Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: M em 01 de Abril de 2009, 01:31

Título: Vamos iniciar um grupo espírita?
Enviado por: M em 01 de Abril de 2009, 01:31
Olá amigos,

O meu nome é Mário Correia, sou colaborador (ultimamente muito ausente) do Portal Fórum Espírita, e o tema que vos proponho para este mês são as questões que se põem a quem se propõe criar um grupo espírita.

Deixo-vos, para já, com este texto de André Afonso, no Blog de Espiritismo:

"As pessoas dizem-no com a melhor das intenções, mas já vai sendo tempo, para muitos, de acordar, de fazer em vez de esperar que os outros façam.

- Então, quando é que vocês abrem um centro espírita cá em ......... ?

Este "vocês" é de humildade, é de quem não se acha capaz de meter ombros à tarefa, de quem acha sempre que os outros são mais dotados, são mais esclarecidos, são... mais.

Não é assim. Os outros, os que se aventuraram na fundação de um grupo espírita, começaram do zero, também. É fundamental que se queira, antes de mais, fundar um grupo espírita. Abrir portas ou não, é uma decisão posterior, e há que evitar meter o carro diante dos bois.

Estudar Espiritismo, é o fundamental. O Livro dos Espíritos, para começar. Fazer o curso básico. A ADEP (www.adeportugal.org (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hZGVwb3J0dWdhbC5vcmc=)) tem um cd que pode servir de apoio para estes grupos que pretendam fazer o curso básico online e sessões de estudo entre os seus membros.

Depois, as outras obras básicas, as de Allan Kardec. Uma ou duas reuniões semanais para estudar e orar em conjunto, como faziam os primeiros cristãos, sem hierarquias, rituais ou misticismos. Espiritismo é doutrina de simplicidade.

Não há que ter apreensões. Se o grupo for movido por sincero gosto de aprender e de servir, com humildade, os Bons Espíritos adoptá-lo-ão, e em breve se juntarão aos encarnados, influenciando subtilmente a marcha dos acontecimentos.

Que actividades, mediunidade ou não, atendimento ou não, sede, abrir portas ou não, palestras públicas ou não, passe e passistas, tudo isto virá a seu tempo, com a ajuda de companheiros mais experientes de outros grupos já estabelecidos."


Preparei também a apresentação de power-point em anexo. Ficam todos desde já autorizadíssimos a usá-la para palestras, cursos espíritas, ou para o que entenderem.

Até já...
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: manuel Altino em 01 de Abril de 2009, 16:45
Meu Amigo Mário é com grande alegria que recebi a sua proposta e fico desde já á sua disposição para inicia-mos o seu trabalho.

Émuito importante sabermos um pouco do que é um Centro Espirita e tentarmos fazer a sua divulgaçao .

  Eu sou Manuel Altino e fico á espera de noticias suas meu amigo Mario.
 
    Sou de PORTO, mais concretamente de Vila Nova de Gaia
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 01 de Abril de 2009, 17:18
Olá amigos!

Este proposta de estudo para o mês de Março é surpreendente… sinceramente imaginei que por detrás deste Fórum, se encontrassem administradores também eles detentores de uma particular visão do que é o espiritismo, tão fechada como qualquer outra que caracteriza uma instituição, que normalmente sente necessidade de defender a sua identidade espiritual e a caracterização das suas estruturas de saber, adoptando para tal, ainda que firmemente desmentido pelos próprios, os dogmas e os princípios que as regem.

Esta proposta prova exactamente o contrário… não consigo conceber um tópico que mais se exponha à liberdade de expressão e de pensamento do que este.

O nosso amigo Mário, já havia demonstrado através da sua postura, uma enorme dose de coragem na defesa daquilo em que acredita, nomeadamente não se inibindo de enfrentar aqueles que por ignorância ou egoísmo tentam denegrir ou deturpar aquilo que é a doutrina espírita, não olhando aos nomes ou à natureza das suas instituições. Desta feita prova que está aqui para debater e analisar a natureza desta doutrina até às últimas consequências… parabéns amigo!

Dando então inicio às “hostilidades”:  >:(

De momento tenho somente ainda algumas questões que coloco a mim próprio, mas que convosco partilho desde já de forma a ser possível partilhar pontos de vista:

A partir de que momento, um indivíduo ou um conjunto de indivíduos podem dar inicio ao processo da criação de um grupo espírita?

Que tipo de grau de conhecimento deve deter aquele ou aqueles que a isso se propõem?

Como qualificar ou quantificar o grau evolutivo e a natureza dos propósitos que os movem?

Para criar um grupo espírita devemos esperar que o telefone toque de lá para cá, ou devemos ser nós mesmo a telefonar?

O texto que nos deixa como referência dá umas pistas… no entanto que tipo de objectivos deve estar por detrás desta iniciativa?

Que mais-valias podem advir da criação de um novo grupo espírita, em contraponto com a adesão a um dos que já existem contribuindo assim para o seu fortalecimento?

De momento é tudo… vou continuar a reflectir sobre este assunto e depois volto…  :D

Um abraço amigos
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: aruanda em 01 de Abril de 2009, 17:27
Olá Mário, que bom trouxeste este tema...importantissimo e, que voltaste  a  dar sinal  ;D

Achei o power -point muito elucidativo e, começava por colocar uma questão.

Sempre achei que o primeiro impacto d e quem vai a um centro espirita é a forma como é atendido.
Maioritariamente, as pessoas querem acima de tudo serem ouvidas porque:

- sofrem mas, não têm com quem falar
- não têm como pagar a psicólogos e não querem tomar medicamentos de psiquiatria ( muitas vezes não precisam)

- têm, vergonha d e  dizer que o que sentem não é comum (aparentemente)

- e outras coisas...

Portanto, a forma como se fala (se atende) num centro espirita é , para mim , o impacto positivo ou negativo que irá perdurar.

Muitas vezes a pessoa que está atender , talvez mal preparado, a primeira coisa que diz é:
- "Pecou" muito em outra vida , agora está  "pagar" (ísto é um autentico absurdo, dito
desta forma e numa primeira abordagem)...infelizmente acontece muito mais  vezes  do que seria razoavel.

Enfim,  a questão é:
 -Além de tudo o mais que abordas no power -point,  concordas que o atendimento é uma pedra fundamental no centro espirita?
 - Não seria muito importante preparar pessoas com  conhecimentos de psicologia básicos e, até de conecimento d e linguagem corporal (que nos dá indicações com quem estamos a falar)?
- Claro que também temos a intuição e a ajuda espiritual mas, será que só basearmo-nos nisso é suficiente?

Por isto e, muito mais, concordo que abrir um centro espirita não pode ser só uma questão de boa vontade senão seremos cegos a conduzir cegos.





Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Rone em 01 de Abril de 2009, 17:38
De fato, ótimo assunto! ;)

Aqui onde moro, MG-Brasil (Pertinho de onde nasceu o Chico Xavier) Tem muitas, mas muitas mesmo fraternidades espíritas. Chego a frequentar mais de uma por causa de amigos e conhecidos de um e outro lugar.

Mas até mesmo aqui em cidades mais distantes, tem a carência de um ponto de apoio ao espiristismo...

Amigos da minha região, no que precisarem de ajuda, podem contar comigo!


Deixo uma dica.

Aqui quando está surgindo uma casa espírita, é normal criar um elo de amizade com outras casas  mais antigas, e é muito comum haver uma "troca" de palestrantes, cada semana um palestrante de algum bairro ou cidade visita outra fraternidade para expor uma palestra antecipadamente combinada.

Também em reuniões iniciais, sempre há o convite de pessoas mais experientes e esclarecidas para auxiliarem nos primeiros passos, depois nossos espíritos amigos nos ajudam a trilhar o caminho com nossas próprias pernas!


abraços!




Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 01 de Abril de 2009, 17:47
Olá amigos!

Peço desculpa mas ainda me restam estas questões que de momento me assolam o espírito:

Um dos problemas fundamentais que estão na origem da instabilidade social que vive o médio oriente, é exactamente existirem um enorme número de “grupos” que divergem entre si, tanto em questões de pormenor, como em questões de fundo, no entendimento que têm das palavras proferidas pelo profeta Maomé.

Como não existe uma figura que congregue em torno de si a interpretação do Alcorão, e que existe por exemplo na religião católica na figura do Papa ou no Budismo Tibetano na figura do Dalai Lama, assiste-se então ao preço da democratização do pensamento teológico que fruto da incapacidade do Homem actual em elevar-se acima do seu ego, é traduzido em lutas sangrentas em nome da “verdade” e de “deus”.

Não terá a doutrina espírita também as mesmas potencialidades para que num futuro mais ou menos próximo se assista à criação de múltiplas correntes que afirmam cada uma a sua leitura e interpretação das palavras dos “espíritos de verdade”?

Até que ponto a criação de múltiplos grupos espíritas não será a génese de um fenómeno de desagregação?

Que será possível fazer para evitar que tal aconteça?

Um abraço amigos.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Diegas em 01 de Abril de 2009, 18:05
Olá, Mario

Gostaria de recordar uma pequena parte da biografia de Bezerra de Menezes:

Citar
Bezerra de Menezes encontra-se no seu quarto de pensão, preocupado com os recursos financeiros para pagar o aluguel do quarto e outras despesas, quando recebe a visita de um “estudante”, que lhe propõe, que ele lhe ministrasse aulas particulares de matemática. Bezerra de Menezes aceita a tarefa, solicitando ao visitante o tempo de uma semana, pois precisava preparar-se para ensinar-lhe aquela matéria. O “aluno” insiste em pagar adiantado, e vai embora, nunca mais retornando. O acontecimento demonstra o amparo do Plano espiritual ao futuro apóstolo do espiritismo, para que ele prosseguisse sua missão, apesar das dificuldades.

A morte da esposa Maria Cândida, no ano de 1863, provoca-lhe imenso abalo emocional, levando-o a um estado de prostração constante, um desânimo que lhe corroia a alma.   Recebe um exemplar da bíblia de um colega médico, no mesmo ano da morte da sua companheira, lendo-a continuamente até o fim. A leitura do livro religioso propiciou-lhe consolo, mas, as perguntas sobre os mistérios da vida, persistiam.

No ano de 1875, e pelas mãos de um amigo, Joaquim Carlos Travassos tradutor do Livro dos Espíritos, recebe um exemplar do mesmo, Bezerra declararia mais tarde: “à medida que lia o livro, não encontrava nada que fosse novo para meu espírito, e, entretanto, tudo aquilo era novo para mim”.

Embora estudasse o Espiritismo, Bezerra de Menezes não possuía qualquer comprovação experimental, quanto à realidade dos fenômenos mediúnicos. Necessitava, sabia ele, de uma prova indiscutível, quanto à sobrevivência do espírito após a morte. Sofrendo de dispepsia nervosa, resistente aos tratamentos médicos convencionais, curva-se, impotente, à necessidade de utilizar-se da “medicina espiritual”, ou melhor falando do receituário mediúnico, do qual recebera auspiciosas notícias.   Para evitar ser vítima de qualquer fraude na obtenção de um tratamento espiritual, à sua enfermidade, combina com um amigo, também médico, o Dr. Maia de Lacerda, que fizesse no meu lugar, uma consulta ao médium receitista João Gonçalves do Nascimento. O amigo Lacerda entrega-lhe o resultado da consulta, e quando lê o diagnóstico elaborado de forma tão precisa, em todos os sentidos, fica convencido definitivamente dos postulados espíritas, seguindo à risca o tratamento indicado. Advém a cura daquela doença, pouco tempo após seguir as instruções dos espíritos.

Convicto das propostas espíritas, transformado interiormente pela luz do conhecimento superior, declara-se publicamente espírita em 16 de agosto de 1886, num discurso proferido na presença de 1500 pessoas, realizado no Salão da Guarda Velha, no Rio de Janeiro.

Preside a FEB, Federação Espírita Brasileira, por duas vezes, em 1889 e 1895, instituindo no seu primeiro mandato, o estudo sistemático do Livro dos Espíritos, na sede da instituição.

As qualidades morais e a busca pelo bem comum presentes em Bezerra de Menezes possuem raízes espirituais, advindas de suas experiências pretéritas, sem quaisquer dúvidas.
   

Abç      
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Vitor Santos em 01 de Abril de 2009, 18:20
Olá

Mário a ideia de incentivar a abertura de Centros Espiritas é muito importante. A tua proposta é muito boa, como é costume, amigo. E não admira, pois o centro espirita em que costumas trabalhar e/ou frequentar, sem desfazer nos outros Centros, é um excelente exemplo, tanto quanto eu me pude aperceber até hoje.

Aqui na zona do concelho de Cascais não há nenhum Centro Espirita, pode ser que haja pessoas aqui da zona (incluindo eu próprio), se encham de coragem e lancem mão à obra.
Acho que não é mesmo nada fácil abrir um Centro, mas tb acho que deve ser uma experiência muito enriquecedora e marcante.

Se bem percebi a tua mensagem (e eu concordo), não temos de imaginar criar logo um Centro Espirita capaz de prestar um serviço completo.

Uma forma de começar é, havendo a sorte de existir um grupo de pessoas que gostem de estudar em conjunto, formar um grupo de estudo. Em vez de cada estudar na sua casa isoladamente, pode-se estudar em conjunto. Depois logo se vê se há condições para mais ou não, com o tempo.

Uma das questões mais dificeis deve ser estabelecer um local. Depois disso já se pode começar a estudar e a ampliar progressivamente o grupo. :)

bem hajam
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: akenatom em 01 de Abril de 2009, 20:04
Caro Mário
Irmãos deste fórum,

Que abençoado convite! Quão iluminado fostes amigo, ao propor este tema para o estudo de abril.
Ja percebemos que muitas dúvidas irão surgir, diferentes visões e opiniões.
Todas somadas resultarão em inspiradas ações com certeza.

Tendo em vista que as  exortações desta era, nos impelem a acelerar a multiplicação do Pão da Palavra, e também a máxima de Jesus : “Onde estiverem dois reunidos em meu nome ali estarei”, a formação de grupos espíritas é realmente um desafio !
Vou compartilhar como nasceu o grupo que freqüento hoje:

È chamado “ Portal da Luz”
                                                                       Um grupo de amigos que  se reunia informalmente e rotineiramente, para conversar sobre assuntos diversos. Os assuntos   fatalmente terminavam em religião, ( havia no grupo três religiões e nenhum espírita).
                                                                      Entretanto todos éramos envolvidos em muito amor e quando o tema se voltava para “religião”,  Deus , Jesus e seus ensinamentos passavam a ser o centro da reunião, nem lembrávamos que éramos seguidores de diferentes linhas filosóficas.                                                                      O grupo então decidiu iniciar um estudo periódico semanal, estudaríamos a Bíblia, a principio, porém cada um poderia trazer  seus elementos para estudo.As reuniões eram Revestidas de estudo, preces, fraternidade e caridade, foi um desafio manter a pontualidade e continuidade, realmente um desafio.                                                                       Após dois anos de encontros regulares, alguns fenômenos começaram a ocorrer durante as reuniões e em virtude destes fenômenos o Evangelho segundo espiritismo foi trazido para a mesa de estudos.
                                                                   A partir daí, o evangelho segundo espiritismo  passou a ser o centro do estudo, os fenômenos acalmaram ( risos) e quanto mais o grupo se instruía mais vontade tínhamos de estudar o espiritismo.
                                                                 Começamos a participar de palestras nos centros já existentes na cidade, trocar idéias com os espíritas que conhecíamos, sem deixar de manter o grupo de estudo.
                                                                Os momentos que vivemos neste grupo são indescritíveis. As sensações de acompanhamento espiritual, de todas as ordens, os fatos evidenciando o que estudávamos.
                                                                O grupo hoje tem 13 anos e permanece em serviço e estudo agora. Nomes começaram a chegar para orações e assim  trabalhamos: Reunimos-nos, estudamos as obras básicas, oramos por nossos irmãos necessitados, semanalmente. Cada um freqüenta os Centros Espíritas de Sua simpatia.

Um grupo espírita de preces. è o que somos.

Apenas para compartilhar. O Atendimento fraterno em um dos seus formatos.

Obrigada pela proposta irmão. desejo que muitos grupos se formem, que se reúnam em Grandes Centros espíritas, em pequenos grupos ou como puderem, para estudar e orar por si mesmos e pelos milhões de necessitados desta orbe.

Um abraço com muito amor, desejando que a Luz de Nosso Senhor Jesus Cristo envolva todos os que a partir deste grupo almejarem o início de um grupo Espírita, um Casa ou um Centro..


Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 01 de Abril de 2009, 21:44
Olá queridos amigos,

No Blog de Espiritismo já temos abordado este tema, e achei por bem trazê-lo para este estudo mensal. Não esperava tanta e tão boa participação, e ainda vamos no início :)

Amigo Manuel Altino, vamos a isso.

Taprobana, a sua grande generosidade é que o faz ver em mim qualidades que não tenho, mas vamos às suas questões, que transcrevi a negrito intercalando as minhas opiniões.

"A partir de que momento, um indivíduo ou um conjunto de indivíduos podem dar inicio ao processo da criação de um grupo espírita?"

Ocorre-me a parábola dos trabalhadores da última hora. Qualquer hora é boa para iniciar o trabalho. Quando o "dono da vinha" nos chama, é meter mãos ao trabalho, sem lamentar o que podiamos ter feito se tivéssemos começado mais cedo. Quando sentimos o chamamento de Jesus, é hora de começar.

"Que tipo de grau de conhecimento deve deter aquele ou aqueles que a isso se propõem?"

Pode não ter nenhum. Tem que ter vontade de se instruir e de servir o próximo, e conservar sempre essa atitude de humildade, pois o homem sábio é o que tem consciência de que há sempre muito para aprender.

"Como qualificar ou quantificar o grau evolutivo e a natureza dos propósitos que os movem?"

Os menos empenhados abandonarão naturalmente o grupo. Se o grupo não tiver um número suficiente de pessoas para o levar avante, naturalmente acabará.

"Para criar um grupo espírita devemos esperar que o telefone toque de lá para cá, ou devemos ser nós mesmo a telefonar?"

Não há  nenhum motivo para que alguém se queixe de não ter trabalho espírita para realizar. A missão do cristão é dar testemunhos de amor e tolerância todos os dias. Para os que anseiam por estudar e praticar a filosofia espírita, basta um exemplar de O Livro dos Espíritos, para começar a estudar. Se não aparecerem encarnados que se afinizem com o trabalho, pelo menos Espíritos aparecerão. O que não é pouco!

"O texto que nos deixa como referência dá umas pistas… no entanto que tipo de objectivos deve estar por detrás desta iniciativa?"

Veja-se os Actos dos Apóstolos, e a vida dos primeiros cristãos, que se juntavam para orar, para pedirem a opinião uns dos outros quanto aos problemas da vida, para comerem em conjunto, para imporem as mãos, para curarem os obsidiados, para ouvirem os Espíritos por intermédio dos médiuns que "profetizavam".

Um grupo espírita deve ser isso. Simples, espontâneo, alegre, formado por gente unida por laços de amor.

As religiões cristãs organizadas, desde o século III/IV da nossa era, desvirtuaram a essência desses grupos unidos pela afinidade de pensamento e sentimentos. O comer em conjunto foi transformado na "comunhão" (ideia da hóstia representando o corpo de Cristo, etc.). O partilhar dos problemas foi transformado na "confissão dos pecados". A oração espontânea e sentida foi ritualizada sob a forma de missas e outras celebrações. A mediunidade e o estudo foram substituídos pelas homilias. A imposição das mãos desapareceu. Em suma, o que era espontâneo e acessível a todos tornou-se ritual, obrigação, e passou a ser administrado por sacerdotes, quando o Cristianismo como Jesus o ensinou, é um ideal, uma filosofia, e não prevê castas sacerdotais, cerimónias, rituais, sacramentos, seres privilegiados, penitências, castigos eternos, etc..

As religiões cristãs que florescem desde os séculos III/IV foram recuperar hábitos do Politeísmo/Paganismo. Apagaram o centeúdo e exaltaram a forma.

"Que mais-valias podem advir da criação de um novo grupo espírita, em contraponto com a adesão a um dos que já existem contribuindo assim para o seu fortalecimento?"

Sem dúvida que a proximidade, o ambiente familiar. Allan Kardec aconselhou nesse sentido. Um dia, acredito, cada terriola, cada bairro, terá o seu centro espírita, cada um com sua feição. Palestras, passe, atendimento, mediunidade, cursos, biblioteca, grupos infantis e juvenis - porque não uma sala de convívio, onde se possa beber um chazinho, conversar, jogar uma partida de xadrez ou de damas, assistir a um bom programa de tv, a um filme de qualidade?...

Um centro espírita é uma associação cultural. Numa associação cultural, dedicada, por exemplo, à Columbofilia (aqui na minha região há muitas) fala-se de pombos, é o amor pelos pombos que une as pessoas. Numa associação espírita, será o amor pela cultura espírita.

Assim como as religiões sofreram um recuo evolutivo e retomaram práticas pagãs/politeístas, também as associações espíritas não raras vezes se tornam como que "igrejas", onde há os "sabichões"... e os outros.
O "sabichão espírita" inconscientemente adopta o papel de sacerdote, chama a si todas as decisões, torna-se um chefe numa filosofia que não prevê chefes nem "iluminados"...
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 01 de Abril de 2009, 22:12
As minhas opiniões sobre as questões levantadas pela Aruando (Olá, cara amiga :) )

"Sempre achei que o primeiro impacto de quem vai a um centro espirita é a forma como é atendido."

Com efeito. Não há, nunca, uma segunda oprtunidade de causar uma boa primeira impressão :)

"Maioritariamente, as pessoas querem acima de tudo serem ouvidas porque:

- sofrem mas, não têm com quem falar
- não têm como pagar a psicólogos e não querem tomar medicamentos de psiquiatria ( muitas vezes não precisam)
- têm, vergonha de  dizer que o que sentem não é comum (aparentemente)"


Subscrevo totalmente. Na cultura Ocidental dos nossos dias, imperam dois sistemas:

- O Materialismo, que prescreve tratamento psiquiátrico a quem afirma ver, ouvir, sentir, ou, de qualquer forma, percepcionar o mundo espiritual.

- As religiões cristãs, que negam categoricamente a existência dos Espíritos, considerando que toda e qualquer manifestação paranormal é obra dos "demónios"

Perante este panorama, não há que estranhar o medo, a angústia e a vergonha de quem é surpreendido pela existência do Mundo dos espíritos...

"- e outras coisas..."

Sim, há outras razões que levam as pessoas a um centro espírita. Por exemplo: falta de sentido para vida, apertos financeiros, temores supersticiosos (crêem-se vítimas de "maus-olhados", etc.), curiosidade, chamamento interior, problemas conjugais/amorosos, não aceitação do seu corpo ou da sua orientação sexual, estima não correspondida por familiares ou amigos, tendências suicidas, vício de drogas ou de jogo. Muitas mais razões há, mas estas têm algum peso estatístico.


"Portanto, a forma como se fala (se atende) num centro espirita é , para mim , o impacto positivo ou negativo que irá perdurar.

Muitas vezes a pessoa que está atender , talvez mal preparado, a primeira coisa que diz é:
- "Pecou" muito em outra vida , agora está  "pagar" (ísto é um autentico absurdo, dito
desta forma e numa primeira abordagem)...infelizmente acontece muito mais  vezes  do que seria razoavel."


Confirmo. É lamentável. Que meperdoem os irmãos cheios de boa vontade que assim procedem, mas boa vontade não chega...

"Enfim,  a questão é:
 -Além de tudo o mais que abordas no power -point,  concordas que o atendimento é uma pedra fundamental no centro espirita?
 - Não seria muito importante preparar pessoas com  conhecimentos de psicologia básicos e, até de conhecimento de linguagem corporal (que nos dá indicações com quem estamos a falar)?
- Claro que também temos a intuição e a ajuda espiritual mas, será que só basearmo-nos nisso é suficiente?"


Um grupo de estudo e oração pode gravitar em torno das obras básicas. Mas a quem se propõe abrir portas para servir mais pessoas, é fundamental o Curso Básico de Espiritismo, e, para cada actividade (atendimento, passe, palestras, grupos infanto-juvenis, mediunidade), É IMPRESCINDÍVEL adquirir experiência trabalhando com companheiros experimentados, fazer cursos na área resptectiva e estudar SEMPRE.

O Projecto Manoel Philomeno de Miranda, que tem várias obras publicadas, aponta para o conceito de qualidade total, baseado na trilogia: "ESPIRITIZAR, QUALIFICAR, HUMANIZAR".

Não se trata de "academizar" o Espiritismo, de o encher de "doutorices". Trata-se de nos prepararmos para assumir responsabilidades. 

"Por isto e, muito mais, concordo que abrir um centro espirita não pode ser só uma questão de boa vontade senão seremos cegos a conduzir cegos."

Nem mais! Podemos não ter uma associação espírita por perto, para aprendermos "como se faz", mas hoje em dia, com a Internet, é mais fácil, por exemplo, fazer o Curso Básico de Espiritismo, um requisito essencial para todo o espírita.

Ver www.adeportugal.org/cbe. (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hZGVwb3J0dWdhbC5vcmcvY2JlLg==)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 01 de Abril de 2009, 22:14
As casas mais antigas amparam as mais novas nos primeiros passos. Vejam a dica do amigo Rone, do Brasil:

"Aqui quando está surgindo uma casa espírita, é normal criar um elo de amizade com outras casas  mais antigas, e é muito comum haver uma "troca" de palestrantes, cada semana um palestrante de algum bairro ou cidade visita outra fraternidade para expor uma palestra antecipadamente combinada.

Também em reuniões iniciais, sempre há o convite de pessoas mais experientes e esclarecidas para auxiliarem nos primeiros passos, depois nossos espíritos amigos nos ajudam a trilhar o caminho com nossas próprias pernas!"



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Na intervenção seguinte, Taprobana lembra o perigo do sectarismo. E com muita razão. As cisões também afectam o movimento espírita. Não somos imunes a isso nem a todas as vicissitudes que afectam o que é humano.

Como evitar? Tendo nas obras básicas, revelação do Espírito de Verdade, a pedra angular de todas as nossas actividades. Como diz um amigo meu, "Espiritismo há só um, o de Kardec e mais nenhum" :)

É absolutamente lícito que se discorde do Espírito de Verdade, de Allan Kardec, ou de Jesus de Nazaré, mas que não se chame a Espiritismo ao que não é Espiritismo. Tivemos por exemplo o Waldo Vieira, que deixou de ser espírita e fundou uma nova corrente espiritualista. Óptimo! Acertadíssima decisão a dele! Agiu de acordo com a sua consciência...
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 01 de Abril de 2009, 22:35
Olá Mário!

Citar
Veja-se os Actos dos Apóstolos, e a vida dos primeiros cristãos, que se juntavam para orar, para pedirem a opinião uns dos outros quanto aos problemas da vida, para comerem em conjunto, para imporem as mãos, para curarem os obsidiados, para ouvirem os Espíritos por intermédio dos médiuns que "profetizavam".

Um grupo espírita deve ser isso. Simples, espontâneo, alegre, formado por gente unida por laços de amor.

(…)

Muito bem Mário. Aqui está uma revelação para mim… ultimamente tenho tido muito trabalho doméstico no sótão das minhas ideias a arrumar de novo as gavetas, a reorganizar pensamentos.

Confesso que nunca me ocorrera recuperar esta realidade vivida nesses tempos e confronta-la com os grupos espíritas… confesso que tomei a parte pelo todo, ou seja, quando procurei um centro espírita encontrei uma “igreja” espírita… e a partir daí acreditei que seria sempre assim, ou seja confesso que estava vergado aos próprios dogmas do cristianismo… esta tua visão aqui partilhada abriu novos horizontes…

Bom… tenho que me retirar para meditar acerca disto…  ::)

Um abraço amigo e obrigado.  :)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 01 de Abril de 2009, 22:38
Amigo Vitor Santos,

A questão do espaço, nos tempos que correm, é aparentemente um grande obstáculo. No entanto, para começar, serve uma garagem, uma cozinha, um sótão, uma cave, etc.. Com bpom tempo, serve uma praia ou um jardim. Se o grupo tiver "pernas para andar", a Espiritualidade se encarregará de proporcionar uns "acasos" que virão a calhar. Uma casa para alugar a bom preço, um amigo rico que empreste um espaço, é preciso é fé, que a fé move montanhas! :)

- Grato ao caro Diegas por recordar a biografia de Bezerra de Menezes. Nessa época era mais difícil romper preconceitos do que agora...

- Para termos uma ideia de como os Bons Espíritos trabalham, leiam sff o relato interessantíssimo de akenatom!

Post-Sriptum para Taprobana:

Espiritismo = Cristianismo redivivo.

É maravilhosa a perspectiva de reviver o ambiente fraterno e puro dos Primeiros Cristãos. E mais ainda: teremos nós estado por lá? :)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 01 de Abril de 2009, 23:06
Olá Mário

Muito boa esta iniciativa. Por enquanto vou ficando observando. Caso me pareça que possa dar uma achega com minha experiência intervirei. Neste momento não encontro nada mais para acrescentar ao que está dito.

"Para criar um grupo espírita devemos esperar que o telefone toque de lá para cá, ou devemos ser nós mesmo a telefonar?"

Não há  nenhum motivo para que alguém se queixe de não ter trabalho espírita para realizar. A missão do cristão é dar testemunhos de amor e tolerância todos os dias. Para os que anseiam por estudar e praticar a filosofia espírita, basta um exemplar de O Livro dos Espíritos, para começar a estudar. Se não aparecerem encarnados que se afinizem com o trabalho, pelo menos Espíritos aparecerão. O que não é pouco!


Sobre esta questão gostaria de narrar uma experiência por mim vivida.

Há mais de 20 anos, numa deslocação a Braga, fiquei alojado no Sameiro. Tendo-me levantado cedo saí para a rua e, por curiosidade, desloquei-me à Igreja que ali se encontrar, mais para apreciar a sua arquitectura que outra coisa.
Pouco passava das 7 da manhã e, para espanto meu, um sacerdote estava celebrando missa. Mais espantado fiquei quando verifiquei não se encontrar mais ninguém dentro da Igreja. Fiquei observando e o nosso irmão levou toda a celebração até ao final como se a igreja estivesse repleta de fiéis. Claro que o ambiente logo nos conduz ao retiro de nós mesmos e à formulação de perguntas. Eu perguntei porque o sacerdote estava celebrando a missa se ninguèm estava presente?
A resposta veio pronta e racional " Se olhares com os olhos da Alma logo verás que a igreja está repleta de gente ". Como não tenho vidência logo saí e dirigi-me a uma irmã nossa, que fazia parte do grupo, que é vidente, para poder confirmar. Pois a igreja estava mesmo repleta de irmãos nossos desencarnados. Só depois lhe contei o porquê do meu pedido.

Atlante   
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 01 de Abril de 2009, 23:55
Olá Atlante,

Segundo os Espíritos e o testemunho dos médiuns videntes, toda o  acto em que haja sincero sentido de religiosidade, goza da protecção dos Espíritos Superiores, e aí afluem Espíritos que se afinizam com esse grupo e/ou que necessitem conforto e esclarecimento.

É tocante a história que nos conta, quer pela presença dos irmãos desencarnados, quer pela fé que o sacerdote católico demonstrava.

Conta-se que certa vez, em Uberaba, o médium e conferencista espírita Chico Xavier palestrou para uma sala vazia. Pessoas que por lá passavam, ouviam-no falar, iam espreitar, e não viam ninguém. Depressa se espalhou na povoação a novidade: Chico Xavier enlouquecera!
Escusado será dizer que a sala estava longe de estar vazia...

Também em nossas casas quando fazemos o Evangelho no Lar, os Guias possibilitam que haja Espíritos necessitados a assistir, de modo a poderem beneficiar do conforto espiritual e do esclarecimento que nessas alturas é intenso.

Nos grupos espíritas terrenos, haverá irmãos desencarnados que são ajudados e que nós não sonhamos. Cada palestra, cada reunião mediúnica, cada atendimento, são testemunhados por muito mais pessoas do que nós imaginamos. Na modéstia do mais pequenino e desconhecido grupo espírita, quem sabe quantos nomes sonantes na Terra aí estão, colaborando ou sendo ajudados?

Mário
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Mateus em 02 de Abril de 2009, 00:40

Olá Mário e a todos

Estou muito contente e feliz pela iniciativa 
Por todas as razóes de vida, não vejo uma única que possa contrariar a finalidade da iniciativa.
Agora, neste presente tudo está mais fácil, para que se possa iniciar um novo grupo espírita.
É super normal, que existam, as observações e questões, já sentidas, como será de considerar, que outras, também naturalmente surjam.
Mas, estou tranquilo, e confio, que e só pela verdade, do Amor, teremos mais entendimento sobre a vivência espiritual
Sou de Vila Nova de Gaia, frequente um centro, discreto na cidade do Porto
Naturalmente posso ser util a esta iniciativa
Sinceramente e a meu modo estou muito sensilbilizado, pela muita felicidade que sinto.
Somos todos irmãos.

Este Eterno presente, é vida espiritual

Muita Paz

Mateus
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 02 de Abril de 2009, 10:57
Olá Mário
Não conhecia essa história do Chico, mas ela é própria dele.

Falemos então um pouco mais da importância da existência dos grupos Espíritas.

Uma das funções da doutrina Espírita, entre muitas, é aquilo a que, por vezes, chamo limpeza do Astral.
Efectivamente não passa pela cabeça, de muita gente, as condições existentes no Astral inferior, ou aquilo que muitos chamam do Umbral. É uma zona de forte desequilibrio mental e emocional, onde as energias são extramente negativas e deprimentes.
Estas energias são plasmadas e alimentadas pelas mentes doentes e desequilibradas de nossos irmãos, que ali habitam e por muitos dos que habitam no plano físico, que se encontram na mesma condição psico-mental-emocional.
Ora nós sabemos que, muitos destes nossos irmãos, estão presos ás correntes de sua maldade. No entanto também sabemos que, a maior parte deles, apenas ali estão por ignorância de si mesmos.
Se é verdade que, o esclarecimento dos que estão presos às correntes de sua maldade, não é fácil, mas é possível, o mesmo já não acontece com aqueles que apenas ignoram o que são, quem são e porque assim vivem.
Então, para que estes possam ser esclarecidos, apenas é necessário um pouco de disponibilidade de nossa parte, para promovermos esse esclarecimento, temperada com uma pitada de Amor.
Tudo o que possamos fazer nesse sentido é um extremo acto de caridade para com nossos irmãos.

Ao esclarecermos um irmão, que seja, é menos uma mente plasmando energias negativas no Astral inferior, e mais um que, a breve tempo, estará colaborando no lado positivo da vida.

Por outro lado, as energias negativas combatem-se com energias positivas. Ao reunirmo-nos em trabalho espiritual, seja ele qual for, desenvolvemos energias positivas que irão eliminar alguma parte das energias negativas, por outros criadas, promovendo assim o equilibrio de nosso planeta, ainda bastante desequilibrado.

Então, por tudo isto, mais que não seja, já será importante a criação de grupos espíritas, que promovam o esclarecimento e a caridade.

Sempre Voltarei

Atlante
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Grazielly em 02 de Abril de 2009, 13:30
Oi sou Grazielly, iniciante em todas as perspectivas do conhecimento espírita. Estou na Inglaterra, gostaria de saber se tem ou haverá alguma reunião da qual posso participar, ou se possui pessoas aqui que gostariam de iniciar uma reunião...
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: LORDE em 02 de Abril de 2009, 16:31
    OLA QUERIDOS IRMAOS, GRAZI, E COM IMENSO PRAZER NO CORAÇAO, QUE INGRESSO PARA ESTE GRUPO, SEMPRE QUIZ ME RELACIONAR COM OUTROS MEMBROS DA DOUTRINA PELA NET. SOU DEBUTANTE NOS ESTUDOS, E ESPERO TER A AJUDA DE VCS. ESTOU A DISPOSIÇAO TB NO QUE EU PUDER AJUDAR! ABRAÇOS! ME MANDEM INSTRUÇOES DE COMO EU FAÇO PARA INTERAGIR NESTE GRUPO.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: akenatom em 02 de Abril de 2009, 19:43
Querido Lord,
Seja muito bem vindo.
Que muita Paz esteja contigo.

Por ora, te informo dos grupos de estudo on line:( no chat de estudo)
Terças  10 hs de Brasília/ O livro dos Espiritos
Quartas  20hs de Brasília/ A Genese
Quintas   15 hs de Brasília/ Tema Livre
Domingos 18 hs de Brasília/Culto no lar/ Evangelho Segundo Espiritismo

Todos são bem vindos

Um abraço Fraterno
Akenatom
    OLA QUERIDOS IRMAOS, GRAZI, E COM IMENSO PRAZER NO CORAÇAO, QUE INGRESSO PARA ESTE GRUPO, SEMPRE QUIZ ME RELACIONAR COM OUTROS MEMBROS DA DOUTRINA PELA NET. SOU DEBUTANTE NOS ESTUDOS, E ESPERO TER A AJUDA DE VCS. ESTOU A DISPOSIÇAO TB NO QUE EU PUDER AJUDAR! ABRAÇOS! ME MANDEM INSTRUÇOES DE COMO EU FAÇO PARA INTERAGIR NESTE GRUPO.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 02 de Abril de 2009, 21:01
Olá amigos,

Como dizem Mateus e Atlante, criar grupos espíritas pode ter impacto que não sonhamos, e mais ainda ao nível do mundo espiritual. O mundo espiritual ser invisível para nós, dá-nos, como sabemos, mais liberdade de acção, para o bem e para o mal.

Creio que se nos fosse dado ver a quantidade de Espíritos que um pequenino grupo espírita resgata das trevas da ignorância, ficaríamos decerto espantados...

Ainda vivemos, contudo, numa era de catedrais, e muitas vezes, inconscientemente, criamos centros espíritas que brilham pelo tamanho, pelo exterior, mas que nem sempre estão a funcionar com igual grandeza no plano dos sentimentos, da união fraterna. Devemos estar alerta, portanto.

Qualquer cristão, e portanto qualquer espírita, deve ir tentando, a pouco e pouco, deixar os melindres, as vaidades, as falsas modéstias, as esquisitices, de parte. Não devemos querer parecer mais do que somos, nem menos do que somos. Se temos queda e competência para uma dada tarefa, devemos aceitá-la com naturalidade. Se não somos capazes de levar a cabo uma tarefa, ou se não sabemos responder a uma pergunta, devemos igualmente assumi-lo com naturalidade. Não temos que ser super-homens ou super-mulheres para sermos trabalhadores espíritas.

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 02 de Abril de 2009, 21:03
Aí vai a informação para Grazielli:

British Union of Spiritist Societies-BUSS
59, Wandsworth High Street
London SW 18 2PT
ENGLAND – UK
bussevents@gmail.com
chair@bussorg.co.uk
www.bussorg.co.uk (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5idXNzb3JnLmNvLnVr)
Presidente: Joca Dalledone
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 02 de Abril de 2009, 21:18
Pelo que já falámos acerca deste tema, creio que podemos concluir que o arranjar sede e abrir portas vem com o tempo. Quando essa é a primeira preocupação, falha a base, e o trabalho dificilmente será bem sucedido.

Um grupo de estudo e oração deve ir-se afinizando. A pouco e pouco irão aparecendo mais trabalhadores, encarnados e desencarnados. Degrau a degrau, o grupo vai ganhando maturidade espiritual e esclarecimento doutrinário. O Curso Básico de Espiritismo e o estudo das obras básicas é fundamental. Não se concebe espíritas sem esses estudos, e muito menos trabalhadores espíritas.

Depois das obras básicas, há as que cimentam a formação doutrinária de base (Léon Denis, Gabriel Delanne, Camille Flamarion, os clássicos, enfim), e os indispensáveis Herculano Pires, Hernâni Guimarães de Andrade, Jorge Andrea, e outros autores mais recentes.

Um erro que se faz muito é começar a estudar Espiritismo pelas obras psicografadas de Chico Xavier e Divaldo Franco (sobretudo essas, são as mais frequentes). Começa-se por aí, e depois... não se sai daí.

É como começar a casa pelo telhado. E pior é quando trabalhadores espíritas aconselham quem procura o centro a começar por aí. É contra-indicado, porque sem a sólida estrutura que só as obras básicas pode dar, há descrições nas obras psicografadas que podem gerar confusões e medos!

O mesmo se aplica às palestras, que devem estar sempre ancoradas nas obras básicas. é convidativo "espreitar" o mundo espiritual, mas essas descrições, se não tiverem um objectivo maior, são pouco mais que agradáveis passeios. O mesmo para palestras sobre temas supérfluos, tais como "Quem terá sido Fulano em vida anterior?".

Isso aprende-se estudando, assistindo ao trabalho dos mais experientes.

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Vitor Santos em 03 de Abril de 2009, 00:01
Olá amigo Mário

Há quem diga que kardec está ultrapassado em muitas coisas e alegue que parte das obras do Chico, do Divaldo, etc, são uma actualização. Na minha óptica, e tanto quanto conheço delas, eu diria que um complemento à codificação, não uma actualização.

A codificação foi um trabalho especial, na medida em que só há revelações dessa natureza de bastante em bastante tempo.

Isso não quer dizer que não vai haver a 4ª, a 5ª, a 6ª revelação e assim por diante, mas será que já ultrapassámos a 3ª revelação, quando a mesma ainda é tão desconhecida do mundo? Os espiritas que conhecem a codificação são muito poucas pessoas, se considerarmos a população mundial. Não sei quantos são, mas calculo que deve ser uma percentagem ainda longe da unidade (1%). 

Nas coisas em que os vários autores concordam, é tudo pacifico. Nas coisas em que não concordam, é que são elas...

Tenho pensado nestas coisas ao frequentar Centros Espiritas e tb na sequência desta ideia que lançaste. E um dos obstáculos que eu antevejo é precisamente a tendência actual para misturar outras filosofias ao espiritismo, que o contradizem, em alguns aspectos, alegando que são actualizações. Não é muito fácil, a meu ver, encontrar pessoas com referências sólidas em kardec, para formar equipa.

Claro que não podemos criar coisas perfeitas, isso seria uma ilusão, mas para mim criar uma obra em que o nucleo duro não tenha alguns objectivos essenciais em comum, seria criar um monstro com muitas cabeças, cada uma a puxar para seu lado... É preciso uma liderança e um nucleo duro forte, na fase de implementação. Isso para mim é uma dificuldade, pois não nasci com vocação de lider. Preciso de encontrar alguém com gosto e capacidade de liderar a quem me possa juntar.

É possivel encontrar as condições, senão não havia Centros Espiritas. Mas é boa a troca de ideias sobre como as pessoas superaram os problemas para os criar.

Sei que alguns vão dizer que sou um fanático. E se o fizerem estão no seu direito. Mas todos devemos ter liberdade de opinião e de expressão e não vejo razão para também eu não ter o direito de liberdade de opinião e de expressão.

Eu não acho que as pessoas só devem ler Kardec. Acho que isso nos limitaria e não há razão para o fazer. É normal e desejável que as pessoas leiam aquilo que bem entendam, desde que gostem e se sintam identificados com as suas leituras.

Mas não tenho dúvidas que há uma corrente bastante forte, dentro dos ditos espiritas,  a contrariar a codificação, por exemplo com filosofias orientais, que eu muito respeito e que têm muitos méritos, mas não dizem exactamente o mesmo que o espiritismo e, nalguns aspectos, até divergem muito.   

Eu acho que qualquer coisa que contrarie a codificação devia ser préviamente muito bem "mastigada". E só depois de uma certeza minima devia ser alvo de abordagem, em público, nos Centros Espiritas. Se pensarmos em muitas obras que circulam correntemente nos Centros (lidas em palestra publica) e até aqui no fórum, tenho a impressão que há obras que carecem de muita reflexão, até poderem ser consideradas como parte da ciência, da moral e/ou da filosofia espirita.

Em grupos de estudo isolados, tudo bem. Pode discutir-se o que bem se entende, mas confundir pessoas recém chegadas ao Centro Espirita e ao espiritismo com coisas que contrariam a codificação e depois apresentar um curso básico com base na mesma, é um erro. Já para não falar em cursos básicos em que não têm por base principal a codificação...

Para mim a doutrina moral espirita surgiu com base na insatisfação que eu senti quando pensei profundamente no sentido da vida.

Eu li e reli o Novo Testamento, e fiquei com uma imagem de Jesus de Nazaré, embora por vezes não seja fácil (pelo menos para mim) interpretar as palavras de Jesus. De qualquer modo nasceu na minha mente uma ideia indelével e confirmada pelo meu coração (pelo menos até hoje - e já lá vão muitos anos): Deus é infinitamente bom e justo e a vida é eterna. Li e reli muita coisa de várias origens religiosas ou filosóficas, mas não encontrei nada coerente com a ideia da bondade divina. Alguns apresentaram-me Deus de tal forma, que era uma personagem a temer, em vez de amar. Isto não é uma critica a ninguém, é apenas parte da minha história recente, para contextualizar as minhas palavras.

E, graças a Jesus e a Deus, um dia chegou-me o Livro dos Espiritos. Nesta doutrina abençoada tudo passou a fazer sentido. Reconheci de imediato Jesus de Nazaré na doutrina moral espirita, não por citarem o seu nome, mas do ponto de vista da coerência com o que ele dizia. Continuei a ler Kardec e já vão cerca de 8 a 9 anos, que o meu coração e a minha mente continuam a estar sintonizados com a minha interpretação das palavras de Kardec.

Fazer parte de um grupo em que as pessoas dizem que Kardec está desactualizado, do ponto de vista da moral, é o mesmo que me dizerem que Jesus está desactualizado. Pois a doutrima moral espirita, como eu a compreendo, não é mais nem menos do que a moral apregoada por Jesus de Nazaré. 

Chegará um dia para mim, noutras reencarnações ou erraticidades, uma época em que compreenderei tudo melhor. E decerto vou considerar que as palavras de Kardec eram apenas o A B C das leis da vida. A evolução da minha compreensão e da minha sabedoria, fará com que os livros de Kardec pareçam os livros da escola básica.

Nesta reencarnação não me parece que vá acontecer isso. Mas se isso acontecer, que seja através da apreensão de ideias novas e não da adopção de ideias muito velhas e imperfeitas, envernizadas para parecerem perfeitas novidades, que só nos fazem perder o nosso precioso tempo (se deixarmos...). E todo o tempo é pouco, pois não há profissionais do espiritismo (ou se há, não devia haver).

O homem fascina-se com facilidade e gosta de estar sempre na crista da onda das novidades. É muito positivo e um sinal de vigor, querer estar sempre actualizado. Mas é preciso muita prudência para não nos deixarmos fascinar e iludir com todo lixo que aparece. No mundo da informação há vantagens, mas também há desvantagens. Grande quantidade de informação tanto nos pode guiar e ajudar, como nos pode baralhar e fazer perder tempo. É esse um dos grandes desafios dos dias hoje.

Os vendilhões do templo, à semelhança dos vendedores comuns e legitimos(?...), são peritos em apresentar ideias velhas como se fossem novidades e, curiosamente, são  bem sucedidos muitas vezes, porque nós, público, temos memória curta e deixamo-nos fascinar com a palavra "novidade". Daí o conselho espirita: "Orai e Vigiai"

Amigo Mário, não estou a querer criar dificuldades à tua ideia, pelo contrário, estou a tentar reflectir sobre ela e não a querer desanimar ninguem, nem quero criar um debate polémico. Estou a tentar levantar a lebre, para perceber como outras pessoas resolveram os problemas e tentar aprender com elas.

bem hajam
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 03 de Abril de 2009, 00:34
Olá amigos!

Apetece-me partilhar convosco uma história interessante… prestem muita atenção!  >:(

Sabemos que há uma tendência em procurar encontrar no espiritismo uma muleta para a vida banal do quotidiano… encontrar por exemplo na figura dos anjos da guarda um pai e uma mãe que nos transporte no colo e decida por nós aquilo que a vida nos propõe.

Alguns vamos mais longe tentando indagar acerca do nosso futuro ou do nosso passado na expectativa de assim poder desvendar os “mistérios” que se encerram dentro da individualidade dos semelhantes que fazem parte dos objectos de interesse social, particular.

Nunca, exceptuando aqui neste fórum e um ou outro amigo que tive oportunidade de conversar de passagem no único centro espírita que conheci até hoje, encontrei alguém que após lhe serem explicados os propósitos e as finalidades desta doutrina, não se afastasse a partir do momento que pressentia, que daqui não poderia levar mais nada que não fosse o entendimento e a compreensão acerca da forma coma a vida espiritual se processa e não uma solução directa para os seus problemas.

O único grupo que poderia formar, seria algo muito pouco recomendável pois as pessoas tendem a exigir da espiritualidade aquilo que o seu ego lhes solicita… e sabemos que existe disponibilidade vibratória mais do que suficiente para que esses propósitos possam ser como são muitas vezes levados a cabo.

Assim, no decurso da minha experiencia solitária, fundei um grupo formado por um único encarnado que fui eu, não espírita mas sim espiritualista, pelo simples facto de nessa época eu ignorar a existência da doutrina espírita, ou seja tinha uma visão do espiritismo deturpada e enquadrada no misticismo e na fascinação que nesses tempos me envolviam.

No entanto, conheci entre muitos outros espíritos o António Rodrigo, que se apresentou como meu anjo da guarda quando eu o evoquei, que me respondia ás questões que me assolavam ao espírito, sempre que estas estivessem enquadradas com aquilo que ele entendia ser útil para a minha evolução… quando assim não era, só me respondia se eu explicasse em que medida considerava a sua utilidade… nunca o consegui enganar…  8)  >:(

Com isto quero dizer, que mesmo assim, eu era um céptico potencial… sempre pensava que tanto as manifestações de efeitos físicos que a minha namorada da altura conseguia produzir, assim como as minhas psicografias, não eram “prova” irrefutável da comunicação com os espíritos.

Tudo isto até ao dia em que já não sei como, me deparei com o Livro dos Espíritos e comprei-o. Que grande susto apanhei… senti os meus cabelos a arrepiarem literalmente… estavam lá escritas de forma quase “textual” as mesmas respostas a um elevadíssimo número de questões que eu tinha colocado ao António Rodrigo.

Infelizmente, as coisas entretanto começaram a correr mal, pois eu não estava nem estou suficientemente evoluído do ponto de vista da moral e do AMOR para não ser “apanhado” pela malhas da minha própria caracterização vibratória que me forçou a abandonar a prática da mediunidade e iniciar um percurso de estudo que neste momento atravesso, solidificado na certeza absoluta da palavra do “Espírito de Verdade” suportada por factos que a minha razão não mais foi capaz de contrariar.

Fica aqui o meu testemunho do sucesso e do fracasso do meu primeiro e último grupo pré-espirita.  :D


Um abraço amigos.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 03 de Abril de 2009, 00:44
Olá Vítor,

Que belo depoimento o teu. Agradeço em nome de todos.

Estou em sintonia contigo, em tudo o que dizes. Não foi há muitos anos que no próprio Conselho Espírita Internacional vicejou a ideia de que O Evangelho Segundo o Espiritismo devia ser separado da Codificação, por ser considerado uma cedência à Igreja Católica! Ou seja: durante uns tempos, esse compêndio da moral cristã e espírita, foi posto no "Índex", e o Espiritismo esteve amputado da sua componente moral!

Outros referem-se à parte científica depreciativamente, usando a expressão absurda de "espiritismo científico", e prescindem da fenomenologia e do veredicto da Ciência, em nome da igrejificação do Espiritismo. Enquadro aqui a tendência "espiritólica".

Enquanto que a aventura de deixar de lado a parte moral durou pouco, a tendência espiritólica está aí para lavar e durar. Infelizmente.
São as rezas do terço no centro espírita, são as comunicações mediúnicas fantasistas, são os tiques de sacerdotes de alguns dirigentes, são os endeusamentos os médiuns como se fossem "santos", são as apologias do sofrimento e os conceitos de "pecado" travestidos, é, em suma, uma "Igreja Católica com mediunidade e reencarnação".

A terceira tendência é o misticismo sortido. É a Ufologia, são os Kryonistas, são os misticismos orientais, é a mania das crianças índigo e das leituras de aura, são as cromoterapias, os cristais... é, em suma, a new age a misturar-se com Espiritismo.

Ora o Espiritismo é uma filosofia perfeitamente definida, e todas essas misturas resultam na sua descaracterização e têm como causa a falta de bases. Cada um é livre de pensar como quiser, mas quem queira reinventar o Espiritismo, mais vale criar uma nova doutrina, como outros fizeram. Veja-se o caso da Projecciologia, do Ramatismo, do Racionalismo Cristão.

Isto é ser "dogmático"? Não me parece.

Vejamos: os líderes católicos advertem constantemente que não se pode ser ao mesmo tempo católico e espírita. Eu estou 100% de acordo!

Porque se eu acredito na reencarnação, na imortalidade da alma, na pluralidade dos mundos habitados, e na comunicabilidade dos Espíritos, é evidente que posso ser espírita, mas não posso ser católico! Não é ser dogmático, é ser racional.

Da mesma forma, se eu acredito no Inferno, no pecado, nos sacramentos, nas penitências, nas confissões, na transmutação de pão e vinho em corpo e sangue de Jesus,  nos anjos, nos demónios, nos santos, nos milagres, estarei melhor no Catolicismo do que no Espiritismo.

É uma questão de senso comum. Se eu sou a favor da colectivização dos meios de produção e da economia planificada, para que hei-de eu andar a tentar modificar o Partido Conservador Liberal, e não hei-de, coerentemente, aderir ao Partido Comunista? Se eu gosto de jogar a bola com as mãos e com os pés, porque hei-de tentar mudar as regras do futebol em vez de começar a jogar rugby?

O Espiritismo não é um campo de investigação de fenómenos paranormais, não é uma zona franca de misticismos sortidos, e não é uma religião. O Espiritismo é a doutrina revelada pelo grupo de Espíritos que se apresentou sob a designação de Espirito de Verdade. Espiritismo significa doutrina dos Espíritos.

Abertura à mudança? Sim, tudo evolui. Mudar por mudar, irrefectidamente? Não.

M.

Post-Scriptum: aí está uma história exemplar, a do nosso companheiro Taprobana! É por isso que as actividades espíritas, e sobretudo a mediunidade, devem ser exercidas em grupo e após a devida preparação. Elucidativo o seu testemunho acerca de quem pensa encontrar no Espiritismo um "self-service espiritual"! :) São essas pessoas e esses grupos que, naturalmente, perdem a "pedalada". Não é do Espiritismo, que, no fundo andam à procura. Naturalmente, vão desistindo. É a lei das afinidades.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Tonnya em 03 de Abril de 2009, 17:50
Olá Mario

Estou muito feliz, com a proposta, estou a disposição para participar dos trabalhos

Um abraço fraternal

Que Deus lhe abençoe

Antonia :

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Paulo Maia em 03 de Abril de 2009, 18:19
Ok, Mário Correia gostatia de participar. Vou acessar o material disponibilizado.
Um forte abraço,
Paulo Maia
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 03 de Abril de 2009, 18:32
Olá Tonnya e Paulo Maia

Muito obrigado.

E sejam muito bem-vindos.

Mário
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Carlos Ribeiro em 03 de Abril de 2009, 18:39
Citar
A terceira tendência é o misticismo sortido. É a Ufologia, são os Kryonistas, são os misticismos orientais, é a mania das crianças índigo e das leituras de aura, são as cromoterapias, os cristais... é, em suma, a new age a misturar-se com Espiritismo.
Mário
Esta é quanto a mim a tendência mais prejudicial porquanto é aquela que se está a propagar mais rápidamente e de forma nefasta.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Tania Pptz em 03 de Abril de 2009, 18:59
Olá
Fico muito feliz em poder participar desse Grupo de Estudos.
Já tenho um grupo em minha residencia , aonde estudamos os assuntos relacionados aos temas espiritualistas.
abraço
Tania
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Carlos Ribeiro em 03 de Abril de 2009, 19:23
Já agora e bem a propósito deste tópico, devo dizer que resido num concelho (Paços de Ferreira) que não tem um único centro espírita.
Alguém se quer candidatar a criar um nesta zona do país?  ;)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Lu Prado em 03 de Abril de 2009, 19:44
Olá... um forte abraço em todos os irmãos q compartilham aqui conosco o seu amor e dedicação...
Gostaria de dar uma humilde sugestão... acredito q muitos n tem a possibilidade de sair de casa p/ ir à um centro espírta... seja por qual motivo, muitos n podem... eu por exemplo, vou somente aos sábados à tarde ao centro espírita, pois só assim, posso levar o filhote p/ evangelização infantil e assim, assisto as palestras edificantes q lá são ministradas.... caso contrário n posso, pois n tenho com quem deixá-lo...
Gostaria de sugerir, se alguem tiver a disponibilidade de fazer palestras online, e assim aproveitamos o q a tecnologia nos proporciona... sei q aqui tem muitos brasileiros (como eu) e o fuso horário teria de ser conversado...
Tenho assistido muitas palestras pela TVCEI  http://www.tvcei.com/vd/home/player.php o q tem me ajudado muito :)
Existem vários comunicadores e alguns deles com certeza devem oferecer a video conferencia ( o yahoo messenger, eu tenho certeza q sim... já o msn, só permite transmitir a imagem, somente à uma pessoa)...
Muita paz a todos...
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: joice 32 em 03 de Abril de 2009, 21:17
estou participando pela primeira vez em um grupo de estudo pela net
nao tenho muito conhecimento, entao espero poder aprender e entender cada dia um pouco mais .
O verdadeiro espirita aquele que estudas as obras de Kardec onde no livro dos espiritos diz que os principios da doutrina espirita seria a imortalidade da alma, a natureza dos espiritos e suas relevaçoes com os homens,as leis morais  a vida futura e o provir da humanidade ... acho que isso e o que devemos seguir se somos espiritas somos assim nao precisamos de misticismo sabemos Que e Deus temos as provas de sua existencia do seu amor por nos tambem sabemos que devemos fazer o bem pq o mal segundo o que aprendemos   e ausencia do bem entao entendo que se sou espirita devo pregar a uniao e o amor ao proximo
e Santo Agostinho nos da um conselho o espiritsmo e o laço que um dia os unira, pq mostrara onde esta a verdade onde esta o erro mas durante muito tempo ainda haver escribas e fariseus que negarao a Deus como negaram o Cristo . E os que sao bons humanos e benevolentes para com todos sao os prediletos de Jesus ...entao entendo que se certas pessoas ainda vao acreditar nisso e pq talvez nao tiveram a opórtunidade de entender a luz do espiritismo veradedeiro a luz da verdade que nos levara ate DEUS.
peço desculpas se nao consegui me expressar com as palavras certas
e se falei algo que talvez alguem nao aprove
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Alda em 03 de Abril de 2009, 21:42
Olá, tenho andado sumida porque os afazeres são muitos, trabalho, universidade e centro espirita onde assumi um compromisso e não pretendo desistir.
A proposta do amigo é muito boa, centros espiritas fazem falta, quando a intenção é de ajudar então venham mais muitos mais. Frequento o centro luz e paz em Aveiro, estão todos convidados a visitar, segundas quintas e sextas, estas de desenvolvimento, reuniões de grupo e outras de fluidioterapia. Vamos por mãos a obra e passar acção.
bem hajam a todos
Alda
Olá amigos,

O meu nome é Mário Correia, sou colaborador (ultimamente muito ausente) do Portal Fórum Espírita, e o tema que vos proponho para este mês são as questões que se põem a quem se propõe criar um grupo espírita.

Deixo-vos, para já, com este texto de André Afonso, no Blog de Espiritismo:

"As pessoas dizem-no com a melhor das intenções, mas já vai sendo tempo, para muitos, de acordar, de fazer em vez de esperar que os outros façam.

- Então, quando é que vocês abrem um centro espírita cá em ......... ?

Este "vocês" é de humildade, é de quem não se acha capaz de meter ombros à tarefa, de quem acha sempre que os outros são mais dotados, são mais esclarecidos, são... mais.

Não é assim. Os outros, os que se aventuraram na fundação de um grupo espírita, começaram do zero, também. É fundamental que se queira, antes de mais, fundar um grupo espírita. Abrir portas ou não, é uma decisão posterior, e há que evitar meter o carro diante dos bois.

Estudar Espiritismo, é o fundamental. O Livro dos Espíritos, para começar. Fazer o curso básico. A ADEP (www.adeportugal.org (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hZGVwb3J0dWdhbC5vcmc=)) tem um cd que pode servir de apoio para estes grupos que pretendam fazer o curso básico online e sessões de estudo entre os seus membros.

Depois, as outras obras básicas, as de Allan Kardec. Uma ou duas reuniões semanais para estudar e orar em conjunto, como faziam os primeiros cristãos, sem hierarquias, rituais ou misticismos. Espiritismo é doutrina de simplicidade.

Não há que ter apreensões. Se o grupo for movido por sincero gosto de aprender e de servir, com humildade, os Bons Espíritos adoptá-lo-ão, e em breve se juntarão aos encarnados, influenciando subtilmente a marcha dos acontecimentos.

Que actividades, mediunidade ou não, atendimento ou não, sede, abrir portas ou não, palestras públicas ou não, passe e passistas, tudo isto virá a seu tempo, com a ajuda de companheiros mais experientes de outros grupos já estabelecidos."


Preparei também a apresentação de power-point em anexo. Ficam todos desde já autorizadíssimos a usá-la para palestras, cursos espíritas, ou para o que entenderem.

Até já...
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Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Gigii em 03 de Abril de 2009, 22:10
Mário...excelente escolha do tema...basta ver o entusiasmo dos que têm vindo ler para saber mais sobre o mesmo.

Se me permites, gostaria de trazer aqui um trecho essencial para reflectirmos em conjunto:

Livro dos Médiuns - Das reuniões e das Sociedades Espíritas

Allan Kardec faz referencia às reuniões frívolas, experimentais ou instrutivas. Trazemos apenas o que ele explica sobre estas últimas:

Citar
327. As reuniões instrutivas apresentam caráter muito diverso e, como são as
em que se pode haurir o verdadeiro ensino, insistiremos mais sobre as condições a que
devem satisfazer.
A primeira de todas é que sejam sérias, na integral acepção da palavra. Importa
se persuadam todos que os Espíritos cujas manifestações se desejam são de natureza
especialíssima; que, não podendo o sublime aliar-se ao trivial, nem o bem ao mal, quem
quiser obter boas coisas precisa dirigir-se a bons Espíritos. Não basta, porém, que se
evoquem bons Espíritos; é preciso, como condição expressa, que os assistentes estejam
em condições propícias, para que eles assintam em vir. Ora, a assembléias de homens
levianos e superficiais, Espíritos superiores não virão, como não viriam quando vivos.Uma reunião só e verdadeiramente séria, quando cogita de coisas úteis, com
exclusão de todas as demais. Se os que a formam aspiram a obter fenômenos
extraordinários, por mera curiosidade, ou passatempo, talvez compareçam Espíritos que
os produzam, mas os outros daí se afastarão.

Numa palavra, qualquer que seja o caráter de uma reunião, haverá sempre Espíritos dispostos a secundar as tendências dos que a componham. Assim, pois, afasta-se do seu objetivo toda reunião séria em que o ensino é substituído pelo divertimento. As manifestações físicas, como dissemos, têm sua utilidade; vão às sessões experimentais os que queiram ver; vão às reuniões de estudos os que queiram compreender; é desse modo que uns e outros lograrão completar sua instrução espírita, tal qual fazem os que estudam medicina, os quais vão, uns aos cursos, outros às clínicas.

Citar
328. A instrução espírita não abrange apenas o ensinamento moral que os
Espíritos dão, mas também o estudo dos fatos. Incumbe-lhe a teoria de todos os
fenômenos, a pesquisa das causas, a comprovação do que é possível e do que não o é;
em suma, a observação de tudo o que possa contribuir para o avanço da ciência

Quanto às sociedades propriamente ditas:

Citar
O Espiritismo, que apenas acaba de nascer, ainda é diversamente apreciado e
muito pouco compreendido em sua essência, por grande número de adeptos, de modo a
oferecer um laço forte que prenda entre si os membros do que se possa chamar uma
Associação, ou Sociedade. Impossível é que semelhante laço exista, a não ser entre os
que lhe percebem o objetivo moral, o compreendem e o aplicam a si mesmos. Entre os
que nele vêem fatos mais ou menos curiosos, nenhum laço sério pode existir.

Citar
A dificuldade, ainda grande, de reunir crescido número de elementos
homogêneos deste ponto de vista, nos leva a dizer que, no interesse dos estudos e por
bem da causa mesma, as reuniões espíritas devem tender antes à multiplicação de
pequenos grupos, do que à constituição de grandes aglomerações. Esses grupos,
correspondendo-se entre si, visitando-se, permutando observações, podem, desde já,
formar o núcleo da grande família espírita, que um dia consorciará todas as opiniões e
unirá os homens por um único sentimento: o da fraternidade, trazendo o cunho da
caridade cristã.

Um aparte importante em relação aos membros:

Citar
Aqueles, sobretudo, contra os quais maiores precauções devem ser
tomadas, são os de sistemas preconcebidos, os incrédulos obstinados, que duvidam de
tudo, até da evidência; os orgulhosos que, pretendendo ter o privilégio da luz infusa,
procuram em toda parte impor suas opiniões e olham com desdém para os que não
pensam como eles. Não vos deixeis iludir pelo pretenso desejo que manifestam de se
instruírem.

Objectivos:

Citar
(...)disposições morais dos assistentes e se resumem nos
pontos seguintes:
. Perfeita comunhão de vistas e de sentimentos;

. Cordialidade recíproca entre todos os membros;

. Ausência de todo sentimento contrário à verdadeira caridade cristã;

. Um único desejo: o de se instruírem e melhorarem, por meio dos ensinos dos
Espíritos e do aproveitamento de seus conselhos.

Aconselho a leitura integral da proposta de Kardec. Em lado nenhum ele menciona que a sociedade espirita (hoje em dia transformada em centro espírita), é lugar de atendimento ou de tratamento de doentes.

Já li várias vezes esta proposta e continuo a achá-la muito distante dos centros espiritas em geral.

Também não me parece que Kardec sugeria a exclusividade das matérias. Estes locais eram centros de estudo, daí que tudo poderia ser analisado.

Mas deixo a cada um a sua reflexão...

Bisouxs :-*
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: LuzEspirita em 03 de Abril de 2009, 22:36
Escrevemos aqui em nome de toda a equipe do Portal LUZ ESPÍRITA (www.luzespirita.org.br), mantido pelo Centro Espírita A CAMINHO DA LUZ, São Paulo, Brasil, e gostaríamos de convidar todos a conhecerem nosso site, que é recheado de mídias (vídeos, livros em pdf, artigos, músicas espíritas em mp3, etc.) e um serviço especial: um curso on-line de Espiritismo, que tem duração de dois anos, divido em 4 módulos semestrais.
Aproveitem para visitar nossa página no YouTube (http://www.youtube.com/user/LuzEspirita (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS91c2VyL0x1ekVzcGlyaXRh)) e no Orkut (http://www.orkut.com.br/Main#Home.aspx (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vcmt1dC5jb20uYnIvTWFpbiNIb21lLmFzcHg=)).
Abraço fraterno a todos e muita LUZ para todos nós!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: lucyenneh em 03 de Abril de 2009, 22:54
Olá amigos,

O meu nome é Mário Correia, sou colaborador (ultimamente muito ausente) do Portal Fórum Espírita, e o tema que vos proponho para este mês são as questões que se põem a quem se propõe criar um grupo espírita.

Deixo-vos, para já, com este texto de André Afonso, no Blog de Espiritismo:

"As pessoas dizem-no com a melhor das intenções, mas já vai sendo tempo, para muitos, de acordar, de fazer em vez de esperar que os outros façam.

- Então, quando é que vocês abrem um centro espírita cá em ......... ?

Este "vocês" é de humildade, é de quem não se acha capaz de meter ombros à tarefa, de quem acha sempre que os outros são mais dotados, são mais esclarecidos, são... mais.

Não é assim. Os outros, os que se aventuraram na fundação de um grupo espírita, começaram do zero, também. É fundamental que se queira, antes de mais, fundar um grupo espírita. Abrir portas ou não, é uma decisão posterior, e há que evitar meter o carro diante dos bois.

Estudar Espiritismo, é o fundamental. O Livro dos Espíritos, para começar. Fazer o curso básico. A ADEP (www.adeportugal.org (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hZGVwb3J0dWdhbC5vcmc=)) tem um cd que pode servir de apoio para estes grupos que pretendam fazer o curso básico online e sessões de estudo entre os seus membros.

Depois, as outras obras básicas, as de Allan Kardec. Uma ou duas reuniões semanais para estudar e orar em conjunto, como faziam os primeiros cristãos, sem hierarquias, rituais ou misticismos. Espiritismo é doutrina de simplicidade.

Não há que ter apreensões. Se o grupo for movido por sincero gosto de aprender e de servir, com humildade, os Bons Espíritos adoptá-lo-ão, e em breve se juntarão aos encarnados, influenciando subtilmente a marcha dos acontecimentos.

Que actividades, mediunidade ou não, atendimento ou não, sede, abrir portas ou não, palestras públicas ou não, passe e passistas, tudo isto virá a seu tempo, com a ajuda de companheiros mais experientes de outros grupos já estabelecidos."


Preparei também a apresentação de power-point em anexo. Ficam todos desde já autorizadíssimos a usá-la para palestras, cursos espíritas, ou para o que entenderem.

Até já...
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: lucyenneh em 03 de Abril de 2009, 22:57
 :Damei esse estudo pela internet e gostaria de saber tudo e aprender tudo.
     um super abraço e obrigado por essa oportunidade.
      lucyenneh.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Amigos fraternos em 03 de Abril de 2009, 22:58
 Ideia fantastica, o centro espírita e a casa da preçe e do amor. Pode contar comigo

Muita luz a todos !!!!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: lucineide.c em 03 de Abril de 2009, 23:19
       Maravilhosa idéia a de formar um grupo de estudo.Na minha cidade só tem apenas um centro espírita, que funciona apenas nos sábados com o estudo do Evangelho e do Livro dos Espíritos. Eu adoraria fazer um estudo mais profundo da Doutrina.





Um abraço de paz a todos!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 03 de Abril de 2009, 23:22
Olá Amigos

Mário
Não me parece que aquilo que afirmas seja coincidente com aquilo que o Vitor escreveu. Penso que estão a falar de coisas diferentes. Pelo menos foi a forma como interpretei.

De qualquer forma, meu amigo, por muito boa vontade que tenhamos, na tomada de iniciativas, independente do tipo de iniciativas, sempre nos vamos confrontar com uma série de objecções que por vezes são desmotivadoras.
Por outro lado parece-me que, alguns dos que aqui têm opinado, não entenderam muito bem o sentido da questão que colocaste.

Seja como for, o importante é servir.
Efectivamente confrontamo-nos, muitas vezes, com dificuldades, levantadas por nossos irmãos, que supunha-mos não serem naturais na Doutrina. Mas são.
Assim temos que ter em atenção 3 situações que acontecem normalmente.
1ª Os Espiritólicos
    São os nossos irmãos que, por mais que se esclareçam, não conseguem abdicar dos preceitos das religiões donde procedem, nesta ou noutras vidas. São dogmáticos, de preceito religioso, supersticiosos, enfim.
2º Os Espiritomodernistas
    São aqueles que vão a tudo o que é modernice em termos de espiritualidade ou energia dita espiritual. O saber não ocupa lugar e penso que não faz mal a ninguém, mas logo querer assumir a novidade como a melhor coisa do mundo e pretender introduzi-la nos trabalhos espíritas não passa pela cabeça de ninguém, com senso.
3º Os Kardequianos
    São aqueles que pensam que Kardec disse tudo o que havia por dizer. Que a partir dele nada mais pode ser acrescentado em termos Doutrinais. Nem que seja o próprio Kardec a fazê-lo, eles vão admitir tal possibilidade. Teremos que estar sempre sintonizados com o conhecimento existente em 1850 como se mais nada tivesse sucedido no mundo, desde aí.

Penso que sempre há e haverá qualquer coisa a acrescentar à doutrina. Claro que tudo tem que ser feito com ponderação e bom senso. Doutra forma como poderá ser ela uma doutrina em evolução, como pretendeu o codificador?

À parte de tudo isto apenas deixo um pensamento.
Sirvam Deus, amando o próximo como a vós mesmos. O importante é a ajuda que cada um poderá dar a seu irmão em necessidade. Ninguém nos vai perguntar como fizemos, mas sim o que fizemos.

Bem hajam

Atlante
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Niluza em 03 de Abril de 2009, 23:42
Caro Mário

Amamos a iniciativa e nós em casa colocamo-nos à disposição para somarmos nossos corações...
Conte conosco, assim que possivel nos avise.

Afetos e Luz

Niluza e Hugo

Somos de Oeiras (Barcarena)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Deivid em 03 de Abril de 2009, 23:54
Olá amigos, portugueses!
Meu nome é Deivid, sou de Blumenau, SC - Brasil e gostaria de aqui deixar minha contribuição.
Aqui em nossa cidade, nossa casa espírita, chamada Fé, Amor e Caridade é considerada por muitos como a casa matter de nossa região, faz a 75 anos o  trabalho de divulgação espírita.
Dela, muitas outras casas nasceram, umas pequenas, outras maiores o que particularmente, não significa importância.

Estas outras casas, nasceram de grupos de estudo que paulatinamente foram criando corpo e finalmente sua indepêndencia. Isso me parece muito natural, quando se quer fazer o trabalho de esclarecimentos das criaturas.

O próprio Kardec, em o 3º cap. do livro dos médiuns, nos dá a diretriz do estudo como meio de trabalho.
No final do mesmo cap., item 35 ele nos dá o roteiro de como fazer o estudo.

Replico o trecho da obra.

"35. Aos que quiserem adquirir essas noções preliminares, pela leitura das nossas
obras, aconselhamos que as leiam nesta ordem:

1º - O que é o Espiritismo? Esta brochura, de uma centena de páginas somente,
contém sumária exposição dos princípios da Doutrina Espírita, um apanhado geral
desta, permitindo ao leitor apreender-lhe o conjunto dentro de um quadro restrito. Em poucas palavras ele lhe percebe o objetivo e pode julgar do seu alcance. Aí se encontram, além disso, respostas às principais questões ou objeções que os novatos se sentem naturalmente propensos a fazer. Esta primeira leitura, que muito pouco tempo consome, é uma introdução que facilita um estudo mais aprofundado.

2º - O Livro dos Espíritos. Contém a doutrina completa, como a ditaram os
próprios Espíritos, com toda a sua filosofia e todas as suas conseqüências morais. E a revelação do destino do homem, a iniciação no conhecimento da natureza dos Espíritos e nos mistérios da vida de além-túmulo. Quem o lê compreende que o Espiritismo objetiva um fim sério, que não constitui frívolo passatempo.

3º - O Livro dos Médiuns. Destina-se a guiar os que queiram entregar-se à
prática das manifestações, dando-lhes conhecimento dos meios próprios para se
comunicarem com os Espíritos. E um guia, tanto para os médiuns, como para os
evocadores, e o complemento de O Livro dos Espíritos.

4º - A Revue Spirite. Variada coletânea de fatos, de explicações teóricas e de
trechos isolados, que completam o que se encontra nas duas obras precedentes,
formando-lhes, de certo modo, a aplicação. Sua leitura pode fazer-se simultaneamente com a daquelas obras, porém, mais proveitosa será, e, sobretudo, mais inteligível, se for feita depois de O Livro dos Espíritos.
Isto pelo que nos diz respeito. Os que desejem tudo conhecer de uma ciência
devem necessariamente ler tudo o que se ache escrito sobre a matéria, ou, pelo menos, o que haja de principal, não se limitando a um único autor. Devem mesmo ler o pró e o contra, as críticas como as apologias, inteirar-se dos diferentes sistemas, a fim de poderem julgar por comparação.
Por esse lado, não preconizamos, nem criticamos obra alguma, visto não
querermos, de nenhum modo, influenciar a opinião que dela se possa formar. Trazendo nossa pedra ao edifício, colocamo-nos nas fileiras. Não nos cabe ser juiz e parte e não alimentamos a ridícula pretensão de ser o único distribuidor da luz. Toca ao leitor separar o bom do mau, o verdadeiro do falso."


