem fome; irão à escola agasalhadas e, para as menorzinhas, o leite não secará no seio que as amamenta. Se entre elas alguma adoece, não lhe repugnarão a ela, à boa dama, os cuidados materiais de que essa necessite. Dali vai ao hospital levar ao pai algum reconforto e tranqüilizá-lo sobre a sorte da família. No canto da rua, uma carruagem a espera, verdadeiro armazém de tudo o que destina aos seus protegidos, que todos lhe recebem sucessivamente a visita. Não lhes pergunta qual a crença que professam, nem quais suas opiniões, pois considera como seus irmãos e filhos de Deus todos os homens. Terminado o seu giro, diz de si para consigo: Comecei bem o meu dia. Qual o seu nome? Onde mora? Ninguém o sabe. Para os infelizes, é um nome que nada indica; mas é o anjo da consolação. A noite, um concerto de benções se eleva em seu favor ao Pai celestial: católicos, judeus, protestantes, todos a bendizem.

Por que tão singelo traje? Para não insultar a miséria com o seu luxo. Por que se faz acompanhar da filha? Para que aprenda como se deve praticar a beneficência. A mocinha também quer fazer a caridade. A mãe, porém, lhe diz: "Que podes dar, minha filha, quando nada tens de teu? Se eu te passar às mãos alguma coisa para que dês a outrem, qual será o teu mérito? Nesse caso, em realidade, serei eu quem faz a caridade; que merecimento terias nisso? Não é justo. Quando visitamos os doentes, tu me ajudas a tratá-los. Ora, dispensar cuidados é dar alguma coisa. Não te parece bastante isso? Nada mais simples. Aprende a fazer obras úteis e confeccionarás roupas para essas criancinhas. Desse modo, darás alguma coisa que vem de ti." É assim que aquela mãe verdadeiramente cristã prepara a filha para a prática das virtudes que o Cristo ensinou. E espírita ela? Que importa!

Em casa, é a mulher do mundo, porque a sua posição o exige. Ignoram, porém, o que faz, porque ela não deseja outra aprovação, além da de Deus e da sua consciência. Certo dia, no entanto, imprevista circunstância leva-lhe a casa uma de suas protegidas, que andava a vender trabalhos executados por suas mãos. Esta última, ao vê-la, reconheceu nela a sua benfeitora. "Silêncio! ordena-lhe a senhora. Não o digas a ninguém." Falava assim Jesus.



Trecho extraído do Capítulo 13 do ESE.
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 11 de Maio de 2011, 04:48
Boa noite queridos amigos Victor Passos e Katiatog.

Seguindo o estudo, a título de contribuição, compartilho um artigo da Revista Internacional de Espiritismo nº 03, abril/2010.



As flores entre as pedras

"(...) nas pegadas de Jesus de Nazaré, as pedras do caminho serão facilmente removidas (...)"

Jaime Facioli


O augusto poeta brasileiro, Carlos Drummond de Andrade em uma página memorável exarou um poema do fundo de sua alma, iluminando o caminho dos pensadores e dos amantes da vida bela, colorida e consentida. Dizia ele, sobre as pedras no caminho da vida, num enunciado inesquecível.  "No meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho. Tinha uma pedra. No meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho. No meio do caminho tinha uma pedra." A vida, amigos, é constituída de pedras em nossos caminhos, pedras que outras não são senão os grandes e os pequenos problemas do dia-a-dia que enfrentamos como provas e expiações. Esse mundo onde habitamos não se destina a veraneio, mas às provas. Temos que nos submeter às avaliações da universidade da vida para saber se estamos aptos à colação de grau. Se lograrmos êxito, nos espera o mundo de regeneração onde a predominância do bem se faz notar em grande escala em detrimento à existência do mal. Dir-se-á: "Mas nosso planeta se constitui de pedras que são os empeços na nossa caminhada e algumas delas tão pesadas que não consiga remover de nossas veredas". Não. Não será e não é assim. O Senhor da Vida não coloca fardos mais pesados, nos ombros de seus filhos, que eles possam suportar. É a lição evangélica do Divino Jardineiro. Em verdade tudo está preparado pelo Pai Celestial, Onipotente, Onisciente e Onipresente, para enfrentarmos o bom combate e nos submetermos aos testes existenciais. Na vida prática, esses testes se dão na família, oficina preciosa de trabalho onde podemos desenvolver o amor em plenitude, a paciência, a tolerância, a abnegação e todas as virtudes que tornam um filho de Deus, digno e mui digno desse título. No trabalho, na escola ou na comunidade onde vivemos temos a oportunidade de exercitar as virtudes que nos tornem homens de bem e abrimos o caminho para os esplendores celestes, mediante o reto dever que nossa consciência nos orienta. Daí as pedras no nosso caminho, nada mais são que problemas e dificuldades a serem vencidas pelo bom combate em nome do amor do Cristo de Deus.

Vale nesse ensejo recordar o famoso axioma cunhado pela sabedoria popular ao dizer que muitos choram por saber que as rosas têm espinhos em seu caule, enquanto uma multidão gargalha de alegria por saber que as orsas depois do caule têm o perfume da mais fina fragrância. É uma bela definição da vida. No dizer da mensagem do "Amor Imortal", Capítulo 17, pelo Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Pereira Franco, a qual parodiamos ao sabor de nossas emoções, pela fidelidade de sentimentos que se colhem em essência na poesia de Amor do referido Espírito, ao externar os sentimentos mais puros d'alma declarando: Não por outra razão, Jesus veio à Terra num período de grande impiedade e desesperança. A sociedade civil encontrava-se conturbada. O domínio dos poderosos era cruel e implacável como soi acontecer atualmente. Na luz da narrativa evangélica, a palavra e a pessoa de Jesus com sua autoridade moral representaram um lenitivo geral aos corações aflitos daquela época, alcançando os dias atuais. De repente, como se fosse mágica, havia esperança de cura e conforto àqueles que aos olhos dos insensatos pareciam desassistidos. Consolidava-se o monoteísmo. Deus era anunciado como Pai amoroso e sábio, não como um Senhor terrível e vingativo. Já era possível confiar no futuro. Mesmo o presente se apresentava promissor, com a perspectiva de notáveis curas e transformações que os filhos de Deus experimentavam. A canção da paz e da ventura soavam arrebatadoras naqueles lábios puros e mente brilhante abrigando os mais nobres sentimentos de amor. O povo ficou ébrio de esperança. Todos se viam logo adiante saciados, socorridos, alimentados e felizes. O Pai não os abandonara. Entretanto, outrora como agora, não nos dávamos conta da contribuição pessoal que deveriam dar em favor da nova ordem social que o Messias trouxera aos corações aflitos. Muitos de nós, tanto na ribalta dos acontecimentos, como no presente não acordaram do sono letárgico em que se encontravam, nem mesmo no Sermão do Monte onde se pregou as bens-aventuranças. Contudo, o Homem-Santo, em tempo sinalizou que a bem-aventurança tinha um preço. Perante a imcompreensão geral, disse não ter vindo trazer à Terra a paz, mas a espada. Que poria em dissensão o filho contra seu pai, a filha contra sua mãe. Que os inimigos do homem seriam os seus familiares. Que quem não tomasse a sua cruz e O seguisse, Dele não seria digno. Não se há imaginar o Senhor da brandura e da bondade convertido em um guerreiro infeliz, um vassalo da loucura.

Essas singulares palavras sinalizaram a necessidade de separar-se a verdade da impostura, tanto como sacudir literalmente o homem para acordar para as verdades eternas e a sua responsabilidade diante da vida. Por essa razão, elas anunciaram que, em incontáveis famílias, alguns dos seus membros O amariam, enquanto outros O detestariam. Jesus lançou ao futuro a advertência de ser necessário preferir Deus a Mamom. Alertou que o dever e a transparência constituem requisitos indispensáveis para quem deseja a Sua paz. Não mais podendo alegar ignorância, ainda vemos os escândalos surgirem dia-a-dia na mídia, nas meias e em todos os rincões se espalham o mau proceder. Não é mais possível os atos de improbidade, o roubo, o furto, o latrocínio, a infidelidade ou qualquer ato que atente contra a moral do Mestre e por consequência viole as leis de Deus. Por essa razão, o homem de Nazaré deixou clara a condição de cristão, como incompatível com a vivência corrupta e acomodada, com os desmandos da vida, em desrespeito ao reto proceder que deve ser o guia e a conduta da ética e da moral conduzindo-nos ao perfume de Jesus. O Messias Divino ateou o foto purificador da verdade, para desespero de muitos.

Por isso, as grades da vida, tentam a todo custo inibir os desavisados e abusados das leis que regem a sociedade moderna. A linguagem era forte e anunciava um testemunho difícil. A mensagem cristã implica a necessidade de uma definição de rumos. Não se admite mais em sã consciência uma postura de hipocrisia e conivência, pois até os dias de hoje a figura de Jesus permanece sedutora e a Sua mensagem, sempre atual, é o ícone que temos para perseguir. Não por outra razão, o mui digno codificador, o preclaro Hippolyte Léon Denizard Rivail, propôs a questão número 625 de "O Livro dos Espíritos", recebendo como resposta que o modelo e guia para a humanidade é Jesus. Incontáveis são os irmãos que se afirmam cristãos e anelam pela paz do Senhor. Todavia, quando chamados ao testemunho pela sua conduta ética e moral, hesitam no testemunho necessário. Malgrado suas crenças, vivem de forma impiedosa, promíscua e desleal. O Cristianismo representa  a Boa Nova, o advento da paz e da ventura como consequência da vida reta e generosa. Não se trata em absoluto de um milagre ou de um favor. Primeiro a criatura se define pelo bem e se esforça para vivê-lo. Aliás bem leciona a doutrina espírita que: "reconhece-se o verdadeiro espírita e, portanto, também o cristão, àquele que se esforça para domar as suas más inclinações". A paz e a plenitude surgirão como resultado natural. Seguindo essa estrada, nas pegadas de Jesus de Nazaré, as pedras do caminho serão facilmente removidas e o doce perfume do Divino Jardineiro, a essência de Nardo se fará presente.

(O autor é advogado e vice-presidente da USE de Americana e Nova Odessa, SP.)
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 11 de Maio de 2011, 05:49
Querida amiga Macili


Agradeço por compartilhar excelente artigo!

Muito obrigada pela constante presença em nosso estudo e por sua valiosas contribuições.

Paz e luz em seu coração.


Abraços afetuosos da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 11 de Maio de 2011, 05:56
Dia de Deus



Pensando em Deus, pensa igualmente nos homens, nossos irmãos.

Detém-te, de modo especial, na simpatia e no amparo possível, em favor daqueles que se fizerem pais ou tutores.

As mães são sempre revelações angélicas de ternura, junto aos sonhos de cada filho, mas é preciso não esquecer que os pais também amam...

Esse perdeu a juventude, carregando as responsabilidades do lar; aquele se entregou a pesados sacrifícios, apagando a si mesmo, para que os filhos se titulassem com brilho na cultura terrestre; outros se escravizaram a filhinhos doentes; muitos foram banidos do refúgio doméstico, às vezes, pelos próprios descendentes, exilados que se acham em recantos de imaginário repouso, por trazerem a cabeça branca por fora, e, em muitas ocasiões alquebrada por dentro, sob a carga de lembranças difíceis que conservam em relação aos infortúnios que atravessaram para que a família sobrevivesse, e, ainda outros renunciaram à felicidade própria, a fim de se converterem nos guardiões da alegria e da segurança de filhos alheios!...

Compadece-te de nossos irmãos, os homens, que não vacilaram em abraçar amargos compromissos, a benefício daqueles que lhes receberam os dons da vida.

Ainda mesmo aqueles que se transviaram ou enlouqueceram, sob a delinqüência, na maioria dos casos, nos merecem respeitoso apreço pelas nobres intenções que os fizeram cair.

A vida comunitária, na Terra de hoje, instituiu datas de homenagens às profissões e pessoas.

Lembrando isso, reconhecemos, por nós, que o Dia das Mães é o Dia do Amor, mas reconhecemos também que o Dia dos Pais é o Dia de Deus.



Da obra: Seara de Fé. Ditado pelo Espírito Emmanuel.
Psicogarfis de Francisco Cândido Xavier
Título: Re: Família
Enviado por: Dothy em 11 de Maio de 2011, 06:17
queridos amigos Victor, Katia, membros e visitantes.. bom dia, mita paz...

REENCARNAÇÃO E OS LAÇOS DE FAMÌLIA

IX. REENCARNAÇÃO E OS LAÇOS DE FAMÍLIA
Porque nascemos em determinadas famílias?Conforme o "Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec, "Os Espíritos, cuja similitude de gostos, identidade do progresso moral e a afeição fazem com que se reúnam, formam famílias. Esses mesmos Espíritos, nas suas migrações terrestres, se procuram para se agruparem, como o fazem no espaço, nascendo daí as famílias unidas e homogêneas. Se, nas suas peregrinações, momentaneamente eles são separados, mais tarde se reencontram, felizes com os seus novos progressos. Porém, como não devem trabalhar somente para si mesmos, Deus permite que Espíritos menos adiantados venham encarnar entre eles, para receberem conselhos e bons exemplos, com vistas ao seu adiantamento. Muitas vezes, tais Espíritos tornam-se a causa de perturbações naquele meio, mas é isso que constitui a prova e a tarefa que os outros têm que desempenhar". (E.S.E. cap. XIV, final do item 9).No capítulo IV, do mesmo livro, lemos que: "Os laços de família não sofrem destruição alguma com a reencarnação, como o pensam certas pessoas. Ao contrário, tornam-se mais fortalecidos e apertados. O princípio oposto, sim, os destrói. No espaço, os Espíritos formam grupos ou famílias entrelaçados pela afeição, pela simpatia e pela semelhança das inclinações. Ditosos por se encontrarem juntos, esses espíritos se buscam uns aos outros. A encarnação apenas momentaneamente os separa, porquanto, ao regressarem à erraticidade, novamente se reúnem como amigos que voltam de uma viagem. Muitas vezes, até, uns seguem a outros na encarnação, vindo aqui se reunir numa mesma família, ou num mesmo círculo, a fim de trabalharem juntos pelo seu mútuo adiantamento. Se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento. Os que se conservam livres velam pelos que se acham em cativeiro. Os mais adiantados se esforçam por fazer que os retardatários progridam. Após cada existência, todos têm avançado um passo na senda do aperfeiçoamento. Cada vez menos presos à matéria, mais viva se lhes torna a afeição recíproca, pela razão mesma de que, mais depurada, não tem a perturbá-la o egoísmo, nem as sombras das paixões. Podem, portanto, percorrer, assim, ilimitado número de existências corpóreas, sem que nenhum golpe receba a mútua estima que os liga."Está bem visto que aqui se trata de afeição real, de alma a alma, única que sobrevive à destruição do corpo, porquanto os seres que neste mundo se unem apenas pelos sentidos nenhum motivo têm para se procurarem no mundo dos Espíritos. Duráveis somente o são as afeições espirituais; as de natureza carnal se extinguem com a causa que lhes deu origem. Ora, semelhante causa não subsiste no mundo dos Espíritos, enquanto a alma existe sempre. No que concerne às pessoas que se unem exclusivamente por motivo de interesse, essas nada realmente são umas para as outras: a morte as separa na Terra e no céu". (Item 18).A seguir, Kardec nos fala da simpatia que aproxima as pessoas na família: "A união e a afeição que existem entre as pessoas parentes são um índice da simpatia anterior que as aproximou. Daí vem que, falando-se de alguém cujo caráter, gostos e pendores nenhuma semelhança apresentam com os dos seus parentes mais próximos, se costuma dizer que ela não é da família. Dizendo-se isso, enuncia-se uma verdade mais profunda do que se supõe. Deus permite que, nas famílias, ocorram essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos, com o duplo objetivo de servir de prova para uns e, para outros, de meio de progresso. Assim, os maus se melhoram pouco a pouco, ao contacto dos bons e por efeito dos cuidados que se lhes dispensam. O caráter deles se abranda, seus costumes se apuram, as antipatias se esvaem. É desse modo que se opera a fusão das diferentes categorias de Espíritos, como se dá na Terra com as raças e os povos". (Item 19).Kardec também esclarece que "o temor de que a parentela aumente indefinidamente, em conseqüência da reencarnação, é de fundo egoístico: prova, naquele que o sente, falta de amor bastante amplo para abranger grande número de pessoas. Um pai, que tem muitos filhos, ama-os menos do que amaria a um deles, se fosse único? Mas tranqüilizem-se os egoístas: não há fundamento para semelhante temor. Do fato de um homem ter tido dez encarnações, não se segue que vá encontrar, no mundo dos Espíritos, dez pais, dez mães, dez mulheres e um número proporcional de filhos e de parentes novos. Lá encontrará sempre os que foram objeto da sua afeição, os quais se lhe terão ligado na Terra, a títulos diversos, e, talvez, sob o mesmo título". (Item 20).Quanto às conseqüências da doutrina anti-reencarnacionista, Kardec esclarece: "Ela, necessariamente, anula a preexistência da alma. Sendo estas criadas ao mesmo tempo em que os corpos, nenhum laço anterior há entre elas, que, nesse caso, serão completamente estranhas umas às outras. O pai é estranho a seu filho. A filiação das famílias fica assim reduzida à só filiação corporal, sem qualquer laço espiritual. Não há então motivo algum para quem quer que seja glorificar-se de haver tido por antepassados tais ou tais personagens ilustres. Com a reencarnação, ascendentes e descendentes podem já se terem conhecido, vivido juntos, amado, e podem reunir-se mais tarde, a fim de apertarem entre si os laços de simpatia". (Item 21)."Com a reencarnação e o progresso a que dá lugar, todos os que se amaram tornam a encontrar-se na Terra e no espaço e juntos gravitam para Deus. Se alguns fraquejam no caminho, esses retardam o seu adiantamento e a sua felicidade, mas não há para eles perda de toda esperança. Ajudados, encorajados e amparados pelos que os amam, um dia sairão do lodaçal em que se enterraram. Com a reencarnação, finalmente, há perpétua solidariedade entre os encarnados e os desencarnados, e, daí, estreitamento dos laços de afeição". (Item 22).


site/  O Espiritismo como resposta
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 11 de Maio de 2011, 06:42
Querida amiga Dothy


Agradeço pela valiosa contribuição ao nosso estudo mensal.

Muita paz e amor em sua vida.


Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 11 de Maio de 2011, 09:18
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

    Vida em família e laços de parentesco

Apresentamos nesta edição o tema no 42 do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, que está sendo aqui apresentado semanalmente, de acordo com programa elaborado pela Federação Espírita Brasileira, estruturado em seis módulos e 147 temas.

Se o leitor utilizar este programa para estudo em grupo, sugerimos que as questões propostas sejam debatidas livremente antes da leitura do texto que a elas se segue.

Se destinado somente a uso por parte do leitor, pedimos que o interessado tente inicialmente responder às questões e só depois leia o texto referido. As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto abaixo.

Questões para debate

1. Que significa para nós, humanos, a família?

2. Quem são as pessoas que se encarnam numa mesma família?

3. Quantas espécies de família existem?

4. Quais as características dos verdadeiros laços de família?

5. Que diz o Espiritismo acerca das famílias unidas somente pelos laços corporais? 

Texto para leitura
A família é abençoada escola de educação moral

1. A vida familiar deve merecer a mais ampla atenção de todo homem integrado na unidade social denominada família. Esta palavra – família – pode ser compreendida num sentido mais restrito, em que se consideram apenas os familiares consangüíneos, como num sentido mais amplo, em que se levam em conta também os grupamentos de Espíritos afins, quer intelectualmente, quer moralmente.

2. A família é abençoada escola de educação moral e espiritual, oficina santificante onde se lapidam caracteres, laboratório superior em que se caldeiam sentimentos, estruturam-se aspirações, refinam-se idéias, transformam-se mazelas antigas em possibilidades preciosas para a elaboração de misteres edificantes.

3. A família é, pois, o mais prodigioso educandário do progresso humano. Sua importância não se mede apenas como uma fonte geratriz de seres racionais, mas como oficina de onde se projetam os homens de bem, os sábios, os benfeitores em geral.

4. A família é mais do que um resultante genético. São os ideais, os sonhos, os anelos, as lutas, as árduas tarefas, os sofrimentos e as aspirações, as tradições morais elevadas que se cimentam nos liames da concessão divina, no mesmo grupo doméstico onde medram as nobres expressões da elevação espiritual na Terra.
O corpo procede do corpo, mas a alma não procede da alma

5. Quando a família periclita, por essa ou aquela razão, sem dúvida a sociedade está a um passo do malogro. A vida em família, para que atinja suas finalidades maiores, deve ser vivenciada dentro dos padrões de moralidade, compreensão e solidariedade, porque sua finalidade precípua consiste em estreitar os laços sociais, ensejando-nos o melhor modo de aprendermos a amar-nos como irmãos. Por isso, a vida em família é, talvez, de todas as associações, a mais importante em virtude da sua função educadora e regenerativa.

6. Existem duas espécies de família e, em conseqüência, duas categorias de laços de parentesco: as que procedem da consangüinidade e as que procedem das ligações espirituais.

7. Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porque este já existia antes da formação do corpo que o serve. Não é o pai que cria o Espírito de seu filho. Ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, porém, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.

8. Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são as mais das vezes Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena.
As famílias espirituais são duráveis e se perpetuam

9. Pode, contudo, acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros os Espíritos que se encarnam numa mesma família, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores que se traduzem, na vida terrena, por mútuo antagonismo, que lhes serve de provação.

10. É fácil entender que não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família, mas sim os da simpatia e da comunhão de pensamentos, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações.

11. As famílias unidas por laços espirituais são duráveis, fortalecem-se pela purificação dos Espíritos, e se perpetuam no mundo espiritual, através das várias migrações da alma.

12. As famílias unidas apenas por laços corporais são frágeis como a matéria, extinguem-se com o tempo e, muitas vezes, se dissolvem moralmente já na atual existência.

Respostas às questões propostas

1. Que significa para nós, humanos, a família? R.: A família é abençoada escola de educação moral e espiritual, oficina santificante onde se lapidam caracteres, laboratório superior em que se caldeiam sentimentos, estruturam-se aspirações, refinam-se idéias, transformam-se mazelas antigas em possibilidades preciosas para a elaboração de misteres edificantes. A família é, pois, o mais prodigioso educandário do progresso humano.

2. Quem são as pessoas que se encarnam numa mesma família? R.: Os que se encarnam numa mesma família, sobretudo como parentes próximos, são as mais das vezes Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas pode acontecer que sejam completamente estranhos uns aos outros os Espíritos que aí se encarnam, afastados entre si por antipatias anteriores que se traduzem, na vida terrena, por mútuo antagonismo, fato que lhes serve de provação.

3. Quantas espécies de família existem? R.: Existem duas espécies de família e, em conseqüência, duas categorias de laços de parentesco: as que procedem da consangüinidade e as que procedem das ligações espirituais.

4. Quais as características dos verdadeiros laços de família? R.: Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família, mas sim os da simpatia e da comunhão de pensamentos, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações.

5. Que diz o Espiritismo acerca das famílias unidas somente pelos laços corporais? R.: As famílias unidas apenas por laços corporais são frágeis como a matéria, extinguem-se com o tempo e, muitas vezes, se dissolvem moralmente já na atual existência.

Bibliografia:

O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, item 774.

O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, cap. 14, item 8.

As Leis Morais, de Rodolfo Calligaris, pág. 115.

Vida e Sexo, de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, pág. 13.

Estudos Espíritas, de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo P. Franco, pág. 176.

Após a Tempestade, de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo P. Franco, pág. 33.

THIAGO BERNARDES
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 11 de Maio de 2011, 09:29
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

   Agradecendo a participação dos que estão a engrandecer este Estudo.

    “Os filhos não são realizações fortuitas”,

afirma Joanna de Ângelis:

Existem basicamente dois tipos de obstáculos à reprodução humana: os que podem ser considerados naturais ou cármicos, decorrentes de faltas cometidas no passado, e os artificiais, fruto da ação do homem com o fim de impedir a reprodução humana. Estes últimos expressam-se em medidas ou métodos anticoncepcionais.
Kardec formulou a seguinte pergunta aos Espíritos (O Livro dos Espíritos, item 693): “São contrários à lei da Natureza as leis e os costumes humanos que têm por fim ou por efeito criar obstáculos à reprodução?”. Responderam os imortais: “Tudo o que embaraça a Natureza em sua marcha é contrário à lei geral.”
A posição de Joanna de Ângelis (Após a Tempestade, cap. 10, obra psicografada por Divaldo P. Franco) é bem clara quanto ao assunto. O homem – pensa Joanna – pode e deve programar a família que deseja e lhe convém ter: número de filhos e período propício para a maternidade, mas nunca se eximirá aos imperiosos resgates a que faz jus, tendo em vista o seu próprio passado. Os filhos não são realizações fortuitas. Procedem de compromissos aceitos antes da reencarnação pelos futuros genitores, de modo a edificarem a família de que necessitam para a própria evolução. É lícito aos casais adiar a recepção de Espíritos que lhes são vinculados, impossibilitando mesmo que se reencarnem por seu intermédio, mas as Soberanas Leis da Vida dispõem de meios para fazer que aqueles rejeitados venham por outros processos à porta dos seus devedores ou credores, em circunstâncias talvez mui dolorosas, complicadas pela irresponsabilidade dos cônjuges que ajam com leviandade, em flagrante desconsideração aos códigos divinos.
O planejamento familiar - Dr. Jorge Andréa afirma (Encontro com a Cultura Espírita, págs. 77, 105 e 106) que planejamento familiar é questão de foro íntimo do casal. As pílulas anticoncepcionais têm suas indicações e muitos motivos, escusos ou não, estarão ligados ao seu uso. Se uma mãe deveria receber três filhos e não o fez, pelo uso das pílulas anticoncepcionais, ficará com a carga de responsabilidade transferida para uma outra época ou, fazendo a substituição, por trabalho construtivo equivalente em outro setor. No caso das ligaduras de trompas, a indicação poderá estar na faixa ajustada diante de precisas indicações médicas, como também nas faixas desajustadas e sem razão de ser. Todos esses atos desencadearão reações. Ninguém granjeará os degraus superiores da vida sem a autêntica vivência das menores faixas de evolução.
Será preferível um Espírito reencarnar num lar pobre com as habituais dificuldades de subsistência, ou ficar aturdido e acoplado à mãe que lhe fechou os canais, criando, nessa simbiose, neuroses e psicoses de variados matizes? Respondendo a essa questão, assevera Dr. Jorge Andréa (Forças Sexuais da Alma, cap. V, págs. 124 a 126) que, na maioria das vezes, os Espíritos, quando vêm para a reencarnação, de há muito já estão em sintonia com o cadinho materno. Se os canais destinados à maternidade são neutralizados e fechados, é claro que haverá distúrbios, principalmente no psiquismo de profundidade, isto é, na zona inconsciente ou espiritual, onde as energias emitidas por essas fontes não encontram correspondência em seu ciclo.
Programação reencarnatória - Seria melhor, portanto, não opor obstáculos à volta dos Espíritos a um corpo de carne, pois o espírita não ignora a seriedade da planificação reencarnatória. É razoável pensar, portanto, que antes de retornarmos às experiências físicas, nos tenhamos comprometido a receber, como filhos, um número determinado de Espíritos. A prole estaria, assim, com sua quota previamente estabelecida quando ainda nos achávamos nos planos espirituais.   
Como interpretar, então, a atitude dos casais que evitam filhos e, embora dignos e respeitáveis, sistematizam o uso de anticoncepcionais? O instrutor Silas, ao responder a semelhante pergunta, ponderou (Ação e Reação, de André Luiz, pág. 210): “Se não descambam para a delinqüência do aborto, na maioria das vezes são trabalhadores desprevenidos que preferem poupar o suor, na fome de reconforto imediatista. Infelizmente para eles, porém, apenas adiam realizações sublimes, às quais deverão fatalmente voltar, porque há tarefas e lutas em famílias que representam o preço inevitável de nossa regeneração. Desfrutam a existência, procurando inutilmente enganar a si mesmos; no entanto, o tempo espera-os, inexorável, dando-lhes a conhecer que a redenção nos pede esforço máximo. Recusando acolhimento a novos filhinhos, quase sempre programados para eles antes da reencarnação, emaranham-se nas futilidades e preconceitos das experiências de subnível, para acordarem, depois do túmulo, sentindo frio no coração”. 
Quanto aos obstáculos naturais que impedem a reprodução, explica Emmanuel (O Consolador, pergunta 40) que, no quadro de interpretações da Terra, podem indicar situações de prova para as almas que se encontram em experiências edificadoras; porém, se considerarmos a questão no seu aspecto espiritual, veremos que a esterilidade não existe para o Espírito que, encarnado ou não, pode ser fecundo em obras de beleza, de aperfeiçoamento e de redenção.


THIAGO BERNARDES
De Curitiba
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 11 de Maio de 2011, 09:35
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

  Reencarnação

Sendo Deus infinitamente sábio, prudente previdente justo é quitativo e bom, como compreender, porque nascem milionários e mendigos, virtuosos e viciados, gênio e cretinos, bons e maus?

Porque se sofre e goza, porque prantos e risos, qual a razão de todas as anomalias da vida?

Nas religiões oficializadas não encontramos a solução desejada, porque, elas desprezaram a chave do evangelho que tudo isto explica, trocando-a pelos dogmas que as impede de compreender Deus e senti-Lo.

O espiritismo, ou seja o paraclito prometido por Jesus, vem outorgar-nos a chave do evangelho com a qual compreendemos Deus em suas obras definindo-O com simplicidade. Dizendo: - Deus é a inteligência suprema do Universo e a causa primária de todas as coisas. Deus nunca esteve inativo; Deus tem criado desde toda a eternidade, e está criando incessantemente, mundos e almas; Deus cria as almas em seu começo todas iguais cheias de simplicidade e ignorância, e destinou-as ao mesmo fim, a Perfeição.

Para atingirmos a perfeição, temos de conquistar saber e virtude, para tal, Deus fez a lei da reencarnação, ou seja, nascer, viver, morrer, tornar a nascer progredindo sempre, para que tenhamos o mérito ou demérito de nossas obras Deus deu-nos o livre arbítrio.

É dentro desta lei, que tudo progride avança e evolui.

A reencarnação não é ensino novo: a encontramos em Job, cap 1º v 22 quando diz; Senhor, eu sei; nu sai do ventre de minha mãe, nu voltarei para lá.

Em Jacob, quando sonha que estava com a cabeça sobre uma pedra e via uma escada que saia da terra, e penetrava no céu, os anjos subiam e desciam por ela. Este sonho, mostra-nos a vida começando na pedra em formas cristalizadas, passar ao reino vegetal, animal, hominal e celestial.

No cego de nascença, os discípulos perguntam a Jesus: quem pecou, foi ele ou seus pais?

Se era cego de nascença, para existir o pecado ou causa, que deu motivo a cegueira, devia ter sido cometido em existência anterior: os apóstolos nesta pergunta mostra conhecerem a reencarnação, sem o que não poderiam assim se exprimirem.

Em João, Cap 3 v 5, Jesus diz a Nicodemos que o procurava de noite, na verdade e em verdade vos digo, que quem não renascer da água e do Espírito não pode entrar no reino dos Céus.

V 6, O que é nascido da carne, é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.

V 7, Não te maravilhes de eu te dizer: Importa-vos nascer outra vez.

V 8, O espírito assopra onde quer, e tu não ouves a sua voz, nem para onde vai, assim é todo aquele que é nascido do espírito.

V 9, Perguntou Nicodemos: Como se pode fazer isto?

V 10, Respondeu Jesus, e disse-lhe: Tu és mestre em Israel, e não sabes estas coisas?

V 11, Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos, e que damos testemunho.

V 12, Se quando eu vos tenho falado nas coisas terrenas, ainda assim vós me não credes, como me crereis vós, se eu vos falar das celestiais?

Jesus confirma a reencarnação como indispensável ao progresso do espírito, quando diz: renascer da água e do espírito. Naquele tempo, a água simbolizava a matéria.

Jesus assim ensinava a volta do espírito a viver em um corpo de carne, afirmação essa feita no V 6 quando diz: o que é nascido da carne, é carne, e o que é nascido do espírito é espírito.

Quando nasce uma criança primeiramente rompe-se uma bolsa de água que precede ao parto; assim Jesus diz deixar bem claro, que a reencarnação é feita em novo corpo onde aprenderá a conhecer as necessidades do espírito. O espírito assopra onde quer e tu não ouves a sua voz nem para onde vai. Em outros tradutores, diz o vento assopra não sabes donde vem nem para onde vai assim é todo o que é nascido da água e do espírito. Em qualquer das traduções é para ensinar-nos que, assim como não sabemos donde vem o vento, nem para onde vai, também quando nasce um criança, não sabemos o que ela foi na existência passada, nem o que ela vai ser na presente. Apesar de toda esta clareza, Nicodemos fica surpreendidos, como ainda acontece com muita gente, em quem o censo moral ainda não está suficientemente desenvolvido.

Jesus afirmando que o que é nascido da carne, é carne, e o que é nascido do espírito é espírito, é para não confundirmos o corpo com a alma, o que volta a nascer é a alma, que vem em novo corpo trabalhar no seu progresso.

O corpo físico, é para a alma como uma roupa é para o corpo quando uma roupa está velha e não corresponde as necessidades do corpo, trocamo-la por outra, o mesmo acontece com a alma, quando o corpo não satisfaz as necessidades do espírito para o seu progresso, abandona-o e troca-o por outro.

Tenho encontrado muitas pessoas que dizem: não creio, é impossível, para os que dizem impossível, diga-lhes para que uma pessoa possa dizer impossível é preciso que saiba tudo a esses, peço que faça uma semente pequenina, que uma vez lançada a terra germine, cresça floresça e dê frutos; que faça um ovoluninho, donde saia uma lagarta e se transforme em borboleta. Meu amigo, se não sabes fazer isto, falta-te autoridade para dizer impossível, o que te resta como pessoa criteriosa, é pesquisar  até encontrar a verdade alicerçada na razão lógica e confirmada em fatos.

Aos que dizem simplesmente não creio, diga-lhes: a terra gira em torno do sol e no entanto parece que é o sol que anda ao redor da terra; se querem acreditar que a terra anda ao redor do sol, ela continua andando; e se não acreditam, ela continua andando da mesma forma.

Assim é a reencarnação; se quem acreditar, reencarnasse os que não querem acreditar, reencarnam-se da mesma forma.

Dizer impossível, é querer na ignorância, por um limite as leis Divinas.

Jesus, conhecia muito bem e teimosia da ignorância, quando diz a Nicodemos. Se quando eu vos tenho falhado nas coisas terrenas, ainda assim vós me não credes, como me crereis se eu vos falar das coisas celestiais?

continua
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 11 de Maio de 2011, 09:36
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas


Continuação

Este diálogo foi par confirmar mais uma vez o renascimento em um novo corpo e não confundir com a reforma moral do indivíduo que domina um vício e extingue uma paixão.

Se tivéssemos uma só vida terrena como compreendermos a justiça divina e sua equidade, quando nasce um milionário e um mendigo, um gênio e um cretino.

Qual seria o pai, que tendo em suas mãos o poder de fazer milionários todos os seus filhos, fizesse alguns mendigos? que podendo  fazer gênios, fizesse cretinos? Nenhum pai, realmente pai, faria isso.

Que Deus é sábio justo eqüitativo e bom, as suas obras o atestamos.

Negar a reencarnação em novos corpos, é o mesmo que negar a justiça divina.

Deus tem criado desde toda a eternidade, e está criando incessantemente, mundos e almas. Assim se explica dentro da justiça Divina, que os sábios são as almas criadas há muitos séculos, que através das reencarnações em lugares diversos e em diversos planos materiais, conquistaram o saber.

Os ignorantes, são almas novas que estão começando a sua evolução. Para atingir a perfeição, tem de conquistar saber e virtude.

Há almas que procuram primeiramente evoluir pelo saber; razão porque muitas vezes, encontramos criaturas de um desenvolvimento intelectual muito elevado e moralmente elevados, e ignorantes quanto ao saber, quer uns, quer outros, é através das muitas reencarnações que adquirirão o saber e virtude, para poderem ingressar em mundos superiores, onde o saber e moral são mais elevados.

Na luta pela perfeição, erramos muitas vezes: Temos erros intelectuais e erros morais, quer uns, quer outros, temos que retificar: quem fez o mal, tem de fazer um bem correspondente, depois de sofrer um mal igual ao que praticou; razão porque Jesus ensinou, quem com ferro fere, com ferro será ferido, assim quem roubou, será roubado, quem caluniou e perseguiu, será perseguido e caluniado, e assim por diante, teremos de passar por tudo o que fizemos os nossos irmãos passar.

A pobreza, nem sempre é um castigo, como a riqueza não é um prêmio; são provações ou expiações. As almas infantis em quem saber é pouco, são geralmente ocupados em trabalhos grosseiros e pesados, onde a remuneração é pouca, mas as almas quando encarnadas, todas tem as mesmas necessidades; comer beber vestir e formar seu lar.

As almas infantis, pela natureza do trabalho que fazem são geralmente escassamente remuneradas, ao passarem pelas lojas, vêem lustrosas sedas, finas casimiras, saborosas conservas, que desejariam levar para sue lar, mas, ao recordar-se, que o senhorio, o merceeiro, o padeiro e outros confiaram na sua palavra, renuncia a satisfação da posse e gozo de tudo o que viram e vão resgatas a sua palavra, poucos ou nada lhe restando, mas ficaram satisfeitos consigo mesmo porque cumpriram com o seu dever, cumprindo com o seu dever, está cultivando o seu dever, está cultivando o caráter. O homem, voltando quanto vale o seu caráter: Um boi quando morre por ter comido erva venenosa, tiram-lhe o couro que dá bom dinheiro, mas um homem sem caráter, não tem valor algum. A pobreza não é um castigo, mas plano de aprendizagem onde a alma se exercita na renúncia paciência, modéstia e honestidade, se em uma existência falhar na outra, obtera êxito.

A riqueza é uma provação das mais difíceis se o rico paga todas as suas obrigações, isso lhe é fácil, enquanto para o pobre é difícil, mas a provação do rico, está em não abusar da sua riqueza para explorar e oprimir o pobre, não gastar o seu tempo e haveres na satisfação dos vícios e das paixões.

Pode com sua riqueza, levar o conforto e bem estar para si e para os seus, e com o resto desenvolver atividades em benefício dos menos aquinhoados, assim procedendo, subirá a planos cada vez mais elevados facilitando o seu progresso.

Os espíritos não tem sexo, umas vezes encarnam-se em corpos masculinos, outras vezes em femininos. Nos corpos masculinos pela natureza do meio a que são chamados, é mais fácil desenvolver o saber; nos corpos femininos, lhe é mais fácil cultivar a moral, a prova disto, está quando uma moça se casa se ela exigisse do moço a mesma pureza que ele exigisse dela, será difícil casar-se. Há homens que dizem: se a mulher lhe for infiel, lavarão sua honra com o sangue da mulher, se todas as mulheres casadas quisessem fazer o mesmo não sei quantos homens ficariam.

Quantos fogem ao sagrado dever da maternidade, utilizando-se de vários recursos: em novas existências, desejarão ter filhos e não o conseguem, quantas esposas portadoras de beleza e encanto, de uma moral sublimada com dotes domésticos de alto valor, são abandonadas de seus esposos? é que na existência passada, em conseqüência da ignorância das leis divinas, abandonaram o esposo que verdadeiramente a adorava.

Muitas pessoas dizem: como é que não nos recordamos das vidas passadas? A essas perguntas eu pergunto: se elas se lembram de serem alimentadas aos seios maternos, se recordam de tudo o que disseram nos dias anteriores, nem muita coisa alguma.

O esquecimento das existência passadas, é uma lei de misericórdia Divina.

Se nos lembrássemos das existência passadas, seria difícil perdoar uma ofensa e reparar um dano, quando de novo tivéssemos de enfrentar ou conviver com o inimigo da existência passada.

Seria difícil suportar a existência atual em um plano inferior a aqueles que em existências idas ocuparam posições de destaque, como sejam reis e governadores, que tendo abusado da sua autoridade, vêem agora em planos inferiores expiar suas faltas.

Os portadores de brilhante inteligência, que serviram-se dela para oprimir e humilhar os seus irmãos fazendo da mentira uma verdade, e nesta vida vêem surdos e mudos.

Se se lembrassem de suas vidas passadas não seria fácil vencer.

A reencarnação é a porta da esperança que nos alente e encoraja para vencermos nas lutas de retificação e aprendizado, e a justiça e equidade Divina. Negar a reencarnação é invalidar todo o poder divino.

Só os cérebros erradamente esclarecidos, só os educados pelo avesso a negam.

Muita  e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 11 de Maio de 2011, 09:59
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

  E Falando da ingratidão :

Mais amor 

“Honrai a vosso pai e a vossa mãe, a fim de viverdes longo tempo sobre a terra que o Senhor vosso Deus vos dará.” (Êxodo 20,12.)


Temos sempre, ultimamente, reforçado em nossas linhas o tema educação e amor.

Os espíritas têm consciência de que o amor é o sentimento por excelência, a finalidade maior de aprendizagem para nós que estamos encarnados no planeta. É necessário muito amor e muita educação, fazer voltar os valores nobres do passado, estimular as crianças e os jovens de que ser alguém de valor, um homem ou mulher de bem, consciencioso, justo, amoroso, é muito mais importante do que ter coisas, adquirir bens. Os bens da terra passam. Os sentimentos, o Espírito leva consigo. Portanto, são bons sentimentos que devemos nos esforçar por adquirir, boas qualidades, bom coração.

Precisamos reforçar muito para essa geração essa necessidade, pois, afinal, eles serão os pais de amanhã. Como passarão para seus filhos valores que desconhecem?

É correto que essa nossa geração, no campo da inteligência, está muito adiantada, fruto das vivências anteriores, mas também traz consigo débitos a corrigir, imperfeições a eliminar, necessidade de amor para desenvolver. Só nasce sabendo aquele que, antes, já aprendeu.

O ser que é educado para o amor e a gentileza não fará mal a ninguém, pelo contrário, terá compaixão pelas dores alheias.

É preciso extirpar de nós as chagas do orgulho e do egoísmo, para chegarmos ao amor de um mundo mais solidário.

Há algumas semanas ouvimos de uma senhora uma história triste, que fala da dificuldade de filhos com relação aos pais. Se houvesse amor, jamais seria assim.

Estava ela conosco e sua linda filha, de dez anos, queixando-se de dor de cabeça. Todo dia com dor de cabeça, há um mês, e a criança não tinha nenhum problema físico, nenhum problema visual. Uma somatização, talvez, pensamos, e perguntamos à mãe se havia alguma coisa deixando a criança tensa.

“Sim, há”, disse a mãe. “Há um mês estamos com um estranho morando conosco, um senhor de idade, que nem conhecíamos.”

Como assim? – perguntamos nós, ao que ela respondeu: “Meu pai tem 82 anos e um coração muito bom. Convidou um conhecido dele para ir lá em casa e o velhinho veio, com mala e tudo! O filho o deixou lá, dizendo que iria buscá-lo em poucos dias e não voltou mais. Minha mãe, de 72 anos, agora cuida do meu pai e do outro senhor. Não sabemos nada sobre ele nem que remédios toma. Fomos procurar o filho e a filha dele, que disseram que vinham buscá-lo e não vieram. Descobrimos que eles já alugaram a casa do pai deles. A nossa rotina mudou toda. Já fomos à assistência social preocupados, pois, se algo acontecer com este senhor lá em casa, o problema poderá recair sobre nós”.

Ouvimos essa história e pensamos em quantos filhos estão fazendo isso, deixando pais sem cuidados. Estranhos estão cuidando de um senhor idoso que deveria estar sendo amado e cuidado por seus filhos, que, pelo jeito, não estão com intenção de buscá-lo, e o abandonaram na casa de outra família, sem respeito, nem pelo pai nem pela outra família.

Onde há amor, isso não acontece. Onde há amor os filhos cuidam de seus pais como cuidam de um precioso tesouro. Já tivemos oportunidade de ver filhos cuidando de pais com “mal de Alzheimer” e cujo sofrimento para os filhos amorosos é os pais não se lembrarem deles; a dor é a saudade, quem sabe uma chance, um momento de lembrança?

Amemos muito, meus leitores, amemos mais.

Quanto pudermos desenvolver de amor, o máximo de amor ainda é pouco. Pode ser muito para o pobre planeta, amado planeta Terra em que habitamos, mas o máximo ainda é uma pequena parcela de amor que estamos aprendendo a sentir.

Eduquemos os nossos jovens com amor, mesmo porque, se tencionamos um dia poder reencarnar neste mundo, que seja com pais que nos saibam amar e educar no futuro. Para isso, eles têm que aprender agora, quando crianças. As lembranças do amor o adulto carrega consigo, sentimento profundo que se grava no Espírito.

Doenças como o “mal de Alzheimer”, que parecem “apagar” memórias, são apenas do corpo que vai tendo limites. O Espírito vê, sente, percebe, pensa. O corpo não colabora, mas o amor é eterno, imortal, nunca se apaga.

Amemos muito, a fim de sermos amados.

Amemos mais, muito mais, ainda somos aprendizes de amor!

“... Feliz aquele que ama, porque não conhece nem a angústia da alma, nem a miséria do corpo; seus pés são leves, e vive como que transportado fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou esta palavra divina – amor – ela fez estremecer os povos, e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo...” (O Evangelho segundo o Espiritismo, “A lei de Amor”.)

JANE MARTINS VILELA
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 11 de Maio de 2011, 22:50
Queridos Amigos Victor Passos, Katiatog e demais do estudo Família.

Que possamos semear amor  junto aos nossos familiares para colher os doces frutos da paz e da harmonia em nosso lar!!!

***


Lar Congelado



A indiferença em casa é qual cupim na madeira,
cujo reparo busca troca de peças.



Na função de sua finalidade, o ambiente do lar
deve ser mantido aquecido por uma energia constante,
gerada pela ação dos seus componentes,
com reações condizentes com os objetivos
de crescimento e desenvolvimento de valores
que farão com que cada um seja favorecido
naquilo do que mais necessita.

O somatório das experiências de cada um
dos que se encontram reunidos no instituto familiar,
apresenta um conjunto de valores que,
cambiados entre todos, facultarão a cada um
sejam aumentados esses valores, enriquecendo
o patrimônio moral de todos e, consequentemente,
favorecendo-lhes a evolução.

Daí a importância da mútua participação de todos,
sob a condução da experiência e vigilância
dos que se propuseram a formar um lar,
na feição das incontáveis dependências
que compõem a grande estância divina,
e em cujos pastos generosos Jesus apascenta
o rebanho de Deus para o aprendizado necessário.

Sem o calor da participação da mansuetude,
da renúncia e da solidariedade; sem a energia
que flui do esforço comum que favorece
o despertamento dos valores divinos
que se encontram esculpidos na intimidade
de cada Espírito e sem o conhecimento da razão
do existir do homem e da razão da sua finalidade real,
o lar entre em processo de resfriamento,
até que se congele pela coerção da indiferença
de seus componentes, que passam a agir desordenadamente,
até a desagregação total.

Alertamos os que constituem o conjunto familiar
para que se precatem contra as nevascas que
não são nada menos do que o assédio
das forças traiçoeira das trevas que,
nos estertores provocados pela luz,
tentam abalar as bases do arcabouço doméstico,
que deve ser escorado por pilares e colunas vigorosas,
construídos pelo material moral de que são portadores.

O interesse de cada um pelos problemas
e necessidades dos demais cria o que chamamos
de psiquismo grupal, que afiniza e caracteriza
a programação reajustadora dos Espíritos envolvidos,
cujos compromissos e débitos tiveram a sua origem
em passados infelizes, que têm no presente
a grande ensancha de modular e plasmar um futuro
de paz e harmonia, com a colaboração constante
do impositivo da lei de reencarnação.

Foi para que os Espíritos comprometidos entre si
se reposicionassem diante das Leis Divinas
que Jesus desceu das luminosas esferas espirituais,
trazendo para eles o roteiro infalível, para
a sua caminhada rumo ao infinito,
que é o Evangelho, na figura viva da Boa Nova.

pelo espírito de Maria Nunes
por João Nunes Maia
do Livro Unidade no Lar   
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 11 de Maio de 2011, 23:36
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

Interior de uma família Espírita

A senhora G... ficou viúva há três anos com quatro crianças; o primogênito é um amável jovem de dezessete anos, e a mais nova uma encantadora menina de seis anos. Há muito tempo, essa família, se ocupa do Espiritismo, e antes mesmo que essa crença estivesse popularizada como está hoje, o pai e a mãe deles tinham como uma espécie de intuição que diversas circunstâncias vieram desenvolver. O pai da senhora G... apareceu-lhe diversas vezes em sua juventude e cada vez lhe prevenira de coisas importantes, ou lhe dera conselhos úteis. Fatos do mesmo gênero se passavam igualmente entre seus amigos, de sorte que, para eles, a existência de além-túmulo não podia ser objeto de nenhuma dúvida, não mais que a possibilidade de se comunicar com os seres que nos são caros. Quando veio o Espiritismo, isso não foi senão a confirmação de uma idéia bem sedimentada e santificada pelo sentimento de uma religião esclarecida, porque essa família é um modelo de piedade e de caridade evangélica. Eles tomaram da nova ciência os meios de comunicação mais diretos; a mãe e uma das crianças se tornaram excelentes médiuns; mas longe de empregarem essa faculdade para questões fúteis, todos a consideraram como um dom precioso da Providência, do qual não era permitido servir-se senão para coisas sérias; também não o usavam jamais senão com recolhimento e respeito, e longe dos olhares dos importunos e dos curiosos.

Neste meio tempo, o pai caiu doente, e, pressentindo seu fim próximo, reuniu os filhos e lhes disse: "Meus caros filhos, minha mulher bem amada, Deus me chama para si; sinto que vou deixar-vos dentro de pouco tempo; mas penso que haurireis em vossa fé na imortalidade a força necessária para suportarem com coragem essa separação, como eu levo a consolação que poderei sempre estar no vosso meio e vos ajudar com os meus conselhos. Chamai-me, pois, quando não estiver mais na Terra, e virei colocar-me ao vosso lado, conversar convosco, como fazem nossos avós; porque, em verdade, nós estaremos menos separados do que se eu partisse para um país longínquo. Minha cara mulher, eu te deixo uma grande tarefa; quanto mais pesada for, mais gloriosa será; e disso tenho a segurança de que nossos filhos ajudar-te-ão a suportar. Meus filhos, secundareis vossa mãe; e evitareis tudo o que poderia causar-lhe dificuldade; sereis sempre bons e benevolentes para todo o mundo; estendereis a mão aos vossos irmãos infelizes, porque não gostaríeis de vos expor a estendê-la um dia vós mesmos em vão. Que a paz, a concórdia e a união reinem entre vós; que jamais o interesse vos divida, porque o interesse material é a maior barreira entre a Terra e o céu. Pensai que estarei sempre aqui, perto de vós, que vos verei como vos vejo neste momento, e melhor ainda, uma vez que verei o vosso pensamento; não quereis, pois, me entristecer depois de minha morte mais do que não fizestes durante a minha vida."

É um espetáculo verdadeiramente edificante ver o interior desta piedosa família. Estas crianças, instruídas nas idéias espíritas, não se consideram como separadas de seu pai; para elas ele ali está, e temem fazer a menor ação que possa aborrecê-lo. Todas as semanas, uma noite é consagrada para conversar com ele, e algumas vezes com mais freqüência; mas há as necessidades da vida, que precisam ser providas, - a família não é rica - por isso um dia fixo está assinalado para essas piedosas conversas, e esse dia esperado com impaciência. A menina diz freqüentemente: É hoje que vem o meu pai? Nesse dia que passa em conversas familiares, em instruções proporcionadas à inteligência, algumas vezes infantis, outras vezes sérias e sublimes; são conselhos dados oportunamente, por pequenos defeitos que assinala: se faz a parte dos elogios, a crítica não é poupada, e o culpado abaixa os olhos, como se tivesse seu pai diante dele; e lhe pede um perdão que algumas vezes não é concedido senão depois de várias semanas de prova: espera-se sua sentença com uma febril ansiedade. Então, que alegria! quando o pai diz: Estou contente contigo. Mas a ameaça mais terrível é dizer Não retomarei na semana próxima.

