Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Kazaoka em 01 de Dezembro de 2015, 00:27

Título: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 01 de Dezembro de 2015, 00:27
Será que Deus existe mesmo?
Será que há vida após a morte?
Será que realmente existem Espíritos?
Será que existe reencarnação?

Não se culpe se estas perguntas estão presente em seu íntimo de forma esporádica ou mesmo permanente. A opinião pessoal que temos e as respostas que damos intimamente a elas não mudam suas realidades.

Deus não passará a existir ou deixará de existir devido a nossa crença ou não em sua existência. A mesma coisa ocorre com a vida após a morte, com a existência ou não de Espíritos e, também, com a reencarnação.

São as dúvidas que nos levam ao exercício de nossas faculdades, mais notadamente a inteligência, fazendo-nos avançar.

O Espiritismo, a exemplo de todas as doutrinas e religiões, tem respostas bastante positivas para estas questões. É claro que as soluções apresentadas pelo Espiritismo para cada uma destas perguntas estão baseadas nas conclusões que Allan Kardec tirou de suas próprias reflexões sobre cada tema, e isso poderia colocar a doutrina Espírita como fruto de mera opinião pessoal. Mas, neste caso, há a concordância dos próprios Espíritos que apreciaram as considerações sobre as mesmas.

A Doutrina Espírita estruturou sua base através da exclusão das impossibilidades em função das observações e estudos dos fatos. É isso que o Espiritismo propõe a seus adeptos. É através da eliminação de tudo o que seja impossível é que nos aproximaremos da verdade absoluta. Mas devemos ser bastante criteriosos na aplicação deste método de exclusão para não enquadrarmos como "impossíveis" algumas verdades que simplesmente não aceitamos devido uma mera opinião pessoal formada numa base frágil devido a falta de estudo mais aprofundado sobre cada questão.
Devemos tomar sempre a postura de pobres de Espírito porque não somos capazes de abarcarmos em uma única existência toda riqueza de conhecimento e sabedoria que estão aí dispersas para serem observadas e apreendidas.
Sejam todos bem vindos ao ESTUDO MENSAL DE DEZEMBRO DE 2015.
www.youtube.com/watch?v=VzgCo6v92Uk (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVZ6Z0NvNnY5MlVrIw==)
Título: Re: Estudo Mensal - Cap VII "Bem-aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: Kazaoka em 01 de Dezembro de 2015, 01:06
O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap VII
Iª leitura;

O que se deve entender por pobres de espírito

1. Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que deles é o reino dos céus. (S. MATEUS, cap. V, v. 3.)

2. A incredulidade zombou desta máxima: Bem-aventurados os pobres de espírito, como tem zombado de muitas outras coisas que não compreende. Por pobres de espírito Jesus não entende os baldos de inteligência, mas os humildes, tanto que diz ser para estes o reino dos céus e não para os orgulhosos.

Os homens de saber e de espírito, no entender do mundo, formam geralmente tão alto conceito de si próprios e da sua superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de lhes merecer a atenção. Concentrando sobre si mesmos os seus olhares, eles não os podem elevar até Deus. Essa tendência, de se acreditarem superiores a tudo, muito amiúde os leva a negar aquilo que, estando-lhes acima, os depreciaria, a negar até mesmo a Divindade. Ou, se condescendem em admiti-la, contestam-lhe um dos mais belos atributos: a ação providencial sobre as coisas deste mundo, persuadidos de que eles são suficientes para bem governá-lo. Tomando a inteligência que possuem para medida da inteligência universal, e julgando-se aptos a tudo compreender, não podem crer na possibilidade do que não compreendem. Consideram sem apelação as sentenças que proferem.

Se se recusam a admitir o mundo invisível e uma potência extra-humana, não é que isso lhes esteja fora do alcance; é que o orgulho se lhes revolta à idéia de uma coisa acima da qual não possam colocar-se e que os faria descer do pedestal onde se contemplam. Dai o só terem sorrisos de mofa para tudo o que não pertence ao mundo visível e tangível. Eles se atribuem espírito e saber em tão grande cópia, que não podem crer em coisas, segundo pensam, boas apenas para gente simples, tendo por pobres de espírito os que as tomam a sério.

Entretanto, digam o que disserem, forçoso lhes será entrar, como os outros, nesse mundo invisível de que escarnecem. E lá que os olhos se lhes abrirão e eles reconhecerão o erro em que caíram. Deus, porém, que é justo, não pode receber da mesma forma aquele que lhe desconheceu a majestade e outro que humildemente se lhe submeteu às leis, nem os aquinhoar em partes iguais.

Dizendo que o reino dos céus é dos simples, quis Jesus significar que a ninguém é concedida entrada nesse reino, sem a simplicidade de coração e humildade de espírito; que o ignorante possuidor dessas qualidades será preferido ao sábio que mais crê em si do que em Deus. Em todas as circunstâncias, Jesus põe a humildade na categoria das virtudes que aproximam de Deus e o orgulho entre os vícios que dele afastam a criatura, e isso por uma razão multo natural: a de ser a humildade um ato de submissão a Deus, ao passo que o orgulho é a revolta contra ele. Mais vale, pois, que o homem, para felicidade do seu futuro, seja pobre em espírito, conforme o entende o mundo, e rico em qualidades morais.
Título: Re: Estudo Mensal - Cap VII "Bem-aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: Kazaoka em 01 de Dezembro de 2015, 01:18
A bem aventurança a que se refere Jesus e que é reservada ao pobre de espírito, é uma bem aventurança àquele que busca aprender, busca aprimorar-se. Não faz sentido entender esta mensagem de Jesus como se tivesse fazendo apologia ao néscio que, muitas vezes, assim o é por descaso ou preguiça de, através do uso dos atributos que Deus concedeu equitativamente a cada um de seus filhos, buscar no exercício do esforço próprio denominado trabalho, uma condição de vida mais favorável nesta e na outra, também.

Pobre de Espírito deve ser entendido como aquela pessoa ou Espírito que admite ter muita coisa que escapa à sua compreensão e que, por isso mesmo, necessita trabalhar indefinidamente na busca da compreensão das mesmas.

Cada compreensão verdadeiramente alcançada é um passo que o Espírito dá Reino dos céus a dentro.
Título: Re: Estudo Mensal - Cap VII "Bem-aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: Kazaoka em 01 de Dezembro de 2015, 09:52
Bom dia a todos amigos!!!

www.youtube.com/watch?v=54dGEKlY4EE (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTU0ZEdFS2xZNEVFIw==)
Título: Re: Estudo Mensal - Cap VII "Bem-aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: Antonio Renato em 01 de Dezembro de 2015, 10:07
Bom dia meus irmãos de estudo, meu irmã Kazaoka, boa condução do tema no estudo
mensal.
Meus irmãos, a humildade é a máxima das virtudes, a maior riqueza que nós podemos
ter, se essa pudesse ser medida. Mas o que é ser humilde? Seria o reconhecimento de
uma grandeza maior do que podemos alcançar, ou seria então o entendimento e o
reconhecimento de que só Deus é superior em tudo? Para muitos, ser pobre ou ser
rico está na posse de bens materiais, isso pela falta de entendimento da própria vida,
pois na verdade ser rico é ser um espírito com elevação moral, fruto do seu trabalho
para o seu progresso moral, e pobre é está desarmado e reconhecer a grandeza de
Deus e não se comparar a ele no seu poder. Ao reconhecer, estará pronto para ser
recebido nos reinos dos céus.
Fiquem na paz.
Título: Re: Estudo Mensal - Cap VII "Bem-aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: M.Altino em 01 de Dezembro de 2015, 11:46
Amigos e companheiros deste estudo para todos o meu bom dia e um agradecimento ao nosso amigo Kazaoka pelo começo deste lindo tema e no qual lhe desejo muita sorte para que todos possamos aprender mais um pouco desta maravilhosa Doutrina....
A incredulidade se diverte com esta máxima: Bem-aventurados os pobres de espírito, como com muitas outras que não compreende.
Por pobres de espírito, entretanto, Jesus não entende os tolos, mas os humildes, e diz que o Reino dos Céus é destes e não dos orgulhosos.
Os homens cultos e inteligentes, segundo o mundo, fazem geralmente tão elevada opinião de si mesmos e de sua própria superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de sua atenção.
Preocupados somente com eles mesmos, não podem elevar o pensamento a Deus.
Essa tendência a se acreditarem superiores a tudo leva-os muito frequentemente a negar o que, sendo-lhes superior, pudesse rebaixá-los, e a negar até mesmo a Divindade.
E, se concordam em admiti-la, contestam-lhe um dos seus mais belos atributos: a ação providencial sobre as coisas deste mundo, convencidos de que são suficientes para bem governá-lo.
Tomando sua inteligência como medida da inteligência universal, e julgando-se aptos a tudo compreender, não podem admitir como possível aquilo que não compreendem.
Quando se pronunciam sobre alguma coisa, seu julgamento é para eles inapelável.
Se não admitem o mundo invisível e um poder extra-humano, não é porque isso esteja fora do seu alcance, mas porque o seu orgulho se revolta à ideia de alguma coisa a que não possam sobrepor-se, e que os faria descer do seu pedestal.
Eis porque só têm sorrisos de desdém por tudo o que não seja do mundo visível e tangível. Atribuem-se demasiada inteligência e muito conhecimento para acreditarem em coisas que, segundo pensam, são boas para os simples, considerando como pobres de espírito os que as levam a sério.
Entretanto, digam o que quiserem, terão de entrar, como os outros, nesse mundo invisível que tanto ironizam.
Então os  seus olhos se abrirão, e reconhecerão o erro. Mas Deus, que é justo, não pode receber da mesma maneira aquele que desconheceu o seu poder e
aquele que humildemente se submeteu às suas leis, nem aquinhoá-los por igual.
Ao dizer que o Reino dos Céus é para os simples, Jesus ensina que ninguém será nele admitido sem a simplicidade de coração e a humildade de espírito; que o ignorante que possui essas qualidades será preferido ao sábio que acreditar mais em si mesmo do que em Deus.
Em todas as circunstâncias, ele coloca a humildade entre as virtudes que nos aproximam de Deus, e o orgulho entre os vícios que dele nos afastam. E isso por uma razão muito natural, pois a humildade é uma atitude de submissão a Deus, enquanto o orgulho é a revolta contra Ele.
Mais vale, portanto, para a felicidade do homem, ser pobre de espírito, no sentido mundano, e rico de qualidades morais..
Assim amigos estamos todos a aprender que quem tem ouvidos que escute e quem tem olhos que veja..
Com um abraço de muito carinho deste vosso amigo
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Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal - Cap VII "Bem-aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: Irmão Franco em 01 de Dezembro de 2015, 13:29
Bom dia meus irmãos.
Sou novato aqui no fórum e este é o meu primeiro estudo mensal.
Estou demasiadamente feliz em participar deste fórum pois, reconheço a grandeza dos ensinamentos que de fato, tenho muito a aprender.  :D :D :D

O tema é muito eficaz, principalmente aos espíritos novatos (no meu caso ::)).

Tenho certeza que irei aprender muito com vocês.
Obrigado.
Título: Re: Estudo Mensal - Cap VII "Bem-aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: Kazaoka em 01 de Dezembro de 2015, 17:28
[...]Para muitos, ser pobre ou ser rico está na posse de bens materiais, isso pela falta de entendimento da própria vida,
pois na verdade ser rico é ser um espírito com elevação moral, fruto do seu trabalho para o seu progresso moral, e pobre é está desarmado e reconhecer a grandeza de Deus e não se comparar a ele no seu poder. [...]

Boa tarde Renato.
Ser rico, tanto no conceito material quanto no espiritual, é se contentar com o que já se tem e com o que já alcançou e não sofrer pelo o ainda não se realizou.
Esse contentamento não deve ser confundido com anulação dos anseios ou renúncia ao poder de ir além de onde já chegou. Reconhecer que existe muito mais do que aquilo que temos, que nossos poderes estão distantes das barreiras que limitam as possibilidades humanas, isso é ser consciente sobre a própria condição, isso é sinônimo de humildade.
Mas devemos ser perseverantes na busca de um progresso em todos os sentidos. Somos potencialmente capazes de chegarmos muito além de onde já chegamos.
Título: Re: Estudo Mensal - Cap VII "Bem-aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: Irmão Franco em 01 de Dezembro de 2015, 20:17
Boa tarde pessoal.

A principal característica de um pobre de espírito seria a humildade?

De acordo com o Dicionário Michaelis:

humildade
hu.mil.da.de
sf (lat humilitate) 1 Virtude com que manifestamos o sentimento de nossa fraqueza. 2 Modéstia. 3 Pobreza. 4 Demonstração de respeito, de submissão. 5 Inferioridade.



Título: Re: Capítulo VII - Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Irmão Franco em 01 de Dezembro de 2015, 20:26


Para auxiliar nosso estudo sobre o tema, deixo um artigo citado na Revista de fevereiro de 1862. Abraços.

MEDITAÇÕES FILOSÓFICAS E RELIGIOSAS
DITADAS PELO ESPÍRITO DE LAMENNAIS

 
(Sociedade Espírita de Paris — Médium: Sr. A. Didier)
[Revista de fevereiro de 1862]

BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITO
 
As diversas ações meritórias do Espírito após a morte são principalmente as do coração, mais que as da inteligência. Bem-aventurados os pobres de espírito não quer apenas dizer bem-aventurados os imbecis, mas também os que, cumulados de dons intelectuais, não o empregaram para o mal, pois é uma arma muito poderosa para arrastar as massas. Entretanto, como dizia ultimamente Gérard de Nerval, n a inteligência desconhecida na Terra terá um grande mérito perante Deus. Com efeito, o homem poderoso em inteligência, lutando contra todas as circunstâncias infelizes que o vêm assaltar, deve regozijar-se com estas palavras: “Os primeiros serão os últimos, e os últimos serão os primeiros” (Mt) o que não deve ser entendido unicamente na ordem material, mas, também, nas manifestações do Espírito e nas obras da inteligência humana. As qualidades do coração são meritórias, porque as circunstâncias que as podem impedir são muito pequenas, muito raras, muito fúteis. A caridade deve brilhar por toda parte, apesar de tudo, para todos, como o Sol brilha para todo o mundo. O homem pode impedir que a inteligência de seu próximo se manifeste, mas não dispõe de nenhum poder sobre o coração. As lutas contra a adversidade, as angústias da dor podem paralisar os impulsos do gênio, mas são incapazes de neutralizar os da caridade.