Usando das palavras de Kardec, uma casa espírita, deve começar pelo Espiritismo, tal como ele compreendia o seu ensino.

Aos poucos, todas as demais tarefas executadas no centro terão sucesso se construidas sobre a base segurissima da Terceira Revelação.

Um abraço a todos!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Vitor Santos em 04 de Abril de 2009, 00:17
Olá Atlante

Citar
Penso que sempre há e haverá qualquer coisa a acrescentar à doutrina. Claro que tudo tem que ser feito com ponderação e bom senso. Doutra forma como poderá ser ela uma doutrina em evolução, como pretendeu o codificador?

O codificador era extremamanente cuidadoso. E até nos deu boas sugestões de como poderiamos continuar a ser cuidadosos, sem deixar de evoluir. Melhor exemplo do que o de Kardec não conheço. Ele sabia estar no ponto de equilibrio, para não estagnar nem se deixar fascinar. Basta seguir as sugestões dele.

bem hajas
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 04 de Abril de 2009, 02:19
Olá amigos,

Neste momento temos mais de 100 pessoas neste tópico. Estou surpreendido...
Estamos, ao que parece, numa fase de depoimentos e de reflexão, e também eu estive a ler com muito interesse os posts entretanto colocados. Já repararam, mais uma vez, na clareza da visão de Kardec, aqui citado a propósito da constituição de sociedades espíritas?

A época gloriosa dos primeiros cristãos não acabou. Somos nós também os trabalhadores da última hora, convidados por Jesus para trabalhar na sua vinha. E sabemos que temos a assistência dos Bons Espíritos, como qualquer pessoa ou grupo que se dedique a um trabalho meritório. Sabermos isso é mais uma razão para não temer. Ou não será a nossa fé do tamanho de um grãozinho de mostarda, para mover montanhas? :)

Por vezes "assustamo-nos" com as dificuldades de ordem burocrática que se podem apresentar. Para sermos federados precisamos de requerer a personalidade jurídica, ter escrita, realizar assembleias gerais, eleições para a Direcção, etc..
Mas a cada dia a sua preocupação. O Espiritismo é uma Ideia, um Ideal, uma filosofia, antes de mais. As federações espíritas são associações de associações. Destinam-se a defender os interesses dos seus associados, e a terem uma voz mais activa junto do colectivo da Sociedade.
Não é, contudo, imperioso, que um grupo espírita seja federado, para poder desenvolver as suas actividades. Qualquer grupo de amigos é livre de se juntar para orar e estudar, sem ter que passar pelo notário e tratar de quilos de papelada...
A seu tempo virá, se necessário, a requisição da personalidade jurídica, e, se necessário, também a adesão a uma federação. No Espiritismo não há hierarquias, não esqueçamos. Tanto é espírita o Divaldo, com décadas de trabalho constante e entrega total, como é espírita o recém chegado à doutrina. Afinal, somos todos Espíritos em prova, e irmãos, com iguais direitos e deveres.

Mário

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Suelen em 04 de Abril de 2009, 03:29
Boa noite a todos!

Gostei deste tema, nos abre janelas para refletir sobre a expansão dos ensinamentos de Jesus.

Atualmente, em casa, estudamos uma vez por semana o Evangelho Segundo o Espiritismo, porque identifico os ensinamentos morais que devemos repassar aos nosso filhos.
Mas... nunca pensei em abrir esse estudo a mais pessoas, assim vou refletir mais sobre o assunto,penso que só temos a ganhar com as pluralidades de pensamentos.
Boa idéia!

Também, estou meio distanciada de uma casa espírita, porque organizamos um grupo de visitas a doentes,uma vez por semana,  onde lemos o evangelho, conversamos sobre a leitura, escutamos a família junto ao doente, mas a casa não quer reconhecer esse trabalho, assim optamos por  dar continuidade ao trabalho sem a anuência da casa.

Atendemos  também, famílias  que não professam a espiritismo, respeitamos, nos adequando lendo a sua biblia, o seu evangelho, trocando conhecimentos que levam sempre em direção aos ensinamentos de Jesus, exercendo  o nosso trabalho sem distinção de credo, raça ou posição social.

Com essa experiência, penso que o importante não é participar de uma casa espírita, mas sim, dentro dessa idéia do  Mario, levar através de um grupo de estudo o amor ao próximo, a esperança de uma vida melhor,  ver o brilho nos olhos das pessoas doentes por alguém poder escutá-lo. (e se faltamos algum dia, somos altamente cobrados por eles, rs)

Assim, deixamos de lado a burocracia ( pensamos estar agindo de acordo com as diretrizes do espiritismo)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: shirlei em 04 de Abril de 2009, 04:08

Acho a proposta realmente maravilhosa, estou certa de que será edificante e sério. Mas desde já respeitando todo tipo de crença me preocupa a tendência de cromoterapia, misticismo,kryonista,reyque,cristais, q deturpam o ensino real da doutrina e o real sentido deste fórum que tem suas regras, criado para divulgar e promover o estudo do espiritismo e seus princípios básicos,com mensagens,textos, e artigos relacionados a doutrina; e isso deturpa o real sentido de quem visita e busca ajuda; deve-se banir essa real e triste tendência...no mais desejo sinceramente que todos os objetivos sejam alcançados para a edificação e evolução de todos nós.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: aruanda em 04 de Abril de 2009, 12:01
Talvez vá levantar aqui uma questão polémica.
Ainda bem que o Mário,  iniciou es ESTUDO de como iniciar um Grupo Espirita.
A questão que vou colocar  sempre me provoca "alguns conflitos" quando feita em grupos espiritas.

Para mim, Espiritismo é acima de tudo uma "Filosofia de Vida", porque realmente quando nos afimarmos , sentimos e compreendemos que somos espiritas , o temos que ser...sempre, não somente quando vamos ao " Centro espirita.

Assim sendo, todas as situações que nos aparecem  deverão ser oportunidades de ajuda, tanto no trabalho, como na vida social e familiar.

Claro que há formas subtis de ajudarmos sem provocar conflitos inclusivé de religiosidade, daí eu debater que nos centros espiritas se devia ensinar um pouco de psicologia aos "trabalhadores da casas espiritas".

Para mim , e repito que é uma opinião pessoal, os trabalhos mediúnicos (sendo importantes) não deverão ser NUNCA , a meu ver uma base de um grupo espirita e , muitas vezes até podem não ser assim tão importantes.

Como costuma dizer um nosso amigo comum: eduquemos os encarnados e os desencarnados serão obrigados a mudar porque não obterão sintonias para continuar a perturbar (estamos a falar de entidades perturbadoras , como é óbvio).

A quetão que coloco é : porque maioritariamente os espiritas têm tanta preocupação em trabalhar como médiuns? Porque se vê  ainda e, de uma forma tão forte os centros a quererem "trabalhos" como se disso dependesse a continuidade do espiritismo ou do próprio centro? Não seria muito mais interessante  e proveitoso aprendermos a ser Espiritas a tempo inteiro?

quero só acrescentar , para não deixar dúvidas que eu própria tenho mediunidade  mas, que sempre senti que a mediunidade é uma "ferramenta" que educada e equilibrada pode e deve ser usada como intuição para se ajudar em qualquer lugar , sem necesiidade a maioria das vezes de recorrermos aos trabalhos mediunicos que continuo  a dizer não podem nunca ser  a base de um grupo espirita mas, quando muito um dos resultados.

Até hoje, não tive problemas.
Mário, espero que não tenha dado um nó aqui no estudo ..... ??? ??? ??? ;D




Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Vitor Santos em 04 de Abril de 2009, 13:38
Olá Suelen

Citar
Também, estou meio distanciada de uma casa espírita, porque organizamos um grupo de visitas a doentes,uma vez por semana,  onde lemos o evangelho, conversamos sobre a leitura, escutamos a família junto ao doente, mas a casa não quer reconhecer esse trabalho, assim optamos por  dar continuidade ao trabalho sem a anuência da casa.

Parece-me que a missão de visitar doentes, sejam eles de crença forem, levando o amor e não a necessidade de impingir nada a ninguém, dando-lhes atenção, é caridade, e caridade da melhor, nem que seja apenas ouvir as pessoas. Isso é colocar em prática o espiritismo, ainda que nem nos apresentemos como espiritas.

Quando alguém frágil, como um doente, sente o amor e carinho alheio, tem tendência para elevar os seus pensamentos a Deus e a vencer o desanimo.

Face ao exposto, amiga, faço votos para que continuem a vossa obra. se o Centro Espirita não aprova ou não gosta, pelos dados que tenho, é o Centro Espirita que está errado, pois está a ser incoerente com doutrina que professa.

Sem caridade não há salvação, como nos foi ensinado.

bem hajas
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 04 de Abril de 2009, 14:28
Olá amigos!

A época gloriosa dos primeiros cristãos não acabou. Somos nós também os trabalhadores da última hora, convidados por Jesus para trabalhar na sua vinha. E sabemos que temos a assistência dos Bons Espíritos, como qualquer pessoa ou grupo que se dedique a um trabalho meritório. Sabermos isso é mais uma razão para não temer. Ou não será a nossa fé do tamanho de um grãozinho de mostarda, para mover montanhas? :)

A visão que o Mário nos transmite acerca da possibilidade de em cada um dos nossos lares existir um potencial grupo espírita, comungando e evoluindo em conjunto na direcção do amor, recuperando nas palavras do “Espírito da Verdade” o legado de Jesus de novo reencontrado com a única e simples mensagem que nos transmitiu, ou seja AMOR, abalou a minha razão e por algumas horas vivi neste sonho.

No entanto como seria possível materializar este ideal?

A organização social de hoje, reflecte a verdade acerca da condição espiritual da nossa humanidade. Quando as estruturas do poder se quebram, por motivos económicos, políticos, ideológicos ou religiosos assiste-se a evidente manifestação da animalidade brutal que caracteriza a natureza humana… para tal basta verificar os exemplos que a história actual nos demonstra, tanto através dos quotidianos exemplos dos conflitos no médio oriente, na Europa de leste, no continente Africano, enfim potencialmente em qualquer parte do planeta, de um continente, de um país, de uma cidade, de um bairro de uma rua ou dentro de um lar.

A 2ª guerra mundial deixou a nu a natureza sádica, malvada e preserva que nos caracteriza. Milhões de pessoas foram assassinadas e outras tantas aplaudiram e converteram-se com uma facilidade espantosa a ideologias de terror, ou então assobiaram para o lado fingindo que nada podiam fazer para assim salvaguardar as suas redes de interesses instituídas.

Num dos livros que recentemente li, é expresso um exemplo que retrata friamente as potencialidades maléficas do Homem. A mesma pessoa que amavelmente nos informa a localização de uma rua numa cidade que desconhecemos e que até se disponibiliza para nas acompanhar ao local, é capaz também, de participar num extermínio em massa se assim as circunstancias o dotarem de motivos, motivações, ou “justificações” para o fazer.

Eu tenho esperança, mais do que isso uma certeza íntima no triunfo do AMOR. No entanto, o Homem actual, apesar de ter evoluído muito na ciência e no conhecimento em todas as áreas da cultura, afastando-se à velocidade da luz do seu passado ancestral, continua agarrado a uma identidade moral deplorável camuflada numa organização social em que a justiço dos Homens inibe a expressão de uma condição moral lamentavelmente igual à sua animalidade ancestral.

Por tudo isto, a necessidade que cada um de nós sente, da legitimidade e utilidade dos estados de repressão que garantem a cada um de nós uma protecção contra os nossos semelhantes e acima de tudo contra nós mesmo.

Meus amigos… “a época gloriosa dos primeiros cristãos ainda não acabou” (Mário), também não acabou a época gloriosa de todos aqueles que ao longo da história se sacrificaram em nome do amor… lamentavelmente eras de notável elevação espiritual, seguem-se outras em que o Homem readquire a sua essência ignorante.

Neste momento, observando estes cerca de 150 anos passados na “Era Espírita”, observa-se mais do mesmo. O eterno retorno do Zaratustra de Friedrich Nietzsche. Assiste-se á investida da reacção sobre a acção. A tentativa retomada da vitoria do fraco que nada pode sobre o forte que tudo pode.

Seremos desta feita suficientemente fortes para quebrar este ciclo da vitória da negação sobre a afirmação? Seremos nós mais fortes que quando encarnamos nos corpos dos primeiros cristãos e assim impedir que de novo o século III e IV retornem dando assim continuidade a este ciclo da vitória da negação sobre a afirmação?

Um abraço amigos.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 04 de Abril de 2009, 15:16
Olá Suelen,

O que relata é muito bonito. É muito bom saber que o sentido da religiosidade une pessoas, em vez de as separar, como ainda vamos vendo. Sempre me fez muita confusão as pessoas que declaram, por exemplo, "não poder entrar numa igreja", ou em locais de culto que não sejam os seus. Considero isso fanatismo. Desde que o façamos com respeito e dentro das regras das diferentes instituições, é natural que entremos na igreja, na sinagoga, na mesquita. E mais bonito é, ainda, quando pessoas de crenças diferentes conseguem unir-se em oração, tendo naturalmente o bom-senso de evitar debates infrutíferos sobre "quem tem razão".

As pessoas de idade avançada, os doentes, os prisioneiros, os solitários por qualquer motivo, apreciam muito essas visitas. No grupo espírita onde colaboro, há uma equipa que visita pessoas nessas condições, que o solicitem. Têm sido experiências tocantes.

De facto, a burocracia, ainda que importante, não faz o Espiritismo. A burocracia pode ser indispensável, mas a qualidade de um grupo afere-se pelos frutos que produz, pelo bom ambiente que nele reina, pela fidelidade aos princípios doutrinários.

Respondendo também à Shirley, e continuando,

A fidelidade aos princípios doutrinários implica que, quaisquer que sejam as actividades, por muito originais que sejam, as fronteiras da filosofia espírita devem ser sempre respeitadas. O reiki, a cromoterapia, a regressão, etc., têm o seu valor, sem dúvida. Contudo, se os levarmos para dentro do centro espírita, criamos confusão nos frequentadores e abrimos a porta a misturas que não beneficiam nenhuma das partes envolvidas.
Os Kryonistas, por exemplo, têm toda a liberdade de crença, como qualquer outra pessoa, mas porquê misturar Espiritismo com Kryonismo? Ou com Catolicismo, ou com Umbanda?

Com forte base doutrinária, tais problemas não aparecem. O que nos identifica como espíritas é isso, e não quaisquer símbolos, modo de falar, ou tiques de comportamento. Os grupos podem diferir no seu estilo, mas o cerne doutrinário deve ser o mesmo. Ou já não será de Espiritismo que se trata.

Como é referido, o convívio, a aprendizagem com os mais experientes e lúcidos, o intercâmbio entre centros, são muito salutares. Quem se isola do mundo perde a perspectiva da realidade e tende a estagnar.

Mário



Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 04 de Abril de 2009, 15:30
Ainda bem que a Aruanda trouxe essa questão:

Porquê tanta corrida à mediunidade e aos médiuns?

Na verdade, encontramos por aí centros que de espíritas só têm o nome. Acabam por ser centros mediúnicos, apenas. Alguns companheiros dirão que sou cruel nas palavras e que posso ofender os sentimentos desses irmãos. No entanto, se é verdade que posso causar tristeza a essas pessoas, não é menos verdade que elas, embora com boa intenção, dão péssima imagem do Espiritismo.

Conheço pessoas (e não são poucas...) que passaram por centros desses, e que apanharam logo um choque de todo o tamanho quando foram ao atendimento.

Não considero absolutamente nada correcto que os médiuns ostensivos que possam estar presentes no atendimento dêem abertura aos Espíritos perante a pessoas que vai pedir ajuda. É traumatizante, na maior parte dos casos!

Imagine-se uma pessoa que está a ser espiritualmente assediada por algum desencarnado menos simpático. Vai ao atendimento de um centro espírita, está lá um médium que "incorpora", começa a revirar os olhos e a arfar, enquanto faz ameaças de morte. Isto é inaceitável!

Como inaceitável é o discurso, já apontando pela Aruanda, dos atendedores que se apressam a dizer que a pessoa errou muito em vidas anteriores, e que agora está a sofrer.

Além de poder não ser o caso (pode ser uma prova), é traumatizante!

Não se deve sequer usar termos como "expiação", "obsessão", "vampirização", e outros termos que assustam quem os não conhece!

Pior que tudo, no entanto, talvez seja a atitude "misteriosa" que alguns atendedores usam. Por exemplo, quando alguém está em processo de eclosão da mediunidade, há dirigentes que "respondem" às dúvidas da pessoa com olhares cúmplices e comentários "esotéricos", tais como: "está quase...".

Inaceitável.

Um curso de atendedores é indispensável, sim. Conhecimentos básicos de Psicologia, preparação doutrinária e muito bom-senso.

(continua)


Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 04 de Abril de 2009, 15:38
No atendimento não deve dar-se mais nem menos do que a informação de que a pessoa necessita. Evitar todos os termos técnicos, todos os quadros sombrios e todos os "mistérios". É impossível ministrar um curso de Espiritismo, mas deve encaminhar-se a pessoa para o curso básico, para as palestras, para a leitura de "O Livro dos Espíritos", para o passe e fluidoterapia. Conforme os casos, bem entendido.

Os médiuns ostensivos podem participar (devem) com a função de captarem elementos significativos acerca do caso. As informações recolhidas no atendimento não devem ser divulgadas, nem sequer na reunião mediúnica (onde o caso pode eventualmente ter seguimento). Evita-se assim sugestionar os outros médiuns e abrir campo a Espíritos mistificadores.

No atendimento deve ser-se claro, transmitir esperança, optimismo, fé. As melhoras de qualquer situação difícil dependem das leis divinas e do empenho da pessoa em dificuldades. Uma pessoa que vá ao atendimento em grande sofrimento obssessivo, por exemplo, não precisa nada que lhe falem de obssessores ou de expiações. Precisa de saber o que fazer para melhorar. Precisa que lhe sugiram um plano de renovação interior e qe lhe inspirem fé.

Reunião mediúnica com presença das pessoas necessitadas: em minha opinião é um rotundo NÃO.

(continua)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Victor Passos em 04 de Abril de 2009, 15:55
Olá Amigo Mário e companheiros do Fórum
Muita paz

Mário os meus parabéns pela apresentação deste tema e que é bem complexo.
Grato pelo aprendizado que nos trazes aqui.
     
    Quando falamos em criar um Centro Espírita, não podemos confundir a incumbência do mesmo com um Grupo de Estudos, o Centro Espírita requer outro desenvolvimento e tracto, com determinadas regras e normas para que dele se possa trazer equilíbrio, quer a nível moral, espiritual e intelectual.
Se os espíritas soubessem o que é o Centro Espírita, quais são realmente a sua função e o seu sentido, o Espiritismo seria hoje o mais importante movimento cultural e espiritual da Humanidade.
       A ampliação do Espiritismo no nosso País está ainda muito presa, pela fragilidade de entendimento e mesmo pelo proselitismo que tomou um pouco do universo Espírita Português. Veja-se como há-de existir, coerência quando um Presidente concorre por duas listas na mesma posição, para uma Federação!?
    No mínimo será ridículo, para não dizer outra coisa!
    O frágil apoio federativo, no âmbito de meios e equilíbrio de matérias, regulamentos e regras dos Centros espíritas, faz com que nós encontremos não Centros Espíritas, mas Sociedades de catecismo e canto, mas muito pouco conhecimento espírita.
  Os Centros Espíritas que aparecem do desenvolvimento de grupos familiares, são mais coesos, após sair das suas casas para fora desta, fazendo um trabalho de amor ao próximo, feito com sinceridade e propósito elevado, contam com a protecção dos Espíritos benevolentes e a defesa de suas boas intenções..
O Centro Espírita não é templo nem laboratório – é, para usarmos a expressão espírita de Victor Hugo: “point d’opotique” do movimento doutrinário, ou seja, o seu ponto visual de afluência. Digamos que os Centros Espíritas não tem homogenidade, no estudo da Doutrina, no desenvolvimento mediúnico, digamos enquadra-se o mediunismo e pouco o espiritismo. Aniquilando as sua praticas e estudos.
Penso que é preferível existir muitos Centros pequenos, simples, mas com o sentido de responsabilidade e vigilância constante, do que um polo enorme aonde o proselitismo e o domínio do eco orgulho desfaz os valores , levando ao tal Igreijismo e mesmo feudalismo de que são tomados por quem os dirige!
Um Centro Espírita pequeno e simples aproxima as pessoas realmente interessadas no conhecimento doutrinário, cria um ambiente de fraternidade e solidariedade em que as discriminações sociais e culturais desaparecem no envolvimento de todos os seus componentes, considerados como colaboradores necessários de uma obra única e concreta.
Este um ponto vital para que haja equilíbrio e um bom trabalho…

Não vou continuar, pois não quero deixar um post, grande, porque pode abafar o bom curso do estudo…darei mais opiniões no seguimento desta…

Muita paz

    VICTOR PASSOS
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 04 de Abril de 2009, 15:57
Também verificamos que os grupos que se formam têm muitas vezes grande ânsia pelas actividades mediúnicas. Não há absolutamente nada de errado em gostar da mediunidade, como em gostar das palestras, do passe, ou de qualquer outra tarefa espírita. Mas os médiuns às vezes são tratados como craques do futebol, adorados, admirados, comentados. "Vai-se buscar" um médium  aqui ou ali, muito à maneira das contratações dos futebolistas.

Não tem cabimento tal coisa. O médium ostensivo é um "trabalhador da última hora", como os outros. Não é nem mais nem menos importante que o companheiro que faz a contabilidade do centro, que lava o chão ou que visita doentes. A mediunidade não torna ninguém melhor ou pior. É uma faculdade orgânica, e é neutra. Pode usar-se bem ou mal. O médium espírita não faz favor a ninguém a não ser a si mesmo, pois se pediu essa faculdade ao reencarnar, foi para a fazer render em bênçãos para o próximo.

Os médiuns não-espíritas, mais precisamente os médiuns comerciantes, que dão consultas e vendem a sua faculdade, consideram-se credores de grande consideração popular, de pagamentos e honrarias. Julgam-se eleitos de Deus. Profundo erro, à luz da filosofia espírita, pois a mediunidade é uma capacidade fugidia, que nos foi dada e que nos pode ser retirada. O médium não pode vender o que Deus lhe deu e que pode retirar quando lhe aprouver.

No Espiritismo devemos estar nos antipodas dessa atitude de vaidade injustificada. Se a Espiritualidade achar por bem, os médiuns aparecerão naturalmente.

Quanto à presença de pessoas em dificuldades na reunião mediúnica, a minha opinião é "não", pelas razões descritas a propósito do atendimento. para quê traumatizar as pessoas, e desequilibrar os trabalhos? O ambiente da reunião mediúnica requer uma preparação como a das intervenções cirúrgicas, mas a nível espiritual. Se nos blocos operatórios hospitalares não há pessoas estranhas ao serviço, que podem desconcentrar e perturbar o trabalho, aqui também não.

Já a presença de visitantes familiarizados com a  filosofia espírita, acho muito bem. É algo natural.

Mário
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 04 de Abril de 2009, 16:12
Concordo com o que o caro Victor Passos disse.

- Do grupo espírita de amigos para o centro espírita aberto ao público, há uma diferença, mas a transição pode ser bem feita, se houver vontade de trabalhar e união.

- Durante a ditadura, os centros espíritas habituaram-se a viver na clandestinidade. Com a democracia, conservaram os velhos hábitos de trabalhar cada um para seu lado.

E os hábitos instalados são difíceis de corrigir. Há centros antigos que funcionam lindamente, mas também há centros antigos agarrados a práticas arcaicas, desligados da filosofia espírita, e gravitando em torno de uma pessoa, que faz tudo, que vai recomendando "humildade" aos outros, enquanto os acha eternamente incapazes de palestrar, dar passe, exercer mediunidade, ser monitores de um curso, etc..

A pessoa que frequenta o centro e anseia por ser trabalhadora espírita, que o quer fazer pelos melhores motrivos e não por vontade de se exibir, acaba por ser posta de lado, às vezes é até rotulada de "fascinada".

- A Federação Espírita Portuguesa, não sei exactamente como está na actualidade. Uma federação é um órgão associativo. O centro espírita é o tal ponto visível, material, de um vasto trabalho, de uma rede fraterna, de amigos encarnados e desencarnados. Pode viver sem ser federado, tal como qualquer um de nós pode praticar corrida sem ser ser filiado na Federação de Atletismo.

As eleições na FEP, como as eleições nos centros espíritas, como quaisquer eleições, podem ser criadoras de atritos. Há quem esteja no poder e não lhe apeteça ser "derrotado", por exemplo. Numa associação espírita, o processo eleitoral é das coisas mais delicadas.

Numa associação com personalidade jurídica é necessário eleger-se órgãos sociais. Idealmente, em minha opinião, um centro espírita deve tratar esse processo como algo "de César". Jogos de bastidores, campanhas eleitorais, num centro espírita, criam grupos e potenciam desentendimentos. Allan Kardec era sempre reeleito, contra sua vontade, para presidir à Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Ele bem pedia para que outros se chegassem à frente, mas nada... :)

A presidência do grupo deve ser um serviço, a meu ver, para os que tenham queda, e exercido em regime informalmente rotativo.

Mário
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 04 de Abril de 2009, 16:30
Taprobana #51,

Sobre o tema que toca, este bimestre o Jornal Espiritismo traz um artigo que escrevi, e que intitulei "Uma Era de Espiritualidade".
Os nossos desafios de hoje não são avançar para uma arena cheia de leões, como outrora, mas ainda assim são muito difíceis. Hoje a Humanidade acha-se entre o materialismo e a religiosidade dogmática. Não espero que o Espiritismo venha a ser conhecido por toda a Humanidade, ou que venha por si só trazer equilíbrio aos dois extremos que refiro. Mas acredito que o Espiritismo pode contribuir para uma era de Espiritualidade.

Dizem alguns Espíritos que actualmente estamos numa transição, no nosso planeta. Há reencarnantes que estão a ter uma derradeira oportunidade de acertar o passo com a evolução planetária. São seres ainda rudes, dados à violência, de sentimentos pouco desenvolvidos. E fazem-se presentes da pior maneira.

Estamos a sentir as dores de parto da nova era que aí vem. Mudando a nossa vizinhança, o nosso círculo de amigos, estamos a mudar o mundo. Não é impingindo Espiritismo que contribuimos para essa mudança. É agindo como espíritas.

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 04 de Abril de 2009, 16:51
Olá Amigos

Mário
Em relação ao atendimento estamos perfeitamente de acordo. Ele deve servir para caracterizar e compreender os problemas que afligem a pessoa que acorre ao Centro Espírita. Os esclarecimentos que possamos dar, a essa pessoa, sobre doutrina, deverão reportar para as palestras do Centro.
De forma alguma, nesse atendimento, deverá haver manifestação mediunica. Não faz sentido nem sequer haverá condição para que isso aconteça. O atendimento deve ser individual e feito por uma única pessoa, pois, aqui, poderemos estar a abordar questões intimas das pessoas e essas devem ser rigorosamente preservadas, por todas as razões.

Já não estamos de acordo com a presença, da pessoa em dificuldade, na reunião mediunica.
Aqui digo-te um rotundo SIM.
Nunca encontrei ninguém traumatizado por ter assistido a uma reuniâo mediunica onde foi ajudado, pelo contrário, encontrei muitos que aderiram à doutrina despertados por esse facto. É o meu caso, por exemplo.

E, aproveitando o teu exemplo, também não conheço nenhuma cirurgia que tenha sido feita, por um médico, sem que o paciente esteja presente.

De qualquer forma devemos entender que cada opinião resulta da experiência individual de cada um e essa opinião deve ser respeitada por todos.

Atlante       
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Victor Passos em 04 de Abril de 2009, 16:59
OLa Amigo Mario
Muita paz

     Também acredito que vai existir , senão está já em processamento, uma transição em que os valores informais, passarão a ter que ser tomados como concretos e com maior responsabilidade, porque quando falamos de Doutrina Espirita, temos que entender que os seres activos no Centro espirita tem de estar em estudo constante e na procura de tornar activa a correspondência à mesma.
  Tal como dizes Amigo, quando nós debatemos algo porque não aceitamos determinado, posicionamento, somos logo apelidados de estar fascinados....Enfim os rotulos...
     Uma das situações que me parece carecer o crescimento do espiritismo aqui em Portugal, é a forte centralização dos eventos, e de todas obras de valor de aprendizado que seriam importantes para todos, vai valendo que a ADEP, e outros valores a nivel da Internet vão levando algum conhecimento,através de Cursos sérios , para fazer despoletar a ainda fragil escola filosofica portuguesa...
     Não quero com isto dizer que somos os coitadinhos, mas custa-me apesar de nas palestras que faço , em alguns Centros aqui do Minho, e tentar alertar para alguns excessos e que precisam ser corrigidos, ainda se encontram,  peteiros, e pouca oportunidade de aqueles que frequentam o Centro puderem fazer questões, pois os trabalhos não estão bem coordenados, ou seja o amor existe, mas o desconhecimento também, e é necessário dar um "abanão" a quem orienta à muitos anos o sistema e fazê-lo activo, orque não chega trazer elites do espiritismo ao Páis, é preciso actuar dentro dele, assumir e verificar as carências dentro da Organização, afim de que tudo seja mais consentaneo com a linha do Codificador.
     Não quero com isto destituir o valor dos irmãos que cá trazem a divulgação espirita, mas alertar, que estamos em situações distintas, o Brasil detem um preparo organizativo que apesar de grandioso com lacunas, nós somos um peça totalmente diferente...Repare que se me desloco a um Centro Espirita para ouvir uma palestra, não espero ir ouvir uma "Teresa de Calcuta" com todo o respeito e luz que ela nos possa trazer, isto é mediunismo puro, não traz nada de Doutrina, será mais uma das enormes lacunas a rectificar, cada trabalho nos eu devido lugar...

Termino por aqui..depois exporei mais...

Muita paz e harmonia
Abraço fraterno

VICTOR PASSOS
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: akenatom em 04 de Abril de 2009, 17:02
Meus amados irmão, Mário, Vitor, Shirlei, Aruanda,[Suelen e outros que aqui tem disponibilizado seus conhecimentos, experiencias vivdas,pensamentos e sentimentos ( alguns me parecem trancados na garganta Risos)

O que mais me identifica com vcs e este estudo ( proposta do tema) é a unidade de proposito: Fazer o serviço do bem , divulgar pelas ações abnegadas a mensagem Cristica, codificada por Allan Kardec sob o "título" de espiritismo ( o oposto de materialismo) e minha atual jornada de provas e expiação.( é possível que aguns entre nós ja estejam a frente  hehehe, )

Como ja compartilhei aqui, sou membro de um pequeno grupo e o trabalho realizado é bem simples, apenas estudo, atendimento fraterno por meio de orações e as vezes pessoais ( quando necessário visitamos e realizamos evangelho nos lares que nos procuram). Tem sido recompensador, sentimos a mão dos espiritos de luz conduzindo-nos e orientando -nos apesar de nossa pequenez e moral em aprimoramento ( distantes ainda, muito distantes da nossa meta) Mas temos a meta!( risos)
Nos reunimos na sala da casa de uma das frequentadoras e fundadoras do grupo.
Por esta experiencia bem sucedida sou ( opinião pessoal) uma incentivadora de formação de grupos.

Porém reconheço a grandeza e o desafio daqueles que estão a frente das casas organizadas,( com as mesmas restrições dos pequenos grupos : únicamente a distancia da meta moral). Estas portas abertas, portais de luz, permanecem firmes, e necessarias ( quanto mais membros, mais dificil manter a harmonia , somos espiritos em provas e expiação). O que é incontestável  ( penso eu) é que é para estes endereços ( centros ou casas espiritas) que muitas alminhas desorientadas, perdidas, necessitadas de orientação, amor e evangelização  são encaminhadas.( se em algumas destas casas não são recebidos como "nós" pensamos deveriam ser... ( a cada um conforme suas obras).  E é necessário obreiros atentos, vigilantes coordenando, pela intuição dos mentores espirituais,os trabalhos ali designados.
Um serviço em nehuma hipótese desmerece o outro, ( concordando com vcs), reitero isto.
Sou imensamente grata as casas serias, aos centros serios que distribuem gratuitamente o remedio balsamico da caridade e da fraternidade.
E se houverem obreiros nestas casas que ainda não compreendem o serviço, oro a Deus que os ilumine, oriente em sua jornada ( que nada é acaso, se lá estão, lá devem estar e estarão sómente enquando Deus permitir)( e me pergnto...eu te compreendo Meu DEUS?, Eu estou seguindo te Jesus?) Ensina me a amar como tu me amas!( a meta)
Desejo que deste tema, muitos grupos se formem, para estudar, orar, aprender a amar.
Desejo que todas as casa espiritas, centros de estudo e atendimento se fortaleçam, vençam seus obstáculos ao serviço ( vençam os homens a si mesmos) e que entre nós, neste fórum abençoado por muitos espiritos orientadores, aprendamos também os meios de atingir a Meta : "amai-vos uns aos outros como eu vos amei".

Distante da meta, mas caminhando em sua direção, estamos meus amados... sigamos pois.
Obrigada ao idealizador deste espaço tecnologico, por tudo que ele nos proporciona.
Um Abraço em cada um de vcs.
Mário, um especial para ti que muito intuido lançou este assunto.
( adorei o que falaste sobre mediuns e mdiunidade )

Akenatom( Dóra )
aliocolor=brown][/color]
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 04 de Abril de 2009, 17:10
Atlante,

Vou prescindir das declarações de que "respeito as outras ideias", etc., porque já sabemos todos que nos respeitamos e aos nossos pontos de vista. Estamos em família.
A "cirurgia" é para o(s) obssessor)(es). O obsidiado tem o seu tratamento espiritual (estudo, palestras, passe, fluidoterapia, melhoramente interior, etc.). O obssesor pode falar e ser aconselhado na reunião mediúnica.

Ora eu pergunto: o que ganha o obsidiado em assistir

a) à manifestação de obssessores que o ameaçam?

b) de familiares que sofrem?

c) de falecidos conhecidos que se revelam obssessores?

d) de mistificadores?

Tenho conhecimento de consequências lamentáveis da presença de elementos estranhos ao trabalho nas reuniões mediúnicas.

A pessoa que está obsidiada, ou abatida por qualquer outro motivo, precisa de harmonia, de repouso, de se cercar de optimismo e serenidade. São-lhe dispensáveis as emoções fortes de uma reunião mediúnica.

Mas não é só isso. Que um amigo espírita ou espiritualista de visita, um trabalhador do centro, assistam ocasionalmente à reunião, e mesmo que participem activamente, acho normal. Mas abrir a reunião ao público, motiva a presença de curiosos, que vão para assistir aum espectáculo e zombar. Não há utilidade alguma nisso. Pelo contrário. Uma reunião mediúnica não é espectáculo, e a presença de curiosos desarmoniza e é descaridosa para com os Espíritos em sofrimento, que são pessoas como nós e não devem servir de diversão.

Kardec fala acerca disso, uando se refere aos regulamentos da SPEE. Espectáculos ou perturbações não têm lugar no centro espírita.

Hoje em dia estou em querer que a assistência às reuniões mediúnicas por parte da pessoa necessitada, está posta de parte nas "boas práticas" espíritas...

Mário

Post-Scriptum: Akenatom, gostei desse optimismo - "pelo menos temos meta" :)
É bem verdade. O bem que tentamos fazer, tal como outros irmãos de outras orientações filosóficas, ou sem nenhuma orientação em especial, age sobre o mundo material e sobre o mundo espiritual de forma que nos escapa. Semeando, ajudando e passando, estamos a criar reacções em cadeia no Bem.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Victor Passos em 04 de Abril de 2009, 17:17
OLa Amigo Atlante
muita paz e harmonia

  
Citar
De forma alguma, nesse atendimento, deverá haver manifestação mediunica. Não faz sentido nem sequer haverá condição para que isso aconteça. O atendimento deve ser individual e feito por uma única pessoa, pois, aqui, poderemos estar a abordar questões intimas das pessoas e essas devem ser rigorosamente preservadas, por todas as razões.

Já não estamos de acordo com a presença, da pessoa em dificuldade, na reunião mediunica.
Aqui digo-te um rotundo SIM.
Nunca encontrei ninguém traumatizado por ter assistido a uma reuniâo mediunica onde foi ajudado, pelo contrário, encontrei muitos que aderiram à doutrina despertados por esse facto.

O atendimento fraterno acima de tudo deve ter um cunho sigiloso, e penso que aí temos que ser mais ouvintes do que falantes...
  Muitos desses irmãos trazem na sua envolvência muita dor, muita fragilidade, penso que nenhum irmão deve estar sózinho a atender, deve ser apoiado sempre por outro companheiro, afim de puder criar uma sintonia de fiabilidade das necessidades e carências de quem necessita de ajuda, tendo também em conta, que ali não vamos curar ninguém, mas dar entrada a um processo de harmoniazação do qual todos farão parte, os necessitados, os trabalhadores, seja do lado espiritual e fisico.
  Concordo plenamente , que em situação alguma deverá haver incorporação, no atendimento, tudo tem uma orientação e são os proprios espiritos que nos guiam que nos indicam qual na realidade o caminho a seguir, após após o atendimento e colocação da respectiva ficha para o apoio ao irmão necessitado.
    Importante também é que o mesmo atendimento é uma das imagens de marca da entrada do espirito encarndo num Centro Espiritia, e tem que ter a salvo um sentido de rsponsabilidade enorme, sem colocar em causa todo um ytrabalho , que tem seguimento pelo esclarecimento e fluidoterapia e doutrinação após entrada da ficha.

Muita paz e harmonia


VICTOR PASSOS
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 04 de Abril de 2009, 17:34
Sim, uma única pessoa, no Espiritismo, não é boa ideia. Uma dupla, ou eventualmente uma tripla, funcionam melhor porque há duas cabeças a pensar e a complementarem-se, sendo mais difícil ser-se indiuzido em erro.

No atendimento, funciona bem um homem e uma mulher, sendo um deles médium ostensivo. Homem e mulher porque assim uma mulher não se vai sentir inibida a falar diante de dois homens e vice-versa.

Um ser médium ostensivo, porque assim esse pode falr menos e captar mais elementos (sensações, vidência, audiência) úteis para o caso.

Nem sempre poderá ser assim, por razões de organização e pessoas disponíveis, mas funciona bem.

As pessoas que conduzem os atendimentos, resulta muito bem serem também dialogadores/coordenadores da reunião mediúnica. Assim fazem uma ponte entre os dois trabalhos. Sabem conduzir o diálogo com os Espíritos porque estão dentro do assunto, e estão em melhor condição para falarem depois com a pessoa que procurou o centro.

E abre-se aqui outro aspecto a considerar:

É frequente haver pessoas que vão ao centro pedir ajuda. E depois querem "a resposta".


Vamos imaginar uma situação:

Uma pessoa ouve barulhos em casa, os objectos entram em combustão, movem-se sem ninguém lhes tocar, membros da família vêem vultos, etc..

O primeiro desafio para o atendedor é estar alerta para os casos que são de médico, que são de centro espírita, e os que são brincadeira (acontece). Há pessoas que têm alucinações, e precisam de psiquiatra, antes de tudo. Quem diz alucinações, diz depressão, ou outros transtornos.

Entretanto, as pessoas aparecem para perguntar, afinal, "quem era", porque havia barulhos, esse tipo de coisas a que chamam "a resposta". Ora isso não é importante, além de ser desaconselhável. Não se trata de esconder, trata-se de ter o bom-senso de não dizer, por exemplo, "era o seu tio Fulano, que não gosta de si"! Para quê criar ressentimentos? A pessoa está esclarecida, vai-se melhorar, e isso é que conta.

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 04 de Abril de 2009, 18:05
Mário

Não derivemos por favor. O unico ponto de desacordo que manifestei é a presença, ou não, do obsediado no trabalho mediunico.
As sessões mediunicas devem ser privadas. Nelas apenas estarão presentes os trabalhadores do Centro e a pessoa que vai ser tratada, quanto muito acompanhada por uma outra pessoa que ficará sempre desenquadrada da corrente.
Eventualmente poderá assistir um ou outro convidado, sempre num número bastante restrito, mas que já tenha suficientes conhecimentos da doutrina, para não virem a perturbar os trabalhos.

Quanto à presença do obsediado é como te digo, é a experiência de cada um.
Dizes que é o obsessor que recebe a cirurgia. E o obsediado não recebe?
Ainda te coloco outra questão. Não há responsabilidade nenhuma do obsediado no processo? E outra quem é o obsessor o encarnado ou o desencarnado?
E não há mais nada a fazer para além de doutrinar o obssesor?
Para além disso não teremos nós capacidade para explicar à pessoa tudo o que se está passando?
Continuo afirmando que não conheço ninguém que tenha saido traumatizado por ter sido tratado presencialmente, numa sessão mediunica, pelo contrário.

Como podes verificar só aqui já havia pano para mangas.

Hoje em dia estou em querer que a assistência às reuniões mediúnicas por parte da pessoa necessitada, está posta de parte nas "boas práticas" espíritas...

E porque será? Serão mesmo boas práticas?
Voltamos atrás. É o mesmo que o cirurgião fazer uma cirurgia ou o psicologo fazer uma consulta, etc, sem que o necessitado esteja presente.

Também há Centros em que quando, durante uma palestra, acontece uma manifeatação mediunica, na assistência, convidam a pessoa a sair. Ou, noutra situação, levanta-se a tenda e chama-se o 112.

Atlante   
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: aruanda em 04 de Abril de 2009, 18:19
Eu realmente concordo com o Mário.
Primeiro, uma pessoa obsidiada de uma forma geral está em sofrimento e muitas vezes com alguma incapacidade de aceitar certas "situações" que podem advir de um passado que como óbvio não se lembra.
Assim corremos sempre o risco de em vez de ajudar , perturbar.´´E óbvio que cada caso é um caso e cada um de nós terá a suas experiencias.
A minha de 20 anos ligada  trabalhos mediunicos é que NUNCA se devrá deixar uma pessoa obsidiada assistir a sua próprio desobsessão.
Normalmente dá mau resultado.
Devemos sim, ajudar de todas as formas possiveis , inclusivé s enecessaário este trabalho de desobsessão mas, sempre sem a presença do obsidiado.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 04 de Abril de 2009, 18:29
Atlante,

A minha derivação foi no sentido de tormnar a conversa mais abrangente. Essa questão da "resposta" parece-me útil para o nosso estudo deste mês.

A "cirurgia" sobre o obsidiado dispensa apresença dele. O obsidiado vai-se harmonizando no passe, fluidoterapia, estudo, palestras, voluntariado nas fileiras de qualquer obra.
O obssessor tem que se manifestar através de médiuns, e por isso a reunião mediúnica.

Sabes que tem havido casos de pessoas, que, tendo comparecido em reuniões mediúnicas (não interessa se espíritas ou não) e tendo ouvido familiares a dizer "Sofro, vem-me ajudar!", a seguir atentaram contra a própria vida?

Considero boas práticas, porque me parecem sustidas por argumentos lógicos, mas também porque aconselhadas por trabalhadores espíritas, Espíritos e autores muito experientes. Já fiz aqui referência ao Projecto Manoel Philomeno de Miranda. A obra "Qualidade na Prática Mediúnica" é uma obra de alta qualidade, e é mais uma em que se aconselha esta prática que considero boa.

Falas de manifestações mediúnicas na assistência, e no 112. Se são manifestações de exibicionismo, acho bem que se convide a pessoa a sair, ou, pelo menos, a conter-se. É que acontece haver pessoas que se acham vedetas por terem mediunidade, e aproveitam as luzes da ribalta...

Pessoas que inadvertidamente "incorporem", chamar-se o 112?... Falas em sentido figurado, não? :) Nunca tal vi!

Mário
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 04 de Abril de 2009, 20:10
Aruanda amiga, Mário

NUNCA... rotundo NÃO....

Meus amigos não estaremos perante mais um postulado da Doutrina?

Em mais de 28 anos sempre fizemos desobsessão com presença do obsediado.
Nunca tivemos ninguém com traumas nem qualquer tipo de problemas por resolver à posteriori.
Já agora, a título de informação, e para o caso de se pensar que não há experiência no grupo a que pertenço, informo que temos uma sesão de trabalhos mediunicos de desobsesão, por semana, e mais uma de desenvolvimento de mediunidade com educação dos mediuns, mais educação dos doutrinadores, mais desenvolvimento dos passistas, sendo estes trabalhos antecedidos de debate de ideias e dúvidas. Isto ao longo de mais de 28 anos como referi.
Como se pode perceber, ao longo deste tempo, foram tratados, em desobsessão, milhares, repito, milhares de pessoas com problemas psiquicos, sempre presentes no trabalho mediunico. Foram educados e promovido o desenvolvimento, da sua mediunidade, dezenas de mediuns.
Claro que também fazemos tratamento à distância, mas previligiamos o tratamento presencial.
Coloco esta informação apenas para que se perceba que não estamos falando, apenas, com base no conhecimento teórico da doutrina. É toda uma experiência prática que sustenta as nossas ideias.

Pessoas que inadvertidamente "incorporem", chamar-se o 112?... Falas em sentido figurado, não?  Nunca tal vi!

Pois é Mário infelizmente não é figurativo. Tal como a outra situação não se refere a exibicionismo mas a situações de mediunidade ostensiva descontrolada. E isto aconteceu.

Apenas mais um acrescento.
Sempre tenho dito e continuo afirmando que o importante não é como se faz, mas o que se faz. Cada um deve proceder dentro do conhecimento que tem, mais profundo ou menos profundo.
Claro que se somos Espíritas devemos cumprir sempre os preceitos da Doutrina e acima de tudo teremos que ser sempre disciplinados e disciplinados e disciplinados e mais uma vez ainda disciplinados.

Atlante   
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Victor Passos em 04 de Abril de 2009, 20:24
Olá muita paz
Companheiros

   Em circunstãncia alguma se deve colocar o obsediado, no meio da reunião de desobsessão, porque não é benefico, para ele devido às energias que o envolvem , até porque pode vir ao de cima nomes e levar a que a volumetria do problema se possa agravar...
  Temos que proteger a identidade que sofre em qualquer circunstãncia, até porque os guias espirituais se encarregam de trazer os espiritos que obsediam, para ser ajudados pela doutrinação, o doente apenas terá que ouvir esclarecimento e ter o apoio da fluidoterapia..

 A desobsessão no centro espírita:

O Centro Espírita é a peça fundamental para o tratamento da obsessão. Para isso deve dispor de equipe experiente para proceder a recepção e o diálogo com os obsessores.

O seu ambiente é impregnado de fluidos salutares que influi positivamente na reforma moral tanto do desencarnado como do encarnado.

Mantendo reuniões evangélicas ou cursos doutrinários para onde devem ser encaminhados os necessitados encarnados. Também trazidos pelo plano espiritual que assiste a casa, os desencarnados envolvidos no processo receberão esclarecimentos. Assim ambos terão bases sólidas para mudarem hábitos e atitudes, condicionando-se a atitudes mentais mais saudáveis.

 A equipe

Deverá ser constituída de pessoas totalmente empenhadas no trabalho, para isso superando todos os obstáculos. Com bases doutrinárias sólidas, não se deixaram abater por impedimentos nem da vida social, nem também ligado a querelas do personalismo, nem tampouco os causados por influências espirituais no decorrer do trabalho.

O ideal é que a equipe seja pequena, porque isso favorece a harmonia entre os seus integrantes, mas esse fato não impede uma equipe grande, desde que se tenha um clima de respeito e fraterno entre todos.

A equipe deverá ser constituída por:

    * Dirigente
    * Médiuns de Incorporação
    * Doutrinadores
    * Médiuns de Sustentação

Todo o êxito da reunião dependerá da equipe, que se não encarar com seriedade o trabalho, poderá sim atrair muitos problemas para si. Com claros prejuízos a todos.

Por isso enumeramos alguns requisitos básicos para se fazer parte de uma dessas equipes:

    * Interesse pelo estudo
    * Disciplina
    * Pontualidade
    * Assiduidade
    * Vivência com os postulados Cristãos
    * Fraternidade
    * Amor pelo semelhante, etc

muita paz e harmonia

VICTOR PASSOS
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: akenatom em 04 de Abril de 2009, 22:32
Mario, Atlante, Aruanda, vitor, amados e sábios irmãos,
Estou muito encantada com este dialogo.. cada vez tenho mais vontade de ler seus dialogos e participar deles.

Lendo os últimos textos sobre obsseção e suas diversas formas de tratamento.

Como sou "independente" como ja lhes contei, e ainda tenho na familia, espiritas trabalhadores em diversas casas ( centros) em outras cidades, tenho a especial oportunidade de dialogar sobre o tema frequentemente. O assunto, é claro vem a tona nas nossas reuniões familiares! E amamos esta troca de experiencia. Entretanto também nos damos conta de que as dois Centros ( um minha irmã participa, outro minha filha ) as casas espiritas da cidade onde moro ( onde tenho amigos muito íntimos que frequentam e trabalham, e ainda o grupo ao qual pertenço trabalham cada um de uma forma nos casos de obsseção. ( no inicio me questionava muito)
Certa vez participei de uma reunião, ( no Centro que minha irmã frequenta e trabalha) ,recebi autorização dos coordenadores da casa, ( dos mentores espirituais certamente por meio da liderança encarnada, não poderia ser de outra forma).
Assim descreverei:
Um grupo de mediuns, cadeiras enfileiradas ( umas cinquenta) pessoas chegando com hora marcada para o atendimento, sendo acomodadas com atenção pelos mediuns e ajudantes da obra, uma mesa posta com o dirigente e mais dois doutrinadores a frente.
A principio achei tudo estranho, não imaginava desta forma, estava habituada a outro formato de reunião mediunica.
Tudo era muito sério, nehuma manifestação que descontrolasse ninguém, as equpes de socorro muito preparadas,( as manifestações mais diversas, como as citadas por  vocês).( pacientes presentes, alguns parentes representando)
Ao final, tudo harmonizado, irmãos chorando emocionados, uma serenidade e paz indescritível.
Em outra ocasião, numa outra casa, explicou me uma amiga intima trabalhadora:
Um grupo de médiuns reunidos em uma mesa, nomes para atendimento, manifestçaões dos irmãozinhos obssessores.preces,troca de passes .. enfim.. harmonização do ambiente pelo plano superior.( paciente ausente)
Outro, só nomes enviados, tres pessoas, um medium ostensivo, um doutrinador e um escrevente ... Quando solicitado pelos evnvolvidos algumas explicações básicas, com poucos detalhes, orientado pelos espiritos que coordenam a reunião são repassadas.
E...ainda uma outra casa que faz o atendimento do obsidiado individualmete e presente.

Bem caros irmãos , só estou compartilhando estas experiencias pois creio virem a calhar neste diálogo.Pelo que vimos aqui, ( com nossos depoimentos), existem diversas formas ( e sem dúvida , podem haver casos de exibicionismo), de atendimento. Quem está certo? Há algum incorreto? Penso que voltamos ao início ( risos), tudo dependerá da condição moral dos trabalhadores.. seja o formato que for. ( o que creio, não digo que estou certa).
A única certeza que possuo é ( como já aqui declarei e vocês também o fizeram ) , Se estamos a serviço de Deus, aqui, acolá... se somos espiritas, cat´licos, protestanes, mórmons...mas com sincero desejo de servir, ...se estamos reunidos em nome do Alto... Deus estará conduzindo-nos. Se estamos por outro motivo que não o serviço ...Deus também o sabe, e na hora, no tempo certo organizará tudo, sem que um cetil seja poupado dos responsaveis.

"O seu ambiente é impregnado de fluidos salutares que influi positivamente na reforma moral tanto do desencarnado como do encarnado"

"A equipe

Deverá ser constituída de pessoas totalmente empenhadas no trabalho, para isso superando todos os obstáculos. Com bases doutrinárias sólidas, não se deixaram abater por impedimentos nem da vida social, nem também ligado a querelas do personalismo, nem tampouco os causados por influências espirituais no decorrer do trabalho."( vitor)


"Sempre tenho dito e continuo afirmando que o importante não é como se faz, mas o que se faz. Cada um deve proceder dentro do conhecimento que tem, mais profundo ou menos profundo.
Claro que se somos Espíritas devemos cumprir sempre os preceitos da Doutrina e acima de tudo teremos que ser sempre disciplinados e disciplinados e disciplinados e mais uma vez ainda disciplinados. "( Atlante)


"Importante também é que o mesmo atendimento é uma das imagens de marca da entrada do espirito encarndo num Centro Espiritia, e tem que ter a salvo um sentido de rsponsabilidade enorme, sem colocar em causa todo um ytrabalho , que tem seguimento pelo esclarecimento e fluidoterapia e doutrinação após entrada da ficha."( Mario)
Amo vc irmãos.
Paz para todos.
e que continuemos este diálogo esclarcedor.
Akenatom

Muita paz e harmonia








Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 04 de Abril de 2009, 22:47
Olá amigos!

Por fim começo a entender os porquês e os fundamentos que ditam a orientação da prática das actividades nos centros e simultaneamente os motivos que norteiam as posturas assumidas por parte dos seus membros perante aqueles que aí se dirigem, consequência da partilha de conhecimentos que aqueles nossos amigos detêm através da sua prática quotidiana pelo que agradeço a cada um de vós.

Como não tenho experiencia nesta área aproveito para aprender e tentar contribuir reflectindo certos aspectos sob o ponto de vista “filosófico”, na perspectiva de tentar armar a maior confusão possivel.  >:(

Assim, neste momento tendo a concluir que um centro espírita terá de ter obrigatoriamente uma organização funcional resultante da distribuição de tarefas necessárias cumprir, que penso estarem atribuídas a “departamentos”, tais como administrativo, atendimento, equipas de passitas, mediunidade, oradores, doutrinadores, evangelizadores, entre outros e acima de todos a figura de um dirigente.

Apesar de felizmente Kardec, talvez prevendo as situações futuras nos ter deixado por legado a sua própria experiencia e visão acerca da forma como uma organização espírita deva ser levada a cabo, não restam dúvidas que de resto como em tudo, existem factores de concordância e outros de discordância tanto em aspectos de pormenor como em aspectos de “pormaior”.

Mesmo que outras correntes espiritualistas prescindam de serem nomeados espíritas não deixam por isso de existir e nem por isso têm obrigatoriamente de excluir os ensinamentos do “Espírito de Verdade” e do próprio Kardec que melhor lhes aprouver.

Com isto quero reflectir acerca do paralelismo que parece existir entre os desenvolvimentos que têm lugar subsequentes à divulgação dos ensinamentos dos Espíritos, com aqueles que foram consequência dos ensinamentos de Jesus e anteriormente dos ensinamentos de Moisés e posteriormente dos ensinamentos de Maomé.

Penso ser inevitável que o surgir de múltiplas correntes espiritualistas darão origem a novas organizações funcionalmente estruturadas e organizadas através de... princípios. E esses princípios serão inevitavelmente os mesmos de sempre… princípios dogmáticos como poderia ser de outra forma?

Que alternativa existe à estruturação, à organização, à dogmatização, à partidarização?

Que alternativa existe à hierarquização à delegação do poder de liderança?

A igualdade entre o dirigente e o responsável pelo sector da limpeza pode ser afirmada e pode ser até nobremente sentida… mas isso em nada modifica a prática da realidade… ao dirigente compete decidir. É ele que vai decidir se o obsediado pode ou não estar presente nos trabalhos de desobsessão… é ele que vai decidir se quem está no atendimento deve ter esta ou aquela formação e postura… é ele quem decide quem faz as limpezas… não é verdade?

E assim e como sempre terá um grupo de pessoas que o apoiam e um grupo de pessoas que lhe fazem oposição. Cada um tentando naturalmente impor aquilo que melhor lhe parece ir de encontro ao que acredita ser a vontade do “Espírito da Verdade”. Estão assim abertas as portas para que a História se repita.

Sempre poderemos aqui estudar, debater, trocar pontos de vista, mas no final deste tópico, cada um de nós vai tomar um partido e assumir essa “verdade”.  :-\

Um abraço amigos!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Rickson em 04 de Abril de 2009, 23:06
Olá amigos,
sou médium trabalhador de um centro espirita aqui no Brasil, em Natal no estado do Rio Grande do Norte, no Nordeste do Brasil.
É muito importante que o despertar para o trabalho espirita que tem como a finalidade a caridade, esteja desde já implantada em vossos corações.
Existe um Livro muito interessante que trata da formação dos grupos espiritas, procedimentos e as eventuais dificuldades.É um livro muito lido aqui no Brasil para quem quer ingressar em grupos espiritas ou na sua formação.
Trata-se do livro "Dialogos com as sombras" de Herminio C. Miranda.
Sugiro também a leitura de outros dois livros que são de suma importancia para a implantação de Grupos ou de Centros, o "diretrizes e Segurança", de Divaldo P. Franco e Raul teixeira e o "Dimensões Espirituais da casa espirita" de Suely Caldas Shubert.
E deixo desde já minha torcida para o sucesso dessa proposta.
Que Jesus os Abençoe,
Rickson Igor
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: FAUSTA em 04 de Abril de 2009, 23:11
[

ALGUEM PODE ME AJUDAR?
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 04 de Abril de 2009, 23:14
Quer ser mais específica, sff, Fausta?...

Nota: enviámos mensagem pessoal à Fausta.

Atlante,

Não me parece que vá ser nesta encarnação que vamos concordar, na divergência de opiniões "reuniões mediúnicas - com ou sem o paciente?". :)

Para já, parece-me um bom tema para se discutir. E não só neste tópico. Pode haver quem queira, dada a sua especificidade, tratá-lo em pormenor.

Bem sei que há grupos que o fazem, sobretudo no Brasil. Não me choca que o façam. Sobretudo se é um grupo com muita experiência e sobretudo um grupo que funcione bem. A realidade cultural brasileira também é diferente da portuguesa, e a mediunidade é para um brasileiro muito mais familiar do que para um português. Fazem parte da cultura do próprio país, as religiões de raíz africana, em que a mediunidade é peça essencial. Por cá, não.

Peço na imagem que empregou - não interessa como se faz, mas o que se faz - para realçar que é aceitável, é natural, e é até desejável, que as actividades e o modo de operar não seja igual em todas as associações espíritas. Desde que o que se faça esteja sempre dentro dos limites da doutrina e de acordo com os objectivos de qualidade a que nos propomos.

Na questão da presença ou não do paciente na reunião, pelo lado do Atlante fala a experiência de 28 anos sem problemas. Pelo lado oposto, fala a precaução de segurança e a não necessidade de tal procedimento. Aqui na minha terra diz-se que cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

Do lado do Atlante fala o facto de trabalhadores espíritas excepcionais terem usado esse procedimento. Do lado oposto podemos observar que nem todos somos "Chicos Xavieres", seguramente.

Estas divergências de opinião são naturais. Tenho uma amiga que costuma usar como imagem a receita de um bolo. Um bolo leva açucar, ovos, leite, limão, etc.. E tem uma receita. No entanto, cada pessoa dá-lhe, na confecção o seu toque pessoal. Isso resulta em ligeiras diferenças de sabor, mas o bolo é o mesmo.

Não o deixemos é queimar, acrescento eu, nem vamos introduzir novos ingredientes que vão alterar a receita.

Akenatom e Victor, li-vos com atenção e apreciei mais este vosso contributo, que muito enriquece o nosso debate. Muito pertimnente a sugestão de obras por parte de Rickson.

A intervenção do Atlante comento a seguir, para não tornar o texto muito longo.

M.

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 04 de Abril de 2009, 23:42
A igualdade entre o dirigente e o responsável pelo sector da limpeza pode ser afirmada e pode ser até nobremente sentida… mas isso em nada modifica a prática da realidade… ao dirigente compete decidir. É ele que vai decidir se o obsediado pode ou não estar presente nos trabalhos de desobsessão… é ele que vai decidir se quem está no atendimento deve ter esta ou aquela formação e postura… é ele quem decide quem faz as limpezas… não é verdade?

Amigo Taprobana,

Eu penso que não obstante, não existirem hierarquias, rituais, etc, no espiritismo, terá sempre de haver um dirigente nos centros espíritas, não para demonstrar o seu poder, mas porque é ele ou ela que está incumbido de pôr em prática as instruções da espiritualidade que assiste aquele centro.
Para que um centro espírita funcione bem é preciso que exista entre o grupo de mediuns muita cumplicidade, muita harmonia e parece-me que a anarquia não seria o melhor sistema de funcionamento.

Abraço.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atma em 04 de Abril de 2009, 23:49
OI  Mário e companheiros, paz a todos.

Ao meu ver  tudo começa, bem lá atrás. E dessa forma deixo meu parecer assim:

“Pois se amardes os que vos amam, que galardão haveria? Não fazem os publicanos o mesmo?”  Mt.5:46

Os grupos cristãos em seus postulados de fraternidade se restringiam às catatumbas, para divulgar a lição do Cristo, para os afitos e desesperados. O Estado na época, não permitia associações dos seguidores de Jesus.

Hoje, a contextualização dos profitentes da Boa Nova, é oferecer através da doutrina espírita a transformação espiritual e intima.  Porém, este assunto em debate nos pergunta:

- A Casa Espírita tem arregimentado um programa para ensinar a transformação intima? – Tem havido clima nos grupos para que os tarefeiros possam dialogar construtivamente sobre seus conflitos?  - Ou temos nos iludido, transferindo responsabilidades pessoais para as ações obsessivas dos desencarnados? Etc... e etc...

Após milênios de naufrágio nas turbulências do reliogismo sem amor, convém-nos além de “saber Deus”, sentir esse Deus, transformando o nosso coração para que grupos numa CE como unidade do espiritismo, seja promovida ao patamar de ESCOLA DE AFETO CRISTÃO, a fim de não estacionar na proposta do Espírito Verdade.

Fala-se muito no que “devemos fazer”, mas pouquíssimas vezes em “como fazer”.

Contextualizar o conteúdo espírita abstraindo o excesso de informação e trazê-lo à realidade do seu grupo, priorizar respostas, soluções, discutir vivências, refletir sobre horizontes novos de velhos temas, reinventar vivências aos apelos da consciência, fazer dos encontros na CE de estudos espíritas um laboratório de idéias na ampliação da nossa capacidade de pensar e agir com acerto, com lógica e bom senso. Isso se chama – EDUCAR.

A esse mister somos convocados para uma mudança de paradigma urgente nas metodologias pedagógicas da CE. Somos convocados a reestruturar essa visão.
O programa Atitudes de Amor, trás lições preciosas da qual  muitos ainda não efetivaram, por não encontrar dentro de si valores agregados para esta mudança, e que Kardec com muito cuidado deu atenção especial, e merece também de nós, o mesmo! Os cuidados com a vida, com o próximo, traduzem atenção e empenho para com as questões do coração, responsabilidades, e cooperação nas tarefas e nos encontros das reuniões grupais, em quaisquer atividades na CE.
 
Muita luz e harmonia!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Jeanne em 04 de Abril de 2009, 23:54
Olá pessoal!

Sou nova por aqui, gostaria de estar colocando que fiquei muito feliz ao encontrar esse fórum, porque é um espaço onde podemos aprender uns com os outros. Gostaria de participar muito dos fóruns que me forem possíveis para que cada vez mais eu possa estar aprendendo e também discutindo as questões levantadas, apresentando o que eu acho e principalmente conhecendo as opiniões de outras pessoas.

Com relação à criação de Centros Espíritas já li um livro (vou pegar a referência completa dele e passar) e nele aborda vários cuidados que quem pretende abrir um Centro deve ter. Tais cuidados vão desde local, pessoas que irão compor o grupo, horários, palestrantes. enfim, cada detalhe que permeia a sua construção.

Gostei muito da idéia e pretendo estar assessando para conhecer mais.

Abraços a todos!!!!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 04 de Abril de 2009, 23:57
O propósito filosófico do Taprobana, de "tentar armar a maior confusão possível", está bem na linha das suas atitudes filosóficas habituais, como a de se "retirar para reflectir" :) Esse aí, quando desencarnar, vai ser a alegria de muita reunião mediúnica, já pensaram nisso?

O Taprobana fala da existência de “departamentos”, tais como administrativo, atendimento, equipas de passistas, mediunidade, oradores, doutrinadores, evangelizadores,  e depois refere acima de todos a figura de um dirigente.

Nos departamentos, estou de acordo. São grupos de trabalho, que têm as suas tarefas próprias. A mesma pessoa pode pertencer a mais que um. E nas reuniões da direcção, cada grupo tem pelo menos um representante. Assim, evita-se estar a ocupar muitas pessoas em reuniões de rotina. Cada um dos participantes leva as conclusões para o seu sector. Além de que cada trabalhador do centro pode actualmente receber a ordem de trabalhos e a acta da reunião por email.

Nas reuniões gerais, todos têm oportunidade de intervir. E nas reuniões de direcção, ou, melhor, de coordenação, também nada impede que estejam outros elementos. Como disse, o objectivo é dosear esforços, evitar viagens desnecessárias.

Quanto ao aparecimento de múltiplas correntes espiritualistas, é natural. Já deve haver perto de 3 mil e 400 denominações cristãs, e o Espiritismo seria primeira filosofia a não ter dissidentes?

Pergunta também:

Que alternativa existe à estruturação, à organização, à dogmatização, à partidarização?

Estruturação e organização não devem matar a espontaniedade e a simplicidade. Dogmatização e partidarização, são altamente indesejáveis.

Que alternativa existe à hierarquização à delegação do poder de liderança? - pergunta também.

No Espiritismo não há hierarquias. A liderança deve ser um cargo, um serviço, como outro qualquer. Se o personalismo toma conta do centro, se o centro se torna campo de batalha entre facções agarradas ao "poder" ou desejosas de o "conquistar", aí estamos muito mal.

Em última análise, fracassadas as tentativas de reestabelecer a paz verdadeira (não a paz de fachada), considero que é melhor que quem não se afinize com a orientação da casa, saia, e forme outro grupo. No entanto, a saída de elemntos para formarem novo grupo, devia ser sempre ocasião de festa, e não de ressentimento e crispação.

Seja bem-vinda, Jeanne. O objectivo do Fórum é esse mesmo: tirar partido dessa maravilha da tecnologia que é a Internet, para aprendermos uns com os outros e trocarmos pontos de vista em ambiente fraterno e calmo, mesmo quando discordamos.

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 05 de Abril de 2009, 00:07
Olá companheiros

Em circunstãncia alguma se deve colocar o obsediado, no meio da reunião de desobsessão, porque não é benefico, para ele devido às energias que o envolvem , até porque pode vir ao de cima nomes e levar a que a volumetria do problema se possa agravar...

Vitor continuamos a ser taxativos nas afirmações que produzimos. Parece que esta questão se tornou mais um postulado. Será que aqueles que pensam e procedem diferente estão errados? A experiência que detêm deixa de ter valor? Ou são menos Espíritas por isso?
Certamente não irão pretender que se transformem os trabalhos daqueles que pensam diferente, independentemente dos resultados obtidos.
Depois sucede uma outra questão. Os meus amigos justificam a vossa posição com os perigos para os obsediados. Quais perigos? Será que vão ficar mais obsediados? Vão ficar mais desequilibrados? Conhecem muitos casos em que isso tenha acontecido? E, no caso de ter acontecido, analisaram a razão porque aconteceu? Será que houve um trabalho prévio de esclarecimento, devidamente efectuado? Ou colocaram a pessoa no trabalho mediunico sem qualquer esclarecimento ou apoio?
Já agora, em média que tempo levam a conseguir desobsediar uma pessoa?

Voltamos sempre ao princípio das coisas. Não aceito que se possam fazer afirmações taxativas do tipo ou se faz assim ou quem não faz está errado. Não é próprio da Doutrina. Nunca o fiz nem faço. Nunca me viram afirmar que a forma como o meu grupo trabalha é o melhor ou que os outros deveriam proceder como nós procedemos, e por aí fora. Cada um procede como entende ser o melhor.
Os meus amigos justificam a vosa posição com o vosso conhecimento, e muito bem.
No entanto, não vão pensar que o meu grupo procede de forma diferente por ignorância, certamente.
Claro que a forma como procedemos está assente no nosso conhecimento e na nossa prática.

Já que se vão recomendando leituras também aconselhava que se lesse Edgard Armond, desculpem se o nome não estiver correcto, sobre este assunto. 

Em tudo o resto, companheiro Vitor, estou rigorosamente de acordo contigo.
Aliás em tudo o que o Vitor, o Mário e a Aruanda escreveram, o unico ponto de discordia é mesmo este, da presença ou não do obsediado nos trabalhos mediunicos, o que é muito bom.

Taprobana

Meu amigo não entendi onde queres chegar.
Sempre terá de haver quem coordene os diversos trabalhos, ou não?
Daí a confundir-se a coordenação com o dono de qualquer coisa vai uma grande distância.

Atlante
 
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 05 de Abril de 2009, 00:11
Acerca do que diz a Elsamar,

A anarquia é uma forma de governo em que o Poder não está confiado a ninguém, ou melhor, cada um sabe o seu lugar. Leon Tolstoi, célebre escritor e anarquista cristão, sonhou com essa Sociedade. Anarquia entendida assim, acho que pode ser o "regime" vigente no centro espírita. Já anarquia entendida como confusão e desorganização, nem pensar! Disciplina é fundamental.

Tomemos como exemplo a reunião mediúnica. Acima falei acerca de que a pessoa ou pessoas que coordenam o atendimento, podem, com vantagem, ser também coordenadores da reunião mediúnica. Esses companheiros, que conhecem cada caso, estão em boa posição para coordenar os trabalhos mediúnicos. Num centro que funcione bem, os lugares são atribuidos acada um segundo as suas capacidades e disponibilidade, sem o mínimo atrito. O coordenador ou os coordenadores da reunião mediúnica sabem como dirigir os trabalhos. Foram aí colocados pelas suas aptidões, e as suas decisões são acatadas com satisfação pelos companheiros, que lhes reconhecem talento e responsabilidade para essa função. E é um prazer trabalhar sob as orientações de alguém a quem reconhecemos essas qualidades.

Havendo divergências de opinião, achegas a dar, elas são dadas naturalmente, no final de cada sessão de trabalho ou em reunião periódica. E é um desfio para todos nós, calar o personalismo sem abdicar de dar as opiniões que achamos úteis. Se o grupo funcionar bem, não há melindres.

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 05 de Abril de 2009, 00:20
Chamo a vossa atenção também para a intervenção de Atma, que tem muito "sumo".

Atlante,

O exemplo que dei, de uma pessoa que ouve um familiar desencarnado pedir ajuda, e atenta contra a vida para "ir ter com ele", é um exemplo de peso, convenhamos. Qualquer tarefa espírita acarreta responsabilidade, e a mediunidade não é excepção. No vosso grupo, uma prática de 28 anos, bem coordenada, com a tal preparação prévia que refere, tem resultado bem. Mas noutro contexto cultural, com gente menos experiente, os riscos existem. Não são de a pessoa ficar "mais obsidiada", mas de ficar assustada. Nem lhe conto a quantidade de pessoas que conheço que frequentaram grupos mediúnicos que de espíritas só tinham o nome, e a forte impressão que produziu nelas assistir a manifestações sem saberem ao certo, sequer, o que é um Espírito. Não sei se aumenta a obssessão, mas pode aumentar a confusão. Como já disse, pessoalmente não vejo utilidade. Mesmo num grupo espírita digno desse nome, não vejo utilidade.

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 05 de Abril de 2009, 00:32
Acerca do que diz a Elsamar,

A anarquia é uma forma de governo em que o Poder não está confiado a ninguém, ou melhor, cada um sabe o seu lugar. Leon Tolstoi, célebre escritor e anarquista cristão, sonhou com essa Sociedade. Anarquia entendida assim, acho que pode ser o "regime" vigente no centro espírita. Já anarquia entendida como confusão e desorganização, nem pensar! Disciplina é fundamental.

Caro Mário,

eu estava mesmo a referir-me à segunda interpretação, pois assim como Tolstoi, outros sonharam com outros sistemas políticos teoricamente perfeitos, mas que não passaram de utopias, pois na prática é muito dificil cada um saber ocupar o seu lugar sem desrespeitar o próximo. Infelizmente!

 :)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 05 de Abril de 2009, 00:35
Pois Mário

Utilidade há, mas talvez este não seja o tópico mais indicado para estarmos a debater essa questão. Talvez abrindo um tópico próprio para isso, como já afirmaste, fosse mais correcto. Mas por agora não, pois ir-nos-iamos dispersar, podendo prejudicar este tópico que, quanto a mim, é dos melhores que encontrei neste forum.

Em relação ao resto, como podes verificar, é tudo uma questão de preparação e planificação dos trabalhos.
Salvo alguns casos, que são mais de possessão que de obsessão, as pessoas que acorrem ao nosso Centro, para desobsessão, são obrigadas a frequentar as palestras públicas para esclarecimento. Só depois serão admitidas em trabalho mediunico. Isto permite que, a pessoa, ao estar presente nesse trabalho mediunico, já tenha um mínimo de esclarecimento que lhe permite compreender o que se está a passar. Da mesma forma, durante o trabalho, não deixamos de explicar o que se está passando para que não venham a surgir essas dúvidas que referes. Até hoje não tivemos qualquer problema.

Atlante
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 05 de Abril de 2009, 00:47
Atlante,

Fica combinado. O tema promete, e, como se verifica, estamos todos a debater na maior paz, como é próprio de um fórum espírita.

Elsamar,

As utopias que funcionam bem no papel, na realidade costumam gerar grandes tiranias, é bem certo. Mas, sem entrarmos em debate sobre sistemas de governo, esse ideal da anarquia cristã, da anarquia responsável em que cada um sabe o seu lugar e há disciplina ditada pela consciência e não por ordens, esse ideal, podemos pô-lo em prática no centro espírita. Não temos hierarquias, sacerdotes, sumo-sacerdotes,m chefes, etc..

Veja-se a autoridade natural de Jesus, que nunca se assumiu como chefe religioso, líder de uma organização terrena (nem prescreveu tal coisa) mas era reconhecido como líder espiritual.

Jesus é um bom exemplo do que Joanna de Ângelis aconselha: que não tentemos passar por menos ou por mais do que somos. Por exemplo: se eu tiver boas capacidades para fazer palestras, com toda a naturalidade irei fazê-las. E não tem cabimento andar eternamente a lembrar toda a gente de todas as minhas imperfeições na matéria. Como não tem cabimento o oposto, gabar-me do progresso já conseguido, ou ter qualquer tipo de vaidade.

E nisso o Espiritismo é uma filosofia muito democrática. Todos sabemos que toda a gente já foi pior que é, e que vai ser melhor que é. mais cedo ou mais tarde, todos chegaremos lá :)

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: kiliany em 05 de Abril de 2009, 01:01
Olá Mario, é com muito prazer que venho até vcs exteriorizar um pouco do desejo q tenho de trabalhar no espiritismo. Durante muito tempo vivir na ignorância, mas graças à Deus conseguir enxergar a luz, trabalho espiritualmente em sonho, como é maravilhoso, totalmente inexplicável. Tenho experiências que me esclarecem à respeito do espiritismo, e vou me burilando. Sinto energia e esculto um mentor que se denomina João de Deus. Ele tenta me orientar , sua presença só pude sentir uma vez, mas a sensação foi tão boa, a energia positiva nos deixa completamente leve, não incorporo mas, entro em tranze, acho q é esse o termo, e gostaria muito de ajudar pessoas com problemas na alma, e aprender . O equilíbrio é o ponto de partida para o começo de algo grandioso como um centro espírita, não é o espaço físico que determina a grandiosidade do trabalho desempenhado, mas o número de cariade que consiguimos realizar. Se em outro plano somos utéis, neste plamo poderemos ser pelo menos, uma centelha que contribuirá para uma futura utilidade. O amor uni, a humildade desarma, e o espiritismo esclarece. Bjos, e obrigada
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 05 de Abril de 2009, 02:58
Bem-vinda(o) Kiliany,

Fazemos votos de que possa vir a integrar-se num grupo espírita, para que o seu labor mediúnico possa ser bem aproveitado e bem acompanhado.

