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CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Mourarego em 29 de Julho de 2011, 15:59

Título: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 29 de Julho de 2011, 15:59
Meus amigos,
ao primeiro dia do mês de agosto iremos, iniciar, nesta seção, o Estudo "Das paixões".
Tendo como base o capítulo do mesmo título encontrado no LE.
Antes de começar, deixo aqui as regras de conduta para todos que se interessarem em fazer este estudo.


Nosso estudo deste mês trás o tema As Paixões.
Como primeiro esclarecimento, devo informar que a única regra que devamos todos seguir, é a nos mantermos, dentro puramente doutrinário, ou seja, observando apenas o que ensina o LE no livro terceiro, em seu capítulo XII - Da Perfeição Moral -  item II – Das Paixões -.
Esta regra áurea se deve  antes de tudo, para que nos dias que se seguirão, podermos todos alastrar nosso conhecimento sobre este tema de suma importância para aqueles que pensem no progresso moral a ser palmilhado por todo os Espíritos, encarnados ou não.

Sendo assim, amigos, só serão admitidas postagens dentro o estrito ponto de vista que o Livro dos Espíritos consagra.
Postagens sob influência de outras obras, ou de psicografias de outros Espíritos senão dqueles que o Livro dos Espíritos consagra, não serão aceitas e portanto não aparecerão no tópico.

Primeiro havemos de conhecer bem o tema, para depois, em outro momento, avaliarmos a tudo que rodeia este tema, sob o ponto de vista da doutrina.

Vejam o filmete ilustrativo em:
Das Paixões (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUdMcGlObWtNczJFI3dz)
Abraços,
Moura
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Kazaoka em 01 de Agosto de 2011, 16:35
No estado evolutivo que nos encontramos, as paixões estão para o amor da mesma forma que a alegria está para a felicidade. As primeiras (paixão e alegria) são ensaios para a plenitude dos segundos (amor e felicidade). Por isso que Jesus disse: "A verdadeira felicidade não é deste mundo". Numa existência de provas e expiações, sentirmos as primeiras e conseguirmos dominá-las já será um grande avanço.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 01 de Agosto de 2011, 16:55
Oi mano Kao, agradeço sua postagem no estudo que se inicia.
Entretanto, convido o amigo a ver ao filme que está neste link, patrocinado pelo webmaster deste Fórum e que conta com o estudo (tema), em sua plenitude.
É dele que vamos comentar e postar ok?
http://estudo agostol 2011 final www forumespirita net.pptx
Abração
Moura
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 01 de Agosto de 2011, 17:02
Amigos, poderíamos começar, todos nós, pensando, no porque que existem paixões.
Explico:
Paixão, no entendimento doutrinário, não repercute ser a mesma coisa que ouvimos diuturnamente, nas ruas.
Estou apaixonada por este ou por esta.
Paixão, entende os espíritos Superiores, é um comportamento, viciado, que deixa a quem o mantém, cego para o que o circunda.
Um apaixonado, só tem em mente, aquilo que "acha" certo. Não se dá ao estudo e nem se preocupa com a visão do grupo social em que esteja, ou doutrina que diz seguir.
Sendo assim, ele fica a voar, como  o inseto enceguerado pela luz, e que dela não consegue se afastar.
Como resultado o inseto, na maioria dos casos, ou perde as asas, queimadas pelo calor da luz, ou , no caso do apaixonado, se auto estiola, perdendo o contato com o pensamento do grupo que o circunda.
Tal comprometimento o faz atrasar-se no caminho evolutivo, e tem nisso uma das expressões da dor que este sente.
Este um comentário inicial.
vamos ao Estudo?
Abraços,
Moura
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Kazaoka em 01 de Agosto de 2011, 17:19
Vi o filme antes de postar.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: hcancela em 01 de Agosto de 2011, 21:33
Olá amigos(as)

Moura amigo muito sucesso neste estudo mensal. :-*

Vou aguardar por mais opiniões, mas sem deixar no entanto uma mensagem.



Creia-se ou não, o intercâmbio espiritual sucede, naturalmente, dentro das leis de afinidade que regem a vida.

Onde o homem estagie o pensamento e situe os valores morais, aí ocorrem os mecanismos da sintonia que falcutam o intercurso espiritual.

Afinal, os Espíritos são os homens mesmos, desvestidos do invólucro material, prosseguindo conforme as próprias conquistas.

Quando atrasados, perseveram nos estados primeiros do seu processo de evolução; malévolos, continuam atados à malquerença; perversos, permanecem comprazendo-se nas aflições que promovem; invejosos, estagiam na paixão desgastante que os intoxica; perseguidores, dão larga às tendências selvagens que cultivam; odientos, ampliam o círculo em que estertoram, contaminando aqueles que lhes tombam nas armadilhas.

Assim, também ocorre com os que vivem a beleza e o amor, fomentam o trabalho e as artes, exercitam as virtudes e promovem o progresso, entesourando conquistas relevantes, de que se fazem depositários, irradiando o bem e mimetizando as criaturas que lhes facultam a assistência benéfica.

Não te permitas, desse modo, deslizes morais.

Instaura o período da vigilância pessoal e vitaliza o dever na mente para exercê-lo nos sentimentos junto ao próximo.

Os que partem da Terra, fortemente imantados aos vícios, retornam ávidos, sedentos, ansiosos, tentando continuar o infeliz programa, ora interrompido, utilizando-se de áulicos afins que lhes cedam os órgão físicos...

Em consequência, a caravana das vítimas-inermes, padecendo as rudes obsessões espirituais, é muito grande.

Liberta-te das paixões inferiores, trabalhando as aspirações e plasmando o futuro, mediante a ação correta.

Muda os clichês mentais viciosos e renova as paisagens íntimas.

Faze a oração do silêncio, reflexionando sobre os reais valores da vida.

Vincula-te ao amor ao próximo, contribuindo de alguma forma para o bem de alguém, para o bem geral.

Sentindo açuladas as tendências negativas, desperta e reage, não te deixando hipnotizar pelos Espíritos perturbadores.

Sintoniza com Jesus, e Ele, o Amigo Incondicional e Libertador, virá em teu socorro, favorecendo-te com a paz e a alegria.

Joanna de Ângelis - Espírito. - Psicografia - Divaldo Franco. - Livro - Alerta


Saudações fraternas
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 01 de Agosto de 2011, 21:49
As paixões:

Boa Noite Moura,

Na questão 907 temos que levar em consideração o objetivo da pergunta de Kardec. Ele não se detém nas paixões em si, mas sim no esclarecimento de sua origem. Ainda nesta questão podemos ver que Kardec quer saber se as paixões fazem parte da ordem natural das coisas, sendo assim, as paixões não estão sendo analisadas do ponto de vista comum do homem, ou seja, não se refere a vulgaridade ou ao estado nocivo atribuída ao termo.
Sobre o ponto vista nocivo das paixões o homem atribui ao desiquilíbrio, por exemplo, “eu não senti amor eu senti paixão”, “fiquei cego pela paixão e me perdi.”
Obviamente as paixões vindo de fonte natural, tem sua natureza em obediência a uma ordem divina, então não corroba com o sentido vulgar dado pelo homem e sim seu princípio originalmente é bom, o mal provém do desiquilíbrio da vontade, ou seja, uma distorção do do sentimento que  origina  a paixão,desiquilíbrio este que sem dúvida decorre do livre arbítrio na condução dos sentimentos.

Observe a resposta dos Espíritos:
"Não, a paixão está no excesso de que se acresceu a vontade, visto que o princípio que lhe dá origem foi posto no homem para o bem, tanto que as paixões podem levá-lo à realização de grandes coisas. O abuso que delas se faz é que causa o mal."

Esclarecido este ponto,  na questão 908, Kardec se detém no questionamento sobre o limite que se deve ter para que paixão não se torne nociva e se mantenha pura como sua fonte original.

"As paixões são como um corcel, que só tem utilidade quando governado e que se torna perigoso desde que passe a governar. Uma paixão se torna perigosa a partir do momento em que deixais de poder governá-la e que dá em resultado um prejuízo qualquer para vós mesmos, ou para outrem."

Vemos, então que o limite natural das paixões se estabelece no controle e no equilíbrio do homem e na observação se está causando mal ao próximo ou a si mesmo.

Os Espíritos desencarnados ainda conservam as suas paixões mais fortes até do que na vida material, então pode se deduzir que a vontade ou a paixão equilibrada ou desiquilibrada provem da moral ou da consciência do Espírito e não de seu corpo físico.

Passando para questão.
909. Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações?
"Sim, e, por vezes, fazendo esforços pequenos. O que lhe falta é a vontade. Ah! quão poucos dentre vós fazem esforços!"

Nesta resposta do Espíritos para mim fica ainda mais claro que as “más inclinações” provém do adiantamento moral do Espírito, ou seja, provem do desiquilíbrio do que seria os sentimentos naturais, por conseguinte bons em sua essência.

O homem tem meios de vencer essas más inclinações, primeiro por sua auto-observação e reconhecimento de sua falha, segundo através de sua vontade, como vemos na resposta às questões 910 e 911 pode através de sua fé buscar auxílio de Espíritos que podem auxiliá-lo a vencer, já que essa é a missão destes espíritos. Contudo o principal é a sua vontade em melhorar, ninguém, nem os Espíritos que tem por missão auxiliar, pode mudar quem quer que seja, se não for exercida a vontade firme de quem quer ser auxiliado, o comodismo pode falar mais alto, não o ajudando a superar as suas más inclinações. Sendo assim o Espírito se compras das más tendências.

Não só a vontade simplesmente pode  ajudar o homem a vencer uma má tendência, nem os castigos ou as proibições, mas o esclarecimento e o discernimento entre o bem e o mal que o levará a elevação moral.

Bem, esse é o resumo da minha compreensão sobre este capítulo.
Um bjo
Hebe
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Alciones Brum Pires em 01 de Agosto de 2011, 23:09
o espírito quando inicia a o seu aprendizado recebe um instrumento ( o corpo) dotado de instintos necessários para se manter vivo e junto dessas necessidades básicas, Deus colocou como atrativo o prazer.. Por exemplo : se o indivíduo não sentisse o prazer em  alimentar-se ele , sem saber dessa necessidade não se alimentaria e morreria de inanição. Se ele não sentisse prazer no ato sexual ele não procriaria e sua espécie terminaria na primeira geração. dessa forma todo o prazer animal esta ligado à sua preservação e o espírito humano vivendo tanto tempo sob essa influência acaba "Viciando" nesse prazer e nasce aí as paixões , e aquilo que inicialmente era benéfico ao ser,com o seu progresso passa  a prejudica-lo , como o andador que auxilia a criança enquanto ela está aprendendo a dar os primeiros passos passa a prejudica-la quando ela já sabe andar sozinha e quer aprender a correr
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Taprobana em 01 de Agosto de 2011, 23:21
Citar
907. Será substancialmente mau o princípio originário das paixões, embora esteja na Natureza?
“Não; a paixão está no excesso de que se acresceu a vontade, visto que o princípio que lhe dá origem foi posto no homem para o bem, tanto que as paixões podem levá-lo à realização de grandes coisas. O abuso que delas se faz é que causa o mal.”

O que é então a “paixão”? Segundo o Espírito que responde a esta questão “a paixão está no excesso que se acresceu a vontade”, ou seja, a vontade surge à posteriori do excesso, ao excesso juntou-se a vontade. No entanto nada revela acerca da natureza do princípio que lhe dá origem, ou seja, acerca da significação de “excesso”. É o próprio Kardec que complementa esta resposta quando “comenta” a resposta à questão 908:

Citar
(…) Todas as paixões têm seu princípio num sentimento, ou numa necessidade natural. O princípio das paixões não é, assim, um mal, pois que assenta numa das condições providenciais da nossa existência. A paixão propriamente dita é a exageração de uma necessidade ou de um sentimento. Está no excesso e não na causa e este excesso se torna um mal, quando tem como conseqüência um mal qualquer. (…)

Tendo agora condições de entender que “excesso” se refere a “excesso de sentimento” ou “excesso de necessidades naturais” podemos inferir que existem dois tipos diferentes de paixões, umas são o resultado da vontade que surge em consequência de um “excesso” de sentimento, outras da vontade que surge em consequência de um “excesso” de necessidade natural, ou seja e tomando como exemplos, a paixão pela doutrina espírita e a paixão por comida.

Citar
911. Não haverá paixões tão vivas e irresistíveis, que a vontade seja impotente para dominá-las?
“Há muitas pessoas que dizem: Quero, mas a vontade só lhes está nos lábios.
Querem, porém muito satisfeitas ficam que não seja como “querem”. Quando o homem crê que não pode vencer as suas paixões, é que seu Espírito se compraz nelas, em consequência da sua inferioridade. Compreende a sua natureza espiritual aquele que as procura reprimir. Vencê-las é, para ele, uma vitória do Espírito sobre a matéria.”

Retomando os dois exemplos acima usados, quando a doutrina espírita se torna uma paixão, significa que a vontade foi acrescentada ao sentimento, ou seja, assiste-se ao anular dos processos da razão em favor do consumar da vontade que serve os interesses da emoção, da mesma forma que acontece ao guloso que anula a sua razão em favor da vontade que foi acrescida à necessidade de comer.

Em ambos os casos, a boca que afirma: “eu uso o crivo da razão” ou “eu somente como para me alimentar” submetem a verdade em favor das suas paixões, ou seja, ambos se encontram sob o império da matéria e muito satisfeitos ficam quando a sua vontade que foi acrescentada a um sentimento ou a uma necessidade natural é satisfeita independentemente daquilo que é a verdade.

Citar
912. Qual o meio mais eficiente de combater-se o predomínio da natureza corpórea?
“Praticar a abnegação.”

Uma vez mais exactamente a mesma mensagem. Praticar a abnegação é um sinonimo de anular o Ego, ou seja, a renuncia da sua vontade, a renuncia ao interesse próprio, ou seja, observar a verdade e alimentar-se para viver sem que seja acrescida a vontade a qualquer um destes exemplos.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: hcancela em 01 de Agosto de 2011, 23:25
o espírito quando inicia a o seu aprendizado recebe um instrumento ( o corpo) dotado de instintos necessários para se manter vivo e junto dessas necessidades básicas, Deus colocou como atrativo o prazer.. Por exemplo : se o indivíduo não sentisse o prazer em  alimentar-se ele , sem saber dessa necessidade não se alimentaria e morreria de inanição. Se ele não sentisse prazer no ato sexual ele não procriaria e sua espécie terminaria na primeira geração. dessa forma todo o prazer animal esta ligado à sua preservação e o espírito humano vivendo tanto tempo sob essa influência acaba "Viciando" nesse prazer e nasce aí as paixões , e aquilo que inicialmente era benéfico ao ser,com o seu progresso passa  a prejudica-lo , como o andador que auxilia a criança enquanto ela está aprendendo a dar os primeiros passos passa a prejudica-la quando ela já sabe andar sozinha e quer aprender a correr
Até posso compreender que quer dizer amigo, mas neste aspecto, por exemplo, o comer e o sexo, não são paixões. O comer é uma necessidade fisiológica tal com o o sexo, a paixão deriva do exagero que podemos dar a tais necessidades. Os primitivos tinham o instinto de conservação nestes actos , não querendo dizer que tinham paixão, apenas o estado em que se encontravam os levava a isso. No Mundo actual temos mais consciência porque temos mais inteligência, mas a Moral é pouca e como tal as paixões levam-nos ao exagero,e aqui sim as consequências delas actuam em cada um de nós.

Saudações fraternas
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Felipa em 01 de Agosto de 2011, 23:29
Olá a todos!

O poder das paixões
Wilson Czerski
A primeira definição do dicionarista Aurélio Buarque de Holanda explica que paixão é o sentimento ou emoção levados a um alto grau de intensidade, sobrepondo-se à lucidez e à razão. Mais abaixo dirá que é arrebatamento ou cólera, disposição que contraria a lógica; fanatismo e cegueira. Talvez por isto Aristóteles teria afirmado que as paixões são como bestas selvagens.

Para Descartes ela serve para fortalecer e conservar na alma os pensamentos convenientes e só se torna prejudicial quando dura mais do que deve ou por conservar outras inúteis. Rousseau e Diderot concordavam que as paixões são úteis porque se deseja conhecer o que se usufrui, mas Fénelon e Pascal resumiam o grande drama humano: a luta da razão contra as paixões.

Como se vê, os filósofos antigos dividiam-se quanto ao papel reservado às paixões na vida do Ser humano. Descartes reconhecia suas manifestações no ódio, no amor, na alegria e na tristeza. Via nestes sentimentos a ocorrência de experiências passivas. Ninguém delibera experimentá-las. Sofre-se sua ação. São percepções e conhecimentos do exterior. O contraponto da vontade e da razão está não em senti-las, mas em conhecê-las e exercer controle sobre elas. Se até os animais podem ser adestrados, coloca o positivista, com mais razão o homem, que é racional, pode dominá-las.

Temos paixão por pessoas, pelo futebol; pelo trabalho ou por uma profissão em especial; pelos animais, pela natureza, por uma arte, por roupas, jóias, automóveis, por política, dinheiro, livros, por uma ciência ou religião. As paixões podem ser motivadoras da criação, das conquistas, da realização dos sonhos. E podem conduzir ao abismo dos vícios, à destruição das amizades, ao fanatismo, aos crimes, à própria morte.

As quatro principais “perturbações” da alma, de acordo com Santo Agostinho – alegria, tristeza, desejo e medo -, constituem os quatro fundamentos da psicologia moderna. Há muitas outras. Allan Kardec cita o orgulho, a ambição, a avareza, o ciúme e a inveja. Leibniz entende que as inquietações ou percepções confusas da alma somam-se e criam desejos de prazer. Levados ao excesso, formam as paixões.

A mais conhecida paixão é o sentimento de arrebatamento e posse nutrido por outra pessoa. A ciência fornece explicações que contrariam as teses românticas. Os apaixonados apresentam níveis de alguns hormônios e neurotransmissores mais elevados. Dopamina, noradrenalina, feniletilamina e ocitocina, entre eles. Finda a crise que dura de 18 a 30 meses, predomina a endorfina, responsável pela sensação de segurança e tranqüilidade. É a estabilidade do amor e da amizade. A paixão afetiva, com seu forte componente sexual, cria uma dependência química mais potente que o vício da heroína.

Palavra de especialistas.

Note-se que, espiritualmente, podemos atribuir as próprias variações hormonais citadas não como causas em si, mas como efeitos da ação da própria alma e da matriz energética sobre o físico. A presença do ser amado provoca reações emocionais na alma e desencadeia reações orgânicas capazes de expressar o sentimento de necessidade afetiva exacerbada e felicidade quando atendido o desejo.

Perscrutado o cérebro, detectou-se que as paixões ativam áreas mais primitivas, encontradas até em répteis, como o núcleo caudal e a região tegmentar, normalmente ativadas no prazer da fome e da sede quando saciadas, ou pelo uso de drogas no viciado. Um estudo apontou que os níveis de serotonina dos apaixonados é idêntico ao dos pacientes que sofrem de transtornos obsessivos-compulsivos.

Assim, as paixões se nos afiguram como algo negativo e perigoso. Espiritualmente falando, elas se opõem às virtudes. A quantidade e intensidade delas tornam ou mantêm o corpo espiritual mais denso, determinando os retornos ao palco terrestre, via reencarnação, pela atração que mundos grosseiros como a Terra exercem sobre ele.

As paixões também constituem o ponto nevrálgico dos chamados processos obsessivos em que seres encarnados e desencarnados, em flagrante desequilíbrio emocional, interagem entre si, causando enfermidades físicas e mentais, fracassos pessoais, dificuldades profissionais, discórdias familiares e uma infinidade de desconfortos.

Aspecto muito influenciável pelas paixões é a transição da morte, incluindo muitas vezes o antes e seguramente, também, o depois. As paixões prendem o espírito ao corpo e ao mundo material, aumentam-lhe as incertezas e temores e agravam, quando não as provocam, as enfermidades. O momento da desencarnação transforma-se em agonia.

Debate-se o indivíduo que não quer se separar de seus bens e afeições. Após, a duração da chamada “perturbação”, para ele é mais longa e penosa. Levará mais tempo até que perceba o amparo dos amigos e Benfeitores Espirituais e alcance o mínimo de equilíbrio e paz.

Voltando aos filósofos, Demócrito dizia que a medicina cura as doenças do corpo e a sabedoria livra a alma das paixões. Aristóteles ensinava que a virtude era o hábito de moderar as paixões pela razão. Já Rousseau entendia que um povo sem moral fica à mercê das paixões para as quais existem as leis, porém, estas só funcionam algumas vezes para deter os maus, sem jamais torná-los bons.

Mesmíssima idéia de Kardec em OBRAS PÓSTUMAS, quando afirma que até as boas leis só coíbem as más paixões, sem destruí-las. Valiosa abordagem está no tópico intitulado “Das Paixões”, em O LIVRO DOS ESPÍRITOS. Das questões 907 a 912, resumimos: as paixões têm seu princípio na natureza e não são um mal em si mesmas; são como alavancas que decuplicam as forças do homem e o ajudam na realização dos objetivos da Providência. O mal está no seu abuso. Reaparece ali também a idéia aristotélica ao afirmar que as paixões são como um cavalo, útil quando dominado, mas perigoso quando descontrolado.

A paixão real – segue o texto – é o exagero de uma necessidade ou sentimento. Está no excesso e não na causa e, assim, aproxima o homem da natureza animal. Para vencer as paixões o que falta é vontade, mesmo naquelas que parecem irresistíveis.Quando consegue êxito, representa triunfo do espírito sobre a matéria.

Para finalizar, reflitamos sobre o conteúdo da questão 191 da mesma obra. Comparando os homens civilizados e os primitivos, declara-nos que as paixões – inexistentes nos animais, mas já presentes nos selvagens – são um sinal de progresso, pois indicam atividade e consciência do EU, enquanto na alma primitiva, a inteligência e a vida estão em estado de germe.

Fonte: COMUNICAÇÃO ESPÍRITA 9 e 10/2006
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mizica em 01 de Agosto de 2011, 23:33
 :D Olá!"
Boa noite à todos!

Querido Moura... que bom ter sob sua coordenação o Estudo de agosto. Luz e Paz para voce junto com meu carinho. Que tudo seja bem encaminhado, do início ao fim.

Vendo o filmete,  :D como voce fala, fiz uma rápida analogia entre Fogo e Paixão. Até por que o vídeo sugere isso. Paixão sem controle, queima, devasta, incinera o caráter, e derruba aquele que à ela se submete. É preciso equílibrio, ponderação e muita vontade de querer se transformar. Dentro dos ditames da DE isso fica muito claro, e com certeza nos ajuda a mudar de atitude, tudo muito naturalmente, conscientemente.
Ninguém é perfeito, isso sabemos, Mas sabemos tbm que um dia chegaremos lá e é preciso lutar. Luta interior, contra nós mesmos, luta benéfica, luta sadia ... o bom combate.
Então, mãos a obra!

Beijos no coração e meu carinho sempre.... para todos voces caros irmãos.
Mizica
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: lineu em 01 de Agosto de 2011, 23:46
A literatura costuma explorar temas relacionados à paixão, de maneira negativa, evidenciando-a no aspecto da inclinação afetiva e sensual intensa, dando margem à interpretações precipitadas referentes ao seu verdadeiro significado.

A tragédia escrita por William Shakespeare, narrando a história de Romeu e Julieta, analisada profundamente, evidencia a influência da paixão na realidade da existência humana.

A paixão define sentimento ou emoção cuja intensidade sobrepõe-se à lucidez e à razão. Faz parte da natureza humana como disposição providencial no sentido de alavancar o progresso da humanidade.

A paixão pode manifestar-se de forma contrária ou favorável a alguma coisa, ultrapassando os limites da lógica. E assumir proporções muito acentuadas, conducentes à parcialidade marcante, à cegueira do raciocínio e ao fanatismo.

Porém, convenientemente orientada e manifesta como entusiasmo vivo, conforme a disposição providencial, a paixão sempre se torna benéfica ao manifestante e à humanidade.

Como exemplo disso pode-se citar a paixão positiva de Allan Kardec pela busca da verdade, conduzindo-o à construção da Doutrina Espírita.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: EsoEstudos em 02 de Agosto de 2011, 00:48

Caro Moura, peço licença para fazer alguns apontamentos.

Conquanto o tema esteja restrito a "O Livro dos Espíritos" (capítulo XII - Da Perfeição Moral -  item II – Das Paixões), não vejo como deixar de abordar o que Kardec nos informa em outras obras.

Vejamos.

Do LE:

907. O princípio das paixões sendo natural, é mau em si mesmo?
– Não. A paixão está no excesso provocado pela vontade, pois o princípio foi dado
ao homem para o bem e as paixões podem conduzi-la a grandes coisas. O abuso a que ele
se entrega é que causa o mal.


Mais adiante:

Todas as paixões têm seu princípio num sentimento ou uma necessidade da
Natureza. O princípio das paixões não é portanto, um mal, pois repousa sobre uma
das condições providenciais da nossa existência. A paixão propriamente dita é o
exagero de uma necessidade ou de um sentimento; está no excesso e não na causa; e
esse excesso se torna mau quando tem por conseqüência algum mal.


Agora, vejamos o que Kardez nos diz em A Gênese:

Estudando-se todas as paixões e, mesmo, todos os vícios, vê-se que
as raízes de umas e outros se acham no instinto de conservação
,
instinto que se encontra em toda a pujança nos animais e nos seres
primitivos mais próximos da animalidade, nos quais ele exclusivamente
domina, sem o contrapeso do senso moral, por não ter ainda o ser
nascido para a vida intelectual. O instinto se enfraquece, à medida que a
inteligência se desenvolve, porque esta domina a matéria. O Espírito
tem por destino a vida espiritual, porém, nas primeiras fases da sua
existência corpórea, somente a exigências materiais lhe cumpre
satisfazer e, para tal, o exercício das paixões constitui uma
necessidade para o efeito da conservação da espécie e dos
indivíduos, materialmente falando
. Mas, uma vez saído desse
período, outras necessidades se lhe apresentam, a princípio semimorais
e semimateriais, depois exclusivamente morais. É então que o Espírito
exerce domínio sobre a matéria, sacode-lhe o jugo, avança pela senda
providencial que se lhe acha traçada e se aproxima do seu destino final.
Se, ao contrário, ele se deixa dominar pela matéria, atrasa-se e se
identifica com o bruto. Nessa situação, o que era outrora um bem,
porque era uma necessidade da sua natureza, transforma-se num
mal, não só porque já não constitui uma necessidade, como porque
se torna prejudicial à espiritualização do ser
. Muita coisa, que é
qualidade na criança, torna-se defeito no adulto. O mal é, pois, relativo
e a responsabilidade é proporcionada ao grau de adiantamento.
(A Gênese – pág. 73).

Além de ser um ensinamento harmônico com o LE, traz elucidações interessantes.

Mas também em outra obra Kardec nos fala da paixão.

Como prova da sua inocência, o quadro dos homens primitivos
extasiados ante a Natureza e admirando nela a bondade do Criador é,
sem dúvida, muito poético, mas pouco real. De fato, quanto mais se
aproxima do primitivo estado, mais o homem se escraviza ao instinto,
como se verifica ainda hoje nos povos bárbaros e selvagens
contemporâneos; o que mais o preocupa, ou, antes, o que
exclusivamente o preocupa é a satisfação das necessidades materiais,
mesmo porque não tem outras.
O único sentido que pode torná-lo acessível aos gozos puramente
morais não se desenvolve senão gradual e morosamente; a alma tem
também a sua infância, a sua adolescência e virilidade como o
corpo humano; mas para compreender o abstrato, quantas
evoluções não tem ela de experimentar na Humanidade! Por
quantas existências não deve ela passar!

(O Céu e o Inferno – pág. 115)

Mais adiante:

Se nos remontarmos a estes últimos (homens primitivos), então,
surpreendê-los-emos mais exclusivamente preocupados com a
satisfação de necessidades materiais, resumindo o bem e o mal neste
mundo somente no que concerne à satisfação ou prejuízo dessas
necessidades.
(O Céu e o Inferno – pág. 116)

Assim Kardec identifica a causa de prevalecer no homem primitivo, conforme ganha mais responsabilidade por seu adiantamento, uma tendência ao mal.

Mas o homem é comumente mais sensível ao mal que ao bem; este lhe
parece natural, ao passo que aquele mais o afeta. Nem por outra razão
se explica, nos cultos primitivos, as cerimônias sempre mais numerosas
em honra ao poder maléfico: o temor suplanta o reconhecimento.
(O Céu e o Inferno – fl. 117)

Creio é lícito concluir que as paixões advêm do instinto de conservação e constituem um elemento volitivo ainda em grande parte indômito, nem por isso tenebroso, sem o qual não estaríamos cogitando de nós mesmos aqui agora. Dominar e assumir o controle das paixões é o grande passo a que se destina nossa humanidade.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: musicsds em 02 de Agosto de 2011, 02:42
Querido irmão foi colocado acima as regras para expor as ideias a respeito do tema onde no final se diz que: "Sendo assim, amigos, só serão admitidas postagens dentro o estrito ponto de vista que o Livro dos Espíritos consagra." Porém no filme que nos pede para assistirmos foi exposto dois pensamentos que não constam no livro dos espíritos, que são os de Voltaire e o de René Descartes. Esses dois filósofos possuem seus pensamentos expostos em suas obras e são citados, dessa forma não está me permitindo citar outros? Não está correto minha observação? fraternal abraços.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Andre Santana em 02 de Agosto de 2011, 05:07
Foi dito sobre as resposabilidade e consequencia que paixão pode nós trazer, mas a paixão acredito eu é uma grande geradora de energia, quando estamos apaixonado sentimos uma vibração muito forte . então um exemplo uma pessoa se apaixona por outra mas esta relação não é apropriada do ponto vista da razão. eñtão posso canaliza essas ernegias para o trabalho do bem ?????
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: DIOGO LOBATO em 02 de Agosto de 2011, 05:09
Vejo que todos etenderam a singularidade dada ao termo em questão. Mas não podemos nos esquecer de que como disseram os espiritos a Kardec sempre teremos uma multidão de Espíritos ao nosso redor, que nos vêem e conhecem os nossos pensamentos. Sua influência sobre nós, portanto, é maior do que podemos supor e muito frequentemente são eles que nos dirigem, na minha opinião o importante é seguirmos os ensinamentos do mestre, sempre tentando controlar nossas más tendencias, principalmente o orgulho e o egoísmo. Assim não pecaremos por exessos de paixões inferiores.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: hcancela em 02 de Agosto de 2011, 09:23
Foi dito sobre as resposabilidade e consequencia que paixão pode nós trazer, mas a paixão acredito eu é uma grande geradora de energia, quando estamos apaixonado sentimos uma vibração muito forte . então um exemplo uma pessoa se apaixona por outra mas esta relação não é apropriada do ponto vista da razão. eñtão posso canaliza essas ernegias para o trabalho do bem ?????
Olá Andre

A paixão é algo maravilhoso, mas como todas as paixões é o imediato que comanda trazendo satisfação temporária, mas dominando essas paixões , elas transformam -se em Amor, que é algo belo, se não cairemos sempre no mesmo erro! Procurar e sem cessar só para alimentar.
Abraços.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 02 de Agosto de 2011, 09:43
Foi dito sobre as resposabilidade e consequencia que paixão pode nós trazer, mas a paixão acredito eu é uma grande geradora de energia, quando estamos apaixonado sentimos uma vibração muito forte . então um exemplo uma pessoa se apaixona por outra mas esta relação não é apropriada do ponto vista da razão. eñtão posso canaliza essas ernegias para o trabalho do bem ?????

Bom dia André e a todos,
Não nos referimos só a paixão dos relacionamentos e sim a toda espécie de paixão.
Óbvio que no relacionamento tudo vai depender da condução que está sendo dada a este sentimento. Se estiver fazendo mal, subjugando um dos dois, caindo no amor doentio e possessivo, causando sofrimento é preciso fazer o uso da razão para romper essa corrente.
Segundo OLE a paixão é divina, a sua origem é boa e impulsiona o progresso se o homem faz bom uso dela. Profissionalmente, por exemplo, temos vários exemplos a citar, grandes músicos, pintores, cientistas, médicos, bailarinos e etc de extrema dedicação ao que abraçou como causa.
Muitos impulsionaram o progresso e foram brilhantes, mas alguns tiveram a sua vida pessoal e emocional conturbada pelo desiquilíbrio. Sofreram e fizeram sofrer, isto é comum na História.

A paixão pode também induzir ao vício, ao esquecimento de si mesmo  e até à loucura.
É preciso ter domínio sobre ela.

Todos os aspectos da vida tem que ser visto para que haja harmonia.
Um abç
Hebe

Vejo que todos etenderam a singularidade dada ao termo em questão. Mas não podemos nos esquecer de que como disseram os espiritos a Kardec sempre teremos uma multidão de Espíritos ao nosso redor, que nos vêem e conhecem os nossos pensamentos. Sua influência sobre nós, portanto, é maior do que podemos supor e muito frequentemente são eles que nos dirigem, na minha opinião o importante é seguirmos os ensinamentos do mestre, sempre tentando controlar nossas más tendencias, principalmente o orgulho e o egoísmo. Assim não pecaremos por excessos de paixões inferiores.

Bom dia Diogo,
Sim, recebemos influências dos Espíritos encarnados e desencarnados o tempo todo, não há dúvida, por isso o auto-conhecimento e o domínio de si mesmo é primordial.
Pode um Espírito obsessor se valer de nosso desiquilíbrio e nos induzir ao descontrole, mas isso só com nossa permissão, certo?  ;)

Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Alciones José Brum Pires em 02 de Agosto de 2011, 13:49
o espírito quando inicia a o seu aprendizado recebe um instrumento ( o corpo) dotado de instintos necessários para se manter vivo e junto dessas necessidades básicas, Deus colocou como atrativo o prazer.. Por exemplo : se o indivíduo não sentisse o prazer em  alimentar-se ele , sem saber dessa necessidade não se alimentaria e morreria de inanição. Se ele não sentisse prazer no ato sexual ele não procriaria e sua espécie terminaria na primeira geração. dessa forma todo o prazer animal esta ligado à sua preservação e o espírito humano vivendo tanto tempo sob essa influência acaba "Viciando" nesse prazer e nasce aí as paixões , e aquilo que inicialmente era benéfico ao ser,com o seu progresso passa  a prejudica-lo , como o andador que auxilia a criança enquanto ela está aprendendo a dar os primeiros passos passa a prejudica-la quando ela já sabe andar sozinha e quer aprender a correr
Até posso compreender que quer dizer amigo, mas neste aspecto, por exemplo, o comer e o sexo, não são paixões. O comer é uma necessidade fisiológica tal com o o sexo, a paixão deriva do exagero que podemos dar a tais necessidades. Os primitivos tinham o instinto de conservação nestes actos , não querendo dizer que tinham paixão, apenas o estado em que se encontravam os levava a isso. No Mundo actual temos mais consciência porque temos mais inteligência, mas a Moral é pouca e como tal as paixões levam-nos ao exagero,e aqui sim as consequências delas actuam em cada um de nós.