Título: Re: Estudo Mensal - Cap VII "Bem-aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: Kazaoka em 01 de Dezembro de 2015, 21:43
Amigos e companheiros deste estudo para todos o meu bom dia e um agradecimento ao nosso amigo Kazaoka pelo começo deste lindo tema e no qual lhe desejo muita sorte para que todos possamos aprender mais um pouco desta maravilhosa Doutrina....
[...]

Manuel Altino

Muito obrigado Altino, pela presença. E estamos todos contando com suas valiosas intervenções no sentido de dar corpo a este nosso humilde trabalho.
Título: Re: Estudo Mensal - Cap VII "Bem-aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: Kazaoka em 01 de Dezembro de 2015, 21:55

A principal característica de um pobre de espírito seria a humildade?

De acordo com o Dicionário Michaelis:

humildade
hu.mil.da.de
sf (lat humilitate) 1 Virtude com que manifestamos o sentimento de nossa fraqueza. 2 Modéstia. 3 Pobreza. 4 Demonstração de respeito, de submissão. 5 Inferioridade.


Boa noite Franco.
Vê-se que virtudes do Espírito são de tamanha complexidade e abrangência de significado que a conceituação que o vocabulário humano pode dar a elas acabam por confundir-se na sinonímia do vocábulo.

Em nossa trajetória de busca do aperfeiçoamento devemos nos guiar pelos bons sentimentos que vão, pouco a pouco, se firmando em nosso caráter. Nos diversos sentidos que uma mesma palavra pode ter, que nos alinhemos sentimentalmente àquele que mais se identifica com o valor moral que devemos prezar.

Na sua segunda postagem sobre o artigo publicado na Revista Espírita de 1862, nota-se este mesmo pensamento por parte do Espírito que a ditou (Lamennais).

Muito obrigado pela sua colaboração participativa.
E esperamos poder continuar contando com ela ao longo deste estudo.
Título: Re: Estudo Mensal - Cap VII "Bem-aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: Kazaoka em 01 de Dezembro de 2015, 22:27
"Os homens de saber e de espírito, no entender do mundo, formam geralmente tão alto conceito de si próprios e da sua superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de lhes merecer a atenção. Concentrando sobre si mesmos os seus olhares, eles não os podem elevar até Deus. Essa tendência, de se acreditarem superiores a tudo, muito amiúde os leva a negar aquilo que, estando-lhes acima, os depreciaria, a negar até mesmo a Divindade."
                                (trecho do item 2 do cap VII do O.E.S.E)


Esta é uma realidade que percebemos que vem mudando gradativamente. Até bem pouco tempo fé religiosa e conhecimento científico eram totalmente incompatíveis em um mesmo indivíduo. Hoje percebemos muita coisa mudando neste aspecto. Porém, nota-se que a sinergia destas duas vertentes da personalidade humana não tem conseguido acelerar o progresso moral do Espírito. Tem alguma coisa a mais interferindo neste processo, "coisa" essa que julgávamos ser apenas o devotamento do homem aos valores da ciência e da materialidade. Mas, pelo o que temos notado, tem mais alguma coisa de efeito preponderante neste processo que precisa ser identificada e dominada em nosso íntimo.
Título: Re: Estudo Mensal - Cap VII "Bem-aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: Irmão Franco em 02 de Dezembro de 2015, 02:10

A principal característica de um pobre de espírito seria a humildade?

De acordo com o Dicionário Michaelis:

humildade
hu.mil.da.de
sf (lat humilitate) 1 Virtude com que manifestamos o sentimento de nossa fraqueza. 2 Modéstia. 3 Pobreza. 4 Demonstração de respeito, de submissão. 5 Inferioridade.


Boa noite Franco.
Vê-se que virtudes do Espírito são de tamanha complexidade e abrangência de significado que a conceituação que o vocabulário humano pode dar a elas acabam por confundir-se na sinonímia do vocábulo.

Em nossa trajetória de busca do aperfeiçoamento devemos nos guiar pelos bons sentimentos que vão, pouco a pouco, se firmando em nosso caráter. Nos diversos sentidos que uma mesma palavra pode ter, que nos alinhemos sentimentalmente àquele que mais se identifica com o valor moral que devemos prezar.

Na sua segunda postagem sobre o artigo publicado na Revista Espírita de 1862, nota-se este mesmo pensamento por parte do Espírito que a ditou (Lamennais).

Muito obrigado pela sua colaboração participativa.
E esperamos poder continuar contando com ela ao longo deste estudo.

Kazaoka, é muito gratificante estar aprendendo aqui contigo e com os demais.
Aos poucos, vou compreendendo o propósito da Doutrina Espirita e aplicando em minha vida.
Estou participando ativamente do Fórum e pretendo continuar.
Abraços.
Título: Re: Estudo Mensal - Cap VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: M.Altino em 02 de Dezembro de 2015, 11:02
Amigos e dedicados companheiros deste cantinho de Estudo para todos com um carinho especial o meu bom dia sereno de muita paz e muito feliz pela participação de todos........
 E aconteceu que, entrando Jesus num sábado em casa de um dos principais fariseus, a tomar a sua refeição, ainda eles o estavam observando.
E notando como os convidados escolhiam os primeiros assentos à mesa, propôs-lhes esta parábola:
 Quando fores convidado a alguma boda, não te assentes no primeiro lugar, porque pode ser que esteja ali outra pessoa, mais autorizada que tu, convidada pelo dono da casa, e que, vindo este, que te convidou a ti e a ele, te diga: dá o teu lugar a este; e tu, envergonhado, vás buscar o último lugar. Mas, quando fores convidado, vai tomar o último lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: amigo, senta-te mais para cima. Servir  está da glória, na presença dos que estiverem juntamente sentados à mesa. Porque todo o que se exalta será humilhado; e todo o que se humilha será exaltado.
Estas máximas são consequências do princípio de humildade, que Jesus põe incessantemente como condição essencial da felicidade prometida aos eleitos do Senhor, nas seguintes palavras:
"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus".
Ele toma um menino como exemplo da simplicidade de coração, e diz:
"Todo aquele, pois, que se fizer pequeno como este menino, será o maior no Reino dos Céus"; ou seja, aquele que não tiver pretensões à superioridade ou à infalibilidade.
O mesmo pensamento fundamental se encontra nesta outra máxima:
"Aquele que quiser ser o maior, seja o que vos sirva", e ainda nesta: "Porque quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado".
O Espiritismo vem confirmar a teoria pelo exemplo, ao mostrar que os grandes no mundo dos Espíritos são os que foram pequenos na Terra, e que frequentemente são bem pequenos os que foram grandes e poderosos.
É que os primeiros levaram consigo, ao morrer, aquilo que unicamente constitui a verdadeira grandeza no céu, e que nunca se perde: as virtudes; enquanto os outros tiveram de deixar aquilo que os fazia grandes na Terra, e que não se pode levar: a fortuna, os títulos, a glória, a linhagem.
Não tendo nada mais, chegam ao outro mundo desprovidos de tudo, como náufragos que tudo perderam, até as roupas.
Conservam apenas o orgulho, que torna ainda mais humilhante a sua nova posição, porque vêem acima deles, e resplandecentes de glória, aqueles que espezinharam na Terra.
O Espiritismo nos mostra outra aplicação desse princípio nas encarnações sucessivas, onde aqueles que mais se elevaram numa existência, são abaixados até o último lugar na existência seguinte, se se deixaram dominar pelo orgulho e a ambição.
Não procureis, pois, o primeiro lugar na Terra, nem queiras sobrepor-vos aos outros, se não quiserdes ser obrigado a descer.
Procurai, pelo contrário, o mais humilde e o mais modesto, porque Deus saberá vos dar um mais elevado no céu, se o merecerdes.........
Amigos aqui temos um belo ensinamento que podemos fazer hoje e sempre na nossa vida..
Com um sincero e carinhoso abraço de muita paz este vosso amigo....
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Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal - Cap VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 02 de Dezembro de 2015, 14:49
Boa tarde a todos!!!

A questão de se colocar numa posição de humildade conforme sugere Jesus, é no sentido de estarmos cientes de que, por mais que saibamos, sempre haverá algo a se aprender. Por mais que tenhamos avançado em nossa condição humana, por mais que tenhamos experienciado e por mais que tenhamos aprendido, sempre haverá muito mais a buscar. O conhecimento é infinito no horizonte que vislumbramos e não ocupa espaço em nossa consciência espiritual, apenas proporciona mudanças em sua condição.
Título: Re: Estudo Mensal - Cap VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Irmão Franco em 02 de Dezembro de 2015, 16:27


Boa tarde amigos.

Jesus, modelo e guia para humanidade, nos convida a sermos humilde, principalmente na condição que nos favorece de intelecto; relacionemos com o propósito de ensinar e ouvimos com o propósito de aprender pois o conhecimento é incessante.

O engenheiro sabe qual cimento utilizar, o pedreiro sabe como aplicar; com humildade, Deus lhes deu a oportunidade de aprender mas, se o orgulho prevalecer, as mesmas oportunidades podem desaparecer;

Abraço a todos.


 
Título: Re: Estudo Mensal - Cap VII "Bem-aventurados os pobres de Espírito"
Enviado por: Irmão Franco em 02 de Dezembro de 2015, 16:49
"Os homens de saber e de espírito, no entender do mundo, formam geralmente tão alto conceito de si próprios e da sua superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de lhes merecer a atenção. Concentrando sobre si mesmos os seus olhares, eles não os podem elevar até Deus. Essa tendência, de se acreditarem superiores a tudo, muito amiúde os leva a negar aquilo que, estando-lhes acima, os depreciaria, a negar até mesmo a Divindade."
                                (trecho do item 2 do cap VII do O.E.S.E)


Esta é uma realidade que percebemos que vem mudando gradativamente. Até bem pouco tempo fé religiosa e conhecimento científico eram totalmente incompatíveis em um mesmo indivíduo. Hoje percebemos muita coisa mudando neste aspecto. Porém, nota-se que a sinergia destas duas vertentes da personalidade humana não tem conseguido acelerar o progresso moral do Espírito. Tem alguma coisa a mais interferindo neste processo, "coisa" essa que julgávamos ser apenas o devotamento do homem aos valores da ciência e da materialidade. Mas, pelo o que temos notado, tem mais alguma coisa de efeito preponderante neste processo que precisa ser identificada e dominada em nosso íntimo.

Kazaoka, tenho apenas 26 anos porém, nessa caminhada, relacionei-me com diversas pessoas das mais variadas características. O que percebo a tempos, é a aplicação do ódio ao lado do sarcasmo, apagando pequenas chamas de fé no coração. Aplica-se o ódio, sem interrogar. Aplica-se o sarcasmo, sem compreender.

Por onde passo, tento aplicar o máximo de mim respeitando o livre-arbítrio de meu próximo mas, as opiniões são tão rígidas e enraizadas que impedem o nosso próximo de interrogar ou compreender.

Ao lado desse ódio e sarcasmo, prepondera o orgulho. Esse sim é o mais complicado de todos porém, com paciência e com fé, não posso deixar de auxiliar.

Nasci na doutrina espirita, mas na adolescência me afastei. Caminhei questionando o mundo, até que a luz da doutrina me reencontrou. Hoje tenho muita fé de que o mundo irá melhorar, basta cada um de nós continuar a contribuir.

Abraços.
Título: Re: Estudo Mensal - Cap VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 03 de Dezembro de 2015, 10:35
Alguns incrédulos se admiram de que os Espíritos tão poucos esforços façam para os convencer. A razão está em que estes últimos cuidam preferentemente dos que procuram, de boa fé e com humildade, a luz, do que daqueles que se supõem na posse de toda a luz e imaginam, talvez, que Deus deveria dar-se por muito feliz em atraí-los a si, provando-lhes a sua existência.
O.E.S.E. cap. VII

Com sua inteligência o homem tem condições e permissão para vasculhar os mistérios da própria existência. Uns seguem os caminhos da ciência e outros o da consciência.

À medida que o entendimento humano avança em qualquer um destes sentidos, a tendência é que as revelações vá convergindo a um mesmo foco, a uma fonte única e absoluta. Que para o crente chama-se Deus e para o homem de ciência chama-se inexplicável.

