Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: M.Altino em 01 de Outubro de 2013, 10:37

Título: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 01 de Outubro de 2013, 10:37
Amigos e companheiros de Ideal Espírita é com muito carinho que vamos começar este mês um Estudo  sobre  a  Obsessão  e  as  suas  consequências na  vida  de  cada um.
Apenas me move o sentido de aprofundar este tema para que possamos todos juntos aprender e refletir um pouco dando a oportunidade a todos  que  neste  Tema e  Debate possamos  com  a partilha de  todos  no final  entendermos  mais  um pouco  deste  problema  que  assola  a humanidade  e  como dentro de uma  visão espírita podermos ajudar  a quem nos visita.
Assim  é com elevado carinho que a todos saúdo com o Meu Bom Dia de muita paz  e  que unidos construirmos  um debate  sério e construtivo .
Como sempre  lhes peço a vossa colaboração  para que me ajudem durante o Estudo  com  a aprovação dos textos  e  que  procurem que sejam dentro  do tema proposto.
Desde  já  agradeço  a colaboração de todos .

 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PW9SVzNLOEkxRkl3I3dz)



Obsessão ……..
Sabemos que a obsessão é um desequilíbrio da função mental de fundo espiritual sempre presente na vida do ser humano.
Seu tratamento foi mistério e motivos de ilações alquímicas em todos os tempos até a nossa moderna medicina.
Allan Kardec nos ensina em sua obra que com o Espiritismo, conseguiu-se uma explicação racional para o fenómeno, demonstrando suas causas, classificando seus efeitos e apontando caminhos para sua cura.
Nos tempos atuais, devido ao crescimento desmedido da população e sua decadência moral, os inúmeros problemas sociais que enfrenta o mundo, a obsessão tornou-se um verdadeiro flagelo, provocando desentendimentos, vícios, anomalias psicológicas, suicídios e outros males do gênero.
A ciência humana continua não aceitando os conceitos Espíritas a respeito do assunto, deixando de oferecer oportunidades de cura para inúmeros pacientes que a procuram.
O Evangelho bem vivido é a única saída para o alívio e cura da obsessão, principalmente a luz da Doutrina Espírita.
Frente a essa situação de emergência por que passa a humanidade, nós espíritas temos que nos esforçar para termos um bom entendimento das causas da obsessão e dos métodos que podemos utilizar para cuidarmos dos que são vitimados por ela.
 A obsessão é ainda um dos maiores entraves para o desenvolvimento do ser.
Allan Kardec afirmou que nunca seriam demais as providências destinadas a combater sua influência daninha.
A Doutrina Espírita nos ensina que tudo deve progredir.
A obsessão, afirmam, deve ser curada com o desenvolvimento da mediunidade ou com o trabalho do paciente no campo da assistência social.
Eis um grave erro que pode levar a consequências danosas.
O mesmo que um médico prescrevesse para a cura de uma grave doença, que seu paciente estude medicina ou trabalhe no hospital.
A obsessão é uma doença de fundo moral que deve ser tratada por métodos lógicos e racionais ensinados pela Doutrina Espírita.
A obsessão apresenta caracteres diversos, e precisamos distinguir com precisão os resultantes do grau de constrangimentos e da natureza dos efeitos que estes estão produzindo.
Allan Kardec em O Livro dos Médiuns nos ensina que a palavra obsessão é, portanto um termo genérico pelo qual se designa o conjunto desses fenómenos, cujas principais variedades são.
 A obsessão simples, a fascinação e a subjugação.
Allan Kardec esclarece e faz uma definição clássica e assim define a obsessão.
A obsessão é a ação persistente de um espírito mau ou ignorante sobre uma pessoa.
Apresentando características muito diversas, desde a simples influência de ordem moral, sem sinais exteriores percetíveis, até a completa perturbação do organismo e das faculdades mentais.
O Evangelho Segundo o Espiritismo, explica que é o domínio que alguns Espíritos podem adquirir sobre certas pessoas e são sempre os espíritos inferiores que procuram dominar, pois os bons não exercem nenhum constrangimento.
 Os maus, pelo contrário, agarram-se aos que conseguem prender.
Se chegarem a dominar alguém, identificam-se com a vítima e a conduz inconscientemente como se faz com uma criança.
Também no Livro dos Médiuns, vemos que as obsessões são o domínio que os espíritos adquirem sobre algumas pessoas, provocando-lhes desequilíbrios psíquicos, emocionais, orgânicos e alterações de personalidade.
Esta é a definição básica que Allan Kardec deu á Obsessão.
Como causa fundamental da obsessão ele apontou inúmeras fraquezas de ordem moral e as sintetizou em sua grande obra.
A Doutrina Espírita ensina que todos nós recebemos a influência dos bons e dos maus espíritos, explicando que se trata de um processo natural por meio do qual a criatura é estimulada a experiências evolutivas.
No entanto, quando um espírito atrasado se apega a uma pessoa, e sua influencia perniciosa torna-se constante, então se pode classifica-la como obsessão.
Os sintomas que caracterizam a obsessão variam de caso para caso, desde simples efeitos morais passando por manias, fobias, alterações emocionais acentuadas, alterações na estrutura psíquica como dificuldades de concentração, subjugação de órgãos ou de todo corpo físico, até a completa desagregação da normalidade psicológica, e em alguns casos produzindo até a loucura.
Amigos   então neste contexto e nesta partilha de todos  vamos  tentar  ter  uma  visão deste  trabalho e  onde a participação de  todos os  companheiros  será  de muito  auxilio.............
Com um abraço de muita paz  e  de  bons estudos saudáveis  e esclarecedores
[attach=1]
Manuel Altino 
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Kazaoka em 01 de Outubro de 2013, 12:09
Bom dia Altino. Que Deus abençoe a todos nós.

Usando uma expressão comum aqui no Brasil quando queremos dizer que estamos passando uma responsabilidade, lhe digo; "passo-lhe o bastão" da condução do estudo mensal, desejando-lhe luz nesta maratona que é de todos nós em busca de conhecimento e auto-iluminação. O tema é deveras interessante e, com certeza, teremos excelentes esclarecimentos sobre a obsessão.
Quero acompanhar bem de perto este estudo porque, de forma muito sincera, tenho certeza que o mesmo será um manancial de conhecimento para todos que a ele estiverem envolvidos.
É comum, às vezes, o assunto que trata o estudo mensal ir se desgastando ao decorrer do mês. Mas, no caso deste tema; obsessão, tenho certeza que teremos assunto, no mínimo, para uma existência inteira.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Outubro de 2013, 14:25
Olá Manuel Altino

Que sua condução ante este tema tão importante
seja abençoada e que os Bons Amigos Espirituais lhe deêm o amparo preciso.

Que possamos todos usufruir destas instruções que nos chegarão no desfilar das postagens que favorecerão o andamente deste tópico...

Um tema importante
e de grande valor para o nosso entendimento.

Abraços
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Vitor Santos em 01 de Outubro de 2013, 15:30
Olá amigo Manuel Altino

Parabéns pela escolha deste tema, que, se for devidamente abordado pode esclarecer muitas pessoas, inclusivé a mim próprio.

Eis uma das razões pelas quais muita pessoas se dirigem aos Centros Espíritas. Umas porque têm percepções que associam à presença de espiritos, outras porque a vida mundana lhes começa a correr mal e, então, alguém lhes sugere que a razão disso pode ser uma má influência espiritual.

Seria de grande utilidade explicar a essas pessoas o que podem encontrar nos CE, para a resolução dos problemas que essas pessoas enfrentam. E quanto tempo pode decorrer desde que começam a frequentar os CE até terem expectativas de ver os seus problemas resolvidos.

bem haja
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 01 de Outubro de 2013, 16:17

Amigo Kazaoka, Moisés Cerqueira Pereira  e  vitor  santos  muito  obrigado e penso que  este  tema  é  realmente  muito importante  e  fico agradecido pelo  incentivo onde  também espero a participação de  todos os companheiros...........
Como sabem  tudo o que  se pode relacionar  com Obsessão  é sempre  por vezes  bastante  complicado  e  como diz o amigo Vitor  ....muitas vezes  as pessoas  se abeiram de um centro e procuram ajuda  para este problema  e  se  esquecem que  tudo está  nas ondas  de  vibração  em que  se  encerram.
No tratamento da obsessão é preciso saber distinguir seus efeitos, daqueles outros causados pelas influências naturais do meio mais ou menos passageiras, e das alterações emocionais oriundas do próprio psiquismo do paciente.
Existem pessoas que procuram o Centro Espírita portando desequilíbrios psicológicos que, embora possam beneficiar se dos ensinamentos da Espiritualidade, também necessitam do apoio de terapeutas.
A relação com a vida atual, a própria educação que recebeu ou seu passado reencarnatório trouxeram-lhes traumas e condicionamentos que os fazem sofrer.
O estudo da Doutrina e as palestras públicas poderão ajudar esses indivíduos na recuperação da normalidade almejada, mas o entrevistador ou orientador não deve dispensar a competente orientação profissional do médico quando achar isso necessário.
Evidente que o entrevistador ou dirigente do Centro Espírita tem de saber diferenciar a obsessão das outras anomalias psíquicas.
Existem algumas regras gerais que podem ser observadas, mas o que vai ajuda-los em profundidade, será a experiência em torno dos casos examinados.
O fenómeno obsessivo apresenta sinais morais, psicológicos ou características físicas, que o trabalhador deve aprender a identificar.
Na obsessão, observa-se um constrangimento da vontade do paciente, um incomodo que parece não ceder a nenhuma providência.
Na simples influencia de sofredores isso não ocorre, nela, só se observa à tristeza apática, a melancolia, às vezes crises de choro, sem maior gravidade.
Algum Espírito pode estar alterando emocionalmente, ou influenciando, sem que isto seja obsessão.
E  como sempre  todo o trabalho que se possa fazer  para debelar  esta situação  não podemos entrar  logo dizendo que  pode  ser  Mediunidade  ....esse é  outro problema  que  vamos  dissecar mais há  frente  e  que também se pode  dar  como uma  obsessão.
Para isso  como disse mais  acima  é  muito importante  o trabalho de quem recebe as pessoas  num Centro Espírita  e os elucida para  que  esta situação seja  bem encaminhada .
Com Um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Rodrigo da Cruz em 01 de Outubro de 2013, 16:47
Caro amigo Altino,
Este estudo trata de um tema bastante complexo, sobre o qual se fala muito, mas de maneira equivocada. Tenho certeza que conduzirá o estudo de forma esclarecedora e gostei muito de que já tenha tocado no fato de sempre relacionarem obsessão com mediunidade, o que me parece um grave equívoco. Muitos acham que tudo no meio espírita deve necessariamente estar relacionado com mediunidade, principalmente obsessão, o que, conforme muito bem disse o amigo, pode trazer consequências danosas.
Abraços fraternos...
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Outubro de 2013, 17:27
Olá
Lembremos-nos
da importância de nos afastarmos das generalidades

Bem na verdade há equivocos
mas haverá maiores equivocos se não reconhecermos que há verdades.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Fernando 1969 em 01 de Outubro de 2013, 17:44
Olá amigo Altino,
Aproveito a ocasião do tema para esclarecer uma dúvida que me surgiu há algum tempo:
Programas televisivos também podem ser "portas abertas" em nossos lares a obsessores, não?
Quando temos novelas como "Malhação" que sugerem iniciação sexual a adolescentes de 12 / 13 anos , "A Fazenda", Big Brother e outros, onde o sexo é absolutamente banal e corriqueiro, sensualismo a todo instante a beira de piscinas, mentiras, traições conjugais e outros lamentáveis atos de comportamento que sugerem a inveja, o orgulho, etc..
Fico impressionado em ver a importância de tão fúteis e irrelevantes assuntos na mídia brasileira, invadindo nossas casas.
Estaria confundindo moralidade com obsessão?

Abraços
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 01 de Outubro de 2013, 18:26
Amigo Rodrigo uma boa tarde e  este tema  é realmente muito  controverso e dá azo a muitas  questões   mas  vamos  sempre nos  situar  nestas verdades que  por vezes confundem pois  é  sempre muito importante  sabermos que  uma simples  obsessão pode  ser  pelas  baixas  vibrações onde  muitas vezes  nos  situamos.
Um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 01 de Outubro de 2013, 18:33
Amigo Fernando 1969 muito bem vindo  ao nosso estudo  e uma boa tarde  ......... amigo quanto  ao que  nos descreve  sobre essas  situações que  muitas vezes  passam nas televisões  são sempre  e muitas vezes  pela falta de conhecimento e de estudo  da Doutrina  e  sobre  esta questão do Obsessão .
Pois  tudo e muitas vezes  não passa  de fição televisiva o que  muitas vezes  faz  com que  muitas pessoas façam  confusão entre todos  e  depois  provocam  baixas  vibrações  que  podem nos levar a sermos  manipulados Espiritualmente .............
Um grande abraço de  muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 01 de Outubro de 2013, 18:41
Amigos  para  todos com muita paz  e continuando este  nosso estudo e debate vimos que muitos sintomas que aparecem na vida  são  sempre  motivos de  Obsessão e nos ajuda a compreender  que  temos de nos vigiar sempre
 E podemos  compreender  que  nesse   no campo dos sintomas, pode-se afirmar que nas simples influencias espirituais, as entidades envolvidas normalmente são espíritos sofredores ou ignorantes que podem ser afastados facilmente do campo psíquico do paciente, através de passes e evangelização.
Antigamente nas obsessões provocadas por espíritos maus os diferentes sintomas apresentavam-se com tendências agravadas e doentias, observava uma insistência da entidade em agredir o obsediado ou interferir na sua mente, afetando a normalidade.
Hoje essa ação é tão sutil e prolongada que o observador terá que ser bem experiente para deteta -las.
O responsável pelo atendimento na casa espírita precisará ter experiência suficiente para detetar a obsessão e providenciar seu tratamento com relativa segurança, e descobrir as causas que levara o paciente a cair sob o domínio do obsessor é de importância vital para os que lidam com o tratamento da obsessão.
Sabemos através dos ensinamentos de Allan Kardec, que no fundo de todas as perturbações espirituais residem às fraquezas morais, as imperfeições da alma, que são as portas de entrada para a influência estranha.
Allan Kardec nos ensina, que as principais causas da obsessão são provenientes de quatro fontes distintas:
Causa moral.
Resgate do passado.
Contaminações.
Auto-obsessão.
Com um abraço de  muita  paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Antonio Renato em 01 de Outubro de 2013, 18:57
Meu nobre(nobre na alma)companheiro de caminhada e irmão Manuel Altino,parabéns pelo
tema escolhido,deveras muito instigante mas também com certeza reflectivo que nos levará
a muitos questionamentos no desenvolvimento do estudo.A Obsessão,essa chaga que tira
o equilíbrio de muitos,como também os levam a cometer desatinos,devido ao seu estado de fragilidade,pois sozinhos não conseguem se libertar do obsessor,necessitando portanto,aju-
-da para que possam então voltar ao seu estado normal.
Fique na paz e boa condução nos estudos.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 01 de Outubro de 2013, 19:27
Amigo António Renato Barbosa bem vindo e  sinta que é  assim com esta partilha que  todos  podemos  compreender a  grande  dificuldade que sempre  temos  para que  quando nos sentimos fragilizados e sendo então muitas  vezes  obsidiados  pelas  vibrações  que pelo pensamento é  assim  como o diz   a ajuda  tem de  ser exterior  e  ao mesmo tempo procurarmos  pela  nossa  evolução Moral e  nos  vigiar  sempre que esta  situação  obsessiva  seja  debelada.........
Com um abraço de muita paz

 [attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: belina em 01 de Outubro de 2013, 19:42
Ola Amigo Altino
Espero poder participar neste estudo pois é um tema que quanto mais o estudo mais interesse  me desperta.
A doutrina espirita nos elucida sobre a obsessao mas de referir toda a ajuda que nos é dada pelos bons espiritos.
Em simples perguntas feitas a Emmanuel ele nos ensina que a base de tudo é o nosso pensamento, assim nao seria diferente na obsessao. Temos desafetos vindos de nosso passado.somos confrontados com eles no plano fisico seja por espiritos que maltratamos, ou com quem nos juntamos na delinquencia.
A obsessao pode atingir-nos em qualquer condiçao  e em qualquer tempo.
EMMANUEL
Extraído do livro "Leis de Amor", ítem V - Francisco C. Xavier e
Waldo Vieira - pelo espírito de Emmanuel - 3º ed. FEESP
GFEIC - Perguntas e Respostas à Emmanuel

OBSESSÃO 
1 – Existe relação entre obsessão e correntes mentais?
Quem se refere à obsessão há de reportar-se, necessariamente, a
correntes mentais. O pensamento é a base de tudo.
2 – Todos temos desafetos do passado?
Inegável que todos carregamos ainda, do pretérito ao presente, enorme carga de desafetos.
3 – Qual a nossa posição, depois de desencarnados, quando não somos integralmente bons, nem integralmente maus?
Quando desencarnados, em condições de relativamente felizes,
guardadas as justas exceções, somos equiparados a devedores em
refazimento, habilitando-nos, pelo trabalho e pelo estudo, ao prosseguimento do resgate dos compromissos de retaguarda.
4 – Onde somos defrontados com mais frequência pelos desafetos do passado, na Terra ou no Plano Espiritual?
É compreensível que seja na esfera física que mais direta e
frequentemente nos abordem aqueles mesmos espíritos a quem ferimos ou com quem nos acumpliciamos na delinquência.
5 – Como poderemos classificar aqueles que em outras existências nos foram inimigos ou de quem fomos adversários e que, no presente, desempenham, na base da profissão ou da família, o papel de nossos companheiros ou parentes?
São eles as testemunhas de nosso aperfeiçoamento, experimentando-nos as energias morais, quando não lhes suportamos o permanente convívio, por força das provas regenerativas que trazemos ao renascer. Acompanham-nos
por instrumentos do progresso a que aspiramos, vigiam-nos as realizações e policiam-nos os impulsos.
6 – Quando estaremos realmente em paz com todos aqueles que ainda são para nós aversões naturais ou pessoas difíceis?
Um dia, chegaremos a agradecer-lhes a colaboração, imitando o aluno que, incomodado na escola, se rejubila, mais tarde, por haver passado sob atenção de professor exigente.
7 – Como se transformam os nossos adversários do passado?
Nos processos de obsessão, urge reconhecer que os nossos opositores ou adversários se transformam para o bem, à medida que, de nossa parte, nos transformaremos para melhor.
8 – As sessões de desobsessão têm valor? Em que condições?
Toda recomendação verbal e todo entendimento pela palavra, através das sessões de desobsessão, se revestem de profundo valor, mas somente quando autenticados pelo nosso esforço de reabilitação íntima, sem a qual todas as frases enternecedoras passarão, infrutíferas, qual música emocionante sobre a vasa do charco.
9 – Em que tempo e situação nos podem atingir os fenômenos
deprimentes da obsessão?

Salientando-se que o pensamento é alavanca de ligação, para o bem ou para o mal, é muito fácil perceber que os fenômenos deprimentes da obsessão podem atingir-nos, em qualquer condição e em qualquer tempo.
10 – É preciso que o obsidiado observe a própria vida mental para contribuir para as próprias melhoras?
Sim. As correntes mentais são tão evidentes quanto as correntes elétricas, expressando potenciais de energias para realizações que nos exprimem direção, propósito ou vontade, seja para o mal ou para o bem.
11 – Qual o papel do desejo, da palavra, da atividade e da ação no fenômeno obsessivo?
Cada um de nós é um acumulador por si, retendo as forças construtivas ou destrutivas que geramos. Desejo, palavra, atitude a ação representam electro imãs, através dos quais atraímos forças iguais àquelas que exteriorizamos, no rumo dos semelhantes.
12 – Quais as consequências para alguém que se detém em qualquer aspecto do mal?
Deter-se, em qualquer aspecto do mal, é aumentar-lhe a influência, sobre nós e sobre os outros.
13 – Qual a relação entre as manifestações do sentimento aviltado e os desequilíbrios da personalidade?
Todas as manifestações de sentimento aviltado, quais sejam a calúnia e a maledicência, a cólera e o ciúme, a censura e o sarcasmo, a intemperança e a licensiociosidade, estabelecem a comunicação espontânea com os poderes que representam, nos círculos inferiores da natureza, criando distonias e enfermidades, em que se levantam fobias e fixações, desequilíbrios e psicoses, a evoluírem para alienação mental declarada.
14 – O que nos acontece moralmente quando emitimos um pensamento?
Emitindo um pensamento, colocamos um agente energético em circulação no organismo da vida – agente esse que retornará fatalmente a nós, acrescido do bem ou do mal de que o revestimos.
 
15 – Qual a relação entre nossos pontos vulneráveis e o retorno do mal que praticamos?
Compreendendo-se que cada um de nós possui pontos vulneráveis, no estado evolutivo deficitário que ainda nos encontramos, toda vez que o mal se nos associe a essa ou aquela ideia, teremos o mal de volta a nós mesmos, agravando-se doenças e fraquezas, obsessões e paixões.
16 – O que recebemos dos outros?
Assimilamos dos outros o que damos de nós.
17 – Que imagens reflete o espelho da mente?
A mente pode ser comparada a espelho vivo, que reflete às imagens que procura.
18 – Qual o nexo existente entre a obsessão e os interesses da criatura?
A obsessão, em qualquer tipo pelo qual se expresse, está fundamente vinculada aos processos mentais em que se baseiam os interesses da criatura.
19 – As companhias têm influência na obsessão?
Assevera o Cristo – “Busca e acharás”. Encontraremos, sim , os
companheiros que buscamos, seja para o bem ou para o mal.
20 – Qual a solução mais simples ao problema da obsessão?
Consagremo-nos à construção do bem de todos, cada dia e cada hora, porquanto caminhar entre espíritos nobres ou desequilibrados, sejam eles encarnados e desencarnados, será sempre questão de escolha e sintonia.
paz e luz
belina
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 01 de Outubro de 2013, 19:43
Amigos um abraço de  muita paz  e  continuando vamos  entender que  uma  das  principais  causas  do processo obsessivo está muitas vezes no nosso Valor  Moral
Há duas situações que podem levar a pessoa ou grupo a ser vitimados pela obsessão de fundo moral.
Em geral encontram-se pessoas de pouco adiantamento moral e com o psiquismo ainda dominado por pensamentos inferiores.
A conduta dessas pessoas em torno de ações e pensamentos atrai espíritos imperfeitos que se afinizam com elas.
No começo da relação verifica-se tão somente uma interferência em algumas atitudes do indivíduo, mais tarde, aparece num delicado mecanismo de influencia, onde as vontades e os desejos são trocados entre perturbados e perturbadores.
A seguir, a vontade dos obsediados vai aos poucos sendo substituída habilmente pela dos obsessores, instalando-se o fenómeno obsessivo.
Este tipo de obsessão é comum e a maioria de seus portadores nem percebem que dividem sua vida mental, emocional e sentimental com uma entidade do mesmo nível ou pior.
Nesse tipo de obsessão não há grandes chances de sucesso no tratamento.
O que se pode conseguir é uma melhora relativa, pois não há como mudar bruscamente o nível evolutivo de uma pessoa, fazendo-a entender conceitos que sua frequência mental e maturidade espiritual ainda não tem condições de conceber.
como vemos é sempre pela nossa condição Moral que podemos manter sempre um equilíbrio mental sempre vigilante ......
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
 

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Ann@ em 01 de Outubro de 2013, 21:33

Amigo Altino, ótima escolha... Este assunto é um dos mais interessantes, no meu modo de entender, pois abre várias portas de estudo, mas principalmente reforça a importância da reforma moral: ao ter ciência e a compreensão dos caminhos pelos quais a obsessão trilhou e como se instalou, é imprescindível ao ser modificar-se moralmente, pois não há tratamento que resolva se primeiramente não houver a colaboração do obsediado.

Se colaboramos de forma direta, mesmo que na ignorância, para o processo obsessivo, vamos colaborar de forma consciente para o tratamento e tentar elevar-se moralmente... um dia de cada vez, com calma, mas nunca perdendo o objetivo da evolução.

Amigo Altino, mais uma vez parabéns pelo tema e vou participando na medida que meus horários permitirem.

:D Abçs
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Kazaoka em 01 de Outubro de 2013, 23:06
O que é a obsessão?
Segundo a DE obsessão é a ação insidiosa de um Espírito sobre o outro. Também, segundo a DE, isso ocorre somente com anuência daquele que a sofre. Outra coisa importante a ser lembrada e que é ensinada pelos Espíritos é que um Espírito inferior não é capaz de oferecer resistência à ação moral de um Espírito que lhe seja superior. Isso nos faz deduzir que o obsediado não é nada melhor do que o obsessor, uma vez que não consegue se livrar de suas influências mesmo que a influência esteja num grau que o próprio obsediado deseje se livrar da obsessão.
Então, partindo daí, fica claro que o tratamento da obsessão não restringe-se ao "afastamento" do obsessor e nem a blindagem do obsediado.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Kazaoka em 01 de Outubro de 2013, 23:24
Outra coisa muito importante e que já foi lembrada aqui. É não misturar patologia com obsessão. Temos uma tendência no meio Espírita de querer atribuir tudo a ação dos Espíritos, mas nem sempre são eles os causadores de nossos males. E em se tratando de enfermidades, aí nem se fala!


Vejamos uma das questões do OLE que fala sobre o que chamamos de desobesessão;

476 Poderá acontecer que a fascinação exercida pelo mau Espírito seja tal que a pessoa subjugada não se aperceba disso? Então, uma terceira pessoa pode fazer cessar essa influência e, nesse caso, que condições ela deve ter?
– Se é um homem de bem, sua vontade pode ajudar ao pedir a cooperação dos bons Espíritos, porque quanto mais se é um homem de bem, mais se tem poder sobre os Espíritos imperfeitos para afastá-los e sobre os bons Espíritos para atraí-los. Entretanto, resultará inútil qualquer tentativa se aquele que está subjugado não consentir nisso. Há pessoas que gostam de sentir uma dependência que satisfaça seus gostos e seus desejos. Em qualquer caso, aquele cujo coração não é puro não pode fazer nada; os bons Espíritos o desprezam e os maus não o temem.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Mariana Mourão em 02 de Outubro de 2013, 03:18
Olá caros companheiros de jornada! Apesar de conhecer a doutrina espírita desde meus 10 anos de idade, ainda na evangelização infantil, nunca participei de uma reunião de desobsessão. Vai ser mto bom pra mim participar deste estudo! Inclusive, tenho uma pergunta. Gostaria de expor uma situação que muito me preocupa e acontece com certeza com muitos irmãos. Infelizmente, apenas eu na minha família trilho o caminho da seara espírita. Apesar da correria deste mundo, tento frequentar as reuniões na casa espírita semanalmente além de me ocupar de pensamentos e assuntos edificantes, por este motivo também estou aqui no FE, já que como jovem gosto muito de internet, até por aqui tenho procurado usar o tempo para me edificar. Mas o que noto, é que infelizmente pessoas próximas de mim são atingidas por estes obsessores e a luta contra isso torna-se difícil pq meus familiares mais próximos (pai, mãe e irmãos) não são espíritas, logo as armas que tenho são a prece a água fluidificada que trago das reuniões. Já pensei muitas vezes em me afastar, mas sei que esta não é a melhor solução. Espero que este estudo me traga esclarecimentos para que eu possa continuar firme e forte na luta em caminho ao bem! Paz para todos!
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: macili em 02 de Outubro de 2013, 04:10

Olá Amigo Manuel Altino e todos os demais que participam deste estudo...

Que maravilha podermos estudar a Obsessão e suas consequências e assim nos fortalecermos na proteção dessas influências, que nem sempre nos damos conta de que nos sintonizamos com elas e que nos atormentam e nos desequilibram profundamente.

Mas são irmãos nossos, espíritos atrasados, assim como nós, que ainda não despertaram para o Amor e para o Perdão e com os quais temos por certo dívidas a saldar através de nossas condutas, tanto na vida atual como nas vidas pretéritas.

Que Deus nos ampare, nos abençoe e nos ilumine.

Bom estudo!


Influência dos Espíritos: Obsessão e Desobsessão - Nazareno Feitosa - Espiritismo (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVhxeXNzV0tweGF3Iw==)





Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: macili em 02 de Outubro de 2013, 04:39
Muita paz!


Este tema me atrai e assim colaboro um pouco mais através da msg de Manoel Philomeno de Miranda, psicografada por Divaldo Pereira Franco, extraída do livro Tormentos da Obsessão.



A Obsessão

"Até hoje a obsessão não é combatida com a eficiência que merece. E parece-nos bastante estranho, por ser, talvez, a doença mais antiga da Humanidade, em relação a outras tantas prejudiciais. Basta que nos recordemos que, em todos os períodos do pensamento histórico, a obsessão e suas sequelas se têm apresentado ceifando a saúde física e mental dos indivíduos. Terrivelmente ignorada, ou simplesmente desconsiderada, vem prosseguindo no seu triste fanal de vencer todos aqueles que lhe tombam nas malhas coercitivas. (...)

A obsessão somente ocorre em razão do comportamento irregular de quem se desvia do roteiro do bem fazer, criando animosidades e gerando revides. Certamente, haverá muitas antipatias gratuitas entre as pessoas, que resultam de preferências psicológicas, de identificações ou reações afetivas. Os dardos atirados pelas mentes agressivas e inamistosas são inevitáveis para aqueles contra quem são dirigidos. No entanto, a conexão somente se dará por identidade de sintonia, por afeição à afinidade em que se manifestam. Por esse motivo, a obsessão sempre resulta das defecções morais do Espírito em relação ao seu próximo, e desse, infeliz e tresvairado, que não se permite desculpar e dar novas chances a quem lhe haja prejudicado.

Não ignoramos aqueles que têm gênese nas invejas, nas perseguições aos idealistas de trabalhadores do Bem, mas que também somente se instalam se houver tomada psíquica naquele que se lhes torna objeto de perseguição. (...) O indivíduo que ama a retidão de princípios e os executa firmado em propósitos de elevação moral, mesmo quando fustigado pela pertinácia dos irmãos desajustados e perversos de ambos os planos da vida, não se deixa afetar, permanecendo nas disposições abraçadas, fiel ao programa abraçado. Pode experimentar alguma aflição, como é natural, mas robustece-se na oração, no prazer do serviço que realiza, nas leituras edificantes, na consciência pacificada.

Simultaneamente, torna-se amparado pelos Espíritos nobres, seus afeiçoados desencarnados, aqueles que foram beneficiados por sua bondade fraternal, que acorrem a protegê-lo e sustentá-lo nas atividades que lhe dizem respeito. Jamais se curvam sob as forças tenebrosas do mal aqueles que se entregam a Deus, a Jesus e ao Bem, nas fileiras do dever a que se apegam."

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 02 de Outubro de 2013, 11:30
Amiga Mariana  Mourão seja  bem  vinda  a este estudo e  ao mesmo  tempo  sinta que é  assim nesta partilha  que  todos  vamos  conhecendo  o que  acontece  com a Obsessão  e  na qual  muitas vezes acontece e quase sempre pelas pelas afinidade  que  temos  com entidades  menos  boas que  nos leva  a  um painel vibratório inferior .....e   como diz  a prece e pensamentos  elevados  são em alguns  casos  a melhor  maneira  de  os debelar.........
E  com o decorrer  do estudo vai  compreender  melhor  e  assim  ficar mais prevenida   e mantenha sempre  essa força  para continuar  a sua caminhada
Com um abraço de  muita paz
 [attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Portas em 02 de Outubro de 2013, 11:35
Olá queridos irmãos,

na sequência do que já referiram aqui relativamente à obsessão e ao atendimento fraterno nos CE, tenho uma dúvida:

Se a pessoa chega a um CE com determinados sintomas ou distúrbios (após despiste médico não ter encontrado causa nenhuma), como avaliar se se trata de obsessão ou "mediunidade a aflorar"? Será que não são "sintomas" muito semelhantes? Não pode um colaborador errar ou ficar na dúvida ao avaliar a situação da pessoa?

Muita paz e obrigada pelo estudo, vou acompanhar o mês todo!
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 02 de Outubro de 2013, 11:41
Amiga Macili  seja muito bem vinda  e  muito obrigado pela sua participação neste  tema que  a todos  nos  diz  muito  e  ao mesmo tempo nos vai ajudando na nossa  caminhada....  e  que muitas vezes  tem  ramificações  no passado remoto que muitas vezes  pelo  esquecimento não o sabemos  .........  mas  sentimos  muitas vezes os seus efeitos na vida atua.l
Os comprometimentos no passado através de ligações vibratórias, encontram-se os pacientes que tiveram educação deficitária no lar, na religião ou na escola.
A inferioridade do mundo terreno, seus costumes e sistemas educativos, estimulam no ser humano ou permitem o desenvolvimento das paixões e o afastam de Deus.
Estruturas psicológicas mal coordenadas provocam nas pessoas condutas desregradas, levando-as a se sintonizarem com espíritos inferiores e pelo mesmo mecanismo citado acima, forma-se o processo obsessivo.
Nesses casos, o tratamento será mais fácil, pois se trata de um problema que uma simples orientação bem conduzida pode resolver.
Em outras situações a lei de ação e reação, ou causa e efeito, regula esses processos de ajustes entre as partes envolvidas, permitindo que as consequências desta plantação mal feita dão os  seus frutos com vistas ao aprendizado de todos.
O seu comportamento e frequência moral atraem os desafetos desencarnados, que vendo consumida a fase da infância de seu inimigo muitas vezes por segurança escondida pelos técnicos do departamento de reencarnações, inicia sua influencia maléfica sobre ele.
Com o passar do tempo instala-se a obsessão, apresentando maior ou menor gravidade, segundo as circunstâncias que cercam cada caso.
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 02 de Outubro de 2013, 11:58
Amigo Portas  seja muito bem vindo a este  estudo e debate  onde sempre  podemos  aprender  e ao mesmo tempo sinta que é na partilha  de todos  que  podemos  compreender certas situações .
Quanto aos  que se refere  pode acontecer muitas vezes  que  no próprio Centro  a pessoa que faz  esse  Atendimento  tem de  estar preparada para poder  discernir   sobre o que acontece  e  tentando separar  uma coisa da outra para  não  confundir muitas vezes  Obsessão  com Mediunidade  pois  estão por vezes muito ligadas .
Um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 02 de Outubro de 2013, 12:10
Amigos continuando  este nosso estudo aqui temos também muitas  vezes  as  contaminações  que estamos sujeitos pelo nosso envolvimento de  baixo teor  vibratório e  em locais que  ficamos  muito vulneráveis ..
 Allan kardec em a Gênese, fez um importante estudo sobre os fluidos espirituais.
Examinando as suas colocações, pode-se concluir que os ambientes materiais possuem uma espécie de atmosfera espiritual criada pelas pessoas que vivem interagindo e se relacionando.
Entende-se daí, que, os prostíbulos, bares, lanchonetes, algumas Igrejas, alguns ambientes domésticos, os locais de trabalho e de diversões, ou qualquer ambiente em que as permissividades os constituam em verdadeiros núcleos de magnetismo espiritual inferior, criados pelos pensamentos dos que os frequentam.
Aprendemos que nesses ambientes constituídos por pessoas mais ou menos imperfeitas, associam-se espíritos desencarnados com tendências afins.
Nas investigações em torno da obsessão, verificou-se que frequentadores de ambientes espirituais onde predominam a presença de espíritos inferiores.
Tal domínio se forma em virtude da sintonia mental dos frequentadores com os espíritos que habitualmente vão ali.
Denominou-se essas obsessões de contaminação.
Os espíritos inferiores que militam nesses ambientes ajudam as pessoas interferindo em suas vidas, causando-lhes contrariedades ou efeitos materiais que iludem os que não possuem conhecimento das verdades ensinadas pelo Consolador.
Quando o  frequentador se afasta desses lugares, a influência dos maus espíritos nem sempre cessa, salvo quando os levam inconscientemente para realizarem trabalhos que atendam interesses de organizações espirituais inferiores e então os fazem pensar que se libertaram, mas continuam com suas influências.
Outros, ao notarem que estão perdendo suas vítimas, podem instalar a desarmonia emocional e mesmo material na vida dos envolvidos. As obsessões causadas por contaminações são mais frequentes do que se imaginam.
As contaminações também podem ocorrer através das atividades de centros espíritas mal orientados.
Quando pessoas novas, sem estudo ou mal preparadas, são colocadas em setores críticos como passes, palestras, triagem, finanças ou em reuniões mediúnicas para exercerem suas faculdades, é muito comum caírem sob o domínio de espíritos obsessores.
Tal é o domínio mental que deixas as pessoas cegas do raciocino, terminando como vítimas da fascinação obsessiva.
Muitos grupos espíritas dominados por entidades ignorantes e malévolas, são verdadeiros focos de contaminações espirituais, que prejudicam os que ali vão buscar ajuda e orientações para suas vidas.
Trabalham como linha de montagem sem o mínimo comprometimento com a doutrina.
Notando se um ligeiro afastamento dos pacientes, que não se sentindo bem, são levados pelos seus protetores a outras instituições.
Um abraço  de  muita paz
[attach=1]
Manuel Altino

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Kazaoka em 02 de Outubro de 2013, 12:28
M. Mourão e Portas,

Não há tratamento desobsessivo se não houver uma ascendência moral daquele que lida com o obsessor. Quando se trata, realmente, de perturbação fruto de uma obsessão, não existe nenhuma outra possibilidade que não seja a ação de uma moral superior sobre uma inferior. Não existe "reza forte" , nem "médium forte" e nem "exorcismo" que consiga romper um laço obsessivo. Isso é crendice e os Espíritos inferiores zombam daqueles que se afeiçoam a essas ideias.
Sendo irresistível, por parte de um Espírito inferior, a ação de uma moral de outro que lhe seja superior, então, o melhor caminho é buscar na moral daquele que nos serve de modelo para começarmos convenientemente qualquer tratamento de relação obsessiva. É por isso que o primeiro passo deve ser o acompanhamento das explanações evangélicas que, normalmente, antecedem à prática mediúnica (reuniões de desobsessão). Ai muitos vão dizer; "é, mas quando se está obsediado ninguém quer saber de ouvir sermões em palestras..." e isso é verdade e, também, é prova de que é isso que está faltando. É claro que qualquer influência espiritual negativa vai tentar afastar o indivíduo das situações que ameaçam seus propósitos.
A obsessão é um tipo de violência. E se for tratada simplesmente "espantando" o obsessor, mandando-lhe de volta lá pro lugar de onde ele saiu, que, por sinal, deve ser o umbral ou vale de qualquer coisa, estaríamos a tratá-la com outra forma de violência. E não é isso que o Cristianismo nos ensina!
Não há culpados em uma relação obsessiva, ambos (obsessor e obsediado) são vitimas de suas fraquezas e imperfeições e são estas que devem ser o alvo do tratamento a ser aplicado.     
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: macili em 02 de Outubro de 2013, 16:13
Olá a todos...

Paz e luz em nossos caminhos...

Peço licença para comentar uma experiência que passei com minha mãe e que, pelos sintomas, creio foram causados por influências negativas de espíritos que a obsidiavam.

Ela se tratava através da medicina de depressão e tomava os remédios regularmente, tendo melhorado sensivelmente. Aí, começou a dizer que não acreditava mais em Deus, estava completamente desnorteada, em profundo sofrimento, chegou a dizer que havia assassinado o meu irmão, falava coisas de baixo teor vibratório, que não combinavam com o seu tipo normal de ser e de agir. Ela era uma pessoa de bem, muito amorosa e tinha bases religiosas, tanto que estudou numa escola de freiras.

Comecei a fazer o culto do Evangelho  no Lar na residência dela, quando ela descansava, lia regularmente mensagens edificantes e orava pelos irmãos que desequilibrados, possivelmente a  envolviam numa teia de fluidos inadequados. Os resultados não demoraram a surgir e de uma forma muito positiva. Ela ficou bem mais calma, parou de se conectar com coisas negativas, voltou a crer em Deus.

Ou seja, o melhor remédio para ajudar esses Irmãos é não entrarmos em sintonia com seus pensamentos de baixo teor vibratório, orar por eles e envolve-los nas vibrações do Amor pela palavra edificante.


Fiquem com Deus!

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Fernando 1969 em 02 de Outubro de 2013, 17:01
Irmãos Kazaoka e Altino,

O que descrevem é edificante e muito interessante.
Um exemplo que gostaria de considerar (somente hipótese, não regra geral):
Se quando chegamos a um CE sentimos subitamente um sono terrível ou dores de cabeça, podemos estar sofrendo interferências de entidades que não desejam nossa presença ali ?

Em hipótese possível, CE´s de boa reputação, (filiados a USE) não seriam "protegidos" por entidades superiores, impedindo tais ações?

Abraços
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Kazaoka em 02 de Outubro de 2013, 17:38
Caro Fernando.

Os sintomas orgânicos que descreve e que, eventualmente, ocorrem quando se adentra a determinados ambientes (porque isso não ocorre só em CE) pode sim, estarem ligados à influências espirituais que não gostariam que você estivesse ali. Quanto a proteção espiritual da CE, esta existe e a função não é proibir a entrada dos obsessores mas, sim, permitir que o obsediado entre e traga consigo suas influências para o ambiente de instrução.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Antonio Renato em 02 de Outubro de 2013, 17:48
Meus irmãos,a nossa mente é uma porta aberta para os obsessores,pois através dos nossos pensamentos,damos a estes a oportunidade de se colocarem como uma barreira que poderá impedir a continuação da nossa evolução moral.A prece como bem colocou a nossa irmã Macili,
atua como um escudo de proteção, e dela devemos nos valer sempre.Quando nos vier esses
maus pensamento,façamos uma prece ao nosso pai e aos mentores espirituais, para que eles
possam nos afastar dessas armadilhas,pois sabemos que se deixarmos esses obsessores se
instalarem em nossas mentes,mais dificultoso será afasta-los.
Fiquem na paz.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 02 de Outubro de 2013, 18:39
Amiga  Macili a sua colocação foi muito importante para  que possamos  sempre à  nossa volta  manter essas vibrações serenas  e  assim o ambiente  fica  mas  saudável e  temos  sempre que ser persistentes  nas nossas atitudes.......
Com um abraço de muita paz

[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 02 de Outubro de 2013, 18:50
Amigos  e companheiros  ainda temos  que muitas vezes nos proteger para que  dentro deste  contexto da Obsessão podemos termos  ainda  uma  auto obsessão  que  nos pode  causar  danos Morais.
A auto-obsessão: Vemos neste caso, que a mente da pessoa enferma encontra-se numa condição doentia semelhante às neuroses.
Uma situação onde ela atormenta a si mesmo com pensamentos dos quais não consegue se livrar.
Há casos mais graves em que o paciente não aceita que seu mal resida nele mesmo.
As causas deste tipo de obsessão residem nos problemas anímicos do paciente, ou seja, nos seus dramas pessoais, dessa ou de outras encarnações.
São traumas, remorsos, culpas e situações vindas da intimidade do ser, lhes prejudicando a normalidade psicológica.
Quando se examinam esses casos mediunicamente, pode-se encontrar espíritos atrasados ou sofredores associados à vida mental dos doentes, mas as comunicações indicam que eles estão ali por causa da sintonia mental com o obsediado, não que querem agravar seu mal, pois não são os causadores dele.
A causa central desse tipo de obsessão reside no paciente, que se auto-atormenta, numa espécie de punição a si mesmo.
A mente de um auto-obsediado é fechada em si mesma e é preciso abri-la para a vida exterior se quisermos ajudá-lo. A psicoterapia convencional pode e deve ser utilizada no tratamento da auto-obsessão.
Juntando-se a ela a terapia espírita fundamentada no evangelho e no ascendente moral dos membros do grupo.
O tratamento abrirá a prisão psíquica em que o indivíduo vive, libertando-o da sua própria escravidão mental. Importante lembrar que esse tipo de obsessão tem muitas variantes, o que dificulta o seu perfeito diagnóstico por pessoas não bem esclarecidas na Doutrina e nem com grande experiência.
Esse tipo de obsessão possui causas e consequências, sinais diversificados que requerem análise detalhada de todas as suas vertentes.
Na patologia obsessiva é muito comum se encontrar casos de obsessão que envolva a responsabilidade familiar nas causas da enfermidade.
A maioria das famílias são formadas por Espíritos que viveram juntos em encarnações passadas e cometeram delitos graves contra alguém que mais tarde, por guardar ódio no coração, tornou-se um obsessor.
Quando nas investigações em torno da obsessão se suspeitar desse envolvimento,convém que a família do perturbado seja convidada a frequentar a casa Espírita pelo menos durante o período de tratamento
Isso poderá facilitar e apressar a obtenção de resultados satisfatórios.
Durante esse período de estadia da família nas sessões públicas, a Espiritualidade terá condições de inspirar bons pensamentos e resoluções junto aos seus membros, ajudando-os a encontrar novos caminhos para suas vidas. Mesmo sem ter esse tipo de envolvimento, é muito importante que a família do assistido tenha consciência da sua participação a fim de dar o apoio necessário ao doente, ajudando muito  na recuperação deste, sabendo agir com equilíbrio.
Um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Andressa Z. em 02 de Outubro de 2013, 19:19
Não estou participando desse estudo mas agradeço muito à existência!O que comecei a ler aqui tocou fundo em mim. O mais difícil já fiz durante um longo tempo, reconhecer que o problema sou eu!Agora preciso encontrar formas de mudar o meu pensamento, mais uma batalha!rs
Abraços  :D
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: lineu em 02 de Outubro de 2013, 19:50
(http://2.bp.blogspot.com/-yG6ERMh7SW8/Thzi08xaA8I/AAAAAAAAA0M/g3jWFIsyjkU/s1600/encosto.jpg)


Este mundo é habitado por seres humanos, em diferentes níveis evolutivos, que coexistem simultaneamente, alternando existências em ambos os planos da realidade. E tais seres humanos convivem regulados pela lei natural de sintonia vibratória que vigora sob os princípios de interdependência e repercussão.

Assim, influenciam-se reciprocamente os seres humanos deste mundo, tanto os encarnados quanto os desencarnados, permutando pensamentos e sentimentos, ininterruptamente. E repercutindo ações mais ou menos dignas, uns aos outros, segundo os próprios anseios e propósitos individuais.

Nenhum ser humano permanece fora desse movimento de permuta incessante. Nem pode escapar dos reflexos mentais emitidos por simpáticos emissores.

As obsessões sempre ocorrem com rigorosa observância dos referidos princípios, inerentes da lei natural de sintonia vibratória. E sempre representam associações voluntárias de obsessores e obsediados, na conformidade dos próprios interesses e aspirações comuns.

Não existem, pois, obsessões unilaterais e injustas...

Assim como não existem vítimas inocentes de processos obsessivos.

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: macili em 03 de Outubro de 2013, 01:48
Olá Amigos de estudo,

Estudando um pouco mais a auto-obsessão, seguem artigos retirados de " Vigiai e Orai por Nossos Pensamentos (Rubens Santini)."




Auto-Obsessão

"O homem não raramente é o obsessor de si mesmo".
(Allan Kardec - Obras Póstumas)


A auto-obsessão é quando o indivíduo fica preso em seus próprios pensamentos, em ideias que se repetem (ideias fixas), em emoções negativas que se tornam uma constante, vivendo assim em estados mentais perturbadores que vão se tornando prejudiciais.

A auto-obsessão pode também ser expressa através de complexos de culpa, em mania de doenças, no excessivo cuidado ao próprio corpo exaltando o seu lado narcisista.

Com estes tipos de comportamento podem também abrir brechas às influências obsessivas de Espíritos com propósitos negativos.

Estas pessoas são doentes da alma, são obsessores de si mesmos, muitas vezes trazendo lembranças de um passado que ainda não conseguem se libertar.

Para ilustrar o que foi relatado acima, vamos narrar uma passagem do livro "Tormentos da Obsessão" de Manuel Philomeno de Miranda, ditada ao médium Divaldo Franco. O fato ocorrido se passou no Sanatório Esperança, fundado e dirigido por Eurípedes Barsanulfo. Em companhia do Dr. Ignácio Ferreira, Manuel Philomeno narra que se aproximaram de um leito onde se encontrava Honório. Este se apresentava bastante desfigurado, gritando e se debatendo querendo se libertar de algo que o estivesse incomodando e o atormentando, como se fossem agressores invisíveis. Manoel Philomeno em sua análise observou que Honório estava lutando contra formas hediondas que o atacavam. Prontamente, recebeu o auxílio e os esclarecimentos do Dr. Ignácio informando que se tratava de formas-pensamento por ele mesmo criadas durante a sua última existência terrena e que continuavam no seu campo mental após o seu desencarne. Essas  formas-pensamento adquiriram vida própria por serem alimentadas constantemente pelo medo e pela sua consciência culpada. Honório mergulhava num processo de auto-obsessão por ter cultivado uma vida sexual desregrada, habituando a criar cenas mentais degradantes, originando assim essas formas-pensamento. Dr. Ignácio dá assim os esclarecimentos finais:

"Os processos de auto-obsessão prolongada deixam sequelas que somente o tempo e o esforço do paciente poderão drenar, superando-as. (...) O paciente terá pela frente todo um significativo trabalho de reconstrução mental, de reestruturação do pensamento e de mudança de conduta moral."

É assim que muitos processos de obsessão começam: os obsessores utilizam as formas-pensamento criadas e mantidas pela própria pessoa, manipulando esta energia para assustá-las e atormentá-las.

Portanto,  "Vigiai e orai"  por nossos pensamentos.


***


Que tipo de energia sua mente plasma?


Um assunto que vamos começar a abordar refere-se às formas-pensamento ou clichês mentais.

Quando pensamos continuamente sobre determinada pessoa ou situação, a nossa mente plasma uma imagem correspondente como se fosse uma fotografia, que é denominada forma-pensamento.

Ou seja, "formas-pensamento são criações mentais que utilizam a matéria fluídica ou matéria astral para compor características de acordo com a natureza do pensamento. Deste modo, encarnados ou desencarnados podem criar formas-pensamento, com características boas ou ruins, positivas ou negativas." (extraído da Wikipédia)

São "seres" criados quando pensamos. Muitas vezes suas imagens são confundidas com "espíritos". Essas imagens são finitas, pois existem enquanto são "alimentadas" fluidicamente. Não possuem inteligência, pois são seres artificiais, sem raciocínio. Mas agem de acordo com a energia e o sentimento de quem o criou e pensou.


Em seu livro "Compêncio da Teosofia" . W. Leadbeater descreve da seguinte forma a criação das formas-pensamento:

Quando um homem dirige o pensamento para um objeto concreto, uma caneta, uma casa, um livro ou uma paisagem, forma-se na parte superior de seu campo mental uma pequena imagem do objeto, que flutua em frente ao seu rosto, ao nível dos olhos. Enquanto a pessoa mantiver fixo o pensamento o objeto, a imagem vai permanecer, e persiste mesmo algum tempo depois. O tempo de duração desta imagem dependerá da intensidade e também da clareza do pensamento".


***


Formas-pensamento e os seus efeitos

O ser humano não tem a menor ideia do potencial de seus pensamentos. Como não os visualizamos, não damos a eles o seu devido valor. Pode atuar de uma maneira para prejudicar ou ajudar as pessoas, conforme os sentimentos a ele associados.

O conteúdo moral do pensamento irá determinar as formas exteriorizadas. Se estamos vibrando amor e felicidade, com certeza estaremos levando luz para a situação mentalizada. Caso contrário, se vibramos ódio, rancor e agressividade, as formas-pensamento a serem criadas terão aparências monstruosas.

Portanto, formas-pensamento são criações mentais modelados de matéria fluídica. É o resultado da ação da mente sobre as energias mais sutis que estão ao nosso redor, criando formas correspondentes ao que estamos pensando, acompanhada de uma série de cores e aspectos.

A forma-pensamento é de certa maneira uma entidade animada, com intensa atividade, a gravitar em torno do pensamento gerador. Enquanto este pensamento for persistente, e houver energia emocional para alimentá-lo, ele continuará existindo.

Se este pensamento é egoísta, de inspiração pessoal (como acontece com a maioria dos pensamentos), a forma vagará constantemente ao redor do seu criador, sempre pronta para atuar sobre ele próprio, tantas vezes quantas o encontre em estado passivo.

Para um pensamento de amor, com desejo de proteção, dirigida a um ser querido, irá criar uma forma-pensamento que será direcionada à pessoa desejada, ficando em sua aura como se fosse um guardião, onde poderá ser útil em diversas oportunidades, enquanto esta energia estiver viva.

Agora, um ponto muito importante e que precisamos prestar muita atenção. Para toda forma-pensamento criada, seja ela positiva ou negativa, e que foi emitida com determinada finalidade, somente terá o seu objetivo alcançado se encontrar a mesma sintonia e vibração na aura receptora. Ou seja, o pensamento negativo ou invejoso pode retroceder para quem o gerou, com uma força proporcional à energia empregada para emiti-lo. Por isso, quem tem o coração puro e o espírito elevado, encontra os melhores protetores contra a emissão de sentimentos de ódio e rancor.


Annie Besant e C. W. Leadbeater em seu livro "Formas de Pensamento" nos orientam quanto à qualidade das nossas emissões mentais:

"Assim, pois, as maldições e as bençãos são comparáveis a pássaros que instintivamente voltam ao seu ninho. Compreender-se-ão, assim, os perigos que há em dirigir pensamentos de ódio a um homem muito evoluído. As formas-pensamento enviadas contra ele são impotentes para alcançá-lo, mas, pelo contrário, retrocedem aos seus criadores e os ferem mental, moral e fisicamente."

É sempre bom pedir em nossas orações, ajuda àqueles que, mesmo sem querer, exercem prejuízo a outrem pelo seu mau uso do pensamento. Oremos também para que os Mentores amigos nos ajudem a limpar em nossa casa as formas-pensamento negativas que nós mesmos tenhamos criado.


***


Pelo acima exposto é de suma importância nós realmente vigiarmos e orarmos por nossos pensamentos a fim de que estejamos em proteção contra os processos de obsessão e auto-obsessão.

Vibrações de paz!



Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Claudemir dos Santos em 03 de Outubro de 2013, 11:42
Querida irmã Macili,Que linda contribuição a sua sobre a obsessão,não existe autoridade maior para falar sobre o assunto,senão aquele que já passou pela triste experiencia com um membro da família,e o mais importante é ter conseguido sair dela. Aprendemos que amar o próximo,é amar aqueles que estão mais perto de nós,ou seja,nossos familiares,mas no entanto no campo espiritual são os nossos irmãos obsessores os mais próximos de nós, sendo assim,temos plena consciência disso sendo espiritas,portanto é o nosso dever auxiliar estes irmãos de estrema necessidade,as vezes são irmãos procurando vingar nossas faltas que cometemos contra eles,e o nosso maior perdão que podemos dar,é mostrar a eles que hoje estamos mudando a nossa atitudes de amor,respeito e auxilio ao próximo,e como nosso querido Chico Xavier já nos disse,que ao invés de expulsa-los,porque não deixa-los aprender conosco,pois muitas vezes estes irmãos que tachamos de obsessores não são mais do que irmãos necessitados de ajuda espiritual. Abraços e muita paz.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 03 de Outubro de 2013, 12:18
Amigos e companheiros  deste estudo e  é assim nestes testemunhos de vida que  todos  vamos  compreendendo  este problema  da Obsessão  e  amiga Macili  muito obrigado pelo sua  contribuição para  elevar  este tema .

Amigo Claudemir dos Santos seja muito bem vindo e  este seu testemunho é  uma prova  evidente que  sempre  com a prece e  o pensamento elevado  podemos  atenuare  ao mesmo tempo ajudar  nestes casos
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 03 de Outubro de 2013, 12:25
muita paz  a todos  e  que  tudo o que aqui vamos dizendo e colocando seja  sempre  para todos uma ajuda  para compreender  este  tema  muito importante e  como muitas vezes o podemos atenuar  com um trabalho sério e  consistente .
A desobsessão não exige do enfermo que atinja o grau de santidade para que seja liberto do seu obsessor, às vezes basta que ele mude algumas atitudes perante a vida ou sua maneira de ver certas coisas para que a libertação aconteça com a mudança de frequência.
A experiência nos tem mostrado casos em que a cura é demorada e outros onde não se conseguem resultados satisfatórios tão cedo.
Mas a maioria das enfermidades obsessivas podes ser aliviadas em pouco tempo de tratamento.
No passado, alguns estudiosos do Espiritismo afirmaram não existirem técnicas para se tratar da obsessão e chegaram a depositar nas mãos dos enfermos e dos Espíritos ou do tempo, a solução de casos, que se classificavam desde os mais comuns, até os mais graves.
Na patologia obsessiva como vemos, as coisas não são tão simples assim.
Em todos nós existem fatores predispostos e as providências precisam ser observadas nesse procedimento terapêutico, para que se consiga libertar definitivamente uma pessoa obsedada do seu obsessor.
A desobsessão envolve uma série de condutas tendo em vista livrar o obsediado de sua prisão mental.
A técnica básica do tratamento da obsessão fundamenta-se na doutrinação dos espíritos envolvidos, encarnados e desencarnados.
Doutrinar significa instruir e é isso que precisa fazer com o paciente, com sua família, e com os espíritos que lhe atormentam.
Allan Kardec afirma que a pessoa obsediada precisa trabalhar para seu melhoramento moral, e diz textualmente, que a cura de todos os casos de obsessão têm solução através desse esforço de ambos.
Portanto, a equipe de desobsessão deverá ajudá-lo nesse procedimento de auto melhoramento.
Importante salientar que as reuniões de palestras públicas são as que se reveste de maior gravidade, justamente porque se encarrega de despertar um novo cristão, sábio, bom e justo.
Nas casas onde se levam as obsessões a sério, o nível das palestras é item que passa por constante avaliação.
Em todos os casos de obsessão inclusive os mais graves, serão fundamentais que o paciente tenha instrução semanal na sala de entrevistas. A doutrinação direta é a situação em que a pessoa enferma está sem condições de agir pela sua vontade ou tomar decisões a respeito de sua conduta.
 Em todos os casos de obsessão faz-se também necessário, e acima de tudo, agir sobre o obsessor, para o qual na vida, o médium deve dar exemplos para ter autoridade, sendo que essa autoridade só é dada pela superioridade moral.
A autoridade, que é fruto das marcas do Cristo Jesus.
Quanto maior forem estas, tanto maior será a autoridade.
Com um abraço  de  muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Kazaoka em 03 de Outubro de 2013, 12:47
Bom dia Claudemir.
Tanto o que a Macilli postou como, também, o seu comentário ilustram situações tão reais quanto tristes. Digo tristes porque, como você bem lembrou, os desencarnados que nos perturbam são os nossos próximos na esfera espiritual e os nossos familiares os nossos próximos carnais. E ai nos colocamos sob a sombra fraternal do ramo do Cristianismo que paira sobre os agrupamentos que se reúnem para estudá-lo e compreendê-lo e lá temos todo "amor" do mundo para lidar com os desencarnados e encarnados que Deus envia para que lá recebam este tipo de tratamento. Só que temos esta postura restrita a estes momentos. Fora de nossas reuniões, fora de nossas CE, igrejas, templos, somos Espíritos comuns naquilo que nos é fatal, o orgulho. Não vemos num familiar consanguíneo que nos perturba, chegando às vezes as raias da obsessão, a figura que vemos no Espírito que se apresenta em nossas reuniões em condição análoga e com os quais, com toda paciência e caridade do mundo, aplicamo-lhes as mais salutares ilações evangélicas.
Invariavelmente o orgulho constitui semente de todas obsessões. E, para nós Cristãos, a moral ensinada pelo Cristo é o antídoto para que se mantenha esta semente adormecida.
Assim como disse Simeão (Espírito) no cap XVIII do OESE, que a árvore do Cristianismo cujos ramos cobrem uma parte do mundo, incluindo aí a própria doutrina Espírita, produz abundantemente frutos de vida, esperança e fé, e estes frutos não são para serem consumidos, mas partilhados. E nós os temos consumidos em nosso Cristianismo de reuniões.
Haja obsessores para nos chamar a atenção sobre as mudanças que devemos fazer em nós mesmos. 
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Mourarego em 03 de Outubro de 2013, 15:37
A obsessão, tema no qual já escrevi uns tres trabalhos, geralmente é vista gen´ricamente, ou seja, com se tudo fosse um tipo só do processo e sabemos que não o seja.
na primeira fase, a da obsessão simples, pode mesmo o obsedado, por muito burilar sua moral e por meio de preces verdadeiras afastar-se de tal processo;
Na obsessão mais severa, ou seja, na fascinação, este trabalho ainda pode ser resolvido mas sob ajuda de mais gente que se associe no trabalhoi desobsessivo.
na terceira fase e na que poucos sabem existir, que são a subjugação e na possessão, (que alguns insistem emdizer que não obtve do coodificador, um posicionamento certificado sobre a existência da mesdma, mas que é um erro pois o codificados após estudar mais detidamente o tema possessão, deu a ele conhecimento de que existência).
Pois então, nestes casos espefícficos só mesmo otrabalho de grupos que conheçam bem o processo e dentro de uma casa espírita, tal processo pode ser conduzido a seu final
Que se note, que estes dois últimos processos, não têm com oensinam erradamente alguns opradores, uma ação perseverante, ou seja, que tanto a possessão, quanto a subjugação, se operem ininterruptamente. Não é assim, pois se o fosse, facilmente conduziriam à morte o atingido.
Tratamos, nestes casos, com processo de difícil observação já que são de ordem intermitente.
Vejamos: qual a vontade do Espírito torturador? trazer o mal e o não reconhecimento daquele a quem molesta.
Ora, assim como não é verdadeira a assertiva de que todo Obsessor seja Espírito ignorante, é também falsa que estes só hajam como quem cobra uma dívida, realmente mesmo a DE ensina que há casos e casos, assim como trabalhos diferentes na ordem de ação destes Espíritos.
Abraços,
Moura
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: belina em 03 de Outubro de 2013, 16:29
Olá boa tarde

Dentro do tema do estudo:  Obsessão simples

No Livro dos Médiuns questao 238 do capitulo XXlll, diz-nos que a Obsessão simples se dá, pela imposição de um Espirito malfazejo a um medium, interferindo contra a sua vontade nas comunicações que este recebe impedindo-o de se comunicar com outros Espíritos, apresentando-se no lugar dos que são evocados.
Também nos diz: “ Ninguém está obsidiado pelo simples fato de ser enganado por um Espírito mentiroso. O melhor médium se acha exposto a isso, sobretudo, no começo, quando ainda lhe falta a experiência necessária, do mesmo modo que, entre nós homens, os mais honestos podem ser enganados por velhacos. Pode-se, pois, ser enganado, sem estar obsidiado.”

A obsessão consiste na persistência de um Espírito, do qual pessoa sobre quem ele atua não consegue desembaraçar-se.

 Na obsessão simples, o médium tem plena consciência, que se acha preso a um Espírito mentiroso pois este mostra bem suas más intenções e o seu propósito de contrariar. O médium reconhece facilmente a deslealdade, como se mantém em guarda, muito raramente é enganado. Assim a obsessão simples é, apenas desagradável e não tem outro inconveniente, além do de tentar impedir as comunicações que se deseja receber de Espíritos sérios, ou dos afeiçoados.
 Os casos de obsessão física podem ser incluídos aqui, são os que consistem nas manifestações ruidosas e persistentes de alguns Espíritos, que fazem com que se ouçam,
espontaneamente, pancadas ou outros ruídos. Este fenómeno, remete-nos para o: CAPÍTULO V Das manifestações físicas espontâneas. (Nº 82.)

CAPÍTULO V
DAS MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS

Ruídos, barulhos e perturbações. - Arremesso de objetos. - Fenômeno de transporte. - Dissertação de um Espírito sobre os transportes.
82. São provocados os fenômenos de que acabamos de falar. Sucede, porém, às vezes, produzirem-se espontaneamente, sem intervenção da vontade, até mesmo contra a vontade, pois que frequentemente se tornam muito importunos. Além disso, para excluir a suposição de que possam ser efeito de imaginação sobre excitada pelas ideias espíritas, há a circunstância de que se produzem entre pessoas que nunca ouviram falar disso e exatamente quando menos por semelhante coisa esperavam.
Tais fenômenos, a que se poderia dar o nome de Espiritismo prático natural, são muito importantes, por não permitirem a suspeita de conivência. Por isso mesmo, recomendamos, às pessoas que se ocupam com os fatos Espíritas, que registrem todos os desse gênero, que lhes cheguem ao conhecimento, mas, sobretudo, que lhes verifiquem cuidadosamente a realidade, mediante pormenorizado estudo das circunstâncias, a fim de adquirirem a certeza de que não são joguetes de uma ilusão, ou de uma mistificação.(L.M)

Paz e luz
belina

 
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Fernando 1969 em 03 de Outubro de 2013, 16:40
Mano Moura,
Sobre suas considerações, podemos entender que é uma hipótese possível a ligação de obsessão severa (subjugação ou possessão) a casos que sempre estão na mídia de filhos que matam a família, pai que envenena mulher e filhos, e tantas outras barbaridades.
Podemos ouvir relatos de policiais que em alguns casos o assassino parece ficar indiferente ao ocorrido, e em outros ele cai em total desespero, comumente se suicidando ao se dar conta do tamanho da besteira que acabou de fazer.
Um famosos Psiquiatra Forense disse na TV recentemente que tais casos (o do menino que executou os pais policiais e os avós) são tão somente frutos de distúrbios mentais.
Mas a obsessão severa não poderia causar tais distúrbios?
Abraços e muita Paz.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Mourarego em 03 de Outubro de 2013, 18:02
Mano Fernando 1969,
não se pode afirmar genericamente, se podem haver casos isso é prpovável, mas não houve até hojem nenhuma aferição crível a respeito.
Abraços,
Moura
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: belina em 03 de Outubro de 2013, 18:51
Olá boa tarde amigos.

O palestrante Raul Teixeira nos fala de obsessao vale ver estes videos.

Raul Teixeira - Espalhamento Obsessivo - Parte 1 de 2 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD9mZWF0dXJlPXBsYXllcl9kZXRhaWxwYWdlJmFtcDt2PTNUbG1ydVpfb2NZIw==)

Raul Teixeira - Espalhamento Obsessivo - Parte 2 de 2 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD9mZWF0dXJlPXBsYXllcl9kZXRhaWxwYWdlJmFtcDt2PUdJUzJNczB0Vl9NIw==)
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Vitor Santos em 03 de Outubro de 2013, 19:41
Olá amigos

O Código Internacional da Doenças reconhece a possessão:

Citar
CID 10 - F44.3  Estados de transe e de possessão


Portanto, a discussão, mesmo em termos científicos, não se coloca na existência da mesma, mas na forma de explicar/ classificar o fenómeno: mediunidade ou doença.

Aliás, a distinção, em geral, entre as doenças psicológicas, neurológicas e psiquiátricas e os casos de obsessão é uma área nebulosa. Tanto do lado da medicina como do lado da doutrina e do movimento espirita e espiritualista.

Assim, podem existir pessoas a ser tratadas por problemas psicológicos, psiquiátricos ou neurológicos devido a obsessões espirituais e vive-versa. Essa fronteira não está bem delineada, a meu ver. Assim, ao que me parece, mandam-se as pessoas simultaneamente para os profissionais de saúde convencionais e para o CE.

Se o mal passar podemos presumir que a cura veio de um lado ou de outro. A não ser nos centros que fazem trabalhos de desobsessão, em que é possível identificar o espírito que está com a pessoa em uma sala que não a câmara mediúnica. Nos CE a que os amigos pertencem fazem esse tipo de trabalhos, em que se fica a saber quem era pessoa que estava obsedada a que correspondia o espírito doutrinado?

bem hajam
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: lineu em 03 de Outubro de 2013, 21:01
(https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRdjaYI7iV6j0rDgVBv8Any-EHLW4DVYgFalXH2cvO9IBbbpfYrKQ)

O conhecimento relativo ao fenômeno da sugestão hipnótica pode servir de base ao estudo da obsessão. E favorecer a compreensão deste terrível mal, afligente da humanidade.

Sabe-se que a sugestão é acontecimento corrente na vida de todos os seres humanos de ambos os planos da realidade, baseado na reflexão mental permanente. E que ela ocorre em função do princípio de repercussão mental que caracteriza a influenciação recíproca entre os seres humanos, determinada pela lei natural de sintonia vibratória.

Concebe-se ainda que a indução hipnótica seja um efeito resultante da aplicação consciente e voluntária da sugestão por parte de alguém com o propósito de induzir sentimentos, pensamentos e ações em mente alheia. E que, assim concebido, tal efeito consiste meramente numa técnica aplicativa de força mental, fundada na lei natural.

Entendida como força mental, pura e simples, na expressão de Chico Xavier, a sugestão, tal como a eletricidade, o explosivo, o vapor e a desintegração atômica, não é boa nem má, dependendo dos objetivos determinantes da sua aplicação. E assim, tanto pode servir aos propósitos benéficos quanto aos propósitos maléficos.

Importa salientar que o grau de simpatia entre o hipnotizador e o hipnotizado constitui fator preponderante na efetivação da sugestão hipnótica. E que este fenômeno realiza-se com efetividade tanto melhor quanto maior for a amizade entre o operador e o paciente.

O estudo da obsessão, baseado nesses conhecimentos relativos ao fenômeno da sugestão hipnótica, convém observar a mediunidade como a sintonia entre obsessor e obsediado. E considerar a obsessão como o equilíbrio de forças mentais inferiores, refletindo-se entre um e outro.

Não existe, pois, obsessão unilateral. E, na verdade, toda ocorrência obsessiva denota intercâmbio de imagens inferiores, mais ou menos completo entre seres humanos que se simpatizam...

E quanto mais nutridas forem as imagens inferiores intercambiadas entre obsessor e obsediado, em regime de permuta constante, mais maléfico torna-se o poder da obsessão.


Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: macili em 04 de Outubro de 2013, 05:15
Olá Amigo Manuel Altino e demais deste estudo.

Muitos irmãos perguntam se existe Obsessão Familiar, devido aos conflitos que surgem nas famílias.

Assim, compartilho um texto de Suely C. Schubert, que elucida bem essa questão.

***

Obsessão na Família


"'Vinculados os Espíritos no agrupamento familial pelas necessidades da evolução em reajustamentos recíprocos, no problema da obsessão, os que acompanham o paciente estão fortemente ligados ao fator predisponente, caso não hajam sido os responsáveis pelo insucesso do passado, agora convocados à cooperação no ajustamento das contas." Manoel Philomeno de Miranda" (Grilhões Partidos)


A família não é constituída ao acaso, lembra Herculano Pires.

Emmanuel ensina que o lar é a escola viva das almas. (Emmanuel)


Embora em nossos dias muitos núcleos familiares se formem e se dissolvam com rapidez, ainda assim, a aproximação e o estabelecimento de vínculos mais profundos entre os indivíduos por força de consanguinidade ou de convivência doméstica não é ocorrência fortuita e meramente casual.

É no círculo familiar que se reencontram aqueles que em existências anteriores se comprometeram e que agora ali estagiam, em busca de reajuste e de reequilíbrio ou promovendo o fortalecimento de laços afetivos já existentes.

A família é, portanto, um espaço vivo de convivência onde se manifestam os compromissos, as inimizades, os amores mal resolvidos como também os afetos de ontem a se reencontrarem no presente. Tudo isto, todavia, tem, hoje em dia, uma fisionomia própria de acordo com o período conturbado em que vivemos.

A construção de um núcleo familiar proporciona, assim, a presença de espíritos milenares que se encontram ou reencontram, por mais fortuito tenha sido o relacionamento sexual que tenha dado origem à sua formação, Sabemos que os espíritos são atraídos para junto daqueles que lhes servirão de pais, seja por automatismo, como no caso da maioria das reencarnações padronizadas, seja através de programações espirituais elaboradas de comum acordo com os reencarnantes, numa gama infinita de características, valores e aquisições individuais.

A mentora Joanna de Ângelis esclarece:

''A família é, antes de tudo, um laboratório de experiências reparadoras, na qual a felicidade e a dor se alternam, programando a paz futura". (Joanna de Ângelis, Otimismo)

Inúmeras são as dificuldades que o grupo doméstico enfrenta, mormente nos dias atuais, quando a família está sendo desprestigiada por uma parte da própria sociedade, embora sejam reconhecidos, pelo menos teoricamente, a sua importância e valor, enquanto instituição social.

Dentre os problemas comuns e habituais, tais como os referentes a enfermidades, crises financeiras, baixa renda familiar, desemprego, aluguel, dificuldades na educação e instrução dos filhos, condutas viciosas, pais ou responsáveis totalmente despreparados, além dos conflitos existenciais, os de relacionamento, rejeição, dificuldades de adaptação e convívio, enfim, reações e emoções desequilibradas que podem culminar em agressões e violência assomam também as obsessões de cunho espiritual.

Abordaremos neste capítulo dois tipos de situação quanto à obsessão no núcleo familiar. A primeira refere-se à presença de espíritos obsessores atuando sobre um dos membros da família.

Adverte, com muita sabedoria, Manoel Philomeno de Miranda, já no ano de 1980, que a obsessão está grassando de maneira epidêmica, sendo este um "problema de emergência", tal como explana no prefácio do meu livro "Obsessão/Desobsessão" .

Dele é a palavra a seguir:


"O problema da obsessão é, cada vez, mais grave, generalizando-se numa verdadeira epidemia, que assola as multidões engalfinhadas em lutas tiranizantes. ( ... )

Amores e ódios, afinidades e antipatias não se desfazem sob o passe de mágica da desencarnação.

Em razão disto, as atrações espirituais, por simpatia quanto por animosidade, vinculam os afetos como unem os adversários no processo do continuum da vida.

Não somente o ódio, porém, responde pela alienação por obsessão.

Fatores outros, do passado e do presente espiritual de cada um, tornam-se a gênese vigorosa deste rude e necessário mecanismo de depuração dos que delinquem ...

Amores selvagens, nos quais prevalecem os instintos primitivos; interesses subalternos, que se atribuem direitos de dominação a posse; invejas perniciosas, acionando os mecanismos de destruição; mórbidos ciúmes, que rastreiam aqueles que lhes padecem as injunções, insaciáveis; calúnias e traições, que dormiam, ignoradas, e a desencarnação despertou; avarezas da sordidez, que se permitem a insânia de prosseguir arremetendo contra quem lhes ameace a mesquinhez; orgulhos desvairados e suspeitas felinas, em conciliábulos de loucura; toda uma vasta gama de motivos injustificáveis, certamente,jazem-se responsáveis pelas ultrizes perturbações que atormentam, desagregam, anulam ou levam ao suicídio muito maior número de incautos do que se pode supor".
(Manoel P.de Miranda, Obsessão/Desobsessão)

Obsessões, portanto, acontecem em larga escala. A ocorrência de casos de crianças obsidiadas é muito mais frequente do que imaginamos. Adultos ou crianças, todos somos espíritos com uma história pregressa que vem de muito longe.

Infere-se, pois, que espíritos que retornam ao cenário terrestre trazendo graves comprometimentos perante as leis divinas, podem apresentar, desde tenra idade, reações psicológicas, orgânicas e de conduta que não se enquadram nos cânones da Medicina atual, dando abertura para outras possibilidades, cabendo então a alternativa espiritual, hoje muito mais aceita e difundida. Na verdade, tais crianças apresentam quadros de processos obsessivos, havendo a presença de um ou mais espíritos perseguidores.

Uma das técnicas dos espíritos obsessores é a de atormentar toda a família, embora o alvo seja a criança, usando-a para alcançar seus fins, tornando-a nervosa, inquieta, amedrontada, irritada, levando-a ao choro constante ou instigando-a para que faça toda espécie de estripulias, sabendo que isso desequilibra igualmente a família. O ambiente conturbado serve assim aos seus propósitos.

É preciso deixar bem claro que quando um espírito malfazejo se aproxima de um membro de determinada família e aí encontra campo propício para o seu assédio, isto não ocorre por acaso, mas, sim, por atração vibratória que o imanta àquele do qual deseja vingar-se. É imprescindível ter em mente que o algoz de hoje foi a vítima de ontem. Quanto a alguns familiares, de uma forma ou de outra, igualmente fazem parte desse passado. A Justiça Divina não falha, não comete erros: "a cada um segundo as suas obras", ensinou o Mestre dos mestres.

Quais seriam essas relações do passado?

Como uma pessoa se vincula a outra e isto passa para a outra vida?

Relacionamentos tumultuados que culminaram em crimes em vidas pretéritas quase sempre dão origem a cobrança nos dias atuais, visto que ninguém consegue progredir carregando pesados fardos de dívidas, de culpas. Tais relações conflituosas podem ter sido, por exemplo, de envolvimento amoroso, que culminou em traições, tragédias passionais; ou de dívidas decorrentes de negócios, de prejuízos que alguém causou a outrem; ou ainda de rixas diversas decorrentes de heranças ou de intrigas políticas, disputa de poder, etc. Todas tais situações de graves consequências prosseguem vivas no mundo espiritual, após a morte do corpo, e os envolvidos se mantêm enredados em suas próprias teias. O renascimento de um deles não desfaz os liames dos comprometimentos, podendo resultar, por parte de algum desafeto desencarnado, a continuidade da vingança em processo insidioso de obsessão, que irá buscar a sua vítima onde e em qual situação esteja. Essa atuação maléfica, portanto, alcança também a família. É interessante mencionar que num mesmo círculo consanguíneo, às vezes, se reúnem um ou outro cúmplice ou mesmo algum desafeto, como também, para equilibrar a situação familial, reencarna um espírito querido de todos com a tarefa de colaborar para a rearmonização geral.

A segunda situação acontece quando um obsessor - ou mais de um - passa a cobrar e a exercer a sua vingança sobre toda a família, procurando dominar mentalmente alguns de seus integrantes para alcançar seus objetivos. Em casos assim, nota-se uma perturbação generalizada no ambiente doméstico, a começar pelas crianças, que, sendo alvos das vibrações desequilibradas, se tornam irritadas, nervosas, briguentas, mal-humoradas, podem apresentar insônia, pesadelos, o que atinge, como é natural, os adultos. Naturalmente, o assédio de tais entidades só terá êxito se encontrarem nos encarnados brechas morais e o campo mental negativo, invigilante e desequilibrado, o que favorecerá a sintonia. Caso haja no lar o cultivo da prece, a harmonia e o amor as defesas espirituais estarão fortalecidas, dificultando a ação perturbadora.[...]


(( continua ))
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: macili em 04 de Outubro de 2013, 05:20
(( continuação ))

Pela psicografia da querida médium Yvonne A. Pereira, legou-nos o Benfeitor Espiritual, Dr. Bezerra de Menezes, um livre esclarecedor sobre o assunto, "Dramas de Obsessão". Em certo trecho da obra, o autor ensina:

"Existem obsessões baseadas no ódio e no desejo irrefreável de vinganças, insolúveis numa só etapa reencarnatória, as quais serão incomodativas, desesperadoras podendo levar séculos exercendo o seu jugo sobre a vítima, estendendo-o mesmo à vida no Invisível e invertendo o domínio da possessão em existências subseqüentes, até que os sofrimentos excessivos, provenientes de tão ardentes lutas, bem assim a reflexão e o desejo de emenda, obriguem os litigantes à renúncia do passado pela abnegação do porvir, o que os fará reencarnar unidos pelos laços de parentesco muito próximo - constantemente como irmãos consangüíneos e até como pais e filhos e mesmo cônjuges - a fim de que mutuamente se perdoem e se habituem a um convívio pessoal, a uma junção familiar persistente, que, conquanto se apresente como provação e, não raro, como expiação, acaba por estabelecer vínculos de afetividade indestrutíveis em suas almas, desaparecidas, então, completamente, as antigas animosidades". (Bezerra de Menezes, Dramas da obsessão)


Ao longo dos anos, defrontamo-nos com diversos casos de obsessão envolvendo alguns membros de uma mesma família. Um desses casos ocorreu entre os anos de 1995 e 1996.


Atendemos uma senhora que chamaremos aqui de D. Maria. Ela veio acompanhada da filha, uma adolescente de 14 anos, passando a relatar os problemas que estava enfrentando em seu lar, que, na sua opinião, deveriam ser provenientes de "coisas muito ruins". A filha, vivia sendo "tomada" por espíritos; estes xingavam e ameaçavam todos os parentes e diziam que iriam acabar com a família. A mocinha ficava horas "possuída" por tais entidades e dava muito trabalho para voltar ao normal. No princípio, a coisa era só de minutos, depois foi se alastrando, e chegou a tal ponto. O irmão, com 17 anos, logo depois começou a beber, chegava a casa embriagado, violento, querendo bater em quem estivesse por perto e quebrar tudo à sua volta. O marido não conseguia emprego e ela era o único sustento da família, como faxineira em diversas casas e lojas. Trabalhava todos os dias, às vezes, duas faxinas no mesmo dia. Quando o filho não estava bebendo, brigava com a irmã, não se dava bem com o pai; D. Maria, por seu lado, julgava que o marido não se esforçava, que era preguiçoso, por isso viviam brigando. Enfim a vida era um verdadeiro inferno! Conversamos demoradamente com a mãe e a filha. Esta ressaltou que gostava muito da mãe, mas que não sabia como fazer para controlar as manifestações e que tinha medo dos espíritos. Foram necessários alguns atendimentos em sequência durante algumas semanas, para explicar os fatos no âmbito espiritual, instruir a mocinha quanto à possibilidade de controlar as manifestações; por outro lado, esclarecemos à senhora da necessidade das preces no lar, de tentar conseguir que o marido e o filho comparecessem para conversarmos e estabelecermos uma programação para o tratamento espiritual. O marido veio logo, na semana seguinte, e notamos ser ele uma pessoa de bom coração, humilde e que estava batalhando para conseguir um emprego fixo: fazia alguns biscates. Levamos os nomes para a reunião de desobsessão e vários espíritos se manifestaram, declarando-se cobradores da família, relatando o passado e a sede de vingança que os dominava. Alguns meses transcorreram, até que o mais ferrenho desafeto da família desistisse de seus propósitos. Enquanto isto, a família passou a comparecer assiduamente para ouvir as palestras e receber passes. Durante dois anos, acompanhamos a família. O marido, um mês e pouco após começarem a frequentar a SEJA, conseguiu emprego como porteiro de um prédio, devido aos seus bons antecedentes. A jovem voltou à escola e, vez que outra, ainda sentia as influências de algum espírito; o rapaz continuou a beber, embora com maior intervalo e mais calmo. A vida melhorou consideravelmente. Entretanto, como é comum, foram espaçando a participação na casa e depois não tivemos mais notícia dessa família.

Somente o Espiritismo dispõe dos recursos imprescindíveis para atender a todas essas angústias humanas, especialmente nesse complexo campo das obsessões de ordem espiritual, tais como o atendimento fraterno, o tratamento através dos passes - também chamado de Fluidoterapia -, as palestras doutrinárias que visam a transmitir os conhecimentos espíritas, que esclarecem quanto às causas dos sofrimentos humanos e que são altamente consoladores, abrindo para cada um novas perspectivas de vida, com mais coragem, esperança e, sobretudo, com a fé raciocinada, que ilumina e liberta as almas.

Por outro lado, é imprescindível enfatizarmos a necessidade da transformação moral, da reforma interior a partir de uma reformulação de hábitos que tem como ponto inicial a higienização da casa mental. A palavra abalizada de Manoel Philomeno de Miranda elucida:

"Em face do quadro múltiplo das auto-obsessões, das obsessões simples e complexas como das que se manifestam em áreas mistas de alienação por interferência espiritual, a contribuição do enfermo é imprescindível, quanto relevante. Sem que esta produza, a esforço hercúleo que seja, uma mudança de atitude mental com a execução de um programa edificante, no qual granjeie simpatia e solidariedade, credenciando-se a ser auxiliado, qualquer ajuda de outrem redunda quase sempre nula. ( ... )

Mesmo nos casos da obsessão por subjugação, a terapêutica do esforço pessoal do enfermo é valiosa"
. (Divaldo Franco, Tramas do Destino)


Se você, querido(a) leitor(a), estiver vivendo um caso parecido, se o sofrimento perpassa os seus dias, procure logo uma casa espírita e relate o seu drama. Esteja certo de que você encontrará ali a orientação espírita, que traz em seu fulcro os ensinamentos de Jesus, propiciando a medicação espiritual para você e sua família.


(( Suely C. Schubert ))
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Antonio Renato em 04 de Outubro de 2013, 08:12
Meus irmãos,existem obsessões que não têm senão a mesma origem:o obsessor,que poderá
ser encarnado ou desencarnado,"sugestiona" aquele a quem deseja mal,durante o sono na-
-tural ou provocado por ele próprio.
Impõe-lhe sua vontade e,ao despertar,o paciente obedece-lhe em tudo,sem forças para se
furtar a tenebrosa teia.Tais obsessões são facilmente curáveis pelo espiritismo,ou por um
hábil magnetizador,que agirá com os mesmos processos,anulando a pressão do primeiro
sobre o paciente.
Muitos crimes de várias naturezas,suicídios,embriaguez,etc.,têm origem neste fenômeno psí-
-quico.E será bom que todos estejam atentos a estes aspectos da sua própria vida,a fim de
se furtar a tais possibilidades,pois,uma vida serena voltada às coisas de Deus,a educação da
mente e do caráter são barreiras que interceptam tais ações da parte de entidades.Os espíri-
tos superiores ,todavia,só servem desse poder,natural nos homens,como nos espíritos,para
finalidade elevadas e caritativas.
                                                     Do livro:Ressurreição e vida,por Yvonne A.Pereira
Ps.Colocado em um tópico criado por *Leni*(Como reconhecer quem está obsediado),em 04
de janeiro de 2009.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: belina em 04 de Outubro de 2013, 10:27
Ola amigos
Bom dia

Na obsessão simples, ocorre um embaraço que se limita a perturbar a vontade, a emoção e o psiquismo da pessoa obsidiada. O Espírito inferior pode incomodá-la, mas não domina em profundidade o seu psiquismo. Se tem o sono perturbado por pesadelos, pode estar também sendo vítima de uma obsessão simples. Se esses sonhos ruins permanecem durante uma boa parte do dia incomodando a pessoa, então podemos dizer que existe uma subjugação moral.

 Quem sofre de depressões de caráter não profunda, podem ser vítimas de obsessões simples. Mas se a situação psicológica degenerar na predominância de maus pensamentos no trânsito mental, então passa a ter uma subjugação moral.

 De salientar ainda que pequenos tiques nervosos e manias esporádicas, também podem ser classificadas como obsessão simples. Caso estes tiques nervosos e manias esporádicas (movimento involuntário muscular do rosto ou do corpo) se tornem constantes, o fenómeno obsessivo poderá ser classificado como uma subjugação física.
 