A festa anual não é esquecida. É sempre um dia solene para o qual se convidam todos os avós falecidos, sem esquecer um pequeno irmão morto há alguns anos. Os retratos são ornados com flores; cada criança prepara um pequeno trabalho, e até o discurso tradicional; o primogênito faz uma dissertação sobre um assunto sério; uma das jovens executa um trecho de música; a menor, enfim, recita uma fábula; é o dia das grandes comunicações, e cada convidado recebe uma lembrança dos amigos que deixou na Terra. Que belas são essas reuniões pela sua tocante simplicidade! Como tudo nela fala ao coração! Como se pode dela sair sem estar penetrado de amor ao bem? Mas ali nenhum olhar zombeteiro, nenhum riso cético vem perturbar o piedoso recolhimento; alguns amigos, partilhando as mesmas convicções e devotados à religião de família, são os únicos admitidos a tomarem parte deste banquete do sentimento. Ride se quiserdes, vós que zombais das coisas mais santas; por soberbos e endurecidos que sejais, não vos faço a injúria de crer que o vosso orgulho possa permanecer impassível e frio diante de um tal espetáculo. Um dia, todavia, foi um dia de luto para a família, um dia de verdadeiro desgosto: o pai havia anunciado que estaria algum tempo, muito tempo mesmo, sem poder vir; uma grande e importante missão o chamava longe da Terra. A festa anual não foi por isso menos celebrada; mas foi triste: o pai não estava nela. Ele dissera quando partiu: Meus filhos, que no meu retorno eu vos encontre todos dignos de mim, e que cada um se esforce por se tornar digno de si. Eles esperam ainda.

Revista Espírita, setembro de 1859
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 11 de Maio de 2011, 23:41
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

O melhor é crescer em família

   "Há no homem alguma coisa a mais, além das necessidades físicas há a necessidade de progredir. Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam os primeiros. Eis por que os segundos constituem uma lei da Natureza. Quis Deus que, por essa forma, os homens aprendessem a amar-se como irmãos."
Allan Kardec

sociedade moderna soçobra. Quando Oswald Spengler apresentou ao mundo a derrocada dos valores da civilização na sua obra "A Decadência do Ocidente", ele vislumbrou na história uma sucessão cíclica de ascensões e declínios que culminavam sempre no ponto de início. Suas preocupações em interpretar e definir os elementos diretores da história permitiram-lhe identificar as causas fundamentais do processo histórico do homem e da sociedade. E quando olhamos para a modernidade social, com suas dificuldades e problemas, somos igualmente convidados a questionar o porquê das questões que nos afligem, individual e coletivamente.

Will Durant, um dos mais renomados historiadores do nosso século, posiciona o mundo moderno numa perspectiva de perplexidade singular. Afirmando:

    "(...) sentimos a nossa vida moral ameaçada e a nossa vida intelectual ampliada excessivamente pela desintegração dos antigos costumes e da antiga fé. Tudo é novo e experimental nas nossas idéias e ações; nada estabelecido e certo. A complexidade, a variedade e a marcha da mudança operada hoje não têm precedentes (...); em redor de nós, todas as formas estão alteradas, desde os instrumentos complicadores do trabalho e das engrenagens e rodas que nos mantém num perpétuo movimento sobre a terra, até as nossas inovações na vida sexual e a áspera desilusão das nossas almas."

De fato. A mesma tecnologia que nos tirou das cavernas e nos lançou na lua foi capaz de exterminar populações inteiras em fração de segundos. As mesmas conquistas que nos proporcionam uma vida mais confortável, roubam-nos as oportunidades de convivência e diálogo. E nessa parafernália tecnológica em que a modernidade nos introduziu, a família, sobretudo, perdeu suas dimensões mais íntimas e transformou-se numa mera agregação de corpos que compartilham um mesmo teto, embora em horas diferentes...

A expressão "a áspera desilusão das nossas almas" encerra de maneira muito profunda a surpresa que o espírito humano logrou com o advento do século de luzes e sombras que, conforme assinalou Durant, elevou a necessidade acima do contentamento e nos posicionou atônitos face as profundas mudanças de nossos valores e atitudes perante a sociedade.

Dentro deste contexto de dificuldades e progressos, é na família, célula primeira da sociedade, que precisamos centrar nossas atenções para identificar as causas - e soluções - para os problemas que nos afligem.

Desde que a revolução industrial transformou as cidades em metrópoles e trocou a bucólica vida agrária pela movimentação e rebuliço da sociedade tecnológica, assistimos a desagregação familiar ocorrer de formas acelerada e inaudita, ocasionando dificuldades que só o tempo logrou demonstrar. O antigo aconchego doméstico foi substituído por uma ausência contínua, primeiro dos pais trabalhadores, depois dos filhos estudantes e, por fim, dos "bebês-internados-em-creche" que povoam o dia a dia de nossas cidades. Como conseqüência da busca de realizações externas e da contínua ausência de convívio entre os membros do grupo familiar, o diálogo se fez escasso, a afetividade teve sua manifestação dificultada e a família, em si mesmo, permanece ameaçada.

É preciso, então, rediscutir o papel da família. Não apenas das bases do pensamento social, mas preciso é considera-lhe igualmente as bases espirituais. Estudá-la com todas as dimensões sociais e econômicas que o academicismo aceita, mas acrescida dos referenciais espirituais, por ora distanciados da interpretação oficial das ciências humanas. Nesse estudo, o Espiritismo vem trazer referenciais de extrema profundidade uma vez que estabelece no Espírito uma das potências da Natureza e pretende introduzi-lo como uma variável determinante na interpretação da vida. Portanto as considerações em torno da família e suas funções ganham no pensamento espírita uma dimensão a mais: a espiritual.
E surge a pergunta: - O quê é a família?

Definindo família como "Pessoas aparentadas que vivem em geral, na mesma casa, particularmente o pai, a mãe e os filhos"; ou ainda "pessoas do mesmo sangue" Aurélio Buarque, pretendeu relacioná-la com sua função marcadamente social e biológica. Mas a família traz interpretações mais amplas quando observada sob outros pontos de vista.

No entendimento de Wilfred Anderson e Frederick Parker:

    "A família é a instituição primária das sociedades. Entre suas principais funções podemos citar: a reprodução biológica, o sustento econômico, a socialização e a educação, e a transmissão de propriedade e cultura."

Assim, no âmbito sociológico encontramos a família como "a instituição primária" e como um instrumento da sociedade para sustentação do seu próprio equilíbrio. Ainda nas palavras de Anderson e Parker:

    "a família é a mais eficiente estrutura de relação humana criada pela sociedade para a realização de certas funções essenciais."

Essa opinião de que a família é um instrumento da sociedade para sustentação de suas bases não é exclusiva desses autores. Will Durant compartilha da mesma idéia e afirma que:

    "A família tem sido o veículo dos costumes e das artes, das tradições e da moral.", e acrescenta "A essa função da família como centro moral e integrador da sociedade veio somar-se a função econômica: a família tornou-se uma unidade, um núcleo de produção."

Ao demonstrar que o homem é na realidade um Espírito em aprendizado na Terra, a Doutrina Espírita ampliou o conceito de família. Kardec tornou muito clara esta dimensão de família espiritual quando analisou o problema em O Evangelho segundo o Espiritismo. Assentando a família em bases espirituais o Espiritismo apresenta a família como instrumento fomentador do progresso. No entendimento do Espírito Emmanuel, a família recebe uma interpretação transcendente:

    "Temos, dessa forma, no instituto doméstico uma organização de origem divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do Mundo Melhor"

Essa função evolutiva que desempenha a família vai além do indivíduo e atinge mesmo as bases da organização social. Uma análise detalhada das funções específicas da família, conquanto de enorme interesse, está fora do escopo deste texto. Mas poderíamos sintetizar essas funções no seguinte quadro esquemático:

FUNÇÕES DA FAMÍLIA

Uma visão sociológica

Função BIOLÓGICA    Procriação de filhos para manutenção da espécie
Função de Socialização*    Tarefa de transformar um ser biológico, que tem a capacidade de reagir, aprender e crescer, num membro socializado e participante da sociedade.
Função Econômica*    Regula o direito de propriedade e herança e ao mesmo tempo fornece os elementos de sustentação econômica das sociedades
Função Cultural*    Embora não seja exclusividade da família, a transmissão de cultura encontra nela uma das mais fortes aliadas na perpetuação da herança cultural dos antepassados.

Função PSICOLÓGICA    A família é a base na qual se cria a nossa natureza como pessoa e, além disso, desempenha o papel de satisfazer as necessidade psicológicas básicas para o indivíduo.

continua
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 11 de Maio de 2011, 23:42
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

Função ESPIRITUAL    

    Educação do Espírito;
    Formação de valores regenerativos;
    Oportunidade evolutiva
    Desenvolvimento da afetividade e do amor para atingir a dimensão da família universal.

* Podem ser resumidas como um grupo de funções SOCIAIS.
A Perspectiva Espiritual

As funções da família são determinantes na manutenção da civilidade. Mas dentro da observação espírita esses papéis se estendem para a sociedade espiritual pois vemos que o Espírito participa, na verdade, de uma cosmossociedade espiritual na condição de cidadão do universo que exercita na Terra o aprendizado dessa função. E a família consangüínea se lhe apresenta como a oportunidade primeira de exercitar o aprendizado do amor ao próximo como a si mesmo, lei áurea que regula as relações espirituais superiores.

O Espiritismo oferece ao homem um programa de desenvolvimento que pretende enfocá-lo em suas dimensões biológicas, psicológicas, sociais e espirituais. E dentro desse programa são definidos como objetivos gerais:

    a integração consigo mesmo;
    a integração com o próximo; e
    a integração com Deus

Aqui a família desempenha um papel fundamental. Primeiro como veículo de reeducação do espírito reencarnado que experimenta na infância uma oportunidade de redefinir seus valores pessoais, seus pensamentos e hábitos para com a vida. Depois, por ser no ambiente familiar que o indivíduo vai experimentar nova oportunidade de integração com o próximo, através da qual vai igualmente se integrando consigo mesmo para finalmente integrar-se com Deus.

Quando em "O Livro dos Espíritos" Kardec dialoga com os prepostos espirituais acerca da lei de sociedade recebe deles o esclarecimento de que:

    "O homem tem que progredir. Insulado, não lhe é isso possível, por não dispor de todas as faculdades. Falta-lhe o contato com os outros homens. No insulamento ele se embrutece e estiola."

O desenvolvimento dessas faculdades pelo contato social tem início no ambiente doméstico aonde o Espírito dá continuidade ao seu processo de aprendizado intelecto-moral. O Espírito reencarnado no seio familiar não é concebido como uma "tábula rasa" sem conhecimentos ou experiências anteriores, mas é tido como uma individualidade que traz consigo seus valores e problemas conquistados nessa ou em anteriores existências. Por isso o processo de desenvolvimento não é começado, mas continuado a cada nova experiência de renascimento.

A perspectiva de integração global do ser consigo mesmo, com o próximo e com Deus, traz para a sociedade uma dimensão profundamente mais ampla no que diz respeito à família. Traz uma concepção que estabelece o conceito da Família Universal, o qual supõe a interrelação fraterna entre todos os Espíritos, encarnados e desencarnados, num processo de mútua cooperação objetivando o crescimento comum dos seres e das coisas. Esse conceito, uma vez implantado no indivíduo, fa-lo-á proceder como cidadão cósmico que zela e respeita sua morada e os que a compartilham com ele. As conseqüências destas idéias têm grave repercussão sobre a ordem social, por esse motivo Allan Kardec, após finalizar o insólito diálogo com os Espíritos da Codificação, estabeleceu na parte quinta da conclusão de "O Livro dos Espíritos "que:

    "Por meio do Espiritismo, a Humanidade tem que entrar numa nova fase, a do progresso moral que lhe é conseqüência inevitável."

E nesta "Era do Progresso Moral" a família desempenha o papel de catalisadora das experiências sociais e, como tal, contribuirá de maneira decisiva para o êxito do processo. Suas funções bio-psico-socio-espirituais são o sustentáculo da estrutura social que aos poucos vai nascendo das experiências humanas ao longo dos séculos. Graças a ela o homem desenvolveu o sentimento de fraternidade, exercitou o amor e construiu a civilidade e temos razões para supor que através dela a humanidade irá se transformar mais.

Por isso, quando nos deparamos com a conclusão de Spengler a respeito dos processos diretivos da história em "A Decadência do Ocidente" e vemo-lo afirmar que:

    "Não somos livres de obter isso ou aquilo. Mas (que) temos plena liberdade de fazer o necessário ou de não fazer nada. " - e conclui que - "Os problemas que cria a necessidade histórica sempre se resolvem ou com o indivíduo ou contra ele". - Somos forçados a considerar que neste mesmo processo histórico, que cria necessidades e circunstâncias para a experiência de crescimento dos indivíduos e das sociedades, persiste uma proposta mais ampla de progresso e ascensão social. Trata-se de uma proposta de dimensões espirituais visando a sociedade espiritual e os indivíduos que as compõem. Mas, ao contrário do que afirma Spengler, nós somos livres para tomar nossas decisões e obter resultados de transformação individual e coletiva. Entretanto, para isso ocorrer é preciso que o indivíduo e a coletividade tenham consciência dos objetivos e processos a que estão submetidos na escalada do progresso.

Ao Espiritismo cabe, então, a tarefa de ampliar o sentido da sociedade humana e fazê-la entrar nessa nova era de progresso moral em que os problemas criados pela necessidade histórica se resolvam não contra o indivíduo mas com e para ele. E que isso se dê no sentido espiritual do seu crescimento, isto é, rompendo as barreiras milenares do seu egocentrismo e levando-o a uma visão sócio-espiritual da vida.

Fazendo com que a sociedade perceba que "Há no homem alguma coisa a mais, além das necessidades físicas" vem o Espiritismo convidar o indivíduo à vivência do amor verdadeiro cujo exercício começa no ambiente familiar. O carinho, a amizade, a solução de conflitos e o diálogo franco e aberto são instrumentos de burilamento que na oficina doméstica edificam o progresso espiritual. Exercita-se o perdão, a compreensão, o silêncio, a cooperação, o respeito e a liberdade em circunstâncias múltiplas porque "há no homem a necessidade de progredir" e o Espiritismo entende que "Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam o primeiro. (...) Quis Deus que, por essa forma, os homens aprendessem a amar-se como irmãos."

A Doutrina Espírita vem, dessa forma, contribuir de maneira fundamental para a ação do homem no sentido de valorização da família como instrumento de ascensão individual e coletiva. Ao demonstrar que o Espirito em experiência da carne precisa de elementos propulsores do seu progresso nessa sua difícil e árdua escalada rumo ao amor universal o Espiritismo convoca a humanidade a uma postura diferente diante de si mesma e particularmente convida o homem a uma ação mais educativa no contexto da família.

Poderíamos indagar: Mas de que maneira podemos colocar tais idéias em nossa prática diária? - pergunta de vital importância já que o Espiritismo é uma doutrina de caráter transformador.

A prática do Espiritismo é decorrente do seu estudo. Nele vemos esclarecidos os problemas centrais da existência, os valores reais da vida e os motivos pelos quais sofremos e podemos nos libertar do sofrimento. Além disso, a Doutrina Espírita apresenta o recurso profilático da prece; o passe e a reflexão elevada aliada à nossa transformação íntima como de inestimável valia para superação de dificuldades. Não só. Por esclarecer os aspectos morais do Cristianismo sob nova ótica, o Espiritismo nos coloca a necessidade do diálogo nas bases do "sim, sim - não, não"; a prudência de não apontar o argueiro no olho do próximo quando no nosso encontra-se uma trave; a urgência de utilizarmos o perdão como um veículo para manutenção do nosso próprio equilíbrio, etc. A esse respeito, inclusive, a bibliografia espírita é de inequívoco valor. Obras como A Vida e Sexo, Veredas Familiar, Jesus no Lar, Renúncia, Conduta Espírita, A Vida Conjugal, O Evangelho segundo o Espiritismo , e a Família e Espiritismo- dentre outras que recomendamos a leitura para aqueles que enfrentam problemas no ambiente familiar - trazem em seu conteúdo orientações muito seguras para tornar bastante claro que à luz da Doutrina Espírita O MELHOR É CRESCER EM FAMÍLIA.


André Henrique

Muita paz e harmonia
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 11 de Maio de 2011, 23:58
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas


Mãe inglesa reencarna após 20 anos e reencontra filhos da vida passada

Da Redação do Correio Fraterno do ABC

Mary Sutton, que na vida atual chama-se Jenny Cockel, ao lado da filha Phillips em 1927    
Jenny Cockel ao lado da filha Phillips, 71 anos depois, em 1994. Os próprios filhos disseram que seus traços se assemelham aos de sua mãe Mary Sutton, já falecida
A seta aponta para Jenny Cockel ao lado de seus filhos da existência passada quando viveu como Mary Sutton. O encontro foi possível através da ajuda dos jornais irlandeses e de cartas enviadas às igrejas que chegaram aos filhos sobreviventes.

A inglesa Jenny Cockell que desde a infância tinha estranhos sonhos que a acompanharam até a idade adulta, via-se em outra época e em outro lugar. Seus pais não davam importância aos seus relatos. Morando na Inglaterra, já com os filhos criados, ao completar 40 anos, apoiada pelo esposo, resolveu pesquisar por conta própria aquilo que os sonhos lhe repetiam. "Eu tinha necessidade de saber se meus filhos da vida passada estavam bem e não poderia estar tranqüila sem esclarecer o fato. Quando observei o mapa da região de Malahide, ao norte de Dublin, senti intuitivamente que ali vivera com o nome de Mary Sutton”, disse Jenny. O caso teve o desdobramento que ela esperava pois acabou chegando à velha casa onde morou, já em ruínas e de lá não foi difícil encontrar seus filhos ainda vivos. A extensa reportagem publicada na revista "People" de l994, teve ampla repercussão em todo o mundo. Eu particularmente assisti a reportagem levada ao ar pela Directv mostrando ela e seus filhos. Eles próprios, apesar da fé católica, renderam-se às evidências posando para as câmeras ao lado da agora jovem mãe. Um dos filhos, Sonny, declarou: “Como poderia saber ela tantas coisas sobre nossa casa?” Outra filha, Phylips, católica e consciente de que a Igreja rejeita a reencarnação, declarou: “Eu ainda encontro dificuldade em acreditar em reencarnação, mesmo que Jenny esteja falando a verdade. Penso apenas que mamãe “passou” a sua alma para outra pessoa sem ter nascido de novo”

Esta teoria é rejeitada pelo Espiritismo por ser mais complicada do que a teoria da reencarnação.

Antes de se encontrarem, Jenny e Sonny Sutton (filho mais velho de Mary) concordaram que a BBC (estatal britânica de rádio e TV) investigasse as lembranças de Jenny em separado. Ela demonstrou saber de particularidades da casa de Mary Sutton, até mesmo o seu modo de enfiar a agulha de costura e o fato de as crianças, terem recolhido uma lebre viva presa na armadilha. Haviam passados 21 anos entre a morte de uma e o nascimento da outra e a conclusão a que chegaram os investigadores foi de 98% de acerto.

(Publicado no Correio Fraterno do ABC Nº 364 de Maio de 2001)
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 12 de Maio de 2011, 00:13
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

A INGRATIDÃO DOS FILHOS E OS LAÇOS DE FAMÍLIA

Santo Agostinho - Paris, 1862

 A ingratidão é um dos frutos imediatos do egoísmo; revolta sempre os corações honestos; mas a dos filhos em relação aos pais tem um caráter ainda mais revoltante. É particularmente sob esse ponto de vista que vamos considerá-la para analisar-lhe as causas e os efeitos.
Também nesta questão, como em tantas outras, o Espiritismo vem lançar luz sobre um dos problemas do coração humano.
Quando o Espírito deixa a Terra leva consigo as paixões ou as virtudes de sua natureza e vai para o Espaço se aperfeiçoar, ou permanece estacionário até que deseje esclarecer-se. Alguns partiram cheios de ódios violentos e desejos de vingança insatisfeitos. Mas, pela compreensão que alguns têm, por estarem mais avançados que os outros, conseguem distinguir algo da verdade e, compreendendo os desastrosos efeitos de suas paixões, tomam então boas resoluções, reconhecendo que, para chegar até Deus, há somente um caminho: a caridade. Acontece que não há caridade sem o esquecimento das ofensas e das injúrias; não há caridade com ódio no coração e não há caridade sem perdão.
* N. E. - Estava fora de si: estava louco. (Marcos, 3:21)

Então, com um grande esforço, observam aqueles que odiaram na Terra. Ao vê-los, o rancor é intenso. A idéia de terem de esquecer de si mesmos lhes revolta e revoltam-se ainda mais ao saber que têm que perdoar e, principalmente, amar aos que talvez lhes tenham destruído a honra, a fortuna e a própria família. Assim é que o coração desses infortunados está abalado; hesitam, vacilam, movidos por esses sentimentos opostos. Se a boa resolução triunfa, oram a Deus, imploram aos bons Espíritos para lhes dar forças no momento mais decisivo da prova.
Enfim, após alguns anos de meditações e preces, o Espírito aproveita de um corpo que está em preparo e encarna na família daquele a quem detestou, pede aos Espíritos encarregados de transmitir as ordens superiores permissão para realizar na Terra os destinos desse corpo que acaba de se formar. Qual será então a sua conduta nessa
família? Dependerá da maior ou menor persistência de suas boas resoluções.
O contato incessante com os seres a quem odiou é uma prova terrível sob a qual ele, às vezes, fracassa, se a sua vontade não for bastante forte. Desta forma, de acordo com a boa ou má resolução que tomar, será amigo ou inimigo daqueles no meio dos quais
terá que viver. Assim se explicam ódios, repulsas instintivas, que se notam em algumas crianças, e que nenhum ato anterior parece justificar; nada, de fato, nessa nova existência pôde provocar essa antipatia. Para compreendê-la, é necessário voltar os olhos ao passado. Espíritas! Compreendei o grande papel da Humanidade, compreendei
que, quando se gera um corpo, a alma que nele reencarna vem do Espaço para progredir. Cumpri vossos deveres e colocai todo o vosso amor em aproximar essa alma de Deus: esta é a missão que vos está confiada e recebereis a recompensa se a cumprirdes fielmente.
Vossos cuidados, a educação que lhe dareis, ajudarão o seu aperfeiçoamento e o seu bem-estar futuro. Lembrai-vos de que, a cada pai e a cada mãe, Deus perguntará: “Que fizestes do filho confiado à vossa guarda?” Se permaneceu atrasado por vossa culpa,
vosso castigo será vê-lo entre os Espíritos sofredores, quando dependia de vós a sua felicidade. Então, vós mesmos, atormentados pelo remorso, pedireis para reparar essa falta; solicitareis uma nova encarnação para vós e para ele na qual o rodeareis de melhores cuidados,e ele, cheio de reconhecimento, vos retribuirá com o seu amor.
Não rejeiteis, portanto, o filho que no berço repele a mãe, nem aquele que vos paga com ingratidão; não foi o acaso que o fez assim e nem a sorte o enviou para vós. Uma intuição imperfeita do passado se revela e disso podeis deduzir que um ou outro já odiou muito, ou foi muito ofendido; que um ou outro veio para perdoar, ser perdoado ou expiar. Mães! Abraçai o filho que vos causa desgosto e dizei a vós mesmas: um de nós é culpado. Fazei por merecer os prazeres que Deus concede à maternidade, ensinando a vossos filhos que eles estão na Terra para se aperfeiçoar, amar e abençoar, porém, muitas dentre vós, ao invés de tirar pela educação os maus princípios inatos, de existências anteriores, mantêm e desenvolvem esses mesmos princípios por culpa da fraqueza com que agem ou por despreocupação, e, mais tarde, vosso coração, amargurado pela ingratidão dos filhos, será
para vós, já nesta vida, o começo da vossa expiação.
A tarefa não é tão difícil quanto poderíeis pensar; ela não exige o saber do mundo; tanto o inculto quanto o sábio podem cumpri-la, e o Espiritismo vem facilitá-la, fazendo-nos conhecer a causa das imperfeições da alma humana. Desde o berço, a criança manifesta os instintos bons ou maus que traz da sua existência anterior; é preciso aplicar-se em estudá-los; todos os males têm origem no egoísmo e no orgulho; analisai, portanto, os menores sinais que revelem o gérmen desses vícios, e empenhai-vos em combatê-los sem esperar que criem raízes profundas; fazei como o bom jardineiro, que corta os brotos daninhos à medida que os vê nascer na árvore. Se deixardes desenvolver o egoísmo e o orgulho, não vos espanteis de serdes mais tarde pagos com ingratidão. Quando os pais fizeram tudo o que deviam para o adiantamento moral dos filhos, e, apesar de tudo, não alcançaram êxito, sua consciência poderá ficar tranqüila, e é natural o desgosto que sintam por verem fracassados todos os esforços feitos. Deus lhes reserva uma grande, uma imensa consolação, na certeza de que isso é apenas um atraso, e que lhes será permitido terminar, em uma outra existência, a obra começada nesta, e que um dia o filho ingrato os recompensará com seu amor. (Veja nesta obra Cap. 13:19.)
Deus não submete a provas aquele que não as pode suportar, apenas permite as que podem ser cumpridas. Se fracassamos, não é por falta de condições, mas por falta de vontade, pois quantos há que, ao invés de resistir aos maus procedimentos, neles se
satisfazem e é a estes que estão reservados os choros e os gemidos em suas existências posteriores. Admirai, no entanto, a bondade de Deus, que nunca fecha a porta ao arrependimento. Chegará o dia em que ao culpado, cansado de sofrer, com o orgulho por fim abatido, Deus abre seus braços paternais ao filho pródigo*, que se lança a seus pés. As grandes provas, entendei-me bem, são quase sempre o sinal de um fim de sofrimento e de um aperfeiçoamento do Espírito, quando são aceitas por amor a Deus. Para o Espírito, é um momento supremo, e é aí que importa não se lamentar, se não quiser perder o
* N. E. - Filho pródigo: parábola do filho pródigo (Veja: Lucas, 15:11 a 29.), arrependido,
aguardado, festejado.fruto da prova e ter de recomeçar. Ao invés de lamentardes, agradecei a Deus, que vos oferece a ocasião de vencer para vos dar o prêmio da
vitória. Então, quando saírdes do turbilhão da vida terrena e entrardes no mundo dos Espíritos, sereis lá aclamados como o soldado que sai vitorioso da batalha. De todas as provas, as mais difíceis são aquelas que afetam o coração; há os que suportam com coragem a miséria e as privações materiais, mas abatem-se sob o peso dos desgostos domésticos, esmagados pela ingratidão dos seus. Que angústia terrível! Mas o que pode, nessas situações, reerguer a coragem moral senão o conhecimento das causas do mal e a certeza de que, se há longas discórdias, não há desesperos eternos, porque Deus não quer que a sua criatura sofra para sempre. O que há de mais consolador e mais
encorajador do que o pensamento de que depende só de si mesmo, de seus próprios esforços, abreviar seu sofrimento, destruindo em si as causas do mal? Mas, para isso, não se deve estacionar o olhar na Terra e ver apenas uma existência; é preciso elevar-se, planar no infinito do passado e do futuro. Então, a grande justiça de Deus se revelará
aos vossos olhos e encarareis a vida com paciência, pois tereis a explicação do que vos parecia como monstruosidades na Terra, e as feridas que recebestes apenas vos parecerão arranhões. Nesse golpe de vista lançado sobre o conjunto, os laços de família aparecem no seu verdadeiro sentido; já não são mais os frágeis laços da matéria
que reúnem os seus membros, mas sim os laços duráveis do Espírito, que se perpetuam e se consolidam ao se purificarem, ao invés de se destruírem pelo efeito da reencarnação.
Os Espíritos reúnem-se e formam famílias, induzidos pela identidade de progresso moral, semelhança de gostos e de afeições.
Esses mesmos Espíritos, nas suas migrações terrenas, procuram-se para se agrupar, como o faziam no espaço, originando-se as famílias unidas e homogêneas. Se, nas suas peregrinações, ficarem temporariamente separados, mais tarde eles se reencontram, felizes com seu novo progresso. Entretanto, como não devem trabalhar apenas para si mesmos, Deus permite que Espíritos menos avançados venham encarnar entre eles a fim de receberem conselhos e bons exemplos para progredirem. Causam, por vezes, perturbações no ambiente, mas é aí que está a prova a executar. Recebei-os como
irmãos; ajudai-os e, mais tarde, no mundo dos Espíritos, a família se alegrará por ter salvo alguns náufragos•, que, por sua vez, poderão salvar outros.

CAPÍTULO 14 - HONRAI VOSSO PAI E VOSSA MÃE

Muita Paz
Título: Re: Família
Enviado por: filhodobino em 12 de Maio de 2011, 19:39
Amados irmãos,
Que tema para estudos hein?...
Aproveitemo-lo... A ingratidão em qualquer circunstância, é algo atroz, para quem a pratica...
Estudando-a dentro do tema famíla, e dentro deste, refletindo acerca dos conceitos reencarnacionistas, evolutivos, proporciona ao filho de Deus, verdadeiras teses de mestrado de
aprendizado de vida na relação, diploma de honra ao mérito...
É grande escola...
Saúde e Paz!
Título: Re: Família
Enviado por: Dothy em 12 de Maio de 2011, 22:59
Queridos Amigos Victor Passos, Katiatog e demais do estudo Família... boa noite


Entre cônjuges

Prossiga amando e respeitando os pais, depois da formação da própria casa, compreendendo, porém, que isso traz novas responsabilidades para o exercício das quais é imperioso cultivar independência, mas, a pretexto de liberdade, não relegar os pais ao abandono.

*

Não deprecie os ideais e preocupações do outro.

*

Selecione as relações.

*

Respeite as amizades do companheiro ou da companheira.

*

É preciso reconhecer a diversidade dos gostos e vocações daquele ou daquela que se toma para compartilhar-nos a vida.

*

Antes de observar os possíveis erros ou defeitos do outro, vale mais procurar-lhe as qualidades e dotes superiores para estimulá-los ao desenvolvimento justo.

*

Jamais desprezar a importância da relações sexuais com o respeito a fidelidade nos compromissos assumidos.

*

Não sacrifique a paz do lar com discussões e conflitos, a pretexto de honorificar essa ou aquela causa da Humanidade, porque a dignidade de qualquer causa da Humanidade começa no reduto doméstico.

*

Não deixe de estudar e aprimorar-se constantemente sob a desculpa de haver deixado a condição de solteiro ou de solteira.

*

Sempre é necessário compreender que a comunhão afetiva no lar deve recomeçar, todos os dias, a fim de consolidar-se em clima de harmonia e segurança.

* * *

Xavier, Francisco Candido. Da obra: Sinal Verde.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 12 de Maio de 2011, 23:01
Boa noite queridos amigos e caros visitantes!


Amigo filhodobino muito grata pela participação!

Paz e luz!

Abraços da Katia


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PAIS  DIFÍCEIS

     

Tema: Pais humanos em divergência conosco

 

Nem sempre surgem como sendo personalidade adequadas aos nossos desejos aqueles que a vida nos oferece por pais na estância física.

Seriam eles maus ou diferentes, porque não nos entendam, de pronto, os ideais?  Numa interrogativa dessa natureza, toda vez que estivermos na posição de filhos, é possível devamos formular semelhante questão ao inverso.

Habitualmente, julgamos nossos pais humanos,. Quando a razão começa a amadurecer no galho florido de nossos primeiros sonhos da mocidade. 

Sobretudo, pretendemos medir-lhes as supostas deficiências, depois de passados mais de vinte ou trinta anos sobre os dias semi-conscientes de nossa infância.  Se não concordam com as nossas opiniões, freqüentemente apontamo-los por espíritos passadistas ou intolerantes. 

Nessa conceituação apressada, porém, esquecemo-nos de que eles carregam na alma as cicatrizes profundas dos golpes que receberam no caminho da experiência, quantas vezes por nossa causa, e, por isso mesmo, nem sempre lhes será possível colocar os ouvidos ao nível em que se nos situa a palavra.

Fácil considerá-los desorientados, quando não estejam de acordo com os preceitos que aceitamos como sendo os mais justos;  entretanto, a distância enorme de tempo que existe entre a hora de nossa análise e a hora do berço não nos permite saber quantos problemas e quanto fel amargaram, até que adotassem padrões individuais de conduta, diversos daqueles consagrados para a vida na Terra.

Muito simples categorizá-los à conta de intransigentes, quando nos reprovam os pontos de vista; contudo, raramente estamos nas condições precisas para avaliar as crises que suportaram, a fim de que tentações e desequilíbrios não arrasassem o lar que nos serve de apoio e ninho.

Se te encontras à frente de pais magoados ou sofredores, recorda um homem generoso que largou as conveniências da própria liberdade, para colocar uma família nos ombros, e lembra-te de certa mulher, jovem e bela, que olvidou a si mesma e renunciou à própria vida, padecendo na carne e na alma, para que pudesses viver!... 

Considera que eles se reuniram, obedecendo os desígnios de Deus, a fim de que viesses ao mundo, e se não puderam ser felizes como esperavam ou se as provações da existência os tornaram assim, quando estiveres a ponto de censurá-los, pensa na alegria e no amor com que eles dois rogaram a Deus te abençoasse, quando nasceste, e, em silêncio, pede também a Deus que os abençoe.

 

Livro:   Encontro marcado. Autor: Emmanuel. Psicografia de Chico Xavier


 

 

 
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 12 de Maio de 2011, 23:09
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

   Grato pela bondade Amigo Filhodobino e a todos companheiros que tem participado.

ESPIRITISMO NO LAR

"DEUS PERMITE QUE, NAS FAMÍLIAS, OCORRAM ESSAS ENCARNAÇÕES DE ESPÍRITOS ANTIPÁTICOS OU ESTRANHOS, COM O DUPLO OBJETIVO DE SERVIR DE PROVA
PARA UNS E, PARA OUTROS, DE MEIO DE PROGRESSO".

Todos sabemos valorizar o benefício de um copo com água fria ou de uma ampola de injetável tranquilizante, ofertados num momento de grande aflição.

Reconhecemos a bênção do alfabeto que nos descortina as belezas do conhecimento universal e bendizemos quem no-lo imprimiu nos recessos da mente.

Mantemos no carinho do Espírito aqueles que nos ajudaram nos primeiros dias da reencarnação, oferecendo-nos amparo e amamentação.

Somos reconhecidos àqueles que nos nortearam em cada hora de dúvida e não esquecemos o coração que nos agasalhou nos instantes difíceis do caminho renovador...

Muitos há, no entanto que desdenham e esquecem todos os benefícios que recebem durante a vida ...

Há um inestimável benefício que te enriquece a existência na Terra: o conhecimento espírita.

Esse é guia dos teus passos, luz nas tuas sombras e pão na mesa das tuas necessidades.

Poucas vezes, porém, pensaste nisso.

Recebeste com o Espiritismo a clara manhã da alegria, quando carregavas noite nos painéis mentais e segues confiante, de passo firme, com ele a conduzir-te qual mãe desvelada e fiel.

Se o amas não o detenhas apenas em ti.

Faze mais. Não somente em propaganda "por fora", mas principalmente dentro do teu lar.

No lar se caldeiam os Espíritos em luta diária nas tarefas de reajustamento e sublimação.

Na família os choques da renovação espiritual criam lampejos de ódios e dissensão, que podes converter em clarões-convites à paz.

Não percas a oportunidade de semear dentro de casa.

Apresenta a tua fé aos teus familiares mesmo que eles não queiram escutar.

Utiliza o tempo, a psicologia da bondade e do otimismo, e esparze as luminescências da palavra espírita no reduto doméstico.

Se te recusarem ensejo, apresenta-o, agindo. Se te repudiarem, conduze-o, desculpando. Se te ferirem, espalha-o, amando.

Pelo menos uma vez por semana, reúne a tua família e felicita-a com o Espiritismo, criando, assim, e mantendo o culto evangélico, para que a diretriz de Mestre seja eficiente rota de amor à sabedoria em tua casa ...

Ali, na oportunidade, ouvidos desencarnados se imantarão aos ouvidos dos teus e escutarão; olhe; atentos verão pelos olhos da tua família e se nublarão de pranto; mentes se ligarão às outras mentes e entenderão ... Sim, ouvidos, olhos e mentes dos desencarnados que habitam a tua residência se acercarão da mesa de comunhão com o Senhor, recebendo o pão nutriente para os Espíritos perturbados, através do combustível espírita que não é somente manancial para os homens da Terra, mas igualmente para os que atravessaram os portais do além-túmulo em doloroso estado de sofrimento e ignorância.

Agradece ao Espiritismo a felicidade que possuis, acendendo-o como chama inapagável no teu lar, para clarear os teus familiares por todos os dias.

O pão mantém o corpo.

O agasalho guarda o corpo.

O medicamento recupera o corpo.

O dinheiro acompanha o corpo.

Seja o Espiritismo em ti o corpo do teu Espírito emboscado no teu corpo, a caminhar pelo tempo sem fim para a Imortalidade gloriosa.

E se desejares felicidade na Terra, incorpora-o ao teu lar, criando um clima de felicidade geral.

Joana de Ângelis
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 12 de Maio de 2011, 23:25
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas


AMOR E FAMÍLIA EM NOVOS TEMPOS

ÍTEM V — AMOR E FAMÍLIA EM NOVOS TEMPOS:

Ninguém colocou melhor o problema da família do que Allan Kardec, pois não se apoiou apenas na pesquisa das aparências formais, mas penetrou na substância da questão, no plano das causas determinantes. Por isso nos oferece um esquema tríplice das formações familiais do nosso tempo, a saber:

a) a família carnal, formada a partir dos clãs primitivos, evoluindo nas miscigenações raciais, através de inumeráveis conflitos ao longo das civilizações progressivas, na fermentação dialética do amor e do ódio. Os grupos assim formados subdividem-se, nas reencarnações progressivas, em inumeráveis subgrupos, que também crescerão e se subdividirão na temporalidade, ou seja, na imensa esteira do tempo, que, segundo Heedegger, acolhe o espírito. São essas as famílias consanguíneas, que se desfazem com a morte.

b) a família mista, carnal e espiritual, em que os conflitos do amor e do ódio entram em processo de solução, nos reajustamentos das lutas e experiências comuns, definindo-se e ampliando-se as afinidades espirituais entre diversos grupos, absorvendo elementos de outras famílias, nas coordenadas da evolução coletiva. O condicionamento familial, nas relações endógenas e necessárias da vivência em comum, quebra a pouco e pouco as arestas do ódio e das antipatias, restabelecendo na medida do possível as relações simpáticas que se ampliarão no futuro. A desagregação provocada pela morte permitirá reajustes mais eficazes nas sucessivas reencarnações grupais.

c) a família espiritual, resultante de todos esses processos reencarnatórios, que aglutinará os espíritos afins no plano espiritual, nas comunidades dos espíritos superiores que se dedicam ao trabalho de assistência e orientação aos dois tipos familiais anteriores, mesclando-as de elementos que nelas se reencarnam para modificá-las com seu exemplo de amor e dedicação ao próximo. Essa família não perece, não se desfaz com a morte, crescendo constantemente para a formação de Humanidades Superiores. É fácil, usando-se as medidas da Escala Espírita em O Livro dos Espíritos, identificar-se nas famílias terrenas a presença de vários tipos descritos na referida escala, percebendo-se claramente as funções que exercem no processo evolutivo familial.

A concepção espírita da família, como se vê, é muito mais complexa e de importância muito maior que a das religiões cristãs, que conferem eternidade e inviolabilidade ao sacramento do matrimônio, mas não podem impedir que, na morte, o marido vá parar nas garras do Diabo, a esposa estagiar no Purgatório e os filhos inocentes curtir a sua orfandade nos jardins do céu. A concepção jurídica e terrena da família não vai além dos interesses materiais de uma existência. O mesmo se dá com a concepção sociológica, que faz da família a base da sociedade, ambas perecíveis e transitórias. As pessoas que acusam o Espiritismo de aniquilar a família através da reencarnação revelam a mais completa ignorância da Doutrina ou o fazem por má-fé, na defesa de interesses religiosos — sectários.

A família nasce do amor e dele se alimenta. Não é apenas a base da sociedade, mas de toda a Humanidade. É na família que as gerações se encontram, transmitindo suas experiências de uma para outra. Combater a instituição familial, negar a sua necessidade e a sua eficácia no desenvolvimento dos povos e dos mundos é revelar miopia ou cegueira espiritual, em cultura ou desequilíbrio mental e psíquico, falta de ajustamento à realidade, esquizofrenia não raro catatônica. Isso é evidente no estado de alienação em que essa atitude se manifesta, em pessoas amargas, ressentidas ou extremamente pretensiosas, que desejam mostrar-se originais. Em geral, são criaturas carentes de afetividade. Quando se desligam da família natural ligam-se a grupos de criaturas afins, engajam-se em outras famílias ou tornam-se misantropas destinadas à neurastenia ou à loucura. O instinto gregário da espécie é uma exigência da evolução humana, a que ninguém pode furtar-se sem pagar pelo seu egoísmo.

Os ideólogos da solidão individual esquecem-se de que todas as tentativas nesse sentido fracassaram ao longo da História. Esparta morreu de inanição por falta de relações familiais, enquanto Atenas cresceu e projetou-se num futuro glorioso, pela solidez de seu sistema familial. Roma caiu nas mãos dos bárbaros quando suas famílias se entregaram à degeneração. Os próprios nômades jamais dispensaram o seu sistema de famílias ambulantes. Anarquistas e socialistas delirantes, que sonhavam com sociedades anti-sociais, formadas de indivíduos avulsos e dotadas de grandes depósitos de crianças avulsas — os filhos do Estado — morreram protegidos pelo caminho dos familiares.

Robinson Crusoé é a imagem do homem arrebatado ao seu meio, sem perspectivas. Sartre, que rompeu com a tradição familial e de­monstrou os inconvenientes da convivência, fazendo uma tenta­tiva de misantropia estóica, nunca dispensou a companhia de Simone de Beauvoir e o cosmopolitismo parisiense, formulou o célebre veredito: Os outros são o inferno, mas jamais os dispensou. Escrevia no Café de Fiori e quando visitou a URSS exigiu a inclusão no programa oficial de horas de solidão absoluta, mas nessas horas se ralava inquieto, segundo o testemunho de Simone. O homem é relação e a família é o meio de relação em que ele absorve a seiva humana que o faz homem.

Uma paisagem solitária é um motivo edênico de contemplação, e quando alguém aparece, como Sartre observou, imediatamente nos tira a liberdade e nos transforma em objeto. Mas o próprio ato de objetivar-nos permite-nos recuperar a nossa subjetividade dispersada na paisagem. Essa dinâmica de projeção e retroação revela ao mesmo tempo a natureza dialética do ser, estável no soma e instável na psique. Dessa dialética resulta a síntese total da consciência estética, em que o real objetivo e o irreal subjetivo se fundem na percepção estética do amor.

Por isso, no Espiritismo o amor não é instinto (necessidade orgânica) nem desejo ou simples fazer sexual (sensoríalidade) mas a aspiração suprema de beleza e espiritualidade nas perspectivas da transcendência. A superação de objetivo e subjetivo se resolve na globalidade do Amor. Por isso o Apóstolo João, no seu Evangelho, define o Ser Supremo na conhecida frase: Deus é Amor. As definições da Filosofia como Amor da Sabedoria (Pitágoras) e Sabedoria do Amor (Platão) revelam a intuição, já na Antiguidade, dessa total globalidade do Amor que o Espiritismo viria explicar mais tarde. O desenvolvimento dessa globalidade se processa na família, em que a afetividade desabrocha para a posterior floração do Amor no processo existencial.

As famílias "a" e "b" da teoria kardeciana, que explicitamos em nosso esquema, preparam o ser, projetado na existência, para a odisséia das almas viajoras de Plotino, que vão subir e descer pela escada de Jacó nas reencarnações sucessivas, em busca do arquétipo da família "c", em que as famílias desse padrão superior se integrarão progressivamente no plano divino das humanidades espirituais que constituirão no Infinito a Humanidade Cósmica. Essa a razão por que René Hubert, filósofo e pedagogo francês contemporâneo, sustenta que os fins da Educação consistem no estabelecimento, na Terra, da República dos Espíritos, através da Solidariedade de consciências.

A Educação Familial é o germe afetivo e puro de que decorre todo o processo educacional do homem. Com o amparo da família, na solidariedade doméstica do lar, por mais obscuro e humilde, é que se realiza a fotossíntese inicial da atmosfera de solidariedade e amor das gerações que modelam o futuro. Cabe aos espíritas implantar na Terra uma nova Educação, com base nos dados da pesquisa espírita e segundo o esquema da Pedagogia Espírita. Essa Pedagogia, iniciada por Hubert (que não é espírita) fundamenta-se nos princípios doutrinários do Espiritismo e destina-se a preparar as novas gerações para a Era Cósmica que se aproxima.

Os professores espíritas de todos os graus do ensino têm um dever supremo a cumprir, nesta fase de transição do nosso planeta: procurar compreender os princípios educacionais do Espiritismo e trabalhar pelo desenvolvimento da Educação Espírita. Estamos entrando na Era Cósmica, numa sequência natural do desenvolvimento da Era Tecnológica. Tudo se encadeia no Universo, como assinala O Livro dos Espíritos. Com o avanço científico e técnico dos últimos séculos, e particularmente do nosso, a Terra amadureceu para a conquista do espaço sideral. O impacto de nossos primeiros contatos com outros mundos já produziu profundas modificações, de que ainda não demos conta, em mundividência.

As pesquisas espaciais continuam, ampliando a nossa visão da realidade cósmica. Uma nova civilização está surgindo aos nossos olhos, sob os nossos pés e sobre as nossas cabeças. Mas para que isso aconteça, sem perdermos de todo o equilíbrio cultural, já bastante abalado, temos de cuidar seria­mente da renovação de nossos instrumentos culturais básicos, a saber:

continua
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 12 de Maio de 2011, 23:27
continuação


a) a Economia, que deve tornar-se universal, rompendo os diques e as barreiras de um mundo pulverizado, para lhe dar a unidade necessária e a flexibilidade possível para o atendimento dos povos e de suas camadas diversificadas, afastando do planeta os privilégios e os desperdícios, a penúria e a fome. A civilização humana e perfeita, ensina o Livro dos Espíritos, é aquela em que ninguém morre de fome. A duras penas, a nova mentalidade econômica já está se definindo em todas as nações civilizadas, mas o egoísmo das camadas privilegiadas ainda impede a compreensão das exigências de fraternidade e humanismo dos novos tempos.

b) a Moral, que tem de romper os seus padrões envelhecidos de egoísmo e sociocentrismo, moldados em preconceitos de vaidade, ambição e prepotência, para elevar-se a novos padrões de humanismo, respeito por todos os direitos humanos, até hoje sempre espezinhados na Terra dos Homens, essa expressão de Saint-Exupéry que é um novo chamado à nossa consciência em termos evangélicos. Altruísmo — interesse pelos outros — humildade, fraternidade, tolerância e compreensão, amor, são essas as novas palavras de uma moral realmente cristã. A violência terá de ser expulsa da Terra dos Homens, com seu cortejo de brutalidades. É necessário que o conceito da não-violência se transforme na marca do homem, no signo que o distingue do bruto, do primata inconsciente. A honra e a dignidade humanas são incompetíveis com a estupidez dos broncos, inamissíveis num sistema de civilização. Como adverte Fredric Wertham, a violência é um câncer social, que corrói e destrói toda a estrutura de uma civilização. O homem verdadeiramente homem deve ter vergonha e horror da violência. Ser violento é ser amoral, pois quem não respeita os outros não respeita a si mesmo.
c) a Educação — que tem de renovar os seus conceitos básicos sobre o seu objeto, o educando. Em primeiro lugar a educação familial, que deve basear-se na afetividade, nas relações de amor e compreensão entre pais e filhos. Educação com violência é domesticação. O mundo da criança não é o mesmo do adulto e este tem de descer a esse mundo, voltar à sua própria infância para não esmagar a infância dos filhos. As pesquisas entre os povos selvagens mostraram que a essência da educação é o amor. Sem amor não se educa, deforma-se. Nos povos selvagens a educação não foi deformada pela idéia do pecado, pelo mito da queda do homem, que envolvera o mundo de violências redentoras capazes de aterrorizar um brutamontes, quanto mais uma criança. Kardec ensina que a criança, embora tenha o seu passado em geral lamentável, nasce vestida com a roupagem da inocência para tocar o coração dos pais e despertar-lhes o amor e a ternura, de que ela necessita para o desenvolvimento das suas potencialidades humanas. Se fazemos o contrário, despertamos na criança o seu passado de erros e depois a condenamos por seus instintos. Essa tese kardeciana é hoje dominante nos meios pedagógicos. Como dizia Gandhi, não se pode levar uma criatura ao bem pelos caminhos do mal. Os povos selvagens são mais civilizados que os povos civilizados, no tocante a esse problema, pois intuem com pureza e ingenuidade o verdadeiro sentido da educação. Educar é um ato de amor, diz Kerchensteiner em nossos dias, endossando o pensamento de todos os grandes pedagogos e educadores da Grécia antiga e do mundo moderno, a partir de Rousseau.

Mas a Educação Espírita tem ainda uma função essencial a desenvolver: o desenvolvimento das faculdades paranormais do educando, preparando-o para as atividades cósmicas da nova era. O Espiritismo foi o revelador dessas faculdades humanas que o passado confundiu com manifestações doentias ou sobrenaturais. O Espiritismo foi a primeira Ciência a mostrar experimentalmente esse engano fatal, de que resultou para a Humanidade terríveis tragédias. Cento e trinta anos antes das descobertas parapsicológicas nesse sentido, a Ciência Espírita demonstrou que as funções anímicas e psico-anímicas da criatura humana eram normais, pertenciam à própria natureza do homem. As pesquisas atuais no Cosmos revelaram que o desenvolvimento das faculdades psi é indispensável ao bom êxito das incursões no espaço sideral.

A Educação Espírita é a única que pode enfrentar essas exigências dos novos tempos, cuidando do desenvolvi­mento dessas faculdades de maneira racional, sem os prejuízos dos falsos conceitos e dos temores infundados das formas de educação religiosas e leigas do nosso tempo. Cabe assim ao Espiritismo renovar totalmente a cultura atual, reestruturar a Civilização Tecnológica nos rumos da Civilização do Espírito. Esse o fardo leve do Cristo que pesa sobre a consciência de todos os espíritas verdadeiros, nesta hora do mundo, e particularmente sobre a consciência dos educadores espíritas. Nessa civilização o amor não será fonte de decepções, desajustes e tragédias. A Família não se estruturará em preconceitos provindos dos tempos de barbárie, mas na moral evangélica pura, feita de amor e respeito pelas exigências da vida. O amor verdadeiro e espontâneo, puro como água da fonte, livre de interesses secundários, fará da família a fonte de amor que elevará a Terra na Escala dos Mundos. Isto não é sonho nem profecia, é o programa espírita para o Mundo de Amanhã, e que cabe aos espíritas realizar a partir de hoje, sem perda de tempo.

