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CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Kazaoka em 01 de Julho de 2015, 01:30

Título: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Kazaoka em 01 de Julho de 2015, 01:30
Bom dia a todos que nos honram com a visita a este tópico.
É com enorme satisfação que formalizamos a abertura do Estudo Mensal do Mês de Julho de 2015. Conclamamos pela comunhão de propósitos, no sentido de transformar este período dedicado ao estudo do capítulo II do O Evangelho Segundo o Espiritismo em real manancial de oportunidades para que cada um subtraia sua parcela de informação e conceitos. E, assim consigamos arquitetar um conceito próprio, porém, o mais próximo possível do verdadeiro sentido da mensagem evangélica contida nas mensagens.
Que Deus esteja entre nós e aquilo que a vida nos apresenta. E que vejamos tudo através do prisma do Amor Divino que se interpõe entre nós e aquilo que desejamos alcançar. E, assim, consigamos compreender a Sua vontade e agirmos em concordância com ela.
Quando Jesus diz a Pilatos  -Meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, a minha gente houvera combatido para impedir que eu caísse nas mãos dos judeus; mas, o meu reino ainda não é aqui. Estas frases contêm tantas revelações que, com certeza, dará ensejo para que as estudemos ao longo desse mês que hora se inicia.
Que Deus abençoe a todos. Não porque estamos reivindicando essas bênçãos, mas pela sinceridade de propósitos de nossa parte naquilo que nos propomos a fazer, fazendo-nos merecedores daquilo que reivindicamos.
                                                              kazaoka

MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO 0001 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTFGa0xLUTNKbjdJIw==)
Título: Re: Estudo Mensal de Julho/2015 - O.E.S.E. cap II - Meu Reino Não é Deste Mundo
Enviado por: Kazaoka em 01 de Julho de 2015, 02:59
A vida futura

2. Por essas palavras, Jesus claramente se refere à vida futura, que ele apresenta, em todas as circunstâncias, como a meta a que a Humanidade irá ter e como devendo constituir objeto das maiores preocupações do homem na Terra. Todas as suas máximas se reportam a esse grande principio. Com efeito, sem a vida futura, nenhuma razão de ser teria a maior parte dos seus preceitos morais, donde vem que os que não crêem na vida futura, imaginando que ele apenas falava na vida presente, não os compreendem, ou os consideram pueris.

Esse dogma pode, portanto, ser tido como o eixo do ensino do Cristo, pelo que foi colocado num dos primeiros lugares à frente desta obra. E que ele tem de ser o ponto de mira de todos os homens; só ele justifica as anomalias da vida terrena e se mostra de acordo com a justiça de Deus.


Quando Jesus enuncia que o seu reino não é deste mundo, faz-nos auferir sobre a possibilidade de uma outra condição de vida. Condição essa que, às vezes, não a sentimos, senão, por uma vaga intuição de que ela exista e pela impulsão instintiva que experimentamos tentando nos direcionar a esta condição ideal de vida.
Título: Re: Estudo Mensal de Julho/2015 - O.E.S.E. cap II - Meu Reino Não é Deste Mundo
Enviado por: M.Altino em 01 de Julho de 2015, 11:44
Amigo Kazaoka é com muito carinho que dou os meus parabens pelo começo do Estudo e para todos os que nos visitam o meu bom dia de muita paz....
A Vida Futura
Por estas palavras, Jesus se refere claramente à vida futura, que ele apresenta, em todas as circunstâncias, como o fim a que se destina a humanidade, e como devendo ser o objeto das principais preocupações do homem sobre a Terra.
Todas as suas máximas se referem a esse grande princípio.
Sem a vida futura, com efeito, a maior parte dos seus preceitos de moral não teriam nenhuma razão de ser.
É por isso que os que não crêem na vida futura, pensando que ele apenas falava da vida presente, não os compreendem ou os acham pueris.
Esse dogma pode ser considerado, portanto, como o ponto central do ensinamento do Cristo.
Eis porque está colocado entre os primeiros, no início desta obra, pois deve ser a meta de todos os homens.
Só ele pode justificar os absurdos da vida terrestre e harmonizar-se com a justiça de Deus.
Os judeus tinham ideias muito imprecisas sobre a vida futura.
Acreditavam nos anjos, que consideravam como os seres privilegiados da criação, mas não sabiam que os homens, um dia, pudessem tornar-se anjos e participar da felicidade angélica.
Segundo pensavam, a observação das leis de Deus era recompensada pelos bens terrenos, pela supremacia de sua nação no mundo, pelas vitórias que obteriam sobre os inimigos.
 As calamidades públicas e as derrotas eram os castigos da desobediência.
Moisés o confirmou, ao dizer essas coisas, ainda mais fortemente, a um povo ignorante, de pastores, que precisava ser tocado antes de tudo pelos interesses deste mundo.
Mais tarde, Jesus veio lhes revelar que existe outro mundo, onde a justiça de Deus se realiza.
É esse mundo que ele promete aos que observam os mandamentos de Deus.
É nele que os bons são recompensados.
Esse mundo é o seu reino, no qual se encontra em toda a sua glória, e para o qual voltará ao deixar a Terra.
Jesus, entretanto, conformando o seu ensino ao estado dos homens da época, evitou de lhes dar o esclarecimento completo, que os deslumbraria em vez de iluminar, porque eles não o teriam compreendido.
Ele se limitou a colocar, de certo modo, a vida futura como um princípio, uma lei da natureza, à qual ninguém pode escapar.
Todo cristão, portanto, crê forçosamente na vida futura, mas a ideia que muitos fazem dela é vaga, incompleta, e por isso mesmo falsa em muitos pontos.
Para grande número, é apenas uma crença, sem nenhuma certeza decisiva, e daí as dúvidas, e até mesmo a incredulidade.
O Espiritismo veio completar, nesse ponto, como em muitos outros, o ensinamento do Cristo, quando os homens se mostraram maduros para compreender a verdade.
Com o Espiritismo, a vida futura não é mais simples artigo de fé, ou simples hipótese.
 É uma realidade material, provada pelos fatos.
 Porque são as testemunhas oculares que a vêm descrever em todas as suas fases e peripécias, de tal maneira, que não somente a dúvida já não é mais possível, como a inteligência mais vulgar pode fazer uma ideia dos seus mais variados aspectos, da mesma forma que imaginaria um país do qual se lê uma descrição detalhada.
Ora, esta descrição da vida futura é de tal maneira circunstanciada, são tão racionais as condições da existência feliz ou infeliz dos que nela se encontram, que acabamos por concordar que não podia ser de outra maneira, e que ela bem representa a verdadeira justiça de Deus....
Assim depois de entendermos um pouco de que essa Vida Futura é uma nova realidade que se consegue pela Mudança Intima de cada um de nós e um grande e longo caminho a percorrermos.....
Com um abraço de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal de Julho/2015 - O.E.S.E. cap II - Meu Reino Não é Deste Mundo
Enviado por: Kazaoka em 01 de Julho de 2015, 16:38
Obrigado, Altino.

Na verdade, tudo o que ansiamos ou carecemos reside no futuro. As lutas do hoje visam o suprimento do imediato e à prevenção para o amanhã. Ao menos aos que têm um mínimo de sensatez é assim que todos agem. E com relação a este estado de felicidade ou infelicidade não é diferente. Buscamos no dia a dia o atendimento de nossas necessidades e quando conseguimos, isso nos traz um sentimento de satisfação e, consequentemente, de alegria e felicidade. Mas estes são sentimentos efêmeros e que estão associados às pequenas coisas do cotidiano. Em relação aos valores morais, por serem eternos, o seu alcance envolve um processo de avanço que engloba vários estágios de aprendizado, onde a alternância matéria e Espírito é o meio de avançar nesse processo e estas experiências efêmeras, citadas anteriormente, não passam de um ensaio para uma realização bem maior.
Título: Re: Estudo Mensal de Julho/2015 - O.E.S.E. cap II - Meu Reino Não é Deste Mundo
Enviado por: Kazaoka em 01 de Julho de 2015, 23:04
Nessa primeira etapa de nosso estudo devemos analisar esta frase de Jesus; "Se o meu reino fosse deste mundo, a minha gente houvera combatido para impedir que eu caísse nas mãos dos judeus". Da maneira como Jesus coloca esta frase, fica parecendo que em seu reino ele tem um exército pronto para defender-lhe. E que em situação análoga, em seu reino, este exército intercederia em sua defesa. Talvez tenha sido essa a razão para que Judas (o traidor) fizesse o que fez, ou seja, entregar o seu mestre aos perseguidores. Judas poderia estar acreditando que em situação de extrema urgência, esse exército de Jesus desceria até à Terra e promoveria as mudanças que Jesus anunciava como sendo as necessárias para que a paz e a justiça reinasse. E aí, aliando este pensamento ao benefício da delação, ele decidiu entregar Jesus ao suplício que, na verdade, ele próprio não acreditava que pudesse acontecer devido a uma providencial e divina ação de um exército celestial.
Se assim for (dado que é uma hipótese), como nos comportamos como aquele que malhamos... Não no sentido de "entregarmos" Jesus aos perseguidores como fez Judas. Mas transferindo para uma força oculta as prerrogativas das mudanças para que desfrutemos da desejada felicidade. Alimentamos a ideia de que o  melhor para nós mesmos encontraremos pronto em algum lugar desse universo infinito. E, às vezes, nos comportamos assim porque em outra passagem evangélica Jesus diz que iremos para o reino que ele vem preparando para nós(Mateus 25:34). Outra mensagem que ao tomá-la de forma literal cometemos outro equívoco.
Onde estará este reino?
Título: Re: Estudo Mensal de Julho/2015 - O.E.S.E. cap II - Meu Reino Não é Deste Mundo
Enviado por: M.Altino em 02 de Julho de 2015, 10:30
Amigos é com muita serenidade que a todos saúdo como meu bom dia sereno e este Estudo é muito importante para cada um de nós.pois nos dá a certeza de o quanto temos evoluir para sentir este maravilhoso Reino que nos fala Jesus............
Amigo Kazaoka a sua meditação é importante e nos diz que muitas pessoas estão enganadas.pois Judas com a sua atitude apenas queria ajudar Jesus .......pois também via o Reino de Jesus com um fato desta vida........
 Em que sentido se devem entender as palavras do Cristo “Meu Reino não é desse mundo?
 O Cristo respondeu em sentido figurado.
Queria dizer que não reina senão sobre os corações puros e desinteressados.
Ele está em todos os lugares em que domine o amor do bem, mas os homens ávidos das coisas deste mundo e ligados aos bens da Terra, não estão com ele.
A realidade espiritual é muito clara, mas para nós, os eternos insatisfeitos, sempre que esse assunto vem à tona surge a pergunta fatídica: afinal, o que é o Reino de Deus?
Na cultura judaica , no seu idioma e nos seus dialetos o “reino” está relacionado à palavra “Malkuth”, que significa literalmente “estado de coisas”.
Mesmo assim, logo se vê que a expressão é dúbia no seu  conceito ou definição é filosófica e vai depender sempre do ponto de vista de quem a coloca em condição reflexiva.
Curioso é que esses pontos de vista, embora infinitamente diversificados pela ótica humana se dividem em duas posições de observação das coisas: a visão interior , portanto espiritualista; e a visão exterior, retrospectiva, portanto materialista.
Essa dicotomia só existe porque ainda não conseguimos chegar a um ponto de equilíbrio entre aquilo que é interior ou exterior, espiritual ou material, em nossa experiência existencial.
Ainda confundimos a Vida (que é única e eterna) com a existência (que são múltiplas e efémeras), não entendemos plenamente o que seja a relatividade do tempo e tantas outras coisas que só aprendemos na teoria, mas que ainda não faz parte da nossa experiência. Sabemos que esses obstáculos de compreensão são impostos pelas limitações dos nossos sentidos e da nossa atual inteligência, ainda muito precária e restrita ao plano intelectual. Sabemos também que esses bloqueios serão gradualmente removidos com o despertar da mediunidade, que nada mais é do uma tecnologia, uma extensão ou exteriorização da mente através do cérebro físico.
Essa tecnologia, talvez a mais antiga descoberta humana, vem se aperfeiçoando no desenrolar das nossas existências e, assim como a mecânica e a eletrónica, vem adquirindo configurações de acordo com o uso, a capacidade e a necessidade do seu portador. Diríamos que a mediunidade é o equipamento da descoberta do Reino de Deus - a Natureza em si e a nossa relação com ela, o nosso grau de consciência - que veio sendo sofisticado desde as mais rústicas aplicações da magia primitiva até a mais sutis atividades do ambiente cibernético.
 Mas tal descoberta continua dividida entre a percepção exterior e interior.
Para uns, ela é o fenómeno físico, palpável, lógico, objetivo; para outros, ela é metafísica, imponderável, psicológica e subjetiva.
O Reino está em nós, mas só o enxergamos refletido no semelhante; só ele, como um espelho, tem a chave e esta só abre a fechadura que está no outro, e assim sucessivamente.
 É por isso que o outro conhece bem melhor do que nós os nossos defeitos e as nossas virtudes.
É também por isso que o próximo, quase sempre, está bem distante, mesmo estando tão perto.
Então, amar o próximo é mais conveniente do que se imagina...
Quando tivermos a capacidade de amar de verdade, a obrigação e a conveniência serão transformadas no indescritível prazer da caridade.
Assim amigos vemos que para além de sabermos que o Reino não é deste mundo e muitas vezes não entendemos que é importante sermos caridosos com todos e muito mais com cada um de nós......vos deixo este video que me fez meditar como esse Mundo para nós ainda está muito longe e precisamos muitas encarnações para o atingir e compreender...
http://www.youtube.com/watch?v=lzp8VIvPqkk
Com um sincero abraço de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Kazaoka em 02 de Julho de 2015, 12:25
Bom dia aos companheiros deste estudo.
Obrigado Altino pela postagem e pelo vídeo maravilhoso.
Para os que não assistiram, eu recomendo! É muito enriquecedor e estimulante.
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: lconforjr em 02 de Julho de 2015, 16:46
Re: Estudo Mensal de Julho/2015 - O.E.S.E. cap II - Meu Reino Não é Deste Mundo

      Ref resp #3 em: 010715, às 16:38, de Kazaoka

      Kazaoka escreveu: Na verdade, tudo o que ansiamos ou carecemos reside no futuro.

      Conf: o querido amigo quer dizer com isso que o nosso presente é inferior ao nosso futuro, isto é, entre outras coisas, que no futuro não sofreremos o que no presente sofremos? É isso?

      Se, como vc diz, “tudo que carecemos reside no futuro”, então, como ainda não chegamos lá, estamos “sofrendo” devido a não termos isso de que carecemos, concorda?! Sendo assim, meu jovem, vc consegue nos dizer, conforme a doutrina, qual é a causa moral ou espiritual desse sofrimento?

        E, para entender, pergunto: e qual é a causa de sofrermos sofrimentos desesperadores, no presente (pois que todos sofrem pela falta daquilo que necessitamos, e ainda não temos, pois isso só nos será dado no futuro), se a doutrina ensina que "todos" os sofrimentos são a consequencia de transgressões propositadamente feitas contra as leis de Deus?

...............
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Kazaoka em 03 de Julho de 2015, 00:01

      Conf: o querido amigo quer dizer com isso que o nosso presente é inferior ao nosso futuro, isto é, entre outras coisas, que no futuro não sofreremos o que no presente sofremos? É isso?

      Se, como vc diz, “tudo que carecemos reside no futuro”, então, como ainda não chegamos lá, estamos “sofrendo” devido a não termos isso de que carecemos, concorda?! Sendo assim, meu jovem, vc consegue nos dizer, conforme a doutrina, qual é a causa moral ou espiritual desse sofrimento?

        ...............

Como sempre estamos buscando algo, isso significa que o que buscamos não faz parte do nosso presente. E se não é do presente só pode pertencer ao futuro. Alcançar estes ideais imediatos não significa que já alcançaremos a plena realização. É este olhar no futuro que alavanca a nossa marcha progressista. Sempre buscamos algo que não está ao nosso alcance. Para nós, isso é um desafio e a sua realização nos traz uma sensação íntima que se traduz em prazer. Quer dizer, buscamos fora para satisfazer algo interior. Trabalhamos fora para edificarmos intimamente. É aí que encontraremos a terra prometida, o reino do céu.
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Kazaoka em 03 de Julho de 2015, 01:30
A maneira como Jesus se dirigia a Pilatos, era a maneira de quem sabia que estava falando com alguém que não tinha uma noção precisa sobre a vida futura e que esta vida futura não dizia respeito apenas à vida no plano espiritual. A vida futura a que se referia Jesus é, também, a vida do Espírito em suas várias reencarnações.
"O Evangelho de Jesus é a essência dos seus ensinamentos. Jesus enfatizou com as suas palavras,demonstrou com a sua vida, e selou com o seu desencarne, que o reino de Deus é uma revolução íntima, uma reforma pessoal, condição que cada um terá de criar dentro de si mesmo.
O reino de Deus não é observável. Não se pode dizer: Ei-lo ali! Pois o reino de Deus está dentro de nós, ou seja, é Deus que está dentro de nós, é para ser construído, realizado, implantado no íntimo de cada um."
(Extraído do artigo publicado pelo Centro Espírita André Luiz sobre o comentário evangélico de Marli Aparecida Hergersheimer)
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: M.Altino em 03 de Julho de 2015, 10:46
Amigos e dedicados companheiros deste lindo estudo do Evangelho capitulo dois O Meu Reino não é deste Mundo nos abre uma nova visão da vida espiritual onde Jesus se coloca numa posição superior sobre Pilatos e o Sumo Sacerdote para lhes dizer como era nobre a sua missão... Então com muito carinho e boa disposição o meu bom dia sereno de muita paz ....
A missão de Jesus era muito importante naquelas dias onde havia diferença entre os homens e onde Jesus se fez compreender pelos mais simples e pobres .......... pois a sua linguagem era para todos mas só compreendida por alguns......por essa razão é que foi um estorvo nos  da Igreja que o perseguiram sempre para o apanhar em contradição ........... Mas Jesus paciente e com muita serenidade foi vencendo essas dificuldades e nunca disse que era Rei dos homens... mas sim confirmou perante Pilatos quando disse respondendo a Pilatos quando lhe perguntou Tu és Rei...... e Jesus com muita serenidade apenas disse ... tu o dizes ....
O reino de Jesus não é deste mundo.
Isso todos compreendem.
Mas sobre a Terra ele não terá também uma realeza?
O título de rei nem sempre exige o exercício do poder temporal.
Ele é dado, por consenso unânime, aos que, por seu gênio, se colocam em primeiro lugar em alguma atividade, dominando o seu século e influindo sobre o progresso da humanidade.
É nesse sentido que se diz: o rei ou o príncipe dos filósofos, dos artistas, dos poetas, dos escritores, etc.
Essa realeza, que nasce do mérito pessoal, consagrada pela posteridade, não tem muitas vezes maior preponderância que a dos Reis coroados?
Ela é imperecível enquanto a outra depende das circunstâncias; ela é sempre abençoada pelas gerações futuras, enquanto a outra é, às vezes, amaldiçoada.
A realeza terrena acaba com a vida, mas a realeza moral continua a imperar, sobretudo, depois da morte.
Sob esse aspecto, Jesus não é um rei mais poderoso que muitos potentados?
Foi com razão, portanto, que ele disse a Pilatos:
Eu sou rei, mas o meu reino não é deste mundo.
A amigos é que ainda hoje a Missão de Jesus não é compreendida na sua totalidade e precisamos de muitas encarnações para conseguir evoluir ...e este video que aqui coloco é a prova que ainda temos muito que aprender e aceitar Jesus nas nossas vidas...vale a pena meditar nestas simples palavras ....
http://www.youtube.com/watch?v=LXou9XStuVE
Será que somos capazes de tentar hoje vivermos e sermos o que vimos .... será uma grande vitória nossa e sinal que estamos a evoluir mais um pouco.....
Com um grande e carinhoso abraço de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: lconforjr em 03 de Julho de 2015, 15:12
Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015

      Ref resp #8 em: 020715, às 00:01, de Kazaoka

      Citação de: lconforjr em Ontem às 16:46: O querido amigo Kazaoka quer dizer com isso que o nosso presente é inferior ao nosso futuro, isto é, entre outras coisas, que no futuro não sofreremos o que no presente sofremos? É isso?