Saudações fraternas
desculpe se não me fiz entender
o que eu quis dizer não foi que as paixões  são os instintos mas se originam destes , que foram dados por Deus para o bem da criatura e eram essenciais numa fase em que o ser não tinha ainda condições intelectuais sequer  para manter-se vivo e poder desfrutar da esperiência na carne, o que lhe facultaria o progresso.
as paixões se originam do apego(viciação) do espírito a esses instintos após atingir um nível intelectual em que não nessecita mais deles , o que se constitui no maior obstáculo  que o impede de alçar vôos mais altos
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 02 de Agosto de 2011, 15:15
FILOSOFIA ESPÍRITA - VOLUME XVIII
 
Questão 907 - OLE comentada por Miramez
CAPÍTULO 40

PAIXÕES
 
"As paixões em si constituem força poderosa que podem levar o homem a grandes realizações. É bom que se saiba do valor dos princípios das paixões, que não deixam de ser força a ativar o amor e a caridade, o bem em todos os ângulos da vida. O que se acrescenta nelas de exagero é que as coloca como sentimentos inferiores, tornando o homem malfeitor.
A Doutrina dos Espíritos nos leva a compreender todas as forças que podem cercar a personalidade, dando meios às almas para compreender como usar todas essas possibilidades benfeitoras que o bem sempre conduz. A paixão está no excesso que a vontade delibera. O mundo e as criaturas precisam muito de esclarecimento e, principalmente, dos ensinamentos do Evangelho, compreendendo que, por ele, se educarão melhor todos os seus sentimentos.
O princípio das paixões, que foi colocado no homem, como origem desse sentimento, o foi para impulsionar o bem, pela força do amor. Entretanto, isso foi mal compreendido pela ignorância e o uso ultrapassa o que não deveria.
É bom que observemos com mais profundidade que as paixões se desenvolveram exageradamente em todos os setores 0da atividade humana. As religiões fizeram-se instrumentos das paixões para adorar a Deus por variadas formas, capazes de fazer o ser humano esquecer o próprio Criador. Jesus, sabendo disto, disse com presteza, desta maneira registrada por João, no capítulo quatro, versículo vinte e um:
Disse-lhe Jesus:
Mulher, podes crer-me, que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.
O Mestre cortou pela raiz a paixão dos incompreendidos, pedindo para adorarem a Deus em Espírito e verdade, orando secretamente, na intimidade do coração. As imagens de escultura, os deuses forjados pelos homens e os lugares sagrados, desapareceram com Jesus, porque Ele nos mostra que o Supremo Senhor se encontra dentro da consciência de cada um.
Se começas a apaixonar-te pelo bem, medita no amor verdadeiro; se te apaixonares pela caridade, consulta o bom senso; se te apaixonas pelo trabalho, busca a razão, para o equilíbrio das tuas forças. Não deixes que as paixões atinjam a inferioridade, para que não respondas por seres envolvido por elas, criando para os teus caminhos dificuldades maiores. Lembra-te de que as paixões podem levar-te a grandes realizações, se elas forem disciplinadas pelo conhecimento em Cristo. Aprende a ter conduta reta, pois a vida é reta em todos os ângulos. Confia na natureza, que ela evidencia corresponder a essa confiança, a cada momento.
A paixão em si não complica a nossa vida; ela nos faz mal no campo do excesso. Apaixonemo-nos pela alegria, mas não nos deixemos tomar pelo escândalo. A vida é harmonia e fé. Vivendo nas linhas do Cristo, teremos uma tranqüilidade imperturbável no coração e na consciência."
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: zeni em 02 de Agosto de 2011, 15:18
Olá! A todos do Fórum.

Moura, quero participar deste estudo, para quem sabe entender melhor sobre a perfeição moral, com relação as virtudes e os vícios, que assombram toda nossa humanidade.
Trago duas perguntas abaixo, para este estudo, e poder obter outras respostas, que me ajudem a entender.

Na questão - 893 do livro dos espíritos, ser caridoso é um ato extremamente abençoado por Deus, quando se pratica sem interesse algum e sim só pelo bem que irá fazer, pelo seu semelhante, mas quando saber se algo que fazemos de coração pelo próximo vai ser bem visto pelos olhos de Deus? É ele quem vai medir e aceitar se foi verdadeiro ou não? Ou nossa consciência pode também nos orientar para o verdadeiro sentimento se estivermos no caminho que leva a Deus?

Na questão -  894 do livro dos Espíritos.
Se estamos habitando o mundo de provas e expiações, como podemos estar totalmente desprendidos de todas as armadilhas que o mundo nos reserva, podemos ter atitudes tão elevadas mesmo habitando o mundo de provas e expiações, onde habitam seres tão complexos? Ao mesmo tempo entendo que é possível, mas é raro a criatura que consegue e por isso, se torna diferente aos olhos humanos, não parecendo serem desse mesmo mundo.


O Livro dos Espíritos

Parte Terceira – Capítulo 12
Perfeição moral

As virtudes e os vícios – Paixões – Egoísmo – Características do homem de bem – Conhecimento de si mesmo

893 -  Qual a mais meritória de todas as virtudes?
– Todas as virtudes têm seu mérito, porque indicam progresso no caminho do bem. Há virtude sempre que há resistência voluntária ao arrastamento das más tendências; mas a sublimidade da virtude é o sacrifício do interesse pessoal pelo bem de seu próximo, sem segundas intenções. A mais merecedora das virtudes nasce da mais desinteressada caridade.

894 -  Há pessoas que fazem o bem de maneira espontânea, sem precisar vencer nenhum sentimento contrário; têm tanto mérito quanto as que têm de lutar contra sua própria natureza e que a superam?
– As que não têm de lutar é porque nelas o progresso está realizado. Lutaram antes e venceram. Para estas os bons sentimentos não custam nenhum esforço e suas ações parecem todas naturais: para elas o bem tornou-se um hábito. Deve-se honrá-las como a velhos guerreiros que conquistaram respeito.
Como ainda estais bem longe da perfeição, esses exemplos espantam pelo contraste e são mais admirados por serem raros; mas sabei que, nos mundos mais avançados, o que aqui é exceção lá é a regra. O sentimento do bem é espontâneo por toda parte, porque são habitados só por bons Espíritos, e uma única má intenção seria para eles uma exceção monstruosa. Por isso nesses mundos os homens são felizes. E assim será na Terra quando a humanidade se transformar, compreender e praticar a caridade em seu verdadeiro sentido.

Beijussssss Zeni.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 02 de Agosto de 2011, 15:28
Mano Cancela, veja que grande ensino Joanna nos tras.
Seu ditado ao médium, justo e eficaz, quanto as explicações que faz, nos orienta sob a luz que a doutrina derrama.
Ora, neste ponto alguns há de se assustar me vendo elogiar à Joanna,  porque cogitam , no mais das vezes apenas em duas cores, preto e branco.
assim se digo alhures Joanna não trás nenhuma notícia espírita, ou ainda não faz parte da doutrina, pensam estes que o que digo seja o mesmo de desvalorar suas mensagens ou de mandar jogar no lixo suas informações.
Enganam-se.
Qualquer Espírito de joanna a Emmanuel, de Marco Prisco a Fritz, dão-nos algumas explicações muito boas, e a estas não se pode relegar ao esquecimento.
São importantes e não decaem em nada por não formarem doutrina.
Abraços,
Moura

Olá amigos(as)

Moura amigo muito sucesso neste estudo mensal. :-*

Vou aguardar por mais opiniões, mas sem deixar no entanto uma mensagem.



Creia-se ou não, o intercâmbio espiritual sucede, naturalmente, dentro das leis de afinidade que regem a vida.

Onde o homem estagie o pensamento e situe os valores morais, aí ocorrem os mecanismos da sintonia que falcutam o intercurso espiritual.

Afinal, os Espíritos são os homens mesmos, desvestidos do invólucro material, prosseguindo conforme as próprias conquistas.

Quando atrasados, perseveram nos estados primeiros do seu processo de evolução; malévolos, continuam atados à malquerença; perversos, permanecem comprazendo-se nas aflições que promovem; invejosos, estagiam na paixão desgastante que os intoxica; perseguidores, dão larga às tendências selvagens que cultivam; odientos, ampliam o círculo em que estertoram, contaminando aqueles que lhes tombam nas armadilhas.

Assim, também ocorre com os que vivem a beleza e o amor, fomentam o trabalho e as artes, exercitam as virtudes e promovem o progresso, entesourando conquistas relevantes, de que se fazem depositários, irradiando o bem e mimetizando as criaturas que lhes facultam a assistência benéfica.

Não te permitas, desse modo, deslizes morais.

Instaura o período da vigilância pessoal e vitaliza o dever na mente para exercê-lo nos sentimentos junto ao próximo.

Os que partem da Terra, fortemente imantados aos vícios, retornam ávidos, sedentos, ansiosos, tentando continuar o infeliz programa, ora interrompido, utilizando-se de áulicos afins que lhes cedam os órgão físicos...

Em consequência, a caravana das vítimas-inermes, padecendo as rudes obsessões espirituais, é muito grande.

Liberta-te das paixões inferiores, trabalhando as aspirações e plasmando o futuro, mediante a ação correta.

Muda os clichês mentais viciosos e renova as paisagens íntimas.

Faze a oração do silêncio, reflexionando sobre os reais valores da vida.

Vincula-te ao amor ao próximo, contribuindo de alguma forma para o bem de alguém, para o bem geral.

Sentindo açuladas as tendências negativas, desperta e reage, não te deixando hipnotizar pelos Espíritos perturbadores.

Sintoniza com Jesus, e Ele, o Amigo Incondicional e Libertador, virá em teu socorro, favorecendo-te com a paz e a alegria.

Joanna de Ângelis - Espírito. - Psicografia - Divaldo Franco. - Livro - Alerta


Saudações fraternas
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 02 de Agosto de 2011, 15:31
Alcione e amigos, deixem-me  pitaquear:
Falamos de paiões, logo, falamos de excessos. E no âmbito do comer e do sexo, muitos cometem excessos e de variadas maneiras e variados modos, a isso não se pode negar não é mesmo?
Abraços,
Moura


o espírito quando inicia a o seu aprendizado recebe um instrumento ( o corpo) dotado de instintos necessários para se manter vivo e junto dessas necessidades básicas, Deus colocou como atrativo o prazer.. Por exemplo : se o indivíduo não sentisse o prazer em  alimentar-se ele , sem saber dessa necessidade não se alimentaria e morreria de inanição. Se ele não sentisse prazer no ato sexual ele não procriaria e sua espécie terminaria na primeira geração. dessa forma todo o prazer animal esta ligado à sua preservação e o espírito humano vivendo tanto tempo sob essa influência acaba "Viciando" nesse prazer e nasce aí as paixões , e aquilo que inicialmente era benéfico ao ser,com o seu progresso passa  a prejudica-lo , como o andador que auxilia a criança enquanto ela está aprendendo a dar os primeiros passos passa a prejudica-la quando ela já sabe andar sozinha e quer aprender a correr
Até posso compreender que quer dizer amigo, mas neste aspecto, por exemplo, o comer e o sexo, não são paixões. O comer é uma necessidade fisiológica tal com o o sexo, a paixão deriva do exagero que podemos dar a tais necessidades. Os primitivos tinham o instinto de conservação nestes actos , não querendo dizer que tinham paixão, apenas o estado em que se encontravam os levava a isso. No Mundo actual temos mais consciência porque temos mais inteligência, mas a Moral é pouca e como tal as paixões levam-nos ao exagero,e aqui sim as consequências delas actuam em cada um de nós.

Saudações fraternas
desculpe se não me fiz entender
o que eu quis dizer não foi que as paixões  são os instintos mas se originam destes , que foram dados por Deus para o bem da criatura e eram essenciais numa fase em que o ser não tinha ainda condições intelectuais sequer  para manter-se vivo e poder desfrutar da esperiência na carne, o que lhe facultaria o progresso.
as paixões se originam do apego(viciação) do espírito a esses instintos após atingir um nível intelectual em que não nessecita mais deles , o que se constitui no maior obstáculo  que o impede de alçar vôos mais altos
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 02 de Agosto de 2011, 15:48

gente, a hebinha, a Mirina e a Mizica estão neste estudo também a moderar e ajudar a todos nós.
Hebinha, muito bem lembrado.
deixe-me fazer uma analogia dentro dos dias de hoje e tocando como exemplo na Fórmula 1.
Hoje em dia, as novas máquinas de correr, estão cada vez mais parecidas com um vídeo game, para se ter noção do que falo basta que se olhe para o volante de um F1, cheio dos botões mais variados.
 
Pois bem, ao tempo de Fangio, um piloto da era passada, os bólidos também alcançavam grande velocidade para os padrões daquela época.
Hoje em dia a velocidade é muito superior, o que acarretou aos projetistas e engenheiros, terem de queimar a "mufa", para inventarem meios de transferência desta potência tão maior às rodas do carro, e facilitar ao piloto uma aceleração mais firme, sem que houvesse, o excesso, tema do nosso estudo.
Se não houvesse num F1, o mecanismo de tração regulada, quando o piloto acelerasse, do meio para o final de uma curva, a transferência de potência seria tão elevada que o carro simplesmente endoidaria e rodaria, batendo numa das laterais da pista.
O controle de tração atenua, sem deixar de transferir a potência às rodas de forma eficiente, forte, diria mesmo brutal mas sem que ocorressem esse s efeitos danosos.
Muito bem, o Espírito encarnado, tem em si, toda a potência intelectual que Deus, na sua sabedoria o dotou desde o dia em que se fez Espírito.
Ora,era necessário um mecanismo dosador desta potência, para que ela se desenvolvesse, a contento por todos os limites que na existência primordial do homem ele ops tivesse, e os tinha em grande escala.
O homem em seus primórdios pouco distava de um animal a quem foi dado o dom de falar. digo falar apenas pois pensar ele o fazia rusticamente e muito resumidamente.
Pensava mais em como se manter vivo, alimentado, longe das intempéries e dos que lhes queriam atacar, animais ou outros homens.
Com o tempo, as aquisições intelectuais, vieram fazer com que a moral eclodisse neste que já era um homem, e então, para lembrar o cantor Ney Matogrosso ele se foi tornando homem com H.
Numa analogia simbólica, o homem encontra na moral, o que um F1 encontra no controle de tração.
Se num F1 este controle, faz com que pilotos se sagrem campeões pelo melhor uso, é a moral que consagra o Espírito como um campeão das tantas reencarnações pelas quias passou com mérito vido a tornar-se um Puro Espírito.
É compreensível, que cetos homens, para usar o genérico, não se saiam bem, no uso deste controle de tração moral, é que estando defasados perante e relativamente aos outros homens que lhe rodeiam, eles não o usam com a prudência e a inteligência com que deveriam fazê-lo e então cometem os excessos.
A paixão é isso, o excesso, que tal como o corcel, da alegoria Kardeciana, fica sem controle, pelo mal uso, e joga seu ginete ao solo.
Abração,
Moura


As paixões:

Boa Noite Moura,

Na questão 907 temos que levar em consideração o objetivo da pergunta de Kardec. Ele não se detém nas paixões em si, mas sim no esclarecimento de sua origem. Ainda nesta questão podemos ver que Kardec quer saber se as paixões fazem parte da ordem natural das coisas, sendo assim, as paixões não estão sendo analisadas do ponto de vista comum do homem, ou seja, não se refere a vulgaridade ou ao estado nocivo atribuída ao termo.
Sobre o ponto vista nocivo das paixões o homem atribui ao desiquilíbrio, por exemplo, “eu não senti amor eu senti paixão”, “fiquei cego pela paixão e me perdi.”
Obviamente as paixões vindo de fonte natural, tem sua natureza em obediência a uma ordem divina, então não corroba com o sentido vulgar dado pelo homem e sim seu princípio originalmente é bom, o mal provém do desiquilíbrio da vontade, ou seja, uma distorção do do sentimento que  origina  a paixão,desiquilíbrio este que sem dúvida decorre do livre arbítrio na condução dos sentimentos.

Observe a resposta dos Espíritos:
"Não, a paixão está no excesso de que se acresceu a vontade, visto que o princípio que lhe dá origem foi posto no homem para o bem, tanto que as paixões podem levá-lo à realização de grandes coisas. O abuso que delas se faz é que causa o mal."

Esclarecido este ponto,  na questão 908, Kardec se detém no questionamento sobre o limite que se deve ter para que paixão não se torne nociva e se mantenha pura como sua fonte original.

"As paixões são como um corcel, que só tem utilidade quando governado e que se torna perigoso desde que passe a governar. Uma paixão se torna perigosa a partir do momento em que deixais de poder governá-la e que dá em resultado um prejuízo qualquer para vós mesmos, ou para outrem."

Vemos, então que o limite natural das paixões se estabelece no controle e no equilíbrio do homem e na observação se está causando mal ao próximo ou a si mesmo.

Os Espíritos desencarnados ainda conservam as suas paixões mais fortes até do que na vida material, então pode se deduzir que a vontade ou a paixão equilibrada ou desiquilibrada provem da moral ou da consciência do Espírito e não de seu corpo físico.

Passando para questão.
909. Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações?
"Sim, e, por vezes, fazendo esforços pequenos. O que lhe falta é a vontade. Ah! quão poucos dentre vós fazem esforços!"

Nesta resposta do Espíritos para mim fica ainda mais claro que as “más inclinações” provém do adiantamento moral do Espírito, ou seja, provem do desiquilíbrio do que seria os sentimentos naturais, por conseguinte bons em sua essência.

O homem tem meios de vencer essas más inclinações, primeiro por sua auto-observação e reconhecimento de sua falha, segundo através de sua vontade, como vemos na resposta às questões 910 e 911 pode através de sua fé buscar auxílio de Espíritos que podem auxiliá-lo a vencer, já que essa é a missão destes espíritos. Contudo o principal é a sua vontade em melhorar, ninguém, nem os Espíritos que tem por missão auxiliar, pode mudar quem quer que seja, se não for exercida a vontade firme de quem quer ser auxiliado, o comodismo pode falar mais alto, não o ajudando a superar as suas más inclinações. Sendo assim o Espírito se compras das más tendências.

Não só a vontade simplesmente pode  ajudar o homem a vencer uma má tendência, nem os castigos ou as proibições, mas o esclarecimento e o discernimento entre o bem e o mal que o levará a elevação moral.

Bem, esse é o resumo da minha compreensão sobre este capítulo.
Um bjo
Hebe

Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 02 de Agosto de 2011, 16:00
Maninha Zeni, grato lhe fico por sua postagem.
bem maninha, não importa a nós que saibamos o que Deus vai pensar.
Veja, na classe espiritual em que estagiamos, qual seja a de Espíritos Imperfeitos, apenas podemos "adivinhar" a Deus, não o conhecemos, por mais que alguns cantem essa potoca em forma de versos em suas palestras.

O que vale, tanto para Deus quanto para nós e veja, para nós é substancialmente mais importante, que quando atuarmos nas esferas da caridade que a primeira caridade com que professarmos o ato seja para conosco mesmo, ou seja, que tenhamos uma intenção pura, destituida de qualquer preocupação com tudo senão o bem geral.
Aquele que assim tem a sua ação, é além de útil a todos, bem visto por Mais Alto.
Há e conhecemos alguns, daqueles que fazem o Bem, de maneira espontânea, sem nenhuma outra intenção senão a de fazê-lo por fazê-lo.
Estes assim o fazem porque já conseguiram se desven]cilhar, de alguns dos grilhões que ainda mantém outros em posturas menos caridosas.
A mão de Deus, por intermédio de uma nuvem de Espíritos age, pode ter certeza, no intuito de abrir-lhes os olhos para o amanhã, e estes por certo, irão ver no arrebol do progresso, uma estrada que lhes espera o trilhar, maninha e assim é que todos, sem exceção, um dia estaremos a privar com mais alto.
abraços,
Moura


Olá! A todos do Fórum.

Moura, quero participar deste estudo, para quem sabe entender melhor sobre a perfeição moral, com relação as virtudes e os vícios, que assombram toda nossa humanidade.
Trago duas perguntas abaixo, para este estudo, e poder obter outras respostas, que me ajudem a entender.

Na questão - 893 do livro dos espíritos, ser caridoso é um ato extremamente abençoado por Deus, quando se pratica sem interesse algum e sim só pelo bem que irá fazer, pelo seu semelhante, mas quando saber se algo que fazemos de coração pelo próximo vai ser bem visto pelos olhos de Deus? É ele quem vai medir e aceitar se foi verdadeiro ou não? Ou nossa consciência pode também nos orientar para o verdadeiro sentimento se estivermos no caminho que leva a Deus?

Na questão -  894 do livro dos Espíritos.
Se estamos habitando o mundo de provas e expiações, como podemos estar totalmente desprendidos de todas as armadilhas que o mundo nos reserva, podemos ter atitudes tão elevadas mesmo habitando o mundo de provas e expiações, onde habitam seres tão complexos? Ao mesmo tempo entendo que é possível, mas é raro a criatura que consegue e por isso, se torna diferente aos olhos humanos, não parecendo serem desse mesmo mundo.


O Livro dos Espíritos

Parte Terceira – Capítulo 12
Perfeição moral

As virtudes e os vícios – Paixões – Egoísmo – Características do homem de bem – Conhecimento de si mesmo

893 -  Qual a mais meritória de todas as virtudes?
– Todas as virtudes têm seu mérito, porque indicam progresso no caminho do bem. Há virtude sempre que há resistência voluntária ao arrastamento das más tendências; mas a sublimidade da virtude é o sacrifício do interesse pessoal pelo bem de seu próximo, sem segundas intenções. A mais merecedora das virtudes nasce da mais desinteressada caridade.

894 -  Há pessoas que fazem o bem de maneira espontânea, sem precisar vencer nenhum sentimento contrário; têm tanto mérito quanto as que têm de lutar contra sua própria natureza e que a superam?
– As que não têm de lutar é porque nelas o progresso está realizado. Lutaram antes e venceram. Para estas os bons sentimentos não custam nenhum esforço e suas ações parecem todas naturais: para elas o bem tornou-se um hábito. Deve-se honrá-las como a velhos guerreiros que conquistaram respeito.
Como ainda estais bem longe da perfeição, esses exemplos espantam pelo contraste e são mais admirados por serem raros; mas sabei que, nos mundos mais avançados, o que aqui é exceção lá é a regra. O sentimento do bem é espontâneo por toda parte, porque são habitados só por bons Espíritos, e uma única má intenção seria para eles uma exceção monstruosa. Por isso nesses mundos os homens são felizes. E assim será na Terra quando a humanidade se transformar, compreender e praticar a caridade em seu verdadeiro sentido.

Beijussssss Zeni.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Anton Kiudero em 02 de Agosto de 2011, 22:03
Na questão - 893 do livro dos espíritos, ser caridoso é um ato extremamente abençoado por Deus, quando se pratica sem interesse algum e sim só pelo bem que irá fazer, pelo seu semelhante, mas quando saber se algo que fazemos de coração pelo próximo vai ser bem visto pelos olhos de Deus? É ele quem vai medir e aceitar se foi verdadeiro ou não? Ou nossa consciência pode também nos orientar para o verdadeiro sentimento se estivermos no caminho que leva a Deus?

Amiga Zeni,

Tomei a liberdade de realcar a resposta a sua pergunta (quando saber se algo que fazemos de coração pelo próximo vai ser bem visto pelos olhos de Deus?);

Todo o bem que façamos sem apego ou paixão é positivo. Por outro lado, qualquer ação ou atitude, mesmo aparentemente caridosa, se for realizada com apego ou paixão, não tem qualquer valor...

Que a mão direita não saiba o que faz a esquerda....

Na questão -  894 do livro dos Espíritos.
Se estamos habitando o mundo de provas e expiações, como podemos estar totalmente desprendidos de todas as armadilhas que o mundo nos reserva, podemos ter atitudes tão elevadas mesmo habitando o mundo de provas e expiações, onde habitam seres tão complexos? Ao mesmo tempo entendo que é possível, mas é raro a criatura que consegue e por isso, se torna diferente aos olhos humanos, não parecendo serem desse mesmo mundo.

Sim, é possivel, desde que nem por um momento acreditarmos que podemos nos elevar pra algum lugar qualquer e nem por um instante percebermos que os seres que nos cercam são tão complexos. São o que são apenas. Possuimos todos os defeitos dos demais e o não julgar nada e a ninguem, mantem a mente serena, longe das paixões e apegos gerados sempre pelos julgamentos. Na questão 893, citada por voce isto foi denominado de  "o sacrifício do interesse pessoal pelo bem de seu próximo, sem segundas intenções. A mais merecedora das virtudes nasce da mais desinteressada caridade."
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Felipa em 02 de Agosto de 2011, 23:43
PAIXÕES NO HOMEM


           "Não é substancialmente mau o princípio originário das paixões.  A paixão está no excesso de que se acresceu a vontade, visto que o princípio que lhe dá origem foi posto no homem para o bem, tanto que as paixões podem levá-lo à realização de grandes coisas. O abuso que delas se faz é que causa o mal". (O LIVRO DOS ESPÍRITOS, de Allan Kardec, pág. 417, questão 907).
          A paixão é um sentimento que pode nos levar à irracionalidade, caso não tenhamos o equilíbrio necessário. Entretanto, como disse Kardec, não é substancialmente má e conhecemos grandes realizações na Humanidade, oriúndas dela. Logicamente que não podemos abusar da paixão, porque, assim, sofreremos as consequências. Allan Kardec nos orienta, ainda:
As paixões são como um corcel, que só tem utilidade quando governado e que se torna perigoso desde que passe a governar. Uma paixão se torna perigosa a partir do momento em que deixais de poder governá-la e que dá em resultado um prejuízo qualquer para vós mesmos, ou para outrem.
        As paixões são alavancas que decuplicam as forças do homem e o auxiliam na execução dos desígnios da Providência. Mas, se, em vez de as dirigir, deixa que elas o dirijam, cai o homem nos excessos e a própria força que, manejada pelas suas mãos, poderia produzir o bem, contra ele se volta e o esmaga.
        Todas as paixões têm seu princípio num sentimento, ou numa necessidade natural.
        O princípio das paixões não é, assim, um mal, pois que assenta numa das condições providenciais da nossa existência. A paixão propriamente dita é a exageração de uma necessidade ou de um sentimento. Está no excesso e não na causa e este excesso se torna um mal, quando tem como conseqüência um mal qualquer.
        Toda paixão que aproxima o homem da natureza animal afasta-o da natureza espiritual.
        Todo sentimento que eleva o homem acima da natureza animal denota predominância do espírito sobre a matéria e o aproxima da perfeição.
(O LIVRO DOS ESPÍRITOS,  página 417 questão 908).


http://www.guia.heu.nom.br/paixoes_no_homem.htm
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: jpg em 03 de Agosto de 2011, 02:16
Olá irmão amigo Moura Rego.
Assisti também o filmete (conforme escreveu) ilustrativo e observei a referencia sobre o tópico de Voltaire e René Descartes e no início você afirma que não será aceito nenhuma referencia que não esteja contido na “DE” o que ensina o Livro dos Espíritos capítulo XII – da Perfeição Moral – Item II – Das Paixões.
A partir deste embate senti sem entender o que devo e não devo escrever pra cumprir o que foi determinado.
Posso afirmar que a paixão pode ser um defeito de auto-afirmação do espírito (alma) encarnado.
Auto-afirmação é o ato de um indivíduo tomar atitudes que só sirvam para ressaltar ou enfatizar o seu ego, autoridade ou personalidade.

Abraço fraterno.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 03 de Agosto de 2011, 10:19
Bom dia JPG,
Vou tomar a liberdade de responder pelo Moura, se não for esta a sua intenção, ele corrige depois,

Descartes e Voltaire deram o mesmo sentido à paixão que está no LE.
 Acredito que você  possa sim, trazer textos de outros autores que entenda a paixão sobre o mesmo prisma que a DE ou se houver alguma contradita, podemos analisar sobre a sua ótica.

Participe, será bem vindo.
Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 03 de Agosto de 2011, 12:02
Olá irmão amigo Moura Rego.
Assisti também o filmete (conforme escreveu) ilustrativo e observei a referencia sobre o tópico de Voltaire e René Descartes e no início você afirma que não será aceito nenhuma referencia que não esteja contido na “DE” o que ensina o Livro dos Espíritos capítulo XII – da Perfeição Moral – Item II – Das Paixões.
A partir deste embate senti sem entender o que devo e não devo escrever pra cumprir o que foi determinado.
Posso afirmar que a paixão pode ser um defeito de auto-afirmação do espírito (alma) encarnado.
Auto-afirmação é o ato de um indivíduo tomar atitudes que só sirvam para ressaltar ou enfatizar o seu ego, autoridade ou personalidade.

Abraço fraterno.

Bom dia JPG,
 Eu não vejo a paixão como auto -afirmação.
Pelo o que eu entendi a paixão vem do instinto, sinto a paixão como dedicação extrema ou descontrolada da vontade. Penso que envolvido pela paixão o Espírito perde o pé de si mesmo, portanto acredito que não tenha relação com auto-afirmação.
Vamos ver o que os outros colocam a respeito.
Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 03 de Agosto de 2011, 15:14
Vamos falar um pouco das paixões, controle e descontrole.
Como vimos no LE as paixões são de natureza boa, provém de uma ordem natural e impulsionam o progresso quando bem administradas, mas sem controle pode se tornar doentia e destrutiva. A maneira de ver quando estamos passando do limite é verificar se a dedicação a determinada paixão está causando sofrimento para si ou para o próximo.
A paixão de pessoa para pessoa tem a sua origem no sentimento natural do amor. Quando um dos dois perde o controle e começa a  cometer abusos por não ser correspondida, o sentimento de amor original e bom foi corrompido, passa a ser egoísmo, que é o sentimento de posse, insegurança ( medo da perda do que dá prazer) provocando dor aos envolvidos na relação.
Temos inúmeros casos noticiados de crimes pacionais.
A relação pode se tornar tão traumática que ao terminar pode deixar seqüelas, como medo se relacionar novamente. Temos que pensar que a vida não se repete, o fato de ocorrer um determinado desalinho em um relacionamento, não quer dizer que vá ocorrer no próximo. Portanto é necessário que não nos armemos para uma nova relação identificando no outro, por qualquer atitude similar a repetição da mesma dor anterior.
A paixão desenfreada pode ter origem em vidas anteriores, tem um caso narrado na "Uma paixão de além-túmulo" -Revista Espírita, maio de 1862 sobre um menino de 12 anos, se não me engano que se enforcou por paixão, é interessante verificar esta comunicação. 
Pela curiosidade da tenra idade para cometer este ato, foi pedido uma comunicação com o Espírito do menino, que se manifestou, e sua paixão tinha origem em outra encarnação.
O que nos faz refletir na necessidade de se desfazer dos apegos ainda em vida, porque com certeza, arrastamos para vida Espiritual nossos sentimentos e desequilíbrio.
As nossas paixões, portanto refletem a nossa natureza espiritual, ela nos cega é preciso um afastamento do fogo da paixão para termos uma visão mais clara, se não conseguir se auto-observar em suas reações e sentimentos é necessário ajuda de um terapeuta ou até o Espiritismo pode vir em auxílio, através de esclarecimentos dando uma visão maior do que nos ocorre.
Não há paixão que não possa ser contida com o uso da razão. É necessário que a pessoa envolvida queira se auxiliar reconhecendo o seu próprio estado doentio.
Mais tarde volto para falar sobre as paixões bem canalizadas.
Um abc
Hebe
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: belina em 03 de Agosto de 2011, 15:22
Olá amigos

A Paixão é a concentração de energia que proporciona um exagero de acção. Faz parte da natureza humana e, sendo bem direccionada, pode levar o homem a grandes realizações, como o pode levar também a grandes derrocadas. Saber governá-la, para evitar qualquer prejuízo ao semelhante, é o segredo, porque senão acabará por reverter contra o seu possuidor.
A Paixão enquanto éo homem a dirige, pode ser o meio para grandes conquistas;
quando a Paixão dirige o homem pode ser a rampa de grandes abismos. O seu mal não está no uso, mas sim no abuso.
Todas as paixões têm o seu princípio num sentimento, ou numa necessidade
natural. O princípio das paixões não é, assim, um mal, pois assenta numa das condições providenciais da nossa existência. Toda a paixão que aproxima o homem da natureza animal afasta-o da natureza espiritual.
Todo o sentimento que eleva o homem acima da natureza animal denota
predominância do espírito sobre a matéria e aproxima-o da perfeição.
O homem vence as más inclinações pelo exercício da vontade e através dos
seus esforços, secundado pela ajuda eficaz da assistência espiritual que faça por merecer.

A moral sem exercício é como semente sem fruto.
As paixões são forças vivas do espírito, que as deve dominar, para aplicá-las
convenientemente a favor do seu progresso espiritual, porque quando é dominado por elas, geralmente, candidata-se a grandes derrocadas morais.
Como a caridade é a mãe de todas as virtudes, só ela poderá enfrentar o pai
de todos os vícios - o egoísmo.
Conhece-se o homem de bem pelos seus actos, tal como uma árvore pelos
seus frutos e não pelos títulos que se lhe pendurem nos galhos.
A maneira pela qual o homem se melhora e o espírito evolui é a do conhecimento de si mesmo.

Conhecer-se a si próprio, ao meio que o rodeia, às leis que regulam o seu relacionamento com este meio e com os seus semelhantes, aplicando o conhecimento das leis morais em si mesmo, é o que leva o espírito à perfeição, tirando-o da inconsciência para a consciência plena.
Imaginemos o espírito a evoluir por ciclos (uma volta completa da espiral em torno do seu eixo - a linha do princípio e da finalidade), vencendo etapas (as leis morais) que, vivenciadas em conjunto, expandirão a consciência, permitindo-lhe um maior raio de acção, simbolizando a sua perfeição moral.