Assim a obsessão simples é, uma interferência espiritual não grave. Mas, é importante não esquecer que algumas obsessões simples, se não forem cuidadas, poderão degenerar em formas mais graves, tais como a subjugação e a fascinação.
Todos os casos de obsessão merecem uma redobrada atenção.

paz e luz
belina





Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 04 de Outubro de 2013, 11:30
Amigos  para todos  com muita paz  o meu  bom dia  e agradecer pelas  vossas participações que muito tem valorizado este  estudo e debate  e  vamos  pensar que  neste tema de obessão  existes  muitas e variadas nuances  que  podem ser analizadas para as compreendermos  melhor .
Allan Kardec ordenou o fenómeno obsessivo segundo certas características e graus de intensidade que lhe é próprio e que facilitam entender a gravidade de cada caso.
Ele classificou a obsessão em três categorias distintas, segundo seu grau de perigo e de manifestação.
Obsessão simples.
Fascinação.
Subjugação.
Na obsessão simples, ocorre um grau de constrangimento que se limita a perturbar a vontade, emoção e psiquismo da pessoa obsediada.
O Espírito inferior incomoda o indivíduo, mas não domina em profundidade seu psiquismo.
Alguém que tenha o sono perturbado por pesadelos, pode estar sendo vítima de uma obsessão simples.
No entanto, se os efeitos provocados por esses sonhos ruins permanecem significativamente parte do dia incomodando o enfermo, o caso pode ser classificado como uma subjugação moral.
Pacientes portadores de depressões de caráter leve a mediana, podem ser vítimas de obsessões simples.
Porém, se a situação psicológica degenerar na predominância de maus pensamentos no trânsito mental, a situação também pode ser colocada na classe de subjugação moral.
Pequenos tiques e manias, também podem ser classificados como obsessão simples.
Caso essas situações se tornem constantes, o fenómeno obsessivo poderá ser classificado como subjugação física.
Em resumo, a obsessão simples é, como o próprio nome o diz, uma interferência espiritual não grave.
Mas, é importante citar que algumas obsessões simples, se não forem cuidadas adequadamente, poderão se degenerar em formas mais graves, tais como a subjugação e a fascinação.
Portanto, todos os casos de obsessão merecem a maior atenção.
A fascinação é o processo de obsessão mais grave.
Allan Kardec ainda é quem assim se refere, falando dessa situação obsessiva.
A tarefa do setor de desobsessão se torna mais fácil, quando o obsedado, compreendendo a sua situação, oferece o concurso da sua vontade e das suas preces.
Dá-se o contrário quando, o seduzido pelo espírito fascinador, se mantém iludido quanto a qualidades das entidades que o domina, e ele mesmo repele qualquer assistência, pois casos de fascinação, sempre são infinitamente mais rebeldes do que a mais violenta subjugação.
Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso auxiliar da ação contra o obsessor.
Allan Kardec no Evangelho segundo o espiritismo, nos diz que na fascinação, existe um mecanismo de profunda ilusão instalada na mente enferma do paciente.
Ele afeta as faculdades intelectuais, distorcendo o raciocínio, a capacidade de julgamento e a razão da vítima, e se vale da sua própria ignorância e dificuldade de compreender um estado de espírito moralmente sadio.
Nisso o obsessor o engana explorando suas fraquezas morais, iludindo-o com uma falsa realidade. Um fascinado raramente admite que está obsedado.
O defeito moral que canaliza a fascinação é o estímulo para o orgulho e a vaidade. Bons valores mediúnicos já se perderam por causa da super valorização que algumas pessoas deram ao seu amor próprio.
Os espíritos fascinadores são atores hipócritas, ardilosos, sorrateiros, irascíveis e não possuem qualquer receio de se enfeitar com padrões vibratórios e fluidos conhecidos pelos médiuns ou se identificar com nomes honrados, e assim, levarem suas vítimas a tomarem atitudes ridículas perante a espiritualidade superior.
A fascinação é mais comum do que se pensa.
Atualmente, em grande escala atinge o movimento Espírita como uma doença moral, e isso é muito sério, eles buscam os setores centrais e mais importantes como postos chaves nas federações e centros espíritas, e ardilosamente se implantam sutilmente nas mentes invigilantes, querem um exemplo dessa mórbida influencia: Tentem desalojar alguns desses postos.
Outros são responsáveis pela edição de um bom número de livros anti doutrinários e comprometedores existentes no mercado da literatura espírita.
Essas obras são escritas por médiuns e escritores vaidosos, que sob o império da fascinação, não se dão conta do ridículo a que se submetem.
Também é a fascinação a responsável por inúmeras condutas esdrúxulas observadas em centros espíritas, tais como, a entoação de cânticos rotineiros, utilização de roupas e paramentos nas sessões, palmas fluídicas e aquela mórbida transformação da sala de trabalhos em tribuna versando anedotário inútil, desrespeitando a função de pronto-socorro espiritual.
Esquecendo eles que o humor sadio é sempre bem vindo nas casas espíritas, pois as vibrações do sorriso quando nascem do coração também são remédios para muitos irmãos.
Os intelectuais, embora instruídos, não estão livres da fascinação.
Alguns desses indivíduos, por confiarem excessivamente no seu pretenso saber, tornam-se instrumentos de espíritos fascinadores e passam a divulgar no movimento Espírita conceitos anti doutrinários nocivos à fé espírita.
Allan Kardec alerta para outro grave perigo o da fascinação de grupos espíritas inteiros.
Audazes e inexperientes podem cair vítimas de espíritos fascinadores que se comprazem em exercer seu domínio sobre todos aqueles que lhes dão ouvidos, manifestando-se algumas vezes como guias e outros.
A fascinação também pode cair sobre grupos experientes que se julguem maduros o suficiente para ficarem livres de sua danosa influência.
O orgulho, os sentimentos de superioridade são a porta larga para a entrada dos espíritos fascinadores.
Portanto, deve-se tomar todo o cuidado quando na direção de centros Espíritas e das sessões de atividades mediúnicas.
Os dirigentes são alvos preferidos dos espíritos hipócritas que, dominando-os, podem mais facilmente dominar o grupo. A subjugação é um tipo de obsessão que apresenta um elevado grau de domínio moral do paciente.
Quando a subjugação é moral, diferencia-se da fascinação, porque o paciente sabe que está obsediado.
Na fascinação, as vitimas discutem e tomam atitudes muitas vezes irascíveis e não percebem.
É fácil identifica-los, confundem a dura frieza espiritual com auto disciplina, e desequilibra-se com muita facilidade na defesa de seus pontos de vistas.
Adquire posturas superiores e não aceitam o dialogo sobre estudos espirituais com pessoas que julguem inferiores e se acontecem é sempre poucas palavras, pois o obsessor não o deixa por muito tempo perto de pessoas que podem esclarece-lo.
No fascínio que subjuga ocorre um intenso domínio do espírito obsessor no plano fluídico, que em alguns momentos, chega a quase completa incorporação, levando a pessoa a agir acreditando que está defendendo os ideais da casa e da doutrina, não percebem o ridículo a que se expõe.
É importante citar que se estas pessoas não forem cuidadas adequadamente, poderão se degenerar em formas mais graves, tais como a imantação ao corpo espiritual da vitima, provocando-lhe crises de ordem moral, com consequentes reflexos no corpo físico.
André Luís deixa isso bem claro em algumas de suas obras e fala das crises provocadas por esta categoria de obsessão e são por demais perigosas.
Há alguns anos o desenvolvimento do processo de subjugação, se iniciava primeiro no plano moral, depois de encontrada a sintonia adequada, ele evoluía para a homogeneização fluídica que mais tarde, o levaria ao domínio no perispírito e dos centros de força do doente.
Em seguida, começavam a aparecer às crises que afetam o corpo físico, como intolerância nervosa, trejeitos, agressões e mais tarde quedas semelhantes a convulsões.
Hoje recentes pesquisas, mostram uma variante nos métodos das organizações das trevas.
A habilidade de muitos grupos de psicólogos do mundo astral inferior, treinados objetivando lograr êxito onde outras organizações falharam, tentam novo modelo de trabalho, encontrando nas lides espíritas, um numero quase infinito de brechas morais e um campo imenso propenso à fascinação.
Aprenderam que não podem mais agir de forma ostensiva, então começaram a promover as obsessões.
Nesse novo modelo, estão comprovadamente tendo mais sucesso.
A formula sutil de minar a resistência moral foi deflagrada.
As suas ambições voltaram se para um campo maior, em vez de um indivíduo, as pretensões agora são os grupos, em particular os que estão de alguma forma voltado às obrigações sociais, mas é no panorama espírita que vem engrossando sua fileira de incautos, devido ao descaso aos altos compromissos da criatura com o evangelho.
E agindo de dentro para fora nas instituições, deixa bem claro seu sarcasmo contra o divino Cordeiro de Luz, e podem ter certeza, teremos que vigiar bem nossa casa mental, os ocorridos no subdistrito Morzine na França estão hoje em larga escala cada dia mais evidentes.
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 04 de Outubro de 2013, 13:30
Amigos  um Bom Dia  de muita paz  .........
Entre os escolhos que apresenta a prática do Espiritismo, cumpre se coloque na primeira linha a obsessão, isto é, o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas.
Nunca é praticada senão pelos Espíritos inferiores, que procuram dominar.
Os bons Espíritos nenhum constrangimento infligem.
Aconselham, combatem a influência dos maus e, se não os ouvem, retiram-se. Os maus, ao contrário, se agarram àqueles de quem podem fazer suas presas.
Se chegam a dominar algum, identificam-se com o Espírito deste  e o conduzem como se fora verdadeira criança.
A obsessão apresenta caracteres diversos, que é preciso distinguir e que resultam do grau de constrangimento e da natureza dos efeitos que produz.
A palavra obsessão é, de certo modo, um termo genérico, pelo qual se designa esta espécie de fenômeno, cujas variedades são: a obsessão simples, a fascinação e a subjugação.
Dá-se a obsessão simples, quando um Espírito inferior se impõe a um médium, se imiscui, a seu mau grado, nas comunicações que ele recebe, o impede de  se comunicar com outros Espíritos e se apresenta em lugar que são evocados.
Ninguém está obsidiado pelo simples fato de ser enganado por um Espírito mentiroso.
O melhor médium se acha exposto a isso, sobretudo, no começo, quando ainda lhe falta a experiência necessária, do mesmo modo que entre nós homens, os mais honestos podem ser enganados por velhacos.
Pode-se, pois, ser enganado, sem estar obsidiado.
A obsessão consiste na tenacidade de um Espírito, do qual não consegue desembaraçar-se a pessoa sobre quem ele atua.
Na obsessão simples, o médium sabe muito bem que se acha presa de um Espírito mentiroso e este não se disfarça; de nenhuma forma dissimula suas más intenções e o seu propósito de contrariar.
O médium reconhece sem dificuldades a contrariar e, como se mantém em guarda, raramente é enganado.
Este gênero de obsessão e, portanto, apenas desagradável e não tem outro inconveniente, além do de opor obstáculo às comunicações que se desejara receber de Espíritos sérios, ou dos afeiçoados.
Podem incluir-se nesta categoria os casos de obsessão física, isto é, a que consiste nas manifestações ruidosas e obstinadas de alguns Espíritos, que fazem se ouçam, espontaneamente, pancadas ou outros ruídos. Pelo que concerne a este fenómeno, consulte-se o capítulo Das manifestações físicas espontâneas.
(N. 82, de O Livro dos Médiuns.)
(O texto é do Cap. XXIII, itens 237 e 238, de O Livro dos Médiuns.)
Com um grande abraço de muita paz
 [attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Julianna_ em 04 de Outubro de 2013, 14:10

Obsessão na Família


"'Vinculados os Espíritos no agrupamento familial pelas necessidades da evolução em reajustamentos recíprocos, no problema da obsessão, os que acompanham o paciente estão fortemente ligados ao fator predisponente, caso não hajam sido os responsáveis pelo insucesso do passado, agora convocados à cooperação no ajustamento das contas." Manoel Philomeno de Miranda" (Grilhões Partidos)


A família não é constituída ao acaso, lembra Herculano Pires.

Emmanuel ensina que o lar é a escola viva das almas. (Emmanuel)


Embora em nossos dias muitos núcleos familiares se formem e se dissolvam com rapidez, ainda assim, a aproximação e o estabelecimento de vínculos mais profundos entre os indivíduos por força de consanguinidade ou de convivência doméstica não é ocorrência fortuita e meramente casual.

É no círculo familiar que se reencontram aqueles que em existências anteriores se comprometeram e que agora ali estagiam, em busca de reajuste e de reequilíbrio ou promovendo o fortalecimento de laços afetivos já existentes.

A família é, portanto, um espaço vivo de convivência onde se manifestam os compromissos, as inimizades, os amores mal resolvidos como também os afetos de ontem a se reencontrarem no presente. Tudo isto, todavia, tem, hoje em dia, uma fisionomia própria de acordo com o período conturbado em que vivemos.

A construção de um núcleo familiar proporciona, assim, a presença de espíritos milenares que se encontram ou reencontram, por mais fortuito tenha sido o relacionamento sexual que tenha dado origem à sua formação, Sabemos que os espíritos são atraídos para junto daqueles que lhes servirão de pais, seja por automatismo, como no caso da maioria das reencarnações padronizadas, seja através de programações espirituais elaboradas de comum acordo com os reencarnantes, numa gama infinita de características, valores e aquisições individuais.

...

(( continua ))

Macili, muito obrigada por compartilhar esse texto, bastante esclarecedor!
Julianna
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: lineu em 04 de Outubro de 2013, 17:41
(https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQbGyWaJokDxvJXti8-y8n2fGAn7C2aTtGHZ2n_3YLEdrs4_hKsBlksdfva)

No estudo da obsessão, importa conhecer o caráter coletivo predominante entre os habitantes deste mundo pelos parâmetros da escala espírita. E, a partir desse conhecimento, buscar a identificação das medidas necessárias ao combate desse terrível mal que assola a humanidade.

Sabe-se que a maioria dos seres humanos que alternam existências nos planos físico e espiritual deste mundo está situada na terceira ordem da escala espírita, classificatória dos Espíritos Imperfeitos. E que os Espíritos situados nessa ordem classificatória caracterizam-se pela predominância da matéria sobre o espírito, propensão ao mal, ignorância, orgulho, egoísmo e todas as más paixões decorrentes de tais vícios.

Nessa ordem de Espíritos Imperfeitos situa-se a classe dos Espíritos Impuros, abrangendo elevado número dos habitantes deste mundo. E tais espíritos são caracterizados pela inclinação e proposição ao mal, sobretudo como conselheiros pérfidos, insufladores da discórdia e da desconfiança e useiros de todos os disfarces propícios ao engano e à perdição.

Saliente-se que os aludidos Espíritos Impuros, quando encarnados no plano físico deste mundo, inclinam-se a todos os vícios engendrados pelas paixões vis e degradantes, tais como a sensualidade, a crueldade, a felonia, a hipocrisia, a cupidez e a avareza sórdida. E, por essa tendência, prazenteiros na prática do mal e adversos ao bem, sempre escolhem as suas vítimas entre as pessoas honestas, constituindo verdadeiros flagelos da humanidade.

Triste realidade! E tão deplorável que somente pode ser combatida pelo exército do Cristo...

Com apocalípticas medidas repressivas.


Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Vivaldo em 04 de Outubro de 2013, 17:42
Olá amigos, muita paz para todos!  Com base no pensamento do amigo M.Altino que diz: 1. "Uma das principais causas do processo obssessivo está muitas vezes no nosso Valor Moral", podemos dizer que aí talvez esteja a causa dessa não só estagnação como poderia dizer retrocesso moral que verificamos no nosso planeta? Seria o resultado da encarnação de espíritos mais inferiores do que no passado, por não haver em nosso planeta ainda as condições para a reencarnação de espíritos mais evoluídos?  Daí resultaria o aumento da criminalidade, depressão, solidão e o vazio que acompanha, hoje em dia, todas as realizações humanas?
        2. " A obssessão é a ação persistente de um espírito mau ou ignorante sobre a pessoa" (M.Altino).  Poderia ser essa obssessão persistente sobre um país ou sobre um continente? Haveria então razão para crer numa espécie de maldição voltada para um povo específico?
            3. "Qual a solução mais simples ao problema da obssessão?"
R:"Consagremo-nos à construção do bem de todos, cada dia e cada hora, porquanto caminhar ente espíritos nobres ou desequilibrados, sejam eles encarnados e desencarnados, será sempre questão de escolha e sintonia" (Belina). Podemos, então, concluir que não é apenas uma abstração dizer que a solução parte de nós mesmos? Sendo, portanto, uma atitude concreta e consciente que levaria a resultados práticos e visíveis de melhoramento e aperfeiçoamento do mundo? Desde já agradeço uma resposta. Um abraço a todos!
           
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 04 de Outubro de 2013, 18:46
Amigo Vivaldo  muito bem vindo e  é  com muita paz  que lhe  dou as  boas vindas..........   e quanto  à sua questão  a Obsessão é sempre  e muitas vezes  pelo baixo valor moral  das pessoas  que podem  ser aproveitadas  por entidades  menos  boas  que  assim  provocam muitas  vezes  obsessôes  que podem  ir  de  leves  a muito graves  como a possessão.
Mas  temos de compreender que  é sempre um ato pessoal de  cada um e não coletivamente  pois  quando cada um estiver sintonizado  com  Valores Morais  elevados e  com atitudes de vigilância ..........estamos melhor protegidos.
A prece é o mais poderoso auxiliar de quem haja de atuar sobre o Espírito obsessor.

Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 04 de Outubro de 2013, 19:00
Amigos e companheiros deste estudo e debate onde podemos entender sempre mais um pouco......     Cristãos eminentes, em variadas escolas do Evangelho, asseveram na atualidade que o problema da obsessão teria nascido no culto da mediunidade, à luz da Doutrina Espírita, quando a Doutrina Espírita é o recurso para a supressão do flagelo.
Malham médiuns, fazem sarcasmo, condenam a psicoterapia em favor dos desencarnados sofredores e, por vezes, atingem o disparate de afirma que a prática mediúnica estabelece a loucura.
Esquecem-se, no entanto, de que a vida de Jesus, na Terra, foi uma batalha constante e silenciosa contra obsessões, obsidiados e obsessores.
O combate começa no alvorecer do apostolado Divino.
Depois da resplendente consagração na manjedoura, o Mestre encontra o primeiro grande obsidiado na pessoa de Herodes, que decreta a matança de pequeninos, com o objetivo de aniquilá-lo.
Mais tarde, João Batista, o companheiro de eleição que vem ao mundo secundar-lhe a obra sublime, sucumbe degolado, em plena conspiração de agentes da sombra.
Obsessores cruéis não vacilam em procurá-lo, nas orações do deserto, verificando-lhe os valores do sentimento.
A cada passo, surpreende Espíritos infelizes martirizando  médiuns desnorteados.
O testemunho dos apóstolos é sobejamente inequívoco.
Relata Mateus que os obsidiados gesarenos chegavam a ser ferozes; refere-se Marcos ao obsidiado de Cafarnaum, de quem desventurado obsessor se retira clamando contra o Senhor em grandes vozes.
Narra Lucas o episódio em que Jesus realiza a cura de um jovem lunático, do qual se afasta o perseguidor invisível, logo após arrojar o doente ao chão, em convulsões epiléticas; e reporta-se João a israelitas positivamente obsidiados, que apedrejam o Cristo, sem motivo, na chamada Festa da Dedicação.
Entre os que lhe comungam a estrada, surgem obsessões e psicoses diversas.
Maria de Magdala, que se faria a mensageira da ressurreição, fora vítima de entidades perversas.
Pedro sofria obsessão periódica.
Judas era cego  em obsessão fulminante.
Caifás mostrava-se paranóico.
Pilatos tinha crises de medo.
No dia da crucificação, vemos o Senhor rodeado por obsessões de todos os tipos, a ponto de ser considerado, pela multidão, inferior a Barrabás, malfeitor e obsesso vulgar.
E, por último, como se quisesse deliberadamente legar-nos preciosa lição de caridade para com os alienados mentais, declarados ou não, que andam  no mundo, o Divino Amigo prefere partir da Terra na intimidade de dois ladrões..
À vista disso, ante os escarnecedores de todos os tempos, eduquemos a mediunidade na Doutrina Espírita, porque só a Doutrina Espírita é luz bastante forte, em nome do Senhor, para clarear a razão, quando a mente se transvia, desgovernada, sob o fascínio das trevas                                                             
( Seara dos Médiuns,: Obsessão e Jesus.)
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: belina em 04 de Outubro de 2013, 22:25
Boa noite
Nas fronteiras da loucura é um Livro que todos deveriamos ler e reler para que fiquemos mais despertos para este flagelo que tem vindo a aumentar ao longo dos anos.
É nossa obrigaçao como espiritas e como cristãos  combatermos  a Obsessão, mantendo-nos em equilibrio a nós mesmos e ajudar-mos os nossos irmãos que necessitam regressar à sua vida cotidiana.
Vejamos o que Manoel Philomeno de Miranda nos diz.
Fica em anexo o Livro.
Belina

NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA
É muito diáfana a linha divisória entre a sanidade e o desequilíbrio mental.
Transita-se de um para outro lado com relativa facilidade, sem que haja, inicialmente, uma mudança expressiva no comportamento da criatura.
Ligeira excitação, alguma ocorrência depressiva, uma ansiedade, ou um momento de mágoa, a escassez de recursos financeiros, o impedimento social, a ausência de um trabalho digno entre muitos outros fatores, podem levar o homem a transferir-se para a outra faixa da saúde mental, alienando-se, temporariamente, e logo podendo retornar à posição regular, à de sanidade.
Problemas de ordem emocional e psicológica, mais costumeiramente conduzem a estados de distonia psíquica, não produzindo maiores danos, quando não se deixa que se enraízem ou que constituam causa de demorado trauma.
Vivendo-se numa sociedade em que as neuroses e as psicoses campeiam desenfreadas, vitimando um número cada vez maior de homens indefesos, as balizas demarcatórias dos distúrbios mentais fazem-se mais amplas.
Há, no entanto, além dos fatores que predispõem à loucura e dentre os quais situamos o carma do Espírito, nos quais se demoram incontáveis criaturas em plena fronteira, a obsessão espiritual, que as impulsiona a darem o passo adiante, arrojando-as no desfiladeiro da alienação de largo porte e de difícil recuperação...
São os sexólatras, os violentos, os exagerados, os dependentes de viciações de qualquer natureza, os pessimistas, os invejosos, os amargurados, os suspeitosos incondicionais, os ciumentos, os obsidiados, que mais facilmente transpõem os limites da saúde mental...
Não nos desejamos referir àqueles que são portadores de patogenias mais imperiosas em razão de enfermidades graves, da hereditariedade, de distúrbios glandulares e orgânicos, de traumas cranianos e de sequelas de inúmeras doenças outras...
Queremos deter-nos nas psicopatogêneses es-pirituais, seja as de natureza emocional, pelas apti-dões e impulsos que procedem das reencarnações transatas, de que os enfermos não se liberam, seja pelo impositivo das obsessões infelizes, produzidas por encarnados ou por Espíritos que já se despiram da indumentária carnal, permanecendo, no entanto, nos propósitos inferiores a que se aferram...
A obsessão é uma fronteira perigosa para a loucura irreversível.
Sutil e transparente, a princípio, agrava-se em razão da tendência negativa com que a agasalha o infrator dos Soberanos Códigos da Vida.
Dando gênese a enfermidades várias, inicialmente imaginárias, que recebe por via telepática, pode transformar-se em males orgânicos de conseqüências insuspeitadas, ao talante do agente perseguidor que induz a vítima que o hospeda, a situações lamentáveis.
Comportamentos que se modificam, assumindo posições e atitudes estranhas, mórbidas, exprimem constrição de mentes obsessoras sobre aqueles que se lhes submetem, mergulhando em fosso de som-bras e de penoso trânsito...
Há muito mais obsessão, grassando na Terra, do que se imagina e se crê.
Mundo este que é de intercâmbio mental, vivo e pulsante, cada ser sintoniza com outro equivalente, prevalecendo, por enquanto, os teores mais pesados de vibrações negativas, que perturbam gravemente a economia psíquica, social e moral dos homens que nele habitam.
Não obstante, a vigilância do amor de Cristo Je-sus atua positiva, laborando com eficiência, a fim de que se modifiquem os dolorosos quadros da atualidade, dando surgimento a uma fase nova de saúde e paz.
Nesse contexto, o Espiritismo - que é o mais eficaz e fácil tratado de Higiene Mental - desempenha um relevante papel, qual seja o de prevenir o homem dos males que ele gera para si mesmo e lhe cumpre evitar, como facultando-lhe os recursos para superar a problemática obsessiva, ao mesmo tempo apoiando e enriquecendo os nobres profissionais e missionários da Psicologia, da Psiquiatria, da Psicanálise...
Neste livro procuramos examinar algumas técnicas obsessivas de Entidades perversas, que ainda se
comprazem no mal, estimulando os sentimentos e paixões inferiores, tanto quanto alguns outros métodos e terapias desobsessivas ministrados pelos Mentores Espirituais e demais abnegados prepostos de Jesus nesta batalha do bem contra o mal, da luz contra a treva.
Desfilam, nas páginas que se irão ler, vidas e criaturas que se encontravam nas fronteiras da loucura e que foram amparadas, reconduzidas ao equilíbrio, quanto outras que se vitimaram, oferecendo-nos preciosas lições que devem ser incorporadas ao cotidiano de cada um de nós.
Sobretudo, destacamos o esforço e a dedicação dos Mensageiros do bem e da paz, na faina infatigável de ajudar, ensinando pelo exemplo a lição da fé viva e da caridade plena...
Guardando a esperança de que a sua leitura possa beneficiar alguém, agradecemos ao Senhor de todos nós pela Sua caridade para conosco, tanto quanto aos Espíritos Amigos que nos facultaram o ensejo de estar ao seu lado, nos momentos em que se dedicaram ao socorro e à misericórdia espiritual, movimentando-se através das fronteiras dos dois mundos de vibrações, para amainar a loucura que toma conta de muitos homens.
Salvador, 24 de fevereiro (Quarta-feira de Cinzas) de 1982.
Manoel Philomeno de Miranda

paz e luz
belina
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: macili em 05 de Outubro de 2013, 05:53
Olá a todos...

Desejando clarear ainda mais o tema Auto-Obsessão, trago um texto extraído do livro "Os Poderes da Mente", de Suely Schubert.


Obsessões de Natureza Anímica - Auto-Obsessão


"O homem não raramente é o obsessor de si mesmo". Esta afirmativa é de Allan Kardec e é tão atual que a cada dia vemos a sua confirmação. Ele acrescenta: "Alguns estados doentios e certas aberrações que se lançam à conta de uma causa oculta, derivam do Espírito do próprio indivíduo". (1)

Quando se fala em auto-obsessão, pode parecer, à primeira vista, tratar-se de casos muito raros, entretanto, são bem mais comuns do que se imagina.

A auto-obsessão caracteriza-se pelas ideias fixas que o indivíduo tem em relação a si mesmo e podem se apresentar, por exemplo, mascaradas como zelo pessoal, cuidados que se dispensa ao próprio corpo, sempre tentando melhorar suas condições de saúde e beleza. A princípio tem essa motivação, mas logo se torna uma ideia obsessiva de esculpir as formas, deixando transparecer o conteúdo narcisista predominante. Ao lado disso, soma-se também o desejo de atrair pessoas para usufruir de experiências sexuais desequilibradas, o que termina por desaguar em graves processos obsessivos e de vampirização em que Espíritos do mesmo jaez se aproximam e mais açulam tais preferências para se locupletarem através dessas vivências. Nesse patamar estão os vícios em geral.

Em outros níveis, a auto-obsessão pode expressar-se como complexo de culpa no qual esteja presente a autopunição, a mania de doença, o medo exacerbado, evidenciado estados patológicos, os quais abrem brechas para influências obsessivas de Espíritos com propósitos negativos e altamente prejudiciais.

Por outro lado, as pessoas, de maneira geral, têm a tendência de complicar a vida e não percebem que o fazem. Preocupam-se e ficam estressadas com banalidades, com suposições disso ou daquilo, prevendo problemas que nem sempre chegam a acontecer, e o fato de se preocuparem antecipadamente as deixam excessivamente ansiosas.

É muito fácil para uma pessoa enredar-se em seus próprios pensamentos, em ideias que se repetem, em manias que vão sendo cultivadas, em emoções negativas constantes e, inadvertidamente, passa a ficar dependente desses estados mentais perturbadores, que se vão cristalizando, como que incrustados no psiquismo, tornando-se prejudiciais. São indivíduos que se sentem frequentemente doentes, e passam a percorrer consultórios médicos em busca do diagnóstico impossível para a medicina terrena. Normalmente, exageram os sintomas e julgam-se os maiores sofredores, proclamando o quanto sofrem, lamentando-se da sorte adversa, ao tempo em que buscam a atenção dos familiares aos quais não dão descanso e nem trégua de suas reclamações e exigências. Este é o campo propício para as auto-obsessões e, o que é ainda mais grave, para as obsessões. É também o domínio das doenças-fantasmas.

Doenças-Fantasmas

André Luiz, em página com o título acima, assim denomina as dores e enfermidades imaginárias, que são fruto do pensamento desequilibrado e negativo de certas pessoas. As suas advertências são importantes e oportunas, como se pode constatar:

"Referimo-nos às criaturas menos vigilantes, sempre inclinadas ao exagero de quaisquer ssintomas ou impressões e que se tornam doentes imaginários, vítimas que se fazem de si mesmas nos domínios das moléstias-fantasmas".

"Experimentam, às vezes, leve intoxicação, superável sem maiores esforços, e, dramatizando em demasia pequeninos desajustes orgânicos, encharcam-se de drogas, respeitáveis quando necessárias, mas que funcionam à maneira de cargas elétricas inoportunas, sempre que impropriamente aplicadas".

"Atingido esse ponto, semelhantes devotos da fantasia e do medo destrutivo caem fisicamente em processos de desgaste, cujas consequências ninguém pode prever; ou entram, de modo imperceptível para eles, nas calamidades sutis da obsessão oculta, pelas quais desencarnados menos felizes lhes dilapidam as forças".

"Depois disso, instalada a alteração do corpo ou da mente, é natural que o desequilíbrio real apareça e se consolide, trazendo até mesmo a desencarnação precoce, em agravo de responsabilidade daqueles que se entibiam diante da vida, sem coragem de trabalhar, sofrer e lutar". (2)

Também a insatisfação, a revolta, o tédio levam, não raramente, o indivíduo ao desânimo, ao desalento, ou às atitudes irresponsáveis, podendo desaguar até mesmo nas drogas, no crime, como formas de fuga da angústia de que é portador.

Em casos mais graves, as ideias negativas recorrentes que assomam à mente expressam conteúdos do passado, trazendo no bojo o sentimento de culpa a traduzirem-se em distúrbios mentais os mais variados, pelo bloqueio que o próprio Espírito engendra, inconscientemente, como forma de autopunição. São indivíduos que não se permitem ser felizes, que sempre sentem remorso ao manifestarem alegria, denotando, em análise mais profunda que não gostam de si mesmo e, em simultâneo, têm dificuldade em demonstrar sentimentos de ternura, carinho e amor. 

Em casos extremos, nesses processos de auto-punição, encontramos aquelas pessoas que se apresentam com um desejo mórbido de ferir a si próprias. Podemos citar dois casos de nosso conhecimento. O primeiro, de uma moça de 25 anos que se mutila com faca em várias partes do corpo, em episódios que se repetem com certa frequência, ao ponto de certos cortes necessitarem de sutura. Isso aterroriza a família, pois para agravar ainda mais a situação ela resiste ao tratamento psiquiátrico, embora já tenha sido internada à força, algumas vezes. Em ambos os casos foram constatados graves comprometimentos em reencarnações anteriores, presença de Espíritos perseguidores e um processo de autopunição açodado pelos obsessores que assim se vingam dos agravos do passado.

Fontes de Consulta.
(1) Allan Kardec - Obras Póstumas - FEB
(2) - Francisco C. Xavier e Waldo Vieira -Espíritos Emmanuel e André Luiz - Estude e Viva - FEB.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 05 de Outubro de 2013, 11:14
Amiga Belina muito obrigado pela sua  colocação na qual ficamos a compreender  melhor  este problema que  assolam a humanidade e  que muitas vezes  nos é  complicado  saber  discernir  entre   o que é Obsesão e apenas  um caso físico.........................

Amiga Macili  mas que texto lindo que mais  uma vez nos  ajuda  durante este tema  que  para todos  nós  é  uma descoberta  de que  tudo pode ser sanado quando  entendermos  cada um de nós  que  podemos  sanar  este problema  ou atenuar  com pensamentos  Elevados e  uma vida de prece ....
Com Um abraço  de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 05 de Outubro de 2013, 11:22
Amigos e companheiros  continuando  este  nosso tema  onde a  Obsessão é o tema central lhes venho partilhar  este  pequeno texto que  nos pode ensinar  e  alertar  para  como podemos minimizar  muitas  as consequências  deste caso ............   
Existem dez atitudes positivas contra o domínio da obsessão, a saber:
          Confiança em Deus e em si próprio;
          Consciência tranquila;
          Oração;
          Dever cumprido;
          Paciência;
          Trabalho incessante;         
          Serviço ao próximo;
          Simpatia e benevolência para com os outros;
          Estudo;
          Recomeço de construção do próprio equilíbrio, tantas vezes quantas se fizerem necessárias.
           
E há dez atitudes negativas, que agravam qualquer processo de perturbação espiritual, como sejam:
          Dúvida;
          Complexo de culpa;
          Indiferença;
          Irresponsabilidade;
          Irritação;
          Ociosidade;
          Egoísmo;
          Isolamento;
          Ignorância;
          Queixa contínua.
Acomodar-se a qualquer das situações referidas, depende da escolha de cada um, no entanto, ao enunciar semelhantes conceitos, temos em mira simplesmente recordar a palavra de Allan Kardec, no item 4, do Capítulo XXV, de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, quando nos adverte.“
Não, os Espíritos não vêm isentar o homem da lei do trabalho; vêm unicamente mostrar-lhe a meta que lhe cumpre atingir e o caminho que a ela conduz, dizendo-lhe: “Anda e chegarás; toparás com pedras; olha e afasta-as tu mesmo”.
Escultores de Almas, Removendo obsessões.
Com Um abraço de muita paz

[attach=1]
Manuel Altino

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 05 de Outubro de 2013, 11:32
Amigos  com muita paz   o meu bom dia  e que  possamos  debater  este  tema que  sempre  e muitas vezes desconhecemos as  causas e só conhecemos  os  efeitos .

OBSESSORES
 
Os meios de se combater a obsessão variam, de acordo com o caráter que ela reveste.
Não existe realmente perigo para o médium que se ache bem convencido de que está a haver-se com um Espírito mentiroso, como sucede na obsessão simples; esta não passa então, para ele, de fato desagradável.
Mas, precisamente porque lhe é desagradável constitui uma razão de mais para que o Espírito se empenhe em vexá-lo.
Duas coisas essenciais se têm que fazer nesse caso: provar ao Espírito que não está iludido por ele e que lhe é impossível enganar; depois, cansar-lhe a paciência, mostrando-se mais paciente que ele.
Desde que se convença de que está a perder o tempo, retirar-se-à, como  fazem os importunos a quem não se dá ouvidos.
Isto, porém, nem sempre basta e pode levar muito tempo, porquanto Espíritos há tenazes, para os quais meses e anos são nada.
Além disso, portanto, deve o médium dirigir um apelo fervoroso ao seu anjo bom, assim como aos bons Espíritos que lhe são simpáticos, pedindo-lhes que o assistam.
Quanto ao Espírito obsessor, por mau que seja, deve tratá-lo com severidade, mas com benevolência e vencê-lo pelos bons processos, orando por ele.
Se for realmente perverso, a princípio zombará desses meios; porém, moralizado com perseverança, acabará por emendar-se.
É uma conversão a empreender, tarefa muitas vezes penosa, ingrata, mesmo desagradável, mas cujo mérito está na dificuldade que ofereça e que, se bem desempenhada, dá sempre a satisfação de se ter cumprido um dever de caridade e, quase sempre, a de ter-se reconduzido ao bom caminho uma alma perdida.
Convém igualmente se interrompa toda comunicação escrita, desde que se reconheça que procede de um Espírito mau, que a nenhuma razão quer atender, a fim de se lhe não dar o prazer de ser ouvido.
Em certos casos, pode até convir que o médium deixe de escrever por algum tempo, regulando-se então pelas circunstâncias.
Entretanto, se o médium escrevente pode evitar essas conversas, outro tanto já não se dá com o médium audiente, que o Espírito obsessor persegue às vezes a todo instante com as suas proposições grosseiras e obscenas e que nem sequer dispõe de recursos de tapar os ouvidos.
Aliás, cumpre se reconheça que algumas pessoas se divertem com a linguagem trivial dessa espécie de Espíritos, que os animam e provocam com o rirem de suas tolices, em vez de lhes imporem silêncio e de os moralizarem.
Os nossos conselhos não podem servir a esses, que desejam afogar-se. –
 Allan Kardec.
( O Livro dos Médiuns, Capítulo XXIII, item 249 – Da Obsessão.)
Amigos  com um carinhoso abraço de muita paz

 [attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 05 de Outubro de 2013, 11:39
Amigos e  continuando a  tentar esclarecer mais um pouco para quem nos vista  e  como podemos compreender  este problema   sobre  obsessores...........
Obsesssor, em sinonímia correta, quer dizer “aquele que importuna’.
E “aquele que importuna” é, quase sempre, alguém que nos participou a convivência profunda, no caminho do erro, a voltar-se contra nós, quando estejamos procurando a retificação necessária.
No procedimento de semelhante criatura, a antipatia com que nos segue é semelhante ao vinho do aplauso convertido no vinagre da crítica.
 Daí, a necessidade de paciência constante para que se lhe regenerem as atitudes.
Considerando, desse modo, que o presente continua o pretérito, encontramos obsessores reencarnados, na experiência mais íntima.
 Muitas vezes, estão rotulados com belos nomes.
Vestem roupa carnal e chama-se pai ou mãe, esposo ou esposa, filhos ou companheiros familiares na lareira doméstica.
Em algumas ocasiões, surgem para os outros na apresentação de santos, sendo para nós beneméritos verdugos.
Sorriem a ajudam na presença de estranhos e, a sós connosco, dilaceram e pisam, atendendo, sem perceberem, ao nosso burilamento.
E, na mesma pauta, surpreendemos desafetos desencarnados que nos partilham a faixa mental, induzindo-nos à criminalidade em que ainda persistem.
Espreitam-nos a estrada, à feição de cúmplices do mal, inconformados com o nosso anseio de reajuste, recompondo, de mil modos diferentes, as ciladas de sombra em que venhamos a cair, para reabsorver-lhes a ilusão ou a loucura.
Recebe, pois, os irmãos do desalinho moral de ontem com espírito de paz e de entendimento.
Acusá-los, seria o mesmo que alargar-lhes a ulceração com novos golpes.
Crivá-los de reprimendas, expressaria indução lamentável a que se desmereçam ainda mais.
Revidar-lhes a crueldade, significaria comprometer-nos em culpas maiores.
Condená-los, é o mesmo que amaldiçoar a nós mesmos, de vez que nos acompanham os passos, atraídos pelas nossas imperfeições.
Aceita-lhes injúria e remoque, violência e desprezo, de ânimo sereno, silenciando e servindo.
Nem brasa de censura, nem fel de reprovação.
Obsessores visíveis e invisíveis são nossas próprias obras, espinheiros plantados por nossas mãos.
Endereça-lhes, assim, a boa palavras ou o bom pensamento, sempre que preciso, mas não lhes negues paciência e trabalho, amor e sacrifício, porque só a força do exemplo nobre levanta e reedifica, ante o Sol do futuro. –
Emmanuel
 Seara dos Médiuns,  Obsessores.)
Amigos  com muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: belina em 05 de Outubro de 2013, 11:45
Olá amigos
Bom dia

O palestrante Divaldo Franco nos fala de Transtornos mentais e obsessão. muito esclarecedor este video.

paz e luz
belina
Divaldo Franco -Transtornos mentais e obsessão-2013 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD9mZWF0dXJlPXBsYXllcl9kZXRhaWxwYWdlJmFtcDt2PVZLR0VVNnVFS1VnIw==)
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: ken em 05 de Outubro de 2013, 13:57
Bom dia a todos


EVITANDO OBSESSÕES

Não deixe de sonhar, mas enfrente as suas realidades no cotidiano.
Reduza suas queixas ao mínimo, quando não possa dominá-las de todo.
Fale tranquilizando a quem ouve.
Deixe que os outros vivam a existência deles, tanto quanto você deseja viver a existência que Deus lhe deu.
Não descreia do poder do trabalho.
Nunca admita que o bem possa ser praticado sem dificuldade.
Cultive a perseverança, na direção do melhor, jamais a teimosia em pontos de vista.
Aceite suas desilusões com realismo, extraindo delas o valor da experiência, sem perder tempo com lamentações improdutivas.
Convença-se de que você somente solucionará os seus problemas se não fugir deles.
Recorde que decepções, embaraços, desenganos e provações são marcos no caminho de todos e que, por isso mesmo, para evitar o próprio enfaixamento na obsessão o que importa não é o sofrimento que nos visite e sim a nossa reação pessoal diante dele.

(André Luiz, do livro "Paz e Renovação", Francisco Cândido Xavier)

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: ken em 05 de Outubro de 2013, 14:02
OBSESSÃO E CURA

Alguém, certa feita, indagou de grande filósofo como classificaria o sábio e o ignorante e o filósofo respondeu afirmando que considerava um e outro como sendo o médico e o doente.
No entanto acrescentamos nós – entre o médico e o doente existe o remédio.
Se o enfermo guarda a receita no bolso e foge à instrução indicada, não vale o esforço do clínico ou do cirurgião que dependem estudo e tempo para servi-lo.
Que a obsessão é moléstia da alma não há negar.
A criatura desvalida de conhecimento superior rende-se, inerme, à influência aviltante, como a planta sem defesa se deixa invadir pela praga destruidora e surgem os dolorosos enigmas orgânicos que, muitas vezes, culminam com a morte.
Dispomos, contudo, na Doutrina Espírita, à luz dos ensinamentos do Cristo, de verdadeira ciência curativa da alma, com recursos próprios à solução de cada processo morboso da mente, removendo o obsessor no obsidiado, como o agente químico ou a intervenção operatória suprimem a enfermidade no enfermo, desde que os interessados se submetam aos impositivos do tratamento.
Se trazes o problema da obsessão com lucidez bastante para compreender as próprias necessidades, não desconheces que a renovação da companhia espiritual inferior a que te ajustas depende de tua própria renovação.
Ouvirás preleções nobres, situando-te os rumos.
Recolherás, daqui e dali, conselhos justos e preciosos.
Encontrarás, em suma nos princípios espíritas, apontamento certo e exata orientação.
Entretanto, como no caso da receita formulada por médico abnegado e importante, em teu favor, a lição do Evangelho, consola e esclarece, encoraja e honra aqueles que a recebem, mas se não for usada não adianta.

Espírito: EMMANUEL
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: “Seara dos Médiuns” - Edição FEB


Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: ken em 05 de Outubro de 2013, 14:21
OBSESSÃO E EVANGELHO
       
      Em presença do perigo da obsessão, ocorre perguntar se não é coisa deplorável ser médium; não é essa faculdade que a provoca; numa palavra, não está aí uma prova do inconveniente das comunicações espíritas? Nossa resposta é fácil e rogamos meditá-la com atenção.
       Não foram nem os médiuns, nem os espíritas que criaram os Espíritos, mas antes os Espíritos que fizeram com que houvessem espíritas e médiuns; os Espíritos não sendo senão as almas dos homens, há, pois, Espíritos desde que há homens e, por conseguinte, de  todo o tempo, exerceram sua influência salutar ou perniciosa sobre a Humanidade. A faculdade medianímica não é para eles senão um meio de se manifestarem; na falta dessa faculdade o fazem de mil outras maneiras mais ou menos ocultas. Seria, pois, um erro crer que os Espíritos só exercem sua influência pelas  comunicações escritas ou verbais; essa influência é de todos os instantes, e aqueles que não se ocupam dos Espíritos ou mesmo não crêem nele, estão expostos como os outros, e mesmo mais do que os outros, porque não têm contrapeso. A mediunidade é para o Espírito um meio de se fazer conhecer; se é  mau, se trai sempre, por mais hipócrita que seja; pode-se, pois, dizer que a mediunidade permite ver o inimigo face a face, se se pode exprimir-se assim, e combatê-lo com suas próprias armas; sem essa faculdade, ele age na sombra e, graças à sua invisibilidade, pode fazer, e faz na realidade, muito mal. A quantos atos se está impelido para a infelicidade e que se teriam evitado, se houvesse um meio de se esclarecer! Os incrédulos não crêem dizer tanta verdade quando dizem de um homem que se desencaminha com obstinação: “É seu mau gênio que o impele a perder-se”. Assim, o conhecimento do Espiritismo, longe de dar império aos maus Espíritos, deverá ter por resultado, em um tempo mais ou menos próximo, e quando for propagado, de destruir esse império dando a cada um os meios de se colocarem em guarda contra suas sugestões, e aquele que sucumbir não poderá acusar senão a si mesmo.
       Regra geral: quem quer que tenha más comunicações espíritas, escritas ou verbais, está sob má influência; essa influência; essa influência se exerce sobre ele, escreva ou não escreva, quer dizer, seja ou não médium, creia ou não creia. A escrita dá um meio de se assegurar quanto à natureza dos Espíritos que agem sobre ele, e de combatê-los se são maus, o que se fez ainda com mais sucesso quando se vem a conhecer o motivo que os faz atuarem. Se for  bastante cego para não compreendê-lo, outros podem lhe abrir os olhos.
        Em resumo, o perigo não está no Espiritismo em si mesmo, uma vez que pode, ao contrário, servir de controle e preservar do perigo que corremos, sem cessar, com o nosso desconhecimento; está na orgulhosa  propensão de certos médiuns em se crerem, levianamente, os instrumentos exclusivos dos Espíritos superiores, e na espécie de fascinação que não lhes permite compreenderem as tolices das quais são intérpretes. Mesmo os que não são médiuns podem aí se deixar apanhar. Citemos uma comparação. Um homem tem um inimigo secreto que não conhece e que difunde contra ele, ocultamente, a calúnia e tudo o que a mais negra maldade pode inventar; ele vê sua fortuna perder-se, seus amigos se afastarem, sua felicidade interior perturbar-se; não pode se defender e sucumbe; mas um dia esse inimigo secreto lhe escreve e, malgrado sua astúcia, se trai. Eis, pois, seu inimigo descoberto, e pode confundi-lo e se revelar. Tal é o papel dos maus Espíritos que o Espiritismo nos dá a possibilidade de conhecer e frustrar.
 
         (O Livro  dos Médiuns, Segunda Parte – Cap. XXIII, item 244, Da Obsessão).     

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: RACS em 05 de Outubro de 2013, 16:19
Prezados,
muito boa a apresentação sobre o tema.
Não sabia da relação entre o obsediado e o fígado, ponto que foi muito importante para confirmar um fato que aconteceu, em particular, com uma pessoa que conheço. Após um episódio de 'transformação' de personalidade, que acredito eu possa ter ocorrido por estar em estado de obsessão, no dia seguinte a pessoa passou muito mal do fígado, com vômitos e dores de cabeça terríveis, retomando a sua personalidade 'normal'.

Orientei a pessoa sobre suas atitudes e pensamentos, bem como evitar ao máximo a ingestão de álcool que bem sabemos é uma espécie de imã à espíritos mal intencionados. Esclareci que muito depende de si. Que a prece é de fundamental importância neste momento, mas vigiar as ações e pensamentos é imprescindível para o alcance da cura.

Obrigada pela brilhante e esclarecedora abordagem do tema!
Renata
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Mourarego em 05 de Outubro de 2013, 17:04
Não há qualquer indício da relação entre obsessão e mal do fígado.
Obsessão se dá por padrão de moral fraco, vontade enfraquecida, ou até mesmo pela solidão em que esteja o obsediado.
Certamente esta relação não está entyre as páginas que formam as obras básicas.
Exemplificando: chico relatou tres p´rocessos obsessivos pelos quais passou, e em nenhum dele acussou mal do estomag, fígado, rins ou outro órgão.
Divaldo nos relatou 4 processos pelos quais tenha passado  e em nenhum deles apontou a mal algum nos órgãos.
Obsessão é doença moral, que pode mesmo chegar em seu grau maior, fazer com que o doente se enfraqueça tanto que possa causar falência dos orgãos, mas não por causa dela, mas sim pela desnutrição.
Abraços,
Moura
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: macili em 05 de Outubro de 2013, 17:51
Olá Amigo Manuel Altino, Kazoaka e demais deste estudo.


Abordaremos agora a obsessão pelo Sexo.


(http://3.bp.blogspot.com/-3CmNR16neJI/Ua_kvRrOXvI/AAAAAAAADco/BbbMvw4SVX4/s400/221532_393908714005965_805110897_o.jpg)


Sexo e fator Obsessão


Vive-se na Terra, a hora do sexo. O sexo vive na cabeça das pessoas, parecendo haver saído da organização genética onde se sedia. Vulgarizado e barateado pelos meios de comunicação de massa, tornou-se motivo essencial da vida de milhares de pessoas, sempre frustradas e insatisfeitas. Julgando-se a criatura humana como sendo tão somente o corpo, cresce hoje o vil mercado das sensações, em completo desrespeito e desconsideração pelo ser humano.

O homem e a mulher verdadeiros são os seus valores éticos, as suas aspirações, as suas lutas e sonhos, os objetivos nobres que trazem dentro de si. Sitiar a criatura apenas nos valores da libido desenfreada, como vem acontecendo, é atitude injustificável perante todo o progresso psíquico, emocional e intelectual que nos colocam hoje no patamar da razão.

Alheios a tais aquisições, homens tomam de seus veículos automotores, a vagar pela noite, à procura de uma parceira que lhe satisfaça os impulsos. Forma-se uma corrente mental indirecionada, já que a mulher de seus desejos só existe no seu pensamento. Imediatamente, dezenas de espíritos trevosos captam o “fio mental” do desejo sexual do homem imprevidente e vão em sua direção. Por influência deles é encontrada a parceira ideal, a fim de estarem eles próprios a participar do infeliz ato sexual, porque desprovido dos condimentos do amor.

Sem a afetividade sincera e honesta dando sustentabilidade à relação sexual do ser humano, este se faz presa fácil da parasitose obsessiva que se estabelece. Acoplando-se ao Chakra Coronário, localizado no topo da cabeça, centro vital responsável pela "alimentação das células do pensamento" e relacionado ao funcionamento de todo o sistema nervoso, conforme elucida o espírito Manoel Philomeno de Miranda, em seu livro "Sexo e Obsessão", o desencarnado penetra nas ondas mentais do encarnado e, desta forma, passa a sentir as mesmas e idênticas sensações que sua vítima experiência. Simultâneo a este acoplamento, ocorre a expansão de uma densíssima massa energética chamada ectoplasma, a qual permite com maior facilidade a absorção das baixas energias da relação sexual do casal desavisado.
Hoje, dessa forma, milhares de criaturas são vítimas das vampirizações espirituais. Se tivessem envolvido as suas vibrações no sentimento sincero do amor; se tivessem resguardado seus canais mediúnicos, que todos temos; se tivessem mantido seus pensamentos em patamar elevado; e não seriam vítimas então desses terríveis conúbios obsessivos.

Urge na Terra a necessidade de uma educação mental por parte das criaturas. O pensamento é força atuante e estamos constantemente rodeados por consciências desencarnadas de toda natureza. Pensar de maneira correta e elevada é atitude de todo aquele que tem o desejo sincero de evoluir, de progredir sem limites no rumo da plenitude que o espera. Conforme as emanações mentais que mantivermos, da mesma forma se apresentará a nossa vida e o nosso comportamento. O ser humano é energia pensante e onde estiver irradiará o que traz dentro de si, atraindo as companhias correspondentes: "Diga-me com quem andas e eu te direi quem és", já dizia o conhecido provérbio popular.

Quando um encarnado mantém o seu pensamento no nível dos prazeres vulgares, sua vibração é sentida pela espiritualidade inferior como se fora um estridente sinal sonoro, uma verdadeira "sirene do desejo"... e então localizam com facilidade o homem e a mulher inadvertidos, de acordo com as afirmações do espírito Galileu Galilei, em seu livro "Amor e Fator Obsessão". Tais emissões vibratórias em suas mentes ocasionam a produção de enzimas psíquicas ou bacilos psíquicos, microscópicos corpúsculos desconhecidos da ciência terrena os quais irão atacar as células reprodutoras masculina e feminina. Ao exaurir as fontes da sexualidade, da vitalidade genésica, provocam transtornos e doenças como o câncer de próstata e o câncer uterino. Da mesma forma, o baixo teor vibratório emitido pela tela mental desorganiza a sede da consciência individual de cada célula, que passam então a funcionar irregularmente, conforme nos esclarece Joanna de Ângelis, em seu livro “Adolescência e Vida”, abrindo o campo receptivo à instalação de várias doenças. Não são os microorganismos visíveis os responsáveis pela causa das doenças, mas sim o psiquismo em deterioramento, que abre um canal enfermiço para todo o corpo perispiritual e físico.

Há casais em nossos dias, os quais entenderam erroneamente que o sexo é tudo, e entregam-se a viciações sexuais de difícil libertação, as quais nem mesmo os especialistas conseguem compreender com facilidade. Enquanto se permitirem licenças morais e aberrações sexuais como vem ocorrendo, desorganizarão sistematicamente toda a sua aparelhagem genésica, o que acarretará doenças inadiáveis, por lesarem com vigor seus períspiritos.

Sob a óptica espírita, portanto, a única maneira de vivenciar a função sexual de forma correta é através do amor. Quando os indivíduos se amam, não ocorre somente a permuta física mas, principalmente, a de ordem psíquica, conforme afirma Walter Barcellos, em "Sexo e Evolução". Os olhares sinceros se encontram e intercambiam raios psíquico-magnéticos que os vitalizam, estimulando a coragem, o ânimo e a alegria de viver. Quanto mais espiritualizado, quanto mais sincero e honesto for o sentimento que une duas criaturas, mais rica e sublime será a permuta magnética entre as duas, que têm a sua intimidade completamente protegida pelos mentores de ambos, os quais utilizando-se dos pensamentos elevados da atmosfera psíquica do casal, constroem a "residência fluídica" que os protegerá de qualquer espírito infeliz.

Já o mesmo não ocorre quando a relação sexual é desprovida de sentimentos nobres, sendo a sua passagem rápida e frustrante, o que gera naqueles a que se entregam sentimentos de vazio e arrependimento – porque não completa, não preenche, não vitaliza -, além de ficar o casal completamente vulnerável à ação da espiritualidade inferior.

O sexo não foi elaborado por Deus a fim de possibilitar tais deleites irresponsáveis, mas sim para o renascimento das vidas, que retornam ao cenário terreno, e para as sensações compensativas das jornadas diárias, na permuta de hormônios que acalmam e da afetividade que robustece as criaturas e as completam. Sendo o espírito neutro na sua sexualidade, possui ambas as polaridades psíquicas, masculina e feminina, e as expressa conforme for o melhor para a sua evolução; ora encarnando como homem, ora encarnando como mulher, com o intuito de desenvolver os sentimentos inerentes a cada polaridade.

Quando a sexualidade, entretanto, é aviltada, vulgarizada e desrespeitada em sua constituição, retorna o espírito em outra polaridade a qual não corresponde ao corpo físico, de forma a não poder dar curso aos seus desejos, esclarece o nobre mentor Bezerra de Menezes. Pode ainda o ser reencarnante vir a ocupar um corpo com sérias limitações mentais, o que impossibilitará – com fins preventivos e terapêuticos -, a elaboração das obscenidades que tanto o prejudicaram, quando o empurraram para o fosso das paixões primitivas.

Considera-se nos nossos dias, o prazer corporal como o único meio de felicitar os indivíduos. Os defensores de tal ideia ignoram, por outro lado, uma série de outros prazeres mais sutis, mas que também são fortemente registrados no psiquismo, fomentando o bem-estar e a alegria de viver. São os prazeres da afetividade sincera, o prazer intelectual que se frui diante do aprofundamento em alguma área do conhecimento, o prazer estético, através das artes e das criações da cultura em toda parte, e ainda o prazer espiritual, decorrente dos mergulhos dentro de si mesmo e do contato com a espiritualidade. Há ainda o prazer cultivado quando acalentamos ideais para nossas vidas, objetivos pelos quais nos esforçamos com empenho e dedicação, planos profissionais ou afetivos, junto daqueles que amamos. Todos esses são prazeres do espírito, da alma humana, uns passageiros, como os prazeres físicos, outros perenes porque abstratos, imateriais, mas que da mesma forma impulsionam o indivíduo para as lutas diárias, para os desafios da caminhada terrena.


(( continua ))



Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: macili em 05 de Outubro de 2013, 17:53
(( continuação ))


Tudo isto constitui o que a benfeitora Joanna de Ângelis considera como sublimação ou transmutação da função sexual. A libido, como a denominou Sigmund Freud, é energia psíquica que pode ser canalizada para várias áreas: para os esportes, para o conhecimento, para a arte, a afetividade... Sempre que nos dedicamos a alguma tarefa ou trabalho, ou mesmo a algum esporte, estamos sublimando ou transmutando energia sexual para diferentes aspectos da vida, a gerar equilíbrio energético e saúde orgânica.

A função sexual, em sua constituição íntima, é criativa das formas físicas, mas principalmente das expressões da beleza, da cultura e da arte, como elucida a mentora de Divaldo Franco, em seu livro "O Despertar do Espírito". Todos os grandes avanços do conhecimento humano, seja através das expressões artísticas ou da ciência, foram frutos desta energia sublimada de homens e mulheres abnegados. Isso não significa ausência de relações sexuais, mas sim o direcionamento criativo da libido para diversas áreas, e não somente para a área genésica.

Nesta tarefa, portanto, de sublimação e transmutação das energias sexuais, devemos tomar ainda o cuidado de não acalentar qualquer sentimento de culpa ou vergonha em relação às sensações fisiológicas, perfeitamente naturais, o que provocaria a repressão de conteúdos para o inconsciente, gerando transtornos e desequilíbrios inevitáveis. Devemos sempre lembrar de que o sexo é obra Divina, elaborado para o crescimento e felicidade das criaturas. A forma como empregarmos as forças sexuais do espírito é que responderá por suas consequências – quer sejam de luz ou de trevas.

Torna-se inadiável, e quão urgente, neste momento, que esta visão espiritual da sexualidade seja levada às gerações mais novas, na tarefa de proporcionar uma correta educação para a vida sexual. A educação sexual que os jovens têm recebido nas escolas, na qual somente o corpo físico é abordado, os têm levado à entrega completa aos impulsos fisiológicos, os atirando em viciações e processos obsessivos lamentáveis. Conforme nos adverte Joanna de Ângelis, em seu livro "Adolescência e Vida", "quando se pretende transferir para a Escola a responsabilidade da educação sexual, corre-se o risco, que deverá ser calculado, de o assunto ser apresentado com leveza, irresponsabilidade e perturbação do próprio educador, que vive conflitivamente o desafio, sem que o haja solucionado nele próprio" (1997, pg.21). 

Certamente existem professores os quais trabalham o tema com dignidade e honradez – embora ignorem os fatores espirituais -, mas, infelizmente, estes constituem exceção. O que se percebe nas aulas ministradas sobre sexo, em sua maioria, é a completa banalização do aparelho genésico, com a utilização de palavreado impróprio e vulgar, além de imagens chocantes, a causar perturbação nos mais tímidos e incitar ao cinismo e à malícia aqueles espíritos que renascem sob a influência de vícios muito arraigados, que longe de serem reforçados, deveriam ser substituídos por hábitos salutares.

A correta educação sexual, sob a óptica do Espiritismo, consiste na aquisição de valores por parte do jovem reencarnante, na introjeção do respeito aos seus semelhantes, aos sentimentos que possuem, seus corpos e individualidade; pois as criaturas hoje são tratadas como objetos – indivíduos descartáveis -, sem qualquer dignidade ou consideração. Ao lado da informação de ordem física, que é necessária, tornam-se indispensáveis os valores éticos e morais para o jovem, as informações espirituais sobre o sexo e suas várias decorrências, a fim de que não tombem nos resvaladouros da vulgaridade dos nossos dias. Sem esses ingredientes, a atual educação sexual se faz ineficiente e perigosa, nos assevera Walter Barcellos.

O Espiritismo, assim, como doutrina de educação das almas, oferece os melhores métodos para tal cometimento, através de seu inestimável patrimônio de saberes, disponível à pais, mães, educadores e todo e qualquer investigador que tenha dentro de si o desejo sincero de conhecer a Verdade.

Este é o grande momento para todos nós que aspiramos a uma vida melhor. Reflexionar em torno dos objetivos da vida e da função sexual é tarefa de todo aquele que pensa e deseja o melhor para si. Cumpre-nos, a todos, somar esforços em favor dos princípios da dignidade, da honradez, dos valores éticos, morais, e principalmente da educação moral das novas gerações, único meio de formarmos um novo homem e uma nova mulher para o porvir, na construção de uma sociedade mais equilibrada e feliz.

Tão logo o ser humano resolver-se pela liberdade ante as amarras que o prendem aos baixos desejos; tão logo decida educar o seu pensamento e manter as suas relações sob os alicerces do amor sincero e puro; libertar-se-á com facilidade das malhas terríveis da obsessão sexual. De outra forma, prosseguirá no fosso das paixões insanas e de difícil libertação.

"Ninguém se engane quanto aos compromissos do sexo perante a Vida.
E cuide também de não enganar a outrem. Cada um responde pelo o que inspira, e pelo o que faz." - Manoel Philomeno de Miranda

Bibliografia:
Miranda, Manoel Philomeno de (Espírito), Sexo e Obsessão; psicografado por Divaldo Pereira Franco. – Salvador, BA: Livr. Espírita Alvorada, 2002.

Galilei, Galileu (Espírito), Amor e Fator Obsessão; psicofonia de João Berbel. –
Franca, SP: Editora Farol das Três Colinas, 2003.
Ângelis, Joanna de (Espírito). Adolescência e Vida; psicografado por Divaldo P. Franco. – Salvador, BA: Livr. Espírita Alvorada, 1997.
O Despertar do Espírito; - Salvador, BA: LEAL, 2000.
Amor, Imbatível Amor; - Salvador, BA: LEAL, 1998.
O Homem Integral; - Salvador, BA: LEAL, 2000.
Sendas Luminosas, - Salvador, BA: LEAL, 1998.
Nascente de Bênçãos, - Salvador, BA: LEAL, 2001.
Dias Gloriosos; - Salvador, BA: LEAL, 1999.
Barcelos, Walter. Sexo e Evolução; - Brasília, DF: FEB, 1995.
Jr, Décio Iandoli. Fisiologia Transdimensional; São Paulo, SP: FE Editora Jornalística Ltda, 2001.

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 05 de Outubro de 2013, 18:33
Amigos  uma boa Tarde a todos  com muita paz  e amiga Macili muito obrigado pela  sua abordagem  dentro da Obsessão  onde  muitas vezes o sexo descontrolado pode levar  a uma  perturbação   bastante grande  e  pela  qual  podemos  nos tornar  presas  fáceis  de entidades  inferiores, que  assim podem  se comprazer  nesses excessos.
Vamos meditar  também  sobre  como o vampirismo  se pode  tornar  também uma Obsessão ainda  mais  complicada.
Obsessão e Vampirismo – Em processos diferentes, mas atendendo aos mesmos princípios de simbiose prejudicial, encontramos os circuitos de obsessão e de vampirismo entre encarnados e desencarnados, desde as eras recuadas em que o espírito humano, iluminado pela razão, foi chamado pelos princípios da Lei Divina a renunciar ao egoísmo e à crueldade, à ignorância e ao crime.
Rebelando-se, no entanto, em grande maioria, contra as sagradas convocações, e livres para escolher o próprio caminho, as criaturas humanas desencarnadas, em alto número, começaram a oprimir os companheiros da retaguarda, disputando afeições e riquezas que ficavam na carne, ou tentando empreitadas de vingança e delinquência, quando sofriam o processo  da desencarnação em circunstâncias delituosas.
s vítimas de homicídio e violência, brutalidade manifesta ou perseguição disfarçada, fora do vaso físico, entram na faixa mental dos ofensores, conhecendo-lhes a enormidade das faltas ocultas, e, ao invés do perdão, com que se exonerariam da cadeia de trevas, empenham em perseguições  atrozes, retribuindo golpe a golpe e mal por mal.
Outros desencarnados, exigindo que Deus lhes providencie solução aos caprichos pueris e proclamando-se inabilitados para o resgate do preço devido à evolução que lhes é necessária, tornam-se maus  e gozadores, e, alegando a suposta impossibilidade de a Sabedoria Divina suprimir  os padecimentos dos homens, pelos próprios homens criados, fogem, acovardados e preguiçosos, aos deveres e serviços que lhes competem.

(Evolução em Dois Mundos, Capítulo XV, item Obsessão Vampirismo.)
 
 Com um abraço de muita paz

 [attach=1]
Manuel Altino
 
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Edna☼ em 05 de Outubro de 2013, 18:37
Olá a todos!

Altino, excelente tema, pois a sua compreensão nos tornará a ela resistente.

Ao abordar tão importante tema vale a pena relembrar que:


“ A obsessão é a ação persistente de um mau Espírito sobre uma pessoa. Apresenta características muito diversas, desde a simples influência de ordem moral, sem sinais exteriores perceptíveis, até a completa perturbação do organismo e das faculdades mentais. Oblitera todas as faculdades mediúnicas. Na mediunidade psicográfica, ou de escrever, revela-se pela obstinação de um Espírito em se manifestar exclusivamente, sem permitir que outros o façam. Os maus Espíritos pululam ao redor da Terra, em conseqüência da inferioridade moral dos seus habitantes. Sua ação malfazeja faz parte dos flagelos que a Humanidade suporta neste mundo. A obsessão, como as doenças, e como todas as atribuições da vida, deve ser considerada, pois, como uma prova ou uma expiação, e aceita nessa condição.

Assim como as doenças são o resultado das imperfeições físicas, que tornam o corpo acessível às influências perniciosas do exterior, a obsessão é sempre o resultado de uma imperfeição moral, que dá acesso a um mau Espírito. A uma causa física, opõe-se uma força física; a uma causa moral, é necessário opor uma força moral. Para preservar das doenças, fortifica-se o corpo; para garantir contra a obsessão, é necessário fortificar a alma. Disso resulta que o obsedado precisa trabalhar pela sua própria melhoria, o que na maioria das vezes é suficiente para o livrar do obsessor, sem socorrer-se de outras pessoas. Esse socorro se torna necessário quando a obsessão degenera em subjugação e em possessão, porque o paciente perde, por vezes, a sua vontade própria e o seu livre arbítrio.

A obsessão é quase sempre a ação vingativa de um Espírito, e na maioria das vezes tem sua origem nas relações do obsedado com o obsessor, em existência anterior.

Continua... ;)

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 05 de Outubro de 2013, 18:37
Amigos com muita paz  meditemos  também  como este texto  nos pode ajudar a compreender esta  terapêutica  para  combater  o parasitismo  e  assim  procurarmos pela prece e pensamentos elevados.
Terapêutica do Parasitismo da Alma – Importa, no entanto, observar que todos os sofrimentos e correçôes a que nos referimos estão conjugados para as consciências encarnadas ou não, dentro da lei de ação e reação que a cada um confere hoje o equilíbrio ou o desequilíbrio, por suas obras de ontem, reconhecendo-se também que assim como existem medidas terapêuticas contra o parasitismo no mundo orgânico, qualquer criatura encontra, na aplicação viva do bem, eficiente remédio contra o parasitismo da alma.
Não bastará, porém, a palavra que ajuda e a oração que ilumina.
O hospedeiro de influências inquietantes que, por suas aflições na existência carnal, pode avaliar da qualidade e extensão das próprias dívidas, precisará do próprio exemplo, no serviço do amor puro aos semelhantes, com educação e sublimação de si mesmo, porque só o exemplo é suficientemente forte para renovar e reajustar.
A ação do bem genuíno, com a quebra voluntária de nossos sentimentos inferiores, produz vigorosos fatores de transformação sobre aqueles que nos observam, nomeadamente naqueles que se nos agregam à existência, influenciando-nos a atmosfera espiritual, de vez que as nossas demonstrações de fraternidade inspiram nos outros pensamentos edificantes e amigos que, em circuitos sucessivos ou contínuas ondulações de energia renovadora, modificam nos desafetos mais acirrados  qualquer disposição hostil a nosso respeito.
Ninguém necessita, portanto, aguardar reencarnações futuras, cheias  de dor e lágrimas, em ligações expiatórias, para diligenciar a paz com os inimigos trazidos ao pretérito, porque, pelo devotamento ao próximo e pela humildade realmente praticada e sentida, é possível valorizar nossa prece, atraindo simpatias valiosas, com intervenções providenciais, em nosso favor.
É que, em nos reparando transfigurados para o melhor, os nossos adversários igualmente se desarmam para o mal, compreendendo, por fim, que só o bem será, perante Deus, o nosso caminho de liberdade e vida.

(Evolução em Dois Mundos, Capítulo XV, item Terapêutica do Parasitismo da Alma.) 

Um grande abraço de muita paz
 
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Edna☼ em 05 de Outubro de 2013, 18:40
Nos casos de obsessão grave, o obsedado está como envolvido e impregnado por um fluído pernicioso, que neutraliza a ação dos fluídos salutares e os repele. É necessário livrá-lo desse fluido. Mas um mal fluido não pode ser repelido por outro da mesma espécie. Por uma ação semelhante a que o médium curador exerce nos casos de doença, é preciso expulsar o fluido mau com a ajuda de um fluido melhor, que produz, de certo modo, o efeito de um resgate. Essa é a que podemos chamar de ação mecânica, mas não é suficiente. Faz-se também necessário, e acima de tudo, agir sobre os ser inteligente, com o qual se deve falar com autoridade, sendo que essa autoridade só é dada pela superioridade moral. Quanto maior for esta, tanto maior será a autoridade.

E ainda não é tudo, pois para assegurar a libertação, é preciso convencer o Espírito perverso a renunciar aos seus maus intentos; despertar-lhe o arrependimento e o desejo do bem, através de instruções habilmente dirigidas, com a ajuda de evocações particulares, feitas no interesse da sua educação moral. Então, pode-se ter a dupla satisfação de libertar um encarnado e converter um Espírito imperfeito.

A tarefa se torna mais fácil, quando o obsedado, compreendendo a sua situação, oferece o concurso da sua vontade e das suas preces. Dá-se o contrário quando, seduzido pelo Espírito embusteiro, ele se mantém iludido quanto às qualidades da entidade que o domina, e se compraz nas suas mistificações, porque então, em vez de ajudar, ele mesmo repele qualquer assistência. É o caso da fascinação, sempre infinitamente mais rebelde do que a mais violenta subjugação. (Ver Livro dos Médiuns, cap. XXIII). Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso auxiliar da ação contra o Espírito obsessor.

Continua... ;)
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Edna☼ em 05 de Outubro de 2013, 18:41
A cura das obsessões graves requer muita paciência, perseverança e devotamento. Exige também tato e habilidade, para a condução ao bem de Espíritos quase sempre muito perversos, endurecidos e astuciosos, pois que os há rebeldes até o último grau. Na maioria dos casos, devemos guiar-nos pelas circunstâncias. Mas, seja, qual for à natureza do Espírito, o certo é que nada se obtém pelo constrangimento ou pela ameaça, pois toda a influência depende do ascendente moral. Outra verdade, igualmente verificada pela experiência, e que a lógica comprova, é a completa ineficácia de exorcismos, fórmulas, palavras sacramentais, amuletos, talismãs, práticas exteriores ou quaisquer símbolos materiais.

A obsessão demasiado prolongada pode ocasionar desordens patológicas, exigindo por vezes um tratamento simultâneo ou consecutivo, seja magnético ou médico, para o restabelecimento do organismo. A causa tendo sido afastada, ainda resta combater os efeitos. (Ver Livro dos Médiuns, cap. XXIII, da obsessão; e a Revista Espírita, números de fevereiro e março de 1864 e  de abril de 1865: exemplos de curas de obsessão)."

por Allan Kardec



Bons estudos a todos!

Abraços fraternos sempre,

Edna ;)
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Rodrigo da Cruz em 05 de Outubro de 2013, 20:13
Caros amigos do fórum,
Estava a ler o livro "Fonte Viva" - ditado pelo Espírito Emmanuel, através da psicografia de Chico Xavier - e uma mensagem, intitulada "Refugia-te em paz", que nos aconselha a sempre reservarmos um tempo para nós mesmos em meio ao turbilhão de pensamentos que nos afligem diariamente, chamou a minha atenção. Acho que a mensagem tem tudo a ver com a questão da prevenção da obsessão, já que nos incentiva a buscar os verdadeiros valores edificantes dentro de nós mesmos. Desta forma, sempre estaríamos vibrando positivamente e não daríamos brechas para que irmãos imperfeitos e sofredores sintonizassem conosco.

Segue o trecho da mensagem que me pareceu a parte mais relevante para o tema abordado no presente estudo:

"Como acontecia nos tempos da permanência de Jesus no apostolado, a maioria dos homens permanecem no vaivém dos caminhos, entre a procura desorientada e o achado falso, entre a mocidade leviana e a velhice desiludida, entre a saúde menosprezada e a moléstia sem proveito, entre a encarnação perdida e a desencarnação em desespero.
Ó meu amigo, se adotaste efetivamente o aprendizado com o  Divino Mestre, retira-te a um lugar à parte, e cultiva os interesses de tua alma.
É possível que não encontres o jardim exterior que facilite a meditação, nem algum pedaço de natureza física onde repouses do cansaço material, todavia, penetra o santuário, dentro de ti mesmo.
Há muitos sentimentos que te animam há séculos, imitando, em teu íntimo, o fluxo e o refluxo da multidão. Passam apressados de teu coração ao cérebro e voltam do cérebro ao coração, sempre os mesmos, incapacitados de acesso à luz espiritual. São os princípios fantasistas de paz e justiça, de amor e felicidade que o plano de carne te impôs. Em certas circunstâncias da experiência transitória, podem ser úteis, entretanto, não vivas exclusivamente ao lado deles. Exerceriam sobre ti o cativeiro infernal.
Refugia-te no templo à parte, dentro de tua alma, porque somente aí encontrarás as verdadeiras noções da paz e da justiça, do amor e da felicidade reais, a que o Senhor te destinou".

Abraços fraternos...
 
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: macili em 05 de Outubro de 2013, 20:25
Olá a todos,

Lembro-me quando meu filho era pequeno, cerca 5/6 anos (nesta idade o espírito ainda é suscetível à influência espiritual) comprei um livro infantil e à noite, quando o deitava para dormir, eu o lia, para que ouvindo a estória ele adormecesse.  Não me lembro do nome do livro. Ele ouvia a estória com interesse.  Mas, apesar de não transparecer no momento das leituras, o meu filho passou a acordar todas as noites de madrugada, sempre com muito medo, agitado, chorando muito, não conseguia se acalmar e voltar a dormir e esta situação passou a influenciar negativamente a todos nós da família. Meu marido não aguentava mais, queria bater nele, porque cansado, precisando trabalhar no dia seguinte, queria descansar em paz. Relacionei a perturbação com o livro, e parei a sua leitura. Mas a situação continuou. Até que um dia, de madrugada, desesperada vendo o descontrole de meu filho, tive uma intuição (naquela época eu não tinha nenhum conhecimento da doutrina espírita). Levei meu filho até a garagem de minha casa e falei que se o medo que o afligia provinha do livro, isso iria ter um fim, porque eu o iria queimar e todo o mal que por ventura viesse dele, iria também ser queimado e assim acabaria. E assim fiz e ele ficou olhando, até não restar mais nada do livro. Catei as cinzas e joguei fora. Ele voltou para a cama e daquela noite em diante voltou a dormir bem, tranquilo, sereno em paz. 
Teria sofrido algum tipo de Obsessão Infantil?...  e com o fato de ter se tranquilizado após o livro ser queimado, retirou de seu pensamento aquilo que o incomodava e assim não se sintonizou mais com os Espíritos imperfeitos que o martirizavam?...
Se foi obsessão, quem os Espíritos queriam atingir?...  A ele ou a nós pais, a família...


Compartilho um texto sobre a obsessão na infância, que pode trazer reflexões a alguns pais que possivelmente sofrem de algum tipo de  perturbação com seus filhos.


Muita paz!


(https://lh5.googleusercontent.com/-sq91bIDuVxA/TXO5_clMlCI/AAAAAAAAChM/DPvag88l-s0/s300/mediunidade2+%25281%2529.jpg)


Obsessão Infantil - O que fazer ?


Durante muito tempo, havia a idéia de que a criança não sofria atuações de obsessores, de que era cercada de defesas naturais suficientes para impedir que isso ocorresse, como, por exemplo, a presença de seu anjo guardião, ou espírito protetor.

A prática, porém, mostrou outra realidade. Assim, muitos dos  problemas apresentados na infancia, aos poucos, foram sendo identificados como presenças de espíritos perseguidores, evidenciando que processos obsessivos também atingem as crianças.

Um dos mais dolorosos capítulos da obsessão espiritual é a que acomete crianças.

A obsessão infantil, como um quadro bem estabelecido, pode manifestar-se em diferentes fases de sua vida.

A ação dessas entidades inferiores se mostra de diferentes maneiras, desde as perturbações do sono, causando pesadelos que infundem o terror noturno, tanto quanto provocando inquietação, irritação, medo, agressividade, mudança de comportamento, depressão, tristeza, complexos diversos, perturbações de aprendizado, até suscitando idéias terríveis de maldades, suicídio, etc.

O importante é que tanto o médico, os pais e também os trabalhadores da Casa Espírita entendam que é preciso muito cuidado, em primeiro lugar, no diagnóstico do processo obsessivo.

Muitas crianças sofrem de Obsessão Espiritual. Muitas são perseguidas inclusive desde o útero materno. A literatura espírita relata inúmeros casos de obsessores que buscam causar acidentes ou trazer complicações que levem a gestante a abortar a criança.

Outras são obsediadas a partir do berço.

Nossas crianças já foram adultos no passado, em outras vidas, e por isso mesmo trazem consigo o compromisso contraído com espíritos que com ele estavam encarnados em outras existências.

A criança doce e meiga que temos em nossos braços, hoje, possui também seus débitos e, por sintonia vibratória automática, acaba sendo localizada por seus credores, seus obsessores de outrora. Aliás, quando a criança sai do seu corpo físico durante o sono, algo natural, já que todos nós fazemos isso, ela é então percebida, vista pelo seu obsessor não como uma criancinha mas, sim como o adulto de outrora, com o mesmo corpo e semblante que possuía quando debitou-se com a entidade em questão.

Desta forma, é importante que consideremos que a Justiça Divina  não comete falhas, que o que ocorre é apenas a Lei de Ação e Reação, que funciona de forma automática e natural, fazendo-nos resgatar os débitos que contraímos no passado.

Ao nos depararmos com uma criança que, submetida a exames clínicos, apresente comportamento de patologia não compreensível pela medicina terrestre, devemos buscar causas espirituais para o caso.

A Doutrina Espírita é a que possui os melhores equipamentos lógicos que possibilitam o esclarecimento do problema e, em sua imensa maioria dos casos, também a cura.

Aos pais, fazemos um apelo de incluir como possíveis causas dos distúrbios comportamentais de seus filhos, também as causas espirituais. Quando este for o caminho mais aceitável, recomendamos enfaticamente a visita a uma casa espírita bem orientada, visando buscar o auxílio necessário a criança.

Também é importante salientar, que muitas vezes os obsessores espirituais procuram atingir as crianças, não porque tenham vínculos com elas, mas porque desejam agredir os pais.

A maioria dos processos obsessivos envolvem os pais das crianças e ela é influenciada, porque é o componente mais vulnerável da família. Os mentores espirituais, quando nos alertam sobre o processo obsessivo da família, alertam para a importância do tratamento dos pais, porque o processo obsessivo, na verdade, é associado a eles e atingindo indiretamente a criança.

Depois de um diagnóstico deste, é necessário o envolvimento de toda a família. Se não for feito, teremos o risco de que o tratamento espiritual não venha a surtir o efeito desejado. Situações como essa só se tornam insolúveis se a família não possuir nenhuma defesa espiritual em seu lar.

E como se consegue estabelecer mecanismos de defesa espiritual em nossas casas?

Orando diariamente e estabelecendo, de forma sadia, para nossos filhos com o nosso exemplo, o valor da prece. Recomendamos também a prática do Evangelho no Lar, bem como a manutenção de um comportamento de compreensão e carinho dentro da casa para com todos que nela habitam.

TERAPIAS NA CASA ESPÍRITA

1. Passes e água fluidificada
2. Tratamento desobsessivo
3. Orientação aos pais
4. A Escola de Evangelização Espírita Infantil / Mocidade Espírita
5. A caridade
6. O Livro Espírita Infanto-juvenil
7. A Escola Espírita- Centro de Indução espiritual

TERAPIAS NO LAR

1. O Culto do Evangelho no lar
2. Conversa com o filho no momento do sono
3. Diálogo Fraterno
4. A criança e os pais no trabalho da caridade


Fonte: http://espirito.blog.br, extraído de Tempo Espírita.

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: macili em 05 de Outubro de 2013, 22:28
Reflitamos nas informações contidas neste vídeo do Programa Transição.


Obsessão pelo prazer e pela sexualidade



Transição 232 - Obsessões pelo prazer e pela sexualidade (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PThaSC1BMWVOZGhVIw==)
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Kazaoka em 06 de Outubro de 2013, 00:08
Por tudo que já foi postado, pelos relatos de experiências pessoais e, principalmente, pelo o que encontramos sobre este assunto na DE o processo da obsessão desencadeia-se à partir do próprio indivíduo que se apresentará na futura figura do obsediado. Ele é o obsediado e, ao mesmo tempo, seu próprio obsessor. E já deu para perceber que algumas vezes esta obsessão fica restrita a sua origem, ou seja, ao próprio obsediado. Sem, necessariamente, ter que sofrer a ação de um segundo elemento, que nesse caso seria o obsessor.
Sendo a obsessão fruto da imperfeição moral do Espírito, o seu tratamento deve ser voltado à moral dos envolvidos. As patogenias orgânicas, inclusive as de ordem psicológicas, devem ser tratadas com os recursos que Deus disponibilizou ao homem para o tratamento desses males através dos métodos que a medicina terrena oferece. Se não é da alçada da medicina lidar com as questões de ordem moral (espiritual), também não é da alçada do Espiritismo querer tratar os problemas de ordem física. Uma ação conjunta destas duas forças atuando convenientemente nas duas frentes da natureza humana do obsediado, a física e a espiritual, é o meio mais eficaz de se recuperar o bem estar perdido pela Alma em desiquilíbrio.
Os tratamentos desobsessivos devem ter como primeira preocupação o de diagramar o problema e, assim, ver até que ponto a condição moral do obsediado esteja dando abertura para que uma ação exterior de um obsessor possa agravar-lhe o quadro. Se assim fizermos, perceberemos que a maioria dos casos de obsessão a pessoa está vítima de si mesmo. Nesse caso, doutrinar o Espírito obsessor de nada servirá para aquele que está obsediado. Estaremos a tratar o efeito sem mexer com a causa, que continuará existindo e dando azo para que o processo obsessivo se mantenha.
Na questão 474 do OLE, que fala sobre a possessão (subjugação num grau extremo), o Espírito chama atenção para a necessidade de saber separar bem o que tem haver com os Espíritos obsessores com o que está restrito à Alma e ao corpo que ela habita.

474 Se não há possessão propriamente dita, ou seja, coabitação de dois Espíritos num mesmo corpo, a alma pode se encontrar na dependência de outro Espírito, de maneira a estar por ele subjugada ou obsediada, a ponto de sua vontade ficar, de algum modo, paralisada?
– Sim, e esses são os verdadeiros possessos. Mas é preciso entender que essa dominação nunca ocorre sem a participação daquele que a sofre, seja por sua fraqueza, seja por seu desejo. Têm-se tomado freqüentemente por possessos os epilépticos ou os loucos, que têm mais necessidade de médico do que de exorcismo.

Entendamos como "loucos" aqueles que apresentem um desvio de personalidade em qualquer grau.   
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Felipa em 06 de Outubro de 2013, 00:12
Mal do século
 
Ouve-se, por vezes, a afirmativa de que a mediunidade é, hoje, a doença do século. E aponta-se como causa da loucura, do desequilíbrio mental, o seu exercício.
Ora, a mediunidade é uma faculdade psicofísica, que é normal em quase todas as criaturas. O eminente professor Charles Richet a denominou sexto sentido. Portanto, não é algo novo.
A mediunidade esteve presente em Francisco de Assis, que se extasiava ante o espetáculo da natureza e compunha poemas delicados, extravasando o que sua alma percebia da Espiritualidade Superior.
Igualmente nos êxtases de Teresa d'Ávila ou nos colóquios de Rita de Cássia, que chegou a reproduzir em seu corpo as chagas do Cristo.
A mediunidade, hoje tão conhecida e pouco compreendida, se encontra descrita na Primeira Epístola aos Coríntios, pelo Apóstolo Paulo, quando fala dos dons e dos carismas.
Uns veem, outros ouvem, outros falam, outros profetizam, outros curam.
Os dons e os carismas apresentados por Paulo de Tarso são a mediunidade.
Por ser apanágio dos homens, a possuem bons e maus. Assim a possuía também Adolf Hitler, que chegou a exercê¬-la em Berlim, no período de 1914 a 1918, no grupo Tullis.
Ele acreditava ser a chibata com a qual Deus puniria a Humanidade.
Como se percebe, a mediunidade em si não é boa nem má. O seu uso depende das condições morais e intelectuais do seu portador.
Dessa forma, é oportuno corrigir a afirmativa inicial, dizendo que o mal do século é a obsessão e não a mediunidade.
A obsessão é a influência exercida por um espírito mau sobre o ser encarnado.
Esse mal sim, hoje dizima milhões de criaturas, com desequilíbrios da personalidade e da própria vida mental.
A terapêutica é a educação da mediunidade. A direção moral que o homem lhe dá, elevando-se na ordem psíquica, moral e emocional, passando a sintonizar com os Espíritos elevados.
Desses, só receberá sensações agradáveis, bem¬-estar e realizações no bem.
Cabe-nos estudar um pouco mais a mediunidade a fim de melhor compreender essa faculdade que Deus nos empresta para que possamos evoluir.
*   *   *
Cyrano de Bergerac, no século XVIII, descreveu em sua obra Viagem à lua, um foguete de vários corpos e etapas que se queimavam sucessivamente, até situar a cápsula tripulada em órbita.
Ele também descreveu, na sua obra, o rádio e o gravador.
Von Braun, o idealizador dos foguetes norteamericanos afirmava que, durante seus anos de juventude em Berlim, via Cyrano.
Dois exemplos de mediunidade: premonição e vidência de duas personalidades da área literária e científica.
 
Redação do Momento Espírita, com base na pergunta nº 8 de Entrevista com Divaldo Pereira Franco, inserida na Revista Informação, de março de 1997 e no artigoA viagem à lua de Cyrano de Bergerac, da Revista O espírita, de outubro/dezembro 1996.
Em 28.11.2011.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Felipa em 06 de Outubro de 2013, 00:19

Saúde e obsessão

Orson Peter Carrara

ma interessante matéria publicada por Allan Kardec na Revista Espírita (1) utiliza a expressão loucura obsessional. O texto, que recomendamos aos leitores, é um estudo sobre os Possessos de Morzine, uma localidade em determinada região francesa, alvo de carta endereçada ao Codificador pelo capitão B. (membro da Sociedade Espírita de Paris e naquele momento radicado na cidade de Anecy). Allan Kardec publicou a carta na edição de abril (2), seguida de instruções dos espíritos Georges e Erasto e ainda acrescentou lúcido comentário sobre a questão. Depois na edição de dezembro (3) voltou ao assunto, desdobrando-o em bem argumentada análise.



Trata-se de uma obsessão coletiva que atingiu toda uma coletividade e Kardec usa nas duas edições referidas toda a lógica da Doutrina Espírita para explicar a questão da natureza dos espíritos e sua permanente influência junto à humanidade através do perispírito e da mediunidade. Porém, abre importante caminho no entendimento da enfermidade classificada como loucura e acrescenta que “(...) Ao lado de todas as variedades de loucura patológica, convém, pois, acrescentar a loucura obsessional (...)” E acrescenta: “Mas como poderá um médico materialista estabelecer essa diferença ou, mesmo admiti-la? (...)” (1).