Usamos o termo "incorporação" sempre entre aspas, porque, na realidade, os Espíritos não entram no corpo de ninguém, como antes se pensava. Em O Livro dos Espíritos e em O Livro dos Médiuns, o fenómeno mediúnico acha-se muito bem explicado. E na actualidade temos os trabalhos preciosos de cientistas como o médico brasileiro Sérgio Felipe de Oliveira, ou o engenheiro Hernâni Guimarães de Andrade, já desencarnado, entre muitos outros pioneiros.

A mediunidade pressupõe frequentemente um estado alterado de consciência, sim. Mas de mediunidade eu entendo ainda muito pouco.

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Diegas em 05 de Abril de 2009, 04:11
'...Quanto ao aparecimento de múltiplas correntes espiritualistas, é natural. Já deve haver perto de 3 mil e 400 denominações cristãs, e o Espiritismo seria primeira filosofia a não ter dissidentes?..'

Olá, Mario e demais.

Estou a acompanhar este tópico deveras interessante. E, uma vez ou outra, há um tipo de generalisação que julgo não ser adequada. Parece haver uma espécie de provocação da parte de alguns convencidos, a dizer 'ser espírita é estar acima do Mal'. Ou seja, não precisa ser muito inteligente para compreender que muitas das correntes espiritualistas já existiam no planeta antes da Codificação. Portanto, nem todas são assim tão horríveis ou dissidentes; e outras até poderiam ensinar um espírita a melhor comportamento.

Desviei do assunto, reconheço.

-------------------------

De que adiantam todas as iniciativas louváveis já apontadas na construção de um centro espírita se predomina nos individuos esse ranço orgulhoso de acharem-se melhores ou mais dotados em relação às outras denominações espiritualistas ?


Obs: Mal = outros mortais


Abç
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 05 de Abril de 2009, 11:21
Olá Mário


A mediunidade pressupõe frequentemente um estado alterado de consciência, sim. Mas de mediunidade eu entendo ainda muito pouco.


E como é importante sabermos a forma como tudo se processa. Será a partir deste conhecimento, e da forma como cada pessoa se apresenta, que definiremos a forma como o mesno será tratado. Este será mais um excelente tópico para debate.

Já agora gostaria de voltar à essência da proposta apresentada pelo nosso amigo Mário.
Muitas pessoas, embora funcionando dentro da doutrina Espírita, não têm ideia, exacta, de tudo o que se desenvolve durante uma reunião de trabalho, por mais simples que seja. Há todo um processo de imanação energética e de amor que permite aos nossos irmãos, do plano espiritual superior, auxiliarem dezenas e dezenas de irmãos nossos em dificuldade. E quanto é simples podermos processar esta ajuda. Vejam um exemplo simples.
Basta que meia duzia de pessoas se reunam 1 vez semanalmente, para estudo e dabate da doutrina, com fé, disciplina e acima de tudo Amor, para que se possa desencadear todo o processo. Esta reunião será sempre aberta e encerrada com uma oração, feita por um dos membros e acompanhada mentalmente pelos restantes. Ao se promover o estudo e o debate salutar de ideias, permitiremos ao plano espiritual superior, trazer até nós irmãos em dificuldade que também acompanharão o estudo, esclarecendo-se e tomando consciência de sua condição, o que lhes permitirá ascender a planos superiores da vida espiritual. Ao mesmo tempo desenvolvemos energias positivas que irão eliminar energias negativas, produzidas por mentes em desequilibrio, ajudando a harmonizar os planos inferiores do mundo espiritual.

Como podemos verificar é tão simples promover a ajuda, basta apenas um pouquinho de boa vontade, temperada com uma pitada de Amor.

Já agora, aproveito para recordar que é um risco muito grande o exercício da mediunidade de forma isolada.

Atlante 
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Victor Passos em 05 de Abril de 2009, 14:13
Meus companheiros
Muita paz e harmonia

Amigo Atlante
 
  Queria dizer-lhe que não estamos a criticar, mas alertar para o que não se deve fazer e claro que os vossos elementos terão que estar à altura da gravidade do trabalho que se está a realizar. Apenas estamos dando uma opinião e que ao que parece tem uma sintonia com outros companheiros, no entanto não quer dizer que estejam a fazer um mau trabalho. Uma das bases da desobssessão é saber perceber que ela não se faz apenas com os intervenientes, que estão no lado físico, mas com o apoio e orientação Espiritual.
  No entanto quero dizer que uma excepção se passou no Centro que frequento; O espírito obsessor não queria e fugia de estar presente para ser ouvido e ajudado, e tivemos que fazer algo muito raro, mas possível, um passamento para o médium, ou seja tendo um elemento da Familia da doente, fizemos uma passagem para que o espírito nos viesse ouvir e ser ouvido, mas foi única e achei interessante, porque ele estava renitente em descer e o mentor dos trabalhos no lado Espiritual, incumbiu aquela médium especifica para o receber , tudo porque tinha afinidade mais passiva entre ambos….Mas foi um caso único
 Quando fazemos uma desobsessão não chega doutrinar o espírito obsessor, mas incumbir também a responsabilidade que o obsediente tem do faça de sua parte, entre ele e no seio da própria Familia.
Doutrinação do obsediado (indirecta e directa):
Allan Kardec afirma que a pessoa obsedada precisa trabalhar para seu melhoramento moral e, diz textualmente, que a cura de quase todos os casos de obsessão têm solução através desse esforço. Portanto, a equipe de desobsessão deverá ajudá-la nesse procedimento de auto-melhoramento. Para isso se valerá da instrução directa e indirecta do paciente. que poderão ajudar o paciente nesse processo de libertação. Nessa parte do trabalho, porém, vamos falar somente da instrução considerada fundamental: a orientação na sala de entrevistas e o esclarecimento através das palestras.
O codificador do Espiritismo, Allan Kardec, se expressa nos seguintes termos, a respeito da necessidade de se doutrinar Espíritos obsessores:
"Nos casos de obsessão grave... Faz-se também necessário, e acima de tudo, agir sobre o ser inteligente, com o qual se deve falar com autoridade, sendo que essa autoridade só é dada pela superioridade moral. Quanto maior for essa, tanto maior será a autoridade. E ainda não é tudo, pois para assegurar a libertação, é preciso convencer o Espírito perverso a renunciar aos seus maus intentos; despertar-lhe o arrependimento e o desejo do bem, através de instruções habilmente dirigidas com a ajuda de evocações particulares, feitas no interesse de sua educação moral" – (Capítulo 28:81).
Queria também lembrar que os trabalhos deve ser sempre de grande conhecimento da gravidade do acto, porque pode acontecer que abrindo brechas entre as médiuns se criarem contaminações
Contaminações - Em A Gênese, Capítulo XIV, Allan Kardec fez um importante estudo sobre os fluidos espirituais. Examinando suas colocações, pode-se concluir que os ambientes materiais possuem uma espécie de atmosfera espiritual criada pelas pessoas que vivem em relação com eles.
Entende-se daí, que os centros espíritas Aprendemos que nesses ambientes constituídos por pessoas mais ou menos imperfeitas, associam-se Espíritos desencarnados com tendências afins.
Daí Amigo Atlante a necessidade de ter esse cuidado para não ser pior a emenda que o soneto.
Quando questiona sobre o tempo das desobsessões, ele não existe concretamente, pios temos casos de obsessões que duram anos, outras meses…Não existe tempo absoluto até o porque daí a importância de trabalhar com ao apoio espiritual, são os próprios irmãos que nos indicam da necessidade de os irmão continuarem ou não.
Kardec, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", fala da necessidade da fluidoterapia no tratamento das obsessões da seguinte maneira:
"Nos casos de obsessão grave, o obsedado está como que envolvido e impregnado por um fluido pernicioso, que neutraliza a acção dos fluidos salutares e os repele. É necessário livrá-lo desse fluido. Mas um mau fluido não pode ser repelido por outro da mesma espécie. Por uma acção semelhante ao que o médium curador exerce nos casos de doença, é preciso expulsar o fluido mau com a ajuda de um fluido melhor, que produz, de certo modo, o efeito de um reagente. Essa é a que podemos chamar de acção mecânica..." – (Capítulo 28:81).
A acção melhor para superar essa fragilidade é amor, tolerância , mas firmeza na doutrinação.
Fico por aqui , para não  alongar os posts…mas continuarei dentro do meu conhecimento experienciado a dar o meu contributo…
Está a ser um excelente estudo e fico grato por podermos com este respeito achar até soluções para fragilidades do Grupo..

Muita paz e harmonia

VICTOR PASSOS
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 05 de Abril de 2009, 14:58
Olá Vitor, Bem hajas amigo

Nós estamos em perfeita sintonia e prezo muito por isso.
Um dos graves problemas da doutrina, em Portugal, é a falta de troca de ideias e de experiências de cada Centro. Todos temos coisas muito boas e, certamente, todos teremos coisas menos boas. E estas poderiam ser melhoradas se houvesse intercâmbio de conhecimentos. Infelizmente parece que cada um vive num mundo à parte, como se não estivessemos todos trabalhando para o mesmo Senhor.

"Nos casos de obsessão grave, o obsedado está como que envolvido e impregnado por um fluido pernicioso, que neutraliza a acção dos fluidos salutares e os repele. É necessário livrá-lo desse fluido".   
Esta é uma das razões porque temos a pessoa presente no trabalho mediunico. Normalmente é necesário dispersar todos os fluidos negativos que as entidades inferiores deixam nestas pessoas. Mas também é necessário dispersar todos os fluidos negativos que estas pessoas produzem, através da sua mente em desequilibrio.
Como afirmas, e muito bem, tudo funciona dentro da lei da afinidade. Para que um trabalho de desobsesão dei bom resultado é necessário que a pessoa, a tratar, se transforme, alterando seu padrão vibratório, caso contrário tudo vai permanecer igual.
Costumamos dar um exemplo.
Se nos aparece um irmão com problemas de álcool, lógico que ele trará à sua volta desencarnados com o mesmo vício. Nós tratamos, na desobsessão, libertando-o daqueles irmãos em desequilibrio e ele fica livre. Mas se a seguir ele voltar à taberna para beber uns copos logo outros o irão envolver, não há forma de o libertar por muito que possamos fazer. Mas verifiquemos que nada se perde. Pelo menos ele serviu de veículo para aqueles que podemos ajudar.
Por isso o factor principal da doutrina ser a transformação do homem.

Sobre a crítica, que referes, não o entendi como tal. Por vezes é mais a forma como nos exprimimos. E aí devemos ter algum cuidado para que aqueles que nos lêm não pensem que não existem outras formas de proceder, igualmente correctas, dentro da doutrina.
Continuo sempre dizendo. Dentro do trabalho mediunico é necessário ousar, mas para ousar é necessário saber. Ninguém deve fazer porque ouviu dizer ou porque viu fazer. Desta forma, certamente, irá ter muitas surpresas. Na dúvida é melhor não fazer, como nos ensinou Kardec.

Atlante
 
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 05 de Abril de 2009, 17:30
Elsamar,

As utopias que funcionam bem no papel, na realidade costumam gerar grandes tiranias, é bem certo. Mas, sem entrarmos em debate sobre sistemas de governo, esse ideal da anarquia cristã, da anarquia responsável em que cada um sabe o seu lugar e há disciplina ditada pela consciência e não por ordens, esse ideal, podemos pô-lo em prática no centro espírita. Não temos hierarquias, sacerdotes, sumo-sacerdotes,m chefes, etc..

Veja-se a autoridade natural de Jesus, que nunca se assumiu como chefe religioso, líder de uma organização terrena (nem prescreveu tal coisa) mas era reconhecido como líder espiritual.


Completamente de acordo, Mário. ;)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Luizahelena em 05 de Abril de 2009, 18:02
Que tema ótima e oportuno Mário!

Que Deus te abençoe e o inspire sempre para inspirar e incentivar as pessoas ao seu redor para o estudo e para empreendimentos espirituais.

Daqui há 10 dias iniciarei em meu lar um grupo de estudos com meus familiares que precisam de um curso Básico de Espiritismo. Estou pensando em utilizar o ESDE (Estudo Sistmatizado da Doutrina Espírita) conhece? É um trabalho da Federação Espírita Brasileira.
Gostaria de sugerir também um programa onde vejo explanações espíritas e podem ser adiquiridos no site: programatransicao.tv.br

Abraços a todos e muita paz!

Luiza.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Jeanne em 05 de Abril de 2009, 19:21
Olá! Boa tarde!

Lendo as mensagens deixadas pude perceber o quanto há de comum e único nas palavras das pessoas que frequentam esse fórum. Quanto à uma questão deixada por uma companheira quanto à fragmentação da doutrina espírita criando diferentes concepções da mesma mensagem, como ocorre com outras religiões eu tenho um comentário:

No centro que frequento isso já foi tema de um debate e o que mais foi mencionado pelos presentes é a importância de se praticar os ensinamentos recebidos, que são universais, por exemplo: "Amar ao próximo como a si mesmo".

Eu acho que a grande importância em não deixar isso acontecer vem do fato e não criar, como foi citado, atritos e referências dentro da doutrina espírita. Mas creio que se cada um que frequentar um Centro se dispor a praticar sem interesse e sem querer ganho ou prestígio pessoal a sua filosofia será mantida e esta só terá a crescer em cada lugar.

O interessante é perceber que esse fato de ter uma doutrina que siga seu caminho sem fundar diferentes correntes pelo que me parece não acontece com frequência. Um exemplo é saber que aqui no Brasil temos uma Federação Espírita Brasileira que difunde a doutrina para quem queira conhecer. E pelo que estou vendo Portugal segue esse exemplo, pois estamos trocando informações que se completam, mostrando essa unicidade de informações.

Quanto ao power point disponibilizado achei-o a síntese do que deve representar um Centro Espírita: ele deve ser um local de estudo, conhecimento, auxílio ao próximo e oração e não um local desvirtuado da realidade que o cerca.

Abraços a todos!!! :D
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: sophiearvor em 05 de Abril de 2009, 19:58
Boa tarde a todos!
Leio este fórum há algum tempo, mas só hoje senti necessidade de participar.

Felicito o autor do tópico pelo tema que aqui nos trouxe e confesso que a leitura das várias participações levou-me a sentir vontade de criar um grupo de estudo e oração, pequeno mas harmonizado. 

Não há acasos e este deve ter sido o "toque" de que necessitava para isso pois ferquento um centro espírita em que não se vive a Doutrina Espírita.  As disputas pessoais entre os membros que dirigem o espaço, a falta de respeito entre as pessoas e a ânsia de poder e promoção pessoal estão a deitar por terra os bons propósitos que, acreditava, presidiam aquele espaço.  A discórdia e a tensão estão presentes até nas palestras, em que os expositores aproveitam a oportunidade para se degladiarem, ainda que de forma encoberta e para medirem forças e poderes.

Então, deixemos os "grandes"  nos seus castelos e combates e sigamos com Jesus pelos nossos pés.

Muito obrigada pela luz que fizeram no meu caminho!


Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 05 de Abril de 2009, 22:04
Olá amigos,

Obrigado pelas palavras de apreço. Este estudo está a decorrer bem, devido à harmonia que todos aqui trazem, contribuindo para a partilha de opiniões e experiências.

Diz a sophiearvor que no centro que frequenta deixou de haver harmonia.
Não adianta querermos calar os problemas em nome da falsa paz. Somos todos Espíritos em provação, e ainda não conseguimos matar em nós o egoísmo e o autoritarismo. É um facto o que a nossa companheira diz.
Em todas as sociedades humanas há discórdias periódicas, mas por vezes o ambiente degrada-se a um ponto em que dificilmente há retorno. A nossa intenção com este estudo foi precisamente chamar a atenção para que, asim como há divórcio para acabar com casamentos infelizes, cada um de nós é livre de abandonar um centro e iniciar um pequeno grupo.

É que são muitos os que lamentam não ter centro nas proximidades, ou este funcionar mal.

A propósito, o Carlos Ribeiro lançou aí um apelo, pedindo voluntários para um grupo de estudos espíritas, ninguém se aventura? :)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 05 de Abril de 2009, 22:12
O Atlante aflora aí uma questão interessante, que é a do excesso de voluntarismo de alguns centros espíritas.

No caso da pessoa que bebe, por exemplo, como ele muito bem refere, de pouco adianta o trabalho de desobssessão se o paciente não se comprometer com a sua reforma íntima. São encaminhados os Espíritos que o levam a beber. Entretanto, ele continua a frequentar as tabernas e outros tomam o seu lugar.

Há centros em que comparecem os familiares do alcoólico (do ladrão, do falsário, do toxicodependente, etc.) e pedem ajuda por ele. Realiza-se o trabalho de desobssessão, a pessoa anda bem uns dias, e tudo volta ao início.

Mais ainda: hé centros que, na melhor das intenções, ficam com o contacto de quem pediu ajuda, e depois remetem pelo correio "a resposta"! E lá segue a cartinha: "Era Fulano e Cicrano que o levavam a beber, mas agora está tudo resolvido, foram recolhidos, etc.".

É uma maneira errada de trabalhar. A pessoa necessitada deve comparecer e deve colaborar activamente na sua própria recuperação - se quiser! Se não quiser, paciência!

O que não pode ser é os trabalhadores do centro gastarem as suas energias, tirarem ao convívio familiar e ao repouso, tirarem do seu bolso para pagarem as deslocações ao centro, e irem trabalhar para alguém que "não está nem aí" para as suas próprias melhoras.

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: sophiearvor em 05 de Abril de 2009, 23:19
Concordo com o que diz, Mário.  Bem, nos  dizem, no Evangelho, para não violentarmos nenhuma consciência e isso começa pela nossa.  O centro espírita é um local para estarmos em harmonia e não o contrário.

Se Paços de Ferreira fosse mais perto de Lisboa, aventurara-me-ia ao convite do Carlos Ribeiro.

Aproveito e deixo igual convite:  quem quer criar um grupo para vivermos o Evangelho com alegria e simplicidade, com coração bom e justo?`

Boa noite a todos!

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: moacir silva em 05 de Abril de 2009, 23:37
Meu Amigo Mário é com grande alegria que recebi a sua proposta e fico desde já á sua disposição para inicia-mos o seu trabalho.

Émuito importante sabermos um pouco do que é um Centro Espirita e tentarmos fazer a sua divulgaçao .

  Eu sou Manuel Altino e fico á espera de noticias suas meu amigo Mario.
 
    Sou de PORTO, mais concretamente de Vila Nova de Gaia


Meu prezado irmão Mário,

Sou um brasileiro do Rio de Janeiro, que começou a estudar o Espiritismo e cheguei a frequentar um Centro Espírita fabuloso. "Legionárias de Maria". Na velocidade em que vivemos, muitas vezes esquecemos do quanto é importante estarmos estudando e evoluindo.

Que Deus noa Abençôe.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 06 de Abril de 2009, 00:13
Amigo Taprobana,

Eu penso que não obstante, não existirem hierarquias, rituais, etc, no espiritismo, terá sempre de haver um dirigente nos centros espíritas, não para demonstrar o seu poder, mas porque é ele ou ela que está incumbido de pôr em prática as instruções da espiritualidade que assiste aquele centro.
Para que um centro espírita funcione bem é preciso que exista entre o grupo de mediuns muita cumplicidade, muita harmonia e parece-me que a anarquia não seria o melhor sistema de funcionamento.

Olá Elsamar!

Sabemos que o anarquismo é uma ideologia complexa, que eu não tive ainda tempo (oportunidade) para estudar de forma mais profunda, pelo que não tenho de momento competência para a ela me referir de outra forma que não o que esta simboliza no seu significado comummente adoptado, ou seja, de forma bastante parcial, fragmentária e incompleta, como sendo a ausência do estado onde cada um dos cidadãos tem a responsabilidade pela sua própria educação e consequente acção comunitária, onde de forma natural se assistiria à criação de uma nova estrutura social completamente igualitária, acreditando que a capacidade de organização é um atributo inato, onde o exercício da liberdade vai para além da ideológica entrando no campo da própria acção sem que haja lugar a qualquer forma de autoridade.

Esta bom de ver, pelos motivos já reflectidos aqui (http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,14173.msg44574.html#msg44574 (http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,14173.msg44574.html#msg44574)) os resultados que traduziriam este tipo de solução ideológica, tendo em conta a caracterização evolutiva do Homem actual.

Pretendo de novo salvaguardar a possibilidade de o anarquismo se estudado de forma mais séria ou profunda, poder em si mesmo conter mecanismos que o tornem eventualmente menos utópico do que aquele que eu aqui defino e restrinjo. Não faço de momento ideia.

No entanto acredito que dentro de um determinado centro espírita, possa de facto ser possível a implantação desde ideal de liberdade e justiça, tendo em conta a elevação espiritual que caracteriza muitos daqueles que neles desenvolvem as suas actividades, antecipando a organização social que um dia será a nossa. O anarquismo parece ser uma eventual solução natural, quando cada um dos elementos que constituem uma sociedade é movido pelo sentimento do AMOR. Quantos dos nossos lares, quantas das nossas famílias têm já o privilégio de serem anarquistas dentro das paredes que delimitam o seu seio de AMOR fraternal?

Um abraço amiga!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Joao Carlos Policante em 06 de Abril de 2009, 00:18
Caros amigos,

Sou de Sao Pedro do Ivai, Parana, Brasil e em minha cidade não tem centro espirita. as informacoes que consegui foi por intermedio da literatura e internet. tenho a impressao que o centro espirita esta se transformando em uma ceita religiosa. Inclusive louvo algumas açoes no sentido de deixar livre na internet literaturas e artigos para a instrução daqueles que nao tem o costume de comprar conhecimento. Penso que deveriamos agir como missionarios buscando divulgar aos quatros cantos que querem ouvir ou nao o avanco do crsitianismo obtido com o conhecimento espirita.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Myriam em 06 de Abril de 2009, 00:55

Sou nova no grupo. Presido um Centro Espírita em uma cidade do interior de SP, Brasil. Concordo com a colocação de que talvez o trabalho mais importante do Centro seja o acolhimento e o atendimento fraterno, que realizamos em nossa Casa. Sempre esperamos as pessoas à entrada, nos dias de trabalhos públicos, e as cumprimentamos com um sorriso, perguntando como vão. Em todos os dias de trabalhos públicos temos senhoras que fazem atendimento fraterno particularmente, pois, como foi dito, as pessoas nos procuram sempre com problemas, dor e confusão em suas mentes, necessitando antes de tudo de uma palavra amiga e fraterna. Essas entrevistadoras são pessoas de mais idade, com bastante tempo de doutrina, bom conhecimento da mesma e são pessoas equilibradas, que pelas leituras e experiência da vida têm facilidade de manter uma boa interação com os visitantes. Desde que começamos a dar ênfase a esse acolhimento fraterno, o Centro mudou, vieram mais pessoas e hoje fica sempre cheio. As pessoas se conhecem pelo nome, se abraçam e gostam de conversar umas com as outras antes e após os trabalhos, por se sentirem benvindas e aceitas na Casa. Quis colocar para todos nossa experiência no assunto, já que o assunto foi levantado. Se houver interesse, abordaremos outros temas. Um abraço fraterno a todos.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 06 de Abril de 2009, 00:59
Olá Mário, amigo!

O propósito filosófico do Taprobana, de "tentar armar a maior confusão possível", está bem na linha das suas atitudes filosóficas habituais, como a de se "retirar para reflectir" :) Esse aí, quando desencarnar, vai ser a alegria de muita reunião mediúnica, já pensaram nisso?

Bom… daqui até lá espero ter a oportunidade de cultivar uma personalidade mais séria, austera e credível de forma a poder ser levado a sério quando for chamado a “depor”.  :D

Quanto ao aparecimento de múltiplas correntes espiritualistas, é natural. Já deve haver perto de 3 mil e 400 denominações cristãs, e o Espiritismo seria primeira filosofia a não ter dissidentes?

Pois… de novo o eterno retorno… não há nada a fazer.

Pergunta também:

Que alternativa existe à estruturação, à organização, à dogmatização, à partidarização?

Estruturação e organização não devem matar a espontaniedade e a simplicidade. Dogmatização e partidarização, são altamente indesejáveis.

Pois são amigo… no entanto a partir do momento que existem várias correntes de espiritualistas, algumas delas insistindo em assumirem a identidade espírita, qualquer que seja a postura que um determinado centro assuma, está inevitavelmente assente em dogmas, ou seja princípios, e partidos, ou seja a defesa daquilo em que acredita como correcto. Tem necessidade de reafirmar os princípios da doutrina espírita para defender a sua identidade.

No Espiritismo não há hierarquias. A liderança deve ser um cargo, um serviço, como outro qualquer. Se o personalismo toma conta do centro, se o centro se torna campo de batalha entre facções agarradas ao "poder" ou desejosas de o "conquistar", aí estamos muito mal.

Em última análise, fracassadas as tentativas de reestabelecer a paz verdadeira (não a paz de fachada), considero que é melhor que quem não se afinize com a orientação da casa, saia, e forme outro grupo. No entanto, a saída de elemntos para formarem novo grupo, devia ser sempre ocasião de festa, e não de ressentimento e crispação.

Estás a ver Mário o aspecto prático da questão? … Mesmo entre beijos e abraços quando não há harmonização alguém tem de sair… e sai sempre o elo mais fraco… ou seja aquele que não detém o poder institucional. Esse grupo de “dissidentes” estarão na génese de novos entendimentos do mesmo… lá está… o eterno retorno que fez adoecer, enlouquecer o Zaratustra de que te falei à pouco… no lugar do AMOR surge sempre o ego como um valor superior à própria vida.

Um abraço amigo.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 06 de Abril de 2009, 01:07
Taprobana

Meu amigo não entendi onde queres chegar.
Sempre terá de haver quem coordene os diversos trabalhos, ou não?
Daí a confundir-se a coordenação com o dono de qualquer coisa vai uma grande distância.

Olá Atlante!

Penso que se te for possível dar uma vista de olhos nas minhas últimas duas intervenções talvez eu me tenha feito entender um pouco melhor. Caso contrário avisa que eu tento expressar estas ideias de forma diferente.

Um abraço, amigo.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 06 de Abril de 2009, 01:19
Elsamar,

As utopias que funcionam bem no papel, na realidade costumam gerar grandes tiranias, é bem certo. Mas, sem entrarmos em debate sobre sistemas de governo, esse ideal da anarquia cristã, da anarquia responsável em que cada um sabe o seu lugar e há disciplina ditada pela consciência e não por ordens, esse ideal, podemos pô-lo em prática no centro espírita. Não temos hierarquias, sacerdotes, sumo-sacerdotes,m chefes, etc..

Veja-se a autoridade natural de Jesus, que nunca se assumiu como chefe religioso, líder de uma organização terrena (nem prescreveu tal coisa) mas era reconhecido como líder espiritual.


Completamente de acordo, Mário. ;)

Eu também estou de acordo... Jesus, não é contestado. É aceite pela sua própria natureza de AMOR... o problema está é que mal ele vira as costas começa logo a briga entre nós.  :D

Penso que esse ideal da anarquia cristã que o Mário nos fala é talvez ainda um sonho… mesmo na maioria dos centros espíritas. No entanto só por ser vosso amigo já me sinto feliz... poder-mos falar acerca disso é já muito bom, não é?

Um abraço amigos!




Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Luizahelena em 06 de Abril de 2009, 04:46
Olá Mário e amigos do Forum;

Gostaria de partilhar com vocês uma reflexão sobre a Casa Espírita dar maior ênfase aos estudos para a famílias. Digo isto porque trabalhamos com atendimento fraterno, uma experiência enriquecedora para um trabalhador espírita, e vimos que quanto ao atendimento de famílias que possuem filhos que são dependentes químicos, homossexuais,  o acolhimento não é suficiente para auxiliar. Colocamos os nomes dos filhos e da família em reuniões mediúnicas e de desobsessão, fazemos vibrações para o lar, ouvimos o desabafo dos pais que sentem a estrutura familiar desmoronando, ainda mais quando são filhos que foram evangelizados, os pais são trabalhadores da casa, consultaram uma psicóloga espírita e mesmo assim se viram desorientados quanto a convivência com o dependente no lar, foi difícil mudar posturas dentro do lar, mesmo quando ainda são iniciantes e só utilizam a maconha. Percebi que a casa já não possuia mais recursos para ajudá-los no dia-a-dia, condoídos que ficamos em ver seus esforços e sofrimentos e sugerimos através do atendimento fraterno que fosse buscar ajuda em local específico de tratamento da família e dependente químico para ver se conseguiam o auxílio necessário. E assim foi feito. Os pais receberam ajuda, viram casos iguais ou piores que o deles, houve troca de experiências, metas a cumprirem dentro do lar que os fortaleceram e o auxílio foi mais efetivo. A família não deixou de frequentar a Casa Espírita. Mas foi impressionante ver a mudança dos pais e a participação da família (irmãos) para lidarem com o problema.

O que quero trocar aqui com vocês nesse forum é se não precisamos criar algum tipo de trabalho, estudo, para os pais, jovens, fortalecendo a família e auxiliando mais efetivamente quando somos procurados por eles quanto ao uso de drogas, homossexualismo etc.? São problemas que sempre existiram mas não podemos deixar de ver que atualmente vem se agravando. Vi psícólogos dizerem que é o mal do século. Sabemos que a evangelização, o estudo do conhecimento espírita nos faz compreender as situações e que já se torna preventivo de muitos males, mas sentir uma experiência dessa natureza não é fácil para a família e só o conhecimento não auxilia a contento.

O que podem considerar sobre o assunto? Passaram por alguma experiência dessa na Casa Espírita dentro do atendimento fraterno? Já possuem algum trabalho ou estudo direcionado para esses problemas para que possamos adotar, divulgar e auxiliar?

Conto com a ajuda de voces para essa reflexão.

Abreijos;

Luiza.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 06 de Abril de 2009, 12:38
Amigo Taprobana,

Deixe que lhe tire o meu chapéu. Como se oi dizer, você não deixa os seus créditos por mãos alheias. :D :D
Eu acho que já percebi qual é a sua inquietação, que também é a minha.

O anarquismo parece ser uma eventual solução natural, quando cada um dos elementos que constituem uma sociedade é movido pelo sentimento do AMOR.

Aí está o cerne da questão. O ideal será que um dia exista uma anarquia UNIVERSAL, mas não acredito muito. Para isso seria necessário que todos os espíritos estivessem no mesmo patamar de evolução e que esse patamar fosse já bastante elevado.

Eu frequento um centro espírita, primeiro, porque acredito que esta doutrina me pode dar as respostas para as minhas inquietações, segundo, porque estou a fazer o curso básico do espiritismo, terceiro, porque me sinto lá muito bem e quando saio, venho com as minhas energias renovadas para mais uma semana e quarto porque vou fazendo alguma caridade integrando os grupos de assistência aos sem abrigo e famílias desfavorecidas.
Respeito as regras do centro, no entanto sou livre. O meu único compromisso é com Deus, Jesus e com a minha consciência.
Se eu chegar ao fim de cada dia com a minha consciência tranquila, então eu sei que DEUS E JESUS estão comigo e durmo tranquila. Isso a mim basta-me.

Tudo tem um momento certo para acontecer e as respostas vão chegando quando é o momento. ;)

Um abraço amigo e fique em PAZ!

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 06 de Abril de 2009, 17:52
Gratos ao Moacyr, do Rio de Janeiro, que veio dar testemunho do seu centro, "Legionárias de Maria".

Também ao Joao Carlos Policante, que nos vem chamar a atenção para o papel da Internet na divulgação do Espiritismo. Muitas vezes eu imagino o que Allan Kardec teria feito com este meio de comunicação... Não nos sentimos sozinhos, como o João Carlos diz. Mesmo se não tivermos centro espírita na nossa cidade, nem amigos para iniciar um, temos a Internet, com fóruns, salas de estudo, e sites com textos de qualidade e orientações diversas.

A Myriam, do Estado de São Paulo, Brasil, chama a atenção para a importância dos dias de palestra e atendimento fraterno. São dias em que o centro pulsa, de vida e fraternidade. Todos os trabalhadores devem fazer o possível por estar presentes no "dia grande" do centro, quando as portas são abertas para palestra, passe, atendimento. Nesses dias, o convívio aproxima a comunidade dos trabalhadores e frequentadores, e é mais fácil "tomar o pulso" ao bom andamento das actividades. os dirigentes não devem estar nos gabinetes. Devem estar no meio dos frequentadores, porque na verdade todos somos iguais, apenas desempenhamos papéis diferentes, temporariamente.

Essa atitude também ajuda a desfazer o endeusamento dos dirigentes e dos médiuns. TODOS são importantes para o andamento do centro. A gente olha para o dirigente, ou para o palestrante, que toma a palavra, e somos levados a pensar que são "mais importantes". Não sonhamos, todavia, o contributo que está a dar o irmão discreto que se senta na sua cadeirinha e doa o melhor de si, as suas vibrações de amor ao próximo, o seu esforço sincero de auto-aprimoramento.
Quantos Espíritos ali levados são tocados pela vibração sincera desse irmão anónimo? Quantos tratamentos são feitos com os fluidos doados por esse irmão, sem que ninguém, nem mesmo ele, saibam?...

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: manuel em 07 de Abril de 2009, 00:55
Não irei agora reflectir sobre este estudo. Fá-lo-ei brevemente. Vou pedir ao Mário para, se possível, comentar as mensagens de LuizaHelena e de Elsamar que antecedem.
Para todos agradeço a reflexão que fazem.
Muita paz.
Manuel
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: ibraim em 07 de Abril de 2009, 15:31
Ola...amigo..gostei de seus comentarios e li sua apresentacao, estou a disposicao para comecar um trabalho para estarmos aprendendo muito juntos.
Ibraim - São Paulo - Osasco - Brasil
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 07 de Abril de 2009, 18:53
Olá amigos,

O estudo está ser bem interessante, de modo que vou tendo dificuldade em acompanhar o vosso ritmo, tal é a qualidade dos testemunhos e das ideias aqui expressas.

A Daniela Lopes (mensagem#105) fala da sua experiência na criação de um grupo espírita, e chama a atenção para que as intuições do plano superior chegam a pouco e pouco. Não são só as sintonias terrenas que têm que se ir conseguindo a pouco e pouco. O trabalho dos irmãos desencarnados é intenso e precisa de tempo.

O estudo da Codificação é uma tarefa para anos, um estudo constante. Para o curso básico, ou no Brasil o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (como já alguém aqui referiu), O Livro dos Espíritos é essencial.
No aperfeiçoamento moral, e na oração, O Evangelho Segundo o Espiritismo são companhia permanente.
No estudo e educação da mediunidade, O Livro dos Médiuns é a obra a estudar, por excelência.

Mas no trabalho corrente do centro, resulta muito bem a constituição de grupos de estudo para aprofundar essas obras e os importantíssimos O Céu e o Inferno e A Génese.

Esses grupos de estudo dão oportunidade de trabalho e aperfeiçoamento para quem os frequenta e para quem os ministra. E é aconselhável ir-se descentralizando tarefas, para não serem sempre os mesmos trabalhadores a ficarem, por exemplo, com os cursos. Assim, novos trabalhadores vão ganhando experiência. Sempre em equipa, para se evitar ao máximo os erros.

Uma encarnação não chega, diz a Daniela, para estudar as cinco obras básicas; mas vai-se adiantando serviço... :)

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 07 de Abril de 2009, 19:18
Olá Luizahelena,

A questão da homossexualidade, a meu ver, é que ainda vivemos na ressaca de uma atitude muito hostil para com essa orientação sexual. Conheço uma quantidade considerável de casais e de pessoas homossexuais, e não me parece que sejam mais desequilibradas do que as outras pessoas. O que a Ciência diz, na actualidade, é que a homossexualidade é uma característica, e não uma "anormalidade".

Ainda assim, é uma situação que requer, por vezes, apoio, pois a pessoa que descobre que tem essa orientação pode sentir-se rejeitada, a respectiva família pode ficar desorientada, etc..

A dependência de drogas, seja ela psicológica como no caso da maconha, ou física, como no caso do álcool ou da heroína, é todo um outro mundo... é muitíssimo difícil, para quem está fortemente agarrado a esse vício, modificar-se. O melhor remédio é a prevenção, e, para as drogas como para outros problemas (medos, superstições, egoísmo, ignorância, agressividade), a evangelização infantil e juvenil é um serviço de valor inestimável.

Da minha experiência, posso afirmar que as crianças e os jovens que passam pela evangelização infanto-juvenil, tornam-se pessoas mais seguras, com valores humanos mais sólidos, com carácter nobre. Podem não vir a ser espíritas (o objectivo não é esse), mas serão bons cidadãos...

De pouco serve levar um jovem ao grupo juvenil espírita na esperança de que se produza o "milagre". Quando os problemas já ganharam uma certa dimensão, quer no caso dos jovens, quer no caso dos adultos, muitas vezes é necessária a ajuda especializada, como refere.

A dependência química é um desses casos. As mais das vezes já é tarde para o problema ser resolvido apenas com a força de vontade da pessoa em questão (partindo do princípio de que existe essa força). Então é necessário lutar em três frentes: a Medicina, a espiritualidade e o esforço da pessoa em questão. Sem esses três componentes, nada feito...

Já vai sendo habitual que médicos e psicólogos aconselhem os seus pacientes a recorrer a um centro espírita (foi, por exemplo, o meu caso). Também nós devemos fazer o mesmo. Trabalhando de mãos dadas com a Medicina, conseguiremos melhores resultados. E não esqueçamos que há casos de pessoas que vão ao centro espírita e o seu problema é exclusivamente do âmbito médico. Como há pessoas que vão ao médico julgando-se doentes, e afinal os seus problemas não são do âmbito da Medicina.

Exemplos clássicos: há pessoas que aparecem num centro espírita e que afirmam que são médiuns ostensivos. Em alguns casos não é assim. Podem estar acontas com um problema psiquiátrico.

Noutros casos, são pessoas que andam no médico porque têm sensações "anormais", o médico, se é materialista, diz que é "dos nervos" e enche a pessoa de sedativos, e afinal o que se passa com a pessoa são normalíssimos fenómenos mediúnicos.

É preciso muita perspicácia e bom-senso para fazer atendimento, de modo a que estes casos possam ser encaminhados da melhor forma.

Em Portugal já existem três associações de médicos e psicólogos espíritas. No Brasil há até hospitais espíritas, exemplo que esperamos venha a propagar-se. Nos hospitais espíritas, a par com o tratamento clínico, ministra-se tratamento espiritual (passe, fluidoterapia, oração, estudo).

M.

Post-Scriptum: Manuel e Ibraim, sejam bem-vindos a este estudo.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Victor Passos em 07 de Abril de 2009, 20:14
Ola bons companheiros
 muita paz em vosso coração


     Meus amigos penso que está a existir aqui um equivoco, em relação ao funcionamento dum Grupo de trabalho , de estudo ou Centro Espirita!  Não existem organizações Anarquistas que sejam sociavéis, mas pelo contrário, se num Centro Espirita vivessemos, numa narquia , ninguém se entendia, tudo queria suplantyar o outro e a tendência da evolução é viver em Comunidade , em sociedade, respeitando e sendo respeitado...amar e ser amado...
    Ora se vamos pelo caminho da anarquia é dar força ao egoismo e orgulho exacerbado...perdoem os irmãos , mas é a minha opinião...
   Quero também dizer que estamos falando em criar Centros espiritas, mas atenção, construir um Centro Espirita, não é escolher o time em que podemos jogar!?
 É uma tomada de decisão que se quer muito seria...concisa...disciplinada...porque a quantidade não importa, mas a qualidade dos intervenientes, na sua aplicação, na sua vontade, no seu querer e entendimento, porque todos sabemos que somos seres individuais, que vamos lidar com formas de pensar diferentes, por isso tem que haver desde logo, uma orientação no sentido da tolerância mutua, muita renuncia, e acima de tudo entender que a tomada da decisão é um acto sério...

      Muita paz companheiros
   Parabens Mário,não esperava outra coisa de ti, estás á altura do estudo...grato

VICTOR PASSOS
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: akenatom em 07 de Abril de 2009, 20:37
Mário,
Que a Paz de Deus esteja entre vós.

Este tema está frutífero,( excelentes frutos) continue firme meu irmão.
Que estes frutos se multipliquem, as sementes estão sendo aqui semeadas.
Que os terrenos sejam férteis e as acolham.
Um abraço especial para vc.

Luiza, Atlante, Elsamar, Manuel querido amigo,Taprobana (ativíssimo nestes diálogos), irmãos amados,( leio cada palavra postada por vocês)

Passei rapidamente para ler os depoimentos, para não passar em branco , deixo um trechinho desta obra que tanto amo e com a qual aprendo : O Livro dos Médiuns.

Para complementar a afirmação de nosso amigo Mário:
"Esses grupos de estudo dão oportunidade de trabalho e aperfeiçoamento para quem os frequenta e para quem os ministra." ( Mario)
"Dizei, em vez disso, que as almas tiram de si mesmas a sua
felicidade ou a sua desgraça; que a sorte lhes está subordinada
ao estado moral; que a reunião das que se votam
mútua simpatia e são boas representa para elas uma fonte
de ventura; que, de acordo com o grau de purificação que
tenham alcançado, penetram e entrevêem coisas que almas
grosseiras não distinguem, e toda gente compreenderá
sem dificuldade. Dizei mais que as almas não atingem o
grau supremo, senão pelos esforços que façam por se melhorarem
e depois de uma série de provas adequadas à sua
purificação; que os anjos são almas que galgaram o último
grau da escala, grau que todas podem atingir, tendo boa
vontade; que os anjos são os mensageiros de Deus, encarregados
de velar pela execução de seus desígnios em todo o
Universo, que se sentem ditosos com o desempenho dessas
missões gloriosas, e lhes tereis dado à felicidade um fim
mais útil e mais atraente, do que fazendo-a consistir numa
contemplação perpétua, que não passaria de perpétua inutilidade.
Ora, essas almas que povoam o Espaço..."( Livro dos Médiuns)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 07 de Abril de 2009, 23:47
Olá Vitctor Passos, amigo!

Meus amigos penso que está a existir aqui um equivoco, em relação ao funcionamento dum Grupo de trabalho , de estudo ou Centro Espirita!  Não existem organizações Anarquistas que sejam sociavéis, mas pelo contrário, se num Centro Espirita vivessemos, numa narquia , ninguém se entendia, tudo queria suplantyar o outro e a tendência da evolução é viver em Comunidade , em sociedade, respeitando e sendo respeitado...amar e ser amado...
    Ora se vamos pelo caminho da anarquia é dar força ao egoismo e orgulho exacerbado...perdoem os irmãos , mas é a minha opinião...

Porquê?

Se puderes amigo e se isso te for agradável fazer, tendo em conta as reflexões que levei a cabo em relação a esta matéria e tendo em conta o significado de “anarquismo” segundo as definições expostas, em que tipo de razões está suportada esta tua afirmação ?

Um abraço amigo.

Post-Scriptum (imitando o Mário): Numa escolha de uma equipa de futebol os atributos enumerados também têm de estar presentes nos atletas… só assim se empata 2-2 em Manchester.  :D
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 08 de Abril de 2009, 00:40
Olá amigos,

Já os Espíritos da Codificação diziam que o nosso vocabulário terreno é curtinho para as ideias que por vezes há que exprimir. O termo "anarquia", vulgarmente designa o caos, a desorganização. Para os anarquistas, o termo designa uma sociedade que teoricamente funcionaria bem, sem a necessidade de repressão.

Dizem-nos os Espíritos, que em mundos mais evoluídos que a Terra, cada habitante sabe o seu lugar e conhece as suas tarefas, acatando de bom grado as indicações dos que sabem mais, ciente de que são para o bem comum. É mais ou menos esse o clima ideal de um centro espírita. Poderemos chamar-lhe anarquia, mas, é claro, apenas no sentido positivo e filosófico do termo.

A autoridade, no centro espírita, é a autoridade de que cada um é investido nas suas tarefas. Cada um tem as suas responsabilidades, e desempenha as suas tarefas, sem ser necessário "mandar" em ninguém nem ser "mandado" por ninguém. É uma equipa, em que cada um sabe o seu posto. Tal como acontece com os nossos Guias, que nos guiam, se o permitirmos, mas não mandam em nós, nem fazem o trabalho que nos compete.

Esta questão dos Guias, os de cada um de nós e os do centro, é algo de que devemos estar cientes. A equipa encarnada de um centro espírita é uma pequena e modesta parte. Quem supervisiona as actividades são os Bons Espíritos.

Não quero dizer com isto que vamos consultar os Guias por via mediúnica para a tomada de decisões. Nem eles necessitam disso, nem é bom método de trabalho. Os Guias intuem-nos, sem ser absolutamente necessário sabermos quem eles são, pedirmos directrizes expressas, ou estarmos apreensivos com as decisões a tomar.

A fé - que Jesus disse que move montanhas - deve dar-nos a certeza de que os trabalhos são correctamente supervisionados pela Espiritualidade. Cada um tem que se preocupar apenas com o que está ao seu alcance e com o trabalho que lhe foi distribuído. O resto, deixamos nas mãos dos Guias, que é o mesmo que dizer, nas mãos de Deus.

Nenhum de nós é essencial. Allan Kardec não era essencial. Quando ele perguntou o que aconteceria se abandonasse a sua tarefa, os Espíritos responderam que muito simplesmente outro tomaria o seu lugar.
O trabalho que se faz num centro espírita é uma oportunidade de trabalho para nós, um modo de a Espiritualidade auxiliar os sofredores. Mas Deus não precisa de nós. Nós é que precisamos de Deus.

Acontece com todos nós, haver dias em que chegamos ao centro "de rastos", cansados, adoentados, mal dispostos. E, curiosamente, é nesses dias que as coisas correm melhor, que sentimos mais a mão dos Espíritos a ajudar-nos. Creio que é um aviso de que não nos devemos preocupar. Tal como os lírios do campo e as aves dos céus não se preocupam, e não lhes falta o vestuário nem o alimento...

Sentido de responsabilidade, trabalho, entrega, tudo isso devemos providenciar. Mas nem a nossa excessiva preocupação ajuda em nada, nem devemos ter a ilusão de que a responsabilidade pesa em exclusivo nas nossas costas. Somos ajudantes bem modestos dos Bons Espíritos. Não somos insubstituíveis. Então descansemos, que a cada dia sua preocupação. Tenhamos noção da nossa pequenez. E tenhamos total confiança na equipa espiritual e total fé em Deus, como Jesus nos ensinou.

Mário


Post-Sriptum: Já me esquecia... Parabéns, Taprobana, seu dragão!!! :)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: J.C. em 08 de Abril de 2009, 02:50
OLA A TODOS,

Se a alguem interessar revejam o topico que abri antes de ser banido,

em Artigos Espiritas

CENTRO ESPÍRITA - PRA QUE ? POR QUE ?

http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,12703.0.html (http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,12703.0.html)

Acho que é este o link .

Mais tarde volto aqui dar meus testemunhos e opiniões, com a vossa permissão .

MT LUZ AMOR E ENTENDIMENTO A TODOS

JC
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: orarevigiar em 08 de Abril de 2009, 09:53
Bom dia a todos!

Estou a gostar muito deste tópico. 

O Mário tocou num aspecto fundamental, para mim: no centro espírita devemos estar disponíveis para servir.  A tarefa é a necessária e segundo as nossas capacidades e possibilidades.

O centro espírita não deve ser local de disputas, mas de equilíbrio e harmonia.  Contudo, imperfeitos que somos, por agora, nem sempre as convivências são  fáceis.  É aí que não devemos perder de vista o verdadeiro objectivo do nosso compromisso, sem conivências incoerentes, mas com uma visão maior.

Saudações fraternas!

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 08 de Abril de 2009, 11:21
Olá J.C.,

Foi banido? Mas está a escrever aqui... O que interessa é que está, e por isso, venham essas reflexões.

Olá orarevigiar,

Toca num ponto muito importante, pois é por aí que muitos grupos espíritas cedem.

Quando conhecemos a filosofia espírita, temos, naturalmente, vontade de fazer mais e melhor. Lemos belas páginas escritas por Espíritos superiores, estudamos o Evangelho de Jesus de uma perspectiva mais madura, captamos-lhe as nuances e admiramos a personalidade do Mestre. É o nosso modelo moral, e queremos imitá-lo.

Contudo, como estamos ainda muito distantes desses excelsos exemplos, frequentemente caímos no desânimo. Quando temos uma falha, um deslize, achamos que estamos a dificultar o trabalho aos outros, que não estamos à altura, e vem o sentimento de culpa.

Muitos de nós, frequentámos religiões que cultivavam a ideia do pecado, da culpa, da penitência. Também aí precisamos de reforma íntima, para nos aceitarmos como somos, e aprendermos que quedas todos as temos. Precisamos aprender a perdoar a nós mesmos, pois geralmente somos muito benévolos para com os outros e implacáveis para nós mesmos.

É natural que a nossa consciência nos acuse, de cada vez que erramos. Mas a resposta deve ser trabalhar para que tal aconteça menos vezes. Os Espíritos que nos são ainda menos simpáticos usam muitas vezes os nossos sentimentos de culpa, e a ideia de que "não prestamos", para nos afastarem do centro.

M.


Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: SB em 08 de Abril de 2009, 13:04
Ola,
Devo dizer em primeiro que não frequento um Centro Espirita especifico, porque nunca me senti afinizada por nenhum dos Centros que ate hoje já visitei, e pelo seu sistema, mas não encarem isso em sentido negativo, sou eu, não os centros espíritas.

Frequento alguns não propriamente para fazer cursos actualmente, não para ir ao passe, porque não sinto necessidade e não retiro por isso o lugar de outro irmão.
Mas para visitar alguns amigos que fui fazendo com o decorrer do tempo dos meus estudos espiritas, vou ouvir palestras, esclarecer-me, porque o esclarecimento é constante.

Admiro bastante todo o trabalho desenvolvido e realizado por todos.
Já fui convidada para ter tarefas nalguns, nunca aceitei.

Mesmo que eu não seja ou não sinta afinidade naquele ou outro Centro. A minha necessidade de sentir afinidade não se sobrepõem á admiração e consideração que tenho por  todos sem excepção, que merecem pela vontade e empenho que tem nas tarefas de um Centro Espirita. Respeito-os muitíssimo!

Como a amizade sempre foi crescendo ao longo destes anos por alguns tarefistas de alguns Centros, sempre pude contar com a ajuda no decurso da minha vida no intuito do Estudo.
Raramente pedi ajuda para resolver os meus problemas, porque cedo assumi e consegui perceber que de mim dependia. Que o esforço e concretização á evolução do meu espírito teria que vir de dentro do que sou, e aprimorar-me perante a dificuldade.

Com muita vontade sempre vou conseguindo ao que me proponho diariamente.

Mas neste percurso logo de inicio o meu amigo Lucas que muitos aqui também conhecem, sempre me encorajou e formar o tal “grupo Espirita”

Passava pelos conselhos que o primeiro texto do Mário embarga.

E também eu sempre me julgava inferior a tantos outros. Pensando que não tinha tais capacidades…

Com o passar do tempo fui percebendo que afinal o nosso conhecimento não depende do tempo que conhecemos nesta vida o Espiritismo ou a Doutrina. Depende de todas as vidas, da experiencia e da evolução moral a que nos encontramos.

Hoje um espírito que descobre o Espiritismo pode estar mais apto a formar outros que o que pode ter andado a estudar uma vida inteira o Espiritismo.

O conhecimento que se encontra conosco é imenso, e necessitamos de explorar a nossa capacidade para compreendermos que a ignorância não é um dado adquirido, mas ao contrario o esclarecimento é fruto de tantas vidas vividas, que não sabemos hoje quantas foram.

Certo é que a humildade carece do amor, e por isso compreendemos ou eu compreendo primeiro que todo aquele que se entrega em amor e no amor, tem capacidades então para formar um “grupo Espirita”, um ou muitos.  :)

E foi nesse amor que sempre me foi dado a oportunidade de fazer amigos, ofertar o que tenho dentro! Explicando aquando me são feitas questões ou dar forças quando me mostram da falta de confiança em si, deixando plasmar a boa intenção dos conhecimentose vivencia com que vou ficando, emanando, vibrando amor.

E assim, um dia dei por mim a perceber que, afinal tenho vários “grupos Espiritas”, onde uns se dizem católicos, outros ateus, ainda outros não sabem bem…alguns acabam por se dedicar ao espiritismo de corpo e alma, percebem que podem-se ajudar a esclarecer-se, outros nem por isso, mas a mim nao me faz qualquer diferença.

O meu mais recente “grupo Espirita” que me “fascina” (porque aprendo imenso com eles e tudo o que ativa a minha mente me "fascina") é o grupo de amigos da minha filha que sempre que podem vão lá a casa lanchar e ouvir falar sobre os espíritos ;)

Posso-vos dizer que sou muito feliz com a tarefa de criar mts “grupos Espiritas” e de os ver percorrer o seu caminho, de mim tento dar-lhes sempre a visão dos vários caminhos e respeito-os a todos, tenho certezas que faço amigos, uma enorme família …é muito bom!



 :)  :-*
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: SB em 08 de Abril de 2009, 13:49
Carreguei no ENTER ounao sei...a mensagem ficou sem uma ultima conclusão, fui almoçar e aqui retorno, com a conclusão....  :P


Interessa passar aqui uma unica mensagem, que independemente do tamanho ou responsabilidade do "grupo Espirita" deve-se entender que o professor deve saber-se integrar no lugar do aluno, e o aluno no do professor, a aprendizagem é de todos e deve ser constante   ;)

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: orarevigiar em 08 de Abril de 2009, 14:22


Boa tarde!

Como o Mário bem nos refere, a culpa não é nossa boa companheira. As expiações não somos nós quem as define e cumpre-nos apenas, por isso, tomar consciência das consequências e preveni-las, no futuro, mas de forma construtiva.  Gosto do que Emmanuel nos diz, sobre isso, em "Pensamento e Vida".


SB fala num aspecto que me parece muito significativo retermos na nossa sensibilidade: a antiguidade na Doutrina, nem sempre se circunscreve à que sabemos da presente existência.  Uma avaliação feita segundo este princípio corre o risco de ser distante da realidade.  Importa que nos reconheçamos e nos reconheçam espíritas.  Desde quando?  Não o sabemos...  por agora.


Quanto ao frequentar ou não centros espíritas, quando as afinidades acontecem, acabamos por percebê-las.  Mas convem que  estejamos preparados para as naturais dificuldades, pois elas são uma realidade, mais cedo ou mais tarde.  Depois, como noutros aspectos da vida, uns afectos prosperam, outros não.  É que é também aí que vamos encontar mais um "laboratório" pessoal.

Saudações fraternas!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Luizahelena em 08 de Abril de 2009, 14:52
Citar
A autoridade, no centro espírita, é a autoridade de que cada um é investido nas suas tarefas. Cada um tem as suas responsabilidades, e desempenha as suas tarefas, sem ser necessário "mandar" em ninguém nem ser "mandado" por ninguém. É uma equipa, em que cada um sabe o seu posto. Tal como acontece com os nossos Guias, que nos guiam, se o permitirmos, mas não mandam em nós, nem fazem o trabalho que nos compete.

Achei excelente sua colocação Mário!

O comprometimento com a Doutrina, com o nosso esforço por melhorarmos, com a contribuição de dar oportunidades para outros melhorarem e o comprometimento com a seara de Jesus nos fazem autoridade dentro da casa espírita. Autoridade de amar, sustentar, preocupar-se, instruir e atender às necessidades existentes. E no futuro possuiremos a autoridade moral como Jesus. O dirigente desempenha um papel na hierarquia das casas espíritas que é necessário ter mas é tanto quanto necessitado como nós.

Abreijos;
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 08 de Abril de 2009, 15:56

O meu mais recente “grupo Espirita” que me “fascina” (porque aprendo imenso com eles e tudo o que ativa a minha mente me "fascina") é o grupo de amigos da minha filha que sempre que podem vão lá a casa lanchar e ouvir falar sobre os espíritos ;)


Linda Susana,

Tocaste num ponto tão importante: as crianças.
Tão ou mais importante do que o nosso aprendizado é não descurar a evangelização das crianças e com isto não quero dizer que as crianças devam frequentar um centro espírita obrigatóriamente, mas é fundamental ir-lhes incutindo toda a moral, todos os ensinamentos do nosso Querido Jesus.

 :-* :-*
Título: "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: nelsonmt em 08 de Abril de 2009, 17:09
[Amigos do Forum,


Saúdo a todos que se propõe a aprender ensinando.
Formar um grupo é abrir a porta, aprender praticando.

Tenha uma proposta honesta. Seja sincero.


Nosssa experiencia:

Por falta de espaço, e local começamos nosso atual grupo sob um pé de Jatobá, no meio de um campo. Bancos toscos de madeira, fincados no chão de terra. 12 km da cidade. Não pedimos recursos, ou fizemos projetos de construção. Fizemos apenas a proposta de servir a Jesus e amadurecer espiritualmente.

Não temos uma sede. Semanalmente, vamos de casa em casa do grupo, estudando e aprendendo como irmãos, lendo o evangelho e as obras espíritas. Somos poucos, mas desejamos uma encarnação proveitosa e vitoriosa para todos. Trabalhamos conceitos e discutimos casos.

Nossas reuniões mediúnicas e assistenciais, durante muito tempo foram sob o pé de Jatobá, naquele campo. Luz de lampião. A frequencia, o inicio foi mensal, depois quinzenal. Se chovia, transferíamos.

Procuramos retirar todo o problema da questão financeira, da mente das pessoas. Não há contribuições fixas, mas espontaneas, sem nenhuma cobrança. Cada um pode ver o que esta faltando e desejar repor, se puder. Aceitamos o que cada dia nos dá. Estar em grupo, e servir, é uma obra coletiva, de prestar serviço a Jesus. Reunir por amor e boa vontade. Só isso na mente.

Hoje temos um espaço cedido gratuitamente, para nossas reuniões mediunicas e assistenciais. Procuramos fazer o máximo com o mínimo, para que as pessoas possam se doar totalmente a Jesus.

Já são 8 anos do inicio desta proposta. E isto prova muita coisa.

Reuna-se apenas por amor a Jesus.
Deus proverá.[/b]

Um abraço fraterno,

Nelson
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Grazielly em 08 de Abril de 2009, 18:29
Obrigada Mário,
sua informação me foi de grande valia. Entrei em contato, inclusive falei com o Joca, só que ainda coloco muitos empecilhos para me inibir. Como disse estou iniciando, e ainda não consegui me libertar das algemas. Mas mesmo assim, muito obrigada pela atenção.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Tolomei em 08 de Abril de 2009, 19:58
existe muita informação sobre o assunto, e muitas obras. Recomendo a leitura de Viagem Espirita de 1862 - allan Kardec - um livro pouco conhecido aonde Kardec comenta muitos problemas interessantes. Outra pequena colaboração , as casas espíritas devem e são muito diversas nos objetivos e formas / caracterísiticas e trabalhos principais. Parece que acabam tendo uma finalidade diversa das outras ao redor , então acabam sendo complemantares umas as outras. Mas um coisa é comum e fundamental no início , e na manutenção : o estudo constante das obras de KArdec. Um Estudo Sistemático sério e organizado das obras de Kardec, vai gerar os melhores trabalhadores que darão sustentação e continuidade a obra! Se existem poucos trabalhadores no início, esta atividade deve ser bem cuidada, e de preferência contar sempre com a presença de todos. Parece um bom começo , e que cresça sempre! Abraços,
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: J.C. em 09 de Abril de 2009, 13:14
OLÁ A TODOS,
Se me permitirem vou deixar aqui meu depoimento, dentro da limitada permissão espiritual que me ofertaram a expor .

Falarei de inicio de algumas experiencias com centros espiritas, conheci muitos, em vários países, das mais diferentes formas, teor e prática, mas vou falar apenas de alguns que mais me impressionaram e que certamente vcs ou parte de vcs dirá '' ah mas isso NADA tem a ver com centro espirita '', e eu responderei SIM , dentro daquilo que se imagina ou mais popularmente se conhece de um Centro Espirita .

PARTE I

Há muitos anos atrás, viajando por Portugal, em Trás os Montes, mais precisamente por uma aldeia chamada Quintanilha, distrito de Bragança, conheci um senhor a quem chamavam de ''GUERRA'' (apelido popular), um senhor simples , pacato, de um coração e uma bondade singular, um tom de voz suave como seda, Catolico (como todos dizem ser nessas aldeias, para não dizer em quase todo Portugal, filho de padre, que tb não é raro em Portugal,  que já havia desencarnado há muitos anos. Este senhor, o GUERRA tinha nesta epoca algo em torno de 70 e poucos anos, e como já quase não podia cumprir as tarefas agrícolas, por problemas de saúde, passava boa parte do tempo na aldeia sentado sobre uma pedra grande á beira de um caminho principal que cortava a aldeia, e por onde passavam quase todas as pessoas que lá viviam ou apareciam, e certamente a todos este senhor pacato chamava a atenção para um cumprimento e posterior conversação, e a todos recebia com um sorriso meigo e contagiante, acolhedor nas palavras e no tom, e o que ele dizia e a forma como dizia levava ás pessoas a quem se dirigia ALGUM ENCANTAMENTO que, muitos ao sair de perto dele nem se lembravam das palavras que ele havia dito, mas sentiam uma tranquilidade e uma paz de espirito impressionante . Este senhor Catolico, por Tradição, não frequentava as missas da única Igreja local católica, era praticamente analfabeto, casado com uma senhora de idade parecida, conhecida como BEATA na aldeia de tanto que frequentava a igreja com culto ou sem culto, que temia o diabo, demonstrava mais o temor ao diabo do que o amor a DEUS . Enfim, este senhor que cativava jovens, idosos, bebados, doentes, turistas, moradores, enfim gente de toda a espécie, sempre sentado á beira do caminho sobre uma rocha que já tinha o formato de um assento de cadeira de tanto que ele lá sentava,
estava sempre disponivel a qq um que o procurasse, aqueles que o procuravam com fome, ele entrava em sua casa e sem que a esposa pudesse ver, pegava na cozinha algum pão e linguiça ou presunto e entregava aos famintos, aos doentes entregava um pedaço de papel de letra muito rudimentar onde constava o endereço de um amigo dele médico na cidade de Bragança, e que este tb atendia gratuitamente a quem necessitasse e não pudesse pagar ( apesar que muitos, vez ou outra, lá apareciam com uma galinha ou uma quantidade de trigo , como forma de agradecimento ). Áqueles que o procuravam para lamentar alguma tristeza ou desgosto, ouviam dele uma palavra de consolo, conforto, sempre com aquela voz suave . Além disto, ele tinha uma adega, como todo aldeão, a dele ficava fora da casa, onde guardava lá os presuntos, salpicões, chouriços, pão, queijo, azeitonas, etc . E este senhor sabendo que naquela epoca em que ainda não haviam bares-cafés abertos de noite, então deixava a porta sempre destrancada para que os jovens famintos ao voltarem de alguma festa de madrugada pudessem lá ir comer e matar a fome . Claro que a esposa dele ficava p.... da vida, mas ele reagia sempre com tanta paz que até mesmo uma pessoa energica como ela não conseguia alimentar a discussão com ele . Todos o adoravam, de crianças que paravam e ficavam como encantadas ouvindo suas histórias, até os mais idosos que o admiravam não só pelo conhecimento ms pelo comportamento, claro que muitos o invejavam e até ignoravam, mas mesmo isto o faziam por ADIMIRAÇÃO de verem alguem que eles ainda não conseguiam ser, mas sabiam que gostaria de ser como ELE. Enfim, muito mais poderia falar da vida dele, mas acabaria escrevendo um livro, mas fico por este depoimento, este foi o primeiro Centro Espirita que eu conheci DE VERDADE E COMO EXEMPLO . A máxima da caridade, nesta vida, com quem primeiro ou melhor tive exemplo para  aprender foi com este senhor conhecido como TIO GUERRA mas seu nome era '' AUGUSTO DOS ANJOS ''  , nome bem apropriado  '' ao gosto dos anjos '' .

SEGUE.......
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: J.C. em 09 de Abril de 2009, 13:42
OLÁ A TODOS,

No momento que havia iniciado a descrever a segunda historia do meu depoimento recebi uma ordem a não faze-lo ainda neste momento, então sendo assim peço desculpas e só vim avisar para que não estranhassem a minha demora, quando obtiver permissão voltarei a contá-la a vcs .

Vou adiantar, que na primeira historia aprendi sobre a CARIDADE, nesta segunda que ainda poderei ter permissão para contar a vcs aprendi a SIMPLICIDADE E A TOLERANCIA .

Vou resumir que entre muitas outras coisas, cada um de nós tem ou pode ter um centro espirita, dentro de si próprio, que acolhe ou recebe e doa ou compartilha .

Este é o primeiro Centro Espírita que devemos iniciar .


DESEJO A TODOS MT LUZ PAZ AMOR ENTENDIMENTO E DOAÇÃO

JC
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 09 de Abril de 2009, 14:48
Obrigada J.C.,

por partilhar a história do Ti Guerra. Fez-me voltar à minha infância. Na minha aldeia, nos arredores de Coimbra, há trinta e tal anos atrás, também conheci pessoas assim.
Eu própria ia muitas vezes para casa da minha avó fazer os vestidos para as minhas bonecas. Ela ensinava-me a costurar e ia contando as suas histórias.

Bons Tempos!! :)

Abraço.

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Vitor Santos em 09 de Abril de 2009, 17:48
Olá Elsa

Os meus pais tb são dos arredores de Coimbra, Concelho de Penela. Embora eu tenha nascido em Lisboa, adoptei a terra dos meus pais, como se fosse tb a minha terra.

Contudo acho que há pessoas boas e pessoas menos boas em todas as povoações. Seja em cidades grandes ou em pequenas aldeias.

Olá JC

De facto aprende-se mais da doutrina moral espirita com os bons exemplos, como o do Sr. Augusto do Anjos, do que com muitas lições teóricas. Mas tudo é preciso, penso eu. Os Centros Espiritas tb têm algumas pessoas com muita sabedoria e que ensinam muito através do bom exemplo (conheço algumas), tocando-nos o coração. O Centro Espirita é o que são os seus associados, as pessoas que lá trabalham e que o frequentam.

bem hajam
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 09 de Abril de 2009, 17:52
Olá Vitor,

tens razão. Lógico que há sempre boas pessoas e outras menos boas em todo o lado, mas a imagem que o JC deu do velhinho sentado na pedra, cumprimentando quem passava é cada vez mais rara.

Ah. Conheço Penela. É bem bonito!!

Abraço.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 09 de Abril de 2009, 22:32
J.C.,

É sempre muito bem-vindo aqui, mas essa da "limitada permissão espiritual", e das "ordens para parar e continuar", não têm cabimento num ambiente espírita. Os Bons Espíritos não proibem e não ordenam. Aconselham e colaboram, se assim entenderem. Permissão é Deus quem a dá. O seu livre-arbítrio, como é que fica? Foi a isso que se referiu quando disse que tinha sido banido aqui do Fórum? Se é o caso, meu amigo, sugiro que calce uns belos patins a esse(s) Espírito(s) e o(s) mande pregar para outra Freguesia ;)

Posto isto, publiquei, com a devida autorização e a devida vénia, o texto do Nelson, no Blog de Espiritismo, de que sou colaborador. Chamei-lhe "O Pé de Jatobá":

http://blog-espiritismo.blogspot.com/2009/04/o-pe-de-jatoba.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2Jsb2ctZXNwaXJpdGlzbW8uYmxvZ3Nwb3QuY29tLzIwMDkvMDQvby1wZS1kZS1qYXRvYmEuaHRtbA==)

Mário
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 10 de Abril de 2009, 01:39
Olá amigos!

Hoje venho desabafar convosco, pelo que peço desde já desculpa por tal.  :-[

Eu não sou espírita, pelo simples facto de que ser espírita implica, como vários nossos amigos já referiram e com razão, que a compreensão e aceitação desta doutrina seja total e não parcial. Como já tive oportunidade de aqui dizer e explicando os motivos porque assim acontece, tomando para tal alguns exemplos práticos, num tudo aquilo que está escrito nas obras de Kardec encaixa na minha razão e na minha fé.

No entanto, muito menos me considero espiritualista no sentido de encontrar nas neo-revelações ou nas neo-doutrinas dos espíritos algo de útil ao meu universo pessoal de existência.

Creio que alguns profetas entre os quais Jesus são exemplos de encarnações de “Espíritos de Verdade” entre nós, mas acredito também que hoje tal como ontem existiram e existem os falsos profetas.

Tenho ainda na religião Católica Cristã os principais alicerces da minha fé. Não através do Vaticano, do Papa, dos Bispos, dos Arcebispos ou dos Padres, mais sim naquilo que os meus catecistas me ensinaram quando criança, acerca de Deus e de Jesus… acerca do AMOR. Mas não sou católico… pelos mesmos motivos que não sou espírita…

O espiritismo respondeu a todas as questões que coloquei a mim mesmo acerca das “verdades” que me foram transmitidas no catolicismo. Os conceitos do evangelho espírita são aqueles que eu acredito como verdadeiros e como aqueles que através do “Espírito de Verdade” traduzem e dão sentido às palavras de Jesus.

Por estas razões eu sinto-me órfão… não tenho religião…  :'(

Nunca poderia fazer parte de um grupo espírita e muito menos ser um dos seus mentores pois eu só creio em parte da doutrina e não sou Católico pois para além de só crer em parte da religião, sou divorciado, tenho uma nova mulher e filhos de mais do que uma mãe, motivo mais do que suficientes para estar de castigo e nem poder comungar… penso não ser necessário ser excomungado uma vez que eu próprio me excomunguei…

Aproveito para à guisa de brincadeira, fazer um paralelismo interessante entre a “praga de morte” rogada pelos feiticeiros pré-históricos do tempo do Homem de Cro-Magnon, e a excomunhão Católica dos tempos modernos. Ambas são de indução psicológica… quando era rogada uma “praga de morte” todo o clã passava a ignorar a existência daquele que era sujeito a essa punição… queimavam tudo aquilo que lhe pertencia e nunca em caso algum o olhavam directamente. Acreditavam que ele já não existia… tinha morrido e aquilo que ali estava já não era ele mas sim uma sombra, um fantasma que em breve acabava por desaparecer. Esta indução era de tal forma “real” que a vítima da praga, acabava por acreditar que estava mesmo morta, acabava por abandonar o clã e sozinha deixava de ter condições e motivos para a vida. Acabava por de facto morrer. 

Felizmente hoje em dia os tempos mudaram. Quando necessito socorro-me das “minhas” igrejas católicas quando “vazias” onde me sinto bem e aí encontro um local no qual estou a sós com a minha fé. É aí que eu me sinto em casa. Num templo católico cristão, mas com o evangelho traduzido pelo “Espírito de Verdade”.

Algum dos amigos me consegue entender?  :D

Um abraço.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: J.C. em 10 de Abril de 2009, 01:45
É MÁRIO,

Fique tranquilo que sei muito bem quando e por quem sou benvindo ou não .

Com certeza temos opiniões diferentes sobre ambientes espíritas, assim como as temos com relação ao livre arbitrio que para vc lhe parece, segundo demonstra absoluto, para mim é relativo e condicionado a outros parametros que independem exclusivamente da minha vontade, sem falar da RESPONSABILIDADE que me cabe e que por ela me guio, em todas as situações que sou capaz de o ser RESPONSÁVEL, ainda mais naquelas em que envolvem não só a mim, mas tb a mentores que me auxiliam, e tb quando envolvem outras pessoas como eu, encarnados . O meu livre arbitrio fica como tem estado desde algum tempo, responsável, precavido e jamais solto á minha revelia .
Vc não sabe porque fui banido deste forum ? E tão pouco seguirei a sua sugestão de dar uns patins a esses Espiritos, porque os espiritos que colaboram comigo merecem de mim todo respeito, sinto muito que isso não aconteça com vc.
Aliás, como vc demonstra uma limitada capacidade mediúnica, uma perspicácia pequena, uma intuição que não se nota, e um conhecimento espiritual bem limitado, além de uma falta de preparo para lidar com aquilo ou aqueles que julga mais ignorantes do que vc, como espera ou deseja iniciar um Centro Espirita ??
Ou pretende iniciar um como muitos outros, de pouca valia e muita deturpação ?

Se quiser e conseguir , entenda a minha resposta á sua com um bom propósito .

MT LUZ PAZ AMOR E ENTENDIMENTO


Caro Vitor Santos,

Penso eu, que nem tudo é preciso, mas te entendo, só acrescento ás suas palavras que a conduta moral é o  mais importante, independente de se fazer uso do espiritismo ou não, mas certamente ao se valer da doutrina espirita muito dela pode aprouver assim como dos ensinamentos de nosso maior mestre Jesus .


BEM HAJAS COM MT LUZ
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 10 de Abril de 2009, 02:01
Olá de novo amigos!

É MÁRIO,

(...)

Aliás, como vc demonstra uma limitada capacidade mediúnica, uma perspicácia pequena, uma intuição que não se nota, e um conhecimento espiritual bem limitado, além de uma falta de preparo para lidar com aquilo ou aqueles que julga mais ignorantes do que vc, como espera ou deseja iniciar um Centro Espirita ??
Ou pretende iniciar um como muitos outros, de pouca valia e muita deturpação ?

Pelo tipo de personalidade agressiva que alguns de nós demonstramos ter, acredito que nunca poderíamos estar sentados na mesma pedra que se senta o amigo "Augusto dos Anjos". Ainda acabava-mos por mandar com a pedra à cabeça de algum descrente...  :D

Um abraço amigos 
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 10 de Abril de 2009, 02:22
Olá Taprobana,

Sem querer questionar a sua fé, gostava de saber que parte da doutrina espírita é que não merece a sua concordância. Quer partilhar?

E gostei da sua referência ao senhor da pedra.

Olá J.C.,

Eu não pretendo fundar nenhum grupo espírita. O título do estudo do mês é uma expressão coloquial.

Os defeitos que me aponta são reais, e não são novidade, com excepção de um: a parte em que fala "dos que julgo mais ignorantes que eu". Esse não assumo, pois não tenho tal pretensão.

Os Espíritos Elevados não se ofendem, mesmo quando sugerimos que se lhes calce uns patins. Por isso, não se ofenda por eles...

Se o meu amigo está "proibido de falar" por quaisquer Espíritos, se fala quando o mandam, se permite que estes o façam ser banido do fórum, e sabe-se lá o que mais, é meu dever moral informá-lo de que esses não são Espíritos elevados. Na Codificação encontra abundante material acerca da obssessão simples, da subjugação e da fascinação (que é a obssessão mais difícil de solucionar).

Se se sentiu melindrado com a minha desassombrada chamada de atenção, lamento. Mas não posso permitir que quem nos visita fique com a noção de que somos marionetas dos Espíritos.

Cumpre-me apenas acrescentar (embora seja avesso a personalizações), que sou tão vulnerável a obssessão simples, subjugação ou fascinação, quanto qualquer outra pessoa ainda espiritual, moral e intelectualmente atrasada como eu sou.
Sem ironia: a sua sensibilidade mediúnica decerto o fará sentir que acolhi as suas observações em total paz.

Posto isto, vamos continuar o trabalho, discutindo ideias e não pessoas, ok? :)

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Gigii em 10 de Abril de 2009, 10:24

Por estas razões eu sinto-me órfão… não tenho religião…  :'(


Meu amigo Taprobana, mas que "mal" tem não ter religião? Você sente que sem religião não é feliz?

Entendi muito bem o que disse, e achei muito lúcida a sua partilha de ansiedades. Mas não acha que ao julgar-se "excumungado" e outros afins, está a retirar algum trabalhinho a Deus? (sorriso)

Com toda a sinceridade eu lhe digo que há momentos que eu desanimo, pois não me sinto capaz, nem com vontade, de levantar uma bandeira de um movimento que tem tantas brechas. Daria tudo, nessas horas, para fugir para um local sossegado, onde só estivesse eu e Deus.
Só que...Deus está sempre connosco, e daí que não serve de nada fugir dos outros, porque Deus também está com os outros, entende?