Conhecendo e praticando as leis morais, de maneira sistemática e ordenada,
acrescentamos em nós os valores eternos e permanentes da perfeição moral, que nos levarão à pureza espiritual, para a qual fomos criados, fechando o ciclo de evolução.
De Deus saímos simples e ignorantes (inconscientes), para Deus voltaremos
sábios e puros, porque perfeitamente conscientes.

                                              Fonte: CBE-ADEP
                                              Allan Kardec, O Livro dos Espíritos

paz e Luz
belina
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 03 de Agosto de 2011, 15:23
Exatamente maninha Hebe,
a paixão é um extremismo (e todo extremismo é ato de descontrole), da vontade.
De onde viria esse extremismo?
Da vaidade que o Espírito encarnado possa carregar.
Vamos a um exemplo simples:
Fulano, abre um livro de física nuclear.
Lê o mesmo até com certa atenção, e, a partir desse momento conclui segundo o que ali está escrito.
Ora, Fulano não se deu ao trabalho de ir mais adiante, procurar as sociedades de físicos, professores, ou  aquele que conheça mais profundamente o assunto para se informar, do que a física de hoje afirma ou modifica das informações anteriores sobre o assunto.
O livro que fulano havia lido, trazia conceitos já dea]caídos ou modificados, logo, estava em franca divergência com que a ciência de hoje proclama.
Um dia, o fulano vê alguém a discorrer sobre o mesmo assunto e se põe contrário as alegações, sem mesmo ler com atenção aquilo que o outro afirmava.
Acontece que o outro, sendo pessoa da área, conhecia os mais modernos enunciados que já contradiziam ou evoluíam aquela matéria mas fulano, não houvera mais se interessado pelo tema.
Mesmo assim ele continua e em dado momento, faltando-lhe maior conhecimento, parte para as alegações descabidas, já não mais atendendo ao tema, mas sim indo de encontro à pessoa daquele com quem debatia, logo, é a paixão, fruto dessa vaidade que o está a impulsionar.
Este tema, Paixão, é rio de muitos meandros, pois a cada minuto, vemos mais uma expressão de paixão que não conhecíamos, mas uma coisa é certa, estes momentos onde imperam a paixão e o desregro, são oriundos, da exacerbação da vaidade, orgulho,  e são alimentados pela ignorância, e é esta, que mais das vezes vemos exteriorizada.
Esta uma visão, simplória da paixão.
O apaixonado reage tendo como base, uma edificação erigida em terreno pouco firme, isso é certo.
abraços,
Moura
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 03 de Agosto de 2011, 15:29
Interessante o texto maninha Belina,
e toca num ponto que não havíamos, a Hebinha e eu , tocado, no egoísmo.
Aliás, numa de minhas palestras eu fiz a imagem do egoísmo, colocando-o em uma família, onde ele era o pai, a vaidade a mãe, e suas crias, seriam o orgulho, a ignorância,  e a moral retorcida.
É lógico que a família é bem maior,  e vem crescendo muito, embora, hoje, já encontre combatentes que propagam o ensino que para esta família seriam o antidoto de todos os seus males.
Abraços,
Moura
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Maria Perez em 03 de Agosto de 2011, 17:08
Bom dia a todos...

Que bom que enfim...consigo pegar um estudo desde o inicio....

Quando ouvimos falar em paixão, logo a 2 pensamentos somos remetidos, um para o lado positivo e outro para o lado negativo, é como se o mesmo sentimento fosse direcionado para lados diferentes ou sofresse transformação por algum motivo.

Penso no lado positivo quando alguém me diz: - Ele é apaixonado pelo que faz, ela é apaixonada pelo trabalho, ele está apaixonado.

Penso no lado negativo quando alguém me diz: - Ele estava apaixonado por isso fez isso, eu estava cego de paixão....

Vindo para o que o LE afirma: Penso que o sentimento em si é puro, como é sentindo e vivenciado o torna positivo ou negativo, é como se a paixão fosse como água, no caso de uma hidrelétrica, ela gera energia que beneficia a vários, pois a represarão para este fim....mas no caso de uma enxurrada...de uma enchente... em que ela está desordenada...ela não beneficiará ninguém, pois não está controlada, focada, direcionada para um finalidade...uma razão.

Creio eu que a paixão é o sentimento que nos move, não para fazer coisas corriqueiras e que são necessárias a nossa sobrevivência...como algum amigo citou.... mas sim as realizações de metas, objetivos de vida...as concretizações de ideais, as descobertas....

Sinto ser paixão o que um cientista sente, quando movido pelo desejo de encontrar a cura de uma doença, a fórmula de um novo remédio, as pesquisas de existência de vida, água.... em um novo planeta...

Sinto ser paixão o que move um compositor a por horas a fio... sentado a frente de um piano compor notas para uma orquestra....

Sinto ser paixão o que move um admistrador, um escritor, um advogado, um voluntário e a qualquer outra pessoa, fazer a diferença onde está....através de um trabalho impecável...

Não me refiro somente a profissionais, mas são ótimos exemplos de como a paixão move.... muda... transforma... dá forças... quando focada para um fim.... quando há finalidade..... ela é como se fosse o "UP"....

Mas, se essa mesma paixão não for controlada...não estiver sendo ponderada....analisada com a razão de quem sabe seu limite, ela acaba se transformando... mutando-se em algo ruim, o mesmo profissional que se doa a algo....é o mesmo que por exagerar nessa doação, torna-se um workaholic, um tirano.... que não tem olhos para a sociedade....para a sua familia...para sua saúde.... a paixão que o moveu...agora cega-o.

O mesmo sentimento que move para grandes realizações....é o mesmo que pode ser o que destrói grandes realizações...é o cavalo que deixa de ser guiado...para então guiar, são as águas represadas que geravam energia... que romperam a barragem...e agora destrói quem dela se beneficiava....

Paz e Luz....





Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: vonuviojr em 03 de Agosto de 2011, 19:05
Realmente. Devemos controlar nossas paixões. Gostei do tema. Sou novo na Doutrina e também aqui no fórum. Aos poucos vou aprendendo com vocês.

Abraço a todos.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 03 de Agosto de 2011, 19:52
vonuviojr,
aproveite e deixe seu entendimento sobre o tema, mano!
Abraços,
Moura
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Kazaoka em 03 de Agosto de 2011, 20:06
Maria Perez,
Bem sensatas e claras suas colocações.
Esperamos poder continuar contando com suas intervenções...
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Viandante em 03 de Agosto de 2011, 20:14
Boa noite a todos,

quando falamos em paixões falamos no negativo, não existem paixões positivas ou boas ?

Obrigado
Muita paz
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: vonuviojr em 03 de Agosto de 2011, 20:35
Pois sim, Moura.

Pelo que entendi, paixão é "essencial". "Faz parte na natureza humana", no entanto devemos saber dosar nossas paixões para que como o prórpio vídeo explica, "... as paixões são como um cavalo que é útil quando governado e perigoso quando governa..."

Eu tenho problemas com minhas emoções fortes incontroláveis, Paixões. Não quier dizer que sou uma pessoa má, quer dizer que tenho que me controlar e usa-la a favor dos que estão a minha volta.

Valeu brother Moura!

.´.

Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: hcancela em 03 de Agosto de 2011, 20:39
Olá amigos(as)

Creio amigo Moura,que aquilo que vou deixar , está no tema...rs penso eu.... :-*



Bons e maus pensamentos


Estudando o assunto relacionado com a influência oculta dos Espíritos em nossos pensamentos e atos, na questão 467 de O Livro dos Espíritos(Ed. FEB), Allan Kardec pergunta:

Pode o homem eximir-se da influência dos Espíritos que procuram arrastá-lo ao mal?

E os Espíritos superiores respondem:

" Pode, visto que tais Espíritos só se apegam aos que pelos desejos, os chamam, ou aos que, pelos seus pensamentos, os atraem".
Em seguida, na questão 469, indaga:

Por que meio podemos neutralizar a influência dos maus Espíritos?, recebendo a seguinte resposta:

"Praticando o bem e pondo em Deus toda a vossa confiança, repelireis a influência dos Espíritos inferiores e aniquilareis o império que desejem ter sobre vós. Guardai-vos de atender às sugestões dos Espíritos que vos suscitam maus pensamentos, que sopram a discórdia entre vós e que vos insuflam as paixões más(...)."

Observa-se, com base neste diálogo de Allan Kardec com os Espíritos Superiores, que a causa dos problemas decorrentes da influência dos Espíritos em nossas vidas está em nós mesmos. E a solução desses problemas, também, Depende, apenas, do pensamento correto e da atitude adequada que nos cabe adotar.

Quando soubermos direcionar o nosso pensamento sempre no sentido da prática do bem, cultivando permanentemente, o amor ao próximo, o respeito ao nosso semelhante e o propósito sincero de nos aprimorar cada vez mais, intelectual e moralmente, estaremos - pela lei de afinidade que rege o relacionamento entre Espíritos encarnados e desencarnados -, atraindo a presença dos Espíritos superiores e bons e afastando os Espíritos inferiores e maus.

É exatamente em razão desta realidade que Jesus asseverou em seu Evangelho:

"Vigiai e orai, para não cairdes em tentação". (Marcos 14:38)


Saudações fraternas
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 03 de Agosto de 2011, 23:15
Bom post HCancela,

Dando continuidade.

Como trabalhar as paixões carnais? Que tipos de paixões poderemos ter? As paixões são boas para dar estímulo ao nosso desenvolvimento, mas devemos ter equilíbrio, que vai sendo adquirido com o tempo. As paixões comuns, como videogame, leitura, esporte, comida, assistir a TV, etc. “Aquele que não encontra a felicidade senão na satisfação do orgulho e dos apetites grosseiros é infeliz quando não os pode satisfazer, enquanto que aquele que não se interessa pelo supérfluo se sente feliz com aquilo que, para os outros, constituiria infortúnio”. (Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos - parte dos comentários à resposta da questão 933.)

Eu estava falando antes das paixões nos relacionamentos e quando ela se torna nociva, transformando o amor em doença. Mas não só em relacionamentos se vê as paixões desenfreadas. Como exemplo temos o Futebol.

Claro que escolhemos um time e torcemos por ele, mas o que se vê hoje em dia, são torcidas se matando num total desregramento. Jovens são assassinados, ou assassinam em nome da paixão pelo seu time ou torcida., ou seja, um esporte que deveria vir para o lazer e competição saudável se torna instrumento de dor e sofrimento.

Paixão pela Pátria ou o fanatismo religioso, por exemplo, pelo poder, pelo orgulho, pela situação econômica, causam a Guerra a desigualdade e a dor.

Acredito que todas essas paixões desenfreadas e desequilibradas são a causa do sofrimento humano. Mostram a natureza espiritual de um mundo de provas e expiações.
Os Espíritos aqui encarnados ainda vêem o mundo terra a terra, e não sob a ótica Espiritual, esquecem que este mundo é transitório e que o mundo Espiritual é permanente.

Ainda seguindo com a DE vemos este comentário de Kardec.

“Os males deste mundo estão na razão das necessidades artificiais que criais para vós mesmos. Aquele que sabe limitar os seus desejos, e ver sem cobiça o que está fora das suas possibilidades, poupa-se a muitos aborrecimentos nesta vida. O mais rico é aquele que tem menos necessidades.” (Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos - parte da resposta à questão 926.)

E mais um pouco Kardec adverte

 “Ora, o verdadeiro espírita vê as coisas deste mundo de um ponto de vista tão elevado; elas lhe parecem tão pequenas, tão mesquinhas, a par do futuro que o aguarda; a vida se lhe mostra tão curta, tão fugaz, que, aos seus olhos, as tribulações não passam de incidentes desagradáveis, no curso de uma viagem. O que, em outro, produziria violenta emoção, mediocremente o afeta”. (Kardec,  Introdução, item 15)

Um abç
Hebe

Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Maria Perez em 04 de Agosto de 2011, 00:55
Boa noite a todos,

quando falamos em paixões falamos no negativo, não existem paixões positivas ou boas ?

Obrigado
Muita paz


Boa noite a Todos.

Quando ouvimos falar em paixões, pensamos nela em dois lados, o bom e o ruim.

Mas a paixão em sua origem... é pura...é boa, como a vivenciamos....a maneira que a sentimos...isso a transformará em um sentimento que me fará crescer..... evoluir... ou em algo aterrador...destruidor...que me tornará refém.... ou é o cavalo que monto e saio em direção ao que coloquei como meta.... ou o cavalo que me domou e me levará onde quer....

Paz e Luz...


Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Maria Perez em 04 de Agosto de 2011, 01:13
Pois sim, Moura.

Pelo que entendi, paixão é "essencial". "Faz parte na natureza humana", no entanto devemos saber dosar nossas paixões para que como o prórpio vídeo explica, "... as paixões são como um cavalo que é útil quando governado e perigoso quando governa..."

Eu tenho problemas com minhas emoções fortes incontroláveis, Paixões. Não quier dizer que sou uma pessoa má, quer dizer que tenho que me controlar e usa-la a favor dos que estão a minha volta.

Valeu brother Moura!

.´.


Boa noite Vonuviojr...

Só pelo fato de reconhecermos e identificarmos onde erramos, já é um passo enorme na direção em que devemos seguir.

A paixão que sentimos...só tem que ser focada, canalizada, controlada, devemos lembrar sempre do cavalo, monte-o...e direcione-o a um objetivo.... não deixando que pelo caminho... ele monte na gente e nos leve onde queira.

Paz e Luz
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Marccello em 04 de Agosto de 2011, 01:19
Boa noite queridos amigos(as)!

Parabéns querido amigo Moura!

Tema muito oportuno!

Que os bons espíritos continuem intuindo-o a cada participação no estudo...derramando sempre palavras de harmonia, de paz, e de esclarecimentos.

Muita paz. :)
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Maria Perez em 04 de Agosto de 2011, 01:22
Bom post HCancela,

Ainda seguindo com a DE vemos este comentário de Kardec.

“Os males deste mundo estão na razão das necessidades artificiais que criais para vós mesmos. Aquele que sabe limitar os seus desejos, e ver sem cobiça o que está fora das suas possibilidades, poupa-se a muitos aborrecimentos nesta vida. O mais rico é aquele que tem menos necessidades.” (Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos - parte da resposta à questão 926.)

E mais um pouco Kardec adverte

 “Ora, o verdadeiro espírita vê as coisas deste mundo de um ponto de vista tão elevado; elas lhe parecem tão pequenas, tão mesquinhas, a par do futuro que o aguarda; a vida se lhe mostra tão curta, tão fugaz, que, aos seus olhos, as tribulações não passam de incidentes desagradáveis, no curso de uma viagem. O que, em outro, produziria violenta emoção, mediocremente o afeta”. (Kardec,  Introdução, item 15)

Um abç
Hebe

Boa noite Hebe

Dando continuidade ao teu pensamento....veja se entendi.

Então a paixão nos leva a criar necessidades artificias, essas necessidades que não são supridas acabam por tornar o sentimento que era bom em ruim, e quanto menos desejo....quanto menos objetivos de vida... de aquisições... e outros objetivos em fim... eu tiver... menos é a propabilidade de não supri-los...e enfim de não criar para mim um aborrecimento futuro....

Seria isso o entendimento da máxima: "O mais rico é aquele que tem menos necessidades.” (Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos - parte da resposta à questão 926.)

Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 04 de Agosto de 2011, 01:28
Bom post HCancela,

Ainda seguindo com a DE vemos este comentário de Kardec.

“Os males deste mundo estão na razão das necessidades artificiais que criais para vós mesmos. Aquele que sabe limitar os seus desejos, e ver sem cobiça o que está fora das suas possibilidades, poupa-se a muitos aborrecimentos nesta vida. O mais rico é aquele que tem menos necessidades.” (Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos - parte da resposta à questão 926.)

E mais um pouco Kardec adverte

 “Ora, o verdadeiro espírita vê as coisas deste mundo de um ponto de vista tão elevado; elas lhe parecem tão pequenas, tão mesquinhas, a par do futuro que o aguarda; a vida se lhe mostra tão curta, tão fugaz, que, aos seus olhos, as tribulações não passam de incidentes desagradáveis, no curso de uma viagem. O que, em outro, produziria violenta emoção, mediocremente o afeta”. (Kardec,  Introdução, item 15)

Um abç
Hebe

Boa noite Hebe

Dando continuidade ao teu pensamento....veja se entendi.

Então a paixão nos leva a criar necessidades artificias, essas necessidades que não são supridas acabam por tornar o sentimento que era bom em ruim, e quanto menos desejo....quanto menos objetivos de vida... de aquisições... e outros objetivos em fim... eu tiver... menos é a propabilidade de não supri-los...e enfim de não criar para mim um aborrecimento futuro....

Seria isso o entendimento da máxima: "O mais rico é aquele que tem menos necessidades.” (Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos - parte da resposta à questão 926.)


Penso que a riqueza que Kardec se refere é a riqueza Espiritual, quanto mais nos apegamos as paixões terrenas mais pobre somos espiritualmente.
O desejo é um impulso natural do homem, mas não se pode deixar dominar por eles. é preciso ter controle para não desencadear emoções excessivas.
Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mizica em 04 de Agosto de 2011, 04:52
Ola!
Bom dia à todos!

912. Qual o meio mais eficiente de combater-se o predomínio da natureza corpórea?
Resp.: “Praticar a abnegação” ( Livro dos Espíritos, parte 3ª , capítulo XII)

Abnegar-se é, possivelmente, o primeiro passo a dar em direção ao equilíbrio moral. Então vejamos. O que é abnegação se procuramos seu sentido no dicionário? É desapego, é desprendimento, é devotamento, é renúncia ... Todas essas palavras nos fazem pensar em atitudes altruístas, maneiras de agir para o bem, certo?
Pois bem. Nesse ponto, usando o escudo protetor da abnegação podemos nos sentir prontos, aptos a encarar de frente nossas paixões. Sim, precisamos das paixões para por “sal” em nossas vidas, mas não para exceder, abusar, “salgar” nossas atitudes com o desequilíbrio.

Puxando a linha de pensamento observado em diversas mensagens, usemos como exemplo o sexo. Sexo é bom? Sim, é. Dá prazer? Sim, dá.  E logicamente, segundo a inteligência divina e em primeiro lugar, é veículo para a procriação da raça humana. Então é bom, mas o abuso que dele fazemos é paixão, é carro sem freio, é trem desgovernado.

Outro exemplo: nos alimentamos para podermos sobreviver, comer é bom. Sem alimentação nossa vida corpórea cessa. Gostamos de comidas gostosas, gostamos de comer .... mas o fazemos só para sobreviver? Só  para dar vigor ao corpo? Na grande maioria das vezes não. O que fazemos é comer em excesso, por puro prazer. Ai abusamos e adoecemos. Isso é paixão.

Aqui um exemplo que muitos de nós já vivenciou: estar apaixonado por alguém. De repente o amor chega e nos arrebata. É lindo amar, e ser amado(a).  Juras são trocadas: Sou louca (o) por você! Se você me deixar eu morro! Não vivo sem você!  E é bem nesse ponto que surge a paixão. E a gente até fala essas palavras sem refletir sobre o que dizemos. Claro, o momento é pura magia.  Sou Louca(o) por você! dizemos . Mas quem fica enlouquecido por amor, quem sofre por amor, quem se suicida ou mata por amor não está amando! Esta apegado, desvairado, cego. E apego não é amor, é posse, é paixão, é descontrole. Quando agimos assim, supondo estarmos amando o outro sadiamente, não há abnegação, não há desapego, não há altruísmo. Quem de fato ama, não possui o outro, não aprisiona, não sufoca.

Se bem repararmos as paixões humanas estão presentes em nosso cotidiano, e podem ser caracterizadas sob as mais variadas formas. É só olhar em volta... Tente!

Meu carinho à todos.
Paz e luz e muito afeto em suas vidas
Mizica

Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 04 de Agosto de 2011, 09:55
Bom dia todos,
Em resumo Mizica, a paixão desenfreada escraviza a alma, ficamos presos ao objeto do desejo.
Mas você tocou num ponto importante, que poucos entendem, o desapego.
Desapegar não é a indiferença ou frieza, desapegar significa amar livremente e deixar o outro livre. É a dedicação sem espera de retorno.
Lógico que deve haver empenho nas coisas que fazemos e nas nossas relações,é preciso amar e estar feliz, mas sem se deixar possuir e nem ser possuído, pela pessoa que amamos, pela profissão, pelo dinheiro, pelo esporte e por tudo que convivemos no nosso dia a dia na vida terrena.
Todo o apego causa a dor, quando se perde o objeto do desejo.
É preciso deixar ir, virar a página, seguir adiante e tirar proveito do aprendizado de cada etapa na vida. Ficar preso ao passado, ou criar uma ansiedade absurda no que pode vir causa sofrimento e frustração.
"Bem aventurados os serenos" já dizia Cristo com toda a sua sabedoria.
Paciência e resignação é preciso para se ter clareza sobre a vida e as vicissitudes que temos que enfrentar.
Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: filhodobino em 04 de Agosto de 2011, 14:12
Ola!
Bom dia à todos!

912. Qual o meio mais eficiente de combater-se o predomínio da natureza corpórea?
Resp.: “Praticar a abnegação” ( Livro dos Espíritos, parte 3ª , capítulo XII)

Meu carinho à todos.
Paz e luz e muito afeto em suas vidas
Mizica

Bondosa Irmã, Um excelente dia para vc também, com muita saúde e Paz, extensivo a todos!

O filhodobino pensa assim,"trocando-letras" com o que aprendi com a DE...

Abnegação, antes de ser uma obrigação para evoluirmos, é sobretudo, um direito...
Assim como votar, aqui no BR., ou seja, é obrigatório, mas há liberdade de escolhas...
Saúde e Paz!
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 04 de Agosto de 2011, 15:49
Amigos,
estou adorando essa troca de impressões.
Um estudo deste jeito, há de trazer muito conhecimento.
O que quero dizer, realmente, é que se alguns pensam que ficar-se apenas em citações dos capítulos que o tema contém é que redunda em aprendizado, estes erram, pois que aludindo a fatores diuturnos, trazendo exemplos do cotidiano e os interligando com a doutrina vamos alargando o conhecimento sobre o que nos cerca e assim garimpando mais possibilidades de passarmos pelas dores que tenhamos de passar, de forma mais amena.
Abraços,
Moura
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: vonuviojr em 04 de Agosto de 2011, 17:19
Agora eu pergunto: Como controlar paixões incontroláveis?

Eu costumo meditar, conversar com meu eu. O que vocês fazem?


.´.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: hcancela em 04 de Agosto de 2011, 19:10
Agora eu pergunto: Como controlar paixões incontroláveis?

Eu costumo meditar, conversar com meu eu. O que vocês fazem?


.´.
Requer conhecimento das coisas de Deus. Já Jesus nos disse? Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Depois deste conhecimento que aqui neste( debate) e noutros que podemos ter com pessoas ou livros, especialmente da doutrina espirita, é necessário treino mental, porque meu caro amigo o treino será sistemático, porque haverá quedas e subidas e neste sobe e desce é que se atingirá a libertação das coisas. Muitos desistirão e outros continuarão, mas mesmo o que desistem, com mais ou menos dores atingirão o caminho, porque a perfeição (relativa) é uma condição do Espirito que está em evolução. Será como o Bébé que cai e levanta até conseguir caminhar. Treino muito treino amigo vonuviojr.Para terminar, meditar orar, etc é bom mas se não tentar mudar as suas tendências de nada vale. A mudança só se faz com a responsabilidade dos actos e aí virá a mudança.Lembra amigo quando se diz" Conhece-te a ti mesmo"? É por aqui o caminho.

Saudações fraternas
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: zeni em 04 de Agosto de 2011, 21:56
Olá! A todos do Fórum.


Fico feliz pelos esclarecimentos, abaixo, e bom saber que posso contar com a ajuda desinteressada de todos aqui, e o quanto esse tema, paixões  pode nos esclarecer algumas dúvidas obrigada.


Na questão - 893 do livro dos espíritos, ser caridoso é um ato extremamente abençoado por Deus, quando se pratica sem interesse algum e sim só pelo bem que irá fazer, pelo seu semelhante, mas quando saber se algo que fazemos de coração pelo próximo vai ser bem visto pelos olhos de Deus? É ele quem vai medir e aceitar se foi verdadeiro ou não? Ou nossa consciência pode também nos orientar para o verdadeiro sentimento se estivermos no caminho que leva a Deus?

 Citação Moura:

Maninha Zeni, grato lhe fico por sua postagem.
bem maninha, não importa a nós que saibamos o que Deus vai pensar.
Veja, na classe espiritual em que estagiamos, qual seja a de Espíritos Imperfeitos, apenas podemos "adivinhar" a Deus, não o conhecemos, por mais que alguns cantem essa potoca em forma de versos em suas palestras.




Na questão -  894 do livro dos Espíritos.
Se estamos habitando o mundo de provas e expiações, como podemos estar totalmente desprendidos de todas as armadilhas que o mundo nos reserva, podemos ter atitudes tão elevadas mesmo habitando o mundo de provas e expiações, onde habitam seres tão complexos? Ao mesmo tempo entendo que é possível, mas é raro a criatura que consegue e por isso, se torna diferente aos olhos humanos, não parecendo serem desse mesmo mundo.

 Citação Anton:

Sim, é possivel, desde que nem por um momento acreditarmos que podemos nos elevar pra algum lugar qualquer e nem por um instante percebermos que os seres que nos cercam são tão complexos. São o que são apenas. Possuimos todos os defeitos dos demais e o não julgar nada e a ninguem, mantem a mente serena, longe das paixões e apegos gerados sempre pelos julgamentos. Na questão 893, citada por voce isto foi denominado de  "o sacrifício do interesse pessoal pelo bem de seu próximo, sem segundas intenções. A mais merecedora das virtudes nasce da mais desinteressada
caridade."







Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: lineu em 04 de Agosto de 2011, 22:30
Abnegação: Política ideal

(https://lh3.googleusercontent.com/-7_IKlI70D6c/TjsQcHCfunI/AAAAAAAADLo/Dws8rPlwcQA/F%2525C3%2525B3rum%252520Esp%2525C3%2525ADrita.jpg)

A publicação de hoje no Blog Opinião refere-se ao estudo deste tópico com o título "Abnegação: Política Ideal", conforme o transcrito abaixo:


A Política, na realidade, deve ser entendida como a arte da convivência social. E precisa ser convenientemente aplicada por todas as pessoas conscientes e responsáveis, sinceramente convictas de que a civilização constitui o objetivo providencial a ser completado em todos os domínios do universo.

O estudo das paixões, ora desenvolvido no Fórum Espírita e fundamentado no capítulo XII do Livro dos Espíritos de Allan Kardec, trata especificamente da perfeição moral, imprescindível ao ser humano civilizado e apto a cooperar com as potências do Bem no trabalho que visa à regeneração deste mundo.

A civilização somente se completa com a fraternidade. E requer das pessoas interessadas na sua complementação a prática consciente da verdadeira política como arte da convivência social.

Essa política implica necessariamente na rigorosa observação dos preceitos da lei natural, em todos os seus aspectos, principalmente nos dispositivos referentes à justiça, amor e caridade que estabelecem o respeito ao direito alheio como base da síntese cristã que recomenda fazer aos outros tudo aquilo que se deseja para si mesmo. Exige, desse modo, pleno desprendimento dos seus praticantes.

A abnegação, portanto, constitui a fórmula ideal da convivência social. Resume o método ou modo de proceder do ser humano intimamente reformado, aliado ao bem comum e ciente do próprio dever cooperativo, que tudo faz no sentido de alcançar o objetivo da civilização.

Convém salientar que os governantes e demais políticos atuantes do poder público, comprometidos perante a Providência universal, são os principais responsáveis pelo progresso civilizatório propício à regeneração deste mundo. Eles precisam, sobretudo, compenetrar-se da realidade significativa da autoridade que empossam, impondo-lhes a abnegação.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: belina em 04 de Agosto de 2011, 23:27
ola a todos

 Amigo hcancela pegando na sua frase:

.Lembra amigo quando se diz" Conhece-te a ti mesmo"? É por aqui o caminho.

No conhecimento de si mesmo na questão 919
a) - Conhecemos toda a sabedoria desta máxima, porém a dificuldade está
precisamente em cada um conhecer-se a si mesmo. Qual o meio de consegui-lo?

“Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha
consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a meconhecer e a ver o que em mim precisava de reforma. Aquele que, todas as noites, evocassetodas as ações que praticara durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal quehouvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo de guarda que o esclarecessem, grande forçaadquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria. Dirigi, pois, a vósmesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai ainda mais: “Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, teria que temer o olhar de alguém, ao entrar de novo no mundo dos Espíritos, onde nada pode ser ocultado?”
“Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra o vosso próximo e,
finalmente, contra vós mesmos. As respostas vos darão, ou o descanso para a vossa
consciência, ou a indicação de um mal que precise ser curado.
“O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual. Mas,
direis, como há de alguém julgar-se a si mesmo? Não está aí a ilusão do amor-próprio para
atenuar as faltas e torná-las desculpáveis? O avarento se considera apenas econômico e
previdente; o orgulhosos julga que em si só há dignidade. Isto é muito real, mas tendes um
meio de verificação que não pode iludir-vos. Quando estiverdes indecisos sobre o valor de
uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a
censurais noutrem, não na poderia ter por legítima quando fordes o seu autor, pois que Deus não usa de duas medidas na aplicação de Sua justiça. Procurai também saber o que dela pensam os vossos semelhantes e não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, porquantoesses nenhum interesse têm em mascarar a verdade e Deus muitas vezes os coloca ao vosso lado como um espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que o faria um amigo. Perscrute, conseguintemente, a sua consciência aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar de si os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas; dê balanço no seu dia moral para, a exemplo do comerciante, avaliar suas perdas e seus lucros e eu vos asseguro que a conta destes será mais avultada que a daquelas. Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio o despertar na outra vida.
“Formulai, pois, de vós para convosco, questões nítidas e precisas e não temais
multiplicá-las. Justo é que se gastem alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna.
Não trabalhais todos os dias com o fito de juntar haveres que vos garantam repouso na
velhice? Não constitui esse repouso o objeto de todos os vossos desejos, o fim que vos faz
suportar fadigas e privações temporárias? Pois bem! Que é esse descanso de alguns dias,
turbado sempre pelas enfermidades do corpo, em comparação com o que espera o homem
de bem? Não valerá este outro a pena de alguns esforços? Sei haver muitos que dizem ser
positivo o presente e incerto o futuro. Ora, esta exatamente a idéia que estamos
encarregados de eliminar do vosso íntimo, visto desejarmos fazer que compreendais esse
futuro, de modo a não restar nenhuma dúvida em vossa alma. Por isso foi que primeiro
chamamos a vossa atenção por meio de fenômenos capazes de ferir-vos os sentidos e que
agora vos damos instruções, que cada um de vós se acha encarregado de espalhar. Com este objetivo é que ditamos O Livro dos Espíritos.”
SANTO AGOSTINHO
Muitas faltas que cometemos nos passam despercebidas. Se, efetivamente, seguindo
o conselho de Santo Agostinho, interrogássemos mais amiúde a nossa consciência,
veríamos quantas vezes falimos sem que o suspeitemos, unicamente por não perscrutarmos a natureza e o móvel dos nossos atos.
A forma interrogativa tem alguma coisa de mais preciso do que qualquer máxima, que
muitas vezes deixamos de aplicar a nós mesmos. Aquela exige respostas categóricas, por
um sim ou não, que não abrem lugar para qualquer alternativa e que são outros tantos
argumentos pessoais. E, pela soma que derem as respostas, poderemos computar a soma de bem ou de mal que existe em nós.

paz e luz
belina
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Taprobana em 05 de Agosto de 2011, 00:09
Agora eu pergunto: Como controlar paixões incontroláveis?

Eu costumo meditar, conversar com meu eu. O que vocês fazem?

Sob o ponto de vista evolutivo, quando a vontade é acrescida ao excesso identifica um estádio onde a Inteligência não é ainda competente para a auto-regulação da conduta sem que esta tenha de ser inibida por factores cuja origem se encontram na mente.

Penso conseguir identificar dois factores responsáveis pelo controle das paixões que se manifestam nas Inteligência em percurso evolutivo: A emoção e a razão.

Da emoção derivam vários tipos de sentimentos, onde o medo, o temor, a vergonha, a timidez, a insegurança, … são exemplos de recursos vitais que impedem a acção ou a conduta cuja vontade apaixonada deseja.

Da razão surgem, por exemplo, recursos que medem o tipo de consequências ou desvantagens resultantes de uma acção ou conduta expressa na satisfação da vontade apaixonada.

No entanto, somente através da experiencia a evolução se torna efectiva, ou seja, somente após experimentar o consumar das vontades apaixonadas pode o Inteligência “adquirir” os “marcadores somáticos” que coloquem a conduta para além do império da matéria, ou seja, experimentar a total ausência de vontade que é acrescida ao excesso.

Assim sendo, respondendo à questão acima citada, experimento livremente a vivencia das paixões incontroláveis, subentendo a minha vontade aos limites da minha inteligência moral (consciência) e à lei dos Homens que regula a conduta na sociedade onde habito.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 05 de Agosto de 2011, 00:54
Agora você levantou um ponto importante Taprobana.

Não só a razão é  preciso também a experiencia para realizar o crescimento.
Não sei se percebi o que você quis dizer.
Mas temos que ver que o nosso raciocínio ( mente) é condicionado a sociedade que vivemos, portanto limitado as suas leis, costumes.
O que às vezes consideramos correto são paradigmas criados dentro do meio que vivemos.
Qualquer coisa fora do que é considerado natural ou normal nos causa o medo, que pode inibir ou impulsionar através da vontade ou desejo ultrapassando os limites desta razão condicionada ampliando a percepção.
A clareza maior se dá com a experiencia, ou seja, ultrapassando os limites e sentindo as consequências, podemos então ter a certeza do que nos causa bem ou mal.

As grandes experiencias e descobertas foram feitas por homens, que não se limitaram ao seu meio. Assim como uma série de revoluções e de tabus foram quebrados por pessoas, que não se conformavam com a moral imposta socialmente. Isso impulsionou sem dúvida o progresso e tirou o homem cada vez mais da ignorância.