A questão suscita observações interessantes sobre a saúde mental. Ocorre que é grande o número de pessoas consideradas como lesionadas no cérebro e portanto internadas em hospitais psiquiátricos ou em tratamento mental ou psicológico, quando na verdade estão apenas sob forte influência de espíritos que agem ainda com ódio premeditado ou mesmo atuam inconscientemente. Claro que há, e isto ninguém contesta, os que podem ser considerados vítimas de lesões cerebrais irreversíveis com indicações claras de tratamentos ou internações inadiáveis. Mas, a influência perniciosa de um espírito desequilibrado e “que não passou de acidental, por vezes toma um caráter de permanência quando o Espírito é mau, porque para ele o indivíduo se torna verdadeira vítima, à qual ele pode dar a aparência de verdadeira loucura. Dizemos aparência, porque a loucura propriamente dita sempre resulta de uma alteração dos órgãos cerebrais (...) Não há, pois, loucura real, mas aparente, contra a qual os remédios da terapêutica são inoperantes, como o prova a experiência (...)” (1), conforme acentua o Codificador.



Como sabem os estudiosos da Doutrina Espírita, a obsessão é capítulo importante no relacionamento entre encarnados e desencarnados, tendo inclusive merecido capítulo específico em O Livro dos Médiuns (4) e como destacado pelo próprio Codificador o desafio está em enfrentar esta loucura aparente – pois não há lesões cerebrais –, causada pela presença e influência de espíritos maus e perversos, que constrange e/ou paralisa a vontade e a razão de sua vítima, fazendo-a pensar, falar e agir por ele, levando-a a atos e posturas extravagantes ou ridículas. Considere-se que estamos num planeta ainda dominado pelo egoísmo, onde a maioria das criaturas que o habitam – estejam encarnados ou desencarnados – estão envolvidas com interesses mesquinhos e sem finalidades educativas ou de aperfeiçoamento. E fica fácil, então, imaginar o mundo invisível formando inumerável população que forma a atmosfera moral do planeta, caracterizado pela inferioridade das lutas mundanas e dos interesses que o egoísmo, a vaidade, o orgulho ou a inveja podem criar. Para resistir a tudo isso, usando palavras do próprio Kardec, “são necessários temperamentos morais dotados de grande vigor”.(5)



E é interessante notar que, conforme ponderações do próprio Kardec (6), “(...) a ignorância, a fraqueza das faculdades, a falta de cultura intelectual” oferecem mais condições de assédio aos espíritos imperfeitos que tentam e muitas vezes conseguem dominar as criaturas humanas através do real fenômeno da obsessão, tantas vezes confundido como loucura ou lesões no cérebro.Diante desse quadro todo, percebe-se claramente a importância do estudo e da divulgação espírita perante todas as classes de indivíduos do planeta. Nesta área da saúde, o Espiritismo vem esclarecer a obscura questão das doenças mentais, apresentando uma causa que não era considerada e constitui perigo real evidente, provado pela experiência e pela observação: o da obsessão ou influência dos espíritos sobre os seres humanos.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Felipa em 06 de Outubro de 2013, 00:24

Juventude e obsessão

Obsessão é como teia na rota
Do invigilante, enquanto a mente embota,
Empurrando, sinistra, a alma p’ro lodo.
Há obsessão quando o Espírito tomba,
Por não ver o caminho envolto em sombra,
Por se haver permitido o horrendo engodo.
 
A obsessão começa na proposta
De uma mente que na tua mente encosta,
Testando o teu poder de vigilância.
Não deixes, pois, a cabeça vazia,
Conduze-te bem no teu dia a dia,
Vivendo em paz, em nobre militância.
 
Nenhum perturbador terá entrada
Se manténs a tua vida resguardada,
Nessa busca de Deus, tranquila e boa.
A obsessão mostra o consentimento
De quem não mais controla o pensamento,
Onde a sombra mais tormento amontoa.
 
Mantém-te sempre alerta, ó juventude,
Pro fogo fátuo que no mundo ilude
Cada pessoa incauta pela trilha.
Guarda-te no trabalho e na oração,
Mais junto ao bem, atento em cada ação,
Pois é só assim que o ser interno brilha.
 
Trata com honestidade os compromissos,
Porque é triste encontrar seres omissos
Na Seara de trabalhos de Jesus.
Nunca percas o passo da justiça,
Enraizando equilíbrio em toda a liça
Onde buscas, ansiosa, a própria luz.
 
Resguarda-te no amor, sã juventude,
Tornando a sexualidade a virtude
Que te alcandore nos rumos de Deus.
Evita corromper as energias
Pelos bordéis, em doidas baixarias,
Que infelicitam os destinos teus.
 
Faze-te vigilante ante a bebida
P’ra que o álcool não te corroa a vida,
E te empurre p’ras valas da indigência.
Se caminhares com sobriedade,
Cantarás aos Céus tua felicidade,
Numa vida de honradez e decência.
 
Evita usar a droga que te anula,
Para que as sombras não te tornem mula,
Cavalgando-te em vias de amarguras.
Canta, feliz, as bênçãos da saúde,
Como quem tira sons de um alaúde,
Longe do mal, no seio das Alturas.
 
Ivan de Albuquerque
(Caminhos para o Amor e a Paz,
Raul Teixeira – ed. Fráter)
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: belina em 06 de Outubro de 2013, 00:33
Olá boa noite amigos

Obsessão-possessão

Allan Kardec no Livro dos espiritos aborda o tema no capitulo lX “Possessos”
 Um Espirito mesmo que por um curto periodo de tempo não  pode entrar num corpo encarndo e manipula-lo segundo a sua vontade.
 Espírito tem que se identificar com o encarnado, as qualidades ou os defeitos precisam de ser os mesmos pois só assim consegue fazer o que quer em conjunto com ele, mas  é sempre o encarnado que atua sobre a materia de que esta revestido.
O Espírito nunca pode substituir o Espirito encarnado, porque este tem de permanecer ligado ao seu corpo fisico  ate ter terminado a sua existencia neste palno.
Nao havendo uma possessão , ou seja coabitação de dois Espiritos  no mesmo corpo,  o Espirito encarnado pode  ficar na dependencia de outro Espirito e ficar subjugado e ou obsidiado a ponto de perder a sua vontade e ficar paralizado.
Esses são os verdadeiros possessos, mas tem de haver sempre a permissão de quem a sofre, seja porque é fraco ou a deseja.  Muitos encarnados com patologias graves (epilépsia ou demência) são tidos como possessos, eles precisam de tratamento médico e não de exorcismos.

“…O vocábulo possesso, na sua acepção vulgar, supõe a existência de demônios, isto é, de uma categoria de seres maus por natureza, e a coabitação de um desses seres com a alma de um indivíduo, no seu corpo. Pois que, nesse sentido, não há demônios e que dois Espíritos não podem habitar simultaneamente o mesmo corpo, não há possessos na conformidade da ideia a que esta palavra se acha associada. O termo possesso só se deve admitir como exprimindo a dependência absoluta em que uma alma pode achar-se com relação a Espíritos imperfeitos que a subjuguem.” (excerto retirado do Livro dos Espíritos)
Podemos afastar e nos libertar do domínio dos maus espíritos desde que tenhamos uma vontade firme e o queiramos.
Devemos ter cuidado pois a FASCINAÇÃO que o Espírito obsessor pode exercer seja de tal ordem que o Espirito subjugado nem a percebe. Neste caso terá de ser outra pessoa de bem, que peça ajuda dos Bons Espíritos, porque quanto mais digna a pessoa for mais poder terá sobre os Espíritos imperfeitos para afastá-los e para atrair os bons. Mas se o subjugado não cooperar de nada servirá.

 “…Há pessoas a quem agrada uma dependência que lhes lisonjeia os gostos e os desejos. Qualquer, porém, que seja o caso, aquele que não tiver puro o coração nenhuma influência exercerá. Os bons Espíritos não lhe atendem ao chamado e os maus não o temem.” (excerto Livro dos Espíritos)

As fórmulas de exorcismo não têm nenhuma ação eficaz sobre estes espíritos, eles riem e ficam mais obstinados.

Para evitarmos a ação destes obsessores basta não entrar em sintonia com eles, eles vendo que não conseguem seus intentos se afastam.

A prece e o meio mais poderoso que temos para nos auxiliar, mas tem de vir de nosso coração. Deus ajuda os que trabalham e não os que só se limitam a pedir.
Assim o obsidiado tem de fazer a sua parte, destruindo em si mesmo a causa da atração dos maus Espíritos (com base nas questões 473 a 479)

Paz e luz
belina

 




Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Kazaoka em 06 de Outubro de 2013, 02:23
É ponto-pacífico que obsessão é coisa de Espírito inferior.
É sabido, também, que a ação de um Espírito superior é, moralmente, irresistível por parte daquele que lhe é inferior. (Veja questão 274 do OLE). Baseado nessa certeza fica claro que o simples afastamento do obsessor de seu obsediado não resolve em nada a questão obsessiva.
A presença de um obsessor em nossa vida pode ser vista como uma benção de Deus a nos assinalar com a franqueza de um inimigo todos os pontos frágeis de nossa moral, ou seja, nossas imperfeições. Vendo as coisas por este ângulo, é uma benção ter quem aponte nossas imperfeições como fazem nossos obsessores.
Feliz daquele que tem um obsessor e tem consciência disso. E bem aventurados os que sabem despertar a consciência daqueles que estão iludidos.
Principalmente para o trabalhador Espírita, em especial os médiuns, quando sentirmos desencorajados para nossas tarefas e percebermos que é algo que não está em nós, é em momentos como este que devemos tomar a postura de verdadeiro Espírita e seguidores da moral do Cristo. Nestes momentos devemos reunir nossa pouca coragem, avisar as influenciações perniciosas que estamos indo para nossa tarefa e se quiserem podem ir conosco. A nossa vontade tem que ser mais forte do que nossa descrença para que, um dia, a nossa moral deixe de ser do mesmo nível, ou até inferior, do que daqueles que nos obsediam.
O obsessor não é o pior Espírito do mundo, por que em relação aos que nos obsediam, na melhor das hipóteses, somos iguais a eles.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 06 de Outubro de 2013, 11:32
Amigo Kazoaka  muito bom dia  e  apenas posso  complementar  o seu belo discernimento na sua  colocação  onde  diz  uma grande verdade incontornável na vida de cada um ...........Pois  se meditarmos  todos  temos  uma obsessão  por mais simples  que seja  e  tudo resulta  como disse e muito bem  pelo ambiente  Espiritual que  cada um de nós se envolve.
E sempre  que  entendemos que  somos  espíritos  milenares e  com passados por vezes  menos  bons  o Obsessão  sempre  acontece  e  cada vez mais pela  nossa  falta de  vigia  .
Mas  também  como o meu amigo disse  quando temos a consciência de tal  situação cabe-nos  então  ainda mais   nos vigiar ..............
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 06 de Outubro de 2013, 11:47
Amigos  para todos  com muita paz   o Meu Bom dia  sincero e  ao mesmo tempo agradecer  pelas partilhas de todos neste  estudo que  penso que  é  assim neste  debate  e  comentários  que  todos  estamos a  aprender  mais um pouco e  continuando  este  nosso tema  ......  Vamos  entender  que  a Obssessão  depois de  ter passado a sua primeira fase e  se não for  bem cuidada temos vários perigos  ainda mais  complicados que  podem ser  o da Fascinação e Possessão  onde  tudo fica mias  complicado e requer tratamentos especializado  num Centro Espírito
A obsessão apresenta caracteres diversos que é necessário distinguir, e que resultam do grau de constrangimento e da natureza dos efeitos que produz. A palavra obsessão é de alguma sorte um termo genérico pelo qual se designa esse género de fenómeno, cujas principais variedades são: a obsessão simples, a Fascinação e a Subjugação.
A obsessão simples tem lugar quando um Espírito inferior se impõe a um médium, se imiscui, a seu mal grado, nas comunicações que recebe, lhe impede de se comunicar com outros Espíritos e se substitui àqueles que são evocados...
Na obsessão simples, o médium sabe muito bem que tem de se haver com um Espírito enganador, e este esconde isso; não dissimula de modo algum suas más intenções e seu desejo de contrariar.
O médium reconhece sem esforço a fraude, e como se mantém alerta, raramente se engana.
Esse género de obsessão é, pois, simplesmente desagradável, e não tem outro inconveniente além do de opor um obstáculo às comunicações que se gostaria de ter com Espíritos sérios ou com os que se tem afeição...
A Fascinação tem consequências muito mais graves.
É uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento do médium, e que paralisa de alguma forma seu julgamento com respeito às comunicações.
O médium fascinado não se crê ser enganado; o Espírito tem a arte de lhe inspirar uma confiança cega que lhe impede de ver a fraude e de compreender a absurdidade do que escreve, mesmo quando salta aos olhos de todo mundo; a ilusão pode mesmo ir até ao ponto de fazê-lo ver o sublime na linguagem mais ridícula.
Estar-se-ia em erro se se cresse que esse género de obsessão não pode alcançar senão as pessoas simples, ignorantes e desprovidas de julgamento; os homens mais espirituais, os mais instruídos e os mais inteligentes sob outros aspectos, não estão dela isentos, o que prova que essa aberração é o efeito de uma causa estranha, da qual sofrem a influência.
Dissemos que as consequências da fascinação são muito mais graves; com efeito, graças a essa ilusão que lhe é corrente, o Espírito conduz aquele que veio a dominar como o faria a um cego, e pode lhe fazer aceitar as mais bizarras doutrinas, as mais falsas teorias como sendo a única expressão da verdade; bem mais, pode excitá-lo a diligências ridículas, comprometedoras e mesmo perigosas...
A subjugação é uma opressão que paralisa a vontade daquele que a sofre, e o faz agir a seu mal grado.
Numa palavra, a pessoa está sob um verdadeiro jugo.
Livro dos Mediuns
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: lineu em 06 de Outubro de 2013, 11:50
O estudo da obsessão constitui capítulo importantíssimo da doutrina espírita, cujo aprendizado é fundamental à compreensão da lei natural. E deve ser levado à conta de conditio sine qua non para tal empreendimento.

O estudante da obsessão deve focar a mente na ideia da existência de uma força antagônica ao estabelecimento do bem comum neste mundo. E no entendimento de que essa força é integrada por um grupo de Espíritos rebeldes ao comando do Cristo, isentos de senso moral.

Sobretudo, no estudo da obsessão, importa considerar que essa força antagônica ao bem comum é liderada e coletivizada por maioria de Espíritos pérfidos e cruéis, totalmente desprovidos de escrúpulo.

Posto isso, torna-se óbvia a inferência de que o estudo da obsessão não admite beatices e/ou pieguices...

Devendo, pois, objetivar, exclusivamente, à busca de solução viável ao expurgo da crueldade e dos obsessores da humanidade deste mundo.

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 06 de Outubro de 2013, 11:53
Amigos  e depois  do que  meditamos  ainda  temos dentro da Subjugação várias  formas  como seja  a de ordem Material e ordem Moral ............
A subjugação pode ser moral ou corporal.
No primeiro caso, o subjugado é solicitado a tomar decisões frequentemente absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão, crê sensatas: é uma espécie de fascinação.
No segundo caso, o Espírito age sobre os órgãos materiais e provoca movimentos involuntários.
Ela se traduz no médium escrevente por necessidade incessante de escrever, mesmo nos momentos mais inoportunos.
Vimos que, na falta de caneta ou lápis, simulam escrever com o dedo, por toda parte onde se encontram, mesmo nas ruas, sobre as portas e os muros.
A subjugação corporal vai às vezes mais longe; pode impelir aos atos mais ridículos.
Conhecemos um homem que, não sendo nem jovem nem belo, sob o império de uma obsessão dessa natureza, se achava constrangido, por uma força irresistível, a se ajoelhar diante de uma jovem, com a qual não tinha nenhuma intenção, e a pedi-la em casamento.
Outras vezes sentia nas costas e nas pernas uma pressão enérgica que o forçava, mal grado a vontade que a isso opunha, a se ajoelhar e a beijar a terra nos lugares públicos e na presença da multidão.
Esse homem passava por louco entre seus conhecidos; mas estamos convencidos de que não o estava de todo, porque tinha plena consciência do ridículo do que fazia contra a sua vontade e sofria horrivelmente.
A obsessão, como dissemos, é um dos maiores escolhos da mediunidade; é também um dos mais frequentes; além disso, não haveria demasiados cuidados em combatê-la porque, além dos inconvenientes pessoais que dela podem resultar, é um obstáculo absoluto à bondade e à veracidade das comunicações.
A obsessão, em qualquer grau que esteja, sendo sempre o efeito de um constrangimento, e esse constrangimento não podendo jamais ser exercido por um bom Espírito, disso resulta que toda comunicação dada por um médium obsidiado é de origem suspeita e não merece nenhuma confiança.
Se, algumas vezes, nela se acha algo de bom, é preciso tomá-lo e rejeitar tudo o que é simplesmente duvidoso.
Os motivos da obsessão variam segundo o caráter dos Espíritos: algumas vezes é uma vingança que se exerce sobre um individuo do qual tem algo a se queixar durante esta ou em outra existência; frequentemente, também, não há outra razão do que o desejo de fazer mal; como sofre, quer fazer sofrer aos outros; encontra uma espécie de gozo em atormentá-los, em vexá-los: além disso, a impaciência que se demonstra o excita, porque tal é o seu objetivo, ao passo que desiste pela paciência; em se irritando, mostrando despeito, se faz precisamente o que ele quer.
Esses espíritos por vezes, atuam com ódio e por inveja do bem; é por isso que lançam suas vistas turvas sobre as mais honestas pessoas...
Os meios de combater a obsessão variam segundo o caráter que ela reveste.
O perigo não existe realmente para todo médium bem convencido de ter relações com um Espírito mentiroso, como ocorre na obsessão simples; não é para ele senão uma coisa desagradável.
Mas, precisamente porque isso lhe é desagradável, é uma razão a mais para o Espírito obstinar-se atrás dele para vexá-lo.
Duas coisas essenciais se tem a fazer nesse caso: provar ao Espírito que não se é seu iludido, e que  lhe é impossível nos enganar; em segundo lugar, cansar-lhe a paciência em se mostrando mais paciente do que ele; se bem convencido de que perde seu tempo, acabará por se retirar, como o fazem, os importunos aos quais não se dá ouvidos... 
 O Livro dos Médiuns, Cap. XXIII, itens, 237 a 249.
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: ken em 06 de Outubro de 2013, 14:01
[Bom dia a todos,

Álcool e Obsessão

A obsessão mundial pelo álcool, no plano humano, corresponde a um quadro apavorante de vampirismo no plano espiritual. A medicina atual ainda reluta  e infelizmente nos seus setores mais ligados ao assunto, que são os da psicoterapia em aceitar a tese espírita da obsessão. Mas as pesquisas parapsicológicas já revelaram, nos maiores centros culturais do mundo, a realidade da obsessão. De Rhine, Wickland, Pratt, nos Estados Unidos, a Soal, Carington, Price, na Inglaterra, até a outros para-psicólogos materialistas, a descoberta do vampirismo se processou em cadeia. Todos os parapsicólogos verdadeiros, de renome científico e não marcados pela obsessão do sectarismo religioso, proclamam hoje a realidade das influências mentais entre as criaturas humanas, e entre estas e as “mentes desencarnadas”.

Jean Ehrenwald, psicanalista, chegou a publicar importante livro intitulado: Novas Dimensões da Análise Profunda, corroborando as experiências de Karl Wick-land em Trinta Anos Entre os Mortos. Koogan, na Europa de hoje, acompanhado por vários pesquisadores, efetuou experiências de controle remoto da conduta humana pela telepatia, obtendo resultados satisfatórios. Tudo isso nada vale para os que se obstinam na negação pura e simples, como faziam os cientistas e os médicos do tempo de Pasteur em relação ao mundo bacteriano.

As quadras de Cornélio Pires sobre a obsessão alcoólica não são apenas uma brincadeira poética. Elas nos mostram num panorama visto do lado oculto da vida a própria mecânica desse processo obsessivo. Espíritos inimigos, (que ofendemos gravemente em existências anteriores), excitam-nos o desejo inocente de “tomar um trago”. Aceitamos a “idéia maluca” e espíritos vampirescos são atraídos pelas emanações alcoólicas do nosso corpo. Daí por diante, como aconteceu a Juca de João Dório, “enveredamos na garrafa” e vamos parar no sanatório. Os espíritos vampirescos são viciados que morreram no vício e continuam no mundo espiritual inferior, aqui mesmo na Terra, buscando ansiosamente os seus “tragos”. Satisfazem-se com as emanações alcoólicas de suas vítimas e continuam a sugá-las como vampiros psíquicos.

Nas instituições espíritas bem dirigidas esse processo é bastante conhecido, e são muitos os infelizes que se salvam após um tratamento sério. Nos hospitais espíritas as curas são numerosas. Veja-se a obra do Dr. Inácio Ferreira: Novos Rumos à Medicina, relatando as curas realizadas no Hospital Espírita de Uberaba. Não é só a obsessão alcoólica que está em jogo nos processos obsessivos. Os desvios sexuais oferecem um contingente talvez maior e mais trágico do que o do álcool, porque mais difícil de ser tratado.

Tem razão o poeta caipira ao advertir que “álcool, para ajudar, é cousa de medicina”. Só nas aplicações médicas o álcool pode ser usado como remédio. Mas temos de acrescentar, infelizmente, que os médicos de olhos fechados para a realidade espiritual não estão em condições de atender aos casos de alcoolismo. Os grupos espíritas e as associações alcoólicas obtêm resultados mais positivos, quando em tratamentos bem dirigidos.

Irmão Saulo 
Pseudônimo utilizado por José Herculano Pires.
“Diálogo dos Vivos"  Francisco Cândido Xavier.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: ken em 06 de Outubro de 2013, 14:07
A obsessão é sempre uma prova, nunca um acontecimento eventual. No seu exame, contudo, precisamos considerar os méritos da vítima e a dispensa da misericórdia divina a todos os que sofrem.

Para atenuar ou afastar os seus efeitos, é imprescindível o sentimento do amor universal no coração daquele que fala em nome de Jesus. Não bastarão as fórmulas doutrinárias. É indispensável a dedicação, pela fraternidade mais pura.

Os que se entregam à tarefa da cura das obsessões precisam ponderar, antes de tudo, a necessidade de iluminação interior do médium perturbado, porquanto na sua educação espiritual reside a própria cura. Se a execução desse esforço não se efetua, tende cuidado, porque, então, os efeitos serão extensivos a todos os centros de força orgânica e psíquica.

O obsidiado que entrega o corpo, sem resistência moral, às entidades ignorantes e perturbadas, é como o artista que entregasse seu violino precioso a um malfeitor, o qual, um dia, poderá renunciar à posse do instrumento que lhe não pertence, deixando-o esfacelado, sem que o legítimo, mas imprevidente dono, possa utilizá-lo nas finalidades sagradas da vida.

 Emmanuel / Chico Xavier - livro: O Consolador
 

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: ken em 06 de Outubro de 2013, 14:22
PESSOA MENOS SUJEITA A OBSESSÃO

A pessoa menos obsedável...

Não espera milagres de felicidade, inacessíveis aos outros, mas se regozija pelo fato de viver com a possibilidade de trabalhar.

Ama sem exigências, aceitando as criaturas queridas como são, sem pedir-lhes certificados de grandeza.
 
Suporta dificuldades e provações, percebendo-lhes o valor.

Não adota cinismo e nem preconceito em seus padrões de vivência, conservando o equilíbrio nas atitudes e decisões, dentro do qual sabe ser útil, com tranquilidade de consciência.

Estuda para discernir e não age impulsivamente, subordinando emoções ao critério do raciocínio.

É firme sem fanatismo e flexível sem covardia.

Acolhe as críticas, buscando aproveitá-las.
 
Não interfere nos negócios alheios, centralizando o próprio interesse no exercício das obrigações que a vida lhe assinalou.

Aprende a entesourar valiosas experiências, à custa dos próprios erros.

Não cultiva hipersensibilidade neurótica e, em consequência, se desliga com a maior facilidade de quaisquer influências perturbadoras, entrando, de maneira espontânea, no grande entendimento dos seres e das cousas, dentro do qual se faz tolerante e compassiva, afetuosa e desinteressada de recompensas para melhor compreender ávida e desfrutar-lhe os infinitos bens.


André Luiz, do livro "Paz e Renovação", Francisco Cândido Xavier.

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: belina em 06 de Outubro de 2013, 17:21
Ola amigos boa tarde

FASCINAÇÃO

A fascinação pode ter consequências muito mais graves. Carteriza-se por uma ilusão provocada pela ação direta de um Espírito sobre o pensamento do médium e que, lhe paralisa
o raciocínio, com relação às comunicações. O médium fascinado não crê que estejam sendo enganando: o Espírito é ardiloso ao inspirar-lhe uma confiança cega, e ele não vê nem compreende que escreve. Não acredita em ninguém que lhe diga que está errado o que está a escrever.
 A ilusão pode levá-lo a pensar que tudo o que escreve é magnífico. È um erro acreditar que a esta obsessão só estão sujeitas as pessoas simples, ignorantes e isentas de bom senso. Dela não se acha isento, nem os homens de elevado espírito, com mais instrução ou mais inteligentes, o que prova que tal aberração é efeito de uma causa estranha, cuja influência eles sofrem.
São muito mais graves as consequências da fascinação. 
Graças à ilusão que ela provoca, o Espírito conduz o indivíduo de quem ele se apoderou, como se conduzisse um cego, e pode levá-lo a aceitar doutrinas estranhas, teorias falsas, como verdades. Ainda mais, pode levá-lo a situações ridículas, comprometedora se até perigosas.
Assim pode ver-se facilmente toda a diferença que existe entre a obsessão simples e a fascinação; Assim também os Espíritos que produzem esses dois efeitos são de diferente caráter. Na primeira, o Espírito que se agarra à pessoa não passa de um importuno pela sua tenacidade e de quem aquela se impacienta por desenvencilhar-se. Na segunda, o problema é muito diverso. Para atingir tais fins, é preciso que o Espírito seja destro, ardiloso e muito hipócrita, porque não consegue fazer a mudança e ser acolhido, senão através de uma máscara que coloca e de um falso aspeto de virtude.
Utiliza os grandes termos como caridade, humildade, amor de Deus que lhe servem como crédito, mas, através de tudo isso, deixa passar sinais de inferioridade, que só o fascinado não percebe. Por isso mesmo, o que o Esprito fascinador mais teme são as pessoas que vêm claro. Assim ele constrói a sua tática, em inspirar ao seu intérprete o afastamento de todos os   que lhe possam abrir os olhos.
Não é fácil tratar uma pessoa com obsessão por fascinação pois ela não admite estar doente.
Tem sempre de ter uma ajuda externa muito perseverante que o ajude.
O tratamento pode ser longo e por vezes penoso.

Paz e Luz
belina
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: belina em 06 de Outubro de 2013, 17:39
Olá amigos boa tarde

No livro Dramas da Obsessão o Espírito do Dr. Bezerra de Menezes, faz no inicio uma advertência, que ainda nos dias de hoje se mantem atual. Vale apena meditarmos nela. 

 ADVERTÊNCIA


Aos médiuns em geral dedico estas páginas, que um sagrado sentimento de dever me vem perseverantemente inspirando, numa época em que as mais graves responsabilidades pesam sobre os seus ombros. Dirijo-me, porém, particularmente, àqueles que, possuindo faculdades mediúnicas, desejem torná-las em ver¬dadeiro traço de união entre os mundos objetivo e invisível, os quais se completam e interpenetram, não obstante se compra¬zerem os homens no alheamento dessa amplitude em que se agitam; aos que desejarem convertê-las em possibilidades de instrução e fraterno auxílio àqueles que sofrem e choram na desesperança do alívio terreno.
Sabido é, entre espíritas fiéis aos seus princípios, que todos os homens são médiuns, ou, pelo menos, possuem a possibi¬lidade de se deixarem influenciar pelas individualidades invisíveis, sejam estas esclarecidas, medíocres ou inferiores. Todavia, sabido será também que mais depressa a individualidade huma¬na se permitirá envolver-se com as últimas que com as primei¬ras. Os múltiplos casos e gêneros diversos de obsessão, esse flagelo que assola os planetas onde grandes criminosos, gran¬des culpados e viciosos reencarnam, aglomerados para os de¬vidos resgates do passado e consequente progresso; os comple¬xos dos noticiários macabros, onde avultam todas as modalidades da delinquência e do insulto á harmonia da sociedade, do crime e da desesperança sem tréguas, muitas vezes tiveram origem na influência de seres invisíveis sobre os portes mediúnicos ignorados ou rejeitados, do delinquente, pois não esqueceremos que se trata de forças tão naturais na espécie humana como qualquer outro dos cinco sentidos que integram a mesma per¬sonalidade humana.
A presente tese será capaz de oferecer ao observador es-tudos interessantes, visto aqueles fatos serem inseparáveis da vida diária da maioria das personalidades de que se compõe a sociedade terrena.
Estudemos, pois, alguns dos variados aspetos do fenómeno mediúnico ligado à obsessão, em fraterno convívio de nossas mentes, durante o decorrer das presentes páginas.

Rio de Janeiro, 14 de março de 1964.

ADOLFO BEZERRA DE MENEZES
 Paz e luz
 belina
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Felipa em 06 de Outubro de 2013, 18:42

Fascinação Obsessiva

O narcisismo é desvio de comportamento que perturba o ser humano colhido pelos conflitos que não consegue diluir. Também pode ser resultado de alguma frustração que leva o paciente ao retorno ao período infantil.
Auto-apaixonando-se, o narcisista se atribui valores e direitos que a outrem não concede, tornando-se o epicentro dos próprios e dos interesses gerais.
À medida que se lhe agrava o distúrbio, aliena-se do convício social saudável, acreditando que não tem muito a lucrar com a atenção e os cuidados que poderia direcionar às outras pessoas.
Esse comportamento, às vezes, é sutil, agravando-se na razão que se lhe fixam no imo a presunção, a ausência de autocrítica, embora a severidade com que analise a conduta alheia, utilizando-se de palavras ásperas e julgamento severo como transferência daquilo de que inconscientemente se faz merecedor.
Ao tomar essa atitude, libera a consciência de culpa e mais se enclausura na torre de marfim da prosápia em que se movimenta.
Essa insegurança psicológica, que se converte em auto-afirmação exibicionista, conspira contra a saúde mental do ser.
Em razão dessa deficiência emocional, quando portador de mediunidade atrai Espíritos zombeteiros que o inspiram, comprazendo-se os mesmos em levar ao ridículo aquele com quem sintonizam, sem que a vítima se dê conta da gravidade da patologia obsessiva em que tomba.
Não se apercebendo de parasitose que se lhe instala, passa a acreditar quase que exclusivamente nas comunicações de que se faz instrumento, competindo com qualquer outro que aparentemente, lhe ameace a projeção.
Mantém boa moral, é conservador e exigente na conduta, porém a tomada na qual se encaixa o plugue obsessivo encontra-se no egoísmo e no temperamento especial, que lhe constituem os grandes desafios a vencer durante a conjuntura reencarnacionista.
Na ordem direta que se destaca, ensoberbece-se mais, deixando de considerar as advertências que lhe chegam, por supor-se inatacável, distanciado de humildade que impõe a auto-reflexão, responsável doutrinariamente pela proposta de tomar para se as comunicações dos Espíritos antes que para os outros.
Imbuído da idéia de que é irreprochável o seu comportamento, passa a supor-se merecedor do contato com os Espíritos nobres e não analisa as comunicações que lhes são atribuídas, cujo conteúdo não vai além do trivial, do destituído de profundidade. São, invariavelmente, repetitivas, exaradas em chavões convencionais, às vezes pomposos, mas irrelevantes.
A obsessão por fascinação é um capítulo muito perturbador do exercício mediúnico.
Toda a trilha da vivência mediúnica é inçada de cardos e de perigos, impondo um trânsito cuidados, porque se trata de intercâmbio constante com seres inteligentes, que também se domiciliam na Terra, continuando a manter as virtudes e os vícios que lhes eram freqüentes.
Vigilantes e contumazes, os ociosos e perversos rondam os médiuns com implacável insistência, aguardando oportunidade para os afligir, para interditar-lhes as mensagens, para entorpecer-lhes a faculdade...
A obsessão, em si mesma, é terrível flagelo que se manifesta epidêmico com periodicidade, mas que nunca esteve fora da convivência humana.
Em torno da mediunidade, particularmente, se movimentam, os Espíritos infelizes, quais mariposas em volta da chama.
Aqueles que são elevados, sintonizam a distância, quando as circunstâncias o propiciam, enquanto que os desocupados, permanecem com afã esperando fluir benefícios mórbidos como a absorção de energias do médium, a intromissão nas atividades humanas, gerando a perturbação em que se comprazem.
A terapia para a recuperação desse tormento se inicia na vigilância do médium, vivenciando a humildade real e tendo a coragem de bloquear a interromper a interferência nefasta, cuidando de livrar-se do seu maneirismo, descendo do pódio da superioridade que se credita para a planície das criaturas comuns e frágeis onde se de situar.
Nenhum médium se encontra indene a esse transtorno obsessivo, e ele é muito mais habitual e constante do que se pode imaginar.
Multiplicam-se na sociedade humana as pessoas autofascinadas, e entre os médiuns, muitos são aqueles que se apresentam com a ultrajante síndrome da obsessão por fascinação.
O Senhor dos Espíritos, sempre que libertava os obsessos, repreendia os seus algozes, admoestando-os e, ao mesmo tempo, lecionando às suas vítimas que Lhe seguissem as diretrizes, amando e servindo.
Ante obsessos de qualquer matiz, são necessários a paciência e a misericórdia, o esclarecimento e a perseverança, a fim de que tenham tempo para despertar e romper os elos que os aprisionam aos seres perturbadores.
Manoel P. de Miranda
(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, em 19/07/1999, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia)
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Felipa em 06 de Outubro de 2013, 18:45

Fascinação – uma advertência de Kardec
Orson Peter Carrara

Estágios da obsessão pedem cuidados
No Discurso que proferiu, na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, para o encerramento do ano social de 1858/1859, entre outras preciosas observações que merecem leitura e estudo integral (1) de todos nós, os espíritas da atualidade, está uma rápida abordagem, feita por Kardec, sobre a influência dos espíritos sobre a sociedade humana.
O texto remete ao sempre atual assunto da Obsessão, tão bem desenvolvido em O Livro dos Médiuns (capítulo XXIII, itens 237 a 254), onde podemos estudar os estágios de obsessão simples, fascinação e subjugação.
Em síntese, como coloca Kardec, a obsessão simples é a insistência de um espírito no constrangimento que tenta impor à sua vítima; a fascinação já é o mesmo quadro em estágio de fascinação para o médium que não se crê enganado; a subjugação, por sua vez, é a opressão que paralisa a vontade daquele que a sofre, e o faz agir a seu malgrado.
Sugerimos aos leitores prévia consulta ao capítulo acima citado para ampliar o estudo da questão, pois o objetivo da presente abordagem é trazer aos nossos leitores uma advertência do Codificador no que se refere ao processo de fascinação.
Como citamos, o texto está na fonte acima citada e eis o trecho que destacamos:
“(...) O perigo está no império que os maus espíritos exercem sobre as pessoas, o que não é apenas uma coisa funesta, do ponto de vista dos erros de princípios que aqueles podem propagar, como ainda do ponto de vista dos interesses da vida material. Ensina a experiência que não é impunemente que nos abandonamos ao seu domínio. Porque suas intenções jamais podem ser boas. Uma de suas táticas para alcançar os seus fins é a desunião, pois sabem muito bem que podem facilmente dominar aquele que estiver sem apoio. Assim, o seu primeiro cuidado, quando querem apoderar-se de alguém, é sempre inspirar-lhe a desconfiança e o isolamento, a fim de que ninguém possa desmascará-lo, esclarecendo a vítima com seus conselhos salutares. Uma vez senhores do terreno, podem a vontade fascinar a pessoa com promessas sedutoras, subjugá-la por meio da lisonja às suas inclinações, para o que aproveitam os lados fracos que descobrem a fim de melhor fazê-la sentir, depois, a amargura das decepções, feri-la nas suas afeições, humilhá-la no seu orgulho, e, muitas vezes, não a elevar um instante senão para a precipitar de mais alto (...)”.
Observemos com bastante atenção, objetivando estudar o tema, a questão das táticas, da desunião, da tentativa de dominar, da inspiração da desconfiança e do isolamento, da lisonja às inclinações, do aproveitamento dos lados fracos e finalmente, do desejo de fazer com as vítimas sintam a amargura das decepções, o ferimento das afeições, da humilhação de seu orgulho e mesmo da precipitação em abismos de sofrimento, dor e dominação.
Este curto e sugestivo texto deve acender em nós o desejo ardente da auto-análise sobre o próprio comportamento, ao mesmo tempo que surge como valioso documento para ser debatido e estudado nos grupos espíritas.
Ocorre que estamos todos sujeitos a essa constante influência em nosso cotidiano, dentro ou fora do Centro Espírita, e a defesa contra este mal está mesmo, não há dúvida, na sintonia do comportamento com a proposta do Espiritismo, que por sua vez, está totalmente embasado no Evangelho de Jesus. Razão maior, pois, para mais vigilância e trabalho no bem.
(1) A íntegra encontra-se publicada na Revista Espírita, de julho de 1859, edição da Edicel, com tradução de Júlio Abreu Filho.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Mourarego em 06 de Outubro de 2013, 18:45
Meus amigos,
desculpem-me a insistência mas nesse tipo de Estudos pelo menos  como fui informado, deveríamos ressaltar apenas a De, logo, qualquer oputra pontuação que não tenha passado pelo CUEE mesmo que boa, não deveria fazer parte deste.
Porém  só tenho visto  colagens de páginas espirituais deste ou daquele Espírito menos as que a DE vem propor.
Relembro: Aqui estudamos a Doutrina Espírita, apenas ela.
abraços,
Moura
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: lconforjr em 06 de Outubro de 2013, 20:54
     
      MAltino   (ref #inicial, de 011013, 10:37)

      Conf: Altino, meu bom amigo, com quem faz tempo não tenho conversado. Me perdoe que vou apresentar uma série de perguntas para, como sabiamente aconselha a DE, raciocinando tentarmos compreendê-la melhor.
.........
      Altino escreveu: Como sempre  lhes peço a colaboração... e  que  procurem que sejam dentro do tema proposto.

      Conf: acredito que estão dentro do tema as questões que coloco a seguir, pois se relacionam com a obsessão.

      - qual é a causa de a obsessão estar sempre presente na vida do ser humano?!

      - se é um desequilíbrio mental de fundo espiritual, qual é a causa que tem como efeito a ocorrência desse desequilíbrio em nós?

      Altino:... devido ao crescimento desmedido da população e sua decadência moral, os inúmeros problemas sociais que enfrenta o mundo, a obsessão tornou-se um verdadeiro flagelo, provocando desentendimentos, vícios, anomalias psicológicas, suicídios e outros males do gênero.

      Conf: evidentemente, esses vícios... etc , que resultam em q a obsessão se torne um verdadeiro flagelo, e a própria obsessão, trazem sofrimentos sem conta para os homens.

      Mas, qual é a causa dessa decadência moral que se espalha pela população? Quem merece sofrer porq a obsessão se tornou verdadeiro flagelo, se a causa disso não está nos homens mas, como vc disse, no aumento da população?

      E qual é a causa de tantos vícios morais? O homem mesmo, por seu livre-arbítrio, escolheu se tornar carregado de vícios morais? O homem mesmo escolheu experimentar os sofrimentos que a obsessão lhe traz? Ou se permite ser vítima da obsessão? Se se permite, todos se permitem ou nem todos? E se nem todos, qual é a causa que leva uns à obsessão e outros não?.........

      - se o evangelho bem vivido é a única saída para o alívio e cura da obsessão, qual é a causa de a obsessão ser ainda um terrível flagelo? Os homens ignoram que o evangelho bem vivido é a única saída?

      - A razão de sofrerem obsessões reside, para muitos, no fato de não conhecerem o evangelho? Mas o não conhecer o evangelho não é explicação para que os homens continuem sofrendo os males da obsessão pois, o não conhecê-lo não justifica esses sofrimentos!

      - E se não ignoram, qual é a causa de ainda não terem afastado esse entrave para o desenvolvimento do ser? E qual é a causa de não acatarem as instruções dos evangelhos?

      Se essa é, como disse Kardec, uma influencia daninha a tal ponto que podemos cosiderá-la uma situação de emergência, e se a doutrina tem métodos para cuidar daqueles que são vítimas de obsessões, qual é a causa de muitos ainda serem vítimas desse flagelo que emperra a evolução de todos, o que significa que não foram cuidados?

      E qual é a causa de uns se deixarem se dominar por outrem, eqto outros ficam livres disso?
 
      Me perdoe tantas interrogações. A intenção é raciocinar, como manda a doutrina.
...........
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: edeseo em 06 de Outubro de 2013, 22:47
Boa tarde Irmaos, sou estudante do Espiritismo e do Magnetismo. Gostei muito do texto da nossa Irma Belina, e gostaria de dizer que conheço alguns grupos de estudo do Magnetismo que estao obtendo bons resultados com a aplicaçao do Magnetismo em determinados Chakras, acrescido de Doutrinarias, Evangrlho no Lar e Agua Magnetisada,e claro que nao devemos em hipotese nenhuma o acompanhamento  do Medico, pois e a soma destes
tratamentos que irao resolver o problema, desde que o portador da Obssessao tenha dentro de si a vontade de
se melhorar,pois nenhum de nos nem mesmo Deus podera ajudar aqueles que nao se movimentam na busca de
se melhorareme acreditarem a vida nao termina com a morte do corpo
Para que todos nos tenhamos exito neste tratamento e preciso que o portador da Obsessao tenha a vontade de
curar-se.
Tenho acompanhado alguns colegas de estudo e somente apos quatro ou cinco semanas de Passes Magneticos, Evangelho no Lar Agua Magnetizada e buscando reformar-se intimamente coseguimos bons resultados
Que Jesus nos ilumine a todos Edeseo
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: belina em 07 de Outubro de 2013, 01:34
Olá amigos

REVISTA ESPÍRITA
Jornal de Estudos Psicológicos
ANO I OUTUBRO DE 1858 Nº 10


Obsediados e Subjugados

Allan Kardec nesta revista espirita nos fala que se deve estudar a DE,começando nos principios da ciencia, para melhor a conhecer. Ele não se dirige àqueles que não a conhecem, mas sim aos adeptos, aos que a praticam, visto ser para eles que o perigo existe.Sera uma mais valia o conhecimto da mesma, a fim de se colocarem  em guarda:
” perigo previsto, já se sabe, é perigo pela metade. Diremos mais: para quem quer que esteja instruído na ciência, não há perigo; só existe para os que julgam saber e nada sabem, isto é, para os que não possuem a necessária experiência, como só acontecer em todas as coisas.” Diz-nos Kardec.

Quem começa a estudar a DE tem um desejo muito grande de ser médium para poder psicografar. Mas apesar da emoção de psicografar o médium deve ter em mente que nada é dele mas sim de uma inteligência oculta, ou seja de um espirito quer ele o veja ou não.
O médium se apercebe de um número de realidades até então desconhecidas. Ele sonha e seu pensamento pode perder-se.
O médium deve dar-se ao trabalho de estudar, e nunca se deixar eludir por belos sonhos. Assim Allan Kardec nos recorda os principais pontos que não se devem perder de vista ´pois são como a base de tudo.

1º Os Espíritos não são iguais nem em poder, nem em conhecimento, nem em sabedoria. Nada mais sendo que as almas dos homens, desembaraçadas de seu invólucro corporal, apresentam variedade ainda maior do que as encontradas entre os homens na Terra, visto procederem de todos os mundos e porque entre os mundos o nosso planeta não é o mais atrasado, nem o mais avançado.
Há, pois, Espíritos muito superiores, e outros bastante inferiores; muito bons e muito maus, muito sábios e muito ignorantes; há os levianos, malévolos, mentirosos, astuciosos, hipócritas, engraçados, espirituosos, zombeteiros, etc.

2º Estamos incessantemente cercados por uma multidão de Espíritos que, por serem invisíveis aos nossos olhos materiais, nem por isso deixam de estar no espaço, ao redor de nós, ao nosso lado, espiando nossas ações, lendo os nossos pensamentos, uns para nos fazerem o bem, outros para nos induzirem ao mal, conforme sejam bons ou maus.

3º Pela inferioridade física e moral de nosso globo na hierarquia dos mundos, os Espíritos inferiores são aqui mais numerosos que os superiores.

4º Entre os Espíritos que nos rodeiam, há os que se vinculam a nós, que agem mais particularmente sobre o nosso pensamento, aconselham-nos, e cujo impulso seguimos sem o saber. Felizes se escutarmos somente a voz dos bons.

5º Os Espíritos inferiores não se ligam senão aos que os ouvem, junto aos quais têm acesso e aos quais se prendem. Caso consigam estabelecer domínio sobre alguém, identificam-se com o seu próprio Espírito, fascinam-no, obsidiam-no, subjugam-no e o conduzem como se fosse uma verdadeira criança.

6º A obsessão jamais se dá senão pelos Espíritos inferiores. Os Espíritos bons não causam nenhum constrangimento; aconselham, combatem a influência dos maus e, se não são ouvidos, afastam-se.

7º O grau de constrangimento e a natureza dos efeitos que produz marcam a diferença entre a obsessão, a subjugação e a fascinação.
A obsessão é a ação quase permanente de um Espírito estranho, que faz com que a vítima seja induzida, por uma necessidade incessante, a agir nesse ou naquele sentido, a fazer tal ou qual coisa.
A subjugação é uma opressão moral que paralisa a vontade daquele que a sofre, impelindo-o às mais despropositadas ações e, frequentemente, àquelas que mais contrariam os seus interesses.
A fascinação é uma espécie de ilusão, ora produzida pela ação direta de um Espírito estranho, ora por seus raciocínios capciosos, ilusão que altera o senso moral, falseia o julgamento e faz tomar o mal pelo bem.

8º Por sua vontade, pode o homem livrar-se sempre do jugo dos Espíritos imperfeitos, porque, em virtude de seu livre-arbítrio, tem a escolha entre o bem e o mal. Se o constrangimento chegou a ponto de paralisar a vontade, e se a fascinação é bastante grande para obliterar a razão, a vontade de uma outra pessoa pode substituí-la.
 

O artigo é muito extenso, mas muito esclarecedor. Relata-nos também um caso de um médium “…rapaz instruído, de esmerada educação, de caráter suave e benevolente, mas um pouco fraco e indeciso, tornou-se hábil médium psicógrafo com bastante rapidez. Obsidiado pelo Espírito que dele se apoderou e não lhe dava sossego, escrevia sem parar. Desde que uma pena, ou um lápis, lhe caíam à mão, ele os tomava num movimento convulsivo e se punha a preencher páginas inteiras em poucos minutos.”


Vejam como foi tratado este caso.( em anexo o artigo completo)

 Allan Kardec termina este artigo assim:
“Em resumo, o perigo não está propriamente no Espiritismo, visto que ele pode, ao contrário, servir de controlo, preservando-nos daquilo a que somos arrastados, mau grado nosso; o perigo está na propensão de certos médiuns que, muito
levianamente, se julgam instrumentos exclusivos dos Espíritos superiores, e na espécie de fascinação que não os deixa compreender as tolices de que são intérpretes. Mesmo aqueles que não são médiuns podem ser levados a isso. Encerraremos este capítulo com as seguintes considerações:

1º Todo médium deve desconfiar da compulsão irresistível que o leva a escrever sem cessar e nos momentos mais inoportunos; deve ser senhor de si mesmo e escrever somente quando o desejar;

2º Não dominamos os Espíritos superiores, nem mesmo os que, sem ser superiores, são bons e benévolos, mas podemos dominar e domar os Espíritos inferiores. Todo aquele que não é mestre de si não o poderá ser dos Espíritos;
3º O único critério para discernirmos o valor dos Espíritos é o bom-senso. Qualquer fórmula, dada a esse fim pelos próprios Espíritos, é absurda e não pode emanar de Espíritos superiores;

4º Como os homens, os Espíritos são julgados pela sua linguagem. Toda expressão, todo pensamento, toda máxima, toda teoria moral ou científica que choque o bom-senso ou não corresponda à ideia que fazemos de um Espírito puro e elevado, procede de um Espírito mais ou menos inferior;
5º Os Espíritos superiores têm sempre a mesma linguagem com a mesma pessoa e jamais se contradizem;

6º Os Espíritos superiores são sempre bons e benevolentes; em seu palavreado jamais encontramos acrimônia, arrogância, aspereza, orgulho, fanfarronice ou a estólida presunção. Falam com simplicidade, aconselham e se retiram quando não são ouvidos
.
7º Não devemos julgar os Espíritos pela forma material, nem pela correção da linguagem, mas sondar-lhes o íntimo, perscrutar suas palavras, pesá-las friamente, maduramente e sem prevenção. Qualquer distanciamento do bom-senso, da razão e da sabedoria não pode deixar dúvidas sobre sua origem, seja qual for o nome sob o qual se disfarce o Espírito;

8º Os Espíritos inferiores temem os que lhes analisam as palavras, os que lhes desmascaram as torpezas e não se deixam envolver em seus sofismas; às vezes ensaiam levantar a cabeça, mas terminam sempre abandonando a presa quando se sentem mais fracos;

9º Todo aquele que em tudo age visando ao bem, elevasse acima das vaidades humanas, expulsa do coração o egoísmo, o orgulho, a inveja, o ciúme e o ódio, perdoa os inimigos e põe em prática esta máxima do Cristo: “Fazei aos outros o que gostaríeis que fizessem a vós mesmos”; simpatiza com os Espíritos bons, ao
passo que os maus o temem e dele se afastam.

Seguindo esses preceitos, estaremos garantidos contra as más comunicações, o domínio dos Espíritos impuros e, aproveitando tudo quanto nos ensinam os Espíritos verdadeiramente superiores, contribuiremos, cada um por sua parte, para o progresso moral da Humanidade. “

paz e luz
belina
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 07 de Outubro de 2013, 11:49
Amigos para todos com muita  paz  e  para que  este tema  seja  construtivo  e  esclarecedor para  todos  é assim com este debate  e  ideias  que todos  vamos  compreendendo todo este processo da Obsessão e  quis  as implicações na vida .........
 Assim para todos o meu bom dia de muita paz  e  que  continuemos a meditar esta  questão primordial para todos .......

Amigo Iconforjr  seja muito  bem vindo e  as suas perguntas  são  sempre  uma forma de  entendermos  as coisas  na vida  e ao mesmo tempo  sinta que esta problemática da Obsessão é  sempre  provocada  por cada um de nós  quando  não sintonizamos  a nossa própria  Elevação Espiritual  tendo muitas  vezes  pensamentos negativos  e  então  somos  perturbados  pelas mesmas entidades que se afinizam   com cada um de nós .
Quanto  ao que me diz  sobre a Humanidade e  das pessoas  que  vivem em constante desarmonia  e  com vários  problemas  de Obessão  tudo acontece pelas  baixas vibrações  que  temos  neste planeta.............. assim  em lugar de  tentarmos  questionar a sociedade  temos  que  ser  cada um de nós o que  nos  compete para  melhorar o ambiente  à nossa volta  e assim  se cada um dizer a sua parte   tudo ficará melhor...........
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 07 de Outubro de 2013, 11:57
Amigos  para  todos  um dia  de muita paz  e que  ao visitarmos este  tema  possamos  entender mais  um pouco  sobre  Obsessão e  as implicações  no nosso dia a dia .........
 Compreende-se facilmente toda a diferença entre obsessão simples e a fascinação. Compreende-se também que os Espíritos provocadores de ambas devem ser diferentes quanto ao caráter.
Na primeira, o Espírito que se apega ao médium é apenas um importuno pela sua insistência, do qual ele procura livrar-se.
Na segunda, é muito diferente, pois para chegar a tais fins o Espírito deve ser esperto, ardiloso e profundamente hipócrita.
Porque ele só pode enganar e se impor usando máscara e uma falsa aparência de virtude.
As grandes palavras como caridade, humildade e amor a Deus servem-lhe de carta de fiança.
Mas através de tudo isso deixa passar os sinais de sua inferioridade, que só o fascinado não percebe; e por isso mesmo ele teme, mais do que tudo, as pessoas que vêem as coisas com clareza.
Sua tática é quase sempre a de inspirar ao seu intérprete afastamento de quem quer que possa abrir-lhe os olhos.
Evitando, por esse meio, qualquer contradição, está certo de ter sempre razão.
 A subjugação é um envolvimento que produz a paralisação da vontade da vítima, fazendo-a agir mal grado seu.
Esta se encontra, numa palavra, sob um verdadeiro jugo.
A subjugação pode ser moral ou corpórea.
No primeiro caso, o subjugado é levado a tomar decisões frequentemente absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão considera sensatas: é uma espécie de fascinação.
No segundo caso, o Espírito age sobre os órgãos materiais, provocando movimentos involuntários.
No médium escrevente produz uma necessidade incessante de escrever, mesmo nos momentos mais inoportunos.
Vimos subjugados que, na falta de caneta ou lápis, fingiam escrever com o dedo, onde quer que se encontre, mesmo nas ruas, escrevendo em portas e paredes.
Dava-se antigamente o nome de possessão ao domínio exercido pelos maus Espíritos, quando a sua influência chegava a produzir a aberração das faculdades humanas.
A possessão corresponderia, para nós, à subjugação.
Se não adotamos esse termo, é por dois motivos: primeiro, por implicar a crença na existência de seres criados para o mal e perpétuamente votados ao mal, quando só existem seres mais ou menos imperfeitos e todos eles suscetíveis de se melhorarem; segundo, por implicar também a ideia de tomada do corpo por um Espírito estranho, numa espécie de coabitação, quando só existe constrangimento.
A palavra subjugação exprime perfeitamente a ideia.
Assim, para nós, não existem possessos, no sentido vulgar do termo, mas apenas obsedados, subjugados e fascinados.
Livro dos Mediusn ( Obsessão)
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: ken em 07 de Outubro de 2013, 12:20
Bom dia a todos,

Domínio da Ira

Tão comuns se te fazem a irritabilidade e o reproche, que estás perdendo o equilíbrio, o discernimento sobre o limite das tuas forças.
 
Habituas-te à reprimenda e à contrariedade de tal forma, que perdes o controle da emoção, deixando de lado os requisitos da urbanidade e do respeito ao próximo.

Frequentemente deixas-te arrastar pela insidiosa violência, que se te vai instalando no comportamento, passando de um estado de paz ao de guerra por motivo de somenos importância.
 
Sem te dares conta, perdes o contato do amor e passas a ser temido, por extensão detestado.

A irascibilidade gera doenças graves, responsáveis por distonias físicas e mentais de largo alcance.
 
Da ira ao ódio o passo é breve, momentâneo, e o recuo difícil.
 
Tem tento, e faze uma revisão dos teus atos, tornando-te mais comedido e pacificado.

Ouve quem te fala, sem ideia preconcebida.

Desarma a emoção, a fim de agires com imparcialidade.

A ideia preconceituosa abre espaço mental à irascibilidade.

É necessário combater com ações mentais contínuas, as reações que te assomam entorpecendo-te a lucidez e fazendo-te um tresvariado.
 
A reflexão e o reconhecimento dos próprios erros são recursos valiosos para combater a irritação sistemática.
 
Tem a coragem de reconhecer que erras, que te comprometes, não te voltando contra os outros como efeito normal do teu insucesso.

A ira cega enlouquece.
 
Provocando uma vasoconstrição violenta no sistema circulatório, leva à apoplexia, ao enfarto, à morte.
                                                   
Um momento de irritação, e fica destruída uma excelente Obra.
 
O trabalho de um período demorado reduz-se a cinzas, qual ocorre com a faísca de fogo atingindo material de fácil combustão.

A ira separa os indivíduos e fomenta lutas desditosas.

Estanca o passo e retrocede na viagem do desequilíbrio.
 
Recorre à oração.
 
Evita as pessoas maledicentes, queixosas, venenosas. Elas se te fazem estímulo constante à irritabilidade, ao armamento emocional contra os outros.
                                             
A tua vida é preciosa, e deves colocar todas as tuas forças a serviço do amor.

Desde que és forte, investe na bondade, na paciência e no perdão, que são degraus de ascensão.
 
Para baixo é fácil, sem esforço, o processo de queda.
 
A sublimação, a subida espiritual, são os desafios para os teus valores morais.
 
Aplica-os com sabedoria e fruirás de paz, aureolado pela simpatia que envolve e felicita a todos.
 
Ademais, a ira é porta de acesso à obsessão, à interferência perniciosa dos Espíritos maus, enquanto o amor; a doçura e o perdão são liames de ligação com Deus, plenificando o homem.



Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Felicidade.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1990.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 07 de Outubro de 2013, 12:46
Amigos a todos  com muita paz   ..................
A fascinação é mais comum do que se pensa.
No meio espírita ela se manifesta de maneira ardilosa através de uma avalanche de livros comprometedores, tanto psicografados como sugeridos a escritores vaidosos, ou por meio de envolvimento de pregadores e dirigentes de instituições que se consideram devidamente assistidos para criticarem a Doutrina e reformularem os seus princípios.
Manias trejeitos, esgares, tiques nervosos e estados permanente de irritação provêm em geral de subjugações corpóreas.
Conta-se por milhares os casos de cura obtida em sessões espíritas.
Os médicos espíritas, hoje numerosos, geralmente conhecem essa causa e encaminham os clientes a trabalhos apropriados.
Os médicos não espíritas continuam a dar de ombros e a rir do que não conhecem, como faziam os seus colegas do tempo de Pasteur a respeito das infecções.
Com um grande abraço de muita paz 
[attach=1]
Manuel Altinoi
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: irmãlua em 07 de Outubro de 2013, 13:19
Bom dia, Altino e todos os irmãos.
Tema interessantíssimo, pretendo estudar sim.

Boa semana a todos!!!!! :)
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: ken em 07 de Outubro de 2013, 13:29
A Obsessão em "O que é o Espiritismo"


Encontramos nos seguintes capítulos:

a) Capítulo I – Loucura, suicídio e obsessão:

"Não confundamos a loucura patológica" com a obsessão; esta não provém de lesão alguma cerebral, mas da subjugação que Espíritos malévolos exercem sobre certos indivíduos, e que, muitas vezes, têm as aparências da loucura propriamente dita.

(...) Fazendo conhecer esta nova causa de perturbação orgânica, o Espiritismo nos oferece, ao mesmo tempo, o único meio de vencê-la, agindo não sobre o enfermo, mas sobre o Espírito obsessor. O Espiritismo é o remédio e não a causa do mal".

b) Capítulo II – itens 70, 71, 76 e 78 – Escolhos da Mediunidade:

(70) – "Um dos maiores escolhos da mediunidade é a obsessão, isto é, o domínio que certos Espíritos podem exercer sobre os médiuns, impondo-se-lhes sob nomes apócrifos e impedindo que se comuniquem com outros Espíritos. É também um obstáculo que se depara a todo observador novato e inexperiente que, não conhecendo os caracteres desse fenômeno, pode ser iludido pelas aparências, como aquele que, desconhecendo a medicina, pode enganar-se sobre a causa e natureza de qualquer mal."

(71) – "A fascinação obsessional é muito mais grave, porque nela o médium é completamente iludido. O Espírito que o domina apodera-se de sua confiança, a ponto de impedi-lo de julgar as comunicações que recebe, fazendo-lhe achar sublimes os maiores absurdos."

(76) – "Um fato importante a considerar-se é que a obsessão, qualquer que seja a sua natureza, é independente da mediunidade, e que ela se encontra, de todos os graus, (...) em grande número de pessoas que nunca ouviram falar de Espiritismo."

(78) – "Como a obsessão nunca pode ser produto de um bom Espírito, torna-se um ponto essencial o saber reconhecer-se a natureza dos que se apresentam.

O médium não esclarecido pode ser enganado pelas aparências, mas o prevenido percebe o menor sinal suspeito, e o Espírito, vendo que nada pode fazer, retira-se."
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 07 de Outubro de 2013, 13:31
Amigos  a todos  com muita paz  e  como podemos  entender  este problema da fascinação  é  sempre para todos  nós  um  aviso para que  tenhamos pensamentos  elevados  .............
Repeli impiedosamente todos esses Espíritos que reclamam o exclusivismo de seus conselhos, pregando a divisão e o insulamento.
São quase sempre Espíritos vaidosos e medíocres, que procuram impor-se a homens fracos e crédulos, prodigalizando-lhes louvores exagerados, a fim de os fascinar e ter sob seu domínio.
São geralmente Espíritos famintos de poder que, déspotas, públicos ou privados, quando vivos, ainda se esforçam, depois de mortos, por ter vítimas para tiranizarem.
Em geral, desconfiai das comunicações que tragam caráter de misticismo e de singularidade, ou que prescrevam cerimónias e atos extravagantes.
Sempre haverá, nesses casos, motivo legítimo de suspeição.
Por outro lado, crede que, quando uma verdade tenha de ser revelada aos homens, ela é comunicada, por assim dizer, instantaneamente, a todos os grupos sérios que disponham de médiuns sérios, e não a tais ou quais, com exclusão de todos os outros.
Ninguém é perfeito médium, se está obsidiado, e há obsessão manifesta, quando um médium só se mostra apto a receber as comunicações de determinado Espírito, por maior que seja a altura em que este procure colocar-se.
 Por conseguinte, todo médium, todo grupo que julguem ter o privilégio de comunicações que só eles podem receber e que, por outro lado, estejam adstritos a práticas que orçam pela superstição, indubitavelmente se acham sob o guante de uma das obsessões mais bem caracterizadas, sobretudo quando o Espírito dominador se pavoneia com um nome que todos, Espíritos encarnados, devemos honrar e respeitar e não consentir seja profanado a qualquer propósito.
É incontestável que, submetendo ao cadinho da razão e da lógica todos os dados e todas as comunicações dos Espíritos, fácil será descobrir-se o absurdo e o erro.
Pode um médium ser fascinado, como pode um grupo ser mistificado.
Mas, a verificação severa dos outros grupos, o conhecimento adquirido e a alta autoridade moral dos diretores de grupos, as comunicações dos principais médiuns, com um cunho de lógica e de autenticidade dos melhores Espíritos, farão justiça rapidamente a esses ditados mentirosos e astuciosos, emanados de uma turba de Espíritos enganadores e malignos.
- Erasto (discípulo de São Paulo).
Fascinação – O Livro dos Médiuns, cap.31 item 27:
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: ken em 07 de Outubro de 2013, 15:32
Roteiro da desobsessão.

1 - Ao acordar, diga a si mesmo: Deus me concede mais um dia de experiências e aprendizado. É fazendo que se aprende. Vou aproveitá-lo. Deus me ajuda. (Repita isso
várias vezes, procurando manter essas palavras na memória. Repita-as durante o dia).

2 - Compreenda que a obsessão é um estado de sintonia da sua mente com mentes desequilibradas. Corte essa sintonia ligando-se a pensamentos bons e alegres.
Repila as idéias más. Compreenda que você nasceu para ser bom e normal. As más idéias e os maus pendores existem para você vencê-los, nunca para se entregar.

3 - Mude sua maneira de encarar os semelhantes. Na essência, somos todos iguais. Se ele está irritado, não entre na irritação dele. Ajude-o a se reequilibrar, tratando-o com bondade. A irritação é sintonia de obsessão. Não se deixe envolver pela obsessão do outro. Não o considere agressivo. Certamente ele está sendo agredido e reage erradamente contra os outros. Ajude-o que será também ajudado.

4 - Vigie os seus sentimentos, pensamentos e palavras nas relações com os outros. O que damos, recebemos de volta.

5 - Não se considere vítima. Você pode estar sendo algoz sem perceber. Pense nisso constantemente, para melhorar as relações com os outros. Viver é permutar. Examine o que você troca com os outros.

6 - Ao sentir-se abatido, não entre na fossa. É difícil sair dela. Lembre-se de que você está vivo, forte, com saúde e dê graças a Deus por isso. Seus males são passageiros, mas se você os alimentar eles durarão. É você que sustenta os seus males. Cuidado com isso.

7 - Freqüente a instituição espírita com que se sintonize. Não fique pulando de uma para outra. Quem não tem constância nada consegue.

8 - Se você ouve vozes, não lhes dê atenção. Responda simplesmente: Não tenho tempo a perder. Tratem de se melhorar enquanto é tempo. Vocês estão a caminho do abismo. Cuidem-se. E peça aos Espíritos Bons, em pensamento, por esses obsessores.

9- Se você sente toques de dedos ou descargas elétricas, repila esses espíritos brincalhões da mesma maneira e ore mentalmente por eles. Não lhes dê atenção nem se
assuste com esses efeitos físicos. Leia diariamente, de manhã ou à noite, ao deitar-se, um trecho de O Evangelho Segundo o Espiritismo e medite sobre o que leu. Abra o livro ao acaso e não pense que a lição é só para você. Geralmente é só para os obsessores, mas você  também deve aproveitá-la. No caso de visões a técnica é a mesma. Nunca se amedronte. É isso que eles querem, pois com isso se divertem. Esses pobres espíritos nada podem fazer, além disso, a menos que você queira brincar com eles, o que lhe custará seu aumento da obsessão. Corte as ligações que eles querem estabelecer com você, usando o poder da sua vontade. Se fingirem ser um seu parente ou amigo falecido, não se deixe levar por isso. 0s amigos e parentes se comunicam em sessões regulares, não querem perturbar.

10 - Leia o livro de Allan Kardec INICIAÇÃO ESPÍRITA, mas de Kardec não outros de autores diversos, que fazem confusões. Trate de estudar a Doutrina nas demais
obras de Kardec.

11 - Não se deixe atrair por macumbas e as diversas formas de mistura de religiões africanas com as nossas crendices nacionais. Não pense que alguém lhe pode tirar a obsessão com as mãos. Os passes têm por finalidade a transmissão de fluidos, de energias vitais e espirituais para fortificar a sua resistência. Não confie em passes de gesticulação excessiva e outras fantasias. O passe é simplesmente a imposição das mãos, ensinada por Jesus e praticada por Ele. É uma doação humilde e não uma encenação, dança ou ginástica.
Não carregue amuletos nem patuás ou colares milagrosos. Tudo isso não passa de superstições provindas de religiões das selvas. Você não é selvagem, é uma criatura civilizada capaz de raciocinar e só admitir a fé racional. Estude o Espiritismo e não se deixe levar por tolices.


Obsessão – O Passe – A Doutrinação
 José Herculano Pires


Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 07 de Outubro de 2013, 20:37
Boa tarde a todos...
Vou iniciar o estudo hj, o trabalho me tirou um pouco de circulação por aqui, mas cá estou novamente...
Um tema profundamente importante para nossas análises e esclarecimentos...
Que o Pai nos ampare em mais este mês de estudo...
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: macili em 07 de Outubro de 2013, 20:42
Olá Amigos deste estudo...

Na Gênese, Capítulo XIV (Os Fluidos), Kardec nos fala das...


Obsessões e Possessões


45. Pululam em torno da Terra os maus Espíritos, em consequência da inferioridade moral de seus habitantes. A ação malfazeja desses Espíritos é parte integrante dos flagelos com que a Humanidade se vê a braços neste mundo. A obsessão que é um dos efeitos de semelhante ação, como as enfermidades e todas as atribulações da vida, deve, pois, ser considerada como provação ou expiação e aceita com esse caráter.

Chama-se obsessão à ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diferentes, que vão desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais. Ela oblitera todas as faculdades mediúnicas. Na mediunidade audiente e psicográfica, traduz-se pela obstinação de um Espírito em querer manifestar-se, com exclusão de qualquer outro.


46. Assim como as enfermidades resultam das imperfeições físicas que tornam o corpo acessível às perniciosas influências exteriores, a obsessão decorre sempre de uma imperfeição moral, que dá ascendência a um Espírito mau. A uma causa física, opõe-se uma força física; a uma causa moral preciso é se contraponha uma força moral. Para preservá-lo das enfermidades, fortifica-se o corpo; para garanti-la contra a obsessão, tem-se que fortalecer a alma; donde, para o obsidiado, a necessidade de trabalhar por se melhorar a si próprio, o que as mais das vezes basta para livrá-lo do obsessor, sem o socorro de terceiros. Necessário se torna este socorro, quando a obsessão degenera em subjugação e em possessão, porque nesse caso o paciente não raro perde a vontade e o livre-arbítrio.

Quase sempre a obsessão exprime vingança tomada por um Espírito e cuja origem frequentemente se encontra nas relações que o obsidiado manteve com o obsessor, em precedente existência.

Nos casos de obsessão grave, o obsidiado fica como que envolto e impregnado de um fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É daquele fluido que importa desembaraçá-lo. Ora, um fluido mau não pode ser eliminado por outro igualmente mau. Por meio de ação idêntica à do médium curador, nos casos de enfermidade, preciso se faz expelir um fluido mau com o auxílio de um fluido melhor.

Nem sempre, porém, basta esta ação mecânica; cumpre, sobretudo atuar sobre o ser inteligente, ao qual é preciso se possua o direito de falar com autoridade, que , entretanto, falece a quem não tenha superioridade moral. Quanto maior esta for, tanto maior também será aquela.

Mas, ainda não é tudo: para assegurar a libertação da vítima, indispensável se torna que o Espírito perverso seja levado a renunciar aos seus maus desígnios; que se façaç que o arrependimento desponte nele, assim como o desejo do bem, por meio de instruções habilmente ministradas, em evocações particularmente feitas com o objetivo de dar-lhe educação moral. Pode-se então ter a grata satisfação de libertar um encarnado e de converter um Espírito imperfeito.

O trabalho se torna mais fácil quando o obsidiado, compreendendo a situação, para ele concorre com a vontade e a prece. Outro tanto não sucede quando, seduzido pelo Espírito que o domina, se ilude com relação às qualidades deste último e se compraz no erro a que é conduzido, porque, então, longe de a secundar, o obsidiado repele toda assistência. É o caso da fascinação, infinitamente mais rebelde sempre, do que a mais violenta subjugação.  (O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, cap. XXIII.)

Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso meio de que se dispõe para demover de seus propósitos maléficos o obsessor.


47.  Na obsessão, o Espírito atua exteriormente, com a ajuda do seu perispírito, que ele identifica com o do encarnado, ficando este afinal enlaçado por uma como teia e constrangido a proceder contra a sua vontade.

Na possessão, em vez de agir exteriormente, o Espírito atuante se substitui, por assim dizer, ao Espírito encarnado: toma-lhe o corpo para domicílio, sem que este, no entanto, seja abandonado pelo seu dono, pois que isso só se pode dar pela morte. A possessão, conseguintemente, é sempre temporária e intermitente, porque um Espírito desencarnado não pode tomar definitivamente o lugar de um encarnado, pela razão de que a união molecular do perispírito e do corpo só se pode operar no momento da concepção. (Cap. XI, nº 18.)

De posse momentânea do corpo do encarnado, o Espírito se serve dele como se seu próprio fora: fala pela sua boca, vê pelos seus olhos, opera com seus braços, conforme o faria se estivesse vivo. Não é como na mediunidade falante, em que o Espírito encarnado fala transmitindo o pensamento de um desencarnado; no caso da possessão é mesmo o último que fala e obra; quem o haja conhecido em vida, reconhece-lhe a linguagem, a voz, os gestos e até a expressão da fisionomia.


48.  Na obsessão há sempre um Espírito malfeitor. Na possessão pode tratar-se de um Espírito bom que queira falar e que, para causar maior impressão nos ouvintes, toma toma do corpo de um encarnado, que voluntariamente lho empresta, como emprestaria seu fato a outro encarnado. Isso se verifica sem qualquer perturbação ou incômodo, durante o tempo em que o Espírito encarnado se acha em liberdade, como no estado de emancipação, conservando-se este último ao lado do seu substituto para ouvi-lo.

Quando é mau o Espírito obsessor, as coisas se passam de outro modo. Ele não toma moderadamente o corpo do encarnado, arrebata-o, se este não possui bastante força moral para lhe resistir. Fá-lo por maldade para com este, a quem tortura e martiriza de todas as formas, indo ao extremo de tentar exterminá-lo, já por estrangulação, já atirando-o ao fogo ou a outros lugares perigosos. Servindo-se dos órgãos e dos membros do infeliz paciente, blasfema, injuria e maltrata os que o cercam; entrega-se a excentricidades e a atos que apresentam todos os caracteres da loucura furiosa.

São numerosos os fatos deste gênero, em diferentes graus de intensidade, e não derivam de outra causa muitos casos de loucura. Amiúde, há também desordens patológicas, que são meras consequências e contra as quais nada adiantam os tratamentos médicos, enquanto subsiste a causa originária. Dando a conhecer essa fonte donde provém uma parte das misérias humanas, o Espiritismo indica o remédio a ser aplicado: atuar sobre o autor do mal que, sedo um ser inteligente, deve ser tratado por meio da inteligência. (91)


49.  São as mais das vezes individuais a obsessão e a possessão; mas, não raro são epidêmicas. Quando sobre uma localidade se lança uma revoada de maus Espíritos, é como se uma tropa de inimigos a invadisse. Pode então ser muito considerável o número dos indivíduos atacados.  (92)

------
(91)  Casos de cura de obsessões e de possessões: Revue Spirite, dezembro de 1863, pág. 373; janeiro de 1864, pág. 11; junho de 1864, pág. 168; janeiro de 1865, pág. 5; junho de 1865, pág. 172; fevereiro de 1868, pág. 38; junho de 1867, pág. 174.

(92)  Foi exatamente desse gênero a epidemia que, faz alguns anos, atacou a aldeia de Morzine na Sabóia. Veja-se o relato completo dessa epidemia na Revue Spirite de dezembro de 1862, pág. 353; janeiro, fevereiro, abril e maio de 1863, págs. 1, 33, 101 e 133.


Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 08 de Outubro de 2013, 11:06
Amigos e  companheiros deste  estudo e  onde  debatemos   com a partilha e  todos  esta questão da obsessão e  qual os seus efeitos na nossa vida  e  como os podemos  anular .....................
Assim para todos  com muito carinho o Meu Bom Dia de muita paz ...............
A obsessão apresenta caracteres diversos, que é preciso distinguir e que resultamd o grau do constrangimento e da natureza dos efeitos que produz. A palavra obsessão é, de certo modo, um termo genérico, pelo qual se designa esta espécie de fenómeno, cujas principais variedades são:"
Obsessão Simples
Obsessão por Fascinação
Obsessão por Subjugação

1) Obsessão Simples:

 "Dá-se a obsessão simples, quando um Espírito inferior  se impõe a um médium, se imiscui.   a seu mau grado, nas comunicações que ele recebe, o impede de se comunicar com outros Espíritos e se apresenta em lugar dos que são evocados.
Ninguém está obsidiado pelo simples fato de ser enganado por um Espírito mentiroso.
O melhor médium se acha exposto a isso, sobretudo, no começo, quando ainda lhe falta a experiência necessária, do mesmo modo que, entre nós homens, os mais honestos podem ser enganados por velhacos. Pode-se, pois, ser enganado, sem estar obsidiado. A obsessão consiste na tenacidade apego obstinado a uma ideia; contumácia, de um Espírito, do qual não consegue desembaraçar-se a pessoa sobre quem ele atua.
Na obsessão simples, o médium sabe muito bem que se acha presa de um Espírito mentiroso e este não se disfarça; de nenhuma forma dissimula suas más intenções e o seu propósito de contrariar.
O médium reconhece sem dificuldade o dialogo  e, como se mantém em guarda, raramente é enganado.
Este género de obsessão é, portanto, apenas desagradável e não tem outro inconveniente, além do de opor obstáculo às comunicações que se desejara receber de Espíritos sérios, ou dos afeiçoados.
Podem incluir-se nesta categoria os casos de obsessão física, isto é, a que consiste nas manifestações ruidosas e obstinadas de alguns Espíritos, que fazem se ouçam, espontaneamente, pancadas ou outros ruídos."

2) Obsessão por Fascinação:

: "A fascinação tem consequências muito mais graves.
É uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento do médium e que, de certa maneira, lhe paralisa o raciocínio, relativamente às comunicações.
O médium fascinado não acredita que o estejam enganando: o Espírito tem a arte de lhe inspirar confiança cega, que o impede de ver o embuste e de compreender o absurdo do que escreve, ainda quando esse absurdo salte aos olhos de toda gente.
A ilusão pode mesmo ir até ao ponto de o fazer achar sublime a linguagem mais ridícula.
Fora erro acreditar que a este género de obsessão só estão sujeitas as pessoas simples, ignorantes e baldas de senso.
Dela não se acham isentos nem os homens de mais espírito, os mais instruídos e os mais inteligentes sob outros aspectos, o que prova que tal aberração é efeito de uma causa estranha, cuja influência eles sofrem.
Já dissemos que muito mais graves são as consequências da fascinação.
Efetivamente, graças à ilusão que dela decorre, o Espírito conduz o indivíduo de quem ele chegou a apoderar-se, como faria com um cego, e pode levá-lo a aceitar as doutrinas mais estranhas, as teorias mais falsas, como se fossem a única expressão da verdade. Ainda mais, pode levá-lo a situações ridículas, comprometedoras e até perigosas.
Compreende-se facilmente toda a diferença que existe entre a obsessão simples e a fascinação; compreende-se também que os Espíritos que produzem esses dois efeitos devem diferir de caráter.
Na primeira, o Espírito que se agarra à pessoa não passa de um importuno pela sua tenacidade e de quem aquela se impacienta por desembaraçar-se.
Na segunda, a coisa é muito diversa.
Para chegar a tais fins, preciso é que o Espírito seja destro, ardiloso e profundamente hipócrita, porquanto não pode operar a mudança e fazer-se acolhido, senão por meio da máscara que toma e de um falso aspeto de virtude.
s grandes termos - caridade, humildade, amor de Deus - lhe servem como que de carta de crédito, porém, através de tudo isso, deixa passar sinais de inferioridade, que só o fascinado é incapaz de perceber.
Por isso mesmo, o que o fascinador mais teme são as pessoas que vêem claro.
Daí o consistir a sua tática, quase sempre, em inspirar ao seu intérprete o afastamento de quem quer que lhe possa abrir os olhos. Por esse meio, evitando toda contradição, fica certo de ter razão sempre."

3) Obsessão por Subjugação:

 "A subjugação é uma constrição que paralisa a vontade daquele que a sofre e o faz agir a seu mau grado.
Numa palavra: o paciente fica sob um verdadeiro jugo.
A subjugação pode ser moral ou corporal.
No primeiro caso, o subjugado é constrangido a tomar resoluções muitas vezes absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão, ele julga sensatas: é como uma fascinação.
No segundo caso, o Espírito atua sobre os órgãos materiais e provoca movimentos involuntários.
Traduz-se, no médium escrevente, por uma necessidade incessante de escrever, ainda nos momentos menos oportunos.
Vimos alguns que, à falta de pena ou lápis, simulavam escrever com o dedo, onde quer que se encontrassem, mesmo nas ruas, nas portas, nas paredes.
O entendimento da chamada "Possessão":
Kardec faz uma excelente observação com relação às chamadas "possessões", no item 241 do mesmo capítulo acima citado:
"Dava-se outrora o nome de possessão ao império exercido por maus Espíritos, quando a influência deles ia até à aberração das faculdades da vítima. A Possessão seria, para nós, sinónimo da subjugação.
Por dois motivos deixamos de adotar esse termo: primeiro, porque implica a crença de seres criados para o mal e perpetuo votados ao mal, enquanto que não há senão seres mais ou menos imperfeitos, os quais todos podem melhorar-se; segundo, porque implica igualmente a ideia do apoderamento de um corpo por um Espírito estranho, de uma espécie de coabitação, ao passo que o que há é apenas constrangimento.
A palavra subjugação exprime perfeitamente a ideia. Assim, para nós, não há possessos, no sentido vulgar do termo, há somente obsidiados,subjugados e fascinados.

Ä A Obsessão – Um dos maiores escolhos (obstáculos) da Mediunidade:

Kardec comenta no item 242:
"A obsessão, como dissemos, é um dos maiores escolhos da mediunidade e também um dos mais frequentes.
Por isso mesmo, não serão demais todos os esforços que se empreguem para combatê-la, porquanto, além dos inconvenientes pessoais que acarreta, é um obstáculo absoluto à bondade e à veracidade das comunicações.
A obsessão, de qualquer grau, sendo sempre efeito de um constrangimento e este não podendo jamais ser exercido por um bom Espírito, segue-se que toda comunicação dada por um médium obsidiado é de origem suspeita e nenhuma confiança merece.
Se nelas alguma coisa de bom se encontrar, guarde-se isso e rejeite-se tudo o que for simplesmente duvidoso."
Amigos  como durante este  texto podemos  compreender a dificuldade  e o perigo de  um Meduin  Fascinado que  muitas vezes  se deixa levar pela vaidade  e orgulho .............
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 08 de Outubro de 2013, 11:13
Amigos  um abraço de muita paz  e  podemos  com este texto com há muito perigo de fascinação para  o Mediun que  não se vigiar e  se fazer  acompanhar  de pensamentos elevados  e  num ambiente de prece ................

Ä Médiuns em perigo:

Geralmente o Espírito que se apodera do médium, tendo em vista dominá-lo, não suporta o exame crítico de suas comunicações: quando vê que não são aceitas, que as discutem, não se retira, mas inspira ao médium o pensamento de se insular, chegando mesmo, não raro, a ordenar-lho.
Todo médium que se melindra com a crítica das comunicações que obtém, faz-se eco do Espírito que o domina, Espírito esse que não pode ser bom, desde que lhe inspira um pensamento ilógico, qual o de se recusar ao exame.
O insulamento do médium é sempre uma coisa deplorável para ele, porque fica sem uma verificação das comunicações que recebe.
Não somente deve buscar a opinião de terceiros para esclarecer-se, como também necessário lhe é estudar todos os géneros de comunicações, a fim de as comparar.
Em vista disso e para prevenir os médiuns quanto ao perigo da obsessão, entendemos ser conveniente enunciar as características dos médiuns obsidiados:
Persistência de um Espírito em se comunicar bom ou mau grado, pela escrita, pela audição, pela tiptologia, etc., opondo-se a que outros Espíritos o façam;
Ilusão que, não obstante a inteligência do médium, o impede de reconhecer a falsidade e o ridículo das comunicações que recebe:
Crença na infalibilidade e na identidade absoluta dos Espíritos que se comunicam e que, sob nomes respeitáveis e venerados, dizem coisas falsas ou absurdas;
Confiança do médium nos elogios que lhe dispensam os Espíritos que por ele se comunicam.
O elogio pode ser feito ao trabalho desenvolvido, se assim for entendido que o mesmo servirá como incentivo, não, no entanto, ao médium, que é somente um instrumento.
Disposição para se afastar das pessoas que podem emitir opiniões aproveitáveis;
Tomar a mal a crítica das comunicações que recebe;
Necessidade incessante e inoportuna de escrever;
Constrangimento físico qualquer, dominando-lhe a vontade e forçando-o a agir ou falar a seu mau grado;
Rumores e desordens persistentes ao redor do médium, sendo ele de tudo a causa, ou o objeto.
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 08 de Outubro de 2013, 18:08
Boa tarde a todos, segue uma citação:
"Todo obsidiado é um médium, na acepção legítima do termo? – indagou André Luiz. O instrutor Alexandre respondeu-lhe que médiuns todos o somos, inclusive os desencarnados, quando servimos de intermediários do bem que procede de mais alto, ou portadores do mal colhido nas zonas inferiores. O obsidiado, porém, acima de médiuns de energias perturbadas, é quase sempre um enfermo, representando uma legião de doentes invisíveis ao olhar humano. Por isto mesmo, constitui, em todas as circunstâncias, um caso especial, exigindo muita atenção, prudência e carinho. Obsidiado e obsessor são duas almas que vêm de muito longe, extremamente ligadas nas perturbações que lhes são peculiares. Por isso, os que lidam nessas tarefas deveriam ser comedidos nas promessas de melhoras imediatas, no campo físico, e, de modo nenhum, deveriam formular julgamento prematuro em cada caso, porquanto é muito difícil identificar a verdadeira vítima, com a visão circunscrita do corpo terrestre. Muitas vezes, os companheiros encarnados demonstram otimismo exagerado e alguns deles, mais levianos, chegam a fazer promessas formais de cura às famílias dos enfermos, o que revela um entusiasmo desequilibrado e sem rumo, que não se pode aprovar. Evidente que de todo esforço nobre resulta um bem que fica indestrutível na esfera espiritual, mas daí a concluir quando ocorrerá a cura vai uma grande distância."
 (da obra Missionários da Luz,  de André Luiz, psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier - Cap. 18, pp. 297 e 298)
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: lineu em 08 de Outubro de 2013, 18:13
(http://www.recadoseglitters.com/recados-orkut/cristo/orkut_3704.gif)

A obsessão consiste no pior dos males morais que assolam a humanidade. E a sua erradicação do plano físico da Terra constitui a condição indispensável e essencial ao estabelecimento do Estado do Bem Comum neste mundo.

A criminalidade crescente e avassaladora da sociedade é um efeito da obsessão que mais aterroriza os seres humanos encarnados neste mundo. E este medonho estado criminal tende a agravar-se, cada vez mais, até o ponto da barbárie, enquanto a sociedade permanecer omissa aos deveres preceituados na lei natural.

Decerto os Espíritos Indutores do Progresso, sob o comando do Cristo, dispõem dos meios necessários e suficientes à erradicação da obsessão e dos obsessores deste mundo. Mas, por força da própria lei natural, só aplicarão tais meios quando a maioria da humanidade terrestre, espontaneamente, comprovar disposição regenerativa.

O Cristo, portanto, pode e deseja estabelecer logo o Estado do Bem Comum na Terra. Mas respeita o livre-arbítrio da humanidade deste mundo...

E espera pela sua maioridade moral.

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 08 de Outubro de 2013, 18:30
Amiga  Aline  Alarcão Lemos  seja  muito bem vinda  e  muito obrigado pela sua participação  neste  estudo  onde  o tema  é muito importante para as nossas  vidas e  como podemos  muitas vezes  além do conhecimento que temos  entender que  sempre um processo de obsessão  pode  e  muitas vezes  acontece  por  falta de vigilância  e  por pensamentos  menos bons sendo  assim ficamos  envolvidos  em  vibrações menos boas e facilmente  estamos  fragilizados  espiritualmente.............
Como entender a absessão?
É prova inevitável, ou acidente que se possa afastar facilmente, anulando-lhe os efeitos?
- A obsessão é sempre uma prova, nunca um acontecimento eventual.
No seu exame, contudo, precisamos considerar os méritos da vítima e a dispensa da misericórdia divina a todos os que sofrem.
Para atenuar ou afastar os seus efeitos, é imprescindível o sentimento do amor universal no coração daquele que fala em nome de Jesus.
Não bastarão as fórmulas doutrinárias.
É indispensável a dedicação, pela fraternidade mais pura.
Os que se entregam à tarefa da cura das obsessões precisam ponderar, antes de tudo, a necessidade de iluminação interior do médium perturbado, porquanto na sua educação espiritual reside a própria cura.
Se a execução desse esforço não se efetua, tende cuidado, porque, então, os efeitos serão extensivos a todos os centros de força orgânica e psíquica.
O obsidiado que entrega o corpo, sem resistência moral, às entidades ignorantes e perturbadas, é como o artista que entregasse seu violino precioso a um malfeitor, o qual, um dia, poderá renunciar à posse do instrumento que lhe não pertence, deixando-o esfacelado, sem que o legítimo, mas imprevidente dono, possa utilizá-lo nas finalidades sagradas da vida.
Emanuel
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 08 de Outubro de 2013, 18:49
Perdoem-me se estiver sendo redundante no tema já abordado, porém, minha 'veia' de professora me faz gostar dos esquemas para clarear o entendimento... Segue um breve esboço sobre a obsessão em suas fases com o intuito de facilitar...
Abraço a todos e tenhamos uma ótima tarde de estudo...
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 08 de Outubro de 2013, 18:58
Fascinação...
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 08 de Outubro de 2013, 19:32
Subjugação...
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: ken em 08 de Outubro de 2013, 19:55
Boa tarde a todos

Perturbação e Obsessão

 Na experiência terrestre, surge sempre um instante em que indagamos de nós mesmos em que ponto nos achamos, quanto ao desajuste espiritual, e se não estamos afundados em plena desarmonia, muitas vezes identificamo-nos em perturbação evidente. Isso porque, observado o princípio de que ninguém existe absolutamente impassível, temos a vida sentimental permanentemente ameaçada por desafios exteriores, em forma de episódios ou informes desagradáveis que se nos erigem por medida de equilíbrio e resistência, na luta moral que somos chamados a travar, na área de nossas atividades, em favor do próprio burilamento.