      Se, como vc diz, “tudo que carecemos reside no futuro”, então, como ainda não chegamos lá, estamos “sofrendo” devido a não termos "tudo de que carecemos", concorda?! Sendo assim, meu jovem, vc consegue nos dizer, conforme a doutrina, qual é a causa moral ou espiritual desse sofrimento?

      Kaza respondeu: Como sempre estamos buscando algo, isso significa que o que buscamos não faz parte do nosso presente. E se não é do presente só pode pertencer ao futuro...

      Conf: sem dúvida, até aí tudo bem. Mas, se sofremos porq ainda não temos tudo aquilo de que carecemos (pois que só no futuro teremos), porq é que a doutrina afirma que “todos os sofrimentos são justos e só merecem sofrer aqueles que, propositadamente, desrespeitam e transgridem as leis de Deus”?

      Mesmo que, como vc disse, “é este olhar no futuro que alavanca a nossa marcha progressista”, onde está aí a transgressão às leis de Deus? Se, como afirma a doutrina, todos os sofrimentos se justificam devido a transgredirmos, conscientemente, Suas leis, evidentemente sofrer sem haver transgredido Suas leis, nada mais será do que Injustiça da parte de Deus, coisa que é inadmissível para todas as doutrinas deístas ou teístas, concorda?

      E, sendo assim, a pergunta "qual é a causa moral ou espiritual desse sofrimento?" permanece sem resposta!

      Um abraço.
..................................
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Dothy em 03 de Julho de 2015, 23:18
Boa noite amigos do estudo mensal.. Boa noite Kazaoka
um tema maravilhoso para estudarmos... uma necessidade urgente em alcançarmos o reino de deus.

Meu Reino não é deste Mundo

Para alcançar o Reino de Deus, não basta só trabalhar acreditando na vida futura. É preciso caminhar em direção a ela, exercendo a caridade, desenvolvendo sentimentos nobres como o perdão, a igualdade, eliminando os preconceitos, sejam eles de caráter sociais ou raciais, pois o amor é universal.
Se Jesus não acreditasse na vida futura, jamais se entregaria à sua missão dolorosa, dolorosa aos nossos pobres olhos humanos, porque aos olhos de Deus, sua missão foi nobre e registrada na eternidade, o que Deus queria e sempre quer para os seus filhos.
A crença na vida futura não só nos conforta na dor e nos problemas, mas ela permite que façamos a expansão da luz celestial, permite que doemos o amor verdadeiro que vem de Deus aos nossos irmãos. Doar o amor verdadeiro é doá-lo incondicionalmente, e esse gesto é um gesto não somente caridoso, mas um gesto de fé e da aceitação da presença do nosso irmão Jesus

  fonte: Internet
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Antonio Renato em 04 de Julho de 2015, 01:15
Meu irmão Kazaoka,parabéns pela condução do estudo do mês de julho,sendo o tema o capítulo
II do E.S.O.E --"Meu reino não é deste mundo",assim disse Jesus em resposta a Pilatos  seu
julgador,essas palavras completava a resposta que já havia dado antes quando foi perguntado
por este:És o Rei dos Judeus?O que Jesus negou com a resposta acima.Mas diante desta
resposta Pilatos colocou a seguinte posição,então és Rei!Tu o dizes,afirmou Jesus.
Tudo isto meus irmãos porque Pilatos não via um diante de si um criminoso para julgar,mas ao
mesmo tempo sentia um certo temor pela liderança e força moral que Jesus tinha,e Por isso ele
insistia,se fosse admitido ele teria um crime para aquela época para ser julgado.Tendo também
diante de si um povo que clamava por justiça,mesmo sem saber o certo o que era justo para
eles.Sem querer ir contra esse povo,transferiu a responsabilidade que era sua de condenar
 ou absolver para este mesmo povo,e em um ato de covardia se saiu dizendo:Lavo às minhas
mãos.
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: M.Altino em 04 de Julho de 2015, 10:19
Amigos e companheiros deste cantinho onde o Estudo é muito importante para todos nós e quero dar as boas vindas a amiga Dotthy e ao amigo Renato e vamos então com um bom dia sincero continuar com esta partilha para que nos enriqueça muito este nosso abnegado trabalho e tendo como ponto de vista tudo o que dissemos e temos de entender que  esse Reino que Jesus nos fala ainda para cada um de nós é considerado inacessível pois ainda não atingimos o seu verdadeiro patamar............e vos digo mais só é possível com o sofrimento e através do Amor...........A ideia clara e precisa que se faz da vida futura dá uma fé inabalável no porvir, e essa fé tem consequências enormes sobre a moralização dos homens, porque muda completamente o ponto de vista pelo qual eles encaram a vida terrena.
Para aquele que se coloca, pelo pensamento, na vida espiritual, que é infinita, a vida corporal não é mais do que rápida passagem, uma breve permanência num país ingrato.
As vicissitudes e as tribulações da vida são apenas incidentes que ele enfrenta com paciência, porque sabe que são de curta duração e devem ser seguidos de uma situação mais feliz.
A morte nada tem de pavoroso, não é mais a porta do nada, mas a da libertação, que abre para o exilado a morada da felicidade e da paz.
Sabendo que se encontra numa condição temporária e não definitiva, ele encara as dificuldades da vida com mais indiferença, do que resulta uma calma de espírito que lhe abranda as amarguras.
Pela simples dúvida sobre a vida futura, o homem concentra todos os seus pensamentos na vida terrena.
Incerto do futuro, dedica-se inteiramente ao presente.
Não entrevendo bens mais preciosos que os da terra, ele se porta como a criança que nada vê além dos seus brinquedos e tudo faz para os obter.
A perda do menor dos seus bens causa-lhe pungente mágoa.
Um desengano, uma esperança perdida, uma ambição insatisfeita, uma injustiça de que for vítima, o orgulho ou a vaidade feridas, são tantos outros tormentos, que fazem da vida uma angústia perpétua, pois que se entrega voluntariamente a uma verdadeira tortura de todos os instantes.
Sob o ponto de vista da vida terrena, em cujo centro se coloca, tudo se agiganta ao seu redor.
O mal que o atinge, como o bem que toca aos outros, tudo adquire aos seus olhos enorme importância.
É como o homem que, dentro de uma cidade, vê tudo grande em seu redor: os cidadãos eminentes como os monumentos; mas que, subindo a uma montanha, tudo lhe parece pequeno.
Assim acontece com aquele que encara a vida terrena do ponto de vista da vida futura: a humanidade, como as estrelas no céu, se perde na imensidade; ele então se apercebe de que grandes e pequenos se confundem como as formigas num monte de terra; que operários e poderosos são da mesma estatura; e ele lamenta essas criaturas  que tanto se esfalfam para conquistar uma posição que os eleva tão pouco e por tão pouco tempo.
É assim que a importância atribuída aos bens terrenos está sempre na razão inversa da fé que se tem na vida futura.
 Se todos pensarem assim, diz se, ninguém mais se ocupando das coisas da Terra, tudo se transforma em perigo.
Mas não, porque o homem procura instintivamente o seu bem-estar, e mesmo tendo a certeza de que ficará por pouco tempo em algum lugar, ainda quererá estar o melhor ou o menos mal possível.
Não há uma só pessoa que, sentindo um espinho sob a mão, não a retire para não ser picada.
Ora, a procura do bem-estar força o homem a melhorar todas as coisas, impulsionado como ele é pelo instinto do progresso e da conservação, que decorre das próprias leis da natureza.
Ele trabalha, portanto, por necessidade, por gosto e por dever, e com isso cumpre os desígnios da Providência, que o colocou na Terra para esse fim.
Só aquele que considera o futuro pode dar ao presente uma importância relativa, consolando-se facilmente dos  seus revezes, ao pensar no destino que o aguarda.
Deus não condena, portanto, os gozos terrenos, mas o abuso desses gozos, em prejuízo dos interesses da alma.
É contra esse abuso que se previnem os que compreendem estas palavras de Jesus:
O meu reino não é deste mundo...............
Então aquele que se identifica com a vida futura é semelhante a um homem rico, que perde uma pequena soma sem se perturbar; e aquele que concentra os seus pensamentos na vida terrestre é como o pobre que, ao perder tudo o que possui, cai em desespero.
O Espiritismo dá amplitude ao pensamento e abre-lhe novos horizontes.
Em vez dessa visão estreita e mesquinha, que o concentra na vida presente, fazendo do instante que passa sobre a Terra o único e frágil esteio do futuro eterno, ele nos mostra que esta vida é um simples elo do conjunto harmonioso e grandioso da obra do Criador, e revela a solidariedade que liga todas as existências de um mesmo ser, todos os seres de um mesmo mundo e os seres de todos os mundos.
Oferece, assim, uma base e uma razão de ser à fraternidade universal, enquanto a doutrina da criação do Espírito, no momento do nascimento de cada corpo, faz que todos os seres sejam estranhos uns aos outros.
Essa solidariedade das partes de um mesmo todo explica o que é inexplicável, quando apenas consideramos uma parte.
Essa visão de conjuntos, os homens do tempo de Cristo não podiam compreender, e por isso o seu conhecimento foi reservado para mais tarde.
Amigos me desculpem se fui maçador .......... mas estava muito absorvido no tema que me esqueci..........
Com um abraço de muita paz a todos
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Manuel Altino
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Kazaoka em 04 de Julho de 2015, 22:14
"...mas, o meu reino ainda não é aqui."

Quando Jesus diz que "ainda" o seu reino não é aqui, subentende-se que  virá a ser. E o que falta para que o reino de Jesus se estabeleça, é a compreensão de seus ensinamentos e sua vivência pela maioria.
É aí que começamos a pecar naquilo que estabelece as Leis. Subestimando nossa capacidade de realização e de mudanças no exercício dos recursos morais que trazemos latentes e que podem ser despertados. Somos tendenciosos a tomarmos postura de acomodamento esperando que o mundo se transforme para depois nos adaptarmos a ele. Como se não tomássemos parte nesse processo de mudança e que esta responsabilidade de transformação do mundo não nos diz respeito. E, pior, costumamos por falsa modéstia, nos auto rebaixarmos para justificar a nossa inoperância diante das necessidades de mudanças que os incômodos da vida nos faz ver o que precisa ser mudado.
Muitas vezes criamos a imagem do reino de Jesus como um mundo apartado do nosso e, para o qual, seremos encaminhados à medida que vamos melhorando espiritualmente. Queremos nos salvarmos individualmente virando as costas para o mundo e para a sociedade que estamos inseridos, ficando alheios aos clamores daqueles que caminham conosco na mesma senda. Se Jesus pensasse assim ele não estaria mais no meio de nós!
(http://)
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: M.Altino em 05 de Julho de 2015, 11:13
Amigos e dedicados companheiros deste Estudo onde sentimos muita paz é com sinceridade que a todos saúdo com o Meu Bom Dia sereno e continuando este nosso tema mensal venho agradecer as palavras sinceras do nosso amigo Kazaoka que nos vem dar uma grande verdade ......pois temos de vencer todas as dificuldades da vida para um dia alcançarmos o Reino dos Céus....... mas para isso só conta o que fizermos de bom .........assim o tempo vai ficando curto para cada um de nós ....aproveito para colocar um exemplo vindo do mundo espiritual que nos vai ajudar a compreender que o que aqui dizemos ..não são falsas .é o exemplo de uma rainha de França ............
Uma Realeza Terrena
 Uma Rainha de França
Havre, 1863
Quem poderia, melhor do que eu, compreender a verdade destas palavras de Nosso Senhor: meu reino não é deste mundo?
O orgulho me perdeu sobre a Terra.
 Quem, pois, compreenderia o nada dos reinos do mundo, se eu não compreendesse?
O que foi que eu levei comigo, da minha realeza terrena?
Nada, absolutamente nada.
E como para tornar a lição mais terrível, ela não me acompanhou sequer até o túmulo!
Rainha eu fui entre os homens, e rainha pensei chegar no reino dos céus.
Mas que desilusão!
E que humilhação, quando, em vez de ser ali recebida como soberana, tive de ver acima de mim, mas muito acima, homens que eu considerava pequeninos e os desprezava, por não terem nas veias um sangue nobre!
Oh, só então compreendi a fatuidade dos homens e das grandezas que tão avidamente buscamos sobre a Terra!
Para preparar um lugar nesse reino são necessárias a abnegação, a humildade, a caridade, a benevolência para com todos.
Não se pergunta o que fostes, que posição ocupastes, mas o bem que fizestes, as lágrimas que enxugastes.
Oh, Jesus!
Disseste que teu reino não era deste mundo, porque é necessário sofrer para chegar ao céu, e os degraus do trono não levam até lá.
São os caminhos mais penosos da vida os que conduzem a ele.
Procurai, pois, o caminho através de espinhos  e não por entre as flores!
Os homens correm atrás dos bens terrenos, como se os pudessem guardar para sempre.
Mas aqui não há ilusões, e logo eles se apercebem de que conquistaram apenas sombras, desprezando os únicos bens sólidos e duráveis, os únicos que lhes aproveitariam na morada celeste, e que lhes podiam abrir as portas dessa morada.
Tende piedade dos que não ganharam o reino dos céus.
Ajudai-os com as vossas preces, porque a prece aproxima o homem do Altíssimo, é o traço de união entre o céu e a terra.
Não o esqueçais!..........
Antão amigos depois deste relato que tivemos o que podemos pensar ............ tentarmos nesta vida sermos coerentes com tudo e tentar sempre fazer o nosso melhor na vida ..............pois a semeadura é livre ....... mas a colheita é obrigatória ....... .Amigos então depois de tudo vos envio este video para nos momentos menos bons da vida mantermos a calma sempre...........
http://www.youtube.com/watch?v=8zYemmF9vv0
Amigos é com muito carinho que neste momento sinto por todos vós e vamos ter cuidado pois um dia quando partirmos vamos apenas levar as coisas boas da vida e essas coisas são os valores morais ........ nada mais conta
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Manuel Altino
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Kazaoka em 05 de Julho de 2015, 12:03
Bom dia e bom Domingo a todos!!! Que abençoemos todas as dádivas de Deus para conosco, fazendo delas instrumentos para redenção de Almas.

A nossa felicidade, segundo o mestre, está na fé em um reino de perfeição que nos aguarda em algum ponto da vida futura. Esta foi a orientação que recebemos e é através da crença nessa afirmação que fixamos o nosso foco nesse futuro e, às vezes, esquecemos do trabalho necessário no presente.
De acordo com o ponto de vista que analisamos a questão, a vida futura parece ser algo distante e que, por isso mesmo, os esforços que empreendermos agora visando ela, serão pouco representativos se os comparar com as eventualidades e fatos inesperados que habitualmente encontramos pelo caminho. Como diz no vídeo que o nosso companheiro Altino (obrigado pela participação enriquecedora!) postou; são as enfermidades, as uniões desfeitas, os fracassos profissionais, decepções, etc..
A vida segue sempre o seu curso e é ela que vai passando por nós com todos os seus eventos. A nossa caminhada em busca das realizações que nos trará a felicidade que, também, não é deste mundo mas que porém é a verdadeira, é uma caminhada para o nosso eu interior, é a caminhada de introspecção e de defrontamento com os verdadeiros problemas que obstaculam nossas realizações, são nossas imperfeições morais, com as quais sutilmente coadunamos devido satisfazerem algumas más inclinações que ainda trazemos conosco.
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Dothy em 05 de Julho de 2015, 18:58
Boa tarde... muita paz a todos

"MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO" - Análise dos Evangelhos


Por que não queres, ó Pilatos, compreender a linguagem do Nazareno?

        Por que não vais à procura do seu reino?

        O seu reino não é deste mundo - mas é de um outro mundo...

        Não é do mundo, mas está no mundo - neste mundo em que vives....

        Não é como este mundo pueril de Tibério Cesar, que tu representas em terras da Judéia.

        Não é como os reinos humanos, defendidos com armas de aço, levantados sobre montanhas de cadáveres humanos, cimentados com o sangue dos homens e com as lágrimas de viúvas e orfãos.

        Não. O seu reino é o reino da verdade e da vida, o reino da justiça e da paz, o reino do amor e da alegria, o reino da graça e da glória.

        O seu reino é sustentado pelas colunas  eternas da razão e da fé.

        O teu reino, Pilatos, será varrido da face da terra, porque é deste mundo,  - o reino de Jesus não terá fim, porque não é deste mundo.

        Só resiste ao fluxo e refluxo das coisas terrenas o que não assenta alicerces na matéria.

        O que tem ponto de apoio fora do mundo sobrevive a todas as vicissitudes do tempo.

        Se não compreendes tão alta sabedoria, Pilatos, por que não te sentas aos pés daquele bandido  que crucificaste com o Nazareno? por que não escutas o que ele te diz, lá do alto da sua cátedra?

        "Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino..."

        Ouviste, excelentísimo governador da Judéia? ouviste, ó descrente profano, o que te diz aquele celerado?

        Ele crê no misterioso reino de seu colega de suplício. Crê num reino divino após-morte - num reino que não é deste mundo.

        Que és tu, erudito analfabeto, em face desse sábio?

        Êle crê, porque sofre - tu não crês- porque gozas.

        O sofrimento confere ao espírito humano estranha clarividência, sobrenatural sensibilidade.

        Como os raios ultra-violeta tornam visível o que é invisível à retina comum, assim desvenda a dor um mundo de belezas desconhecidas.

        O gôzo macula e embrutece - a dor purifica e espiritualiza ...

        "Que coisa é a verdade?" - dizes tu, encolhendo os ombros com céptico desdém.

        A verdade? pergunta ao bandido moribundo, êle te dirá o que é a verdade.

        A verdade é que há um reino que os profanos ignoram.

        A verdade é que, para entrar nesse reino, deve o homem "renascer".