Posso então definir este tipo de pessoa, como apaixonadas pelo seu ideal, vejo que o limite da paixão então se dá, quando colhemos frutos ou não desta luta após a análise da experiencia vivida. Exemplo, as grandes navegações, as grandes descobertas científicas, a emancipação da mulher, e a própria experiência individual a nível emocional de cada um, num sentido mais íntimo.

A paixão escraviza ,portanto quando não temos noção deste limite e insistimos em algo que
causa dor ou sofrimento, nos cegando por um ideal que não obtemos resposta. Neste caso a razão está sendo ignorada. É preciso então o uso de ambas, o sentimento que impulsiona além da visão limitada e a razão como critério de avaliação, num movimento incensante.

Um abç
Hebe 


PS: Lineu muito bom o seu artigo.
 
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Oliva Prado em 05 de Agosto de 2011, 10:27
Forista Moura
Partecipantes do Fórum
Bom Dia a todos com muito amor no coração

     Antes de postar qualquer opinião sobre o tema em questão devo dizer que um encontro consigo no fórum é uma oportunidade de crescermos dentro da mesma, especialmente quando somos novatos. Muitas vezes durante os debates por nunca termos reflectido sobre certas questões ficamos sem respostas para dar. .. Os debates são fundamentais para tirar dúvidas, para aprender novas ideias, para pesquisarmos mais além, outras fontes, etc..
     Quanto ao tema em questão e posto como ele é; praticamente o vídeo de abertura diz tudo porque as próprias palavras do Mestre são claras e esclarecedoras assim como é toda a doutrina no que toca há transformação moral dos homens.
    Citando terceiros: -  “tornar melhor o homem, convencendo-o, através dos fatos e da razão, de que somente o comportamento evangélico lhe assegurará um porvir feliz.”
  Nas questões postas da 907 / 912 já aqui tão bem comentadas por todos vejo de forma evidente uma referência ao burilamento de cada um que pede um esforço em humildade e resignação porque sabemos que a nossa postura mental nem sempre supera a realidade física a vencer “desejos” que são respostas aos desajustes seja em afecto, abrigo, concepção da vida, só mesmo com os olhos postos no futuro e na consciência que o reencarne nos dá.
   Sei que não vai aprovar mas vou citar só uma pequena frase do Livro de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luís, No Mundo Maior
          “Duela o homem consigo mesmo no actual processo acelerado de transição.”
e escutando com todo a alma o Universo que nos rodeia acredito que realmente a paixão como o fogo consome-se a si mesma e o que acalma é precisamente aquilo que nutre. O que é que nutre?
O amor, a palavra esclarecida os gestos amigos. Inclusive li um texto de Dr Bezerra de Menezes;
-“ Amizade é o sentimento mais puro que envolve a terra. Amor e paixão passam em várias experiência reencarnatórias, mas, a amizade são os companheiros de sempre, nas alegrias de sempre.”
     É caso para dizer Felizes os que conhecem tamanha preciosidade.
Mas se eu não tiver nada nem ninguém, diz a oração,  ainda assim sei que foi Deus que me criou e é por vontade dele que aqui estou.
  Esta ideia crucial de que a vida é um bem que não nos pertence e sofremos para evoluir e devemos superar-nos melhorando, fazendo o bem etc parece-me ser  a chave que precisamos para a transformação moral que nos ajuda a ter vontade.e a ser esforçados.

Abraços, O P





Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: hcancela em 05 de Agosto de 2011, 11:16
Olá amigos(as)

Creio que as paixões não são más, com o muitos querem fazer querer, bem pelo contrário,é um estado de aproximação temporário que o Espírito precisa, para que depois se transforme em Amor.

De facto a paixão arrebata, mas o Amor liberta.


Saudações fraternas
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mizica em 05 de Agosto de 2011, 13:57
 :D :D Ola!
Bom dia à todos!  :-* :-*

Lineu (muito bom o artigo, Valeu!), Taprobana, maninho Moura, hcancela, zeni, vonuviojr, Belina , filhodobino e tantos outros companheiros aqui do FE... muito bom a participação de todos nós de maneira tranqüila e muiiiiiito proveitosa.

Muito válido esse aspectos sobre o estudo feitos por Hebe e Taprobana
Concordo com Hebe:  Taprobana tocou num ponto importante na questão das paixões.  E completando, Hebe cita os paradigmas.  Oportuno comentário, Hebe, pois que os paradigmas condiconam a vontade, levam para outro caminho, distorcem... Não sei se percebi bem esse ponto.

Reflito e vejo que , como completa a Hebe, “não só a razão é  preciso também a experiencia para realizar o crescimento”. Certo, mas há uma linha tênue entre esse “experimentar” para depois tomar consciência que é esse ou aquele caminho a seguir. E é esse caminho que nos levará ou não ao encontro das paixões. Fiquei pensando em relação a questão sexual, em pessoas que são educadas de uma forma tão repressora nesse aspecto, que acabam por esconder dentro de si desejos, sentimentos, pouco recomendáveis pela dita sociedade em que vivemos.
 Veio a minha mente o pensamento sobre a questão da pedofilia ... seria esse comportamento o caso de uma paixão conduzida para o lado mais obscuro e estranho do ser humano, em conseqüência de uma educação repressora? E se eu experimento, na mais tenra juventude, o cigarro de maconha? Experimentei, gostei durante um certo tempo e depois vi que não me levava a lugar nenhum e deixei tudo para sempre. E se não conseguisse deixar? É paixão sem freio? Ou é o quê?
Não sei se estou levando o tema para um outro lado, mas foi o que me veio ao pensamento.
Aguardo os comentários...

Sempre com meu carinho à todos.
Mizica


Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 05 de Agosto de 2011, 15:12
Mas as paixões, explicadas pelos Espíritos Superiores, no ponto em que estudamos, não são em sua origem, más.
O mal só começa com o excesso.
Abraços,
Moura

Olá amigos(as)

Creio que as paixões não são más, com o muitos querem fazer querer, bem pelo contrário,é um estado de aproximação temporário que o Espírito precisa, para que depois se transforme em Amor.

De facto a paixão arrebata, mas o Amor liberta.


Saudações fraternas
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 05 de Agosto de 2011, 15:15
Sabe maninha Mizica,
poucos são os que já tive o prazer de conhecer, que não começaram, apaixonadamente.
No meu entender, todos nós, uns mais, outros menos, começamos via paixão.
É que, não tendo conhecimento bem aprimorado disso ou daquilo, e concordando, com algumas idéias daquilo oque nos é exposto, começamos a defendê-las, porém, não sabendo que aquelas assertivas pudessem conter vícios de conhecimento, acabamos advogando estes vícios, até que, pelo estudo do tema, guiados pelas obras básicas em nosso caso, conseguimos identificar e expungir tais vícios.
Abraços,
Moura
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 05 de Agosto de 2011, 15:44
Dando uma relacionada no tema, posto as questões abaixo:
"909. O homem poderia sempre vencer as suas más tendências pelos seus próprios esforços?
– Sim, e às vezes com pouco esforço; o que lhe falta é a vontade. Ah, como são poucos os que se esforçam!
910. O homem pode encontrar nos Espíritos uma ajuda eficaz para superar as paixões?
– Se orar a Deus e ao seu bom gênio com sinceridade os bons Espíritos
virão certamente em seu auxilio, porque essa é a sua missão. (Ver item 459).
911. Não existem paixões de tal maneira vivas e irresistíveis que a vontade seja impotente para as superar?
– Há muitas pessoas que dizem: “Eu quero!” mas a vontade está somente em seus lábios. Elas querem mas estão muito satisfeitas de que assim não seja. Quando o homem julga que não pode superar suas paixões é que o seu Espírito nelas se compraz, como conseqüência de sua própria inferioridade. Aquele que procura reprimi-las compreende a sua natureza espiritual; vencê-las é para ele um triunfo do Espírito sobre a matéria."

No computo das respostas acima, está o item que deve ser condição "sine qua non", para que o Espírito possa vencer as paixões.

A Vontade.
Ora, mas não tratamos de qualquer vontade, pois como o ditado popular nos ensina, "vontade é coisa que dá e passa", quem não o conhece?
Falamos de vontade férrea, concentrada e lúcida.
Uma vontade pode conter muita força e não ser lúcida, pois a lucidez de que falo provem da moral, que nos incita a tomarmos a melhor via de acesso.
dizendo isso quero demonstra que o apaixonado, também é detentor de vontade férrea, mas que esta é viciada, quer pela ignorância que possua sobre o elemento de sua vontade, ou ainda pela necessidade que tenha em provar que esteja certo, e vemos muitas dessas ocorrências em nosso meio.
Por que?
Ora. não conheci ainda alguém que goste de perder...
Começa ai o vício do apaixonado, calcular tudo como perder ou ganhar.
na verdade, quando se nota um erro em nosso pensar e dele se procura sair, ganha-se mais do que ficar renitente ou refratário em assumir tal erro e modificá-lo.
é que em certas vezes a vaidade, o orgulho, a cupidez, impedem que se veja o caminho mais viável e se prossegue no erro de antes, acumpliciando-se a ele e propagando-o.
Nesse setor então, alastra-se o rol de provações e expiações a que estaremos fadados a resolver.
Certo é, porém que todos hão de consegui-lo e por isso mesmo, a notícia espírita codificada tem este atributo de ser, para nós o fiel da balança.
Abração,
Moura
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 05 de Agosto de 2011, 15:51
:D :D Ola!
Bom dia à todos!  :-* :-*

Lineu (muito bom o artigo, Valeu!), Taprobana, maninho Moura, hcancela, zeni, vonuviojr, Belina , filhodobino e tantos outros companheiros aqui do FE... muito bom a participação de todos nós de maneira tranqüila e muiiiiiito proveitosa.

Muito válido esse aspectos sobre o estudo feitos por Hebe e Taprobana
Concordo com Hebe:  Taprobana tocou num ponto importante na questão das paixões.  E completando, Hebe cita os paradigmas.  Oportuno comentário, Hebe, pois que os paradigmas condiconam a vontade, levam para outro caminho, distorcem... Não sei se percebi bem esse ponto.

Reflito e vejo que , como completa a Hebe, “não só a razão é  preciso também a experiencia para realizar o crescimento”. Certo, mas há uma linha tênue entre esse “experimentar” para depois tomar consciência que é esse ou aquele caminho a seguir. E é esse caminho que nos levará ou não ao encontro das paixões. Fiquei pensando em relação a questão sexual, em pessoas que são educadas de uma forma tão repressora nesse aspecto, que acabam por esconder dentro de si desejos, sentimentos, pouco recomendáveis pela dita sociedade em que vivemos.
 Veio a minha mente o pensamento sobre a questão da pedofilia ... seria esse comportamento o caso de uma paixão conduzida para o lado mais obscuro e estranho do ser humano, em conseqüência de uma educação repressora? E se eu experimento, na mais tenra juventude, o cigarro de maconha? Experimentei, gostei durante um certo tempo e depois vi que não me levava a lugar nenhum e deixei tudo para sempre. E se não conseguisse deixar? É paixão sem freio? Ou é o quê?
Não sei se estou levando o tema para um outro lado, mas foi o que me veio ao pensamento.
Aguardo os comentários...

Sempre com meu carinho à todos.
Mizica



Mizica, outro ponto importante que você tocou, as paixões induzem ao vício.
De tão envolvido com o prazer que lhes causa, pode sim não entender a esparrela que está entrando. Já foi falado aqui, no vício, pelo trabalho, pelo sexo, até pela dependência econômica, posição social e assim por diante. Ficam então estabelecidas relações viciosas e a cegueira apaixonada pelo o que se tem, sem ter visão do que realmente é.
às vezes precisa até ir ao fundo do poço, para acordar e dar o impulso na vida novamente, refazendo os valores num equilíbrio mais fiel da balança como disse o Moura. Ou sucumbe, pois não se encontra sem o que estava servindo de apoio externamente.
Um abç
Hebe

Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mizica em 05 de Agosto de 2011, 17:03
Oi!
Boa tarde à todos os companheiros.

Moura, Hebe ...
É realmente delicada a questão das paixões. 
Nos reportando a Codificação da DE e nos respaldando nas palavras do Moura:"Mas as paixões, explicadas pelos Espíritos Superiores, no ponto em que estudamos, não são em sua origem, más. O mal só começa com o excesso" , reflito que na verdade nada há de tão, digamos assim, horrendo nas paixões a não ser nos excessos que cometemos. E quando assim agimos precisamos de Vontade Férrea para retroceder.
Sim, Moura, poucos são os que conseguem passar por aqui (planeta terra) sem esbarrar nas paixões.
Porém, caminhemos... a DE fortalece, recarrega as energias, indica o caminho de maneira lógica, sensata, lúcida ... é fato.

Fiquem na paz, fiquem com o meu afeto ...
Mizica

Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: zeni em 05 de Agosto de 2011, 18:18
Olá! A todos.


( Citação Moura ) - Mas as paixões, explicadas pelos Espíritos Superiores, no ponto em que estudamos, não são em sua origem, más.
O mal só começa com o excesso.
Abraços,
Moura

Seria possível dentro deste tema paixões, abordar o porque da ocorrência no texto abaixo?

E quando a paixão está no limite ou seja no excesso, e devido ao relacionamento conturbado a ponto de se fazer uma loucura, mas dando tempo de acalmar o descontrole da pessoa, por meio um tanto agressivo,tendo que ser sedada e encaminhada a um hospital psiquiátrico, sendo necessário devido a situação agravante em que se encontrava a paciente, levando a um internamento, e descoberto através de exames, que a paciente desenvolveu um tipo de transtorno de personalidade, sendo medicada e tratada, seguindo com a medicação ela se sente bem mais calma e centrada, mas se deixa de tomar a medicação por um, ou dois dias, sente um nervosismo uma irritação vindo a se descontrolar totalmente, e o motivo sempre do descontrole é por conta de brigas com seu namorado, e pelo motivo da paixão obsessiva e ciúme descontrolado,  que ele sente e que  são os  fatores principais, que tiram o sossego dessa pessoa, e por conseqüência vem  desestruturar toda sua família.



Beijussssssssss Zeni.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Everton Pantoja em 05 de Agosto de 2011, 19:00
Muito bom o estudo desse Mês!!!

A paixão, assim como outros sentimentos, como a própria raiva, o prazer etc, são sentimentos básicos da criatura humana que ajuda na educação e no progresso, onde muitos ainda nem conheçem a força desses sentimentos, para que serve ou como usá-los. O perigo está na maneira como direcionamos, usamos estes sentimentos, o que também vai depender do estágio evolutivo da criatura.
A paixão é um sentimento impulsionador, se não de onde viria aquele pensamento, que muitas vezes aparece em forma de conselho, ao escolhermos uma profissão que a princípio será para toda a vida; de escolher o que gostamos o que nos dará paixão em fazer.Como foi colocado  na seguinte questão de O L.E.
907. Será  substancialmente mau  o princípio originário das paixões, embora esteja na natureza?
"Não. A paixão está no excesso de que se acresceu  a vontade, visto que o princípio que lhe da origem foi posto no homem para o bem, tanto que as paixões podem levá-lo à  realização de grandes coisas. O abuso que delas se faz é que causa o mal.”

Assim como o corpo físico, os sentimentos, como a paixão nos serve de instrumento para viver as experiências, que nos levarão rumo a angelitude.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: fatima cristina pereira em 05 de Agosto de 2011, 21:55
[sou nova no forum estou aprendendo muito coisa nova com voces realmente a paixão é capaz de destruir tudo em volta das pessoas acho que muitas pessoas acham que é amor e acaba por se tornar uma obsseção por alguem ou alguma coisa me corrija se eu estiver errada
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 05 de Agosto de 2011, 22:23
Olá! A todos.


( Citação Moura ) - Mas as paixões, explicadas pelos Espíritos Superiores, no ponto em que estudamos, não são em sua origem, más.
O mal só começa com o excesso.
Abraços,
Moura

Seria possível dentro deste tema paixões, abordar o porque da ocorrência no texto abaixo?

E quando a paixão está no limite ou seja no excesso, e devido ao relacionamento conturbado a ponto de se fazer uma loucura, mas dando tempo de acalmar o descontrole da pessoa, por meio um tanto agressivo,tendo que ser sedada e encaminhada a um hospital psiquiátrico, sendo necessário devido a situação agravante em que se encontrava a paciente, levando a um internamento, e descoberto através de exames, que a paciente desenvolveu um tipo de transtorno de personalidade, sendo medicada e tratada, seguindo com a medicação ela se sente bem mais calma e centrada, mas se deixa de tomar a medicação por um, ou dois dias, sente um nervosismo uma irritação vindo a se descontrolar totalmente, e o motivo sempre do descontrole é por conta de brigas com seu namorado, e pelo motivo da paixão obsessiva e ciúme descontrolado,  que ele sente e que  são os  fatores principais, que tiram o sossego dessa pessoa, e por conseqüência vem  desestruturar toda sua família.



Beijussssssssss Zeni.
Oi Zeni,
Toda paixão parte inicialmente de um sentimento bom,o amor,  ela se torna nociva quando o apego é extremo, excessivo. No caso dessa moça, vejo que ela já deve ter algum distúrbio emocional, o namorado só desencadeou o processo. Isso é a minha suposição.
A todo hora vemos este tipo de comportamento exagerado, normalmente provem de uma extrema carência e falta de conhecimento de si mesmo, projetando no outro em excesso a sua própria felicidade. Não sendo correspondida em sua expectativa, adoece, mas não consegue sair por si só desta situação.
Uma coisa é sofrer por amor, todos nós já passamos por isso, dói, principalmente porque o investimento emocional, a expectativa e a dedicação é grande, mas outra coisa é se desequilibrar inteiramente, ou suportar tudo, porque não consegue se desvencilhar desta emoção, deste apego no caso.
É quase uma obsessão de encarnado para encarnado, não raro leva para vida espiritual, é o que vemos a toda hora nas comunicações dos Espíritos no Centro.
Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 05 de Agosto de 2011, 22:25
[sou nova no forum estou aprendendo muito coisa nova com voces realmente a paixão é capaz de destruir tudo em volta das pessoas acho que muitas pessoas acham que é amor e acaba por se tornar uma obsseção por alguem ou alguma coisa me corrija se eu estiver errada


Muito bom o estudo desse Mês!!!

A paixão, assim como outros sentimentos, como a própria raiva, o prazer etc, são sentimentos básicos da criatura humana que ajuda na educação e no progresso, onde muitos ainda nem conheçem a força desses sentimentos, para que serve ou como usá-los. O perigo está na maneira como direcionamos, usamos estes sentimentos, o que também vai depender do estágio evolutivo da criatura.
A paixão é um sentimento impulsionador, se não de onde viria aquele pensamento, que muitas vezes aparece em forma de conselho, ao escolhermos uma profissão que a princípio será para toda a vida; de escolher o que gostamos o que nos dará paixão em fazer.Como foi colocado  na seguinte questão de O L.E.
907. Será  substancialmente mau  o princípio originário das paixões, embora esteja na natureza?
"Não. A paixão está no excesso de que se acresceu  a vontade, visto que o princípio que lhe da origem foi posto no homem para o bem, tanto que as paixões podem levá-lo à  realização de grandes coisas. O abuso que delas se faz é que causa o mal.”

Assim como o corpo físico, os sentimentos, como a paixão nos serve de instrumento para viver as experiências, que nos levarão rumo a angelitude.
Boa Noite Fátima e Everton, sejam bem vindo ao estudo do mês.
Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: EsoEstudos em 06 de Agosto de 2011, 02:11

Certamente não existe um rigor acerca da semântica do termo "paixão", afinal a estudamos do ponto de vista da Doutrina. Ainda assim, tomando-lhe a origem enquanto fenômeno, é o instinto de conservação que a engaja no desenvolvimento intelecto-emocional do ser humano. Pelo menos é que nos diz Kardec.

Sendo assim, o instinto de conservação, que remete a espécie amoralmente a quaisquer condutas de preservação, passa a ser valorada no homem no primeiro minuto em que o caráter ilícito de algum ato lhe chega à consciência.

Com o tempo e o progresso do ser, valores como "vida", "igualdade", "liberdade" tendem a se tornar cláusulas pétreas nas normas sociais. Ainda assim, restam harmônicos mais densos daqueles impulsos de mera sobrevivência que teimam em se manter na ordem do dia.

É fácil lembrarmo-nos das paixões envenenantes, genetrizes dos vícios em geral. Difícil é darmo-nos conta de que a maledicência e o envenenamento com palavras assumiram a forma mais sofisticada de um mesmo impulso de repulsão aos que nos pareçam, de alguma forma, ameaçadores...

Nas disputas por uma promoção, comum demais comentários com segundas, terceiras e até quartas intenções virem travestidos de uma simples "brincadeira". Acho mesmo que se estabelece um vício, portanto uma modulação passional do velho instinto de conservação, de jogar lenha nas fogueiras alheias, aquilo que no Brasil chamamos "gostar de ver o circo pegar fogo".

Nesse contexto, lembro-me de um antigo amigão, pastor evangélico, que costumava dizer:

Dos pecados, o que mais desagrada ao Pai é disseminar desavenças entre os irmãos.


Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Oliva Prado em 06 de Agosto de 2011, 09:20
6 de Agosto 2011-08-06
Bons Dias a todos
Com muito amor no coração
      Realmente a questão dos vícios, das enfermidades pertinazes, difíceis de sanar e que se repercutem por longos tempos, geralmente deixam marcas e cicatrizes…talvez seja caso para referenciar a questão 317 do L E.
È preciso pôr os olhos no futuro e trabalhar realmente por fazer um mundo melhor. Claro que segundo as orientações dos Espíritos que ditaram a codificação nós havemos de lá chegar depois de muito aprendermos da tal humildade.
   Sendo realistas e não sei se vão concordar comigo, a mudança começa primeiro dentro de nós só ai pode levar quase toda uma existência desde o momento em que se erra até se dar o arrependimento e finalmente o encontro com a luz. E se erramos  temos de pagar o preço do nosso erro que geralmente é a rejeição,
     Mas mais importante que tudo é o ser não mais delinquir porque se o processo da existência se funda todo no da evolução e está referenciado;  o espírito pode estagiar ou avançar mas nunca regredir.
    E parece-me que com as orientações que a doutrina dá é possível começar já a fazer um mundo melhor; mudando comportamentos na conduta diária no contacto com os outros. Sermos mais tolerantes, mais compreensivos, darmos bons conselhos, isto é tornarmos o convívio seja no trabalho seja em casa na rua, onde for; melhor.
     A criação do trabalho voluntário ou comunitário para o transgressor parece-me também um exemplo promissor.
    Há tantas áreas aonde se pode começar a agir segundo esta Nova consciência do amor ao próximo como a ti mesmo, nova porque o Espiritismo explica a Imortalidade.
    Mas tudo isto só pode acontecer se for de forma espontânea. Por isso é que o meu exemplo e se calhar de muitos não serve na prática porque ainda é impraticável.
 Abraço nesta manhã de Agosto
Passo a transcrever o Item (como muitos gostam de chamar) do Livro dos Espíritos fonte_Portal do Espírito
317 Os Espíritos, após o desencarne, conservam o amor à pátria?
– É sempre o mesmo princípio: para os Espíritos elevados, a pátria é o universo; na Terra, a pátria está onde há mais pessoas que lhes inspirem simpatia.
☼ A situação dos Espíritos e sua maneira de ver as coisas variam infinitamente em razão do grau de seu desenvolvimento moral e intelectual. Os Espíritos de uma ordem elevada geralmente fazem na Terra jornadas de curta duração. Tudo o que se faz na Terra é tão mesquinho em comparação às grandezas do infinito, as coisas que os homens mais dão importância são tão infantis a seus olhos, que eles aí encontram poucos atrativos, a menos que seja em missão com o objetivo de concorrer para o progresso da humanidade. Os Espíritos de uma ordem mediana se encontram entre nós mais freqüentemente; porém, já consideram as coisas sob um ponto de vista mais elevado do que quando encarnados. Os Espíritos vulgares são a maioria e constituem a massa da população ambiente do mundo invisível do globo terrestre. Conservaram, com pouca diferença, as mesmas idéias, gostos e tendências que possuíam quando encarnados. Eles se intrometem nas nossas reuniões, nos negócios e nas ocupações e nelas tomam parte mais ou menos ativa, de acordo com seu caráter. Não podendo satisfazer às suas paixões, estimulam e se deliciam com os que a elas se entregam. Entre eles, há alguns mais sérios, que vêem e observam para se instruir e se aperfeiçoar.

Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: zeni em 06 de Agosto de 2011, 18:43
Olá! A  todos do Fórum.

Realmente Hebe ela já havia tido, a muito tempo atrás, um desmaio vindo a se contorcer toda, ela tinha por volta de treze anos de idade, uma discussão  na escola a deixou extremamente irritada, então quem sabe aqui, já era um sinal de que ela já apresentava algum distúrbio emocional,então só para complementar o seu parecer, que por sinal foi muito bom e bastante esclarecedor,

Citação de Hebe
Oi Zeni,
Toda paixão parte inicialmente de um sentimento bom,o amor,  ela se torna nociva quando o apego é extremo, excessivo. No caso dessa moça, vejo que ela já deve ter algum distúrbio emocional, o namorado só desencadeou o processo. Isso é a minha suposição.
A todo hora vemos este tipo de comportamento exagerado, normalmente provem de uma extrema carência e falta de conhecimento de si mesmo, projetando no outro em excesso a sua própria felicidade. Não sendo correspondida em sua expectativa, adoece, mas não consegue sair por si só desta situação.
Uma coisa é sofrer por amor, todos nós já passamos por isso, dói, principalmente porque o investimento emocional, a expectativa e a dedicação é grande, mas outra coisa é se desequilibrar inteiramente, ou suportar tudo, porque não consegue se desvencilhar desta emoção, deste apego no caso.
É quase uma obsessão de encarnado para encarnado, não raro leva para vida espiritual, é o que vemos a toda hora nas comunicações dos Espíritos no Centro.
Um abç
Hebe


Beijussssssss Zeni.


Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 06 de Agosto de 2011, 22:02
Pois é Zeni,
Mas eu não sou psicóloga nem médica , isso é só uma suposição.

Segue mais um pequeno texto que corroba com a DE.

As Paixões Humanas
Eu considero inteligente o homem que em vez de desprezar este ou aquele semelhante é capaz de o examinar com olhar penetrante, de lhe sondar por assim dizer a alma e descobrir o que se encontra em todos os seus desvãos. Tudo no homem se transforma com grande rapidez; num abrir e fechar de olhos, um terrível verme pode corroer-lhe as entranhas e devorar-lhe toda a sua substância vital. Muitas vezes uma paixão, grande ou mesquinha pouco importa, nasce e cresce num indivíduo para melhor sorte, obrigando-o a esquecer os mais sagrados deveres, a procurar em ínfimas bagatelas a grandeza e a santidade. As paixões humanas não têm conta, são tantas, tantas, como as areias do mar, e todas, as mais vis como as mais nobres, começam por ser escravas do homem para depois o tiranizarem.

"Bem-aventurado aquele que, entre todas as paixões, escolhe a mais nobre: a sua felicidade aumenta de hora a hora, de minuto a minuto, e cada vez penetra mais no ilimitado paraíso da sua alma. Mas existem paixões cuja escolha não depende do homem: nascem com ele e não há força bastante para as repelir. Uma vontade superior as dirige, têm em si um poder de sedução que dura toda a vida. Desempenham neste mundo um importante papel: quer tragam consigo as trevas, quer as envolva uma auréola luminosa, são destinadas, umas e outras, a contribuir misteriosamente para o bem do homem."

Nicolau Gogol, in 'Almas Mortas'
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: hcancela em 06 de Agosto de 2011, 22:21
Olá amigos(as)


Sentimento e sensação.


Tenhamos sentimento a granel, esbanjemos sentimento, distribuamos sentimento a todos.Procuremos limitar ao minimo as sensações. Cortemos aos poucos a sensação para que o sentimento se abstraia e eleve.
Não prendamos o sentimento:demos-lhe largas asas , para que voe e abarque a humanidade.Sufoquemos o mais que pudermos a sensação , a fim  de que a elevação se cumpra e a espiritualização se faça.
A união perfeita será possível pelo sentimento, não pela sensação.
Se a união for baseada na sensação após o desencarne sofreremos uma frustação.Mas se a união for realizada pelo sentimento, além de permanecer inalterável no ponto em que se encontra, crescerá de tal maneira após a desencarnação que jamais poderiamos supor-nos capazes de tanto Amor.
Pastorino

Nota minha " Sentimento = Amor...........Sensação = Paixão

Saudações fraternas
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 06 de Agosto de 2011, 23:57
H Cancela,

O sentimento é o amor e a sensação não seria o efeito, ou seja, o prazer ou dor que este sentimento traz?

No caso o Espírito se apega ao efeito se deixando levar?

Outra coisa que eu fiquei pensando.  Seria a dedicação extrema ( paixão) a uma só coisa fuga de si mesmo, ou a paixão leva o individuo esquecer todo o resto não se enxergando mais inteiramente?

Explico,

Santos Dumond, brilhante no que fez, contribui muito para o progresso, mas se suicidou, nunca teve uma vida emocional equilibrada, nunca conseguiu estabelecer vínculos amorosos.
Van Gogh, grande pintor, sua dedicação à pintura era extrema, mas se matou, foi tomado pela loucura.
_________________________________________________________________________
Coisas que devemos pensar:

Quem somos fora da nossa profissão ou relacionamentos?

Um homem ou mulher é bem sucedido profissionalmente, colhe frutos, louvores, se dedica e se envaidece de cargos e posições. Quando isso acaba, será que se sustenta sózinho, sem a sua ocupação?

Num relacionamento afetivo, até bem sucedido, ambos se dizem apaixonados, quando um morre, quem ficou se sustenta sózinho emocionalmente? Consegue se perceber sem o outro na sua vida?

Todas essas questões devem ser feitas enquanto nada termina, penso que é fundamental a busca de si mesmo para evitar o desiquilíbrio, ou seja, quem é você fora das coisas que você ama e que te sustentam afetivamente? Pode ser religião, estudo, trabalho, intelectualidade,  relacionamento amoroso, filial, esporte, seja o que for a que se dedique com afinco. Quem é você sem isso?


Um abç
Hebe





Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Felipa em 07 de Agosto de 2011, 02:12
O mau impulso

Conta-se que um aldeão, homem rude, mas sincero, queixou-se ao sábio de que o mau impulso o dominava constantemente e o arrastava ao pecado.
 
Sabes montar a cavalo? Perguntou o sábio.
 
Sei, sim senhor, respondeu prontamente o aldeão.
 
E monto com muita perícia. Sei até lidar com cavalos bravios.Que fazes, quando te acontece de cair? Indagou o sábio.
 
Monto outra vez retrucou o homem com certa empáfia.
 
Pois bem: faz de conta que o mau impulso seja o cavalo disse o sábio, com um sorriso de inteligência.
 
Se caíres, torna a montar. No fim domarás o cavalo bravio e andarás pela vida sem receio.
 
Importante ensinamento esse, pois muitos são os que jogam a culpa de seus atos infelizes nos seus maus impulsos.
 
Dizem que a carne é fraca e com isso justificam os instintos negativos de toda ordem.
 
Em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, esse assunto foi tratado com muita clareza.
 
Desejando saber sobre as paixões ou impulsos que têm conduzido o homem a grandes conquistas mas também a grandes abismos, o codificador perguntou aos Sábios do espaço:
 
Será substancialmente mau o princípio originário das paixões, embora esteja na natureza?
 
"Não; responderam os imortais, a paixão está no excesso de que se acresceu a vontade, visto que o princípio que lhe dá origem foi posto no homem para o bem, tanto que as paixões podem leva-lo à realização de grandes coisas. O abuso que delas se faz é que causa o mal."
 
Desejando aclarar mais o entendimento, Kardec indaga:
 
Como se poderá determinar o limite onde as paixões deixam de ser boas para se tornarem más?
 
E a resposta: "as paixões são como um corcel, que só tem utilidade quando governado e que se torna perigoso desde que passe a governar.
 
Uma paixão se torna perigosa a partir do momento em que deixais de poder governa-la e que dá em resultado um prejuízo qualquer para vós mesmos, ou para outrem."
 
As paixões são alavancas que decuplicam as forças do homem e o auxiliam na execução dos desígnios da providência.
 
Mas, se, em vez de as dirigir, deixa que elas o dirijam, cai o homem nos excessos e a própria força que, manejada pelas suas mãos poderia produzir o bem, volta-se contra ele e o esmaga.
 
Todas as paixões têm seu princípio num sentimento, ou numa necessidade natural. O princípio das paixões não é, assim, um mal, pois que assenta numa das condições providenciais da nossa existência.
 
A paixão propriamente dita é a exageração de uma necessidade ou de um sentimento. Está no excesso e não na causa e este excesso se torna um mal, quando tem como conseqüência um mal qualquer.
 
Toda paixão que aproxima o homem da natureza animal afasta-o da natureza espiritual.
 
Todo sentimento que eleva o homem acima da natureza animal denota predominância do espírito sobre a matéria e o aproxima da perfeição.
 
Como podemos perceber, o sábio tinha razão quando disse ao aldeão que quem devia conduzir o corcel era ele e não o inverso.
 
Quando não conseguimos segurar as rédeas dos impulsos, eles nos levam por caminhos difíceis e podemos nos ferir gravemente ou nos precipitar em abismos escuros e profundos.
 
Por todas essas razões, vale a pena domar esse cavalo bravio que muitas vezes tenta nos dominar.
 
***
 
A ambição é um exemplo de paixão que impulsiona o homem a grandes conquistas. Mas quando o homem se deixa por ela dominar, pode encontrar pela frente muita dor e sofrimento.
 
Pense nisso!
 
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em conto de Malba Tahan, extraído do livro "Lendas do povo de Deus" e na pergunta 908 de O Livro Dos Espíritos
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Felipa em 07 de Agosto de 2011, 02:17
Amor obsessivo

por Flávio Bastos - flaviolgb@terra.com.br

"O amor é leveza, identidade, silêncio. A paixão é incêndio, instante, furacão. A obsessão é medo, algema, solidão. O amor permite paixão. A paixão pensa que é amor. A obsessão mata os dois". (Sandra Rodrigues)

O processo obsessivo é conhecido dos espíritas em geral, e origina-se através do pensamento fixo direcionado a outro indivíduo, mesmo que este não sintonize com a energia de origem.

