Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: M.Altino em 01 de Fevereiro de 2012, 11:35

Título: O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 01 de Fevereiro de 2012, 11:35
Amigos  Foristas  mais  uma vez  vamos  iniciar  um estudo que apenas  é  uma partilha e debate  de um tema   que muito teríamos que meditar  e  é  com muita  humildade  que  o coloco  para  ser  debatido dentro  do  que  podemos   sentir  e  sempre na maior liberdade  e simplicidade pois  o próprio tema  assim o diz  “ é o Livre  - arbítrio “ .
Será o tema em  debate   este mês  e que  seja  sempre  na maior   simplicidade  e  ajuda entre todos  que  podemos   aprender mais  um pouco.
Livre – Arbítrio   é sempre   uma condição  de vida  de cada um de nós  e  sempre  o fazermos  na maior    liberdade e discernimento , pois  nesta  condição  seremos capazes  de  formar  e ter  uma vida  digna  assim nos  ensina  esta  Doutrina Espírita.

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A questão do livre -arbítrio pode resumir-se assim:
O homem não é fatalmente conduzido ao mal;
 Os actos que pratica não “estavam escritos”;
Os crimes que comete não são o resultado de um decreto do destino.
Ele pode, como prova e expiação, escolher uma existência em que se sentirá arrastado para o crime, seja pelo meio em que estiver situado, seja pelas circunstâncias supervenientes.
 Mas será sempre livre de agir como quiser.
Sintam  que é sempre  muito bem vindo  todas  as opiniões  para ajudar, então  sempre na simplicidade  vamos  participar todos .
Muito obrigado e  um bom  estudo e  um lindo debate   fraternos  entre todos.
Depois  desta breve  introdução vamos  então debater  este  tema  que  penso que nos vai  ajudar um pouco,  embora  o Tema  não se esgote  apenas  neste debate fraterno.
Ainda   dentro do temo  podem meditar  sobre o filme  colocado para dar inicio  ao estudo .
Espero a colaboração de  todos  pois  assim  ficamos mais  elucidados  sobre  este valioso tema ……………….. muito obrigado

Um grande abraço de muita paz
Manuel Altino

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Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: filhodobino em 01 de Fevereiro de 2012, 12:43
Salve amado Irmão,
Que o Cristo de Deus, e todo o seu exército de bons pensadores, o iluminem nesse trabalho que é bastante útil a todos os humanos que sejam capazes de compreender nossa linguagem...

Filhodobino pensa assim:
A única coisa que realmente temos por livre é o nosso pensamento...
Se quedarmos em pensar, unicamente no que criamos por nós mesmos, dentro em breve estaremos sub-nutridos de pensamentos e idéias, pois estaremos nos nutrindo somente de nós mesmos...
Precisamos desenvolver a humildade de aprender a pensar e refletir nos pensamentos dos outros, sem medos e com respeito...
Há quem não queira que pensemos... pois é pelo pensameto que nos individualizaremos e ao nos individualizarmos, nos individuamos no bem comum...
O livre arbítribio não pode ser livremente aplicado aos atos e atitudes, posto que a alguns constrangeremos e a outros menos capazes de separar o joio do trigo, seremos maus exemplos.
Nossa responsabilidade como participantes de uma comunidade denominada de humanos, é nem sermos 8 nem 80, quiçá 40/50 no que tange às nossas posturas, atos e atitudes...
Saúde e Paz!
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Fevereiro de 2012, 13:25
Para iniciarmos o estudo do livre arbitrio, ha que primeiramente definir claramente o objeto do estudo. Livre arbitrio não é algo genérico. Falta-lhe algo. Pode ser o livre arbitrio do espirito ou livre arbitrio do ego, livre arbitrio das ações ou livre arbitrio dos pensamentos, livre arbitrio das percepções ou livre arbitrio das sensações.

Cada um destes livres arbitrios é um estudo em si mesmo. Portanto de qual livre arbítrio estamos falando neste estudo?



Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 01 de Fevereiro de 2012, 13:44
Antes  de tudo  quero  agradecer  desde já  a vossa participação neste debate  sobre o livre  arbítrio.
Sabemos que   há muitas vertentes  sobre este  tema  , mas  meditando ainda neste principio de que  nós  temos sempre  a liberdade  de  agirmos  e  penarmos e  reportar . nos  um pouco dentro da Doutrina Espírita e  assim temos  várias questões  para  debater
 
843. O homem tem livre - arbítrio nos seus atos
   
844. O homem goza do livre - arbítrio desde o nascimento?
               
845. As predisposições instintivas que o homem traz ao nascer não são um obstáculo ao exercício de seu livre -arbítrio?

Estas   são  apenas  algumas  questões que podemos  a debater .

Um grande abraço de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Fevereiro de 2012, 14:05
Amigo Altino,

Então vamos começar pelo inicio, a questão 843 que voce citou:

O homem tem sempre o livre-arbítrio?
– Uma vez que tem a liberdade de pensar, tem a de agir. Sem o livre-arbítrio o homem seria como uma máquina.

Que gera de imediato algumas questões e a primeira é o que é a liberdade de pensar e a partir dai o que é o pensamento humano?

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Norizonte da Rosa em 01 de Fevereiro de 2012, 14:33
Olá Amigos.

Gostei da orientação sobre simplicidade.

Abusando dessa orientação, mas sem querer fazer brincadeira, lembro quando ouço falar ou ler sobre o livre-arbítrio daqueles desenhos animados em que o personagem ao se ver na iminência de optar por uma de duas atitudes sempre é influenciado por um anjo (cópia fiel sua em miniatura) que fica em um ombro e no outro ombro um outro anjo mau, também sua cópia.

Apesar da simplicidade acho que tem algum ensinamento aí, pois se estamos no mundo encarnados e solicitados a fazer nem sempre o que é correto, por sua vez deve existir algo a nos frear, ou pelo menos tentar frear; esse algo, acredito, são os ensinamentos, tanto aqueles adquiridos aqui nesse mundo, como os adquiridos antes da reencarnação. É sempre aquela voz que sempre tende a nos orientar para o bem e que muitas vezes não damos muita bola.

Se for assim, acredito que o livre-arbítrio já nasce com o homem, pois faz parte da natureza do espírito, ou do conhecimento do espírito sobre o que deve e o que não deve fazer, apesar de que, como tudo mais, só poderá ser exercído plenamente com o desenvolvimento do organismo. Acredito também que a orientação, educação dada pelos pais ou a ausência dessa poderá influir de certa forma nesse livre-arbítrio.

É claro que só dei minha opnião levando em conta o agir bem e o agir mal, mas livre-arbítrio não se resume, acredito,  apenas em relação a ações certas ou erradas, moralmente falando.

Abraço.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 01 de Fevereiro de 2012, 14:45
Boa tarde Altino,
Parabéns pela escolha do tema,

Penso que o livre arbítrio como nos traz a questão 258 e 258 a, faz parte do mundo espiritual, porém na matéria esse livre arbítrio é relativo, consiste em viver bem o mal, ou seja, aceitar ou não as provas escolhidas. Passaremos pelo o que temos que passar conforme  nossas escolhas anteriores.

OLE
258. Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena?
 
“Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio.”
 
a) - Não é Deus, então, quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?
 
“Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo. Ide agora perguntar por que decretou Ele esta lei e não aquela. Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das conseqüências que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal. Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito. Demais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de Deus do que o é da do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu.”

Desejo a você uma boa condução de estudo.

Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 01 de Fevereiro de 2012, 14:56
Para complementar trago aqui um comentário do Espírito Miramez para reflexão no estudo.

Questão 258 comentada
CAPÍTULO 03
0258/LE
ESCOLHA DE PROVAS
 
"A razão nos convida a apreciar com profundidade esse assunto de escolha de provas, quando o Espírito está na erraticidade. Temos o livre-arbítrio, mas em uma escala progressiva, e até certo ponto, porque Deus é quem comanda tudo, dentro da Sua autoridade total.
O Espírito pode escolher as provas que haverá de enfrentar na Terra, mas, quando passa dos limites, quando a sua usura, o seu orgulho falam mais alto do que as suas necessidades de se educar, a mão de Deus intervém, dando-lhe o que pode suportar e que lhe serve de aprendizado. É, pois, engenhosa essa escolha; nem sempre a alma pode escolher o que quer, porque por vezes não sabe optar pelo que realmente lhe convém.
No caso de Espíritos envolvidos nas paixões inferiores, que se encontram na inconsciência do que devem escolher, certamente que esses não podem programar as suas provas, assim como a criança, o velho esclerosado ou o retardado mental não podem sair para as ruas à hora que desejarem.
Para esse trabalho de escolha e assistência, aos reencarnantes, Deus colocou falanges e mais falanges de anjos benfeitores, conscientes de seus deveres ante os necessitados.
Nunca se pode generalizar esses casos de escolhas; elas são variadas, de acordo com o reencarnante, e muitos Espíritos, já com categoria espiritual elevada, pedem conselhos aos Espíritos que os guiam nas escolhas das suas provas, sobre a família e o meio social em que deverão reencarnar. São almas que desejam acertar e não querem negligenciar nas diretrizes do bem e da verdade, e ainda pedem aos seus mentores espirituais para avisar-lhes sobre os perigos, no momento em que estiverem à beira do abismo. São Espíritos com a maturidade que os assemelha à lavoura cuja colheita se aproxima. E que Deus nos abençoe e que existam muitos deles na Terra.
Mas quando o Espírito tem a liberdade de escolher suas provas e avança para certas dificuldades que pesam em seus ombros, e Deus o permite, Ele, o Senhor, é misericordioso e oferta muitos recursos para que a alma aproveite as lições. Nada é perdido em lugar algum do universo porque a Sabedoria Divina tudo vê, e Suas mãos sempre abençoam, convertendo o mal em bem, o ódio em amor, a violência em paz, a inimizade em perdão. Mesmo que o Espírito se desvie da estrada nobre que desejou seguir, ele acumula experiências e torna a voltar, revestindo-se de novo corpo, com mais facilidade de acertar.
Podemos ponderar sobre os nossos feitos na Terra e as decisões que tomamos no decorrer da nossa existência. Temos o livre-arbítrio de escolher, no entanto, muitas escolhas não acontecem, porque o Senhor não achou conveniente ao nosso tamanho evolutivo. Isso sucede todos os dias; basta observarmos os acontecimentos na sutileza da vida. Situações há em que determinada pessoa escolhe, por exemplo, dirigir um país e quase toda nação assim o deseja. Entretanto, Deus não permite que assim aconteça.
Assim também se passa no mundo dos Espíritos: quem pode escolher, escolhe as provas; a quem não pode, elas são impostas, e outros pedem conselhos aos benfeitores maiores, sobre o que e melhor para eles. Enfim, tudo é escola, tudo são lições, porque nada se perde na casa de Deus. A Sua vontade é sempre soberana."

Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Fevereiro de 2012, 15:31
Penso que o livre arbítrio como nos traz a questão 258 e 258 a, faz parte do mundo espiritual, porém na matéria esse livre arbítrio é relativo, consiste em viver bem o ma,l ou seja, aceitar ou não as provas escolhidas.

Amiga Hebinha,

Realcei apenas um pequeno detalhe, onde pensando confirmar a existencia do livre arbitrio voce o nega liminarmente. O livre arbitrio é uma expressão composta por duas palavras:

Livre - segundo todos os dicionarios, o que é livre, não é condicionado a coisa alguma. Se algo for condicionado perde a sua caracteristica de liberdade. Não existe meia-liberdade assim como não existe mulher meio-gravida.

arbítrio
s. m.
1. Sentença de árbitro.
2. Parecer, juízo, opinião, vontade, determinação (que não dependem de regra, praxe ou lei, mas da prudência ou rectidão da pessoa).

Portanto livre arbítrio relativo é o mesmo que afirmar não existir livre arbítrio. É apenas um erro semantico.





Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 01 de Fevereiro de 2012, 15:58
Anton
O Espírito na matéria tem liberdade de escolha  sobre como viver o gênero de  provas escolhidas moralmente falando. Sobre a parte material , não tem pois são só seus instrumentos de prova.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 01 de Fevereiro de 2012, 16:02
Narizonte  da Rosa  e  amiga Hebe  muito obrigado pela vossa contribuição para  este estudo e as questões  colocadas são de extrema relevância para a compreensão do livre arbítrio que  sempre  é  uma das nossas  escolhas  durante  esta  vida e  complemento que  mas  este dado para  que possas  melhor compreender.
  Lei de Liberdade
A liberdade é condição básica para que o Espírito se realize.
Deus o criou de tal forma que, por natureza, ele busque sempre se libertar, mesmo que de forma inconsciente.
Essa liberdade, porém, não é absoluta, porque a necessidade que tem ele de viver em sociedade, o condiciona a respeitar determinadas normas, porque este direito é dado também a cada um de seus semelhantes.
Com isto não queremos dizer que há a necessidade de uma pessoa se sujeitar à outra por completo, isto seria contrário à lei de Deus.
A escravidão, tenha ela qualquer  nome, é e sempre foi amoral, por isso a necessidade do entendimento da verdade cristã: E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará para que não escravizemos ninguém e nem sejamos escravos de nossas próprias imperfeições.
Muitas vezes a desigualdade das aptidões tem sido desculpa para o domínio dos fracos, isto porque esquecemos a Caridade Cristã, que nos define como dever, auxiliar o nosso semelhante naquilo que temos possibilidade, conforme sua necessidade.
São os Espíritos quem dizem: É contrária à lei de Deus toda sujeição absoluta de um homem a outro homem (...)
Portanto temos que a liberdade legítima, decorre da legítima responsabilidade, não podendo triunfar sem esta.
Um abraço de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Fevereiro de 2012, 16:06
258. Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena?
 
“Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio.”
 
a) - Não é Deus, então, quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?
 
“Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo. Ide agora perguntar por que decretou Ele esta lei e não aquela. Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das conseqüências que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal. Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito. Demais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de Deus do que o é da do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu.”

Nesta questão que voce colocou encontramos todos os elementos para a cabal compreensão do livre arbítrio.

Os atos ou acontecimentos são sempre criados por Deus, causa primaria e criador de TODAS as coisas e portanto independem da vontade de qualquer homem, conforme realçado em seu texto extraido do LE. Ao espirito encarnado resta compreender que estes atos foram por ele mesmo solicitados e são apenas a sua provação e resta-lhe o livre arbitrio moral, ou seja vivenciar os atos de Deus em paz, harmonia e amor incondicional a Deus e ao proximo. Ou alternativamente, reclamar, culpar a algum outro espirito por sua desdita ou mesmo culpar a Deus, o que é uma atitude pueril.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: fernandes adalberto em 01 de Fevereiro de 2012, 16:23
Cada um tem a sua prova ,para aprendemos a lei de Deus,
Cada um tem a expiação para ser libertar das pureza da alma.
 portanto somos aquilo que praticamos conforme o nosso pensamento.
Fernandes Adalberto
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 01 de Fevereiro de 2012, 16:46
Amigo Fernandes  é  mesmo isso  e  é preciso sentir  que  sempre  cada um de nós  é  agente das suas  decisões na vida ,  e sempre em plena liberdade.
Um abraço de muita paz 
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 01 de Fevereiro de 2012, 16:50
 Apenas  podemos  concluir
Deus quer que todos os seus filhos tenham a própria individualidade, ...
•   creiam nele como possam,
•   conservem as inclinações e gostos mais consentâneos com o seu modo de ser,
•   trabalhem como e quanto desejem e
•   habitem onde quiserem.
 Somente exige   e exige com rigor   que a justiça seja cumprida e respeitada.
 «A cada um será dado segundo as suas obras.»
Todos receberemos, nas Leis da Vida,...
•   o  que fizermos,
•   pelo  que fizermos,
•   quanto   fizermos e
•   como  fizermos.
 De conformidade com os Preceitos Divinos, podemos viver e conviver uns com os outros, consoante os padrões de escolha e afectividade que  escolhemos ; entretanto, em qualquer plano de consciência, do mais inferior ao mais sublime, o prejuízo ao próximo, a ofensa aos outros, a criminalidade e a ingratidão colhem dolorosos e inevitáveis reajustes, na pauta dos princípios de causa e efeito que impõem amargas penas aos infractores.
Somos livres para desenvolver as nossas tendências, cultivá-las e aperfeiçoá-las, mas devemos concordar com os Estatutos do Bem Eterno, cujos artigos e parágrafos estabelecem sejam feitas e mantidas, no bem de todos e no amparo desinteressado aos outros, as garantias de nosso próprio bem.
A liberdade de que gozam os habitantes  terrestres não é, nem poderia ser, de carácter absoluto, diante da condição do nosso mundo de expiações e provas.
 Da liberdade plena só  gozam, por conquista, os Espírito Puros, aqueles que chegaram ao cimo da escala evolutiva e que se colocam ao serviço do Criador, a Inteligência Suprema.
 Jesus é o exemplo e o modelo para a Humanidade terrestre.
Uma parte fundamental de nossas vidas envolve a noção do livre -arbítrio.
Somos julgados pela sociedade pelas intenções e acções, e as visões sobre o cérebro não conseguem explicar isso.
Se correctas, elas significariam que nossas vidas seriam completamente determinadas por nossos genes e pelo ambiente que nos cerca, e por conseguinte não haveria lugar para as responsabilidades.
Você consegue imaginar a situação em que todo mundo que fizesse alguma coisa responsabilizaria suas acções devido a seus genes em combinação com o meio onde vivem?
Ninguém mais seria responsável ou teria algum tipo de  obrigatoriedade.
 Felizmente, a sociedade ainda é levada pela noção do livre arbítrio e da responsabilidade pessoal.
Estas e outras limitações das visões convencionais levaram os cientistas a procurar alternativas para a explicação da consciência.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Norizonte da Rosa em 01 de Fevereiro de 2012, 16:53
Olá Amigos.

Os acontecimentos são conhecidos de Deus, que tudo sabe, inclusive o que ocorrerá, mas os atos são de responsabilidade dos espíritos (do homem encarnado). O fato de Deus, que tudo sabe e sabe o que ocorrerá no futuro, decidir pôr dois homens que se cruzarão na vida (e em que um venha a fazer mal ao outro) não prova, a meu ver, que Deus foi responsável pelo ato de quem fez o mal, apenas sabia de antemão que o espírito falharia em sua evolução ao fazer o mal e, então, pôs o algoz na presença da vítima para que se cumprisse o que o homem (vítima) deveria passar (a provação).

O fato de Deus tudo saber não tira, a meu ver, o livre-arbítrio de nenhum espírito.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Felipa em 01 de Fevereiro de 2012, 17:28

Olá Altino, muito interessante este assunto , parabens pela escolha. Bom trabalho.

O LIVRO DOS ESPíRITOS - LIVRO 3, CAP. 10      


V LIVRE ARBÍTRIO

843. O homem tem livre arbítrio nos seus atos?
-- Pois se tem a liberdade de pensar, tem a de agir. Sem o livre arbítrio o homem seria uma máquina.

844. O homem goza do livre arbítrio desde o nascimento?
-- Ele tem a liberdade de agir, desde que tenha a vontade de o fazer. Nas primeiras fases da vida a liberdade é quase nula; ela se desenvolve e muda de objeto com as faculdades. Estando os pensamentos da criança em relação com as necessidades da sua idade, ela aplica o seu livre arbítrio às coisas que lhe são necessárias.

845. As predisposições instintivas que o homem traz ao nascer não são um obstáculo ao exercício do seu livre arbítrio?
-- As predisposições instintivas são as do Espírito antes da encarnação; conforme for ele mais ou menos adiantado, elas podem impeli-lo a atos repreensíveis, no que ele será secundado por Espíritos que simpatizem com essas disposições; mas não há arrastamento irresistível, quando se tem a vontade de resistir. Lembrai-vos de que querer é poder. (Ver item 361).

846. O organismo não influi nos atos da vida? E se influi, não o faz com prejuízo do livre arbítrio?
-- O Espírito é certamente influenciado pela matéria, que pode entravar as suas manifestações. Eis porque, nos mundos em que os corpos são menos materiais do que na Terra, as faculdades se desenvolvem com mais liberdade. Mas o instrumento não dá faculdades ao Espírito. De resto, é necessário distinguir neste caso as faculdades morais das faculdades intelectuais. Se um homem tem o instinto do assassínio, é seguramente o seu próprio Espírito que o possui e que lho transmite, mas nunca os seus órgãos. Aquele que aniqüila o seu pensamento para se ocupar apenas da matéria faz-se semelhante ao bruto, e ainda pior, porque não pensa mais em se premunir contra o mal. É nisso que ele se torna faltoso, pois assim age pela própria vontade. (Ver item 367 e seguintes, Influência do organismo).

847. A alteração das faculdades tira ao homem o livre arbítrio?
-- Aquele cuja inteligência está perturbada por uma causa qualquer perde o domínio do seu pensamento, e desde então não tem mais liberdade. Essa alteração é freqüentemente uma punição para o Espírito que, numa existência, pode ter sido vão e orgulhoso, fazendo mau uso de suas faculdades. Ele pode renascer no corpo de um idiota, como o déspota no corpo de um escravo e o mau rico no de um mendigo. Mas o Espírito sofre esse constrangimento, do qual tem perfeita consciência: é nisso que está a ação da matéria. (Ver item 371 e seguintes).
 
848. A alteração das faculdades intelectuais pela embriaguez desculpa os atos repreensíveis?
-- Não, pois o ébrio voluntariamente se priva da razão para satisfazer paixões brutais: em lugar de uma falta, comete duas.
 
849. Qual é, no homem em estado selvagem, a faculdade dominante: o instinto ou o livre arbítrio?
-- O instinto, o que não o impede de agir com inteira liberdade em certas coisas. Mas, como a criança, ele aplica essa liberdade às suas necessidades e ela se desenvolve com a inteligência. Por conseguinte, tu, que és mais esclarecido que um selvagem, és também mais responsável que ele pelo que fazes.

850. A posição social não é às vezes um obstáculo à inteira liberdade de ação?
-- O mundo tem, sem dúvida, as suas exigências. Deus é justo e tudo leva em conta, mas vos deixa a responsabilidade dos poucos esforços que fazeis para superar os obstáculos.
http://www.geae.inf.br/pt/livros/le/le3-10-5.html
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Felipa em 01 de Fevereiro de 2012, 17:38

O que é Livre Arbítrio?

Livre arbítrio, conforme o meu entendimento espírita, é a possibilidade de fazer escolhas.
Algumas pessoas confundem livre arbítrio com fazer o que quiser, sem que haja conseqüências, dizendo que do contrário não seria livre arbítrio. Pois bem, uma liberdade de ações sem limites não existe. No conceito filosófico, minha liberdade acaba quando se opõe a liberdade do outro, embora eu possa ignorar a liberdade do outro como se não houvesse limitações.
Um exemplo disso seria um marido que impõe a sua esposa que a mesma não deixe seu lar de maneira alguma, cerceando-lhe a liberdade, durante toda uma vida.
A ação desse marido não teve maiores conseqüências para ele durante a sua vida, mas, na vida futura ou depois de sua morte, ele deverá responder por esse ato perante sua própria consciência de culpa.
Sabiamente, o apóstolo Paulo de Tarso já tinha nos prevenido que, tudo nos é permitido, mas nem tudo nos é lícito.

 Tamanho do livre arbítrio.

Com os dizeres anteriores ficou claro que nosso livre arbítrio é limitado e traz conseqüência.
Jesus nos disse que somos deuses, e quando ele disse isso não era uma figura de linguagem, ele sabia que poderíamos fazer coisas maravilhosas se assim quiséssemos, como andar sobre as águas. Essas e outras maravilhas estão disponíveis a todos nós conforme utilizemos melhor o nosso livre arbítrio. Em meu entendimento, um homem como Chico Xavier, por dar as mostras necessárias, podia realizar feitos que nós ainda não podemos, como emitir luzes, sons, ler pensamento e estar em mais de um lugar ao mesmo tempo.

Em A Gênese, Allan Kardec explica que há diversas categorias de mundos conforme a evolução de seus seres vivos, e, como o progresso da inteligência não anda de braços dados com o progresso da moral, em alguns mundos, os homens se tornam tão inteligentes enquanto ainda são maus, que a sua inteligência é utilizada para ferir centenas e até bilhões de criaturas. Quando os globos onde esses homens habitam chegam a um período de madureza, esses homens são retirados de lá para que não sejam “pedra de tropeço” aos bons que por lá ficam, se fazendo cumprir em todos os mundos a profecia do Cristo que diz que “os mansos herdarão a terra” e que “haverá separação entre o joio e o trigo”.

Deus, por tanto, se comporta como um pai que nos instrui e nos dá mais liberdade de ação à medida que demonstramos ter responsabilidade para agir, da mesma forma como um pai tira de perto de seu bebê objetos pontiagudos, ou farsa filhos maiores a irem à escola, quando na verdade o bebê chore para pegar uma tesoura e um menino brigue para faltar de aula.

Concluo então que Livre Arbítrio é a liberdade de escolha que temos dentro das limitações que nos impomos por falta de responsabilidade ou amadurecimento.
Nota. A informação sobre a ubiqüidade de Chico Xavier foi tirada da entrevista com Divaldo Franco para o programa Transição, em comemoração ao centenário de nascimento de Chico.
http://www.espiritismobr.com.br/index.php/o-que-livre-arbtrio
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 01 de Fevereiro de 2012, 19:11
Amiga  Maria 47  muito obrigado pela sua participação e  esclarecimento para todos ,  embora  esta questão  do livre arbítrio seja  para  alguns  uma  forma simples  de  liberdade , mas  também um grande ensinamento  que  temos  de entender como forma  de  termos  toda  a nossa liberdade  para  fazer  a nossa escolha ,  e como nos  diz o Evangelho..........   Vamos  mais tarde que  hoje  plantamos.
Então  é sempre  muito bom sabermos  escolher   tudo o que nos  seja dado  como o melhor para cada um de nós.
 A doutrina espírita é evidentemente mais moral: ela admite para o homem o livre -arbítrio em toda a sua plenitude; e, ao lhe dizer que, se pratica o mal, cede a uma sugestão má que lhe vem de fora, deixa-lhe toda a responsabilidade, pois lhe reconhece o poder de resistir, coisa evidentemente mais fácil do que se tivesse de lutar contra a sua própria natureza.
Um grande abraço de muita paz
Manuel Altino
 
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: hcancela em 01 de Fevereiro de 2012, 20:13
Altino estimado amigo, que este estudo seja de grande valor para todos.Parabéns.


 Não posso mudar. É meu( Karma). Eu sou assim! É a anestesia da consciência! É o famoso complexo de Gabriela ;)! Sabem aquela música? "Eu nasci assim, eu cresci assim, eu vivi assim..." E com isso, tenta esquecer que a sua obrigação é mudar! É progredir!

Dentro desta verdade divina, não existe o perdão de Deus, pois recebemos segundo o que obramos, ou seja, segundo o que fizemos. Deus não nos criou para nos punir! Deus é amor... e o (Karma) não é punição Divina: é a consequência retificadora.

Considerando a Lei de Causa e Efeito, é uma Lei Divina, e que as Leis Divinas foram escritas por Deus, conclui-se que: Na natureza não há prêmios ou castigos:Há consequências.


Saudações fraternas
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Felipa em 02 de Fevereiro de 2012, 01:20

JESUS E LIVRE-ARBÍTRIO
 
Questão 224 de “O Livro dos Médiuns”
 
   Em matéria de respeito ao livre-arbítrio, reparemos a conduta do Cristo, junto daqueles que lhe partilham a marcha.
   Companheiro de João Batista, não lhe torce a vocação.
   Em circunstância alguma encarcera espiritualmente os discípulos em atitudes determinadas.
   Ajuda sem pedir adesões.
   Ensina sem formular exigências.
   Escarnecido em Nazaré, onde fixara moradia, não procura evidenciar-se.
   Renova Maria de Magdala, sem constrangê-la.
   Não ameaça Nicodemos, porque o doutor da lei não lhe compreendia de pronto a palavra.
   Não exibe poderes divinatórios para impressionar o Sinédrio.
   Permite que Pedro o renegue à vontade.
   Deixa que Judas deserte como deseja.
   Confere a Pilatos e Antipas pleno direito de decisão.
   Não impede que os amigos durmam no horto, enquanto ora em momento grave.
   O cirineu que se destaca, a fim de auxiliá-lo no transporte da cruz, é trazido pelo povo, mas não rogado por ele mesmo.
   E, ainda depois da morte, volvendo ao convívio dos irmãos de ideal, não tem qualquer bravata de interventor.
   Entende as dúvidas de Tomé.
   E quando visita Saulo de Tarso, às portas de Damasco, aparece na condição de um amigo, sem qualquer intuito de violência.
   Onde surge, o Mestre define a luz e o amor em si mesmo, indicando, no próprio exemplo, o roteiro certo, mas sem coagir pessoa alguma nessa ou naquela resolução.
*
   Quando quiseres verificar se os Espíritos comunicantes são bons e sábios, rememora o padrão de Jesus e perceberás que são realmente sábios e bons se te ajudam a realizar todo o bem com esquecimento de todo o mal, sem te afastarem da responsabilidade de escolheres o teu caminho e de seguires adiante com os próprios pés.
(De “Seara dos Médiuns”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Felipa em 02 de Fevereiro de 2012, 01:22

Livre Arbítrio

Você já ouviu, alguma vez, falar de livre-arbítrio?

Livre-arbítrio quer dizer livre escolha, livre opção.
Em todas as situações da vida, sempre temos duas ou mais possibilidades para escolher.
E a cada momento a vida nos exige decisão. Sempre temos que optar entre uma ou outra atitude.
Desde que abrimos os olhos, pela manhã, estamos optando entre uma atitude ou outra.
Ao ouvir o despertador podemos escolher entre abrir a boca para lamentar por não ser nosso dia de folga ou para agradecer a Deus por mais um dia de oportunidades.
Ao encontrarmos o nosso familiar que acaba de se levantar, podemos escolher entre resmungar qualquer coisa, ficar calado, ou desejar, do fundo da alma, um bom dia.
Quando chegamos ao local de trabalho, podemos optar entre ficar de bem com todos ou buscar o isolamento, ou, ainda, contaminar o ambiente com mau humor.
Conta um médico que trata de pacientes com câncer, que as atitudes das pessoas variam muito, mesmo em situações parecidas.
Diz ele que duas de suas pacientes, quase da mesma idade, tiveram que tirar um seio por causa da doença. Uma delas ficou feliz por continuar viva e poder brincar com os netos, a outra optou por lamentar pelo seio que havia perdido, embora também tivesse os netos para curtir.
Quando alguém o ofende, você pode escolher entre revidar, calar-se ou oferecer o tratamento oposto. A decisão sempre é sua.
O que vale ressaltar é que todas as ações terão uma reação correspondente, como conseqüência. E essa reação é de nossa total responsabilidade.
E isso deve ser ensinado aos filhos desde cedo. Caso a criança escolha agredir seu colega e leve uns arranhões, deverá saber que isso é resultado da sua ação e, por conseguinte, de sua inteira responsabilidade.
Tudo na vida está sujeito a lei de causa e efeito, para uma ação positiva, um efeito positivo, para uma ação infeliz, o resultado correspondente.
Se você chega no trabalho bem humorado, alegre, radiante, e encontra seu colega de mau humor, você pode decidir entre sintonizar na faixa dele ou fazer com que ele se sintonize na sua.
Você tem ainda outra possibilidade e escolha: ficar na sua.
Todavia, da sua escolha dependerá o resto do dia. E os resultados lhe pertencem.
Deus ensinou que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.
Pois bem, nós estamos semeando e colhendo o tempo todo. Se semeamos sementes de flores, colheremos flores, se plantarmos espinheiros, colheremos espinhos. Não há outra saída.
Mas o que importa, mesmo, é saber que a opção é nossa. Somos livres para escolher, antes de semear. Aí é que está a justiça Divina.
Mesmo as semeaduras que demoram bastante tempo para germinar, um dia darão seus frutos. São aqueles atos praticados no anonimato, na surdina, que aparentemente ficam impunes. Um dia, eles aparecerão e reclamarão colheita.
Igualmente os atos de renúncia, de tolerância, de benevolência, que tantas vezes parecem não dar resultados, um dia florescerão e darão bons frutos e perfume. É só deixar nas mãos do jardineiro Divino, a quem chamamos de Criador.
Pense nisso!
E que sua vida seja muito feliz!
Autor  Desconhecido
http://www.caminhosluz.com.br
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: filhodobino em 02 de Fevereiro de 2012, 02:31
Amados,
Livre... Liberdade de fazer ou deixar de fazer, ou em tendo feito... desfazer, nos atos vejo incompatibilidade para ser livre...

Livre... Liberdade de pensar, de pensar que pensou, de pensar que o pensamento é seu, de pensar ora de uma forma ora de outra forma, de desistir o que pensou, de pensar que deseja novamente, de adaptar, de incrementar, de reduzir, de deixar como está, para descobrir como fica, só vejo compatibilidade para tanto no pensamento.
Saúde e Paz!
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Dothy em 02 de Fevereiro de 2012, 06:27
Querido amigo Altino

Parabéns pelo tema de fundamental importância em nossa vida
Livre arbítrio é a liberdade de escolha que eu tenho em fazer o mal ou o bem, em amar ou odiar, em evoluir ou ficar estacionado, em perdoar ou guardar mágoa e rancor, em ser amigo ou inimigo, em ouvir o bem ou o mal, em ter pensamentos positivos ou negativos, em praticar as leis ou não praticá-las, em doar ou não doar, e  outras variadas situações que enfrentamos em nosso dia a dia

 
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Le em 02 de Fevereiro de 2012, 08:45
Bom dia irmão Anton

Pode por favor explicar melhor a sua posição quanto ao tema em estudo porquanto não entendi perfeitamente depois de ler as suas respostas que a seguir colo?

Antecipadamente grato desejo muita luz e muita paz.

--
suas colocações

Para iniciarmos o estudo do livre arbitrio, ha que primeiramente definir claramente o objeto do estudo. Livre arbitrio não é algo genérico. Falta-lhe algo. Pode ser o livre arbitrio do espirito ou livre arbitrio do ego, livre arbitrio das ações ou livre arbitrio dos pensamentos, livre arbitrio das percepções ou livre arbitrio das sensações.

Cada um destes livres arbitrios é um estudo em si mesmo. Portanto de qual livre arbítrio estamos falando neste estudo?

**-**
Amiga Hebinha,

Realcei apenas um pequeno detalhe, onde pensando confirmar a existencia do livre arbitrio voce o nega liminarmente. O livre arbitrio é uma expressão composta por duas palavras:

Livre - segundo todos os dicionarios, o que é livre, não é condicionado a coisa alguma. Se algo for condicionado perde a sua caracteristica de liberdade. Não existe meia-liberdade assim como não existe mulher meio-gravida.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 02 de Fevereiro de 2012, 10:34
amiga Doty muito  obrigado pelo seu comentário, realmente o livre  arbítrio é sempre  uma  maneira de  cada um de nós escolher  em plena liberdade  tudo o que fazemos na vida.
Agora quanto ás nossas  escolhas elas serão o que  sempre nós quisermos, mas  com uma condicionante  sempre válida, temos que  muitas vezes  meditar  um  pouco  antes  de fazermos nossos escolhas.......e  mais ainda  por vezes nos refugiamos  em  muitas opiniões  de   muitas pessoas , mas  quase  sempre.....  não  fazemos  o que é melhor  para  nós .
Quanto á liberdade  do tema  do livre arbítrio é sempre  controverso  pois implica  quase sempre  mexer  com cada um de nós, e  nesse campo temos sempre de ter muito cuidado assim  como nos pode  dizer a liberdade  de pensar :::
Lei de Liberdade
A liberdade é condição básica para que o Espírito se realize.
Deus o criou de tal forma que, por natureza, ele busque sempre se libertar, mesmo que de forma inconsciente.
Essa liberdade, porém, não é absoluta, porque a necessidade que tem ele de viver em sociedade, o condiciona a respeitar determinadas normas, porque este direito é dado também a cada um de seus semelhantes.
Com isto não queremos dizer que há a necessidade de uma pessoa se sujeitar à outra por completo, isto seria contrário à lei de Deus.
A escravidão, tenha ela qualquer  nome, é e sempre foi amoral, por isso a necessidade do entendimento da verdade cristã: E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará para que não escravizemos ninguém e nem sejamos escravos de nossas próprias imperfeições.
Muitas vezes a desigualdade das aptidões tem sido desculpa para o domínio dos fracos, isto porque esquecemos a Caridade Cristã, que nos define como dever, auxiliar o nosso semelhante naquilo que temos possibilidade, conforme sua necessidade.
São os Espíritos quem dizem: É contrária à lei de Deus toda sujeição absoluta de um homem a outro homem (...)
Portanto temos que a liberdade legítima, decorre da legítima responsabilidade, não podendo triunfar sem esta.
Um grande abraço de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: filhodobino em 02 de Fevereiro de 2012, 11:47
Amados,
O livre arbítrio, é em essência abnegar o direito de condenar o discernimento de alguém porque difere do nosso próprio... É só ter por base de referência o pensamento reforçador de que poderemos ambos estarmos enganados...
Saúde e Paz!
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Mourarego em 02 de Fevereiro de 2012, 14:47
NOTA:

Gostaria de lembrar a todos que este estudo, tem como regra a apresentação do fulcro de nossas mensagens, ou seja, se dizemos algo, devemos trazer, também a obra, capítulo e item, sendo esta obra uma das codificadas.
Outras obras podem ser colocadas como apenas uma contribuição, mas nunca como matéria doutrinária.
É exatamente por esta razão que todas as mensagens prescindem da autorização da moderação para serem expostas.
Abraços,
Moura
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Edna☼ em 02 de Fevereiro de 2012, 15:39
Olá amigo Manuel   :) muito bom o tema do mês, pois para bem exercer a liberdade de escolha é necessário o crescimento do nível de consciência do Espírito, que leva ao discernimento para usá-lo de forma produtiva e adequada, pois se dele decorre o aprendizado, também gera responsabilidade.

Voltando um pouquinho, elucida o codificador que, "não conhecemos a origem e o modo da criação dos Espíritos; sabemos somente que são criados simples e ignorantes, isto é, sem sabedoria e sem o sentimento do bem e do mal, sendo porém dotados de perfetibilidade e igual aptidão para adquirir sabedoria e moralidade. No princípio são como crianças, sem vontade própria, nem consciência perfeita da sua existência.

À medida que o Espírito se afasta do ponto inicial, desenvolve-lhe as idéias, como acontece às crianças, e com as idéias o livre-arbítrio, isto é, a liberdade de ação consciente para escolher o caminho a seguir em sua marcha – o que constitui um dos atributos essenciais do Espírito.

O termo final da caminhada dos Espíritos, o destino de todos é a conquista da perfeição, de que é suscetível a criatura, e o resultado ou conseqüência dessa conquista é o gozo da suprema felicidade, que se alcança lenta ou rapidamente, segundo o uso que se faz do livre arbítrio.”

Allan Kardec

(in, Obras Póstumas)


Bons estudos a todos!  :)


Abraços fraternos sempre,

Edna ;)
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 02 de Fevereiro de 2012, 16:21
Amigo Moura   e amiga  edna  muito obrigado pela  vossa participação e  penso que vai ser um bom contributo para que possamos entre  todos  debater  este  tema que por vezes nos parece   muito fácil e  muito debatido, mas   quando  verificamos que  todos  as nossas atitudes na vida tem sempre um sentido  de livre escolha  e  muitas vezes  nos vai comprometer o nosso futuro, então  vamos  ter de ser mais  conscientes  do que fazemos e  são sempre   por vezes difíceis na vida, então  meditando no texto que  vou colocar para  assim dar  mais  um contributo  a este   estudo e  debate  sempre  de forma  séria  e  construtiva  para todos .
Um grande abraço de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 02 de Fevereiro de 2012, 16:27
 
 Buscais e Achareis
         
Na Terra ou no Espaço, na posição de encarnados ou desencarnados, encontraremos, sempre, aquilo que buscarmos durante as experiências evolutivas.
Agindo por nós mesmos, ou atendendo a sugestões de Espíritos menos esclarecidos, colheremos, hoje ou amanhã, o fruto de nossas próprias obras.
A nossa vida, de acordo com a simbologia lembrada pelos Espíritos Superiores, pode ser comparada a uma balança comum.
E o livre arbítrio representará, sempre, o fiel dessa balança.
Numa das conchas, acumular-se-ão as nossas criações inferiores, acrescidas das sugestões menos dignas de nossos adversários desencarnados.
Na outra, as nossas criações mais elevadas unir-se-ão aos pensamentos inspirados pelos benfeitores, anjos de guarda ou Espíritos familiares.
Colocadas, assim, em pé de igualdade, as duas conchas, o livre arbítrio, isto é, a vontade consciente, fará que uma delas predomine sobre a outra, criando-nos, tal escolha, consequências ruinosas ou benéficas, segundo o caminho escolhido.
É livre a escolha.
Os amigos da Espiritualidade, mesmo os mais abnegados, não equacionam, inteiramente, os nossos problemas.
Inspiram-nos, em nossas silenciosas indagações, deixando, todavia, que a deliberação final nos pertença, com o que valorizam esse inapreciável tesouro que se chama Livre Arbítrio.
Sem a liberdade, embora relativa, do Livre Arbítrio, o progresso espiritual não seria consciente, mas se efectivaria, simplesmente, pela força das coisas.
Na Escola da Vida, os Instrutores Espirituais procedem com os homens à maneira dos professores com as crianças : dão informes sobre as lições, explicam-nas, referem-se a fontes de consulta, indicam livros e autores.
 Mas deixam que os alunos, durante o ano lectivo, se preparem no sentido de que, nos exames finais, obtenham, pelo esforço próprio, boa vontade e aplicação, notas que assegurem promoção à série seguinte.
O aluno irresponsável achará, no fim do ano, o que buscou - a reprovação, a vergonha.
O aluno aplicado, que se consagrou ao estudo, achará, igualmente, o que buscou - as alegrias da aprovação.
Tudo de acordo com a lição do Mestre, "Buscai e achareis".
Em nossa jornada evolutiva nascendo, vivendo, morrendo, renascendo ainda e progredindo continuamente, somos alunos cujo livre arbítrio escolhera, na maioria das vezes, o caminho das facilidades.
Os Instrutores Espirituais têm sido, para todos nós, devotados mestres, que nos observam a incúria e a falta de atenção, porém aguardam, pacientes e compreensivos, que as lições do tempo e da dor nos induzam ao reajustamento.
Jamais se desanimam, quando verificam que pendemos para a concha das sugestões utilitaristas, pois sabem que, buscando a Ilusão, encontraremos, mais adiante, as folhas perdidas das desilusões.
Não ignoram que, batendo à porta dos enganos, elas se alargarão diante de nós, a fim de que, partilhando o banquete das futilidades, sejamos compelidos, mais tarde, a buscar, nos padrões do Evangelho, o roteiro para experiências mais elevadas.
Num planeta como a Terra, bem inferiorizado, falanges numerosas de entidades desencarnadas inspiram-nos com tal frequência que a sua intensidade   a intensidade de Sua influencia não pode ser medida.
No Evangelho e no Espiritismo, estão os recursos imprescindíveis à nossa segurança.
A prática do bem, a confiança em Deus, o esclarecimento pelo estudo, o trabalho constante no Bem, tudo isto, com o amparo da prece, nos preservará do assédio de entidades que, em nome de velhos propósitos de vingança, ou por simples perversidade, procuram dificultar a nossa ascensão.
Batendo à porta dos que sofrem, para levar-lhes a mensagem consoladora do Evangelho e o socorro de nossas mãos, encontraremos, um dia, a resposta do Céu aos nossos anseios de libertação.
Sendo livres para a escolha, acharemos, sem dúvida, o que buscarmos.

Martins Peralva
 extraído do livro Estudando o Evangelho
 À Luz do Espiritismo - 2º ed. FE

Um grande abraço de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: filhodobino em 02 de Fevereiro de 2012, 20:58
Amados,
Não é razoável livre arbítrio, para colocar empeços nos pensamentos e reflexões alheias, nem se colocam peias nos pensamentos, essa é a verdadeira liberdade...
Afora essa, tudo quando fizermos se, se destinar ao bem do próximo, teremos liberdade relativa...
Se, se destinar ao desajuste, desajustados ficaremos...
Se, se destinar ao desestímulo, desestimulados ficaremos...

Reflitamos com Emmanuel...
Atuar no rendimento do bem de todos; projetar a luz da instrução sobre os labirintos da ignorância; efetuar o próprio burilamento; promover iniciativas de solidariedade; praticar a abnegação e realizar o melhor que possamos fazer de nós, onde estejamos, são alguns dos programas de ação que a todos nós compete.
EMMANUEL em PAZ E RENOVAÇÃO - 3ª Ed. CEC, 1972 -Prefácio –
Nisso consiste nosso livre arbítrio...
Saúde e Paz!
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Antonio Renato em 02 de Fevereiro de 2012, 23:33
Caros irmãos e irmães.No imperativo da sua lei maior,Deus nos impõe a sua vontade:Amai-
-vos uns aos outros como condição para evoluirmos,quando por livre escolha contrariamos
este mandamento,nos sujeitamos a ficar prisioneiros da nossa vontade menor e perdemos
assim a oportunidade de um melhor progresso.Dizemos que somos livres para pensar,agir,
dizer o queremos e quando queremos.Mas essas ações nos colocam para sermos julgados
por Deus,quando ele nos deu o livre arbítrio,deu-nos também a responsabilidade de fazer-
-mos a melhor escolha,caso contrário a nossa marcha evolutiva fica prejudicada.
Fiquem na paz,e que Deus na sua grandeza infinita nos abençoe sempre.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 03 de Fevereiro de 2012, 00:28
A liberdade de ação nos foi dada quando da gênese espiritual. O Ser espiritual, tomado de ciência de si, principia o caminho de sua jornada evolutiva vivendo em meios pré instalados e com características próprias.
Estes meios pré instalados são os mundos. E, as características, constituem o ambiente natural de cada um deles. Designados por Deus a encarnarem nestes orbes, os espíritos recém criados estarão expostos aos efeitos da natureza destes mundos.
Diante do inusitado, o espírito vê-se obrigado a experimentar, arquitetar ações que visem proporcionar-lhe segurança e bem estar. Isso é Livre Arbítrio, ainda rudimentar como rudimentar ainda é o espírito, e à medida que as experiências vão se acumulando e as existências vão se repetindo, o espírito vai formando um cabedal de conhecimento que, em dado instante, permiti-lhe discernir.
Com o discernimento, vem para o Espírito a responsabilidade dos atos e ações e, com isso, vem, também, o censo moral e a necessidade de ampliá-lo concomitantemente com o que se amplia em intelecto.
A matéria em sua forma animalizada mais complexa, que é o corpo humano, meio de manifestação do Espírito é para nós hoje, o que um dia foram os orbes primitivos para o princípio espiritual, ou seja, um manancial de possibilidades ao exercício do conhecimento e da moral adquirida em existências pregressas.

Concluindo: "O Livre Arbítrio tem a idade do Espírito e o acompanha tanto na erraticidade como na matéria."   
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Edna☼ em 03 de Fevereiro de 2012, 10:17
Manuel e demais foristas, bom dia :)

Queda do homem e pecado original...  ???

"O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire consciência de si mesmo. Não haveria liberdade, se a escolha fosse provocada por uma causa estranha à vontade do Espírito. A causa não está nele, mas no exterior, nas influências a que ele cede em virtude de sua espontânea vontade. Esta é a grande figura da queda do homem e do pecado original: uns cederam à tentação e outros resistiram."

(in, O Livro dos Espíritos)

Abraços fraternos sempre,

Edna ;)


Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 03 de Fevereiro de 2012, 10:56
Um bom dia a todos  e  com uma grande alegria  que  estamos a tentar compreender a verdadeira importância do livre arbítrio  em cada um de nós, pelo nosso conhecimento que vamos tendo sempre  pensamos que  a nossa liberdades nos nosso atos são apenas  um simples fato de cada um de nós entender   a nossa liberdade  de escolha , e ao mesmo tempo  saber o que será melhor para cada um de nós , esta é que  é  a importância  dos nossos atos durante  a vida para isso somos sempre confrontados   com decisões por vezes menos boas na nossa vida ...e  meditando no que nos diz Martins Peralva no  seu estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo coloco para  que possamos  entender  o valor  do Livre Arbítrio.
Atingido o patamar evolutivo que permite ao Espírito integrar-se ao reino humano, conquista ele a faculdade do livre arbítrio, ou seja, passa a ter a liberdade de escolha, e torna-se, a partir de então, artífice do seu próprio destino.
Como consequência natural do poder escolher, temos a responsabilidade pela escolha como característica básica deste momento evolutivo.
Por isso, essa faculdade só pode ser conquistada pelo ser pensante no momento em que ele se acha maduro para tal.
O livre arbítrio é sempre proporcional à condição evolutiva do ser.
Nos primeiros momentos de humanidade, o Espírito quase não o tem.
Está mais sujeito ao determinismo, porque não tem conhecimento nem experiência para avaliar melhor sua escolha.
É como aquela criança a quem não permitimos realizar determinadas acções, por ela não conhecer ainda os perigos que corre.
Nesta fase, o Criador, em sua infinita misericórdia, permite que Espíritos mais elevados tracem-lhe o caminho a seguir, como forma de suprir-lhe a falta de experiência.
O Espírito de média evolução tem menos restrita esta faculdade.
É como o jovem, que após passar pela disciplina necessária do momento infantil, tem mais possibilidades de decisão.
O Espírito evoluído é como o homem maduro em que as provações e os correctivos já formaram sua personalidade, e como consequência sua liberdade é maior.
“Um dia, no curso dos milênios, o nosso livre- arbítrio se harmonizará plenamente com a verdade total, com as deliberações superiores.
Nesse dia saberemos executar, com fidelidade, o pensamento do Cristo, Mestre e Senhor Nosso
E aí repetiremos com Jesus, “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar sua obra”
(João, 4: 34)
PERALVA, Martins. Estudando o Evangelho. 6a Ed., Rio de Janeiro, FEB, 1992..cap. 30
Um abraço de muita paz 
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 03 de Fevereiro de 2012, 13:36
      Anton     (ref #11)

      Anton cita Hebe, q citou: LE/258: Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena?
      Resp: “Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio.”
      a) - Não é Deus, então, quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?
      Resp: “Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo.

      Cel: conclui-se, daí, q, todos os mais terríveis, torturantes e insuportáveis sofrimentos q vemos no mundo, todas as desgraças e tragédias, são permitidos pelo Infinito Amor, certo? Tanto q criou leis determinando penalidades expiatórias, ditas instrutivas, e locais de expiações. Todo o mal do mundo, pois, tem a permissão de Deus para q exista.

      LE/258: Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das conseqüências que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal.

      Cel: isso, então, explica a liberdade “inicial” concedida aos espíritos. Assim q somos criados, Deus nos mostra duas estradas, nos dá possibilidades, aptidões, habilidades, disposição, permissão, portas abertas, para irmos pela q escolhermos. No entanto, se seguimos pela estrada q não é a Sua preferida (e para a qual nos dá permissão e aptidões para seguirmos por ela, e q desde sempre sabe q seguiremos por ela) nos submete às terríveis conseqüências da também terrível lei divina de causa e efeito, q implicam inenarráveis sofrimentos!

      LE/258; ... Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito. Demais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de Deus do que o é da do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu.”

      Cel: aqui uma questão para refletir: todos apresentam o mesmo desejo de se expor aos perigos criados por Deus? Todos têm igual desejo de “progredir”? E porq não têm? Pois, uns são submissos às provas q lhes vêm, e outros, são a elas recalcitrantes!

      Anton: Nesta questão que você colocou encontramos todos os elementos para a cabal compreensão do livre arbítrio. Os atos ou acontecimentos são sempre criados por Deus, causa primaria e criador de TODAS as coisas e portanto independem da vontade de qualquer homem, conforme realçado em seu texto extraído do LE. Ao espírito encarnado resta compreender que estes atos foram por ele mesmo solicitados e são apenas a sua provação e resta-lhe o livre arbítrio moral, ou seja vivenciar os atos de Deus em paz, harmonia e amor incondicional a Deus e ao próximo. Ou alternativamente, reclamar, culpar a algum outro espírito por sua desdita ou mesmo culpar a Deus, o que é uma atitude pueril.

      Cel: mas, e se ao homem resta a liberdade de escolher vivenciar os “atos de Deus”, buscando “paz, harmonia e amor”, ou “reclamar ou culpar alguém por sua desdita”, a q se deve essa enorme desigualdade entre os homens? Eles se fazem desiguais por livre e espontânea vontade? Não eram desiguais, inicialmente, mas se tornam gigantescamente desiguais, fato q resulta em “livres-arbítrios” desiguais! O q é q desfaz a perfeita igualdade inicial e q, afinal, leva uns a procedimentos corretos e à felicidade, e outros, às terríveis e monstruosas imperfeições e, consequentemente, a sofrimentos torturantes e insuportáveis?

      Abraços.



Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: 1Berto em 03 de Fevereiro de 2012, 13:38
Se tenho de obedecer à Lei Divina, caso contrário serei punido e, ao mesmo tempo, Deus me deu o livre arbítrio  – por isso, no exercício deste, eu poderei errar (certamente errarei) – , das duas uma: ou eu fico imóvel, para não errar deixo as coisas acontecerem naturalmente e, com isso, serei punido por não fazer nada; ou eu ajo correndo o risco de errar e ser punido depois.

Não parece tudo isso uma brincadeira de mau gosto feita por Quem nos criou?
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Carmen.gbi em 03 de Fevereiro de 2012, 14:46

Oi, amigos

Olá, Manuel


Tema  muito interessante este do estudo do mês de fevereiro e que com certeza nos fará refletir sobre muitas coisas e  o  que realmente significa  Liberdade, direito de agir, até onde ele vai.

Eu considero este tema um dos mais  paradoxais que existem.

O homem é realmente livre para as sua escolhas?

Este assunto me instiga o tempo todo.

Tenho certeza que teremos muitas colocações interessantes que poderão  nos fazer analisar melhor esta  questão.

Parabéns, Manuel .... pela excelente escolha .

Segue abaixo  transcrição de parte um texto.

O livre-arbítrio é [...]  a faculdade que tem o indivíduo de determinar a sua própria conduta, ou, em outras palavras, a possibilidade que ele tem de, entre duas ou mais razões suficientes de querer ou de agir, escolher uma delas e fazer que prevaleça sobre as outras. Rodolfo Calligaris: As leis morais, item O Livre- Arbítrio.


Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 03 de Fevereiro de 2012, 15:33
Amigos  mais  um vez  um grande obrigado pelos  vossos comentários  e  uma saudação  especial á  amiga Carmem e  dando continuidade  ao tema  em questão vamos começando a compreender  que  sempre  temos  a nossa  liberdade  e que  somos  apenas  veículos  dessa mesma  liberdade, mas  por mais  que  tentemos  compreender  tudo o que a codificação nos vai  dizendo e  nos faz compreender, cabe sempre  a cada um de nós  ter  a consciência  do vamos fazendo na vida, para isso  compreendendo  melhor  o que  nós  entendemos por liberdade .......
A liberdade é condição básica para que o Espírito se realize.
Deus o criou de tal forma que, por natureza, ele busque sempre se libertar, mesmo que de forma inconsciente.
Essa liberdade, porém, não é absoluta, porque a necessidade que tem ele de viver em sociedade, o condiciona a respeitar determinadas normas, porque este direito é dado também a cada um de seus semelhantes.
Com isto não queremos dizer que há a necessidade de uma pessoa se sujeitar à outra por completo, isto seria contrário à lei de Deus.
A escravidão, tenha ela qualquer  nome, é e sempre foi amoral, por isso a necessidade do entendimento da verdade cristã:
 E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará para que não escravizemos ninguém e nem sejamos escravos de nossas próprias imperfeições.
Muitas vezes a desigualdade das aptidões tem sido desculpa para o domínio dos fracos, isto porque esquecemos a Caridade Cristã, que nos define como dever, auxiliar o nosso semelhante naquilo que temos possibilidade, conforme sua necessidade.
São os Espíritos quem dizem:
 É contrária à lei de Deus toda sujeição absoluta de um homem a outro homem (...)
Portanto temos que a liberdade legítima, decorre da legítima responsabilidade, não podendo triunfar sem esta.
João, 8: 32
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 50a ed., Rio de Janeiro, FEB, 1980,    questão 829
Como podemos  então  compreender  a nossa liberdade  termina  onde começa  a do outro, é  uma regra básica de  todo o Homem.
Um grande abraço de muita paz
Manuel Altino

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: hcancela em 03 de Fevereiro de 2012, 20:43
Olá amigos(as)

Estava por aqui entretido a ler as vossas belas mensagens e veio-me há ideia o seguinte:

Numa terra onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão; isto é! Não adianta refilar, ou se compreende as coisas ou não ;simples e nesta parte o Livre-arbitrio entra sempre em nossas vidas quer queiramos ou não.Lembrando Jesus quando disse; Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.Simples,né amigos(as), apesar de compreender que nesta simplicidade é que vai o nosso erro, porque de tanto inventarmos, nem vemos o quanto é simples o Espiritismo, este belo " Consolador ", que nos dá a compreensão das coisas e por conseguinte a Verdade.

Saudações fraternas
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 03 de Fevereiro de 2012, 21:33
Utilizamos do Livre Arbítrio antes de virmos para cá, submetendo-nos às provas. Estamos a utilizá-lo aqui, criando meios de aliviar o peso dessas provas. E vamos utilizá-lo novamente quando retornarmos à esfera espiritual reiniciando o ciclo evolutivo do Espírito.

O Livre Arbítrio é o cadinho que mede a nossa capacidade de adaptarmos ao meio e sermos o mais feliz possível (para os positivos) ou o menos infeliz possível (para os negativos) dentro das dificuldades que nos afrontam.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Mizica em 04 de Fevereiro de 2012, 01:24
 :)Boa Noite a todos!

Altino, que bom vê-lo na coordenação do estudo de fevereiro. Sua escolha em relação ao tema foi mesmo muito bem vinda. Vejo que ótimas contribuições têm sido feitas através das mensagens postadas por nossos companheiros foristas. Isso é muito bom! Sejam então, bem vindos!

Parabéns, meu caro amigo Altino! Espero estar contribuindo de alguma forma, para o bom êxito desse belo trabalho. Precisando de mim e se achar que posso ser útil, estarei por aqui ... É só chamar.

Sobre o tema...
Se não tivesse o homem o livre arbítrio não teria culpa no mal que praticasse e da mesma forma não teria mérito no bem que por ventura promovesse.

O que seria do homem sem o livre arbítrio? Pareceria um fantoche, não teria a responsabilidade sobre seus atos. Seria o caos, então?  Responda aqui quem quiser...

Segundo a Doutrina Espírita o homem, ou a humanidade como queiram, não precisa se entregar ao chamado irresistível do mal sem chance de mudar isso em seu intimo: ele sempre pode NÃO dar ouvidos à  essa voz oculta que lhe espicaça a alma. É o próprio Jesus que nos ensina com doçura em sua universal oração: “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.” 

Também penso que vale lembrar que Deus, em sua infinita sabedoria, por sinal inquestionável, não nos daria o livre arbítrio se o achasse desnecessário. Ponto.

Abço fraterno a todos
Com meu carinho
Mizica
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: lineu em 04 de Fevereiro de 2012, 02:57
Livre-arbítrio

Agi com discernimento
Rigoroso da razão,
Visando ao sucedimento
De acertada decisão.

E orientai o ajustamento
Do espelho do coração,
Buscando o aconselhamento
Da divina inspiração.

Porque a suprema vontade
Que concede a faculdade
Do poder de decidir...

Tenciona a conformidade
Da responsabilidade
Com o direito de agir.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Dothy em 04 de Fevereiro de 2012, 09:30
Bom dia queridos amigo Altino
Bom dia queridos amigos e irmãos... Muita paz a todos

O espiritismo e o Livre Arbítrio".

Um dos problemas que mais preocuparam os filósofos e os teólogos é o do livre arbítrio: conciliar a vontade e a liberdade do homem com o fatalismo das leis naturais e com a vontade divina, parecia tanto mais difícil quanto um cego acaso parecia pesar, aos olhos de muitos, sobre o destino humano. O ensinamento dos espíritos esclareceu o problema: a fatalidade aparente que semeia de males o caminho da vida, não é mais que a conseqüência lógica do nosso passado, um efeito que se refere a uma causa, é o cumprimento do destino por nós mesmos aceito antes de renascer, e que nossos guias espirituais nos sugerem para nosso bem e nossa elevação.

Nas camadas inferiores da criação, o ser não tem ainda consciência; apenas a fatalidade do instinto o impele, e não é senão nos tipos superiores da animalidade que surgem, timidamente, os primeiros sintomas das faculdades humanas. A alma, jungida ao ciclo humano, desperta para a liberdade moral, o juízo e a consciência desenvolvem-se cada vez mais no curso de sua imensa parábola: colocada entre o bem e o mal, ela faz o confronto e escolhe livremente, tornada sábia pelas quedas e pela dor; e na prova, sua experiência forma-se e sua força mental se afirma.

A alma humana, livre e consciente, não pode mais recair na vida inferior: suas encarnações sucedem-se na dos mundos, até que, ao fim de seu longo trabalho, tenha conquistado a sabedoria, a ciência e o amor, cuja posse a emancipará para sempre das encarnações e da morte, abrindo-lhe a porta da vida celeste.

A alma alcança seus destinos, prepara suas alegrias ou dores, exercendo sua liberdade, porém, no curso de sua jornada, na prova amarga e na ardente luta das paixões, a ajuda superior não lhe será negada e, se ela mesma não a afasta, por parecer indigna dela, quando a vontade se afirma para retomar o caminho do bem, o bom caminho, a providência intervém e propicia-lhe ajuda e apoio, Providência é o espírito superior, o anjo que vigia na desventura, o Consolador invisível cujas inspirações aquecem o coração enregelado pelo desespero, cujos fluidos vivificadores fortalecem o peregrino cansado; providência é o farol aceso na noite para salvação daqueles que erram no oceano proceloso da existência; providência é, ainda e sobretudo, o amor divino que se derrama sobre suas criaturas. E quanta solicitude, quanta previdência neste amor. Não suspendeu os mundos no espaço, acendeu os sois, formou os continentes, os mares, para servir de teatro à alma, de campo aos seus progressos? Esta grande obra de criação cumpre-se somente para a alma, para ela combinam-se as forças naturais, os mundos deixam as nebulosas.



A alma é nascida para o bem, mas para que ela possa apreciá-lo na justa medida, para que possa conhecer-lhe todo o valor, deve conquistá-lo desenvolvendo livremente as próprias potencialidades: a liberdade de ação e a responsabilidade aumentam com sua elevação, pois quanto mais ela se ilumina mais pode e deve conformar a sua obra pessoal às leis que regem o universo.

A liberdade do ser é exercida, pois, em um círculo limitado, parte pelas exigências da lei natural que não sobre violações ou desordens neste mundo, parte pelo passado do próprio ser, cujas conseqüências se refletem sobre ele através dos tempos, até a completa reparação.

Assim o exercício da liberdade humana não pode obstar, em caso algum, a execução do plano divino, sem o que a ordem das coisas seria continuamente perturbada: acima de nossas vistas limitadas e variáveis, permanece e continua a ordem imutável do universo. Somos quase sempre maus juizes daquilo que é nosso verdadeiro bem; se a ordem natural das coisas devesse dobrar-se aos nossos desejos, que espantosas perturbações não resultariam disto?

A primeira coisa que o homem faria, se possuísse liberdade absoluta, seria afastar de si todas as causas de sofrimento, e assegurar para si uma vida plena de felicidade: ora, se existem males que a inteligência humana tem o dever e os meios de conjurar e destruir, como os que provêm do ambiente terrestre, outros existem que são inerentes à nossa natureza, como os vícios, que somente a dor e a repressão podem domar.

Neste caso a dor torna-se uma escola, ou antes, um remédio indispensável, pelo qual as provas são apenas uma repartição equânime da infalível justiça: é por ignorar os fins desejados por Deus, que nos tornamos rebeldes à ordem do mundo e às suas leis, e se elas são suscetíveis de nossas críticas, é apenas porque ignoramos o seu oculto poder.

O destino é conseqüência de nossos atos e de nossas livres resoluções: no suceder-se das existências, na vida espiritual, mais esclarecidos sobre nossas imperfeições e preocupações com os meios de eliminá-las, aceitamos a vida material sob a forma e nas condições que nos parecem adequadas a atingir esta finalidade. Os fenômenos do hipnotismo e da sugestão mental explicam-nos o que acontece em tais casos, sob a influência de nossos protetores espirituais; no estado de sonambulismo, a alma empenha-se a realizar uma certa ação em certo momento, por sugestão do magnetizador, e, despertada, sem recordar aparentemente a promessa, executa com exatidão o ato imposto. Assim o homem não conserva lembrança das resoluções que tomou antes de renascer, mas, chegada a hora, afronta os acontecimentos previstos, e participa deles na medida necessária ao seu progresso, ou ao cumprimento da lei inexorável.



Livro: Depois da Morte
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: filhodobino em 04 de Fevereiro de 2012, 10:29
Caríssima Irmã Dothy, Congratulo-me com prazer pelas sábias, razoáveis, lúcidas e coerentes encaminhamentos dos raciocínios que nos presenteastes nesta manhã de sábado, para nossa reflexão...
Que Deus, O Cristo de Deus, e seu exército de pensadores continuem fazendo a luz de sua inteligência brilhar para nosso aprendizado, e para seu próprio evoluir...
Saúde e Paz!
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 04 de Fevereiro de 2012, 10:34
Amigas Dory , Lineu e Mizica   como é bom o vosso contributo para que este estudo seja  um lindo debate fraterno entre todos , é  assim que todos  vamos aprendendo , quando  sentimos que podemos  ajudar todos .
Quanto ao que colocaram é extremamente importante para todos  e  assim vamos analisando com muito mais profundidade este  tema  que à partida nos parece  simples , mas  é  de um valiosa importância para a nossa conduta de vida,  pois ficamos mais atentos  e mais  compreensivos  nas  atitudes  que  podemos  ter , não esquecendo que  além  da liberdade  das atitudes, temos   também de  pensar  nas nossas liberdades  do pensamento  que por vezes  de tornam mais complicadas, pois ficamos mais vulneráveis.
Não é por acaso que na  nossos prece muitas vezes pedimos """  Livrai-nos  dos maus pensamentos !"""   então    precisamos  por vezes de ter  muito cuidado com os nossos pensamentos que tantas vezes nos atraiçoam.
Liberdade de Pensar - Só no pensamento, goza o homem de total liberdade.
A espontaneidade e a criatividade, como factores espirituais que são, devem sempre estar presentes no pensamento da criatura. É por aí que o Espírito se identifica, evitando que a criatura se robotize, apenas repetindo em circuito fechado o que lhe imprimem, através dos modernos meios de massificação.
 Como consequência, a criatura é sempre responsável pelos seus pensamentos, e pela faixa mental em que se encontra.
Liberdade de Consciência - Por ser a liberdade de consciência corolário da liberdade de pensar, é um dos caracteres da verdadeira civilização e do progresso.
“Assim como os homens, pelas suas leis, regulam as relações de homem para homem, Deus, pelas leis da natureza, regula as relações entre ele e o homem.”
De acordo com a questão 621 de O Livro dos Espíritos, a Lei de Deus está gravada na consciência de cada um.
Desta forma, identificamos o porquê da liberdade de consciência, e da sua progressividade à medida que a realizamos em nós.
 (KARDEC 1980), questão 836
Com um grande abraço de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 04 de Fevereiro de 2012, 10:38
Amigo  filhodobino  não podia  deixar de também lhe agradecer o seu lindo contributo para  este  estudo e  sinta que  é sempre na partilha de todos  que muito podemos  aprender  dentro do respeito mútuo entre todos 
Um grande obrigado
Com um abraço de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: filhodobino em 04 de Fevereiro de 2012, 12:01
Amados,
Parábola acerca da previdência
Lucas;
25 Ora, iam com ele grandes multidões; e, voltando-se, disse-lhes:
26 Se alguém vier a mim, e não aborrecer a pai e mãe, a mulher e filhos, a irmãos e irmãs, e ainda também à própria vida, não pode ser meu discípulo.
27 Quem não leva a sua cruz e não me segue, não pode ser meu discípulo.

Filhodobino reflete:
Esta é uma das nuanças que formata o todo do livre arbítrio humano...
Em muitas situações, a família deseja que um membro se dedique à formação de fortuna, e o chamamento que se lhe descortina na mente, é o caminho da virtude, da evolução Espiritual, incompatível com os desejos e aspirações materiais, que embora legítimos, destoam em comportamentos operantes.

Saúde e Paz!
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Antonio Renato em 04 de Fevereiro de 2012, 14:47
Caros irmãos e irmães.Como bem disse a nossa irmã Carmen,"o livre-arbítrio é um dos temas
mais paradoxais que existem".Deus no imperativo da sua lei maior,que é lei do amor,nos im-
-põe a sua vontade:Amai-vos uns aos outros,na condição de evolução,ao mesmo tempo nos
dá o livre -arbítrio,dentre essas liberdades está o livre pensar,nesse ato é que se comete os
maiores erros.O pensamento quando mal orientado pode causar danos de consequência mo-
-ral,e ao mesmo tempo se conduzido por ele,atos que irão prejudicar não só a uns,como a
muitos,até mesmo à milhões,cito como exemplo:O olocausto,o que tinha Hitler no pensamen-
-to infame de pureza da raça humana,na sua insanidade de prosseguir com este ato,foram
ceifado,milhões de vidas humanas,poderiam uns até dizer:As guerras são nescessárias para
a evolução,mas não esses atos.
fiquem na paz.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Edna☼ em 04 de Fevereiro de 2012, 15:09
"Há leis naturais e imutáveis, sem dúvida, que Deus não pode anular segundo os caprichos de cada um. Mas daí a acreditar que todas as circunstâncias da vida estejam submetidas à fatalidade, a distância é grande. Se assim fosse, o homem seria apenas um instrumento passivo, sem livre arbítrio e sem iniciativa. Nessa hipótese, só lhe caberia curvar a fronte ante os golpes do destino; sem procurar evitá-los; não deveria esquivar-se dos perigos. Deus não lhe deu o entendimento e a inteligência para que não os utilizasse, a vontade para não querer, a atividade para cair na inação. O homem sendo livre de agir, num ou noutro sentido, seus atos têm, para ele mesmo e para os outros, conseqüências subordinadas às suas decisões. Em virtude da sua iniciativa, há portanto acontecimentos que escapam, forçosamente, à fatalidade, e que nem por isso destróem a harmonia das leis universais, da mesma maneira que o avanço ou atraso dos ponteiros de um relógio não destrói a lei do movimento, que regula o mecanismo do aparelho."

Allan Kardec,

(in, O Evangelho Segundo o Espiritismo)


Paz e luz sempre!

Edna ;)



Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: lineu em 04 de Fevereiro de 2012, 15:21
Livre-arbítrio

Deus conjuga o adubo e o vento,
O perfume, a forma e a cor
À planta que tem talento
Para produzir a flor.

E lhe presta provimento
Ao sucesso empreendedor,
Sem lhe marcar o momento
Para o feito produtor.

Porque a divina vontade
Estimula a liberdade
De assumir resolução...

Com responsabilidade
Perante a legalidade
Da natureza da ação.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 04 de Fevereiro de 2012, 15:49
Amiga Edna e Lineu   muito obrigado pelas  contribuições p+ara  melhor entendermos  este  tema , sabemos que parece paradoxal  o livre  arbítrio, sabendo que  Deus  é apenas  Amor, mas  tenhamos a  compreensão que  nós  é  que  temos  sempre  a plena liberdade  dos nossos atos, e  somos os principais responsáveis  pelos mesmo.
Então  se torna  muto envolvente  tudo o que  podemos debater , mas  sentindo que  é  sempre pelos nossos pensamentos que  tudo  se processa, sendo nós  os primeiros a  beneficiar  ou  sermos  prejudicados   pela  nossa  falta de vigilância  Moral  e  bons  pensamentos  para  podermos  discernir  melhor... e  não  aceitarmos   sempre  como uma fatalidade  e destino  tudo o que  sempre   muitas vezes nos acontece...........
Fatalidade e Destino - Segundo a codificação Espírita, fatalidade só pode ser entendida como um componente da lei de liberdade, isto é, quando tomamos uma certa atitude, determinamos uma consequência, que será boa ou má, de acordo com o conteúdo da ação.
Para elucidar melhor, colhemos as seguintes considerações de André Luiz:
“Ninguém nasce destinado ao mal, porque semelhante disposição derrogaria os fundamentos do Bem Eterno sobre os quais se levanta a Obra de Deus.
O Espírito renascente no berço terrestre traz consigo a provação expiatória a que deve ser conduzido ou a tarefa redentora que ele próprio escolheu de conformidade com os débitos contraídos.
(...)Desse modo, ninguém recebe do Plano Superior a determinação de ser relapso ou vicioso, madraço ou delinquente(…).
Padecemos, sim, nesse ou naquele sector da vida, durante a recapitulação de nossas próprias experiências, o impulso de enveredar por esse ou aquele caminho menos digno, mas isso constitui a influência de nosso passado em nós, instilando-nos a tentação, originariamente toda nossa, de tornar a ser o que já fomos, em contraposição ao que devemos ser.”
(KARDEC 1980), questão 851
XAVIER, Francisco C./ Vieira, Waldo/Luiz, André. Evolução em Dois Mundos, 13a Ed., RJ, FEB, 1993,  2a parte cap XVIII
um grande abraço de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 04 de Fevereiro de 2012, 16:30
      Amigos, vamos refletir um pouco? O q vcs dirão do q vai escrito abaixo? Algum amigo encontra abaixo alguma contradição ou incoerencia? Peço q reflitam e respondam.

      Kardec: “A origem do mal está no próprio homem no exercício do seu livre-arbítrio”.

      Como não pode ser Deus o causador do sofrimento, chegou-se à conclusão inescapável de que a criatura divina (único agente ativo restante depois q Satanás se aposentou), criatura divina procedente de Deus, é a causa de todos os males, e que, se sofremos  é porque agimos erradamente; se somos felizes, é porque agimos acertadamente.  O mal não pode proceder de Deus, mas pode proceder das criaturas divinas, de nós que procedemos de Deus e do qual, de acordo com a doutrina, nada pode proceder q seja mau, nem injusto, nem ininteligente!
      Então, como diz o codificador, o mau uso do livre-arbítrio é a causa de todos os males e maldades do mundo. Convido-os a reflexão sobre o q seja o livre-arbítrio.
      Sem dúvida, se o homem age erradamente pode prejudicar a si e a semelhantes. É isso que vemos no dia-a-dia, dos mais simples desentendimentos até os conflitos e guerras mais cruéis e destruidores de tudo que o próprio homem construiu. Aí, pela doutrina, funciona a lei moral de causa e efeito, q nada tem a ver com a lei da física. Nesta, se causou dano, pode sofrer “se” esse dano o atingir e não sofre “se” não o  atingir. Na física, a lei se aplica a objetos inertes que, por serem inertes, sofrem, exatamente, a reação à ação provocada. Nas leis morais, a lei da física não se aplica pois, os agentes, não sendo inertes, podem fugir dos efeitos, por sua inteligência, astúcia etc.
      No entanto, sofremos se agimos erradamente, mas será q isso é porque, como afirmam as doutrinas, esse sofrimento está previsto numa lei que nos impõe punição, mesmo que educativa, por nosso proceder incorreto?! Qualquer tentativa de explicar que nosso sofrimento vem de nossa responsabilidade ou culpa, como afirmam as religiões, isto é, que devemos sofrer penalidades expiatórias, mesmo que penas educativo-instrutivas, não cabe dentro da idéia de um Criador onisciente, onipotente e de infinitos Amor e Justiça; de Deus que, por sua onisciência, sabe, desde sempre, desde nos criar (ou até antes de nos criar?), quando, onde, como e em que circunstâncias “cada um de nós”, criaturas Dele procedentes, vc, eu e todos, faremos de errado e de certo, relativamente às suas leis, bem como sabe, também, o que, cada um de nós, individualmente, todos nós sofreremos devido a nossos erros.
     Portanto, podemos sofrer se agimos erradamente. Mas, será q esse sofrimento está previsto, como afirmam as doutrinas, numa lei que nos impõe punição (castigos, q implicam sofrimentos terríveis como vemos no mundo, canceres, deformações fisicas e mentais etc etc) por usamos mal nosso livre-arbítrio? Essa explicação de que nosso sofrimento vem de nossa responsabilidade ou culpa, isto é, que devemos sofrer penalidades expiatórias, mesmo que ditas educativo-instrutivas, não cabe dentro da idéia de um Criador onisciente, onipotente e de infinitos amor e justiça! De Deus que, por sua onisciência, sabe antecipadamente e desde sempre, quando, onde, como e em que circunstâncias cada um de nós “faremos” de errado e de certo, relativamente às suas leis, bem como também sabe o que, cada um de nós, “sofreremos” devido a nossos desacertos. Tanto que, de antemão, criou leis e locais para a expiação de nossos “pecados”.
      Não será como o fabricante/criador de brinquedos que, mesmo sabendo que o brinquedo, por ele idealizado, desenhado e fabricado/produzido, virá a apresentar, com absoluta certeza, numerosos defeitos e, por isso, será extremamente perigoso, destruirá, matará, produzirá tantos e tão terríveis sofrimentos, tragédias e desgraças, assim mesmo o produz/fabrica e o entrega às crianças (q são outros bilhões de brinquedos q, depois de fabricados, também apresentarão defeitos (q o fabricante/criador desde sempre sabe q apresentarão) e serão tb causadores de sofrimentos?!).

      Agora, a questão: quando surgem os sofrimentos conseqüentes dos defeitos dos brinquedos, q o fabricante, ao fabricá-los, com absoluta certeza, sabe q apresentarão, quem é o responsável? O brinquedo ou o fabricante?
      Sinceramente, não consigo entender como muitos afirmam q o responsável é o brinquedo e q deve ser punido por isso! Quem pode explicar?

      Mas, voltemos ao “livre-arbítrio”. Afinal, o que é o livre-arbítrio? Não será a escolha apoiada naquilo que a escola, do bem e do mal, que é a vida, já nos ensinou?     
      Veja um pequeno exemplo de como nossas escolhas nada têm com um livre-arbítrio, com nossa vontade: você caminha por uma estrada que, de repente, se bifurca; por qual das duas vai continuar? Vc não decide ou escolhe num cara-ou-coroa, nem num estalar de dedos. Sempre vc analisa, por mais simples que seja essa analise, qual a estrada a seguir; a mais vantajosa, a mais sombreada, a que tem menos obstáculos, a mais curta. E porque vc faz essa análise? Porque, pelas experiências já adquiridas, vc já aprendeu que deve continuar por aquela cuja ponte está intacta, pela mais sombreada, pela cujo pavimento é melhor etc. Só não agem assim o que está “fora de si”, o desesperado, dementado, descontrolado ou o ignorante e, por isso, podem até continuar sua marcha pela estrada pior, ou cometer absurdos, como vemos no mundo. Mas esses não têm controle, não raciocinam, não têm culpa de escolher a estrada errada.
      Até para escolher entre guloseimas vc analisa: se seu apetite é grande, a maior; se não, a que lhe parece mais saborosa etc.
      Portanto, nossas escolhas <nunca> são livres; estão sempre, sem exceção de nenhuma, <presas> ao passado, ao conhecimento, à compreensão anterior, que já temos das coisas e do mundo. E se nossas escolhas não são <livres>, como dizer-se q há <livre>-arbítrio, q nossas escolhas são <livres>. Todas as escolhas que fazemos, todas as decisões que tomamos estão totalmente <presas> ao nosso passado, ao conhecimento que já nos foi ministrado pela “escola do bem e do mal”, q é a vida e, assim, portanto, não escolhemos <livres>. Do mesmo modo acontece em todos os aspectos da vida individual ou coletiva. Sempre, qualquer decisão ou escolha (mesmo para as provas de uma nova vida), depende do conhecimento q já temos pelas experiências anteriormente adquiridas. Nunca escolhemos livremente. Para qualquer escolha, das mais simples e sem consequencias danosas, como a de escolher um lápis, às mais complexas e de consequencias imprevisiveis e perigosas, como matar um desafeto ou declarar uma guerra, não as fazemos por livre vontade ou escolha, mas pelo q as experiencias/lições da vida já nos ensinaram qual é a melhor ou mais conveniente.

      Talvez, por isso o apóstolo Paulo tenha afirmado: “É o Senhor que opera em nós o pensar, o querer e o fazer”. Como conseqüência dessas palavras, se nem pensamento, nem desejos, nem o q fazemos são responsabilidade nossa, nossas obras também não são. Tanto q Paulo (talvez para q ninguém estranhe q sofremos mesmo q as obras más não sejam nossas) ainda disse: “Não é por vossas obras que sereis salvos, mas pela graça de Deus”.

      Não é preciso refletir?
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 04 de Fevereiro de 2012, 17:15
Coronel, baseado no que você escreveu o que temos preso ao nosso passado é o conhecimento, o que nos dá base para discernirmos. Agora, a escolha, a opção que fazemos por uma ou outra alternativa que nos é apresentada, esta sim, está livre ao nosso gosto e esse gosto é que está preso ao nosso passado.

E isso em nada contradiz as palavras de Paulo, edificamos nossas obras em cima de um conhecimento e este conhecimento nos é dado através das existências e das circunstâncias que as vivemos. E estas são as verdadeiras dádivas de Deus.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 04 de Fevereiro de 2012, 17:50
Amigo Coronel pelo que   nos está a querer  transmitir  a nossa escolha é sempre livre . mas  há uma grande diferença entre o que cada um e nós  pode  escolher   ao nível da coisas  desta vida  e  que  tantas tentações nos trazem  e  por vezes não sabemos escolher ...........Mas o livre  arbítrio que  nos reportamos é  apenas  e  simplesmente   a tudo o que possamos  fazer  e  dentro de  uma  lei  que é sempre  de efeito e causa, nesse sentido é que  temos sempre o livre arbítrio para decidirmos dentro da  nossa liberdade e que depois  aquilo que julgamos ser uma punição .é apenas o tomarmos a consciência  do erros que  cometemos, e não  no sentido de julgamento para isso é que  sempre  somos  os  causadores  dos nossos próprios  sofrimentos..........é  sempre  Causa e  efeito.
Quanto ao  que diz o nosso amigo Kazooka  é  muito bom  sentirmos  que  tudo  e  sempre tudo  está  no nosso passado e  que  muitas vezes  tornamos o nosso futuro comprometido pelos erros  cometidos e  que  o fazemos  sempre pelo nosso livre arbítrio, eu o compreendo muito  bem e se  sabemos  que Deus  é Amor, então  somos  nós  os grandes causadores  de tudo o que sempre nos acontece de bom ou menos bom ........
Deus é amor, não existe nada fora de Deus, portanto deduzimos que não existe nada fora do amor.
O que é contrário à lei de Deus, na realidade não existe de forma absoluta; podemos afirmar que o seu existir tem carácter simplesmente transitório.
Ao actuarmos de acordo com a lei do Criador, entramos em Seu campo vibratório, e passamos a desfrutar da nossa herança, que é a vida em toda sua plenitude.
“Eu vim para que tenham vida…” nos disse Jesus, e complementa: “…e a tenham com abundância.”
Quando com nossas acções contrariamos a Lei, na realidade não desequilibramos nada a não ser nós mesmos.
Vejamos que as criaturas vivem em desequilíbrio, mas apesar de tudo, o mesmo não acontece com a Criação, que é sempre equilibrada.
Isto é devido à actuação da lei de causa e efeito, que age na intimidade da criação.
Ao escolher, o homem, fazendo uso de seu livre arbítrio, o caminho do erro, determina em si uma acção de igual intensidade e em direcção contrária, que anula no mesmo instante o desequilíbrio no geral, ficando somente a anomalia em sua própria intimidade, até que pela lei do retorno volte ele ao equilíbrio refazendo o caminho percorrido em sentido contrário, e entrando novamente no campo de acção determinado pelo Amor.
Esse voltar à Lei, pode ser mais ou menos rápido, de acordo com a consciência da criatura, e a sua vontade de corrigir o erro.
Assim temos Espíritos que se arrependem rapidamente, e consertam o passo; outros insistem na rebeldia, e vão gerando erros em cima de erros, demorando séculos e mais séculos no resgate dos mesmos.
Coronel  e Kazaoka   um grande obrigado pelos vossos contributos para que  este  tema  seja  vivenciado por todos
Um grande abraço de muita paz
Manuel Altino

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: EsoEstudos em 04 de Fevereiro de 2012, 23:45


A Gênese - pág. 217:
A obrigação que tem o Espírito encarnado de prover ao alimento do
corpo, à sua segurança, ao seu bem-estar, o força a empregar suas faculdades
em investigações, a exercitá-las e desenvolvê-las. Útil, portanto, ao seu
adiantamento é a sua união com a matéria. Daí o constituir uma necessidade a
encarnação. Além disso, pelo trabalho inteligente que ele executa em seu
proveito, sobre a matéria, auxilia a transformação e o progresso material do
globo que lhe serve de habitação. É assim que, progredindo, colabora na obra
do Criador, da qual se torna fator inconsciente.


Não somos autômatos por certo; contudo, tampouco somos absolutamente independentes da vontade de Deus.

Alguém deixaria uma criança de 3 anos decidir tudo por si mesma?


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/convivio-dos-membros-do-forum/jesus-e-deus-17864/225/#ixzz1lSZTz9Ax



Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: marleners em 05 de Fevereiro de 2012, 00:37
Outro dia ouvi alguém evangélico falar alguma coisa contra a idéia do Livre Arbitrio,( dizia que é só esperar, fazer vigília, ler a bíblia, e só 1º testamento e Deuteronios o mais explicativo) fiquei chocada. DEUS é tão perfeito,é a causa primaria de todas coisas, e nos deixou a liberdade de escolha, para que pudessemos analisar nossos erros e acertos e assim crescermos por nossos méritos. ELE espera que façamos nossa parte e ELE fará a outra diante dos problemas que venhamos enfrentar. Seria injusto e menor, se ainda tão pecadores que somos ELE viesse e concertasse todos nossos erros sem nenhum sacrificio, sendo que temos a oportunidade de aprender todos dias, e o principal ELE colocou em nossas mãos, um mundo perfeito com: água, ar, luz, e vida em abundância
DEUS é amor,inteligencia suprema e justiça. Por tudo que o Livre Arbitrio nos proporciona fica bem claro a Reincarnação: é tudo uma questão de justiça- Allan Kardec
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 05 de Fevereiro de 2012, 10:59
Amigos  Esoestudos  e  amiga Marleners antes  de tudo um grande obrigado pela contribuição para  mais  este estudo e  lendo as vossas colocações   sinto que realmente precisamos  de  muito aprender  e  compreender  o que é o livre arbítrio.
Não é uma forma de estar na vida , mas sim uma maneira de estarmos e sempre  vigilantes e atentos  a tudo o que nos vai surgindo na vida para que  façamos o que de melhor  pudermos e não colocarmos  sempre tudo  em Deus , muito bom vossas colocações.
Mas voltando  ao  conhecimento do Livre  Arbítrio vamos   compreendendo que tudo para  pela lei de  causa e efeito, ou seja  ação e reação , mas   sempre  cada um de nós é  que somos  os principais  lesados  nas  nossas más  escolhas.
E  como nos ensina  André luís e nos alerta para  a importância do livre  arbítrio , vamos  entendo  que  tudo passa  sempre  pelas nossas  ações  boas ou menos boas ........
Segundo André Luiz, o centro coronário, actuando como um director em relação aos outros, é o órgão responsável pela implementação desta lei no Espírito:
“(…) Dele parte, desse modo, a corrente de energia vitalizante formada de estímulos espirituais com acção difusível sobre a matéria mental que o envolve, transmitindo aos demais centros da alma  os reflexos vivos de nossos sentimentos, ideias e acções, tanto quanto esses mesmos centros, interdependentes entre si, imprimem semelhantes  reflexos nos órgãos e demais implementos de nossa constituição particular, plasmando em nós próprios os efeitos agradáveis ou desagradáveis de nossa influência e conduta.
A mente elabora as criações que lhe fluem da vontade, apropriando-se dos elementos que a circundam, e o centro coronário incumbe-se automaticamente  de fixar a natureza da responsabilidade que lhes diga respeito, marcando no próprio ser as consequências felizes ou infelizes de sua movimentação  da  consciência no campo do destino.”
Como se vê, o homem só é verdadeiramente livre antes de pensar ou de agir, porque a partir do instante em que já emitiu uma acção em determinada direcção, fica condicionado a um retorno, que mais cedo ou mais tarde se manifestará.
A lei de causa e efeito tem por objectivo o bem da criatura.
 Ela não tem, como muitos pensam, um carácter punitivo, mas sim uma acção educadora, no sentido de fazer o ser reconhecer o seu erro, e indicar-lhe o caminho mais curto do acerto.
XAVIER, Francisco C./ Vieira, Waldo/Luiz, André. Evolução em Dois Mundos, 13a Ed., RJ, FEB, 1993,  1a parte cap XII
Então podemos  ver  que  sempre  os nossos erros  não tendo  uma ação punitiva .... mas sim  sempre  uma ação educadora, é nestas  situações que   temos  de meditar e  tentar  fazermos o que pensamos ser o melhor.
Um grande abraço de muita paz
Manuel Altino 


Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Dothy em 05 de Fevereiro de 2012, 11:11
Bom dia querido amigo Altino e amigos do Estudo mensal... Desejo a todos um ótimo domingo

Livre arbítrio

Você já ouviu alguma vez falar de livre-arbítrio?
Livre-arbítrio quer dizer livre escolha, livre opção.
Em todas as situações da vida, sempre temos duas ou mais possibilidades para escolher.
E a cada momento a vida nos exige decisão. Sempre temos que optar entre uma ou outra atitude.
Desde que abrimos os olhos, pela manhã, estamos optando entre uma atitude ou outra. Ao ouvir o despertador, podemos escolher entre abrir a boca para lamentar por não ser nosso dia de folga ou para agradecer a Deus por mais um dia de oportunidades, no corpo físico.
Ao encontrarmos o nosso familiar que acaba de se levantar, podemos resmungar qualquer coisa, ficar calado, ou desejar, do fundo da alma, um bom dia.
Quando chegamos ao local de trabalho, podemos optar entre ficar de bem com todos ou buscar o isolamento, ou, ainda, contaminar o ambiente com mau humor.
Conta um médico, que trata de pacientes com câncer, que as atitudes das pessoas variam muito, mesmo em situações parecidas.
Diz ele que duas de suas pacientes, quase da mesma idade, tiveram que extirpar um seio por causa da doença. Uma delas ficou feliz por continuar viva e poder brincar com os netos, a outra optou por lamentar pelo seio que havia perdido, embora também tivesse os netos para se distrair.
Quando alguém o ofende, você pode escolher por revidar, calar-se ou oferecer o tratamento oposto. A decisão sempre é sua.
O que vale ressaltar é que todas as ações terão uma reação correspondente, como conseqüência. E essa ação é de nossa total responsabilidade.
E isso deve ser ensinado aos filhos desde cedo. Caso a criança escolha agredir seu colega e leve alguns arranhões, deverá saber que isso é resultado da sua ação e, por conseguinte, de sua inteira responsabilidade.
Tudo na vida está sujeito à lei de causa e efeito: para uma ação positiva, um efeito positivo; para uma ação infeliz, o resultado correspondente.
Se você chega ao trabalho bem humorado, alegre, radiante, e encontra seu colega de mau humor, você pode decidir entre sintonizar na faixa dele ou fazer com que ele sintonize na sua.
Você tem ainda outra possibilidade de escolha: ficar na sua.
Todavia, da sua escolha dependerá o resto do dia. E os resultados lhe pertencem.
Jesus ensinou que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.
Pois bem, nós estamos semeando e colhendo o tempo todo. Se semeamos sementes de flores, colhemos flores; se plantamos espinheiros, colheremos espinhos. Não há outra saída.
Mas o que importa mesmo é saber que a opção é nossa. Somos livres para escolher, antes de semear. Aí é que está a justiça divina.
Mesmo as semeaduras que demoram bastante tempo para germinar, um dia terão seus frutos. São aqueles atos praticados no anonimato, na surdina, que aparentemente ficam impunes. Um dia eles aparecerão e reclamarão colheita.
Igualmente, os atos de renúncia, de tolerância, de benevolência, que tantas vezes parecem não dar resultados, um dia florescerão e darão bons frutos e perfume agradável. É só deixar nas mãos do jardineiro divino, a quem chamamos de Criador.

Pense nisso!

A hora seguinte será o reflexo da hora atual.
O dia de amanhã trará os resultados do dia de hoje.
É assim que vamos construindo a nossa felicidade ou a nossa desdita, de acordo com a nossa livre escolha, com nosso livre-arbítrio
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 05 de Fevereiro de 2012, 11:48
Amiga Doty  muito obrigado e muito lhe agradeço  a sua  participação e  que mais posso dizer a esta bela reflexão  muito  atual e  que  muitas vezes  não pensamos um pouco , ou sequer paramos para pensar, nas  consequências  que  advém das nossas  escolhas  na vida , para isso é que  sempre o meditar e  compreender  a grande  qualidade que  temos  em nós ...... e  devemos   ter  sempre  como uma grande  meta na vida ................  É o nosso livre  arbítrio .
Um grande abraço de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 05 de Fevereiro de 2012, 12:10
Bom domingo para todos

Livre Arbítrio.MP4 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXZyVEFnaFU1c0VRJmFtcDtmZWF0dXJlPWZ2d3JlbCM=)
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 05 de Fevereiro de 2012, 12:43
Amiga hebe  muito obrigado e  veio  mesmo na hora certa  este seu vídeo para nos  dar   dentro de   uma  forma  realística e  sentido do livro arbítrio e  como tem os seus  efeitos  nas pequenas  coisas da vida,  com  seus ensinamentos  quase  pequenos e  dando um pouco de seguimento  á  lei de efeito e causa  para   compreendermos  melhor  como podemos  por vezes  atenuar o que   tantas vezes  fazemos  de menos bom  meditem neste  exemplo...........
 Quando o apóstolo Pedro, diz em sua epístola:
 “O amor cobre a multidão de pecados”, quer nos ensinar que não é preciso sofrer para resgatarmos uma “dívida”, mas através da vivencia do amor, podemos atingir o mesmo alvo de uma forma mais ampla e sem dor.
Isto porque, como já dissemos, o objectivo da lei de causa e efeito, não é punir.
Se pela vivencia dos ensinamentos cristãos, o ser se redime, então não é preciso sofrer.
Vimos então que a acção da lei, do ponto de vista espiritual, não tem uma forma absoluta de se manifestar.
Pode o homem pelo seu livre arbítrio acrescentar novas forças no sentido de abrandá-la ou de agravá-la.
Para melhor entendimento do assunto, sugerimos a análise deste  caso em que esta lei actua.
Nos diz  sobre a possibilidade de abrandamento da lei, quando o elemento “amor” atua.......
“Saturnino Pereira sofre um acidente na fábrica onde trabalha, vindo a perder o polegar direito.
Seus colegas e amigos comentam a injustiça da ocorrência, dada a grande dedicação de Saturnino ao bem de todos.
 Comparecendo à reunião mediúnica em que colabora regularmente, um benfeitor espiritual espontaneamente lhe esclarece que, em existência anterior, foi poderoso sitiante que, num momento de crueldade, puniu barbaramente um pobre escravo, moendo-lhe o braço direito no engenho.
Com o despertar de sua consciência, atrozes remorsos torturam-no no além túmulo.
Deliberou então impor-se rigoroso aprendizado, programando um acidente para futura encarnação, na qual perderia o braço.
 No entanto, sua renovação para o bem, testemunhada por suas acções, possibilitou que o acidente apenas lhe ocasionasse a perda de um dedo.
I Pedro, 4: 8
XAVIER, Francisco C./Hilário Silva.  A vida Escreve, Rio de Janeiro, FEB, 1960, II Parte, cap XX
É apenas   um caso  que   nos  vem dizer  que sempre  temos de estar vigilantes  e  fazer  sempre o melhor para que  depois ao exercermos  o nosso livre  arbítrio o possamos  fazer com muita consciência e  compreendermos  que  muitas vezes  certos  erros que trazemos do passado, podem ser atenuados  pela prece   e atitudes  boas , mas  sempre  em plena liberdade  , que é o nosso livre arbítrio.
Um grande abraço de muita paz

Título: Evolução e livre-arbítrio
Enviado por: Edna☼ em 05 de Fevereiro de 2012, 14:05
Evolução e livre-arbítrio
 
Porque há dores necessárias no erguimento da vida, há quem se acolha à faixa da negação.

Ainda agora, muitos cientistas e religiosos, encastelados em absurdos afirmativos, parecem interessados em se anteporem ao próprio Deus.

Gigantes do raciocínio constroem máquinas com que investem o espaço cósmico, em arrojados desafios, para dizerem que a vida é a matéria suposta onipotente, enquanto que milhares de pregoeiros da fé levantam cadeias teológicas, tentando apresar a mente humana ao poste do fanatismo.

Na área de semelhantes conflitos, padece o homem o impacto de crises morais incessantes.

Não te emaranhes, porém, no labirinto.

O mundo está criado, mas não terminado.