ÍTEM VI — RELAÇÕES FAMILIAIS NO ESPIRITISMO

As relações familiais dos povos primitivos começavam com ampla liberalidade, como já vimos, nas fases infantis. O instinto de imitação das crianças respondia pelo aprendizado espontâneo do comportamento dos adultos. A criança era encarada como um estrangeiro amigo e tratada com respeito e observação. Só na puberdade iria integrar-se no sistema tribal e começar a enfronhar-se dos ritos e tradições tribais. Daí por diante sua liberdade estava condicionada pela cultura da nação, por suas tradições, sua moral e suas crenças. As pesquisas antropológicas revelaram assim que:

a) os filhos não eram considerados como produzidos pelos pais e herdeiros consanguíneos naturais da raça, mas como criaturas adventícias ou familiares que nela se encarnavam, portanto preexistentes ao nascimento. Essa intuição da preexistência do ser e da reencarnação era inata e generalizada nos povos primitivos, com algumas variantes em sua manifestação nos diferentes povos. Isso comprova a afirmação de Kardec de que as marcas do Espiritismo são encontradas em todas as fases da evolução humana. As manifestações de espíritos de mortos, as práticas mágicas e as evocações completam esse quadro.

b) a prátifca da cuvade (do francês: couvadé) que consiste na dieta do pai e não da mãe após o parto revela a origem natural da autoridade do pai na estrutura da família; mostra que a supremacia do pai não provém apenas de sua maior potencialidade física, mas também e principalmente do fato de ser ele o fecundador e portanto o criador;

c) a mãe não precisa de dieta, não fecunda, é fecundada, sua relação com o filho é a de serva, incumbida de recebê-lo à porta da vida, criá-lo, zelar por ele, de maneira que o mito da Terra-Mãe, sob o poder fecundante do Sol-Pai, completa nela a sua função protetora.

É desse mito remoto que, nascido do chão, da carne e do sangue, no relacionamento inconsciente da Natureza com o Homem, que vem a estrutura dinâmica da Família, ao mesmo tempo coercitiva e protetora. As leis da tribo ou da horda se centralizam nela e se ajustam como a casca ao tronco da árvore. Mais tarde essa imagem se define culturalmente na figura da árvore genealógica. Na cuvade o pai faz a dieta porque, como criador, o filho está ligado a ele organicamente, de maneira tão íntima, que os seus movimentos no andar, no correr, no saltar, em todas as atividades físicas, estraçalhará o recém-nascido. A superstição ingênua, que muitos atribuíram à preguiça do índio, tem motivos profundos na alma primitiva, em que as ligações da magia simpática representam a estrutura mágica do Universo. É o princípio espírita da unidade do Universo, onde as coisas e os seres procedem uns dos outros, numa continuidade absoluta. A prática da cuvade precedeu de muitos milênios, na mentalidade do homem primitivo, à estruturação matemática do Universo por Pitágoras e à concepção unitária e panteísta de Espinosa.

Das percepções instintivas dos primatas às intuições supersticiosas dos povos selvagens passamos às elaborações mentais das civilizações agrárias e pastoris e destas às formulações de normas, leis e códigos das civilizações teocráticas. Na Idade Média as linhagens de tipo davídico formam os conjuntos de famílias rigidamente estruturadas, que no Renascimento e no Mundo Moderno se prolongam e dispersam em ramificações sofisticadas. O padrão familial se consolida, mas a evolução cultural e o desenvolvimento industrial, juntamente com o aumento populacional, ameaçam esse mosaico de leis divinas e humanas que não pode resistir às violentas modificações das estruturas sociais.

continua
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 12 de Maio de 2011, 23:28
continuação

A integridade da família se afrouxa, a sua rigidez de princípios amolece ante as novas exigências do mundo novo. Preconceitos milenares são esfarelados e teorias revolucionárias provocam terremotos demolidores. Na Era Tecnológica em que nos encontramos a subversão das estruturas antigas chega ao extremo. Profetas alucinados pregam a destruição pura e simples da família e a volta do homem a uma liberdade primitiva que nunca existiu. Os freios de aço da moral burguesa não podem mais conter o ímpeto da carne, dessa frágil carne humana mais forte que a pedra e o aço. Rompem-se os tabus sexuais e a liberdade, essa deusa de barrete frígio dos ideólogos franceses, reverte-se em libertinagem. Não há mais freios, nem divinos nem humanos, que possam conter a fúria dos impulsos desencadeados. Os faunos recalcados do puritanismo vitoriano esfregam as mãos e arregalam os olhos concupiscentes ante o alvorecer da irresponsabilidade.

É nesse momento que o conceito espírita de família se impõe como única solução para os problemas atuais. As três formas familiais que estudamos no capítulo anterior mostram a insanidade de encarar-se a família como simples organização material destinada a acomodar os homens nas estruturas sociais passageiras. Há na família, como no homem, uma finalidade superior a atingir. O elemento que determina a organização familial não é o simples interesse material. A linhagem não é determinada pela tradição ou pêlos títulos nobiliárquicos, mas pelo desenvolvimento moral e espiritual das linhas sucessórias.

O sangue, por si só, não cria distinções na espécie humana. O único valor verdadeiro do homem, e por isso imperecível, pertence à sua natureza intrínseca, à sua subjetividade existencial. A força aglutinadora, que mantém a estabilidade da família e a projeta no futuro, é a afetividade, o que vale dizer: o Amor. A tónica emocional e magnética que atrai para a família criaturas desviadas ou afastadas é a afinidade de grau evolutivo, de posição conceptual, de aprimoramento ético e estético. Nada disso é objetivo ou material. A família se apresenta, portanto, na concepção espírita, como um centro dinâmico de forças espirituais produzido pela evolução terrena e destinado a formar, nas conjugações familiais, a nova Humanidade Terrena. O problema das relações familiais, na concepção espírita, escapa ao rígido esquema autoritário elaborado nas civilizações agrárias e pastoris, com base nos mitos telúricos. Essa rigidez foi quebrada no mundo moderno, mas ainda subsiste em vastas camadas e em populações inteiras.

A estúpida e ridícula tragédia burguesa do marido traído que mata a esposa infiel ou o amante para defender a sua honra pessoal, tornando-se um honrado e truculento assassino, vigora ainda com força quase total nas nações civilizadas. Isso porque o homem, o criador — segundo a concepção da cuvade, tem direitos absolutos sobre a mulher que fecundou; matá-la, como faziam os romanos com os instrumentos vocais, ou seja, os escravos humanos. A mentalidade prepotente dos escravocratas domina até agora a maioria dos homens, que se julgam viris por assassinarem mulheres indefesas e mais fracas que eles, substituindo os chifres simbólicos pela prova concreta e real de sua covardia. A diferença injusta e criminosa dos direitos entre homem e mulher, que levou Jesus a livrar a mulher adúltera da lapidação brutal em praça pública, responde por esses costumes bárbaros através dos milênios. No Espiritismo a atitude de Jesus é referendada pelo princípio que estabelece a igualdade de direitos entre o homem e a mulher, com diversificação de funções. Porque a diversificação corresponde às exigências de complementação recíproca das atividades masculinas e femininas na família e na sociedade. Não há razão para que a mulher sofra perda de direitos humanos na posição de companheira do homem, da qual é mãe, esposa e filha.

Em face desse princípio a liberdade humana é a mesma para o homem e a mulher no processo existencial, no qual existem como metades biológicas, necessária e reciprocamente complementares, tanto no plano vital e psíquico, quanto em todas as atividades. Reconhecida a igualdade de direitos, não apenas no plano legal, mas principalmente no plano conceptual, a sanção da consciência afasta da família o autoritarismo gerador de conflitos e estabelece o clima de respeito e amor que gera o entendimento. Jesus não vacilou em reconhecer de público os direitos romanos, determinados pela aliança dos grandes de Israel com os conquistadores. Não lhe interessava a política mundana, mas quando os donos da casa abrem as portas ao inimigo e banqueteiam-se com ele, há direitos de lado a lado. Para Jesus os direitos não eram uma questão de poder, mas de justiça. No caso familial cada membro tem o seu direito e este deve ser reconhecido pelos demais. Por isso aprovou o divórcio de Moisés nos casos de traições conjugais, mas advertiu que isso acontecia pela dureza dos corações.

E lembrou que no princípio não era assim, porque então prevalecia o amor. A família não se constitui ao acaso. Toda reunião de criaturas numa instituição social decorre de compromissos de reajuste e reequilíbrio de situações anteriores. Por isso, as chamadas famílias consanguíneas se desfazem facilmente com a morte, mas para renascerem mais tarde em novas situações reparadoras. Na proporção em que o homem toma consciência desse aspecto do problema, as dificuldades familiais se tornam mais suportáveis. No seu crisol as almas se depuram e se preparam para reencontros mais felizes no futuro. Mas erram os que pretendem manter à força a unidade familial, sob a pressão de ameaças divinas ou leis humanas iníquas. Os reajustes só se efetivam em condições propícias e por livre decisão dos implicados. Sem o respeito pela liberdade de opção os sacrifícios forçados geram novos desequilíbrios.

O segredo do êxito no desenvolvimento familial depende da capacidade de amar e compreender dos seus membros. Cada membro da família tem de compreender as condições temperamentais dos outros e sentir que pode amá-los apesar de seus erros e imperfeições. Nesse caso a família perdura e atinge os seus objetivos. Os problemas sexuais geram situações aparentemente insolúveis no quadro familial. Mas se colocarmos o amor ao próximo acima das condenações impiedosas, compreendendo que cada qual sente as exigências do sexo de acordo com a sua condição própria, passando pelas provas de que necessita, poderemos transformar situações desastrosas em oportunidades de orientação. O Espiritismo nos oferece um conceito do bem e do mal que, apesar de muito simples e claro, ainda não foi bem compreendido até agora pela maioria dos espíritas. Deus é o Bem e está presente em tudo.

continua
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 12 de Maio de 2011, 23:29
continuação

O Mal é tudo o que se opõe a Deus. Dessa maneira, a dialética do Bem e do Mal se define como Evolução. Toda a realidade que conhecemos e podemos conhecer nos revela a incessante passagem das coisas e dos seres de uma condição caótica, imprecisa, confusa, estática, morta, para condições de ordem, organização, definição, dinamismo e vida. A morte e a destruição, como a dor, o desespero, a loucura, nada mais são do que fases de transição de um estágio para outro. São os túneis da evolução. A morte enquanto morte é mal, mas quando se reacende em vida na ressurreição é Bem, e sempre um bem maior do que o anterior. Nada morre, nada se destrói, tudo evolui. Sem o erro não há acerto. Sem a derrota não há vitória, que nos devolve alegremente à rota. Progredimos no Mal em direção ao Bem. Erros, quedas, crimes, sofrimentos são passos no caminho do Bem que nos levam a Deus. Nada e ninguém pode permanecer no Mal, porque os males do Mal impulsionam tudo e todos na direção do Bem.

O não-Ser é o projeto do Ser, como a flor é o projeto do fruto. Se compreendermos bem esse princípio avançaremos mais depressa, estimulados pela fé em Deus, que é a certeza do Bem que nos espera, que é a herança de todos, na qual todos se encontrarão. Essa não é uma visão mística ou otimista de uma realidade trágica, mas a visão realista do real que todos podem comprovar na simples observação de si mesmos e do mundo exterior. As Ciências, na sua objetividade neutra, comprovam cada vez mais essa realidade. O teólogo Kierkegaard chegou a conclusão de que o pecado é o caminho da redenção, fundando sem querer a Filosofia Existencial, no mesmo tempo em que Kardec fundava sem o desejar a Ciência do Espírito. A compreensão profunda deste problema nos leva a amar com mais razão os familiares transviados, procurando auxiliá-los na dura caminhada dos seus males ao invés de condená-los e expulsá-los como perdidos.

Mas nem por isso devemos aprovar o Mal, caindo no extremo contrário dos que o condenaram com violência e aterrorizaram as almas frágeis com ameaças desesperantes. Certos adeptos de mente estreita chegaram a negar a existência do Mal — neste mundo de provas e expiações em que ele ainda predomina — oferecendo óculos angélicos a criaturas ingênuas. Negar o Mal num plano inferior é convencer os maus de que eles são bons e entregar-lhes nas garras os bons desprevenidos. Todos somos bons em potencial, trazemos em nós a potencialidade do Bem, mas enquanto não transformarmos a nossa bondade em ato continuamos a ser maus. Disfarçar essa realidade inegável e patente é estimular os maus a continuarem no Mal e colherem mais facilmente os ingênuos (nem bons nem maus) nas malhas de sua hipocrisia.

O realismo espírita exige dos adeptos a vigilância crítica que Jesus recomendou aos discípulos, quando os enviou aos lobos, e à oração que os resguardaria das ciladas dos sofistas. Jesus rompeu a tradição profética de Israel, delirante e apocalíptica, instalando em seu lugar a didática racional e realista que Kardec desenvolveria de maneira intensiva no Século XIX, combatendo por sua vez os delírios paranóicos de uma teologia Cristã decalcada no Fabulário mitológico e nos resíduos da metafísica rabínica. O Espiritismo é realista, apoia-se no real comprovado por experiências científicas, Jesus e Kardec provaram o que ensinaram. Expressões e frases evangélicas que destoam dessa orientação metódica foram atribuídas a Jesus pelos redatores dos textos, homens impregnados pela cultura judaica e mitológica em que foram criados e formados.

Kardec realizou a depuração desses textos, sob orientação constantes dos Espíritos superiores, que demonstraram essa superioridade através da coerência de suas manifestações rigorosamente racionais e comprovadas experimentalmente. Por isso Richet afirmou — ele que temia, como cientista eminente, os enganos da mística, que Kardec jamais expusera um princípio sem o haver comprovado. As partes mitológicas dos Evangelhos, hoje bem identificadas pelos pesquisadores universitários, comprovando a depuração kardeciana, e todo o Apocalipse, atribuído a João — livro judaico, pertencente a conhecida fase apocalíptica da Israel antiga e não a era apostólica — provam de maneira irrefutável as influências místicas e mitológicas na redação dos textos evangélicos.

O Apóstolo Paulo foi o primeiro a perceber e declarar que a Bíblia Judaica estava perempta e substituída pelo Evangelho. Claro que o valor histórico da Bíblia e o valor literário de seus livros poéticos e proféticos perduram no plano cultural, mas o Velho Testamento é uma obra do passado longínquo e só o Novo Testamento contém a orientação moral e espiritual que os espíritas devem seguir. As relações familiais no Espiritismo só podem seguir a orientação evangélica, pois só ela atende às exigências racionais do presente e do futuro da Humanidade atual, na preparação dos novos tempos. As famílias espíritas assim estruturadas não se abalam com as mudanças naturalmente ocorridas em nossa civilização nesta fase de transição.

José H. Pires
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 13 de Maio de 2011, 03:07
Boa noite queridos amigos!


Companheiros  e  caminhos

 

 

Quando te dispuseres a reclamar contra certos traços psicológicos daqueles que o Senhor te confiou ao ministério familiar, medita na diversidade das criações que compõem a Natureza.

Cada estrela se destaca por determinada expressão.

Cada planta mostra finalidade particular.

A rosa e a violeta são diferentes, conquanto ambas sejam flores.

Os caminhos do mundo guardam linhas diversas entre si.

Também nós, as criaturas de Deus são seres que se identificam pelas semelhanças, mas não somos rigorosamente iguais.

*

Conforme os princípios de causa e efeito, que nos traçam a lei da reencarnação, cada qual de nós traz consigo a soma de tudo o que já fez de si, com a obrigação de subtrair os males que tenhamos colecionado até a completa extinção, multiplicando os bens que já possuamos, para dividi-los com os outros, na construção da felicidade geral.

*

Não queira transformar os entres queridos sob o martelo da força.

Ninguém precisa apagar a luz do vizinho para iluminar a própria casa.

Uma vela acende outra sem alterar-se.

*

Ama os teus, aqueles com quem Deus te permite compartilhar a existência, entretanto, respeita o caminho de realização a que se ajustem.

Esse escolheu a senda do burilamento próprio; aquele procurou a via de trabalho constante; outro escolheu a trilha de responsabilidades intransferíveis a fim de produzir o melhor; e outro, ainda, indicou a si mesmo, para elevar-se, a vereda espinhosa das provações e das lágrimas.

Auxilia a cada um, como puderes, entretanto, não busque transfigurar-lhes o espírito, de repente, reconhecendo que também nós não aceitaríamos a nossa própria renovação em bases de violência.

*

Ama os entes queridos, tais quais são e quando nas provas a que sejam chamados para o efeito de promoção na Espiritualidade Maior, se não consegues descobrir o melhor processo de auxilia-los, acalma-te e ora pelo fortalecimento e paz deles todos, na certeza de que Deus está velando por nós e de que nós todos somos filhos de Deus.

 

Psicografia Chico Xavier – Espírito Emmanuel -  Livro  “Companheiro”.
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 13 de Maio de 2011, 03:43
Pessoas queridas
 

 

Claro que já compreendes que a pessoa querida é um mundo a parte, muitas vezes, com
sentimentos e raciocínios muito diversos dos teus.

Entendamos a situação de cada individualidade, dentro do contexto de necessidades
e provas de que se faça portadora e respeitemo-la na problemática que apresente.

Incentivemos os familiares queridos a fazerem o melhor de si mesmos, sem, no entanto,
desconsiderar-lhes a vocação para as tarefas mais simples.

Atendemos ao imperativo do diálogo construtivo em que as nossas sugestões de melhoria
possam ser plenamente enunciadas.

Se os nossos roteiros mais nobres não forem atendidos, desde que estejamos tratando com criaturas a quem as leis humanas já conferiram os direitos da maioridade, seria violência de nossa parte encarcerá-las em nossos pontos de vista.

Planejamos a ventura conjugal para nossos filhos, enquanto na Terra, entretanto, na hipótese de haverem nascido para uniões de resgate difícil, seria perigoso compeli-los à fuga do caminho a percorrer.

Estimaríamos honorificar descendentes amados com os títulos acadêmicos do mais alto

porte, todavia muitos terão vindo até nós, quando no Plano Físico, para os mais rudes encargos, cabendo-nos respeitá-los.

Se almas queridas jazem caídas no erro, quando terão vindo ao mundo com a promessa de
superar induções à queda, não as reprovemos ou condenemos de modo algum e sim saibamos deixar-lhes o caminho livre, tanto quanto possível, para fazerem da vida que lhes é própria o que melhor lhes pareça.

Não obrigues ninguém a viver, conforme os teus padrões de comportamento, de vez que não suportarias imposições alheias em teu modo de ser.

Em suma: conserva serenidade ante as escolhas do próximo e vive a própria vida, deixando
aos outros a liberdade de viver a existência que Deus lhes concedeu.

 

Livro: Calma. Psicografia de Francisco Cãndido Xavier. Espírito: Emmanuel
   
Título: Re: Família
Enviado por: Carmen.gbi em 13 de Maio de 2011, 03:51



Boa noite!

Oi, Victor
Oi, Katia
Oi, amigos foristas


Há no homem alguma coisa mais, além das necessidades físicas: há a necessidade de progredir. Os laços sociais são necessárias ao progresso e os de família mais apertados tornam os primeiros. Eis que os segundos constituem uma lei da Natureza. Quis Deus que, por essa forma, os homens aprendessem a amar-se como irmãos. A família é, pois[...] uma instituição divina, cuja finalidade precípua consiste em estreitar os laços sociais, ensejando-nos o melhor modo de aprendermos a amar-nos como irmãos. Nesse sentido, o relaxamento dos laços de família representa uma prática anti-natural, uma[...] recrudescência do egoísmo.
De todas as associações existentes na Terra[...] nenhuma talvez mais importante em uma função educadora e regenerativa: a constituição da família. De semelhante agremiação, na qual dois seres se conjugam, atendendo aos vínculos do afeto, surge  o lar, garantindo os alicerces da civilização. Através do casal, aí estabelecido, funciona o princípio da reencarnação, consoante as Leis Divinas, possibilitando o trabalho executivo dos mais elevados programas de ação do Mundo Espiritual.
A [...] família, genericamente, representa o clâ social ou de sintonia por identidade que reune espécimes dentro da mesma classificação. Juridicamente, porém, a família se deriva da união de dois seres que se elegem para uma vida em comum, através de um contrato, dando origem a genitura da mesma espécie. [...] A família tem suas próprias leis, que consubstanciam as regras do bom comportamento dentro do impositivo de respeito ético, recíproco entre os seus membros, favorável à perfeita harmonia que deve vigir sob o mesmo teto em que se agasalham os que se consorciam


( do livro Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita)

 
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 13 de Maio de 2011, 04:36
Olá queridos amigos do estudo família.
Victor Passos e Katiatog, agradeço suas mensagens por terem profundos ensinamentos.

Trago mais um texto que espero venha a contribuir com o estudo.

Abçs fraternos
Macili

***

De Bezerra de Menezes, Psicografia de Carlos A. Bacelli, do livro A Coragem da Fé.

Vínculos Afetivos

Filhos, através dos vossos vínculos afetivos é que tendes, no mundo, a oportunidade de vos aproximar dos vossos desafetos do passado, que renascem no corpo, em obediência aos compromissos assumidos convosco. Os elos da consangüinidade vos possibilitam experiências em comum, nas quais vos tornais em instrumentos de aprendizado mútuo.

A convivência no corpo vos enseja o desenvolvimento da paciência e do perdão, da compreensão e da renúncia, virtudes que, paulatinamente, vos ensinam o amor incondicional por todas as criaturas: amarguras, os traumas, as lágrimas que verteis pelo amor não correspondido, as aflições do sentimento de posse...

Se não se habitua a renunciar, a ceder de si mesmo, a se sacrificar pelo próximo, a despojar-se de ambições, enfim, a não esperar que a Vida gire à sua volta, o homem sofre -inevitavelmente, sofre.

Filhos, amai sem cogitar de serdes amados. Sobretudo, esforçai-vos por amar aqueles que nunca foram verdadeiramente amados.




Título: Re: Família
Enviado por: macili em 13 de Maio de 2011, 04:44
Queridos Amigos Victor Passos e Katiatog e demais do estudo família.

Bom estudo a todos!!!


***


Lesões afetivas


Várias são as lesões que atingem o ser humano durante sua jornada terrena. Algumas são leves, de fácil cicatrização, outras mais profundas e duradouras.
 
Dentre elas vamos encontrar as responsáveis por desatinos de variada ordem, que são as lesões afetivas.
 
Fruto do desrespeito que temos uns pelos outros, as lesões afetivas têm ocasionado homicídios, suicídios, abortos, injúrias que dilapidam ou arrasam a existência das vítimas, feridas no afeto que lhes alimentava as forças.
 
Quantas lágrimas de aflição, quantos crimes são cometidos na sombra, em nome dessas lesões provocadas nas profundezas da alma.
 
Esquecendo-nos de que cada criatura leva, em sua intimidade, caracteres próprios, não conseguimos medir suas resistências, nem suas reações diante de uma promessa não cumprida.
 
Usando a desculpa do amor livre e do sexo liberado, não temos atentado para as conseqüências amargas que resultam da nossa falta de respeito ao próximo.
 
Na ânsia de satisfazer os desejos carnais, não hesitamos em nos envolver levianamente com pessoas que sentem, tanto quanto nós, carências de afeto e sede de compreensão e carinho.
 
Quantas crianças nascem, fruto desses envolvimentos irresponsáveis, e amargam o abandono e a solidão como filhos rejeitados por um ou outro dos pais, ou pelos dois.
 
Quantos levam no coraçãozinho a tristeza de não poder pronunciar a doce palavra pai, porque aquele que o gerou não honrou o compromisso, deixando à companheira toda a responsabilidade pela condução da criança.
 
Quantos homens e mulheres que juram fidelidade, nos votos feitos por ocasião do matrimônio, e que levianamente os rompem, envolvendo-se com outras pessoas, provocando lesões afetivas inconseqüentes.
 
Certamente muitos desses delitos não são catalogados pelas leis humanas, mas não passam desapercebidos das leis de Deus , que exigem dos responsáveis a devida reparação, no momento oportuno.
 
É importante que reflitamos acerca desse assunto que nos diz respeito. É indispensável que respeitemos os sentimentos alheios tanto quanto desejamos ter os nossos sentimentos respeitados.
 
Se não queremos ou não podemos manter um romance de carinho a dois, não o iniciemos.
 
Lembremos que, acima das leis humanas, existem as leis divinas, das quais não poderemos fugir, como seres imortais que somos.
 
Se as infringirmos, teremos que efetuar a devida reparação mais cedo ou mais tarde.
 
E se hoje a carência afetiva nos dilacera a alma, pode ser que estejamos reparando equívocos cometidos anteriormente.
 
É possível que Deus permita que soframos a falta do afeto que não soubemos valorizar quando tínhamos.
 
Você sabia?
 
Que muitos de nós estamos altamente compromissados com as leis de Deus, em matéria de amor e sexo irresponsáveis?
 
Por esse motivo, mesmo estando casada, grande parte das criaturas sente falta de afeto e carinho, amargando as conseqüências dos delitos cometidos contra os semelhantes, na área da afetividade.
 
Dessa forma, vale a pena valorizar os sentimentos alheios, para que no futuro possamos ser merecedores do afeto e da fidelidade que tanto necessitamos.

 

Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Momentos de Ouro, cap. Lesões afetivas, Ed. LEAL.
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 13 de Maio de 2011, 07:50
Bom dia queridas amigas Carmen e Macili


Agradeço pelas valiosas contribuições ao estudo mensal.

Gostaria de comentar os seguintes trechos das mensagens da amiga Carmen:

 A família é, pois[...] uma instituição divina, cuja finalidade precípua consiste em estreitar os laços sociais, ensejando-nos o melhor modo de aprendermos a amar-nos como irmãos. Nesse sentido, o relaxamento dos laços de família representa uma prática anti-natural, uma[...] recrudescência do egoísmo

e da amiga Macili:

Filhos, amai sem cogitar de serdes amados. Sobretudo, esforçai-vos por amar aqueles que nunca foram verdadeiramente amados.

Deus pelas reencarnações no mesmo globo, quis que os mesmos Espíritos se pusessem de novo em contato, tendo assim ocasião de reparar as suas faltas recíprocas. E tendo e conta as suas relações anteriores, quis, ainda, fundar uma base espiritual os laços de família, apoiando numa lei natural os princípios de solidariedade, fraternidade e igualdade. (trecho do item II, capítulo 4 do ESE)

Relembrando o que nos ensinou o querido mestre lionês, Allan Kardec, no item I, capítulo 11 do ESE:

Compreendendo a lei do amor, que une a todos os seres, nela buscareis os suaves prazeres da alma, que são o prelúdio das alegrias celestes.
Para praticar a lei do amor, como Deus a quer, é necessário que chegueis a amar, pouco a pouco, e indistintamente, a todos os vossos irmãos. A tarefa é longa e difícil, mas será realizada. Deus o quer, e a lei do amor é o primeiro e o mais importante preceito da vossa nova doutrina, porque é ela que deve um dia matar o egoísmo, sob qualquer aspecto em que se apresente, pois além do egoísmo pessoal, há ainda o egoísmo de família, de casta, de nacionalidade. Jesus disse: “Amai ao vosso próximo como a vós mesmos”; ora, qual é o limite do próximo? Será a família, a seita, a nação? Não: é toda a humanidade! Nos mundos superiores, é o amor recíproco que harmoniza e dirige os Espíritos adiantados que os habitam. E o vosso planeta, destinado a um progresso que se aproxima, para a sua transformação social, verá seus habitantes praticarem essa lei sublime, reflexo da própria Divindade.


Abraços afetuosos da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 13 de Maio de 2011, 08:02
Bom dia queridos amigos!


Males e Remédios



Inconformação diante dos sofrimentos?

Olhe em derredor e reconhecerá legiões de pessoas que sofrem muito mais sem as suas possibilidades de reconforto.

Desentendimento em família?

Oriente as crianças de casa e respeite os adultos, deixando a eles a faculdade de se decidirem, quanto as próprias realizações, qual a contece no mundo íntimo de cada um de nós.

Algum erro cometido?

Reconsidere a própria atitude e não se constranja em aceitar as suas deficiências, de modo a corrigí-las.

Erros alheios?

Observando-se quão difícel aprender sem errar, saibamos desculpar os desacertos dos outros, tanto quanto esperamos tolerância para os nossos.

Entes queridos em falha?

Deus que nos criou a todos saberá conduzí-los sem que tenhamos a obrigação de arrazar-nos ao vè-los adquirindo as experiências da vida, pelas quais também nós temos pago ou pagaremos o preço que nos compete.

Provação?

Uma visita ao hospital pode dar a você a ficha de suas vantagens em relação aos outros.

Problemas?

Não se sabe de criatura alguma que evolua ou se aperfeiçoe, sem eles, incluindo aquelas que se supõe tranqüilas por estarem fugindo provisoriamente de trabalhar.

Angústia?

Ao que se conhece, todo tratamento para supressão da ansiedade está baseado ou complementado pelo serviço em favor de alguma causa nobre ou em auxílio de alguém.

Censura?

Um minuto de auto-análise nos fará sentir que não estamos muito certos, quanto à nossa própria resistência, se acaso estivéssemos no lugar daqueles que jazem caídos em desapreço.

Desilusões e fracaços no relacionamento afetivo?

Experimente Jesus.


Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Da obra: Respostas da Vida. Ditado pelo Espírito André Luiz.
Título: Re: Família
Enviado por: Dothy em 13 de Maio de 2011, 08:24
Olá queridos amigos do estudo família.

Victor Passos e Katiatog, caros amigos membros e visitantes...Bom dia

Tolerância e Fraternidade

O ser querido desertou do lar, vencido pela fragilidade das fôrças ainda impregnadas de alta dose de animalidade; todavia, acusa-te, fazendo-te responsável pela sua fuga. Sê tolerante e conserva-te fraterno em relação ao evadido.

O antigo dedicado de ontem não deseja mais a tua lealdade e sai, arremetendo diatribes que te maceram. Sustenta a tolerância e mantém a fraternidade pensando nele.

O beneficiário da tua bondade, navegando em situação de bonança, esquece as tuas dádivas e faz-se soberbo, malsinando o teu nome. Acautela-te na tolerância e reserva-lhe a fraternidade.

As tuas palavras de advertência, tocadas no mais nobre desejo de acertar, são agora transformadas por antigos comparsas que se fizeram teus adversários, em açoites que te alcançam. Continua tolerante e dissemina a fraternidade.

Os convidados pela tua lição de sacrifício a participarem do banquete de luz e vida do Evangelho, apontam-te mil débitos, e sofres. Porfia na tolerância e trabalha pela fraternidade.

Divulgas o bem por amor do bem, tentando viver o bem, mas, apesar disso, não faltam as agressões ao bem que fazes e desafios por parte daqueles que supões beneficiar. Confia na tolerância e aciona a fraternidade...

Tolerância e fraternidade sempre.

Em toda e qualquer circunstância essas duas armas cristãs, da "não violência", podem operar milagres. Talvez aqueles a quem as ofertas, recusem-nas momentaneamente, todavia, ser-te-ão benéficas utilizá-las, já que elas restaurarão tua paz, se a perdeste, ou manterão tua tranquilidade, se a conservas.

    Site/  Reflexões Espírita mensagens Espíritas
Título: Re: Família
Enviado por: JOKA BARRETO em 13 de Maio de 2011, 11:35
Bom dia ,
Estou feliz por fazer parte desses estudos maravilhosos da dotrina ,
Obrigado pela a oportunidade da aprender mais com vocês.
Título: Re: Família
Enviado por: Paulo Miranda em 13 de Maio de 2011, 13:48
Família é  a maior estrutura de aprendizagem Divina na Terra,  é a maior oportunidade que Jesus nos da de resgatarmos nossas dividas, primeiro aprendendo o amor Divino quando somos Pais, é mais tarde quando nossos filhos  também se tornam  Pais, aprendem o sentimento de amor que mais se aproxima do amor de Jesus  por seus filhos. ( levando em conta a divida de cada um, que retarda muita das vezes essa oportunidade divina de  evolução)
 Desculpe-me se não fui muito claro, é a primeira vez que escrevo.
Abç a todos!
Título: Re: Família
Enviado por: Mariazinha C.Valenti em 13 de Maio de 2011, 17:28
A Família

A família é o órgão vital do corpo social.  Poderíamos dizer que é o próprio coração. É o sustentáculo de sua perpetuidade, o berço da civilização, por isso, a consideramos a mais importante instituição, pois ela é conquista que o ser humano vem realizando através dos tempos.
É na família que damos os primeiros passos e exercitamos as primeiras palavras.
Alí tomamos consciência de nós mesmos, aprendemos a conhecer o mundo.
De repente despertamos.
“Eu existo, me manifesto, me comunico”.
Tudo isto acontece com a participação da família Por isso, que esta instituição tem que ser levada a sério. Precisa ser preservada e respeitada.
Os colégios, os instrutores e orientadores, podem dar instrução e cultura, mas o exemplo, o aprendizado adquirido em família é o que predomina, pois é na família que fazemos a nossa iniciação para a sociedade e para o mundo.
A nossa caminhada na vida é baseada naquilo que aprendemos no convívio familiar.
Por mais estudos, mais experiências que adquirimos. Queiramos ou não, os princípios vamos buscar sempre, automaticamente naquilo que adquirimos em família.
É por isso que se diz que “os princípios vêm do berço”.

Isso de dizerem que a família está superada é pura confusão da época que vivemos. São idéias lançadas pelas forças negativas que querem bloquear o progresso da humanidade.
A providência divina se utiliza da família para facilitar os reajustes e os resgates entre os espíritos.
Por mais inimigos que sejam dois espíritos, nascendo na mesma família, a facilidade de reajuste se torna maior por causa do convívio
Isso porque a família ainda consegue frear muitas coisas negativas, conseguindo que haja mais respeito, mais amor e, conseqüentemente, maior evolução espiritual, mesmo entre as pessoas mais desequilibradas, mais ignorantes; é por isso que o lar é sagrado.

Analisemos o seguinte: uma mãe carrega na barriga um filho durante nove meses. Mesmo com todos os desconfortos que a gravidez lhe cause, ela está sempre protegendo-o, sempre na expectativa do nascimento. Isso tem que despertar sentimentos positivos não só para ela mas também para o pai que acompanha tudo
A dependência da criança quando nasce, totalmente indefesa, a fragilidade durante a infância, até as doenças comuns na fase infantil, que exigem cuidados e preocupações contribuem para transformar qualquer sentimento negativo em amor.
Isso acontece também entre irmãos. A convivência, as brincadeiras, as briguinhas, criam um elo amoroso, uma dependência afetiva que apagam muitas rivalidades trazidas de outras vidas. É aí que se dão os reajustes e até alguns resgates.
É por essa razão que esquecemos o passado.
A convivência nesse estado de inconsciência e de certa inocência, faz crescer um amor paralelo às rivalidades. Um amor que constroe e que eleva
Quando vêm à tona a percepção de que poderiam ser inimigos do passado o amor já superou boa parte das mágoas e até do ódio que poderia existir. Isto fortalece o vinculo.
É assim que o amor vai se expandindo  entre a humanidade.
Por isso a família corporal tem que ser valorizada e respeitada.
Observem quando os familiares se unem em torno da solução de um problema. Mesmo existindo desavenças, consegue-se superar ou remediar qualquer dificuldade. Porque os familiares se apoiam, se sustentam. Unidos têm-se mais forças para lutar e enfrentar, resolver e até vencer tudo.
Os problemas se multiplicam e se complicam quando os familiares não se consideram, não se respeitam. Isso acontece quando não se dá o devido valor à família.
Por estas e outras coisas concluímos que a família é um caminho seguro para o progresso espiritual.  Sem a família, a evolução do ser humano torna-se bem mais difícil.

Título: Re: Família
Enviado por: Mariazinha C.Valenti em 13 de Maio de 2011, 17:44
Há dois tipos de laços de família:

A família corporal, que é formada por espíritos em diversas posições evolutivas. Há os familiares que se amam e os que se repelem, perfazendo uma composição mista. Por isso, existem, dentro das famílias corporais, provas e expiações, muitas vezes, terríveis. São espíritos que se fizeram inimigos no passado, que precisam reajustar-se entre si. Aí também se reúnem espíritos mais primitivos, para iniciarem ou acelerarem o progresso espiritual. Esses às vezes se dispersam porque não tem ainda vínculo

A família espiritual, que é composta por espíritos afins, independentes de laços de sangue.  Na nossa opinião, ela se forma quase que só através da família corporal, ela é o resultado das inúmeras encarnações juntos. A não ser quando espíritos elevados se juntam com missões ou tarefas definidas. Nesse caso não necessitam de vínculos anteriores, já aprenderam a amar.

Vamos ver um exemplo das uniões mais comuns:
Eu preciso me ajustar com alguns espíritos; então, reunimo-nos encarnados e formamos uma família corporal, expiando e buscando experiências. Enquanto não nos ajustarmos, não apagar-mos as mágoas, ódios, rivalidades, adquiridos por desentendimentos em existências passadas; enquanto não reconstruirmos juntos, aquilo que juntos destruímos, não vamos nos separar. Pode até acontecer a necessidade de ficarmos separados em uma ou outra encarnação, alternadas ou seguidas. Mas, podemos ter a certeza de que vamos encarnar juntos, quantas vezes forem necessárias, até conseguirmos todos os reajustes e resgates. Aí, então, já teremos aprendido a nos amar espiritualmente, e já nos consideraremos da mesma família.
Depois, preciso ajustar-me com outros espíritos.  Passo pelo mesmo processo. O mundo de meus entes queridos vai aumentando.  Portanto, a minha família espiritual vai crescendo cada vez mais.
Os espíritos que se ajustam primeiro vão dando lugar a outros, com os quais ainda temos reajustes.  A união atual não impede que eu continue amando os do passado. Assim como as futuras não impedirão estas. Como isso vem acontecendo com a humanidade inteira, vai chegar a hora em que seremos uma só família.  Então, o amor irá imperar sobre a Terra.
Acreditamos que esse intercâmbio não deve ser total, mas até o ponto de conquistarmos um amor, não puro ainda, mas suficiente para nos entendermos, respeitarmos e nos ajudarmos sem necessidade do vínculo familiar. A partir daí o progresso se fará de outra forma, que no momento desconhecemos.

Esses nossos familiares estão espalhados por todo o planeta, ajustando-se com outros grupos, encarnados ou desencarnados. Estão llutando constantemente para evoluir e se ajudar mutuamente.
Quantas amizades, que às vezes são recentes, e já tão profundas e sinceras! Os nossos amigos e protetores ou protegidos encarnados. São reencontros. Assim também os nossos protetores espirituais.

Precisamos entender, porém, que estas aproximações são de amizades puras, livres de interesses menos dignos. Não  podemos confundir com os casos que despertam interesses sexuais desequilibrados, ou outros tipos de interesses. Estes são reencontros de provas, os quais devemos superar.
Dois ou mais familiares encontram-se para trocar alegrias, ou mesmo para vivenciar, juntos, dores e sofrimentos que possibilitem o progresso de ambos e nunca para levar a comprometimentos dolorosos para vidas futuras. Tanto nas alegrias como no sofrimento, o objetivo é sempre a evolução.

É importante lembrar que algumas pessoas que, por um motivo ou por outro, no momento se encontram sem seus familiares, acreditamos que para possibilitar as experiências necessárias nesta encarnação, devem considerar as pessoas com as quais convivem como valiosos instrumentos de experiências, é com elas que devemos  buscar o progresso comum.


Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 13 de Maio de 2011, 20:03
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

  Quero agradecer desde já aos companheiros que se juntaram ao estudo, ; Mariazinha e Paulo e claro a todos os outros que temmvindo a enriquecer os Estudo Mensal.

  Após estas duas semanas o estudo tem sido metodico e de uma grandeza de valores enorme. Agora vamos abrir a tematica relacionada com a 3ª Semana;

Educação e Valores

    Amor em Família; Educação;  Visão Social da Família; Lei da Reprodução;Felicidade

   Recomnhecemos o valor á Familia, aos laços eternizados espiritualmente,harmonizamos algumas das fragilidades , que levam ao concurso do amor sem precedentes, ou seja a ingratidão que surge no sembçante das almas dentro dos lares e mesmo fora dele, agora na projecção do Amor, entramos na Educação, entre o Ser e sua sociabilidade, a lei da reprodução e o campo da felicidade a que tods almejam , pela luta dia-a dia.

EDUCAÇÃO

CONCEITO

A educação é base para a vida em comunidade, por meio de legítimos processos de aprendizagem que fomentam as motivações de crescimento e evolução do indivíduo.

Não apenas um preparo para a vida, mediante a transferência de conhecimentos pelos métodos da aprendizagem. Antes, é um processo de desenvolvimento de experiências, no qual educador e educando desdobram as aptidões inatas, aprimorando-as como recursos para a utilização consciente nas múltiplas oportunidades da existência.

Objetivada como intercambio de aprendizagens, merece considerá-la nas matérias, nos métodos e fins, quando se restringe à instrução. Não somente a formar hábitos e desenvolver o intelecto, deve dedicar-se a educação, mas, sobretudo, realizar um continuum permanente, em que as experiências, por não cessarem, se fixam ou se reformulam, tendo em conta as necessidades da convivência em sociedade e da auto-realização do educando.

Os métodos na experiência educacional devem ser consentâneos as condições mentais e emocionais do aprendiz. Em vez de se lhe impingir, por meio do processo repetitivo, os conhecimentos adquiridos, o educador há de motivá-lo às próprias descobertas, com ele crescendo, de modo que a sua contribuição não seja o resultado do "pronto e concluído" processo que, segundo a experiência de alguns, "deu certo até aqui".

Na aplicação dos métodos e escolha das matérias merece considerar as qualidades do educador, sejam de natureza intelectual ou emocional e psicológica, como de caráter afetivo ou sentimental.

Os fins, sem dúvida, estão além das linhas da escolaridade. Erguem-se como permanente etapa a culminar na razão do crescimento do indivíduo, sempre além, até transcender-se na realidade espiritual do porvir.

A criança não é um "adulto miniaturizado", nem uma "cera plástica", facilmente moldável.

Trata-se de um Espírito em recomeço, momentaneamente em esquecimento das realizações positivas e negativas que traz das vias pretéritas, empenhado na conquista da felicidade.

Redescobrindo o mundo e se reidentificando, tende a repetir atitudes e atividades familiares em que se comprazia antes, ou através das quais sucumbiu.

Tendências, aptidões, percepções são lembranças evocadas inconscientemente, que renascem em forma de impressões atraentes, dominantes, assim, como limitações, repulsas, frustrações, agressividade e psicoses constituem impositivos constritores e restritivos - não poucas vezes dolorosos - de que se utilizam as Leis Divinas para corrigir e disciplinar o rebelde que, apesar da manifestação física em período infantil, é Espírito relapso, mais de uma vez acumpliciado com o erro, a ele fortemente vinculado, em fracassos morais sucessivos.

Ao educador, além do currículo a que se deve submeter, são indispensáveis os conhecimentos da psicologia infantil, das leis da reencarnação, alta compreensão afetiva junto aos problemas naturais do processus educativo e harmonia interior, valores esses capazes de auxiliar eficientemente a experiência educacional.

As leis da reencarnação, quando conhecidas, penetradas necessariamente e aplicadas, conseguem elucidar os mais intrincados enigmas com que se defronta o educador no processo educativo, isto porque, sem elucidação bastante ampla, nem sempre exitosas, hão redundado as mais avançadas técnicas e modernas experiências.

A instrução é setor da educação, na qual os valores do intelecto encontram necessário cultivo.

A educaçào, porém, abrange área muito grande, na quase totalidade da vida. No período de formação do homem é pedra fundamental, por isso que ao instituto da família compete a indeclinável tarefa, porquanto pela educação, e não pela instrução apenas, se dará a transformação do indivíduo e, conseqüentemente, da Humanidade.

No lar assentam os alicerces legítimos da educação, que se transladam para a escola que tem a finalidade de continuar aquele mister, de par com a contribuição intelectual, as experiências sociais ...

O lar constrói o homem. A escola forma o cidadão.

DESENVOLVIMENTO

A escola tradicional, fundamentada no rigor da transmissão dos conhecimentos, elaborava métodos repetitivos de imposição, mediante o desgoverno da força, sem abrir oportunidades ao aprendiz de formular as próprias experiências, através do redescobrimento da vida e do mundo.

O educador, utilizando-se da posição de semideus, fazia-se um simples repetidor das expressões culturais ancestrais, asfixiando as germinações dos interesses novos do educando e matando-as, como recalcando por imposição os sentimentos formosos e nobres, ao tempo em que assinalava, irremediavelmente, de forma negativa os que recomeçavam a vida física sob o abençoado impositivo, impondo-o.

Com a escola progressiva, porém, surgiu mais ampla visão em torno da problemática da educação, e de modo a desdobrar possibilidades próprias, fomentando intercâmbios experienciais a benefício de mais valiosa aprendizagem.

Não mais a fixidez tradicional, porém os métodos móveis da oportunidade criativa.

Atualizada através de experiências de liberdade exagerada - graças à técnica da enfática da própria liberdade - , vem pecando pela libertinagem que enseja, porquanto, em se fundamentando em filosofias materialistas, não percebe no educando um Espírito em árdua luta de evolução, mas um corpo e uma mente novos a armazenarem num cérebro em formação e desenvolvimento a herança cultural do passado e as aquisições do presente, com hora marcada para o aniquilamento, após a transposição do portal do túmulo.

Nesse sentido, conturbadas e infelizes redundaram as tentativas mais modernas no campo educacional, produzindo larga e expressiva faixa de jovens desajustados, inquietos, indisciplinados, qual a multidão que ora desfila, com raras exceções, a um passo da alucinação e do suicídio.

Inegavelmente, na educação a liberdade é primacial, porém com responsabilidade, a fim de que as conquistas se incorporem nos seus efeitos ao educando, que os ressarcirá quando negativos, como os fruirá em bem-estares quando positivos.

Nesse sentido, nem agressão nem abandono ao educando. Nem severidade exagerada nem negligência contumaz. Antes, técnicas de amor, através de convivência digna, assistência fraternal e programa de experiências vívidas, atuantes, em tarefas dinâmicas.

ESPIRITISMO E EDUCAÇÃO

Doutrina eminentemente racional, o Espiritismo dispõe de vigorosos recursos para a edificação do templo da educação, porquanto penetra nas raízes da vida, jornadeando com o Espírito através dos tempos, de modo a elucidar recalques, neuroses, distonias que repontam desde os primeiros dias da conjuntura carnal, a se fixarem no carro somático para complexas provas ou expiações.

Considerando os fatores preponderantes como os secundários que atuam e desorganizam os implementos físicos e psíquicos, equaciona como problemas obsessivos as conjunturas em que padecem os trânsfugas da responsabilidade, agora travestidos em roupagem nova, reencetando tarefas, repetindo experiências para a libertação.

A educação encontra no Espiritismo respostas precisas para melhor compreensão do educando e maior eficiência do educador no labor produtivo de ensinar a viver, oferecendo os instrumentos do conhecimento e da serenidade, da cultura e da experiência aos reiniciantes de sublime caminho redentor, através dos quais os tornam homens voltados para Deus, o bem e o próximo.

Joanna de Ângelis

ESTUDO E MEDITAÇAO:

(...) A educação, convenientemente entendida, constitui a chave do progresso moral. Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres, como se conhece a de manejar as inteligências, censeguir-se-á corrigi-los, do mesmo modo que se aprumam plantas novas. Essa arte, porém, exige muito tato, muita experiência e profunda observação ( ... ). (O Livro dos Espiritos, Allan Kardec, questão 917).

"Desde pequenina, a criança manifesta os instintos bons ou maus que traz da sua existência anterior. A estudá-los devem os pais aplicar-se. Todos os males se originam do egoísmo e de orgulho ( ... )." (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap. XIV, item 9).

Muita paz e harmonia
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 13 de Maio de 2011, 20:06
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

SUPERPROTEÇÃO DOS PAIS AOS FILHOS

"AQUELE QUE ESTRAGA SEUS FILHOS COM MIMOS
TERÁ QUE PENSAR AS FERIDAS." - ECLESIASTES,30:7

O sonho de se formar uma família, ter filhos é uma prova incontestável da aspiração humana de compartilhar, trabalhar intensamente em benefício de alguém que alimente nossos ideais de amor e carinho ...

A grande maioria dos casais faz planos, projeta sua vida pensando na chegada abençoada e querida de um rebento de seu amor.

Quando recebemos o filho querido nos braços, explode em nós o sentimento de ternura, de preservação, de alegria, de proteção, que constituem os sentimentos naturais da maternidade e da paternidade.

Na condição de pais, carreamos para a nova tarefa nossos sentimentos e instintos naturais. Junto aos ideais inspirados pelo sagrado ciclo da vida, encontramos em nossos corações velhos vícios que não desaparecerão a um simples toque de mágica: o egoísmo, o orgulho, o personalismo ...

Passamos a considerar os filhos como propriedade nossa, achamo-los mais belos, inteligentes, doces e mansos que todas as demais crianças do mundo, projetamos todos os planos que lhes desejamos, arquitetamos sejam mais poderosos que todos e não sofram quaisquer reveses.

A - PERIGOS DO EXCESSO DE CARINHO

É óbvio, como pais, sonharmos com uma vida repleta de paz, harmonia, felicidade e os melhores planos para nossos filhos.

Os pais espíritas, contudo, precisam acordar para a realidade espiritual das criaturas confiadas pela Providência Divina a seus cuidados.

Os lares na Terra são escolas abençoadas para os espíritos que prosseguem em sua jornada evolutiva, carregando ainda no coração muitas imperfeições junto às virtudes já conquistadas.

Se lhes inocularmos nos corações desde os primeiros dias os vírus da vaidade, da preguiça, do comodismo, da ostentação, estaremos transformando-os de candidatos a elevação em monstros de orgulho e ambição.

Devemos a nossos filhos o carinho e atenção que eles merecem porém faz-se mister tomemos muito cuidado com o excesso de mimos e satisfação indiscriminada de suas vontades, a título de não perder-lhes a afeição ou mesmo para que eles não sofram o que tenhamos sofrido em nossas vidas.

Irmão X, alerta-nos: "É preciso instituir serviços eficientes contra o carinho inoportuno e esterilizante".

Os pais devem prover as necessidades materiais de seus rebentos mas não exagerar na proteção, ao ponto de que seus filhos não sintam quaisquer dificuldades na luta material em torno de seus passos.

B - SUPERPROTEÇÃO DOS PAIS

"A superproteção começa a nascer quando isolamos nos tutelados das situações de luta e deveres que a vida naturalmente impõe a todos.

Se temos dificuldades na situação material, é preciso que eles compartilhem conosco. Nos exaurirmos trabalhando intensamente para mantermos um padrão fictício de facilidades é iludir nossos protegidos, criando caprichos perigosos e desperdiçando a excelente oportunidade que este tipo de experiência nos confere.

Se temos facilidades na situação material, já é preciso ensinar-lhes a disciplina e a humildade. Quando os criamos em uma redoma, satisfazendo-lhes todos os caprichos, criando um mundo irreal de tranqüilidade absoluta e facilidades plenas, estamos destilando o veneno da corrupção e da tirania em seus corações.

André Luiz nos exemplifica sobre uma jovem que já resvalara no abismo dos prazeres desequilibrados e nos desvarios da vida material: "criada com mimos excessivos, a jovem desenvolveu-se na ignorância do trabalho e da responsabilidade".

Quando amamos os filhos de maneira egoística, estamos como que enceguecidos, passando equivocadamente a entender que a única maneira de demonstrar-lhe nosso amor seja a de evitar-lhes todos os dissabores, os problemas, as dificuldades materiais, as contrariedades, passando a adorá-los como pequenos deuses que somente merecessem idolatria.

Batuíra: lembra que "os fazedores de guerras e os verdugos das nações, via de regra, foram crianças primorosamente resguardadas contra quaisquer provações na infância".

C - SUPERPROTEÇÃO: AMOR OU EGOÍSMO?

Quando os estamos superprotegendo, na realidade estamos transferindo-lhes nosso orgulho. Queremos projetar neles o sucesso, o poder e a glória que não pudemos conseguir.