Ainda ontem comentava com um amigo, que eu ainda sinto falta de certos rituais, que adoro uma igreja vazia para poder orar com coração, e ele disse-me que não havia mal nenhum nisso, pois chegaria o dia em que não precisaria mais.
E é isto que queria partilhar consigo: não se perturbe por ser como é. Deus aceita-nos como somos, ama-nos sem nos exigir nada...só temos de confiar.

Mário...obrigada, do fundo do coração, pelo ensino das tuas ultimas palavras!

Bisouxss  :-*
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: SB em 10 de Abril de 2009, 11:26
Olá amigos!

Hoje venho desabafar convosco, pelo que peço desde já desculpa por tal.  :-[

Eu não sou espírita, pelo simples facto de que ser espírita implica, como vários nossos amigos já referiram e com razão, que a compreensão e aceitação desta doutrina seja total e não parcial. Como já tive oportunidade de aqui dizer e explicando os motivos porque assim acontece, tomando para tal alguns exemplos práticos, num tudo aquilo que está escrito nas obras de Kardec encaixa na minha razão e na minha fé.

No entanto, muito menos me considero espiritualista no sentido de encontrar nas neo-revelações ou nas neo-doutrinas dos espíritos algo de útil ao meu universo pessoal de existência.

Creio que alguns profetas entre os quais Jesus são exemplos de encarnações de “Espíritos de Verdade” entre nós, mas acredito também que hoje tal como ontem existiram e existem os falsos profetas.

Tenho ainda na religião Católica Cristã os principais alicerces da minha fé. Não através do Vaticano, do Papa, dos Bispos, dos Arcebispos ou dos Padres, mais sim naquilo que os meus catecistas me ensinaram quando criança, acerca de Deus e de Jesus… acerca do AMOR. Mas não sou católico… pelos mesmos motivos que não sou espírita…

O espiritismo respondeu a todas as questões que coloquei a mim mesmo acerca das “verdades” que me foram transmitidas no catolicismo. Os conceitos do evangelho espírita são aqueles que eu acredito como verdadeiros e como aqueles que através do “Espírito de Verdade” traduzem e dão sentido às palavras de Jesus.

Por estas razões eu sinto-me órfão… não tenho religião…  :'(

Nunca poderia fazer parte de um grupo espírita e muito menos ser um dos seus mentores pois eu só creio em parte da doutrina e não sou Católico pois para além de só crer em parte da religião, sou divorciado, tenho uma nova mulher e filhos de mais do que uma mãe, motivo mais do que suficientes para estar de castigo e nem poder comungar… penso não ser necessário ser excomungado uma vez que eu próprio me excomunguei…

Felizmente hoje em dia os tempos mudaram. Quando necessito socorro-me das “minhas” igrejas católicas quando “vazias” onde me sinto bem e aí encontro um local no qual estou a sós com a minha fé. É aí que eu me sinto em casa. Num templo católico cristão, mas com o evangelho traduzido pelo “Espírito de Verdade”.

Algum dos amigos me consegue entender?  :D

Um abraço.


Amigo Taprobrana,

Deixe que lhe diga uma coisa, vc é mais espirita que muitos que se dizem espiritas ou mesmo só frequentam um Centro espirita.

Sabe porquê?

Porque um espirita é um espirita porque se torna aprendizado da Doutrina Espirita, mas um verdadeiro Cristão e um bom Espirita é o que segue a Cristandade.

Não se abstenha do que sente nem da sua fé, dizendo eu nao sou espirita.

Aqui, e mim mesma emprego o ser espirita na visão de explicações e no estudo do Espiritismo, porque eu considero-me Cristã. A Cristandade não é espiritismo, mas o espiritismo é cristão. ;)

Assim, siga o que lhe dita o coração, sinta-se bem e onde se sinta em casa, Deus esta em todo o Lado, e os ensinamentos de Jesus na vida que temos, por isso Taprobrana, seja o que entender, mas seja-o verdadeiramente e estará a agradar a Deus como a si mesmo! ;)

Um abraço
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: SB em 10 de Abril de 2009, 11:41

Se o meu amigo está "proibido de falar" por quaisquer Espíritos, se fala quando o mandam, se permite que estes o façam ser banido do fórum, e sabe-se lá o que mais, é meu dever moral informá-lo de que esses não são Espíritos elevados. Na Codificação encontra abundante material acerca da obssessão simples, da subjugação e da fascinação (que é a obssessão mais difícil de solucionar).

Cumpre-me apenas acrescentar (embora seja avesso a personalizações), que sou tão vulnerável a obssessão simples, subjugação ou fascinação, quanto qualquer outra pessoa ainda espiritual, moral e intelectualmente atrasada como eu sou.

Não discordo no que dizes, no sentido da aprendizagem, contudo devo dizer que jamais tomaria esta atitude.

Tenho bastante consideração por ti e um estima grandiosa por ti, tu sabe-lo, no entanto e porque somos amigos, tenho este á vontade para assim te falar, como tu tambem sabes que sou, frontal.

O bom senso, implica que avaliemos algumas situações.
Também o bom senso e sensibilidade implica calar quando sabemos ou videnciamos que esta ou outra pessoa não está preparada para ouvir ou saber determinadas coisas. Assim foram os espiritos com Allan Kardec. Os Espiritos ditaram muitas coisas que Allan Kardec não pode ele editar, pela nossa forma e capacidade ainda  pequena para a informação.

Por isso, devemos sim sem nos ofender chamar atenção para atitudes que possam implicar outros em deformidade de ideias, mas não devemos julgar quando alguem nos diz "nao posso falar porque não me deixam"...não consideres tudo fascinação nem subjugação...não avalies muitas coisas apenas pelo que lês...e neste momento falo-te do que sei atraves da espiritualidade...não te influencies, sê imparcial, o que melhor tu tens e admiro, pratica a imparcialidade...

Eu considero-me um pessoa de bom senso, e na maioria das vezes não digo o que os espiritos me passam deste ou daquele, porque tambem me referem que não é tempo ainda...mas o meu bom senso nao abre portas para deixar em aberto a ti ou outro qualquer saber que eu sei...e aqui´será onde o JC "peca", dizer que não pode falar....isto porque será julgado sem causa, mas será...

Entendes o que te digo Mário, sei que me entendes.
Não sistematizes a tua mente, apenas pela simplicidade do exercicio, ela provoca a frieza em determinados detalhes.

Amigo JC, proteja-se, quando nao pode falar, ninguem precisa de saber...diga apenas o que tem a dizer e siga ;)

Abraços
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 10 de Abril de 2009, 12:22
Olá Susana,

Estou atento a todas essas nuances, mas estamos num fórum, de acesso público, e temos que ser claros e pragmáticos. Se reparares, para além dos habituais da casa, temos sempre muitos anónimos ligados. Prefiro ser um tanto cru nas palavras do que induzir pessoas a pensar que, no Espiritismo, os Espíritos "dispõem" dos médiuns.

Nem é preciso dizer que a tua atitude só demonstra a verdadeira postura espírita: educada mas directa, sem receio de melindrar. E se eu me melindrasse, tinha bom remédio...  ;)

Ainda acerca da questão de se ter ou não religião: mais importante que a religião, é o sentido de religiosidade. Quantas pessoas ouvimos dizer "Eu cá tenho a minha religião". São pessoas que não se revêem em nenhum sistema religioso instituído, e que ainda assim não abdicam da Fé. Mas todos nós temos uma certa necessidade de nos identificarmos com grupos. Temos satisfação em compartilhar as nossas ideias e desfrutar da companhia de quem simpatiza com o mesmo partido político, a mesma equipa de futebol, a mesma filosofia ou religião. É aquilo a que no Espiritismo se chama a lei das afinidades, e a Codificação fala disso. Os Espíritos Superiores também se agrupam segundo esses critérios. Por isso é natural que se sinta essa falta.

Possivelmente, a excepção a esta regra somos nós, portugueses, que "não vamos em grupos".  :)

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: J.C. em 10 de Abril de 2009, 14:33
Caro Taprobana,

conheço bastante da sua capacidade intelectual, porém , em muitas situações compreenderá melhor se ler com o coração, nestas situações compreenderá melhor aquilo que o intelecto é capaz de de entender .
Com referencia ao que vc disse e a Susana te respondeu, eu tb não tenho nenhuma religião, pelo menos rotulada, os meus mestres maiores são Jesus Cristos e todas as obras que DEUS nos deu onde podemos aprender com naturalidade, especialmente vendo, lendo, vivendo com o coração . Aliás DEUS deu a todos os seus filhos 2 PERNAS para caminharmos em direção a ele, '' uma das pernas chama-se CORAÇÃO e a outra CONSCIENCIA '' , esta foi a melhor herança que DEUS deu a cada um de nós, e além disto sempre nos mandou alguém caminhando na nossa frente, onde poderiamos e poderemos apreciar o seu caminhar e caminhos escolhidos por eles de modo a seguir ou evitar os caminhos destes desbravadores, que em muito podem facilitar o nosso caminho, cabe a nós que vamos atrás discernir o que é bom ou não para cada um de nós que seguimos atrás .

CARO MÁRIO

Vc diz que assume, exceto a parte em que mencionei '' os que julga mais ignorantes que vc '' . Mas caro Mário, esta é uma realidade que acontece a cada um de nós, eu, como todos os demais, tb sei que existem muitos mais ignorantes que eu assim como eu sou mais ignorante que muitos muitos outros, esta é uma corrente da vida, não estamos todos no mesmo estágio, e não há qualquer desrespeito de ninguém por saber ou entender, admitir isto, o que vale é darmos as mãos numa corrente aqueles que aceitam as nossas mãos para nos puxarem ou para sermos puxados sem deixar de passar pelo que precisamos passar .

Sim, concordo que os espiritos elevados não se ofendem, mas a questão não foi essa, a minha preocupação não foi com a ofensa deles, mas sim com a sua ignorancia naquilo que referiu . Como eu já havia notado e vc mesmo confessou, vc ainda desconhece como deve ser um bom contato entre mentores e pupilos (se me permite chamar assim ), não se trata de proibição mas sim de RESPONSABILIDADE, que eu por ignorante que sou e especialmente ansioso nem sempre consigo usar o freio na minha ansiedade, especialmente quando fico afoito por ajudar, e por vezes sou avisado, amorosamente, a repensar, a tomar cuidado naquilo que vou dizer, pq nem todos estão preparados para ouvir aquilo que me foi dito ou revelado, assim como eu tb não estou preparado para ouvir algumas coisas que podem ter sido revelados a outros . Então quando eu disse que não tive permissão, foi apenas um aviso de que deveria esperar um melhor momento, pq neste caso especifico da historia que contaria a seguir, envolvia falar da vida de uma pessoa conhecida e talvez devesse pensar antes de falar dela, pensar se tal pessoa se importaria ou não de verse mencionada. Não foi uma proibição, mas eu tenho muito senso de responsabilidade com relaçao a isto, mesmo quando ás vezes a minha ansiedade se adiantou, mas da mesma forma que vc mencionou que eles elevados não se ofendem, tb me entendem nas minhas limitações e ansiedades, nem por isso se tornam coniventes mas apenas tolerantes a elas e continuam me incitando a progredir estes meus defeitos .

Vc, caro Mario, está absolutamente equivocado, no que se refere ao meu banimento, fui banido deste forum por encarnados ( mesmo que alguns se deixaram influenciar por espiritos mais inferiores ), fui banido pela inveja, pelo orgulho, pela ignorancia e pelo mal entendimento de alguns encarnados . Mas não sinto nenhuma mágoa deles, sinto só o cuidado que devo ter quando estes encarnados atentam da mesma forma com alguns irmãos nossos menos preparados para receber tal atitude, ainda mais pq acredito que pelo menos a maioria das pessoas que aqui chegam acreditam encontrar auxilio, conforto, paz, carinho, compreensão, etc . E é asim que deveria ser, esta responsabilidade cabe mais ainda aos moderadores, para isto criaram este forum que pode ser maravilhoso ou não, a nossa conduta e efeito é que a avaliará .

Caro Mário, agradeço a sua preocupação em me informar isto ou aquilo, mais ao que se refere, fique tranquilo que já sei distinguir o que é inferior do que é superior. Agradeço a sua preocupação, mas fique tranquilo.
Da mesma forma que vc diz que não pode permitir , eu digo que essa permissão não cabe a mim nem a vc, embora saiba que vc pode e deve se manifestar, especialmente com responsabilidade, e posso lhe acrescentar que se não soubermos qualquer um de nós , mantermo-nos num bom padrão vibratório poderemos sim cair nas mãos de espiritos inferiores que podem nos usar como marionetes sim, caberá a cada um de nós aceitar isso ou livrar disso melhorando nossas sintonias ou padrões vibratórios, o que nem sempre é fácil para muitos. Podemos falar disto num outro tópico .
Eu não me sinto melindrado com a sua desasombrada chamada de atenção, eu apenas me preocupo em ensinar aquilo que já sei e APRENDER aquilo que ainda não sei, e faço isto não por orgulho, mas por solidariedade pq meu coração sempre me pede, que compartilhe tudo aquilo que recebo e que possa ser útil ao meu próximo, assim como me pede muita humildade para aprender o que não sei com quem já sabe e se dispõe a compartilhar comigo .

As minhas criticas são sempre sobre atitudes e não sobre pessoas, ainda que ás vezes umas estejam ligadas ás outras .
Fique tranquilo e na paz, pq eu sou tb absolutamente da paz .

Cara Susana,

Não sou perfeito, talvez vc ja o seja ao menos mais que eu, e certamente ainda ''pecarei'' muitas vezes, segundo o critério que vc usou, como vc ja sabe , sou ansioso em dar a noticia boa, em compartilhar a prenda boa, em defender o inocente a quem culpam, enfim, tenho ainda problemas de ansiedade, aliás muito comum á maioria das pessoas .

De qualquer forma, quem nunca iniciou um trabalho e por descuido se lembrou de algo, durante o processo que lhe chamou a atenção de que não deveria faze-lo daquele modo ou de que deveria faze-lo mais tarde ?????  Só aconteceu a mim ????? Então será que sou um privilegiado ou um atrapalhado ???
Claro que sou um pecador, não fosse, provavelmente não estaria aqui .

Mas não se preocupe, sou muito bem assistido e protegido, mesmo sabendo que muitas vezes aqueles que me assistem permitem que eu caia para sentir o valor da dor do tombo, a prática quase sempre nos ensina melhor que a teoria .

Repito a vc Cara Susana, que se vc tivesse lido com o coração, teria entendido melhor do que entendeu, eu jamais tive o interesse de despertar a curiosidade, ou de dizer que sei algo estrondoso ou que apenas eu sei, o que eu disse '' não tive permissão '' quem não me deu a permissão foi ''a minha consciencia'' despertada pelo mundo espiritual '' já que envolvia uma outra pessoa no descrever desta história, e uma pessoa muito especial que não gosta de elogios ou narrações de seus feitos, mesmo agradecendo o motivo do intuito com que o fazem '' .
 
Existe um grande problema, que precisa ser varrido deste forum, é o orgulho que muitos sentem e muitos imaginam, nem todos falam de si proprios, nem todos se colocam na primeira pessoa, nem todos falam de si, mesmo quando tem que referir algo de si proprios para referir algo gigantescamente maior .

É preciso saber que muitos de nós vem atrás no caminho assim como muitos vão na frente, e nada disto deve ser vaidade para quem vai na frente e nem vergonha para quem vem atrás .

Ainda Cara Susana, lembra-te de quando Jesus disse que muito teria ele para dizer mas que não diria ainda porque ainda não estariamos capacitados para entender . Pois é, deveria ele ter se calado ao invés de avisar que não poderia ou não deveria dizer ?
Será que ele ''pecou'' por isto ?

Pelo amor de DEUS , nao venham me acusar de me comparar a Jesus .

Então Cara Susana, com a tua capacidade mediúnica poderias ter sido menos ansiosa , como eu fui, e visto que a minha preocupação foi com o respeito que quis ter com uma pessoa envolvida na segunda historia, aliás , isto é o que eu penso , pq logo a seguir surgiu me um imprevisto que estou em duvidas se aquela historia que interrompi não foi um propósito divino para desviar a minha atenção para um outro assunto prático de extrema urgencia .

Enfim, eu sei muito bem o que minhas palavras e depoimentos provocam em alguns, mas nada disto mudará meu comportamento dentro daquilo que considero importante para mim e para quem me dirijo e por quem me dirijo tb .

Não vou dizer que '' DEUS esteja convosco, pq ELE sempre está conosco, resta saber se estamos sempre com ELE ''

Não vou dizer que '' DEUS vos ilumine ou abençoe, pq ele sempre nos ilumina e abençoa, resta saber se nós queremos e sabemos receber a LUZ E A BENÇÃO que ELE  POR AMOR NOS OFERECE SEMPRE ''


MT LUZ PAZ AMOR E ENTENDIMENTO


JC

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: SB em 10 de Abril de 2009, 15:25
Olá meu amigo JC, :)

Eu compreendo-o perfeitamente, peço-te, lê-me nas entrelinhas, como sabes fazer tão bem  ;)

Deste lado do ecrã tantas vezes me fazes sorrir por dizeres o que sinto e sei, mas o tal controle da sensatez me fazem calar...

Bem, certo que as nossas diferenças são necessárias nao fossemos nós universo ;)

Obrigado por seres como és!

E, sempre me preocuparei consigo, tu sabes que sim, tal qual tu comigo :)

JC,
Tou em viagem...por isso venho aqui em rapidinhas :D
Mas tou bem
;)



Mário,

Quanto ao ser um Forum publico, estas no direito de defender as ideologias, sem esquecer que a determinado momento, o Forum passou, o "publico" (membros) a gerirem-no, logo sujeito a tudo, totalmente democrático, apesar de haver uma Equipa do Forum ;)

Obrigado tb por seres como és!


Abraços
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 10 de Abril de 2009, 16:18
O espiritismo respondeu a todas as questões que coloquei a mim mesmo acerca das “verdades” que me foram transmitidas no catolicismo. Os conceitos do evangelho espírita são aqueles que eu acredito como verdadeiros e como aqueles que através do “Espírito de Verdade” traduzem e dão sentido às palavras de Jesus.

Por estas razões eu sinto-me órfão… não tenho religião…  :'(


Taprobana,

o problema é de fácil resolução:

Adopta Deus como pai e Maria como Mãe e ainda ganha um Irmão como não há igual, o nosso Irmão maior Jesus. :)

Para se ser um espírito de Bem, não é obrigatório ter uma religião. Jesus não tinha uma religião e quando queria falar com o Pai (no monte Tabor, no monte das Oliveiras ou noutros sítios) isolava-se por vezes dos seus apóstolos. Por isso se sentir essa necessidade, vc pode entrar numa igreja católica, evangélica, protestante, numa mesquita, num centro espírita e penso que Deus estará presente em todos esses lugares para falar consigo e não levará a mal vc escolher um desses locais em detrimento dos outros.


Nunca poderia fazer parte de um grupo espírita e muito menos ser um dos seus mentores pois eu só creio em parte da doutrina e não sou Católico pois para além de só crer em parte da religião, sou divorciado, tenho uma nova mulher e filhos de mais do que uma mãe, motivo mais do que suficientes para estar de castigo e nem poder comungar… penso não ser necessário ser excomungado uma vez que eu próprio me excomunguei…


Amigo Taprobana,
isso não parece seu. Que não faça parte de um grupo espírita por só acreditar em metade da doutrina ainda é compreensível.
Agora vc estar a fazer autopunição por ser divorciado, ter uma nova mulher e ter filhos de mães diferentes, não percebo.
Eu também sou divorciada, tenho filhos de pais diferentes, só não tenho é um homem novo. :D, e não me sinto diminuída por isso. Foram provas pelas quais eu tive de passar, que me fizeram evoluir e outras ainda virão.
Isso são preconceitos. Ou acha que todos os dirigentes e trabalhadores espíritas assim como os padres e outros membros da Igreja Católica têm percursos exemplares de vida?

Pense nisso ;)

Abraço.

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 10 de Abril de 2009, 17:12
- Ah, a culpa, meus amigos... a culpa, que ainda aflora aqui e ali nas nossas palavras e na nossa conduta... Oscilamos entre o personalismo e a culpa, dois extremos a polir em nós. A nossa matriz cultural católica, meridional, convida-nos à auto recriminação é à "penitência".  E a nossa condição de Espíritos em evolução apela ao egoísmo.

----------------

- Disse eu numa passagem anterior que não entendo ainda muito ds mecanismos da mediunidade, referindo-me ao aspecto científico e fisiológico da mesma. Eméritos médicos e cientistas como o citado Sérgio Felipe de Oliveira trabalham nisso todos os dias, e a Ciência ainda pouco sabe, quanto mais eu...

No entanto, nas obras básicas, em especial em O Livro dos Médiuns, temos directrizes seguras para a prática da mediunidade. Tal como podemos praticar natação em segurança sem termos um curso de fisiologia.
O curso de estudo e educação da mediunidade é fundamental para o exercício da mediunidade com Jesus, a mediunidade voltada para o Bem: para o socorro a sofredores e para a instrução moral de todos. São esses os objectivos da mediunidade no Espiritismo, tal como eram no tempo dos primeiros cristãos. Ocasionalmente, os dados fenomenológicos poderão ser também objecto de estudo científico.

No estudo e educação da mediunidade no âmbito espírita, o médium aprende a trabalhar, por regra, em grupo. Como todas as actividades no Espiritismo, para que as possibilidades de erro sejam menores.

Aprende também que os Espíritos são apenas pessoas como nós, e, como tal, não sãoi credores de nenhuma deferência especial pelo facto de serem Espíritos. Por muita consideração que eu tenha pelo Sr. Fulano de Tal, pela sua idade, bondade  e sabedoria, não vou permitir que me esteja a telefonar constantemente, fazendo-me perder o fio de raciocínio quando estou a trabalhar ou em outra actividade qualquer. Aliás, se o Sr. Fulano de Tal for realmente uma pessoa de valor, não vai interromper as minhas actividades, a não ser por motivo que o justifique.

Concretizando, no contexto da mediunidade no Espiritismo: a assistência a sofredores faz-se na reunião mediúnica. Fora desta, caso haja Espíritos sofredores que nos "batam à porta", o procedimento correcto é encaminhá-los para o centro espírita, onde outros Espíritos poderão acolhê-los.

As mensagens do Guias devem ser igualmente reservadas para a reunião mediúnica, no espaço para tal reservado. Os Espíritos Superiores são pessoas bem educadas, e sabem-no.
Sem embargo, um aviso, uma inspiração, que não colidam com a nossa liberdade, é natural. Como também se aceita que um médium de psicografia já experiente, reserve um ou mais espacinhos semanais (por exemplo após o Evangelho no Lar) para exercitar a psicografia e receber mensagens edificantes, que deve depois submeter à análise da equipa a que pertence.

Mediunidade no Espiritismo exige grande disciplina, e não é preciso "reinventarmos a roda". O Livro dos Médiuns e outras obras de grande qualidade, contêm directrizes que não contrariam as que expus de forma sumária.

No Espiritismo não há "grandes médiuns" e "pequenos médiuns". Não há pirincípios para uns médiuns que não tenham que ser seguidos por outros médiuns, mais "especiais". Bom médium é o que se deixa enganar menos vezes. Quando nos julgamos acima da condição de "enganáveis", devemos analisar-nos e pedir a opinião dos nossos companheiros de labor espírita.

É para estas coisas também que serve um grupo espírita. Já aqui referi os "grandes médiuns" que se vão buscar, à laia dos clubes de futebol que vão buscar reforços. Não há que ter pressa na mediunidade, como em tudo.

M.

Post-Scriptum: J.C., agradeço que não volte a fazer ataques pessoais, dirigindo palavras rudes a quem o baniu deste fórum. Se foi banido, foi por comportamento incorrecto. Por favor, não inquine o ambiente de paz e respeito mútuo que todos nos esforçamos por manter.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: J.C. em 10 de Abril de 2009, 17:16
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Taprobana,

o problema é de fácil resolução:

Adopta Deus como pai e Maria como Mãe e ainda ganha um Irmão como não há igual, o nosso Irmão maior Jesus. :)

Para se ser um espírito de Bem, não é obrigatório ter uma religião. Jesus não tinha uma religião e quando queria falar com o Pai (no monte Tabor, no monte das Oliveiras ou noutros sítios) isolava-se por vezes dos seus apóstolos. Por isso se sentir essa necessidade, vc pode entrar numa igreja católica, evangélica, protestante, numa mesquita, num centro espírita e penso que Deus estará presente em todos esses lugares para falar consigo e não levará a mal vc escolher um desses locais em detrimento dos outros.



[/quote]



QUEIRDA ELSAMAR,

Estas suas palavras são maravilhosas, vc foi sublime, foi do melhor que já ouvi aqui e em qualquer lugar, ah se vc soubesse como meu coração e meus olhos se inundam ao lerem palavras como estas. Como sinto falta de ouvir falar estes nomes que vc mencionou, ainda mais num forum, onde se falam tanto de intelectuais, a maior parte até ateus '' que não são, mas gostam de dizer que são '' .

Muito obrigado Elsamar .
Torço que Taprobana aproveite bem estas suas palavras, e que não se lastime pelos seus erros ou defeitos, todos os temos, mas o que importa é recomeçar melhor do que ontem. E todos nós somos capazes disso, sem qq exceção, e temos um PAI a encorajar-nos e a oferecermo-nos tudo o que precisamos para um futuro melhor .

QUERIDA ELSAMAR, mt mt mt obrigada, essa sua FLORZADA ( ao invés de pedrada ) renascem ( ao invés de matar ) 2 ou mts mais coelhos de uma vez só .

Vc jogou a flor lá, com seu coração solidário, e aromatizou lá, aqui, e acolá .

Não tenhamos vergonha de olhar para nosso irmão e admitir que ele já tenha o conhecimento de algo que nós ainda não temos, assim como da mesma forma não tenhamos vergonha de compartilhar ou ensinar a nossos irmãos aquilo que já sabemos e eles ainda não chegaram lá, mas chegarão com certeza .

Somos todos irmão e não competidores, temos que saber dar as mãos e saber que alguns estão á frente e outros atrás, e não precisamos ir lado a lado, pode ser em fila indiana, como costuma ser, mas não devemos largar as nossas mãos uns dos outros, porque nosso PAI, MÃE, IRMÃO E DEMAIS FILHOS nos esperam de braços abertos para nos acolher com MUITO AMOR .


MT LUZ PAZ AMOR E ENTENDIMENTO .


JC
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 10 de Abril de 2009, 17:35
Olá Trapobana

Eu não sou espírita, pelo simples facto de que ser espírita implica, como vários nossos amigos já referiram e com razão, que a compreensão e aceitação desta doutrina seja total e não parcial.

Há muitos equivocos acerca da Doutrina Espírita. Claro que existem principios, conhecimentos e regras que são próprias da Doutrina, no entanto ela é suficientemente abrangente para permitir leituras diversificadas.
 
Por isso te digo que, se é esta a razão porque não te sonsideras Espírita, bem hajas meu irmão. A doutrina Espírita não é uma doutrina de pensamento único, monocordica na sua interpretação. Ela está aberta ao livre pensamento e aos livres pensadores. E possibilita leituras diferentes a cada um de nós. A interpretação que cada um poderá fazer depende de conceitos e ideias anteriormente adquiridos. Claro ressalvando sempre aquelas questões que lhe são próprias e que a tornam diferente das outras.
Nota que ela não é, nunca foi, nem nunca será uma religião. Tal como a doutrina que Jesus nos deixou não é de forma alguma uma religião, nem sequer esa foi a sua intenção. Os homens é que trataram logo de se apropriar da mensagem de Jesus para, como sempre haviam feito através dos tempos, subjugarem os outros homens.
Noto alguma preocupação, da tua parte, em estares alinhado nalguma corrente. Não o faças, sê como és e a manifestação do que és, pois dessa forma estarás correcto, sabendo, no entanto, que, amanhã, necessitas ser melhor que hoje, porque viveste mais um dia.


Olá Mário

Continuo gostando dos teus posts. Revejo-me em tudo o que dizes e acima de tudo gosto da forma como continuas com os pés bem assentes na terra, sem misticismos nem crendices.
Já agora dado que tanto se fala de bons profetas e falsos profetas, em tua opinião, como  poderemos nós distingui-los?
Outra questão que coloco é a seguinte;
Fala-se sempre em bons guias e entidades do baixo Astral. Quando não são uns a comunicar serão os outros. Entre uns e outros não haverá mais ninguém que interfira?

Atlante
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 10 de Abril de 2009, 17:48
Olá Atlante,

A Espiritualidade não nos faz a "papinha":) Temos que ser nós a distinguir as boas das más inspirações. Isso estimula o nosso intelecto e o nosso senso moral. É nossa missão trabalhar pela nossa harmonização interior, de modo a afinizarmo-nos com os Bons Espíritos, bem como analisar cuidadosamente todas as comunicações, e não as tomarmos como boas apenas porque usam linguagem aparentemente piedosa, com muitos apelos à virtude.

No curso de estudo e educação da mediunidade, uma das actividades é a análise de mensagens. Prática que deve ter seguimento na actividade mediúnica regular.

Distinguir os verdadeiros dos falsos profetas? Pelo fruto se conhece a árvore. Mensagens com bom conteúdo, simples, não rebuscadas nem desnecessariamente ornamentadas, conceitos de elevação espiritual, sem a intromissão de apelos a procedimentos ritualizados, excentricidades e manias, ou de ideias ultrapassadas como as de "pecado" ou de "penitência", são algumas das pistas a seguir.
 
Mensagens boas provocam bom ambiente. Mensagens inspiradas por mistificadores geram mal estar e discórdia se houver quem as questione. Os Bons Espíritos podem, e devem ser questionados. Uma mensagem escrita deve ser analisada, e um Bom Espírito ficará satisfeito com esse procedimento. Uma psicofonia pode ser submetida a pedidos de esclarecimento. Um Bom Espírito não se vai zangar, nunca, com tal precaução.

Infelizmente grassam no meio espírita mistificações grosseiras. O mais recente número do Jornal de Espiritismo traz um artigo acerca de uma obra mediúnica prefaciada por "Xico Xavier" ("Chico" com X) e assinada por João Paulo II... Uma palhaçada que nos expõe a todos ao ridículo. Eventualmnte haverá irmãos que acharão que o colunista do Jornal de Espiritismo está a "faltar à caridade", ao reagir a essa mistificação flagrante. É o "complicómetro" espírita, uma máquina que temos tendência a usar e que serve fundamentalmente para deixar passar todas as excentricidades e adulterações em nome da "caridade"...  :P

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 10 de Abril de 2009, 18:16
Olá Mário

Já não digo mais que estou em perfeita sintonia contigo senão ainda vão dizer que não tenho capacidade para pensar. Mas que penso assim, penso.

No entanto há outros pormenores que podemos utilizar. Tudo requer paciência e muita tolerância.
Se verificares, através das comunicações e dos comunicantes, poderás sempre perceber o que acrescento.
Todo o mundo é explicitamente aquilo que é implicitamente. Ninguém consegue, a todo o tempo, manter uma aparência do que não é. Isto também é verdade para nossos irmãos desencarnados.
Muita gente pode usar boas palavras e bons modos, pode dar mensagem bonita e de aparente grandeza espiritual. Mas quando contrariado logo vai manifestar-se como é. De forma pouco educada, sem respeito pelo outro. Achando que o outro, porque não pensa como ele, é ignorante, e sempre dando opinião para estudo e comportamento, dos outros. A teoria está sempre bem, mas quando chega a prática é que são elas. É o Frei Tomás, faz o que ele diz não faças o que ele faz.

No caso da vidência, uma das técnicas que sugerimos, é que o vidente fixe a entidade que se apresenta. Se ela for de luz, como parece, essa condição manter-se-á firme. Se não for, ao fim de algum tempo de fixação do medium, tudo se desfaz e a entidade se mostrará tal como é.

Já agora lembro aquela história do mestre e do discipulo em que o discipulo desencarnou primeiro que o mestre. Quando o mestre desencarnou e chegou ao plano espiritual verificou que o discipulo estava numa condição espiritual superior à sua e perguntou:
- Como é possível você estar numa condição superior à minha?
- Mestre fiz rigorosamente tudo o que me ensinou. ;D

Atlante
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Vitor Santos em 10 de Abril de 2009, 18:48
Olá Taprobana

Eu creio na doutrina espirita, pois ela faz sentido para mim. Trata-se de interpretação das palavras de Jesus e das leis da vida que o meu coração e a minha compreensão racional dizem ser a mais próxima da verdade.

Em meu entender, ser espirita é uma filosofia e uma prática de vida que se aproxime tanto quanto possivel da doutrina moral espirita, ou seja da interpretação espirita das palavras de Jesus de Nazaré. Também é acreditar em determinados postulados:

- Em Deus (de acordo com a definição do Livro dos Espiritos)
- Na reencarnação
- Na imortalidade da alma
- Na comunicabilidade dos espiritos
- Na pluridade dos mundos habitados
- Na evolução dos seres espirituais, desde simples e ignorantes, até espiritos puros.

Todavia ser espirita não é um compromisso com ninguém, a não ser connosco próprios. Nem é nenhuma obrigação de participar ou ser fiel e obediente a determinadas organizações ou a determinadas pessoas. Seguir cegamente esta ou aquela pessoa ou organização, é crendice e não crença sólida. Pessoalmente não sinto obrigação de dizer a ninguém o que sou ou não sou. A minha vida está à vista, e diz melhor aquilo que eu sou do que 10 mihões de palavras, mesmo com desenhos à mistura.  

bem hajas
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: orarevigiar em 10 de Abril de 2009, 19:37
Boa tarde!
Vejo a Doutrina Espírita como atitude de vida, mais do que obediência a ideias.  De outra forma não faria sentido, uma vez que temos a nossa fé raciocinada.

Há áreas da vida em que somos tocados e passamos ou não a integrar esses grupos de pertença, consoante nos afinizemos ou não com os mesmos.  Alguns destes influem parcialmente no nosso roteiro de existência, pouco interferindo em questões fulcrais.  O mesmo não acontece com a Doutrina Espírita em que ou se adentra, ou não, pois ou há reforma íntima, ou nada nos é acrescentado, para além de novos conhecimentos. 

O Dr. Bezerra de Menezes disse "Desde que me tornei espírita, nunca mais errei em paz".  Então, estar espírita é fazer de cada dia mais uma oportunidade de aprimoramento interior.  E isto é válido em casa, no trabalho, nas relações de sociais, na casa espírita, seja em que circunstância for.

Obviamente, muitas fragilidades apresentamos, muitos fracassos acontecem, mas o nosso esforço deve ser proporcional ao empreendimento, pois a vitória não é  dos que tombam, mas sim dos que se erguem  das quedas.

Façamos, em cada dia, um pouco do nosso "Caminho de Damasco" e tal como o Apóstolo dos Gentios, tentemos ser todos os dias, seja em que circunstância for,  resposta  à pergunta "Que queres que faça, Senhor?".

Saudações fraternas!




Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 10 de Abril de 2009, 19:47
Olá Atlante,

Também estou em total sintonia contigo. Se disserem que não sabemos pensar, tanto pior. :) Aqui no fórum, por exemplo, temos uma analogia com o mundo espiritual. Não nos vemos, mas percebemos muito do que somos pelo que cada um diz e como diz, como reage quando contrariado, como aceita críticas, etc..

Olá Vítor,

5 estrelas. Simples, directo e conciso, como todo o Espírito Superior ;)

Olá orarevigiar,

Essa "inquietação" é muito boa. Desde que não nos tornemos "maníacos da perfeição" e que saibamos perdoar a nós mesmos, o Espiritismo é um desafio apaixonante de auto-melhoramento. Há religiões que alijam a responsabilidade dos erros para as "tentações do Diabo", e mesmo entre nós, espíritas, viceja o hábito de culpar os Espíritos imperfeitos. Ora o Espiritismo ensina-nos que "fora da Caridade não há salvação", o que coloca toda a responsabilidade  em nós, mas também o mérito.

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Carlos Ribeiro em 10 de Abril de 2009, 19:56
Olá a todos.
Só para dizer que de todos os estudos mensais realizados no fórum até agora e que tive oportunidade de acompanhar, este está a ser aquele mais bem moderado. Os meus parabéns ao Mário pela forma coerente como conduz o debate. Estou de acordo em tudo o que ele tem dito.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Isis Maria em 10 de Abril de 2009, 20:00
Olá a todos, uma linda e maravilhosa tarde!

e como convidada fui a participar do tópico, absolutamente nada a dizer, só venho  deixar uma mensagem do nosso irmão Bezerra de Menezes

Bezerra convida-nos à reflexão
        
PROBLEMAS DO MUNDO
 
      
O mundo está repleto de ouro.
Ouro no solo. Ouro no mar. Ouro nos cofres.
Mas o ouro não resolve o problema da miséria.

O mundo está repleto de espaço.
Espaço nos continentes. Espaço nas cidades. Espaço nos campos.
Mas o espaço não resolve o problema da cobiça.

O mundo está repleto de cultura.
Cultura no ensino. Cultura na técnica. Cultura na opinião.
Mas  a cultura da inteligência não resolve o problema do egoísmo.

O mundo esta repleto de teorias.
Teorias na ciência. Teorias nas escolas filosóíicas. Teorias nas religiões.
Mas as teorias não resolvem o problema do desespero.

O mundo está repleto de organizações.
Organizações administrativas. Organizações econômicas. Organizações sociais.
Mas as organizações não resolvem o problema do crime.

Para extinguir a chaga da ignorância, que acalenta a miséria; para dissipar a sombra da cobiça que gera a ilusão; para exterminar o monstro do egoísmo que promove a guerra; para anular o verme do desespero, que promove a loucura, e para remover o charco do crime, que carreia o infortúnio, o único remédio eficiente é o Evangelho de Jesus no coração humano.

Sejamos, assim, valorosos, estendendo a Doutrina Espírita, que o desentranha da letra, na construção da Humanidade Nova, irradiando a influência e a inspiração do Divino Mestre, pela emoção e pela idéia, pela diretriz e pela conduta, pela palavra e pelo exemplo e, parafraseando o conceito inolvidável de Allan Kardec, em torno da caridade, proclamemos aos problemas do mundo:

“Fora do Cristo não há solução”.
 

Bezerra de Menezes
 
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: orarevigiar em 10 de Abril de 2009, 20:45
Estou completamente de acordo, Mário. 

Os "maníacos da perfeição" acabam por estar mais atentos a essa pretensa perfeição e creio terem grandes dificuldades em  caminhar até ela pela perda de oportunidades e tempo que consomem a tentar recriar em si mesmos modelos inacessíveis à maioria de nós.  É fugir do caminho principal e perder-se por atalhos, pois o tempo não se repete e o momento é sempre este. A História e o tempo que corre são fartos em situações de extremismos que tocam o fanatismo, em que os envolvidos perdem de si mesmos a essência,  acreditando poderem assim ficar livres das respectivas consequências, como se de causas sem efeitos futuros se tratasse. Não os há.


Esse mérito é conquista permanente, sem culpas, mas também sem vitimização, pois a renovação é nossa tarefa como oportunidade e não como punição, criados que fomos por um Deus de Amor.







Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Gigii em 10 de Abril de 2009, 20:56
Olá Mário

Continuo gostando dos teus posts. Revejo-me em tudo o que dizes e acima de tudo gosto da forma como continuas com os pés bem assentes na terra, sem misticismos nem crendices.

E porque todos nós gostamos de sentir que nos compreendem, quero sublinhar que faço minhas as suas palavras Atlante!

Em relação ao debate:
Fala-se sempre em bons guias e entidades do baixo Astral. Quando não são uns a comunicar serão os outros. Entre uns e outros não haverá mais ninguém que interfira?

Da mesma forma que Kardec,apresenta-nos no Livro dos Espíritos as escalas de evolução dos espiritos, afirmando que estas não são estanques, assim é a diversidade de espiritos que se comunicam.
A meu ver, a maioria dos espiritos que se comunicam são familiares. Dirão que familiares são todos, mas refiro-me às suas preocupações pessoais que se sentem em mensagens personalizadas, quase sempre a focalizar questões individuais ou do foro intimo.
Muitos serão bons, outros nem tanto. Mas dada a nossa condição de espíritos ainda com a propensão para o mal, espiritos ignorantes, condição que não podemos dissociar da mediunidade, são raras as comunicações de espíritos Bons (aqueles que detêm a predominância do espírito sobre a matéria.

Esta questão remete-nos para a outra que é a identidade dos espíritos, e que a seu tempo será aqui objecto de estudo.

Objectivamente, em resposta à sua pergunta Atlante, o Mario deu a resposta ao afirmar:
Citar
Mensagens boas provocam bom ambiente. Mensagens inspiradas por mistificadores geram mal estar e discórdia se houver quem as questione.

Se nós avaliamos uma pessoa pelos seus actos e pelo seu exemplo, assim pode ser feito em relação ao que os espiritos dizem.

Outra questão pertinente levantada, é a de sermos conduzidos pelos espiritos. E tem todo o interesse ser discutida quando se fala em criar um centro espírita.

Tenho conhecimento que existem centros espíritas que questionam a espiritualidade antes de dar qualquer passo. Aliás, nada é feito sem que os mentores digam o que se vai fazer. Eu já participei num centro que funciona assim.
Anda tudo em função do que ditam os espiritos, a ponto que um ano as palestras são a tal dia e hora, noutro ano muda tudo, e por aí adiante...
Se um colaborador quer estudar: aguarde até que os espiritos digam quando...Se um colaborador tem uma sugestão:tem de se perguntar 1º aos mentores se tem viabilidade...etc, etc.

Isto é grave!
Conheço uma medium, que quando vai à casa de banho (banheiro) leva papel e lápis, porque os espiritos querem se comunicar e não há como não permiti-lo.

Sabemos que estamos rodeados de espiritos 24horas por dia, e que somos influenciados a toda a hora, mas também sabemos que só nós somos responsáveis pelas nossas atitudes e sentimentos.

Já aqui o disseram: espíritos bons (II ordem segundo o L.E), não se detém em dar orientações comezinhas ou individuais. Daí que se deve reflectir sobre as orientações constantes, de supostos mentores, que pretendem intervir na vida diária de cada um ou de uma instituição.

Estas situações deveriam ser debatidas em grupo dentro dos centros, para que não se caminhe para casos como o relato em "Aconteceu na casa espírita"...

É a minha visão, amigos.

Bisouxss  :-*
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Mateus em 11 de Abril de 2009, 00:01

 Olá a todos
 
 Acredito, que é importante o facto de não se valorizar, as comunicações, e psicografias, recebidas e efectuadas, individualmente.
 Será de considerar, todos os acontecimentos, pelo mínimo, para estudo ou reflexão quanto acontecidos, no grupo, ou centro espírita.
 Pela novidade a quando as primeiras vezes, acontecem, costumam criar, hábitos, que estes poderão por isso mesmo, encaminharem-se a mais falsas pretensões, dado que a pergunta poderá ser: Porquê que é atravez da minha pessoa, , que vou receber a comunicação, tal ou psicografia tal do espirito tal?
 Naturalmente no dia a dia, todos nós recebemos e cada um a seu modo, intuições, quando estas acontecem, quase que de imediato, temos de agir, e será neste acontecido,              que cada de nós vai, actuando, conforme é, e fundamental vai actuar, no momento em que está.
 É muito forte, quantoa esta realidade, a de nos deixarmos de nos iludirmos, como também e por simpatia, disso mesmo termos ou não a consciência de iludirmos muitos outros.
 Para vivermos, não necessitamos de viver, esta auto-indução a mais das vezes inconsciente.
 
 Obs: Não tenho a certeza se consegui escrever o que penso sobre este assunto.

 Muita Paz para todos

 Mateus
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: FENet em 11 de Abril de 2009, 00:15
Olá amigos!

Tenho acompanhado "silenciosamente" este estudo.
O tema está em muito boas mãos e a ser moderado de uma forma exemplar. Abordado de uma forma concisa, cristalina e fraterna.
É muito interessante analisar as diversas intervenções, e numa troca de ideias salutar, permitir enriquecer o nosso conhecimento pelo cada um de nós sabe, seja pela teoria e/ou experiência.

Abraços ;)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 11 de Abril de 2009, 00:17
Olá Mário!

Olá Taprobana,

Sem querer questionar a sua fé, gostava de saber que parte da doutrina espírita é que não merece a sua concordância. Quer partilhar?

Com todo o gosto, amigo. As razões de fundo prendem-se com a lógica e a razão.

Não entendo porque motivo na doutrina espírita são abordados assuntos que aparentemente, em nada contribuem e em nada estão relacionados com o propósito da retransmissão da Verdade de Jesus, sendo antes pelo contrário motivo de desfoque daquilo que é a sua mensagem, respondendo a questões que são da competência do potencial do Homem, tentando assim antecipar o conhecimento das coisas banais da vida, indo muito para além da transmissão das “verdades” que ao Homem não são possíveis entender porque para tal lhes faltam os sentidos, ou seja, as questões relacionadas com a sua fé, com a sua percepção de Deus, ou seja, as questões que ajudam aqueles em que a dúvida se instala a reencontrar o caminho e o sentido da vida, ou seja, o sentido do AMOR.

Tentando ser um pouco mais claro, e repetindo o mesmo exemplo já anteriormente por mim utilizado noutros tópicos, no que se refere à pluralidade de mundos habitados, o conhecimento que necessitamos ter a esse propósito é uma consequência da revelação da imortalidade da alma, dos processos evolutivos através da reencarnação e da forma como isso se processa.

Não consigo conceber que um “Espírito de Verdade” possa estar disponível para responder a questões que se prendem à pura curiosidade humana explicando de forma pouco clara e cada vez menos verosímil acerca da existência de vida encarnada neste e naquele planeta do nosso sistema solar, atribuindo por exemplo à electricidade, na altura ainda um enigma não decifrado, propriedades que hoje sabemos não serem de todo verdadeiras.

Mesmo que esses espíritos falem verdade, e que nesses planeta exista vida encarnada em matéria não bariônica (não constituída fundamentalmente por protões e neutrões) a cujos nossos sentidos não sejam por isso sensíveis, mesmo que afinal a electricidade possa ter em si mesmo características que permitam substituir a energia solar nos planetas mais afastados do sol, é muito pouco prudente, é por demasiado humano, é um erro grosseiro afirmar uma “verdade” que passadas poucos anos seria altamente questionável e que hoje sabemos ser uma das maiores portas de entrada para a mistificação e a mentira que é cultivada por aqueles que no espiritismo vêm uma forma de afirmação ou de rentabilidade pessoal.

Não consigo imaginar Jesus com este tipo de postura perante os Homens.

Eu acredito, que consoante a elevação dos propósitos que movem uma acção, a isso corresponde um nível de elevação do espírito que a assiste. Tanto hoje como à 150 anos atrás.

Um abraço amigo.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 11 de Abril de 2009, 00:48
Olá Gigii, amiga!


Por estas razões eu sinto-me órfão… não tenho religião…  :'(


Meu amigo Taprobana, mas que "mal" tem não ter religião? Você sente que sem religião não é feliz?

Não é uma questão de felicidade… é mais uma questão de coerência com a razão… Não me parece provável que somente eu esteja correcto e todos os outros enganados…

Quando um pelotão marcha o que leva o passo trocado é que está errado… não é ele que vai bem e todos os outros mal…  :D. Algo não bate certo.


Entendi muito bem o que disse, e achei muito lúcida a sua partilha de ansiedades. Mas não acha que ao julgar-se "excumungado" e outros afins, está a retirar algum trabalhinho a Deus? (sorriso)

Essa imagem tem a ver com uma verdade irrefutável que nunca as instituições, religiosas ou não, são moldáveis a um indivíduo. Não faz sentido que assim seja… é impossível… a partir do momento em que este deixa de por em prática ou de aceitar ou de acreditar nos seus dogmas, princípios, crenças, rituais, naturalmente deixa de ser um dos seus membros. Mesmo que diga que sim, que é…  :)

Com toda a sinceridade eu lhe digo que há momentos que eu desanimo, pois não me sinto capaz, nem com vontade, de levantar uma bandeira de um movimento que tem tantas brechas. Daria tudo, nessas horas, para fugir para um local sossegado, onde só estivesse eu e Deus.
Só que...Deus está sempre connosco, e daí que não serve de nada fugir dos outros, porque Deus também está com os outros, entende?

Ainda ontem comentava com um amigo, que eu ainda sinto falta de certos rituais, que adoro uma igreja vazia para poder orar com coração, e ele disse-me que não havia mal nenhum nisso, pois chegaria o dia em que não precisaria mais.
E é isto que queria partilhar consigo: não se perturbe por ser como é. Deus aceita-nos como somos, ama-nos sem nos exigir nada...só temos de confiar.

Obrigado amiga pelo seu carinho.

Um abraço
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 11 de Abril de 2009, 00:50
Olá Carlos Ribeiro,

Grato pelas tuas palavras. Sempre tivemos relações de mútua cordialidade e respeito, e a tua simpatia deve ter pesado na apreciação que fazes, mas... de facto está a correr bem :) As intervenções têm sido objectivas, a postura de todos tem sido harmoniosa, de efectivo estudo e partilha. Não tem havido picardias pessoais, apenas naturais e salutares diferenças de opinião, mas o debate é bem-vindo. Todos têm entendido que não há aqui "sábios" e "aprendizes", mas que somos todos companheiros espíritas pondo em comum opiniões e experiências. São esses afinal os ingredientes de u grupo espírita, e nós, sem darmos por isso, temos estado aqui a reproduzir o que se passa na formação de um grupo.

Olá Isis Maria,

Não conhecia esse texto. Muitas vezes tenho tentado pôr em palavras essa ideia que muitas vezes me acorre, mas enredo-me nas ideias e não consigo essa simplicidade, que só um Espírito da craveira evolutiva de Bezerra é capaz de atingir. Numa palavra: maravilhoso!

Olá orarevigiar,

É isso mesmo. Estamos "entalados" entre os extremos do materialismo que nos convida a gozar a vida através do excesso, e o outro extremo, do ascetismo das religiões, que nos aconselham a renegar o mundo, e a fazer da mortificação e da culpa virtudes.  

Só Deus sabe quem terá razão, mas geralmente é no meio que está a virtude, como é habitual dizer-se...

Olá Gigii,

Subscrevo inteiramente as suas palavras. Há demasiados centros que ainda funcionam assim. Há quem chame a essa prática o "guiismo".
Não podem ser Espíritos Superiores, com efeito, os que se prestam ao papel de nos privar do nosso livre-arbítrio. Os Bons Espíritos são pessoas como nós, mas estão em outro plano, e sabem melhor que nós que não lhes cabe decidir das nossas tarefas. Quando eles entendem, eles fazem-nos chegar as suas observações, os seus conselhos, sem ser necessário estar sempre a pergunatr-lhes. Por esse caminho voltamos aos oráculos da Antiguidade, que motivaram a célebre proibição de Moisés no Deuterónimo, XVIII - que é frequentemente usada pelos inimigos do Espiritismo para o denegrirem.

"Mas os Espíritos que se comunicam através de mim e que me dizem o que fazer são muito bonzinhos" - objectam alguns. Pois bonzinhos serão. São Espíritos familiares, e nada lhes dá mais prazer do que aconselhar os seus "meninos". Mas boas intenções não significam sabedoria.

Essa da casa de banho ilustra bem o que é a prática mediúnica mal conduzida. E vá lá a gente depois convencer essa médium de que está sob um processo de fascinação... Está tudo na Codificação, mas quem está "nessa", acha que nada disso lhe diz respeito.

(Já continuo noutro post, para este não ficar muito longo)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 11 de Abril de 2009, 00:56
Olá Susana, amiga!


Amigo Taprobrana,

Deixe que lhe diga uma coisa, vc é mais espirita que muitos que se dizem espiritas ou mesmo só frequentam um Centro espirita.

Sabe porquê?

Porque um espirita é um espirita porque se torna aprendizado da Doutrina Espirita, mas um verdadeiro Cristão e um bom Espirita é o que segue a Cristandade.

Não se abstenha do que sente nem da sua fé, dizendo eu nao sou espirita.

Aqui, e mim mesma emprego o ser espirita na visão de explicações e no estudo do Espiritismo, porque eu considero-me Cristã. A Cristandade não é espiritismo, mas o espiritismo é cristão. ;)

Assim, siga o que lhe dita o coração, sinta-se bem e onde se sinta em casa, Deus esta em todo o Lado, e os ensinamentos de Jesus na vida que temos, por isso Taprobrana, seja o que entender, mas seja-o verdadeiramente e estará a agradar a Deus como a si mesmo! ;)

Um abraço

Obrigado pelo carinho, amiga.

Um abraço
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 11 de Abril de 2009, 01:21
Olá Mateus,

Se bem entendi, a chamada de atenção é para uma constante análise das comunicações recebidas, e do seu enquadramento na actividade geral do grupo.
Entenda-se que não se trata de policiar os médiuns. Os médiuns entregam a mensagem, são responsáveis por ela até certo ponto (são inaceitáveis p. ex., grandes agitações físicas nas psicofonias, a linguagem obscena é de todo inaceitável, nas psicofonias ou psicografias, etc.), mas o médium não é "culpado" de permitir que um mistificador se comunique através dele.

Analisa-se uma mensagem, ou várias, chega-se à conclusão de que é uma mistificação. O médium não tem que ficar melindrado. Ele entregou a mensagem. Fez o seu trabalho. Mai' nada!

O Mateus alerta também em relação à exclusividade nas comunicações. Sempre que um médium só recebe comunicações só de um Espírito, temos fascinação pela certa. E é mais que comum o mesmo Espírito comunicar-se através de vários médiuns. Ficar sentido com isso? Seria absurdo pretender que um amigo só falasse connosco, então porque ficar-se melindrado se o Espírito X se comunica por outro médium? Joanna de Ângelis, por exemplo, ditou recentemete um romance a um médium português. Divaldo ficou encantado.

Olá Unformatted,

Obrigado pela força :) Como eu disse no início deste tópico, moderar um tópico, varrer o centro, colar cartazes, é igual. É preciso é fazer-se com amor :)

Olá Taprobana,

Não tenho formação científica, pelo que é difícil para mim objectar ao que expõe. Mesmo que essas descrições não tenham vindo de Espíritos Superiores, e estejam feridas de imprecisão, ainda temos no resto da Codificação boa matéria que nos permite afirmar sermos espíritas, sem problemas. Falo por mim. Se amanhã essa objecção for legitimada, acho que as edições de A Génese devem conter uma nota de rodapé com o esclarecimento, mas só por isso não deixarei de ser espírita. Se, no entanto, um dos pilares do Espiritismo* fosse provado estar errado, aí sim, a doutrina deixava de fazer sentido.

* - Deus, imortalidade da alma, reencarnação, comunicabilidade dos Espíritos, pluralidade dos mundos habitados (esta nota é para os não-espíritas que possam estar a acompanhar este estudo).
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 11 de Abril de 2009, 01:23
Olá Elsamar, amiga!

O espiritismo respondeu a todas as questões que coloquei a mim mesmo acerca das “verdades” que me foram transmitidas no catolicismo. Os conceitos do evangelho espírita são aqueles que eu acredito como verdadeiros e como aqueles que através do “Espírito de Verdade” traduzem e dão sentido às palavras de Jesus.

Por estas razões eu sinto-me órfão… não tenho religião…  :'(


Taprobana,

o problema é de fácil resolução:

Adopta Deus como pai e Maria como Mãe e ainda ganha um Irmão como não há igual, o nosso Irmão maior Jesus. :)

Para se ser um espírito de Bem, não é obrigatório ter uma religião. Jesus não tinha uma religião e quando queria falar com o Pai (no monte Tabor, no monte das Oliveiras ou noutros sítios) isolava-se por vezes dos seus apóstolos. Por isso se sentir essa necessidade, vc pode entrar numa igreja católica, evangélica, protestante, numa mesquita, num centro espírita e penso que Deus estará presente em todos esses lugares para falar consigo e não levará a mal vc escolher um desses locais em detrimento dos outros.

Muito bem Elsamar! Belas e reconfortantes palavras. Obrigado amiga!


Nunca poderia fazer parte de um grupo espírita e muito menos ser um dos seus mentores pois eu só creio em parte da doutrina e não sou Católico pois para além de só crer em parte da religião, sou divorciado, tenho uma nova mulher e filhos de mais do que uma mãe, motivo mais do que suficientes para estar de castigo e nem poder comungar… penso não ser necessário ser excomungado uma vez que eu próprio me excomunguei…


Amigo Taprobana,
isso não parece seu. Que não faça parte de um grupo espírita por só acreditar em metade da doutrina ainda é compreensível.
Agora vc estar a fazer autopunição por ser divorciado, ter uma nova mulher e ter filhos de mães diferentes, não percebo.
Eu também sou divorciada, tenho filhos de pais diferentes, só não tenho é um homem novo. :D, e não me sinto diminuída por isso. Foram provas pelas quais eu tive de passar, que me fizeram evoluir e outras ainda virão.
Isso são preconceitos. Ou acha que todos os dirigentes e trabalhadores espíritas assim como os padres e outros membros da Igreja Católica têm percursos exemplares de vida?

Pense nisso ;)

Abraço.



Bom… na verdade não era bem esse o sentido das minhas palavras… o que eu quis dizer é que quando uma conduta não esta enquadrada com aquilo que uma determinada religião preconiza, leva a que seja incoerente a participação em rituais religiosos que pressupõem a aceitação dos seus significados próprios.

No entanto amiga, apesar de felizmente do ponto de vista da consciência estar francamente tranquilo no que se refere ao decurso dos acontecimentos da minha vida, hoje não agiria da mesma forma perante as mesmas circunstâncias passadas. Não por imposição externa, mas sim por minha própria vontade. Por imposição da minha consciência.

E devo isso cada um de vós. A todos aqueles que me proporcionaram as experiencias de vida.

Um abraço amiga.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 11 de Abril de 2009, 01:36
Olá Atlante, amigo!

Olá Trapobana

Eu não sou espírita, pelo simples facto de que ser espírita implica, como vários nossos amigos já referiram e com razão, que a compreensão e aceitação desta doutrina seja total e não parcial.

Há muitos equivocos acerca da Doutrina Espírita. Claro que existem principios, conhecimentos e regras que são próprias da Doutrina, no entanto ela é suficientemente abrangente para permitir leituras diversificadas.
 
Por isso te digo que, se é esta a razão porque não te sonsideras Espírita, bem hajas meu irmão. A doutrina Espírita não é uma doutrina de pensamento único, monocordica na sua interpretação. Ela está aberta ao livre pensamento e aos livres pensadores. E possibilita leituras diferentes a cada um de nós. A interpretação que cada um poderá fazer depende de conceitos e ideias anteriormente adquiridos. Claro ressalvando sempre aquelas questões que lhe são próprias e que a tornam diferente das outras.
Nota que ela não é, nunca foi, nem nunca será uma religião. Tal como a doutrina que Jesus nos deixou não é de forma alguma uma religião, nem sequer esa foi a sua intenção. Os homens é que trataram logo de se apropriar da mensagem de Jesus para, como sempre haviam feito através dos tempos, subjugarem os outros homens.
Noto alguma preocupação, da tua parte, em estares alinhado nalguma corrente. Não o faças, sê como és e a manifestação do que és, pois dessa forma estarás correcto, sabendo, no entanto, que, amanhã, necessitas ser melhor que hoje, porque viveste mais um dia.

Obrigado meu irmão.

Um abraço.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 11 de Abril de 2009, 01:39
Olá Vítor, amigo!

Olá Taprobana

Eu creio na doutrina espirita, pois ela faz sentido para mim. Trata-se de interpretação das palavras de Jesus e das leis da vida que o meu coração e a minha compreensão racional dizem ser a mais próxima da verdade.

Em meu entender, ser espirita é uma filosofia e uma prática de vida que se aproxime tanto quanto possivel da doutrina moral espirita, ou seja da interpretação espirita das palavras de Jesus de Nazaré. Também é acreditar em determinados postulados:

- Em Deus (de acordo com a definição do Livro dos Espiritos)
- Na reencarnação
- Na imortalidade da alma
- Na comunicabilidade dos espiritos
- Na pluridade dos mundos habitados
- Na evolução dos seres espirituais, desde simples e ignorantes, até espiritos puros.

Todavia ser espirita não é um compromisso com ninguém, a não ser connosco próprios. Nem é nenhuma obrigação de participar ou ser fiel e obediente a determinadas organizações ou a determinadas pessoas. Seguir cegamente esta ou aquela pessoa ou organização, é crendice e não crença sólida. Pessoalmente não sinto obrigação de dizer a ninguém o que sou ou não sou. A minha vida está à vista, e diz melhor aquilo que eu sou do que 10 mihões de palavras, mesmo com desenhos à mistura.  

bem hajas

Obrigado meu irmão.

Um abraço
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: sophiearvor em 11 de Abril de 2009, 01:50
Estive a ler tudo e pensei o seguinte:  todos nós estamos já a dar resposta ao tópico.  Parece-me que formámos um centro espírita aqui, ou melhor, o seu começo.  A sintonia é excelente e as dificuldades são vencidas pelo respeito mútuo.

Um dia, todos os centros espíritas serão assim.

Que linda lição esta vossa!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 11 de Abril de 2009, 02:09
Olá Taprobana,

Não tenho formação científica, pelo que é difícil para mim objectar ao que expõe. Mesmo que essas descrições não tenham vindo de Espíritos Superiores, e estejam feridas de imprecisão, ainda temos no resto da Codificação boa matéria que nos permite afirmar sermos espíritas, sem problemas. Falo por mim. Se amanhã essa objecção for legitimada, acho que as edições de A Génese devem conter uma nota de rodapé com o esclarecimento, mas só por isso não deixarei de ser espírita. Se, no entanto, um dos pilares do Espiritismo* fosse provado estar errado, aí sim, a doutrina deixava de fazer sentido.

* - Deus, imortalidade da alma, reencarnação, comunicabilidade dos Espíritos, pluralidade dos mundos habitados (esta nota é para os não-espíritas que possam estar a acompanhar este estudo).


Olá Mário, desde há pouco…

Em primeiro lugar gostava de te dizer que tal como o Atlante estou de acordo e em sintonia com tudo aquilo que expões. Realmente tendo-te como amigo, quase dá vontade de tirar umas férias e deixar contigo a responsabilidade de pensar. A tua exposição em resposta à interpelação de Atlante a propósito dos profetas é brilhante e de uma honestidade intelectual exemplar.

Um abraço amigo.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Mateus em 11 de Abril de 2009, 10:05

 Olá Mário e a todos

 Pela explicação que me deste, eu entendi-a, assim reconheço que não consegui o que que pretendia colocar. Se tiver de ser mais tarde poder-se-á falar sobre o assunto.
Faço muitas das vezes no dia a dia um controle, para não me expor com a sinceridade, que sinto, que a devia expor.
Estas ultimas palavras, que escrevi, são originadas, pelo sentir das mostragens, dos intervenientes neste tópico.
Todos, nos sentimos, satisfeitos, gratos pela simples oportunidade, de o podermos fazer, e como se não bastasse, também qual, a finalidade das nossas postagens.
Devo e quero aproveitar, esta oportunidade, para escrever com o maior grau de sinceridade, para comigo,e para com cada um de vós.
Sinto que cada um de nós, está transmutando, as cordilheiras, ainda desta passagem terrena, assim, deveremos continuar, apelando a nós próprios, na atitude corajosa de sermos   o mais sinceros, com o que nos é mais díficil, a cada chamado momento.
Todos nós estamos e vamos no caminho, do Pai.
Temos a missão, de estarmos atentos, para não nos desviarmos, desta intenção, a de sabermos que estamos e iremos sempre, na Luz, que nos ilumina, criada como alimento permanente do Pai para Nós e novamente para Ele e será  sempre assim.
Sabemos, que tudo o que criamos, o Pai sabe, nós no presente, sabemos , e nesta oportunidade, de escrever-mos, as nossas opiniões, desejamos, partilhar com fraternidade, a razão da nossa existência, com sinceridade, paz,  harmonia, , desejamos todos fazer parte integrante do manto de luz, que O Nosso Amigo e Irmão Jesus permanentemente o alimenta para que cada um de nós, se desvie o menos possível do Caminho Para O Pai.

  Nas coisas da vida terrena, deveriamos digo eu actuar a 10 á hora, no objectivo maior, o caminharmos para o Pai deveriamos ir a 1000 ou mais á hora.

 Paz para todos

 Mateus
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Isis Maria em 11 de Abril de 2009, 19:39
Olá novamente meu querido irmão Mário e a todos do fórum, agora tenho algo a dizer  :D

Quando deixei a mensagem de nosso amado irmão Bezerra de Menezes convidando-nos a reflexão, em relação aos problemas que emanam do mundo, queria com isso transmitir o seguinte:

Assim como Bezerra de Menezes nos diz, que o mundo está repleto de ouro, espaço, cultura, teorias, organizações sociais, mas, que tudo isso junto não resolve o problema do mundo, porque o único remédio capaz de curar/mudar o mundo é  O Evangelho de Jesus no coração de cada um.

Quero aproveitar essas palavras para simplesmente dizer, que nada adianta também as casas espíritas, os templos, as igrejas, se não nos esforçarmos para MUDARMOS nosso interior, é necessário e urgente trabalharmos em nossa TRANSFORMAÇÃO MORAL em nossa REFORMA ÍNTIMA.   

Nossos pensamentos, nossos sentimentos, são os reflexos de nossas palavras e ações.

Cada pensamento, cada sentimento, palavra e ação são geradores de energias ou seja  formam nossa própria vibração, então que os nossos pensamentos, sentimentos, palavras , atitudes sejam sempre de AMOR AO PRÓXIMO, PAZ, ESPERANÇA, FÉ, que prossigamos  seguindo a luz da humildade, simplicidade, bondade, renúncia, desprendimento,  e sabedoria de nosso divino mestre Jesus.

Ainda sinto que muitos estão distante desta transformação/vivência evangélica, mas sei que é preciso tempo, o tempo não importa, o que importa é o esforço contínuo que se faz para atingir a essa Transformação Íntima

Que durante esse tempo possamos observar as nossas ações e pensamentos para assim  realizarmos as correções que são necessárias ao ajustamento de nossos atos de acordo com os ensinamentos do Mestre.

Deus assiste e auxilia sempre, mas precisamos fazer a nossa parte se desejamos verdadeiramente melhorar.
 


E o que seria esta REFORMA ÍNTIMA???

A Reforma Intima é um processo continuo de autoconhecimento, de conhecimento da nossa intimidade espiritual, modelando- nos progressivamente na vivência evangélica, em todos os sentidos da nossa existência. É a transformação do homem velho, carregado de tendências e erros seculares, no homem novo, atuante na implantação dos ensinamentos do Divino Mestre, dentro e fora de si.

Por que a Reforma Íntima?

Porque é o meio de nos libertarmos das imperfeições e de fazermos objetívamento o trabalho de burilamento dentro de nós, conduzindo-nos compativelmente com as aspirações que nos levam ao aprimoramento do nosso espírito.

Para que a Reforma Íntima?

Para transformar o homem e a partir dele, toda a humanidade, ainda tão distante das vivências evangélicas. Urge enfileirarmo-nos ao lado dos batalhadores das últimas horas, pelos nossos testemunhos, respondendo aos apelos do Plano Espiritual e integrando-nos na preparação cíclica do Terceiro Milênio.

Onde fazer a Reforma Íntima?

Primeiramente dentro dós mesmos, cujas transformações se refletirão depois em todos os campos de nossa existência, no nosso relacionamento com familiares, colegas de trabalho, amigos e inimigos e, ainda, nos meios em que colaborarmos desinteressadamente com serviços ao próximo.

Quando fazer a Reforma Íntima?

O momento é agora e já; não há mais o que esperar. O tempo passa e todos os minutos são preciosos para as conquistas que precisamos fazer no nosso intimo.

Como fazer a Reforma Íntima?

Ao decidirmos iniciar o trabalho de melhorar a nós mesmos, um dos meios mais efetivos é o ingresso numa Escola de Aprendizes do Evangelho, cujo objetivo central é exatamente esse. Com a orientação dos dirigentes, num regime disciplinar, apoiados pelo próprio grupo e pela cobertura do Plano Espiritual. conseguimos vencer as naturais dificuldades de tão nobre empreendimento, e transpomos as nossas barreiras. Daí em diante o trabalho continua de modo progressivo, porém com mais entusiasmo e maior disposição. Mas, também, até sozinhos podemos fazer nossa Reforma íntima, desde que nos empenhemos com afinco,  vivendo coerentemente com os ensinamentos de Jesus.

(Estas perguntas/respostas foram retiradas do  livro MANUAL PRÁTICO DO ESPÍRITA de Ney Prieto Peres, editora Pensamento).

Paz, luz, Amor e transformação !!!!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 11 de Abril de 2009, 20:22
Hoje a RTP repetiu o magnífico filme "Jesus", com Jeremy Sisto no papel de Jesus, Jacqueline Bisset no papel de Maria, Debra Messing (a Grace de "Will & Grace) no papel de Maria Madalena, e outros excelentes actores. Em vez do Jesus habitual do cinema, distante, hierático, de olhos vítreos, sabendo-se destinado a uma missão, esta versão cinematográfica mostra-nos um Jesus humano, que descobre a pouco e pouco a sua missão e dela toma consciência.

Um Jesus cheio de simplicidade e de humildade, que a certa altura diz aos seus seguidores que aprendeu com uma mulher de Canaã. A mulher veio ao seu encontro pedir-lhe que curasse a filha obsidiada. Jesus começou por repeli-la, pois estava crente de que viera para "as ovelhas tresmalhadas da casa de Israel", como as Escrituras assinalavam. Contudo, a fé da mulher tocou-o e ele admitiu ter recebido uma lição. "Se eu posso aprender, vocês também podem", disse Jesus aos seus seguidores, que o preferiam um líder mais político e menos espiritual.

Perante este e outros exemplos de Jesus, que a nossa admiração transforma muitas vezes no próprio Deus (sendo que jesus NUNCA se disse Deus), o que temos nós então que aprender?... Muito mais que Jesus, pelo que a humildade verdadeira se faz essencial nas nosssas tarefas.
Meditando no exemplo de Jesus de Nazaré, nosso Guia e Mestre, podemos ver como ele seguiu o seu caminho de Espiritualidade, degrau a degrau, formou um grupo harmonioso, talhado no convívio de anos, e foi ensinando e delegando tarefas. Nunca se deu ares de "durão", de sábio, ou infalível. Igual a si próprio, nunca se fez mais nem menos do que era.
Da vida missão de Jesus podemos também avaliar como a intriga se insinua até no grupo mais bem orientado, e pode causar grande convulsão.
O exemplo e os ensinamentos de Jesus e dos primeiros cristãos são uma foco de luz que nos guia sempre com segurança.

Continuo a gostar muito das vossas intervenções, e agradeço a vossa generosidade para comigo (bem se vê que não me conhecem... ;))

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: aruanda em 11 de Abril de 2009, 20:33
Citar
Continuo a gostar muito das vossas intervenções, e agradeço a vossa generosidade para comigo (bem se vê que não me conhecem... )

Mário, eu conheço-te  ;) e, não é generosidade é realidade.
Tu realmente és uma enorme "mais valia" para o espiritismo em Portugal.

Claro que digo isto muito à vontade porque além de tudo és humilde.

claro que ainda não atingiste a perfeição ....mas, ainda bem senão já não vinhas ao fórum  :D :D ;D ::)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 11 de Abril de 2009, 20:39
Olá Aruanda,

Já estou melhorzinho, um bocadinho, graças ao Espiritismo. Já não fervo em tão pouca água, pelo menos, como no início do fórum :) É caso para dizer que os maus hábitos também se tiram (sobretudo à custa de batermos tantas vezes com a cabeça na parede).

Publiquei no Blog de Espiritismo este texto da Gigii: http://blog-espiritismo.blogspot.com/2009/04/atencao-ao-guiismo.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2Jsb2ctZXNwaXJpdGlzbW8uYmxvZ3Nwb3QuY29tLzIwMDkvMDQvYXRlbmNhby1hby1ndWlpc21vLmh0bWw=)

Aquele caso do médium que leva lápis e papel para a casa de banho (banheiro), é de realçar. Não para fazer troça, é claro, mas para vermos como, com a melhor das intenções, podemos ser enganados por Espíritos "engraçadinhos".

Chamei-lhe "Atenção ao Guiismo"

Cheers,

Mário
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: aruanda em 11 de Abril de 2009, 20:50
 sinceramente acredito que é um dos problemas mais graves  no espiritismo .

Isso e pensarmos que os nossos problemas  edificuldades têm sempre uma origem espiritual.
Normalmente não fazemos auto-analise e depois tentamos arranjar "culpados" para não
assumirmos responsabilidades.

Um dia vamos aprender, como costumo dizer:
- Se não for pelo caminho do Amor, será forçosamente pelo da dor

E, a escolha é SEMPRE nossa.


Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 11 de Abril de 2009, 21:02
Olá Aruanda, Olá Mário

Quando muita gente perceber, como os guias funcionam, vai haver muito queixo caído.

Ah, minha amiga, tudo é espiritual, na justa medida em que todos somos Espírtos. ::) ::).

Uma boa Páscoa para todos.

Atlante

PS - Um dia vamos ter que debater Jesus e também o conceito que temos de Deus e dos seus atributos, claro que com toda a cordialidade, como neste tópico. 
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Carlos Ribeiro em 11 de Abril de 2009, 21:06
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Um dia vamos aprender, como costumo dizer:
- Se não for pelo caminho do Amor, será forçosamente pelo da dor
E, a escolha é SEMPRE nossa.
- Aruanda
Olá Olga. De facto é verdade que evoluímos ou pelo amor ou pela dor. Isso não tenho dúvidas. Agora se a escolha é SEMPRE nossa, aí já não tenho tanta certeza assim.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: aruanda em 11 de Abril de 2009, 21:09
Citar
Agora se a escolha é SEMPRE nossa, aí já não tenho tanta certeza assim. 


então porqu Carlos? Explica lá ;)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Carlos Ribeiro em 11 de Abril de 2009, 21:19
Explico sim Olga.
Como se explica que crianças nasçam deficientes, como se explica que pessoas fiquem paraliticas em acidentes de viação e fiquem numa cadeira de rodas para o resto da vida, etc?...
Nestes dois exemplos que dei (poderia dar centenas de outros) porque motivo sobreveio o sofrimento para resgate de débitos e porque não se optou pelo caminho mais florido do amor? Será masoquismo da parte do espírito ao escolher provas onde impera a dor? Ou será que não houve escolha mas sim imposição?
São dúvidas minhas...
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: FENet em 11 de Abril de 2009, 21:30
Citar
sinceramente acredito que é um dos problemas mais graves  no espiritismo .
Penso que a Olga quis dizer é, que é uma uma dificuldade dos Espíritas - dos adeptos do espiritismo.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: aruanda em 11 de Abril de 2009, 21:52
pois é Vasco, o sentido era esse mesmo mas, vou tentar dizer o q penso ao Carlos.

Citar
Como se explica que crianças nasçam deficientes, como se explica que pessoas fiquem paraliticas em acidentes de viação e fiquem numa cadeira de rodas para o resto da vida, etc?...
Nestes dois exemplos que dei (poderia dar centenas de outros) porque motivo sobreveio o sofrimento para resgate de débitos e porque não se optou pelo caminho mais florido do amor? Será masoquismo da parte do espírito ao escolher provas onde impera a dor? Ou será que não houve escolha mas sim imposição?
São dúvidas minhas...

Tu sabes muito bem que a lei causa / efeito ou acção /reacção(que alias foi feito um estudo anterior) , funciona no presente e pleo passado.
Normalmente as pessoas que nascem deficientes ,é porque já tiveram muitas oportunidades de mudar e não o fizeram.assim trazem uma limitação, não como castigo mas, como uma forma de evoluirem, não errando mais.
É preciso não esquecer que o corpo é deficiente mas o espirito continua lúcido e, essa limitação é o aprendizado para esse espirito encarnado.