Tanto num como noutro caso, devemos usar nossas faculdades para encontrarmos as respostas.
Título: Re: Estudo Mensal - Cap VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: M.Altino em 03 de Dezembro de 2015, 11:04
Amigos e companheiros deste lindo cantinho de Estudo é com muito carinho que os saúdo com o meu bom dia e continuando este debate vamos meditar.
Pode parecer estranho que Jesus renda graças a Deus por haver revelado essas coisas aos simples e pequeninos, que são os pobres de espírito, ocultando-as aos sábios e prudentes, mais aptos, aparentemente, a compreendê-las.
É que precisamos entender pelos primeiros os humildes, os que se humilham diante de Deus e não se consideram superiores aos outros: e, pelos segundos, os orgulhosos envaidecidos com o seu saber mundano, que se julgam prudentes, pois que eles negam a Deus, tratando-o de igual para igual, quando não o rejeitam.
Isso porque, na Antiguidade, sábio era sinónimo de sabichão.
Assim, Deus lhes deixa a busca dos segredos da Terra, e revela os do Céu aos humildes, que se inclinam perante Ele.
O mesmo acontece hoje com as grandes verdades reveladas pelo Espiritismo.
Certos incrédulos se admiram de que os Espíritos se esforcem tão pouco para os convencer.
É que eles se ocupam dos que buscam a luz com boa-fé e humildade, de preferência aos que julgam possuir toda a luz e parecem pensar que Deus deveria ficar muito feliz de os conduzir a Ele, provando-lhes a sua existência.
O poder de Deus se revela nas pequenas como nas grandes coisas.
Ele não põe a luz sob o alqueire, mas a derrama por toda a parte; cegos são os que não a vêem.
Deus não quer abrir-lhes os olhos à força, pois que eles gostam de os ter fechados. Chegará a sua vez, mas antes é necessário que sintam as angústias das trevas, e reconheçam Deus, e não o acaso, na mão que lhes fere o orgulho.
Para vencer a incredulidade, ele emprega os meios que lhe convêm, segundo os indivíduos. Não é a incredulidade que lhe dá de prescrever o que deve fazer, ou que lhe vai dizer: se quiserdes me convencer, é necessário que faças isto ou aquilo, neste momento e não naquele, porque este é que me convém.
Não se admirem, pois, os incrédulos, se Deus e os Espíritos, que são os agentes da sua vontade, não se submetem às suas exigências.
Perguntem o que diriam, se o último dos seus servos lhes quisessem fazer imposições. Deus impõe condições, não se submete a elas.
Ouve com bondade os que o procuram humildemente, e não os que se julgam mais do que Ele.
Deus, diz, não poderia tocá-los pessoalmente por meio de prodígios evidentes, perante os quais o mais duro incrédulo teria de curvar-se?
Sem dúvida que o poderia, mas, nesse caso, onde estaria o seu mérito; e ademais, de que serviria isso?
Não os vemos diariamente recusar a evidência, e até mesmo dizer: ainda que o visse, não acreditaria, pois sei que é impossível?
Se eles se recusam a reconhecer a verdade, é porque o seu espírito ainda não está maduro para compreender, nem o seu coração para a sentir.
O orgulho é a venda que lhes tapa os olhos.
Que adianta apresentar a luz a um cego?
Seria preciso, pois, curar primeiro a causa do mal; eis porque, como hábil médico, Ele castiga primeiramente o orgulho.
Não abandona os filhos perdidos, pois sabe que, cedo ou tarde, seus olhos se abrirão; mas quer que o façam de vontade própria. E então, vencidos pelos tormentos da incredulidade, atiraram por si mesmos em seus braços, e como o filho pródigo lhe pedirão perdão.
Amigos então como um carinho abraço de muita paz este vosso amigo
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Manuel Altino
Título: Re: Estudo Mensal - Cap VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 03 de Dezembro de 2015, 12:50
Bom dia meus irmãos de estudo. Jesus, modelo e guia de todos nós, assim deveria ser
entendido por todos, mas na prática não é o que acontece, muitos dizem, eu sou uma
pessoa simples e humilde, até o ponto em que se sinta atingido no seu "EGO", na sua
vaidade disfarçada por uma mascara. Tudo vem a tona, seu orgulho, a sua vaidade,o
preconceito e a arrogância até. A humildade é uma virtude que muitos já à trazem em
si, mas pode ser trabalhada por aqueles que não entende ou à aceita por ir de encontro
ao seu eu. Todos querem os reinos dos Céus, mas esses são para os humildes e os
pobres de espírito, que estão desarmados a espera da chamada de Deus.
Fiquem na paz.
Título: Re: Estudo Mensal - Cap VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 03 de Dezembro de 2015, 14:51
Precisamos amadurecer nosso entendimento sobre o que é o Reino dos Céus que Jesus promete aos pobres de Espírito.

Assim como já sabemos que os pobres de espírito que Jesus refere não são os néscios. O reino dos céus também não é um local ou uma região, mas um estado íntimo.

A felicidade não é algo que vem do externo para o interno. Felicidade é algo que se alcança intimamente combatendo todos os males que identificamos em nós mesmos.

O ambiente externo exerce uma influência bastante forte em nossas vidas. Mas não passam de influências e, a estas, podemos ceder ou oferecermos resistência de acordo com nossa capacidade de distinguir o bem e o mal nelas contida.

"Jesus venceu a tentação no deserto. E Adão cedeu a ela no paraiso."
Título: Re: Estudo Mensal - Cap VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Antonio Renato em 03 de Dezembro de 2015, 15:26
Meu irmão Kazaoka, tudo é uma questão de interpretação e não de semântica, o Reino
dos Céus pode não ser um local circunscrito, assim também pode não ser um estado
íntimo, mas na casa do pai há muitas moradas.
Título: Re: Estudo Mensal - Cap VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Irmão Franco em 03 de Dezembro de 2015, 19:13
Boa tarde amigos.

Competições acirradas são lançadas em todos os lugares, até mesmo nos lugares de maior claridade; é o ego estancado e a humildade se diluindo; para muitos, a individualidade é  levada ao pé da letra onde a cooperação acaba perdendo seu sentido; lembro-me de quando era criança, em que podíamos dizer aos nossos amigos que bater na porta de alguém e sair correndo era incorreto, obtínhamos resultados satisfatórios e hostilização minima.   

Há duas passagens muito interessante:

NÃO VADES AOS GENTIOS

“Não procureis os gentios, nem entreis nas cidades dos samaritanos; mas ide antes às ovelhas que perecem, da casa de Israel. E pondo-vos a caminho, pregai, dizendo que está próximo o Reino dos Céus. (Mateus, X: 5-7)”

NÃO COLOQUEIS A CANDEIA SOB O ALQUEIRE

"Não se acende uma candeia para colocá-la sob o alqueire; mas colocam-na sobre um candeeiro, a fim de que ela clareie todos aqueles que estão na casa. (São Mateus, cap. V, v. 15)".

Os incrédulos sistemáticos, os obstinados zombadores, os adversários interessados, são para eles o que eram os gentios para os apóstolos. Ainda não lhe são chegados os tempos de compreender.

Mais vale abrir os olhos a cem cegos que desejam ver claramente, do que a um só que se compraz na obscuridade, porque isso seria aumentar em maior proporção o número dos que sustentam a causa.

Deixar os outros em paz não quer dizer indiferença, mas apenas boa política. A vez deles chegará, quando se renderem à opinião geral, de tanto ouvirem a mesma coisa incessantemente repetida ao seu redor, pois então julgarão que aceitam a ideia voluntariamente, por si mesmos, e não sob a pressão de outra pessoa. Porque as ideias são como as sementes: não podem germinar antes da estação própria, e a não ser em terreno preparado. Eis porque é melhor esperar o tempo propício, cultivando primeiro as que estão em condições, e evitando perder as outras por precipitação.

Abraço a todos.

Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: M.Altino em 04 de Dezembro de 2015, 10:35
Amigos e ternos companheiros deste cantinho de amor onde sempre debatemos este lindo tema do Evangelho é com muito carinho que lhes dou o meu bom dia sincero de muita paz .
Aos pobres de Espírito que outrora viveram na Terra, Deus concede a missão de vir esclarecer-vos.
Bendito seja pela graça que nos dá, de podermos ajudar o vosso adiantamento.
Que o Espírito Santo me ilumine, me ajude a tornar compreensíveis minha palavra, e me conceda a graça de a colocar ao alcance de todos.
Todos vós, encarnados, que estais sob a pena e procurais a luz, que a vontade de Deus venha em minha ajuda, para fazê-la brilhar aos vossos olhos!
A humildade é uma virtude bem esquecida, entre vós.
Os grandes exemplos que vos foram dados são tão poucos seguidos. E, no entanto, sem humildade, podeis ser caridosos para o vosso próximo?
Oh, não, porque esse sentimento nivela os homens, mostra-lhes que são irmãos, que devem ajudar-se mutuamente, e os encaminha ao bem.
Sem a humildade, enfeitai-vos de virtudes que não possuis, como se vestísseis um hábito para ocultar as deformidades do corpo.
Lembrai-vos da Aquele que nos salva; lembrai-vos da sua humildade, que o fez tão grande e o elevou acima de todos os profetas.
O orgulho é o terrível adversário da humildade.
Se o Cristo prometeu o Reino dos Céus aos mais pobres, foi porque os grandes da Terra imaginavam que os títulos e as riquezas eram a recompensa de seus méritos, e que a sua essência era mais pura que a do pobre.
Acreditavam que essas coisas lhes eram devidas, e por isso, quando Deus as retira, acusam-no de injustiça.
Oh, irrisão e cegueira!
Deus, acaso, estabeleceu entre vós alguma distinção pelos corpos?
O invólucro do pobre não é o mesmo do rico?
O Criador fez duas espécies de homens?
Tudo quanto Deus fez é grande e sábio.
Não lhe atribuais as ideias concebidas por vossos cérebros orgulhosos.
Oh, rico! Enquanto dormes em teus aposentos belos, ao abrigo do frio, não sabes quantos milhares de irmãos, iguais a ti, jazem na miséria?
O desgraçado faminto não é teu igual?
Bem sei que o teu orgulho se revolta com estas palavras.
Concordarás em lhe dar uma esmola; nunca porém, em lhe apertar fraternalmente a mão. Exclamarás: eu nascido de sangue nobre, um dos grandes da Terra, ser igual a esse miserável estropiado?
 Vã utopia de pretensos filósofos!
Se fôssemos iguais, porque Deus o teria colocado tão baixo e a mim tão alto?
É verdade que vossas roupas não são nada iguais, mas, se vos despirdes a ambos, qual a diferença que então haverá entre vós?
A nobreza do sangue, dirás.
Mas a química não encontrou diferenças entre o sangue do nobre e do plebeu, entre o do senhor e do escravo.
Quem te diz que também não foste miserável como ele?
Que não pediste esmolas?
Que não a pedirás um dia a esse mesmo que hoje desprezas?
As riquezas são por acaso eternas?
Não acabam com o corpo, invólucro perecível do Espírito?
Oh, debruça-te humildemente sobre ti mesmo!
Lança enfim os olhos sobre a realidade das coisas desse mundo, sobre o que constitui a grandeza e a humilhação no outro; pensa que morte não te poupará mais do que aos outros; que os teus títulos não te preservarão dela; que te pode ferir amanhã, hoje, dentro de uma hora; e se ainda te sepultas no teu orgulho, oh!
Então, eu te lamento, porque serás digno de piedade!
Orgulhosos!
Que fostes, antes de serdes nobres e poderosos?
Talvez mais humildes que o último de vossos servos.
Curvai, portanto, vossas frontes altivas, que Deus as pode rebaixar, no momento mesmo em que as elevais mais alto.
Todos os homens são iguais na balança divina; somente as virtudes os distinguem aos olhos de Deus.
Todos os Espíritos são da mesma essência, e todos os corpos foram feitos da mesma massa. Vossos títulos e vossos nomes em nada a modificam; ficam no túmulo; não são eles que dão a felicidade prometida aos eleitos; a caridade e a humildade são os seus títulos de nobreza.
Pobre criatura!
És mãe, e teus filhos sofrem.
 Estão com frio.
Têm fome.
Vais, curvada ao peso da tua cruz, humilhar-te para conseguir um pedaço de pão.
Oh, eu me inclino diante de ti!
Como é nobre, santa e grande aos meus olhos!
Espera e ora: a felicidade ainda não é deste mundo. Aos pobres oprimidos, que nele confiam, Deus concede o Reino dos Céus.
E tu, que és moça, pobre filha devotada ao trabalho, entregue às privações, por que esses tristes pensamentos?
Por que chorar?
Que teus olhos se voltem, piedosos e serenos, para Deus: às aves do céu ele dá o alimento. Confia nele, que não te abandonará.
O ruído das festas, dos prazeres mundanos, te faz bater o coração.
Querias também enfeitar de flores a fronte e misturar-te aos felizes da Terra.
Dizes que poderias, como as mulheres que vês passar, estouvadas e alegres, ser rica também. Oh, cala-te, filha!
Se soubesses quantas lágrimas e dores sem conta se ocultam sob esses vestidos bordados, quantos suspiros se asfixiam sob o ruído dessa orquestra feliz, preferirias teu humilde retiro e tua pobreza.
Conserva-te pura aos olhos de Deus, se não queres que o teu anjo da guarda volte para Ele, escondendo o rosto sob as asas brancas, e te deixe com os teus remorsos, sem guia, sem apoio, neste mundo em que estarias perdida, esperando a punição no outro.
E todos vós que sofreis as injustiças dos homens, sede brandos para as faltas dos vossos irmãos, lembrando que vós mesmos não estais sem manchas: isso é caridade, mas é também humildade.
Se suportais calúnias, curvai a fronte diante da prova.
Que vos importam as calúnias do mundo?
Se vossa conduta é pura, Deus não pode vos recompensar?
Suportar corajosamente as humilhações dos homens, é ser humilde e reconhecer que só Deus é grande e todo-poderoso.
Oh, meu Deus, será preciso que o Cristo volte novamente à Terra, para ensinar aos homens as suas leis, que eles esquecem?
Deverá ele ainda expulsar os vendilhões do templo, que maculam sua casa, esse recinto de orações?
E, quem sabe?
Oh, homens, se Deus vos concedesse essa graça, se não o renegaríeis de novo, como outrora?
Se não o acusaríeis de blasfemo, por vir abater o orgulho dos fariseus modernos?
Talvez, mesmo, se não o faríeis seguir de novo o caminho do Calvário?
Amigos que possamos meditar nestas palavras e ao mesmo tempo ajudar sempre pois mesmo os ricos muitas vezes lhes falta tudo ......
Com um grande abraço de muita paz este vosso amigo
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 05 de Dezembro de 2015, 15:24
A vida em sociedade, tanto no mundo físico quanto no espiritual, onde os Espíritos se interagem, serve, acima de tudo, para que se estabeleçam relações que possibilitem as experiências e as trocas de aprendizado.

Na alegoria evangélica, Adão pôs a humanidade condenada por ter consumido o fruto da árvore do conhecimento. Mas onde está o pecado por consumir o conhecimento, se é ele que nos faz crescer e evoluir espiritualmente?