        "O que nasce da carne é carne - o que nasce do espírito é espírito".

        Tu, Pilatos, só nasceste da carne - quando nescerás do espírito, como esse ladrão penitente, para compreenderes a verdade do reino que não é deste mundo?



Leia mais: http://www.dinamicaespirita.com/espiritismo-explica/%22meu-reino-n%c3%a3o-e-deste-mundo%22-analise-dos-evangelhos/
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: lconforjr em 05 de Julho de 2015, 19:52

Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015

      Ref resp #12 em: 03 de Julho de 2015, 23:18, de Dothy

      Dothy disse:... uma necessidade urgente em alcançarmos o reino de Deus.

      Conf: se temos essa necessidade urgente, pq é que nós mesmos trabalhamos para não alcança-lo, pois fazemos esses absurdos que o mundo nos mostra? O que é que nos impede de fazer o que é correto? O que é que nos impede de atender as leis de Deus? De evitar fazer o que é incorreto?

      Dothy: Para alcançar o Reino de Deus é preciso exercer a caridade, desenvolver sentimentos nobres como o perdão, a igualdade, eliminando os preconceitos, sejam eles de caráter sociais ou raciais, pois o amor é universal.

      Conf: mas onde está esse ensinamento que nos ensine como mudar nosso íntimo e nos faça exercer a caridade? E como fazer para desenvolver sentimentos nobres, como o da igualdade, de amor, de justiça, e eliminar os preconceitos se não temos comando sobre nossos sentimentos?

      Dot: Doar o amor verdadeiro é doá-lo incondicionalmente, e esse gesto é um gesto não somente caridoso, mas um gesto de fé e da aceitação da presença do nosso irmão Jesus.

      Conf: mas, sendo assim, o que devem fazer aqueles que não têm fé, nem creem em Deus e em Jesus, pois ter fé e crer em Deus ou em Jesus, em qualquer coisa que seja, não depende de nossa vontade?
..........
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Kazaoka em 06 de Julho de 2015, 16:11
Bom dia a todos companheiros deste estudo.

Bom dia Coronel (Iconforjr). Embora seu comentário tenha sido sobre uma postagem de nossa colaborador Dothy, peço a ela e a você a permissão para dar nosso parecer a respeito do que você colocou.

O grande problema que enfrentamos para viver plenamente as virtudes e se sentir no reino de Jesus é a real compreensão do que seja ter essas virtudes e como vivenciá-las. Um exemplo bem marcante sobre isso é o fato de, por exemplo, misturarmos;
-amor próprio com egoismo,
-caridade com assistencialismo,
-perdão de faltas com esquecimento dos fatos que geraram essas faltas e assim por diante.

Então Coronel, a questão ainda não é o como fazer e, sim, procurar analisar o verdadeiro sentido dos ensinamentos de Jesus sobre desenvolvermos em nós este ambiente virtuoso que nos apresentou e nos encorajando, também, no sentido de crer que é possível de ser alcançado por qualquer um de nós.
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: lconforjr em 06 de Julho de 2015, 19:40
Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015

      Ref resp #15 de em: 04 07 15, 22:14, de Kazaoka

      Kazaoka citou: "... mas, o meu reino ainda não é aqui.".

      Kaza disse: Quando Jesus diz que "ainda" o seu reino não é aqui, subentende-se que virá a ser. E o que falta para que o reino de Jesus se estabeleça, é a compreensão de seus ensinamentos e sua vivência pela maioria.

      Conf: Primeiro: se nos falta que o reino de Jesus se estabeleça aqui na Terra, se o reino de Jesus está, portanto, ainda ausente da Terra e, consequentemente, de nossos corações e de nossa compreensão, isso, sem dúvida, resulta em sofrimentos para nós, concorda?

      Mas, se é assim, se o reino ainda não esta aqui devido à nossa falta de compreensão e da falta de ser vivenciado pela maioria, porq temos de sofrer?!

      Todos os sofrimentos, vc sabe, ensina a DE, só se justificam pelo fato de, propositadamente, conscientemente, termos transgredido a lei de Deus, estou certo?

      Portanto, onde está aí a transgressão à lei divina, se ter ou não ter a compreensão de seus ensinamentos não é uma transgressão, pois não depende de nossa vontade? E se, o vivenciá-los ou não vivenciá-los, também não é uma transgressão pois isso depende de nossa compreensão[/b], compreensão que, como vimos, não depende de nós tê-la ou não? 

      Um abraço, Kaza.
................
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: lconforjr em 06 de Julho de 2015, 21:11
Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015

      Ref resp #15 em: 04 de Julho de 2015, 22:14 de Kazaoka
(complementação da resp à msg 15, já postada anteriormente).

      Conf: novamente tentando entender a doutrina, como os amigos deste estudo mostram que estão entendo, aborreço vcs com mais algumas perguntas.
....

      Kazaka comentou: Quando Jesus diz que "ainda" o seu reino não é aqui, subentende-se que virá a ser. E o que falta para que o reino de Jesus se estabeleça, é a compreensão de seus ensinamentos e sua vivência pela maioria.

      É aí que começamos a pecar naquilo que estabelecem as Leis.

      Conf: meu querido amigo, e porq começamos a pecar, se não há pecado em não compreender os ensinamentos e as leis de Deus? Não compreender alguma coisa, é transgredir as leis de Deus?!

      Kaza:... Subestimando nossa capacidade de realização e de mudanças no exercício dos recursos morais que trazemos latentes e que podem ser despertados.

      Conf: novamente pergunto: é transgressão às leis de Deus subestimar nossa capacidade de realização e desconhecer que temos recursos latentes e que podem ser despertados?!

      Kaza: Somos tendenciosos a tomarmos postura de acomodamento esperando que o mundo se transforme para depois nos adaptarmos a ele.

      Conf: e, meu jovem, vc sabe nos dizer qual é causa de sermos assim tendenciosos? Nós mesmos nos inoculamos com o vírus desse defeito moral, ou é o aprendizado oferecido pela escola do bem e do mal, que é a vida, que nos ensina a ser tendenciosos? Escolhemos ser tendenciosos e nos fizemos, propositadamente, ser tendenciosos? O que vc nos diz?

      Kaza: Como se não tomássemos parte nesse processo de mudança e que esta responsabilidade de transformação do mundo não nos diz respeito. E, pior, costumamos por falsa modéstia, nos auto rebaixarmos para justificar a nossa inoperância diante das necessidades de mudanças que os incômodos da vida nos faz ver o que precisa ser mudado.

      Conf: mas qual é a causa de sermos assim, meu amigo? Porq é que achamos que a responsabilidade de transformar o mundo não nos diz respeito? E de nos acostumarmos com uma falsa modéstia,
nos auto-rebaixando para justificar nossa inoperância perante às necessidades da vida?

      Kaza: Muitas vezes criamos a imagem do reino de Jesus como um mundo apartado do nosso e, para o qual, seremos encaminhados à medida que vamos melhorando espiritualmente. Queremos nos salvar individualmente virando as costas para o mundo e para a sociedade que estamos inseridos, ficando alheios aos clamores daqueles que caminham conosco na mesma senda. Se Jesus pensasse assim ele não estaria mais no meio de nós!

      Conf: meu distinto jovem, a questão aqui é aquela mesma que já colocamos acima: pq somos assim? E se nem todos são assim, porq uns são e outros não? Aqueles que são assim, teriam avaliado as consequências, que podem ser terríveis, da lei de causa e efeito,
e mesmo sabendo que podem nos trazer, como diz a doutrina,  sofrimentos torturantes, e multiplicar nossas encarnações estendendo-a por milhões de anos, escolheram desafiar o Todo Poderoso e Suas leis?!!
................
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: lconforjr em 06 de Julho de 2015, 23:28
Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015

      Ref resp #17 em: 060715, às 12:03, de Kazaoca

      Conf: amigos do fórum e amigo moderador Kaza; às vezes fico pensando se não estou sendo inconveniente aqui no fórum pois, geralmente, só faço perguntas! Mas o que acontece é que desejo entender a DE do mesmo modo como os amigos estão entendo. O que acha nosso amigo moderador, estou sendo inconveniente?

      Pelo que eu disse acima, vou fazer outras perguntas relativas ao que o Kaza postou.
....
      Kaza disse: Que abençoemos todas as dádivas de Deus para conosco, fazendo delas instrumentos para redenção de Almas.

      Conf: dádivas de Deus são coisas que Deus nos dá, certo? Sendo assim, como é que podemos abençoar os sofrimentos que nos vêm dos canceres nossos e de nossos filhos? Como vamos abençoar a dádiva de assistir nossa filhinha, nossa alegria de viver, ser violentada e cruelmente assassinada? Nossos pequenos terem os pés amputados à machadas; o fato de sermos, ou termos filhos nascidos sem membros, cegos, dementes, ou aleijados, deformados fisicamente, mentalmente, moralmente? Ou se tornarem assim nos desastres da vida?

      Como abençoar pelo que somos e nossos queridos são: os filhos, a esposa ou o esposo, a mãe estarem cometendo crimes hediondos, se escravizando às drogas, ou induzindo inocentes a a elas se escravizarem; ou sequestrando crianças e as matando para lucrar com a venda de seus órgãos? (não precisamos colocar nenhuma outra desgraça nesta nossa lista, certo?).

      Kaza: A nossa felicidade, segundo o mestre, está na fé em um reino de perfeição que nos aguarda em algum ponto da vida futura.

      Conf: e, meu querido jovem, se, como vc está dizendo, aqueles que não têm fé, não têm a felicidade, qual é a causa de serem infelizes? Ter ou não ter fé, não depende de nossa vontade, mas da compreensão que tivermos sobre as coisas da vida, concorda?

      E qual é a causa de fixarmos nosso foco no futuro e de nos esquecemos do trabalho necessário no presente? Sem dúvida, o fato de esquecermos qualquer coisa, por mais importante que seja, ou de somente fixarmos o futuro, também não depende de nossa vontade, mas de deficiências nossas (qto à memória) e do aprendizado que adquirimos na escola da vida, concorda?

        Vc diz que adquirimos, propositadamente, imperfeições morais e que elas são causas dos obstáculos a nossas realizações que nos trarão felicidade; e com as quais sutilmente pactuamos devido a satisfazerem algumas más inclinações que ainda trazemos conosco.

      Meu distinto amigo, e qual é a causa de termos adquirido más inclinações e de ainda coadunarmos com elas? Se são elas que obstruem nossa felicidade, porq as adquirimos, porq ainda continuamos com elas? Não conseguimos eliminá-las? Não queremos elimina-las e ser felizes? Não conseguimos evitar de adquiri-las? Fomos por nós mesmos forçados a adquiri-las? Alguma coisa nos forçou a adquiri-las? Qual será a resposta dos amigos?
................
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Kazaoka em 07 de Julho de 2015, 02:07
Coronel,
As coisas más são más e não tem como desqualificá-las. Os quadros de horror que você ilustra sua postagem são quadros assustadores e comoventes. Terror e comoção são características próprias dessas situações. E a forma como lidamos com tudo isso, essas coisas fazendo parte ou não de nossas vidas, é que terão peso para as mudanças morais em nós. Mudanças que podem ser temporais, se forem negativas, ou eternas se forem positivas. Pois o Espírito não retrograda no progresso adquirido.
Nos comovermos com tais fatos é o normal e o esperado. A revolta e o inconformismo são os males maiores que essas desgraças podem nos trazer e contra as quais devemos buscar a prevenção.
Essa prevenção é adquirida com a crença na vida passada justificando o que parece injustificável e a fé na vida futura nos dando força e paciência para suportarmos as tempestades existenciais.
 
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Kazaoka em 07 de Julho de 2015, 02:24


      Conf: amigos do fórum e amigo moderador Kaza; às vezes fico pensando se não estou sendo inconveniente aqui no fórum pois, geralmente, só faço perguntas! Mas o que acontece é que desejo entender a DE do mesmo modo como os amigos estão entendo. O que acha nosso amigo moderador, estou sendo inconveniente?



Não são suas perguntas que nos incomodam, mas as respostas que procuramos dar e que não satisfazem você. Perdoe nossas limitações.
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: M.Altino em 07 de Julho de 2015, 10:56
Amigos e dedicados companheiros deste Estudo onde debatemos as palavras de Jesus .. O Meu Reino não é deste mundo ......... palavras sábias e de uma grande carga emocional que ainda hoje nós aqui encarnados não a compreendemos.........
Para todos com muito carinho o meu bom dia de muita paz...........
Amigos o que Jesus disse a Pilatos foi de uma grande lucidez e grande verdade pois ainda ninguém tinha entendido que Jesus era diferente de todos pois a Sua bondade e Amor eram muito importantes para todos os homens..o que tornava diferente para a sua época e ainda hoje para muitos se torna complicado quando falamos de jesus .......O que quis Jesus expressar quando respondeu a Pilatos que seu reino não era deste mundo?
Que ele teria seu reino fora dos limites do mundo físico, onde então se encontrava; que seu reino seria espiritual, além dos interesses e das contingências do mundo material.
Jesus, veladamente, nos ensina que somos espíritos imortais, criados para a ventura que só o seu reino nos possibilita. A vida física é apenas um momento de aprendizado e aperfeiçoamento, na eternidade).
 Embora fosse emissário da verdade, Jesus valeu-se da violência para divulgar sua doutrina?
 Jesus deixou bem claro que a verdade que ele anunciava não poderia ser imposta peça força, nem seus discípulos o defenderiam através do combate.
Sendo um reino espiritual, suas arenas são a prática do bem, a mansidão, a caridade.
“Se o meu reino fosse deste mundo, minha gente houvera combatido para impedir que eu caísse nas mãos dos judeus”.
Por que Jesus disse: “meu reino ainda não é daqui?” (João, 18: 36-37).
Porque dia chegará em que a paz e a fraternidade reinarão entre os homens da Terra; nesse momento, o reino de Cristo estará instalado no planeta.
Quando os valores espirituais se elevarem acima dos interesses puramente materiais, o homem conhecerá, ainda na Terra, o reino anunciado pelo Cristo.
Com que finalidade Jesus veio a este mundo?
Para dar, conforme Ele mesmo diz, testemunho da verdade, ou seja, para orientar a humanidade sobre as leis de Deus, possibilitando-lhe o esclarecimento necessário ao progresso espiritual.
Jesus veio à Terra para instruir a humanidade sobre a lei do amor, que resume por inteiro a lei de Deus, e sobre o destino eterno do homem, conquistado a cada dia pela prática do bem.
Que significa: “Aquele que pertence à verdade, escuta a minha voz”?
Que a mensagem que Ele veio anunciar seria ouvida pelos corações simples e humildes, desprovidos de orgulho e vaidade, pois estes sentimentos afastam o homem da verde e o distanciam de Deus.
A verdade do homem é sua condição de espírito; e o verdadeiro sentimento da vida material é auxiliá-lo a progredir, pelo esclarecimento e a prática da caridade..............
Então amigos podemos entender que é na Caridade e no Amor que podemos um dia chegar a esse Reino.....embora agora ainda nesta vida que temos e neste patamar de evolução se torna muitas vezes complicado compreender .......pois a maldade  e  a falta de conhecimento nos leva a situações erradas ......... Vejamos este video que é uma janela aberta  para a esperança e como devemos sempre confiar e entender estas verdades...........
http://www.youtube.com/watch?v=4e4EXxPSVZc
Com um abraço de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Vitor Santos em 07 de Julho de 2015, 17:53
Olá amigo Kazaoka

Parabéns pelo trabalho de preparação do estudo de Julho de 2015.

É evidente que o reino de Jesus não é deste mundo. Se fosse Jesus que o governasse, no papel de rei, ele seria muito melhor do que é, como é óbvio.

Se este mundo fosse justo, e as injustiças, as crueldades, enfim os males aqui praticados fossem permitidos por Deus, em nome de um bem maior que compensa largamente o sofrimento desses males, Jesus de Nazaré poderia dizer que o reino dele não é deste mundo, mas diria que era o reino (que era governado) por Deus, O tal que escreve direito por linhas tortas... 

O "ainda" pode ser interpretado de várias formas.

- Pode significar que, um dia, a Terra será governada por ele mesmo, ou seja promete a sua volta,

- Pode significar que, um dia, a Terra será governada segundo os ensinamentos dele, ainda que ele não volte.

- Pode significar que o mundo a que ele pertence é muito mais avançado do que a Terra e ele estaria aqui em missão humanitária, para resgatar aqueles que não são capazes de abandonar este mundo, voltando sempre a reencarnar nele.

- Pode significar que o governo dele se refere às coisas do espírito e não às coisas mundanas.

Deixa-nos então a pensar: há mesmo influência da espiritualidade superior (não falo dos encarnados que vêm em missão, como Jesus, mas dos desencarnados e/ou de Deus) no governo do mundo? Ou essa influência será apenas dos espíritos ainda atrasados, em grande maioria?
 
No contexto em que a resposta foi dada, ele estava a responder à questão que lhe fizeram: "és o rei dos judeus"? Afirmou claramente que não, afirmou também que há outros mundos. E esta, embora pouco rica, parece-me a interpretação mais segura.

Boa continuação dos estudos para todos, sob a supervisão e a temática proposta pelo amigo Kazaoka.   

Bem haja
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: lconforjr em 07 de Julho de 2015, 19:53
Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015

      Red resp #16 em: 060715, às 11:13 de MAltino

      Aos amigos estudiosos deste Fórum.

      (Nota: sempre que coloco "porq, pq" estou querendo dizer "qual é a causa de". É só para abreviar).

      Conf: amigos, eu lhes peço que, sempre que puderem, leiam minhas perguntas e, por favor, se souberem as respostas, me ajudem colocando-as aqui; minha intenção é entender a doutrina do mesmo modo que os amigos Altino, Norizonte, Kazaoka, Moisés e outros estão entendendo.

      Acho muito estranho que, por mais perguntas que faça, nunca obtenho respostas que sejam, para mim, conclusivas; em geral, todas elas são ainda questionáveis e, sendo assim, meu desejo de entender nunca é realizado.

      Assim, neste texto do Altino, já observo uma resposta, ou explicação, para mim incompleta, pois não resolve minhas dúvidas. Mesmo que sejam conceitos da DE, quando procuro os conceitos da doutrina em que estão baseados, não encontro explicações que sejam inquestionáveis.

      Por ex: neste texto do Altino está a afirmação de que “para alcançarmos o Reino dos Céus, só conta o que fizermos de bom”. E procurando na DE porq uns fazem coisas boas e outros ruins, ou porq uns se tornam bons e outros maus, encontro que isso se deve ao mau uso do livre-arbítrio; que uns escolheram ser bons e outros escolheram ser maus.

      Então, procurando entender porq os livres-arbítrios, no principio, em face da justiça divina, sendo todos iguais, se transformam em livres-arbítrios profundamente desiguais. Mas não encontro a explicação em nenhuma parte da doutrina; aliás, não encontro essa explicação em nenhum lugar dentro ou fora da doutrina!