De ponta a ponta da Terra, vibra, candente, a forja da evolução. Problemas solucionados abrem campo a novos problemas. Horizontes abertos descerram horizontes mais amplos. E, na arena da imensa luta, o espírito é a obra-prima do Universo, em árduo burilamento.
 
*

O Criador não vive fora da Criação.

A criatura humana, contudo, ainda infinitamente distante da Luz Total, pode ser comparada ao aprendiz limitado aos exercícios da escola.

Cada civilização é precioso curso de experiências e cada individualidade, segundo a justiça, deve estruturar a sua própria grandeza.

Examinando o livre-arbítrio que a Divina Lei nos faculta, consideremos que nós mesmos, imperfeitos quais somos, não furtamos, impunemente, uns dos outros, a liberdade de conhecer e realizar.

Pais responsáveis, não trancafiamos os filhos em urnas de afeto exclusivo, com a desculpa de amor.

Professores honestos, não tornamos o lugar do discípulo, ofertando-lhe privilégios, a título de ternura.

Médicos idôneos, não exoneramos o enfermo dos arriscados processos da cirurgia, a pretexto de compaixão.

*

Recebe, pois, o quadro das provações aflitivas em que te encontras, como sendo o maior ensejo de crescimento e de elevação que a Bondade Infinita, por agora, te pode dar.

Não te importe o materialismo a dementar-se no próprio caos.

Sabes que o homem não é planta sem raiz, nem barco à matroca.

Os que negam a Causa das Causas, reajustam, para lá do sepulcro, visão e entendimento, emotividade e conceito.

Enquanto observas, no caminho, perturbação e sofrimento, à guisa de poeira e sucata em prodigiosa oficina, tranqüiliza-te e espera, porquanto, aprendendo e servindo, sentirás em ti mesmo a presença do Pai.

Emmanuel

Fonte: Justiça Divina, psicografia de Francisco Cândido Xavier, sendo que a Editora FEB, expressamente, autorizou-me a publicação par fins de estudo.


Um domingo maravilhoso com muita paz para todos!  :)

Abraços fraternos sempre,

Edna ;)

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 05 de Fevereiro de 2012, 14:10
Boa tarde Altino e a todos.

O Livre Arbítrio e Presciência Divina

Revista Espírita, outubro de 1863

(Thionville, 5 de janeiro de 1863. - Médium, Sr. doutor R...)
Revista Espírita - 6° Ano - n° 10 – Outubro de 1863 – Edição IDE, Araras

Há uma grande lei que domina todo o Universo, a lei do progresso. E em virtude dessa lei que o homem, criatura essencialmente imperfeita, deve, como tudo o que existe sobre nosso globo, percorrer todas as fases que o separam da perfeição.

Sem dúvida, Deus sabe quanto tempo cada um porá para chegar ao objetivo; mas como todo progresso deve resultar de um esforço feito para cumpri-lo, não haveria nenhum mérito se o homem não tivesse a liberdade de tomar tal ou tal caminho. O verdadeiro mérito, com efeito, não pode resultar senão de um trabalho operado pelo Espírito para vencer uma resistência mais ou menos considerável.

Como cada um ignora um número de existências consagradas por ele para o seu adiantamento moral, ninguém pode nada prejulgar sobre essa grande questão, e é aí sobretudo que brilha de maneira admirável a infinita bondade de nosso Pai celeste que, ao lado do livre arbítrio que nos deixou, no entanto, semeou nosso caminho de mourões indicadores que lhe aclaram os desvios. E, pois, por um resto de predomínio da matéria que muitos homens se obstinam em permanecerem surdos às advertências que lhes chegam de todos os lados, e preferem estragar, nos prazeres enganadores e efêmeros, uma vida que lhes fora concedida para o adiantamento de seu espírito.

Não se poderia, pois, sem blasfemar, afirmar que Deus haja querido a infelicidade de suas criaturas, uma vez que os infelizes expiam sempre, seja uma vida anterior mal empregada, seja a sua recusa de seguir o bom caminho, que então lhe estava claramente indicado.

Depende, pois, de cada um abreviar a prova que deve sofrer, e para isso guias seguros bastante numerosos lhe são concedidos, para que seja inteiramente responsável por sua recusa de seguir seus conselhos; e ainda neste caso existe um meio certo de abrandar uma punição merecida, dando sinais de um arrependimento sincero, e recorrendo à prece, que não falta nunca de ser atendida, quando é feita com fervor. O livre arbítrio existe, pois, muito realmente no homem, mas com um guia: a consciência.

Todos vós que tendes acesso ao grande centro da nova ciência, não negligencieis de vos penetrar das eloqüentes verdades que ela vos revela, e dos admiráveis princípios que lhe são as conseqüências; segui-os fielmente, é aí que brilha sobretudo o vosso livre arbítrio.

Pensai, de uma pane, nas fatais conseqüências que arrastariam para vós a recusa de seguir o bom caminho, como nas recompensas magníficas que vos esperam, no caso em que obedeçais às instruções dos bons Espíritos; é aí que brilhará, a seu turno, a presciência divina.

Os homens se esforçam em vão procurando a verdade por todos os meios que crêem ter da ciência; esta verdade que parece lhes escapar, os costeia sempre, e os cegos não a percebem!

Espíritos sábios de todos os países, aos quais é dado levantar um canto do véu, não negligencieis os meios que vos são oferecidos pela Providência! Provocai nossas manifestações, fazei aproveitá-las sobretudo vossos irmãos menos aquinhoados do que vós; inculcar em todos os preceitos que vos chegam do mundo espírita, e tereis muito merecido, porque tereis contribuído para uma grande pane no cumprimento dos desígnios da Providência.

ESPÍRITO FAMILIAR.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: lineu em 05 de Fevereiro de 2012, 15:08
Vontade

Disposição dominante
Do anelo de elevação,
A vontade é a mais pujante
Virtude da perfeição.

Ela é a força estimulante
Do trabalho de ascensão
Que a mente determinante
Aplica na progressão.

Porque a vontade é a gerência
Que a divina Providência
Fundamentou na razão...

Para orientar a consciência,
Com senso de previdência,
No rumo da evolução.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 05 de Fevereiro de 2012, 16:16
      Anton     (ref #11)

      Anton cita Hebe, q citou: LE/258: Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena?
      Resp: “Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio.”
      a) - Não é Deus, então, quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?
       Resp: “Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo.

      Cel: conclui-se, dessas palavras, q, todos os mais terríveis torturantes e insuportáveis sofrimentos q vemos no mundo, todas as desgraças e tragédias, são permitidos pelo Infinito Amor, certo? Tanto q criou leis determinando penalidades expiatórias, ditas instrutivas, e locais de expiações. Todo o mal do mundo, pois, tem a permissão de Deus para q exista.

      Hebe: LE/258: Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das conseqüências que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal.

      Cel: isso, então, explica a liberdade “inicial” concedida aos espíritos. (Não entendi o “nada lhe estorva o futuro”; alguém pode explicar?). Assim q somos criados, Deus nos mostra duas estradas, nos dá possibilidades, aptidões, habilidades, disposição, permissão, portas abertas, para irmos por uma ou pela outra, pela q escolhermos. No entanto, se seguimos pela estrada q não é a Sua preferida (e para a qual nos dá permissão e aptidões para seguirmos por ela, e q desde sempre sabe q seguiremos por ela) nos submete às terríveis conseqüências da também terrível lei divina de causa e efeito, q implicam inenarráveis sofrimentos!

      Hebe: LE/258; ... Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito. Demais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de Deus do que o é da do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu.”

      Cel: aqui uma questão para refletir: todos apresentam o mesmo desejo de se expor aos perigos criados por Deus? Todos têm igual desejo de “progredir”? E porq não têm? Pois, uns são submissos às provas q lhes vêm, e outros, são a elas recalcitrantes!

      Anton: Nesta questão que você (Hebe) colocou encontramos todos os elementos para a cabal compreensão do livre arbítrio. Os atos ou acontecimentos são sempre criados por Deus, causa primaria e criador de TODAS as coisas e, portanto, independem da vontade de qualquer homem, conforme realçado em seu texto extraído do LE. Ao espírito encarnado resta compreender que estes atos foram por ele mesmo solicitados e são apenas a sua provação e resta-lhe o livre arbítrio moral, ou seja vivenciar os atos de Deus em paz, harmonia e amor incondicional a Deus e ao próximo. Ou alternativamente, reclamar, culpar a algum outro espírito por sua desdita ou mesmo culpar a Deus, o que é uma atitude pueril.

      Cel: mas, e se ao homem resta a liberdade de escolher vivenciar os “atos de Deus”, buscando “paz, harmonia e amor”, ou “reclamar ou culpar alguém por sua desdita”, a q se deve essa enorme desigualdade de comportamentos entre os homens? Eles se fazem desiguais por livre e espontânea vontade? Não eram desiguais, inicialmente, mas se tornam gigantescamente desiguais, fato q resulta “livres-arbítrios” desiguais e <de> livres-arbítrios desiguais! O q é q desfaz a perfeita igualdade inicial e q, afinal, leva uns a procedimentos corretos e à felicidade, e outros, às terríveis e monstruosas imperfeições e, consequentemente, a sofrimentos torturantes e insuportáveis?

      Abraços.





>
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Anton Kiudero em 05 de Fevereiro de 2012, 16:59
Pode por favor explicar melhor a sua posição quanto ao tema em estudo porquanto não entendi perfeitamente depois de ler as suas respostas que a seguir colo?

suas colocações

Para iniciarmos o estudo do livre arbitrio, ha que primeiramente definir claramente o objeto do estudo. Livre arbitrio não é algo genérico. Falta-lhe algo. Pode ser o livre arbitrio do espirito ou livre arbitrio do ego, livre arbitrio das ações ou livre arbitrio dos pensamentos, livre arbitrio das percepções ou livre arbitrio das sensações.

Cada um destes livres arbitrios é um estudo em si mesmo. Portanto de qual livre arbítrio estamos falando neste estudo?

Coloquei isto por duas razões:

A primeira é a de que não se pode conversar sobre o livre arbítrio sem ater-se completamente ao Livro dos Espiritos. Todas mensagens de diferentes autores encarnados ou desencarnados apenas refletem a opinião momentânea de cada um e não passam de opiniões sem qualquer valor real.

Além desta questão inicial não ter sido resolvida, coloquei outra questão logo a seguir que tampouco foi respondida, e que cito abaixo:

Amigo Altino,

Então vamos começar pelo inicio, a questão 843 que voce citou:

O homem tem sempre o livre-arbítrio?
– Uma vez que tem a liberdade de pensar, tem a de agir. Sem o livre-arbítrio o homem seria como uma máquina.

Que gera de imediato algumas questões e a primeira é o que é a liberdade de pensar e a partir dai o que é o pensamento humano?

Sem que saibamos o que seja e quem cria o pensamento não há qualquer sentido em escrever paginas e mais paginas sobre o que cada um “pensa”. O que esta cristalinamente definido no LE.



E porque o muito citado, pouco lido e praticamente nada compreendido Livro dos Espíritos nega o livre arbítrio das ações humanas?

Neste livro existe a afirmação de que o espírito possui o livre arbítrio. Isto foi compreendido por alguns estudantes espíritas como a capacidade que possui o ser encarnado de decidir o que deseja praticar.

Por esta interpretação o homem possui o direito de praticar o ato que bem entender, dando ao espirito encarnado o papel de “senhor do destino”. No entanto esta visão conflita com os atributos de Deus, como descrito no mesmo livro.

No capítulo I do LE”, Kardec afirma que Deus é “Todo-Poderoso” e que este poder é um atributo Seu porque “se não tivesse o soberano poder, haveria alguma coisa mais poderosa ou tão poderosa como Ele; não teria feito todas as coisas e as que não tivesse feito seriam obras de um outro deus.

Assim, caso o ser humano possuisse o livre arbítrio para executar os atos que quisesse, seria tão poderoso quanto Deus e seria um novo “deus”...

No entanto isto não seria possível, pois outro dos atributos de Deus, segundo o LE, é ser “único”, para que possa haver “unidade de vistas” e “unidade de poder” no Universo.

Devemos considerar também que caso existisse o livre arbítrio na pratica de qualquer ato, este jamais seria contrariado. Se o livre arbítrio existisse, existiria para todos igualmente e todos teriam que ter sua vontade imposta sobre os demais criando um evidente caos, pois em tempo algum todos poderiam ser contemplados ao mesmo tempo. Em suma, teríamos uma Torre de Babel, onde ninguém se entenderia.

Este caos somente seria evitado se cada um tivesse a consciência do ferimento que poderia causar ao outro ao impor a sua vontade o que ainda não é deste mundo. Para isto seria preciso, dentro da concepção que alguns possuem do livre arbítrio, que todos os seres fossem evoluídos. Mas então, por que o planeta é de provas e expiações?

Quando um ser humano consegue colocar fim à encarnação de outro ser (assassinato), alguns estudantes espíritas afirmam que ele assim agiu porque fez mau uso do seu livre arbítrio. Mas onde ficou o livre arbítrio de quem morreu? O espirito encarnado estava levando a sua vida e não desejava morrer (livre arbítrio), mas viu o seu direito ferido por outro...

O que aconteceu? Pode existir um livre arbítrio mais forte do que outro, ou seja, que seja capaz de impor-se? Neste caso, quem deu este poder para o assassino, se Deus criou todos os seres iguais, com os mesmos direitos?

Continua...
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Anton Kiudero em 05 de Fevereiro de 2012, 17:01
Continuação

E quando o assassinato ocorre sem que a vítima sequer conheça o agressor?

Como pode um “bandido” conseguir ferir mortalmente uma criança? O ser encarnado em corpo infantil pode ainda não estar de posse de todos os direitos materiais que a idade lhe traz, mas já possui todos os seus direitos espirituais. Assim, esta “criança” também possui o livre arbítrio como espírito que é e este direito não poderá ser menosprezado por outra pessoa.

Será que Deus, apesar de toda sua Onipotência não poderia zelar pela integridade da encarnação que foi criada sob Seus auspícios? Nada poderia fazer para impedir que o ser que habita o corpo infantil não perdesse sua encarnação?

São muitas perguntas que não poderiam ser respondias da forma que o são atualmente, sem se ferir a essência do muito citado, pouco lido e praticamente nada compreendido LE.

Alguns estudantes espíritas acreditam que para todas estas perguntas existe uma resposta: o mau uso do livre arbítrio. No entanto, existem duas questões no LE que podem trazer alguma luz sobre o assunto.

853 - Algumas pessoas mal escapam de um perigo mortal para logo cair em outro; parece que não teriam como escapar à morte. Não há fatalidade nisso?
– A fatalidade só existe, no verdadeiro sentido da palavra, apenas no instante da morte. Quando esse momento chega, seja por um meio ou por outro, não o podeis evitar.

853 a - Assim, qualquer que seja o perigo que nos ameace, não morreremos se a hora não é chegada?
Não, não morrereis, e sobre isso há milhares de exemplos; mas quando a hora chegar, nada poderá impedir. Deus sabe por antecipação qual o gênero de morte que terás na Terra e, muitas vezes, vosso Espírito também sabe, porque isso foi revelado quando fez a escolha desta ou daquela existência.

Então, continuemos com o exemplo da criança que teve seu desencarne realizado através do livre arbítrio de outro ser humano (assassinato). A questão 853, acima, do LE é perfeita. Existem duas informações na resposta: há um momento pré-determinado e um gênero programado para a morte e os dois são de conhecimento de Deus.

A criança que foi “vítima” da agressão de outro ser humano, não “morreu” em um momento diferente, nem de forma diferente do que Deus tinha conhecimento. Isto jamais poderia ocorrer senão feriria a Onipotência de Deus. Assim, se o Pai sabia que aquela criança teria que morrer através de uma agressão teria que providenciar um agressor e colocar os dois no mesmo momento, no mesmo lugar, dando ao agressor o pensamento de agir de forma a levá-lo ao ato do assassinato.

Foi exatamente esta a compreensão a que Kardec chegou e acrescentou como comentário à questão 525:

“Imaginamos injustamente que a ação dos espíritos não deve se manifestar senão por fenômenos extraordinários. Quiséramos que nos viessem ajudar por meio de milagres e nós os representamos sempre armados de uma varinha mágica. Não é assim; eis porque sua intervenção nos parece oculta e o que se faz com seu concurso nos parece muito natural. Assim, por exemplo, eles provocarão a reunião de duas pessoas que parecerão se reencontrar por acaso; eles inspirarão a alguém o pensamento de passar por tal lugar; eles chamarão a atenção sobre tal ponto, se isso deve causar o resultado que querem obter; de tal sorte que o homem, não crendo senão seguir seu próprio impulso, conserva seu livre arbítrio”.

No exemplo que estamos utilizando, dentro das palavras de Kardec, os espíritos auxiliaram aquela criança e ao bandido inspirando o pensamento de se encontrarem no mesmo lugar, chamando atenção do bandido sobre alguma coisa que o levaria a cometer o que era necessário: o assassinato. Tudo isto por ordem de Deus, utilizando a sua Onipotência, de acordo com a questão 562 a.

562 a - Qual a natureza de suas ocupações?
– Receber diretamente as ordens de Deus, transmiti-las em todo o universo e velar pela sua execução.

Agora vejam a que leva a teoria do livre arbítrio dos atos. Se o livre arbítrio do ato que foi praticado pelos dois (matar e morrer) existisse, teria Deus que esperar a criança desejar passar por aquele lugar, que o bandido tivesse o desejo de alguma coisa e que, por algum motivo, cometesse o crime. Tudo obra do acaso, ou melhor, obra do desejo soberano do ser encarnado? Teria surgido, então, pelas próprias palavras de Kardec nos atributos de Deus (capítulo 1), um novo “deus”.

Mas, se Deus não quisesse que a criança desencarnasse, teria como evitar? Esta resposta também encontramos na questão 528 do LE, onde a espiritualidade afirma que um espírito benevolente pode inspirar o pensamento de quem está sendo alvo de um projétil para que ele se desvie (desde que seja esta a ordem de Deus). Pode ainda, para este fim, ofuscar o bandido para que ele aponte não mirando bem.

Deus age de diversas formas, mas todas elas operam sobre o espírito e não sobre as coisas materiais. A Sua ação sempre é uma interferência no comando do ato (pensamento) de cada um. Deus não salvaria a criança alterando o traçado do projétil, mas determinando a cada um o ato que deveria realizar. Esta é a Onipotência de Deus: não se subordina ao desejo do ser, mas submete-o ao Seu desejo.

A compreensão do livre arbítrio como independente da vontade de Deus levou alguns estudantes do espiritismo a mal compreender a informação passada pela espiritualidade na questão 001 do Livro dos Espíritos: “Deus é a causa primeira de todas as coisas”. Foi aceita esta informação para as “coisas”, mas julgaram que entre estas não estivesse incluído o próprio ser humano.

Continua...


Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Anton Kiudero em 05 de Fevereiro de 2012, 17:03
Continuação

O ser encarnado tem todos os seus atos causados por Deus para que a Justiça e o Amor permaneçam no planeta. Quando Deus comanda um ato de um ser encarnado Ele se preocupa em “dar a cada um segundo suas obras” e não o faz como castigo ou pena, mas como uma oportunidade para que esse ser evolua espiritualmente.

Assim, a criança morreu porque merecia (positiva ou negativamente) e o bandido também se tornou um assassino pelo mesmo motivo. Para os dois isto foi um ato de amor, ou seja, um ensinamento que Deus deu a cada um para que pudessem evoluir.

A questão 851 do LE explica esta situação:

“A fatalidade não existe senão por escolha que fez o espírito, em se encarnando, de suportar tal ou tal prova. Escolhendo, ele se faz uma espécie de destino que é a conseqüência mesma da posição em que se encontra”.

O destino de cada um está escrito antes da encarnação, pelo próprio ser, de acordo com as provas que quer fazer para a sua evolução, ou seja, para alterar a sua situação espiritual. Assim, a criança foi assassinada porque pediu para que isto acontecesse como uma prova que a elevasse espiritualmente.

Deus comanda todos os acontecimentos do planeta para que a própria escolha do espírito aconteça. Não poderia Deus deixar nas mãos do espírito a capacidade de decidir se provocaria ou não a situação depois de encarnado, pois o véu do esquecimento obscureceria seus valores espirituais influenciando negativamente na prova que teria que passar para a sua elevação.

Desta forma, Deus assume o comando dos atos e promove todos os acontecimentos para que o desejo do espírito seja atendido. Ele “dirige” os atos do ser humano dando-lhe o pensamento de agir de determinada forma, guiando-se pelo planejamento da encarnação feito anteriormente pelo espírito. Sua ação é sempre no sentido do desejo soberano do espírito não ser afetado pelo “querer” material do ser humano. Deus causa os acontecimentos para que a felicidade eterna seja alcançada e não para que haja uma satisfação momentânea e fugaz.

Quanto ao assassino, será que ele também pediu para se tornar um criminoso? Entre os objetivos da reencarnação citados na questão 132 do mesmo livro, Kardec cita a expiação, ou seja, remir a culpa, sofrer conseqüências de atos anteriores. Deus deu àquele espírito o “papel” de assassino para expiar faltas anteriores. Mas, se todos cumprem apenas o pré-determinado sob o comando de Deus, de onde virão as culpas?

De volta à questão 851, depois da informação de que o destino é escrito por cada espírito antes da encarnação, encontramos o seguinte texto:

“Falo das provas físicas, porque o que é prova moral e tentações, o espírito, conservando o seu livre arbítrio sobre o bem e o mal, é sempre senhor de ceder ou resistir”.

Além do livre arbítrio de escrever o seu destino, Deus dá a cada um o direito de reagir sentimentalmente (bem ou mal) às tentações, ou seja, às provas que se submete. O “bem”, é o ensinamento de Cristo (o amor) que é um sentimento positivo. O “mal” são todos os sentimentos que possam ferir os outros, ou seja, que objetivem a felicidade individual e que são sentimentos negativos. Assim, quando uma situação ocorre na vida de uma pessoa (uma prova comandada por Deus) o espírito tem o livre arbítrio de amá-la ou de rejeitá-la utilizando-se de sentimentos que privilegiem seus conceitos. Isto é o “livre arbítrio sentimental”.

Cada vez que o espírito cede a uma tentação (utiliza sentimentos negativos), Deus providencia outra prova para que ele aprenda a amar. Esta nova prova também terá o caráter de expiação, pois quando um ser busca apenas a sua satisfação individual fere a felicidade do próximo.

No entanto, ninguém se torna um bandido de um dia para o outro. Na verdade, o ser vai se “afundando” paulatinamente no crime ao longo de suas existências, até que um dia, se torna um assassino. Transformar-se em um assassino é conseqüência de ter cedido a primeira tentação que o tornou talvez num ladrão.

Desta forma não existe vítima ou criminoso, mas seres guiados por Deus dentro do livre arbítrio de cada um como espíritos que são e não como seres humanos, que nada mais são do que espiritos obscurecidos pelo véu do esquecimento do mundo espiritual.

O livre arbítrio do ato quebraria toda esta interação dos elementos do universo e colocaria Deus na situação de espectador dos acontecimentos, “torcendo” para que cada um mantivesse a sua escolha para que a evolução do Universo acontecesse...

Todo espírito tem o livre arbítrio como ensinado, mas este é exercido de duas formas:
a primeira, na hora da montagem do planejamento da encarnação e
a segunda já na carne, quando o ser escolherá o sentimento frente aos acontecimentos materiais.

Nada do escrito acima é novo, baseia-se apenas nas respostas dadas no LE. Apenas retirei da interpretação do mesmo texto a soberba do ser humano, que não podendo ser Deus quer exercer a Sua função de ser causador dos acontecimentos, como por diversas vezes alertado também no LE.



Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Anton Kiudero em 05 de Fevereiro de 2012, 17:21
Cel: mas, e se ao homem resta a liberdade de escolher vivenciar os “atos de Deus”, buscando “paz, harmonia e amor”, ou “reclamar ou culpar alguém por sua desdita”, a q se deve essa enorme desigualdade de comportamentos entre os homens? Eles se fazem desiguais por livre e espontânea vontade? Não eram desiguais, inicialmente, mas se tornam gigantescamente desiguais, fato q resulta “livres-arbítrios” desiguais e <de> livres-arbítrios desiguais! O q é q desfaz a perfeita igualdade inicial e q, afinal, leva uns a procedimentos corretos e à felicidade, e outros, às terríveis e monstruosas imperfeições e, consequentemente, a sofrimentos torturantes e insuportáveis?

Amigo Coronel,

Cada um escolhe as suas provas livremente e Deus as executa. E cada um, desta vez envolto em um veu que lhe impede ver a si mesmo, decide passar pelas provas que escolheu com felicidade ou com sofrimento. São dois livres arbitrios completamente distintos e que não se misturam como salada.

Quanto a sua insistente pergunta do porque, porque e porque somos diferentes apesar de criados iguais, so há um que tenha a resposta. Deus.... Infelizmente desconheço o Seu email e forum, senão lhe passaria...

Anton

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 05 de Fevereiro de 2012, 17:34
Em qualquer parte do planeta Terra, se você jogar uma pedra para cima, fatalmente ela subirá até certa altura e cairá. Isso é Lei Natural e Divina da força de gravidade para nós terráqueos! Quando julgamos estarmos aptos e espertos o suficiente, nos expomos a colocar pedra sobre pedra, formando edificações que julgamos seguras pelo conhecimento que adquirimos da Lei de Gravidade e fazemos de tais edificações nosso teto de proteção no planeta. Isso é o Livre Arbítrio!
O risco existe? Existe!
É do nosso conhecimento esse risco? É!

Então, por que arriscamos? Por que consideramos ter o domínio da ciência da engenharia e sabemos como lidar e se beneficiar dessa ciência manipulando as pedras. Tudo é desse planeta, só a inteligência é do Espírito.   
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 05 de Fevereiro de 2012, 18:53
migo Anton Kudero e Kazoaka tudo o que acima está colocado é muito importante para podermos  discernir melhor  esta questão do livre arbítrio e  foram muito bem colocadas, embora  todo este  tema  seja  por vezes  aparentemente  simples mas, se torna sempre polemico  quando queremos  começamos  as questões  quer o Livro dos Espíritos  nos  são dadas pelas  suas  respostas.
Mas   quantas vezes nós  somos levados   a fazer  determinadas coisas  que por vezes não são  as melhores e  então pensamos que é  fatalismo,  mas  o que  se ressalva  de tudo é que cada um de nós  deve sempre  estar atento ás  coisas que nos vão acontecendo e nos prevenirmos........ tendo por  vezes  sempre  presente  a influência  do meio  em que estamos inseridos .........
É preocupação de todos os tempos, a questão da influência do meio na formação do carácter do homem.
 Filósofos chegaram a afirmar ser o homem produto do meio.
O Espiritismo, em seu carácter filosófico, também tem neste questionamento muita contribuição para dar, e ainda vai além, porque estuda não só a influência do meio, mas também do organismo, na manifestação do Espírito.
São os próprios Espíritos quem nos afirmam:
“É inegável que sobre o Espírito exerce influência a matéria (…).
Daí vem que, nos mundos onde os corpos são menos materiais do que na Terra, as faculdades se desdobram mais livremente.
 Porém, o instrumento não dá a faculdade (…) Tendo o homem instinto do assassínio, seu próprio Espírito é, indubitavelmente, quem possui esse instinto e quem lho dá; não são seus órgãos que lho dão.”
“A matéria é apenas o envoltório do Espírito, como o vestuário o é do corpo.
Unindo-se a este, o Espírito conserva os atributos da natureza espiritual.”
Com isso temos que realmente tanto a matéria como o meio podem dificultar ou auxiliar no desenvolvimento espiritual, mas jamais determinar a situação de queda ou de elevação.
Tanto o meio como o corpo são atributos conquistados pela própria evolução espiritual.
Na verdade, é o Espírito quem determina, pelas suas vinculações, o corpo ou o meio em que irá renascer.
Se fosse impossível subtrair-lhe a sua influência, como conseguiria ele o progresso?
Temos também o caso em que o corpo ajuda ao Espírito, porque o esconde de seus inimigos.
É comum vermos histórias de Espíritos que retornaram ao corpo físico como forma de esconder de seus obsessores.
Outras vezes o corpo nos livra de situações embaraçosas da lei de atracção: no estado de vigília superamos determinada tendência, mas quando no estado de desprendimento do perispírito, através do sono, nos achamos diante desta mesma tendência, não conseguimos nos livrar de sua influência.
Neste caso, o corpo funciona como defesa.
O livre arbítrio é sempre o que fala mais alto.
 Sem ele, qual o mérito ou demérito do Ser em processo de evolução?
O que o homem procura é justificar seus erros através da má interpretação do texto evangélico, quando Jesus nos afirma:
 “Na verdade o Espírito está pronto, mas a carne é fraca.”.
KARDEC 1980), questão 846
(KARDEC 1980), questão367
Mateus, 26: 41
Então  espero que possa  ter  compreendido que  por vezes  temos  compreender  a influência  do meio  em que vivemos  e  o nosso livre  arbítrio
Um grande abraço  de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 05 de Fevereiro de 2012, 19:21
      M.Altino     (ref #14)
 
      Altino escreveu: Apenas  podemos  concluir q Deus quer que todos os seus filhos tenham a própria individualidade... Somente exige, e exige com rigor, que a justiça seja cumprida e respeitada.

      Cel: novo amigo Manuel, me permita uma questão: se é assim, porq nem todos, talvez a extensa grande maioria, não cumprem, nem respeitam a justiça? Simplesmente porq não querem? Frente a algo a decidir, refletem, pesam as terríveis conseqüências q virão da também terrível lei divina de causa e efeito e, simplesmente, escolhem enfrentar a lei de Deus? E qual será a razão de nem todos fazerem assim?
 
      Altino: «A cada um será dado segundo as suas obras.»

      Cel: meu amigo, tendo em vista a frase q vc citou, qual será o significado desta de Paulo: “Não sois salvos por vossas obras, mas pela graça de Deus!”?

      Altino: Todos receberemos, nas Leis da Vida: o  que fizermos, pelo  que fizermos, quanto   fizermos e como  fizermos.

      Cel: por essas suas palavras acima, temos de entender q todos nós somos os responsáveis “pelo q fizermos”, certo? Mas, então, o q significam estas outras palavras do mesmo apóstolo, o porta-voz do cristianismo, q asseguram q nem os pensamentos, nem os desejos e, consequentemente, nem nossas obras são verdadeiramente nossas: “É o Sr q opera em nós o pensar, o querer e o fazer!”?, e estas palavras, cujo mesmo sentido foi muitas vezes lembrado por Jesus, afirmando q “<tudo> vem do alto!”?. Veja q, nem mesmo a sua, ou a minha decisão e vontade de seguir Jesus é realmente decisão, vontade ou escolha nossa, pois “Ninguém vem a mim se o Pai q me enviou não o mandar a mim!”. Como entender isso? Não é preciso refletir?

       Altino: De conformidade com os Preceitos Divinos, podemos viver e conviver uns com os outros, consoante os padrões de escolha e afectividade que escolhemos; entretanto, em qualquer plano de consciência, do mais inferior ao mais sublime, o prejuízo ao próximo, a ofensa aos outros, a criminalidade e a ingratidão colhem dolorosos e inevitáveis reajustes, na pauta dos princípios de causa e efeito que impõem amargas penas aos infractores.

      Cel: acima coloquei palavras de Jesus e de Paulo, afirmando, como muitos mais e como a ciência mais avançada do mundo, q “a escolha não é nossa”. Mas, se a escolha “fosse” nossa, porq escolheríamos causar prejuízo ao próximo, ofende-los, ser ingratos ou criminosos? Todos escolhem ser maldosos, ou nem todos? Se nem todos, porq uns escolhem e outros não? Afinal, quem é q podendo escolher praticar o bem e, em conseqüência, ser feliz, escolhe praticar o mal e, em conseqüência ser infeliz?

      E será verdade q o Ser de infinito amor e sabedoria, só soube elaborar para esta escola de espíritos, escola de ensinar a evoluir, um plano de ensino cujo método mais usado e eficiente é o sofrimento? Será q os espíritos, procedentes de Deus (do qual nada procede q seja mau ou injusto!) só entendem a linguagem das dores e lagrimas?! Como o amigo colocou: “colhem dolorosos e inevitáveis reajustes, na pauta dos princípios de causa e efeito, que impõem amargas penas aos infractores!”. Será esse o Deus de infinito amor em q cremos?

      Altino: Da liberdade plena só gozam, por conquista, os Espírito Puros

      Cel: será isso uma verdade? Pois qto mais puros os espíritos, mais restrita sua liberdade, já q suas escolhas serão sempre mais próximas do q é o correto escolher, e o correto não possui mais do q uma solução: a certa. Assim, qto mais próximos de Deus, mais restrita sua liberdade e sua vontade, até se tornar “uma só” com a vontade de Deus.
 
      Altino: Uma parte fundamental de nossas vidas envolve a noção do livre -arbítrio.
      Você consegue imaginar a situação em que todo mundo que fizesse alguma coisa responsabilizaria suas acções devido a seus genes em combinação com o meio onde vivem?

      Cel: amigo Altino, e de onde vem a responsabilidade pelas ações? A ação má, ou a ação boa, onde as aprendemos? Onde aprendemos a diferenciar o q é bom do q é mau? Essa compreensão nasce espontaneamente em nossa cabeça? Quem é q nos ensina o q é bom e o q é mau? Não é a vida, com suas experiências/lições de todos os instantes? Afinal, não somos, todos nós, o resultado de <todas> as causas e efeitos q ocorreram antes de nós, desde os mais longínquos antepassados e, até antes deles, daquilo q possibilitou condições para q a primeira célula do primeiro antepassado existisse? Ou será verdade q nós somos a causa daquilo q somos neste instante? Se agora somos bons, como é q colocamos a bondade em nosso intimo? Se somos maus, como é q colocamos a maldade em nossa natureza? Refletimos, raciocinamos, pesamos as terríveis conseqüências q se abaterão sobre nós, vindas da desobediência das leis de Deus e escolhemos que elas se abatam sobre nós?  Com nosso minúsculo poder, escolhemos enfrentar a lei do Todo Poderoso criador de todas as coisas? Será isso? 

      Até mais.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 05 de Fevereiro de 2012, 19:43
      Amigos do fórum, vamos refletir?   

      Norizonte da Rosa    (ref #15)

      Rosa: O fato de Deus tudo saber não tira, a meu ver, o livre-arbítrio de nenhum espírito.

      Cel: meu amigo, será verdade? Vamos refletir um pouco.
      “Ora, Deus, que tudo sabe e tudo vê, já, antecipadamente, tem ciência de tudo q acontecerá em qualquer tempo q seja”.

      As religiões asseguram a Onisciência divina. Com isso, é evidente, estão afirmando q todos os eventos cheios de beleza ou de feiúra, agradáveis ou desagradáveis, q constroem ou destroem, q nos trazem felicidades ou infelicidades, q todos os pensamentos, erros, crimes e perversões, desamor, maldade ou bondade, enfim, todas as nossas ações mais degradantes e procedimentos mais absurdos, todo o amor q demonstramos, toda conduta baixa, viciosa, todas as tragédias e desgraças q provocamos, todos os sofrimentos que teremos, afinal, q tudo do passado, presente e futuro Lhe são perfeitamente conhecidos desde sempre pois,  para a infinita sabedoria, passado e futuro são o “agora”. 

      Por sua Onisciência, sabe, <desde sempre>, quando, onde, como e em que circunstâncias “cada uma” das criaturas, por Ele planejadas, desenhadas, produzidas, criadas e dele procedentes, fará de errado e de certo, em relação às Suas leis; bem como, sabe o que, cada uma, uma a uma, sofrerá devido a seus desacertos, tanto que, antecipadamente, criou leis punitivas e mundos de expiações.

      Por sua onisciência, sabe exatamente, e desde sempre, q João e José serão recompensados, porq seguirão pela estrada “preferida” pelo Criador; e q Antonio e André serão submetidos a sofrimentos, porq seguirão pela estrada que o Criador lhes dá aptidões, possibilidades, habilidades, condições, disposição, portas abertas para q por ela sigam, mas q não é a Sua preferida. 

      Sabe, desde sempre, que eu e vc faremos isso e aquilo; q eu, pelos defeitos q apresentarei (e que, tb, Deus, sem sombra de dúvida, desde sempre, sabe q os apresentarei), provocarei lágrimas, tragédias e desgraças, coisas hediondas, tanto q antecipadamente promulga leis destinadas a me punir pelos desmandos q Ele sabe, desde sempre q eu, <obrigatoriamente>, farei!

      Vejam, amigos, se Deus, por sua onisciência, sabe q amanhã uma tragédia destruirá a cidade “X”, não há como duvidar q amanhã “X” será destruída por uma tragédia, não é verade? Se Deus sabe, pois está em sua consciência, q o mundo acabará amanhã, certamente acabará. Se o mundo não acabar, sua onisciência, terá falhado, concorda? Coisa impossível de acontecer se existe, verdadeiramente, uma Onisciência.

      Agora vamos à razão desta conversa: como é q a criatura poderá agir em desacordo com Sua onisciência? Como poderemos ir contra a previsão de Sua onisciência, pois se Ele sempre soube q eu mataria um desafeto e, se eu me transformasse intimamente e não mais o matasse, modificando, portanto, aquilo q Sua onisciência sabe, desde sempre, que eu faria, isso significaria q sua onisciência falhou redondamente. Pela Sua onisciência, eu faria uma morte mas, pela minha vontade, ou livre-arbítrio, não a fiz; portanto “arruinei” a presciência do Onisciente!! Pelas religiões, isso não é um absurdo sem nome? Pelas religiões, há uma lei criada antecipadamente e especialmente para nos “punir” pelos absurdos q, <sem poder deles nos esquivar>, obrigatoriamente, praticaremos, concorda? Se Deus, por sua onisciência, sabe que eu matarei um desafeto, obrigatoriamente, sem sombra de dúvida, o matarei? Ou a onisciência pode falhar?

      Dentro dessa constatação, todos, sem exceção, praticamos o bem e o mal, exatamente, do modo q o Criador sempre sabe q o praticaremos pois, por Sua onisciência, Ele sabe <tudo> q aconteceu, no passado e <tudo> q acontecerá no futuro, e não temos poder para ir contra Sua onisciência. 

      Deus cria você sabendo q vc cometerá tais e tais absurdos, lhe dá habilidades, aptidões, possibilidades, portas abertas para cometê-los e, depois, o castiga se vc os comete! Como você poderia não cometê-los se o Onisciente sabe, desde sempre, que vc os cometerá? Afinal, existe ou não a onisciência? Se Deus sabe q eu faria isso ou aquilo de errado, se eu resolvesse me reformar intimamente e não mais fizesse isso e aquilo de errado, teria falhado a sabedoria do Criador qto ao futuro! Compreendeu?

      Logo, a existência da Onisciência destrói a possibilidade da existência do livre-arbítrio.

      Abtaços.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 05 de Fevereiro de 2012, 21:33
      Dothy     (ref #23)
     
      Como diz a amiga Dothy, o estudo do livre-arbítrio é de fundamental importância em nossa vida. E a amiga continua:

      Dothy: Livre arbítrio é a liberdade de escolha que eu tenho em fazer o mal ou o bem, em amar ou odiar, em evoluir ou ficar estacionado, em perdoar ou guardar mágoa e rancor, em ser amigo ou inimigo, em ouvir o bem ou o mal, em ter pensamentos positivos ou negativos, em praticar as leis ou não praticá-las, em doar ou não doar, e  outras variadas situações que enfrentamos em nosso dia a dia

      Cel: amiga, desejo lhe fazer uma única pergunta, para q sobre ela reflitamos. Se podemos escolher fazer o bem e, em conseqüência, ser felizes, porq escolhemos fazer o mal e, em conseqüência, ser infelizes?

      E, além disso, mesmo conhecendo as terriveis conseqüências de se fazer o mal, consequencias q podem ser sofrimentos torturantes e insuportáveis q, como afirma a doutrina, podem significar multiplicadas encarnações cheias de sofrimentos q poderão se estender por milhões de anos?

      Tenha uma ótima semana.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Olinda em 05 de Fevereiro de 2012, 22:43
Sim temos o livre-arbítrio de escolher entre o bem e o mal, mas e a pessoa que esta ao nosso redor e também tem esse livre-arbítrio, se as escolgas se chocarem, como fica?
E pensando no Espírito, ele tbém tem essa escolha, e aí como fica a escolha dele, se for a errada? Nós, encarnados, sofreremos com ele?
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 05 de Fevereiro de 2012, 22:54
      Kazaoka    (ref #33)

      Amigos, embora, de início, pareça q o assunto q trago esteja fora do tópico aprpriado, vcs, com certeza, perceberão q está relacionado ao tema em estudo.

      O jovem Kazaoka escreveu: A liberdade de ação nos foi dada quando da gênese espiritual. O Ser espiritual, tomado de ciência de si, principia o caminho de sua jornada evolutiva vivendo em meios pré-instalados e com características próprias.

      Cel; amigo Kazaoka, também já pré-instalados mundos de expiações pois q, desde nos criar (ou mesmo antes de nos criar?), segundo as religiões, o Onisciente sabe das coisas erradas q faremos e pelas quais devemos expiar, certo?

      K: ... os espíritos recém criados estarão expostos aos efeitos da natureza destes mundos.

      Cel: portanto, sendo todos, de inicio, perfeitamente iguais, reagirão a efeitos do meio a q são expostos, de modo igual, se tais efeitos fossem iguais para todos; se os efeitos não são iguais, aí está, sem dúvida, a causa da desigualdade inicial q, afinal, levará uns ao caminho do bem, e outros a monstruosas imperfeições pois, das desigualdades provocadas pela  vida, nesse inicio, resultarão desigualdades no pensar, no compreender, discernir, interpretar, desejar, decidir, escolher e fazer...

      Sem duvida, daí se iniciam as desigualdades de comportamentos q levarão, uns à felicidade, e outros a sofrimentos torturantes. Se não houvessem desigualdades provocadas por causas existentes fora dos homens, estes teriam comportamentos iguais, é evidente e, seus destinos, felicidades e infelicidades seriam tb iguais.

      Do mesmo modo q a desigualdade, q desfaz a perfeita igualdade inicial, se origina do meio (q, é evidente, engloba toda a vida, com todas suas numerosas experiências/lições q nos proporciona, a todos os instantes, e sem cessar), as demais desigualdades, das menores às mais intensas, que provocam tudo q de bom e de mal vemos no mundo, vêm também das experiências da  vida (aí, é evidente, incluído o meio em q vivemos).

      Dentro desse quadro, jovem amigo, como se explica a existência da lei de causa e efeito, da qual resultam, para muitos, sofrimentos inenarráveis? Pois os procedimentos desiguais, que levam para o amor ou para o mal, não nascem do homem, não brotam espontaneamente de dentro do homem, pois sua origem não está nele, mas fora dele, nas influências do meio, nas experiências ou lições da vida?!     

      Abraços ao distinto e a todos os demais.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 06 de Fevereiro de 2012, 00:43
               Cel; amigo Kazaoka, também já pré-instalados mundos de expiações pois q, desde nos criar (ou mesmo antes de nos criar?), segundo as religiões, o Onisciente sabe das coisas erradas q faremos e pelas quais devemos expiar, certo?"     


Errado! Deus sabe que seus filhos podem errar, mas os criou para serem felizes. E esse desejo inato de felicidade alavanca todas ações do Espírito, que vê em uma e outra situação, as potencialidades da felicidade desejada, determinando, com isso, as escolhas que acreditam aproximá-los da almejada felicidade.

Para reparação das opções equivocadas, Deus deu ao Espírito a transmigração progressiva, a reencarnação. As diferenças "monstruosas" que você aponta, são monstruosas apenas pelo prisma da nossa ótica humana de ver e não compreender bem as coisas e a justiça Divina. 

Os mundos se enquadram em cada classe em função do nível de desenvolvimento que se encontra. Os mundos expiatórios são expiatórios porque suas características naturais atendem às necessidades dos Seres espirituais que nele habitam. Não existe fim útil para um Espírito primitivo habitar um mundo de regeneração.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: filhodobino em 06 de Fevereiro de 2012, 04:49
Amados do meu coração,
O livre arbítrio é em verdade, extremamente subjetivo, senão vejamos:
aproveito a última frase do irmão e dileto amigo Coronel, para propor um pensamento...

Citar
"Logo, a existência da Onisciência destrói a possibilidade da existência do livre-arbítrio."

Uma das bases diretoras do Espiritismo é a reencarnação...
Fico então a cismar...
Tanto livre arbítrio entre os casais, recuando dos sacrifícios para dar cumprimento aos compromisssos assumidos pelo casamento, que é uma realidade que já se faz presente e lenta e inexoravelmente se expande, face aos exemplos aos milhares...
Faltará familia organizada para bancar os futuros reencarnes, me ponho a cismar...
Seremos no futuro filhos de creches?
A mãe por falta de organização familiar, chega à maternidade, dá a luz, lá permanece uma semana se refazendo e vai cuidar da própria vida, do contrário, não viverá seu livre arbítrio...
Não falo do patriarcalismo, nem dos cultos avoengos, nem dos adoradores de brazões familiares, esses já quase estão extintos aqui pelo Ocidente, mas falo da imensa falta que fará no futuro, de casais dispostos a criar filhos e lhes proporcionar segurança em tenra idade, pelo menos até os 7 anos... Haverá falta de pais e mães dispostos a sacrifícios, em nome de livre arbítrio, quando cada um fará o que quiser, como já há por aí... as produções independentes...
Pensamos que o Estado garantirá e proverá nossa segurança quando precisarmos reencarnar?
Encontraremos familias (simpes pai e mãe), dispostos a nos aceitar continuando a libertinagem como anda?
Livre arbítrio, é o contrário de libertinagem... Pensemos nisso! Em nome da raça humana no planeta Terra...
Saúde e Paz!
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 06 de Fevereiro de 2012, 11:07
Amigos  mais uma vez o meu muito obrigado pela vossa participação e  pelas questões  aqui colocadas,  mas  embora  tudo seja, penso que o  tema  do livre arbítrio, é muito mais  do que   simplesmente  não fazer  nada de errado ,  e  não podemos  pensar  que  temos de colocar  Deus  no meio desta questão  " pois nos criou simples e ignorantes  para que  pela nossa  caminha  ao logo de muitas vidas, cada  um  de nós  um dia  chegasse  ao bem supremo.
Entretanto nesta  vida, assim como em todos  as outra somos nós os grandes  e verdadeiros  artífices  de tudo  e  que podemos  fazer , vejamos como   Jesus  nos  quer  dizer com " Na verdade o Espírito está pronto, mas  a carne é fraca "...........
O que Jesus quis dizer é que temos que nos vigiar, porque todas as vezes que nos deixamos levar pelos interesses imediatistas (da carne), entramos em processo de queda, ou seja, fraquejamos.
“Segundo a doutrina vulgar, de si mesmo tiraria o homem todos os seus instintos, que, então proviriam, ou da sua organização física, pela qual nenhuma responsabilidade lhe toca, ou da sua própria natureza, caso em que lícito lhe fora procurar desculpar-se consigo mesmo, dizendo não lhe pertencer a culpa de ser feito como é.
Muito mais moral se mostra, indiscutivelmente, a Doutrina Espírita.
Ela admite no homem o livre arbítrio em toda a sua plenitude e, se lhe diz que, praticando o mal, ele cede a uma sugestão estranha e má, em nada lhe diminui a responsabilidade (…) Assim de acordo com a Doutrina Espírita, não há arrastamento irresistível: o homem pode sempre cerrar ouvidos à voz oculta que lhe fala no íntimo, induzindo-o ao mal (…)”
Para melhor entendimento do mecanismo de vigilância, que se faz necessário para o bom desenvolvimento de nosso evoluir, sugerimos o estudo do capítulos I e II do livro Pensamento e Vida do nosso bondoso Espírito Emmanuel.
Ele mostra a questão nos seguintes moldes:
“O reflexo esboça a emotividade.
 A emotividade plasma a ideia.
 A ideia determina a atitude e a palavra que comanda as ações.”
No capítulo seguinte temos:
“Comparando a mente humana a um grande escritório, subdividido em diversas secções de serviço, temos aí o departamento do Desejo, em que operam os propósitos e as aspirações”.
Relacionando o ensinamento deste capítulo com o anterior, temos o desejo como gerador da ideia (pensamento), sendo esta determinadora da acção.
Assim temos:
DESEJO     PENSAMENTO    AÇÃO
Portanto, moralizemos nosso desejo, e moralizaremos nossas ações.
Mas como moralizar nossos desejos, se eles são frutos da nossa longa experiência reencarnatória?
Segundo Emmanuel, neste mesmo capítulo, temos na mente os departamentos do desejo, da inteligência, da imaginação, da memória, mas “acima de todos eles, porém, surge o Gabinete da Vontade”.
E prossegue:
“A Vontade é a gerência esclarecida e vigilante, governando todos os sectores da acção mental (…)
(…) A electricidade é energia dinâmica.
O magnetismo é energia estática.
O pensamento é força electromagnética.
Pensamento, electricidade e magnetismo conjugam-se em todas as manifestações da Vida Universal, criando gravitação e afinidade, assimilação e desassimilação, nos campos múltiplos da forma que servem à romagem do espírito para as Metas Supremas, traçadas pelo Plano Divino.
A vontade, contudo, é o impacto determinante.
Nela dispomos do botão poderoso que decide o movimento ou a inércia da máquina.”
Portanto, podemos dizer que o Espírito é forte o suficiente para vencer as dificuldades impostas pelo meio, e pelo organismo.
Para isso basta usar a força chamada: vontade.
Então  pelo que vamos  compreendendo Deus  nada tem  que  interferir na vontade e pensamento do homem e na sua  ação, sendo sempre  cada um de nós que vai construindo degrau a degrau a  sua evolução, sendo estes mecanismo do Livre arbítrio a grande  força  que  está  ao nosso alcance para  vencermos..............
KARDEC 1980), questão 872
XAVIER, Francisco C./Emmanuel (Espírito). Pensamento e Vida, 9a ed., Rio de Janeiro, FEB, 1991, cap. I
Idem, ibidem, cap. II
Um grande abraço de muita paz
Manuel Altino

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 06 de Fevereiro de 2012, 14:53
      Amigos do fórum,
      É preciso refletir.

      Maria47     (ref #16)
     
      A amiga Maria trouxe a LE/843:
      LE/843. O homem tem livre arbítrio nos seus atos? Resp: Pois se tem a liberdade de pensar, tem a de agir. Sem o livre arbítrio o homem seria uma máquina.

      Cel: amigos, vamos refletir? Nós temos, verdadeiramente, a liberdade de pensar? Os nossos pensamentos nascem de nós mesmos? Todos os nossos pensamentos, imaginações, lembranças, expectativas, medos, remorsos, discernimento, compreensão, apredizado, evolução, escolhas, tudo q se relaciona ao bem e ao mal, nascem da vida, das experiências/lições de todos os instantes desta “escola do bem e do mal”, q é a vida. Ou será q nascem do nada e, espontaneamente, brotam em nossa cabeça? 

      Lembrem-se de Jesus: "Tudo vem do alto; até o pensamento q faz q os homens escolham me seguir!”, e Paulo: “É o Sr q operam em nós o pensar...!”.

      LE/845. ... mas não há arrastamento irresistível, quando se tem a vontade de resistir. Lembrai-vos de que querer é poder. 

      Cel: diz a questão: não há arrastamento irresistível, “quando se tem a vontade de resistir”. Então, uma pergunta: da vontade nasce a resistência aos arrastamentos, certo? Mas, e a vontade nasce de quê? Todos já somos criados dotados de vontade, ou para resistir ou para deixar de resistir a qualquer coisa (aqui, arrastamento)? Se não somos criados assim, de onde, ou como adquirimos essa vontade, ou para o bem, ou para o mal?  Nós mesmos a colocamos em nós, ou ela nasce das experiências da vida? Se nasce das experiências da vida, qual é nossa responsabilidade ou culpa por sermos dotados de vontade q nos leve ou para o bem ou para o mal? A vida é q nos ensina assim; a escola da vida é q nos leva ao bem ou ao mal; é ela que nos faz entender se devemos praticar o bem ou o mal. Pois, se não é a vida,  quem é? Nós mesmos?! Mas, se são as lições da vida q nos fazem ser o q somos? Se a compreensão adquirida conforme nosso nível de aprendizado nesta escola q, obrigatoriamente, cursamos, é q nos faz ser bons ou maus? Ou essa compreensão nasce de nossa cabeça mesmo? E, se nasce de nossa cabeça, porq para uns, essa compreensão os leva para o bem, e, para outros os leva para o mal? Quem consegue explicar?
     
      LE/846. Resp: O Espírito é certamente influenciado pela matéria, que pode entravar as suas manifestações. Eis porque, nos mundos em que os corpos são menos materiais do que na Terra, as faculdades se desenvolvem com mais liberdade.

      Cel: observem q a resposta à questão acima diz q “o Espírito é certamente influenciado pela matéria, que pode entravar as suas manifestações”, mostrando q, qto mais próximos às influencias da matéria, mais estamos sujeitos a errar...  Portanto, não erramos por culpa nossa mas pelo fato de ainda estarmos próximo â matéria.

      Maria: Se um homem tem o instinto do assassínio, é seguramente o seu próprio Espírito que o possui e que lho transmite, mas nunca os seus órgãos. É nisso que ele se torna faltoso, pois assim age pela própria vontade

      Cel: vamos refletir, novamente? Porq esse espírito possui “instinto assassino” e outros não possuem? Porq a vontade nesse faz q ele aja mal e noutros, q ajam bem?

      Meu Deus, ninguém sabe responder?!!
     

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 06 de Fevereiro de 2012, 15:27
      Amigos do fórum,
      É preciso refletir!

      Maria47   (ref #17)

      Maria escreveu: Livre arbítrio, conforme o meu entendimento espírita, é a possibilidade de fazer escolhas.

      Cel: amiga, me permita complementar: livre-arbítrio, conforme a doutrina, ou as doutrinas, é a possibilidade de fazer escolhas, “livremente”; no entanto essa possibilidade de, <livre> escolha, é uma realidade? Ou sempre, para qualquer escolha, q fazemos, e sem exceção de nenhuma, estamos “totalmente” <presos> ao q já aprendemos na escola da vida, nesta “escola do bem e do mal”?

      Maria: Sabiamente, o apóstolo Paulo de Tarso já tinha nos prevenido que, tudo nos é permitido, mas nem tudo nos é lícito.

      Cel: vejam amigos, frente ao q o apóstolo disse (uma alegoria para ajudar a refletir),ao nos criar,  Deus nos mostra duas estradas a nossa frente; da-nos habilidades, aptidões, disposição, possibilidades, portas abertas para q sigamos por uma ou por outra (sempre já sabendo q A e B escolherão seguir por esta, e q C e D escolherão seguir pela outra, pois nos deu  todas as condições, inclusive portas abertas para q sigamos por aquela q desejarmos, certo?) e, depois, se seguimos por aquela, para a qual tb abriu-nos a possibilidade e permissão para irmos por ela, mas q não é a Sua preferida, nos  pune com as terríveis conseqüências q virão da também terrível lei divina de causa e efeito?

      Não é preciso refletir?

      Maria: ... Essas e outras maravilhas estão disponíveis a todos nós conforme utilizemos melhor o nosso livre arbítrio...

      Cel: minha amiga, “conforme usemos melhor”, é evidente, significa “conforme o usemos ou para o bem ou para o mal”, certo?

      Mas, parece q aí falta uma coisa a ser explicada: o q é q faz q uns o usem para o bem e outros para o mal? De onde vêm esses livres-arbítrios totalmente, gigantescamente desiguais, se todos somos criados em perfeita igualdade? O q é q surge e desfaz essa perfeita igualdade primitiva?

      Alguém tem a resposta? Ninguém?!!




Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 06 de Fevereiro de 2012, 15:56
      Mas, parece q aí falta uma coisa a ser explicada: o q é q faz q uns o usem para o bem e outros para o mal? De onde vêm esses livres-arbítrios totalmente, gigantescamente desiguais, se todos somos criados em perfeita igualdade? O q é q surge e desfaz essa perfeita igualdade primitiva?

      Alguém tem a resposta? Ninguém?!!


O progresso do Espírito se dá em todas vertentes. Desenvolve-se em intelectualidade e em moral. No entanto, o progresso não é simultâneo nas duas áreas, sempre uma está à frente da outra. Esta é uma das causas das diferenças. Outra causa é a diferença de grau evolutivo. Vemos isso até mesmo no seio da sociedade que vivemos. Enquanto há Espíritos encarnados compenetrados nos estudos mais profundos da física quântica, há outros que estão encarnados em agrupamentos semi primitivos escondidos em localizações pouco exploradas da esfera terrestre.

Para os adeptos do sistema da evolução espiritual através do estágio entre as espécies, existe, ainda, além das citadas, a que supõe que há Espíritos em organizações física inferiores e outros, como nós, já em estágio hominal. Por aí dá para imaginar o gradiente que vai se formando na escala dos Espíritos e as razões das diferenças entre nós que, para alguns, parece uma coisa ilógica e inexplicável.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Anton Kiudero em 06 de Fevereiro de 2012, 16:15
Amigos mais uma vez o meu muito obrigado pela vossa participação e pelas questões aqui colocadas, mas embora tudo seja, penso que o tema do livre arbítrio, é muito mais do que  simplesmente não fazer nada de errado , e não podemos pensar que temos de colocar Deus no meio desta questão " pois nos criou simples e ignorantes para que pela nossa caminha ao logo de muitas vidas, cada um de nós um dia chegasse ao bem supremo.
Entretanto nesta vida, assim como em todos as outra somos nós os grandes e verdadeiros artífices de tudo e que podemos fazer , vejamos como  Jesus nos quer dizer com " Na verdade o Espírito está pronto, mas a carne é fraca "...........

Amigo Altino,

Permita-me desembrulhar o pacote que você postou, pois esta a tratar de coisas completamente diferentes como se fossem iguais.

1 - não podemos pensar que temos de colocar Deus no meio desta questão – alguns estudantes espiritas consideram-se deuses ou superiores a Deus. No entanto a questão 009 do LE já respondeu a esta colocação.

2 - nos criou simples e ignorantes – a quem Deus criou simples e ignorantes? Ao espírito ou ao ser humano? Ao espírito que é um dos três componentes do universo. Os outros dois são a matéria ou FCU e Deus. Segundo o LE o ser humano nem mesmo existe como elemento do universo.

3 - ao longo de muitas vidas – o espirito somente vive uma única vida, a vida espiritual. No entanto vivencia muitas encarnações, o que coisa completamente diferente.

4 - nesta vida.... somos nós os grandes e verdadeiros artífices de tudo – nós, quem? O espírito ou o corpo de matéria? Diz-nos o LE que o espírito escolhe o seu gênero de provas e que nisto consiste o seu livre arbítrio. E ponto. Ao mesmo espírito encarnado cabe responder ‘moralmente’ as provas pelas quais passa. E nada mais fala o LE a este respeito.

5 - “Segundo a doutrina vulgar, de si mesmo tiraria o homem todos os seus instintos, que, então proviriam, ou da sua organização física, pela qual nenhuma responsabilidade lhe toca, ou da sua própria natureza, caso em que lícito lhe fora procurar desculpar-se consigo mesmo, dizendo não lhe pertencer a culpa de ser feito como é.
Muito mais moral se mostra, indiscutivelmente, a Doutrina Espírita.
Ela admite no homem o livre arbítrio em toda a sua plenitude e, se lhe diz que, praticando o mal, ele cede a uma sugestão estranha e má, em nada lhe diminui a responsabilidade (…) Assim de acordo com a Doutrina Espírita, não há arrastamento irresistível: o homem pode sempre cerrar ouvidos à voz oculta que lhe fala no íntimo, induzindo-o ao mal (…)”


Sim, é isto que diz o LE. No entanto muitos estudantes espiritas acreditam que o bem seja o que eles acreditam ser bom e o mal seja o que eles acreditam ser mau. O que torna o bem e o mal algo totalmente inconstante e ilusório. O mal de um pode ser o bem de outro e vice versa e nos mesmos no decorrer de poucos anos mudamos nossa concepção de bem e mal inúmeras vezes. Portanto não é um metro universal e eterno, é apenas coisa dos homens.

No entanto há uma definição de bem e do mal na base da doutrina espirita que é o evangelho de Jesus. O bem é amar a Deus acima de tudo e o mal consiste em amar a si mesmo acima de tudo. Estas definições são universais e eternas. Jamais mudam.

E como o homem, como visto, é incapaz de definir o que seja bem e mal, como pode julgar a qualquer coisa de forma universal sem cometer erros? É evidente que somente cometeria erros, se isto fosse possível. No entanto há um outro predicado de Deus que nos conta que “cada um recebe por seu merecimento” e por Deus ser onipotente, é o único que sabe qual o merecimento de cada um e não o homem. Donde os espíritos são os instrumentos de Deus para distribuir os merecimentos uns aos outros, sem qualquer espaço para o acaso e o livre arbítrio. Conforme detalhadamente informado no LE.

Para melhor entendimento do mecanismo de vigilância, que se faz necessário para o bom desenvolvimento de nosso evoluir, sugerimos o estudo do capítulos I e II do livro Pensamento e Vida do nosso bondoso Espírito Emmanuel.
Ele mostra a questão nos seguintes moldes:

“O reflexo esboça a emotividade.
A emotividade plasma a ideia.
A ideia determina a atitude e a palavra que comanda as ações.”


Com licença do amigo, Emannuel não é doutrina espirita. Pode, quando muito esclarecer alguns pontos, o que faz sempre de acordo com o nível de seu entendimento. É apenas mais uma informação que devemos levar em consideração após analise de seu conteúdo.

Por exemplo:

1.   “O reflexo esboça a emotividade.
2.   A emotividade plasma a ideia.
3.   A ideia determina a atitude e a palavra que comanda as ações.”

Encontramos algumas informações que não condizem com as informações contidas no LE, pois se as coisas acontecessem como escrito acima, Deus não estaria presente o que invalida assim a questão 001 do LE. Entre Emannuel e Kardec, devemos ficar com Kardec segundo o próprio Emannuel nos informou.

Corrigindo o texto de Emannuel, conforme o ensinamento do LE, poderíamos então escrever que:

1.   O reflexo esboça a emotividade
2.   Deus utiliza a emotividade (a paixão ou o desejo que é do espirito e o espirito encarnado desconhece) para dar-lhe a ideia (que passando pela mente, o espirito reconhece). Não é portanto a emotividade que plasma alguma ideia, mas é Deus quem cria os pensamentos de acordo com o sentimento emanado pelo espírito a cada instante. (alias, Deus ordena conforme o LE...)
3.   A ideia determina a atitude e a palavra que comanda as ações

A vontade, contudo, é o impacto determinante.
Nela dispomos do botão poderoso que decide o movimento ou a inércia da máquina.”
Portanto, podemos dizer que o Espírito é forte o suficiente para vencer as dificuldades impostas pelo meio, e pelo organismo.
Para isso basta usar a força chamada: vontade.

Estamos nos referindo a provas morais, a vontade é moral...

Então pelo que vamos compreendendo Deus nada tem que interferir na vontade e pensamento do homem e na sua ação, sendo sempre cada um de nós que vai construindo degrau a degrau a sua evolução, sendo estes mecanismo do Livre arbítrio a grande força que está ao nosso alcance para vencermos..............

A incompreensão da resposta a questão 001, que já perdura por mais de um século e se eternizou no movimento espirita é o que impede que muitos estudantes espiritas compreendam a essência do ensinamento. Por isto me refiro sempre ao LE como o muito citado, pouco lido e praticamente nada compreendido Livro dos Espíritos.



Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 06 de Fevereiro de 2012, 16:22
      Amigos do fórum.
      É preciso refletir!
      Já houve reação de vários amigos ao q tenho colocado no fórum; contudo ninguém, mesmo q se peça, aponta absurdos ou qualquer defeitos no q escrevo. A intenção é levar os amigos a refletirem pois, pela reflexão, poderemos entender melhor o q estudamos
      Hcancela     (ref #19)

      O amigo Hcancela escreveu: Não posso mudar. É meu (Karma). Eu sou assim! É a anestesia da consciência! É o famoso complexo de Gabriela! Sabem aquela música? "Eu nasci assim, eu cresci assim, eu vivi assim..." E com isso, tenta esquecer que a sua obrigação é mudar! É progredir!
      Cel: aqui, para nossa reflexão, apresento ao amigo, uma questão: porq uns tentam esquecer que a sua obrigação é mudar, é progredir, e outros não?!

      Hcancela: ... não existe o perdão de Deus, pois recebemos segundo o que obramos, ou seja, segundo o que fizemos.

      Cel: esta é, praticamente, a mesma pergunta acima: porq é q uns, mesmo sabendo das terríveis conseqüências q lhes virão da lei de Deus, escolhem, com seu insignificante poder, enfrentar a lei daquele q é Todo o Poder? Ignorância ou escolha vinda da vontade de a enfrentar? Será q esses raciocinam sobre o q vão fazer de mal, pesam as conseqüências de irem contra as leis de Deus e, podendo praticar o bem e, consequentemente, ser felizes, escolhem praticar o mal e, consequentemente, ser infelizes? Afinal, quem é q podendo escolher ser feliz, escolhe ser infeliz?

      Hcancela: Deus não nos criou para nos punir! Deus é amor... e o (Karma) não é punição Divina: é a conseqüência retificadora.

      Cel: como diz o amigo (q não é o q a DE diz), Deus não pune, mas permite todos esses castigos (palavras da DE), como cânceres, desgraças, misérias, fome, arrastar-se pelo chão faminto e cheio de dores e de esperança nenhuma, viver dos lixões ou debaixo daquela ponto: ver a linda filhinha, a alegria da casa, ser estuprada e violentamente assassinada, na sua frente; ver seus filhos terem o pé decepado a machadadas, e uma lista sem fim de horríveis e atrozes sofrimentos!

      Será verdade q substituindo a palavra “punir”, por “terríveis penalidades expiatórias educativas”, as dores serão suavizadas? Isso não lembra os horrores praticados pela Igreja de Roma, torturando, punindo, executando e tudo isso como sendo atos de misericórdia de Deus para q aqueles não mais “pecassem”?!

      Hcancela: Considerando a Lei de Causa e Efeito, é uma Lei Divina, e que as Leis Divinas foram escritas por Deus, conclui-se que: Na natureza não há prêmios ou castigos: Há consequências.

      Cel: amigo, essa conclusão não é a da DE pois, numerosas vezes, ela fala em “castigos” e em “mundos para castigos”, em sofrimentos torturantes, em multiplicadas encarnações doloridas q podem se estender por milhões de anos! E fala, tb, em prêmios, em recompensas!

      Sejam conseqüências dos erros q nós praticamos, não deixam de ser sofrimentos terríveis, criados por Deus ao elaborar a tb terrível divina lei de causa e efeito. Será q devemos crer q, o Ser de Infinito Amor e de Infinita Sabedoria, só soube elaborar, para esta escola de ensinar os espíritos a evoluírem (uma escola do bem e do mal!), um plano de ensino para fazer q aprendamos a evoluir, cujo método mais usado e eficiente sejam os sofrimentos?! Será q devemos crer q as criaturas de Deus só entendem a linguagem da dor?! E, veja, criaturas de uma “criação especial”, todas procedentes de Deus do qual, segundo a doutrina, “nada” procede q seja mau ou injusto!!

      Não é preciso refletir? Ou devemos aceitar tudo q nos ensinam ou dizem, passivamente, sem questionar?

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 06 de Fevereiro de 2012, 16:25
Amigos mais  uma vez  lhes agradeço tudo oq ue  é colocado, mas  há  uma coisa que  por vezes  seria importante  compreender   Todo o Espírito  está  no seu grau de evolução e  sempre  tem  como  diz a palavra de Livre arbítrio  de   fazer   as coisas  consoante  o seu conhecimento.
E o amigo Coronel  coloca muitas questões  que  só por si  recebem as respostas certas, para isso é  que é importante este  debate de  ideias entre todos, mas  mais uma  vez  não podemos  dissociar o homem do seu meio ambiente,  e   sempre  ter  o discernimento  de que  tudo me  é licito, mas nem tudo me edifica,  nesta  base  vamos  mais uma vez  nos reportarmos  a Paulo quando  nos  diz precisamente  isso..............
É muito comum no meio espírita a pergunta:
O Espiritismo proíbe “isso”?
 e “aquilo”?
 Será que podemos fazer esta “coisa”?
Para respondê-la, lembramos da instrução do apóstolo Paulo, em sua 1a epístola aos Coríntios:
 “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.”
Ao analisar esta proposição formulada pelo “Apóstolo dos Gentios”, devemos nos situar no significado da palavra lícito.
Segundo o dicionário Aurélio, “lícito” “é tudo que é conforme a lei, tudo que é legal”.
Normalmente, quando fazemos ou tentamos responder esta pergunta, não estamos preocupados com as coisas humanas.
Estas nós sabemos como conduzir.
A preocupação normalmente é com as questões espirituais.
 Com isso entendemos que esta pergunta deveria ser formulada assim:
“- De acordo com as leis divinas podemos fazer isto?
E aquilo?”
E a resposta seria:
É lícito perante as leis divinas?
Se a resposta for afirmativa, então, é; de outro modo, não.
Essa forma de pensar parece que contradiz a afirmativa de Paulo, porque ele diz que todas as coisas são lícitas.
Em nosso modo de compreender Paulo não pensava na lei divina ao usar a palavra lícita, mas pensou ao dizer:
“mas nem todas as coisas convêm”,
 “nem todas as coisas edificam”.
 E tudo isso é bastante coerente com outro ensinamento de sua autoria:
“Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados.
Sabemos que a lei divina é revelada aos homens na medida da condição evolutiva de cada um, isto nos leva a raciocinar que de acordo com esta condição evolutiva da criatura é que ela vai analisar o que é justo ou não.
A Doutrina Espírita não proíbe nada, um dos seus princípios básicos é o “livre arbítrio” (todas as coisas são lícitas), assim sendo ela não é proibitiva, mas é educativa, no sentido de mostrar a verdade, e ensinar o caminho para consegui-la (mas nem todas as coisas edificam).
 “Livre Arbítrio e Causa e Efeito”.
Com a afirmação de que “tudo me é lícito”, ele mostra o livre arbítrio, mas é taxativo ao afirmar: “nem todas as coisas edificam”, ou seja, nem todas as coisas nos conduzem para o caminho do Senhor, e é aí que a lei de causa e efeito atua de maneira a fazer voltar o ser à direcção correcta.
Outra coisa a ser analisada é qual o nosso objectivo diante da vida.
Ela nos oferece muitos prazeres de carácter transitório, mas se o nosso objectivo maior é a nossa evolução espiritual, temos que buscar algo mais duradouro: o tesouro que o ladrão não rouba, nem a traça corrói.
Quando Jesus conversava com as irmãs de Lázaro, deixou um grande ensinamento: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a melhor parte, a qual não lhe será tirada.
Portanto quando estivermos em dúvida sobre qual o caminho a seguir, usemos o nosso discernimento, e busquemos pensar se não estamos trocando:
“O divino, pelo humano
O transcendente, pelo rotineiro
O que redime, pelo que cristaliza
O espiritual, pelo material
Os prazeres do Céu, pelas alegrias da Terra”
E lembremos sempre o que Ele, que é o Mestre dos mestres nos disse:
 “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim.”
Então  depois  destas questões que nos  são colocadas  podemos concluir que  sempre   cada um de nós  tem sempre o discernimento para poder  escolher mediante tudo o que  temos  para decidir na vida.....
Um grande abraço de muita paz
Manuel Altino

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 06 de Fevereiro de 2012, 16:33
      Amigos,
      É preciso refletir!     

      Filhodobino    (ref #22)

      Amigo, reflita, vc se lembra de apenas uma “única” escolha, sua, ou de quem mais for, q tenha sido feita “livremente”? Como é q o querido xará faz uma escolha? Num cara-ou-coroa, num estalar de dedos?

      É preciso questionar, refletir!


Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 06 de Fevereiro de 2012, 16:41
Amigo  Anton Kiudero  muito obrigado pelos seus comentários  e  pelo menos em muitas  coisas colocadas .......... eu me  estou a referir apenas  ao homem encarnado que  tem tem de entender que  todo este processo  passa  em muitas encarnações  e  não  estava  a me referir  ao  Espirito....
Apenas  tento  me fazer compreender  que  todo este tema   passa pelo que  cada um de nós na nossa liberdade   de  fazer  tudo o que nos pode  ajudar e não  ter  a pretensão  de  querer sobrepor  Emmanuel  á  Doutrina  Espírita ..........
Apenas   procurar  o debate   serio para que  possamos  meditar e aprender .........
E sinta que  tudo o que  colocou  foi muito bom  para  aprender   e sentir  que  afinal o livre arbítrio é  um  tema  que   nos ajuda  a sentir  que  temos  de   procurar sermos  livres mas  no melhor  sentido.....
Um grande abraço de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Anton Kiudero em 06 de Fevereiro de 2012, 17:11

Amigo Altino,

Continuando e aprofundando um pouco mais o conceito.

A concepção humana de possuir o livre arbítrio das ações, “faço o que desejo fazer” é fruto apenas do esquecimento do espirito que vive uma encarnação, da realidade universal.

Tudo o que acontece conosco enquanto encarnados (que não termina com a morte do corpo físico, como bem nos relatam inúmeras mensagens ditas espiritas mas que não o são – não guarda relação com a carne, mas não é este o tópico para considerarmos isto) tem por característica passar pela mente. Nos nada podemos imaginar que não seja algo mental e o LE nos informa que não possuímos condições de conhecer o espírito, pois faltam-nos órgãos ou elementos para isto.

E a mente trabalha com três tipos de ações que são as únicas que reconhece. O “eu sou”, o “eu estou” e o “eu faço”. Ser, estar e fazer são, portanto os três verbos que delimitam tudo o que a mente informa ao espirito (que não conhecemos). E que nos, enquanto não o percebermos ou enquanto não despertarmos, aceitamos como toda a realidade.

E é justamente por pensarmos unicamente em termos de SER, ESTAR e FAZER que nos é impossível compreender a vida espiritual, onde estes três verbos inexistem. E por outro lado são estes verbos que comandando nossa mente não nos permitem imaginar a existência sem o livre arbítrio.

Surgiram daí as tentativas de enquadrar coisas antagônicas em uma única expressão. Este problema já existia ao tempo em que Kardec codificou o LE e fica claro nas diversas expressões utilizadas para definir o livre arbítrio bem como nas inúmeras paginas já escritas sobre o tema, dentro e fora do ambiente espírita.

Nos nada somos, não estamos e tampouco fazemos qualquer coisa. Sei que é difícil compreender isto, basta olhar para o espelho.... Mas é esta a realidade que já foi ventilada inúmeras vezes por espíritos os mais diversos, sempre com muito cuidado para não ferir as suscetibilidades humanas, mormente o orgulho de dizer “eu sei”, quando ninguém sabe coisa alguma.

Mas vamos a alguns exemplos, que talvez simplifiquem a compreensão de conceitos que por sua abstração são dificilmente percebidos pelo ser humano:

Uma pessoa esta com dor de barriga, vai para a cama, depois para o medico e se queixa: Doutor, estou doente... Mas como é isto possível se o espirito não tem barriga e não fica doente? Opera e conserta um problema qualquer e em seguida afirma alegremente: Estou são!... Mas como, se o espirito que não estava doente tampouco ficou são? Este é apenas um exemplo da aplicação do verbo ESTAR. Enquanto o espirito acreditar que esta alguma coisa qualquer, esta iludido e ao invés de viver uma encarnação, esta vivendo uma vida, o que é algo diametralmente diferente.

Outro exemplo: outra pessoa acordou de manhã, com vontade de fazer alguma caridade e põe duas notas de R$50,00 no bolso decidindo que vai da-las a quem acha que precisa. E sem qualquer problema encontra duas pessoas e lhes da o dinheiro. Mas o que aconteceu na realidade (por tras dos bastidores)? Muitas pessoas foram encontradas no caminho mas, por alguma razão duas precisavam mais ou eram merecedoras de receber o dinheiro naquele instante e não outras. E este pensamento foi dado ao ser humano que fez as notas chegarem ao seu destino. E quem o fez? A pessoa ou Deus, que sabia quem teria o merecimento maior naquele preciso instante? Este é um exemplo da aplicação do verbo FAZER. Enquanto o espirito acreditar que faz alguma coisa qualquer, esta iludido e ao invés de viver uma encarnação, esta vivendo uma vida, o que é algo diametralmente diferente.

Não preciso nem falar do EU SOU, que é outra armadilha para nos prender ao infindável ciclo encarnatorio.

Não sei se me fiz entender, porque não é simples a compreensão disto. Há a necessidade de despir-nos quase que inteiramente de nossa roupa de ilusões e isto não é confortável. É sempre mais fácil seguir acreditando no que todo mundo acredita, não é mesmo?

Mas deixo isto para que pensem. Quem sabe, mais tarde podemos conversar mais sobre isto.


Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 06 de Fevereiro de 2012, 20:07
      Amigos do forum.
      É preciso refletir.
      Edna     (ref #28)

      A amiga Edna colocou: “À medida que o Espírito se afasta do ponto inicial, desenvolve-lhe as idéias, como acontece às crianças, e com as idéias o livre-arbítrio, isto é, a liberdade de ação consciente para escolher o caminho a seguir em sua marcha – o que constitui um dos atributos essenciais do Espírito”.

      Cel: aqui, para refletir, uma primeira questão: como é q se desenvolvem as idéias à medida q o espírito se afasta do ponto inicial? Simplesmente por se afastar? Ou porq, à medida q se afasta e q a vida transcorre, nesta escola de espíritos (escola do bem e do mal), o espírito adquire experiências/lições a todo instante? Assim, o desenvolvimento das idéias (desenvolvimento intelectual) não vem simplesmente de se afastar do ponto inicial, mas “exatamente” do fato de aprender, com as lições da vida, a desenvolvê-las. (E é isso, exatamente, tb o q ocorre com as crianças).

      Edna: ... suprema felicidade, que se alcança lenta ou rapidamente, segundo o uso que se faz do livre arbítrio”.

      Cel: me perdoe, minha querida amiga, mas não há como não colocar, aqui, aquela pergunta sempre repetida e nunca respondida de modo conclusivo por <ninguém>: qual será a causa de os homens fazerem uso do livre-arbítrio, de modo tão diferente? Estarão, aqueles q dele fazem mau uso, fugindo da “suprema felicidade”? Será q sabem q a conseqüência é essa: o afastamento da “suprema felicidade”? E, o q é muito estranho é q, a este assunto, de tão magna importância, parece, ninguém, ou quase ninguém, lhe dá importância!!! Pois, disso vem, para uns, e mais “rapidamente”, o fim de todos os sofrimentos, a “suprema felicidade” e, para outros, a continuação de terrível infelicidade!!   

      Amigos, afinal o espírito ignora ou conhece essas leis de Deus? E, se as conhece (afirma a doutrina q estão gravadas em sua consciência!) porq as desobedece? Porq o homem estuda, raciocina, reflete, pesa as conseqüências terríveis q lhe virão e, mesmo assim, ao final, escolhe desobedecer a lei de Deus?!

      Amigos, quem tem a resposta?   
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 06 de Fevereiro de 2012, 21:19
      Amigos,
      Edna     (ref #34)

      Amigos, vejam como é preciso refletir, questionar, investigar; é extremamente necessário, em particular com relação a assuntos sobre o vida, a verdade, o destino, o bem e o mau... refletir, e refletir muito! É preciso não aceitar tudo q lemos, q nos dizem, q nos ensinam, simplesmente, passivamente, porq temos plena confiança em suas fontes! Vamos ver essa necessidade.     

      Edna colocou: "... Não haveria liberdade, se a escolha fosse provocada por uma causa estranha à vontade do Espírito. A causa não está nele, mas no exterior, nas influências a que ele cede em virtude de sua espontânea vontade.

      Cel: aqui uma primeira questão: “Não haveria liberdade, se a escolha fosse provocada por uma causa “estranha” à vontade do Espírito”. No entanto, depois, diz: “A causa vem de “fora” dele, do exterior, nas influências a que ele cede em virtude de sua espontânea vontade”.

      Então, a pergunta: “todos escolhem, por sua livre e espontânea vontade, ceder a essas influências exteriores?”. Vejam q, se homem cede a essas influencias, cede por alguma razão, certo, e razão extremamente poderosa pois q se torna, para ele, irresistível!       

      A razão, ou o motivo q o leva a ceder é tão forte q, mesmo sabendo q será submetido às terríveis conseqüências da lei, escolhe ceder mesmo q, sobre ele, caiam todos os sofrimentos, por mais atrozes q sejam!

      Mas dirão: “essa razão é a sua vontade de a elas ceder!”. E, novas perguntas: “e porq sua vontade é ceder e não resistir? Porq a vontade de uns é resistir e a desses é ceder?”.

      É preciso refletir; ir até as raízes das questões q queremos compreender, senão “nunca” as compreenderemos!
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Felipa em 06 de Fevereiro de 2012, 21:27

Livre Arbítrio

Maravilhosa condição nos deu o Criador, o "Livre arbítrio".Como esta ferramenta é importante...
Podemos com ele construir um mundo maravilhoso para a nossa existência.
Assim como poderemos também destruir esse mesmo mundo, com a nossa impaciência, intolerância e falta de indulgência.
Colocamo-nos sempre em estado de vítimas, quando muitas vezes somos os causadores de situações menos desejáveis.
Devemos exercitar o live arbitrio com  maior bom senso. Não podemos jogar fora as oportunidades de crescimento moral, psiquico, intelectual e
espiritual.
O "Livre arbítrio" serve para olharmos dentro de nós mesmos, e tormarmos as decisões corretas.
Muito poderemos fazer, a nós e as outras pessoas.Não deixe que a vida escolha o seu destino, faça-o você mesmo.
Pense nisso.... e faça sempre o que puder fazer, de melhor.

http://www.gotasdepaz.com.br
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 06 de Fevereiro de 2012, 21:53
      Carmen    (ref #38)

      Carmen escreveu: Eu considero este tema um dos mais  paradoxais que existem.
O homem é realmente livre para as sua escolhas?
 
      Transcrição de parte um texto.
      “O livre-arbítrio é [...]  a faculdade que tem o indivíduo de determinar a sua própria conduta, ou, em outras palavras, a possibilidade que ele tem de, entre duas ou mais razões suficientes de querer ou de agir, escolher uma delas e fazer que prevaleça sobre as outras”.

      Cel: minha amiga Carmen, me permita, para q os amigos pensem um pouco, complementar, a explicação acima, com algumas palavras:

      Temos realmente a faculdade de, nós mesmos, determinar ou decidir, entre duas soluções, a que nos é mais conveniente? É uma indiscutível verdade q, em tudo na vida, em  todos os instantes do dia-a-dia, estamos fazendo escolhas, das mais simples, como escolher um doce, entre outros, às mais  complexas, como matar um desafeto!

      Contudo, o tema de estudo não se refere simplesmente à “escolha” mas à "liberdade de escolha”, certo? Então, para reflexão dos amigos, pergunto: temos realmente “liberdade” de escolher entre fazer o certo ou fazer o errado? Nossas escolhas são realmente <livres> ou estão “totalmente” <presas> ao nosso passado?
       
      Até mais?
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 06 de Fevereiro de 2012, 22:46
      Amigos,
      Lembro, novamente: é preciso refletir, questionar, para bem compreender!

      Hcancela      (ref #40)
 
      O amigo Hcancela escreveu:
      “Não adianta refilar, ou se compreende as coisas ou não... e,  nesta parte, o Livre-arbítrio entra sempre em nossas vidas, quer queiramos ou não”.

      Cel: amigo, me permita uma pergunta: o q é q “entra sempre em nossas vidas, quer queiramos ou não”? O “<livre>-arbitrio”, ou, simplesmente, o “arbítrio”?”. 

      Veja q são coisas muito diferentes: arbítrio é decisão, juízo, julgamento, poder de decidir, tudo isso dependente apenas da vontade. Ao passo q, <livre> arbitrio é muito mais do q isso! <Livre> arbitrio é decidir “livremente”, decisão q “de nada depende”, só da vontade q deve ser, também, “livre”. E por favor, pensem antes  de responder: podemos, realmente, tomar uma decisão ou fazer uma escolha q de nada dependa? Observem em suas vidas: lembrem-se, se possível, de alguma decisão q já tomaram ou de uma escolha q já fizeram, q fosse livre ou independente de qualquer outra coisa! Nunca se lembrarão, porq nunca existiu! Pois não existe nem uma vontade, nem uma escolha livre. Todas, sem exceção de nenhuma, não são <livres> pois estão totalmente <presas> ao passado, àquilo q já aprendemos na escola da vida, através das inúmeras experiencias/lições q a vida nos proporciona a todos os instantes!

      Todas as nossas escolhas, sem exceção de nenhuma, sejam as mais simples, como a de escolher um lápis, ou as mais complexas como de declarar uma guerra, estão <totalmente presas> àquilo q a escola da vida já nos ensinou.

      Se algum amigo se lembra de escolha ou decisão livre em algum momento de suas vidas, por favor, a apresente!



Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Norizonte da Rosa em 07 de Fevereiro de 2012, 10:22
Amigo Coronel.

Gostaria de saber também quantos espíritos foram criados por Deus, quantos existem nos mundos, quantos e por que estão sendo criados, qual foi a origem do universo, qual foi e em que mundo foi minha primeira encarnação, o que fiz na encarnação passada, mas mais de uma resposta no Livro dos Espíritos apontam no sentido de que somos pouco evoluídos para entendermos tudo.


No L.E está escrito que a terra é um dos mundos menos evoluídos (mais materiais, questão 172) , isso quer dizer que também somos pouco evoluídos. Se diz que a terra é 'um dos mais materiais', podemos deduzir que há outros mundos nos quais encarnamos primeiro e que eram mais materiais ainda. Se nos mundos mais evoluídos (menos materiais) estamos livres de alguns defeitos que a materialidade da terra nos convida, dá para imaginar quais defeitos a mais teriamos nesses mundos mais materiais que a própria terra?

Também no L.E há uma questão (não lembro agora qual) e que afirma que os espíritos não têm conhecimento de sua origem, como então querer remontar, em nosso estado atual de'engatinhamento' espiritual, à nossa própria criação por Deus e sabermos (além do que o L.E responde) o que nos fez enveredar por este ou por aquele caminho. O Amigo consegue imaginar um mundo mais material que a terra onde encarnamos pela primeira vez? consegue imaginar um mundo em que tinhamos mais defeitos que os que temos atualmente (além de orgulho, inveja, egoísmo,...)? Se não conseguimos imaginar nem isso, como ir além e achar um motivo por que alguns se decidiram por um caminho e outros não?


O fato de os livros espíritas não responderem a tudo não tira o caráter lógico, racional que está neles!

Qual teoria o Amigo apresenta para satisfazer às dezenas, centenas de questões que o espiritismo satisfaz com simplicidade, lógica? Essa teoria explica o porquê de uns nascerem ricos, outro na miséria; uns com saúde, outros com as mais terríveis doenças; uns belos, outros desprovidos de qualquer atrativo físico; uns que nascem e morrem sem contribuir em nada para a ciência enquanto outros com poucos anos de vida já dão sinais de genialidade; uns que morrem cedo; outros que vão aos 100anos? É claro que essa teoria para ser aceita terá que ultrapassar a filosofia espirita em lógica e em racionalidade.

Acredito que todos temos nossas dúvidas, mas temos que admitir nossas limitações e seguir buscando respostas, mas não esperar que alguém saiba tudo, até porque estamos todos no mesmo barco (a terra). É, portanto, opção acreditar na Doutrina Espírita e se for assim continuar buscando respostas!

Um abraço!
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Anton Kiudero em 07 de Fevereiro de 2012, 10:37
Livre Arbítrio

Maravilhosa condição nos deu o Criador, o "Livre arbítrio".Como esta ferramenta é importante...
Podemos com ele construir um mundo maravilhoso para a nossa existência.
Assim como poderemos também destruir esse mesmo mundo, com a nossa impaciência, intolerância e falta de indulgência.
Colocamo-nos sempre em estado de vítimas, quando muitas vezes somos os causadores de situações menos desejáveis.
Devemos exercitar o live arbitrio com  maior bom senso. Não podemos jogar fora as oportunidades de crescimento moral, psiquico, intelectual e
espiritual.
O "Livre arbítrio" serve para olharmos dentro de nós mesmos, e tormarmos as decisões corretas.
Muito poderemos fazer, a nós e as outras pessoas.Não deixe que a vida escolha o seu destino, faça-o você mesmo.
Pense nisso.... e faça sempre o que puder fazer, de melhor.

http://www.gotasdepaz.com.br

Belo texto. Mas o autor esta falando do espirito, do ser humano ou fez uma salada com os dois como usualmente lemos por ai?

Quem faz? O espirito ou o ser humano? Como faz? Mentalmente ou mexendo algum orgão material? Porque faz? Porque quer ou porque lhe foi dada a ideia de fazer?

Veja que a questão não se resolve com belos textos escritos por alguns que ainda não sabem o que são e o que fazem...

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 07 de Fevereiro de 2012, 10:46
 Amigos  mais  um vez  um grande obrigado pela  vossa participação e  nas vossas colocações ,  eu  penso que  devemos nos debruçar um pouco mais  sobre este tema  do Livre Arbítrio e  entender  como  o podemos entender  dentro  do contexto que que vivemos. Somos  Espíritos  encarnados e como tal temos  de  saber  compreender  que Nós  encarnados  temos  de sentir no livre arbítrio a nossa  forma  de  tentarmos  fazermos o melhor, para  que  nas próximas  rencarnações  possamos  ter  uma  melhor  noção da vida.............
Fala-se muito em livre -arbítrio, cidadania, liberdade.
Mas, realmente, o que é e o que significa tudo isso?
A Doutrina Espírita, através de "O Livro dos Espíritos", questão 872, dá-nos resposta sábia a esta questão. Ensina-nos ela que o livre -arbítrio resume-se assim:
O homem não é fatalmente levado ao mal;.
seus atos não foram previamente determinados;
os crimes que comete não resultam de uma sentença do destino.
Daí ele poder, por prova ou expiação, "escolher uma existência em que seja arrastado ao crime, quer pelo meio em que se ache colocado, quer pelas circunstâncias que sobrevenham, mas será sempre livre de agir ou não agir".
Desta maneira, o livre -arbítrio existe para ele, tanto no plano espiritual, onde poderá escolher uma nova existência e as provas a sofrer, quanto no plano da carne, cedendo ou resistindo aos "sofrimentos" a que todos nós, de maneira voluntária, temos sido submetidos.
A educação cabe o dever de combater essas tendências más.
Na verdade, em que consiste o livre -arbítrio para o Espírito?
 Em escolher, de acordo com seu grau de perfeição, quando no estado de erraticidade, as futuras existências corporais.
Nem a reencarnação anula esta liberdade.
Se o homem sucumbe diante das provas, multas vezes dolorosas, é porque ele mesmo as escolheu.
Deve, então, apelar para Deus e os bons Espíritos, a fim de ajudá-lo a vencê-las.
Se não possuísse livre -arbítrio, ou seja, livre escolha, não teria culpa por praticar o mal, nem mérito pela prática do bem.
Desta maneira, o homem não poderá arquitetar desculpa nenhuma pela prática de seus delitos, quando encarnado, tentando fugir deles, porque foi ele mesmo quem os escolheu, através de sua liberdade de pensar e livremente agir.
A Doutrina Espírita admite, no homem, o livre -arbítrio, que o impele à prática do bem ou do mal, pela ação mesma da sua livre vontade.
Diz-nos Kardec na citada questão 872:
"Essa teoria da causa determinante dos nossos atos ressalta com evidência de todo o ensino que os Espíritos hão dado.
Não só é sublime de moralidade, mas também, acrescentaremos, eleva o homem aos seus próprios olhos.
Mostra-o livre de subtrair-se a um jugo obsessor, como livre é de fechar sua casa aos importunos.
Ele deixa de ser simples máquina, atuando por efeito de uma impulsão independente da sua vontade, para ser um ente racional, que ouve, julga e escolhe livremente de dois conselhos um.
 Aditemos que, apesar disto, o homem não se acha privado de iniciativa, não deixa de agir por impulso próprio, pois que, em definitivo, ele é apenas um Espírito encarnado que conserva, sob o envoltório corporal, as qualidades e os defeitos que tinha como Espírito."
No momento que atravessamos, quando ocorrem tantas perversidades, por conta e risco de ser o planeta Terra um mundo de expiações e provas, compete-nos, como espíritas que somos, tudo fazer para aqui não voltarmos, após a presente existência.
 Como?
 Usando para o bem o nosso livre arbítrio, o que vai depender unicamente de nós.
Vamos ler a resposta do Espírito de Verdade a Allan Kardec, quando da questão 843 de "O Livro dos Espíritos":
"Tem o homem o livre -arbítrio de seus atos?
- Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar.
Sem o livre -arbítrio, o homem seria uma máquina."
Mais  uma vez  nos é dado um esclarecimento muito positivo  sobre esta questão e  na qual deduzo que é sempre  pelo homem que   na sua plena liberdade  tem o seu livre Arbítrio, e  é neste  contexto que  se insere todos  este  debate  e partilha  entre todos..
Com um grande abraço de muita paz
Manuel Altino
 
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Felipa em 07 de Fevereiro de 2012, 16:53

Respeitar o livre-arbitrio

apontar as possíveis conseqüências,
de uma atitude a alguém,
mas se essa pessoa está decidida,
a efetivar ou não tal ato... paciência.
A teimosia é uma espécie de avesso do bom-senso,
e da humildade, e a maioria dos teimosos,
não se deixa convencer, não porque realmente,
não compreenda ou não enxergue o erro,
mas por orgulho e amor próprio,
coisas que na essência se equivalem.
Levar o cavalo até a fonte é isso.
É chamar a atenção de alguém,
para coisas que talvez ela não tenha percebido ainda,
mas que pode evitar.
No entanto, sempre existirá a possibilidade,
de ela não aceitar ponderações de qualquer tipo,
e preferir ficar com suas posições,
mesmo que evidentemente errôneas.
Nesses casos nada nos cabe fazer,
a não ser respeitar o livre-arbítrio da pessoa,
ciente de que cada um deverá colher,
exatamente aquilo que plantou.!!!
http://www.gotasdepaz.com.br
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 07 de Fevereiro de 2012, 22:59
      Kazaoka      (ref #54)

      Kazaoka escreveu: Coronel, baseado no que você escreveu o que temos preso ao nosso passado é o conhecimento, o que nos dá base para discernirmos. Agora, a escolha, a opção que fazemos por uma ou outra alternativa que nos é apresentada, esta sim, está livre ao nosso gosto e esse gosto é que está preso ao nosso passado.

      Cel: meu distinto jovem; pois é isso mesmo q estou dizendo? Q <nunca> as escolhas são <livres> e vc mesmo está, acima, dizendo a mesma coisa: o conhecimento está preso ao passado..., nosso discernimento, q está preso ao conhecimento, está, em conseqüência, preso ao passado...,  nossas escolhas “estão livres ao nosso gosto” e este nosso gosto está preso ao passado... !! Ou não o compreendi?

      Nenhuma escolha nasce de nossa cabeça, livre ou independente de qualquer outra coisa q seja! Porq, então, se dizer q a escolha é livre? 

      Palavras de mestres e sábios, e da ciência moderna: “a escolha não é nossa! Aquele q pensa q escolhe é imaturo; está, ainda, no jardim da infância (das coisas do espírito) e dificilmente chegará à graduação universitária”.

      Kazaoka: E isso em nada contradiz as palavras de Paulo, edificamos nossas obras em cima de um conhecimento e este conhecimento nos é dado através das existências e das circunstâncias que as vivemos. E estas são as verdadeiras dádivas de Deus.

      Cel: (quais são as palavras de Paulo q “isso em nada contradiz”?! Se o amigo puder ser mais claro...). E é exatamente isso q afirmo: tudo, pensamentos, desejos (“gostos”), compreensão, discernimento, sentimentos, estão presos ao passado; consequentemente, todas as escolhas q fazemos, sem exceção de nenhuma, as fazemos com base naquilo q a vida já nos ensinou, certo? Nunca, simplesmente escolhemos sem avaliar as conseqüências do q vamos realizar, os métodos a aplicar, a preparação preventiva... e tudo isso vem das inumeráveis experiências/lições da vida; assim, são as experiências da vida q nos levam a fazer isto ou aquilo... podemos, pois, dizer q a vida escolhe por nós... como pois dizer: <livre> escolha? ... só o descontrolado, desequilibrado psicologicamente, dementado e o totalmente ignorante (q deve se confundir com um desses anteriores) faz suas escolhas sem avaliar e analisar e pesar as conseqüências, riscos, vantagens e desvantagens, lucros ou perdas etc. Nenhuma escolha é livre! Não temos autonomia para escolher...

      Meu jovem, procure lembrar-se de “uma única” escolha q já fez (ou q outros fizeram) q não esteve alicerçada, presa, no passado. Você não se lembrará de nenhuma, pois nenhuma é livre! Escolhemos pelo q a vida, esta “escola do bem e do mal”, nos ensina. Assim, todas as escolhas corretas, obras voltadas para o amor, e todas as escolhas incorretas, obras voltadas para a maldade, nós as fazemos pelo q a vida nos ensinou!