Quanto aos acidentes...pode ser o mesmo.
lembro aqui a história de homem que ficou sem o dedo e estava muito triste porque era cumpridor de todos os deveres .
Mas, depois veio a saber que ele mesmo tinha escolhido passar pela prova de ficar sem um braço que era exactamente o que tinha feito  a um escravo numa vida passada.
atendendo a todos os testemunhos de amor que já dera, apenas ficou sem 1 dedo.
Portanto , a escolha é sempre nossa.

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Carlos Ribeiro em 11 de Abril de 2009, 22:05
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Mas, depois veio a saber que ele mesmo tinha escolhido passar pela prova de ficar sem um braço que era exactamente o que tinha feito  a um escravo numa vida passada.
atendendo a todos os testemunhos de amor que já dera, apenas ficou sem 1 dedo.

Isto faz-me lembrar a expressão evangélica: “Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados” (1 Pedro 4:8 ).
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 11 de Abril de 2009, 23:32
Olá Aruanda, minha amiga

Quanto aos acidentes...pode ser o mesmo.

Não pode, pura e simplesmente é.
No estágio em que nos encontramos, embora numa condição de evolução um pouco precária, já somos nós que determinamos as nossas provas, por vezes com ajuda na sua pre-definição. Nada acontece contra a nossa vontade, caso contrário como poderiamos entender o Livre Arbitrio?

Carlos, companheiro

Não te esqueças que as crianças de hoje são os velhos marretas de ontem e só Deus e eles sabem o que terá sido feito.
Não tenhas pena das pessoas, sente apenas compaixão por todos. Não te esqueças que eles se estão libertando de si próprios, do seu passado um pouco cinzento  :'(. Como haveremos de ter pena deles se estão num caminho de resgate?
Aqueles a quem mais temos que dar atenção são os que estão errando, pois esses estão contraindo déditos, que mais tarde vão ter que resgatar, possívelmente através do sofrimento. Tudo se processa através da consciencialização da forma de proceder, perante a creação de Deus.

Atlante 
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Isis Maria em 12 de Abril de 2009, 11:33
Querido irmão Mário, bom dia!!
 Bom dia a TODOS irmãos.

Mais uma vez estou aqui...

Citar
Estive a ler tudo e pensei o seguinte:  todos nós estamos já a dar resposta ao tópico.  Parece-me que formámos um centro espírita aqui, ou melhor, o seu começo.  A sintonia é excelente e as dificuldades são vencidas pelo respeito mútuo.

Um dia, todos os centros espíritas serão assim.

Que linda lição esta vossa!
 



Amigos esta frase acima me fez pensar, então estou eu aqui pensando com os meus botões......

Como as pessoas se deixam enganar....

Digo com toda convicção, aqui neste fórum, NEM TODOS estão preparados para orientar, auxiliar, proteger, AMAR uns aos outros, agora  Imaginem!! INICIAR UM "CENTRO ESPÍRITA" porque na verdade não amam nem a si mesmos, carregam ainda no coração as más tendências, ou seja o egoísmo, o orgulho, a vaidade, a ambição, a cupidez, o ódio, a inveja, o ciúme, a ironia, a hipocrisia etc etc.

se observarem bem alguns depoimentos com os olhos da alma, da sensibilidade sentirão e perceberão o que estou dizendo.

Para sermos colaboradores do mestre( tenho certeza que não há necessitade de centros para isso) bom, continuando, para sermos colaboradores do mestre em qualquer LUGAR precisamos ter a pureza e a bondade na alma, precisamos AMAR. amar de VERDADE e principalmente RESPEITAR nossos semelhantes ( como também a natureza/ animais)


Que linda esta lição de ficar ZOMBANDO, IRONIZANDO E BRINCANDO com os médiuns(seus mentores, ANJOS).....
Deveriam ter mais CUIDADO com as PALAVRAS e com os PENSAMENTOS.


Código: [Seleccione]
claro que ainda não atingiste a perfeição ....mas, ainda bem senão já não vinhas ao fórum 

Querida Aruanda,

Para atingirmos a perfeição, EVOLUIRMOS, este é o nosso OBJETIVO, precismaos OLHAR PARA DENTRO DE NÓS e OBSERVARMOS NOSSAS ATITUDES.

 Mário querido,

Infelizmente devo dizer que a fraternidade ainda não impera neste fórum...portanto, não há necessidade de me BANIREM, porque eu mesma estou me retirando ....

Fiquem na PAZ, NA LUZ E SE POSSÍVEL NO AMOR , naquele AMOR VERDADEIRO DE CRISTO!!
 
 
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: SB em 12 de Abril de 2009, 12:12
Explico sim Olga.
Como se explica que crianças nasçam deficientes, como se explica que pessoas fiquem paraliticas em acidentes de viação e fiquem numa cadeira de rodas para o resto da vida, etc?...
Nestes dois exemplos que dei (poderia dar centenas de outros) porque motivo sobreveio o sofrimento para resgate de débitos e porque não se optou pelo caminho mais florido do amor? Será masoquismo da parte do espírito ao escolher provas onde impera a dor? Ou será que não houve escolha mas sim imposição?
São dúvidas minhas...


Olá Carlos,

Eu entendo onde queres chegar. Independemente da razão da Olga, do Vasco e da certezinha do Atlante.

Sim é dificil explicar a todos pelo que passam, que tudo tem uma explicação.

Mas...Mas eis a nossa oportunidade Carlos. Nós que já temos conosco a informação, ou pelo menos alguma, podemos ajudar esses tantos outros que não entendem ainda. É essa a caridade.

A caridade não passa somente por matar a fome, por dar lar, por matar frio nas noites geladas.

A principal caridade está no esclarecimento, e quantos de nós temos essa oportunidade de esclarecer e não a aproveitamos?!

Amigo, quando sentimos espelhada essa impotência nos outros que sofrem de males do passado, estamos cá nós ;)

Somos alguem que pode confortar pelo conhecimento. Chegar a seus corações nas sabias palavras. Depois não nos poderemos esquecer que espiritos sofredores na realidade existe uma missão na dor. Alertar! Deixar falar mais alto a voz do coração, para que os sentidos comecem um percurso sem areias movediças, e possam escutar a palavra do Amor!

Sempre que te depares com essa dor, eleva a tua alma e procura na caridade orientar, é uma tarefa muito valiosa e gratificante, que terás sempre ao teu dispor ;)

Abraços
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: SB em 12 de Abril de 2009, 12:31
Digo com toda convicção, aqui neste fórum, NEM TODOS estão preparados para orientar, auxiliar, proteger, AMAR uns aos outros, agora  Imaginem!! INICIAR UM "CENTRO ESPÍRITA" porque na verdade não amam nem a si mesmos, carregam ainda no coração as más tendências, ou seja o egoísmo, o orgulho, a vaidade, a ambição, a cupidez, o ódio, a inveja, o ciúme, a ironia, a hipocrisia etc etc.

Ola Isis,

Tens razão!

Ainda não sabemos Amar incondicionalmente.

Amar é algo mais do que alguma vez já sentimos ou reconhecemos ainda nesta etapa da nossa vida.

Mas conhecemos uma aproximação desse Amor. E temos ao nosso dispor muitas formas de o demonstrar e de o vivenciar.

Queria lembrar-te que o erro faz parte para conseguirmos encontrar um melhor caminho, e despertar para o verdadeiro Amor, contudo essa verdade tem o seu tempo até ser interiorizado.
Mas não podemos deixar de amar, desde que consigamos nos aproximar Dele o Amor.

Agora mais pessoal:
Sei do que fala, li nas entrelinhas, e sei que queres ser justa, pensas se-lo e á tua maneira, no entanto o sentido de justiça tem muitas formas de se lidar.

Se me disseres uma causa DIRECTA a si, de como o não Amor nem a amizade te foi dirigida aqui, eu aceito e compreendo, caso contrário terei que pensar que me enganei a teu respeito, pois admirava muito a sua postura enquanto pessoa e espirito.

Mas sendo livre, está no seu direito de caminhar qualquer outro percurso sem a minha ou de outras pessoas por aqui.

Um beijo com carinho, independentemente de estar aqui ou não cruzaste o meu caminho e irei sempre sentir-te de igual forma ;) sou assim :)

As pessoas vem e vao, e eu estarei sempre no mesmo lugar sempre braços abertos, como da ultima vez, pois podem sempre voltar e ir, é a vida assim, hoje como amanhã, nesta e noutra vida...
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: akenatom em 12 de Abril de 2009, 14:16
Prezados irmãos,

Refletindo ... "nem todos...todos..alguns..ninguém...está preparado..."
"Todos...alguns...nem todos...ninguém..."
Quando estaremos preparados...
Sim, irmãos, enquanto todos...em pequenos, médios ou grandes grupos continuarmos "em preparação", ajudando ( e sendo ajudado) o irmão a seguir rumo a harmonia e a virtude (pureza), vamos nos esclarecendo mutuamente ( nos preparando), instruindo e sendo instruido, damos o que temos e recebemos o que compreendemos.
Que a prece seja uma constante em nossas existencias.
Deixo com vocês, um cadinho de kardec:
"Ò espiritos Puros...descei ás nossas trevas e clareai a nossa marcha; mostrai-nos o caminho que tomastes, a fim de que sigamos as vossas pegadas."

"Entre vós tudo é grosseiro;o instrumento de tradução e o instrumento de percepção; entre nós tudo é sutil; tendes o ar, nós temos o eter;tendes o órgão que obstrui e  escurece;entre nós a percepção é direta e nada  a obscurece...como  aluz da lua tem a mesma fonte que a do sol, a harmonia da terra não é senão o reflexo da harmonia do espaço." ( Rossini)OBRAS PÒSTUMAS

Desejo com muito amor e fé que muitos e muitos grupos de estudo, de preces, de atendimento fraterno sejam criados, e  todos os que de forma abnegada, e com sincero desejo de servir o fizerem, não tenho sombra de dúvida, receberão a luz do entendimento, receberão a ajuda que necessitarem em sua empreitada.

Com amor
Que a Paz de Deus esteja entre vós irmãos amados.
Akenatom ( Dóra)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Luizahelena em 12 de Abril de 2009, 19:59
Olá Carlos e Aruanda!!!

Pelo que disseram da escolha de provas, tenho a dizer que num estudo em grupo, refletimos que ao nos encontramos no plano espiritual a nossa consciência se amplia vendo o que precisamos refazer, resgatar e quando escolhemos as provas difíceis que vamos passar, escolhemos acima do que podemos suportar, afim de evoluirmos. Então precisamos da intervenção divina para dosar as provas difíceis para não sucumbirmos. Nascemos para sermos felizes e a felicidade está na consciência tranquila do dever cumprido com amor. (esta frase é de um livro que não me lembro agora.)

Abreijos pra vocês!!!

Luiza.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Luizahelena em 12 de Abril de 2009, 20:05
Olá Rickson!!!

Você indicou ótimas literaturas e autores. Conheço as obras e são muito esclarecedoras.

Abraços;

Luiza.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Luizahelena em 12 de Abril de 2009, 20:34
Citar
Não me parece que vá ser nesta encarnação que vamos concordar, na divergência de opiniões "reuniões mediúnicas - com ou sem o paciente?".

Citar
Em mais de 28 anos sempre fizemos desobsessão com presença do obsediado

Caros irmãos Atlante, Mário e outros;

Acho que não cabe aqui entrarmos em acordo para agradarmos uns aos outros e sim buscar o que é melhor dentro de uma casa espírita séria e solidária. A troca aqui no Fórum nos faz rever alguns conceitos, trocar idéias para nos melhorar. Temos que nos adequar ao que é melhor e fidelizar a Doutrina Espírita, através de reflexão e consenso do grupo.

Frequentei várias Casas Espíritas quando tomei conhecimento da Doutrina por curiosidade até me encaixar num grupo simpatizante.  Vi casas onde o trabalho medíunico era aberto ao público, lado feminino e lado masculino, somente o presidente da casa doutrinava espíritos comunicantes, pessoas levarem roupas para o passe e etc. Enfim, vi coisas erradas acontecerem que me deixaram muito triste na época porque faziam a Doutrina ser vista de forma errada e deturpadora. Junto com outras pessoas sérias que tbem não aceitavam certos procedimentos da casa, decidimos montar uma Casa Espírita respeitando os frequentadores, a Doutrina, as reuniões mediúnicas e outros. Estudamos muito, pesquisamos muito e ainda continuamos a fazer novas adaptações conforme o trabalho cresce, a procura pela casa cresce.

Mas uma pessoa obsidiada frequentar o trabalho medíunico, um trabalho de desobsessão de tratamento, nunca foi permitido em nossa casa. Não há utilidade para ele por diversas razões que não cabe detalhar aqui para não tornar extenso.

O que quis dizer com o outro comentário é que frequentando as casas vi pessoas trabalhando há muitos anos daquela forma e não queriam mudar, inovar dentro da proposta espírita porque já faziam daquela forma e sempre deu certo. Infelizmente não podemos mensurar se sempre deu certo ou não, por não conhecermos intimamente todos os frequentadores e mesmo porquem alguns não voltam, não dão retorno.

Reuniões mediúnicas, desobsessão seriam ótimos temas, não acham pessoal?! ???

Abreijos;

Luiza.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Luizahelena em 12 de Abril de 2009, 20:45
Oi querida Atma!!!

Citar
O programa Atitudes de Amor, trás lições preciosas da qual  muitos ainda não efetivaram

Vc poderia me dizer com mais detalhes do que se trata esse programa? Fiquei curiosa.

Abreijos;

Luiza.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Luizahelena em 12 de Abril de 2009, 20:54
Citar
Contextualizar o conteúdo espírita abstraindo o excesso de informação e trazê-lo à realidade do seu grupo, priorizar respostas, soluções, discutir vivências, refletir sobre horizontes novos de velhos temas, reinventar vivências aos apelos da consciência, fazer dos encontros na CE de estudos espíritas um laboratório de idéias na ampliação da nossa capacidade de pensar e agir com acerto, com lógica e bom senso. Isso se chama – EDUCAR.
:-*

Querida Atma!!!

Gostei muito do que falou. Eu sempre digo isso ao grupo que frequento. Faço atendimento fraterno e tento não julgar e ouvir mais, dar atenção.´E é por isso que acho que devemos dar maior ênfase nos estudos com a família, para conseguirmos contextualizar o conhecimento espírita com a vivência e a experiência que ela nos traz nos desabafos sobre tóxicos e homossexualidade. A própósito, viu meu comentário que coloquei para o Mário?! Gostaria de ouvir a sua opinião. ;)

Abreijos;

Luiza.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 12 de Abril de 2009, 21:30
Oá Luizahelena

Mas uma pessoa obsidiada frequentar o trabalho medíunico, um trabalho de desobsessão de tratamento, nunca foi permitido em nossa casa. Não há utilidade para ele por diversas razões que não cabe detalhar aqui para não tornar extenso.
 


Cada um trabalha da forma que melhor entende, desde que cumpra os princípios da doutrina, não vejo onde está o problema.
Também não se falou em frequência do trabalho mediunico, falou-se em tratamento na presença, onde cada um apenas está presente em seu tratamento. Não me parece que seja a mesma coisa.
Por outra lado todo o mundo fala nas diversas razões que justificam o não estar presente, mas ainda ninguém apontou quais são. Dizem sempre, como a minha irmã, que não vale a pena detalhar. Como posso dabater?

inovar dentro da proposta espírita porque já faziam daquela forma e sempre deu certo.

O que entendes por inovar? Será o mesmo que eu?

Verifica. Afirmas que o obsediado nunca esteve presente em seu tratamento. Isso é o que sempre foi feito através do tempo. Só com Edgard Armond esta condição foi alterada, e não foi assim há tanto tempo.
Se uns são conservadores porque não inovam, os outros são progressistas porque continuam respeitando o procedimento de sempre?

De qualquer forma cada um deve fazer como sabe e de acordo com o conhecimento que tem. A mais não é obrigado.

Infelizmente não podemos mensurar se sempre deu certo ou não, por não conhecermos intimamente todos os frequentadores e mesmo porquem alguns não voltam, não dão retorno.

Penso não ser resposta à minha afirmação de que nunca tivemos problemas.

Atlante




 
 
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 12 de Abril de 2009, 22:41
JC

venho já com algum atraso agradecer as suas palavras.
Venho pedir-lhe também que se acalme, por favor, para podermos continuar a contar com as suas intervenções, por muito polémicas que possam ser.
Aqui precisamos todos uns dos outros.

Abraço.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 12 de Abril de 2009, 22:55
Como já foi aqui mencionado, estamos a vivenciar, sem darmos por isso, as peripécias da formação de um grupo espírita, em 1 mês.

Transpondo para o caso em apreço, e sem ser uma receita, eu aconselho uns dois anos de afinação entre membros de trabalho em grupo não aberto ao público, para que venham ao de cima todos os problemas e possam ser tratados adequadamente.

Este é um processo que me faz lembrar o concurso Big Brother. No início é um céu, mas passada uma semana duas facções se formam, os respectivos líderes assumem-se, e os mais impressionáveis caem para um lado ou para outro. O resto é o que costumamos ver na tv. Guerras, desrespeito, intolerãncia, invejas, etc..

Uma pessoa que conheço, espírita há muito tempo, disse-me uma vez, ainda eu estava mais novato que agora, que as maiores ofensas e dissabores que teve vieram de espíritas. Eu levo literalmente meia dúzia de anos de Espiritismo, e nunca a minha condição de espírita foi posta em casa na família, no trabalho, na comunidade, no grupo de amigos. Sempre, sempre gozei do maior respeito pela minha opção religiosa/filosófica.

No Espiritismo, contudo, tive e tenho ataques pessoais diversos. Tenho poucos, porque sou um zé-ninguém, mas olho para companheiros mais experientes e mais devotados, e vejo como as maiores injustiças vêm do meio espírita. Conheço dirigentes já há anos, testemunho a sua dedicação constante, nas mais diversas áreas, e ouço as calúnias que lhes são dirigidas, não de fora, mas do meio espírita.

O detonador é o melindre e a intolerância. Conheço alguns que detestam Divaldo Franco. Porquê? Que terá feito Divaldo de tão mau, de tão imperdoável? Para uns, ele procede mal porque é "endeusado". Mas ele tem culpa de que o endeusem?

Para outros, é uma ou outra afirmação de Divaldo que os faz detestarem-no. Divaldo fez uma declaração ambígua sobre Crianças-Índigo ou sobre Sai-Baba? Abaixo Divaldo!

Quanto mais esses irmãos dão, de menos tolerância gozam. Porquê? Porque vão para os cornos do touro, como se diz em Portugal. O irmão que não sobe à tribuna para palestrar, o que não está na livraria ou na biblioteca, o que não faz a limpeza, nunca terão censuras ásperas ao modo como desempenham as suas tarefas.

Conclusão de Homer Simpson: "Quem não mete mãos à obra evita complicações com os que censuram mas nada fazem".

Homer Simpson não é espírita.

(continua)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 12 de Abril de 2009, 23:23
O que me parece também de salientar, é que os companheiros que tipicamente censuram tudo e todos e nada fazem, não são, na verdade, espíritas.

Uns pertencem ao sector dito "espiritólico", e ambicionam ser absorvidos um dia pela Igreja católica, que veneram acima de tudo. Diz-se-lhes, por exemplo, que não é adequado rezar o terço no centro, e temos ali inimigos para toda a vida. Porque não rezam o terço em casa? Porque não se assumem como católicos, muito simplesmente?
Somos apelidados de "radicais" por esses irmãos. Mas creio que a Igreja Católica também não permite a aplicação de passes...

Outros "botabaixistas" típicos são os que pretendem trazer para o espiritismo todo o folclore New-Age, sincretismo religiosos diversos, e misticismo sortido. Cristalterapia, reiki, ufologia, Kryonismo, cromoterapia, quiromancia, etc., no ver desses irmãos, tudo isso deve ter enrada franca no centro espírita. Caso contrário, somos... radicais!

A tendência espiritólica e a tendência New-Age parecem não entender que o Espiritismo não tem que ser colonizado por nenhuma escola de pensamento ou crença que desdiga o próprio Espiritismo. Regra geral acham a Codificação "aborrecida", e numa coisa costumam as duas tendências estar de acordo: no misticismo, na deferência em realação aos médiuns e aos "Mentores".

O "mentor" declara que Fulano deve estar às quartas-feiras à noite vestido de branco, à luz de velas, a orar, e os místicos do Espiritismo não questionam as "ordens do Mentor". Esta história da roupa branca e das velas é uma entre milhentas, note-se.

Os Espíritos são pessoas como nós, repito. Com a diferença de que não os vemos. Se um de nós recebesse um telefonema a dizer "Eu sou o Secretário-Geral das Nações Unidas, de faz favor vista-se de branco e ponha-se a orar à luz de velas", quantos de nós acreditariam ser ele quem disse que era?

Os Espíritos Superiores podem e devem ser questionados. Se levarem a mal, está à vista que não são Espíritos Superiores, mas vulgares tratantes. Tal como os encarnados.

Temos demasiados grupos espíritas que são dominados por encarnados e desencarnados que não aguentam ser contrariados. Pequenos ditadores, acham-se acima do vulgo, julgam-se anjos ou assistidos pelos "anjos". Temos demasiados grupos espíritas onde abundam não-espíritas. Por qualquer razão que me escapa por completo, esses companheiros não vão fundar as suas religiões, ordens ou filosofias. Em vez disso, obstinam-se em sabotar o labor espírita, e dão péssima imagem do movimento, ao apresentarem-se como espíritas.
A boca sempre cheia de "amor, compaixão, Jesus, paz, humildade, etc.". Os actos a demonstrarem o contrário.

Reitero o apelo aqui deixado por uma companheira, para a leitura de "Aconteceu na casa Espírita". É uma história de um grupo espírita que é sabotado por desencarnados que conseguem influenciar encarnados. Não podemos ter "paninhos quentes" para quem sistematicamente quer destruir o trabalho dos outros. Os necessitados nos dois planos da vida têm prioridade. A paz tem prioridade. Não dianta muito passarmos a vida a tentar uma paz impossível com os grupos desestabilizadores mais a habitual corte de acólitos.

Allan Kardec é calro, quando por exemplo, no regulamento do primeiro centro espírita, em Paris, estabelece que os agitadores não têm lá lugar. É que ninguém os obriga a frequentar o grupo. Kardec fala também dos médiuns que constantemente se constituem focos de problemas. O "complicómetro" espírita é um aparelho a banir. Quem se queira fazer adorar, pode constituir-se fundador e profeta de uma nova religião. Quem discorde profundamente dos princípios espíritas tem toda a liberdade de sair.

É isto ser descaridoso? Acho que é ser prático.

Mário
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 12 de Abril de 2009, 23:25
Amigo Taprobana,

fico muito feliz, por saber que as minhas palavras o reconfortaram. É desta troca de experiências que todos poderemos ganhar, uns com os outros.

Em relação a isto:

Bom… na verdade não era bem esse o sentido das minhas palavras… o que eu quis dizer é que quando uma conduta não esta enquadrada com aquilo que uma determinada religião preconiza, leva a que seja incoerente a participação em rituais religiosos que pressupõem a aceitação dos seus significados próprios.

concordo consigo, mas veja, no espiritismo não há rituais nem um tipo de conduta pré-estabelecido. Sabemos que ainda somos todos imperfeitos, por isso não podemos exigir dos outros aquilo que nós ainda não conseguimos fazer.
Em relações aos rituais da Igreja Católica, como por exemplo a confissão e a comunhão, muitas vezes não passam de comportamentos falsos e hipócritas.
Quanto mais não vale no silêncio, ou mesmo só em pensamento dizermos: Querido Jesus, sei que errei, mas por favor perdoa-me. Sabes que sou ainda tão pequenina. Ajuda-me a não voltar a errar.
E Ele de certeza que intercede por nós junto de Deus Pai.

Abraço amigo.

P.S. Eu também se soubesse o que sei hoje, não teria feito muitas coisas que fiz, mas se não as tivesse feito, talvez não soubesse o que sei hoje.
Quando não evoluimos através do Amor, vem a dor para nos abanar.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 12 de Abril de 2009, 23:40
para Isis Maria,

Diz a Ísis:

"Que linda esta lição de ficar ZOMBANDO, IRONIZANDO E BRINCANDO com os médiuns(seus mentores, ANJOS).....
Deveriam ter mais CUIDADO com as PALAVRAS e com os PENSAMENTOS."


Onde divisou zombaria da minha parte, constava apenas sinceridade. Médiuns que assumem andar a mando de supostos mentores, em minha opinião, podem e devem calçar-lhes uns patins, de preferência daqueles inline, ou mesmo dos de gêlo. Espírito superior não se ofende, médium bem orientado não se melindra com um conselho amigo.

E ainda que estivesse brincando com médiuns ou Espíritos... Serão eles tabu? Não se pode brincar com eles? Não têm sentido de humor? É este tipo de endeusamento de médiuns e Espíritos um dos problemas do Espiritismo. É isto, como disse Kardec, que temos a temer, nunca os ataques dos inimigos confessos do Espiritismo, que são sempre boa propaganda.

Acho que faz lindamente em sair do fórum. Este é um fórum espírita e não um fórum de misticismo e culto de supostos mentores. Acha que tem razão de ser eu ser contra a caça, por exemplo, e ir para um fórum de caçadores? Podemos e devemos ser amigos, mas não vejo lógica em pessoas hostis ao Espiritismo frequentarem um fórum espírita, sobretudo para deteriorarem o ambiente. Todos os moderadores que por aqui têm passado têm sido vergastados sem piedade pela turminha do "Muita Luz".

O moderador, por exemplo, não permite que se faça propaganda da homofobia, ou aconselha um qualquer religioso fanático proselitista a respeitar o fórum, e logo a turminha do "Muita Luz" troca mensagens em privado, dizendo que o irmão moderador é intolerante, não permite discórdias, é vaidoso, etc..

É o câncro da intriga. O pior que pode atacar um grupo espírita. Tomem nota, amigos.

Mário
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Victor Passos em 13 de Abril de 2009, 00:12
Ola Muita Paz Companheiros

    
Citar
Acho que faz lindamente em sair do fórum. Este é um fórum espírita e não um fórum de misticismo e culto de supostos mentores. Acha que tem razão de ser eu ser contra a caça, por exemplo, e ir para um fórum de caçadores? Podemos e devemos ser amigos, mas não vejo lógica em pessoas hostis ao Espiritismo frequentarem um fórum espírita, sobretudo para deteriorarem o ambiente. Todos os moderadores que por aqui têm passado têm sio vergastados sem piedade pela turminha do "Muita Luz".

        Aqui começa a vir ao de cima que nem tudo são rosas na formação de um grupo, ou grupinho...por minhocas são minhocas e não cobras...
         Enquanto não existir disciplina, orientação consistente, e busca de valor moral e intelectual, de nada serve ter o grupinho, e achar-se a sumidade do apelo à razão...Temos que repensar toda uma forma de estar, temos de saber renunciar, e não aceitar tudo de bom grado...Os Espiritos deixam testar-se, quando sérios e benvolentes, se assim não for serão flageladores de si mesmos, ecomo nós estamos a anos luz da virtuosidade, não vamos pensar que no Espiritismo, se conseguem cunhas para o "Ceu" mas trabalho que tem que ser sério e sem ironias da Tertulia de d.quixote...Basta verificarmos para todos os relatos respeitavéis, mas difusos, quer em relacionamento, quer em afinidade, para reflectirmos, de como somos tão pequeninos, e que em nada somos diferentes dos outros, porque nos falta a humildade e tolerância...
       Um grupo espirita sério tem que saber respeitar o cruzamento de ideias, e procurar um consenso pelo estudo, porque senão os melindres acabam por desgastar o mesmo e destrui-lo...acima de tudo temos que entender que o conhecimento não nos dá o direito de nos acharmos superiores aos que ainda não o tem, até porque a superioridade está no crescendo moral ...

     Deixemos falar os outros e permitir que possam através do dialogo,chegar a uma reflexão que os ajude , agora amordaça-los, é o mesmo que dizer que dogmatizamos a opinião somente para espiritas!?O bom espirita não faz exorcismo ou expurga, mas sensibiliza pela sua atitude exemplar sendo recto e acima de tudo compreensivo...Mas atenção a verdade deve sempre ser activa e não repulsiva...

   Muita paz e harmonia
VICTOR PASSOS
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 13 de Abril de 2009, 00:22
As regras do fórum são bem claras. Basta que o JC as leia. Todas as suas mensagens contendo insultos, desestabilização, serão apagadas. Já foi banido várias vezes devido ao seu comportamento provocador e apostado em destruir através da insistência, da divisão, da calúnia, do lançar de suspeitas absolutamente soezes, como as xenofobia. Muito menos têm cabimento as ameaças e as chantagens. Não impressionam ninguém, mas são deploráveis.

As regras são iguais para todos. O comportamento do JC equivale ao de um indivíduo que vá para um centro espírita gritar impropérios sem motivo, apenas com o intuito de criar mau ambiente. É posto na rua.

Lamento que o JC esteja a cheio de ódio por este fórum. Cria péssimo ambiente. As regras proibem insultos, e aconselham a discussão de ideias e não de pessoas. Além disso este fórum é espírita, e aqui discute-se Espiritismo...

Mário

P.S. - Temos tido anti-espíritas aqui, mas desde que sejam respeitadores, são até muito bem-vindos. Agora quem está do contra porque sim, quem está para fomentar intrigalhadas e ódios, não vale a pena estar. Há outros sítios e outras actividades. Ninguém obriga ninguém a vir aqui. Eu aconselho vivamente que saiam, os que já sabem tudo e só vêm para tentar destruir.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Mateus em 13 de Abril de 2009, 00:24
 
 Olá Mário

 Tenho de estar de acordo com todos, e assim não dar opiniões, no estanto, como estou com corpo física e estou neste planeta, digo-te, estou de acordo contigo, e não permitas que seja alterada a vibração, com estava, neste tópico.

 Como se diz em Portugal: o resto são cantigas, a maior parte delas das cantigas, são muito agradáveis.

 Muita Paz

 Mateus
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 13 de Abril de 2009, 00:32
Olá Mateus e Victor,

A vossa atitude é impecável. Opinaram sem necessidade de tomar partido - ou estaríamos no estilo Big Brother, quem não for por mim, é contra mim :)

Estes incidentes são aprendizagens para todos nós. São bons testes. Manter bom ambiente, de facto, não é abrir portas ao insulto e à desestabilização. Esta realidade, nos centros espíritas, traduz-se muitas vezes por uma pseudo democracia em que a liberdade de opinião e de expressão, que são inquestionáveis, dão lugar ao caos.

Já tenho visto centros que são tomados de assalto por recém-chegados que, em nome da liberdade e da igualdade (e da fraternidade, para a trilogia revolucionária ficar completa), tomam as rédeas da casa, dizendo-se aconselhados por médiuns "execpcionais", assistidos por "mentores de alta qualidade".

Está lá tudinho na Codificação. É só a gente estudar :)

Mário
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 13 de Abril de 2009, 00:42
 :'( :'( :'(

Isto estava a correr tão bem. :-[
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 13 de Abril de 2009, 00:54
Precisamente por estar a correr tão bem é que há quem se sinta melindrado, cara Elsamar.

Não se pode fazer-lhes a vontade.  ;)

Mário

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: aruanda em 13 de Abril de 2009, 00:56
Citar
Está lá tudinho na Codificação. É só a gente estudar


concordo contigo mas, acrescentaria que é importante estudarmos com o coração.

sabermos muito sem amor não chega. Não estou a falar de amor sem nexo mas, de percebermos de forma tranquila as coisas que nos acontecem na vida.

por exemplo perceber que há  pessoas que  sem mais  nem menos chegam  um sitio já previamente estabelecido e querem mudar tudo...sabes o que eu sinto?

Sinto que essa pessoa deve ter muita falta de amor para querer chegar , ver e vencer ,sem respeito pelo que existe e aí temos que usar o tal conhecimento e actuar mas, também amor para compreender e não nos deixarmos afectar e, principalmente orar por esse ser...mesmo que ele se diga bem.





Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: sonho em 13 de Abril de 2009, 00:58
Boa noite a todos!

É a primeira vez que participo no fórum, mas tenho estado a acompanhar este debate com atenção e senti necessidade de partilhar convosco o que para mim me fascina na doutrina espírita que é o seguinte a TOLERÂNCIA...
A tolerância pelas ideias, opiniões e maneiras de estar diferentes da doutrina, desde que estas se sustentem no bem ao próximo.
Ainda sou novata nestas andanças, pois sou me intitulo como espírita há cerca de cinco anos, mas na verdade o que mais me encantou nesta doutrina foi a liberdade de expressão, a fé raciocinada, a tolerância, a ausência de verdades absolutas e de dogmas.
Gostaria, pois de continuar a ouvir os vossos sábios conselhos e salutar discussão sobre este tema.

Muita Paz
Sonho   
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: FENet em 13 de Abril de 2009, 01:00
É...realmente este tema está a ser muito rico.
Pela diversidade de opiniões, experiências e conhecimentos partilhados.
Como disseram, e bem, assemelha-se ao que pode acontecer na criação real de um grupo.
É preciso Amor, Conhecimento e Disciplina.

Abraços aos amigos virtuais e espirituais :)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 13 de Abril de 2009, 01:02
O quê? Então o amor ao próximo não está na Codificação?  :o

Sem dúvida que tens razão, ;) mas amar o próximo também é ser firme quando preciso. Não podemos ter no Espiritismo uma extensão da actual mentalidade judicial/sociológica que providencia toda a "compreensão" para os prevaricadores e esquece ostensivamente os lesados.

Abraço,  :-*

Mário

E abraço também para ti, Vasco!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: aruanda em 13 de Abril de 2009, 01:05
 
Citar
O quê? Então o amor ao próximo não está na Codificação? 

Sem dúvida que tens razão,  mas amar o próximo também é ser firme quando preciso. Não podemos ter no Espiritismo uma extensão da actual mentalidade judicial/sociológica que providencia toda a "compreensão" para os prevaricadores e esquece ostensivamente os lesados.

;D ;D ;D ;D

SE não disse , era o q ue queria dizer.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 13 de Abril de 2009, 01:33
Olá Mário, olá amigos!


Para outros, é uma ou outra afirmação de Divaldo que os faz detestarem-no. Divaldo fez uma declaração ambígua sobre Crianças-Índigo ou sobre Sai-Baba? Abaixo Divaldo!

Conclusão de Homer Simpson: "Quem não mete mãos à obra evita complicações com os que censuram mas nada fazem".

Homer Simpson não é espírita.
 

Bom amigos… está a tocar para dentro… é hora de voltar aos estudos.  >:(

Sai Baba?  :D
Quem é? Daqui a pouco vou-me informar…

Sempre é possível observar a investida dos fracos, que nada podem, sobre os fortes que tudo podem… a tentativa de vitória da reacção sobre a acção… da submissão sobre a liberdade…

Um abraço amigo.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Luizahelena em 13 de Abril de 2009, 03:01
Olá Atlante!!!

Penso que debatemos as idéias tão rapidamente sem perscrutar bem as palavras escritas. Ao citar os comentários abriu-me as reflexões postadas, sem intenção de julgar. Frequento reuniões mediúnicas e tratamento desobsessivo há 20 anos e o nosso grupo aplica mudanças de acordo com as necessidades que vão surgindo através de um consenso do grupo de trabalho.

Paz!

Luiza.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Luizahelena em 13 de Abril de 2009, 03:25
Olá amigos irmãos !!!

"Jamais poderemos nos afastar do convívio humano, por isso, tudo devemos fazer para exemplificar os princípios espíritas, em favor de todos, onde quer que estejamos. Grande é a responsabilidade de quantos recebem os esclarecimentos espíritas por que as atitudes expressam melhor do que as palavras o conceito religioso de cada um". (O Espírita na sociedade - Federãção Espirita Mineira)

Abreijos a todos e uma excelente semana!

Luiza.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Mateus em 13 de Abril de 2009, 08:27
 Olá Elsamar e a todos
 
Esta realidade que estáa acontecer,  só porque é escrita, nãoé muito diferente da realidade do dia a dia,, no entanto nesses dias a dias agimos e reagimos, sendo que então a vivência das vidas das pessoas, não para, asssim antes pelo contrário , não pára.
Assim este tópico vai, continuar a funcionar com a vibração que se deseja, porem, como no dia a dia,   existem pessoas, que no estado em que se encontram, ainda não reconhecem, que tem de ser mais coorentes e ou humildes.

 Paz para todos 

 Mateus
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 13 de Abril de 2009, 10:12
Já tocou para a entrada, Taprobana, tem toda a razão :)

Acerca de Sai Baba vou responder à sua questão, pedindo desde já desculpas aos admiradores do dito por alguma "heresia" que possa estar a proferir sem intenção: Sai Baba é um guru hindu, um homem-santo da Índia, muito considerado no seu país e inspirador de muitas correntes New-Age pelo mundo fora. Como todos os homens santos, prega a caridade, a compaixão, o amor. Ao seu ashram acorrem pessoas de todo o mundo, que depois, muitas delas, fundam "filiais" nos seus países. Sai Baba tem sido alvo de acusações de abuso sexual de menores e de os seus milagres serem meros truques de ilusionismo. Nos documentários dedicados a "desmontar" as suas supostas charlatanarias, é mostrado a regurgitar um ovo de ouro e a "materializar" doces, joalharia e cinzas.

No meio espírita, que é aberto ao reconhecimento das boas obras, venham elas de onde vierem, acontece haver quem aponte como bons exemplos de moral e Espiritualidade pessoas como Madre Teresa, Joana d'Arc, Ghandi, Raoul Follereau, Padre Américo, Papa João Paulo II, etc.. Há uns anos, Divaldo Pereira Franco teceu um elogio a Sai Baba e tem havido companheiros espíritas para quem todo o valor de Divaldo se apagou, por causa desse possível equívoco. Acho essa atitude de um radicalismo abslutamente deplorável, devo dizer...

Mateus,

Complementando o seu comentário, o centro espírita é uma organização humana, e como tal reproduz em escala pequenina o nosso mundo de provas e expiações, onde ninguém é portador de uma plaquinha com a sua evolução que o habilite a fazer respeitar as opiniões ou indicações emitidas. É o "tudo ao molho e fé em Deus".
Em todas organizações humanas, ou quase todas, temos hierarquias, como garante da ordem. No Espiritismo não há hierarquias, conforme definido por Kardec. É um desafio maior, portanto, que se nos põe, mantermos a paz sem haver "mandões". Não é de estranhar, por isso, que haja convulsões cíclicas. Mais uma vez, a já abordada questão da "culpa" se põe. Cada um faz o melhor que pode e sabe, sabendo que perfeito só Deus. Uma táctica querida aos inimigos do Espiritismo é procurarem que nos sintamos culpados por não sermos... perfeitos. E é assim que muitos excelentes trabalhadores abandonam a doutrina, tristes consigo mesmos, porque demasiado vulneráveis às críticas alheias ou à auto-crítica implacável com que se flagelam.
O Espiritismo deve ser uma satisfação, uma alegria para todos nós.

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: SB em 13 de Abril de 2009, 10:47
Num outro Topico num outro assunto falei em saber receber.

Na maioria das vezes todos queremos dar.

Por vezes dar até aquilo que ainda não temos ou somos.

Se começarmos por querer aprender a receber,  podemos por em pratica com a consciência do que damos pela experiencia do que já recebemos.

Assim vejo a determinado momento este Topico.

Todos querem dar muito, isso não é mau de todo, mas devemos ser regrados, encontrar um ponto de equilíbrio.

JC em especial para si, os outros membros que me desculpem por estar aqui directamente a referir-me a um membro em particular, mas na sequencia dos post's que li, e como amiga sinto-me na obrigação de o fazer....espero que entendam.

Não sei o que o motivou a este desenlance, uma causa ou varias causas...penso que deveria pensar porque tomou esta atitude. Não é coerente, desculpe-me a sinceridade, amigo.

Tudo tem que se aprender a encontrar um ponto de equilibrio, e ao não o souberem fazer ou aplicar, façamos nós pelos outros, ou simplesmente aguardemos pela serenidade e só depois nos acharemos com suporte ou forças para acalentar uma posição, sendo que esta será em consciencia e pensada nos prós e contras...nunca devemos pensar neste ou naquele, mas de como a fomentar em maior grau a um nivel de energia positiva para toda a Humanidade.

Numa amizade, primeiro conquista-se quando a nossa mente em conjunto com os sentimentos recebem informações do que nos dão sabendo receber, e surge dai uma resposta que pode ser boa ou má… depois vive-se ofertando o que temos de nós e assim evoluem os laços afectivos e nos revelamos sem melindres, sem um mas ou um pois, sendo que a certeza é tudo, porque é afinidade.... assim é este Forum para mim, assim para além de todos presentes aqui, a establidade do Forum é o meu objectivo, é a minha tão desejada estabilidade, aqui, e enquanto aqui estou.

Acredito que pode nos querer ajudar dentro dos limites a que todos nós estamos submetidos, a ignorância, no entanto em algumas vezes não nos dá oportunidade de nos expressarmos da melhor forma, caindo na agressividade da palavra com quanto tem de poder para isso, que lhe é de direito pelo livre-arbritio. Foi o que me transpareceu, ontem aqui ao le-lo. Mas não posso estar de acordo com essa atitude, independemente se ache ou nao com razão.

Conheco-lhe algumas capacidades, mas porque me torno justa consigo e com qualquer outro aqui, não posso aceitar a atitude de caluniar publicamente A ou B. Nisso apenas recairá os seus efeitos, por isso encontro no erro mt de positivo, mas acolhendo-o com fé, esperança.

Sempre sofreremos as consequências dos nossos actos, e disso retiramos sempre a melhor aprendizagem, surge disso sempre consciência á qual sempre teremos que tambem aprender a seguir, um dia tranquilamente, sem perdas de energia.

Será nesse sentido que tentarei caminhar, sem o esforço da palavra vã, sem perdas de energia, ganhando por isso mais e mais, confiando no futuro.

Amigo, gostava de lhe pedir que possamos fazer isso, façamos de tudo o que nos possa sim fornecer mais energia, não percamos energia, se não, mais vale pararmos, pensarmos então, e depois, só depois de "fôlego" sereno, continuar…

A serenidade sempre foi o melhor aliado do Homem ;)

JC por ultimo,
Não estou a seu favor nem a desfavor, estou para si aqui, de igual forma que me encontro com todos os outros participantes neste Forum, aqui estou pelo Forum e pelo que o Forum é! Que somos todos NÓS! Saibamos por isso respeitar-nos mutuamente perante as dificuldades, porque somos uma grande familia, na realidade um enorme GRUPO ESPIRITA!

Um abraço JC

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Carlos Ribeiro em 13 de Abril de 2009, 11:17
Olá.
Em relação ao comportamento do Mário neste fórum e sua atitude para com alguns membros, devo dizer que ser caridoso não significa ser "cordeiro na boca de lobos". Por isso, força amigo Mário. Essa turminha do "Muita Luz" faz muito bem em sair do fórum e se não saírem deverão ser expulsos. Isto porque não podemos pactuar com pessoas que têm como único objectivo deturpar o espiritismo e criar mau ambiente neste fórum no sentido de o destruir ou desestabilizar.
Título: Há discórdia em um grupo espírita?"
Enviado por: nelsonmt em 13 de Abril de 2009, 16:10
Olá a todos do Fórum,

Então da proposta de se iniciar um grupo espírita, passamos a tratar da discórdia em um grupo espírita. Isto é oportuno neste tópico, pois isto acontece e devemos aprender a lidar com isto. Quando na pratica sempre fornece grande aprendizado

Um Grupo Espírita, assim como este Fórum, se reúne para exercer um propósito em comum. As regras devem ser claras, baseadas na doutrina de Jesus, interpretadas pela DE. Todos do grupo devemos acreditar nesta idéia, a que se propõe. Propósito este capaz de reunir espíritos de luz, médiuns experientes e pessoas iniciantes. Devemos ser capazes de prestar serviço de assistência, ainda que inicialmente: preces e estudos.

Em uma Casa Espírita, toda dúvida, ou descontentamento, deve ser tratado com equilíbrio. Para aqueles que sentem, não há duvidas que existam faixas vibratórias relacionadas ao pensamento / emoções. Aqueles que não sentem ainda podem ou não confiar na experiência de interpretação destas sensações. É uma opção. É necessário para se alcançar as metas de uma proposta, cumprir as regras com disciplina.

Não há sentido em permanecer em discórdia. Caso não se possa "com+vencer" (acordo de idéias), Então melhor é se afastar: vence a maioria! Nada impede um dia a volta de quem quer que seja.

É triste assistir o afastamento de um companheiro. Porem cada um deve viver sua verdade interior, no exercício de sua sinceridade interna, e por isto não podemos impor nada a ninguém. Jesus nos convida a sermos obreiros de sua seara, mas há condições: Quem está disposto a descobri-las e cumpri-las? Àqueles que desejem ofertar-se a Jesus, será muito bem vindo a uma Casa Espírita. Faça sua opção.



Título: Re: Há discórdia em um grupo espírita?"
Enviado por: Diegas em 13 de Abril de 2009, 16:25
Olá.

Trouxe no início deste tópico um tantinho da biografia de Bezerra de Menezes, para registrar como ele se tornara presidente da Federação Espírita Brasileira.

Agora, o exemplo de Edgard Armond:

Citar
Edgard Pereira Armond (Guaratinguetá, 14 de junho de 1894 — São Paulo, 29 de novembro de 1982) foi um militar, maçom, professor e espírita brasileiro.

Edgard Armond conhecia bem o espiritualismo em geral. Desde 1910, em sua cidade natal, iniciara estudos sobre religiões e filosofias, demorando se nos conhecimentos orientais, mais ricos de ensinamentos e de tradições.

Em 1921, enquanto comandante na cidade de Amparo, aceitou um convite para ingressar na Maçonaria, tendo deixando de freqüentá la alguns anos mais tarde, no grau de Mestre.

De regresso à cidade de São Paulo, manteve contato com líderes esoteristas, ocultistas e espiritualistas, entre os quais Krishnamurti, Krum Heler, Jenerajadasa, Raul Silva (sobrinho de Batuíra) e o famoso médium de efeitos físicos, Carmine Mirabelli.

Em 1932, trabalhou ao lado do famoso médium Dr. Luiz Parigot de Souza, do Paraná.

Em 1936, a convite de Silvino Canuto de Abreu, integrou o grupo de estudos e práticas espiritistas que funcionou na residência deste. Entre os seus participantes, encontravam-se o Dr. Carlos Gomes de Souza Shalders e Antônio Carlos Cardoso, ambos diretores da Escola Politécnica, tendo o grupo trabalhado com o Sr. Ramalho, médium de incorporação e uma única vez com Linda Gazear, conhecida médium de efeitos físicos que atuara na Europa, com Charles Richet e outros investigadores. O grupo também promovia visitas a outros grupos particulares que se dedicavam à prática de trabalhos mediúnicos de efeitos físicos, nos arredores da capital, todos incentivados pelos resultados obtidos pela família Prado em Belém do Pará.

A conversão de Armond ao Espiritismo deu-se após sofrer um grave incidente automobilístico, em 28 de junho de 1938, onde quebrou ambos os joelhos. Após diversas cirurgias, ficou quase sem poder andar durante seis meses, passando, em seguida, a usar muletas, com grande redução de movimentos. Solicitou então a baixa do serviço militar, que lhe foi negada por não ter o tempo legal de serviço ativo e por ainda caberem outros tratamentos. Como insistisse, obteve um ano de afastamento e, em seguida, a reforma solicitada (1940).

Nessa fase de convalescença, já estava desenvolvendo trabalhos de cooperação espírita, auxiliando amigos a preparar palestras e conferências. Já lera, a essa altura, grande parte da literatura espírita então disponível e, num domingo à tarde, em 1939, passando pela rua do Carmo, notou uma aglomeração à porta da Associação das Classes Laboriosas. Curioso, foi informado que ali estava se realizando uma comemoração de Allan Kardec. Entrou e presenciou parte do evento, ali reconhecendo alguns líderes espíritas amigos, como, por exemplo, João Batista Pereira, Lameira de Andrade, Américo Montagnini, estando também presente o médium Chico Xavier, que apenas iniciava sua tarefa mediúnica. Nessa reunião recebeu um livreto intitulado "Palavras do Infinito", pelo espírito de Humberto de Campos (depois Irmão X), contendo mensagens avulsas de entidades desencarnadas, distribuído pela recém-formada Federação Espírita do Estado de São Paulo. Esse opúsculo aumentou fortemente seu interesse pela Doutrina.

Nesse mesmo ano, passando pela Rua Maria Paula, para onde a Federação havia se mudado há poucos dias, percebendo à entrada uma placa com a inscrição "Casa dos Espíritas do Brasil", entrou, sendo recebido por João dos Santos e por este apresentado a outros ali presentes, com os quais conversou alguns momentos, sendo convidado a colaborar com as atividades, o que aceitou. Dias depois, recebeu um memorando assinado por Américo Montagnini, presidente recém-eleito, comunicando haver sido eleito para o cargo de secretário geral da Federação.

Como a Federação apenas se instalara naquele prédio, adaptado para sede própria, nada encontrou organizado ou em funcionamento regular, estando tudo por fazer, em todos os setores. João Batista Pereira, na eleição então realizada, deixara a presidência para Américo Montagnini e sob a denominação de Casa dos Espíritas do Brasil se fundiram a Sociedade Espírita São Pedro e São Paulo, até então dirigida pelo Dr. Augusto Militão Pacheco, a Sociedade de Metapsíquica de São Paulo dirigida pelo Dr. Shalders (desdobramento do grupo de estudos de 1936), e a própria Federação Espírita do Estado de São Paulo.

Em 1944, atendendo a projeto da Secretaria Geral da Casa dos Espíritas do Brasil, Armond fundou, com Pedro de Camargo "Vinícius" e Marta Cajado de Oliveira, o periódico "O Semeador", para difusão das idéias doutrinárias e o movimento geral da Casa. Nele, sob diversos pseudônimos, Armond colaborou ininterruptamente até fevereiro de 1972, alcançando um total de quatrocentos e vinte e cinco artigos. Além do periódico, para incrementar a difusão da Doutrina e prestigiar a Casa, propôs ainda a criação de um programa intitulado "Hora Espírita", que passou a ser veiculado na Rádio Tupi, semanalmente, aos domingos, sob a direção de João Rodrigues Montemor.

Em 1947, Armond funda a União Social Espírita (USE), posteriormente denominada de União das Sociedades Espíritas, com a finalidade de fortalecer o movimento Espírita do Estado de São Paulo e unificar as suas práticas religiosas.

Em 1950, Armond criou as Escolas de Aprendizes do Evangelho, cursos de Espiritismo previstos por Allan Kardec, em "Obras Póstumas", tarefa já tentada anteriormente pelo Dr. Bezerra de Menezes, no Rio de Janeiro, no início do século. Complementarmente instituiu também as Escolas de Médiuns, visando a melhoria do intercâmbio com o plano espiritual.

Em 1967, por motivos de doença, Armond solicitou o próprio afastamento da administração da Federação, embora tenha continuado a colaborar à distância no setor da publicidade, da organização de centros e organizações espíritas, inclusive em países estrangeiros.

Em 1973, em uma reunião em sua residência, Armond, com alguns companheiros, fundou a Aliança Espírita Evangélica. A partir de 1980 assessorou a formação do Setor III da Fraternidade dos Discípulos de Jesus, que reúne diversos Grupos Espíritas.



Abç
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: UEEU em 13 de Abril de 2009, 16:47
Olá a todos

Num grupo tenho mais dificuldade em estar em harmonia com pessoas que vestem a máscara da humildade e do respeito pelas opiniões contrárias do que com pessoas que tendo ideias diferentes se propõem a debatê-las e analisá-las podendo até usar alguma agressividade mas com o intuito sincero de partilhar e aprender.

Será mais fraterno aquele que sempre utilizado palavras como Amor, humildade, oferecendo muitos abraços de luz e de paz e enviando beijos para aqueles que compartilham das suas idéias mas que aqui e ali tentam moldar comportamentos ou enaltecer as suas qualidades e acções sempre com um sorriso humilde no final de cada frase?

Num grupo encontramos diferentes formas de estar e de ser e certamente aprendemos com a diversidade. Mas só podemos avançar realmente se basearmos as relações na honestidade e no respeito tanto por nós como pelos outros e isso na minha opinião passa por dizer o que nos vai na Alma e não em usar e abusar de "paninhos quentes".

Já estamos em tempo de terminar com os bailes de máscaras. Podemos começar por tirar algumas das que usamos no dia-a-dia e as que temos consciência são as que estão mais à mão de remover.


Parabéns Mário pelo tópico e pela postura.

Um Abraço
Título: Re: Há discórdia em um grupo espírita?"
Enviado por: Diegas em 13 de Abril de 2009, 16:52
Como observamos pelas biografias:

Bezerra de Menezes, apesar de médico, procurou humildemente por um medium receitista para solução de seus problemas de depressão, que sofria em virtude da morte de sua esposa. Por sua vez, Edgard Armond vem ao encontro da Doutrina Espírita após sofrer grave acidente. Os dois surgiram no Espiritismo por meio da Dor. Não passava pela mente deles ajudarem, mas serem ajudados. Obvio, que os mesmos, com o decorrer do tempo, perceberam que poderiam ser uteis. Mas não havia aquele tipo de presunção de considerarem-se acima dos defeitos dos outros, como a dizer sou 'medium e portador de luz - de muita luz'

Agora, causa-me profunda curiosidade saber como ficaria a proposta de um dos foristas, se esta realmente vingar, de transformarem o centro espírita num local para encontro social, cultural ou de lazer, do tipo: 'vamos lá tomar um chá'; 'vamos nos distrair com uma partida de xadrez'; 'escutar uma bela sinfonia' ou 'assistir um partida de futebol'. Agradeceria muitissimo se dissessem como seriam tratados os necessitados de esclarecimento espiritual.


Abç
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: FENet em 13 de Abril de 2009, 16:54
UEUU, uma opinião interessante.
Também penso assim, acho que isso torna o grupo e o relacionamento mais autêntico - mas compreendo que isso possa variar em função da personalidade de cada um.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: PIN em 13 de Abril de 2009, 17:39
Olá amigos,

O meu nome é Pin, sou PERNAMBUCANA - BRASIL , estou interessada em participar do grupo de estudo. GOstei muito do pps e dos amigos que estão participando desta jornada. Abraço todos com carinho . PIN.

Estudar Espiritismo, é o fundamental. O Livro dos Espíritos, para começar. Fazer o curso básico. A ADEP (www.adeportugal.org (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hZGVwb3J0dWdhbC5vcmc=)) tem um cd que pode servir de apoio para estes grupos que pretendam fazer o curso básico online e sessões de estudo entre os seus membros.

Depois, as outras obras básicas, as de Allan Kardec. Uma ou duas reuniões semanais para estudar e orar em conjunto, como faziam os primeiros cristãos, sem hierarquias, rituais ou misticismos. Espiritismo é doutrina de simplicidade.

Não há que ter apreensões. Se o grupo for movido por sincero gosto de aprender e de servir, com humildade, os Bons Espíritos adoptá-lo-ão, e em breve se juntarão aos encarnados, influenciando subtilmente a marcha dos acontecimentos.

Que actividades, mediunidade ou não, atendimento ou não, sede, abrir portas ou não, palestras públicas ou não, passe e passistas, tudo isto virá a seu tempo, com a ajuda de companheiros mais experientes de outros grupos já estabelecidos."[/i][/color]

Preparei também a apresentação de power-point em anexo. Ficam todos desde já autorizadíssimos a usá-la para palestras, cursos espíritas, ou para o que entenderem.

Até já...
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 13 de Abril de 2009, 20:03
Olá Diegas,

Refere-se a mim, quando fala na "partida de xadrez", etc.? Reitero que cada centro espírita tem uma dinâmica e características próprias, e que um centro espírita é uma associação cultural. Assim como os membros da associação cultural dos amigos dos comboios vão para a sua sede conviver, assistir a palestras sobre comboios, construir comboios em miniatura, e provavelmente têm lá um bar e tudo, também os centros espíritas podem ter tudo isso.

Não foi minha proposta acabar-se com as palestras, passe, reunião mediúnica, atendimento, etc., e transformar um centro num botequim! Acho é que não é incompatível com o Espiritismo, haver, como eu disse, um centro espírita em cada aldeia ou em cada bairro, e as pessoas lá se encontrarem em espaços de convívio, com o respeito que o local exige, evidentemente.

Mário
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 13 de Abril de 2009, 21:20
Desde que iniciei este tópico que tenho recebido diversas mensagens pessoais. Não me dei ao trabalho de fazer contabilidade, mas dividem-se entre as que me verberam, por ser "grosseiro, imbecil, ignorante" e outros mimos; e as de pessoas que se deram ao trabalho de se registarem para dizerem que estão a seguir este tópico, o que é maravilhoso.

A palavra escrita, usada por quem não é um Eça de Queirós, presta-se a interpretações de tom. Mas é curioso que há os que partem do princípio de que as coisas são ditas com leveza e bonomia, e os que acham sempre que são ditas com autoritarismo e arrogância.

Tenho pois experimentado o que experimentam os nossos irmãos que têm responsabilidades maiores que as minhas. Não é fácil a vida para esses nossos irmãos, que dão a cara pelo Espiritismo e metem ombros a tarefas absorventes e exigentes.
E as maiores incompreensões partem sempre de dentro do movimento. Temos uma franja de pessoas hipersensíveis no Espiritismo cuja actividade primordial não é palestrar, dar passe, escrever, gerir a burocracia do centro, etc.. A actividade principal de muitos irmãos nossos é ofenderem-se com os "sacrilégios" cometidos contra o que entendem ser pureza doutrinária.

Creio que estarão para o Espiritismo como as senhoras beatas estão para o Catolicismo. Aquelas adoráveis e patuscas senhoras, que por exemplo Jorge Amado tão bem retrata nas suas obras, sempre de véu, sempre ofendidas com os "abusos" cometidos contra a "boa moral". De tanto vigiarem o comprimento das saias das moças, esquecem-se de vigiar o comprimento das suas línguas...

Os espíritas piegas, moralistas, beatos, aqui para nós, não têm a graça patusca dessas senhoras...

Não estou a particularizar. É uma tendência igrejeira do Espiritismo que acho importante abordar.

Anexo um texto fabuloso de um cronista espírita fabuloso: Alamar Régis escreve acerca das pessoas que se sentem ofendidas. Aconselho-o vivamente. E lembro de novo que somos lidos por muita gente que não é espírita e que por aqui passa para ver, afinal, o que é isso do Espiritismo. Por um lado, é bom verificarem que somos tão imperfeitos como quaisquer outras pessoas. Por outro lado, convém não passarmos das marcas...

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: aruanda em 13 de Abril de 2009, 21:34
Citar
Anexo um texto fabuloso de um cronista espírita fabuloso: Alamar Régis escreve acerca das pessoas que se sentem ofendidas

bem Mário  eu acrescento que o texto é fabuloso e só uma pessoa "Fabulosa" como tu para o colocar aqui.

brigada amigo (apeteceu-me tirar o O .... ;) )
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 13 de Abril de 2009, 21:39
Olá Atlante!!!

Penso que debatemos as idéias tão rapidamente sem perscrutar bem as palavras escritas. Ao citar os comentários abriu-me as reflexões postadas, sem intenção de julgar. Frequento reuniões mediúnicas e tratamento desobsessivo há 20 anos e o nosso grupo aplica mudanças de acordo com as necessidades que vão surgindo através de um consenso do grupo de trabalho.

Paz!

Luiza.


Olá Luiza
Pois. É que assim estamos falando a mesma liguagem.

Verifica que todo o Grupo Espiritual quando nasce tem seus mentores. Assim é, também, com um grupo Espírita.
Os mentores que são destacados, no princípio, são os adequados às capacidades do grupo.
Com o decorrer do tempo e de acordo com o crescimento que o grupo tem, em termos de capacidade, tudo se vai alterando. Duma forma natural os mentores que protegem o grupo, e que coordenam os trabalhos do plano espiritual, também vão crescendo e a sua equipa vai sendo melhorada, em termos de capacidade e de assistência.
Por isso a mudança se dá, de forma natural.
Nos grupos em que não existe mudança é porque não houve crescimento do grupo. Ficaram cristalizados no tempo.
Tudo funciona em interacção entre o plano espiritual e o mundo físico.

Um abraço

Atlante   
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Vitor Santos em 13 de Abril de 2009, 22:24
Olá amigo Mário

Mesmo já estando habituado a que te empenhes forte e eficazmente nas tarefas que decides aceitar, ainda foste capaz de me surpreender com essa tua energia, essa tua clareza de raciocinio, essa tua dedicação/ empenho e essa forte bagagem teórica e prática, que as tuas palavras deixam entrever.

bem hajas
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Diegas em 13 de Abril de 2009, 22:40
Desde que iniciei este tópico que tenho recebido diversas mensagens pessoais. Não me dei ao trabalho de fazer contabilidade, mas dividem-se entre as que me verberam, por ser "grosseiro, imbecil, ignorante" e outros mimos; e as de pessoas que se deram ao trabalho de se registarem para dizerem que estão a seguir este tópico, o que é maravilhoso...

Olá, Mario.


O importante é que tem levado este assunto com muita dignidade. Mesmo não o observando participar com assiduidade, sabemos que sempre esteve presente e agora, não tinha como ser diferente, pois acostumamos mal em sermos exigentes para com os outros e nunca conosco - deu o rosto para bater. A imagem que sempre mentalizei de voce foi, e de momento se confirma como positiva. E é natural que receba, direta ou indiretamente, mensagens divididas, entre rosas e espinhos, pois a unanimidade nem o mestre galileu conseguiu. Alegre-se, portanto, de ser o intermediário de levar adiante o estudo de um assunto tão polêmico.

Em relação ao prazer do chá, penso ter lido no início do tópico, não ligava o assunto ao forista que a escreveu. Mas como voce já se manifestou favorável a esta idéia, minha imaginação não pára de viajar:

- No centro que freqüenta sobra horas para lazer ?

- Como se consegue aliar o Prazer com a Dor ?


Sempre li que a Doutrina Espírita tem como missão reviver os passos do Cristianismo primitivo. Mas nunca soube que Jesus doutrinasse, desviando-se de tabuleiros de xadrez ou mesas que servem chá. O melhor deve ser quando alguém grita 'BINGO', enquanto outro grita de Dor - mas como também sabemos essas agendas beneficentes servem para reforçar o caixa e manutenção do centro.

Pedro, Filipe, Tiago e João, imediatamente após a crucificação, preferiram ficar em Jerusalem e ali se estabeleceram. Alugaram uma casa que prestava assistencia aos órfãos, idosos e leprosos. Havia também a parte da exortação evangélica, onde relembravam a vida de Jesus. Não faziam proselitismo à Dor, e nem se regozijavam nos prazeres mundanos.

Penso que aquele tipo de individuo que prestar caridade ao próximo tem fazê-lo espontaneamente. Não praticá-la como estivesse negociando algo com a espiritualidade. Deve agir como alguém que pisca sem se preocupar e se aperceber do fato de piscar. Ocorre naturalmente.

Tem de haver prazer na caridade - este o resumo do seu esporte e chá preferidos.

-------------------

PS: Temos aprendido muito contigo: Obrigado !


Abç  
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Gigii em 13 de Abril de 2009, 22:41
É...o Alamar não tem "papas na língua", como se diz em bom português. Por vezes exagera um pouquinho, mas tem boas matérias para reflexão.
Gostei especialmente do artigo: Só para espíritas que raciocinam...onde faz uma dissecação de algumas "pérolas" do disse que disse, do movimento espírita, onde se destaca Sobre a tal senha deixada pelo Chico Xavier. Imperdível!


Com o decorrer do tempo e de acordo com o crescimento que o grupo tem, em termos de capacidade, tudo se vai alterando. Duma forma natural os mentores que protegem o grupo, e que coordenam os trabalhos do plano espiritual, também vão crescendo e a sua equipa vai sendo melhorada, em termos de capacidade e de assistência.


Não sei se alguém já comentou, mas num centro espírita com frequência as equipas espirituais mudam.
Por exemplo, se o orientador dos trabalhos mediunicos sai e dá o lugar a outro, e a forma ou método de trabalhar mudou , é quase certo que os mentores espirituais mudaram também.É a questão das afinidades.

Num mesmo centro podem existir várias equipas orientadas por diferentes grupos espirituais. A exemplo: faço parte de 2 equipas de trabalho diferentes no mesmo centro, e tanto o ambiente vibracional, como os espiritos que se manifestam como mentores, são muito diferentes.
Tudo depende dos objectivos de cada tarefa, dos mediuns, dos espiritos que assistem.

Bisouxss
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: L em 13 de Abril de 2009, 23:02
Olá

Podem contar comigo...gostaria muito de participar deste grupo....
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: aruanda em 13 de Abril de 2009, 23:12
Citar
...o Alamar não tem "papas na língua", como se diz em bom português. Por vezes exagera um pouquinho, mas tem boas matérias para reflexão.
Gostei especialmente do artigo: Só para espíritas que raciocinam...onde faz uma dissecação de algumas "pérolas" do disse que disse, do movimento espírita, onde se destaca Sobre a tal senha deixada pelo Chico Xavier. Imperdível!

pegando nas palavras da Regina , fui ler e mais uma vez  adorei .

Alamar Régis é realmente imperdível ...sempre.

Em anexo o texto : "Só para espíritas que raciocinam"
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 13 de Abril de 2009, 23:13
Ó caro Diegas...

Mas isso não é Espiritismo, é puritanismo! :) Não joga xadrez? Não bebe chá? Não convive? Não vê televisão? Podemos fazer essas coisas "pecaminososas" longe do centro, mas no centro afectamos uma expressão compungida, de "bonzinhos"?

Um centro espírita não pode ter um espaço de convívio? Há centros espíritas que têm biblioteca pública, creche, consulta médica, etc.. Há centros espíritas com sala de convívio. Nunca lá vi jogar bingo nem beber álcool. Creio que temos nesta questão a influência católica do sofrimento e do ascetismo, do "castigar da carne" como meio de elevação do Espírito. Jesus não convivía, não dançava, não ria, não brincava?

Nesta sua passagem

"Penso que aquele tipo de individuo que prestar caridade ao próximo tem fazê-lo espontaneamente. Não praticá-la como estivesse negociando algo com a espiritualidade. Deve agir como alguém que pisca sem se preocupar e se aperceber do fato de piscar. Ocorre naturalmente.
Tem de haver prazer na caridade - este o resumo do seu esporte e chá preferidos."


confesso que fiquei a ver passar os navios...   ???

Olá Gigii,

Concordo consigo, menos em que o Alamar exagere. O Alamar é "in your face", não está com preocupações em ornamentar o discurso. Só a minha opinião, mas sou fã confesso do nosso companheiro Alamar  8)

Seja bem-vinda, Lúcia Rosa!

Big Vitor,

Good vibes para ti  ;) Espero não ser excomungado até ao fim do mês!

Aruanda,

O Alamar é um espírita bem-disposto. Tem direito a uns séculos extra de Umbral! (Já tenho companhia).
 
M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Diegas em 13 de Abril de 2009, 23:32
É...o Alamar não tem "papas na língua", como se diz em bom português. Por vezes exagera um pouquinho, mas tem boas matérias para reflexão...'

Olá, Gigii

Voce conhece o blog-site do Alamar ?

Vou ajudar a promovê-lo: Aqui (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hbGFtYXIuYml6LyM=)
 
Faz parte desses blogueiros-espiritas que se autobiografam.  Na entrada do sitio, logo damos de cara com a foto-imagem do individuo. Enfim, há uma insistente e irritante auto-promoção desses 'senhores' que se servem do Espiritismo como trampolim para seus Egos indisciplinados (ele mesmo se vangloria deste status-quo) e exacerbados.

É como voce lembrou, misturam matérias positivas com outras indigestas. Por causa da vaidade dá-se o surgimento de tantos católicos chatos, evangelicos chatos, mulçumanos chatos, budistas chatos, espiritas chatos e alamares chatos...Eu, por exemplo, sou um espiritualista chato, mas um 'sem- blog'.



Abç

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Mateus em 13 de Abril de 2009, 23:33
Olá Mário

 Várias questóes, opiniões , perguntas e respostas, aqui neste tópico desde o início, ate agora, aconteceram.
 Por tudo isto que já aconteceu, neste tópico, pergunto, se é o momento ou não, para se iniciar, a organizar, as ofertas individuais e  voluntárias de vários participantes deste, para que seja criado ou um grupo espírita ou um Centro?
 Pergunto, porque, existem pessoas a querem participar de várias localidades, de Portugal e também de várias do Brasil.

Todos juntos, somos necessários, para esta tarefa, temos muita experiência, quanto ao adiarmos o nosso caminho de sermos, participantes activos, em vivermos, praticarmos os ensinamentos que Jesus, nos mostrou .

Paz para todos

Mateus
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 13 de Abril de 2009, 23:55
Diegas,

Você não é espírita? Desculpe a curiosidade, mas como se apresenta como"espiritualista chato"...

Em boa hora pôs esse link do site do Alamar. Estou agora a trabalhar ao som da música. Fico sempre bem disposto com a alegria e simplicidade do Alamar. O Alamar tem a humildade de se apresentar como é, sem afectar falsas humildades ou ascéticas virtudes.
É um homem que faz, que trabalha incansavelmente em vez de ficar a maldizer, que suporta incompreensão, e que não se deixa tolher pela crítica destrutiva.
O Alamar é muito conhecido, e é dos tais que tem amigos de todas as religiões, mas confesso que os únicos que ouvi verberarem-no foram os espíritas. Eu não diría espíritas. Eu diría antes a ordem monástica espírita igrejeira, que é uma turminha que vive a desejar "muita luz", mas que pouco faz para a espalhar. Entendem que Espiritismo é igreja e adoram cobrir-se de cinzas. Onde existe franqueza e alegria vibrante insistem em ver vaidade. É como a cobra, que queira comer o pirilampo, porque ele brilhava. Não se ofenda, sff, que esta crítica veio a talhe de foice.

Mateus,

Acho boa ideia.

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Diegas em 13 de Abril de 2009, 23:56
Mas isso não é Espiritismo, é puritanismo! :) Não joga xadrez? Não bebe chá? Não convive? Não vê televisão? Podemos fazer essas coisas "pecaminososas" longe do centro, mas no centro afectamos uma expressão compungida, de "bonzinhos"?...'

Olá, Mario.

Convivo normalmente com todos os benefícios que a tecnologia me proporciona - até uso do controle remoto quando sento-me confortavelmente no sofá. Não sou um caso à parte da sociedade, e nem recomendo que se volte ao tempo das cavernas. Não há 'pecado' algum nas coisas que mencionou - minha noção de pecado reside no próprio individuo. O problema é que, no meu entendimento, o ambiente espírita deveria ser visto como um Pronto-Socorro espiritual. Para atendimento médico de urgência de encarnados e desencarnados ainda ignorantes da realidade espiritual. Portanto, não deveria ser utilizado como passarela para desfile de novidades. Ouço criticarem tanto os new-ages e parecem quererem imitá-los.

Realmente é impossivel tentar ser algo diferente do que é na realidade, e isto é hipocrisia.


Por acaso, o que voce intitula puritanismo tem a ver com o Evangelho de Jesus ?


Abç
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Diegas em 14 de Abril de 2009, 00:13
Você não é espírita? Desculpe a curiosidade, mas como se apresenta como"espiritualista chato"...

Olá, Mario.

Intitulo-me espiritualista, por que sou universalista. Aprecio as obras da Codificação, e os livros que a complementam que são de Francisco Cândido Xavier. Não me enquadro na categoria-espirita por que também sou ramatisista.

Citar
O Alamar tem a humildade de se apresentar como é, sem afectar falsas humildades ou ascéticas virtudes.


De certo, ele também se considera um individuo indisciplinado (tá na auto-biografia), talvez comparado a esses indigos-blues que dizem estarem por ai perambulando desajustados por tanta incompreensão.

Eu apenas acho que o Alamar, como muitos outros blogueiros estão muito preocupados em se auto-idolatrarem. Mas como os valores morais parecem estarem invertidos até o grotesco ou bizarro é visto com bons olhos.


Abç
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 14 de Abril de 2009, 00:19
O centro espírita não deve ser apenas um pronto-socorro espiritual, caro Diegas.

Conheço centros espíritas que fazem pic-nic na Primavera, que se reunem mensalmente para um pouco de convívio e um chazinho, onde está o New-Age nisso? Só se os encontros dos Primeiros Cristãos eram já New-Age ;)

A fiilosofia do pronto-socorro espiritual é uma questão veterana no Espiritismo. Está paredes meias com a desresponsabilização dos frequentadores e com o endeusamento dos dirigentes e médiuns.
O "pronto-socorro espiritual" pressupõe que o centro dê prioridade à "medicina espiritual" curativa e não preventiva. Temos assim um centro destinado apenas a sofredores, que uma vez o seu problema "resolvido" vão à vidinha. Restam os papa-passes como frequentadores habituais.
Ora um centro espírita deve ser uma família, uma pequena comunidade unida pelo amor, e não pela dor. E a alegria, o convívio, não têm lugar no Espiritismo? O Espiritismo não é uma ordem monástica de carmelitas descalças ou de monges cartuxos silenciosos. O Espiritismo é cultura, e deve ser vivido com a simplicidade de quem vai à tal associação dos amigos dos comboios.

Dir-se-ia que, acabando o sofrimento, acabava o centro espírita.

Já temos muitos centros que funcionam com irmãos muito bem intencionados, mas que acabam por se achar indispensáveis no auxílio ao próximo. Muitas vezes, lamentavelmente, acabam por usar uma linguagem hermética e distante, fechamndo-se no seu saber e dividindo o centro entre "eles", os necessitados, e "nós", os benfeitores.

Benfeitores são os Bons Espíritos. O centro é deles. Nós, trabalhadores e frequentadores encarnados, somos todos necessitados e infelizmente ainda sofredores, por via das nossas muitas imperfeições.

O sofredor de hoje pode ser (é, desejavelmente) o trabalhador espírita de amanhã, que vai usar a sua experiência e saber que a dor lhe deu para resgatar outros irmãos do pântano do sofrimento.

M.

P.S. - Grato por ter clarificado as coisas quanto ao seu posicionamento filosófico, Diegas. Talvez venham daí as nossas divergências. Com todo o respeito e estima por Ramatís, eu sou espírita.

Alamar assume-se como indisciplinado. Talvez seja dos que deixam a roupa no chão do quarto e têm chocolates derretidos no porta-luvas do carro. Não é um monge, co'a breca! ;) "Grotesco e bizarro"? Não conheço nenhuma posição dele que defenda o "grotesco" e o "bizarro"! Feijoada e samba, ele gosta! Eu também!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 14 de Abril de 2009, 00:57
Olá amigos!

Uma vez mais assumindo uma perspectiva do “fora de cena”, do observador sem o saber da experiencia feito, em relação a este tema em debate.

A maioria de nós que aqui escreve, tem já em si alicerçados os conhecimentos fundamentais e necessários para entender tudo aquilo que é “obrigatório” saber acerca de espiritismo, não nos restando outro móbil ou motivo de convívio do que a troca de impressões, ideias ou conhecimentos de pormenor, enquadrando por vezes pontos de vista diferentes de um mesmo objecto, mas que por isso mesmo e só por isso, são tema de debate.

Assim, apesar de existirem diferentes pontos de observação de uma mesma questão, os fundamentos, aquilo que de facto é importante, não carece da mínima discussão entre espíritas, ou seja, Deus, Jesus e os princípios básicos do espiritismo.

Penso que também é da competência do espírita, a defesa da identidade, da personalidade doutrinária, evitando que a porta que Kardec deixou aberta a futuras rectificações ou revelações complementares, que pessoalmente não consigo imaginar quais poderiam ser, não seja invadida pelo misticismo, pelo charlatanismo ou pior ainda pelos anseios materiais do maior “predador” da Verdade: o Homem fraco e submisso a interesses na mais das vezes inconfessáveis e que os coloca acima da sua própria vida.