Se à frente desse ou daquele sucesso menos feliz, costumamos esquecer, sistematicamente, paciência e conformação, entendimento e serenidade, então é preciso estabelecer o intervalo para reflexão, nos mecanismos da mente, a fim de que venhamos a fazes em nós mesmos as retificações necessárias. Em tais lances do cotidiano, quase sempre somos impelidos a pensar em obsessão, supondo-nos vítimas de entidades vampirizantes. O problema, porém, não se limita à influenciação espiritual dos adversários que se nos encrava na onda psíquica, mas, principalmente, diz respeito à nós mesmos. Em muitas situações e circunstâncias das existências passadas, caímos em fundos precipícios de ódio e vingança, desespero e criminalidade, operando em largas faixas de tempo contra nós próprios, comprometendo-nos o destino; daí nasce o imperativo das experiências regenerativas e amargas que se nos fazem indispensáveis, qual ocorre ao aluno que se atrasou na escola, necessitado de novo exame, nas provas da repetência.

À vista de semelhantes considerações, toda vez que o sentimento se nos desgoverne, procuremos assumir com segurança o leme do barco de nossos pensamentos, na maré de provações da existência, na paz da meditação e no silêncio da prece.

Através do autocontrole, vigiaremos a porta de nossas manifestações, barrando gestos e palavras desaconselháveis, e, com o auxílio da oração, faremos luz para entender o que há conosco, de maneira a impedir a própria queda em alienação e tumulto.

Atendamos constantemente a esse trabalho de auto imunização mental, porque, junto ao imenso número de companheiros perturbados e obsidiados que enxameiam a Terra de hoje, em toda a parte, encontramos milhares de criaturas irmãs que estão quase às portas da obsessão.

Autor: Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier. Livro: Alma e Coração
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: antevazin em 08 de Outubro de 2013, 22:44
Alguem pode me dizer se as crianças são protegidas de alguma forma dos obsessores?

Abraços.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: ken em 08 de Outubro de 2013, 23:18
Subjugação

Etapa grave no curso das obsessões, caracterizada pela perda do discernimento e da emoção, o estágio da subjugação representa o clímax do processo ultriz que o adversário desencarnado impõe à sua vítima, em torpe tentativa de aniquilar-lhe a existência física.

A perfeita afinidade moral entre aqueles que experimentam a pugna infeliz, traduz o primarismo evolutivo em que desenvolvem os sentimentos, razão pela qual acoplam-se, perispírito a perispírito, impondo o algoz a vontade dominadora sobre quem lhe padece a ferocidade, por cujo doloroso meio lapida as arestas remanescentes dos crimes perpetrados anteriormente.

A subjugação é o predomínio da vontade do desencarnado sobre aquele que se lhe torna vítima, exaurindo-lhe as energias e destrambelhando-lhe os equipamentos da aparelhagem mental.

Noutras vezes, a irradiação mental perniciosa que lhe é descarregada com pertinácia, alcança-lhe a sede dos movimentos ou o núcleo perispiritual das células, provocando desconsertos que se transformam em paralisias, paresias e distúrbios degenerativos outros de variada etiopatogenia.

O perseguidor enceguecido pelo ódio ou vitimado pelas paixões inferiores longamente acalentadas, irradia forças morbíficas que o psiquismo daquele que lhe infligiu a amargura assimila por identidade vibratória e se torna decodificada no organismo, produzindo os objetivos anelados pelo obsessor.

Em ordem inversa, a onda de amor e de prece, de envolvimento caridoso e fraternal, termina por encontrar receptividade tão logo o paciente se deixe sensibilizar, transformando-a em harmonia e saúde, bem estar e paz.

Todos os fenômenos ocorrem no campo das equivalentes sintonias, sem as quais são irrealizáveis.

Desse modo, a violência registrada nas agressões para a subjugação, somente encontra ressonância por causa da afinidade entre aqueles que se encontram incursos no embate.

Normalmente o processo é lento e persuasivo, provocando danos que se prolongam no tempo, enquanto são minadas as forças defensivas para o tombo irrefragável nas malhas da pertinaz enfermidade espiritual.

O processo cruel da obsessão de qualquer matiz tem suas raízes sempre na conduta moral infeliz das criaturas pelo cultivar da sua inferioridade em contraposição aos apelos elevados da vida, que ruma para a Suprema Vida.

Enquanto permaneçam os Espíritos afeiçoados às heranças do estágio primitivo, mantendo o egotismo exacerbado, graças ao qual humilha e persegue, trai e escraviza, explora e infunde pavor ao seu irmão, permanecerá aberto o campo psíquico para as vinculações obsessivas.

Somente uma radical transformação de conceito ético entre os homens terrestres é que os mesmos disporão de recursos seguros para se prevenirem obsessões.

No entanto, porque vicejem os propósitos inferiores em predomínio em a natureza humana, sucedem-se as complexas parasitoses obsessivas.

Agravada pela alucinação do perseguidor, a subjugação encarcera na mesma jaula aquele que a fomenta.

Emaranhando-se nos fulcros perispirituais do encarnado, termina por fixar-se-lhe emocionalmente, permanecendo presa da armadilha que urdiu.

A subjugação é perversa maquinação do ódio, da necessidade de desforço a que se escravizam os Espíritos dementados pela falta de paz.

Cultivando os sentimentos primários e encerrando a mente nos objetivos da vingança cerram-se na sombra da ignorância, perdendo o contato com a razão e a Divindade, enquanto não se permitem a felicidade que acusam de havê-los abandonado.

Ambos desditosos – o subjugado e o subjugador – engalfinhando-se na peleja sem quartel, não se dão conta que somente o amor consegue interrompê-la.

De tratamento muito delicado e complexo, o resultado ditoso depende da renovação espiritual do paciente, na razão em que desperte para a seriedade da conjuntura aflitiva em que se encontra. Simultaneamente, a solidariedade fraternal, envolvendo ambos enfermos em orações e compaixão, esclarecimentos e estímulos para o futuro saudável, conseguem romper o círculo vigoroso de energias destrutivas, abrindo espaço para a ação benéfica, o intercâmbio de esperança e de libertação.

A subjugação desaparecerá da Terra quando o verdadeiro sentimento da palavra amor for vivido e espraiado em todas as direções, conforme Jesus apresentou e vivenciou até o momento da morte, e prosseguindo desde a ressurreição gloriosa até aos nossos dias.


Manoel Philomeno de Miranda (espírito)
(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, em 28/07/99, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador-BA)

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: macili em 09 de Outubro de 2013, 04:07
Boa noite Amigos de estudo...

Trago mais um texto de trata de obsessão em Crianças para de alguma forma responder a pergunta feita pelo nosso Irmão Antevazin.

Abraços fraternos,


A Criança Obsidiada
Autoria de Suely Caldas Schubert


“Aliás, não é racional considerar-se a infância como um estado normal de inocência.
Não se vê em crianças dotadas dos piores instintos, numa Idade em que ainda nenhuma influência pode ter tido a educação?
Donde a precoce perversidade, senão da inferioridade do Espírito, uma vez que a educação em nada contribuiu para isso?”

(O Livro dos Espíritos, Allan Kardec questão 199-a).



Crianças obsidiadas suscitam em nós os mais profundos sentimentos de solidariedade e comiseração.

Tal como acontece ante as demais enfermidades que atormentam as crianças, também sentimos ímpetos de protegê-las e aliviá-las, de-sejando mesmo que nada as fizesse sofrer.

Pequeninos seres que se nos apresentam torturados, inquietos, padecentes de enfermidades impossíveis de serem diagnosticadas, cujo choro aflito ou nervoso nos condói e impele à prece imediata em seu benefício, são muita vez obsidiados de berço. Outros se apresentam sumamente irrequietos, irritados desde que abrem os olhos para o mundo carnal. Ao crescer, apresentar-se-ão como crianças-problemas, que a Psicologia em vão procura entender e explicar.

São crianças que já nascem aprisionadas — aves implumes em gaiolas sombrias —, trazendo nos olhos as visões dos panoramas apavorantes que tanto as inquietam. São reminiscências de vidas ante-riores ou recordações de tormentos que sofreram ou fizeram sofrer no plano extrafísico, antes de serem encaminhadas para um novo corpo. Conquanto a nova existência terrestre se apresente difícil e dolorosa, ela é, sem qualquer dúvida, bem mais suportável que os sofrimentos que padeciam antes de reencarnar.

O novo corpo atenua bastante as torturas que sofriam, torturas estas que tinham as suas nascentes em sua própria consciência que o remorso calcinava. Ou no ódio e revolta em que se consumiam.

E as bênçãos de oportunidades com que a reencarnação lhes favorece poderão ser a tão almejada redenção para essas almas conturbadas.

A Misericórdia Divina oferecerá a tais seres instantes de refazimento, que lhes chegarão por vias indiretas e, sobretudo, reiterados chamamentos para que se redimam do passado, através da resignação, da paciência e da humildade.

Na obra “Dramas da Obsessão”, Bezerra de Menezes narra a vida de Leonel, que desde a infância apresentou crises violentas, evidenciando a quase possessão por desafetos do pretérito. Este mesmo Leonel, já adulto e casado, acompanhou a espinhosa existência de sua filha Alcina, que como ele era obsidiada desde o berço.

Crianças que padecem obsessões devem ser tratadas em nossas instituições espíritas através do passe e da água fluidificada, e é imprescindível que lhes dispensemos muita atenção e amor, a fim de que se sintam confiantes e seguras em nosso meio. Tentemos cativá-las com muito carinho, porque somente o amor conseguirá refrigerar essas almas cansadas de sofrimentos, ansiando por serem amadas.

Fundamental, nesses casos, a orientação espírita aos pais, para que entendam melhor a dificuldade que experimentam, tendo assim mais condições de ajudar o filho e a si próprios, visto que são, provavelmente, os cúmplices ou desafetos do pretérito, agora reunidos em provações redentoras. Devem ser instruídos no sentido de que façam o Culto do Evangelho no Lar, favorecendo o ambiente em que vivem com os eflúvios do Alto, que nunca falta àquele que recorre à Misericórdia do Pai.

A criança deve ser levada às aulas de Evangelização Espírita, onde os ensinamentos ministrados dar-lhe-ão os esclarecimentos e o conforto de que tanto carece.

*

O número de crianças obsidiadas tem aumentado consideravelmente. Há bem pouco tempo chegaram às nossas mãos, quase simul-taneamente, cinco pedidos de orientação a crianças que se apresentavam todas com a mesma problemática de ordem obsessiva.

Um desses casos era gravíssimo.

Certa criança de três anos e alguns meses vinha tentando o suicídio das mais diferentes maneiras, o que lhe resultara, inclusive, ferimentos: um dia, jogou-se na piscina; em outro, atirou-se do alto do telhado, na varanda de sua casa; depois, quis atirar-se do carro em movimento, o que levou os familiares a vigiá-la dia e noite. Seu comportamento, de súbito, tornou-se estranho, maltratando especial-mente a mãe, a quem dirigia palavras de baixo calão que os pais nunca imaginaram ser do seu conhecimento.
Foram feitas reuniões de desobsessão em seu benefício, quando se verificaram as origens do seu estado atual. Atormentada por muitos obsessores, seu comprometimento espiritual é muito sério.

As outras crianças mencionadas tinham sintomas semelhantes: acordavam no meio da noite, inconscientes, gritando, falando e rindo alto, não atendiam e nem respondiam aos familiares, nem mesmo dando acordo da presença destes.

Todas são menores de cinco anos.

Com a terapêutica espírita completa, essas crianças melhoraram sensívelmente, sendo que três retornaram ao estado normal.


Livro: Obsessão e Desobsessão
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: macili em 09 de Outubro de 2013, 04:20
Os Obsessores - Gente como a gente

(por Hermínio C. Miranda)


Qualquer abordagem à complexa problemática da obsessão deve começar, a meu ver, com uma atitude preliminar de humildade e amor fraterno. Ainda que isto possa parecer mera pregação com um toque de falsa modéstia, não é nada disto. A humildade constitui ingrediente indispensável a qualquer tarefa de natureza mediúnica, dado que é ainda bastante limitado o conhecimento dessa preciosa faculdade humana. Temos de nos apresentar diante da tarefa com a honesta intenção de aprender com o seu exercício, ainda que, paradoxalmente, munidos de todo o conhecimento teórico que for possível adquirir previamente. Quando a gente pensa que já sabe tudo sobre mediunidade, eis que ela se revela sob aspectos que ainda não tínhamos percebido ou apresenta facetas desconhecidas e aparentemente inexplicáveis. É como se cada sessão tivesse uma espécie de individualidade diferente de todas as demais, ainda que semelhante em suas características básicas, tal como as pessoas, ou seja, tão iguais umas com às outras e, ao mesmo tempo, tão diferentes.

E por falar em pessoas, vamos colocar a segunda preliminar, a de que o trato com a obsessão deve ser iluminado pelo amor fraterno. Por uma razão tão simples e óbvia que parece infantil, mas que se põe como de vital importância para o bom êxito do trabalho pretendido, ou seja, a de que os espíritos são gente como a gente. E gente que sofre e que, portanto, precisa de compreensão e paciência. São pessoas em conflito consigo mesmas e, portanto, com outros, com o mundo, com a vida , com Deus e com o próprio amor. Creio que é em Emmanuel que a gente lê que o ódio é o amor que enlouqueceu.. É verdade e tanto é verdade que mesmo este amor enlouquecido ainda é amor; como temos tido oportunidade de observar tantas vezes.

Lembro-me de um caso desses em que foi por esse caminho que encontrei o acesso que buscava ao coração do manifestante enfurecido daquela noite.

Sua desesperada indignação dirigia-se a uma mulher que, aparentemente, manipulara impiedosamente suas emoções no passado. Chegara para ele a hora da vingança e ele a exercia com toda a força de seu ódio, tentando convencer-se de que o fazia com o maior dos prazeres. Agora, sim, tinha-a em seu poder! Sustentava-se no rancor secular e era isso mesmo que ele dizia. Sem aquele ódio, não seria nada nem ninguém, pois aquilo acabara constituindo a razão de ser de sua existência. Em situações como essa, o ódio e o ilusório prazer da vingança funcionam como biombos atrás dos quais a gente esconde, pelo menos por algum tempo, as próprias frustrações e procura abafar a voz incorruptível da consciência. Enquanto procuramos cobrar faltas cometidas contra nós, esquecemos dos nossos crimes e afrontas à lei divina.

Esse era o cenário e esse era o drama que tínhamos diante de nós. Que estava ele na posição de um obsessor, estava. Não se importa se assim o considerássemos. A vingança, no seu entender, era direito que ninguém poderia contestar-lhe. "Ela não errou? A lei não diz que somos todos responsáveis pelos atos que praticados? E não diz mais que quem fere com a espada, com a espada será ferido? Esta aí no seu evangelho!", dizem os vitoriosos. "Ela é uma peste. Você nem imagina como aquela mulher é ruim! E agora que estou aqui, cobrando minha parte, vem vocês com peninha dela! E sabe de uma coisa? Não se meta nisso não. O caso é comigo. Deixa que eu resolvo!"

Esse é o tom. Como fazê-lo mudar, não apenas o discurso, mas o procedimento, a maneira de avaliar a situação e de redirecionar suas emoções em tumulto? E perguntam, às vezes: "Você não acha que eu tenho razão?" Até que sim, se examinarmos o problema na estreiteza do seu contexto pessoal. É compreensível o rancor, gerado por uma dolorosa decepção com a pessoa em quem confiou e à qual entregou seu próprio coração e até sua vida. Mas esse espaço mental é exíguo demais para se colocarem todos os dados do problema. A vida não é uma só, a lei não é punitiva, mas educativa, e, acima de tudo, não há sofrimento inocente, a não ser nos grandes lances do devotamento ao próximo, nas tarefas missionárias.

Por outro lado, se a lei permite ou tolera a vingança, embora não a aprove jamais, é porque aquele que erra se expõe à correção. Os obsessores mais experientes, sabem que somente conseguem cobrar aquilo que têm como crédito pessoal, precisamente porque, segundo ensinou o Cristo, o "pecador se torna escravo do pecado" e não sai de lá enquanto não pagar até o último centavo, ou seja, enquanto restar um reclamo na sua própria consciência.

Não é preciso que ninguém cobre, mesmo porque a dívida é com a lei, representada em cada um de nós no silêncio da intimidade, mas o vingador não quer saber de tais sutilezas.

Todo aquele que se expõe ao duro retorno do reajuste pode estar certo de haver-se atritado com a lei anteriormente. A conclusão lógica e inescapável é a de que, quando o nosso querido passou pelo dissabor de uma traição ou do abandono, estava na fase de retorno, na sofrida simetria de seus equívocos anteriores. Isto, porém, nunca estamos prontos para admitir quando nos encontramos na dolorosa postura do obsessor. Achamos, então, que esta é a nossa vez. Que perdão, nada! Sempre que perdoei me dei mal, costumam dizer. Vence, no mundo, aquele que grita, impõe e domina, não o que abaixa cabeça e marca a si mesmo com o carimbo da covardia.

Em suma: o nosso querido obsessor não era diferente de nenhum de nós, ainda prisioneiros de paixões milenares que repercutem e ecoam de século em século e vão aos milênios. É um ser humano, uma pessoa, gente como a gente. O que ele deseja, embora nunca o admita espontaneamente, é que tenhamos paciência para ouvi-lo, compreendê-lo, cuidar da sua dor, ainda que, conscientemente, também não a reconheça. Por isso após todo o seu catártico destampatório, ele se mostrava convicto de estar coberto de razão e, por isso, vitorioso no seu valente debate com o grupo. Só nesse ponto, contudo, tinha alguma condição para nos ouvir. Até então fora dono absoluto da palavra, dos argumentos, da indignação, da situação, enfim. Ele perseguia a moça porque queria e porque podia fazê-lo e estamos conversados.

Estava, portanto, dando a conversa por encerrada e pronto para retomar logo sua tarefa de ficar à espreita da sua vítima, como o gato que vigia o rato, no preciso e curioso dizer de Kardec.

É nesses momentos, contudo, que a inspiração parece funcionar melhor e, por isso, nosso doutrinador comentou, como quem apenas dá conta de um fato óbvio por si mesmo: "Isto tudo quer dizer, então, que você ainda a ama, não é? Recuperado do momentâneo aturdimento, ele teve a honestidade e a bravura de reconhecer que sim, ainda a amava, a despeito de tudo.

Tínhamos chegado, afinal, ao seu coração, ao âmago da sua angústia, ao núcleo de suas dores e até de suas esperanças. E mais uma vez tínhamos diante de nós não um implacável obsessor convencido do seu legítimo direito de cobrar uma falta cometida contra si mesmo, mas um ser humano igualzinho a nós, sofrido, solitário, perdido na sua dor, mas principalmente, no seu ódio que, afinal de contas, não passava de um grande e inesquecível amor enlouquecido. Pois não é isso mesmo que aconteceu com a gente? Ou já aconteceu? Não é um irmão(ou irmã) que ali está ansioso, na secreta esperança de que consigamos, afinal, convencê-lo de que ele ainda a ama? Por isso sempre digo a eles , e a mim também, que amar é um estranho verbo, porque não tem passado. Você não diz que amou alguém. Se amou mesmo, de verdade, então continua amando. Mário de Andrade dizia que amar é verbo intransitivo e tinha razão, mas é também defectivo, porque não se conjuga em tempo passado. O amor é para sempre. Por isso, também dizia Edgar Cayce que o amor não é possessivo, ele apenas é.

Claro, ele é da essência de Deus e, portanto, do ser, isto é, de todos nós. E ser é verbo e é substantivo.

(( continua  ))
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: macili em 09 de Outubro de 2013, 04:21
(( continuação ))



Foi por essas e outras que acabei descobrindo que o amor é também da essência da tarefa dita desobsessão e que prefiro conceituar como diálogo com atormentados companheiros de jornada evolutiva que, eventualmente, estejam vivendo dolorosos papéis de obsessor. Quem não se sentir em condições pessoais de ver no chamado obsessor uma pessoa humana como a gente mesmo, então deve dedicar-se a outra tarefa no grupo. A seara é imensa, não falta trabalho para ninguém. Já alertava o Cristo, ao seu tempo, que era necessário orar para que o Pai mandasse mais obreiros, sempre escassos e insuficientes. Com a sua deslumbrante lucidez, Paulo explicou para a posteridade as inúmeras tarefas à nossa disposição em qualquer grupamento humano que se propõe a servir ao próximo. É só ler, para recordar, os capítulos 12, 13, 14 da sua Primeira Epístola aos Coríntios, e que constituem o primeiro "Livro dos Médiuns" do cristianismo. Aqueles que desejarem devotar-se ao trabalho gratificante da desobsessão que leiam de maneira especial, demorada e meditada, o capítulo 13, no qual o tema tratado é o da caridade, ou seja, o amor atuante.

Por tudo isso e mais o que não ficou dito, entendo que , na tarefa chamada de desobsessão, o ingrediente básico é o amor, que sempre saberá como encontrar o que dizer ao ser humano que temos diante de nós na mesa mediúnica. Doutrinação é palavra inadequada para caracterizar esse trabalho. Que teria eu a ensinar ao companheiro ou à companheira que comparece ao grupo mediúnico? Não há como ensinar pontos doutrinários teóricos a quem está vivendo a realidade, que conhecemos mais pelo estudo do que pela vivência. Eis porque costumo dizer que muito pouco ou quase nada tenho ensinado às pessoas desencarnadas que comparecem aos nossos trabalhos mediúnicos. Em compensação, devo a todos eles ensinamentos preciosos, recortados diretamente das páginas pulsantes da vida. E por isso, nunca saberia expressar toda a minha gratidão pela oportunidade que me foi concedida de trabalhar junto dos queridos "obsessores".
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: belina em 09 de Outubro de 2013, 11:10
Olá amigos bom dia

Estudos sobre os Possessos de Morzine
Causas da Obsessão e meios de combatê-la

Sabemos já que no mundo invisível temos os Espritos superiores que nos mostram sabedoria e elevado conhecimento, e outros que mantêm todos os vícios e paixões terrenas.

Após o desencarne o Espirito de um homem de bem será um espirito bom, bem como ao reencarnar um espirito bom será um homem de bem. O mesmo se dá no inverso Espirito perverso ao reencarnar será um homem perverso, este por sua vez ao desencarnar será um espirito perverso, enquanto o espirito não se depurar e tiver o desejo de melhorar.
Só depois de começar a via do progresso, o Espirito se vai despojando de seus maus instintos e gradualmente vai subindo na hierarquia dos Espíritos até ser perfeito.
 
Nenhum Espirito está excluído, pois Deus não criou seres eternamente votados ao mal e à infelicidade.

Entre 1857 e 1861, aproximadamente, a comunidade de Morzine, na Alta Sabóia, aconteceu um fenómeno, houve uma "possessão coletiva de demônios", que chegou a atingir proporções elevadas, cerca de 120 pessoas em simultâneo, sendo mocinhas muito jovens as mais atingidas. Este fenómeno despertou um interesse muito grande e foi alvo de investigação por várias pessoas, como médicos psiquiatras enviados pelo governo francês para resolverem o problema. As conclusões divergiram, mas as descrições dos fatos convergiram e os relatos foram muitos e de diversas fontes. Com base nesses relatos, e em suas próprias observações, Allan Kardec, esteve no local após a epidemia ter cessado, pôde chegar a uma série de conclusões que são de um enorme interesse ainda nos dias de hoje pois nos mostra, entre outras coisas, a existência e a influência dos seres do mundo espiritual no mundo corporal. Foram chamados de Espíritos, ou de Anjos ou de Demônios.

Os seis artigos, de várias edições da Revista Espírita, são uma mais-valia que, Allan Kardec nos deixou. Ele próprio se ocupou do assunto. Nos dois primeiros artigos ele nos dá apenas explicações prévias. Na segunda metade do terceiro artigo até o quinto artigo temos a sua apreciação dos fatos. No último artigo um ano depois Allan Kardec retoma o assunto e nos trás novos detalhes, pois a epidemia retornara com muito mais intensidade á região.

“…Assim, o mundo visível e invisível se interpenetra e se alternam incessantemente, se assim nos podemos exprimir, e se alimentam mutuamente; ou, melhor dizendo, na realidade esses dois mundos não constituem senão um só, em dois estados diferentes. Esta consideração é muito importante para melhor compreender-se a solidariedade que existe entre eles.
Sendo a Terra um mundo inferior, isto é, pouco adiantado, resulta que a maioria dos Espíritos que o povoam, quer no estado errante, quer como encarnados, deve compor-se de Espíritos imperfeitos, que fazem mais mal que bem. Daí a
Predominância do mal na Terra. Ora, sendo a Terra, ao mesmo tempo, um mundo de expiação, é o contato do mal que torna infelizes os homens, pois se todos os homens fossem bons, todos seriam felizes. É um estado a que ainda não alcançou nosso globo, e é para tal estado que Deus quer conduzi-lo. Todas as tribulações que os homens de bem aqui experimentam, tanto da parte dos homens, quanto da dos Espíritos, são conseqüências deste estado de inferioridade. Poder-se-ia dizer que a Terra é a Botany-Bay dos mundos: aí se encontram a selvageria primitiva e a civilização, a criminalidade e a expiação.) Allan Kardec.

Em anexo na íntegra todos os artigos, sobre este tema.
Paz e luz
belina


Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 09 de Outubro de 2013, 11:52
Amigos e companheiros deste  lindo estudo  é  com muito carinho e paz que  lhes desejo um bom Dia  e  um grande obrigado por  partilharmos  tudo o que  pensamos  e  ajudamos  durante este  lindo tema  que  é  a Obsessão e  como todos  nós  podemos lidar e  ao mesmo tempo compreender  ...................

Como podemos neutralizar a influência dos Espíritos de natureza inferior?

Neutralizar a influência dos Espíritos de natureza inferior equivale a prevenir a obsessão.
Aliás, o vocábulo profilaxia tem exatamente esse significado, ou seja, a prevenção de doenças ou o emprego de meios que as possam evitar.
Para tanto é necessário, conforme ensina a questão 469 do  Livro dos Espíritos, fazer o bem e colocar toda a nossa confiança em Deus.
“Guardai-vos – acrescentou o benfeitor espiritual que respondeu referida questão – de atender às sugestões dos Espíritos que vos suscitam os maus pensamentos, que sopram a discórdia entre vós outros e que vos insuflam as paixões más.
Desconfiai, especialmente, dos que vos exaltam o orgulho, pois que esses vos assaltam pelo ladro fraco.”
A obsessão – como já vimos em estudos anteriores – decorre sempre de uma imperfeição moral que favorece a ação do obsessor, que se vale então da sintonia que a imperfeição de um propicia ao outro.
Deriva daí, para o obsidiado, a necessidade de trabalhar para melhorar a si próprio, o que muitas vezes é suficiente para livrá-lo do obsessor, sem necessidade de socorro externo.
 Evidentemente esse socorro torna-se necessário quando a obsessão progride para a subjugação ou a possessão, porque nesses casos o obsidiado perde a vontade e a capacidade de fazer uso do livre-arbítrio.

O passe magnético é importante no tratamento da obsessão?

Nos casos graves de obsessão, ensina Kardec, o obsidiado fica como que envolto e impregnado de um fluido pernicioso do qual tem dificuldade de desembaraçar-se.
Faz-se então necessária a atuação de um fluido bom, capaz de neutralizar o mau fluido, o que pode ser obtido por meio da terapêutica do passe magnético.
O passe magnético, observa André Luís, como género de auxílio sem qualquer contra-indicação, é sempre valioso no tratamento ministrado aos enfermos de qualquer classe.
Obsessor e obsidiado são enfermos da alma e por isso beneficiam-se muito com o passe.
Dificilmente, porém, basta uma ação mecânica para que o mal seja debelado: será preciso atuar sobre o ser inteligente causador da obsessão, ao qual devemos falar com autoridade.
Essa autoridade, não a possui quem não tenha superioridade moral, que decorre do aprimoramento moral do socorrista.
Quanto maior o aprimoramento moral, maior a autoridade.
Mas isso ainda não é tudo: para assegurar a extinção do processo obsessivo, é indispensável que o obsessor seja, por meio de instruções habilmente ministradas, convencido a renunciar aos seus desígnios, a perdoar e a desejar o bem, arrependendo-se dos prejuízos causados à sua vítima.

Quando a tarefa desobsessiva se torna mais fácil?

O trabalho torna-se mais fácil quando o obsidiado, compreendendo a situação, procura auxiliar com sua vontade e com suas preces a tarefa em curso.
Se, porém, ele não fizer a parte que lhe cabe no processo, as dificuldades do tratamento serão muito grandes, sobretudo se ele se ilude com as qualidades do seu obsessor e se compraz no erro a que foi conduzido.

A prece é um recurso importante na terapia desobsessiva?

Em todos os casos de obsessão, a prece é e será sempre o mais poderoso meio de que dispomos para demover o obsessor dos seus propósitos maléficos.
Em todos eles, também, a prática do amor e da caridade constitui outro recurso valioso, porque somente o amor, tal como nos foi ensinado e exemplificado por Jesus, conseguirá harmonizar indivíduos que se odeiam, pondo fim às ideias de vingança, às perseguições e aos sofrimentos daí decorrentes.
 
Quais são os principais recursos espíritas que podemos utilizar no tratamento da obsessão?

Não é difícil, portanto, perceber como os ensinamentos evangélicos nos fornecem excelente contribuição à terapêutica da obsessão, cujos passos podemos sintetizar nos itens que se seguem:
Conscientização, por parte do obsidiado e de seus familiares, de que a paciência é fator essencial no tratamento e que as imperfeições morais do obsidiado constituem o maior obstáculo à sua cura.
Fluidoterapia (passes magnéticos, radiações e água magnetizada).
Prece e vigilância permanente.
Renovação das ideias através da boa leitura, de palestras e da conversação elevada.
Culto evangélico no lar.
Doutrinação do Espírito obsessor, em grupos mediúnicos especializados, em cujas reuniões a presença do enfermo não é necessária e pode até mesmo lhe ser prejudicial.

Bibliografia:
O Livro dos Espíritos,de Allan Kardec, questões 459 a 469.
A Gênese, de Allan Kardec, cap. XIV, item 46. 
Obsessão/Desobsessão,de Suely Caldas Schubert, pp. 87 a 122.
Sementeira de Fraternidade, obra psicografada por Divaldo P. Franco, pp. 30 a 41.

Amigos   a todos  com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Orpheu em 09 de Outubro de 2013, 14:00
Amigos, uma dúvida.

O vício em jogos de computadores, ânsia e quase que um completo fetiche por aparelhos eletrônicos poderia se configurar um caso de obsessão? Digo, um jovem que gasta longas horas do dia com jogos de videogame, que eventualmente, não de forma regular, abdica de noites de sono, atividades físicas e tarefas mais produtivas, configuraria-se uma vítima de obsessão?

Em caso afirmativo, esse jovem vindo a desencarnar com este vício arragaido, poderia transformar-se em um vampiro espiritual só por essa peculiaridade?


Abraços  :)
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 09 de Outubro de 2013, 14:31
"(...) para assegurar a libertação da vítima, indispensável se torna que o espírito perverso seja levado a renunciar aos seus maus desígnios; que se faça que o arrependimento desponte nele, assim como o desejo do bem, por meio de instruções habilmente ministradas, em evocações particularmente feitas com o objetivo de dar-lhe educação moral. Pode-se então ter a grata satisfação de libertar um encarnado e de converter um Espírito imperfeito (...)" Diálogo com as sombras - Hermínio C. Miranda, p. 125

#Lembrando que temos que ter em mente que não somos vítimas de nada e se temos um obsessor, este se liga a nós através de brechas, lacunas de inferioridade moral, onde ele se afiniza conosco, logo, com o nosso esclarecimento, deve vir a mudança de atitudes preconizando a moral e a disciplina, para que possamos através de nosso melhoramento, auxiliar este irmão que ora nos perturba a melhorar também. É uma trama muito complexa, que só com o amor e o perdão associados ao esclarecimento mútuo, praticados verdadeiramente, é que darão volta a essa relação mal resolvida de agora ou de tempos pretéritos, tornando um dia obsessor e obsidiado irmãos verdadeiros, que é o que realmente somos...
Tenhamos um dia iluminado...
 
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Mourarego em 09 de Outubro de 2013, 15:40
Parece-me que André, ou quis criar doutrina própria ou se esuece de que Espíritos de mais alto grau do que ele, disseram que méiuns por excelência são aqueles que por vontade própria possam dar azo a fenômenos de alguma monta.
Logo, não somos todos médiuns mas sim, como explica o mesmo ponto no OLM, que somos m édiuns no contexto genérico, os que possam SENTIRa influência dos Espiritos.
Os amigos se observaram a resposta de OLM com atenção devem ter compreendido a diferença entre os que podem sentir e os que por vontade própria possam dar azo á fenômenos de algum porte.
Abraços,
Moura

Boa tarde a todos, segue uma citação:
"Todo obsidiado é um médium, na acepção legítima do termo? – indagou André Luiz. O instrutor Alexandre respondeu-lhe que médiuns todos o somos, inclusive os desencarnados, quando servimos de intermediários do bem que procede de mais alto, ou portadores do mal colhido nas zonas inferiores. O obsidiado, porém, acima de médiuns de energias perturbadas, é quase sempre um enfermo, representando uma legião de doentes invisíveis ao olhar humano. Por isto mesmo, constitui, em todas as circunstâncias, um caso especial, exigindo muita atenção, prudência e carinho. Obsidiado e obsessor são duas almas que vêm de muito longe, extremamente ligadas nas perturbações que lhes são peculiares. Por isso, os que lidam nessas tarefas deveriam ser comedidos nas promessas de melhoras imediatas, no campo físico, e, de modo nenhum, deveriam formular julgamento prematuro em cada caso, porquanto é muito difícil identificar a verdadeira vítima, com a visão circunscrita do corpo terrestre. Muitas vezes, os companheiros encarnados demonstram otimismo exagerado e alguns deles, mais levianos, chegam a fazer promessas formais de cura às famílias dos enfermos, o que revela um entusiasmo desequilibrado e sem rumo, que não se pode aprovar. Evidente que de todo esforço nobre resulta um bem que fica indestrutível na esfera espiritual, mas daí a concluir quando ocorrerá a cura vai uma grande distância."
 (da obra Missionários da Luz,  de André Luiz, psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier - Cap. 18, pp. 297 e 298)


Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 09 de Outubro de 2013, 16:59
Amigos uma boa tarde a todos  e  ao mesmo tempo saudar todos os  amigos pela  linda participação  neste  tema  sempre muito atual a todos  e partilho esta mensagem  que nos  vem falar  um pouco da fascinação obsessiva.......................
 
Fascinação Obsessiva

O narcisismo é desvio de comportamento que perturba o ser humano colhido pelos conflitos que não consegue diluir.
Também pode ser resultado de alguma frustração que leva o paciente ao retorno ao período infantil.
Auto-apaixonando-se, o narcisista se atribui valores e direitos que a outrem não concede, tornando-se o epicentro dos próprios e dos interesses gerais.
À medida que se lhe agrava o distúrbio, aliena-se do convívio social saudável, acreditando que não tem muito a lucrar com a atenção e os cuidados que poderia direcionar às outras pessoas.
Esse comportamento, às vezes, é sutil, agravando-se na razão que se lhe fixam no imo a presunção, a ausência de autocrítica, embora a severidade com que analise a conduta alheia, utilizando-se de palavras ásperas e julgamento severo como transferência daquilo de que inconscientemente se faz merecedor.
Ao tomar essa atitude, libera a consciência de culpa e mais se enclausura na torre de marfim da atitude em que se movimenta.
Essa insegurança psicológica, que se converte em auto-afirmação exibicionista, conspira contra a saúde mental do ser.
Em razão dessa deficiência emocional, quando portador de mediunidade atrai Espíritos zombeteiros que o inspiram, comprazendo-se os mesmos em levar ao ridículo aquele com quem sintonizam, sem que a vítima se dê conta da gravidade da patologia obsessiva em que tomba.
Não se apercebendo de parasitose que se lhe instala, passa a acreditar quase que exclusivamente nas comunicações de que se faz instrumento, competindo com qualquer outro que aparentemente, lhe ameace a projeção.
Mantém boa moral, é conservador e exigente na conduta, porém a tomada na qual se encaixa o plugue obsessivo encontra-se no egoísmo e no temperamento especial, que lhe constituem os grandes desafios a vencer durante a conjuntura reencarnacionista.
Na ordem direta que se destaca, ensoberbece-se mais, deixando de considerar as advertências que lhe chegam, por supor-se inatacável, distanciado de humildade que impõe a auto-reflexão, responsável doutrinaria pela proposta de tomar para se as comunicações dos Espíritos antes que para os outros.
Imbuído da ideia de que é reprovável o seu comportamento, passa a supor-se merecedor do contato com os Espíritos nobres e não analisa as comunicações que lhes são atribuídas, cujo conteúdo não vai além do trivial, do destituído de profundidade. São, invariavelmente, repetitivas, exaradas em chavões convencionais, às vezes pomposos, mas irrelevantes.
A obsessão por fascinação é um capítulo muito perturbador do exercício mediúnico.
Toda a trilha da vivência mediúnica écheia  de cardos e de perigos, impondo um trânsito cuidados, porque se trata de intercâmbio constante com seres inteligentes, que também se domiciliam na Terra, continuando a manter as virtudes e os vícios que lhes eram frequentes.
Vigilantes e costumes,  ociosos e perversos rondam os médiuns com implacável insistência, aguardando oportunidade para os afligir, para interditar-lhes as mensagens, para entorpecer-lhes a faculdade...
A obsessão, em si mesma, é terrível flagelo que se manifesta como uma epidemia  com periodicidade, mas que nunca esteve fora da convivência humana.
Em torno da mediunidade, particularmente, se movimentam, os Espíritos infelizes, quais mariposas em volta da chama.
Aqueles que são elevados, sintonizam a distância, quando as circunstâncias o propiciam, enquanto que os desocupados, permanecem com afã esperando fluir benefícios mórbidos como a absorção de energias do médium, a intromissão nas atividades humanas, gerando a perturbação em que se comprazem.
A terapia para a recuperação desse tormento se inicia na vigilância do médium, com vivência a humildade real e tendo a coragem de bloquear a interromper a interferência nefasta, cuidando de livrar-se do seu maneirismo, descendo do pódio da superioridade que se credita para a planície das criaturas comuns e frágeis onde se de situar.
Nenhum médium se encontra impune  a esse transtorno obsessivo, e ele é muito mais habitual e constante do que se pode imaginar.
Multiplicam-se na sociedade humana as pessoas auto fascinadas, e entre os médiuns, muitos são aqueles que se apresentam com a ultrajante síndrome da obsessão por fascinação.
O Senhor dos Espíritos, sempre que libertava os obsessos, repreendia os seus algozes, admoestando-os e, ao mesmo tempo, lecionando às suas vítimas que Lhe seguissem as diretrizes, amando e servindo.
Ante obsessos de qualquer matiz, são necessários a paciência e a misericórdia, o esclarecimento e a perseverança, a fim de que tenham tempo para despertar e romper os elos que os aprisionam aos seres perturbadores.
Manoel P. de Miranda
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Diaz em 09 de Outubro de 2013, 19:19
     
      MAltino   (ref #inicial, de 011013, 10:37)

      Conf: Altino, meu bom amigo, com quem faz tempo não tenho conversado. Me perdoe que vou apresentar uma série de perguntas para, como sabiamente aconselha a DE, raciocinando tentarmos compreendê-la melhor.
.........
       Conf: acredito que estão dentro do tema as questões que coloco a seguir, pois se relacionam com a obsessão.

      - qual é a causa de a obsessão estar sempre presente na vida do ser humano?!

      - se é um desequilíbrio mental de fundo espiritual, qual é a causa que tem como efeito a ocorrência desse desequilíbrio em nós?

      Altino:... devido ao crescimento desmedido da população e sua decadência moral, os inúmeros problemas sociais que enfrenta o mundo, a obsessão tornou-se um verdadeiro flagelo, provocando desentendimentos, vícios, anomalias psicológicas, suicídios e outros males do gênero.

      Conf: evidentemente, esses vícios... etc , que resultam em q a obsessão se torne um verdadeiro flagelo, e a própria obsessão, trazem sofrimentos sem conta para os homens.

      Mas, qual é a causa dessa decadência moral que se espalha pela população? Quem merece sofrer porq a obsessão se tornou verdadeiro flagelo, se a causa disso não está nos homens mas, como vc disse, no aumento da população?

      E qual é a causa de tantos vícios morais? O homem mesmo, por seu livre-arbítrio, escolheu se tornar carregado de vícios morais? O homem mesmo escolheu experimentar os sofrimentos que a obsessão lhe traz? Ou se permite ser vítima da obsessão? Se se permite, todos se permitem ou nem todos? E se nem todos, qual é a causa que leva uns à obsessão e outros não?.........

      - se o evangelho bem vivido é a única saída para o alívio e cura da obsessão, qual é a causa de a obsessão ser ainda um terrível flagelo? Os homens ignoram que o evangelho bem vivido é a única saída?

      - A razão de sofrerem obsessões reside, para muitos, no fato de não conhecerem o evangelho? Mas o não conhecer o evangelho não é explicação para que os homens continuem sofrendo os males da obsessão pois, o não conhecê-lo não justifica esses sofrimentos!

      - E se não ignoram, qual é a causa de ainda não terem afastado esse entrave para o desenvolvimento do ser? E qual é a causa de não acatarem as instruções dos evangelhos?

      Se essa é, como disse Kardec, uma influencia daninha a tal ponto que podemos cosiderá-la uma situação de emergência, e se a doutrina tem métodos para cuidar daqueles que são vítimas de obsessões, qual é a causa de muitos ainda serem vítimas desse flagelo que emperra a evolução de todos, o que significa que não foram cuidados?

      E qual é a causa de uns se deixarem se dominar por outrem, eqto outros ficam livres disso?
 
      Me perdoe tantas interrogações. A intenção é raciocinar, como manda a doutrina.
...........


Boa tarde amigos.
Permitam-me tecer algumas considerações referente à este estudo:
Tenho observado poucos questionamentos e muitas postagens de diversas autorias. A citação do amigo Confort  soa para mim como um grito de socorro numa terra deserta.
Sei que o estudo está focado em um aspecto da DE e portanto requer uma análise sistemática de seus pressupostos afim de promover a mais ampla e possível compreensão.
Mas, como entender a obsessão sem estudar a mente, sem indagar á respeito das causas, sem observar o comportamento humano, o contexto social, as religiões, a política, a cultura; sem levar em conta as descobertas científicas, a física quântica; sem estudar o imortal espírito humano?  Se continuarmos fazendo as mesmas coisas continuaremos obtendo os mesmos resultados. Pensemos, o homem e consequentemente o mundo melhorou de Kardec para cá? As pessoas tornaram-se menos agressivas, mais amorosas mais solidárias? Pensemos ainda, de Jesus para cá, de Maomé, de Buda e tantos outros para cá, o homem tornou-se melhor?
Nossa mente é a porta de entrada, cuidemos de observá-la, de compreendê-la ; cuidemos de respeitar os diferentes e as diferenças; escutemos a orientação do próprio codificador em relação ao estudo de outras doutrinas.
Os obsessores somos todos nós, quando tentamos impor nossas ideias ou impedimos a manifestação de ideias contrárias e espontâneas.


Abraços
"Conhece-te a ti mesmo"
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 10 de Outubro de 2013, 12:03
Amigos para todos o Meu Bom Dia  de muita paz  e  muito obrigado pela vossa aprticipação neste  lindo tema  onde  debatemos esta  questão da Obsessão.     
Amigo Diaz  seja  muito bem bem vindo a este estudo  onde  o tema principal é  a Obsessão e  quais  as consequências na nossa vida.
Eu entendo o que o amigo quer dizer mas  entenda que  a Mente é  sempre o condutor  de tudo o que  nos  envolve e  nesta  questão  todos  somos pela nossa invigilância mental  muitas vezes  obsidiados  pelo ambiente  onde  estamos  e ao  tentarmos  estudar Mente  na sua  essência  logo vamos entender que  apenas  tudo resulta  de não compreendermos  esta situação da  obsessão na  nossa vida  ............  sendo por isso que Kardec  muito nos adverte para esse perigo constante  onde  os bons  pensamentos  são a nossa  grande  defesa ..........
Allan Kardec, e não poderia ter sido diferente, aborda a questão da obsessão principalmente em “O Livro dos Médiuns“.
Ao abrir o Capítulo XXIII, Kardec deixa logo clara a primeira intenção de um espírito obsessor: “o domínio que logram adquirir sobre certas pessoas.”
Dominar mentes é atitude típica de espíritos inferiores.
Os espíritos superiores têm como regra áurea o livre-arbítrio.
Aconselhar, auxiliar na luta contra as más influências e os maus pensamentos, isso eles fazem.
 Se percebem que não são ouvidos, por respeito, afastam-se e aguardam que suas presenças e influências salutares sejam almejadas.
Kardec classifica a obsessão em três grandes grupos: obsessão simples, fascinação e subjugação.
A obsessão simples seria algo como uma perturbação, incómodo.
Situação que os mais atentos logo percebem, e buscam esforçar-se para se verem livres.
Quanto à fascinação, Kardec lhe deu maior atenção pelo fato de ser sutil, insidiosa, porque explora as fragilidades morais do obsedado, fazendo com que não se dê conta de que está sob uma influência que tem a intenção de dominá-lo.
O fascinado não se dá conta e normalmente não aceita o fato, inclusive quando outras pessoas tentam fazê-lo enxergar o que acontece.
De consequências graves, porque tende a acompanhar a pessoa durante muito tempo, podendo mesmo estender-se para além-túmulo.
Já a subjugação, apesar de ser uma forma bastante intensa de obsessão, visto haver situações em que o obsedado chega a perder o comando de suas ações, em muitos casos não chega a ter a gravidade de uma fascinação
(A Gênese, 14:46), pois aquele a quem o obsessor domina tem a consciência de estar sob o efeito de uma vontade externa, por isso, deseja e busca ver-se livre dela.
Eis, em resumo, o que a doutrina espírita nos oferece sobre o tema.
Deve-se ter em mente que os fenómenos retratados em filmes estão longe da realidade.
Os espíritos inferiores que querem mesmo perturbar e maltratar alguém, agem em silêncio, seduzindo, envolvendo, até ver a ruína completa do seu desafeto.
Não se conclua, do que foi dito, que qualquer comportamento meio diferente seja obsessão.
 Kardec fez esta advertência, dizendo: cumpre, todavia, se não atribuam à ação direta dos Espíritos todas as contrariedades que se possam experimentar, as quais, não raro, decorrem da incúria, ou da imprevidência.
Tem solução?
 Claro!
Evoluir moral e intelectualmente.
Isso demora!
Até lá, que fazer?
Cultivar o hábito da prece (que nos põe em sintonia com os bons espíritos), cultivar bons hábitos de leitura, assistir a filmes e ouvir músicas com temática moral que promovam a nobreza de caráter, e  a honestidade , agir com indulgência diante das imperfeições alheias, munindo-se de compreensão e tolerância, ser fraterno e buscar ser útil à comunidade em que vive.
Com isso, acreditamos, já se obtém um bom reforço no “sistema imunológico espiritual”.
Com um abraço  de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 10 de Outubro de 2013, 12:43
amigos para todos  com muita paz   e  ainda não podemos muitas vezes esquecer  que dentro da Obsessão  existe  muitas vezes  um animismo  que  nos leva muitas vezes à fascinação .
Animismo e Obsessão
Muitas vezes, conforme as circunstâncias, qual ocorre no fenómeno hipnótico isolado, pode cair a mente nos estados anormais  de sentido inferior, dominada por forças retrógradas que a imobilizam, temporariamente, em atitudes estranhas ou indesejáveis.
Nesse aspecto, surpreendemos muitas  formas de processos de obsessão, nos quais Inteligências desencarnadas de grande poder se  apoderam de  vítimas inabilitadas à defensiva, detendo-as, por tempo indeterminado, em certos tipos de recordação, segundo as dívidas cármicas a que se acham presas.
Frequentemente, pessoas encarnadas, nessa modalidade de provação regeneradora, são encontráveis nas reuniões mediúnicas, mergulhadas nos mais complexos estados emotivos, quais se personificassem entidades outras, quando, na realidade, exprimem a si mesmas, a emergirem da subconsciência nos trajes mentais em que se encontravam  noutras épocas, sob o fascínio constante dos desencarnados que as subjugam.
Com um abraço de  muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: ken em 10 de Outubro de 2013, 14:22
Bom dia a todos

Desobsessão

O amigo menos feliz da Espiritualidade, ao qual tantas vezes gravamos com o pejorativo de “obsessor”, é sempre uma afeição que se transfigurou na retaguarda, metamorfoseando  amor em ódio e simpatia em desacordo.

É sempre a criatura que anexamos ao distrito espiritual de nossos próprios interesses e esperanças.

Não se transformará em definitivo por força de palavras que possamos pronunciar, e nem se anestesiará ao contato de promessas que venhamos a formular.

É sempre a criatura que nos observará, quanto às idéias e planos de melhoria e elevação que anunciamos.

Possivelmente, em muitas ocorrências, respeitará a autoridade e a influência de benfeitores que nos advoguem a causa de libertação e paz, reajuste e segurança, mantendo-se, porém, transitoriamente à distância.

Entretanto, mesmo de longe, os amigos categorizados na condição que examinamos, prosseguem policiando-nos a vida e assinalando-nos os passos.

Por isso mesmo, desobsedar-se será, antes de tudo, servir e servir, servir sem propósito de obter qualquer retribuição, servir por amor para demonstrarmos o proveito das lições de aperfeiçoamento em que vamos evoluindo.

Não nos esqueçamos: os adversários que levantamos contra nós mesmos esperam por nós na seara do trabalho e da benção.

O suor que derramamos no dever a cumprir ser-lhes-á a certidão de nosso burilamento e as lágrimas que vertamos, no auxílio do próximo, serão as faíscas de luz que nos clarearão o caminho,do qual partilharão todos eles, tanto quanto nós mesmos , transformados e reconduzidos às leis de harmonia que nos governam.

Filhos, repitamos: Auxiliar aos outros é a forma de auxiliar-nos; desculpar é exonerar-nos do desequilíbrio que porventura ainda nos assinala o coração; suportando com paciência, seremos tolerados com a grandeza daqueles que nos supervisionam a jornada; amar e esquecer-nos é o processo de sermos lembrados nos suprimentos da Vida Superior e sempre mais amados para sermos, um dia, o Amor de Cristo que nos convidou à felicidade suprema, asseverando convincente: “Amai-vos uns aos  outros como eu vos amei”.

         Bezerra de Menezes
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: belina em 10 de Outubro de 2013, 14:38
Boa tarde amigo Diaz

Penso que um estudo se pode basear em varias vertentes, ou seja havendo um debate saudável, ou pela colocaçao de dados que estudamos, e em que colocamos o nosso proprio parecer face a uma questão, com base na codoficação e em textos que complementem a doutrina espirita.

Amigo Diaz entre no estudo e ajude a fazer uma análise sistemática, e assim promover uma mais ampla comprensão.

Observando o comportamento humano:

A Doutrina Espírita, nos alerta que o egoísmo é o mais radical dos vícios. Do egoísmo é que deriva todo o mal. É sobre ele que todos nós devemos aplicar com dedicação todos os nossos esforços. O egoísmo é a verdadeira chaga da nossa sociedade.

 "Quem nesta vida quiser se aproximar da perfeição moral deve extirpar do seu coração todo sentimento de egoísmo, porque é incompatível com a justiça, o amor e a caridade: ele neutraliza todas as outras qualidades". (OLE, pergunta 913)

A Doutrina Espirita nos revela que o vício atinge o corpo espiritual, que é a matriz do corpo físico. Depois do desencarne, acontece a crise de abstinência como aconteceria no plano físico. Os vícios morais também o acompanham no além-túmulo.

O Mestre Jesus nos disse:
 “Escutai e compreendei bem isto: - Não é o que entra na boca que macula o homem; o que sai da boca do homem é que o macula. - O que sai da boca procede do coração e é o que torna impuro o homem; - porquanto do coração é que partem os maus pensamentos, os assassínios, os adultérios, as fornicações, os latrocínios, os falsos-testemunhos, as blasfêmias e as maledicências. - Essas são as coisas que tornam impuro o homem" (S. Mateus, cap. XV, vv. 1 a 20.).

”O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito. - Não te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo.” (S. JOÃO, cap. III, vv. 1 a 12.)

Nestas duas passagens, podemos ver que não é o corpo que torna o homem vicioso, é o espírito que ao reencarnar trás as suas tendências, e as pode manter no decorrer da sua existência corpórea.

A Psicologia alerta-nos que: é muito fácil de adquirir o vício e muito difícil largá-lo. Se não temos orientações morais, doutrinárias e religiosas, podemos ceder aos diversos vícios que destroem a humanidade e obrigam a sociedade a ter pesados custos, de ordem médica, jurídica, em que o Estado, que usa o dinheiro de todos nós, se vê obrigado a gastar com a construção de novos hospitais e prisões.

Assim vício, seja ele de que espécie for, é uma ação contrária ao bem. Em concordância com a lei natural, toda ação que é oposta à do bem deve ser refeita para atingir o seu fim, ou seja o progresso do Espírito. A prática do bem aumenta a liberdade e o vício a limita. O tempo gasto na reparação de uma má ação é o tempo que se perde no progresso moral e espiritual.

Como bem diz nossa mente é a porta de entrada, temos de a cuidar, observar e compreender, para isso podemos começar por eliminar os vícios e cultivar a virtude.

Então deixemos Orgulho, Tabagismo, Egoísmo, Alcoolismo, Maledicência Toxicomania, Inveja, Vaidade, Apego ao poder, Ciúme, Avareza, Rancor, Vingança Agressividade, Intolerância, Impaciência, Ociosidade, Negligência, etc…

Cultivemos os bons hábitos que nos conduzem ao bem. Atitudes positivas fazem bem a cada um de nós e a quem nos rodeia. Assim cultivemos:
A Humildade, Modéstia, Sensatez, Companheirismo, Renúncia, Beneficência, Perdão, Brandura, Paciência. Afabilidade, Doçura, Abnegação, Responsabilidade, Fé, Sabedoria, Compaixão, etc…

18. Penetrará o homem um dia o mistério das coisas que lhe estão ocultas?
“O véu se levanta a seus olhos, à medida que ele se depura; mas, para compreender certas coisas, são-lhe precisas faculdades que ainda não possui.”(OLE).

Ainda somos muito imperfeitos, só fazendo a nossa Reforma Íntima ela nos levará á perfeição moral.
Só assim poderemos respeitar os diferentes e as diferenças.
Paz e luz
belina












Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: belina em 10 de Outubro de 2013, 16:35
Olá amigos boa tarde

A palestrante dra. Marlene nobre na sequencis destes videos nos fala das diversas faces da  obsessão.

Estes videos são muito esclarecedores e penso ser uma mais valia para este estduo.

Palestra Espírita - Dra. Marlene Nobre - Diversas faces da obsessão - Parte 1 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD9saXN0PVBMcUV6aEc4dE5wcUhRTHRWMTFEaklBeGFTTW1nOTBlTXImYW1wO3Y9NGdfMk9vMWVFQkkmYW1wO2ZlYXR1cmU9cGxheWVyX2RldGFpbHBhZ2Uj)

Palestra Espírita - Dra. Marlene Nobre - Diversas faces da obsessão - Parte 2 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD9saXN0PVBMcUV6aEc4dE5wcUhRTHRWMTFEaklBeGFTTW1nOTBlTXImYW1wO3Y9X1paWkdwTXZjemsmYW1wO2ZlYXR1cmU9cGxheWVyX2RldGFpbHBhZ2Uj)

Palestra Espírita - Dra. Marlene Nobre - Diversas faces da obsessão - Parte 3 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD9saXN0PVBMcUV6aEc4dE5wcUhRTHRWMTFEaklBeGFTTW1nOTBlTXImYW1wO3Y9QlA4ZXlPX1dXMGcmYW1wO2ZlYXR1cmU9cGxheWVyX2RldGFpbHBhZ2Uj)

Palestra Espírita - Dra. Marlene Nobre - Diversas faces da obsessão - Parte 4 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD9saXN0PVBMcUV6aEc4dE5wcUhRTHRWMTFEaklBeGFTTW1nOTBlTXImYW1wO3Y9RHpIX2dYcXZ5VmMmYW1wO2ZlYXR1cmU9cGxheWVyX2RldGFpbHBhZ2Uj)

Palestra Espírita - Dra. Marlene Nobre - Diversas faces da obsessão - Parte 5 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD9saXN0PVBMcUV6aEc4dE5wcUhRTHRWMTFEaklBeGFTTW1nOTBlTXImYW1wO3Y9bURnSERMTjdZcFUmYW1wO2ZlYXR1cmU9cGxheWVyX2RldGFpbHBhZ2Uj)

Palestra Espírita - Dra. Marlene Nobre - Diversas faces da obsessão - Parte 6 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD9saXN0PVBMcUV6aEc4dE5wcUhRTHRWMTFEaklBeGFTTW1nOTBlTXImYW1wO3Y9VkhuMjl5dlFrNmcmYW1wO2ZlYXR1cmU9cGxheWVyX2RldGFpbHBhZ2Uj)

paz e luz
belina
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: macili em 10 de Outubro de 2013, 18:40
Boa tarde Amigos...


A obsessão anímica telepática se traduz pela guerra dos pensamentos, assumindo as mais diversas formas de angústia e repulsão.


A Obsessão Telepática


Como vimos, fenômenos anímicos são aqueles produzidos pela alma do homem encarnado. Aksakof descreve os quatro tipos de ação extracorpórea do homem vivo:
1) aqueles que comportam efeitos psíquicos (telepatia, impressões transmitidas a distância);
2) os de efeitos físicos (fenômenos telecinéticos, transmissão de movimento à distância);
3) os que determinam o aparecimento de sua imagem (aparecimento de duplos);
4) aqueles em que há o aparecimento de sua imagem com certos atributos de corporeidade (ele é visto em dois lugares ao
mesmo tempo).

Temos, assim, muitas ocorrências que podem resultar nos fenômenos mediúnicos de efeitos físicos ou de efeitos intelectuais, com a própria inteligência encarnada comandando manifestações ou delas participando com diligência, numa demonstração de que o corpo espiritual pode efetivamente desdobrar-se e atuar com os seus recursos e implementos característicos, como consciência pensante e organizadora, fora do corpo físico.

Essa capacidade de sair fora do corpo e atuar como espírito livre também pode ser empregada em condutas patológicas. Nesse caso, estamos diante da obsessão anímica, a influência negativa de almas encarnadas entre si.

Uma dessas modalidades é a obsessão anímica telepática, que se traduz pela guerra de pensamentos, “assumindo as mais diversas formas de angústia e repulsão”. E é muito mais comum do que podemos imaginar.

John Herenwald descreve os casos de sua clínica psicanalítica referentes à obsessão telepática. Um deles é o de um rapaz rejeitado por companheiros de pensão. O detalhe importante é que essa rejeição não era fácil de ser detectada porque tinha caráter oculto, pois todos fingiam apreciá-lo. Com o afastamento do paciente do local, a mudança de ambiente fez com que os sintomas obsessivos desaparecessem, gradualmente, na proporção em que os “amigos” o esqueciam.

Refere-se André Luiz a um caso de dominação telepática em Nos Domínios da Mediunidade.

O casal janta na companhia das três filhas. O marido está alheio à conversação que se faz animada em torno da mesa, mantém ar de enfado, olhar distante. Após ler os jornais, prepara-se para sair. A mulher fica decepcionada, esperava que ele ficasse para as preces que fariam em conjunto, logo mais. Nesse momento, surge em cena à frente dos olhos do marido, uma surpreendente imagem de mulher projetada sobre ele à distância, aparecendo e desaparecendo, com intermitências. Apressado, ele despede-se e sai, alegando negócios e compromissos. A esposa não acredita e intui que os compromissos sejam com outra mulher. À medida que a dona da casa a identifica mentalmente e passa a produzir pensamentos hostis em relação a ela, a mesma imagem de mulher que aparecera para o marido começa a surgir à sua frente, até se tornar inteiramente presente. Ambas entram em franca contenda mental, trocando mútuas acusações como autênticas inimigas.

Nesses casos de influência telepática, o fenômeno está relacionado com a sintonia.

O assistente Áulus adverte: “Muitos processos de alienação mental guardam nele as origens. Muitas vezes, dentro do mesmo lar, da mesma família ou da mesma instituição, adversários ferrenhos do passado se reencontram. Chamados pela Esfera Superior ao reajuste, raramente conseguem superar a aversão de que se vêem possuídos, uns à frente dos outros, e alimentam com paixão, no imo de si mesmos, os raios tóxicos da antipatia que, concentrados, se transformam em venenos magnéticos, suscetíveis de provocar a enfermidade e a morte. Para isso, não será necessário que a perseguição recíproca se expresse em contendas visíveis. Bastam as vibrações silenciosas de crueldade e despeito, ódio e ciúme, violência e desespero, as quais, alimentadas, de parte a parte, constituem corrosivos destruidores”.

Milhões de lares podem ser comparados a trincheiras de lutas, em que pensamentos guerreiam pensamentos com angústia e repulsão.

Em Obreiros da Vida Eterna, o assistente Barcelos, benfeitor espiritual também ligado à psiquiatria iluminada, traz, do mesmo modo, importantes ponderações sobre a influência de encarnados entre si. Refere-se às obsessões do plano espiritual que passam para a existência terrestre e são vivenciadas dentro dos lares: “Os antagonismos domésticos, os
temperamentos aparentemente irreconciliáveis entre pais e filhos, esposos e esposas, parentes e irmãos, resultam dos choques sucessivos da subconsciência, conduzida a recapitulações retificadoras do pretérito distante. Congregados de novo, na luta expiatória ou reparadora, as personagens dos dramas que se foram, passam a sentir e ver, na tela mental, dentro de si mesmas, situações complicadas escabrosas de outra época, malgrado os contornos obscuros da reminiscência, carregando consigo fardos pesados de incompreensão, atualmente definidos por ‘complexos de inferioridade’”.

Barcelos ressalta ainda que o encarnado, nessas condições, é um forte candidato à loucura, porque não sabe explicar as recordações imprecisas que brotam do passado no presente e não conta também com o auxílio de psiquiatrias e neurologistas, muito presos ainda às convenções da medicina ortodoxa. Segundo crê, falta-lhes a água viva da compreensão e a luz mental que lhes revela a estrada da paciência e da tolerância, em favor da redenção própria.

E pode haver ainda um agravante. Como reconhece Aksakof: “Nos fatos da telepatia é frequentemente difícil precisar o momento no qual o fato anímico se torna um fato mediúnico”. Daí, observarmos, muitas vezes, nos casos de obsessão telepática, a participação de desencarnados de condição inferior, agravando de muito o quadro patológico inicial.

*
(( continua ))
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: macili em 10 de Outubro de 2013, 18:41
(( Continuação ))


O pensamento no universo

Emmanuel, no prefácio do livro Mediunidade e Sintonia, dá um outro enfoque para o ditado popular “Dize-me com quem andas que dir-te-ei quem tu és”. O mentor de Chico Xavier lembra que os nossos pensamentos ditam nossa conduta e que, de acordo com nossa conduta, amealhamos companhias, através das quais somos conhecidos, principalmente por observadores do mundo espiritual.

Para a doutrina espírita, o estudo do pensamento é fundamental. Pensar é criar, portanto, o ato de pensar está relacionado diretamente à nossa origem espiritual. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus, com a capacidade de interferir em sua obra.

Como bem lembrou o físico William Barret, “A criação não é mais do que o pensamento divino exteriorizado, e desse atributo divino nós partilhamos muito limitadamente, como parcelas da inteligência infinita”.

André Luiz sustenta a mesma ideia: “Nos fundamentos da criação vibra o pensamento imensurável do Criador e sobre esse pensamento divino vibra o pensamento mensurável da criatura, a constituir-se no vasto oceano de força mental em que os poderes do espírito se manifestam”.

O hausto do Todo Sábio banha tudo quanto existe e nós, com nossa força mental deficitária, somos capazes de influir positiva ou negativamente, ainda que de forma restrita, nesse vasto oceano de energias desconhecidas.

Em 1968, formulou-se a Teoria das Supercordas na tentativa de unificação da física quântica e gravitacional, entreabrindo-se a possibilidade de existência de infinitas dimensões no universo.

Entre as cordas, a estável corresponderia ao elemento primordial, conceito muito próximo do fluido cósmico primitivo revelado pelos espíritos a Kardec, ou do plasma divino na designação atualizada de André Luiz.

Na década de 1980, Andrei Linde, astrofísico russo radicado nos Estados Unidos, formulando a teoria dos universos inflacionários, utilizou o conceito de sopa de plasma para indicar o elemento do qual o universo é formado, aquele estado “onde não existem átomos, nem elétrons, nem galáxias”.

Temos, assim, a possibilidade de co-criar, moldando o fluido cósmico universal, ou plasma divino, através da força mental inerente ao nosso espírito. Realizamos esse processo através das ideoplastias.

Para o médico e pesquisador Gustave Geley, ideoplastia é a “moldagem da matéria viva, feita pela ideia”. E André Luiz define com clareza: “A ideia é um ‘ser’ organizado por nosso espírito, a que o pensamento da forma e ao qual a vontade imprime movimento e direção”. Assim, através desses “seres” produzidos por nós mesmos, coagulados a partir dos nossos pensamentos, influímos nesse vasto oceano de forças que nos rodeiam.

Desse modo, nossas ideias exteriorizadas criam imagens tão vivas quanto desejamos. Como nossas ações são frutos de nossas ideias, geramos a felicidade ou a desventura para nós mesmos. O encarnado pode, assim, ser perseguido por si mesmo, devido às suas próprias criações mentais. No livro Libertação, André Luiz refere-se a dois casos de auto-obsessão.

Um deles é o do investigador de polícia que abusou de sua posição para humilhar e ferir e encontrou, na terceira idade, o resultado de suas próprias ações negativas, apresentando-se na condição de perseguido por si mesmo. Com a senectude corporal, o remorso abriu-lhe grande brecha na fortaleza mental, passando, então, a ser atormentado pelo que fez e pelo que tem sido. Com isso, houve o fortalecimento do parasitismo ovóide, em um processo de vampirismo espiritual.

O outro caso é o de um escritor atormentado pelas próprias criações mentais negativas e destrutivas que criou em seus livros. Os personagens voltam, sob a forma de ideoplastias ou formas-pensamento, para atormentá-lo. Esse processo se dá no mundo espiritual ou durante a encarnação, especialmente na fase da senectude, quando a alma do escritor se torna mais vulnerável.

Em ambos os casos, só com extrema modificação mental e persistente reforma íntima é que cada protagonista conseguirá curar-se de sua psicopatologia. Aprendemos com os benfeitores espirituais que a maldade deliberada é moléstia da alma e a
modificação no plano mental das criaturas jamais pode ser imposta; é, antes, fruto do tempo, do esforço e da evolução.



Fonte: Dra. Marlene Nobre - Associação Médico-Espírita do Brasil


Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 11 de Outubro de 2013, 11:36
Amigos  e companheiros deste  estudo e debate  onde  sempre há lago a descobrir  em cada um de nós  nesta problemática que é  a Obsessão e  os seus  efeitos  muitas vezes nefastos na nossa vida  e  as dificuldades que  muitas vezes   aparecem na resolução destes casos .
Muitas vezes procuramos  todo o lugar para que o mal seja  remediado, e então não  nos precavemos na parte  essencial  que é  um bom ambiente Espiritual e  o conhecimento da causa............... pois muitas vezes  só a sentimos pelo seu efeito ..............
Assim para todos  e continuando a  mantermos  este debate que  sempre nos dá  uma nova  visão deste  grande problema  que  assolam a humanidade  e  que se agrava  muitas vezes  pela  sociedade que estamos  inseridos .
Então a importância do seu conhecimento da Obsessão  para  nos  vigiarmos mais  um pouco.............esta  Doutrina  Espírita
Forçoso é considerar que a atividade religiosa, digna e venerável, em qualquer setor da edificação humana, exprime socorro celeste aos desajustes morais de quantos se demoram na reencarnação, buscando a restauração precisa.
E, compreendendo-se que elevada percentagem das personalidades humanas traz, no interior  do próprio ser, raízes e brechas de comunhão com o pretérito de sombra, através das quais são suscetíveis de sofrer os mais estranhos processos de obsessão oculta – a se reavivarem, constantes, ao tempo de períodos etários que correspondem ao tempo de formação dos débitos cármicos que buscam equacionar no corpo terrestre,  é justo encarecer, assim, a oportunidade e a excelência do amparo moral da Doutrina Espírita, como sendo o recurso mais solido na assistência às vítimas do desequilíbrio espiritual de qualquer matiz, por oferecer-lhes, no estudo nobre e no serviço santificante, o clima indispensável de transmutação e harmonização, com que se recuperem, no domínio dos pensamentos mais íntimos, para assimilarem a influência benéfica dos agentes espirituais da necessária renovação.
André Luiz/Chico Xavier, do livro: Mecanismos da Mediunidade,
Com um abraço  de muita paz
 [attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 11 de Outubro de 2013, 11:42
amigos  a todos  com muita paz  e  mais uma vez lhes trago este texto para  meditarmos mais um pouco nesta  temática que é e  Obsessão ...............

Obsessão e Mediunidade
 
Tais enfermos da alma, tantas vezes submetidos, sem resultado satisfatório, à insulina e à convulso terapia, quando recomendados ao auxilio dos templos espíritas, poderão ser tidos como médiuns?
Sem dúvida, são médiuns doentes, afinizados com os fulcros de sentimento desequilibrado de onde ressurgiram para novo aprendizado entre os homens.
Por certa quota de tempo, são intérpretes de forças degradadas, às quais é preciso opor a intervenção moral necessária, do mesmo modo que se prescreve medicação aos enfermos.
Trazendo consigo as sequelas ocultas do internamento na província purgatória,  de que voltam pela porta do berço terrestre, exteriorizam ondas mentais viciadas que lhes alentam as disfunções dos implementos físicos, ondas essas pelas quais recolhem os pensamentos das entidades inferiores a lhes constituírem a cobertura da retaguarda.
Apesar disso, devem ser acolhidos nos santuários do Espiritismo por medianeiros de planos que é preciso transformar e ajudar, porquanto um Espírito renovado para o Bem. 
Lei do Criador para todas as criaturas, é peça importante para o reajustamento geral dessa ou daquela engrenagem conturbada na máquina da vida.
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 11 de Outubro de 2013, 11:57
Amigos  e ainda  para todos  com muita paz  penso que  ao partilhar  com todos  estes linhas de orientação podemos compreender que  muitas vezes  e quase sempre tudo depende  de cada um de nós  e  da sua seriedade  neste  trabalho de  ajuda
tObsessão e desobsessão
Obsessão
1 -Domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas.
Nunca é praticada senão pelos Espíritos inferiores, que procuram dominar.
Os bons Espíritos nenhum constrangimento inflingem.
Aconselham, combatem a influência dos maus e, se não os ouvem, retiram-se.
Os maus, ao contrário, se agarram àqueles de quem podem fazer suas presas.
Se chegam a dominar algum, identificam-se com o Espírito deste e o conduzem como se fora verdadeira criança.
2 - É classificada em obsessão simples, fascinação e subjugação.
3 - Ideia fixa e perturbadora.
Obsesso Importunado, atormentado, perseguido. Sinónimo de Obsidiado.
Obsessor Espírito inferior, agente eventual ou cármico da obsessão, encarnado ou desencarnado que, em ação irrefletida ou premeditada, domina, persegue, assedia ou importuna, em virtude da sintonia moral estabelecida. Sinônimo de Obsidiante.
Obsidiado: Paciente da obsessão, aquele que sofre a influência perniciosa de um Espírito encarnado ou desencarnado.
Sinónimo de Obsesso.
Obsidiante: Aquele que atormenta, persegue, importuna.
Sinónimo de Obsessor.
Obsidiar Ato ou efeito de importunar, incomodar, perturbar, molestar.
Sinónimo de Obsedar.
Técnicas de desobsessão
Alguns estudiosos do Espiritismo afirmaram que não existem técnicas para se tratar da obsessão e chegaram a depositar nas mãos dos Espíritos ou do tempo, a solução de casos, que se classificavam desde os mais comuns, até os mais graves na patologia obsessiva.
Como veremos, as coisas não são tão simples assim.
Existem fatores e providências que precisam ser observados nesse procedimento terapêutico, para que se consiga libertar definitivamente uma pessoa obsedada do seu obsessor.
A isso denominamos técnicas de desobsessão.
A desobsessão envolve uma série de condutas tendo em vista livrar o obsediado de sua prisão mental.
A técnica básica do tratamento da obsessão fundamenta-se na doutrinação dos Espíritos envolvidos, encarnados e desencarnados. Doutrinar, significa instruir em uma doutrina.
 É isso que se vai fazer com o paciente, com sua família, se necessário, e com o Espírito que lhe atormenta.
Atualmente o termo "doutrinar" vem sendo mudado por "esclarecer", que na verdade é a mesma coisa.
Tudo uma questão de forma.
Doutrinação do obsediado (indireta e direta).
Allan Kardec afirma que a pessoa obsedada precisa trabalhar para seu melhoramento moral e, diz textualmente, que a cura de quase todos os casos de obsessão têm solução através desse esforço.
Portanto, a equipe de desobsessão deverá ajudá-la nesse procedimento de auto-melhoramento.
Para isso se valerá da instrução direta e indireta do paciente.
Veremos em outra parte do trabalho, que existem vários procedimentos (denominados coadjuvantes), que poderão ajudar o paciente nesse processo de libertação.
Nessa parte do trabalho, porém, vamos falar somente da instrução considerada fundamental.
A orientação na sala de entrevistas e o esclarecimento através das palestras.
Para o tratamento da maioria dos casos de obsessão, a instrução dada na sala de entrevista não será necessária.
Basta que o paciente seja submetido às orientações vindas por meio das palestras doutrinárias (doutrinação indireta), realizadas nas reuniões públicas da casa.
Associa-se a esse trabalho orientador, um ou dois métodos coadjuvantes e o resultado não demorará a aparecer.
É importante salientar que as reuniões de palestras públicas são as que se revestem de maior gravidade, justamente porque encarrega-se de despertar um novo homem cristão, sábio, bom e justo.
Nos casos de obsessão grave, que envolvam processos em degeneração, subjugação ou fascinação, será fundamental que o paciente tenha instrução semanal na sala de entrevistas (doutrinação direta).
São situações em que a pessoa enferma está sem condições de agir pela sua vontade ou tomar decisões a respeito de sua conduta.
É nesse ponto que deverá entrar a orientação moral da Doutrina Espírita, ministrada por pessoa convenientemente preparada.
Doutrinação do Espírito obsessor.
O codificador do Espiritismo, Allan Kardec, se expressa nos seguintes termos, a respeito da necessidade de se doutrinar Espíritos obsessores.
"Nos casos de obsessão grave...
Faz-se também necessário, e acima de tudo, agir sobre o ser inteligente, com o qual se deve falar com autoridade, sendo que essa autoridade só é dada pela superioridade moral.
Quanto maior for essa, tanto maior será a autoridade.
E ainda não é tudo, pois para assegurar a libertação, é preciso convencer o Espírito perverso a renunciar aos seus maus intentos; despertar-lhe o arrependimento e o desejo do bem, através de instruções habilmente dirigidas com a ajuda de evocações particulares, feitas no interesse de sua educação moral".
Está claro que não se pode extinguir as obsessões graves se não houver um trabalho feito junto do Espírito obsessor, para convencê-lo a deixar de perturbar o obsediado.
Isso só poderá ser feito por meio de sessões mediúnicas realizadas exclusivamente para esse fim (o paciente nunca deve estar presente). Através de evocações particulares, pode-se conseguir contato com o Espírito perturbador, obter dele informações dos motivos da perseguição e instruí-lo para que abandone seus intentos.
Todos os fatos narrados nessas comunicações mediúnicas são de caráter íntimo e não deverão ser revelados nem para o paciente, nem para outros membros do Centro Espírita que não façam parte da equipe que cuida dessa tarefa.
Pode-se dizer a uma pessoa que ela tem um problema espiritual e que será ajudada pela casa espírita, sem que se tenha de tratar de detalhes com ela.
Dizer a alguém que está perturbado, que ele foi um carrasco ou um suicida numa outra encarnação, só vai complicar sua situação mental e deixá-lo mais desequilibrado ainda.
Ressaltamos que as condições morais elevadas do doutrinador e dos médiuns que vão tratar das evocações e instrução de obsessores são essenciais para o sucesso da tarefa libertadora nos procedimentos desobsessivos.
Doutrinação da família do obsediado.
Na patologia obsessiva é muito comum se encontrar casos de obsessão que envolva a responsabilidade familiar nas causas da enfermidade.
Algumas famílias são formadas por Espíritos que viveram juntos em encarnações passadas e cometeram delitos graves contra alguém que, mais tarde, por guardar ódio no coração, tornou-se um obsessor.
Quando nas investigações em torno da obsessão se suspeitar desse envolvimento, convém que a família do perturbado seja convidada a frequentar a casa espírita pelo menos durante o período de tratamento.
Isso poderá facilitar e apressar a obtenção de resultados satisfatórios.
Durante esse período de estadia da família nas sessões públicas, a Espiritualidade terá condições de inspirar bons pensamentos e resoluções junto aos seus membros, ajudando-lhes a encontrar novos caminhos para suas vidas.
Mesmo sem ter esse tipo de envolvimento, é muito importante que a família do assistido seja conscientizada de suas responsabilidades a fim de dar o apoio necessário ao doente, ajudando sobremaneira na recuperação deste, se souber agir com equilíbrio.
Fluidoterapia.
 Kardec, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", fala da necessidade da fluidoterapia no tratamento das obsessões da seguinte maneira:
"Nos casos de obsessão grave, o obsedado está como que envolvido e impregnado por um fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele.
 É necessário livrá-lo desse fluido.
Mas um mau fluido não pode ser repelido por outro da mesma espécie.
Por uma ação semelhante ao que o médium curador exerce nos casos de doença, é preciso expulsar o fluido mau com a ajuda de um fluido melhor, que produz, de certo modo, o efeito de um reagente.
Os grupos que se dedicam à terapia desobsessiva deverão utilizar da fluidoterapia como um dos auxiliares no tratamento dos pacientes.
Ela deverá ser ministrada semanalmente ao enfermo, através do passe (magnetização) e da água fluidificada, importante veículo que conduz o magnetismo humano e espiritual aos enfermos.
Nos casos de obsessões mais graves (degeneradas), os enfermos deverão receber magnetização, se possível, por mais de um passista. Isso será feito uma vez por semana, nas dependências do Centro Espírita, no período que antecede a palestra pública. Nos casos de extrema gravidade, a magnetização poderá ser feita diariamente, com visitas à casa do paciente.
Os passistas são os instrumentos utilizados pelos Espíritos para fortalecer o organismo perispiritual do doente, debilitado pela obsessão.
 A equipe deverá ter vida moral sadia, liberta de vícios grosseiros.
 Vivendo de forma equilibrada, esses companheiros estarão em condições espirituais para ajudar os sofredores, doando-lhes seus fluidos curativos.
O passe coletivo pouco ou nada significa para a desobsessão e deve ser usado só em casos onde, por falta de trabalhadores ou espaço, não puder ser aplicado individualmente.
Como vimos, na obsessão a atmosfera fluídica que circunda o paciente se torna sombria.
O enfermo tem dificuldades para elevar seus pensamentos que jazem sob a opressão do baixo magnetismo, vindo das ligações psíquicas com o obsessor.
É preciso ajudá-lo a sair dessa situação e a fluidoterapia é um poderoso auxiliar dessa libertação.
Um grupo de passistas poderá projetar sobre a pessoa obsediada uma significativa carga de fluidos magneticamente elevados, expulsando do seu campo vibratório, as energias negativas.
Com um sincero abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Kazaoka em 11 de Outubro de 2013, 12:14
A única coisa que, particularmente, fico numa dúvida é sobre o excesso de recomendações que damos a um obsediado. Principalmente aquelas que lhe recomenda a prece com devotamento, o trabalho edificante e daí por diante... Quem tiver em condições de fazer isso com propriedade não pode estar obsediado.
Estas medidas devem ser tomadas como tratamento preventivo, e não como curador, de um processo já estabelecido. A melhor forma para sabermos lidar com um "inimigo" é procurando conhecer-lhe melhor. E, em se tratando de obsessões, à medida que vamos avançando no conhecimento deste mal, mais nos aproximamos de nossa própria intimidade. Até que descobrimos que não se trata obsessão "expulsando" obsessores mas, sim nos fortalecendo moralmente. 
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 11 de Outubro de 2013, 12:37
Amigo Kazaoka  um bom dia  de muita paz  e  entendo perfeitamente o que  o amigo quer dizer ...e ao mesmo  tempo  tudo o que  vamos dizendo é sempre numa pedida preventiva para que  possamos  muitas vezes  tentar  remediar  essa situação ......embora o grande trabalho é sempre de cada um .
Entendo que  para que  tudo  se concretize  é importante  que  quem o faz para  ajudar  tenha de  ter  um alto valor  Moral .....pois  é  assim que  temos  ascendência  sobre  o que  muitas vezes procura  obsidiar  alguém  cujos valores morais e vibrações   são muito baixas.
Amigo Kazaoka muito obrigado pelo seu  comentário muito  apropriado  e  lúcido .
Com um grande abraço  de muita paz
 [attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Diaz em 11 de Outubro de 2013, 14:41
Olá amiga belina, peço que me ajude entender melhor seus apontamentos citados abaixo.

"Ainda somos muito imperfeitos, só fazendo a nossa Reforma Íntima ela nos levará á perfeição moral.
Só assim poderemos respeitar os diferentes e as diferenças. "


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/estudo-mensal-obsessao-e-suas-consequencias-na-vida-de-cada-um-de-npos/135/#ixzz2hPvM8S3f


Lembremos o LESP cap. V 148
"Deus, em Sua justiça, não pode ter criado almas desigualmente perfeitas. Com a pluralidade das existências, a desigualdade que notamos nada mais apresenta em oposição à mais rigorosa eqüidade: é que apenas vemos o presente e não o passado. "

Porque reformar o que já é perfeito? Digo que na realidade o que precisamos é observar a mente, ser usuário  do nosso cérebro e estar atento, consciente das múltiplas sinapses que se processam das quais muitas vezes ignoramos. A neuroplasticidade do cérebro já é fato aceito pela ciência. Temos capacidade de trabalhar reações primitivas como o ciúme, o medo, a raiva e a agressividade através da formação de novas conexões, novas sinapses. O livre-arbítrio poderia ser melhor entendido e consequentemente melhor aplicado se dispuséssemos a conhecer o funcionamento da nossa mente. Muitos casos diagnosticados como causa as obsessões, tem como origem as conexões realizadas em nosso cérebro reptiliano e que muitas vezes são ignoradas pelo cérebro racional. Temos utilizado apenas o córtex pré-frontal,e esta é a razão de tantas atitudes desprovidas de sentimentos sinceros, dos erros de julgamento e dos preconceitos em geral.
Digo que não só podemos como devemos respeitar os diferentes e as diferenças. É como você mesma disse, tendo humildade, reconhecendo que não somos detentores da verdade. Lembremos das guerras "santas", quantas pessoas boas, que só faziam o bem, foram queimadas como hereges.

Abraço
Diaz

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: ken em 11 de Outubro de 2013, 14:58
Bom dia a todos

DECÁLOGO DA DESOBSESSÃO

Não permita que ressentimento ou azedume lhe penetre o coração.
 
Abençoe quantos lhe censuram a estrada sem criticar a ninguém.
 
Jamais obrigue essa ou aquela pessoa a lhe partilhar os pontos de vista.

Habitue-se a esperar pela realização dos seus ideais, trabalhando e construindo para o bem de todos.

Abstenha-se de sobrecarregar os seus problemas com o peso inútil da ansiedade.

Cesse todas as queixas ou procure reduzi-las ao mínimo.

Louve,  mas louve com sinceridade,  o merecimento dos outros.
 
Conserve o otimismo e o desprendimento da posse.
 
Nunca se sinta incapaz de estudar e de aprender, sejam quais forem às circunstâncias.

Esqueçamo-nos para servir.


André Luiz, do livro "Paz e Renovação", Francisco Cândido Xavier.

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Diaz em 11 de Outubro de 2013, 15:08
Olá Macili, bom artigo este da Dra. Marlene Nobre - Associação Médico-Espírita do Brasil.
Neste último parágrafo, "Aprendemos com os benfeitores espirituais que a maldade deliberada é moléstia da alma e a modificação no plano mental das criaturas jamais pode ser imposta; é, antes, fruto do tempo, do esforço e da evolução.",concordo em partes. Mesmo que quiséssemos impor algo isso não ocorreria pois a mudança se processa de dentro para fora. Apesar disso, temos o dever de auxiliar na medidas de nossas forças, de nossas capacidades à todos que nos procuram buscando o alívio de seus sofrimentos. Isto é o que procuramos fazer nos trabalhos de desobsessão, mas que esquecemos muitas vezes de fazer no dia a dia. Não devemos acreditar que a causa de todos sofrimentos é a obsessão.

Abraço
Diaz



Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/estudo-mensal-obsessao-e-suas-consequencias-na-vida-de-cada-um-de-npos/135/#ixzz2hQAl4698
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: belina em 11 de Outubro de 2013, 15:37
Olá amigos boa tarde

OBSESSÃO PELA VIOLÊNCIA / OBSESSÃO COLETIVA?