Por vezes, interferimos em suas opções para que sigam carreiras que desejamos que sigam porque não nos foi possível segui-las, desviando-os várias vezes de suas vocações, interferindo em seu programa espiritual.

Evitamos que eles conheçam ou sintam a realidade que a Humanidade atualmente vive para que não se afastem de nós.

Nossa responsabilidade como pais é vigiar-lhes as tendências e orientá-las a fim de que estejam aptos a vencer na imensa batalha da reencarnação.

D - PROTEÇÃO VERDADEIRA AOS FILHOS

Os filhos não são bibelôs, para que nos deleitemos a admirá-los como obra nossa. São espíritos eternos, individualidades que sentem, gostam, acertam, erram, aprendem assim como sucedeu e sucede a nós mesmos.

O Espiritismo orienta a melhor postura de pais: nem pais que exijam excessivamente nem pais que idolatrem seus filhos.

Estamos cometendo um grande erro ao afastar nossos filhos das experiências, às vezes duras, que a vida lhes oferece. Quando, mais tarde, eles precisarem caminhar pelas próprias pernas, não estarão preparados sequer para vencer as primeiras dificuldades.

Aprendamos que as dificuldades, os problemas, as lutas, a disciplina, o trabalho, a responsabilidade, os dissabores, constituem intenso material de trabalho na construção da vitória espiritual de todos nós. Lembremos também que a vacina nos protege, porque nos oferece o contato controlado com o agente causador da doença. Filhos superprotegidos crescem ingênuos e inexperientes para a vida. despreparados para o programa traçado ao desenvolvimento moral e espiritual deles mesmos.

O próprio Mestre Jesus enquanto criança não se furtou às às lutas do mundo, nascendo na simplicidade, trabalhando junto a seu pai cumprindo sua missão na Terra, em meio a lutas intensas e obstáculos imensos.

Saibamos transmitir-lhes nosso amor sem exceder as preocupações de cercá-los de cuidados. Basta que os enxerguemos da real maneira como são: companheiros espirituais que retornam, aguardando de nós o esforço de auxiliá-los na multiplicação das virtudes e transformação do vícios. Não os afastemos das lutas; estejamos sempre preparando-os para que a luta de hoje se transforme na luz de amanhã.

Não os carreguemos nos braços: caminhemos com eles.

Joamar Z. Nazareth
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 13 de Maio de 2011, 20:09
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

INFÂNCIA: PERÍODO MAIS SÉRIO DA EDUCAÇÃO

"O PERÍODO INFANTIL É O MAIS SÉRIO E O MAIS PROPÍCIO À ASSIMILAÇÃO DOS PRINCÍPIOS EDUCACIONAIS." EMMANUEL

O CONSOLADOR, PERG. 109

No conceito acima, de Emmanuel, observamos a importância do aproveitamento da fase infantil para a efetivação do trabalho educativo junto ao coração dos filhos.

O trabalho de educação não se resumirá, logicamente nos primeiros anos de vida física, mas, indubitavelmente, será nesta fase a INFÂNCIA - que haverá as melhores condições e o espírito reencarnante estará mais receptivo às palavras e exemplos dos pais.

Portanto será esta a melhor fase para a educação, e os maiores responsáveis por este processo serão os pais, entendendo-se com isto não os pais que geraram o corpo do filho, mas sim, aqueles que efetivamente conviverão, no passar dos dias, a posição de tutores/responsáveis.

Allan Kardec afirma: "Os espíritos dos pais têm por missão desenvolver os dos seus filhos pela educação".

O lar sofrerá o bombardeio de influenciacões do mundo exterior (parentes, colegas, professores, imprensa, etc.) que seduzirão nossos filhos à aquisição de hábitos bons ou infelizes. Assim, os pais devem estar conscientes de que Deus colocou em suas mãos a responsabilidade maior de orientação moral aos seus tutelados e os dotou de recursos para cumprimento de sua missão.

O período infantil se constitui na fase áurea da educação. Vejamos com Allan Kardec- que "o espírito é mais acessível, durante esse tempo, às impressões que recebe e que podem ajudar o seu adiantamento ....

É nesta fase que o espírito observa, analisa e grava profundamente tudo o que ouve e vê, estando mais flexível aos esforços dos pais por ainda não haver despertado toda a sua carga de sentimentos, vícios, desejos, hábitos.

Emmanuel reforça: A criança, nesta fase, é mais suscetível de renovar o caráter e estabelecer novo caminho".

A - EDUCAÇÃO NOS TEMPOS ATUAIS

Muitos indagam qual seria melhor: a educação antiga ou a educação levada a efeito nos dias atuais?

Há procedimentos no processo educativo que devem ser aproveitados tanto do tradicionalismo e respeito das gerações passadas quanto da compreensão e liberdade da visão moderna; e procedimentos que devem ser evitados tanto da domesticação e preconceitos das gerações passadas quanto da libertinagem e falta de autoridade da visão moderna.

Os grandes perigos que se detectam na atualidade são representados na liberdade sem responsabilidade, em nome de uma não proibição sistemática à manifestação das crianças e jovens, e no desprezo dos valores do espírito, disseminado pelas doutrinas materialistas, em busca do prazer sem equilíbrio, do imediatismo e do egoísmo pregado sutilmente.

B - O ÊXITO NA TAREFA EDUCATIVA

Só obterá êxito na tarefa educativa quem buscar o CONHECIMENTO e a APLICAÇAO do EVANGELHO DE JESUS.

Conforme Emmanuel nos afirma, "a escola educativa do lar só possui uma fonte de renovação, que é o Evangelho, e um só modelo de mestre, que é a personalidade excelsa de Jesus".

A vitória dos pais não consistirá em transformar os filhos em "santos" numa simples encarnação, mas sim no intensivo combate dos genitores às más tendências e inclinações presentes nos corações de seus tutelados.

Kardec alerta-nos: "Espreitem, pois, os pais os menores indícios reveladores dos germens de tais vícios e cuidem de combatê-los, sem esperar que lancem raízes profundas".

O Espiritismo, ao esclarecer os pais sobre os mecanismos da infância e sobre a necessidade do encaminhamento das almas a eles confiadas, para o aprimoramento moral, descerra-lhes as portas do dever cumprido preparando-os para tão importante responsabilidade: a de resgatar o lar em sua missão mais sagrada de sedimentar nos corações os valores cristãos e colaborar com a Espiritualidade, no retorno das almas à Terra para cumprimento de seus destinos evolutivos.

Aproveitemos a infância como o agricultor a cuidar de sua lavoura, preocupando-nos em preparar a terra dos corações, plantando as sementes benditas do Evangelho, arrancando as ervas daninhas dos vícios promovendo a irrigação do serviço cristão e vendo-a crescer sob o sol: amor verdadeiro e sincero.

Se não conseguimos acender um "holofote" à nossa volta com o esforço pessoal, jamais esqueçamos que a simplicidade do fósforo não só ilumina como também acende o fogo da esperança.

Concluindo: a infância amparada será o jovem dinâmico e capaz de amanhã, e esse jovem será a liderança dos destinos do mundo.

Joamar Z. Nazareth
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 13 de Maio de 2011, 20:11
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

O que é Educação?

Ninguém escapa da educação. Em casa, na rua, na igreja ou na escola, todos nós envolvemos pedaços da vida com ela : para aprender, para ensinar, para aprender e ensinar. Para saber, para fazer ou para conviver, todos os dias misturamos a vida com a educação. Com uma ou com várias: educação ? Educações. É já que pelo menos por isso sempre achamos que temos alguma coisa a dizer sobre a educação que nos invade a vida, por que não começar a pensar sobre ela com o que uns índios uma vez escreveram ?

Há muitos anos nos Estados Unidos, Virgínia e Maryland assinaram um tratado de paz com os índios das Seis Nações. Ora, como as promessas e os símbolos da educação sempre foram muito adequados a momentos solenes como aquele, logo depois os seus governantes mandaram cartas aos índios para que enviassem alguns dos seus jovens às escolas dos brancos. Os chefes responderam agradecendo e recusando. A carta acabou conhecida porque alguns anos mais tarde Benjamim Franklin adotou o costume de divulgá-la aqui e ali. Eis o trecho que nos interessa :

"... Nós estamos convencidos, portanto, que os senhores desejam o bem para nós e agradecemos de todo o coração.

Mas daqueles que são sábios reconhecem que diferentes nações têm concepções diferentes das coisas e, sendo assim, os senhores não ficarão ofendidos ao saber que a vossa idéia de educação não é a mesma que a nossa.

... Muitos dos nossos bravos guerreiros foram formandos nas escolas do Norte e aprenderam toda a vossa ciência. Mas, quando eles voltaram para nós, eles eram maus corredores, ignorantes da vida da floresta e incapazes de suportarem o frio e a fome. Não sabiam como caçar o veado, matar o inimigo e construir uma cabana, e falavam a nossa língua muito mal. Eles eram, portanto, totalmente inúteis. Não serviam como guerreiros, como caçadores ou como conselheiros.

Ficamos extremamente agradecidos pela vossa oferta e, embora não possamos aceitá-la, para mostrar a nossa gratidão, oferecemos aos nobres senhores que nos enviem alguns dos seus jovens, que lhes ensinaremos tudo o que sabemos e faremos, deles, homens. "

De tudo o que se discute hoje sobre a educação, algumas questões entre as mais importantes estão escritas nesta carta dos índios. Não há uma forma única de modelo de educação; a escola não é o único lugar onde acontece e talvez nem seja o melhor ; o ensino escolar não é a sua única prática e o professor profissional não é o seu único praticante.

Muita paz e harmonia
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 13 de Maio de 2011, 20:14
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

O valor da educação


"Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?"
Paulo (I Coríntios, 3:16)

O Espiritismo é essencialmente pedagógico, verdadeira obra de educação. Não é uma doutrina salvacionista que se preocupa só em "salvar as almas". Mesmo porque ninguém está perdido. A Doutrina Espírita propõe a educação. "Educar" vem de "educere", e este "e" significa extrair de dentro para fora, como em "exportar", "excluir", "externar", etc. Educar é desenvolver as potencialidades do ser. Diferente de "instruir" que significa receber de fora as informações, os conhecimentos.

O Espírito possui, desde seu início, todas as qualidades boas, do saber. e das virtudes. Mas estas qualidades estão em germe para serem desenvolvidas. O Criador quis que esse desenvolvimento, o atualizar da potencialidade, fosse trabalho de cada um, para tanto nos dando os meios necessários e adequados.

A educação assim entendida não se reduz ao processo intelectual, ou ao ensino profissional. Não é só preparar o homem para a vida no plano material. É muito mais, tem por objetivo desenvolver as potencialidades do ser integral, isto é, visa o progresso do Espírito.

Este ideal não surgiu com o Espiritismo. É antigo. Sócrates, Platão já ensinavam de acordo com esses princípios. Jesus, que Orígenes chamava de o Pedagogo da humanidade, como verdadeiro Mestre, nos recomendou: "Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça, e tudo mais vos será acrescentado". Como o reino de Deus está em nós (Ele também nos ensinou), buscar o reino de Deus é buscar o desenvolvimento do Espírito, é evoluir. Assim, a medida que resolvemos o problema do Espírito, pela educação, todos os outros problemas se solucionam, naturalmente.

Mas esta educação para a transcendência, para um futuro que transcende a vida na Terra, só tem sentido se tivermos convicção de que a vida realmente continua depois da morte do corpo físico. O Espiritismo nos mostra que a morte é apenas transformação. Pelos fenômenos produzidos pelos Espíritos desencarnados, a Doutrina Espírita nos permite formar a convicção sobre a imortalidade. Agora não apenas cremos, e sim sabemos que a vida continua depois da morte do corpo material, porque as manifestações dos Espíritos nos esclarecem plenamente a esse respeito. Ainda há aqueles que alegam não saber e que afirmam, mesmo, ninguém ter voltado do outro mundo para dizer como é a outra vida. São pessoas que não querem saber, insistem em ignorar o fato. Só a lei do progresso, com o tempo, fará com que se modifiquem.

Na questão 799 de "O Livro dos Espíritos", Allan Kardec indaga: De que maneira o Espiritismo pode contribuir para o progresso? Resposta: "Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade, ele faz os homens compreenderem onde está o seu verdadeiro interesse. A vida futura não estando mais velada pela dúvida, o homem compreenderá melhor que pode assegurar o seu futuro através do presente...".

E como entender esse desenvolver das potencialidades do ser, se a grande maioria parece mudar tão pouco durante uma existência? Aí entra outra importante contribuição do Espiritismo, esclarecendo-nos que o processo evolutivo se realiza ao longo do tempo, em muitas vidas, neste e em outros mundos, até atingirmos a perfeição relativa para a qual fomos criados. A evolução do Espírito não se dá numa única existência na Terra. Realiza-se ao longo do tempo. Para isto o Espírito tem o seu livre-arbítrio - liberdade de agir, que amplia a medida que ele evolui. Está dentro da lei do progresso e tem o tempo que necessitar. Assim, a meta da educação sofre total modificação. Não é só para a vida material, mas para o futuro, para a transcendência. Essa educação, esse desenvolver das potencialidades do Espírito, finalidade de nossas vidas, requer esforço, trabalho, muita luta, para subirmos a escada do progresso, que é quase infinita. Assim, compreendemos que é possível esse aperfeiçoamento e que ele é o bem maior. A nossa felicidade depende do patamar evolutivo em que nos achamos. Maior a quantidade de degraus vencidos, maior a felicidade. Razão tinha o filósofo quando afirmou: "Saber é o maior bem; todos os males vem da ignorância".

Emmanuel1 esclarece:

Na semente minúscula reside o germe do tronco benfeitor. No coração da terra, há melodias da fonte. No bloco de pedra, há obras-primas de estatuária. Entretanto, o pomar reclama esforço ativo. A corrente cristalina pede aquedutos para transportar-se incontaminada. A jóia de escultura pede milagres do buril. Também o espírito traz consigo o gene da Divindade. Deus está em nós, quanto estamos em Deus. Mas para que a luz divina se destaque da treva humana, é necessário que os processos educativos da vida nos trabalhem no empedrado caminho dos milênios. Somente o coração enobrecido no grande entendimento pode vazar o heroísmo santificante. Apenas o cérebro cultivado pode produzir iluminadas formas de pensamento. Só a grandeza espiritual consegue gerar a palavra equilibrada, o verbo sublime e a voz balsamizante.

Interpretemos a dor e o trabalho por artífices celestes do nosso acrisolamento. Educa e transformarás a irracionalidade em inteligência, a inteligência em humanidade e a humanidade em angelitude. Educa e edificarás o paraíso na Terra. Se sabemos que o Senhor habita em nós, aperfeiçoemos a nossa vida a fim de manifestá-Lo.

1 do livro "Fonte Viva", cap. 30, psicografado por Francisco Cândido Xavier.

(Jornal Verdade e Luz Nº 183 de Abril de 2001)
Título: Re: Família
Enviado por: Giselle Simões em 13 de Maio de 2011, 20:51
Boa tarde queridos,

Achei este texto no Momento Espírita e quero compartilhá-lo com vocês...


Você já parou algum dia para pensar como funciona uma colmeia? Já se deu conta de que nela tudo é ordem, disciplina, preocupação pelo todo?

A colmeia é formada por células de cera, que se contam aos milhares. Em algumas dessas células existem ovos ou larvas de abelha. Outras servem como depósitos de pólen e de mel. Essas são os favos de mel.

Numa colmeia podem existir até 70 mil abelhas, que exercem diferentes funções.

As operárias são as que alimentam as larvas, cuidam da colmeia, trazem comida para todos os habitantes da comunidade.

As operárias começam como faxineiras, limpando as células onde estão os ovos.

Depois produzem a geleia real que serve para alimentar as abelhas mais jovens e a rainha.

Também trabalham como babás alimentando as abelhinhas mais crescidas com pólen e mel.

Com dez dias de vida elas se tornam construtoras. Começam a produzir cera, que lhes permite construir e remendar as células da colmeia.

A rainha tem como tarefa botar ovos, dos quais sairão as operárias, os zangões e as novas rainhas. No verão chega a botar em um só dia mil e quinhentos ovos.

O zangão, desde que nasce, tem por tarefa a procriação com a rainha. Depois morre.

Tudo na colmeia reflete ordem, equilíbrio.

As operárias são também as que saem da colmeia para buscar a matéria prima de que necessitam. Estranhamente, elas nunca se enganam no caminho de volta para casa, para onde retornam com sua preciosa carga.

Embora sua vida seja curta, de cinco semanas apenas, elas não se cansam de trabalhar pelo bem-estar de toda a equipe.

Podemos pensar na família como uma colmeia racional. Cada um tem sua tarefa a cumprir, visando o crescimento da pequena coletividade, como exige o lar.

E todos são importantes no desempenho do grupo doméstico.

É no seio da família, na intimidade do lar, que se vão descobrir operárias incansáveis, trabalhando sem cessar, não se importando consigo mesmas. Em constante processo de doação.

É na família que se aprende a transformar o fel das dificuldades, as amarguras das incompreensões no mel das atenções e do entendimento.

É ali que se exercita a cooperação. Afinal, como a família é uma comunidade, há necessidade de ajuda mútua.

Quando a família enfrenta as dificuldades com união, cresce e supera problemas considerados insolúveis.

Para que a família progrida no todo, cada um deve se conscientizar de sua tarefa e realizá-la com alegria.

É por este motivo que as crianças devem ser incentivadas, desde cedo, a pequenas tarefas no lar.

Retirar os pratos da mesa, lavar a louça, aquecer a mamadeira do menorzinho.

Renúncia a um pequeno lazer para satisfazer o outro. Nem que seja somente a satisfação da companhia ou de um diálogo amistoso.

Se na colmeia familiar reinar o amor, conseguiremos com certeza ter elementos para uma atuação segura, verdadeiramente cristã, junto à família maior, na imensa colmeia do mundo.

*   *   *

A família é abençoada escola de educação moral e espiritual. É oficina santificante onde se burilam caracteres. É laboratório superior em que se refinam ideais.

Redação do Momento Espírita, com base na Revista
 Minimonstros, ed. Globo, 1964 e no cap. 15, do livro Rosângela,
 pelo Espírito Rosângela, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em 21.07.2010.
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 13 de Maio de 2011, 21:15
Olá queridos Amigos Victor Passos e Katiatog.
Olá a todos do estudo Família.

Trago um texto do Momento Espírita a respeito de Educação.
Possamos refletir em seu conteúdo.
***

Educando nossos filhos...

Aquele que experimenta a ventura da maternidade ou da paternidade, que tem a alegria incontida de um filho, vindo pelos caminhos biológicos ou pelos caminhos do coração, nunca mais será o mesmo.

Não nos referimos àqueles que simplesmente possibilitam o nascimento, oferecendo seu material genético ou o corpo para o desenvolvimento do feto. Esses não são os que chamamos de pai ou de mãe.

Falamos daqueles que se envolvem até as entranhas da alma, em nome da vida daquele a quem têm a responsabilidade de criar. E não é tarefa fácil.

São as preocupações iniciais da saúde, do corpo ainda frágil se desenvolvendo, começando sua jornada na Terra. O leite materno, a comida balanceada, as vacinas, as noites insones.

Logo mais se sucedem outras preocupações. São os primeiros tombos, as mordidas e brigas na escola, as aulas, tarefas. E, rapidamente vão crescendo. E junto surgem outras e novas necessidades e preocupações.

Depressa chega a adolescência com seus desafios. As dores das primeiras desilusões sentimentais, a decisão do futuro profissional, a inserção no mercado de trabalho, a independência financeira, enfim, tantas preocupações...

Porém, no meio de tantos desafios, há que se perguntar: O que é mais importante para educar um filho?

Alguns talvez respondam que o mais importante é oferecer a ele uma excelente instrução, os melhores colégios, permitir-lhe bons desafios intelectuais.

Outros possivelmente digam ser importante mostrar-lhe as coisas da vida. Dar-lhe noção do mundo, suas armadilhas, a vida de relação, as responsabilidades.

Talvez ainda haja os que digam ser o mais importante dar-lhe noções de religiosidade, fazê-lo entender Deus, não importando como esse Deus se denomine.

Mas infundir-lhe o entendimento do Pai, da nossa relação com Ele e com nosso próximo.

É verdade que nada disso está errado. Todas essas ferramentas estão corretas, e devemos dedicar esforços para oferecê-las aos nossos filhos.

Porém, ao educá-los, haverá uma ferramenta muito mais importante e que deve acompanhar todas as outras: o amor.

Educar um filho é tarefa que, para ser bem sucedida, não dispensa a companhia do amor.

Não desse amor que se fala, mas do amor que age. Do amor paciência, do amor abnegação, do amor companheirismo, amor amizade... Indispensável.

Educar um filho somente oferecendo o que o mundo tem de melhor é instruí-lo, é dar-lhe a formação do cidadão.

Porém, se desejarmos educar nosso filho formando-lhe o caráter, alimentando-lhe a alma que está escondida além da forma física, é indispensável e insubstituível o amor.

Desta forma, procuremos amar nosso filho e externemos nosso amor de forma que ele o possa perceber.

Digamos-lhe o quanto o amamos. Olhemos nos seus olhos para buscar sua alma e entendê-lo. Compreendamos que ele também é um Espírito imortal, cheio de dificuldades e dúvidas, e que conta conosco.

Assim, ele será alimentado, não só pela excelente formação intelectual que lhe oportunizemos mas, muito melhor que isso, terá alimentado o coração, tornando-se forte para enfrentar a existência e seus desafios.

Todo aquele que se sente amado em profundidade, supera os dramas, erros e tropeços com os quais, porventura, venha a se envolver nos caminhos da vida, buscando com mais facilidade o caminho do bem e da felicidade.


 

Redação do Momento Espírita.
Em 08.04.2011.
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 13 de Maio de 2011, 21:19
Ola muita paz e harmonia
Amiga Gisella

 Grato pela partiçha deste texto e por sua vinda ao estudo .

  Quando falamos em abelhas , poderemos, falar em formigas , em Borboletas...
  Na sua pequenez , proporcionam uma enormidade de procissos ciclicos à vida, não se fazem submissos, não se esqueçem dos seus lavores, bem pelo contrario cada uma em sua especie sabe a que veio,qual a sua função e o objetivo proposto.
   As Borboletas  tem uma passagem quase que ida e volta , se existem uma semana ou maximo 3 meses, não deixam de nos servir de exemplo, no interagir.
  A sua sensibilidade, generosidade a beleza das suas cores e propagam o amor e ternura por onde passam pela polinização, escrevem seu livro da vida que comparado para o nosso pode parecer pequenino, mas é de uma enormidade,
  Então passando delas para a vida hominal, todos temos que ter a simplicidade das borboletas, a vontade das formigas ea estrutura orientadora das Abelhas, a educação é o cordão redentor da valorização do espirito, pela disciplina, pela bondade , pela humildade e no reencontro com a solidariedade humana far-se-á reluzir pleos valores do bom Cristão.

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 13 de Maio de 2011, 21:24
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas


7. Da lei de sociedade, necessidade da vida social

A vida de relação de qualquer pessoa com o seu semelhante é a base do desenvolvimento do psiquismo.

É na relação com o outro que desenvolvemos o nosso eu e as nossas potencialidades psíquicas. A vida social está na natureza do próprio homem, ficando o insulamento não apenas como uma manifestação do seu egoísmo tolo, mas como impossibilidade de progresso, por falta de ajuda mútua. Quem se isola candidata-se ao embrutecimento das suas faculdades psíquicas, que acabam por estiolar.

O homem, não sendo possuidor de todas as faculdades completas, no convívio com os outros promove, em troca, o aperfeiçoamento delas, assegurando o seu bem-estar e o seu progresso. No contacto com o seu semelhante educa-se e evolui; é na relação com o outro que desenvolve o seu psiquismo.
Vida de insulamento, voto de silêncio

Só mesmo a manifestação egoísta - manifestação de doença psíquica - é que explica, mas não justifica, o insulamento absoluto, visto que com isso não se tornam úteis a ninguém; nem mesmo com o argumento de que assim agem para não se contaminarem com as coisas perniciosas do mundo. Até mesmo os que procuram desculpa para o seu isolamento como forma de expiação agem contrariamente à lei de amor e caridade, sendo passíveis de condenação pelas leis sábias da vida, que conferem retorno na medida em que se dá.

É altamente meritório, no entanto, o recolhimento e o silêncio que propiciam reflexões superiores, pois colocam o homem em condições de trabalhar de maneira efectiva pelo seu semelhante, melhorando-lhe o nível de vida e de entendimento. Tal atitude é muito diferente do voto de silêncio, que é totalmente tido como sinal de virtude, e do insulamento, que impede o homem de fazer o bem, cumprindo a lei do amor e do progresso.
Laços de família

Os laços de família existem como uma característica humana da criatura que a distingue dos animais que exercem com as suas crias somente o instinto de protecção à sua espécie.

No homem, tal protecção, levada ao extremo, é responsável pela deformidade do desenvolvimento psicológico, criando dependências que denotam a falta de valores próprios, pois ficam estancados pela acção coerciva da dita protecção.

    Lei divina ou natural
    Lei de adoração
    Lei de trabalho
    Lei de reprodução
    Lei de conservação
    Lei de destruição
    Lei de sociedade
    Lei do progresso
    Lei de igualdade
    Lei de liberdade
    Lei de justiça, de amor e de caridade
    Da perfeição moral

No homem, havendo outras necessidades, como por exemplo o desenvolvimento moral, além das puramente materiais, que exigem cuidados para a sobrevivência, colocam-no em condição de exercer os laços de família consanguínea como um meio de aprender a amar, na vida social, os semelhantes como irmãos.

O relaxamento dos laços de família é tão pernicioso quanto o egocentrismo, que impede que se rompa o vínculo consanguíneo, como o de raça ou de casta, pois ambos levam ao egoísmo, uma das chagas da humanidade. Enquanto a supervalorização da família consanguínea prende a criatura no circuito fechado dos interesses mútuos, o relaxamento dos mesmos remete o indivíduo ao egoísmo pessoal e particular. No seio da família o homem aprende a amar o seu semelhante na sociedade.


Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 13 de Maio de 2011, 21:27
Ola Muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

Educação e afetividade

A afetividade sempre pareceu ligada à Educação, tanto que normalmente o papel do educador foi considerado pertinente à Mulher que, acreditava-se, era mais afeita às questões da afetividade.

Intuitivamente, professores, pais e educadores percebem, no dia a dia, a importância dos laços afetivos no processo de educação.

Também no campo científico, muitas pesquisas caminham na direção de entender de que forma a afetividade se relaciona com a educação. Wallon, um educador e médico francês, que viveu de 1789 a 1962, deixou uma enorme contribuição neste sentido, e que hoje está sendo redescoberta pelos educadores.

Wallon atribui à emoção - que como os sentimentos e desejos, são manifestações da vida afetiva - um papel fundamental no processo de desenvolvimento humano. Quando nasce uma criança, todo contato estabelecido com as pessoas que cuidam dela, são feitos via emoção. Entende-se por emoção formas corporais de expressar o estado de espírito da pessoa, manifestações físicas, alterações orgânicas, como frio na barriga, secura na boca, choro, etc.

O Livro dos Espíritos, na questão 384, refere-se a isto: "Por que os primeiros gritos da criança são de choro? Para excitar o interesse da mãe e provocar os cuidados necessários. Não compreendes que, se ela só tivesse gritos de alegria, quando ainda não sabe falar, pouco se inquietariam com as suas necessidades?"

Wallon destaca o caráter social da criança neste sentido, pois que se não houvesse a atenção do adulto nessa fase inicial de sua vida, a criança morreria. O recém-nascido não tem ainda outras formas de se comunicar com o outro, que não a emoção, esta sim, forma eficiente de comunicação; e que funciona em mão dupla. Nossa comunicação com o bebê também é emocional, corporal. É comum se dizer que não é fácil enganar uma criança. Isto porque ela "lê" no corpo, mais que nas palavras. Podemos dizer coisas bonitas a uma pessoa, mas nosso corpo pode estar mandando uma mensagem de repulsa. É esta mensagem que a criança percebe, pois ainda não desenvolveu, a contento, a comunicação verbal, racional, que nós, adultos, usamos primordialmente, quase nos esquecendo destas outras formas de comunicação.

Segundo Wallon, quando, em alguma situação da nossa vida, há o predomínio da função cognitiva, estamos voltados para a construção do real, como quando classificamos objetos, fazemos operações matemáticas, definimos conceitos, etc. Quando há o predomínio da função afetiva, neste momento estamos voltados para nós mesmos, fazendo uma elaboração do EU. É só lembrarmos das nossas experiências carregadas de emoção, como por exemplo o nascimento de um filho, a perda de um ente querido, ou algo assim. No impacto da emoção, nossa preocupação é a construção que fazemos de um novo eu, a mulher que se transforma mãe, o esposo que se torna viúvo…

No caso da criança, o choro inicial, o desconforto das cólicas, do frio ou calor demasiado, a exploração do próprio corpo, representam a construção do eu, nesse primeiro momento, corporal. Mais para frente, graças à exploração dos objetos, e da linguagem, vai construindo seu eu psíquico. Todo processo de educação significa também a constituição de um sujeito. A criança, seja em casa, na escola, na evangelização, em todo lugar; está se constituindo como ser humano, através de suas experiências com o outro, naquele lugar, naquele momento. A construção do real vai acontecendo, através de informações e desafios sobre as coisas do mundo, mas o aspecto afetivo nesta construção continua muito presente.

Constituir-se como sujeito não se trata de apenas recuperar sua bagagem, trazida de experiências anteriores, de outras vidas, mas também de "reformar seu caráter" se for o caso. "Os Espíritos não ingressam na vida corpórea senão para se aperfeiçoarem, para se melhorarem; a debilidade dos primeiros anos os torna flexíveis; acessíveis aos conselhos da experiência e daqueles que devem fazê-los progredir. É então que se pode reformar o seu caráter e reprimir as más tendências." (O Livro dos Espíritos, perg. 385).

Se nós adultos tivéssemos a consciência do quão importante são estes momentos para a criança em formação, com certeza repensaríamos sobre muitas de nossas ações cotidianas.

Conforme a criança vai crescendo, as crises emotivas vão se reduzindo - ataques de choro, birras, surtos de alegria, cenas tão comuns na infância - vão sendo melhores controladas pela razão, num trabalho de desenvolvimento da pessoa. Questão essa abordada por Kardec, na pergunta 380, cuja resposta dos Espíritos vem nos esclarecer: "Enquanto criança, é natural que os órgãos da inteligência, não estando desenvolvidos, não possam dar-lhe toda a intuição de um adulto; sua inteligência, com efeito, é bastante limitada, até que a idade lhe amadureça a razão."

Heloysa Dantas diz em seu livro, A Infância da Razão, seguindo a teoria de Wallon, que "a razão nasce da emoção e vive de sua morte". No início da vida, a emoção predomina. Conforme a criança vai desenvolvendo-se, as emoções vão sendo subordinadas ao controle das funções psíquicas superiores, da razão. E por toda a vida, razão e emoção vão se alternando, numa relação de filiação, e ao mesmo tempo de oposição.

Enquanto não dermos atenção a este fator afetivo na relação educador-educando, corremos o risco de estarmos só trabalhando com a construção do real, do conhecimento, deixando de lado o trabalho da constituição do próprio sujeito - que envolve valores e o próprio caráter - necessário para o seu desenvolvimento integral, como homem e como Espírito imortal.
Bibliografia:

    DANTAS, H.; A Infância da Razão, SP, Ed. Manole, 1990.
    GALVÃO, I.; Henri Wallon, RJ, Ed. Vozes, 1995.

Marlene Fagundes Carvalho Gonçalves
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 13 de Maio de 2011, 21:40
Olá Amigos Victor Passos e Katiatog

Acompanhar o estudo da Família é importante para fortalecer nossos laços.

Em contribuição, posto mais um texto e que acredito venha a se integrar ao estudo.




Espiritismo como Educação
Por Claudia Werdine


“O Espiritismo expressa, antes de tudo, obra de educação, integrando a alma nos padrões do Divino Mestre.” - André Luiz

“A educação da infância é a maior obra do Espiritismo.” - Leopoldo Machado

“Instruir é o primeiro passo no Espiritismo, que revive o Evangelho em espírito; mas educar é o complemento, o objetivo maior do Consolador entre os homens.” - Cecília Rocha

Espiritismo e Educação – Doutrina eminentemente racional, o Espiritismo dispõe de vigorosos recursos para iluminar a educação com uma filosofia que transpõe todos os imediatismos, que transcende a todos os limites, que descortina os mais amplos horizontes, que atende aos mais nobres interesses e que possui um ideal capaz de impulsionar o verdadeiro progresso.

E dilatando as fronteiras da educação, ao informar que ela exerce função nos dois planos da vida, concede-lhe maior abrangência, apontando objetivos de grande alcance e valor moral.

Do ponto de vista espírita, a educação não começa no berço nem termina no túmulo, mas antecede ao nascimento e sucede à morte do corpo físico.

É a ação constante, ininterrupta, que ajuda a modificar os seres, auxiliando-os na escalada evolutiva, rumo à perfeição, na esteira infinita do tempo.

Aquele que se educa tem pela frente tempo suficiente para atingir o ideal da educação à luz do Espiritismo, pois persegue objetivos de longo curso e põe em ação todo o seu potencial com vistas ao alcance dos mais puros ideais de vida. Sabe onde vai ... E quem sabe para onde se encaminha, por certo, dará passos mais seguros e contornará muitos obstáculos.

As noções de imortalidade, de progresso contínuo, de livre-arbítrio, de lei de causa e efeito e de vidas sucessivas, mediante a reencarnação, nas quais se deve fundamentar a filosofia da educação que o Espiritismo revela, serão forças capazes de educar. Elas oferecem uma argumentação muito forte em favor da necessidade do progresso espiritual, por conter uma motivação, igualmente vigorosa, para a busca desse progresso.

A Doutrina Espírita representa, hoje, elevada escola de educação do Espírito, a serviço de Jesus, com a grandiosa tarefa da edificação do Reino de Deus na Terra, reino este que se inicia no interior de cada um.

Evangelização Espírita e sua importância

“Evangelização espírita é Sol nas almas, clareando o mundo inteiro sob as constelações das estrelas dos Céus, que são os Bem-aventurados do Senhor empenhados em Seu nome, pela transformação urgente da Terra, em mundo de regeneração e paz.” - Amélia Rodrigues

"É através da evangelização que o Espiritismo desenvolve seu mais valioso programa de assistência educativo ao homem.” - Guillon Ribeiro

O que se faz na área da infância e juventude sob a denominação de Evangelização Espírita Infanto-Juvenil é a difusão do conhecimento espírita e da moral evangélica pregada por Jesus, que foi apontado pelos Espíritos Superiores, que trabalharam na Codificação, como modelo de perfeição para toda a Humanidade.

Como a preocupação não é somente com a transmissão de conhecimentos, mas sobretudo com a formação moral; e como a formação moral se inspira no Evangelho, pareceu mais apropriada a denominação da Evangelização Espírita dada a esta tarefa, por expressar, na sua abrangência, exatamente o que se realiza em nossos grupamentos de crianças e jovens.

O ensinamento espírita e a moral evangélica são os elementos com os quais trabalhamos em nossas aulas. Esses conhecimentos são levados aos alunos através de situações práticas da vida, pois a metodologia empregada pretende que o aluno reflita e tire conclusões próprias dos temas estudados, pois só assim se efetiva a aprendizagem real.

Evangelização é trazer Cristo de volta ao solo infantil como bênção de alta magnitude.

Quem instrui prepara para a vida, quem educa dá a vida, quem evangeliza fomenta a vida.

A Evangelização Infantil nos Centros Espíritas é o que se poderia chamar de correspondente ao catecismo das igrejas convencionais. O que difere é o ensinamento doutrinário apelando para o raciocínio em vez de fórmulas ou dogmas que devem ser aceitos, mesmo sem entendimento.

Inútil improvisar escoras regenerativas para obrigar o endireitamento de árvores que envelheceram tortas. As escoras só asseguram o crescimento correto das plantas novas, evitando que seus caules se desviem do rumo certo.

Assim ocorre também com os seres humanos. Depois que as pessoas consolidam tendências e as transformam em viciações, tudo fica muito difícil quando se cogita de reformas de procedimento, em sentido profundo. É preciso cuidemos da criança e do jovem, plantas em processo de crescimento, ainda moldáveis e direcionáveis para o bem maior.

Precisamos entender a Evangelização como sendo a melhor contribuição que pode ser oferecida ao espírito encarnado em seu processo evolutivo.

“Criança que se evangeliza – adulto que levanta no rumo da felicidade porvindoura.” - Bezerra de Menezes



Fonte: O Consolador - Agosto, 2007

Bibliografia:

Pelos Caminhos da Evangelização – Cecília Rocha – FEB.
O que é Evangelização? Fundamentos da Evangelização Espírita da Infância e Juventude, FEB, 1987.
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.
Título: Re: Família
Enviado por: pati em 13 de Maio de 2011, 21:55
Amados irmãos,
Que tema para estudos hein?...
Aproveitemo-lo... A ingratidão em qualquer circunstância, é algo atroz, para quem a pratica...
Estudando-a dentro do tema famíla, e dentro deste, refletindo acerca dos conceitos reencarnacionistas, evolutivos, proporciona ao filho de Deus, verdadeiras teses de mestrado de
aprendizado de vida na relação, diploma de honra ao mérito...
É grande escola...
Saúde e Paz!

Bons dias a todos!
Depois de muitos dias sem conseguir contato com o forum, cá estamos novamente...

Destacamos as palavras do amigo filhodobino, pois elas nos reportam ao dia-a-dia em família e na vida de relação, em geral. Pelo que entendi, a  ingratidão é cruel para quem a pratica. E não podemos dizer o mesmo para quem a "recebe"? A ingratidão é sentida apenas por quem a pratica? Ou ela só é sentida por quem está na  cobrança, em relação ao outro?
Agradeceria esclarecimentos a respeito.
Abraços
pati

Estejamos em Deus
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 13 de Maio de 2011, 22:00
Ola muita paz e harmonia
Amiga Macilli

  Parabens pela sua presença constante neste Estudo engrandecendo-o pela sua presença constante no mesmo.

     Neste texto que nos deixa, nem precisava de dizer mais nada, está lá o sensor da educação, em tudo.

Citar
“Evangelização espírita é Sol nas almas, clareando o mundo inteiro sob as constelações das estrelas dos Céus, que são os Bem-aventurados do Senhor empenhados em Seu nome, pela transformação urgente da Terra, em mundo de regeneração e paz.” - Amélia Rodrigues

Quando falamos em educação temos que vivificar os valores do evangelho e a sua enorme importância na reforma intima.
  Estes conceitos podem ser apenas palavras para muitos , mas que são a essência da educação , são.
  A importância da evangelização aos nossos filhos é de extremo valor, poruqe os torna mais responsavéis e comprteendedores de como fazer uso da sua conduta.
   Se vivessemos pelos valores de Crsito, não teriamos , revolta, dissenções no lar, desarmonia, desentendimentos, mas uma procura  constante de entendimento .
    Graça por aí que a familia está em quebra, que os valores do amor cairam, mas não amigos , existe si uma mudança na familia, mas o amor é o seu caminho, e se esse envolvimento está a mudar é porque ao solhos do Pai será o caminho a seguir.

Muita paz e harmonia

Victor Passos
 
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 13 de Maio de 2011, 22:31
Ola Amiga Pati
Muita paz e harmonia

Pati
Citar
a  ingratidão é cruel para quem a pratica. E não podemos dizer o mesmo para quem a "recebe"? A ingratidão é sentida apenas por quem a pratica? Ou ela só é sentida por quem está na  cobrança, em relação ao outro?
Agradeceria esclarecimentos a respeito.

A ingratidão tem como reflexo imediato o egoísmo,por sua vez este gera em mentes mais debéis,  revolta,mas a ingratidão dos filhos em relação aos pais é ainda uma voz revoltante maior.
 A maternidade, não se pode fazer só pelos valores da temperança, onde tudo é permitido . Os vossos filhos estão na Terra para evoluir, amar e abençoar, no entanto muitos Pais,   em vez de diluir pela educação os maus princípios inatos, que vem acompanhar a nossa estrada da vida para ser moldados, mantem os mesmos , pela indig~encia de que nós não conseguimos transmitir o exemplo e então daí advém muito daquilo que tomamos como ingratidão, mas que não passa senão de aprendizado , para valorização da tarefa educativa.
Quem a provoca como questiona , pode parecer que não vai sentir-lhe a resposta, mas é um engano porque ao virar da esquina está sempre mais um tropeço que nos vai mostar o quanto estamos enganados ao infligir sofrimento aos outros, seja aos Pais ou aos Filhos.
Claro se você sente ingratidão de quem a projeta é porque lhe está à altura, por afinidade , lembro nós devemos sempre ter a ternura pelos que nos fustigam, mesmo que isso custe pelo desgaste, mas não temos que ser cobaias dos improperios, devemos sim , fazer uso da tolerância , mas que nos mantenha num intercambio educativo, onde não existam culpados ,mas espiritos em evolução que lutam pela seu crescimento.
  A cobrança geralmente é espelho de quem cobrou, mas não é sinónimo de amor, nem tolerância, quantas das vezes vemos ingratidão onde está ensinamento!?

Muita paz , Amiga Pati espero ter-me feito perceber...

Abraço fraterno

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 13 de Maio de 2011, 23:11
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

REENCARNAÇÃO E EDUCAÇÃO

"SÓ O CORPO PROCEDE DO CORPO E QUE O ESPÍRITO INDEPENDE DESTE." - ALLAN KARDEC, E.S.E. CAP. IV

A reencarnação inaugura uma nova visão acerca dos problemas educativos, explicando e esclarecendo os pais no entendimento de todo o processo de desenvolvimento fisico, intelectual e sociológico de seus filhos.

Todos os grandes pedagogos, psicólogos e educadores em geral, em seu abnegado esforço de sondar e compreender o mundo infantil, legaram obras de magnífico alcance que socorrem e auxiliam profundamente os pais, no seu mister de orientação aos filhos. Porém o Espiritismo nos traz a palavra-chave na compreensão integral do processo educativo das criaturas: a REENCARNAÇÃO.

O filho hoje acolhido com tanto carinho e amor: companheiro (a) de outrora retornando para dar continuidade ao trabalho evolutivo. Estamos na Terra em processo de aprendizado e corrigenda, e para tal, precisamos encontrar novamente os comparsas de nossos erros ou os afetos que nos fortalecem ou, ainda, os que se nos fizeram inimigos.

Retornamos às lides terrenas para continuidade da tarefa de evoluir no bem e erradicar o mal de nós mesmos. Para isto, precisamos de um porto seguro onde começar a jornada: a FAMÍLIA.

A - REENCARNAÇÃO: ENCONTRO DAS ALMAS NO LAR

É no LAR que se iniciam nossas lutas. Os filhos são espíritos a nós ligados pelos laços da afeição ou pelos laços da reparação.

Acolher bem esses espíritos é auxiliar os que amamos a vencer e os que ainda não amamos a cultivarem um laço de carinho para conosco (auxiliando-os também a superarem seus problemas espirituais). Isto, sem esquecermos que encontramos as criaturas no lar no mesmo ponto em que as deixamos no passado: vícios, preguiça, orgulho, delinqüência, ilusão, também na afeição, trabalho, amor, etc.

Emmanuel lembra-nos: "Ninguém foge à lei da reencarnação". Quando os pais passam a entender os mecanismos reencarnatórios, começam a lidar melhor com as variadas situações que vivem no dia-a-dia, analisando melhor as diferenças imensas entre seus filhos, as tendências tão diversas, os sentimentos de apego, posse, aversão, as preferências, o desabrochar das emoções, as reações automáticas, os hábitos cristalizados, a profunda personalidade individual de cada um . Isto, além das experiências que cada um viverá ao longo da vida, no campo do sofrimento ou das oportunidades de facilidades materiais, evidenciando distorções que somente a reencarnação explica.

B - REENCONTRO DE ESPÍRITOS SIMPÁTICOS OU ANTIPÁTICOS

Podemos colher a seguinte observação de Emmanuel: "Nos elos da consangüinidade, reavemos o convívio de todos aqueles que se nos associaram ao destino, pelos vínculos do bem ou do mal, através das portas benditas da reencarnação".

Quando nos vinculamos às criaturas através das realizações no bem, através das experiências afetivas nobres, do companheirismo nas tarefas elevadas, nos núcleos de trabalho renovador, no carinho, na convivência fraterna e saudável, no respeito, na sexualidade equilibrada, nas experiências bem aproveitadas sob o aspecto espiritual, cultivamos simpatias, construímos afetos que serão amigos e companheiros nas tarefas edificantes, seja na esfera física, seja na espiritual. Estes companheiros, nos encontrando no lar, se transformarão no pai desvelado, na mãe carinhosa, no esposo dedicado, na esposa abnegada, no filho amoroso, no parente simpático, no irmão protetor.

Quando nos vinculamos às criaturas através das realizações no mal, no crime, na violência, no ódio, na vingança, na sexualidade desregrada, no vício, na calúnia, no desrespeito, cultivamos antipatias e criamos sérios conflitos que retornarão a nós como obsessão, desafetos na esfera espiritual, e relações torturantes na esfera física. Aí teremos o pai despótico, a mãe relaxada de seus deveres, o filho rebelde e viciado, o esposo infiel ou violento, a esposa fria ou excessivamente ciumenta, o parente invejoso, irmão dominador.

Observemos a afirmação categórica de Kardec: união e afeição que existem entre pessoas parentes são um índice da simpatia anterior que as aproximou".

C - FINALIDADES DO REENCONTRO NO LAR

O reencontro das almas no cadinho doméstico será uma bênção que Deus nos faculta, através dos mecanismos de sua Lei.

Muitas almas com as quais trazemos problemas do passado hoje surgem como o filho amado que nos inspira carinho, ternura e atenção ensinando-nos a amá-la e abraçá-la, superando divergências do passado.

Criaturas com problemas afetivos reencontram-se como cônjuges, como pais e filhos, como irmãos, sendo convidados à transformação da sombra em luz, libertando-se das algemas do ódio: vingança, aprendendo no perdão a lição de amor que descortina às almas o vôo no rumo da perfeição.

Aos pais que hoje choram pelo filho rebelde, pelo rebento ingrato, cortando e ferindo seus corações, o Espiritismo conforta ao trazer-nos a realidade de que toda semente nobre lançada na terra dos corações jamais será perdida. Todas as boas palavras ditas, todos os exemplos nobres, todos os bons momentos vividos, todas as lições transmitidas, estarão aguardando o momento certo de germinarem e auxiliarem este irmão, ora entorpecido, a prosseguir em sua jornada. Deixemos entregues a Deus os filhos que não souberam encontrar o rumo certo.

Tenhamos a consciência tranqüila dos esforços sinceros diligenciados no objetivo de orientá-las e conduzi-los ao caminho da verdade e do bem. Só não tenhamos o remorso pela falta de dedicação à tarefa educativa, nem a mágoa ou o rancor por aquele que Deus nos confiou e não nos soube compreender o devotamento.

Façamos o melhor e deixemos a Deus o que estiver acima de nossos limites. Ele saberá, através da reencarnação, reconduzir ao rebanho a ovelha perdida.

Finalizemos com o belo convite de Emmanuel : "Recebamos, na criança de hoje, em pleno mundo físico, o companheiro do pretérito que nos bate à porta do coração, suplicando reajuste e socorro. ( ... ) Estendamos a luz da educação e do amor, diminuindo as sombras da penúria e da ignorância".

Joamar Z. Nazareth
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 13 de Maio de 2011, 23:15
Amigo Victor Passos,

Eu é que agradeço a oportunidade do estudo e também por aprofundar ainda mais o texto.

Trago mais um texto retirado do Instituto André Luiz, referente a Educação no Lar.


***

"Só um espírito que haja compreendido a paternidade de Deus, acima de tudo,
consegue escapar à lei pela qual os filhos sempre imitarão os pais, ainda quando estes sejam perversos." - Emmanuel

EDUCAÇÃO NO LAR

“Vós fazeis o que também vistes junto de vosso pai.” — Jesus.
(JOÃO, capítulo 8, versículo 38.)


Preconiza-se na atualidade do mundo uma educação pela liberdade plena dos instintos do homem, olvidando-se, pouco a pouco, os antigos ensinamentos quanto à formação do caráter no lar; a coletividade, porém, cedo ou tarde, será compelida a reajustar seus propósitos.

Os pais humanos têm de ser os primeiros mentores da criatura. De sua missão amorosa, decorre a organização do ambiente justo. Meios corrompidos significam maus pais entre os que, a peso de longos sacrifícios, conseguem manter, na invigilância coletiva, a segurança possível contra a desordem ameaçadora. A tarefa doméstica nunca será uma válvula para gozos improdutivos, porque constitui trabalho e cooperação com Deus. O homem ou a mulher que desejam ao mesmo tempo ser pais e gozadores da vida terrestre, estão cegos e terminarão seus loucos esforços, espiritualmente falando, na vala comum da inutilidade.

Debalde se improvisarão sociólogos para substituir a educação no lar por sucedâneos abstrusos que envenenam a alma. Só um espírito que haja compreendido a paternidade de Deus, acima de tudo, consegue escapar à lei pela qual os filhos sempre imitarão os pais, ainda quando estes sejam perversos.

Ouçamos a palavra do Cristo e, se tendes filhos na Terra, guardai a declaração do Mestre, como advertência: “Vós fazeis o que também vistes junto de vosso pai.”


Emmanuel
(Caminho, Verdade e Vida, 12, FCXavier, FEB)

Realização: Instituto André Luiz.
Título: Re: Família
Enviado por: pati em 13 de Maio de 2011, 23:17
  A cobrança geralmente é espelho de quem cobrou, mas não é sinónimo de amor, nem tolerância, quantas das vezes vemos ingratidão onde está ensinamento!?
Muita paz , Amiga Pati espero ter-me feito perceber...
Abraço fraterno
Victor Passos

Olá, Victor Passos!
Obrigada pelos esclarecimentos. Realmente a fonte é o egoísmo. E destaquei o que tornou ainda mais claro o que colocou.
Abraços fraternos
pati

Em Deus
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 13 de Maio de 2011, 23:35
Ola muita paz
Amiga Pati 

  Fico feliz por ter entendido.
 
 Família e Educação    

A educação, compreendendo o homem no seu sentido integral, isto é, tanto no aspecto intelectual como no que tange aos sentimentos e atitudes, tem a função de auxiliar a evolução do Espírito.

Walter O. Alves, em Educação do Espírito, refere que a verdadeira educação é a que olha o homem como Espírito eterno, criado para a perfeição, constituindo-se assim esse processo, na Educação do Espírito.

Segundo Kardec (O Livro dos Espíritos, q. 776) o homem traz em si o germe de seu aperfeiçoamento e se desenvolve à medida que compreende melhor e pratica a lei natural (leis da matéria e da alma), por meio das várias existências.

A educação é o caminho que conduz o homem ao conhecimento de si mesmo, de suas potencialidades, possibilidades e metas. Consiste em um processo (ocorre gradativamente, aos poucos) de desenvolvimento da capacidade física, intelectual, moral e religiosa. É um conjunto de hábitos adquiridos, que levam ao desenvolvimento da disciplina, postura fundamental para que se dê a aprendizagem sistemática nos diversos aspectos.

Na pergunta 634 de “O Livro dos Espíritos” encontramos que o Espírito aprende pela experiência, onde é citado o exemplo: “Se não houvesse montanhas, o homem não poderia compreender que se pode subir e descer...”. Assim, o processo educativo ocorre no dia a dia, nas vivências, nas relações de troca com as pessoas, no diálogo honesto. Ambos aprendem, educandos e educadores. Somos todos Espíritos necessitados de auto-educação, do trabalho com nossos sentimentos e pensamentos. Antes de educar temos que nos entender como educando. Auto-analisando, descobrindo acertos e enganos, poderemos arrancar dos nossos corações o joio e cultivar a boa semente que todos possuímos.