Os espíritas chamam a esse processo de "obsessão de encarnado para encarnado", e esse vínculo energético pode ocorrer por aceitação mútua de forma consciente, semi ou inconsciente, ou ainda, como vimos nos parágrafo anterior, de um indivíduo para outro sem que haja a sintonia propriamente dita.

É nesse último caso que ocorrem, geralmente, os processos obsessivos por amor. "Amor" em que o tempo da relação passional não se esgota em si mesmo e torna-se, com o assédio de uma das partes, uma relação doentia tanto do ponto de vista psicológico, quanto do ponto de vista espiritual.

Se nos reportarmos ao amor obsessivo - ou possessivo - por outra pessoa, encontraremos no passado, sempre as mesmas motivações do espírito-criança que não amadureceu emocionalmente e que apresenta consideráveis desequilíbrios na área da afetividade, encontrando-se ainda, fixado em traumas psíquicos do passado recente e remoto, experiências de rejeição, abandono e perdas afetivas. Sentimentos que não desaparecem com a "morte" do corpo físico e permanecem latentes no inconsciente do indivíduo, emergindo para o mental e o emocional a cada nova experiência no âmbito passional-afetivo em outra vida.

Em psicanálise, "obsessão é a idéia, afeto ou tendência frequentemente absurdas e incongruentes que irrompem na consciência e nela se instalam, ainda que o sujeito esteja ciente de seu caráter mórbido e perceba como estranhos". Portanto, sob o sígno da morbidez, tanto na visão psicanalítica como na visão espírita, instala-se no obsessor de caráter afetivo, o resultado dos sentimentos não resolvidos de seus relacionamentos no âmbito da paixão afetiva.

Diante de uma nova frustração amorosa, o indivíduo revive situações do passado, ou seja, experiências de dor e sofrimento que tenta evitar a qualquer custo... nem que este "custo" interfira no direito à liberdade de opção e até à vida da pessoa obsessivamente desejada.

Os filmes "Atração Fatal" e "Dormindo com o inimigo", conhecidos do público brasileiro, abordam com alguma dose de sensacionalismo o que ocorre nos bastidores de um relacionamento marcado pela obsessão - ou dependência - de origem afetiva.

O tratamento para este tipo de caso, que provoca sérios transtornos na vida da pessoa, deve associar o psicológico ao espiritual, com a regressão de memória como técnica investigativa para tentar interligar as experiências intervidas como fator de elaboração e consequente conscientização por parte do paciente. Portanto, jamais deve-se descartar a regressão de memória como técnica de investigação e interligação, porque o tratamento torna-se incompleto e as prováveis recaídas do paciente, uma amostra de que o processo obsessivo continua em curso pela falta de um imprescindível instrumento no método terapêutico aplicado.

As experiências passionais com prazo de validade garantido, isto é  "que seja eterno enquanto dure" como sábiamente referiu-se o poeta Vinicius de Morais, servem para que o espírito vibre numa energia de nível mais intenso. E, dessa forma, desenvolva equilibradamente a sua energia passional direcionada para o potencial criativo e para o necessário estímulo na prática da caridade e do amor abrangente que eleva o espírito e apura a sensibilidade humana.

Como registrara Siddartha Gautama, o Buda, precisamos vivenciar o amor... mas jamais pelos extremos que aprisionam, e sim, pelo Caminho do Meio que liberta.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: mecini em 07 de Agosto de 2011, 03:08
eu acredito que todos entenderão as questões , e que as a paixões tem inicio nas ancestralidades do cer , e que elas forão  necessárias ou são necessárias a evolução da humanidade até onde posso entender . e que elas são estímulos e barreiras dependendo de onde forem empregadas .

mais penso que a verdadeira questão esta em, como podemos controla-las e manipula-las, a beneficio comum ( bom acho que todos compreendem de que a melhor maneira maneira de nos ajudar, é  ajudando a todos ) , já que não podemos muda-las assim como magica , ou como diz o espirito que respondeu a pergunta; querer mudar ;o que teria-mos de melhor do que esta paixão que possui-mos, porque deveria-mos muda-las?

com esta pergunta pretendo estiga-los ,a não somente sitar pensadores  ou textos filosofia ou qualquer que seja o agente esterno , mais também  nossas experiencias  de nossos próprios esforços!
Que Deus vos abençoem .   
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: belina em 07 de Agosto de 2011, 03:38
Olá amigos


 Por ser muito extenso coloco em anexo:
  Estudo das paixões da alma com base na seção intitulada "Paixões" do capítulo "Da perfeição moral" de O Livro dos Espíritos, bem como em tópicos da obra de René Descartes As Paixões da Alma.

Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: belina em 07 de Agosto de 2011, 04:02
Olá amigos

O ADOLESCENTE, O AMOR E A PAIXÃO
Período de exuberância hormonal, a adolescência se caracteriza pelos impulsos e desmandos da emotividade. Confundem-se as emoções, e todo o ser é um conjunto de sensações desordenadas, num turbilhão de impressões que aturdem o jovem. Irrompem, naturalmente, os desejos da sensualidade, e se confundem os sentimentos, por falta da capacidade de discernir gozo e plenitude, êxtase sexual e harmonia interior.
É nessa fase que se apresentam as paixões avassaladoras e irresponsáveis que desajustam e alucinam, gerando problemas psicológicos e sociais muito graves, quando não são controladas e orientadas no sentido da superação dos desejos carnais.
Subitamente o jovem descobre interesses novos em relação a outro, àquele com quem convive e nunca antes experimentara nada de original, que se diferenciasse da fraternidade, da amizade sem compromisso. A libido se lhe impõe e protele-o a relacionamentos apressados quão ardorosos, que logo se esfumam. Quando não atendida, por circunstâncias violentas, dá surgimento a estados depressivos, que podem perturbar profundamente o adolescente, que passa a cultivar o pessimismo e a angústia, derrapando em desajustes psicológicos de curso demorado.
O ideal, nesse momento, é a canalização dessa força criadora para as experiências da arte, do trabalho, do estudo, da pesquisa, que a transformam em energia superior, potencializada pela beleza e pelo equilíbrio. Nesse sentido, deve-se recorrer aos desportos, à ginástica, às caminhadas e actividades ecológicas que, além de úteis à comunidade, também gastam o excesso hormonal, tanto físico quanto psíquico.
As licenças morais da actualidade e os veículos de comunicação pervertidos contribuem para um amadurecimento precoce, indevido, e a irrupção da libido, em razão das provocações audiovisuais, das conversações insanas, que têm sempre por base o sexo em detrimento da sexualidade, do conjunto de valores que se expressam na personalidade, leva os jovens imaturos a relacionamentos inoportunos, por curiosidade ou precipitação, impondo-lhes falsas necessidades, que passam a atormentá-los, seviciando-os emocionalmente, ou empurrando-os para os mecanismos exaustivos da auto-satisfação, com desajustes da função sexual em si mesma agredida e mentalmente mal direccionada.
O amor, na adolescência, é um sentimento de posse, que se apresenta como necessidade de submeter o outro à sua vontade, para que sejam atendidos os caprichos da mais variada ordem. Por imaturidade emocional, nessa fase, não se tem condições de experimentar as delícias do respeito aos direitos do outro a quem se diz amar, antes impondo sua forma de ser; não há capacidade para renunciar em favor daquele a quem se direcciona o afecto, mas se deseja receber sempre sem a preocupação da retribuição inevitável, que é o sustentáculo basilar do amor.
O amor real é expressão de maturidade, de firmeza de caráter, de coerência, de consciência de responsabilidade, que trabalham em favor dos envolvidos no sentimento que energia, enriquecendo de aspirações pelo bom, pelo belo, pela felicidade. Envolve-se em ternura e não agride, sempre disposto a ceder, desde que do ato resulte o bem-estar para o ser amado. Rareia, como é natural, no período juvenil, que o tempo somente consolida mediante as experiências dos relacionamentos bem sucedidos.
Há jovens capazes de amar em profundidade, sem dúvida, por serem Espíritos experientes nas lutas evolutivas, encontrando-se em corpos novos, em desenvolvimento, porém investidos da capacidade vigorosa de sentir e entender.
Celebrizaram-se, na História, os amores-lendários de Romeu e Julieta, terminando em tragédia, em razão da imaturidade dos enamorados. Enquanto eles se entregaram ao autocídio inditoso, surgem as imagens alcandoradas da ternura de Dante e Beatriz, de Abelardo e Heloísa, amadurecidos pela própria vida e dispostos à renúncia, desde que redundando em felicidade do outro.
O amor produz encantamento e adorna a alma de beleza, vitalizando o corpo de harmónios específicos, porém oferecendo capacidade de sacrifícios inimagináveis.
Maria de Madalena, jovem pervertida e enferma da alma, encontra Jesus e O ama, tocada nos sentimentos nobres que estavam asfixiados pela lama das paixões servis, levantando-se para a dignificação pessoal.
Saulo de Tarso, ainda jovem, perseguidor inclemente dos homens do caminho, encontra Jesus e enternece-se, deixando-se dominar pela Sua presença e dá-se-lhe até o holocausto.
Mais de um milhão de vidas, que foram tocadas pelo Seu amor, facultaram-se banir, ultrajar, morrer, sem qualquer reacção, confiantes na compensação afectiva que deflui do amor, e que experimentavam.
Não somente o amor na sua feição espiritual, mas também o maternal, o fraternal, o sexual, quando não tem por meta somente o relacionamento célere, mas sim, a convivência agradável e vitalizadora que se converte em razão da própria vida.
A paixão é como labareda que arde, devora e se consome a si mesma pela falta de combustível. O amor é a doce presença da alegria, que envolve as criaturas em harmonias luarizantes e duradouras. Enquanto uma termina sem deixar saudades, o outro prossegue sem abrir lacunas, mesmo quando as circunstâncias não facultam a presença física. A primeira é arrebatadora e breve; o segundo é confortador e permanente.
Desse modo, explodem muitas paixões na adolescência, e poucas vezes nasce o amor que irá definir os rumos afectivos do jovem.
É nesse período que, muitos compromissos se firmam, sem estrutura para o prosseguimento, para os desafios, para o futuro, quando as aspirações se modificam por imperativo da própria idade e os quadros de valores se apresentam alterados. Tais uniões, nessa fase de paixões, tendem ao fracasso, se por acaso não forem assentadas em bases de segurança bem equilibradas. Passado o fogo dos desejos, termina a união, acaba o amor, que afinal jamais existiu...
É indispensável que, no período juvenil, todos se permitam orientar pela experiência e maturidade dos pais e mestres, a fim de transitar com segurança, não assumindo compromissos para os quais ainda não possui resistência psicológica, moral, existencial.
Cabe, portanto, ao adolescente, a submissão dinâmica, isto é, a aceitação consciente das directrizes e roteiros que lhes são apresentados pelos genitores, no lar, pelos educadores, na Escola, a fim de seguirem sem deixar marcas na retaguarda.
A disciplina sexual, nessa ocasião, contribui muito para equilibrar as emoções e dinamizar as experiências físicas, dando resistência para enfrentar os apelos das paixões traumatizantes que surgem com frequência no curso da vida.
A paixão, na adolescência, quando cultivada no silêncio da timidez, transforma-se em verdugo caprichoso que dilacera por dentro, conduzindo a sua vítima a estados patológicos muito graves, de onde podem nascer manifestações psicóticas portadoras de tendências criminosas e perversas.
Realizar a catarse das paixões, comunicando-se com todos e vivendo fraternalmente, em clima de legítima amizade, abre campo para as manifestações da afectividade sadia, que se converte em amor, à medida que transcorre o tempo e a pessoa adquire compreensão e discernimento a respeito dos objectivas essenciais da sua reencarnação.

Divaldo
Fonte: Fórum espirita
Postado em 15 de Fevereiro de 2009, por Victor Passos

Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Felipa em 07 de Agosto de 2011, 07:39
Paixão
A paixão é euforia, súbita, loucura, é como um vendaval que chega
agressivamente e destrói tudo a sua volta. É um sentimento que chega
com mais intensidade e se acaba mais rapidamente.
Já o amor é duradouro, chega com calma, cresce de maneira progressiva,
como uma brisa.
Enquanto que na paixão pode haver dúvidas e dor, no amor há saúde e
certeza do sentimento. No amor as pessoas são cúmplices, cuidadosas
umas com as outras, já a paixão é totalmente egocêntrica e
escandalosa.
O amor é o fato de aceitar a outra pessoa com os seus devidos
defeitos, aceitar que somos diferentes uns dos outros, e conviver bem
com essas diferenças, já que realmente o que atrai um casal é o que um
tem e o outro não.
Sem duvida nenhuma que o amor é um sentimento mais concreto, mais
estável e duradouro, mas a paixão também tem seus pontos positivos, e
cá pra nós que é muito bom também viver uma paixão arrebatadora, e
quem sabe ela não possa se transformar em um amor verdadeiro.


Podemos considerar as paixões como fontes de força que impulsiona-nos
a agir de forma mais vigorosa, cuja positividade depende do bom ou do
mau caminho a que a direcionamos?
 
Perfeito. As paixões mobilizam a alma numa determinada direção. As
paixões são de duas naturezas: a paixão boa e a paixão má. A paixão
boa ou a paixão má é que dará o direcionamento à nossa vontade, sendo
o homem responsável pelas conseqüências positivas ou negativas dela
derivadas.


Por que muitas vezes a paixão que temos por determinada pessoa, quando
não correspondida, nos leva a cometer desatinos sem conta?

A paixão que temos por determinada pessoa tem a sua origem no
sentimento natural do amor. Quando a pessoa comete desatinos por não
ser correspondida, é aquele sentimento corrompido originalmente bom,
mas que se transformou em egoísmo, que é o sentimento de posse.

O que fazer quando uma paixão nos machuca muito e depois temos medo de
gostar de outra pessoa?

Esse sentimento de medo é muito natural. Nós, em geral, geramos uma
carência, e essa carência nos faz temer a repetição da experiência. A
vida não é repetitiva, a ocorrência de um fato não implica que
ocorrerá repetidas vezes. Não podemos nos fechar e se deixar fluir com
naturalidade às circunstâncias que se apresentam, sem temores, sem
medos.

Como o Espiritismo pode nos auxiliar quando estamos diante de uma
paixão que nos turva os sentidos?

A paixão em geral nos tira a possibilidade de uma análise mais
apurada. Você lembra do filme "Sociedade dos poetas mortos"? O
professor subiu na mesa para ver a sala e a situação por um ângulo
diferente. O que eu quero dizer com isso? Muitas vezes a gente
precisa, ainda que temporariamente, se afastar do fogo da paixão para
ganhar essa capacidade analítica. Se isso não for possível por conta
própria, devemos recorrer a um terceiro de estreita confiança para que
nos auxilie a subir na mesa.

Qual a diferença existente entre paixão e amor?

Paixão e amor são coisas diferentes. Lembrando: as paixões derivam de
sentimentos naturais. Logo, eu posso ter paixão pela liberdade, paixão
pela justiça, e paixão amor, derivada do sentimento de amor inerente a
todo ser. A paixão amor é o exagero que se acrescenta à vontade de
amar, de querer estar junto.
 
A paixão é a manifestacão de nossos instintos? Fazem parte de nossas
vidas e muitas vezes não temos o controle sobre ela, e quando temos um
pouco de lucidez que estamos entrando num processo de paixão e não
queremos passar o que fazer, já que temos a consciência que iremos
prejudicar algumas pessoas?

A paixão má é uma manifestação dos nossos instintos. A paixão boa é
uma manifestaçào dos nossos sentimentos. Se nós temos consciência de
que vamos prejudicar alguém, o cumprimento do dever indicando que não
devemos fazer ao próximo aquilo não gostaríamos que fosse feito
conosco em iguais circunstâncias, nos colocando no lugar do outro, o
afastamento é o mais recomendado.

Podemos considerar a paixão como algo útil ao homem, ou a paixão, como
sinônimo de exageração, que realmente o é, em nenhuma hipótese pode se
considerar como tal?  Como a doutrina vê a paixão? Ela pode
ajudar nossa evolução?

A paixão de um cientista pela descoberta de uma vacina, por exemplo. O
amor que é capaz de extrema doação e esquecimento absoluto de si
mesmo. Exemplos: irmã Tereza de Calcutá; Sabin; e no seu exemplo mais
profundo, Jesus, não são exemplos vivos da paixão útil?
Pode ser. Se a criatura tiver que se defrontar com uma situação em que
ela deve resistir, para provar a si mesmo, o domínio daquele
sentimento. Por exemplo: você se confrontar com um amor proibido.

www.espirito.org.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5lc3Bpcml0by5vcmcuYnI=) › ... › IRC-Espiritismo › Palestras Virtuais
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: charles_TCI em 07 de Agosto de 2011, 12:27
Meus amigos,
ao primeiro dia do mês de agosto iremos, iniciar, nesta seção, o Estudo "Das paixões".
Tendo como base o capítulo do mesmo título encontrado no LE.
Antes de começar, deixo aqui as regras de conduta para todos que se interessarem em fazer este estudo.


Nosso estudo deste mês trás o tema As Paixões.
Como primeiro esclarecimento, devo informar que a única regra que devamos todos seguir, é a nos mantermos, dentro puramente doutrinário, ou seja, observando apenas o que ensina o LE no livro terceiro, em seu capítulo XII - Da Perfeição Moral -  item II – Das Paixões -.
Esta regra áurea se deve  antes de tudo, para que nos dias que se seguirão, podermos todos alastrar nosso conhecimento sobre este tema de suma importância para aqueles que pensem no progresso moral a ser palmilhado por todo os Espíritos, encarnados ou não.

Sendo assim, amigos, só serão admitidas postagens dentro o estrito ponto de vista que o Livro dos Espíritos consagra.
Postagens sob influência de outras obras, ou de psicografias de outros Espíritos senão dqueles que o Livro dos Espíritos consagra, não serão aceitas e portanto não aparecerão no tópico.

Primeiro havemos de conhecer bem o tema, para depois, em outro momento, avaliarmos a tudo que rodeia este tema, sob o ponto de vista da doutrina.

Vejam o filmete ilustrativo em:
Das Paixões (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUdMcGlObWtNczJFI3dz)
Abraços,
Moura

um belo slideshow muito positivo parabens pelo post!.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 07 de Agosto de 2011, 14:21
Belina,
Este texto sobre amor e paixão na adolescência de Divaldo é excelente.
Mas vamos estudá-lo porque todos nós passamos por isso.

Uns passam de maneira regrada, embora a emoção interior seja violenta pelo período de ajuste  hormonal e outros se deixando levar pela paixão, chegando até a idade madura se tornando adolescentes eternamente, porque não conseguem se resolver.

A base emocional está na infância, no período de um a três anos, quando o Espírito se adapta ao meio que foi inserido. Muitos pensam que a criança, não percebe, não lembra, mas tudo fica guardado e aflora na adolescência, assim como a verdadeira personalidade do Espírito se revela como diz no Livro dos Espíritos claramente neste período.
A formação do Ego e seus condicionamentos se dá na infância, neste período a criança vai absorver as verdades do meio que está inserida, somado a sua carga já de outras vidas, esse resultado pode ser benéfico ou desastroso. A vigilância dos pais quanto ao amadurecimento emocional dos filhos é imprescindível para se obter resultados relevantes.

Esse período de formação pode e vai determinar a forma como este ser vai conviver em sociedade. Projetando suas carências e frustrações em todos que convive.

Outra questão que deve ser reparada é a condição dos Espíritos em papel de filhos. Podem ser até mais elevados espiritualmente que seus próprios pais, cumprindo até um papel invertido. Auxiliam ao invés de serem auxiliados.

O desiquilíbrio de um ser não pode portanto ser visto sob um só prisma.

Temos que pensar que nosso crescimento é individual, temos provas a cumprir, se por um acaso tivermos pais em desalinho, a nossa prova é superar este ambiente , o mesmo acontece se temos filhos em desajuste, é necessário a intervenção dos pais e não a lamento eterno e a vitimização," sou assim porque meu pai foi ou é isso aquilo", "sou assim porque meus filhos não correspondem a minha expectativa, dei tudo e me dediquei mas mesmo assim deram errado". " meus pais não me amam", meu filho não me suporta".
Essa espera de retorno causa sofrimento e angustia no seio familiar.

Absolutamente todos, como diz Chico Xavier, estão no lugar que devem estar, nascem aonde devem nascer e convivem com quem deve conviver, o acaso não existe, é primordial o auto-conhecimento e também estender a visão além de si mesmo, olhando o outro de forma mais ampla e não a partir de seu próprio EGO.

Por isso fiz a pergunta, quem é você longe das paixões que te sustentam?
Até que ponto está apoiado em seu emprego, seus relacionamentos (sejam qual for), você está realmente se enxergando para seu crescimento ou está cego diante das coisas que o cercam?

Um abç
Hebe






Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 07 de Agosto de 2011, 14:29
eu acredito que todos entenderão as questões , e que as a paixões tem inicio nas ancestralidades do cer , e que elas forão  necessárias ou são necessárias a evolução da humanidade até onde posso entender . e que elas são estímulos e barreiras dependendo de onde forem empregadas .

mais penso que a verdadeira questão esta em, como podemos controla-las e manipula-las, a beneficio comum ( bom acho que todos compreendem de que a melhor maneira maneira de nos ajudar, é  ajudando a todos ) , já que não podemos muda-las assim como magica , ou como diz o espirito que respondeu a pergunta; querer mudar ;o que teria-mos de melhor do que esta paixão que possui-mos, porque deveria-mos muda-las?

com esta pergunta pretendo estiga-los ,a não somente sitar pensadores  ou textos filosofia ou qualquer que seja o agente esterno , mais também  nossas experiencias  de nossos próprios esforços!
Que Deus vos abençoem .   
Você tem razão, o textos são sempre bem vindos, esclarecem e elucidam, mas é necessário comentários a respeito para que cada um se encontre dentro do contexto do estudo.
Não há necessidade de entrar no âmbito pessoal, mas exemplos da vida real nos ajudam mais.
Bem vindo ao estudo, esperamos a sua colaboração.

Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: EsoEstudos em 07 de Agosto de 2011, 16:17

O termo "paixão" tem muitos significados... Todas as observações já feitas são valiosas, mas peço licença para observar que paixão tem muito a ver com o corolário dos efeitos que advêm do instinto de conservação.

A bem da verdade, "paixão" enquanto componente mais ardente do sentimento que une homens e mulheres, é um conceito até mesmo poético. Mas, seria a paixão a que nos referimos quando dizemos ser a "mãe" dos vícios?

Não... Creio que não... Afinal, o Amor só pode ser experimentado, segundo acredito, em seus aspectos que nos são passíveis de absorção. É um sentimento de harmonia e conjunção, de enredamento natural. O clamor dessa impetuosa vinculação há muito deixou os estritos limites sazonais do cio com que outros metazoários se acasalam.

Dessa forma, a paixão pela matemática, a paixão pela oratória, a paixão pela Doutrina, só podem ser entendidos como um ardoroso gosto pessoal. Mas a paixão que advém do instinto de conservação, essa não tem outra possibilidade de expansão saudável que não seja a sublimação.

O exagero é que mantém o ser nos limites estritos da paixão.

Eu me alimento porque é necessário à minha sobrevivência. Mas se eu comer uma picanha todos os dias, consumindo até o último grama de sua deliciosa gordura, com farofa e cerveja, COM TODA A CERTEZA não estarei primando pela parcimônia que a saúde exige.

A paixão dos poetas que minguam até a morte (como no Mal do Século, com Byron e Álvares de Azevedo), é um típico construto de uma visão distorcida, que confunde entrega apaixonada com um tanatológico desequilíbrio emocional.

"Paixão", mãe dos vícios, é contingência de um aprendizado que ainda atravessamos.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: belina em 07 de Agosto de 2011, 16:45
Olá amiga

Hebe
Concordo plenamente quando diz:
A base emocional está na infância, no período de um a três anos, quando o Espírito se adapta ao meio que foi inserido. Muitos pensam que a criança, não percebe, não lembra, mas tudo fica guardado e aflora na adolescência, assim como a verdadeira personalidade do Espírito se revela como diz no Livro dos Espíritos claramente neste período.
A formação do Ego e seus condicionamentos se dá na infância, neste período a criança vai absorver as verdades do meio que está inserida, somado a sua carga já de outras vidas, esse resultado pode ser benéfico ou desastroso. A vigilância dos pais quanto ao amadurecimento emocional dos filhos é imprescindível para se obter resultados relevantes


Uma duvida me deixa sempre apreensiva:
E quando os pais nao teem estabilidade emocional nem amadurecimento, em que as crianças desde a infancia até a pré-adolescencia assistem e sofrem com todas as vivencias traumáticas de seus pais, sendo eles sempre as primeiras vitimas. depois a famila sem bases se desmonora e passam o que ainda é pior a ser moeda de troca entre os pais.
Será sufuciente a intervensão dos avós onde eles sabem que alí sempre será seu porto seguro?
Será que estes futuros adolescentes estarao preparados e mais fortes?
Será suficiente o amor e a orientação dos avós?
Seguirao o exemplo e os concelhos dos avós? Não poderao pensar que os avós falharam com o pai ou a mae, porque deveriam seguir eles o que eles dizem?

De salientar que eles continuam a observar o desajuste dos pais e o esforço dos avós  sempre na orientaçao dos mesmos e verem os avós nunca desistirem.

Quando diz:
Por isso fiz a pergunta, quem é você longe das paixões que te sustentam?
Até que ponto está apoiado em seu emprego, seus relacionamentos (sejam qual for), você está realmente se enxergando para seu crescimento ou está cego diante das coisas que o cercam?


Penso que se nao trabalharmos para o nosso crescimento, pouco ou nada seremos.
Todas as paixoes serao otimas desde que bem direcionadas.

paz e luz
belina


Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Oliva Prado em 07 de Agosto de 2011, 16:51
Queridos Foristas
Irmãos que somos todos em evolução

Passsei por aqui só para lembrar essa frase
 “É PELA RAZÃO E O LIVRE-ARBÍTRIO QUE O HOMEM SE CONTROLA, ELEVANDO-SE CONSCIENTEMENTE ACIMA DAS EXIGÊNCIAS BIOLÓGICAS E DAS ILUSÕES SENSORIAIS.”L. E.

      Fui compreender um pouco de  Henri Bergson (1859 – 1941) comentado no Livro dos Espíritos que me foi oferecido questão 700(1); e juntamente com a doutrina Espirita fica reforçada a ideia de  que todas as curas dependem do tempo interno de cada um já que o tempo é a vida do espírito.  Isto é deveras importante quando falamos das consequências das paixões doentias aqui comentadas.
   Compreendendo a sua dinâmica que não se inverte ,  nem se repete, o crescimento é progresso e não repetição. Por isso o espiritismo também nos ensina que devemos viver para prevenir , e mais uma vez  nesta área vem em nosso auxílio dando-nos  a conhecer a vida de muitos espíritos, suas dores e suas bem-aventuranças.  Citarei só dois, Livro O Céu  e o  Inferno de Allan Kardec e Aqueles outros de suma importancia ¬Psicografias de Chico Xavier .
    Da mesma forma que é preciso sermos livres dentro e fora, e isso só deve ser possível amando, respeitando o ser de luz de que todos somos feitos, superando o egoísmo fatal e referenciando a fraternidade.”
Só assim o homem poderá vencer o irracional, a maldade, a ignorância, o orgulho mistificador, a inveja por carência, o ódio por despeito, etc…melhorando-se, melhora também a situação dos que o cercam além da realidade corpórea. Mas lá está cada um tem o seu tempo interno.
Assim também se deduz que a situação de pessoas “normais” mas dependentes traz mais dificuldade à vivência fraterna.
     Tudo é complexo quando falamos de “nós”o que o Livro dos Espíritos diz está certo a aplicação em nós é que é mais demorada.
 Abraços O P
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 07 de Agosto de 2011, 17:11
Olá amiga

Hebe
Concordo plenamente quando diz:
A base emocional está na infância, no período de um a três anos, quando o Espírito se adapta ao meio que foi inserido. Muitos pensam que a criança, não percebe, não lembra, mas tudo fica guardado e aflora na adolescência, assim como a verdadeira personalidade do Espírito se revela como diz no Livro dos Espíritos claramente neste período.
A formação do Ego e seus condicionamentos se dá na infância, neste período a criança vai absorver as verdades do meio que está inserida, somado a sua carga já de outras vidas, esse resultado pode ser benéfico ou desastroso. A vigilância dos pais quanto ao amadurecimento emocional dos filhos é imprescindível para se obter resultados relevantes


Uma duvida me deixa sempre apreensiva:
E quando os pais nao teem estabilidade emocional nem amadurecimento, em que as crianças desde a infancia até a pré-adolescencia assistem e sofrem com todas as vivencias traumáticas de seus pais, sendo eles sempre as primeiras vitimas. depois a famila sem bases se desmonora e passam o que ainda é pior a ser moeda de troca entre os pais.
Será sufuciente a intervensão dos avós onde eles sabem que alí sempre será seu porto seguro?
Será que estes futuros adolescentes estarao preparados e mais fortes?
Será suficiente o amor e a orientação dos avós?
Seguirao o exemplo e os concelhos dos avós? Não poderao pensar que os avós falharam com o pai ou a mae, porque deveriam seguir eles o que eles dizem?

De salientar que eles continuam a observar o desajuste dos pais e o esforço dos avós  sempre na orientaçao dos mesmos e verem os avós nunca desistirem.

Quando diz:
Por isso fiz a pergunta, quem é você longe das paixões que te sustentam?
Até que ponto está apoiado em seu emprego, seus relacionamentos (sejam qual for), você está realmente se enxergando para seu crescimento ou está cego diante das coisas que o cercam?


Penso que se nao trabalharmos para o nosso crescimento, pouco ou nada seremos.
Todas as paixoes serao otimas desde que bem direcionadas.

paz e luz
belina



Belina,
Cabe a cada um já na vida adulta, entender as dificuldades pelo o que passou e a própria dificuldade deste pais em não serem excelentes como deveria ser.
O que é deles e o que é seu, é importante se ver dentro de uma situação de conflito.
Se os pais não foram exatamente o modelo que você esperava, e aí? o que se vai fazer com isso, vai continuar se queixando justificando a sua não ação diante da vida? Vai continuar se vitimizando? Neste sentido que eu coloquei a responsabilidade sobre cada um em seus papéis e principalmente a responsabilidade sobre si mesmo.
Numa mesma família de pais conflituosos existe reações diferentes de filhos, uns conseguem se sobressair, outros ficam escravos daquela situação, rodando no mesmo lugar e se justificando porque não dão certo na vida. Há de se buscar a sua própria força para sair desta situação.
Não há vítimas  e nem algozes, é lógico que os traumas existem e causam sequelas, mas tem correr atrás para se curar.
O Espiritismo nos fala da escolha de provas, dos laços afetivos, simpatias e antipatias terrenas, nos dá uma ampla visão do que possa ser nossas escolhas no mundo Espiritual.
Fala-nos das paixões mal resolvidas, das obsessões,da necessidade do perdão, enfim, tem um farto material para o auto-conhecimento, assim como as Doutrinas Orientais, que nos mostram a necessidade do desapego as dores e prazeres terrenos.

Um abç
Hebe

 
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 07 de Agosto de 2011, 18:02
Amigos,
é afirmado pela doutrina, que os pais e aos pais, a paternidade é prova da qual devem se sagrar meritórios.
Quando falham, seja a causa que for e mormente pela desestruturação em que vicejam, haverá sempre a culpa.
Sendo assim, o papel dos avós, também ai está incluído posto que se hoje são "Vô e vó", ontem foram os pais.
Compete a eles dentro do que a maninha Belina pergunta, duas ações.
A primeira e mais importante,. "apagar o incêndio perante o que sintam os pequenos, trazendo-s para perto deles e amainando o sofrimento que passam com certeza.
A segunda e não menos importante é endurecer com os filhos , genros e noras, no sentido de esclarecer-lhes que estão errando apontando-lhes sempre que possível o caminho mais correto.
É fácil? Não, mas oque nos é fácil se do mais simples sempre encontramos um meio de complicar? esta a natureza da maioria dos Espíritos Imperfeitos.
No entanto é obrigação dos pais e avós a condução da família.
Abração,
Moura
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 07 de Agosto de 2011, 18:12
Com certeza , Moura é obrigação dos pais e dos avós. Mas um erro não justifica outro.
Cada um cumpra o seu papel, se houve alguma falha, procure sanar da melhor maneira possível, e não ficar atribuindo seus erros ao erros anteriores de pais ou avós, senão esta cadeia não tem fim.
Cada um veio para seu aprimoramento moral, depois o do próximo, essa é a base da Doutrina.
Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: belina em 07 de Agosto de 2011, 18:30
Ola amigos


Nossas Escolhas (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD9mZWF0dXJlPXBsYXllcl9kZXRhaWxwYWdlJmFtcDt2PXFzaGdCeHFFQWdvIw==)

paz e luz
belina
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: RJacomine em 07 de Agosto de 2011, 22:21
Queridos Irmãos,

Entendo que seja necessário regrar as discuções propostas, para saiam do ponto central, mas discordo da posição citar apenas autores ja citados no livro dos espiritos, pois a espiritualidade é bastante dinamica e continuamente nos tem passado novas mensagem complementando o entendimento da codificação da doutrina espirita, atraves de novos autores tambem aceitos pela Federação Espirita.

O tema proposto é bastante polemico e faço uma nova proposta: uma breve reflexão sobre a paixão em nossa vida cotidiana.
Podemos entender a paixão em palavras, literatura, conceitos e principamente nas lições que nos foram passadas no Livro dos Espíritos, mas até que ponto conseguimos dominar a paixão em nosso intimo e até que ponto somos dominados por uma subta tendencia a paixão, que acabamos dando vazão em atitudos muitas vezes ponderas, extremamente raciocinadas, mas que revelam nossa paixão por determinada pessoa ou determinado assunto, profissão, etc., quando dirigimos nossas palavras para o convencimento dos que estão ao nosso redor, com tom de benevolencia e tolerancia.
Sim, fazemos isso diariamente, instintivvamente, inconscientemente.