A situação que hoje se vê no mundo, está próximo de uma Obsessão coletiva e focos desse perigo já podem ser identificado em muitos pontos do planeta.
 Casos semelhantes foram detetados e estudados por Allan Kardec que nos deixou instruções como esta:
 "Compreende-se que semelhantes a uma nuvem de gafanhotos, um bando de maus Espíritos pode cair sobre um certo número de criaturas, delas se apoderar e produzir uma espécie de epidemia moral. A ignorância, a fraqueza das faculdades, a falta de cultura intelectual naturalmente lhes oferece maiores facilidades. Por isso eles atuam de preferência sobre certas classes, embora as pessoas inteligentes e instruídas nem sempre estejam isentas" (Revista Espírita, abril 1862).
A violência no planeta que nos serve de lar, assume proporções absurdas e se caracteriza mesmo como uma epidemia a ponto de colocar alguns países como inseguros devido aos perigos a que está submetida a população que neles vivem sendo até medidos na mesma proporção das nações em guerra civil.
Assim podemos concluir que especialmente os centros urbanos de muitas cidades  experimentam uma obsessão pela violência, um instinto selvagem que contamina a tantos que não pensam, e tiram vidas como se os seres humanos nenhum valor tivessem.
É terrível ver que a violência acabou por se tornar numa questão “cultural” na medida em que o seu itinerário já está incorporado no dia-a-dia das comunidades obrigadas a conviver com todo este cenário.
Basta vermos a comunicaçao nos jornais, televisões e radios.
Homicídios cometidos por impulso ou por motivos fúteis relacionados a casos de briga, ciúme, conflito entre vizinhos, desavença, discussão, violência doméstica e desentendimentos no trânsito.
A falta de compreensão desses fatos leva o homem a descuidar-se de suas atitudes e permanecer alheio ao que realmente necessita, para livrar-se do mal: o crescimento moral e intelectual, é feito através da compreensão das leis divinas. A disciplina interior, aliada ao esforço nas mudanças de postura e redireccionamento de atitudes e pensamentos é a grande chave para conseguir o equilíbrio. Enquanto estiver ausente nas sociedades humanas o efeito moralizador da mensagem de Jesus, a humanidade continuará a sofrer as consequências de seus próprios atos, desconhecendo a lei maior do amor ao próximo, da caridade, e da humildade e fazendo da Terra um grande palco de injustiças e aberrações.
Todos os esforços da Espiritualidade no sentido de alertar o homem para essa situação têm sido inúteis. Por períodos alternados, Deus envia seus missionários para realizar sua obra saneadora e lembrar o homem de Seu amor e justiça. É tempo da humanidade avançar um pouco mais em moralidade, pois com todos os recursos intelectuais conseguidos, que lhe facilitam o entendimento, tem essa obrigação. Mas permanece numa inércia e cegueira espiritual, que favorece as situações de loucura obsessional, conforme nos diz Kardec, nos estudos feitos sobre casos semelhantes ocorridos em Morzine. Esclarecendo sobre isto, o Espírito Erasto nos deixou bem claro, a importância da Doutrina Espírita para o mundo, fazendo uma comparação com os fenômenos semelhantes ocorridos na época do Cristianismo nascente.
Assim aqui fica para reflexão de todos nós, um trecho dessa instrução sobre as obsessões coletivas, que está na Revista Espírita:
"Ninguém ignora que quando o Cristo, nosso muito amado Mestre, encarnou-se na Judeia, aquela região havia sido invadida por legiões de maus Espíritos que, pela possessão, como hoje, se apoderavam das classes sociais mais ignorantes, dos Espíritos encarnados mais fracos e menos adiantados (...). Não percebeis uma grande analogia entre a reprodução desses fenômenos idênticos de possessão? Nisso existe um ensinamento muito profundo e disso deveis concluir que cada vez mais se aproximam os tempos preditos a que o Filho do Homem em breve virá expulsar de novo a turba de Espíritos impuros que se abateram sobre a Terra, e reavivar a fé cristã, dando a sua alta e divina sanção às consoladoras revelações e aos ensinamentos do Espiritismo". Quem tiver olhos de ver, verá.
Paz e luz
belina


Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: ken em 11 de Outubro de 2013, 16:03
Amigo Altino, estou anexando um "ppt' muito interessante sobre o tema, espero que apreciem.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: macili em 11 de Outubro de 2013, 16:40

Olá Macili, bom artigo este da Dra. Marlene Nobre - Associação Médico-Espírita do Brasil.
Neste último parágrafo, "Aprendemos com os benfeitores espirituais que a maldade deliberada é moléstia da alma e a modificação no plano mental das criaturas jamais pode ser imposta; é, antes, fruto do tempo, do esforço e da evolução.",concordo em partes. Mesmo que quiséssemos impor algo isso não ocorreria pois a mudança se processa de dentro para fora. Apesar disso, temos o dever de auxiliar na medidas de nossas forças, de nossas capacidades à todos que nos procuram buscando o alívio de seus sofrimentos. Isto é o que procuramos fazer nos trabalhos de desobsessão, mas que esquecemos muitas vezes de fazer no dia a dia. Não devemos acreditar que a causa de todos sofrimentos é a obsessão.

Abraço
Diaz



Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/estudo-mensal-obsessao-e-suas-consequencias-na-vida-de-cada-um-de-npos/135/#ixzz2hQAl4698



Olá Amigo Diaz,

Concordo plenamente com o seu pensamento.
A causa de todos os sofrimentos não é a obsessão.


Deixo aqui um vídeo que nos esclarece muito bem esta questão.


As causas do sofrimento na visão espírita - Programa Seara Espírita 380 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXBBcUo3T2szNk9ZIw==)
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: belina em 11 de Outubro de 2013, 18:13
Ola amigo ken
Boa tarde

Muito bom o PPS,

Obrigado pela partilha.

paz e luz
belina
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 11 de Outubro de 2013, 18:31
para todos  com muita paz uma boa tarde  e  depois de  ter  visionado o ppt que o nosso amigo Ken  nos  enviou é  um belo trabalho que  vem complementar muito bem este  estudo e debate onde  o falarmos  da Obsessão é  sempre  importante  .......... até  numa medida preventiva  para todos  nós  e  ao mesmo tempo vamos  compreender que  por vezes  o seu inicio  nos  é dado  apenas  como uma simples depressão...........  e então  dá  aso a que  pelo pensamento  que vamos  tendo mais negativos  se pode  processar  então o começo de  uma  obsessão............
Um abraço de muita paz
 [attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Vivaldo em 11 de Outubro de 2013, 19:29
O LIVRO DOS ESPÍRITOS( A intervenção dos espíritos no mundo corporal)

466- Porque Deus permite que os Espíritos nos escitem ao mal?
             R: Os espíritos imperfeitos são instrumentos que servem para pôr à prova a fé e a constância dos homens na prática do bem. Vós, como espíritos, deveis progredir na ciência do infinito, e por isso passais pelas provas do mal para atingir o bem. Nossa missão é vos colocar no bom caminho e, quando as más influências agem sobre vós, é que as atraístes pelo desejo do mal, porque os Espíritos inferiores vêm vos auxiliar no mal, quando tendes a vontade de praticá-lo; eles podem vos ajudar no mal senão quando quereis o mal.
      Se sois inclinados ao homicídio, pois bem! tereis uma multidão de Espíritos que alimentarão esse pensamento em vós. Mas tereis também outros Espíritos que se empenharão para vos influenciar ao bem, o que faz restabelecer o equilíbrio e vos deixa o comando dos vossos atos.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 11 de Outubro de 2013, 19:48
amigos  para todos  com muita paz  e  amigo Vivaldo  muito bem colocada a sua questão para  assim entendermos  melhor  todo este processo da  Obsessão e  que muitas  vezes nós questionamos  como pode acontecer.............
Deus permite que os Espíritos ignorantes influenciem os encarnados para provar sua constância no bem.
O Senhor não criou tudo de uma vez.
Ele dá sequência à Sua criação e está constantemente criando, enquanto nós outros não sabemos o modo pelo qual Ele cria.
Como lei natural estabelecida por Ele, existe uma infinita escala de elevação das almas, umas se interligando às outras.
As experiências são intercambiáveis.
Os próprios Espíritos superiores carecem dos ignorantes, e esses muito mais dos elevados.
Como ficaria o trabalho se não existissem os que ficam na retaguarda?
Se ninguém precisasse de ninguém, o que fazer?
Deus é a sabedoria plena, e é por isso que a criação obedece a uma sequência interminável, para que todos tenham trabalho a fazer.
No mundo físico, notamos essa oportunidade de labor com grande extensão.
Os homens têm necessidades todos os dias de se alimentarem, de se vestirem, de se educarem e instruírem, e assim, sucessivamente, para que possam ter o que fazer todos os dias.
O trabalho é vida; ele equilibra os pensamentos e dá ordem aos sentimentos.
Os Espíritos ignorantes procuram os encarnados por necessidades de operar. Como eles ainda não sabem o valor do bem, fazem o mal, com muito maior razão. Não compreendem outra coisa, mas o tempo ensinar-lhes-á o que existe de bom, e nunca mais se esquecerão, porque o bem é força do amor que se divide ao infinito, para que possa transformar tudo na harmonia universal.
Deus permite que os Espíritos atrasados persigam os encarnados e por vezes se apossem de suas faculdades com o fim de os instruir, bem como de melhorar esses Espíritos com a presença de quem já aprendeu as lições do perdão e do amor.
Esse encontro dos Espíritos do mal com os propensos ao bem é para despertar nos que são influenciados mais amor no coração e mais paz para o seu caminho.
Quando percebe que alguns pensamentos estão sendo sugeridos na sua cabeça deve o encarnado procurar amar a quem o está induzindo para o mal.
Ele é ignorante e precisa de quem o instrua pelo exemplo e pela oração. Os Espíritos que ignoram a verdade estão sendo instrumento para levá-lo ao discernimento, onde poderá fortalecer cada vez mais seus sentimentos de amor e de caridade.
Não percamos as oportunidades, pois elas passam e podem não voltar.
Estudemos os infortúnios, estudemos os problemas que venham ao nosso encontro, porque é deles que tiramos as lições mais profundas sobre nossa paz de consciência.
Deus permite tudo isso, por ser esse o caminho para todas as almas.
 É escola de luz para todos os Espíritos.
Ninguém aprende sem esforço, ninguém sobe sem sacrifício.
Todos os Espíritos de luz, todos os Espíritos puros passaram pelos mesmos caminhos de ascensão.
Se não dermos o sinal de boa vontade para crescer, ficaremos estacionados por tempo indeterminado, até acordarmos os valores espirituais que existem em nosso coração.
O Espírito se encontra ligado, por leis, a vários corpos. e no processo de elevação, e de  despertar, ele usa esses corpos como instrumentos para o seu amadurecimento.
Vejamos o primeiro, o corpo de carne.
Ele passa por variadas provas, por sofrimentos incontáveis, em conexão com as outras vestes, para que o Espírito acorde para as verdades espirituais.
São processos garantidos pelas leis universais.
Nada se acaba, tudo se transforma para melhor, essa é a lei do amor.
Miramez
com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 12 de Outubro de 2013, 11:08
Amigos  é para todos  com um grande  abraço de muita paz  que neste dia lindo os  saúdo  com um Bom dia e que  neste dia possamos  todos  mais  uma vez continuar  a debater este  tema  da Obsessão.............  e  sintam que  é  na partilha  e  debate  que  tornamos  mais  este tema  enriquecido com a vossa  contribuição sincera ....................

                                                                              Fascinação Obsessiva

O narcisismo é desvio de comportamento que perturba o ser humano colhido pelos conflitos que não consegue diluir.
Também pode ser resultado de alguma frustração que leva o paciente ao retorno ao período infantil.
Auto-apaixonando-se, o narcisista se atribui valores e direitos que a outrem não concede, tornando-se o epicentro dos próprios e dos interesses gerais.
À medida que se lhe agrava o distúrbio, aliena-se do convívio social saudável, acreditando que não tem muito a lucrar com a atenção e os cuidados que poderia dar às outras pessoas.
Esse comportamento, às vezes, é sutil, agravando-se na razão que se lhe fixam no fundo  a presunção, a ausência de autocrítica, embora a severidade com que analise a conduta alheia, utilizando-se de palavras ásperas e julgamento severo como transferência daquilo de que inconscientemente se faz merecedor.
Ao tomar essa atitude, libera a consciência de culpa e mais se enclausura na torre de marfim da palavra em que se movimenta.
Essa insegurança psicológica, que se converte em auto-afirmação exibicionista, conspira contra a saúde mental do ser.
Em razão dessa deficiência emocional, quando portador de mediunidade atrai Espíritos zombeteiros que o inspiram, comprazendo-se os mesmos em levar ao ridículo aquele com quem sintonizam, sem que a vítima se dê conta da gravidade da patologia obsessiva em que tomba.
Não se apercebendo de parasitose que se lhe instala, passa a acreditar quase que exclusivamente nas comunicações de que se faz instrumento, competindo com qualquer outro que aparentemente, lhe ameace a projeção.
Mantém boa moral, é conservador e exigente na conduta, porém a tomada na qual se encaixa oprocesso obsessivo encontra-se no egoísmo e no temperamento especial, que lhe constituem os grandes desafios a vencer durante a conjuntura da reencarnação.
Na ordem direta que se destaca, enaltece a si mesmo, deixando de considerar as advertências que lhe chegam, por supor-se inatacável, distanciado de humildade que impõe a auto-reflexão, responsável doutrinariamente pela proposta de tomar para se as comunicações dos Espíritos antes que para os outros.
Imbuído da ideia de que é irreprovável o seu comportamento, passa a supor-se merecedor do contato com os Espíritos nobres e não analisa as comunicações que lhes são atribuídas, cujo conteúdo não vai além do trivial, do destituído de profundidade.
São, invariavelmente, repetitivas, exaradas em chavões convencionais, às vezes pomposos, mas irrelevantes.
A obsessão por fascinação é um capítulo muito perturbador do exercício mediúnico.
Toda a trilha da vivência mediúnica é cheia  de perigos, impondo um trânsito cuidados, porque se trata de intercâmbio constante com seres inteligentes, que também se domiciliam na Terra, continuando a manter as virtudes e os vícios que lhes eram frequentes.
Vigilantes e contumazes, os ociosos e perversos rondam os médiuns com implacável insistência, aguardando oportunidade para os afligir, para interditar-lhes as mensagens, para entorpecer-lhes a faculdade...
A obsessão, em si mesma, é terrível flagelo que se manifesta epidémico com periodicidade, mas que nunca esteve fora da convivência humana.
Em torno da mediunidade, particularmente, se movimentam, os Espíritos infelizes, quais mariposas em volta da chama.
Aqueles que são elevados, sintonizam a distância, quando as circunstâncias o propiciam, enquanto que os desocupados, permanecem com afã esperando fluir benefícios mórbidos como a absorção de energias do médium, a intromissão nas atividades humanas, gerando a perturbação em que se comprazem.
A terapia para a recuperação desse tormento se inicia na vigilância do médium, vivendo   a humildade real e tendo a coragem de bloquear a interromper a interferência nefasta, cuidando de livrar-se do seu maneirismo, descendo do pódio da superioridade que se credita para a planície das criaturas comuns e frágeis onde se de situar.
Nenhum médium se encontra isento a esse transtorno obsessivo, e ele é muito mais habitual e constante do que se pode imaginar.
Multiplicam-se na sociedade humana as pessoas auto fascinadas, e entre os médiuns, muitos são aqueles que se apresentam com a ultrajante síndrome da obsessão por fascinação.
O Senhor dos Espíritos, sempre que libertava os obsessos, repreendia os seus algozes, admoestando-os e, ao mesmo tempo, dizendo às suas vítimas que Lhe seguissem as diretrizes, amando e servindo.
Ante obsessos de qualquer matiz, são necessários a paciência e a misericórdia, o esclarecimento e a perseverança, a fim de que tenham tempo para despertar e romper os elos que os aprisionam aos seres perturbadores.
Manoel P. de Miranda
com um abraço de  muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 12 de Outubro de 2013, 11:25
Amigos  apenas  e sempre  no sentido de ajudar é que procuro sempre que  tudo o que posso  dizer é sempre  no sentido de  que cada um de nós possa  meditar nesta problemática da fascinação na vida de cada um de nós  e  como nos pode  fazer  sentir um pouco dispersos da  realidade  do trabalho que  temos  na vida  ..................
Na linguagem comum, fascinação significa atração irresistível, fascínio: deslumbramento, encanto, enlevo.
Na Doutrina Espírita representa um dos três níveis da obsessão, como coloca Kardec na questão nº 71 do livro “O que é o Espiritismo”.
A obsessão simples, a fascinação e a subjugação.
Na obsessão simples, o médium tem perfeitamente consciência de que não logra nada de bom; ele não tem nenhuma ilusão quanto à natureza do Espírito que se obstina em se manifestar a ele e de quem deseja desenvencilhar-se.
Esse caso não apresenta nada de grave: trata-se de um mero desprazer, e o médium se livra dele ao deixar de escrever por uns tempos (no caso da psicografia).
Cansando-se o Espírito de não ser ouvido, termina indo embora.
A subjugação obsidiante, denominada outrora de possessão, é um constrangimento físico sempre exercido por Espíritos da pior espécie, que pode chegar a neutralizar o livre-arbítrio.
Ela se limita, amiúde, a simples sensações desagradáveis, mas provoca, às vezes, movimentos desordenados, atos insensatos, gritos, palavras incoerentes ou de injúria , cujo ridículo todo, às vezes, quem é vítima dela compreende, mas de que não consegue safar-se.
Esse estado difere essencialmente da loucura patológica, com a qual é confundido erroneamente, pois não existe nenhuma lesão orgânica.
A fascinação obsidiante é muito mais grave, uma vez que o médium se ilude completamente.
O Espírito que o domina absorve sua confiança a ponto de paralisar-lhe o próprio discernimento, no que concerne às comunicações, e faz que considere sublimes as coisas mais absurdas.
O caráter distintivo desse tipo de obsessão é o de provocar junto ao médium excessiva susceptibilidade; e de levá-lo a só achar bom, correto e verdadeiro o que ele escreve (no caso da psicografia).
A repelir, e mesmo a tomar pelo avesso, todo conselho e toda crítica; a romper com seus amigos, de preferência a aceitar que esteja errado.
A sentir inveja de outros médiuns, cujas comunicações se julgam melhores que as suas.
A querer impor-se nas reuniões espíritas, das quais se aparta quando não é capaz de dominá-las.
 Chega, enfim, a sofrer uma tal dominação que o Espírito consegue forçá-lo às atitudes mais ridículas e mais comprometedoras.
Em “O Livro dos Médiuns”, nº 239, Kardec escreve.
A fascinação é uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento do médium e que, de certa maneira, lhe paralisa o raciocínio, relativamente às comunicações.
O médium fascinado não acredita que o estejam enganando.
O Espírito tem a arte de lhe inspirar confiança cega, que o impede de ter o embuste e de compreender o absurdo do que escreve (no caso da psicografia), ainda quando esse absurdo salte aos olhos de toda gente.
A ilusão pode mesmo ir até ao ponto de o fazer achar sublime a linguagem mais ridícula.
Fora erro acreditar que a este género de obsessão só estão sujeitas as pessoas simples, ignorantes e baldas de senso. Dela não se acham isentos nem os homens de mais espírito, os mais instruídos e os mais inteligentes sob outros aspectos, o que prova que tal aberração é efeito de uma causa estranha, cuja influência sofrem.
Em “O Livro dos Espíritos”, questão 476, Kardec pergunta se uma terceira pessoa pode fazer que cesse a fascinação e tem a seguinte resposta.
 Sendo ela um homem de bem, a sua vontade poderá ter eficácia, desde que apele para o concurso dos bons Espíritos, porque, quanto mais digna for a pessoa, tanto maior poder terá sobre os Espíritos imperfeitos, para afastá-los, e sobre os bons, para os atrair.
 Todavia, nada poderá, se o que estiver subjugado não lhe prestar o seu concurso.
Há pessoas a quem agrada uma dependência que lhes lisonjeia os gestos e os desejos.
Qualquer, porém, que seja o caso, aquele que não tiver puro o coração nenhuma influência exercerá.
 Os bons Espíritos não lhe atendem ao chamado e os maus não o temem.
O exercício da reforma íntima representa vacina contra a fascinação.
Amigos  aqui está  uma nova  palavra que  pode ajudar  muitos  " Reforma Intima "
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: belina em 12 de Outubro de 2013, 14:56
Ola amigo Diaz boa tarde
 O trecho que colocou e que eu ressalto a bolde está num contexto que nos mostra a Justiça de Deus, referente a reencarnação, pois é atráves das mesmas que evoluímos. Este tema daria um outro estudo.

(…)Perguntareis naturalmente como é que uns são grandes e outros pequenos, uns velhos e jovens outros, instruídos uns, outros ainda ignorantes. Se, porém, dissipando-se a nuvem que lhes oculta o passado, vierdes a saber que todos hão vivido mais ou menos tempo, tudo se vos tornará explicado. Deus, em Sua justiça, não pode ter criado almas desigualmente perfeitas. Com a pluralidade das existências, a desigualdade que notamos nada mais apresenta em oposição à mais rigorosa equidade: é que apenas vemos o presente e não o passado. A este raciocínio serve de base algum sistema, alguma suposição gratuita? Não. Partimos de um fato patente, incontestável: a desigualdade das aptidões e do desenvolvimento intelectual e moral e verificamos que nenhuma das teorias correntes o explica, ao passo que uma outra teoria lhe dá explicação simples, natural e lógica. Será racional preferir-se as que não explicam àquela que explica?
À vista da sexta interrogação acima, dirão naturalmente que o hotentote é de raça inferior. Perguntaremos, então, se o hotentote é ou não um homem. Se é, por que a ele e à sua raça privou Deus dos privilégios concedidos à raça caucásica? Se não é, por que tentar fazê-lo cristão? A Doutrina Espírita tem mais amplitude do que tudo isto. Segundo ela, não há muitas espécies de homens, há tão-somente cujos espíritos estão mais ou menos atrasados, porém, todos suscetíveis de progredir. Não é este princípio mais conforme à justiça de Deus? (,,,)( CAPÍTULO V-CONSIDERAÇÕES SOBRE A PLURALIDADE
DAS EXISTÊNCIAS, questão nº222- OLE)

Pergunta você: Porque reformar o que já é perfeito?

Os Espíritos são todos perfeitos? Então onde fica a escala espirita? Porque prevalece ainda o mal neste planeta? Se somos perfeitos qual a causa das obsessões?

 Bem vejamos em OLE as questões seguintes:
 

Progressão dos Espíritos
114. Os Espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos que se melhoram?
“São os próprios Espíritos que se melhoram e, melhorando-se, passam de uma ordem inferior para outra mais elevada.”
115. Dos Espíritos, uns terão sido criados bons e outros maus?
“Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem saber. A cada um deu determinada missão, com o fim de esclarecê-los e de os fazer chegar progressivamente à perfeição, pelo conhecimento da verdade, para aproximá-los de si. Nesta perfeição é que eles encontram a pura e eterna felicidade. Passando pelas provas que Deus lhes impõe é que os Espíritos adquirem aquele conhecimento. Uns aceitam submissos essas provas e chegam mais depressa à meta que lhes foi assinada. Outros só a suportam murmurando e, pela falta em que desse modo incorrem, permanecem afastados da perfeição e da prometida felicidade.” (mais um tema para um estudo?).

O amigo diz:
Digo que na realidade o que precisamos é observar a mente, ser usuário  do nosso cérebro e estar atento, consciente das múltiplas sinapses que se processam das quais muitas vezes ignoramos. A neuro plasticidade do cérebro já é fato aceito pela ciência.

O nosso sistema nervoso é responsável pelo ajustamento do organismo ao meio ambiente. Sua função é perceber e identificar as condições ambientais externas, bem como as condições que estão dentro do nosso próprio corpo e elaborar respostas que adaptem a essas condições.
A unidade básica do sistema nervoso é a célula nervosa, a que chamamos neurônio, esta é uma célula extremamente estimulável; é capaz de perceber as mínimas variações que ocorrem em torno de si, reagindo com uma alteração elétrica, ou seja as sinapses que são os estímulos (Impulsos Nervosos) que passam de um neurônio para o seguinte por meio de mediadores químicos, os neurotransmissores, através da fenda sináptica. Elas são neuromusculares, eletricas, excitatórias e inibitórias.
Os neurônios precisam coletar constantemente informações sobre o estado interno do organismo e do seu ambiente externo, avaliando essas informações e coordenando as atividades e a necessidades de cada pessoa.
Desse processo de comunicação entre as células nervosas vêm as nossas sensações, os sentimentos, os pensamentos,  as respostas motoras e emocionais, a aprendizagem e a memória, a ação das drogas psicoativas, as causas das doenças mentais, ou outras funções ou disfunções do cérebro humano.

Ao falarmos de neuro plasticidade ou plasticidade cerebral referimo-nos à capacidade do sistema nervoso em alterar algumas das suas propriedades morfológicas e funcionais em resposta a alterações do ambiente, é a adaptação e reorganização da dinâmica do sistema nervoso frente às alterações. Claro que a ciência está em constante evolução.

 Descobertas recentes referentes a neuroplasticidade estão abrindo caminho para tratamentos de lesões e doenças neurológicas.

Moral da história é que é importante nos dedicarmos a novas atividades. Exercitar o nosso cérebro é tão importante quanto exercitar o nosso corpo. Se continuarmos a desenvolver nossa reserva funcional através de prática de exercícios mentais e um estilo de vida saudável, nós temos  mais chances de manter a nossa plasticidade cerebral e sua habilidade de aprender, à medida que envelhece.

Nós, seres humanos temos três seções independentes mas interligados em nosso cérebro:
a)   A seção reptiliano b) A seção Límbico c) seção ao neo-cortex.
Cada seção tem o seu propósito.

A seção reptiliano é a parte do cérebro de resposta ‘modo de sobrevivência’ instantâneo (sem discernimento). É o mais antigo em termos de nossa evolução humana, “O velho cérebro”, o cérebro reptiliano.
A secção Límbico é a parte do cérebro que surgiu pela primeira vez em mamíferos. Ele gera nossos sentimentos e emoções em relação a nossa realidade atual.
A seção neo-córtex é a seção Neo-mamíferos do cérebro, a parte evoluída do pensamento de ordem superior. Ele tem capacidades infinitas . É a evolução  consciente  parte do nosso cérebro que é mais de acordo com fonte, com nosso eu superior, o nosso verdadeiro potencial ilimitado. Ele gera a criação, manifestação, imaginação, desenvolvimento, raciocínio lógico, objetividade, empatia e mais importante: a consciência .
O córtex pré-frontal (PFC) é a parte anterior do lobo frontal do cérebro, localizado anteriormente ao córtex motor primário e ao córtex pré-motor.
Esta região cerebral está relacionada ao planeamento de comportamentos e pensamentos complexos, expressão da personalidade, tomadas de decisões e modulação de comportamento social. A atividade básica dessa região é resultado de pensamentos e ações em acordo com metas internas.
A função psicológica mais importante relacionada com o córtex pré-frontal é a função executiva. Esta função se relaciona a habilidades para diferenciar pensamentos conflituantes, determinar o bom ou ruim, melhor e pior, igual e diferente, consequências futuras de atividades correntes, trabalho em relação a uma meta definida, previsão de fatos, expectativas baseadas em ações, e controle social.
Este tema tambem daria um excelente estudo, mas dentro de outro contexto.

continua......








Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: belina em 12 de Outubro de 2013, 14:57
Continuaçao……..

Vejamos agora o nosso livre arbritio:
Livre Arbítrio - Santo Agostinho
Livre Arbítrio (De Libero Arbitrio) foi uma obra da autoria de Santo Agostinho. Este livro, que tem data de 395, foi escrito na forma de diálogo do autor com o seu amigo Evódio. Nesta obra, Santo Agostinho elabora algumas teses a respeito da liberdade humana e aborda a origem do mal moral.

Muitas vezes a expressão livre arbítrio, tem o mesmo significado que a expressão liberdade. No entanto, Santo Agostinho diferenciou claramente esses dois conceitos. O livre arbítrio é a possibilidade de escolher entre o bem e o mal; enquanto que a liberdade é o bom uso do livre arbítrio. Isso significa que nem sempre o homem é livre quando põe em uso o livre arbítrio, depende sempre de como usa essa característica. Assim, o livre arbítrio está mais relacionado com a vontade. Porém, uma distinção entre os dois é que a vontade é um ato ou ação, enquanto que o livre arbítrio é uma faculdade.
LIVRO DOS ESPIRITOS
PARTE 3ª - CAPÍTULO X
Livre-arbítrio

843. Tem o homem o livre-arbítrio de seus atos?
“Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar. Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina.”

844. Do livre-arbítrio goza o homem desde o seu nascimento?
“Há liberdade de agir, desde que haja vontade de fazê-lo. Nas primeiras fases da vida, quase nula é a liberdade, que se desenvolve e muda de objeto com o desenvolvimento das faculdades. Estando seus pensamentos em concordância com o que a sua idade reclama, a criança aplica o seu livre-arbítrio àquilo que lhe é necessário.”

845. Não constituem obstáculos ao exercício do livre-arbítrio as predisposições instintivas que o homem já traz consigo ao nascer?
“As predisposições instintivas são as do Espírito antes de encarnar. Conforme seja este mais ou menos adiantado, elas podem arrastá-las à prática de atos repreensíveis, no que será secundado pelos Espíritos que simpatizam com essas disposições. Não há, porém, arrastamento irresistível, uma vez que se tenha a vontade de resistir. Lembrai-vos de que querer é poder.” (361)

846. Sobre os atos da vida nenhuma influência exerce o organismo? E, se essa influência existe, não será exercida com prejuízo do livre-arbítrio?
“É inegável que sobre o Espírito exerce influência a matéria, que pode embaraçar-lhe as manifestações. Daí vem que, nos mundos onde os corpos são menos materiais do que na Terra, as faculdades se desdobram mais livremente. Porém, o instrumento não dá a faculdade. Além disso, cumpre se distingam as faculdades morais das intelectuais. Tendo um homem o instinto do assassínio, seu próprio Espírito é, indubitavelmente, quem possui esse instinto e quem lho dá; não são seus órgãos que lho dão. Semelhante ao bruto, e ainda pior do que este, se torna aquele que nulifica o seu pensamento, para só se ocupar com a matéria, pois que não cuida mais de se premunir contra o mal. Nisto é que incorre em falta, porquanto assim procede por vontade sua.” (Vede n°s. 367 e seguintes - “Influência do organismo”.)

São bem explícitas as orientações dos espíritos em relação a esta questão, somos responsáveis por nossas escolhas.

Já foi focado aqui no estudo que sempre se deve ter em conta a situação clinica de qualquer pessoa que apresente obsessão.
 
Aqui o amigo diz:
Digo que não só podemos como devemos respeitar os diferentes e as diferenças. É como você mesma disse, tendo humildade, reconhecendo que não somos detentores da verdade. Lembremos das guerras "santas", quantas pessoas boas, que só faziam o bem, foram queimadas como hereges.

As guerras “santas” nos mostram qual a elevação moral de quem as praticou, pois não foram respeitados os diferentes e as diferenças, isso vem de encontro ao que eu escrevi:
"Ainda somos muito imperfeitos, só fazendo a nossa Reforma Íntima ela nos levará á perfeição moral.
Só assim poderemos respeitar os diferentes e as diferenças."

Paz e luz
belina




 


Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: lineu em 12 de Outubro de 2013, 16:45
Dúvida

Observa-se que muitos dos participantes do presente estudo demonstram ter atitudes complacentes em relação aos espíritos obsessores. E alguns, provavelmente movidos por sentimentalismo, asseveram que tais espíritos devem ser tolerados pelos seres humanos de bem porque são ignorantes e não sabem que a obsessão constitui prática ilícita.

Tais atitudes, no entanto, ao que parece, não condizem com a teoria da obsessão, exposta por Allan Kardec no Livro dos Médiuns. E nem são amparadas por preceitos contidos no Evangelho ou na doutrina dos Espíritos.

Pelo contrário, tanto o Evangelho quanto o Espiritismo consideram a obsessão como prática abominável, definitiva de extrema crueldade. E definida na lei natural como ato de rebeldia à autoridade de Deus.

Saliente-se que a prática da obsessão exige conhecimentos apurados de Psicologia. E aplica técnicas avançadas de sugestão hipnótica.

Posto isto, pergunta-se:
•   A aptidão obsessiva é compatível com a ignorância?
•   Um ser humano de bem deve tolerar a prática obsessiva à conta da caridade preceituada na lei natural?
•   O Mestre Jesus prescreveu o dever de amar os obsessores?

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: belina em 12 de Outubro de 2013, 18:09
Olá amigos boa tarde

Vamos cuidar de nossos pensamentos, vigiar e orar.
SENTIMENTO E AÇÃO
Emmanuel
O sentimento cria a ideia.
A ideia cria o desejo.
O desejo acalentado forma a palavra.
A ação detona resultados.
Os resultados nos traçam o caminho nas áreas infinitas do tempo.
Cada criatura permanece na estrada que construiu para si mesma.
A escolha é sempre nossa.
Livro Ação e Caminho. Psicografia de Francisco C. Xavier.
Paz e luz
belina
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: ken em 12 de Outubro de 2013, 18:29
Boa tarde a todos,

Alicerces da Obsessão

Imagine alguém que queira impor sua maneira de ser ou viver a determinada pessoa de seu relacionamento. Usando pressão psicológica, emocional ou constrangendo outro alguém a agir e pensar pela “sua cabeça”, passa a determinar comportamentos, a tentar dominar a vontade, infelicitando o relacionamento.

Pois bem, isto é obsessão, que significa uma importunação constante, ideia fixa sugerida e aceita, pressão constrangedora de uma sobre outra pessoa. Ocorre entre os seres humanos, normalmente em conflitos de quem deve e quem quer receber. E isto não é exclusivo a dívidas monetárias e pode ocorrer também por implicância pessoal ou egoísmo, ciúme, orgulho, vingança e muitas vezes sem que a vítima deva mesmo algo ao seu algoz.

Sendo fruto dos relacionamentos marcados pela imaturidade ou por reflexos das causas citadas na última frase do parágrafo anterior, a obsessão também ocorre vinda dos espíritos (seres que já deixaram o planeta pelo chamado fenômeno da morte biológica), que continuam a viver com suas conquistas morais e intelectuais, mas também com suas angústias e sentimentos menos dignos, a serem futuramente extirpados. Como também ocorre entre eles, mas este é assunto para outro dia.

Seja por vingança, sintonia moral não elevada ou mero capricho advindo do egoísmo e da inveja, a obsessão instala-se na mente humana por invigilância desta. É a única visita ou companhia indesejável que só mantemos conosco por nossa única e exclusiva permissão. Abrimos-lhes as portas mentais pelo desânimo, o medo, a vingança, o ciúme ou a inveja (notem que são os mesmos sentimentos alimentados pela vítima), mantemos sua companhia pela permanência na mesma postura e despedimo-la quando resolvemos por mudar o comportamento para a retidão moral.

Toda a estrutura da obsessão está baseada na sintonia mental. Pensando e agindo no bem estaremos protegidos e imunes à sua influência. Para isso basta pensar que somos criaturas livres e responsáveis e não devemos nos permitir constrangimentos por quem quer que seja, sejam seres humanos ou espíritos. E isto pede condutas que não gerem arrependimentos, remorsos ou dívidas morais.

Orson Carrara
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Mourarego em 12 de Outubro de 2013, 19:09
Meus amigos, notadamente e agora, ao mano ken,
Estamos sob um título que nos orienta que seja o Estudo mensal.
Por estudo mormente sob este título devemos ter apenas a DE, logo, pautam-se por indiferentes à ele qualquer citação ou páginas marginais à doutrina.
Senão não estaremnos a estudar a DE mas a uma colcha de retalhos entremeados de páginas de de fora da De o que contribui em muito para que os novos não compreendam o que seja a doutrina e uma opinião pesoal, mesmo que boa.
Abraços,
Moura
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Kazaoka em 12 de Outubro de 2013, 19:49
Amigos  apenas  e sempre  no sentido de ajudar é que procuro sempre que  tudo o que posso  dizer é sempre  no sentido de  que cada um de nós possa  meditar nesta problemática da fascinação na vida de cada um de nós  e  como nos pode  fazer  sentir um pouco dispersos da  realidade  do trabalho que  temos  na vida  ..................

O exercício da reforma íntima representa vacina contra a fascinação.
Amigos  aqui está  uma nova  palavra que  pode ajudar  muitos  " Reforma Intima "
Com um abraço de muita paz
(Ligação para o anexo)
Manuel Altino

Cabe reforma ao que está aquém de sua melhor forma. No caso da reforma íntima, essa é necessária a todos nós Espíritos em processo de aperfeiçoamento. E o primeiro passo é dobrar o nosso orgulho e convencer a nós mesmos que precisamos lidar com nossas próprias imperfeições. Isso faz com que o primeiro alvo seja o orgulho que nos cega e faze-nos crer que somos aquilo que, intimamente, nós mesmos sabemos que não somos. Atitude esta que retira a falsa ideia que nos faz crer que a dissimulação camufla nossas imperfeições e nos faz acomodamos no erro que, muitas vezes, pode estar sendo notado em nossas ações exteriores ou mesmo em nossos pensamentos. Esta constitui porta ampla e aberta a assinalar para eventuais influências espirituais que afinizam com tais fraquezas, nutrindo na vitima uma tendência que já estava instalada, permitindo que adentrem em nós por encontrarem aberta esta porta, cuja fechadura naturalmente e por segurança só funciona pelo lado de dentro. Temos o comando desta porta e, em caso de reforma, esta deve ser a primeira a ser reparada.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: ken em 12 de Outubro de 2013, 20:17
Boa tarde amigo Mourarego,

Estou respondendo pelo fato do amigo ter-se dirigido a mim, e fique certo que longe de mim querer deturpar o excelente trabalho que esta sendo desenvolvido pelo nosso amigo
Altino, destarte dou-lhe total liberdade para deletar minhas postagens deste estudo.

Entretanto gostaria de justificar que me alicercei na Bibliografia do Estudo, como
segue:-

BIBLIOGRAFIA

FRANCO, Divaldo - Manoel P. de Miranda - Temas da Vida e da Morte, _
________, Divaldo – M. P. de Miranda - Nos Bastidores da Obsessão.
________, Divaldo – M. P. de Miranda - Sexo e Obsessão
________, Divaldo, M. P. de Miranda - Painéis Da Obsessão
________, Divaldo, M. P. de Miranda - Obsessão Instalação e Cura
________, Divaldo, M. P. de Miranda - Trilhas da Libertação
________ Joanna de Ângelis – Estudos Espíritas
KARDEC, Allan , O Livro dos Médiuns, item 237
 O Evangelho Seg. o Espiritismo Cap. XXVIII – 81
 O Livros Dos Espiritos e a Genese
________, Allan, A Revista Espírita
(Pão Nosso, Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, capítulo 15.)
 Aconteceu na Casa Espirita
José Herculano Pires-Obsessão-passe-doutrinação.
INDOVAL MORELI HEIDERICK-Diretor Mediúnico do Grupo de Fraternidade Espírita “Irmã Clotilde”- (Rua Marcondes de Souza,90/94) – Vitória -ES Brasil

                                                                           
                                                          Obsessão - www.forumespirita.net (http://www.forumespirita.net)



     
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 13 de Outubro de 2013, 11:14
Amigos  e companheiros  deste  estudo onde sempre debatemos  estas questão  muito atuais  sobre a Obsessão e como podem ter muitas consequências negativas na vida de cada um de nós .
Assim  antes de  tudo  quero agradecer todas as colocações aqui inseridas dando com sincera amizade  a todos o Meu Bom Dia de muita paz.
Amigo  sintam que  esta  temática da obsessão é  muito mais complicada  do que à primeira  vista  parece, pois  implica  um grande estudo da Doutrina Espírita  e  ao mesmo tempo compreender  que  muitas vezes  se fala  em Obsesão .....mas  entendam que  é  muito mais  complicado para quem  está  obsidiado que sem muitas vezes entender acontecer estar  e  mais  tudo pode  começar por uma  simples  depressão onde  as nossas  vibrações se tornam mais  vulneráveis  a que  possamos  deixar  que outras  entidades de baixa  vibração  se aproximem  de  cada um de nós  nos  manobrando  mentalmente chegando muitas vezes de tal forma  que  ficamos  fascinados e então  daí vem mais tarde a subjugação total .........
Para que nada  disso possa acontecer  e  estarmos prevenidos  é  que  conforme  foi dito   nas colocações  muito bem  colocadas pelos  nossos  companheiros  de estudo ............muitas  vezes e  sempre  é importante  mantermos  uma  grande  força anímica para que pela prece  e  bons pensamentos elevados não nos deixemos envolver nessas  situações  menos  boas ........
Então amigos até agora temos falado e muito bem sobre a Obsessão ..............  mas  vos convido a meditar  um pouco nas  consequências que  podem trazer   para cada um de nós encarnados quando nos deixamos  levar  por pensamentos  menos  bons.
Com um abraço de muita paz  e  que  continuemos a debater  este tema  que  pode  e  quase sempre ajudar  a quem nos visita.............  e ao mesmo tempo entendam que  muitas vezes é  na vossa partilha que podemos  ajudar a  que muitas pessoas  sejam esclarecidas para que sempre mantenham  pensamentos  elevados. 
[attach=1]
 Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 13 de Outubro de 2013, 12:03
Amigos para todos  um abraço de muita paz  e  que neste  simples texto possamos sentir que  antes de  nos sentirmos obsidiados seria muito bom nos prevenir com estes conselhos  e assim nos prevenir  com  seriedade.......................
Auto-ajuda no tratamento da depressão é o verdadeiro segredo para sair de estados depressivos e fazer deles um trampolim para estados superiores de consciência de si e da vida.
Se estiver com sintomas de depressão é possível que se sinta exausto, triste, desvalorizado, sem motivação e esperança.
 Estes pensamentos e sentimentos negativos levam-nos muitas vezes a querer desistir e a deixar de acreditar que algo melhor virá, como se o nosso fogo interior se tivesse apagado.
Libertar os Pensamentos negativos
Todos estes pensamentos negativos fazem parte da depressão e é típico a pessoa não conseguir discernir e reflectir com realismo e precisão na maioria das circunstancias.
A pessoa deixa de confiar em si e na vida.
Para ser possível libertar de um estado depressivo e fazer um tratamento da depressão é essencial aprender a ter a consciência do tipo de pensamentos que se está a ter e tomar uma atitude radical relativamente à energia que está a despender para se auto-sabotar e se auto destruir.
 Libertar neste momento a resistência à mudança e permitir-se entrar num processo de aceitar  como se é e o estado em que se está como uma forma de crescimento.
A pessoa tem de assumir a responsabilidade pelo seu estado de depressão e ter a percepção que a saída do estado depressivo é uma decisão da própria pessoa que tem de optar entre o “sábio e o coitadinho” e escolher qual dos dois quer ser.
Procurar a força e o poder interior
Aprender também que ser uma pessoa positiva pode ser inato ou pode ser uma aprendizagem resultante de um treino diário.
 É possível aproveitar o estado depressivo como um aliado à descoberta de poderes e potenciais que não temos consciência deles e que estes estados de dor e de interrogações nos faz procurar dentro de nós forças e talentos que desconhecíamos.
 Forças e poderes que vão servir para alimentar o nosso fogo interior e nos dar um impulso poderoso e positivo na nossa vida.
Estar bem e feliz é uma responsabilidade só sua, aprenda como pode libertar-se:
Definir metas realistas e razoáveis tendo em conta o estado depressivo e assumir uma quantidade razoável de responsabilidades, ter atitudes, agir.
Abandone as rotinas que não a façam sentir bem e, estabeleça algumas prioridades e faça o que puder, e como poder desde que seja para se fazer sentir bem e melhor consigo mesma.
Tentar sair com outras pessoas e confiar em alguém, é geralmente melhor do que estar sozinho e isolado.
Participar em actividades que podem fazer sentir-se melhor, Actividades criativas, deporto no mar, etc.
Exercícios leves, ir ao cinema, ou a participação em actividades espirituais, sociais ou outras pode ajudar.
Faça por mudar o seu humor para que ele melhore gradualmente, deixe-se contagiar por pequenas coisas simpáticas e alegres.
Sentir-se melhor, leva o tempo que você precisar para se permitir ser alegre e diferente.
É aconselhável adiar decisões importantes até que a depressão esteja curada.
Uma depressão cura-se com um processo gradual e com a ajuda de pequenas acções que faz a pessoa sentir-se feliz com ela própria e orgulhosa de si.
Em resultado a pessoa vai sentir-se um pouco melhor a cada dia que passa.
Lembre-se, os pensamento positivos irão substituir os pensamentos negativos e isso é que lhe trará a luz à sua vida. Aprenda com o poder das afirmações.
Deixe a sua família e amigos ajudarem.
Estes são pontos fundamentais na auto-ajuda no tratamento da depressão e se os conseguir cumprir é certo que estará a plantar boas sementes que irá depois colher os bons frutos.
Amigos  é assim que muitas vezes  nos  auto ajudando vamos   mantendo muitas  defesas para que  não abrirmos brechas mentais que mais  tarde podem ser aproveitadas por  entidades menos  boas e sofredoras que nos podem perturbar quando sentem que estamos  deprimidos..............Então  vamos  ser  fortes e manter  sempre  Bons pensamentos  aliados à  Prece  e  nossa mudança interior.
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: ken em 13 de Outubro de 2013, 14:14
Bom dia a todos, amigo Altino, complementando seu último texto...

A cura da obsessão

Você é um ser humano adulto e consciente, responsável pelo seu comportamento. Controle as suas idéias, rejeite os pensamentos inferiores e perturbadores, estimule as suas tendências boas e repila as más. Tome conta de si mesmo. Deus concedeu a jurisdição de si mesmo, é você quem manda em você nos caminhos da vida. Não se faça de criança mimada. Aprenda a se controlar em todos os instantes e em todas as circunstâncias. Experimente o seu poder e verá que ele é maior do que você pensa.

A cura da obsessão é uma autocura. Ninguém pode livrar você da obsessão se você não quiser livrar-se dela. Comece a livrar-se agora, dizendo a você mesmo: sou uma criatura normal, dotada do poder e do dever de dirigir a mim mesmo. Conheço os meus deveres e posso cumpri-los. Deus me ampara.

Repita isso sempre que se sentir perturbado. Repita e faça o que disse. Tome a decisão de se portar como uma criatura normal que realmente é, confiante em Deus e no poder das forças naturais que estão no seu corpo e no seu espírito, à espera do seu comando. Dirija o seu barco.
 
Reformule o seu conceito de si mesmo. Você não é um pobrezinho abandonado no mundo. Os próprios vermes são protegidos pelas leis naturais. Por que motivo só você não teria proteção? Tire da mente a ideia de pecado e castigo. O que chamam de pecado é o erro, e o erro pode e deve ser corrigido. Corrija-se. Estabeleça pouco a pouco o controle de si mesmo, com paciência e confiança em si mesmo.

Você não depende dos outros, depende da sua mente. Mantenha a mente arejada, abra suas janelas ao mundo, respire com segurança e ande com firmeza. Lembre-se dos cegos, dos mudos e dos surdos, dos aleijados e deficientes que se recuperam confiando em si mesmos. Desenvolva a sua fé. Fé é confiança. Existe a fé divina, que é a confiança em Deus e no Seu poder que controla o Universo. Você, racionalmente, pode duvidar disso? Existe a fé humana, que é a confiança da criatura em si mesma. Você não confia na sua inteligência, no seu bom senso, na sua capacidade de ação? Você se julga um incapaz e se entrega às circunstâncias, deixando-se levar por ideias degradantes a seu respeito? Mude esse modo de pensar, que é falso.

Quando vier às reuniões de desobsessão, venha confiante. Os que o esperam estão dispostos a auxiliá-lo. Seja grato a essas criaturas que se interessam por você e ajude-as com sua boa vontade. Se você fizer isso, a sua obsessão já começou a ser vencida. Não se acovarde, seja corajoso.


Herculano Pires     
Obsessão  -o Passe – a Doutrinação



Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: ken em 13 de Outubro de 2013, 14:38
Emergência

Perfeitamente discerníveis as situações em que resvalamos, imprevidentemente, para o domínio da perturbação e da sombra.

Enumeremos algumas delas nas quais renteamos claramente, com o perigo da obsessão:

    - cabeça desocupada;

    - mãos improdutivas;

    - palavra irreverente;

    - conversa inútil;

    - queixa constante;

    - opinião desrespeitosa;

    - tempo indisciplinado;

    - atitude insincera;

    - observação pessimista;

    - gesto impaciente;

    - conduta agressiva;

    - comportamento descaridoso;

    - apego demasiado;

    - decisão facciosa;

    - comodismo exagerado;

    - refeição intemperante.

Sempre que nós, os lidadores encarnados e desencarnados, com serviço na renovação espiritual nos reconhecermos em semelhantes fronteiras do processo obsessivo, proclamemos o estado de emergência no mundo íntimo e defendamo-nos contra o desequilíbrio, recorrendo à profilaxia da prece.

 
Emmanuel
De “Caminho Espírita”,
de Francisco Cândido Xavier
Autores Diversos

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Kazaoka em 13 de Outubro de 2013, 14:46
Com todo o respeito que o autor da mensagem postada pelo Ken merece, mas acho que o título dado a mesma deveria ser "A Prevenção da Obsessão" e não a "Cura da Obsessão". Pois, para aqueles que já se encontram dentro do processo, se tomarmos uma postura doutrinadora como a que o texto sugere, a situação com certeza agravará.
Examinando a questão da forma que o autor apresenta em sua obra, a cura da obsessão passa a ser uma outra forma de obsessão.
Precisamos tomar cuidado quando lidamos com questões como obsessões, cujas singularidades as fazem tão complexas.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Mourarego em 13 de Outubro de 2013, 16:16
Amigo ken,
veja no rol que envia, da literatura usada pelo amigo, quantas as obras básicas.
Ora é de se reconhecer que pela quantidade maior das obras marginais à DE que o amigo acostou, que tenha mesmofeito um agrupamento geral, misturando idéias dos Espíritos que Divaldo e os outros tragam com as instruções codificadas. relembro que, as últimas fazem doutrina mas as outras não passam de opiniões pessoais.
Abraços,
Moura
Boa tarde amigo Mourarego,

Estou respondendo pelo fato do amigo ter-se dirigido a mim, e fique certo que longe de mim querer deturpar o excelente trabalho que esta sendo desenvolvido pelo nosso amigo
Altino, destarte dou-lhe total liberdade para deletar minhas postagens deste estudo.

Entretanto gostaria de justificar que me alicercei na Bibliografia do Estudo, como
segue:-

BIBLIOGRAFIA

FRANCO, Divaldo - Manoel P. de Miranda - Temas da Vida e da Morte, _
________, Divaldo – M. P. de Miranda - Nos Bastidores da Obsessão.
________, Divaldo – M. P. de Miranda - Sexo e Obsessão
________, Divaldo, M. P. de Miranda - Painéis Da Obsessão
________, Divaldo, M. P. de Miranda - Obsessão Instalação e Cura
________, Divaldo, M. P. de Miranda - Trilhas da Libertação
________ Joanna de Ângelis – Estudos Espíritas
KARDEC, Allan , O Livro dos Médiuns, item 237
 O Evangelho Seg. o Espiritismo Cap. XXVIII – 81
 O Livros Dos Espiritos e a Genese
________, Allan, A Revista Espírita
(Pão Nosso, Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, capítulo 15.)
 Aconteceu na Casa Espirita
José Herculano Pires-Obsessão-passe-doutrinação.
INDOVAL MORELI HEIDERICK-Diretor Mediúnico do Grupo de Fraternidade Espírita “Irmã Clotilde”- (Rua Marcondes de Souza,90/94) – Vitória -ES Brasil

                                                                           
                                                          Obsessão - www.forumespirita.net (http://www.forumespirita.net)



     

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Edna☼ em 13 de Outubro de 2013, 19:38
“Pode-se, pois, ter inimigos entre os encarnados e os desencarnados. Os inimigos do mundo invisível manifestam sua malevolência pelas obsessões e subjugações, a que tantas pessoas estão expostas, e que representam uma variedade das provas da vida. Essas provas, como as demais, contribuem para o desenvolvimento e devem ser aceitas com resignação, como uma conseqüência da natureza inferior do globo terrestre: se não existissem homens maus na Terra, não haveria Espíritos maus ao redor da Terra.

Antigamente, ofereciam-se sacrifícios sangrentos para apaziguar os deuses infernais, que nada mais eram do que os Espíritos maus. Aos deuses infernais sucederam os demônios, que são a mesma coisa. O Espiritismo vem provar que esses demônios não são mais do que as almas de homens perversos, que ainda não se despojaram dos seus instintos materiais; que não se pode apaziguá-los senão pelo sacrifício dos maus sentimentos, ou seja, pela caridade; e que a caridade não tem apenas o efeito de impedi-los de fazer o mal, mas também de induzi-los ao caminho do bem e contribuir para a sua salvação. É assim que a máxima: Amai aos vossos inimigos, não fica circunscrita ao círculo estreito da Terra e da vida presente, mas integra-se na grande lei da solidariedade e da fraternidade universais."

Allan Kardec


(o destaque em negrito é meu)


Abraços fraternos,

Edna
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Diaz em 13 de Outubro de 2013, 20:54
Boa tarde.
Caro amigos, os posts dos amigos Altino sobre a depressão e o do amigo Ken sobre a cura da obsessão vão de encontro com aquilo que venho tentando defender.


“Porque reformar aquilo que já é perfeito?”

Tal questionamento principalmente aqui no meio espírita certamente provoca anátema por parte de muitos. Certo é que a reforma íntima é um dos pilares do espiritismo na busca pela perfeição.

Mas sendo assim, o que se pretende com determinada atitude, ainda mais em tópico onde o tema é obsessão?

Entendo que uma das causas da obsessão é a rigidez mental. Para se ver livre da obsessão não basta ser espírita, conhecer a doutrina a fundo mas não conhecer a si próprio.
“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus , mas aquele que faz a vontade de meu pai, que está nos céus” (Mt7:21)

Somos  perfeitos digo, com respeito ao grau de perfeição que nos situamos dentro do grau de perfeição que comporta esse planeta.   A cada dia, de acordo com o estudo, o trabalho e nossa vontade vamos avançando no grau de perfeição com a ajuda dos benfeitores espirituais.

“Jesus não diferencia umbanda, espiritismo, catolicismo ou religião evangélica. Para Ele, são apenas salas de aula, na universidade da vida, que tem como único propósito lecionar as preciosas lições que vão nos libertar perante a própria consciência.
Não é a religião que torna o homem feliz, mas sim o amor, a vida em sintonia com o bem.” (p. 63Fala preto velho –Wanderley de Oliveira”

Até mesmo a nossa linguagem carece de perfeição...
Muito pouco à vontade hão de eles se sentirem, quando obrigados, para se comunicarem conosco, a utilizarem-se das formas longas e embaraçosas da linguagem humana e a lutarem com a insuficiência e a imperfeição dessa linguagem, para exprimirem todas as idéias.(OLEXIV)

Nosso organismo...
É tão desenvolvido, quanto o de um adulto, o Espírito que anima o corpo de uma criança?
“Pode até ser mais, se mais progrediu. Apenas a imperfeição dos órgãos infantis o impede de se manifestar. Obra de conformidade com o instrumento de que dispõe.”(OLE379)



Mas, enfim, o que é a perfeição?
Deus possui a perfeição infinita em todas as coisas; assim, este ensinamento moral: Sede perfeitos, como vosso Pai Celestial é perfeito, tomado ao pé da letra, dá a entender a possibilidade de se atingir a perfeição absoluta.
Em que consiste essa perfeição? Jesus o diz: Amar aos inimigos, fazer o bem àqueles que nos odeiam, orar por aqueles que nos perseguem.
Ele mostra que a essência da perfeição é a caridade em sua mais ampla significação, porque define a prática de todas as outras virtudes. (OESEXVII-2)

A prevenção contra a obsessão.
O domínio da razão, faculdade que o espírito localiza na região do cérebro conhecida como córtex pré-frontal, responsável pela avaliação das situações e pela tomada de decisões. Com o estresse ou pela acomodação que se adquire com o passar da idade colocamos nosso cérebro em piloto automático e não nos abrimos para outras possibilidades. Vejam as crianças como retomam a alegria rapidamente após algum aborrecimento, como se refazem rapidamente.

Para corrigir um defeito
Nossos maus instintos decorrem da imperfeição de nosso próprio Espírito e não do nosso corpo físico; de outro modo, o homem estaria livre de toda a espécie de responsabilidade. Nosso aperfeiçoamento depende de nós, pois todo homem que possui o completo domínio da razão tem, perante todas as coisas, a liberdade de fazer ou não o que quiser. Assim é que, para fazer o bem, basta-lhe a vontade do querer. (Veja nesta obra OESE Caps. 15:10 e 19:12.)

Entre os obsessores há muitos irmãos espíritas, não duvidem disso.

Abraços
Diaz
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Vivaldo em 13 de Outubro de 2013, 23:46
 Amigo Diaz, significa q na obssessao nao há influencia de ordem fisica?
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 14 de Outubro de 2013, 11:02
Amigos e companheiros deste  estudo e debate antes de  tudo  para todos  com grande carinho um grande abraço de muita paz  e o Meu Bom Dia  sincero e  ao mesmo  tempo o agradecimento pela  colaboração de todos  que muito ajuda neste  tema sempre polémico.
Estamos aqui para  meditar neste tema  que nos é proposto e quais as consequências da Obsessão caso não seja prevenida  a tempo  o que pode  tornar  uma coisas simples  num problema complicado ............... por isso é que  tudo o que  aqui estamos debatendo é precisamente  as  consequências  mais tarde para  a vida de  cada um .
Assim  é  que  agradeço a todos  que  meditem mais um pouco e  vejam  como muitas vezes estes casos  podem trazer dificuldades para toda  a família  do obsidiado.
Assim é que  sempre  temos  de manter pensamentos elevados e  ajuda  aos que  podem  estar nessa situação negativa.
Amigo  Vivaldo  sempre uma obessão  tem  efeitos  e consequências negativas para que  sofre  esse problema e  muitas vezes  pela Obsessão de uma entidade desencarnada menos boa pode  sofre  efeitos  a nível  físico que  pode  modificar  completamente a sua  vida ............
 Amigo Diaz  ainda não compreendi o que diz  com tudo é perfeito.................
Se ainda estamos num mundo de provas  e Expiações não vejo  onde  somos perfeitos por isso o que  tenta dizer pode  ser no sentido de que  a perfeição é  o enquadramento onde  vivemos  e  temos  que  manter  um grande  equilíbrio mental para que  esta problemática da obsessão  seja  debelada  o melhor  possível ...........
Quero  saudar  a nossa amiga Edna  pelo sua  valiosa ajuda  neste estudo  para melhor  compreendermos este tema que  assolam a humanidade...
Com um abraço  sincero de muita paz.............
 [attach=1]
Manuel Altino
 
 
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 14 de Outubro de 2013, 11:35
Amigos  um Bom Dia  de muita paz e para  continuarmos a entender  como este  tema  é  muito importante  e  temos de ter a consciência dos seus perigos  quando andamos  em situações menos boas na vida  e então abrimos brechas  por vezes muito negativas para que  sejamos  envolvidos  numa teia de perigos que podem causar  dano tanto físico com moral .............
É um fenomeno que, graças à consciência de alguns psiquiatras espíritas, vem sendo estudado nos meios académicos, facultando os diagnósticos e os tratamentos de certas enfermidades psíquicas, porém, ainda há muita ignorância no meio científico, razão pela qual, mesmo na atualidade, pessoas são internadas como se fossem loucas, quando não passam de obsidiadas. 
Precisam também de tratamento espiritual, sem que o terminam enlouquecendo de fato.
A obsessão apresenta surtos epidémicos que vêm se acentuando nos últimos tempos, em que a mente humana abre-se, cada vez mais, para o contato com as expressões invisíveis”, e em que a Humanidade experimenta os efeitos da transição para o mundo de regeneração. 
A violência é o sintoma mais declarado dessa epidemia obsessiva que ronda a Humanidade, não só a violência coletiva, via de regra  pelo comportamento das massas, mas também a violência individual e também aquela que ocorre na intimidade das famílias ou mesmo nos locais públicos.
A obsessão, alçada à categoria de expiação, funciona também como prova, com vista ao despertar  do Espírito para novos valores morais. 
Todos estamos sujeitos a ela, sejamos ou não espíritas, sejamos ou não médiuns ostensivos. 
As obsessões, classificadas por Kardec como simples, fascinação e subjugação, sempre existiram no  Novo Testamento, como “possessão”.
Na obsessão simples, o médium sabe que está sendo assediado por um Espírito perseguidor e este não disfarça.  É um inimigo declarado, do qual é mais fácil se defender. 
Por isso, o médium se mantém em guarda e raramente é enganado. 
Entretanto, a pessoa não consegue se livrar deste tipo de assédio com facilidade, devido à persistência do obsessor. 
Apesar de tudo isso, a obsessão simples pode ser vencida pela própria vítima, sem a ajuda de terceiros, desde que conserve firme a vontade.
Com um  abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Diaz em 14 de Outubro de 2013, 13:30
Amigo Diaz, significa q na obssessao nao há influencia de ordem fisica?
Bom dia amigo Vivaldo.
Nao sei se entendí o seu questionamento,mas vamos lá. Entendo que os obsessores, desprovidos de corpo físico não encontram outros meios de atingir seus objetivos que não sejam através da influênciação da mente do obsidiado, que por sua vêz encontra-se no mesmo grau vibracional.
O escritor e psicólogo Adenáuer Novaes em seu livro Psicologia e mediunidade nos tráz alguma contribuição neste aspecto, vejamos:
Em geral, a presença de espíritos desencarnados no campo psíquico de um médium promove a assimilação de perispírito a perispírito de freqüências típicas aversivas de ambos. O perispírito de um pode evocar (emular) freqüências aversivas no outro. Não só o desencarnado transmite fluidos ao encarnado como o contrário.
Essa transmissão de fluidos de um ao outro, convencionalmente chamada de obsessão, é inerente à convivência entre espíritos encarnados e desencarnados. Não há como impedi-la de ocorrer. Pode-se evitar seus males, mas não se pode evitar que haja absorção. Um desencarnado, quando permanece por muito tempo ao lado de um encarnado (boa parte da encarnação), tenderá a assimilar suas características físicas (face, fala, jeito de andar, envelhecimento, etc.). Isso também ocorre no sentido inverso.

Uma pessoa pode ter uma doença cujo processo se inicie ou se acelere por um desencarnado em seu campo psíquico. A predisposição existe, independente do comportamento da pessoa, pois é inerente à convivência. Funciona como um perfume que se cheira pelo simples fato de ter-se um órgão capaz de lhe perceber a emanação. Isso serve para boas ou más vibrações, isto é, para as freqüências psíquicas agradáveis e desagradáveis.
Psi. da mediunid. P.76

Há alterações somáticas não decorrentes das influências espirituais, mas provocadas pela assimilação pelo corpo físico, de doenças que se localizam no perispírito do próprio indivíduo, por conta de suas atitudes no passado. São seus próprios processos cármicos em curso.
Há doenças provocadas pelo mau funcionamento orgânico, há aquelas psicossomáticas e outras provocadas por desencarnados. As psicossomáticas são conseqüência do nosso modo de sentir, pensar e agir na vida e que, por ativar  complexos inconscientes, promovem alterações no corpo físico. A mediunidade não provoca doenças, nem tampouco seu não uso será a causa delas. Ela é apenas uma porta semi-aberta ao espiritual que deve ser educadamente fechada e aberta nos momentos adequados. Psi. da mediunid. P.77

Uma obsessão não se instala por uma ação do passado, mas por um conjunto de atitudes, idéias e emoções que envolvem a vida de alguém. Há que se entender que estamos lidando com personalidades e não com máquinas. A chamada “lei de causa e efeito” não se aplica ao psiquismo humano de forma linear, como na Física Clássica, pois entre a causa e o efeito há leis misericordiosas que atuam em favor do aprendizado de quem se equivocou.
Psi. da mediunid. P.78

Selcionei alguns trechos das obras da DE para tentar ajudá-lo em sua dúvida.

Chama-se obsessão à ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diferentes, que vão desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais. Ela oblitera todas as
faculdades mediúnicas. Gên.Cap. XIV, 45 p.304

Assim como as enfermidades resultam das imperfeições físicas que tornam o corpo acessível às perniciosas influências exteriores, a obsessão decorre sempre de uma imperfeição moral, que dá ascendência a um Espírito mau, A uma causa física, opõe-se uma força física; a uma causa moral preciso é se contraponha uma força moral. Para preservá-lo das enfermidades, fortifica-se o corpo; para garanti-la contra a obsessão, tem-se que fortalecer a alma; donde, para o obsidiado, a necessidade de trabalhar por se melhorar a si próprio, o que as mais das vezes basta para livrá-lo do obsessor, sem o socorro
de terceiros. Gên.Cap. XIV, 46 p.305

Na obsessão, o Espírito atua exteriormente, com a ajuda do seu perispírito, que ele identifica com o do encarnado, ficando este afinal enlaçado
por uma como teia e constrangido a proceder contra a sua vontade. Podem incluir-se nesta categoria os casos de  obsessão física,  isto é, a que consiste nas manifestações ruidosas e obstinadas de alguns Espíritos, que fazem se ouçam, espontaneamente, pancadas ou outros ruídos. Pelo que concerne a este
fenômeno, consulte-se o capítulo    Das manifestações físicas espontâneas.  (N. 82.)LM-Cap.23-238, p307

A obsessão, quando muito prolongada, pode ocasionar desequilíbrios na saúde, e, por vezes, requer um tratamento simultâneo ou consecutivo, seja magnético ou médico, para restabelecer a saúde do organismo. A causa sendo destruída, resta combater os efeitos.OSECap.28

Ao guia do médium: - Um Espírito obsessor pode, realmente, levar o obsidiado ao suicídio?
R. Certamente, pois a obsessão que, de si mesma, é já um gênero de provação, pode revestir todas as formas. Mas isso não quer dizer isenção de culpabilidade. O homem dispõe sempre do seu livre-arbítrio e, conseguintemente, está em si o ceder ou resistir às sugestões a que o submetem.
Assim é que, sucumbindo, o faz sempre por assentimento da sua vontade.
Quanto ao mais, o Espírito tem razão dizendo que a ação instigada por outrem é menos culposa e repreensível, do que quando voluntariamente cometida. Contudo, nem por isso se inocenta de culpa, visto como, afastando-se do caminho reto, mostra que o
bem ainda não está vinculado ao seu coração. OCEICap.V p.326

Um abraço!
Diaz
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Diaz em 14 de Outubro de 2013, 14:42
Bom da amigo Altino.

Altino:Amigo Diaz  ainda não compreendi o que diz  com tudo é perfeito.................
Se ainda estamos num mundo de provas  e Expiações não vejo  onde  somos perfeitos por isso o que  tenta dizer pode  ser no sentido de que  a perfeição é  o enquadramento onde  vivemos  e  temos  que  manter  um grande  equilíbrio mental para que  esta problemática da obsessão  seja  debelada  o melhor  possível ...........

Diaz:
Mas, enfim, o que é a perfeição?
Deus possui a perfeição infinita em todas as coisas; assim, este ensinamento moral: Sede perfeitos, como vosso Pai Celestial é perfeito, tomado ao pé da letra, dá a entender a possibilidade de se atingir a perfeição absoluta.
Em que consiste essa perfeição? Jesus o diz: Amar aos inimigos, fazer o bem àqueles que nos odeiam, orar por aqueles que nos perseguem.Ele mostra que a essência da perfeição é a caridade em sua mais ampla significação, porque define a prática de todas as outras virtudes. (OESEXVII-2)


Veja amigo, Jesus é bem claro em relação à isto. Ele faz da perfeição o ato de  amar aos inimigos,  de fazer o bem àqueles que nos odeiam, e de orar por aqueles que nos perseguem. Aquele que seja capaz de amar aos inimigos quanto não é a sua capacidade de amar à todos os outros? Aqueles que fazem o bem aos que os odeiam e oram por aqueles que os perseguem, quanto não é capaz de fazer pelos demais?
Comparemos a crisálida, terceiro estágio da borboleta. A lagarta atingiu seu desenvolvimento completo, soltou sua pele e produziu a crisálida. Neste estágio seria errado dizer que ela é perfeita, pelo fato de não ter se transformado em borboleta? O carvão não era perfeito antes de tornar-se diamante? O carvalho desde que era semente não era perfeito por não possuir os atributos  da árvore grandiosa? Assim, o homem não é perfeito, por não possuir ainda todos os caracteres que morais e intelectuais que o aproxima de Deus?  Creio que Jesus não disse isso. Falando para homens simples e ignorantes ele disse que bastava amar , fazer o bem, perdoar  até aos seus inimigos para que fosse considerado perfeito. Bastava amar incondicionalmente.
“Somos imperfeitos” soa para muitos como desculpa para não proceder melhor e também para discriminar, fazer julgamentos precipitados. Somos perfeitos no sentido que não nos falta nada para fazermos o melhor que a nossa condição permite.
 
Grande abraço amigo.
Diaz
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Mourarego em 14 de Outubro de 2013, 15:28
Olá Diaz,

veja bem o que pretende afirmar, no começo da questão a pergunta é feita assim: "A obsessão, quando muito prolongada(...)"
Logo, apenas neste caso amigo, a resposta tem endereço e destinatário certo e apurado.
Sendo assim não pode caber generalização nela.
Abraços,
Moura
Amigo Diaz, significa q na obssessao nao há influencia de ordem fisica?
Bom dia amigo Vivaldo.
Nao sei se entendí o seu questionamento,mas vamos lá. Entendo que os obsessores, desprovidos de corpo físico não encontram outros meios de atingir seus objetivos que não sejam através da influênciação da mente do obsidiado, que por sua vêz encontra-se no mesmo grau vibracional.
O escritor e psicólogo Adenáuer Novaes em seu livro Psicologia e mediunidade nos tráz alguma contribuição neste aspecto, vejamos:
Em geral, a presença de espíritos desencarnados no campo psíquico de um médium promove a assimilação de perispírito a perispírito de freqüências típicas aversivas de ambos. O perispírito de um pode evocar (emular) freqüências aversivas no outro. Não só o desencarnado transmite fluidos ao encarnado como o contrário.
Essa transmissão de fluidos de um ao outro, convencionalmente chamada de obsessão, é inerente à convivência entre espíritos encarnados e desencarnados. Não há como impedi-la de ocorrer. Pode-se evitar seus males, mas não se pode evitar que haja absorção. Um desencarnado, quando permanece por muito tempo ao lado de um encarnado (boa parte da encarnação), tenderá a assimilar suas características físicas (face, fala, jeito de andar, envelhecimento, etc.). Isso também ocorre no sentido inverso.

Uma pessoa pode ter uma doença cujo processo se inicie ou se acelere por um desencarnado em seu campo psíquico. A predisposição existe, independente do comportamento da pessoa, pois é inerente à convivência. Funciona como um perfume que se cheira pelo simples fato de ter-se um órgão capaz de lhe perceber a emanação. Isso serve para boas ou más vibrações, isto é, para as freqüências psíquicas agradáveis e desagradáveis.
Psi. da mediunid. P.76

Há alterações somáticas não decorrentes das influências espirituais, mas provocadas pela assimilação pelo corpo físico, de doenças que se localizam no perispírito do próprio indivíduo, por conta de suas atitudes no passado. São seus próprios processos cármicos em curso.
Há doenças provocadas pelo mau funcionamento orgânico, há aquelas psicossomáticas e outras provocadas por desencarnados. As psicossomáticas são conseqüência do nosso modo de sentir, pensar e agir na vida e que, por ativar  complexos inconscientes, promovem alterações no corpo físico. A mediunidade não provoca doenças, nem tampouco seu não uso será a causa delas. Ela é apenas uma porta semi-aberta ao espiritual que deve ser educadamente fechada e aberta nos momentos adequados. Psi. da mediunid. P.77

Uma obsessão não se instala por uma ação do passado, mas por um conjunto de atitudes, idéias e emoções que envolvem a vida de alguém. Há que se entender que estamos lidando com personalidades e não com máquinas. A chamada “lei de causa e efeito” não se aplica ao psiquismo humano de forma linear, como na Física Clássica, pois entre a causa e o efeito há leis misericordiosas que atuam em favor do aprendizado de quem se equivocou.
Psi. da mediunid. P.78

Selcionei alguns trechos das obras da DE para tentar ajudá-lo em sua dúvida.

Chama-se obsessão à ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diferentes, que vão desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais. Ela oblitera todas as
faculdades mediúnicas. Gên.Cap. XIV, 45 p.304

Assim como as enfermidades resultam das imperfeições físicas que tornam o corpo acessível às perniciosas influências exteriores, a obsessão decorre sempre de uma imperfeição moral, que dá ascendência a um Espírito mau, A uma causa física, opõe-se uma força física; a uma causa moral preciso é se contraponha uma força moral. Para preservá-lo das enfermidades, fortifica-se o corpo; para garanti-la contra a obsessão, tem-se que fortalecer a alma; donde, para o obsidiado, a necessidade de trabalhar por se melhorar a si próprio, o que as mais das vezes basta para livrá-lo do obsessor, sem o socorro
de terceiros. Gên.Cap. XIV, 46 p.305

Na obsessão, o Espírito atua exteriormente, com a ajuda do seu perispírito, que ele identifica com o do encarnado, ficando este afinal enlaçado
por uma como teia e constrangido a proceder contra a sua vontade. Podem incluir-se nesta categoria os casos de  obsessão física,  isto é, a que consiste nas manifestações ruidosas e obstinadas de alguns Espíritos, que fazem se ouçam, espontaneamente, pancadas ou outros ruídos. Pelo que concerne a este
fenômeno, consulte-se o capítulo    Das manifestações físicas espontâneas.  (N. 82.)LM-Cap.23-238, p307

A obsessão, quando muito prolongada, pode ocasionar desequilíbrios na saúde, e, por vezes, requer um tratamento simultâneo ou consecutivo, seja magnético ou médico, para restabelecer a saúde do organismo. A causa sendo destruída, resta combater os efeitos.OSECap.28

Ao guia do médium: - Um Espírito obsessor pode, realmente, levar o obsidiado ao suicídio?
R. Certamente, pois a obsessão que, de si mesma, é já um gênero de provação, pode revestir todas as formas. Mas isso não quer dizer isenção de culpabilidade. O homem dispõe sempre do seu livre-arbítrio e, conseguintemente, está em si o ceder ou resistir às sugestões a que o submetem.
Assim é que, sucumbindo, o faz sempre por assentimento da sua vontade.
Quanto ao mais, o Espírito tem razão dizendo que a ação instigada por outrem é menos culposa e repreensível, do que quando voluntariamente cometida. Contudo, nem por isso se inocenta de culpa, visto como, afastando-se do caminho reto, mostra que o
bem ainda não está vinculado ao seu coração. OCEICap.V p.326

Um abraço!
Diaz
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 14 de Outubro de 2013, 18:49
Uma boa tarde a todos  e  amigo Diaz  agora entendi o que  queria dizer  e  apenas  veio  confirmar o que pensava.......  todos estamos a caminho e  por isso é que  temos que  sempre tentar pelos nossos fazermos o melhor ....
Assim é  que dentro do tema em estudo  muitas vezes o digo e  que pelos bons pensamentos  podemos  nos vigiar  para que  não sejamos  envolvidos em baixas vibrações e  podermos  nos prevenir  com entidades menos  boas  que sempre  procuram  envolver pelos seus pensamentos menos  bons e assim evitar  uma  obsessão ............
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 14 de Outubro de 2013, 18:59
Para todos  com muita paz  e  continuando este nosso estudo  vamos  compreendendo que  há  muitas e variadas  fases de Obsessão sendo  a fascinação é uma modalidade de obsessão mais acentuada, devido à ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento da pessoa, a qual lhe confunde o raciocínio, inibindo a sua capacidade de julgar as comunicações, visto que o fascinado não acredita que esteja sendo iludido. 
Toda vigilância é pouca, pois até mesmo os mais instruídos podem se enganados. 
Aqui, as consequências da interferência espiritual são mais graves.
O obsessor, extremamente astuto e hipócrita – pois apresenta falsos aspetos de virtude,  convence a vítima a aceitar teorias e ideias absurdas. 
A tática principal do obsessor, nesta hipótese, é afastar o obsidiado das pessoas das quais depende para furtar-se ao processo obsessivo ou daqueles que poderiam advertir a vítima do seu erro.
A subjugação, também conhecida como “possessão”, conforme já visto, é outro tipo de obsessão. 
Assemelha-se muito à fascinação, porém, aqui, o obsessor atua com maior intensidade, uma vez que manipula o médium não apenas no aspecto psicológico, mas também no aspeto físico, sem que isto implique coabitação corporal permanente. 
A subjugação – psicológica ou corporal – é uma interferência do obsessor que paralisa ou anula a vontade e o livre-arbítrio daquele que a sofre e o faz agir contra a própria vontade.
A obsessão pode acontecer de várias maneiras.
De encarnado para encarnado.
De desencarnado para desencarnado.
De desencarnado para encarnado.
De encarnado para desencarnado; auto-obsessão; e obsessão recíproca.
As causas da obsessão variam de acordo com o caráter dos Espíritos envolvidos, mas a raiz dela está sempre nas enfermidades morais, características comuns aos habitantes dos planetas de provas e expiações, como é a Terra, tais quais vingança (muitas vezes de um inimigo do passado), ódio, inveja, orgulho, ira, ciúme, avareza, egoísmo, vaidade, maledicência, etc.
As consequências da obsessão dependem do grau de influência dos Espíritos e do poder de defesa e reação do obsidiado, podendo ir de um simples mal-estar até os desequilíbrios mentais e físicos de todos os matizes. 
Nos casos de fascinação e subjugação, se não forem tratadas a tempo, graças ao contato prolongado dos fluidos menos  bons com as moléculas do organismo, podem levar à dominação completa, gerando enfermidades orgânicas e psicológicas graves que põem em risco a sanidade e a vida do paciente, caso em que se faz necessário, também, o tratamento médico convencional.
Independente do tipo de obsessão, porém, ela somente se inicia no caso de o obsidiado consentir, seja pela sua falta de  vigilância, seja pela sua fraqueza ou por nesta se comprazer. 
Daí a importância de o paciente mudar o seu comportamento, que, muitas vezes, é o fomentador da obsessão. 
Por isso, a recomendação de Jesus à mulher adúltera igualmente serve a todos nós:  “Vai e não peques mais”, isto é, nos  corrigir  moralmente, evitando reincidir no erro, para que outros obsessores não sejam de novo atraídos pela nossa conduta menos boa.
Os meios preventivos da obsessão são os mais eficazes e relativamente simples, pois encontram nos ensinamentos de Jesus remédios morais infalíveis, quando seguidos à risca. 
A prática do bem em todos os sentidos, a vigilância mental, o estudo, o trabalho, a oração pelo obsessor e por si mesmo, o perdão, a transformação íntima, a substituição de certos hábitos por outros mais elevados, contribuem muito para se evitar a influência dos irmãos infelizes, os quais, mesmo que perseverem com sua presença indesejável, acabam, não raras vezes, mudando de ideia e seguindo os bons exemplos da vítima e, às vezes, até perdoando o desafeto. 
Mesmo que o obsessor não se sensibilize com a conduta exemplar, muitas vezes acaba desistindo da perseguição, ao perceber que a vítima não está iludida e que lhe é impossível enganá-la.
Assim, a confiança em Deus e nas suas leis imutáveis constitui excelente antídoto contra a obsessão.
Já os casos de obsessão mais graves, uma vez instalados, exigem tratamento especializado, que geralmente são feitos nas reuniões doutrinárias de desobsessão, em que os perseguidores são esclarecidos sobre os problemas que os atormentam, num trabalho de orientação fraterna, com vistas a persuadi-los do erro em que incorrem.
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
 
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Diaz em 14 de Outubro de 2013, 23:34
Olá amigo Moura, não entendi muito bem o que vc quis dizer. Poderia discorrer sobre algo mais à respeito da incoerência em citar nesta questão esse trecho do ESE?
Abraço!
Diaz

Olá Diaz,

veja bem o que pretende afirmar, no começo da questão a pergunta é feita assim: "A obsessão, quando muito prolongada(...)"
Logo, apenas neste caso amigo, a resposta tem endereço e destinatário certo e apurado.
Sendo assim não pode caber generalização nela.
Abraços,
Moura
Amigo Diaz, significa q na obssessao nao há influencia de ordem fisica?


A obsessão, quando muito prolongada, pode ocasionar desequilíbrios na saúde, e, por vezes, requer um tratamento simultâneo ou consecutivo, seja magnético ou médico, para restabelecer a saúde do organismo. A causa sendo destruída, resta combater os efeitos.OSECap.28



Um abraço!
Diaz

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 15 de Outubro de 2013, 11:24
Amigos  a todos  com muita paz  e  como sempre  temos  esta problemática  da Obsessão  que  estamos  a debater e  como sempre  muitas vezes  muito dizemos e  por vezes não  damos o real valor que  tem na vida de cada um de nós ..
Assim é  com estas simples palavras que  a todos  lhes dou o meu bom dia e  que  continuemos a debater  este  grande mal que  assola a Humanidade  e  a vida  de todos ,  mas  também  será importante  verificarmos que  a Doutrina Espirita  e  pelo  seu pilar  que é o Livro dos Espíritos vamos  tendo uma melhor  noção  de como podemos  ser  elucidados  e  assim com a compreensão do mesmo ficarmos  mais prevenidos  diante  desta  dura realidade  da vida...............
POSSESSÃO
O LIVRO DOS ESPÍRITOS – Livro Segundo – Capítulo IX – INTERVENÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO CORPÓREO
473 Um Espírito pode momentaneamente entrar no corpo de uma pessoa viva, isto é, se introduzir num corpo animado e agir no lugar daquele que está encarnado?
– O Espírito não entra num corpo como entrais numa casa.
Ele se identifica com um Espírito encarnado que tem os mesmos defeitos e as mesmas qualidades para agir conjuntamente; mas é sempre o Espírito encarnado que age como quer, sobre a matéria em que está.
Um Espírito não pode substituir o que está encarnado, porque o Espírito e o corpo estão ligados até o tempo marcado para o fim da existência material.
474 Se não há possessão propriamente dita, ou seja, coabitação de dois Espíritos num mesmo corpo, a alma pode se encontrar na dependência de outro Espírito, de maneira a estar por ele subjugada ou obsediada, a ponto de sua vontade ficar, de algum modo, paralisada?
– Sim, e esses são os verdadeiros possessos.
Mas é preciso entender que essa dominação nunca ocorre sem a participação daquele que a de outro Espírito, de maneira a estar por ele subjugada ou obsediada, a ponto de sua vontade ficar, de algum modo, paralisada?
Têm-se tomado frequentemente por possessos os epilépticos ou os loucos, que têm mais necessidade de médico do que de exorcismo.
•    (Kardec) A palavra possesso, no seu significado  comum, supõe a existência de demónios, ou seja, de uma categoria de seres de natureza má, e a coabitação de um desses seres com a alma no corpo de um indivíduo.
Uma vez que não existem demónios nesse sentido e que dois  Espíritos não podem habitar simultaneamente o mesmo corpo, não existem possessos de acordo com a significado dada a essa palavra.
A palavra possesso deve ser entendida como sendo a dependência absoluta em que a alma pode se encontrar em relação a Espíritos  imperfeitos exercendo sobre ela o seu domínio.
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 15 de Outubro de 2013, 11:42
Amigos  a todos  um abraço e continuando este  nosso tema  e  dissertando pelo Livro dos  Espíritos ainda vamos  encontrar mais  conselhos  e meios para  nos  prevenir  e  ao mesmo tempo sintonizarmos  sempre  bons pensamentos  para que  possamos nos prevenir  sempre...................
475 Pode-se por si mesmo afastar os maus Espíritos e se libertar do  seu  domínio?
– Sempre se pode libertar de um domínio quando se tem vontade firme.
476 Poderá acontecer que a fascinação exercida pelo mau Espírito seja tal que a pessoa subjugada não se aperceba disso?
Então, uma terceira pessoa pode fazer cessar essa influência e, nesse caso, que condições ela deve ter?
– Se é um homem de bem, sua vontade pode ajudar ao pedir a cooperação dos bons Espíritos, porque quanto mais se é um homem de bem, mais se tem poder sobre os Espíritos imperfeitos para afastá-los e sobre os bons Espíritos para atraí-los.
Entretanto, resultará inútil qualquer tentativa se aquele que está subjugado não consentir nisso.
Há pessoas que gostam de sentir uma dependência que satisfaça seus gostos e seus desejos.
Em qualquer caso, aquele cujo coração não é puro não pode fazer nada; os bons Espíritos o desprezam e os maus não o temem.
477 As fórmulas de exorcismo têm alguma eficácia sobre os maus Espíritos?
– Não; quando esses Espíritos veem alguém levá-las a sério, riem e se tornam  teimosos.
478 Existem pessoas que, embora tenham boas intenções, não são menos obsediadas; qual o melhor meio de se livrar dos Espíritos obsessores?
– Cansar sua paciência, não ligar para suas sugestões, mostrar-lhes que perdem seu tempo; então, quando veem que nada mais têm a fazer, se afastam.
479 A prece é um meio eficaz para curar a obsessão?
– A prece é em tudo um poderoso auxílio.
Mas, acreditai, não basta murmurar algumas palavras para obter o que se deseja.
Deus assiste  aqueles que agem e não aqueles que se limitam a pedir.
É preciso que o obsediado faça, por seu lado, o necessário para destruir em si mesmo a causa que atrai os maus Espíritos.
480 O que pensar da expulsão dos demónios de que fala o Evangelho?
– Isso depende da interpretação. Se chamais de demónio um Espírito mau que subjuga um indivíduo, quando sua influência for destruída terá sido verdadeiramente expulso.
Se atribuís a causa de uma doença ao demónio, quando curardes a doença também direis que expulsastes o demónio.
 Uma coisa pode ser verdadeira ou falsa de acordo com o sentido que se der às palavras.
As maiores verdades podem parecer absurdas quando se olha apenas a forma e se toma a alegoria pela realidade.
Compreendei bem isso e guardai-o: é de aplicação geral.
Em síntese, o fenómeno da possessão não é a ocupação do corpo por outro espírito.
O Corpo está ligado ao seu próprio espírito por missão / tarefa e não é possível destituir esse quadro.
Se cortar os cordões, o corpo morre.
Mas quando há um contato com o perispírito, uma dependência absoluta em relação a um obsessor, há possessão.
Hoje já é sabido que a influência de um espírito vai muito além de movimentar objetos e bater portas. Temos exemplos no próprio dia-a-dia de quadros psico patológicos e psiquiátricos que claramente apresentam componentes espirituais.
A diferença é que a adaptação da medicina e das ciências não ocorre, ainda, concomitante ao progresso do diagnóstico espiritual.
Muitas mazelas que são tratadas em alguns em poucos centros espíritas poderiam difundir tratamentos simples e alcançar a muitos caso fossem aceitas e praticadas em hospitais / clínicas.
No entanto, há pontos básicos que devem ser observados e praticados por todos:
- Hálito Mental deve conter boas vibrações e pensamentos;
- O hábito de orar sem roteiro pré-escrito.
 Precisamos orar com fervor de acordo com nosso pensamento momentâneo, não é a repetição ou o conteúdo, mas sim o sentimento.
Merecer é a questão, e para merecer é preciso fazer, tomar uma atitude, neste caso, precisamos sempre demonstrar aos obsessores um caminho correto a seguir e os bons frutos que ele traz;
- Um espírito é tão racional e tão (ou mais) inteligente do que nós.
Amigos   então  como podemos  sentir  tudo se resume  e  sempre pelas nossas atitudes na vida  e ao mesmo tempo .sem cansar de dizer  ........O pensamento é o veiculo onde  tudo acontece e  então é importante  sempre  cuidarmos de   estarmos  sempre  atentos .
Jesus nos disse  Orai .......... e Vigiai .........
Com um abraço de muita  paz 
[attach=1]
Manuel Altino

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Edna☼ em 15 de Outubro de 2013, 12:10
477 As fórmulas de exorcismo têm alguma eficácia sobre os maus Espíritos?
– Não; quando esses Espíritos veem alguém levá-las a sério, riem e se tornam  teimosos.

"A ineficácia do exorcismo, nos casos de possessão, está provada por experiência, sendo também provado que, no maior número dos casos, ele aumenta o mal em vez de diminui-lo. A razão disso é que a eficácia está sempre no ascendente moral exercido sobre o Espírito, e nunca em atos exteriores, na virtude de palavras ou de sinais.

O exorcismo consiste em cerimônias e fórmulas de que se riem os maus Espíritos, ao passo que cedem à superioridade moral. Vêem eles que os querem dominar por meios impotentes, e capricham, por isso mesmo, em se mostrar mais fortes contra os vãos aparatos com que se procura intimidá-los. Assim pois redobram de força sobre o paciente, como o cavalo velhaco, que lança por terra o cavaleiro inexperto e submete-se quando montado por quem lhe conhece as manhas.

Ora o verdadeiro cavaleiro neste caso é o homem de mais puro coração, por ser melhor ouvido pelos bons Espíritos."