O meio familiar, principalmente, é o campo mais propício para esse aprendizado. É onde somos impulsionados a rever nossas crenças, desejos, sentimentos, conceitos. Na tentativa de compreender as situações cotidianas e as pessoas com quem convivemos, identificamos em nós mesmos limitações e conquistas, sempre com o ensejo de sermos felizes em interrelacionamentos prazeirosos.

Nessa busca da relação harmoniosa, descobrimos que cabe a cada um construir a vida que deseja, aceitando e enfrentando limitações, modificando ações e sentimentos, experimentando sensações gratificantes ao perceber conquistas e renovações.

Quando tentamos compreender o outro, saber como pensa, sente e percebe as situações, estamos revendo e ampliando a percepção que temos de nós mesmos, nos autodescobrindo.

Nessa proposta, convivendo em família somos impulsionados a desenvolver a afetividade, a solidariedade, o desejo de ajudar pessoas. Identificamos o valor do compartilhar, do encorajamento, do incentivo, do ouvir, da troca de carinho, do gesto terno, da voz mais calma, do olhar amigo.

Aliás, o afeto necessita estar presente em toda relação. Na família, o vínculo entre os membros leva a trocas de experiências individuais já conquistadas através das reencarnações, ajudando cada um a desenvolver em si mesmos, aspectos ainda não adquiridos. Nas relações as influências são mútuas, e cabe a cada um cultivar os aspectos positivos e trabalhar os negativos, que sem esse enfrentamento, poderiam nos prejudicar. Portanto, melhorando, renovando-nos pela educação de nós mesmos podemos melhorar o outro, no despertamento de um trato muito mais fraterno que, sem dúvida, acontecerá.

Nanci A. R. Martins
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 13 de Maio de 2011, 23:50
Olá a todos do estudo Família

Dando andamento as minhas postagens, segue mais uma que me agradou.




A lição do Amor


Muitas obras já foram escritas a respeito do ódio entre pessoas, famílias ou comunidades.

A literatura celebrizou romances como Romeu e Julieta. A tragédia de um amor tendo como pano de fundo o ódio de duas famílias.

As telas cinematográficas e as novelas da televisão vitalizam com cores muito vivas dramas em que o ódio passa de geração a geração.

O que quer dizer que a criança, ao nascer, passa a ser alimentada com a informação da necessidade de odiar aquele ou aqueles que seus avós e pais odeiam.

Apesar de vivermos o final do século XX, tais fatos não se passam somente nos teatros, filmes ou novelas.

Observa-se que, no cotidiano, existe muito ódio sendo alimentado e transmitido de pai para filho.

Não é de se estranhar, assim, que haja tanta guerra, desentendimento, discórdia entre os povos. Pois tudo vem do berço.

Desde a gestação, o Espírito que anima o corpo do bebê em formação passa a ser sufocado com as emanações do ódio de que se nutrem os familiares. Especialmente o pai e a mãe.

Seria tão mais digno dos que nos dizemos cristãos que, se não conseguimos perdoar o desafeto, não repassássemos aos nossos filhos tal problema.

Se a problemática é nossa, nós a devemos resolver e jamais passá-la adiante. Mesmo porque, na seqüência do tempo, o que era motivo de ódio acirrado se dilui.

Por vezes, até os que dizem odiar não recordam com exatidão porque assim procedem. E se desculpam dizendo que são motivos graves, de épocas anteriores à sua, que a questão é familiar, etc.

Recentemente, pudemos observar um caso que nos emocionou. Um jovem de família abastada, casou-se com uma jovem pobre e sem nome de família expressivo.

Contrariada, a mãe do rapaz o deserdou e ele partiu para outras paragens a refazer sua vida.

Construiu seu lar sobre bases de honestidade e trabalho e repassou tais valores para sua filha. Morrendo muito jovem, deixou a viúva com poucos recursos.

Ela, por sua vez, não se intimidou. Trabalhou e educou a filha.

Certo dia, a avó as procurou desejando ver a neta. Receosa, temia que a nora houvesse envenenado a menina contra ela. Qual não foi sua surpresa ao ser abraçada pela neta de oito anos, e ouvir da sua boca:

Vovó, que bom que a senhora veio! Queria tanto conhece-la. Minha mãe sempre diz que a senhora é uma pessoa muito boa, como meu pai.

Durante anos, a mãe simplesmente passara para a garota a lição do amor. Consciente de que as questões que dizem respeito a ela e seu marido não deveriam prosseguir no tempo.

A lição de amor comoveu a velha avó, que retornou ao seu lar após a visita, para repensar a própria atitude.

* * *

Você sabia que os pais são responsáveis pelos Espíritos dos filhos? Assim, se eles vierem a falir, por nossa culpa, por nossa má educação, teremos que prestar contas a Deus.

A maternidade e a paternidade são missões das mais grandiosas que Deus confia aos homens, assim, ao invés de encharcar os corações de nossas crianças com o ódio, ensinemos-lhes o amor, que tem ação libertadora e feliz.



Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 3, ed. Fep.
Título: Re: Família
Enviado por: Marccello em 14 de Maio de 2011, 00:40
Boa noite amigos(as),

Muito pertinente seu texto...querida amiga Macili!
 
Que a paz de Jesus esteja sempre em nossos corações!

Os lares formam cidadãos para o mundo. Neio Lúcio (Espírito), no livro “Jesus no Lar”, diz, no Capítulo I, intitulado  O culto cristão no lar:

“... como esperar uma comunidade segura e tranqüila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações?”

Bons estudos! ;)

Muita paz. :)
Título: Re: Família
Enviado por: RuyLFreitas em 14 de Maio de 2011, 00:48
Oi! prezados Irmãos do Fórum Espíritas.

Os Laços de Família é umas das maiores graças do "Alto" para conosco, mas eu falhei feio, não com a educação e nem para com ela, mas sim por ter me separado, porém o "Alto" me premiou mesmo não merecendo me dar esses Filhos quais fartam-me de satisfações.

Sei que é errado julgar, mas vemos pelos meios de noticiários onde "pais" matam "Filhos" e "filhos" matam os "Pais", repararam nas iniciais quais coloquei, sendo umas maiúsculas e outras minúsculas, as minúsculas representam que falharam, pois foi dito pelo supremo Mestre:

Mateus 10:34-36.
34 Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada;
35 Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra;
36 E assim os inimigos do homem serão os seus familiares.

Eis aí a confraternização tão precisa, para que a Paz nos venha, Meus Filhos Amam os Pais, assim como os Pais Amam os Filhos, mas quero deixar claro que no termo "Pais" o que toca a minha parte é um "p" (minúsculo, pois eu errei em abandonar a Família), e o pior já era Espírita ou melhor iniciante, pois só tinha 16 anos de Espiritismo, pois para uns pode parecer ser muito, mas para mim não, já que hoje tenho 43 anos de Espiritismo, ademais sou contra a separação de casais, porque não gostaria jamais que meus Pais se separassem, até nisto fui premiado, pois eles têm 63 anos de casados.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.
 
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 14 de Maio de 2011, 02:00
Olá Amigos... 


Amigo Marccello, fico feliz que tenhas gostado do texto  :D

Permitam-me postar esta imagem...

(http://4.bp.blogspot.com/_1HcCOQveAvs/S2KCfdWC1TI/AAAAAAAABls/1FVhtUerzO0/s400/28.jpg)

Silenciar sobre questões nevrálgicas em família impede a explosão de conversas ofensivas ou inúteis.

Não revivas os mal-entendidos de ontem ou de qualquer fase do passado, para que faltas e erros no lar sejam realmente esquecidas.

Aprendamos a não gritar e sim conversemos.

Não te esqueças: a união começa de casa, mas a calma geral começa em ti mesmo.
************************************
Emmanuel
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 14 de Maio de 2011, 03:28
Queridos amigos, Boa noite!


Amigos Giselle Simões, JOKA BARRETO, Paulo Miranda, Mariazinha C. Valente, Marcello e RuyLFreitas sejam muito bem-vindos ao nosso estudo mensal! Voltem sempre!

Agradeço pelo interesse e participações constantes das amigas Macili, Dothy e pati.

Meus agradecimentos pelas valiosas colaborações de todos!

Abraços afetuosos da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 14 de Maio de 2011, 03:31
Agressividade


Vivem-se, na atualidade, os dias de descontrole emocional e espiritual no querido orbe terrestre.

O tumulto desenfreado, fruto espúrio das paixões servis, invade quase todas as áreas do comportamento humano e da convivência social.

Desconfiança sistemática aturde as mentes invigilantes, levando-as a suspeitas infundadas e contínuas, bem como a reações doentias nas mais diversas circunstâncias.

A probidade cede lugar à avareza, enquanto a simpatia e a afabilidade são substituídas pela animosidade contumaz.

As pessoas mal suportam-se umas às outras, explodindo por motivos irrelevantes, sem significado.

Explica-se que muitos fatores sociológicos são os responsáveis pelas ocorrências infelizes.

Apontam-se a fugacidade de todas as coisas, a celeridade do relógio, o medo, a solidão e a ansiedade, como responsáveis pela frustração dos indivíduos, gerando as situações agressivas que os armam de violência e de perversidade.

A cultura e a ética não têm conseguido acalmar os ânimos, deixando que a arrogância e a presunção enganosas tomem conta dos incautos que se lhes submetem docemente.

Os relacionamentos sem afetividade real, estimulados por interesses nem sempre nobres, tornam-se em antagonismos, em decorrência de alguma negativa que se torna oportuna e é direcionada ao outro.

A maledicência perversa grassa nos arraiais dos grupos, minando as bases frágeis das amizades superficiais, e, não poucas vezes, transformando-se em calúnias insidiosas. Mesmo entre as pessoas vinculadas às doutrinas religiosas libertadoras que se baseiam no amor e na caridade, no respeito ao próximo e no culto aos deveres morais, o vício infeliz permanece, destruidor.

Armando-se de mau humor, não poucos homens e mulheres externam o enfado ou os sentimentos controvertidos em que se consomem, dando lugar a situações vexatórias. Em mecanismo de transferência psicológica atiram os seus conflitos à responsabilidade dos outros, como se estivessem desforçando-se da inveja que experimentam em relação aos mesmos.

Aumenta, assustadoramente, a agressividade, nestes dias, nos grupos humanos, sem que haja um programa de reequilíbrio, de harmonização individual ou coletiva.

Trata-se de uma guerra não declarada, cujos efeitos perniciosos atemorizam a sociedade.

As autoridades dizem-se atadas a dificuldades quase insuperáveis em razão do suborno, do tráfico de drogas, dos desafios administrativos, da ausência de pessoal habilitado para os enfrentamentos, falhando, quase sempre, nas providências tomadas.

Permanecem, desse modo, os comportamentos infelizes nos lares, nos educandários, nas vias públicas, no trabalho...

A agressividade é doença da alma que deve merecer cuidados muito especiais desde a infância, educando-se o iniciante na experiência terrestre, de forma que possa dispor de recursos para vencer a inferioridade moral que traz de existências transatas ou que adquire na convivência doentia da família...

*

A agressividade é herança cruel do medo ancestral, que remanesce no Espírito desde priscas eras.

Não diluído pela segurança psicológica adquirida mediante a fé religiosa, a reflexão, a psicoterapia acadêmica, a oração, domina os recônditos do sentimento e exterioriza-se de forma infeliz na agressividade.

A ausência dos diálogos domésticos saudáveis entre pais, filhos e cônjuges ou parceiros, que se agridem mutuamente, sempre ressentidos, extrapolam do lar em direção à via pública, transformada em campo de batalha, segue no rumo do local de trabalho, e até aos clubes de recreação, em contínuo destrambelho das emoções.

Nesse contubérnio afligente, Espíritos irresponsáveis e frívolos aproveitam-se das vibrações deletérias e misturam-se com esses combatentes perturbados, aumentando-lhes a ferocidade e estimulando-lhes os instintos inferiores.

O resultado são os crimes hediondos, asselvajados, estarrecedores, que aumentam o índice de maldade em razão da ingestão de bebidas alcoólicas, de drogas alucinantes e fatais...

A civilização contemporânea periclita nos seus alicerces materialistas, ameaçada pela agressividade e pelo desrespeito moral que assolam sem freio.

Sem dúvida, estudiosos do comportamento, educadores sinceros e devotados, religiosos abnegados, pensadores sensatos e sociólogos lúcidos vêm investindo os seus melhores recursos na construção da nova mentalidade saudável, em tentativas ainda não vitoriosas para a reversão do quadro aparvalhante, confiantes, no entanto, nos resultados futuros.

O progresso moral é lento e exige sacrifícios de todos os cidadãos que aspiram pela felicidade e pela harmonia na Terra.

As respeitáveis contribuições da Ciência e da Tecnologia, valiosas, sob qualquer aspecto consideradas, respondem por muitas modificações das estruturas ultramontanas, suprimindo a ignorância e o primitivismo. Nada obstante, também são usadas para o crime de várias denominações, especialmente através dos veículos da mídia: os periódicos, a Internet, a televisão, assim como o teatro e o cinema, com a sua complexa penetração nas massas, às vezes, usados vergonhosamente e sem qualquer controle, oferecendo campo de vulgaridades e informações que preparam delinquentes e viciosos...

A rigor, com as nobres exceções existentes, a sociedade moderna encontra-se enferma gravemente, necessitando de urgentes cuidados, que o sofrimento, igualmente generalizando-se, conseguirá, no momento próprio, oferecer a recuperação, o reencontro com a saúde após a exaustão pelas dores...

Instala-se, desse modo, lentamente, o período da paz, da brandura, da fraternidade.

Sofrido, o ser humano ver-se-á compelido a fazer a viagem de volta às questões simples e afáveis, à amizade e à ternura, qual filho pródigo de retorno ao lar paterno após as extravagantes experiências que se permitiu.

Que se não demorem esses dias, que dependerão do livre-arbítrio dos indivíduos em particular e da sociedade em geral, embora o progresso seja inevitável, apressando-se ou retardando-se em razão das opções humanas.

*

A agressividade ingeliz é doença passageira, embora os grandes danos que produz, cedendo lugar à pacificação.

Torna dócil a tua voz, nestes turbulentos dias de algazarra, e gentis os teus gestos ante os tumultos e choques pessoais...

Com sua sabedoria ímpar, Jesus assinalou: Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra.(*)

Suavemente permite que a mansidão domine os territórios das tuas emoções, substituindo esses infelizes mecanismos da inferioridade moral pelos abençoados valores da verdade.

(*) Mateus 5-5 - Nota da autora espiritual.

Franco, Divaldo Pereira. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica da noite de 15 de março de 2010, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia. Fonte http://www.divaldofranco.com.
Título: Re: Família
Enviado por: Luzceano em 14 de Maio de 2011, 03:43
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Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 14 de Maio de 2011, 04:15
EDUCAÇÃO  EVANGÉLICA

 

Todas as reformas sociais, necessárias em vossos tempos de indecisão espiritual, têm de processar-se sobre a base do Evangelho.

Como? – podereis objetar-nos. Pela educação, replicaremos.

O plano pedagógico que implica esse grandioso problema tem de partir ainda do simples para o complexo. Ele abrange atividades multiformes e imensas, mas não é impossível. Primeiramente, o trabalho de vulgarização deverá intensificar-se, lançando, através da palavra falada ou escrita do ensinamento, as diminutas raízes do futuro.

 

 
O RESULTADO DOS ERROS RELIGIOSOS

 

Toda essa demagogia filosófico-doutrinária, que vedes nas fileiras do Espiritismo, tem sua razão de ser. As almas humanas se preparam para o bom caminho. A missão do Cristianismo na Terra não era a de mancomunar-se com as forças políticas que lhe desviassem a profunda significação espiritual para os homens. O Cristo não teria vindo ao mundo para instituir castas sacerdotais e nem impor dogmatismos absurdos. Sua ação dirigiu-se, justamente, para a necessidade de se remodelar a sociedade humana, eliminando-se os preconceitos religiosos, constituindo isso a causa da sua cruz e do seu martírio, sem se desviar, contudo, do terreno das profecias que o anunciavam.

Todas essas atividades bélicas, todas as lutas antifraternas no seio dos povos irmãos, quase a totalidade dos absurdos, que complicam a vida do homem, vieram da escravização da consciência ao conglomerado de preceitos dogmáticos das Igrejas que se levantaram sobre a doutrina do Divino Mestre, contrariando as suas bases, digladiando-se mutua-mente, condenando-se umas às outras em nome de Deus.

Aliado ao Estado, o Cristianismo deturpou-se, perdendo as suas características divinas.

 

FIM DE UM CICLO EVOLUTIVO

 

Sabemos todos que a Humanidade terrena atinge, atualmente, as cumeadas de um dos mais importantes ciclos evolutivos. Nessas transformações, há sempre necessidade do pensamento religioso para manter-se a espiritualidade das criaturas em momentos tão críticos. A idéia cristã se encontrava afeto o trabalho de sustentar essa coesão dos sentimentos de confiança e de fé das criaturas humanas nos seus elevados destinos; todavia, encarcerada nas grades dos dogmas católico-romanos, a doutrina de Jesus não poderia, de modo algum, amparar o espírito humano nessas dolorosas transições.

Todas as exterioridades da Igreja deixam nas almas atuais, sedentas de progresso, um vazio muito amargo.

 

URGE REFORMAR

 

Foi justamente quando o Positivismo alcançava o absurdo da negação, com Auguste Comte., e o Catolicismo tocava às extravagâncias da afirmativa, com Pio IX proclamando a infalibilidade papal, que o Céu deixou cair à Terra a revelação abençoada dos túmulos. O Consolador prometido pelo Mestre chegava no momento oportuno. Urge reformar, reconstruir, aproveitar o material ainda firme, para destruir os elementos apodrecidos na reorganização do edifício social. E é por isso que a nossa palavra bate insistentemente nas antigas teclas do Evangelho cristão, porquanto não existe outra fórmula que possa dirimir o conflito da vida atormentada dos homens. A atualidade requer a difusão dos seus divinos ensina-mentos. Urge, sobretudo, a criação dos núcleos verdadeiramente evangélicos, de onde possa nascer a orientação cristã a ser mantida no lar, pela dedicação dos seus chefes. As escolas do lar são mais que precisas, em vossos tempos, para a formação do espírito que atravessará a noite de lutas que a vossa Terra está vivendo, em demanda da gloriosa luz do porvir.

 

NECESSIDADE DA EDUCAÇÃO PURA E SIMPLES

 

Há necessidade de iniciar-se o esforço de regeneração em cada indivíduo, dentro do Evangelho, com a tarefa nem sempre amena da auto-educação. Evangelizado o indivíduo, evangeliza-se a família; regenerada esta, a sociedade estará a caminho de sua purificação, reabilitando-se simultaneamente a vida do mundo.

No capítulo da preparação da infância, não preconizamos a educação defeituosa de determinadas noções doutrinárias, mas facciosas, facilitando-se na alma infantil a eclosão de sectarismos prejudiciais e incentivando o espírito de separatividade, e não concordamos com a educação ministrada absolutamente nos moldes desse materialismo demolidor, que não vê no homem senão um complexo celular, onde as glândulas, com as suas secreções, criam uma personalidade fictícia e transitória. Não são os suco e os hormônios, na sua mistura adequada nos laboratórios internos do organismo, que fazem a luz do espírito imortal. Ao contrário dessa visão audaciosa dos cientistas, são os fluidos, imponderáveis e invisíveis, atributos da individualidade que preexiste ao corpo e a ele sobrevive, que dirigem todos os fenômenos orgânicos que os utopistas da biologia tentam em vão solucionar, com a eliminação da influência espiritual. Todas as câmaras misteriosas desse admirável aparelho, que é o mecanismo orgânico do homem, estão repletas de uma luz invisível para os olhos mortais.

 

FORMAÇÃO DA MENTALIDADE CRISTÃ

 
As atividades pedagógicas do presente e do futuro terão de se caracterizar pela sua feição evangélica e espiritista, se quiserem colaborar no grandioso edifício do progresso humano.

Os estudiosos do materialismo não sabem que todos os seus estudos se baseiam na transição e na morte. Todas as realidades da vida se conservam inapreensíveis às suas faculdades sensoriais. Suas análises objetivam somente a carne perecível. O corpo que estudam, a célula que examinam, o corpo químico submetido à sua crítica minuciosa, são acidentais e passageiros. Os materiais humanos postos sob os seus olhos pertencem ao domínio das transformações, através do suposto aniquilamento. Como poderá, pois, esse movimento de extravagância do espírito humano presidir à formação da mentalidade geral que o futuro requer, para a consecução dos seus projetos grandiosos de fraternidade e de paz? A intelectualidade acadêmica está fechada no circulo da opinião dos catedráticos, como a idéia religiosa está presa no cárcere dos dogmas absurdos.

Os continuadores do Cristo, nos tempos modernos, terão de marchar contra esses gigantes, com a liberdade dos seus atas e das suas idéias.

Por enquanto, todo o nosso trabalho objetiva a formação da mentalidade cristã, por excelência, mentalidade purificada, livre dos preceitos e preconceitos que impedem a marcha da Humanidade. Formadas essas correntes de pensadores esclarecidos do Evangelho, entraremos, então, no ataque às obras. Os jornais educativos, as estações radiofônicas, os centros de estudo, os clubes do pensamento evangélico, as assembléias da palavra, o filme que ensina e moraliza, tudo à base do sentimento cristão, não constituem uma utopia dos nossos corações. Essas obras que hoje surgem, vacilantes e indecisas no seio da sociedade moderna, experimentando quase sempre um fracasso temporário, indicam que a mentalidade evangélica não se acha ainda edificada. A andaimaria, porém, ai está, esperando o momento final da grandiosa construção.

Toda a tarefa, no momento, é formar o espírito genuinamente cristão; terminado esse trabalho, os homens terão atingido o dia luminoso da paz universal e da concórdia de todos os corações.

 

Retirado do livro "Emmanuel - Dissertações Mediúnicas Sobre Importantes Questões 
Que Preocupam a Humanidade", " -  Chico Xavier/Emmanuel..
 
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 14 de Maio de 2011, 06:35

Entrevista com Dr Içami Tiba, médico psiquiatra, autor do livro "Quem ama educa"



Içami Tiba (entrevista) - parte 1 de 2 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVJLRTcweE1hQXd3JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)




Içami Tiba (entrevista) - parte 2 de 2 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTgyZnpBNks5VXg4JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)



Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 14 de Maio de 2011, 07:17
Questão 385 do Livro dos espíritos:

 
Qual o motivo da mudança que se opera no seu caráter (da criança) a uma certa idade, e particularmente ao sair da adolescência? É o Espírito que se modifica?

     — É o Espírito que retoma a sua natureza e se mostra tal qual era.  Não conheceis o mistério que as crianças ocultam em sua inocência; não sabeis o que elas são, nem o que foram, nem o que serão; e no entanto as amais e acariciais como se fossem uma parte de vós mesmos, de tal maneira que o amor de uma mãe por seus filhos é reputado como o maior amor que um ser possa ter por outros seres. De onde vêm essa doce afeição, essa terna complacência que até mesmo os estranhos experimentam por uma criança? Vós sabeis? Não; e é isso que vou explicar.

      As crianças são os seres que Deus envia a novas existências e, para que não possam acusá-lo de demasiada severidade, dá-lhes todas as aparências de inocência. Mesmo numa criança de natureza má, suas faltas são cobertas pela não-consciência dos atos. Esta inocência não é uma superioridade real, em relação ao que elas eram antes; não, é apenas a imagem do que elas deveriam ser, e se não o são, é sobre elas somente que recai a culpa.

      Mas não é somente por ela que Deus lhe dá esse aspecto, é também e sobretudo por seus pais, cujo amor é necessário à fragilidade infantil. E esse amor seria extraordinariamente enfraquecido pela presença de um caráter impertinente e acerbo, enquanto, supondo os filhos bons e ternos, dão-lhes toda a afeição e os envolvem nos mais delicados cuidados. Mas quando as crianças não mais necessitam dessa proteção, dessa assistência que lhes foi dispensada durante quinze a vinte anos, seu caráter real e individual reaparece em toda a sua nudez: permanecem boas, se eram fundamentalmente boas, mas se irisam sempre de matizes que estavam na primeira infância.

      Vedes que os caminhos de Deus são sempre os melhores, e que, quando se tem o coração puro, é fácil conceber-se a explicação a respeito.

      Com efeito, ponderai que o Espírito da criança que nasce entre vós pode vir de um mundo em que tenha adquirido hábitos inteiramente diferentes; como quereríeis que permanecesse no vosso meio esse novo ser, que traz paixões tão diversas das que possuís, inclinações e gostos inteiramente opostos aos vossos; como quereríeis que se incorporasse no vosso ambiente, senão como Deus quis, ou seja, depois de haver passado pela preparação da infância ? Nesta vêm confundir-se todos os pensamentos, todos os caracteres, todas as variedades de seres engendrados por essa multidão de mundos em que se desenvolvem as criaturas. E vós mesmos, ao morrer, estareis numa espécie de infância,  no meio de novos irmãos, e na vossa nova existência não terrena ignorareis os hábitos, os costumes, as formas de relação desse mundo, novo para vós, manejareis com dificuldade uma língua que não estais habituados a falar, língua mais vivaz do que o é atualmente o vosso pensamento. (Ver item 219.)

       A infância tem ainda outra utilidade: os Espíritos não ingressam na vida corpórea senão para se aperfeiçoarem, para se melhorarem; a debilidade dos primeiros anos os torna flexíveis, acessíveis aos conselhos da experiência  e daqueles que devem fazê-los progredir. É então que se pode reformar o seu caráter e reprimir as suas más tendências. Esse é o dever que Deus confiou aos pais, missão sagrada pela qual terão de responder.

        É assim que  a infância é não somente útil,  necessária, indispensável mas ainda a  conseqüência natural das leis  Deus estabeleceu e que regem o Universo.

Título: Re: Família
Enviado por: Dothy em 14 de Maio de 2011, 10:59

Querida amiga Katia e amigos Victor, membros e visitantes... Bom dia,muita paz e luz



O Evangelho Segundo o Espiritismo
por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires
Os Laços de Família são Fortalecidos pela Reencarnação e Rompidos pela Unicidade da Existência

18 – Os laços de família não são destruídos pela reencarnação, como pensam certas pessoas. Pelo contrário, são fortalecidos e reapertados. O princípio oposto é que os destrói.

            Os Espíritos formam, no espaço, grupos ou famílias, unidos pela afeição, pela simpatia e a semelhança de inclinações. Esses Espíritos, felizes de estarem juntos, procuram-se. A encarnação só os separa momentaneamente, pois que, uma vez retornando a erraticidade, eles se reencontram, como amigos na volta de uma viagem. Muitas vezes eles seguem juntos na encarnação, reunindo-se numa mesma família ou num mesmo círculo, e trabalham juntos para o seu progresso comum. Se uns estão encarnados e outros não, continuarão unidos pelo pensamento. Os que estão livres velam pelos que estão cativos, os mais adiantados procurando fazer progredir os retardatários. Após cada existência terão dado mais um passo na senda da perfeição.

            Cada vez menos apegados à matéria, seu afeto é mais vivo, por isso mesmo que mais purificado, não perturbado pelo egoísmo nem obscurecido pelas paixões. Assim, eles poderiam percorrer um número ilimitado de existências corporais, sem que nenhum acidente perturbe sua afeição comum.

            Estenda-se bem que se trata aqui da verdadeira afeição espiritual, de alma para alma, a única que sobrevive à destruição do corpo, pois os seres que se unem na Terra apenas pelos sentidos, não têm nenhum motivo para se preocuparem no mundo dos Espíritos. Só são duráveis as afeições espirituais. As afeições carnais extinguem-se com a causa que as provocou; ora, essa causa deixa de existir no mundo dos Espíritos, enquanto a alma sempre existe. Quanto às pessoas que se unem somente por interesse, nada são realmente uma para outra: a morte as separa na Terra e no Céu.

9 – A união e a afeição entre parentes indicam a simpatia anterior que as aproximou. Por isso, diz-se de uma pessoa cujo caráter, cujos gostos e inclinações nada têm de comum com os dos parentes, que ela não pertence à família. Dizendo isso, enuncia-se uma verdade maior do que se pensa. Deus permite essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos nas famílias, com a dupla finalidade de servirem de provas para uns e de meio de progresso para outros. Os maus, se melhoram pouco a pouco, ao contacto dos bons e pelas atenções que deles recebem, seu caráter se abranda, seus costumes se depuram, as antipatias desaparecem. É assim que se produz a fusão das diversas categorias de Espíritos, como se faz na Terra entre a raças e os povos.

Título: Re: Família
Enviado por: macili em 14 de Maio de 2011, 13:40
Olá Amigos do Estudo.
Queridos Amigos Victor Passos e Katiatog é uma oportunidade valiosa participar deste estudo da família. 
Ao aprendermos teremos a oportunidade de praticar os ensinamentos junto em nosso âmbito familiar e assim
estreitar o nosso relacionamento de forma amorosa e amigável.

Posto aqui uma mensagem do Momento Espírita, onde nos mostra como é importante a presença afetuosa dos pais junto aos filhos, a fim de que cresçam se sentindo amados, amparados e felizes.
***

À espera dos pais


A dama da alta sociedade costumava desfilar, em sua carruagem de luxo, pelas ruas de São Francisco, sob olhares de admiração e inveja.
 
Um dia, os jornais publicaram o falecimento de uma tia e ela, obedecendo às convenções sociais, teve que permanecer no lar por uma semana.
 
Indignada por ter que ficar sete dias dentro do enorme palácio, buscou o marido, então Governador do Estado, e esse a fez lembrar-se de que poderia passar os dias brincando com o filho.
 
Ela gostou da idéia. Adentrou a ala esquerda do palácio, que tinha sido liberada para o pequeno príncipe, que vivia rodeado por profissionais de diversas nacionalidades, a fim de lhe ensinarem idiomas e costumes de outros povos.
 
Quando o pequeno Leland avistou a mãe, exultou de felicidade e lhe perguntou por que ela estava ali, naquele dia e hora não habituais.
 
Ela lhe contou o motivo e ele, feliz, lhe perguntou quantas tias ainda restavam.
 
Leland estava ao piano tocando uma balada que aprendera com sua babá francesa.
 
A mãe, impressionada, ficou ouvindo, por alguns instantes, aquela balada que lhe pareceu um tanto melancólica.
 
Pediu ao filho que cantasse, ele cantou. Falou-lhe para que a traduzisse e ele a traduziu.
 
Era a história de um menino que era levado pela sua mãe todos os dias até à praia, de onde ficavam olhando o pai desaparecer na linha do horizonte, em seu barco pesqueiro.
 
Todos os dias a cena se repetia, até que um dia, o barco do pai não retornou.
 
A mãe conduziu o filho novamente à praia e lhe pediu que ficasse esperando, pois ela iria buscar o marido.
 
Adentrou no mar e o filho ficou esperando na praia, pelo pai e pela mãe, que jamais retornaram.
 
A balada comoveu a grande dama. Falou ao filho que era muito triste. Ele respondeu que cantava porque se identificava com o menino da praia.
 
A mãe não entendeu em que consistia a semelhança e retrucou ao filho:
 
Você tem tudo. Não lhe falta nada. Tem mãe e pai e é herdeiro de um dos homens mais importantes deste Estado.
 
Leland respondeu com melancolia: Mas o papai adentrou há muitos anos no mar dos negócios e nunca o posso ver.
 
Você o seguiu e eu fiquei aqui à espera de um retorno que nunca acontece. Como você pode perceber, minha história é muito semelhante à do menino solitário da praia.
 
Daquele dia em diante, a dama passou a conviver mais com o filho de onze anos a quem não conhecia e, por esse motivo, aprendeu a amá-lo.
 
A convivência estreita com a mãe trouxe a Leland um brilho novo. Por algum tempo a vida lhes permitiu desfrutar da alegria do afeto mútuo, das experiências vividas, um em companhia do outro.
 
Fizeram uma longa viagem de navio e Leland adoeceu. A mãe fez tudo o que podia para lhe salvar a vida, mas foi tudo em vão.
 
O navio retornou e Leland não pode mais contemplar a mãe com os olhos físicos.
 
Todavia, naquele breve tempo de convívio, o menino ensinou à mãe outros valores.
 
Ela construiu orfanatos e outras obras de assistência para a comunidade carente.
 
Leland não herdou a fortuna dos pais, mas a fortuna rende frutos até hoje, junto à sociedade daquele Estado. Dentre elas, a Universidade Stanford.


* * *

 
Não há motivo que justifique o abandono dos filhos por parte dos pais.
 
Não há filhos que aceitem, de boa vontade e em sã consciência, trocar o afeto dos pais por qualquer outro tesouro.

 

Pensemos nisso!
 
       
Redação do Momento Espírita, com base em palestra de Divaldo Pereira Franco.Disponível no CD Momento Espírita, v. 3, ed. Fep.
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 14 de Maio de 2011, 13:49
Olá Amigos do Estudo.

Muita paz e harmonia em nossos corações.


***

Pais crucificados


Quando vemos o jovem que passa, com andar irreverente, cabelos coloridos, roupas extravagantes e pulseiras de vários modelos e cores, logo imaginamos que é filho de pais descuidados.
 
Todavia, não raro, por trás desse jovem, aparentemente rebelde, há pais de consciência tranqüila e segura por saber que apesar da aparência um tanto exótica, seu filho é uma alma boa, educada, respeitadora das leis.
 
No entanto, há jovens de aparência harmônica, de gestos reverentes e roupas bem alinhadas que crucificam seus pais impondo-lhes dores e sacrifícios cruéis.
 
Há pais crucificados por filhos rebeldes, desobedientes e inconseqüentes, cuja indiferença aos conselhos paternos se constitui em verdadeiro martírio.
 
Há pais crucificados por filhos toxicômanos, infelizes, desditosos.
 
Há pais crucificados por filhos prostituídos e prostituidores, que carregam o coração envolto em dor suprema.
 
Há pais crucificados por filhos criminosos, que carregam no coração a amargura de ver o rebento criado com tanto carinho, detido por grades como se fosse fera perigosa.
 
Há pais crucificados por filhos corruptos, desleais, que sentem na alma a desdita de ver seus mais sinceros esforços por bem educá-los se perderem como gotas que somem em terreno árido.
 
Há pais crucificados por filhos ingratos ou indiferentes, que trazem a alma dilacerada pelos espinhos cruéis dessas chagas morais.
 
Há pais crucificados por filhos adotivos que não se cansam de lhes atirar no rosto o fato de não serem filhos naturais, esquecidos de que os pais adotivos os aceitaram por opção, por amor, e não por obrigação ou imposição.
 
Há pais crucificados pela solidão...pela saudade...
 
Há pais crucificados por tantas dores...
 
Mas, acima de todas essas dores, há um Pai justo, amoroso e bom, que tudo vê e a tudo provê.
 
Se você é um desses pai ou mãe que carrega sua cruz em silêncio, pense que Deus observa seus sofrimentos e vela por seus passos.
 
Pense que essa alma, antes de ser seu filho é filho de Deus.
 
O importante é que sua consciência esteja tranqüila por ter feito e continuar fazendo todo o possível para bem educar seu filho.
 
Lembre-se de que Deus, que é a Suprema Sabedoria, justiça e amor, encontrará meios de corrigir as almas mais rebeldes, mesmo que para isso sejam necessários muitos séculos.
 
Por essa razão, se o seu coração de pai ou de mãe está desalentado e o desespero lhe ronda a alma, lembre-se da oração.
 
Ore com fervor rogando forças para seguir em frente e dar conta dessa missão grandiosa que o Criador lhe confiou.
 
Não permita que o desânimo lhe faça companhia.
 
Os dias passam e com eles surgem novas oportunidades, e Deus possui recursos inimagináveis.
 
Pense que seus esforços de hoje serão compensados pelas alegrias de um amanhã feliz, após vencidas as árduas lutas por conduzir ao Pai Criador essas almas rebeldes que hoje são seus filhos.

 
***

Pais e mães, "vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
 
O arqueiro, que é o Criador, mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força para que Suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
 
Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria, pois assim como o Arqueiro ama a flecha que voa, ama também o arco que permanece estável".
 
Pense nisso!
 
       
Redação do Momento Espírita. O texto entre aspas é do livro "O profeta", cap. Os filhos.
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 14 de Maio de 2011, 13:56
Bom estudo.
Luz e Harmonia em nossas almas.
***


A conta da vida

Quando André completou 21 anos, sua mãe lhe preparou uma festa. Ele recebeu os amigos e festejou a data com alegria.
 
Quem estava entristecida era sua mãe. Apesar de estar completando a maioridade, André não aceitava qualquer disciplina.
 
Com muito esforço, sua mãe conseguira que ele aprendesse as primeiras letras.
 
Depois, não quis mais estudar e trabalhar muito menos.
 
Ao deitar-se naquela noite, o jovem foi arrebatado pelas asas do sono.
 
Sonhou que era procurado por um mensageiro espiritual que trazia na mão um documento.
 
E ante a curiosidade de André, lhe disse que aquela era a conta dos seres sacrificados até aquele momento, em seu proveito.
 
Até hoje, falou o mensageiro, para te sustentar a existência morreram aproximadamente 2000 aves, 10 bovinos, 50 suínos, 20 carneiros e 3000 peixes diversos. Nada menos de 60.000 vidas do reino vegetal foram consumidas pela tua, incluindo-se as do arroz, milho, feijão, trigo, das várias raízes e legumes.
 
Em média, bebeste 3000 litros de leite, gastaste 7.000 ovos e comeste 10.000 frutas.
 
Tens explorado fartamente as famílias do ar, das águas, do solo. O preço dos teus dias nas hortas e pomares vale por uma devastação.
 
E nem relacionamos aqui os sacrifícios maternos, os recursos de teu pai, os obséquios dos amigos e as atenções dos Benfeitores que te rodeiam.
 
Em troca, o Senhor da vida manda te perguntar o que é que fizeste de útil?
 
Nada deste de retorno à natureza. Lembra-te de que a própria erva se encontra em serviço divino. Tudo é mensagem de serviço, de trabalho na natureza.
 
Olha para tua mãe.
 
Os anos já lhe pesam e ela prossegue em intensa atividade por ti e por teus irmãos, encontrando ainda tempo para se dedicar aos filhos de ninguém.
 
Observa teu pai que atravessa os anos em labor digno, dando-te o exemplo de disciplina e vontade.
 
Teus próprios amigos se encontram empenhados no estudo e na dedicação profissional.
 
Não fiques ocioso.
 
Produze algo de bom, marcando a tua passagem pela Terra.
 
O moço espantado passou a ver o desfile dos animais que havia devorado e acordou assustado.
 
Amanhecia. O sol de ouro cantava em toda parte um hino ao trabalho pacífico.
 
André pulou da cama, foi até sua mãe e exclamou:
 
- Mãe, desejo retornar aos estudos ainda hoje.
 
Pense nisso!
 
Para nos assegurar a vida, Deus nos faculta o ar, o sol, a chuva, os ventos.
 
Para nos sustentar o corpo, recebemos o leite materno e na seqüência, seres vegetais e animais são sacrificados todos os dias.
 
Com tanta preocupação de Deus pela nossa própria vida, é de indagarmos o que a nossa vida tão preciosa está oferecendo ao mundo em troca.
 
Pensemos nisso!


Fonte: Livro: Alvorada Cristã cap. 17
Título: Re: Família
Enviado por: Rita elisabete em 14 de Maio de 2011, 14:20
Adorei os comentarios
è o primeiro estudo que faço
Fiquem na paz
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 14 de Maio de 2011, 17:17
Querida Rita


Seja muito bem-vinda ao estudo mensal.

Abraços da Katia

Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 14 de Maio de 2011, 17:34
Querida amiga Dothy


Obrigada por relembrar o querido codificador da Doutrina Espírita na sua explicação de laços de família.

É sempre uma alegria recebê-la aqui.

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 14 de Maio de 2011, 18:08
Querida amiga macili


Agradeço pelas valiosas contribuições ao nosso estudo mensal.

Parabéns pela participação constante. Gostei particularmente das mensagens À espera dos pais e A conta da vida.

Muitos de nós  devido à contigências do trabalho vamos delegando o cuidado dos nossos filhos e sobrecarregando-os de obrigações. Aulas de inglês, de computação, ballet, judô, natação, enfim, uma infinidade de atividades importantes para a formção do indivíduo mas que muitas vezes estressam nossos filhos desde a infância. Vamos fazendo como aquela dama da sociedade e muitas vezes o nosso filhinho só deseja receber o nosso afeto, a nossa presença e participação diárias em sua vida.

Educar toma tempo, não é só a qualidade do tempo que importa como dizem muitos, mas a quantidade também. Estudar com o seu filho, brincar, conversar com ele, discipliná-lo, levá-lo à evangelização infantil exige tempo e dedicação.

E o que estamos retribuindo à sociedade e à nossa família pelo "investimento valioso" de Deus em cada um de nós? Procuremos a cada dia de nossas vidas, "pensar nisso" e fazer a nossa parte, frequentando o centro espírita, orando, estudando mais os livros da Codificação, lendo livros edificantes, procurando fazer uma análise das nossas atitudes diariamente para sabermos o que deve ser mudado, ou seja, que nos esforcemos na prática da nossa Reforma Íntima.

Obrigada amiga Macili por esses momentos de reflexão.

Abraços afetuosos da Katia






Título: Re: Família
Enviado por: hcancela em 14 de Maio de 2011, 18:10
Olá amigos(as)

Talvez até nem pareça assunto do tema mensal, mas creio que vale a pena reflectir sobre o texto que encontrei, porque tudo faz parte da Família, nomeadamente quando não a temos ou a desequilibramos, andando um pouco á deriva nesta vida caindo assim um pouco no que diz o texto.Obrigado pela vossa paciência.
Muita paz.

Estamos com fome de amor...
(JORNAL O DIA! Arnaldo Jabor)

O que temos visto por ai ???
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes.

Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plasticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???

Chegam sozinhas e saem sozinhas...
Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos...
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.

E não é só sexo não!

Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida?
Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama ... sexo de academia . . .

Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos,
sem se preocuparem com as posições cabalisticas...
Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção...
Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós...
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!"
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza"...

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens  com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez  mais sozinhos...
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...
Pra chegar a escrever essas bobagens?? (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, familias preconceituosas...

Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...

Mas e daí?  Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado...
"Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...
Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...

Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem haver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida...
E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?

Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele...  E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...
O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in...
Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas, maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.

Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"...

Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo", então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!

Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!
Para ler, divulgar e . . . praticar !
 
Saudações fraternas
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 14 de Maio de 2011, 21:46
Boa tarde, amigo hcancela


Agradeço por compartilhar essa mensagem muito convidativa  a reletirmos no conceito de felicidade.

Cada um de nós pode construir momentos de felicidade diariamente em casa e no trabalho, mas a verdadeira felicidade é a que conquistamos com a nossa reforma íntima, através da vigilância do pensamento, orando, calando ofensas, lendo livros que possam nos enriquecer( principalmente os da codificação espírita), frequentando o centro espírita e principalmente fazendo todo o bem que podemos fazer ao nosso semelhante.

Abraços da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: suzanne sampaio em 14 de Maio de 2011, 22:11
Boa tarde, este tema realmente é importantíssimo, pois  muitas vezes achamos que sabemos  conduzir a família com maestria e a situação nos mostra como ainda somos pequenos no entendimento das relações familiares. Estou tendo muitas dificuldades em me relacionar com meus filhos adolescentes e como este relacionamento é totalmente novo para mim, gostaria de aprender como fazer e, apesar das dificuldades, passar os melhores ensinamentos para os meus dois filhos e proporcionar um ambiente de paz no lar,  apesar de tudo.
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 14 de Maio de 2011, 23:04
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

  Como já são muitos, agradeço a todos que tem participado.
  Amigo grato pelo texto, importante,

  Amigo Hcancela,  o sexo, é uma raiz que projeta mais do que sensualidade, mais do que promiscuidade, mais do que paixões mundanas.
  O sexo no relacionamento é de enorme importancia, não só porque nele se conduz e envolve energias beneficas na projeção do quotidiano, como na relação emtre espiritos encarnados, pela troca de fluidos que encerra esta dadiva do Pai.
  Não podemos tomar tudo pela mesma bitola , quanto à cirurgia plastica, porque em muitos casos ela se faz necessário , quer para o prolongamento de vida, quer para melhor acessibilidade à sociedade.Nem tudo é errado, apenas temos que aludir aos excessos , e ,sim ,esses é que devemos contabilizar como negativos.
  Agora tratando-se da Familia-relação-sexo, ele é de extrema importãncia para seu equilibrio, para a auto-estima dos intervenientes, mas num conceito de reciprocidade de amor e não de sensualismo.
  Quando falamos de sexualidade  estamos a falar das  nossas sensações, sentimentos e emoções envolvendo a energia sexual, e quando falamos de sexco, quando estamos a falar do sexo, falamos da prática do sexo exclusivamente. Aí então, falamos de sexo bom ou ruim, de sexo moralmente aprovado ou desaprovado, estamos falando da prática sexual simplesmente ainda que não tenha finalidades mais elevadas, falamos de sexo seguro, de sexo arriscado, de sexo depravado ou patológico e assim por diante.
  Ora o sexo  pode ser um cume de dificl escalada, como pode ser um oasis de sensações.
   Não sendo todos iguais, as raças detem comportamentos em relação a ele de forma diferente, quer por costume, quer por educação , quer por desconhecimento e inclusive pela necessidade.
   Realmente se olharmos pelo Mundo, vemos abusos de toda a ordem, venda de filhos, troca de casais, pornografia,pedofilismo, assédio...enfim um horror de atos, mas que só cada um poderá responder por eles.
   Os divorcios suplantam cada vez mais a seara da familia, porém não quer dizer que não exista Amor, pode é não existir educação, entendimento da grandeza do mesmo para a familia, pela visão da reprodução, pela visão dos valores do respeito, mas devemos é fixar-nos no que ele oferece de bom , e não naquilo que faz dele um campo minado.
   Não podemos catalogar a familia pela promiscuidade, pela incuria, para pela grandeza da oportunidade de nela podermos sentir emoções, sentimentos , alegria, tristeza, mas sempre compartilhada, e tem mais, a familia não se encerra no lar primário, mas fora dele também e nós somos espatulas que podem moldar pelos ensinamentos de Cristo, usando o amor e o conhecimento para sermos exemplos vivos e não objetos carnais mortos...

Muita paz e harmonia

  Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 14 de Maio de 2011, 23:07
Olá queridos Amigos Victor Passos, Katiatog e demais do Estudo Família.

Amiga Katia, fico feliz em saber que as msgs que posto estão sendo apreciadas.
Isso me incentiva a continuar a postá-las.

Que bom é estar aqui com vocês, aprendendo a nos amar mais em família, a nos compreender, a nos confortar...

Paz, amor e alegria em todos os corações!!!

***

Ajudar Filhos


Ajuda o teu filho, enquanto é tempo.

A existência na Terra é a vinha de Jesus, em que nascemos e renascemos.

Quantos olvidam seus filhos, a pretexto de auxílio ao próximo,
e acabam por fardos pesados a toda gente!

Quantos se dizem portadores da caridade para o mundo
e relegam o lar ao desespero e ao abandono?!

Não convertas o companheirinho inexperiente em ornamento inútil, na galeria da vaidade,
nem lhe armes um cárcere no egoísmo, arrebatando-o à realidade,
dentro da qual deve marchar em companhia de todos.

Dá-lhe, sempre que possível, a bênção dos recursos acadêmicos; mas, antes disso,
abre-lhe os tesouros da alma, para que não se iluda com as fantasias da inteligência
quando procura agir sem Deus.

Ensina-lhe a lição do trabalho, preparando-o simultaneamente na arte de ser útil, a fim de que não se transforme em alimária inconsciente.

Os pais são os ourives da beleza interior.

O buril do exemplo e a lâmpada sublime da bondade são os instrumentos de tua obra.

Não imponhas à formação juvenil os ídolos do dinheiro e da força.

A bolsa farta na alma vazia de educação é roteiro seguro para a morte dos valores espirituais.
O poder, sem amor, gera fantoches que a verdade destrói no momento preciso.

Garante a infância e a juventude para a vida honrada e pacífica.

Que seria do celeiro se o lavrador não preservasse a semente?

Quem despreza o grelo frágil é indigno do fruto.

Faze de teu filho o melhor amigo, se desejas um continuador para os teus ideais.

Que será de ti se, depois de tua passagem pela vida física, não houver um cântico singelo de agradecimento endereçado ao teu espírito, por parte daqueles aos quais deves amor?

Que recolherás na seara da vida, se não plantares o carinho e o respeito, a harmonia e a solidariedade, nem mesmo no canteiro doméstico?

Não reproves a esmo.

A tua segurança de hoje lança raízes na tolerância de teu pai e na doçura das mãos enrugadas e ternas da tua mãe.

Esqueça a cartilha da violência.

Que seria de ti sem a paciência de algum velho amigo ou de algum mestre esquecido, que te ensinaram a caminhar?

O destino é um campo restituindo invariavelmente o que recebe.

Ama teu filho e faze dele o teu confidente e companheiro.

E, quanto puderes com o teu entendimento e com o teu coração, auxilia-o, cada dia, para que não te falte a visão consoladora da noite estrelada na hora do teu repouso e para que te glorifiques,
em plena luz, no instante luminoso do despertar.

(Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)
Livro ‘Plantão da Paz’

Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 14 de Maio de 2011, 23:13
Ola muita paz e harmonia
Amigo Marcelo

Citar
Os lares formam cidadãos para o mundo. Neio Lúcio (Espírito)

  Eu na minha visão de Familia , não diria que os lares formam cidadãos, diria educam, porque quem forma é escola pedagogica através dos professores.
  Ora nós somos o somatorio de varias encarnações, então;
No processo de aprendizado, a pessoa tem momentos de profunda reflexão na busca do significado de sua existência: Quem eu sou? De onde eu vim? Por que estou aqui? Para onde eu vou ?São perguntas cujas respostas são essenciais para o indivíduo deixar de ser passageiro do mundo imediato e se transformar em agente consciente e conseqüente do seu processo de vida, passando, dessa forma, a planejar sua evolução.

A proposta da Doutrina Espírita é tentar fornecer instrumentos e instruções para que se possa compreender e construir a pluralidade de caminhos que compõe a trajetória de vida. Portanto, é fundamental conhecer as alternativas existentes e ter consciência clara ¾ sabedoria — dos caminhos que podem ser escolhidos.

É muito importante, ao se falar em trajetória de vida, conceituar passado, presente, futuro e referencial de vida.

O passado são os acontecimentos vividos, experiências acumuladas. O presente é o que a pessoa é e o que ela faz. Ao agir, o homem faz transformações — "quem não age não é" (Antonio Grimm). O futuro é a expectativa do que a pessoa quer ser.

O presente da pessoa possui suas bases no somatório das suas experiências e vivências, portanto é um resultado único e individual. A observação plena, racional e intensa do presente possui profundo significado para o homem. Viver o presente, analisá-lo, pesquisá-lo é dar a dimensão do Universo à vida do homem (Antonio Grimm).

A Doutrina Espírita promove o processo sustentável de vida por meio do encontro do homem consigo mesmo; ou seja, aquele que vive somente os acontecimentos do passado, ou apenas as expectativas do futuro, não vive o presente, portanto não age e não transforma.