      No texto do Altino há outras coisas para as quais, na doutrina,  não encontro uma explicação; vou citá-las. Se alguém tem conhecimento bastante para me ajudar a entender, peço que me ajude:
      - pq uns se tornam bons e outros maus?
      - pq uns se tornam orgulhosos e outros não?
      - pelas perguntas que a rainha faz nessa msg, em que se mostra ignorante em relação a coisas da vida espiritual, de punições que podem ser impostas pela Lei de Deus devido aos erros que cometemos, porq uns são ignorantes e outros não?
      - E pq uns espíritos são fátuos (vaidosos, presunçosos), hávidos de grandezas, e outros não?
      - Se para termos um lugar no reino é necessário sermos possuidores de abnegação, humildade, caridade, benevolência para com todos, pq uns procuram ser assim e outros não? Pq uns escolhem ser assim, e outros não? Porq uns fazem o bem e outros o mal?
      - Quem disse isso que a rainha disse, e que me parece que muitos acreditam: que “é necessário sofrer para chegar ao céu”? Que são os “caminhos mais penosos” que conduzem ao céu? Em que parte da doutrina, em que obra da codificação está isso?
      - E pq alguns desprezam os únicos bens sólidos e duráveis, os únicos que aproveitariam na morada celeste, e que lhes podem abrir as portas do céu? Ignorância, loucura?

      Texto:... temos de tentar ser coerentes em tudo e sempre fazer o nosso melhor, pois a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória... de tentar sempre manter a calma... pois só os valores morais contam!

      Conf: Se só os valores morais contam, pq tantos são imorais, perversos, pervertidos, desonestos, bandidos? E pq uns uns conseguem manter a calma, e outros não?

      Amigos, me ajudem pois não consigo entender isso que vcs estão entendendo!

      Afinal, por este texto e por milhares de outros ensinamentos, tudo se resume, como diz o amigo Altino, isto é, tudo depende do livre-arbítrio, tenho de perguntar: mas, e de que depende o livre-arbítrio? Livre-arbítrio é nada mais que um efeito que tem uma causa, certo? Então tenho de novamente perguntar: qual é a causa de os livres-arbítrios se tornarem tão desiguais, se todos éramos no principio perfeitamente iguais? O que é, afinal, que destrói essa perfeita igualdade original? Não pode ser o livre-arbítrio pois, se no princípio todos somos perfeitamente iguais, nossos livres-arbítrios forçosamente terão de ser perfeitamente iguais, certo? Enfim, o que é que destrói essa perfeita igualdade original? Pois só existindo algo que destrua a perfeita igualdade inicial é que podemos entender porq nossos livres-arbítrios se tornam gigantescamente desiguais!

      Abraços para todos.
...................
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Kazaoka em 08 de Julho de 2015, 01:07
Boa noite a todos que têm visitado este tópico, ao Altino que tem sido uma presença constante e enriquecedora, ao Renato, Iconfojr, Dothy, Vitor e demais visitantes. Esperamos que encontrem aqui um ambiente verdadeiramente de estudo.

Essa dualidade físico/espiritual faz com que levemos esse conceito para os níveis da dualidade do bem e do mal, onde tudo que é material é mal e tudo que é espiritual é bem. Mas não é assim!
Fala-se muito em valorização dos bens morais, da sobreposição destes aos materiais, e tudo isso acaba por nos condicionar ao pensamento de que para alcançarmos a angelitude temos que desprezar tudo o que vem do material, por que isso é mal, e vangloriarmos o espiritual por estes representam o bem. Daí, para pensar que o reino de Jesus é um mundo apartado do físico é um "pulinho".
Este mundo perfeito que desejamos e que ainda não é aqui, só não é porque este velho mundo ainda não passou pelas transformações necessárias para que ele venha a ser um mundo superior.
A alma da Terra é aquela determinada pela moral predominante dos seres que nela habitam. Então o reino de Jesus pode ser em qualquer lugar, em qualquer mundo, inclusive neste que habitamos e que ainda é uma zona purgatorial. Porque nós que a habitamos trazemos no nosso íntimo o sentimento comum aos Espíritos que têm a necessidade de apoiarem cada um de seus pés nos dois campos dessa dualidade.
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: lconforjr em 08 de Julho de 2015, 03:22
Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015

      Ref resp  #25 em:  070715, às 02:24, de Kazaoka

      Conf disse em 060715 às 23:28: amigos do fórum e amigo moderador Kaza; às vezes fico pensando se não estou sendo inconveniente aqui no fórum pois, geralmente, só faço perguntas! Mas o que acontece é que desejo entender a DE do mesmo modo como os amigos estão entendendo. O que acha nosso amigo moderador Kaza, estou sendo inconveniente?

      Kaza respondeu: Não são suas perguntas que nos incomodam, mas as respostas que procuramos dar e que não satisfazem você. Perdoe nossas limitações.

      Conf: e a vc satisfaze?! Sinto muito, meu distinto jovem, mas qual é a causa de as respostas que me dão não me satisfazerem? Eu mesmo digo qual é: porq mesmo estando alicerçadas na codificação, se baseiam apenas em alguns conceitos, e não no todo da codificação.

      Assim, as respostas não são completas, não são conclusivas, pois sempre são questionáveis, fato que significa que não solucionam as perguntas que tenho feito e, certamente, perguntas que outros fazem.

      Observe o que estou dizendo: qual é a causa de nem todos serem bons? Ou, a causa de vc estar seguindo o caminho do bem, que é o que a doutrina mais aconselha, ao passo que eu estou seguindo o caminho do mal, que é, exatamente, o que a doutrina mais desaconselha?

      Tudo, a vida, a felicidade e a infelicidade, o gozar e o sofrer, nós e o mundo sermos o que somos, o fato de estarmos num planeta atrasado e de expiações, depende de sermos bons ou maus, concorda? Afinal, tudo que o homem constrói ou destrói, tudo pelo que ele luta, que pensa, sente, escolhe, e que faz, gira em torno, isto é, depende desses dois opostos, do bem e do mal.

      Todas as instituições, de que espécie forem, indústrias, fábricas, escolas, filosofias, psicologias, religiões, medicinas, os costumes, as leis, todos serviços e trabalhos prestados pelo homem, giram em torno dessa dupla, uma que é o objetivo de todos, o bem; outra que todos repudiam, o mal para si e para os seus, para tudo que possuem; não é verdade?

      Até mesmo a codificação foi elaborada, e todos os espíritos que nos ajudam, e todos os que nos perturbam ou obsidiam, procuram trazer, para nós, uns o bem, outros o mal, concorda? Como podemos ver, absolutamente tudo gira em torno do bem e do mal. E a doutrina tantas vezes sabiamente repete que devemos ter uma “fé raciocinada”, que devemos raciocinar para entende-la e, entendendo, proceder como ela nos aconselha, para nos aperfeiçoarmos, certo?

      Mas, como podemos entendê-la se ela mesma nos impede de entender os pontos básicos, fundamentais, mais simples, sem o que não vamos conseguir entendê-la? Por isso, sabendo que neste fórum há companheiros estudiosos e determinados a entendê-la, faço as perguntas que faço!

      Entendeu? Como vamos crer que algo seja uma verdade, se não conseguimos mostrar, para nós mesmos, que é mesmo uma verdade? E se crer sem compreender nada mais é que nos  enganar a nós mesmos?

      Abç.
..............
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: M.Altino em 08 de Julho de 2015, 11:23
Amigos e ternos companheiros deste Estudo é com grande carinho que a todos dou o meu bom dia sincero e vou tentar dar uma pequena explicação ao nosso estimado amigo Inconfor.....para tentar tirar algumas dúvidas aqui colocadas.....
Amigo repare tudo o que venho dizendo é o que tenho sentido do valor de fazermos o bem sempre ...... pois só praticarmos as nossas qualidades Morais conseguimos ficar bem e assim construir um mundo melhor onde as coisas negativas perdem o seu valor e prevalecem só as coisas positivas.......mas repare tudo depende de cada um de nós ........... não há regras impostas ....... mas sim os valores morais de cada um de nós ...........assim temos o livre arbítrio para fazermos o que pensamos ..........e logo vamos colher mediante o que fizermos............mas Jesus nos dá uma outra forma de vida que é a vida futura .onde só o Amor e caridade são valores morais importantes .............. e temos ainda de compreender que este planeta chamado Terra é ainda de Provas e Expiações ................... então Jesus nos indica um novo caminho de vida Jesus designa claramente a vida futura, que ele apresenta, em todas as circunstâncias como o termo para onde tende a Humanidade, e como sendo o objeto das principais preocupações do homem sobre a Terra; todas as suas máximas se dirigem a esse grande princípio.
Sem a vida futura, com efeito, a maior parte dos seus preceitos de moral não teria nenhuma razão de seu; por isso, aqueles que não crêem na vida futura, imaginando que ele não fala senão da vida presente, não os compreendem ou acham pueris.
Esse dogma pode, pois, ser considerado como o ponto central do ensinamento do Cristo; por isso está colocado como um dos primeiros nesta obra, porque deve ser o alvo de todos os homens; só ele pode justificar as anomalias da vida terrestre e concordar com a justiça de Deus. O que conseguimos entender com a expressão “vida futura”?
Uma vida que transcende os limites da existência material e continua além da morte do corpo físico.
Esta vida, de natureza espiritual, tem inicio quando estamos na Terra, preparando nosso amanhã, pela prática constante do bem, e continua por toda a eternidade.
É possível compreender clara e totalmente a doutrina do Cristo sem considerar a imortalidade da alma?
 Não.
Embora a doutrina do Cristo seja rica de conteúdo moral,  da harmonia entre os homens, ela só pode ser claramente entendida e interpretada à luz da imortalidade da alma; somente este dogma pode explicar a existência de homens ditosos e infelizes, e mesmo assim assegurar a compreensão da misericórdia e justiça divina.
A vida futura tem de ser o ponto de mira de todos os homens; “só ela explica tidas as anomalias da vida terrena e se mostra de acordo com a justiça de Deus”.
Qual o grande ensinamento que Jesus nos traz nesta passagem?
A certeza da vida futura onde, de acordo com as nossas ações voltadas ao bem, teremos acesso ao reino de paz e amor, por Ele anunciado.
O nosso futuro espiritual começa a cada dia, pela prática das boas obras, do estudo e da prece, orientados pelo Evangelho de Jesus.
O reino de que fala Jesus não é de caráter material, constituído de riqueza e poder: é um reino de paz e fraternidade, a que têm acesso os espíritos que vivem acordes com a lei de Deus, transmitida em seu Evangelho........ assim entendemos que o Reino de que Jesus falava era de muita Caridade e Amor........
Que este video possa ajudar a compreender o que Jesus nos pede para sermos melhores na vida e sempre ajudar em todos os momentos.....
http://www.youtube.com/watch?v=71kkERGm_q4&list=PL766F914945DF1AB3
Amigos com um abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Kazaoka em 08 de Julho de 2015, 17:00

      Kaza respondeu: Não são suas perguntas que nos incomodam, mas as respostas que procuramos dar e que não satisfazem você. Perdoe nossas limitações.

      Conf: e a vc satisfaze?! Sinto muito, meu distinto jovem, mas qual é a causa de as respostas que me dão não me satisfazerem? Eu mesmo digo qual é: porq mesmo estando alicerçadas na codificação, se baseiam apenas em alguns conceitos, e não no todo da codificação.

      Assim, as respostas não são completas, não são conclusivas, pois sempre são questionáveis, fato que significa que não solucionam as perguntas que tenho feito e, certamente, perguntas que outros fazem.

..............

As respostas que damos é com intuito de auxiliar no entendimento que cada um vai formando a respeito da vida. As respostas não são dadas para serem conclusivas como se a ciência da vida do Espírito fosse como uma das ciências exatas da Terra.
Jesus nos deixou um legado de ensinamentos e esclarecimentos e, no entanto, continuamos a estudá-los por que não os compreendemos perfeitamente. Jesus não foi conclusivo. Conclusões são de fórum íntimo e cada um vai encontrando a sua, pelo seu esforço e por aquilo que recebe de ajuda para elucidação dos fatos.
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: M.Altino em 09 de Julho de 2015, 11:44
Amigos e companheiros deste lugar onde o Estudo é muito importante para todos nós meditarmos e debatermos ......assim com muito carinho o meu bom dia de muita paz e meditamos nas palavras de Jesus quando diz ... O Meu Reino não é deste Mundo .... mas vamos pensar então qual era o Mundo que Jesus nos fala ........... será uma utopia aquelas palavras .. penso que não pois será construído de Amor e Caridade .. coisas que todos nós compreendemos .... mas ainda não as podemos viver na sua plenitude pois ainda estamos num planeta de Provas e Expiações e num patamar de evolução com este mundo......Mas um dia lá havemos de chegar e então vamos beneficiar ........mas para começar todos todos nós de saber Perdoar e ter caridade . mas sempre a começar dentro de cada um de nós....
Amigos que este video nos ajude a preparar a nossa mudança interior para temos esse Reino que Jesus fala onde nos espera ..........
http://www.youtube.com/watch?v=10Gjsle0OHA
Amigos vamos sempre confiar e sentir que a vida é sempre um bem que nos é dado e vamos viver começando em cada um de nós essa mudança interior que precisamos para alcançar esse Reino que nos fala Jesus.........O Grande Futuro
Desde os primórdios do Cristianismo, observamos aprendizes que se retiram deliberadamente do mundo, alegando que o Reino do Senhor não pertence à Terra.
Ajoelham-se, por tempo indeterminado, nas casas de adoração, e acreditam efetuar na fuga a realização da santidade.
Muitos cruzam os braços à frente dos serviços de regeneração e, quando interrogados, expressam revolta pelos quadros chocantes que a experiência terrena lhes oferece, reportando-se ao Cristo, diante de Pilatos, quando o Mestre asseverou que o seu reino ainda não se instalara nos círculos da luta humana.
No entanto, é justo ponderar que o Cristo não deserdou o planeta.
A palavra de Jesus  não afiançou a negação absoluta da felicidade celeste para a Terra, mas apenas definiu a paisagem então existente, sem esquecer a esperança no porvir.
O Mestre esclareceu: - “Mas agora o meu reino não é daqui”.
Semelhante afirmativa revela-lhe a confiança.
Jesus, portanto, não pode endossar a falsa atitude dos operários em desalento, tão-só porque a sombra se fez mais densa em torno de problemas transitórios ou porque as feridas humanas se fazem, por vezes, mais dolorosas.
Tais ocorrências, muita vez, obedecem a pura ilusão visual.
A atividade divina jamais cessa e justamente no quadro da luta benéfica é que o discípulo insculpirá a própria vitória.
Não nos cabe, pois, a deserção pela atitude contemplativa e, sim, avançar, confiantemente, para o grande futuro.
Emanuel / Francisco Cândido Xavier – “Pão Nosso”.
Amigos então que depois desta bela mensagem que nos ajuda a vencer as dificuldades inerentes ao nosso patamar de evolução para entendermos este belo Reino que Jesus nos promete.......
Com um sincero abraço de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Kazaoka em 09 de Julho de 2015, 16:50
Boa tarde a todos companheiros!!!

Hoje em dia comentamos muito sobre valores morais, a importância destes valores para uma convivência pacífica e fraterna entre os homens e entre estes e o universo que estamos inseridos. E, como acontece com o nosso companheiro Iconfojr, ficamos a questionar o que significam estes valores e como faremos ou o que nos falta para que esta maravilha chamada fraternidade se estabeleça no mundo em que vivemos ou, então, que sejamos suficientemente bons e evoluídos para que sejamos "resgatados" e conduzidos a um paraíso em um lugar qualquer deste espaço infinito que esteja "à altura do nosso progresso". Mas não é assim que as coisas acontecem!

Desde o momento que fomos Criados a nossa luta é pela sobrevivência enquanto encarnados. E como Espíritos, a luta passa a ser pela adaptação às vicissitudes através do exercício daquilo que trazemos intrínsecos em nosso ser, ou seja, as potencialidades despertadas pelo uso da própria inteligência.

A vida física é um estágio e tudo que nos toca a Alma a ela fica preso e passa a acompanhá-la em todas suas incursões, tanto na vida física quanto na espiritual. Isso faz com que a condição de ser feliz e de gozar da indescritível sensação de ser um súdito do reino de Jesus passa, necessariamente, pela auto valorização e pela disposição de partilhar com o meio que vivemos, incluindo aí todos os seres e toda natureza inanimada, o patrimônio espiritual que vamos alcançando quando passamos a lutar mais pela adaptação da Alma do que pela sobrevivência do corpo.
 
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Felipa em 10 de Julho de 2015, 01:52
Reino celeste
 
Jesus, o suave Rabi da Galileia, um dia, que se perde na poeira do tempo, deixou um Mundo Celeste e veio a este planeta, ainda envolto nas sombras da ignorância, para nos ensinar sobre o Reino de Deus.

O objetivo maior da Sua vinda foi a implantação do Reino de Deus, ou Reino dos Céus, nos corações dos homens.

Mas, afinal de contas, o que significa esse Reino?

Primeiramente, precisamos definir o que é um reino.

E isso é fácil, pois reino nos lembra hierarquia. Um Estado cujo soberano é um rei ou uma rainha. Há um superior e há súditos. Há aquele que orienta e aqueles que seguem as orientações.

No entanto, Jesus afirmou que o Reino de Deus está dentro do homem. Por essa razão, esse Reino consiste numa hierarquia de valores e de fatos que integram a natureza humana.

Resta-nos, agora, saber quais são os valores que orientam esse nosso reino interno, para saber se estamos construindo o tão almejado Reino dos Céus, em nossa intimidade.

Para isso basta que observemos nossas atitudes diárias e os valores que se sobressaem em nossas vidas.

Se o soberano que rege nossas ações ainda é o orgulho, o egoísmo, o ciúme, a ambição desmedida, a tola vaidade, não podemos esperar que esse reinado seja de luz.

Se nossos interesses estão voltados, exclusivamente, para o terra-a-terra, para o conforto físico, para o lazer, para a satisfação dos desejos passageiros da carne, estamos construindo um reino sobre a areia ilusória da existência física.

Mas, se nessa hierarquia de valores as virtudes são soberanas, então o Reino de Deus já se instalou em nossa intimidade.

O próprio Cristo afirmou: Meu Reino não é deste mundo. Com esta afirmativa podemos deduzir que Ele se referia a um reinado diferente. A um Reino Celeste construído portas adentro do próprio coração.

Considerando tudo isso, podemos, desde já, fazer uma análise do nosso império íntimo para saber quem detém o poder.

E, de posse desse balanço sincero, teremos condições de estabelecer a ordem ideal que nos favorecerá na construção desse estado ditoso que tanto desejamos.

Jesus, ao nos incentivar dizendo: Brilhe a vossa luz, assegurou que a ação de acender a luz das virtudes é uma realidade possível a todos.

Mas isto só acontecerá quando as virtudes assumirem a soberania, o poder absoluto sobre as sombras das imperfeições que ainda imperam em nós.

Busquemos estabelecer uma hierarquia de valores reais, capazes de governar com segurança nossa mente, nossas emoções, nosso corpo.