Allan Kardec


Abraços fraternos,

Edna
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Kazaoka em 15 de Outubro de 2013, 12:44
É sabido que estamos inseridos num ambiente espiritual (mundo de provas e expiações) onde a classe predominante de Espíritos é a dos que pertencem a classe dos imperfeitos. E nessa situação existem aqueles que são mais e os que são menos imperfeitos do que nós. Nada mais natural do que estarmos totalmente expostos às influências que estes Espíritos possam exercer sobre nós.
Portanto, estamos sempre ladeados por companhias espirituais que, por alguma razão, sentem-se interessados por tudo aquilo que pensamos ou fazemos, tanto para nos ajudar como para nos atrapalhar. Sendo assim, o melhor a se fazer é convidar estas companhias a estarem conosco em tudo aquilo que formos fazer. Como por exemplo, Quando você estiver saindo para suas tarefas diga às suas companhias espirituais que você está indo para CE, igreja, templo, etc., e os convide.Vamos!? Estou indo para o meu trabalho profissional porque tenho que garantir recursos para o cumprimento de meus compromissos. Vamos!? Estou indo visitar uma família que passa por dificuldades e posso, de alguma forma, oferecer conforto àquelas pessoas. Vamos!?. Gostaria de ler tal livro ou assistir tal palestra porque todos dizem que ela tem uma mensagem bastante positiva. Vamos ler o livro ou assistir a palestra comigo!? (aí bate aquele sonoooo...)  E são várias situações que este convite pode ser feito através de nossas resoluções a nível de pensamento e que você perceberá que há uma força que tenta te desencorajar destes projetos pela retidão de seus propósitos. Se essa força logra êxito sobre sua vontade ou iniciativa, acredite, você está propenso a engrossar a fileira dos enfermos da Alma e obsediados. Mas tem tratamento! Mas, como toda enfermidade, também tem como prevenir para que não se chegue a adoecer.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Diaz em 15 de Outubro de 2013, 17:55
Olá amigo Kazaoka, é por aí mesmo, me fez lembrar o poema abaixo.


Se você é...

 Se você é um vencedor,
 terá alguns falsos amigos
 e alguns amigos verdadeiros.
 Vença assim mesmo.

 Se você é honesto e franco,
 as pessoas podem enganá-lo
 Seja honesto e franco assim mesmo.

 O que você levou anos para construir
 Alguém pode destruir de uma hora para outra.
 Construa assim mesmo.

 Se você tem paz e é feliz,
 As pessoas podem sentir inveja.
 Seja feliz assim mesmo.

 Dê ao mundo o melhor de você,
 mas isso pode nunca ser o bastante.
 Dê o melhor de você assim mesmo.

 Veja você que, no final de tudo
 Será você ... e Deus.

 E não você ... e as pessoas!
Madre Tereza de Calcutá

Quanto a perfeição, penso que seja uma questão relativa. Tendo em vista os que estão próximo ao ponto de partida, muito mais atrasados que nós, somos perfeitos; porém, tendo em vista os que já alcançaram ou estão bem próximo do objetivo, somos imperfeitos. A perfeição em sua verdadeira concepção não podemos alcançar pois trata-se de um atributo de Deus.

Abraço,
Diaz
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 15 de Outubro de 2013, 18:16
Amigos  uma boa tarde a todos  e  cada vez mais  vamos  nos embrenhado neste  tema da obsessão que  nos dias de hoje  se torna  cada vez mais atual e  dessa  forma nunca é demais o debatermos  com mo conhecimento que  sempre a Doutrina  nos traz..........
No caso das obsessões mais severas, os vícios ajudam a carregar o irmão dominado à um reino de sombras e prazer.
Eu acredito sinceramente que para cada ato de sofrimento, há uma dezena de prazeres mundanos que anulam os efeitos negativos  da obsessão para aquele que é dominado.
 Tornando cada vez mais difícil o processo de saída.
Quanto mais profunda a obsessão, mais sofrimento causa à  volta, do obsidiado, tornando a sua  vida num  turbilhão.
Nos seus vícios e prazeres ele não entende mais o mau que faz.
A possessão me parece ser o estado limite da coisa, quando já é mínima a chance de auto- recuperação.
Quando a escuridão desempenhou um papel tão forte que quase sumiu com a luz.
E o esforço para se livrar de uma possessão é enorme.
Vale apenas lembrar que não existem coitados.
Todos os humanos erram, e nenhum espírita é Jesus Cristo, símbolo de perfeição, portanto, a luta é diária para manter uma linha de moral reta, com deslizes e correções.
Se fossemos perfeitos, não precisaríamos nos submeter à provações na Terra.
Aqueles que se vêem como imunes à obsessão, já estão obsediados.
1) Boas atitudes;
2) Boas vibrações;
3) Boas preces;
4) Estudo;
Esse é o caminho para nosso livre arbítrio não ser afetado de forma tão perversa.
Nós somos os responsáveis pelos nossos males.
Amigos  com um abraço de  muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Vivaldo em 15 de Outubro de 2013, 20:06
Gostaria de voltar um pouco no assunto, sobre a questão do livre arbítrio bem colocado por Belina acrescentando o pensamento de Artur Schopenhauer que, para mim, foi mais completo nessa questão.
    Destaco algumas passagens: "O livre arbítrio é a possibilidade de escolher entre o bem e o mal e a liberdade é o bom uso do livre arbítrio"( Santo Agostinho).  Para  Schopenhauer essa escolha não compete a nós, ela já foi feita dentro de cada um, restando ao indivíduo resistir ou não ao impulso. " Eu posso fazer o que quero: Posso, se quiser, dar aos pobres todo o meu patrimônio, reduzindo-me à mendicidade_ se quiser!. Mas não está em minha faculdade o querer, dado que demasiado império exercem sobre mim os motivos opostos"( O Livre arbítrio, pág 216.)
         "Podes, em verdade, fazer o que queres: mas em cada determinado momento da tua existência não podes querer senão uma coisa precisa e uma só, com exclusão de qualquer outra"(o mesmo, pág 184).  Ou seja, seríamos livres se não tivéssemos que lutar contra uma vontade( o querer), à qual conseguimos apenas resistir, optando por uma ou outra ação.
         "Porém uma distinção entre os dois é que a vontade é um ato ou ação, enquanto que o livre arbítrio é uma faculdade" (S. Agostinho). Aí também difere do pensamento de Schopenhauer que acredita que a vontade surge em nós queiramos ou não, e que a ação é o resultado da nossa deliberação diante dessa vontade traduzindo numa volição (aí sim uma ação consciente). Para Schopenhauer o homem teria sim o Livre arbítrio se tivesse a capacidade de escolher querer ou não uma coisa, e se fosse dono da sua vontade. Se tivesse condições de sentir dessa ou de outra maneira. Portanto na visão dele somos meros joguetes nas mãos da natureza, restando apenas a nós lutarmos contra as vontades negativas, procurando escolher sempre o melhor querer, resistindo às más inclinações. Creio que está aí a maior dificuldade da nossa missão, o não termos nenhum comando sobre o nosso querer. Um abraço a todos.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: JAC Almeida em 16 de Outubro de 2013, 00:26
Ola amigo Altino, boa noite!
Ultimamente tenho ouvido, lido e participado de estudos, debates que tem se focado na questao dos nossos pensamentos, no quao importante e estar atento ao que andamos pensando, nas ideias que vimos nutrindo na maior parte do tempo. Pensamentos tao automaticos que ficam como que musicas de fundo junto aquilo que pensamos mais superficialmente durante as resolucoes cotidianas. Pois atraves dos nossos pensamentos e que somos capturados pelos que desejam  nos direcionar seja para fins produtivos e construtivos ou nao. As vezes nao temos o costume de julgar o que pensamos, passando nao poucas vezes como sensatas as nossas ideias. E temos de adquirir esse habito da critica ao que passa por nossa cabeca. Por isso tao importante o estudo, a busca por fontes de edificacao. Esses recursos nos ajudam a deixar a mente livre para receber influencias salutares que conflitem com as ideias mais grosseiras quenos habitam. Emmanuel atraves da mediunidade de Chico Xavier, nos alerta em inumeras mensagens que devemos cuidar de nossa casa mental. Ela que guarda o nosso tesouro. O que nutrirmos na mente refletira em nossas palavras e acoes. E nao devemos esquecer que estamos diariamente sujeitos a abrir as portas para a obsessao e por isso a nossa luta deve ser diaria. Fico feliz de que atraves desse instrumento de divulgacao da doutrina tenhamos parte do material que necessitamos no auxilio para essa luta de todos nos  na estrada feliz da evolucao. Grande abraco!
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Dani Maydana em 16 de Outubro de 2013, 00:29
Boa noite,

Quero saber se o sentimento de tristeza pode ser sinal de obcessão?
Ultimamente tenho me sentindo impotente para realizar atividades do dia a dia. Tenho momentos tristes e alegres em questão de poucas horas. As vezes me sinto muito motivada com a certeza de que tenho uma missão a cumprir na vida e logo em seguida não tenho vontade de fazer mais nada. O que seria esses sentimentos?
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 16 de Outubro de 2013, 11:20
Amigo Vivaldo muito bom dia  e  a sua  colocação é excelente e nos dá muito que pensar  .pois o livre arbítrio é sempre  e muitas vezes   o efeito da nossa vontade que nos leva  muitas vezes  a tomar decisões menos  boas ..............
Amigo Vivaldo   me vai desculpar  pois esse tema   dá para um outro estudo  e  vamos  apenas  nos centralizar  neste  tema que  é  atual  e que  temos de alertar para as consequências  de  cada atos nosso e  sabermos  mente  o nosso pensamento  em boas vibrações para que não sejamos  envolvidos  nesta teia  da vida .......
Assim  vamos  apenas  meditar e ajudar  dentro do tema  da Obsessão..
Sobre o que diz  é importante  mas será  estudo para outra ocasião ..
Um grande abraço de muita paz  e  obrigado sempre pela  sua  contribuição ao longo deste  estudo e tema  .......
 [attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 16 de Outubro de 2013, 11:30
Amiga  Jac  Almeida seja muito bem vinda  e que este  estudo e debate  seja  para minha amiga  de grande  compreensão................assim vamos  meditando  nesta grande realidade  que  hoje  assolam  todos  que é  a Obsessão e  como por vezes nem damos conta  que acontece na sociedade  que está  e anda muito deprimida .então  sempre  e sempre uma das  melhores formas para que  possamos  manter  uma defesa importante  e ao mesmo tempo nos prevenirmos é na Prece  e bons pensamentos  que mantemos  um grande  equilíbrio Mental
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 16 de Outubro de 2013, 11:36
Amiga Dani Maydana  seja  muito bem vinda  a este  lindo  tema que  é para todos  nós de suma importância e  que  temos de  compreender que  antes de uma obsessão  simples  acontece  muitas vezes  que  o andarmos  deprimidos  pode ser  um principio .........  então  nada melhor  do que  mantermos  uma grande auto estima  para que  possamos sentir  que  somos importantes na vida  e  mias  amiga  Dani é importante mantermos  sempre  um clima de prece  e  nos vigiar  para que  não sejamos  envolvidos  em baixas vibrações  que mais tarde podem originar  uma  simples Obsessão.
Com um abraço  de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 16 de Outubro de 2013, 11:44
amigos  para todos os  companheiros  deste  tema  que está  muito atual na vida  e  como muitas vezes  o podemos  debelar  com atitudes de mantermos  sempre uma grande  sintonia  espiritual  com entidades  que  sempre  nos ajudam a  sinta  também que é  pela prece  que  podemos  sermos mais  vigilantes ....
A prece é a força poderosa, não somente para desfazer as insinuações dos maus Espíritos, mas para todas as dificuldades da vida.
 Ela nos dá mais coragem e resistência nas lutas de cada dia.
 Convém que as criaturas aprendam a orar, e o façam todos os dias, criando assim um hábito elevado e cristão. Nem Jesus dispensou a oração, e de vez em quando subia ao monte para conversar com Deus.
Ele deixou o exemplo e até uma forma de prece que usamos até os dias que correm.
Mas, não é com o simples balbuciar que afastamos os Espíritos malfeitores.
É preciso que reformemos os sentimentos, que mudemos de ideias e de comportamento, para sairmos da sintonia dos ignorantes.
As próprias pessoas encarnadas se ajuntam por afinidades de ideias, e logo que uma muda sua vida, a outra não encontra mais alegria com a sua companhia.
 Assim se processa com os desencarnados: a separação vem por força da lei.
Orar é um ato divino, porém, aquele que ora não pode nem deve esquecer o exercício no bem, o aperfeiçoamento espiritual decorrente do saber e do amor.
As pessoas obsediadas não devem se limitar a pedir a Deus que as livre do mal, mas que saiam da faixa desse mal.
Pedir é bom, mas mudar a direção da vida para o bem é melhor, é a parte que o doente está fazendo em seu próprio benefício.
A prece nos traz muita claridade espiritual, mas ela pode ser breve.
Ela é a resposta da misericórdia de Deus, para nos dar força, de modo a vencer as dificuldades que surgirem em nossos caminhos.
Em todas as religiões os seguidores encontram na oração uma segurança, e ela, verdadeiramente, é um bastão que nos ajuda a caminhar, desde quando os pés se esforcem para andar.
Se te sentes acompanhado por Espíritos brincalhões, se percebes que sugestões de Espíritos malfeitores chegam a tua cabeça, procura orar, mas examina se esse tipo de sugestão não está se coadunando com o teu modo de pensar e, se essa for a verdade, muda de pensamentos para que se desviem as insinuações das almas ignorantes e fiques livre das opressões maléficas.
A prece é um poderoso auxilio para afastar más ideias, no entanto, é necessário que junto a ela esteja a nossa boa vontade de servir, de ajudar, de melhorar e de amar do modo ensinado por Jesus.
Cumprindo com o dever, todas as criaturas que já entendem o valor da oração e dão continuidade a esse estado da alma, conservam essa luz que se acende com a prece, vivendo uma vida correta e cheia de amor a Deus e ao próximo.
Se Deus assiste aos que obram, não devemos ficar com as mãos atadas pela inércia; vamos  estender na direção aos que sofrem, aos que choram, aos apedrejados e encarcerados, aos nus e aos famintos, porque, desta forma, a oração torna-se força contínua em nós e em torno de nós, de maneira a destruir, em quem está integrado no bem, todo ambiente que atrai os maus Espíritos.
É conhecendo a verdade que nos libertaremos de todo mal.
Miramez
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 16 de Outubro de 2013, 12:44
Bom Dia a todos...
Refletindo ao ler uma mensagem pela manhã resolvi que deveria compartilhá-la aqui, tem haver com o tema, pois tudo está em nossa sintonia como M. Altino bem colocou aí acima... Se ñ tiver muito haver, perdoem-me, mas a reflexão a cerca do tema vale a pena...

"O Espelho

Renato quase não viu a senhora, com o carro parado no acostamento. Chovia forte e já era noite. Mas percebeu que ela precisava de ajuda.
 Assim parou seu carro e se aproximou. O carro dela cheirava a tinta, de tão novinho. A senhora pensou que pudesse ser um bandido. Ele não parecia seguro, parecia pobre e faminto.
 
Renato percebeu que ela estava com muito medo e disse: “ Eu estou aqui para ajudar madame, não se preocupe. Por que não espera no carro onde está quentinho? A propósito, meu nome é Renato ”... ...Bem, tudo que ela tinha era um pneu furado, mas para uma senhora de idade avançada era ruim o bastante. Renato abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro. Logo ele já estava trocando o pneu. Mas ficou um tanto sujo e ainda feriu uma das mãos.
 
Enquanto apertava as porcas da roda ela abriu a janela e começou a conversar com ele. Contou que era de São Paulo e que só estava de passagem por ali e que não sabia como agradecer pela preciosa ajuda. Renato apenas sorriu enquanto se levantava. Ela perguntou quanto devia. Já tinha imaginado todos as terríveis coisas que poderiam ter acontecido se Renato não tivesse parado e ajudado.
Renato não pensava em dinheiro, gostava de ajudar as pessoas.
 
Este era seu modo de viver. E respondeu: “ Se realmente quiser me pagar, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, dê para aquela pessoa a ajuda de que ela precisar e lembre-se de mim”.
 Alguns quilômetros depois a senhora em um pequeno restaurante simples, a garçonete veio até ela e trouxe-lhe uma toalha limpa para secar o cabelo molhado e lhe dirigiu um doce sorriso.
 
A senhora notou que a garçonete estava com quase oito meses de gravidez, mas ela não deixou a tensão e as dores mudarem a sua atitude.
 
A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco, podia tratar tão bem a um estranho. Então se lembrou de Renato. Depois que terminou a sua refeição, e enquanto a garçonete buscava troco, a senhora se retirou. Quando a garçonete voltou queria saber onde a senhora poderia ter ido quando notou algo escrito no guardanapo, sob o qual tinha 4 notas de R$ 100,00.
 
Correram lágrimas em seus olhos quando leu o que a senhora escreveu. Dizia:
 - Você não me deve nada, eu já tenho o bastante. Alguém me ajudou hoje e da mesma forma estou lhe ajudando. Se você realmente quiser me reembolsar por este dinheiro, não deixe este círculo de amor terminar com você, ajude alguém.
 
Aquela noite, quando foi para casa cansada e deitou-se na cama, seu marido já estava dormindo e ela ficou pensando no dinheiro e no que a senhora deixou escrito.
 Como pôde aquela senhora saber o quanto ela e o marido precisavam disto? Com o bebê que estava para nascer no próximo mês, como estava difícil.
 Ficou pensando na bênção que havia recebido, deu um grande sorriso. Agradeceu a Deus e virou-se para o preocupado marido que dormia ao lado, deu-lhe um beijo macio e sussurrou:
 - Tudo ficará bem, eu te amo Renato!"
 

A vida é assim... Um espelho.. Tudo que você transmite volta para você!!

Abraço a todos!!!!!!!
 
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: belina em 16 de Outubro de 2013, 14:57
Olá amigos boa tarde
As causas das Obsessões são tão complexas e profundas que o espaço de uma encarnação pode ser muito pequeno para resolver tantos conflitos. A transformação das almas endividadas, é feita muito lentamente por um processo de cicatrização de dentro para fora. A cura não pode ser feita por ninguém, a não ser pelo próprio sofredor, funcionando encarnados e desencarnados que colaboram mutuamente, oferecendo a sua solidariedade e amor.
Á medida que a pessoa se for evangelizando, aprendendo a amar e perdoar e conquistando méritos, os seus obsessores serão igualmente motivados para o reajuste.
Muitas pessoas acreditam que os trabalhos de desobsessão com orientação da Doutrina Espirita, são mais fracos que aqueles efetuados por outros processos. Isso só nos mostra o desconhecimento total do que seja realmente desobsessão. Pensam que o trabalho é forte quando os médiuns se jogam no solo, contorcendo-se e portando-se desatinadamente. Quanto maior forem os gritos, a confusão mais forte consideram a sessão.
 O que se vê nessas sessões são médiuns sem nenhuma educação mediúnica, sem disciplina e, sobretudo, sem estudo, a servirem de instrumento a manifestações de carater primitivo.
 Esquecem ou não sabem que todo trabalho espírita é essencialmente de renovação interior, visando à cura da alma. O Espiritismo, vai além dos efeitos, procura as causas do problema, as suas origens, para, depois, laborar profundamente, corrigindo, medicando e combatendo o mal pela raiz.
Assim o trabalho de desobsessão à luz do Espiritismo tem como a cura das almas, o reajuste dos seres comprometidos e endividados que se deixaram enredar nas malhas da obsessão, e não somente afastar os obsessores, aliando o entendimento e perdão.

paz e luz
belina
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: belina em 16 de Outubro de 2013, 15:08
Olá amigos boa tarde

A prece como sendo nosso consolo e nos norteando a vida.
Vejamos o que nos diz:
                                     Emmanuel
A oração não será um processo de fuga do caminho escuro que nos cabe percorrer, mas constituirá uma abençoada luz em nosso coração, clareando-nos a
marcha.
Não representará uma porta de escape ao sofrimento regenerativo de que ainda carecemos, mas expressará um bordão de arrimo, com o auxílio do qual
superaremos a ventania da adversidade, no rumo da bonança.
Não será um privilégio que nos exonere da enfermidade retificadora, ambientada em nosso próprio templo orgânico pela nossa incúria e pela nossa irreflexão, no
abuso dos bens do mundo, entretanto, comparecerá por remédio balsamizante e salutar, que nos renove as energias, em favor de nossa própria cura.
Não será uma prerrogativa indébita que nos isente da luta humana, imprescindível ao nosso aperfeiçoamento individual, todavia, brilhará em nossa experiência por
sublime posto de reabastecimento espiritual, suscetível de garantir-nos a resistência e o valor na tarefa de renunciação e sacrifício em que nos cabe perseverar.
Não será uma outorga de recursos para que os nossos caprichos pessoas sejam atendidos, no jardim de nossas predileções afetivas, contudo, será uma dispensação de forças para que possamos tolerar galhardamente as situações mais difíceis, diante daqueles que nos desagradam, em sociedade ou em família, ajudando-nos, pouco a pouco, a edificar o santuário da verdadeira fraternidade, no próprio coração, em cujo altar amealharemos o tesouro da paz e do discernimento.
Ainda mesmo que te encontres no labirinto quase inextricável das provações inflexíveis, ainda mesmo que a tua jornada se alongue sob o granizo da discórdia e da incompreensão, em plena sombra cultiva a prece, com a mesma persistência em empregas na procura diária da água para a sede e do pão para a fome do corpo.
Na dor, ser-te-á divino consolo, na perturbação constituirá tua bússola.
Não olvides que a permanência na Terra é uma simples viagem educativa de nossa alma, no espaço e no tempo, e não te esqueças de que somente pela oração
descobriremos, cada dia, o rumo que nos conduzirá de retorno aos braços amorosos de Deus.(do livro A Luz da Oração)

paz e luz
belina





Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Danielle.Borges em 16 de Outubro de 2013, 19:54
Muito obrigada pela oportunidade de entender melhor o espiritismo.
O estudo foi bastante reconfortante.
Estou atravessando momentos conturbados e  tem sido bastante dificil manter minha fé e persistência. Por vezes me pego fraquejando e na maior parte delas eu nem luto contra.
Minhas preces e orações já não tem sido com tanto vigor, mas dentro de mim ainda está acesa a chama. Eu sinto.
Semana que passou eu estava tão entregue que meus amigos de luz chamaram por mim no sonho de uma pessoa próxima, todos de branco chamando-me pelo nome pediram autorização para "entrar" e fazer uma prece pois segundo eles nós estavamos precisando.... enquanto eu dormia após uma noite acordada regada a bebidas alcoolicas, chorando solitária na madrugada.
O fato é que realmente os verdadeiros culpados somos nós por deixarmos com pensamentos e atos espíritos fracos se aproximarem. Eu tenho plena consciência disso.

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Diaz em 16 de Outubro de 2013, 20:53
Olá amiga belina, ótima colocação de mais esta orientação de Emmanuel.

Amiga, você tocou em um ponto da prática espírita que me chama a atenção.

 

Assim o trabalho de desobsessão à luz do Espiritismo tem como a cura das almas, o reajuste dos seres comprometidos e endividados que se deixaram enredar nas malhas da obsessão, e não somente afastar os obsessores, aliando o entendimento e perdão.



É isso aí!  Muitos se ocupam em "querer" afastar os obsessores, quando na realidade o obsidiado é que deveria afastar-se da sintonia negativa, através prática do bem, do amor incondicional e do perdão. O obsessor é um irmão que necessita de acolhimento, de auxílio, de amor e de entendimento. É isso que acontece nos trabalhos de desobsessão bem conduzidos, como você citou, á luz da DE.

Abraços,
Diaz
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Felipa em 17 de Outubro de 2013, 01:21

Medicina reconhece obsessão espiritual

Ouvir vozes e ver espíritos não é motivo para tomar remédio de faixa preta pelo resto da vida. Até que enfim as mentes materialistas estão se abrindo para a Nova Era; para aqueles que queiram acordar, boa viagem, para os que preferem ainda não mudar de opinião, boa viagem também.

Palestra sobre a glândula pineal do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico que coordena a cadeira de Medicina e Espiritualidade na USP:

Uma nova postura da medicina frente aos desafios da espiritualidade.

A obsessão espiritual como doença da alma já é reconhecida pela Medicina. Em artigos anteriores, escrevi que a obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito.
No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos com essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social. Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade: mente, corpo e espírito.

Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral: biológico, psicológico e espiritual.
Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado de transe, que é um item do CID -Código Internacional de Doenças - que permite o diagnóstico da interferência espiritual Obsessora.
O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos,
dos que são patológicos, provocados por doença.

Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença.
Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos - nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura bem como na interferência de um ser desencarnado, a Obsessão espiritual.
Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios.

O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura.

Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas.
Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas.

Em minha prática clínica (também praticada por Ian Stevenson), a grande maioria dos pacientes, rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos" por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência), na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico. (Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o Ser Integral).

Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.

Texto de Osvaldo Shimoda
Colaboração de CEECAL - Centro de Estudos Espírita Caminho da Luz: http://ceecal.com
E-mail: j.alternativo@uol.com.br
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 17 de Outubro de 2013, 12:01
Amigos  para todos  com muito carinho e muita paz  antes de tudo o Meu Bom dia  sincero a agradecer  pelos  vossos textos que muito contribuem para que este nosso estudo e debate  seja  possível e ao mesmo temo servir de ajuda  aquém nos visita ...............
Amigos  só para relembrar  e  continuando este  nosso dialogo sintam que  agora e no meio desta sociedade muito conturbada  é  nos centros Espíritas que  acodem muitas pessoas  com este problema   da obsessão e  por isso mesmo  volto a colocar  quais  os sintomas  e  os seus graus  de  intensidade ...............
Na atualidade os grupos mediúnicos estão sendo convocados à intensa atividade no setor das desobsessões.
O que é obsessão?
Obsessão é o domínio que alguns Espíritos podem obter  sobre certas pessoas, pela invigilancia dos encarnados, que abrem brecha na sua mente e no seu coração, permitindo que os desencarnados menos esclarecidos se infiltrem, com suas mazelas. Pode-se afirmar que o problema da obsessão é uma questão de atitudes mutuamente assumidas, pela similitude de pensamentos, pelas crenças , pelos sentimentos, pelas emoções e pelas diferentes tendências para reagir, é a LEI da Afinidade ou Atração.
Como se dividem as obsessões?
A palavra obsessão é portanto um termo genérico pelo qual se designa o conjunto desses fenómenos.
Kardec no livro dos médiuns (cap.XXIII)dividiu as obsessões em quatro fases:
-obsessão simples
-Fascinação
-subjugação
-possessão
Obsessão simples
Na obsessão simples, o obsedado tem consciência da interferência de um Espírito enganador, e este, por sua  vez, não se disfarça, não esconde suas intenções e desejos.
Todavia vamos esclarecer que “Ninguém está obsedado pelo simples fato de ser enganado por um Espírito mentiroso, pois o melhor médium está sujeito a isso, sobretudo, no inicio, quando ainda lhe falta a experiência necessária.
A obsessão consiste na tenacidade de um Espírito para impor sua vontade, da qual não consegue livrar-se a pessoa, sobre quem ele atua.
(L.M. cap. XXIII – Item 238).
Uma obsessão realmente começa, quando o obsedado não percebe a influencia do obsessor ao seu lado, e, um se compraz no pensamento do outro.

Fascinação
Tem consequências muito mais graves.
A fascinação é a influencia, sutil e pertinaz, traiçoeira e quase impercetível, que Espíritos vingativos exercem sobre o individuo. Trata-se de uma ilusão criada diretamente pelo Espírito no pensamento do individuo e que paralisa de certa maneira a sua capacidade de julgar.
O encarnado fascinado não se considera enganado.
O Espírito consegue inspirar-lhe uma confiança cega, impedindo-o de ver a mistificação e de compreender o abuso do que escreve ou fala, mesmo quando este salta aos olhos de todos.
A ilusão pode chegar ao ponto de levá-lo a considerar sublime a linguagem mais ridícula. Kardec nos alerta que a fascinação é mais comum do que se pensa.
No meio espírita ela se manifesta de maneira  ardilosa, através de uma avalanche de livros comprometedores, tanto psicografados como sugeridos a escritores vaidosos, ou por meio de envolvimento de pregadores de instituições que se consideram devidamente assistidos para criticarem a Doutrina e reformularem os seus princípios.
Subjugação
É um envolvimento que produz a paralisação da vontade da vitima, controlando-lhe a vontade. A subjugação pode ser moral ou corpórea.
No primeiro caso(moral) , o subjugado é levado a tomar decisões frequentemente absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão, considera sensatas: é uma espécie de fascinação.
Na subjugação corpórea, o Espírito age sobre os órgãos matérias, provocando movimentos involuntários:
Ex. Um individuo, num jantar onde se reunia varias personalidades importantes, de repente é constrangido por uma força irresistível a cair de joelhos diante de uma jovem que não lhe interessava e pedi-la em casamento.
(envolvimento moral e corpóreo)

Possessão
Apego do Espírito a determinada pessoa, dominando-a física e moralmente.
Na Gênese (cap. XIV Item 45 a 49),
 Kardec usa o termo possessão, e o utiliza como forma de ação de um Espírito sobre o encarnado, distinguindo-a da subjugação.
Diz-nos Kardec: “Na obsessão, o Espírito atua exteriormente por meio de seu perispírito, que ele identifica com o do encarnado; este ultimo se encontra então enlaçado como numa teia e constrangido a agir contra sua vontade.
Na possessão, em vez de atuar exteriormente, o Espírito livre substitui, por assim dizer, o espírito encarnado.
Elege o corpo deste para seu domicilio, sem que, entretanto o espírito encarnado  deixe o corpo definitivamente, o que só ocorre com a morte.
 A possessão é assim sempre temporária e intermitente, pois um Espírito desencarnado não pode tomar definitivamente o lugar de um encarnado, dado que a união molecular do perispírito e do corpo não pode operar-se senão no momento da concepção.
(GE. Cap.XIV Item 47)
Complementa Kardec, mostrando a diferença entre obsessão e possessão, dizendo que o “Espírito, em possessão momentânea do corpo, dele se serve como o faria com o seu próprio; fala por sua boca, enxerga pelos seus olhos, age com seus braços, como o teria feito se fosse vivo. Não é mais como na mediunidade falante, em que o espírito encarnado fala, transmitindo o pensamento de um Espírito desencarnado. É este último mesmo quem fala e quem age, e , se alguém o conheceu em vida, reconhecê-lo-á pelo modo de falar, pela voz, pelos gestos e até pela expressão da fisionomia (GE. Cap. XIV –Item 47)
Auto-obsessão
Em Obras Póstumas (Item 58 pg.64) Kardec nos fala sobre auto-obsessão:
É necessário dizer, também, que se acusam, frequentemente, os Espíritos de fatos estranhos do qual muitas vezes eles são inocentes.
Certos estados doentios e certas situações que se atribuem a uma causa oculta, por vezes, devem-se simplesmente ao espírito do próprio encarnado.
Kardec finaliza falando “ O homem não raramente é obsessor de si mesmo.
 Alguns estados doentios e certas aberrações que se lançam à conta de uma causa oculta, derivam do espírito do próprio individuo.
São doentes da alma”
Como se reconhece quando se esta obsedado?
(LM. Cap. XXIII- Item 243)
 Insistência de um Espírito em comunicar-se , queira ou não o médium, seja pela escrita ou psicofonia etc….opondo-se a que outros Espíritos o façam……….
Ilusão que, não obstante a inteligência do médium, o de reconhecer a falsidade e o ridículo das comunicações.
 Crença na infabilidade e na identidade absoluta dos Espíritos que se comunicam e que, sob nomes respeitáveis e venerados, dizem falsidades e absurdos.
Aceitação pelo médium dos elogios que lhe fazem os Espíritos que se comunicam por seu intermédio.
Disposição para se afastar das pessoas que podem esclarece-lo.
 Levar a mal a critica das comunicações que recebe
 Necessidade incessante e inoportuna para escrever.
Qualquer forma de constrangimento físico, dominando-lhe a vontade e forçando-o a agir ou falar sem querer.
Ruídos e transtornos contínuos em redor do médium, causados por ele ou tendo-o por alvo.
Conclusão
A obsessão, portanto, é quase sempre decorrente de uma imperfeição moral, que permite a associação de ideias entre o obsessor e o obsedado, em consequência da Lei de Causa e Efeito.
Dizem os Espíritos que Deus permite a ação obsessiva, para por o homem à prova da paciência, da perseverança, do aprendizado, do respeito ao próximo e da Fé na Divina Providencia.
Amigos  então depois  deste texto que nos  elucida mais um pouco estas  situações  nas quais  nos devemos prevenir  e muito  com a Prece e  bons pensamentos  e ao mesmo temo compreendendo que  muitas vezes ou quase  sempre  quem nos provoca estas  situações  são  afinal entidades que  estão em sofrimento e também precisam de  ajuda .............
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Diaz em 17 de Outubro de 2013, 12:49
Olá amigos,
Bom dia.

Perdoem-me se já foi citado aqui, mas se já foi creio que não seja demais reler este texto que desdobra os ensinamentos da DE à respeito do assunto em estudo.

Abraços

Diaz



Obsessão



Observando-se a mediunidade como sintonia, a obsessão é o equilíbrio de forças inferiores, retratando-se entre si.

Fenômeno de reflexão pura e simples, não ocorre tão somente dos chamados mortos para os chamados vivos, porque, na essência, muita vez aparece entre os próprios Espíritos encarnados a se subjugarem reciprocamente pelos fios invisíveis da sugestão.

A mente que se dirige a outra cria imagens para fazer-se notada e compreendida, prescindindo da palavra e da ação para insinuar-se, porquanto, ambientando a repetição, atinge o objetivo que demanda, projetando-se sobre aquela que procura influenciar. E, se a mente visada sintoniza com a onda criadora lançada sobre ela, inicia-se vivo circuito de força, dentro do qual a palavra e a ação se incumbem de consolidar a correspondência, formando o círculo de encantamento em que o obsessor e o obsidiado passam a viver, agindo e reagindo um sobre o outro.

Não há, por isto, obsessão unilateral. Toda ocorrência desta espécie se nutre à base de intercâmbio mais ou menos completo. Quanto mais sustentadas as imagens inferiores de um Espírito para outro, em regime de permuta constante, mais profundo o poder da obsessão, de vez que se afastam da justa realidade para o circuito de sombra em que se entregam a mútuo fascínio.

É o mesmo que se verifica com a pedra quando em serviço de gravação. Quanto mais repetida a passagem do buril, mais entranhado o sulco destinado a perpetuar a minudência da imagem.

Lembremo-nos, ainda, do disco comum, em cujas reentrâncias sutis permanecem os sons fixados para repetição à nossa vontade. Muita vez a mente obsidiada se assemelha à chapa de ebonite, arquivando ordens e avisos do obsessor (notadamente durante o sono habitual, quando liberamos os próprios reflexos, sem o controle da nossa consciência de limiar), ordens e avisos que a pessoa obsessa atende, de modo quase automático, qual o instrumento passivo da experiência magnética, no cumprimento de sugestões pós-hipnóticas.

Quanto mais nos rendamos a essa ou àquela ideia, no imo de nós mesmos, com maior força nos convertemos nela, a expressar-lhe os desígnios.

É assim que se formam estranhos desequilíbrios que, em muitas circunstâncias, concretizam moléstia e desalento, aflição e loucura, quando não plasmam a crueldade e a morte.

Toda obsessão começa pelo debuxo vago do pensamento alheio que nos visita, oculto.

Hoje é um pingo de sombra, amanhã linha firme, para, depois, fazer-se um painel vigoroso, do qual assimilamos apelos infelizes que nos aprisionam em turbilhões de trevas.

Urge, pois, que saibamos fugir, desassombrados, aos enganos da inércia, porque o espelho ocioso de nossa vida em sombra pode ser longamente viciado e detido pelas forças do mal que, em nos vampirizando, estendem sobre os outros as teias infernais da miséria e do crime.

Dar novo pasto à mente pelo estudo que eleve e consagrar-se em paz ao serviço incessante é a fórmula ideal para libertar-se de todas as algemas, pois que, na aquisição de bênçãos para o espírito e no auxílio espontâneo à vida que nos cerca, refletiremos sempre a Esfera Superior, avançando, por fim, da cegueira mental para a divina luz da Divina Visão.

 

Emmanuel

 
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Diaz em 17 de Outubro de 2013, 13:18
O efeito sombra, a sombra coletiva comentada por Jung, por Joanna de Ângelis e neste texto, por Deepak Chopra, tem algo à ver com a obsessão?

Abraços
Diaz

O conflito entre quem somos e quem queremos ser encontra-se no âmago da luta humana. A dualidade, na verdade, está no centro da experiência humana. A vida e a morte, o bem e o mal, a esperança e a resignação coexistem em todas as pessoas e manifestam sua força em todas as facetas da vida. Se sabemos o que é a coragem, é porque também experimentamos o medo; se podemos reconhecer a honestidade, é porque já encontramos a falsidade. No entanto, a maioria de nós nega ou ignora nossa natureza dualista.

Caso estejamos vivendo sob a suposição de que somos apenas de um jeito ou de outro, dentro de um espectro limitado de características humanas, então, precisamos questionar por que, atualmente, muitos de nós estamos insatisfeitos com a nossa vida. Por que temos acesso a tanta sabedoria e, ainda assim, não temos a força e a coragem para agir segundo nossas boas intenções, tomando decisões eficazes? E, mais importante, por que continuamos a nos expressar de maneiras contrárias aos nossos valores e a tudo aquilo em que acreditamos?

Vamos mostrar que isso ocorre porque não examinamos nossa vida, nosso eu mais obscuro, o eu sombrio, onde está escondido nosso poder esquecido. É ali, nesse local mais improvável, que encontramos a chave para destrancar a força, a felicidade e a capacidade de viver nossos sonhos.

Fomos condicionados a temer o lado obscuro da vida, assim como o nosso. Quando nos pegamos em meio a um pensamento sombrio ou tendo um comportamento que julgamos inaceitável, corremos como uma marmota ao buraco no chão e nos escondemos, torcendo e rezando para que aquilo desapareça antes de nos aventurarmos a sair novamente. Por que fazemos isso? Porque tememos, independentemente do quanto nos esforcemos, jamais conseguir escapar desse nosso lado. E, embora ignorar ou reprimir esse lado sombrio seja a norma, a verdade soberana é que correr da sombra apenas intensifica seu poder. Negá-la apenas conduz a mais dor, sofrimento, tristeza e sujeição. Se falharmos em assumir a responsabilidade de extrair a sabedoria que está oculta no fundo de nossa consciência, a treva assume o comando e, em vez de sermos capazes de assumir o controle, a escuridão acaba nos controlando, provocando o efeito sombra. Então, o lado obscuro passa a tomar as decisões, tirando-nos o direito a escolhas conscientes, seja quanto ao que comemos, ao tanto que gastamos ou aos vícios a que sucumbimos. Nosso lado sombrio nos incita a agir de forma que jamais imaginamos e a desperdiçar a energia vital em maus hábitos e comportamentos repetitivos. A obscuridade interior nos impede de expressar inteiramente o nosso eu, de falar nossa verdade e viver uma vida autêntica. Somente ao abraçar a nossa dualidade é que nos libertamos dos comportamentos que poderão potencialmente nos levar para baixo. Se não reconhecermos integralmente quem somos, é certo que seremos tomados de assalto pelo efeito sombra.

O efeito sombra está por toda parte. A prova de sua disseminação pode ser vista em todos os aspectos da vida. Lemos sobre ele on-line. Podemos vê-lo nos noticiários da TV e também em amigos, familiares e estranhos na rua. E talvez possamos reconhecê-lo de forma mais expressiva em nossos pensamentos, comportamentos, e senti-lo nas interações que fazemos com os outros. Receamos que,se lançarmos luz nessa escuridão, isso nos fará sentir uma imensa vergonha ou, até pior, nos levará a expressar nossos piores pesadelos. Tornamo-nos temerosos quanto ao que podemos encontrar se olharmos dentro de nós mesmos; portanto, em vez disso, escondemos a cabeça e nos recusamos a enfrentar o lado sombrio.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Diaz em 17 de Outubro de 2013, 13:27
...continua

Em vez de vergonha, sentimos empatia. Em vez de constrangimento, ganhamos coragem. Em vez de limitação, experimentamos a liberdade. Mantida oculta, a sombra é uma caixa de Pandora repleta de segredos, que tememos destruírem tudo o que amamos e gostamos. Porém, se abrirmos a caixa, descobrimos que aquilo que está ali dentro tem o poder de alterar radicalmente nossa vida, e de forma positiva. Sairemos da ilusão de que nossa obscuridade nos dominará e, em vez disso, veremos o mundo sob uma nova luz. A empatia que descobrimos por nós mesmos dará a centelha de ignição para nossa confiança e coragem à medida que abrirmos nosso coração a todos ao redor. O poder que desencavamos nos ajudará a confrontar o medo que esteve nos segurando e nos incitará a seguir adiante, rumo ao mais alto potencial. Longe de ser assustador, abraçar a sombra nos concede uma plenitude, permite que sejamos reais, reassumindo nosso poder, libertando nossa paixão e realizando nossos sonhos.

Quando falhamos em admitir nossas vulnerabilidades e reconhecer maus comportamentos, inevitavelmente sabotamo-nos quando estamos prestes a alguma realização pessoal ou profissional. Então, a sombra ganha. Quando agimos motivados por uma raiva desproporcional ao falar com os filhos, a sombra ganha. Quando traímos as pessoas amadas, a sombra ganha. Quando nos recusamos a aceitar nossa verdadeira natureza, a sombra ganha. Se não focamos a luz ao nosso eu mais alto, na obscuridade de nossos impulsos humanos, a sombra ganha. Até que aceitemos tudo o que somos, o efeito sombra terá poder para retardar nossa felicidade. Se passar sem reconhecimento, a sombra nos impede de ser plenos, de alcançar nossos melhores planos, e nos faz viver uma vida pela metade. Nunca houve uma época melhor para se criar um novo léxico para iluminar a sombra e finalmente entender o que tem sido tão difícil de ver e explicar.

...encerra.

Abraços

Diaz
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 17 de Outubro de 2013, 17:12
Amigos para todos  com muita paz e ainda  versando este  tema  que  nos envolve a todos  e não podemos ficar indiferentes a esta realidade  que  está a acontecer  , temos  ainda  mais  esta situação  que  pode  também  causar bastantes danos Morais no Medium  quando a fascinação  se apodera  de  si mesmo ........
A fascinação tem consequências muito mais graves.
É uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento do médium e que, de certa maneira, lhe paralisa o raciocínio, relativamente às comunicações.
O médium fascinado não acredita que o estejam enganando: o Espírito tem a arte de lhe inspirar confiança cega, que o impede de ver o embuste e de compreender o absurdo do que escreve, ainda quando esse absurdo salte aos olhos de toda gente.
A ilusão pode mesmo ir até ao ponto de o fazer achar sublime a linguagem mais ridícula.
Fora erro acreditar que a este genero de obsessão só estão sujeitas as pessoas simples, ignorantes e baldas de senso.
Dela não se acham isentos nem os homens de mais espírito, os mais instruídos e os mais inteligentes sob outros aspetos, o que prova que tal aberração é efeito de uma causa estranha, cuja influência eles sofrem.
Já dissemos que muito mais graves são as consequências da fascinação.
Efetivamente, graças à ilusão que dela decorre, o Espírito conduz o indivíduo de quem ele chegou a apoderar-se, como faria com um cego, e pode levá-lo a aceitar as doutrinas mais estranhas, as teorias mais falsas, como se fossem a única expressão da verdade.
Ainda mais, pode levá-lo a situações ridículas, comprometedoras e até perigosas.
Compreende-se facilmente toda a diferença que existe entre a obsessão  simples e a fascinação; compreende-se também que os Espíritos que produzem esses dois efeitos devem diferir de caráter.
Na primeira, o Espírito que se agarra à pessoa não passa de um importuno pela sua tenacidade e de quem aquela se impacienta por desembaraçar-se.
Na segunda, a coisa é muito diversa.
Para chegar a tais fins, preciso é que o Espírito seja destro, ardiloso e profundamente hipócrita, porquanto não pode operar a mudança e fazer-se acolhido, senão por meio da máscara que toma e de um falso aspeto de virtude.
Os grandes termos;  caridade, humildade, amor de Deus , lhe servem como que de carta de crédito, porém, através de tudo isso, deixa passar sinais de inferioridade, que só o fascinado é incapaz de perceber.
Por isso mesmo, o que o fascinador mais teme são as pessoas que vêem claro.
Daí o consistir a sua tática, quase sempre, em inspirar ao seu intérprete o afastamento de quem quer que lhe possa abrir os olhos.
Por esse meio, evitando toda contradição, fica certo de ter razão sempre.
Para todo médium que não se deixe ludibriar, apenas aborrecimento há, pois, e não perigo, porque não poderá ser enganado.
Muito diverso é o que se dá com a fascinação, porque então não tem limites o domínio que o Espírito assume sobre o encarnado de quem se apoderou.
A única coisa a fazer-se com a vítima é convencê-la de que está sendo ludibriada e reconduzir-lhe a obsessão ao caso da obsessão simples. 
Isto, porém, nem sempre é fácil, dado que algumas vezes não seja mesmo impossível.
Pode ser tal o ascendente do Espírito, que torne o fascinado surdo a toda sorte de raciocínio, podendo chegar até, quando o Espírito comete alguma grossa heresia científica, a o colocar  em dúvida sobre se não é a ciência que se acha em erro. 
Como já dissemos, o fascinado, geralmente, acolhe mal os conselhos; a crítica o aborrece, irrita e o faz questionar os que não partilham da sua admiração.
Suspeitar do Espírito que o acompanha é quase, aos seus olhos, uma profanação e outra coisa não quer o dito Espírito, pois tudo o a que aspira é que todos se curvem diante da sua palavra.
Um deles exercia, sobre pessoa do nosso conhecimento, uma fascinação extraordinária.
Evocar e, depois de umas tantas fanfarrices, vendo que não lograva mistificar-nos quanto à sua identidade, acabou por confessar que não era quem se dizia.
Sendo-lhe perguntado por que ludibriava de tal modo aquela pessoa, respondeu com estas palavras, que pintam claramente o caráter desse género de Espírito: Eu procurava um homem que me fosse possível manejar; encontrei-o, não o largo.
Mas se lhe mostrais as coisas como são, ele vos soltará: É o que veremos!
Como não há cego pior do que aquele que não quer ver, reconhecida a inutilidade de toda tentativa para abrir os olhos ao fascinado, o que se tem de melhor a fazer é deixá-lo com as suas ilusões.
Ninguém pode curar um doente que se obstina em conservar o seu mal e nele se compraz.
Encontrarás no caminho os companheiros que não conseguiram guardar o talento mediúnico na altura que a responsabilidade lhes conferiu.
A maneira dos que não sabem viver retamente, quando chamados à mordomia do ouro ou ao cimo do poder, desequilibram-se mentalmente, criando para si próprios o labirinto em que se desvairam.
Começam abandonando a disciplina profissional, que julgam vexatória.
Debandam de pequeninos deveres familiares que, naturalmente cumpridos, formam o alicerce das tarefas maiores.
E transformam-se em joguete da fascinação que os inutiliza.
Julgam-se, então, mensageiros especiais.
Ausentam-se deliberadamente do estudo.
Abraçam exotismos contundentes.
Acreditam-se na condição de intérpretes das mais altas personalidades da História.
Não admitem advertências.
Supõem dominar o passado e o futuro.
Profetizam.
Pontificam.
 Mas, detendo exagerado conceito de si mesmos, não percebem que se fazem marginais, cristalizados em longos processos obsessivos, aos quais atraem amigos invigilantes para deslumbrá-los, a principio, e arrojá-los, depois, à desilusão.
Em verdade, não podemos evitar que irmãos nossos se prendam a semelhantes situações perigosas e lastimáveis.
Se outras formações religiosas vivem presas pela autoridade terrestre que lhes frena os impulsos, encontramos na Doutrina  Espírita o pensamento claro e espontâneo da fé viva, favorecendo sementeiras e searas preciosas do livre-arbítrio.
Diante, pois, dos amigos que não souberam situar os compromissos mediunicos em lugar justo, observemos quão duro será, para nós, desertar do serviço constante no burilamento interior, aprendendo, ao mesmo tempo, nos desajustes que mostram, tudo aquilo que nos cabe evitar.
Em seguida, se possível, os vamos  com a palavra evangélica; entretanto, se essa medida não pode ser posta em prática, à face das circunstâncias que nos obrigam a emudecer,nos vamos  de que é nossa obrigação trabalhar sempre mais, na expansão de nossos princípios, para que se faça luz nos corações e nas consciências.
E caminhemos adiante, no esforço de tudo melhorar cada dia, com a certeza de que, segundo o Cristo, cada criatura, hoje e sempre, onde estiver, receberá, invariavelmente, de acordo com as suas obras.
Emanuel
Então amigos  aqui está  apenas  um aviso a todos os que  trabalham  na Seara Espírita como tem de sempre estarem  vigilantes para que a Fascinação criada por entidades  que  nem  sabem o quanto  são sofredoras e precisam de ajudam ...........nos  temos  de manter sempre vigilantes
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Vivaldo em 17 de Outubro de 2013, 20:44
Então, voltando ao tema, quando você diz, Altino, que na fascinação obsidiante o" médium se ilude completamente[...] E o espírito que o domina absorve sua confiança a ponto de paralisar-lhe o próprio discernimento". Podemos dizer que em todos os casos de loucura (desde que não haja a confirmação de uma lesão cerebral) estamos diante de um caso de fascinação?
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Antonio Renato em 17 de Outubro de 2013, 22:24
Meus irmãos,diante de comportamentos diferentes de uma mesma pessoa,que se possa enten-
-der como sendo uma dupla personalidade.Seria então o obsessor dominando o obsediado,fa-
-zendo com que ele se conduza daquela maneira ou seria apenas uma mudança de comporta-
-mento,diante de um desequilíbrio mental.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Mourarego em 18 de Outubro de 2013, 00:04
na verdade não se pode afirmar, amigo Vivaldo.
ainda mais em direção tão aboluta.
Cada caso é um caso e necessita, por conseguinte, de apuração detida, séria e perseverante.
Abraços,
Moura
Então, voltando ao tema, quando você diz, Altino, que na fascinação obsidiante o" médium se ilude completamente[...] E o espírito que o domina absorve sua confiança a ponto de paralisar-lhe o próprio discernimento". Podemos dizer que em todos os casos de loucura (desde que não haja a confirmação de uma lesão cerebral) estamos diante de um caso de fascinação?
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Diaz em 18 de Outubro de 2013, 04:35
Meus irmãos,diante de comportamentos diferentes de uma mesma pessoa,que se possa enten-
-der como sendo uma dupla personalidade.Seria então o obsessor dominando o obsediado,fa-
-zendo com que ele se conduza daquela maneira ou seria apenas uma mudança de comporta-
-mento,diante de um desequilíbrio mental.


Amigo Renato, como acertadamente o amigo Moura recomendou, há que se fazer um estudo apurado do caso antes de chegar a uma conclusão.

Nos casos de transtornos de personalidade múltipla a psicologia transpessoal  pode ser de grande ajuda pois ela busca no espírito a causa dos transtornos de todas espécies.

O escritor espírita Hermínio Miranda em sua obra Condomínio espiritual faz uma abordagem detalhada sobre os transtornos de personalidade.

Suely Schubert também aborda esse tema sob a visão espírita em Transtornos mentais.

Joanna de Ângelis diz também algo à esse respeito, vejamos:

Muitas das personalidades múltiplas que se apresentam nas psicopatologias, são presenças espirituais que estão interferindo na conduta dos seres humanos, necessitando de conveniente terapia capaz de despertar-lhes a consciência, demonstrando-lhes o lamentável campo em que laboram com incalculáveis prejuízos para elas mesmas.

Não é fácil o tentame, como não é fácil nada de nobre e de dignificante que se pretenda realizar. Tudo na vida são desafios de alto porte, que exigem investimento de responsabilidade e de trabalho, a fim de alcançar resultados positivos. Porém, a paciência revestida de compaixão pelo perseguidor e a orientação dignificadora ao perseguido com outros contributos conseguem alterar a paisagem vigente e, às vezes, libertar um do outro, os combatentes da alucinação odienta.

No próprio indivíduo estão os receptáculos nos quais se acoplam aqueles que se sentem por eles defraudados e se resolvem por tomar providências recuperadoras. Por isso, enquanto não ocorra uma real mudança de intenções do paciente, uma alteração vibratória de atividade mental e moral, ei-lo predisposto à interferência negativa, à presença da personalidade intrusa que age por seu intermédio, tomando-lhe o controle físico e mental de acordo com a profundidade e a gravidade do delito que os identifica e enlaça.

Simultaneamente, pode-se encontrar também como fator propiciatório à presença de personificações parasitarias as reminiscências não diluídas no inconsciente, no qual estão registradas as existências pretéritas, particularmente naquelas em que houve predominância de experiências fortes, que continuam ressumando desses profundos alicerces e depósitos, assumindo controle sobre o seu eu atual.

São, quase sempre, recordações de comportamentos muito severos que se gravaram com vigor nos painéis da alma e automaticamente ressurgem, sobrepondo-se ao estado de lucidez, e passando a dirigir as atitudes presentes.

Imperiosas impressões e vigorosas condutas vividas permanecem ditando sua forma de ser e gerando descontrole no psiquismo, cuja predominância leva o homem e a mulher a conflitos sexuais, emocionais, vivenciais muito afligentes.

A história de cada vida está impressa no próprio ser, que se encontra vinculado a todos os atos e fatos que tiveram predominância nas suas existências anteriores. O hoje é continuidade do ontem, assim como será prosseguido no amanhã. Afinal, o tempo é imutável na sua relatividade e todos os indivíduos, todas as coisas passam por ele conduzindo a carga das realizações que sejam pertinentes a cada qual.

É muito complexo e delicado o capítulo das personalidades múltiplas ou das personificações parasitárias,

Em razão da indestrutibilidade da vida, da imortalidade da alma e do intercâmbio que existe entre todos os seres viventes, em particular entre os Espíritos, que são todas as criaturas, mesmo tendo-se em vista as diferenças dos níveis evolutivos em que estagiam.

Jesus, o Psicoterapeuta por excelência, advertiu com sabedoria e solicitude: - Não faças a outrem o que não desejares que te façam, demonstrando que de acordo com a sementeira, assim será a colheita.

A saúde integral, portanto, será sempre o resultado de uma consciência sem culpa, de um coração dulcificado e de uma conduta equilibrada.

Abraços,

Diaz
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 18 de Outubro de 2013, 11:30
Amigos  é com muita paz que  a todos saúdo e  ao mesmo tempo agradeço a vossa participação ao longo deste tema  e estudo onde  sempre buscamos  muitas vezes razões para  situações que  muitas vezes  não as compreendemos e as podemos entender  porque por vezes  se está desenrolar um processo de fascinação que  muitas vezes nem damos conta  ............. agradeço ao amigo Moura   como elucidou o nosso amigo Renato a quem dou as boas vindas  e  seu contributo para  este  tema .assim como ao amigo Diaz  pelo seu empenhamento durante o estudo  e  nunca será demais  falarmos da Fascinação dentro deste  estudo ..........porque  muitas vezes implica  já por si mesmo uma vaidade   que  pode ser um canal para a fascinação ...........é certo que cada caso é um caso ..mas  no geral  pode acontecer ...............
Na linguagem comum, fascinação significa atração irresistível, fascínio: deslumbramento, encanto, enlevo.
Na Doutrina Espírita representa um dos três níveis da obsessão, como coloca Kardec na questão nº 71 do livro “O que é o Espiritismo”: a obsessão simples, a fascinação e a subjugação.
Na obsessão simples, o médium tem perfeitamente consciência de que não logra nada de bom; ele não tem nenhuma ilusão quanto à natureza do Espírito que se obstina em se manifestar a ele e de quem deseja desvencilhar-se. Esse caso não apresenta nada de grave: trata-se de um mero desprazer, e o médium se livra dele ao deixar de escrever por uns tempos (no caso da psicografia).
Cansando-se o Espírito de não ser ouvido, termina indo embora.
A subjugação obsidiante, denominada outrora de possessão, é um constrangimento físico sempre exercido por Espíritos da pior espécie, que pode chegar a neutralizar o livre-arbítrio.
Ela se limita, amiúde, a simples sensações desagradáveis, mas provoca, às vezes, movimentos desordenados, atos insensatos, gritos, palavras incoerentes, cujo ridículo todo, às vezes, quem é vítima dela compreende, mas de que não consegue safar-se.
 Esse estado difere essencialmente da loucura patológica, com a qual é confundido erroneamente, pois não existe nenhuma lesão orgânica.
A fascinação obsidiante é muito mais grave, uma vez que o médium se ilude completamente.
O Espírito que o domina absorve sua confiança a ponto de paralisar-lhe o próprio discernimento, no que concerne às comunicações, e faz que considere sublimes as coisas mais absurdas.
O caráter distintivo desse tipo de obsessão é o de provocar junto ao médium excessiva susceptibilidade; e de levá-lo a só achar bom, correto e verdadeiro o que ele escreve (no caso da psicografia); a repelir, e mesmo a tomar pelo avesso, todo conselho e toda crítica; a romper com seus amigos, de preferência a aceitar que esteja errado; a sentir inveja de outros médiuns, cujas comunicações se julgam melhores que as suas; a querer impor-se nas reuniões espíritas, das quais se aparta quando não é capaz de dominá-las.
 Chega, enfim, a sofrer um tal domínio  que o Espírito consegue forçá-lo às atitudes mais ridículas e mais comprometedoras.
No  “O Livro dos Médiuns”, nº 239, Kardec escreve: A fascinação é uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento do médium e que, de certa maneira, lhe paralisa o raciocínio, relativamente às comunicações.
O médium fascinado não acredita que o estejam enganando: o Espírito tem a arte de lhe inspirar confiança cega, que o impede de ter o embuste e de compreender o absurdo do que escreve (no caso da psicografia), ainda quando esse absurdo salte aos olhos de toda gente.
A ilusão pode mesmo ir até ao ponto de o fazer achar sublime a linguagem mais ridícula.
Fora erro acreditar que a este género de obsessão só estão sujeitas as pessoas simples, ignorantes e  com falta  de senso. Dela não se acham isentos nem os homens de mais espírito, os mais instruídos e os mais inteligentes sob outros aspetos, o que prova que tal aberração é efeito de uma causa estranha, cuja influência sofrem.
No “O Livro dos Espíritos”, questão 476, Kardec pergunta se uma terceira pessoa pode fazer que cesse a fascinação e tem a seguinte resposta: Sendo ela um homem de bem, a sua vontade poderá ter eficácia, desde que apele para o concurso dos bons Espíritos, porque, quanto mais digna for a pessoa, tanto maior poder terá sobre os Espíritos imperfeitos, para afastá-los, e sobre os bons, para os atrair.
Todavia, nada poderá, se o que estiver subjugado não lhe prestar o seu concurso.
Há pessoas a quem agrada uma dependência que lhes lisonjeia os gestos e os desejos.
Qualquer, porém, que seja o caso, aquele que não tiver puro o coração nenhuma influência exercerá.
Os bons Espíritos não lhe atendem ao chamado e os maus não o temem.
O exercício da reforma íntima representa vacina contra a fascinação
Com um abraço  de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Antonio Renato em 18 de Outubro de 2013, 13:08
Meu nobre(nobre na alma)irmão Diaz.Não há na minha colocação uma conclusão,mas tão
somente uma pergunta,que possa ser respondida.Assim como você colocou fazendo menção
a Herminio Miranda,Suely Schubert,complementando com uma mensagem de Janna de Ângelis,
que também não é uma conclusão.Em se tratando de obsessão pelo que se possa entender,ela se processa de diversas maneiras, e o grau de intensidade pode ser visto no compotamento ou na mudança deste,naquele que está sob influência de um obsessor.Evi-
-dentemente que tudo é possivel quando se avalia um processo obsessivo.
 
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Diaz em 18 de Outubro de 2013, 15:36
Olá amigo Renato,

Só para tentar esclarecer, eu não vi nenhuma conclusão em seus apontamentos, assim como tomei o cuidado de não tirar nenhuma conclusão. Utilizei o termo conclusão por analogia à resposta acertada do amigo Moura no post anterior ao seu, que tinha uma pergunta semelhante a sua.
A palavra conclusão está colocada no sentido de diagnóstico que precede a profilaxia, ou seja, queremos entender o que se passa com a pessoa só por curiosidade? Tenho certeza que não, queremos chegar a causa do problema de maneira a prestar o auxílio adequado e necessário ao bem estar daquele que sofre.
Como profilaxia, acredito na terapêutica espírita que envolve o estudo (o esclarecimento), os passes e a prática da caridade, mas também acredito na ciência, na medicina, nos medicamentos e  na psicologia, na psicanálise e na psiquiatria.
Por estar mais familiarizado com estas últimas, procuro oferecer as informações que não são novidades para mim, mas que são desconhecidas por muitos por não pertencerem às suas áreas de interesse, ou à sua formação profissional.
Os textos foram citados na intenção de prestar-lhe um auxílio, e não de critica-lo. Desculpe-me se deu esse entender.

Abraços,

Diaz

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Mourarego em 18 de Outubro de 2013, 16:55
Meus manos,
aquele que acreditar que se possa deixar de lado a medicina para se curar apenas pelos passes ou pela ação dos trabalhos desobsessivos, não duvidem: Vai morrer.
Abraços,
Moura
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 19 de Outubro de 2013, 11:07
Amigos  e  companheiros deste  estudo e debate  onde  sempre procuramos que todos  possamos  meditar um pouco nesta problemática que  é  a Obessão  e  as suas  consequências  na  vida de cada um e perante  um caso mais  complicado  é sempre  com tudo o que aqui vamos  dizendo  com o intuito de ajudar ........
Amigos  assim  é  com um grande carinho que  a todos os cumprimentam  com o Meu Bom Dia de muita paz .........
Amigo Moura  entendi o que o amigo queria  dizer  ......e  sinta que  tudo o que vamos debatendo  é  bom ................ mas   sempre é importante  perante  todos os casos  ................. sempre  ter um acompanhamento  médico, pois  o trabalho que se pode  fazer  no Centro Espirita  .deve ser  complementado sempre  com esse acompanhamento  pois  os dois podem  ajudar .........sempre  aconselhamos  todos  para  estas situações
Desobsessão:
No sentido amplo da palavra significa o ato de curar alguém da obsessão.
A cura espírita da obsessão baseia-se no  conhecimento  do enfermo e do espírito agressor, posto que o paciente, é o agente da própria cura.
Para isso a Doutrina propõe:
O esclarecimento através do estudo
Renovação interior por intermédio da ação do pensamento e da vontade.
Como evitá-la:
( Conheça a ti mesmo)
Através do exercício constante da análise de si mesmo, o ser humano passa a se conhecer, colocando parâmetros entre o que pode e o que não pode realizar.
Com isso passa a perceber as induções mentais que não se coadunam com seu modo natural de ser.
Quando se conhece, se vigia, não aceitando ideias diferentes das suas. Vivendo de acordo com o preceito de Jesus; "Orai e vigiai, para não caírdes em tentação"
Paulo de Tarso diz: "Tudo me é possível, mas nem tudo me é permitido".
Nos alerta através dessas palavras que tudo podemos fazer com o nosso livre arbítrio, mas nem tudo que fazemos se reverterá em nosso proveito espiritual. A sabedoria do espírito é saber discernir entre o que traz felicidade momentânea ou a felicidade eterna.
A opção da escolha é sua, não podendo a ninguém imputar culpa posterior.
A família perante o enfermo:
Há que se destacar que no processo desobsessivo, a família assume papel preponderante, podendo colaborar sobremaneira para que o tratamento da equipe de desobssessão surta o efeito esperado.
Ela, na maioria das vezes é a mais afetada pelo problema, não sabendo como proceder com o enfermo.
Por esse motivo são feitas as seguintes recomendações à família:
Paciência com o enfermo;
Ausência de curiosidade sobre o obsessor;
Não atribuir-lhe (ao obsessor) os acontecimentos desastrosos que os visitem;
Não ter repulsa aos perseguidores;
Não desejar que eles (os perseguidores) sofram o reverso da medalha;
Esperar, sem pressa;
Confiar no tratamento dos bons espíritos;
Não buscar meios violentos ou aparentemente rápidos para desalojar o obsessor;
Orar sinceramente em favor do perseguidor.
 A desobsessão no centro espírita:
O Centro Espírita é a peça fundamental para o tratamento da obsessão.
Para isso deve dispor de equipe experiente para proceder a recepção e o diálogo com os obsessores.
O seu ambiente é impregnado de fluidos salutares que influi positivamente na reforma moral tanto do desencarnado como do encarnado.
Mantendo reuniões evangélicas ou cursos doutrinários para onde devem ser encaminhados os necessitados encarnados.
Também trazidos pelo plano espiritual que assiste a casa, os desencarnados envolvidos no processo receberão esclarecimentos.
Assim ambos terão bases sólidas para mudarem hábitos e atitudes, condicionando-se a atitudes mentais mais saudáveis.
 A equipe
Deverá ser constituída de pessoas totalmente empenhadas no trabalho, para isso superando todos os obstáculos.
Com bases doutrinárias sólidas, não se deixaram abater por impedimentos nem da vida social, nem também ligado a querelas do personalismo, nem tampouco os causados por influências espirituais no decorrer do trabalho.
O ideal é que a equipe seja pequena, porque isso favorece a harmonia entre os seus integrantes, mas esse fato não impede uma equipe grande, desde que se tenha um clima de respeito e fraterno entre todos.
A equipe deverá ser constituída por:
Dirigente
Médiuns de Incorporação
Doutrinadores
Todo o êxito da reunião dependerá da equipe, que se não encarar com seriedade o trabalho, poderá sim atrair muitos problemas para si.
Com claros prejuízos a todos.
Por isso enumeramos alguns requisitos básicos para se fazer parte de uma dessas equipes:
Interesse pelo estudo
Disciplina
Pontualidade
Assuidade
Vivência com os postulados Cristãos
Fraternidade
Amor pelo semelhante, etc.
então depois  deste  trabalho onde tudo é importante ...............temos  ainda que manter  uma disciplina  e  acompanhamento Médico .....pois  os dois  se  completam
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 20 de Outubro de 2013, 11:37
Amigos  e companheiros  é  sempre  com muita paz  que  a todos  lhes desejo um bom dia  e  como sempre  vamos continuar a debater e  meditar na importância deste  tema da Obsessão e  que  pode ser muitas vezes  atenuado  com um tratamento  dentro do Centro Espírita  com um trabalho sério e  organizado ....................
Mas  sintam que  sempre  todo este trabalho de ajuda  deve  ser  feito e  apoiado  com um acompanhamento Médico sempre  ...... pois  é assim  com estas duas  vertentes e  com o esforço  do próprio obsidiado  e pelo seu  esforço pessoal que  podemo   ter  alguma evolução ...................
 Diagnóstico da obsessão
A obsessão é um fenómeno da patologia mental que pode ser identificado através de metodologia definida.
Os centros espíritas que se dedicam a essa importante tarefa, devem constituir equipes para cuidar especificamente dessa área da assistência espiritual que nos proporciona o Espiritismo.
A seguir, vamos falar das principais maneiras pelas quais as obsessões podem ser identificadas.
 Entrevista:
Na terapia desobsessiva, faz-se necessário seguir um procedimento lógico e racional para se conseguir um resultado satisfatório na cura ou redução dos sintomas observados.
Como primeiro procedimento, a equipe responsável pela desobsessão fará uma entrevista com o paciente, a fim de detectar os sinais psíquicos que a possam identificar, e observar fatos do dia-a-dia que possam comprovar sua existência.
Por exemplo: uma pessoa que esteja com sua mente constantemente perturbada por pensamentos de morte ou suicídio, pode estar obsedada.
Alguém que tenha a impressão de ouvir vozes ou barulhos à sua volta, também pode estar vitimada pela obsessão.
Por isso, é necessário que se tenha um diálogo com o perturbado a fim de sondar-lhe a vida pessoal, identificando condutas e procedimentos que possam estar facilitando o desenvolvimento do processo obsessivo. A entrevista está detalhada em outra parte deste trabalho.
Além das informações colhidas pelo entrevistador durante seu diálogo com a pessoa necessitada, a casa espírita poderá contar com um precioso auxiliar para diagnosticar e tratar dos processos obsessivos graves.
Trata-se dos exames espirituais.
 Existem diversas maneiras de realizá-los e cada um poderá adaptar no Centro Espírita que frequenta o método que achar mais conveniente, ou conforme os elementos mediúnicos que tiver à sua disposição.
As informações espirituais sobre o paciente ou sobre sua intimidade é de caráter de sigilo  e deverá permanecer em arquivos devidamente fechados, sob a responsabilidade do secretário de sessão ou da recepcionista.
Exame Espiritual por evocação:
Esse tipo de exame pode ser efetuado utilizando médiuns já desenvolvidos e de boas condições morais.
Nesses casos, as fichas de entrevistas serão encaminhadas pelo secretário para uma reunião mediúnica de desobsessão ou para uma sessão programada especificamente para esse fim.
O dirigente da mesa de trabalhos mediúnicos deverá separar um espaço do tempo disponível para fazer as evocações referentes a cada caso.
Da sua mesa de apontamentos, o secretário da sessão citará o nome de cada paciente, aguardando a prece de  evocação a ser proferida pelo responsável pelos trabalhos.
Não se deve fazer preces muito longas.
Pode-se, por exemplo, agir da seguinte maneira: "Em nome de Deus Todo Poderoso, rogamos que se houver um Espírito obsessor envolvido com Fulano..., que possa se manifestar entre nós, pois gostaríamos de falar com ele".
Se o desajuste observado for mesmo um caso de obsessão espírita, tal procedimento é suficiente para o chamamento do Espírito perturbador.
Caso não haja manifestações, o dirigente poderá solicitar a um dos amigos da Espiritualidade que dê algum conselho sobre o caso, através de um dos médiuns da casa.
Normalmente, os bons Espíritos o fazem com boa vontade.
É importante ressaltar que os médiuns não deverão ser informados sobre o tipo de problema que o paciente é portador. Isso contribuirá para se evitar influências anímicas nas comunicações, dentro do possível.
Allan Kardec disse que nos casos de investigação mediúnica em torno de questões específicas, o médium poderá ser informado sobre o que se vai perguntar.
Mas nos casos de investigação dos processos obsessivos, convém que tudo se passe no campo das experimentações.
Além de limitar a influência do animismo, isso dará oportunidade ao dirigente da sessão para avaliar o funcionamento da mediunidade dos trabalhadores sob sua responsabilidade.
Em todas as modalidades de exame, somente será citado o nome do paciente, a idade e a cidade de sua moradia.
As informações vindas do plano espiritual serão anotadas na ficha do paciente. Não será necessário especificar o diálogo na sua íntegra, mas sim, os detalhes mais importantes da comunicação. Exemplo:
"Observamos Espírito obsessor, ligado ao passado do paciente", "Manifestou um Espírito ignorante, que parece ligado ao paciente por razões morais",  "Houve manifestação do Espírito do paciente, que foi devidamente instruído", "Não houve manifestação de Espíritos" etc.
As fichas serão devidamente encaminhadas para o arquivo da Sociedade, para mais tarde serem examinadas pelos entrevistadores que, fundamentados na entrevista, poderão prescrever o procedimento terapêutico adequado.
 Exame Espiritual por psicografia:
O exame espiritual feito através da psicografia será bastante parecido com aquele das evocações.
Um ou mais médiuns psicógrafos já experientes farão o trabalho de captar as informações do mundo espiritual sobre os casos em exames.
A sessão de psicografia destinada ao exame espiritual deverá ser aberta com o estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo. Essa parte instrutiva, será a fase de preparo do ambiente e instrução moral dos participantes, nos dois planos da vida.
Um secretário cuidará de organizar as fichas de atendimento que vão ser submetidas à apreciação dos médiuns.
Também aqui, não se informará detalhes sobre o caso.
As informações psicografadas pelos médiuns serão registadas numa folha de papel . As instruções sobre cada caso serão anexadas junto à ficha do paciente, para mais tarde o secretário nela transcrever os detalhes.
Do mesmo modo, após os apontamentos, as fichas serão encaminhadas para o arquivo da Sociedade e ficará à disposição dos entrevistadores.
Após efetuar as anotações, as folhas escritas pelos Espíritos poderão ser destruídas.
Exame Espiritual por vidência:
Esse é o tipo de exame mais delicado, pois é preciso contar com um médium seguro e já desenvolvido.
A vidência, como nos informou Allan Kardec, é uma faculdade incerta que pode se prestar ao erro e ao engano, com muita facilidade.
 Daí a necessidade do dirigente das atividades mediúnicas armar-se de cuidados para evitar informações falsas.
Os melhores videntes são aqueles que desenvolvem suas faculdades na intimidade do trabalho do Centro Espírita.
Os videntes chamados naturais normalmente são cheios de vícios e interpretam as coisas do invisível de maneira muito pessoal.
Videntes são comuns e a casa espírita deve contar com uma organização interna capaz de proporcionar uma boa formação moral e doutrinária para que entre os trabalhadores desponte a vidência, conforme o 'dom' de se interpretar a natureza dos Espíritos, como disse Paulo de Tarso.
O exame espiritual, feito por vidência, tem a vantagem de facilitar aos entrevistadores a possibilidade de terem o resultado das avaliações no mesmo dia da entrevista.
A reunião destinada às observações pela vidência acontecerá concomitante às entrevistas na casa espírita.
Ela será aberta com um estudo evangélico (feito de preferência com o Evangelho Segundo o Espiritismo).
A duração desses estudos será de 30 minutos e sua finalidade, como afirmamos acima, é a de edificar o ambiente e os aspectos morais de todos os participantes.
Terminado o trabalho da evangelização, será dado início às observações, com a introdução no recinto de um paciente por vez.
Na sala de exame haverá um auxiliar que se encarregará de dar passe no paciente, enquanto ele é observado.
 As observações serão anotadas numa guia de exames que será emitida na sala de entrevistas.
Esses apontamentos voltarão para os entrevistadores que farão a avaliação de cada caso e prescreverão o procedimento terapêutico.
Em nenhuma circunstância o paciente terá acesso aos apontamentos feitos pelo vidente na guia de exame ou na sua ficha pessoal.
Essas informações são de propriedade da sociedade espírita e não poderão ser reveladas a pessoas estranhas.
Na guia de apontamentos, o vidente vai escrever sobre o que viu ao lado do paciente, sendo desnecessário fazê-lo na íntegra.
Ele fará um resumo do que viu, fazendo anotações tais como: "Observamos um Espírito sofredor ao lado do paciente.
Tive a impressão de ser um parente dele", "Vimos um Espírito escuro próximo do paciente"; "Observamos imagens com velas acesas"; "Existe um Espírito de terreiro perto do paciente", "Notamos um Espírito junto do paciente, querendo vingar-se dele"; "Tive a intuição de que o paciente tem uma vida moral desregrada" etc.
Quando o vidente possuir boa intuição ele poderá anotar algum detalhe que lhe parecer pertinente na guia de observações.
Amigos  dá  apenas para meditar  no valor  deste trabalho  num Centro  Espírita   sendo  sério e  com os valores  e preceitos de Allan Kardec podemos  começar a compreender que  assim todo o trabalho de ajuda se torna  muito sério
com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 21 de Outubro de 2013, 11:31
Amigos  é sempre  com este carinho e paz  que a todos saúdo com um Bom Dia sincero e  continuando este  tema  que  é para todos muito importante ..........pois  é  muitas vezes mal compreendido que  continuamos   a o debater  com muita seriedade elucidando  a quem nos visita  como sempre  pode ser atenuado pelos trabalhos de um Centro Espirita  ..............aliando sempre  a componente Médica  ................ pois é assim  com estes dois auxílios  que  podemos ajudar muito mais  .............
 Princípios do tratamento
Allan Kardec, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", assim se manifesta sobre os mecanismos da obsessão e seus princípios de tratamento:
"Assim como as doenças são resultados das imperfeições físicas, que tornam o corpo acessível às influências perniciosas do exterior, a obsessão é sempre o resultado de uma imperfeição moral, que dá acesso a um mau Espírito. A uma causa física opõe-se uma força física; a uma causa moral., é necessário opor-se uma força moral.
Para preservar das doenças, fortifica-se o corpo; para garantir contra a obsessão, é necessário fortificar a alma.
Disso resulta que o obsidiado precisa trabalhar para sua própria melhoria, o que na maioria das vezes é suficiente para o livrar do obsessor, sem socorrer-se de outras pessoas.
Esse socorro se torna necessário, quando a obsessão degenera em fascinação e subjugação, porque o paciente perde, por vezes, a sua vontade e o seu livre arbítrio"
(Capítulo 28:81).
Para se curar uma doença física, o médico deve examinar o caso de modo a descobrir quais os motivos que levaram ao aparecimento da enfermidade.
Depois do diagnóstico, ele prescreve o tratamento clínico ou cirúrgico, segundo um julgamento lógico e científico.
Mais tarde, avaliará os resultados pondo fim ao tratamento, ou dando continuidade a ele, se necessário for.
Na terapêutica destinada ao tratamento da obsessão, pode-se proceder com metodologia parecida, já que as causas dos distúrbios obsessivos são diversificadas e instalam-se na mente do obsediado por causa de uma fraqueza ou falha existente no seu organismo moral.
O primeiro passo será fazer uma pesquisa em torno da vida do paciente, procurando detectar os principais modos  de comportamento  por onde está atuando a obsessão.
 Como se viu no capítulo "Diagnóstico da Obsessão", isso poderá ser feito através da entrevista e de exames mediúnicos.
A partir daí se tomarão os procedimentos terapêuticos que se julgar mais conveniente ao sucesso do tratamento.
 No Espiritismo o principal remédio é a instrução moral dada do enfermo e ao Espírito que o atormenta.
 Aspectos morais do paciente:
A Doutrina Espírita ensina que a evangelização (orientação moral) é fundamental na recuperação dos obsedados.
No entanto, deve-se ter o cuidado para que essa ideia não seja radicalizada a ponto de não se querer ajudar os que não querem estudar o Espiritismo.
Alguns dirigentes pensam que evangelizar é fazer com que o indivíduo participe de  cursos espíritas, ou que frequente o centro durante alguns anos para melhorar-se.
É evidente que isso seria o desejável, mas a maioria dos seres humanos não carrega consigo tanta vontade de evangelizar-se, nem de se dedicar ao trabalho com Jesus.
A questão é a seguinte: uma pessoa que não tenha muito interesse pelas coisas divinas pode ser ajudada pela equipe de desobsessão?
O bom-senso diz que sim, que o socorro não pode ser negado a ninguém que procure a casa de caridade para ser amparado.
Quando o Cristo esteve na Terra, realizava suas curas sem nada exigir ou perguntar de que crença os doentes eram. Simplesmente indagava se o enfermo tinha fé e se acreditava que poderia ser curado.
Encontrando tais convicções, o Mestre fazia sua desobsessão e cura dos perturbados, pois sabia que essa ajuda espiritual mais tarde contribuiria para o despertar das consciências.
Aos pecadores, aconselhava-os a não errar mais. Nos centros espíritas pode-se perfeitamente fazer o mesmo.
Curar, sem exigir nada em troca.
Se o paciente, depois de curado, quiser seguir outro caminho religioso, não se deve impedi-lo.
O Espiritismo não é uma doutrina exclusiva.
Mais tarde, o paciente acabará sendo reconduzido ao encontro com a verdade do Consolador.
A desobsessão não exige do enfermo que atinja o grau de "santidade" para que seja liberto do seu obsessor.
Às vezes, basta que ele mude algumas atitudes perante a vida ou sua maneira de ver certas coisas para que a libertação aconteça.
A experiência o tem demonstrado.
Existem casos em que a cura é demorada e outros onde não se conseguem resultados satisfatórios.
Mas a maioria das enfermidades obsessivas pode ser aliviada e mesmo curada em tempo que varia de 30 a 90 dias de tratamento.
Com um abraço de  muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Mourarego em 21 de Outubro de 2013, 15:05
Se a resposta que se encontra em O ESE fosse apenas esta já estaria bem avaliada a uestão:
""Assim como as doenças são resultados das imperfeições físicas, que tornam o corpo acessível às influências perniciosas do exterior, a obsessão é sempre o resultado de uma imperfeição moral, que dá acesso a um mau Espírito. A uma causa física opõe-se uma força física; a uma causa moral., é necessário opor-se uma força moral.
Para preservar das doenças, fortifica-se o corpo; para garantir contra a obsessão, é necessário fortificar a alma.
Disso resulta que o obsidiado precisa trabalhar para sua própria melhoria, o que na maioria das vezes é suficiente para o livrar do obsessor, sem socorrer-se de outras pessoas.
Esse socorro se torna necessário, quando a obsessão degenera em fascinação e subjugação, porque o paciente perde, por vezes, a sua vontade e o seu livre arbítrio"

Abração,
Moura
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 22 de Outubro de 2013, 11:31
Amigos e  companheiros  é sempre  com muito carinho que  os  saúdo  com um Bom Dia de muita paz  e ao mesmo tempo agradecer ao amigo Moura pela  excelente colocação que  nos  faz  compreender  este  grande  problema  que  assolam a humanidade  que é  a Obsessão  e  as  suas  implicações  na  vida  de quase todos  nós ......
Assim e  dando  continuidade ao tema  em debate quero partilhar  como com método e  disciplina  podemos obter  bons resultados  na ajuda  pedida ................
Técnicas de desobsessão
Alguns estudiosos do Espiritismo afirmaram que não existem técnicas para se tratar da obsessão e chegaram a depositar nas mãos dos Espíritos ou do tempo, a solução de casos, que se classificavam desde os mais comuns, até os mais graves na patologia obsessiva.
Como veremos, as coisas não são tão simples assim.
Existem fatores e providências que precisam ser observados nesse procedimento terapêutico, para que se consiga libertar definitivamente uma pessoa obsedada do seu obsessor.
A isso denominamos técnicas de desobsessão.
A desobsessão envolve uma série de condutas tendo em vista livrar o obsediado de sua prisão mental.
A técnica básica do tratamento da obsessão fundamenta-se na doutrinação dos Espíritos envolvidos, encarnados e desencarnados.
Doutrinar, significa instruir em uma doutrina.
É isso que se vai fazer com o paciente, com sua família, se necessário, e com o Espírito que lhe atormenta.
 Atualmente o termo "doutrinar" vem sendo mudado por "esclarecer", que na verdade é a mesma coisa.
 Tudo uma questão de forma.
 Doutrinar o o obsediado (indireta e direta):
Allan Kardec afirma que a pessoa obsedada precisa trabalhar para seu melhoramento moral e, diz textualmente, que a cura de quase todos os casos de obsessão têm solução através desse esforço.
Portanto, a equipa de desobsessão deverá ajudá-la nesse procedimento de auto-melhoramento.
Para isso se valerá da instrução direta e indireta do paciente.
Veremos em outra parte do trabalho, que existem vários procedimentos (denominados coadjuvantes), que poderão ajudar o paciente nesse processo de libertação.
Nessa parte do trabalho, porém, vamos falar somente da instrução considerada fundamental: a orientação na sala de entrevistas e o esclarecimento através das palestras.
Para o tratamento da maioria dos casos de obsessão, a instrução dada na sala de entrevista não será necessária.
Basta que o paciente seja submetido às orientações vindas por meio das palestras doutrinárias (doutrinação indireta), realizadas nas reuniões públicas da casa.
Associa-se a esse trabalho orientador, um ou dois métodos coadjuvantes e o resultado não demorará a aparecer.
É importante salientar que as reuniões de palestras públicas são as que se revestem de maior gravidade, justamente porque encarrega-se de despertar um novo homem cristão, sábio, bom e justo.
Nos casos de obsessão grave, que envolvam processos em degeneração, subjugação ou fascinação, será fundamental que o paciente tenha instrução semanal na sala de entrevistas (doutrinação direta).
São situações em que a pessoa enferma está sem condições de agir pela sua vontade ou tomar decisões a respeito de sua conduta.
É nesse ponto que deverá entrar a orientação moral da Doutrina Espírita, ministrada por pessoa convenientemente preparada.
Doutrinação do Espírito obsessor:
O codificador do Espiritismo, Allan Kardec, se expressa nos seguintes termos, a respeito da necessidade de se doutrinar Espíritos obsessores:
"Nos casos de obsessão grave...
Faz-se também necessário, e acima de tudo, agir sobre o ser inteligente, com o qual se deve falar com autoridade, sendo que essa autoridade só é dada pela superioridade moral.
Quanto maior for essa, tanto maior será a autoridade.
E ainda não é tudo, pois para assegurar a libertação, é preciso convencer o Espírito perverso a renunciar aos seus maus intentos; despertar-lhe o arrependimento e o desejo do bem, através de instruções habilmente dirigidas com a ajuda de evocações particulares, feitas no interesse de sua educação moral" .
Está claro que não se pode extinguir as obsessões graves se não houver um trabalho feito junto do Espírito obsessor, para convencê-lo a deixar de perturbar o obsediado.
Isso só poderá ser feito por meio de sessões mediunicas realizadas exclusivamente para esse fim (o paciente nunca deve estar presente).
Através de evocações particulares, pode-se conseguir contato com o Espírito perturbador, obter dele informações dos motivos da perseguição e instruí-lo para que abandone seus intentos.
Todos os fatos narrados nessas comunicações mediunicas são de caráter íntimo e não deverão ser revelados nem para o paciente, nem para outros membros do Centro Espírita que não façam parte da equipe que cuida dessa tarefa.
Pode-se dizer a uma pessoa que ela tem um problema espiritual e que será ajudada pela casa espírita, sem que se tenha de tratar de detalhes com ela.
Dizer a alguém que está perturbado, que ele foi um carrasco ou um suicida numa outra encarnação, só vai complicar sua situação mental e deixá-lo mais desequilibrado ainda.
Ressaltamos que as condições morais elevadas do doutrinador e dos médiuns que vão tratar das evocações e instrução de obsessores são essenciais para o sucesso da tarefa libertadora nos procedimentos desobsessivos.
Doutrinação da família do obsediado:
Na patologia obsessiva é muito comum se encontrar casos de obsessão que envolva a responsabilidade familiar nas causas da enfermidade.
Algumas famílias são formadas por Espíritos que viveram juntos em encarnações passadas e cometeram delitos graves contra alguém que, mais tarde, por guardar ódio no coração, tornou-se um obsessor.
Quando nas investigações em torno da obsessão se suspeitar desse envolvimento, convém que a família do perturbado seja convidada a frequentar a casa espírita pelo menos durante o período de tratamento.
Isso poderá facilitar e apressar a obtenção de resultados satisfatórios.
Durante esse período de estadia da família nas sessões públicas, a Espiritualidade terá condições de inspirar bons pensamentos e resoluções junto aos seus membros, ajudando-lhes a encontrar novos caminhos para suas vidas.
Mesmo sem ter esse tipo de envolvimento, é muito importante que a família do assistido tenha  consciência das suas responsabilidades a fim de dar o apoio necessário ao doente, ajudando sobremaneira na recuperação deste, se souber agir com equilíbrio.
Assim amigos  é  com todo este  respeito pelo trabalho sério que  se desenvolve que  a ajuda  pode  ser  muito importante ......... mas  cuidado  pois  sempre  temos de estar vigilantes  mesmo quando tudo nos parece estar resolvido............ A vigilância deve ser  constante........ .. Lembrando  aos palavras  do Cristo " Orai e Vigiai "
Com um grande abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: maxmenezes em 22 de Outubro de 2013, 14:05
eu tenho uma dúvida, existe esse negócio de vingança de vidas passadas? isso pode ser considerada uma obsessão? a obsessão de se vingar de alguem? de tentar atrapalhar a vida de um encarnado?
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Mourarego em 22 de Outubro de 2013, 15:02
Amigo max,
Quem são os Espíritos senão estes que vemos encarnados hoje?
Meu mano, se por aqui encarnados, vemos que este sentimento por vingança é verdadeiro e existe, sendo os Espíritos apenas oq ue fomos em encarnações passadas, por certo alguns deles guardam, por não terem progredido moralmente este sentimento de vingança.
Não só de vingança, explica a DE, mas também de rancor, de inveja de raiva etc.
Por certo estes estão emclasse muito inicial de aprendizado.
Abraços,
Moura
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: maxmenezes em 22 de Outubro de 2013, 16:04
mas eles tem a possibilidade de materializar a sua vingança?
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 22 de Outubro de 2013, 17:52
Amigo Maxmenezes  antes de tudo muito bem vindo a este tema  e debate  e  a sua pergunta que parece pertinente ..mas  com muita  lógica...... assim é  que para que  nada disso aconteça  é muito importante  o que acima está  descrito e  nos vigiar sempre pelo  Pensamento  aliado à prece ........
Assim amigos  é  com todo este  respeito pelo trabalho sério que  se desenvolve que  a ajuda  pode  ser  muito importante ......... mas  cuidado  pois  sempre  temos de estar vigilantes  mesmo quando tudo nos parece estar resolvido............ A vigilância deve ser  constante........ .. Lembrando  aos palavras  do Cristo " Orai e Vigiai "
Com  um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuelç Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Mourarego em 22 de Outubro de 2013, 18:04
Amigo Max,
Espíritos não materializam sentimentos.
apenas urdem por mrio da afinidade que tenham para com certos encarnados, todo um engendrado e inteligente pano de fundo para que estes lhe caiam na rede.
Abraços,
Moura










Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Kazaoka em 23 de Outubro de 2013, 11:17
mas eles tem a possibilidade de materializar a sua vingança?