O termo "consumir" significa dar uma destinação final a alguma coisa. E, no caso do fruto da árvore do conhecimento, o que a sagrada escritura quis dizer é que o homem peca quando toma para somente para si aquilo que consegue produzir na árvore do conhecimento que cada um traz em si. Porque esse ato egoístico o faz orgulhoso e, sobretudo, prepotente.

"A luz deve ser posta sobre o velador e disponibilizada a todos, nunca embaixo do alqueire"
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: M.Altino em 06 de Dezembro de 2015, 11:14
amigos e companheiros deste cantinho de muita paz para todos com muito carinho o meu bom dia sereno de muita paz e vamos escutar como temos de entender que muitas vezes os pedidos espirituais relativos para a humildade tem de ser escutados por todos, quando Moisés subiu ao Monte Sinai, para receber os mandamentos da Lei de Deus, o povo de Israel, entregue a si mesmo, abandonou o verdadeiro Deus.
Homens e mulheres entregaram suas jóias e seu ouro, para  fabricar  um ídolo que abandonaram.
Homens civilizados, fazeis, entretanto, como eles.
O Cristo vos deixou a sua doutrina, vos deu o exemplo de todas as virtudes, mas abandonastes exemplos e preceitos.
Cada um de vós, carregando as suas paixões, fabricou um Deus de acordo com a sua vontade: para uns terrível e sanguinário; para outros, indiferente aos interesses do mundo. O Deus que fizestes é ainda o bezerro de ouro, que cada qual apropria aos seus gostos e às suas ideias.
Despertai, meus irmãos, meus amigos!
Que a voz dos Espíritos vos toque o coração.
Sede generosos e caridosos, sem ostentação.
Quer dizer: fazei o bem com humildade. Que cada um vá demolindo aos poucos os altares elevados ao orgulho.
Numa palavra: sede verdadeiros cristãos, e atingireis o reino da verdade.
Não duvideis mais da bondade de Deus, agora que Ele vos envia tantas provas.
Viemos preparar o caminho para o cumprimento das profecias.
Quando o Senhor vos der uma manifestação mais linda da sua clemência, que o enviado celeste vos encobre reunidos numa grande família; que os vossos corações, brandos e humildes, sejam dignos de receber a palavra divina que Ele vos trará; que o eleito não encontre em seu caminho senão as palmas dispostas pelo vosso retorno ao bem, à caridade, à fraternidade e então o vosso mundo se tornará um paraíso terreno.
Mas se permanecerdes insensíveis à voz dos Espíritos, enviados para purificar e renovar a vossa sociedade civilizada, rica em conhecimentos e não obstante tão pobre de bons sentimentos, a nada mais nos restará do que chorar e gemer pela vossa sorte.
Mas, não, assim não acontecerá.
Voltai-vos para Deus, vosso pai, e então nós todos, que trabalhamos para o cumprimento da sua vontade, entoaremos o cântico de agradecimento ao Senhor, por sua inesgotável bondade, e para O glorificar por todos os séculos dos séculos.
Amigos vamos meditar como é importante sermos humildes e generosos para com todos e assim fazermos a vontade de Jesus que sempre nos dá muita força
Com um sincero abraço de muita paz este vosso amigo
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 06 de Dezembro de 2015, 12:38
Bom dia Altino e demais companheiros que acompanham este tópico. Tenham todos um excelente Domingo!!!

[...]Quando Moisés subiu ao monte Sinai para receber os mandamentos de Deus, o povo de Israel, entregue a si mesmo, abandonou o Deus verdadeiro. Homens e mulheres deram o ouro e as jóias que possuíam, para que se construísse um ídolo que entraram a adorar. Vós outros, homens civilizados, os imitais. O Cristo vos legou a sua doutrina; deu-vos o exemplo de todas as virtudes e tudo abandonastes, exemplos e preceitos. Concorrendo para isso com as vossas paixões, fizestes um Deus a vosso jeito: segundo uns, terrível e sanguinário; segundo outros, alheado dos interesses do mundo. O Deus que fabricastes é ainda o bezerro de ouro que cada um adapta aos seus gostos e às suas idéias.[...]

Destacamos esta parte da mensagem do Espírito Lacordaire, postada pelo colaborador Altino, para darmos ênfase a um ponto que julgamos muito importante na mesma. Trata-se da necessidade de sermos doutrinados.

Nesta mensagem Lacordaire cita o fato do povo que seguia Moisés, que era o doutrinador daquele legião ávida por justiça e liberdade, quando ele afastou-se subindo ao monte Sinai, o povo entregue às suas paixões, voltaram todos ao culto do bezerro de ouro. Ou seja, ao culto dos valores materiais e da satisfação temporal própria de tudo que é material.

Individualmente, assim como era na época de Moisés, ainda hoje não estamos em condições de ficarmos entregues unicamente ao nosso saber, ao nosso entendimento sobre as coisas da matéria e do Espírito. Devemos nos curvar diante desta nossa necessidade.

Para nós Cristãos o nosso doutrinador é Jesus e sua moral.

Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Irmão Franco em 06 de Dezembro de 2015, 13:06
Bom dia fraterno aos meus caros amigos.

A todos, muito obrigado por condicionar-me a pensar sobre a humildade, esta que se encontra dentro de cada um de nós. Desde o inicio em que iniciamos este digno estudo, os pensamentos vem, passam pelo coração e renovam as atitudes.

Curvemos diante de quaisquer ensinamentos, seja aprendiz no bom caráter onde renova as atitudes, seja aprendiz nas más índoles que renovam a moralidade.

Estamos em terra firme, matéria grosseira e densa, clamando piedade a Deus para correção de nossas más tendências.

Que possamos evoluir diante desta oportunidade, aprendendo e renovando, fixando e repassando.

https://www.youtube.com/watch?v=c6mPci-whIo

Mais uma vez obrigado.
Um ótimo Domingo a todos.
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: M.Altino em 07 de Dezembro de 2015, 10:33
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz para todos o meu bom dia sereno e vamos meditar neste belo ensinamento Adolfo Bispo de Alger, Marmande, 1862.........
Homens, por que lamentais as calamidades que vós mesmos amontoastes sobre a vossa cabeça?
Desprezastes a santa e divina moral do Cristo; não vos admireis de que a taça da iniquidade tenha transbordado por toda a parte.
O mal-estar se torna geral.
A quem se deve, se não a vós mesmos, que incessantemente procurais aniquilar-vos uns aos outros?
Não podeis ser felizes, sem mútua benevolência, e como poderá esta existir juntamente com o orgulho?
O orgulho, eis a fonte de todos os vossos males.
Dedicai-vos, pois, à tarefa de destruí-lo, se não quiserdes perpetuar as suas funestas consequências.
Um só meio tendes para isso, mas infalível: tomai a lei do Cristo por regra invariável de vossa conduta, essa lei que haveis rejeitado ou falseado na sua interpretação.
Por que tendes em tão grande estima o que brilha e encanta os vossos olhos, em lugar do que vos toca o coração?
Por que o vício que se desenvolve na opulência é o objeto da vossa reverência, enquanto só tendes um olhar de desdém para o verdadeiro mérito, que se oculta na obscuridade?
Que um rico libertino, perdido de corpo e alma, se apresente em qualquer lugar, e todas as portas lhe são abertas, todas as honras lhe são dispensadas, enquanto dificilmente se concede um gesto de proteção ao homem de bem que vive do seu trabalho.
Quando a consideração que se dispensa às pessoas é medida pelo peso do ouro que elas possuem, ou pelo nome que trazem, que interesse podem ter elas em se corrigirem de seus defeitos?
Bem diferente seria, entretanto, se o vício dourado fosse fustigado pela opinião pública, como o é o vício pegajoso.
Mas o orgulho é indulgente para tudo quanto o agrada.
Século de maus  pensamentos e de dinheiro, dizeis vós.
Sem dúvida; mas por que deixastes as necessidades materiais se sobreporem ao bom senso e à razão: por que cada qual deseja se elevar sobre o seu irmão?
Agora, a sociedade sofre as consequências.
Não esqueçais que um tal estado de coisas é sempre o sinal da decadência moral.
Quando o orgulho atinge o seu extremo, é indício de uma próxima queda, pois Deus pune sempre os soberbos.
Se às vezes os deixa subir, é para lhes dar tempo de refletir e de emendar-se, sob os golpes que, de tempos a tempos, desfere no seu orgulho como advertência.
Entretanto, em vez de humilharem, eles se revoltam.
Então, quando a medida está cheia, Ele a vira de repente, e a queda é tanto mais terrível, quanto mais alto tiverem se elevado.
Pobre raça humana, cujos caminhos foram todos corrompidos pelo egoísmo, reanimai-vos, apesar disso!
Na sua infinita misericórdia, Deus envia um poderoso remédio aos teus males, um socorro inesperado à tua aflição.
Abre os olhos à luz: eis que as almas dos que se foram estão de volta, para te recordar os verdadeiros deveres.
Elas te dirão, com a autoridade da experiência, quanto as vaidades e as grandezas de vossa passageira existência são pequeninas, diante da eternidade.
Dirão que, nesta, será maior o que foi menor entre os pequenos deste mundo; que o que mais amou os seus irmãos será o mais amado no céu; que os poderosos da Terra, se abusaram da autoridade, serão obrigados a obedecer aos seus servos; que a caridade e a humildade, enfim, essas duas irmãs que se dão as mãos, são os títulos mais eficazes para obter-se a graça do Eterno...........
Amigos como temos de meditar nestas palavras e nos seus ensinamentos para cada um de nós.
Com  um carinhoso abraço de muita paz este vosso dedicado amigo
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Irmão Franco em 07 de Dezembro de 2015, 18:17
Boa tarde caros amigos de estudo.

- orgulho e egoísmo

Somos tão pequenos para conservemos estas más tendências. Estamos doentes necessitando a cura.

Segundo milênio e ainda se fala em tempos de guerra? Estamos doentes e necessitamos de cura.

Nos repudiamos por nossas preferências políticas ou religiosas? Estamos doentes e necessitamos de cura.

Julgamos nosso próximo pela sua classe social ou cor de pele? Estamos doentes e necessitamos de cura.

Sejamos humildes, caridosos e pratiquemos o amor.
"Amai a Deus e ao próximo como a ti mesmo. Jesus"
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: M.Altino em 08 de Dezembro de 2015, 11:00
Amigos é sempre com muito carinho que venho a este cantinho de debate e esclarecimento para todos dar o meu bom dia de muita paz e ao mesmo tempo dizer que a nossa Missão aqui neste planeta ainda tem de ser mais evoluído para poder tirar dentro de cada um de nós esse escolho que é o egoísmo e sermos mais humildes para com todos....
Não vos orgulheis por aquilo que sabeis, porque esse saber tem limites bem estreitos, no mundo que habitais.
Mesmo supondo que sejais uma das sumidades desse globo, não tendes nenhuma razão para vos envaidecer.
Se Deus, nos seus desígnios, vos fez nascer num meio onde pudestes desenvolver a vossa inteligência, foi por querer que a usásseis em benefício de todos.
Porque é uma missão que Ele vos dá, pondo em vossas mãos o instrumento com o qual podeis desenvolver, ao vosso redor, as inteligências retardatárias e conduzi-las a Deus.
A natureza do instrumento não indica o uso que dele se deve fazer?
A enxada que o jardineiro põe nas mãos do seu ajudante não indica que ele deve cavar?
E o que diríeis se o trabalhador, em vez de trabalhar, erguesse a enxada para ferir o seu senhor?
Diríeis que isso é horroroso, e que ele deve ser expulso.
Pois bem, não se passa o mesmo com aquele que se serve da sua inteligência para destruir, entre os seus irmãos, a ideia da Providência?
Não ergue contra o seu Senhor a enxada que lhe foi dada para preparar o terreno?
Terá ele o direito ao salário prometido, ou merece, pelo contrário, ser expulso do jardim? Pois o será, não o duvideis, e arrastará existências miseráveis e cheias de humilhação, até que se curve diante da Aquele a quem tudo deve.
A inteligência é rica em méritos para o futuro, mas com a condição de ser bem empregada. Se todos os homens bem dotados se servissem dela segundo os desígnios de Deus, a tarefa dos Espíritos seria fácil, ao fazerem progredir a humanidade.
Muitos, infelizmente, a transformaram em instrumento de orgulho e de perdição para si mesmos.
O homem abusa de sua inteligência, como de todas as suas faculdades, mas não lhe faltam lições, advertindo-o de que uma poderosa mão pode retirar-lhe o que ela mesma lhe deu...
Amigos como podemos compreender que temos sempre de meditar nos nossos atos e valores morais .......
Com um grande abraço de muita paz este vosso amigo....
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: lconforjr em 08 de Dezembro de 2015, 19:05
Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito

      Ref msg inicial de Kazaoka

      Kazaoka escreveu: Será que Deus existe mesmo? Será que há vida após a morte? Será que realmente existem Espíritos? Será que existe reencarnação?
      São as dúvidas que nos levam ao exercício de nossas faculdades, mais notadamente a inteligência, fazendo-nos avançar. O Espiritismo, a exemplo de todas as doutrinas e religiões, tem respostas bastante positivas para estas questões.

      Conf: sem dúvida que as dúvidas suscitam questionamentos que fazemos a nós mesmos; no entanto, muitas vezes não encontramos as respostas de que necessitamos nem mesmo nas lições transmitidas por Jesus e Paulo no Novo Testamento, pelos espíritos na codificação e em milhares de msgs.

      Como disse o amigo, as diferentes religiões nos dão respostas para essas questões, mas muitas respostas são diferentes e mesmo se contradizem totalmente.

      Kaza: Devemos tomar sempre a postura de pobres de Espírito porque não somos capazes de abarcarmos em uma única existência toda riqueza de conhecimento e sabedoria que estão aí dispersas para serem observadas e apreendidas.

      Conf: aqui, uma pergunta ao amigo Kaza: como devemos fazer para “tomar a postura de pobres de espírito”? O que é que, para o distinto amigo, significa isso? Onde está o ensinamento que nos faça ser pobres de espíritos, ou humildes, não egoístas, caridosos etc?
 ...........
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: lconforjr em 08 de Dezembro de 2015, 19:27
Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito

      Ref resp #31 em: 08 12 15, 11:00, de MAltino.