Deixemos que a dignidade, a honradez, a humildade, a justiça e outras virtudes orientem nossos passos, implantando, em definitivo, o Reino dos Céus nas fibras mais sutis da nossa alma imortal.

*   *   *

O Reino de Deus está dentro de nós.

Mas, na maior parte da Humanidade, ainda se encontra em potencial, em estado dormente.

Compete ao homem despertar, desenvolver esse Reino, que o Mestre chama de luz sob o alqueire, tesouro oculto , pérola  preciosa.

E esse trabalho é individual, intransferível, e só depende da livre vontade.

Pense nisso, e faça brilhar a sua própria luz
Redação do Momento Espírita com base no Prelúdio, do livro Sabedoria das parábolas,
de Huberto Rohden, ed.Martin Claret.
Em 19.12.2011.
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Antonio Renato em 10 de Julho de 2015, 17:01
Meus irmãos Altino e Kazaoka,o nosso estudo está sendo muito edificante,isso é muito bom.
Fiquem na paz,continuemos então.
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Kazaoka em 10 de Julho de 2015, 23:22
A nossa grande missão não é alcançarmos determinado grau de evolução espiritual e deixarmos este mundo para habitar outro desejado. A nossa grande missão é nos melhorarmos coletivamente e transformar nossa morada naquilo que desejamos.

E enquanto estivermos cedendo aos arrastamentos de nossas paixões o nosso desejo determinará a realidade que experimentamos atualmente. A Terra é a nossa casa e a humanidade nossa família e, assim como acontece com as famílias, a educação é a base para a harmonia e progresso. E o papel do Cristianismo, bem como de todas religiões, é auxiliar o Espírito eterno nessa Divina tarefa.
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: lconforjr em 11 de Julho de 2015, 04:43
Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015

      Ref resp #24 em: 080715, às 02:07, de Kazaoka

      Kazaoka disse: Coronel, as coisas más são más e não tem como desqualificá-las.

      Conf: e a doutrina afirma que são más porq nós, conscientemente, propositadamente, escolhemos torna-las más, certo?

      E aqui tenho de, forçosamente, fazer uma pergunta: qual é a causa de, propositadamente, as tornamos más, se, no final, esses males se voltarão contra nós mesmos, na figura de sofrimentos torturantes, desesperadores, insuportáveis? Sofrimentos que poderão multiplicar nossas encarnações e se estender por milhões de anos e que, para quem os sofre, podem se assemelhar a penas eternas, como as do catolicismo, protestantismo e outras religiões?

      Ignorância nossa? Loucura? Ou não temos como evitar de escolher torna-las más? Ou propositadamente as tornamos más? Ou não sabemos que a consequência de fazer torna-las más, nos trará aqueles sofrimentos terríveis, desesperadores, insuportáveis que a lei de causa e efeito nos imporá?

      Kaza: Os quadros de horror que você ilustra na sua postagem são quadros assustadores e comoventes. Terror e comoção são características próprias dessas situações. E a forma como lidamos com tudo isso, essas coisas fazendo parte ou não de nossas vidas, é que terão peso para as mudanças morais em nós... Mudanças que podem ser temporais, se forem negativas, ou eternas se forem positivas. Pois o Espírito não retrograda no progresso adquirido.

      Conf: tenho de fazer outra pergunta: se não existe retrocesso no progresso adquirido, como explicar que, de uma condição antes totalmente livre de imperfeições, depois passamos para uma condição recheada de extremas, monstruosas imperfeições? Afinal, isso é avanço, estagnação ou retrocesso? Me ajude a entender!

      Eu não entendo muitas coisas que a doutrina ensina e isso por  várias razões: primeira: porq, para mim, é difícil de acreditar que é esse o Deus em que as religiões nos incitam a acreditar, um Deus que, ao mesmo tempo em que é soberano amor, soberana justiça, infinitamente sábio, ao mesmo tempo, cria, para seus filhos, vindos de uma criação especial Sua, um processo evolutivo baseado em fazer sofrer cruelmente, lhes proporcionando as mais extremas infelicidades, gores e lágrimas! Um Deus Perfeito, que é amor, justiça e sabedoria e que cria espíritos que se tornam o oposto Dele, isto é, sem amor, injustos, extremamente imperfeitos, imorais, desonestos, egoístas, perversos e pervertidos, e destituídos de inteligência (ininteligentes, como a doutrina diz)!!

      E, depois, mesmo tendo certeza absoluta de em que monstros morais nos tornaremos; de como faremos tanta maldade para os nossos semelhantes e para a criação; de que, obrigatoriamente teremos de sofrer muitas vezes desesperadamente, pois é Onisciente, e sofrer sofrimentos tão insuportáveis, que tantos, não os suportando, tentam acabar com a própria vida!

      Kaza: Nos comovermos com tais fatos é o normal e o esperado.  A revolta e o inconformismo são os males maiores que essas desgraças podem nos trazer e contra as quais devemos buscar a prevenção.

      Conf: como vc entende que alguma coisa possa nos fazer sofrer se todos os sofrimentos apenas são justificados pelo fato de conscientes do que estamos fazendo, propositadamente escolhermos transgredir as leis de Deus?

      Kaza: essa prevenção é adquirida com a crença na vida passada justificando o que parece injustificável e a fé na vida futura nos dando força e paciência para suportarmos as tempestades existenciais.

      Conf: e, sem dúvida, a crença em vidas passadas e a fé na vida futura, como o amigo diz, fará com que aqueles que têm essa crença e essa fé, sejam mais felizes do que aqueles tantos que não as possuem, concorda? E, também sem dúvida, ser infelizes por não termos essa crença e nem essa fé, não é responsabilidade nossa, e, portanto não encontramos justificativas para para uns serem felizes por possui-las, e outros serem infelizes por não as possuírem, concorda?

      Como entender isso?
.....................
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: M.Altino em 11 de Julho de 2015, 10:15
Amigos e dedicados companheiros deste Estudo onde como sempre ficamos admirados pelas palavras de Jesus quando disse a Pilatos ............ O Meu Reino não é deste Mundo .... Ainda hoje cada um de nós se questiona qual será esse Reino que não entendemos divido ainda a estamos num patamar de evolução própria do nosso estado de vida... e os homens muitas vezes já se julgam com capacidades altas de entendimento para questionar esse Reino .................então um bom dia a todos e vamos continuar .......... Mas o Reino de que Jesus nos fala é apenas um estado de vida de o Amor e Caridade total .que ainda não entendemos ...Por essas palavras, Jesus claramente se refere à vida futura, que ele apresenta, em todas as circunstâncias, como a meta a que a Humanidade irá ter e como devendo constituir objeto das maiores preocupações do homem na Terra.
Todas as suas máximas se reportam a esse grande principio.
Com efeito, sem a vida futura, nenhuma razão de ser teria a maior parte dos seus preceitos morais, donde vem que os que não crêem na vida futura, imaginando que ele apenas falava na vida presente, não os compreendem, ou os consideram pueris.
Esse dogma pode, portanto, ser tido como o eixo do ensino do Cristo, pelo que foi colocado num dos primeiros lugares à frente desta obra.
E que ele tem de ser o ponto de mira de todos os homens; só ele justifica as anomalias da vida terrena e se mostra de acordo com a justiça de Deus.
Apenas ideias muito imprecisas tinham os judeus acerca da vida futura.
Acreditavam nos anjos, considerando-os seres privilegiados da Criação; não sabiam, porém, que os homens podem um dia tomar-se anjos e partilhar da felicidade destes. Segundo eles, a observância das leis de Deus era recompensada com os bens terrenos, com a supremacia da nação a que pertenciam, com vitórias sobre os seus inimigos.
As calamidades públicas e as derrotas eram o castigo da desobediência àquelas leis.
Moisés não pudera dizer mais do que isso a um povo pastor e ignorante, que precisava ser tocado, antes de tudo, pelas coisas deste mundo.
Mais tarde, Jesus lhe revelou que há outro mundo, onde a justiça de Deus segue o seu curso.
E esse o mundo que ele promete aos que cumprem os mandamentos de Deus e onde os bons acharão sua recompensa.
Aí o seu reino; lá é que ele se encontra na sua glória e para onde voltaria quando deixasse a Terra.
Jesus, porém, conformando seu ensino com o estado dos homens de sua época, não julgou conveniente dar-lhes luz completa, percebendo que eles ficariam deslumbrados, visto que não a compreenderiam.
Limitou-se a, de certo modo, apresentar a vida futura apenas como um principio, como uma lei da Natureza a cuja ação ninguém pode fugir.
Todo cristão, pois, necessariamente crê na vida futura; mas, a ideia que muitos fazem dela é ainda vaga, incompleta e, por isso mesmo, falsa em diversos pontos.
Para grande número de pessoas, não há, a tal respeito, mais do que uma crença, balda de certeza absoluta, donde as dúvidas e mesmo a incredulidade.
Agora meus amigos podemos começar entender que afinal o Reino de Jesus é feito de Amor e Caridade o que para a época se tornava muito complicado devido a sua falta de conhecimento e do patamar onde estagiavam ainda .... que este video possa servir para meditarmos mais um pouco nesta maravilha que está ao nosso alcance pelo mosso livre arbítrio...
http://www.youtube.com/watch?v=M1DN1fkLXJo
Amigos e companheiros com um carinhoso abraço de muita paz
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Antonio Renato em 11 de Julho de 2015, 16:26
Meus irmãos,Jesus deu o seu veredicto,não como um juri ao dá uma sentença,mas como
uma resposta a Pilatos:"Meu reino não é deste mundo",era desta forma uma posição sua
para deixar claro diante de todos,que ele não reclamava a nenhum trono ou coroa,os
símbolos daqueles que eram Reis no plano terrestre.Com muita propriedade ele falou
para todos naquela época, de como era o seu reino e o que todos deveriam fazer para
merecer está presente nele,disse ainda:Sigam os meus passos,eu os guiarei até lá.
No presente,o que estamos fazendo para merecer este reino?Somos humildes o bastante
para admitimos os nossos erros,aceitando também às nossas fraquezas?E os vícios que
ainda estam em nós enraizados,podemos retirá-los de nós?.
A Doutrina Espirita tem nos ensinado a melhor compreender a vida,nos apoiando e nos
orientando no sentido de alcançar-mos o reino de que Jesus tanto falava.É através do
amor aos nossos irmãos,e da caridade que podemos fazer a eles que poderemos na
verdade alcançar esse reino.
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: lconforjr em 11 de Julho de 2015, 21:48
Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015

      Ref resp #18 em: 05 07 15, 18:58, de Dothy

      Conf: meu Deus, quanta coisa existe na doutrina que não consigo entender!! Por isso vou raciocinar um pouco sobre o conteúdo do texto trazido pela Dothy:

      Texto: Por que não queres, ó Pilatos, compreender a linguagem do Nazareno?

      Conf: compreender a linguagem de Jesus, ou qualquer coisa que seja, não depende de querermos compreender! Se queremos vamos compreender, se não queremos não vamos compreender?!! O que compreendemos é porq quisemos compreender?!! Sem dúvida, não é assim!! Compreender depende de "n" fatores e não de "querer" compreender!!

      Texto: Por que não vais à procura do seu reino?

      Conf: essa é uma pergunta que nem a doutrina, aliás, nenhuma doutrina, nem seus seguidores, nem as filosofias, saberão responder. E sendo assim, como podemos querer que Pilatos saiba?! Pois quem é que sabe porq tantos escolhem não procurar esse reino se é nele que estão as bem-aventuranças prometidas por Jesus em seu famoso sermão?!

      Texto: o seu reino não é do mundo, mas está no mundo... é o reino da verdade e da vida, o reino da justiça e da paz, o reino do amor e da alegria, o reino da graça e da glória.

      Conf: também não compreendo isso; de que nos adianta saber que o reino de Jesus está em nosso mundo, que é o reino da
verdade e da vida, da justiça e da paz, do amor e da alegria, da graça e da glória, se essas benesses estão ocultas à nossa percepção, e consequentemente, distantes de nossa compreensão?

      Texto: Ele (o bandido que está crucificado ao lado de Jesus) crê, porque sofre; tu não crês, porque gozas.

      Conf: essa é outra coisa que não consigo entender! A condição que Deus estabeleceu para crer é fazer sofrer?! Deus, com seu soberano amor, nos faz sofrer para que creiamos nos ensinamentos que nos vêm do alto?!! Sofrer canceres, ver nossos filhos terem seus pés amputados a machadas, a filhinha ser estuprada e cruelmente assassinada etc, etc, nos levará a crer ou a descrer?

        Texto: O sofrimento confere ao espírito humano estranha clarividência, sobrenatural sensibilidade... a dor desvenda um mundo de belezas desconhecidas. O gozo macula e embrutece; a dor purifica e espiritualiza...

      Conf: então temos de sofrer para evoluir?!! É essa a lição de Deus para nós: “Vc tem, obrigatoriamente, de evoluir e, para isso, vc, também, tem de, obrigatoriamente, sofrer”?! E sofrer sofrimentos que lhe sejam torturantes, desesperadores e mesmo insuportáveis! Não é isso que a doutrina ensina!
       
      Texto: A verdade é que há um reino que os profanos ignoram e que, para entrar nesse reino, deve o homem "renascer".

      Conf: mas, minha amiga, todos, textos, religiões, religiosos só ensinam “o que fazer” (neste texto, “renascer”), mas absolutamente ninguém ensina o mais importante, o “como fazer” isso que aconselham que devemos fazer: “renascer!!

      E se ninguém ensina, como é que poderemos saber “como fazer para renascer”?  Se não sabemos como fazer para, sendo maus, nos transformar em seres bons, como podemos ser bons? Quem é que sabe como transformar em bondade, as maldades que temos em nosso íntimo? Como colocar amor num coração vazio de amor, como substituir desamor por amor?!

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Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: lconforjr em 12 de Julho de 2015, 01:24
Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015

      Ref resp #20 em: 06 de Julho de 2015, 16:11, de Kazoka

      Conf: olá, Kaza, boa noite para vc e os seus.

      Para mim, meu jovem, vc não tem que pedir nada; sempre que entrar em alguma conversa minha, seja para dar seu parecer ou para o que for, será um prazer para mim. Esteja sempre à vontade para fazer isso.

      E, também vc, como eu e todos, podemos participar das conversas de quem quer que sejam, pois o que é postado no fórum é de domínio público. Quem não quiser que outros interfiram nas msgs que coloca, deve enviar essa msg por msg pessoal!
....
        Kaza disse: O grande problema que enfrentamos para viver plenamente as virtudes e nos sentir no reino de Jesus é a real compreensão do que seja ter essas virtudes e como vivenciá-las... um exemplo bem marcante bem marcante sobre isso é o fato de, por exemplo, misturarmos amor próprio com egoísmo, caridade com assistencialismo, perdão de faltas com esquecimento dos fatos que geraram essas faltas e assim por diante.

      Conf: Kaza, se puder tente me dizer porq isso é, para vc, um grande problema! Esse, que para vc é um grande problema, para mim é apenas um detalhe sem a menor importância. Perceba que todos os problemas que temos se resumem num único problema: na falta de amor! Concorda? Todas as doenças morais se resumem numa única: não termos amor para os demais; e todos os remédios para essas doenças também se resumem num único: ter amor para os demais.

      E, sendo assim, me diga, meu amigo, como alguém terá amor pelos demais se não souber “como fazer” para que em seu coração exista amor pelos demais??

      Por isso é que sempre coloco que de nada adianta que religiões, ou religiosos, ou quem for, nos ensine “o que fazer” se não nos ensinar, também, o “como fazer”. Por ex: sabemos o que devemos fazer: deixar de ser egoísta, amar os semelhantes, perdoar sempre...; mas como vamos deixar de ser egoístas e vamos poder perdoar e amar sempre, se não existe em nenhuma religião ou filosofia o ensinamento que nos mostre “como fazer” isso? Vc sabe “como fazer” para deixar de ser egoísta, “como fazer” para colocar amor em seu coração se ele estiver vazio de amor? Não sabe!

      Kaza: Então Coronel, a questão ainda não é o como fazer e, sim, procurar analisar o verdadeiro sentido dos ensinamentos de Jesus sobre desenvolvermos em nós este ambiente virtuoso que nos apresentou e nos encorajando, também, no sentido de crer que é possível de ser alcançado por qualquer um de nós.

      Conf: pois é isso, meu jovem; pois para que procurar analisar o verdadeiro sentido dos ensinamentos do Mestre? Não há outra resposta para essa pergunta, senão esta: para aprender “como fazer” para sermos o que Jesus ensinou que devemos ser!!

      Por isso a doutrina ensina que devemos ter uma “fé raciocinada” pois somente raciocinando é que podemos (mas nem sempre) entender “como fazer” para seguir os passos de Jesus! De que nos vale que Jesus nos ensine “o que fazer” se não soubermos “como fazer” isso que ele ensina que temos de fazer? Concorda?

      Por ex: se não somos bons, nos ensinam o “que fazer”: seja bom! Mas de que adianta isso se não soubermos “como fazer” para sermos bons? Veja: vc, se for egoísta, vc sabe “como fazer” para não mais ser egoísta?  Vc, tenho certeza, não sabe como fazer para deixar de ser egoísta, pois o único remédio para não sermos egoístas é ter amor pelos demais e ninguém ensina e ninguém aprende a ter amor, nem com conselhos, nem com ensinamentos, nem com exemplos de quem quer que sejam!
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Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Gabri-El em 12 de Julho de 2015, 13:50
Olá irmãos!

O Reino do Cristo, que é o Reino de Deus, só pode ser o Reino da Verdade Eterna, que independe de condições exteriores de vida passada, presente e futura.
Certamente que uma conscientização geral sobre o Reino de Deus [dentro de nós] manifestará uma existência melhor e mais virtuosa para todos os seres vivos deste orbe ou mesmo conferir uma existência em outros orbes mais evolvidos do Espaço. Contudo, o Reino Divino é sempre o mesmo, no Eterno Agora.

Portanto, nestas palavras "Meu Reino não é deste mundo", o Cristo provavelmente não se referiu àquilo que passa com o tempo, ou está em processo de transformação, sendo assim transitório também. Mas sim Àquilo que é imutável, como a Verdade deve ser.

Fraternalmente
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Kazaoka em 12 de Julho de 2015, 14:12
O rigor das penas terrenas para a educação dos Espíritos. Será que isso funciona?

Em conversa num círculo de amigos, entre vários assuntos chegamos aos comentários sobre o quadro caótico que vivemos nos dias de hoje em função do pouco valor moral que faz com que se estabeleça a violência, corrupção, criminalidade e outros que, a cada dia, parecem avolumarem-se numa escala fora de controle em nossa sociedade.

Como era uma conversa entre companheiros todos Espíritas, a certa altura das discussões citou-se a necessidade da Terra de estar recebendo Espíritos melhorados. Ah! Espíritos melhores... Está aí a chave para a solução deste problema. Mas de onde surgirão estes bons Espíritos?

A Terra é povoada por Espíritos que vêm do mundo espiritual. Disso não temos dúvidas.
O mundo espiritual é povoado por Espíritos que desencarnam. Disso, também, não temos dúvidas.