É interessante verificar que a esmagadora maioria dos amigos que participam neste tópico (será que todos?) abordam a questão do grupo ou do centro espírita na perspectiva do mentor, do colaborador ou do voluntário nunca sendo observada a perspectiva do utilizador e daqueles que o serão potencialmente.

Sabendo que um grupo espírita pode ser inicialmente formado na perspectiva que cada um dos seus elementos sejam eles mesmos os seus utilizadores, ou seja, não têm a porta aberta, funcionando como um grupo de estudo e de ajuda mútua nos seus próprios processos evolutivos, é certo que mais cedo ou mais tarde e como consequência da evolução dentro da própria doutrina, surja a necessidade da partilha de amor com o próximo, inevitavelmente evocada e esse grupo tenderá naturalmente a transforme-se então num centro.

Quando assim isso acontece, parece ser importante responder em primeiro lugar a este tipo de questões: O que procura num centro espírita um individuo que ai se dirige? Que tipo de motivos o movem? Que tipo de expectativas espera ver serem cumpridas? Entre muitas outras afins.

Apesar de não ter praticamente qualquer tipo de experiencia a este nível, nas raras ocasiões que visitei um centro, aí encontrei mais ou menos o mesmo tipo de pessoas que frequentam uma qualquer igreja, ou seja, esperam ai encontrar algo que as ajude na resolução prática das suas questões de vida.

Já através do convívio com os nossos amigos aqui neste fórum, percebi que também se socorrem dos centros espíritas pessoas que julgam ter ou têm “conflitos” ou “problemas” com o mundo espiritual.

Na mais das vezes quando neste fórum manifestam-se irmãos sem formação espírita já adquirida, pedem ajuda por motivos quase sempre relacionados com o despontar da mediunidade, frequentemente induzida pela “perda” de entes queridos, acreditando eu que muitos daqueles que não se registam ou não se manifestam, possam estar incluído nesse grupo de pessoas que necessita de ajuda e a quem devemos evidentemente receber dentro daquilo que o amor nos permitir a cada um de nós.

Outros ainda, encontram neste espaço uma forma de entender um pouco mais acerca desta filosofia e doutrina.

Com isto pretendo introduzir estas questões:

Qual a vossa opinião? Deve um centro espírita ser um local preferencialmente vocacionado para ser utilizado por espíritas ou para os restantes irmãos que não o são, ou seja para os seus convidados?

Deve ser uma instituição fechada ou aberta e interactiva socialmente, nomeadamente através de acções práticas de fraternidade cristã saindo das suas quatro paredes interagindo assim com a vida?

Este tipo de questões de pormenor que aqui debatemos terá algum tipo de importância na prática do amor de Jesus para com os nossos semelhantes? Deve um centro espírita ser um local apropriado ao debate erudito?

Um abraço amigos!

PS: Para o Mário e o Diegas… atenção que só vale bater acima da cintura!  :D
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Diegas em 14 de Abril de 2009, 02:44
O centro espírita não deve ser apenas um pronto-socorro espiritual...'

Olá, Mario.

De pleno acordo, o centro espírita deve diversificar suas atividades filosoficas, cientificas e religiosas. Apesar de tentarem negar o seu aspecto religioso. Para alguns Religião soa como sinônimo de dogmas, hierarquia, igrejismo. Para mim, Religião escreve-se com Maiuscula e significa ligar-se a Deus.
 
Citar
Ora um centro espírita deve ser uma família, uma pequena comunidade unida pelo amor, e não pela dor. E a alegria, o convívio, não têm lugar no Espiritismo?

Sim, uma família unida pelo amor ao próximo, alegres por poderem ser uteis.


Citar
Benfeitores são os Bons Espíritos. O centro é deles.

Se o centro é dos Benfeitores, aonde a recomendação da utilização do espaço físico para pic-nic ou jogatina ? Pode ser que eu esteja desatualizado em relação a Codiificação, ou tenha passado por esta questão sem a observar com maior atenção.

Citar
Com todo o respeito e estima por Ramatís, eu sou espírita.

Também sei que o espirita sabe respeitar as demais tendencias espiritualistas. Veja a postura do próprio Alamar que é Kardec, até debaixo d'água:

Citar
Nada falo sobre Pietro Ubaldi, porque não li nenhuma obra dele, apesar de ter começado ler “A Grande Síntese”, mas não cheguei nem a quarta parte. Ramatis, também não li. Edgard Armond, não conheço nada, a não ser a sua história de grande trabalhador espírita em São Paulo.

Não costumo dar opinião sobre o que eu não conheço, nem a favor nem contra.

Por aqui, voce pode perceber que a minha discordancia em relação a Alamar é tão-somente quanto aos efeitos pirotecnicos, nessa auto-promoção que ele faz.

"Grotesco e bizarro" = assemelha-se a uma árvore de natal toda enfeitada com luzes piscantes e muitos detalhezinhos para chamar a atenção.



Abç
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Diegas em 14 de Abril de 2009, 03:17
'...O que procura num centro espírita um individuo que ai se dirige?...'

Olá, Taprobana.

A questão recai naquela dúvida que voce colocou sobre 'se devemos esperar o telefone tocar'. No exemplo dos dois grandes missionarios: Bezerra de Menezes e Edgard Armond, acredito que os mesmos demoraram, deixaram o telefone cair e bater com força no calo. Algumas vezes, questiono-me se Kardec também não demorou em atender o tefefone e isto quando leio 'Obras Póstumas'.

Citar
Que tipo de motivos o movem? Que tipo de expectativas espera ver serem cumpridas?



As expectativas são as mais diversas, muitas delas apontadas com precisão por voce. Variam conforme a indole psicologica, o imediatismo da vida e os sofrimentos. Não podemos nos esquecer que muitos tomam conhecimento da Doutrina Espírita, após terem efetuado a longa e desgastante via sacra de passarem pelas mãos de padres e sacerdotes. Os mesmos sentem dificuldade de livrarem-se dos rituais de fé, apesar de aprenderem que o comportamento espirita é diferente. Está arraigado no ser esse vinculo hierarquico-igrejista-salvador medieval, necessário dar um tempo para a correta adaptação.



Abç
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 14 de Abril de 2009, 10:05
Olá Diegas,

Noutro dia fui convidado para um convívio organizado por um centro espírita onde tenho amigos. Foi uma tarde agradável de convívio entre amigos, comemos umas bolachinhas, bebemos chá ou sumo, conversámos um pouco, vimos um vídeo de teor moral edificante. Não estivemos propriamente a adorar o bezerro de ouro e a fazer danças eróticas...

Jesus de Nazaré não era um puritano, já que fala nisso. Ao que consta, comia como as outras pessoas, bebia vinho, sentava-se à mesa com cobradores de impostos e femmes du monde, era, em suma, um homem normal. Por isso mesmo foi tão censurado pelas hierarquias religiosas, para quem a virtude reside mais  no exterior do que no interior.

Nada contra os ascetas, os puritanos, os eremitas, mas o próprio Jesus aconselhou que as pessoas se importassem menos com os preceitos religiosos, nomeadamente os alimentares, e se preocupassem mais com o uso das suas bocas controlando, isso sim, a verbalização dos maus pensamentos. O eremita beneficia-se a si mesmo. O homem que está no mundo beneficia o mundo.

O Taprobana lembrou-nos de que não são permitidos golpes abaixo da cintura, mas confesso que os seus directos ao fígado me deixaram de rastos! Você dá forte, amigo! Mas veja:

Imagine que temos um centro espírita no Bairro da Graça, em Lisboa. Aqueles reformados todos que por ali moram, enquanto Deus não os chama e os especuladores imobiliários não esfregam as mãos de contentes, aqueles velhotes, dizía eu, em vez de ficarem à noite a ver uma enxurrada de novelas brasileiras e portuguesas (quais delas as piorzinhas...), tinham ali um centro espírita com uma bibioteca multimédia, uma sala de convívio e cafetaria. Um serão de convívio ameno e escorreito seria mau para eles?

Conheço alguns jovens que frequentam grupos juvenis espíritas. Já lhes perguntei se não lhes custa deixarem os amigos por um bocadinho, e irem até ao centro. Responderam-me que é o ponto alto dos seus fins de semana, pois o pessoal parece só saber estacionar à porta do botequim e passar toda a tarde de garrafa de cerveja na mão a falar de banalidades sem interesse. Seria mau para eles terem o centro aberto não só para as actividades de pronto-socorro?

Sobre o Espiritismo ser ou não uma religião:

- O Espiritismo não é uma religião. Possui religiosidade, pois possui esse sentido de ligação com Deus a que faz alusão. Mas não tem sacerdotes, hierarquias, rituais, seres privilegiados, e todos os atavios que caracterizam uma religião, pelo que não é uma religião. Foi Allan Kardec que o disse e é o raciocínio que o confirma.

Há quem discorde. Mas os Espíritos que ditaram a Codificação estabeleceram as directrizes desta doutrina filosófica. Kardec "registou a patente". E cada um é livre de ser espírita ou não.

Finalmente, caro Diegas, faz alusão às declarações de Alamar, que admite não ter lido Ramatís, Pietro Ubaldi e Edgar Armond. Alamar declarou, como refere, que não fala do que não conhece. Isso é "grotesco e bizaro", admitir que desconhece e ter a  prudência de não emitir opinião? C'um raio... Estou desactualizado...
Finalmente, Diegas, e leia-me, sff, com a amizade com que estou a escrever, o Diegas é ramatista, possivelmente não tem os anos de experiência que tem o Alamar e tantos outros companheiros, nas tarefas espíritas. Do Espiritismo terá, suponho, o conhecimento teórico, e não as décadas de labuta que têm outros companheiros.

Quantos eu conheço que prescindem das férias anuais porque as vão descontando ao longo do ano, para se meterem num comboio e irem palestrar a centenas de quilómetros, pagando tudo do seu bolso. Quantos não têm um fim-de-semana de puro lazer e descanso, porque se dedicam a escrever artigos, a dar cursos espíritas, a realizar todo o tipo de tarefas. Quantos não saem de casa, deixando a família, o futebol na televisão, e tiram dos ordenados por vezes magros, para meterem combustível no carro ou na moto, para irem anonimamente colaborar na reunião mediúnica. Quantos não queimam as pestanas, após um dia de trabalho árduo, a preparar uma palestra, e depois ouvem sem retrucar os mexericos dos críticos do costume, que vivem (par)a apontar defeitos. Quantos não roubam ao sono e ao descanso, a preparar jornadas e congressos, sobem aon palanque para falar após terem passado semanas a martelar e a serrar, e ainda ouvem dizer que têm ânsia de protagonismo.

Não digo que o Diegas seja dado a essa crítica destrutiva, das pessoas que aparecem nas actividades espíritas, de lupa, a procurar defeitos, e a fazer processos de intenções sobre quem trabalha no Espiritismo. Esses vêem defeitos em todo o lado, porque vivem para os procurar. Talvez sejam muito craques, mas como podemos saber, se nunca fazem nada?...

Não, o caro Diegas, o que me parece, é que está a falar de Espiritismo em bases teóricas. Como ramatista que é, atrevo-me a dizer que talvez lhe falte um pouquinho de conhecimento prático do Espiritismo.

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 14 de Abril de 2009, 10:37
# 237 Taprobana,

Como se pode verificar pela sua intervenção, a antiguidade, no Espiritismo, não tem relação directa com a sabedoria. Confessando-se novato, e com a sua simplicidade habitual, a sua análise é brilhante.

O centro existe por vontade da Espiritualidade. É o tal "Deus quer, o Homem sonha, a Obra nasce". Jesus está sempre à nossa espera. No templo católico com a sua arquitectura resplandecente, na simplicidade da assembleia evangélica, no centro espírita que às vezes é a sombra de um pé de jatobá, nos meandros de todas as religiões e doutrinas do mundo, somos convidados a servir o próximo. No nosso dia-a-dia, mesmo que não vinculados a nenhuma organização, também o somos.

Um grupo de amigos que se junta para orar e estudar pode sentir o chamamento de abrir as portas e ajudar o próximo, e partilhar com os desconhecidos que entram, a mensagem evangélica.
A missão do centro espírita é esclarecer e consolar. A casa é dos Espíritos e deve estar aberta a toda a gente, independentemente das crenças de cada um que lhe franqueia a porta. As actividades devem sempre ser dirigidas, em primeiríssimo lugar, aos que chegam de novo. Devemos evitar, por exemplo, nas palestras públicas, usar termos do jargão espírita, pelo menos sem os explicar. "Encarnados e desencarnados, obssessão, desobssessão, Codificação, psicografia, psicofonia,", etc., soam a Chinês aos ouvidos dos neófitos.

Os grupos de estudos avançados, os congressos, têm lugar no centro espírita, mas as actividades-base, das palestras, atendimento e reunião mediúnica, devem estar viradas para os neófitos. Esclarecer e consolar devem ser sempre as prioridades do centro espírita.

Uns frequentadores chegam pela curiosidade, outros pelo sofrimento, outros pela busca filosófica, outros vêm procurar elementos para depois poderem troçar, lá fora. Desde que não perturbem os trabalhos e acatem a regras da casa, todos podem entrar e todos são bem-vindos.
Há os que passam pelo centro, obtêm as respostas ou a ajuda que pretendem, e batem asas. Óptimo. E há os que ficam e se tornam assíduos. Óptimo também. Desses, uns preferem ser frequentadores, têm "lugar marcado" nas palestras, fazem (e repetem) o curso básico, adoram participar em tudo, mas não são vocacionados para trabalhadores do centro. Outros acabam por se juntar à equipa de trabalhadores. Outros ainda, vão colhendo experiência para colaborar na fundação de outros centros.

Após um ano, dois anos, de estudo em grupo, oração e vivência evangélica comum, é natural o desejo de partilhar com maior número de pessoas a mensagem espírita. Nasce o centro. Na sua origem está o chamamento de Jesus. Os seus destinatários são os potenciais sedentos de Evangelho, que porventura não se revejam noutras correntes. Os trabalhadores são como os frequentadores e como os Guias do centro. Irmãos em Jesus. Temporariamente, a sua função é de serem medianeiros entre os frequentadores e os Guias. É o seu serviço, e os beneficiados são eles mesmos, pela oportunidade de serviço. Os Guias intuem os trabalhadores que se mantêm alerta e com sincero desejo de servir. Não necessário nem desejável andar a consultar os Guias. Os trabalhadores preparam as actividades e desempenham-nas com a necessária assistência espiritual. Não é necessário os Guias mostrarem-se fazerem materializar-se pétalas de rosas. Espiritismo é fé raciocinada, que apela à inteligência muitíssimo mais que aos sentidos.

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: UEEU em 14 de Abril de 2009, 12:19
Olá a todos

Vou dar a minha visão sobre as questões propostas pelo Taprobana.

Citar
Qual a vossa opinião? Deve um centro espírita ser um local preferencialmente vocacionado para ser utilizado por espíritas ou para os restantes irmãos que não o são, ou seja para os seus convidados?


Na minha opinião o grupo deve ser formado por uma maioria espirita cabendo-lhes a orientação e direcção dos trabalhos. No centro que eu frequento, um dia por semana realiza-se uma palestra aberta ao publico. Para participar nos restantes trabalhos é necessário a autorização de quem dirige os mesmos.
Penso ser uma forma eficaz de preservar a harmonia dos trabalho e evitar a falta da mesma pela inclusão de algumas pessoas cujo proposito possa não ser o que melhor se adapta ao objectivo comum.


Citar
Deve ser uma instituição fechada ou aberta e interactiva socialmente, nomeadamente através de acções práticas de fraternidade cristã saindo das suas quatro paredes interagindo assim com a vida?

Penso que poderá ser mais eficiente se focada nos trabalhos de socorro espiritual. Nunca é demais o auxilio ao próximo, mas existem outras instituições que poderão ajudar socialmente os mais desfavorecidos, e nas quais os proprios espiritas podem, se assim entenderem, servir como voluntários.

Citar
Este tipo de questões de pormenor que aqui debatemos terá algum tipo de importância na prática do amor de Jesus para com os nossos semelhantes? Deve um centro espírita ser um local apropriado ao debate erudito?

Acho importante o diálogo honesto onde a partilha de dúvidas e receios seja possivel. Caso contrário uma exposição de um tema poderia se assemelhar ao ritual católico de celebração de missa onde (que eu saiba) não há espaço para o debate. Mais uma vez recorro ao exemplo do centro que frequento, onde após a exposição de um tema por parte de um orador há um espaço para perguntas e uma pequena conversa sobre o exposto.

Um abraço
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: SB em 14 de Abril de 2009, 12:52

Imagine que temos um centro espírita no Bairro da Graça, em Lisboa. Aqueles reformados todos que por ali moram, enquanto Deus não os chama e os especuladores imobiliários não esfregam as mãos de contentes, aqueles velhotes, dizía eu, em vez de ficarem à noite a ver uma enxurrada de novelas brasileiras e portuguesas (quais delas as piorzinhas...), tinham ali um centro espírita com uma bibioteca multimédia, uma sala de convívio e cafetaria. Um serão de convívio ameno e escorreito seria mau para eles?


Ola Mário,

Concordo com a boa vontade de que nos falas, e penso que seria o mais correcto.

Fizeste-me lembrar precisamente de uma forma diferente e existente, com o exemplo que deste  ::)

Encontra-se um Centro Espirita a 5 minutos do Bairro da Graça.
Onde se qualquer pessoa, seja do Bairro da Graça ou não terá que fazer marcação aquando da sua primeira visita ali.
Com hora e dia marcado por eles, não quando pudemos (ou quem sabe quando necessitamos), ou se ja estiver esse dia dessa semana mt preenchido fica para daqui a mais uma semana ou duas, depende das já marcações feitas.
Nessa dia marcado, somos assitidos pelo dirigente da casa para atendimento e entendimento, e levados para um passe individual, como eles no ilucidam logo - limpeza espiritual - para pudermos entao frequentar o Centro apartir dali, pois sem isso não entramos lá, até ficamos com um cartão de identificação e acesso.

Entendo que as tarefas de um centro espirita tenha que ser organizado, resultado do voluntariado que cada um oferece sem colcoar em causa e conseguir organizar-se e administrar da melhor forma, em função da vida de cada um e responsabilidades, mas pergunto, para quando essa leveza da simplicidade de pensar e agir num Centro Espirita (como falas e bem) ou em muitos que vamos encontrando? ;)

Sei que te referes, ao que o Diegas questionou, mas aproveito para destacar esta situação.

É em formas de agir não aplicando a simplicidade de Jesus de Nazaré, que em muitas situações num Centro espirita, "peca", pelo sistema organizativo do mesmo, e que sujeita-se que nalgumas vezes tambem, no proprio Centro Espirita faça nascer a crendice e de algumas formas de viver bem diferentes do conceito, fraternidade.

Abraços

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Diegas em 14 de Abril de 2009, 13:31
Olá Diegas,

Noutro dia fui convidado para um convívio organizado por um centro espírita onde tenho amigos. Foi uma tarde agradável de convívio entre amigos, comemos umas bolachinhas, bebemos chá ou sumo, conversámos um pouco, vimos um vídeo de teor moral edificante. Não estivemos propriamente a adorar o bezerro de ouro e a fazer danças eróticas...

Olá, Mario

Voce me fez lembrar o clube do Bolinha. Bolinha - líder do grupo de meninos que têm como lema de seu clube a frase: Menina não entra !

Nesse grupo de amigos, há espaço para convivio com os velhotes (das novelas), os que reverenciam o deus Baco, os cobradores de impostos, as femmes du monde e os jovens das portas de botequins ? Não quero com isto afirmar que na prática o discurso é outro.

Citar
Nada contra os ascetas, os puritanos, os eremitas...

Também não tenho nada contra essa classe de individuos, desde que os mesmos saibam se comportar adequadamente, respeitando o próximo. Nem saberia informar o que os mesmos fazem de bom ou util de suas vidas solitárias. Pelo que sei, alguns até se tornam perigosos pedófilos.

Uma curiosidade: Não existem bibliotecas e/ou centros culturais, ou cafeteria em Lisboa ? O que faria esses velhotes se animarem a sair de casa, a 'um serão de convivio ameno' se até os jovens (grupo juvenil espírita), apesar de conhecerem o Espiritismo preferem estar com garrafas de cerveja a discutir o vazio existencialista ? Há de concordar que deve faltar-lhes algum atrativo interessante.

Citar
Isso é "grotesco e bizaro", admitir que desconhece e ter a  prudência de não emitir opinião?


Vide que não me expressei de forma adequada. Em duas tentativas de explicar errei o alvo. O que considero grotesco e bizarro é a auto-promoção, a auto-idolatria, a ansiedade por holofotes e a preocupação de sentar-se nas primeiras cadeiras.

Citar
'...Como ramatista que é, atrevo-me a dizer que talvez lhe falte um pouquinho de conhecimento prático do Espiritismo...'

Mario, confesso a voce que não é do meu feitio falar de mim mesmo. Não posso ser a favor daquilo que menosprezo, que é o amor-próprio exarcebado. Se lhe disser que fiz o caminho contrário - que o cabo da Boa Esperança foi até Vasco da Gama - pensará que estou a mentir. Então, que ninguem saiba desta mentirinha... ;D


Abç
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 14 de Abril de 2009, 15:47
Com isto pretendo introduzir estas questões:

Qual a vossa opinião? Deve um centro espírita ser um local preferencialmente vocacionado para ser utilizado por espíritas ou para os restantes irmãos que não o são, ou seja para os seus convidados?

Deve ser uma instituição fechada ou aberta e interactiva socialmente, nomeadamente através de acções práticas de fraternidade cristã saindo das suas quatro paredes interagindo assim com a vida?

Este tipo de questões de pormenor que aqui debatemos terá algum tipo de importância na prática do amor de Jesus para com os nossos semelhantes? Deve um centro espírita ser um local apropriado ao debate erudito?


Amigo Taprobana,

só vou tentar responder à segunda questão.
Primeiro uma pequena introdução.
Na minha família consaguínea não há espíritas (o meu filho frequenta o grupo de jovens do centro, mas não posso ainda dizer que ele é espírita). Assim passados 3 anos, considero ter encontrado uma outra família, uma parte da minha família espiritual (só uma parte pois a família espiritual de cada um é enorme), ali no centro que eu frequento.

O que eu quero transmitir, vamos ver se consigo, é a minha convicção de que uma associação deste cariz deve ser aberta e socialmente interactiva. Digo isto porque é depois na prática que muitas vezes descobrimos o que aprendemos na teoria.
Taprobana, digo-lhe que nada é mais satisfatório do que ver um grupo de amigos envolvidos num projecto de ajuda, seja ajuda material ou espiritual.
Por exemplo:

- Já organizamos o Encontro Nacional de Crianças Espíritas (penso que em 2007), e foi tão gratificante ver cerca de trezentas crianças felizes, a participar nos teatros, nas canções, a fazer jogos. Os elementos organizadores, naquele dia juntaram-se às 6 da manhã de um dia e trabalharam até à 1 ou duas da manhã do outro dia, para que tudo corresse bem.

- Organizamos também o encontro do Movimento Você e a Paz, aqui em Coimbra, e no ano seguinte o encontro foi em Lagos. Fomos cerca de 50 pessoas daqui para Lagos apoiar a nossa amiga Julieta Marques e foi tão bonito. Acredita que durante dois dias, um grupo de 50 pessoas sempre junto e não houve nenhum desentendimento. Ainda hoje me recordo de passagens que me fazem sorrir.

- Todos os meses o Centro distribui cabazes alimentares a cerca de 30 famílias. Os frequentadores do centro vão levando (conforme a sua vontade), durante o mês, géneros alimentícios, como o leite, arroz, massas, óleo, etc,etc. Dois dias antes da confecção do cabazes vamos para o mercado abastecedor, pedinchar fruta, couves, batatas, alfaces, alhos, tudo o que conseguirmos reunir e no fim trazemos uma carrinha cheia de alimentos. Consegue imaginar como o nosso coração fica preenchido? Pois eu digo-lhe que é do melhor. É certo que muitas pessoas não dão, mas também há outras que dão com um sorriso e outras ainda começam por não querer dar e acabam a desabafar os seus próprios problemas.

- Todos os Sábados, rotativamente, um grupo de voluntários, arranja sopa, arroz doce, sandes, fruta, bolachas, sumo e vai distribuir aos sem abrigo da cidade e a familias carenciadas. Da última vez que esta actividade foi feita pelo meu grupo, tivemos a ajuda inesperada da querida Julieta Marques e de um casal de brasileiros, Sydnei e sua esposa.

- Também organizamos semanalmente a Grandiosa Futebolada (como diz o meu amigo Pedro) com equipas mistas e jovens dos 10 aos 90 anos. 

- Organiza-se também de vez em quando espectáculos musicais, para angariarmos fundos para a construção do novo centro (que irá acolher mães solteiras e velhinhos).

- Uma vez por mês vamos buscar as famílias que recebem os cabazes, para passarem uma tarde no centro.

- E agora até temos um grupo vocal.

Enfim não vou maçar mais.
Penso que o estudo é essencial, aliás é um imperativo do Espírito de Verdade " Espíritas amai-vos e instruí-vos", mas se não pusermos os ensinamentos em prática, não faz sentido.
A minha vida ficaria muito vazia sem esta família que eu descobri.

Abraço.

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 14 de Abril de 2009, 16:41
A propósito deste testemunho da Elsamar, deixo aqui uma passagem dos Actos dos Apóstolos, que, aliás, está no PPS que anexei no início deste estudo:

Vida dos primeiros crentes

Todos participavam fielmente no ensino dos apóstolos, na união fraterna,
no partir do pão e nas orações.
Toda a gente andava admirada com o que se estava a passar, porque Deus
Fazia muitos milagres e maravilhas por meio dos apóstolos.
Os crentes viviam muito unidos e punham em comum tudo o que possuíam.
Vendiam as suas propriedades e outros bens e dividiam o dinheiro entre
todos, de acordo com as necessidades de cada um.
Reuniam-se diariamente no templo. Partiam o pão ora numa casa ora noutra
e comiam com alegria e simplicidade. Davam louvores a Deus e eram
bem vistos por todo o povo. E, cada dia que passava, o Senhor aumentava o
número dos que tinham recebido a salvação.

Actos dos Apóstolos, Cap. 2, vv 42 a 47

Bíblia Sagrada, A Boa Nova,
Difusora Bíblica (Franciscanos Capuchinhos), 1995


Nos dias de hoje, a correspondência que vejo em relação a esta narrativa está em testemunhos como os da Elsamar.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 14 de Abril de 2009, 16:47
Do mesmo PPS que anexei, retiro também esta citação, de Herculano Pires:

"O centro espírita não é templo nem laboratório — é, para usarmos a expressão de Victor Hugo, point d'optique do movimento doutrinário, ou seja, o seu ponto visual de convergência. Podemos figurá-lo como um espelho côncavo em que todas as actividades doutrinárias se reflectem e se unem, projectando-se conjugadas no plano social espírita e não-espírita.“

O centro espírita deve ser sempre dirigido por espíritas, é claro, mas não se dirige só a espíritas. Quem quiser, é livre de lhe franquear as portas. O impacto do centro espírita na Sociedade é directo e indirecto. É directo quando resgata sofredores das suas dores, é directo quando alfabetiza, dá assistência médica, visita doentes, o que quer que seja que a necessidade circundante sugira. É indirecto, quando, tornando melhores pessoas os seus frequentadores e visitantes, contribui para tornar melhor a Sociedade.

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 14 de Abril de 2009, 17:13
E finalmente, em maré de citações, Herculano Pires de novo, falando sobre o que deve ser o centro espírita:

"Se os espíritas soubessem o que é o centro espírita e quais são realmente a sua função e o seu significado, o Espiritismo seria hoje o mais importante movimento cultural e espiritual da Terra (...). A expansão do espiritismo na nossa terra é incessante e prossegue em ritmo acelerado. Mas o que fazemos, em todo este vasto continente espírita, é um esforço imenso de igrejificar o espiritismo, de o emparelhar com as religiões decadentes e ultrapassadas, formando por toda a parte núcleos místicos, desligados da realidade imediata".

Repetindo-me, recordo que o centro espírita é uma associação cultural. Que é uma agremiação cristã, inspirada na simplicidade e profunda espiritualidade das assembleias dos primeiros cristãos. As práticas exteriores, a pompa, os altares, o sacerdócio mais ou menos encapotado, as hierarquias mais ou menos evidentes, os rituais mais ou menos discretos, não têm lugar no Espiritismo.

Interessa a vivência da caridade cristã, o estudo dos ensinamentos de Jesus, que resumiu a sua doutrina no inesquecível Sermão da Montanha. Jesus pregou na montanha, rodeado de gente simples, tendo por catedral a Natureza. Como pregou no Templo, ou à beira-lago. Somos convidados e reflectir sobre Deus e a imortalidade da alma, sobre a reencarnação e as leis divinas, sobre o mundo dos Espíritos, a que Jesus chamava o Reino dos Céus. Somos convidados a estudar e praticar essa doutrina, numa época de materialismo, em que as luzes da Ciência aparentemente negam Deus, mas para o Espiritismo só o enaltecem ainda mais.

A primeira grande religião monoteísta - o Judaísmo - acabou por se contaminar com muitas influências politeístas. Jesus nunca prescreveu quaisquer rituais ou hierarquias, nem fundou qualquer religião. Mas o ideal cristão, todo interior, transformou-se a pouco e pouco nas quase 35 mil confissões religiosas cristãs que hoje existem. As diferenças? Pormenores de rituais, de cerimónias, de preceitos de hierarquias, de interpretações particulares de passagens das Escrituras. E a "certeza" de que Jesus está apenas com cada uma delas...

No Espiritismo, assistimos à importação dos hábitos das religiões. Uns, por hábito adquirido nesta vida, não conseguem passar sem santos, anjos, padres, altares e missas. Inventam um "Espiritolicismo" à medida das suas necessidades de materializar a fé.

Outros, que foram padres, madres, bispos, cardeais, em vidas pretéritas, aferram-se ao poder e gerem os centros espíritas como geriam as suas congregações. E não hesitam em declarar heréticos os que não lhes partilham as opiniões. Desvirtuam hoje o Espiritismo como ontem desvirtuaram a cristalina mensagem de Jesus de Nazaré, transformando a sua doutrina de amor e perdão numa enfiada de visões terríficas de diabos, infernos, pecados, castigos, penitências e regras desumanas de jejuns e castidades, de dogmas irracionais e de uma quantidade de bizarrias que desvirtuam hoje, aos olhos do vulgo, a mensagem de Jesus.

M.

Um notinha de rodapé: neste momento "Mário, Carlos Ribeiro, Haydée, Elsamar, pinhas, Claulore, UEEU e 25 Visitantes estão a ver este quadro."  25 visitantes, vejam só. Há interesse pelo Espiritismo. Tentar divulgá-lo de forma escorreita é uma caridade, um dever moral, e uma satisfação que nos cabe a todos.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 14 de Abril de 2009, 17:30
No Blog de Espiritismo, destaque para o depoimento da Elsamar sobre o centro que frequenta. Chamámos-lhe "Uma Outra Família", aproveitando uma passagem do seu belo texto:

http://blog-espiritismo.blogspot.com/2009/04/uma-outra-familia.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2Jsb2ctZXNwaXJpdGlzbW8uYmxvZ3Nwb3QuY29tLzIwMDkvMDQvdW1hLW91dHJhLWZhbWlsaWEuaHRtbA==)

Muita paz para todos!

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 14 de Abril de 2009, 17:34

Tentar divulgá-lo de forma escorreita é uma caridade, um dever moral, e uma satisfação que nos cabe a todos.

Caro Mário,

tem toda a razão. E a melhor maneira de calar as vozes que tentam denegrir o Espiritismo é dar o exemplo com a nossa conduta, praticando a caridade, quer seja ela material ou espiritual, pois mesmo quem não pode ajudar materialmente, tem sempre algo para dar: um pouco do seu tempo ao solitário, ao doente, ao infeliz, ao desafortunado. Pode dar um sorriso ou até um abraço.

Por falar nisso :)

ABRAÇO FORTE :D
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 14 de Abril de 2009, 17:59
Olá

Como Jesus disse:

- Se quereis saber se a minha doutrina é boa praticai-a -

Muito Amor

Atlante
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Carlos Ribeiro em 14 de Abril de 2009, 18:05
 
Citar
Se quereis saber se a minha doutrina é boa praticai-a -
Esta frase de Jesus desconhecia. Vou tentar pesquisar na biblia. Estamos sempre a aprender, não é?
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: António Luís em 14 de Abril de 2009, 18:41
(...) E a melhor maneira de calar as vozes que tentam denegrir o Espiritismo é dar o exemplo com a nossa conduta, praticando a caridade, quer seja ela material ou espiritual, pois mesmo quem não pode ajudar materialmente, tem sempre algo para dar: um pouco do seu tempo ao solitário, ao doente, ao infeliz, ao desafortunado. Pode dar um sorriso ou até um abraço.

Em absoluto acordo. O abraço, para além de caridade, é também uma excelente terapia. E tem uma coisa boa: é de graça  ;)

Abraço
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: moacir silva em 14 de Abril de 2009, 21:27
O Grupo espírita deve ser coeso, fraterno e estar sempre em dia com as recentes descobertas da Ciência sobre o Mundo Espiritual. Recentemente recebi sete links interessantíssimos de um Cientista Brasileiro, sobre a glândula pineal. É uma palestra fantástica e muito esclarecedora. Vou deixar aqui os links realativos, e espero que não esteja infrigindo qualquer regra.

DR. SÉRGIO FELIPE DE OLIVEIRA- MESTRE PELO INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOMÉDICAS DE S. PAULO- NEUROCIENTISTA -USP
GLANDULA PINEAL PARTE 1/7
DEPRESSÃO, ANSIEDADE E FOBIA
http://www.youtube.com/watch?v=4walu-hO9fQ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTR3YWx1LWhPOWZR)

DR. SÉRGIO FELIPE DE OLIVEIRA- MESTRE PELO INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOMÉDICAS DE S. PAULO- NEUROCIENTISTA -USP
GLANDULA PINEAL PARTE 2/7
DEPRESSÃO, ANSIEDADE E FOBIA
http://www.youtube.com/watch?v=yuakZiGDBIU&feature=related (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXl1YWtaaUdEQklVJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQ=)

DR. SÉRGIO FELIPE DE OLIVEIRA- MESTRE PELO INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOMÉDICAS DE S. PAULO- NEUROCIENTISTA -USP
GLANDULA PINEAL PARTE 3/7
DEPRESSÃO, ANSIEDADE E FOBIA
http://www.youtube.com/watch?v=BRY41_pvIxI&feature=related (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUJSWTQxX3B2SXhJJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQ=)

DR. SÉRGIO FELIPE DE OLIVEIRA- MESTRE PELO INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOMÉDICAS DE S. PAULO- NEUROCIENTISTA –USP

GLANDULA PINEAL PARTE 4/7
DEPRESSÃO, ANSIEDADE E FOBIA
http://www.youtube.com/watch?v=6mA_APZVtfs&feature=related (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTZtQV9BUFpWdGZzJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQ=)

DR. SÉRGIO FELIPE DE OLIVEIRA- MESTRE PELO INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOMÉDICAS DE S. PAULO- NEUROCIENTISTA -USP
GLANDULA PINEAL PARTE 5/7
DEPRESSÃO, ANSIEDADE E FOBIA
http://www.youtube.com/watch?v=A6GAJ9Du53k&feature=related (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUE2R0FKOUR1NTNrJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQ=)

DR. SÉRGIO FELIPE DE OLIVEIRA- MESTRE PELO INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOMÉDICAS DE S. PAULO- NEUROCIENTISTA -USP
GLANDULA PINEAL PARTE 6/7
DEPRESSÃO, ANSIEDADE E FOBIA
http://www.youtube.com/watch?v=6W-jDWtBzNY&feature=related (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTZXLWpEV3RCek5ZJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQ=)

DR. SÉRGIO FELIPE DE OLIVEIRA- MESTRE PELO INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOMÉDICAS DE S. PAULO- NEUROCIENTISTA -USP
GLANDULA PINEAL PARTE 7/7
DEPRESSÃO, ANSIEDADE E FOBIA
http://www.youtube.com/watch?v=4jSQyanPjz0&feature=related (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTRqU1F5YW5QanowJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQ=)

Espero que tenha sido do Agrado de Todos.
Fiquem com Deus.

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Luizahelena em 14 de Abril de 2009, 23:47
Olá Moacirsilva!!!

É por isso que digo da importância de participar deste Forum. A troca de conhecimentos, a divulgação do que é bom pra todos nós que buscamos nos melhorar.
Admiro muito o Dr. Sérgio Felipe e vou ver com carinho o conteúdo que postou.
Obrigado por contribuir com o meu crescimento e de todos.

Um carinhoso abraço;

Luiza.

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Gigii em 15 de Abril de 2009, 00:33
Boa noite amigos! Tudo bem?

Ainda não dei a minha opinião pessoal sobre o tema, porque nunca achei que tivesse ainda uma ideia formada sobre como deve funcionar um centro espírita...ou melhor, o que é ou deveria ser um centro espírita.

Deixei por aqui apenas uns bitaites... Hoje faria a primeira tentativa de opinar, portanto, sobre a proposta de estudo.

Antes, um pequeno "introito" que espero pouco maçador.

Apesar de ser ainda uma jovenzinha nesta vida...cof..cof...desde muito cedo que eu participo em instituições. Posso dizer que desde que me conheço que lido com instituições: ou como voluntária, ou empregada, ou directora, ou beneficiária... E há medida que os anos passam, menos me agrada lidar com elas.

Assim, nos ultimos anos, tenho evitado a todo o custo assumir cargos institucionais. Porquê, perguntam. Porque é nas actividades organizativas, no assumir de responsabilidades que muitos confundem dever com poder.
Conheço um número suficiente de centros espíritas (em portugal, frança e suiça) para afirmar que nestes os mesmos problemas persistem, pois os homens são os mesmos.

Desengane-se quem pensa que numa assembleia geral de uma instituição espírita, os homens se respeitam mais do que numa assembleia geral de uma IPSS ou de uma junta de freguesia. Não há diferenças. Todos lutam pelos seus interesses particulares.

Daí, que tenho grande dificuldade em olhar para uma sociedade espírita, com os mesmos olhos de esperança e confiança que fez Allan Kardec.

Recentemente, quiz Deus que eu, ainda tão cega, pegasse numa lanterna e numa bandeirola e acenasse a outros companheiros, num convite a um trabalho inovador.
Começamos a reunir, a estudar, a conversar, e depois de uns meses com lanches e jantares á mistura, fundamos uma associação.
Isto porque nos informaram que não poderiamos apresentar trabalhos se não estivessemos legalizados. Uma daquelas exigências burocráticas que também atinge o movimento espírita.
Então, constituimos tudo no "legal", e demos como morada de sede a da minha residência.

Há dias batem-me á porta. Trrrimmmm...trimmmm....:

_ Quem é?

_ Eu procuro um centro espírita. Posso entrar?

_ Um centro espírita? Está enganado, aqui não é nenhum centro espírita.

_ Oh...mas eu vi esta morada no site da ADEP.

Oh diabo...pensei...eles confundiram a nossa associação com um centro espírita. Abri a porta. Entrou um jovem casal com um recem nascido.
Expliquei a situação, e informei o horário de vários centros aqui na cidade.
Eles não se mexeram, queriam conversar, tirar duvidas.
E eis que durante uma hora, o meu lar foi um centro espírita.

Meditei nisto. Todo o lar pode ser um centro espírita, todo o grupo que se inspire ao trabalho e ao estudo partilhado em harmonia é um centro espírita.

Haverá tantos modelos de centros espíritas quantos são os homens na terra, porque no fundo todos anseiam por criar centros á sua imagem, todos desejam colaborar num centro onde possam mostrar as suas capacidades, onde possam exibir o que sabem, onde possam dizer ao chegar a casa: ah eu hoje cumpri com a minha missão, libertei uns x espiritos da ignorancia; ajudei umas x crianças que passavam fome...ah meu Deus como eu sou boa!

Daí que a minha opinião, provavelmente, é um cadito rebelde... :)

Bisouxss
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: aruanda em 15 de Abril de 2009, 00:38
Olá Moacirsilva!!!

muito obrigada por ter trazido esta palestra, vale  a pena ler, muito interessante.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: SB em 15 de Abril de 2009, 09:42
Regina,

Rebelde ou não, tenho a mesmissima opinião, aliás vai de encontro uma mensagem ja aqui minha sobre este assunto debatido, pois assim é a simplicidade, como a cristandade  ;)

Mas todos fazemos falta, mais rebeldes ou não  :D, para que a Lei da Afinidade possa seguir o seu ritmo ;)

Beijo
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 15 de Abril de 2009, 10:40
O abraço, para além de caridade, é também uma excelente terapia. E tem uma coisa boa: é de graça  ;)

Caro Toni,

tem toda a razão, mas digo-lhe que há abraços que eu até pagava para voltar a sentir. Na realidade há pessoas(espíritos) que emanam uma energia que não se consegue explicar, só sentindo. É o caso de Divaldinho. Inesquecível!!


 
Quem é Divaldinho?
Divaldinho Mattos nasceu a 13 de Março de 1955 em Fernandópolis, Brasil, tendo abraçado a Doutrina Espírita em 1973.
De palavra fácil e fluente, tornou-se num muito apreciado Orador, quer no Brasil, quer no estrangeiro, nomeadamente na América Latina, em Portugal e por toda a Europa.
Em 1982 fundou o Grupo Espírita Maria de Nazaré na cidade de Votuporanga, Estado de São Paulo, com o propósito de divulgar o Espiritismo e desenvolver tarefas assistenciais visando o bem-estar das famílias carenciadas da comunidade (disponibilização de alimentação, atendimento ambulatório e odontológico, reforço escolar e pré-escolar, cursos para gestantes ecursos profissionalizantes para jovens). Este grupo Espírita cresceu e é hoje composto por diversos departamentos onde são atendidos, por média diária, 75 idosos, 294 famílias e 502 crianças.


Aqui fica o meu abraço.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 15 de Abril de 2009, 11:06




Haverá tantos modelos de centros espíritas quantos são os homens na terra, porque no fundo todos anseiam por criar centros á sua imagem, todos desejam colaborar num centro onde possam mostrar as suas capacidades, onde possam exibir o que sabem, onde possam dizer ao chegar a casa: ah eu hoje cumpri com a minha missão, libertei uns x espiritos da ignorancia; ajudei umas x crianças que passavam fome...ah meu Deus como eu sou boa!




Olá Giggi,

penso que está a generalizar ou então está a falar por si.
Se há pessoas que gostam das luzes da ribalta também há outras que preferem ficar nos bastidores.
Penso também que este debate se tem centrado demasiadamente no trabalho mediúnico de um centro, quando na realidade muitas das pessoas que se dirigem a um centro espírita não ostentam nenhuma mediunidade nem sabem nada sobre isso.
Também não percebo o porquê de tantas questiúnculas entre os médiuns, visto que a mediunidade é um dom e toda a ajuda que se possa prestar a quem precisa deve ser gratuita. Será o EGO (egoísmo, orgulho) das pessoas a manifestar-se? Então talvez precisem de começar por fazer a reforma íntima antes de se proporem a praticar a mediunidade.

Eu só conheço um Centro Espírita, nunca tive cargos dirigentes nem lá nem em lado nenhum e como não sou médium, para mim Espiritsmo, não se resume a sessões de desobsessão, de  passes ou de fluidoterapia. Para mim Espiritismo é uma visão diferente da vida, de bem comigo e com os outros, de esperança num futuro melhor, sem medo, sem angústia. Foi isto que nos prometeram há uns tempos atrás: a vinda do CONSOLADOR.


Beijos  :-* :-*
e claro, aquele abraço :D
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: aruanda em 15 de Abril de 2009, 11:41
Olá Elsamar

Citar
Para mim Espiritismo é uma visão diferente da vida, de bem comigo e com os outros, de esperança num futuro melhor, sem medo, sem angústia. Foi isto que nos prometeram há uns tempos atrás: a vinda do CONSOLADOR.

Concordo absolutamente consigo.

Citar
Meditei nisto. Todo o lar pode ser um centro espírita, todo o grupo que se inspire ao trabalho e ao estudo partilhado em harmonia é um centro espírita.

Olá Regina, até concordo ,em principio e, passo a explicar.

seria muito bom que todos nós tivessemos um "centro" em casa.
Hipotéticamente tudo é fácil mas, reparem, a certa altura vão começar aparecer pessoas , com problemas quanto mais não seja trazidas pelos amigos que fazem parte desse grupo.

E, então, fazemos como  a Regina, falamos com essas pessoas  e por vezes percebemos que elas precisam de muito mais que dialogo...isso é o inicio.

precisam de tratamento de passes e, quem sabe até de ajuda especifica  a nivel de desobsesão
(todo  a gente sabe que eu não sou a favor destes trabalhos de forma sistematizada, mas, há casos e casos) e, então que fazemos?  Enviamos para um centro já organizado ou fazemos como é comum...começamos trabalhos em casa (falo por conhecimento de casos).

aí  nossa casa deixa de ser  a nossa casa e passa  a ser um hospital espiritual com todas a s consequencias que advêm para quem tem uma sensibilidade maior e more  nessa casa.

Penso que temos que ser lúcidos.
Ter um grupo de amigos com quem se inicia um projecto de estudo é uma coisa.
Quando começa  a ir além disso devemos ter o bom senso de arranjar um local neutro ou corremos o risco de arranjar muita confusão.Imaginem um hospital na vossa casa , como
se sentiriam? É claro que também teremos protecção espiritual mas, como todos sabemos  a nossa evolução ainda não é assim tão grande que nos deixe ficar imunes a determinados casos.
É o que penso, até por experiencia própria de há muitos anos ter experenciado uma situação dessas.



Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 15 de Abril de 2009, 11:45
Olá Aruanda,

Que bom vê-la por aqui :)

 :-*
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: aruanda em 15 de Abril de 2009, 11:59
Citar
Olá Aruanda,

Que bom vê-la por aqui


Obrigada.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: SB em 15 de Abril de 2009, 12:14
Penso que temos que ser lúcidos.
Ter um grupo de amigos com quem se inicia um projecto de estudo é uma coisa.
Quando começa  a ir além disso devemos ter o bom senso de arranjar um local neutro ou corremos o risco de arranjar muita confusão.Imaginem um hospital na vossa casa , como
se sentiriam? É claro que também teremos protecção espiritual mas, como todos sabemos  a nossa evolução ainda não é assim tão grande que nos deixe ficar imunes a determinados casos.
É o que penso, até por experiencia própria de há muitos anos ter experenciado uma situação dessas.



Sim, Aruanda, é um ponto que devemos ter em muita conta. Concordo em pleno.
Não devemos esquecer que quem leva consigo problemas, pode trazer esses problemas para a nossa casa, sem querer obviamente. Devemos não esquecer que no caso da obsessão, por exemplo, pode se tornar problemático. o Obsessor pode querer tirar uns dias de ferias da pessoa que "acompanha" e ficar por lá ;)

É muito importante o que abordas

Beijo
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: SB em 15 de Abril de 2009, 12:27
Para mim Espiritismo é uma visão diferente da vida, de bem comigo e com os outros, de esperança num futuro melhor, sem medo, sem angústia.

É assim que tambem eu encaro a vida, e partilho esta minha vivencia.

Mas para isso não tem que se sentir a necessidade de um Centro Espirita, pode ajudar nesse sentido, a ajudar a compreender essa mesma visão do Amor, nos estudos do Evangelho...mas O Espiritismo é acessivel a todos por muitos meios, não exclusivamente num Centro, os grupos de amigos Espiritas surtem muito efeito nesse sentido, como aqui por exemplo :)

E será nestes moldes que entendo que a porta da minha casa está aberta, para quem quer lá ir, da mesma forma que quem quer visitar o meu coração, porque o que tenho não é so meu, nem mesmo o Amor, é de todos! ;)

Beijinho :)

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Gigii em 15 de Abril de 2009, 12:46
Olá amigas!

Concordo sim, em preservarmos o nosso lar de seres que não sabemos quem são.
Eu usei uma metáfora, e certamente devem ter compreendido, mas de forma alguma eu propunha um atendimento diário a pessoas que não conheço, num local onde privo com a minha família, em ambiente harmonioso e de muito amor.

Elsamar, minha amiga, infelizmente ao que me refiro é a triste realidade. Mas porque se espanta? Não somos todos ainda tão egoistas?
Que bom seria que só por frequentarmos um centro espírita, logo de imediato nos tornassemos solidários, indulgentes, caridosos e humildes.
Não quero de forma alguma des-motiva-la, pelo que lhe peço desde já desculpas pelo meu comentario um pouco imprudente.

Poderia dar-lhe vários exemplos do que falei, mas não o farei porque devemos respeitar cada um com as suas dificuldades, algo que eu agradeço que façam comigo também.
E uma coisa é certa, estamos em mudança,e os "dinossauros" do ME, quer se queria quer não, estão a ceder aos poucos as responsabilidades nas mãos dos jovens idealistas, que vem trazer a harmonia e a dedicação desinteressada ao nosso movimento institucional.

E como bem relembraram, o mais importante é a mudança que se opera em nós.

Bisouxsss  :-*...e embrasse à tout!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Victor Passos em 15 de Abril de 2009, 12:56
OLa muita paz companheiros

   Aqui neste trabalho de busca de conhecimento, ao encontro do grupo...ou grupinho , não de Zés Pereiras como aqui chamamos em Viana, mas de irmãos que sabem perceber a mensagem, e não ser "Amigos de boa dicha" tal como era D.Quixote de la mancha, com seu criado, mas é necessário debater sem alarde a melindres e apontar de erros aos outros , quando ninguém pode levantar um dedo porque ficartia sem ele , num instante.
    Isto é aprendizado, tal como guisado esturrado.
    Meus Amigos o Espiritismo tem a sua vertente Filosofica, cientifica, religiosa, mas também tem o cabo dos trabalhos para poder manter o padrão do bom senso ,coragem e razão...
     Quem vai com caixinhas, e não lhes conhece o peso, está a preparar-se para um motim ou seja uma dor de costas valente.
     Sei que não sou dono da verdade, e muito menos conhecedor como o Amigo Mário e os restantes amigos, mas todos os companheiros estão a abraçar uma corrente que nada tem de espirita coerente...daqui a pouco montamos uma tenda de campismo no centro espirita e fazemos acampamentos, quando na realidade, ele começa dentro e nós...depois,na Familia, após sair a porta de casa com convénio com os companheiros de trabalho e por aí adiante...
O que faz um Centro trabalhar bem , não são os proselicos, ou os amigos de "dona dicha"mas desde o espirito que limpa o chão , até aquele que orienta e está a frente provisoriamente da organiozação do mesmo...Um Centro sem esssa forma de estar nãooé como Espirita...nele tem de haver disciplina, disciplina...disciplina....estudo..estudo...assiduidade...confronto de ideias mas dentro dos valores do respeito e daquilo que professamos como seguidores da Doutrina....Isto não quer dizer que não nos juntemos num determinado local e façamos um convivio, uma festa...mas não vamos misturar realidade com farra, porque então os espiritos que nos assitem passariam a ser amigos da "bona dicha"
   Todo Centro quer serioedade, responsabilidade, sentido de mudança interior em cada um dos seus elementos mesmo que não estejam de acordo nos estudos, que sejam sempre tolerantes, amigos e que apliquem o que estuadm, porque senão meuis Amigos estãrão a ser como um Amigo meu diz e bem,seremos " Madalenas"...
 Sei que muito não estarão de acordo comigo respeito isso, mas também sei que escrevo aquilo que sinto...

    Se magoar alguém...que se levante e sorria porque nem tiodos fomos feitos para ser santos, e eu muito menos....srrs

   Paz e harmonia em vosso coração

Nota; achei estes videos sobre o centro espirita, espero que sirvam para ajudar...


VICTORPASSOS


http://www.ocentroespirita.com/centroespirita/showVideo.php?movie=-0E4wojKqjI (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vY2VudHJvZXNwaXJpdGEuY29tL2NlbnRyb2VzcGlyaXRhL3Nob3dWaWRlby5waHA/bW92aWU9LTBFNHdvaktxakk=)


http://www.ocentroespirita.com/centroespirita/showVideo.php?movie=YKyT2HWLqqs (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vY2VudHJvZXNwaXJpdGEuY29tL2NlbnRyb2VzcGlyaXRhL3Nob3dWaWRlby5waHA/bW92aWU9WUt5VDJIV0xxcXM=)


http://www.ocentroespirita.com/centroespirita/showVideo.php?movie=oXybTL1L-sk (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vY2VudHJvZXNwaXJpdGEuY29tL2NlbnRyb2VzcGlyaXRhL3Nob3dWaWRlby5waHA/bW92aWU9b1h5YlRMMUwtc2s=)

http://www.ocentroespirita.com/centroespirita/showVideo.php?movie=fBXdDhQvMWA (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vY2VudHJvZXNwaXJpdGEuY29tL2NlbnRyb2VzcGlyaXRhL3Nob3dWaWRlby5waHA/bW92aWU9ZkJYZERoUXZNV0E=)

http://www.ocentroespirita.com/centroespirita/showVideo.php?movie=zXTkCwTbIG4 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vY2VudHJvZXNwaXJpdGEuY29tL2NlbnRyb2VzcGlyaXRhL3Nob3dWaWRlby5waHA/bW92aWU9elhUa0N3VGJJRzQ=)

http://www.ocentroespirita.com/centroespirita/showVideo.php?movie=0Bl7iWlVyPU (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vY2VudHJvZXNwaXJpdGEuY29tL2NlbnRyb2VzcGlyaXRhL3Nob3dWaWRlby5waHA/bW92aWU9MEJsN2lXbFZ5UFU=)

http://www.ocentroespirita.com/centroespirita/showVideo.php?movie=jcDMqqM97fI (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vY2VudHJvZXNwaXJpdGEuY29tL2NlbnRyb2VzcGlyaXRhL3Nob3dWaWRlby5waHA/bW92aWU9amNETXFxTTk3Zkk=)

http://www.ocentroespirita.com/centroespirita/showVideo.php?movie=-sxBS7VgRww (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vY2VudHJvZXNwaXJpdGEuY29tL2NlbnRyb2VzcGlyaXRhL3Nob3dWaWRlby5waHA/bW92aWU9LXN4QlM3VmdSd3c=)

http://www.ocentroespirita.com/centroespirita/showVideo.php?movie=g_uavxk-qrE (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vY2VudHJvZXNwaXJpdGEuY29tL2NlbnRyb2VzcGlyaXRhL3Nob3dWaWRlby5waHA/bW92aWU9Z191YXZ4ay1xckU=)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: procura em 15 de Abril de 2009, 14:04
Boa tarde

Finalmento vejo alguém tocar no ponto fundamental.

Disciplina, Disciplina e estudo, muito estudo.

Quem vier ver o Fórum sem quaisquer conhecimentos, ficará com a ideia de dentro da DE tudo é permitido, tudo é válido, e no fim se calhar podemos continuar a ser os mesmos que sempre fomos.

Nunca concordei com esta visão que é dada pelas diversas mensagens.

Sem nos disciplinarmos, nunca mudaremos a nossa maneira de ser.

Sem estudo nunca vamos evoluir e perceber o porque da disciplina e de mudarmos a nossa actuação perante a vida.

Basta olharmos à nossa volta e vermos o resultado do deixar que tudo seja possivel na educação das nossas crianças e ao que isso conduz.  Na vida espirita o problema é o mesmo.

Peço desculpa pelas minhas palavras, mas é assim que eu vejo o problema. E são estes os principios que eu utilizo para tentar orientar a minha vida e a minha mudança.

Defeitos tenho muitos e de certeza que vou continuar a ter durante várias vidas, se não provalvelmente não estaria aqui na Terra. Alguns já tomei consciÊncia deles, outros se calhar ainda nem os consigo vislumbrar.

Mas continuo a afirmar, a disciplina é essencial, assim como o estudo constante.


Bem Hajam

Muita Paz
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Gigii em 15 de Abril de 2009, 14:15
O que se entende por disciplina?
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 15 de Abril de 2009, 14:27
O Velho, o Rapaz e o Burro

Um velho, um rapaz e um burro na estrada.
Em fila indiana os três caminhavam.

Passou uma velha e pôs-se a troçar:
-O burro vai leve e sem se cansar!
O velho então pra não ser mais troçado,
Resolve no burro ir ele montado.

Chegou uma moça e pôs-se a dizer:
-Ai, coisa feia! Que triste que é ver!
O velho no burro, enquanto o rapaz,
Pequeno e cansado, a pé vai atrás!


O velho desceu e o filho montou.
Mas logo na estrada alguém gritou:
-Bem se vê que o mundo está transtornado!   
O pai vai a pé e o filho montado!


O velho parou, pensou e depois
Em cima do burro montaram os dois.
Assim pela estrada seguiram os três:
Mas ouvem ralhar pela quarta vez:
- Um rapaz já grande e um velho casmurro.
São cargas de mais no lombo de um burro!


Então o velhote seu filho fitou
E com tais palavras, sério, falou:
- Aprende, rapaz, a não te importar,
Se a boca do mundo de ti murmurar.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: SB em 15 de Abril de 2009, 14:36

Sem nos disciplinarmos, nunca mudaremos a nossa maneira de ser.


Procura,

Nunca mudarás, nem tu nem ninguem!
A nossa essência não muda, o teu espirito se transforma, evolui. ;)

E havendo primeiro disciplina sem antes haver vontade de nos conhecermos a nós mesmos, é estar a remar contra a maré.

E não diria sem estudo nunca vamos evoluir. A evolução do espirito esta no seu esclarecimento de si mesmo, não nos livros. Os livros são uma ponte ate nós no esclarecimento, o resto depende somente e sempre de nós mesmos.

Vejamos o Evangelho, que nos dita os defeitos e as virtudes, onde nos revela o que cada um de nós pode ser, mas não somos nós.

O trabalho para reconhecermos o que nós somos, é mais abragente que isso, as vezes uma vida não chega para no conhecermos, nem para evoluir o que desejariamos, isso é sim um grande estudo e a disciplina aqui aplica-se em ser o mais verdadeiro e humilde conosco mesmos, pois estaremos a se-lo com Deus ;)

Abraços
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 15 de Abril de 2009, 15:17
Olá a todos,

Mas para isso não tem que se sentir a necessidade de um Centro Espirita, pode ajudar nesse sentido, a ajudar a compreender essa mesma visão do Amor, nos estudos do Evangelho...mas O Espiritismo é acessivel a todos por muitos meios, não exclusivamente num Centro, os grupos de amigos Espiritas surtem muito efeito nesse sentido, como aqui por exemplo :)

Susana, amiga,

eu concordo que não seja obrigatório frequentar um Centro Espírita e para isso temos o livre arbítrio, mas pessoalmente a mim, faz-me falta. Sinto saudades daquele espaço, sinto saudade das pessoas, dos seus sorrisos, dos seus abraços. São umas horas em estamos em sintonia e o ambiente é francamente bom. Saio de lá levezinha, levezinha ( e não é por causa dos passes nem da água fluidificada. Só levei 10 passes ao inicio e partir daí tenho conseguido autoequilibrar-me, se é que esta palavra existe).


Elsamar, minha amiga, infelizmente ao que me refiro é a triste realidade. Mas porque se espanta? Não somos todos ainda tão egoistas?
Que bom seria que só por frequentarmos um centro espírita, logo de imediato nos tornassemos solidários, indulgentes, caridosos e humildes.
Não quero de forma alguma des-motiva-la, pelo que lhe peço desde já desculpas pelo meu comentário um pouco imprudente.


Amiga Giggi,

Acredito que seja a realidade que conhece. Felizmente não é a minha. Talvez porque o "meu" centro como eu gosto de dizer, porque também é um bocadinho meu, é dirigido e muito bem pela querida irmã Leonor que não permite faltas de respeito nem indisciplina. Não é autoritarismo, nem exibicionismo é assim que tem de ser. Sei que por vezes é obrigada a chamar à atenção a algum elemento que está a querer destabilizar o grupo, mas nunca em público. Eu pelo menos nunca assisti ali a nenhuma discussão. E esse elemento só tem duas hipóteses: ou fica e respeita as orientações, ou vai embora. Uma coisa é a liberdade de expressão, outra coisa é falta de respeito e falta de educação.

É verdade, somos todos ainda muito egoístas, mas uns mais do que outros e normalmente os que andam de mão no peito a dizer mea culpa, mea culpa (isto supostamente é uma expressão dos católicos, mas acho que dá para entender), são os piores. Eu pessoalmente desconfio um pouco das falas muito mansas, daqueles que falam, falam, falam e não fazem nada.

Giggi, também é certo que não é por frequentarmos um centro que nos tornamos imediatamente solidários, indulgentes, caridosos e humildes, mas é um bom laboratório, pois não é convivendo uns com os outros que vamos limando as arestas? Não são os nossos próprios defeitos que normalmente apontamos aos outros? Pois é. Então nada melhor que o confronto com essas imperfeições, para tomarmos consciência delas.

Amiga, eu não vou desmotivar, simplesmente porque a minha única ambição é melhorar-me e ajudar naquilo que eu puder e souber. Não pretendo andar a degladiar-me por um cargo de destaque. E se um dia sentir que já não é ali o meu lugar, sou livre de vir embora.

   Meus Amigos o Espiritismo tem a sua vertente Filosofica, cientifica, religiosa, mas também tem o cabo dos trabalhos para poder manter o padrão do bom senso ,coragem e razão...

Amigo Vitor,
já me tinham dito e é bem verdade. Ser Espírita dá muito trabalho.

E finalmente,

Mário,
essa história é muito antiga mas como muitas outras mantêm-se actual ;)

Abraços para todos.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Victor Passos em 15 de Abril de 2009, 15:34
Ola muita paz e harmonia companheiros

 Vejamos o que nos diz Kardec dos Grupos;

 
Relembrando Allan Kardec

FORMAÇÃO  DE  GRUPOS   (1)
(Resposta de Allan Kardec durante o banquete que lhe foi oferecido pelos Espíritas de Lyon)
   
A rapidez com que a Doutrina propagou-se nos últimos tempos, apesar da oposição que ainda encontra, ou, talvez, por isso mesmo, pode fazer prever-lhe o futuro. Por uma questão de prudência, evitemos tudo quanto possa produzir uma impressão desagradável e — não digo perder uma causa já assegurada — retardar-lhe o desenvolvimento. Sigamos nisto os conselhos dos sábios Espíritos e não esqueçamos que, neste mundo, muitos sucessos foram comprometidos por excessiva precipitação. Também não nos esqueçamos de que nossos inimigos do outro mundo, assim como os deste, podem procurar arrastar-nos por um caminho perigoso.

Houvestes por bem me pedir alguns conselhos e para mim é um prazer vos dar aqueles que a experiência poderá sugerir-me. Não será mais que uma opinião pessoal, que vos convido a ponderar com a vossa sabedoria e da qual fareis o uso que vos parecer conveniente, pois não tenho a pretensão de me impor como árbitro absoluto.

Tínheis a intenção de formar uma grande sociedade. A respeito já vos disse a minha maneira de pensar, de sorte que me limito a resumi-la aqui.

Sabe-se que as melhores comunicações são obtidas em reuniões pouco numerosas, (2) sobretudo naquelas em que reinam harmonia e comunhão de sentimentos. Ora, quanto maior for o número, mais difícil será a obtenção dessa homogeneidade. Como é impossível que no começo de uma ciência, ainda tão nova, não surjam algumas divergências na maneira de apreciar certas coisas, dessa divergência infalivelmente nasceria um mal-estar, que poderá levar à desunião. Ao contrário, os pequenos grupos serão sempre mais homogêneos; as pessoas se conhecem melhor, estão mais em família e podem ser mais bem admitidas as que desejamos. E, como em última análise, todos tendem para um mesmo objetivo, podem entender-se perfeitamente e haverão de entender-se tanto melhor quanto não haja aquele melindre incessante, que é incompatível com o recolhimento e a concentração de espírito. Os maus Espíritos, que buscam incessantemente semear a discórdia, ferindo suscetibilidades, terão sempre menos domínio num pequeno grupo do que num meio numeroso e heterogêneo.

Numa palavra, a unidade de vistas e de sentimento nele será mais fácil de estabelecer.

A multiplicidade dos grupos tem outra vantagem: a de obter uma variedade muito maior de comunicações, pela diversidade de aptidão dos médiuns. Que essas reuniões parciais comuniquem reciprocamente o que elas obtêm, cada urna por seu lado, de modo que todas aproveitem os seus mútuos trabalhos. Aliás, chegará o momento em que o número de aderentes não permitiria mais uma reunião única, que deveria fracionar-se pela força das coisas. Eis por que preferível é fazer imediatamente aquilo que serão obrigados a fazer mais tarde.
Incontestavelmente, do ponto de vista da propaganda, não é nas grandes reuniões que os neófitos podem colher elementos de convicção, mas na intimidade. Há, pois, um duplo motivo para preferir os pequenos grupos, que podem multiplicar-se ao infinito. Ora, vinte grupos de dez pessoas, por exemplo, indiscutivelmente obterão mais e farão mais prosélitos que uma reunião única de duzentas pessoas.

   

(1)Título nosso
(2) - Nota do tradutor: Ver O Livro dos Médiuns. Segunda parte, capítulo XXIX, especialmente o item 332.
ALLAN KARDEC. Viagem Espírita em 1862 e outras viagens de Kardec. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro. RJ: FEB. 2005. p.159 -161. Ver também: Revista Espírita, outubro de 1860, FEB, p. 442-452   
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 15 de Abril de 2009, 15:37
Olá amigos!

Estar a par do que se passa neste tópico é uma tarefa árdua! Vou ter que dedicar algum tempo a actualizar o meu software de forma a estar de novo compatível com as exigências que este tema solicita!  >:(

No entanto, enquanto não me actualizo deixo aqui uma reflexão. Aviso desde já que se trata de filosofia, podendo por isso ferir susceptibilidades dos amigos mais sensíveis.   :D

Então vamos lá voltar à seriedade necessária para a consideração.

O espiritismo dissipou da frente dos nossos olhos a névoa densa da ignorância. Assiste-se ao nascimento do Homem novo, aquele que sabe ser um deus em formação e que acaba de ter ingresso na sua universidade evolutiva.

Ao ter consciência de si tem condições enfim para identificar o rosto do seu opositor, o rosto do opressor que transporta…

Independentemente daquilo cada um defende, mesmo o que afirma a sua humildade e disponibilidade para trabalhar, exige isso dos demais… se assim não for não está disponível para se submeter à vontade daqueles que considera tiranos.

Só o AMOR pode vencer. E amar, significa anular por completo a nossa vontade em favor da vontade do próximo. Amar significa reduzir a expressão da nossa existência ao nada, a ausência total da vontade de poder. Amar é dar… é dar tudo em troca de absolutamente nada… Amar é assim sentir que o poder que os outros, os que são ainda fracos, transportam orgulhosamente, não é mais do que ferramentas que usam para através da dor atingir também um dia o AMOR.

Até lá, a guerra é uma consequência inevitável e convivendo com ela, temos de construir os nossos centros espíritas edificados em batalhas de poder.

Um abraço amigos.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: SB em 15 de Abril de 2009, 15:45

eu concordo que não seja obrigatório frequentar um Centro Espírita e para isso temos o livre arbítrio, mas pessoalmente a mim, faz-me falta. Sinto saudades daquele espaço, sinto saudade das pessoas, dos seus sorrisos, dos seus abraços. São umas horas em estamos em sintonia e o ambiente é francamente bom. Saio de lá levezinha, levezinha ( e não é por causa dos passes nem da água fluidificada. Só levei 10 passes ao inicio e partir daí tenho conseguido autoequilibrar-me, se é que esta palavra existe).


Linda, eu nao disse isso, mas tb me expliquei mal. :)

Queria dizer que o que temos e somos, tendo e sendo Amor, podemos por em prática em qualquer lado, por isso não ter que ser necessáriamente só atraves do Centro Espirita ;)

Não vão algumas pessoas que ainda nao conhecem um Centro Espirita perceber que so se é espirita ou so práticar o Amor por frequentar um Centro  ;)

E acho muito bem que te sintas assim, aliás fico muito, muito contente por ti, acredita  :)

Beijinhos  :)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: SB em 15 de Abril de 2009, 16:37


Só o AMOR pode vencer. E amar, significa anular por completo a nossa vontade em favor da vontade do próximo. Amar significa reduzir a expressão da nossa existência ao nada, a ausência total da vontade de poder. Amar é dar… é dar tudo em troca de absolutamente nada… Amar é assim sentir que o poder que os outros, os que são ainda fracos, transportam orgulhosamente, não é mais do que ferramentas que usam para através da dor atingir também um dia o AMOR.

Até lá, a guerra é uma consequência inevitável e convivendo com ela, temos de construir os nossos centros espíritas edificados em batalhas de poder.


Uiii  :D

Taprobrana, se aqui fosse dissertar sobre Amor uiiiii... diria que Amar não é só dar, que não ha fraquezas, que quando se ama nada se troca, partilha-se e que a dor é a alerta do amor, que ao amar o sofrimento se torna opção....etc, etc...mas...  ;D

Mas só para salientar uma unica frasezita, que nos deixas e diz tudo ;)

"Só o AMOR pode vencer"   ;)

Abraço forte

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 15 de Abril de 2009, 17:02
Susaninha,


Queria dizer que o que temos e somos, tendo e sendo Amor, podemos por em prática em qualquer lado, por isso não ter que ser necessáriamente só atraves do Centro Espirita ;)

Não vão algumas pessoas que ainda nao conhecem um Centro Espirita perceber que so se é espirita ou so práticar o Amor por frequentar um Centro  ;)


Eu percebo o que queres dizer e estou de acordo.
Até porque há pessoas que frequentam um centro e não vão lá fazer absolutamente nada, assim como há os que não vão e fazem muito.

...E amar, significa anular por completo a nossa vontade em favor da vontade do próximo. Amar significa reduzir a expressão da nossa existência ao nada, a ausência total da vontade de poder...

Desculpe Taprobana,

mas não estou nada de acordo com esta sua reflexão.
Depende muito de quem é o outro. Então eu vou anular-me a favor da vontade de alguém que supostamente me quer prejudicar? Para eu amar o próximo, tenho de saber amar-me primeiro. E o outro se me amar também, não vai exigir que eu me anule! Ou seja, se amarmos todos na mesma medida, respeitamo-nos, não nos anulamos.

Penso eu de que! :-\
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Carlos Ribeiro em 15 de Abril de 2009, 17:18
Citar
Desculpe Taprobana,

mas não estou nada de acordo com esta sua reflexão.
Depende muito de quem é o outro. Então eu vou anular-me a favor da vontade de alguém que supostamente me quer prejudicar? Para eu amar o próximo, tenho de saber amar-me primeiro. E o outro se me amar também, não vai exigir que eu me anule! Ou seja, se amarmos todos na mesma medida, respeitamo-nos, não nos anulamos.
- Elsamar

Penso que será bom esclarecer que o mais próximo de nós somos nós mesmos. Não podemos amar os outros se não nos amamos a nós. Não podemos dar valor aos outros se nós mesmo não nos valorizamos.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: aruanda em 15 de Abril de 2009, 19:22
Citar
Penso que será bom esclarecer que o mais próximo de nós somos nós mesmos. Não podemos amar os outros se não nos amamos a nós. Não podemos dar valor aos outros se nós mesmo não nos valorizamos. 
 
 

eu costumo dizer que existe uma única ""regra"" a seguirmos:

- Amar ao próximo como  a nós mesmos"

Porque realmente conforme diz o carlos o próximo mais próximo de nós somos nós mesmos.

Se nos respeitarmos, amarmos, nos tolerarmos e por aí fora, vamos de certeza fazer o mesmo com os outros e, aí não existe  asituação de nos anularmos, porque iremos entender e ficar ,ou entender e sair (seja do que for) mas, sempre sem sacrificios nem raivas nem exigencias. Tudo isso será normal.

Agora.....será que nos amamos o suficiente para fazer isso?  Aí é que a ""coisa"" complica.! ;)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 15 de Abril de 2009, 20:42
Sobre a questão da disciplina, aqui levantada por vós:

"Não consiste a virtude em assumirdes severo e lúgubre aspecto, em repelires os prazeres que as vossas condições humanas vos permitem. Não imagineis, portanto, que, para viverdes em comunicação constante conosco, para viverdes sob as vistas do Senhor, seja preciso vos cilicieis e cubrais de cinzas."

Um Espírito Protetor. (Bordéus, 1863)

No capítulo do crescimento espiritual torna-se essencial distinguir o que são as dores do crescimento e as dores do martírio. Não existe reforma íntima sem sofrer, mas martírio é uma forma de autopunição, são “penitências psicológicas” que nos impomos como se com isso estivéssemos melhorando.

in Reforma Íntima sem Martírio

Wanderley S.de Oliveira – Ermance Dufaux
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: SB em 15 de Abril de 2009, 21:59
...E amar, significa anular por completo a nossa vontade em favor da vontade do próximo. Amar significa reduzir a expressão da nossa existência ao nada, a ausência total da vontade de poder...

Desculpe Taprobana,

mas não estou nada de acordo com esta sua reflexão.
Depende muito de quem é o outro. Então eu vou anular-me a favor da vontade de alguém que supostamente me quer prejudicar? Para eu amar o próximo, tenho de saber amar-me primeiro. E o outro se me amar também, não vai exigir que eu me anule! Ou seja, se amarmos todos na mesma medida, respeitamo-nos, não nos anulamos.

Penso eu de que! :-\

Penso que entendo onde o Taprobana quer chegar, mas estará incompleto o seu pensamento quando menciona apenas o nada, quando somos o nada e o tudo. Penso mesmo que o Taprobana não terá pensado na anulação por completo. (Será?)
O Taprobana entra numa filosofia do ser, e sendo é ter porque sendo se completa, se preenche.
Será que entendes desta forma que falo, ou ainda é uma forma primitiva do que vivencias, e digo primitiva porque podes estar a fumentar conhecimentos que te fazem ressonãncia sendo que temos sempre conosco muito mais, mas que ainda não andámos o suficiente para anexar mais esclarecimento, ser mais conscistente...(fica a duvida)

Nós complementamos uns com os outros dentro das Leis divinas, da natureza, da humanidade, e que a nosssa ligação com o universo está no ritmo das afinidades, vivenciando/conhecendo o tudo e o nada, tal como o mal e o bem, buscando assim e a meio dos opostos o equilibrio. sem limites.

Mas deixo-vos um texto meu, que retrata melhor do que falo, e pelo qual entendo o Taprobana.

Existência que se envolve na nossa verdade, pode ser Tudo e Nada.

Verdade essa que se encontra na intima coerência com o nosso próprio espírito, em ser-lhe fiel.

Por isso o nada para mim é muito, e o tudo é alguma coisa mais. E porque eu sei que sou sombra e luz, cheio e vazio, mas principalmente porque eu sou tudo e nada.

Para mim, faz sentido percorrer e reconhecer um caminho do nada e do tudo.

Por isso dizer que nada fiz ou nada tenho, ou, que ja fiz tudo ou que tudo tenho, entraria em incoerência com o que sinto e penso.

Não posso sentir as coisas em vão nem sentir limitações. Porque todas as causas surtem um efeito e seja ele positivo ou negativo, requer algum cuidado na intenção com que elevamos isso para a nossa alma.

Na maior parte das vezes o Ser encontra-se a designar as suas acções e atitudes pela conveniência ou pelo habito cultural e socialmente imposto. Ser um bom profissional, um bom pai ou mãe,  ter um bom carro e uma boa casa, enfim...

No entanto eu, ainda assim, já consigo, não deixar de ser eu, e nas imposições consigo ser mais do que aquela que estão a espera. Torna-me uma pessoa frontal? Entrarei em choque com a sociedade?

Não sei…mas nada me impede ser o que sou, verdadeira comigo mesma!