      Altino escreveu: Amigos... venho a este cantinho para dizer que a nossa Missão aqui neste planeta ainda tem de ser mais evoluído para poder tirar dentro de cada um de nós esse escolho que é o egoísmo e sermos mais humildes para com todos...

      Conf: meu querido amigo de além-mar, como é que devemos fazer para poder tirar de dentro de cada um de nós isso que vc chamou de “escolho” para nossa evolução? Como fazer para acabarmos com nosso egoísmo e para sermos mais humildes? O amigo sabe nos dizer como fazer isso? E, se todos os efeitos têm suas causas, qual é a causa (que em nenhuma lição encontramos) que nos fez egoístas e orgulhosos?

      Qual será a razão de a doutrina dizer que o egoísmo é a “maior chaga da humanidade”, e o pai de todos os males, uma doença que devemos eliminar de nós mesmos, se ele é nada mais do que um sentimento “perfeitamente natural” de todos nós, humanos e não humanos, pois que nós é dado por Deus? De que adianta dizer ao egoísta que não seja egoísta, ao orgulhoso que seja humilde?

.............
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 09 de Dezembro de 2015, 10:01
Bom dia Iconforjr e demais seguidores deste tópico.

A postura daquele que reconhece suas limitações e próprias carências no concernente ao entendimento sobre a vida do Espírito e as Leis Universais que as regem, não é a de querer explicar tudo ou dar resposta contundentes a todos os questionamentos.

Como nossas vidas são, na verdade, um processo de compreensão e aprendizado, o que precisamos é ter consciência que somos uma personalidade que precisa ser talhada pelas experiências que a vida nos faculta para que possa surgir a preciosidade nela embutida.
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: lconforjr em 09 de Dezembro de 2015, 16:21
Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito

      Ref resp #34 em: 09 12 15, às 10:01, de Kazaoka

      Um bom-dia ao caro amigo Kaza e aos demais amigos.

      Kaza respondeu:  A postura daquele que reconhece suas limitações e próprias carências no concernente ao entendimento sobre a vida do Espírito e as Leis Universais que as regem, não é a de querer explicar tudo ou dar resposta contundentes a todos os questionamentos.

      Conf: e como fazer, meu jovem, para reconhecer nossas próprias limitações e carências? Nós somos senhores de entendimento suficiente para isso?  Se fosse fácil agir como quem reconhece suas limitações e carências, porq tantos não agem assim, o que está provado pelo que o mundo ainda é?

      Kaza: Como nossas vidas são, na verdade, um processo de compreensão e aprendizado, o que precisamos é ter consciência que somos uma personalidade que precisa ser talhada pelas experiências que a vida nos faculta para que possa surgir a preciosidade nela embutida.

      Conf: aqui, meu caro amigo, tenho de repetir uma pergunta já endereçada “n” vezes para vc mas que vc, até hoje, não respondeu: porq é que esse processo de aprendizagem tem que estar sempre, para todos, acompanhado de sofrimentos desesperadores e mesmo insuportáveis?!!

      Um abraço!
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Irmão Franco em 09 de Dezembro de 2015, 20:07
Boa tarde caros amigos.

O que causa dor é o orgulho e o egoísmo, que naturalmente esta conosco e é por isso que estamos aqui, neste planeta.

"- AME! Ame a Deus, ame a água, ame o ar, ame a terra, ame as flores, ame as árvores, ame a vida, ame o som, ame o próximo, ame seu amigo, ame seu inimigo, ame as pessoas, ame sua cidade, ame seu país, ame seu planeta, ame tudo, pois é no amor, que o orgulho e o egoísmo são extintos."

Abraços
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 09 de Dezembro de 2015, 20:22
Iconforjr,

Como já vimos que a pobreza de Espírito que fala o evangelho tem a ver com humildade. É justamente esta falta de humildade em nós que faz com que as respostas que nos são dadas por pessoas, seitas, doutrinas, filosofias e religiões nunca nos satisfaçam. Não aceitamos nada que não seja fruto de nossas próprias experiências, conhecimentos e concepções. Não adianta lhe apresentar minhas respostas para os seus questionamentos, ainda que eu as tenham comigo. Com certeza elas não lhe satisfará. E temos provas disso.

É nesse aspecto que precisamos ser humildes e pobres de Espírito. É reconhecer que somos suficientemente dosados de vaidade e orgulho que fazem com que as respostas que precisamos sejam frutos de nossa dedicação para obtê-las.
As pessoas, as doutrinas e religiões podem nos auxiliar nisso. Mas não podem nos desonerar da necessidade de nosso esforço próprio para que tenhamos os méritos e, também, responsabilidades sobre as respostas que damos e das conquistas que obtemos.
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: M.Altino em 10 de Dezembro de 2015, 10:56
Amigos e companheiros deste cantinho onde debatemos este estudo com muita serenidade é para todos o meu bom dia sereno e vamos meditar afinal quem são os Pobres de Espírito de que nos fala o Evangelho.
E meditemos um pouco no maravilhoso ensinamento de Sermão da Montanha
No Sermão da Montanha, o Mestre Jesus afirmou:
Bem-aventurados os pobres de Espírito, porque deles é o reino dos céus.
Ainda hoje muito se fala sobre tal ensinamento, eis que grande interesse desperta em todos os que tomaram conhecimento dos ensinos de Jesus.
No entanto, tal ensino, como tantos outros, resta ainda incompreendido pelos homens.
O que, afinal, o Mestre pretendia proclamar?
Jesus proclama que Deus quer Espíritos ricos de amor e pobres de orgulho.
Os Espíritos ricos são aqueles que acumulam os tesouros que não se confundem com as riquezas da Terra.
Seus bens não são jamais corroídos pelas traças, tampouco podem ser subtraídos pelos ladrões.
Os pobres de Espírito são os que não têm orgulho. São os humildes, que não se envaidecem pelo que sabem, e que nunca exibem o que têm.
A modéstia é o seu distintivo, porque os verdadeiros sábios são aqueles que têm idéia do quanto não sabem.
Por isso, a humildade é considerada requisito indispensável para alcançar-se o reino dos céus.
Sem a humildade nenhuma virtude se mantém.
A humildade é o propulsor de todas as grandes ações, em todas as esferas de atuação do homem.
Os humildes são simples no falar.
São sinceros e francos no agir.
Não fazem ostentação de saber, nem de santidade.
A humildade, tolerante em sua singeleza, compadece-se dos que pretendem afrontá-la com o seu orgulho.
Cala-se diante de palavras loucas.
Suporta a injustiça.
Vibra com a verdade.
A humildade respeita o homem não pelos seus haveres, mas por suas reais virtudes.
A pobreza de paixões e de vícios é a que deve amparar o viajor que busca sinceramente a perfeição.
Foi esta a pobreza que Jesus proclamou: a pobreza de sentimentos baixos, representada pelo desapego às glórias efêmeras, ao egoísmo e ao orgulho.
Há muitos pobres de bens terrenos que se julgam dignos do reino dos céus, mas que, no entanto, têm a alma endurecida e orgulhosa.
Repudiam a Jesus e se fecham nos redutos de uma fé que obscurece seus entendimentos e os afasta da verdade.
Não é a ignorância nem tampouco a miséria que garantem aos seres a felicidade prometida por Jesus.
O que nos encaminha para tal destino são os atos nobres, cheios na caridade e no amor incondicional.
Precisamos, também, adquirir conhecimentos que nos permitam alargar o plano da vida, em busca de horizontes mais vastos.
Pobres de Espírito são os simples e nobres.
Não os orgulhosos e velhacos.
Pobres de Espírito são os bons, que sabem amar a Deus e ao próximo, tanto quanto amam a si próprios.
São aqueles que observam e vivem as Leis de Deus. Estudam com humildade.
Reconhecem o quanto ainda não sabem. Imploram a Deus o amparo indispensável às suas almas.
Era a respeito desses homens que o Mestre Nazareno, em Suas bem- aventuranças, estava se referindo.
Muitos são os que confundem humildade com servilismo.
Ser humilde não significa aceitar desmandos e compactuar com equívocos.
Ser humilde é reconhecer as próprias limitações, buscando vencê-las, sem alarde, nem fantasias.
É buscar, incansavelmente, a verdade e o progresso pessoal, nas trilhas dos exemplos nobres e dignos.
Amigos se cada um de nós meditar com honestidade nestas palavras vamos sentir que a nossa vida se modifica muito.
Com um sincero abraço de muita paz este vosso amigo
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 10 de Dezembro de 2015, 14:42
Bom dia amigos!!!

A sociedade humana e a cultura por ela estabelecida conclama, de forma imperativa, o indivíduo a ser o melhor em tudo e entre todos. Cultiva-se no coração do homem, desde a sua infância, esta utopia.

Mas, o que realmente estamos todos precisando, o que a humanidade com seus problemas precisa, é que cada um tenha a humildade de almejar ser apenas o melhor de si mesmo.

Os grandes problemas da ordem social não são questões que se resolva apenas com o concurso do melhor dos Espíritos e, sim, com o melhor que cada Espírito pode ser.

Ser o melhor de todos é um pensamento nascido e sustentado pelo orgulho. Ser o melhor de si é um objetivo real, interesse comum e que pode ser alcançado por todos.
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Irmão Franco em 10 de Dezembro de 2015, 15:06
Boa tarde amigos.

Surgiu-me uma grande questão referente a esta bem-aventurança.
 
Em diversos lugares, foi discutido que a tradução de pobre de Espírito esta incorreta, isso por que, no texto original em grego seria "pobres em Espírito" ou "pobres pelo Espírito". Não há problemas, pois todas as traduções trazem o mesmo sentido para quem a conhece porém, ao solicitar o entendimento sobre o assunto há uma pessoa leiga no mesmo, ela me disse: ("... - pobre de espírito, acredito eu ser uma pessoa que não tenha espírito").

Reuni algumas traduções realizadas por diversas pessoas:

A tradução de João Ferreira de Almeida, feita no século XVII e até hoje difundida,
com revisões, pela Sociedade Bíblica do Brasil, propõe para Mateus 5:3 o seguinte texto:
Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino
dos céus


Em inglês, a famosa King James Version afirma:
“Blessed are the poor in spirit: for their’s is the kingdom of
heaven” (Bem-aventurados são os pobres em espírito: pois deles é
o reino do céu
).

Segundo Louis Segond, a frase em francês se expressa assim:
“Heureux les pauvres en esprit, car le royaume des cieux est à
eux” (Bem-aventurados os pobres em espírito, pois o reino dos
céus é deles
).

A antiga tradução espanhola de Casiodoro de Reina (1569), revisada em 1602 por
Cipriano de Valera, diz:
“Bienaventurados los pobres en espírito: porque de ellos es el reino
de los cielos” (Bem-aventurados os pobres em espírito: porque
deles é o reino dos céus
).

O reformador Martin Lutero traduziu a passagem de maneira ligeiramente diferente:
“Selig sind, die da geistlich arm sind; denn das Himmelreich ist
ihr” (Bem-aventurados são os que são espiritualmente pobres;
pois o reino do céu é deles
).

Finalmente, a versão em italiano disponibilizada no site do Vaticano
sugere:
“Beati i poveri in spirito, perché di essi è il regno dei cieli” (Bemaventurados
os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus
)

Afinal de contas, devemos dar importância a nossas palavras de modo que todos nós, seres humanos, nos entendêssemos?

Um abraço.
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: lconforjr em 11 de Dezembro de 2015, 16:43
Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito

      Nova resposta ref resp #34 em: 09 12 15, às 10:01, de Kazaoka

      Um bom-dia ao caro amigo Kaza e aos demais amigos.

      Conf: com esta tento tornar mais clara minha resposta já publicada mais acima (em #35 em: 09 12 15, 16:21).


      Kaza disse: A postura daquele que reconhece suas limitações e próprias carências no concernente ao entendimento sobre a vida do Espírito e as Leis Universais que as regem, não é a de querer explicar tudo ou dar respostas contundentes a todos os questionamentos.

      Conf: amigo Kaza, esqueça de “respostas contundentes a todos os questionamentos”; atente, apenas, para o seguinte: se não nos explicam o básico dos básicos, imprescindível para que se entenda a doutrina, como vamos entendê-la? Até agora, 150 anos já passados desde a chegada da codificação, ainda não conseguimos obter uma explicação que seja inquestionável sobre o porq uns são maus e outros são bons!

      Vc mesmo, meu distinto jovem amigo, como é que entende a doutrina, se não conhece ainda as causas mais profundas que trouxeram essa desigualdade aos espíritos que são criados perfeitamente iguais?!

      E como fazer, meu jovem, para reconhecer nossas próprias limitações e carências? Nós somos senhores de entendimento suficiente para isso?  Se fosse fácil agir como quem reconhece suas limitações e carências, porq tantos não agem assim, o que está provado pelo que o mundo ainda é?

      Kaza: Como nossas vidas são, na verdade, um processo de compreensão e aprendizado, o que precisamos é ter consciência que somos uma personalidade que precisa ser talhada pelas experiências que a vida nos faculta para que possa surgir a preciosidade nela embutida.

      Conf: aqui, meu caro amigo, tenho de repetir uma pergunta já endereçada “n” vezes para vc mas que vc, até hoje, não respondeu: porq é que esse processo de aprendizagem tem que estar sempre, para todos, acompanhado de sofrimentos desesperadores e mesmo insuportáveis?!!

      Um abraço!
.............
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: lconforjr em 11 de Dezembro de 2015, 17:21
Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito

      Ref resp #37 em: 09 12 15, às 20:22, de Kazaoka

      Kaza respondeu: Como já vimos que a pobreza de Espírito que fala o evangelho tem a ver com humildade. É justamente esta falta de humildade em nós que faz com que as respostas que nos são dadas por pessoas, seitas, doutrinas, filosofias e religiões nunca nos satisfaçam. Não aceitamos nada que não seja fruto de nossas próprias experiências, conhecimentos e concepções. Não adianta lhe apresentar minhas respostas para os seus questionamentos, ainda que eu as tenha comigo. Com certeza elas não lhe satisfarão. E temos provas disso.