Então, se desejamos um mundo povoado por bons Espíritos (aqueles que podem realmente fazer a diferença para melhor) temos que trabalhar profundamente a educação dos encarnados e procurar melhorá-los agora naquilo que precisa ser melhorado antes destes irem para a fonte que nos abastecerá no amanhã.

Sendo assim, não há sentido em aplicação de penas rigorosíssimas, ou mesmo capitais, para tentarmos solucionar problemas com raízes estruturais. Tais medidas resguardam a sociedade da ação momentânea do Espírito malfeitor. Mas, por outro lado, permite que estes Espíritos voltem ao mundo espiritual com as mesmas imperfeições e, em muitos casos, com essas imperfeições inflamadas, postergando para gerações futuras, quando estes Espíritos reencarnarem, a tarefa de conviver com os mesmos tipos de problemas cujas soluções poderiam terem sidos iniciadas antes. Como dizem os Espíritos e os homens sensatos; "só através da educação é que poderemos melhorar o Espírito e os mundos que habitam."
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: lconforjr em 13 de Julho de 2015, 19:51
Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015

      Ref resp #32 em: 08 de Julho de 2015, 17:00, de Kazaoka

      Kaza respondeu (referência: resp de lconforjr, de 08 de Julho de 2015, 03:22):...(é que) as respostas que procuramos dar e que não satisfazem você.

      Conf: e a vc, meu jovem, essas respostas que os amigos e a doutrina dão lhe satisfazem?! Sendo assim, qual será a causa de as respostas não me satisfazerem, mas satisfazerem vc?? Eu mesmo digo qual é, para mim, a causa de não me satisfazerem: é porq as respostas, mesmo estando alicerçadas na codificação, se baseiam apenas em “alguns conceitos”, e não no “todo da codificação”. 

      Sua resposta de, porq (ao contrário de mim), essas respostas lhe satisfazem, só vc poderá dar e lhe peço que dê, para que eu possa entender!

     Mesmo estudando e raciocinando muito, como vc sabe por mais de 60 anos, não compreendo, até agora, tantas questões ou conceitos da doutrina, como, por exemplo este que é fundamental para se entender a DE: "porq vc é bom e eu sou mau?". A resposta que a doutrina lhe dá já fez que vc pudesse entender isso?

      Vc, certamente, dará a resposta que a DE dá: porq usamos o livre-arbítrio para escolher, vc ter amor no coração, e eu para escolher não ter amor, não é isso? Isto é, vc usa livre-arbítrio para cometer coisas boas, eu o uso para cometer coisas más!! Porq?!

      E, aqui tem outra coisa, agora sobre o livre-arbítrio, que não entendo: se todos fomos criados perfeitamente iguais porq é que nossos livres-arbítrios seriam totalmente desiguais?!! Pois, por ter o livre-arbítrio, vc escolhe fazer o bem e eu, pelo livre-arbítrio, escolho fazer o mal! Vc entende isso?

      Há muito tempo procuro resposta para essa pergunta e não consigo encontra-la!! Pois, se éramos perfeitamente iguais, inclusive qto às faculdades mentais, intelectuais, porq nossos livres-arbítrios não eram, também, perfeitamente iguais, tanto que vc escolheu o oposto exato do que eu escolhi! Vc, o caminho do bem; eu o do mal?!! Qual é a resposta que vc daria a essa pergunta?

      Outro ponto que não consigo entender: qual é a causa de nossos sofrimentos se a DE diz que é porq usamos o livre-arbítrio, vc para fazer o bem, eu para fazer o mal, o que  significa que mesmo sendo perfeitamente iguais, fazemos escolhas tão desiguais, no caso, a minha ao contrário da sua? Qual é a causa de, se éramos todos perfeitamente iguais, nos transformarmos, com o tempo, em seres gigantescamente desiguais, uns escolhendo o caminho do bem, do amor, virtudes que nos levam às felicidades e nos libertam dos terríveis e assustadores sofrimentos da lei de causa e efeito, ao passo que tantos outros, em muito maior número do que esses que decidem, escolhem o caminho do mal, que lhes trará extremas infelicidades, pois não se livrarão das torturantes, desesperadoras e mesmo insuportáveis (pois muitos abandonam a vida por não conseguir suportá-las), consequências da lei de causa e efeito? Eu não sei; vc sabe?

      Assim, as respostas que a DE e vcs me dão, não são completas, não são (como vc mesmo colocou) conclusivas, pois sempre são questionáveis, fato que significa que não solucionam as perguntas que tenho feito e, certamente, perguntas que outros fazem.

      Kazaoka: As respostas que damos é com intuito de “auxiliar” no entendimento que cada um vai formando a respeito da vida. As respostas não são dadas para serem conclusivas como se a ciência da vida do Espírito fosse como uma das ciências exatas da Terra.

      Conf: pois é, meu jovem, e vc sabe que nem todos têm o cérebro, a mente, em condições de, mesmo com o auxílio de outros, formarem esse entendimento! E, sendo assim, porq sofrerão esses mais do que aqueles que já estão entendendo?

      E aí, para mim, surge um outro problema, um problema que não vejo como resolver; se vc sabe como resolver, por favor nos mostre qual é a solução! O problema é: a doutrina recomenda que tenhamos uma “fé raciocinada” e, sem dúvida, as pessoas sensatas dirão a mesma coisa: "é preciso raciocinar e muito para entender a doutrina", certo?

      Mas, lhe digo, que mesmo raciocinando, e durante mais de 60 anos e profundamente, não a consigo entender em vários de seus ensinamentos, inclusive neste: como raciocinar e entender a doutrina e ter uma fé raciocinada” se, como vc mesmo está dizendo, as respostas que Jesus e a doutrina nos dão são “apenas” para ajudar no entendimento que cada um vai formando a respeito da vida; que as respostas não são dadas para serem conclusivas. (Tem certeza que a DE afirma isso?).

      E, meu jovem, o que qcontece quando a pessoa não consegue ter esse entendimento? Deverá sofrer por isso?! Pois, vc tb sabe que, com certeza sofrerá mais do que aqueles que já têm esse entendimento, não é? Mas, o fato de ter ou não esse entendimento é culpa ou responsabilidade nossa, é transgressão à lei de Deus?!! A lei de Deus nos fará sofrer por não termos, ainda, entendimento suficiente para irmos nele nos aprofundando a respeito da vida?! O que vc nos diz?

      Kaza: Jesus nos deixou um legado de ensinamentos e esclarecimentos e, no entanto, continuamos a estudá-los por que não os compreendemos perfeitamente. Jesus não foi conclusivo. Conclusões são de fórum íntimo e cada um vai encontrando a sua, pelo seu esforço e por aquilo que recebe de ajuda para elucidação dos fatos.  Questionável duvidoso incerto q pode ser colocado em dúvida

      Conf: pois é exatamente esse o problema para que não vejo solução: Jesus nos deixou um legado de ensinamentos e esclarecimentos e, no entanto, continuamos a estudá-los por que não os compreendemos perfeitamente.

      Como vc diz, Jesus e a doutrina, nos dão respostas que não são conclusivas, isto é, que nos dão respostas incompletas que, portanto, se desejamos entender, temos de fazer  outras perguntas. Que, portanto, Jesus mesmo, e consequentemente a doutrina, nos deixaram ensinamentos incompletos, pois nem o Mestre, nem a DE deixam que os compreendamos perfeitamente!! Jesus e a doutrina, não foram conclusivos, nos deixaram respostas que são questionáveis? Tem certeza disso?!! Nos deixam ensinamentos questionáveis e a doutrina recomenda que tenhamos  uma “fé raciocinada”, que raciocinemos para entende-la?!

      Vc consegue raciocinar acerca de algo que ainda lhe é desconhecido, incerto ou questionável?!

      Um abraço, meu amigo! Se tiver tempo responda as perguntas que fiz!

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Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Antonio Renato em 13 de Julho de 2015, 21:49
Meus irmãos,estou um pouco atrazado na minha participação nos estudos por motivo
técnico,o Ram vem tentando de todas as maneiras soluciona-lo.
Meu irmão Kazaoka,a sua pergunta é bem interessante:"O rigor das penas terrestres
realmente fucionam para corrigir os espíritos"?Na verdade não!Se pensarmos em justiça
baseada nas leis divinas ou leis morais.As leis criadas pelo homem para esse fim têm um
sentido punitivo para os transgressores,e não há nelas um propósito de dá a este que
transgrediu a oportunidade de se redimir,se é que esse espírito queira de verdade.No
mundo atual vivemos em um momento em que os valores morais não são levados em
conta,ou seja,há uma inversão de valores;ser honesto,educado,viver bem com todos e
cumprir as regras de convívio social já não têm tanta importância.O povo de uma maneira
geral se conduzem pelos maus exemplos apresentados,a começar por aqueles que
detêm o poder.Meu irmão,você colocou em seu texto uma palavra chave para que se
possa dá início amodificação desse quadro:"Educação",que para nós espiritas significa
tranformação,e isso acontece pela modificação das nossas ações.Os espíritos renitentes
que causam mal,necessitam de educação e não de punição,para que se não nessa mais
na próxima encarnação possa vir melhor.A nós espiritas cabe o enganjamento nesta
ardúa tarefa de educar.
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: lconforjr em 15 de Julho de 2015, 21:16
Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015

      Ref resp #32 em: 08 de Julho de 2015, 17:00, de Kazaoka

      (Nota: eu coloquei os negritos).

      Conf: por ter esgotado o tempo não consegui corrigir a resposta que dei, relativamente à msg referida acima; corrijo-a agora com esta nova msg.
....
      Kaza respondeu (relativamente à resp de lconforjr, de 08 07 15, 03:22):...(é que) as respostas que procuramos dar... não satisfazem você.

      Conf: e a vc, meu jovem, elas lhe satisfazem?! Sendo assim, qual será a causa de as respostas não me satisfazerem, mas satisfazerem vc?? Eu mesmo digo qual é a causa, para mim:  é porq as respostas que vc e os amigos nos dão, mesmo estando alicerçadas na codificação, se baseiam apenas em “alguns conceitos, e não no “todo da codificação”. 

      Porém, sua resposta de quais são essas causas, de que, ao contrário de mim, essas respostas lhe satisfazem, só vc poderá dar e lhe peço que dê, para que eu possa entender!

      Mesmo estudando e raciocinando muito (por 70 anos), até agora não compreendo muitos conceitos e questões da doutrina, como, por exemplo, esta questão que é fundamental para que a entendamos: "porq vc é bom e eu sou mau?". A resposta que a doutrina lhe deu sobre essa pergunta, lhe satisfez? Se lhe satisfez, por favor, explique qual é essa resposta , que não conseguiu encontrar!

      Vc, certamente, dará a resposta que a DE dá: que é porq usamos o livre-arbítrio para escolher, vc “ter amor” no coração, e eu para escolher “não ter amor" no coração, não é isso? Isto é, vc usa o livre-arbítrio para escolher fazer coisas boas, eu uso para escolher fazer coisas más!! E então tenho de perguntar: e porq é assim?! O que é que nos fez  ser tão desiguais assim se, no início, éramos perfeitamente iguais?!

      E, aqui tem outra coisa, sobre o livre-arbítrio, que não entendo: se todos fomos criados perfeitamente iguais porq é que nossos livres-arbítrios eram totalmente desiguais?!! Pois, com o livre-arbítrio, vc escolheu fazer o bem e eu, com ele, escolhi fazer o mal! Vc consegue explicar isso?

      Há muito tempo procuro resposta para essa pergunta e, nem na doutrina, consigo encontra-la!! Pois, se no princípio éramos  perfeitamente iguais, inclusive qto às faculdades mentais, intelectuais, qual é a causa de nossos livres-arbítrios não serem, no princípio, também, perfeitamente iguais (e, sem dúvida, se não forem, isso contraria a afirmação de que somos todos criados iguais, concorda?). Tanto que vc escolheu o oposto exato do que eu escolhi; vc, o caminho do bem; eu, o do mal!! Qual é a resposta que vc daria a essa questão?

      Outro ponto que não consigo entender: qual é a causa de nossos sofrimentos, que a DE diz que são consequências de usarmos o livre-arbítrio, vc para fazer o bem, eu para fazer o mal, o que significa que, mesmo sendo nós dois "perfeitamente iguais", fazemos escolhas “perfeitamente” desiguais, neste caso, a minha exatamente o contrário da sua? (coisa que não tem explicação!)?

      Qual é a causa de, se éramos todos perfeitamente iguais, de nos transformarmos em seres gigantescamente desiguais, uns escolhendo conquistar as virtudes que nos levam ao objetivo da doutrina, à felicidade, e nos libertam dos terríveis e assustadores sofrimentos da lei de causa e efeito, ao passo que tantos outros, em muito maior número do que esses (todos condenados a viver num mundo de sofrimentos), decidem e escolhem, propositadamente, o caminho que lhes trará extremas infelicidades, pois não se livrarão dos torturantes, desesperadores e mesmo insuportáveis sofrimentos (tanto que muitos tentam abandonar a vida por não conseguir suportá-los), que a lei de causa e efeito nos imporá? Eu não consegui encontrar resposta para essa questão! Vc encontrou?

      Kazaoka: As respostas que damos é com intuito de “auxiliar” no entendimento que cada um vai formando a respeito da vida. As respostas não são dadas para serem conclusivas como se a ciência da vida do Espírito fosse como uma das ciências exatas da Terra.
     
      Conf: pois, meu jovem, se a ciência do espirito não for exata isso significa que a ciência de Deus não é exata! É isso que vc quer dizer, que a ciência de Deus não é exata?! Mas, se não é exata, ela varia em que circunstâncias? Se compensações e penalidades não são exatamente correspondentes ao bem e ao mal que fazemos onde estará a perfeita justiça de Deus que imporá penalidades diferentes ao que está “x” mergulhado no mal e ao outro que também esta exatamente o mesmo “x”, mergulhado no mal ? Ex: o somatório de todas as minhas dívidas com a lei de Deus, de desde que fui criado, é ter feito exatamente “meio quilo de mal”, enquanto  que o seu somatório é também ter feito exatamente “meio quilo” de mal, e a lei de Deus imporá a vc “meio quilo” de sofrimentos e a mim “um quilo e meio”! Há justiça perfeita nisso?!

      Amigo Kaza, têm de ser perfeitamente exatas pois se não forem perfeitamente exatas nas compensações e penalidades com que somos contemplados, teríamos que duvidar da perfeita justiça de Deus! Concorda?

      E não entendo essa questão que vc colocou sobre “ir formando esse entendimento”, meu jovem, pois vc sabe que, por “n” razões, nem todos têm o cérebro, a mente, em condições de, mesmo com o auxílio de outros, “ir formando” esse entendimento! E, sendo assim, porq sofrerão esses mais do que aqueles que já estão entendendo? Onde está aí a transgressão à lei de Deus, onde está a justiça de Deus?
.............................. continua por mais um pouco .................
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: lconforjr em 15 de Julho de 2015, 21:43
Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015   ...... final ......

      Ref resp #32 em: 08 de Julho de 2015, 17:00, de Kazaoka


      Conf: E aí, para mim, surge outro problema, que não vejo como solucionar; se vc sabe, por favor diga qual é a solução! O problema é: a doutrina sempre recomenda que devemos ter uma “fé raciocinada” e, sem dúvida, as pessoas sensatas dirão a mesma coisa, que é preciso raciocinar, e muito, para entender a doutrina, certo?

      Mas como raciocinar se as respostas que o Mestre e a DE nos dão sobre a doutrina, como vc afirma, são ainda questionáveis ? Como podemos chegar a conclusões sobre alguma coisa que Jesus e a DE não nos permitem concluir?!

      E, meu jovem, o que acontece quando a pessoa não consegue ter esse entendimento? Deverá sofrer por isso?! Pois, vc tb sabe que ela, com certeza, sofrerá mais do que aqueles que já têm esse entendimento, não é? Mas, o fato de ter ou não esse entendimento é culpa ou responsabilidade nossa, é transgressão à lei de Deus?!! A lei de Deus nos fará sofrer porq não temos, ainda, entendimento suficiente para irmos nos aprofundando nos conhecimentos a respeito da vida?! O que vc diz?

      Kaza: Jesus nos deixou um legado de ensinamentos e esclarecimentos e, no entanto, continuamos a estudá-los por que não os compreendemos perfeitamente. Jesus não foi conclusivo. Conclusões são de fórum íntimo e cada um vai encontrando a sua, pelo seu esforço e por aquilo que recebe de ajuda para elucidação dos fatos.

      Conf: pois é exatamente esse o problema para que não vejo solução: Jesus nos deixou um legado de ensinamentos e esclarecimentos e, no entanto, continuamos a estudá-los por que ainda não os compreendemos perfeitamente. Somos responsáveis por não os compreendermos perfeitamente?!

      Como vc, também, disse, Jesus e a doutrina, nos dão respostas que "não" são conclusivas, isto é, que nos dão respostas incompletas; que, portanto, não podemos tirar delas as “conclusões corretas" que procuramos e que, portanto, se desejamos entender, temos de continuar a fazer novos questionamentos, novas  perguntas; que, portanto, Jesus mesmo e, consequentemente, a DE, nos impedem de chegar a uma “conclusão correta”, definitiva, já que nos dão respostas não completas!

      Assim, as respostas que a DE e os amigos, inclusive vc, nos dão, não são completas, não são conclusivas, pois sempre são questionáveis, fato que significa que não solucionam as perguntas que todos fazemos e, portanto, não esclarecem as dúvidas que temos.

      Kazaoka: As respostas que damos é, apenas, com intuito de “auxiliar”.no entendimento que cada um vai formando a respeito da vida. As respostas não são dadas para serem conclusivas como se a ciência da vida do Espírito fosse como uma das ciências exatas da Terra.

      Conf: mas, meu jovem, se a ciência do espirito não for exata isso significa que a ciência de Deus não é exata!  Pois é, amigo Kaza, e vc sabe que nem todos têm o cérebro, a mente, em condições de, mesmo com o auxílio de outros, formarem esse entendimento! E, sendo assim, porq sofrerão esses mais do que aqueles que já estão entendendo?

      E aí, para mim, surge um outro problema, um problema que não vejo como resolver; se vc sabe, por favor nos diga qual é a solução!

      O problema é este: a doutrina recomenda que devemos ter uma “fé raciocinada” e, sem dúvida as pessoas sensatas dirão a mesma coisa: que é preciso raciocinar e muito para entender a doutrina, certo?

      E lhe digo, que mesmo raciocinando, e durante 70 anos, e profundamente, não consigo entender a doutrina em vários de seus ensinamentos, inclusive neste que e necessário entender para entendermos a doutrina: como raciocinar e entender a doutrina e ter uma "fé raciocinada” se, como vc mesmo está dizendo, as respostas que Jesus e a doutrina nos dão, “não são dadas para serem conclusivas”?