A análise do passado, do presente e do futuro é feita de acordo com determinado referencial de vida. Para a Doutrina Espírita, referencial de vida é um sistema de valores utilizado como parâmetro de avaliação crítica das decisões, das ações e do comportamento.
Pode-se tentar traduzir a idéia de referencial de vida usando o seguinte exemplo: uma pessoa decidiu viajar. Viajar é uma experiência bastante interessante que permite conhecer outros lugares, pessoas e viver momentos novos. Ou seja, viajar é uma oportunidade de aprendizagem. Se esta viagem for planejada previamente, levando-se em conta as experiências anteriores da pessoa, acrescida das suas preferências e tendências atuais, além de se considerar as informações e indicações dos lugares a serem visitados, com certeza a viagem será mais condizente com as expectativas. O planejamento permitirá a escolha de caminhos mais objetivos e, o que é muito importante, servirá como referência caso, por engano, a pessoa saia do trajeto que escolheu. Entretanto, supondo-se que a pessoa não fez o planejamento prévio, deixando para o momento e para o acaso a escolha do caminho a ser tomado, a probabilidade da viagem não ser satisfatória será maior. Corre-se o risco de levar a trajetos perigosos, muitas vezes difíceis e penosos. Todo este cenário pode ser agravado pela falta de um ponto de referência para saber se a pessoa está se aproximando ou se afastando do objetivo desejado.

Dessa forma, a trajetória de vida de um indivíduo pode ser encarada como uma viagem do espírito a várias culturas, lugares, momentos, situações, desafios, funções e oportunidades. A abordagem da vida como trajetória e a utilização do referencial como ferramenta são muito úteis na otimização da evolução de cada pessoa. É importante estar reavaliando continuamente o referencial, transformando-o e corrigindo-o.

O sistema referencial proposto pela Doutrina Espírita traz alguns conceitos tais como: capital de vida, história de vida, inventário de vida, projeto de vida.

Capital de vida é a duração potencial, a quantidade de tempo disponível pelo espírito para construção de sua trajetória no polissistema material.

História de vida é a resultante singular e universal do somatório contínuo de experiências vividas e convividas pelo espírito.

Inventário de vida é o levantamento e avaliação de valores agregados pelo espírito ao longo de sua trajetória; coleção do resultado de suas experiências.

Projeto de vida é a construção da trajetória de vida do indivíduo na expectativa do que ele quer ser - projeto de construção do ser na ação de sua consciência.

O objetivo da vida é a evolução. Como evolução é um processo, a vida é necessariamente aberta, não há destino. A trajetória de vida é construída pela pessoa ao desenvolver os seus potenciais e superar os seus limites.

Resumindo, trajetória de vida é um caminho construído livremente pelo espírito ao interagir de forma consciente e conseqüente consigo mesmo, com os outros, com a natureza, com o Universo.


Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas

Muita paz
 
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 14 de Maio de 2011, 23:17
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

A Susanne colocou uma questão muito valida e importante;

Citar
Estou tendo muitas dificuldades em me relacionar com meus filhos adolescentes e como este relacionamento é totalmente novo para mim, gostaria de aprender como fazer e, apesar das dificuldades, passar os melhores ensinamentos para os meus dois filhos e proporcionar um ambiente de paz no lar,  apesar de tudo.

Equívocos na Educação

        A mãe é a grande responsável pela formação do caráter do filho, seguida pelo pai, como co-participante dessa grande tarefa.

        Por vezes, a mãe, investida da melhor das boas intenções comete equívocos na educação que poderão infelicitar sobremaneira o filho, a quem ama e deseja ver feliz.

        Um desses equívocos é assumir a vida e os gostos da criança. É ela que adoça o café ou o suco do filho; é ela que sabe do que ele gosta ou deixa de gostar.

        É a mãe que responde quando alguém pergunta à criança se ela deseja isto ou aquilo.

        É ela que escolhe roupas, calçados, conforme as cores e modelos que gosta, muitas vezes abafando os desejos do filho, quando este já tem idade para opinar.

        E existem mães que criam seus filhos como se fossem mentalmente inválidos.

        Embora não se duvide do amor que move essas atitudes, essas mães estão prejudicando sobremaneira a formação dos seus amores.

        Isso porque a criança cresce sem se conhecer, porque a mãe é quem sabe tudo sobre ela. Na fase da adolescência, os conflitos aumentam pois agora o filho já não aceita mais ser guiado pela mãe, mas submete-se, sem critérios, ao grupo com o qual passa a conviver.

        Daí, se veste como os da sua "tribo", se comporta como o seu grupo estabelece, se caracteriza, enfim, como os demais. Não tem gosto próprio, pois a mãe sempre decidiu tudo por ele.

        A criança, que desde cedo aprendeu a ser passiva em tudo, agora não consegue se desvencilhar dessa dependência perigosa.

        Esse tipo de educação gera jovens sem opinião própria, sempre preocupados com o que os outros pensam ou dizem deles.

        São jovens sem iniciativa, sem senso crítico, sem opinião própria, sem maturidade, que estão sempre esperando que alguém lhes diga o que fazer e do que devem gostar ou desgostar.

        Infelizmente essas falhas na educação infelicitam em vez de formar homens e mulheres aptos para gerir as próprias vidas de forma lúcida e coerente.

        É por essa razão que moças se deixam iludir por promessas mirabolantes, como as feitas pelo maníaco do parque, que acenava com a possibilidade de fazê-las famosas, fotografando-as, nuas, no meio do mato.

        Se essas moças tivessem discernimento e senso crítico, certamente não aceitariam tal convite, por ser destituído de fundamento.

        Importante que mães e pais pensem com carinho a respeito da grande missão que lhes cabe como educadores e formadores de caracteres.

        Importante se pensar em educar os filhos para que tenham autonomia no pensar e no agir, por si mesmos, e não sejam conduzidos como marionetes, sem direito a pensar nem assumir responsabilidades.

        Importante que os pais atentem para essa questão e permitam que os filhos aprendam a se conhecer desde cedo. A fazer algo que os faça sentirem-se úteis e valorizados.

        Muito embora se tente combater o trabalho infantil dentro do lar, como se pequenas tarefas fossem prejudicar a infância, os pais conscientes sabem que se hoje têm os pés firmes no chão, é porque seus pais lhes colocaram responsabilidades sobre os ombros.

        Você que é mãe ou pai, e ama seus filhos, pense nisso e avalie até que ponto não está tomando para si a vida deles.

        E se perceber que está cometendo esse grande equívoco, não perca mais nenhum minuto. Corrija o passo e ofereça ao seu filho a bendita oportunidade de crescer.

        * * * * *

        A educação deve promover o homem não apenas no meio social, mas prepará-lo para a vida essencial, que é realidade do ser imortal, filho da luz, que deve seguir, individualmente, seu caminho para a grande luz, que é o Criador.

VI Simpósio Paranaense de Espiritismo, no dia 27/05/03
Baseado em Palestra de J. Raul Teixeira

Muita Paz
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 14 de Maio de 2011, 23:21
Amiga susanne sampaio


Seja muito bem-vinda ao estudo mensal.

Sempre é tempo de melhorar o nosso relacionamento com a família.

Como nos orientava o mestre Jesus, "Orai e vigiai". Procure frequentar o centro espírita para se fortalecer na sua decisão. Ore sempre, todos os dias, pedindo aos espíritos protetores que te orientem e aos seus filhos. Procure ler as obras básicas da Codificação mas comece pelo Livro dos espíritos.É muito importante a prática do Evangelho no lar para que a paz e a harmonia voltem a reinar em sua casa. Deixo aqui um roteio para o Evangelho no lar do centro espíita André luiz, frequentado po mim:

1.Escolha um dia da semana ,fixando horário para a reunião com os membros da família;
2. Coloque na mesa um copo com água para cada um dos participantes;
3.Inicie a reunião com uma prece. A reunião não deve se prolongar por mais de 20 minutos;
4.Abra o Evangelho segundo o Espiritismo ao acaso e faça uma leitura de um pequeno trecho;
5.O comentáio da parte lida deveá ser feita pelos pesentes, com palavras breves;
6. Aseguir, com uma prece sincea ao Criado, agadeça às graças recebidas na semana e peça de um modo geral por toda a humanidade e pelos espíitos sofedoes, rogando aos bons mentores a fluidificação da água, pedindo paz, saúde e prospeidade espiritual para a família;
Reassuma o compromisson de estar no mesmo dia e hora da próxima semana e encerre com uma prece de agradecimento a Deus.
 

Paz e luz!
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 14 de Maio de 2011, 23:24
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

Deveres dos Pais


        Por impositivo da sabedoria divina, no homem a infância demora maior período do que em outro animal qualquer.

        Isto, porque, enquanto o Espírito assume, a pouco e pouco, o controle da organização fisiológica de que se serve para o processo evolutivo, mais fácil se fazem as possibilidades para a fixação da aprendizagem e a aquisição dos hábitos que o nortearão por toda a existência planetária.

        Como decorrência, grande tarefa se reserva aos pais no que tange aos valores da educação, deveres que não podem ser postergados sob pena de lamentáveis conseqüências.

        Os filhos - esse patrimônio superior que a Divindade concede por empréstimo -, através dos liames que a consangüinidade enseja, facultam o reajustamento emocional de Espíritos antipáticos entre si, a sublimação de afeições entre os que já se amam, o caldeamento de experiências e o delinear de programas de difícil estruturação evolutiva, pelo que merecem todo um investimento de amor, de vigilância e de sacrifício por parte dos genitores.

        A união conjugal propiciatória da prole edificada em requisitos legais e morais constitui motivo relevante, que não deve ser confundida com as experiências do prazer, que se podem abandonar em face de qualquer conjuntura que exige reflexão, entendimento e renúncia de algum ou de ambos nubentes.

        * * *

        Os deveres dos pais em relação aos filhos estão inscritos na consciência.

        Evidentemente as técnicas psicológicas e a metodologia da educação tornam-se fatores nobres para o êxito desse cometimento. Entretanto, o amor - que tem escasseado nos processos modernos da educação com lamentáveis resultados possui os elementos essenciais para o feliz desiderato.

        No compromisso do amor, estão evidentes o companheirismo, o diálogo franco, a solidariedade, a indulgência e a energia moral de que necessitam os filhos, no longo processo da aquisição dos valores éticos, espirituais, intelectuais e sociais.

        No lar, em conseqüência, prossegue sendo na atualidade de fundamental importância no complexo mecanismo da educação.

        Nesse sentido, é de essencial relevância a lição dos exemplos, a par da assistência constante de que necessitam os caracteres em formação, argila plástica que deve ser bem modelada.

        No capítulo da liberdade, esse fator basilar, nunca deixar esquecido o dever da responsabilidade. Liberdade de ação e responsabilidade dos atos, ajudando no discernimento desde cedo entre o que se deve, convém e se pode realizar.

        * * *

        Plasma, na personalidade em delineamento do filhinho, os hábitos salutares.

        Diante dele, frágil de aparência, tem em mente que se trata de um Espírito comprometido com a retaguarda, que recomeça a experiência a penates, e que muito depende de ti.

        Nem o excesso de severidade para com ele, nem o acúmulo de receios injustificados, em relação a ele, ou a exagerada soma de aflição por ele.

        Fala-lhe de Deus sem cessar e ilumina-lhe a consciência com a flama da fé rutilante, que lhe deve lucilar no íntimo como farol de bênçãos para todas as circunstâncias.

        Ensina-lhe a humildade ante a grandeza da vida e o respeito a todos, como valorização preciosa das concessões divinas.

        O que lhe não concedas por negligência, ele te cobrará depois...

        Se não dispões de maiores ou mais valiosos recursos para dar-lhe, ele saberá reconhecer, e, por isso, mais te amará.

        Todavia, se olvidaste de ofertar-lhe o melhor ao teu alcance também ele compreenderá e, quiçá, reagirá de forma desagradável.

        Os pais educam para a sociedade, quanto para si mesmos.

        Examina a tua vida e dela retira as experiências com que possas brindar a tua prole.

        Tens conquistas pessoais, porquanto já trilhaste o caminho da infância, da adolescência e sabes de moto proprio discernir entre os erros e acertos dos teus educadores, identificando o que de melhor possuis para dar.

        Não te poupes esforços na educação dos filhos.

        Os pais assumem desde antes do berço com aqueles que receberão na condição de filhos compromissos e deveres que devem ser exercidos, desde que serão, também, por sua vez, meios de redenção pessoal perante a consciência individual e a Cósmica que rege os fenômenos da vida, nos quais todos estamos mergulhados.

Livro: Leis Morais da Vida
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

    Muita Paz
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 14 de Maio de 2011, 23:26
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

Deveres dos Filhos

        Toda a gratidão sequer retribuirá a fortuna da oportunidade fruída através do renascimento carnal.

        O carinho e respeito contínuos não representarão oferenda compatível com a amorosa assistência recebida desde antes do berço.

        A delicadeza e a afeição não corresponderão à grandeza dos gestos de sacrifício e da abnegação demoradamente recebidos...

        Os filhos têm deveres intransferíveis para com os pais, instrumentos de Deus para o trâmite da experiência carnal, mediante a qual o Espírito adquire patrimônios superiores, resgata insucessos e comprometimentos perturbadores.

        Existem genitores que apenas procriam, fugindo à responsabilidade.

        Não compete, porem, aos filhos julgá-los com severidade, desde que não são dotados da necessária lucidez e correção para esse fim.

        Se fracassaram no sagrado ministério, não se furtarão à consciência, em forma da presença da culpa neles gravadas.

        Auxiliá-los por todos os meios ao alcance é mister indeclinável, que o filho deve ofertar com extremos de devotamento e renúncias.

        A ingratidão dos filhos para com os pais é dos mais graves enganos a que se pode permitir o Espírito na sua marcha ascensional.

        A irresponsabilidade dos progenitores de forma alguma justifica a falência dos deveres morais por parte da prole.

        Ninguém se vincula a outrem através dos vigorosos liames do corpo somático, da família, sem justas, ponderosas razões.

        Desincumbir-se das tarefas relevantes que o amor e o reconhecimento impõem - eis o impositivo que ninguém pode julgar lícito postergar.

        Ama e respeita em teus genitores a humana manifestação da paternidade divina.

        Quando fortes, sê-lhes a companhia e a jovialidade; quando fracos, a proteção e o socorro.

        Enquanto sadios, presenteia-os com a alegria e a consideração; se enfermos, com a assistência dedicada e a sustentação preciosa.

        Em qualquer situação ou circunstância, na maturidade ou na velhice, afeiçoa-te àqueles que te ofertaram o corpo de que te serve para os cometimentos da evolução, como o mínimo que podes dispensar-lhes, expressando o dever de que te encontras investido.


 Livro: Leis Morais da Vida
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 14 de Maio de 2011, 23:27
Adolescente Diante da Família



Incontestavelmente, o lar é o melhor educandário, o mais eficiente, porque as lições aí ministradas são vivas e impressionáveis, carregadas de emoção e força. A família, por isso mesmo, é o conjunto de seres que se unem pela consangüinidade para um empreendimento superior, no qual são investidos valores inestimáveis que se conjugam em prol dos resultados felizes que devem ser conseguidos ao largo dos anos, graças ao relacionamento entre pais e filhos, irmãos e parentes.

Nem sempre, porém, a família é constituída por Espíritos afins, afetivos, compreensivos e fraternos.

Na maioria das vezes a família é formada para auxiliar os equivocados a se recuperarem dos erros morais, a repararem danos que forem causados em outras tentativas nas quais malograram.

Assim, pois, há famílias-bênção e famílias-provação. As primeiras são aquelas que reúnem os Espíritos que se identificam nos ideais do lar, na compreensão dos deveres, na busca do crescimento moral, beneficiando-se pela harmonia freqüente e pela fraternidade habitual. As outras são caracterizadas pelos conflitos que se apresentam desde cedo, nas animosidades entre os seus membros, nas disputas alucinadas, nos conflitos contínuos, nas revoltas sem descanso.

Amantes que se corromperam, e se abandonaram, renascem na condição de pais e filhos, a fim de alterarem um comportamento afetivo e sublimarem as aspirações; inimigos que se atiraram em duelos políticos, religiosos, afetivos, esgrimindo armas e ferindo-se, matando-se, retornam quase sempre na mesma consangüinidade, a fim de superarem as antipatias remanescentes; traidores de ontem agora se refugiam ao lado das vítimas para conseguirem o seu perdão, vestindo a indumentária do parentesco próximo, porque ninguém foge dos seus atos. Onde vai o ser, defronta-se com a sua realidade que se pode apresentar alterada, porém, no âmago, é ele próprio.

A família, desse modo, é o laboratório moral para as experiências da evolução, que caldeia os sentimentos e trabalha as emoções, proporcionando oportunidade de equilíbrio, desde que o amor seja aceito como o grande equacionador dos desafios e das dificuldades.

Invariavelmente, por falta de estrutura espiritual e desconhecimento da Lei das reencarnações, as pessoas que se reencontram na família, quase sempre, dão vazão aos seus sentimentos e, ao invés de retificar os negativos, mais os fixam nos painéis do inconsciente, gerando novas aversões que complicam o quadro do relacionamento fraternal.

Às vezes, a afetividade como a animosidade são detectadas desde o período da gestação, predispondo os pais à aceitação ou à rejeição do ser em formação, que lhes ouve as expressões de carinho ou lhes sente as vibrações inamistosas, que se irão converter em conflitos psicológicos na infância e na adolescência, gerando distúrbios para toda a existência porvindoura.

Renasce-se, portanto, no lar, na família de que se tem necessidade, e nem sempre naquela que se gostaria ou que se merece, a fim de progredir e limar as imperfeições com o buril da fraternidade que a convivência propicia e dignifica.

Em razão disso, o adolescente experimenta na família esses choques emocionais ou se sente atraído pelas vibrações positivas, de acordo com os vínculos anteriores que mantém com o grupo no qual se encontra comprometido. Essa aceitação ou repulsão irá afetar de maneira muito significativa o seu comportamento atual, exigindo, quando negativa, terapia especializada e grande esforço do paciente, a fim de ajustar-se à sociedade, que lhe parecerá sempre um reflexo do que viveu no ninho doméstico,

A família equilibrada, isto é, estruturada com respeito e amor, é fundamental para uma sociedade justa e feliz. No entanto, a família começa quando os parceiros se resolvem unir sexualmente, amparados ou não pelo beneplácito das Leis que regem as Nações, respeitando-se mutuamente e compreendendo que, a partir do momento em que nascem os filhos, uma grande, profunda e significativa modificação se deverá dar na estrutura do relacionamento, que agora terá como meta a harmonia e a felicidade do grupo, longe do egoísmo e do interesse imediatista de cada qual.

Infelizmente, não é o que ocorre, e disso resulta uma sociedade juvenil desorganizada, revoltada, agressiva, desinteressada, cínica ou depressiva, deambulando pelos rumos torpes das drogas, da violência, do crime, do desvario sexual...

Os pais devem unir-se, mesmo quando em dificuldade no relacionamento pessoal, a fim de oferecerem segurança psicológica e física à progênie.

Essa tarefa desafiadora é de grande valia para o conjunto social, mas não tem sido exercida com a elevação que exige, em razão da imaturidade dos indivíduos que se buscam para os prazeres, nos quais há uma predominância marcante de egoísmo, com altas doses de insensatez, desamor e apatia de um pelo outro ser com quem se vive, quando as ocorrências não lhes parecem agradáveis ou interessantes.

Os divórcios e as separações, legais ou não, enxameiam, multiplicam-se em altas estatísticas de indiferença pela família, produzindo as tristes gerações dos órfãos de pais vivos e desinteressados, agravando a economia moral da sociedade, que lhes sofre o dano do desequilíbrio crescente.

O adolescente, em um lar desajustado, naturalmente experimenta as conseqüências nefastas dos fenômenos de agressividade e luta que ali têm lugar, escondendo as próprias emoções ou dando-lhes largas nos vícios, a fim de sobreviver, carregado de amargura e asfixiado pelo desamor.

Apesar dessa situação, cabe ao adolescente em formação de personalidade, compreender a conjuntura na qual se encontra localizado, aceitando o desafio e compadecendo-se dos genitores e demais familiares envolvidos na luta infeliz, como sendo seres enfermos, que estão longe da cura ou se negam a terapia da transformação moral.

É, sem dúvida, o mais pesado desafio que enfrenta o jovem, pagar esse elevado ônus, que é entender aqueles que deveriam fazê-lo, ajudar aqueles que, mais velhos e, portanto, mais experientes, tinham por tarefa compreendê-lo e orientá-lo.

O lar é o grande formador do caráter do educando. Muitas vezes, no entanto, lares infelizes, nos quais as pugnas por nonadas se fazem cruentas e constantes, não chegam a perturbar adolescentes equilibrados, porque são Espíritos saudáveis e ali se encontram para resgatar, mas também para educar os pais, servir de exemplo para os irmãos e demais familiares. Não seja, pois, de estranhar, os exemplos históricos de homens e mulheres notáveis que nasceram em lares modestos, em meios agressivos, em famílias degeneradas, e superaram os limites, as dificuldades impostas, conseguindo atingir as metas para as quais reencarnaram.

Quando o espírito da dignidade humana viger nos adultos, que se facultarão amadurecer os compromissos da progenitura, haverá uma mudança radical nas paisagens da família, iniciando-se a época da verdadeira fraternidade.

Quando o sexo for exercido com responsabilidade e não agressivamente, quando os indivíduos compreenderem que o prazer cobra um preço, e este, na união sexual, mesmo com os cuidados dos preservativos, é a fecundação, haverá uma mudança real no comportamento geral, abrindo espaço para a adolescência bem orientada na família em equilíbrio.

Seja, porém, qual for o lar no qual se encontre o adolescente, terá ele campo para a compreensão da fragilidade dos pais e dos irmãos, para avaliação dos seus méritos. Se não for compreendido ou amado, esforce-se para amar e compreender, tendo em vista que é devedor dos genitores, que poderiam haver interrompido a gravidez, e, no entanto, não o fizeram.

Assim, o adolescente tem, para com a família, uma dívida de carinho, mesmo quando essa não se dê conta do imenso débito que tem para com o jovem em formação. Nesse tentame, o de compreender e desculpar, orando, o adolescente contará com o auxílio divino que nunca falta e a proteção dos seus Guias Espirituais, que são responsáveis pela sua nova experiência reencarnatória.



Divaldo Pereira Fanco. Da obra: Adolescência e Vida. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 14 de Maio de 2011, 23:28
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas


Pais e Filhos

            «A ingratidão é um dos frutos mais diretos do egoísmo. Revolta sempre os corações honestos. Mas, a dos filhos para com os pais apresenta caráter ainda mais odioso.» Do item 9, do Capo XIV, de «O EVANGELHO SEGUNDO o ESPIRITISMO».

        Trazida a reencarnação para os alicerces dos fenômenos sócio-domésticoo, não é somente a relação de pais para filhos que assume caráter de importância, mas igualmente a que se verifica dos filhos para com os pais.

        Os filhos não pertencem aos pais; entretanto, de igual modo, os pais não pertencem aos filhos.

        Os genitores devem especial consideração aos próprios rebentos, mas o dever funciona bilateralmente, de vez que os rebentos do grupo familiar devem aos genitores particular atenção.

        Existem pais que agridem os filhos e tentam escravizá-los, qual se lhes fôssem objeto de propriedade exclusiva; todavia, encontramos, na mesma ordem de frequência, filhos que agridem os pais e buscam escravizá-los, como se os progenitores lhes constituíssem alimárias domésticas.

        A reencarnação traça rumos nítidos ao mútuo respeito que nos compete de uns para com os outros.

        Entre pais e filhos, há naturalmente uma fronteira de apreço recíproco, que não se pode ultrapassar, em nome do amor, sem que o egoísmo apareça, conturbando-lhes a existência.

        Justo que os pais não interfiram no futuro dos filhos, tanto quanto justo que os filhos não interfiram no passado dos pais.

        Os pais não conseguem penetrar, de imediato, a trama do destino que os princípios cármicos lhes reservam aos filhos, no porvir, e os filhos estão inabilitados a compreender, de pronto, o enredo das circunstâncias em que se mergulharam seus pais, no pretérito, a fim de que pudessem volver, do Plano Espiritual ao renascimento no Plano Físico. Ünicamente no mundo das causas, após a desencarnação, ser-lhes-á possível o entendimento claro, acerca dos vínculos em que se imanizam. Invoque-se, à vista disso, o auxílio de religiosos, professores, filósofos e psicólogos, a fim de que a excessiva agressividade filial não atinja as raias da perversidade ou da delinquência para com os pais e nem a excessiva autoridade dos pais venha a violentar os filhos, em nome de extemporânea ou cruel desvinculação.

        Pais e filhos são, originàriamente, consciências livres, livres filhos de Deus empenhados no mundo à obra de autoburilamento, resgate de débitos, reajuste, evolução. As leis da vida englobam-lhes a individualidade no mesmo alto gabarito de consideração.

        Nunca é lícito o desprezo dos pais para com os filhos e vice-versa.

        Não configuramos no assunto qualquer aspecto lírico na temática afetiva. Apresentamos, sumàriamente, princípios básicos do Universo.

        A existência terrestre é muito importante no progresso e no aperfeiçoamento do Espírito; no entanto, ao mesmo tempo, é simples estágio da criatura eterna no educandário da experiência física, à maneira de estudante no internato.

        Os pais lembram alunos, em condições mais avançadas de tempo, no currículo de lições, ao passo que os filhos recordam aprendizes iniciantes, quando surgem na arena de serviço terrestre, com acesso na escola, sob o patrocínio dos companheiros que os antecederam, por ordem de matrícula e aceita~ão. E que os filhos jamais acusem os pais pelo curso complexo ou difícil em que se vejam no colégio da existência humana, porquanto, na maioria das ocasiões, foram eles mesmos, os filhos, que, na condição de Espíritos desencarnados, insistiram com os pais, através de afetuoso constrangimento ou suave processo obsessivo, para que os trouxessem, de novo, à oficina de valores físicos, de cujos instrumentos se mostravam carecedores, a fim de seguirem rumo correto, no encalço da própria emancipação.

Livro: Vida e Sexo
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

 
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 14 de Maio de 2011, 23:30
Olá Amigos,
Paz e luz!!!

***

Como Viver com os Outros



A ciência mais difícil que até hoje encontramos foi a de viver em conjunto, e o mais interessante é que precisamos desse intercâmbio para viver.
A lei nos condicionou a essas necessidades biológicas e espirituais.

A própria vida perde o sentido se nos isolarmos das criaturas.
Elas têm algo que não possuímos e nós doamos a elas certos estímulos que a natureza lhes negou.
Vemos nisto a presença de Deus, levando-nos ao amor de uns para com os outros.
E assim aprendemos a amar por Amor.

A sociedade cada vez mais se aprimora, desde quando seus membros passam a se respeitar mutuamente, entrosando as qualidades e desfrutando da fraternidade na convivência.

A sociedade é, pois, a flor do aprimoramento humano. No entanto, essa sociedade não pode existir sem o lar. Ela se desarmoniza se deixar de existir a família, que é o sustentáculo da harmonia que pode ser desfrutada pelos homens, em todos os rumos dos seus objetivos.

Se queres paz em teu lar, começa a respeitar os direitos dos que convivem contigo.
Se romperes a linha divisória dos direitos alheios, afrontarás a tua própria paz.

Quem somente impõe suas idéias, passa a ser joguete dos pensamentos dos outros, às vezes, sem perceber. Estuda a natureza humana, pelos livros e pela observação, que a experiência te dirá os caminhos a tomar e a conduta a ser seguida.

Vê como falas a quem te ouve e como ouves a quem te fala e, neste auto-aprendizado,
as lições serão guardadas em lugares de que a vida sabe cuidar.

Não gastes teu tempo em palavras que desagradam, nem em horas de silêncio que desapontam. Procura usar as oportunidades no bom senso que equilibra a alma.

Procura conversar com os outros na altura que eles já atingiram. Isso não é disfarce, é respeito às sensibilidades, é sentir-te irmão de todos em todas as faixas da vida.

Ao encontrares uma criança, não passas a ser outra para que ela te entenda?
Assim deves fazer nas dimensões da vida humana em que te encontras.
A felicidade depende da compreensão, que gera Caridade, que gera Amor.

Conviver com os outros é, realmente, uma grande ciência, é a ciência da vida.

Fomos feitos para viver em sociedade. Se recusarmos, atrofiamo-nos e disso temos provas observando as plantas que frutificam mais em conjunto; as pedras, que dão mais segurança quando amontoadas, e os animais, que sempre  andam em convivência.
Tudo se une para a maior grandeza da criação.

Essas lições não são somente para os encarnados.
Os espíritos, na erraticidade, igualmente obedecem a essa grande regra de viver bem.

Nós nos unimos em todas as faixas a que pertencemos, no entusiasmo do bem, que nos dá a vida.
Aprendamos, pois, a conviver, a entender e respeitar os nossos irmãos que trabalham
e vivem conosco, que tudo passará a ser, para nós, motivo de felicidade, onde enxergaremos somente o Amor.

Contrariar as leis que nos congregam é desagregar a nossa própria paz.
E para aprender a viver bem com os outros, necessário se faz que nos eduquemos em todos os sentidos, que nos aprimoremos em todas as virtudes. Sem esse trabalho interior,
será difícil alcançar a paz imperturbável no reino do coração.



pelo espírito de Lancellin
psicografia João Nunes Maia
do Livro Cirurgia Moral
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 14 de Maio de 2011, 23:31
Ola muita paz
Amigos e Amigas

Pais e Filhos - Princípio, Meio e Fim

        Todo processo tem seu princípio, meio e fim e o início desta vida está na fecundação do óvulo pelo espermatozóide. Ai começa o relacionamento mãe e filho, aquele que já desde a espiritualidade cumpriu uma programação de reencarne. Com a fecundação inicia-se a trindade do corpo se desenvolvendo, o espírito se acoplando a ele, e a mãe promovendo o ambiente ideal para que tudo venha a se cumprir nesta nova reencarnação..

        Nove meses... o ser vem ao mundo e é alimentado por sua mãe. Já aí se inicia o processo da educação daquele espírito que nos foi dado a educar e promover, fazer mesmo o impossível para facilitar ou dar condições para seu amadurecimento no bem e o evoluir constante.

        Mas o que poderemos entender por educação? A quem é dada a tarefa de educar, às mães, às escolas ou à própria vida? O processo educativo é um trabalho de equipe. A mãe tem o primeiro de todos eles que é o de proceder no amor na amamentação. Uma tarefa aparentemente comum, simples e sem significado, mas que encerra uma comunicação enorme entre o espírito reencarnante e a mãe, pois que é o primeiro contato físico e a troca de sentimentos profundos.

        A criança cresce e começa a aprender a linguagem da vida e cabe à mãe a tarefa de ir mostrando o caminho do bem pela orientação e pelo exemplo. A criança cresce um pouco mais e aquela tarefa passa a ser dividida com a escola. Os educadores também devem entrar neste processo, complementando a educação moral com a educação cultural, fazendo com que as crianças que ali estão sob sua proteção tenham a confiança de que estão aprendendo o melhor para o usufruto nesta existência e a arrumação da bagagem para a próxima viagem. Aí a importância do professor ou mestre que tem o verdadeiro sentido e compreensão de seu papel, este que também é muito importante. Precisa ele antes de tudo, saber que é auxílio, não carrasco ou benfeitor; que cada ser que ali se encontra tem seu próprio desenvolvimento espiritual e em razão disto apresenta uma bagagem diferenciada e precisa ser tratado com adequação, individualmente segundo seu temperamento e necessidades.

        O jovem passa a ser quase adulto e tudo quer, tudo acha que é capaz de fazer sozinho, em tudo se crê melhor. Aí começa uma nova etapa e um novo direcionamento educacional onde a firmeza das colocações tem que ser presentes e a verdade no relacionamento uma confirmação de que todos estão no caminho do entendimento. O relacionamento franco e honesto cabe sempre, pois que dentro deste clima torna-se mais fácil estabelecer conversas e solucionar problemas sem deixar arestas. Não é fácil lidar com jovens neste mundo de hoje, precisa-se ter consciência disto. Em razão desta dificuldade é que precisamos, cada vez mais, nos fortalecer no bem e na firmeza de caráter, evitando os próprios vícios, melhorando a conduta sempre e a cada dia, para que possamos ser espelho e guia. A mãe sempre como figura central neste processo, pois mais que mãe é a âncora da família, aquela que faz com que todas as coisas tenham o seu lugar e fim. O Pai a fortaleza que complementa e protege a família. O filho, o objetivo, a complementação da família..

        E o jovem fica adulto e depois também passa a constituir a própria família. A mãe muitas vezes é esquecida, os pais passam a ser "os velhos" e, se todo este processo educativo não tiver sido muito bem feito, haverá uma aberração onde os filhos passam a ignorar os pais acreditando que já não servem para nada, esquecendo-se que aos pais é dado cuidar dos filhos até que se tornem adultos e aos filhos é dado amparar os pais na velhice.

        Portanto, alertar sobre a trajetória que é a ciência da vida e da educação, será, obviamente, a busca de maiores chances de êxito diante dos filhos recebidos.

        Filhos, devidamente instruídos terão bem mais oportunidades de acertarem seus passos, de retomarem caminhos que por algum deslize tenham sido desviados da rota, sendo muito mais fácil a compreensão de que as paixões e excessos levam, muitas vezes, a caminhos sem volta.

        Pais e filhos, lado a lado, crescendo juntos e aprendendo sempre, podem através desta união e da busca da verdade, montar um exército de PAZ.

        Filhos acertados, tarefa cumprida, consciência livre para o amor.


Fonte: Boletim do Grupo de Estudos Avançados Espíritas (GEAE) Nº 454
Vera Bestene

Título: Re: Família
Enviado por: suzanne sampaio em 15 de Maio de 2011, 00:15
Katiatog, agradeço a atenção e vejo que estou no caminho certo. Fazemos o evangelho no lar todos os domingos, inclusive meus filhos. Hj entrei na s ala de convívio e conversei com uma pessoa que me orientou transformar autoridade em companheirismo, pois meus filhos encontram-se numa fase em que não aceitam imposições, mas sim diálogo com carinho. Deus abençoe o trabalho que fazem!
Agradeço a todos os convites que tenho recebido para participar dos estudos. Procurarei estar presente mais vezes. Abraço fraterno!
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 15 de Maio de 2011, 00:17
Amigos e Amigas do Estudo

Posto aqui um exemplo de amor em família.
O teor desta mensagem é profundo e belíssimo.
Retirei do blog "Simplesmente Mulher".

***

O que eu Sou, devo aos meus Pais!!!



Quando somos crianças enchemos nosso pais de perguntas...
Queremos saber de tudo,queremos crescer rápido,como num passe de mágica...
Quero as nuvens, eu pensava quando criança, parecia algodão doce, kkkk!
Onde mora Deus?
Ficava sempre olhando para o céu, mas só via céu e mais céus, kkkk!
Ficava intrigada...
Como nascem os bebês?
Ganhei um livro que dizia que as meninas nascem das rosas e os meninos do repolho,kkkk!
Muito lindo e mágico o mundo quando somos crianças...
Queria saber, saber, perguntar, perguntar...
Todas as crianças são assim...
E cada pergunta faz os pais ficarem arrepiados, kkkk!
Mas um dia me vi refletindo porque amava tanto meus Pais...
Refleti, refleti...
Como sempre refletindo...
Mas vi que estava errada em refletir, era só eu olhar tudo o que eles já haviam feito por mim e ainda continuam fazendo...
E me vi em silêncio, no mais absoluto silêncio...

Vieram as lembranças...
Meu pai dando banho em três filhas, penteando os cabelos, (que eram enormes), pois minha mamys estava internada, e ficou muito tempo, foi ele que foi papys e mamys ao mesmo tempo.
Ele nos carregando no cangote, kkk!
Pois tínhamos ido na piscina, e era muito longe e não tínhamos dinheiro para voltar, e voltamos a pé, então ele revezava uma de cada vez e trazia em seu cangote, é tão bom, kkkk!

Quando fiquei muito doente aos 16 anos e não andava e nem falava, fiquei 2 anos vegetando, e foram eles que não desistiram de mim, foram eles que choravam por mim, foram eles que me amaram, foram eles que suportaram toda a humilhação por falta de dinheiro...
Pois como comprar uma cadeira de rodas sem dinheiro?
Foram eles que não perderam a Fé de me ver bem e feliz sempre...
Foram eles que me beijaram, quando ninguém mais quis me beijar...
Foram eles que mesmo estando vegetando , me olhavam com vida, mesmo quando os médicos desistiram de mim...
Como explicar esse Amor?
Como explicar essa dedicação?
De onde vem tantos sentimentos que só quando somos Pais percebemos a grandeza desse Amor.
Não tenho nem condição de explicar tamanho Amor e nem daria e nem é esse meu objetivo...

Foram eles que me ajudaram a criar minhas filhas e ainda me ajudam...
Foram eles que tiveram ao meu lado quando cada uma nasceu, já que os Pais delas haviam me abandonado...
Foram eles que quando minha vida toda desabou, foram os únicos que me acolheram..
Foram eles que no meio da tempestade e andando pelo vale da morte, me trouxeram de volta...
Foi o Amor incondicional que me trouxe de volta...
Foi os meus Pais, meus heróis, meus amigos...

Minha velha que fala que vivo na caverna do silêncio e que não consigo ouvir quando falam alto, (minha família parece família italiana, só fala alto, kkkk).
Por ficar muito no silêncio, desaprendi um pouco esse jeito fervoroso de minha família,kkkk!
Foram eles que me aconchegaram com a Paz que tanto precisava, foram eles que me apoiaram e acreditaram em mim...
Foram eles, somente eles...
Foram eles que me aconchegaram em seus colos, quando perdi todo dinheiro, casa, minha vida, meu rumo, minha fé, minha alegria de viver, simplesmente morri...
Só era um corpo vagando por uma estrada...
Foram eles que clamaram a Deus para que eu fosse despertada do vale da morte...
Ressuscitei pelo Amor deles...
Me tornei como Lazáro...
Morri e renasci...
E agora estou linda, maravilhosa, erguida, edificada sobre uma rocha que nunca se abala...

Agradeço a eles, por me amarem tanto...
Por colocarem seus joelhos no chão e clamar por minha alma...
Agradeço a eles...
Sei que eu os conheço a muito tempo, que somos corações enternecidos pelo Amor que rompe barreiras e tempos...
Eles me amam e nunca me pediram nada em troca.
Minto..
Só me pediram que eu :
SEJA FELIZ!
QUE EU CONFIE EM DEUS!
E QUE FAÇA O BEM A TODOS QUE CRUZAREM MEU CAMINHO...
Esse é o pedido deles...
Tão simples e tão majestoso...
Essa sou eu o exemplo deles...
A marca viva da fé, da esperança, do amor, da integridade, da força, da coragem de meus AMADOS PAIS...

Eu sou o Amor deles e eles são meus Amores...
Um filho bem amado nunca se esquece de seus Pais...
Mesmo que ele trilhe caminhos tortuosos, mesmo que ele faça escolhas perigosas, o Amor sempre estará lá a sua espera a minha espera...
Eles serão a Luz que acende no meio de uma escuridão...
E estarão ali de braços estendidos com seu semblante iluminado esperando por mim, por você...
Para trazer de volta aquela doce criança que um dia eles embalaram em seus colos...
Esse elo que nunca se romperá, pois ele nos foi concedido pelo Pai Maior:
Deus!
Meu amado Deus!
OBRIGADO DEUS PELOS MEUS PAIS!
OBRIGADO POR SER TÃO AMADA!
OBRIGADO PELO SENHOR ME AMAR TANTO ASSIM!
QUE O NOSSO CRIADOR ABENÇÕE MEUS PAIS E SEUS PAIS TAMBÉM
QUERO NOVAMENTE VOLTAR EM OUTRA VIDA AO LADO DE VOCÊS!

Título: Re: Família
Enviado por: macili em 15 de Maio de 2011, 00:23
Queridos Amigos Victor Passos, Katiatog e demais companheiros do Estudo.

Trago um pps intitulado "O Nó do Afeto".
Reflitamos em seu conteúdo.

Fiquem na paz!!!

Macili
Título: Re: Família
Enviado por: RuyLFreitas em 15 de Maio de 2011, 00:50
Oi! Prezada irmã katiatog.

Permita-me enaltecer o estudo que aqui se faz e agradece-la por citar meu nome, mas o que li até aqui relatado por todos até nosso querido "Victor Passos", teria serventia para uma confecção de um livro de moral super elevada e de tamanha ajuda para todos os Pais e Filhos, pois esse Tema já se tornou inimaginável tanto na parte cultural assim como deve ser nossos procedimentos, permitam-me novamente enaltecer a todos, pois todos os presentes são "Pura Luz".

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz. 
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 15 de Maio de 2011, 03:47
Boa noite queridos amigos e caros visitantes!


Educar um filho nos tempos atuais não é tarefa fácil. É preciso diálogo mas também muita disciplina. Estabelecer horários para os estudos, para o lazer, para o diálogo, para frequentar o centro espírita, dedicar o nosso tempo para os nossos filhos para que não pefiram a companhia da televisão e do computador.

Deixo um texto para que possamos refletir ....


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Resposta do Além


Minha irmã: valho-me do "correio do outro mundo" para responder à sua carta, cheia da sensibilidade do seu coração de mulher.

Pede-me a senhora o concurso de Espírito desencarnado para a solução de problemas domésticos no setor de educação aos filhinhos que Deus lhe confiou. Conforma-me, sobremaneira, a sua generosidade; entretanto, minha amiga, a opinião dos mortos, esclarecidos na realidade que lhes constitui o novo ambiente, será sempre muito diversa do conceito geral.

A verdade que o túmulo nos fornece renova quase todos os preceitos que nos pautavam as atitudes.

Aí no mundo, entrajados no velho manto das fantasias, raros pais conseguem fugir à cegueira do sangue. De orientadores positivos, que deveríamos ser, passamos à condição de servidores menos dignos dos filhos que a providência nos entrega, por algum tempo, ao carinho e ao cuidado.

Na Europa, trabalhada pelo sofrimento, existem coletividades que já se acautelam contra os perigos da inconsciência na educação infantil entre mimos e caprichos satisfeitos. Conhecemos, por exemplo, um rifão inglês que recomenda: - "poupa a vara e entrega a criança". Mas, na América, geralmente, poupamos os defeitos da criança para que o jovem nos deite a vara logo que possa vestir-se sem nós. Naturalmente que os britânicos não são pais desnaturados, nem monstros que atormentem os meninos na calada da noite, mas compreenderam, antes de nós, que o amor, para educar, não prescinde da energia e que a ternura, por mais valiosa, não pode dispensar o esclarecimento.

Dentro do Novo Mundo, e principalmente em nos País, as crianças são pequeninos e detestáveis senhores do lar que, aos poucos, se transformam em perigosos verdugos. Enchemo-las de brinquedos inúteis e de carinhos prejudiciais, sem a vigilância necessária, diante do futuro incerto. Lembro-me, admirado, do tempo em que se considerava herói o genitor que roubasse um guizo para satisfazer a impertinência de algum pequerrucho traquinas e, muitas vezes, recordo, envergonhado, a veneração sincera com que via certas mães insensatas a se debulharem em pranto pela impossibilidade de adquirir uma grande boneca para a filhinha exigente. A morte, todavia, ensinou-me que tudo isso não passa de loucura do coração.

É necessário despertar a alegria e acender a luz da felicidade em torno das almas que recomeçam a luta humana, em corpos tenros e, muita vez, enfermiços. Fora tirania doméstica subtraí-las ao sol, ao jardim, à Natureza. Seria crime cerrar-lhes o sorriso gracioso, com os ralhos inoportunos, quando os seus olhos ingênuos e confiantes nos pedem compreensão. Entretanto, minha amiga, não cogitamos de proporcionar-lhes a alegria construtiva, nem nos preocupamos com a sua felicidade real. Viciamo-lhas simplesmente.

Começamos a tarefa ingrata, habituando-lhes a boca às piores palavras da gíria e incentivando-lhes as mãos pequenas à agressividade risonha. Horrorizamo-nos quando alguém nos fala em corrigenda e trabalho. A palmatória e a oficina destinam-se aos filhos alheios. Convertemos o lar, santuário edificante que a Majestade Divina nos confia na Terra, em fortaleza odiosa, dentro da qual ensinamos o menosprezo aos vizinhos e a guerra sistemática aos semelhantes. Satisfazendo-lhes os caprichos, dispomo-nos a esmagar afeições sublimes, ferindo nossos melhores amigos e descendo aos fundos abismos do ridículo e da estupidez. Fiéis às suas descabidas exigências, falhamos em setenta por cento de nossas oportunidades de realização espiritual na existência terrestre. Envelhecemo-nos prematuramente, contraímos dolorosas enfermidades da alma e, quase sempre, só reconhecem alguma coisa de nossa renúncia vazia, ;quando o matrimônio e a família direta os defrontam, no extenso caminho da vida, dilatando-lhes obrigações e trabalhos. Ainda aí, se a piedade não comparece no quadro de suas concepções renovadas, convertem-nos em avós escravos e submissos.

A morte, porém, colhe nossa alma em sua rede infalível para que nos aconselhemos, de novo, com a verdade. Cai-nos a venda dos olhos e observamos que os nossos supostos sacrifícios não representavam senão amargoso engano da personalidade egoística. Nossas longas vigílias e atritos angustiosos eram, apenas, a defesa improfícua de mentiroso sistema de proteção familiar. E humilhados, vencidos tentamos debalde o exercício tardio da correção. Absolutamente desamparados de nossa lealdade e de nossa indesejável ternura, os filhos do nosso amor rolam, vida afora, aprendendo na aspereza do caminho comum. É que, antes de serem os rebentos temporários de nosso sangue, eram companheiros espirituais do campo a vida infinita, e, se voltaram ao internato da reencarnação, é que necessitavam atender ao resgate, junto de nós outros, adquirindo mais luz no entendimento. Não devíamos cercá-los de mimos inúteis, mas de lições proveitosas, preparando-os, em face das exigências da evolução e do aprimoramento para a vida eterna.

Desse modo, minha amiga, use os seus recursos educativos compatíveis com o temperamento de cada bebê, encaminhando-lhes o passo, desde cedo, na estrada do trabalho e dobem, da verdade e da compreensão, porque as escolas públicas ou particulares instruem a inteligência, mas não se podem responsabilizar pela edificação do sentimento. Em cada cidade do mundo pode haver um Pestalozzi que coopere na formação do caráter infantil, mas ninguém pode substituir os pais na esfera educativa do coração.

Se a senhora, porém, não acreditar em minhas palavras, por serem filhas da realidade indisfarçável e dura, exercite exclusivamente o carinho e espere pela lição do futuro, sem incomodar-se com os meus conselhos, porque eu também, se ainda estivesse envolvido na carne terrestre e se um amigo do "outro mundo" me viesse trazer os avisos que lhe dou, provavelmente não os aceitaria.



Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Da obra: Luz no Lar. Ditado pelo Espírito Irmão X

Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 15 de Maio de 2011, 04:08
Queridos amigos


Quantos ensinamentos, mensagens e participações relevantes tivemos nesses dois dias!

Agradeço a participação dos amigos susanne sampaio e RuyLFreitas que nos motivaram a fazer mais um dia de estudos.

Agradeço também as valiosas contribuições dos amigos Macili e hcancela.

Deixo aqui registrado o meu agradecimento à todos os amigos e visitantes que vem nos acompanhando.

Tenham todos um final de semana abençoado, com muita paz e amor.

Abraços  carinhosos da Katia.
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 15 de Maio de 2011, 04:24
Olá Amigos Victor Passos e Katiatog

É um imenso prazer participar deste estudo da FAmília.
Que possamos ser abençoados em nossos relacionamentos familiares.
***


Afetos não se apagam



        Nathan sempre sonhara ser médico. A vida lhe pediu que desistisse de seu sonho.

        Cedo precisou auxiliar a sustentar seus pais e irmãos. E cada vez seu sonho se tornava mais distante.

        Décadas depois viu seu neto, pelo qual tinha um carinho especial, apresentar a mesma vontade.

        Mas Nathan morreu quando o menino tinha apenas nove anos de idade. Aos 23 anos Kevin mantinha o sonho sempre mais forte. Queria ser médico, curar as pessoas.

        Como seus pais iriam pagar a faculdade era uma incógnita. O curso era muito caro. Eles eram corretores de imóveis e faziam o possível para fechar o maior número de negócios.

        Certo dia, o pai de Kevin viu no jornal local o anúncio de alguém que queria vender uma casa.

        Embora não costumasse entrar em contato com quem anunciava por sua própria conta, algo o fez telefonar.

        Os donos tinham anunciado diretamente, desejando vender a casa sem a necessidade de pagamento de comissão a corretores.

        Mas acabaram marcando com o pai de Kevin uma visita para que ele conhecesse a casa.

        Agendaram para a terça-feira. Quando Sherman falou com a esposa a respeito, ela o lembrou que ele tinha um compromisso anteriormente marcado.

        Sherman ligou para os donos da casa e mudou a visita para a segunda às quinze horas.

        Mais tarde, eles tornaram a telefonar pedindo que ele fosse na segunda, mas pela manhã, às 11 horas.

        Quando chegou ao local, Sherman descobriu que aquela casa tinha sido habitada pelos seus sogros, 15 anos antes.

        Comentou isso com os proprietários, mas antes que continuassem a conversar sobre a estranha coincidência, a campainha tocou.

        Era o carteiro.

        Sherman ouviu o casal informar:

        “Não. Ninguém chamado Nathan Stein mora aqui...”

        Sherman se levantou rápido da cadeira e gritou:

        “Era meu sogro!”

        Com as devidas explicações ao carteiro, conseguiu que a carta lhe fosse entregue, mediante assinatura de recebimento.

        Era um informativo de um banco a respeito de uma conta corrente em nome de Nathan. Dizia que tal conta seria fechada em breve se ninguém a viesse reclamar, pois estava sem movimentação há anos.

        O valor? Quinze mil dólares!

        Sherman, sua esposa e seu filho tiveram, logo, a certeza. Fora Nathan que, de alguma forma, do mundo espiritual, envidara esforços para que ele estivesse lá, naquele momento.

        “Fui levado até lá no momento certo”, disse Sherman.

        “Meu sogro desejava que seu neto tivesse o dinheiro para pagar o primeiro ano da faculdade.”

        E a filha, mãe de Kevin, tem certeza de que seu pai que sempre cuidou dela, continua a cuidar até hoje.

        * * *

        A morte, de forma alguma rompe os laços do amor. Da espiritualidade, os nossos amores prosseguem a velar por nós.

        Pais se esmeram no cuidado aos filhos que permaneceram na carne. Filhos, esposos, amigos têm os olhos voltados para nós, abençoando-nos ainda com seu afeto especial.

        Com os imortais aprendemos que “os bons espíritos fazem todo o bem que lhes é possível. Sentem-se ditosos com as nossas alegrias.

        Afligem-se com os nossos males, quando os não suportamos com resignação, porque então nenhum benefício tiramos deles.”

        Eles se compadecem de nossos sofrimentos, como nos compadecemos dos de um amigo.

        Assim, os bons espíritos nos levantam o ânimo no interesse do nosso futuro.

        Os parentes e amigos que nos precederam na outra vida, por nos votarem afeição, nos protegem como espíritos, de acordo com o poder de que disponham.

        Eles, como nós, são muito sensíveis aos sentimentos de amor e afeição.




Fonte: livro Mensagens de amor e amizade de Yitta Halberstam e Judith Leventhal
e LE - 484 a 488
Comentado pela Equipe de Redação do Momento Espírita
Título: Re: Família
Enviado por: vladi em 15 de Maio de 2011, 19:58
Olá Victor e Katia
Buscarei, com interesse, acompanhar as trocas de conhecimentos.
O tema "Família" não poderia vir em melhor hora.
Deixo aqui uma colocação simples mas acredito ser de interesse
"os lares são cadinhos purificadores, onde, sob o calor de rudes provas e dolorosos testemunhos, Espíritos frágeis caminham, vagarosamente, na direção do Mais Alto.” (Martins Peralva, Estudando a mediunidade, 6. ed., p. 102).
Como falou anteriormente a Dothy, em texto acima, acredito e compartilho do mesmo pensar: como amaremos os nossos inimigos se ainda não apreendemos a amar os nossos irmãos de "sangue"? Aí está o maior ensinamento. Estamos caminhando do pequeno para o grande aprendizado "pena que a passos lentos".
Estarei atento ao estudo
Até mais 
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 15 de Maio de 2011, 20:21
Amigo vladi


Seja muito bem-vindo ao nosso estudo mensal.