Querido irmão foi colocado acima as regras para expor as ideias a respeito do tema onde no final se diz que: "Sendo assim, amigos, só serão admitidas postagens dentro o estrito ponto de vista que o Livro dos Espíritos consagra." Porém no filme que nos pede para assistirmos foi exposto dois pensamentos que não constam no livro dos espíritos, que são os de Voltaire e o de René Descartes. Esses dois filósofos possuem seus pensamentos expostos em suas obras e são citados, dessa forma não está me permitindo citar outros? Não está correto minha observação? fraternal abraços.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Taprobana em 08 de Agosto de 2011, 01:23
(…)Não só a razão é  preciso também a experiencia para realizar o crescimento.
Não sei se percebi o que você quis dizer.
Mas temos que ver que o nosso raciocínio ( mente) é condicionado a sociedade que vivemos, portanto limitado as suas leis, costumes.
O que às vezes consideramos correto são paradigmas criados dentro do meio que vivemos.
Qualquer coisa fora do que é considerado natural ou normal nos causa o medo, que pode inibir ou impulsionar através da vontade ou desejo ultrapassando os limites desta razão condicionada ampliando a percepção.
A clareza maior se dá com a experiencia, ou seja, ultrapassando os limites e sentindo as consequências, podemos então ter a certeza do que nos causa bem ou mal.(…)

Sim estão correctas as ilações que apresenta. Gostaria de aproveitar o posicionamento do seu ponto de vista, para distanciar-me da dedução que seria possível retirar acerca da mente ser sinónimo de raciocínio. Quando utilizo a palavra “mente” pretendo referenciar a globalidade daquilo que é a forma como a vida é percepcionada, ou seja, para além da razão, também, as emoções, os sentimentos e a consciência de si, são produtos da actividade do cérebro somente passíveis de serem experimentados com a disponibilidade orgânica e saudável deste órgão. Aproveito também para expressar a opinião especulativa que neste momento me é intelectualmente satisfatória de que a experiencia vai não só permitir uma avaliação racional mais competente na gestão das vontades apaixonadas, que é ainda um produto resultante de uma Inteligência em processo evolutivo, mas também potenciar a aquisição por parte do Principio Inteligente Individualizado, se preferir Espírito, de “marcadores somáticos” (*) que colocam a competência dessa Inteligência para além da influencia da mente na expressão da sua vontade o que permite que a acção seja concretizada na opinião que publicou e que de seguida cito:

(…) As grandes experiencias e descobertas foram feitas por homens, que não se limitaram ao seu meio. Assim como uma série de revoluções e de tabus foram quebrados por pessoas, que não se conformavam com a moral imposta socialmente. Isso impulsionou sem dúvida o progresso e tirou o homem cada vez mais da ignorância.

Posso então definir este tipo de pessoa, como apaixonadas pelo seu ideal, vejo que o limite da paixão então se dá, quando colhemos frutos ou não desta luta após a análise da experiencia vivida. Exemplo, as grandes navegações, as grandes descobertas científicas, a emancipação da mulher, e a própria experiência individual a nível emocional de cada um, num sentido mais íntimo. (…)

Este tipo de conduta é concretizada por Inteligências cuja gestão do seu produto mental resolve automaticamente, ou seja, para além da razão da emoção ou do sentimento um grande numero de premissas que não são tidas em conta no desenvolvimento dos seus processos cognitivos, ou seja, trata-se de acrescentar vontade apaixonada a um produto mental cujo universo está já muito para além daquilo que é a vontade apaixonada descrita pelos nossos companheiros neste fórum, ou seja, Um Espírito num estado mais evoluido.

 
A paixão escraviza ,portanto quando não temos noção deste limite e insistimos em algo que causa dor ou sofrimento, nos cegando por um ideal que não obtemos resposta. Neste caso a razão está sendo ignorada. É preciso então o uso de ambas, o sentimento que impulsiona além da visão limitada e a razão como critério de avaliação, num movimento incensante.

Retrata aqui nada mais do que é a necessária experiencia para que a Inteligência adquira competência autónoma, ou seja, estamos perante a demonstração prática da expressão corrente nos meios espíritas: “… quem não evolui através do Amor, evolui através da dor.” Para tentar retratar de forma diferente aquilo que é o ponto de vista especulativo que neste momento convosco partilho, utilizaria em substituição desta fórmula uma algo diferente: “È através da experiencia da dor que se revela o Amor.”, ou seja, para que a evolução se processe é indispensável que todas as vontades apaixonadas sejam experimentadas as vezes que forem necessárias até que a Inteligência adquira a competência de se colocar para além da vontade que é acrescentada ao excesso.

(*) O uso desta expressão que “adquiri” na obra editada por António Damásio apesar de utilizar o conceito, diverge acerca do princípio que os origina. A Inteligência que pré-existe é para mim mais intelectualmente satisfatória, do que os processos evolutivos assentes no Darwinismo.

Um abç,
Joaquim
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Felipa em 08 de Agosto de 2011, 02:41
Amor ‘blinda’ casais ao charme alheio, diz pesquisa


Uma pesquisa da Universidade da Califórnia indicou que pessoas apaixonadas se tornam mais indiferentes aos encantos de pessoas estranhas ao relacionamento.
A teoria de que emoções profundas são capazes de "cegar" os casais românticos sugere que o amor tem uma função distinta do desejo em um relacionamento, disseram os cientistas.
O experimento, feito em parceria com uma empresa de relacionamentos e divulgado na edição desta quarta-feira da revista New Scientist, envolveu 120 estudantes de ambos os sexos em relacionamentos longos.
Cada um recebeu uma foto de uma pessoa bonita, mas desconhecida. Depois os estudantes foram separados em grupos, cada um com uma "tarefa emocional": escrever sobre seu envolvimento amoroso com o parceiro, escrever sobre desejo sexual em relação ao parceiro, ou escrever sobre qualquer tema.
Aqueles que escreveram sobre amor se lembraram de menos detalhes sobre as pessoas das fotos do que os que escreveram sobre os outros temas.
"Mostramos que sentir amor por um parceiro romântico facilita a supressão de pensamentos em parceiros atraentes", escreveram os pesquisadores, em um artigo na revista científica Evolution and Human Behavior.
"O amor, mas não o desejo sexual, resultou em maior compromisso com o parceiro durante o estudo."
"Os resultados sugerem que o amor tem uma função diferente da do desejo, podendo funcionar como um ‘mecanismo de compromisso’ em um relacionamento."
Os cientistas especulam que este comportamento pode ter evoluído no ser humano para garantir às crias de um casal um cuidado maior.
Notícia publicada na BBC Brasil, em 19 de março de 2008.

Carlos Miguel Pereira* comenta
Esta notícia convida-nos a realizar uma profunda reflexão sobre o real significado do amor e as diferenças existentes em relação àquilo que é chamado de paixão ou desejo.
Em "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, na questão 939, os Espíritos esclarecem:
"Há duas espécies de afeição: a do corpo e da alma, e toma-se freqüentemente uma pela outra. A afeição da alma, quando é pura e simpática, é durável; a do corpo é passageira. Eis por que muitas vezes os que pensavam se amar com um amor eterno se odeiam quando acaba a ilusão."
A paixão é a afeição do corpo que nos fala a citação de "O Livro dos Espíritos". A paixão é desejo, instinto, sensação. É a necessidade possessiva de algo, tornando secundário o que não seja a conquista do objetivo traçado. É como se duas metades finalmente se estivessem a encontrar. Juntas, essas metades sentem-se uma só e separadas parece que lhes falta o essencial. Quando alguém se apaixona é como se encontrasse tomado por uma ilusão, parecendo ter atingido o pico do Everest quando ainda está a iniciar a árdua escalada. Julga-se completo e inteiramente feliz, mesmo que tudo à sua volta esteja desfeito, não conseguindo perceber carências de qualquer espécie, nem necessidades de evolução ou aperfeiçoamento.
Apaixonarmo-nos é uma experiência fantástica, mas tem um problema: Se a sensação e o prazer forem o seu único carburante e não for acompanhada de uma qualidade de sentimentos que a substancie, a paixão é efémera e temporária! Isto é problemático porque muita gente é viciada em paixão e, não compreendendo este fato, vive constantemente à procura de alimentar a fantasia e a ilusão.
Nós vivemos numa época que privilegia o simplismo. Tudo é bom se for simples, rápido e acessível. Neste contexto social, a paixão é ótima porque é fácil, fugaz e até descartável; Pelo contrário, o amor é péssimo pois é difícil, dá trabalho e exige comprometimento.
A paixão é preguiçosa, não requer um esforço extraordinário. Mas sem esse mesmo esforço e dedicação não é possível vivenciar o verdadeiro amor, porque o amar é trabalhoso, exige vontade, compromisso e construção contínua. Amar alguém não significa a existência de sacrifícios de qualquer espécie. Quem faz sacrifícios não ama porque a existência do sacrifício implica a idéia de que é um ato que não desejamos fazer e apenas o fazemos contrariados. Uma mãe que passa meses num hospital a acompanhar o seu filho doente não está a fazer qualquer sacrifício, mas antes a amar com todo o seu Espírito. Dadas as circunstâncias, não existe outro lugar do mundo onde essa mulher preferisse estar. Ignora as suas necessidades e interesses, não por sacrifício, mas porque é essa a sua vontade. Quem, por vontade própria e por dedicação, decide exceder os seus limites por alguém, está a vivenciar verdadeiro amor. Não temos de amar, mas nós escolhemos amar. Amar é sermos capazes de, por alguém, darmos um pouco mais de nós, expandir a nossa alma. O verdadeiro amor nos casais românticos, manifesta-se: Pelo desejo de união; pelo apreço pela companhia; pelo respeito pela individualidade do seu parceiro; na vontade de, pelo outro, exceder os próprios limites; no trabalho conjunto pela sua evolução intelectual, moral e espiritual; e no desejo de transformar essa união num laço de afinidade para toda a eternidade.

A conclusão da investigação em análise na notícia vem ao encontro desta nossa reflexão. O amor existente num casal romântico, pedra basilar num relacionamento que se pretende firme e duradouro, é fruto de incontáveis evoluções da espécie humana e do nosso Espírito, e está em permanente sublimação. Os instintos e as sensações, predominantes noutros tempos e épocas, dão agora lugar ao sentimento. Não significa isto que estas características tenham desaparecido, já que elas são naturais no ser humano, antes requerem controle e equilíbrio para que possam ser utilizadas em nosso proveito físico e da nossa evolução espiritual.
http://www.espiritismo.net/content,0,0,610,0,0.html
* Carlos Miguel Pereira trabalha na área de informática e é morador da cidade do Porto, em Portugal. Na área espírita, é trabalhador do Centro Espírita Caridade por Amor (CECA), na cidade do Porto, e colaborador regular do Espiritismo.net

Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Clayto em 08 de Agosto de 2011, 12:41
Salve Salve irmaos foristas .

acredito que o equilibrio seja a melhor forma de encarar as paixoes humanas, porem se nao tivermos um proposito de transcender as nossas paixoes mais animalizadas estaremos perdendo uma oportunidade de por em pratica aquilo que seria prioridade na atual existencia. Porem tenho a seguinte duvida, Como conviver com um vicio sem o sentimento de culpa que tanto assola as nossas mentes, ou seja como encarar a situação de que estamos perdendo a briga contra a nossa natureza animal sem deixar que isso lhe atrapalhe nos outros setores da nossa vida? existe no evangelho alguma passagem que traga conforto para essa pessoa que se encontra em estado de viciação? E o vicio estaria enquadrado entre o estado de provas ou expiações? 

Bom, agradeço desde ja a oportunidade de entreter com voces ...
so de abrir essa pagina no meu ambiente familiar me sinto mais forte
de encarar os embates da vida ...

muita paz !!!
         
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Airton Silva de Souza em 08 de Agosto de 2011, 14:54
Bom dia irmãos que a paz esteja conosco. Sou novo na doutrina mas encontrei nela respostas e uma visão de tudo o que esperava para uma vida após a desencarnação. Após descobrir o site fórum espírita tenho lido sobre os estudos do mes e sempre que possível as postagens dos irmãos nos fóruns. Sobre o video que trata do estudo das paixões me pareceu que ela (paixão) está inserida em todas as nossas ações, é ela que vai nortear e se for utilizada na medida certa vai fazer com que participemos de todos os espaços sociais do meio em que vivemos opinando, ensinando, aprendendo, convivendo de maneira satisfatória no meio em que estejamos inseridos. Enfim, penso que o importante de tudo é sabermos utilizar a paixão de uma maneira coerente, justa, sem queremos jamais e em hipótese alguma sermos os donos da verdade, expressar sim nossas opiniões mas, estarmos sempre abertos às críticas, aos desacordos e tentarmos no fim das contas absorvermos tudo o que for bom e prosseguirmos sempre num crescente para que o bem e o certo esteja acima de tudo e o progresso da humanidade seja contínuo.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 08 de Agosto de 2011, 15:54
Bem,
Resumindo a paixões bem direcionadas e equilibradas alavancam o progresso. As paixões exageradas que passam do limite causando dor e sofrimento ao homem o escravizam.

As paixões podem ser desencadeadas por vários motivos. Como vimos na Revista Espírita, podem vir também de vidas anteriores.

Os grandes cientistas,pensadores,  músicos, artistas plásticos, pesquisadores na área médica, bailarinos, inventores, navegadores,esportistas, foram de extrema dedicação à sua profissão. Muitos negaram o seu lado pessoal, outros mantiveram sua dedicação de uma forma equilibrada, todos sem exceção contribuíram para o avanço da humanidade em todos os sentidos, foram homens ousados, questionadores, além do seu tempo. Não se detiveram aos limites e condicionamentos impostos pela sociedade, romperam o medo, o preconceito tirando a humanidade cada vez mais da ignorância.

Na área de saúde, temos Sabin. Carlos Chagas e muitos outros que se apegaram ferrenhamente às suas pesquisas pela necessidade da humanidade, várias vacinas foram descobertas, muitas doenças praticamente erradicadas.

Posso concluir, se eu estiver enganada que a quebra de padrões, o amor, ultrapassar limites, o impulso do medo  e a necessidade, faz com que os  homens cresçam contribuindo cada vez mais para o progresso, tecnológico, moral e social da humanidade.

Os Espíritos Superiores  responderam a Kardec, o limite da paixão, para não chegar ao exagero pode ser visto se está fazendo mal a si e ou ao próximo. Se o resultado está sendo nocivo, é a hora de abandonar.

Um abço
Hebe


 
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 08 de Agosto de 2011, 16:19
As paixões não são necessariamente más (OLE).
Ora, ao explicarem essa parte, os espíritos superiores, tam,bém nos afirmaram, "A paixão decuplica a força de ação do indivíduo"
O que basta, a este indivíduo é ser sempre o cavaleiro e nunca aquele que se deixa levar pelo tropel impensado. Este o excesso.
Vou deixar tres exemplos de paixão e apaixonados.
Chico Xavier: Dedicou a sua vida ao trabalho da escrita espiritual, sempre encontrando tempo para ajudar a quem quer que fosse;
Amazonas Hércules, sua paixão foi também no sentido da ajuda aos próximos, mas apenas um detalhe: sendo hanseniano (leproso), exalava um forte odor, nem isso o impedia de prestar sua contribuição, e mesmo perto de seu desencarne, ia onde lhe chamassem, carregado, por amigos, em sua cama de campanha.
Irmã Dulce. bem, a estas todos vocês conhecem melhor do que eu.
Todos estes foram apaixonados, quer dizer movidos por grande paixão, mas que a souberam domar e extrair dela a decuplicação de suas forças.
 Exemplos Negativos:
Amy, Winnehouse, Elvis Presley, Raul Seixas,  Cazuza etc.
Entre os artistas, encontram-se aqueles mais conhecidos e do meio mundano citaria apenas Hitler.
Abraços,
Moura
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Clayto em 08 de Agosto de 2011, 16:59
Ola amigo Moura e amiga hebe ...

no caso as nossas paixoes podem ser usadas como alavancas para o nosso progresso e para o progreço da humanidade isso se bem direcionadas ou bem intensionadas, mas se o individuo tem afinidade com coisas extremamente destrutivas como por exemplo o "crack" ... sera que o uso moderado dessa droga pode trazer algum benefio para ele? é um problema complexo sim mas, como o espiritismo poderia auxiliar uma pessoa que passa por esse problema? 

Uma vez um orador espirita fez uma considreção que considero muito pertinente, disse que o sexo pode ser considerado a um oasis no deserto, onde podemos beber daquela agua o quanto nos fosse nescessario, mas que nao mergulhassemos nessa agua que corremos o risco de nos afogar. tai uma analogia que podemos ultilizar nesse estudo ...


ate mais   
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Antonio Guerra em 08 de Agosto de 2011, 18:48
Boa tarde....gostaria de saber dos estudos espiritas sobre as paixões se a meditação, concentração é um meio de nos ajudar a combater as más paixões.
Sendo o ego pertencente a nossa vida e vidas anteriores não é um trabalho árduo e que temos que contar com ajuda de práticas meditativas no qual percebo falta disto no espiritismo, pois temos muitos estudos mas poucas praticas.Grato pela atençao.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: zeni em 08 de Agosto de 2011, 21:38
Olá a todos.

Citação Hebe (Pois é Zeni)
Mas eu não sou psicóloga nem médica , isso é só uma suposição.
Segue mais um pequeno texto que corroba com a DE.

As Paixões Humanas

Eu considero inteligente o homem que em vez de desprezar este ou aquele semelhante é capaz de o examinar com olhar penetrante, de lhe sondar por assim dizer a alma e descobrir o que se encontra em todos os seus desvãos. Tudo no homem se transforma com grande rapidez; num abrir e fechar de olhos, um terrível verme pode corroer-lhe as entranhas e devorar-lhe toda a sua substância vital. Muitas vezes uma paixão, grande ou mesquinha pouco importa, nasce e cresce num indivíduo para melhor sorte, obrigando-o a esquecer os mais sagrados deveres, a procurar em ínfimas bagatelas a grandeza e a santidade. As paixões humanas não têm conta, são tantas, tantas, como as areias do mar, e todas, as mais vis como as mais nobres, começam por ser escravas do homem para depois o tiranizarem.



Sim, amiga sei disso, mas o fato de poder contar com as pessoas,com o pouco que elas tem conhecimento, e o carinho de poder ajudar numa palavra, numa  mensagem, não na prática como médica, mas no conhecimento tendo como base o estudo sério dedicado da doutrina, já me trás uma certa segurança  e vontade em talvez poder tentar entender um pouco mais, sobre esse tema paixão, e dando continuidade ao estudo, este sentimento por si só não age sozinho, arrasta com ele uma série de maus sentimentos, é o que tem sido o alvo de muita desolação perante a humanidade.

Beijusssssss Zeni.





Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 08 de Agosto de 2011, 23:29
Boa tarde....gostaria de saber dos estudos espiritas sobre as paixões se a meditação, concentração é um meio de nos ajudar a combater as más paixões.
Sendo o ego pertencente a nossa vida e vidas anteriores não é um trabalho árduo e que temos que contar com ajuda de práticas meditativas no qual percebo falta disto no espiritismo, pois temos muitos estudos mas poucas praticas.Grato pela atençao.
A meditação ajuda a qualquer um, é um meio eficaz de sossegar o pensamento intermitente. O EGO é a personalidade que você adquire em cada encarnação.
O crescimento moral do Espírito nunca retrograda,  fica na consciência do Espírito.Às vezes nos é dado alguma lembrança de vidas anteriores, Acredito que voltamos para superar as nossas má tendências e progredir com uma nova experiência na matéria, mas nem sempre isto acontece.
Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 08 de Agosto de 2011, 23:43
Ola amigo Moura e amiga hebe ...

no caso as nossas paixoes podem ser usadas como alavancas para o nosso progresso e para o progresso da humanidade isso se bem direcionadas ou bem intensionadas, mas se o individuo tem afinidade com coisas extremamente destrutivas como por exemplo o "crack" ... sera que o uso moderado dessa droga pode trazer algum benefio para ele? é um problema complexo sim mas, como o espiritismo poderia auxiliar uma pessoa que passa por esse problema? 

Uma vez um orador espirita fez uma considreção que considero muito pertinente, disse que o sexo pode ser considerado a um oasis no deserto, onde podemos beber daquela agua o quanto nos fosse nescessario, mas que nao mergulhassemos nessa agua que corremos o risco de nos afogar. tai uma analogia que podemos ultilizar nesse estudo ...


ate mais   
Toda droga a princípio eram medicamentos, eram lícitas, morfina, cocaína,  entorpecentes e estimulantes etc, o abuso fez com que se tornassem ilícitas ou controladas.
As paixões induzem ao vício moral, mas vejo o uso de drogas como uma fuga de si mesmo, uma auto-estima baixa, não no sentido das paixões que estamos examinando neste tópico.
Podemos exemplificar, de alguma maneira uma má paixão, que leva o indivíduo a se drogar quando frustrado. Mas de qualquer maneira já existe aí um desiquilíbrio psicológico que o induz a auto destruição.
Não é porque me frustrei num relacionamento ou num projeto, que necessariamente vou me drogar e fugir da realidade que eu não suporto.
Mesmo com a dor de uma frustração a auto-estima deve falar mais alto, portanto este desiquilíbrio é pré-existente a frustração da paixão, seja ela qual for.
Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: hcancela em 08 de Agosto de 2011, 23:54
Olá amigos(as)

Apesar de ser uma opinião pessoal, achei interessante. Perdoem se foge um pouco daquilo que foi pedido.Beijos


José Medrado - Paixão e Entusiasmo (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVZWa1MtTHhIYTlFJmFtcDtmZWF0dXJlPXlvdXR1LmJlIw==)

Saudações fraternas

Obs:
Recoloquei o vídeo ok? Um abç Hebe
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: andrem1lima em 09 de Agosto de 2011, 08:43
Bom dia...

Sou um apaixonado pela vida em si. Diante de tudo que li e vi, dos textos linguisticamente inteligentes aqui postados nessa nossa discussão... gostaria de dizer que, apesar de meu pouco tempo em contato com a Doutrina Espírita, percebo cada vez mais a minha necessidade de livrar-me de algumas paixões, que eu vou chamar de exacerbadas. Onde meu maior dilema é vencer meus conflitos internos que travo "full time" comigo mesmo. Quero sempre saber o porquê, a razão, para poder aceitar tudo que me acontece. Sei que eu preciso aceitar que nem tudo está ao meu alcance intelectual compreender, por que sei tudo tem o seu tempo, e não compete a mim determiná-lo, mas compreender que a Sabedoria do "Paizão" não falha e sabe o que é melhor para mim... de tudo o que foi dito e ainda será... gostaria de compreender em linguagem simples, o que fazer para exercitar a resignação, uma vez que isso não é possível acontecer de uma hora para outra em meu ser?

Grato
Paz a todos.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 09 de Agosto de 2011, 13:49
Bom dia...

Sou um apaixonado pela vida em si. Diante de tudo que li e vi, dos textos linguisticamente inteligentes aqui postados nessa nossa discussão... gostaria de dizer que, apesar de meu pouco tempo em contato com a Doutrina Espírita, percebo cada vez mais a minha necessidade de livrar-me de algumas paixões, que eu vou chamar de exacerbadas. Onde meu maior dilema é vencer meus conflitos internos que travo "full time" comigo mesmo. Quero sempre saber o porquê, a razão, para poder aceitar tudo que me acontece. Sei que eu preciso aceitar que nem tudo está ao meu alcance intelectual compreender, por que sei tudo tem o seu tempo, e não compete a mim determiná-lo, mas compreender que a Sabedoria do "Paizão" não falha e sabe o que é melhor para mim... de tudo o que foi dito e ainda será... gostaria de compreender em linguagem simples, o que fazer para exercitar a resignação, uma vez que isso não é possível acontecer de uma hora para outra em meu ser?

Grato
Paz a todos.
André eu sei que é difícil nos livrar das nossas paixões e vícios que às vezes estamos tão envolvidos que nos cegamos, precisando de uma intervenção de uma palavra amiga, ou até mesmo de um acontecimento que nos acorde da ilusão que estamos vivendo, porém avaliação do que está nos ocorrendo, sobre o que nos incomoda, se estamos sofrendo ou causando sofrimento, se vale a pena insistir em determinadas questões na nossa vida é importante.
Sto Agostinho na questão 919 OLE fala sobre auto-avaliação no nosso dia a dia, como meio eficaz de auto conhecimento.

CAPÍTULO XII
DA PERFEIÇÃO MORAL
 
Conhecimento de si mesmo
 
919. Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?
 
“Um sábio da antigüidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.”
 
a) - Conhecemos toda a sabedoria desta máxima, porém a dificuldade está precisamente em cada um conhecer-se a si mesmo. Qual o meio de consegui-lo?
 
“Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma. Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticara durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal que houvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo de guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria. Dirigi, pois, a vós mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai ainda mais: “Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, teria que temer o olhar de alguém, ao entrar de novo no mundo dos Espíritos, onde nada pode ser ocultado?”
“Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra o vosso próximo e, finalmente, contra vós mesmos. As respostas vos darão, ou o descanso para a vossa consciência, ou a indicação de um mal que precise ser curado.
“O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual. Mas, direis, como há de alguém julgar-se a si mesmo? Não está aí a ilusão do amor-próprio para atenuar as faltas e torná-las desculpáveis? O avarento se considera apenas econômico e previdente; o orgulhosos julga que em si só há dignidade. Isto é muito real, mas tendes um meio de verificação que não pode iludir-vos. Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a censurais noutrem, não na poderia ter por legítima quando fordes o seu autor, pois que Deus não usa de duas medidas na aplicação de Sua justiça. Procurai também saber o que dela pensam os vossos semelhantes e não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, porquanto esses nenhum interesse têm em mascarar a verdade e Deus muitas vezes os coloca a vosso lado como um espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que o faria um amigo. Perscrute, conseguintemente, a sua consciência aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar de si os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas; dê balanço no seu dia moral para, a exemplo do comerciante, avaliar suas perdas e seus lucros e eu vos asseguro que a conta destes será mais avultada que a daquelas. Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio o despertar na outra vida.
“Formulai, pois, de vós para convosco, questões nítidas e precisas e não temais multiplicá-las. Justo é que se gastem alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna. Não trabalhais todos os dias com o fito de juntar haveres que vos garantam repouso na velhice? Não constitui esse repouso o objeto de todos os vossos desejos, o fim que vos faz suportar fadigas e privações temporárias? Pois bem! Que é esse descanso de alguns dias, turbado sempre pelas enfermidades do corpo, em comparação com o que espera o homem de bem? Não valerá este outro a pena de alguns esforços? Sei haver muitos que dizem ser positivo o presente e incerto o futuro. Ora, esta exatamente a idéia que estamos encarregados de eliminar do vosso íntimo, visto desejarmos fazer que compreendais esse futuro, de modo a não restar nenhuma dúvida em vossa alma. Por isso foi que primeiro chamamos a vossa atenção por meio de fenômenos capazes de ferir-vos os sentidos e que agora vos damos instruções, que cada um de vós se acha encarregado de espalhar. Com este objetivo é que ditamos O Livro dos Espíritos.”
SANTO AGOSTINHO.
 
A.K.: Muitas faltas que cometemos nos passam despercebidas. Se, efetivamente, seguindo o conselho de Santo Agostinho, interrogássemos mais amiúde a nossa consciência, veríamos quantas vezes falimos sem que o suspeitemos, unicamente por não perscrutarmos a natureza e o móvel dos nossos atos.
A forma interrogativa tem alguma coisa de mais preciso do que qualquer máxima, que muitas vezes deixamos de aplicar a nós mesmos. Aquela exige respostas categóricas, por um sim ou não, que não abrem lugar para qualquer alternativa e que são outros tantos argumentos pessoais. E, pela soma que derem as respostas, poderemos computar a soma de bem ou de mal que existe em nós."

Espero ter ajudado

Um abç
Hebe
 

 
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 09 de Agosto de 2011, 15:37
Meus manos,
gostaria de escrever um cadinho sobre meditação, porque vejo que há muita confusão no que seja esta.

"A palavra meditação vem do latim, meditare, que significa voltar-se para o centro no sentido de desligar-se do mundo exterior e voltar a atenção para dentro de si. Em sânscrito, é chamada dhyana, obtida pelas técnicas de dharana (concentração), no chinês dhyana    torna-se Ch'anna e sofre uma contração tornando-se Ch'an e Zen em japonês, em páli é Jhana.Concentar intensamente o espirito em algo"

Sendo assim, não tem um caráter exclusivamente espiritualista, ou religioso,
O ato de meditar significa não a exclusão de qualquer pensamento, mantendo-se a mente aberta a qualquer outro, mas sim o foco num problema, ensino ou propositura que tenham,os lido, aprendido, ouvido ou que queiramos executar num futuro próximo.
Este mergulho em nós mesmos, focado em determinada atividade consciencial, é que nos leva a encontrar chaves para o dharma, ou seja, para o Bem.
Em termos de doutrina usa-se mais a concentração que se pode dizer apêndice da meditação, mas que não é, logicamente, a mesma coisa.
concentramo-nos, em algo que queiramos resolver ou que procuremos a resposta
Ora, se não tivermos uma base sólida de conhecimento dentro da visão que queiramos dar a esta concentração por certo estaremos fadados ao fracasso ou ao erro de compreensão.
A recomendação basilar, é que se conheça, pelo menos o ponto no qual se fundamenta a doutrina empregada em nosso dia a dia, para que através desta base tenhamos êxito quer na meditação ou quer na concentração.
Como se vê, meus amigos, não é assim "molinho" a arte da meditação e da concentração...
Abração,
Moura
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 09 de Agosto de 2011, 16:27
Já que foi tocado no assunto, não vejo nada demais em colocar um artigo com comprovações da eficácia da meditação., publicado na "ISTO È".

O poder da meditação

A técnica ganha espaço em instituições renomadas e prova ser eficaz contra um leque cada vez maior de doenças. Entre elas, a depressão, males cardíacos e até Aids

Cilene Pereira e Maíra Magro

Ela chegou ao Ocidente como mais um item da lista de atrações exóticas do Oriente. Hoje, está se transformando em um dos mais respeitados recursos terapêuticos usados pela medicina que conhecemos. Está se falando aqui da meditação, uma prática milenar cujo principal objetivo é limpar a mente dos milhares de pensamentos desnecessários que por ela passam a cada minuto, ajudando o indivíduo a se concentrar no momento presente. É por essa razão que um de seus benefícios é o de ajudar as pessoas a lidar com sentimentos como a ansiedade. Mas o que se tem visto, de acordo com as numerosas pesquisas científicas a respeito da técnica, é que a meditação se firma cada vez mais como uma espécie de remédio – acessível e sem efeitos colaterais – indicado para um leque já amplo de enfermidades: da depressão ao controle da dor, da artrite reumatoide aos efeitos colaterais do câncer.

A inclusão da prática no rol de tratamentos da medicina ocidental é um fenômeno mundial. Nos Estados Unidos, por exemplo, ela figura entre as opções de centros renomados como o Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, um dos centros de referência do planeta no tratamento da doença. Também está disponível na Clínica Mayo, outro respeitado serviço de saúde. No Brasil, o método começa a ganhar espaço, boa parte dele assegurado pela Política de Práticas Integrativas e Complementares do SUS, implementada em 2006 pelo Ministério da Saúde. Ela incentiva o uso, pela rede pública, de uma série de práticas não convencionais – como a medicina tradicional chinesa, a acupuntura e a fitoterapia – para auxiliar no processo de cura. “Nessas diretrizes, a meditação está prevista como parte integrante da medicina chinesa”, explica a médica sanitarista Carmem De Simoni, coordenadora do programa.

Em Campinas, no interior de São Paulo, 20 postos de saúde oferecem treinamentos de meditação gratuitos à população. Em São Carlos, também no interior paulista, alguns postos públicos de atendimento começarão a ofertar este ano sessões usando uma técnica conhecida como atenção plena (Mindfulness-Based Stress Reduction, ou MBSR, em inglês), desenvolvida pelo Centro Médico da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos. É baseada em exercícios de respiração e consciência corporal que ajudam o indivíduo a focar as percepções no momento presente. “Queremos incluir a prática em 30 unidades de saúde”, diz Marcelo Demarzo, chefe do Departamento de Medicina da Universidade Federal de São Carlos.

Outra experiência interessante no Brasil é o uso do método em escolas da rede estadual do ensino médio do Rio de Janeiro. Trata-se de uma iniciativa da Fundação David Lynch, criada pelo cineasta americano, com o objetivo de reduzir a violência nos colégios por meio da prática. Um projeto piloto com cerca de 750 crianças e adolescentes de 10 a 18 anos mostrou que ela contribui para o aumento da concentração e da criatividade. “Muitas relataram ainda benefícios como redução de crises de dor de cabeça”, diz Joan Roura, representante da entidade no Brasil.

O Hospital Albert Einstein, em São Paulo, decidiu oferecer a prática tanto para pacientes quanto para funcionários, depois de testá-la por dois anos no setor de oncologia. “Nos pacientes em tratamento contra o câncer, notamos uma diminuição na ansiedade e maior disposição para enfrentar a doença”, afirma o médico Paulo de Tarso Lima. Ele é responsável pelo serviço de medicina integrativa no hospital, que promove a adoção de terapias complementares – entre elas, a meditação – para auxiliar no tratamento convencional.

O movimento que se observa atualmente com a meditação é o mesmo experimentado pela acupuntura cerca de dez anos atrás. Da mesma forma que o método das agulhas, ela conquista o respeito da medicina tradicional porque tem passado nas provas de eficácia realizadas de acordo com a ciência ocidental. Isso quer dizer que, aos olhos dos pesquisadores, foi despida de qualquer caráter esotérico, mostrando-se, ao contrário, um recurso possível a todos – ninguém precisa ser guru indiano para praticá-lo – e de fato capaz de promover no organismo mudanças fisiológicas importantes.

Continua
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 09 de Agosto de 2011, 16:28
continuação


A ciência registrou ainda mais um impacto positivo da redução do stress promovida pelo método: o auxílio contra a Aids. A doença caracteriza-se pelo ataque do vírus HIV aos linfócitos CD-4 (células que integram o sistema de defesa do corpo). Por causa disso, o corpo fica mais vulnerável a infecções, podendo sucumbir a elas. Mas é sabido que outro inimigo dos exércitos de defesa é o stress: o hormônio cortisol enfraquece seu funcionamento. Por isso, diminuir a tensão é uma maneira de evitar que isso aconteça. Na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, os cientistas testaram a força da meditação para controlar o stress em pacientes com Aids e constataram que, também aqui, ela funciona. Eles selecionaram 48 pessoas soropositivas, divididas em dois grupos: um meditou e o outro, não. Após oito semanas, os que a praticaram não apresentavam perda de CD-4, ao contrário dos outros participantes. Isso revela que a meditação reduziu o stress. Dessa maneira, contribuiu para preservar o sistema imunológico dos pacientes, ajudando a retardar o avanço do HIV.