Depende do que você está querendo dizer com "materializar".
Se for no sentido do Espírito dar um tiro ou uma punhalada num encarnado. Materialização neste sentido, não!
Mas ele pode agir fomentando pensamentos pré existentes no encarnado que o leve a constrangimentos que afinem com aquele pensamento pré existente e com aquilo que o Espírito que o influencia deseja. Ou seja, a vingança pode chegar a ser física, porém, obtida através de uma ação moral.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 23 de Outubro de 2013, 18:34
Amigos para todos  com muita paz  e  uma  boa tarde e continuando este  nosso tema  sobre  a Obsessão e  no que  vimos debatendo é sempre  bom conhecermos  que esta realidade  está presente  em todos  nós  e  ao mesmo  tempo agradeço  as colocações sempre úteis  do nosso  amigo Kazaoka  que ajudam a compreender  este  problema  que  dando continuidade  ao que  acima  venho dizendo e  pela  experiência que  tenho  vivido  é que  estes conselhos  e meios para nos prevenir  e  não nos deixarmos  levar por pensamentos  menos  bons fazendo  uma prevenção séria  e cuidada na  nossa vida ............. 
 São, por assim dizer, os meios mecânicos, com os quais se deve complementar o aspecto instrutivo.
Sempre que possível, esses poderosos auxiliares deverão ser aplicados na terapêutica desobsessiva, pois se constituem em elementos que ajudarão a recuperação do paciente.
Como vimos, na obsessão a atmosfera fluídica que circunda o paciente se torna sombria.
O enfermo tem dificuldades para elevar seus pensamentos que jazem sob a opressão do baixo magnetismo, vindo das ligações psíquicas com o obsessor.
É preciso ajudá-lo a sair dessa situação e a fluidoterapia é um poderoso auxiliar dessa libertação.
Um grupo de passistas poderá projetar sobre a pessoa obsediada uma significativa carga de fluidos magneticamente elevados, expulsando do seu campo vibratório, as energias negativas.
Quando a situação psicológica do paciente for favorável será importante aconselhá-lo a ler alguns textos espíritas.
No entanto, é preciso ter o cuidado de não sobrecarregar de leituras a mente enferma.
Alguns enfermos obsidiados ficam com seu psiquismo confuso.
No desespero, tendem a ler livros doutrinários dia e noite, favorecendo a obsessão e o desequilíbrio.
Na desobsessão, podemos aconselhar uma leitura diária leve, durante 20 ou 30 minutos.
Os livros recomendados são os que trazem mensagens leves.
O Evangelho Segundo o Espiritismo, o Livro dos  Espíritos.
Pequenas mensagens espíritas, mediúnicas ou não, devem ser distribuídas ao povo e aos enfermos portadores de obsessão, nas reuniões públicas.
Além de esclarecer pequenas dúvidas, elas também constituem-se em forte elemento de sustento  emocional para a recuperação da normalidade psíquica dos perturbados.
A equipe responsável pelas entrevistas, deverá instruir o obsediado a orar todos os dias para facilitar sua libertação.
A prece eleva o Espírito, liberta-o momentaneamente e o coloca em contato com as fontes energéticas do Bem.
Alguns enfermos, por causa de sua doença obsessiva, não conseguem orar.
Nesses casos, um outro membro da sua família poderá ajudá-lo, orando ao seu lado e, se necessário, em voz alta.
Caso o paciente esteja em condições psíquicas para fazer a prece, ele será instruído a realizá-la, não só de coração, mas também proferindo o tradicional "Pai Nosso", que se reveste de importância especial para o tratamento das perturbações espirituais.
"Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso auxiliar da ação contra o Espírito obsessor"
(Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, 28:81).
Quando as condições psicológicas forem satisfatórias, deve-se orientar o paciente para que ocupe seu tempo com alguma atividade material.
Os pacientes com obsessão costumam apresentar uma espécie de inércia psíquica.
O enfermo carrega consigo uma tendência a afastar-se do trabalho e das relações com o mundo exterior.
Seu mundo mental tende a fechar-se em si mesmo.
A desobsessão precisa abrir este caminho e exteriorizar o mundo mental do paciente, trazendo-o novamente para a vida.
O Espírito tem como um dos seus atributos ser útil.
O trabalho é para ele uma normalidade.
Só deixa de sê-lo quando ele está enfermo.
A ocupação é, pois, um remédio capaz de contribuir para a melhoria ou cura de muitas enfermidades mentais, inclusive a obsessão.
As obsessões graves podem levar alguns pacientes a um estado grave de desequilíbrio psíquico.
Há casos crónicos em que a influência obsessiva atinge o organismo físico provocando enfermidades.
Isso ocorre por causa do enfraquecimento fluídico do perispírito, fato comum nas obsessões.
Quando um paciente obsidiado é trazido ao Centro Espírita para tratamento, uma das primeiras perguntas que se deve fazer a ele ou à sua família é se já fez consulta médica.
Importante - Só o médico poderá suspender o uso dos remédios.
Com resultados satisfatórios no tratamento de desobsessão, o paciente começará a depender menos da medicação  que utiliza.
Se o médico achar conveniente, verificando suas condições psíquicas e emocionais, poderá suspender ou diminuir a dose da medicação utilizada.
A responsabilidade pela suspensão ou alteração medicamentosa será inteiramente do profissional que é devidamente habilitado para isso.
Durante a entrevista, se o paciente informar que teve crises de ausência, desmaios ou dores de cabeça repentinas, deve-se ter o cuidado de averiguar se ele está em tratamento médico convencional.
Caso isso não tenha sido feito, deve-se cuidar do paciente, mas solicitará que consulte um profissional especializado.
Tem-se que levar em consideração que existem anormalidades do cérebro físico, que são capazes de produzir sintomas emocionais e psíquicos, semelhantes à obsessão.
Amigos  é  assim que  muitas vezes  e sempre  com a colaboração de todos que podemos ajudar  ............... mas  temos de  ter  atenção que  tudo depende  sempre  da vontade  e  persistência  do obsidiado para que se torne  mais  calmo  e  entender  que  tudo depende  dele..............
Com um abraço de muita paz 
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 24 de Outubro de 2013, 11:40
Amigos  e companheiros onde neste  cantinho sempre estamos  em sintonia  e  ao debater  este  lindo tema  que é a Obessão ..............pois  é um tema  sempre atual na nossa vida e  até muitas vezes  acontece  dentro da nossa  família  e  não o valorizamos  pela sua  intensidade  que muitas  vezes é negativa e incomoda para muitos ....mas é a realidade da vida  e  amigos sintam que  ao escolher este tema não foi por mero acaso............  pois  sabemos  que na sociedade em que vivemos é  o acontecimento mais normal e devido as muitas  e variadas circunstâncias atuais....
Assim amigos  quero a todos saudar  com muita paz  e dar o Meu Bom dia  sincero e  continuando este  tema  vamos  entender que  por vezes o mais grave é  quando acontece  pelo falta de vigilância de  cada um de nós  ........começamos  a entrar num processo de Fascinação  ....muitas vezes pessoal  .mas ainda mais grade  acontece dentro dos centros Espíritas e  nos seus  trabalhadores......
è  assim que  todos  nós  podemos  meditar nestas verdades  que  explano  e  nesse   sentido  vejamos  o que  acontece quando se está fascinado  e não  aceita  conselhos ...........
Então é  aqui  que  a Prece e ajuda se  faz  importante ...............
A  fascinação, que "é muito mais grave, no sentido de que o médium se ilude completamente.
O Espírito que o domina ganha sua confiança ao ponto de paralisar seu próprio julgamento na análise das comunicações e lhe faz achar sublimes as coisas mais absurdas".
"Há Espíritos obsessores sem maldade, que alguma coisa mesmo denotam de bom, mas dominados pelo orgulho do falso saber.
Têm suas ideias, seus sistemas sobre as ciências, a economia social, a moral, a religião, a filosofia, e querem fazer que suas opiniões prevaleçam.
Para esse efeito, procuram médiuns bastante crédulos para os aceitar de olhos fechados e que eles fascinam, a fim de os impedir de discernirem o verdadeiro do falso.
São os mais perigosos, porque os sofismas nada lhes custam e podem tornar cridas as mais ridículas utopias.(...)
Procuram deslumbrar por meio de uma linguagem empolada, mais pretensiosa  do que profunda, eriçada de termos técnicos e recheada das retumbantes palavras caridade e moral.
Cuidadosamente evitarão dar um mau conselho, porque bem sabem que seriam repelidos.
Daí vem que os que são por eles enganados os defendem, dizendo: 'Bem vedes que nada dizem de mau'. A moral, porém, para esses Espíritos é simples passaporte, é o que menos os preocupa.
O que querem, acima de tudo, é impor suas ideias por mais disparatadas que sejam".
A fim de que pudéssemos reconhecer melhor os espíritos fascinadores, Kardec os descreve:
"Os Espíritos dados a sistemas são geralmente escrevinhadores, pelo que buscam os médiuns que escrevem com facilidade e dos quais tratam de fazer instrumentos dóceis e, sobretudo, entusiastas, fascinando-os.
São quase sempre verbosos, muito prolixos, procurando compensar a qualidade pela quantidade. Comprazem-se em ditar, aos seus intérpretes, volumosos escritos indigestos e frequentemente pouco inteligíveis, que, felizmente, têm por antídoto a impossibilidade material de serem lidos pelas massas.
Os Espíritos verdadeiramente superiores são sóbrios de palavras; dizem muita coisa em poucas frases. Segue-se que aquela fecundidade prodigiosa deve sempre ser suspeita."
E aconselha:
"Nunca será demais toda a circunspeção, quando se trate de publicar semelhantes escritos.
As utopias e as excentricidades, que neles por vezes abundam e chocam o bom-senso, produzem lamentável impressão nas pessoas ainda noviças na Doutrina, dando-lhes uma ideia falsa do Espiritismo, sem mesmo se levar em conta que são armas de que se servem seus inimigos, para ridicularizá-lo.
Entre tais publicações, algumas há que, sem serem más e sem provirem de uma obsessão, podem considerar-se imprudentes, intempestivas, ou fora  do contexto  doutrinário ."
Amigos  sintam que  estas verdades  são um pouco da realidade que hoje  vivemos e na qual  nos cabe  um papel importante para ajudar  .............
Vejam  tudo  apenas começou numa obsessão simples................... mas  a não valorizamos .
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 24 de Outubro de 2013, 11:45
Amigo e  continuando sobre este tema  vejam os  efeitos que  muitas vezes acontece  nos centros e  muito mais  dentro do Movimento Espírita............ onde  muitas vezes a fascinação  prolifera  constantemente ea  fascinação é realmente mais comum do que se pensa.
Tal como uma epidemia, espalhou-se, e, atualmente, atinge o Movimento Espírita como uma doença moral muito séria.
Aliada à falta de estudo das obras de Kardec, à tendência cultural  e à ausência de discernimento e de auto -crítica, ela é responsável pela edição de livros anti doutrinários e comprometedores existentes no mercado da literatura espírita.
Essas obras são escritas por médiuns e escritores muitas vezes ingénuos ou mesmo vaidosos que, sob o império da fascinação, não se dão conta do ridículo a que se submetem, comprometendo, inclusive, o sadio entendimento das massas acerca da própria Doutrina Espírita e do que ela verdadeiramente ensina.
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Felipa em 24 de Outubro de 2013, 12:54
Amor, ciúme e paixão 

Por que homens e mulheres são capazes de transformar o Amor, o mais sublime dos sentimentos, em combustível de um crime? Será crível que uma pessoa possa matar por Amor? Será o crime passional um tipo de reação violenta ao fim do “Amor”? Qualquer pessoa que se apaixone pode ter uma reação passional, pois a paixão é um sentimento intrínseco do ser humano. Contudo, isso pode ser perfeitamente controlado.

 Numa violência passional, perde-se a razão e, por via de conseqüência, o controle de si mesmo. Indubitavelmente, a paixão nos torna agressivos e perigosos. É a erupção do lado primitivo do ser, e muitos são passíveis disso quando não vigiam os sentimentos. Uma coisa, no entanto, é certa: a sensação de posse é a causadora da maioria das tragédias passionais.
Para os espíritas, o crime passional pode ser definido como um processo de obsessão ou possessão anímica, isto é, o criminoso é subjugado por entidade desencarnada ou por sua personalidade arcaica, em razão da falência de sua personalidade atual no cipoal e delírio das sensações inferiores. Os crimes de “Amor” nada têm a ver com o Amor. A rigor, são conseqüências de desregramentos sensoriais, com perda do equilíbrio emocional e perturbações espirituais. As Obsessões estão relacionadas à ansiedade criada em resposta a uma situação muito estressante, esmagadora e dolorosa. A frustração Amorosa e o conseqüente sentimento de perda, de autodesvalorização, criam perturbações obsessivas e um transtorno de Amor obsessivo vinculados a um ciúme patológico. A necessidade obsessiva cria mecanismos e estratégias para seduzir o outro, originando numa atração fatal que busca a possessão de forma a incluir o outro em sua própria vida, tentando o máximo de controle, pois a falta deste irá provocar intensa dor. Podem ocorrer manifestações de ciúmes patológicos onde as conexões entre fantasias e realidades se perdem, facilitando episódios psicóticos em que a ação se torna real. A pessoa propensa a um Amor obsessivo tem dificuldades de relacionamento saudável, ligando-se a comportamentos complicados, repletos de brigas, desconfianças e ciúmes, muitas vezes com desfechos tensos e violentos. O transtorno obsessivo compulsivo é um distúrbio debilitante e destrutivo. No entanto, ele pode ser minimizado com a terapia medicamentosa e psicoterapia cognitivo-comportamental e pelos recursos espíritas da desobsessão.
O ciúme (1) voraz é o grande motivo de muitas dores morais. Em verdade, esse sentimento egoístico está presente em nossas vidas tanto quanto a dor, ou seja, quase todo ser humano sente. Toda vez que uma dor nos espicaça o ser é porque há algo errado conosco, e o mesmo acontece com o ciúme: alguma coisa está errada em nós mesmos, no outro ou na relação. A expressão "o pecado do Amor" é tão absurda quanto o ilogismo: "matar por Amor". Enquanto não formos capazes de discernir juízos opostos e continuarmos a confundi-los, não estaremos em condições de reformular nossa concepção do legítimo sentido do Amor.
Pasmem! Há quem defenda que “matar por Amor não é crime”. Creem alguns que o princípio do ser humano é o sentimento, e quando essa emoção é traída, aviltada, ele pratica, então, esses atos chamados criminosos. E nessa confusa tese, afirma-se que o “Amor é a maior fraqueza do ser humano”, argumenta-se que tanto o honesto, o trabalhador, o culto, não importa, todos são passíveis de um único crime: de “Amor”. Não comungamos nessa cartilha, obviamente, pois que ninguém mata por Amor, mas por ódio. Estudos apontam que o criminoso passional não tem raça, credo, faixa etária ou classe social, mas na imensa maioria dos casos tem sexo: o masculino. Diz-se que a impulsividade do homem, ao matar, é cultural, uma vez que no sistema patriarcal, há cinco mil anos, e durante muito tempo, o marido tinha o direito de bater na mulher, de puni-la, de matá-la e isso era muito comum.
Uma criatura que ama não agride e nem fere o ser amado, que é para ela objeto de veneração. O ciúme não procede do Amor, mas do apego animal ao plano sensorial. O animal é que ataca e fere por ciúme, nunca o homem, pois, nele, o Amor se manifesta em ternura, adoração e consciência do valor do ser amado. As criaturas de sensibilidade humana não se deixam arrastar pelas paixões, que pertencem ao plano dos instintos.
Luiz de Camões dizia que o “Amor é um fogo que arde sem se ver”. (2) Segundo Aurélio Buarque “o Amor pode ser um sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou de alguma coisa. Pode ser um sentimento terno ou ardente de uma pessoa por outra, e que engloba também atração física, ou ainda inclinação ou apego profundo a algum valor ou a alguma coisa que proporcione prazer; entusiasmo, paixão”. Podemos considerar o Amor como uma forma de energia cósmica ainda não pesquisada e conhecida pelas Ciências. Porém, e o Amor ao próximo? Bem, esse é um sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro ser ou a uma coisa; devoção extrema. Tudo o que possamos idealizar sobre o Amor pode se consubstanciar como parcela deste sentimento, mas ele é muito maior e mais abrangente, até porque, o bem-querer, toda a bondade, a tolerância, a alegria, a proximidade, só poderão ser um fragmento do Amor quando não tiverem laços no apego, na imperiosa necessidade de permuta, no egoísmo que exige sempre condições e regras.
Preocupados com o Amor humano, psicólogos e filósofos até hoje se interessam, quase que exclusivamente, por essa forma lírica e dramática do Amor entre duas criaturas. A Psicanálise, nos primórdios da teoria freudiana, colocou o problema do Amor na dimensão do patológico. Em verdade, Freud teve de entrar no estudo e na pesquisa do Amor pelo subsolo da psicopatologia. O aspecto patológico é o mais dramático do Amor e o que mais toca o interesse humano. "O Amor é a força mais abstrata e, também, a mais poderosa que o mundo possui.” (Mahtama Gandhi).
Em face dos conceitos espíritas, aprendemos que, nos albores de sua evolução, predominam no homem as cargas instintivas. Na medida em que avança na escala da evolução, surgem as sensações. Com o passar dos milênios, irrompem os sentimentos - ponto fundamental para o desabrochar do Amor. Isto posto, analisemos os sentimentos que advêm das tendências eletivas e o das afinidades familiares. Na primeira condição, estão as expressões complexas do desejo, do sensualismo; na outra situação, sedimentam-se a fraternidade e o enlevo conjugal, numa simbiose mágica, químio-eletro-magnética, na entranha do ser.
Na questão 938-a, de "O Livro dos Espíritos", aprendemos o seguinte: "A natureza deu ao homem a necessidade de amar e de ser amado. Um dos maiores gozos que lhe são concedidos na Terra é o de encontrar corações que com o seu simpatizem”. (3) O Amor deve ser o objetivo excelso no roteiro humano para a conquista da paz na sua expressão apoteótica. Porém, diversas vezes, o nosso sentimento é meramente desejar, e tão-somente com o "desejar", desfiguramos, instintivamente, os mais promissores projetos de vida. 
Nos dias de hoje, fala-se e escreve-se muito sobre sexo e pouco sobre Amor. Certamente, porque esse sentimento não se deixa decifrar, repelindo toda tentativa de definição. Por isso, a poesia, campo mítico por excelência, encontra, na metáfora, a tradução melhor da paixão, como se esta fosse o Amor. O desenvolvimento dos centros urbanos criou a "síndrome da multidão solitária". As pessoas estão lado a lado, mas suas relações são de contigüidade.
A paixão é exclusivista, egoísta, dominadora, é predominantemente desejo. Para alguns pensadores, esse sentimento é a tentativa por capturar a consciência do outro, desenvolvendo uma forma possessiva, onde surge o ciúme e o desejo de domínio integral da pessoa "amada". O legítimo Amor é o convite para sair de si mesmo. Se a pessoa for muito centrada em si mesma, não será capaz de ouvir o apelo do outro. Isso supõe a preocupação de que a outra pessoa cresça e se desenvolva como ela é, e não como queiramos que ela seja. O Amor representa a liberdade, e não o psicótico sentimento de posse. É a lei de atração e de todas as harmonias conhecidas, sendo força inesgotável que se renova sem cessar e enriquece, ao mesmo tempo, quem dá e quem recebe.
Jorge Hessen

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Felipa em 24 de Outubro de 2013, 12:58
Amor obsessivo
Flávio Bastos - flaviolgb@terra.com.br

"O amor é leveza, identidade, silêncio. A paixão é incêndio, instante, furacão. A obsessão é medo, algema, solidão. O amor permite paixão. A paixão pensa que é amor. A obsessão mata os dois". (Sandra Rodrigues)

O processo obsessivo é conhecido dos espíritas em geral, e origina-se através do pensamento fixo direcionado a outro indivíduo, mesmo que este não sintonize com a energia de origem.

Os espíritas chamam a esse processo de "obsessão de encarnado para encarnado", e esse vínculo energético pode ocorrer por aceitação mútua de forma consciente, semi ou inconsciente, ou ainda, como vimos nos parágrafo anterior, de um indivíduo para outro sem que haja a sintonia propriamente dita.

É nesse último caso que ocorrem, geralmente, os processos obsessivos por amor. "Amor" em que o tempo da relação passional não se esgota em si mesmo e torna-se, com o assédio de uma das partes, uma relação doentia tanto do ponto de vista psicológico, quanto do ponto de vista espiritual.

Se nos reportarmos ao amor obsessivo - ou possessivo - por outra pessoa, encontraremos no passado, sempre as mesmas motivações do espírito-criança que não amadureceu emocionalmente e que apresenta consideráveis desequilíbrios na área da afetividade, encontrando-se ainda, fixado em traumas psíquicos do passado recente e remoto, experiências de rejeição, abandono e perdas afetivas. Sentimentos que não desaparecem com a "morte" do corpo físico e permanecem latentes no inconsciente do indivíduo, emergindo para o mental e o emocional a cada nova experiência no âmbito passional-afetivo em outra vida.

Em psicanálise, "obsessão é a idéia, afeto ou tendência frequentemente absurdas e incongruentes que irrompem na consciência e nela se instalam, ainda que o sujeito esteja ciente de seu caráter mórbido e perceba como estranhos". Portanto, sob o sígno da morbidez, tanto na visão psicanalítica como na visão espírita, instala-se no obsessor de caráter afetivo, o resultado dos sentimentos não resolvidos de seus relacionamentos no âmbito da paixão afetiva.

Diante de uma nova frustração amorosa, o indivíduo revive situações do passado, ou seja, experiências de dor e sofrimento que tenta evitar a qualquer custo... nem que este "custo" interfira no direito à liberdade de opção e até à vida da pessoa obsessivamente desejada.

Os filmes "Atração Fatal" e "Dormindo com o inimigo", conhecidos do público brasileiro, abordam com alguma dose de sensacionalismo o que ocorre nos bastidores de um relacionamento marcado pela obsessão - ou dependência - de origem afetiva.

O tratamento para este tipo de caso, que provoca sérios transtornos na vida da pessoa, deve associar o psicológico ao espiritual, com a regressão de memória como técnica investigativa para tentar interligar as experiências intervidas como fator de elaboração e consequente conscientização por parte do paciente. Portanto, jamais deve-se descartar a regressão de memória como técnica de investigação e interligação, porque o tratamento torna-se incompleto e as prováveis recaídas do paciente, uma amostra de que o processo obsessivo continua em curso pela falta de um imprescindível instrumento no método terapêutico aplicado.

As experiências passionais com prazo de validade garantido, isto é  "que seja eterno enquanto dure" como sábiamente referiu-se o poeta Vinicius de Morais, servem para que o espírito vibre numa energia de nível mais intenso. E, dessa forma, desenvolva equilibradamente a sua energia passional direcionada para o potencial criativo e para o necessário estímulo na prática da caridade e do amor abrangente que eleva o espírito e apura a sensibilidade humana.

Como registrara Siddartha Gautama, o Buda, precisamos vivenciar o amor... mas jamais pelos extremos que aprisionam, e sim, pelo Caminho do Meio que liberta.

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: maxmenezes em 24 de Outubro de 2013, 13:46
amigos me desculpem , quanto mais leio mais tenho dúvidas, isso faz parte das minhas características de ser, desculpe eu ter me expressado mal o termo materializar, quando disse materializar eu quis ser amplo, por isso vou dar um exemplo, materializar a vingança, eu quis dizer por exemplo: se o espirio não podendo agir sobre você, vai tentar agir sobre outros que lhe tenham afinidade, como para lhe assaltar, lhe atropelar, induzir a erros médicos, a problemas com entrevista de trabalho, perda de documento em repartições lhe atrasando beneficios, antipatias sem motivos, se ele pode atuar nas pessoas que vc gosta, como por exemplo: os filhos e outros membros da familia. Isso é possivel? Tenho outra pergunta: E quando o obsediado não é espírita, eu li recomendações sobre ler o livro dos espiritas, eu por exemplo eu li e não gostei, sei que pode ter gente como eu por aí, quanto a agua fluidificada, nem todo mundo confia em tomar. Apesar disso ser pouco comentado, essas pessoas existem em maior quantidade do que espiritas. Como saber a diferença entre o problema material e problemas espiritual? como saber que uma doença é de origem somente material ao invés de uma obsessão, afinal, ninguem diz que por exemplo, a causa da gripe é motivado por obsessão ou de origem espiritual.


2-  Sobre fascinação, esse é um dos meus estudos favoritos, principalmente por que é um dos pricipais meios de manipulação que existem, não somente do plano espiritual, mas também no material, ela está mais presente do que as pessoas imaginam, ela está em filmes, desenhos, propagandas, novelas etc... O primeiro passo antes de usar a fascinação, é impressionar a mente da pessoa com algo fantástico, se utilizando aquilo que ela mais deseja, por exemplo: dinheiro, saúde, promessas de salvação, etc.., quanto mais fantástica, mais impressionante for esse algo, melhor será para subjugar uma pessoa, quem gosta muito desse método são os orientais, quem não lembra da propaganda dos faquires deitados numa cama de prego, esta imagem levou a muita gente mesmo a julga-los como santos, e de repente tinha muita gente querendo ser faquír, por ser uma pessoa santa. 

Uma boa oratória, é outro exemplo, pode fazer uma pessoa acreditar que foi curada sem ter sido, e ela antes de saber que não está curada, espalha pra todo mundo que foi curada milagrosamente, com a velha propaganda do boca em boca, quando ela descobrir que não foi, já é tarde, por que ela favoreceu o seu curador, e lhe angariou seguidores fascinado e fanáticos, prontos a doar seu salário. Doutrinas estranhas também são um dos principais meios de fascinação, elas são capazes de escravizar um povo: Eu pesquisei um pouco por exemplo sobre a história do termo Karma, ela foi utilizada por senhores feudais no Oriente  para diminuir a chance de revolução dos escravos e servos, que ao invés de por culpa no escravagista por sua situação de flagelo, eles punham a culpa em suas má ações de vidas passadas, enquanto o escravagista estava recebendo o prêmio em ser senhor de escravos por causa de suas boas ações de "vidas passadas". A existencia de mendigos até hoje em alguns lugares do Oriente é por culpa do karma e não por culpa da má administração do Estado.

  E alguem já ouviu falar de James Warren Jones, conhecido por Jim Jones, fundador do templos do povos, matou apenas por envenamento 917 pessoas, em 1978. Fascinar não é somente pra matar, mas também é uma questão de dinheiro fácil, simboliza o crescimento de uma religião, quanto mais milagres, quanto mais coisas incriveis acontece, maior a fascinação, na prática isso aumenta a quantidade de seguidores fiéis, e maior a entrada de dinheiro. A maior parte do povo que iam atrás de jesus, era por causa dos seus milagres e não por causa de sua mensagem, ele mesmo diz isso no milagre da multiplicação dos pães e dos peixes. O objetivo de fascinar é lhe induzir a fazer algo, que antes disso você jamais faria, usando uma maneira que atinja sua lógica e sensatez, é um instrumento do convencer e do converter. Ela gera o que Max Weber chama de Dominação Carismática. A fascinação é um dos meios de criação de seitas e doutrinas estranhas.

Desculpa por eu ter falado demais, talvez eu tenha até saído do tema sem saber, minha intenção foi apenas, enriquecer o assunto do tema de obsessão por fascinação, para fins de estudo.   

Max.

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Kazaoka em 24 de Outubro de 2013, 14:46
amigos me desculpem , quanto mais leio mais tenho dúvidas, desculpe eu ter me expressado mal o termo materializar, quando disse materializar eu quis ser amplo, por isso vou dar um exemplo, materializar a vingança, eu quis dizer por exemplo: se o espirio não podendo agir sobre você, vai tentar agir sobre outros que lhe tenham afinidade, como para lhe assaltar, lhe atropelar, induzir a erros médicos, a problemas com entrevista de trabalho, perda de documento em repartições lhe atrasando beneficios, antipatias sem motivos, se ele pode atuar nas pessoas que vc gosta, como por exemplo: os filhos e outros membros da familia. Isso é possivel? Tenho outra pergunta: E quando o obsediado não é espírita, eu li recomendações sobre ler o livro dos espiritas, eu por exemplo eu li e não gostei, sei que pode ter gente como eu por aí, quanto a agua fluidificada, nem todo mundo confia em tomar. Apesar disso ser pouco comentado, essas pessoas existem em maior quantidade do que espiritas. Como saber a diferença entre o problema material e problemas espiritual? como saber que uma doença é de origem somente material ao invés de uma obsessão, afinal, ninguem diz que por exemplo, a causa da gripe é motivado por obsessão ou de origem espiritual.

Estamos integrados dentro de um sistema onde a inter-relação dos indivíduos e dos elementos se agrupam por afinidades. Partindo dai, sabemos que o nosso ambiente de convivência e as pessoas que nos são próximas têm um laço de afinidade que nos une. Assim passamos a ser extensões morais uns dos outros. Dessa forma, é possível, sim, que soframos uma influência negativa indireta  através da ação sobre terceiros. Mas, neste caso, quando a ação é resultado de uma influência obsessiva, esta passa a ser sobre aquele que comete o ato (o que atropelou, sobre o médico que errou, etc). Se você fica na condição de vítima de tal ação é porque aquele evento condiz com uma situação de prova ou de expiação para você e que está relacionado com o gênero de provas que você mesmo solicitou a Deus antes de reencarnar.
Todas as questões morais continuam dependendo da forma como cada um dos envolvidos tiveram sua participação no acometimento do ato e de que forma este envolvimento impressionou a consciência de cada um.   
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Kazaoka em 24 de Outubro de 2013, 15:47
Quanto as doenças terem um cunho espiritual, o que posso te dizer é que todas, invariavelmente, têm. Inclusive a gripe ou mesmo o simples resfriado. Mas isso não quer dizer que sejam resultado de uma obsessão ou que devam ser tratadas no centro espírita. As doenças físicas são de natureza física, porém, sempre em resposta ao estado da Alma (Espírito encarnado).
Ainda usando o caso da doença tão comum como a gripe, e que todos sabem que o agente patogênico é um vírus, observe em você mesmo e em todos que são acometidos de tal enfermidade, que esta sempre sucede a algum tipo de stress emocional. Isso ocorre porque o ser metafísico que anima aquele corpo sofreu um abalo e este refletiu sobre a organização física, fragilizando-a e proporcionando meios para os agentes causadores das enfermidades (vírus, fungos, bactérias, etc.) sobreponham à defesa do organismo que os mantinham sob controle, fazendo que surjam as doenças. Então, todas as enfermidades tem um fundo espiritual, ainda que seja do próprio Espírito (animismo).
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Mourarego em 24 de Outubro de 2013, 16:25
Espíritos não têm organização física como os encarnados.
Diz a DE que são seres incorpóreos, logo, não podem conter germes senão morais mas estes não trazem bacilos, miocróbios ou virus que os sintamos no corpo físico.
"Dai a Cezar o que é de Cezar" asseverou Jesus e eu digo, dai ao Espírito aquilo que somente a ele pertence.
Abraços,
Moura
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 25 de Outubro de 2013, 12:25
Hábitos Infelizes

Usar pornografia ou palavrões, ainda que estejam supostamente na moda.
*
Pespegar tapinhas ou cutucões a quem se dirija a palavra.
*
Comentar desfavoravelmente a situação de qualquer pessoa.
*
Estender boatos e entretecer conversações negativas.
*
Falar aos gritos.
*
Rir descontroladamente.
*
Aplicar franqueza impiedosa a pretexto de honorificar a verdade.
*
Escavar passado alheio, prejudicando ou ferindo os outros.
*
Comparar comunidades e pessoas, espalhando pessimismo e desprestígio.
*
Fugir da limpeza.
*
Queixar-se, por sistema, a propósito de tudo e de todos.
*
Ignorar conveniências e direitos alheios.
*
Fixar intencionalmente defeitos e cicatrizes do próximo.
*
Irritar-se por bagatelas.
*
Indagar de situações e ligações cujo sentido não possamos penetrar.
*
Desrespeitar as pessoas com perguntas desnecessárias.
*
Contar piadas suscetíveis de machucar os sentimentos de quem ouve.
*
Zombar dos circunstantes ou chicotear os ausentes.
*
Analisar os problemas sexuais de quem quer que seja......
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 25 de Outubro de 2013, 12:41
.........
Deitar conhecimentos fora de lugar e condição, pelo prazer de exibir cultura e competência.
*
Desprestigiar compromissos e horários.
*
Viver sem método.
*
Agitar-se a todo instante, comprometendo o serviço alheio e dificultando a execução dos deveres próprios.
*
Contar vantagens, sob a desculpa de ser melhor que os demais.
*
Gastar mais do que se dispõe.
*
Aguardar honrarias e privlégios.
*
Não querer sofrer.
*
Exigir o bem sem trabalho.
*
Não saber aguentar injúrias ou críticas.
*
Não procurar dominar-se, explodindo nos menores contratempos.
*
Desacreditar serviços e instituições.
*
Fugir de estudar.
*
Deixar sempre para amanhã a obrigação que se pode cumprir hoje.
*
Dramatizar doenças e dissabores.
*
Discutir sem raciocinar.
*
Desprezar adversários e endeusar amigos.
*
Reclamar dos outros aquilo que nós próprios ainda não conseguimos fazer.
*
Pedir apoio sem dar cooperação.
*
Condenar os que não possam pensar por nossa cabeça.
*
Aceitar deveres e largá-los sem consideração nos ombros alheios.

Sinal Verde - André Luiz
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 25 de Outubro de 2013, 15:23
Amigos para todos  com muita paz a minha Boa tarde e  como é  bom estarmos a entrar neste  tema  com muita seriedade  e mesmo tempo agradecer  como sempre  a colaborações de  todos  para que  possamos  compreender  um pouco mais  todo este processo de Obsessão e  Fascinação que  é sempre  um mal que prolifera entre muitos e por vezes ainda mais  nos Centros  Espíritas.............
Allan Kardec alerta para outro grave perigo: o da fascinação de grupos espíritas.
Iniciantes  inexperientes podem cair vítimas de Espíritos mistificadores  que se comprazem em exercer domínio intelectual sob todos aqueles que lhes dão ouvidos, manifestando-se algumas vezes como guias, missionários, e até como Espíritos de outra natureza, vindos de algum planeta ou galáxia distante.
O mesmo pode ocorrer com grupos experientes que se julguem maduros o suficiente.
O orgulho e o sentimento de superioridade é a porta larga para a entrada dos Espíritos fascinadores.
Portanto, deve-se tomar todo o cuidado quando na direção de centros espíritas e das sessões de atividades mediúnicas. Os dirigentes são alvos preferidos dos Espíritos hipócritas que, dominando-os, podem mais facilmente dominar o grupo.
Preocupado com tais consequências , o espírito Vianna de Carvalho ditou a seguinte mensagem, intitulada
"Esquisitices e Espiritismo":
"Resumam com frequência nos arraiais da prática mediúnica esdrúxulas superstições que tomam corpo, teimosamente, entre os adeptos menos esclarecidos do Espiritismo, grassando por descuido dos estudiosos, que preferem adotar uma posição de muitas  dúvidas, à coerência doutrinária de que sobejas vezes deu mostras o insigne Codificador.
Pretendendo não se envolver no desagrado da ignorância que se desdobra sob a indumentária de fanatismos repetitivos, alguns espíritas sinceros, encarregados de esclarecer, consolar e instruir doutrinariamente o próximo, fazem-se tolerantes com erros lamentáveis, em detrimento da salutar propaganda da Doutrina de Jesus, ora atualizada pelos Espíritos Superiores.
A pretexto de não contrariarem a petulância e a aventura, cometem o grande  engano de compactuarem com o engodo, desconcertando as paisagens da fé e, sem dúvida, conspurcando os postulados kardecistas, que pareceriam aceitar esses apêndices viciosos e jargões deturpadores como informações doutrinárias. (...)
De uma lado, é a ausência de estudo sistemático, de auto didático espírito,  na Codificação, de atualização doutrinária em face das conquistas do moderno pensamento filosófico e tecnológico; doutro, é o desamor com que muitos confrades, após se entrarem no conhecimento imortalista, mantêm atitude de indiferença, resguardando a própria comodidade, por egoísmo, recusando-se a experimentar problemas e tarefas, caso se empenhassem na correta difusão e no eficiente esclarecimento espírita; ainda por outra circunstância, é a falsa super  valorização que se atribuem muitos, preferindo a distância, como se a função de quem conhece não fosse a de elucidar os que jazem na na sombra das tentativas infelizes; e, normalmente, é porque diversos preferem a falsa estima em que se projetam ilusoriamente a desfavor do aplauso da consciência reta e do labor retamente realizado...
...E surgem esquisitices que recebem as manchetes do sensacionalismo da Imprensa mais interessados na divulgação infeliz que atrai clientes, do que na informação segura que serve como luzes do esclarecimento eficiente.
Médiuns e médiuns saltam nos diversos campos da propaganda, auto promovendo-se, mediante ridículas conversas como 'status' de fantasias vigentes no báratro em que se converteu a Terra, sem aferição de valores autênticos, com raras exceções, conduzindo, quase sempre, a deplorável vulgaridade a nobre Mensagem dos Céus, assim chafurdando levianamente nos vícios que incorrem.
Fazem-se instrumentos de visões extravagantes e dizem-se dialogando com anjos e santos desocupados, quando não se utilizando, ousadamente, dos venerandos nomes de Cristo e Maria, dos Apóstolos e dos eminentes sábios e filósofos do passado, que retornam com expressões da excentricidade, abordando temas de somenos importância em linguagem chã, com despaupérios, em desrespeito pelas regras elementares da lógica e da gramática, na forma em que se apresentam.
Parecia que a desencarnação os depreciara, fazendo-os perder a lucidez, o património moral-intelectual conseguido nos longos sacrifícios em que se empenharam arduamente.
Prognosticam, proféticos, os fins dos tempos chegados e, com imaginação, recorrem ao pavor e à linguagem empolada, repetindo as proezas confusas de videntes do pretérito, atormentados que são, a seu turno, no presente.
Utilizando-se das informações honestas da Ciência, passam à elaboração de informes fantásticos, fomentando débeis vagidos de 'ciência-ficção', entregando-se a debates e provas inexpressivas retiradas de lacónicos telegramas de agências noticiosas, com que esperam positivar seus informes sobre a vida em tais ou quais condições, nesse ou naquele Planeta do Sistema Solar, ou noutra galáxia que se lhe torne simpática, como se a Doutrina já não o houvera oportunamente conceituado com segurança a questão, à Ciência competindo o labor de trazer a sua própria afirmação, sem incorrerem os espiritistas no perigo do ridículo desnecessário...
Outras vezes entregam-se à atualização de antigas crendices e feitiços, enredando os neófitos em comunicações com Entidades infelizes ainda anestesiadas pelos tóxicos de última reencarnação, vinculadas às impressões do que acreditavam e se demoram cultuando...
Receitam práticas estranhas e confusas, perturbando as mentes que se encontram em plena infância da cultura como da experiência superior, tornando-se chefes e condutores cegos que são, conduzindo outros cegos, conforme a lição evangélica, terminando por caírem todos no mesmo abismo...
O Espiritismo é simples e fácil como a verdade quando penetrada.
Deixá-lo padecer a leviana aventura de pessoas irresponsáveis, ingénuas ou malévolas, é grave de que não se poderão eximir os legítimos adeptos da Terceira Revelação.
(...)Cabem, frequentemente, sempre que possíveis, as honestas informações entre Doutrina Espírita e Doutrinas Espiritualistas, prática espírita e práticas mediúnicas, opinião espírita e opiniões medianíunicas, calcadas na Codificação Kardequiana, que delineou, aliás, com muita propriedade, as características do Espiritismo, conforme se lê na Introdução de 'O Livro dos Espíritos', estando presente em todo o Pentateuco, que desdobra os postulados mestres em imcomparáveis estudos de perfeita atualidade, a resistirem a todas as investidas da razão, da técnica e da fé contemporâneas".
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 25 de Outubro de 2013, 15:41
Amigos  então vejam como sempre  e muitas vezes  a Fascinação é   um mal que  temos de  sempre tentar corrigir para não nos deixarmos  ludibriar e como já pudemos constatar em vários artigos, não só o Codificador e os Espíritos ligados diretamente à Codificação se preocupavam com os rumos do movimento Espírita e a nefasta tendência das ideias demasiado heterodoxas e suas infiltrações no Movimento Espírita, mas também outras entidades espirituais têm atualmente evidenciado grande preocupação com a invasão de práticas e conceitos estranhos vindos  do Orientalismo e do Africanismo, que são respeitáveis, mas que não coadunam com os ensinamentos espíritas.
Portanto, estudemos, pois, a Doutrina Espírita, e atentemos para os desvios que sorrateiramente encarnados e desencarnados propõem de maneira leviana e até irresponsável, para que, amanhã, não caiamos nós nas teias da fascinação.
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 26 de Outubro de 2013, 11:01
Amigos e companheiros  é para todos  com muita paz  que lhes desejo um bom dia  e  sempre  na esteira do conhecimento para que  este tema  muito importante na nossa vida seja  sempre  uma ajuda importante quando o fazemos  com muita seriedade  e  então nos trabalhos de  um Centro Espírita  onde  se proporciona  mais intimidade para ajudar  temos assim um espaço  lindo que são  as reuniões   de desobessão para casos  mais  complicados ...........
Nas lides espíritas, os “trabalhadores da última hora”  têm conciliado, em suas atividades, duas das mais fascinantes ferramentas que Deus nos deu para possibilitar a nossa evolução: o Evangelho e a Mediunidade.
O primeiro, como sabemos, é o resumo da própria lei de Deus, lei universal ensinada por Jesus e interpretada, nos últimos dois milénios, por várias correntes religiosas.
Todas as seitas cristãs propagam essa luz...
Já o Espiritismo, sendo o Consolador prometido pelo próprio Cristo propõe a reinterpretação do Evangelho à luz dos seus princípios fundamentais (Deus, imortalidade, comunicabilidade, reencarnação e a pluralidade dos mundos habitados), possibilitando o entendimento dos ensinamentos de Jesus e sua aplicação e consequência à nossa vida.
Já a mediunidade, ao contrário do que se imagina, não é “criação” espírita.
A comunicação entre o plano dos “vivos” (físico) e o dos “mortos” (espiritual) sempre existiu, sendo, portanto natural ao género humano.
Há relatos históricos de todos os povos antigos, quanto à comunicabilidade.
Essa faculdade psíquica possibilita o intercâmbio entre os dois planos, que jamais estiveram ou estarão isolados, pois os habitantes dos mesmos são filhos do mesmo Pai de amor.
Nos núcleos espíritas, realiza-se o estudo metódico e sistemático de ambas as ferramentas citadas e após esse período de estudo e preparação (mais ou menos longo), o aprendiz estará apto para uma das mais fascinantes atividades espíritas: a reunião mediúnica.
Esta é a sessão de intercâmbio com os desencarnados, onde os médiuns permitem que os mesmos se comuniquem, sob condições de controle rígidas e seguras.
Num grau mais avançado de teoria e de prática, o grupo mediúnico é convidado pelos seus orientadores desencarnados a enveredar-se por um tipo de prática mais profunda, que lhe exige mais responsabilidade e mais vigilância: a reunião de desobsessão.
Nesse tipo de reunião, os desencarnados que se comunicam o fazem sem a própria concordância, sendo, não raro, capturados pelos espíritos ligados aos grupos, responsáveis por esse trabalho.
Os chamados obsessores apresentam faixas de vibração  muito mais pesadas que as entidades que se manifestam nos grupos mediúnicos de manifestações mais simples, exigindo de todo o grupo (membros encarnados e desencarnados) uma sintonia mais apurada.
Costumam tentar agredir os membros, na hora da manifestação, “quebrar tudo”...
Exigindo do médium equilíbrio e disciplina mental constante, e sustentaço de muiuta  vibração dos outros  membros.
Havendo, por parte do médium esclarecedor (doutrinador) e de todo o grupo a ascendência moral necessária, a terapia do Evangelho mostra-se infalível no apaziguamento desses irmãos, pois nessas manifestações os mesmos contam os seus dramas, muitas vezes milenares.
Assim, podemos auxilia-los a refazer seus conceitos, e mostrar-lhes (e a nós mesmos, muitas vezes...) que o perdão é o melhor caminho, e o único caminho para a paz.
A terapia do Evangelho é a terapia real, única capaz de curar em definitivo as nossas chagas morais, que são as causadoras das chagas físicas.
Assim sendo, a mensagem da Boa Nova, deixada por Jesus há dois milénios, é a maior fonte de luz que a humanidade já recebeu em toda a história do mundo.
Estudemos essas duas ferramentas que a Doutrina Espírita nos oferece de forma tão clara (Evangelho e Mediunidade), e aprendamos a usá-las para o esclarecimento...
Primeiramente, de nós mesmos, e depois, dos irmãos necessitados.
Entendamos também que cada manifestação nas reuniões mediúnicas ou de desobsessão são fonte de aprendizado; é como se o manifestante dissesse: “eu cometi um erro, e em consequência colhi sementes nada agradáveis...
Não façam o mesmo”!
Amigos  então  com um sincero abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 27 de Outubro de 2013, 10:52
Amigos  e companheiros  deste  Estudo e debate  onde  sempre  meditamos  um pouco neste complicado  problema da Obessão  e  como é  importante  compreendermos que  na vida muitas  vezes somos confrontados com situações menos  boas  por  causa  destes tormentos que  muitos sentem  e  quantas vezes até  em nossos  familiares .............  muito se podia dizer sobre  esta situação e  por vezes  entendo que pode causar  algum constrangimento para que  o tema  seja mais debatido e não ficarmos  apenas  pelo que sabemos e  entendemos dentro da doutrina ........................ Há muito mais  e  muitas  situações  .............não foi por acaso que foi proposto  este tema  e  as suas consequências  na  vida ..............
Assim é que diante de tudo o que  foi colocado  ainda  temos  muitas  coisas para  meditar e  vos trago  apenas esta meditação  que  julgo de muita  importância para  o mesmo  tema o que podemos  muitas vezes  dizermos  Possessão Espiritual ................
Muitas vezes fala-se em possessão espiritual, situação em que alguém é possuído por um espírito mau e tem atitudes das mais díspares. Mas, será mesmo assim?
Venha saber o que pensa a Doutrina Espírita (ou Espiritismo) acerca deste assunto.
É muito comum  ouvir dizer-se que alguém foi possuído espiritualmente.
Geralmente descreve-se a possessão espiritual como a entrada de um espírito no corpo de uma pessoa, obrigando-o a fazer coisas que ele não deseja.
Entretanto, com o advento do Espiritismo, nas suas componentes científica, filosófica e moral, o assunto ganhou novos dados, e acabou por ser desmistificado.
Se consultarmos «O Livro dos Espíritos» bem como «O Livro dos Médiuns», ambos de Allan Kardec podemos encontrar novos conceitos acerca do assunto.
Com o Espiritismo, através da observação, repetição dos factos e comprovação dos fenómenos, concluiu-se experimentalmente que é possível comunicar com aqueles que já estão no mundo espiritual, isto é, cujos corpos físicos já morreram. 
Nesse sentido, numa sessão espírita  doutrinam-se aquelas pessoas que por desconhecimento da vida espiritual andam em perturbação nesse mesmo plano.
Os Espíritos interferem positiva ou negativamente na nossa vida, conforme as afinidades que têm connosco.
A obsessão espiritual caracteriza-se pela acção de seres espirituais inferiores (em evolução moral) sobre o psiquismo humano.
Allan Kardec distinguiu nas suas pesquisas, três tipos de obsessão: a obsessão simples, a fascinação e a subjugação.
Na obsessão simples, a interferência espiritual atinge a mente causando algumas perturbações.
Na fascinação, essa interferência é mais profunda, afectando a consciência da pessoa, desencadeando processos alucinatórios. Na subjugação a interferência amplia-se aos centros da afectividade e da vontade, afectando os sentimentos e o sistema psicomotor, levando o obsidiado (a pessoa que sofre o assédio espiritual) a atitudes e gestos estranhos.
Nesse sentido é errado falar-se em termos de possessão espiritual, já que os espíritos não entram no corpo da pessoa, antes o envolvem procurando intuir ideias que eles querem que a pessoa ponha em prática.
Assim, todos nós, sofremos a influência positiva ou negativa dos espíritos, conforme as nossa afinidades mentais.
A pessoa correcta, que respeita o ser humano, que é digna, entra em sintonia (vibratória) mental com espíritos, isto é, pessoas já falecidas, que também são equilibradas e pensam de igual modo.
Quem sofre de perturbação espiritual deve estudar o assunto e pedir auxílio numa associação espírita idónea.
Aquela pessoa cujo objectivo é apenas satisfazer o seu próprio egoísmo, a sua vaidade, o seu orgulho, a sua maldade, essa entra em afinidade mental com seres de igual natureza, seja neste mundo seja no mundo dos espíritos.
Nesse sentido, cada um de nós é senhor do seu destino, colhendo os frutos do seu agir no quotidiano.
Quando a problemática da obsessão espiritual aparece, é fundamental que a pessoa peça auxílio numa associação espírita idónea (onde não se cobre nem se aceite dinheiro pelas suas actividades) para que nas sessões espíritas se possa esclarecer não só o espírito necessitado que está a interferir com a pessoa no corpo de carne, como também que essa mesma pessoa seja esclarecida do processo que está a viver e comece a mudar a sua maneira de agir no sentido de alterar essa situação indesejada: a interferência espiritual.
Aconselhamos vivamente a leitura dos livros acima referidos, de Allan Kardec, para mais esclarecimentos acerca deste assunto.
Amigos parece que  dizemos sempre as mesmas coisas  ............... mas  sintam que não  e  nunca é demais voltar a este assunto primordial na vida  e  no qual muitas vezes  queremos  deixar passar no silêncio ............e  muitas vezes até no seio familiar .....
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 27 de Outubro de 2013, 11:06
Amigos  e companheiros  o meu Bom dia de muita paz....................

Refletindo sobre  a Obsessão

"E este, onde quer que o apanha, despedaça-o ele espuma, e range os dentes, e vai se secando; e eu disse aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam."
Marcos 9 - v. 18.
Apesar de nos faltar comprovações científicas, há fortes evidências de que o Processo Obsessivo, que é caracterizado por manipulações e inte rposições de fluidos tóxicos, exerce papel importante na fisiopatogenia das doenças no corpo físico e espiritual, e às vezes evoluindo com quadros gravíssimos.
Não temos a pretensão de criar confrontos entre a Ciência Médica e a Doutrina Espírita, mas sim apresentar oportunidades de reflexões objetivas, visando o aprofundamento de questões específicas.
É chegada a hora em que a ciência deve ser respeitada pelos espíritas e aquela compreender a importância dos fundamentos da Doutrina na elucidação dos fatos, porquanto, até então todos têm falhado, apesar de toda capacitação de recursos técnicos e humanos.
Vivemos um momento de grandes aflições, onde a busca pelos valores materiais, visando suprir as necessidades do Ser, de maneira equivocada, tem trazidos muitos desequilíbrios, com intensas perturbações de ordem física e mental.
A propósito, o prof. Ives Lecrubie, psiquiatra francês, em entrevista concedida ao ComitéBrasileiro para Prevenção e Tratamento da Depressão, relatou que de 3 à 6% da população do planeta sofre de estados depressivos e que há uma tendência de 1% de casos novos a cada ano, conforme dados recentes da Organização Mundial de Saúde.
Do ponto de vista da Doutrina Espírita, sabemos que o Ser Espiritual encarnado é constituído de:
Espírito: É a sede da consciência do Ser.
É o princípio inteligente do Universo.
É o campo das causas.
Cada Espírito é uma unidade indivisível.
Perispírito: É o envoltório semi-material, fluídico, do Espírito.
É uma substância vaporosa aos olhos, retirada do fluido cósmico universal de cada globo.
É o intermediário entre o corpo físico e o Espírito.
É o campo dos efeitos.
Corpo Físico: É um conglomerado de fluidos ponderáveis.
É energia condensada, constituída por células, tecidos, órgãos, sistemas e aparelhos.
O Ser Espiritual, centelha divina, consciência cósmica, caminha no Universo em busca do aprendizado, e isto se faz de modo mais específico, através das reencarnações, usando para isto o seu perispírito, que é o agente modelador do corpo físico.
Estabelecido o processo reencarnatório, o Ser tem a oportunidade de exercitar-se em função do seu livre arbítrio, assumindo condutas e comportamentos, através de pensamentos, palavras e atos, que se traduzem em aquisições de energias.
Assim sendo “a semeadura é livre e a colheita obrigatória”.
Com certeza estaremos todos sujeitos a medidas educativas das Leis Divinas, que sempre estiveram em disponibilidade.
Não podemos esquecer a palavra do Codificador, quando afirma que “O Espiritismo é capaz de incorporar à sua Doutrina tudo aquilo que depois de passar pelo crivo da razão e resistir à pesquisa científica, seja útil e benéfico ao homem”.
Hipócrates, 460 A.C., relacionava doenças nervosas com as alterações dos humores.
Na Idade Média já relacionavam doenças nervosas com processos demoníacos.
Em todas as épocas da história da civilização humana, tivemos os obsidiados, e em alguns casos envolvendo Seres que se celebrizaram por seus atos, Citaremos alguns: Nabucodonosor II, rei dos Caudeus, pastava no jardim do palácio, como um animal.
Tibério, envolvido por muitos espíritos cobradores, cometeu muitos equívocos, com muita maldade.
Muitos “endemoniados” foram tratados na época de Jesus.
Calígula e Gengis-Khan marcaram presença em função de seus desatinos.
Domício Nero, em função de grandes desequilíbrios, entre tantos equívocos, mandou assassinar a mãe e sua esposa, e depois as encontrava em desdobramentos.
Celline, depois de gravar no metal as imagens de sua própria vida, apunhalava os transeuntes à noite, de tocaia. Dostoyevski sofria de ataques epiléticos.
Maupassant, em um ataque de loucura, cortou a própria garganta e depois morreu, indiferente à tudo.
Nietzche perambulou pelos asilos  de alienados.
Van Gogh cortou as orelhas num momento de insanidade e as enviou de presente para sua amada, findando posteriormente a vida, com um tiro.
Shumann, notável compositor, atirou-se ao Reno, foi salvo pelos amigos e internado num hospício, onde acabou seus dias.
Edgar Allan Poe sucumbiu arrasado pelo álcool e tendo visões infernais.
A medicina, em todas as épocas, tentou ajudar esses Seres, inclusive na fase inicial de seus estudos.
Especificamente no campo da Psiquiatria, alguns estudiosos já relacionavam algumas doenças de origens nervosas e mentais, sendo induzidas pela influência dos espíritos; todavia, os preconceitos da época impediram que as pesquisas avançassem.
Lembramo-nos ainda do grande missionário João Evangelista, que nos aponta no Apocalipse, cap. XXI – v. 8: “Quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas,  e aos feiticeiros, e aos idolatras e a todos os mentirosos, a sua parte terá o lago que arde com fogo e enxofre”.
Com certeza todos estarão sujeitos a grandes sofrimentos, em função de merecimentos, o que inada tem com a categoria social e intelectual do indivíduo, apresentando-se como obsidiados, psicóticos, psicopatas, etc.
Indoval Moreli Heiderick
Amigos é apenas  um principio do que  uma  obesssão pode causar em  muitas pessoas e criar  situações menos  boas na vida
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 28 de Outubro de 2013, 11:30
Amigos  e  companheiros  sempre continuando neste  explanar  do tema que  durante este  mês nos  fez  e continua a  fazer meditar neste problema  da Obssessão e quais as  suas  consequências  para a vida de  cada um de  nós   .........sinto que  ao visitarmos  todas  esta páginas  que  nos  são colocadas para cada um e nós e para mim muito mais  pois  é um alerta para que  possamos  vigiar sempre  cada pensamento nosso ...
Assim  com esta  disposição de  muita  fraternidade entre  todos os que nos visitam  é  com grande  carinho que aqui expressamente lhes  dou o Meu Bom Dia  sincero e que  possamos  continuar a debater e ajudar...pois  é assim  que  sempre  com  uma pequena mensagem pode beneficiar  alguém ...............
 CONCEITOS
No conceito do Codificador: “trata-se do domínio que alguns espíritos podem adquirir sobre certas pessoas.
São sempre espíritos inferiores que procuram dominar, pois os bons não exercem nenhum constrangimento.
A obsessão apresenta caracteres diversos que é necessário distinguir, e que resultam do grau do constrangimento e da natureza dos efeitos que produzem”.
 (Allan Kardec – Livro dos Médiuns – Item n.º 237).
Na avaliação de Manuel Philomeno de Miranda: “A obsessão, sob qualquer modalidade que se apresente, é enfermidade de longo curso, exigindo terapia especializada, de segura aplicação e de resultados que não se fazem sentir apressadamente.”
(Divaldo Pereira Franco – Nos Bastidores da Obsessão).
Segundo Suely Caldas: “É a obsessão, cobrança que bate às portas da alma.
 É um processo bilateral. Faz-se presente porque existe de um lado o cobrador, sequioso de vingança, sentindo-se ferido e sem justiça , e de outro o devedor, trazendo impresso no seu perispírito as matizes de culpa, o remorso ou do ódio que não se extinguiu.”
 (Suely Caldas Schubert – Obsessão-Desobsessão).
Considerando a complexidade do assunto, entendemos a obsessão como sendo a influência energética, nociva, causada por um ou mais espíritos, que de forma consciente ou não, manipula ou inocula fluidos tóxicos, de maneira contínua e persistente.
Sob o ponto de vista global, podemos afirmar que as causas da obsessão se alicerçam em nossas imperfeições, quais sejam: vícios, paixões exacerbadas, perversões sexuais, crimes, ganância, apêgos excessivos à pessoas e objetos, que nos colocam em estado de sintonia vibratória com os espíritos desencarnados em função da afinidade moral, estando então o Ser sujeito a reajustes e resgates específicos.
Na visão de Emmanuel e Scheila, apresentadas através das obras psicografadas por Francisco Candido. Xavier, as possíveis causas de obsessão são:
1.   a cabeça e mãos desocupadas;
2.   a palavra irreverente;
3.   a boca maledicente;
4.   a conversa inútil e fútil, prolongada;
5.   a atitude hipócrita;
6.   o gesto impaciente;
7.   a inclinação pessimista;
8.   a conduta agressiva;
9.   o apego demasiado a coisas e pessoas;
10.   o comodismo exagerado;
11.   a solidariedade ausente;
12.   tomar os outros por ingratos ou maus;
13.   considerar nosso trabalho excessivo;
14.   o desejo de apreço e reconhecimento;
15.   o impulso de exigir dos outros mais do que de nós mesmos;
16.   fugir para o álcool ou drogas estupefacientes.
Na análise do Livro dos Médiuns, feita por Ney Prieto Peres (Boletim MEDNESP n.º 2 – dezembro de 1992), são apontadas as seguintes causas de obsessão:
1.   vingança de espíritos contra pessoas que lhes fizeram sofrer nessa ou em vias anteriores;
2.   Desejo simples de fazer os outros sofrerem, por ódio, inveja, covardia;
3.   Para usufruir dos mesmos condicionamentos que tinham quando na vida física, induzem seus afins a cometê-los;
4.   Apêgos às pessoas pelas quais nutriam grandes paixões quando em vida;
5.   Por interesses em destruir, desunir, dominar, provocar o mal, manter distúrbios, partindo de espíritos inteligentes das hostes inferiores.
Na avaliação de nosso mentor espiritual André Luís () Evolução Em Dois Mundos,caminhamos pelo universo “sentidos e reconhecidos pelos nossos afins, temidos e hostilizados ou amados e auxiliados pelos irmãos que caminham em posição inferior à nossa.
Isto porque exteriorizamos, de maneira invariável, o reflexo de nós mesmos, nos contatos de pensamento a pensamento, sem necessidade das palavras para simpatias ou repulsas fundamentais.” O mesmo mentor, (Mecanismos da Mediunidade – Francisco Candido. Xavier – Waldo Vieira, “É o pensamento contínuo fluxo energético, incessante, revestido de poder criador inimaginável .
 A corrente mental, segundo anotamos, vitaliza particularmente todos os centros da alma e, consequentemente todos os núcleos endócrinos e juntas plexiformes da usina física, em cuja urdidura dispõe o Espírito de recursos para os serviços da emissão e recepção ou exteriorização dos próprios pensamentos e assimilação dos pensamentos alheios.”
V – MECANISMOS
É necessário que compreendamos que a obsessão existe entre os espíritos encarnados e desencarnados, reciprocamente, e inclusive pode ter o seu início logo após a fecundação, no ventre materno, quando se estabelece o processo reencarnatório que com certeza acontecerá em função de débitos, merecimentos e seu projeto espiritual.
Assim sendo, em sintonia com as Leis Universais, o Ser, estará sujeito a manipulações e inoculações de fluidos tóxicos a nível de seu campo eletromagnético com agressões específicas a seu corpo perispiritual e mental, repercutindo no corpo físico.
É comum o espírito que quer obsidiar, acompanhar as suas vítimas anos a fio, antes do nascimento e até depois do desencarne.
Ensina-nos André Luís (No Mundo Maior  que os “Nervos, zona motora e lobos frontais, no corpo carnal, traduzindo impulsividade, experiência e noções superiores da alma constituem campos de fixação da mente encarnada ou desencarnada.”
Enquanto a medicina à partir de 1964, com Donald e Klen – EUA, inicia a nova fase de pesquisas, procurando evidenciar a relação entre as doenças mentais e nervosas com as privações de neurotransmissores cerebrais, o nosso mentor André Luís (Evolução Em Dois Mundos,  nos ensina que “...os verdugos é  comum tomar  conta  dos neurônios do hipotálamo, acentuando a sua própria dominação sobre o feixe amielínico que o liga ao córtex frontal, controlando as estações sensíveis do centro coronário que aí se fixam para o governo das excitações e produzem nas suas vítimas, quando contrariados em seus desígnios, inibições de funções viscerais diversas, mediante influência mecânica sobre o simpático e o para simpático.
No tocante à criatura humana, o obsessor passa a viver no clima pessoal da vítima, em perfeita simbiose mórbida, absorvendo-lhe as forças psíquicas, situação essa que, em muitos casos, se prolonga além da morte física do hospedeiro, conforme a natureza e a extensão dos compromissos morais entre credor e devedor.”
Já Bezerra de Menezes (Loucura Sob Novo Prisma, diz que nos casos de loucura propriamente dito, se rompe a harmonia de ação da alma e do cérebro, do ser pensante e do órgão da manifestação do pensamento.
O cérebro, pois , perturbado em sua função e não podendo transmitir integralmente o pensamento como formulou a alma, determina loucura.
Seria a loucura com lesão cerebral.
Neste caso temos a incapacidade material do cérebro para receber e transmitir fielmente as cogitações do Espírito.
Nos casos de loucura em que Esquirol não encontrou lesão cerebral, é a loucura psíquica, moral ou por obsessão, onde o processo acontece sempre por influência dos espíritos.
A alma aqui formula os seus pensamentos como sempre, sem a mínima perturbação, e, de sua parte o cérebro está nas melhores condições para transmiti-los.
O que determina, não a perturbação mental, porque a alma não enlouquece, mas a perturbação na transmissão do pensamento, pois é a interposição de fluidos do Espírito obsessor, entre a agente e o instrumento, de modo que fica interrompida a comunicação regular dos dois.
A alma pensa, mas seu pensamento não pode utilizar-se do cérebro, senão imperfeitamente, por estar truncado, alterado em função da barreira posta pelo obsessor no empenho de produzir essa perturbação que se toma por loucura.
Aqui temos a impossibilidade das cogitações do Espírito chegarem integralmente ao cérebro.
Temos, portanto, que tanto na loucura quanto na obsessão, o Espírito é lúcido, e que tanto num caso como no outro o mal consiste na irregularidade da transmissão ou manifestação do pensamento.
 A ação fluidica do obsessor sobre o cérebro, se não for removida a tempo, dará necessariamente em resultado o sofrimento orgânico daquela víscera, tanto mais profundo quanto mais tempo estiver sob a influência deletéria daqueles fluidos.
Indoval Moreli Heiderick
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: lconforjr em 28 de Outubro de 2013, 13:51
Obsessão e suas conseqüências

      Amigos,

      Sem dúvidas, se desejamos entender a doutrina, não num entendimento superficial, mas se somos sinceros e desejamos entendê-a profundamente, temos de, obrigatoriamente, raciocinar, em particular qto a assunto tão sério como este.

      Assim, considerando que a obsessão trás a todos tão graves conseqüências, pois podem nos levar à loucura, a cometer perversões e perversidades, assassinatos e outros crimes hediondos e ações degradantes e deploráveis, qual é a causa de nos deixarmos ser subjugados por ela?

      Considerando que temos a faculdade de, pelo livre arbítrio, fazer as escolhas corretas, de modo que nos livremos das obsessões e de suas conseqüências, qual é a causa de agirmos de modo a que obsessores venham a nos dominar ao ponto de desgraçarem nossa existência?

      Considerando que as possíveis causas de obsessão são aquelas já apontadas e repetidas tantas vezes e, em particular, enumeradas na bem elaborada resposta #241, de 28 Out 2013, do amigo Altino, qual é a causa que tem como efeito o não deixarmos de cometê-las?

      Afinal, se podemos facilmente evitar de cair nas mãos de obsessores, pois está em nossas mãos a possibilidade de fazer escolha nesse sentido, qual é a causa de não o evitarmos?

      Qual é a causa de fazermos escolhas que nos levam a ser dominados por obsessores?

      Alguém consegue responder a essas questões? Qual será a causa que tem como efeito o fato de muitos de nossos companheiros se esquivarem de respondê-las, se as respostas estão na doutrina?! Ou onde vamos encontrá-las?
...............
     

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Mourarego em 28 de Outubro de 2013, 14:14
Respondendo as perguntas do mano Iconfojr:

Todas estas inquietações estão contidas nos ensinos ministrados em OLM.

Vamos lá e tirando da minha cabeça:

"Afinal, se podemos facilmente evitar de cair nas mãos de obsessores, pois está em nossas mãos a possibilidade de fazer escolha nesse sentido, qual é a causa de não o evitarmos? "

Simples: pelo estágio moral que apresentemos. quanto menor ou mais vacilantes for a moral mas fáceis seremos ao uso dos obsessores.

      Qual é a causa de fazermos escolhas que nos levam a ser dominados por obsessores?

A questão já está respndida na resposta acima.

      Alguém consegue responder a essas questões? Qual será a causa que tem como efeito o fato de muitos de nossos companheiros se esquivarem de respondê-las, se as respostas estão na doutrina?! Ou onde vamos encontrá-las?

ai está uma pergunta que quem se meter a responder estará apenas no terreno das conjecturas e hipóteses, trata-se de tema que só o foro íntimo de cada um sabera responder.
Quer dizer: eu sei de mim e das minhas mazelas, mas não sei das tuas ou de outrem.
Por esta razão Jesus nos ensinou, "faze por ti e os Céus te ajudarão".
Note que ele não disse faze pelos outros mas sim faze por ti, pois tu serás sempre o artquiteto das tuas vitórias e o feitor das tuas dores.
Abraços,
Moura

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/estudo-mensal-obsessao-e-suas-consequencias-na-vida-de-cada-um-de-npos/240/#ixzz2j1emCgP1
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 29 de Outubro de 2013, 11:40
Amigos  e companheiros onde  sempre  mantemos este dialogo construtivo neste problema  que assolam  muitas pessoas  que é a Obsessão  e  o quanto  e quase sempre  transtorna  muitas vidas, por isso é  sempre importante  conhecermos por vezes os seus  efeitos para  os conseguimos  controlar  e assim tornar  um vida mais digna a todos..........
Assim e antes  de tudo quero dizer  com muito carinho a todos o meu muito obrigado pela  vossa  participação  e  com um Bom Dia de muita paz meditarmos  nestes efeitos  que  a O
a Obsessão  pode  causar  e como temos de  estar atentos  vigiando  sempre os nossos pensamentos .
EFEITOS
Uma vez instalada a obsessão, podemos concluir que a mesma se caracteriza por um processo dinâmico, onde em uma fase inicial temos a intoxicação fluídica no perispírito, que acompanha o Ser desde sua criação, constituindo seu padrão vibratório.
Decorre sempre das imperfeições morais, o que permite uma interferência de espíritos, e em alguns casos, levando o paciente a perder a vontade e o livre arbítrio.
Considerando o grau de intoxicação a nível de nosso campo eletromagnético, trazido de vidas passadas, o acumulado na presente encarnação e não havendo buscas pessoais específicas e nem a introdução de uma terapêutica eficaz, com certeza entraremos na segunda fase do processo, que é caracterizado pelas disfunções orgânicas de toda a sorte, com manifestações de sinais e sintomas generalizados, tanto no corpo físico como no mental, todavia sem elucida4r o  diagnóstico por exames complementares.
Se o Ser continua a caminhada, sem procurar restabelecer a harmonia e sem buscas objetivas, fatalmente passarmos à terceira fase, onde teremos alterações das estruturas das celulares do corpo físico tais como: fibrosites, neoplasias benignas ou malignas, septicemias, etc.
A propósito, Allan Kardec (A Gênese,) relata que “Nos casos de obsessão grave, o obsidiado fica como que envolto e impregnado de um fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele...
” Ainda nos orienta o Codificador (mesma obra, , que “Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido.
Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta quando, por sua extensão e irradiação, o perispírito com eles se confunde.
Atuando esses fluidos sobre o perispírito, este, a seu turno, reage sobre o organismo material com quem se acha em contato molecular. Se os eflúvios são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se são maus, a impressão é penosa.
Se os eflúvios maus são permanentes e enérgicos, podem ocasionar desordens físicas; não é outra a causa de certas enfermidades.”
Considerando o sistema nervoso, em seu todo, como organismo de sustentação aos fluidos espirituais, podemos concluir que o processo obsessivo, em sua fase inicial, estará sempre voltado ao campo das energias, e posteriormente ao corpo físico, com danos irreversíveis ao mesmo, e em alguns casos, podendo levar o indivíduo ao desencarne.”
Considerando as diversas faces que envolvem os mecanismos da obsessão, apresentamos, sob ponto de vista didático, a presente classificação, visando a melhor compreensão do processo obsessivo.
Quanto à forma de ação:
Ativa – Ocorre quando o Ser espiritual que faz a obsessão tem a consciência do que executa, e assim o faz em função de objetivos específicos.
Passiva – Acontece quando o Ser espiritual que executa o processo obsessivo não tem consciência do que faz. Age pelas leis de afinidade dos fluidos.
Quanto à sua localização:
Física – É o caso em que o obsessor age manipulando e inoculando fluidos tóxicos a nível de perispírito, repercutindo no corpo físico e promovendo o adoecimento dos órgãos.
Psíquica  – Neste caso o obsessor atua na manipulação e inoculação de fluidos tóxicos à nível do psiquismo, especificamente naquilo que entendemos como sendo atributos do Espírito, tais como pensamento, atenção, concentração, percepção, etc.
Quando ocorre a influência, perturbando a transmissão do pensamento, fica alterada a comunicação entre o agente e o instrumento.
Quanto à sua intensidade: (Livro dos Médiuns, cap. XXIII, item 238).
Simples – É um processo que se dá em função da manipulação de fluidos de pouca densidade, apresentando-se como pequenas intoxicações, levando ao corpo físico e mental sinais e sintomas de pouca intensidade.
“Verifica-se quando um Espírito inferior se impõe a um médium, intrometendo-se contra sua vontade, nas comunicações que recebe...”
Fascinação – É um processo mais grave, considerando a manipulação de fluidos que se dá à nível de pensamento, com a interposição dos mesmos.
“É uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento do médium, e que paralisa de alguma forma seu julgamento com respeito às comunicações.
O médium fascinado não crê enganado.
Neste caso participam espíritos ardilosos, muito inteligentes, que usam de todos os recursos para envolverem suas vítimas. Ninguém está livre deste tipo de obsessão...”.
Subjugação – Processo bastante grave que envolve o domínio completo do pensamento e da vontade do Ser.
“É uma opressão que paralisa a vontade daquele que a sofre e o faz agir ao seu mau grado.
Numa palavra, a pessoa está sob um verdadeiro jugo”.
A subjugação pode ser moral ou corporal.
No primeiro caso o Ser é obrigado a tomar decisões frequentemente absurdas e comprometedoras.
No caso da subjugação corporal, o indivíduo é constrangido a praticar os atos mais ridículos possíveis, apesar de Ter plena consciência do que faz, e fá-lo contra a sua vontade.
Há neste tipo de obsessão, manipulação e interposição de fluidos muito densos onde o Ser apresenta alterações das funções mentais pela ação intencional de outra mente, onde a razão declina, a vontade enfraquece, os sentimentos se deterioram e os hábitos mudam (Bezerra de Menezes).
Auto - Obsessão – Neste caso o Ser é responsável por todos os sinais e sintomas que apresenta, considerando ser ele o mentor intelectual de todos os seus equívocos, passados e presentes.
Assim sendo, em dado momento da vida, começa a tomar consciência dos fatos e a partir daí exercita-se em culpas, que geram cobranças. Então teremos os conflitos interiores, com os pensamentos fixado em alguma coisa, tanto em vigília como em desdobramento.
Após a instalação do quadro, caminha com desinteresse total pela vida, isola-se e apresenta baixas vibrações em seu campo eletromagnético, permitindo a partir deste momento a afinidade  com irmãos em grandes desequilíbrios, grandes cobradores, evoluindo assim com graves quadros específicos que se enquadram nas doenças nervosas e mentais.
Hetero Obsessão – É um quadro que se caracteriza pela influência de espíritos encarnados ou desencarnados junto a outros seres que também podem estar em condições iguais.
Este processo pode ser ativo ou passivo, com ação direta no corpo físico ou mental e sua intensidade pode variar de leve, moderada a grave, dependendo o merecimento do Ser envolvido.
Podemos classificá-la em quatro situações:
a.   Obsessão entre os encarnados – muito comum, principalmente nos relacionamentos entre os membros da família, considerando que o lar é o ambiente propício a reajustes e resgates.
Teremos então esposas dominadoras, mães neuróticas, maridos desajustados e incompreensíveis, filhos rebeldes, etc., criando assim um meio de ódios,  violências, ciúmes, invejas, com grandes desequilíbrios em que os seres se bombardeiam mutuamente pelos pensamentos.
Obsessão de encarnados para com os desencarnados – é um processo muito mais frequente que se possa imaginar.
Os espíritos desencarnados partem para a Pátria Espiritual e deixam aqui seus entes queridos, os amigos com os quais estavam envolvidos por vícios ou paixões e outras afinidades.
Neste novo plano desejam fazer mudanças de comportamento e de condutas, traçando novos rumos; todavia, por vezes, sentem-se “chamados”, atraídos por pensamentos, palavras e atos dos encarnados e muitas das vezes ficam imantados ao seu campo eletromagnético.
Obsessão de desencarnados para com os encarnados – é a interferência de espíritos desencarnados junto aos encarnados, em função de ligações afetivas, paixões, ódios, vinganças, etc., trazendo-lhes grandes desarmonias, tanto a nível do corpo físico como mental, promovendo junto ao Ser, uma série de sinais e sintomas, com doenças específicas.
Obsessão de desencarnados para com os desencarnados – este tipo de obsessão ocorre em condições idênticas aos outros.
No mundo espiritual os seres se ligam em função das afinidades, desejos e paixões, e a partir daí temos um grande número de espíritos que são dominados e escravizados por outros espíritos.
Indoval Moreli Heiderick
Amigos  como podemos  depreender  há muitos  casos de Obsessão  e  com os quais sempre  temos de manter  muita disciplina mental para os  saber  enfrentar com muita  Vigilância  e  principalmente  a Prece que sempre harmoniza  cada um de nós .
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: lconforjr em 29 de Outubro de 2013, 17:23
Re: Obsessão e suas consequências
      Mano Moura   (ref #243, 28.10.13, às 14:14)

      Olá, mano, grato pelas respostas mas, para mim, elas não solucionam aquelas questões. Nas poucas linhas que vc escreveu, há muitas questões a serem resolvidas. Por isso é que digo que devemos, não ficar na superfície, mas nos aprofundar nos estudos se, sinceramente, queremos entender a doutrina; para ter uma “fé raciocinada”.

      - primeiro: vc diz que todas “as inquietações estão contidas nos ensinos ministrados em OLM”; sinceramente, não as encontro lá, nem em qualquer outr obra da  codificação; ou, se encontro, para mim nunca são respostas conclusivas ou irrefutáveis, pois sempre podem ser questionadas...
     
      - segundo: vc diz que cometemos absurdos ao ponto de cairmos nas mãos de obsessores devido ao estágio moral que apresentemos; e diz mais que, quanto menor ou mais vacilante for nossa moral, mais facilmente somos obsedados.

      (Aqui já lhe faço uma pergunta, cuja resposta parece óbvia, mas não é: "se todo efeito tem sua causa, qual é a causa que tem como efeito o fato de nosso nível moral ser tão baixo ao ponto de permitir a ação de obsessores?"

      Essa já é uma questão, entre outras, a que a doutrina não dá uma resposta inquestionável!. Se o amigo puder respondê-la, agradeço).

      E, sem dúvida, obsessão implica sofrimentos e, tb sem dúvida, pela doutrina (todas as doutrinas que creem num Deus de Infinita Justiça) todos os sofrimentos dos homens são merecidos; só sofre quem merece sofrer (exceções de missões assumidas e provas solicitadas que implicam em sofrimentos, certo?) e, ainda mais, só merece sofrer quem transgride as leis de Deus...

      Também, sem dúvida, aqueles que apresentam um estágio moral mais baixo, sendo portanto, mais imperfeitos, sofrem mais do que aqueles que estão num estágio mais alto... o que significa que as diferenças morais implicam, afinal, em diferenças na imposição da Lei, para uns mais felicidades, para outros, mais infelicidades, certo?.....

      E essa é a resposta da doutrina: os erros que nos "condenam", os excessos prejudiciais etc, vêm da deficiência moral. Assim, como vc mesmo disse, e isso é perfeitamente compreensível, aquelas questões têm como única resposta “o nível moral” a que cada um chegou, certo? Mas, esta não é uma resposta inquestionável; não fecha a questão...

      Por isso, meu mano, as respostas que a doutrina nos dá não me satisfazem.  Veja:

      - se temos livre-arbítrio e conhecemos as causas que permitem a ação de obsessores, desgraçando a vida de muitos, qual é a causa de escolhemos praticar ações que permitirão que as obsessões nos atinjam? Qual é a causa de não usarmos o livre arbítrio, de modo a nos esquivarmos das causas das obsessões?     

      Afinal, se podemos facilmente evitar de cair nas mãos de obsessores, pois está em nossas mãos a possibilidade de fazer escolhas corretas, qual é a causa de não o evitarmos?

      Qual é a causa de fazermos escolhas que nos levam cometer ações que permitem que eles nos dominem?
 
      Observe, vc lembrou o que a DE diz: que “somos sempre o arquiteto das nossas vitórias e o feitor de nossas dores”, isto é, depende de cada um o ser feliz ou ser infeliz, pois que somos nós que construímos nosso futuro, certo?

      Então, lhe pergunto: qual é a causa de, podendo ser o arquiteto de nosso futuro, arquitetarmos um futuro tão feio para nós?

      Qual é a causa de permanecermos em estágio moral tão deficiente, se isso resultará em dores para nós? Não temos o livre-arbítrio? Se temos, qual é a causa de não fazermos as escolhas corretas, de modo que nos livremos das obsessões e de suas conseqüências, e de um futuro onde há sofrimentos? Qual é a causa de permitirmos que obsessores venham a nos dominar ao ponto de desgraçarem nossa existência?

      Conf: a última pergunta da msg anterior, foi uma tentativa de motivar respostas, pois, tantas vezes os companheiros nada respondem às questões que coloco, como se fossem de respostas óbvias. Para mim não são, tanto que as repito muitas vezes.

      E se o amigo disser que tudo isso depende de nosso nível moral, uma última questão: e de que depende nosso nível mora!? Qual é a causa de uns tê-los mais altos e outros mais baixos?
......................
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: lconforjr em 29 de Outubro de 2013, 19:08
Re: Obsessão e suas consequências
      MAltino   (ref #244 em: 29.10.13, às 11:40)


      O amigo MAlt trouxe longa msg com relação a qual apresento umas poucas questões, tendo em vista o conselho da doutrina de termos uma "fé raciocinada".

      MAlt escreve que a obsessão transtorna a vida de muitas pessoas, e que devemos conhecer os seus efeitos para conseguimos  controlá-los...

      Conf: amigo, mais importante que conhecer seus efeitos (pois estes, já instalada a obsessão, são mais difíceis de controlar), não é conhecer suas causas (aquelas que vc mesmo enumerou em resposta recente) e, conhecendo-as, procurar evitá-las (o que será muito mais fácil, pois ainda não está instalada a obsessão), concorda?

      MAlt: a obsessão vem de um padrão vibratório (intoxicação do perispirito) que decorre das imperfeições morais...

      Conf: parece tola a pergunta que vou fazer: se a obsessão decorre, afinal, das imperfeições morais, de que decorrem as imperfeições morais? Qual é a causa de o Ser se tornar moralmente imperfeito se antes não era imperfeito?

      MAlt: Considerando o grau de intoxicação... trazido de vidas passadas, e acumulado na presente encarnação...

      Conf: mas, não entendo! Não temos o livre-arbítrio? Porq é que não o usamos no passado, e mesmo nesta encarnação, de modo a não fazermos escolhas erradas, de modo que nosso perispírito não se torne intoxicado, e de modo a não nos tornarmos com tantas imperfeições morais? Ignorância? Rebeldia? Masoquismo? Podemos escolher ser felizes, mas escolhemos ser infelizes?

       MAlt: Se o Ser continua a caminhada, sem procurar restabelecer a harmonia e sem buscas objetivas, fatalmente passarmos à terceira fase, onde teremos alterações das estruturas das celulares do corpo físico tais como...

      Conf: e qual será a causa de o Ser não procurar restabelecer em si mesmo a harmonia e fazer as buscas necessárias, para que não entre nessa terceira fase? Rebeldia ou ignorância? Se é rebeldia, ou coisa semelhante, qual será a causa de ter se tornado rebelde aquele que, antes, não era rebelde?

      MAlt: Na Auto – Obsessão, o Ser é responsável por todos os sinais e sintomas que apresenta, considerando ser ele o mentor intelectual de todos os seus equívocos, passados e presentes.

      Conf: aqui devo fazer pergunta semelhante a que fiz acima: se o Ser tem livre-arbítrio, e, assim, pode evitar escolher ações incorretas, se todos os sofrimentos são merecidos e justos (pois existe um Deus de Justiça e Amor), se todos os sofrimentos (como os apontados acima, morais e físicos, que se agravam e agravam a obsessão) resultam de ações incorretas do Ser, qual é a causa de o Ser escolher fazê-las incorretas?

      Ele as faz propositadamente incorretas, mesmo sabendo que terríveis sofrimentos lhe virão da lei de causa e efeito? Ou as faz incorretas por ignorância? Mas, se é por ignorância, qual é a causa dos sofrimentos que lhe virão pois, o ignorante, sem dúvida não é responsável perante as leis de Deus?
..................

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 30 de Outubro de 2013, 11:01
Amigos e companheiros  antes de tudo é sempre com muito carinho que  a todos saúdo com o Meu Bom Dia  de muita paz............  Como é bom sentir que podemos  debater e  ao mesmo  tempo procurar entender  este problema  que  este  tema  nos trouxe para  o tratamento e precaução da Obsessão ......Assim  e dentro do possível e  compreendendo que  quando falamos do livre arbítrio para que  essas  situações não aconteçam temos de  entender  que  é sempre pelo ambiente  onde estamos inseridos  e  no qual podemos  ser  envolvidos ..........mas  muitas vezes  fazendo um esforço mental grande  pode acontecer  que  nos deixemos levar  pelos pensamentos  menos bons  e  aqui sim funciona o nosso livre  arbítrio  para os dois lados  ...pois  tudo  depende  sempre  depois  da nossa vontade de escolha................. e  temos de  compreender  que  nada  acontece  de surpresa  ...........tudo  tem  o seu tempo  e muitas vezes  começa  no desanimo que se nos apossa e nos leva  depois situações menos  boas que nada  tem a ver  com o sermos criados simples  e  ignorantes  ........mas  sim e sempre  pelo meio onde  vivemos e  com quem acompanhamos e ao mesmo tempo  por amigos desencarnados que se presam em nos  perseguir na vida ...............  então  é sempre o melhor  nos vigiar  como sempre o dissemos .....................
Diagnóstico
Se pretendemos Ter algum sucesso no tratamento do processo obsessivo, o primeiro passo é termos um bom diagnóstico, sob todos os aspectos. Apesar de todos os esforços, às vezes é difícil fazer um diagnóstico diferencial especifico, considerando que os sinais e sintomas são idênticos, tanto na loucura propriamente dita, com lesões cerebrais, quanto nos processos obsessivos onde há apenas perturbação na transmissão do pensamento.
Ressaltando o importância de cada setor envolvido nas propostas é preciso que a casa espírita respeite as orientações dos profissionais da área de saúde, evitando equívocos como: fazer diagnósticos, trocar e/ou suspender medicamentos e às vezes tornar os pacientes mais ou menos graves que verdadeiramente o são.
Também compete à medicina ao tratar os seus pacientes, admitindo as hipóteses da obsessão, ainda que não comprovada cientificamente, pedir ajuda às casas espíritas que exercitem as suas atividades com objetivos sérios, seguindo os postulados do Mestre Jesus e os preceitos da Doutrina Espírita.
Necessitamos, para isto, de uma boa anamnese sob o ponto de vista médico, o que deverá ser feito por profissionais especializados na área da saúde mental, especificamente neurologistas, psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais, e sob o ponto de vista espiritual muita humildade, seriedade e estudos para avaliação dos casos, não se esquecendo da valiosa, benéfica e desinteressada ajuda dos mentores espirituais.
Características que contribuem para o diagnóstico da obsessão, segundo o Codificador
(Livro dos Médiuns, cap. XXIII, item 243).
Insistência de um Espírito em se comunicar, queira ou não o médium;
Ilusão que, não obstante a inteligência do médium, o impede de reconhecer a falsidade e o ridículo das comunicações recebidas;
Crença na infalibilidade e na identidade absoluta dos espíritos que se comunicam e que, sob nomes respeitáveis e venerados, dizem falsidades ou absurdos;
Aceitação pelo médium dos elogios que lhe fazem os espíritos que se comunicam por seu intermédio;
Disposição de se afastar das pessoas que podem esclarecê-los;
Levar a mal crítica das comunicações que recebe;
Necessidade incessante e inoportuna de escrever;
Qualquer forma de constrangimento físico, dominando-lhe a vontade e forçando-o a agir ou a falar sem querer;
Ruídos e transtornos contínuos ao redor do médium, causados por ele ou tendo ele por alvo.
Como contribuição para o diagnóstico da obsessão, não podemos esquecer das avaliações do mentor espiritual, Manuel Fhilomeno de Miranda (Nos Bastidores da Obsessão), quando apresenta algumas considerações:
Quando você escuta nos recessos da mente uma ideia torturante que teima por se fixar, interrompendo o curso do pensamento;
Quando constante imperiosa e atuante força psíquica interferindo nos processos mentais;
Quando verifique a vontade sendo dominada por outra vontade que parece dominar;
Quando experimente inquietação crescente, na intimidade mental, sem motivos reais;
Quando sinta o impacto do desalinho espiritual, em franco desenvolvimento, acautele-se, porque você se encontra em processo imperioso  de obsessão é  pertinaz.
Amigos  como podemos  compreender  sempre é possível atenuar  este processo de Obessão  e  amigos entendam que  muitas vezes  tudo passa pelo nosso meio ambiente  e  Elevação Moral aliada ao Estudo que  esta Doutrina  também nos explica ..................  mas  amigos  tudo em pleno livre arbítrio e  vontade
Com um sincero abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Mourarego em 30 de Outubro de 2013, 14:39
Mano Icon, permita-me ir explicando no correr da suias postagem ok?
Re: Obsessão e suas consequências
      Mano Moura   (ref #243, 28.10.13, às 14:14)

      Olá, mano, grato pelas respostas mas, para mim, elas não solucionam aquelas questões. Nas poucas linhas que vc escreveu, há muitas questões a serem resolvidas. Por isso é que digo que devemos, não ficar na superfície, mas nos aprofundar nos estudos se, sinceramente, queremos entender a doutrina; para ter uma “fé raciocinada”.