      Até mais.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 08 de Fevereiro de 2012, 00:47
Coronel, aproveitando a sua analogia com a vida escolar, então vamos nos entender?

*Estamos prontos para aprender. Nossos pais escolhem nossa primeira escola...

*A vivência escolar nos faculta o aprendizado.

*Apresentamos nosso desempenho na escola de acordo com o que aprendemos.

*Em toda escola existem as diferentes séries e, em cada uma existem os mais adiantados e os mais atrasados.

*Quem, numa série, não aplica bem a base de educação que recebeu na anterior, repete de ano.

*Ao sermos avaliados, na maioria das vezes, as questões são de múltipla escolha. Aí escolhemos! Se aprendemos, escolhemos a correta, se não??? Acertaremos umas e outras no "chute" mas, com toda certeza, não alcançaremos média necessária para nossa promoção.

                                                                 Boa Prova, a nós!



Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 08 de Fevereiro de 2012, 02:02
      Anton Kiudero     (ref #70)

      Cel (msg ant): mas, e se ao homem resta a liberdade de escolher vivenciar os “atos de Deus”, buscando “paz, harmonia e amor”, ou, então escolher “reclamar ou culpar alguém por sua desdita”, a q se deve essa enorme desigualdade de comportamentos entre os homens? Eles se fazem desiguais por livre e espontânea vontade? Não eram desiguais, inicialmente, mas se tornam gigantescamente desiguais, fato q resulta em “livres-arbítrios” desiguais e <de> livres-arbítrios desiguais! O q é q desfaz a perfeita igualdade inicial e q, afinal, leva uns a procedimentos corretos e à felicidade, e outros, às terríveis e monstruosas imperfeições e, consequentemente, a sofrimentos torturantes e insuportáveis?

      Anton: Cada um escolhe as suas provas livremente e Deus as executa. E cada um, está vez envolto em um véu que lhe impede ver a si mesmo, decide passar pelas provas que escolheu com felicidade ou com sofrimento. São dois livres arbítrios completamente distintos e que não se misturam como salada.

      Cel: amigo Anton, que provas são essas q nós escolhemos e Deus executa? Qual o propósito delas? Porq teremos de passar por isso? E o q é q esse véu está escondendo? Nossa verdadeira identidade cósmica? Alguma responsabilidade ou culpa nossa q permite q a Lei nos submeta a suas terríveis e insuportáveis conseqüências? Onde é q erramos? Erramos por vontade própria? Escolhemos errar, podendo escolher acertar? Em vez de escolher praticar o bem, escolhemos cânceres, aleijões, miséria, humilhações, injustiças, deformações físicas e mentais em nós e assistir isso em nossos queridos?

      Anton: Quanto a sua insistente pergunta do porque, porque e porque somos diferentes apesar de criados iguais...

      Cel: meu amigo, a insistente pergunta, sempre a faço com a intenção de levar, alguém mais a refletir; a não ter toda a atenção voltada apenas para suas crenças, descartando as numerosas outras, mesmo sem conhece-las, fato q nada mais é do q puro e tolo preconceito. Pela reflexão, e observação imparcial, os homens poderão vir a perceber q o mundo, q suas ciências, psicologias, filosofias, religiões nunca oferecerão as soluções procuradas para o fim dos sofrimentos (e o q mais buscam os homens durante a vida toda é o fim dos sofrimentos e a chegada de uma felicidade duradoura)... e, eventualmente, poderão chegar à resposta q esclarecerá outros muitos dos porquês da vida e do mundo. Não é uma pergunta destituída de importância embora, pelo desinteresse q mostram por ela (inclusive demonstrato pelas religiões), pareça não ter importância alguma; é, no entanto, a mais importante de todas pois, de sua resposta, poderá vir a compreensão do porquê de “todas” as desigualdades, pensamentos, desejos, obras desiguais, e, conseqüentemente, destinos e sofrimentos tão desiguais q vemos no mundo.

      O amigo disse, “so há um que tenha a resposta, Deus”; então, tenho q lhe dizer, q, se sua afirmação é uma verdade, todos estão sofrendo sem saber o porq, q estamos numa vida de dores e lágrimas e nem mesmo nos interessamos em saber a razão disso tudo, porq os homens acreditam “q só Deus tem a resposta”! Pois, amigo, a resposta existe, mas está além das religiões populares ou organizadas. E muitos a encontraram e outros estão buscando e encontrando. E essa resposta pode fazer com q se conheça a Verdade q liberta e, como afirmaram outros muitos, e Jesus e Paulo, poderão dizer: “eu e o Pai somos um!”.

      Abraços.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Dothy em 08 de Fevereiro de 2012, 10:05
Bom dia querido amigo Altino e amigos do estudo mensal

Desejo um ótimo dia a todos


Respostas



O que esperar?
Da vida ou  do azar
Sorte  grande vão tirar
Aqueles que só sabem amar

O que fazer?
De todos que não sabem ver..
Beleza em cada amanhecer.
Renovação em cada florescer.

O que será?
Daqueles que só sabem reclamar.
Dores, tristezas, lamuriar.
Infelizes... Só irão chorar..

O  que mudar?
No mundo transformar..
Pessoas da natureza  cuidar..
O aquecimento global  não virá..

O que vão ter?
Aos que não sabem perdoar
Maldades saem a espalhar
Pobre deles... A tristeza virá..


O que pedir??
Deus... Envia ajuda aqui.
Tenha piedade,  enfim...
Ensina a todos a evoluir..


Escritora Dothy

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Anton Kiudero em 08 de Fevereiro de 2012, 11:02
"Tem o homem o livre -arbítrio de seus atos?
- Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar.
Sem o livre -arbítrio, o homem seria uma máquina."

Amigo Altino,

Ja lhe questionei no inicio do estudo sobre o que é a liberdade de pensar e mais especificamente, o que é pensar.

A razão desta pergunta é que o LE foi copilado de forma organizada, das questões mais básicas as questões secundarias e em uma ordem na qual as questões posteriores foram respondidas, respeitando-se as questões anteriores.

E em questões anteriores a esta que voce citou, informa o LE, que:

Os espíritos nos fazem prestar atenção a algo que determine um pensamento e ação, conforme as ordens de Deus, mas que o fazem de forma tão sutil que o homem acredita que utilizou o seu livre arbítrio. Que o trabalho dos espiritos é o de receber e fazer com que sejam cumpridas as ordens de Deus.

Assim, lendo estas questões em conjunto e não apenas pinçando uma questão do livro, vemos que Deus cria todas os acontecimentos, utilizando-se sempre da mente humana (o pensamento) e faz isto atraves de outros espiritos que cumprem as suas ordens (não ha no universo espirito algum que não lhe cumpra as ordens, senão haveria varios "deuses")

Ha uma tendencia no Movimento Espirita (conjunto de seres humanos que acreditam ter estudado a DE) em praticar um espiritismo sem espiritos, mas ha tambem uma tendencia a praticar um espiritismo sem Deus, onde o homem faz o que deseja e Deus (um carrasco) castiga e apena o infrator. E estas duas visões ferem frontalmente o informado no LE.

Estas duas vertentes que se mesclam em uma unica são consequencia da origem católica da maioria dos espiritas que não se desvencilharam de todo de suas "verdades" e que apenas tentam adapta-las ao novo conjunto de "verdades".



Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Junior Torres em 08 de Fevereiro de 2012, 13:24
Oi :),achei muito interessante esse tema.Eu sou novo na doutrina e tenho um questionamento 
sobre o tema livre-arbítrio.Bem, até agora eu vi que Deus cria os espíritos simples e ignorante nao é?Mas se todos são criados no mesmo estado de ignorância como alguns podem adquirir melhores ações e alguns evoluir mais rápidos que o outros se todos são criados em um mesmo ponto em comum? Eu pediria que os irmãos pudessem colocar uma linguagem mais simples e me indicarem livros que eu posso entender mais sobre esses pontos da doutrina espírita. :)

Agradeço a todos e um abração aí ... ;)
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 08 de Fevereiro de 2012, 18:11
Amigos   dando continuidade  ao nosso estudo em debate  e um sempre grande obrigado pelos  vossos comentários  e  questões  colocadas, entendo que  para mim o livre  arbítrio está sempre   dentro  do que entendemos  por  total de liberdade  dos nossos atos sejam eles   quais forem , e  sermos  nós  os  verdadeiros responsáveis  por qualquer  decisão tomada.........
Se o homem não fosse livre para atuar, seria apenas uma máquina cega.
Os criminosos e os viciados não seriam então responsáveis por seus atos, que poderiam atribuir aos seus             «  genes ».
Essa crença de que todos os nossos pensamentos e todos os nossos atos são inteiramente determinados pelas leis da matéria, e que a impressão que temos de ser livres é ilusória, é chamada de determinismo.
 É a negação de toda responsabilidade e de toda moralidade.
A questão do livre arbítrio é esclarecida pela doutrina dos renascimentos sucessivos e evolução do ser :
nas camadas inferiores da criação, o ser ainda se ignora.
Apenas o instinto e a necessidade o conduzem, e é apenas nos tipos mais evoluídos que aparecem, como uma alva veste pálida, os primeiros rudimentos de faculdades.
Na humanidade, a alma está enriquecida pela liberdade moral.
Seu julgamento, sua consciência se desenvolve mais e mais, à medida que percorre sua imensa carreira.
Colocada entre o bem e o mal, compara e escolhe livremente.
Esclarecida por suas decepções e seus males, é no seio das provas que sua experiência se forma, que sua força moral se tempera.
A questão do livre arbítrio pode se resumir assim :
O homem não é, de forma alguma, conduzido fatalmente ao mal.
Os atos que  perfaz não estão escritos antecipadamente.
Os crimes que comete não são, de nenhuma maneira, o cometimento de um sentença do destino.
 Ele pode, como prova e como expiação, escolher uma existência onde terá as tentações do crime, seja pelo meio onde se encontra colocado, seja pelas circunstâncias que sobrevêm, mas ele é sempre livre de agir ou de não agir.
Assim o livre arbítrio existe, no estado espiritual, na escolha da existência e das provas, e, no estado corporal, na faculdade de ceder ou de resistir aos arrastamentos aos quais voluntariamente nos submetemos.
O Espírito desembaraçado da matéria e no estado errante, faz escolha de suas existências corporais futuras segundo o grau de perfeição ao qual chegou, e é nisso, que consiste sobretudo seu livre arbítrio.
Essa liberdade não é de nenhuma forma anulada pela encarnação.
Se cede à influência da matéria, é porque sucumbe ante as provas que ele mesmo escolheu, e é para ajudar a superá-las que pode invocar a assistência de Deus e dos bons Espíritos.
Sem o livre arbítrio o homem não tem nem culpa no mal, nem mérito no bem; e isso é a tal ponto reconhecido que, no mundo, a reprovação ou o elogio são sempre proporcionais à intenção, isto é à vontade; ora, quem diz vontade diz liberdade.
O homem não poderia então procurar uma desculpa de suas faltas na sua organização, sem abdicar de sua razão e de sua condição de ser humano, e assim se assemelhar aos brutos.
Se ele assim agisse para o mal, agiria do mesmo modo para o bem; mas quando o homem faz o bem, tem um grande sentimento de estar fazendo algo meritório, e não se preocupa de gratificar seus órgãos, o que prova que, malgrado a opinião de alguns sistemáticos, ele não renuncia, instintivamente, ao mais belo privilégio de sua espécie.
  "  É  a liberdade de pensar " .
Então  pelo texto colocado  pelo menos vamos entender  que tudo passa  pela  nossa liberdade  de pensar , pois  se  somos livres  e temos o livre  arbítrio que  que fazemos somos  sempre livres.
Um grande abraço de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 09 de Fevereiro de 2012, 11:58
Amigos   foristas   bom dia  e  partilhando mais  uma vez   o tema em debate que  é sobre o livre arbítrio e a fatalidade  será talvez  mais  uma  questão para  debatermos  mais uma  questão,   que nos pode dar  melhor compreensão de tudo o que vimos  dizendo e  mais uma vez   a participação de todos é  muito importante...........
 Fatalidade
851. Haverá fatalidade nos acontecimentos da vida, conforme ao sentido que se dá a este vocábulo?
 Quer dizer: todos os acontecimentos são predeterminados?
E, neste caso, que vem a ser do livre - arbítrio?
“A fatalidade existe unicamente pela escolha que o Espírito fez, ao encarnar, desta ou daquela prova para sofrer.
Escolhendo-a, institui para si uma espécie de destino, que é a consequência  mesma da posição em que vem a achar-se colocado.
Falo das provas físicas, pois, pelo que toca às provas morais e às tentações, o Espírito, conservando o livre -arbítrio quanto ao bem e ao mal, é sempre senhor de ceder ou de resistir.
Ao vê-lo fraquejar, um bom Espírito pode vir-lhe em auxílio, mas não pode influir sobre ele de maneira a dominar-lhe a vontade.
Um Espírito mau, isto é, inferior, mostrando-lhe, exagerando aos seus olhos um perigo físico, o poderá abalar e amedrontar.
Nem por isso, entretanto, a vontade do Espírito encarnado deixa de se conservar livre de quaisquer peias.”
852. Há pessoas que parecem perseguidas por uma fatalidade, independente da maneira por que procedem. Não lhes estará no destino o infortúnio?   
“São, talvez, provas que lhe caiba sofrer e que elas escolheram. Porém, ainda aqui lançais à conta do destino o que as mais das vezes é apenas consequência de vossas próprias faltas.
Trata de ter pura a consciência em meio dos males que te afligem e já bastante consolado te sentirás.”   
As ideias exatas ou falsas que fazemos das coisas nos levam a ser bem ou mal sucedidos, de acordo com o nosso caráter e a nossa posição social.
Achamos mais simples e menos humilhante para o nosso amor-próprio atribuir antes à sorte ou ao destino os insucessos que experimentamos, do que à nossa própria falta.
 É certo que para isso contribui algumas vezes a influência dos Espíritos, mas também o é que podemos sempre forrar-nos a essa influência, repelindo as ideias que eles nos sugerem, quando más.   
853. Algumas pessoas só escapam de um perigo mortal para cair em outro.
Parece que não podem escapar da morte.
Não há nisso fatalidade?   
“Fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte o é.
Chegado esse momento, de uma forma ou doutra, a ele não podeis furtar-vos.” 
a) - Assim, qualquer que seja o perigo que nos ameace,  se a hora da morte ainda não chegou, não morreremos?   
“Não; não perecerás e tens disso milhares de exemplos.
Quando, porém, soe a hora da tua partida, nada poderá impedir que partas.
Deus sabe de antemão de que género será a morte do homem e muitas vezes seu Espírito também o sabe, por lhe ter sido isso revelado, quando escolheu tal ou qual existência.”   
854. Do fato de ser infalível a hora da morte, poder-se-á deduzir que sejam inúteis as precauções para evitá-la?   
“Não, visto que as precauções que tomais vos são sugeridas com o fito de evitardes a morte que vos ameaça.
São um dos meios empregados para que ela não se dê.”   
Assim o exercício da liberdade humana não pode obstar, em caso algum, a execução do plano divino, sem o que a ordem das coisas seria continuamente perturbada: acima de nossas vistas limitadas e variáveis, permanece e continua a ordem imutável do universo.
Somos quase sempre maus juízes daquilo que é nosso verdadeiro bem; se a ordem natural das coisas devesse dobrar-se aos nossos desejos, que espantosas perturbações não resultariam disto?   
A primeira coisa que o homem faria, se possuísse liberdade absoluta, seria afastar de si todas as causas de sofrimento, e assegurar para si uma vida plena de felicidade: ora, se existem males que a inteligência humana tem o dever e os meios de conjurar e destruir, como os que provêm do ambiente terrestre, outros existem que são inerentes à nossa natureza, como os vícios, que somente a dor e a repressão podem domar.   
Neste caso a dor torna-se uma escola, ou antes, um remédio indispensável, pelo qual as provas são apenas uma repartição igual  da infalível justiça: é por ignorar os fins desejados por Deus, que nos tornamos rebeldes à ordem do mundo e às suas leis, e se elas são suscetíveis de nossas críticas, é apenas porque ignoramos o seu oculto poder.   
O destino é consequência de nossos atos e de nossas livres resoluções: no suceder-se das existências, na vida espiritual, mais esclarecidos sobre nossas imperfeições e preocupações com os meios de eliminá-las, aceitamos a vida material sob a forma e nas condições que nos parecem adequadas a atingir esta finalidade.
Os fenómenos do hipnotismo e da sugestão mental explicam-nos o que acontece em tais casos, sob a influência de nossos protetores espirituais; no estado de sonambulismo, a alma empenha-se a realizar uma certa ação em certo momento, por sugestão do magnetizador, e, despertada, sem recordar aparentemente a promessa, executa com exatidão o ato imposto.
Assim o homem não conserva lembrança das resoluções que tomou antes de renascer, mas, chegada a hora, afronta os acontecimentos previstos, e participa deles na medida necessária ao seu progresso, ou ao cumprimento da lei inexorável.   
Conforme acima explicado, a fatalidade só deve ser entendida pelas nossas escolhas, das provas que nos constituem uma espécie de destino que é a consequência da posição em que nos achamos colocados diante dos desafios que teremos a enfrentar para nosso equilíbrio, perante as Leis que regem os destinos dos homens.   
Isso, em relação às provas físicas, pois, pelo que toca às provas morais e às tentações, o Espírito, conservando o livre -arbítrio quanto ao bem e ao mal, é sempre senhor de ceder ou de resistir, ficando responsável pelos seus atos positivos ou negativos.
Faculdades morais e intelectuais do homem .
Cabe ao Espírito a escolha do corpo em que encarne, ou somente a do género de vida que lhe sirva de prova?   
“Pode também escolher o corpo, porquanto as imperfeições que este apresente ainda serão, para o Espírito, provas que lhe auxiliarão o progresso, se vencer os obstáculos que lhe oponha. Nem sempre, porém, lhe é permitida a escolha do seu invólucro corpóreo; mas, simplesmente, a faculdade de pedir que seja tal ou qual.”   
361. Qual a origem das qualidades morais, boas ou más, do homem? 
“São as do Espírito nele encarnado.
Quanto mais puro é esse Espírito, tanto mais propenso ao bem é o homem.”   
a)---- - Seguir-se-á daí que o homem de bem é a encarnação de um bom Espírito e o homem vicioso a de um Espírito mau?   
“Sim, mas, diz antes que o homem vicioso é a encarnação de um Espírito imperfeito, pois, do contrário, poderias fazer crer na existência de Espíritos sempre maus, a que chamais demónios.”   
370. Da influência dos órgãos se pode inferir a existência de uma relação entre o desenvolvimento dos do cérebro e o das faculdades morais e intelectuais?   
“Não confundais o efeito com a causa. O Espírito dispõe sempre das faculdades que lhe são próprias.
Ora, não são os órgãos que dão as faculdades, e sim estas que impulsionam o desenvolvimento dos órgãos.”   
a) - Dever-se-á deduzir daí que a diversidade das aptidões entre os homens deriva unicamente do estado do Espírito? 
“O termo - unicamente - não exprime com toda a exatidão o que ocorre.
O princípio dessa diversidade reside nas qualidades do Espírito, que pode ser mais ou menos adiantado.   
Cumpre, porém, se leve em conta a influência da matéria, que mais ou menos lhe cerceia o exercício de suas faculdades.”   
Encarnado, traz o Espírito certas predisposições e, se se admitir que a cada uma corresponda no cérebro um órgão, o desenvolvimento desses órgãos será efeito e não causa.   
Se nos órgãos estivesse o princípio das faculdades, o homem seria máquina sem livre arbítrio e sem a responsabilidade de seus atos.
Forçoso então fora admitir-se que os maiores génios, os sábios, os poetas, os artistas, só o são porque o acaso lhes deu órgãos especiais, donde se seguiria que, sem esses órgãos, não teriam sido génios e que, assim, o maior dos imbecis houvera podido ser um Newton, um Vergílio, ou um Rafael, desde que de certos órgãos se achassem providos.
Ainda mais absurda se mostra semelhante hipótese, se a aplicarmos às qualidades morais.
 Efectivamente, segundo esse sistema, um Vicente de Paulo, se a Natureza o dotara de tal ou tal órgão, teria podido ser um celerado e o maior dos celerados não precisaria senão de um certo órgão para ser um Vicente de Paulo.
Admita-se, ao contrário, que os órgãos especiais, dado existam são consequentes, que se desenvolvem por efeito do exercício da faculdade, como os músculos por efeito do movimento, e a nenhuma conclusão irracional se chegará.
Sirvamo-nos de uma comparação trivial à força de ser verdadeira. Por alguns sinais fisionómicos se reconhece que um homem tem o vício da embriaguez.
Serão esses sinais que fazem dele um ébrio, ou será a ebriedade que nele imprime aqueles sinais?
Pode dizer-se que os órgãos recebem o cunho das faculdades.   
459. Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?   
“Muito mais do que imaginais.
Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.”
Livro dos  Espíritos F.E.B., 46ª edição - Da Lei de Liberdade, Parte 3ª capítulo X
Um grande abraço de muita paz
Manuel Altino 
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 09 de Fevereiro de 2012, 16:36
Amigos podemos então  ao  comentar esta questão  do Livro dos Espíritos que nos  dá mais um   esclarecimento sobre  o  Livre Arbítrio e   fazendo compreender  o quanto é importante  para todos e nos  dá  a plena liberdade.............
 872. A questão do livre -arbítrio se pode resumir assim.
O homem não é fatalmente levado ao mal; os atos que pratica não foram previamente determinados; os crimes que comete não resultam de uma sentença do destino.
Ele pode, por prova e por expiação, escolher uma existência em que seja arrastado ao crime, quer pelo meio onde se ache colocado, quer pelas circunstâncias que sobrevenham, mas será sempre livre de agir ou não agir. Assim, o livre -arbítrio existe para ele, quando no estado de Espírito, ao fazer a escolha da existência e das provas e, como encarnado, na faculdade de ceder ou de resistir aos arrastamentos a que todos nos temos voluntariamente submetido.
Cabe à educação combater essas más tendências.
Fá-lo-á utilmente, quando se basear no estudo aprofundado da natureza moral do homem.
Pelo conhecimento das leis que regem essa natureza moral, chegar-se-á a modificá-la, como se modifica a inteligência pela instrução e o temperamento pela higiene.   
Desprendido da matéria e no estado de erraticidade, o Espírito procede à escolha de suas futuras existências corporais, de acordo com o grau de perfeição a que haja chegado e é nisso, como temos dito, que consiste sobretudo o seu livre -arbítrio.
Esta liberdade, a encarnação não a anula.
Se ele cede à influência da matéria, é que sucumbe nas provas que por si mesmo escolheu.
Para ter quem o ajude a vencê-las, concedido lhe é invocar a assistência de Deus e dos bons Espíritos.   
Sem o livre -arbítrio, o homem não teria nem culpa por praticar o mal, nem mérito em praticar o bem.
E isto a tal ponto está reconhecido que, no mundo, a censura ou o elogio são feitos à intenção, isto é, à vontade.
Ora, quem diz vontade diz liberdade.
Nenhuma desculpa poderá, portanto, o homem buscar, para os seus delitos, na sua organização física, sem abdicar da razão e da sua condição de ser humano, para se equiparar ao bruto.
Se fora assim quanto ao mal, assim não poderia deixar de ser relativamente ao bem.
Mas, quando o homem pratica o bem, tem grande cuidado de averbar o fato à sua conta, como mérito, e não cogita de por ele gratificar os seus órgãos, o que prova que, por instinto, não renuncia, mau grado à opinião de alguns sistemáticos, ao mais belo privilégio de sua espécie.
A liberdade de pensar..........
É mais   uma nota  para  compreendermos que  tudo  está  na nossa liberdade de pensar  e agir
Um grande abraço  de muita paz
Manuel Altino   
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 09 de Fevereiro de 2012, 19:03
      Kazaoka     (ref #71)

      O jovem Kazaoka escrveu: Em qualquer parte do planeta Terra, se você jogar uma pedra para cima, fatalmente ela subirá até certa altura e cairá. Isso é Lei Natural e Divina da força de gravidade para nós terráqueos! Quando julgamos estarmos aptos e espertos o suficiente, nos expomos a colocar pedra sobre pedra, formando edificações que julgamos seguras pelo conhecimento que adquirimos da Lei de Gravidade e fazemos de tais edificações nosso teto de proteção no planeta. Isso é o Livre Arbítrio!

      Cel: meu amigo, livre-arbítrio é liberdade de vontade, de decisão, de escolher o q seja mais conveniente, o melhor, entre mais de uma opção... etc, mesmo com prejuízos a terceiros, certo? E está sempre preso total/ as experiência q a vida já proporcionou; a escolha não brota de nossa cabeça espontaneamente, sem nos valermos das experiências anteriores... aí mesmo no seu exemplo porq vc escolhe por pedra sobre pedra? Simplesmente escolhe sem razão alguma? Vc sabe q não! Porq vc sabe q com pedra sobre pedra se faz uma edificação? Porq vc sabe q colocadas a prumo e de modo conveniente, a lei de gravidade não deixa q tudo rua? Tudo, todos os conhecimentos, vêm do passado, não exata/ de sua cabeça... Se lhe for possível, aponte uma só escolha q tenha feito  em sua vida, ou q outros tenham feito na deles, q não esteve “totalmente” presa ao passado! Vc nunca tem a liberdade de escolher livremente! Vc escolhe de acordo com o q já aprendeu. Vc pode dizer: mas eu poderia escolher não colocar pedra sobre pedra, não construir a edificação etc, certo? E lhe pergunto: e porq vc escolheria não fazer nada do que, antes, planejou? Estalou os dedos, fez um cara-ou-coroa e escolheu abandonar o projeto anterior? Ou, o q já existe em vc, resultante de outras lições q a vida já lhe deu, é q lhe fazem modificar a escolha primitiva, lhe fazendo ver q não devia ser feita?
 
      Kazaoka: O risco existe? Existe! É do nosso conhecimento esse risco? É!

     Cel: não é simples risco, suspeita, mas certeza de q, (e segundo a doutrina, todos o conhecemos) seremos submetidos às terríveis conseqüências da lei divina se, mesmo reconhecendo q o q vamos fazer é um erro, assim mesmo, decidimos, com nosso insignificante poder, enfrentar a Lei daquele q é Todo o Poder.

      Kazaoka: Então, por que arriscamos? Por que consideramos ter o domínio da ciência da engenharia e sabemos como lidar e se beneficiar dessa ciência manipulando as pedras. Tudo é desse planeta, só a inteligência é do Espírito.

      Cel: levando a questão da  escolha, não para uma simples edificação, mas para optar entre ações do bem e do mal, nosso raciocínio tem de aprofundar muito mais. O risco da edificação é de perdas, de ruína; o risco (não risco, mas certeza) relativo às ações maldosas é q a Lei nos trará sofrimentos terríveis e insuportáveis, encarnações multiplicadas e doloridas q poderão se estender por milhões de anos.

      Afinal, meu jovem amigo, antes de vc usar seu livre-arbítrio para fazer uma escolha entre obras q possam beneficiar ou trazer danos ao próximo, primeiramente vc reflete, raciocina, pesa as terríveis conseqüências q se abaterão sobre vc, se escolher fazer a ação danosa, e q virão da tb terrível lei divina de causa e efeito, q vc chorará, sofrerá dores torturantes e insuportáveis, será infeliz e, depois, assim mesmo, vc decide usar seu livre-arbítrio e escolher enfrentar a Lei e ser totalmente infeliz?! É isso q vc faz?   

      Abraços.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 09 de Fevereiro de 2012, 23:20
Coronel,

Por que as aves fazem seus ninhos da mesma forma desde de quando há registros sobre seus hábitos? Por que os homens evoluiram tanto em relação aos demais seres da criação? Isso ocorreu porque, aos outros, Deus os provê apenas com os instintos!
Tanto as aves como os demais animais inferiores, preservaram ao longo de toda sua história seus hábitos elementares subordinados ao determinismo de seus instintos de sobrevivência.

Com o humano é diferente, a consciência de si mesmo lhe dá meios de acumular aprendizado e dar destinação prática ao que aprendeu. O homem contemporâneo é infinitamente diferente do homem primitivo e esta diferença está em função de toda evolução conseguida através do acúmulo de conhecimentos.

Todo nosso aprendizado pode ser usado para obras edificantes como pode, este mesmo conhecimento, ser aplicado em projetos de destruição. E essa possibilidade de escolha é outra atribuição que veio junto com a consciência de si mesmo e com a capacidade de desenvolver sistemas e defender interesses. É a isso que damos o nome de Livre Arbítrio e, é isso que diferencia os humanos de seus colaboradores e, até, entre nós mesmos.

A eternidade da Alma é tempo infinitamente maior do que o lapso de uma existência. Portanto, o que diz respeito ao que observamos nessa fração de nossas vidas é muito pouco para querer explicar tudo o que já fomos e que fizemos e, muito menor ainda, para querer dar destinação final ao que é infinito.

Agradeça a Deus por estar aqui e pelo que já aprendeu, procure aceitar o passado imutável e busque concentrar esforços pelo trabalho em favor do futuro moldável que Deus nos oferece.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Felipa em 10 de Fevereiro de 2012, 10:20

Livre-Arbítrio e Providência

Autor: Léon Denis

Um dos problemas que mais preocuparam os filósofos e os teólogos é o do livre arbítrio: conciliar a vontade e a liberdade do homem com o fatalismo das leis naturais e com a vontade divina, parecia tanto mais difícil quanto um cego acaso parecia pesar, aos olhos de muitos, sobre o destino humano. O ensinamento dos espíritos esclareceu o problema: a fatalidade aparente que semeia de males o caminho da vida, não é mais que a conseqüência lógica do nosso passado, um efeito que se refere a uma causa, é o cumprimento do destino por nós mesmos aceito antes de renascer, e que nossos guias espirituais nos sugerem para nosso bem e nossa elevação.



Nas camadas inferiores da criação, o ser não tem ainda consciência; apenas a fatalidade do instinto o impele, e não é senão nos tipos superiores da animalidade que surgem, timidamente, os primeiros sintomas das faculdades humanas. A alma, jungida ao ciclo humano, desperta para a liberdade moral, o juízo e a consciência desenvolvem-se cada vez mais no curso de sua imensa parábola: colocada entre o bem e o mal, ela faz o confronto e escolhe livremente, tornada sábia pelas quedas e pela dor; e na prova, sua experiência forma-se e sua força mental se afirma.



A alma humana, livre e consciente, não pode mais recair na vida inferior: suas encarnações sucedem-se na dos mundos, até que, ao fim de seu longo trabalho, tenha conquistado a sabedoria, a ciência e o amor, cuja posse a emancipará para sempre das encarnações e da morte, abrindo-lhe a porta da vida celeste.



A alma alcança seus destinos, prepara suas alegrias ou dores, exercendo sua liberdade, porém, no curso de sua jornada, na prova amarga e na ardente luta das paixões, a ajuda superior não lhe será negada e, se ela mesma não a afasta, por parecer indigna dela, quando a vontade se afirma para retomar o caminho do bem, o bom caminho, a providência intervém e propicia-lhe ajuda e apoio, Providência é o espírito superior, o anjo que vigia na desventura, o Consolador invisível cujas inspirações aquecem o coração enregelado pelo desespero, cujos fluidos vivificadores fortalecem o peregrino cansado; providência é o farol aceso na noite para salvação daqueles que erram no oceano proceloso da existência; providência é, ainda e sobretudo, o amor divino que se derrama sobre suas criaturas. E quanta solicitude, quanta previdência neste amor. Não suspendeu os mundos no espaço, acendeu os sois, formou os continentes, os mares, para servir de teatro à alma, de campo aos seus progressos? Esta grande obra de criação cumpre-se somente para a alma, para ela combinam-se as forças naturais, os mundos deixam as nebulosas.



A alma é nascida para o bem, mas para que ela possa apreciá-lo na justa medida, para que possa conhecer-lhe todo o valor, deve conquistá-lo desenvolvendo livremente as próprias potencialidades: a liberdade de ação e a responsabilidade aumentam com sua elevação, pois quanto mais ela se ilumina mais pode e deve conformar a sua obra pessoal às leis que regem o universo.



A liberdade do ser é exercida, pois, em um círculo limitado, parte pelas exigências da lei natural que não sobre violações ou desordens neste mundo, parte pelo passado do próprio ser, cujas conseqüências se refletem sobre ele através dos tempos, até a completa reparação.



Assim o exercício da liberdade humana não pode obstar, em caso algum, a execução do plano divino, sem o que a ordem das coisas seria continuamente perturbada: acima de nossas vistas limitadas e variáveis, permanece e continua a ordem imutável do universo. Somos quase sempre maus juizes daquilo que é nosso verdadeiro bem; se a ordem natural das coisas devesse dobrar-se aos nossos desejos, que espantosas perturbações não resultariam disto?



A primeira coisa que o homem faria, se possuísse liberdade absoluta, seria afastar de si todas as causas de sofrimento, e assegurar para si uma vida plena de felicidade: ora, se existem males que a inteligência humana tem o dever e os meios de conjurar e destruir, como os que provêm do ambiente terrestre, outros existem que são inerentes à nossa natureza, como os vícios, que somente a dor e a repressão podem domar.



Neste caso a dor torna-se uma escola, ou antes, um remédio indispensável, pelo qual as provas são apenas uma repartição equânime da infalível justiça: é por ignorar os fins desejados por Deus, que nos tornamos rebeldes à ordem do mundo e às suas leis, e se elas são suscetíveis de nossas críticas, é apenas porque ignoramos o seu oculto poder.



O destino é conseqüência de nossos atos e de nossas livres resoluções: no suceder-se das existências, na vida espiritual, mais esclarecidos sobre nossas imperfeições e preocupações com os meios de eliminá-las, aceitamos a vida material sob a forma e nas condições que nos parecem adequadas a atingir esta finalidade. Os fenômenos do hipnotismo e da sugestão mental explicam-nos o que acontece em tais casos, sob a influência de nossos protetores espirituais; no estado de sonambulismo, a alma empenha-se a realizar uma certa ação em certo momento, por sugestão do magnetizador, e, despertada, sem recordar aparentemente a promessa, executa com exatidão o ato imposto. Assim o homem não conserva lembrança das resoluções que tomou antes de renascer, mas, chegada a hora, afronta os acontecimentos previstos, e participa deles na medida necessária ao seu progresso, ou ao cumprimento da lei inexorável.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Felipa em 10 de Fevereiro de 2012, 10:22

Livre arbitrio e responsabilidade

“Livre-arbítrio” é a capacidade individual de autodeterminação, isto é, de decidir por si próprio. Já a “responsabilidade” é a obrigação de responder pelos próprios atos. Esses conceitos nos chamam a atenção, já que podemos reconhecer o cristão pelas suas obras, assim como identificamos uma árvore pelas qualidade dos frutos que dá, tendo em vista que, como nos ensinou o apóstolo Paulo: “tudo nos é lícito, mas nem todas as coisas nos convém”. Com tal assertiva, o maior divulgador do Evangelho pretendia nos mostrar a importância da liberdade de escolha, pois se alguém almeja a felicidade, deve promovê-la em sua intimidade.
Cada criatura passa pelo instinto e depois pela fase da sensação para, posteriormente, alcançar a etapa do desenvolvimento do sentimento. Porém, desde o princípio de sua eterna evolução o ser humano goza de livre-arbítrio, conquanto nem sempre tenha consciência de tal faculdade. Assim, conforme vai exercitando-se pelas provas que a vida lhe oferece, adquire, pouco a pouco, a aptidão de eleger entre os vários caminhos a percorrer, o que é fundamental para que cada pessoa saia do estado de infância espiritual.
Pela legislação civil humana, ninguém se escusa de cumprir a lei, adindo desconhecê-la, porque o direito pressupõe que todos conhecem a lei, o que, como sabemos, nem sempre é verdade. Contudo, com relação à lei de Deus isso não ocorre, haja vista que as mesmas estão grafadas na consciência de cada um. A lei dos homens assevera, ainda, que são absolutamente incapazes de, pessoalmente, exercerem os atos da vida civil as pessoas que, por serem portadoras de enfermidade ou deficiência mental, não puderem discernir, bem como os infantes. Um similar apontamento é feito na resposta à questão nº 847 de “O Livro dos Espíritos”, na qual encontra-se consignado o seguinte: “Já não é senhor do seu pensamento aquele cuja inteligência se ache turbada por uma causa qualquer e, desde então, já não tem liberdade”.
As pessoas que se excedem na busca do dinheiro, com o mau uso da inteligência e astúcia, em detrimento do direito do próximo, por essa infeliz opção, estarão programando difíceis reencarnações, nas quais certamente virão com lesões cerebrais, como conseqüência de seus próprios atos menos nobres que danificam energeticamente o corpo espiritual. Podem vir reencarnados nas vestes de mendigos para aprender a dar o verdadeiro valor ao ganho material, tanto quando ao bem-estar alheio. Também os homicidas e os suicidas acarretam graves distúrbios dessa ordem, em virtude da lesão perispiritual que será sanada, tão somente, pela reencarnação provacional e reparadora. Portanto, não é por acaso que as pessoas portadoras de tais deficiências passam por tais situações, merecendo compreensão e amor.
Por uma questão de lógica, tratando-se de livre-arbítrio, não serve de escusa aos atos reprováveis a deficiência das faculdades intelectuais causadas pela embriaguez, porque é o ébrio quem voluntariamente se priva da razão, visando satisfazer suas grosseiras paixões (questão nº 848, L.E.).
Vale salientar que se engana quem pensa que seu anjo da guarda irá lhe privar das dores do caminho. A atribuição do benfeitor espiritual é guiar, porém o dever a ser realizado compete ao encarnado. O anjo guardião não tem a missão de diminuir as dores, mas a de ajudar seu tutelado a bem superá-las, posto que se assim não procedesse não estaria contribuindo com o processo de auto-educação deste, cuja situação difícil a ser experimentada lhe é, em verdade, bem-vinda e necessária. Logo, nossos guias espirituais estão o tempo todo a inspirar bons pensamentos, ofertando a melhor opção do bem, da saúde e da paz, cabendo a cada indivíduo, por meio do livre-arbítrio, eleger o seu futuro com a ação do presente. Por isso, é importante percebermos todo o investimento divino que é feito em nossas vidas, para que possamos saber escolher.
Àqueles que muito receberam, muito será cobrado. Segundo o notável médium e orador espírita, Divaldo Pereira Franco, os espíritas têm uma responsabilidade especial neste atual momento histórico: a de vivenciar o que o Espiritismo ensina, ou seja, ser a “Carta Viva do Evangelho”, para que todos saibam o que está escrito na Boa Nova. Deste modo, cabe ao espírita eleger o bem e a saúde, pelo simples fato de ser cristão, pois o Espiritismo é uma metodologia de educação que nada proíbe, eis que cada um tem liberdade de ação, mas recomenda a opção pelo Bem. Ademais, todos sabemos que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória, necessária e inevitável, porque Deus é Pai e é Justo.
Finalmente, é imperioso notar que todo sofrimento pessoal tem uma causa personalíssima, mas sempre é tempo de recomeçar.

Nestor Fernandes Fidelis
Fonte: http://www.olhardireto.com.br/artigoseopinioes/artigo.asp?cod=1140
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 10 de Fevereiro de 2012, 12:17
Um Bom dia  a todos  e  um grande obrigado pelas  vossas  contribuições para  que este debate  se torne  sempre  agradável  e  que  todos possamos  beneficiar .
Muito obrigado Maria 47 por nos trazer   importantes  colocações .
Kazaoka amigo  muito bem as suas colocações  que  nos ajudam e  podem como sempre   todos  sermos beneficiados  neste  tema  do livre arbítrio,  e não  sentirmos que tudo o que nos acontece podemos  ver  sempre uma fatalidade e passo  a  explicar  um pouco.............
A fatalidade, como vulgarmente é entendida, supõe a decisão prévia e irrevogável de todos os sucessos da vida, qualquer que seja a importância deles.
Se tal fosse a ordem das coisas, o homem seria qual máquina sem vontade.
De que lhe serviria a inteligência, desde que houvesse de estar invariavelmente dominado, em todos os seus atos, pela força do destino?
Semelhante doutrina, se verdadeira, conteria a destruição de toda liberdade moral.
Já não haveria para o homem responsabilidade, nem, por conseguinte, bem, nem mal, crimes ou virtudes.
Não seria possível que Deus, soberanamente justo, castigasse suas criaturas por faltas cujo cometimento não dependera delas, nem que as recompensasse por virtudes de que nenhum mérito teriam.
Demais, tal lei seria a negação da do progresso, porquanto o homem, tudo esperando da sorte, nada tentaria para melhorar a sua posição, visto que não conseguiria ser mais nem menos.   
Contudo, a fatalidade não é uma palavra vã.
Existe na posição que o homem ocupa na Terra e nas funções que aí desempenha, em consequência do género de vida que seu Espírito escolheu como prova, expiação ou missão.
Ele sofre fatalmente todas as vicissitudes dessa existência e todas as tendências boas ou más, que lhe são inerentes.
Aí, porém, acaba a fatalidade, pois da sua vontade depende ceder ou não a essas tendências.
Os pormenores dos acontecimentos, esses ficam subordinados às circunstâncias que ele próprio cria pelos seus atos, sendo que nessas circunstâncias podem os Espíritos influir pelos pensamentos que sugiram.   
Há fatalidade, portanto, nos acontecimentos que se apresentam, por serem estes consequência da escolha que o Espírito fez da sua existência de homem.
Pode deixar de haver fatalidade no resultado de tais acontecimentos, visto ser possível ao homem, pela sua prudência, modificar-lhes o curso.
Nunca há fatalidade nos atos da vida moral.
No que concerne à morte é que o homem se acha submetido, em absoluto, à inexorável lei da fatalidade, por isso que não pode escapar à sentença que lhe marca o termo da existência, nem ao género de morte que haja de cortar a esta o fio.
E ter dado mais  um contributo para  este  tema , esperando  que  possamos  comentar .
Um grande abraço de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: filhodobino em 10 de Fevereiro de 2012, 13:18
Amados,
O bom senso nos faz raciocinar que em termos de livre arbítrio sendo estudado, há quem ache que se calar é melhor que sugerir...
Pensemos em livre arbitrio...
Saúde e Paz!
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Antonio Renato em 10 de Fevereiro de 2012, 13:38
Caros irmãos e irmães.Há muitos porque,quanto ao nosso livre arbitrio,somos verdadeiramente livres ou estamos presos à encarnações passadas?Todos nós estamos sempre sujeitos a von-
-de de Deus e as suas leis,mesmo tendo a liberdade de escolha,estaremos sempre presos à consciência de escolhermos o certo,mas o que é o certo ou o errado?É não agir contra as leis de Deus ou atender a necessidade de circunstância?Isto gera muitas dúvidas e conflitos,
 sitemos por exemplo:Um médico obstetra no exercicio da profissão,em que num parto de gran-
-de risco tanto para a mãe como para o filho,em que ele tenha que dicidir a quem salvar,ou a
um ou a outro,já houve casos dessa natureza.Em que pesa a sua decisão,se ele segue a uma
ética profissional,e ao mesmo tempo o dever de consciência,pois está sujeito ao julgamento de Deus.
Fiquem na paz.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 10 de Fevereiro de 2012, 14:29
      Amigos,
      Vamos raciocinar e refletir.

      Mizica      (ref #42)
 
      Mizica: Se não tivesse o homem o livre arbítrio não teria culpa no mal que praticasse e da mesma forma não teria mérito no bem que por ventura promovesse.

      Cel: amiga, vc já fez uma profunda análise do q é o livre-arbítrio? Livre-arbítrio significa “escolha livre”, certo? E nossas escolhas são realmente livres, não estão presas a nada, de nada dependem? Nossas escolhas, as fazemos num cara-ou-coroa, num estalar de dedos, desvinculada de qualquer outra coisa? A amiga consegue se lembrar de “uma única” escolha q lhe tenha sido totalmente livre, não alicerçada em nada, q já realizou (ou q alguém realizou) na vida? Se se lembrar, cite-a por favor!

      Mizica: O que seria do homem sem o livre arbítrio? Pareceria um fantoche, não teria a responsabilidade sobre seus atos. Seria o caos, então?  Responda aqui quem quiser...

      Cel: querida amiga Mizica, nossos olhos, pés, pernas, mãos são nossos fantoches...? Ou são instrumentos nossos auxiliares para a sobrevivência, ou prolongamentos, ou complementações nossas destinadas a facilitarem nossa vida? Como nossas mãos, pés, olhos etc não são fantoches nossos, porq nós seremos fantoches de Deus? Reveja o “experimento da fenda dupla” e procure refletir. A própria ciência mais avançada do mundo afirma, hoje, q, nossos olhos e ouvidos são os olhos e ouvidos de Deus; q nossos olhos são os olhos através dos quais Deus vê o universo!

      Mizica: Segundo a DE o homem, ou a humanidade, não precisa se entregar ao chamado irresistível do mal sem chance de mudar isso em seu intimo: ele sempre pode NÃO dar ouvidos à  essa voz oculta que lhe espicaça a alma.

      Cel: é isso q vemos no mundo, amiga? É isso q tem acontecido com vc? Sempre q aquela vozinha maldosa lhe sussurra, vc “sempre” pode resistir a ela (como vc colocou acima)? Sempre resistiu? Observe, amiga, as prisões super-lotadas, assassinatos, latrocínios, estupros, exploração do homem pelo homem, a corrupção desenfreada, a maldade sem fim e sem piedade... Porq todos esses dão atenção a essa voz oculta q lhes espicaça, se podem “sempre” resistir a ela?! Porq esses não resistem?
      Afinal, todos nós resistimos a ela, ou nem todos? E se, um q seja, pode resistir, porq nem todos resistem? Perceba, minha amiga, q não podemos ficar na superfície de qualquer questão q desejamos, “verdadeiramente”, compreender! Devemos não nos satisfazer com a primeira explicação q nos dão, mas ir até o fundo da questões, procurar-lhes a mais remota causa! Pois, se a causa de nossos erros ou maldades, está no livre-arbítrio, porq nossos livres-arbítrios são tão desiguais, levando uns à felicidade e outros a monstruosas imperfeições e, em conseqüência, a terríveis sofrimentos originados da divina, mas tb terrível, lei de causa e efeito?

      Mizica: Jesus que nos ensina com doçura em sua universal oração: “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.” 

      Cel: belas palavras; mas a amiga já constatou q exercem mesmo seu efeito em nós? O Mestre as pronunciou há dois mil anos, e o mundo continua sendo o q é, e até pior! Vamos supor q significam ensinamentos (e não apenas pedidos ao Pai): “fuja das tentações! Livre-se de praticar o mal!”, certo? Mas, quem é q ensina <como fazer isso>? Somente ensinam <o que fazer> mas, o <como> fazer, ninguém sabe, pois ninguém, nem as religiões, ensinam! E sem saber o <como> fazer, não faremos nada!
      Jesus, Paulo e muitos mais ensinaram e outros continuam ensinando o <como fazer> mas, como, em geral, só temos os olhos voltados para nossas crenças e, pelo fato de nossas crenças terem interpretado, equivocadamente, as palavras desses Maiores, não sabemos o <como fazer>.

      Mizica: Também penso que Deus, em sua infinita sabedoria, por sinal inquestionável, não nos daria o livre arbítrio se o achasse desnecessário. Ponto.

      Cel: a amiga repete o q as religiões e tradições dizem: “infinita sabedoria inquestionável”; no entanto, pela visão (“pela visão”) das religiões, a Infinita e Inquestionável Sabedoria só “soube” elaborar um plano de ensino para ensinar a evoluir, cujo método mais usado e mais eficiente são dores e sofrimentos sem fim, torturantes e insuportáveis q, pela DE, podem trazer multiplicadas encarnações doloridas, a se estenderem por milhões de anos!! Será isso uma verdade, ou fruto de interpretações equivocadas? E mais, amiga Mizica, a infinita sabedoria só criou seres q, para evoluir, têm de <obrigatoriamente> passar por dores, lágrimas, tragédias e desgraças?! A infinita Sabedoria, ao criar, não sabe q suas criaturas – criaturas q procedem de Deus, do qual nada pode proceder q seja mau ou injusto (!) -, serão más e injustas e se transformarão (as criaturas divinas, filhas do Pai perfeito), em seres dotados das mais monstruosas imperfeições?
      Será q devemos crer q a sabedoria infinita cria seres e é surpreendido por suas misérias...? A infinita sabedoria, é óbvio, sabe q está idealizando, desenhando, produzindo, criando seres q se tornarão terrivelmente maus, desarmonizadores da própria criação para a qual, segundo a doutrina, foram criadas para q se tornem auxiliares em sua harmonia. Sabe q esses seres q Ele criou para O auxiliarem na obra da criação é q se tornarão em desarmonizadores e destruidores da obra da criação.
      E se o Onisciente sabe q João é José se tornarão em cruéis criaturas, cheias de ódio e defeitos morais q, tb com absoluta certeza, por isso, serão submetidas às terríveis conseqüências da lei de causa e efeito, o q é q explica e justifica a criação dessa lei?! Porq Deus “pune” aqueles q sempre soube que fariam coisas erradas, q criou destinadas, exatamente, à prática de coisas erradas?!!

      É preciso refletir e refletir bastante,
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 10 de Fevereiro de 2012, 15:17
      Amigos do fórum,
      Mais uma vez lhes digo: vejam como é necessário refletir, raciocinar; não aceitar, passivamente, tudo q nos vem às mãos, porq temos confiança em suas fontes!

      Marleners    (ref#57)

      A nova amiga escreveu: ... DEUS é tão perfeito... nos deixou a liberdade de escolha, para que pudessemos analisar nossos erros e acertos e assim crescermos por nossos méritos... Seria injusto e menor, se ainda tão pecadores...

      Cel: amiga, qual é a causa de sermos “tão pecadores”? Veja: ao sermos criados já éramos pecadores? É evidente q dirá q não! Então, como é q nos enchemos de tantos pecados? Nós mesmos inoculamos em nós o desejo de pecar? E, se somos nós q colocamos em nós o desejo de pecar, porq será q outros não fazem a mesma coisa?
 
      Marle: ELE colocou em nossas mãos, um mundo perfeito com: água, ar, luz, e vida em abundância.

      Cel: qual será a explicação q se pode dar para este fato: todas às vezes q nos referimos a Deus, só nos recordamos das coisas “boas para nós” q Ele nos proporciona?! Só olhamos para um dos lados da moeda, esquecendo, completamente, q ela tem duas faces! Só vemos a face limpa, polida, q nos traz alegria, q é agradável e q nos favorece! Estamos com receio de abrir os olhos para a verdade q salta a nossa frente?! Que o mundo e a vida nos mostram a cada instante? Queremos nos enganar, viver de ilusões, ou temos medo de falar daquilo q, pensamos, não devemos falar?  Nesse texto trazido por Marle está: mundo perfeito, água, ar, luz, vida em abundância. E, a outra face da moeda? Os tsunamis, terremotos, tempestades e inundações, erupções vulcânicas, q destoem a natureza e tudo q o homem construiu pelo trabalho de séculos! As epidemias q arrasam com populações inteiras! Os cânceres, demência, cegueira, deformações físicas e mentais; o ver sua pequena filhinha, a alegria do lar, a razão de sua vida, ser cruelmente violentada e assassinada na sua frente; ver seus os filhos terem os pés arrancados a machadadas; viver debaixo daquela ponte, ou dos lixões das cidades; o arrastar-se pelo chão, cheio de dores, de frio e de fome, e vazio de quaisquer esperanças, sem que ninguém lhes estenda as mãos; ver seus queridos serem injustiçados e humilhados e torturados, cheios de doenças repugnantes e doloridas; os presídios e hospitais lotados, as guerras q trazem sofrimentos para tantos inocentes e mais uma lista sem fim de misérias, l´grimas e dores...??!!

      Vamos refletir, amigos!
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: filhodobino em 10 de Fevereiro de 2012, 15:36
Amados irmãos, companheiros estudantes do tema Livre arbítrio...

Peço vênia, e licença, que em não sendo concedida, por quaisque razões que julgarem os srs. moderadores, não precisam dar-me nenhuma explicação, basta deletar, que compreenderei.
Posto porque penso... e ninguem pode assever que o que pensa é o que é correto, mas em pensando, julgo que o assunto é pertinente ao tema, o qual me tem sido motivo de intensos estudos visando minha própria evolução, e desta forma aqui expondo às críticas, terei chances de aprender pelo pensamento de outrem...

L U C A S – 16; 18. – Evangelho Segundo o Espiritismo – Pág.*329.
18  Todo aquele que repudia sua mulher e casa com outra, comete adultério; e quem casa com a que foi repudiada pelo marido, também comete adultério.

– Evangelho Segundo o Espiritismo – Pág.*329.
- Divórcio.
Indissolubilidade do casamento
1. Também os fariseus vieram ter com ele para o tentarem e lhe disseram:
Será permitido a um homem despedir sua mulher, por qualquer motivo?
Ele respondeu:
Não lestes que aquele que criou o homem desde o princípio os criou macho e fêmea e disse:
- Por esta razão, o homem deixará seu pai e sua mãe e se ligará à sua mulher e não farão os dois senão uma só carne?
- Assim, já não serão duas, mas uma só carne.
Não separe, pois, o homem o que Deus juntou.
Mas, por que então, retrucaram eles, ordenava Moisés que o marido desse à sua mulher um escrito de separação e a despedisse?
- Jesus respondeu:
Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés permitiu despedísseis vossas mulheres; mas, no começo, não foi assim.
- Por isso eu vos declaro que aquele que despede sua mulher, a não ser em caso de adultério, e desposa outra, comete adultério; e que aquele que desposa a mulher que outro despediu também comete adultério.
(S. MATEUS, cap.XIX, vv. 3 a 9.)

2. Imutável só há o que vem de Deus. Tudo o que é obra dos homens está sujeito a mudança.
As leis da Natureza são as mesmas em todos os tempos e em todos os países.
As leis humanas mudam segundo os tempos, os lugares e o progresso da inteligência. No casamento, o que é de ordem divina é a união dos sexos, para que se opere a substituição dos seres que morrem;
Mas, as condições que regulam essa união são de tal modo humanas, que não há, no mundo inteiro, nem mesmo na cristandade, dois países onde elas sejam absolutamente idênticas, e nenhum onde não hajam, com o tempo, sofrido mudanças. Daí resulta que, em face da lei civil, o que é legítimo num país e em dada época, é adultério noutro país e noutra época, isso pela razão de que a lei civil tem por fim regular os interesses das famílias, interesses que variam segundo os costumes e as necessidades locais.
Assim é, por exemplo, que, em certos países, o casamento religioso é o único legítimo;
Noutros é necessário, além desse, o casamento civil; noutros, finalmente, este último casamento basta.
Evangelho Segundo o Espiritismo, supra citado.

Filhodobino reflete:
Filhodobino rejeita com veemência, discutir esse assunto, sob a égide da fé... fá-lo-á, unicamente filosofando, posto que se cito passagem bíblica, e passagem da palavra do Espírito da Verdade é pelo fato de que sigo uma seqüência pré estabelecida, em formato, mas não me valho dos valores da fé para alicerçar quaisquer dos meus comentários... Aquele que quiser invocar a sua fé e comentar, falo-á isoladamente, pois de antemão, assevero que não responderei comentários baseados em fé.

O estudo dessa assertiva foca pela própria essência do que contém a excelência do comportamento humano, nas suas variáveis:
As causas do comportamento...
O mundo dentro da pele...
O comportamento inato...
O diferencial entre receber e perceber...
O comportamento verbal...
O pensamento, com e sem reflexão...

As causas do comportamento humano, no assunto em pauta, ainda estão eivadas de reflexos inatos apreendidos pelo psiquismo nas eras incognoscíveis da formatação do psiquismo, então, se não houvesse nenhum outro argumento, bastar-nos-ia este para classificarmos esse assunto como essencialmente humano, e, portanto, assistido pelo livre arbítrio, que por quaisquer outros códigos e até mesmos os dos usos e costumes sociais, posto que se trate de vivências individuais e individuadoras.
Quem pensa criacionista, não pode entender desse assunto, como o entende um pensador evolucionista, outra razão pela qual, apenas pela filosofia pode o mesmo ser discutido.

Somente o que sentimos por debaixo da pele, há de nos orientar o psiquismo seguindo a idéia do pressuposto supra referido, portanto, também como tantos outros temas este é mais um dos que só e tão somente pela evolução da educação, discernimento, controle dos sentimentos e paixões, serão aperfeiçoados, daí a razão da expressão Crística, “Por causa da dureza de vossos corações”.

No que tange ao comportamento inato, basta-nos observar a natureza, que a fauna nos ensina e muito, acerca dessas diferenças, onde encontramos de tudo desde poli e monogamia, até exotismos...

O diferencial entre o receber e o perceber, nos conduz a refletir, nos que já individuados levam em consideração não exatamente o próprio interesse e vaidade, e abnega de forma tal, que o que pela abnegação deveria ser corriqueiro, torna-se elemento cultuado como virtude...
Por outro lado o ainda individualista reúne argumentos aos milhares, que se refutarmos um por cento dos mesmos, seremos etiquetados como moralistas, moralizadores, etc. e tal.

No que tange ao comportamento verbal, a gravidade é tamanha,até mesmo pelos melindres, dentro desse tema que muitas vezes simples palavras mal entendidas, conduzem filhos de Deus à selvageria, ou a condutas indignas que nem valem a pena ficarmos replicando-as.

Pensar é ato inato (será que isto é gramaticalmente correto? - se não for penso que o restante do que pretendo expressar, tornará mais fácil o entendimento)... Voltando então ao fato de que pensar é ato inato no indivíduo, doado a todos os humanos, pensar, falar e escrever unicamente o que nossos neurônios nos brindam, pelos estudos da mediunidade e da intuição, já podemos concordar que ninguém pensa sozinho, logo, sempre nessa linha de raciocínio, como raciocinando no que outros pensam, falam e escrevem, nos conduz irremediavelmente que o mais importante é a reflexão e não o pensamento...
Todavia, os súditos do reino dos gigantes, acham (esse tal de acham) que só o que pensam e entendem é que é o correto, é portanto abuso contra lei natural, coibir, cercear seja de que modo for o livre direito de um filho de Deus refletir, coadunando ou não com o pensamento de outrem, desde que não encontrem nenhuma outra razão na ordem das regras pré-definidas...

Saúde e Paz!
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 10 de Fevereiro de 2012, 18:48
Amigos  estamos  a debater  um tema  que nos é muito importante que todos  temos de  compreender  que  o livre arbítrio é  sempre uma ação de cada um de nós, sempre  dentro do que podemos ou fazer na vida,  e  por muitas vezes  pensarmos que  tudo na vida  tem o seu sentido, temos  de  compreender  e por  consequência   entendermos  que  tem  sempre  por  fonte primária a imperfeição do nosso próprio espírito, que ainda não conquistou a superioridade Moral,  mas que um dia  alcançará mas que  nem sempre  carece  do livre  arbítrio.
A vida corpórea lhe é dada para se livrar de suas imperfeições, mediante as provas por que passa, imperfeições que, precisamente, o tornam mais fraco e mais acessível às sugestões de outros Espíritos imperfeitos, que delas se aproveitam para tentar fazê-lo sucumbir na luta em que se empenhou.
Se dessa luta sai vencedor ele se eleva.
Se fracassa, permanece o que era, nem pior, nem melhor.
Será uma prova que lhe cumpre recomeçar, podendo suceder que longo tempo gaste nessa alternativa.   
Quanto mais se depura, tanto mais diminuem os seus pontos fracos e tanto menos acesso oferece aos que procurem atraí-lo para o mal.
Na razão de sua elevação, cresce-lhe a força moral, fazendo que dele se afastem os maus Espíritos.
 Todos os Espíritos, mais ou menos bons, quando encarnados, constituem a espécie humana e, como o nosso mundo é um dos menos adiantados, nele se conta maior número de Espíritos maus do que de bons.
Tal a razão por que aí vemos perversidade.
Façamos, pois, todos os esforços para a este planeta não voltarmos, após a presente estadia, e para merecermos ir repousar em mundo melhor, em um desses mundos privilegiados, onde não nos lembraremos da nossa passagem por aqui, senão como de um exílio temporário.   
Conclusão:
A Doutrina Espírita esclarece-nos que o homem exerce o livre -arbítrio em todas as ocorrências de sua vida na sua total plenitude, e que, quando se decide por praticar o mal ele cede a uma sugestão maléfica, que em nada lhe diminui a responsabilidade por sua ação equivocada, pois pode muito bem usufruir a bênção da inteligência e o poder da vontade para resistir a tal sugestão, o que deve ser uma luta diária e incessante contra a sua própria natureza inferior.
Então podemos  compreender  mais uma vez  que tudo está  nas  nossas atitudes  de vida.
Para isso temos  sempre a plena  liberdade.
Um grande abraço a todos  com muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 11 de Fevereiro de 2012, 00:57
      Amigos do fórum.
      Peço-lhes q reflitam comigo.

      MAltino     (ref #55)

      Altino escreveu: Amigo Coronel pelo que nos está a querer  transmitir a nossa escolha é sempre livre...

      Cel: meu amigo Manuel, não é bem isso; minha intenção (sempre alerto os amigos qto a isso) é fazer q se reflita a respeito de qualquer questão q desejam “com seriedade” compreender (sobretudo qto a estas relacionadas às coisas do espírito, Deus, livre-arbítrio, méritos, deméritos, responsabilidades ou culpas, lei de causa e efeito, evolução etc) e não ficar apenas na superfície da questão, como, vc sabe, infelizmente, muitos fazem. Ex: à uma pergunta sobre porq aquele homem maldoso agrediu um companheiro, a questão pode ser: “e porq ele fez isso?!” e responderão: “porq ele é maldoso!”, certo? Mas essa resposta nada esclareceu, pois não foi até as causas mais profundas da questão; exemplo: “mas, porq ele é mau? O q foi q aconteceu q fez q ele se tornasse mau? Já era, desde sempre, mau? Se ele é mau, porq nem todos são maus?” etc etc. Se queremos “mesmo”, com toda vontade, compreender “profundamente” um problema, uma questão, o porq uns tem tais e tais defeitos morais, e outros não etc, temos de ir até o fundo da questão, as suas raízes, concorda?   
      Temos de ir até as causas mais profundas, mais longínquas, às causas q deram nascimento àquilo q queremos compreender; assim, qto ao tema do tópico q o amigo abriu, procuro q se reflita, se questione, se o livre-arbítrio, a liberdade de fazer nossas escolhas, é uma realidade, ou se as escolhas nunca são livres, pois todas elas estão presas às experiências/lições q a vida nos proporciona todos os instantes, desde q nos despertou a consciência.
      Assim, qdo aquele homem, embriagado, matou alguém, de nada adianta explicar q o matou porq estava embriagado; isso é, apenas, a superfície do problema, e a lei de causa e efeito, se existe justiça em quem a criou, não entrará em ação. Temos q compreender mais: “porq ele estava embriagado? O q, em sua vida, o levou a isso? Desesperanças, loucura, impaciência, ciúme, inveja, etc?”. E, se foi uma dessas coisas, devemos continuar a investigar: “e porq ele está desesperançado? Ou praticando loucuras? Porq tem inveja?” etc etc. Concorda?
      E afinal, só assim, vamos compreender e, se nos couber a função de julgar, podemos condena-lo ou absolve-lo, com certeza de q estamos fazendo a coisa certa! E, meu amigo, sério, circunspeto, estudioso, ponderado, interessado no estudo da doutrina (é como o vejo na foto), com certeza absoluta, embora o amigo não admita agora, <nunca> haverá nenhum resquício de culpa ou responsabilidade em ninguém!
 
      Altino: mas  há uma grande diferença entre o que cada um nós  pode  escolher ao nível da coisas  desta vida  e  que  tantas tentações nos trazem  e  por vezes não sabemos escolher ...

      Cel: amigo, essa questão de q, em certas situações não podemos fazer aquilo que “já” escolhemos, coisas acertadas/boas ou erradas/más, ou q não sabemos escolher, nada tem a ver com o livre-arbítrio em si mesmo. O livre-arbítrio se resume na decisão de “escolher” fazer isto ou aquilo, e nada tem a ver com as ações destinadas a realizar efetivamente a escolha feita. A vida em coletividade, as leis, e tantas circunstancias mais, estão sempre dificultando ou mesmo impedindo q realizemos as coisas q escolhemos fazer, sejam coisas q resultem em benefícios ou em malefícios para terceiros. Feita a escolha, realizou-se o livre-arbítrio; a possibilidade de executar ou não a ação escolhida, nada tem q ver com o livre-arbítrio; tudo q se refere ao livre-arbítrio, é “moral”; qto à sua execução, manifestada por ações exteriores é, puramente, material.
 
      Altino: Mas o livre  arbítrio que  nos reportamos é  apenas  e  simplesmente   a tudo o que possamos  fazer  e  dentro de  uma  lei  que é sempre  de efeito e causa

      Cel: meu amigo, liberdade de escolha, livre-arbítrio, nenhuma relação tem com o que, afinal, as circunstancias do meio etc, nos permitem fazer. Livre-arbítrio é decisão relativa à psique, mente, à moral; não à exteriorização dessa moral.

      Altino: ...  nesse sentido é que  temos sempre o livre arbítrio para decidirmos dentro da  nossa liberdade e que depois, aquilo que julgamos ser uma punição, é apenas o tomarmos a consciência  do erros que  cometemos, e não  no sentido de julgamento para isso é que  sempre  somos  os  causadores  dos nossos próprios  sofrimentos..........é  sempre  Causa e  efeito.

      Cel: amigo, então qdo nos encontramos (e os nossos queridos) sofrendo cânceres, demência, cegueira, deformações físicas e mentais; o ver a pequena filhinha, sua alegria e razão de viver, ser cruelmente estuprada e assassinada na sua frente; ver os filhos terem os pés decepados a machadadas e outros sofrimentos terríveis, torturantes e insuportáveis, isso se deve ao fato de  “tomarmos consciência dos erros q cometemos”?! E, pelo fato de tomarmos consciencia dos erros, nós mesmos escolhemos sofrer  essa coisas horríveis?! É isso mesmo, meu amigo?
      E qual será a razão q sempre impede q se fale em punição e castigos, se a codificação repete tantas vezes essas palavras e afirma coisas muito mais sérias?! Afinal, amigo, existe mesmo uma lei de causa e efeito; uma lei cujas conseqüências resultam em terríveis sofrimentos? E, se existe, quem foi q a criou?

      Altino: Quanto ao  que diz o nosso amigo Kazaoka  é  muito bom  sentirmos  que  tudo  e  sempre tudo  está  no nosso passado e  que  muitas vezes  tornamos o nosso futuro comprometido pelos erros  cometidos e  que  o fazemos  sempre pelo nosso livre arbítrio, eu o compreendo muito  bem e se  sabemos  que Deus  é Amor, então  somos  nós  os grandes causadores  de tudo o que sempre nos acontece de bom ou menos bom.

      Cel: amigo de “além-mar”, aí está exatamente algo q devemos investigar, buscar suas causas primeiras, se realmente queremos compreender. Observe: “porq nós comprometemos nosso próprio futuro com erros cometidos no passado? Já viemos com desejos de errar desde a criação? Se não foi isso, o q foi q nos trouxe desejos de errar? Nós, q não os tínhamos antes, refletimos, pesamos as conseqüências terríveis q nos virão, se escolhermos a coisa errada, da tb terrível lei divina de causa efeito, e, depois,  decidimos escolher enfrentar a Lei de Deus, inoculando, em nos mesmos, os desejos de errar?
 
      Altino: ... Ao actuarmos de acordo com a lei do Criador, entramos em Seu campo vibratório, e passamos a desfrutar da nossa herança, que é a vida em toda sua plenitude.

      Cel: meu novo amigo, para finalizar lhe faço apenas mais uma pergunta: porq “uns atuam de acordo com a lei de Deus e, assim, entram, em Seu campo vibratório”, e outros não agem assim e, consequentemente, não recebem o benefício do campo vibratório divino?  Será verdade q não agem assim, simplesmente porq não querem? Não querem as vibrações divinas?! Vc, podendo escolher estar no campo das vibrações divinas e, consequentemente, ser feliz, porq escolheria estar fora dele e, consequentemente, ser infeliz?

      Um abraço.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 11 de Fevereiro de 2012, 10:43
Trecho do post do Coronel ao Altino

     
      Cel: meu novo amigo, para finalizar lhe faço apenas mais uma pergunta: porq “uns atuam de acordo com a lei de Deus e, assim, entram, em Seu campo vibratório”, e outros não agem assim e, consequentemente, não recebem o benefício do campo vibratório divino?  Será verdade q não agem assim, simplesmente porq não querem? Não querem as vibrações divinas?! Vc, podendo escolher estar no campo das vibrações divinas e, consequentemente, ser feliz, porq escolheria estar fora dele e, consequentemente, ser infeliz?

      Um abraço.


Todos os seus questionamentos têm as respectivas respostas concentradas no dogma Espírita; "A Reencarnação" e, por conseguinte, as diferenças de estágio evolutivo de cada um.

Agora eu que te pergunto. "Como você explicaria todas estas diferenças sem considerar o que o Espiritismo nos apresenta como resposta?"
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 11 de Fevereiro de 2012, 11:22
Frases de Chico Xavier:

"Uma das coisas que sempre aprendi com os Benfeitores Espirituais é não tolher o livre arbítrio de ninguém;    os que viveram na minha companhia sempre tiveram a liberdade para fazer o que quiseram...” Chico Xavier


“Sem a idéia da reencarnação, sinceramente, com todo respeito às demais religiões, eu não vejo uma explicação sensata, inclusive,    para a existência de Deus.” Chico Xavier
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 11 de Fevereiro de 2012, 12:10
Bom dia  amigos  foristas  e   estudiosos   deste  Fórum como  estamos a  ver  este tema  é   muito importante para todos  e  é  com muito agrado que tenho lido os vossos  comentários  e me tem ajudado muito,  e  um obrigado  a todos  pela vossa participação............
Pois a questão livre -arbítrio confunde bastante aqueles que a conhecem apenas superficialmente, literariamente, sem analisar-lhe a profundidade científico  - filosófica.
Há, ainda, aqueles que confundem livre - arbítrio com direito, quando são duas coisas diferentes.
No livre - arbítrio temos uma ação voluntaria da escolha entre alternativas diferentes em que o ator é responsável pelas consequências do seu ato.
Na ciência do direito a responsabilidade do ato praticado decorre da lei humana.
A Doutrina Espírita exerce, portanto, considerável papel em sua função de Consolador prometido pelo Cristo de Deus.
O de alertar as almas que atingiram determinado degrau da escala evolutiva, em que a  sua  alegada  ignorância já não atenua determinados erros cometidos em função do livre - arbítrio.
No que diz respeito aos habitantes de um mundo em vias de mudança para estágio de regeneração, vimos   a função da consciência como faculdade de alertar no processo de opções das alternativas para a ação.
A Doutrina está no mundo para todos.
Ela não pertence aos espiritas.
Enviou-a Jesus à Humanidade.
Os espiritas são apenas os  instrumentos do seu  exemplo  e divulgação sem qualquer outro “privilégio” além da consciência do livre - arbítrio.
Então  temos  ser  ser honestos  no que vamos dizendo  sobre  este  tema  e  apenas  considerarmos que  cabe  sempre  acada um de nós fazer  sempre  o melhor para noss  elevação Moral.
Com um grande abraço de muita paz
Manuel Altino

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Feni em 11 de Fevereiro de 2012, 13:12
Sou grata à Deus por fazer parte da escala evolutiva e ter a liberdade de construí-la passo a passo, se fortificando e se disciplinando em cada uma das vivências reencarnatórias. Sou muito feliz pela minha reencarnação e pelas escolhas que fiz. Sou uma pessoa muito metódica espiritualmente, onde o  meu livre arbítreo vai até onde começa o direito do outro. Bjus
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 11 de Fevereiro de 2012, 14:20
      Filhodobino    (ref #79)

      Olá, meu querido amigo e meu xará.
      Vc colocou: Livre arbítrio, é o contrário de libertinagem... Pensemos nisso! Em nome da raça humana no planeta Terra...

      Cel: o amigo pede para q pensemos nisso! E, talvez, eu não esteja mais sabendo pensar. Pois, lhe pergunto, xará, livre-arbítrio é o “contrário” da libertinagem?! Ou livre-arbítrio engloba a escolha livre entre a libertinagem e a não-libertinagem? Segundo a doutrina, aqueles q optam pela libertinagem, se serviram exatamente do livre-arbítrio para optarem por ela! Concorda? Afinal, o livre-arbítrio não significa a liberdade de escolher entre o bem e o mal?

      Forte abraço e bom fim de semana, aí em Contagem.


Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 11 de Fevereiro de 2012, 14:39
      Amigos do fórum, vamos refletir novamente?

      Dothy     (ref #59)

      Dothy escreveu: Livre-arbítrio quer dizer livre escolha, livre opção.

      Cel: amiga, o q significa, para vc, “livre escolha, livre opção”.  Isso significa q podemos escolher, entre várias opções, e q nossa escolha, “por ser livre”, de nada mais depende, está livre de qualquer outra coisa, consideração, ensinamento etc? Não nos baseamos em nada mais para escolher? Escolhemos como num “cara-ou-coroa” ou num estalar de dedos? Ou será q nossa escolha, q dizemos ser <livre>, está completamente <presa> a algo mais?.......

      Dothy: Quando alguém o ofende, você pode escolher por revidar, calar-se ou oferecer o tratamento oposto. A decisão sempre é sua.

      Cel: minha amiga, essas palavras, como as de centenas e centenas de textos, mensagens, poemas são sempre inspiradoras, esperançosas, bonitas, bons conselhos, nada mais. Diga-me vc mesma, o q é q, nesse caso, vc escolherá? Oferecer a outra face? É extremamente fácil falar: “não revide! Fique calado! Perdoe aquele q lhe ofendeu!”. Sempre e sempre nos estão ensinando exatamente e somente isso: <o que devemos fazer> mas, <<nunca>>, ninguém, nem qualquer religião, ensina o q é importante ensinar: o <como fazer>! Dizem: seja bom, caridoso, humilde; abandone os vícios, os desejos baixos, a inveja, o ciúme, o desejo de se vingar, perdoe a todos..., isso tudo é tão fácil de dizer e “todos” estão repetindo isso todos os dias! Mas, bastará usar o livre-arbítrio e escolher ser caridoso, humilde, honesto, sem vícios? É assim q funciona? Basta afirmar para si mesmo ou para Deus: a partir de amanhã vou ser paciente, não vou mais explorar ninguém, não vou mais ter desejos sexuais irrefletidos, vou abandonar o crime, as drogas etc? 

      Dothy: ... todas as ações terão uma reação correspondente, como conseqüência. E essa ação é de nossa total responsabilidade.

      Cel: como perguntei acima, nossas ações/obras são totalmente livres? Podemos escolher a solução mais conveniente, mesmo q prejudique a terceiros e fazer isso sem motivo algum? Ou nossas escolhas estão completamente <presas> ao passado, aos ensinamentos q a escola do “bem e do mal” q é vida, já nos ensinou com todas as numerosas experiências/lições de todos os momentos? Se a amiga, ou alguém mais, se lembrar de qualquer uma escolha, de uma <única> escolha q fez livremente, independente do q a vida lhe ensinou, apenas por sua vontade e decisão livre, por favor, conte para nós.

      Veja, amiga, até para vc decidir entre dois doces você analisa, pesa as conseqüências e faz sua escolha; e esta está totalmente <presa> ao q já aprendeu no passado.

      Absolutamente, nenhuma escolha, sem exceção, é livre, pois está totalmente <presa> ao aprendizado anterior.

      E qto à “nossa total responsabilidade”, q vc disse, se a escolha é totalmente dependente do passado, e toda nossa vontade também o é, como poderemos escolher praticar uma ação ou obra q seja má e cuja responsabilidade seja nossa? Fazemos o bem ou o mal porq a vida, com todas influências, causadas por todas as experiências/lições q nos proporciona, nos leva a fazer o bem ou o mal!

     Observe: vc é boa ou má, ou “meio-a-meio”? Se vc é má ou “mais-ou-menos”, porq não se torna boa por inteiro? Se vc ainda sente q em seu coração, em certas circunstancias, não existe amor, porq vc não o enche de amor? Será verdade q quem é bom, é bom simplesmente porq quer ser bom? Q o mau é mau simplesmente porq quer ser mau? Se vc, pelo livre-arbítrio, pode escolher fazer o bem e, em conseqüência, ser feliz, porq escolhe fazer o mal e, em conseqüência, ser infeliz? Quem é q podendo escolher ser feliz, escolhe ser infeliz? Assim, pergunto: o q significa precisamente o livre-arbítrio??

      Dothy: Tudo na vida está sujeito à lei de causa e efeito. E os resultados lhe pertencem.

      Cel: a amiga qdo diz “lei de causa e efeito” está se referindo às terríveis e cruéis conseqüências daquela lei q pode causar, ao recalcitrante, multiplicadas e dolorosas encarnações q podem se estender por milhões de anos? Aos sofrimentos torturantes e insuportáveis q estão na vida dos homens? Está se referindo aos cânceres, deformações físicas ou mentais, demência, cegueira, miséria; crianças chorando e se transformando em um amontoado de ossos, porq a fome as está fazendo sofrer e morrer; o arrastar-se pelo chão, cheio de dores e frio, sem mais esperanças, sem q ninguém lhe estenda as mãos; ver a querida e pequena filhinha, sua alegria e razão de viver, ser cruelmente estuprada e assassinada na sua frente; ver seus filhos terem os pés decepados à machadadas; seus filhos serem injustiçados, humilhados e explorados etc etc?

      Será essa uma lei promulgada pelo Ser q é infinito amor e justiça? Será q Deus, na sua infinita sabedoria (onisciência) e misericórdia, só “soube” elaborar, para esta escola de espíritos, um plano de ensino, para ensinar a evoluir, cujo método mais usado e mais eficiente sejam sofrimentos torturantes e insuportáveis? Será q criaturas procedentes de Deus, do qual nada pode proceder q seja mau ou injusto (!), q as criaturas procedentes da suprema inteligência, só entendem a linguajem dos sofrimentos, dores e lágrimas?!

      Dothy: Jesus ensinou que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.

      Cel: há muita coisa a dizer sobre essas palavras do Mestre, mas vamos apenas a estas: Jesus, várias vezes afirmou “tudo vem do Alto!”. Até mesmo sua disposição de seguir os ensinamentos de Jesus, de optar por uma religião ou crença, não vem de seu raciocínio, de sua vontade, de sua escolha. E, o apóstolo dos gentios, tb, afirmou: “É o Sr q opera em nós o pensar, o desejar, o fazer!”, com isso, mostrando, claramente, que mesmo nossas ações ou obras não são verdadeiramente nossas.

      Até mais. Bom fim de semana.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Felipa em 11 de Fevereiro de 2012, 18:04

DETERMINISMO  E LIVRE ARBÍTRIO

Uma das maiores dificuldades da filosofia foi encontrar a solução conciliatória entre essas duas doutrinas diametralmente opostas, cada qual com sua legião de adeptos e defensores ferrenhos.
Os primeiros afirmam que tudo já está predeterminado e não existe liberdade de escolha, visto que até mesmo as escolhas já estão determinadas pelo destino. Os segundos dizem que não existe determinação e que temos total liberdade de escolha, sendo o destino moldado a cada instante a partir de nossas escolhas.
Ambas as doutrinas têm seu fundo de verdade, e nenhuma delas contém a verdade absoluta.
Juntamente com a questão do Ser e do Vir a Ser, a dialética do determinismo versus livre arbítrio é provavelmente a mais complexa questão da filosofia.
A filosofia racional jamais solucionará esse problema. Trata-se de uma questão metafísica, situando-se, portanto, na esfera da intuição.
A intuição de praticamente todos os sábios e pensadores da humanidade afirma que determinismo e livre arbítrio coexistem.
Essa intuição traz para o campo da reflexão filosófica um novo tipo de problema: como dois princípios opostos podem coexistir, se a existência de um exclui a existência do outro?
As grandes verdades do universo são sempre expressas através de um paradoxo, portanto não nos deveríamos surpreender de encontrar um paradoxo nessa questão.
Ninguém jamais solucionou esse problema de forma cabal e, por isso, também não temos a pretensão de fazê-lo.
O que pode ser feito é um exercício de reflexão que procure “cercar” o problema por todos os ângulos possíveis, deixando a solução para nosso nível intuitivo.
Como o momento presente entendido como o Agora Eterno contém de forma compactada todo o passado e todo o futuro, torna-se compreensível que nossa vida seja uma repetição de nossa trilha percorrida no passado.
Então, pode-se dizer que “tudo está determinado”, porque a trilha de nosso passado se desdobrará novamente como a seqüência de nossa vida. Porém, a cada instante, podemos introduzir uma nova ação nessa trilha, o que modificará aquele instante, introduzindo nele um novo elemento e, de certa forma, modificando toda a trilha.
Se o instante não for mudado, se passarmos por ele de forma sonolenta ou agindo por condicionamento, ele não se modificará, mantendo-se o mesmo padrão de repetição daquele instante para o futuro. Se o instante for modificado por uma nova ação, será definitivamente alterado, passando a ser um novo padrão, que aparecerá no futuro conforme a nova ação introduzida.
Agora é que vem a revelação mais surpreendente: cada momento contém todos os outros momentos, de uma forma compactada, embora cada instante tenha suas características próprias.
Assim sendo, a modificação de um único instante da trilha predispõe à modificação de todos os outros.
Nesse sentido, o determinismo e o livre arbítrio coexistem, uma vez que todos temos de seguir a trilha que construímos no passado com nossas ações. Ao mesmo tempo, podemos mudar a trilha, com novas ações, sem esquecer do fato de que as novas ações, embora de fato modifiquem a trilha, já não são novas ações no momento seguinte ao que são tomadas.
Elas se incorporam ao padrão modificado, passando a fazer parte dele.
Para que se possa adotar uma nova ação, é necessário que a mente esteja limpa e fresca, totalmente atenta aos movimentos do presente. Basta uma pequena distração e o passado vem com toda a carga dos automatismos e condicionamentos, bloqueando o aparecimento do novo. A tendência normal é o passado se repetir e o determinismo prevalecer.
Se não houver uma mente atenta totalmente focalizada no presente, torna-se impossível o aparecimento do novo.
E para se ter uma mente sempre atenta e consciente é necessária uma certa maturidade espiritual e um estado de paz interior, visto que a mente imatura e agitada é presa fácil para os padrões já fixados no passado.
Por essa razão, diz-se na astrologia que o sábio guia suas estrelas, enquanto o tolo é guiado por elas.
Isso significa que quanto mais sábio for um ser humano, maior a cota de livre arbítrio que terá em sua vida. Quanto mais primitivo for um ser humano, mais sua vida será guiada pelo determinismo.
O mapa natal astrológico nada mais é do que o retrato da trilha percorrida por determinado ser no passado, estando essa trilha remontada para ser seguida no presente.
Os registros assinalados no mapa natal são indicadores poderosos de fatos e tendências na vida de um indivíduo. Esses fatos, porém, podem, em sua maior parte, ser modificados por um movimento da consciência ou força de vontade.
Ninguém sabe previamente o que pode e o que não pode ser mudado. Daí vem a belíssima e significativa prece atribuída a São Francisco de Assis:
 
 
“Senhor, dai-me força para mudar o que pode ser mudado...
Resignação para aceitar o que não pode ser mudado...
E sabedoria para distinguir uma coisa da outra”.
http://www.sociedadeteosofica.org.br/bhagavad/site/livro/cap12.htm
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 12 de Fevereiro de 2012, 01:33
      Amigos do fórum,

      A amiga Hebe (#64) trouxe o texto: “O Livre Arbítrio e Presciência Divina” q passo a comentar, e peço aos amigos q reflitam comigo.
      Percebam, amigos, q se temos, <<verdadeiramente>>, a vontade de encontrar solução ou compreender perfeitamente um problema, uma questão, sanar uma dúvida, devemos, sobretudo com relação a estas espirituais, <<obrigatoriamente>>, procurar suas causas mais profundas, aquilo q fez nascer ou deu origem ao problema em questão. Caso contrário, ficaremos lendo conselhos de o q fazer, discutindo coisas superficiais e nunca encontraremos as respostas procuradas. Muitas vezes, até acreditamos q as achamos, mas isso será apenas ilusão! E, outra coisa q espero q os amigos percebam: todas, ou quase todas, as questões q apresento, se referem ao porq das desigualdades entre seres de início iguais, q ninguém, nem religião alguma, consegue explicar!

      Cel: ... algumas questões, suscitadas pelo texto:
      Se há uma grande lei, a lei do progresso, que domina todo o Universo, porq nem todas as criaturas de Deus a obedecem? Qual será a razão dessa discordância entre a vontade dos homens e vontade do Todo Poderoso?

      E porq dizer-se q a criatura, q procede de Deus, do qual nada pode proceder q seja mau, injusto ou destituído de inteligência (!), “é essencialmente imperfeita”?! Veio da criação já imperfeita? Observe: pela doutrina, a única imperfeição q, de início, possuímos, vem de nossa própria natureza de recém-criados; é a ignorância q, afinal, é a mãe de <todas> as demais imperfeições, sem exceção de nenhuma. Se essa é a única, onde é q nos enchemos de tantas outras imperfeições, sendo muitas monstruosas? Na erraticidade? Ou na vida corpórea? E porq viemos à vida corpórea, senão para nos purificarmos e aprendermos a nos livrarmos das imperfeições? (e não tínhamos nenhuma!). Será q devemos crer q, na própria escola para onde vimos, obrigatoriamente, para aprender a nos livrar das imperfeições, é q aprendemos a nos prender às imperfeições?
      É evidente q, para q a terrível lei divina de causa e efeito atue sobre nós, temos de ser culpados ou responsáveis pelos erros q praticamos, mas isso somente pode acontecer após despertada nossa consciência para q possamos diferenciar o bem e o mal. E, qdo já diferenciamos o bem do mal, porq erramos tanto a ponto de merecermos ser submetidos a “penalidades” tão severas?!

      Texto: E em virtude dessa lei que o homem, criatura essencialmente imperfeita, deve, como tudo o que existe, percorrer todas as fases que o separam da perfeição.

      Cel: e qual é a razão pela qual essas fases devem ser percorridas à força de sofrimentos? Essa é a única linguagem q entendemos para q avancemos na direção do bem?

      Texto: Sem dúvida, Deus sabe quanto tempo cada um porá para chegar ao objetivo...

      Cel: dessa afirmação, é evidente, se pode entender q os tempos são diferentes entre uns e outros, para chegar ao objetivo. Mas, porq são diferentes?! Qual é a causa dessa desigualdade?

      Texto: ... mas como todo progresso deve resultar de um esforço feito para cumpri-lo, não haveria nenhum mérito se o homem não tivesse a liberdade de tomar tal ou tal caminho.

      Cel: outra questão: porq os esforços são desiguais?

      Texto: Como cada um ignora um número de existências consagradas por ele para o seu adiantamento moral, ninguém pode nada prejulgar sobre essa grande questão, e é aí sobretudo que brilha de maneira admirável a infinita bondade de nosso Pai celeste que, ao lado do livre arbítrio que nos deixou, no entanto, semeou nosso caminho de mourões indicadores que lhe aclaram os desvios.

      Cel: quais são esses mourões indicadores q aclaram os desvios, q o Pai colocou para nós?

      Texto: E, pois, por um resto de predomínio da matéria que muitos homens se obstinam em permanecerem surdos às advertências que lhes chegam de todos os lados, e preferem estragar, nos prazeres enganadores e efêmeros, uma vida que lhes fora concedida para o adiantamento de seu espírito.

      Cel: ninguém explica porq muitos em “permanecerem surdos às advertências”, eqto outros as escutam! O surdo, por livre vontade, escolheu se tornar surdo a essas advertências?!.

      Texto: Não se poderia, pois, sem blasfemar, afirmar que Deus haja querido a infelicidade de suas criaturas, uma vez que os infelizes expiam sempre, seja uma vida anterior mal empregada, seja a sua recusa de seguir o bom caminho, que então lhe estava claramente indicado.

      Cel: é pereciso questionar sempre, refletir e refletir... Todos tiveram a vida anterior mal empregada ou nem todos? Porq nem todos? Porq uns escolhem não seguir o bom caminho q, pelo texto, lhes está claramente indicado, com isso trazendo, para si mesmos, infelicidades, eqto outros seguem por ele e se tornam mais felizes?

      Texto: Depende, pois, de cada um abreviar a prova que deve sofrer, e para isso guias seguros bastante numerosos lhe são concedidos, para que seja inteiramente responsável por sua recusa de seguir seus conselhos;

      Cel: se depende de cada um abreviar seus sofrimentos, porq nem todos os abreviam??! E qto à recusa de seguir os conselhos dos guias, todos agem assim, ou há quem os siga? E porq essa diferença de procedimentos?

      Texto: ... e ainda neste caso existe um meio certo de abrandar uma punição merecida, dando sinais de um arrependimento sincero

      Cel: o q significa dar sinais de arrependimento sincero? Dar sinais a quem? A Deus? Deus precisa de sinais para saber se alguém está sendo sincero?...

      Texto: ... e recorrendo à prece, que não falta nunca de ser atendida, quando é feita com fervor.

      Cel: será q é isso q vemos no mundo? Q a prece, feita com fervor, é sempre atendida? Será q aqueles q estão sofrendo dores atrozes, desesperançados de tudo, nos leitos dos hospitais, nas prisões, vendo a fome e a dor dos filhos abandonados às drogas, à miséria, vivendo sob aquela ponte ou dos lixões das cidades e tantas coisas terríveis mais, não fazem suas preces com fervor? É verdade q muitos nem mesmo crêem na eficácia da prece, nem vêm porq perder tempo em faze-las, certo? E por isso não orando com fervor, não serão atendidos nos seus desesperos? Se não crêem, a justiça divina não os beneficia? Ainal, alguém poderá ser considerado culpado ou responsável pelo fato de não crerem?

      Texto: O livre arbítrio existe, pois, muito realmente no homem, mas com um guia: a consciência.

      Cel: daí, se deduz q essa faculdade depende da consciência, certo? Mas, todas as consciências são iguais? Sabemos q entre os homens elas são gigantescamente diferentes e, portanto, levarão uns a usarem o livre-arbitrio para escolhas nobres e vinculadas ao amor, mas outros para escolhas desprezíveis, baixas, viciosas e vinculadas ao ódio e à indiferença qto a sorte dos semelhantes, certo? Afinal, é o homem responsável pelo fato de sua consciência estar em nível mais baixo q nos outros?

      Texto: Pensai nas fatais conseqüências que arrastariam para vós a recusa de seguir o bom caminho...

      Cel: as “fatais conseqüências” aí citadas são, sem dúvida, as terríveis, torturantes e insuportáveis dores, de todas as espécies q o Ser, de infinito amor e justiça, e de infinita sabedoria, preparou para corrigir os recalcitrantes! Mas, será essa a interpretação correta dos fatos q estamos citando? Q a Suprema sabedoria criou espíritos q só conhecem a linguagem da dor?! Preparou-lhes, um plano de ensinar a evoluir cujo método mais usado e mais eficiente são sofrimentos terríveis?!

      Texto: ... como nas recompensas magníficas que vos esperam, no caso em que obedeçais às instruções dos bons Espíritos; é aí que brilhará, a seu turno, a presciência divina.

      Cel: outra questão: se a intenção de agir amorosamente para se beneficiar com “magníficas recompensas”, isso de modo algum é amor: o amor não se curva a interesses pessoais, não tem endereço predeterminado, nem é uma negociação q se pode fazer com o Criador, como se se disse: “Está bem, Sr! Vou seguir os conselhos e tratar a todos com amor pois sei q assim terei magníficas!”. Busca de méritos nada tem q ver com amor; é exatamente o oposto do amor: egoísmo!

     Texto: Os homens se esforçam em vão procurando a verdade por todos os meios que crêem ter da ciência; esta verdade que parece lhes escapar, os costeia sempre, e os cegos não a percebem!

      Cel: e o fato de não a perceberem justifica o pejorativo “cegos”, no caso? Será q os "cegos" não percebem a verdade porq não querem percebê-la?

      E, um assunto em q não toquei: a presciencia divina e o livre-arbítrio: são mutuamente excludentes; se preciencia existe, não existe livre-arbítrio.



Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 12 de Fevereiro de 2012, 02:03
      Olinda     (ref #76)

      O novo amigo Olinda perguntou:
      “Sim, temos o livre-arbítrio de escolher entre o bem e o mal, mas e a pessoa que esta ao nosso redor e também tem esse livre-arbítrio, se as escolhas se chocarem, como fica?”.

      Cel: amigo, o livre-arbítrio é apenas a “decisão”, a “escolha” de realizar uma ação, seja boa, ou má; é uma coisa “interna”, da área da psique; portanto, nada tem a ver com os procedimentos “exteriores” utilizados para realizar a ação escolhida. O livre-arbítrio pertence à área mental; os procedimentos, à área material. Se vc “já” escolheu realizar uma ação, o livre-arbítrio em relação a essa ação já aconteceu; depois de acontecido o livre-arbítrio, qualquer impossibilidade, estorvo ou o q seja q perturbe a ação, nada tem a ver com o livre-arbitrio. 

      Até mais.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 12 de Fevereiro de 2012, 03:20
      Kazaoka    (ref #78)

      Cel (msg ant): amigo Kazaoka, também já pré-instalados mundos de expiações pois q, desde nos criar, ou melhor, desde antes de nos criar, segundo as religiões, o Onisciente sabe das coisas erradas q faremos e pelas quais devemos expiar, certo?     

      Kazaoka: Errado! Deus sabe que seus filhos podem errar, mas os criou para serem felizes.

      Cel: não devo ter sido claro ou o jovem não me entendeu. Primeiro, eu não disse q Deus nos criou para sermos infelizes. Segundo: se existe, verdadeiramente, onisciência ou presciência divina, Deus não apenas sabe q seus filhos, vc e eu, “podemos” errar; mais do q isso: sabe, e com absoluta certeza, desde “antes” de nos criar, “exatamente” qdo, onde, qdo, em q circunstâncias, vc e eu erraremos, e quais serão as terríveis conseqüências da tb terrível lei divina de causa e efeito a q seremos submetidos por nossos erros.

      Kazaoka: E esse desejo inato de felicidade alavanca todas ações do Espírito, que vê em uma e outra situação, as potencialidades da felicidade desejada, determinando, com isso, as escolhas que acreditam aproximá-los da almejada felicidade.

      Cel: sim, meu jovem amigo, <todas> as ações do espírito encarnado, sejam ações no sentido do bem, ou no sentido do mal, são alavancadas, sem dúvida, pelo desejo de felicidade; essa é a luta incessante, de todos os instantes da vida de todos os homens, sem exceção de nenhum, do mais virtuoso e correto, ao mais vicioso e corrupto. E, também sem dúvida, <todas> as suas escolhas, sem exceção de nenhuma, são feitas, é óbvio, na tentativa incessante de conquistar essa felicidade!   

      Kazaoka: Para reparação das opções equivocadas, Deus deu ao Espírito a transmigração progressiva, a reencarnação. As diferenças "monstruosas" que você aponta, são monstruosas apenas pelo prisma da nossa ótica humana de ver e não compreender bem as coisas e a justiça Divina. 

      Cel: é evidente, amigo, mas isso não faz q, para os homens, deixem de ser “diferenças monstruosas”, nem q deixem de resultar em “sofrimentos monstruosos” aos infratores da lei divina. E, observe, distinto amigo, q voltamos ao ponto de partida; ao porq dessas gigantescas diferenças entre seres criados perfeitamente iguais, questão sempre sem resposta.

      Kazaoka: ... Os mundos expiatórios são expiatórios porque suas características naturais atendem às necessidades dos Seres espirituais que nele habitam.

      Cel: meu jovem, essa ainda é a questão das desigualdades, para as quais ninguém tem a resposta (esta existe, sim, mas está além do âmbito das religiões populares, ou organizadas segundo livros ditos sagrados).

      Mas, continuemos: pela doutrina, esta ou a aquela classe de mundos se destina a atender necessidades dos espíritos q neles habitam, certo? E, se existe diferentes classes de mundos, é evidente q existirão diferentes necessidades dos espíritos! E isso nada mais significa do q desigualdades entre espíritos, cuja razão, ninguém sabe explicar. É isso, meu amigo!
 
      Kazaoka: Não existe fim útil para um Espírito primitivo habitar um mundo de regeneração.

      Cel: é evidente q, com essas palavras, o amigo não está afirmando q as desigualdades monstruosas entre espíritos derivam somente do fato de estarem eles mais próximos ou já mais distantes do estado primitivo inicial, pois não é essa a interpretação doutrinária, concorda?  Se está afirmando isso, lembre-se q, pela doutrina, em conseqüência do menor ou maior tempo decorrido desde a criação, existe, é evidente, desigualdades, certo? Mas, é também evidente q, dessas desigualdades, não é q vêm aos espíritos, as terríveis e torturantes punições e castigos (palavras da codificação) criados pelo Ser de perfeito amor, perfeita justiça e perfeita sabedoria.

      E, meu jovem, a questão das desigualdades iniciais continua não resolvida e é, talvez para todos,  a mais importante questão.

      Até mais.


Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 12 de Fevereiro de 2012, 11:02
Amigos  um bom dia   todos  e  sempre  com muito carinho lhes digo obrigado pela vossa  participação neste tema.
Penso que  por vezes muito de diz  sobre o livre arbítrio e por vezes  não damos conta que  tudo faz parte  da nossa vida e  que sempre  temos que pelo menos  fazer o que seja melhor  para cada um de nós .
Esta liberdade  de  agir  nos torna independentes  e livres, mas  com uma grande carga  de responsabilidade  a cada um de nós.
Tudo o que tem sido dito é muito bom para  estudarmos , mas  por vezes  sinto que  não é com textos longos que  podemos  tentar prevalecer  os  nosso pontos de vistas tentando dizer muitas coisas ,quando tudo é simples, porque  complicamos  uma  ação  da nossa vida  buscando respostas  trabalhadas  para dizer  coisas simples .
É  o nosso livre  arbítrio  sempre  , e  de uma coisa podem  ter certezas, sempre  vamos receber  o que  estamos a  semear,
Então temos  sempre  a Lei de causa  e  efeito , procuremos  então o melhor  para cada um de nós.
Meditando neste pequeno texto melhor  compreendemos:
Depende, pois, de cada um abreviar a prova que deve sofrer, e para isso guias seguros bastante numerosos lhe são concedidos, para que seja inteiramente responsável por sua recusa de seguir seus conselhos. E ainda neste caso existe um meio certo de abrandar uma punição merecida, dando sinais de um arrependimento sincero, e recorrendo à prece, que não falta nunca de ser atendida, quando é feita com fervor.
O livre arbítrio existe, pois, muito realmente no homem, mas com um guia.
A consciência.
Um grande abraço   com muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 12 de Fevereiro de 2012, 11:48
   
      Kazaoka: ... Os mundos expiatórios são expiatórios porque suas características naturais atendem às necessidades dos Seres espirituais que nele habitam.

      Cel: meu jovem, essa ainda é a questão das desigualdades, para as quais ninguém tem a resposta (esta existe, sim, mas está além do âmbito das religiões populares, ou organizadas segundo livros ditos sagrados).

      Mas, continuemos: pela doutrina, esta ou a aquela classe de mundos se destina a atender necessidades dos espíritos q neles habitam, certo? E, se existe diferentes classes de mundos, é evidente q existirão diferentes necessidades dos espíritos! E isso nada mais significa do q desigualdades entre espíritos, cuja razão, ninguém sabe explicar. É isso, meu amigo!
 
      Kazaoka: Não existe fim útil para um Espírito primitivo habitar um mundo de regeneração.

      Cel: é evidente q, com essas palavras, o amigo não está afirmando q as desigualdades monstruosas entre espíritos derivam somente do fato de estarem eles mais próximos ou já mais distantes do estado primitivo inicial, pois não é essa a interpretação doutrinária, concorda?  Se está afirmando isso, lembre-se q, pela doutrina, em conseqüência do menor ou maior tempo decorrido desde a criação, existe, é evidente, desigualdades, certo? Mas, é também evidente q, dessas desigualdades, não é q vêm aos espíritos, as terríveis e torturantes punições e castigos (palavras da codificação) criados pelo Ser de perfeito amor, perfeita justiça e perfeita sabedoria.

      E, meu jovem, a questão das desigualdades iniciais continua não resolvida e é, talvez para todos,  a mais importante questão.

      Até mais.


Para a pergunta que não quer calar, resposta que não se faz ouvir...


Todos os seus questionamentos têm as respectivas respostas concentradas no dogma Espírita; "A Reencarnação" e, por conseguinte, as diferenças de estágio evolutivo de cada um.

Agora eu que te pergunto. "Como você explicaria todas estas diferenças sem considerar o que o Espiritismo nos apresenta como resposta?"

A palavra "considerar" utilizada no post acima, poderia muito bem ser substituída pela palavra "acreditar". Mas, em dadas circunstâncias é melhor "meias-palavras" para expressar uma verdade Espírita porque ela poderá ser ouvida por companheiros "meio-espírita", também.   
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 12 de Fevereiro de 2012, 12:37
Manuel Altino e todos os participantes deste debate, Bons dias

estava lendo os postes e surgiu-me a reflexão
- antes de conhecermos a doutrina algum de nós sabia o que era o livre-arbítrio, com a clareza e a profundidade que a doutrina o dá?
- quando alguém comete um desses atos tresloucados como o suicídio, aborto, estará devidamente informado sobre as causas e efeitos da sua conduta?

- e quando a questão se instala no nosso circulo de afetividade? Isto é nós compreendemos e bem porque a doutrina explica de forma inequívoca os fenómenos que citei entre outros, e de repente alguém bem perto de nós começa a manifestar comportamento que fere a nossa sensibilidade já desperta, como lidar com isso já que os próprios ainda mal começaram a perceber o rudimentar da vida espírita.

O Livre-arbítrio deduzo tem uma grande condicionante – a informação, o esclarecimento e essa é a grande revolução que o espiritismo veio trazer ás nossas vidas e a mais complicada que é precisamente fazer-se compreender por todos.

“O Reino de Deus cantado por Jesus, é o amor em todas as latitudes e dimensões a alongar-se pela Terra inteira numa explosão de Misericórdia e Educação.”

Lembrando o episódio da mulher adultera
Êle olhou de relance a mulher ultrajada e se abaixou, sensibilizado, e com o dedo começou a traçar garatujas no solo ( grafia da marca moral do êrro de cada um, que O observava fazendo que recordasse sua própria imperfeição)
Amélia Rodrigues – psicografia de Divaldo Pereira Franco
Este episódio traz-nos ainda outro ensino dentro daquilo que falamos livre-arbítrio e que é referenciado nesse livro que cito - Luz do Mundo.
Errar mas aprender com o erro. Caiu levantou-se.
Equivocar-se e rectificar a atitude. A pessoa que faliu.
Nem convivência com a irresponsabilidade nem dureza com a correcção.
 Das pessoas que ajuízam o caído.
Todos se podem enganar, no entanto, perseverar no engano é acumpliciamento com a ignorância e a leviandade – logo o livre-arbítrio aqui é consciente.

Por hora é tudo, mas já volto.






 
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 12 de Fevereiro de 2012, 12:51
Amiga Olivia  o que  acabei de ler é muito importante  , pois   vamos sempre compreendendo pelo conhecimento que  cada vez somos mais responsáveis pelos nosso atos.
Assim o Livre Arbítrio é  sempre dentro do nossos conhecimento e  esta D.E.  nos vai  dando  exemplos  e  conhecimentos  para sabermos  o que de melhor podemos  fazer  para não sermos  muito lesados nas nossas  ações e todos  nós  que temos  acesso aos  conhecimentos e não os colocamos  na vida,   então estamos a  negligenciar  o que podemos  aprender.
Com um grande abraço de muita paz
Manuel Altino 
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 12 de Fevereiro de 2012, 13:16
Lembrando o Evangelho segundo o Espiritismo.
Lembro um capítulo que me ficou particularmente na memória e que exemplifica perfeitamente a diferença que há entre ser-se esclarecido e estar ainda sob o véu da ignorância .
CAPÍTULO IX
3. Sabeis que foi dito aos antigos: Não matareis e quem quer que mate merecerá condenação pelo juízo. - Eu, porém, vos digo que quem quer que se puser em cólera contra seu irmão merecerá condenado no juízo; que aquele que disser a seu irmão: Raca, merecerá condenado pelo conselho; e que aquele que lhe disser: És louco, merecerá condenado ao fogo do inferno. (Id., vv. 21 e 22.) Raca, entre os hebreus, era um termo desdenhoso que significava homem que não vale nada, e se pronunciava cuspindo e virando para o lado a cabeça. Vai mesmo mais longe, pois que ameaça com o fogo do inferno aquele que disser a seu irmão: És louco.
Hora aqui está uma situação tão comum ainda nos nossos dias e que representa uma prova para nós todos que se dizem espíritas e mesmo que não se digam já não podem dizer que tem os olhos fechados.

Abraço



 

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Carmen.gbi em 12 de Fevereiro de 2012, 13:37


Bom dia! amigos


"O livre-arbítrio não é absoluto, mas, sim, relativo - relativo à posição ocupada pelo homem na escala dos valores espirituais". Martins Peralva: O Pensamento de Emmanuel.

Talvez responda a algo que Coronel me perguntou lá atrás e pediu para que refletíssemos, Não sei...
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: 1Berto em 12 de Fevereiro de 2012, 14:46
Prezados companheiros,

Já que ninguém deu bola para minha (óbvia) provocação, postada anteriormente, faço outra, a contragosto, porque não gosto de postar textos prontos de outros autores, mas achei oportuna para a discussão do tema:

“Observe uma formiga em um prado, laboriosamente subindo por uma folha de capim, cada vez mais alto, até que cai, depois sobe outra vez, e mais outra, como Sísifo rolando sua pedra, sempre tentando chegar ao topo. Por que ela faz isso? Que benefício estará buscando para si própria nessa estranha e extenuante atividade? A pergunta é que está errada.
Não há benefícios biológicos para a formiga. Ela não tenta obter uma visão melhor do território, nem procura comida ou se exibe para um parceiro em potencial, por exemplo. Seu cérebro foi dominado por um parasita minúsculo, "Dicrocelium dendriticum", que precisa entrar no estômago de um carneiro ou de uma vaca para completar seu ciclo reprodutivo.
Esse pequeno verme cerebral dirige a formiga a uma situação que beneficie sua progênie, e não a da formiga. Esse não é um fenômeno isolado. Do mesmo modo, parasitas manipuladores infectam peixes e camundongos, entre outras espécies. Esses caronas fazem com que seus hospedeiros se comportem de modos bizarros — até mesmo suicidas — para benefício do parasita, não do hospedeiro.
Será que com os seres humanos acontece alguma coisa parecida?
Acontece sim. Com grande freqüência encontramos seres humanos que deixam de lado seus interesses pessoais, sua saúde, suas oportunidades de terem filhos e dedicam a vida inteira a promover uma idéia que se fixou em seus cérebros. (...)”
Trecho de “Quebrando o Encanto” de Daniel C. Dennett
Nota: não é preciso justificar a ausência de comentários sobre minha primeira mensagem neste tema. Caso eu me sentisse incomodado com isso eu teria de me cuidar - seria  vaidade (não que eu não seja vaidoso, mas porque seria um comportamento vaidoso excessivamente primário).

Saudações a todos

1Berto
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Edna☼ em 12 de Fevereiro de 2012, 15:13
Olá M. Altino e demais amigos foristas  :)


"O livre arbítrio é definido como “a faculdade que tem o indivíduo de determinar a sua própria conduta”, ou, em outras palavras, a possibilidade que ele tem de, “entre duas ou mais razões suficientes de querer ou de agir, escolher uma delas e fazer que prevaleça sobre as outras”.

Problema fundamental da Filosofia ética e psicológica, vem sendo estudado e discutido acaloradamente desde os primeiros séculos de nossa era, dando ensejo a que se formulassem, a respeito, várias doutrinas díspares e antagônicas até.

Acham alguns que o livre arbítrio é absoluto, que os pensamentos, palavras e ações do homem são espontâneos e, pois, de sua inteira responsabilidade.

Evidentemente, laboram em erro, porquanto não há como deixar de reconhecer as inúmeras influências e constrangimentos a que, em maior ou menor escala, estamos sujeitos, capazes de condicionar e cercear a nossa liberdade.

No extremo oposto, três correntes filosóficas existem que negam peremptõriamente o livre arbítrio: o fatalismo, o predestinacionismo e o determinismo.

Os fatalistas acreditam que todos os acontecimentos estão prêviamente fixados por uma causa sobrenatural, cabendo ao homem apenas o regozijarse, se favorecido com uma boa sorte, ou resignar-se, se o destino lhe for adverso.

Os predestinacionistas baseiam-se na soberania da graça divina, ensinando que desde toda a eternidade algumas almas foram predestinadas a uma vida de retidão e, depois da morte, à bem-aventurança celestial, enquanto outras foram de antemão marcadas para uma vida reprovável e, consequentemente, precondenadas às penas eternas do inferno. Se Deus regula, antecipadamente, todos os atos e todas as vontades de cada indivíduo — argumentam —, como pode este indivíduo ter liberdade para fazer ou deixar de fazer o que Deus terá decidido que ele venha a fazer?

Estas duas doutrinas, como se vê, reduzem o homem a simples autômato, sem mérito nem responsabilidade, ao mesmo tempo que rebaixam o conceito de Deus, apresentando-O àfeição de um déspota injusto, a distribuir graças a uns e desgraças a outros, ünicamente ao sabor de seu capricho. Ambas repugnam às consciências esclarecidas, tamanha a. sua aberração.

Os deterministas, a seu turno, sustentam que as ações e a conduta do indivíduo, longe de serem livres, dependem integralmente de uma série de contingências a que ele não pode furtar-se, como os costumes, o caráter e a indole da raça a que pertença; o clima, o solo e o meio social em que viva; a educação, os princípios religiosos e os exemplos que receba; além de outras circunstâncias não menos importantes, quais o regime alimentar, o sexo, as condições de saúde, etc.

Os fatores apontados acima são, de fato, incontestáveis e pesam bastante na maneira de pensar, de sentir e de proceder do homem.

Assim, por exemplo, diferenças climáticas, de alimentação e de filosofia, fazem de hindus e americanos do norte tipos humanos que se distinguem profundamente, tanto na complexão física, no estilo de vida, como nos ideais; via de regra, a fortuna nos torna soberbos, enquanto a necessidade nos faz humildes; um dia claro e ensolarado nos estimula e alegra, contràriamente a uma tarde sombria e chuvosa, que nos deprime e entristece; uma sonata romântica nos predispõe à ternura, ao passo que os acordes marciais nos despertam ímpetos belicosos; quando jovens e saudáveis, estamos sempre dispostos a cantar e a dançar, já na idade provecta, preferimos a meditação e a tranqüilidade, etc.

Daí, porém, a dogmatizar que somos completamente governados pelas células orgânicas, de parceria com as impressões, condicionamentos e sanções do ambiente que nos cerca, vai uma distância incomensurável.

Com efeito, há em nós uma força íntima e pessoal que sobreexcede e transcende a tudo isso: nosso “eu” espiritual!

Esse “eu”, ser moral ou alma (como quer que lhe chamemos), numa criatura de pequena evolução espiritual, realmente pouca liberdade tem de escolher entre o bem o mal, visto que se rege mais pelos instintos do que pela inteligência ou pelo coração. Mas, à medida que se esclarece, que domina suas paixões e desenvolve sua vontade nos embates da Vida, adquire energias poderosíssimas que o tomam cada vez mais apto a franquear obstáculos e limitações, sejam de que natureza forem. Não é só. Habilita-se também a pesar as razões e medir conseqüências, para decidir sempre pelo mais justo, embora desatendendo, muitas vezes, aos seus próprios desejos e interesses.

Um dia, como o Cristo, poderá afirmar que já venceu o mundo, pois, mesmo faminto, terá a capacidade de, voluntàriamente, abster-se de comer; conquanto rudemente ofendido, saberá refrear sua cólera e não revidar à ofensa; e, ainda que todos ao seu derredor estejam em pânico, manterá, imperturbável, sua paz interior."


(Capítulo 10º, questão 843 e seguintes)


continua... ;)


Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Edna☼ em 12 de Fevereiro de 2012, 15:16
Fatalidade e destino são dois termos que se empregam, amiúde, para expressar a força determinante e irrevogáveL dos acontecimentos da vida, bem assim o arrastamento irresistível do homem para tais sucessos, independentemente de sua vontade.

Estaríamos nós, realmente, à mercê dessa força e desse arrastamento?   ???

Raciocinemos:

Se todas as coisas estivessem previamente determinadas e nada se pudesse fazer para impedi-las ou modificar-lhes o curso, a criatura humana se reduziria a simples máquina, destituída de liberdade e, pois, inteiramente irresponsável.

Subseqüentemente, os conceitos de Bem e Mal ficariam sem base, tornando nulo todo e qualquer princípio ditado pela Moral.

Ora, é evidente que, quase sempre, nossas decepções, fracassos e tristezas decorrem, não de nossa “má estrela”, como acreditam os supersticiosos, mas pura e simplesmente de nossa maneira errônea de proceder, de nossa falta de aptidão para conseguir o que ambicionamos, ou por uma expectativa exageradamente otimista sobre o que este mundo nos possa oferecer.

Importa reconhecermos, entretanto, que, embora grande parte daquilo que nos acontece sejam consequências naturais de atos consciente ou inconscientemente praticados por nós, ou por outrem, com ou sem a intenção de atingir-nos, vicissitudes, desgostos e aflições há que nos alcançam sem que possamos atribuir-lhes uma causa cognoscível, dentro dos quadros de nossa existência atual.

Sirvam-nos de exemplo certos acidentes pessoais, determinadas doenças e aleijões, desastres financeiros absolutamente imprevisíveis, que nenhuma providência nossa ou de quem quer que seja teria podido evitar, ou o caso de pessoas duramente feridas em suas afeições ou cujos reveses cruéis não dependeram de sua inteligência, nem de seus esforços.

As doutrinas que negam a pluralidade das existências, impossibilitadas de apresentar uma explicação satisfatória para essa importante questão, limitamse a dizer que os desígnios de Deus são imperscrutáveis, ou a recomendar paciência e resignação aos desgraçados, como se isso fôsse suficiente para saciar a sede das mentes perquiridoras e tranquilizar os corações dilacerados pela dor.

A Doutrina Espírita, ao contrário, com a chave da reencarnação, faz-nos compreender claramente o porquê de todos os problemas relacionados com a nossa suposta “má sorte”.

Os acontecimentos que nos ferem e magoam, no corpo ou na alma, sem causa imediata nem remota nesta vida, longe de se constituírem azares da fatalidade ou caprichos de um destino cego, são efeitos da Lei de Retorno, pela qual cada um recebe de volta aquilo que tem dado.

Em anterior(es) existência(s), tivemos a, faculdade de escolher entre o amor e o ódio, entre a virtude e o vicio, entre a justiça e a iniquidade; agora, porém, temos que sofrer, inexoràvelmente, o resultado de nossas decisôes, porque “a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”.

Quando assim não seja, as dificuldades e os sofrimentos por que passamos fazem parte das provas por nós mesmos escolhidas, antes de reencarnarmos, com o objetivo de desenvolver esta ou aquela boa qualidade de que ainda nos ressentimos, ativando, destarte, nosso aperfeiçoamento, a fim de merecermos acesso a planos mais felizes onde a paz e a harmonia reinam soberanamente.

Em suma, algumas circunstâncias graves, capazes de ensejar nosso progresso espiritual, podem, sim, ser fatais; mas já vimos que somos nós próprios, no exercício do livre arbítrio, que Lhes geramos as causas determinantes.

Nosso presente nada mais é, portanto, que o resultado de nosso passado, assim como nosso futuro está sendo construído agora, pelos pensamentos, palavras e ações de cada momento.

Tratemos, então, de dignificar nossa presença à face da Terra, agindo sempre em  conformidade com as leis divinas, para que nossas agruras de hoje se transformem, amanhã, sômente em bênçãos e alegrias, bem-estar e tranquilidade.

(Capítulo 10º, questão 851 e seguintes.)


Fonte:  As Leis Morais, Rodolfo Calligaris, sendo que a Editora FEB, expressamente, autorizou-me a publicação para fins de estudo.


Um domingo com muita paz para todos.  :)

Abraços fraternos sempre,

Edna ;)
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 12 de Fevereiro de 2012, 15:28
      MAltino    (ref #86)

      Altino: Todo Espírito está  no seu grau de evolução e sempre tem, como, diz a palavra Livre arbítrio,  de   fazer as coisas consoante seu conhecimento.

      Cel: amigo Altino, aqui já lhe faço uma s pergunta: “se o Espírito, como vc diz, erra consoante seu conhecimento, nenhuma responsabilidade ou culpa lhe cabe por errar..., concorda?

      Altino: ... não podemos  dissociar o homem do seu meio ambiente, e  sempre ter o discernimento de que  tudo me  é licito, mas nem tudo me edifica, nesta  base  vamos  mais uma vez  nos reportarmos a Paulo...

      Cel: amigo, isso é exato: <nunca>, de modo algum, podemos dissociar o homem de seu meio, pois é este q lhe molda o “caráter” e, sem cessar, faz q ele seja o q é a cada instante, através de todas as inúmeras influências q sobre ele exercem as tb inúmeras experiências/lições desta escola, q chamam de escola de espíritos e q é uma “escola do bem e do mal”.
 
      Já, qto às palavras de Paulo, o amigo deve saber qtas contradições “aparentes” (e outras reais) existem nas escrituras; digo “aparentes” porq muitas são contradições q na realidade não existem, pois são causadas por interpretações equivocadas das palavras q lá estão. Aí, acerca das palavras de Paulo, de q “tudo me é lícito, mas nem tudo edifica”, por exemplo, há séria contradição, pois ele mesmo, como Jesus, disse q “<<tudo>> vem do “alto”, até mesmo, meu amigo, sua vontade e sua decisão de seguir os ensinamentos do Mestre (ou qualquer outra decisão) não é sua, não é de ninguém, pois, repetindo, “<tudo> vem do alto”.

      Assim, até mesmo seus pensamentos, seus desejos e suas escolhas, certo? E se é assim, nossas obras, sejam no sentido do bem, qto no do mal, não são verdadeiramente nossas, não havendo, portanto, livre-arbítrio, nem culpas, nem responsabilidades, nem méritos, nem deméritos.

      É evidente q o amigo percebe q aí estão enormes e sérias contradições, uma modificando “radicalmente” o sentido da outra, concorda?

      Altino: Estas (as coisas humanas) nós sabemos como conduzir.

      Cel: meu amigo, sinto ter de discordar. Observe, e se observar friamente, vc verá que todos somos impotentes para conduzir “as coisas humanas”; não sabemos administrar nossas relações com os semelhantes. Daí vem toda espécie de conflitos, dos mais simples, que envolvem amigos e familiares, até os que dão origem às guerras sangrentas entre nações.

      Altino: A preocupação normalmente é com as questões espirituais.

      Cel: é isso q o amigo vê no mundo, q nossas preocupações “normalmente” são com as coisas espirituais? Ou é absolutamente o contrário disso? Veja os homens, todos sem exceção, lutando para conseguir coisas materiais, pois acreditam q são elas q trazem felicidade! A preocupação com coisas espirituais é de poucos e, em particular, qdo acontecem crises, problemas familiares ou mesmo comportamentais de difícil solução, doenças, débitos, compromissos sérios...

      Altino: Sabemos que a lei divina é revelada na medida da condição evolutiva de cada um, isto nos leva a raciocinar que de acordo com esta condição evolutiva da criatura é que ela vai analisar o que é justo ou não.

      Cel: e, é evidente, como nossas análises são de acordo com nossa condição evolutiva, podemos praticar sérios erros, mas não seremos responsáveis por praticá-los!

      Altino: A Doutrina Espírita não proíbe nada, um dos seus princípios básicos é o “livre arbítrio” (todas as coisas são lícitas), assim sendo ela não é proibitiva, mas é educativa, no sentido de mostrar a verdade, e ensinar o caminho para consegui-la (mas nem todas as coisas edificam).

      Cel: aqui tenho de fazer outra pergunta ao amigo. O q quer dizer com “educativa”? Vc quer dizer q cânceres, aleijões e deformações físicas ou mentais, loucura, cegueira; o arrastar-se pelo chão, sujo, doente e cheio de dores sem q ninguém lhe estenda as mãos; o ver a querida  filhinha, pequeninha e inocente, sua razão de viver, ser, na sua frente, violentamente estuprada e assassinada; ver seus filhos terem os pés arrancados a machadadas, ou injustiçados, humilhados... e mais uma lista sem  fim de sofrimentos torturantes e insuportáveis, sejam o método de “educativo” q Deus, de Infinito amor e sabedoria preparou para seus filhos? Q a infinita sabedoria só soube criar para esta escola um processo de ensinar a evoluir cujo método mais usado e eficiente são terríveis sofrimentos? Será q as criaturas de Deus (q, segundo a doutrina, não são más, nem injustas, nem destituídas de inteligência, pois procedem do Ser q é a própria sabedoria, amor e justiça), só entendem a linguagem da dor e das lágrimas?! Essa é a compreensão q devemos fazer de Deus? De q somente sabe fazer seus filhos evoluírem à força de sofrimentos?!

      Amigo, precisamos refletir, questionar e não fazer como muitos fazem: aceitam tudo q lhes vem ao conhecimento, passivamente, porq confiam em suas fontes.

      Um forte abraço.
 

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 12 de Fevereiro de 2012, 15:42
      Filhodobino     (ref #79)

      Filhodobino escreveu: ... aproveito a última frase do irmão e dileto amigo Coronel, para propor um pensamento...

      Cel(msg ant): "Logo, a existência da Onisciência destrói a possibilidade da existência do livre-arbítrio."

      Filhodo: Uma das bases diretoras do Espiritismo é a reencarnação... Fico então a cismar: Tanto livre arbítrio entre os casais... pais e mães... seremos filhos de creches... etc...
     
      Cel: meu querido amigo e xará; vc deve estar “cismando” além do meu alcance, pois não compreendi absolutamente o q tem a ver com livre-arbítrio e com o fato (q coloquei) de q a onisciência destrói a possibilidade de existência do livre-arbítrio, tudo q vc escreveu nessa sua msg. Se o amigo puder ser mais claro, talvez possamos conversar a respeito...

      Um forte abraço.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 12 de Fevereiro de 2012, 15:43
O livre-arbítrio é uma coisa difícil até de pensar. Se sinto fome começo a procurar comida. Se alguém na rua me rouba a carteira, me ofende ou maltrata sinto logo vontade de ripostar. Estas coisas são instintivas, aparece esta vontade de defesa não sei de onde. O livre-arbítrio, se calhar não sei, seria não ripostar ou não ligar a nada disso.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 12 de Fevereiro de 2012, 15:46
      Maria47   (ref #126)

      É evidente q determinismo e livre-arbitrio não coexistem. Um destrói a possibilidade de o outro existir.

      Bom domingo.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 12 de Fevereiro de 2012, 22:58
      Amigos do fórum,
      Convido-os a refletirem comigo.

      Norizonte da Rosa    (ref #95)

      O amigo Rosa escreveu: Gostaria de saber também quantos espíritos foram criados por Deus, quantos existem nos mundos, quantos e por que estão sendo criados, qual foi a origem do universo, qual foi e em que mundo foi minha primeira encarnação, o que fiz na encarnação passada, mas mais de uma resposta no Livro dos Espíritos apontam no sentido de que somos pouco evoluídos para entendermos tudo.

      Cel: amigo Rosa, e q adiantará para vc saber isso q nada mais é do q uma inútil curiosidade? (qto ao número de anjos, o amigo terá de perguntar ao imperador romano Constantino q, há séculos, na igreja nascente, chegou a  decretar o numero de anjos do céu!!!!).

      Rosa, o desejo de todos, sem exceção, é ser feliz. Assim, o q interessa a todos, em geral é o futuro, não o passado! Nos interessa saber o que e como fazer para termos um futuro mais feliz e, posteriormente, depois do abandono do corpo físico, o q nos acontecerá, devido aos erros e acertos que fizemos!... Porq o amigo quer conhecer o passado? Nenhuma lógica tem e nenhuma utilidade lhe trará! Devemos, sim, aprender o q fazer para q o futuro seja melhor, só isso.

      Rosa: Também no L.E há uma questão (não lembro agora qual) e que afirma que os espíritos não têm conhecimento de sua origem, como então querer remontar, em nosso estado atual de 'engatinhamento' espiritual, à nossa própria criação por Deus e sabermos (além do que o L.E responde) o que nos fez enveredar por este ou por aquele caminho?

      Cel: mas, é evidente q, não simplesmente queremos, mas <<temos>> de, exatamente, saber o q nos fez enveredar por este ou por aquele caminho pois, dessa escolha, de um ou outro caminho, é q vêm todos os sofrimentos do mundo! Essa questão é, talvez para todos, a q resposta <mais importante do q todas as outras> pode trazer, pois todos os sofrimentos e todas as gigantescas desigualdades entre os homens vêm dessa origem! E tenha certeza de q isso de estarmos “engatinhando” não é a realidade! Muitos conheceram e estão conhecendo essas respostas.
 
      Rosa: O Amigo consegue imaginar um mundo mais material que a terra onde encarnamos pela primeira vez? consegue imaginar um mundo em que tínhamos mais defeitos que os que temos atualmente (além de orgulho, inveja, egoísmo,...)? Se não conseguimos imaginar nem isso, como ir além e achar um motivo por que alguns se decidiram por um caminho e outros não?

      Cel: meu amigo, é evidente q podemos imaginar um mundo muitíssimo pior do q este, e mesmo, um melhor. Mas, imaginação não interessa a nossa conversa, pois nada mais é q suposição, ilusão. Será verdade q o amigo Rosa não deseja saber porq sofremos, resposta q poderá nos mostrar o q fazer para não mais sofrer?! Não acredito! A luta de todos os instantes de todos os homens, sem exceção de nenhum (inclusive vc), do mais virtuoso ao mais cheio de defeitos morais, é justamente uma luta para conquistar a felicidade, concorda? E não devemos querer saber porq somos infelizes?!!! Não o compreendo!

      E já q o amigo tocou na inveja, egoísmo, orgulho, q vc diz q existiriam tb em mundos inferiores, lhe faço uma pergunta: é como surgiram esses defeitos morais? O homem é responsável ou culpado por te-los? O homem mesmo, q não possuía tais defeitos ao ser criado, tornou-se orgulhoso, egoísta e invejoso porq quis assim se tornar? Raciocinou, peso as terríveis conseqüências q poderão lhe vir da tb terrível lei divina de causa e efeito, caso seja egoísta etc e, depois, decidiu escolher enfrentar lei do Todo Poderoso, escolheu ser submetido a sofrimentos torturantes e insuportáveis, escolheu ser submetido a multiplicadas encarnações dolorosas q podem se estender por milhões de anos?! Vc, podendo escolher ser feliz, porq escolheria enfrentar a Lei de Deus e, consequentemente, ser absurdamente infeliz? E, amigo, porq uns escolhem o caminho do mal e a infelicidade, eqto outros escolhem o caminho do bem e a infelicidade? Estas respostas não lhe interessam?

      Rosa: O fato de os livros espíritas não responderem a tudo não tira o caráter lógico, racional que está neles!

      Cel: é evidente, amigo; só q o imensamente estranho e até inacreditável, é q essa pergunta não foi cogitada e nem mesmo os benfeitores se lembraram de explicar assunto de tão grande importância, qdo da preparação da codificação! Esqueceram-se dessa questão de extrema importância para todos?! De extrema importância para a doutrina?!

      Rosa: Qual teoria o Amigo apresenta para satisfazer às dezenas, centenas de questões que o espiritismo satisfaz com simplicidade, lógica? Essa teoria explica o porquê de uns nascerem ricos, outro na miséria; uns com saúde, outros com as mais terríveis doenças; uns belos, outros desprovidos de qualquer atrativo físico; uns que nascem e morrem sem contribuir em nada para a ciência enquanto outros com poucos anos de vida já dão sinais de genialidade; uns que morrem cedo; outros que vão aos 100anos? É claro que essa teoria para ser aceita terá que ultrapassar a filosofia espírita em lógica e em racionalidade.

      Cel: amigo Rosa, observe: a doutrina, em todas as suas obras, básicas ou não, explica, sim, o porquê dessas condições de enormes desigualdades q os homens apresentam agora. Contudo, não explica, absolutamente, de modo nenhum, o q é muito mais importante: o porquê criaturas divinas, nós, criados perfeitamente iguais, sob todos os aspectos, apresentamos no início desigualdades! Não explica, de modo algum, o q foi q desfez aquela perfeita igualdade inicial! Aliás, além de não explicar, torna a questão mais inexplicável ainda. 

      Rosa: Acredito que todos temos nossas dúvidas, mas temos que admitir nossas limitações e seguir buscando respostas,

      Cel: é verdade, amigo, e isso é o q estamos fazendo; contudo, não devemos nos satisfazer com quem diga q essas respostas estão além do q podemos hoje compreender pois, como disse acima, muitos as estão encontrando e se tornando imensamente felizes.

      Forte abraço, amigo Rosa.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 13 de Fevereiro de 2012, 04:11
Não percebo muito bem o que é o livre-arbítrio, mas vou dar mais alguns exemplos...

Quando ando na rua no meio das pessoas, se caír ao chão, sinto-me logo mal, com vergonha e olho logo para todos os lados a ver se alguém viu, porque sei que as pessoas riem-se e gozam dessas coisas. Se ninguém viu não me siinto mal, e até sinto graça por me ter preocupado que alguém visse. O livre-arbítrio, neste caso, seria manter-me indiferente ao riso e à gozação dos outros, e ser até capaz de rir de mim própria mesmo com todos a rirem-se de mim.

Se sentir muita fome e conseguir apanhar um coelho para comer, fico, além da barriga cheia, feliz e contente. Já não sinto essa felicidade se andar de barriga cheia e for caçar coelhos por desporto. O livre-arbítrio seria, neste caso, não ir fazer mal aos coelhos.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 13 de Fevereiro de 2012, 10:24
Coronel
Leio seus postes que me levam a procurar respostas verbalizáveis ainda que muitas das vezes isso é dificílimo pois só voçe as pode alcançar. No entanto aqui vai .

Quem aspira à elevação moral e espiritual, sintoniza com vibrações superiores, que se fazem estímulos vigorosos, produzindo harmonia interior e renovação. Quem relega a sua elevação moral e espiritual, não pode sintonizar nem receber esses estímulos e muito menos o auxilio dos espíritos que estão dispostos a ajudar, encarnados e desencarnados, simples como isso. (L. E. 976)

Porem a simbologia da mosca que estraga todo o azeite também me parece real e talvez o mais comum.

Por isso é que uns sofrem com os outros ou melhor por isso é que sofremos uns com os outros e quanto mais apertado o laço que une as pessoas em posições antagónicas mais difícil é a vivência entre elas e mais difícil a prova e a expiação e a vivência espirita.

No entanto  lembrando as sábias palavras dum Espírito,  M. P. - Do site O Espiritismo
A felicidade começa no ato de desejá-la.
A desdita se inicia no instante em que você lhe dá guarida.
Está tudo no Aspirar
Como todos os outros fóristas já disseram e Bem, -está tudo no estudo da doutrina.
Muita paz
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 13 de Fevereiro de 2012, 11:09
Bom Dia  Amigos  Foristas   mais  uma vez  estamos  a debater  este tema  muito importante e  tendo  lido  vários textos aqui colocados o os quais  nos ajudam a  compreender o livre arbítrio
Mas   vamos  continuar  este debate colocando as seguintes questões para todos  e  possamos  compreender  que uma parte fundamental da nossa vida   se  envolve  no livre  arbítrio, em  todos os nosso atos.
Somos julgados pela sociedade pelas intenções e ações, e as visões sobre o cérebro não conseguem explicar isso.
Se são corretas, elas significariam que nossas vidas seriam completamente determinadas por nossos genes e pelo ambiente que nos cerca, e por conseguinte não haveria lugar para as responsabilidades.
Você consegue imaginar a situação em que todo mundo que fizesse alguma coisa responsabilizaria suas ações devido a seus genes em combinação com o meio onde vivem?
Ninguém mais seria responsável ou teria algum tipo de obrigatoriedade.
Felizmente, a sociedade ainda é levada pela noção do livre arbítrio e da responsabilidade pessoal.
Estas e outras limitações das visões convencionais levaram os cientistas a procurar alternativas para a explicação da consciência.

Um grande abraço  de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 13 de Fevereiro de 2012, 11:22
Bons dias a todos mais uma vez convosco
Marlenedd
Vou citar o seguinte

 Os olhos físicos vêem todo o nosso ser vê mas é pela linguagem que formulamos as ideias, construímos o pensamento e comunicamos.
Portanto se vemos é porque estamos de posse da instrução.
 Então o Livre-arbítrio para ser compreendido tem de ser estudado.
Depois de tudo o que já foi dito  só mesmo o estudo da doutrina.
As questões que põe tem lá a sua resposta sobre  mas eu vou citar novamente algumas.

A Alma é dotada de amplas faculdades para praticar o bem. E.S.E.Cap.III-16

O dever é o resumo prático de todas as especulações morais; é uma bravura da alma que enfrenta as angústias da luta; é austero e brando; pronto a dobrar-se às mais diversas complicações, conserva-se inflexível diante das suas tentações. O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais do que as criaturas e ama as criaturas mais do que a si mesmo. E a um tempo juiz e escravo em causa própria. Cap. XVII -7

Em certas pessoas, a fé parece de algum modo inata; uma centelha basta para desenvolvê-la. Essa facilidade de assimilar as verdades espirituais é sinal evidente de anterior progresso. Em outras pessoas, ao contrário, elas dificilmente penetram, sinal não menos evidente de naturezas retardatárias. As primeiras já creram e compreenderam; trazem, ao renascerem, a intuição do que souberam: estão com a educação feita; as segundas tudo têm de aprender: estão com a educação por fazer. Ela, entretanto, se fará e, se não ficar concluída nesta existência, ficará em outra. Cap. XIX

L.E. 849 -  Responsabilidade
845  - Resistir
 846 O organismo tem influência sobre os atos da vida? E se tem, ela não acaba anulando o livre-arbítrio?
– O Espírito está certamente influenciado pela matéria que o pode entravar em suas manifestações; eis por que, nos mundos onde os corpos são menos materiais, as faculdades se desenvolvem com mais liberdade. Porém, não é o instrumento que dá as faculdades. Além disso, é preciso separar aqui as faculdades morais das intelectuais; se um homem tem o instinto assassino, é seguramente seu próprio Espírito que o possui e o transmite, e não seus órgãos. Aquele que canaliza o pensamento para a vida da matéria torna-se semelhante ao irracional e, pior ainda, porque não pensa mais em se prevenir contra o mal, e é nisso que é culpado, uma vez que age assim por sua vontade. (Veja a questão 367 e segs. – “Influência do organismo”.)

Parece bastante esclarecedor, ainda que haja aqui pessoas com mais capacidade para o ajudar.
Muita paz
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Norizonte da Rosa em 13 de Fevereiro de 2012, 13:10
Amigos, reproduzo abaixo extrato da obra mediúnica ‘Memórias de um Suicida’ que acredito pode servir para fazer mais luz sobre essa questão do livre-arbítrio. Li algumas opiniões neste tópico em que em um momento se afirma que o livre-arbítrio não pode ser limitado, mas logo adiante se lê que Deus determinou que o homem fizesse isso ou aquilo. Como um Amigo aqui do fórum disse não existe meio livre-arbítrio como não existe mulher meio grávida, ou o livre-arbítrio existe ou não! Foi o que tentei, em manifestação nesse mesmo tópico, explicar, embora tenha sido uma explicação tosca por ter sido breve. Continuo afirmando no meu entender que uma coisa é Deus saber, outra é Deus determinar que o homem faça alguma coisa, isso iria contra o livre-arbítrio!

Sei que a obra que cito não é Espírita e sim mediúnica, mas levando em consideração aquele conselho de ler tudo e aproveitar o que parece justo, segue para a avaliação dos Amigos.

Para que não fiquem perdidos (com apenas citação de um trecho), vou dar breve explicação para quem ainda não leu essa obra. O extrato abaixo se refere à conversa no mundo espiritual de um suicida com um iniciado (orientador espiritual). Margarida filha de um dos suicidas teria, pela falta do pai caído em situação difícil no mundo terreno (e essa situação por que passava se devia também a resgates de outras vidas por que Margarida deveria passar); quando um dos suicidas pergunta ao orientador iniciado qual seria a culpa do pai suicida do caso enfrentado por sua filha, já que ela teria que resgatar as faltas cometidas.


“Sim, meus amigos! A profundidade das leis divinas é vertiginosa, podendo mesmo apavorar os Espíritos medíocres, não ensaiados ainda para a sua compreensão! Mas a justiça que ressalva dessas leis destila tanta sabedoria e tão grande misericórdia, que o pavor se transformará em respeitosa admiração, a um exame mais prudente e minucioso!

Por mais incrível e incômodo que vos pareça, meus filhos, em antecedentes vidas planetárias, isto é, em mais de uma existência terrena, o Espírito que atualmente conheceis sob o nome de Margarida Silveira andou reencarnando em corpos masculinos! Existindo como homem – por que o Espírito não é subordinado aos imperativos do sexo, tal como na Terra se compreende – abusou da liberdade, das prerrogativas que a sociedade terrena concede aos varões em detrimento dos valores do Espírito, e conspurcou deveres sagrados! Como homem, levou a desonra a lares respeitáveis, aviltou donzelas confiantes, espalhou o fel da prostituição em torno dos seus passos, desgraçou e destruiu destinos que pareciam róseos, esperanças docemente acariciadas!...Mas...Veio um dia em que a Suprema Lei, que não quer a destruição do pecador, mas que ele viva e se arrependa – impediu-o de continuar o execrável atentado à Sua Soberania! Cassou-lhe a liberdade, impôs-lhe ensejos favoráveis para se refazer da anomalia de tantas iniquidades, impelindo-o a renascer sob vestes carnais femininas, a fim de mais eficientemente provar o mesmo fel que fez a outrem sorver, e a si mesmo poupar tempo precioso na programação dos resgates, por sujeitar-se ao rigor de penalidades idênticas às outrora impostas pelo seu mal orientado livre-arbítrio! Reencarnou como mulher a fim de aprender, na desgraça de ser atraiçoada na sua castidade, desacreditada, vilipendiada, abandonada, a empolgante lição de que não é em vão que se infringe um só dos mandamentos assinalados no alto do Sinai como padrão de honra para a Humanidade, que antes se deveria educar com vistas à finalidade sublime do amor a Deus e ao próximo!

Inquietante mal-estar trouxe emoções de pavor à nossa mente surpreendida com a expectante novidade. Estremecemos, enquanto sentimos como que porejar suores gelados de nossa epiderme. Naquele momento lembrávamos, vivamente, de que fôramos homens, de que nossas consciências não acusavam apenas ações angelicais em torno do gravíssimo assunto. Não obstante, fiel ao enraizado defeito de polemista, que teimava em acompanhar-me assustadoramente, até nas paragens além da morte, vibrei, decepcionado, atordoado.

‘-Se assim foi, como Jerônimo se tornou responsável pelos desastres da filha?...’

‘-Ah, meu amigo!. Bastaria pequena dose de raciocínio para compreender que nem por ser assim deixará a consciência do pobre pai de acusá-lo duramente!... – suspirou tristemente o sacerdote iniciado. – ‘O escândalo há de vir, mas ai do homem por quem o escândalo venha’ –asseverou nosso Mestre Sábio e educador incomparável, visto que, se assim procedeu, era que ele se achava, positivamente, em desacordo com os ditames virtuosos da Lei Suprema! Margarida Silveira tinha reparações a testemunhar, é certo; mas, infelizmente, o suicídio de seu pai, desamparando-a, foi a pedra de toque que a levou a se precipitar nos tristes acontecimentos! A dívida tenebrosa deveria ser resgatada através do tempo. Poderia não ser obrigatória para a existência presente, permanecendo pendente de ocasião oportuna. O livre-arbítrio de seu pai, no entanto levando-o ao erro fatal do suicídio, precipitou acontecimentos cuja responsabilidade bem poderia deixar de pesar sobre seus ombros, a fim de que, agora, não sofresse ele as consequências do remorso” Que me direis, caro amigo, de um homem que se tornasse causa da morte trágica de um ser amado, embora não alimentasse intenção de assassiná-lo, abominando até a ideia de vê-lo morrer?!... Não sofreia, acaso?...Não viveria corroído de remorsos o resto dos seus dias, amargurado, desolado para sempre?!...Margaridinha deveria expiar o passado, é certo. Mas não seria necessário que a pedra do escândalo que a devesse atingir fosse engendrada pelas consequências de um ato praticado pela imprevidência de seu próprio pai!...’

Desapontado, silenciei, enquanto irmão Santarém continuava:”



Poderia ser dado outro exemplo mais simples (resumido):
Imaginem três espíritos que decidiram e lhes foi permitido encarnar em um mesmo lugar da terra em mesma época, dois deles para lutarem contra a tendência de cometer crimes (homicídio por ex.) e outro para lutar contra a vida sensual que tivera em outra vida, correndo risco até de ser assassinado por sua vida desregrada frequentando lugares perigosos à noite.

Imagine que ao sair de um prostíbulo altas horas da madrugada o homem que deveria lutar para vencer seu vício parou em dois semáforos. No primeiro encontrou à espreita um dos homens (que lutava contra tendências de cometer crimes, mas que passava por dificuldades financeiras) que tinha intenção de cometer um assalto e disposto a cometer um latrocínio para isso. Digamos que esse homem, ouvindo a ‘voz da consciência’ decidiu não ir adiante e não assaltou o motorista (livre-arbítrio).

No segundo semáforo estava o segundo homem com tendência para cometer crime (e lutando contra isso) que não ouviu a ‘voz da consciência’, que tentava desviá-lo de fazer o mal, e acabou cometendo o latrocínio.

Deus não disse ao segundo homem: ‘vá e cometa o latrocínio!’, inclusive pela leitura do extrato do livro se vê que, adaptando para esse exemplo,  nenhum dos homens estaria fadado a cometer o latrocínio e que a expiação do homem boêmio poderia bem ter ficado para outra existência (e não teria que passar necessariamente por ser assassinado), se o segundo homem não tivesse decidido (livre-arbítrio) a cometer o crime.



Um abraço!

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 13 de Fevereiro de 2012, 14:18
Vou deixar a coisa de outra maneira porque eu não sei pensar sobre o livre-arbítrio. O mais que posso fazer é dizer o que entendo sobre o livre-arbítrio, o que sinto, quando me deparo com diversas situações na vida.

Vou à padaria comprar pão, encontro a padaria cheia de pessoas que esperam pela sua vez e eu mantenho-me em fila. Chega outra pessoa e passa para a frente da fila para ser o primeiro; uns começam a reclamar e zangam-se; outros ficam vermelhos de raiva mas não dizem nada e vão-se embora, porque a pessoa que se pôs à frente era grande e tinha aspeto de mau; outros reclamam com o padeiro a dizer que não é justo, o padeiro encolhe os ombros sem saber o que aconteceu ou o que fazer e cala-se servindo a tal pessoa. O livre-arbítrio aqui seria, para mim, observar tudo com um estado de espírito impávido e sereno, e até sentir graça. Quando chegar à minha vez agarro o pão e vou-me embora, agradecendo ao padeiro e à situação por me desenvolverem a paciência, e ao mesmo tempo mostrarem-me o que é o egoísmo e o livre-arbítrio. Se é que se pode chamar livre-arbítrio a essa raiva ou revolta que se sente nesses momentos e as consequentes explosões de desconforto que levam qualquer um a perder o controle, principalmente aos desavisados, aos desatentos. O livre-arbítrio, como o entendo, neste caso, seria o controle sobre mim, independentemente do que sentisse.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Norizonte da Rosa em 13 de Fevereiro de 2012, 15:27
Vou deixar a coisa de outra maneira porque eu não sei pensar sobre o livre-arbítrio. O mais que posso fazer é dizer o que entendo sobre o livre-arbítrio, o que sinto, quando me deparo com diversas situações na vida.

Vou à padaria comprar pão, encontro a padaria cheia de pessoas que esperam pela sua vez e eu mantenho-me em fila. Chega outra pessoa e passa para a frente da fila para ser o primeiro; uns começam a reclamar e zangam-se; outros ficam vermelhos de raiva mas não dizem nada e vão-se embora, porque a pessoa que se pôs à frente era grande e tinha aspeto de mau; outros reclamam com o padeiro a dizer que não é justo, o padeiro encolhe os ombros sem saber o que aconteceu ou o que fazer e cala-se servindo a tal pessoa. O livre-arbítrio aqui seria, para mim, observar tudo impávido e sereno, e até sentir graça. Quando chegar à minha vez agarro o pão e vou-me embora, agradecendo ao padeiro e à situação por me desenvolverem a paciência, e ao mesmo tempo mostrarem-me o que é o egoísmo e o livre-arbítrio. Se é que se pode chamar livre-arbítrio a essa raiva ou revolta que se sente nesses momentos e as consequentes explosões de desconforto que levam qualquer um a perder o controle, principalmente aos desavisados, aos desatentos. O livre-arbítrio, como o entendo, neste caso, seria o controle sobre mim, independentemente do que sentisse.


Amiga marlene, encaro o livre-arbítrio apenas como a capacidade de nos decidirmos por agir desta ou daquela forma, sem que um ser superior nos venha a obrigar a agir de uma ou de outra forma. No exemplo que destes todos tiveram e usaram do livre-arbítrio, o padeiro, o fura-fila, os que ficaram zangados e desistiram e a Amiga que resignou-se e esperou pela vez. A vantagem do seu exercício do livre-arbítrio é que não se encolerizou, mas cada um dos outros exerceram seu lívre-arbítrio, para o bem ou para o mal, mas exerceram; penso assim!

Abraço.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 13 de Fevereiro de 2012, 17:27
      Kazaoka    (ref #100)

      O jovem e distinto amigo Kazaoka escreveu: Coronel, aproveitando a sua analogia com a vida escolar, então vamos nos entender?

      *Estamos prontos para aprender. Nossos pais escolhem nossa primeira escola...
      *A vivência escolar nos faculta o aprendizado.
      *Apresentamos nosso desempenho na escola de acordo com o que aprendemos.
      *Em toda escola existem as diferentes séries e, em cada uma existem os mais adiantados e os mais atrasados.
      *Quem, numa série, não aplica bem a base de educação que recebeu na anterior, repete de ano.
      *Ao sermos avaliados, na maioria das vezes, as questões são de múltipla escolha. Aí escolhemos! Se aprendemos, escolhemos a correta, se não??? Acertaremos umas e outras no "chute" mas, com toda certeza, não alcançaremos média necessária para nossa promoção.

      Cel: sinto meu amigo; não entendi a analogia. Criaturas, filhas dos homens, já vêm para a <primeira> escola, repletas profundas de desigualdades; desigualdades qto a saúde, deficiências físicas (visão, audição...), compreensão, discernimento, inteligência, recursos etc. Não é o q vemos no mundo?

      Criaturas, filhas de Deus, vêm, para a <primeira> escola, perfeitamente iguais. As desigualdades ainda não surgiram!

      Boa Prova, sim, para nós!
      Abraços.


Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 13 de Fevereiro de 2012, 17:27
Amiga Narizonte da Rosa  esse pensamento é  mesmo o que  quase  todos podem  pensar e  não o temos de fazer  sendo obrigados por alguém, assim deixava  de ser   livre arbítrio e  não teríamos  a  ter a plena liberdade.
Mas  voltando  ao tema  e compreendendo mais um pouco vamos  compreender que o livre arbítrio  está sempre  com a evolução do espírito como nos diz  as questões  122 e  127 do L.E.  e  na qual podemos   compreender...........

O livre -arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo.
Já não haveria liberdade, desde que a escolha fosse determinada por uma causa independente da vontade do Espírito.
A causa não está nele, está fora dele, nas influências a que cede em virtude da sua livre vontade.
É o que se contém na grande figura emblemática da queda do homem e do pecado original: uns cederam à tentação, outros resistiram.   
Os Espíritos são criados iguais, porém, não sabendo donde vêm, preciso é que o livre -arbítrio siga seu curso.
Eles progridem mais ou menos rapidamente em inteligência como em moralidade.
O Espírito, ao formar-se, não é nem bom, nem mau; tem todas as tendências e toma uma ou outra direção, por efeito do seu livre -arbítrio.
Com  um grande abraço de muita paz
Manuel Altino 
 
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 13 de Fevereiro de 2012, 17:41
      Marlenedd    (ref #144)

      Minha nova companheira de jornada; é simples; pela doutrina, "livre-arbítrio" é exatamente a faculdade q Deus concedeu a seus filhos de, frente a uma questão, cujas soluções podem ser boas ou nocivas para terceiros, escolher a q quisermos.

      Até mais.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 13 de Fevereiro de 2012, 18:24
      MAltino     (ref #105)

      Altino: Se o homem não fosse livre para atuar, seria apenas uma máquina cega. Os criminosos e os viciados não seriam então responsáveis por seus atos, que poderiam atribuir aos seus «genes».

      Cel: olá, amigo de Nova Gaia, peço-lhe q me explique quais são as razões pelas quais somos responsáveis por nossos atos.

      Se não podemos atribuir nossas inclinações, ou para o bem, ou para o mal, ao q a escola da vida (aí, é evidente, incluída a genética) já nos ensinou, através das numerosas influências exercidas sobre nós (sobre nosso caráter, sentimentos, desejos, vontades...), por suas tb numerosas lições q, sem cessar, nos proporciona em todos os instantes, a que devemos atribuí-las?

      Abraços.
 

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 13 de Fevereiro de 2012, 19:25
      Junior Torres    (ref #104)

      O novo companheiro de Jornada, Torres, escreveu: Até agora eu vi que Deus cria os espíritos simples e ignorantes, nao é? Mas, se todos são criados no mesmo estado de ignorância, como alguns podem adquirir melhores ações e alguns evoluir mais rápidos que o outros, se todos são criados em um mesmo ponto em comum?

      Cel: meu novo amigo; vc está começando seu estudo de maneira correta, coisa q muitos não fazem: refletindo, questionando, procurando solucionar as dúvidas q lhe surgem à frente, e não, simplesmente, aceitando passivamente tudo q está escrito já interpretado por outras cabeças.

      Essa pergunta q vc faz tem resposta de extrema importância mas, parece, poucos se interessam em se aprofundar nela, talvez pelo fato de não lhe reconhecerem a importância.

      Desse início da vida consciente de espíritos encarnados, vêm, é evidente, as razões pelas quais, como vc disse, uns avançam mais rápidos do q os outros e, tb é evidente, as razões pelas quais uns se inclinam para o bem, o amor, e outros para monstruosas imperfeições. E, consequentemente, as razões pelas quais uns vão para a uma vida de felicidade e outros para infelicidades e atrozes sofrimentos.

      A resposta a sua pergunta, o amigo não a encontrará em ninguém, em qualquer religião, sem exceção de nenhuma. Quanto ao espiritismo, não se sabe porq, qdo da elaboração da codificação, nem os inquisidores, colaboradores de Kardec, se interessaram pela pergunta, nem os mentores tomaram a iniciativa de elucidar questão de tão grande importância. Mas isso acontece com <todas> as religiões: ninguém sabe a resposta.

      Contudo, meu novo amigo, a resposta existe, sim, mas está além do q as religiões nos comunicam. Isso se deve a interpretações equivocadas, muitas vezes a interferências de poderosos preocupados em defender seus interesses e, mais recentemente, à intolerância religiosa q não admite q as crenças de umas sejam influenciadas pelas crenças de outras. Há, qto a isso, um tolo e enorme preconceito, talvez uma vaidade ou orgulho latente q leva as religiões a, nem de perto, mostrarem q aceitaram a injeção de ensinamentos de outras doutrinas. E, com isso, muitas religiões deixam de comunicar a seus adeptos coisas de extrema importância para o crescimento espiritual.   
 
      Até mais. Seja bem-vindo. 
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 13 de Fevereiro de 2012, 20:37
Coronel, o que acontece com suas questões sem respostas para você, é que você exclui a sobrevivência da Alma e a reencarnação nos seus raciocínios e na forma de você querer entender as coisas ligadas ao Espírito.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 13 de Fevereiro de 2012, 21:49
Então, a confusão que há neste estudo, parece-me, e para mim faz sentido, é saber o que é o espírito e o que é o homem. Ou, será que o livre-arbítrio está no espírito ou no homem?

Se o espírito é filho de Deus, o homem é filho do homem... e o homem é filho de quem?

O livre-arbítrio não me parece pertencer ao homem, porque segundo alguns exemplos que dei, o homem reage ao que sente, ao que o provoca, assim, primeiro vem o sentir, e juntamente com o sentir, a reação - por isso o que é que ele escolhe que já não esteja influenciado pelo que sente?

É confuso...
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 14 de Fevereiro de 2012, 00:21
Marlenedd, não há dúvida! O livre arbítrio é atribuido ao Espírito. Prova disso é que o Espírito, antes de reencarnar, "escolhe" conscientemente as provas que deve passar na sua próxima experiência física. E isso é livre arbítrio fora do corpo físico.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 14 de Fevereiro de 2012, 01:59
      Kazaoka    (ref #109)

      O amigo Kazaoka colocou: Por que as aves fazem seus ninhos da mesma forma desde de quando há registros sobre seus hábitos? Por que os homens evoluiram tanto em relação aos demais seres da criação? Isso ocorreu porque, aos outros, Deus os provê apenas com os instintos!

      Cel: sim, meu amigo, essa é a visão da doutrina e, em parte, da biologia. Mas, pergunto: porq o amigo trouxe todas essas instruções q doutrina nos comunica? Isso explica a velha e importantíssima (talvez, para muitos, a mais importante de todas) questão da desigualdade inicial???

      Kazaoka: ... busque concentrar esforços pelo trabalho em favor do futuro moldável que Deus nos oferece.

      Cel: aproveitando o gancho destas suas últimas palavras, lhe faço nova pergunta: se o futuro é moldável quais são as ferramentas q usamos para esse fim? Todos as usam igualmente? E porq nem todos?

      Veja, amigo, q sempre voltamos à questão nunca respondida nem pelas religiões, nem pelos homens: “qual é a causa das desigualdades iniciais?”. Destas desigualdades, nascidas lá atrás, na primeira encarnação consciente, resultam, afinal, todas as gigantescas desigualdades entre as criaturas divinas, levando umas para o amor e, outras, para o ódio!

      Portanto, continuamos na mesma!

      Qual é causa, meu jovem e distinto amigo? É somente isso q precisamos saber para q, aos poucos, nossos olhos se abram para encontrar o acminho da verdade.

      Um abraço.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 14 de Fevereiro de 2012, 02:32
      Kazaoka      (ref #156)

      Coronel, o que acontece com suas questões sem respostas para você, é que você exclui a sobrevivência da Alma e a reencarnação nos seus raciocínios e na forma de você querer entender as coisas ligadas ao Espírito.

      Cel: meu jovem, vc deve ter se esquecido q não procuro respostas para mim. Faço perguntas apenas para provocar a reflexão dos amigos a respeito. Infelizmente, parece q não estou alcançando esse objetivo pois, raramente, recebo uma resposta q mostre q alguém refletiu; raramente uma argumentação ligada à pergunta feita e, nas poucas vezes q recebo respostas, sempre elas são não conclusivas.

      Veja, amigo, participo de muitos tópicos e vários sites, tenho numerosos contatos; a todos endereço as mesmas perguntas e tudo leva a crer, ou q os amigos não querem refletir, ou q nem mesmo tentam dar uma resposta conveniente. Aqui mesmo, no fórum, deixo de receber notificação de respostas de vários tópicos e, qdo procuro conferir se há ou não respostas, vejo q tais tópicos pararam na minha última msg, pois ninguém a respondeu, e, a partir dali, não continuaram.

      E observe, meu jovem, q vc mesmo, q percebo muito devotado ao estudo da doutrina, não tem a resposta e q, sua argumentação nesta msg, nem se referiu a ela.

      Um abraço.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 14 de Fevereiro de 2012, 09:53
Coronel, o amor ou o ódio que faz de nós na presente encarnação tão diferentes, está em função da distância que nos separa da perfeição relativa a que estamos todos fadados a alcançar. Mesmo os que hoje são maus, hão de transformarem na fieira das reencarnações sucessivas até que esta transformação ocorra. Todos nós, bons ou maus, desejamos, cada um a seu modo, alcançarmos a felicidade. E a vida e as vidas, que são as "graças de Deus" com suas oportunidades, vão nos dando alternativas para que alcancemos a "verdade que nos liberta."

O nosso estado presente está ligado ao que já vivemos e do quanto já aprendemos. E as sensações que estamos a experimentar, seja de amor ou de ódio, são ensaios para um estado de plenitude espiritual que percebemos instintivamente em nosso íntimo mas que, também, a percebemos além do horizonte que nossa vista (entendimento) alcança. O que é importante lembrar é que estamos a caminhar e muito longe ainda estamos da destinação final de sermos perfeitos (bons), que é o que todos nós, como filhos de Deus, estamos predestinados a um dia chegar a ser.

O que sinto no seu raciocínio, é que você quer que raciocinemos na mesma linha sua, e você analisa o presente como se estivéssemos vivendo nossa destinação final.
Para você é como se estivéssemos no gozo pleno ou no castigo eterno por tudo o que fizemos ou por tudo o que fomos ate agora. O futuro está excluido do seu raciocínio e, para você, o estado presente é o que viveremos a eternidade.

No seu raciocínio não existe perspectiva de futuro e nem possibilidades para mudanças. Dai você não encontrar, pelo menos entre os verdadeiramente Espíritas, "companheiros" para segui-lo neste raciocínio absurdo.
Com suas perguntas você busca culpados no passado desconsiderando as possibilidades que o futuro nos oferece.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 14 de Fevereiro de 2012, 10:54
Um bom dia para todos   com muita  paz  e  minha amiga Marlenedd tudo o que tem colocado é simplesmente  lindo e  lhe digo não pode  ter confusão, pois  estamos a  estudar  este  tema  no seu conjunto entre os  dois lados da vida  e, quando entendemos  a Reencarnação logo vamos perceber  que o livre  arbítrio  está  tanto no espírito  quando desencarnado e  mais tarde  quando encarnado.
Para isso  coloco  estas questões  do L. E.  258 e 399....... que nos  pode ajudar  mais  um pouco a  entender verdadeiramente o livre Arbítrio.
Quando na  erraticidade, antes de começar nova existência corporal, o Espírito, ele próprio escolhe o género de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre -arbítrio.
Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo.
Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das consequências que estes tiverem.
Nada lhe estorva o futuro.
Abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal.
Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito.
Demais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de Deus do que o é da do homem.
Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou e sim Deus.
Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu.
O Espírito escolhe as provas a que deseja submeter-se para apressar o seu adiantamento, isto é, escolhe meios de adiantar-se e tais provas estão sempre em relação com as faltas que lhe cumpre expiar.
Se delas triunfa, eleva-se.
Se sucumbe, tem que recomeçar.
O Espírito goza sempre do livre -arbítrio.
Em virtude dessa liberdade é que escolhe, quando desencarnado, as provas da vida corporal e que, quando encarnado, decide fazer ou não uma coisa procede à escolha entre o bem e o mal.
 Mergulhando na vida corpórea, perde o Espírito, momentaneamente, a lembrança de suas existências anteriores, como se um véu as cobrisse.
Todavia, conserva algumas vezes vaga consciências, lhe podem ser reveladas.
Esta revelação, porém, só os Espíritos superiores espontaneamente lhe fazem, com um fim útil, nunca para satisfazer a vã curiosidade.
 Como podemos entender  o Espírito  ainda durante a sua  erraticidade  é que  vai  escolher,  e sempre  com plena liberdade  as provas que precisam  para evoluir , sendo assim dado o livre arbítrio  para que  o esforço seja  realmente  sincero e  justo por merecimento próprio.
Com um grande abraço de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 14 de Fevereiro de 2012, 11:37
BOM DIA

Mesmo estando envolvida por questões pessoais longe de pensar que viria aqui hoje,
o que é sempre um momento de pausa para mim, de estudo e reflexão positiva.
 Estando há procura de algo de ciência acabei com o Livro da Génese nas mãos.
 É uma obra que deve ser lembrada pela seu magnifico conteúdo e que me parece vir muito a propósito.


CAPÍTULO XII
GÉNESE MOSAICA

A árvore, como árvore de vida, é o emblema da vida espiritual; como árvore da Ciência, é o da consciência, que o homem adquire, do bem e do mal, pelo desenvolvimento da sua inteligência e do livre-arbítrio, em virtude do qual ele escolhe entre um e outro. Assinala o ponto em que a alma do homem, deixando de ser guiada unicamente pelos instintos, toma posse da sua liberdade e incorre na responsabilidade dos seus atos.

26. - Eram necessários os conhecimentos que o Espiritismo ministrou acerca das relações do princípio espiritual com o princípio material, acerca da natureza da alma, da sua criação em estado de simplicidade e de ignorância, da sua união com o corpo, da sua indefinida marcha progressiva através de sucessivas existências e através dos mundos, que São outros tantos degraus da senda do aperfeiçoamento, acerca da sua gradual libertação da influência da matéria, mediante o uso do livre-arbítrio, da causa dos seus pendores bons ou maus e de suas aptidões, do fenômeno do nascimento e da morte, da situação do Espírito na erraticidade e, finalmente, do futuro como prêmio de seus esforços por se melhorar e da sua perseverança no bem, para que se fizesse luz sobre todas as partes da Gênese espiritual.

 Espero ter ajudado, ao relembrar esses textos.
Por hoje é tudo
O P – na Plenitude Redonda

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Norizonte da Rosa em 14 de Fevereiro de 2012, 11:38
Amiga Narizonte da Rosa  esse pensamento é  mesmo o que  quase  todos podem  pensar e  não o temos de fazer  sendo obrigados por alguém, assim deixava  de ser   livre arbítrio e  não teríamos  a  ter a plena liberdade.
Mas  voltando  ao tema  e compreendendo mais um pouco vamos  compreender que o livre arbítrio  está sempre  com a evolução do espírito como nos diz  as questões  122 e  127 do L.E.  e  na qual podemos   compreender...........

O livre -arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo.
Já não haveria liberdade, desde que a escolha fosse determinada por uma causa independente da vontade do Espírito.
A causa não está nele, está fora dele, nas influências a que cede em virtude da sua livre vontade.
É o que se contém na grande figura emblemática da queda do homem e do pecado original: uns cederam à tentação, outros resistiram.   
Os Espíritos são criados iguais, porém, não sabendo donde vêm, preciso é que o livre -arbítrio siga seu curso.
Eles progridem mais ou menos rapidamente em inteligência como em moralidade.
O Espírito, ao formar-se, não é nem bom, nem mau; tem todas as tendências e toma uma ou outra direção, por efeito do seu livre -arbítrio.
Com  um grande abraço de muita paz
Manuel Altino 
 

Olá Amigo Altino.

O terra-a-terra de minha opinião se deve ao fato de a Amiga Marlene ter declarado não saber muito sobre questão de livre-arbítrio e, me parece, ter confundido o ‘usar do livre-arbítrio’ de forma a agir corretamente como sinônimo de livre-arbítrio, quando o que acredito que pensamos é que o livre-arbítrio se dá tanto nas boas quanto nas más decisões que tomemos.

A questão que o Amigo propõe do Livro dos Espíritos dá o que pensar, mas a primeira afirmação à  pergunta 122 parece não levar muito longe, pois se espera que realmente alguém tenha livre-arbítrio somente se tiver consciência de si mesmo.

“O livre -arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo.”

Ainda que possamos divagar sobre o assunto, me parece que não pode fugir esse conceito do que popularmente se conhece por livre-arbítrio. Imaginando a criação de um espírito, poderíamos imaginar que este recebeu orientações antes de sua primeira encarnação e que após encarnar para se decidir a uma ou outra ação deve ter guardado, ainda que inconscientemente, essas orientações e também tenha recebido auxílio de um espírito protetor, orientador, durante esta primeira encarnação. O que se imagina é que nessa primeira encarnação o espírito estivesse em um mundo cuja materialidade, ou a opressão dessa materialidade fizesse com que ele tivesse mais dificuldades para saber como agir; mas de qualquer forma se agiu conscientemente só pode ter agido com seu livre-arbítrio (levando em consideração é claro as condições a que estava exposto, pois só se pode agir de uma forma ou de outra, se as condições externas nos permitirem optar por um ou outro caminho), mas, ainda que divaguemos sobre o tema, acaba-se caindo no conceito simples de livre-arbítrio, ou seja, a capacidade de os espíritos se decidirem por um ou outro caminho.

Enquanto não tiver oportunidade de ler algo mais esclarecedor (como a citação que fiz da leitura da obra mediúnica ‘Memórias de um Suicida’) não consigo avançar muito nesse conceito de livre-arbítrio, mas sigo lendo e buscando respostas.

Abraço do Amigo Norizonte.




Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 14 de Fevereiro de 2012, 12:37
Corrijam-me se estiver enganada, porque, como já li por aí; o livre-arbítrio se desenvolve à medida que o ser adquire consciência de si próprio, mais ou menos isto. Noutro lado já li que o sono profundo, onde não temos consciência e não sabemos de nada nem quem somos, é o mundo real do espírito.

Pergunto: Afinal quem é o espírito, e quem é o homem que conhecemos como auto-consciente? E, se este homem auto-consciente é o espírito encarnado, como também já li por aí, porque é que ele não tem consciência no sono profundo? Nem sequer tem a consciência como quando está acordado?

É isto que é confuso neste estudo sobre o livre-arbítrio, é isto que não compreendo.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Norizonte da Rosa em 14 de Fevereiro de 2012, 15:21
Caros irmãos e irmães.Há muitos porque,quanto ao nosso livre arbitrio,somos verdadeiramente livres ou estamos presos à encarnações passadas?Todos nós estamos sempre sujeitos a von-
-de de Deus e as suas leis,mesmo tendo a liberdade de escolha,estaremos sempre presos à consciência de escolhermos o certo,mas o que é o certo ou o errado?É não agir contra as leis de Deus ou atender a necessidade de circunstância?Isto gera muitas dúvidas e conflitos,
 sitemos por exemplo:Um médico obstetra no exercicio da profissão,em que num parto de gran-
-de risco tanto para a mãe como para o filho,em que ele tenha que dicidir a quem salvar,ou a
um ou a outro,já houve casos dessa natureza.Em que pesa a sua decisão,se ele segue a uma
ética profissional,e ao mesmo tempo o dever de consciência,pois está sujeito ao julgamento de Deus.
Fiquem na paz.

Amigo Antônio.

Sei que o Amigo deu apenas um exemplo e que poderiamos estender a outros. No caso em questão sobre decidir sobre um aborto acredito que está respondido na questão 360 do Livro dos Espíritos. R. 'É preferível sacrificar o ser que não existe ao ser que existe."


Imaginando outra situação que precisaria de uma decisão de um médico, seria a decisão em uma UTI de retirar um paciente de um leito que não tenha muita expectativa de voltar a viver normalmente e decidir por acomodar um paciente que tenha mais chances, se for atendido, de sobreviver. Aí também estaria uma decisão (livre-arbítrio) do médico posto em questão, mas, acredito que nesses casos de necessidade, quando acredito que nem a justiça dos homens iria condenar, como esperar que a Justiça Divina fosse condenar? Agir em estado de necessidade não me parece que possa ser comparável a agir com dolo (dolo para fazer o mal).

Abraço.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 14 de Fevereiro de 2012, 15:31

Marleneed
A consciência de si mesmo que se faz referência quando estudamos o livre arbítrio é a consciência do Espírito no período de sua formação. A consciência de si mesmo que faz menção no estudo do sono físico, diz respeito à consciência de si mesmo do homem como encarnado e não do Espírito. 
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Felipa em 14 de Fevereiro de 2012, 16:20
Olá a todos!


Livre-arbítrio e Destino

Falar de livre-arbítrio e destino é maravilhoso, pois é um assunto inesgotável,
e que reaparece com freqüência em nossas vidas.
Destino e livre-arbítrio parecem existir juntos, e às vezes até nos confundem,
pois em alguns casos fica difícil de distingui-los e separá-los.
Há uma inteligência, uma sabedoria ou uma consciência, que sabe como acontecimentos,
e relacionamentos vão se desenvolver ao longo de nossas vidas.
Hamlet chamava isso de um destino que “molda nossos fins”.
Na Terra, não sabemos como nossas experiências vão terminar, mas através de nossos atos,
e comportamentos, do nosso livre-arbítrio, podemos influir em como eles,
irão se desdobrar para nós, tanto na vida presente, quanto em vidas futuras.
Assim como a alma faz uma revisão no final da vida, ela também parece fazer uma previsão,
de vida antes de nascermos.
Vou exercer a compaixão, a empatia,  por exemplo, e posso ver como a vida está delineada,
quem iremos encontrar, quem vai nos ajudar ao longo do caminho espiritual,
e como vamos ajudar outras pessoas também.
Às vezes é complicado, porque há uma interação com outras almas,
que também tem seus propósitos e planos.
As pessoas que encontramos e as experiências que nos aguardam,
nos ajudam a aprender, e isto é o destino.
Vejamos então, quando você encontra a pessoa com a qual tinha planejado se casar,
para aprenderem juntos a se ajudarem mutuamente, enquanto progride em direção a imortalidade.
Mas essa pessoa tem uma religião incompatível com a sua no momento,
ou mora muito longe de você, ou seus pais se opõe ao relacionamento,
então você decide  não se casar com ela, isto é o que chamamos de livre-arbítrio.
Você tinha uma escolha e decidiu não se casar.
A escolha vai levar você, a um ponto no destino que poderia não acontecer,
se sua resposta tivesse sido sim.
É desta forma que  montamos nosso futuro nesta vida.
Se você encontra essa pessoa e se casa com ela, vai percorrer uma estrada,
que escolheu com seu livre-arbítrio,  e isso vai influenciar seu presente e sua vida futura.
Se resolver se separar, vai entrar numa estrada diferente e pode vir a aprender lições diferentes,
mas o mais importante é saber a rapidez com que vai aprender, e quanta felicidade, espiritualidade, tranqüilidade e tudo mais, que vai conquistar nesta vida.
As respostas dependem primordialmente de seu livre-arbítrio.
O exemplo a seguir vai facilitar seu entendimento:
É como subir numa árvore, pois há muitos galhos e muitas escolhas para chegar ao topo.
No final, você vai chegar ao topo da árvore, mas pode precisar de 100 ou 1000 vidas para atingir o topo.
Quantas vidas serão necessárias para alcançar o objetivo da alma,
no que se refere ao orgulho, por exemplo?
Depende das escolhas que você fizer.
Portanto, o destino que é a arvore no nosso exemplo e o livre-arbítrio coexistem.
Temos várias oportunidades, dadas pelo Pai Celestial, e cabe a nós,
utilizando nosso livre-arbítrio chegarmos mais rápido ou mais devagar ao topo da árvore.
 
http://www.gotasdepaz.com.br
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Felipa em 14 de Fevereiro de 2012, 16:24


REAÇÃO LIVRE
Irmão Saulo (J. Herculano Pires)

        Muita gente pergunta em que consiste o livro arbítrio na reencarnação, desde que esta é condicionada pelo carma, pela lei de ação e reação. Há nas
correntes filosóficas existenciais o princípio da facticidade, segundo o qual já nascemos feitos no mundo, determinados pelo nosso corpo e pelo meio em que surgimos. Mas apesar disso os filósofos da existência consideram a criatura humana como a única dotada de liberdade, o único ser livre da Terra. Porque a partir desse dado inicial o homem é livre para pensar e agir, sem o que não teria responsabilidade.
        Muito antes dessa descoberta dos existencialistas O Livro dos Espíritos já estabelecia o livre arbítrio como característica da espécie humana. A questão 843 desse livro mostra que a liberdade humana é progressiva, desenvolvendo-se em fases sucessivas desde o nascimento até a madureza. O condicionamento físico do homem, abrangendo as condições orgânicas, a hereditariedade, o meio e a cultura, não lhe tira a capacidade de discernir e escolher. As predisposições instintivas o inclinam em diversos rumos, mas nem por isso o obrigam a fazer isto ou aquilo.Assim como o motorista, limitado pelas condições do carro que dirige, não perde a sua liberdade, o homem continua, como espírito, livre para pensar, querer e agir no condicionamento da sua reencarnação.
        É por isso que André Luiz considera como o mais importante o modo de reagir da criatura diante das vicissitudes da vida. Essas dificuldades agem sobre o homem como consequências do passado, mas é através da sua maneira de reagir que o homem vai superar o passado e abrir novas perspectivas para a sua vida no presente e no futuro. Se reagir mal continuará enleado no seu carma. Se reagir bem libertar-se-á dele. Nosso comportamento, portanto, diante das questões mais graves que o mundo nos propõe, é o que vai decidir o nosso destino. Poderíamos querer mais ampla liberdade do que essa, a de construir por nós mesmos o nosso futuro?
(De "Na era do Espírito", de Francisco Cândido Xavier e J. Herculano Pires)

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 14 de Fevereiro de 2012, 16:28
Peço desculpa eu disse por hoje é tudo, mas devia ter dito, por hora é tudo pois aqui estou de novo.
Marlenedd
Eu não percebo o que quer dizer com não ter consciência  no sono profundo!
O Espiritismo  considera  ser verdadeiro o sonho decorrente de algum distúrbio fisiológico,  mas vai mais além e dá-nos a  idéia espírita sobre a emancipação da alma.
o livro dos Espíritos explica. Espírito , perispírito.
Mesmo a propósito Livro Génese Cap. 2 – 33 faz uma pequena alusão ao perispírito e era o que ia postar  mais pela ideia da elevação da alma, antes de ler sua mensagem.
 Mas tem item – 39 Cap I, 23- 27 -capII,  2 –7- 8-9 -10 -11 Cap.XIV, sobre Perispírito.

Alguém mais capaz lhe responderá. Eu agradeço o mote entre aspas para ler umas coisinhas.
Muita paz
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 14 de Fevereiro de 2012, 19:45
Kazaoka: "A consciência de si mesmo que se faz referência quando estudamos o livre arbítrio é a consciência do Espírito no período de sua formação. A consciência de si mesmo que faz menção no estudo do sono físico, diz respeito à consciência de si mesmo do homem como encarnado e não do Espírito."

Sendo assim, o livre-arbítrio pertence a qual dessas duas consciências?
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 14 de Fevereiro de 2012, 19:49
Oliva Prado: "Eu não percebo o que quer dizer com não ter consciência  no sono profundo!"

Quero dizer que não estamos conscientes no sono profundo, é como se não existíssemos.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 14 de Fevereiro de 2012, 21:19
Marleneed,

O livre arbítrio pertence ao Espírito. O que você está considerando como livre arbítrio no homem animal, nada mais é do que as reações instintivas naturais em todos os seres orgânicos. Se o corpo não tem Espírito ele continua tendo suas potencialidades mas não tem o princípio diretor de suas ações que, no caso, é o Espírito. É por isso que o corpo em repouso fica como que num estado letárgico, onde o Espírito que o dirige se encontra relativamente afastado. E nesse afastamento a matéria repousa para refazimento de suas energias e o Espírito vive a sua natureza espiritual.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 14 de Fevereiro de 2012, 22:26
      MAltino      (ref #112)

      Amigos, peço-lhes, novamente, q raciocinem, reflitam.

      Tenho tentado compreender estes assuntos tão importantes, do mesmo modo como os amigos compreendem, mas sempre deparo com alguma estranheza e não consigo compreender.

      O amigo Altino nos convidou para comentar o texto q colocou. Vamos lá.

      Altino escreveu: A fatalidade, como vulgarmente é entendida, supõe a decisão prévia e irrevogável de todos os sucessos da vida, qualquer que seja a importância deles.
Se tal fosse a ordem das coisas, o homem seria qual máquina sem vontade.

      Cel: meu amigo de além-mar, como dizem, o homem seria apenas um fantoche nas mãos de Deus, é isso, não é?

      E, comentando, pergunto: nossos pés, mãos, olhos, pernas são nossos fantoches, pelo fato de obedecerem aos nossos comandos? Ou são nossos instrumentos, complementações, prolongamentos, auxiliares para nossa sobrevivência? Assim, seremos fantoches de Deus ou Seus instrumentos, complementos, prolongamentos, auxiliares dentro da obra da criação?!

      Altino: Já não haveria para o homem responsabilidade, nem, por conseguinte, bem, nem mal, crimes ou virtudes.

      Cel: e não será exatamente essa a realidade? Como se explica a existência do mal, dos crimes e das virtudes? O homem, criado pelo Ser de Infinita Sabedoria/Inteligência, Amor e Justiça (do qual <nada> pode procede q seja mau, injusto e destituído de inteligência, segundo a doutrina!), ele mesmo, frente à escolha entre procedimentos q podem trazer benefícios ou malefícios a terceiros, reflete, raciocina, pesa as terríveis conseqüências que, com absoluta certeza, lhe virão (da também terrível divina lei de causa e efeito) se optar pelo mal, e, depois, decide escolher as terríveis conseqüências, os sofrimentos, decide escolher, com seu ínfimo poder de ser humano, enfrentar a lei daquele q é o Próprio Poder?!     

      Afinal, meu amigo, quem é q podendo escolher ser feliz, escolherá ser imensamente infeliz em decorrência dos torturantes e insuportáveis sofrimentos q, da Lei, com toda certeza, lhe virão?

      Somente farão escolha tão absurda aqueles q são completamente ignorantes de tudo, ou loucos, desequilibrados, pois, esses, não sabem o q fazem!

      Mas a esses, mesmo q pratiquem o mal, nenhuma culpa ou responsabilidade lhes serão atribuídas pela lei de Deus, é evidente.

      E, aqui, tenho de, forçosamente, apresentar outra pergunta: qual é a justificativa da existência da lei de causa e efeito se, os não-desequilibrados nada farão para enfrentar a lei de Deus, e os desequilibrados não são responsáveis pelo que fazem?

      Altino: Aí, porém, acaba a fatalidade, pois da sua vontade depende ceder ou não a essas tendências.

      Cel: aqui devo trazer outra questão: porq é q uns cedem e outros não, se isso depende da vontade de cada um? É evidente q o amigo dirá q a vontade de uns são num sentido e a de outros, noutro sentido, certo? Então, novamente, pergunto: porq razão suas vontades são tão <gigantescamente> diferentes, a ponto de levar uns para o bem e, consequentemente, para a felicidade, eqto leva outros, para monstruosas imperfeições e, consequentemente, para imensa infelicidade?

      Um abraço.




Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 14 de Fevereiro de 2012, 22:53
      Anton Kiudero    (ref #70)

      Cel (msg ant): mas, e se ao homem resta a liberdade de escolher vivenciar os “atos de Deus”, buscando “paz, harmonia e amor”, ou “reclamar ou culpar alguém por sua desdita”, a q se deve essa enorme desigualdade de comportamentos entre os homens? Eles se fazem desiguais por livre e espontânea vontade? Não eram desiguais, inicialmente, mas se tornam gigantescamente desiguais, fato q resulta em “livres-arbítrios” desiguais e <de> livres-arbítrios desiguais! O q é q desfaz a perfeita igualdade inicial e q, afinal, leva uns a procedimentos corretos e à felicidade, e outros, às terríveis e monstruosas imperfeições e, consequentemente, a sofrimentos torturantes e insuportáveis?

      Kiudero: Cada um escolhe as suas provas livremente e Deus as executa. E cada um, desta vez envolto em um véu que lhe impede ver a si mesmo, decide passar pelas provas que escolheu com felicidade ou com sofrimento. São dois livres arbítrios completamente distintos e que não se misturam como salada.

      Cel: o amigo não respondeu as perguntas q lhe fiz sobre o porquê das desigualdades! Mas, vamos continuar. O amigo quer dizer q o próprio homem decide sofrer?! E porq decide ser infeliz, se pode decidir ser feliz? Simplesmente, escolhe aleatoriamente?! Supondo q seja assim mesmo, porq uns decidem ser felizes e outros infelizes?! Qual é a razão dessa imensa, gigantesca desigualdade?

      Kiudero: Quanto a sua insistente pergunta do porque, porque e porque somos diferentes apesar de criados iguais, so há um que tenha a resposta. Deus.... Infelizmente desconheço o Seu email e forum, senão lhe passaria...

      Cel: meu prezado amigo, interessante e estranho é q, pelo q parece, ninguém, nem religiões, filosofias...se interessa por essa resposta, talvez para muitos, a mais importante de todas pois, das desigualdades resultam todas as desigualdades q apresentamos e q, consequentemente, levam uns à felicidade e outros à imensa infelicidade

      E, meu amigo, muitos conhecem essa resposta e a divulgam continuamente.

      Meu email: luconfortijr@hotmail.com.

      Um abraço.


Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: sensitive em 14 de Fevereiro de 2012, 23:22
Ola!

No meu ver, a individualidade e a personalidade de cada um de nós é formada pela decisao que se faz no nosso dia a dia atraves do livre-arbitro.

Se ele nao existisse, o mundo seria neutro e todos nós máquinas, como tal, o nosso único objectivo é realizar acçoes´, portanto agir, conforme a nossa consciencia dita.

Uma vez que toda a açao consciente se reveste de uma responsabilidade associada a ela todos os actos dependem do nosso livre arbitrio, a ligaçao é fatal.

Digamos , é o livre-arbitrio o grande responsavel pela quota kármica adquirida.
Grande parte dos sofrimentos que vemos a nossa volta reportam a açao do karma.

O livre-arbitro é a chave difinitiva para a nossa evoluçao!

Abraço

sensitive
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 15 de Fevereiro de 2012, 01:25
      Kazaoka    (ref #131)

      Kazaoka escreveu: “Para a pergunta que não quer calar, resposta que não se faz ouvir...”

      Cel: e sabe porq, meu distinto jovem? Porq as religiões nem mesmo conseguem articular sons para a resposta e, portanto, ela não é ouvida por ninguém! Essa resposta existe, e muitas outras q derivam dela, mas as religiões não as conhecem porq se perderam em interpretações equivocadas e, sobretudo, por não aceitarem a possibilidade de q, ensinamentos de outras fontes, sejam injetados em suas veias. Preconceito, orgulho, vaidade, despeito, ignorância?!   

      Um abraço, meu jovem.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 15 de Fevereiro de 2012, 01:30
      Kazaoka     (ref #120)
     
      Meu distinto amigo, me perdoe se estou repetindo esta resposta.

      Cel(msg anterior): ... porq “uns atuam de acordo com a lei de Deus e, assim, entram, em Seu campo vibratório”, e outros não agem assim e, consequentemente, não recebem o benefício do campo vibratório divino?  Será verdade q não agem assim, simplesmente porq não querem as vibrações divinas?! Vc, podendo escolher estar no campo das vibrações divinas e, consequentemente, ser feliz, porq escolheria estar fora dele e, consequentemente, ser infeliz?

      Kazaoka: Todos os seus questionamentos têm as respectivas respostas concentradas no dogma Espírita; "A Reencarnação" e, por conseguinte, as diferenças de estágio evolutivo de cada um.

      Cel: meu amigo, se as escolhas boas ou más são devidas a estágios evolutivos diferentes, porq aqueles q erram em conseqüência do estágio em q ainda se encontramos q erram, serão responsáveis pelas escolhas erradas e, consequentemente, submetidos às terríveis implicações da lei de causa e efeito? Consegue me explicar?

      E mais uma coisa, os textos, da codificação, relativos à “reencarnação”, de modo algum contêm qualquer resposta para a desigualdade inicial; está desigualdade nasce na primeira encarnação consciente, pois antes dela, todos eram perfeitamente iguais. Estará, portanto, vinculada às novas e diferentes experiências a q são submetidos os espíritos nessa primeira encarnação, e a codificação somente se refere a encarnações posteriores à primeira. Dentro da concepção acima, as desigualdades iniciais, q destroem a perfeita igualdade primitiva, são conseqüentes das diferentes experiências pelas quais passam os espíritos, experiências q a vida (ou Deus) lhes dá, certo? E não de sua vontade ou escolha de errar, concorda? E, sendo assim, qual é a justificativa para a existência e para a imposição da lei de ação e reação?

      Kazaoka:Agora eu que te pergunto. "Como você explicaria todas estas diferenças sem considerar o que o Espiritismo nos apresenta como resposta?"

      Cel: meu jovem, as explicações vc ira encontrar no Blog, q já lhe indiquei, ou aqui no FE, tópico “Carta ao buscador de Deus”. Em atenção às regras do FE, não devo colocá-las aqui.

      Abraços.


Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 15 de Fevereiro de 2012, 02:04
      Carmen    (ref #135)

      A amiga Carmem colocou:

      "O livre-arbítrio não é absoluto, mas, sim, relativo - relativo à posição ocupada pelo homem na escala dos valores espirituais". Martins Peralva: O Pensamento de Emmanuel.

      Talvez responda a algo que Coronel me perguntou lá atrás e pediu para que refletíssemos, Não sei..

      Cel: Se o “lá atrás”, da amiga, se refere às desigualdades iniciais, não responde! E esse é, talvez para <<todos>> que verdadeiramente desejam compreender a vida e o espírito, o assunto mais importante a ser esclarecido! Mas, poucos se interessam por ele! Talvez, não lhes tenha, ainda, “caído a ficha”!

      Das desigualdades vêm as razões q fazem uns escolherem o caminho do bem e, outros, o caminho do mal, com todas as conseqüências, vindas da lei de causa e efeito, para  ambos, colocando uns na trilha da felicidade e, outros, na trilha da <extrema> infelicidade.

      A resposta, tenho dito, não está nem com as religiões populares, nem com seus adeptos, mas além deles; por esse motivo, quem decididamente quer encontrá-la tem de, “obrigatoriamente”, pesquisar <além> das religiões e crenças conhecidas.

      Boa noite.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 15 de Fevereiro de 2012, 02:24
      Edna      (ref #137)

      Edna colocou: Evidentemente, laboram em erro, porquanto não há como deixar de reconhecer as inúmeras influências e constrangimentos a que, em maior ou menor escala, estamos sujeitos, capazes de condicionar e cercear a nossa liberdade (de escolher, o livre-arbítrio).

      Cel: o autor do texto, aqui, se engana totalmente: o livre-arbítrio é a liberdade de escolher (ação interna), não de realizar o q escolheu (ação externa). Assim, sendo <nada> pode cercear ou condicionar a escolha q já foi feita. Portanto, qualquer dificuldade q surja não afeta a escolha feita, mas somente as ações para a concretizar externamente.

      Até mais.


Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Dothy em 15 de Fevereiro de 2012, 10:37
Bom dia querido amigo Altino e amigos do estudo mensal.. Muita Paz

Reflexões sobre o livre-arbítrio

A questão do livre-arbítrio pode resumir-se assim: o homem não é fatalmente conduzido ao mal; os atos que pratica não “estavam escritos”; os crimes que comete não são o resultado de um decreto do destino. Ele pode, como prova e expiação, escolher uma existência em que se sentirá arrastado para o crime, seja pelo meio em que estiver situado, seja pelas circunstâncias supervenientes. Mas será sempre livre de agir como quiser.


Sem o livre-arbítrio, o homem não tem culpa do mal, nem mérito no bem; e isso é de tal modo reconhecido que no mundo se proporciona sempre a censura ou o elogio à intenção, o que quer dizer à vontade; ora, quem diz vontade diz liberdade.


Assim, o livre-arbítrio existe, no estado de Espírito, com a escolha da existência e das provas; e, no estado corpóreo, com a faculdade de ceder ou resistir aos arrastamentos a que voluntariamente estamos submetidos.


Cabe à educação combater as más tendências, e ela o fará de maneira eficiente quando se basear no estudo aprofundado da natureza moral do homem. Pelo conhecimento das leis que regem essa natureza moral, chegar-se-á a modificá-la, como se modificam a inteligência pela instrução e as condições físicas pela higiene.


O Espírito desligado da matéria, no estado errante, faz a escolha de suas futuras existências corpóreas segundo o grau de perfeição que tenha atingido. É nisso, como já dissemos, que consiste sobretudo o seu livre-arbítrio.


Essa liberdade não é anulada pela encarnação. Se ele cede à influência da matéria, é então que sucumbe nas provas por ele mesmo escolhidas. E é para o ajudar a superá-las que pode invocar a assistência de Deus e dos bons Espíritos.


As faltas que cometemos têm, portanto, sua origem primeira nas imperfeições do nosso próprio Espírito, que ainda não atingiu a superioridade moral a que se destina, mas nem por isso tem menos livre-arbítrio.


A doutrina espírita é evidentemente mais moral: ela admite para o homem o livre-arbítrio em toda a sua plenitude; e, ao lhe dizer que, se pratica o mal, cede a uma sugestão má que lhe vem de fora, deixa-lhe toda a responsabilidade, pois lhe reconhece o poder de resistir, coisa evidentemente mais fácil do que se tivesse de lutar contra a sua própria natureza.


Assim, segundo a doutrina espírita, não existem arrastamentos irresistíveis: o homem pode sempre fechar os ouvidos à voz oculta que o solicita para o mal no seu foro íntimo, como os pode fechar à voz material de alguém que lhe fale; ele o pode pela sua vontade, pedindo a Deus a força necessária e reclamando para esse fim a assistência dos bons Espíritos. É isso que Jesus ensina na sublime fórmula da Oração dominical, quando nos manda dizer: “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”.


Todos os Espíritos mais ou menos bons, quando encarnados, constituem a espécie humana. E como a Terra é um dos mundos menos adiantados, nela se encontram mais Espíritos maus do que bons; eis porque nela vemos tanta perversidade. Façamos, pois, todos os esforços para não regressar a este mundo após esta passagem e para merecermos repousar num mundo melhor, num desses mundos privilegiados onde o bem reina inteiramente e onde nos lembraremos de nossa permanência neste planeta como de um tempo de exílio.


http://espiritananet.blogspot.com/
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 15 de Fevereiro de 2012, 10:54
Amigos   muito bom dia  e   como estamos a entender  todos  estas questões da tema o livre  arbítrio, nos leva  a compreender que  sempre  temos  esta condição  mesmo quando estamos no outro lado da vida e  que sempre  recomeça  durante  a  nossa erraticidade, continuando  mais tarde  quando encarnados  e  temos   que  entender  que sempre  é  neste contexto  que se insere  essa  condição de cada um de nós.
E Kardec  nos  L. E.  muito nos esclarece  nesse  sentido basta  estudar  um pouco as questões  846 ..........  847.......e  850..........  que nos pode ajudar a situar  um pouco  como estamos  na nossa vida , mas   depois  de tudo o mais importante é que  possamos   tentar sempre nos melhorar nos  nosso atos  , para que possamos  sermos melhores.....
É inegável que sobre o Espírito exerce influência a matéria, que pode embaraçar-lhe as manifestações.
Daí vem que, nos mundos onde os corpos são menos materiais do que na Terra, as faculdades se desdobram mais livremente.
Porém, o instrumento não dá a faculdade.
Além disso, cumpre se distingam as faculdades morais das intelectuais.
Tendo um homem o instinto do assassínio, seu próprio Espírito é, indubitavelmente, quem possui esse instinto e quem lho dá; não são seus órgãos que lho dão.
Semelhante ao bruto, e ainda pior do que este, se torna aquele que nulifica o seu pensamento, para só se ocupar com a matéria, pois que não cuida mais de se premunir contra o mal.
Nisto é que incorre em falta, porquanto assim procede por vontade sua.
Já não é senhor do seu pensamento  aquele cuja inteligência se ache perturbada por uma causa qualquer e, desde então, já não tem liberdade.
Essa aberração constitui muitas vezes uma punição para o Espírito que, porventura, tenha sido, noutra existência, fútil e orgulhoso, ou tenha feito mau uso de suas faculdades.
Pode esse Espírito, em tal caso, renascer no corpo de um idiota, como o déspota no de um escravo e o mau rico no de um mendigo.
O Espírito, porém, sofre por efeito desse constrangimento, de que tem perfeita consciência.
Está aí a ação da matéria.
A posição social constitui às vezes, para o homem, obstáculo à inteira liberdade de seus atos. 
É fora de dúvida que o mundo tem suas exigências, Deus é justo e tudo leva em conta.
Deixa-vos, entretanto, a responsabilidade de nenhum esforço empregardes para vencer os obstáculos.
Como podemos  compreender  tudo está  na maneira  como nos comportamos  na vida entendo que  sempre  ao estudarmos  este  tema , vamos  percebendo que tudo passa pelas  nossas ações  boas ou menos boas na vida, tentando sempre realizar o que melhor for  para cada um de nós e  devo lembrar .......... não é coisas  simples .......nos exige muito equilíbrio perante  todos  as situações  da vida..
Com  um grande abraço  a todos  de muita paz
e  um grande obrigado pelas vossas participações que muito  ajudam
Manuel Altino


Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 15 de Fevereiro de 2012, 11:48
Bons Dias a todos de novo convosco e no seguimento do meu ultimo poste.