Habituar o espírito a reconhecer em ascensão a sua própria consciência de si mesmo, ou lembrar do que se tenta esquecer constantemente, não é facil ou é...mas Vos digo, vale a pena sermos nós proprios!

Eu tenho que me sentir e viver, e que só assim o meu espírito sabe viver verdadeiramente e desabrochar.

E Assim sou eu:

Inalo os sentimentos como o vento me envolve.

Vivo emoções, como o sol me aquece... a minha Alma.

Mergulho num mar que existe em mim e percorro oceanos de sabedoria.

Piso a terra fixando-me a um objectivo - Amar!

E agarro-me á vida, como me abraço a uma arvore procurando por ti, que também sou eu…

Sou tudo e nada!

Sou e também tu És!

Somos o Nada e o Tudo!

Assim, se não entendes que és tudo e nada tal como eu acredito, acredita em ti!
Não precisas de mais

Porque quando deres por Ti a fazer ou ser nada, fizeste ou foste tudo!

E quando fizeste tudo pensarás que nada fizeste, porque a tua essência se descobre!

E descobres que o que fizeste seria o que poderias ter feito. O melhor do momento. sendo Tu!

Sendo apenas tudo e nada!



E desculpa-me Mário por estar a fugir ao tema  :P

Para me autopunir (porque parece bem);D devo falar sobre o que acabas de nos trazer, assim digo:
- Os textos que trazes diz muito sobre nós e sobre a disciplina. Obrigado!

Agora a sério, gostava muito que os pudessem compreender. Pois o esforço não é esforço quando tudo fazemos por amor e por nós, quando aprendemos a ser altruistas ;)

Abraços
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 15 de Abril de 2009, 22:42
Olá Meninas :D ( desculpem se me enganei )

O tio Atlante também gosta de um cházinho, não se esqueçam. :-*


Suzana

Esse nada!!!!!!

Minhas Amigas

Deus é o Todo e Ele é tudo.
Se nós fomos creados à sua imagem e semelhança, então?

Hoje dou mtos beijinhos para todo o mundo

Atlante

PS: Mário
      O que se passou na minha ausência que tenho a sensação pura de que estou fora de jogo?
      Houve muitos posts apagados?

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: SB em 15 de Abril de 2009, 22:48
 ;D Post's apagados??? 

Não, dispersou-se um pouco acho  ::)

Tu entendes o meu nada, tb a minha filosofia do nada esta incompleta...passa pela experiencia, onde o nada nega o tudo...nao vou complicar, quando tudo é simples ;)
E sim somos o todo ;)

Abraços
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: akenatom em 15 de Abril de 2009, 22:57
Caro Vitor, irmãos participantes deste tema,

Boa Lembrança:

"Relembrando Allan Kardec

FORMAÇÃO  DE  GRUPOS   (1)
(Resposta de Allan Kardec durante o banquete que lhe foi oferecido pelos Espíritas de Lyon)"
  

Que a Paz esteja sempre entre vós.

Dóra
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 15 de Abril de 2009, 23:08
Olá Atlante,

Não houve posts apagados, de todo. A dinâmica está interessantíssima. A minha descarada revelação de que participei na heresia profunda de tomar chá num centro espírita continua a provocar gravíssimas convulsões no seio da comunidade verdadeiramente zelosa da pura doutrina, e foi postado um discurso de Kardec proferido durante um banquete.

Santas noites e que S. Tomás de Aquinão nos preserve do pecado e das chamas do Inverno.

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 15 de Abril de 2009, 23:21
Por acaso Jesus também comia e bebia com toda a gente. Até com os seus apóstolos. Inclusive ficou famosa uma certa refeição chamada, salvo erro, Última Ceia. Parece que se construíram religiões em volta disso!

Ele há coisas...

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 15 de Abril de 2009, 23:39
Mário,
o que seria desta existência sem um bocadinho de humor. :D :D


Susana, querida,
eu juro que fiz um esforço para entender a questão do tudo e do nada, mas é muita areia para a minha camioneta.

Desejo-vos uma boa noite e deixo-vos já agora um pequeno texto sobre a mesma temática. Não sei se faz algum sentido, mas enfim...

O AZUL INFINITO

Não há coincidências,
são tudo sinais de Deus.
Ah, se eu os pudesse entender.
Tu confundes-me,
agora sim, depois não,
hoje tudo, amanhã nada.
Eu vou assim balouçando,
entre o sim e o não, entre o tudo e o nada.
Os outros parecem nem dar conta.
Todos os dias são mais um,
em tantas existências ocas,
essas, das quais eu fujo,
mas que teimam em resgatar-me.
Eu não quero o tudo nem o nada
quero o azul infinito.

Elsamar
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: sonho em 15 de Abril de 2009, 23:41
Boa noite a todos!

Concordo com o Mário em relação aos chás.. :D, mas a sério, no Centro Espirita que frequento e onde a minha filha (de três anos) está a receber envangelização, existe sempre um lanchinho para as crianças e nós pais se quisermos também podemos lanchar no centro e não vejo mal nenhum nisso, pelo contrário. Penso até que é um momento de descontracção onde se encontram os pais e os trabalhadores num momento mais relaxado, fora dos trabalhos (estudos).

Saudações
Sonho
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 15 de Abril de 2009, 23:48
 ???

Digam lá agora que não vale a pena ser membro deste forum.
Tomar chá com poesia à mistura só aqui.
Bem hajam minhas meninas.

Exitei um pouco entre ficar neste tópico ou num outro onde participei à pouco. Só optei por este pelas meninas.
Sim porque para mim um bom cházinho e um copo de caçhaça, da boa, são a mesma coisa. ;D  ( mais uma ida ao inferno ).

Mário

Na minha Associação, penso que, não tomaste chá. Possivelmente foi um mero esquecimento. 

Atlante
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 16 de Abril de 2009, 00:00
O Livro dos Espíritos

Questão 1020: - É lícito aos espíritas tomar chá?

Resposta: - Não. É mister que o bom espírita prescinda dos prazeres da carne, do peixe e do chá. As necessidades de nutrição e hidratação são apanágio dos que ainda se obstinam na imperfeição.

Questão 1021: - É lícito aos espíritas ter sentido de humor?

Resposta: - Não. O chamado sentido de humor é uma nefasta manifestação de grosseria que indicia uma fraca sensibilidade mediúnica e desarmoniza o padrão vibratório. É mister que a glândula pineal do espírita se desenvolva de tal forma que atabafe o centro cerebral da boa disposição.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: PAULINO em 16 de Abril de 2009, 00:13
boa noite

muita paz

tenho que dar graças a Deus ( no inicio não achei nenhuma graça a certo tipo de dizeres ) por ter revelado ao pessoal que se vem chegando, uma nova, novinha, forma de dizer "espiritismo".

a razão desta atitude nao foi encomendada, mas foi pedida. não sei se só por mim...

é que, em tempos, deixei por aí uns certos bitaites e parece que houve quem nao gostasse, acho que por certos sitios nao sou bemquisto, mas isso, sao coisas para outros se preocuparem, o que interessa é que novas vozes, novas ideias, novas teorias em filosofia espiritista estao brotando... acho que estamos ficando mais humanos...

Essa, que não é d'eça, dos dinossáurios  (DE) tem a sua oportunidade. Onde estão os poetas mortos que nao veem cantar ?

Lentamente, muito lentamente, mas constante, as coisas do espirito vão ficando mais claras e menos herméticas.

Ainda bem... embora a inovação acarrete seus perigos...ou melhor, avisos... aconselha-se a continuidade..


bem hajam...

Paulino

(filho de um Deus menor)

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 16 de Abril de 2009, 00:22
Olá amigo Paulino,

Será inovação ou regresso às origens?...
Essa a questão que proponho.
Há uma multidão que merece conhecer o Evangelho, segundo Jesus. 

No Catolicismo temos por exemplo o Padre Mário, da Lixa, Portugal, que é daqueles padres que vivem e trabalham no meio do povo, como os apóstolos, que trabalhavam com quem os hospedava. Não sou conhecedor do Catolicismo, mas sei que esse padre está proibido de celebrar, castigado pela sua hierarquia. Curiosamente, uma das ideias que ele defende é que a Eucaristia se devia celebrar num restaurante. Não sou nenhum obcecado com comida ou bebida, mas essa ideia agrada-me e sugere-me Fraternidade. Fala-se no regresso da Missa em Latim...
No campo Evangélico, as igrejas que primam pela simplicidade das suas reuniões, dos seus cantos e das intervenções da congregação, são ultrapassadas pelos tele-evangelistas que fazem lembrar mercadores do templo, promovendo cerimonial, espectáculo, e.. doações chorudas "para glória de Deus".

O que devemos valorizar mais como cristãos? A forma ou o centeúdo?

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 16 de Abril de 2009, 00:24

Uiii  :D

Taprobrana, se aqui fosse dissertar sobre Amor uiiiii... diria que Amar não é só dar, que não ha fraquezas, que quando se ama nada se troca, partilha-se e que a dor é a alerta do amor, que ao amar o sofrimento se torna opção....etc, etc...mas...  ;D

Mas só para salientar uma unica frasezita, que nos deixas e diz tudo ;)

"Só o AMOR pode vencer"   ;)

Abraço forte

Uiii  :D

Um abraço amiga!


...E amar, significa anular por completo a nossa vontade em favor da vontade do próximo. Amar significa reduzir a expressão da nossa existência ao nada, a ausência total da vontade de poder...

Desculpe Taprobana,

mas não estou nada de acordo com esta sua reflexão.
Depende muito de quem é o outro. Então eu vou anular-me a favor da vontade de alguém que supostamente me quer prejudicar? Para eu amar o próximo, tenho de saber amar-me primeiro. E o outro se me amar também, não vai exigir que eu me anule! Ou seja, se amarmos todos na mesma medida, respeitamo-nos, não nos anulamos.

Olá Elsamar amiga!

Imagine por um instante que é Deus. Fazia sentido fazer depender o seu amor daquilo que os seus filhos fazem ou agem? Mesmo sendo contra si?

O que entende por amar-se a si mesmo?

Um abraço minha amiga.

Citar
Desculpe Taprobana,

mas não estou nada de acordo com esta sua reflexão.
Depende muito de quem é o outro. Então eu vou anular-me a favor da vontade de alguém que supostamente me quer prejudicar? Para eu amar o próximo, tenho de saber amar-me primeiro. E o outro se me amar também, não vai exigir que eu me anule! Ou seja, se amarmos todos na mesma medida, respeitamo-nos, não nos anulamos.
- Elsamar

Penso que será bom esclarecer que o mais próximo de nós somos nós mesmos. Não podemos amar os outros se não nos amamos a nós. Não podemos dar valor aos outros se nós mesmo não nos valorizamos.

Olá Carlos, amigo!

Tal como à Elsamar, pergunto-te: qual o entendimento que tens acerca do significado de amarmo-nos a nós mesmos?

Citar
Penso que será bom esclarecer que o mais próximo de nós somos nós mesmos. Não podemos amar os outros se não nos amamos a nós. Não podemos dar valor aos outros se nós mesmo não nos valorizamos.  
 
 

eu costumo dizer que existe uma única ""regra"" a seguirmos:

- Amar ao próximo como  a nós mesmos"

Porque realmente conforme diz o carlos o próximo mais próximo de nós somos nós mesmos.

Se nos respeitarmos, amarmos, nos tolerarmos e por aí fora, vamos de certeza fazer o mesmo com os outros e, aí não existe  asituação de nos anularmos, porque iremos entender e ficar ,ou entender e sair (seja do que for) mas, sempre sem sacrificios nem raivas nem exigencias. Tudo isso será normal.

Agora.....será que nos amamos o suficiente para fazer isso?  Aí é que a ""coisa"" complica.! ;)

Olá Aruanda amiga!

Tal como à Elsamar e ao Carlos pergunto-lhe: qual o entendimento que tem acerca do que significa amarmo-nos a nós mesmo?

Olá Susana amiga!

Penso que entendo onde o Taprobana quer chegar, mas estará incompleto o seu pensamento quando menciona apenas o nada, quando somos o nada e o tudo. Penso mesmo que o Taprobana não terá pensado na anulação por completo. (Será?)

Refiro-me à anulação por completo da importância que atribuímos a nós mesmo enquanto indivíduo exigente dos direitos que pensamos nos serem devidos. Pensei acerca da utopia do AMOR incondicional. Um AMOR não dirigido a ninguém, mas sim dirigido a cada obra de Deus. Dirigido ao nosso semelhante, aquele que não é nosso semelhante, à vida, à natureza, ao universo… enfim o amor a DEUS. AMOR é o acto de dar e não de receber. O AMOR é emanado. Nesta utopia do AMOR, se este imperasse, naturalmente cada um de nós recebia essas emanações provenientes de todo os lados de todos os quadrantes.

Um abraço amiga. Já tinha saudades de falar contigo.  >:(
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: aruanda em 16 de Abril de 2009, 00:27
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é que, em tempos, deixei por aí uns certos bitaites e parece que houve quem nao gostasse, acho que por certos sitios nao sou bemquisto, mas isso, sao coisas para outros se preocuparem, o que interessa é que novas vozes, novas ideias, novas teorias em filosofia espiritista estao brotando... acho que estamos ficando mais humanos...

Olá Paulino, espero que esteja bem.

ainda  apensar no passado?? ;D ;D

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: aruanda em 16 de Abril de 2009, 00:32
O Livro dos Espíritos

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Questão 1020: - É lícito aos espíritas tomar chá?

Resposta: - Não. É mister que o bom espírita prescinda dos prazeres da carne, do peixe e do chá. As necessidades de nutrição e hidratação são apanágio dos que ainda se obstinam na imperfeição.

Questão 1021: - É lícito aos espíritas ter sentido de humor?

Resposta: - Não. O chamado sentido de humor é uma nefasta manifestação de grosseria que indicia uma fraca sensibilidade mediúnica e desarmoniza o padrão vibratório. É mister que a glândula pineal do espírita se desenvolva de tal forma que atabafe o centro cerebral da boa disposição.



desculpa Mário mas, ri mtuitoooooo ;D ;D ;D ;D ;D ;D ;D



mário,  me convidaste para o chá? :( :(
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Jovem em 16 de Abril de 2009, 00:40
O Livro dos Espíritos

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Questão 1020: - É lícito aos espíritas tomar chá?

Resposta: - Não. É mister que o bom espírita prescinda dos prazeres da carne, do peixe e do chá. As necessidades de nutrição e hidratação são apanágio dos que ainda se obstinam na imperfeição.

Questão 1021: - É lícito aos espíritas ter sentido de humor?

Resposta: - Não. O chamado sentido de humor é uma nefasta manifestação de grosseria que indicia uma fraca sensibilidade mediúnica e desarmoniza o padrão vibratório. É mister que a glândula pineal do espírita se desenvolva de tal forma que atabafe o centro cerebral da boa disposição.



desculpa Mário mas, ri mtuitoooooo ;D ;D ;D ;D ;D ;D ;D



mário,  me convidaste para o chá? :( :(

Com certeza não foi só vc que riu  :D ;D :P
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 16 de Abril de 2009, 00:43
O Livro dos Espíritos

Questão 1020: - É lícito aos espíritas tomar chá?

Resposta: - Não. É mister que o bom espírita prescinda dos prazeres da carne, do peixe e do chá. As necessidades de nutrição e hidratação são apanágio dos que ainda se obstinam na imperfeição.

Questão 1021: - É lícito aos espíritas ter sentido de humor?

Resposta: - Não. O chamado sentido de humor é uma nefasta manifestação de grosseria que indicia uma fraca sensibilidade mediúnica e desarmoniza o padrão vibratório. É mister que a glândula pineal do espírita se desenvolva de tal forma que atabafe o centro cerebral da boa disposição.


 ;D ;D ;D ;D ;D ;D ;D ;D ;D ;D

Repararam na hora em que esta mensagem foi enviada? 00:00! Mais uma prova da existencia do nada absoluto!  :D
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 16 de Abril de 2009, 00:49
 :)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Gigii em 16 de Abril de 2009, 00:54
Ei lá...mas este estudo está cada vez mais animado! Já nem se pode virar costas umas horas que perdemos o melhor pedaço.

Mário...a continuar assim, temos em breve a sequela de O Livros dos Espíritos.

Depois do chá, bolinhos e piadas humoristicas, convinha talvez colocar alguma disciplina no debate, não?  :) ::)

Susana...moi capici tutti...sintonia divina...vamos pro céu que os moços já inundaram o inferno hoje.

Bisouxss
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: aruanda em 16 de Abril de 2009, 01:49
Olá Taprobana

Citar
Olá Aruanda amiga!

Tal como à Elsamar e ao Carlos pergunto-lhe: qual o entendimento que tem acerca do que significa amarmo-nos a nós mesmo?

Acabou o recreio  .... ;)

Para mim , amar-nos  a nós mesmos é tentar conhecermo-nos o melhor possivel .
mas este conhecimento é interior .por isso defendo muito que é importante fazermos auto -análise, não para vermos como somos "maus", "inferiores" " culpados", nada disso mas, para percebermos como podemos melhorar e sermos mais felizes e , principalmente nos perdoarmos por tudo e, tentar nos amar com todas as coisas menos boas que eventualmente possamos ter feito..isso vai levar  a que tenhamos cada vez mais vontade d e sermos melhores e amarmos mais os outros.
Quando nós somos felizes ... a sério... não tipo eu sou feliz porque tenho isto ou aquilo .
Mas, sermos felizes independente do que temos ou não temos , de certeza que conseguimos transmitir aos outros essa felicidade e esse amor.
Só como exemplo, dos muitos que possuo.
Dou formação a adultos,essencialmente mulheres, com baixa escolaridade mas, que têm vontade de mudar a vida. O esforço que fazem é muito porque muitas vezes já não viam um livro há anos e anos .
Mas, a maior dificuldade não está no aprender a "matemática para  a vida "" ou " informática" ou "português" ou etc , etc , está em conseguir ter auto -estima.
Tenho a felicidade de dar formação na area de artes , neste caso era "decoração de espaços" e, o meu primeiro contacto com essas pessoas é exactamente fazer com que elas/eles façam um desenho muito simples  a cores, onde demonstrem  quem são e o que pretendem com esta formação .

Uma desas senhoras, pintou tudo preto. Uma casa preta sem janelas, uma cor escura no ceu, e  mais nada.

Não seria dificil mesmo para um leigo, perceber o estado daquela pessoa.
A formação terminou ao fim de 6 meses.
Repeti a pintura , agora propondo os objectivos que queriam alcançar...sabe que aconteceu?

a casa era amarela com janelas e cortinas, o ceu azul e tudo rodeado de flores e, escreveu ..." quero trabalhar com flores porque estou tão feliz que sei que vou fazer coisas bonitas  e dar alegria  às pessoas".

Isto é REAL. Milagre? Não. 
Sem falsas modéstias,acredito que ajudei muito mas  ...ELA quis amar-se , quis colocar de lado toda  a raiva que sentia pela vida e pelas pessoas  e, tentar perdoar o sofrimento que toda a vida lhe impuseram e ela deixou.

terminamos a rir quando ela disse: "agora se o meu homem me quiser voltar a bater, abro-lhe  a cabeça com o que tiver `maõ".
Não sou apologista da violência mas, aqui entre nós que ninguem nos lê ;D, acredito que vai resultar .

Isto para mim é amarmo-nos, dar uma volta e  passar de autopiedade a auto estima.

talvez digam que sou utopica mas como estes casos me passam diariamente pelas mãos...acho que sou realista ...mesmo



Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: PAULINO em 16 de Abril de 2009, 02:31
boas

muita paz

Esqueci-me, perdoem-me, de explicar que os bitaites não foram ditos aqui no FE, mas sim em sitios físicos, grupos quer se diziam ( e ainda se dizem) espiritas...

É lógico que o passado ainda que não nos condicione, dá-nos luz (anos luz) para encarar-mos o futuro... é uma questão de o sabermos aproveitar...

amigo Mario, deixe que lhe conte uma história;

- á volta de uma mesa, estávamos sete pessoas e sentadas nas cadeiras, ao lado, mais meia dúzia...

o "chefe" lia o Evangelho Segundo o Espiritismo aberto á sua frente...

eram cerca das dez horas de uma fria noite de janeiro e chovia, chuva leve mas fria, como é a chuva de janeiro...

alguém, um ser humano, aparentando cerca de cinquenta anos, calvo, tirita de frio lá fora, junto á porta, e pede ajuda...soluçando...

o "chefe" que estava lendo e comentando aquilo que ele dizia ser a ínsigne expressão da fraternidade espirita, disse que "aquele irmão estava com problemas de obsessão, que já vinha de outros centros...e que se entrasse vinha perturbar o ambiente...

Diga-se, mais uma vez, que esta cena acontecia numa noite de estudo evangelico, onde lia e se estudava o EVANGELHO que os espiritas dizem ser de Jesus...porque transmitido a médiuns acreditados por espiritos superiores e não menos jubilados...provindos das esferas de luz, para gláudio de meia duzia de escolhidos...

E este cena passava-se num centro espirita que se dizia cristão...

Eu tive a infelicidade de dizer ao "chefe" : está frio lá fora e chove, aquele irmão não pode entrar e sentar-se ali numa cadeira ?

Já disse ao irmão paulino que aquele irmão está obsediado e hoje não é dia de trabalhos... além disso ele teria que vir a entrevista, inscrever-se, e conforme o irmão director espiritual entender, ele tera de assistir a reuniões de esclarecimento... para depois ver o que se pode fazer...

Se o irmão paulino acha que pode ajudar aquele irmão, pode sair e ajudá-lo lá fora, aqui NÃO !

...enquanto EU TIVER A CHAVE DA PORTA aquele irmão não entra !

- Eu saí.... e lá fora procurei confortar aquele irmão, mesmo á chuva.........

Pouco tempo depois acabou a reunião e aquele "chefe" ao passar por nós, teve o descaramento de perguntar se precisava de ajuda...

Terminava uma reunião espirita cristã algures nesta terra que Camões cantou como a Nova Sagres !

Regresso ao passado ? SIM !!!

Ao passado CRISTÃO e PURO... onde não existam donos, onde os centros espiritas tenha as portas abertas a qualquer hora, onde os sofredores possam ser acolhidos e respeitados como seres em peregrinação....

Ninguem pede milagres, só pedimos ajuda e compreensão... já que Amor, palavra tão apregoada, é palavra ausente...

Quem se diz espirita, tem de o merecer... especialmente quando soletra as excelsas  páginas do EVANGELHO !

Muitos o lêm, poucos o entedem e menos ainda o seguem...

Desculpem o tom ...

muita paz

Paulino

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Diegas em 16 de Abril de 2009, 03:39
...E amar, significa anular por completo a nossa vontade em favor da vontade do próximo. Amar significa reduzir a expressão da nossa existência ao nada, a ausência total da vontade de poder...

'...mas não estou nada de acordo com esta sua reflexão....'


Olá, Elsamar.


Concordo contigo.

Essa filosofia é mais louca do que amorosa, principalmente se levarmos em consideração o proximo como um representante das trevas. Abdicar de nossa vontade para o mal ?

- Pera lá - amor...amor...e...amor...(tres vezes só para impressionar as menininhas) assim não dá !!


Abç
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Diegas em 16 de Abril de 2009, 04:19
Olá.

A capacidade de adaptação do ser humano não surpreende. Na literatura então nem se fala.  Pego um texto aqui, escrito num determinado contexto e coloco ele ali, naquilo que mais me convém. Feito isto, justifico os fins por alguns meios 'lícitos' e tá tudo hilariamente resolvido.

E, por que se age desta forma ?

Muito provavelmente para se validar uma opinião.

E, opinião por opinião, fico a imaginar se de repente aparecesse por aqui um individuo, tantinho mais amalucado (vamos supor que somos portadores de um indice de normalidade aceitável). E de que maneira ele formataria o seu centro espírita, aquele espaço de convivencia amigável e seleta, que ele tem por ideal ?

Para uma visão aproximada ele necessitara de outro doido que possa entendê-lo em toda a extensão e profundidade. A quem podemos recorrer ? Pois bem, não me faço de orgulhoso, representarei a outra metade esquizofrenica.

Vamos a alguns quesitos básicos:

- O centro deve ter o perfil de uma Casa de Orates;

- Para um melhor resultado, os mediuns farão uso de camisas-de-força;

- Para comemorar, haverá um churrasco a cada intervalo de comunicação com o plano espiritual;

- Devem ser servidas sopas quentes com sucos gelados;

- O desenvolvimento mediúnico dar-se-á à base de choque-elétrico e toalhinhas amareladas e quentes;

- A assistencia (pessoas ditas normais) manter-se-á à distância para não prejudicar os trabalhos e nem a organização.


Abç
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 16 de Abril de 2009, 08:10
Diegas,

Tem tanto direito de brincar e usar a ironia como qualquer espírita que frequenta este espaço. Apesar de não ser espírita. Os seus contributos para este estudo, no entanto, têm-se limitado à crítica destrutiva, ao ataque desarrazoado a pessoas, e à manifestação de flagrante desconhecimento doutrinário e estreiteza de vistas no que ao Espiritismo diz respeito. Não haverá por aí um fórum ramatista onde queira explanar as suas ideias? Este fórum é espírita, está em boas mãos, e dispensa faltas de... chá.

Mário
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 16 de Abril de 2009, 08:37
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ou

Cromos da Minha Caderneta

ou

Muita Luz, Muita Luz!

por A.A. (Autor Anónimo)

[size=10pt]Os Espirilampos[/size]

Mais um congresso espírita mundial, e eu mais uma vez sem dinheiro para apanhar um avião, pagar um hotel, e assistir in loco. Combinámos assistir pela tv espírita da Internet, num local de convívio de portugueses e brasileiros, em "comunhão fraterna". Tudo no Espiritismo é redundantemente "fraterno". O convívio é fraterno, o atendimento é fraterno, a caridade é fraterna!

O fru-fru habitual dos grandes acontecimentos, as exclamações dos amigos que há longo tempo não se viam, e a aristocracia espírita a marcar o ritmo dos acontecimentos. "Fulano é espírita de berço!". "Sicrano conheceu pessoalmente Beltrano!". Como em qualquer outro círculo da actividade humana, ninguém se gaba de ter conhecido o Zé Lelé, o idiota da aldeia. São em grande número, contudo, os que procuram a sombra dos "grandes". E ninguém vai contrariar alguém que é espírita "de berço". Em caso de dúvida, o "berço" prevalece.

Começa a emissão e as exclamações dividem-se entre a alegria dos rapazes que deixam escapar um "Eita trem bão!" e as contorções do rosto da turminha do "Muita luz!", que se mostra incomodada com a populaça e resolve contra-atacar:

- "Orai e vigiai, orai e vigiai!" - diz uma

- "Muita luz, muita luz! Que Deus ilumine os irmãos perturbados!" - diz a outra.

Espírita é simpático, e tem formas de saudação características, que, pessoalmente me encantam. Muita paz, muita luz, tudo de bom, quem é que pode levar a mal? Mas o proverbial "Muita Luz!", repetido como estribilho de virtude e defesa contra os "profanadores" da beatitude espírita, soa de um modo peculiar...

Espirilampo é espírita que vive a repetir "muita luz" por tudo e por nada. Faz lembrar um pirilampo, de tanto que acende a "luz".

A turminha to “trem bão” já se calou há muito. Foi apenas a alegria de estar a assistir a um evento tão especial que os motivou a manifestarem-se. Mas a turminha do "Muita Luz!" continua na sua "corrente de oração". A pieguice religiosa não tolera a alegria simples, de modo que para marcar melhor a posição, há uma menina que irrompe em lágrimas.

- "Este irmão fala como um Anjo! (snif, snif) É Deus que fala pela sua boca!" - explica a nossa espirilampa.

- "Tenha dó, Lucinha!" - replica um dos rapazes.

Estava dado o mote para a batalha religiosa da noite. O grupo irrompe em recriminações à "descaridade" do rapaz. O grito de guerra habitual ressoa (Muita Luz! Muita Luz! Orai e Vigiai! Orai e Vigiai!) e as "orações do grupo" são atiradas furiosamente à cara dos pobres rapazes que queriam assistir ao Congresso.

- "Tenha dó, Lucinha! Isso é descontrolo emocional!" - justifica-se o mesmo rapaz.

Ao grupinho virtuoso só faltam os véus e os terços, e a arengada só vai decrescendo porque, prudentemente, os rapazes optam por não replicar mais.

No final, um dos do grupo que foi ali para ouvir as intervenções dos congressistas, não deixa de atirar com malícia, para as moças que fazem questão de assinalar o encerramento dos trabalhos com mais choros e fungadelas:

- "Vai ter showzinho outra vez, é?"

Um serão agradável... Eita trem bão, sô!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 16 de Abril de 2009, 09:21
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ou

Cromos Autocolantes da Minha Caderneta

ou

Mas Não é Po-ssí-veeeel!!!

por A.A. (Autor Anónimo)

[size=10pt][size=10pt]Os Pirilampos da Boa Estrela[/size][/size]

Data: 7 de Junho de 2008

Local: Auditório da Faculdade de Medicina Dentária, Lisboa

Evento: II Jornadas Portuguesas de Medicina e Espiritualidade

Este amigo levara uns quantos amigos não espíritas que haviam manifestado interesse pelo evento. Confortavelmente instalados, saboreávamos a atmosfera, a frescura,  música suave e a doce antecipação de um dia em cheio, melhor, de dois dias em cheio, assistindo a manifestações de puro brilho intelectual e elevação espiritual.

O painel prometia: Décio Iândoli Jr., Marlene Nobre, Júlio Peres, Katia Marabuco, Roberto Lúcio Vieira de Souza, Alberto Almeida, Fábio Nasri, Sérgio Filipe Oliveira!

À nossa frente, um grupo de connoisseurs, habituado aos grandes eventos, acomodava-se também. Primeiro palestrante do dia, salva de palmas entusiástica, de pé (!), o grupo senta-se, mete as mãos nas sacolas e rapa das revistinhas "Boa Estrela", as tais que indicam todas as compatibilidades e incompatibilidades entre Gémeos com ascendente em Peixes e Capricórnio com Lua em Caranguejo! Sem esquecer as "simpatias" infalíveis para atrair e "segurar" a pessoa amada, e que envolvem caroços de maçã, velas brancas e pratinhos de arroz em noites de Lua Cheia!

A cada intervenção que finalizava, o grupo guardava as Boas Estrelas, levantava-se, aplaudia fervorosamente. And so on!

Ao almoço lá foram fazer fila para a cafetaria, e lá estavam, à tarde, pontualmente, para mais uma sessão de leitura esoterico-popularucha. Foi assim os dois dias. É assim todos os dias para estes espíritas.

Problemas com isso? Não tenho nenhuns.

É claro que fiquei um bocadinho bastante completamente transido de vergonha perante os meus amigos, que felizmente ficaram tremendamente bem impressionados com os palestrantes.

O problema é que essa massa de espirilampos esoterico-popularuchos segue os debates nos centros espíritas, as intervenções dos fóruns, as actividades espíritas em geral dessa forma. estão ali porque gostam do ambiente. E como a Democracia não é perfeita mas é o melhorzinho que temos, quando toca a botar faladura e dar opinião, são esses irmãozinhos os pimeiros a pegar nas pedras e a atirar a Fulano ou Cicrano, que se faratm de trabalhar, mas que pode ter cometido o pecado capital de ter sido "descaridoso".

E a descaridade pode ser muita coisa. Pode ter sido, por exemplo, pedir a algum agitador costumeiro que não perturbe os trabalhos.

- "Não julgueis, não julgueis!" - dizem eles, nos intervalos da leitura da Boa Estrela!


Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 16 de Abril de 2009, 09:48
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ou

Cartas de Tarot do Meu Baralho

ou

"Sou Uma Pessoa Muito Aberta!"

por A.A. (Autor Anónimo)


É Preciso é Karma...

O Saber não ocupa lugar, o Espiritismo não há-de ser, de certeza, o dono da verdade, um livro é um amigo, e tudo o resto...

Contudo, misturar alhos com bugalhos nunca deu bom resultado. E quem toca muitos burros algum fica para trás. E tudo o resto.

E o problema é mesmo o de saber distinguir o trigo do joio. O espírita místico está sempre muito "aberto" a tudo. Tem o 3º ou o 4º grau de reiki, os filhos são todos índigos, comprou agora um cristal mas tem que o mandar "limpar" de "más energias".

As "energias" explicam tudo. Conhece muitas pessoas que "trabalham com as energias", bebe avidamente as "canalizações" de Kryon, veste-se de branco e acende velas para fazer o Evangelho no Lar. É um espírita todo-terreno. Está em todas e é muito bom com cores. Está sempre a receitar aos amigos que de manhã se envolvam numa cápsula de energia (claaaro!!!) colorida, com cor especialmente adequada ao seu caso.

Com jeitinho dá umas "consultas" de tarot. É novidade? É exótico? Tem cores? Estou nessa! Sou uma pessoa muito "aberta".

É raro o dia de palestra que não seja acompanhado até ao centro por meia dúzia de naves mães (naves filhas são para principiantes) que lhe falam por intermédio do auto-rádio.

Problemas com isto? Pessoalmente nenhuns. Vivemos num país livre, e cada um tem direito a fazer o que lhe apetece e acreditar no que quiser, desde que não prejudique os outros. E é aí que bate o ponto.

O espírita místico todo-terreno não tem estrutura para assimilar e relacionar conhecimentos, e mistura alhos com bugalhos, conforme dito no início.
No final de uma palestra acerca dos perigos do comércio da Espiritualidade, levanta-se e lança-se numa defesa apaixonada do Professor Timon Pumba, que burlou milhares de pessoas!

É isto possível?...

É! A "explicação" reune a pieguice espiritólica e o misticismo oriental em doses generosas:

Se o burlão, se o criminoso, se o tratante, prejudica a vida a milhares de pessoas, e ainda por cima é capaz de se intitular espírita, nós "não devemos julgar e devemos dar a outra face; como Jesus ensinou" (sic.).

E as pessoas que são burladas? - pergunta o atónito e ingénuo leitor.

Fácil também:

"Estava no karma delas" (sic.)!

(É preciso ter muita karma para aturar isto...).
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 16 de Abril de 2009, 10:21
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ou

Fujam, que vem aí a ASAE!

ou

Nobody Expects The Spiritist Inquisition!

por A.A. (Autor Anónimo)

Nas primeiras jornadas espíritas em cuja organização colaborei, estive um mês a dormir quatro horas por noite. Palmilhei quilómetros a colar cartazes. cambaleava ao computador até altas horas a fornecer informações e a formalizar inscrições. As reuniões de trabalho eram trissemanais. Pelo meio, todo os outros trabalhos espíritas seguiam o seu curso normal.

Comprar e cortar as ripas para altear a bancada, aparafusá-las, e preparar mais um bocadinho da comunicação a apresentar. Varrer a sala, lavar o chão, compor mais um bocadinho do power-point. Tratar da exposição estática, conceber os desdobráveis, analisar e sugerir alterações para os cartazes e os slides de ambiente. Fazer a lista dos restaurantes, tratar das dormidas, fazer o levantamento dos alojamentos para os que vêm de longe.

Como eu, os outros companheiros "davam o litro". Um deles disse "Se nós e todos os portugueses trabalhássemos assim todos os dias nas nossas profissões, o país prosperava!".
E as actividades espíritas continuavam. E os chatos do costume, de bloco na mão, compareciam a palestras esporádicas.  Chegam sempre tarde, perdem o enquadramento inicial, e no debate apresentam sempre uma extensa lista de críticas típicas de quem chegou tarde, mais as habituais lições de moral.

Os chato-sábios espíritas gabam-se de percorrer o país inteiro e o Estrangeiro, sempre na tarefa árdua e denodada de avaliar centros, médiuns e palestrantes. São uma espécie de globe-trotters da restauração, que atribuem estrelas ao cardápio e fazem a sua crítica implacável ao repasto. Palatos apurados, rejeitam o que não sejam as melhores iguarias...

Chegada a noite de abertura das Jornadas, um dos palestrantes da noite abdicara de estar no auditório a gozar um pouco do fruto do seu trabalho, para estar à porta, dando as boas-vindas e explicando amavelmente que a sala estava lotada e que agora, só se quisessem sentar-se no chão.

Atrasado meia hora, como de costume, o grupo chato-sábio chega, com convidados, e desata a expelir impropérios:

- "Como é possível que não haja lugares sentados? Não sabiam arranjar uma sala com mais lugares? Trouxe eu estes convidados todos e agora deixam-me ficar mal! Conheço centros espíritas em todo o mundo, ouviu? Vocês deixam-me sempre fical mal! Amadores!".


O meu estimado companheiro fez notar delicadamente que os espíritas são, de facto, todos, amadores. E com a mesma delicadeza sugeriu que se ao grupo e ao seu líder o trabalho do centro desgostava tanto, pois o grupo de entendidos ofendidos tinha todo o direito de não frequentar mais as nossas modestas actividades.

Uns que iam a passar murmuraram logo:

- "Descaridade"...
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 16 de Abril de 2009, 10:50
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ou

É um Homem Sério! Nunca o Vi a Rir!

ou

O Carrancudo Virtuoso

por A.A. (Autor Anónimo)

Tinha acabado uma palestra, o debate tinha corrido muito bem, a participação fora óptima, e pairava um excelente ambiente na sala.

- "Então, boa noite, espero que seja convidado mais vezes para vir cá fazer uma palestrazinho ao centro.."
- diziam-me amavelmente.

- "Também gostei muito, minha Senhora! Muito obrigado e até à próxima..." - respondia eu. Mais vale agradecer do que estar a teimar com as pessoas que não prestamos para nada. Talvez não seja tão bom quanto elas pensam, nem tão mau como eu penso.

Chega-se então um homem ao pé de mim e dispara à queima-roupa:

- "Não gostei nada da sua palestra!".

- "Acontece, meu amigo... De que não gostou em particular, para eu poder corrigir?"

Resposta:

- "Não gostei de nada e estou mesmo zangado! Você riu-se durante a palestra e fez piadas!"

Defendo-me:

- "Mas não é crime ser-se bem-disposto... Não é que me queira comparar com eles, mas o Divaldo Franco ou o Raúl Teixeira, a Julieta Marques ou o Reinaldo Barros, também são bem-dispostos..."

(O que fui dizer!...)

-"O senhor não se queira comparar com eles! Eles contam piadas mas estão completamente "actuados"! E isso é que faz vibrar o povo e trazê-lo para o Evangelho! O senhor, como principiante que é, devia ser humilde e em vez de rir, devia chorar durante as palestras, como fazem os bons palestrantes que eu conheço, que na prece final pegam nas mãos das pessoas e até as lágrimas lhes correm pela cara!"

Estar "actuado", para o meu amigo e crítico feroz mas amigável, era estar mediunizado durante a palestra. Ele, pelo menos, assim o entende...

Deixou-me os seguintes conselhos:

- "Olhe, eu não lhe quero mal e só quero ajudá-lo a melhorar-se. Corro muitos centros, mas os que gosto mais são os que têm menos conversa e mais música, cantos de mãos dadas e preces que comovem o povo. Aprenda a ser humilde. Aprenda a chorar!".
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: António Luís em 16 de Abril de 2009, 11:03
Olá amigo.

Estou quase com a lágrima no canto do olho  ;)

Mas olha que essa nem é uma ideia má. O choro pode ser uma boa terapia. Os centros espíritas podiam ter uma actividade que apontásse nesse sentido, mas a entrada só seria permitida a chorões. Eu seria o primeiro!

Abraço
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 16 de Abril de 2009, 11:13
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Quem Fala Assim, Não é Gago!

ou

A Arte de Bem Falar, Não Ofender Ninguém (e Não Dizer Nada)

por A.A. (Autor Anónimo)


Um amigo meu de outras lides diz que detesta a filosofia Oriental. No entender dele (que está no seu direito) a filosofia Oriental resume-se a dizer coisas lógicas como se fossem grandes novidades, e coisas sem sentido como se fossem dados adquiridos.

Acho-o um bocado radical, mas reconheço que tem a sua razão. Nas Artes Marciais, que são o tema que geralmente lhe provoca essas opiniões, aponta ele como exemplo as declarações um tanto herméticas do tipo:

"- Quando combates, combates-te a ti mesmo!"

"- Ahhhhh... O Mestre Zen-Kutso-Dashi transpira Sabedoria por todos os poros!..." - exclamam os discípulos, mesmerizados. O meu amigo resmunga e abana a cabeça. Mas quem é que não sabe isso? Grande novidade...

(E deve ser preciso um bom desodorizante para tanta sabedoria emanada pelos poros do mestre...).

Mas o que mais o irrita são as declarações pomposas e surrealistas. É preciso que reúnam um certo número de palavras-chave de grande efeito. Por exemplo:

"- A intersecção de duas vontades opostas é o confronto da perfeição, e um pontapé nos queixos é mais do que um pontapé nos queixos. É o Zen que flui do Chi e ecoa nos campos de Kyangru onde canta a perdiz!".

No campo espírita, este tom hermético tem também os seus apreciadores.

Em qualquer tribuna, quando chamado a responder a uma pergunta, há dois tipos de espíritas, a saber:

a) O que responde singela e objectivamente ao que foi perguntado.

b) O que divaga sobre Amor, Paz, Harmonia, padrões vibratórios, chuvas de pétalas de flores, Perdão, Caridade, Tolerância, e outros tantos chavões alinhavados de forma mais ou menos aleatória.

Não se percebe nada, porque não há nada para perceber, mas há quem goste - da música, já que a letra é pobrezita...

- "Mas ó Fulano/a, você não podia ter sido mais claro na sua resposta?" - pergunta-se-lhe depois, entre membros do grupo de trabalho.

Responde:

- "Nem pensar! A questão era polémica e ia-se gerar discórdias e divisões! Além disso é preciso evitar os temas polémicos, por causa da harmonia do ambiente!".

Lá fora, na rua, o ambiente do mundo continua o mesmo. E as questões não foram respondidas. Dos que vieram pela primeira vez, uns afastam-se, desiludidos, concluindo que estão perante mais uma seita religiosa. Outros vão felicitar o orador, de cuja boca "só saem flores e pérolas".

Quem assim (não) fala, não arranja inimigos, en tout cas...

P.S. - Toni, já o grande Bonga diz o mesmo! :)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Aluena em 16 de Abril de 2009, 11:43
Amigo MÁRIO,

Que bom este convite chegar tão perto do meu coração.

Gostaria de participar se me disser como poderei.

Sou estudiosa do espiritismo há alguns anos (16) e tenho muitas dificuldades em caminhar no Centro Espírita que frequento todos os sábados.
Assim sou tida como frequentadora e lá vou indo sempre carregando nos ombros : "a culpa é toda tua..." "expiação do passado, lei de causa e efeito...", "temos que estudar muito, pela repetição vamos aprender e melhorar...".

Verdade tudo isto, mas não será que a prática junto com o estudo não nos fará melhor?

Quando se é medium psicofónico, também me dizem que não se pode dar passagem, que tenho que me controlar, que sequer é mediunidade mas sim "animismo", enfim ninguém quer minha ajuda para nada.  :(

Triste e orando pedindo ajuda aos Benfeitores, surgiu na minha cabeça há 6 anos, fazer um site para divulgar a Doutrina Consoladora, perguntei mentalmente como, se nada sabia então foi-me dito:

- "estuda e faz um site" .

Procurei na NET, encontrei um companheiro (brasileiro) que ensinava gratuitamente a linguagem HTML, tirei o curso durante 2 meses seguidos. Ao longo do curso continuei orando dentro do Centro e fora dele, pedindo orientação, e perguntei novamente:

- então se eu conseguir alguma vez chegar a saber fazer um site, que nome lhe devo dar?

Resposta na minha cabeça:

- "SENDA de LUZ", mas o seu nome não deve constar em lado nenhum do site, apenas seja instrumento.

Fiz o site, coloquei-o no ar e está no ar, desde há 7 anos que vou alimentando este site.

Quando falei deste trabalho no Centro que frequento, a resposta foi que não interessava ,
pois num site pode-se colocar o que se quiser, sem qualquer rigor. Nem se deram ao trabalho de verificar e muitas vezes só me apetece deletar tudo e pronto.

A partir daí passaram a tratar-me como obsidiada, são várias as coisas que se têm passado. Agora só falam em "mesmice", gostaram da palavra.

Estou com a auto-estima muito abatida.
No Centro não tenho apoio dos encarnados.

Continuo a fazer Envangelho no Lar, eu e meu marido 1 vez por semana,
em dia e hora certa.

Todas as manhãs e noites oramos, lemos mensagens, trabalho no site.

Estudamos os livros da Codificação.
Apoio dos encarnados nenhum, há exclusão social e exercem "bolling" sobre nós e outros frequentadores, desde que não sejam doutores (licenciados).

Sentimos apoio espiritual mas muitas vezes também sinto falta de animo.  :'(

Aguardo a sua resposta irmão.

Obrigada que Deus nos abençoe.

Manuela Neves

http://sendadeluz.no.sapo.pt (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3NlbmRhZGVsdXoubm8uc2Fwby5wdA==)



Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Diegas em 16 de Abril de 2009, 11:58
'...Os seus contributos para este estudo, no entanto, têm-se limitado à crítica destrutiva, ao ataque desarrazoado a pessoas, e à manifestação de flagrante desconhecimento doutrinário e estreiteza de vistas no que ao Espiritismo diz respeito...'

Olá, Mario.

Sinceramente, não compreendi esta sua reação.

Critica destrutiva ?
Ataque desarrazoado a pessoas ?

Não quero acreditar que haja de sua parte algum preconceito por saber que sou simpatico a Ramatis. Se for por causa do meu escrito-humoristico, somente tentei mostrar que me esforço em contar anedotas.

Como voce fez piada acrescentando algumas questões à Codificação, recorri-me ao mesmo recurso, e isto somente para alertar que há tantos centros espíritas com estrutura, organização e mentalidades diferentes. Ou será que o centro espírita ao qual voce faz parte não é bom exemplo para os demais ? Já li elogios, enaltecendo o trabalho desenvolvido no centro que voce freqüenta. E se o seu centro serve de bom referencial isto não nos leva a crer que há centros espiritas que ficam a desejar ?

É dificil de aportar aqui um dirigente espírita com as caracteristicas proprias de um Quixote de la Mancha - louquinho por aventuras ?  Ora, pela falta de uma melhor orientação - a de Kardec - é suficiente que o indiividuo ache isto ou aquilo como essencial para logo em seguida incorporar no 'seu' (dele) centro espírita.

Mas o que é essencial ?

Quero deixar explicito que não sou contra o riso farto, a alegria espontanea, a amizade sincera. Não incorporo o tipo sentencioso e nem pessimista. Somente acho que cada coisa tem de estar no seu devido lugar, tem de haver uma disciplina. E, como já foi comentado, que haja estudo...estudo...e muito estudo.



Abç

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 16 de Abril de 2009, 12:05
Pictures at an Exibition

ou

O Verdadeiro Cromo da Bola

ou

O Bardina

por A.A. (Autor Anónimo)

O Bardina é um gajo porreiro. Mas é também um bardina. Cruel dilema. Como solucioná-lo?

O Bardina é um trabalhador espírita voluntarioso e bom. Usa cabelo, bigode e patilhas à Humberto Coelho, e anda sempre com A Bola debaixo do braço. Nada contra as opções capilares e pilosas do Bardina, como nada contra quaisquer outras, mas o palito nos dentes enquanto recebe as pessoas no centro era ligeiramente dispensável. Se possível. Digo eu.

Tal como nada contra a leitura de A Bola. Melhor fora, contudo, se não retirasse o abençoado jornal do bolso do casaco passados cinco minutos do início de qualquer reunião.

O Bardina não gosta de estudar Espiritismo. Acha que o Banks-Rhyne foi um bom derby, e que o banks, jogando em casa, obteve uma vitória suada mas merecida. Banks2-Rhyne0 no fim dos noventa, quem ganhou foi o spectáculo e quando assim é, nada a dizer e há que dar os parabéns aos jogadores.

O Bardina tem um crucifixo de ouro e um corno de marfim pendurados ao pescoço, repousando sobre o peito peludo. Da para ver com toda a clareza, porque a camisa está sempre aberta quase até ao umbigo, tem também um coração de ouro, mas não é sobre o peito. É dentro do peito.

Não leves a mal, simpático Bardina, mas o teu coração de ouro, que te faz dar sem mostrar a mão, e compartilhar o pouco que tens, mais bem ornado estaria de virtudes se não insistisses em ir fumar uma cigarrada para a porta do centro antes de dares passe. Chama-te, apagas o cigarro na ombreira, à pressa, e vais, cheio de boa vontade, doar fluidos empapados em tabaco.

No dia da reunião mediúnica, o Bardina afinfa-lhe umas febras ao jantar, bem regadas com um tinto especial lá da terra e um bagacinho para arrebater. Não pode ser! Depois não estás concentrado, o sangue aflui ao estômago devido às exigências uma digestão difícil, falta no cérebro, e não te consegues concentrar. O álcool, ainda que em pequena quantidade, produz sonolência e a segunda metade da reunião já estás mais a dormir que acordado.

O Bardina nunca leu a Codificação. Acha o Chico Xavier "um ganda homem, pá!" e prefere as obras dele. Em consequência disso, manda umas calinadas doutrinárias de bradar aos céus. Ainda noutro dia aconselhou uma prima a fazer uns banhos de água e sal, por causa do "encosto"!

O Bardina, quando chega mais cedo ao centro, põe-se na sala da reunião mediúnica a ouvir o relato, a ler a "Bíblia" e de pezinhos em cima da cadeira. Não se priva de contar umas anedotas "puxadotas" se encontra outro bardina a jeito.

Não pode ser, caro Bardina. Mais vale ter virtude no teu coração de ouro do que outros têm apenas na ponta da língua ( e e se calhar sou um deles), mas tens que te disciplinar, para fazeres render o teu valor.

A sala da reunião mediúnica, e o centro em geral, não são lugar para anedotas puxadas. Nessa sala, além da reunião mediúnica, só estudo e música suave. É um lugar sensível do centro, higienizado espiritual e materialmente, onde se desenvolvem delicados trabalhos de assistência. O são e alegre convívio é compatível com a disciplina. A disciplina que deves procurar na tua conduta espírita no dia a dia. Guarda o anedotário mais "sugestivo" para a bancada do estádio, na sala da reunião mediúnica lê a Codificação (quando é que começas?) em vez de A Bola. Sê como és, mas estuda mais Espiritismo e respeita os destinatários do teu serviço cristão.

P.S. - Eu também sou um bocado bardina e gosto de futebol e de A Bola.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 16 de Abril de 2009, 12:06
Bem Mário,
eu já tenho a lágrima ao canto do olho, mas é de tanto me rir. :D :D
Essas histórias são simplesmente deliciosas.

Amigo Atlante,

Digam lá agora que não vale a pena ser membro deste forum.
Tomar chá com poesia à mistura só aqui.
Bem hajam minhas meninas.


Obrigada, pela parte que me toca, mas é muito bom não nos esquecermos que somos humanos, com tudo o que isso implica e por isso precisamos de momentos de
descompressão. O convívio salutar é tão bom, não é?

Taprobana amigo,

em relação às suas perguntas:


Imagine por um instante que é Deus. Fazia sentido fazer depender o seu amor daquilo que os seus filhos fazem ou agem? Mesmo sendo contra si?

O que entende por amar-se a si mesmo?


1ª. - Sinceramente não consigo imaginar-me Deus, por muito que tente. Agora enquanto mãe, o amor pelos meus filhos nunca dependerá das suas acções. Amá-los-ei para sempre, concerteza já os amava antes deles nascerem, mas isso não impede que os chame à atenção. O meu amor por eles não me obriga a ser conivente com as acções erradas que eles possam cometer, muito pelo contrário, tenho a obrigação de os alertar de que estão a seguir um caminho que não é bom. Se eles insistirem e baterem com a cabeça na parede, vão ter de sofrer as consequências e eu estarei na rectaguarda para os ajudar a encontrar o caminho certo.

2ª. - Eu poderia tentar explicar-lhe o que é amar-me a mim própria, teóricamente, com mais ou menos floreados, mas vou explicar-lhe com um exemplo prático.

Amar-me a mim mesma foi ter chegado ao fundo do poço, devido a minha toxicodependência, ter conseguido subir aquelas paredes altas do poço e conseguir ver outra vez a luz. Depois disso, licenciei-me, tornei-me advogada, convivi com juízes e procuradores ( e logo me afastei do sistema judiciário, por ser incompatível com as minhas convicções) e provei a mim mesma que era capaz, que eu tinha tanto valor quanto os outros( os supostamente virtuosos, que nunca se desviaram do caminho do bem).
Quase toda a gente que conheço sabe desta história, inclusivamente os meus filhos e por isso posso não ter moral para exigir que eles não errem, mas fiquei muito mais capaz de compreender os seus erros e ajudá-los no que for preciso.

Ao perdoar-me a mim mesma pelos erros que cometi, fiquei com mais capacidade para perdoar os erros dos outros.
Mas foi preciso primeiro aprender a amar-me, para agora poder amar os outros.

Abraçosssssssss a todos. :)

P.S. Se quiser pode ler um pequeno texto sobre esta história.

http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,13793.0.html (http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,13793.0.html)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 16 de Abril de 2009, 12:21
De modo que peguei em escopro e martelo e resolvi gravar na rocha dois depoimentos vossos. E agora não estou a brincar.

Se mais nada tivesse sido escrito neste estudo, os depoimentos da

Aluena, sobre o triste estado do Espiritismo em Portugal e no mundo,

Elsamar, sobre o que é, afinal, amarmo-nos a nós mesmos, em linguagem clara, simples e profunda,


estes dois depoimentos já tinham valido a pena, sem retirar valor aos demais.

Mário

P.S. - Diegas, não vamos discutir pessoas, sff, seja para atacar, seja para elogiar. A referência a pessoas ou a instituições só deve aparecer circunstancialmente, quando essencial para explanar ideias. Da sua última frase gostei bastante. Caso eu tenha avaliado mal o seu humor, queira então desculpar-me, por favor. Abraço amigo.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 16 de Abril de 2009, 12:34
Não sei muito bem o que dizer-te Mário, a não ser:

Obrigada por existires.

Do coração. :)

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 16 de Abril de 2009, 12:38
Olá Aruanda!

Para mim , amar-nos  a nós mesmos é tentar conhecermo-nos o melhor possivel .
(…)
Isto para mim é amarmo-nos, dar uma volta e  passar de autopiedade a auto estima.

talvez digam que sou utopica mas como estes casos me passam diariamente pelas mãos...acho que sou realista ...mesmo

Muito bem amiga! No entanto quando atingimos esse patamar de autoestima ou seja como diz e muito bem abolimos dentro de nós o sentido de auto-piedade que é sem duvida um sinal de domínio de uma das expressões do nosso ego, qual o caminho a seguir?

Bater com na cabeça do marido opressor pode ser uma atitude compreensível de auto-defesa. Mas não nos devemos deleitar dentro da esfera da vingança.

Teremos neste caso então condições de evoluir entre dois caminhos… ou cultivamos o egoísmo no sentido narcisista, atitude em que se encontram neste momento a maioria de nós, ou anulamo-lo abrindo as portas ao AMOR.

É tentando encontrar o segundo caminho que se enquadra o que pretendo consigo reflectir.

Um abraço amiga. É uma felicidade poder contar consigo neste momento na minha vida.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 16 de Abril de 2009, 12:39
Olá Amigos

Gosto de vcs, por aquilo que são e demonstram ser. Convosco sinto-me entre amigos, sem puritanismo, nem faz de conta. Cada um deve ser a manifestação daquilo que é. Porquê esconder?
Todos estamos crescendo nesta via sacra que fomos construindo ao longo do tempo. Somos os únicos responsáveis por nós mesmos, no que fomos, no que somos e naquilo que viremos a ser. O importante é termos a consciência de tudo isto.
Deus ama-nos infinita e incondicionalmente, independentemente da nossa postura perante Ele e toda a creação. E a todos de igual modo.
Quando nos creou também creou uma série de regras, ou leis, que nos permitirão retornar até Ele. Cabe-nos tomar conhecimento de tudo na vivência constante de toda a creação.

Elsa

Bem hajas amiga porque encontraste a verdade, vencendo o mundo. Mas só sabes porque viveste. Então agora que venceste e ultrapassaste te pergunto, onde está o mal?

Atlante

PS: Vou tentar almoçar, se conseguir deixar de rir.   
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Victor Passos em 16 de Abril de 2009, 12:42
Ola muita paz companheiros

    Quem entra num Forum como este Espirita e segue este estudo, acaba por achar que estamos numa rouleta russa em que tudo gira à volta de um chá da presunção e de ironia pena o  descalabro da mordomia em que se está a tornar, tudo menos espirita,uma forma de aprender!...Na minha terra o chá das cinco era vinho branco que as senhoras pediam no antigamente , como desculpa por beber alcool escondido...
    Neste momento estamos a entrar, no big brother espirita, onde tudo mesmo que sério e importante serve para chacota e desrespeito pelos valores da Doutrina.
    A boa disposição é benefica quando não destituimos  a grandeza e respeito que a Doutrina merece muito mais,daqui a pouco estamos a equiparar-nos a pombas brancas da forma como estamos a dar seguimento a esta tematica, passem a fazer palestras com todos a comerem arroz de frango, ou massa à italiana!...
  Queria dizer que a asservativa de Kardec num jantar não foi feita num Centro Espirita, á quem levasse para esse campo da agronomia, mas não é bem real....
    Quanto ao cházinho podem realmente toma-lo, e dar leitinho aos meninos como a sopinha, mas nas horas certas e não no meio de um trabalho espirita .
     O Centro Espirita não é um anfiteatrio de novelas ,ou uma passarela de modelos de virtude, mas um local onde se juntam espiritos em convenio com a caridade, dando de graça o que de graça se recebe...Se todos formos seguir a mordomia que vai no adro, o espiritismo estava a cair em desgraça, porque o bem falar vesse pela humildade e não pela falta desta, todos tem valor, todos como seres individuais, retem os conhecimentos que a sua caminhada lhe permitiu, e devem acima de tudo ser esclarecidos e não chacoteados....
       Lamento que este estudo que estava a ser um  enormidade em aprendizado se tenha tornado numa procissão aonde alguns bom no palio e outros riem a bom rir, com tanta falta de bom senso...

      Podem agora enviar mais um pouco de chá , mas acabem com este big brother ...e vamos às coisas serias...

    Muita paz e harmonia

VICTOR PASSOS
      
  
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 16 de Abril de 2009, 12:49
...E amar, significa anular por completo a nossa vontade em favor da vontade do próximo. Amar significa reduzir a expressão da nossa existência ao nada, a ausência total da vontade de poder...

'...mas não estou nada de acordo com esta sua reflexão....'


Olá, Elsamar.


Concordo contigo.

Essa filosofia é mais louca do que amorosa, principalmente se levarmos em consideração o proximo como um representante das trevas. Abdicar de nossa vontade para o mal ?

- Pera lá - amor...amor...e...amor...(tres vezes só para impressionar as menininhas) assim não dá !!


Abç

Olá Diegas!

Esta tua intervenção é para mim completamente incompreensível… como foi possível retirar esta conclusão das minhas palavras?

Talvez por estares envolvido no universo dos problemas gastronómicos não tenhas tido oportunidade de entender aquilo que eu disse. Ou não leste, ou não entendeste. Mas caso eu esteja enganado e afinal as tuas palavras têm fundamento racional e não sejam como parecem ser completamente falhadas, também convém explicar o motivo desta tua posição… a menos que seja uma espécie de bula pontifícia, não sujeita a questionamentos, uma deliberação poderosa que não carece de explicações.

Um abraço amigo!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: aruanda em 16 de Abril de 2009, 12:53
Citar
Quem entra num Forum como este Espirita e segue este estudo, acaba por achar que estamos numa rouleta russa em que tudo gira à volta de um chá da presunção e de ironia pena o  descalabro da mordomia em que se está a tornar, tudo menos espirita,uma forma de aprender!...Na minha terra o chá das cinco era vinho branco que as senhoras pediam no antigamente , como desculpa por beber alcool escondido...

É uma pena que não se perceba entre  amaioria dos espiritas que "rir" é muito saudavel para  asaude  eque os próprios mentores espirituais assim o fazem se forem mesmo evoluidos, caso contrário, ganham reumatismo e atrites com tanta seriedade...adiante.

Mário, continuo achar que és o máximo.

Taprobana (fico sempre  aver se não erro no teu nome :()

Citar
Bater com na cabeça do marido opressor pode ser uma atitude compreensível de auto-defesa. Mas não nos devemos deleitar dentro da esfera da vingança.

Nem sequer essa quetão foi colocada , como é obvio.

Citar
Teremos neste caso então condições de evoluir entre dois caminhos… ou cultivamos o egoísmo no sentido narcisista, atitude em que se encontram neste momento a maioria de nós, ou anulamo-lo abrindo as portas ao AMOR.



Ou então estamos no meio...tipo ,  a fazer um esforço para deixarmos deser narcisistas e aprender a AMAR....será??
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Aluena em 16 de Abril de 2009, 12:56
(...)
Que será de nós se não sobrevivermos em Cristo?
Homens, comunidades e nações conhecem a resposta...

Sem sobrevivermos em Cristo, na marcha em direção à solidariedade isenta das pedras do sarcasmo e livre dos punhos e golpes da violência, não passaremos de animais amando e odiando, edificando e arrasando, nas viagens de ida e volta berço-túmulo e túmulo-berço, embora refulgindo no ápice das conquistas biológicas, transistorizadas em nossas lembranças ancestrais a rebentarem através de guerras e mais guerras, conforme a filosofia do imanente e segundo o registo do imemorial.
(...)
LIVRO: "Universo Espírita"
Autor Espititual: Cid Franco
Psicografia: Francisco Cândido Xavier

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 16 de Abril de 2009, 13:09
Pensamentos Piedosos,

por A.A. (autor anónimo)


"Mandam-nos morrer em combate aos 18 anos mas somos castigados por escrever "fuck" nas paredes do avião.

De "Apocalypse Now
"


ou

A "Disciplina" Segundo os Clérigos do Espiritismo


ou

"O depoimento BRUTAL da Aluena passou-me ao lado, e como não tenho sentido de humor, dedico-me a emitir puritanismo absurdo sobre questiúnculas de estilos literários"


ou

"Gosto de papar a  minha "missinha" espírita e agora que o gajo "confessou" que bebeu chá num centro espírita, vou desancá-lo até a morte, and beyond"

ou

"Detesto este gajo, mas adoro vir aqui indignar-me com a presunção do bicho".

ou

"Muita Luz, Muita Luz"

mas está tudo apagadinho...

P.S. - Conheço várias associações espíritas com bar. O que se passa nas vossas cabeças para fazerem cavalo de batalha de coisas tão simples? Isso não é Espiritismo, não é Cristianismo, não é virtude, não é puritanismo. É palermice, pura e simples.

Autor Anónimo

Nota minha: o Autor Anónimo, ferido na sua honra e dignidade, achou por bem responder aos seus detractores. Eu assumo, contudo, a responsabilidade pelos textos dele que aqui tenho respostado.

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 16 de Abril de 2009, 13:11
Olá Elsamar amiga!


Imagine por um instante que é Deus. Fazia sentido fazer depender o seu amor daquilo que os seus filhos fazem ou agem? Mesmo sendo contra si?

O que entende por amar-se a si mesmo?


1ª. - Sinceramente não consigo imaginar-me Deus, por muito que tente. Agora enquanto mãe, o amor pelos meus filhos nunca dependerá das suas acções. Amá-los-ei para sempre, concerteza já os amava antes deles nascerem, mas isso não impede que os chame à atenção. O meu amor por eles não me obriga a ser conivente com as acções erradas que eles possam cometer, muito pelo contrário, tenho a obrigação de os alertar de que estão a seguir um caminho que não é bom. Se eles insistirem e baterem com a cabeça na parede, vão ter de sofrer as consequências e eu estarei na rectaguarda para os ajudar a encontrar o caminho certo.

E aí está… é isso mesmo amiga! Afinal estamos de acordo! Agora já não é necessário imaginar que é Deus mas sim que todos os seus semelhantes são seus filhos e com eles agir da mesma forma! E neste caso não está a anular a sua vontade em favor da vontade dos seus filhos? Se tivesse de optar entre fazer umas férias com uns amigos e pagar um curso às crianças o que faria? Acredito que passeava ai pelo Mondego que é muito lindo enquanto as crianças frequentavam o seu curso. O mesmo faria por um "estranho"? Claro amiga que este exemplo tem um sentido figurado que pretende tentar explicar as ideias que tentei consigo partilhar de uma forma mais "filosófica".

2ª. - Eu poderia tentar explicar-lhe o que é amar-me a mim própria, teóricamente, com mais ou menos floreados, mas vou explicar-lhe com um exemplo prático.

Amar-me a mim mesma foi ter chegado ao fundo do poço, devido a minha toxicodependência, ter conseguido subir aquelas paredes altas do poço e conseguir ver outra vez a luz. Depois disso, licenciei-me, tornei-me advogada, convivi com juízes e procuradores ( e logo me afastei do sistema judiciário, por ser incompatível com as minhas convicções) e provei a mim mesma que era capaz, que eu tinha tanto valor quanto os outros( os supostamente virtuosos, que nunca se desviaram do caminho do bem).
Quase toda a gente que conheço sabe desta história, inclusivamente os meus filhos e por isso posso não ter moral para exigir que eles não errem, mas fiquei muito mais capaz de compreender os seus erros e ajudá-los no que for preciso.

Ao perdoar-me a mim mesma pelos erros que cometi, fiquei com mais capacidade para perdoar os erros dos outros.
Mas foi preciso primeiro aprender a amar-me, para agora poder amar os outros.

Aqui pretendo consigo reflectir de forma idêntica à proposta que fiz à nossa amiga Aruanda.

Quando atingimos esse patamar de auto-estima, qual o caminho a seguir?
Teremos neste caso então condições de evoluir entre dois caminhos… ou cultivamos o egoísmo no sentido narcisista, atitude em que se encontram neste momento a maioria de nós, ou anulamo-lo abrindo as portas ao AMOR.

É tentando encontrar o segundo caminho que se enquadra o que pretendo consigo reflectir.

Um abraço amiga!

P.S - Ainda não li o texto que propôs mas vou ler com todo a interesse.  :)

P.S2 - (Não confundir com Play Station 2)  :D Já li amiga... os meus sinceros parabéns. Senti uma felicidade enorme ao partilhar a sua história, verdadeiro exemplo prático do poder do amor. Já imaginou minha amiga se essa força que provém desse amor pelos filhos fosse também possível encontrar naqueles que ainda não acreditamos que também o são?
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Gigii em 16 de Abril de 2009, 13:42
E neste caso não está a anular a sua vontade em favor da vontade dos seus filhos? Se tivesse de optar entre fazer umas férias com uns amigos e pagar um curso às crianças o que faria?

Olá Taprobana!

Meu amigo, confesso que li e reli as suas reflexões várias vezes para conseguir entender o cerne da questão.
Só agora, nesta resposta eu entendi de onde vem o seu desiderato interior.
Se me permite, e porque adoro filosofia, vou acompanhá-lo neste exercício mental:

Se anulamos uma vontade, considera-se que essa vontade, associada ao desejo individual, seria prejudicial nos seus efeitos. Daí que se pretende atingir a renúncia dos desejos, não pode ocorrer anulação da vontade mas compreensão de que essa vontade não existe. Hum, dirá…mas isso não é a mesma coisa?
A meu ver, não existe opção quando consideramos o Criador como causa de todas as coisas, sendo que nem ele opta em qualquer circunstância. Ele É…nós somos…

Neste percurso egoísta em que permanecemos no momento, agarramo-nos demasiado ás justificações racionais para a nossa própria transformação. Quando se tornaria mais fácil (não sou eu que o digo, mas os mestres de todos os tempos) que deveríamos abrir-nos aos nossos sentimentos mais íntimos: nem aos que vêm da razão, nem aos que vêm do coração, mas aos que vêm de Deus.

Encontrar Deus dentro de nós, será a solução para a nossa sensação de falta de amor. Procuramo-la fora e ela está dentro.
Se amamos, confiamos no Pai Supremo, logo não precisamos anularmo-nos em nada, nem fazer opções. Por amor nada desejamos para nós senão aquilo que já temos, nem nada desejamos para os outros porque Deus já suprimiu qualquer necessidade.

Ele É…nós somos…é simples...

 :-*

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 16 de Abril de 2009, 13:45
Mário, continuo achar que és o máximo.

Taprobana (fico sempre  aver se não erro no teu nome :()

Bom assim é que não pode ser! Estou a ficar com ciúmes do Mário…   >:(

Citar
Bater com na cabeça do marido opressor pode ser uma atitude compreensível de auto-defesa. Mas não nos devemos deleitar dentro da esfera da vingança.

Nem sequer essa quetão foi colocada , como é obvio.

Hum… nunca, nunca, nunca mesmo?    :D (brincadeira)

Citar
Teremos neste caso então condições de evoluir entre dois caminhos… ou cultivamos o egoísmo no sentido narcisista, atitude em que se encontram neste momento a maioria de nós, ou anulamo-lo abrindo as portas ao AMOR.



Ou então estamos no meio...tipo ,  a fazer um esforço para deixarmos deser narcisistas e aprender a AMAR....será??

Sim… penso que é isso que Jesus nos ensina.

Um abraço amiga!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Gigii em 16 de Abril de 2009, 13:47
Companheiros...e se fizessemos um pequeno jogo de faz de conta, e nos imaginassemos agora a criar um centro espírita com todos os que aqui se manifestaram?

Cerca de 25 membros emitiram opinião,mostrando os seus sentimentos e posicionamentos em relação a propostas de actividades:

Para uns é importante rir
para outros é prioritária a seriedade
para uns se faz necessária disciplina
para outros é essencial a liberdade

Como poderiamos trabalhar juntos com estas diferenças?
O que nos falta? Do que precisamos?

Fica aqui o repto à reflexão conjunta.

Bisouxsss
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 16 de Abril de 2009, 13:56
Olá Gigii!

Só pude ler de relance a sua reflexão aliás muito interessante para mim, mas infelizmente tenho que sair agora... no entanto tenho algo a rebater...  >:( Mais tarde volto.

Um abraço amiga.  :D
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 16 de Abril de 2009, 14:05
Pictures at an Exibition

ou

Aristocracia Mediúnica

ou

Mediunismo e Espiritismo

por A.A. (Autor Anónimo)

Um dos pontos nevrálgicos do que vai mal nos centros espíritas, ou ditos espíritas, é o misticismo e o mediunismo desendreado que por aí grassam.
A deferência ante as pitonisas e o apetite pelos oráculos, já Moisés se queixava deles há 38 séculos, daí tê-los proibido, como testemunha o Deuterónimo 18.

Centro Espírita Luz, Caridade e Amor, cidade de Algures de Cima. Entramos. O que vemos?
Médiuns sentados a uma mesa, escrevendo, falando, e pessoas necessitadas na assistência. Desde perguntas sobre negócios e conselhos sortidos, os médiuns (que às vezes são apenas uma pessoa, que acumula as funções todas no "centro espírita") respondem a tudo...

É apenas mediunismo. É apenas comunicação com os Espíritos. Não há um vislumbre de doutrina.

Formados neste caldo de cultura, médiuns há que se apresentam nos centros espíritas e declaram:

- Eu sou médium!

Num centro (realmente) espírita, logo alguém lhes dirá qualquer coisa como:

- Eu sou cantor de ópera nas horas vagas, muito gosto!

Mas nos centros "espíritas" a adulação começa imediatamente. Quando não são os centros a fazer "recrutamentos" e "contratações" de médiuns.

O médium deste jaez considera-se um ser privilegiado, um escolhido de Deus. Como nunca pousou os olhos num livro espírita, a sua mentalidade não difere muito da do médium de vão de escada. Considera que tudo o que vem dos Espíritos é a pura verdade, e que as "suas" comunicações são as "melhores". Considera-se dispensado de qualquer tarefa que suje as suas delicadas mãos de psicografias ou que fira a sua delicada voz de psicofonias.

Ele é o médium!!! E adora que se cochiche à sua passagem: "Aqui vai um grande médium...".

E bastara uma boa leitura de O Livro dos Médiuns para evitar todo o comboio de mistificação que, regra geral, se segue. São as psicografias com mensagens de Deus, de Jesus e de Maria (Mãe de Jesus). É o Papa João Paulo II, que agora parece que deu em comunicar-se por tudo quanto é centro espírita, são anjos e arcanjos a dar com um pau...

As mensagens são banais, aberrantes em muitos casos, sendo até de esperar que um dia destes Jesus de Nazaré, à semelhança do que clama uma conhecida escritora mística, se vire para um médium destes e também lhe confidencie:

- "Curto-te bué, cabrita!"

(É claro que é possível a qualquer Espírito comunicar-se, desde que Deus o permita, mas os Espíritos elevados caracterizam-se por não dizerem banalidades. Não é a forma o principal, mas o conteúdo. Como já foi aventado aqui, é uma ideia para futuros estudos.)

A arte dramática, que aqui no fórum é fortemente verberada se for comédia, quando é drama, é altamente apreciada nos centros-mediúnicos-que-de-espíritas-têm-o-nome.

É choradeira nas reuniões mediúnicas do princípio ao fim! Não há Espírito sofredor, brincalhão ou Guia que não se comunique no meio de baba e ranho...
Dá também muito jeito ter uma cabeleira comprida para se poder abanar a dita do princípio ao fim da reunião mediúnica, girá-la, etcc. Forte efeito cénico, porventura só excedido no médium que faz questão de "incorporar" assim que passa a porta do centro e "incorporar", de preferência, um Espírito velhote-sábio, para arrastar os pés e exibir a corcunda.

Para o médium típico desta corrente pseudo-espírita, é impossível estar mais de 5 minutos seguidos sem dar a conhecer a sua sensacional condição de médium-mensageiro-dos-Anjos. Entra uma pessoa no centro pela primeira vez e tem recepção assegurada:

- "Vejo uma senhora velhinha ao seu lado. É a sua avó!..."


Una cavam dali logo, porque têm medo ou porque têm avó. Outros concluem, e muito bem, que se trata de um bando de malucos. Há quem goste, e fique, precisamente por causa disso. Mas que não é Espiritismo, isso não é.

Todas os casos que relato são bem reais. Se há quem os ache hilariantes, eu só posso estar de acordo.Têm o seu quê de hilariante. Mas rir não é sempre fazer troça. Nos meus modestos escritos, pelo menos, não é. É falar de coisas sérias de forma ligeira, sem dramatismos desnecessários e sem pompas despropositadas.

No Antigo Testamento há uma passagem em que "Deus" declara: "Odeio a pompa das vossas assembleias".

Sorrimos com estes casos de estudo, com todo o carinho para com os nossos irmãos aqui focados. Temos que ser "sim, sim, não, não"
Se uma coisa está errada, há que corrigir, esperamos que com tacto suficiente. Por vezes o humor é uma forma de não ferir e de não ser paternalista.

Esperar compreensão para isto, seria acreditar que o mundo não é mundo. Ingénuos, mas não tanto.

Em tempo:

Citar
Para uns é importante rir
para outros é prioritária a seriedade
para uns se faz necessária disciplina
para outros é essencial a liberdade

Como poderiamos trabalhar juntos com estas diferenças?

Diferenças? Onde estão as diferenças? Em que é que essas atitudes são incompatíveis ou se anulam?

Muita Paz!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Gigii em 16 de Abril de 2009, 14:10

Diferenças? Onde estão as diferenças? Em que é que essas atitudes são incompatíveis ou se anulam?


Boa...não há diferenças... Então porque se debatem alguns para impor a sua vontade?
Porque continua a rir aquele a quem se pediu seriedade, ou porque é sério aquele que não acha piada nenhuma a quem ri?  ::)

Bisouxsss
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 16 de Abril de 2009, 14:55
Muitos mais cromos haveria. Eu, o Autor Anónimo que produziu esta série de textos, aqui postados pelo meu amigo Mário, guardei para o fim os dois tipos de cromos mais perniciosos para o Espiritismo: os médiuns aristocratas, que foquei anteriormente, e os dirigentes madres superioras e cardeais espíritas.