      Conf: meu querido amigo, concordo com vc, mas, se puder, por favor, nos diga como adquirir a virtude da humildade? E, se vc sabe, qual é a causa que faz que os homens se tornem orgulhosos?!

      E qual é a causa devido a qual para uns elas não satisfazem, como vc disse se referindo a mim, enquanto para vc e para outros satisfazem?

      Kaza: É nesse aspecto que precisamos ser humildes e pobres de Espírito. É reconhecer que somos suficientemente dosados de vaidade e orgulho que fazem com que as respostas que precisamos sejam frutos de nossa dedicação para obtê-las.

      Conf: novamente concordo com vc: precisamos ser humildes e pobres de espírito, nos libertar da vaidade e do orgulho, mas, meu amigo, como é que vc fez para se libertar dessas imperfeições e para ter dedicação suficiente para obter essas respostas?!

      Kaza: As pessoas, as doutrinas e religiões podem nos auxiliar nisso. Mas não podem nos desonerar da necessidade de nosso esforço próprio para que tenhamos os méritos e, também, responsabilidades sobre as respostas que damos e das conquistas que obtemos.

      Conf: aqui não concordo com vc, pois o que é que nos fará ter confiança no que essas pessoas, doutrinas e religiões nos dizem? Veja que, só no Brasil, em censo de 2012, constatou-se a existência de 12 e meio milhões de ateus! Aqui tenho de novamente perguntar: qual é a causa de tantos crerem em Deus e de esses 12,5 milhões não crerem?

.............
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Irmão Franco em 11 de Dezembro de 2015, 20:04
Boa tarde caros amigos.

Não compreendo o por que desses pontos estranhos aqui no estudo contudo, darei um posicionamento.

Nós espíritos nos distinguimos pela pureza e podemos escolher a que caminho percorrer, pois temos o livre-arbítrio. Partindo do livre-arbítrio:

- Amar ou não amar?
- Sorrir ou chorar?
- Ser humilde ou orgulhoso?
- Ser amigo ou inimigo?
- Ser caridoso ou egoísta?
- Ser feliz ou triste?
- Praticar bondade ou maldade?

Deparamos dia-a-dia com essas perguntas.
Nos identificamos com aquilo que queremos e nos transformamos pelas nossas escolhas.

Um abraço e espero poder ler mais sobre a bem-aventurança Pobres de Espírito.
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: M.Altino em 12 de Dezembro de 2015, 11:29
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz e onde sempre debatemos um tema mensal que nos ajuda a entender mais um pouco esta linda Doutrina e o Evangelho...assim com muita paz o meu bom dia sereno .......
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No ponto de vista psicológico, pobre é sempre aquele que se considera um devedor.
No Sermão da Montanha, o Mestre Jesus afirmou:
Bem-aventurados os pobres de Espírito, porque deles é o reino dos céus.
Ainda hoje muito se fala sobre tal ensinamento,pois, gera grande interesse  naqueles que conhecem  os ensinamentos de Jesus. 
No entanto, tal ensinamento, como tantos outros preferidos pelo Mestre, ainda é  incompreendido pelos homens.
O que, afinal, Jesus pretendia dizer? 
Jesus nos fala que Deus quer Espíritos ricos de amor e pobres de orgulho.
Os Espíritos ricos são aqueles que acumulam os tesouros que não se confundem com as riquezas da Terra.  Seus bens não são jamais corroídos pelo tempo, tampouco podem ser levados pelos ladrões.
Os pobres de Espírito são os que não têm orgulho.
São os humildes, que não se envaidecem pelo que sabem, e que nunca exibem o que têm. 
A modéstia é o seu distintivo, porque os verdadeiros sábios são aqueles que têm ideia dr que nada sabem.
Por isso, a humildade é considerada requisito indispensável para alcançar-se o reino dos céus.
Sem a humildade nenhuma virtude se mantém. 
A humildade é o propulsor de todas as grandes ações, em todas as esferas de atuação do homem.
Os humildes são simples no falar, são sinceros e francos no agir, não fazem ostentação de saber, nem se julgam santos.
A humildade, tolerante em sua singeleza, compadece-se daqueles que  pretendem afrontá-la com o seu orgulho.
Cala-se diante de palavras loucas, suporta a injustiça.
Vibra com a verdade. 
A humildade respeita o homem não pelos seus haveres, mas por suas reais virtudes.   
A pobreza de paixões e de vícios é a que deve amparar o espírito  que busca sinceramente a perfeição.
Foi esta a pobreza que Jesus proclamou: a pobreza de sentimentos baixos,representada pelo desapego às glórias efêmeras, ao egoísmo e ao orgulho. 
Há muitos pobres de bens terrenos que se julgam dignos do reino dos céus, mas que, no entanto, têm a alma endurecida e orgulhosa. 
Repudiam a Jesus e se fecham nos redutos de uma fé que obscurece seus entendimentos e os afasta da verdade.
Não é a ignorância nem tampouco a miséria que garantem aos seres a felicidade prometida por Jesus. 
O que nos encaminha para tal destino são os atos nobres, cheios  na caridade e no amor incondicional. 
Precisamos, também, adquirir conhecimentos que nos permitam alargar o plano da vida, em busca de horizontes mais vastos.
Pobres de Espírito são os simples e nobres, não os orgulhosos e trapaceiros.
Pobres de Espírito são os bons, que sabem amar a Deus e ao próximo, tanto quanto amam a si próprios. 
São aqueles que observam e vivem as Leis de Deus.
Estudam com humildade, reconhecem o quanto ainda não sabem.
Imploram a Deus o amparo indispensável às suas almas.
Era a respeito desses homens que o Mestre Jesus, em suas bem-aventuranças , estava se referindo. 
Muitos são os que confundem humildade com servilismo.
Ser humilde não significa aceitar desmandos e compactuar com equívocos.
Ser humilde é reconhecer as próprias limitações, buscando vencê-las, sem alarde, nem fantasias.
É buscar, incansavelmente, a verdade e o progresso pessoal, nas trilhas dos exemplos nobres e dignos.
Os pobres de espírito acreditam que tudo é doação.
As coisas, as amizades, o emprego, o ser atendido em último lugar, receber uma esmola, uma ajuda.
Em tudo vê a graça de Deus.
Sente-se sempre devedor da vida.
Logo, é errado dizer:
“Coitado é um pobre de espírito”
Porque  ser pobre de espírito não é ser ignorante e pobre de caráter, pelo contrário. Kardec no Evangelho sobre o Espiritismo nos diz:
Pobre de espírito é aquele que é verdadeiramente humilde.
Com esta explicação me perece que compreendemos melhor o que é ser Pobre de Espírito.
Amigos com um abraço de muita paz este vosso amigo
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 12 de Dezembro de 2015, 15:05
Bom dia a todos!!!

Ainda seguindo o raciocínio da mensagem do Altino e o peso que o conceito de riqueza exerce em nossas vidas, gostaria de colocar a seguinte consideração;

- Quando dizemos que uma pessoa privada das riquezas materiais vive na miséria porque abusou dos bens que possuiu em uma existência pretérita, podemos ai estarmos a cometer um grande equivoco.

Se temos que passar por todas as experiências, a da riqueza material e da pobreza material são compulsórias.

Pode ser que um Espírito muito bom como rico materialmente venha, em algum momento, reencarnar como um paupérrimo e fracassar moralmente nesta nova experiência. Por quê isso?
Isso pode acontecer devido ao fato que toda "bondade" que o Espírito apresentava na condição de abastado material, estava atrelado ao sentimento profundamente materialista (tenho que ser bom porque tenho muito).

Na situação que ilustramos o Espírito atribuía a sua bondade aos lauréis que a vida sempre lhe oferecia. Quando a sua situação material mudou, mudou também a sua resposta moral ao que a vida lhe impôs. É assim com a maioria dos Espíritos e é assim com a maioria dos encarnados. Precisamos trabalhar isso em nós!
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Irmão Franco em 12 de Dezembro de 2015, 16:35
A pobreza feliz
 
Quem se empobrece de ambições inferiores, adquire a luz que nasce da sede de perfeição espiritual.
Quem se empobrece de orgulho, encontra a fonte oculta da humildade vitoriosa.
Quem se empobrece de exigências da vida física, recebe os tesouros inapreciáveis da alma.
Quem se empobrece de aflições inúteis, em torno das posses efêmeras da Terra, surpreende a riqueza da paz em si mesmo.
Quem se empobrece de vaidade amealha as bênçãos do serviço.
Quem se empobrece de ignorância, ilumina-se com a chama da sabedoria.
 
 
Não vale amontoar ilusões que nos enganam somente no transcurso de um dia.
Não vale sermos ricos de mentira, no dia de hoje, para sermos indigentes da verdade, no dia de amanhã.
Ser grande, à frente dos homens, é sempre fácil. A astúcia consegue semelhante fantasia sem qualquer obstáculo. Mas ser pequenino, diante das criaturas, para servirmos realmente aos interesses do Senhor, junto da Humanidade, é trabalho de raros.
Bem aventurada será sempre a pobreza que sabe se enriquecer de luz para a imortalidade, porque o rico ocioso da Terra é o indigente da Vida Mais Alta e o pobre esclarecido do mundo é o Espírito enobrecido das Esferas Superiores, que será aproveitado na extensão da Obra de Deus.
 
Emmanuel
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: M.Altino em 13 de Dezembro de 2015, 11:23
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz e serenidade para todos o meu bom dia sereno
de muita paz e debatendo este tema nunca é demais falar dos Pobres de Espírito para podermos compreender que muitos o são mesmo sendo ricos e não fizeram o que tinham prometido antes de reencarnar ....
O QUE SE DEVE ENTENDER POR POBRES DE ESPÍRITO
"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus".( Mateus, 5:3 ).
A expressão " pobres de espírito", interpretadas ainda, por muitos, como sendo pessoas sem inteligência, dentro do contexto das leis divinas, ensinadas e vividas por Jesus, só podem significar os humildes, os que não buscam demonstrar o que sabem, não procuram exaltar-se ou exibir o que sabe, considerando, sinceramente, que muito têm ainda que aprender.
" É por isso que a humildade se tornou cartão de ingresso no Reino dos Céus." (1)
A humildade é, talvez, a virtude da qual menos se fala.
Penso que tal acontece por ser ela a mais difícil de ser desenvolvida em um mundo, cuja humanidade, ainda se prende muito aos valores e prazeres materiais, onde a competição aguerrida, a luta pelo sucesso, pelo poder, pelo dinheiro, são ações estimuladas e aplaudidas.
" Os homens cultos e inteligentes, segundo o mundo, fazem, geralmente, tão elevada opinião de si mesmos e de sua superioridade, que consideram as coisas divinas, como indignas de sua atenção.
Preocupados somente com eles mesmos, não podem elevar o pensamento a Deus."
Na Terra, o orgulho continua sendo muito estimulado, até mesmo por aqueles que aceitam a existência de Deus, mas negam a Sua ação providencial sobre todas as coisas, considerando-se capazes de tudo resolver, com sua inteligência:
' Deus lá e nós aqui.
Ele cuida dos planos espirituais e nós do plano material', sem se aperceber que lá como cá, vivem os filhos de Deus, subordinados às leis morais ou espirituais, que comandam a vida, onde ela for exercida.
Afirma Kardec que eles negam o mundo invisível e um poder extra-humano, não porque não podem entendê-lo, "...mas porque o seu orgulho se revolta à ideia de alguma coisa a que não possam sobrepor-se, e que os faria descer do seu pedestal."
Assim consideram, os orgulhosos, " pobres de espírito" os que acreditam em coisas além das percebidas pelos sentidos humanos, os ignorantes.
Daí a necessidade das dores, dos sofrimentos, das desilusões, dos fracassos, para fazer o homem erguer os olhos para o Mais Alto, reconhecer que existem outros valores, outros prazeres, para o equilíbrio e a felicidade dos homens na Terra.
E que esses outros valores e prazeres devem ser buscados e desenvolvidos dentro de cada um, porque o homem, sendo um Espírito encarnado, imortal, foi criado por Deus, perfectível, para desenvolver todo o seu potencial, dentro das leis naturais ou divinas, onde não cabe o orgulho.
Ninguém consegue penetrar no Reino dos Céus, sem que tenha desenvolvido as qualificações necessárias dentro de si, qualificações essas que o levam à humildade, condição básica para o verdadeiro amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Comenta também Kardec, que sendo Deus a justiça perfeita, não pode oferecer o reino dos Céus, aos que ainda se envolvem no orgulho, desprezando suas leis, porque esse reino de paz e felicidade só pode ser apreciado por aqueles que têm em si próprio, "a simplicidade de coração e a humildade de espírito".
Jesus sempre colocou a humildade entre as virtudes que aproximam o homem de Deus e o orgulho entre os vícios que o afastam dele, porque " a humildade é uma atitude de submissão a Deus, enquanto o orgulho é a revolta contra Ele.".Amigos como é importante sabermos estas diferenças para podemos evoluir sempre..
Com um grande abraço de muita paz este vosso amigo
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: lconforjr em 14 de Dezembro de 2015, 22:23
Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito

      Ref resp #30 em: 07 12 15, 18:17, de Irmão Franco

      Franco disse: - orgulho e egoísmo - Somos tão pequenos para conservemos estas más tendências. Estamos doentes necessitando a cura. Segundo milênio e ainda se fala em tempos de guerra? Estamos doentes e necessitamos de cura.

      Sejamos humildes, caridosos e pratiquemos o amor.

      "Amai a Deus e ao próximo como a ti mesmo. Jesus"

      Conf: bem-vindo, Franco. Me parece que vc é novo no estudo da doutrina! Mas assim mesmo vou lhe fazer algumas perguntas para exercitar nosso raciocínio, para termos uma “fé raciocinada”, como manda a doutrina.