Atendendo ao tema sobre o  Livre-arbítrio e suas condicionantes e pelas dúvidas levantadas obtemos respostas bastante interessantes no estudo desse capítulo do Livro dos Espíritos. VIII Emancipação da Alma

L E  433 – 435 – 441
 –  442 Se o extático ficasse abandonado a si mesmo, sua alma poderia definitivamente deixar seu corpo?– Sim, poderia morrer. Por isso é preciso fazê-lo voltar apelando para tudo o que pode prendê-lo à vida na Terra e, principalmente, fazendo-o compreender que, se romper a cadeia que o retém aqui, será a maneira certa de não permanecer onde ele vê que seria feliz. (Lei inderrogável)

 443 Existem coisas que o extático pretende ver e que são evidentemente fruto de uma imaginação impressionada pelas crenças e preconceitos terrenos. Tudo o que vê não é, então, real?
– O que vê é real para ele, mas como seu Espírito está sempre sob a influência das idéias terrenas pode vê-lo à sua maneira ou, melhor dizendo, pode se exprimir numa linguagem apropriada a seus preconceitos ou às idéias em que foi educado, ou aos vossos, a fim de melhor se fazer compreender. É, principalmente, nesse sentido que ele pode errar. (Influencia da Educação e da Instrução)

446 Os fenômenos do sonambulismo e do êxtase poderiam se conciliar com o materialismo?– Aquele que os estuda de boa-fé, sem prevenções, não pode ser nem materialista nem ateu. ( preponderância de ter fé  uma fé que tem de se submeter ao critério de  racionalidade, tal qual afirmou o Mestre lionês)

455
( ….)
Para o Espiritismo, o sonambulismo é mais que um fenômeno fisiológico, é uma luz lançada sobre a psicologia; é aí que se pode estudar a alma, porque ela se mostra descoberta. Ora, um dos fenômenos pelos quais a alma ou Espírito se caracteriza é a clarividência, independentemente dos órgãos ordinários da vista.
Os que contestam esse fato se apoiam no argumento de que o sonâmbulo nem sempre vê como se vê pelos olhos e nem sempre vê conforme a vontade do experimentador. É natural. E devemos nos surpreender que, sendo os meios diferentes, os efeitos não sejam os mesmos? É racional querer efeitos idênticos quando o instrumento não existe mais? A alma tem suas propriedades assim como o olho tem as suas; é preciso julgá-las em si mesmas e não por comparação.
A causa da clarividência tanto no sonambulismo magnético quanto no natural é a mesma: é um atributo da alma, uma faculdade inerente a todas as partes do ser incorpóreo que está em nós e cujos limites são os mesmos da própria alma. O sonâmbulo vê todos os lugares aonde sua alma possa se transportar, seja qual fora distância.
( …)
O órgão da visão na alma ou Espírito não é circunscrito e não tem um lugar determinado, como no corpo físico, o que explica por que os sonâmbulos não podem lhe assinalar um órgão especial. Eles vêem porque vêem, sem saber como ou por que, pois para eles, como Espíritos, a vista não tem sede própria. Ao se reportarem ao seu corpo, essa sede lhes parece estar nos centros onde a atividade vital é maior, principalmente no cérebro, na região epigástrica9, ou no órgão que, para eles, é o ponto de ligação mais intenso entre o Espírito e o corpo.
O poder da lucidez sonambúlica não é ilimitado. O Espírito, mesmo completamente liberto do corpo, está limitado em suas faculdades e conhecimentos de acordo com o grau de perfeição que atingiu, e mais ainda por estar ligado à matéria da qual sofre influência. Por causa disso é que a clarividência sonambúlica não é comum, nem infalível. Muito menos se pode contar com sua infalibilidade quanto mais se desviado objetivo proposto pela natureza e quanto mais se faz dela objeto de curiosidade e experimentação.
( …..)
Pelos fenômenos do sonambulismo, tanto o natural quanto o magnético, a Providência nos dá a prova irrecusável da existência e independência da alma e nos faz assistir ao espetáculo sublime da liberdade que ela tem; assim, nos abre o livro de nossa destinação. Quando o sonâmbulo descreve o que se passa à distância, é evidente que ele vê, mas não pelos olhos do corpo; vê a si mesmo e sente-se transportado para lá; há, portanto, naquele lugar algo dele, e esse algo, não sendo seu corpo, só pode ser sua alma ou Espírito.
O sonambulismo natural ou artificial, o êxtase e a dupla vista são apenas variedades ou modificações de uma mesma causa. Esses fenômenos, assim como os sonhos, estão na lei da natureza; eis por que existiram desde todos os tempos. A história nos mostra que foram conhecidos e até mesmo explorados desde a mais alta Antigüidade e neles está a explicação de diversos fatos que os preconceitos fizeram considerar sobrenaturais.


  Por causa da questão “sono profundo” fiz essa  pequena pesquisa que acabo de colocar aqui com  alguns Itens relevantes

O que me parece relevante citar dentro do tema em estudo é o  fator da preponderância da vontade e de como uns podem ser psiquicamente mais fortes que outros mas nem por isso moralmente melhores. Como as leis de Deus são justas Ele assim nos adverte através dos espíritos nossos guias que só se sofre mediante a prova ou expiação. É precisamente pela nossa vontade  que podemos sempre alterar a situação penosa gradualmente o que requer esforço,  tenacidade e esperança projetada sempre num futuro.

Espero ter ajudado  e quanto há questão ( ..que a sua razão procura inutilmente penetrar. 445 ) alguém quer comentar ?
 
Muita paz
O P
Vejo finalmente um texto muito bem conseguido e esclarecedor na mensagem 6118
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 15 de Fevereiro de 2012, 12:13
Kazaoka: "A consciência de si mesmo que se faz referência quando estudamos o livre arbítrio é a consciência do Espírito no período de sua formação. A consciência de si mesmo que faz menção no estudo do sono físico, diz respeito à consciência de si mesmo do homem como encarnado e não do Espírito."

Kazaoka: "O livre arbítrio pertence ao Espírito."


Então, sendo assim e, além da consciência do espírito que tem livre-arbítrio, há a consciência do homem, aquela que come, bebe, trabalha, reproduz-se, é má ou boa, aquela que desaparece no sono profundo. Esta consciência do homem carnal não tem livre-arbítrio, é assim, não é?

Mais uma questão: porque é que durante o sono profundo, sem consciência, os homens são como crianças, seja um criminoso ou um santo, na hora do sono profundo, são iguais?
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Dothy em 15 de Fevereiro de 2012, 12:16
Bons Dias a todos de novo convosco e no seguimento do meu ultimo poste.


O que me parece relevante citar dentro do tema em estudo é o  fator da preponderância da vontade e de como uns podem ser psiquicamente mais fortes que outros mas nem por isso moralmente melhores. Como as leis de Deus são justas Ele assim nos adverte através dos espíritos nossos guias que só se sofre mediante a prova ou expiação. É precisamente pela nossa vontade  que podemos sempre alterar a situação penosa gradualmente o que requer esforço,  tenacidade e esperança projetada sempre num futuro.

Espero ter ajudado  e quanto há questão ( ..que a sua razão procura inutilmente penetrar. 445 ) alguém quer comentar ?
 
Muita paz
O P


Olá amiga Oliva Prado
Grande contribuição ao tema estudado
Livre-arbitrio, pensamento e vontade estão interligado com as  nossas escolhas
abraços

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 15 de Fevereiro de 2012, 12:51
Postando essa  imagem e saindo um pouco do tema e não saindo ao fazer o seguinte comentário
  Lembram-se daquela linda música que  e a Whitney Houston e a  Mariah Carey cantaram juntas “ Whem you believe” Many nights we prayed
With no proof anyone could hear
In our hearts a hope for a song
We barely understood
Now we are not afraid
Although we know there's much to fear
We were moving mountains
Long before we knew we could,
(….) e lá diz  + ou - assim: -  muitas vezes rezamos sem nenhuma prova de que seriamos ouvidos, (..) mas nós movíamos montanhas muito antes de sabermos que podíamos.
O que quero dizer com isto é que pelo facto de estarmos aqui a trocar ideias tão sublimes e a ter oportunidade tão enobrecedora, isso não nos coloca em nenhum pedestal  pelo contrário quanto mais sabemos mais responsáveis ficamos  vivendo neste mundo tão louco  e portanto tenho para mim que ficamos precisamente mais vulneráveis.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 15 de Fevereiro de 2012, 13:23
Minha amiga  Olivo Prado foi muito bom o que disse  sobre o estudo e o conhecimento que  todos vamos tendo.
É  verdade  e   sempre  incontornável  estas  situações  e  sentirmos que  o nosso  conhecimento é  sempre mais uma prova de vida  para cada  um de nós.
Então  vamos   sempre  compreendendo que é o nosso livre arbítrio que  nos pode  ajudar a  sermos   melhores.
Ter o livre arbítrio  sempre , mas   depois   e  muitas vezes  vamos  ter consequências menos boas  na vida , por  isso é  que estudo  nos leva a meditar  que  ao dizermos  somos livres , o temos  de compreender  que  como se  diz ...... a minha liberdade  termina  onde  começa  a do outro.
Um grande abraço de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 15 de Fevereiro de 2012, 15:42
marlenedd,

Os hábitos diários quanto a alimentação, higiene, trabalho profissional, etc., são imperativos da natureza física que desfrutamos como Espíritos encarnados. E, sendo imperativos, não é o livre arbítrio do Espírito que os controla, são as necessidades naturais. Tanto que o sono é do corpo, não do Espírito. Portanto, quem fica inconsciente no repouso físico é o corpo, não é o Espírito. Este continua plenamente consciente e com suas percepções ampliadas pela desobliteração conseguida com o afastamento temporário da matéria. Veja bem, as necessidades físicas/orgânicas são comuns a todos seres vivos, sejam eles de que reino for e, no entanto, só o humano é dotado de um elemento diretor que é dotado de discernimento e consciência sobre a sua natureza, que é o Espírito humano.

Me perdoe pela comparação grosseira mas, o Espírito está para o corpo da mesma forma que o motorista está para o carro. Sem o motorista o carro tem dormitando todos os recursos que é capaz de realizar, desde que sob a habilidade e comando do motorista. O corpo humano dormindo é como um carro estacionado e sem motorista a comandá-lo.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 15 de Fevereiro de 2012, 18:11
Kazaoka: "Os hábitos diários quanto a alimentação, higiene, trabalho profissional, etc., são imperativos da natureza física que desfrutamos como Espíritos encarnados. E, sendo imperativos, não é o livre arbítrio do Espírito que os controla, são as necessidades naturais."

Isto é o que já me tinha dito antes sobre as duas consciências: uma do espírito que tem livre-arbítrio, e outra do homem formada pelos hábitos diários e controlada pelas necessidades naturais. Nas necessidades naturais está a luta pela sobrevivência, sem considerar essa luta boa ou má, o que está acima de tudo é sobreviver, não é?
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 15 de Fevereiro de 2012, 18:26
      Amigos do fórum,
      Convido-os a refletirem comigo.

      MAltino    (ref #107)

    O amigo Altino escreveu: ... mais um esclarecimento sobre o Livre Arbítrio e fazendo compreender o quanto é importante  para todos e nos dá a plena liberdade...

      Cel: aproveitando o gancho, pergunto: existe realmente essa “plena liberdade”? Alguém já a sentiu ou percebeu alguma vez? O amigo lembra-se de alguma escolha, uma única escolha q seja, ou uma ação q realizou, ou q alguém tenha realizado, na vida, q fosse totalmente livre, q de nada dependesse? Se se lembrar, por favor, exponha-a para sobre ela conversarmos.

      Observe q até para a escolha das provas a passar (conforme a DE) numa vida futura, a liberdade não pode ser plena, absoluta! Sempre depende de algo mais.

      A não ser q a interpretação q o amigo tem do q seja “plena liberdade” é diferente da que possuo.

      Altino: O mais belo privilégio de sua espécie,  liberdade de pensar... É mais uma nota  para  compreendermos que tudo está na nossa liberdade de pensar e agir.

      Cel: amigo Altino, liberdade de agir é utopia; nossas ações são estorvadas por numerosos fatores q, muitas vezes, as impedem definitivamente ou as modificam totalmente.

      E quanto à liberdade de pensar? Somos plenamente livres para exercê-la? Ou somente pensamos de conformidade com o já aprendemos na escola da vida? Lembre-se de Paulo: “é o Sr que opera em nós o <pensar>, o desejar e o fazer!”. Por essas palavras, até mesmo “nossas” obras não são nossas, pois o “fazer” é o Sr q opera  em nós! E mais, o Mestre Jesus já havia afirmado: “<tudo> vem do Alto!”.

      Convido os amigos a comentarem.
 
      Abraços.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 15 de Fevereiro de 2012, 18:26
Coronel: "Cel: o autor do texto, aqui, se engana totalmente: o livre-arbítrio é a liberdade de escolher (ação interna), não de realizar o q escolheu (ação externa). Assim, sendo <nada> pode cercear ou condicionar a escolha q já foi feita. Portanto, qualquer dificuldade q surja não afeta a escolha feita, mas somente as ações para a concretizar externamente."

O espírito é o decisor e o homem é o sujeito, porque está sujeito, concretiza, é inevitável. É assim, não é?

Mas, aqui, ainda penso outra coisa por causa do que falei com o Kazaoka, das duas consciências, a do espírito e a do homem formada pelos hábitos diários e as necessidades. Será que esta consciência do homem não interfere na escolha livre do espírito?
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 15 de Fevereiro de 2012, 19:23
      Antonio Renato     (ref #114)

      O novo amigo A Renato escreveu:
      “Há muitos porquês, quanto ao nosso livre arbítrio; somos verdadeiramente livres ou estamos presos à encarnações passadas?

      Cel: meu amigo, vc fez uma pergunta q muitos não têm coragem de fazer, ou q muitos não perceberam a necessidade de formulá-la e, talvez, nem mesmo a razão de formulá-la.

      ARenato: Todos nós estamos sempre sujeitos a vontade de Deus e as suas leis, mesmo tendo a liberdade de escolha, estaremos sempre presos à consciência de escolhermos o certo, mas o que é o certo ou o errado? É não agir contra as leis de Deus ou atender a necessidade de circunstância? Isto gera muitas dúvidas e conflitos,... por exemplo: Um obstetra, que num parto de grande risco, tanto para a mãe como para o filho, em que ele tenha que decidir a quem salvar. Em que pesa a sua decisão, se ele segue a uma ética profissional, e ao mesmo tempo o dever de consciência, pois está sujeito ao julgamento de Deus...

      Cel: meu amigo Antonio Renato, pela doutrina livre-arbítrio é a liberdade, no caso de seu exemplo, de o obstetra escolher uma ou outra ação. Pela doutrina, essa escolha, como qualquer outra, sem exceção, nada tem a ver com o julgamento de Deus tanto q, pela doutrina, se afirma q o homem é o único responsável por seus atos. Se o homem, antes de escolher, examinasse as terríveis conseqüências de estar se expondo ao julgamento de Deus, e se sua escolha dependesse disso, nunca escolheria fazer algo errado; suas escolhas seriam sempre corretas, concorda? Se o homem sempre agisse de acordo com a vontade de Deus, a lei de causa e efeito não teria razão de existir.

      Um abraço.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 16 de Fevereiro de 2012, 01:02
      Kazaoka     (ref 161)

      É preciso refletir!

      Kazaoka: o amor ou o ódio que faz de nós na presente encarnação tão diferentes, está em função da distância que nos separa da perfeição relativa a que estamos todos fadados a alcançar. Mesmo os que hoje são maus, hão de transformarem na fieira das reencarnações sucessivas até que esta transformação ocorra. Todos nós, bons ou maus, desejamos, cada um a seu modo, alcançar a felicidade. E a vida e as vidas, que são as "graças de Deus" com suas oportunidades, vão nos dando alternativas para que alcancemos a "verdade que nos liberta."

      Cel: meu jovem, todas essas concepções espíritas, as conheço muito bem! E é verdade: “o amor e o ódio estão em função da distância que nos separa da perfeição relativa a que estamos todos fadados a alcançar”, como vc disse. No entanto meu amigo, essa não é a questão; essa explicação todos a conhecemos! A questão é: “o q é q dá <origem> a esse amor e a esse ódio; o q é q dá origem a essas desigualdades entre os seres humanos, levando-os a conseqüências q tornam uns cheios de felicidades e,  outros, de atrozes sofrimentos.

      Kazaoka: O que sinto no seu raciocínio, é que você quer que raciocinemos na mesma linha sua, e você analisa o presente como se estivéssemos vivendo nossa destinação final.

      Cel: o amigo se engana; tenhamos uma só vida ou milhares de vidas, houve um momento, lá atrás, em q a perfeita igualdade inicial se desfez, resultando, com o tempo, em gigantesca desigualdade, endereçando uns para o amor e outros para o ódio. É apenas isso!

      E qto ao q o distinto amigo diz, q quero q raciocinem na minha linha, essa é uma verdade absoluta; lembre-se: “Não coloqueis vossa luz sob o alqueire, mas sobre o velador...”. Tenho total certeza de q, se o amigo tivesse algo q pudesse beneficiar alguém, não o guardaria só para si; tentaria colocá-lo “sobre o velador”.

      Kazaoka: Para você é como se estivéssemos no gozo pleno ou no castigo eterno por tudo o que fizemos ou por tudo o que fomos ate agora. O futuro está excluído do seu raciocínio e, para você, o estado presente é o que viveremos a eternidade.

      Cel: novamente, o amigo se engana; nunca coloquei palavras das quais, nem de longe, se possa deduzir isso q o jovem está dizendo. Para que q o amigo se lembre, nunca me referi a castigos, pois para mim, culpas e culpados, compensações e castigos, méritos e deméritos não são realidade. Qdo falo em castigos, se o amigo prestar atenção, me refiro a eles exatamente para dizer q é até mesmo absurdo q as religiões considerem q o Ser de infinito amor e justiça castiga, pune; q seu método mais eficiente para fazer ensinar a evoluir sejam os sofrimentos mais cruéis q vemos no mundo; q Ele acredite q suas criaturas só entendam a linguagem das dores e lágrimas. Pois é essa a visão de Deus q as religiões divulgam!   

      Um abraço.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Alcione Tardin em 16 de Fevereiro de 2012, 11:04
 :D Olá amigos! Estou acompanhando o estudo e conforme já discutido o livre arbítrio é escolha, e sabemos que melhor escolhe aquele que tem as melhores opções, sendo que os ensinamentos de Jesus assim como a espiritualidade amiga nos concedem uma gama de instruções para o bem proceder num claro convite à reforma íntima. Uma coisa muito importante em nossa vida é educar a nossa alma nos ensinamentos de Jesus, um deles nos fala sobre o perdão e como tenho observado a humanidade ainda tem grande dificuldade para perdoar, ainda está muito ligada na antiga Lei do olho por olho, às vezes a pessoa já até evoluiu e não odeia, não pensa em vingança mas guarda mágoa, ressentimentos e isto ainda não constitui o perdão. Sobre esse assunto eu trouxe um vídeo que achei muito bom e que compartilho com vocês. Abraço fraterno, Alcione.

 <iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/q0JRRla9crU" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 16 de Fevereiro de 2012, 11:07
Amigos   é  com muita  paz   com lhes  agradece  as vossas participações   neste  tema  que  muito tem de nos  dizer  ao longo  da vida.
É sempre um pouco difícil por vezes  saber  entender   e  dizendo  que  sempre temos Plena Liberdade  em todos os nossos atos, pois   sempre  e muitas vezes  estamos condicionados  ao ambiente   em que nos  envolvemos,  e que   por vezes  não são os melhores.
Assim embora conhecendo  que sempre temos  essa liberdade, mas  ao mesmo tempo é importante  raciocinar  com discernimento  certas atitudes  na vida  pois  podemos   mais tarde  sermos  confrontados  negativamente.
Então  será  sempre o melhor  tentarmos  fazer o que  pensamos ser  o melhor  para  nós  e para os que nos  rodeiam, mas  ao entendermos  o livre  arbítrio desta  forma  vamos   então  verificar que .......... que  tudo nos  é licito .......... mas  nem sempre  o melhor  para cada um e nós.
Meditando mais uma vez  no L. E.  nas questões  259......  e  501...... que  nos vai dando a compreensão do valor  do Livre  Arbítrio
podemos  verificar  .................
Nem todas as tribulações que experimentamos na vida nós as previmos e buscamos porque não escolhemos e previmos tudo o que nos sucede no mundo, até às mínimas coisas.
Escolhemos apenas o género das provações.
As particularidades correm por conta da posição em que nos achamos.
São, muitas vezes, consequências das nossas próprias ações.
Escolhendo, por exemplo, nascer entre malfeitores, sabia o Espírito a que arrastamentos  se expunha.
Ignorava, porém, quais os atos que viria a praticar.
Esses atos resultam do exercício da sua vontade, ou do seu livre -arbítrio.
Sabe o Espírito que, escolhendo tal caminho, terá que sustentar lutas de determinada espécie; sabe, portanto, de que natureza serão as vicissitudes que se lhe depararão, mas ignora se verificará este ou aquele êxito.
Os acontecimentos secundários se originam das circunstâncias e da força  mesma das coisas.
Previstos só são os fatos principais, os que influem no destino.
Se tomares uma estrada cheia de sulcos profundos, sabes que terás de andar cautelosamente, porque há muitas probabilidades de caíres.
Ignoras, contudo, em que ponto cairás e bem pode suceder que não caias, se fores bastante prudente.
Se, ao percorreres uma rua, uma telha te cair na cabeça, não creias que estava escrito, segundo vulgarmente se diz.
A ação dos Espíritos sobre a nossa existência é oculta e quando nos protegem, não o fazem de modo ostensivo (evidente; aparente).
Se nos fosse dado contar sempre com a ação deles, não trabalharíamos por nos mesmos e o nosso Espírito não progrediria. 
Para que o Espírito possa adiantar-se, precisamos de experiência, adquirindo-a frequentemente à nossa custa.
É necessário que  exercitemos a nossas forças.
A ação dos Espíritos que nos querem bem é sempre regulada de maneira que não nos tolha o livre -arbítrio.
Se não tivéssemos responsabilidade, não avançaríamos na senda que no há de conduzir a Deus.
Não vendo quem o ampara, o homem se confia às suas próprias forças.
Sobre ele, entretanto, vela o seu guia e, de tempos  a  tempos, lhe brada, advertindo-o do perigo.
Penso que  depois  de meditarmos  nestas questões  podemos  mais    um pouco compreender  que  sempre o nosso esforço   tem  um grande sentido na nossa vida.
Um grande abraço a todos  com muita paz
Manuel Altino 
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 16 de Fevereiro de 2012, 11:21
      Amigos,
      Convido-os novamente a refletirem

      MAltino      (ref #118)

      O amigo Altino colocou: ... todos  temos de  compreender  que  o livre arbítrio é  sempre uma ação de cada um de nós... temos  de  compreender  e por  consequência   entender  que  tem  sempre  por  fonte primária a imperfeição do nosso próprio espírito, que ainda não conquistou a superioridade Moral...

      Cel: para uma primeira reflexão, pergunto: todos sabemos q, em nosso mundo, a imperfeição domina os espíritos, mas porq nosso espirito, isto é, nós mesmos somos imperfeitos? De onde trouxemos as imperfeições?
   
      É evidente q responderão: “de vidas passadas!”, concorda? Com essa resposta compreendemos q as imperfeições nos vêm das experiências pelas quais passamos nas vidas passadas, certo? Mas, qual é a causa de nossa primeira imperfeição, isto é, porq nós nos tornamos imperfeitos? Pela doutrina, ao sermos criados, apresentávamos apenas uma única imperfeição: a ignorância, q, evidentemente, é a mãe de todas as demais imperfeições (pois se fôssemos sábios, e não ignorantes, não nos tornaríamos imperfeitos!). Contudo, criados ignorantes, mas perfeitamente iguais (não fosse assim, o q seria da justiça divina?), nos tornamos gigantescamente desiguais ao ponto de muitos se fazerem carregados das mais monstruosas imperfeições! Qual é a explicação para essas diferenças tão grandes e q nos levam a conseqüências seriíssimas?! Afinal, o q é q surge e desfaz a perfeita igualdade primitiva? 

      Altino: A vida corpórea lhe é dada para se livrar de suas imperfeições.

      Cel: Pela doutrina, por ocasião da primeira encarnação consciente, só temos essa “única” imperfeição, a ignorancia. Logo, a encarnação primeira nos é dada para q nos livremos da ignorância com q somos criados, não de outras imperfeições, pois não as temos ainda, concorda? Nada mais do q isso! Mas, aqui, surge uma questão para nossa reflexão: e as demais imperfeições, aquelas q trazem todos os sofrimentos dos homens e do mundo, onde as adquirimos? Na própria escola para onde, todos vimos, obrigatoriamente, para aprender a nos libertar das imperfeições?! Só tínhamos uma única e na própria escola para onde vimos aprender a nos libertar das imperfeições é q aprendemos a nos prender a elas?!
      Quem pode explicar?

      Altino: Se dessa luta sai vencedor ele se eleva. Se fracassa... Será uma prova que lhe cumpre recomeçar, podendo suceder que longo tempo gaste nessa alternativa.   

      Cel: aqui, uma outra pergunta: todos gastarão o mesmo tempo nessa “alternativa”? E, se gastam tempos diferentes, porq uns gastam mais e outros gastam menos?

      Altino: Conclusão: A DE esclarece-nos que o homem exerce o livre -arbítrio em todas as ocorrências de sua vida na sua total plenitude, e que, quando se decide por praticar o mal ele cede a uma sugestão maléfica, que em nada lhe diminui a responsabilidade por sua ação equivocada, pois pode muito bem usufruir a bênção da inteligência e o poder da vontade para resistir a tal sugestão...

      Cel: e porq nem todos têm esse “poder de vontade” para resistir a essas sugestões tão nocivas? Será q é porq não querem tê-lo?!

      Abraços a todos.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 16 de Fevereiro de 2012, 11:40
Bons dias  a todos
Lendo os postes de hoje

Lembro o que alguém disse e escreveu mais  ou menos assim;
- Todos estamos mais ou menos marcados pelos desvarios das vidas pretéritas, de que ainda não conseguimos nos libertar.
Somos “os que somos” Espíritos em Burilamento. Porque felizmente de quando em quando somos visitados por Almas Sublimes que se sacrificam por nós para nos ajudar na ascendência.   
Logo a liberdade de cada um é relativa a isso.

As dúvidas surgem de pontos de vista. Talvez saindo da realidade “eu” para a realidade objetiva seja mais fácil compreender o que está escrito nos Livros da Codificação.

Kazaoka tem respondido tão bem ás suas questões Coronel.

O espírito é o decisor e o homem é o sujeito, porque está sujeito, concretiza, é inevitável. É assim, não é?
Marlenedd
..permita-me dizer o  que penso, não sei se vai ajudar:
O homem é o espírito alma inteligência corpo. Só ele pode por sua vontade ( sentindo e raciocinando) dominar os instintos, as necessidades fisiológicas, os desejos íntimos ou suscitados pelo contacto exterior.   A falência da sua realidade  ou vontade é condicionante Karmica, isto é: - explicado pela reencarnação;  não se pode compreender o Livro-arbítrio sem se considerar isso.
E se tivermos ainda em consideração os fenómenos gerados pelas obsessões -  talvez ler sobre isso lhe ajude.
Ajude a compreender porque infelizmente quando se trata de curar obsessões o caso é bem diferente devido precisamente ao facto dos desníveis evolucionista reinantes.
Neste momento é que faz falta aqueles postes de textos psicografados que lembram repetidas vezes qual o roteiro a seguir. Parece que é tudo o que podemos receber por hora em nosso estagio evolutivo. O mais importante de tudo manter a mente despoluída.
O véu se eleva para a alma - descobrindo os mistérios e as maravilhas da criação.
As perfeições divinas se mostram em todo o esplendor.
979 Livro dos Espíritos.

Muita paz
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 16 de Fevereiro de 2012, 12:24
Seja bem vinda  amiga Oliva Prado e  um grande obrigado pela  sua participação,   Voltando  ao  tema   que  todos   tem  participado e  com  muita abnegação .......... vamos  entender que tudo passa  sempre  pelo conhecimento de  cada um de nós, e   sempre  no processo evolutivo que vamos  tendo mais conhecimento, mas  deixei que  diga  alguma coisa mais simples................ todos  estamos a caminho e por vezes  esse caminho é  preparado sempre  pelo nosso conhecimento  e  estudo, mas  só mais  uma coisa sempre  temos de ao lado  dos   estudos.........  as nossas  atitudes Morais para  com todos, assim  exercendo em  liberdade o nosso livre arbítrio  de  uma forma  de  ajuda e  evolução meditando nas questões...  850 .......  735 ...  e  780..... do L.E.  que  é sempre  um guia  para todos...........
Assim é que, provocado, por exemplo, o encontro de duas pessoas, que suporão encontrar-se por acaso.
Inspirando a alguém a ideia de passar por determinado lugar.
Chamando-lhe a atenção para certo ponto, se disso resulta o que tenham em vista, eles obram de tal maneira que o homem, crente de que obedece a um impulso próprio, conserva sempre o seu livre - arbítrio.
Quando o homem caça sem outra objetividade senão o prazer de destruir sem utilidade, é considerado predominância da bestialidade sobre a natureza espiritual.
Toda destruição que excede os limites da necessidade é uma violação da lei de Deus.
Os animais só destroem para satisfação de suas necessidades. Enquanto que o homem, dotado de livre -arbítrio, destrói sem necessidade.
Terá que prestar contas do abuso da liberdade que lhe foi concedida, pois isso significa que cede aos maus instintos.
O progresso intelectual pode engendrar o progresso moral fazendo compreensíveis  o bem e o mal.
O homem, desde então, pode escolher.
O desenvolvimento do livre -arbítrio acompanha o da inteligência e aumenta a responsabilidade dos atos.
Então  temos  muitas  vezes decisões menos boas, mas  que  sempre   são provocadas  pelo nosso livre arbítrio.
Um grande abração  de muita paz
Manuel Altino 


Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 16 de Fevereiro de 2012, 13:27
Oliva Prado: "..permita-me dizer o  que penso, não sei se vai ajudar:
O homem é o espírito alma inteligência corpo."

Eu já percebi que o homem é o espírito encarnado e que é a esse espírito que lhe atribuem o livre-arbítrio. Mas, na conversa com o Kazaoka em mensagens anteriores, também ficou claro que há uma consciência que se sobrepõe à do espírito formando um véu. Essa consciência é adquirida desde o nascimento da criança, é o ego ou a personalidade como está na questão 917. Esta consciência é a que desaparece no sono profundo, porque não é real nem verdadeira, mas é a causadora de todas as misérias, desgraças e sofrimentos humanos, de tudo o que chamamos de mau e de bom. Por isso é que durante o sono profundo, onde desaparece essa consciência do ego, seja um assassino ou um santo são iguais, como crianças.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 16 de Fevereiro de 2012, 13:53
      Oliva Prado     (ref #145)

      A amiga Oliva escreveu: Leio seus postes que me levam a procurar respostas verbalizáveis ainda que muitas das vezes isso é dificílimo pois só voçe as pode alcançar. No entanto aqui vai .

      Oliva: Quem aspira à elevação moral e espiritual, sintoniza com vibrações superiores, que se fazem estímulos vigorosos, produzindo harmonia interior e renovação. Quem relega a sua elevação moral e espiritual, não pode sintonizar nem receber esses estímulos e muito menos o auxilio dos espíritos que estão dispostos a ajudar, encarnados e desencarnados, simples como isso. (L. E. 976).

      Cel: certo, minha amiga; simples como isso.

      Oliva: Porém a simbologia da mosca que estraga todo o azeite também me parece real e talvez o mais comum.

      Por isso é que uns sofrem com os outros ou melhor por isso é que sofremos uns com os outros e quanto mais apertado o laço que une as pessoas em posições antagônicas mais difícil é a vivência entre elas e mais difícil a prova e a expiação e a vivência espírita.

      Cel: novamente, certo, Oliva...

      Oliva: No entanto  lembrando as sábias palavras dum Espírito,  M. P. - Do site O Espiritismo - A felicidade começa no ato de desejá-la. A desdita se inicia no instante em que você lhe dá guarida. Está tudo no Aspirar.

      Cel: sim, minha amiga. Tudo isso está certo! Mas a questão, a que ninguém responde, nem religião nenhuma, é: qual é a causa desta gigantesca desigualdade q faz com q uns aspirem a felicidade e outros aspirem a desdita? E, frente a essa estranha pergunta, porq uns aspirariam a desdita?! Há quem a deseje?! Todas as ações, tanto no sentido do bem qto no do mal, que os homens, do mais virtuoso ao mais corrupto, praticam desde q abrem os olhos para vida, até q os fechem, pela morte, têm como objetivo conquistar a felicidade, concorda? Quem é q podendo escolher ser feliz, escolhe ser imensamente infeliz, senão o dementado ou o totalmente ignorante?! E esses não sabem o q fazem.

      Até mais.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 16 de Fevereiro de 2012, 14:12
      Marlenedd      (ref #184)

      Kazaoka (msg ant): "A consciência de si mesmo que se faz referência quando estudamos o livre arbítrio é a consciência do Espírito no período de sua formação. A consciência de si mesmo que faz menção no estudo do sono físico, diz respeito à consciência de si mesmo do homem como encarnado e não do Espírito."
"O livre arbítrio pertence ao Espírito."

      Marlenedd respondeu: Então, sendo assim e, além da consciência do espírito que tem livre-arbítrio, há a consciência do homem, aquela que come, bebe, trabalha, reproduz-se, é má ou boa, aquela que desaparece no sono profundo. Esta consciência do homem carnal não tem livre-arbítrio, é assim, não é?

      Cel: minha amiga, o dizer-se q o espírito e o homem têm consciências diferentes, nada mais significa do q dizer-se q a consciencia do espírito livre e do espírito preso à matéria, são uma só, mas, que na carne sofre as influências desta; é diferente na carne porq cerceada sob muitos aspectos. Só isso.   

      Um abraço.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 16 de Fevereiro de 2012, 14:35
      Marlenedd    (ref #191)

      Cel (msg ant): o autor do texto, aqui, se engana totalmente: o livre-arbítrio é a liberdade de escolher (ação interna), não de realizar o q escolheu (ação externa). Assim, sendo <nada> pode cercear ou condicionar a escolha q já foi feita. Portanto, qualquer dificuldade q surja não afeta a escolha feita, mas somente as ações para a concretizar externamente."

      Marlene: O espírito é o decisor e o homem é o sujeito, porque está sujeito, concretiza, é inevitável. É assim, não é?

      Cel: não é bem assim, amiga; como vimos, e vc já se referiu a isso, existe o ego, defesa psicológica criada por nós mesmos ao depararmos com um mundo ameaçador ao derredor. Através da ótica distorcida do ego (q somente age a nosso favor, tentando afastar de nós todos os riscos e o q for desagradável) interpretamos a vida. Assim, nós, espíritos cerceados pela carne/ego, acertamos ou erramos. A decisão sempre nunca é "simplesmente" nossa, pois sempre tb comandada pelas equivocadas interpretações do ego. É o ego/eu/mente localizada q nos comanda; não nós a ele. Assim, as decisões podem estar certas ou erradas e, por isso é q nos vêm, e ao mundo, todos os sofrimentos!

      Marlene: Mas, aqui, ainda penso outra coisa por causa do que falei com o Kazaoka, das duas consciências, a do espírito e a do homem formada pelos hábitos diários e as necessidades. Será que esta consciência do homem não interfere na escolha livre do espírito?

      Cel: é exatamente isso q expus acima (e não há duas consciências!); essa interferência é total e de todos os instantes, só cessando qdo o ego cessa de operar. O ego nos comanda.

      Até mais.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 16 de Fevereiro de 2012, 16:06
Nas necessidades naturais está a luta pela sobrevivência, sem considerar essa luta boa ou má, o que está acima de tudo é sobreviver, não é?

Sobreviver é preocupação instintiva de todos os seres vivos, inclusive dos inferiores que nem gozam da faculdade do livre arbítrio. Portanto, luta pela sobrevivência é comum em todos os seres da criação e é, por isso mesmo, ação instintiva. Já, a preservação da vida como oportunidade de aprimoramento espiritual adquirido através das variadas experiências da vida. é preocupação do Espírito consciente de si e do valor de cada oportunidade que Deus lhe concedeu nas diversas passagens pela matéria.

Resumindo, consciência animal é dirigida pelo instinto ligado ao Princípio Vital comum a todos os seres viventes. Consciência espiritual é exclusiva ao hominal e é por isso que para o humano torna-se compulsório o desenvolvimento moral regido pela lei do livre arbítrio
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 16 de Fevereiro de 2012, 18:29
      Amigos do forum,

      Maria47     (ref #168)

      A companheira de estudos Maria trouxe texto sobre “Livre-arbítrio e Destino”. Para q os amigos reflitam, proponho algumas questões:

      Texto: ... No final, você vai chegar ao topo da árvore (da emancipação espiritual), mas pode precisar de 100 ou 1000 vidas para atingir o topo.

      Cel: primeira questão: qual é a causa da desigualdade de tempo relatada? Todos éramos perfeitamente iguais, sob todos os aspectos no princípio, certo? O q é q desfaz essa perfeita igualdade primitiva?

      Texto: Quantas vidas serão necessárias para alcançar o objetivo da alma, no que se refere ao orgulho, por exemplo?

      Cel: orgulho, como nasceu ele? Já o trouxemos da criação ou o adquirimos na escola da vida, para onde vimos para nos libertar das imperfeições, inclusive do próprio orgulho? Viemos para nos libertar dele e aqui mesmo nos prendemos a ele?

      Texto: Depende das escolhas que você fizer.

      Cel: porq nossas escolhas são gigantescamente desiguais, levando uns para a felicidade e outros para  sofrimentos insuportáveis?

      Peço à amiga Maria e aos amigos q reflitam acerca dessas questões e as respondam.

      Obrigado!
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 16 de Fevereiro de 2012, 20:22
Depois de ler as respostas do Coronel e do Kazaoka,

Isto entende-se bem é com exemplos da vida de todos os dias. Por exemplo, eu como espírito escolho uma vida entre ladrões e assassinos para aprender a não ser ladrão nem assassino. Nasço no meio de ladrões e assassinos, os meus pais não têm hipótese de me mandarem para a escola, a única coisa que sei, porque me ensinam (formam-me o ego), é a roubar e a matar. Que culpa tenho eu disto, se nem sequer sei que tenho um espírito que escolheu encarnar no meio dessa gente? Isto é confuso.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 16 de Fevereiro de 2012, 22:26
      Amigos do fórum,
      Convido-os a refletirem comigo:

      Cel: amigos, vejam como é extremamente necessário q não fiquemos apenas na superfície de uma questão ou problema se, sincera e verdadeiramente, quisermos compreendê-lo. Temos q investigar até suas mais profundas raízes; caso contrário, nunca vamos compreendê-lo.

      Vamos ver a msg trazida pelo amigo Altino.

      O amigo MAltino (ref #182) escreveu: ... Tendo um homem o instinto do assassínio, seu próprio Espírito é, indubitavelmente, quem possui esse instinto e quem lho dá; não são seus órgãos que lho dão.

       Cel: vamos raciocinar: será verdade q é o espírito que tem o instinto assassino? E porq o tem? Já o trouxe desde a criação? É evidente q dirão q não. Então, onde o adquiriu? Na erraticidade, antes de sua primeira encarnação consciente? Ou nas encarnações posteriores? E o q fez q ele se tornasse possuidor desse instinto assassino? Será verdade q o espírito mesmo raciocinou, pesou as terríveis conseqüências q, com toda certeza, lhe virão da tb terrível lei de causa e efeito e, depois, por livre e espontânea vontade, decidiu escolher ter em si o instinto assassino mesmo q o atinjam os torturantes e insuportáveis sofrimentos q a lei determina?!

      Altino colocou: Semelhante ao bruto, e ainda pior do que este, se torna aquele que nulifica o seu pensamento, para só se ocupar com a matéria, pois que não cuida mais de se premunir contra o mal.

      Cel: amigos, e qual é a razão q faz com q o espírito nulifique seus pensamentos e não mais cuide de se premunir contra o mal? Ele mesmo escolheu agir assim, mesmo conhecendo as conseqüências q lhe virão?

      Altino: Nisto é que incorre em falta, porquanto assim procede por vontade sua.

      Cel: o que significa essa afirmação? Significa q o espírito (q não pode ser mau, nem injusto, nem ininteligente, porq de Deus, q é infinito amor, justiça e sabedoria, nada procede que seja mau, ou injusto, ou não inteligente!) q o espírito mesmo fez nascer nele a vontade de incorrer em falta?! ...

      Altino: ... Essa aberração constitui muitas vezes uma punição para o Espírito que, porventura, tenha sido, noutra existência, fútil e orgulhoso, ou tenha feito mau uso de suas faculdades.

      Cel: amigos, e como é q o espírito se torna fútil e orgulhoso? Alguém sabe dizer? É por vontade própria, é porq escolheu ser possuidor de defeitos morais?

      Altino: Pode esse Espírito, em tal caso, renascer no corpo de um idiota, como o déspota no de um escravo e o mau rico no de um mendigo.

      Cel: será verdade q as criaturas do Deus, de infinita Perfeição seja criadas para, obrigatoriamente, se tornarem tão imperfeitas? Será que essas criaturas, nós mesmos, fomos criados de modo a só entendemos a linguagem do sofrimento?! Que o Ser de perfeita e infinita sabedoria só soube criar seres destinados a dores e lágrimas?

      Meus amigos, é necessário refletir, raciocinar!

      E um fato a q chamo a atenção dos amigo e q é, inegavelmente, muito estranho: por mais q muitos leiam estas questões q sempre apresento (e são sempre as mesmas!), não se encorajam em respondê-las! Será receio de magoarem alguém, seus mentores, ou receio de raciocinar acerca de temas estranhos porq nunca foram tocados ou focalizados por suas religiões ou crenças?! Ou será apenas ignorância, ou falta de tempo ou de disposição para refletirem sobre estas questões?

      Abraços.

     





Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 16 de Fevereiro de 2012, 22:57
Coronel: "Cel: é exatamente isso q expus acima (e não há duas consciências!); essa interferência é total e de todos os instantes, só cessando qdo o ego cessa de operar. O ego nos comanda."

Aqui nesta situação já é diferente. O ego comanda-nos enquanto acreditarmos nele, se não lhe dermos importância por sabermos que na realidade ele não existe, terminamos com as interferências em todos os instantes. As interferências constantes do ego causam expressões emocionais, cessando o ego acabou-se o aparente ser emocional...
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 16 de Fevereiro de 2012, 23:41
Coronel: "Cel: é exatamente isso q expus acima (e não há duas consciências!); essa interferência é total e de todos os instantes, só cessando qdo o ego cessa de operar. O ego nos comanda."

Aqui nesta situação já é diferente. O ego comanda-nos enquanto acreditarmos nele, se não lhe dermos importância por sabermos que na realidade ele não existe, terminamos com as interferências em todos os instantes. As interferências constantes do ego causam expressões emocionais, cessando o ego acabou-se o aparente ser emocional...

Aqui a situação é mesmo diferente e ainda mais confusa do que as que você não está conseguindo compreender. Como podemos ser comandados por uma coisa que não existe, no caso o tal ego, que à partir do momento que o ignoramos ele deixa de existir, se é que é possível uma coisa deixar de existir se nunca existiu.

Raciocinem com calma e procurem não tirar o pé do chão e nem o pensamento daquilo que os Espíritos nos apresentaram na codificação espírita como respostas para as questões que estamos a discutir.
 
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 17 de Fevereiro de 2012, 01:34
      Amigos,
      É necessário raciocinar! Infelizmente muitos nem lêem uma msg qdo percebem q nela está alguma coisas estranha ou não focalizada por sua religião ou crença. Receio de magoar confrades, amigos, mentores, mestres, instrutores, ou receio de estarem buscando conhecimentos fora de suas crenças? Ou preconceito? Não sei! Mas vamos lá!

      Marlenedd     (ref #205)

      A amiga Marlene escreveu: ... Isto entende-se bem é com exemplos da vida de todos os dias. Por exemplo, eu como espírito escolho uma vida entre ladrões e assassinos para aprender a não ser ladrão nem assassino.

      Cel: e porq vc deve aprender a não ser nem ladrão nem assassino? Já possuía esses instintos? De onde os trouxe? Vc mesmo os colocou em sua natureza?

      Marlene: Nasço no meio de ladrões e assassinos, os meus pais não têm hipótese de me mandarem para a escola, a única coisa que sei, porque me ensinam (formam-me o ego), é a roubar e a matar. Que culpa tenho eu disto, se nem sequer sei que tenho um espírito que escolheu encarnar no meio dessa gente? Isto é confuso.

      Cel: minha amiga, é isso q vc está fazendo q todos deviam fazer! No entanto, muitos se limitam a ler ou estudar aquilo q têm em mãos, aquilo q já foi ensinado, aceitando tudo, passivamente, porq têm confiança em suas fontes. Assim, minha amiga, a isso q vc diz q está confuso, devo acrescentar: não há culpas nem culpados; não somos nós q nos tornamos bandidos, ou maus, ou o q quer seja, por nossa vontade: o mal, não brota espontaneamente em nossa cabeça; ele é resultante das experiências/lições, influências q a vida nos proporciona a cada instante. Nós  somos o resultado de todas as causas e efeitos q ocorreram antes de nós, desde os nossos mais remotos antepassados e, mesmo daquilo q concorreu para q eles passassem a existir. Tanto o bem, qto o mal, nós os aprendemos com a vida. A vida é q nos molda o caráter etc de instante a instante.

        Um abraço.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 17 de Fevereiro de 2012, 10:43
Mensagem anterior minha, citando o Coronel: "Coronel: "Cel: é exatamente isso q expus acima (e não há duas consciências!); essa interferência é total e de todos os instantes, só cessando qdo o ego cessa de operar. O ego nos comanda."

Minha resposta: Aqui nesta situação já é diferente. O ego comanda-nos enquanto acreditarmos nele, se não lhe dermos importância por sabermos que na realidade ele não existe, terminamos com as interferências em todos os instantes. As interferências constantes do ego causam expressões emocionais, cessando o ego acabou-se o aparente ser emocional...

Kazaoka: "Aqui a situação é mesmo diferente e ainda mais confusa do que as que você não está conseguindo compreender. Como podemos ser comandados por uma coisa que não existe, no caso o tal ego, que à partir do momento que o ignoramos ele deixa de existir, se é que é possível uma coisa deixar de existir se nunca existiu."

O ego não é por o ignorarmos que ele deixa de existir, ele não se ignora a ele próprio. é pela compreensão do que ele é que ele cessa. Como é que ele pode ser real se ele é um conjunto de sentimentos e emoções que nos ensinam desde o nascimento e que forma o ser emocional, um véu como uma capa que esconde o ser real? Como é que ele pode ser real se ele desaparece no sono profundo? Como é que ele pode ser real se ele muda constantemente ao sabor das intenções, das sensações, do mundo exterior, do que os outros dizem ou pensam? Tudo o que muda não é real, não é eterno, está condenado à morte.

Realmente parece confuso, mas se alguém poder citar aqui, se for permitido agradeço, a resposta à questão 917 completa, que eu já li por aí mas já não a encontro, ela esclarece o que eu falei.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 17 de Fevereiro de 2012, 11:01
Amigos   um bom dia  e  sempre um grande obrigado pelas  vossas participações  neste lindo tem que é o livre  arbítrio , mas  continuando este debate  salutar  eu entendo que por muito que possamos  meditar e  tentar compreender , tudo  se pode tonar mais  simples, se cada um de nós  pensar  que  afinal tudo o que temos a  fazer  e compreender.
É que tudo o que temos  de fazer , será sempre   pela nossa vontade  e determinismo que colocamos nas nossas ações.
Compreendo muito bem  a nossa amiga Marlenedd e  o que diz o nosso amigo Kazaoka  é  de grande importância  para compreensão de todos.
Por vezes   são nas coisas  simples  que  temos m de procurar entender  e  por  vezes é  com determinação que  vamos  sentir  o nosso livre  arbítrio  na  vida  e  a Doutrina  Espírita  nesse  aspecto muito nos ensina .............
Determinismo e livre -arbítrio coexistem na vida, entrosando-se na estrada dos destinos, para a elevação e redenção dos homens.
O primeiro é absoluto nas mais baixas camadas evolutivas. 
O segundo amplia-se com os valores da educação e da experiência.
Acresce observar que sobre ambos pairam as determinações divinas, baseadas na lei do amor, sagrada e única, da qual a profecia foi sempre o mais eloquente testemunho.
Não verificais, atualmente, as realizações previstas pelos emissários do Senhor há dois e quatro milénios, no divino simbolismo das Escrituras?
Estabelecida a verdade de que o homem é livre na pauta de sua educação e de seus méritos, na lei das provas, cumpre-nos reconhecer que o próprio homem, à medida que se torna responsável, organiza o determinismo da sua existência, agravando-o ou amenizando-lhe os rigores, até poder elevar-se definitivamente aos planos superiores do Universo.
Havendo o determinismo e o livre -arbítrio, ao mesmo tempo, na vida humana, para compreender os guias   espirituais  quando afirmam não lhes ser possível influenciar  a nossa  liberdade, não devemos esquecer que falam de expressão corpórea, em se tratando do determinismo natural, que prepondera sobre os destinos humanos.
A subordinação da criatura, em suas expressões do mundo físico, é lógica e natural nas leis das compensações, dentro das provas necessárias.
Mas, no íntimo, zona de pura influencia espiritual, o homem é livre na escolha do seu futuro caminho.
Seus amigos do invisível localizam aí o santuário da sua independência sagrada.
Espero  com  este  contributo sobre   o tema  de  livre  arbítrio e aliado á  nossa determinação  em   vencermos as dificuldades  da vida  pelas  nossas  ações  que  nos possam  ajudar  a sermos melhores,  procurando  no debate de ideias, sempre  uma  forma  de   irmos   nos esclarecendo.
Um grande  abraço de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 17 de Fevereiro de 2012, 11:06
Bons Dias a todos

Marlenedd

 Não sou psicóloga nem tenho estudo académico mas discordo do que diz;
Apenas olhando para a minha experiencia noturna e tendo em conta as vezes que busquei respostas no Livro dos Espíritos e na Internet.

Há uma parte no Livro que diz que somos secundados mediante nosso pensamento, isto é  518 o homem atrai os espíritos em razão da sua tendência quer esteja só ou constitua um todo colectivo (..) e outros que agora não sei precisar acho que  já foi referenciado aqui.
E diz também que o nosso nível mental não nos imuniza da realidade física  espacial aonde estejamos inseridos dai “a sensitiva sofrer muito”.
Depois também diz que após o desencarne não deixamos de ser quem éramos em vida com nossas tendências e falências.

Coronel
qual é a causa desta gigantesca desigualdade q faz com q uns aspirem a felicidade e outros aspirem a desdita?
Essa resposta parece-me que já lhe foi dada pelo moderador Kasaoka e por todos nós mesmos ao longo de todos esses temas de estudo. Está no Livro dos Espíritos o que é a felicidade, o que é a pluralidade de mundos habitados, porque nascemos etc. Eu penso que lá no fundo o senhor sabe as respostas apenas ainda não conseguiu interioriza-las.
Muita paz


Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 17 de Fevereiro de 2012, 11:12
..mais uma vez convosco

TUDO É AMOR NA NATUREZA ; O EGOISMO É QUE O ANIQUILA. Livro dos Espíritos – Item 980

A MALIDECÊNCIA FAZ MAIS VÍTIMAS QUE O CANÇER.

A EXPRESSÃO COLÉRICA MUTILA MAIS ESPERANÇAS QUE A TUBERCULOSE.

LÁBIOS QUE SE MOVEM ACUSADORES TRAEM OS DESLIZES DO EU INFERIOR.

M. P.
Vejam meu testemunho, eu tão imperfeita  fazendo e vivendo o que a doutrina diz que é  enfermo.
Tudo bem eu aceito eu peço perdão a Deus no meu íntimo aos outros por ter sido grosseira. Que fazer…!

- Continuar lendo as máximas desoprimentes, nunca desistir, pois este é com certeza o melhor remédio posto em nossas mãos.
De que serviria a desistência, de nada, e o nada não existe. Então um dia nós os que ainda caem  conseguirão finalmente acertar o passo no rumo certo.
- ler, ler, ler…

Reconheçamos que foram muitos séculos de maus hábitos religiosos e que naturalmente serão precisos outros tantos para Acertar.

Muito muito bom estudo sempre.
Sente-se a falta de tantos que estão ausentes do estudo. Todos são importantes.

Abraço

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 17 de Fevereiro de 2012, 12:16
O Espírito na matéria tem a escolha moral diante dos fatos que lhe ocorrem em sua trajetória, ou seja, viver bem ou mal as provas escolhidas no mundo Espiritual antes da sua encarnação.

É dito pelos Espíritos Superiores que os Espíritos escolhem as provas mais difíceis para o seu adiantamento, ora, quem são os Espíritos, somos nós encarnados, sendo assim, tudo o que acontece na nossa vida material são estímulos que recebemos para o nosso adiantamento moral, as provas então são apenas morais, a vida na matéria é só instrumento de prova.

O Espírito Lacordaire explica bem esse aspecto no ESE no capítulo Bem e Mal Sofrer (O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo V - 18)

Oliva, você tocou na maledicência,  quem se compraz com a maledicência? Não seria um Espírito em desiquilíbrio? Por que aparece esse tipo de prova na nossa vida?

No mundo de provas e expiações onde ainda não temos a consciência plena, vamos nos deparar e muitas vezes vamos cair nessa armadilha, ou seja, julgamento certo ou errado porque temos a visão fragmentada e apegada as nossas verdades.

Qual é a prova do Espírito sendo vítima de uma maledicência? Se tornar igual, maldizendo também? Se queixar como vitima do outro? Entender as razões que levaram o outro a essa  prisão de seus próprios pensamentos que externa prazerosamente jogando lama em que passa em seu caminho?

Num mundo de provas e expiações não há vítima nem algoz, convivemos com quem temos que conviver, a nossa prova maior é superar o nosso egoísmo, os nossos apegos, é não nos deixar arrastar pelas emoções que nos cegam, e deixar o outro livre para viver seus apegos e suas verdades até que se liberte delas.

O mundo Espiritual é inteiramente moral, diz em OLE, e por um acaso somos espíritos, não?

Um abç Hebe


 
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 18 de Fevereiro de 2012, 01:39
      Oliva Prado   (ref #197)

      Como a amiga Oliva não identificou o destinatário de sua msg, vou supor q foi para mim.

      Oliva escreveu: ... alguém disse... mais  ou menos:
      “Todos estamos mais ou menos marcados pelos desvarios das vidas pretéritas, de que ainda não conseguimos nos libertar”.

      Cel: amiga, vamos refletir: porq seremos responsáveis pelo q <não conseguimos>? E esses desvarios nós os praticamos porq? Não éramos, de inicio, desvairados, é evidente; então porq nos tornamos desvairados? Será q, antes de nos tornarmos desvairados, raciocinamos, pesamos as conseqüências terríveis q nos virão da lei de causa e efeito, e escolhemos ser desvairados e ser submetidos a torturantes sofrimentos q nos virão da lei por termos enfrentado o Todo Poderoso?

      Oliva: As dúvidas surgem de pontos de vista. Talvez saindo da realidade “eu” para a realidade objetiva seja mais fácil compreender o que está escrito nos Livros da Codificação.

      Cel (como eu disse acima, não sei a quem a amiga está se dirigindo, mas vou responder como se fosse a mim): minha amiga, o q tenho colocado não são “pontos de vista”, mas testemunhos e revelações de desde milênios a.C,  e da mais avançada ciência do mundo, q dividiu a totalidade da ciência em “antes” e depois” e q, de início, deixou perplexos todos os cientistas, entre eles Einstein q disse: “Mas, Deus não joga dados!”; outros cientistas diziam: “Mas, como a natureza pode ser tão absurda?!”, e ainda: “A realidade está se mostrando mais estranha do q a ficção!”

      Oliva: Kazaoka tem respondido tão bem ás suas questões, Coronel!

      Cel: não, minha amiga, o amigo Kazaoka tem <tentado> responder mas, nem ele, nem ninguém e nem mesmo nenhuma religião, consegue  responder à principal questão q apresento, porq a resposta está além das religiões e de seus adeptos. Mas, ela se revela a quem procurá-la com determinação e sinceridade!

      Oliva (ou Marlene?): O espírito é o decisor e o homem é o sujeito, porque está sujeito, concretiza, é inevitável. É assim, não é?

      Cel: primeiramente: espírito (puro e perfeito) + ego (defesa psicológica criada por nós) = homem (com todas suas imperfeições e defeitos); homem – ego = espírito perfeito.

      A questão acima já foi resolvida mas, novamente, a respondo: o espírito está <inteiramente> sujeito ao domínio do ego; é este q o relaciona com tudo o mais e, através das interpretações distorcidas q faz do mundo, lhe traz (ao homem) pensamentos, desejos, entendimentos e, em conseqüência, decisões e escolhas corretas ou incorretas e, consequentemente, felicidade ou os mais monstruosos sofrimentos.

      Marlene (?): ... permita-me dizer o  que penso, não sei se vai ajudar: O homem é o espírito alma inteligência corpo. Só ele pode por sua vontade (sentindo e raciocinando) dominar os instintos, as necessidades fisiológicas, os desejos íntimos ou suscitados pelo contacto exterior.

      Cel: não é assim, amiga; o homem, nós, não temos comando sobre o ego, sobre nossa mente; ela é q nos comanda e nos enche de ilusões devido às interpretações tremendamente parciais (sempre a nosso favor) q faz do mundo e, consequentemente, erramos ou acertamos. Pela mente consideramos q o mundo e tudo q nele ocorre é a realidade, mas não é! E, por isso, sofremos.

      Oliva: A falência da sua realidade  ou vontade é condicionante Karmica, isto é: - explicado pela reencarnação;  não se pode compreender o Livro-arbítrio sem se considerar isso. E se tivermos ainda em consideração os fenómenos gerados pelas obsessões -  talvez ler sobre isso lhe ajude.

      Cel: novamente, lembro q não sei a quem se dirigiu a amiga mas, se for a mim, lhe digo q tudo isso já estudei e conheço muito bem! (Me perdoe se estou respondendo a questões q outro deveria responder!).

      Um abraço.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 18 de Fevereiro de 2012, 02:12
       Marlenedd     (ref #207)

      Cel(msg ant): é exatamente isso q expus acima (e não há duas consciências!); essa interferência é total e de todos os instantes, só cessando qdo o ego cessa de operar. O ego nos comanda.

      Marlene: Aqui nesta situação já é diferente. O ego comanda-nos enquanto acreditarmos nele, se não lhe dermos importância por sabermos que na realidade ele não existe, terminamos com as interferências em todos os instantes. As interferências constantes do ego causam expressões emocionais, cessando o ego acabou-se o aparente ser emocional...

      Cel: amiga Marlene, acreditemos ou não no ego, ele sempre nos comanda (e não há situações diferentes, senão para aquele q eliminou o ego); não é questão de acreditar ou não acreditar. Nem eu, nem vc, enfim, ninguém comanda o ego ou mente individual e, consequentemente, nem os pensamentos, desejos, decisões, escolhas nada; todos vemos e interpretamos a vida através da janela embaçada do ego.

      Logo, a solução não é não acreditar nele ou não lhe dar importância, pois é ele mesmo q determina se nele acreditamos ou se lhe damos importância. Assim, a solução é “matar” o ego. (“O ego é o assassino de Deus: mate o assassino!”; “Quando calamos o ego, Deus se manifesta!”; “Aquieta-te e sabe: eu sou Deus!” (do maior profeta do Antigo Testamento, o autor dos Salmos), isto é, “cesse com as operações do ego e vc saberá q quem está aí é Deus!”.

      Abraço.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 18 de Fevereiro de 2012, 12:01
Um bom dia  aos meus  amigos  que  muito tem contribuído  para que esta tema seja  um aprendizado para todos nós.
Um grande obrigado e  tentando meditar mais um pouco vamos  entender que o livro arbítrio também passa  pelo determinismo de cada um  de nós.
Embora  todos  o tenhamos  e é uma condição  que vem ainda quando estamos na erraticidade e nos preparando para  voltar  resolver  vários erros que comentemos  me vidas passadas.
Então  para que  consigamos  vencer  por vezes  tão duras provas,  precisamos   dentro do nosso livre arbítrio,  termos   um grande  determinismo , ou seja  coragem  e  força , procurando  sempre dentro do melhor que possamos fazer.
Assim nos colocamos   com grande  determinação na vida meditando nestes exemplos que  muitas vezes  nos podem surgir.........
Em todas as situações, o homem educado pode reconhecer onde falam as circunstâncias da vontade de Deus, em seu benefício, e onde falam as que se formam pela força da sua vaidade pessoal ou do seu egoísmo.
Com ele, portanto, estará sempre o mérito da escolha, nesse particular.
O homem pode agravar ou amenizar o determinismo de sua vida.
A determinação divina na sagrada lei universal é sempre a do bem e da felicidade, para todas as criaturas.
No lar  humano, não vedes um pai amoroso e ativo, com um largo programa de trabalhos pela ventura dos filhos?
E cada filho, cessado o esforço da educação na infância, na preparação para a vida, não deveria ser um colaborador fiel da generosa providência paterna pelo bem de toda a comunidade familiar?
Entretanto, a maioria dos pais humanos deixa a Terra sem ser compreendida, apesar de todo o esforço despendido na educação dos filhos.
Nessa imagem muito frágil, em comparação com a paternidade divina, temos um símile da situação.
O Espírito que, de algum modo, já armazenou certos valores educativos, é convocado para esse ou aquele trabalho de responsabilidade junto de outros seres em provação rude, ou em busca de conhecimentos para a aquisição da liberdade.
Esse trabalho deve ser levado a efeito na linha reta do bem, de modo que esse filho seja o bom cooperador de seu Pai Supremo, que é Deus. 
O administrador de uma instituição.
O chefe de uma oficina. 
O escritor de um livro. 
O mestre de uma escola, têm a sua parcela de independência para colaborar na obra divina, e devem retribuir a confiança espiritual que lhes foi deferida. 
Os que se educam e conquistam direitos naturais, inerentes à personalidade, deixam de obedecer, de modo absoluto, no determinismo da evolução, porquanto estarão aptos a cooperar no serviço das ordenações, podendo criar as circunstâncias para a marcha ascensional de seus subordinados ou irmãos em humanidade, no mecanismo de responsabilidade da consciência esclarecida.
Nesse trabalho de ordenar com Deus, o filho necessita considerar o zelo e o amor paternos, a fim de não desviar sua tarefa do caminho reto, supondo-se senhor arbitrário das situações, complicando a vida da família humana, e adquirindo determinados compromissos, por vezes bastante penosos, porque, contrariamente ao propósito dos pais, há filhos que desbaratam os “talentos” colocados em suas mãos, ...
Na preguiça. 
No egoísmo. 
Na vaidade, 
ou no orgulho.                                         
 Como podemos   meditar  temos  muitos  entraves  à nossa  caminhada na vida  e o que  temos  que  ser  determinados para vencer.......
Com  um grande abraço de muita paz
Manuel Altinio
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 18 de Fevereiro de 2012, 12:42
Bons Dias a todos e Bom estudo
 Hebe
Não sei se me fez uma pergunta ou se respondeu á mesma.
Num mundo de provas e expiações não há vítima nem algoz, convivemos com quem temos que conviver, a nossa prova maior é superar o nosso egoísmo, os nossos apegos, é não nos deixar arrastar pelas emoções que nos cegam, e deixar o outro livre para viver seus apegos e suas verdades até que se liberte delas.

Parece-me lógico o seu raciocínio.
Quem são os egoístas? Quem ofende, quem se sente ofendido e segue com ou sem o ofensor é esta a questão. Livre-arbítrio é de ambos o importante é perceber qual deles  consegue libertar-se do peso da prova e pacificar sua realidade física e espiritual. Como você própria responde não nos deixar arrastar pelas emoções que nos cegam.

Muita paz

Coronel
Seu poste lembra-me aquela famosa frase “A  culpa morreu cega”.   Agora pensemos; Quem são as pessoas que  conseguem compreender esta famosa frase.

Parece-me que as afirmações; (“opiniões”  como nos lembrou o fórista Moura  num destes debates)  colocadas no fórum  Espírita são reflexões para todos nós.

Pelo restante conteúdo de seu texto vejo que nada mais lhe posso dizer da minha humilde compreensão dos estudos que vimos realizando sobre  questões  levantadas neste debate por si e por nós todos.

Muita paz sempre
adicionando  um momento de relaxação
♥♫Very relaxing music - A walk in Heaven♥♫ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWkybG5NRjNtaGdJIw==)



Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 18 de Fevereiro de 2012, 13:06
Bons Dias a todos e Bom estudo
 Hebe
Não sei se me fez uma pergunta ou se respondeu á mesma.
Num mundo de provas e expiações não há vítima nem algoz, convivemos com quem temos que conviver, a nossa prova maior é superar o nosso egoísmo, os nossos apegos, é não nos deixar arrastar pelas emoções que nos cegam, e deixar o outro livre para viver seus apegos e suas verdades até que se liberte delas.

Parece-me lógico o seu raciocínio.
Quem são os egoístas? Quem ofende, quem se sente ofendido e segue com ou sem o ofensor é esta a questão. Livre-arbítrio é de ambos o importante é perceber qual deles  consegue libertar-se do peso da prova e pacificar sua realidade física e espiritual. Como você própria responde não nos deixar arrastar pelas emoções que nos cegam.

Muita paz

Coronel
Seu poste lembra-me aquela famosa frase “A  culpa morreu cega”.   Agora pensemos; Quem são as pessoas que  conseguem compreender esta famosa frase.

Parece-me que as afirmações; (“opiniões”  como nos lembrou o fórista Moura  num destes debates)  colocadas no fórum  Espírita são reflexões para todos nós.

Pelo restante conteúdo de seu texto vejo que nada mais lhe posso dizer da minha humilde compreensão dos estudos que vimos realizando sobre  questões  levantadas neste debate por si e por nós todos.

Muita paz sempre
adicionando  um momento de relaxação
http://youtu.be/i2lnMF3mhgI






Eu terminei com uma pergunta, mas na verdade eu estava continuando e tirando uma conclusão do texto que você trouxe e mostrando o livre arbírtrio moral do Espírito na matéria, a qual você arrematou maravilhosamente bem.

"Livre-arbítrio é de ambos o importante é perceber qual deles  consegue libertar-se do peso da prova e pacificar sua realidade física e espiritual. Como você própria responde não nos deixar arrastar pelas emoções que nos cegam."

Um grande abç
Hebe

PS: Oliva, eu apenas inseri novamente o vídeo que você postou que não havia entrado direito, não modifiquei seu post , ok?
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Mourarego em 18 de Fevereiro de 2012, 13:17
É como tenho repetido incansavelmente: Aquele que lê e arrazoa sobre o que leu, nota sem dificuldade que a DE é de uma simplicidade translúcida...
Abraços,
Moura
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 18 de Fevereiro de 2012, 20:20
Coronel: "Marlene: Aqui nesta situação já é diferente. O ego comanda-nos enquanto acreditarmos nele, se não lhe dermos importância por sabermos que na realidade ele não existe, terminamos com as interferências em todos os instantes. As interferências constantes do ego causam expressões emocionais, cessando o ego acabou-se o aparente ser emocional...

      Cel: amiga Marlene, acreditemos ou não no ego, ele sempre nos comanda (e não há situações diferentes, senão para aquele q eliminou o ego); não é questão de acreditar ou não acreditar. Nem eu, nem vc, enfim, ninguém comanda o ego ou mente individual e, consequentemente, nem os pensamentos, desejos, decisões, escolhas nada; todos vemos e interpretamos a vida através da janela embaçada do ego.

      Logo, a solução não é não acreditar nele ou não lhe dar importância, pois é ele mesmo q determina se nele acreditamos ou se lhe damos importância. Assim, a solução é “matar” o ego. (“O ego é o assassino de Deus: mate o assassino!”; “Quando calamos o ego, Deus se manifesta!”; “Aquieta-te e sabe: eu sou Deus!” (do maior profeta do Antigo Testamento, o autor dos Salmos), isto é, “cesse com as operações do ego e vc saberá q quem está aí é Deus!”.""

-----------------

Amigo Coronel, entenda-me, perdoe-me, desculpe-me porque, concordo e discordo consigo ao mesmo tempo. O que é afinal esse maldito ego que nos comanda e é autor de todos os nossos sofrimentos? E o que é que custa ser natural? Normal? Sim, a única coisa que precisamos fazer é voltar ao nosso estado natural, não é preciso nada de anormal, é simples. É sermos verdadeiros, meu amigo. Quando somos assim estamos como naquela frase de Cristo "eu e o Pai somos um", estamos no satori, estamos na iluminação, estamos no estado desperto.

Abandonar o ego é das coisas mais simples que há, é deixarmos de ser aquilo que não somos, é voltarmos ao nosso  ser natural, é ficarmos a nu...

Como ninguém citou, cito eu... comentem por favor.

917 Qual o meio de destruir o egoísmo?

– De todas as imperfeições humanas, a mais difícil de extinguir é o egoísmo, porque se liga à influência da matéria da qual o homem, ainda muito próximo de sua origem, não se pode libertar. Tudo concorre para manter essa influência: suas leis, sua organização social, sua educação.

O egoísmo se enfraquecerá com a predominância da vida moral sobre a material, e principalmente com a compreensão que o Espiritismo vos dá do futuro real, e não desnaturado pelas ficções alegóricas. O Espiritismo bem compreendido, quando estiver identificado com os costumes e as crenças, transformará os hábitos, os usos, as relações sociais. O egoísmo está fundado sobre a importância da personalidade; portanto, o Espiritismo bem compreendido, repito, mostra as coisas de tão alto que o sentimento da personalidade desaparece, de alguma forma, perante a imensidão. Ao destruir essa importância, ou pelo menos ao fazer vê-la como é, combate necessariamente o egoísmo.

É o choque que o homem experimenta do egoísmo dos outros que o torna freqüentemente egoísta por si mesmo, porque ele sente a necessidade de se colocar na defensiva. Ao ver que os outros pensam só em si mesmos e não nos demais, é conduzido a se ocupar de si mais do que dos outros. Que o princípio da caridade e da fraternidade seja a base das instituições sociais, das relações legais de povo para povo e de homem para homem, e o homem pensará menos em sua pessoa quando vir que outros pensam nisso; ele sofrerá a influência moralizadora do exemplo e do contato. Em face da atual intensidade do egoísmo humano, é preciso uma verdadeira virtude para se desprender de sua personalidade em favor dos outros, que freqüentemente não sabem agradecer. É principalmente para os que possuem essa virtude que o reino dos céus está aberto; é especialmente para eles que está reservada a felicidade dos eleitos, porque eu vos digo em verdade que, no dia da justiça, quem tiver apenas pensado em si mesmo será colocado de lado e sofrerá no seu abandono.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 19 de Fevereiro de 2012, 02:27
      Kazaoka    (ref #208)

      Cel (msg ant): é exatamente isso q expus acima (e não há duas consciências!); essa interferência é total e de todos os instantes, só cessando qdo o ego cessa de operar. O ego nos comanda.

      Marlene (msg ant): Aqui nesta situação já é diferente. O ego comanda-nos enquanto acreditarmos nele, se não lhe dermos importância por sabermos que na realidade ele não existe, terminamos com as interferências em todos os instantes. As interferências constantes do ego causam expressões emocionais, cessando o ego acabou-se o aparente ser emocional...

      Kazaoka: Aqui a situação é mesmo diferente e ainda mais confusa do que as que você não está conseguindo compreender. Como podemos ser comandados por uma coisa que não existe, no caso o tal ego, que à partir do momento que o ignoramos ele deixa de existir, se é que é possível uma coisa deixar de existir se nunca existiu.

      Cel: meu jovem e distinto amigo; vc está misturando minhas palavras com as da amiga Marlene. “O ego existe, e nos comanda”, eu disse; quem disse q “ele deixará de existir se nele não acreditarmos”, foi a amiga Marlene.

      Acreditemos ou não nele, saibamos ou não q existe, compreendamos ou não os “estragos” q ele faz, ele continua existindo e comandando nossa mente individual e nos jogando daqui para lá e de lá para mais além, nos mostrando um mundo q não é aquilo q pensamos q é.

      Vc, meu amigo, não tem domínio sobre o ego, sobre sua mente pessoal; é o seu ego/mente pessoal q tem domínio total sobre vc! Ele existe desde q nosso “eu” descobre o “não-eu” ao seu redor, o mundo ameaçador cheio de outros “eus”, dos quais acreditamos q temos de nos defender, a todo custo. O ego procura fazer q nos aproximemos de tudo q seja agradável, bom, felicidade, e fazer q nos afastemos de tudo q seja ruim, desagradável, sofrimento.

      Kazaoka: Raciocinem com calma e procurem não tirar o pé do chão e nem o pensamento daquilo que os Espíritos nos apresentaram na codificação espírita como respostas para as questões que estamos a discutir.

      Cel: meu jovem, a questão mais importante de todas, q estamos a discutir, cuja resposta pode nos levar a uma enorme compreensão dos problemas do mundo e de como soluciona-los, nem a doutrina espírita, nem qualquer outra religião a conhece; por isso, mesmo, apesar de por mim repetida tantas vezes, vc mesmo não consegue responde-la.

      Um abraço. Bom domingo.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 19 de Fevereiro de 2012, 03:23
      Oliva Prado     (ref #212)

      Cel (msg ant): “qual é a causa desta gigantesca desigualdade q faz com q uns aspirem a felicidade e outros aspirem a desdita?”.

      Oliva: Essa resposta parece-me que já lhe foi dada pelo moderador Kasaoka e por todos nós mesmos ao longo de todos esses temas de estudo. Está no Livro dos Espíritos o que é a felicidade, o que é a pluralidade de mundos habitados, porque nascemos etc. Eu penso que lá no fundo o senhor sabe as respostas apenas ainda não conseguiu interioriza-las.

      Cel: minha querida amiga de além-mar; talvez eu não tenha sido claro; assim, repito a pergunta acima: se vc pode escolher a felicidade, porq vc escolherá a desgraça e a infelicidade? Somente o dementado, o desesperado, o completamente ignorante das conseqüências q lhe virão pela escolha errada, poderão escolher a desdita, concorda?

      Essa pergunta não se refere à felicidade, nem à pluralidade dos mundos etc. E ninguém, nenhum dos temas ou tópicos q já estudamos a respondeu, e nenhuma religião tem a resposta.

      Vou repetir a pergunta q já fiz numerosas vezes, não só aos amigos do fórum, mas a muitos outros de sites e endereços diferentes, com mais clareza, clareza q já coloquei em outras vezes:

      “Sabemos q as enormes desigualdades q todos nós apresentamos, levando uns para o caminho do amor, e outros para monstruosas imperfeições, são resultantes das diferentes experiências/lições que cada um de nós recebe, a todos os instantes e sem cessar, da escola da vida, esta escola do bem e do mal, concorda? Ou resultariam de quê?

      “Contudo, e aqui vem a questão, se, pela doutrina,  somos todos criados perfeitamente iguais, sob todos os aspectos (não fosse assim, a justiça divina seria uma utopia), o q é q desfaz essa perfeita igualdade, transformando-a em gigantesca desigualdade? Observe q não me refiro às desigualdades apresentadas pelos homens depois de receberem experiências/lições da vida; refiro- me à desigualdade q desfez a igualdade inicial, certo?”

      Esta questão é, talvez para muitos q estão começando a compreender, a mais importante de todas pois, da desigualdade inicial surgem todas as demais desigualdades, como de pensamento, de compreensão, inteligência, desejos e, consequentemente, desigualdades nas ações, nas obras, fato q, afinal, leva uns para a felicidade e outros para extrema infelicidade.

      Bom domingo.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 19 de Fevereiro de 2012, 10:43
Um bom dia  a todos  e  mais uma vez  um grande obrigado pelos vossos comentários  que muito nos ajuda  nesta caminha  e  que  são muito importantes  para este debate  saudável e franco.
Ao ler  o que colocou  a nossa  amiga Marlenedd, onde  nos colocou uma  questão  sobe o Egoísmos e  que é mais  uma  vertente   até  onde pode  chagar  o nosso livre arbítrio espero que  compreenda  o  texto colocado  e  onde poderá tirar as suas  conclusões..........
 É fato reconhecido que a maior parte das misérias da vida provém do egoísmo dos homens.
 Desde que cada um só pensa em si sem pensar nos outros e ainda só quer a satisfação dos próprios desejos, é natural que a procure a todo preço, sacrificando embora os interesses de outrem, quer nas pequenas, quer nas maiores coisas, tanto na ordem moral, como na material.
Daí todo o antagonismo social, todas as lutas, conflitos e misérias, visto como cada um quer pôr o pé adiante dos outros.
O egoísmo tem origem no orgulho.
 A supremacia da própria individualidade arrasta o homem a considerar-se acima dos demais.
 Julgando-se com direitos preferenciais, molesta-se por tudo o que, em seu entender, o prejudica.
Naturalmente a importância que, por orgulho, se atribui, o torna naturalmente egoísta.
O egoísmo e o orgulho têm origem num sentimento natural.
O instinto de conservação.
 Todos os instintos têm razão de ser e utilidade, pois que Deus não faz coisa inútil.
Deus não criou o mal.
É o homem que o produz por abuso dos dons divinos, em virtude do livre -arbítrio.
Este sentimento contido em justos limites é bom em si.
O seu exagero é que o torna mau e pernicioso.
 O mesmo acontece às paixões, que o homem desvia do seu fim providencial.
Deus não criou o homem egoísta e orgulhoso, mas simples e ignorante.
Foi o homem que, ao fazer mau uso do instinto, que Deus lhe deu para a própria conservação, se tornou egoísta e orgulhoso.
Os homens não podem ser felizes enquanto não viverem em paz, isto é, enquanto não forem animados pelos sentimentos de benevolência, indulgência e condescendência recíprocas e enquanto procurarem esmagar uns aos outros.
A caridade e a fraternidade resumem todas as condições e deveres sociais, mas reclamam abnegação.
 Ora a abnegação é incompatível com o egoísmo e com o orgulho.
Logo, com estes vícios não pode haver verdadeira fraternidade e, em consequência, igualdade e liberdade; porque o egoísta e o orgulhoso tudo querem para si.
Serão sempre eles os vermes roedores de todas as instituições progressistas e, enquanto reinarem, os mais generosos sistemas sociais, os mais sabiamente combinados, cairão aos golpes deles.
Faz gosto ver proclamar o reino da fraternidade. 
Mas de que serve, se vai de par com uma cauda de destruição?
É construir na areia.
É o mesmo que procurar um país insalubre para restabelecer a saúde.
Para ali, se quiserem garantir os habitantes, não basta enviar médicos, que morrerão como outros.
É  preciso mandar os meios de estudar as causas de insalubridade.
Se quiserdes que os homens vivam como irmãos, na Terra, não basta dar-lhes lições de moral.
É  preciso destruir a causa do antagonismo existente e atacar a origem do mal.
O  orgulho e o egoísmo.
É esta a chaga que deve merecer toda a atenção daqueles que desejam seriamente o bem da humanidade.
Enquanto subsistir este obstáculo, estarão paralisados os seus esforços, não só pela resistência da inércia, como por uma força ativa, que trabalhará incessantemente para destruir o trabalho.
Porque toda ideia grande, generosa e emancipadora, arruina as pretensões pessoais.
Destruir o egoísmo e o orgulho é impossível, direis, porque esses vícios são inerentes à espécie humana.
Se assim fosse, impossível seria o progresso moral, ao passo que, quando considerarmos o homem em diversas épocas, reconhecemos à evidência um progresso incontestável.
Logo, se temos sempre progredido, em progresso continuaremos.
Demais, não haverá, por ventura, algum homem limpo de orgulho e de egoísmo?
Não há exemplos de uma pessoa dotada de natureza generosa, em quem o sentimento do amor ao próximo, da humildade, do devotamento e da abnegação, parece inato?
O número é inferior ao dos egoístas, bem o sabemos, e se assim não fora, estes não fariam a lei.
Mas não é tão reduzido, como pensam, e se parece menor é porque a virtude, sempre modesta, se oculta na sombra, ao passo que o orgulho se põe em evidência.
Se pois o egoísmo e o orgulho fossem condições de vida, como a nutrição, então, sim, não haveria excepção.
O essencial portanto é fazer que a excepção passe a ser regra e para isso incumbe destruir as causas produtoras do mal.
A principal é, evidentemente, a falsa ideia, que faz o homem da sua natureza, do seu passado e do seu futuro.
Não sabe donde vem, julga-se mais do que é; não sabendo para onde vai, concentra todos os pensamentos na vida terrestre.
Deseja viver o mais agradavelmente possível, procurando a realização de todas as satisfações, de todos os gozos.
É por isso que investe contra o vizinho, se este lhe opõe obstáculo.
Então entende dever dominar, porque a igualdade daria aos outros o direito que ele quer só para si, a fraternidade lhe imporia sacrifícios em detrimento do próprio bem-estar, e a liberdade, deseja-a só para si, não concedendo a outrem senão o que não fira as prerrogativas.
Se todos têm essas pretensões,  hão de surgir perpétuos conflitos, que farão comprar bem caro o pouco gozo, que conseguem fruir.
Identifique-se o homem com a vida futura e a sua perspectiva mudará inteiramente, como acontece a quem sabe que pouco tempo deve estar em pouso ruim e que dele saindo alcançará um excelente lugar para o resto da vida.
A importância da presente vida, tão triste, tão curta e efémera, desaparece diante do esplendor da vida futura infinita, que se abre à frente.
A consequência natural e lógica desta certeza é o sacrifício voluntário do presente fugitivo a um futuro sem fim, ao passo que antes tudo era sacrificado ao presente.
 Desde que vida futura se torna o fim, que importa gozar mais ou menos nesta?
Os interesses mundanos são acessórios, em vez de principais.
Trabalha-se no presente, a fim de assegurar-se uma boa posição no futuro, sabendo quais as condições para alcançá-la.
Em matéria de interesses mundanos, podem os homens opor obstáculos, que ocasionem a necessidade de combatê-los, o que gera o egoísmo.
Se porém erguerem os olhos para onde a felicidade não pode ser perturbada por ninguém, nenhum interesse alheio precisa de ser debelado e, por conseguinte, não há razão de ser para o egoísmo, embora subsista o estimulante do orgulho.
A causa do orgulho está na crença, que o homem tem, da sua superioridade individual, e aqui se faz ainda sentir a influência da concentração do pensamento nas coisas da vida terrestre.
O sentimento de personalidade arrasta o homem que nada vê diante de si, atrás de si ou acima de si; então o seu orgulho não conhece medidas.
A incredulidade, além de não ter meio para combater o orgulho, estimula-o e dá-lhe razão, pelo fato de negar a existência de um poder superior à humanidade.
O incrédulo só crê em si.
 É, portanto, natural que tenha orgulho, não vendo nos contratempos que oferecem senão obra do acaso.
Ao passo que o crente vê a mão do Senhor naqueles contratempos e curva-se submisso, enquanto o outro se revolta.
Crer em Deus e na vida futura é pois a principal condição para quebrar o orgulho.
Apenas  um reflexão  das Obras Póstumas  de Allan Kardec que  nos   ajuda a meditar  como por vezes  o egoísmo nos  tira  o nosso livre arbítrio,  fazendo de cada um de nós verdadeiramente  egoísticos ......
um grande abraço de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 19 de Fevereiro de 2012, 10:50
     
      “Contudo, e aqui vem a questão, se, pela doutrina,  somos todos criados perfeitamente iguais, sob todos os aspectos (não fosse assim, a justiça divina seria uma utopia), o q é q desfaz essa perfeita igualdade, transformando-a em gigantesca desigualdade? Observe q não me refiro às desigualdades apresentadas pelos homens depois de receberem experiências/lições da vida; refiro- me à desigualdade q desfez a igualdade inicial, certo?”

      Esta questão é, talvez para muitos q estão começando a compreender, a mais importante de todas pois, da desigualdade inicial surgem todas as demais desigualdades, como de pensamento, de compreensão, inteligência, desejos e, consequentemente, desigualdades nas ações, nas obras, fato q, afinal, leva uns para a felicidade e outros para extrema infelicidade.


Somos criados todos iguais em recursos para alcançarmos, através do próprio trabalho moral, a ascensão espiritual.

Não fomos criados prontos e, muito menos, destinados a destruir a igualdade que o Criador nos deu quando de nossa gênese espiritual. O que temos a nossa disposição, e que nos foi dado em igualdade pelo Pai de infinita sabedoria, são os recursos necessários para que, com nosso próprio esforço, tenhamos os méritos de nossas conquistas.

É ai que você começa a dar sua interpretação à questão das desigualdades, dando a entender que acha que fomos criados perfeitos em moral e tudo o que temos feito é destruir esta perfeição original.

O Espirito foi criado "simples e ignorante", como estamos cansados de ouvir nas dissertações e como está na codificação. E "simples" quer dizer sem acessórios, ou melhor, sem caracteres que os diferenciassem uns dos outros. Não é como muitos interpretam o termo "simples" associando-o a humildade. Assim como "ignorante" é no sentido de não ter adquirido os conhecimentos que a vivência e consciência de si mesmo pode lhe oferecer.

Porém, esta ignorância deixará de existir à partir do momento que o Espírito passa a experimentar e acumular os conhecimentos através das experimentações. E todas experimentações são feitas baseadas em opções de escolhas que o Espírito faz influenciado pelo meio, circunstância, e momento existencial que se encontre.

Como você mesmo já citou em post's anteriores, Deus sabe que o Espírito pode errar, porque foi Deus que deu ao Espírito a capacidade de raciocinar e escolher (Livre Arbítrio) e Ele Deus, sabe também, que o Espírito pode redimir porque deu ao Espírito o atributo Divino chamado "consciência de si mesmo" ou juiz. que avalia todos nossos atos.

"Tu tornas eternamente responsável por tudo que cativas." St. Exupery .
E o que cativamos (que prendemos a nós mesmos)? É a nossa personalidade que dá contornos à nossa Alma e da qual somos eternamente responsáveis
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 19 de Fevereiro de 2012, 14:00
      Amigos,

      Acedito q, qdo alguém posta aqui alguma msg ou texto, já o analisou, tentou compreender e o apresenta, ou para tirar alguma dúvida, ou como algo q considerou tão bom q deve ser lido por todos, concordam?

      Vamos ver o texto trazido pela amiga Oliva.

      Oliva Prado     (ref #213)

      Oliva citou: “Tudo é amor na natureza. O egoísmo é q o aniquila” (LE, Item 980).

      Cel: primeiro: não entendo o q o texto quis dizer com “tudo é amor na natureza”; a natureza traz tantas tragédias e desgraças, epidemias, terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas, inundações, calor ou frio q matam, desastres q destroem os homens e tudo q ele construiu em muitos anos de trabalho e suor! Não entendi!

      Quanto ao “é o egoísmo q o aniquila”, afinal o egoísmo não vem também da natureza? O egoísmo é um sentimento natural! Ou o q é o egoísmo? Qual é sua causa? 

      Texto: “A maledicência faz mais vítimas que o câncer”. “A expressão colérica mutila mais esperanças que a tuberculose”. “Lábios q se movem acusadores traem os deslizes do eu inferior”

      Cel: aqui, pergunto: e de onde surgem a maledicência, a cólera etc? Não é do egoísmo? E se não se considerar o egoísmo como um sentimento natural (e ele o é!) será q devemos acreditar q o homem mesmo, examinando as terríveis conseqüências q sobre ele virão se for egoísta, assim mesmo decide e escolhe ser egoísta, e enfrentar a lei do Todo Poderoso criador de todas as coisas?

      M. P (quem é MP?): Vejam eu tão imperfeita  fazendo e vivendo o que a doutrina diz que é  enfermo... peço perdão a Deus aos outros por ter sido grosseira.     

      Cel: e porq vc pratica grosserias? Vc mesma raciocinou, analiso as conseqüências q lhe virão da lei de causa e efeito se agir grosseiramente e, depois,  escolheu ser grosseira? Reflita e seja sincera com vc mesma! Vc age grosseiramente porq escolheu ser grosseira? E porq vc escolheu ser grosseira? Vc consegue responder esta pergunta?!

      Oliva (ou MP): Continuar lendo as máximas desoprimentes, nunca desistir, pois este é com certeza o melhor remédio posto em nossas mãos.

      Cel: minha amiga, se vc ler cem mil vezes ou mais essas máximas, vc se tornará diferente? Será verdade que o Ller cem mil vezes “seja caridosa, ponha amor no coração etc!” seu íntimo, sua natureza, seu coração ainda vazio de amor, se tornará cheio de amor?! E observe q “ler, ler, ler...” não passa de auto-sugestão, auto-hipnotismo, certo? E sugestão ou hipnotismo, a repetição sem fim da leitura de textos inspiradores, belos q lhe dizem <o que fazer> (mas nunca o <como fazer>!) para se melhorar, melhorarão seu coração? Pense bem! O amor nasce pela repetição continuada de palavras como “devo ser amoroso!”, “vou amar o próximo como devem ser amados!”?? Será q é assim?!

      Abraço

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 19 de Fevereiro de 2012, 14:19
Bom dia, Desculpe-me Coronel e Oliva por responder um post que não foi dirigido a mim.


      Amigos,

      Acedito q, qdo alguém posta aqui alguma msg ou texto, já o analisou, tentou compreender e o apresenta, ou para tirar alguma dúvida, ou como algo q considerou tão bom q deve ser lido por todos, concordam?

      Vamos ver o texto trazido pela amiga Oliva.

      Oliva Prado     (ref #213)

      Oliva citou: “Tudo é amor na natureza. O egoísmo é q o aniquila” (LE, Item 980).

      Cel: primeiro: não entendo o q o texto quis dizer com “tudo é amor na natureza”; a natureza traz tantas tragédias e desgraças, epidemias, terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas, inundações, calor ou frio q matam, desastres q destroem os homens e tudo q ele construiu em muitos anos de trabalho e suor! Não entendi!

Para entender tem que ler o cap que fala sobre destruição para regeneração em OLE tem uma sequencia que explica desde as catastrofes naturais até o motivo porque Deus permite a guerra. A visão humana não é a visão do Espirito. Na natureza tudo se transforma e é mutável, o homem que se apega aos bens materiais e acha que possui o que na verdade é um empréstimo para vivenciar suas provas. Quando perde sofre, porque não vive uma vida como Espírito e sim apegado as suas conquistas terrenas, isto também está em OLE.

      Quanto ao “é o egoísmo q o aniquila”, afinal o egoísmo não vem também da natureza? O egoísmo é um sentimento natural! Ou o q é o egoísmo? Qual é sua causa? 

      Texto: “A maledicência faz mais vítimas que o câncer”. “A expressão colérica mutila mais esperanças que a tuberculose”. “Lábios q se movem acusadores traem os deslizes do eu inferior”

      Cel: aqui, pergunto: e de onde surgem a maledicência, a cólera etc? Não é do egoísmo? E se não se considerar o egoísmo como um sentimento natural (e ele o é!) será q devemos acreditar q o homem mesmo, examinando as terríveis conseqüências q sobre ele virão se for egoísta, assim mesmo decide e escolhe ser egoísta, e enfrentar a lei do Todo Poderoso criador de todas as coisas?

sim, vem do egoísmo, do apego as suas verdades que joga no outro os seus conceitos analisando tudo sobre o seu ponto de vista.
      M. P (quem é MP?): Vejam eu tão imperfeita  fazendo e vivendo o que a doutrina diz que é  enfermo... peço perdão a Deus aos outros por ter sido grosseira.     

      Cel: e porq vc pratica grosserias? Vc mesma raciocinou, analiso as conseqüências q lhe virão da lei de causa e efeito se agir grosseiramente e, depois,  escolheu ser grosseira? Reflita e seja sincera com vc mesma! Vc age grosseiramente porq escolheu ser grosseira? E porq vc escolheu ser grosseira? Vc consegue responder esta pergunta?!

Todo mundo sabe quando erra , mas no momento de agredir está sendo levado pela cegueira da emoção, se respirar fundo não age com impulsividade, isso ocorre a todos num mundo e provas e expiações.

      Oliva (ou MP): Continuar lendo as máximas desoprimentes, nunca desistir, pois este é com certeza o melhor remédio posto em nossas mãos.

      Cel: minha amiga, se vc ler cem mil vezes ou mais essas máximas, vc se tornará diferente? Será verdade que o Ller cem mil vezes “seja caridosa, ponha amor no coração etc!” seu íntimo, sua natureza, seu coração ainda vazio de amor, se tornará cheio de amor?! E observe q “ler, ler, ler...” não passa de auto-sugestão, auto-hipnotismo, certo? E sugestão ou hipnotismo, a repetição sem fim da leitura de textos inspiradores, belos q lhe dizem <o que fazer> (mas nunca o <como fazer>!) para se melhorar, melhorarão seu coração? Pense bem! O amor nasce pela repetição continuada de palavras como “devo ser amoroso!”, “vou amar o próximo como devem ser amados!”?? Será q é assim?!

Conseguirá isso através da experiencia da vida, sentido em si e vivenciado todos os lados da questão, Buda para entender o sofrimento e a felicidade se entregou inteiramente a diversas experiencias em busca da verdade, se não tivesse feito isso, não entenderia. Ninguém entende só através de livros, é preciso experimentar sentir e compreender.
Se entende através de livros é porque já trouxe essa bagagem de outras vidas, apenas despertou o que já conhecia.


Um abç Hebe
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 19 de Fevereiro de 2012, 14:42
      Amigos,
      É extremamente necessário raciocinar, refletir; não apenas ler e, paasivamente, aceitar (ou crer) em tudo q lemos, porq temos confiaça nas fontes de onde vêm os ensinamentos.

      Hebe     (ref #214)

      Embora a amiga não goste de perguntas, vou lhe fazer algumas.

      Hebe: O Espírito na matéria tem a escolha moral diante dos fatos que ocorrem em sua trajetória, ou seja, viver bem ou mal as provas escolhidas no mundo Espiritual antes da sua encarnação.

      Cel: mina querida amiga, essa escolha a q vc se refere, depende somente de nós? Esse é o livre-arbítrio, certo, mas existe mesmo livre-arbítrio? Observe q nem mesmo para as escolhas das provas para a seguinte reencarnação, nossa escolha é livre!

      Hebe: É dito pelos Espíritos Superiores que os Espíritos escolhem as provas mais difíceis ...

      Cel: Hebe, as provas se destinam, conforme a doutrina, a nosso aperfeiçoamento moral e intelectual, certo? Mas, porq aqueles q não as cumprem integralmente têm de ser submetidos às terríveis conseqüências da lei de causa e efeito? Não as cumprimos porq não desejamos cumpri-las? Decidimos não cumpri-las?!

      Outro ponto a raciocinar: de quais imperfeições viemos aprender a nos libertar, nesta escola de espíritos, escola do bem e do mal? Já tínhamos imperfeições antes de virmos ao mundo corpóreo? É evidente q só tínhamos uma, a ignorância (a mãe de todas as demais imperfeições até as mais monstruosas!), e a ignorância é característica de todos nós, imposta pelo Criador, desde o ato da criação, certo? Mas, só tínhamos essa, uma “única”, e ficamos carregados de muitas outras, concorda? Onde as adquirimos? Na erraticidade? Ou, na própria escola para onde, obrigatoriamente, somos mandados para aprender a nos libertar das imperfeições (só tínhamos uma!) é nela mesma q aprendemos a nos prender a todas as espécies de imperfeições, às mais monstruosas? Viemos nos libertar de imperfeições, q não tínhamos, e aprendemos a nos ligar a um sem número de imperfeições!! Concorda com esse raciocínio, amiga?!

      Hebe: Oliva, você tocou na maledicência,  quem se compraz com a maledicência? Não seria um Espírito em desequilibro? Por que aparece esse tipo de prova na nossa vida?

      Cel: amiga, e qual é a razão desse espírito estar “em desequilíbrio”? Todos tb estão em desequilíbrio? Ou uns estão e outros não? E qual é razão dessa diferença?

      Hebe: No mundo de provas e expiações onde ainda não temos a consciência plena, vamos nos deparar e muitas vezes vamos cair nessa armadilha, ou seja, julgamento certo ou errado porque temos a visão fragmentada e apegada as nossas verdades.

      Cel: dentro desse quadro q vc apresentou, qual é a justificativa para a existencia da lei de causa e efeito?

      Hebe: Num mundo de provas e expiações não há vítima nem algoz, convivemos com quem temos que conviver, a nossa prova maior é superar o nosso egoísmo, os nossos apegos, é não nos deixar arrastar pelas emoções que nos cegam, e deixar o outro livre para viver seus apegos e suas verdades até que se liberte delas.

      Cel: se nossa prova é essa, porq não a cumprimos? Como superar o egoísmo, os apegos, as emoções, a amiga sabe?

      É tão fácil aconselhar, ensinando: não seja assim, supere isso etc; mas ninguem faz isso porq o <como fazer>nunca lhes é ensinado, nem por nenhuma reslição!

      Abraços. Desculpe-me tantas perguntas, mas é preciso faze-las para q não compreendamos as questões apenas pela metade.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 19 de Fevereiro de 2012, 15:06
           Outro ponto a raciocinar: de quais imperfeições viemos aprender a nos libertar, nesta escola de espíritos, escola do bem e do mal? Já tínhamos imperfeições antes de virmos ao mundo corpóreo? É evidente q só tínhamos uma, a ignorância (a mãe de todas as demais imperfeições até as mais monstruosas!), e a ignorância é característica de todos nós, imposta pelo Criador, desde o ato da criação, certo? Mas, só tínhamos essa, uma “única”, e ficamos carregados de muitas outras, concorda? Onde as adquirimos? Na erraticidade? Ou, na própria escola para onde, obrigatoriamente, somos mandados para aprender a nos libertar das imperfeições (só tínhamos uma!) é nela mesma q aprendemos a nos prender a todas as espécies de imperfeições, às mais monstruosas? Viemos nos libertar de imperfeições, q não tínhamos, e aprendemos a nos ligar a um sem número de imperfeições!! Concorda com esse raciocínio, amiga?!


Coronel, a ignorância original do Espírito não constitui imperfeição. Deus é perfeito em sua obra e não criaria seres com defeitos originais. A ignorância original deve ser comparada ao caderno com as páginas em branco que buscamos na papelaria. E Deus dá este caderno em branco a todos os seus filhos, cada um faz escrever sua própria história.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 19 de Fevereiro de 2012, 15:08
Coronel, Essas questões são suas e não minhas, em outro tópico já lhe respondi.