Uma das mais intrigantes abordagens de pesquisa é a que estuda a relação entre o método e o envelhecimento precoce. Os pesquisadores começaram a fazer essa associação a partir da certeza do vínculo entre o stress – ele de novo – e a ocorrência de uma deterioração celular acentuada. Partindo desse raciocínio, eles querem saber se a meditação também teria efeito indireto nesse mecanismo, já que atua sobre o stress. Cientistas da Universidade da Califórnia estão investigando se a redução do stress causada pela meditação poderia provocar um efeito benéfico sobre os telômeros – espécie de capa protetora das extremidades dos cromossomos cujo comprimento está associado ao grau de envelhecimento celular. Quanto mais comprido, menor o índice de desgaste. E um dos fatores de desgaste dos telômeros é o stress. Portanto, quanto menos stress, mais preservadas essas estruturas.

No Brasil, o interesse por esse tema, especificamente, também cresce. O médico José Antônio Esper Curiati, do Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, por exemplo, coordena grupos de meditação para idosos. “Estou medindo os efeitos da prática em aspectos como memória, humor e qualidade do sono”, diz. No Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade Federal de São Paulo, o médico Fernando Bignardi é outro que acompanha os reflexos em indivíduos na terceira idade. “O que notamos de mais imediato é uma mudança na condição emocional”, relata. “Depois há uma melhora no sono, nas condições metabólicas e, finalmente, alterações clínicas que levam à melhora de doenças como hipertensão e diabetes.”

A experiência bem-sucedida incentivou Bignardi a desenvolver uma pesquisa mais ampla. A instituição acompanha a saúde de 1,5 mil idosos para verificar a relação entre estilo de vida, personalidade, cognição e doenças. A intenção agora é analisar como a prática meditativa interfere nessa equação – inclusive na incidência de doenças neurodegenerativas como o mal de Alzheimer. A médica Edith Horibe, presidente da Academia Brasileira de Medicina Antienvelhecimento, já indica a meditação para seus pacientes. “Sem dúvida, ela permite uma vida mais longa e com saúde”, afirma. “E a técnica não exige mudanças no estilo de vida”, completa Kleber Tani, diretor da seção carioca da Sociedade Internacional de Meditação.

Matéria publicada na Revista ISTOÉ, em 19 de fevereiro de 2010.

Breno Henrique de Sousa* comenta
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 09 de Agosto de 2011, 16:36
Breno Henrique de Sousa
Meditação no Espiritismo

"A palavra meditação é vulgarmente entendida como a prática da reflexão sobre questões relevantes na vida. Neste sentido, é comum na literatura espírita o convite à meditação (reflexão) sobre nossas atitudes, sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos. Na questão 919, de O Livro dos Espíritos, Santo Agostinho nos convida a refletir diariamente sobre nossas atitudes, na busca do auto-conhecimento e da perfeição moral.

À época de Kardec, a meditação, enquanto prática de desenvolvimento mental pelos princípios da atenção plena, auxiliada por uma série de técnicas geralmente advindas das culturas orientais, era pouco conhecida no ocidente e estava no ciclo restrito das escolas esotéricas, mesclada com seus princípios místicos. Devido ao caráter de clareza e objetividade do Espiritismo, pelo fato da Doutrina encontrar-se em processo de formação e ao caráter místico que ainda era atribuído a esta prática, não vamos encontrar, nos primórdios da doutrina espírita, ênfase na prática da meditação, mas sim na reflexão sobre questões existenciais ou ainda a “concentração” para fins de prática e desenvolvimento mediúnicos.

No que se refere à concentração para a prática mediúnica, não está clara a relação entre esta e a meditação. No capítulo XVII, de O Livro dos Médiuns, que trata da formação dos médiuns, fala-se da postura do médium, a evocação dos espíritos, a vontade como elemento fundamental, deixando clara a importância do caráter magnético do fenômeno mediúnico, onde o espírito comunicante estabelece uma relação fluídica com o médium. Não foi pesquisado, por exemplo, como a prática da meditação, dentro dos princípios e finalidades expostos na matéria, pode repercutir sobre a qualidade da prática mediúnica, mas, a julgar pelos resultados apresentados na reportagem, resultados já amplamente divulgados pela mídia, os efeitos só poderão ser positivos.

Nos dias atuais, assim como foi afirmado na matéria, a meditação não precisa estar necessariamente vinculada a um aspecto místico ou esotérico. Além disso, são comprovados cientificamente os resultados positivos da prática da meditação. Despojada de seu caráter místico e comprovada cientificamente a sua eficácia no equilíbrio das emoções e das faculdades psíquicas, não há nenhum obstáculo ou incompatibilidade com o Espiritismo. Tudo o que serve para o desenvolvimento do potencial humano e que esteja demonstrado pela ciência, deve ser endossado pelo Espiritismo, conforme dizia o próprio Allan Kardec.

Já é comum em muitas obras espíritas atuais, em seminários e congressos, referências às técnicas de meditação como um auxiliar terapêutico e complementar nos tratamentos espirituais. Algumas instituições até iniciam seus participantes nestas técnicas, porém, é preciso refletir sobre a forma como terapêuticas modernas e eficazes devem ou não ser introduzidas no espaço do centro espírita. Sabe-se que não é muito difícil encontrar instituições espíritas que pratiquem a homeopatia, a fitoterapia e até mesmo aculputura. Sem ter a pretensão de afirmar de maneira categórica que estas terapias devem ou não fazer parte do centro espírita, é preciso ter cuidado para que estas práticas não descaracterizem a própria terapêutica espírita. Além disso, estas terapias complementares possuem seus próprios espaços destinados à sua prática e difusão de seus princípios e nada impede que o espírita procure estes espaços para usufruir dos benefícios ali oferecidos.
O tema é amplo e abre espaço para muitas reflexões. O mais importante nesta bem elaborada reportagem é mais uma vez a comprovação de que a mente determina a saúde do corpo físico e mais um passo para a afirmação de que somos seres espirituais em uma experiência transitória na matéria."
* Breno Henrique de Sousa é paraibano de João Pessoa, graduado em Ciências Agrárias e mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal da Paraíba. Ambientalista e militante do movimento espírita paraibano há mais de 10 anos, sendo articulista e expositor.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: katia FERREIRA DA SILVA em 09 de Agosto de 2011, 19:48
Meus manos,
gostaria de escrever um cadinho sobre meditação, porque vejo que há muita confusão no que seja esta.

"A palavra meditação vem do latim, meditare, que significa voltar-se para o centro no sentido de desligar-se do mundo exterior e voltar a atenção para dentro de si. Em sânscrito, é chamada dhyana, obtida pelas técnicas de dharana (concentração), no chinês dhyana    torna-se Ch'anna e sofre uma contração tornando-se Ch'an e Zen em japonês, em páli é Jhana.Concentar intensamente o espirito em algo"

Sendo assim, não tem um caráter exclusivamente espiritualista, ou religioso,
O ato de meditar significa não a exclusão de qualquer pensamento, mantendo-se a mente aberta a qualquer outro, mas sim o foco num problema, ensino ou propositura que tenham,os lido, aprendido, ouvido ou que queiramos executar num futuro próximo.
Este mergulho em nós mesmos, focado em determinada atividade consciencial, é que nos leva a encontrar chaves para o dharma, ou seja, para o Bem.
Em termos de doutrina usa-se mais a concentração que se pode dizer apêndice da meditação, mas que não é, logicamente, a mesma coisa.
concentramo-nos, em algo que queiramos resolver ou que procuremos a resposta
Ora, se não tivermos uma base sólida de conhecimento dentro da visão que queiramos dar a esta concentração por certo estaremos fadados ao fracasso ou ao erro de compreensão.
A recomendação basilar, é que se conheça, pelo menos o ponto no qual se fundamenta a doutrina empregada em nosso dia a dia, para que através desta base tenhamos êxito quer na meditação ou quer na concentração.
Como se vê, meus amigos, não é assim "molinho" a arte da meditação e da concentração...
Abração,
Moura
[/quote No momemto tenho paixão pela vida  cada segundo não aproveitado, quero aprender mais e mais todos os dias são um aprendizado para novas formas de vidas irmãos dependendo do seu modo de vida, a vida é bellllllllllllllllllla nos é que não aproveitamos como as conduzimuas, existem dois caminhos  direita ou esquerda, certo ou errado, sim ou não   so voçe faz a escolha minha paixão de modo sublime é a vida e poder transmitir a voçes como eu a vejo essa sim é uma missao que nosso irmao de luz sublimime nos deixou.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Marcia Faccin em 10 de Agosto de 2011, 03:07
    Fico muito feliz em encontrar pessoas ainda movidas pela paixão. Paixão pela Vida, paixão pela sua profissão. paixão pela natureza, paixão por um animal de estimação, paixão pelos seus estudos, pelos seus livros etc. Paixão sim, move aqueles que fazem parte de um planeta de provas e expiações, ainda longe do sentimento puro, AMOR.
       AMOR, sentimento grandioso, ainda em construção na escala evolutiva dos seres imperfeitos como nós. Precisamos por enquanto alimentar esse sentimento frágil e passageiro que é a Paixão, para continuarmos com o brilho de Viver.
   Paixão não é destruição, mas sim, crescimento para algo permanente que é o Amor Divino.
     Bjus à todos irmãos. De uma apaixonada pelo espiritismo, pois quando eu colocar totalmente em prática, poderei dizer que o amo!!!
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 10 de Agosto de 2011, 15:57
    Fico muito feliz em encontrar pessoas ainda movidas pela paixão. Paixão pela Vida, paixão pela sua profissão. paixão pela natureza, paixão por um animal de estimação, paixão pelos seus estudos, pelos seus livros etc. Paixão sim, move aqueles que fazem parte de um planeta de provas e expiações, ainda longe do sentimento puro, AMOR.
       AMOR, sentimento grandioso, ainda em construção na escala evolutiva dos seres imperfeitos como nós. Precisamos por enquanto alimentar esse sentimento frágil e passageiro que é a Paixão, para continuarmos com o brilho de Viver.
   Paixão não é destruição, mas sim, crescimento para algo permanente que é o Amor Divino.
     Bjus à todos irmãos. De uma apaixonada pelo espiritismo, pois quando eu colocar totalmente em prática, poderei dizer que o amo!!!
.Marcia ,
Bem vinda aos estudo
Muito Obrigada por seus comentários.
A paixão impulsiona e motiva, só não pode ser desregrada.
Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Oliva Prado em 10 de Agosto de 2011, 16:12
Queridos (permitam-me tratá-los assim) participantes
Muito Boa tarde a todos, vou ser breve;

Mensagem 2060
 Belina, esse seu postado vídeo é surrealista (genial e fora do real); é bom  saber que há pessoas que podem pensar, sentir e viver como tal, principalmente gente nova que vem com novas oportunidades, mas um bocadinho mais pesado para outros tantos.
Mensagem 1718
Este vídeo é muito interessante mas também não vejo a universalidade do mesmo.
E quando o palestrante fala em crie, aí sim acho que acertou; ninguém pode viver sem criar.

E se ter interesse por algo, estar envolvido por algo é ter “paixão” acho que dessa todos temos e muito pois ninguém  poder viver sem ela.

Há uma frase que li que diz que  tudo o que fazemos em excesso coloca-nos na negação (desequilíbrio) pois bem quanto disso é que temos todos os dias.

Mensagem 4056
   
    Forista Hebe parece que respondeu bem ao participante Clayto.

Assim como há casos já referenciados aqui que tem de ser vistos como enfermidade, onde cada caso é um caso.
 
Até  a falta de auto-estima geradora de tantos comportamentos desequilibrados é caso para terapia. Mas até ir para terapia é um problema comum e nem sempre fácil. Questões económicas, questões de oferta, questões da vontade dos próprios quererem fazê-la….tem tanto tanto bloqueio neste nosso viver.

 É caso para dizer:  "Viva a paixão que não nos deixa morrer".

Abraços O P
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 10 de Agosto de 2011, 16:27
Já falamos das grandes paixões que impulsionaram e interferiram no progresso da humanidade, já colocamos alguns filósofos e suas teorias, mas vamos para o dia a dia, para as paixões comuns que desestabilizam ou impulsionam o ser humano.

Paixão por relacionamentos:

Relacionamento conjugal:
Excesso de paixão entre os cônjuges pode causar, sentimento de posse, ciúme, perda de identidade, subjugação e domínio de um pelo outro, sentimento de vazio e depressão quando o relacionamento termina, seja por óbito ou separação perdendo o pé de si mesmo.

Excesso de paixão entre pais e filhos
pode causar autoritarismo e submissão, dedicação extrema se esquecendo de si mesmo, sentimento de posse, decepção quando os filhos não atinge as expectativas dos pais, síndrome do ninho vazio quando os filhos se vão.

Excesso de paixão pelo trabalho
Esquecimento da vida familiar e social, stress, identificação excessiva com a atividade ou cargo exercidos caindo em frustração e depressão ao se aposentar ou perder o emprego.

Excesso de paixão pela Religião
Fanatismo, cegueira, discriminação, preconceito, frustração, autoritarismo

Quem tiver mais exemplo, por favor pode citar
Um abço
Hebe
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 10 de Agosto de 2011, 16:58
Meus manos,
não podemos nos esquecer que o estudo sobre o tema Paixões, quer nos fazer compreender que as paixões, não são um bicho de sete cabeças, quando as sabemos deixar no limite correto.
Porém se as deixamos nos dirigir, ai é como se diz : "A vaca vai pro brejo".
Logicamente todos carregamos nossas paixões e elas se bem dosadas servem de alavancas para o progresso, tal como o orgulho.
Pena que a maioria dos Espíritas só vejam o lado ruim dessas duas coisas.
Parece-me mesmo, que alguns tentem impor um clima de medo, tal como em algumas igrejas se fala em Temer a Deus com sendo uma coisa benéfica.
Ora, quem de nós teme a seu pai?
A mesma pergunta deve ser feita para com deus já que afiançamos que Ele nos é o pai de todos não é mesmo?
Basta que se pense um cadinho, para que se note a pouca inteligência na afirmação do temor a Deus.
No tempo em que esta afirmação foi feita, a igreja impunha seu modo de guiar seus adeptos, mas o tempo passou , a Lusitana rodou, e a igreja hoje sente na carne  a resposta do povo.
Assim também a paixão, gente, esta deve ser sempre bem pilotada e o piloto somos nós, se aceleramos demais dentro de uma curva, bau bau, ou capotamos ou saímos da pista, perdendo as colocações, ou a corrida.
Abraços,
Moura
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Maria Perez em 10 de Agosto de 2011, 19:42
Meus manos,
não podemos nos esquecer que o estudo sobre o tema Paixões, quer nos fazer compreender que as paixões, não são um bicho de sete cabeças, quando as sabemos deixar no limite correto.

Logicamente todos carregamos nossas paixões e elas se bem dosadas servem de alavancas para o progresso, tal como o orgulho.

Abraços,
Moura

Concordo com você, as paixões se bem dosadas, administrada, controladas são ótimas ferramentas para o progresso. Ainda se vê com temor esse tema, boa comparação você fez sobre o temor a Deus... afirmação essa que fora muito usada e ainda o é... que considero arcaica, retrógada e falha.

Paz e Luz
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 10 de Agosto de 2011, 20:14
Mandou bem maninha Maria!
Abração,
Moura
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 10 de Agosto de 2011, 20:24
Oliva,
nunca disse que não aceito ao André, ou Joanna, ou Neio Lúcio, ou qualquer outro.
apenas disse, e reafirmo que eles não fazem doutrina, o que é uma verdade que não encontra contradita.
Quando Estes Espíritos dão, em suas opiniões próprias, respostas corretas ou pensamentos acertados eu "tô com eles e não abro". contudo sempre esclareço que apesar de estarem corretas não formam doutrina pois já faziam parte da mesma.
Só isso :)
abração,
Moura
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 10 de Agosto de 2011, 20:29
Vou deixar aqui um exemplo da paixão destrutiva que vemos nas páginas policiais.
Notícia:
Fulana, ex companheira de sicrano, com o qual tem um filho, ao ser abandonada por este, na esperança de reavê-lo, fez de seu rebento o instrumento da vingança quando não sendo atendida em sua vontade de voltarem as boas, matou a infeliz criança".
Quantas vezes jã não lemos esta mesma notícia?
abraços,
Moura
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Maria Perez em 10 de Agosto de 2011, 21:35
Vou deixar aqui um exemplo da paixão destrutiva que vemos nas páginas policiais.
Notícia:
Fulana, ex companheira de sicrano, com o qual tem um filho, ao ser abandonada por este, na esperança de reavê-lo, fez de seu rebento o instrumento da vingança quando não sendo atendida em sua vontade de voltarem as boas, matou a infeliz criança".
Quantas vezes jã não lemos esta mesma notícia?
abraços,
Moura

Amigo Moura, você deixou com exemplo uma paixão mais passional, entre homem e mulher que é das paixões a mais comum, mas podemos considerar também uma forma de paixão, aquela que faz o japão liderar o ranking de suicidios, que em suma tem sua base em uma tradição milenar, religiosa e histórica....

Neste caso...podemos levar em consideração, ser a paixão pela tradicão do seu povo e da sua religião o motivo para esse número tão alto de atos contra a propria vida.... ?

Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 11 de Agosto de 2011, 16:17
As paixões são incontáveis maninha maria e mesmo numa categoria de paixão poderemos tomar conhecimento de várias outras sub-categorias que se interligam.
O ser humano como Espírito Imperfeito que é, trás esses meandros.
Abraços,
Moura
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Dani Fl em 11 de Agosto de 2011, 20:40
Olá ! Gostaria de um esclarecimento! até que ponto estas paixões desmedidas podem se tornar ou são, de certa forma um vicio ?   não seria o vicio uma conseqüência dessas paixões, uma vez que a paixão tende a ser ruim para as pessoas !?
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 11 de Agosto de 2011, 22:24
Dani,
As paixões em sua origem não são ruins, como explica no LE, elas são de origem divina e impulsionam o homem, o problema é se deixar dominar por elas, isso sim causa o vício.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Maria Perez em 12 de Agosto de 2011, 03:29
Dani,
As paixões em sua origem não são ruins, como explica no LE, elas são de origem divina e impulsionam o homem, o problema é se deixar dominar por elas, isso sim causa o vício.

Acho que até agora, meio do mês praticamente, já ficou bem claro ao menos aos que estão participando do estudo, o que seja paixão, que está bem resumido nesta citação da HEBE M C, poderiamos para dá seguimento, exemplificar lados positivos e lados negativos, de quem domina suas paixão e consegue com elas impulsionar seu progresso...e quem dela foi dominado e acabou colhendo consequências ruins, como o amigo Moura mencionou, há incontáveis categorias e subcategorias, seria bacana, trocarmos exemplos delas.... ;D

 
As paixões são incontáveis maninha maria e mesmo numa categoria de paixão poderemos tomar conhecimento de várias outras sub-categorias que se interligam.
Abraços,
Moura

Maria  ;)
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Antonio Renato em 12 de Agosto de 2011, 13:31
Caros irmãos e irmães,notadamente as paixões torna-se entrave para evolução, pois elas vão
de encontro a lei maior de Deus que é o amor,de inicio elas poderão ser uma porta para o amor,
mas a medida que elas se intesificam passam à prejudicar o espirito encarnado na sua caminha-
-da.Uma pessoa quando está presa a uma paixão ela deixa de raciocinar de uma forma normal,
chegando ao ponto de perderem o bom senso,podendo chegar ao extremo de cometer atos que
irão prejudicar não só a ela como também aos outros.Os exemplos já foram postados anterior-
-mente no decorrer do nosso estudo mensal.É assim que eu vejo.
Fiquem na paz.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 12 de Agosto de 2011, 15:22
Caros irmãos e irmães,notadamente as paixões torna-se entrave para evolução, pois elas vão
de encontro a lei maior de Deus que é o amor,de inicio elas poderão ser uma porta para o amor,
mas a medida que elas se intesificam passam à prejudicar o espirito encarnado na sua caminha-
-da.Uma pessoa quando está presa a uma paixão ela deixa de raciocinar de uma forma normal,
chegando ao ponto de perderem o bom senso,podendo chegar ao extremo de cometer atos que
irão prejudicar não só a ela como também aos outros.Os exemplos já foram postados anterior-
-mente no decorrer do nosso estudo mensal.É assim que eu vejo.
Fiquem na paz.

Antonio Renato, torna-se um entrave apenas quando não se tem domínio sobre elas, essa é a resposta dos Espíritos Superiores a Kardec, é preciso dominar a paixão, a sua origem não vem do mal, ela impulsiona o progresso do homem quando bem dirigida.
Já exemplificamos aqui no estudo.
Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: lucio Candido Rosa em 13 de Agosto de 2011, 12:48
 Caros amigos ainda não compreendi como esse estudo funciona, voces,
 podriam me explicar.[attach=1]
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 13 de Agosto de 2011, 15:16
Lucio,
acredito que antes de entrar no tópico o amigo viu ao filmete que trás as informações sobre o estudo.
Neste filme também está todo o assunto, e as questões devem derivarem-se das perguntas que estão no tema, que as retiramos do LE.
abraços,
Moura
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 13 de Agosto de 2011, 15:18
Bom dia a todos,

A diferença entre amor e paixão.
 Cada um aqui é capaz  de relatar as  diferenças entre amor e paixão segundo suas experiências pessoais , quem nunca se apaixonou? Tanto o amor quanto a paixão tem  poder reforçador do estímulo amado (já dizia Skinner "O que é o Amor se não outro nome para reforçamento positivo?"), no entanto, em termos comportamentais, a paixão reduz o valor reforçador de outros estímulos, enquanto que o amor não.
Explico: A paixão por futebol. Na época de copa do mundo, as pessoas assistem mais jogos, debates, compram camisa, álbum de figurinhas, etc. As outras coisas "perdem a importância" muitos param  até de trabalhar na hora do jogo.
Esta paixão é bem parecida com a paixão de início de um namoro, principalmente pela novidade ou quando  o estado de privação (carência) era muito grande.
O amor envolve todos os  reforços positivos, mas não anula o valor reforçador de estímulos das outras atividades.
Amamos a nossa família  ou o(a) namorado(a) e mesmo assim, quando precisamos, viajar a negócios ou, quando desejamos nos reunir com os amigos para um jogo de futebol , tomar um chopinho ou rever as amigas num lanche, fazer compras no shopping. Neste caso não há tanta obsessão. Não há a perda da individualidade, ambos respeitam  os gostos e prazeres do outro sem sentir ameaçado ou desprezado e trocado por alguém ou outra atividade comum qualquer que o outro faça. O amor não é obsessivo, exclusivo, sufocante.
Encontramos , e é comum ,relacionamentos baseados na obsessão, “Às vezes por parte de uma só pessoa ou do casal. Pode não  impedir que o relacionamento funcione e vá adiante, mas pensa só: se perder um objetivo de vida  ou estímulo agradável já é ruim, imagine então perder o estímulo que é o centro de quase todas suas ações. Em casos extremos, os resultados podem ser assustadores. Daí decorre o desequilíbrio, a depressão, os crimes passionais, o ódio, a perda de si mesmo, a vontade de morrer (suicídio) e assim por diante.

Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 13 de Agosto de 2011, 15:25
Trouxe este texto aqui da Wikipédia, que considerei muito bom.

"O sentimento exacerbado entre duas pessoas é um exemplo de uma paixão. A paixão pode ultrapassar barreiras sociais, diferenças de formação, idades e gêneros. A paixão completamente correspondida causa grandiosa felicidade e satisfação ao apaixonado, pelo contrário qualquer dificuldade para atigir essa plenitude pode trazer grande tristeza pois o apaixonado só se vê feliz ao conseguir o objeto de sua paixão. A paixão é uma patologia amorosa, um superlativo fantasioso da realidade sobre o outro, tendo em vista que o indivíduo apaixonado se funde no outro, ou seja, perde a sua individualidade, que só é resgatada quando na presença do outro. Com o passar do tempo, essa intensidade de fusão vai se esvaindo, tendo em vista que a paixão é uma idealização mítica do outro. Quando o apaixonado começa a perceber que essa idealização, com o passar do tempo, foi equivocada, porquanto o outro não se comportava dentro do perfil de expectativas idealizado miticamente pelo apaixonado, é gerada uma intensa frustração, que passa a ser vivenciada com intensa irritabilidade pelo então apaixonado. Desta forma, o apaixonado vai percebendo o equívoco que cometeu, pela recorrência das frustrações no tocante às suas expectativas fantasiosas pelo outro, objeto da paixão e o processo começa então a regredir, a se inverter, com a paulatina volta e reforço da identidade do ex-apaixonado, que passa a enxergar o outro como ele realmente é, o que, via de regra pode até gerar um sentimento inverso de extrema repulsa, pelos sofrimentos suportados.
Existem pesquisas científicas nesse âmbito, que mostram que a paixão, apesar de intensa e arrebatadora, é um sentimento passageiro. Estima-se que a mesma não dure por mais de quatro anos. Adolescentes estão mais sujeitos a apaixonarem-se, devido ao pouco conhecimento de mundo entre outras coisas, o que não significa que pessoas de maior idade não estejam passíveis de tal sentimento. O que ocorre é que a pessoa adulta, por ter maior conhecimento de mundo, por ter vivenciado maiores experiências, não estará tão sujeita a perder a razão e deixar-se dominar pelo peso do sentimento.

Efeitos
A paixão é um sentimento de desejar, querer, a todo custo "o amor de outro ser ou objeto". Necessidade de ver e tocar a pessoa ou objeto por qual se apaixonou, ou ate mesmo saber que aquela pessoa amada tambem gosta dele e está pensando nele.
Deste modo.pode ser um entendido como um "vício" que debilita a mente do indivíduo pois este foca somente a pessoa amada ou objeto artístico nos seus pensamentos sendo todos os outros momentâneos e irrelevantes.
A paixão pode ser um entendido como um "sedativo" que suscita um prazer admirativo pelos detalhes da pessoa amada

Literatura
São variados os textos literários que abordam o tema. Dentre eles, destacam-se Os sofrimentos do jovem Werther, de Goethe, em que o protagonista Werther, ao ver perdidas todas as esperanças de obter Carlota, beija apaixonadamente as armas em que sua amada tocara e, com elas, acaba com a própria vida. O romance de 1776 provocou uma série de suicídios na Alemanha, entre jovens que, dizia-se, inspiraram-se no personagem devido ao peso do sentimento não correspondido. Outra obra em que a paixão é abordada é Romeu e Julieta, de Shakespeare, onde os dois jovens se apaixonam contra o permitido pelas suas famílias e sem possibilidade de as enfrentar. Sem conseguir desistir daquele relacionamento, o resultado é a falhada tentativa de fuga e o consequente duplo suicídio.

Bases biológicas
Segundo recentes estudos de Donatella Marazziti (2007, Livro Natureza do Amor), a paixão se caracteriza, do ponto de vista biológico, por uma liberação contínua de alguns neurotransmissores como Dopamina e Noradrenalina. A Amígdala (cerebelosa) tem um papel central neste processo, pois é desta região que emana alguns dos sentimentos mais instintivos. Esta tempestade bioquímica está relacionada com um índice mais baixo de Serotonina do que em uma população normal, sendo semelhante ao nível deste neurotramissor nos portadores de Transtorno Obsessivo-Compulsivo, o que explicaria os pensamentos obsessivos da pessoa a qual se está apaixonado. Estes níveis bioquímicos explicam por que a pessoa tende a perder a razão, enquanto em estado de apaixonamento. Este mecanismo é semelhante ao de algumas drogas, como a cocaína, sendo necessário para a perpetuação da espécie, pela atração. Além destes neurotransmissores citados, há a participação de outras substâncias, tais como Oxitocina e Vasopressina, que estão relacionadas com o amor e as sensações de segurança e calma derivadas deste sentimento¹."
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Maria Perez em 15 de Agosto de 2011, 17:06
Bom dia a todos,

Encontramos , e é comum ,relacionamentos baseados na obsessão, “Às vezes por parte de uma só pessoa ou do casal. Pode não  impedir que o relacionamento funcione e vá adiante, mas pensa só: se perder um objetivo de vida  ou estímulo agradável já é ruim, imagine então perder o estímulo que é o centro de quase todas suas ações. Em casos extremos, os resultados podem ser assustadores. Daí decorre o desequilíbrio, a depressão, os crimes passionais, o ódio, a perda de si mesmo, a vontade de morrer (suicídio) e assim por diante.

Um abç
Hebe

Oi...Hebe MC... esta parte do seu texto, lembrou-me de um caso próprio... um ex namorado que tive que se enquadrava bem nesta tua descrição. Ele era possessivo, sufocante, dependente, instável... eu estava iniciando nos estudos espíritas, e continuei na relação não por amá-lo, mas por outro sentimento que não sei ao certo definir, era mais querer ajudá-lo...  pensava: tenho que deixá-lo melhor do que o encontrei... e tentei por mais algum tempo...

E acabou quando vi que ele não queria ajuda, que estava começando a me prejudicar, eu quis sair... terminar e ele não aceitou, então a pessoa que até então nunca havia sido agressiva, se tornou: depois de um tapa que levei..ele tentou me sufocar... apertando meu pescoço com força... foi Deus mesmo pra me ajudar a acalmá-lo...

E até hoje...depois de mais de 7 anos... onde já estou casada, com uma filha linda e feliz... ainda ouço aqui ou ali alguém dizendo que ele quer saber noticias minha.... Oro bastante por ele, para que ele encontre a paz necessária e uma mulher de bem que o ajude a contruir uma familia.

Olho para trás e vejo o quanto a maternidade e o matrimônio com um homem bom me fizeram evoluir, crescer...que não me vejo naquela situação de dependência e instabilidade de outrora... Mas ainda assim fica a dúvida, em termos de ação e reação e planos reencarnatórios...e estando no assunto que é bem pertinente:

Deveria eu ter continuado nessa relação doentia e persistido com paciência e abnegação para ajudá-lo? Pois até então comentamos sobre quem está apaixonado e como fica o ser alvo dessa paixão?
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 15 de Agosto de 2011, 17:47
Maninha Maria,
a ninguém é obrigatório estar sempre atentar fazer por quem não queira sair de um estado vicioso.
quanto aos casos de "Deveria eu ter continuado nessa relação doentia e persistido com paciência e abnegação para ajudá-lo? Pois até então comentamos sobre quem está apaixonado e como fica o ser alvo dessa paixão?", eu diria:
Se como no exemplo um, daqueles que foram antes o casal, desta união se separou, constituindo família e não mais tendo senão o conhecimento que já existia, nada toca, no campo espiritual, pois que não existe mais o vínculo de antes.
No LE, quando este ensina sobre metades eternas é explicado que mesmo dois Espíritos que em vida foram casados, e que, quando na vida etérea, um progrediu mais que o outro,m estes deixam de se verem, aliás, para explicar melhor, aquele que progrediu mais ainda verá o que menos progrediu, mas o mesmo não acontecerá com este último.
Trata-se do princípio Espírita da Semelhança, cujo brocardo ilustrativo nos diz "Semelhante atrai semelhante".
Abraços,
Moura

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/estuso-sobre-as-paixoes/120/?action=post;num_replies=134#ixzz1V7Ibvp3s
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mizica em 17 de Agosto de 2011, 05:54
 :D :-* :-* Olá!
Bom dia à todos!

Estou de volta ao estudo. Precisei de alguns dias para ajustar meus preojetos relacionados a música e peço desculpas por não avisar com antecedência.

Hebe, Moura, Maria perez...à todos os amigos que paricipam do estudo, meus cumprimentos.
Maria Perez, observei sua indagação "Pois até então comentamos sobre quem está apaixonado e como fica o ser alvo dessa paixão?" e voce aborta um aspecto interessante de uma relação baseada na paixão: o ser que é alvo desse amor sem freio. Então, como toda moeda tem dois lados ... Vejamos:
O ser que é alvo de um amor doente, que redunda em uma paixão sem freio, com certeza sofre consequências desastrosas nessa relação. Continuar a investir em um relacionamento doente mais não parece uma paixão sem nexo?
O amor sem controle, nem é amor, é paixão que sufoca. O ser que é alvo de um sentimento fora dos padrões de normalidade corre grande risco. Sair ou não de um relacionamento assim é uma escolha que só a pessoa pode fazer. Aqui cabe o uso do livre-arbitrio, do bem senso, do discernimento, da análise equilibrada sobre a situação vivenciada ... caso a pessoa que é alvo dessa paixão não consiga se libertar é que tbm está envolvido pelo mesmo sentimento desenfreado. Aqui nessa atitude tbm há o apego: só fico com fulano por que ele precisa de ajuda. Será mesmo só por isso? Até que ponto podemos (ou devemos) tentar ajudar quem não quer tal ajuda? Podemos mudar alguém? Temos esse direito? Nesse ponto comentários são muito bem vindos, certo?

Peço licença ao nobre amigo Moura, para ilustrar o estudo atraves de singela poesia que tão bem define, de forma doce e prazeirosa e até mesmo lúdica, o relacionamento homem/mulher. A autoria é de Cornélio Pires. Caso esteja fora do contexto do estudo fique à vontade para retirá-la, certo?

Meu carinho extensivo à todos os irmãos foristas
Mizica

PONTO DE VISTA
Cornélio Pires

Recebi o seu pedido,
Prezado amigo Antenor,
Você deseja saber
O que pensamos do amor.

Falarei do amor terrestre,
Não daquele que conduz
Nossa vida e pensamento
Para a união com Jesus.

É verdade que não tenho
Direito algum que me assista;
Por isso, exponho a você
Meu simples ponto de vista.

Conforme acredito hoje,
Nos pobres estudos meus,
O amor na totalidade
É a natureza de Deus.

No entanto, pelo que vejo,
Quanto ao que sinto e ao que faço.
O amor é Deus em nós todos...
Cada qual tem um pedaço.

De tudo, porém, que amamos,
Até quanto conhecemos,
Quanto menos possessão
Maior a porção que temos.