Agradeço pela sua participação e pela opinião sincera que muito nos motiva a fazer esse estudo com um tema tão importante para a evolução espiritual de todos nós.

Também acredito que só poderemos amar os nossos inimigos quando aprendermos à amar os nossos irmãos. O amor é centelha divina que habita todos os corações humanos, esperando o momento certo para despertar. Temos a eternidade para aprendermos a amar os nossos inimigos mas por que não aproveitar essa encarnação para pôr em prática o que nos ensinam os espíritos superiores?

Abraços da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 15 de Maio de 2011, 20:27
Boa tarde queridos amigos e caros visitantes!



Almas-Problema



A pessoa que renteia contigo, no processo evolutivo, não te é desconhecida... O filhinho-dificuldade que te exige doação integral, não se encontra ao teu lado por primeira vez.

O ancião-renitente que te parece um pesadelo contínuo, exaurindo-te as forças, não é encontro fortuito na tua marcha...

O familiar de qualquer vinculação que te constitui provação, não é resultado do acaso que te leva a desfrutar da convivência dolorosa.

Todos eles provêm do teu passado espiritual.

Eles caíram, sim, e ainda se ressentem do tombo moral, estando, hoje, a resgatar injunção penosa. Mas, tu também.

Quando alguém cai, sempre há fatores preponderantes, que induzem e levam ao abismo. Normalmente, oculto, o causador do infortúnio permanece desconhecido do mundo. Não, porém, da consciência, nem das Soberanas Leis.

Renascem em circunstâncias e tempos diferentes, todavia, volvem a encontrar-se, seja na consangüinidade, através da parentela corporal, ou mediante a espiritual, na grande família humana, tornando o caminho das reparações e compensações indispensáveis.

Não te rebeles contra o impositivo da dor, seja como se te apresente. Aqui, é o companheiro que se transforma em áspero adversário; ali, é o filhinho rebelde, ora portador de enfermidade desgastante; acolá, é o familiar vitimado pela arteriosclerose tormentosa; mais adiante, é alguém dominado pela loucura, e que chegam à economia da tua vida depauperando os teus cofres de recursos múltiplos.

Surgem momentos em que desejas que eles partam da Terra, a fim de que repouses... Horas soam em que um sentimento de surda animosidade contra eles te cicia o anelo de ver-te libertado...

Ledo engano!

Só há liberdade real, quando se resgata o débito. Distância física não constitui impedimento psíquico. Ausência material não expressa impossibilidade de intercâmbio. O Espírito é a vida, e enquanto o amor não lene as dores e não lima as arestas das dificuldades, o problema prossegue inalterado.

Arrima-te ao amor e sofre com paciência. Suporta a alma-problema que se junge a ti e não depereças nos ideais de amparar e prosseguir.

Ama, socorrendo.

Dia nascerá, luminosos, em que, superadas as sombras que impedem a clara visão da vida, compreenderás a grandeza do teu gesto e a felicidade da tua afeição a todos.

O problema toma a dimensão que lhe proporcionas.

Mas o amor, que "cobre a multidão dos pecados" voltado para o bem, resolve todos os problemas e dificuldades, fazendo que vibre, duradoura, a paz por que te afadigas.


Psicografia de Divaldo Pereira Franco. Da obra: Alerta. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 15 de Maio de 2011, 22:02
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

  Atendendo que colocaram o dia 15 como dia da Familia, velemos por ela;

(http://www.nilsonamadeu.com/mensagens/data/media/41/oracao.jpg)
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 15 de Maio de 2011, 22:07
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas


VIDA EM SOCIEDADE

Mensagem Introdutória

CONTRADIÇÃO

Muitos companheiros, a pretexto de se guardarem contra o mal, evitam contatos com esse ou aquele círculo
de serviço, caindo freqüentemente em males de maior monta.
E para isso, quase sempre, recorrem a negativas de várias espécies. Dizem-se pecadores, mas fogem deliberadamente ao ensejo que lhes propicia a aquisição de virtude.
Afirmam-se devedores, quando, nesse aspecto, lhes cabe maior diligência na solução dos compromissos de que se oneram. Declaram-se inúteis, ausentando-se dos quadros de trabalho em que poderiam mostrar os préstimos de que são mensageiros. Asseveram-se imperfeitos, desertando da luta capaz de conferir-lhes mais amplo burilamento...
Categorizam-se por neurastênicos angustiados, sem compaixão para com aqueles que lhes suportam a bile.
Acreditam-se perseguidos por espíritos inferiores, sem jamais ofertar-lhes qualquer recurso de amor à renovação.
Lamentam-se. Colecionam queixumes. Exageram sintomas. Escusam-se e choram. Ante a educação que ilumina e a caridade que levanta, imaginam-se ignorantes e fracos, malogrados e infelizes, muitas vezes mentalizando infortúnio e frustração, tédio e suicídio.
Transitam aqui e ali, entre a desconfiança e o desânimo, sentindo-se habitualmente desamparados e incompreendidos, destacando-se, onde surjam, à maneira de sensitivas ambulantes, temendo ciladas e tentações. E encerram-se, por fim, na reclusão de si mesmos como se, insulados e inertes, estivessem conquistando altura moral. Contudo, nada mais conseguem que a fuga do dever a cumprir, porque, se, em verdade, procuram a apetecida libertação do mal, é imprescindível entendam que a melhor maneira de extinguir-se o mal será fazermos para com todos e em toda parte a maior soma de bem.

Emmanuel
 Lei de sociedade, Necessidade da vida social.

"(...) Deus fez o homem para viver em sociedade. Não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação." LE "A vivência cristã se caracteriza pelo clima de convivência social em regime de fraternidade, no qual todos se ajudam e se socorrem, dirimindo dificuldades e consertando problemas." (Divaldo Franco, As leis morais da vida) "(...) Homem nenhum possui faculdades completas. Mediante a união social é que elas umas às outras se completam, para lhes assegurarem o bem-estar e o progresso. Por isso é que, precisando uns dos outros, os homens foram feitos para viver em sociedade e não insulados." (LE)

Todos nós necessitamos da vida em sociedade, da troca de experiências, que nos proporciona os avanços tanto morais como intelectuais. Devemos aprender a aprimorar nossas ações, sendo bons e caridosos também com aqueles que não nos são tão próximos. São os que nos porão à prova, os que nos levarão a demonstrar nossos propósitos no bem. Se vivêssemos afastados de tentações, ou de pessoas que nos provam a paciência, a caridade, a humildade a cada momento, onde nossa vitória sobre nossos defeitos? Afastando-nos da convivência nunca saberemos se estamos conseguindo cumprir o que pretendíamos efetuar na presente oportunidade reencarnatória, impossibilitaremos o resgate com aqueles que somos devedores, transformaremos nossas vidas em traços retos, onde não há voltas, pois não há conflitos a serem resolvidos. Estaremos adiando nossas ações para outro momento, estaremos desperdiçando nossas vidas atuais.
Quando convivemos em sociedade podemos praticar as lições que Jesus deixou para nós.
Fazer ao próximo o que gostaríamos que nos fosse feito, respeitar os seres, auxiliar e sermos auxiliados em nossos progressos intelectuais e morais. Jesus não se isolou, interagiu com os discípulos, com o povo, sofreu tentações.
A pessoa solitária não floresce, é como uma planta perdida no campo, se não houver oportunidade de fazer a polinização ele viverá , crescerá e morrerá sem deixar nada. Nem exemplos, nem amizades, nem a conciliação.

Fontes de consulta - Apostilas do ESDE - FEB

Deise Bianchini

https://sites.google.com/site/viveremfamiliaeterna/home
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 15 de Maio de 2011, 22:11
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

Desajustes na Família


    775 . Qual seria, para a sociedade, o resultado do relaxamento dos laços de família?

    "Uma recrudescência do egoísmo." (*)

    * * * * *

    A família é instituição social e humana comprometida com a realidade do Espírito, por constituir-se elemento primacial na construção do grupo que a compõe.

    Organizada para o ministério de intercâmbio dos valores afetivos, é educandário e oficina onde se desenvolvem os valores éticos e espirituais do ser humano com vistas ao futuro eterno dos membros que a constituem.

    Iniciada mediante a união dos sentimentos que vinculam os cônjuges um ao outro, abre-se enriquecedora para a prole, que passa a representar um investimento-luz de relevante significado em prol da felicidade dos pais e dos seus descendentes.

    A sua preservação é de vital importância para o desenvolvimento moral da sociedade, que nela se apoia e a transforma em alicerce para a preservação das suas conquistas com o crescimento de outros valores.

    Mesmo entre os animais selvagens o grupo familiar é de significativa importância, cabendo aos pais, por instinto, o sustento da prole e sua preservação até quando essa se encontra em condições de sobreviver utilizando os próprios recursos.

    Na família, caldeiam-se os elementos constitutivos do Espírito em processo de crescimento moral, ampliando-lhe a capacidade de evolução ao tempo que lhe retifica equívocos e lhe aprimora sentimentos.

    Todos aqueles que formam o clã estão, de alguma forma, vinculados entre si pelos fortes laços de experiências transatas. Acontece, às vezes, iniciarem-se experiências novas com vistas ao programa da fraternidade universal. No entanto, conforme o comportamento durante a vivência, estabelecem-se futuros programas de intercâmbio iluminativo e de capacitação para os desafios do processo de sublimação.

    Por isso, nem sempre os membros que conformam a família são harmônicos, apresentando desalinhos de conduta, agressividade, animosidade, insegurança, rebeldia, ódio acirrado... Nesses casos, identificamos adversários que se enfrentam mediante nova e abençoada oportunidade, nos tecidos biológicos do mesmo grupo, a fim de retificarem os erros, aprenderem compreensão e tolerância, reformularem conceitos sobre a vida.

    Igualmente, quando o afeto esplende em todos os membros e a legítima amizade os irmana, acompanhamos o desdobramento de bases afetivas anteriormente estabelecidas, ampliando o campo de realizações para o futuro.

    A sociedade é resultado do grupo familiar que se lhe torna célula essencial para a formação do conjunto, produzindo o coletivo conforme as estruturas individuais.

    Por isso mesmo, quando a família se desestrutura sociedade soçobra.

    Sem homens de boa formação moral e de caráter diamantino não é possível a existência de cidadãos equilibrados e dignos.

    É, portanto, no lar, que se corrigem as arestas morais do pretérito, despertam-se sentimentos elevados que se encontram adormecidos, criam-se hábitos saudáveis e dignificantes. Sem um lar bem estruturado o conjunto social dissolve-se, formando grupelhos de atormentados e prepotentes ou desleixados e destituídos de ideais que fomentam o desar da Humanidade.

    * * * * *

    A imaturidade psicológica de homens e mulheres que procriam sem responsabilidade é fator causal que prepondera no desequilíbrio que assusta a sociedade dos dias atuais.

    Mais preocupados em fruir prazer do que assumir responsabilidades, os indivíduos, não equipados de compreensão dos deveres, transitam pelos conúbios sexuais sem identificar-lhes a relevante significação de mero reprodutor da espécie com altas responsabilidades para os seus promotores.

    Unem-se, uns aos outros, mais atraídos pela ilusão da carne sedutora do que pelos sentimentos que sustentam a afetividade e trabalham pela alegria de participar de uma existência saudável ao lado de outrem.

    Quando os filhos nascem, ultrapassados os momentos de encanto e de promessas emocionais, consideram-nos impedimento para mais prazeres e gozos, ou têm-nos na conta de pesados ônus financeiro, enquanto que, por outro lado, se permitem o esbanjamento nos jogos da alucinação em que se comprazem.

    Noutras vezes, a simples constatação da gravidez desencadeia reações asselvajadas que os levam ao aborto criminoso, em tentativa infeliz de fugir à responsabilidade e ao compromisso espontaneamente estabelecido.

    Como educandário, no entanto, o lar representa um verdadeiro núcleo de formação da personalidade mediante os hábitos que se implantam no comportamento daqueles que aí se encontram. Pais agressivos ou negligentes, vulgares ou indisciplinados, emocionalmente inseguros ou rebeldes, tornam-se modelos nos quais os filhos formulam conceitos equivocados sobre a sociedade. Nesse clima de irresponsabilidade e conflitos, desenvolvem-se nos educandos os sentimentos de animosidade e suspeita contra todos os demais indivíduos, que passam a refletir as imagens domésticas, ameaçadoras ou punitivas, atormentadas ou insensíveis, de que foram vítimas.

    Quando, porém, os hábitos salutares são vivenciados pelos genitores, criam-se raízes de respeito e admiração entre todos, transferindo-se esses comportamentos para a sociedade na qual deverão viver.

    Na sua feição de oficina, as ações são mais valiosas do que os discursos de efeito aparente, quando são propostos conselhos e orientações em momentos emocionais inoportunos, porque somente por meio do trabalho bem direcionado em relação ao caráter e aos sentimentos é que se fundem os significados psicológicos e morais de profundidade.

    O mais eficiente método, portanto, de educação, é aquele que se associa ao exemplo, que demonstra a sua eficácia e significação na conduta do preceptor.

    Os pais, em conseqüência, não se poderão evadir da responsabilidade para com a prole, sendo os esteios de sustentação da família ou a areia movediça sobre a qual erguem os frágeis ideais de convivência.

    * * * * *

    O ser humano é animal biopsicossocial que não se pode desenvolver de maneira eficiente sem a convivência com outrem da sua e de outras espécies.

    Os relacionamentos emocionais e espirituais constituem-lhe fonte de inspiração e de equilíbrio para uma existência feliz.

    A família é-lhe o primeiro contato com o mundo, que passará a significar o que aprende entre os seus, exteriorizando o resultado da convivência. A sua desagregação leva o indivíduo a uma recrudescência do egoísmo.

    Célula fecunda de desenvolvimento dos valores eternos, os desajustes, por acaso existentes no lar, resultado de sementeiras de sombras no passado, devem ser superados pelas lições poderosas do amor e da solidariedade, construindo laços de verdadeira união que estruturarão os grupos sociais de maneira equilibrada para a convivência ditosa entre todos os irmãos em humanidade.

    (* Questão de O Livro dos Espíritos)

    Livro: Lições para a Felicidade
    Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

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Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 15 de Maio de 2011, 22:12
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

A ADOLESCÊNCIA

 FASE DE TRANSIÇÃO E DE CONFLITOS

 

A adolescência é o período próprio do desenvolvimento físico e psicológico, que se inicia aproximadamente aos catorze anos para os rapazes e aos doze anos para as moças, prolongando-se, até aos vinte e dezoito anos, respectivamente, nos países de clima frio, sendo que nos trópicos há uma variação para mais cedo.

Nessa fase, há um desdobramento dos órgãos secun­dários do sexo, dando surgimento aos fatores propiciatórios da reprodução, como sejam o espermatozóide no fluido seminal e o catamênio. Os rapazes experimentam alterações na voz, enquanto as moças apresentam desenvolvimento dos ossos da bacia, dos seios, o que ocorre com certa rapidez, normalmente acompanhados pelo surgimento da afetividade, do interesse sexual e dos conflitos na área do compor­tamento, como insegurança, ansiedade, timidez, instabilidade, angústia, facultando o espaço para desenvolvimento e

definição da personalidade, aparecimento das tendências e das vocações.

Completando a reencarnação, o adolescente passa a viver a experiência nova, definindo os rumos do comportamento que o tempo amadurecerá através da vivência dos novos desafios.

Inadaptado ao novo meio social no qual se movimentará, sofre o conflito de não ser mais criança, encontrando-se, no entanto, sem estrutura organizada para os jogos da idade adulta. É, portanto, o período intermediário entre as duas fases importantes da existência terrena, que se encarrega de preparar o ser para as atividades existenciais mais profundas.

Inseguro, quanto aos rumos do futuro, o jovem enfrenta o mundo que lhe parece hostil, refugiando-se na timidez ou expandindo o temperamento, conforme sejam as circunstâncias nas quais se apresentem as propostas de vida.

As bases de sustentação familiar, religiosa e social, sentem-lhe os embates dos desafios que enfrenta, pois relaciona tudo quanto aprendeu com o que encontra pela frente.

Não possuindo a maturidade do discernimento, e fascinado pelas oportunidades encantadoras que lhe surgem de um para outro momento, atira-se com sofreguidão aos prazeres novos sem dar-se conta dos comprometimentos que passa a firmar, entregando-se às sensações que lhe tomam todo o corpo.

Outras vezes, vitimado por conflitos naturais que surgem da incerteza de como comportar-se, refugia-se no medo de assumir responsabilidades decorrentes das atitudes e faz quadros psicopatológicos, como depressão, melancolia, irritabilidade, escamoteando o medo que o assalta e o intimida.

Nos dias atuais as licenças morais são muito agressivas, convidando o jovem, ainda inadequado para os jogos velozes do prazer, a lances audaciosos na área do sexo, que parece constituir-lhe a meta prioritária em que chafurda até o cansaço, dando surgimento à usança de recursos escapistas, que não atendem às necessidades presentes, antes mais o perturbam, comprometendo-o de maneira lamentável.

Nesse período, o corpo adolescente é um laboratório de hormônios que trabalham em favor das definições orgânicas, ao tempo em que o psiquismo se adapta às novas formulações, passando um período de ajustamento que deve facultar o amadurecimento dos valores éticos e comportamentais.

Como é compreensível, a escala de valorização da vida se modifica ante o mundo estranho e atraente que ele descortina, contestando tudo quanto antes lhe constituía segurança e estabilidade.

Os novos painéis apresentam-lhe cores deslumbrantes, e não encontrando conveniente orientação, educação consistente, firmadas no entendimento das suas necessidades, contesta e agride os valores convencionais, elaborando um quadro compatível com o seu conceito, no qual passa a comprazer­se, ignorando os cânones e paradigmas nos quais se baseiam os grupos sociais, que perdem, para ele, momentaneamente, o significado.

A velocidade da telecomunicação, a diminuição das distâncias através dos recursos da mídia, da computação, das viagens aéreas, amedrontam os caracteres mais frágeis, enquanto estimulam os mais audaciosos, propondo-lhes o descobrimento do mundo e o sorver de todos os prazeres quase que de um só gole.

Os esportes, que se perdem num incontável número de propostas, chamam-no, e os outros deveres, aqueles que dizem respeito à cultura intelectual, à vivência religiosa, ao compor­tamento ético-moral, porque exigem sacrifícios mais demorados e respostas mais lentas, ficam à margem, quase sempre desprezados, em favor dos outros esforços que gratificam de imediato, ensoberbecendo o ego e exibindo a personalidade.

O culto do corpo, nos campeonatos de glorificação das formas, agrada, elaborando programas, às vezes de sacrifício inútil, em razão da própria fragilidade de que se reveste a matéria na sua transitoriedade orgânica e constitucional.

A música alucinante e as danças de exalçamento da sensualidade levam-no à ardência sexual, sem que tenha resistência para os embates do gozo, que exige novas e diferentes formas de prazer em constante exaltação dos sentidos.

A moderação cede lugar ao excesso e o equilíbrio passa a plano secundário, porque o jovem, nesse momento, receia perder as facilidades que se multiplicam e o exaurem, sem dar-se conta das finalidades reais da existência física.

O Espiritismo oferece ao jovem um projeto ideal de vida, explicando-Lhe o objetivo real da existência na qual se encontra mergulhado, ora vivendo no corpo e, depois, fora dele, como um todo que não pode ser dissociado somente porque se apresenta em etapas diferentes. Explica-lhe que o Espírito é imortal e a viagem orgânica constitui-lhe recurso precioso de valorização do processo iluminativo, libertador e prazenteiro.

Elucidando-o, quanto ao investimento que a todos é exigido, desperta-o para a semeadura por intermédio do estudo, do exercício da aprendizagem, do equilíbrio moral pela disciplina mental e ação correta, a fim de poder colher por longos, senão todos os anos da jornada carnal, os resultados formosos, que são decorrentes do empenho pela própria dignificação.

Os pais e os educadores são convidados, nessa fase da vida juvenil, a caminharem ao lado do educando, dialogando e compreendendo-lhe as aspirações, porém exercendo uma postura moral que infunda respeito e intimidade, ao mesmo tempo fortalecendo a coragem e ajudando nos desafios que são propostos, para que o mesmo se sinta confiante para prosseguir avançando com segurança no rumo do futuro.

São muito importantes essas condutas dos adultos, que, mesmo sem o desejarem, servem de modelos para os aprendizes que transitam na adolescência, porqüanto os hábitos que se arraigarem permanecerão como definidores do comportamento para toda a existência física.

O amor, na sua abrangência total, será sempre o grande educador, que possui os melhores métodos para atender a busca do jovem, oferecendo-lhe os seguros mecanismos que facilitam o êxito nos empreendimentos encetados, assim como nos porvindouros.

Continência moral, comedimento de atitudes constituem preparativos indispensáveis para a formação da personalidade e do caráter do jovem, nesse período de claro-escuro discernimento, para o triunfo sobre si mesmo e sobre as dificuldades que enfrentam todas as criaturas, durante a marcha física na Terra.


ADOLESCÊNCIA E VIDA

DIVALDO PEREIRA FRANCO

DITADO PELO ESPÍRITO JOANNA DE ÂNGELIS

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Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 15 de Maio de 2011, 22:13
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Bons Amigas e Amigos


O ADOLESCENTE E A SUA SEXUALIDADE

 
A ignorância responde por males incontáveis que afligem a criatura humana e confundem a sociedade. Igualmente perversa é a informação equivocada, destituída de

fundamentos éticos e carente de estrutura de lógica.

Na adolescência, o despertar da sexualidade é como o rom­per de um dique, no qual se encontram represadas forças inco­mensuráveis, que se atiram, desordenadas, produzindo danos e prejuízos em relação a tudo quanto encontram pela frente.

No passado, o tema era tabu, que a ignorância e a hipocrisia preferiam esconder, numa acomodação na qual a aparência deveria ser preservada, embora a conduta moral muitas vezes se encontrasse distante do que era apresentado.

Estabelecera-se, sub-repticiamente, que o imoral era a sociedade tomar conhecimento do fato servil e não o praticá­lo às ocultas.

          À medida que os conceitos se atualizaram, libertando-se dos preconceitos perniciosos, ocorreu o desastre da liber­tinagem, sem que houvesse mediado um período de amadurecimento emocional entre o proibido e o liberado, o que era considerado vergonhoso e sujo e o que é biológico e normal.

Evidentemente, após um largo período de proibição, imposta pela hegemonia do pensamento religioso arbitrário, ao ser ultrapassado pelo imperativo do progresso, surgiriam a busca pelo desenfreado gozo a qualquer preço e a entrega aos apetites sexuais, como se a existência terrena se resumisse unicamente nos jogos e nas conquistas da sensualidade, terminando pelo tombo nas excentricidades, nos comporta­mentos patológicos e promíscuos do abuso.

A sociedade contemporânea encontra-se em grave momento de conduta em relação ao sexo, particularmente na adolescência. Superada a ignorância do passado, contempla, assustada, os desastres morais do presente, sofrendo terríveis incertezas acerca do futuro.

A orientação sexual sadia é a única alternativa para o equilíbrio na adolescência, como base de segurança para toda a reencarnação.

A questão, faça-se justiça, tem sido muito debatida, porém as soluções ainda não se fizeram satisfatórias. A visão materialista da vida, estimulando uma filosofia hedonista, responde pelos problemas que se constatam, em razão do conceito reducionista a que se encontra relegada a criatura humana.

Sem dúvida, o sexo faz parte da vida física, entretanto, tem implicações profundas nos refolhos da alma, já que o ser humano é mais do que o amontoado de células que lhe constituem o corpo.

Por essa razão, os conflitos se estabelecem tendo-se em vista a sua realidade espiritual, com anterioridade à forma atual, e complexas experiências vividas antes, que não foram felizes.

Talvez, em razão de ignorarem ou negarem a origem do ser, como Espírito imortal que é, inúmeros psicólogos, sexólogos e educadores limitam-se, com honestidade, a preparar a criança de forma que apenas conheça o corpo, identifique suas funções, entre em contato com a sua realidade física. A proposta é saudável, inegavelmente; todavia, o corpo reflete os hábitos ancestrais, que provêm das experiências anteriores, vivenciadas em outras existências corporais, que imprimiram necessidades, anseios, conflitos ou harmonias que ora se apresentam com predominância no comportamento.

O conhecimento do corpo, a fim de assumir-lhe os impulsos, propele o adolescente para a promiscuidade, a perversão, os choques que decorrem das frustrações, caso não esteja necessariamente orientado para entender o complexo mecanismo da função sexual, particularmente nas suas expressões psicológicas.

Inseguranças e medos, muito comuns na adolescência, procedem das atividades mal vividas nas jornadas anteriores, que imprimiram matrizes emocionais ou limitações orgânicas, deficiências ou exaltação da libido, preferências perturbadoras que exigem correta orientação, assim como terapia especia­lizada.

Aos pais cabe a tarefa educativa inicial. Todavia, mal equipados de conhecimentos sobre conduta sexual, castram os filhos pelo silêncio constrangedor a respeito do tema, deixando­-os desinformados, a fim de que aprendam com os colegas pervertidos e viciados, ou os liberam, ainda sem estrutura psicológica, para que atendam aos impulsos orgânicos, sem qualquer ética ou lucidez a respeito da ocorrência e das suas conseqüências inevitáveis.

Reunindo-se em grupos para intercâmbio de opiniões e experiências de curiosidade, os adolescentes ficam a mercê de profissionais do vício, que os aliciam mediante as imagens da mídia perversa e doentia ou da prostituição, hoje disfarçada de intercâmbio descompromissado, para atender àqueles impulsos orgânicos ou de viciação mental, em relacionamentos rápidos quão insatisfatórios.

Quando se pretende transferir para a Escola a responsa­bilidade da educação sexual, corre-se o risco, que deverá ser calculado, de o assunto ser apresentado com leveza, irresponsabilidade e perturbação do próprio educador, que vive conflitivamente o desafio, sem que o haja solucionado nele próprio de maneira correta.

Anedotário chulo, palavreado impróprio, exibição de aberrações, normalmente são utilizados como temas para as aulas de sexo, a desserviço da orientação salutar, mais aturdindo os adolescentes tímidos e inseguros e tornando cínicos aqueles mais audaciosos.

A questão da sexualidade merece tratamento especiali­zado, conforme o exige a própria vida.

O ser humano não é somente um animal sexual, mas também racional, que desperta para o comando dos instintos sob o amparo da consciência.

Todos os seus atos merecem consideração, face aos efeitos que os sucedem.

No que diz respeito ao sexo, este requer o mesmo tratamento e dignificação que são dispensados aos demais órgãos, com o agravante de ser o aparelho reprodutor, que possui uma alta e expressiva carga emocional, desse modo requisitando maior soma de responsabilidade, assim como de higiene e respeito moral.

O controle mental, a disciplina moral, os hábitos saudáveis no preenchimento das horas, o trabalho normal, a oração ungida de amor e de entrega a Deus, constituem metodologia correta para a travessia da adolescência e o despertar da idade da razão com maturidade e equilíbrio.

O sexo orientado repousa e se estimula na aura do amor, que lhe deve constituir o guia seguro para eqüacionar todos os problemas que surgem e preservá-lo dos abusos que alucinam.

Sexo sem amor é agressão brutal na busca do prazer de efêmera duração e de resultado desastroso, por não satisfazer nem acalmar.

Quanto mais seja usado em mecanismo de desesperação ou fuga, menos tranqüilidade proporciona.

Tendo-se em vista a permuta de hormônios e o fenômeno biológico procriativo, o sexo deve receber orientação digna e natural, sem exagero de qualquer natureza ou limitação absurda, igualmente desastrosa.

A força, não canalizada, deixada em desequilíbrio, danifica e destrói, seja ela qual for.

A de natureza sexual tem conduzido a história da humanidade, e, porque, nem sempre foi orientada corretamente, os desastres bélicos que sucederam as hecatombes morais, sociais, espirituais, têm sido a colheita dos grandes conquistadores e líderes doentios, reis e ditadores ignóbeis, que dominaram os povos, arrastando-os em cativeiros hediondos, porque não conseguiram dominar-se, controlar essa energia em desvario que os alucinava.

Examine-se qualquer déspota, e nele se encontrarão registros de distúrbios na área do comportamento sexual.

Desse modo, na fase da irrupção da adolescência e dos órgãos secundários, impõe-se o dever de completar-se a orientação do sexo que deve ser iniciada na infância, de forma que o jovem se dê conta que o mesmo existe em função da vida e não esta como instrumento dele.


ADOLESCÊNCIA E VIDA

DIVALDO PEREIRA FRANCO

DITADO PELO ESPÍRITO JOANNA DE ÂNGELIS

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Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 15 de Maio de 2011, 22:15
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Amigos e Amigas

O ADOLESCENTE E O SEU PROJETO DE VIDA

 

A partir de Freud o conceito de sexo sofreu uma quase ra­dical transformação. O eminente Pai da Psicanálise procurou de­monstrar que a sexualidade é algo maior do que se lhe atribuía até então, quando reduzida somente à função sexual. Ficou estabelecido que a mesma tem muito mais a ver com o indivíduo no seu conjunto, do que específica e unicamente com o órgão genital, exercendo uma forte influência na personalidade do ser.

Naturalmente, houve excesso na proposta em pauta, nos seus primórdios, chegando-se mesmo ao radicalismo, que pretendia ser a vida uma função totalmente sexual, portanto, perturbadora e conflitiva.

Sempre se teve como fundamental que a vida sexual tinha origem na puberdade, no entanto, sempre também se constataram casos de manifestações prematuras do sexo, em razão do amadurecimento precoce das glândulas genésicas.

A Freud coube a tarefa desafiadora de demonstrar a diferença existente entre a glândula genital, responsável pela função procriadora, e a de natureza sexual, que se encontra ínsita na criança desde o seu nascimento, experimentando as naturais transformações que culminariam na sexualidade do ser adulto. Ainda, para Freud, a função de natureza sexual é resultado da aglutinação de diversos instintos — heranças natu­rais do trânsito do ser pelas fases primárias da vida, nas quais houve predominância da natureza animal, portanto, instintiva que se vão transformando, organizando e completando-se até alcançarem o momento da reprodução, igualmente ligada àquele período inicial da evolução dos seres na Terra.

No transcurso desse desenvolvimento dos denominados instintos parciais, muitos fatores ocorrem naturalmente, sendo asfixiados, transferidos psicologicamente, alterados, dando nascimento a inúmeros conflitos da personalidade. A personalidade, desse modo, é o resultado de todas essas alterações que sucedem nas faixas primeiras da vida e que são modificadas, transformadas e orientadas de forma a construir o ser equilibrado.

Trata-se, portanto, de uma força interior que se desenvolve no ser humano e quase o domina por inteiro, estabelecendo normas de conduta e de atividade, que o fazem feliz ou desventurado, saudável ou enfermo.

Para entender esse mecanismo é indispensável remontar às reencarnações anteriores por onde deambulou o Espírito, que se torna herdeiro do patrimônio das suas ações, ora atuantes, como desejos, tendências, manifestações sexuais impulsivas ou controladas.

Houvesse, o eminente vienense, recuado à ancestralidade do ser imortal, superando o preconceito que lhe hipertrofiava a visão científica, reduzindo-a, apenas, à matéria, e teria conseguido eqüacionar de forma mais segura os problemas do sexo e da sexualidade.

Não obstante, essa força poderosa é que, de certa forma, influencia a vida, no campo das sensações, levando a resultados emocionais que se estabelecem no psiquismo e comandam a existência humana que, mal orientada, pouco difere da animal.

É nesse período, na adolescência, que se determinam os programas, os projetos de vida que se tornarão realidade, ou não, de acordo com o estado emocional do jovem.

Convencionou-se que esses programas existenciais devem ser estruturados na visão ainda imediatista, isto é, no amealhar de uma fortuna, no desfrutar do conforto material, no adquirir bens, no ter segurança no trabalho, na liberalidade afetiva, no prazer... Muitos programas têm sido estabelecidos dentro desses limites, que pareceram dar certo no passado, mas frustraram pessoas que se estiolaram na amargura, no desconforto moral, na ansiedade mal contida.

O ser humano destina-se a patamares mais elevados do que aqueles que norteiam o pensamento materialista, quais sejam, o equilíbrio interior, o domínio de si mesmo, o idealismo, a harmonia pessoal, a boa estruturação psicológica, e, naturalmente, os recursos materiais para tornar esses propósitos realizáveis.

Para tanto, o propósito de vida do jovem deve centrar-se na busca do conhecimento, na vivência das disciplinas morais, a fim de preparar-se para as lutas nem sempre fáceis do processo evolutivo, na reflexão, também na alegria de viver, nos prazeres éticos, na recreação, nos quais encontra resistência e renovação para os deveres que são parte integrante do seu processo de crescimento pessoal.

Somente quem se dispõe a administrar os desafios, consegue planar acima das vicissitudes, que passam a ter o significado que lhes seja atribuído. Quando se dá a inversão de metas, ou seja, a necessidade de gozo e de desfrutar de todas as comodidades juvenis, antes de equipar-se de valores morais e de segurança psicológica pelo amadurecimento das experiências e vivências, inevitavelmente o sofrimento, a

insatisfação, a angústia substituem os júbilos momentâneos e vãos.

O adolescente atual é Espírito envelhecido, acostumado a realizações, nem sempre meritórias, o que lhe produz anseios e desgostos aparentemente inexplicáveis, insegurança e medo sem justificativa, que são remanescentes de sua consciência de culpa, em razão dos atos praticados, que ora veio reparar, superando os limites e avançando com outro direcionamento pelo caminho da iluminação interior, que é o essencial objetivo da vida.

O projeto de uma vida familiar, de prestígio na sociedade, de realizações no campo de atividades artísticas ou profis­sionais, religiosas ou filosóficas, é credor de carinho e de esforço, porque deve ser fixado nos painéis da mente como desafio a vencer e não como divertimento a fruir. Todo o esforço, em contínuo exercício de fazer e refazer tarefas; a decisão de não abandonar o propósito em tela, quando as circunstâncias não forem favoráveis; o controle dos impulsos que passarão a ser orientados pela razão, ao invés de encontrarem campo na agressividade, na violência, no abuso juvenil, constituem os melhores instrumentos para que se concretize a aspiração e se torne realidade o programa da existência terrena.

O adolescente está em formação e, naturalmente, possuindo forças que devem ser canalizadas com equilíbrio para que não o transtornem, necessita de apoio e de discernimento, de orientação familiar, porque lhe falta a experiência que melhor ensina os rumos a seguir em qualquer tentame de vida.

Nesse período, muitos conflitos perturbam o adolescente, quando tem em mira o seu projeto de vida ainda não definido. Surgem-lhe dúvidas atrozes na área profissional, em relação ao que sente e ao que dá lucro, ao que aspira e ao que se encontra em moda, àquilo que gostaria de realizar e ao aspecto social, financeiro da escolha... Indispensável ter em mente que os valores imediatos sempre são ultrapassados pelas inevitáveis ocorrências mediatas, que chegarão, surpreendendo o ser com o que ele é, e não apenas em relação ao que ele tem.

Caracteriza-se aqui a necessidade da auto-realização em detrimento do imediato possuir, que nem sempre satisfaz interiormente.

Há muitas pessoas que têm tudo quanto a vida oferece aos triunfadores materiais, e, no entanto, não se encontram de bem com elas mesmas. Outrossim, possuem tesouros que trocariam pela saúde; dispõem de haveres que doariam para fruírem de paz; desfilam nos carros de ouro dos aplausos e prefeririam as caminhadas afetivas entre carinho e segurança emocional...

Desse modo, o projeto existencial do adolescente não pode prescindir da visão espiritual da vida; da realidade transpessoal dele mesmo; das aspirações do nobre, do bom e do belo, que serão as realizações permanentes no seu interior, direcionando-lhe os passos para a felicidade.

Os haveres chegam e partem, são adquiridos ou perdidos, porém, o que se é, permanece como diretriz de segurança e mecanismo de paz, que nada consegue perturbar ou modificar.

Para esse cometimento, a boa orientação sexual faz-se indispensável na fase de afirmação da personalidade do adolescente, como ocorre nos mais diferentes períodos da vida física.


ADOLESCÊNCIA E VIDA

DIVALDO PEREIRA FRANCO

DITADO PELO ESPÍRITO JOANNA DE ÂNGELIS

https://sites.google.com/site/viveremfamiliaeterna/home
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 15 de Maio de 2011, 22:17
Ola muita paz
Amigos e Amigas

O ADOLESCENTE DIANTE DA FAMÍLIA

 

Incontestavelmente, o lar é o melhor educandário, o mais eficiente, porque as lições aí ministradas são vivas e impressionáveis, carregadas de emoção e força. A família, por isso mesmo, é o conjunto de seres que se unem pela consangüinidade para um empreendimento superior, no qual são investidos valores inestimáveis que se conjugam em prol dos resultados felizes que devem ser conseguidos ao largo dos anos, graças ao relacionamento entre pais e filhos, irmãos e parentes.

Nem sempre, porém, a família é constituída por Espíritos afins, afetivos, compreensivos e fraternos.

Na maioria das vezes, a família é formada para auxiliar os equivocados a se recuperarem dos erros morais, a repararem danos que foram causados em outras tentativas nas quais malograram.

Assim, pois, há famílias-bênção e famílias-provação. As primeiras são aquelas que reúnem os Espíritos que se identificam nos ideais do lar, na compreensão dos deveres, na busca do crescimento moral, beneficiando-se pela harmonia freqüente e pela fraternidade habitual. As outras são caracterizadas pelos conflitos que se apresentam desde cedo, nas animosidades entre os seus membros, nas disputas alucinadas, nos conflitos contínuos, nas revoltas sem descanso.

Amantes que se corromperam, e se abandonaram, renascem na condição de pais e filhos, a fim de alterarem o comportamento afetivo e sublimarem as aspirações; inimigos que se atiraram em duelos políticos, religiosos, afetivos, esgrimindo armas e ferindo-se, matando-se, retornam quase sempre na mesma consangüinidade, a fim de superarem as antipatias que remanescem; traidores de ontem agora se refugiam ao lado das vítimas para conseguirem o seu perdão, vestindo a indumentária do parentesco próximo, porque ninguém foge dos seus atos. Onde vai o ser, defronta-se com a sua realidade, que se pode apresentar alterada, porém, no âmago, é ele próprio.

A família, desse modo, é o laboratório moral para as experiências da evolução, que caldeia os sentimentos e trabalha as emoções, proporcionando oportunidade de equilíbrio, desde que o amor seja aceito como o grande eqüacionador dos desafios e das dificuldades.

Invariavelmente, por falta de estrutura espiritual e desconhecimento da Lei das reencarnações, as pessoas que se reencontram na família, quase sempre, dão vazão aos seus sentimentos e, ao invés de retificar os negativos, mais os fixam nos painéis do inconsciente, gerando novas aversões que complicam o quadro do relacionamento fraternal.

As vezes, a afetividade como a animosidade são detectadas desde o período da gestação, predispondo os pais a aceitação ou à rejeição do ser em formação, que lhes ouvem as expressões de carinho ou lhes sentem as vibrações inamistosas, que se irão converter em conflitos psicológicos na infância e na adolescência, gerando distúrbios para toda a existência porvindoura.

Renasce-se, portanto, no lar, na família de que se tem necessidade, e nem sempre naquela que se gostaria ou que se merece, a fim de progredir e limar as imperfeições com o buril da fraternidade que a convivência propicia e dignifica.

Em razão disso, o adolescente experimenta na família esses choques emocionais ou se sente atraído pelas vibrações positivas, de acordo com os vínculos anteriores que mantém com o grupo no qual se encontra comprometido. Essa aceitação ou repulsão irá afetar de maneira muito significativa o seu comportamento atual, exigindo, quando negativa, terapia especializada e grande esforço do paciente, a fim de ajustar-se à sociedade, que lhe parecerá sempre um reflexo do que viveu no ninho doméstico.

A família equilibrada, isto é, estruturada com respeito e amor, é fundamental para uma sociedade justa e feliz. No entanto, a família começa quando os parceiros se resolvem unir sexualmente, amparados ou não pelo beneplácito das Leis que regem as Nações, respeitando-se mutuamente e compre­endendo que, a partir do momento em que nascem os filhos, uma grande, profunda e significativa modificação se deverá dar na estrutura do relacionamento, que agora terá como meta a harmonia e felicidade do grupo, longe do egoísmo e do interesse imediatista de cada qual.

Infelizmente, não é o que ocorre, e disso resulta uma sociedade juvenil desorganizada, revoltada, agressiva, desinteressada, cínica ou depressiva, deambulando pelos rumos torpes das drogas, da violência, do crime, do desvario sexual...

Os pais devem unir-se, mesmo quando em dificuldade no relacionamento pessoal, a fim de oferecerem segurança psicológica e física à progênie.

Essa tarefa desafiadora é de grande valia para o conjunto social, mas não tem sido exercida com a elevação que exige, em razão da imaturidade dos indivíduos que se buscam para os prazeres, nos quais há uma predominância marcante de egoísmo, com altas doses de insensatez, desamor e apatia de um pelo outro ser com quem vive, quando as ocorrências não lhes parecem agradáveis ou interessantes.

Os divórcios e as separações, legais ou não, enxameiam, multiplicam-se em altas estatísticas de indiferença pela família, produzindo as tristes gerações dos órfãos de pais vivos e desinteressados, agravando a economia moral da sociedade, que lhes sofre o dano do desequilíbrio crescente.

O adolescente, em um lar desajustado, naturalmente experimenta as conseqüências nefastas dos fenômenos de agressividade e luta que ali têm lugar, escondendo as próprias emoções ou dando-lhes largas nos vícios, a fim de sobreviver, carregado de amargura e asfixiado pelo desamor.

Apesar dessa situação, cabe ao adolescente em formação da personalidade, compreender a conjuntura na qual se encontra localizado, aceitando o desafio e compadecendo-se dos genitores e demais familiares envolvidos na luta infeliz, como sendo seres enfermos, que estão longe da cura ou se negam a terapia da transformação moral.

É, sem dúvida, o mais pesado desafio que enfrenta o jovem, pagar esse elevado ônus, que é entender aqueles que deveriam fazê-lo, ajudar aqueles que, mais velhos e, portanto, mais experientes, tinham por tarefa compreendê-lo e orientá-lo.

O lar é o grande formador do caráter do educando. Muitas vezes, no entanto, lares infelizes, nos quais as pugnas por nonadas se fazem cruentas e constantes, não chegam a perturbar adolescentes equilibrados, porque são Espíritos saudáveis e ali se encontram para resgatar, mas também para educar os pais, servir de exemplo para os irmãos e demais familiares. Não seja, pois, de estranhar, os exemplos históricos de homens e mulheres notáveis que nasceram em lares modestos, em meios agressivos; em famílias degeneradas, e superaram os limites, as dificuldades impostas, conseguindo atingir as metas para as quais reencarnaram.

Quando o espírito de dignidade humana viger nos adultos, que se facultarão amadurecer emocionalmente antes de assumirem os compromissos da progenitura, haverá uma mudança radical nas paisagens da família, iniciando-se a época da verdadeira fraternidade.

Quando o sexo for exercido com responsabilidade e não agressivamente; quando os indivíduos compreenderem que o prazer cobra um preço, e este, na união sexual, mesmo com os cuidados dos preservativos, é a fecundação, haverá uma mudança real no comportamento geral, abrindo espaço para a adolescência bem orientada na família em equilíbrio.

Seja, porém, qual for o lar no qual se encontre o adolescente, terá ele campo para a compreensão da fragilidade dos pais e dos irmãos, para avaliação dos seus méritos. Se não for compreendido ou amado, esforce-se para amar e compreender, tendo em vista que é devedor aos genitores, que poderiam haver interrompido a gravidez, e, no entanto, não o fizeram.

Assim, o adolescente tem, para com a família, uma dívida de carinho, mesmo quando essa não se dê conta do imenso débito que tem para com o jovem em formação. Nesse tentame, o de compreender e desculpar, orando, o adolescente contará com o auxílio divino que nunca falta e a proteção dos seus Guias Espirituais, que são responsáveis pela sua nova experiência reencarnatória.

ADOLESCÊNCIA E VIDA

DIVALDO PEREIRA FRANCO

DITADO PELO ESPÍRITO JOANNA DE ÂNGELIS

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Título: Re: Família
Enviado por: Felipa em 15 de Maio de 2011, 23:17
12 hábitos ajudam a manter a família unida
No Dia da Família, saiba como é possível fortalecer o vínculo afetivo com pequenas atitudes

por Letícia Gonçalves no MSN > Corpo e Saúde > Minha vida
Link http://msn.minhavida.com.br/conteudo/13248-12-habitos-ajudam-a-manter-a-familia-unida.htm


Dia 15 de maio é o Dia Internacional da Família. Crescem os estudos que comprovam como os familiares interferem na nossa saúde física e mental, independente da idade. Uma pesquisa publicada no Jornal da Associação Americana do Coração, por exemplo, comprovou que pacientes da terceira idade se recuperam muito mais rápido de derrame quando acompanhados dos parentes. Já um outro estudo recente da Universidade de Oregon, nos EUA, indicou que pais com dificuldades de relacionamento têm mais chances de ter bebês com distúrbios durante o sono.

Manter o vínculo afetivo é uma vantagem e tanto, mas nem sempre é fácil. "Há famílias que se veem muito, porém as pessoas não são tão próximas, porque tem o componente da afinidade. Construímos vínculos com as pessoas que nem sempre podem existir nas famílias", explica a psicóloga Eliana Alves, do Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro. Confira a seguir alguns ingredientes diários que podem incrementar os laços afetivos e aumentar - de fato - a união familiar.

1. Respeite os limites de cada um
Esse é um dos hábitos mais difíceis, pois implica aceitar algumas diferenças. "Cada indivíduo da família tem seu ritmo, seu jeito de vivenciar as coisas da vida. Tanto os filhos como os pais desenvolvem essa percepção do 'jeito de cada um". Procurar respeitar essas peculiaridades - desde que não sejam preocupantes - pode ajudar a resolver conflitos familiares de uma forma muito mais fácil.

2. Priorize o bom humor
Procure encarar os conflitos familiares com mais disposição. Muitos deles surgem por motivos pequenos e são alimentados pelo cansaço e estresse do dia a dia. "Encarar conflitos já é melhor do que evitá-los e há de ser com bom humor, senão fica sempre parecendo cobrança ou bronca".

3. Cozinhe em conjunto
É importante criar espaços que propiciem um vínculo afetivo. "Vivemos no imperativo da falta do tempo, mas é necessário se preocupar em criar momentos para conviver com nossos familiares".

Para driblar essa falta de tempo, os programas conjuntos podem ser tarefas diárias como as atividades domésticas, que permitem uma troca de experiências. "Atividades lúdicas e domésticas ajudam todos os membros da família a se apropriarem dos pertences do lar, aprendendo juntos as tarefas que um dia os filhos também farão".

4. Incentive o diálogo
Essa é uma das práticas mais fundamentais. De nada adianta viver unidos sob o mesmo teto se não há conversa, se as pessoas não compartilham seus sentimentos e experiências de vida. O diálogo permite saber o que o outro está pensando e sentindo e é a melhor forma de resolver desentendimentos.

"Os familiares são os maiores parceiros que filhos, pais e avós têm naturalmente na vida", é uma boa dica para fortalecer os vínculos por meio do diálogo. "Peça aos avós que contem como foi a vida deles, como se uniram, o que pensavam da vida. É um jeito interessante de co-construir a história da família por meio dos protagonistas mais velhos e permite conhecer como os costumes mudaram".

5. Crie momentos de lazer com todos
Os familiares servem de apoio nas horas difíceis, mas também podem ser ótimas companhias para momentos de distração e divertimento. Quando os filhos são pequenos, fica mais fácil: "É só convidar que todos vão".

No entanto, quando os filhos crescem e se tornam mais independentes, essas ocasiões ficam cada vez mais incomuns. "Quando a família cultiva esses hábitos desde cedo, gera a possibilidade de conservar atividades de lazer em conjunto em etapas mais adultas".

6. Procure estar disponível
Não precisa ser super-herói: é impossível estar disponível o tempo todo e a família precisa entender isso, principalmente as crianças. Entretanto, mostrar disponibilidade para conversar e dar atenção, sempre que possível, é fundamental. Os pais devem fazer isso de forma declarada. "Conte comigo", "sou seu parceiro" ou "se precisar, estou aqui" são frases que ajudam os filhos a encontrarem um momento de poder falar.

7. Evite que a rotina agitada e estressante interfira no contato familiar
É nada agradável encontrar uma pessoa em casa com a cara fechada, sem vontade de conversar. Experimente imaginar que, no momento em que você for passar pela porta de entrada, as preocupações do trabalho ficarão do lado de fora. A família poderá ser uma excelente forma de distração!

Em alguns momentos, procure também deixar o trabalho e demais compromissos em segundo plano. "Tal postura pode indicar valorização do contato, como se a pessoa estivesse dizendo à família: 'vocês são importantes para mim".

8. Invista no afeto
Há várias formas de manifestá-lo, vale a sua criatividade de adaptá-las ao tempo e à rotina que você possui. Não se esqueça também do carinho físico. Um simples abraço proporciona conforto e uma ligação muito forte. "O afeto pode ser uma forma de aproximação das pessoas. A partir dele, outros sentimentos fundamentais para as relações serem estabelecidas são formados, como: respeito, compreensão, tolerância, entre outros".

9. Não espere os finais de semana
Procure se lembrar de estreitar os vínculos sempre. Um telefonema, um email ou mesmo uma mensagem por celular podem ser demonstrações de afeto que fazem a diferença. "Com maior tempo de interação, as pessoas poderão se conhecer melhor, agregar pontos positivos da outra pessoa, descobrir afinidades e, a partir daí, estreitar os laços que podem levar à construção de vínculos mais estáveis".

10. Reconheça os próprios erros
Ninguém na família é perfeito, inclusive os pais. Assumir falhas pode implicar em mudança, uma vez que a pessoa refletiu sobre a sua ação e, em uma próxima situação parecida, tentará agir de forma diferente. "Esse comportamento de flexibilidade gera confiança na pessoa com a qual se relaciona, pois ela fica com a idéia de que o erro poderá não se repetir".

11. Crie momentos a sós com cada um
Estimular ocasiões exclusivas entre marido e mulher ou mãe e um dos filhos, entre outras possibilidades, facilita a comunicação. Isso favorece o conhecimento entre as pessoas e facilita a criação de sentimentos, como intimidade e confiança.

12. Seja um exemplo
Suas pequenas atitudes no âmbito familiar podem gerar admiração pelos parentes. Quando há essa admiração, a possibilidade de existir vínculos é maior. "Existe nas relações a intenção comum entre as partes de agregar valores, e só é possível obter esses valores, em geral, de alguém sobre o qual se nutre admiração".

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Recomendações feitas pelo psiquiatra Paulo Zampieri, Terapeuta de Casais e Famílias, de São Paulo; pela psicóloga clínica Michelle da Silveira, de São Paulo; e pela psicóloga Eliana Alves, do Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro.

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Um feliz dia da família a todos!

Beijos e abraços.
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 16 de Maio de 2011, 00:20
Amiga maria47


Obrigada por compartilhar o excelente texto com aconselhamentos relevantes para manter a família unida. Diz o ditado, "o hábito faz o monge". Devemos investir diariamente em criar e manter laços afetivos na nossa família se quisermos ter uma família feliz e unida

Feliz Dia da família para você e para todos os amigos do Fórum Espírita.

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 16 de Maio de 2011, 00:28

Boa noite queridos amigos!



Entrevista com a jornalista, mestre, doutora e pós-doutora em Educação pela Universidade de São Paulo Dora Incontri.