Aliás o Anton deu o mesmo exemplo, a criança vem ao mundo, não conhece um ferro de passar, coloca o dedinho e se queima...... veja lá.

Eu já dei essa resposta ao Coronel lá atrás, mas pelo visto não satisfez.

Continuando pode a criança que queimou o dedinho, nunca mais chegar perto de um ferro de passar, o que vai constituir um apego a dor, ou pode a mesma criança mais tarde se dispor a aprender  a manejar o ferro quando supera o medo e seguir em frente tranquilamente.

O mesmo acontece com algo que lhe dar prazer, chora e ganha um biscoito, sacia a fome, o biscoito então passa a ser seu objeto de prazer, passa a esconder e não dividir, pois sabe a dor da fome e não quer mais passar por isso, descobre que tem vantagens em ter o biscoito que muitos querem , pronto nasce o maior de todos os vícios , o egoísmo.

O biscoito e o ferro de passar são apenas dois objetos, aos quais, foi atribuído valores de dor e prazer.

O que é a reforma intima então Coronel? Eu sei a resposta, quero ver se chega lá além de perguntar por que uns são bons e outros são maus? Você também sabe.

Um abç
Hebe





Não gosto e não uso o termo imperfeito para o Espírito, isso não é expressão usada por mim embora esteja na codificação, o Espírito foi criado ignorante o que não constitui uma imperfeição.

A lei da causa e efeito é obvia, caiu na água. se molha, encostou no fogo se queima, comeu o que não devia, passa mal e assim vai aprendendo ou não? Qual a outra forma de aprender a não ser pela experiencia?

Não vejo razão para tanta pergunta Coronel, explique você com suas palavras aonde não concorda e porque.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 19 de Fevereiro de 2012, 19:29
Amigos virtuais, Boa Tarde
De volta ao estudo

Hebe, amiga ainda bem que pode responder ao nosso amigo Coronel.
Para mim está difícil fazer-me compreender.

Coronel
   Vou começar por dizer-lhe Quem é M. P. Espírito que escreve pela psicografia de Divaldo Pereira Franco – Marco Prisco - como referenciei uma vez julguei que já não era necessário.

Quanto aos seus restantes comentários das referencias que pus e que comentou como a maledicência, cólera, raiva, … elas são advertências dos irmãos maiores que nos abrem a compreensão para a realidade da vida com seus sofrimentos  e como o câncer, a tuberculose, os  comportamentos inferiores são enfermidades que estão a atingir-nos constantemente porque não compreender suas causas e a melhor forma de minorar esse sofrimento.

Quanto ao ler , le,r ler…para quem defende ação ação ação, necessário relembrar que toda a ação tem um móbil e sendo a nossa pessoa a usina das energias que a dominam é com certeza compensador refletir sempre que se faça necessário, precisamente com as instruções Daqueles que estão nos auxiliando  aliás aqui no fórum isso é muito aplicado e todos sabemos que ajuda. O meu testemunho fala disso.


Novamente sua colocação sobre o egoísmo eu já lhe respondi porque as advertências dos Espíritos no Livro dos Espíritos falam daquilo que podemos aspirar tomando como exemplo os mais avançado. E é com certeza combatendo o egoísmo em nós que lá chegaremos. Só não tome tudo o que escrevo como absoluto nós ainda somos imperfeitos. Dai o meu testemunho.

Amigo, respondendo ao ser grosseira. A gente sofre tantas influencias de manhã há noite que ás tantas queremos dominar-nos mas sempre algo escapa somos falíveis e não infalíveis. Estamos a partilhar impressões e conhecimentos.

Bem-haja, fique em paz


Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 19 de Fevereiro de 2012, 19:33
      Hebe     (ref #214)

      Embora a amiga não goste de perguntas, vou lhe fazer algumas.

      Hebe: O Espírito na matéria tem a escolha moral diante dos fatos que ocorrem em sua trajetória, ou seja, viver bem ou mal as provas escolhidas no mundo Espiritual antes da sua encarnação.

      Cel: mina querida amiga, essa escolha a q vc se refere, depende somente de nós? Esse é o livre-arbítrio, certo, mas existe mesmo livre-arbítrio? Observe q nem mesmo para as escolhas das provas para a seguinte reencarnação, nossa escolha é livre!

      Hebe: É dito pelos Espíritos Superiores que os Espíritos escolhem as provas mais difíceis ...

      Cel: Hebe, as provas se destinam, conforme a doutrina, a nosso aperfeiçoamento moral e intelectual, certo? Mas, porq aqueles q não as cumprem integralmente têm de ser submetidos às terríveis conseqüências da lei de causa e efeito? Não as cumprimos porq não desejamos cumpri-las? Decidimos não cumpri-las?!

      Outro ponto a raciocinar: de quais imperfeições viemos aprender a nos libertar, nesta escola de espíritos, escola do bem e do mal? Já tínhamos imperfeições antes de virmos ao mundo corpóreo? É evidente q só tínhamos uma, a ignorância (a mãe de todas as demais imperfeições até as mais monstruosas!), e a ignorância é característica de todos nós, imposta pelo Criador, desde o ato da criação, certo? Mas, só tínhamos essa, uma “única”, e ficamos carregados de muitas outras, concorda? Onde as adquirimos? Na erraticidade? Ou, na própria escola para onde, obrigatoriamente, somos mandados para aprender a nos libertar das imperfeições (só tínhamos uma!) é nela mesma q aprendemos a nos prender a todas as espécies de imperfeições, às mais monstruosas? Viemos nos libertar de imperfeições, q não tínhamos, e aprendemos a nos ligar a um sem número de imperfeições!! Concorda com esse raciocínio, amiga?!

      Hebe: Oliva, você tocou na maledicência,  quem se compraz com a maledicência? Não seria um Espírito em desequilibro? Por que aparece esse tipo de prova na nossa vida?

      Cel: amiga, e qual é a razão desse espírito estar “em desequilíbrio”? Todos tb estão em desequilíbrio? Ou uns estão e outros não? E qual é razão dessa diferença?

      Hebe: No mundo de provas e expiações onde ainda não temos a consciência plena, vamos nos deparar e muitas vezes vamos cair nessa armadilha, ou seja, julgamento certo ou errado porque temos a visão fragmentada e apegada as nossas verdades.

      Cel: dentro desse quadro q vc apresentou, qual é a justificativa da lei de causa e efeito?

      Hebe: Num mundo de provas e expiações não há vítima nem algoz, convivemos com quem temos que conviver, a nossa prova maior é superar o nosso egoísmo, os nossos apegos, é não nos deixar arrastar pelas emoções que nos cegam, e deixar o outro livre para viver seus apegos e suas verdades até que se liberte delas.

      Cel: se nossa prova é essa, porq não a cumprimos? Como superar o egoísmo, os apegos, as emoções, a amiga sabe?

      Há um modo de <como> fazer isso, mas para conhece-lo é preciso q, sempreconceito algum, se atenda o conselho de Paulo "Estudai de tudo e guardai o que for bom!"; de tudo, minha amiga! Esse conselho, com mais clareza está no LM, cap 3, item 35.

      Até mais.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 19 de Fevereiro de 2012, 20:59
Coronel,

Se eu não me engano você repetiu o seu post, eu já respondi. :D

Tem uma resposta que eu lhe dei e foi a meses atrás e acho que lhe satisfez, repito aqui Coronel.


As religiões manipularam os homens por sua ignorância. Por serem ignorantes sentem o medo do desconhecido, por conseguinte reagem diante de algo que não tem controle e se apegam a algo que os salve.

Então voltamos ao início do tópico. O homem não convive bem com perdas, porque apegado ao prazer cria expectativas e se frusta criando o sofrimento.

Levando esse pensamento adiante, vemos que todos os fatores estressores são difíceis de serem entendidos pelo  homem dentro de uma sociedade, que vem a milênios focando a sua segurança e estabilidade em algo externo e não dentro de si mesmo.

Busca a felicidade em suas relações afetivas, nos seus bens materiais, nas suas conquistas intelectuais, nos seus domínios seja por projeção social ou profissional etc.
Assim sendo, vive a eterna angustia de conquistar e de não perder o que já foi conquistado.
E não vai em busca de ser, porque a única coisa que foca para se preencher é o ter, já que não é completo em si mesmo.

Cheguei aonde quer chegar, Coronel?

Lembro só uma coisa, o Espiritismo não é salvacionista, ok?

Um abço
Hebe

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/trauma-e-superacao/330/#ixzz1mrb9LShQ
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 19 de Fevereiro de 2012, 22:19
      Marlenedd     (ref #221)

      Marlene: ... concordo e discordo consigo ao mesmo tempo. O que é afinal esse maldito ego que nos comanda e é autor de todos os nossos sofrimentos?

      Cel: amiga Marlene, por favor, aponte-me as discordâncias q, se for o caso, vamos corrigi-las, ou tentar esclarece-las.

       Marlene: E o que é que custa ser natural? Normal? Sim, a única coisa que precisamos fazer é voltar ao nosso estado natural, não é preciso nada de anormal, é simples.

      Cel: é, sim, a “única” coisa q precisamos fazer. Mas, se a amiga a considera “simples” e q “não custa ser natural”, já voltou ao seu estado natural? Porq não o fez? A amiga sabe como fazê-lo? Marlene, nenhuma filosofia, psicologia ou religião, e nenhum de seus adeptos, tem a resposta de <como> fazer isso! Se a amiga tem, por favor, a ensine a todos nós!

      Marlene: É sermos verdadeiros, meu amigo. Quando somos assim estamos como naquela frase de Cristo "eu e o Pai somos um", estamos no satori, estamos na iluminação, estamos no estado desperto. Abandonar o ego é das coisas mais simples que há, é deixarmos de ser aquilo que não somos, é voltarmos ao nosso  ser natural, é ficarmos a nu...

      Cel: a amiga disse uma verdade: “quando estamos assim”! Mas, estamos assim? A amiga deve ser extremamente feliz, se já abandonou o ego q, como afirma, fazer isso “é das coisas mais simples q há”! Só para ilustrar: qdo um discípulo de Confúcio lhe disse q havia dominado a mente (abandonado o ego), Confúcio se inclinou reverentemente e lhe pediu: “Permita-me, então, seguir seus passos!”. Seria o caso de fazer à amiga o mesmo pedido?

      Marlene: Como ninguém citou, cito eu... comentem por favor.
      LE/917 Qual o meio de destruir o egoísmo?..........

      Cel: primeiramente, amiga, de onde vem ao homem essa imperfeição tão difícil de eliminar? O homem mesmo a colocou em seu íntimo? Observe, amiga: o fato de o homem adquirir o egoísmo (q antes não possuía), não vem de sua vontade de ser egoísta, mas “da influência da matéria, da qual o homem ainda está muito próximo, e dela não consegue libertar”; e mais, “tudo concorre para manter essa influência: suas leis, sua organização social, sua educação”. Logo, nenhuma responsabilidade lhe cabe por ser egoísta, certo? Até aqui, apenas vimos q o egoísmo é, como a doutrina afirma, a “maior chaga da humanidade” e q é nada mais q um sentimento <natural>, q lhe vem da proximidade em q ainda se acha da matéria, certo?  (Meio fora do tema, mas lhe pergunto: e a lei de causa e efeito, o q é justifica sua existência, se a causa das imperfeições é o egoísmo e se este é um sentimento natural, nascido das experiências/lições da vida e não do coração do homem?).

      Querida amiga Marlene: até agora tudo q vc apresentou apenas tem a ver com o meio de “destruir o egoísmo”, destruição que não depende de cada um, concorda? Mas, o q tem tudo isso a ver com “ser natural”, “ser verdadeiro”, “voltar ao nosso estado natural”? Sinceramente não entendi!

      Até mais.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 20 de Fevereiro de 2012, 02:09
"Cel: é, sim, a “única” coisa q precisamos fazer. Mas, se a amiga a considera “simples” e q “não custa ser natural”, já voltou ao seu estado natural? Porq não o fez? A amiga sabe como fazê-lo? Marlene, nenhuma filosofia, psicologia ou religião, e nenhum de seus adeptos, tem a resposta de <como> fazer isso! Se a amiga tem, por favor, a ensine a todos nós!"

É simples, amigo Coronel, como acabei de escrever no tópico sobre a reforma íntima, é meditar ou contemplar.

Observe que ainda hoje todos admiram os Mestres que nos deixaram os seus saberes, mas muito poucos se preocupam em saber como eles chegaram a esse conhecimento, o que fizeram. E há informação sobre essa transformação, que até aos dias de hoje muitos ainda tentam alcançar...

Uma dessas pessoas que alcançaram esse estado, que não me lembro agora o nome nem qual o livro, dizia mais ou menos assim: Você não é consciente do que é realmente seu. Aquilo de que você é consciente, não é nem você, nem seu. Seu é o poder da percepção, não o que você percebe...

Portanto, o que se procura na contemplação, meditação, é aquele que percebe.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 20 de Fevereiro de 2012, 07:52
"Cel: é, sim, a “única” coisa q precisamos fazer. Mas, se a amiga a considera “simples” e q “não custa ser natural”, já voltou ao seu estado natural? Porq não o fez? A amiga sabe como fazê-lo? Marlene, nenhuma filosofia, psicologia ou religião, e nenhum de seus adeptos, tem a resposta de <como> fazer isso! Se a amiga tem, por favor, a ensine a todos nós!"

É simples, amigo Coronel, como acabei de escrever no tópico sobre a reforma íntima, é meditar ou contemplar.

Observe que ainda hoje todos admiram os Mestres que nos deixaram os seus saberes, mas muito poucos se preocupam em saber como eles chegaram a esse conhecimento, o que fizeram. E há informação sobre essa transformação, que até aos dias de hoje muitos ainda tentam alcançar...

Uma dessas pessoas que alcançaram esse estado, que não me lembro agora o nome nem qual o livro, dizia mais ou menos assim: Você não é consciente do que é realmente seu. Aquilo de que você é consciente, não é nem você, nem seu. Seu é o poder da percepção, não o que você percebe...

Portanto, o que se procura na contemplação, meditação, é aquele que percebe.

Pedindo licença ao moderador do estudo,porque vou sair do tema, cito agora Marlene, duas autoridades em meditação.

"Pondo sua casa em ordem"
Krishnamurti
"Entender o relacionamento, o medo, o prazer e a tristeza é trazer ordem à nossa casa. Sem ordem não é possível meditar. Agora, o orador põe a meditação no fim das palestras porque não há possibilidade de meditar corretamente se você não pôs a sua casa, sua casa psicológica, em ordem. Se a casa psicológica está em desordem, se o que você é está em desordem, qual é o sentido de meditar? É apenas uma fuga. Isso leva a todos os tipos de ilusões." - The Network of Thought, p 96

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/outras-doutrinas-espiritualistas/jiddu-krishnamurti/45/#ixzz1muCwA04p

Pelo texto de Krishnamurti vê-se que antes do emocional estar devidamente equacionado a meditação verdadeira não pode ser feita.

A vida contemplativa também foi rebatida não só pela DE como por Osho e mais alguns.
Osho se refere com todas as letras, que os monjes que se fecham na montanha não obtém o silencio porque o silencio não é deles e sim da montanha, quando retornam ao convívio não conseguem o silencio da mente e nem conviver com seu semelhante, portanto não há vantagem no silencio que buscaram. Em todas as letras se referem a eles como perfeitos idiotas e diz ainda mais, triste daquele que não consegue conviver com seus semelhantes.

Se quiser trago o texto ou indico aonde possa ler. Portanto não é tão simples.

A meditação é válida sim, ajuda, mas esses alertas foram dados pelos papas que exercitam por cultura desde tenra idade.
Temos bons resultados obtidos em escolas que aderiram a meditação transcendental em seus currículos, é uma boa pratica sem duvida.

Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 20 de Fevereiro de 2012, 11:36
Amigos   um bom dia  todos  e  continuo a agradecer  as vossas participações  neste tema ........ Mas  me pergunto a mim mesmo  uma coisa  estamos a debater o Livre  Arbítrio na sua  simplicidade  e  como cada um de nós o pode viver  para que possamos  ser melhores, nada  mais  do que isso  e  respondendo ao nosso amigo Coronel , lhe  digo porquê........... tanta filosofia  quando basta  sermos simples.
Seria  por vezes  deixarmos  essas  coisas   e  sim, meditar no que sou capaz de fazer  na vida.
Partindo da nossa compreensão e conhecimento  de que  realmente o Livre  Arbítrio nos foi dado  mesmo antes  de   reencarnarmos   novamente e  pelo  amor  dos Benfeitores Espirituais  nos deram o esquecimento das nossas responsabilidades  que   tenhamos   de  cumprir  nesta vida e  o fazermos   sempre em liberdade  de atos  e pensamentos .
Mas  o que por vezes acontece  é que o nosso egoismo  e  o nos  julgarmos  superiores em muitas  coisas , então  para  por vezes para  não ficarmos  fora,  vamos  entrar  numa filosofia  que nos vai enredar  um pouco  e não somos claros  e francos .
Apenas   este  debate  pode  servir  e ajudar  muitas pessoas que  ao o lerem podem  meditar mais  um pouco  e  acontecer  modificar a sua vida  no melhor  sentido ........ .
Deus quer que todos os seus filhos tenham a própria individualidade, ...
Creiam nele como possam,
Conservem as inclinações e gostos mais consentâneos com o seu modo de ser.
Trabalhem como e quanto desejem e
Habitem onde quiserem.
Somente exige — e exige com rigor — que a justiça seja cumprida e respeitada.
 «A cada um será dado segundo as suas obras.» Todos receberemos, nas Leis da Vida,...  o que O fizermos.
Pelo que fizermos.
Quanto fizermos e como fizermos.
De conformidade com os Preceitos Divinos, podemos viver e conviver uns com os outros, consoante os padrões de escolha e afetividade que elejamos. Entretanto, em qualquer plano de consciência, do mais inferior ao mais sublime, o prejuízo ao próximo, a ofensa aos outros, a criminalidade e a ingratidão colhem dolorosos e inevitáveis reajustes, na pauta dos princípios de causa e efeito que impõem amargas penas aos infratores.
Somos livres para desenvolver as nossas tendências, cultivá-las e aperfeiçoá-las, mas devemos concordar com os Estatutos do Bem Eterno, cujos artigos e parágrafos estabelecem sejam feitas e mantidas, no bem de todos e no amparo desinteressado aos outros, as garantias de nosso próprio bem.
André Luiz
Então   vamos   pensar  um pouco  como podemos  cada um de nós  nos modificar ............. vamos  fazer um esforço  e  tentar sempre nas coisas mais simples na vida nos tornar  diferentes  no melhor  sentido..............
Um grande abraço de muita paz
Manuel Altino
                                               
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 20 de Fevereiro de 2012, 12:38
Bons dias a todos
 Moderador Altino
 foi precisamente isso que escreveu que estava mais ou menos a refletir mediante os últimos postes.
Talvez seja oportuno dizer que cada um tem de buscar a sua cura e o processo que mais se adequa ao seu  “presente”  estado de espírito.
Transcorrido esse tempo o individuo pode  seguir na direção de um outro diferenciado  que normalmente será sempre melhor.
“Ninguém cura o outro. A cura está dentro de cada um"- Dizem os sábios

Abrç
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 20 de Fevereiro de 2012, 13:42
      Kazaoka     (ref #225)

      Amigo, parece-me q já lhe enviei esta msg, mas não a encontro publicada; envio de novo.

      Cel (msg ant); Contudo, e aqui vem a questão, se, pela doutrina,  somos todos criados perfeitamente iguais, sob todos os aspectos (não fosse assim, a justiça divina seria uma utopia), o q é q desfaz essa perfeita igualdade, transformando-a em gigantesca desigualdade? Observe q não me refiro às desigualdades apresentadas pelos homens depois de receberem experiências/lições da vida; refiro- me à desigualdade q desfez a igualdade inicial, certo?

      Esta questão é, talvez para todos q estão começando a investigar, a mais importante de todas pois, da desigualdade inicial surgem todas as demais desigualdades, como de pensamento, de compreensão, inteligência, desejos e, consequentemente, desigualdades nas ações, nas obras, fato q, afinal, leva uns para a felicidade e outros para extrema infelicidade.

      Kazaoka: Somos criados todos iguais em recursos para alcançarmos, através do próprio trabalho moral, a ascensão espiritual.
 
      Cel: cada vez mais percebo, pelas respostas q o jovem me dá, q não estou sendo o bastante claro. Mas vamos continuar. Baseio-me na DE: todos somos criados perfeitamente iguais, inclusive qto às faculdades intelectuais; logo, inteligência, discernimento, compreensão, imaginação, raciocínio, possibilidades de desejar, decidir e de escolher iguais, concorda? Só para ajudar a refletir: vc, eu e outros somos criados, neste instante da eternidade. Somos perfeitamente iguais (não fosse assim onde estaria a divina justiça?); hipoteticamente, todos juntos tomamos o mesmo caminho mas, num certo momento, uns se desviam e tomam outros caminhos. Qual foi o ingrediente q entrou na perfeita igualdade transformando-a em total desigualdade? É apenas isso! Se todos somos perfeitamente iguais tomaremos o mesmo caminho, certo? Ou o q nos fará tomar caminhos diferentes?

      Kazaoka: É ai que você começa a dar sua interpretação à questão das desigualdades, dando a entender que acha que fomos criados perfeitos em moral e tudo o que temos feito é destruir esta perfeição original.

      Cel: não distinto amigo, nunca eu disse q fomos criados “perfeitos em moral”, nem q tudo q temos feito é destruir essa perfeição original”! O jovem não encontrará essa afirmação em nenhuma de minhas msg. O q digo é q, pela DE, somos criados “iguais”, e sob todos os aspectos! E essa igualdade, “de repente” é destruída e nenhuma psicologia, filosofia, religião sabe explicar o porquê!

      Kazaoka: Porém, esta ignorância deixará de existir à partir do momento que o Espírito passa a experimentar e acumular os conhecimentos através das experimentações. E todas experimentações são feitas baseadas em opções de escolhas que o Espírito faz influenciado pelo meio, circunstância, e momento existencial que se encontre.

      Cel: com essas palavras, o amigo está chegando ao ponto desejado: “a partir do momento q o espírito passa a experimentar e acumular conhecimentos”. Isso é correto e, assim, as desigualdades, pelas quais todos obramos desigualmente e, em conseqüência, somos felizes ou tremendamente infelizes, vêm das desiguais experiências/lições q a vida nos oferece e, evidentemente, nenhuma responsabilidade nos cabe, nem pelas boas obras, nem pela más. Portanto, as desigualdades, q nos fazem acertar ou errar, não somos responsáveis por elas pois elas vêm de Deus; Deus nos transformou, de uma perfeita igualdade inicial, em seres totalmente desiguais! Por isso, os sábios dizem q “é tão absurdo castigar um malfeitor, como levantar um busto, em praça pública, em homenagem ao benfeitor da coletividade!”. Cada um somente faz o q tem de fazer, de acordo com as lições q a escola da vida os levam a fazer. Lembre-se de Paulo: “É o Sr q opera em nós o pensar, o desejar e o fazer!”, e de Jesus: “Tudo vem do Alto!”. Amigo, até mesmo sua intenção ou seu interesse e desejo de seguir os ensinamentos do Mestre, não sãos seus; vêm de fora de vc, do Alto!, pois “Ninguém vem a mim, se o Pai q me enviou não o mandar a mim!”.

      Kazaoka: Como você mesmo já citou em post's anteriores, Deus sabe que o Espírito pode errar, porque foi Deus que deu ao Espírito a capacidade de raciocinar e escolher (Livre Arbítrio).

      Cel: novamente percebo q não tenho sido claro, pois em momento algum citei isso! Ainda mais q, dentro de minha concepção, o livre-arbítrio não existe porq não existe escolha livre. Livre-arbítrio é apenas um “feliz recurso consolador”, talvez inconscientemente criado, pela lógica e elucubração intelectual de religiosos e estudiosos, e por quem mais for e q tiver sentimentos nobres e consoladores, para tentar explicar o inexplicável (para eles e para as religiões) sofrimento do mundo. Podemos dizer, um estratagema, com boas intenções. Lembre-se de Paulo: “Não sois salvos por vossas obras...!”.

      Muitas vezes cito concepções da doutrina, e de outras doutrinas, apenas para daí desenvolver o raciocínio e chegar aonde desejo. Talvez seja isso q esteja causando confusão sobre  o q eu disse ou não disse. Pode ser isso. Vou tentar ser mais cuidadoso.

      Um abraço.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 20 de Fevereiro de 2012, 15:39
Coronel, vou limitar-me a reapresentar os trechos da nossa última postagem e que você as omitiu no seu comentário. E, são justamente, as mais importantes e que melhor respondem às questões que você nos dirigiu.

           Outro ponto a raciocinar: de quais imperfeições viemos aprender a nos libertar, nesta escola de espíritos, escola do bem e do mal? Já tínhamos imperfeições antes de virmos ao mundo corpóreo? É evidente q só tínhamos uma, a ignorância (a mãe de todas as demais imperfeições até as mais monstruosas!), e a ignorância é característica de todos nós, imposta pelo Criador, desde o ato da criação, certo? Mas, só tínhamos essa, uma “única”, e ficamos carregados de muitas outras, concorda? Onde as adquirimos? Na erraticidade? Ou, na própria escola para onde, obrigatoriamente, somos mandados para aprender a nos libertar das imperfeições (só tínhamos uma!) é nela mesma q aprendemos a nos prender a todas as espécies de imperfeições, às mais monstruosas? Viemos nos libertar de imperfeições, q não tínhamos, e aprendemos a nos ligar a um sem número de imperfeições!! Concorda com esse raciocínio, amiga?!


Coronel, a ignorância original do Espírito não constitui imperfeição. Deus é perfeito em sua obra e não criaria seres com defeitos originais. A ignorância original deve ser comparada ao caderno com as páginas em branco que buscamos na papelaria. E Deus dá este caderno em branco a todos os seus filhos, cada um faz escrever sua própria história.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 20 de Fevereiro de 2012, 19:40
      Oliva Prado     (ref #218)

      Oliva cita Hebe:

      Hebe: “Num mundo de provas e expiações não há vítima nem algoz, convivemos com quem temos que conviver, a nossa prova maior é superar o nosso egoísmo, os nossos apegos, é não nos deixar arrastar pelas emoções que nos cegam, e deixar o outro livre para viver seus apegos e suas verdades até que se liberte delas”.

      Para as amigas Hebe e Oliva:

      Cel: primeiro, o q significa q “não há vítima nem algoz”?  A evolução, conforme as doutrinas, só é realizada a custa de sofrimentos com q Deus nos faz avançar pelo caminho da evolução! Só em nosso planeta há bilhões de vítimas, todas sob sofrimentos dos mais “simples”, aos mais cruéis e torturantes! Todos, sem exceção, passaram, estão passando ou passarão por sofrimentos, muitas vezes insuportáveis, advindos da terrível e divina lei de causa e efeito!
      Quem, pela doutrina, está livre da ação dessa lei?

      Segundo, amiga: o q é o egoísmo, senão um sentimento natural a todos, sem exceção. Ninguém <quer> ser egoísta, ninguém é responsável por ser egoísta; o egoísmo é resultante, exatamente, da natureza dada por Deus ao homem, ao cria-lo; e nasce do contato com a natureza ao derredor também resultante da criação de Deus. E esse egoísmo acompanha o homem até sua morte, mais intenso, menos intenso ou mesmo “mascarado”. 
 
      Oliva: ... o importante é perceber qual deles  consegue libertar-se do peso da prova e pacificar sua realidade física e espiritual. Como você própria responde não nos deixar arrastar pelas emoções que nos cegam.

      Cel: e quais são as emoções q nos cegam? Essas emoções nascem, exatamente, das paixões provocadas em todos nós, relativas aos atrativos do mundo.
      As paixões nos provocam desequilíbrios psicológicos e fisiológicos; são, entre outras, a gula, a avareza, ambição, sexo, ódio, a preguiça ou indolência (o prazer de não fazer nada), o orgulho, a vaidade, as atrações pelo dinheiro, fama, prestígio, beleza corporal, amores, afetos... Quem tem a fórmula mágica q nos afaste desses atrativos? E qto às paixões q se manifestam pela vaidade, orgulho, egoísmo, como fazer para q acabarmos com elas? Basta querer?

      Por exemplo: aquela mulher q é apaixonada pelo culto à beleza do corpo, como deve fazer para q essa paixão cesse? Bastará q alguém lhe diga (ou ela a si mesma): "Não se deixe arrastar pelas emoções e paixões"? A mesma pergunta podemos fazer relativamente a todas as outras emoções e paixões, sem exceção.

      Amigos, nenhum controle temos sobre nossas emoções, porq não temos controle ou comando sobre nossa mente! É nossa mente q nos comanda e nos leva daqui para lá, e de là para mais além. Nada podemos fazer a respeito; nós não a comandamos!
     
      Abraços.



Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 20 de Fevereiro de 2012, 19:58
     
      Amigos, nenhum controle temos sobre nossas emoções, porq não temos controle ou comando sobre nossa mente! É nossa mente q nos comanda e nos leva daqui para lá, e de là para mais além. Nada podemos fazer a respeito; nós não a comandamos!
     

Coronel, se acredita mesmo nisso, que não temos controle ou comando sobre nossa mente e, por conseguinte, sobre nossas emoções, por quê está sempre a nos convidar a refletir, raciocinar, meditar, etc.?
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 20 de Fevereiro de 2012, 20:09
      Kazaoka    (ref #229) e (ref #240)

      Kazaoka: ... a ignorância original do Espírito não constitui imperfeição. Deus é perfeito em sua obra e não criaria seres com defeitos originais. A ignorância original deve ser comparada ao caderno com as páginas em branco que buscamos na papelaria. E Deus dá este caderno em branco a todos os seus filhos, cada um faz escrever sua própria história

      Cel: tudo bem; a ignorância não é imperfeição (embora a própria doutrina afirme q vimos à escola da vida para nos libertarmos das imperfeições); e mais, se fôssemos sábios, e não ignorantes, nenhum dano a nós mesmos ou a terceiros cometeríamos! Logo, no meu modo de sentir, a ignorância é uma tremenda imperfeição. Dela vêm todos os males do mundo.

      Contudo, meu jovem, você apenas tocou num detalhe destituído de maior importância, pois saber se ignorância é ou não imperfeição, de nada nos adianta para o progresso espiritual.

      Mas, e as demais questões q apresentei? Vc nem mesmo tocou nelas! Cito-as novamente: viemos aprender a nos libertar, nesta escola de espíritos, escola do bem e do mal, de quais imperfeições? Onde as adquirimos? Na erraticidade? Já tínhamos imperfeições antes de virmos ao mundo corpóreo? Não tínhamos, pois as imperfeições, até as mais monstruosas, nos vêm <exatamente> das experiências/lições desta escola! É nesta escola q ficamos carregados de tantas imperfeições, concorda? Observe q na própria escola para onde, obrigatoriamente, somos mandados para aprender a nos libertar das imperfeições, é nela mesma q aprendemos a nos prender a todas as espécies de imperfeições! Viemos nos libertar de imperfeições, q não tínhamos, e aprendemos a nos ligar a um sem número de imperfeições, q também não tínhamos!! Concorda com esse raciocínio, amigo?!

      Um abraço.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 20 de Fevereiro de 2012, 20:55
Explique da sua  maneira Coronel,

Para você, qual a origem do bem e do mal?
Existe reencarnação?
Existe Deus?
Qual o objetivo da vida na matéria?
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 20 de Fevereiro de 2012, 21:43
      Hebe      (ref #227)

      Amiga, não há porq se desculpar! No meu entender, q deve ser o seu, todas as msg são públicas e quem desejar pode responde-las, concorda? Se isso não estiver correto, então, estou praticando incorreções o tempo todo.

     Oliva citou (msg ant): “Tudo é amor na natureza. O egoísmo é q o aniquila” (LE, Item 980).

      Cel: primeiro: não entendo o q o texto quis dizer com “tudo é amor na natureza”; a natureza traz tantas tragédias e desgraças, epidemias, terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas, inundações, calor ou frio q matam, desastres q destroem os homens e tudo q ele construiu em muitos anos de trabalho e suor! Não entendi!

      Hebe: Para entender tem que ler o cap que fala sobre destruição para regeneração em OLE... Na natureza tudo se transforma e é mutável,

      Cel: minha amiga, conheço todas essas explicações; no entanto, continuo afirmando q “nem tudo é amor na natureza”! Se a amiga considera os sofrimentos cruéis, torturantes e mesmo insuportáveis, q vemos no mundo, como sendo amor, tudo bem; é seu entendimento!  Minha amiga, então, para vc os cânceres, deformações psicológicas ou fisiológicas, loucura, cegueira, afinal toda aquela lista sem fim (q estamos cansados de repetir) de misérias, tragédias, desgraças, dores e lágrimas, são manifestações do amor de Deus, e de Deus de infinito Amor e Misericórdia, tudo bem! Está então, também, afirmando q o Deus de Infinita Sabedoria, o Onisciente, só soube criar seres que somente entendem a linguagem do chicote do sofrimento para aprenderem a progredir? Que a Infinita Sabedoria, o Infnito Amor, só soube criar, para a escola de espíritos, um plano de ensino no qual o método, para ensinar a evoluir, mais usado e mais eficiente, sejam as “chicotadas” dos cânceres, lágrimas e dores? Vc considera isso como sendo amor de Deus, porq refletiu e chegou a essa conclusão por si mesma, ou porq a doutrina diz q é assim?!

      Cel (msg ant): Quanto ao “é o egoísmo q o aniquila”, afinal o egoísmo não vem
também da natureza? O egoísmo é um sentimento natural! Ou o q é o egoísmo? Qual é sua causa? 

      Texto: “A maledicência faz mais vítimas que o câncer”. “A expressão colérica mutila mais esperanças que a tuberculose”. “Lábios q se movem acusadores traem os deslizes do eu inferior”

      Cel: aqui, pergunto: e de onde surgem a maledicência, a cólera etc? Não é do egoísmo? E se não se considerar o egoísmo como um sentimento natural (e ele o é!) será q devemos acreditar q o homem mesmo, examinando as terríveis conseqüências q sobre ele virão se for egoísta, assim mesmo decide e escolhe ser egoísta, e enfrentar a lei do Todo Poderoso criador de todas as coisas?

      Hebe ou Oliva (?): sim, vem do egoísmo, do apego as suas verdades que joga no outro os seus conceitos analisando tudo sobre o seu ponto de vista.

      Cel: amiga, os apegos são causados pelo egoísmo, mas este é um sentimento natural, do qual, portanto, nenhuma responsabilidade cabe ao ser humano!

      M. P (quem é MP?): Vejam eu tão imperfeita  fazendo e vivendo o que a doutrina diz que é  enfermo... peço perdão a Deus aos outros por ter sido grosseira.     

      Cel: e porq vc pratica grosserias? Vc mesma raciocinou, analisou as conseqüências q lhe virão da lei de causa e efeito se agir grosseiramente e, depois,  escolheu ser grosseira? Reflita e seja sincera com vc mesma! Vc age grosseiramente porq escolheu ser grosseira? E porq vc escolheu ser grosseira? Vc consegue responder esta pergunta?!

      Hebe: Todo mundo sabe quando erra , mas no momento de agredir está sendo levado pela cegueira da emoção, se respirar fundo não age com impulsividade, isso ocorre a todos num mundo e provas e expiações.

       Cel: vc diz q “todo mundo sabe quando erra”, contudo não diz “porq é q todo mundo erra”! Vc, por ex, erra porq quer errar? Vc é boa simplesmente porq quer ser boa? É má simplesmente porq quer ser má? E se age maldosamente porq deseja ser má, qual a causa de seu desejo de ser má? Vc mesma, q não era má, escolheu ser má e inoculou a maldade em seu coração?
      E, veja mais uma coisa: se basta “respirar fundo”, se é tão fácil assim, porq no mundo há tanta grosseria, ódio, maldade, conflito, inveja, ciúme, egoísmo, orgulho, crime, exploração do semelhante? Se basta “respirar fundo”, amiga Hebe?

      Oliva: Continuar lendo as máximas desoprimentes, nunca desistir, pois este é com certeza o melhor remédio posto em nossas mãos.

      Cel: minha amiga, se vc ler cem mil vezes ou mais essas máximas, vc se tornará diferente? Será verdade que o ler cem mil vezes “seja caridosa, ponha amor no coração etc!” seu íntimo, sua natureza, seu coração ainda vazio de amor, se tornará cheio de amor?! E observe q “ler, ler, ler...” não passa de auto-sugestão, auto-hipnotismo, certo? E sugestão ou hipnotismo, a repetição sem fim da leitura de textos inspiradores, belos q lhe dizem <o que fazer> (mas nunca o <como fazer>!) para se melhorar, melhorarão seu coração? Pense bem! O amor nasce pela repetição continuada de palavras como estas:“devo ser amoroso!”, “vou amar o próximo como devem ser amados!”?? Será q é assim?!

      Hebe: Conseguirá isso através da experiência da vida, sentido em si e vivenciado todos os lados da questão, Buda para entender o sofrimento e a felicidade se entregou inteiramente a diversas experiências em busca da verdade, se não tivesse feito isso, não entenderia. Ninguém entende só através de livros, é preciso experimentar sentir e compreender.

      Cel: agora a amiga foi perfeita; está chegando ao ponto importante: “conseguirá isso através das <experiências da vida>, sentindo em si e vivenciando todos os lados da questão”. Isso está perfeito, e nos mostra q, se somos bons ou maus, ou o q quer q seja, até às maiores imperfeições, nenhuma responsabilidade nos cabe por isso pois, isso não vem de nosso intimo, de nossa natureza, mas das <experiências> pelas quais, como vc disse, passamos na escola do bem e do mal q é a vida. Minha querida amiga, raciocine: se nossa bondade ou nossa maldade não vêm das experiências/lições q a vida nos proporciona, de onde vêm? Brotam espontaneamente em nós? E se vêm das experiências/lições, porq teremos de sofrer as terríveis  conseqüências da lei de causa e efeito? Afinal, o q é q justifica a existência dessa terrível lei?
      E, mais isto: se a maldade brotasse, espontaneamente, de nosso coração, q culpa teríamos por isso?

      Um abraço.



Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 20 de Fevereiro de 2012, 21:47
Coronel tudo já foi respondido zilhões de vezes, se não satisfez, paciência, o por que do por que do por que me recuso a responder, cansa e o estudo empata.

Basta olhar a Natureza Coronel, se não existe harmonia do Universo e essa harmonia tem uma causa inteligente.

Se olhar uma árvore no Outono e no Inverno a entenderá como morta ou destruída,  entrando na Primavera e no Verão através dos ciclos ele revive e brota mais cheia de vida, assim passamos por ciclos na vida também, difíceis e fáceis.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 21 de Fevereiro de 2012, 01:12
      Hebe    (ref #233)

      Hebe: ... uma resposta ... acho que lhe satisfez...

      Cel: não, minha amiga, nem vc, nem ninguém, e nenhuma religião tem a resposta para aquela pergunta. O q tenho feito é repetir e repetir a pergunta, com isso tentando levar os amigos a refletirem, a raciocinarem para q, afinal, percebam q têm q investigar mais e noutras direções.
      Disse, também, q a resposta será eventualmente encontrada por quem, com determinação, busca-la e q, para isso, deverá seguir o conselho de “estudai de tudo e guardai o q for bom”, sabiamente repetido no LM, cap3, item 35. Mas, os condicionamentos e preconceitos impedem q isso aconteça. Os homens estão tão condicionados a sua crenças q, geralmente, rejeitam as demais mesmo sem conhecê-las.
 
      Hebe: As religiões manipularam os homens por sua ignorância. Por serem ignorantes sentem o medo do desconhecido, por conseguinte reagem diante de algo que não tem controle e se apegam a algo que os salve.

      Cel: não, amiga, a resposta vem lá do princípio e nada tem a ver com qualquer religião. É esta: o egoísmo nasce do momento em q o ser criado abre seus olhos e se depara com um mundo ameaçador ao derredor; logo, é causado pelo medo q, por sua vez, é causado pela ignorância, pois o ser, na carne, desconhece quem ele mesmo é, desconhece a si mesmo (“Conhece-te a ti mesmo, e serás deus!”). Do egoísmo derivam todas as demais imperfeições e ele nada mais é do q um sentimento natural, q nos vem do temer o mundo. Pelo medo, inconscientemente, criamos uma defesa psicológica a q damos o nome de “ego”, defesa q nos acompanhará até q a morte nos chegue ou q a morte dele chegue. O ego filtra tudo q nossos sentidos de relação com o mundo percebem, procurando só deixar q nos atinja o q for bom, agradável, prazeroso, afinal, q seja bom para nos, q, se possível, nos traga felicidades. Por outro lado, o ego é extremamente parcial, pois só opera a nosso favor, através das interpretações q nos dá do mundo, interpretações q, evidentemente, podem ser corretas ou incorretas, com isso  nos levando a acertos e desacertos e, consequentemente, pelas religiões, à felicidade (méritos, recompensas pelos acertos), ou a sofrimentos (deméritos, penalidades, conseqüências da aplicação da lei de causa e efeito, pelos desacertos). Esse é o ego q, interpretando o mundo a nosso favor, é sempre suspeito, e não merece nossa confiança. Contudo, é através dele q entendemos o mundo e, por isso, nos enchemos de ilusões q no mais das vezes, nos fazem sofrer, e nunca conheceremos a realidade q está por trás delas. E conhecer a realidade é conhecer a “verdade q liberta”, como disse Jesus. Assim, o ego é o obstáculo q nos impede o conhecimento da verdade, impede o conhecer a verdade que liberta!
      Portanto, a solução para se chegar à “libertação” é fazer cessarem as erradas interpretações do ego e isto só se  consegue, fazendo-o se calar. No entanto, como fazer isso se não temos comando sobre o ego? É evidente q, inquestionavelmente, temos de assumir o comando sobre o ego e isso só pode ser obtido com treinamento intensivo no sentido de dominá-lo. Por isso o profeta disse: “Aquieta-te e sabe: eu sou Deus”; e outros disseram: “O ego é o assassino de Deus; mate o assassino!”; ou “Quando o ego se aquieta, Deus se manifesta”.
      As operações do ego só se ligam ao passado (lembranças, remorsos, arrependimentos, frustrações) ou ao futuro (expectativas, esperanças, planejamentos, imaginações); nunca estão no “aqui-e-agora”, isto é, no presente instante. Assim, daí surge o como aquieta-lo: permanecer o tempo q for possível no presente-presente, no qual não há nem passado, nem futuro. E só se pode permanecer no instante presente, pondo atenção total naquilo q existe no instante: no q vemos, ouvimos etc, sem lembranças, nem expectativas. Essa atenção total significa “atenção total” (no cristianismo primitivo a atenção era a maior das virtudes, e a desatenção, distração, o maior dos pecados)! Qdo a atenção é total, não existem nem lembranças, nem esperanças, nem expectativas, nem pensamentos, nem desejos, nem medo; nada existe, somente atenção total! Nem a consciência de si, nem o objetivo da atenção, nem quem somos, nem o q somos, nem o q queremos ser, nem o q estamos fazendo. Com determinação e treinamento, aos poucos vamos aumentando o tempo de atenção total e,  consequentemente, assumindo o comando de nossa mente/ego q, afinal se aquietará e podemos perceber quem somos na realidade, perceber a verdade q estava escondida sob as ilusões q o ego nos dava e... chegamos aonde queríamos chegar!

      Hebe: Lembro só uma coisa, o Espiritismo não é salvacionista, ok?

      Cel: não sei o q significa “salvacionista” para vc.  Tem alguma coisa a ver com "salvação"? Lembre-se q o lema do espiritismo é “Fora da caridade não há salvação!”.

      Um abraço.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 21 de Fevereiro de 2012, 01:43
           Hebe: Conseguirá isso através da experiência da vida, sentido em si e vivenciado todos os lados da questão, Buda para entender o sofrimento e a felicidade se entregou inteiramente a diversas experiências em busca da verdade, se não tivesse feito isso, não entenderia. Ninguém entende só através de livros, é preciso experimentar sentir e compreender.

      Cel: agora a amiga foi perfeita; está chegando ao ponto importante: “conseguirá isso através das <experiências da vida>, sentindo em si e vivenciando todos os lados da questão”. Isso está perfeito, e nos mostra q, se somos bons ou maus, ou o q quer q seja, até às maiores imperfeições, nenhuma responsabilidade nos cabe por isso pois, isso não vem de nosso intimo, de nossa natureza, mas das <experiências> pelas quais, como vc disse, passamos na escola do bem e do mal q é a vida. Minha querida amiga, raciocine: se nossa bondade ou nossa maldade não vêm das experiências/lições q a vida nos proporciona, de onde vêm? Brotam espontaneamente em nós? E se vêm das experiências/lições, porq teremos de sofrer as terríveis  conseqüências da lei de causa e efeito? Afinal, o q é q justifica a existência dessa terrível lei?
      E, mais isto: se a maldade brotasse, espontaneamente, de nosso coração, q culpa teríamos por isso?

A "Causa e Efeito" é o indicativo que temos sobre o resultado de nossas ações. Pelo efeito avaliamos a causa. Se o efeito foi bom a causa nos foi favorável, se foi ruim, a causa não atendeu aos interesses.

As dores e sofrimentos, bem como, os prazeres e gozos de felicidade são os sinalizadores dos efeitos das causas que aplicamos em nossas vidas. Se não experimentamos os efeitos do bem e do mal em nós, jamais saberemos diferenciá-los nas diversas situações que vivenciamos e nos que nos rodeiam.

A questão do erro, e como disse a Hebe e você comentou: "Todo mundo erra" e "Todo mundo sabe quando errou". Não erramos por vontade de errar, a consciência do próprio erro vem com a falta do resultado que desejávamos quando impetramos a ação.

Outra coisa a ser considerada é o que diz respeito às dores e sofrimentos alheios e que taxamos nos outros como; insuportáveis, atrozes, etc..
É comum, muitas das vezes, nos depararmos com quadros que, para nós, parecem estarrecedores e, no entanto, os que estão vivenciando aquela situação não parecem experimentarem ou sentirem as desgraças que impomos a eles pela nossa forma pessoal de ver a situação em que se encontram. Este é um comportamento comum e muito perigoso para o observador pois, nem sempre a realidade de quem vive as dificuldades que estamos a observar, as sentem como as imaginamos. Como tudo nesse mundo, felicidade e infelicidade é relativo ao sentimento individual e a elevação espiritual de quem as vivenciam e não de quem as observam.

Todos nós, pela graça de Deus, temos à nossa disposição muito mais do que precisamos para sermos mais felizes do que realmente somos. Principalmente sabedoria.   
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 21 de Fevereiro de 2012, 02:29
      Hebe    (ref #246)

      Hebe: Basta olhar a Natureza, se não existe harmonia do Universo e essa harmonia tem uma causa inteligente.

      Cel: se para a amiga todos os desastres naturais, q tudo destroem e matam, fazem parte da harmonia do universo, nada mais tenho a dizer. Se as desarmonias dos homens não são desarmonias, o q posso dizer? Só para seu conhecimento: houve um tempo, q durou séculos, em q o universo era mesmo comparado a um relógio perfeito, sendo Deus o relojoeiro. No entanto, hoje, o universo tem a denominação de “caótico”.

      Mas, me parece q, para a amiga, todo o caos que exista no universo é harmonia, pois a doutrina afirma q a destruição serve à construção noutro patamar, sendo necessária à regeneração das coisas. Assim, não tenho nenhum comentário a fazer. Dentro dessa sua crença não existe desarmonia, que nada mais é q uma palavra sem significação (?!). O mesmo acontece, na concepção de muitas pessoas, q dizem q as torturantes e insuportáveis conseqüências da lei da causa e efeito, são manifestações da misericórdia de Deus e que devemos aceita-las felizes e com o coração agradecido, e mesmo pedir ao Criador q as abençoe!

      Coisa semelhante aconteceu muito, na Idade Média, qdo a igreja afirmava q as torturas e execuções eram nada mais q atos da misericórdia de Deus q, com isso, evitava q os supliciados não pecassem mais! 

      Recentemente, o Hubble (ou um telescópio espacial mais avançado) filmou a colisão de quatro galáxias, q teriam a magnitude da Via Látea, com a destruição de possíveis zilhões de sóis e de seus zilhões de planetas (habitados?); e, mais recentemente ainda, a colisão de outras duas gigantescas galáxias.

     Atualmente, “afirma-se”, astrônomos e físicos estudam as possibilidades de ações em relação a um corpo celeste (planeta?) q se aproxima do sistema solar e poder ter sua trajetória entre nosso planeta e Marte, causando a ambos notáveis desequilíbrios. Mesmo q tudo não passe de história sem base, podemos observar, tanto em nosso planeta, como na Lua e em outros corpos, as cicatrizes deixadas por colisões. É por essas desarmonias (q, para a amiga, não são desarmonias?!) que, atualmente, o universo é denominado de “universo caótico”.

      Naquele tempo, buscou-se o relojoeiro; hoje, não mais, pois o relogio não é perfeito!

      Tenha uma boa noite.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 21 de Fevereiro de 2012, 03:26
      Kazaoka      (ref #242 )
     
      Cel (msg ant): Amigos, nenhum controle temos sobre nossas emoções, porq não temos controle ou comando sobre nossa mente! É nossa mente q nos comanda e nos leva daqui para lá, e de là para mais além. Nada podemos fazer a respeito; nós não a comandamos!

      Kazaoka: Coronel, se acredita mesmo que não temos controle ou comando sobre nossa mente e, por conseguinte, sobre nossas emoções, por quê está sempre a nos convidar a refletir, raciocinar, meditar, etc.?

       Cel: para q, se possível, consigam entender alguma coisa. Não temos melhor alternativa para de onde partir para iniciar a busca da verdade. É o q acontece com o cristianismo e outras religiões, cujas escrituras foram adulteradas. O cristianismo, durante séculos sofreu acréscimos e subtrações, em conseqüência ficando muito diferente do cristianismo primitivo. Os poderosos mutilaram a doutrina inicial e houve muitas traduções, interpretações, idiomas, gramáticas q, afinal, o deformaram, a ponto de pesquisadores, historiadores e estudiosos afirmarem q não devemos confiar em mais de 90% do q lá está escrito.

      Mas, no Ocidente, é a base a partir da qual podemos iniciar nosso estudo e investigações. Não temos alternativas.

      Do mesmo modo, está comprovado por milênios de revelações q, a solução para q nos libertemos da armadilha q é a vida, começa pelo estudo q, evidentemente, implica refletir, raciocinar, pesquisar. Na própria DE, essas ações são incentivadas. Veja LM, cap 3, item 35, e a recomendação de Paulo: “Estudai de tudo e guardai o q for bom!”.
 
     Qto à questão em q afirmo, q ninguém tem comando sobre a própria mente, faça um pequeno teste, amigo: tente manter um único pensamento em sua mente e verá q se conseguir isso por alguns minutos (talvez por um minuto) será uma vitória! Ou tente deixar a mente livre de qualquer pensamento por alguns minutos; vc não conseguirá, ou dificilmente conseguirá. Lembre-se de Paulo: “É o Sr q opera em nós o pensar...!”. Assim, também, Confúcio, ouvindo de um discípulo q já dominava sua mente, se prostrou frente a ele e pediu: “Permita-me seguir seus passos!”.

      Abraços, distinto jovem.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 21 de Fevereiro de 2012, 06:43
      Hebe    (ref #246)

      Hebe: Basta olhar a Natureza, se não existe harmonia do Universo e essa harmonia tem uma causa inteligente.

      Cel: se para a amiga todos os desastres naturais, q tudo destroem e matam, fazem parte da harmonia do universo, nada mais tenho a dizer. Se as desarmonias dos homens não são desarmonias, o q posso dizer? Só para seu conhecimento: houve um tempo, q durou séculos, em q o universo era mesmo comparado a um relógio perfeito, sendo Deus o relojoeiro. No entanto, hoje, o universo tem a denominação de “caótico”.

      Mas, me parece q, para a amiga, todo o caos que exista no universo é harmonia, pois a doutrina afirma q a destruição serve à construção noutro patamar, sendo necessária à regeneração das coisas. Assim, não tenho nenhum comentário a fazer. Dentro dessa sua crença não existe desarmonia, que nada mais é q uma palavra sem significação (?!). O mesmo acontece, na concepção de muitas pessoas, q dizem q as torturantes e insuportáveis conseqüências da lei da causa e efeito, são manifestações da misericórdia de Deus e que devemos aceita-las felizes e com o coração agradecido, e mesmo pedir ao Criador q as abençoe!

      Coisa semelhante aconteceu muito, na Idade Média, qdo a igreja afirmava q as torturas e execuções eram nada mais q atos da misericórdia de Deus q, com isso, evitava q os supliciados não pecassem mais! 

      Recentemente, o Hubble (ou um telescópio espacial mais avançado) filmou a colisão de quatro galáxias, q teriam a magnitude da Via Látea, com a destruição de possíveis zilhões de sóis e de seus zilhões de planetas (habitados?); e, mais recentemente ainda, a colisão de outras duas gigantescas galáxias.

     Atualmente, “afirma-se”, astrônomos e físicos estudam as possibilidades de ações em relação a um corpo celeste (planeta?) q se aproxima do sistema solar e poder ter sua trajetória entre nosso planeta e Marte, causando a ambos notáveis desequilíbrios. Mesmo q tudo não passe de história sem base, podemos observar, tanto em nosso planeta, como na Lua e em outros corpos, as cicatrizes deixadas por colisões. É por essas desarmonias (q, para a amiga, não são desarmonias?!) que, atualmente, o universo é denominado de “universo caótico”.

      Naquele tempo, buscou-se o relojoeiro; hoje, não mais, pois o relogio não é perfeito!

      Tenha uma boa noite.


Coronel, a visão restrita ao mundo material pode dar a impressão que tudo virou um caos, o mundo Espiritual sobrevive ao mundo material, mais uma vez volte em OLE, essa explicação é clara e se o Espírito é eterno e sobrevive a matéria, se este planeta acabar a alma sobrevive, talvez um exemplo bem simplista possa  lhe fazer entender o que eu quero dizer, quando se chega a uma casa no meio de uma faxina ela está absolutamente de pernas para o ar e toda sujeira aparece até que a faxina acabe e tudo retorne a ordem das coisas, portanto é necessário que se vire a casa para que a sujeira seja vista e corrigida. Nem indo ao Centro todos os dias, nem fazendo caridade material engajado em obras sociais constantes, se o seu intimo está em desordem, não são essas ações que vão te livrar do sofrimento. O maior conceito do Espiritismo é primeiro o seu aprimoramento moral depois o do próximo, melhorando a si mesmo tem capacidade de interagir de uma forma saudável com o próximo. Essa é a maior caridade a ser feita.

      “Coisa semelhante aconteceu muito, na Idade Média, qdo a igreja afirmava q as torturas e execuções eram nada mais q atos da misericórdia de Deus q, com isso, evitava q os supliciados não pecassem mais! “
 Comparação completamente absurda entre o pensamento Católico da Idade Media e o Espiritismo, o Espiritismo veio exatamente quebrar todos esses dogmas da Igreja, não força ninguém a segui-lo, veio mostrar a interação do mundo Espiritual com o mundo corporal e a necessidade da melhoria moral do homem para acabar com o próprio sofrimento, portanto não é fora do Espiritismo não há salvação, fora da melhora de si mesmo não há salvação, isso serve a todos os homens independente da crença, religião filosofia que abrace , porque todos são espíritos encarnados.

Por isso meu amigo o Espiritismo não é salvacionista ele é esclarecimento e não é religião também. Essa é a minha maneira de ver. Durante 60 anos que diz ter seguido a DE não conseguiu vê-lo dessa forma?  :o. Acha que realmente é como ir a Igreja e dar bençãos a Deus e está salvo? Não Coronel essa não é a minha visão e acredito que nem foi a visão de Kardec.

Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 21 de Fevereiro de 2012, 08:44
Oliva citou (msg ant): “Tudo é amor na natureza. O egoísmo é q o aniquila” (LE, Item 980).

      Cel: primeiro: não entendo o q o texto quis dizer com “tudo é amor na natureza”; a natureza traz tantas tragédias e desgraças, epidemias, terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas, inundações, calor ou frio q matam, desastres q destroem os homens e tudo q ele construiu em muitos anos de trabalho e suor! Não entendi!

Coronel
Vou responder-lhe com esse poste que segue

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 21 de Fevereiro de 2012, 08:57
Bons Dias
E continuação de Bom estudo, ainda pensando nas palavras do Coronel e no tema de debate, vou partilhar convosco esses três textos.

     Julgo que todos conhecem a famosa frase de Jesus a “PORTA ESTREITA” que aliás se enquadra no tema de estudo.

  Naturalmente eu vou cometer uma ousadia ao dizer que seria bem lógico Jesus ter dito também; entrai pela porta direita e direita entendamos aqui é em sentido de verticalidade e não de ordem ou lado.

Porque vejamos  a verticalidade de um ser humano é extremamente importante, desenvolver esforços para ser-se digno de existir e para isso é preciso amar, amar a vida que se manifesta saber respeitar os outros seres, conhecer suas necessidades poder estar á altura delas  aonde lesar seja a última das vontades. Cooperar, sim se se pode , se não se pode, omitir-se é solução. Mas para isto é preciso ver o mundo os outros e nós próprios na  mais pura realidade a de sermos seres imortais, imperfeitos, com desníveis culturais, é preciso compreender e aceitar nossa origem e nosso caminho evolutivo, nossas quedas, nossas imperfeições,  é preciso fazer aquilo que estamos a fazer precisamente aqui e agora, estudar o Espiritismo para fazer a Reforma intima e exercer o livre-arbítrio.

A CORAGEM MORAL E A AUTO-DISCIPLINA - Autor - Alfredo Silva.

A coragem é a manifestação silenciosa da disciplina interior que, com dignidade, tudo suporta, tudo sofre por lealdade, consciência da verdade e do dever.
A coragem moral realiza o ser humano plenamente, prontifica o espírito a indagar, a dizer a verdade, a ser justo, fraterno e honrado, a resistir à corrupção, cumprindo com alegria e otimismo o seu dever.
O ser humano que não alcançou o controle do seu interior, não consegue viver esta potencialidade que se chama coragem moral.
Cada ação da vida humana exige reflexão, consciência, coragem moral.
Sempre que o ser humano descobre e tenta expor a verdade, tem que lutar contra a detratação, a calúnia, a infâmia, a injúria e a perseguição.
Aquele que vive com coragem moral não se deixa abater, nem se intimidar com a difamação que possam lhe fazer às costas e às murmurações dos que se sentem incomodados pela verdade apresentada. Está disciplinado a suportar com visão crítica os conceitos emitidos em face de sua pessoa.
A fé em Deus fortifica o espírito, a disciplina interior representa reconciliação e pacificação do ser humano com sua consciência.
A coragem moral é a mais forte expressão do ser humano que se conhece.

Ø Vitorioso não é aquele que vence os outros, mas sim, o que vence a si mesmo, dominando seus vícios e superando seus defeitos.

Ø Não dê às sombras do ontem, o poder de engolir o teu hoje. Saúda o Sol e agradece a cada minuto a tua vida, bendita seja!


Cumprimentos de LUZ......retirado da net



SE VC NÃO PUDER SER
Se vc não puder ser um pinheiro no
topo de uma colina,
Seja um arbusto no vale...mas seja.
O melhor arbusto à margem do regato:
Seja um ramo,se não puder ser uma árvore.
Se não puder ser um ramo,
seja um pouco de relva,
e de alegria a algum caminho:
Se não puder ser almíscar,seja então,
apenas uma tíbia...Mas a tíbia mais
viva do lago!!
Não podemos ser todos capitães;
temos de ser tripulação.
Há alguma coisa para todos nós aqui.
Há grandes obras e outra menores,a realizar.
E é a próxima a tarefa que temos que empreender.
se vc não puder ser uma estrada,
seja apenas uma senda.
Se não puder ser Sol,
seja uma estrela;
Não é pelo tamanho que terá êxito ou fracasso.
Mas seja o melhor no que quer que vc seja !!
(Chico Xavier) - retirado da net




Fraternalmente  O P

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 21 de Fevereiro de 2012, 09:49
Hebe M C: "...antes do emocional estar devidamente equacionado a meditação verdadeira não pode ser feita."

O ego tem o domínio sobre os pensamentos, e é pelos pensamentos que aparecem as emoções e, consequentemente, o ser emocional que povoa o mundo com todos os seus sofrimentos, misérias, desgraças, guerras, tristezas e alguns lampejos de alegria.

A solução é acabar com a conversa fiada dentro da cabeça, independentemente do nome, se é meditação ou contemplação, não interessa. Na realidade a palavra que melhor descreve isso é espreita, espreitamos os pensamentos e as tramas do ego antes desses estados emocionais surgirem. O ego é ardiloso, quando espreitamos os pensamentos ele desaparece, mas, fica à espera da mínima distração para logo aparecer de novo. Combater o ego e acabar com o ser emocional, o que sofre, é um trabalho constante e para a vida inteira.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 21 de Fevereiro de 2012, 10:08
Voltando á sua questão  Coronel diante da frase “Tudo é amor na natureza. O egoísmo é q o aniquila” (LE, Item 980).

Essa frase só prova que nossa vida aqui é passageira e como o nada não existe o que existe é criação em Deus  logo  tragédias e desgraças, epidemias, terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas, inundações, calor ou frio q matam, desastres q destroem, são meios drásticos de renovação para o homem em evolução que se encerram nesse amor maior que é a nossa fonte e origem.

 Muita paz. O P

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 21 de Fevereiro de 2012, 10:53
O Céu e o Inferno

Intuição das penas futuras

1. - Desde todas as épocas o homem acreditou, por intuição, que a vida futura seria feliz ou infeliz, conforme o bem ou o mal praticado neste mundo. A idéia que ele faz, porém, dessa vida está em relação com o seu desenvolvimento, senso moral e noções mais ou menos justas do bem e do mal.

As penas e recompensas são o reflexo dos instintos predominantes. Os povos guerreiros fazem consistir a suprema felicidade nas honras conferidas à bravura; os caçadores, na abundância da caça; os sensuais, nas delícias da voluptuosidade. Dominado pela matéria, o homem não pode compreender senão imperfeitamente a espiritualidade, imaginando para as penas e gozos futuros um quadro mais material que espiritual; afigura-se-lhe que deve comer e beber no outro mundo, porém melhor que na Terra.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 21 de Fevereiro de 2012, 11:00
Um bom dia para todos  os meus  amigos,  Agradecendo  mais uma  vez  as  vossas colocações   que  são  amiga  Oliva ,  Kazaoka,  Hebe, Marlenedd  muito esclarecedores , não deixando de dizer que  muitas  das questões  do nosso amigo Coronel já foram  respondidas.
 É  com  muita  expectativa  sinto que  este debate   está a  ser   por vezes um pouco  filosófico e podemos por vezes sermos mais claros  e simples nas nossa  apreciações  ao tema  o Livre arbítrio.
Já   sabemos  e compreendemos que  que  é do nosso conhecimento que  podemos   atuar  dentro do que  que vamos conhecendo e compreendendo, falamos  de muitas situações   que  podemos ter na vida , e que por vezes nos leva a  sair  do que muitas  vezes nos propomos  fazer.
Assim  se  dá  com o nosso livre  arbítrio , mas   há  uma  situação que  pode  ser  determinante  nas  nossas  ações, é o nosso determinismo em  querer fazer o que pensamos ser o melhor  para cada um de nós , então coloco apenas  um texto das Obras Póstumas, que  talvez  possa clarificar mais um pouco este  tema  e debate .............
Para que o orgulhoso cesse de crer em sua superioridade, é preciso provar-lhe que ele não é mais que os outros e que todos lhe são iguais, que a igualdade é um fato e não uma teoria filosófica.
São verdades que derivam da preexistência da alma e da reencarnação.
Sem a preexistência da alma, o homem, que crê em Deus, é levado a acreditar que lhe deve singulares vantagens, e o que não crê é levado a atribui-los ao acaso e aos méritos próprios.
A preexistência, dando-lhe a noção da vida anterior da alma, ensina-o a distinguir a espiritual, infinita, da corporal, temporária.
Ele chega por aí a compreender que as almas saem iguais das mãos do Criador, têm o mesmo ponto de partida e o mesmo fim, que todos atingirão em mais ou menos tempo, segundo os esforços empregados.
Que ele próprio não chegou ao ponto, em que se acha senão depois de ter longa e penosamente vegetado como os outros, nos planos inferiores.
Que  não há entre os mais e os menos adiantados senão questão de tempo.
as vantagens do nascimento são puramente corporais e não afectam o Espírito. Que o proletário pode, noutra existência, nascer em um trono e o mais poderoso vir como proletário.
Se ele não considerar senão a vida corporal, vê as desigualdades sociais e não as pode explicar.
Mas  se lançar a vista para o prolongamento da vida espiritual, para o passado e o futuro, desde o ponto de partida até o terminal, todas aquelas desigualdades se lhe desfazem perante os olhos e reconhecerá que Deus não deu a nenhum de seus filhos vantagens que negasse a outros. Que fez a partilha com a mais rigorosa igualdade, não preparando o caminho melhor para uns do que para outros.
Que  o mais atrasado de hoje, dedicando-se à obra do seu aperfeiçoamento, pode ser amanhã mais adiantado.
Enfim, reconhece que, não se elevando ninguém a não ser pelos esforços pessoais, o princípio da igualdade tem o carácter de um princípio de justiça e de lei natural, diante das quais não prevalece o orgulho dos privilégios.
A reencarnação, provando que os Espíritos podem renascer em diferentes condições sociais, quer como expiação, quer como prova, faz-nos saber que muitas vezes tratamos desdenhosamente uma pessoa, que foi noutra existência nosso superior ou igual, amigo ou parente.
Se o soubéssemos, iríamos  tratar com atenção, mas neste caso não haveria nenhum mérito.
E  se soubéssemos, que o amigo de hoje fora antes um inimigo, um servo, um escravo, não o repeliríamos?
Deus não quis que fosse assim e por isso lançou um véu sobre o passado para que em todos víssemos irmãos e iguais, como é mister para estabelecer-se a fraternidade.
Sabendo  que poderemos ser tratados como houvermos tratado os outros, firmaremos o princípio de caridade como dever e necessidade, fundados nas leis da natureza.
Jesus estabeleceu os princípios da caridade, da igualdade e da fraternidade, dos quais fez condições indispensáveis para a salvação.
Mas  ao Espiritismo ficou reservada a terceira manifestação da vontade de Deus, pelo conhecimento da vida espiritual, pelos horizontes novos que descortina e pelas leis, que revela, como sanção daquele princípio, provando que não é somente uma doutrina moral, mas uma lei natural, que está no interesse dos homens cultivar e praticar.
Ora, eles hão de praticá-la desde que deixarem de ver no presente o princípio e o fim, desde que compreenderem a solidariedade, que existe entre o presente, o passado e o futuro.
No infinito campo, que o Espiritismo lhes põe aos olhos, a sua importância pessoal anula-se, porque compreendem que, sós nada valem e nada podem, que todos precisamos uns dos outros não sendo nenhum mais que outro.
Duro  golpe desfechado contra o orgulho e o egoísmo.
Para isso, porém, é preciso terem fé, sem a qual ficarão detidos dentro do círculo do presente, mas não a fé cega, que foge da luz, que acanha as ideias e portanto alimenta o egoísmo, mas sim a fé inteligente, racional, que pede a luz e não as trevas, que rasga, ousadamente, o véu dos mistérios e alarga os horizontes.
Essa fé, elemento essencial de todo progresso, é a que o Espiritismo proclama. Fé robusta, porque se firma na experiência e nos fatos, dá as provas palpáveis da imortalidade e nos ensina de onde ela vem, para onde vai e porque está na Terra e, finalmente, fixa as nossas ideias a respeito do futuro.
Uma vez encaminhados por esta larga via, não daremos mais ao orgulho e ao egoísmo o pasto, que os alimenta, resultando daí o seu aniquilamento progressivo e a modificação de todos os laços sociais pela caridade e pela fraternidade bem compreendidas.
Pode dar-se essa modificação de chofre?
Não, isso é impossível, pois nada vai de um salto em a natureza.
A saúde não volta subitamente. E entre a moléstia e a cura, há sempre a convalescença.
O homem não pode instantaneamente mudar de sentimentos e elevar os olhos da terra ao céu.
 O  infinito deslumbra-o e confunde-o.
Precisa de tempo para assimilar as novas ideias.
O Espiritismo é, sem contestação, o elemento mais potente de moralização, porque alui os fundamentos do egoísmo e do orgulho, dando sólido fundamento à moral.
Faz milagres de conversão.
Não são ainda, é certo, senão curas individuais e, quase sempre, parciais.
Mas o que ele produz nos indivíduos é prenúncio do que produzirá um dia nas massas populares.
Não pode, de uma vez, arrancar toda a erva daninha.
Mas dá a fé, que é boa semente e que não precisa senão de tempo para germinar e frutificar.
Eis porque ainda não são todos perfeitos.
Ele encontrou o homem no meio da vida, no ardor das paixões, na força dos preconceitos, e se em tais condições tem operado prodígios, como não operará quando o tomar no berço, virgem de todas as impressões maléficas, quando lhe der, com o leite, a caridade, e o acalentar com a fraternidade, quando, enfim, uma geração inteira vier alimentada por ideias que a razão fortificará em vez de debilitar?
Sob o império dessas ideias, que serão mandamentos de fé racional para todos, o progresso, limpando a estrada de egoísmo e orgulho, penetrará nas instituições que se reformarão a si mesmas, e a humanidade caminhará rapidamente para os destinos que lhe são prometidos na terra, enquanto não chega a hora de alcançar o céu.....
Eter contribuído mais um pouco para clarificar  este debate e  ajudar.
Um grande abraço de muita paz 
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 21 de Fevereiro de 2012, 13:49
Coronel: "Naquele tempo, buscou-se o relojoeiro; hoje, não mais, pois o relogio não é perfeito!"

E, será que a imperfeição do relógio não está na nossa sintaxe, que apenas lida com princípios e fins, ou nascimentos e mortes?
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 21 de Fevereiro de 2012, 14:15
Oliva Prado: "Voltando á sua questão  Coronel diante da frase “Tudo é amor na natureza. O egoísmo é q o aniquila” (LE, Item 980).
Essa frase só prova que nossa vida aqui é passageira..."

Nossa vida é passageira para a mente que foi ensinada assim, para o ego, como diz o amigo Coronel. Para a nossa verdadeira mente, a vida não tem fim.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 21 de Fevereiro de 2012, 14:33
      Oliva Prado    (ref #231)

      Oliva: Edna, amiga ainda bem que pode responder ao nosso amigo Coronel. Para mim está difícil fazer-me compreender.

      Cel: Oliva amiga, compreendo-a perfeitamente; o q ocorre é q nem vc, nem a Edna, ninguém, nem religião alguma têm resposta à pergunta q apresento. Com isso, minha intenção é mostrar q, inquestionavelmente, é   necessário busca-la em outras fontes, se sinceramente desejamos compreender a vida; apenas isso. Ela está além das religiões e, se não atendermos ao conselho de Paulo e da codificação (LM, cap 3, item 35), ficaremos dando voltas no mesmo lugar, embalados por centenas de textos lindos, consoladores, mas q nada de edificante contêm. Apenas tentam consolar e trazer esperanças, nada mais! E são assim, porq não sabem ser de outro modo.

      Oliva: Quanto aos seus restantes comentários das referencias que pus e que comentou como a maledicência, cólera, raiva, … elas são advertências dos irmãos maiores que nos abrem a compreensão para a realidade da vida com seus sofrimentos  e como o câncer, a tuberculose, os  comportamentos inferiores são enfermidades que estão a atingir-nos constantemente porque não compreender suas causas e a melhor forma de minorar esse sofrimento.

      Cel: por suas palavras, novamente, percebo q ainda se conceitua o Criador de todas as coisas, o Soberano Amor e Justiça, como um verdugo q, de chicote nas mãos, a chicotadas, nos impele rumo ao caminho do aperfeiçoamento. Bem, as pessoas não são culpadas por pensarem desse modo, pois são as próprias religiões q lhes transmitem tais coisas e, assim, as condicionam. Para alguns, eliminou-se o inferno, mas sofrimentos infernais continuam.
   
      E se o fato de não compreendermos ainda as causas de certos sofrimentos é q nos leva a sofrimentos torturantes e mesmo insuportáveis, onde estará a justiça divina? Alguém pode ser responsável por não compreender?

      Oliva: Quanto ao ler, ler, ler…para quem defende ação ação ação, necessário relembrar que toda a ação tem um móbil e sendo a nossa pessoa a usina das energias que a dominam é com certeza compensador refletir sempre que se faça necessário, precisamente com as instruções Daqueles que estão nos auxiliando  aliás aqui no fórum isso é muito aplicado e todos sabemos que ajuda. O meu testemunho fala disso.

      Cel: pois é isso mesmo q afirmo constantemente: a extrema necessidade refletir, pois só pela reflexão é q vamos compreender q, as ciências, psicologias, filosofias, religiões, enfim o mundo, não têm a solução para os problemas dos homens fato q, eventualmente, levará o homem a ampliar seu leque de buscas e terá, assim, possibilidades de encontra-la.

      Oliva: Novamente sua colocação sobre o egoísmo eu já lhe respondi porque as advertências dos Espíritos no Livro dos Espíritos falam daquilo que podemos aspirar tomando como exemplo os mais avançado. E é com certeza combatendo o egoísmo em nós que lá chegaremos. Só não tome tudo o que escrevo como absoluto nós ainda somos imperfeitos. Dai o meu testemunho.
     
      Cel: amiga, talvez eu não tenha sido claro; o q digo qto ao egoísmo é q ele é um sentimento natural, vindo da própria natureza q o Criador deu aos homens, e da natureza q Deus deu ao meio em q vivem os homens. Nenhuma responsabilidade cabe ao homem por ser egoísta; o egoísmo vem da própria natureza criada por Deus.

      Oliva: Amigo, respondendo ao ser grosseira. A gente sofre tantas influencias de manhã há noite que ás tantas queremos dominar-nos mas sempre algo escapa somos falíveis e não infalíveis. Estamos a partilhar impressões e conhecimentos.

      Cel: pois foi exatamente isso q lhe perguntei: porq somos grosseiros? Antes não éramos, mas nos tornamos agressivos com os semelhantes; qual é a causa dessa agressividade? Esta pergunta vale para todos os defeitos morais dos seres criados por Deus. Nós mesmos, por livre e espontânea vontade, inoculamos em nós o vírus da maldade?! Porq não conseguimos nos dominar? E isso será motivo para q as terríveis conseqüências da lei de causa e efeito caia sobre nós? Quem é q é responsável por <não conseguir> se dominar? Seria lógico e evidente q a lei atingisse aqueles q conseguem se dominar, mas não o fazem, concorda? (Embora, se bem raciocinarmos, veremos q nem aqui há culpas!). Mas cair sobre aqueles q ainda não conseguem se dominar e assim nada de maldade colocam nessa deficiência, é uma concepção no mínimo absurda!

      Temos de raciocinar e não, passivamente, aceitar tudo já interpretado por outras cabeças, simplesmente porq temos confiança em suas fontes.

      Até mais.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 21 de Fevereiro de 2012, 15:55
Coronel: "...Ou tente deixar a mente livre de qualquer pensamento por alguns minutos; vc não conseguirá, ou dificilmente conseguirá..."

Você tem razão. Só conseguimos deixar a mente livre de pensamentos com alguma prática, mas o objetivo de acabar com a conversa fiada, ou espreitar os próprios pensamentos vai mais além. O objetivo é espreitar os pensamentos logo no momento em que eles aparecem, espreitar por espreitar, sem qualquer esforço ou intenção de os controlar ou anular; conforme aparecem desaparecem sem deixar rasto. Sempre que há esforço ou intenção há ego, e há ego quando há distração na espreita. Quando há distração os pensamentos deixam rasto no ser emocional.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: filhodobino em 22 de Fevereiro de 2012, 00:27
Saúde e Paz, amados Irmãos...

Querido companheiro de estudos Manoel Altino, noto que estás malhando em ferro frio, tentando, conduzir a reflexão do livre arbitrio, para uma determinante que só quem já aprendeu resignação, defende essa idéia...
Citar
o0o
Um bom dia para todos  os meus  amigos,  Agradecendo  mais uma  vez  as  vossas colocações   que  são  amiga  Oliva ,  Kazaoka,  Hebe, Marlenedd  muito esclarecedores , não deixando de dizer que  muitas  das questões  do nosso amigo Coronel já foram  respondidas.
 É  com  muita  expectativa  sinto que  este debate   está a  ser   por vezes um pouco  filosófico e podemos por vezes sermos mais claros  e simples nas nossa  apreciações  ao tema  o Livre arbítrio.
Já   sabemos  e compreendemos que  que  é do nosso conhecimento que  podemos   atuar  dentro do que  que vamos conhecendo e compreendendo, falamos  de muitas situações   que  podemos ter na vida , e que por vezes nos leva a  sair  do que muitas  vezes nos propomos  fazer.
Assim  se  dá  com o nosso livre  arbítrio , mas   há  uma  situação que  pode  ser  determinante  nas  nossas  ações, é o nosso determinismo em  querer fazer o que pensamos ser o melhor  para cada um de nós , então coloco apenas  um texto das Obras Póstumas, que  talvez  possa clarificar mais um pouco este  tema  e debate .............
Para que o orgulhoso cesse de crer em sua superioridade, é preciso provar-lhe que ele não é mais que os outros e que todos lhe são iguais, que a igualdade é um fato e não uma teoria filosófica.
São verdades que derivam da preexistência da alma e da reencarnação.
Sem a preexistência da alma, o homem, que crê em Deus, é levado a acreditar que lhe deve singulares vantagens, e o que não crê é levado a atribui-los ao acaso e aos méritos próprios.
A preexistência, dando-lhe a noção da vida anterior da alma, ensina-o a distinguir a espiritual, infinita, da corporal, temporária.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/?action=post2#ixzz1n48ynAN3
o0o
A Abnegação...

Sem abnegarmos o direito de usarmos nosso livre arbítrio, dificilmente teremos encaminhamento para a paz entre os homens, quaisquer que sejam o Deus de seus Corações...

Pensemos no caso Lindemberg, todos que direta ou indiretamente dele participaram fizeram o uso que bem quiseram de seu livre arbítrio...
Quem abnegou o direito de usar seu livre arbítrio, em favor de um entendimento?
Faltou no caso Jesus, o pregado por abnegação, tanto no caso em que não vamos nos estender para não fugir do tema, até mesmo porque, a imprensa já o fez com muita propriedade, e falta entre os homens em geral...
Abrir mão do seu direito para conseguir entendimento, será assim tão dificil?

Saúde e Paz!
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 22 de Fevereiro de 2012, 00:40
      Marlenedd     (ref #235)

      Exato, amiga. E, como vc disse, infelizmente, poucos são os q se preocupam em saber como eles chegaram a esse conhecimento, o que fizeram. E há, tb como vc disse, muita informação sobre essa transformação... no entato, o q acontece é, mesmo a DE aconselhando a q se busque outras crenças e as compare para escolher a q for a "melhor", muitos, ou por falta de disposição, falta de tempo ou por tolo preconceito, ficam totalmente presos às suas crenças considerando q elas sajam possuidoras da verdade q liberta.

      Um abraço.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 22 de Fevereiro de 2012, 00:59

      Marlenedd     (ref #235)

      Exato, amiga. E, como vc disse, infelizmente, poucos são os q se preocupam em saber como eles chegaram a esse conhecimento, o que fizeram. E há, tb como vc disse, muita informação sobre essa transformação... no entato, o q acontece é, mesmo a DE aconselhando a q se busque outras crenças e as compare para escolher a q for a "melhor", muitos, ou por falta de disposição, falta de tempo ou por tolo preconceito, ficam totalmente presos às suas crenças considerando q elas sajam possuidoras da verdade q liberta.

      Um abraço.
Coronel, não falta tempo nem disposição e nem tolo preconceito, apenas cada um busca o caminho que considerar mais adequado e não necessariamente é o seu ou o meu.
O que não pode haver é imposição de idéias, se houver essa busca não é valida,é mera imitação. Não existe um único caminho isto está em OLE e nem o Espiritismo se considera o detentor do único caminho cap 3 questão 35 do LM , leia.

Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 22 de Fevereiro de 2012, 01:31
Saber como o conhecimento chegou até nós tem lá sua importância. Mas, importante mesmo, é saber o que fazer com ele. E isso a gente observa na sabedoria Divina quando da aplicação do obscurecimento de nossa memória sobre o nosso passado espiritual, resguardando apenas a evolução moral adquirida no pretérito e que serve de norte às nossas ações no presente. Nunca fomos melhores do que somos hoje, o Espírito não retrograda.

Saímos de um estado de ignorância, não de imperfeição que gera a maldade. O estágio da maldade nada mais é do que uma das estações possíveis no caminho do aperfeiçoamento.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 22 de Fevereiro de 2012, 08:23
"Conhece-te a ti mesmo", na verdade, é o único caminho. E é o caminho que tem que ser percorrido por cada um, e nada nem ninguém o pode fazer por nós. Claro que ajuda bastante compreender o que todos aqueles nossos antepassados, que conseguiram chegar ao "conhece-te a ti mesmo", fizeram para chegar a esse conhecimento. Mas esta compreensão do que eles fizeram não nos leva ao mesmo conhecimento que eles alcançaram, serve apenas como indicadores no caminho que temos que percorrer.

Por isso, são esses nossos antepassados que devemos procurar entender. E foram muitos, em todos os tempos e em todo mundo.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 22 de Fevereiro de 2012, 09:44
Amigos, Bom Dia
Moderador Altino
se achar a minha ideia Boa  aqui vai.
 Lembrando que talvez  haja  vivencias comuns que não são copias nem imitações muito menos imposições  mas verdades universalmente sentidas .

Partilho convosco essa letra e essa musica cantada pela cantora ou interprete;  Celine  Dion
Um pouco aquilo que a internet veio trazer às nossas vidas se pensarmos que os “locais” são as janelas por onde entramos, os sorrisos  os que partilhamos  e claro cada um de nós em seu país ou região onde mora.

Em qualquer lugar que vou, todos os locais em que estive,
Cada sorriso é um novo horizonte numa terra que eu nunca tinha visto.
Existem pessoas ao redor do mundo -
Rostos diferentes, nomes diferentes,
Mas existe uma emoção real que me lembra [que]
Somos a mesma coisa:
Vamos falar sobre amor...

Do riso de uma criança até as lágrimas de um homem adulto,
Existe uma linha que corre direto através de nós todos
E nos ajuda a compreender.
Tão sutil como uma briza
Que sopra uma centelha [e transforma-a] numa chama,
Da primeira doce melodia até o último refrão...

Vamos falar sobre amor,
Vamos falar sobre nós,
Vamos falar sobre a vida,
Vamos falar sobre confiança,
Vamos falar sobre amor...

É o rei de todos que vivem e a rainha dos bons corações,
É o ás que você talvez guarde na sua manga -
Até que o nome esteja quase perdido...
Tão profundo como qualquer mar -
Com a fúria de qualquer tempestade
Mas tão gentil como uma folha que cai em qualquer manhã de outono.

Vamos falar sobre amor - é tudo que estamos precisando,
Vamos falar sobre nós - é o ar que estamos respirando,
Vamos falar sobre a vida - eu quero conhecer você,
Vamos falar sobre confiança - e eu quero te mostrar
Vamos falar sobre amor...
http://youtu.be/SkJtY5O_2WI
Queria encontrar um vídeo com imagens coloridas, mas só encontrei este parece um pouco agressivo na imagem mas a melodia é tudo.
Talvez precise de ajuda para colocar o vídeo.

Participativa, sempre
Abraço  O P
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 22 de Fevereiro de 2012, 11:12
Amigos   foristas  é  sempre  com muito agrado que leio as vossas colocações e  que  penso que ajudam muito neste debate, mas  gostavam que meditassem  apenas  numa coisa, tudo o que vou colocando   sinto que é importante para um melhor entendimento  deste  tema.
Sempre  quando falamos do livre   arbítrio  estamos a  tentar  dizer que  todos  somos livres  de  fazer  o que por  sempre  entendemos ser o  melhor para cada um de nós.
Amiga Oliva Prado gostei imenso da sua colocação  é  uma forma  de nos  chamar  ao amor  ao   entendimento  entre os homens.
Amigo  Filhodobino  o que  me  diz   eu aceito mesmo  como a  sua reflexão sincera embora    como podemos  mais uma vez  ter o nosso livre arbítrio de o fazer   e  sinta que  neste debate  a sinceridade  é um ponto importante.
Amiga marlenedd grande  verdade o diz  tentarmos nos  conhecer primeiro é  um ponto importante  para  seguirmos  em frente  muito boa colocação.
Sei que  o tema  gera muitas  contradições  entre  quem o estuda e tenta  compreender , mas continuo  a dizer ,  e  agora para  o nosso amigo Coronel ....porque   queremos  fazer  de uma  coisa  que  sempre  se  torna fácil.....complicar e quer  entender mais  do que podemos compreender , me desculpe, mas  penso  assim  e  como a doutrina  nos ensina  e muito bem, não queiramos   saber mais   do que nos é permitido pela  ainda nossa  evolução.
Mas  como é  bom todos  meditar  nestes tema  e sentir  que muito  há  dizer , pois  afinal  estamos  aqui para dialogar e aprender   com todos.
Um grande abraço de muita paz 
Manuel Altino
                                                 
   
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 22 de Fevereiro de 2012, 11:21
Amigos   é sempre  com  muita paz  e  interesse que  e  o querer  aprender  com todos  que  lhes vou colocar mais algumas  reflexões   sobre  este  tema  que  nos pode  e, quem sabe  modificar um pouco  o que  por vezes fazemos na vida, podemos  ficar mais  conscientes  e muitas  vezes compreendermos os nosso erros ......
A questão do livre -arbítrio pode resumir-se assim.O homem não é fatalmente conduzido ao mal. os actos que pratica não “estavam escritos”; os crimes que comete não são o resultado de um decreto do destino.
Ele pode, como prova e expiação, escolher uma existência em que se sentirá arrastado para o crime, seja pelo meio em que estiver situado, seja pelas circunstâncias supervenientes.
 Mas será sempre livre de agir como quiser.
Sem o livre -arbítrio, o homem não tem culpa do mal, nem mérito no bem; e isso é de tal modo reconhecido que no mundo se proporciona sempre a censura ou o elogio à intenção, o que quer dizer à vontade; ora, quem diz vontade diz liberdade.
Assim, o livre -arbítrio existe, no estado de Espírito, com a escolha da existência e das provas; e, no estado corpóreo, com a faculdade de ceder ou resistir aos arrastamentos a que voluntariamente estamos submetidos.
Cabe à educação combater as más tendências, e ela o fará de maneira eficiente quando se basear no estudo aprofundado da natureza moral do homem.
Pelo conhecimento das leis que regem essa natureza moral, chegar-se-á a modificá-la, como se modificam a inteligência pela instrução e as condições físicas pela higiene.
O Espírito desligado da matéria, no estado errante, faz a escolha de suas futuras existências corpóreas segundo o grau de perfeição que tenha atingido. É nisso, como já dissemos, que consiste sobretudo o seu livre -arbítrio.
Essa liberdade não é anulada pela encarnação.
Se ele cede à influência da matéria, é então que sucumbe nas provas por ele mesmo escolhidas. E é para o ajudar a superá-las que pode invocar a assistência de Deus e dos bons Espíritos.
As faltas que cometemos têm, portanto, sua origem primeira nas imperfeições do nosso próprio Espírito, que ainda não atingiu a superioridade moral a que se destina, mas nem por isso tem menos livre -arbítrio.
A doutrina espírita é evidentemente mais moral: ela admite para o homem o livre -arbítrio em toda a sua plenitude; e, ao lhe dizer que, se pratica o mal, cede a uma sugestão má que lhe vem de fora, deixa-lhe toda a responsabilidade, pois lhe reconhece o poder de resistir, coisa evidentemente mais fácil do que se tivesse de lutar contra a sua própria natureza.
Assim, segundo a doutrina espírita, não existem arrastamentos irresistíveis.
O homem pode sempre fechar os ouvidos à voz oculta que o solicita para o mal no seu foro íntimo, como os pode fechar à voz material de alguém que lhe fale; ele o pode pela sua vontade, pedindo a Deus a força necessária e reclamando para esse fim a assistência dos bons Espíritos.
É isso que Jesus ensina na sublime fórmula da Oração dominical, quando nos manda dizer:
 “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”.
Todos os Espíritos mais ou menos bons, quando encarnados, constituem a espécie humana.
E como a Terra é um dos mundos menos adiantados, nela se encontram mais Espíritos maus do que bons; eis porque nela vemos tanta perversidade.
Façamos, pois, todos os esforços para não regressar a este mundo após esta passagem e para merecermos repousar num mundo melhor, num desses mundos privilegiados onde o bem reina inteiramente e onde nos lembraremos de nossa permanência neste planeta como de um tempo de exílio.
Espero  não ser  maçador ao continuar  a  dizer o que por vezes parece  a mesma  coisa, mas não,  o importante é sermos capazes  de aceitar  e  meditar  e  ao mesmo tempo  sintam que é  no debate  salutar que vamos  aprendendo
Um grande abraço de muita paz
Manuel Altino 
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 22 de Fevereiro de 2012, 17:20
      MAltino    (ref #224)
 
      Olá amigo Altino, me permita comentar. Perceba q minha intenção ao apresentar tantas perguntas é, se possível, levar á uma reflexão profunda aqueles q são realmente religiosos e estão, sinceramente, desejosos de compreender, pois da reflexão pode vir maior compreensão.

      Altino escreveu: ... que a maior parte das misérias da vida provém do egoísmo dos homens.

      Cel: como diz a DE, o egoísmo é a “chaga da humanidade”, e dele derivam todos os defeitos morais dos homens, certo? Como vc disse “a maior parte das misérias provêm do egoísmo”; mas, meu amigo, e de onde provém o egoísmo? Nós somos responsáveis por sermos egoístas, ou o egoísmo é um sentimento natural, q nasce qdo nos encarnamos e descobrimos um mundo ameaçador ao nosso redor? 

      Porq digo isso? Porq o egoísmo é despertado em nós como resultado da própria natureza com q Deus nos cria, e vem de nossos contatos com as ameaças da natureza também criada por Deus!

      Altino: O egoísmo e o orgulho têm origem num sentimento natural. O instinto de conservação.

      Cel: e, consequentemente, não nos cabe qualquer responsabilidade ou culpa por sermos egoísta, pois o egoísmo é sentimento natural, já q vem de um instinto natural, certo?

      Altino: Deus não criou o mal.

      Cel: amigo, porq tantas e numerosas vezes se afirma q Deus é o criador de <todas> as coisas?  “Tudo foi feito por Ele e sem Ele nada se fez”. Mesmo q Deus não se considere q Deus não seja o criador do mal, Ele o permite, nas suas mais cruéis expressões; basta olhar o mundo. Como se explicar isso? 

      Dizer-se q Ele não criou mal, mas q o permite, é, evidentemente, a mesma coisa, pois é Ele o Todo Poderoso e criou regras (leis) para administrar o mal e para infligir dores intensas e torturantes provenientes de Sua lei de causa e efeito, aos transgressores!

      E, meu amigo, como compreender a existência dessa lei se, de Deus, q é todo amor, justiça e sabedoria, nada pode proceder q seja mau ou injusto? De onde, afinal, procedem os espíritos?

      Altino: É o homem que o produz por abuso dos dons divinos, em virtude do livre-arbítrio.

      Cel: este é outro ponto a se refletir; quais são esses dons divinos? E qual a razão q nos leva a abusar deles (se são dons divinos), com isso desafiando as terríveis conseqüências da lei de Deus? Porq nós, seres inteligentes, podemos usar nosso livre-arbítrio para praticar o bem e, conseqüentemente, sermos felizes, nós escolhemos ser infelizes, pois usamos o livre-arbítrio para praticar o mal?

      Altino: Este sentimento contido em justos limites é bom em si. O seu exagero é que o torna mau e pernicioso. Deus não criou o homem egoísta e orgulhoso, mas simples e ignorante.

      Cel: como o amigo disse, Deus não nos cria egoístas e orgulhosos; contudo, a própria natureza q Deus nos dá, frente à natureza também dada por Deus ao meio em q vivemos, é q nos faz <naturalmente> egoístas, certo? E desse egoísmo, como o amigo sabe, é q vêm todos os demais defeitos morais, entre eles o orgulho. Portanto, o egoísmo, a defesa psicológica da criatura, é nada mais q um sentimento <natural>, resultante de nossa própria natureza, concorda? Dentro desse quadro, qual é a razão de se dizer q nós somos culpados por sermos egoístas? (Obs: qdo digo “natural” quero dizer: q “nasce, naturalmente, da própria natureza”).

      Altino: Foi o homem que, ao fazer mau uso do instinto, que Deus lhe deu para a própria conservação, se tornou egoísta e orgulhoso.

      Cel: a questão aqui é a mesma: porq nós fazemos mau uso do instinto de conservação? Vc quer dizer q nós, por esse instinto, exageramos nos procedimentos para nos conservar, não é? E o q é q nos leva a agirmos assim, eqto outros não agem assim? Dirão q é o livre-arbítrio. Mas, porq os livres-arbítrios são desiguais? No principio, se todos somos perfeitamente iguais, nossos livres-arbítrios são iguais, concorda? Mas, de repente os livres-arbítrios se tornam gigantescamente desiguais, certo? Q é q causa essa total desigualdade?

      Altino: Os homens não podem ser felizes enquanto não forem animados pelos sentimentos de benevolência, indulgência e condescendência... A caridade e a fraternidade... Destruir o egoísmo e o orgulho é impossível, direis... Se assim fosse, impossível seria o progresso moral, ao passo que... reconhecemos à evidência um progresso incontestável.

      Cel: isso é evidente; no entanto, se bem observarmos, vamos ver q de nada dessa melhora (progresso) temos nós o mérito, pois ela é resultante de algo q está fora de nós: as experiências/lições da vida. São estas q nos levam a progredir, não nossa própria vontade ou escolha...
 
      Altino: não haverá algum homem limpo de orgulho e de egoísmo? Não há exemplos de uma pessoa dotada de natureza generosa, em quem o sentimento do amor ao próximo, da humildade, do devotamento e da abnegação, parece inato?

      Cel: essas perguntas merecem uma outra pergunta: porq uns são limpos de egoísmo e têm mais amor no coração, eqto outros estão cheios de egoísmo e dos defeitos q este proporciona? Nós escolhemos ser assim?

      Altino: A principal é, evidentemente, a falsa idéia, que faz o homem da sua natureza, do seu passado e do seu futuro. Não sabe donde vem, julga-se mais do que é; não sabendo para onde vai, concentra todos os pensamentos na vida terrestre.

      Cel: e qual é a causa dessa nossa total ignorância? Nós mesmos escolhemos ter falsa idéia de nossa natureza e da vida? Raciocinamos e decidimos nos tornar ignorantes qto a essas coisas tão importantes?! E, veja meu amigo de Vila Nova de Gaia, o ignorante, nem pelas falhas leis dos homens, está sujeito à punições!

      Um forte abraço.


Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 22 de Fevereiro de 2012, 18:59
      Hebe      (ref #236)
         
      Hebe cita Krishnamurti: "Pondo sua casa em ordem”:

      "Entender o relacionamento, o medo, o prazer e a tristeza é trazer ordem à nossa casa. Sem ordem não é possível meditar. Agora, o orador põe a meditação no fim das palestras porque não há possibilidade de meditar corretamente se você não pôs a sua casa, sua casa psicológica, em ordem. Se a casa psicológica está em desordem, se o que você é está em desordem, qual é o sentido de meditar? É apenas uma fuga. Isso leva a todos os tipos de ilusões." - The Network of Thought, p 96.

      Hebe: Pelo texto de Krishnamurti vê-se que antes do emocional estar devidamente equacionado a meditação verdadeira não pode ser feita.

      Cel: exato e, aí, o ensinamento do sábio não está completo, pois aí, (mas está em muitas outras páginas dele), não diz como “por a casa em ordem”; e isto é imprescindível! Contudo, ele esclarece q, para aqueles q estão já buscando, a observação do q é a vida em relação aos humanos e não humanos, é imprescindível!

      Pois como equacionar o “emocional”? Isso não depende de ninguém, pois resulta de nosso aprendizado na escola da vida; nada mais! Portanto, se a vida não ensinou a alguém a apaziguar seu emocional, esse alguém não terá sucesso na meditação, pois a “casa não está ainda em ordem”.
     
      Hebe: A vida contemplativa também foi rebatida não só pela DE como por Osho e mais alguns.

      Cel: amiga, muitos textos afirmam isso. Porém, o êxito na vida contemplativa tb depende, inteiramente, daquilo q esta escola nos ensina; portanto, há aqueles q nada conseguem, mas há também aqueles q conseguem. E disso a literatura está cheia de exemplos.

      Aliás, tudo q somos, depende do q aprendemos na escola da vida, através de suas múltiplas experiências e lições; nada depende de nós! Por isso é q a vida pode ser chamada de “escola do bem e do mal”! Nela aprendemos a bondade e a maldade.

      Logo, como vc mesma diz, “não é tão simples”; contudo, é a única via de fuga desta armadilha q é a vida! Não há alternativa!

      Abraço.


Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 22 de Fevereiro de 2012, 19:07
Como falei nos nossos antepassados em ralação ao "conhece-te a ti próprio", se for permitido deixo aqui um pequeno texto...

Sobre a simplicidade sagrada

Verdadeira simplicidade consiste em ter, como Deus, um pensamento único, e esse pensamento tem que ser agradar a Deus em todas as coisas. Os vícios opostos à simplicidade lançam-nos para um estado de multiplicidade. Estes vícios operam de três maneiras particulares.

1) No que se refere às nossas paixões; para as gratificar multiplicamos os nossos pensamentos e desejos, agindo não com o fito simples de honrar Deus, mas por outros motivos tantos. Logo saltam as nossas desconfianças, as nossas suspeições, dissimulações, encobrimentos, invenções subtis, precauções, refinamentos, distinções, etc.

2) No que se refere aos outros, sobre os quais temos os nossos julgamentos, interpretações, conjecturas, inquirições, questionamentos, etc.

3) No que se refere às reflexões sobre nós próprios, para a nossa própria satisfação: reflexões sobre o passado, sobre o presente, sobre o futuro; sobre as nossas boas obras, para tomarmos prazer nelas; sobre as nossas más obras, para escusá-las ou desperdiçar inúteis arrependimentos sobre elas; para formular resoluções vãs respeitantes ao futuro.

Tudo isto é contrário à verdadeira simplicidade; mas fechamos o portão a todas estas faltas, quando a mente está somente ocupada com o simples pensamento de agradar a Deus.

The Spiritual Teaching of Father Loius Lallement - padre jesuita (1587-1635)
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 22 de Fevereiro de 2012, 19:11
      Kazaoka    (ref #229)

      Meu jovem e distinto amigo, complementando resposta q dei à sua msg #229:

      Kazaoka escreveu: ... a ignorância original do Espírito não constitui imperfeição. Deus é perfeito em sua obra e não criaria seres com defeitos originais.

      Cel: amigo, como vc diz, Deus não nos cria com defeitos “originais”, certo? Mas, e os defeitos posteriores? O Criador não sabe q os apresentaremos no futuro? O Criador foi surpreendido pelos defeitos q depois, nós aprentamos? Foram surpresas para o Criador?

      Pelo fato de vc ter colocado q nós somos criados sem imperfeições, lhe trago uma questão. Primeiramente: na doutrina, entre os atributos q conferimos a Deus, não está a “onisciência”; contudo, essa qualidade ou poder divino está implícito e explicito em muitas questões, certo? Portanto, se o Criador é onisciente sabe desde sempre, desde “antes” de nos criar, em q monstros nos transformaremos; sabe quando, onde, como e em que circunstâncias “cada um de nós”, criaturas Dele procedentes, vc, eu e todos, faremos de errado e de certo, relativamente às suas leis, bem como sabe, também, o que, cada um de nós, individualmente, sofrerá devido a nossos desacertos, concorda?

      Tanto que, de antemão, criou leis e locais para a expiação de nossas “faltas”.

      Não será como o fabricante/criador de brinquedos que, mesmo sabendo, com absoluta certeza, que o brinquedo por ele idealizado, desenhado e fabricado/produzido,  apresentar numerosos e nocivos defeitos e, por isso, será extremamente perigoso, destruirá, matará, produzirá tantos e tão terríveis sofrimentos, tragédias e desgraças, destruirá e quebrará a harmonia da própria criação, assim mesmo o produz/cria e o entrega às crianças (outros bilhões de brinquedos q, depois de fabricados, também apresentarão defeitos - q o fabricante/criador desde sempre sabe q apresentarão) e serão tb causadores de terriveis sofrimentos?!).

      Agora, a questão: quando surgem os sofrimentos conseqüentes dos defeitos dos brinquedos, q o fabricante, ao fabricá-los, com absoluta certeza, sabe q apresentarão, quem é o responsável? O brinquedo ou o fabricante?

      Sinceramente, não consigo entender como muitos afirmam q o responsável é o brinquedo e q deve ser punido por isso! O amigo pode explicar?

      Até mais.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 22 de Fevereiro de 2012, 20:37
      Hebe      (ref #244)

      Hebe: Explique da sua  maneira Coronel. Para você, qual a origem do bem e do mal? Existe reencarnação? Existe Deus? Qual o objetivo da vida na matéria?

      Cel: minha amiga, penso q já tratamos desses assuntos de outras vezes. Como devo ter-lhe dito, para compreender essas coisas, precisamos abandonar todos os preconceitos e, por um momento q seja, afastar a atenção de nossas crenças, como se só elas contivessem a verdade. Se não fizermos assim, vamos considerar absurdas quaisquer explicações, pois muitas diferem daquelas a que estamos condicionados desde q nos tornamos conscientes para a vida. Por isso, sugeri a visita àquele Blog, lembra-se? Mas, vamos lá:
      - Qual a origem do bem e do mal?
      - a vida no mundo no espaço-tempo, corpórea. Aqui aprendemos a ser bons ou maus. A amiga, por favor, poderá apresentar uma alternativa? Não nos tornamos  bons, ou maus pelo simples desejo de sermos bons ou maus, mas pelo q a vida nos ensina... A amiga já refletiu, pois será q aquele q é bom, é bom, simplesmente, porq quer ser bom? Aquele q é mal, é mal, simplesmente, porq quer ser mal? Vc é boa ou má porq escolheu ser boa ou má? E mais uma coisa a refletir: se vc pode, pelo livre-arbítrio, escolher praticar obras boas e, consequentemente, ser feliz, porq razão escolherá praticar obras más, assim escolhendo ser infeliz?! Se vc pode escolher não desafiar as terríveis conseqüências da lei de causa e efeito, porq escolherá desafia-las e, em conseqüência, passar pelos torturantes sofrimentos que dela vêm? 

      - Existe reencarnação?
      - incessante, mas reencarnação, não de um “eu”, que este não sobrevive à morte, pois é efeito da união do espírito com a carne; cessada essa união, o eu cessa; é a reencarnação da Consciência universal, única, q abrange e tem seu domínio sobre todo o universo... Por isso disse Paulo: “Ele está acima e abaixo, à direita e à esquerda, à frente e atrás, dentro e fora”....

      - Existe Deus?
      - é aquilo q tem seu domínio sobre o universo e além, se houver além. O q acontece é q as interpretações, do q seja Deus, variam de cultura para cultura e, mesmo sendo Ele o desconhecido, o Grande Mistério para nós, nós lhe conferimos uma série de atributos, sempre baseados nas virtudes humanas, é verdade q elevadas à sua máxima potencia... Mas, para aqueles q encontram a verdade q liberta e q podem afirmar q “eu e o Pai somos um”, Deus é “percebido” como aquilo q tudo abrange, pois sua consciência individual se confunde com a Consciência universal.

      - Qual o objetivo da vida na matéria?
      - lembre-se: “Ele está acima e... dentro e fora...”, logo está em tudo, tanto na pedra, qto no ar, em tudo, dentro e fora... Assim, qdo surge um ser cerebrado, essa consciência q está nele, pode se manifestar através de seu “mecanismo” fisiológico, o q não ocorre, é evidente, com aquilo q não tem um cérebro. Das desigualdades das estruturas cerebrais, e das desigualdades das experiências/lições da vida, decorrem as gigantescas desigualdades entre seres cerebrados. Daí, a bondade e a maldade, o ódio e o amor, a inteligência e a obtusidade etc, esses contrários sem fim, q se manifestam como virtudes ou como defeitos morais. 
     
      Até mais.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 22 de Fevereiro de 2012, 20:51
Mais um pequeno texto que nos mostra o quanto andamos enredados com conversas fiadas, esquecendo-nos por completo da voz de Deus...

A Palavra Imutável de Deus

Deus ainda fala hoje como falava aos nossos antepassados em dias partidos, antes de existirem tanto diretores espirituais como métodos de direção. A vida espiritual era então uma questão de comunicação imediata com Deus. Não havia sido reduzida a uma arte nem a uma grandiosa e detalhada orientação provida com prósperas regras, instruções e máximas. Isto pode muito bem ser necessário hoje. Mas não o era naqueles dias primeiros, quando as pessoas eram mais directas e não sofisticadas. Tudo o que sabiam era que cada momento importava a sua tarefa designada, a ser cumprida fielmente. Isto era suficiente para as mentes espiritualizadas daqueles tempos. Toda a atenção estava focada no presente, minuto a minuto; qual ponteiro de um relógio que marca os minutos de cada hora cobrindo a distância ao longo da qual tem que viajar. Constantemente inspirado por impulsão divina, encontravam-se impercetivelmente direcionados no sentido da próxima tarefa que Deus lhes havia preparado em cada hora do dia.

The Sacrament of the Present Moment - padre jesuíta Jean-Pierre de Caussade (1675-1751)
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 22 de Fevereiro de 2012, 21:11
      Kazaoka     (ref #248)

      Hebe (msg ant): Conseguirá isso através da experiência da vida, sentido em si e vivenciado todos os lados da questão, Buda para entender o sofrimento e a felicidade se entregou inteiramente a diversas experiências em busca da verdade, se não tivesse feito isso, não entenderia. Ninguém entende só através de livros, é preciso experimentar sentir e compreender.

      Cel (msg ant): agora a amiga foi perfeita; está chegando ao ponto importante: “conseguirá isso através das <experiências da vida>, sentindo em si e vivenciando todos os lados da questão”. Isso está perfeito, e nos mostra q, se somos bons ou maus, ou o q quer q seja, até às maiores imperfeições, nenhuma responsabilidade nos cabe por isso pois, isso não vem de nosso intimo, de nossa natureza, mas das <experiências> pelas quais, como vc disse, passamos na escola do bem e do mal q é a vida. Minha querida amiga, raciocine: se nossa bondade ou nossa maldade não vêm das experiências/lições q a vida nos proporciona, de onde vêm? Brotam espontaneamente em nós? E se vêm das experiências/lições, porq teremos de sofrer as terríveis  conseqüências da lei de causa e efeito? Afinal, o q é q justifica a existência dessa terrível lei?

      E, mais isto: se a maldade brotasse, espontaneamente, de nosso coração, q culpa teríamos por isso?

      Kazaoka: A "Causa e Efeito" é o indicativo que temos sobre o resultado de nossas ações. Pelo efeito avaliamos a causa. Se o efeito foi bom a causa nos foi favorável, se foi ruim, a causa não atendeu aos interesses.

      Cel: vamos ver; primeiro: causa = maldade, e de onde vem a maldade? Nós escolhemos e decidimos coloca-la em nosso íntimo? Segundo: para o jovem, o Criador de infinitos amor, justiça e sabedoria, só criou seres q somente entendem a linguagem das dores e lágrimas? O Criador, perfeita sabedoria, só soube elaborar, para esta escola do bem e do mal q é a vida, um plano de ensinar a evoluir cujo método mais usado e mais eficiente sejam torturantes e, muitas vezes, insuportáveis sofrimentos?! No seu entendimento, Deus preparou para suas criaturas (q não são más, nem injustas) cânceres, deformações físicas e mentais, aleijões, loucura e cegueira, o ver seus filhos terem os pés decepados a machadadas, ou ver a pequena e inocente filhinha, sua razão de viver, ser violentada e cruelmente assassinada na sua frente etc etc, uma lista sem fim de misérias causadoras de desesperos e lágrimas?! O Deus de soberano amor, preparou desgraças e tragédias para os transgressores da Lei?!! É esse o seu conceito de Deus?!! Vc tirou essas conclusões de sua cabeça, depois de questionar, raciocinar, refletir, ou são apenas conclusões da doutrina?

      Kazaoka: ... Não erramos por vontade de errar, a consciência do próprio erro vem com a falta do resultado que desejávamos quando impetramos a ação.

      Cel: então o q é q justifica a existência da lei de causa e efeito?

      Kazaoka: Todos nós, pela graça de Deus, temos à nossa disposição muito mais do que precisamos para sermos mais felizes do que realmente somos. Principalmente sabedoria.

      Cel: e porq não a usamos? Será q não queremos usá-la e, assim, porq o q queremos é praticar os absurdos q vemos no mundo? Porq o mundo é mais infelicidade do q felicidade se podemos usar a sabedoria e, assim, como vc afirma, sermos mais felizes? 

      Até mais.



Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 22 de Fevereiro de 2012, 21:26
      Kazaoka     (ref #248)

      Hebe (msg ant): Conseguirá isso através da experiência da vida, sentido em si e vivenciado todos os lados da questão, Buda para entender o sofrimento e a felicidade se entregou inteiramente a diversas experiências em busca da verdade, se não tivesse feito isso, não entenderia. Ninguém entende só através de livros, é preciso experimentar sentir e compreender.

      Cel (msg ant): agora a amiga foi perfeita; está chegando ao ponto importante: “conseguirá isso através das <experiências da vida>, sentindo em si e vivenciando todos os lados da questão”. Isso está perfeito, e nos mostra q, se somos bons ou maus, ou o q quer q seja, até às maiores imperfeições, nenhuma responsabilidade nos cabe por isso pois, isso não vem de nosso intimo, de nossa natureza, mas das <experiências> pelas quais, como vc disse, passamos na escola do bem e do mal q é a vida. Minha querida amiga, raciocine: se nossa bondade ou nossa maldade não vêm das experiências/lições q a vida nos proporciona, de onde vêm? Brotam espontaneamente em nós? E se vêm das experiências/lições, porq teremos de sofrer as terríveis  conseqüências da lei de causa e efeito? Afinal, o q é q justifica a existência dessa terrível lei?

      E, mais isto: se a maldade brotasse, espontaneamente, de nosso coração, q culpa teríamos por isso?

      Kazaoka: A "Causa e Efeito" é o indicativo que temos sobre o resultado de nossas ações. Pelo efeito avaliamos a causa. Se o efeito foi bom a causa nos foi favorável, se foi ruim, a causa não atendeu aos interesses.

      Cel: vamos ver; primeiro: causa = maldade, e de onde vem a maldade? Nós escolhemos e decidimos coloca-la em nosso íntimo? Segundo: para o jovem, o Criador de infinitos amor, justiça e sabedoria, só criou seres q somente entendem a linguagem das dores e lágrimas? O Criador, perfeita sabedoria, só soube elaborar, para esta escola do bem e do mal q é a vida, um plano de ensinar a evoluir cujo método mais usado e mais eficiente sejam torturantes e, muitas vezes, insuportáveis sofrimentos?! No seu entendimento, Deus preparou para suas criaturas (q não são más, nem injustas) cânceres, deformações físicas e mentais, aleijões, loucura e cegueira, o ver seus filhos terem os pés decepados a machadadas, ou ver a pequena e inocente filhinha, sua razão de viver, ser violentada e cruelmente assassinada na sua frente etc etc, uma lista sem fim de misérias causadoras de desesperos e lágrimas?! O Deus de soberano amor, preparou desgraças e tragédias para os transgressores da Lei?!! É esse o seu conceito de Deus?!! Vc tirou essas conclusões de sua cabeça, depois de questionar, raciocinar, refletir, ou são apenas conclusões da doutrina?

      Kazaoka: ... Não erramos por vontade de errar, a consciência do próprio erro vem com a falta do resultado que desejávamos quando impetramos a ação.

      Cel: então o q é q justifica a existência da lei de causa e efeito?

      Kazaoka: Todos nós, pela graça de Deus, temos à nossa disposição muito mais do que precisamos para sermos mais felizes do que realmente somos. Principalmente sabedoria.

      Cel: e porq não a usamos? Será q não queremos usá-la e, assim, porq o q queremos é praticar os absurdos q vemos no mundo? Porq o mundo é mais infelicidade do q felicidade se podemos usar a sabedoria e, assim, como vc afirma, sermos mais felizes? 

      Até mais.


Coronel, o que é a experiencia se não as diversas vidas que passamos na matéria?
São muitas as situações que nos mostram os dois lados da moeda, mas se fixarmos o olhar em um só não há condição de ir adiante. Por isso é preciso viver na matéria as diferentes provas escolhidas no mundo espiritual e estar atento a cada aprendizado que a experiencia nos traz. Quando eu digo que o livre arbítrio na matéria e apenas moral é porque a matéria é apenas o instrumento de provas para o espírito.

Se nos reportarmos ao LE vemos uma serie de escolhas, como riqueza, pobreza, sexo, raça relacionamentos etc etc que o Espírito pede em seu gênero de provas  e vivenciando cada uma deles vai se adquirindo aprendizado e sabedoria.

Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 22 de Fevereiro de 2012, 22:07
      Hebe      (ref #251)

      Hebe: Coronel, a visão restrita ao mundo material pode dar a impressão que tudo virou um caos, o mundo Espiritual sobrevive ao mundo material, mais uma vez volte em OLE,

      Cel: tudo isso q vc colocou está certo, mas nem por isso, aqueles q sofrem com esses desequilíbrios, deixarão de sofrer ou sofrerão menos, com a informação q lhe dermos de q todos esses padeceres são apenas “visão restrita ao mundo material”.

      Cel (msg ant): Coisa semelhante aconteceu muito, na Idade Média, qdo a igreja afirmava q as torturas e execuções eram nada mais q atos da misericórdia de Deus q, com isso, evitava q os supliciados não pecassem mais!

      Hebe: Comparação completamente absurda entre o pensamento Católico da Idade Media e o Espiritismo...

      Cel: discordo, amiga Hebe; é exatamente a mesma coisa; a igreja castiga, com terríveis sofrimentos, para evitar a reincidência; o espiritismo afirma q a lei de causa e efeito impõe terríveis sofrimentos, para evitar a reincidência. Onde está a diferença?

      Hebe: Por isso meu amigo o Espiritismo não é salvacionista; ele é esclarecimento e não é religião também. Essa é a minha maneira de ver.

      Cel: amiga, não me refiro a sua maneira pessoal de interpretar as coisas, mas à maneira como a doutrina as interpreta. Para a doutrina, é religião e, como toda religião, é salvacionista.

      Hebe: Durante 60 anos que diz ter seguido a DE não conseguiu vê-lo dessa forma? 

      Cel: se como “forma” a amiga quer dizer q não é religião nem salvacionista, nunca o vi desse modo porq a própria doutrina afirma, tantas vezes, q é religião. E todas as religiões, sem exceção, têm como objetivo, levar o homem ao cumprimento das leis de Deus e, consequentemente, a um aprimoramento q o liberte de tantos males, concorda?

      Assim, para muitas, o objetivo final é evitar os males da desobediência à Lei, q os adeptos praticam nesta vida; e os males q sofrerão no inferno, e, afinal, leva-lo à condição de espíritos merecedores do céu. Para o espiritismo, é evitar os males da desobediência à Lei, os males de encarnações multiplicadas e dolorosas, q podem se estender por milhões de anos, do umbral etc; e levar os homens à condição de espíritos puros. Onde está a diferença, minha querida amiga? Todas as religiões têm o mesmo objetivo. Uma leva ao céu, condição de espíritos puros; a outra leva à condição de espíritos puros.

      Hebe: Acha que realmente é como ir a Igreja e dar bençãos a Deus e está salvo? Não Coronel essa não é a minha visão e acredito que nem foi a visão de Kardec.

      Cel: amiga, não entendi seu último argumento.

      Um abraço.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Arquimedes em 22 de Fevereiro de 2012, 23:43
      Kazaoka    (ref #229)

      Meu jovem e distinto amigo, complementando resposta q dei à sua msg #229:

      Kazaoka escreveu: ... a ignorância original do Espírito não constitui imperfeição. Deus é perfeito em sua obra e não criaria seres com defeitos originais.

      Cel: amigo, como vc diz, Deus não nos cria com defeitos “originais”, certo? Mas, e os defeitos posteriores? O Criador não sabe q os apresentaremos no futuro? O Criador foi surpreendido pelos defeitos q depois, nós aprentamos? Foram surpresas para o Criador?

      Pelo fato de vc ter colocado q nós somos criados sem imperfeições, lhe trago uma questão. Primeiramente: na doutrina, entre os atributos q conferimos a Deus, não está a “onisciência”; contudo, essa qualidade ou poder divino está implícito e explicito em muitas questões, certo? Portanto, se o Criador é onisciente sabe desde sempre, desde “antes” de nos criar, em q monstros nos transformaremos; sabe quando, onde, como e em que circunstâncias “cada um de nós”, criaturas Dele procedentes, vc, eu e todos, faremos de errado e de certo, relativamente às suas leis, bem como sabe, também, o que, cada um de nós, individualmente, sofrerá devido a nossos desacertos, concorda?

      Tanto que, de antemão, criou leis e locais para a expiação de nossas “faltas”.

      Não será como o fabricante/criador de brinquedos que, mesmo sabendo, com absoluta certeza, que o brinquedo por ele idealizado, desenhado e fabricado/produzido,  apresentar numerosos e nocivos defeitos e, por isso, será extremamente perigoso, destruirá, matará, produzirá tantos e tão terríveis sofrimentos, tragédias e desgraças, destruirá e quebrará a harmonia da própria criação, assim mesmo o produz/cria e o entrega às crianças (outros bilhões de brinquedos q, depois de fabricados, também apresentarão defeitos - q o fabricante/criador desde sempre sabe q apresentarão) e serão tb causadores de terriveis sofrimentos?!).

      Agora, a questão: quando surgem os sofrimentos conseqüentes dos defeitos dos brinquedos, q o fabricante, ao fabricá-los, com absoluta certeza, sabe q apresentarão, quem é o responsável? O brinquedo ou o fabricante?

      Sinceramente, não consigo entender como muitos afirmam q o responsável é o brinquedo e q deve ser punido por isso! O amigo pode explicar?

      Até mais.


Prezado Coronel,

Recentemente estava conversando com um amigo sobre esta questão. Perguntava-me o colega: Se Deus é onisciente, então sabe de tudo; sabendo de tudo, sabe o que vou fazer ou deixar de fazer a cada instante. Concluia ele: Então, não existe livre arbítrio, certo?

Na minha humilde  opinião, não posso aceitar esta situação. Pois, sendo assim, nós seríamos como marionetes. Acredito que Deus, certamente, tem a sabedoria infinita - mas não tem bola de cristal. Sabe que o nosso futuro será o que fizermos no hoje. Assim, desta forma, somos todos construtores do amanhã. Necessitamos uns dos outros. As Leis de Deus são imutáveis e justas de tal modo a ajustar sempre nossos desvios morais. Assim, ele sabe que sua criatura será sempre submetida às suas leis e acabará cedendo um dia - pois nenhum ser humano tem estrutura suficiente para burlar as Leis de Deus.
Fique com Deus!
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 23 de Fevereiro de 2012, 00:42
A base do Livre Arbítrio é o conhecimento adquirido. E à medida que o grau de conhecimento amplia, amplia também, a capacidade de discernir.

O Espírito não recua no progresso alcançado. Portanto, não somos hoje piores do que fomos em existências anteriores, isso é ponto pacífico na DE.

O conhecimento que temos hoje sobre nossa natureza e os propósitos que nos trazem aqui, faze-nos responsáveis conscientes sobre a aplicação dos conhecimentos que adquirimos.

Se achamos que tudo está errado no mundo e na criação de Deus, não tenhamos a pretensão de corrigi-las e nem de questionar a sabedoria Divina. Tenhamos confiança naquele que nos concedeu a consciência que temos hoje e busquemos corrigir alguma coisa, por menor que seja, em nós mesmos. Se conseguirmos pelo menos isso, nossa atual existência já terá valido a pena.

Use bem a liberdade de pensar e de agir que Deus te concedeu!

Saber como o conhecimento chegou até nós tem lá sua importância. Mas, importante mesmo, é saber o que fazer com ele. E isso a gente observa na sabedoria Divina quando da aplicação do obscurecimento de nossa memória sobre o nosso passado espiritual, resguardando apenas a evolução moral adquirida no pretérito e que serve de norte às nossas ações no presente. Nunca fomos melhores do que somos hoje, o Espírito não retrograda.

Saímos de um estado de ignorância, não de imperfeição que é quem gera a maldade. O estágio da maldade nada mais é do que uma das estações possíveis no caminho do aperfeiçoamento.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 23 de Fevereiro de 2012, 00:42
      Hebe      (ref #251)

      Hebe: Coronel, a visão restrita ao mundo material pode dar a impressão que tudo virou um caos, o mundo Espiritual sobrevive ao mundo material, mais uma vez volte em OLE,
      Cel: tudo isso q vc colocou está certo, mas nem por isso, aqueles q sofrem com esses desequilíbrios, deixarão de sofrer ou sofrerão menos, com a informação q lhe dermos de q todos esses padeceres são apenas “visão restrita ao mundo material”.
A dor é inevitável o sofrimento dura enquanto se estiver apegado a dor.


      Cel (msg ant): Coisa semelhante aconteceu muito, na Idade Média, qdo a igreja afirmava q as torturas e execuções eram nada mais q atos da misericórdia de Deus q, com isso, evitava q os supliciados não pecassem mais!

      Hebe: Comparação completamente absurda entre o pensamento Católico da Idade Media e o Espiritismo...

      Cel: discordo, amiga Hebe; é exatamente a mesma coisa; a igreja castiga, com terríveis sofrimentos, para evitar a reincidência; o espiritismo afirma q a lei de causa e efeito impõe terríveis sofrimentos, para evitar a reincidência. Onde está a diferença?
Não, Coronel você interpreta errado a lei da causa e efeito.
Todo efeito é produzido por uma causa. Se a causa for boa o efeito é bom.



Hebe: Por isso meu amigo o Espiritismo não é salvacionista; ele é esclarecimento e não é religião também. Essa é a minha maneira de ver.
      Cel: amiga, não me refiro a sua maneira pessoal de interpretar as coisas, mas à maneira como a doutrina as interpreta. Para a doutrina, é religião e, como toda religião, é salvacionista.
Veja a definição de Kardec sobre o que é o Espiritismo no primeiro livro que se deve ler. Então não é o que a DE diz e sim como a interpretam.



      Hebe: Durante 60 anos que diz ter seguido a DE não conseguiu vê-lo dessa forma? 

      Cel: se como “forma” a amiga quer dizer q não é religião nem salvacionista, nunca o vi desse modo porq a própria doutrina afirma, tantas vezes, q é religião. E todas as religiões, sem exceção, têm como objetivo, levar o homem ao cumprimento das leis de Deus e, consequentemente, a um aprimoramento q o liberte de tantos males, concorda?
Já respondi antes veja a definição de Kardec sobre o que é o Espiritismo.
As leis de Deus são imutáveis, todos os Avatares em diversas partes de mundo a trouxeram para cada povo na linguagem adequada a cada cultura. São as mesmas leis.


  Assim, para muitas, o objetivo final é evitar os males da desobediência à Lei, q os adeptos praticam nesta vida; e os males q sofrerão no inferno, e, afinal, levá-lo à condição de espíritos merecedores do céu. Para o espiritismo, é evitar os males da desobediência à Lei, os males de encarnações multiplicadas e dolorosas, q podem se estender por milhões de anos, do umbral etc; e levar os homens à condição de espíritos puros. Onde está a diferença, minha querida amiga? Todas as religiões têm o mesmo objetivo. Uma leva ao céu, condição de espíritos puros; a outra leva à condição de espíritos puros.

A DE não diz nada sobre o Umbral, muito pelo contrário na definição de Céu e Inferno os Espíritos Superiores falam claramente que está na consciência do Espírito, não existe um lugar circunscrito para penas e gozos futuros, o que me remete a dizer que tal sofrimento narrado pelos Espíritos ainda apegados a matéria usam ou se vêem neste lugares.

      Hebe: Acha que realmente é como ir a Igreja e dar bençãos a Deus e está salvo? Não Coronel essa não é a minha visão e acredito que nem foi a visão de Kardec.
      Cel: amiga, não entendi seu último argumento.
Nem pode entender, tirou do contexto e não reproduziu o meu post inteiro.
     
Coronel a sua interpretação da DE é baseada na lógica Católica e no Deus Judaico vingativo e punitivo, a reencarnação não é castigo para o Espírito e sim oportunidade, pois ninguém é condenado ao fogo eterno. O gênero de provas é escolhido pelo Espírito no mundo espiritual e nisso consiste o seu livre arbítrio, está em OLE.

O mundo material é uma escola para o Espírito, apenas isso.

Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 23 de Fevereiro de 2012, 02:51
      Arquimedes     (ref #279)

      Cel (msg ant) ao Kazaoka: Meu jovem e distinto amigo, complementando resposta q dei à sua msg #229:

      Kazaoka escreveu (ref #229): ... a ignorância original do Espírito não constitui imperfeição. Deus é perfeito em sua obra e não criaria seres com defeitos originais.

      Cel: amigo, como vc diz, Deus não nos cria com defeitos “originais”, certo? Mas, e os defeitos posteriores? O Criador não sabe q os apresentaremos no futuro? O Criador foi surpreendido pelos defeitos q, depois de criados, nós apresentamos? Foram surpresas para o Criador?
      Pelo fato de vc ter colocado q nós somos criados sem imperfeições, lhe trago uma questão. Primeiramente: na doutrina, entre os atributos q conferimos a Deus, não está a “onisciência”; contudo, essa qualidade ou poder divino está implícito e explicito em muitas questões, certo? Portanto, se o Criador é onisciente sabe desde sempre, desde “antes” de nos criar, em q monstros nos transformaremos; sabe quando, onde, como e em que circunstâncias “cada um de nós”, criaturas Dele procedentes, vc, eu e todos, faremos de errado e de certo, relativamente às suas leis, bem como sabe, também, o que, cada um de nós, individualmente, sofrerá devido a nossos desacertos, concorda?
      Tanto que, de antemão, criou leis e locais para a expiação de nossas “faltas”.
      Não será como o fabricante/criador de brinquedos que, mesmo sabendo, com absoluta certeza, que o brinquedo por ele idealizado, desenhado e fabricado/produzido,  apresentar numerosos e nocivos defeitos e, por isso, será extremamente perigoso, destruirá, matará, produzirá tantos e tão terríveis sofrimentos, tragédias e desgraças, destruirá e quebrará a harmonia da própria criação, assim mesmo o produz/cria e o entrega às crianças (outros bilhões de brinquedos q, depois de fabricados, também apresentarão defeitos - q o fabricante/criador desde sempre sabe q apresentarão) e serão tb causadores de terríveis sofrimentos?!).
      Agora, a questão: quando surgem os sofrimentos conseqüentes dos defeitos dos brinquedos, q o fabricante, ao fabricá-los, com absoluta certeza, sabe q apresentarão, quem é o responsável? O brinquedo ou o fabricante?
      Sinceramente, não consigo entender como muitos afirmam q o responsável é o brinquedo e q deve ser punido por isso! O amigo pode explicar?

      Arquimedes: Recentemente... Perguntava-me o colega: Se Deus é onisciente, então sabe de tudo; sabendo de tudo, sabe o que vou fazer ou deixar de fazer a cada instante. Concluía ele: Então, não existe livre arbítrio, certo?
      Na minha humilde  opinião, não posso aceitar esta situação. Pois, sendo assim, nós seríamos como marionetes.

      Cel: nossas mãos, nossos pés, braços, os sentidos de relação com o mundo, olhos, ouvidos, o cérebro são nossas marionetes? Ou são nossos complementos, prolongamentos, auxiliares para a obra de nossa sobrevivência? Do mesmo modo, porq não podemos ser complementos, prolongamentos, auxiliares de Deus, para a obra da criação? Para ter uma idéia do q lhe falo, dê uma olhada no “experimento das duas fendas”, na internet.

      Arquimedes: Acredito que Deus, certamente, tem a sabedoria infinita - mas não tem bola de cristal.
     
      Cel: então, não é uma sabedoria “infinita” pois estará limitada pelo tempo. Na sua concepção, Deus é, então uma sabedoria infinita, mas q não sabe de tudo? 

      E, meu amigo, mesmo q Ele não tenha a “bola de cristal” (embora tenha <todas> as
bolas do universo), são as religiões q Lhe conferem o atributo de Onisciente; são os homens q, mesmo sem conhecê-lo (apenas imaginam o q seja pelo q as religiões lhes comunicam) Lhe dão uma série de atributos, baseados nas virtudes humanas, é verdade q elevadas à mais alta potência.

      Se o amigo julga q o Criador não seja conhecedor do passado infinito ao infinito futuro, isso é, apenas, um entendimento seu, pessoal. Não é o das religiões, concorda?!
     
      Arquimedes: Sabe que o nosso futuro será o que fizermos no hoje.

      Cel: amigo, e isso não é presciência, a capacidade de conhecer o futuro antes q este aconteça? Isso é a mesma coisa q Onisciência, qdo relativa somente ao futuro infinito, concorda?

      Um abraço.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 23 de Fevereiro de 2012, 09:51
Bons Dias  e Bons Ventos
Deixo-vos essa meditação se o moderador Altino achar por bem, afinal isto é um fórum de estudo e não de pregação; nada se impõe aos outros a própria doutrina diz que a fé deve ser raciocinada. Cada um deve fazer esforços pessoais para se tornar “religioso”-
Dono da sua fé.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 23 de Fevereiro de 2012, 11:50
no seguimento do ultimo poste
muita paz
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 23 de Fevereiro de 2012, 11:55
Um bom dia  a todos   e  sempre um  obrigado pelos  comentários  aqui colocados, sinto que por vezes queremos  dizer muitas  coisas  e  debater um tema  muito simples  com muitas palavras  de  rebuscado filosófico.mas   afinal  é um tema  que  me parece  muito  simples  e fácil  compreensão.
Este debate  sobre o livre arbítrio   nos  ajudam a compreender que  afinal  somos  os donos  da nossa vontade,  e tudo o que fizermos  durante a nossa estadia neste planeta , seremos  amanhã os principais  culpados, arcando com  as consequências   que  daí nos  são colocadas.
Não  é nosso propósito  tentar mudar  alguém , mas sim   que  possamos debater para  que  quem  nos visitar  tenha um melhor esclarecimento deste  tema.
Amiga Oliva  me desculpe mas  as suas imagens  eu as apaguei  sem  me aperceber, por isso lhe peço desculpe  e se entender  as pode colocar    novamente.
Quanto  ao tema  continuamos  a dizer  muitas coisas  mas  por vezes temos de compreender que  o próprio tema  nos leva  a  conhecimentos mais profundos  e esclarecedores.                                                                                                                                                                                                                                                                                   
Um  abraço  de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 23 de Fevereiro de 2012, 11:57
Coronel:" - Existe reencarnação?
      - incessante, mas reencarnação, não de um “eu”, que este não sobrevive à morte, pois é efeito da união do espírito com a carne; cessada essa união, o eu cessa; é a reencarnação da Consciência universal, única, q abrange e tem seu domínio sobre todo o universo... Por isso disse Paulo: “Ele está acima e abaixo, à direita e à esquerda, à frente e atrás, dentro e fora”...."


Perdoem a minha ignorância nestas coisas do espírito e da reencarnação, que nunca compreendi convenientemente, talvez por nunca ter sentido essa necessidade, não sei.

Quer dizer, amigo Coronel, que o eu, que é formado pela união do espírito com a carne, que cessa com a morte, é o único estorvo para que essa Consciência universal exerça, realmente, o seu domínio sobre todo o universo? Esse eu, que é o resultado dessa união, é o que nós pensamos e acreditamos ser? Eu digo pensamos e acreditamos porque, sendo assim, na realidade, não o somos?
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 23 de Fevereiro de 2012, 12:05
Amigos   e dando continuidade  ao mesmo debate ,  embora parece  que sempre  estamos a  dizer a mesma  coisa lhes peço +para meditar neste  texto  da revista o Reformador  de julho de 1994 nº1984..........
Que é o livre -arbítrio?
 Abrindo “O Livro dos Espíritos”, vamos encontrar no Capítulo X - Da Lei de Liberdade -, 3ª Parte da obra, oito questões relacionadas com o assunto livre - arbítrio (Questões 843 a 850), nas quais os Espíritos superiores instruem-nos a respeito.
Logo na Questão 843, indaga o Codificador se o homem tem o livre - arbítrio de seus atos.
 E os Espíritos respondem que se tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar, porquanto, sem o livre - arbítrio ele seria máquina.
Em resposta à Questão 845, os Espíritos afirmam que conforme se trate de Espírito mais ou menos adiantado, as predisposições instintivas podem arrastá-lo a atos repreensíveis, porém não existe arrastamento irresistível.
Basta que o Espírito (encarnado ou desencarnado), sendo consciente do mal a que esteja ou se sinta arrastado, utilize a vontade no sentido de a ele resistir.
Verificamos, no contexto geral das Questões acima referidas, que não há desculpa óbvia para o mal que o homem venha a praticar, uma vez que ele, por mais imperfeito que seja, tem a consciência do ato que pratica - se é bom ou se é mau.
O livre - arbítrio é uma faculdade indispensável ao ser humano, não nos resta qualquer dúvida, pois, sem ele, já foi dito, o ser espiritual seria simples máquina ou robô, sem qualquer responsabilidade dos atos que viesse a praticar.
É justamente a faculdade do livre - arbítrio que empresta ao homem certa semelhança com o Pai soberano do Universo.
 E constitui desiderato pleno desse Pai magnânimo que os Espíritos, seus filhos, cresçam para a glória eterna, iluminando-se na prática da sabedoria e do bem.
A prática do mal pelo Espírito, encarnado ou desencarnado, não tem qualquer justificativa porque ele sabe quando obra indevidamente.
Caim, no exemplo bíblico, ao matar Abel, tinha plena consciência do que fazia tanto que o fez às escondidas.
O que faltou a Caim foi a compreensão de que nada há oculto aos olhos de Deus!
Pode-se, verdadeiramente, lesar os homens, pode-se até mesmo lesar-se a si próprio, mas nunca lesará alguém a magnânima justiça de Deus.
Esclarece-nos a Revelação da Revelação, ou “Os Quatro Evangelhos”, que o Espírito antes de encarnar toma resoluções quanto ao género das provações, quanto à extensão e ao termo delas, até mesmo quanto à duração da existência bem como quanto aos atos que praticará durante a mesma, no entanto, o emprego, o uso ou o abuso que ele faz da vida terrena muitas vezes o impedem de atingir o limite e o bom cumprimento daquela resolução (1º Volume, pág. 139, 7ª edição FEB).
No caso enfocado, o Espírito teve o livre - arbítrio de programar o que seria a sua encarnação, no entanto, em função do próprio livre - arbítrio, por usá-lo mal ou dele abusar, estragou um bom programa de vida.
Há, porém, aqueles que procuram justificar-se com fundamento no esquecimento produzido pelo véu da carne.
Os Espíritos, todavia, em resposta à Questão 392 de “O Livro dos Espíritos”, explicam que “não pode o homem, nem deve, saber tudo.
Deus assim o quer em sua sabedoria. Sem o véu que lhe oculta certas coisas, ficaria ofuscado, como quem, sem transição, saísse do escuro para o claro.
” E concluem: “Esquecido de seu passado ele é mais senhor de si.”
Vejamos, por exemplo, uma situação em que determinado indivíduo houvesse sido homicida em sua última encarnação e tivesse programado para a atual existência a quitação desse delito.
 Não obstante a desnecessidade de desencarnar assassinado, ele não teria paz até o dia de seu retorno à vida espírita.
Estaria sempre sobressaltado e na expectativa da presença de alguém que lhe viesse subtrair a vida física, se recordasse sua transgressão anterior.
O esquecimento do passado é necessário, misericordioso, e justifica perfeitamente a prova ou provas a que todos estamos naturalmente submetidos, pois essa é uma das funções da vida corporal.
Sentimos a importância do livre - arbítrio quando somos levados a tomar decisões que incomodam a consciência...
Isto significa quanto o Pai celestial é bom, nos ama e se preocupa com o nosso progresso.
Concede-nos o livre - arbítrio, mas concede-nos igualmente a consciência, espécie de censor natural, que nos alerta quando dele pretendemos abusar.
A propósito queremos fazer um paralelo entre duas informações ou elucidações em torno do livre - arbítrio e as consequências de sua errónea utilização. Uma se encontra em “Os Quatro Evangelhos” ou Revelação da Revelação (lº Vol. pág. 299, 7ª edição FEB), nos seguintes termos:
“Esses Espíritos presunçosos e revoltados, cuja queda os leva às condições mais materiais da Humanidade, são então humanizados, isto é, para serem domados e progredirem sob a opressão da carne, encarnam em mundos primitivos, ainda virgens do aparecimento do homem, mas preparados e prontos para essas encarnações (grifos da obra).
A outra se encontra em “O Evangelho segundo o Espiritismo” (Capítulo III, Item 16, edição FEB), nos termos seguintes:
“Já se vos há falado de mundos onde a alma recém-nascida é colocada, quando ainda ignorante do bem e do mal, mas com a possibilidade de caminhar para Deus, senhora de si mesma, na posse do livre - arbítrio.
Já também se vos revelou de que amplas faculdades é dotada a alma para praticar o bem.
Mas, ah! Há as que sucumbem, e Deus, que não as quer aniquiladas, lhes permite irem para esses mundos onde, de encarnação em encarnação, elas se depuram, regeneram e voltam dignas da glória que lhes fora destinada.”
Em ambas as elucidações, vê-se que o livre - arbítrio é um dom de que o Espírito pode abusar, mas terá sempre de enfrentar as consequências desse abuso, sofrendo encarnações destinadas a purificá-lo, transformá-lo, regenerá-lo, o que não deixa de ser pena de efeito verdadeiramente misericordioso.
Os itens 16 e 17 desse capítulo de “O Evangelho segundo o Espiritismo” são constituídos de uma mensagem de Santo Agostinho, que deve ser lida atenciosamente pelo espírita estudioso.
Pois a questão livre -arbítrio confunde bastante aqueles que a conhecem apenas superficialmente, literariamente, sem analisar-lhe a profundidade científico - filosófica.
Há, ainda, aqueles que confundem livre -arbítrio com direito, quando são duas coisas diferentes.
 No livre - arbítrio temos uma ação voluntariosa de escolha entre alternativas diferentes em que o ator é responsável pelas consequências do seu ato.
Na ciência do direito a responsabilidade do ato praticado decorre da lei humana.
A Doutrina Espírita exerce, portanto, considerável papel em sua função de Consolador prometido pelo Cristo de Deus: o de alertar as almas que atingiram determinado degrau da escala evolutiva, em que a alegação de ignorância já não atenua determinados erros cometidos em função do livre -arbítrio.
Um grande abraço de muita paz
Manuel  Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Dothy em 23 de Fevereiro de 2012, 14:10
Bom dia  querido amigo Altino e amigos participantes do  estudo mensal


Aflições e Livre-Arbítrio

Ao simples prenúncio do sofrimento logo te insurgiste contra Deus, assumindo uma posição rebelde e tomando uma atitude derrotista.
Quando foste, então, colhido pelos problemas, comezinhos, aliás e a todas as criaturas comuns, blateraste: “Deus me esqueceu!”
Convidado a uma mudança de comportamento sob o impositivo da dor, exteriorizaste a irritação, gritando: “Deus me abandonou!”
Instado ao crescimento ritual'>espiritual e ao valor moral mediante a complexa engrenagem das provações redentoras, estertoraste com violência: “Deus está de mal comigo!”
Açodado pelas injunções do pretérito ritual'>espiritual e pela aflição impelido à meditação, estrugiste: “Estou de mal com Deus!”
Surpreendido pela lei natural das condições humanas, que se estribam nas ações passadas de cada rito'>espírito em crescimento, a expressar-se em dificuldade e luta contínua, arrazoaste, finalista: “Deus morreu para mim!”
As tuas são reações emocionais infantis, que denotam a necessidade premente que tens de mais dores e mais aflições, a fim de organizares o mapa de crescimento e de burilamento interior.
Todas as criaturas ascendem ao bem mediante os contributos da experiência, na incessante luta a travar dentro de si mesmas.
Ninguém que transite na Terra aquinhoado por um regime de exceção.
A ganga, a impureza das gemas preciosas é retirada a golpes de escopros rudes e resistentes.
As arestas são sempre arrancadas através de hábeis esforços e de técnicas apuradas.
Imprescindível preservar o interior, de modo a preencher a finalidade a que se destina.
As aflições têm suas causas atuais no mau uso do livre-arbítrio, por impositivo do egoísmo individual.
A escolha errônea de comportamento gera as conseqüências lamentáveis para a retificação.
Entre uma e outra atitude a tomar, a livre opção traçará o destino feliz ou desventurado de quem a elege.
As causas anteriores das aflições se fixam nas experiências malogradas, nas reencarnações anteriores, decorrência, ainda, do livre-arbítrio utilizado erroneamente.
Em ti, portanto, os fatores causais das dores que te cumpre vencer a qualquer esforço.
Sem te deteres na rebeldia contumaz ou na dureza dos sentimentos apaixonados, aplica-te a produzir causas novas impeditivas de aflições. Assim, à medida em que resgatares as passadas, encontrarás os abençoados frutos da nova sementeira aguardando por ti, um pouco mais à frente.
Não procrastines os deveres nobres.
Um minuto de atenção a alguém angustiado poderá evitar-lhe o inditoso autocídio.
Uma observação gentil, quando convidado a opinar, certamente se fará valiosa junto aos que esperam ajuda.
Um gesto de simpatia, esquecendo o mal estar íntimo, criará solidariedade e interesse em tua volta.
Quantas coisas poderás fazer e de quantos recursos poderás dispor, se quiseres!
Muitas vezes tens dificuldade em discernir para acertar.
Não te olvides, porém, que as leis de Deus estão escritas na consciência de cada ser. Consulta-a, honestamente, e esta te responderá com segurança.
Se perdurar a dificuldade para que logres a opção feliz, ergue-te pela oração ao Senhor, suplicando-Lhe claridade mental. Ele te inspirará a gerares hoje as causas ditosas, a fim de que não seres surpreendido por novas e futuras aflições.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 24 de Fevereiro de 2012, 01:24
"Pois apenas existe verdadeiramente aquilo que permanece imutável…" Palavras de S. Agostinho.

E eu pergunto: como pode haver no homem, ou no ego, que é mutável, transitório, que está sempre a mudar consoante os desejos e paixões, livre-arbítrio? E, até pelas palavras de S. Agostinho, ainda podemos perguntar mais: o que é o homem ou o ego? E, finalmente, como podemos ver o imutável, o que existe verdadeiramente, eterno?
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 24 de Fevereiro de 2012, 11:01
Amigos  um lindo dia para  todos  e  voltando  ao tema  que muitos  debates  tem suscitado ao longo destes dias e  agradecendo a participação de  todos.
Deixo aqui uma  reflexão da Revista  espirita , outubro de  1963,  onde podemos  meditar   como  a simples  palavra de livre  arbítrio nos leva a  meditações mais profundas  e  nos pode  esclarecer mais  um pouco..................
Há uma grande lei que domina todo o Universo, a lei do progresso.
E em virtude dessa lei que o homem, criatura essencialmente imperfeita, deve, como tudo o que existe sobre nosso globo, percorrer todas as fases que o separam da perfeição.
Sem dúvida, Deus sabe quanto tempo cada um terá  para chegar ao objetivo.
Mas como todo progresso deve resultar de um esforço feito para cumpri-lo, não haveria nenhum mérito se o homem não tivesse a liberdade de tomar tal ou tal caminho.
O verdadeiro mérito, com efeito, não pode resultar senão de um trabalho operado pelo Espírito para vencer uma resistência mais ou menos considerável.
Como cada um ignora um número de existências consagradas por ele para o seu adiantamento moral, ninguém pode nada pré julgar sobre essa grande questão, e é aí sobretudo que brilha de maneira admirável a infinita bondade de nosso Pai celeste que, ao lado do livre arbítrio que nos deixou, no entanto, semeou nosso caminho de mourões indicadores que lhe aclaram os desvios. E, pois, por um resto de predomínio da matéria que muitos homens se obstinam em permanecerem surdos às advertências que lhes chegam de todos os lados, e preferem estragar, nos prazeres enganadores e efémeros, uma vida que lhes fora concedida para o adiantamento de seu espírito.
Não se poderia, pois, sem blasfemar, afirmar que Deus haja querido a infelicidade de suas criaturas, uma vez que os infelizes expiam sempre, seja uma vida anterior mal empregada, seja a sua recusa de seguir o bom caminho, que então lhe estava claramente indicado.
Depende, pois, de cada um abreviar a prova que deve sofrer, e para isso guias seguros bastante numerosos lhe são concedidos, para que seja inteiramente responsável por sua recusa de seguir seus conselhos.
E ainda neste caso existe um meio certo de abrandar uma punição merecida, dando sinais de um arrependimento sincero, e recorrendo à prece, que não falta nunca de ser atendida, quando é feita com fervor.
O livre arbítrio existe, pois, muito realmente no homem, mas com um guia.
A consciência.
Todos vós que tendes acesso ao grande centro da nova ciência, não negligencieis de vos penetrar das eloquentes verdades que ela vos revela, e dos admiráveis princípios que lhe são as consequências; segui-os fielmente, é aí que brilha sobretudo o vosso livre arbítrio.
Pensai, de uma pane, nas fatais consequências que arrastariam para vós a recusa de seguir o bom caminho, como nas recompensas magníficas que vos esperam, no caso em que obedeçais às instruções dos bons Espíritos; é aí que brilhará, a seu turno, a presciência divina.
Os homens se esforçam em vão procurando a verdade por todos os meios que crêem ter da ciência.
Esta verdade que parece lhes escapar, os costeia sempre, e os cegos não a percebem!
Espíritos sábios de todos os países, aos quais é dado levantar um canto do véu, não negligencieis os meios que vos são oferecidos pela Providência!
Provocai nossas manifestações, fazei aproveitá-las sobretudo vossos irmãos menos aquinhoados do que vós.
Inculcar em todos os preceitos que vos chegam do mundo espírita, e tereis muito merecido, porque tereis contribuído para uma grande pane no cumprimento dos desígnios da Providência.
 Com  um grande abraço de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 24 de Fevereiro de 2012, 11:05
anexo esta  imagem para  amenizar  mais um pouco e  nos  fixar  no grande caminho que temos de percorrer, 
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Alcione Tardin em 24 de Fevereiro de 2012, 13:56
Amigos   e dando continuidade  ao mesmo debate ,  embora parece  que sempre  estamos a  dizer a mesma  coisa lhes peço +para meditar neste  texto  da revista o Reformador  de julho de 1994 nº1984..........
Que é o livre -arbítrio?
 Abrindo “O Livro dos Espíritos”, vamos encontrar no Capítulo X - Da Lei de Liberdade -, 3ª Parte da obra, oito questões relacionadas com o assunto livre - arbítrio (Questões 843 a 850), nas quais os Espíritos superiores instruem-nos a respeito.
Logo na Questão 843, indaga o Codificador se o homem tem o livre - arbítrio de seus atos.
 E os Espíritos respondem que se tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar, porquanto, sem o livre - arbítrio ele seria máquina.
Em resposta à Questão 845, os Espíritos afirmam que conforme se trate de Espírito mais ou menos adiantado, as predisposições instintivas podem arrastá-lo a atos repreensíveis, porém não existe arrastamento irresistível.
Basta que o Espírito (encarnado ou desencarnado), sendo consciente do mal a que esteja ou se sinta arrastado, utilize a vontade no sentido de a ele resistir.
Verificamos, no contexto geral das Questões acima referidas, que não há desculpa óbvia para o mal que o homem venha a praticar, uma vez que ele, por mais imperfeito que seja, tem a consciência do ato que pratica - se é bom ou se é mau.
O livre - arbítrio é uma faculdade indispensável ao ser humano, não nos resta qualquer dúvida, pois, sem ele, já foi dito, o ser espiritual seria simples máquina ou robô, sem qualquer responsabilidade dos atos que viesse a praticar.
É justamente a faculdade do livre - arbítrio que empresta ao homem certa semelhança com o Pai soberano do Universo.
 E constitui desiderato pleno desse Pai magnânimo que os Espíritos, seus filhos, cresçam para a glória eterna, iluminando-se na prática da sabedoria e do bem.
A prática do mal pelo Espírito, encarnado ou desencarnado, não tem qualquer justificativa porque ele sabe quando obra indevidamente.
Caim, no exemplo bíblico, ao matar Abel, tinha plena consciência do que fazia tanto que o fez às escondidas.
O que faltou a Caim foi a compreensão de que nada há oculto aos olhos de Deus!
Pode-se, verdadeiramente, lesar os homens, pode-se até mesmo lesar-se a si próprio, mas nunca lesará alguém a magnânima justiça de Deus.
Esclarece-nos a Revelação da Revelação, ou “Os Quatro Evangelhos”, que o Espírito antes de encarnar toma resoluções quanto ao género das provações, quanto à extensão e ao termo delas, até mesmo quanto à duração da existência bem como quanto aos atos que praticará durante a mesma, no entanto, o emprego, o uso ou o abuso que ele faz da vida terrena muitas vezes o impedem de atingir o limite e o bom cumprimento daquela resolução (1º Volume, pág. 139, 7ª edição FEB).
No caso enfocado, o Espírito teve o livre - arbítrio de programar o que seria a sua encarnação, no entanto, em função do próprio livre - arbítrio, por usá-lo mal ou dele abusar, estragou um bom programa de vida.
Há, porém, aqueles que procuram justificar-se com fundamento no esquecimento produzido pelo véu da carne.
Os Espíritos, todavia, em resposta à Questão 392 de “O Livro dos Espíritos”, explicam que “não pode o homem, nem deve, saber tudo.
Deus assim o quer em sua sabedoria. Sem o véu que lhe oculta certas coisas, ficaria ofuscado, como quem, sem transição, saísse do escuro para o claro.
” E concluem: “Esquecido de seu passado ele é mais senhor de si.”
Vejamos, por exemplo, uma situação em que determinado indivíduo houvesse sido homicida em sua última encarnação e tivesse programado para a atual existência a quitação desse delito.
 Não obstante a desnecessidade de desencarnar assassinado, ele não teria paz até o dia de seu retorno à vida espírita.
Estaria sempre sobressaltado e na expectativa da presença de alguém que lhe viesse subtrair a vida física, se recordasse sua transgressão anterior.
O esquecimento do passado é necessário, misericordioso, e justifica perfeitamente a prova ou provas a que todos estamos naturalmente submetidos, pois essa é uma das funções da vida corporal.
Sentimos a importância do livre - arbítrio quando somos levados a tomar decisões que incomodam a consciência...
Isto significa quanto o Pai celestial é bom, nos ama e se preocupa com o nosso progresso.
Concede-nos o livre - arbítrio, mas concede-nos igualmente a consciência, espécie de censor natural, que nos alerta quando dele pretendemos abusar.
A propósito queremos fazer um paralelo entre duas informações ou elucidações em torno do livre - arbítrio e as consequências de sua errónea utilização. Uma se encontra em “Os Quatro Evangelhos” ou Revelação da Revelação (lº Vol. pág. 299, 7ª edição FEB), nos seguintes termos:
“Esses Espíritos presunçosos e revoltados, cuja queda os leva às condições mais materiais da Humanidade, são então humanizados, isto é, para serem domados e progredirem sob a opressão da carne, encarnam em mundos primitivos, ainda virgens do aparecimento do homem, mas preparados e prontos para essas encarnações (grifos da obra).
A outra se encontra em “O Evangelho segundo o Espiritismo” (Capítulo III, Item 16, edição FEB), nos termos seguintes:
“Já se vos há falado de mundos onde a alma recém-nascida é colocada, quando ainda ignorante do bem e do mal, mas com a possibilidade de caminhar para Deus, senhora de si mesma, na posse do livre - arbítrio.
Já também se vos revelou de que amplas faculdades é dotada a alma para praticar o bem.
Mas, ah! Há as que sucumbem, e Deus, que não as quer aniquiladas, lhes permite irem para esses mundos onde, de encarnação em encarnação, elas se depuram, regeneram e voltam dignas da glória que lhes fora destinada.”
Em ambas as elucidações, vê-se que o livre - arbítrio é um dom de que o Espírito pode abusar, mas terá sempre de enfrentar as consequências desse abuso, sofrendo encarnações destinadas a purificá-lo, transformá-lo, regenerá-lo, o que não deixa de ser pena de efeito verdadeiramente misericordioso.
Os itens 16 e 17 desse capítulo de “O Evangelho segundo o Espiritismo” são constituídos de uma mensagem de Santo Agostinho, que deve ser lida atenciosamente pelo espírita estudioso.
Pois a questão livre -arbítrio confunde bastante aqueles que a conhecem apenas superficialmente, literariamente, sem analisar-lhe a profundidade científico - filosófica.
Há, ainda, aqueles que confundem livre -arbítrio com direito, quando são duas coisas diferentes.
 No livre - arbítrio temos uma ação voluntariosa de escolha entre alternativas diferentes em que o ator é responsável pelas consequências do seu ato.
Na ciência do direito a responsabilidade do ato praticado decorre da lei humana.
A Doutrina Espírita exerce, portanto, considerável papel em sua função de Consolador prometido pelo Cristo de Deus: o de alertar as almas que atingiram determinado degrau da escala evolutiva, em que a alegação de ignorância já não atenua determinados erros cometidos em função do livre -arbítrio.
Um grande abraço de muita paz
Manuel  Altino

Maravilhoso amigo Altino! É o Consolador em ação, tenha um lindo dia! Abraço fraterno, Alcione.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 24 de Fevereiro de 2012, 21:07
      Hebe    (ref #277) e ao Kazoka

      Hebe (msg ant): Conseguirá isso através da experiência da vida, sentido em si e vivenciado todos os lados da questão, Buda para entender o sofrimento e a felicidade se entregou inteiramente a diversas experiências em busca da verdade, se não tivesse feito isso, não entenderia. Ninguém entende só através de livros, é preciso experimentar sentir e compreender.

      Cel (msg ant): agora a amiga foi perfeita; está chegando ao ponto importante: “conseguirá isso através das <experiências da vida>, sentindo em si e vivenciando todos os lados da questão”. Isso está perfeito, e nos mostra q, se somos bons ou maus, ou o q quer q seja, até às maiores imperfeições, nenhuma responsabilidade nos cabe por isso pois, isso não vem de nosso intimo, de nossa natureza, mas das <experiências> pelas quais, como vc disse, passamos na escola do bem e do mal q é a vida. Minha querida amiga, raciocine: se nossa bondade ou nossa maldade não vêm das experiências/lições q a vida nos proporciona, de onde vêm? Brotam espontaneamente em nós? E se vêm das experiências/lições, porq teremos de sofrer as terríveis  conseqüências da lei de causa e efeito? Afinal, o q é q justifica a existência dessa terrível lei?
 
      E, mais isto: se a maldade brotasse, espontaneamente, de nosso coração, q culpa teríamos por isso?

      Kazaoka(msg ant): A "Causa e Efeito" é o indicativo que temos sobre o resultado de nossas ações. Pelo efeito avaliamos a causa. Se o efeito foi bom a causa nos foi favorável, se foi ruim, a causa não atendeu aos interesses.

      Cel: vamos ver; primeiro: a causa é a maldade; mas, de onde vem a maldade? Nós escolhemos e decidimos coloca-la em nosso íntimo? Segundo: para o jovem, o Criador de infinitos amor, justiça e sabedoria, só criou seres q somente entendem a linguagem das dores e lágrimas? O Criador, perfeita sabedoria, só soube elaborar, para esta escola do bem e do mal q é a vida, um plano de ensinar a evoluir cujo método mais usado e mais eficiente sejam torturantes e, muitas vezes, insuportáveis sofrimentos?! No seu entendimento, Deus preparou para suas criaturas (q não são más, nem injustas) cânceres, deformações físicas e mentais, aleijões, loucura e cegueira, o ver seus filhos terem os pés decepados a machadadas, ou ver a pequena e inocente filhinha, sua razão de viver, ser violentada e cruelmente assassinada na sua frente etc etc, uma lista sem fim de misérias causadoras de desesperos e lágrimas?! O Deus, de soberano amor, preparou desgraças e tragédias para os transgressores da Lei?!! É esse o seu conceito de Deus?!!

      Meu amigo, vc chegou a essas conclusões por si mesmo, depois de questionar, raciocinar, refletir, ou são apenas conclusões da doutrina?

      Kazaoka (m ant): ... Não erramos por vontade de errar, a consciência do próprio erro vem com a falta do resultado que desejávamos quando impetramos a ação.

      Cel: então o q é q justifica a existência da lei de causa e efeito?

      Kazaoka: Todos nós, pela graça de Deus, temos à nossa disposição muito mais do que precisamos para sermos mais felizes do que realmente somos. Principalmente sabedoria.

      Cel: e porq não a usamos? Será q não queremos usá-la porq o q queremos é permanecer na ignorância e, consequentemente, porq queremos praticar os absurdos q vemos no mundo? Porq o mundo é mais infelicidade do q felicidade se podemos usar a sabedoria e, assim, como vc afirma, sermos mais felizes? 

      Hebe: Coronel, o que é a experiência se não as diversas vidas que passamos na matéria?

      Cel: exato; e são as experiências q nos fazem bons ou maus, certo? Ou o q se será?

      Portanto, não somos nós os construtores de nosso futuro; são as experiências da vida.

      E sendo assim, qual é a razão da existência da lei de causa e efeito?

      Um abraço.




Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 24 de Fevereiro de 2012, 21:41
Coronel, as dores e sofrimentos que nos servem como móvel para o nosso progresso não precisamos, necessariamente, de experimentá-las em nós mesmos. Podemos aprender com o sofrimento que deparamos no próximo. Podemos aprender socorrendo tanto quanto aprende-se sendo socorrido. Por isso que a dor e sofrimento tem esta finalidade educativa, por isso ela é considerada oportunidade de crescimento espiritual e não punição. Mas isso, só os que confiam na soberana justiça e sabedoria de Deus são capazes de compreender.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 24 de Fevereiro de 2012, 22:42
      Amigos do fórum,

      Percebam como é extremamente necessário refletir, raciocinar e, não aceitar tudo passivamente porq temos confiança em suas fontes.

      Kazaoka    (ref #280)

      Kazaoka: A base do Livre Arbítrio é o conhecimento adquirido. E à medida que o grau de conhecimento amplia, amplia também, a capacidade de discernir.

      Cel: exato; logo o livre-arbítrio não é livre, pois está totalmente preso ao conhecimento adquirido nas experiências do passado. Ninguém ajuíza, ou avalia  livremente; todas os nossos desejos, pensamentos, escolhas, decisões, ações, sem exceção, nós as realizamos totalmente presos às experiências adquiridas.
      Kazaoka: O Espírito não recua no progresso alcançado. Portanto, não somos hoje piores do que fomos em existências anteriores, isso é ponto pacífico na DE.

      Cel: ponto pacífico na DE. No entanto, se vc bem observar o mundo, verá q a humanidade de hoje é, talvez,  pior do q a humanidade de antes de Jesus (que veio para redemi-la!). O progresso de hoje se dá na questão intelectual, não na moral. Nesta, muitos desacertos não mais são vistos, porq a lei dos homens e o medo dos infratores os coíbem.
      Kazaoka: Se achamos que tudo está errado no mundo e na criação de Deus, não tenhamos a pretensão de corrigi-las e nem de questionar a sabedoria Divina. Tenhamos confiança naquele que nos concedeu a consciência que temos hoje e busquemos corrigir alguma coisa, por menor que seja, em nós mesmos. Se conseguirmos pelo menos isso, nossa atual existência já terá valido a pena.

      Cel: novamente a mesma coisa de sempre, <o que fazer>: não tenha a pretensão de corrigi-las, não questione a sabedoria divina, tenha confiança em Deus. Onde está quem ensine o <como> fazer isso? Esse <como> existe, mas para encontrá-lo, temos de, inquestionavelmente, atender o conselho de Paulo, repetido no LM, cap 3, item 35. Mas, quem é q está fazendo isso? Há reações hostis à simples insinuação de estudar as críticas e os contras a doutrina q seguimos
      Kazaoka: Use bem a liberdade de pensar e de agir que Deus te concedeu!
      Cel: e porq nem todos a usam convenientemente? O q é q faz q incidamos em erros constantes? Amigo, porq será q ninguém dá respostas a estas perguntas?!

      Kazaoka: Saber como o conhecimento chegou até nós tem lá sua importância. Mas, importante mesmo, é saber o que fazer com ele.

      Cel: a importância do conhecimento e a importância de o q fazer com ele apenas tem interesse para a sobrevivência na vida corpórea; além disso, o conhecimento só tem valia se nos ensinar a descobrir o <como>.

      Kazaoka: Nunca fomos melhores do que somos hoje, o Espírito não retrograda. Saímos de um estado de ignorância, não de imperfeição que é quem gera a maldade. O estágio da maldade nada mais é do que uma das estações possíveis no caminho do aperfeiçoamento.

       Cel: quer dizer q, para o amigo, o estágio da maldade, sendo uma fase natural, normal, obrigatória, componente do processo evolutivo, exige e justifica os sofrimentos terríveis q vemos no mundo?! E se não for natural, pois vc diz “estações possíveis”, porq uns passam por ele e outros não? De onde surgiu essa desigualdade entre uns e outros?
      E qto à afirmação de q o espírito não retrograda, como explica-la, pois se afirma q o espírito vem à vida corpórea para se libertar das imperfeições e, nesta mesma escola onde deve aprender a se livrar das imperfeições é q a elas se prende; não tinha qualquer imperfeição (não tinha nenhuma pois, para vc, a ignorância não é imperfeição)  e, aqui, se enche das mais monstruosas imperfeições; como explicar isso, meu jovem?

      Observou como é preciso refletir? Vc vê alguma incoerência no q coloquei acima? Incoerência, não discordância com a doutrina!

      Abraços, meu distinto jovem.


Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 25 de Fevereiro de 2012, 00:38
      Hebe    (ref #277) e ao Kazoka

      Hebe (msg ant): Conseguirá isso através da experiência da vida, sentido em si e vivenciado todos os lados da questão, Buda para entender o sofrimento e a felicidade se entregou inteiramente a diversas experiências em busca da verdade, se não tivesse feito isso, não entenderia. Ninguém entende só através de livros, é preciso experimentar sentir e compreender.

      Cel (msg ant): agora a amiga foi perfeita; está chegando ao ponto importante: “conseguirá isso através das <experiências da vida>, sentindo em si e vivenciando todos os lados da questão”. Isso está perfeito, e nos mostra q, se somos bons ou maus, ou o q quer q seja, até às maiores imperfeições, nenhuma responsabilidade nos cabe por isso pois, isso não vem de nosso intimo, de nossa natureza, mas das <experiências> pelas quais, como vc disse, passamos na escola do bem e do mal q é a vida. Minha querida amiga, raciocine: se nossa bondade ou nossa maldade não vêm das experiências/lições q a vida nos proporciona, de onde vêm? Brotam espontaneamente em nós? E se vêm das experiências/lições, porq teremos de sofrer as terríveis  conseqüências da lei de causa e efeito? Afinal, o q é q justifica a existência dessa terrível lei?
 
      E, mais isto: se a maldade brotasse, espontaneamente, de nosso coração, q culpa teríamos por isso?

      Kazaoka(msg ant): A "Causa e Efeito" é o indicativo que temos sobre o resultado de nossas ações. Pelo efeito avaliamos a causa. Se o efeito foi bom a causa nos foi favorável, se foi ruim, a causa não atendeu aos interesses.

      Cel: vamos ver; primeiro: a causa é a maldade; mas, de onde vem a maldade? Nós escolhemos e decidimos coloca-la em nosso íntimo? Segundo: para o jovem, o Criador de infinitos amor, justiça e sabedoria, só criou seres q somente entendem a linguagem das dores e lágrimas? O Criador, perfeita sabedoria, só soube elaborar, para esta escola do bem e do mal q é a vida, um plano de ensinar a evoluir cujo método mais usado e mais eficiente sejam torturantes e, muitas vezes, insuportáveis sofrimentos?! No seu entendimento, Deus preparou para suas criaturas (q não são más, nem injustas) cânceres, deformações físicas e mentais, aleijões, loucura e cegueira, o ver seus filhos terem os pés decepados a machadadas, ou ver a pequena e inocente filhinha, sua razão de viver, ser violentada e cruelmente assassinada na sua frente etc etc, uma lista sem fim de misérias causadoras de desesperos e lágrimas?! O Deus, de soberano amor, preparou desgraças e tragédias para os transgressores da Lei?!! É esse o seu conceito de Deus?!!

      Meu amigo, vc chegou a essas conclusões por si mesmo, depois de questionar, raciocinar, refletir, ou são apenas conclusões da doutrina?

      Kazaoka (m ant): ... Não erramos por vontade de errar, a consciência do próprio erro vem com a falta do resultado que desejávamos quando impetramos a ação.

      Cel: então o q é q justifica a existência da lei de causa e efeito?

      Kazaoka: Todos nós, pela graça de Deus, temos à nossa disposição muito mais do que precisamos para sermos mais felizes do que realmente somos. Principalmente sabedoria.

      Cel: e porq não a usamos? Será q não queremos usá-la porq o q queremos é permanecer na ignorância e, consequentemente, porq queremos praticar os absurdos q vemos no mundo? Porq o mundo é mais infelicidade do q felicidade se podemos usar a sabedoria e, assim, como vc afirma, sermos mais felizes? 

      Hebe: Coronel, o que é a experiência se não as diversas vidas que passamos na matéria?

      Cel: exato; e são as experiências q nos fazem bons ou maus, certo? Ou o q se será?

      Portanto, não somos nós os construtores de nosso futuro; são as experiências da vida.

      E sendo assim, qual é a razão da existência da lei de causa e efeito?

      Um abraço.

Você ainda não entendeu a lógica da lei da causa e efeito.
Para não me repetir incansavelmente esta resposta lhe dei em outro tópico.

http://www.forumespirita.net/fe/auto-conhecimento/o-que-e-o-que-se-espera-e-como-se-realiza-a-reforma-intima/msg260242/?topicseen#msg260242

Algumas vezes entrei em estudo no FE de outras doutrinas espiritualistas, e para isso precisei entender o pensamento que aquela corrente passava e ficava um tanto quanto chateada quando entravam contestando sem querer entender  o ensino sob outra ótica.
O mesmo acontece quando se faz um estudo mostrando o pensamento da DE, que é o caso do estudo do mês. A sua visão do Espiritismo não é o que o Espiritismo passa.

Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 25 de Fevereiro de 2012, 01:45
Coronel, primeiramente para raciocinar pelo que ensina a DE temos que entender que a ignorância original do Espírito diz respeito a conhecimento, a saber, não é no sentido que você está atribuindo.

A questão de aprender com o sofrer não quer dizer sofrer em si. Podemos aprender observando o sofrimento dos que nos cercam.

Quanto ao tempo necessário para melhorarmos, o que significa um ou dois milênios se sabemos que o Espírito é eterno!?

E você achar que não evoluímos, ou seja, que podemos estar piores do que no passado, basta olhar ao seu derredor e observar o que o mundo te oferece hoje em comparação com o que te oferecia a vinte ou trinta anos atrás. Isso para não falar em séculos, pois aí, as diferenças passam a ser absurdas.

O que mudará o estado do mundo não é conhecimento acumulado com resposta de dúvidas do passado, que não são aplicáveis de forma útil ao presente que vivemos. O que muda o mundo é o amor aplicado hoje ao conhecimento adquirido.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: HamLacerda em 25 de Fevereiro de 2012, 02:39



REVISTA ESPÍRITA
ANO 6 - JUNHO 1863 - Nº. 6


DO PRINCÍPIO DA NÃO-RETROGRADAÇÃO DOS ESPÍRITOS.

Tendo sido levantadas, várias vezes, questões sobre o princípio da não retrogradação dos Espíritos, princípio diversamente interpretado, iremos tentar resolvê-las. O Espiritismo quer ser claro para todo o mundo, e não deixar aos seus futuros filhos nenhum assunto de querelas de palavras, por isso todos os pontos suscetíveis de interpretação serão sucessivamente elucidados.

Os Espíritos não retrogradam, nesse sentido de que não perdem nada do progresso realizado; podem ficar momentaneamente estacionados; mas de bons, não podem se tornar maus, nem de sábios, ignorantes. Tal é o princípio geral, que não se aplica senão ao estado moral, e não à situação material, que de boa pode se tornar má, se o Espírito a mereceu.

Citemos uma comparação. Suponhamos um homem do mundo, instruído, mas culpado de um crime que o conduziu às galés; certamente, há para ele uma grande queda como posição social e como bem-estar material; à estima e à consideração sucederam o desprezo e a abjeção; e, no entanto, nada perdeu quanto ao desenvolvimento da inteligência; levará à prisão suas faculdades, seus talentos, seus conhecimentos; é um homem caído, e é assim que é preciso entender os Espíritos decaídos. Deus pode, pois, ao cabo de um certo tempo de prova, retirar, de um mundo onde não terão progredido moralmente, aqueles que o terão desconhecido, que terão sido rebeldes às suas leis, para enviá-los para expiar seus erros e seu endurecimento num mundo inferior, entre os seres ainda menos avançados; lá serão o que eram antes, moral e intelectualmente, mas numa condição tornada infinitamente mais penosa, pela própria natureza do globo, e sobretudo pelo meio no qual se encontrarão; estarão, em uma palavra, na posição de um homem civilizado forçado a viver entre os selvagens, ou de um homem bem educado condenado à sociedade dos forçados. Perderam sua posição, suas vantagens, mas não retrogradaram ao seu estado primitivo; de homens adultos não se tornaram crianças; eis o que é preciso entender pela não-retrogradação. Não tendo aproveitado o tempo, é para eles um trabalho a recomeçar. Deus, em sua bondade, não quer deixá-los mais por muito tempo entre os bons, dos quais perturbariam a paz; por isso envia-os entre os homens que terão por missão fazer avançar, comunicando-lhes o que sabem; por esse trabalho eles mesmos poderão avançar e resgatar tudo, expiando suas faltas passadas, como o escravo que amontoa, pouco a pouco, o que comprar com a sua liberdade; mas, como o escravo, muitos não amontoam senão o dinheiro em lugar de amontoar as virtudes, as únicas que podem pagar seu resgate.

Tal é até este dia a situação de nossa Terra, mundo de expiação e de prova, onde a raça adâmica, raça inteligente, foi exilada entre as raças primitivas inferiores, que a habitavam antes dela. Tal é razão pela qual há tanta amargura neste mundo, amarguras que estão longe de sentirem no mesmo grau dos povos selvagens. Há certamente retrogradação do Espírito nesse sentido que recua seu adiantamento, mas não do ponto de vista de suas aquisições, em razão das quais e do desenvolvimento de sua inteligência, sua de- caída social lhe é mais penosa; é assim que o homem do mundo sofre mais num meio abjeto do que aquele que sempre viveu na lama.

Segundo um sistema, que tem alguma coisa de especial à primeira vista, os Espíritos não teriam sido criados para serem encarnados, e a encarnação não seria senão o resultado de suas faltas. Esse sistema cai por esta consideração de que, se nenhum Espírito tivesse falido, não haveria homens sobre a Terra nem sobre os outros mundos; ora, como a presença do homem é necessária para a melhoria material dos mundos; que ele concorre pela sua inteligência e sua atividade à obra geral, é um dos órgãos essenciais da criação. Deus não podia subordinar o cumprimento dessa parte de sua obra à queda eventual de suas criaturas, a menos que não contasse para isso sobre um número sempre suficiente de culpados para alimentar de obreiros os mundos criados e a criar. O bom senso repele tal pensamento.

A encarnação é, pois, uma necessidade para o Espírito que, para cumprir sua missão providencial, trabalha em seu próprio adiantamento pela atividade e a inteligência que lhe é preciso empregar para prover à sua vida e ao seu bem-estar; mas a encarnação se torna uma punição quando o Espírito, não tendo feito o que deve, é constrangido a recomeçar sua tarefa e multiplica suas existências corpóreas penosas pela sua própria falta. Um escolar não chega a colar seus graus senão depois de ter passado pela fieira de todas as classes; são essas classes uma punição? Não: são uma necessidade, uma condição indispensável de seu adiantamento; mas se, por sua preguiça, é obrigado a repeti-las, aí está a punição; poder passar algumas delas é um mérito. Portanto, o que é verdade é que a encarnação sobre a Terra é uma punição para muitos daqueles que a habitam, porque teriam podido evitá-la, ao passo que, talvez, a dobraram, triplicaram, centuplicaram por sua falta, retardando assim sua a entrada nos mundos melhores. O que é falso é admitir em princípio a encarnação como um castigo.

Uma outra questão freqüentemente agitada é esta: O Espírito sendo criado simples e ignorante com liberdade de fazer o bem ou o mal, não há queda moral para aquele que toma o mau caminho, uma vez que chega a fazer o mal que não fazia antes?

Esta proposição não é mais sustentável do que a precedente. Não há queda senão na passagem de um estado relativamente bom a um estado pior; ora, o Espírito criado simples e ignorante está, em sua origem, num estado de nulidade moral e intelectual, como a criança que acaba de nascer; se não fez o mal, não fez, não mais, o bem; não é nem feliz nem infeliz; age sem consciência e sem responsabilidade; uma vez que nada tem, nada pode perder, e não pode, não mais, retrogradar; sua responsabilidade não começa senão do momento em que se desenvolve nele o livre arbítrio; seu estado primitivo não é, pois, um estado de inocência inteligente e racional; por conseqüência, o mal que faz mais tarde infringindo as leis de Deus, abusando das faculdades que lhes foram dadas, não é um retorno do bem ao mal, mas a conseqüência do mau caminho em que se empenhou. Isso nos conduz a uma outra questão. Nero, por exemplo, pode, enquanto Nero, ter feito mais mal do que em sua precedente encarnação? A isto respondemos sim, o que não implica que na existência em que teria feito menos mal fosse melhor. Primeiro, o mal pode mudar de forma sem ser pior ou menos mal; a posição de Nero, como imperador, tendo-o colocado em evidência, o que ele fez foi mais notado; numa existência obscura pôde cometer atos também repreensíveis, embora sobre uma menor escala, e que passaram desapercebidos; como soberano pôde fazer queimar uma cidade; como simples particular pôde queimar uma casa e ali fazer perecer uma família; tal assassino vulgar que mata alguns viajantes para despojá-los, se estivesse sobre um trono, seria um tirano sanguinário, fazendo em grande o que sua posição não lhe permitia fazer senão em pequeno. Tomando a questão sob um outro ponto de vista, diremos que um homem pode fazer mais mal numa existência do que na precedente, mostrar vícios que não tinha, sem que isso implique uma degenerescência moral; freqüentemente, o que faltam são as ocasiões para fazer o mal, quando o princípio existe em estado latente; chega a ocasião, e os maus instintos se mostram a nu. A vida comum disso nos oferece numerosos exemplos: tal homem que se acreditava bom, mostra de repente vícios que não se supunha, e disso se admira; muito simplesmente é que soube dissimular, ou que uma causa provocou o desenvolvimento de um mau germe. É muito certo que aquele em que os bons sentimentos estão enraizados não tem mesmo o pensamento do mal; quando este pensamento existe, é que o germe existe: não falta senão a execução.

Depois, como dissemos, o mal, embora sob diferentes formas, não é por isso menos o mal. O mesmo princípio vicioso pode ser a fonte de uma multidão de atos diversos provindo de uma mesma causa; o orgulho, por exemplo, pode fazer cometer um grande número de faltas, às quais se está exposto, enquanto o princípio radical não for extirpado. Um homem pode, pois, numa existência, ter defeitos que não teriam se manifestado numa outra, e que não são senão conseqüências variadas de um mesmo princípio vicioso. Nero é para nós um monstro, porque cometeu atrocidades; mas crê-se que esses homens pérfidos, hipócritas, verdadeiras víboras que semeiam o veneno da calúnia, despojam as famílias pela astúcia e os abusos de confiança, que cobrem suas torpezas com a máscara da virtude para chegar, mais seguramente, aos seus fins e receberem os elogios quando merecem a execração, crê-se, dizemos, que valem mais do que Nero? Seguramente não; ser reencarnado num Nero não seria para eles uma decaída, mas uma ocasião de se mostrarem sob uma nova face; como tais exibirão os vícios que escondiam; ousarão fazer pela força o que faziam pela astúcia, eis toda a diferença. Mas essa nova prova não lhe tornará o castigo senão mais terrível, se, em lugar de aproveitar os meios que lhe são dados de reparar, servem-se deles para o mal. E, no entanto,cada existência, por má que ela seja, é uma ocasião de progresso para o Espírito; desenvolve a sua inteligência, adquire da experiência e dos conhecimentos que, mais tarde, ajudá-lo-ão a progredir moralmente.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 25 de Fevereiro de 2012, 10:13
Coronel, primeiramente para raciocinar pelo que ensina a DE temos que entender que a ignorância original do Espírito diz respeito a conhecimento, a saber, não é no sentido que você está atribuindo.

A questão de aprender com o sofrer não quer dizer sofrer em si. Podemos aprender observando o sofrimento dos que nos cercam.

Quanto ao tempo necessário para melhorarmos, o que significa um ou dois milênios se sabemos que o Espírito é eterno!?

E você achar que não evoluímos, ou seja, que podemos estar piores do que no passado, basta olhar ao seu derredor e observar o que o mundo te oferece hoje em comparação com o que te oferecia a vinte ou trinta anos atrás. Isso para não falar em séculos, pois aí, as diferenças passam a ser absurdas.

O que mudará o estado do mundo não é conhecimento acumulado com resposta de dúvidas do passado, que não são aplicáveis de forma útil ao presente que vivemos. O que muda o mundo é o amor aplicado hoje ao conhecimento adquirido.

Vale lembrar também que "sofrer"  pode ser: sentir dor física ou moral, padecer,  ou experimentar, passar.
Então quando se fala crescer através do sofrimento, não necessariamente através da dor e sim da experimentação, no caso o Espírito precisa da experiência na  matéria para evoluir.

Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 25 de Fevereiro de 2012, 11:18
(http://)Amigos  um bom dia  e  como  sempre um grande obrigado pelos vossos cometários que nos ajudam um pouco a compreender este   tema  do Livre Arbítrio e na  sua complexidade dentro desta Doutrina.
Todos os comentários  envolvem muitas questões bastante  importantes , mas  podemos  ressaltar uma questão primordial para  este  Tema , que  é sempre  o nosso determinismo nas  ações que  podemos ter, pois  as nossas ações  são a força motriz para que  possamos exercer  sempre o nosso livre arbítrio no momento certo............
Determinismo e livre-arbítrio coexistem na vida, entrosando-se na estrada dos destinos, para a elevação e redenção dos homens.
O primeiro é absoluto nas mais baixas camadas evolutivas
e o segundo amplia-se com os valores da educação e da experiência.
Acresce observar que sobre ambos pairam as determinações divinas, baseadas na lei do amor, sagrada e única, da qual a profecia foi sempre o mais eloqüente testemunho.
Não verificais, atualmente, as realizações previstas pelos emissários do Senhor há dois e quatro milênios, no divino simbolismo das Escrituras?
Estabelecida a verdade de que o homem é livre na pauta de sua educação e de seus méritos, na lei das provas, cumpre-nos reconhecer que o próprio homem, à medida que se torna responsável, organiza o determinismo da sua existência, agravando-o ou amenizando-lhe os rigores, até poder elevar-se definitivamente aos planos superiores do Universo.
É mais  uma  questão que entre todos  possamos  debater e  nos leva  a  um entendimento maior  deste  tema  sempre novo para todos.
Um Abraço   com muita paz   
Manuel Alino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 25 de Fevereiro de 2012, 11:22
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 Para todos  os meus  amigos  foristas e  que  muito que  colaborado  neste  debate  um grande obrigado
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 25 de Fevereiro de 2012, 11:56
Bom dia Altino duas considerações sobre este ultimo post para ver se está e concordância com o que você quer dizer.

Nas palavras de Jesus em Lucas:
"Aquele servo porém, que conheceu a vontade de
seu senhor, e não se aprontou, nem fez segundo a
sua vontade, será punido com muitos açoites. Aquele
porém, que não soube a vontade de seu senhor, e fez
coisas dignas de reprovação, levará poucos açoites.
Mas àquele que muito foi dado, muito lhe será exigido;
e àquele a quem muito se confia muito mais lhe pedirão."
(Lucas, 12: 47 e 48.)


Deus não cobra pelo tempo da ignorância, Deus cobra a partir do momento que o ser se torna cônscio de seus atos, ou seja, adquire o conhecimento, sabe das consequências e pratica a partir de sua vontade e não instintivamente.

Na questão 636 em OLE

"O bem e o mal são absolutos para todos os homens?

– A lei de Deus é a mesma para todos; mas o mal depende principalmente da vontade que se tem de o praticar. O bem é sempre o bem e o mal é sempre o mal, qualquer que seja a posição do homem; a diferença está no grau de responsabilidade."

Portanto o julgamento de Deus é a partir da intenção, após adquirir o conhecimento, maior a responsabilidade do homem perante seus atos.

Na questão 909 em OLE  fica bem claro que vencer as más tendencias depende da vontade íntima do Espírito.

Paixões
 
909. "Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações?"
 
“Sim, e, freqüentemente, fazendo esforços muito insignificantes. O que lhe falta é a vontade. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!”

Um abç
Hebe

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 25 de Fevereiro de 2012, 12:19
Amiga  Hebe  tudo o que colocou  está  dentro do que penso e  ao mesmo tempo  sentir  que  Deus não nos  culpa de nada.
Mas  sim nós  perlo nosso comodismo , bos deixamos  levar por coisas fúteis na vida.
Daí o nosso  Determinismo em tentar  pelo  livre arbítrio sermos  capazes  de  fazermos  sempre o que precisamos  e  nos responsabilizamos  ainda  durante  o nosso período de erraticidade.
um grande  abraço de muita  paz
e  uma  flor para minha amiga 
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 25 de Fevereiro de 2012, 12:34
Bons Dias, a todos
Moderador Altino e restantes participantes estive a ler os últimos postes e  talvez seja bom relembrar  o que já foi dito lá atrás não lembro se alguém consultou o  Vocabulário Espírita, pois ele existe e  diz assim:

Livre-arbítrio – 1. Liberdade de juízo e de conduta, entendida como resultado puro da vontade, quando perante uma escolha. 2. É a liberdade moral do homem, faculdade que ele tem de se guiar pela sua vontade na realização de seus atos. Os Espíritos ensinam que a alteração das faculdades mentais, por uma causa acidental ou natural, é o único caso em que o homem fica privado de seu livre-arbítrio. Fora disso, é sempre senhor de fazer ou de não fazer. Ver: Fatalidade.
Fatalidade [do latim fatalitate] – 1. Que tem de ser, irrevogável, inevitável. 2. Para o Espiritismo, a única fatalidade da vida material é a morte biológica, com a conseqüente desencarnação do Espírito. Ver: Livre-arbítrio.

Isto deve responder aquela pergunta como pode haver no homem, ou no ego, que é mutável, transitório, que está sempre a mudar consoante os desejos e paixões, livre-arbítrio?   E outras sistemáticas que aqui aparecem do mesmo teor.

E para quem ainda não saiba — O sistema conceptual espírita é completo e sua síntese está em O Livro dos Espíritos,  palavras de quem sabe, eu apenas transcrevo.

Fraternalmente
O P

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 25 de Fevereiro de 2012, 12:48
Amiga  Oliva  me desculpe  não ter completado o texto , pois  passou  sem  saber , me desculpe.
Quanto  ao que minha amiga colocou  é  mesmo assim  o nosso Livre arbítrio está  sempre nas  nossas atitudes na  vida  e  não podemos   crê   sempre na fatalidade  das coisas, pois   somos  sempre livres de  escolher  as nossas atitudes. Tudo está muito bem  esclarecido no Livro dos Espíritos e não  temos  de  pensar  que  é fatalidade  , mas sim por  vezes  incoerência dos nossos atos
Um grande  abraço  de muita paz  e obrigado pela  sua  valiosa participação
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 25 de Fevereiro de 2012, 12:53
Amiga  Hebe  tudo o que colocou  está  dentro do que penso e  ao mesmo tempo  sentir  que  Deus não nos  culpa de nada.
Mas  sim nós  perlo nosso comodismo , bos deixamos  levar por coisas fúteis na vida.
Daí o nosso  Determinismo em tentar  pelo  livre arbítrio sermos  capazes  de  fazermos  sempre o que precisamos  e  nos responsabilizamos  ainda  durante  o nosso período de erraticidade.
um grande  abraço de muita  paz
e  uma  flor para minha amiga 
Manuel Altino
Muito Obrigada pela gentileza Altino,

Oliva, foi bom lembrar o tema do tópico e trazer de volta, pode ser que daí o assunto caminhe.

Algum comentário de Miramez sobre a questão 909, sem a vontade e as escolhas certas o Espírito não caminha.

FILOSOFIA ESPÍRITA - VOLUME XVIII
 
Questão 909 comentada
CAPÍTULO 42
0909/LE
MÁS INCLINAÇÕES
 
"As más inclinações certamente nascem da ignorância das leis naturais. Na profundidade do termo, somente com a maturidade da alma, ela se livra de todas as más tendências. O próprio nome, paixão, já nos traz um ambiente negativo.
Jesus, ao vir à Terra para iluminar os corações dos homens, foi rejeitado, perseguido, crucificado e morto entre dois malfeitores, por querer mudar o comportamento espiritual de todos os povos. Vejamos o que narra Mateus, no capítulo vinte e sete, versículo vinte e dois:
Replicou-lhes Pilatos:
- Que farei então de Jesus, chamado Cristo?
- Seja crucificado! responderam todos.
O povo não aceitou o pão que desceu do Céu; rejeitou a luz e ficou nas trevas. Assim ocorre com os ensinamentos do Mestre, quando vamos aplicá-los a nós mesmos. A nossa organização interna rejeita as modificações de vida que deveremos aplicar a nós mesmos e expulsarmos todos os conceitos de vida espiritual, acabando por crucificarmos a nós mesmos no madeiro da ignorância.
Crescem em nós as más inclinações, de sorte a escurecer o sol da verdade que deseja sair e viver na nossa intimidade.
Os homens não desejam fazer força para a auto-iluminação. Esquecem a luz, por estarem dependentes das trevas. Mas, Jesus não morreu, como pensam os ignorantes; Ele vive, e renasceu como uma doutrina, o consolador que haveria de vir, fazendo lembrar a todos os povos de boa vontade da mesma presença do Senhor, a nos dizer: "Eu sou a luz do mundo"; "Eu sou o Pastor de todo o rebanho, e vim salvar todas as criaturas"; "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; quem não passar por mim, não entrará no reino do céu."
As más inclinações estão afloradas em todos os corações que esqueceram o amor; as más inclinações estão em evidência nos homens que rejeitam a disciplina; as más inclinações crescem nas almas que não perdoam... Chegou a hora de colocar a verdade em cima da mesa, para que todos vejam e aprendam a sentir a fraternidade, respeitando os seus irmãos na luz da fé. Chegamos ao momento de nos educarmos em todas as direções dos sentimentos e nos instruirmos em todas as frentes do saber, que nesta luz aparece a libertação para os nossos corações presos às inferioridades. Devemos fazer esforços em todos os sentidos, eliminando as paixões que tomaram o lugar das virtudes, e deixando que o Cristo se manifeste em nós, criando ambiente para Deus na nossa consciência, de modo que Ele e o Pai fiquem mais visíveis na nossa vida.
Não estamos julgando os Espíritos presos pelas paixões, mas querendo ajudá-los a se libertarem, pelo conhecimento da verdade. Se queres ser ajudado, abre os braços e o entendimento, para compreenderes os preceitos do Mestre e vivê-los.
Podemos transformar todas as paixões em força de paz, eliminando os detritos das inferioridades em todos os campos de ação, para que o amor acenda em nós um sol de Deus com estrelas do Cristo."

Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 25 de Fevereiro de 2012, 21:04
Boa noite a todos
 Hebe
desconhecia até hoje esse trabalho filosófico, como fez uma pergunta interessante eu resolvi ir ao Google ver o que havia sobre o Autor e fiquei a saber  que há uma  publicação do Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez e só agora entendi o seguimento do seu poste.
Interessante, muito interessante.

(Desculpe ter trocado nomes mas deve ser o adiantado da hora com cansaço .)
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 25 de Fevereiro de 2012, 21:37
Talvez seguindo o mesmo ritmo eu deva postar essa  outra mensagem
Prefácio de Bezerra de Menezes - Filosofia Espírita - Volume V
 

Filosofia IV, numa ordem de seqüência, nos mostra, no mesmo fulgor, "O Livro dos Espíritos", no que tange à compreensão de seus mais profundos ensinamentos. É dever de todos os espíritas estudar, meditar e orar, para compreender melhor o livro básico da Doutrina dos Espíritos; e com essa participação de Miramez o entendimento se tornará mais fácil, facultando aos irmãos uma assimilação mais rápida dos assuntos ali expostos. É a misericórdia Divina se nos apresentando plena de amor.
Quem já leu "O Livro dos Espíritos", por Allan Kardec, que passe a estudar; quem já estudou, que o consulte de novo e quem já consultou, que procure gravar mais seus ensinamentos, pois muito ainda temos que aprender para compreender as leis espirituais.

Os benfeitores estão empenhados em escrever sobre todos os assuntos que dizem respeito à verdade; o homem está avançando e se aproxima da maturidade, devendo conhecer o que o espera no mundo espiritual.
E a porta que conduz a esses conhecimentos para a libertação da criatura é a caridade, e essa caridade de que falamos todos os dias, copiando dos ensinamentos do Divino Mestre, é que nos salva de todas as prisões tramadas pela ignorância. Compete a todos os Espíritos encarnados e desencarnados esforçarem-se para compreender, compreenderem para amar e amarem para se libertar das trevas.
Os livros espíritas ajudam o leitor a crescer, a melhorar e a obra codificada por Allan Kardec é a base, é o alicerce. Seguindo as linhas doutrinárias do codificador, jamais perderemos o caminho do entendimento que Jesus indicou para todos nós.[/color]
O Filosofia Espírita V, portador de luzes espirituais, prossegue o ideal de fazer mais conhecida a Doutrina dos Espíritos, sob a égide de Jesus Cristo, nosso Mestre e Senhor. Quantos assuntos abordados! Quantos assuntos ventilados! E é nesse correr de estudos que acumulamos mais entendimento, aumentando o nosso celeiro de valores imperecíveis. Estudando, compreendendo, divulgando e cultivando essas sementes, o semeador sairá a colher frutos que o bem se encarregará de devolver, enriquecidos pelo amor. A caridade está nos procurando por várias modalidades, e uma das mais sublimes é a de ajudar ao próximo no que se refere ao esclarecimento, onde poderemos conhecer a verdade e mostrá-la àqueles que desejam se libertar.
Quanto mais se escreve sobre as leis de Deus, quanto mais se estuda a Doutrina dos Espíritos, quanto mais se fala da verdade e da caridade, mais brilha o sol do entendimento. E a Terra passará a ser um paraíso, passando, de mundo de provações, como ensina o Evangelho, para mundo de regeneração, onde cada um vai sentir a necessidade de resgate, para que a tranqüilidade de consciência se apodere de si, como bênçãos de Deus e conquista de todos os esforços no campo da melhoria. Quem não procura a felicidade? Todos a procuram, seja por instinto, por razão, ou por intuição. E ela existe! Façamos, pois, todos os esforços que requerem o amor e o progresso, para encontrarmos o céu verdadeiro, que se encontra dentro de nós.
Este é mais um livro para meditação e estudo dos espíritas, ficando aqui a nossa gratidão pelo trabalho do nosso companheiro em Jesus, e que de sua inteligência abençoada possam verter mais obras, como gotas de luz para os corações sequiosos de paz.[/b][/b]
BEZERRA
Belo Horizonte, 12 de Março de 1985.

No seguimento daquele outro debate do fórum se vê que hoje a net proporciona-nos muitas janelas de esperança na busca desse pão divino. Estejamos mais ou menos desoprimidos em nossas tribulações diárias o que nem sempre é verdadeiro e possamos dedicar algumas horas do nosso tempo a meditar nestas letras, sim porque eu penso que  meditar é também colocar nosso interesse em algo por muitos e muitos tempos alargando sempre no mesmo objetivo a nossa compreensão.

Fraternalmente
O P

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 26 de Fevereiro de 2012, 09:06
Bom Dia

E muita paz a todos
   
No  seguimento do estudo sobre o Livre – Arbítrio  Lembremos o Evangelho Segundo o Espiritismo que no Capítulo das preces por aquele mesmo que ora; nos traz uma elucidação  acerca do mesmo
PARA PEDIR A FORÇA DE RESISTIR A UMA TENTAÇÃO
 
                                 
                    20. PREFÁCIO. Duas origens pede ter qualquer pensamento mau: a própria imperfeição de nossa alma, ou uma funesta influência que sobre ela se exerça. Neste último caso, há sempre indício de uma fraqueza que nos sujeita a receber essa influência; há, por conseguinte, indício de uma alma  imperfeita. De sorte que aquele que venha a falir não poderá invocar por escusa a influência de um Espírito estranho, visto que esse Espírito não o teria arrastado ao mal, se o considerasse inacessível à sedução.   
Quando surge em nós um mau pensamento, podemos, pois, imaginar um Espírito maléfico a nos atrair para o mal, mas a cuja atração podemos ceder ou resistir, como se se tratara das solicitações de uma pessoa viva. Devemos, ao mesmo tempo, imaginar que, por seu lado, o nosso anjo guardião, ou Espírito protetor, combate em nós a influência e espera com ansiedade a decisão que tomemos. A nossa hesitação em praticar o mal é a voz do Espírito bom, a se fazer ouvir pela nossa consciência.
Reconhece-se que um pensamento é mau, quando se afasta da caridade, que constitui a base da verdadeira moral, quando tem por princípio o orgulho, a vaidade, ou o egoísmo; quando a sua realização pode causar qualquer prejuízo a outrem; quando, enfim, nos induz a fazer aos outros o que não quereríamos que nos fizessem. (Cap. XXVIII, n° 15; cap. XV, nº 10.)