      E, meu jovem, o que acontece quando a pessoa não consegue ter esse entendimento? Deverá sofrer por isso?! Pois, vc tb sabe que, com certeza sofrerá mais do que aqueles que já têm esse entendimento, não é? Mas, o fato de ter ou não esse entendimento é culpa ou responsabilidade nossa, é transgressão à lei de Deus?! A lei de Deus nos fará sofrer por não termos, ainda, entendimento suficiente para irmos, nele, nos aprofundando a respeito da vida?! O que vc nos diz?

      Kaza: Jesus nos deixou um legado de ensinamentos e esclarecimentos e, no entanto, continuamos a estudá-los por que não os compreendemos perfeitamente. Jesus não foi conclusivo. Conclusões são de fórum íntimo e cada um vai encontrando a sua, pelo seu esforço e por aquilo que recebe de ajuda para elucidação dos fatos. 

      Conf: pois é exatamente esse o problema para que não vejo solução: Jesus nos deixou um legado de ensinamentos e esclarecimentos e, no entanto, continuamos a estudá-los por que ainda “não os compreendemos perfeitamente”. Jesus e a doutrina, vc diz, não nos dão respostas para que que consigamos solucionar nossas dúvidas; nos dão apenas respostas incompletas e que, portanto, se desejamos entender, temos de continuar a questionar, a fazer novas perguntas. Que, portanto, Jesus mesmo, e consequentemente a doutrina, nos deixaram ensinamentos incompletos, pois nem o Mestre, nem a DE não nos permitem que os compreendamos “perfeitamente”!!

     Então, Jesus e a doutrina não foram conclusivos, nos deixaram respostas que são questionáveis! Tem certeza disso?!! Nos deixam ensinamentos “questionáveis” enquanto, incompreensivelmente, a doutrina recomenda que tenhamos uma “fé raciocinada”, que raciocinemos para entendê-la?!

      Vc consegue raciocinar acerca de algo que ainda vc não conhece, algo incerto ou questionável?!
...
      Um abraço, meu amigo! Se tiver tempo responda as perguntas que fiz! Parece que escrevi algumas coisas repetidas, mas não as consegui encontrar para apaga-las!
.............
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: M.Altino em 17 de Julho de 2015, 10:36
Amigos e dedicados companheiros deste Estudo onde sempre debatemos construtivamente este tema O Meu Reino não é deste Mundo...........para todos com muita paz o meu bom dia e vamos comentar a razão destas palavras de Jesus que muito preocupou os homens daquele tempo e muito mais Pilatos e Caifaz o Sumo Sacerdote.sabendo eles que ninguém podia ser Rei a não ser da família de David e ser poderoso com todos.....É que cada um entende de uma maneira, ao ouvirmos Reino dos céus!
Quer dizer tem um reino, e se tem reino, tem um rei e é um rei poderoso e rico, isso para aqueles materialista.
Mas a maneira de Jesus quando diz:
Meu reino não é daqui, ou seja, aqui não tem paz, não tem serenidade, não tem amor ao próximo.
É só, brutalidade, egoísmo, mentiras, materialistas, possessivos, autoritarismo, Este reino não poderia ser o dele mesmo, pois Ele comanda somente um reino de amor.
Tem pessoas tão materialistas, que ao pensar em reino, acredita que saindo daqui, vai ficar mais rico, e tem pessoas que ainda pagam taxas, carnes, de terras que já compram para quando for para la, pensando que a moeda lá continua como aqui.
Era difícil, para Jesus tentar explicar isso a 2000 mil anos atrás para aquele povo.
Jesus já foi desacreditado mesmo falando por parábolas, imagina se Ele acendesse esta luz a todos os povos daquela época.
Mas veio Kardec e através da espiritualidade veio nos explicar o que Jesus quis fazer a gente entender.
Que a vida continua, que a muitas moradas na casa do Pai, que somos lá o que somos aqui, que teremos lá exatamente o que plantarmos aqui, que nada passa impune aos olhos do Pai, que o nosso julgamento é feito pela nossa , consciência que o nosso espírito vai onde esta o nosso coração, que para chegar ao reino dos céus, teremos que reencarnar diversas vezes, para subtrair todas as nossas vicissitudes, reparar nossos erros e aprender e crescer como espíritos que somos todos aprendizes somos filhos de Deus.
Era exatamente o que Jesus tinha para dizer a 2000 mil anos atrás, mas não tinha condições para aqueles romanos e povos que achavam que César era o único rei.
Aquele povo só dava valor para as pessoas que tinham riquezas, bens  materiais, mas com cultura, eles não achavam que um homem descalço, que andava com túnica pelo povo, que não tinha nem era nem beira, um lar para voltar pudesse ter tanto conhecimento, por isso muitos não lhes dava ouvido.
amos assim entendendo que quando Jesus falava de um outro Reino. se referia a um Reino onde o Amor e o Bem pelo próximo era uma justiça e onde todos eram iguais.
Amigos mas vamos ter uma certeza na vida a Esperança por esse Reino nos faz continuar esta nossa dura caminhada para lá chegar ........então que este video seja para cada um de nós a Esperança sincera e motivadora de um dia depois de resgatarmos os nossos débitos possamos dizer .... Venci ...
http://www.youtube.com/watch?v=1ZD2wgRxM2g
Queridos companheiros não nos deixamos levar pelo desanimo e vamos continuar este debate sério que muito nos ajuda a entender as belas palavras de Jesus que no meio de tanto sofrimento consegue dar uma grande lição de vida e mantendo viva a Esperança para todos os homens.......
Amigos dedicados para todos com muito carinho um abraço de muita amizade ..
[attach=1]
Manuel Altino
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Kazaoka em 17 de Julho de 2015, 17:07
Boa tarde Altino e demais companheiros.

A noção sobre a vida futura e o reino de Jesus, nós que somos verdadeiramente Cristãos, já temos consciência do que isso significa. O difícil é disseminar esta ideia na cabeça e nos corações endurecidos pelo materialismo. Esta é a tarefa da destruição ao "culto ao bezerro de ouro" que Jesus atribuiu aos apóstolos da verdade e que é a tarefa que, automaticamente, é atribuída a todos aqueles que acreditam em seus ensinamentos.

Estudamos o Cristianismo e absorvamos seus preceitos. E à medida que estes ensinamentos vão criando raízes em nosso íntimo as cobranças conscienciais vão tomando conta de nós. Daí, passamos a viver a dualidade da necessidade aplicarmos estes preceitos a nós mesmos e divulgá-los ao maior número de Almas possível. Pois, a transformação da vida de cada um em "reino de Jesus", depende desta transformação no maior número de corações da irmandade humana.
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: lconforjr em 18 de Julho de 2015, 23:35
Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015

      Ref resp #50 em: 170715, às 17:07, de KAZAOKA

      Conf: Nesta msg do Kaza, tenho tanta coisa a perguntar! Mas, não entendo porq, ao fazer perguntas, como as abaixo, não obtenho respostas. E fico imaginando se é porq não sabem as respostas, ou não entendem as perguntas, ou as julgam tão óbvias, que todos já conhecem, que nem se dão ao trabalho de responder!!

      Vamos ver.

      Kaza disse: A noção sobre a vida futura e o reino de Jesus, nós que somos verdadeiramente Cristãos, já temos consciência do que isso significa. O difícil é disseminar esta ideia na cabeça e nos corações endurecidos pelo materialismo.

      Conf: meu querido amigo, aqui tenho, forçosamente, baseado no que vc está dizendo, de te perguntar: todos têm o coração endurecido pelo materialismo? E se nem todo têm, porq é que uns têm e outros não? E mais uma questão: pq, qual é a causa de uns serem “verdadeiros cristãos” e outros não? Porq os primeiros são chamados de “verdadeiros” cristãos e os outros não?     

      Kaza: Estudamos o Cristianismo e absorvamos seus preceitos. E à medida que estes ensinamentos vão criando raízes em nosso íntimo as cobranças conscienciais vão tomando conta de nós. Daí, passamos a viver a dualidade da necessidade de aplicarmos estes preceitos a nós mesmos e divulgá-los ao maior número de Almas possível. Pois, a transformação da vida de cada um em "reino de Jesus", depende desta transformação no maior número de corações da irmandade humana.

      Conf: mas, Kaza, todos têm o coração preparado para que nele os ensinamentos criem raízes? Certamente não, concorda? E se alguns já têm e outros não, qual é causa dessa tão grande diferença, pois os que têm, sem dúvida sofrerão menos daqueles que ainda não têm, certo? 

      E, meu jovem, se a transformação da vida em reino de Deus “depende” da transformação do maior número de corações da irmandade humana, de que “depende” essa transformação do coração, ou da alma, dos humanos, ou dos espíritos encarnados?
...............
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Kazaoka em 18 de Julho de 2015, 23:38
Coronel

O pensamento materialista funda-se em não acreditar na vida após a morte do corpo físico. E todo ensinamento Cristão e de outras religiões só fará sentido se houver essa crença, de que a Alma pode sobreviver à morte do corpo físico. E, embora as pessoas tenham essa percepção, o grau destas varia de indivíduo para indivíduo em função do nível de convicção que se tenha da mesma. Quanto maior o grau da dúvida, maior o sentimento materialista.

A verdade é uma só e ela se imporá naturalmente. A diferença que há entre os indivíduos é devido uns estarem mais próximos dessa verdade que outros. Materialista ou espiritualista, ambos têm suas convicções e isso não mudará a verdade.

O encontro dessa verdade não é alcançado com a passividade. Ela não chega para nós "enlatada" para ser consumida de pronto. É preciso que cada a busque com o seu esforço, movido pelas dúvidas que tem sobre sua destinação. Se acredita que tudo se resolve em uma encarnação, então que trabalhe para isso e busque a felicidade em tudo aquilo que a vida lhe oferece neste momento. Se acredita que há uma vida além do túmulo, com certeza o bem ou o mal viver nesta outra vida dependerá da forma como se viveu o presente. Sendo assim, em ambas as situações o que o homem deve buscar ser o melhor de si mesmo e ser feliz se alcançar isso. Porque a verdade não mudará "nadinha" em razão da forma como cada um encara a o presente e o futuro.
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: lconforjr em 19 de Julho de 2015, 21:31
Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015

      Ref resp #46 em: 13 07 15, 21:49 de ARenato

      ARenato disse: Meu irmão Kazaoka, a sua pergunta é bem interessante: "O rigor das penas terrestres realmente funciona para corrigir os espíritos"? Na verdade não...

      Conf: meu amigo Renato, não devemos esquecer que não é esse o ensinamento da doutrina; conforme a doutrina “todos” os sofrimentos, sejam quais forem, estejamos encarnados ou desencarnados, venham de onde vierem, e, portanto, das leis de Deus ou dos homens, e tenham a intensidade que tiverem, são aplicados “conforme o perfeito amor e conforme a perfeita justiça de Deus” (exceções: os de provas solicitadas e de missões assumidas!).

      Logo, absolutamente “todos” os sofrimentos, venham de onde vierem, "devem", sim, funcionar como "aulas" de Deus para que aprendamos a nos "corrigir"; são nada mais que "lições" que Aquele que é Perfeito Amor nos impõe para nos fazer "cruelmente" sofrer, isto é, para, com lições cruéis, nos ensinar a nos amarmos ("como eu vos amei!").

      Porém, até hoje, não sei porq, continuamos “pecando" e, consequentemente, "sofrendo", pois podemos, se quiser, não pecar, e não sofrer! Se todos temos o livre-arbítrio, não consigo entender qual é a causa de escolhermos fazer o mal e não o bem!! Se alguém sabe, por favor, me ajude a entender!.

      No entanto, o fato de as leis de Deus nos mandarem cânceres e dores insuportáveis, sofrimentos desesperadores, como o assistir a pequena e querida filhinha, a alegria de nosso viver, ser violentada e assassinada, com requintes de crueldade por bandidos, na nossa frente; nossos pequenos filhos terem os pés amputados à força de machadadas; ver os nossos queridos ao nascer estarem deformados física, mental ou espiritualmente, ou se deformarem nas circunstâncias da vida; escravos das drogas ou aliciando crianças para às drogas se viciarem; sequestrando e matando crianças para lucrar com a venda de órgãos, devemos considerar tudo isso como sendo “ajuda” de Deus para nos dar a oportunidade de nos redimir?! É isso mesmo?! O "Soberano Amor" nos faz sofrer sofrimentos cruéis para nos ensinar a sermos bons?!       

      Esses desesperadores, e mesmo insuportáveis sofrimentos, Deus com seu infinito Amor, os destinou para que soframos desesperadamente, para nos ensinar a nos redimir?!

      Serão essas as lições do Amor para que deixemos de ser maus e nos tornemos bons: fazer que soframos cruelmente? E fazer alguém sofrer à força de dores sem fim, misérias e desgraças, fazer gemer e chorar, insuportavelmente, ensina esse alguém a amar?!!! Que os sofrimentos mais insuportáveis são lições (!!) daquele que é Infinitamente Perfeito e  Infinitamente Sábio??!!

      Sendo assim, onde estarão aquele soberano amor e aquela soberana justiça?! Mas, esses tão terríveis sofrimentos nos fazem aprender alguma coisa? Observe que a finalidade da doutrina, da codificação, da evolução e da vida é nos ensinar a amar para que cheguemos ao aperfeiçoamento possível!

      Mas, fazer alguém sofrer de modo desesperador ensina esse alguém a amar? Ou lhe ensina a evitar de praticar o mal, não por amar os semelhantes, mas para não sofrer novamente o que já sofreu, das terríveis consequências da lei de Deus, se novamente praticar o mal?!

      Afinal, fazer alguém sofrer terrivelmente, pelo que a vida nos mostra, ensina esse alguém a amar, ou ensina a odiar até aquele que elaborou a lei de causa e efeito, ou a se desiludir, a descrer de Seu amor e de Sua justiça e, até mesmo a lançar ofensas contra Deus?!

      Arenato:... As leis criadas pelo homem para esse fim têm um sentido punitivo para os transgressores, e não há nelas um se é que esse espírito queira de verdade.

      Conf: mas não é bem assim, meu irmão; a ideia (embora impraticável, pois os recursos dos governos se esgotam pelos ralos                               da corrupção dos filhos de Deus) é, sim, preparar o delinquente para se reintegrar à sociedade. Veja o que mostram as estatísticas: que apesar de nossas prisões serem (pelo menos no Brasil), verdadeiras escolas de crimes, de cada 5 (ou 4?) que são libertados, apenas 1 volta reincidir, pelo menos dentro dos 5 anos seguintes.

      Mas, punir não é também o sentido das leis divinas? A codificação repete tanto esse sentido, afirmando que o Criador criou, sim, mundos e leis para punir, para castigar, e até com penalidades tão longas e sofridas, que multiplicam a quantidade de nossas encarnações e podem se estender por milhões de anos; tão longas que, aos que as sofrem, se assemelham às penas eternas do inferno, conforme a crença do catolicismo e do protestantismo!!

      ARenato: No mundo atual vivemos em um momento em que os valores morais não são levados em conta, ou seja, há uma inversão de valores;...

       Conf: amigo, não entendi; vc está dizendo que antes desse atual momento, os valores morais eram levados mais em conta do agora?? Que antes eram levados em conta, e agora, os espíritos encarnados menos os levam em conta?

      AR:... ser honesto, educado, viver bem com todos e cumprir as regras de convívio social já não têm tanta importância. O povo de uma maneira geral se conduz pelos maus exemplos apresentados, a começar por aqueles que detêm o poder.

      Conf: e como vc explicaria isso, se a doutrina afirma que não existe retrocesso moral??

      AR (ao Kaza): você colocou em seu texto uma palavra chave para que se possa dar início à modificação desse quadro: "Educação", que para nós espiritas significa transformação, e isso acontece pela modificação das nossas ações.

      Conf: essa sua afirmação, Renatão, é uma verdade inquestionável, mas esta pergunta já foi repetida muitas vezes e não sabemos ainda qual é a resposta: sabemos, porq nos ensinam, “o que fazer”: nos transformar moralmente, espiritualmente, modificar nossas ações; mas onde está quem nos ensine o “como fazer” isso?! Vc sabe que não basta querer!!

      AR: Os espíritos renitentes que causam mal necessitam de educação e não de punição, para que se não nessa mais na próxima encarnação possa vir melhor. A nós espiritas cabe o engajamento nesta árdua tarefa de educar.

      Conf: primeiramente, trago uma outra pergunta para a qual nunca encontro resposta: se todos somos criados perfeitamente iguais, sem inclinação nem para o bem, nem para o mal, porq muitos se tornam renitentes e outros não?! O que é que destrói aquela perfeita igualdade original?

      Segundo: como vc disse, espíritos renitentes e que causam o mal necessitam de educação e não de punição; mas essa educação Deus a envia para nós através de dores insuportáveis??!!

      E, sendo assim, o fato de as leis de Deus nos mandarem cânceres insuportáveis, sofrimentos desesperadores, como o de assistir a filhinha querida, a alegria de nosso viver, ser com crueldade violentada e assassinada por bandidos; nossos pequenos filhos terem os pés amputados à força de machadadas; ver os nossos queridos nascer deformados física, mental ou espiritualmente, ou assim se tornarem devido às circunstâncias da vida; ou escravos das drogas ou aliciando crianças para às drogas se viciarem; sequestrando e matando crianças para lucrarem com a venda de órgãos, é com essas lições que Deus nos ensina?

      Devemos sim, com certeza, raciocinar e refletir muito para entender a doutrina, para ter uma "fé raciocinada"!
................
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Kazaoka em 19 de Julho de 2015, 23:29
Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015

[...] não sei porq, continuamos “pecando" e, consequentemente, "sofrendo", pois podemos, se quiser, não pecar, e não sofrer! Se todos temos o livre-arbítrio, não consigo entender qual é a causa de escolhermos fazer o mal e não o bem!! Se alguém sabe, por favor, me ajude a entender!.

      [...]