O amor, quando chega, alcança
Nossa vida rotineira,
Parecendo o orvalho à noite,
Quando cai na laranjeira.

Mas é preciso cuidado
Por dentro do coração.
Toda afeição caprichosa
Traz grande perturbação.

Quando a pessoa faz isso,
Lá se vai a luz do bem:
Carinho vira paixão
Que não dá paz a ninguém.

Olhe a história de Quinhota:
Dizia adorar Lineu,
Porque o moço quis a prima,
A coitada enlouqueceu.

Delfim perseguindo Joana
Que, de fato, o não queria,
Atirou sobre o pai dela
E acertou Dona Maria.

Joaquim namorava Zélia;
A paixão nele era fogo...
Quando viu Zélia doente,
Colou-se à Tina Diogo.

Antônia clamava sempre
Que amava Zeca Vilaça,
Mas Zeca perdeu as pernas
E Antônia sumiu da praça.

Recorde o que sucedeu
Com Camilo Felisberto,
Desprezado por Joaquina,
Matou-se com tiro certo.

O amor, na Terra, em verdade,
Pode ter grande aconchego,
Mas para viver em paz
Não deve ter muito apego.

O amor, enfim, vem de Deus,
Mas se em nós vira paixão,
Parece cousa de louco
Ou trama de obsessão.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 17 de Agosto de 2011, 13:53
:D :-* :-* Olá!
Bom dia à todos!

Estou de volta ao estudo. Precisei de alguns dias para ajustar meus preojetos relacionados a música e peço desculpas por não avisar com antecedência.

Hebe, Moura, Maria perez...à todos os amigos que paricipam do estudo, meus cumprimentos.
Maria Perez, observei sua indagação "Pois até então comentamos sobre quem está apaixonado e como fica o ser alvo dessa paixão?" e voce aborta um aspecto interessante de uma relação baseada na paixão: o ser que é alvo desse amor sem freio. Então, como toda moeda tem dois lados ... Vejamos:
O ser que é alvo de um amor doente, que redunda em uma paixão sem freio, com certeza sofre consequências desastrosas nessa relação. Continuar a investir em um relacionamento doente mais não parece uma paixão sem nexo?
O amor sem controle, nem é amor, é paixão que sufoca. O ser que é alvo de um sentimento fora dos padrões de normalidade corre grande risco. Sair ou não de um relacionamento assim é uma escolha que só a pessoa pode fazer. Aqui cabe o uso do livre-arbitrio, do bem senso, do discernimento, da análise equilibrada sobre a situação vivenciada ... caso a pessoa que é alvo dessa paixão não consiga se libertar é que tbm está envolvido pelo mesmo sentimento desenfreado. Aqui nessa atitude tbm há o apego: só fico com fulano por que ele precisa de ajuda. Será mesmo só por isso? Até que ponto podemos (ou devemos) tentar ajudar quem não quer tal ajuda? Podemos mudar alguém? Temos esse direito? Nesse ponto comentários são muito bem vindos, certo?



Meu carinho extensivo à todos os irmãos foristas
Mizica

[
Oi Mizica.

Bem vinda ao estudo novamente,
Estávamos sentindo a sua falta.

Você pediu comentários sobre o seu post.

Você tem razão, não conseguimos mudar ninguém se a própria pessoa não quer.

Se envolver numa relação que já traz traços de desiquilíbrio é um tanto quanto imprudente. Não só em termos de casais, mas com colegas de trabalho, amigos e etc.
A paixão desenfreada torna-se obsessão, ou subjuga um ao outro, ou se transforma em ódio, traição,vingança,  principalmente dependendo do nível espiritual das pessoas envolvidas, porque o desiquilíbrio da balança faz com que as coisas pesem muito além do que deve criando fantasias, cegueiras, vingança estacionando o Espírito na sua evolução.

Vide os crimes passionais, os ajustes de contas desmedidos, a cegueira diante dos fatos narrados na mídia.

Sem dúvida a parceria no desiquilíbrio é mútua, alimentando tentando forcar o lado o bom do desequilibrado, pensa-se que se pode modificá-lo e não percebe o quanto se está na verdade nutrindo um relacionamento doentio para ambas as partes.

Cada um deve seguir a sua vida buscando o seu aprimoramento moral primeiro depois o do próximo, é o que diz a DE.

Falando em termos de DE, as provas são escolhidas mas a expiação é imposta para o crescimento do Espírito, se um relacionamento parte para o lado doentio, deve ser abandonado sem culpa.

Cabe a cada um se perceber dentro do contexto e se auto-observar, ver o quanto alimentou a situação, não se dever deixar chegar a extremos, sossegar emocionalmente até a tempestade passar.

Tudo passa, ninguém é obrigado a conviver quando não existe mais amor no relacionamento. Insistir só será nocivo.

Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 18 de Agosto de 2011, 18:55
Considerações: “As paixões são alavancas que decuplicam as forças do homem e o ajudam a cumprir os desígnios da Providência.”

Notem, é a doutrina, por ditado dos Espíritos Superiores quem nos fala nesse tom, não eu.
A paixão bem dirigida, rende bons frutos, mas quando deixamos que ela nos dirija as ações, aí meus manos é como diria o célebre detetive do seriado Kojak: “Dançou neném!”
É de se notar ainda, que a mesma resposta, na nota acostada a esta ainda explica: “Toda paixão que aproxima o homem da Natureza animal o afasta da Natureza espiritual.”
Ora, o que a doutrina tem como foco é propiciar ao ser encarnado, maior motivo de conhecimento para que deste se alastre o seu padrão moral e que trará, como conseqüência primária, toda uma nova ordem de ações, mais tendentes ao Bem do que ao Erro. Por conseguinte,esta parcela maior de Bem prpoduzido, nos achegará mais ao Pai.
Por conseguinte, finalizam os EspíritosSuperiores, neste parágrafo, dizendo: “Todo sentimento que eleva o homem acima da Natureza animal anuncia o predomínio do Espírito sobre a matéria e o aproxima da perfeição”.
Não é isso que todos queremos, tendo em vista a evolução à classe de Puro Espírito?

Abraços,
Moura
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Maria Perez em 19 de Agosto de 2011, 00:12
:D :-* :-* Olá!
Bom dia à todos!

Maria Perez, observei sua indagação "Pois até então comentamos sobre quem está apaixonado e como fica o ser alvo dessa paixão?" e voce aborta um aspecto interessante de uma relação baseada na paixão: o ser que é alvo desse amor sem freio. Então, como toda moeda tem dois lados ... Vejamos:
O ser que é alvo de um amor doente, que redunda em uma paixão sem freio, com certeza sofre consequências desastrosas nessa relação. Continuar a investir em um relacionamento doente mais não parece uma paixão sem nexo?
O amor sem controle, nem é amor, é paixão que sufoca. O ser que é alvo de um sentimento fora dos padrões de normalidade corre grande risco. Sair ou não de um relacionamento assim é uma escolha que só a pessoa pode fazer. Aqui cabe o uso do livre-arbitrio, do bem senso, do discernimento, da análise equilibrada sobre a situação vivenciada ... caso a pessoa que é alvo dessa paixão não consiga se libertar é que tbm está envolvido pelo mesmo sentimento desenfreado. Aqui nessa atitude tbm há o apego: só fico com fulano por que ele precisa de ajuda. Será mesmo só por isso? Até que ponto podemos (ou devemos) tentar ajudar quem não quer tal ajuda? Podemos mudar alguém? Temos esse direito? Nesse ponto comentários são muito bem vindos, certo?


No meu caso, o relacionamento não iniciou assim, fiquei no relacionamento e tentei ajudar até perceber que a pessoa em questão não queria ajuda, questão de poucos meses... (não fora muito tempo de relacionamento não...) na minha opinião as pessoas que tem esse tipo de sentimento tendem a repetir a mesma situação em outros relacionamentos, em geral são pessoas de estima baixissima, tem medo da rejeição, do abandono e se desesperam ao vê o motivo de sua paixão se esvaír aos poucos...

Então como já estava iniciando nos estudos espíritas, fiz como a HEBE comentou:

"Cada um deve seguir a sua vida buscando o seu aprimoramento moral primeiro depois o do próximo, é o que diz a DE. "  ::)

Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Taprobana em 22 de Agosto de 2011, 22:02
Considerações: “As paixões são alavancas que decuplicam as forças do homem e o ajudam a cumprir os desígnios da Providência.”

Notem, é a doutrina, por ditado dos Espíritos Superiores quem nos fala nesse tom, não eu.
A paixão bem dirigida, rende bons frutos, mas quando deixamos que ela nos dirija as ações, aí meus manos é como diria o célebre detetive do seriado Kojak: “Dançou neném!”
É de se notar ainda, que a mesma resposta, na nota acostada a esta ainda explica: “Toda paixão que aproxima o homem da Natureza animal o afasta da Natureza espiritual.”
Ora, o que a doutrina tem como foco é propiciar ao ser encarnado, maior motivo de conhecimento para que deste se alastre o seu padrão moral e que trará, como conseqüência primária, toda uma nova ordem de ações, mais tendentes ao Bem do que ao Erro. Por conseguinte,esta parcela maior de Bem prpoduzido, nos achegará mais ao Pai.
Por conseguinte, finalizam os EspíritosSuperiores, neste parágrafo, dizendo: “Todo sentimento que eleva o homem acima da Natureza animal anuncia o predomínio do Espírito sobre a matéria e o aproxima da perfeição”.
Não é isso que todos queremos, tendo em vista a evolução à classe de Puro Espírito?

Abraços,
Moura


É verdade. Tudo aquilo que aqui expõem é a mensagem que está escrita na obra que Kardec editou. No entanto, existe uma questão cuja resposta não está obtida. De que forma é possível ao Homem, sabendo como as coisas se passam, atingir a competência evolutiva: O conhecimento da Verdade é por si mesma suficiente para que o Espírito evolua? A perfeição pode ser atingida através do estudo da Doutrina Espírita? Seria o mais profundo conhecedor desta Doutrina o Espírito mais perfeito entre nós, aqueles que por aqui convivemos?

Se a resposta a esta ultima questão fosse: Sim!, o problema estava resolvido. Mas como todos sabemos a resposta é Não!, e assim sendo, que outra forma de evolução pode potenciar o aproximar ao Pai que não seja aquela que é Viver, Experimentar, Emocionar, Sentir, Raciocinar, Errar, Sofrer, Sucumbir, Acertar, estar Feliz, Ganhar, experimentar aquilo que a Vida é, a mesma Vida que o Pai para cada um de nós criou? Não nos ensinam que o Espírito nunca regride? Se assim é qual o problema que pode surgir a um Espírito que age de acordo com aquilo que o seu estado evolutivo é? Porque motivo castrar a Vida? Porque motivo medir a Vida?

Um padrão de moralidade nunca pode ser obtido apriori.

Quando o Principio Inteligente não adquiriu através da experiência a competência evolutiva, por muito que lhes seja explicado, nunca a palavra a poderá substituir.

Sim, é verdade, o medo poderá condicionar, inibir, uma paixão, uma vontade acrescida ao excesso, mas será que a poderá suprimir?
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Maria Perez em 22 de Agosto de 2011, 23:44
Considerações: “As paixões são alavancas que decuplicam as forças do homem e o ajudam a cumprir os desígnios da Providência.”

Notem, é a doutrina, por ditado dos Espíritos Superiores quem nos fala nesse tom, não eu.
A paixão bem dirigida, rende bons frutos, mas quando deixamos que ela nos dirija as ações, aí meus manos é como diria o célebre detetive do seriado Kojak: “Dançou neném!”
É de se notar ainda, que a mesma resposta, na nota acostada a esta ainda explica: “Toda paixão que aproxima o homem da Natureza animal o afasta da Natureza espiritual.”
Ora, o que a doutrina tem como foco é propiciar ao ser encarnado, maior motivo de conhecimento para que deste se alastre o seu padrão moral e que trará, como conseqüência primária, toda uma nova ordem de ações, mais tendentes ao Bem do que ao Erro. Por conseguinte,esta parcela maior de Bem prpoduzido, nos achegará mais ao Pai.
Por conseguinte, finalizam os EspíritosSuperiores, neste parágrafo, dizendo: “Todo sentimento que eleva o homem acima da Natureza animal anuncia o predomínio do Espírito sobre a matéria e o aproxima da perfeição”.
Não é isso que todos queremos, tendo em vista a evolução à classe de Puro Espírito?

Abraços,
Moura


É verdade. Tudo aquilo que aqui expõem é a mensagem que está escrita na obra que Kardec editou. No entanto, existe uma questão cuja resposta não está obtida. De que forma é possível ao Homem, sabendo como as coisas se passam, atingir a competência evolutiva: O conhecimento da Verdade é por si mesma suficiente para que o Espírito evolua? A perfeição pode ser atingida através do estudo da Doutrina Espírita? Seria o mais profundo conhecedor desta Doutrina o Espírito mais perfeito entre nós, aqueles que por aqui convivemos?

Se a resposta a esta ultima questão fosse: Sim!, o problema estava resolvido. Mas como todos sabemos a resposta é Não!, e assim sendo, que outra forma de evolução pode potenciar o aproximar ao Pai que não seja aquela que é Viver, Experimentar, Emocionar, Sentir, Raciocinar, Errar, Sofrer, Sucumbir, Acertar, estar Feliz, Ganhar, experimentar aquilo que a Vida é, a mesma Vida que o Pai para cada um de nós criou? Não nos ensinam que o Espírito nunca regride? Se assim é qual o problema que pode surgir a um Espírito que age de acordo com aquilo que o seu estado evolutivo é? Porque motivo castrar a Vida? Porque motivo medir a Vida?

Um padrão de moralidade nunca pode ser obtido apriori.

Quando o Principio Inteligente não adquiriu através da experiência a competência evolutiva, por muito que lhes seja explicado, nunca a palavra a poderá substituir.

Sim, é verdade, o medo poderá condicionar, inibir, uma paixão, uma vontade acrescida ao excesso, mas será que a poderá suprimir?

Olá Tapobrana...

Creio que não é bem ter medo...e sim adquirir consciência, quando tomamos conhecimento da Verdade, a tomamos para si não como um passe de mágica, isso e bem comparável a prática dos nossos irmãos evangélicos: solução imediatista, de que "eu posso isso" ... "eu não posso aquilo", isso apenas inibiria o que ainda estaria latente, vivo, esperando apenas o momento, ocasião para se revelar... mas quando de forma racional analisamos que não queremos isso ou aquilo pelo simples fato de sei que não faz bem pra mim.

Não mais faço um monte de coisa.... não porque alguém me disse para não mais fazê-lo... mas sim porque tomei consciência de algo maior... e a transformação, a mudança veio de forma imperceptivel, gradual, diária. Não castrei minha vida, não suprimi minhas vontades, apenas coloquei em prática as verdades que ia tomando pra mim...não por medo, apenas por querer o melhor pra mim.

Abraços



Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 23 de Agosto de 2011, 02:21
Considerações: “As paixões são alavancas que decuplicam as forças do homem e o ajudam a cumprir os desígnios da Providência.”

Notem, é a doutrina, por ditado dos Espíritos Superiores quem nos fala nesse tom, não eu.
A paixão bem dirigida, rende bons frutos, mas quando deixamos que ela nos dirija as ações, aí meus manos é como diria o célebre detetive do seriado Kojak: “Dançou neném!”
É de se notar ainda, que a mesma resposta, na nota acostada a esta ainda explica: “Toda paixão que aproxima o homem da Natureza animal o afasta da Natureza espiritual.”
Ora, o que a doutrina tem como foco é propiciar ao ser encarnado, maior motivo de conhecimento para que deste se alastre o seu padrão moral e que trará, como conseqüência primária, toda uma nova ordem de ações, mais tendentes ao Bem do que ao Erro. Por conseguinte,esta parcela maior de Bem prpoduzido, nos achegará mais ao Pai.
Por conseguinte, finalizam os EspíritosSuperiores, neste parágrafo, dizendo: “Todo sentimento que eleva o homem acima da Natureza animal anuncia o predomínio do Espírito sobre a matéria e o aproxima da perfeição”.
Não é isso que todos queremos, tendo em vista a evolução à classe de Puro Espírito?

Abraços,
Moura


É verdade. Tudo aquilo que aqui expõem é a mensagem que está escrita na obra que Kardec editou. No entanto, existe uma questão cuja resposta não está obtida. De que forma é possível ao Homem, sabendo como as coisas se passam, atingir a competência evolutiva: O conhecimento da Verdade é por si mesma suficiente para que o Espírito evolua? A perfeição pode ser atingida através do estudo da Doutrina Espírita? Seria o mais profundo conhecedor desta Doutrina o Espírito mais perfeito entre nós, aqueles que por aqui convivemos?

Se a resposta a esta ultima questão fosse: Sim!, o problema estava resolvido. Mas como todos sabemos a resposta é Não!, e assim sendo, que outra forma de evolução pode potenciar o aproximar ao Pai que não seja aquela que é Viver, Experimentar, Emocionar, Sentir, Raciocinar, Errar, Sofrer, Sucumbir, Acertar, estar Feliz, Ganhar, experimentar aquilo que a Vida é, a mesma Vida que o Pai para cada um de nós criou? Não nos ensinam que o Espírito nunca regride? Se assim é qual o problema que pode surgir a um Espírito que age de acordo com aquilo que o seu estado evolutivo é? Porque motivo castrar a Vida? Porque motivo medir a Vida?

Um padrão de moralidade nunca pode ser obtido apriori.

Quando o Principio Inteligente não adquiriu através da experiência a competência evolutiva, por muito que lhes seja explicado, nunca a palavra a poderá substituir.

Sim, é verdade, o medo poderá condicionar, inibir, uma paixão, uma vontade acrescida ao excesso, mas será que a poderá suprimir?

Penso que os estudo das diversas doutrinas e filosofias elucidam, mas não só isso é o suficiente.

É preciso experimentar, sentir, viver para trabalhar principalmente a maturidade emocional.
às vezes é preciso um choque social para acordar, não estou dizendo em absoluto, que é só através da dor que se dá o aprendizado, mas sim através da vivência, e assim mesmo, se puder avaliar corretamente o que se passa.
Se continuar cego diante dos fatos da vida, nada acontece estaciona por mais estudo que tenha.
Um abç
Hebe


Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 23 de Agosto de 2011, 13:18
"(...) Se continuar cego diante dos fatos da vida, nada acontece estaciona por mais estudo que tenha.(...)"
É isso mesmo maninha Hebe!
Não adianta deter grande sapiência e daí se julgar sábio, pois o sapiente é aquele que obteve o mérito do saber, enquanto o sábio é aquele que em todas as suas ações demonstra de todas as formas, o saber adquirido, traduzindo-o nas atitudes, de modo a fazer ver em bom tom, a todos os que lhe acompanham na jornada.
Não há aquele que em vendo uma ação não emita sobre ela um julgamento de mérito, e é deste que estes observadores retiram o bem contido no exemplo assimilado e  por sua vez os transferem ao conteúdo de suas ações e produções diuturnas,  alargando o espectro da ação do ensinamento original que observaram de outrem.
Há contudo, os que se alijam deste trabalho, e avaramente  guardam apenas para si o que amealhem, com se explicitar e evidenciar em suas ações o que apreenderam de outrem, lhes fosse, por assim dizer, "gastar" o produto amealhado.
É que estando ainda arraigados à inferioridade moral, não conseguem fazer uso do aprendizado e por isso mesmo hão de voltar em novo périplo se, terminando seu estágio nesta romagem, não conseguiram compreender, assimilar e começar a transferir o conhecimento adquirido para a melhor manifestação de todos que o circundam.
Já se leu, em diversos fóruns espíritas alguém dizer a outro: "Não basta aprender, tem que vivenciar", como se toda a vivenciação fosse apenas exterior, todavia, quando numa frase, alguém consegue, como você o fez, sintetizar um ensino, e outros o lêem , entendem e o compreendem, você fez por vivenciar aquilo que apreendeu de um ou outro do qual tenha obtido tal ensino.
A vivência está para nós, assim como nossas ações no Bem geral, sejam o nosso pontificado.
Abraços,
Moura



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Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Taprobana em 23 de Agosto de 2011, 22:09

Olá Tapobrana...

Creio que não é bem ter medo...e sim adquirir consciência, quando tomamos conhecimento da Verdade, a tomamos para si não como um passe de mágica, isso e bem comparável a prática dos nossos irmãos evangélicos: solução imediatista, de que "eu posso isso" ... "eu não posso aquilo", isso apenas inibiria o que ainda estaria latente, vivo, esperando apenas o momento, ocasião para se revelar... mas quando de forma racional analisamos que não queremos isso ou aquilo pelo simples fato de sei que não faz bem pra mim.

Olá Maria Perez

Quando analisamos de forma racional, a razão propriamente dita, somente participa numa pequena parte do conjunto de factores que são tidos em conta na tomada de uma decisão. A maior parte deles são resolvidos de forma automática, ou seja, o Principio Inteligente não necessita e não utiliza a razão na maioria dos factores de ponderação que levam a decidir se quer isto ou aquilo ou acerca do que faz ou não faz bem.

Este processo de decisão automática que aqui de novo descrevo é uma conclusão do domínio da neurobiologia, esclarecendo que enquanto eu coloco no Espírito, no seu estado evolutivo a causa geradora deste tipo de automatismo, a neurociência aponta para a genética.

Não mais faço um monte de coisa.... não porque alguém me disse para não mais fazê-lo... mas sim porque tomei consciência de algo maior... e a transformação, a mudança veio de forma imperceptivel, gradual, diária. Não castrei minha vida, não suprimi minhas vontades, apenas coloquei em prática as verdades que ia tomando pra mim...não por medo, apenas por querer o melhor pra mim.
 

Fico feliz por saber que assim as coisas se passam, no entanto, em outros casos, não existe ainda competência por parte de outros Espíritos para que as coisas se resolvam de forma tão satisfatória sem o concurso da experiencia ou da submissão a mecanismos de origem emotiva.

Abç
Joaquim
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Oliva Prado em 24 de Agosto de 2011, 13:19
Amigos fóristas,
 Boa tarde
mais uma vez convosco direi

“O movermo-nos livremente parece-me que implica o nosso bem-estar e o bem estar dos outros logo tudo o que seja lesar os outros para nos darmos bem é improdutivo.”
E existe o grau de consciência de quem assim age.

     Aqueles que agora estão abrindo o seu consciente para um patamar superior que estão querendo participar de um mundo melhor, melhorando-se compreendendo os erros pretéritos mas presentes, são os que podem transformar a realidade no agora para um amanhã promissor das necessidades já acalentadas (embaladas adormecidas). Mas isto implica obviamente morte e renascimento. Sofrer as consequências do já feito e trabalhar no sentido da reparação e do melhoramento com uma agravante o poder sentir-se isolado.
     O termos de respeitar as diferenças e ainda darmo-nos ao respeito, tem de ser conjugado com os verbos renunciar, aceitar, sacrificar, perspectivar, procrastinar pois é no futuro temporal indeterminado que a ambição, desejo (Ambição que tem a mesma raiz da palavra ambiente não por acaso. As duas vem de ‘ambire’, que significa ‘mover-se livremente’) poderá dar seus frutos.
      Mas o mais doloroso de tudo isto é que podemos sucumbir a qualquer momento porque a nossa vontade é condicionada por variadíssimos factores existenciais que podem ser obstrutores ou potenciadores de sucesso, questões económicas de inserção social e da própria evolução perispiritual se assim se pode dizer.
      Lá diz o ditado  Nunca digas desta água não beberei. Na certeza porém de que temos de ter fé e Fé inabalável só é a que pode encarar frente a frente a razão,
em todas as épocas da Humanidade. Allan Kardec

   
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Maria Perez em 24 de Agosto de 2011, 17:02

Olá Maria Perez

Quando analisamos de forma racional, a razão propriamente dita, somente participa numa pequena parte do conjunto de factores que são tidos em conta na tomada de uma decisão. A maior parte deles são resolvidos de forma automática, ou seja, o Principio Inteligente não necessita e não utiliza a razão na maioria dos factores de ponderação que levam a decidir se quer isto ou aquilo ou acerca do que faz ou não faz bem.

Este processo de decisão automática que aqui de novo descrevo é uma conclusão do domínio da neurobiologia, esclarecendo que enquanto eu coloco no Espírito, no seu estado evolutivo a causa geradora deste tipo de automatismo, a neurociência aponta para a genética.

Abç
Joaquim

Amigo Joaquim....  Você poderia explicar melhor.... como seu eu fosse uma criança de 4 anos.... ::)

Ou ...deixa vê se eu entendi... o Espírito trás consigo suas experiências de evolução moral e intelectual...seria então que a razão que hoje usam não é dominante nas escolhas... pois o que trazem consigo é o fator que determinada quais escolhas farão... pois conforme seu estado evolutivo...isto é automático?

Seria isso... e se caso o for... onde fica a parte que reencarnamos para evoluir...progredir... será que se for automático as escolhas... não vêm a bater de frente com o principio da evolução... essa repetição de escolhas... estaríamos se for assim sempre estacionados...  ::)

Ainnnnn hihihi me explica....  ???








Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Taprobana em 24 de Agosto de 2011, 21:45
Amigo Joaquim....  Você poderia explicar melhor.... como seu eu fosse uma criança de 4 anos.... ::)

Ou ...deixa vê se eu entendi... o Espírito trás consigo suas experiências de evolução moral e intelectual...seria então que a razão que hoje usam não é dominante nas escolhas... pois o que trazem consigo é o fator que determinada quais escolhas farão... pois conforme seu estado evolutivo...isto é automático?

Seria isso... e se caso o for... onde fica a parte que reencarnamos para evoluir...progredir... será que se for automático as escolhas... não vêm a bater de frente com o principio da evolução... essa repetição de escolhas... estaríamos se for assim sempre estacionados...  ::)

Ainnnnn hihihi me explica....  ???

Claro que sim Maria Perez, tenho todo o gosto em me explicar melhor.

Começo por esclarecer que esta interpretação é especulativa, ou seja, não passa de um exercício que pretende partir de uma suposição e testar tendo como ancora a doutrina espírita e o conhecimento científico a sua potencialidade assertiva. Caso sejam detectados factos que a contradizem de imediato é considerada falsa.

O neurocientista António Damásio formula a hipótese da existência de marcadores somáticos. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Hip%C3%B3tese_dos_marcadores_som%C3%A1ticos)
Partindo desta premissa, é perfeitamente possível para aqueles que conhecem a doutrina espírita, sugerir que a origem destes mecanismos se encontram no Espírito, ou se preferirem, na Inteligência humana.

O Espírito é criado simples e ignorante. Este Principio Inteligente Individualizado, na medida que experimenta a comunhão com a matéria, vai adquirindo competências que determinam um processo evolutivo.

Essas competências terão necessariamente de ser transferidas para a sua identidade espiritual pois caso assim as coisas não se passem os processos evolutivos seriam impossíveis.

Desta forma, à medida que reencarna o próprio Espírito é dotado de uma identidade evolutiva que é determinante nas escolhas que faz.

Assim sendo, quando experimenta a Vida, a gestão racional que determina e caracteriza o comportamento está directamente dependente daquilo que a sua Inteligência é na fase evolutiva que a caracteriza e as escolhas que faz de forma automática são já uma consequência da experiencia anteriormente adquirida.

Se somente através da experiencia a evolução é possível, nunca pode um Espírito adquirir à priori, ou seja, antes da experiencia, as qualidades morais ou intelectuais que através da razão e do entendimento lhes é transmitido num determinado percurso de uma vida.

Concluindo e tentando responder agora directamente à sua questão, os mecanismos de escolha automáticos somente são possíveis de obter após a experiencia, ou seja, somente através da reencarnação a evolução é possível, ou se preferir, os mecanismos automáticos são a “recompensa” que a vida nos dá.

Se assim as coisas se passassem, seria possível entender porque motivo os Espíritos Perfeitos não necessitam de reencarnar, já detêm em si mesmo todas as competências que lhe permitem “dispensar” as emoções, os sentimentos ou a razão.  São Inteligências puras, perfeitas se preferir.

Espero ter tido competência para me explicar de forma simples. Obrigado pela sua atenção.

Joaquim.
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mizica em 29 de Agosto de 2011, 00:18
 :-* Olá!
Boa noite à todos!

Que bom vermos a evolução do Estudo sobre as Paixões. Estamos quase chegando ao fim do mês de agosto e já aprendemos tanto,...o tema é envolvente, não é mesmo? Continuemos então a participar, amigos foristas. O debate saudável tem sido de grande valia a todos nós.
Sejam bem vindos todos e permaneçam deixando seus comentários agora e tbm após o término desse estudo. Para os novatos é bom relembrar que o estudo ficará aberto aos comentários, é só ir na página inicial e clicar em Estudos Mensais e escolher o tema que desejar.
Vamos lá!

Abço fraterno e terno
Mizica
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Maria Perez em 29 de Agosto de 2011, 19:07
Claro que sim Maria Perez, tenho todo o gosto em me explicar melhor.

Começo por esclarecer que esta interpretação é especulativa, ou seja, não passa de um exercício que pretende partir de uma suposição e testar tendo como ancora a doutrina espírita e o conhecimento científico a sua potencialidade assertiva. Caso sejam detectados factos que a contradizem de imediato é considerada falsa.

O neurocientista António Damásio formula a hipótese da existência de marcadores somáticos. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Hip%C3%B3tese_dos_marcadores_som%C3%A1ticos)
Partindo desta premissa, é perfeitamente possível para aqueles que conhecem a doutrina espírita, sugerir que a origem destes mecanismos se encontram no Espírito, ou se preferirem, na Inteligência humana.

O Espírito é criado simples e ignorante. Este Principio Inteligente Individualizado, na medida que experimenta a comunhão com a matéria, vai adquirindo competências que determinam um processo evolutivo.

Essas competências terão necessariamente de ser transferidas para a sua identidade espiritual pois caso assim as coisas não se passem os processos evolutivos seriam impossíveis.

Desta forma, à medida que reencarna o próprio Espírito é dotado de uma identidade evolutiva que é determinante nas escolhas que faz.

Assim sendo, quando experimenta a Vida, a gestão racional que determina e caracteriza o comportamento está directamente dependente daquilo que a sua Inteligência é na fase evolutiva que a caracteriza e as escolhas que faz de forma automática são já uma consequência da experiencia anteriormente adquirida.

Se somente através da experiencia a evolução é possível, nunca pode um Espírito adquirir à priori, ou seja, antes da experiencia, as qualidades morais ou intelectuais que através da razão e do entendimento lhes é transmitido num determinado percurso de uma vida.

Concluindo e tentando responder agora directamente à sua questão, os mecanismos de escolha automáticos somente são possíveis de obter após a experiencia, ou seja, somente através da reencarnação a evolução é possível, ou se preferir, os mecanismos automáticos são a “recompensa” que a vida nos dá.

Se assim as coisas se passassem, seria possível entender porque motivo os Espíritos Perfeitos não necessitam de reencarnar, já detêm em si mesmo todas as competências que lhe permitem “dispensar” as emoções, os sentimentos ou a razão.  São Inteligências puras, perfeitas se preferir.

Espero ter tido competência para me explicar de forma simples. Obrigado pela sua atenção.

Joaquim.

Ahhh tá, agora entendi sim...

Obrigada pelo esclarecimento.... =)
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Maria Perez em 29 de Agosto de 2011, 19:13
Tá chegando mesmo o fim do estudo sobre paixões.

Foi bem esclarecedor, com apontamentos saudáveis... gostei deste e com certeza já estou a aguardar o outro do mês de setembro...

Cadê o mano Moura e a Hebe para dá as elucidações finais....

E já quero saber qual proximo estudo...

Att.; Maria
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 30 de Agosto de 2011, 15:55
Maninha Maria,
O próximo estudo terá o mano Kasaoka a dirigir e eu, pelo menos, a ajudá-lo.
O tem,a será: Espírito X Matéria.
Abraços,
Moura
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Hebe M C em 30 de Agosto de 2011, 16:32
Tá chegando mesmo o fim do estudo sobre paixões.

Foi bem esclarecedor, com apontamentos saudáveis... gostei deste e com certeza já estou a aguardar o outro do mês de setembro...

Cadê o mano Moura e a Hebe para dá as elucidações finais....

E já quero saber qual proximo estudo...

Att.; Maria
Oi Maria,

Agradeço muito a sua participação e dos demais membros no estudo.

Agradeço ao Moura pelo convite para participar com ele na moderação.
Acredito que as considerações finais Moura deva dar para finalizar.

Penso que tudo se resume a duas frases.

"Orai e Vigiai", ou seja, perceba-se dentro de seus desejos e impulsos e veja se está caminhando para o seu bem e de outrem.

" Conheça-te a ti mesmo" , este é o caminho.

Um abraço para todos
Hebe
Título: Re: Estudo sobre As Paixões
Enviado por: Mourarego em 30 de Agosto de 2011, 16:49
Meus irmãos,
Não sou muito bom em considerações finais, coisa de velho mesmo hehehe.
mas, este estudo, teve como objetivo, o fazer pensarmos sobre o tema Paixões, primeiramente para desvincular o vocábulo, da assertiva mais comum, que trata daquilo que muitos acham que sentem, por uma pessoa.
Paixão, sob a visão Espírita doutrinária quer nos mostrar sobre os pontos nebulosos a que damos azo em nosso agir.
Sendo assim a paixão, é apenas um instinto primário, mais ligado à fase instintiva do Espírito do que a fase mais lúcida, onde ele já experimenta raciocinar mais vagarosamente sobre a ação que irá desempenhar.
O fato é, e não se pode negar, que ainda por estarmos ameio de um caminho ingrato, ou seja o da imperfeição, as paixões ainda encontram ecos em nosso pensar e repercutem em nosso agir, e de tal for e tão fortemente que vemos muitas vezes, em situações triviais, um de nós, não aceitar uma explicação dada, pautada ou simplesmente copiada da obra básica, e em réplica trazer, em sua defesa, uma outra, proveniente até mesmo de doutrinas que passam ao largo daquilo que forma o conhecimento da doutrina.
Assim, o tema paixões, encontra-se insculpido em nossos íntimos, e por isso é tão difícil para alguns despirem-se delas.
Poderia citar muitos exemplos e se não o faço é por entender que todos nós os conheçamos tão bem que seriam os exemplos que trouxesse, apenas uma repetição de nossas próprias convicções.
Abraços,
Moura