21. Prece. - Deus Todo-Poderoso, não me deixes sucumbir à tentação que me impele a falir. Espíritos benfazejos, que me protegeis, afastai de mim este mau pensamento e dai-me a força de resistir à sugestão do mal. Se eu sucumbir, merecerei expiar a minha falta nesta vida e na outra, porque tenho a liberdade de escolher.


Sabemos que  há situações de vivência espirita que ultrapassam a simples atitude de orarmos precisamente porque usando a velha metáfora, há uma confusão de línguas entre as pessoas e que chamam a si outros tantos espíritos;  mas isso não anula a fé de quem crê.

 Então, Boas orações para todos que querem receber a ajuda da fé.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 26 de Fevereiro de 2012, 10:40
Um bom dia  a todos  com muita paz  e  dando seguimento ao estudo que vimos debatendo  sobre livro arbítrio,  amiga Oliva  o seu texto  está muito bem colocado e   nos dá mais uma perspectiva  de como somos  facilmente manipulados por  Entidades menos boas.
Então dai a nossa vigilância  sempre  em todos os atos da nossa  vida, mantendo sempre  a nossa liberdade   confiarmos. pois   é  na vigilância  que podemos ter  algum sucesso e  não esquecendo que a prece  é o veiculo mais  forte  para nos prevenir, nas situações mias  difíceis na vida.
Outro tema relevante que tem relação  é a lei de acção e reacção.
Para toda a acção praticada pelo homem, intencionalmente, vai corresponder uma reacção em igual sentido. Assim, actos bons trazem efeitos positivos.
Actos maus acarretam retornos negativos.
 Para garantir a ocorrência da reacção, existe um mecanismo que não pode ser afastado, que é o determinismo.
Para o desencadeamento de acções conscientes, se torna fundamental o exercício do livre -arbítrio.
Portanto, para cada acção intencional (que é a utilização do livre - arbítrio), existe, por determinismo, uma reacção.
 E essa, é a relação da teoria do risco com a lei de acção e reacção.
Num contexto maior, se pode vislumbrar a importância desta teoria em termos de reencarnação:
 cada existência física que o homem vivência é composta de inúmeras situações de risco e a própria existência representa uma jornada de risco.
O homem responde pelo conjunto dos actos praticados ao longo de sua vida material e o resultado dessa avaliação vai constatar a sua evolução, o contrair de novos débitos ou mesmo a estagnar.
Existem reencarnações de conteúdo predominantemente expiatório, ou seja, um retorno á matéria para expiar grandes erros do passado, e essa reencarnação é uma reacção a uma trajectória anteriormente vivenciada.
Ilustrando, vejamos o seguinte quadro comparando a reencarnação actual com uma situação de risco, sob o prisma da lei de acção e reacção.
Situação de risco:
Envolve uma decisão (livre -arbítrio), positiva ou negativa, que acarreta uma reacção em igual sentido (determinismo).
Reencarnação: envolve um conjunto de decisões e acções do encarnado (livre -arbítrio) que lhe trás, como reacção, outra reencarnação, cuja programação leva em conta a trajectória física anterior     (determinismo)
Pela lógica da teoria do risco, o bom uso do livre - arbítrio tem a força de modificar, quando possível, o determinismo do alto.
Agora, é que o mal nunca, jamais, é fruto do determinismo e sim sempre é fruto do livre - arbítrio que é utilizado erroneamente.
O plano superior nunca conduz nenhum encarnado a cometer actos incompatíveis com os ensinamentos de Jesus.
O que pode fazer é conduzir, por determinismo, duas pessoas a terem um encontro, para resgates mútuos.
E o resultado  negativo desse encontro  (determinismo) é sempre fruto das decisões dos próprios homens envolvidos (livre - arbítrio), ou seja, um mal (vivenciado individual ou colectivamente), somente pode ser fruto do livre - arbítrio.
Um bem (vivenciado individual ou colectivamente), pode ser tanto fruto do livre -arbítrio como do determinismo.
Existem duas situações de especial relevância na jornada evolutiva dos seres humanos (que não veremos agora) que merecem ser vistas á luz da teoria do risco: o suicídio e o duelo.
Assim vejamos  são  sempre muitas  as  situações  que o homem pode ter  , e  com graves consequências   pela  sua invigilância.
Um grande abraço de muita paz
Manuel  Altino

Com um grande abraço de muita paz  para todos  os que  tem participado neste  tema  de grande importância para  todos  nós
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 26 de Fevereiro de 2012, 13:01
Tem um ponto Altino, que é muito importante, que a DE Espírita nos mostra num sentido mais amplo e sou trouxermos para o nosso Universo particular, pode nos ajudar um pouco a entender o que consideramos mal e o que consideramos bom e o quanto inconscientemente nos envolvemos em uma atmosfera não muito favorável.

A vivencia das provas escolhidas pelo Espírito em seu livre arbítrio, pode ser vista quando encarnado como uma penalização quando na verdade não é.

A vida que muitas vezes consideramos difícil na matéria, é escolha nossa dentro da claridade que temos das nossas ações no mundo Espiritual.

Penso que as provas não podem ser alteradas no mundo físico, podem ser abandonadas ou vividas bem ou mal, dentro da visão humana.

Voltando a insistir num ponto, me perdoe por isso, mas vejamos o conceito unicamente moral das provas e a forma como interagimos ( aceitando ou não) com ela no mundo material.

O Espírito pede como prova a riqueza, todas as condições na matéria lhe favorece o cumprimento desta prova. No entanto, se o homem se torna mesquinho, orgulhoso, envaidecido, poderoso, avaro e entrar em conflito com seu semelhante, ou pessoas que interagem com ele causando sofrimento a si e ao próximo, sucumbe a prova.
Toda a dor é sinal de que algo não vai bem e é  neste ponto que devemos nos observar se vale a pena continuar com determinada conduta ou não. Se o homem causa sofrimento num conflito por herança, ou se  sente prazer em humilhar alguém, ou se sente ferido em seu orgulho por não ser reconhecido em sua grandeza de posses materiais ou projeção social, é exatamente aí que o homem está sucumbindo a prova. Essa é a ilusão da matéria que muitos deixam se arrastar sem perceber.

Não é apenas seguir regras de condutas sociais ditadas por religiões e avatares, as provas tem que ser trabalhadas intimamente.
Não é porque Jesus disse sedes bons e caridosos que o homem deve obedecer e sim sentir o que ele fala no intimo, perceber seus erros, ouvir e se ver com clareza como está interagindo na matéria, perceber o sofrimento que causa a si e ao próximo com determinada conduta.

O mesmo acontece nas provas de pobreza, invertendo as posições, se se sente humilhado por não ter, se tem inveja de quem tem, se faz de tudo para conseguir uma posição melhor materialmente, levado pelo desejo superfluo do ter , achando que com isso será melhor e respeitado, sucumbe a prova.

Outra coisa interessante a se notar, é a avaliação que muitos fazem do próximo a partir de seus valores pessoais.

O que se sente humilhado, vê em cada um a arrogância, mesmo que não exista.
O que se sente ofendido, vê no outro o ofensor mesmo que não seja, o que se sente mal amado vê no outro a impossibilidade de amá-lo mesmo que o amor exista.

Essas são as provas reais do Espírito que se deixa levar pelos sentimentos materiais agravando seu estado de sofrimento.

Dei exemplo da prova de riqueza e pobreza, mas absolutamente tudo que se liga a matéria é prova para o Espírito, como intelectualidade, família em harmonia ou desarmonia, posses,  relacionamentos fáceis e difíceis.

Absolutamente tudo o que nos incomoda é aonde devemos estar atento para trabalhar intimamente. Esse trabalho diante das situações é o que consiste o livre arbítrio do Espírito na matéria.

Um abç
Hebe



Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 26 de Fevereiro de 2012, 13:39
Mais uma observação,
A prova se apresenta continuamente na nossa vida a partir dos relacionamentos, ou seja, o estímulo ao que tem que ser trabalhado retorna em nova oportunidade.

Se a mesma situação desconfortável se apresenta várias vezes com diversas pessoas durante a vida, é hora de olhar e ver aonde está o nosso erro em lidar com a situação, porque ninguém é vitima de absolutamente nada, nem ninguém.

Um abç
Hebe
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Edna☼ em 26 de Fevereiro de 2012, 15:39
Olá amigo Manuel e demais foristas, estava lendo sobre a penalidade futura e a perfeição da lei divina, e achei por bem partilhar este estudo como vocês:


"...  A lei de Deus é mais previdente: sempre justa, eqüitativa e misericordiosa, não fixa nenhuma duração para a pena, qualquer que seja. Ela se resume assim:

            “O homem sofre sempre a conseqüência das suas faltas; não há uma única infração à lei de Deus, que não tenha a sua punição”.

            “A severidade do castigo é proporcional à gravidade da falta”.

            “A duração do castigo, para qualquer falta, é indeterminada, pois fica subordinada ao arrependimento do culpado e ao seu retorno ao bem; assim, a pena dura tanto quanto a obstinação no mal; seria perpétua, se a obstinação o fosse; é de curta duração, se o arrependimento vir logo”.

            “Desde que o culpado clame por misericórdia, Deus o ouve e lhe concede a esperança. Mas o simples remorso não basta: é necessária a reparação da falta. É por isso que o culpado se vê submetido a novas provas, nas quais ele pode, sempre pela sua própria vontade, fazer o bem para a reparação do mal anteriormente praticado”.

            “O homem é assim o árbitro constante da sua própria sorte. Ele pode abreviar o seu suplício ou prolongá-lo indefinidamente. Sua felicidade ou sua desgraça depende da sua vontade de fazer o bem”.

 Essa é a lei; lei imutável e conforme a bondade e à justiça de Deus.

            O Espírito culpado e infeliz, dessa maneira, pode sempre se salvar a si mesmo: a lei de Deus lhe diz sob quais condições ele pode fazê-lo. O que geralmente lhe falta é à vontade, a força e a coragem.


Allan Kardec

Abraços fraternos sempre,

Edna ;)

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 26 de Fevereiro de 2012, 16:23
      Kazaoka    (ref #297)

      Kazaoka: primeiramente, para raciocinar pelo que ensina a DE, temos que entender que a ignorância original do Espírito diz respeito a conhecimento, a saber, não é no sentido que você está atribuindo.

    Cel: mas é evidente; a ignorância diz respeito ao conhecimento; contudo, é por nos faltar conhecimentos q erramos tantas vezes e tantas vezes somos submetidos às cruéis conseqüências da lei divina, não é? E veja q nem mesmo as leis falhas dos homens punem o ignorante!

      Se não é isso q o jovem quis dizer, me explique, por favor, qual é o sentido correto q se deve atribuir ao conhecimento, mas q eu não estou atribuindo!

      Kazaoka: Quanto ao tempo necessário para melhorarmos, o que significa um ou dois milênios se sabemos que o Espírito é eterno!?

      Cel: devemos fazer essas perguntas às mães q perderam seus filhinhos, aos presos, aos torturados física e mentalmente, aos q estão nos hospitais ou em casa passando por dores e lágrimas etc; e o fato de se dizer aos sofredores: “não se importem com suas amarguras, luto, desgraças e tragédias, com seu câncer, com o estupro q sofreu sua filhinha, com o sofrimento de seus filhos q tiveram os pés amputados a machadadas, com a loucura e com as deformações físicas e mentais de seus queridos, não se importem e não se preocupem, pois o espírito é eterno e, no final, de alguns milênios vocês terão esquecido tudo isso”, dizer isso aos sofredores lhes amenizará as dores?

      Kazaoka: E você achar que não evoluímos, ou seja, que podemos estar piores do que no passado, basta olhar ao seu derredor e observar o que o mundo te oferece hoje em comparação com o que te oferecia a vinte ou trinta anos atrás. Isso para não falar em séculos, pois aí, as diferenças passam a ser absurdas.

      Cel: pois é, meu distinto jovem,olhando ao derredor, observamos apenas tecnologias q concorrem para melhor qualidade de vida e para aperfeiçoar a arte de destruir a qualidade de vida; nenhuma melhora moral... Talvez, hoje não se cometam tantos dos  absurdos do passado porq a lei dos homens os coíbem. A maldade e os defeitos morais estão perfeitamente retratados em toda a história dos homens, em todos os tempos.

      Kazaoka: O que mudará o estado do mundo não é conhecimento acumulado com resposta de dúvidas do passado, que não são aplicáveis de forma útil ao presente que vivemos. O que muda o mundo é o amor aplicado hoje ao conhecimento adquirido.
 
      Cel: adquirido graças às experiências da vida, esta escola do bem e do mal, q são elas q nos tornam, de instante a instante, mais cheios de amor ou mais cheios de ódio, desejos baixos, ciúmes, inveja, egoísmo, orgulho etc... Não somos nós q nos fazemos mais cheios de amor ou de ódio, mas as influências das lições q a vida nos proporciona a cada instante. Por isso, afirmo q não somos nós q construímos o nosso futuro, q nenhum mérito ou demérito nos vem pelo fato de agirmos com correção ou incorreção. Distinto amigo, reflita e me responda se desejar: se não é a vida q nos faz o q somos neste instante, quem é q nos faz assim? Nós mesmos? E se o amigo disser q nós mesmos nos fazemos, por nossa livre vontade e escolha, cheios de defeitos morais, porq nem todos fazem a mesma coisa?

      Abraços, e um bom domingo, ao amigo e aos seus queridos.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 26 de Fevereiro de 2012, 17:56
Coronel, quando endereçamos nossas perguntas a alguém é porque julgamos que a resposta que elas possam nos dar satisfaça nosso questionamento. Então, se fazemos perguntas sobre sofrimentos de natureza física ou mesmo de natureza espiritual mas que tenham ligações com transtornos de natureza terrena, como as que você aconselha; mães que sofrem por filhos injustiçados pela ótica humana, doentes físicos, vítimas de crimes morais (estupros, etc.), aleijões e tantas outras desgraças como você as considera, é porque a nossa visão diante dos fatos satisfará com as repostas que venha a receber daqueles que convivem com este flagelo. Ou seja, as reposta que a visão terrena nos dá, nos deixará satisfeitos. Porém, como no seu caso, deixa-nos inconformados e achando que tudo é uma tremenda balburdia e que Deus não sabe o que está fazendo, ou ignorando o que está acontecendo.

A forma mais eficiente de combater o mal é valorizando o bem. E antes que você me diga que nenhuma religião e nenhuma doutrina explica o "como fazer", já vou lhe respondendo; é buscando por em tudo o que nossa percepção nos permita perceber que está faltando. E só notamos falta de algo quando deste "algo" temos o conhecimento.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 27 de Fevereiro de 2012, 10:17
Amigos   foristas  é sempre  com muita paz  e  alegria  que  vejo neste debate  sempre grande ensinamentos para todo.
Amiga  Hebe  muito obrigado pelo seu comentário que  foi muito oportuno e  sábio.
Edna  amiga  muito obrigado pelo seu comentário que   muito  bom esclarece  . assim como o nosso amigo Kazaoka.
Então  depois  e  alguma  pesquisa  fui encontrar mais um pouco do text  de Leon Denis  no seu livro ....... Depois  da Morte  e  senti  que tinha  de partilhar  com todos  e  ao mesmo temo serve para meditar e  comentar  se acharem  oportuno.....
Um dos problemas que mais preocuparam os filósofos e os teólogos é o do livre arbítrio:
Conciliar a vontade e a liberdade do homem com o fatalismo das leis naturais e com a vontade divina, parecia tanto mais difícil quanto um cego acaso parecia pesar, aos olhos de muitos, sobre o destino humano.
O ensinamento dos espíritos esclareceu o problema.
A fatalidade aparente que semeia de males o caminho da vida, não é mais que a consequência lógica do nosso passado, um efeito que se refere a uma causa, é o cumprimento do destino por nós mesmos aceito antes de renascer, e que nossos guias espirituais nos sugerem para nosso bem e nossa elevação.
Nas camadas inferiores da criação, o ser não tem ainda consciência.
Apenas a fatalidade do instinto o impele, e não é senão nos tipos superiores da animalidade que surgem, timidamente, os primeiros sintomas das faculdades humanas.
A alma, jungida ao ciclo humano, desperta para a liberdade moral, o juízo e a consciência desenvolvem-se cada vez mais no curso de sua imensa parábola. Colocada entre o bem e o mal, ela faz o confronto e escolhe livremente, tornada sábia pelas quedas e pela dor.
E na prova, sua experiência forma-se e sua força mental se afirma.
A alma humana, livre e consciente, não pode mais recair na vida inferior.
Suas encarnações sucedem-se na dos mundos, até que, ao fim de seu longo trabalho, tenha conquistado a sabedoria, a ciência e o amor, cuja posse a emancipará para sempre das encarnações e da morte, abrindo-lhe a porta da vida celeste.
A alma alcança seus destinos, prepara suas alegrias ou dores, exercendo sua liberdade, porém, no curso de sua jornada, na prova amarga e na ardente luta das paixões, a ajuda superior não lhe será negada e, se ela mesma não a afasta, por parecer indigna dela, quando a vontade se afirma para retomar o caminho do bem, o bom caminho, a providência intervém e propicia-lhe ajuda e apoio, Providência é o espírito superior, o anjo que vigia na desventura, o Consolador invisível cujas inspirações aquecem o coração enregelado pelo desespero, cujos fluidos vivificadores fortalecem o peregrino cansado; providência é o farol aceso na noite para salvação daqueles que erram no oceano  alteroso  da existência; providência é, ainda e sobretudo, o amor divino que se derrama sobre suas criaturas.
 E quanta solicitude, quanta previdência neste amor.
Um grande abraço  de muita paz
Manuel Altino

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 27 de Fevereiro de 2012, 11:04
Bons dias a todos
Lendo as últimas mensagens

O que mais custa na minha visão é precisamente o conviver com o que sabemos errado.

E quanto ás mudanças a realizar, é quem mais pode por posição social, poder económico, etc que as pode efetuar.
Nós  os que não as temos podemos sempre  fazer a nossa parte, não contribuindo para o erro, mas só, o que também já é muito. Porque temos o conhecimento como disse Kazaoka

Mesmo a propósito ia postar a mensagem que segue:

Sabe moderador Altino

As flores também nos   lembram  o Item do Livro dos Espíritos que diz assim:

-791 A civilização se depurará um dia de modo a fazer desaparecer os males que tenha produzido?
– Sim, quando a moral também estiver tão desenvolvido quanto a inteligência. O fruto não pode vir antes da flor.

As pessoas são como flores é preciso cuidar delas para que elas consigam dar o melhor de si como as flores.

Autor desconhecido
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E claro que todos estas noções da verdade  estão ainda  a ser semeadas em nós;  ainda somos seus  vasos aguardando o efeito do tempo em nossas mãos pelo período que tiver de ser  para colhermos o fruto.

segue imagem

Mas que as flores sejam uma Boa forma de lembrar ou homenagear o Codificador do Espiritismo que foi Allan Kardec  e o Espirito e Verdade  nossa matriz.

Sempre bom poder partilhar estas ideias convosco principalmente porque elas destroem as outras que nos asfixiam.

Fraternalmente
O P
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: flordelisMG em 27 de Fevereiro de 2012, 13:26
Bom dia a todos,


Acredito que os questionamentos feitos com base na doutrina que se fundam na razão são de extrema importancia para pensarmos.
É uma das bases dessa doce doutrina: a reflexão. Allan Kardec sempre o defendeu a razão. E que a doutrina não é estável, e sim dinâmica.

Cel disse: "Cel: adquirido graças às experiências da vida, esta escola do bem e do mal, q são elas q nos tornam, de instante a instante, mais cheios de amor ou mais cheios de ódio, desejos baixos, ciúmes, inveja, egoísmo, orgulho etc... Não somos nós q nos fazemos mais cheios de amor ou de ódio, mas as influências das lições q a vida nos proporciona a cada instante. Por isso, afirmo q não somos nós q construímos o nosso futuro, q nenhum mérito ou demérito nos vem pelo fato de agirmos com correção ou incorreção. Distinto amigo, reflita e me responda se desejar: se não é a vida q nos faz o q somos neste instante, quem é q nos faz assim? Nós mesmos? E se o amigo disser q nós mesmos nos fazemos, por nossa livre vontade e escolha, cheios de defeitos morais, porq nem todos fazem a mesma coisa?


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/estudo-mensal-o-livre-arbitrio/315/#ixzz1naTSi2C7

Cel, posso não chegar em sua essência, mas caminho trilhando ao lado ou intercruzando os seus argumentos. Até porque a Verdade é pessoal, única e intransferível. E cada um tem a sua forma de trilhar.

Assim, então digo na minha parca experiencia de vida (ou não) tenho observado que quanto maior a nossa elasticidade moral ou grau de experiências vivenciadas, sejam elas positivas ou negativas, passamos  a ser mais tolerantes e amorosos, quanto menor o nosso grau moral (evolução) menores somos no aspecto do amor, pois ainda estamos embuídos de defeitos morais (egoistas, invejosos, julgadores, vaidosos, arrogantes). Afinal, como a própria doutrina, que aqui é debatida, garante-nos fomos criados simples e ignorantes.

A partir do momento que dispomos de mais recursos morais/intelectual(evolução) mais sensível nos tornamos e mais passamos a ter mais compaixão pelos que "sofrem". É o que pude observar da leitura de tantas pessoas históricas, q se dedicaram e dedicam ao mundo, são elas as que menos julgam e que mais falam de amor.

Como bem dito: "Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor."
1 João 4.


E os que verdadeiramente sofrem na Terra, os são aqueles que amam , pq descortinaram o veu do orgulho e do egoísmo e veem o quanto precisamos melhorar intimamente, diminuindo os nossos conflitos e interesses pessoais.

Porém, (in)felizmente, só a Vida para nos ensinar. Porém, só aprenderemos se admitirmos e sentirmos que somos aprendizes Dela.

Abraços reflexivos.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: flordelisMG em 27 de Fevereiro de 2012, 13:31
Bom dia, Kazoaka,


Sempre buscamos respostas para nossas indagações.Ísso é intrinseco da alma humana, por isso a doutrina espírita surgiu. E tudo o que há de redor surge, vem pelas observações e sentidos e daí aquilo nos "incomoda" e nos fazem questionar. Então vem as perguntas.

Lembre-se de que: "Não São As Respostas Que Movem o Mundo;são as Perguntas."

Abraços reflexivos.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: flordelisMG em 27 de Fevereiro de 2012, 13:40
Bom dia, Oliva.

Interessante a sua colocação ao dizer citar:
"-791 A civilização se depurará um dia de modo a fazer desaparecer os males que tenha produzido?
– Sim, quando a moral também estiver tão desenvolvido quanto a inteligência. O fruto não pode vir antes da flor.


As pessoas são como flores é preciso cuidar delas para que elas consigam dar o melhor de si como as flores. "

Se fomos comparados com as flores, então, questiono-a. Quem cuida delas?

Um certo filósofo disse: "Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé?  Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas"

Abraços reflexivos.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 27 de Fevereiro de 2012, 16:53
As dúvidas em questões que nos farão avançar em conhecimento prático a nós e aos outros, merecem toda atenção e dedicação no empenho em as esclarecer. O que devemos evitar é a perda de tempo com questões meramente especulativas.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Mourarego em 27 de Fevereiro de 2012, 17:22
Opss amiga Flor de liz,
Devemos entender a simbologia que o ensino retrata.
A questão e resposta é apenas esta:
"791. A civilização se depurará um dia, fazendo desaparecer os males que tenha produzido?
– Sim, quando a moral estiver tão desenvolvida quanto a inteligência. O fruto não pode vir antes da flor.

Nem de perto os Espíritos tomaram o exemplo simbólico da flor, sob a mesma visão que você quando diz: "As pessoas são como flores é preciso cuidar delas para que elas consigam dar o melhor de si como as flores. " indicado em outra resposta como autor desconhecido.
Não as pessoas não são como as flores, pois que podem alimentar-se sem a ajuda de outrem em todo os sentidos.
O exemplo da resposta prende-se apenas à idéia do progresso das civilizações e que se veja que mesmo falando em termos de encarnação, os espíritos Superiores não deixam de lado o processo de moralização.
abraços,
Moura

Pessoas são a representação que o Espírito trás numa encarnação em mundos em  que ainda seja necessária a vestimenta carnal.
Porém o Espírito existe e continua atuante mesmo sem o adorno de carne.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/estudo-mensal-o-livre-arbitrio/315/?action=post;num_replies=321#ixzz1nbUBMHXH
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 28 de Fevereiro de 2012, 10:19
Bons Dias
e Boas Ondas de Paz

 ..parece que o irmão Moura captou a mensagem que postei que fala das pessoas como flores, porque na nossa essência espiritual (matriz) assim nos parecemos, delicados, diáfanos, perenes capazes de trazer alegria, renascer das cinzas; e é alimentando o nosso espírito como estudando a doutrina espírita, lendo o Evangelho e outras fontes lembrando sempre que o conhecimento está por toda a parte; que conseguimos isso, daí eu ter falado de homenagear o Mestre e o Espírito e Verdade.
 Estudando as Leis da vida e do Universo, melhoramos comportamentos connosco e em relação aos outros.

Como dissociar o fundo da forma? Se o espírito é todo Um – corpo – mente – sentimento . O melhoramento reflete-se em toda a estrutura do indivíduo, daí há família, há sociedade, ao Universo.

Fraterna-mente
O P

Devo confessar que foi um pequeno e discreto livro de Admar Faria Junior - Mecanismo dos sonhos,  que muito me ajudou a clarificar  essa realidade trina. Muito grata por tal.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 28 de Fevereiro de 2012, 10:28
Um Bom dia  a todos  os  meus  amigos  e  dando continuidade  ao tema   deste mês  onde  podemos  , pelo menos entender um pouco  que  o nosso livre Arbítrio é muito mais  serio do que por vezes  pensamos  e  baseado em Leon Denis  e  no seu livro Depois da Morte.
Penso que  é mais  um dado para  meditarmos  todos  na sua importãncia  na vida de cada um de nós............
Não suspendeu os mundos no espaço, acendeu os sois, formou os continentes, os mares, para servir de teatro à alma, de campo aos seus progressos?
Esta grande obra de criação cumpre-se somente para a alma, para ela combinam-se as forças naturais, os mundos deixam as nebulosas.
A alma é nascida para o bem, mas para que ela possa apreciá-lo na justa medida, para que possa conhecer-lhe todo o valor, deve conquistá-lo desenvolvendo livremente as próprias potencialidades.
 A liberdade de ação e a responsabilidade aumentam com sua elevação, pois quanto mais ela se ilumina mais pode e deve conformar a sua obra pessoal às leis que regem o universo.
A liberdade do ser é exercida, pois, em um círculo limitado, parte pelas exigências da lei natural que não sobre violações ou desordens neste mundo, parte pelo passado do próprio ser, cujas consequências se reflectem sobre ele através dos tempos, até a completa reparação.
Assim o exercício da liberdade humana não pode obstar, em caso algum, a execução do plano divino, sem o que a ordem das coisas seria continuamente perturbada.
 Acima de nossas vistas limitadas e variáveis, permanece e continua a ordem imutável do universo.
Somos quase sempre maus juízes daquilo que é nosso verdadeiro bem.
Se a ordem natural das coisas devesse dobrar-se aos nossos desejos, que espantosas perturbações não resultariam disto?
A primeira coisa que o homem faria, se possuísse liberdade absoluta, seria afastar de si todas as causas de sofrimento, e assegurar para si uma vida plena de felicidade.
Ora, se existem males que a inteligência humana tem o dever e os meios de conjurar e destruir, como os que provêm do ambiente terrestre, outros existem que são inerentes à nossa natureza, como os vícios, que somente a dor e a repressão podem domar.
Neste caso a dor torna-se uma escola, ou antes, um remédio indispensável, pelo qual as provas são apenas uma repartição igual da infalível justiça: é por ignorar os fins desejados por Deus, que nos tornamos rebeldes à ordem do mundo e às suas leis, e se elas são susceptíveis de nossas críticas, é apenas porque ignoramos o seu oculto poder.
O destino é consequência de nossos atos e de nossas livres resoluções.
 No suceder-se das existências, na vida espiritual, mais esclarecidos sobre nossas imperfeições e preocupações com os meios de eliminá-las, aceitamos a vida material sob a forma e nas condições que nos parecem adequadas a atingir esta finalidade. 
 Assim o homem não conserva lembrança das resoluções que tomou antes de renascer, mas, chegada a hora, afronta os acontecimentos previstos, e participa deles na medida necessária ao seu progresso, ou ao cumprimento da lei inexorável.
Com um grande abraço  de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 28 de Fevereiro de 2012, 19:52
      Hebe: (ref #299)

      Cel: cara amiga, por favor, consulte, se tiver tempo, a msg completa q dei ao amigo Kazaoka, na qual vc se baseou para me enviar a sua; lá estão as respostas q eu poderia lhe dar com relação às suas colocações desta última msg (ref #299).

      E, por favor, se não fui claro em alguma resposta, ou se não respondi como devia, volte a perguntar q terei enorme satisfação em me explicar para a amiga.

      Abraços.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 28 de Fevereiro de 2012, 20:19
Coronel, primeiramente para raciocinar pelo que ensina a DE temos que entender que a ignorância original do Espírito diz respeito a conhecimento, a saber, não é no sentido que você está atribuindo.

A questão de aprender com o sofrer não quer dizer sofrer em si. Podemos aprender observando o sofrimento dos que nos cercam.

Quanto ao tempo necessário para melhorarmos, o que significa um ou dois milênios se sabemos que o Espírito é eterno!?

E você achar que não evoluímos, ou seja, que podemos estar piores do que no passado, basta olhar ao seu derredor e observar o que o mundo te oferece hoje em comparação com o que te oferecia a vinte ou trinta anos atrás. Isso para não falar em séculos, pois aí, as diferenças passam a ser absurdas.

O que mudará o estado do mundo não é conhecimento acumulado com resposta de dúvidas do passado, que não são aplicáveis de forma útil ao presente que vivemos. O que muda o mundo é o amor aplicado hoje ao conhecimento adquirido.

Vale lembrar também que "sofrer"  pode ser: sentir dor física ou moral, padecer,  ou experimentar, passar.
Então quando se fala crescer através do sofrimento, não necessariamente através da dor e sim da experimentação, no caso o Espírito precisa da experiência na  matéria para evoluir.

Um abç
Hebe
      Hebe: (ref #299)

      Cel: cara amiga, por favor, consulte, se tiver tempo, a msg completa q dei ao amigo Kazaoka, na qual vc se baseou para me enviar a sua; lá estão as respostas q eu poderia lhe dar com relação às suas colocações desta última msg (ref #299).

      E, por favor, se não fui claro em alguma resposta, ou se não respondi como devia, volte a perguntar q terei enorme satisfação em me explicar para a amiga.

      Abraços.

Esse post Coronel, eu li a resposta, fique tranquilo quando eu precisar eu pergunto.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 28 de Fevereiro de 2012, 20:59

      Hebe    (ref #302)

      Hebe: Deus não cobra pelo tempo da ignorância, Deus cobra a partir do momento que o ser se torna cônscio de seus atos, ou seja, adquire o conhecimento, sabe das consequências e pratica a partir de sua vontade e não instintivamente.

      Cel: relativamente às palavras acima, lhe apresento uma questão muito simples mas q, mesmo sendo muito simples, nenhum dos amigos do fórum tenta responder; com essas palavras a amiga está querendo dizer q o espírito, qdo se torna cônscio de seus atos (não sendo, portanto, ainda nem bom, nem mau) frente a uma escolha a fazer, cuja solução possa ser boa ou má para o próximo, reflete, questiona, pesa as terríveis conseqüências q, com certeza, lhe virão da lei de causa e efeito se agir maldosamente e, então, decide escolher agir maldosamente, ir contra a terrível Lei de Deus, escolhendo, portanto, sofrer sofrimentos q podem ser torturantes e insuportáveis?!! Amiga, se vc pode escolher ser feliz, porq escolhe ser infeliz?

      Hebe: LE/636 "O bem e o mal são absolutos para todos os homens?” Resp: “A lei de Deus é a mesma para todos; mas o mal depende principalmente da vontade que se tem de o praticar. O bem é sempre o bem e o mal é sempre o mal, qualquer que seja a posição do homem; a diferença está no grau de responsabilidade."
 
      Cel: outra simples questão: e porq as vontades são diferentes? Na primeira encarnação consciente, as vontades já são diferentee, consequentemente, levando uns à bondade e outros à maldade? O espirito mesmo, q não era mau, colocou maldade em seu coração? Afinal, se eram de início, todos iguais, sob todos os aspectos, porq uns se dirigem para o bem e outros para o mal?

      Hebe: Portanto o julgamento de Deus é a partir da intenção, após adquirir o conhecimento, maior a responsabilidade do homem perante seus atos.

      Cel: a mesma pergunta: porq as intenções são diferentes? O q é q, penetrando no âmago de cada um, faz q suas intenções sejam diferentes, levando uns ao erro e conseqüentes sofrimentos, e outros ao q é acertado e a seus conseqüentes momentos de felicidades?

      Hebe: LE/909 em OLE  fica bem claro que vencer as más tendências depende da vontade íntima do Espírito.

      Cel: a mesma pergunta anterior.
 
      Hebe: LE/909. "Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações?" Resp: “Sim, e, freqüentemente, fazendo esforços muito insignificantes. O que lhe falta é a vontade. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!”.

      Cel: essa frase final não lhe parece q foi feita em tom de reprimenda ou censura? O espírito encarnado é culpado por não ter vontade nem mesmo para fazer esforços? Se o homem pode, <facilmente>, com esforços “insignificantes”, vencer suas más inclinações, porq decide não vencê-las, com isso, é evidente,  escolhendo sofrer as conseqüências terríveis da lei de Deus? A amiga tem as respostas? Geralmente os companheiros do fórum, qdo lhes endereço as mesmas questões, respondem (é raro que respondem!), mas sem nem mesmo tentarem respostas a essas perguntas, como se as ignorassem, ao ponto de vários tópicos terem sido interrompidos, antes do tempo, parando em msg minhas, nas quais apresento idênticas questões!

      Até mais...

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 28 de Fevereiro de 2012, 23:01
Coronel, se você não aceitar que o Espírito, em qualquer época e em qualquer circunstância de sua existência, sempre faz suas escolhas julgando que está optando pelo que julga ser o melhor para si, que está escolhendo o que, pelo seu grau de conhecimento, tem maior probabilidade de dar-lhe o gozo da felicidade que, instintivamente, busca, não dá para haver congruência entre o seu pensamento e o pensamento Espírita.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 28 de Fevereiro de 2012, 23:29
      Kazaoka      (ref #294)

      O distinto Kazaoka escreveu: Coronel, as dores e sofrimentos que nos servem como móvel para o nosso progresso não precisamos, necessariamente, de experimentá-las em nós mesmos.

      Cel: meu jovem, pela DE existe alguma dor ou sofrimento q não seja móvel para o progresso do espírito encarnado? Há dores gratuitas? Vc sabe q não há, não é mesmo? E o amigo conhece alguém q não tenha sofrido, ou que não esteja sofrendo ou q não sofrerá? Sempre os homens, sem exceção, estão enquadrados numa dessas hipóteses! Sempre nossa dor, ou a do próximo, “pode” servir para o crescimento, <não> o espiritual, mas crescimento de nossa compreensão de que o mundo, religiões, ciências, psicologias, medicinas, filosofias não têm a solução definitiva para os problemas e sofrimentos dos homens, constatação q pode levar, eventualmente, a q amigos despertem para a busca da solução para além das religiões conhecidas.

      Mas, sinceramente não entendi sua colocação acerca de q, “necessariamente, não precisamos experimentá-los em nós mesmos”. Se o jovem puder ser mais claro, eu agradeceria.

      E, veja meu amigo, q as perguntas q tenho feito, inclusive a vc, para q sobre elas reflitamos, vc, nesta, me responde com "como aprender com os sofrimentos do próximo"! Novamente tenho q dizer q, sinceramente, não entendi...

      Numerosas questões tenho apresentado, não só em todos os tópicos deste fórum, e, ou por falta de tempo, ou por preconceito, raramente alguém apresenta um “arremedo” q seja de resposta, e nunca conclusivo. Perdoe-me dizer q o amigo está fazendo a mesma coisa, e já faz tempo. Só na minha msg a q o amigo está respondendo agora, veja quais são as questões q apresentei e para as quais o amigo não deu resposta: 
      - se somos bons ou maus, ou o q quer q seja, até às maiores imperfeições, nenhuma responsabilidade nos cabe por isso pois, isso não vem de nosso intimo, de nossa natureza, mas das <experiências> pelas quais, como a Hebe disse, passamos na escola do bem e do mal, q é a vida. Se não temos responsabilidade ou culpa, o q é q justifica a existência da lei de causa e efeito?.
      - se nossa bondade ou nossa maldade não vêm das experiências/lições q a vida nos proporciona, de onde vêm? Brotam espontaneamente em nós? E se vêm das experiências/lições, porq teremos de sofrer as terríveis  conseqüências da lei de causa e efeito? Afinal, o q é q justifica a existência dessa terrível lei?
      - se a maldade brotasse, espontaneamente, de nosso coração, q culpa teríamos por isso?
      - de onde vem a maldade? Nós escolhemos e decidimos coloca-la em nosso íntimo?
      - para o jovem, o Criador de infinitos amor, justiça e sabedoria, só criou seres <tão imperfeitos>, ou q sempre soube q se tornariam <tão monstruosamente imperfeitos> ao ponto de somente entenderem a linguagem das dores e lágrimas?
      - O Criador, perfeita sabedoria, só soube elaborar, para esta escola do bem e do mal, q é a vida, um plano de ensinar a evoluir cujo método mais usado e mais eficiente sejam torturantes e, muitas vezes, insuportáveis sofrimentos?!
      - No seu entendimento, Deus preparou para suas criaturas (q não são más, nem injustas) cânceres, deformações físicas e mentais, aleijões, loucura e cegueira, o ver seus filhos terem os pés decepados a machadadas, ou ver a pequena e inocente filhinha, sua razão de viver, ser violentada e cruelmente assassinada na sua frente etc etc, uma lista sem fim de misérias causadoras de desesperos e lágrimas?!
      - O Deus de soberano amor preparou desgraças e tragédias para os transgressores da Lei?!! É esse o seu conceito de Deus?!! Vc chegou a essas conclusões depois de questionar, raciocinar, refletir, ou são apenas conclusões da doutrina?

      Kazaoka: ... Não erramos por vontade de errar, a consciência do próprio erro vem com a falta do resultado que desejávamos quando impetramos a ação.

      Cel: então o q é q justifica, para o amigo, a existência da lei de causa e efeito se nossos erros não vêm da vontade de errar?

      Kazaoka: Todos nós, pela graça de Deus, temos à nossa disposição muito mais do que precisamos para sermos mais felizes do que realmente somos. Principalmente sabedoria.

      Cel: e porq não a usamos? Será q não queremos usá-la porque o q queremos é praticar os absurdos q vemos no mundo? Porq o mundo é mais infelicidade do q felicidade se podemos usar a sabedoria e, assim, como vc afirma, sermos mais felizes? 

      Kazaoka: Por isso que a dor e sofrimento têm esta finalidade educativa, por isso ela é considerada oportunidade de crescimento espiritual e não punição. Mas isso, só os que confiam na soberana justiça e sabedoria de Deus são capazes de compreender.

      Cel: é a doutrina q dá o nome de punição, castigo e locais de castigos, e outras coisas semelhantes.

      E o amigo comunga com a crença de q o Deus de perfeito amor e perfeita sabedoria só soube preparar para a escola de espíritos, q é uma escola do bem e do mal, um plano de ensinar a evoluir, cujo método mais utilizado e mais eficiente, q o jovem amigo diz q não são punições mas oportunidades de crescimento espiritual (penalidades educativas, instrutivas, como diz a doutrina) são cânceres, aleijões, deformações físicas ou mentais, tragédias e desgraças, ver a filhinha ser esmagada num acidente, os filhos terem os pés amputados a machadadas... aquela extensa lista de sofrimentos torturantes e insuportáveis, que levam à loucura, ao suicídio, à degradação física etc, aquela lista de sofrimentos que já estamos cansados de conhecer pois q os vemos na vida do dia-a-dia e são frequentemente repetidos neste fórum?!

      Desculpe-me o amigo, pois devo ter colocado aqui argumentos repetidos... Mas, isso tem uma razão de ser: como já lhe disse, repito-os frequentemente porq (é o q parece) ninguém tenta refletir, raciocinar e dar respostas convenientes.

      Um forte abraço.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 29 de Fevereiro de 2012, 00:08

      Hebe    (ref #302)

      Hebe: Deus não cobra pelo tempo da ignorância, Deus cobra a partir do momento que o ser se torna cônscio de seus atos, ou seja, adquire o conhecimento, sabe das consequências e pratica a partir de sua vontade e não instintivamente.

      Cel: relativamente às palavras acima, lhe apresento uma questão muito simples mas q, mesmo sendo muito simples, nenhum dos amigos do fórum tenta responder; com essas palavras a amiga está querendo dizer q o espírito, qdo se torna cônscio de seus atos (não sendo, portanto, ainda nem bom, nem mau) frente a uma escolha a fazer, cuja solução possa ser boa ou má para o próximo, reflete, questiona, pesa as terríveis conseqüências q, com certeza, lhe virão da lei de causa e efeito se agir maldosamente e, então, decide escolher agir maldosamente, ir contra a terrível Lei de Deus, escolhendo, portanto, sofrer sofrimentos q podem ser torturantes e insuportáveis?!! Amiga, se vc pode escolher ser feliz, porq escolhe ser infeliz?

      Hebe: LE/636 "O bem e o mal são absolutos para todos os homens?” Resp: “A lei de Deus é a mesma para todos; mas o mal depende principalmente da vontade que se tem de o praticar. O bem é sempre o bem e o mal é sempre o mal, qualquer que seja a posição do homem; a diferença está no grau de responsabilidade."
 
      Cel: outra simples questão: e porq as vontades são diferentes? Na primeira encarnação consciente, as vontades já são diferentee, consequentemente, levando uns à bondade e outros à maldade? O espirito mesmo, q não era mau, colocou maldade em seu coração? Afinal, se eram de início, todos iguais, sob todos os aspectos, porq uns se dirigem para o bem e outros para o mal?

      Hebe: Portanto o julgamento de Deus é a partir da intenção, após adquirir o conhecimento, maior a responsabilidade do homem perante seus atos.

      Cel: a mesma pergunta: porq as intenções são diferentes? O q é q, penetrando no âmago de cada um, faz q suas intenções sejam diferentes, levando uns ao erro e conseqüentes sofrimentos, e outros ao q é acertado e a seus conseqüentes momentos de felicidades?

      Hebe: LE/909 em OLE  fica bem claro que vencer as más tendências depende da vontade íntima do Espírito.

      Cel: a mesma pergunta anterior.
 
      Hebe: LE/909. "Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações?" Resp: “Sim, e, freqüentemente, fazendo esforços muito insignificantes. O que lhe falta é a vontade. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!”.

      Cel: essa frase final não lhe parece q foi feita em tom de reprimenda ou censura? O espírito encarnado é culpado por não ter vontade nem mesmo para fazer esforços? Se o homem pode, <facilmente>, com esforços “insignificantes”, vencer suas más inclinações, porq decide não vencê-las, com isso, é evidente,  escolhendo sofrer as conseqüências terríveis da lei de Deus? A amiga tem as respostas? Geralmente os companheiros do fórum, qdo lhes endereço as mesmas questões, respondem (é raro que respondem!), mas sem nem mesmo tentarem respostas a essas perguntas, como se as ignorassem, ao ponto de vários tópicos terem sido interrompidos, antes do tempo, parando em msg minhas, nas quais apresento idênticas questões!

      Até mais...


Evolução lenta e penosa



“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”.  - Jesus. (João.,8:32.)


Com o tempo o homem vai se libertando de si mesmo, da sua condição humana, construída penosamente através das estruturas sociais do horizonte tribal e do horizonte agrícola, procurando uma forma mais precisa de definição de sua natureza. Na organização tribal, ele se libertou da condição animal e do jugo absoluto das forças da Natureza, para elaborar a sua condição própria. Na organização agrícola, ele aprendeu a dominar a Natureza e submetê-la ao seu serviço, mas caiu prisioneiro da estrutura social. No horizonte civilizado ele começa a romper os liames da organização social, para descobrir-se a si mesmo, o que só fará quando se tornar um indivíduo.

A evolução do Espírito está bem clara nesse imenso processo de desenvolvimento histórico da Humanidade. O homem se eleva progressivamente da selva à civilização, através de períodos históricos definidos como “horizontes”, ou seja, como universos próprios, nos quais os diferentes poderes da espécie vão sendo treinados em conjunto, até que o desenvolvimento da razão favoreça o processo de individualização. Primeiramente, o homem se destaca da Natureza através do conjunto tribal; depois, reafirma a sua independência através dos conjuntos mais amplos das civilizações agrárias; e, depois, ainda, constrói os conjuntos mais complexos das grandes civilizações orientais. Nesses conjuntos, porém, o homem descobre a possibilidade de destacar-se individualmente da estrutura social. O espírito humano se afirma como individualidade, como entidade autônoma, capaz de superar não somente a natureza, mas a própria Humanidade”.

Para não obstruirmos o nosso processo evolutivo, deixando-o fluir naturalmente, sem peias, faz-se necessário guardarmo-nos do apoucamento e obtusidade dos misoneístas revéis que, anestesiados em ancilosante acomodação não se deixam permear pelo conhecimento espírita, mimetizados que estão pelo verniz dos mitos e fantasias de antanho dos quais não abrem mão, presos que estão aos “horizontes” antigos.

Conhecendo as raízes histórico-atávicas dos arraigados costumes que se perdem na noite dos tempos, fica mais fácil identificar – hodiernamente – os seus corolários e, consequentemente podemos trabalhar com mais eficiência no sentido de erradicá-los dos arraiais espiritistas, livrando tanto o Movimento Espírita quanto as Casas Espíritas de todos os “usos e costumes” ainda comprometidos e atrelados ao passado de ignorância de onde procedemos. 

José Herculano Pires, O Espírito e o Tempo.

Coronel, só trago este texto de Herculano Pires para o estudo, pode ser que lhe responda algo.
Eu sinceramente não vou cair mais na Berlinda, não sei responder o motivo da desigualdade se todos foram criados iguais. Vamos olhar pra hoje, o que devemos melhorar, do que temos que nos livrar para que amanhã seja melhor.

Um abç
Hebe


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/evolucao-do-espirito-e-a-web/105/#ixzz1niywUTib
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 29 de Fevereiro de 2012, 00:23
           Cel: meu jovem, pela DE existe alguma dor ou sofrimento q não seja móvel para o progresso do espírito encarnado? Há dores gratuitas? Vc sabe q não há, não é mesmo? E o amigo conhece alguém q não tenha sofrido, ou que não esteja sofrendo ou q não sofrerá? Sempre os homens, sem exceção, estão enquadrados numa dessas hipóteses! Sempre nossa dor, ou a do próximo, “pode” servir para o crescimento, <não> o espiritual, mas crescimento de nossa compreensão de que o mundo, religiões, ciências, psicologias, medicinas, filosofias não têm a solução definitiva para os problemas e sofrimentos dos homens, constatação q pode levar, eventualmente, a q amigos despertem para a busca da solução para além das religiões conhecidas.

     

Aqui já observamos um erro de concepção do papel das instituições religiosas ou científicas na lida com as razões da miséria humana. Elas, as instituições, apresentam, sim, soluções, mas são todas de caráter moral e que deve ser aplicado às individualidades, ou seja, cada um deve adquirir conhecimento suficiente para ir melhorando sua própria conduta e fazer melhor suas escolhas. E nem precisa desse negócio de "para além das religiões conhecidas...", não existe segredo nenhum, o negócio é cada um melhorar-se para que o todo melhore. Na economia da felicidade, tanto mais conseguimos quanto mais repartimos. É só isso! Para nós, Espíritos humanos, basta conhecermos a natureza do Bem e do Mal para melhor separarmos um do outro, não precisamos ficar "agarrados" às suas origens se sabemos que o que importa é, cada vez mais, melhorarmos nossa capacidade em diferenciá-los.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 29 de Fevereiro de 2012, 01:01
     
      Mas, sinceramente não entendi sua colocação acerca de q, “necessariamente, não precisamos experimentá-los em nós mesmos”. Se o jovem puder ser mais claro, eu agradeceria.

      E, veja meu amigo, q as perguntas q tenho feito, inclusive a vc, para q sobre elas reflitamos, vc, nesta, me responde com "como aprender com os sofrimentos do próximo"! Novamente tenho q dizer q, sinceramente, não entendi...

     

A Lei de Causa e Efeito que você tanto contesta, não é arma na mão do carrasco. O grau mais ou menos elevado do Espírito faz com que suas decisões diante dos impasses fiquem mais ou menos expostas aos acertos e erros. Já lhe disse isso antes e gostaria que me apresentasse alguma situação que não confirme o que vou tornar a lhe dizer; "Todas as nossas escolhas ou ações são baseadas no impulso instintivo de buscarmos o prazer, por que entendemos ser este a porta aberta para a felicidade". Tente compreender que a Lei de Causa e Efeito não é aplicável só quando erramos. Ela é aplicada, também, quando nossas ações ou escolhas são agradáveis ao propósito do Criador.

Não precisamos experimentar "necessariamente" o sofrimento em nós mesmos porque podemos quantificá-lo e equacioná-lo naquele que padece. Podemos, através da simples observação, analisarmos os fatores que desencadearam aquele estado de dor e, através da observação do sofrimento do próximo, evitar os caminhos que o conduziram àquela situação. Não precisamos crucificar nem sermos crucificados para compreendermos o que o Cristo veio nos ensinar. A nós, basta observar e aprender com os ensinamentos que Ele nos deixou.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 29 de Fevereiro de 2012, 01:18
Coronel, acredite! Nem ninguém, nem religião, nem doutrina e muito menos algo que, como você vive dizendo, que esteja além destas, precisam ficar repetindo para nós que a chave da questão chama-se evolução e que é por ela que estamos por aqui. Não se preocupe em saber se você nasceu mal ou se ficou assim depois e nem fique questionando os "por quês", procure centrar na idéia de que podemos todos melhorarmos individualmente e que esta melhora individual, quando partilhada com o próximo, cria um ambiente de bem estar que tende a irradiar da mesma forma que irradia as maledicências que ainda cultivamos em nosso íntimo.

As causas e os efeitos, as ações e reações, o Bem e o Mal, o Livre Arbítrio, que é o objeto desse estudo, estão em nós mesmos e são atributos nossos, concedidos por Deus, para que como Espíritos conscientes de si aprendamos a lidar com eles para que tudo se transforme, inclusive o prazer que experimentamos em coisas efêmeras da natureza física, transformando-as de ensaio a felicidade em felicidade permanente no Espírito eterno.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 29 de Fevereiro de 2012, 10:39


Amigos   um bom dia todos   com um grande abraço, e neste momento  apenas  fico muito  grato pela vossa participação neste debate que  nos pode  ter ajudado um pouco e  compreender  o Livre Arbítrio, tema  que  nos toca a todos  pela nossa conduta de vida .
Foi lindo  tudo o que  disseram e  me ajudaram  nesta caminhada  sentindo o vosso carinho e  apoio.
então  resumindo e  ficando mais esclarecido por tudo o que colocaram,,,,,,,,,,,,,,,
 Assim, o livre -arbítrio existe, no estado de Espírito, com a escolha da existência e das provas.
E, no estado corpóreo, com a faculdade de ceder ou resistir aos arrastamentos a que voluntariamente estamos submetidos.
Cabe à educação combater as más tendências, e ela o fará de maneira eficiente quando se basear no estudo aprofundado da natureza moral do homem.
Pelo conhecimento das leis que regem essa natureza moral, chegar-se-á a modificá-la, como se modificam a inteligência pela instrução e as condições físicas pela higiene.
O Espírito desligado da matéria, no estado errante, faz a escolha de suas futuras existências corpóreas segundo o grau de perfeição que tenha atingido.
É nisso, como já dissemos, que consiste sobretudo o seu livre -arbítrio.
Se ele cede à influência da matéria, é então que sucumbe nas provas por ele mesmo escolhidas.
E é para o ajudar a superá-las que pode invocar a assistência de Deus e dos bons Espíritos.
As faltas que cometemos têm, portanto, sua origem primeira nas imperfeições do nosso próprio Espírito, que ainda não atingiu a superioridade moral a que se destina, mas nem por isso tem menos livre -arbítrio.
A doutrina espírita é evidentemente mais moral. A Doutrina Espírita  admite para o homem o livre -arbítrio em toda a sua plenitude.
E, ao lhe dizer que, se pratica o mal, cede a uma sugestão má que lhe vem de fora, deixa-lhe toda a responsabilidade, pois lhe reconhece o poder de resistir, coisa evidentemente mais fácil do que se tivesse de lutar contra a sua própria natureza.
Assim, segundo a Doutrina Espírita, não existem arrastamentos irresistíveis.
O homem pode sempre fechar os ouvidos à voz oculta que o solicita para o mal no seu foro íntimo, como os pode fechar à voz material de alguém que lhe fale. O homem ele o pode pela sua vontade, pedindo a Deus a força necessária e reclamando para esse fim a assistência dos bons Espíritos.
Um grande abraço para  todos  com grande  carinho
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 29 de Fevereiro de 2012, 10:46
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Um  carinhoso abraço   a todos  e  um grande obrigado.
Deixando  apenas  esta meditação.....
Vamos pelo menos tentar  com que possamos exercer o nosso livre arbítrio  no melhor que  sabemos  e pudemos  fazer.
Tomando as decisões certas  e  que nos possa  fazer sentir  bem.
Um grande abraço de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Oliva Prado em 29 de Fevereiro de 2012, 12:12
Colaborador  Altino e participantes, Bons Dias
Antes de mais tenho de falar nessa Fantástica  denominação de colaborador.

Faço  das suas palavras  minhas palavras também .
Um grande abraço , sim, para todos com grande carinho no final  deste  estudo porque felizmente sempre poderá haver outros  com outros intervenientes, a pesquisa no fórum assim o exemplifica, não sei se para este tema mas já tenho encontrado em outros.
Seguramente que ficamos diferentes depois deste estudo, pelo menos mais instruídos.
Por um mundo mais cheio de esperanças  nosso estudo e partilhas, mesmo que no nosso particular e no tempo que vivemos tudo  ainda seja o caos.

Fraternalmente O P
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 29 de Fevereiro de 2012, 19:32
      Altino     (ref #305)

      Altino escreveu: o livre-arbítrio está nas  nossas atitudes na  vida  e  não podemos   crer   sempre na fatalidade  das coisas, pois   somos  sempre livres de  escolher  as nossas atitudes. Tudo está muito bem  esclarecido no Livro dos Espíritos e não  temos  de  pensar  que  é.

      Cel: meu querido amigo Altino, a doutrina espírita, agora, se fechou aos questionamentos? Será q o amigo está certo? Tudo q nela está disposto é irretorquível, não deve ser questionado, raciocinado, refletido? Pergunto isso porq não entendi sua colocação de q “tudo está muito bem esclarecido no LE e não temos de pensar que é”! Lembre-se q própria codificação (LM, cap 3, item 35) recomenda q se estude, questione, compare a doutrina com as outras, até q se estude os “contras” e as “criticas” q são feitas contra ela, semelhante ao q Paulo disse: “Estudai de tudo e guardai o q for bom!”

      Lendo, agora, várias respostas a este tópico, peccebo q o “Estudo mensal – livre arbítrio” está terminando e, por isso. coloco o q vai abaixo sobre o livre-arbítrio: 

      Como não pode ser Deus o causador do sofrimento, chegou-se à conclusão “inescapável” de que o único agente ativo restante, a criatura procedente de Deus, é a causa de todos os males, e que, se sofremos é porque agimos erradamente; se somos felizes, é porque agimos acertadamente.  O mal não pode proceder de Deus, mas pode proceder das criaturas divinas, de nós que procedemos de Deus do qual, conforme a doutrina, sendo Ele infinita sabedoria, infinitos amor e justiça, nada procede q seja mau, injusto ou ininteligente (aqui, pergunta-se: de onde procedem os espíritos?).

      Vamos ao q diz o codificador, “A origem do mal está no próprio homem no exercício do seu livre-arbítrio”, isto é, o mau uso do livre-arbítrio é a causa de todos os males e maldades do mundo.

      Com relação a essas palavras de Kardec, convido-os à reflexão sobre o q seja o livre-arbítrio.

      Sem dúvida, se o homem age erradamente pode prejudicar a si e a semelhantes. É isso que vemos no dia-a-dia, dos mais simples desentendimentos até os conflitos e guerras mais cruéis e destruidores de tudo que o próprio homem construiu. Aí, pela doutrina, funciona a lei moral de causa e efeito, q nada tem a ver com a lei da física; apenas é sua homônima

      Portanto, podemos sofrer se agimos erradamente. Mas, será q esse sofrimento está previsto numa lei que nos impõe punição (castigos, q implicam sofrimentos terríveis como vemos no mundo, canceres, deformações fisicas e mentais etc etc) porq usamos mal nosso livre-arbítrio? Essa explicação de que nosso sofrimento vem de nossa responsabilidade ou culpa, isto é, que devemos sofrer penalidades expiatórias, mesmo que ditas educativo-instrutivas, caberá dentro da idéia de um Criador onisciente, onipotente e de infinitos amor e justiça; de Deus que, por sua onisciência, sabe antecipadamente e desde sempre, quando, onde, como e em que circunstâncias cada um, nós todos “faremos” de errado e de certo, relativamente às suas leis, bem como também sabe o que, cada um de nós, “sofreremos” devido a nossos desacertos. Tanto que, de antemão, criou leis e locais para a expiação de nossos “pecados”.

      Não será como o fabricante/criador de brinquedos que sabe, com total e absoluta certeza, que o brinquedo, por ele idealizado, planejado, desenhado e fabricado/criado, vai apresentar numerosos e terriveis defeitos e, por isso, será extremamente perigoso, destruirá, matará, produzirá tantos e tão terríveis sofrimentos, tragédias e desgraças, assim mesmo o produz/fabrica e o entrega às crianças (q são outros bilhões de brinquedos q, depois de fabricados, também apresentarão defeitos (q o fabricante/criador desde sempre sabe q apresentarão) e serão tb causadores de sofrimentos?!).

      Agora, a questão: quando surgem os sofrimentos conseqüentes dos defeitos dos brinquedos, q o fabricante, ao fabricá-los, com absoluta certeza, sabe q apresentarão, quem é o responsável? O brinquedo ou o fabricante?

      Sinceramente, não consigo entender como muitos afirmam q o responsável é o brinquedo e q deve ser punido por isso! Quem pode explicar?

      Mas, voltemos ao “livre-arbítrio”. Afinal, o que é o livre-arbítrio? Não será a escolha apoiada naquilo que a escola, do bem e do mal, que é a vida, <já> nos ensinou?     

      Veja um pequeno exemplo de como nossas escolhas nada têm com um livre-arbítrio, com nossa livre vontade: você caminha por uma estrada que, de repente, se bifurca; por qual das duas vai continuar? Vc não decide ou escolhe num cara-ou-coroa, nem num estalar de dedos. Sempre vc analisa, por mais simples que seja essa analise, qual a estrada a seguir; a mais vantajosa, a mais sombreada, a que tem menos obstáculos, a mais curta. E porque vc faz essa análise? Porque, pelas experiências já adquiridas, vc já aprendeu que deve continuar por aquela cuja ponte está intacta, pela mais sombreada, pela cujo pavimento é melhor etc. Só não agem assim os que estão “fora de si”, o desesperado, dementado, descontrolado ou o ignorante e, por isso, podem até continuar sua marcha pela estrada pior, isto é, cometer absurdos, como vemos no mundo. Mas esses não têm controle, não raciocinam, não têm culpa de escolher a estrada errada.

      Até para escolher entre guloseimas vc analisa: se seu apetite é grande, a maior; se não, a que lhe parece mais saborosa etc.

      Portanto, nossas escolhas <nunca> são livres; estão sempre, sem exceção de nenhuma, <presas> ao passado, ao conhecimento, à compreensão anterior, que já temos das coisas e do mundo. E se nossas escolhas não são <livres>, como se pode afirmar q há <livre>-arbítrio, q nossas escolhas são <livres>?! Todas as escolhas que fazemos, todas as decisões que tomamos, <sem exceção de nenhuma>, estão totalmente <presas> ao nosso passado, ao conhecimento que já nos foi ministrado pela “escola do bem e do mal”, q é a vida e, assim, portanto, não escolhemos <livres>.
      Do mesmo modo acontece em todos os aspectos da vida individual ou coletiva. Sempre, qualquer decisão ou escolha (mesmo para as provas de uma nova vida), depende do conhecimento q já temos pelas experiências anteriormente adquiridas. Nunca escolhemos livremente. Para qualquer escolha, das mais simples e sem consequencias danosas, como a de escolher um lápis, às mais complexas e de consequencias  imprevisiveis e perigosas, como matar um desafeto ou declarar uma guerra, não as fazemos por <livre> vontade ou escolha, pois estão, definitivamente <presas> às experiencias/lições da vida, pois são estas q já nos ensinaram qual é a melhor ou mais conveniente, de conformidade com nossos desejos.

      Talvez, por isso o apóstolo Paulo tenha afirmado: “É o Senhor que opera em nós o pensar, o querer e o fazer”. Como conseqüência dessas palavras, se nem pensamento, nem desejos, nem o q fazemos são responsabilidade nossa, nossas obras também não são. Tanto q Paulo (talvez para q ninguém estranhe q sofremos mesmo q as obras más não sejam nossas) ainda disse: “Não é por vossas obras que sereis salvos, mas pela graça de Deus”.
 
      Não é preciso refletir?

      Um abraço.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 29 de Fevereiro de 2012, 19:52
      M Altino    (ref #311)

      Altino colocou: Outro tema relevante que tem relação  é a lei de acção e reacção. Para toda a acção praticada pelo homem, intencionalmente, vai corresponder uma reacção em igual sentido. Assim, actos bons trazem efeitos positivos. Actos maus acarretam retornos negativos.

      Cel: amigo colaborador, permita-me fazer-lhe três simples perguntas: qual é a razão pela qual uns praticam atos bons e, outros, atos maus? Esse procedimento vem do livre-arbítrio? E porq os livres-arbítrios são deferentes se, de inicio, eram todos perfeitamente iguais?
 
      Abraços.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 29 de Fevereiro de 2012, 21:56
      Kazaoka     (ref #315)

      Kazaoka: Coronel, quando endereçamos nossas perguntas a alguém é porque julgamos que a resposta que elas possam nos dar, satisfaça nosso questionamento. Então, se fazemos perguntas sobre sofrimentos de natureza física ou mesmo de natureza espiritual mas que tenham ligações com transtornos de natureza terrena, como as que você aconselha; mães que sofrem por filhos injustiçados pela ótica humana, doentes físicos, vítimas de crimes morais (estupros, etc.), aleijões e tantas outras desgraças como você as considera...

      Cel: o amigo não as considera assim? São tragédias e desgraças qdo acontecem para os outros mas, para nós, não são?! Nunca o amigo soube de alguma desgraça ou tragédia? É evidente q sim! O mundo está cheio disso! O q são, então, em sua concepção, tragédias, desgraças, sofrimentos torturantes (palavras da doutrina) e insuportáveis? O q, para vc, significa felicidade? E infelicidade? São coisas iguais? Nunca sofrimentos cruéis o atingiram ou aos seus queridos e nunca os atingirão? E aos demais? E o fato de considerararmos q tais coisas não são tragédias e desgraças, isso minimizará o sofrimento de quem por elas é atingido?!

      Kazaoka: ... é porque a nossa visão diante dos fatos satisfará com as repostas que venha a receber daqueles que convivem com este flagelo. Ou seja, as reposta que a visão terrena nos dá, nos deixará satisfeitos. Porém, como no seu caso, deixa-nos inconformados e achando que tudo é uma tremenda balburdia e que Deus não sabe o que está fazendo, ou ignorando o que está acontecendo.

      Cel: e o amigo conhece o pensamento de Deus? Nós somente temos uma pálida idéia do q seja Deus pelo q as religiões populares nos comunicam; e nenhuma delas conhece a Verdade e estão cheias de incoerências, coisas estranhas e sem explicação, e mesmo contradições. E, mesmo sem conhecê-lo, os homens Lhe conferem uma série de atributos, aqui sim, fruto de especulações.

      Kazaoka: A forma mais eficiente de combater o mal é valorizando o bem.

      Cel: jovem, é sobre isso nossa conversa, de como combater o mal?!  Estamos falando de emancipação espiritual! De como compreender a vida, de conhecer a verdade, de como nos achegarmos a Deus.

      Kazaoka: E antes que você me diga que nenhuma religião e nenhuma doutrina explicam o "como fazer", já vou lhe respondendo: é buscando por em tudo o que nossa percepção nos permita perceber que está faltando. E só notamos falta de algo quando deste "algo" temos o conhecimento.
 
      Cel: sinto q minha cabeça não está boa; se o amigo puder explicar o q quis dizer com as palavras acima, talvez possamos conversar, pois nada entendi. O <como> está em perceber q algo nos está faltando?! E só percebemos q algo está faltando qdo conhecemos esse algo?!     

      Mas, mesmo não tendo entendido o q vc quis dizer lhe pergunto: e <como>, o q fazer pra ter o conhecimento de q algo nos está faltando? Esperar q, um dia, essa percepção aconteça?!

      Até mais...


Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 29 de Fevereiro de 2012, 22:12
      Kazaoka    (ref #328)

      Kazaoka colocou: Coronel, se você não aceitar que o Espírito, em qualquer época e em qualquer circunstância de sua existência, sempre faz suas escolhas julgando que está optando pelo que julga ser o melhor para si, que está escolhendo o que, pelo seu grau de conhecimento, tem maior probabilidade de dar-lhe o gozo da felicidade que, instintivamente, busca, não dá para haver congruência entre o seu pensamento e o pensamento Espírita.

      Cel: amigo, e qual é o significado de não haver congruência entre os pensamentos? E o espiritismo está fechado a questionamentos? E nos questionamentos deve, obrigatoriamente, existir congruência entre o pensamento de quem questiona e o q é questionado? O amigo novamente se esquece da sábia recomendação de Paulo, repetida no LM, cap 3, item 35. As duas outras doutrinas vindas cristianismo não admitem questionamento como se suas concepções fossem definitivas, verdadeiras cláusulas pétreas; mas o espiritismo sempre foi aberto a novas concepções, a questionamentos, ao raciocínio, q pode chegar a conclusões diferentes daquelas q a doutrina explana.

      Até...
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 01 de Março de 2012, 02:08
      Kazaoka    (ref #328)

      Kazaoka colocou: Coronel, se você não aceitar que o Espírito, em qualquer época e em qualquer circunstância de sua existência, sempre faz suas escolhas julgando que está optando pelo que julga ser o melhor para si, que está escolhendo o que, pelo seu grau de conhecimento, tem maior probabilidade de dar-lhe o gozo da felicidade que, instintivamente, busca, não dá para haver congruência entre o seu pensamento e o pensamento Espírita.

      Cel: amigo, e qual é o significado de não haver congruência entre os pensamentos? E o espiritismo está fechado a questionamentos? E nos questionamentos deve, obrigatoriamente, existir congruência entre o pensamento de quem questiona e o q é questionado? O amigo novamente se esquece da sábia recomendação de Paulo, repetida no LM, cap 3, item 35. As duas outras doutrinas vindas cristianismo não admitem questionamento como se suas concepções fossem definitivas, verdadeiras cláusulas pétreas; mas o espiritismo sempre foi aberto a novas concepções, a questionamentos, ao raciocínio, q pode chegar a conclusões diferentes daquelas q a doutrina explana.

      Até...

Só que o que a DE explana não te satisfaz... Daí é que surge a incongruência de pensamentos e o que satisfaz aos Espíritas nunca satisfará aos que não comungam seus elevados princípios.

Outra coisa que não me é compreensível é sua afirmação de "...chegar a conclusões sobre o que a Doutrina explana". A Doutrina está concluida e o que precisamos é compreendê-la.

Quanto ao que você sempre afirma, que nada e ninguém explica o "como fazer" é por que somos surdos e não ouvimos a repetição consciencial "seja melhor", "pratique o bem", é assim que se faz para que o mundo melhore. É simples, não é!? Porém, para nós, ainda fazer o simples, não é fácil!!! Devagarinho chegamos lá!!!!
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 01 de Março de 2012, 10:47
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 Um bom dia  de muita paz  e  um grande obrigado pelos debates  que foram  proporcionados  a todos  durante  este  mês  de estudo  onde   muitas coisas foram ditas  e compreendidas  entre todos.
Vale  apena continuar  a  sermos   capazes de  compreender  que  tudo na vida passa pelo nosso livre  arbítrio e   sentir que  é  nas nossas  escolhas  sérias  e  meditadas que pudemos  tornar melhores na vida  e  assim  sermos  um exemplo  para quem  nos rodeia.
Não sendo antiquado , mas   sentindo que  foi em Kardec  que nos  deu uma nova maneira de conhecimento  da vida,  nos  exemplificando que   tudo passa  sempre por cada um de nós .
Só posso dizer  que  foi muito bom e  um grande abraço  a todos  independente  das  suas  formas  de  pensar , mas  é  na diversidade que  tudo se harmoniza.muito obrigado.........
Com   um grande  e sincero abraço de muita paz
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: M.Altino em 01 de Março de 2012, 10:50
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 Para todos  os meus  amigos  é  com  sinceridade  que lhes  envio  esta  pequena lembrança pelo carinho que recebi  durante  este  estudo
Um sincero abraço
Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 01 de Março de 2012, 11:16
Parabéns a você Altino! Que com consciência e equilíbrio conseguiu conduzir este estudo no decorrer de todo o mês.

Como nossa última consideração sobre o tema deste estudo, o exercício de nosso Livre Arbítrio está ligado ao conhecimento adquirido em nossas experiência. E, como exemplificou o Coronel, há momentos que o nosso caminho bifurca e temos que tomar decisões ou fazermos escolhas que determinarão o destino que nos conduzirá nossos próximos passos. Quando estas decisões e escolhas estão basadas em experiências da existência presente, nossa memória é capaz de nos fornecer todos os subsídios de forma cristalina uma vez que o conhecimento diz respeito a experiências recentes. Nesse caso, o nosso estado atual de evolução fala muito forte e o ego imprime às nossas ações toda força de sua natureza predominante (boa ou má).

Já, nas mesmas bifurcações da vida, quando nossas escolhas são baseadas em experiências pregressas à presente encarnação, passamos a fazer uso da ação intuitiva e o ego sofre uma impressão mais forte do estado moral do Espírito, fazendo-o tender a um estado de equilíbrio.
Mas em ambas as situações a bifurcação é a mesma, a necessidade de escolha permanece, ela continua sendo baseado em um aprendizado anterior e continua, também, franqueada ao que escolhemos. Sabemos que o Bem nos é mais favorável, sabemos que para percebê-lo nos outros é necessário que o Bem no próximo seja a imagem refletida do Bem que carregamos.

Perseverar no Bem e resistir às investidas dos sentimentos inferiores, esta é a receita e este é o Livre Arbítrio primordial para que se estabeleça na Terra, um apêndice das esferas celestiais que um dia haveremos de desfrutar. Ser mais rápido ou menos rápido, vai depender da capacidade de realização dos operários responsáveis por essa edificação.   
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Hebe M C em 01 de Março de 2012, 11:29
Parabéns Altino, pela serenidade  com que conduziu este estudo e pelo conteúdo que trouxe.

Um abç
Hebe

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Alcione Tardin em 01 de Março de 2012, 13:15
A todos que participaram do estudo, pois foi um prazer acompanhá-los diariamente, e venho agradecer pelas pesquisas e esclarecimentos que nos proporcionaram um excelente aprendizado, e também às flores do Altino que enfeitaram os nossos dias. Um grande abraço e que Deus os abençoe! Alcione.

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Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Si em 01 de Março de 2012, 14:11
Olá,
 
Apenas um pensamento ......neste final de estudo tão proveitoso...!!!!

Não há como entender Deus se não sou humilde, manso,  tolerante, se não tenho compaixão pelo semelhante, se desejo o pior para o outro. 
Não, certamente, ainda não entendi o Pai Querido!


Muita Paz

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 03 de Março de 2012, 18:20
      Kazaoka    (ref #332)
     
      Kazaoka: Já lhe disse isso antes e gostaria que me apresentasse alguma situação que não confirme o que vou tornar a lhe dizer.
      "Todas as nossas escolhas ou ações são baseadas no impulso instintivo de buscarmos o prazer, por que entendemos ser este a porta aberta para a felicidade".

      Cel: mas, é evidente, jovem; toda luta e ações dos homens, sem exceção de nenhum, desde q abrem os olhos até q os fecham, pela morte, sejam ações boas ou más, é uma luta incessante para conquistar a felicidade. Nada tenho a discordar de vc qto a isso, pois essa é uma verdade q todos podem constatar!

      Kazaoka: Tente compreender que a Lei de Causa e Efeito não é aplicável só quando erramos. Ela é aplicada, também, quando nossas ações ou escolhas são agradáveis ao propósito do Criador.

      Cel: meu amigo, isso também é evidente, senão não seria uma lei de "causa e efeito"! Mas o q questiono é o problema das desigualdades iniciais (q ninguém, nem o amigo consegue responder); porquê, de espíritos, de início, perfeitamente iguais (se não fossem assim, onde estaria a justiça?), uns tomam o caminho do bem e o do mal; o porquê da Lei de causa e efeito, cujas conseqüências trazem dores torturantes, insuportáveis, multiplicação de encarnações q podem se estender por milhos de anos, se os defeitos morais não são produzidos pelos homens, mas pelas influências (aí incluindo os “instintos” a q vc se referiu) vindas das numerosas experiências/lições da vida...

      Kazaoka: Não precisamos experimentar "necessariamente" o sofrimento em nós mesmos porque podemos quantificá-lo e equacioná-lo naquele que padece. Podemos, através da simples observação, analisarmos os fatores que desencadearam aquele estado de dor e, através da observação do sofrimento do próximo, evitar os caminhos que o conduziram àquela situação. Não precisamos crucificar nem sermos crucificados para compreendermos o que o Cristo veio nos ensinar. A nós, basta observar e aprender com os ensinamentos que Ele nos deixou.

     Cel: essa é outra verdade: “não precisamos experimentar "necessariamente" o sofrimento em nós mesmos porque podemos quantificá-lo e equacioná-lo naquele que padece”. Apenas não entendi o porq de o amigo te-la cidado!
      E essa palavrinha “basta” q vc colocou é perigosa: “basta aprender com Jesus, basta observar o sofrimento do próximo, basta nos transformar intimamente, basta por amor e caridade no coração q ainda esta vazio de amor e de sentimento de caridade; basta substituir os defeitos morais por virtudes, basta abandonar os vícios, a maldade, o desejo de explorar o semelhante, os desejos sexuais pervertidos, os desejos de ser mais rico, mais poderoso, mais saudável q os demais, de ter inveja, ciúmes, desejos escusos etc etc!!! É fácil e simples assim, meu amigo? Se é simples assim, porq o mundo é o q é?

      Abraços.



Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 03 de Março de 2012, 19:17

      Kazaoka: Não precisamos experimentar "necessariamente" o sofrimento em nós mesmos porque podemos quantificá-lo e equacioná-lo naquele que padece. Podemos, através da simples observação, analisarmos os fatores que desencadearam aquele estado de dor e, através da observação do sofrimento do próximo, evitar os caminhos que o conduziram àquela situação. Não precisamos crucificar nem sermos crucificados para compreendermos o que o Cristo veio nos ensinar. A nós, basta observar e aprender com os ensinamentos que Ele nos deixou.

     Cel: essa é outra verdade: “não precisamos experimentar "necessariamente" o sofrimento em nós mesmos porque podemos quantificá-lo e equacioná-lo naquele que padece”. Apenas não entendi o porq de o amigo te-la cidado!
      E essa palavrinha “basta” q vc colocou é perigosa: “basta aprender com Jesus, basta observar o sofrimento do próximo, basta nos transformar intimamente, basta por amor e caridade no coração q ainda esta vazio de amor e de sentimento de caridade; basta substituir os defeitos morais por virtudes, basta abandonar os vícios, a maldade, o desejo de explorar o semelhante, os desejos sexuais pervertidos, os desejos de ser mais rico, mais poderoso, mais saudável q os demais, de ter inveja, ciúmes, desejos escusos etc etc!!! É fácil e simples assim, meu amigo? Se é simples assim, porq o mundo é o q é?

      Abraços.






Simples é, Coronel! Mas, nem sempre o simples é fácil de ser feito...
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 04 de Março de 2012, 01:55
      Edna     (ref #341)

      Amiga Edna, me desculpe as perguntas q faço e q, em geral, ninguém nem mesmo se aventura em respondê-las; será q não as compreendem? Não creio! Será q não me expresso de modo a ser compreendido? Será preconceito? Serão perguntas absurdas? E se são absurdas porq ninguém se anima a apontar os absurdos e a explicar porq as considera absurdas?! Afinal, o objetivo destas mensagens/respostas não é procurar entender as coisas do espirito?

      Edna trouxe o texto a seguir: "... A lei de Deus é mais previdente: sempre justa, eqüitativa e misericordiosa, não fixa nenhuma duração para a pena, qualquer que seja. Ela se resume assim:
      Cel: será correta essa conceituação q fazemos de Deus? Que sua justiça, sempre “eqüitativa e misericordiosa”, se extravasa através de cânceres, lepra, cegueira, loucura, deformações físicas e mentais, dores e sofrimentos torturantes, desesperadores e insuportáveis, como ver, na sua frente, estuprarem e assassinarem, violentamente, a pequena filhinha, sua alegria de viver? O amputarem, a machadadas, os pés de seus pequenos filhos para q, qdo adultos, não sejam inimigos eficientes; o arrastar-se pelo chão, sujo, faminto e cheio de dores, sem q ninguém lhe estenda uma mão amiga e mais uma lista sem fim de misérias e desgraças... essa é a justiça “eqüitativa e cheia de misericórdia” do Criador de infinitos amor e justiça?!! Do Criador q, sendo onisciente, desde antes de nos criar, sabe em q monstro cada um de nós se tornará, sabe os terríveis defeitos q apresentaremos no futuro (pois é Ele q idealiza, planeja, desenha e produz os espíritos); sabe quantas lágrimas derramaremos e faremos derramar, quantas tragédias e desgraças cada uma de suas criaturas provocará, pois nos deu aptidões, possibilidades, habilidades, desejos e portas abertas para q sigamos pela estrada q escolhermos, seja a do bem, ou a do mal?

      Texto: “O homem sofre sempre a conseqüência das suas faltas; não há uma única infração à lei de Deus, que não tenha a sua punição”.

      Cel: outra pergunta a fazer: afinal, quem é q sabe porq, de espíritos criados perfeitamente iguais, inclusive qto às faculdades intelectuais, não sendo, de início, nem bons, nem maus, uns se encaminham para a estrada do amor e outros para a estrada das mais monstruosas imperfeições? Qual a razão q leva uns a praticarem, de livre e espontânea vontade, faltas tão terríveis q justificam q a lei de causa e efeito se abata sobre eles, trazendo-lhes sofrimentos e tantas desgraças como vemos no mundo? O Criador foi surpreendido com as monstruosas imperfeições de suas criaturas, ou desde sempre sabe em q seres abjetos se transformarão?

      Texto: O Espírito culpado e infeliz, dessa maneira, pode sempre se salvar a si mesmo: a lei de Deus lhe diz sob quais condições ele pode fazê-lo. O que geralmente lhe falta é à vontade, a força e a coragem.
 
      Cel: gostaria muito q alguém esclarecesse o q quer dizer “a lei de Deus está impressa na consciência de cada um e a cada um ensina sob quais condições ele pode se salvar”? É isso q vemos no mundo? Os homens pensam, raciocinam, pesam as terríveis dores q lhes virão como conseqüência de praticar o mal e, depois, escolhem e decidem enfrentar a lei do Todo Poderoso, Criador de todas as coisas, escolhendo, portanto sofrer por multiplicadas encarnações q podem se estender por milhões de anos??!!   
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 04 de Março de 2012, 02:10
      Kazaoka:       (ref #349)

      Kazaoka: Simples é, Coronel! Mas, nem sempre o simples é fácil de ser feito...


      Cel: distinto amigo, me permita lhe perguntar: "porq o q é simples não é facil de ser feito?"
E vc mesmo deve saber a resposta: "é simples de ser feito, mas não é facil de ser feito, exatamente, porq aos amigos não lhes  foi ensinado o <<como>> fazer".

      Pois é isso, meu jovem, q sempre afirmo e q procuro fazer q os amigos compreendam. Por isso os companheiros devem me achar cansativo, pois sempre repito as mesmas perguntas, e justamente porq ninguém se anima em respondê-las. Como coloquei na msg acima, em resposta para a amiga Edna, não sei se não as compreendem, se não estou sendo claro, ou se são perguntas absurdas. E se acham q são absurdas, nenhum companheiro ainda não nos brindou com a explicação do porq são absurdas.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 04 de Março de 2012, 13:14
      Amigos foristas,
      Amiga Hebe   (ref #330)

      Tentei, mas não consegui verificar se esta é repetição de msg anterior; se for, me perdoem.     

      Hebe (msg ant): Deus não cobra pelo tempo da ignorância, Deus cobra a partir do momento que o ser se torna cônscio de seus atos, ou seja, adquire o conhecimento, sabe das conseqüências e pratica a partir de sua vontade e não instintivamente.

      Cel: relativamente às palavras acima, lhe apresento uma questão muito simples, mas q, mesmo sendo muito simples, nenhum dos amigos do fórum tenta responder; com essas palavras a amiga está querendo dizer q o espírito, qdo se torna cônscio de seus atos (não sendo, portanto, ainda nem bom, nem mau) frente a uma escolha a fazer, cuja solução possa ser boa ou má para o próximo, reflete, questiona, pesa as terríveis conseqüências q, com certeza, lhe virão da lei de causa e efeito se agir maldosamente e, então, decide escolher agir maldosamente, ir contra a terrível Lei de Deus, escolhendo, portanto, sofrer sofrimentos q podem ser torturantes e insuportáveis?!! Amiga, se vc pode escolher ser feliz, porq escolheria ser infeliz?

      Hebe: LE/636 "O bem e o mal são absolutos para todos os homens?” Resp: “A lei de Deus é a mesma para todos; mas o mal depende principalmente da vontade que se tem de o praticar. O bem é sempre o bem e o mal é sempre o mal, qualquer que seja a posição do homem; a diferença está no grau de responsabilidade."
 
      Cel: outra simples questão: e porq as vontades são diferentes? Será q na primeira encarnação consciente, as vontades já são diferentes, consequentemente, levando uns à bondade e outros à maldade? O espírito mesmo, q não era mau, colocou maldade em seu coração? Afinal, se eram de início, todos iguais, sob todos os aspectos, porq uns se dirigem para o bem e outros para o mal?

      Hebe: Portanto o julgamento de Deus é a partir da intenção, após adquirir o conhecimento, maior a responsabilidade do homem perante seus atos.

      Cel: a mesma pergunta: porq as intenções são diferentes? O q é q, penetrando no âmago de cada um, faz q suas intenções sejam diferentes, levando uns ao erro e conseqüentes sofrimentos, e outros ao q é acertado e a seus conseqüentes momentos de felicidades?

      Hebe: LE/909 em OLE  fica bem claro que vencer as más tendências depende da vontade íntima do Espírito.

      Cel: a mesma pergunta anterior.
 
      Hebe: LE/909. "Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações?" Resp: “Sim, e, freqüentemente, fazendo esforços muito insignificantes. O que lhe falta é a vontade. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!”.

      Cel: essa frase final não lhe parece q foi feita em tom de reprimenda ou censura? O espírito encarnado é culpado por não ter vontade nem mesmo para fazer esforços? Se o homem pode, <facilmente>, com esforços “insignificantes”, vencer suas más inclinações, porq decide não vencê-las, com isso, é evidente,  escolhendo sofrer as conseqüências terríveis da lei de Deus? A amiga tem as respostas? Geralmente os companheiros do fórum, qdo lhes endereço as mesmas questões, respondem (é raro que respondem!), mas sem nem mesmo tentarem respostas a essas perguntas, como se as ignorassem, ao ponto de vários tópicos terem sido interrompidos, antes do tempo, parando em msg minhas, nas quais apresento idênticas questões!

      A querida amiga Hebe trouxe texto de Herculano Pires: “Evolução lenta e penosa”. Se o observarmos atentamente, veremos q tudo q faz evoluir o homem (espírito encarnado) vem das lições q a vida lhe oferece; q nada é mérito seu; q é a vida, com as experiências q nos proporciona, q nos faz evoluir mais ou menos lenta ou aceleradamente. Essa evolução não decorre de nossa vontade (pois a vontade, maior ou menor, também nasce das experiências da vida). E essa evolução só tem a ver com um burilamento da compreensão dos homens em relação a um mais harmonioso relacionamento entre si. São tão somente “regras de bem-conviver e de bem-sobreviver”! Nada está, em todo esse burilamento da compreensão, q sinalize para um aperfeiçoamento espiritual. Observem a frase colocada abaixo pela amiga Hebe:
      “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”.
      É isto q leva ao aperfeiçoamento espiritual: “conhecer a verdade!”, não o fato de os homens se tratarem harmoniosamente. Lembrem-se de q Jesus e Paulo, e tantos mais, enalteceram o amor como a mais excelsa das virtudes; contudo, quem dos Grandes afirmou q é o amor q salva? O amor, é claro, está no caminho pois, sem amor, nunca conseguiremos obter uma mente tranqüila, calma, limpa, para q cheguemos a conhecer a verdade. Lembrem-se do q disse aquele por muitos considerado o maior profeta do Ant Test: “Aquieta-te e sabe: eu sou Deus!”.

      Abraços.



Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 04 de Março de 2012, 13:32
      Kazaoka     (ref #331)

      Cel(msg ant): meu jovem, pela DE existe alguma dor ou sofrimento q não seja móvel para o progresso do espírito encarnado? Há dores gratuitas? Vc sabe q não há, não é mesmo? E o amigo conhece alguém q não tenha sofrido, ou que não esteja sofrendo ou q não sofrerá? Sempre os homens, sem exceção, estão enquadrados numa dessas hipóteses! Sempre nossa dor, ou a do próximo, “pode” servir para o crescimento, <não> o espiritual, mas crescimento de nossa compreensão de que o mundo, religiões, ciências, psicologias, medicinas, filosofias não têm a solução definitiva para os problemas e sofrimentos dos homens, constatação q pode levar, eventualmente, a q amigos despertem para a busca da solução para além das religiões conhecidas.

      Kazaoka: Aqui já observamos um erro de concepção do papel das instituições religiosas ou científicas na lida com as razões da miséria humana. Elas, as instituições, apresentam, sim, soluções, mas são todas de caráter moral e que deve ser aplicado às individualidades, ou seja, cada um deve adquirir conhecimento suficiente para ir melhorando sua própria conduta e fazer melhor suas escolhas.

      Cel: sim, meu jovem amigo, todas as soluções são de caráter moral, é evidente! Todass as religiõess apresentam “soluções”, ensinado <<o que>> precisamos fazer para resolver os problemas dos homens, sim! Porém, como já lhe disse várias vezes, só ensinam <o que fazer>, nunca o <como> fazer. Veja nesta sua msg: “cada um deve adquirir conhecimento suficiente para ir melhorando sua própria conduta e fazer melhor suas escolhas”. Amigo, porq o mundo é o q é? Exatamente porq, os religiosos (ou não-religiosos) bem intencionados não sabem <<como>> adquirir o conhecimento q lhes permita melhorar a conduta e acertar nas escolhas! Se os homens, os religiosos bem intencionados, soubessem <como> fazer isso, porq não estariam fazendo o q devem fazer para adquirir mais conhecimento, melhorar seus procedimentos e acertar nas escolhas? Será q não fazem isso porq não querem fazer?! Ou porq não sabem <como> fazer? Podemos ter uma idéia da diferença entre <o que fazer> e o <como fazer> comparando uma viagem na carapaça de uma tartaruga (com <o que fazer>) com uma viagem num avião a jato (com o <como fazer>).

      Kazaoka: E nem precisa desse negócio de "para além das religiões conhecidas...", não existe segredo nenhum, o negócio é cada um melhorar-se para que o todo melhore. Na economia da felicidade, tanto mais conseguimos quanto mais repartimos. É só isso! Para nós, Espíritos humanos, basta conhecermos a natureza do Bem e do Mal para melhor separarmos um do outro, não precisamos ficar "agarrados" às suas origens se sabemos que o que importa é, cada vez mais, melhorarmos nossa capacidade em diferenciá-los.

      Cel: novamente, o amigo disse a mesma coisa: <o que fazer>: “basta conhecer a natureza do bem e do mal”, “basta melhorar nossa capacidade de em diferenciá-los”, “basta repartirmos o q temos”! Meu jovem, <como> fazer para chegar a perceber q “basta repartir o q temos”? E para chegar a ter vontade para “repartir o q temos”?

      Um bom domingo.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 04 de Março de 2012, 14:08
Coronel, se sabemos  o " que fazer", o "como fazer" é da responsabilidade de cada um, e que o faça de acordo com os meios e os recursos que disponha e, busquemos nas experiências e nos aprendizados que delas advenham, os meios e recursos que, porventura, esteja nos faltando.
Em tudo cabe o trabalho que dignifica e que dá mérito às conquistas. Vale muito mais uma ação de resultado mediano do que um grande conceito não executado.
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Kazaoka em 04 de Março de 2012, 16:41
Coronel, a causa e o efeito são os indicativos em nossa caminhada, como são as estradas com suas placas indicativas.
Se está em uma auto estrada, com sua "filhinha" (aquele personagem do estupro que você sempre cita) que é a alegria do lar, gravemente ferida dentro do seu veículo, a placa indica que logo à frente existe uma curva e que a velocidade segura para contorná-la é de 40km/h, mas estamos pressionados pela necessidade do socorro. Neste instante podemos optar pelo respeito irrestrito ao que nos é indicado como, também, podemos assumir o risco maior em nome da urgência que carregamos e fazemos esta curva numa velocidade acima da recomendada. Ai você estará usando o seu Livre Arbítrio e o sucesso no contorno da curva e no tempo hábil ao socorro serão os efeitos da causa oriunda da aplicação de seu livre arbítrio.

A Doutrina está concluida, pronta, e aceita de forma indistinta todos questionamentos e oferece respostas em concordância com a visão dos Espíritos que a ditaram. Por isso reafirmo-lhe: "basta que as resposta por ela oferecida, toque no entendimento pessoal do interlocutor."
Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Conforti em 04 de Março de 2012, 19:37
      Kazaoka      (ref #355)

      Kazaoka: a causa e o efeito são os indicativos em nossa caminhada, como são as estradas com suas placas indicativas.

      Cel: sim, meu jovem, mas o que o amigo quer dizer com isso? Não entendi, pois nenhuma luz traz sobre o que estamos estudando! Nestas nossas conversas, estamos tentando compreender o porq das desigualdades, e o porq da lei de causa efeito e se sofrimentos torturantes e insuportáveis (conseqüências de se incidir nessa lei), se harmonizam com um Deus de infinito amor, justiça e sabedoria, concorda? Estamos tentando compreender como, mesmo sendo sempre o desejo dos homens (como, tb, citado por vc em resposta anterior) sempre estar no âmbito do prazer e da felicidade, porq é q ele busca exatamente o oposto, a infelicidade e o desprazer...

      E, para o amigo, a imposição de cânceres... (aquela extensa lista q tenho repetido) nada mais é q produto da misericórdia e do amor de Deus?! De Deus q, com toda sua infinita sabedoria, só consegue criar seres q apenas compreendem a linguagem da dor! Um Ser q, sendo a própria perfeição, produz seres que se transformam (e o Criador sabe disso deste antes de criar!) em verdadeiros monstros de imperfeições as mais escabrosas; de um Ser q, sendo perfeita sabedoria, só soube criar, para esta escola de espíritos (escola do bem e do mal, pois é nesta escola q se aprende a locupletar-se de imperfeições), um processo para ensinar a evoluir, cujo recurso mais usado e mais eficiente, são terríveis sofrimentos, dores e lágrimas! Essa Suprema Perfeição só cria seres q, a escola da vida, também por Ele criada, faz q se revelem com terríveis defeitos morais, e q causarão, para Deus com absoluta certeza, tragédias e desgraças aos semelhantes e à própria natureza!! É nisso q vc crê, meu amigo? Que todas as criaturas de Deus já vêm predestinadas a errarem e, consequentemente, a passarem por enormes sofrimentos? 

      Kazaoka: ... estamos pressionados pela necessidade do socorro. Neste instante podemos optar pelo respeito irrestrito ao que nos é indicado como, também, podemos assumir o risco maior em nome da urgência que carregamos e fazemos esta curva numa velocidade acima da recomendada. Ai você estará usando o seu Livre Arbítrio e o sucesso no contorno da curva e no tempo hábil ao socorro serão os efeitos da causa oriunda da aplicação de seu livre arbítrio.

      Cel: sim, meu jovem, como sempre escolhemos o q nos é mais conveniente, o q nos traga prazer, satisfação, felicidade, a melhor solução para os problemas será tb escolhida por nós, não só nesse seu exemplo, mas em todas e quaisquer situações, sem exceção, é evidente!

      Mas, tb, aí, não consegui entender qual a razão dessa sua argumentação! Contudo, já q vc trouxe à tona o assunto “livre-arbítrio”, aproveito para lhe lembrar q o livre-arbítrio <nunca> é livre, pois todas as nossas escolhas estão, total e absolutamente, <presas> ao conhecimento q já temos, resultante das experiências/lições da vida! Podemos afirmar: <nunca> escolhemos livremente; sempre nossas escolhas, todas elas, sem exceção, das mais inocentes às mais complexas, estão atreladas ao q a vida nos ensinou; assim, nossas decisões não fluem livremente de nossa cabeça, mas daquilo q a escola já nos ensinou. Por isso, uns acertam e outros erram, mas não pelo desejo ou vontade de acertar ou errar, mas pelo q a vida nos ensina de instante a instante. Assim, podemos afirmar: a vida, esse mecanismo gigantesco q flui incessantemente e nos leva daqui para lá, e de lá para cá, conforme seus acontecimentos, sempre imprevisíveis, é ela q escolhe por nós. Assim, Paulo afirmou: “É o Sr q opera em nós o pensar, o querer e o fazer...”.

      Kazaoka: A Doutrina está concluida, pronta, e aceita de forma indistinta todos questionamentos e oferece respostas em concordância com a visão dos Espíritos que a ditaram. Por isso reafirmo-lhe: "basta que as resposta por ela oferecida, toque no entendimento pessoal do interlocutor."

     Cel: certo, meu amigo; o problema aí está no “entendimento pessoal dos interlocutores”, q pode ser extremamente diferente um do outro, ao passo q a experiência, q vem da compreensão e da aplicação com sucesso do <como fazer>, não é diferente de um para outro. É, como a designaram sábios e cientistas de renome,  como Einstein, p ex, “uma experiência de concordância universal, idêntica para todos q a tiveram, seja em qualquer tempo ou lugar!”. Como diz Santo Agostinho, “... tenha ocorrido há um milhão de anos, ou agora; do outro lado do mundo, ou aqui!”.

      Abraços.

Título: Re: Estudo Mensal O Livre Arbítrio
Enviado por: Marlenedd em 05 de Março de 2012, 00:00
Pensei que este estudo já tinha terminado com o final do mês. Mas como continua deixo mais uma contribuição para o suposto livre-arbítrio...

"[...] uma criancinha acredita apetecer, livrementre, o leite; um menino furioso, a vingança; e o intimidado, a fuga. Um homem embriagado também acredita que é pela livre decisão de sua mente que fala aquilo sobre o qual, mais tarde, já sóbrio, preferiria ter calado. Igualmente, o homem que diz loucuras, a mulher que fala demais, a criança e muitos outros do mesmo gênero acreditam que assim se expressam por uma livre decisão da mente, quando, na verdade, não são capazes de conter o impulso que os leva a falar. Assim, a própria experiência ensina, não menos claramente que a razão, que os homens se julgam livres apenas porque são conscientes de suas ações, mas desconhecem as causas pelas quais são determinados. Ensina também que as decisões da mente nada mais são do que os próprios apetites: elas variam, portanto, de acordo com a variável disposição do corpo. Assim, cada um regula tudo de acordo com o seu próprio afeto e, além disso, aqueles que são afligidos por afetos opostos não sabem o que querem, enquanto aqueles que não têm nenhum afeto são, pelo menor impulso, arrastados de um lado para outro. Sem dúvida, tudo isso mostra claramente que tanto a decisão da mente, quanto o apetite e a determinação do corpo são, por natureza, coisas simultâneas, ou melhor, são uma só e mesma coisa, que chamamos decisão quando considerada sob o atributo do pensamento e explicada por si mesma, e determinação, quando considerada sob o atributo da extensão e deduzida das leis do movimento e do repouso [...]" Spinoza,