      - primeiro: vc diz que todas “as inquietações estão contidas nos ensinos ministrados em OLM”; sinceramente, não as encontro lá, nem em qualquer outr obra da  codificação; ou, se encontro, para mim nunca são respostas conclusivas ou irrefutáveis, pois sempre podem ser questionadas...

EU: Mano, acostumamo-nos a estudar as coisas da dourtina de maneira estanque, ou seja, quando terminamos um capítulo sob um tíotulo pensamos ali estarem todasas respostas, mas na verdade não é assim que acontece.
Se prestarmos atenção ás obras veremos que certa matéria de um título volta a ser elemento de formação da resposta dos espíritos  em outro título, e asism eles vão formando a visão que tenham do todo.
Se não conseguirmos mudar nossa óptica de estudos vamos continuar ainda um tem po a concluir em erro.
     
      - segundo: vc diz que cometemos absurdos ao ponto de cairmos nas mãos de obsessores devido ao estágio moral que apresentemos; e diz mais que, quanto menor ou mais vacilante for nossa moral, mais facilmente somos obsedados.

EU: É a condição moral que irá influir na comunhão de pensmentos que tenhamos com coisa ruins e com as coisas boas e elevadas meu mano.
Quando se fala em condição mortal, não se pode deixar de fora a condição intelectual, já que no dizer da DE "ao intelecto, segue a moral", logo, qundo falo em condição moral já ali está aditada a condição intelectual que se tenha, já que a moral vem depois do conhecimento intelectual.
      (Aqui já lhe faço uma pergunta, cuja resposta parece óbvia, mas não é: "se todo efeito tem sua causa, qual é a causa que tem como efeito o fato de nosso nível moral ser tão baixo ao ponto de permitir a ação de obsessores?"

EU: A resposta é simples: negligência para com a moral e apego á matéria.

      Essa já é uma questão, entre outras, a que a doutrina não dá uma resposta inquestionável!. Se o amigo puder respondê-la, agradeço).

      E, sem dúvida, obsessão implica sofrimentos e, tb sem dúvida, pela doutrina (todas as doutrinas que creem num Deus de Infinita Justiça) todos os sofrimentos dos homens são merecidos; só sofre quem merece sofrer (exceções de missões assumidas e provas solicitadas que implicam em sofrimentos, certo?) e, ainda mais, só merece sofrer quem transgride as leis de Deus...

EU: Também mesmo o portador de uma missão que foi aceita pela Espiritualidade com oprova a ser vivenciada, não indica que o Espirito que a obteve sairá vencedor nela, quantos falham novamente?
Ter uma missão aceita para o desempenho na terra ou em outro mundo qualquer, não é indicativo de vitória do Espírito nesta missão.
Abraços,
Moura


      Também, sem dúvida, aqueles que apresentam um estágio moral mais baixo, sendo portanto, mais imperfeitos, sofrem mais do que aqueles que estão num estágio mais alto... o que significa que as diferenças morais implicam, afinal, em diferenças na imposição da Lei, para uns mais felicidades, para outros, mais infelicidades, certo?.....

      E essa é a resposta da doutrina: os erros que nos "condenam", os excessos prejudiciais etc, vêm da deficiência moral. Assim, como vc mesmo disse, e isso é perfeitamente compreensível, aquelas questões têm como única resposta “o nível moral” a que cada um chegou, certo? Mas, esta não é uma resposta inquestionável; não fecha a questão...

      Por isso, meu mano, as respostas que a doutrina nos dá não me satisfazem.  Veja:

      - se temos livre-arbítrio e conhecemos as causas que permitem a ação de obsessores, desgraçando a vida de muitos, qual é a causa de escolhemos praticar ações que permitirão que as obsessões nos atinjam? Qual é a causa de não usarmos o livre arbítrio, de modo a nos esquivarmos das causas das obsessões?     

      Afinal, se podemos facilmente evitar de cair nas mãos de obsessores, pois está em nossas mãos a possibilidade de fazer escolhas corretas, qual é a causa de não o evitarmos?

      Qual é a causa de fazermos escolhas que nos levam cometer ações que permitem que eles nos dominem?
 
      Observe, vc lembrou o que a DE diz: que “somos sempre o arquiteto das nossas vitórias e o feitor de nossas dores”, isto é, depende de cada um o ser feliz ou ser infeliz, pois que somos nós que construímos nosso futuro, certo?

      Então, lhe pergunto: qual é a causa de, podendo ser o arquiteto de nosso futuro, arquitetarmos um futuro tão feio para nós?

      Qual é a causa de permanecermos em estágio moral tão deficiente, se isso resultará em dores para nós? Não temos o livre-arbítrio? Se temos, qual é a causa de não fazermos as escolhas corretas, de modo que nos livremos das obsessões e de suas conseqüências, e de um futuro onde há sofrimentos? Qual é a causa de permitirmos que obsessores venham a nos dominar ao ponto de desgraçarem nossa existência?

      Conf: a última pergunta da msg anterior, foi uma tentativa de motivar respostas, pois, tantas vezes os companheiros nada respondem às questões que coloco, como se fossem de respostas óbvias. Para mim não são, tanto que as repito muitas vezes.

      E se o amigo disser que tudo isso depende de nosso nível moral, uma última questão: e de que depende nosso nível mora!? Qual é a causa de uns tê-los mais altos e outros mais baixos?
......................
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Vivaldo em 30 de Outubro de 2013, 19:21
Olá amigos, obrigado por poder mais uma vez participar com vocês desse importante fórum de discussões. A minha impressão à cerca das intervenções do amigo Inconforjr, é a de que verdadeiramente ele não busca uma resposta às suas questões. Visto que esse exercicio de retroação que ele faz quando recebe a resposta de que as causas do nosso sofrimento vem da nossa imperfeição moral. Aí ele pergunta de onde vem a nossa imperfeição moral. Aí recebe a resposta de que fomos criados simples e ignorantes e por isso às vezes optamos pelo mal caminho. Aí ele pergunta por que fomos criados simples e ignorantes...Observe torna o assunto totalmente improdutivo e quase impossível de resolver. Um abraço a todos.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 31 de Outubro de 2013, 11:15
Amigos  e  companheiros  deste  importante  tema  que  na vida  de cada um de nós  tem uma relevância muito grande  e  como temos  de muitas vezes  estar atentos  a tudo o que possa acontecer  muitas vezes  por  não nos sabermos vigiar .
Amigo Vivaldo muito obrigado pela  sua  participação  neste valioso tema  que é uma realidade  para muitos .........
Assim e  companheiros amigos  é  com mais  uma advertência  que  podemos  tentar sempre  e cada vez mias  procurar ajudar  este  complicado +problema da Obsessão  com  uma profilaxia adequada a cada um e  ao mesmo tempo .......é  sempre  muito importante a nossa conduta de vida  Moral......  e  sempre  com o mesmo  cuidado  no seu tratamento tanto  físico com espiritual ..............
Tratamento  Médico
Sob o ponto de vista médico e psicológico, quando pretendemos tratar um paciente obsidiado não podemos esquecer dos recursos existentes na medicina e na psicologia, para usá-los em função dos sinais e sintomas específicos de cada paciente.
Quimioterapia – sedativos, anti-depressivos e medicamentos de ação central;
Psicoterapia – segundo as técnicas usuais, de escolha do terapeuta, aliada sempre que possível à noção de reencarnação;
Psicanálise profunda – calcada na reencarnação;
Hipnose médica – com regressão de memória, se possível à vidas anteriores;
Terapia ocupacional – manter o paciente ocupado em trabalho que o atraia e interesse, de modo a o manter  afastado de seus pensamentos doentios;
Ludoterapia –divertimentos sadios e cultivo de desporto (ginástica, natação, e outros tipos de exercícios);
Musicoterapia – o senso musical talvez seja o último eu o doente mental perde e deve ser cultivado com carinho;
Reeducação – através de contatos frequentes com assistentes sociais e palestras educativas;
Medidas gerais – incentivar o paciente a imprimir direção construtiva ao seu pensamento, para isto, empregar a sua força de vontade que aos poucos vai se desenvolvendo.
Ainda sob o ponto de vista médico, ressaltamos a importância da homeopatia, acupuntura e florais, não medindo esforços no sentido de levar o indivíduo a uma busca objetiva diante da vida, sem culpas, sem cobranças, valorizando a sua alta estima, o pensamento positivo e a força de vontade.
Amigos  como podemos  compreender  tudo isto faz  parte de  um tratamento que  pode e muito ajudar a sua recuperação ............. mas  sendo  muito  importante  e com um grande sentido o seu Valor  Moral pois  assim os dois aliados  se pode  conseguir  grandes progressos ...
Com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino


Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 31 de Outubro de 2013, 11:26
Amigos continuando este trabalho de  ajuda  e  que  todos possamos  compreender  o seu verdadeiro sentido e alcance para todos  diante deste problema que  por muito que  queiramos muitas vezes  esconder é  a realidade  da sociedade que  temos ............
Tratamento Espiritual
Quando falamos desse tipo de tratamento estamos sugerindo o uso de técnicas elevadas que envolvem os conceitos e os conhecimentos das manipulações dos fluidos.
Assim sendo, achamos por bem recordar alguns ensinamentos importantes contidos na obra do Codificador
(A Gênese, 29ª edição, 1986, cap. XIV):
 “Os fluidos espirituais, que constituem um dos estados do fluido cósmico universal, são a bem dizer, a atmosfera dos seres espirituais; o elemento donde eles tiram os materiais sobre que operam;...”
 “Os espíritos atual sobre os fluidos espirituais, não manipulando-os como os homens manipulam os gases, mas empregando o pensamento e a vontade.
Para os espíritos, o pensamento e a força de vontade são o que é a mão para o homem.
Pelo pensamento eles imprimem aqueles fluidos tal ou qual direção, os aglomeram, combinam ou dispersam, organizam com eles conjuntos que apresentam aparência, uma forma, uma coloração determinada; mudam-lhes as propriedades, como um químico muda a dos gases ou dos corpos, combinando-se segundo certas leis”.
“Sendo os fluidos o veículo do pensamento, este atua sobre os fluidos como o som sobre o ar; eles nos trazem os pensamentos como o ar nos traz o som.
Pode-se pois dizer, sem receio de errar, que há nesses fluidos, ondas e raios de pensamentos que se cruzam sem se confundirem, como há no ar ondas e raios sonoros...
Há mais: criando imagens fluidicas, o pensamento se reflete no envoltório perispirítico como num espelho...
Desse modo é que os mais secretos movimentos da alma repercutem no envoltório fluídico...
 “...Sendo esses fluidos o veículo do pensamento e podendo este modificar-lhes as propriedades, é evidente que eles devem se achar impregnados das qualidades boas ou más dos pensamentos que fazem vibrar, modificando-se pela pureza ou impureza dos sentimentos.
Os pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável.”
 “... Os fluidos não possuem qualidades sui generis, mas adquirem no meio onde se elaboram, modificam-se pelos eflúvios do meio, como o ar pelas exalações, a água pelas camadas de sais que atravessa...
Sob o ponto de vista moral traduzem o cunho dos sentimentos de ódio, inveja, ciúme, orgulho, egoísmo, violência, hipocrisia, bondade, benevolência, amor, caridade, doçura., etc.
Sob o aspecto físico são excitantes, calmantes, penetrantes, , irritantes, dulcificantes, soporíferos, narcóticos, tóxicos, reparadores, expulsivos; tornam-se forças de transmissão, de propulsão, etc.
“... O pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais como o dos desencarnados; ele se transmite de Espírito para Espírito pelas mesmas vias e, conforme seja bom ou mal, saneia ou vicia os fluidos do ambiente. ...
Os fluidos viciados pelos eflúvios dos maus espíritos podem se depurar pelo afastamento destes, mas o seu perispírito será sempre o mesmo, enquanto o Espírito não modificar a si próprio.”
 “Assim se explica os efeitos que se produzem nos lugares de reunião.
 Uma assembleia é um foco de irradiação de pensamentos diversos.
É como uma orquestra, um coro de pensamentos, onde cada um emite uma nota”.
“O pensamento, portanto, produz uma espécie de efeito físico que reage sobre o moral, fato este que só o espiritismo podia tornar compreensível.
“O perispírito é o traço de união entre a vida corpórea e a vida espiritual.
É por seu intermédio que o Espírito encarnado se acha em relação contínua com os desencarnados...
O perispírito é o órgão sensitivo do Espírito, por meio do qual este percebe coisas espirituais que fogem  aos sentidos corpóreos.”
 “A cura se opera mediante a substituição de uma molécula maligna  por uma molécula sã.
O poder curativo estará, pois, na razão direta da pureza da substância inoculada; mas depende também da energia, da vontade que, quanto maior for, tanto mais abundante emissão fluídica provocará e tanta maior força de penetração dará ao fluido.”
“A ação magnética pode produzir-se de muitas maneiras:
 Pelo próprio fluido do magnetizador; é o magnetismo propriamente dito ou magnetismo humano, cuja ação se acha adstrita à força e sobretudo à qualidade do fluido;
 Pelo fluido dos espíritos atuando diretamente e sem intermédio sobre um encarnado, seja para curar ou acalmar um sofrimento, seja para provocar o sono sonambúlico, espontâneo,...”
 Pelos fluidos que os espíritos derramam sobre o magnetizador, que serve de veículo para esse derramamento. É o magnetismo misto, semi-espiritual, ou se o preferirem, humano-espiritual.”
 “É muito comum a faculdade de curar pela influência fluídica e pode desenvolver-se por meio do exercício; mas a de curar instantaneamente pela imposição de mãos, essa é mais rara e o seu grau máximo deve-se considerar excepcional
Após as considerações feitas acima, sobre o tratamento espiritual, sempre seguindo os postulados de Jesus e os preceitos da Doutrina Espírita podemos também citar:
As reuniões  doutrinárias ...............
Indoval Moreli Heiderick
Com um sincero abraço  de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 31 de Outubro de 2013, 11:33
Amigos  e companheiros  então depois de tudo o vimos dizendo e  para  continuar  todo este tratamento  ............. também  temos de  contar e muito com as Reuniões  Doutrinárias que  se podem ter num Centro Espírita e receber  muita ajuda  Espiritual  ............. embora  sempre  com o livre arbítrio do paciente  e  com a sua grande vontade  de  se melhorar ..........
Reunião doutrinária – é de suma importância que o obsidiado participe, quando apresentar condições para isto, bem como toda a sua família, considerando a oportunidade que terão para ouvir palestras edificantes, sob todos os aspectos, levando assim ao crescimento moral e espiritual.
Reunião de desobsessão – a reunião tem por objetivo atender aos irmãos necessitados, envolvidos no conflito.
No caso do obsidiado, tem por finalidade a análise das parasitoses mentais e do corpo físico.
No caso do obsessor, ele terá a oportunidade de comparecer à reunião, onde deverá ser recebido com muito amor, visando a doutrinação, para que possa compreender os erros do irmão e assim encontrar forças para perdoar.
Passe – é uma técnica chamada fluidoterapia.
É de muita importância no tratamento desses irmãos, considerando a oportunidade de manipulação de fluidos, retirando fluidos tóxicos e interpondo fluidos benéficos.
Os passes poderão ser espirituais, em função do magnetismo de irmãos desencarnados que participam dos trabalhos, e humanos, através do magnetismo do próprio passista encarnado.
Água fluidificada – de grande importância no reequilíbrio do Ser, considerando que nela são introduzidos fluidos benéficos que prestarão sua contribuição.
Culto cristão no Lar – é muito importante para todos, considerando a oportunidade de leitura do evangelho e a reflexão sob o mesmo e as preces que poderão ser feitas, permitindo crescimento interior, o exercício da fé, gerando transformações a nível de renúncias de viciações e paixões inferiores, permitindo a vigilância do Ser em seus pensamentos, palavras e atos..
Deixar bem claro para todos, que o tratamento espiritual oferecido na Casa Espírita não dispensa tratamento médico.
Ressaltamos a importância das transformações do Ser, visando as melhores condições de seu campo eletromagnético.
É conveniente recordar os ensinamentos do Codificador quando nos diz que “os espíritos inferiores não podem suportar o brilho e a impressão dos fluidos mais etéreos.
Não morreriam no meio desses fluidos porque Espírito não morre, mas uma força instintiva os manteriam afastados dali como a criatura terrena se afasta de um fogo muito ardente ou de uma luz muito deslumbrante.”
(A Gênese, cap. XIV, item 11).
Amigos  com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 31 de Outubro de 2013, 11:45
Amigos  e companheiros deste  importante tema  que é  a Obsessão e  com na vida  pode ser  muitas vezes  causas  diversas na  sociedade  onde estamos inseridos ............
Assim no Término deste estudo  que durante  este Mês nos fez meditar um pouco nesta realidade .......tenho de agradecer  pelo carinho que  todos  tiveram  com as suas contribuições para valorizar  este  tema e e  então  é assim  com um grande  e carinhoso  abraço a todos  com um grande  obrigado sincero .......e  para terminar não podia deixar  de  colocar  este ensinamento do Dr  Bezerra de Menezes como uma prevenção a esta realidade que  assola a  nossa sociedade  de hoje ............
Apesar de todos os esforços e estudos já realizados, há muito o que fazer, considerando a mensagem de Bezerra de Menezes  quando nos diz que “A decadência da ética e a revolução que se apresenta como indispensável para as novas propostas e valorização da criatura humana asfixiam a identidade superior do Espírito, reduzindo-a a escombros que se demoram no meio das paixões inferiores.
Momento difícil este, em que a criatura sente-se aturdida, sem parâmetros para selecionar os valores que lhe devem conduzir o comportamento.
Instante grave, em que as vidas penosas cortam os ideais de enobrecimento, relegando-os a plano secundário.
Hora apocalíptica, em que as tentações de alto e pequeno porte contaminam os menos preocupados com a verdade e os pouco distraídos das responsabilidades mais elevadas.
É também, o momento do chamamento para a decisão que deve caracterizar aqueles que, ao ouvirem Jesus, comprometam-se com Ele em regime de totalidade.”
O Codificador nos afirma que “A ciência e a religião são duas alavancas da inteligência, uma revela as leis do mundo material e a outra revela as leis do mundo moral...
A Doutrina Espírita, aliada às Ciências Médicas, poderão se entender, não se contradizendo, mas de mãos dadas, caminhando juntas, buscando todos os recursos disponíveis no sentido de abrandar o sofrimento do Ser”
(O Evangelho Segundo o Espiritismo,
amigos um sincero abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Felipa em 31 de Outubro de 2013, 12:52

Obsessão: A Dupla  Face de um Flagelo

Vitor Ronaldo Costa
 
 
A patologia espiritual induzida pelos seres desencarnados recebe, no Espiritismo, a denominação generalizada de obsessão.

Allan Kardec, analisando-a na prática, identificou a verdadeira causa do mal e descreveu os mecanismos sutis da ação deletéria patrocinada pelo obsessor. Apesar da expressiva sintomatologia de alguns casos, para surpresa de muitos, a enfermidade não decorre da ação patogênica de nenhum vírus desconhecido, mas de um agente etiológico jamais imaginado pela Ciência, embora, largamente disseminado na crosta planetária, - o próprio homem - . Este agente é sem dúvida, um vetor de reconhecida virulência e de comportamento mutável, por ser dotado de inteligência, sentimento e vontade própria, o que lhe confere, em última análise, ampla possibilidade de ação para o bem e para o mal.
 
Aproveitando-se do estado de invisibilidade, o espírito desencarnado menos esclarecido, exerce a sua ação deletéria, manipulando energias fluídicas de teor densificado, extremamente prejudiciais àqueles a quem jurou vingança.
 
A obsessão espiritual, quando visualizada pela ótica espírita, se constitui em um dos mais antigos flagelos da humanidade, prolongando-se pelos raios de ação. Investigando-se a causa do mal, chegou-se a uma interessante conclusão: o problema é de natureza moral e engloba, na maioria das vezes, a participação culposa de ambos os personagens enredados na inditosa trama.
 
Vige no contexto doutrinário a seguinte postura filosófica: enquanto o homem alimentar sentimentos de ambição, ódio e vingança, a obsessáo espiritual existirá por muito tempo ainda.
 
Os vínculos de sintonia entre a vítima e o agressor se estreitam, na proporção direta do envolvimento emocional entre as partes, já que as deficiências morais, quase sempre, estão presentes, bilateralmente, levando-se em conta que a vítima de hoje foi o algoz do pretérito. Por isso, a consideramos um flagelo de face dupla, identificado pela semelhança de malefícios.
 
A dívida moral é considerada o mais importante fator predisponente da obsessão, por conta das brechas cármicas que se desenvolvem a partir da consciência culpada. Além do mais, o mal praticado contra o semelhante não só extingue junto com a dor da vítima; ele permanece vibrando em torno da psicosfera individual, constituindo-se uma espécie de morbo fluídico que, aos poucos, se enraiza na tela eletromagnética do perispírito, originando focos de baixa resistência espiritual, por onde os obsessores costumam injetar, com facilidade, os seus fluidos deletérios. Por isso, é uma ilusão pensar-se que o mal feito às escondidas, por não contar com testemunhas, nos isente dos processos retificadores.
 
O mecanismo psíquico, no seu complexo dinamismo, registra, na intimidade da tela consciencial, toda atitude contrária às Leis Morais da Vida, nos expondo às exigências do Princípio da Ação e Reaçao. O ato obsessivo é uma contingência decorrente da própria miséria humana, a qual predispõe o infrator ao assédio espiritual dos inimigos e vítimas de outrora. Por isso, quando em reunião específica de desobsessão, escutamos esses pobres espíritos, tão vingativos, clamarem por justiça, imaginamos o quanto de ódio lhes oblitera o raciocínio, a ponto de não se aperceberem tanto ou mais comprometidos que as suas pretensas vítimas.
 
A obsessão é constrangimento fluídico a comprometer o patrimônio mento-afetivo ou orgânico da criatura enfraquecido em suas defesas espirituais e, por isso mesmo, tão necessitada quanto o próprio obsessor, da terapêutica do perdão, única alternativa de cura definitiva para ambos.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Dothy em 31 de Outubro de 2013, 12:56
Amigos  e companheiros deste  importante tema  que é  a Obsessão e  com na vida  pode ser  muitas vezes  causas  diversas na  sociedade  onde estamos inseridos ............
Assim no Término deste estudo  que durante  este Mês nos fez meditar um pouco nesta realidade .......tenho de agradecer  pelo carinho que  todos  tiveram  com as suas contribuições para valorizar  este  tema e e  então  é assim  com um grande  e carinhoso  abraço a todos  com um grande  obrigado sincero .......e  para terminar não podia deixar  de  colocar  este ensinamento do Dr  Bezerra de Menezes como uma prevenção a esta realidade que  assola a  nossa sociedade  de hoje ............
Apesar de todos os esforços e estudos já realizados, há muito o que fazer, considerando a mensagem de Bezerra de Menezes  quando nos diz que “A decadência da ética e a revolução que se apresenta como indispensável para as novas propostas e valorização da criatura humana asfixiam a identidade superior do Espírito, reduzindo-a a escombros que se demoram no meio das paixões inferiores.
Momento difícil este, em que a criatura sente-se aturdida, sem parâmetros para selecionar os valores que lhe devem conduzir o comportamento.
Instante grave, em que as vidas penosas cortam os ideais de enobrecimento, relegando-os a plano secundário.
Hora apocalíptica, em que as tentações de alto e pequeno porte contaminam os menos preocupados com a verdade e os pouco distraídos das responsabilidades mais elevadas.
É também, o momento do chamamento para a decisão que deve caracterizar aqueles que, ao ouvirem Jesus, comprometam-se com Ele em regime de totalidade.”
O Codificador nos afirma que “A ciência e a religião são duas alavancas da inteligência, uma revela as leis do mundo material e a outra revela as leis do mundo moral...
A Doutrina Espírita, aliada às Ciências Médicas, poderão se entender, não se contradizendo, mas de mãos dadas, caminhando juntas, buscando todos os recursos disponíveis no sentido de abrandar o sofrimento do Ser”
(O Evangelho Segundo o Espiritismo,
amigos um sincero abraço de muita paz
(Ligação para o anexo)
Manuel Altino

Obrigada Altino
O estudo foi muito esclarecedor pra todos nós e somou em nosso aprendizado
abraços
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Vivaldo em 31 de Outubro de 2013, 19:11
Destaco tambem a excelente conducao d tema pelo amigo Altino. Simples e direto como convem a esse tipo d estudo. Um abraco a todos!
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Antonio Renato em 31 de Outubro de 2013, 23:16
Valeu de verdade meu irmão Altino pelos esclarecimentos dados a todos nós,com certeza foi
um aprendizado em mais uma etapa da nossa busca de conhecimentos. O tema escolhido
foi bem desenvolvido e com a participação importante dos irmãos que junto a todos nós,
deram a sua contribuição com textos sobre a obsessão e suas consequências.Diga-se de
passagem que todos nós estamos sujeitos a ela, se não tomarmos os devidos cuidados.Se
faz necessário então estarmos sempre atentos e vigilantes para não sermos enganados por
obsessores.
Fique na paz.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Diaz em 01 de Novembro de 2013, 08:56
Para conduzir um estudo em torno da obsessão o condutor haveria de manter-se  equilibrado e conectado com as forças do bem de maneira a garantir a clareza dos ensinamentos de ordem doutrinária e científica, e isto o amigo M. Altino conseguiu com tranquilidade.

Um abraço à todos os participantes.

Diaz
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: lconforjr em 01 de Novembro de 2013, 16:41
      Amigos do estudo da Obsessão

      Amigos, fico, sinceramente, decepcionado e surpreso e sem conseguir entender o que relato a seguir!

      A DE aconselha raciocinar mas, assim que provocamos o raciocínio de alguém, algum moderador/colaborador, ou alguém da própria Adm do FE, não sei quem, impede que a gente raciocine.

      Sinceramente, gostaria que algum companheiro me explique, se puder,  qual é a causa de, assim que apresentamos uma pergunta inquirindo sobre assunto tão grave e perturbador na vida de tantos irmãos, como este da obsessão, o FE impede a publicação da pergunta.

      E a recomendação da DE é raciocinar para entender a doutrina (fé raciocinada)!!

      Mas, deve existir, no FE, alguém, que “deve saber” que alguma coisa, dentro da doutrina, não é conveniente que os demais fiquem sabendo. Assim, a mensagem é reprovada e não publicada. Este é o caso da pergunta que repito abaixo e que já foi reprovada mais de uma vez:

      Pergunta: “Se conhecemos as causas das obsessões e temos a possibilidade de, escolher não cometê-las, qual é a causa de usarmos o livre-arbítrio justamente para escolher cometê-las? Devemos crer que nós mesmos, propositadamente, queremos, ou escolhemos, cair nas mãos dos obsessores? Será isso?
.........................
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 05 de Novembro de 2013, 17:03
      Pergunta: “Se conhecemos as causas das obsessões e temos a possibilidade de, escolher não cometê-las, qual é a causa de usarmos o livre-arbítrio justamente para escolher cometê-las? Devemos crer que nós mesmos, propositadamente, queremos, ou escolhemos, cair nas mãos dos obsessores? Será isso?
.........................

"A obsessão é a ação persistente de um mau Espírito sobre uma pessoa. Apresenta características muito diversas, desde a simples influência de ordem moral, sem sinais exteriores perceptíveis, até a completa perturbação do organismo e das faculdades mediúnicas. (...)

Os maus Espíritos pululam ao redor da Terra, em conseqüência da inferioridade moral dos seus habitantes. Sua ação malfazeja faz parte dos flagelos que a Humanidade suporta neste mundo. A obsessão, como as doenças, e como todas as atribulações da vida, deve ser considerada, pois, como uma prova ou uma expiação, e aceita nessa condição.

Assim como as doenças são o resultado das imperfeições físicas, que tornam o corpo acessível às influências perniciosas do exterior, a obsessão é sempre o resultado de uma imperfeição moral, que dá acesso a um mau Espírito. A uma causa física, opõe-se uma força física; a uma causa moral, é necessário opor uma força moral. Para preservar das doenças, fortifica-se o corpo; para garantir contra a obsessão, é necessário fortificar a alma. Disso resulta que o obsessor precisa trabalhar pela sua própria melhoria, o que na maioria das vezes é suficiente para livrar do obsessor, sem socorrer-se de outras pessoas. Esse socorro se torna necessário quando a obsessão degenera em subjugação e em possessão, porque o paciente perde, por vezes, a sua vontade própria e o seu livre-arbítrio. (...)

A cura das obsessões graves requer muita paciência, perseverança e devotamento. Exige também tato e habilidade, para a condução ao bem de Espíritos quase sempre muito perversos, endurecidos e astuciosos, pois que os há rebeldes até o último grau. Na maioria dos casos, devemos guiar-nos pelas circunstâncias. Mas, seja qual for a natureza do Espírito, o certo é que nada se obtém pela ameaça, pois toda a influência depende do ascendente moral. Outra verdade, igualmente verificada pela experiência, e que a lógica comprova, é a completa ineficácia de exorcismos, fórmulas, palavras sacramentais, amuletos, talismãs, práticas exteriores ou quaisquer símbolos materiais.
A obsessão demasiado prolongada pode ocasionar desordens patológicas, exigindo por vezes um tratamento simultâneo ou consecutivo, seja magnético ou médico, para o restabelecimento do organismo. A causa tendo sido afastada, ainda resta combater os efeitos."

# Bom lcorforjr, espero ter ajudado um pouco... Este transcrito está nas últimas folhas do Evangelho segundo o Espiritismo, onde encontram-se preces também... E respondendo de uma forma bem pessoal, nós encarnados, escolhemos e queremos cair nas teias da obsessão se não sanearmos nossa mente e nosso Espírito com atitudes vigilantes paralelas às ações moralmente edificantes. Adquirimos tudo isso, com um esforço sobre-humano, através de estudos, análises, e discernimento de tudo o que formos fazer, inclusive em pensamento (pensamento é força criadora)...

Abraço irmão e tenhamos uma ótima semana, nos braços do Pai!!!
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: EsoEstudos em 05 de Novembro de 2013, 19:48
Lembro-me do tempo em que, ainda sob os ditames da pretensa sabedoria de almanaque (um oceano de amplidão com um dedo de profundidade...), quando estava sob o regime impulsivo da juventude feromônica, me pus a experimentar o tabaco...


Tinha plena noção (com talvez um dedo e meio de profundidade) dos malefícios do fumo. Soube de vários casos de neoplasias pulmonares e bucais decorrentes desse vício de sabor duvidoso. No entanto, fumei vigorosamente por alguns anos.


Pois bem.


O que me fez tomar dos cigarros, acendê-los e inalar a fumaça? Meu livre arbítrio... Qualquer outra resposta, assim penso eu, não passa de racionalização freudinana.


Se tinha ou não um desencarnado comungando de minha vontade, fungando em meu cangote, acompanhando-me a cada inalação, de nada importa... Quem desejou fumar fui eu mesmo.


O pobrezinho do demônio tem as costas bem largas... E, como dizia um amigo, se ele existe sequer é muito esperto, já que é chifrudo...
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: lconforjr em 05 de Novembro de 2013, 20:24
Re: Obsessão e suas consequências
      Aline   (ref #260 em: 05.11.13, às 17:03)
 
       A amiga cita pergunta que fiz: “Se conhecemos as causas das obsessões e temos a possibilidade de escolher não cometê-las, qual é a causa de usarmos o livre-arbítrio justamente para escolher cometê-las? Devemos crer que nós mesmos, propositadamente, queremos, ou escolhemos, cair nas mãos dos obsessores? Será isso?"
.........

      Agradeço à amiga a ajuda que me deu.

      Pois é, minha querida e jovem amiga, tudo isso está na codificação. Mas onde está a resposta àquela pergunta que fiz e que vc citou acima? Onde está a lógica, a coerência, o equilíbrio em se concluir que nós mesmos desejamos, de mente sã e de livre vontade, cair nas mãos dos obsessores, ou que desejamos sofrer os sofrimentos que da Lei nos vêm?

      Somente aquele que não é equilibrado mentalmente fará isso: agirá de modo a incidir nas já nossas tão conhecidas causas das obsessões, fato que significa que está escolhendo sofrer!

      Mas, tanto os desequilibrados mentalmente, qto aqueles que são totalmente ignorantes, não são responsáveis nem mesmo frente às leis dos homens, tão cheias de falhas e incoerências.

      E, minha jovem, se podemos, por escolha e para vantagem nossa, sanear nossa mente e, consequentemente, ser mais felizes e fazer os irmãos mais felizes, qual é a causa de escolhermos exatamente o contrário disso, como isso de cair nas mãos de obsessores, se está em nosso poder não cair? Ou não está?

      Sim, como vc disse, é enormemente difícil resistir aos atrativos do mundo. Como colocado alhures, o caminho que leva à perfeição é tão difícil como caminhar sobre o fio de uma navalha, como diz o oriental.

      Mas, perceba que toda essa dificuldade vem, não de nossas peculiaridades, de nossas deficiências pessoais provocadas por nós mesmos, e, portanto, por elas não nos cabem responsabilidades. Por trás dessa dificuldade, de todos os erros que cometemos, dos mais simples aos mais graves, está presente a ignorância.

      Se sábios fôssemos, qual seria a causa de nossos erros? Nenhum erro cometeríamos! E, como vc mesma disse, é pelo esforço pessoal “sobre-humano”, através de estudos, análises, questionamentos, aplicados em tudo o que formos fazer, que podemos errar menos.

      O errar mais não vem da negligência, ou do desprezo de acertar, de não querer acertar, mas exatamente do poder que os atrativos do mundo exercem sobre nós, e da ignorância de ainda não sabermos e de nem termos forças para superá-los.
...............
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 05 de Novembro de 2013, 23:22
      O errar mais não vem da negligência, ou do desprezo de acertar, de não querer acertar, mas exatamente do poder que os atrativos do mundo exercem sobre nós, e da ignorância de ainda não sabermos e de nem termos forças para superá-los.
...............

Amigo, dentro de minhas percepções limitadas, e como eterna aprendiz... Você tem as respostas às suas perguntas... Seu último parágrafo traduz isso... Estamos em um planeta 'pesado' energeticamente e a culpa é de nossas emissões associadas às de nossos irmãos espirituais tão menos esclarecidos quanto nós mesmos... Somos prisioneiros de nossa próprias ações mas está em nossas mãos, semearmos para colhermos um futuro melhor (apesar de nossas dificuldades humanas...)
Abraços e tenha uma boa noite!
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: maxmenezes em 06 de Novembro de 2013, 15:33
caro iconforj,  acho que  minha resposta vai contra  o ensinamento do espiritismo em alguns pontos. Não é preciso concordar.

Um dos principais motivos de cair-mos nas mãos de obsessores é simples:

 Não somos santos, ou bons ou perfeitos, se fossemos não precisaríamos reencarnar. Até Jesus confessou isso, quando disse: Eu não sou bom, Bom é meu pai que estás no Céu (joão 17:3). Todos nós temos defeitos e qualidades, por mais que se reze ou se estude, esse defeito está lá, esse problema ético moral atrai espiritos obsessores que tem afinidade para com este defeito, principalmente quando ele existe em excesso, é por isso que o espiritismo pede tanto que o ser humano busque a mudança interior. Quando reconhecemos esse defeito ( o que não é fácil), e queremos vigia-lo(o que também é dificil), buscamos uma reforma interior, o que inevitalvemente induz a uma violência contra si mesmo. Um defeito pode ser simples do ponto de vista material, mas no espiritual pode ser visto de uma forma grave. Nem todos os defeitos são criminosos: vaidade, tirania, complexos: superioridade, inferioridade, de culpa, tem também os egocentrismos, tem um defeito que chamo de complexo de vítima, pessimismo, materialismo, e até mesmo excesso de espiritualismo que conduz a alienação material,  hipocondrias, preguiça e outros. Nem sempre os erros ocorrem de maneira consciente, afinal quantas pessoas podem dizer que conhecem a si mesmos? e quantos querem errar?

É bastante natural  o mundo exercer sobre nós sua influência, o que é anti natural, é o influenciado não buscar a medida certa. Eu já disse uma vez em outro tópico e vou repetir: pra tudo existe uma medida certa, tudo em excesso pode gerar obsessões, até mesmo o racionalismo ou o sentimentalismo, ou a religiosidade sem controle. Tudo em excesso é nocivo. Existe muitas coisas boas no mundo e muitas coisas ruins também, o caminho que cada um toma é aquele que reflete seu próprio ser, com qualidades e defeitos. Como diz a propaganda da cerveja: Aproveite com moderação.

Felicidades
Max
 
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Renato.Oliv em 06 de Novembro de 2013, 20:07
caro iconforj,  acho que  minha resposta vai contra  o ensinamento do espiritismo em alguns pontos. Não é preciso concordar.

Um dos principais motivos de cair-mos nas mãos de obsessores é simples:

 Não somos santos, ou bons ou perfeitos, se fossemos não precisaríamos reencarnar. Até Jesus confessou isso, quando disse: Eu não sou bom, Bom é meu pai que estás no Céu (joão 17:3). Todos nós temos defeitos e qualidades, por mais que se reze ou se estude, esse defeito está lá, esse problema ético moral atrai espiritos obsessores que tem afinidade para com este defeito, principalmente quando ele existe em excesso, é por isso que o espiritismo pede tanto que o ser humano busque a mudança interior. Quando reconhecemos esse defeito ( o que não é fácil), e queremos vigia-lo(o que também é dificil), buscamos uma reforma interior, o que inevitalvemente induz a uma violência contra si mesmo. Um defeito pode ser simples do ponto de vista material, mas no espiritual pode ser visto de uma forma grave. Nem todos os defeitos são criminosos: vaidade, tirania, complexos: superioridade, inferioridade, de culpa, tem também os egocentrismos, tem um defeito que chamo de complexo de vítima, pessimismo, materialismo, e até mesmo excesso de espiritualismo que conduz a alienação material,  hipocondrias, preguiça e outros. Nem sempre os erros ocorrem de maneira consciente, afinal quantas pessoas podem dizer que conhecem a si mesmos? e quantos querem errar?

É bastante natural  o mundo exercer sobre nós sua influência, o que é anti natural, é o influenciado não buscar a medida certa. Eu já disse uma vez em outro tópico e vou repetir: pra tudo existe uma medida certa, tudo em excesso pode gerar obsessões, até mesmo o racionalismo ou o sentimentalismo, ou a religiosidade sem controle. Tudo em excesso é nocivo. Existe muitas coisas boas no mundo e muitas coisas ruins também, o caminho que cada um toma é aquele que reflete seu próprio ser, com qualidades e defeitos. Como diz a propaganda da cerveja: Aproveite com moderação.

Felicidades
Max
 

Olá maxmenezes.

Tomei a liberdade de fazer alguns comentários sobre as palavras do irmão:

maxmenezes diz: (...) "Até Jesus confessou isso, quando disse: Eu não sou bom, Bom é meu pai que estás no Céu"

Creio que Jesus disse isso querendo mostrar que Deus não tem preferências por ninguém, todos somos seus filhos amados, e, também num ato de humildade, demonstrar que é apenas um irmão nosso, para nos sentirmos mais "à vontade" com os ensinamentos dele. Em sua caminhada quando encarnado não cometeu nenhum erro sequer, portanto levar ao pé da letra o "Eu não sou bom", pode ser um equívoco como tantos outros cometidos por interpretações erradas do Evangelho.

maxmenezes diz: (...) "por mais que se reze ou se estude, esse defeito está lá"

Isso no caso de orarmos sem confiança e fé, e estudarmos sem praticar nada, aí realmente o defeito continuará. Sem esforço e perseverança, diários, na mudança, movendo as próprias forças, nada muda e continuamos estacionados.

maxmenezes diz: (...) "Nem sempre os erros ocorrem de maneira consciente, afinal quantas pessoas podem dizer que conhecem a si mesmos? e quantos querem errar?"

Realmente raríssimos podem dizer que conhecem a si mesmo, porém o erro sempre é um erro e mesmo não tendo consciência do mal ato, colheremos as consequências ruins da nossa plantação. Mas teremos um atenuante que é a ignorância, no entanto, se após o sofrimento não aprendermos nada, a dor cada vez mais se intensificará, nos impelindo à mudança.

maxmenezes diz: (...) "É bastante natural  o mundo exercer sobre nós sua influência, o que é anti natural, é o influenciado não buscar a medida certa. (...) tudo em excesso pode gerar obsessões"

O mundo realmente, a sociedade em que vivemos exerce uma influência, se o irmão quis dizer que devemos encontrar o equilíbrio, também acho isso, mas se for a conformação dos erros do dia a dia, como: se irritar de vez em quando, ficar triste com banalidades, se revoltar com a demora em variadas circunstâncias, falar mal do vizinho ou colega de trabalho, reclamar dos políticos, do trânsito, da ingratidão, da falta de respeito dos outros; achando que isso tudo é normal porque a maioria faz, é um grande erro, pois a nossa mudança começa em se esforçar nas pequenas coisas da rotina diária, dando o exemplo, fazendo a diferença.
Uma das piores obsessões que existe é a auto-obsessão, portanto nem sempre os nossos irmãos infelizes são os culpados, um erro clássico em que muitas pessoas insistem, culpando somente os "Espíritos do Mal". Existem muitos casos de pessoas que se sentiam perseguidas mas na verdade elas é que eram o algoz de si mesmas, nesses casos os irmãos infelizes poderão ser meros ajudantes e menos atuantes.

maxmenezes diz: (...) "o caminho que cada um toma é aquele que reflete seu próprio ser, com qualidades e defeitos."

O caminho, as escolhas, a forma de agir, são o cartão de visita da pessoa, porém a velha desculpa (minha opinião), de que: "somos apenas seres humanos, cheios de defeitos, é normal, ninguém é santo..." é outra grande ilusão, um tipo de desculpismo, temos de tomar cuidado com isso.
Erramos hoje? Sim, porém é totalmente possível não errarmos mais amanhã, comecemos pelas pequenas coisas, como corrigir a maledicência, algo tão comum infelizmente. Com certeza é difícil mas Deus e os Benfeitores Espirituais não negarão o auxílio nos momentos de provação, de sofrimento de dificuldade, isso se pedirmos ajuda com confiança, fé e amor a Deus.

Um abraço!
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 07 de Novembro de 2013, 11:29
Amigos e companheiros para todos  com muito carinho e muita paz o meu Bom Dia  e  perante o que fui lendo sobre  esta  lindo tema  que  foi motivo de  estudo no último mês é  com grande  carinho que lhes posso dizer que esta problemática  que  assolam a nossa  sociedade e  muitas famílias é  sempre  casos de falta de vigilância  Mental de  cada um............ o que  sempre acontece  pelo Livre  Arbítrio de  cada um  de nós  ................  por  muito que possamos  dizer  e  tentar  dar  uma  solução  ao problema temos  de  pensar que é muito importante  sabermos  lidar  e  ao mesmo tempo não nos deixarmos levar  por  acontecimentos  que  muitas vezes  só nos  trazem dissabores..........e  vejam  amigos  que  por vezes uma  simples  depressão pode ser o inicio de  uma  Obessão que depois  tem de ser tratada  nas duas vertentes  ............. uma  Médica  e  outra  Espiritual .....  E completo com este pequeno texto que já foi colocado durante  o estudo para melhor  compreensão do que   meditamos ..............
A obsessão é o domínio que alguns Espíritos inferiores logram adquirir sobre outros Espíritos, que se opera por meio da sintonia mental ou influência magnética, em que os fluidos perispirituais exercem papel fundamental.
É um fenómeno que, graças à consciência de alguns psiquiatras espíritas, vem sendo estudado nos meios académicos, facultando os diagnósticos e os tratamentos de certas enfermidades psíquicas, porém, ainda há muita ignorância no meio científico, razão pela qual, mesmo na atualidade, pessoas são internadas como se fossem loucas, quando não passam de obsidiadas. 
Precisam também de tratamento espiritual, sem que o terminam enlouquecendo de fato.
A obsessão apresenta surtos epidémicos que vêm se acentuando nos últimos tempos, em que a mente humana abre-se, cada vez mais, para o contato com as expressões invisíveis”, e em que a Humanidade experimenta os efeitos da transição para o mundo de regeneração. 
A violência é o sintoma mais declarado dessa epidemia obsessiva que ronda a Humanidade, não só a violência coletiva, via de regra vivida pelo comportamento de massa, mas também a violência individual e também aquela que ocorre na intimidade das famílias ou mesmo nos locais públicos.
A obsessão, alçada à categoria de expiação, funciona também como prova, com vista ao despertar  do Espírito para novos valores morais. 
Todos estamos sujeitos a ela, sejamos ou não espíritas, sejamos ou não médiuns ostensivos.  As obsessões, classificadas por Kardec como simples, fascinação e subjugação, sempre existiram, no Novo Testamento, como “possessão”.
Na obsessão simples, o médium sabe que está sendo assediado por um Espírito perseguidor e este não disfarça. 
É um inimigo declarado, do qual é mais fácil se defender. 
Por isso, o médium se mantém em guarda e raramente é enganado. 
Entretanto, a pessoa não consegue se livrar deste tipo de assédio com facilidade, devido à persistência do obsessor. 
Apesar de tudo isso, a obsessão simples pode ser vencida pela própria vítima, sem a ajuda de terceiros, desde que conserve firme a vontade.
Amigos  então  com este simples abraço de muita paz 
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: maxmenezes em 08 de Novembro de 2013, 00:21
caro renato Oliveira , concordo com vc erm quase todos os aspectos, não quis que minhas palavras fossem vistas como uma forma de desculpismo e nem de conformismo, estamos aqui para nos melhorar como pessoa e cada um do seu jeito, equilibrio não é sinônimo de conformismo, até as revoluções precisam de medidas de controle, movimentos sociais e tudo que existe na terra tem suas medidas de controle, até mesmo o fórum espirita, e se vamos discutir ou ficar com raiva, até isso é necessaŕio medida.  Equilibrio é sinônimo de disciplina, é a busca da medida entre o uso da lógica e do sentimento, da mente e do coração, significa criar seus próprios limites. Voce colocou por exemplo a briga com vizinhos, até pra isso tem limite, quando esse limite não existe corre-se o risco de dar um tiro nele (como muitas vezes ocorre). Quanto a defeitos, acho que não desaparecem, por isso usei o termo vigiar, se pudessem desaparecer Deus não seria o Único Perfeito, vocẽ conhece algum espirito que se diga perfeito e sem defeitos? Vigiar significa conhecer o defeito e fazer de tudo para que ele não interfira no seu caminho para com Deus e relacionamento com as pessoas ao seu redor, e nem para com vocẽ mesmo. Como disse antes, essa não é uma opinião espirita, eu apenas estou aqui estudando espiritismo. É por defeitos que um obsessor age, quando se vigia e se ora essa possibilidade diminui.
felicidades
 Max
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: maxmenezes em 08 de Novembro de 2013, 11:05
eu gostaria de fazer uma pergunta, Alguem pode ficar obsediado por ser alvo de trabalho de macumba ou magia negra, ou de um opbsessor contratado por outra pessoa para fazer o mal?
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Mourarego em 08 de Novembro de 2013, 14:15
max,
primeiro: Não existe macumba. Esta palavra é a denominação para um instrumento parecido com a nossa cuíca.
Logo, empregar tal vocábulo querendo apenas falar de umtrabalho que é espiritualista, é se errar já a começo.
2: Os trabalhos espiritualistas, só "pegam" devido a afinidade daquele que os peça para com o outro a quem este é dirigido.
Tratamos aqui de afinidade, gosto, propensão ao mal ou aobem apenas isso.
Obsessão só a pode ter insculpida em sua vivenciação aquele que se deixa levar por um estado menos alargado de moral. Assim, a comunhão de pensamento pára com algo marginal àLei Natural, é que ajunta dois Espíritos fazendo-os afinizados um para com o outro e é esta afinização que abrirá as portas para os processos obsessivos.
Abraços,
Moura
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: M.Altino em 08 de Novembro de 2013, 16:05
Amigos  é sempre  com muito carinho que lhes venho dar a minha boa tarde de muita paz  e  ao mesmo tempo  sintam que  durante este estudo  falamos  muito sobre a Obsessão e  quais  as suas  consequências na nossa vida verificando que  sempre  o importante é nos vigiar  pelos pensamentos .......... e  amigo Max   sinta que  tudo o que  em cima  quis questionar........... medite  um pouco não  pode acontecer quando  estamos  preparados e  nos  vigiando  com pensamentos positivos e  tentarmos  ter na vida  uma  conduta  séria  e  equilibrada ..........portanto  só podemos  nos deixar  envolver  em situações menos boas  quando estamos  mais fragilizados ................  pois  este problema  que a obsessão é um desequilíbrio da função mental de fundo espiritual sempre presente na vida do ser humano.
Nos tempos atuais, devido ao crescimento desmedido da população e sua decadência moral, os inúmeros problemas sociais que enfrenta o mundo, a obsessão tornou-se um verdadeiro flagelo, provocando desentendimentos, vícios, anomalias psicológicas, suicídios e outros males do género.
A ciência humana continua não aceitando os conceitos Espíritas a respeito do assunto, deixando de oferecer oportunidades de cura para inúmeros pacientes que a procuram.
O evangelho bem vivido é a única saída para o alívio e cura da obsessão, principalmente a luz da Doutrina Espírita.
Frente a essa situação de emergência por que passa a humanidade, nós espíritas temos que nos esforçar para termos um bom entendimento das causas da obsessão e dos métodos que podemos utilizar para cuidarmos dos que são vitimados por ela.
A obsessão é ainda um dos maiores entraves para o desenvolvimento do ser.
A Doutrina Espírita nos ensina que tudo deve progredir.
Assim  amigos  é pelo estudo e  compreensão que  cada um de nós vai conhecendo e  desta  maneira se previne para que  sair  mais  forte do envolvimento que lhe pode  causar uma situação menos boa na vida ............
Com um abraço de muita paz
 [attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Wilsonmoreno em 16 de Novembro de 2013, 21:01
O Pensamento e a Sintonia
Existe uma lei chamada Lei de Sintonia vibratória ou a Lei de afinidade moral que o ser humano pratica com seus pensamentos.
Essa Lei determina que os iguais se atraem e os diferentes se repelem, cada pessoa conforme seus pensamentos, sentimentos e atitudes, vão atrair bons ou maus espíritos conforme o Padrão Moral desses pensamentos, sentimentos e atitudes.
Uma pessoa que se entrega aos seus maus pensamentos, maus sentimentos e aos vícios, vai estabelecer sintonia vibratória com espíritos desencarnados que pensam e sentem da mesma forma, ou seja, vai atrair uma assistência espiritual ruim.
O nosso Pensamento tem que estar canalizado somente para coisas positivas e elevadas, o pensamento se propaga no mundo espiritual ou plano astral através de ondas vibratórias e ele vai sempre estabelecer sintonia com os espíritos desencarnados, pensamentos de ódio, raiva, ciúmes, inveja, egoísmo, falsidade, desonestidade, revolta, medo, hipocrisia, desejos de vingança vai sempre atrair espíritos inferiores, perturbadores e obsessores, por que, esses espíritos também pensam da mesma forma negativa, os semelhantes atraindo os semelhantes.
Pelo pensamento entramos em contato vibratório com o plano astral e os espíritos desencarnados, podemos dizer que os espíritos se comunicam entre si pela irradiação dos pensamentos ou vibrações mentais, portanto, os espíritos desencarnados podem conhecer e ler nossos pensamentos, e os espíritos obsessores podem com isso descobrir nossos pontos fracos.
É por isso que devemos cultivar pensamentos elevados, nobres e firmes no Bem, para podermos estabelecer sintonia com os Espiritos de Luz e afastar os espíritos das sombras, tudo depende das nossas condições morais e mentais.
O Pensamento cria correntes fluídicas entre o plano espiritual e o plano material, e nessas correntes fluídicas vamos ter um canal aberto com o plano astral.
Para resumir, o ser humano com seus pensamentos vai estabelecer sintonia vibratória com os espíritos desencarnados, pensamentos de raiva, ciúmes, medo, revolta, falsidade, egoísmo vai atrair espíritos que pensam e sentem da mesma forma, portanto, temos que disciplinar nossos pensamentos somente em coisas boas e positivas.
Ler bons livros, ouvir boas musicas, manter contato com pessoas de boa formação moral, cultivar a prece sincera e ter pensamentos elevados e positivos, é a melhor forma de elevar o padrão vibratório dos pensamentos.

 O problema da Obsessão
O Mestre Allan Kardec em seus livros, fala que são as nossas imperfeições morais que atraem os maus espíritos.
Essas imperfeições morais são basicamente os maus pensamentos, os maus desejos, os vícios, os maus hábitos e as atitudes negativas.
Cada imperfeição moral é uma porta aberta para os maus espíritos.
Allan Kardec explica: assim como as moscas farejam as chagas do corpo, os maus espíritos farejam as chagas morais da alma, para afastar as moscas basta limpar nosso corpo de suas impurezas físicas, para afastar os maus espíritos temos que Limpar nossa alma de suas impurezas Morais, vamos concluir, que é na Limpeza Moral que esta a melhor defesa psíquica contra os maus espíritos.
Essa Limpeza Moral consiste em:
a) combater os maus pensamentos e os maus sentimentos
b) combater os Vícios e os maus hábitos
c)cultivar a prece sincera
d)ter uma conduta reta no Bem e nas Virtudes
e) cultivar a fé Racional para discernir as coisas

O Mestre Allan Kardec fala em seus livros que o ser humano tem o Livre arbítrio para resistir ou ceder as influencias dos maus espíritos, portanto, nós podemos resistir as influencias dos espíritos inferiores, perturbadores e obsessores, por que, o Livre arbítrio é nosso.
Os maus espíritos não tem nenhum poder sobre as pessoas de Bem, são as nossas imperfeições morais que permitem que eles se aproximem de nós, se eu procuro ter um Comportamento Moral reto em Cristo eu vou afastar qualquer espírito obsessor.
O Bem repele o mal
A Luz repele a escuridão
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Wilsonmoreno em 16 de Novembro de 2013, 21:06
O Vampirismo
O vampirismo é praticado por espíritos desencarnados que estão apegados a matéria e aos vícios terrenos, eles querem continuar a ter as sensações da vida terrena, portanto, eles vão procurar pessoas (encarnados) no qual eles possam se encostar no perispirito da pessoa e sugar os fluidos vitais, num processo, chamado de Vampirismo psíquico.
As pessoas que são atacadas, são principalmente, os levianos, os fracos, os viciados, as pessoas que cultivam, maus pensamentos, maus hábitos, maus desejos, essas pessoas são as mais visadas.Uma pessoa criteriosa, de pensamentos elevados e positivos e de Conduta moral reta, sempre consegue repelir esses vampiros psíquicos do plano astral, não havendo sintonia vibratória, os maus espíritos se afastam.
O Bem repele o mal.
Nos rituais de sangue ou sacrifícios de animais, encontramos, um tipo mais radical de Vampirismo, os espíritos obsessores vão sugar do sangue os fluidos vitais, é por isso, que nesses centros de macumbas, umbanda e candomblé existe a matança de animais, os espíritos obsessores pedem tais praticas, para poderem sugar os fluidos vitais.
Esses espíritos são ignorantes, maldosos, vingativos, maliciosos, espíritos que pedem essas coisas, são espíritos apegados a matéria, cuidado para não cair na lábia deles.

Os Espiritos de Luz nunca vão pedir sacrifícios de animais, velas, charutos, cachaça, despachos.
O Mestre Allan Kardec, explica em seus Livros, que é pela LINGUAGEM, que vamos avaliar o estado evolutivo dos Espiritos desencarnados.
Os Espiritos Elevados e Superiores possuem sempre uma Linguagem pura, digna, lógica, e seus ensinamentos visam sempre a melhoria Moral e Espiritual das pessoas, a sua LINGUAGEM é sempre moralizadora, incentivando as pessoas a praticarem o Bem e as Virtudes.
Os espíritos inferiores(apegados a matéria) possuem sempre uma Linguagem chula, vulgar, trivial, grosseira, pesada, na sua Linguagem se reflete as paixões humanas, como, o ódio, a raiva, a inveja, o fanatismo, o rancor, os desejos de vingança, o apego aos Vicios do fumo, da bebida, da gula, do jogo, das drogas, eles sempre possuem uma Linguagem moralmente suja.
Portanto, basta avaliar o teor Moral da LINGUAGEM que os espíritos desencarnados usam em suas comunicações mediúnicas.
Os Espiritos de Luz, jamais vão usar uma Linguagem grosseira, vulgar, trivial, agressiva ou pesada, sua Linguagem reflete o seu estado moral evoluitivo.
Uma outra questão que eu acho muito importante, os Espiritos Elevados são sempre Lógicos e Racionais em seus ensinamentos, Allan Kardec afirmou o seguinte, qualquer ofensa a Razão e a Lógica denuncia um espírito atrasado.

Existe os Espiritos embusteiros, mentirosos, hipócritas e mistificadores do plano astral ou mundo espiritual, esses espíritos são maliciosos, usam nomes falsos, importantes e pomposos, para enganar as pessoas e também tentam usar uma Linguagem suave, melosa, doce, para seduzir e enganar, são os falsos profetas do mundo espiritual, para evitar isso, temos que seguir a Orientação de Kardec.

     “ Qualquer comunicação que venha dos espíritos desencarnados tem
       “Que passar pelo crivo severo da Razão e da Lógica, para poder ser aceito.”

Portanto, quando um espírito se apresenta num centro (reunião mediúnica) pedindo charutos, cachaça, despachos, sacrifícios de animais, vamos concluir, que é um espírito apegado a matéria e aos vícios terrenos, basta analisar o teor moral das coisas que ele fala e pede, e vamos concluir que são espíritos inferiores e atrasados, e muitos deles podem ser maldosos e vingativos, não se deixem iludir.
Eles falam macio, cuidado.
O Mestre Allan Kardec fala em seus Livros, que são as imperfeições morais da alma que atraem os maus espíritos, para afastar esses espiritos obsessores, temos que cultivar valores morais positivos, cultivar pensamentos elevados e nobres, ter atitudes corretas e honestas, ter uma Conduta Moral reta, praticar a caridade e a fraternidade, quando a pessoa se eleva no Campo Moral ela vai entrar em Sintonia vibratória com os Espiritos Superiores e os Bons Espiritos, atraindo para si uma assistência espiritual positiva.
Tudo depende das nossas condições Morais e Mentais.

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: lconforjr em 25 de Novembro de 2013, 18:20
Re: Obsessão e suas consequências

      Renato   (ref msg#265)

      Maxmenezes, em msg anterior, disse:... acho que  minha resposta vai contra  o ensinamento do espiritismo em alguns pontos. Não é preciso concordar.

      Conf: certo, meu amigo; e isso não é nenhum mal, pois acredito que todos os que estão neste estudo, o que desejam é encontrar o caminho da evolução e, com certeza, esse caminho não tem de ser, obrigatoriamente, o do espiritismo.

      Mesmo vc dizendo que sua visão pode ser diferente da do espiritismo, em certos aspectos, vou-lhe endereçar algumas perguntas (como o que é colocado no FÉ é publico, é evidente, as perguntas são endereçadas a todos) baseadas no que ensina a DE pois, como a doutrina sabiamente recomenda, devemos raciocinar para compreendê-la melhor, certo?

      Vejo em vc alguém que estuda, raciocina e deve questionar porq quer entender. Muitos não fazem isso; apenas aceitam tudo que está escrito devido a terem total confiança em suas fontes. Desconheço se é iniciante na doutrina. Mas vamos conversar, por partes.

      Vc diz que um dos principais motivos de cairmos nas mãos de obsessores é porq não somos bons ou perfeitos, etc etc... Disso não temos dúvidas mas, o amigo já se perguntou, qual é a causa de não sermos bons, nem perfeitos?

      Pela doutrina, no ato da criação, somos perfeitamente iguais e sem tendências nem para o bem nem para o mal! Qual é a causa de, depois, nos tornarmos tão enormemente desiguais que uns se encaminham para o bem, e a conseqüente felicidade, eqto outros, para mal, carregam-se das mais monstruosas imperfeições e, conforme a doutrina, a lei divina, por isso, lhes impõe suas terríveis conseqüências, causando-lhes extremas infelicidades?   

      Veja que, pela DE, só sofre quem merece sofrer (exceções: provas solicitadas ou missões assumidas).

      Vc diz que nem sempre os erros ocorrem de maneira consciente, “afinal quantas pessoas podem dizer que conhecem a si mesmos? E quantos querem errar?”

      Estou de pleno acordo com vc. Sempre procuro levar os amigos a raciocinarem, na tentativa de que encontrem uma resposta definitiva para a causa dos sofrimentos dos homens; no entanto, nem as doutrinas, religiões, filosofias e nem seus seguidores conseguem dar essa resposta. Sem dúvidas, erros inconscientes ou por ignorância (se assemelham) não sujeitam o espírito às penas da Lei.

      Assim, para mim, a pergunta que coloco abaixo, é a mais importante a ser feita por quem estuda a doutrina (todas as doutrinas), pois o sofrimento afeta a todos os homens, sem exceção e durante toda a vida, trazendo-lhes infelicidade e dúvidas sobre o que as religiões dizem de um Amor e de uma Justiça perfeitos. 

      Qual é a causa dos sofrimentos dos espíritos encarnados? Porq o espírito comete tantos erros que, depois, ou sofre obsessões e/ou se enche de débitos que resultam em torturantes sofrimentos, se pode evitar de errar, pois possui liberdade de escolher fazer o que é correto?

      Porq é que, mesmo tendo o livre-arbítrio, como as doutrinas cristãs afirmam, porq não o usamos como devemos usar e, assim, nos tornamos imperfeitos e sujeitos a obsessões? Queremos ser imperfeitos?

      Se temos de fazer uma reforma íntima, o que foi que nos tornou necessitados dessa reforma se, de inicio, não tínhamos nenhum defeito ou imperfeição?

      Vc disse: Até Jesus confessou isso, quando disse: Eu não sou bom, Bom é meu pai que estás no Céu (joão 17:3)., mas não estaria apenas repetindo o que disse outras vezes q “quem faz as obras não sou eu, mas é o Pai q as faz?

      Veja uma coisa: esta é a concepção de talvez todas as doutrinas orientais: nós, por nós mesmos, nada fazemos; tudo é feito pelo Pai (que pode ser algo diferente disso a que damos o nome de Deus, como esse movimento irresistível que tudo movimenta e é a energia da vida e de tudo, desde as subpartículas atômicas aos mundos, galáxias e o infinito universo).

      Observe, meu amigo, que vc explicou muita coisa de acordo com sua compreensão mas, em nenhum momento sequer se referiu a erros dos homens que, conscientes e premeditados, justifiquem seus sofrimentos, concorda?

     Afinal, então, qual é a causa dos sofrimentos dos homens? O amigo tentaria um resposta?
..................
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Wilsonmoreno em 16 de Fevereiro de 2014, 22:35
3) Como afastar os maus espíritos???
Vejamos uma observação do Mestre Kardec.

Dir-se-á que se podem evitar os homens mal intencionados; porém, como subtrair-se à influência dos maus Espíritos que pululam em nosso derredor e se insinuam por toda a parte sem ser vistos?

O meio é muito simples, pois depende da vontade do próprio homem, que traz em si mesmo o preservativo necessário. Os fluidos se unem em razão da semelhança de sua natureza; os fluidos dissemelhantes se repelem; há incompatibilidade entre os bons e os maus fluidos, como entre o azeite e a água.
Que se faz então, quando o ar está viciado? Saneamo-lo, o purificamos, destruindo o foco dos miasmas, combatendo os eflúvios malsãos por correntes mais fortes de ar salubre. À invasão dos maus fluidos, pois, é preciso opor os bons fluidos; e, como cada um tem em seu próprio perispírito uma fonte fluídica permanente, trazemos o remédio em nós mesmos; trata-se de purificar esta fonte e dar-lhe tais qualidades, que sejam um verdadeiro repulsor para as más influências, em lugar de ser para elas uma força de atração. O perispírito é pois uma couraça à qual é preciso dar a melhor têmpera possível; ora, como as qualidades do perispírito estão em razão das qualidades da alma, será preciso trabalhar em sua própria melhoria, pois são as imperfeições da alma que atraem os maus Espíritos.
As moscas se dirigem para onde haja focos de corrupção que as atraem; destruídos tais focos, as moscas desaparecerão. DA MESMA FORMA OS MAUS ESPÍRITOS VÃO ONDE O MAL OS ATRAI; DESTRUÍ O MAL, E ELE SE AFASTARÃO. OS ESPÍRITOS REALMENTE BONS, ENCARNADOS OU DESENCARNADOS, NADA TÊM A TEMER DA INFLUÊNCIA DOS MAUS ESPÍRITOS.


4) O Espiritismo combate as superstições, a magia e as crendices, vejamos mais uma observação importante do Mestre Kardec.

LONGE DE RESSUSCITAR A BRUXARIA, O ESPIRITISMO A DESTRUIU PARA SEMPRE, DESPOJANDO-A DO SEU PRETENSO PODER SOBRENATURAL, DE SUAS FÓRMULAS, DESPACHOS, AMULETOS E TALISMÃS, REDUZINDO ÀS SUAS DEVIDAS PROPORÇÕES OS FENÔMENOS POSSÍVEIS E QUE EM VERDADE NÃO ULTRAPASSAM O ÂMBITO DAS LEIS NATURAIS.

As acusações da Igreja contra a prática das evocações não se aplicam ao Espiritismo, pois se referem principalmente às práticas da magia com as quais o Espiritismo nada tem de comum.
O ESPIRITISMO CONDENA ESSAS PRÁTICAS DA MESMA FORMA QUE A IGREJA, não atribui nenhum papel indigno aos Espíritos bons e declara, por fim, nada pedir nem obter sem a permissão de Deus.
Pode haver sem dúvida pessoas que abusam das evocações, que brincam com elas, que as desviam do seu fim providencial para as submeter aos seus interesses pessoais, que, por ignorância, leviandade, orgulho ou cupidez se afastam dos verdadeiros princípios da doutrina. Mas o Espiritismo as desaprova, como a verdadeira religião desaprova os falsos devotos e os excessos do fanatismo. Não é, pois, nem lógico nem justo imputar ao Espiritismo os abusos que ele condena ou as faltas daqueles que não o compreendem. Antes de formular uma acusação é necessário verificar se ela é justa.


Esclarecendo-nos a respeito das propriedades dos fluidos, que são os agentes e os meios de ação do mundo invisível, constituindo uma das forças da Natureza, o Espiritismo nos dá a chave de uma infinidade de coisas inexplicadas e inexplicáveis por qualquer outro meio, e que passaram nos tempos antigos por milagres ou prodígios. À maneira do magnetismo, ele nos revela uma lei desconhecida ou pelo menos mal compreendida, ou melhor, da qual conhecíamos os efeitos porque foram produzidos em todos os tempos, mas não conhecíamos a lei que os produz. A IGNORÂNCIA DESSA LEI DEU ORIGEM ÀS SUPERSTIÇÕES. Conhecida essa lei o maravilhoso desaparece e os fenômenos entram na ordem das coisas naturais.

NENHUM OBJETO, MEDALHA OU TALISMÃ TEM A PROPRIEDADE DE ATRAIR OU DE REPELIR OS ESPÍRITOS.
AS COISAS MATERIAIS NÃO TEM NENHUM PODER SOBRE ELES. Jamais um  bom Espírito aconselha essas práticas absurdas.
A virtude dos talismãs nunca existiu, a não ser na imaginação das pessoas crédulas. (O Livro dos Médiuns, cap. XXV.)
Não há nenhuma fórmula sacramental para a evocação dos Espíritos. Quem pretendesse oferecer uma poderia ser justamente chamado de charlatão, porque para os Espíritos a forma nada é. Entretanto, a evocação deve ser feita sempre em nome de Deus. (O Livro dos Médiuns, cap. XVII.)

ESPIRITISMO NÃO TÊM NENHUMA RELAÇÃO COM A MAGIA.
Assim, nada de Espíritos às ordens dos homens, nada de meios para constrangê-los, nada de signos ou fórmulas cabalísticas, nada de descobertas de tesouros ou de processos para enriquecimento, nada de milagres ou prodígios, de adivinhações ou de aparições fantásticas. Enfim, nada do que constitui o fim e os elementos essenciais da magia.
O ESPIRITISMO NÃO SOMENTE DESAPROVA TODAS ESSAS COISAS, COMO DEMONSTRA O ABSURDO DA SUA PRÁTICA E A SUA INEFICÁCIA. Não há, pois, nenhuma analogia entre o fim e os meios da magia e os do Espiritismo. Querer assimilá-los só pode ser obra de ignorância ou de má-fé.
E como os princípios do Espiritismo nada têm de secreto, estando formulados em termos claros e sem possibilidades de equívocos, nenhum engano a respeito poderia prevalecer.


Todas essas observações do Mestre Allan Kardec deveriam ser mais estudas e difundidas pelos espíritas racionalistas.
Temos que buscar sempre a Pureza Doutrinaria do Espiritismo sem misticismo, sem magia, sem superstições e crendices.
Sobre a Obsessão somente o tratamento moral pode resolver tal questão, por que, são as nossas imperfeições morais que atraem pela sintonia os maus espíritos.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Wilsonmoreno em 16 de Fevereiro de 2014, 22:40
Allan Kardec explica dessa forma.
As imperfeições morais dão acesso aos Espíritos obsessores, e de que o meio mais seguro de livrar-se deles é atrair os bons pela prática do bem.
Os Espíritos bons são naturalmente mais poderosos que os maus e basta a sua vontade para os afastar, mas assistem apenas aqueles que os ajudam, por meio dos esforços que fazem para melhorarem.
Do contrário se afastam e deixam o campo livre para os maus Espíritos, que se transformam assim em instrumentos de punição, pois os bons os deixam agir com esse fim.

O melhor meio de expulsar os maus Espíritos é atrair os bons. Portanto, atrai os bons Espíritos, fazendo o maior bem possível, que os maus fugirão, pois o bem e o mal são incompatíveis.
Sede sempre bons e só tereis bons Espíritos ao vosso lado.

Como disse o Mestre Kardec.
O BEM E O MAL SÃO INCOMPATÍVEIS.
O MELHOR MEIO DE EXPULSAR OS MAUS ESPÍRITOS É ATRAIR OS BONS. PORTANTO, ATRAI OS BONS ESPÍRITOS, FAZENDO O MAIOR BEM POSSÍVEL, QUE OS MAUS FUGIRÃO, POIS O BEM E O MAL SÃO INCOMPATÍVEIS.
SEDE SEMPRE BONS E SÓ TEREIS BONS ESPÍRITOS AO VOSSO LADO.

Wilson Moreno na busca da Verdade.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: lconforjr em 18 de Fevereiro de 2014, 02:51
Re: Obsessão e suas consequências

      Wilson Moreno  « ref #275 em: 160214, 22:40 »

      O amigo Moreno escreveu (palavras de Kardec): As imperfeições morais dão acesso aos Espíritos obsessores, e o meio mais seguro de livrar-se deles é atrair os bons pela prática do bem.

      Conf: É verdade, mas quem, ou o que é que nos transforma, nós que não éramos inclinados nem para o bem, nem para o mal, em seres cheios das mais monstruosas imperfeições? Será que nós mesmos escolhemos ser imperfeitos? Porq é que cometemos tantas ações más se, tendo o livre-arbítrio, podemos escolher cometer ações boas?

      Moreno: Os Espíritos bons são naturalmente mais poderosos que os maus e basta a sua vontade para os afastar, mas assistem apenas aqueles que os ajudam, por meio dos esforços que fazem para melhorarem.

      Conf: E quem é que nos ensinará a receita mágica que nos fará melhores? Alguém só se torna intimamente melhor se tiver amor pelos demais, certo? E existirá algum ensinamento que nos ensine a como ter amor pelos demais?

      Moreno: Do contrário se afastam e deixam o campo livre para os maus Espíritos, que se transformam assim em instrumentos de punição, pois os bons os deixam agir com esse fim.

      Conf: será esse o processo evolutivo criado pelo Deus de Amor e Justiça, punir para ensinar a amar? Ou fazer sofrer para que abandonemos nossas imperfeições? Terá Deus elaborado um plano para ensinar os espíritos a evoluírem, baseado em fazer sofrer? Um plano cujo método mais eficiente é fazer passar por sofrimentos torturantes, desesperadores, insuportáveis?

      Moreno: O melhor meio de expulsar os maus Espíritos é atrair os bons. Portanto, atrai os bons Espíritos, fazendo o maior bem possível, que os maus fugirão, pois o bem e o mal são incompatíveis. Sede sempre bons e só tereis bons Espíritos ao vosso lado.

      Conf: quem dera encontrássemos quem nos ensine a sermos bons... Quem dera encontrássemos quem nos ensine a como colocar amor em nosso coração para que, ali, ele cresça e frutifique para que com ele amemos os demais.
....

      Amigo Wilson, lendo o final de sua mensagem (“Wilson Moreno na busca da verdade”) lhe sugiro acessar, aqui no fórum, o tópico “Carta ao Buscador de Deus” e msgs relacionadas ao assunto e, além do fórum, o blog www.obuscadordedeus.blogspot.com (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vYnVzY2Fkb3JkZWRldXMuYmxvZ3Nwb3QuY29t).

.................

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: maxmenezes em 24 de Fevereiro de 2014, 19:46
tenho uma pergunta. acho que vai ser um pouco polêmico. Uma obsessão pode criar religiões ou falsos profetas? por exemplo: ramatis, vale do amanhecer, Caritas, seteflecha, santo daime, gnose, etc., desculpa aos integrantes desses religiões, mas não consigo ve-los de uma forma diferente, apesar de terem todo um linguajar Cristão,  mas essa é uma opinião minha e talvez não seja a da maioria dos membros do espiritismo, não tenho nada contra quem frequenta essas religiões, ou a quem os considera espiritos de luz. Outra pergunta: um obsessor pode aparecer com luz, mesmo sob a vidência mediúnica?   
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Kazaoka em 24 de Fevereiro de 2014, 22:35
A causa das obsessões tem como causa comum o pensamento cristalizado em algo, alguma coisa ou alguém. Quem cria a condição de obsessão é o próprio obsediado, alimentando sua mente com pensamentos que afinizam e atraem aqueles que compactuam com o mesmo tipo de pensamento (vibração).

A abrangência desses pensamentos cristalizados vai depender da intensidade que estes partem da fonte que emanam e da receptividade deste pensamento por parte de quem vive no mesmo contexto. Então, pode sim, chegar ao ponto, como os que você citou, o de até se criar doutrinas ou formar seguidores destes pensamentos. Devo lembrar que o que postei não está afirmando que casos como Ramatis, vale do amanhecer e outros sejam casos de obsessões. Diante do que afirmei, poderemos encontrar obsediados em todos os segmentos da sociedade e da cultura humana, não excluindo destas o próprio Espiritismo.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Wilsonmoreno em 24 de Fevereiro de 2014, 23:04
Meu amigo Icon talvez esses texto possa explicar algumas coisas.

Influencias espirituais.

1)Vejamos uma Observação muito boa do Professor J. Herculano Pires, sobre essa questão.

Nós todos estamos sujeitos a essas interferências de espíritos levianos e irresponsáveis em nossas vidas.
E não só espíritos desencarnados, mas também espíritos encarnados. Da mesma maneira por que esses espíritos encarnados nos atingem com as suas palavras e nos envolvem muitas vezes na sua maneira envolvente de falar e de nos arrastar para suas ideias, assim também os espíritos desencarnados com mais facilidade nos sopram as suas ideias.
Porque a nossa mente é como um aparelho de rádio. Ela pode pegar as ondas hertzianas do pensamento. Estas ondas podem vir de um cérebro encarnado ou de uma mente desencarnada. Nós recebemos constantemente pensamentos que nos vêm de outras mentes e de outros cérebros. Muitos destes pensamentos passam despercebidos pela nossa cabeça. Mas outros são detidos por nós. A ESCOLHA É NOSSA. QUEM MANDA NAS NOSSAS CABEÇAS SOMOS NÓS, NÃO SÃO AQUELES QUE NOS TRANSMITEM PENSAMENTOS. Nós podemos ligar o nosso aparelho de rádio na estação que quisermos, mas se nós não vigiarmos a nossa mente, deixarmos que ela fique aberta a todas as interferências, então estamos sujeitos a ser prejudicados pelos outros, a perder o controle de nós mesmos e a ser controlados pelos outros. É o que acontece com as pessoas que aceitam pensamentos errados, que elaboram esses pensamentos em suas mentes considerando como de sua propriedade, como nascidos nelas mesmo, e que por fim se extraviam nas suas atitudes, nas suas atividades no mundo por falta de orientação.
A FALTA DE ORIENTAÇÃO PROVÉM DE NÓS MESMOS. DA NOSSA INCAPACIDADE DE NOS FIRMARMOS COMO DONOS E SENHORES DA NOSSA MENTE E DA NOSSA PRÓPRIA ORIENTAÇÃO.

Procuremos, pois, compreender isto e nos lembremos daquele ensino que vem no “O Evangelho segundo o Espiritismo” que diz assim: “Não podemos impedir que um passarinho pouse na nossa cabeça, mas não podemos deixar que esse passarinho faça ninho ali.” Compreendeu bem?
Constantemente passarinhos mentais estão pousando nas nossas cabeças. São pensamentos alheios. Mas não podemos impedir que eles passem pela nossa mente. Entretanto, se nós escolhermos um deles, aceitarmos e o acariciarmos, ele fará ninho em nossa mente e poderá produzir grandes consequências prejudiciais para nós.
Tratemos, por isso, de manter sempre a nossa estação de rádio mental ligada com uma boa estação.
Uma estação que emita programas de elevação espiritual, de responsabilidade moral. Se fizermos assim os outros pensamentos terão interferências passageiras que não afetarão a nossa conduta.


2) Dessas explicações racionais do Mestre Herculano Pires, podemos ver que tudo reside em nossos Pensamentos, nossa forma de pensar, quando cultivamos pensamentos elevados, positivos, nobres, temos boas idéias e boas intenções, cultivamos a prece sincera e principalmente procuramos o nosso aperfeiçoamento moral, ficaremos imunes as influências dos espíritos inferiores e obsessores, eles se aproximam de nós pela sintonia dos pensamentos.

Pensamentos iguais se atraem, pensamentos diferentes se repelem.
Nossos bons pensamentos repelem os pensamentos negativos e impuros dos espíritos obsessores, temos que buscar sempre a depuração moral dos nossos pensamentos.
Vamos conseguir sempre, claro que NÃO, mais não podemos desistir, temos que nos esforçar para subir essa montanha, que é a montanha das Virtudes, no qual vamos evoluir.

Os maus pensamentos vão sempre influenciar a nossa mente, não tem como fugir disso, mais podemos REPELIR esses pensamentos impuros, pela nossa força de Vontade.
Os maus espiritos não podem dominar uma pessoa que usa seu Livre arbítrio de forma correta, cultivando pensamentos nobres, cultivando a prece sincera, sendo correto, honesto, combatendo os vícios e maus desejos, dessa forma seremos protegidos pelos espiritos de luz, por que, nós os atraímos pelas nossas boas vibrações mentais.
O Bem atraindo o Bem, e o mal atraindo o mal.
O nosso Livre arbítrio é inviolável.

3) Não adianta usar velas, incenso, amuletos, incenso, talismã, roupas brancas, imagens de santos, retrato de Jesus na parede, palavras sacramentais, sinais cabalísticos, exorcismos, usar sal grosso, nada disso funciona, são superstições e crendices sem base racional.
Quando eu coloco essas coisas, algumas pessoas acham que eu estou atacando ou criticando certos cultos, devemos entender que não sou eu que criei esses princípios, eles são os princípios Doutrinários do Espiritismo.
Nenhum objeto material tem ação para atrair ou repelir os espiritos desencarnados, como explica o Mestre Kardec.
A nossa conduta moral e nossos pensamentos é que influem nas relações espirituais com o mundo invisível.
Eu posso usar velas, incenso, amuletos, roupas brancas, e continuar com maus pensamentos, vícios, maus desejos, o importante é a nossa Reforma intima usando a fé racional ensinada pelo Espiritismo.

A umbanda difere, essencialmente, do Espiritismo, porque aquela atua no plano da natureza e este no do pensamento, pois que só o Espírito conta, realmente. Aliás o Espiritismo não tem ritual de nenhuma espécie, pois não admite corpo sacerdotal hierarquizado ou não, cerimônias (batizados, casamentos e quaisquer outras); não se utiliza de fórmulas, invocações, ou promessas de qualquer natureza; repele a adoração de imagens, símbolos, amuletos; rejeita crendices e superstições e não admite pagamento pela prestação de assistência espiritual ou de qualquer auxílio, que conceda aos necessitados.

As tentativas para fundamentar a introdução de rituais, incensos, imagens e outros objetos de culto material no meio espírita invocam, sempre, um pressuposto espiritualista, como generalidade, ou fazem apelo à tolerância. Não há, entretanto, razão alguma para tais pretextos, uma vez que o Espiritismo, pelas suas disposições doutrinárias, dispensa completamente qualquer forma de ritual ou peças litúrgicas.

ASSIM SENDO, ONDE HOUVER QUALQUER MANIFESTAÇÃO DE CULTO EXTERIOR, NÃO EXISTIRÁ A VERDADEIRA PRÁTICA ESPÍRITA.

Wilson Moreno na busca da Verdade.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: lconforjr em 25 de Fevereiro de 2014, 00:04
Re: Obsessão e suas consequências

      Kazaoka  (ref #278 em: 240214 às 22:35)

      Meu jovem e distinto amigo Kazaoka; não sei se o aborreço mas, tendo em vista o que vc escreveu, tenho de, novamente, lhe trazer algumas questões. São estas:

      - Se as obsessões têm como causa comum o pensamento cristalizado em alguma coisa ou alguém, e se quem cria a condição de obsessão é o próprio obsediado, por alimentar sua mente com pensamentos que se afinizam e atraem aqueles que poderão obsediá-los, lhe pergunto: porq fazem isso?

      - Não têm eles o livre-arbítrio para escolher agir de modo que seus pensamentos não se afinizem e não atraiam aqueles que os farão sofrer com as desgraças da obsessão?

      - Qual é a causa de não usarem o livre arbítrio para se livrarem de praticar ações ou de alimentar a mente de modo que atraiam obsessores?     

      - Se a obsessão lhes traz sofrimentos, porq não fazem isso? Ou o seu desejo é mesmo sofrê-las? Conhecem-lhes as causas mas, propositadamente, não as evitam?

      - Ou não conseguem evitá-las?

      - Se não conseguem, porq é que sofrem e fazem outros sofrerem se, conforme a doutrina, pela perfeita justiça divina, as leis de Deus só fazem sofrer aqueles que merecem sofrer, aqueles que transgridem Suas leis?   
............

Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: maxmenezes em 25 de Fevereiro de 2014, 14:29
muito obrigado pela atenção, kazaoka, mas eu tenho uma dúvida, um obsessor pode aparecer com luz, mesmo sob a vidência mediúnica? A luz que um espirito emana é o suficiente para afirmar que seja um espirito evoluído, e que podemos confiar nessa condição luminosa?  Outra pergunta: devemos ser radical quanto a  classificação de um espirito: Se não for um espírito Superior, é um obsessor, mesmo que a primeira vista demonstre boas intenções ? Talvez eu esteja sendo um pouco ignorante, mas aqui na terra é normal o bem conviver com o mal, mas parece que no espiritual isso não ocorre, a grosso modo: existe o espirito superior, outros que estão sob supervisão destes espiritos para se melhorar e outros que não aceitam essa supervisão, será que que todos que não aceitam a supervisão de um espirito Superior, ou que não aceite ir por exemplo, a ajuda de um lugar espiritual como o Nosso-Lar, é um espirito obsessor?
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Kazaoka em 25 de Fevereiro de 2014, 17:56
O que o médium vidente vê é a forma perispiritual do Espírito. E essa forma perispiritual ser mais ou menos brilhante é o resultado da frequência da energia que dela emana. Quanto maior a frequência da energia menor é o grau de materialidade do Espírito, mais espiritualizado ele é e mais luminosa a sua forma perispiritual. Então, em se tratando de obsessão, quando um médium vidente observa uma forma perispiritual de maior luminosidade vinculada a um encarnado, isso faz supor que a obsessão seja do encarnado sobre o desencarnado, que é uma situação possível e muito mais comum do que se imagina.

Quanto aos seguidores de seitas, adoradores de ídolos, etc.. Nestes casos trata-se de fanatismo, que é uma anormalidade e que, mesmo ainda não sendo, pode chegar de fato, a uma obsessão.

Um Espírito de ordem elevada não obsedia e nem se equivoca no que ensina. Se obsedia ou erra naquilo que deseja ensinar não pode ser considerado Espírito superior ou de luz como alguns costumam denominá-los.
Título: Re: Obsessão e suas consequências
Enviado por: Brenno Stoklos em 09 de Março de 2014, 17:33

Influencias............
......................litúrgicas.



Eu posso usar velas, incenso, amuletos, roupas brancas, e continuar com maus pensamentos, vícios, maus desejos, ........

Assim como eu posso não usar tais acessórios e continuar com maus pensamentos, vícios, maus desejos, preconceitos, etc...


A umbanda difere..........

A Umbanda é uma crença que se dedica à prática do Amor e da Caridade estando, portanto, entre aquelas sobre as quais a Doutrina Espírita nos diz:


"Toda crença é respeitável, quando sincera e conducente à prática do bem".

839. Será repreensível aquele que escandalize com a sua crença um outro que não pensa como ele?

“Isso é faltar com a caridade e atentar contra a liberdade de pensamento".

                                                                O Livro dos Espíritos