      - Qual é a causa de estarmos doentes?

      - O que é essa doença e qual a cura que ela necessita?

      - E "como fazer" para sermos humildes, caridosos e ter amor no coração?

      - E o que devemos fazer para deixar de se orgulhosos e egoístas?

      Veja, meu novo amigo, como é fácil dizer, como vc disse, "o que fazer"; todos os bem intencionados, a doutrina, as escrituras, os milhares de msgs que recebemos de espíritos amigos, os textos que lemos todos os dias etc, apenas sabem dizer "o que fazer", mas "não" sabem dizer o "como fazer"!

      O que é que vc tem a dizer sobre isso, sobretudo quanto ao amor, se amor não se ensina, nem se aprende, nem com conselhos, nem com ensinamentos, nem com exemplos, mesmo que sejam de Jesus!!

      Um abraço!
........
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: André Bomfim em 15 de Dezembro de 2015, 16:30
Meus caros, como é bom ler tantas mensagens que estimulam o aprendizado e o raciocínio!! Obrigado pela oportunidade!

Conf, acredito que o "x" questão é exatamente o que você falou... Todos nos falam o que fazer, mas não como. E acredito que seja isso mesmo, cada um tem que descobrir como fazer, caso contrário que mérito teríamos? Seguir uma receita de bolo não deixaria ninguém melhor... Na codificação, se não me engano, Kardec informou que os espíritos desencarnados que o ajudaram em nenhum momento o disseram como fazer, mas sim o ajudaram a codificar a doutrina a partir de suas observações e experimentos.


Então acredito que precisamos fazer a reforma íntima, onde precisamos nos conhecer, analisar quem somos e trabalhar para acabarmos com nossos vícios e desenvolver nossas virtudes. Como acredito que Deus é infinito amor, e que o amor é a "engrenagem" do universo, para mim faz total sentido isso. Fomos criados simples e ignorantes com todas as virtudes latentes e sem nenhum vício, pois Deus sendo infinito amor não criaria algo que não fosse bom. E nós, com o mau uso do nosso livre-arbítrio, adquirimos os vícios ao longo das encarnações.


Bom, essa é a minha opinião :). Espero que tenha contribuído.

[ ]s e luz.

Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: lconforjr em 15 de Dezembro de 2015, 17:33
Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito

      Ref resp #36 em: 09 12 15, de I Franco

      Boa-tarde amigos.

      Conf: comentários a sua msg #36:

      O amigo diz que a causa da existência da dor é o egoísmo e o orgulho; então lhe pergunto: e qual é a causa da existência do egoísmo e do orgulho?

      E vc tb diz que o orgulho e o egoísmo estão “naturalmente” conosco e é por isso que estamos aqui, neste planeta. E pergunto: qual o significado de estarem conosco “naturalmente”? Significa que esses defeitos são de nossa natureza? Mas se são naturais, porq temos de sofrer devido a sermos orgulhosos e/ou egoístas?

      E como amar Deus, o ar, o próximo etc, qdo não temos amor no coração? Afinal, a amar e como fazer para ter amor em nosso coração, absolutamente ninguém ensina e ninguém aprende nem com conselhos, nem com ensinamentos, nem com exemplos, mesmo que sejam de Jesus!

      Sendo assim, como fazer para colocar amor num coração vazio de amor??!! E quais são as consequências de não se amar Deus?!

      Abraços
..........
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: M.Altino em 16 de Dezembro de 2015, 10:29
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz é sempre com muito carinho que a todos dou o meu bom dia sereno e vamos continuando este nosso esclarecimento......
Ao dizer que o Reino dos Céus é para os simples, Jesus ensina que ninguém será nele admitido sem a simplicidade de coração e a humildade de espírito.
Reino dos Céus não é um local, uma cidade ou mesmo o céu material do nosso planeta. Mas sim, é um estado de espírito, que pode ser conseguido mesmo nesta vida.
Este estado abrange a paz e a felicidade interiores, alcançados com a aplicação dos ensinos de Jesus no nosso dia-a-dia e com o aprendizado contínuo.
Falemos aos presentes que isto só se adquire com a humildade.
É só o sentimento da humildade fará o homem reconhecer os seus erros e defeitos e a necessidade de melhoria interior.
Naquele tempo, respondendo, disse Jesus:
Graças te dou a ti, Pai, senhor do céu e da terra, porque escondestes estas coisas aos sábios e prudentes, e as revelastes aos simples e pequeninos.
Nesta passagem, Jesus dá graças ao Pai porque Ele escondeu os conhecimentos espirituais dos que se julgam sábios e prudentes e os revelou aos simples e pequeninos.
Por que Jesus faz isso?
É que sábio, naquela época, tinha a conotação de sabichão, ligado mais ao orgulho de se possuir um certo conhecimento intelectual, mas que não era necessariamente a verdadeira sabedoria.
Só tomamos posse do conhecimento intelectual quando nos posicionamos com humildade perante a vida e as leis que a regem.
Diga que só assim iremos transformar em sabedoria a informação intelectual que temos.
Lembramos a todos de que não adianta nada estudarmos toda a codificação espírita e os evangelhos se não aplicarmos estes valiosos ensinos para modificarmos o nosso comportamento. Nossa visão da vida que nos rodeia deve ser reavaliada, e para isto, reafirme mais uma vez, precisamos cultivar dentro de nós a humildade e a fé racional.
O Espiritismo vem confirmar a teoria pelo exemplo, ao mostrar que os grandes no mundo dos espíritos são os que foram pequenos na terra, e que frequentemente são bem pequenos os que foram grandes e poderosos.
A Doutrina Espírita nos mostra racionalmente a necessidade do combate ao orgulho. Demonstra através da reencarnação que tudo o que plantarmos nós colheremos, ou seja, se nos elevarmos através do orgulho, colocando-nos acima dos nossos irmãos de vida, nós seremos rebaixados no mundo espiritual.
Assim, a consequência da lei de ação e reação será a de também rebaixar-nos em uma futura reencarnação.
Daí, surgem as dificuldades e problemas que não entendemos porque temos, mas que têm sua origem em nossos atos pretéritos.
Se ao contrário, nós nos posicionarmos de uma forma humilde perante a vida e nossos irmãos, seremos grandes no mundo espiritual, e numa próxima reencarnação não existirá o sofrimento.
Salientamos que os grandes no mundo material, que algum dia poderá ser um de nós, devem também agir com humildade e simplicidade, tratando os que dependem deles com respeito e misericórdia, fazendo jus à responsabilidade que Deus lhe concedeu: o dinheiro.
Encerre mostrando que o objetivo de nossa vida aqui na terra só será atingido com a humildade.
Este objetivo é o aprendizado através das mais variadas oportunidades que a experiência reencarnatória nos oferece.
Seja compreendendo os problemas, as dificuldades e mesmo as mais banais situações diárias.
A vida é essencialmente uma escola, e só cresce nesta escola aquele que combate o seu orgulho e o substitui pela qualidade indispensável ao aprendizado, que é fazer ao próximo o que se deseja para si mesmo.
Isso ajudará o nosso espírito nesta vida, ao contrário do orgulho, que cristaliza o nosso ego na teimosia e na falsa grandeza, trazendo-nos, cedo ou tarde, o sofrimento.......
Amigos penso que mais uma vez tento explicar com só pela humildade se pode construir o nosso futuro...
Com um abraço de muita paz este vosso amigo
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: lconforjr em 16 de Dezembro de 2015, 18:09
Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito

      Ref resp #51 em: 16 12 15, às 10:29.

      Conf: olá, meus amigos. Convido-os a raciocinar sobre a resposta do amigo Altino.
....

      Altino: Ao dizer que o Reino dos Céus é para os simples, Jesus ensina que ninguém será nele admitido sem a simplicidade de coração e a humildade de espírito.
     
      Conf: perfeito! Mas o Mestre Jesus não disse que o reino dos céus é “somente” para os simples pois, segundo a doutrina e para quem está compreendendo, é para “todos”, sem exceção de ninguém!

      Alt: Reino dos Céus... é um estado de espírito, que pode ser conseguido mesmo nesta vida...  Só tomamos posse do conhecimento intelectual quando nos posicionamos com humildade perante a vida e as leis que a regem.

      Conf: exato, meu amigo, pode ser conseguido mesmo nesta vida, eqto encarnados. Mas, aqui há um problema a se resolver: “como fazer” para conseguir alcançar o reino, neste mundo e nesta vida de confusões sem fim?

      Vc, meu amigo, diz que pode ser conseguido praticando os ensinos de Jesus no nosso dia-a-dia, mas aqui há outro problema: quem é que sabe como praticar os ensinos do Mestre? Quem é que sabe, se é maldoso, como fazer para ser bondoso? E aquele que é egoísta, como fazer para deixar de ser egoísta? E para adquirir a virtude da humildade? Como o orgulhoso deve fazer para se tornar humilde? Não basta querer; não é pela vontade que deixaremos de ser viciosos, pervertidos, imorais!

      Provocadas pelo conteúdo de sua resposta, tenho outras perguntas a fazer:

      - porq temos necessidade de melhorar nosso interior? Se, no princípio ninguém é nem bom, nem mau, porq é que, agora, devemos melhorá-lo? Afinal, o que é que nos faz necessitados de uma reforma íntima? O que ou quem deformou nosso íntimo??!

      - e, se todo efeito tem sua causa, qual é a causa de uns se tornarem “sabichões”, ou “orgulhosos”, ou “simples”, ou “prudentes”, e que, devido a isso, o Pai escondeu de uns, e não de outros, os conhecimentos espirituais, a verdadeira sabedoria?

      Alt: não adianta nada estudarmos toda a codificação espírita e os evangelhos se não aplicarmos estes valiosos ensinos para modificarmos o nosso comportamento.

      Conf: repito a pergunta: como aplicar os ensinos do Mestre, para modificar nosso comportamento?  E, observem todos, que nem mesmo, até agora, sabemos qual é a verdadeira causa de uns serem bons e outros maus!!

      Outras perguntas relativas à resposta do Altino:

      - como fazer para reavaliar a nossa visão de vida? E para cultivar, dentro de nós, a humildade e a fé se nem mesmo sabemos como adquirir essas virtudes?!

      - como combater o orgulho, e o egoísmo? Os homens possuem esses ensinamentos? Se os possuem, porq não os aplicam em suas vidas, em seu dia-a-dia?

      - sem dúvida, meu amigo, a doutrina espírita nos mostra racionalmente a necessidade do combate ao orgulho, mas não nos mostra como fazer esse combate!

      - a doutrina, tb, não demonstra, pois demonstrar é comprovar, através da reencarnação, que tudo o que plantarmos nós colheremos, ou seja, se nos elevarmos através do orgulho, colocando-nos acima dos nossos irmãos de vida, nós seremos rebaixados no mundo espiritual. Ela, a doutrina, apenas nos ensina que é assim, mas não demonstra!

      - se, como vc diz, as dificuldades e problemas têm sua origem em nossos atos pretéritos, qual é causa de praticarmos esses atos, que, depois, nos trarão sofrimentos, muitas vezes desesperadores e mesmo insuportáveis?!! Gostamos se sofrer e, por gostar, escolhemos que os sofrimentos terríveis caiam sobre nós?!

      Alt: Salientamos que os grandes no mundo material,... devem também agir com humildade e simplicidade, tratando os que dependem deles com respeito e misericórdia...!

      Conf: meu amigo, como tratar outros com respeito e misericórdia, coisa que tantos não fazem, se isso exige que tenhamos amor pelos demais, mas absolutamente ninguém sabe “como fazer” para ter amor em seu íntimo? Como fazer para amar, para saber como fazer para que em seu coração exista amor? Onde está o ensinamento que diga como fazer para ter amor?

      Aliás, a amar e a fazer que exista amor em nós, absolutamente ninguém ensina e ninguém aprende, nem com conselhos, nem com ensinamentos, nem com exemplos, mesmo que sejam do Sábio Jesus!!

      Alt: Este objetivo é o aprendizado através das mais variadas oportunidades que a experiência reencarnatória nos oferece. Seja compreendendo os problemas, as dificuldades e mesmo as mais banais situações diárias.

      Conf: e qual é a causa pela qual esse aprendizado tem de ser feito através de sofrimentos? É esse o processo evolutivo criado por Deus: fazer sofrer para aprender? Quem não sofre, não aprende e não evolui?!

      At: vida é essencialmente uma escola, e só cresce nesta escola aquele que combate o seu orgulho e o substitui pela qualidade indispensável ao aprendizado, que é fazer ao próximo o que se deseja para si mesmo.

      Conf: sem dúvida que a vida é uma escola, mas não é uma escola onde se aprende “somente o bem”, pois é por suas “lições” que nos tornamos carregados das mais monstruosas e degradantes  imperfeições! A mesma escola para a qual Deus nos manda para aprendermos a nos libertar das imperfeições (que não sabemos qual      é a causa de as adquirirmos) é exatamente a mesma escola para a qual Deus nos manda para aprendermos a nos prender às imperfeições!!

 ...........
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 17 de Dezembro de 2015, 01:33
Falarmos de humildade e pobreza de Espírito em um ambiente Cristianizado e voltado aos sentimentos nobre do homem não é uma tarefa difícil de ser realizada. O problema avoluma quando saimos dessa zona de conforto moral e defrontamos com o dia-a-dia do cotidiano. E olha que passamos por este tipo de experiência diariamente!

Parece que ficamos ínfimos diante do poder daqueles que representam o lado antagônico deste princípio fundamental para uma sociedade justa, que é ser humilde e pobre de Espírito.

Temos que buscar atuar na base que formará a nova geração de Espíritos que dirigirão o mundo. Não adianta voltarmos todos as nossas atenções às ovelhas velhas e rebeldes e descuidarmos dos cordeiros que vão chegando. É passada a hora de termos a mesma conduta que teve Jesus quando procurou os gentios para fazer-lhes as revelações da nova ordem.