Educacao e espiritualidade 1 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUNpSkpoY2M3dTE4JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)



Educacao e espiritualidade 2 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUdkNEZnX2pyUjlVJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)


Título: Re: Família
Enviado por: macili em 16 de Maio de 2011, 01:01
Boa noite queridos Amigos Victor Passos, Katiatog e demais do Estudo Família.

Deixo aqui mais um pps, de Kalil Gibran, intitulado "Filhos".


Abçs fraternos
Macili
Título: Re: Família
Enviado por: vladi em 16 de Maio de 2011, 01:13
Katia
Excelente o conteúdo deste texto.
Esclarecimentos desta ordem deveriam se fazer presentes em nossas mentes toda a vez que nos desesperamos e perdemos o equilíbrio, por situações que nos contrariam e que não nos agradam, na sua maioria sem a menor importância, principalmente envolvendo os familiares.
"Só há liberdade real, quando se resgata o débito". Quantas vezes fugimos dos compromissos assumidos e deixamos a conta para depois.
Obrigado pelo excelente texto.
Vladimir

Boa tarde queridos amigos e caros visitantes!



Almas-Problema



A pessoa que renteia contigo, no processo evolutivo, não te é desconhecida... O filhinho-dificuldade que te exige doação integral, não se encontra ao teu lado por primeira vez.

O ancião-renitente que te parece um pesadelo contínuo, exaurindo-te as forças, não é encontro fortuito na tua marcha...

O familiar de qualquer vinculação que te constitui provação, não é resultado do acaso que te leva a desfrutar da convivência dolorosa.

Todos eles provêm do teu passado espiritual.

Eles caíram, sim, e ainda se ressentem do tombo moral, estando, hoje, a resgatar injunção penosa. Mas, tu também.

Quando alguém cai, sempre há fatores preponderantes, que induzem e levam ao abismo. Normalmente, oculto, o causador do infortúnio permanece desconhecido do mundo. Não, porém, da consciência, nem das Soberanas Leis.

Renascem em circunstâncias e tempos diferentes, todavia, volvem a encontrar-se, seja na consangüinidade, através da parentela corporal, ou mediante a espiritual, na grande família humana, tornando o caminho das reparações e compensações indispensáveis.

Não te rebeles contra o impositivo da dor, seja como se te apresente. Aqui, é o companheiro que se transforma em áspero adversário; ali, é o filhinho rebelde, ora portador de enfermidade desgastante; acolá, é o familiar vitimado pela arteriosclerose tormentosa; mais adiante, é alguém dominado pela loucura, e que chegam à economia da tua vida depauperando os teus cofres de recursos múltiplos.

Surgem momentos em que desejas que eles partam da Terra, a fim de que repouses... Horas soam em que um sentimento de surda animosidade contra eles te cicia o anelo de ver-te libertado...

Ledo engano!

Só há liberdade real, quando se resgata o débito. Distância física não constitui impedimento psíquico. Ausência material não expressa impossibilidade de intercâmbio. O Espírito é a vida, e enquanto o amor não lene as dores e não lima as arestas das dificuldades, o problema prossegue inalterado.

Arrima-te ao amor e sofre com paciência. Suporta a alma-problema que se junge a ti e não depereças nos ideais de amparar e prosseguir.

Ama, socorrendo.

Dia nascerá, luminosos, em que, superadas as sombras que impedem a clara visão da vida, compreenderás a grandeza do teu gesto e a felicidade da tua afeição a todos.

O problema toma a dimensão que lhe proporcionas.

Mas o amor, que "cobre a multidão dos pecados" voltado para o bem, resolve todos os problemas e dificuldades, fazendo que vibre, duradoura, a paz por que te afadigas.


Psicografia de Divaldo Pereira Franco. Da obra: Alerta. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Amigo vladi


Seja muito bem-vindo ao nosso estudo mensal.

Agradeço pela sua participação e pela opinião sincera que muito nos motiva a fazer esse estudo com um tema tão importante para a evolução espiritual de todos nós.

Também acredito que só poderemos amar os nossos inimigos quando aprendermos à amar os nossos irmãos. O amor é centelha divina que habita todos os corações humanos, esperando o momento certo para despertar. Temos a eternidade para aprendermos a amar os nossos inimigos mas por que não aproveitar essa encarnação para pôr em prática o que nos ensinam os espíritos superiores?

Abraços da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 16 de Maio de 2011, 01:18
Querida amiga Macili


Boa noite!

É sempre uma satisfação e alegria te ver por aqui.

Lindo pps e lindas mensagem.

Obrigada pelo presente que você nos ofereceu nesse dia tão especial para todos nós.

Feliz dia da Família para você!

Abraços afetuosos da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: macili em 16 de Maio de 2011, 01:25
Queridos Amigos

Todos nós por mais difíceis que sejam as relações, sempre tiramos referências da nossa família e espiritualmente aprendemos que não estamos juntos por acaso e sim por um comprometimento espiritual e para termos uma troca de experiências.

Muita harmonia em sua vida familiar!!!


***

Telha de Vidro


Nem sempre a vida segue o curso que se deseja, que se espera.
 
Assim foi com Rachel.
 
Depois da morte de seus pais, ela, ainda bem moça, deixou a cidade em que nascera para morar na fazenda, com os tios que mal conhecia.
 
Moraria na casa que havia sido construída por seu bisavô, há muito tempo.
 
Era uma casa muito antiga e a maior parte de seus móveis eram peças pesadas e escuras que ali estavam há mais tempo do que as pessoas saberiam dizer.
 
Seus tios eram pessoas simples, acostumados com a vida que sempre viveram, desconfiados com tudo que pudesse alterar a rotina que lhes dava segurança.
 
A chegada de Rachel representou para eles um certo transtorno.
 
Onde ficaria instalada a menina?
 
Como não havia um cômodo mais apropriado, deram-lhe um quarto pequeno, que ficava no sótão.
 
Nem o tamanho reduzido, nem o cheiro de mofo incomodaram Rachel.
 
O que lhe entristecia naquele quartinho abafado era apenas o fato de não ter janelas.
 
Não se podia ver o sol, nem o céu, nem as árvores do quintal ou as flores do jardim.
 
A luz limitava-se a entrar timidamente pela porta.
 
A falta de claridade naquele quartinho parecia encher ainda mais de tristeza o coração dolorido da moça.
 
Até que um dia, depois de muito ter chorado em silêncio, Rachel, decidida a voltar a sorrir, pediu que lhe trouxessem da cidade uma telha de vidro.
 
Um pouco desconfiados, seus tios acabaram cedendo.
 
Daí, um milagre aconteceu.
 
Mesmo sem janelas o quarto de Rachel, antes tão sombrio, passou a ser a peça mais alegre da fazenda.
 
Tão claro que, ao meio-dia, aparecia uma renda de arabesco de sol nos ladrilhos vermelhos, que só a partir de então conheceram a luz do dia.
 
A lua branda e fria também se mostrava, às vezes, pelo clarão da telha milagrosa.
 
E algumas estrelas audaciosas arriscaram surgir no espelho onde a moça se penteava.
 
O quartinho que era feio e sem vida, fazendo os dias de Rachel cinzentos, frios, sem luar e sem clarão agora estava tão diferente.
 
Passou a ser cheio de claridade, luzes e brilho.
 
Rachel voltou a sorrir.
 
Toda essa mudança só porque um dia ela, insatisfeita com a própria tristeza, decidiu colocar uma telha de vidro no telhado daquela casa antiga, trazendo para dentro da sua vida a luz e a alegria que faltavam.
 
***
 
Muitas vezes, presos a hábitos antigos e em situações consolidadas, deixamos de lado verdades que nos fazem felizes.
 
Deixamos que a ausência de janelas em nossa vida escureça nossas perspectivas, enchendo de sombras o nosso sorriso e o nosso cotidiano.
 
Vamos nos acomodando, aceitando estruturas que sempre foram assim e que ninguém pensou em alterar, ou que não se atreveu a tanto.
 
Mudanças e reformas são necessárias e sadias.
 
Nem todas dão certo, ou surtem o efeito que desejaríamos, porém, cabe-nos avaliar a realidade em que nos encontramos e traçar metas para buscar as melhorias pretendidas.
 
Não podemos esquecer, porém, que em busca de nossos sonhos de felicidade não devemos simplesmente passar por cima do direito dos outros.
 
Nesse particular, cabe-nos lembrar a orientação sempre segura de Jesus, que devemos fazer aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem.



- Redação Momento Espírita -


Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 16 de Maio de 2011, 01:31
Amigo vladi


Fico feliz que tenha apreciado a bela mensagem de Joanna de Ângelis assim como eu a apreciei.

A minha grande alegria e a do querido amigo Víctor é esse intercâmbio com vocês.

Se pudermos fazer com que cada membro e cada visitante desse abençoado Fórum reflita sobre a importância da sua família, mudando a sua interação com ela, embasando-a nas leis do amor, da tolerância e da gratidão, então poderemos nos sentir realizados nos nosso objetivos quando nos propusemos a estudar a Família.

Paz e luz em seu coração!

Abraços da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: vladi em 16 de Maio de 2011, 01:33
Katia
A proposta "saúde e espiritualidade" e "educação e espiritualidade" tem sido motivo de debates e estudos, seja no meio médico, no meio religioso e principalmente no meio educacional (escolas e faculdades).
Ainda hoje pela manhã, escutava debate em emissora de rádio local (Porto Alegre) a cerca do tema saúde e espiritualidade, o que nos leva a crer que estamos caminhando numa estrada que vai abrir novos horizontes a humanidade. O enfoque não está na crença em sí ou no que, mas sim do que somos, ao que pertencemos ou fazemos parte, é a valorização do ser em detrimento do ter.
A pessoa da Dori Incontri (escritora de obras importantíssimas envolvendo educação e espiritualidade), embora espírita, aborda o assunto de forma muito isenta, e desperta a atenção de todos a partir do do momento em que convida a sociedade em geral a tratar de um tema que todos estão carentes: a compreensão da grande razão da existência, do amor, da alegria, do bem viver, da amizade, dos valores, etc..
Poderíamos dizer, e eu acredito nisso, que foi lançada a semente do tão esperado ecumenismo. Que alegria.
Até mais Vladimir     

Boa noite queridos amigos!



Entrevista com a jornalista, mestre, doutora e pós-doutora em Educação pela Universidade de São Paulo Dora Incontri.


Educacao e espiritualidade 1 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUNpSkpoY2M3dTE4JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)



Educacao e espiritualidade 2 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUdkNEZnX2pyUjlVJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)



Título: Re: Família
Enviado por: macili em 16 de Maio de 2011, 01:35
Olá querida Amiga Katiatog

Feliz Dia da Família também para você e todos os seus.
Que bom que você gostou do pps do Kalil Gibran.
Realmente a msg e as imagens são muito envolventes e lindas e com muitos ensinamentos.

A postagem dos vídeos com a entrevista da jornalista Dora Incontri sobre Educação e Espiritualidade é muito interessante e de muita importância para a Humanidade.

Obrigada pelo seu carinho, como também do nosso amigo Victor Passos.
Parabéns pelo belíssimo trabalho que estão fazendo ref. ao estudo da Família.

Aproveito a oportunidade para deixar mais uma msg para o Estudo.

Bjsss
Macili


***


Alimente a Inteligência

Bons pais ensinam os filhos a escovar os dentes, pais brilhantes os ensinam a fazer uma higiene psíquica. Inúmeros pais imploram diariamente para que os filhos façam a higiene bucal.
Mas, e a higiene emocional?
De que adianta prevenir cáries, se a emoção das crianças se torna uma lata de lixo de pensamentos negativos, manias, medos, reações impulsivas e apelos sociais?
Por favor, ensine os jovens a proteger sua emoção.
Tudo que atinge frontalmente a emoção atinge drasticamente a memória e constituirá a personalidade.
 Certa vez, um excelente jurista me disse no consultório que, se tivesse sabido proteger a sua emoção desde pequeno, sua vida não teria sido um drama.
Ele fora rejeitado quando criança por alguém próximo, porque tinha um defeito na face.
 A rejeição controlou sua alegria.
O defeito não era grande, mas o fenômeno RAM registrou-o e realimentou-o.
 Não teve infância.
Escondia-se das pessoas.
Vivia só no meio da multidão.
Ajude seus filhos a não serem escravos dos seus problemas.
Alimente o anfiteatro dos pensamentos e o território da emoção deles com coragem e ousadia.
Não se conforme se eles forem tímidos e inseguros.
O “eu”, que representa a vontade consciente ou a liberdade de decidir, tem de ser treinado para tornar-se líder e não um fantoche.
Ser líder não quer dizer ter capacidade para resolver tudo e assumir todos os problemas à nossa volta.
Os problemas sempre existirão.
Se forem solucionáveis, temos de resolvê-los.
Se não temos condições de resolvê-los, precisamos aceitar nossas limitações.
Mas jamais devemos gravitar na órbita deles.
Se você tivesse a capacidade de entrar no palco da mente dos jovens, constataria que muitos são atormentados por pensamentos ansiosos.
Alguns se angustiam com as provas escolares.
 Outros, com cada curva do corpo que detestam.
Outros ainda acham que ninguém gosta deles.
Muitos jovens têm uma péssima auto-estima.
Quando a baixa auto-estima nasce, a alegria morre.
Certa vez, um jovem de dezesseis anos me procurou após uma palestra.
 Disse que diariamente destruía sua tranqüilidade ao pensar que um dia ficaria velho e morreria.
Ele estava começando a vida, mas se perturbava com seu fim.
Quantos jovens não estão sofrendo, sem que nem mesmo seus pais ou seus professores lhes perscrutem o coração?
O cárcere da emoção tem aprisionado milhões de jovens.
Eles sofrem em silêncio.
Converse com eles.
Que educação é esta que fala sobre o mundo em que estamos e se cala sobre o mundo que somos?
Pergunte sempre aos seus filhos:
“O que está acontecendo com você?”,
“Você precisa de mim?”,
 “Você tem vivido alguma decepção?”,
 “O que eu posso fazer para torná-lo mais feliz?”.
De que adianta você cuidar diariamente da nutrição de bilhões de células dos seus filhos mas descuidar da nutrição psicológica?
De que adianta terem um corpo saudável se são infelizes, instáveis, sem proteção emocional, fogem dos seus
problemas, têm medo das críticas, não sabem receber um “não”?
Nenhum pai no mundo daria alimento estragado aos filhos, mas fazemos isso com a nutrição psicológica.
 Não percebemos que tudo que eles arquivam controlará suas personalidades.
Alimente a personalidade de seus filhos com sabedoria e tranqüilidade.
 Fale das suas peripécias, dos seus momentos de hesitação, dos vales emocionais que atravessou.
Não deixe que o solo da sua memória se transforme numa terra de pesadelos, mas num jardim de sonhos.
Não se esqueça de que tropeçamos nas pequenas pedras e não nas montanhas.
As pequenas pedras no inconsciente se transformam em grandes colinas.



Texto do Livro Pais Brilhantes,Professores Fascinantes de Augusto Cury
Título: Re: Família
Enviado por: vladi em 16 de Maio de 2011, 02:32
O texto a seguir, de Claudia Mota, da Associação Brasileira de Pedagogia Espírita (ABPE), nos traz boas elucidações a cerca do tema em estudo. Espero que sirva para os nossos estudos e reflexões.
Até mais Vladimir
"A Educação familiar faz parte de um mosaico de ações e de sentimentos que devem ser foco de análise e reflexão contínua. A relação entre pais e filhos, entre cônjuges e entre os irmãos deve ser alvo de preocupação constante. A estrutura familiar não deve ser vista como obra do acaso. Quando um casal recebe a responsabilidade de formar uma família assina um “contrato diante da eternidade”. O bem-estar financeiro, material, que os pais devem oferecer aos filhos, é apenas a ponta de um iceberg quando pensamos na educação de um espírito. O compromisso com os filhos, antes de qualquer coisa, deve fazer parte da proposta de melhoria individual.

Quando somos jovens, parece-nos que teremos todo o tempo do mundo para apararmos as arestas de nossa evolução, porém, diante da formação de um núcleo familiar, essa transformação se torna urgente. Essa visão não significa que a função de pais deve andar com a busca da perfeição, entretanto urge a necessidade de estarmos alertas e vigilantes. Todo esse compromisso diz respeito ao ponto chave da educação: que é o exemplo. Não se pode educar contra o vício, se o carregamos em nós mesmos.

Outra questão importante é e o atrelamento da felicidade individual com a felicidade dos filhos. Essa premissa, de rompimento com o individualismo, demonstra o caráter evolucionista da educação espírita - como posso ser feliz como individualidade se aquele que está sob meus cuidados vai sofrer diante de minhas escolhas?

O trabalho mediúnico ilustra para os céticos e comprova para os espíritas que os laços familiares perduram ao longo da eternidade: filhos que reencontram pais, pais que resgatam seus filhos de séculos de sofrimento corroboram com a ideia de que mesmo que nos afastemos ou abdiquemos de nossas responsabilidades paternas e maternas, não seremos felizes sem a felicidade de nossos filhos.
Essa questão é fundamental, porém não é única.

A convivência no ambiente familiar é extremamente complexa do ponto de vista espiritual. Há uma diversidade de razões para que os espíritos reencarnem numa mesma família, entretanto perde-se muito tempo querendo-se saber quais as relações anteriores que moldam as relações atuais. Ora, a questão é como administrar essas novas relações. Pestalozzi usava a palavra Anschauung, ou percepção em português, como o ponto chave da educação e sua proposta se estendem à perspectiva espírita. A mãe, carinhosa e presente, tem a condição de, já muito cedo, delinear as características da personalidade de seu filho e assim traçar um plano de ação em relação à educação.

Verificar esses traços não é de modo algum observar o espírito encarnado como uma cobaia de laboratório, mas é tentar vislumbrar quais as reações que esse espírito vai apresentar de acordo com os estímulos que receber. O próprio Pestalozzi já diria que o amor incondicional é a fórmula infalível para a educação de um espírito endurecido, porém faço uma ressalva, referindo-me aos casos em que o educador é parte de uma relação intrincada do passado, tentando reconquistar o espírito que foi massacrado por ele mesmo em vidas passadas.

A situação pode se tornar então complicada para a expressão de um amor incondicional. Os pais que, de alguma forma, se apresentam em condições de receber esse espírito, devem se concentrar em desenvolver um amor muito maior do que aquele que faria qualquer educador para obter sucesso. Esse amor deve vir revestido de humildade para conquistar o perdão do outro, por ter sido talvez seu algoz no passado e de perseverança para não desistir de transformar o sentimento entre ambos num amor paterno/materno/filial. Essa é uma das empreitadas de maior dificuldade no âmbito familiar.

Outra é que a sociedade, erroneamente, concedeu aos pais, não apenas a guarda legal de seus filhos, como também a autoridade máxima diante da sociedade. Essa concessão veio se deturpando ao longo da história da humanidade, com casos, não raros, de autoritarismo e abuso de poder (quando não resvala para a violência explícita ou o abuso sexual, que não raro, se dá dentro da própria família). E atualmente, além dessas situações de autoritarismo, também encontramos casos opostos, de total negligência familiar.

Quando Rousseau postulou que o homem nasce puro e a sociedade o corrompe, estava propondo que a sociedade protegesse incondicionalmente suas crianças das mazelas e dos vícios da própria sociedade; propunha assim que a criança fosse educada sob os princípios Divinos, para que não se contaminasse com as fraquezas dos homens.

Ouve-se com frequência pais preocupados com a manutenção financeira de sua família, porém despreocupados com sua influência moral sobre os filhos. Frases como: “vá atrás de seus sonhos, vire-se, eu já fiz a minha parte,” são algumas pérolas que são repetidas à exaustão. A pressa pela desincumbência do “fardo”, que é a educação dos filhos, mais uma vez demostra a falta de conhecimento sobre as questões e implicações da educação espírita. A responsabilidade sobre os filhos não tem uma data limite para acabar. Educamo-los para a eternidade.

Mas essa influência nossa sobre eles não significa modelá-los à nossa imagem e semelhança. Nosso metro não é o metro que serve para eles. É comum pais dizerem : “eu consegui tudo por minhas próprias custas”. O espiritismo e a pedagogia espírita em particular nos alertam para a singularidade do espírito. Cada qual é cada qual, embora devamos nos esforçar para que a singularidade de cada um se desenvolva no bem.

Janusz Korczak, grande educador polonês dizia em seu livro Quando eu voltar a ser criança, que deve haver um esforço enorme dos adultos para subirem ao nível (espiritual) da criança para entenderem a grandeza desse ser. Sendo assim, como podemos nos colocar como moldes para educação desses seres tão especiais que nos chegam despidos de defesas?

O trabalho deve ser de intuirmos quais são suas fraquezas mais recônditas e não os deixarmos cair novamente... Tomarmos como preciosos sua qualidades e talentos, fazendo com que estes possam ser suas molas propulsoras em direção à evolução. Cabe aos cônjuges, esse trabalho de edificação de espíritos, começando por si mesmos.

O casal que, humildemente, se coloca no papel de aprendiz, que têm seu amor baseado numa relação que transcende ao amor carnal e se funda na admiração mútua pelas qualidades do outro, como espírito, se vê muitas vezes na posição de reconsiderar seus atos, de ver a situação pelo prisma do outro e tomar atitudes mais maduras em relação a si e principalmente em relação à sua família. Esses têm muito mais chance de oferecerem uma educação mais adequada a seus filhos por não estarem comprometidos pela vaidade – “sou mãe ou pai e sei o que é melhor para meu filho...”

Nutrir uma família espiritualmente não é um fardo, porém, sem dúvida é um trabalho árduo, que permanecerá por gerações. Encontros e desencontros, acertos e desacertos fazem parte desse processo - o resultado só será visto ao longe, porém a dor e a frustração pelo abandono da oportunidade de crescer e fazer crescer o outro espírito serão incomensuráveis."
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 16 de Maio de 2011, 03:55
diante da formação de um núcleo familiar, essa transformação se torna urgente. Essa visão não significa que a função de pais deve andar com a busca da perfeição, entretanto urge a necessidade de estarmos alertas e vigilantes. Todo esse compromisso diz respeito ao ponto chave da educação: que é o exemplo. Não se pode educar contra o vício, se o carregamos em nós mesmos.

Outra questão importante é e o atrelamento da felicidade individual com a felicidade dos filhos. Essa premissa, de rompimento com o individualismo, demonstra o caráter evolucionista da educação espírita - como posso ser feliz como individualidade se aquele que está sob meus cuidados vai sofrer diante de minhas escolhas?

O trabalho mediúnico ilustra para os céticos e comprova para os espíritas que os laços familiares perduram ao longo da eternidade: filhos que reencontram pais, pais que resgatam seus filhos de séculos de sofrimento corroboram com a ideia de que mesmo que nos afastemos ou abdiquemos de nossas responsabilidades paternas e maternas, não seremos felizes sem a felicidade de nossos filhos.
Pestalozzi usava a palavra Anschauung, ou percepção em português, como o ponto chave da educação e sua proposta se estendem à perspectiva espírita. A mãe, carinhosa e presente, tem a condição de, já muito cedo, delinear as características da personalidade de seu filho e assim traçar um plano de ação em relação à educação.

O próprio Pestalozzi já diria que o amor incondicional é a fórmula infalível para a educação de um espírito endurecido, porém faço uma ressalva, referindo-me aos casos em que o educador é parte de uma relação intrincada do passado, tentando reconquistar o espírito que foi massacrado por ele mesmo em vidas passadas.

A situação pode se tornar então complicada para a expressão de um amor incondicional. Os pais que, de alguma forma, se apresentam em condições de receber esse espírito, devem se concentrar em desenvolver um amor muito maior do que aquele que faria qualquer educador para obter sucesso. Esse amor deve vir revestido de humildade para conquistar o perdão do outro, por ter sido talvez seu algoz no passado e de perseverança para não desistir de transformar o sentimento entre ambos num amor paterno/materno/filial. Essa é uma das empreitadas de maior dificuldade no âmbito familiar.

Nutrir uma família espiritualmente não é um fardo, porém, sem dúvida é um trabalho árduo, que permanecerá por gerações. Encontros e desencontros, acertos e desacertos fazem parte desse processo - o resultado só será visto ao longe, porém a dor e a frustração pelo abandono da oportunidade de crescer e fazer crescer o outro espírito serão incomensuráveis."
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Amigo vladi

Frisei os trechos que achei muito importantes nesse interessantíssimo artigo da Cláudia Mota. Parabéns por partilhar e enriquecer ainda mais o nosso estudo.

O maior exemplo para os filhos são as atitudes dos seus pais. Uma ação diz mais que mil palavras. Reavaliemos as nossas atitudes  se quisermos educar realmente os nossos filhos e fazê-los Homens e Mulheres de Bem.

Educar um filho é um processo árduo e duradouro. Precisamos dedicar tempo e amor à eles. Não é só a qualidade do tempo que conta como dizem muitos. É impossível criar filhos felizes se delegarmos o cuidado deles rotineiramente  à babá, à escola, às aulas de judô, natação, informática, ballet, etc.

Eu mesma passei à trabalhar em meio período para cuidar e estar presente na vida dos meus filhinhos e o resultado tem sido recompensador. Muitas alegrias na nossa vida não é o dinheiro que nos fornece.

Agradeço pelo importante momento de reflexão


Abraços da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 16 de Maio de 2011, 05:40
Queridos amigos e caros visitantes


Encerro a noite muito proveitosa de estudos agradecendo as valiosas participações dos amigos Macili, vladi e maria 47. Agradeço pelos importantes momentos de reflexão que vocês nos poprocionaram!

Agradeço também o interesse de todos os amigos que vem acompanhando o estudo mensal e deixo aqui o convite à todos os amigos que participem, opinem , enviem mensagens referentes ao tema família.

Que os bons espíritos nos inspirem sempre e que Deus os abençoe.

Abraços afetuosos da Katia
Título: Re: Família
Enviado por: dOM JORGE em 16 de Maio de 2011, 15:57
                                 VIVA JESUS!


        Bom-dia! queridos irmãos.

               No Lar

"Aprendam primeiro a exercer piedade para
com a sua própria família e a recompensar
seus pais, porque isto é bom e agradável
diante de Deus."
- Paulo. (I Timóteo, 5:4.)

Começar na intimidade do templo doméstico a exemplificação dos princípios que esposa, com sinceridade e firmeza, uniformizando o próprio procedimento, dentro e fora dele.

Fé espírita no clima da família, fonte do Espiritismo no campo social.

Calar todo impulso de cólera ou violência, amoldando-se ao Evangelho de modo a estabelecer a harmonia em si mesmo, perante os outros.
A humildade constrói para a Vida Eterna.

Proporcionar às crianças os fundamentos de uma educação sólida e bem orientada, sem infundir-lhes medo ou fantasias, começando por dar-lhes nomes simples e naturais, evitando a pompa dos nomes famosos, suscetíveis de lhes criar embaraços futuros.
O lar é a escola primeira.

Sempre que possível, converter o santuário familiar em dispensário de socorro aos menos felizes, pela aplicação daquilo que seja menos necessário à mantença doméstica.
A Seara do Cristo não tem fronteira.

Se está sozinho com a sua fé, no recesso do próprio lar, deve o espírita atender fielmente ao testemunho de amor que lhe cabe, lembrando-se de que responderá, em qualquer tempo, pelos princípios que abraça.
A ribalta humana situa-nos sempre no papel que devamos desempenhar.

Ao menos uma vez por semana, formar o culto do Evangelho com todos aqueles que lhe co-participam da fé, estudando a verdade e irradiando o bem, através de preces e comentários em torno da experiência diária à luz dos postulados espíritas.
Quem cultiva o Evangelho em casa, faz da própria casa um templo do Cristo.

Evitar o luxo supérfluo nos aposentos, objetos e costumes, imprimindo em tudo características de naturalidade, desde os hábitos mais singelos até os pormenores arquitetônicos da própria moradia.
Não há verdadeiro clima espírita cristão, sem a presença da simplicidade conosco.

Autor: André Luiz
Livro: Conduta Espírita



                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Família
Enviado por: Waldirene Traba Cezário em 16 de Maio de 2011, 17:49
Boa tarde! Esta mensagem mostra bem o que é ser humilde. Muitos confundem humildade com postura corporal, expressão facial, posses, etc. Mas a verdadeira humildade é ter consciência de quem é e do próprio valor.
Eu penso que escolher nomes complicados para as crianças pode atrapalhar no período da alfabetização, além de dificultar a pronúncia e também atrair zombarias dos coleguinhas.
Também concordo com o fato de que uma casa cheia de adornos torna-se opressiva, enquanto  que a simplicidade traz leveza e sensação de aconchego. Porém, o mais difícil - e, por isso, mais importante é "Calar todo impulso de cólera ou violência, amoldando-se ao Evangelho de modo a estabelecer a harmonia em si mesmo, perante os outros." Este ainda é um grande desafio para mim. Isto me entristece muito, pois nem sempre o consigo.
Mas, vou continuar orando, pois sei que posso conseguir.
Paz e bem!
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 16 de Maio de 2011, 21:44
Ola Muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

Waldirene e Don Jorge

  A grandeza do Ser não se projeta , nem vivifica pelo seu nome , mas pelas suas Obras.
  O assumir da vida da forma como se nos oferece , com cadilhos ou não , já é um acto de amor, de humildade e simplicidade.
  Temos que olhar a vida pelo seu sentido de objetivo a seguir, e não tomar o peso consciêncial se este ou aquele podem superar e viver em excessos, cada um de nós tem que lutar por si e amealhar em amor tudo quanto for possivel.
  Os excessos serão sempre um mau caminho, no entanto cada um será o detentor das respostas às oportunidades que lhe são dadas..
   Ou seja use bem seu livre-arbitrio...

Muita Paz

Victor Passos
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 16 de Maio de 2011, 21:57
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

ALTERAÇÕES AFETIVAS

«Pergunta - Nenhuma influência exercem os Espíritos dos pais sobre o filho depois do nascimento deste?»

«Resposta - Ao contrário: bem grande influência exercem. Conforme dissemos, os Espíritos têm que contribuir para o progresso uns dos outros. Pois bem, os Espíritos dos pais têm por missão desenvolver os de seus filhos pela educação. Constitui-lhes isso uma tarefa. Tornear-se-áo culpados, se vierem a falir no seu desempenho.»

Item n° 208, de «O LIVRO DOS ESPÍRITOS».

Muito comum se alterem as condições afetivas, depois que o navio do casamento se afasta do cais do sonho para o mar largo da experiência.

Converte-se, então, a esperança em trabalho e desnudam-se problemas que a ilusão envolvia.

Em muitos casos, a altura da afeição permanece intacta; entretanto, na maioria das posições, arrefece o calor em que se aquecia o casal nos dias primeiros da comunhão esponsalícia.

Urge, porém, salvar a embarcação ameaçada de soçobro, seja pelo choque contra os rochedos ocultos das dificuldades morais ou pelo naufrágio nas águas mortas do desencanto.

Parceiro e parceira, nos compromissos do lar, precisam reaprender na escola do amor, reconhecendo que, acima da conjunção corpórea, fácil de se concretizar, é imperioso que a dupla se case, em espírito - sempre mais em espírito -, dia por dia. Não se inquiete o par, à frente das modificações ocorridas, de vez que toda afinidade correta, nas emoções do plano físico, evolui fatalmente para a ligação ideal, a exprimir-se na ternura confiante da amizade sem lindes.

Extinta a fogueira da paixão na retorta da organização doméstica, remanesce da combustão o ouro vivo do amor puro, que se valoriza, cada vez mais, de alma para alma, habilitando o casal para mais altos destinos na Vida Superior. Isso acontece, porque os filhos que surgem são igualmente peças do matrimônio, compelindo o lar a recriar-se, de maneira incessante, em matéria de instituto endereçado ao trabalho de assistência recíproca.

O carinho repartido, em princípio, a dois, passa a ser dividido por maior número de participes do núcleo familiar, e esses mesmos condôminos do estabelecimento caseiro, em muitas circunstâncias, são os associados da doce hipnose do namoro e do noivado, que mantinham nos pais jovens, ainda solteiros, a chama da atração entusiástica até a consumação do enlaçamento afetivo.

Quase sempre, Espíritos vinculados ao casal, ora mais fortemente ao pai, ora mais especialmente ao campo materno, interessavam-se na Vida Maior pela constituição da família, à face das próprias necessidades de aprimoramento e resgate, progresso e autocorrigenda. Em vista disso, cooperaram, em ação decisiva, na aproximação dos futuros pais, aportando em casa, pelos processos da gravidez e do berço, reclamando naturalmente a quota de carinho e atenção que lhes é devida.

Em toda comunhão mais profunda do homem e da mulher na formação do grupo doméstico, seguida de filhos a lhes compartilhar a existência, há que contar com a sublimação espontânea do impulso sexual, cabendo ao companheiro e à companheira que o colocaram em função aderir aos propósitos da vida, que tudo renova para engrandecer e aperfeiçoar.

Conquanto bastas vezes sejamos recalcitrantes na sustentação do amor egoistico, desvairado em exigências de toda espécie, a pouco e pouco acabamos por entender que apenas o amor que sàbiamente se divide, em bênçãos de paz e alegria para com os outros, é capaz de multiplicar a verdadeira felicidade.

Emmanuel - Vida e Sexo
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 16 de Maio de 2011, 22:01
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas


TÉDIO NO LAR

«Pergunta - Uma vez que os Espíritos simpáticos são induzidos a unir-se, como é que, entre os encarnados, frequentemente só de um lado há afeição e que o mais sincero amor se vê acolhido com indiferença e, até, com repulsão? Como é, além disso, que a mais viva afeição de dois seres pode mudar-se em antipatia e mesmo em ódio?"

«Resposta - Não compreendes, então, que isso constitui uma punição, se bem que passageira? Depois, quantos não são os que acreditam amar perdidamente, porque apenas julgam pelas aparências, e que, obrigados a viver com as pessoas amadas, não tardam a reconhecer que só experimentaram um encantamento material! Não basta uma pessoa estar enamorada de outra que lhe agrada e em quem supõe belas qualidades. Vivendo realmente com ela, é que poderá apreciá-la. Tanto assim que, em muitas uniões, que a principio parecem destinadas a nunca ser simpáticas, acabam os que as constituiram, depois de se haverem estudado bem e de bem se conhecerem, por votar-se, reciprocamente, duradouro e terno amor, porque assente na estima! Cumpre não se esqueça de que é o Espírito quem ama e não o corpo, de sorte que, dissipada a ilusão material, o Espírito vê a realidade.

Duas espécies há de afeição: a do corpo e a da alma, acontecendo com frequência tomar-se uma pela outra. Quando pura e simpática, a afeição da alma é duradoura; efêmera a do corpo. Daí vem que, muitas vezes, os que julgavam amar-se com eterno amor passam a odiar-se, desde que a ilusão se desfaça.» Item n° 939, de «O LIVRO DOS ESPÍRITOS».

Entre muitos pares de criaturas enleadas nos ajustes do coração, o tédio reponta, lembrando ácido inesperado, azedando a vida em comum.

Algumas vezes, é o parceiro que se arroja na indiferença; de outras, é a parceira que se entrega à secura ou ao relaxamento.

Tão logo surjam semelhantes pragas na lavoura doméstica, é razoável se faça judiciosa autolise, de lado a lado, a fim de que o parasito destruidor da felicidade seja erradicado completamente.

Quando o homem e a mulher se confiam um ao outro, pelos vínculos sexuais, essa rendição é tão absoluta que passam, pràticamente, a viver numa simbiose de forças, qual se as duas almas habitassem num só corpo. No ligamento afetivo, ambas recordam o cérebro e o coração, vibrando em sintonia numa existência indivisa.

Compreensível que se um dos companheiros ou mesmo ambos esmorecem na indiferença, sem cogitarem da responsabilidade que abraçaram um perante O outro, é a morte da união que sobrevém, inevitável, com os resultados infelizes de que se fará seguir, indiscutivelmente.

Verificada a presença do tédio, é imperioso ausculte, cada um deles, o próprio Íntimo, de modo a saber se o desequilíbrio estará enraizado nos desregramentos poligâmicos, que nos marcaram a individualidade em existências pretéritas, a fim de corrigir-se, em salvadora dieta emotiva, a compulsão que, porventura, os arraste ainda para a fome de prazeres inúteis.

A sexualidade no casal existe, sobretudo, em função de alimento magnético entre os dois corações que se integram um no outro e daí procede a necessidade de vigilância para que a harmonia não se perca, nesse circuito de forças.

Noutros lances da experiência, observarão parceiro ou parceira, conforme o caso, que a influência de alguém lhes atinge o âmago do ser, incitando-os a ligações sexuais diferentes.

E' o pretérito que volta, apresentando, de novo, aquelas mesmas criaturas com quem talvez tenhamos enveredado no labirinto de experiências francamente infelizes. Carreiam consigo os mesmos ingredientes de sedução, com que nos arredaram de obrigações assumidas, sugerindo-nos o retorno a processos de vida incompatíveis com o nosso dever e tentando deslocar-nos a mente dos alicerces do equilíbrio em que o tempo nos restaurou.

Seja qual seja o motivo em que o tédio se fundamente, recorram os companheiros imanizados em mútua associação no lar ao apoio recíproco mais profundo e mais intensivo. Com isso, estarão em justa defesa da harmonia íntima, sem castigarem o próprio corpo. E reeducar-se-ão, sem hostilizar os que, porventura, lhes demonstrem afeto, mas acolhendo-os, não mais na condição de cúmplices das aventuras deprimentes, a que se renderam outrora, e sim por irmãos queridos, com quem podemos fundir-nos, em espírito, no mais alto amor espiritual.

Emmanuel - Vida e Sexo
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 16 de Maio de 2011, 22:05
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

NA SEARA DOMÉSTICA

Todos somos irmãos, constituindo uma família só, perante o Senhor; mas, até alcançarmos a fraternidade suprema, estagiaremos, através de grupos diversos, de aprendizado em aprendizado, de reencarnação a reencarnação.

Temos, assim, no cotidiano, a companhia daquelas criaturas que mais entranhadamente se nos associam ao trabalho, chamem-se esposo ou esposa, pais ou filhos, parentes ou companheiros. E, por muito se nos impessoalizem os sentimentos, somos defrontados em família pelas ocasiões de prova ou de crises, em que nos inquietamos. gastando tempo e energia para vê-los na trilha que consideramos como sendo a mais certa. Se já conquistamos, porém, mais amplas experiências, é forçoso, a fim de ajudá-los, cultivar a bondade e a paciência com que, noutro tempo, fomos auxiliados por outros.

Suportamos dificuldades e desacertos para atingir determinados conhecimentos, atravessamos tentações aflitivas e, em alguns casos, sofremos queda imprevista, da qual nos levantamos somente à custa do amparo daqueles que fizeram da virtude não uma alavanca de fogo, mas sim um braço amigo, capaz de compreender e de sustentar.

Lembremo-nos, sobretudo. de que os nossos entes amados são consciências livres, quais nós mesmos. Se errados, não será lançando condenação que poderemos reajustá-las; se fracos, não é aguardando deles espetáculos de força que lhes conferiremos valor; se ignorantes. não é lícito pedir-Ihes entendimento, sem administrar-lhes educação; e, se doentes, não é justo esperar testemunhem comportamento igual ao da criatura sadia, sem antes, suprimir-lhes a enfermidade.

Em qualquer circunstância, é necessário observar e observar sempre que fomos transitoriamente colocados em regime de intimidade, a fim de aprendermos uns com os outros e amparar-nos reciprocamente.

A vista disso, quando o mal se nos intrometa na seara doméstica, evitemos desespero, irritação, desânimo e ressentimento, que não oferecem proveito algum, e sim recorramos à prece, rogando à Providência Divina nos conduza e inspire por seus emissários; isso para que venhamos a agir, não conforme os nossos caprichos, e sim de conformidade com o amor que a vida nos preceitua, a fim de fazermos o bem que nos compete fazer.

Emmanuel/André Luiz

 

 

 
Título: Re: Família
Enviado por: Victor Passos em 16 de Maio de 2011, 22:07
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

PAIS PERMISSIVOS E
PAIS AUSENTES

Fernando nasceu num berço de ouro. Primeiro filho, primeiro neto dos dois lados, materno e paterno. Foi desejado após um longo período de tentativas, até que sua mãe conseguiu engravidar. Quando ele nasceu, seu pai tinha trinta e nove anos e sua mãe ia fazer trinta e três. Ambos eram funcionários públicos de nível superior. Ganhavam bem e suas respectivas famílias originárias eram abastadas. Eram solteiros e ainda moravam em casa dos pais.

Seu nascimento foi uma grande festa. Visitas intensas à sua casa, sem parar. Presentes dos mais variados tipos. Houve até quem trouxesse presentes para as idades de um, dois, três e até quinze anos. Ele foi criado com tudo a que tinha direito e com o que nem sabia que tinha.

Seus pais não se preocuparam em avaliar a capacidade do filho em ter tanto em tão pouca idade. Não saberiam dizer qual o grau de desapego do filho nem se ele tinha maturidade para tantas benesses. Não observaram se ele cuidava de seus pertences, pois da mesma forma que ganhava, os abandonava.

Na adolescência, seu pai se preocupava mais em agradá-lo do que em lhe transmitir valores morais superiores. Orgulha-se dele, pois era querido por todos, muito embora sem mérito pessoal demonstrado. Antes de completar a maioridade, ganhou seu primeiro carro, que era trocado a cada ano.

Mesmo sendo criado com tantas facilidades e estimulado ao pouco esforço pessoal Fernando conseguiu, pelo seu próprio mérito, chegar à Faculdade. Formou-se em Direito graças também às facilidades que sua Escola permitia, não lhe dando um ensino de qualidade e sendo pouco exigente nas avaliações periódicas. Porém, na hora do desempenho profissional, ele se mostrava indeciso, inseguro e imaturo. Chegava a ter medo de fazer audiências. Tornou-se um profissional incompetente e despreparado para o exercício profissional. Restou a ele dedicar-se a um concurso. Porém, ao começar a estudar, percebeu que não tinha base suficiente para entender os assuntos de Direito requeridos pelos programas. Sua 'salvação' foi um colega, filho de um grande amigo de seu pai, que o convidou a dividir um escritório com ele. Foi graças a esse auxílio que Fernando arranjou alguns clientes e, valendo-se da experiência do colega, conseguiu estabilizar-se na profissão.

Embora tenha méritos para chegar aonde chegou, ele foi 'prejudicado' em parte pelas facilidades que recebeu.

A psicologia humana requer uma compreensão além dos limites do corpo e da vida material. Por mais que se queira buscar na vida atual as causas dos conflitos, como também as explicações para as particularidades da personalidade humana, não se atingirá a essência da qual ela se constitui.

O ser humano é movido muito mais pelos conteúdos inconscientes do que pelo que lhe é estimulado na consciência. Quanto mais ele tiver contato seguro com aqueles conteúdos, mais equilibradamente encontrará a felicidade que busca.

Quando os pais flexibilizam por demais a vida de seus fiilhos, evidentemente por amor a eles, o fazem segundo contingências também inconscientes a que eles próprios estão submetidos. Estão compensando situações cármicas nas quais se envolveram com seus filhos e que interferem na forma de educá-los. É fundamental que os pais tentem, simultaneamente à educação que dão aos filhos, resolver seus próprios processos internos para que não se alienem de si mesmos.

A permissividade excessiva ou a ausência ocultam a falta de autoconfiança e de segurança, devido à deficiência na estruturação do psiquismo dos pais quanto a sua auto-estima. O permissivo ou o omisso não se sentem capazes de sustentar uma decisão, uma postura, uma norma. Temem ser questionados e serem obrigados a justificar seus comportamentos. Não impor limites ao outro e não interferir em sua vida são defesas para que também não interfiram na sua própria. O permissivo e o rígido são duas polaridades opostas que refletem apenas formas externas de reagir ao mesmo tema - o medo, a insegurança, a fragilidade interior.

O caminho de resolução de ambas as polaridades é o mergulho na própria sombra para identificar as matrizes geradoras de tais padrões defensivos e a disposição para transformá-los através da vivência de novas experiências estruturantes.

O campo psicológico do ser humano é seu mundo real, no qual encontra tudo de que necessita para entender o que se passa no externo.

Os filhos projetam nos pais seus desejos e se nutrem de suas expectativas em relação à vida. Quanto mais lhes favorecemos mais devemos mostrar-lhes as obrigações que devem cumprir. Quando não mostramos e acompanhamos essas obrigações, eles se tornam vulneráveis psicologicamente nas ausências e impedimentos de seus pais.

Pais que tendem a ser permissivos com seus filhos contribuem para que eles, na adolescência e na adultez, tenham dificuldades em estabelecer limites ou adequar-se aos mesmos. Por vezes, também, tendem à irresponsabilidade e à fragilidade ao enfrentar as dificuldades que naturalmente a vida impõe.

Da mesma forma, quando se ausentam do acompanhamento da vida dos filhos de forma mais direta e presente, tendem a contribuir para que eles se tornem menos responsáveis no seu futuro profissional.

É comum descobrir-se, nas origens do uso de drogas na adolescência, a falta ou ausência dos pais desde a infância. Mesmo morando com os filhos, existem pais que, por não acompanharem a vida e o desenvolvimento psicológico deles, contribuem para sérios problemas na formação e na relação deles com o mundo.

O diálogo e a participação dos pais na vida cotidiana de seus filhos, principalmente na vida escolar, podem suprir a necessidade deles de entender o mundo e de descobrir o sentido da própria vida.

Quando os pais são muito mais velhos que os filhos ou quando eles são criados pelos avós, nota-se também a mesma tendência em se tornarem mais frágeis e tendo mais dificuldade em enfrentar o mundo. Geralmente, pais que resolveram ter filhos acima dos quarenta anos tendem a não se envolver no desenvolvimento de suas personalidade, visto que, na maioria, buscam ocupações diferentes dos interesses deles. Esses pais, por estarem numa fase da vida de intensas preocupações com o resultado das escolhas que fez em sua própria, acabam por se distanciar mais de seus filhos.

A permissividade para com os filhos facilita o surgimento do menor esforço na superação dos desafios naturais da vida.

Os filhos que muito receberam e sentem dificuldades em enfrentar a vida devem ser influenciados ao necessário esforço e convidados a sair da persona, na qual estruturaram suas vidas. Foram criados como príncipes e têm dificuldades em deixar esse tão agradável lugar. Vivem numa ilha de fantasia. Suas mentes se encontram onde seus pais as colocaram. A autoridade representa a lei, a ordem, o limite e a discipliina na vida das pessoas. No psiquismo da criança é representada pelo arquétipo paterno que lhe impõe limites e orienta sua vida em relação ao mundo. Quando o pai não é de todo presente na vida da criança, ela elegerá alguém em quem projetará o arquétipo correspondente.

Muitos espíritos reencarnam com dificuldade de lidar com limites. As vezes, mesmo com o pai presente, mas que possui dificuldades de disciplinar e educar seus filhos quanto aos limites, o espírito persiste em sua rebeldia às leis.

Não raro vemos crianças e adolescentes com dificuldades em aceitar a disciplina e em adotar uma conduta dentro da ordem e da lei. Mesmo que sejam repreendidos pelos pais ou responsáveis. Teimam em agir da mesma forma numa demonstração de confronto e, às vezes, de revolta.

Costumam, quando na escola, fazer travessuras e transgressões que chegam a preocupar seus pais que recebem admoestações de seus educadores. Quando não se tomam providências adequadas para as transgressões mais graves, por falta de orientação oportuna, o adolescente jovem poderá enveredar pela delinqüência.

Muitas vezes os pais, sem que estabeleçam as causas da rebeldia, partem para punições inadequadas que podem exacerbar as atitudes inconseqüentes dos filhos. A eles deve ser devolvido o respeito pela autoridade que não foi possível apreender.

O diálogo antigo sem agressividade e sem excessiva crítica ao pequeno rebelde, será sempre bem vindo e poderá ser a forma que lhe devolverá o senso de autoridade perdido ou não adequadamente edificado nele.

Inegavelmente o Cristo possuía a capacidade de curar o corpo e encaminhar a alma para que buscasse sua própria cura. Ao afirmar categoricamente 'toma teu leito' quis colocar a necessidade do indivíduo levar consigo seus pertences. Tal vez, numa tentativa de esclarecimento àquele indivíduo para que percebesse que a ele mesmo competia carregar seus próprios processos. Por mais que ele curasse o corpo, haveria a necessidade do indivíduo fazer a sua parte, isto é, vivendo sua própria vida para fazer jus ao que recebeu.

Receber ajuda não implica em abdicar do esforço pessoal na ascensão espiritual. Ao contrário, implica em responsabilidade por ter alcançado algo além de sua capacidade.

Será sempre um convite a quem recebe ajuda, reciprocidade não apenas para quem o ajudou, mas, principalmente, devolvendo à Vida o que dela recebeu. Aquele que é beneficiado gratuitamente adquire na consciência o dever de corresponder tornando-se digno de seu benfeitor.

O Cristo nos mostra o caminho, mas o esforço de subida será sempre de cada um.

Adenáuer Novaes
Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 16 de Maio de 2011, 22:08
Boa noite queridos amigos e caros visitantes!


Amigos dOM JORGE e Waldirene Traba Cezário


Sejam muito bem-vindos ao nosso estudo mensal!

Agradeço pelas valiosas contribuições e deixo aqui o convite para que voltem mais vezes.

Abraços da Katia




Título: Re: Família
Enviado por: katiatog em 16 de Maio de 2011, 22:20
 
Pedagogia,  corresponde a ciência e a arte de educar.

Também pode ser definida como o conjunto de teorias, princípios e métodos do processo educativo.

A educação pode ser definida de várias formas, de acordo com a visão de cada autor.

Para Celestin Freinet a educação deveria formar um homem livre, com autonomia e responsabilidade, que não apenas se adapte a uma sociedade, mas que possa contribuir para a transformação dessa sociedade.

Para John Dewey a educação corresponde ao desenvolvimento da capacidade de raciocínio e espírito crítico do aluno. Defende a coexistência da ciência com a religião, mas de forma racional.

Para Froebel "a educação é o processo pelo qual o indivíduo desenvolve a condição humana autoconsciente, com todos os seus poderes funcionando completa e harmoniosamente, em relação à natureza e à sociedade."(A Educação do Homem)

Para Goethe a educação é, antes de tudo, trabalho espiritual de humanização. O importante é a formação da personalidade.

Para Comenius o objetivo central da educação era "tornar os homens bons cristãos, sábios no pensamento, dotados de fé, capazes de praticar ações virtuosas", estendendo-se a todos: ricos, pobres, mulheres e portadores de deficiência. (Didática Magna)

Herbart, embora intelectualista, tem como objetivo a formação moral do aluno. O instrumento para isso é a instrução pois "só o ignorante comete erros".

Maria Montessori afirma a necessidade de harmonizar a interação de forças corporais e espirituais, ou seja, corpo, inteligência e vontade, através dos princípios fundamentais que são: atividade, individualidade e liberdade.

Pestalozzi, em linguagem simples e sintética, nos oferece uma das melhores definições de educação como sendo "o desenvolvimento gradual e progressivo de todas as qualidades do homem."

Segundo a UNESCO, a educação deve visar o pleno desenvolvimento da personalidade da criança, através de uma educação integral, centrada nos quatro pilares fundamentais:

- afetivo-emocional

- cognitivo

- ético-moral

- psicomotor

No entanto, a maioria dos países ainda possui uma visão unilateral, valorizando o intelecto e procurando preparar o aluno para um mundo extremamente competitivo.


A EDUCAÇÃO DO ESPÍRITO


A Doutrina Espírita, contudo, nos oferece a oportunidade de ampliarmos nossa visão do homem, como ser espiritual, filho de Deus, dotado do germe de seu próprio aperfeiçoamento, a evoluir gradual e progressivamente rumo à perfeição.

A Educação do Espírito é, pois, a educação integral do ser, em todos os seus aspectos como ser fisiopsicosocial e, acima de tudo, espiritual.