Livre arbítrio não significa escolher só o que é certo. O sentido desse atributo do Espírito é liberdade de escolher mediante ao que a vida apresenta como alternativas.
A capacidade de escolher certo ou errado está baseado nas experiências que o Espírito tenha passado e com o que ele aprendeu com elas. Uns escolhem melhor do que outros porque estão mais adiantados que aqueles. Outros insistem em escolher o errado, mesmo tendo noção do que é o certo, porque ainda não estão suficientemente depurados e se deixam arrastarem por suas más inclinações.
Quanto maior a proporção de Espíritos evoluídos, melhores serão as escolhas e melhor será o mundo que habitam.
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Antonio Renato em 20 de Julho de 2015, 00:49

Meu nobre(nobre na alma)irmão lconforj veja bem:Você tem cerca de 92 anos,eu tenho 67
e o nosso irmão Kazaoka 54,somos de diferentes idades,mas todos tivemos uma educação
pelo menos semelhante no que diz respeito a moralidade.O que os nossos pais nos diziam
para que nos colocassemos bem diante do convívio social?E era assim:Respeite os mais velhos,respeite às leis,respeite os seus amigos,seja uma pessoa honrada,isso nos era
colocado como se fosse um abecedário doméstico,antes mesmo de iniciarmos o nosso
aprendizado na escola.Isto era uma regra da boa educação,pois para se ter moral diante de
todos,tinha que segui-las a risco.Meu pai costumava dizer umas palavras interessantes:"A
minha palavra é como um tiro que sai enão volta mais".Veja que para se ter moral diante
de todos era necessário estarmos conscientes dessa responsabilidade.O que vemos no mundo de hoje?Não é bem diferente do que viamos em tempos passados?Será que nós
estamos velhos vivendo em um mundo muito moderno em que isto não se faz mais
necessário?Responda então meu amigo!
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: M.Altino em 20 de Julho de 2015, 10:20
Amigos e dedicados companheiros deste Estudo é com muito carinho que a todos saúdo com o meu bom dia de muita paz e vamos continuar a entender que é na Doutrina Espírita que encontramos muitas verdade que Jesus no seu tempo apenas falava por parábolas ........ pois é nesta Doutrina que vamos compreender a nossa vida futura que é sempre conseguida com uma verdadeira reforma intima de cada um de nós ...O Espiritismo veio completar, nesse ponto, como em vários outros, o ensino do Cristo, fazendo-o quando os homens já se mostram maduros bastante para apreender a verdade.
Com o Espiritismo, a vida futura deixa de ser simples artigo de fé, mera hipótese; torna-se uma realidade material, que os fatos demonstram, porquanto são testemunhas oculares os que a descrevem nas suas fases todas e em todas as suas peripécias, e de tal sorte que, além de impossibilitarem qualquer dúvida a esse propósito, facultam à mais vulgar inteligência a possibilidade de imaginá-la sob seu verdadeiro aspeto, como toda gente imagina um país cuja detalhada descrição.
Ora, a descrição da vida futura é tão circunstanciada feita, são tão racionais as condições, ditosas ou infortunadas, da existência dos que lá se encontram, quais eles próprios pintam, que cada um, aqui, a seu mau grado, reconhece e declara a si mesmo que não pode ser de outra forma, porquanto, assim sendo, patente fica a verdadeira justiça de Deus..........
Com um grande abraço de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: M.Altino em 22 de Julho de 2015, 12:18
Amigos e dedicados companheiros deste Estudo vos saúdo com o meu bom dia sereno de muita paz e meditando nas palavras de Jesus quando diz   ........ O  Meu Reino não é deste Mundo ......... temos hoje de compreender que a Doutrina Espírita nos dá um novo conhecimento pois Jesus faz uma alusão na vida futura que  os homens daquele tempo não entendia .......
Qual seria então a verdadeira realeza de Jesus?
Que não é deste mundo o reino de Jesus todos compreendem, mas, também na Terra não terá ele uma realeza?
Nem sempre o título de rei implica o exercício do poder temporal.
Dá-se esse título, por unânime consenso, a todo aquele que, pelo seu génio, ascende à primeira plana numa ordem de ideias quaisquer, a todo aquele que domina o seu século e influi sobre o progresso da Humanidade.
E nesse sentido que se costuma dizer: o rei ou príncipe dos filósofos, dos artistas, dos poetas, dos escritores, etc.
Essa realeza, oriunda do mérito pessoal, consagrada pela posteridade, não revela, muitas vezes, preponderância bem maior do que a que cinge a coroa real?
Assim é a primeira, enquanto esta outra é joguete das vicissitudes; as gerações que se sucedem à primeira sempre a bendizem, ao passo que, por vezes, amaldiçoam a outra.
Esta, a terrestre, acaba com a vida; a realeza moral se prolonga e mantém o seu poder, governa, sobretudo, após a morte.
Sob esse aspecto não é Jesus mais poderoso rei do que os potentados da Terra?
Razão, pois, lhe assistia para dizer a Pilatos, conforme disse: "Sou rei, mas o meu reino não é deste mundo."
Sou rei sim, mas um rei de amor, inclusive aqui na terra, só que as pessoas não tinha o dom de ver e sentir o amor que ele tinha por cada um de nós.
E para chegar a este reinado temos que passar por uma porta muito estreita.
Deixar toda nossa casca de orgulho e de vaidade de ambição, nós devemos ser esculpidos, que nós trazemos elas de muitos anos passados, e porque não dizer que infelizmente estivemos la a 2000 mil anos, gritando Barrabás!!
E hoje estamos aqui nos reeducando a nossa moral, que deveríamos ter educados lá traz.
Para entrar neste reino de Jesus, no plano espiritual, devemos renunciar muitas coisas principalmente as coisas materiais.
Deixar nos envolver com a espiritualidade, para onde nos vamos verdadeiramente, a nossa verdadeira casa, hoje as nossas ações tudo o que fazemos, tudo o que pensamos e falamos, vai rever em benefícios para nós quando chegarmos lá.
Todo esforço que eu fizer hoje, toda busca, todo bem que eu proporcionar, tudo aquilo que eu puder aprender, buscar em conhecimento, será uma bagagem, que eu vou levar e desfrutar no plano espiritual. Aquele que aqui esta e diz:- hoje não vou lá no centro, não  vou a igreja, não vou no culto, ele esta pensando mais numa outra coisa,boa  e pessoal, do que para bem espiritual dele.
Para o bem físico, mental e pessoal dele, do que nos nossos amigos espirituais, do próprio crescimento espiritual.
Eu não sou perfeita, nem correta, mas faço assim, é apenas um exemplo:
Quando vou marcar medico e ele me diz que tem um horário compatível com o meu horário dos meus trabalhos espirituais, eu digo, não posso, pois neste dia e neste horário já  tenho compromisso, então me marca em outro dia, em outro horário ou ainda com outro medico, porque para mim não dá.
Pode não vir ninguém nesta sala de reunião, mas meus amigos espirituais estarão aqui, porque eles não faltam aos compromissos.
Aquiles que eles se comprometeram eles vem fazer.
Então eu não posso decepciona-los.
Se comprometer com a espiritualidade é serio, não é uma brincadeira.
É ser leal, sincera com os amigos espirituais,é ter responsabilidade, eles não vem aqui agora me cobrar a minha presença, mas quando eu estiver la, eles podem me dizer: tu tiveste  oportunidade de trabalho com o Pai e faltou, ou falhou..eu levei, consegui levar uma pessoa para  conversar,  orientar e tu não estavas.
Tu não vês  os espíritos mas eles existem, também não vês Deus, mas ele existi, também não vês Jesus, mas Ele passou por aqui, deixou a marca dele.
Eu não posso renegar a existência dos espíritos e da espiritualidade porque na minha curta vivência já tive minhas provas, e tenho certeza que, que agora lês  este texto, também em algum momento da sua vida, também já teve alguma prova deles e da existência da vida após morte.
Assim queridos amigos aqui temos mais uma prova que temos de ser responsáveis em tudo na vida .......pois só assim podemos um dia alcançar o Reino de que nos fala Jesus..
Com um carinhoso abraço de muita paz
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Manuel Alrino
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Kazaoka em 23 de Julho de 2015, 17:20
No O Livro dos Espíritos, na quarta parte, capítulo 2 - Penalidades e Prazeres Futuros. Encontramos;

959 De onde vem para o homem o sentimento instintivo da vida futura?

– Já dissemos: antes de sua encarnação, o Espírito conhecia todas as coisas, e a alma guarda uma vaga lembrança do que sabia e do que viu em seu estado espiritual.

E, sobre esta questão, temos nesta obra, logo após a resposta dada pelos Espíritos, o seguinte comentário de Kardec sobre o assunto;

A.K. - Em todos os tempos, o homem se preocupou com seu futuro após a morte, e isso é bastante natural. Qualquer que seja a importância que dê à vida presente, não pode deixar de considerar quanto a vida é curta e, acima de tudo, precária, porque pode ser cortada a qualquer instante, e o homem nunca está seguro do dia de amanhã. Que será dele após o instante fatal? A questão é grave, porque não se trata de alguns anos, e sim da eternidade. Uma pessoa que deve passar longos anos num país estrangeiro se preocupa com a situação com que se defrontará. Portanto, como não nos devemos preocupar com a vida que teremos ao deixar este mundo, uma vez que é para sempre?

A idéia do nada tem algo contrário à razão. O homem que foi o mais despreocupado durante a vida, quando chega o momento supremo, pergunta-se em que vai se tornar e, involuntariamente, fica esperançoso.

Acreditar em Deus sem admitir a vida futura seria um contra-senso. O sentimento de uma existência melhor está no íntimo de cada homem; Deus não o colocou aí em vão.

A vida futura significa a conservação de nossa individualidade após a morte; o que nos importaria, de fato, sobreviver ao nosso corpo, se nossa essência moral tivesse de se perder no oceano do infinito? As conseqüências para nós seriam as mesmas que sumir no nada.



Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Kazaoka em 23 de Julho de 2015, 17:33
O Espírito Miramez, comentando a questão 969 do OLE, dá a seguinte explicação para a origem instintiva da vida após a morte que todos trazemos no íntimo.

"O instinto do homem, reconhecendo a vida futura, lhe vem do seu conhecimento, antes de vestir-se de carne no mundo terreno. Ele é, pois, instruído no mundo espiritual sobre todas as leis que comandam e regem as vidas e as coisas na Terra, aí existindo e entrando no processo de reencarnação, quantas vezes forem necessárias. O ser humano guarda na consciência todos os transes de vida e morte e, principalmente, de que viverá depois do túmulo. Todos têm intuição disso, desde o índio, até o mais civilizado e, ainda mais, todas as religiões e filosofias espirituais estudam esse assunto, mostrando aos seus seguidores que ninguém morre."
(O Livro dos Espíritos comentado pelo Espírito Miramez
FILOSOFIA ESPÍRITA - VOLUME XIX
Questão 959 comentada)
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 23 de Julho de 2015, 19:08

A POSSE DO REINO

Citar
“Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, e dizendo que por muitas  tribulações nos importa entrar no reino de Deus.” —
(ATOS, CAPÍTULO 14, VERSÍCULO 22.)

O Evangelho a ninguém engana, em seus ensinamentos.
É vulgar a preocupação dos crentes tentando subornar as forças divinas.
Não será, no entanto, ao preço de muitas missas, muitos hinos ou muitas sessões psíquicas que o homem efetuará a sublime aquisição de espiritualidade excelsa.
Naturalmente, toda prática edificante deve ser aproveitada por elemento de
auxilio, no entanto, compete a cada individualidade humana o esforço iluminativo.
A Boa Nova não distribui indulgências a preço do mundo e a criatura encontra inúmeros caminhos para a ascensão.

Templos e instrutores se multiplicam e cada qual oferece parcelas de
socorro ou assistência, no serviço de orientação; contudo, a entrada e posse
na herança eterna se verificará através de justos testemunhos.
Isto não é acidental. É medida lógica e necessária.
Não se improvisam estátuas raras, sem golpes de escopro, como não se colhe trigo sem campo lavrado.

Não poucos aprendizes costumam interpretar certas advertências do
Evangelho por excesso de exortação ao sofrimento, no entanto, o que lhes parece obsessão pela dor é imperativo de educação da alma para a vida imperecível.
Homem algum encontrará o estuário infinito das energias divinas, sem o concurso das tribulações da Terra.
Personalidade sem luta, na Crosta Planetária, é alma estreita. Somente o trabalho e o sacrifício, a dificuldade e o obstáculo, como elementos de progresso e auto-superação, podem dar ao homem a verdadeira notícia de sua
grandeza.

LIVRO "PÃO NOSSO" - FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER /EMMANUEL.

Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 24 de Julho de 2015, 02:00
Citar
JOÂO 18: 31-38

Disse-lhes, pois, Pilatos: Levai-o vós, e julgai-o segundo a vossa lei. Disseram-lhe então os judeus: A nós não nos é lícito matar pessoa alguma.
(Para que se cumprisse a palavra que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer).
Tornou, pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o Rei dos Judeus?
Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim?
Pilatos respondeu: Porventura sou eu judeu? A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?
Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.
Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.
Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade? E, dizendo isto, tornou a ir ter com os judeus, e disse-lhes: Não acho nele crime algum.

Citar
Deuteronômio 18:20

O profeta que presumir de falar alguma coisa em meu nome, que eu lhe não mandei falar, ou que falar em nome de outros deuses, esse profeta será morto
Citar
624. Qual o caráter do verdadeiro profeta? “
O verdadeiro profeta é um homem de bem inspirado por Deus. Podeis reconhecê-lo pelas suas palavras e pelos seus atos. Impossível é que Deus se sirva da boca do mentiroso para ensinar a verdade.

Que saibamos compreender o Cristo
em toda  a sua magnitude

Para que possamos alcançar o direito de viver em seu Reino
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: M.Altino em 24 de Julho de 2015, 11:28
Amigos e dedicados companheiros deste cantinho onde o Estudo faz parte da nossa vida e temos de entender que este Estudo é infindável pois há sempre algo para aprender e continuando o mesmo pensamento que encetei na última colocação ........................e tendo compreendido tudo o que os nossos amigos colocaram e muito bem .......... assim neste momento de muita paz o meu bom dias sereno a todos os visitantes ...........entendo que a espiritualidade não se compadece com os nossos atrasos perante a realidade do Reino que Jesus nos fala..........e para que nunca e nada nos faça desanimar este video é uma grande força para todos nós..........
http://www.youtube.com/watch?v=Myi6VcVptS0
Quando nos esquecemos da espiritualidade, estamos renegando tudo que Jesus nos explicou, nos exemplificou.. estamos renegando Jesus.
É simples assim.
 Como se eles dissessem ajudei te arrumar sua moto, seu carro, afastei as visitas de hoje na sua casa, te deixei calma, e tu  não vais ao centro?
Para se chegar ao reino dos céus é necessário renegar aos seus compromissos mundanos, pessoais, e servir a Deus na sua plenitude.
Podemos muito bem, colocar dias e horários apropriados, para que não atrapalhe nossa vida social, mas Deus não podemos dispensar, ou trocar por nada.
Todo beneficio que fizer aos outros, diminui sua carga horário de serviços prestados terrenos.
Alem de te aproximar de Deus e do reino dos céus.
O reino de Deus, é de trabalho, de amor, de confiança, de dignidade, serenidade, conquista, pesquisas, de estudos, de cumplicidade.
Se nós já temos uma parte disso dentro de nós, se nós já confiamos no Mestre e queremos ser útil na obra Dele, é melhor começar-mos ontem.
Para ajudar a nos mesmos.
Quanto maior ajuda que tu  fizeres  para a espiritualidade ajudando seu próximo, maior ajuda que eles te darão.
Maior será o numero de amigos espirituais que estarão do seu lado te orientando, te inspirando.
Trabalhar, trabalhar.. disciplina, doação, aprendizado, esta é a lei, é para isso que viemos nos preparar, para ser útil na espiritualidade, no reino dos céus.
André Luís queria trabalhar e se ofereceu para trabalhar no hospital dizendo:
Eu sou um doutor, posso ajudar.. e os amigos espirituais responde: tu  és doutor de corpo André não de almas.
A espiritualidade nos sente como espíritos, e nós nos vemos como corpo, temos que começar a nos sentir  como espíritos não de luz ainda, mas em aprendizado, bem pequena, mas em aprendizado e agradecer a oportunidade de trabalho que nos surge assim como as aulas que temos sobre Jesus.
O que eu aprendo devo exercer, e de mostrar serviço, se eu quero chegar ao Pai e a Jesus, se eu quero estar uma colónia espiritual, eu tenho que trabalhar para isso. ai tu me dizes
Mas eu tenho erros! eu to cheio de defeitos..
Mas também deves  ter muitas outras qualidades que não estas vendo,  deves compensar isso..ninguém vai desencarnar anjos, ninguém de nós vai sair daqui como um espírito magnifico como o Chico, ninguém ainda tem essa possibilidade, esta capacidade, somos muito enraizados no planeta.
Mas temos muitas qualidades e esta tudo guardada no nosso interior, e agora com o Evangelho de Jesus, fica muito mais fácil de extrair o nosso melhor.
Temos erros? sim..
Então vamos trabalhar nos nosso erros, vamos aumentar cada vez mais a nossa capacidade de doação, de amor, de compreençâo, vamos permitir que a nossa inferioridade, que as nossas dificuldades, nossos vícios, fiquem para baixo, que fique alguma coisa muito pequena a tudo aquilo que posso fazer de útil e de bem ao próximo.
Que a balança do seu bem moral, possa superar a do seu mau.
Trabalhando diariamente, e se tiver um dia que o peso das dificuldades estiver difícil de carregar, eleve seu pensamento ao alto, e peça socorro, e se  fores uma pessoa do bem, imediatamente, a ajuda lhe chegará através da corrente de espíritos socorrista.
Ele não desampara ninguém.
E não pense que a sua divida não pode ser cumprida, nada é como a gente quer, mas tudo acontecerá de acordo com os desejos de Deus e conforme a tudo que nos comprometemos, no momento certo.
Mas vale muito o nosso esforço, o nosso desejo de melhorar, a nossa consciência tranquila, o nosso bem estar e a nossa fé. não perder nunca a confiança no Pai, Jesus sempre teve fé, Ele sempre foi verdadeiro connosco, a espiritualidade superior são os nossos verdadeiros amigos, estão sempre do nosso lado nos orientando, nos intuído e nos amparando, não vamos deixa-los na mão, não vamos decepciona-los.
Vamos nos preparar e trabalhar, para que possamos um dia estar prontos para entrar no  Reino dos Céus.
Como podemos entender e depois de tudo o que coloquei..podemos entender que temos de ser capares e disciplinados nos nossos atos na vida.....
Com um abraço sincero de muita paz........
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Manuel Altino
Título: Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015
Enviado por: lconforjr em 31 de Julho de 2015, 04:00
Re: Meu Reino Não é Deste Mundo - Julho/2015

      Ref resp #50 em: 17 07 15, 17:07, de Kazaoka

      Conf: olá, Kaza, não se aborreça com tantas perguntas; como vc sabe, meu desejo é entender a doutrina do mesmo modo q vc e os demais estão entendendo, mas sempre encontro dificuldades para isso. Não adianta que conheça as respostas que estão na DE; muitas delas não são conclusivas, pois são ainda questionáveis.

      Esta é complementação de resposta que lhe enviei antes; está citada na referência acima.

      Como percebo que vc é um bom estudioso da DE, também vou fazer algumas perguntas sobre essa sua resposta.

      Kaza:... Pois, a transformação da vida de cada um em "reino de Jesus", depende desta transformação no maior número de corações da irmandade humana.

      Conf: aí já vejo uma explicação não conclusiva pois é ainda "questionável": sem dúvida, todos os efeitos têm suas causas. No universo só existe uma coisa que não tem causa e, portanto não é efeito de nada: Deus, certo?

      Mas, como vc está dizendo, e é o que a DE diz e qualquer um pode perceber que isso é uma verdade inquestionável, a transformação da vida de cada um em "reino de Jesus", depende dessa transformação no maior número de corações, isso é, no seu coração, no meu e de toda “irmandade humana”, concorda?

      Mas veja, se esse objetivo “depende” (ou é causado) da transformação de cada um, de que é que “depende” (ou qual é causa que tem como efeito) essa transformação de cada um?!

      Entendeu porq faço perguntas? Vc tem resposta para a que fiz acima?
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