Foquemos na educação desde os primeiros momentos do Espírito, pois somente através dela é que conseguiremos vencer os males maiores da sociedade que estamos inseridos e das futuras. Para uma barragem arrombada é necessário gerir a fonte que a nutre.

Temos que aprender a dosar a educação que nos ensina a ter espírito competitivo conforme exige o mundo materialista que vivemos no momento presente, com a educação fraternal necessária para recebermos o mundo que sonhamos e que será nosso para sempre.
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: M.Altino em 18 de Dezembro de 2015, 12:26
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz é com muito carinho que lhes dou o meu bom dia e vamos entender porque muitas vezes chamamos Pobres de Espíritos e com muitas vezes o dizemos erradamente........
O que se deve entender por pobres de espírito.
As Bem-aventuranças com que o Mestre Jesus falou  o Sermão da Montanha constituem, sem dúvida alguma, uma mensagem divina aos homens de todas as raças e de todas as épocas, destinada a servir-lhes de roteiro, rumo à perfeição.
E logo na primeira Aventurança, Ele afirmou: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus”.
Ainda hoje muito se fala sobre tal ensinamento.
No entanto, tal ensino, como tanto outros, resta ainda incompreendido pelos homens.
Para ilustrar esse estudo de total ausência de vaidade e desligamento das coisas transitórias da Terra, fomos buscar no livro Pontos e Contos, ditado pelo Irmão X, uma passagem intitulada “Olá, meu irmão”.
 É a história de Cipriano Neto, homem de grande inteligência,homem da literatura, que se encontrava agora no mundo espiritualfalando para uma pequena assembleia de desencarnados.
Cipriano contava sua experiência de vida para ajudar e esclarecer aqueles irmãos que estavam ali reunidos.
Ele, então, conta que, na sua última experiência na carne, passou por uma prova difícil, e ralado pelas dores chegou à Doutrina Espírita.Saciado pela água viva de santas consolações, resolveu servir ao Espiritismo através da palavra ou da pena. Seduzido pela beleza da Doutrina, descobriu sobre a caridade.
Porém, a sua decisão não se filiava senão à vaidade.
Fazia as palestras como se o Espiritismo necessitasse dele.
Admitia, no fundo, que a sua presença honravasobremaneira o auditório.
Desse modo, alardeava suma importância às suas palestras novas.
Certa ocasião, estando com seus amigos, eis que surge o Elpídio, velho conhecido seu. Sapatos rotos, calças remendadas, cabelos despenteados, rosto suarento, abeirou-se dele e estendeu-lhe a destra, exclamando alegre: - Olá, meu irmão! Fiquei muito satisfeito com a sua palestra!
Cipriano, deveras humilhado, respondeu à saudação efusiva de Elpídio secamente, meneando levemente a cabeça.
 Desapontado, Elpídio despediu-se e seguiu seu caminho.
Cipriano achou um desaforo semelhante homem do povo chama-lo de irmão, ali, em plena Avenida, diante dos seus amigos da literatura.
Estaria, então, obrigado a relacionar-se com toda espécie de gente?
Revoltado, voltou à aspereza antiga e só cuidava da Doutrina confinando-se a reduzido circuito doméstico.
Retornando à vida espiritual, e em meio a um aglomerado de espíritos, viu alguém que não lhe era estranho às suas relações individuais, era o Elpídio, integralmente transformado, evidenciando nobre posição espiritual.
Cipriano aproximou-se, envergonhado.
Quis dizer qualquer coisa que lhe revelasse a angústia, mas, obedecendo a impulso que jamais soube explicar, apenas repetiu as antigas palavras dele: - Olá, meu irmão!
Elpídio, longe de retribuir o gesto grosseiro outrora recebido de Cipriano, abriu-lhe os braços exclamando com sincera alegria:- Olá, meu amigo, que satisfação!
Nessa história, nós já podemos identificar quem é o pobre de espírito e quem tem grandes dificuldades para sê-lo.
Isso também acontece connosco, porque temos grande dificuldade de sermos “Elpídios”, mas também temos grande facilidade de sermos “Ciprianos”.
Nós carregamos essas dificuldades, e estamos aqui na Terra justamente para modificarmos isso.
Então, vamos buscar dentro daquilo que a Doutrina Espírita nos apresenta as informações para podermos entender o que é ser “pobre de espírito” e, principalmente,saber qual o caminho que devemos seguir para sermos Elpídio.
Quando Jesus pregou o Sermão da Montanha, que define o caráter do verdadeiro discípulo, suas palavras iniciais foram diretas ao coração,mas muitos ouvintes não O ouviram, porque nunca passaram do ponto de partida.
Mesmo hoje, a maior parte da mensagem do Evangelho caiem ouvidos surdos, de homens arrogantes.
Na passagem evangélica narrada por Mateus (V, 3), Jesus vem nos falar que são bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
 Difícil, porém, é a compreensão desse preceito, e de como nos tornarmos pobres de espírito, para vencermos o homem orgulhoso que ainda somos.
O Mestre não quis dizer que seriam bem-aventurados os que tivessem pouca inteligência, os ignorantes, os de baixa condição,os obscuros.
Essa pobreza de espírito está associada à humildade,àqueles que não têm orgulho, àqueles que sabem quem são e àqueles que se auto conhecem.
Àqueles que não se envaidecem pelo que sabem e que nunca exibem o que têm.
Aí está a humildade. O humilde sabe de onde ele veio, porque está aqui e sabe para onde ele vai. Por isso, ele não se super valoriza.
Sem a humildade, nenhuma virtude se mantém.
Os humildes toleram em sua singeleza, suportam as injustiças.
Pobres de espírito são os bons,que sabem amar a Deus e ao próximo, tanto quanto a si próprios.
Para estes é que Jesus disse: - “Bem-aventurados os pobres de espírito,porque deles é o Reino dos Céus”.
Amigos aqui temos uma bela compreensão de como afinal Os Pobres de Espíritos são os que tem e sentem muita humildade por todos.
Com um grande abraço de muita paz este vosso amigo
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 19 de Dezembro de 2015, 23:49
Boa noite Altino. Muito providencial sua postagem!

Realmente falamos muito em caridade, simplicidade, humildade para os outros ouvirem. E, aqui no Brasil, tem um ditado popular que diz; Falar é fácil. Difícil é fazer. Mas a dificuldade do "fazer" não é uma dificuldade técnica que, se fosse o caso, exigiria alto nível de conhecimento. Na verdade, essa dificuldade nasce da resistência que temos em renunciar o que a nossa personalidade viciosa nos impõe.

E quando o evangelho fala em pobreza de Espírito, isso não significa renunciar à própria personalidade, mas discipliná-la. Porque, mesmo para abrirmos mão de tudo o que nos atiça o orgulho e a vaidade, precisamos ter uma vontade firme e, portanto, uma personalidade forte para isso.
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: lconforjr em 20 de Dezembro de 2015, 18:06
Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito

      Ref resp #55 em: 19 12 15, às 23:49, de Kazaoka

      Boa tarde, meus amigos.

      Kazaoka disse: Realmente falamos muito em caridade, simplicidade, humildade para os outros ouvirem. E, aqui no Brasil, tem um ditado popular que diz; Falar é fácil. Difícil é fazer. Mas a dificuldade do "fazer" não é uma dificuldade técnica que, se fosse o caso, exigiria alto nível de conhecimento. Na verdade, essa dificuldade nasce da resistência que temos em renunciar o que a nossa personalidade viciosa nos impõe.

      Conf: amigo Kazaoka, por favor, me explique isso que tenho pedido sempre, mas ninguém me explica: porq é que mesmo tendo o livre-arbítrio, resistimos em renunciar a fazer o que nossa personalidade nos impõe?

      Kaza: E quando o evangelho fala em pobreza de Espírito, isso não significa renunciar à própria personalidade, mas discipliná-la. Porque, mesmo para abrirmos mão de tudo o que nos atiça o orgulho e a vaidade, precisamos ter uma vontade firme e, portanto, uma personalidade forte para isso.

      Conf: do mesmo modo pergunto: e o orgulho e a vaidade, porq os adquirimos se podemos escolher nada fazer para adquiri-los? E a força de vontade, meu amigo, tb pergunto: o que e como fazer para adquiri-la?!

      Será que ninguém tem as respostas para essas 3 perguntas?!!!

      Um abraço e um bom domingo para vc e os seus queridos!
..............
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: M.Altino em 22 de Dezembro de 2015, 11:04
Amigos e companheiros deste cantinho de muita paz é com alegria que os saúdo e lhes dou o meu bom dia de muita paz e continuando este tema e que neste video possamos por vezes apenas termos um minuto para compreender que vale a pena ajudar......
http://www.youtube.com/watch?v=7ujNStlJnS4
A expressão " pobres de espírito", interpretadas ainda, por muitos, como sendo pessoas sem inteligência, dentro do contexto das leis divinas, ensinadas e vivenciadas por Jesus, só podem significar os humildes, os que não buscam demonstrar o que sabem, não procuram exaltar-se ou exibir o que sabe, considerando, sinceramente, que muito têm ainda que aprender.
" É por isso que a humildade se tornou cartão de ingresso no Reino dos Céus." (1)
A humildade é, talvez, a virtude da qual menos se fala. Penso que tal acontece por ser ela a mais difícil de ser desenvolvida em um mundo, cuja humanidade, ainda se prende muito aos valores e prazeres materiais, onde a competição aguerrida, a luta pelo sucesso, pelo poder, pelo dinheiro, são ações estimuladas e aplaudidas.
" Os homens cultos e inteligentes, segundo o mundo, fazem, geralmente, tão elevada opinião de si mesmos e de sua superioridade, que consideram as coisas divinas, como indignas de sua atenção. Preocupados somente com eles mesmos, não podem elevar o pensamento a Deus."
Na Terra, o orgulho continua sendo muito estimulado, até mesmo por aqueles que aceitam a existência de Deus, mas negam a Sua ação providencial sobre todas as coisas, considerando-se capazes de tudo resolver, com sua inteligência: ' Deus lá e nós aqui. Ele cuida dos planos espirituais e nós do plano material', sem se aperceber que lá como cá, vivem os filhos de Deus, subordinados às leis morais ou espirituais, que comandam a vida, onde ela for exercida.
Afirma Kardec que eles negam o mundo invisível e um poder extra-humano, não porque não podem entendê-lo, "...mas porque o seu orgulho se revolta à ideia de alguma coisa a que não possam sobrepor-se, e que os faria descer do seu pedestal."
Assim consideram, os orgulhosos, " pobres de espírito" os que acreditam em coisas além das percebidas pelos sentidos humanos, os ignorantes, supersticiosos ou, no mínimo, ingênuos.
Daí a necessidade das dores, dos sofrimentos, das desilusões, dos fracassos, para fazer o homem erguer os olhos para o Mais Alto, reconhecer que existem outros valores, outros prazeres, para o equilíbrio e a felicidade dos homens na Terra.
E que esses outros valores e prazeres devem ser buscados e desenvolvidos dentro de cada um, porque o homem, sendo um Espírito encarnado, imortal, foi criado por Deus, perfectível, para desenvolver todo o seu potencial, dentro das leis naturais ou divinas, onde não cabe o orgulho.
Ninguém consegue penetrar no Reino dos Céus, sem que tenha desenvolvido as qualificações necessárias dentro de si, qualificações essas que o levam à humildade, condição básica para o verdadeiro amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Comenta também Kardec, que sendo Deus a justiça perfeita, não pode oferecer o reino dos Céus, aos que ainda se envolvem no orgulho, desprezando suas leis, porque esse reino de paz e felicidade só pode ser apreciado por aqueles que têm em si próprio, "a simplicidade de coração e a humildade de espírito".
Jesus sempre colocou a humildade entre as virtudes que aproximam o homem de Deus e o orgulho entre os vícios que o afastam dele, porque " a humildade é uma atitude de submissão a Deus, enquanto o orgulho é a revolta contra Ele."
Amigos é mais um contributo para ajudar neste belo tema...
Com um abraço sincero de muita paz
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: M.Altino em 28 de Dezembro de 2015, 10:55
Amigos e dedicados companheiros deste cantinho de estudo para todos com muito carinho o meu bom dia e vamos meditar que os Pobres de Espírito são todos aqueles que se vão desligando dos bens materiais e ao mesmo tempo tentam sempre ajudar todos com as suas dádivas ......
Que este video de animo possa ajudar todos a ter muita coragem para assumir esta certeza que só é ajudado quem faz o bem .........
http://www.youtube.com/watch?v=hpoT0UVeqPU
Amigos assim nesta simples meditação desejo a todos um bom dia de muita paz e com muito carinho um abraço sincero
deste vosso amigo
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Manuel Altino
Título: Re: Capítulo VII: Bem-aventurados os pobres de Espírito
Enviado por: Kazaoka em 31 de Dezembro de 2015, 18:28
Boa tarde a todos!!!

O momento é propício a uma reflexão. Estamos no último dia do ano e é comum que em momentos assim passemos a refletir sobre o que conseguimos realizar e sobre o que esperamos ou desejamos que se realize no ano vindouro.
O tempo, bem como nossas vidas, correm implacáveis. Nossas realizações nunca foram obras do acaso, sempre demandaram muitos esforços.
As grandes mudanças que esperamos do mundo dependem muito da forma como vemos as questões ligadas a elas.
Deus deu racionalidade aos Espíritos para que estes, diferentemente dos outros elementos da Criação, fossem capazes de escolherem com discernimento os caminhos pelos quais deve seguir. E não, simplesmente, como ocorre com os seres inanimados, deixar que as "águas e as pedras rolem".
Por isso, como está dito em um dos mais belos textos que já li;
"... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! (William Shakespeare)"
FELIZ 2016!!!
FAÇA DO ANO NOVO UM ANO FELIZ!!!.
ISSO DEPENDERÁ MUITO DE VOCÊ E DEUS ESTÁ SEMPRE PRONTO A TE AJUDAR NESTE PROPÓSITO!!!http://www.youtube.com/watch?v=f6Hnwx44AnU