Alguns já passaram os olhos pelos meus escritos, benzeram-se e gritaram "Heresia!". Paciência. Se não lêem Allan Kardec iam ler um pobre autor anónimo?

Vamos a isto, que é para a desgraça.


Pictures at an Exibition

ou

Madres Superiores e Cardeais Espíritas

ou

O Dedo na Ferida

É difícil estar no mundo. É difícil ser do mundo sendo do Céu. O mundo é um constante desfio. Ser virtuoso numa ilha deserta é sumamente fácil. Não há praticamente como errar. O problema é quando a nossa paciência, capacidade de perdoar, tolerância, caridade,  sentido de justiça, amor ao próximo, são postos em causa pelos outros.

Os eremitas e os monges, fogem do mundo, desde sempre. São estágios evolutivos em que talvez se faça necessária essa prova. Os monges cartuxos de Évora nunca discutem uns com os outros. Para quem não sabe, fizeram voto de silêncio.

Já o padre da minha Freguesia também nunca teve uma única desavença conjugal. É solteiro. (Para quem não sabe, há padres casados, os que já o eram antes de irem para  Seminário). E eu nunca errei numa decisão política. Porque nunca ocupei nenhum cargo. Mas em compensação adoro desancar os políticos, o que é muito mais fácil do que candidatar-me a presidente da Junta de Freguesia.

Um dirigente espírita sujeita-se a muitas críticas, mesmo que o seu "dirigismo" seja tão insignificante como dirigir uma tarde de estudo, um jornalinho espírita, um tópico num fórum, etc.. Deve haver total apoio ao dirigente, que não é mais do que os outros irmãos, mas também não é menos. É o companheiro que se considerou ser adequado para a tarefa, e a aceitou. Como qualquer outro companheiro, em qualquer tarefa, não é imune ao erro. Se erra, há que lho fazer notar, fraternalmente, de modo adequado às circunstâncias. Assim como ele não se deve melindrar, não o devemos também humilhar.

O dirigente dá a cara e é responsável por muitas decisões, por vezes difíceis. Foi aqui dito que numa mesa de direcção de um centro, associação ou federação, deparamos com as mesmas lutas de interesses que em qualquer outra instituição humana.

É pena que assim seja. O trabalho é-nos necessário para a sobrevivência, pelo que no trabalho é inevitável que tenhamos de suportar condições adversas, de vez em quando.
Mas o Espiritismo deve ser fonte de bom convívio e de alegrias. Algo está errado quando um centro é palco de constantes perturbações.

Se o dirigente merece todo o apoio, não é menos verdade que deve dar o melhor de si e ceder às tentações de personalismo. Na impossibilidade de nos isolarmos como os eremitas, não é raro cedermos à tentação de transformar o centro espírita na nossa ideia de Céu. Viver em grupo implica cedências em nome do bem colectivo.

O dirigente autoritário apega-se ao Poder. Já não é um dirigente espírita, que hoje é dirigente e amanhã presta outro serviço, e passa a ser uma austera madre superiora ou um austero cardeal que exige que tudo ande à sua maneira.

E a sua maneira pode não ser a melhor. Não é a melhor, de certeza, em casos em que o dirigente é também o único e exclusivo médium, passista, atendedor, palestrante, contabilista, relações públicas, etc.. e ai de quem sugira aliviá-lo da sua carga e pedir uma oportunidade de trabalho espírita. Leva imediatamente o carimbo de "obsidiado"!

Na melhor das possibilidades, o "super-dirigente" digna-se conceder algumas funções muito secundárias aos que rezam pela sua cartilha e nunca o põem em causa. O "super-dirigente" é um "infra-dirigente", que não suporta que os outros trabalhem a seu lado, porque é insuportavelmente vaidade e se habituou a ser endeusado e adulado.

Os candidatos a trabalhadores espíritas "nunca estão prontos".
- "O quê? Quer colaborar com o centro? Quem se julga você? Mais humildade!".

Os sofredores são pessimamente atendidos, porque não há preparação nem estudo. O dirigente todo-poderoso acha que já sabe tudo. Aparece uma pessoa no atendimento com vulgaríssimos sintomas de mediunidade. O dirigente, qual pescador mesquinho que guarda as suas técnicas só para si, limita-se a sorrir enigmaticamente para o seu acompanhante de atendimento e murmura: "Está quase...".

O paciente anda ali meses, cheio de interrogações. É tudo um mistério...

Chamo a atenção para o depoimento da Aluena, #312:

Citar
Sou estudiosa do espiritismo há alguns anos (16) e tenho muitas dificuldades em caminhar no Centro Espírita que frequento todos os sábados.
Assim sou tida como frequentadora e lá vou indo sempre carregando nos ombros : "a culpa é toda tua..." "expiação do passado, lei de causa e efeito...", "temos que estudar muito, pela repetição vamos aprender e melhorar...".

Verdade tudo isto, mas não será que a prática junto com o estudo não nos fará melhor?

Quando se é medium psicofónico, também me dizem que não se pode dar passagem, que tenho que me controlar, que sequer é mediunidade mas sim "animismo", enfim ninguém quer minha ajuda para nada. 

Triste e orando pedindo ajuda aos Benfeitores, surgiu na minha cabeça há 6 anos, fazer um site para divulgar a Doutrina Consoladora, perguntei mentalmente como, se nada sabia então foi-me dito:

- "estuda e faz um site" .

Procurei na NET, encontrei um companheiro (brasileiro) que ensinava gratuitamente a linguagem HTML, tirei o curso durante 2 meses seguidos. Ao longo do curso continuei orando dentro do Centro e fora dele, pedindo orientação, e perguntei novamente:

- então se eu conseguir alguma vez chegar a saber fazer um site, que nome lhe devo dar?

Resposta na minha cabeça:

- "SENDA de LUZ", mas o seu nome não deve constar em lado nenhum do site, apenas seja instrumento.

Fiz o site, coloquei-o no ar e está no ar, desde há 7 anos que vou alimentando este site.

Quando falei deste trabalho no Centro que frequento, a resposta foi que não interessava ,
pois num site pode-se colocar o que se quiser, sem qualquer rigor. Nem se deram ao trabalho de verificar e muitas vezes só me apetece deletar tudo e pronto.

A partir daí passaram a tratar-me como obsidiada, são várias as coisas que se têm passado. Agora só falam em "mesmice", gostaram da palavra.

Estou com a auto-estima muito abatida.
No Centro não tenho apoio dos encarnados.

Continuo a fazer Envangelho no Lar, eu e meu marido 1 vez por semana,
em dia e hora certa.

Todas as manhãs e noites oramos, lemos mensagens, trabalho no site.

Estudamos os livros da Codificação.
Apoio dos encarnados nenhum, há exclusão social e exercem "bolling" sobre nós e outros frequentadores, desde que não sejam doutores (licenciados).

Sentimos apoio espiritual mas muitas vezes também sinto falta de animo.  :'(

Aguardo a sua resposta irmão.

Obrigada que Deus nos abençoe.

Manuela Neves

http://sendadeluz.no.sapo.pt (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3NlbmRhZGVsdXoubm8uc2Fwby5wdA==)

Ilustra ou não ilustra bem o que acima expus?

Liberdade, riso, seriedade, disciplina, são complementares e não opostos, desde que haja estudo, correcção doutrinária e apagamento do egoísmo - a chaga moral da Humanidade, que devemos banir o mais que pudermos do centro espírita.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 16 de Abril de 2009, 15:09
Olá,

antes de mais vou já responder á Giggi.

Cerca de 25 membros emitiram opinião,mostrando os seus sentimentos e posicionamentos em relação a propostas de actividades:

Para uns é importante rir
para outros é prioritária a seriedade
para uns se faz necessária disciplina
para outros é essencial a liberdade

Como poderiamos trabalhar juntos com estas diferenças?
O que nos falta? Do que precisamos?



Na minha opinião tudo é importante. Deve haver momentos para tudo.Poderiamos trabalhar todos juntos, desde que nos respeitassemos mutuamente (que é uma coisa rara). Como se costuma dizer "Todos diferentes, todos iguais" (acho que isto era uma slogan publicitário onde aparecia um branco e um negro).
O que é que nos falta? Humildade para nos sentirmos irmãos. Por muito que se apregoe aos sete ventos o contrário, há efectivamente muita falta de humildade ( e isso está bem patente neste forum), porque uns são mediuns há 10, 20, 30 anos, porque já leram centenas de livros, porque conhecem este mundo e o outro, etc, etc; outros porque acham que se disserem umas coisas sérias, ficam com estatuto de Espíritos Elevados e o ego fica muuuuuuuito lá em cima, tão lá em cima, que quando olham para baixo, as outras pessoas assemelham-se as formigas e muitas vezes até as calcam.

...porque se debatem alguns para impor a sua vontade?

Porque se acham superiores aos outros e acham que a razão está com eles.

Porque continua a rir aquele a quem se pediu seriedade, ou porque é sério aquele que não acha piada nenhuma a quem ri?  ::)

Porque cada um é livre de rir ou de ser sério. Então para que é que serve o livre arbítrio?

Nada disto interfere com o trabalho sério.

Trabalho é trabalho, conhaque é conhaque.

 ;)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 16 de Abril de 2009, 15:31
Perante as diculdades que a Aluena enunciou, e pedindo ela inspiração aos Bons Espíritos, que ouviu ela no seu íntimo?

- Vamos iniciar um grupo espírita
?

Toda a gente é, então, apta a fundar um grupo espírita. Desde que o seu compromisso seja sério, desde que se disponha a estudar, sempre. Desde que tenha sentido de responsabilidade e noção de que está a representar todo um movimento e uma filosofia a partir do momento em que se diz espírita.

Como já foi dito, não existe um padrão de centro espírita "certo". Existem 5 livros, assinados por Allan Kardec, com mensagens dos Espíritos Superiores. E essa é a base que não se pode negligenciar, sob pena de estarmos a praticar uma filosofia outra que não o Espiritismo.

Não há Espiritismo sem Jesus, nem sem o Espírito de Verdade, que Allan Kardec secundou admiravelmente, no plano material, das labutas terrenas.

O Espiritismo é cultura. O centro espírita é uma associação cultural. O plano das ideias e da sua aplicação prática, no mundo, dispensa igrejificações. Espiritismo não é religião, ainda que seja todo ele religiosidade.

O Espiritismo é simples nos modos e não tem atavios "de César". Mas os que entram nas suas fileiras nem por isso têm tarefas de menos responsabilidade. O centro espírita não é do dirigente, do médium, do cientista, do palestrante, do benfeitor que decidiu oferecer uma sede e equipamento (isso é que sou optimista...).

O centro espírita é dos Espíritos, e os Bons Espíritos, os nossos Guias, são de Deus.

Allan Kardec era de natureza afável e tinha o temperamento francês de apreciador do bom convívio e da boa piada. Allan Kardec meteu ombros ao Espiritismo sem esperar facilidades, e muitos espinhos encontrou no caminho, mas meteu ombros com alegria e boa vontade.
Não podemos encontrar melhor exemplo de espírita que o nosso emérito Codificador. Dificuldades todos temos, uns mais que outros. No Espiritismo temos a sublime oportunidade de servir a Deus servindo ao próximo, e ainda temos o bónus inesperado de sermos afinal os maiores beneficiados, pois, como disse Jesus, «O que fizerdes ao mais pequeno dos meus irmãos, é a Mim que o fazeis!».

Disciplina interior, apagamento do "eu" em benefício do "nós", não são apenas belas palavras. Espiritismo, segundo Francisco Cândido Xavier, é vivência do Evangelho.

Todas as divergências podem ser ultrapassadas com verdadeiro espírito evangélico. Não o da letra, que mata, mas o do espírito, que vivifica. "Amai-vos uns aos outros"- eis a frase que F.C. Xavier declarou que gostaria de ver à entrada de cada cidade.

Essa a única "receita", tão simples, mas tão ignorada. Não precisamos abdicar de quem somos, do que nos torna únicos. Não precisamos do bafejo de nenhuma ordem religiosa, de nenhuma sociedade secreta, de nenhum círculo de homens doutos, de nenhuma aprovação de mentores. Espiritismo é simplicidade. O doutor de hoje foi o analfabeto de ontem, e vice-versa. O Evangelho Segundo o Espiritismo lembra-nos que, retirando-lhes as roupas, os homens ficam todos iguais. Ricos e pobres, instruídos na escola académica e na escola da vida, tímidos e extrovertidos, diferentes nas características, iguais na dignidade.

No centro espírita respira-se igualdade. No mais nobre sentido do termo. Os títulos e as honrarias do mundo nada são para Deus, que vê no segredo e terá, decerto, instrumentos de medida para o mérito de cada um, bem mais apurados do que posamos sequer conceber.

Deus não precisa de nós. Nós precisamos de Deus. Temos oportunidade e livre-arbítrio para dizer sim ou não, ao Espírito de Verdade. A sementeira é livre, a colheita é obrigatória.

Mário

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 16 de Abril de 2009, 15:42
Olá

Mário, continuo achar que és o máximo.

Vou contar a história do Máximo.

Era um tipo porreiro a quem toda a gente recorria para ajuda e desabafo. Toda a gente falava do Máximo e toda a gente referia Máximo como exemplo. O homem cansou do nome.
Então, pediu à esposa, que, quando morresse, não colocase seu nome na lápide.
E o homem morreu.
Então a esposa, respeitando sua vontade, não colocou o nome na lápide. Mas entendeu que deveria colocar qualquer coisa.
Então escrefveu:
- Aqui jaz um excelente esposa e melhor pai, amigo do seu amigo e de todos os outros, homem que não fumava, não bebia nem era dado a outros vícios.
Quem passava lia e comentava:
- Bolas é o Máximo

Atlante
 
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Jorge em 16 de Abril de 2009, 15:57
Perante as diculdades que a Aluena enunciou, e pedindo ela inspiração aos Bons Espíritos, que ouviu ela no seu íntimo?

- Vamos iniciar um grupo espírita
?

Toda a gente é, então, apta a fundar um grupo espírita. Desde que o seu compromisso seja sério, desde que se disponha a estudar, sempre. Desde que tenha sentido de responsabilidade e noção de que está a representar todo um movimento e uma filosofia a partir do momento em que se diz espírita.

Como já foi dito, não existe um padrão de centro espírita "certo". Existem 5 livros, assinados por Allan Kardec, com mensagens dos Espíritos Superiores. E essa é a base que não se pode negligenciar, sob pena de estarmos a praticar uma filosofia outra que não o Espiritismo.

Não há Espiritismo sem Jesus, nem sem o Espírito de Verdade, que Allan Kardec secundou admiravelmente, no plano material, das labutas terrenas.

O Espiritismo é cultura. O centro espírita é uma associação cultural. O plano das ideias e da sua aplicação prática, no mundo, dispensa igrejificações. Espiritismo não é religião, ainda que seja todo ele religiosidade.

O Espiritismo é simples nos modos e não tem atavios "de César". Mas os que entram nas suas fileiras nem por isso têm tarefas de menos responsabilidade. O centro espírita não é do dirigente, do médium, do cientista, do palestrante, do benfeitor que decidiu oferecer uma sede e equipamento (isso é que sou optimista...).

O centro espírita é dos Espíritos, e os Bons Espíritos, os nossos Guias, são de Deus.

Allan Kardec era de natureza afável e tinha o temperamento francês de apreciador do bom convívio e da boa piada. Allan Kardec meteu ombros ao Espiritismo sem esperar facilidades, e muitos espinhos encontrou no caminho, mas meteu ombros com alegria e boa vontade.
Não podemos encontrar melhor exemplo de espírita que o nosso emérito Codificador. Dificuldades todos temos, uns mais que outros. No Espiritismo temos a sublime oportunidade de servir a Deus servindo ao próximo, e ainda temos o bónus inesperado de sermos afinal os maiores beneficiados, pois, como disse Jesus, «O que fizerdes ao mais pequeno dos meus irmãos, é a Mim que o fazeis!».

Disciplina interior, apagamento do "eu" em benefício do "nós", não são apenas belas palavras. Espiritismo, segundo Francisco Cândido Xavier, é vivência do Evangelho.

Todas as divergências podem ser ultrapassadas com verdadeiro espírito evangélico. Não o da letra, que mata, mas o do espírito, que vivifica. "Amai-vos uns aos outros"- eis a frase que F.C. Xavier declarou que gostaria de ver à entrada de cada cidade.

Essa a única "receita", tão simples, mas tão ignorada. Não precisamos abdicar de quem somos, do que nos torna únicos. Não precisamos do bafejo de nenhuma ordem religiosa, de nenhuma sociedade secreta, de nenhum círculo de homens doutos, de nenhuma aprovação de mentores. Espiritismo é simplicidade. O doutor de hoje foi o analfabeto de ontem, e vice-versa. O Evangelho Segundo o Espiritismo lembra-nos que, retirando-lhes as roupas, os homens ficam todos iguais. Ricos e pobres, instruídos na escola académica e na escola da vida, tímidos e extrovertidos, diferentes nas características, iguais na dignidade.

No centro espírita respira-se igualdade. No mais nobre sentido do termo. Os títulos e as honrarias do mundo nada são para Deus, que vê no segredo e terá, decerto, instrumentos de medida para o mérito de cada um, bem mais apurados do que posamos sequer conceber.

Deus não precisa de nós. Nós precisamos de Deus. Temos oportunidade e livre-arbítrio para dizer sim ou não, ao Espírito de Verdade. A sementeira é livre, a colheita é obrigatória.

Mário



Olá amigos,

Como diria o CR7: "With your permission , a little intervention ... "  :D = (Efeitos do Porto-Manchester!!!)

O máximo para mim é isto que o amigo Mário acabou de dizer. Numa só palavra: Excelente!

A big hug
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 16 de Abril de 2009, 16:10
Olá Aluena

Minha amiga ainda te encontras ligada a esse pseudo centro espírita? Parece-me masoquismo da tua parte.
A Doutrina Espírita tem como objectivo primeiro a transformação do homem. Temos que entender esta transformação como crescimento de sua Alma, pela pela tomada de consciência. 
Se não nos permitem colaborar como podemos nós vicer cada situação? Se não vivermos as coisas da vida como poderemos saber? Só vivendo se sabe.
É uma falta de caridade e de solidariedade não possibilitar aos outros trabalharem dentro da doutrina, seja em que tarefa for.
Porque sentes a tua auto-estimaem baixo? Não tena noção de estares correcta no teu procedimento? Basta que a tua consciência te diga que estás correcta, para estares.
Quanto ao resto das críticas, da obsesão e não sei que mais, ignora. A caravana pasa, os cães ladram, mas a vida continua.

Atlante 
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: SB em 16 de Abril de 2009, 16:32
Mário,

Sim senhor  :)

Adorei! por vários motivos:

- Pela tua lucidez e consciencia;
- Pela tua forma séria de conseguir as "coisas" e transparecer ao mesmo tempo humorado, alegre, bem disposto ;)
- Mas principalmente pelo retrato de alguma situações, que traduzem a prórpia realidade.

Tenho que te tirar o chapeu :)

Um dia ouvi-te dizer, "estou aqui a conhecer-vos e sinto que estou a conhecer vedetas de Rock..."sabes, na proxima vez que nos virmos sou mais eu que me vou sentir assim e em meio tom envergonhada  :P pedir-te um autografo ;D pelo escritor que és!! Sim senhor!  :)

Fico mt contente por estares por aqui conosco com mais tempo, serio :)


Um forte abraço
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 16 de Abril de 2009, 16:41
Olá

Sobre os vários tópicos que o Mário tem vindo a colocar e com os quais estou em perfeita sintonia, vou relatar 2 ou 3 situações, por mim vividas, que se enquadram dentro desta temática.

Antes quero referir que tenho um defeito muito grande. Só falo do que sei, quando me apetece e com quem me apetece. Sou assim e certamente, desta vez, assim morrerei.

Eu era ateu, não daqueles que levam o tempo a demonstrar que Deus não existe, o que para mim já é uma crença, mas daqueles que ignoravam tudo aquilo que a religião diz respeito.
Em 1980, mais precisamente no dia 5 de Outubro, fui a um quase Centro Espírita. Por acaso é aquele em que me encontro organizado.
Esta ida vem na sequência de problemas graves, depois de ter corrido tudo o que era médico, com receita de muittttttos calmantes para os nervos e de todos os exames médicos possíveis e imaginários.
Tal aconteceu por indicação dum amigo que não era, nem é, Espírita, mas que tinha um familiar que era e estas coisas todas que nos proporcionam as condições para acedermos ao caminho.
Naquela casa ninguém me conhecia, nem eu conhecia quem quer que fosse. O que ali aconteceu não poderia, de forma alguma, ser do conhecimento das pessoas que estavam presentes, mesmo que o meu amigo tivesse falado de mim. 
Claro que aquilo despertou a minha atenção e a minha curiosidade. ( ainda bem que foi tratamento presencial )
Então logo comecei a estudar a doutrina e a pesquisar tudo sobre o tema. E lá ia aparecendo, sempre que me era possível, para ouvir, falar, perguntar, enfim tudo aquilo que uma pessoa quer descobrir rápidamente.
Certo dia uma daquelas pessoas que faziam parte da Associação, pessoa já com muito idade, chamou-me de parte. E eu, cético como sempre, logo me perguntei:
- O que será que este quer?
Então lá veio o ditame
- Você é uma pessoa com muita sorte, o seu guia é o Francisco de Assis.
Fiquei impávido e sereno
- Pessoa com muita sorte? Como? Bolas estou farto de sofrer, em 10 meses emagreci 17 KG, que trampa de sorte.
- Guia? O que será isso. Vou ter que saber.
- Francisco de Assis? Quem será? Pelos vistos deve ser um gajo porreiro, senão o velho não me dizia isto.

Como podem verificar, afinal sou um homem com sorte, neste caso pela minha ignorância da altura.
Claro que o Francisco de Assis não é o meu guia, e ainda hoje não sei o nome do guia, basta-me o que me dá. 

Atlante     
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Jorge em 16 de Abril de 2009, 16:52
Olá

Mário, continuo achar que és o máximo.

Vou contar a história do Máximo.

Era um tipo porreiro a quem toda a gente recorria para ajuda e desabafo. Toda a gente falava do Máximo e toda a gente referia Máximo como exemplo. O homem cansou do nome.
Então, pediu à esposa, que, quando morresse, não colocase seu nome na lápide.
E o homem morreu.
Então a esposa, respeitando sua vontade, não colocou o nome na lápide. Mas entendeu que deveria colocar qualquer coisa.
Então escrefveu:
- Aqui jaz um excelente esposa e melhor pai, amigo do seu amigo e de todos os outros, homem que não fumava, não bebia nem era dado a outros vícios.
Quem passava lia e comentava:
- Bolas é o Máximo

Atlante
 

Amigo Atlante,

Só essa história para alegrar aqui o pessoal do norte depois do descalabro de ontem. Parece que a terra por aqui tremeu depois de um tal patardo de um tal CR7 (se o Taprobana me estiver a "ouvir" ...  :D)

Mas essa história é ... o máximo! Já rola por aqui ...

Abraço amigo.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 16 de Abril de 2009, 17:06
Olá mais uma vez.

É realmente difícil acompanhar o ritmo alucinante deste tópico, mas ainda quero responder a umas perguntas.

Bem hajas amiga porque encontraste a verdade, vencendo o mundo. Mas só sabes porque viveste. Então agora que venceste e ultrapassaste te pergunto, onde está o mal?

Amigo Atlante,

Obrigada pela força! :)
Venci só uma das provas a que me propus antes de reencarnar. Graças a Deus.
O mal penso que está dentro de nós, assim como o bem. Estaremos no céu ou no inferno consoante adoptarmos o bem ou o mal como sentido para a vida.

Agora o amigo Taprobana:

E aí está… é isso mesmo amiga! Afinal estamos de acordo! Agora já não é necessário imaginar que é Deus mas sim que todos os seus semelhantes são seus filhos e com eles agir da mesma forma! E neste caso não está a anular a sua vontade em favor da vontade dos seus filhos? Se tivesse de optar entre fazer umas férias com uns amigos e pagar um curso às crianças o que faria? Acredito que passeava ai pelo Mondego que é muito lindo enquanto as crianças frequentavam o seu curso. O mesmo faria por um "estranho"? Claro amiga que este exemplo tem um sentido figurado que pretende tentar explicar as ideias que tentei consigo partilhar de uma forma mais "filosófica".

Eu farei sempre tudo pela felicidade dos meus filhos, mas sem me anular. Poderei abdicar da minha vontade ou simplesmente adiar o meu sonho ou um desejo, mas ficarei feliz na mesma, por eles. Fazer o mesmo por um estranho? Talvez não (porque ainda sou egoista), talvez sim, conforme o "estranho" e a situação.

Quando atingimos esse patamar de auto-estima, qual o caminho a seguir?
Teremos neste caso então condições de evoluir entre dois caminhos… ou cultivamos o egoísmo no sentido narcisista, atitude em que se encontram neste momento a maioria de nós, ou anulamo-lo abrindo as portas ao AMOR.


Quando atingimos esse patamar de auto-estima, temos de vigiar (orai e vigiai), porque à mais pequena distracção, aí estão "eles" a tentar fazer-nos cair outra vez. E nesse momento sim, é preciso estudar, sair da ignorância, para termos as armas necessárias para não deixar que o inimigo vença. Mas claro o caminho a seguir é indiscutivelmente o do AMOR, só pode ser. Só assim conseguiremos sentir-nos uma (pequena mas importante) parte da obra de DEUS.


Senti uma felicidade enorme ao partilhar a sua história, verdadeiro exemplo prático do poder do amor. Já imaginou minha amiga se essa força que provém desse amor pelos filhos fosse também possível encontrar naqueles que ainda não acreditamos que também o são?


Eu também fico feliz por poder partilhar esta história, principalmente porque teve um final feliz. Um dia conseguiremos amar-nos a todos por igual. Obrigada pelo carinho.

 :-* :-* e abraços.

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 16 de Abril de 2009, 17:13
Olá
Mais uma

Quando fui à Associação, ela tinha sido inaugurada havia 15 dias, mais precisamente no dia 21 de Setembro.
O que ali se passava não tinha muito a ver com Espiritismo. Ela era dirigida por uma pessoa vinda de Angola, com mais conhecimentos de Umbanda do que de espiritismo. Seja como for, não deixava de ajudar quem ali recorria, como foi o meu caso e muitos outros. Mas que não era Espírita não era ( hoje posso dizer isto ).
Seis meses volvidos as coisas viraram duma maneira que a pessoa que dirigia os trabalhos teve que se afastar. Inclusivé a sua vida profissional mudou de tal forma que lhe era impossível dar assistência à Associação. O plano Espiritual, quando quer e sabe que é hora, trata de tudo, mas é necessário que os que estão no lado de cá, também façam pela vida.
Claro que eu lá andava no meio daquilo tudo, como os miudos, que no baile da aldeia vão passando por meio das pernas de quem está dançando.
Então foi sugerido o nome de uma pessoa, com bons conhecimentos da Doutrina, que poderia dirigir os trabalhos na Associação. Restava saber se iria aceitar.
Lá foi uma delegação da Associação, :D 3 pessoas, convidar, o dito cujo, para agarrar toda a parte espiritual da Associação.
Depois da conversa o nosso amigo respondeu que talvez aceitasse, desde que fossem respeitadas algumas condições de funcionamento e de disciplina. É que ninguém sabia que ele já estava na Associção, não é dos que dá nas vistas. Só por ironia tem o número de sócio a seguir ao meu, pelo que já por ali andava havia 6 meses.
Bom e assim foi. Tudo lhe foi colocado nas mãos para que organizasse e disciplinasse.
A partir daqui a Associação passou efectivamente a ser Espírita.

Agora vem a história
No dia em que o nosso amigo começou a dirigir os trabalhos da Associação, reuniu todos os trabalhadores, para formar os grupos de trabalhos e desempenho de tarefas da Associação.
Como sempre, não sendo nada na Associação, este vosso amigo lá estava, como o tal miudo que também salta para o palco.
Então não é que, quando o homem começa a indicar as pessoas, para formarem corrente para os trabalhos mediunicos, e sem me conhecer, este vosso amigo é a segunda pessoa a ser escolhida?
Homiesta, o homem deve estar parvo? Não percebo nada disto e logo me foi escolher? Nem sabe no que se está a meter. E eu também não.
Olha seja o que tiver que ser. ( eu nunca utilizava a palavra Deus )

Bom cá estamos e Deus é muito Grande. 8)

Atlante


   
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 16 de Abril de 2009, 17:29
Mais uma

Com o decorrer dos anos, fui sendo promovido ;D, nos trabalhos da Associação.
Sempre orientados pelo nosso amigo, antes mencionado, lá fomos caminhando.
A partir de determinada altura, começamos a colaborar nos trabalhos de desobsessão.
Como não temos vidência fomos desenvolvendo nossa intuição, percebendo a diferença das energias de cada entidade, para podermos distinguir.
Uma das coisas que notavamos ( esta é para ti Mário ) era que sempre havia alguém brincando. Procuravamos identificar pela energia e verificavamos que era mais do que um, aliás por vezes parecia-nos que eram todos. É verdade que eram brincadeiras sérias, mas para nós brincadeira é brincadeira, e, naquele tempo, isso não era normal durante os trabalhos mediunicos. Isto não me parecia bom pelo que logo me dirigia ao nosso amigo. A resposta era sempre a mesma. Como te sentes? Sentes harmonia?
Sim, mas não vê que terão que ser espíritos brincalhões?
Não sei porquê? Se te sentes bem e verificas resultados continua, um dia entenderás.
E a cena continuou.

Pois é Eles me receberam como se recebe um caloiro. Brincando no sério e colocando boa disposição. Isso me desinibia e libertva para o serviço. Estando solto é melhor a minha disponibilidade para a entrega. Eles farão depois o que é necessário, porque eu de mim nada mais posso dar.

Atlante   
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 16 de Abril de 2009, 19:23
#335 Está escolhida a minha lápide! "Este gajo é o Máximo"! :)

#336 Se algum valor tem o que disse, endosso-o àqueles com quem tenho aprendido o muito pouco que sei. Mas eu chego lá, mais encarnação, menos encarnação ;)

#337 Completamente de acordo com o Atlante. Não podemos criar dependência em relação a nada nem a ninguém, e muito menos ao que nos faz mal. Esse centro espírita está a fazer mal à Aluena.

#338 Gostava de poder agradecer, Susana, mas quem escreveu os "cromos do Espiritismo" foi um conceituado Autor Anónimo que pediu o anonimato.

#340 Jorge, o Atlante... é o Máximo!  :D O CR7 p'rá próxima não se vai a rir, estou certo!

#343 e anteriores, Atlante, adorei ler o seu testemunho, com o qual todos podemos aprender muito:

"Pois é, Eles me receberam como se recebe um caloiro. Brincando no sério e colocando boa disposição. Isso me desinibia e libertva para o serviço. Estando solto é melhor a minha disponibilidade para a entrega. Eles farão depois o que é necessário, porque eu de mim nada mais posso dar."

Os Bons Espíritos, tal como nós, têm as suas características pessoais, os seus traços de carácter. Há-os mais sisudos e os mais descontraídos. Simples e humildes são todos, ou não seriam Espíritos mais evoluídos que nós. A fé que expressa nas suas palavras é a maior lição do seu depoimento, em minha opinião. Se não nos entregamos com fé, cientes de que estamos a trabalhar para Deus, não faz sentido estarmos no Espiritismo. Fé raciocinada, prudência, mas total confiança em Deus, e nos Espíritos em que Ele as delega mensagens sublimes como o preciso acervo da Codificação Espírita.

Não é suposto abusarmos das citações, mas permitam-me lembrar O Homem de Bem, do capítulo Sede Perfeitos de O Evangelho Segundo o Espiritismo:

O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a Lei de justiça de amor e de caridade, na sua maior pureza.

          Interroga a sua consciência em relação aos próprios atos, a si mesmo pergunta se não violou a lei, se não ocasionou prejuízos, se fez todo o bem que lhe era possível...

          Tem fé em Deus, em sua vontade, em sua justiça e em sua sabedoria. Tem fé no futuro, por isso coloca os bens Espirituais acima dos terrenos. Aceita as provas sem murmurar, faz o bem pelo Bem, sem esperar recompensas. Defende o fraco contra o forte. Sacrifica sempre seus interesses à justiça. Tem satisfação nos benefícios que pratica, nos serviços que presta, nas lágrimas que enxuga e no consolo que dá aos aflitos.

          É bom humano e benevolente para com todos, sem exceção de raças ou crenças, porque a todos considera irmãos. Respeita todas as convicções. Não tem ódio nem rancor, nem desejos de vingança.

          É indulgente para com as fraquezas alheias. Não se compraz em por em evidencia os defeitos alheios. Estuda as próprias imperfeições. Não se é vaidoso de sua sorte, nem de vantagens pessoais.

          Usa mais não abusa dos bens concedidos. Respeita superiores e subalternos e demais direitos dos semelhantes, assim como desejaria que os seus fossem respeitados
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Diegas em 16 de Abril de 2009, 19:26
'...Esta tua intervenção é para mim completamente incompreensível… como foi possível retirar esta conclusão das minhas palavras?

Olá, Taprobana.


Cá estou a quebrar novamente a corrente mediúnica, a vibração amorosa e gostosa que se estabeleceu entre os foristas.

Caso não saiba, quando se evoca um espírito impuro há de se ter um troco. E, por falar em troco, o que aconteceu com o time do Porto ? (rimou)... ;D

Bem...vamos ao que interessa, deixa de prosa que o umbral me aguarda (sinto vozes implorando pelo meu retorno)

Voce escreveu, resumidamente, que 'amar é anular completamente da vontade em beneficio de outrem'

Pois bem, adaptei a sua frase, escrita num contexto, e joguei-a num outro para ver se ela poderia ser universalmente aceita.  Então, nessa minha experimentação empírica - método tentativa e erro - onde há mais erros do que acertos, observei que ela é destituida de razão, fica muito a desejar, causa à primeira vista uma boa impressão com resultados ruins, enfim que é mais uma filosofia amalucada, principalmente quando temos de abdicar de nossa vontade para satisfazer o ego de uma protagonista que ainda não adquiriu um melhor conhecimento de si mesma.

Quem em sã juizo abdicaria de sua vontade em favor do ódio, da inveja... ?

Só se for um tresloucado, que não mede as consequências de seus atos. Como deixar de ser um camarada do Bem para satisfazer o canto da sereia má (com ou sem pernas) a me embalar com palavras adocicadas (amor...amor...) ?


Abç
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: SB em 16 de Abril de 2009, 20:57

#338 Gostava de poder agradecer, Susana, mas quem escreveu os "cromos do Espiritismo" foi um conceituado Autor Anónimo que pediu o anonimato.


Meu amigo,

Passa os créditos entao ao AA, porque o sentimento mantem-se!

É pena que se queira manter no anonimato, lá se vai o autografo :P

Os textos estao fantasticos ;)

Abraço pra ti


Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atma em 16 de Abril de 2009, 21:13
OI a todos,

Achei esta mensagem muito linda.
E queria compartilhar!

Aqui é um Centro Espírita?

Paulo silenciou por alguns instantes. A pergunta, que sempre tivera uma resposta automática, agora o levava a profundas reflexões. Aquelas paredes, as reuniões e todas aquelas pessoas que vinham em busca de auxílio...

Lembrou-se de como tudo começara. Fora a vontade de ajudar uma senhora, carinhosamente chamada de Naná por todos que a conheciam, já idosa e de cabelos brancos, portadora de interessantes dons mediúnicos, que o levou a reunir um grupo de amigos, alugar uma casa e iniciar um trabalho mais organizado de ajuda aos que vinham buscar, naqueles dons, lenitivo para suas dores.

E eram muitos os que chegavam e que ajudados partiam, voltando outras vezes com outros pedidos ou com amigos também desesperados. Muitos, multidões. Esses mesmos é que chamaram o lugar de Centro Espírita. Talvez, porque acontecesse o aconselhamento aos desesperados, por Espíritos que falavam com os recursos de Dona Naná, ou por causa da água que depois da prece parecia curar as dores de alguns, ou mesmo da paz que todos levavam de volta a seus lares quando partiam...

Mas, cismava Paulo, seria ali um Centro Espírita?

De início, ele sempre sorria e afirmava confiante que ali era o Centro Espírita da Dona Naná. Aceitara sem questionar a afirmação, até que lhe perguntaram o que significava a palavra "espírita"? Percebendo sua ignorância, e como era um dos responsáveis pelo lugar, saiu à procura do conhecimento. Então descobriu Kardec, a Codificação e se pôs a estudar e a refletir... Percebeu que os fenômenos mediúnicos aconteciam desde há muito tempo e em diversas escolas religiosas.

Exemplos claros de mediunismo se percebem nos cultos afro-brasileiros, na manifestação do "espírito santo" que cura nos cultos evangélicos, assim como estiveram presentes nas pitonisas e adivinhos nas religiões do passado.

O fato de ser uma casa onde se manifestam os Espíritos, portanto, não bastaria para que o local fosse denominado ou credenciado como "Centro Espírita". Outros locais também prestavam socorro aos necessitados. Sem conotações religiosas, muitos homens de boa vontade se organizam na prática da solidariedade, objetivando minimizar o sofrimento humano.

São tantas outras "casas e centros" não religiosos que reequilibram socialmente as pessoas que batem às suas portas, em busca de apoio e orientação, e que trabalham para uma vida social mais justa e harmoniosa. Tão só ministrar essa ajuda solidária não caracteriza uma casa como Centro Espírita, mesmo que um "bom Espírito" esteja na orientação dessas atividades caridosas.

Paulo compreendeu que nem mesmo a junção das duas características acima seriam suficientes para caracterizar corretamente o Centro Espírita. Recordou que as palavras Espiritismo e espírita (ou ainda espiritista) só passaram a figurar dos dicionários a partir do instante em que Allan Kardec criou esses termos para designar a Doutrina que codificara e os seus seguidores.

O senso comum, presente no povo, a tudo dava uma feição generalizada e simplória. Mas os dirigentes e semeadores da Terceira Revelação - percebeu Paulo - não podem equivocar-se quanto aos princípios e os postulados básicos dessa Doutrina, pois serão cegos a conduzir outros cegos!

O papel do Centro Espírita transcende o auxílio material e o serviço solidário. Em primeiro lugar, é escola da alma. No Centro Espírita compreendemos o significado da existência, o porquê das vicissitudes que enfrentamos em nossa jornada terrena. Nele, bebemos as lições que o Espírito de Verdade veio trazer à Terra, revelando-nos uma nova visão de Deus e ensejando-nos o entendimento ampliado das leis que regem a vida em todos os cantos do universo.

Antes do conforto material dispensado ao carente, antes da cura de uma enfermidade, o Centro Espírita é caminho para o entendimento do Evangelho de Jesus. É o ponto de luz, o farol a clarear a senda escura de quem procura a Verdade. Aí reside sua maior finalidade: educar o ser humano, no sentido mais profundo do termo, para ultrapassar os limites temporais da existência corpórea e enxergar-se como Espírito imortal, viajante no tempo, herdeiro de suas ações e construtor do seu amanhã.

Tem o Centro Espírita, por missão, libertar a criatura dos condicionamentos psicológicos a que foi acorrentada, durante séculos, pelas igrejas dogmáticas, que tanto medo infundiram nas massas com um Deus impiedoso ameaçando as consciências culpadas com as labaredas do fogo eterno...

O Centro Espírita, que educa o ser, constrói a consciência, fortalece a vontade para o bom combate. Falamos da luta travada contra as próprias imperfeições, a luta contra o orgulho e o egoísmo.

Para que um Centro possa ser verdadeiramente Espírita, será preciso, portanto, que assuma primeiramente esse papel de condutor de almas. Do contrário, poderá reduzir-se a um posto distribuidor de víveres ou fornecedor de passes, água energizada, aconselhamentos e paparicos, correndo assim mesmo o risco de ouvir as queixas da ingratidão.

Ensinemos, por isso, aos que mendigam a luz, o caminho do autoconhecimento e da transformação moral. Ao pão do corpo, acrescentemos o alimento para a alma, que está no Evangelho de Jesus, desdobrado no conhecimento espírita. E, em vez do passe compulsório, apontemos o serviço da caridade, em favor de si mesmo e do semelhante.

Agindo assim, poderá o dirigente responder com segurança à indagação, dizendo: Sim, aqui é um Centro Espírita.

jornal Alavanca - jan/98
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Vitor Santos em 16 de Abril de 2009, 21:23
Olá Atma

Também gostei muito da mensagem que citaste. Obrigado pela partillha.

bem hajas
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Marco Rocha em 16 de Abril de 2009, 21:43
Caros Companheiros de ideal Espiríta,

Paz em Jesus!!

O terma proposto é realmente fascinante.
O principal Objetivo  de uma casa Espírita é  CONSOLAR, ESCLARECER E ORIENTAR Ajudando  as pessoas no processo de reequilíbrio , levando através do esclarecimento.

O fator essencial  para que isso ocorra  é  a  afetividade entre seus membros. A doutrina irá buscar sempre a qualidade em detrimento da quantidade assim sendo  a necessidade de estudo constante e conhecimento das obras básicas é de suma importância para que não haja desvirtuamento de seus postulados e não perca a sua pureza doutrinária.

Em verdade  casa espírita É uma escola de almas, um hospital de tratamento  uma Oficina de trabalho ,é a  unidade fundamental do Movimento Espírita,  o Núcleo de convergencia de tôda a dinamica doutrinária, sendo  as Células de disseminação do espiritismo. que existe   para  albergar a todos os seres independente de raça, credo, cor ou religião
Ofertando a todos  a doutrina  no seu tríplice aspecto; ciência, filosofia e religião

Porque que a casa Espirita é um TEMPLO ?

Porque nela se exerce o amor e a adoração a Deus, exercitando a oração conjunta, a meditação e o estudo de Deus e de sua obra. sendo a oração como forma de união com deus e a espiritualidade superior e a obtenção das energias e efluvios do plano superior é um local destinado a reflexão: como forma de dirigir nossos pensamentos e intenções para as coisas elevadas da vida, para as virtudes, para o combate aos nossos erros e imperfeições;

Porque a casa Espiríta é uma ESCOLA?

È  local de aprendizado, de crescimento, de evolução, de troca de experiência, de construção conjunta. propiciando a Educação integral do homem como espirito imortal

Porque é OFICINA de trabalho?  

Dentro da casa espírita se exercita o trabalho como forma de evolução e crescimento.Dando a oportunidade de exercitar a verdadeira caridade através de visitas a enfermos, visitas a creches , visitas a asilos,  campanhas de aquisição de alimentos distribuição de cestas básicas aos mais necessitados, colocando na pratica a parábola do bom samaritano

Porque a casa Espírita é um HOSPITAL?

Promovendo terapias especializadas para a saüde do corpo, mente e espirito
através de Passes que são  transmissão de energias vitais e fluidos espirituais, que possibilita uma reenergização e refazimento; E através da Água fluidificada ,  além de ser um local destinado a Reuniões desobessivas específicas e privativas de  aplicação da mediunidade gerando  atendimento a espíritos sofredores.



Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atma em 16 de Abril de 2009, 22:23
OI V.Santos

Por nada , companheiro de jornada!
Bem hajas!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Luizahelena em 17 de Abril de 2009, 03:13
Atma!!!

Gostei muito da mensagem!

"Busquemos, portanto, atender às tarefas que nos são confiadas no Centro Espírita, honrando-o e dignificando-o com o nosso concurso sincero e amigo para que este luzeiro cumpra a sua destinação entre os homens" (autor desconhecido)

Abreijos;

Luiza.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Luizahelena em 17 de Abril de 2009, 03:18
Deixo um pensamento de Emmanuel à todos!

"Quando se abrem as portas de um templo espírita, uma luz divina acende-se nas trevas da ignorância humana e através dos raios benfazejos desse astro de fraternidade e conhecimento que brilha para o bem da comunidade, os homens que dele se avizinham, ainda que não desejem, caminham sem perceber para a vida melhor." (Emmanuel)

Com carinho;

Luiza.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Gigii em 17 de Abril de 2009, 08:56
Bom dia!!

Outro pensamento:

" É lento ensinar por teorias, mas breve e eficaz fazê-lo pelo exemplo. "

(Séneca) 

Bisouxsss  :-*
 
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Jorge em 17 de Abril de 2009, 09:51
Olá Atma,

Gostei imenso da sua mensagem: Contém imensa Luz orientadora !  :)

Felicidades.
Jorge
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Jorge em 17 de Abril de 2009, 09:54
Bom dia!!

Outro pensamento:

" É lento ensinar por teorias, mas breve e eficaz fazê-lo pelo exemplo. "

(Séneca) 

Bisouxsss  :-*
 


Bom dia amiga Gi,

Belo pensamento, minha amiga!  ;)

Acho que tu já te "encaixas" perfeitamente nesse conceito ! * É a minha opinião!  :)

Obs.: * atenção: não é graxa!  :D

Bjinhos.
Jorge
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 17 de Abril de 2009, 10:06
Bom dia Amigos,

hoje acordei ainda sob os efeitos da palestra de ontem do prof. Raúl Teixeira. Foi a primeira vez que o ouvi e o único adjectivo que me ocorre é maravilhoso. É de ouvir, ouvir , ouvir e chorar por mais. E como não há coincidências adivinhem qual foi o tema da palestra!

"O que deve ser um Centro Espírita"

A propósito do 151º. aniversário da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, primeiro centro espírita do mundo, fundado por Allan Kardec, Raúl explicou quais as funções que um centro espírita deve assumir ( o que vai ao encontro das recentes intervenções da amiga ATMA e de Marco Rocha).

Então resumidamente, um centro deve ser:

1º. Um educandário (como falou Raúl), é lá que vamos estudar o espiritismo e ao estudarmos o espiritismo somos "obrigados" também a aprender história, geografia, biologia, etc, etc;

2º. Um hospital (de almas), pois é lá que acorrem pessoas com todo o tipo de problemas, pessoais, materiais, conjugais;

3º. Uma oficina, pois há sempre muito trabalho a fazer num centro, assim nós queiramos;

4º. Um lar, porque é lá que encontramos a nossa outra família (nem a propósito Mário!!)

5º. Um templo, sempre que nos juntamos para orar.

Raúl, é uma pessoa muito acessível e bem disposta e por isso ainda nos fez rir, com algumas piadas que foi introduzindo (daí ontem me ter lembrado de ti Mário, cada vez que Raúl "brincava" um pouco).

Foi uma noite em cheio!

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Jorge em 17 de Abril de 2009, 10:16
Olá amiga Elsa,

Ahhh ... esse efeito!

Como seria bom ele permanecer constantemente em nossos corações e em todos os locais e situações da vida!

Por vezes dou comigo a pensar:
Se os espíritos de Luz mantêm permanentemente esse efeito em suas almas, que enorme felicidade não deverão desfrutar eles?

É esta certeza que já palpita em nossos corações que deverá ser o combustível para colocarmos em prática o mecanismo do Amor, para um dia vivenciarmos a todo o momento esse sublime efeito de que tu falaste amiga Elsa!

Felicidades.
Jorge
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Jorge em 17 de Abril de 2009, 10:21
"Os centros espíritas devem ser locais de oração, trabalho e estudo. Conhecer o Espiritismo é de fundamental importância, mas, segundo Emmanuel me tem ensinado, esse conhecimento necessita ser traduzido na prática, a começar pelo entendimento entre os companheiros que constituem a equipe de cooperadores da casa. O fenômeno em um tempo de orientação kardecista deve ser acessório e, nunca, sem dúvida, atividade especial".

"Para mim, centro espírita tinha que abrir todo dia, o dia inteiro... Se é hospital, como dizemos, como é que pode estar de portas fechadas?... O centro precisava se organizar para melhor atender os necessitados. O que impede que o centro espírita seja mais produtivo é a centralização das tarefas; existe dirigente que não abre mão do comando da instituição... Ora, de fato, a instituição necessita de comando, mas de um comando que se preocupe em criar espaço para que os companheiros trabalhem, sem que ninguém esteja mais preocupado com cargos do que com encargos..."

"O centro espírita, quanto mais simples, quanto mais humilde, mais reduto do Evangelho. Construções colossais sempre me parecem destituídas de espírito... A Sociedade Espírita de Paris era uma sala de acanhada dimensões: ali imperava o espírito de fraternidade".

"As reuniões nos centros espíritas poderiam ser mais produtivas. Existe dirigente que abre e termina a sessão olhando o relógio... Não posso dar palpite no centro dos outros - Emmanuel me mandaria conservar a boca fechada -, mas a gente fica triste com os centros espíritas que funcionam apenas meia hora durante a semana..."

"Não precisamos esperar a formação de um grupo espírita para recepção de pessoas santas; vão chegar primeiro os mais infelizes; vão contar as mágoas, à vezes até os seus crimes; vêm em busca de amor..."

"Não somos donos do Movimento, a casa espírita não tem donos... Vamos criar oportunidade para o crescimento dos outros. Ninguém precisa anular ninguém... Sobra espaço para as estrelas no firmamento! Todas podem brilhar à vontade..."

"Se um amigo, ou os amigos, não têm paciência conosco, os grupos não prosperam, não frutificam em amor, em esperança, no socorro espiritual..."

"O centro espírita deve ser tocado como uma escola, ou seja, devemos estar dentro dele para aprender... Não é só para a mediunidade, para o passe ou para a desobsessão... Precisamos estudar as lições de Jesus, nas interpretações de Allan Kardec, e vivenciá-las, cuidando de nós mesmos, de nossa necessária renovação íntima..."
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 17 de Abril de 2009, 10:29
Amigo Jorge,

Acredita, que no dia em que fazemos o curso, a seguir o estudo e finalizamos com a prece, ficamos todos tão bem que o irmão Fernando, costuma dizer-nos em tom de brincadeira: "Eu sei que vocês até ficavam aqui a dormir, mas por enquanto não temos cá camas, por isso vamos embora".

É muito, muito bom.

 :-*

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Jorge em 17 de Abril de 2009, 10:40
Amigo Jorge,

Acredita, que no dia em que fazemos o curso, a seguir o estudo e finalizamos com a prece, ficamos todos tão bem que o irmão Fernando, costuma dizer-nos em tom de brincadeira: "Eu sei que vocês até ficavam aqui a dormir, mas por enquanto não temos cá camas, por isso vamos embora".

É muito, muito bom.

 :-*



 :D  :D

 :-*
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: SB em 17 de Abril de 2009, 11:54
Olá Taprobana,

O teus discursos e duvidas fizeram-me responder-te mais profundamente.

Isto porque entendo o teu percurso e o querer do teu entendimento e em simultaneo os outros. Reconheço em ti alguma parte de mim ha uns tempos, e por isso senti esta necessidade, e desculpem-me por talvez dispersar do tema, ou não…

Relativamente ao coração sempre entendi que tinha necessidade de expansão, mas percebi ao longo dos tempos e de estudos sobre a vida e de mim mesma, que essa necessidade de expansão, não seria só apenas por isso que nos tornariamos mais evoluidos.  Mas que o altruísmo me daria a paz e as alegrias necessárias à minha evolução.

Assim, para responder à necessidade mais elevada da minha natureza, necessitei admirar Deus, render-lhe, no meu coração e no meu pensamento, um “culto” onde adornei de toda a beleza possível, porque o amor e o reconhecimento se comprazem nos seus deveres.

Constantemente Ele ensina-me que o poder é ilimitado pela Vontade e pelo Pensamento. Ele demonstra-me que todas as realizações não dependem senão destas duas forças e que elas podem ser despertadas como um poder verdadeiramente sem limites àquele que sabe usar tal conhecimento.

A espiritualidade revelou-me ainda que Ele, é a força vital.

E ainda a espiritualidade fez-me descobrir, e desenvolver faculdades novas, como reconheço igualmente em todos nós. Que cria em nós uma intuição mais poderosa, percepções mais vivas e mais seguras, um campo do conhecimento que se torna, efetivamente, mais extenso pela percepção. Aprendemos ainda a agir sobre os outros seres e as forças que eles adquirem devido à sua vontade em também eles, á sua maneira, quererem ardentemente o bem, mas também a realizá-lo, tal como eu.           

Reconheço que todos nós possuimos informação para as nossas realizações e dificuldades e que todos sabemos não estár acima das nossas forças.

E acabei por descobrir que as vontades enfraquecidas se levantam e os males do espírito como os males do corpo desaparecem pelo magnetismo harmonioso. Pelas forças que sei que nos rodeiam e que nos dominam, e que as poderemos chamar para fixá-las como sustentáculo das nossas acções.

Elas, as forças, acorrem ao nosso apelo quando o sentimento é puro e sincero, é um fato do coração isento de toda visão pessoal.

Todas as forças que nos envolvem, movem-se nos ritmos aos quais estamos submetidos, e esses ritmos são revelados diretamente quando os nossos sentidos, melhor exercitados, adquirirem uma sensibilidade particular, que os torna aptos a essas percepções.

E se o caminho aparece penoso e árduo, todos nos sustentamos am alguns momentos através disso mesmo, não formando senão um coração e uma alma.
           
Sei que todos trabalhamos uns pelos outros, revelando-nos mutuamente à beleza da vida.

Esta fraternidade ativa permite a todos nós realizar plenamente o que é permitido. Só assim conquistamos um lugar no mundo que toma a autoridade que nos é necessária para trabalhar para a nossa evolução e para o nosso ambiente.

Seria certamente interessante mostrar a existência constante da doutrina nas nossas vidas, pois não faltam documentos que conduzem à prova dessa certeza. Mas isso é um trabalho considerável e temos que ter consciencia que não é imediato.

Assim, tambem para chegar mais aquele altruismo e á fraternidade que falo, eu tive necessidade de remontar às épocas longínquas, à China que nos revela nos trigramas de Fo-Hi a primeira idéia da Trindade e de seus ritos baseados sobre o raciocínio, às Índias, mãe de todo o saber europeu, ao Egito que instruiu Pitágoras, à Judéia, que nos transmitiu a Cabala, à Caldéia, que nos legou as ciências de observação, à Pérsia e à Grécia, que rivalizam para nos fazer conhecer os deuses sob as mais belas formas que não tinham escondido jamais o princípio de todas as coisas. Porém, para desfolhar este conhecimento enorme, sei que precisei e ainda preciso bem mais tempo do que o tenho empregado, para me conhecer. Porque nós fomos e somos tudo isso e seremos mais ainda!

A Doutrina Espirita não se fecha em si,  e devemos de alguma forma muito regular tentar saber o que fomos e o que somos, somas de milenios, somas de vivências, desses tempos, onde a espiritualidade que a Doutrina Espirita me revela estár em todas essas epocas.

Qualquer capítulo da Doutrina nos é suficiente para dar uma idéia geral, deixando para mais tarde voltar em detalhe sobre tudo, se o tempo e a vontade nos permitir. O que é necessário, é demonstrar que esta Doutrina e a espiritualidade que ela contém, tem, em todos os tempos, feito parte do tesouro intelectual da humanidade, ponto importante para buscarmso conhecimento de nós...Humanidade!

Em seguida, esta que sou hoje nesta epoca, tenho necessidade em esforçar-me para desprendê-la dos preconceitos que a obscurecem do passado, de torná-la precisa, pura e sem véus entre as mãos de todos nós que seguimos o mesmo fim, que procuramos na poeira das idades o segredo das direções nítidas e precisas que nos permitirão desenvolver em nós e em torno de nós todos os poderes necessários ao nosso desenvolvimento e à evolução do mundo.

Mas em reserva que me é imposta pela prudência, prefiro, claro, pôr em prática os conselhos, não por um dia, mas para modificar utilmente a minha vida, tentando retirar os resultados mais felizes.
   
E disso poderei mesmo esperar que a intuição se desenvolva nos primeiros esforços que parecem penosos, mas a alegria é sempre maior porque avanço com um passo sempre mais seguro, porque a verdade esclarece e conduz à Felicidade pelos caminhos da Paz e da Bondade.

Assim termino, amigo, simplificando e pedindo-te que uses a serenidade em proveito do tempo infinito que tens, para não te centrares apenas no Coração, tens muito que descobrir atraves dele e não dele.

O espírito tem necessidade de educação, sim, devendo desenvolver estas faculdades sem lhe permitir dissecar a vida sentimental e não lhe autorizar senão pensamentos cujas vibrações sejam benéficas tanto para nós como em torno de nós, sempre!

Porque somos um todo!

E efectivamente, nós não podemos fazer nada de útil para percorrer um caminho no nosso conhecimento de nós mesmos, se nós não soubermos conhecer o nosso ser em si mesmo, nas suas relações com Deus, com a Natureza e com a Humanidade, da qual dependemos e que atingem todas as nossas acções.  ;)

Abraços
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: edmar da silva em 17 de Abril de 2009, 12:11
Olá amigos,

O meu nome é Mário Correia, sou colaborador (ultimamente muito ausente) do Portal Fórum Espírita, e o tema que vos proponho para este mês são as questões que se põem a quem se propõe criar um grupo espírita.

Deixo-vos, para já, com este texto de André Afonso, no Blog de Espiritismo:

"As pessoas dizem-no com a melhor das intenções, mas já vai sendo tempo, para muitos, de acordar, de fazer em vez de esperar que os outros façam.

- Então, quando é que vocês abrem um centro espírita cá em ......... ?

Este "vocês" é de humildade, é de quem não se acha capaz de meter ombros à tarefa, de quem acha sempre que os outros são mais dotados, são mais esclarecidos, são... mais.

Não é assim. Os outros, os que se aventuraram na fundação de um grupo espírita, começaram do zero, também. É fundamental que se queira, antes de mais, fundar um grupo espírita. Abrir portas ou não, é uma decisão posterior, e há que evitar meter o carro diante dos bois.

Estudar Espiritismo, é o fundamental. O Livro dos Espíritos, para começar. Fazer o curso básico. A ADEP (www.adeportugal.org (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hZGVwb3J0dWdhbC5vcmc=)) tem um cd que pode servir de apoio para estes grupos que pretendam fazer o curso básico online e sessões de estudo entre os seus membros.

Depois, as outras obras básicas, as de Allan Kardec. Uma ou duas reuniões semanais para estudar e orar em conjunto, como faziam os primeiros cristãos, sem hierarquias, rituais ou misticismos. Espiritismo é doutrina de simplicidade.

Não há que ter apreensões. Se o grupo for movido por sincero gosto de aprender e de servir, com humildade, os Bons Espíritos adoptá-lo-ão, e em breve se juntarão aos encarnados, influenciando subtilmente a marcha dos acontecimentos.

Que actividades, mediunidade ou não, atendimento ou não, sede, abrir portas ou não, palestras públicas ou não, passe e passistas, tudo isto virá a seu tempo, com a ajuda de companheiros mais experientes de outros grupos já estabelecidos."


Preparei também a apresentação de power-point em anexo. Ficam todos desde já autorizadíssimos a usá-la para palestras, cursos espíritas, ou para o que entenderem.

Até já...

Boa tarde a Todos!
Que os Benfeitores Espirituais, nos auxiliem sempre nessa tarefa de divulgar a doutrina dos espíritos e, acima de tudo que possamos cumprir apenas o papel que é Servir!
Meu nome Edmar da Silva, sou de Belo Horizonte, MG - Moro em Portugal a há dois anos,  sou responsável pelo grupo NASCER-Nucleo de Apoio Social as Casas Espiritas!
Parabéns a todos pela iniciativa do tema e, a propósito o Cristo nos chama para o testemunho!
Um abraço fraterno a Todos
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Jorge em 17 de Abril de 2009, 12:23
Olá SB,

Bela inspiração, hein?  :)

Gostei imenso da tua intervenção !

 :-*
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Jorge em 17 de Abril de 2009, 12:32
Olá Edmar,

Excelente PowerPoint !  :)

Está aqui a "papinha" toda feita!

Agora, vou começar a distribuir pelo pessoal da empresa onde eu trabalho, onde já tenho a alcunha de: Espírito  :D :

Muitos dizem que são coisas de brasileiros ...
Outros agarram-se aos erros ortográficos ...
Outros falam que são coisas de lunáticos, de líricos ...
Bem poucos são os que sentem a verdade ...

Mas a semente lá fica e entre +/- 60 colegas de trabalhos, uns dois ou três aproximaram-se de mim, sedentos de Luz ...

Abraço fraterno.
Jorge
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: edmar da silva em 17 de Abril de 2009, 13:18
BOA TARDE JORGE
Obrigado pelo carinho,
quem dera eu ter essa alcunha (rsrsrrs)
mas fico por satisfeito por divulgar tambem a doutrina onde estou ( no trabalho, roda de amigos, encontros etc...)

Aqui em Tavira não Casa Espirita, Tenho visitado as casas espiritas aqui de Portugal e, como o tema é oportuno, Estou inciando um grupo de estudo aqui com alguns amigos com objetivo de criar uma casa espirita no futuro!
Já que minha especialidade é trabalhar no movimento espirita por esse mundo afora!
Nascer  http://nascerclubedolivro.blogspot.com/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL25hc2NlcmNsdWJlZG9saXZyby5ibG9nc3BvdC5jb20v)
E estou iniciando por aqui esse trabalho na divulgação das obras Espiritas por aqui! E gostaria de contar com o apoio de Vocês todos!
Mais uma vez obrigado!
Edmar do grupo NASCER
http://nascerclubedolivro.blogspot.com/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL25hc2NlcmNsdWJlZG9saXZyby5ibG9nc3BvdC5jb20v)
Um abraço Fraterno


ola Edmar
Excelente PowerPoint !  :)

Está aqui a "papinha" toda feita!

Agora, vou começar a distribuir pelo pessoal da empresa onde eu trabalho, onde já tenho a alcunha de: Espírito  :D :

Muitos dizem que são coisas de brasileiros ...
Outros agarram-se aos erros ortográficos ...
Outros falam que são coisas de lunáticos, de líricos ...
Bem poucos são os que sentem a verdade ...

Mas a semente lá fica e entre +/- 60 colegas de trabalhos, uns dois ou três aproximaram-se de mim, sedentos de Luz ...

Abraço fraterno.
Jorge

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Jorge em 17 de Abril de 2009, 14:14
Boa tarde Edmar,

Penso que dentro da minha enorme pequenez faço o meu dever, isto é, em virtude dos conhecimentos que esta maravilhosa doutrina nos proporciona, faz-se mister (no mínimo) lançar algumas sementes por onde se anda ...

A alcunha espírito é derivada do facto de eu enviar através de e_mails mensagens dos nossos irmãos de Luz (Emmanuel, Joanna d´Angelis, etc. etc.).
Mais abaixo aparece ... Espírito tal através do médium tal ...  :)

Pronto aí está, o espírito a enviar mensagens ...  :D

Amigo Edmar, está no local certo à hora certa para arranjar bons companheiros que o ajudarão a concretizar os seus objectivos.

Desejo-lhe sinceras felicidades!  :)

O meu humilde abraço.
Jorge
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 17 de Abril de 2009, 16:01
Olá Suzana

Isso é que foi Inspiração/Transpiração. Muito bom amiga.

Olá Jorge

"Os centros espíritas devem ser locais de oração, trabalho e estudo...

E convívio amigo, muito convívio. Com chá ou sem ele.
Não nos podemos esquecer que é através do convívio que nos conhecemos e que criamos laços de amizade e fraternidade. É com isto que criamos igualmente laços de confiança, entre nós.
Não passaria pela cabeça de ninguém formar uma correntr mediunica, por exemplo, com pessoas que não se conhecessem. Certamente a confiança não seria a melhor e a harmonização muito menos.
É por isto que devemos entender que tudo deve começar, na criação de um centro, pelas simples reuniões de estudo, oração e convívio, para que se possam criar condições de confiança e de harmonia entre os membros. Tudo o resto virá, naturalmente, com o decorrer do tempo.
Em tudo o resto estou contigo.

Taprobana

Meu amigo, gostaria de te colocar um pensamento. Se não me fizer compreender peço desculpa, mas por vezes não conseguimos passar, para o papel, tudo o que nos vai na Alma.

Todos nós temos muito de idealistas. Temos a noção da forma como as coisas deveriam ser e fazemos disso uma exigência. Mas isso é teoria. A prática, por vezes, é totalmente diferente. A falta desta percepção pode criar-nos bloqueios de compreensão das coisas. Nota que todos nós, duma forma ou outra, passamos por estas condições.

Então é necessário que tenhamos presente a forma como cada um de nós vai crescendo.
Existem 2 tempos perfeitamente definidos em nosso crescimento, que são o tempo do ter e o tempo do ser.

No tempo do ter ainda temos de considerar 2 momentos. São o momento da aquisição, pura e simples, e o momento da aquisição já associada ao momento do dar.
Não nos esqueçamos que ninguém pode dar o que não tem. Então para dar, primeiro temos que amealhar, não há outra forma.
A partir de determinada altura, nós, já adquirimos coisas suficientes para podermos dar e assim começa uma segunda etapa, deste tempo. Nós vamos dando o que já temos ao mesmo tempo que vamos adquirindo o que não temos.
É esta a condição em que a maior parte de nós se encontra. Estamo-nos saturando na aquisição de elementos.
Ao mesmo tempo estamos tomando consciência de nós mesmos.

É esta tomada de consciência que nos permitirá incorporar, em nós, tudo o que fomos adquirindo. A partir daqui passamos pura e simplesmente a ser.
Todo aquele que é já não dá, porque pura e simplesmente ele é a manifestação daquilo que é. Por isso ele emana de si tudo o que é. Foi assim com Jesus.

Costumo dar o exemplo da árvore para podermos entender esta questão.
Todo o mundo diz que a árvore dá frutos, mas não é verdade. A árvore produz frutos. Se os quisermos comer temos, ou alguém por nós, de os colher.
Assim é com aqueles que já são, tudo está imanente neles, e eles não fazem reserva de nada, mas nós se quisermos receber temos que colher. Aqui a ordem dos factores inverteu-se. Enquanto no tempo do dar a responsabilidade era de quem dava, aqui a responsabilidade já é de quem recebe.

Espero ter-me feito compreender. Caso contrário peço desculpa.

Atlante         
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Jorge em 17 de Abril de 2009, 16:38
Olá amigo Atlante,

Perante os seus belos raciocínios dei por mim a pensar:

Há pessoas que se esforçam para sorrirem. A maior parte das vezes permanecem carrancudos.

Há pessoas que mostram sempre um sorriso permanente em seus lábios e mais importante é que nem sequer dão por isso!

Os primeiros tentam dar ...
Os últimos que referi já não dão ... São, pura e simplesmente!

Abraço amigo Atlante e ... obrigado pelas reflexões que proporcionou!
Jorge
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Vitor Santos em 17 de Abril de 2009, 16:51
Olá Jorge

Excelente reflexão, amigo.

bem hajas
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 17 de Abril de 2009, 17:13
Olá Atlante, Jorge,



É esta tomada de consciência que nos permitirá incorporar, em nós, tudo o que fomos adquirindo. A partir daqui passamos pura e simplesmente a ser.
Todo aquele que é já não dá, porque pura e simplesmente ele é a manifestação daquilo que é. Por isso ele emana de si tudo o que é. Foi assim com Jesus.



Olá amigo Atlante,

Perante os seus belos raciocínios dei por mim a pensar:

Há pessoas que se esforçam para sorrirem. A maior parte das vezes permanecem carrancudos.

Há pessoas que mostram sempre um sorriso permanente em seus lábios e mais importante é que nem sequer dão por isso!

Os primeiros tentam dar ...
Os últimos que referi já não dão ... São, pura e simplesmente!

Abraço amigo Atlante e ... obrigado pelas reflexões que proporcionou!
Jorge

Excelentes reflexões mesmo.

Abraços.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 17 de Abril de 2009, 17:24
Olá amigos,

A mensagem da Atma, #347, acheia-a tão boa, tão útil e tão a propósito que corri a divulgá-la o mais possível onde me pareceu por bem. Enviei-lhe logo mensagem privada a informar.

Na mensagem do Marco Rocha #349, destaco:

Citar
O principal Objetivo  de uma casa Espírita é  CONSOLAR, ESCLARECER E ORIENTAR Ajudando  as pessoas no processo de reequilíbrio , levando através do esclarecimento.

O fator essencial  para que isso ocorra  é  a  afetividade entre seus membros. A doutrina irá buscar sempre a qualidade em detrimento da quantidade assim sendo  a necessidade de estudo constante e conhecimento das obras básicas é de suma importância para que não haja desvirtuamento de seus postulados e não perca a sua pureza doutrinária.

O centro espírita deve ser tudo o que o Marco Rocha a seguir descreve, e, meus amigos, é nossa responsabilidade que asim seja. Se assumimos compromisso com a doutrina, cabe-nos zelar para que assim seja.

Ídem para as citações seguintes, nomeadamente a de Séneca, que realça o valor do exemplo, que é a base de qualquer processo educativo sério.

Em #356, a Elsamar conta-nos da palestra de ontem de Raúl Teixeira.

Em 23 de Novembro de 2008, no auditório da Fac. de Medicina Dentária, em Lisboa, a palestra de Raúl intitulava-se "O Espiritismo em Revista". Foi extensa e rica, mas Raúl não esteve com paninhos quentes, e quem lá esteve sabe (caso não tenha estado entretido a ler a "Boa Estrela"), que Raúl foi mais incisivo que o Autor Anónimo de ontem no enumerar dos problemas que afectam actualmente o movimento espírita mundial.

Raúl Teixeira é educado, é claro, mas é "sim, sim; não, não", como devemos todos ser. Quando um companheiro tão idóneo como ele aponta insuficiências e deturpações, creio que devemos dar-lhe ouvidos.

A intervenção do Jorge, em #358, é um conjunto de citações que resumem tudo o que temos debatido até aqui. leiam, sff, e descubram quem as proferiu...

Depois continuo, pois esta mensagem, quero acabá-la em beleza, com a alusão às citações que o Jorge trouxe :)

Todas as intervenções a que me referi nesta mensagem devem ser, a meu ver, objecto de atenção da nossa parte, pois são basilares para o tema deste estudo.

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 17 de Abril de 2009, 17:57
Chamo também a vossa atenção para o depoimento da SB em  #361. O Espiritismo, como poucas correntes filosóficas, é obrigatoriamente tolerante. Nós sabemos que, nas nossas peregrinações pelo mundo material, estamos sucessivamente entre todos os povos e todas as culturas, rezamos em todas as línguas, abraçamos diferentes ideias e costumes.

Preservar a pureza doutrinária do Espiritismo é uma obrigação nossa. Mas também o é respeitar todas as pessoas e formas de pensar, pois sabemos que a Verdade não é propriedade de ninguém e se acha repartida por todos. O que temos, muitas vezes, são diferentes formas de ver as mesmas coisas. Já não vivemos numa época em que se persigam os heréticos à luz da nossa fé.

Seja bem-vindo, Edmar da Silva, e obrigado pelo seu PPT.

O Espiritismo no Brasil é considerado Ciência, Filosofia e Religião. Em Portugal e no resto do mundo, em vez de Religião, escrevemos Moral. Como Kardec definiu, aliás. Durante a ditadura militar, o Espiritismo manteve-se legal por haver pessoas influentes que simpatizavam com esta filosofia. Teve, contudo, que ser oficialmente considerado uma religião. Na sequência desses acontecimentos, a nova "religião" foi ganhando grande popularidade entre as classes desfavorecidas, e a designação de religião menteve-se.

Por outro lado, existe ainda muita influência de Roustaing na Federação Espírita Brasileira. E Roustaing é o espiritólico por excelência.

Ao fim e ao cabo, é mais uma questão de palavras. Problema não é designação religião. Problema é quando os mais desavisados fazem do Espiritismo mais uma Igreja, mais uma religião tradicional, salvacionista e intolerante.

Atentem ainda, caros irmãos, no exemplo do Jorge, que lhe mereceu a alchunha de Espírito. O mais curioso nessa alcunha é que é absolutamente verdadeira. Grande caridade é divulgar o Espiritismo. Anunciá-lo de porta em porta, não, absolutamente! seria de certa forma impô-lo. Mas colocar a candeia em cima do alqueire, isso é dever moral.

Imaginem quantos amigos nosso desencarnaram sem saber nada acerca do mundo espiritual. Será que agora eles olham para nós e pensam: - "Porque é que ele/a, não me falou disto, já que sabia que a vida continuava?...".

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Jorge em 17 de Abril de 2009, 18:08
Amigos e companheiros do fórum,

A todos um excelente fim de semana ... com boas reflexões!  :)

Abraços fraternos.
Jorge
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: PAULINO em 17 de Abril de 2009, 19:54
boas

muita paz

Mário,

os textos do AA são fáceis de ler e de sub-entender ! Possivelmente o AA está treinando para um masoquista do futuro.

o verbo quando simples, escorreito, embora fluente e grosso, satisfaz e por vezes educa e ajuda o espirito.

Quando extenso e maçudo, grotesco e insidioso, quando achincalha pondo em dúvida (por vezes a dúvida está em nós) aquilo a que não achamos graça ou achamos -ainda os achismos- que não é possivel ser de origem fora de nossos entenderes...

Pode não ser permitido aos kardecistas mas o é aos espiritas, jogar uma partidinha de snooker. Assim acontece cá com o "professor". No grupo de adversários do professor consta um "gentio" de angola, de nome Jesus.

Se por destino ou o que quer lhe chamem ele for primeiro que eu, se ele voltar aquele café e me acompanhar de regresso a casa, quando eu sentir a sua presença, sentar-me a uma mesa, pegar numa caneta e sair qualquer coisa assim: Ói "professor......... daqui Jesus !

Existem milhares de "Jesus-es" por este mundo, porque carga de água não haveria um Jesus que em vida conhecesse "a cabrita" e que se lhe chegasse por perto e lhe transmitisse a sua experiencia que ele presencia a todo o momento no contrste com o mundo que deixou...

A/o expressão "ói" neste caso "cabrita/ói" quando se dirige a outra pessoa, distingue essa pessoa e a considera em grande estima, e é superior ao que em nossa linguagem queremos dizer com "vá com Deus, ou que Deus o acompanhe"

Possivelmente o texto em contexto nos livros já apresentados ao público, não utiliza uma erudição que muitos exigem condigna com o conteudo nas páginas da Doutrina Espirita.

Mas, vede por isso mesmo, que esse Jesus não sendo o Jesus dos kardecistas é porventura um Jesus prestimoso, amigo, e que dentro da sua verdade, no uso de sua doutrina que não deixa de ser cristã, e portanto não digna de chacota ou alvoroço...

Dei-lhe-se a importancia que merece, já que a que possui ninguem lha pode tirar...

O mesmo se passa nas conversas com Deus em Neale Walsh.

Para que o tecto não se alongue e eu não me estenda, volto amanhã...

Paulino

(filho de um Deus menor) 

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 17 de Abril de 2009, 21:16
Olá Taprobana!

Meu amigo, confesso que li e reli as suas reflexões várias vezes para conseguir entender o cerne da questão.
Só agora, nesta resposta eu entendi de onde vem o seu desiderato interior.
Se me permite, e porque adoro filosofia, vou acompanhá-lo neste exercício mental:

Olá amiga Gigii!

Com todo o gosto! Aproveito para lhe agradecer a amável atenção que me dispensa. É muita sorte minha poder contar consigo, assim como com os demais amigos deste fórum.


Se anulamos uma vontade, considera-se que essa vontade, associada ao desejo individual, seria prejudicial nos seus efeitos. Daí que se pretende atingir a renúncia dos desejos, não pode ocorrer anulação da vontade mas compreensão de que essa vontade não existe. Hum, dirá…mas isso não é a mesma coisa?

Não amiga… não direi porque entendi perfeitamente o ponto de vista que adopta e prova que de facto tive a felicidade de me fazer entender junto de si. Anular a vontade não significa submissão perante aqueles que amamos, mas sim agir em conformidade com aquilo que sentimos ser o seu bem maior. Como diz e muito bem amiga e usando as suas palavras para me certificar se fui competente a entender aquilo que pretende transmitir, consideramos anular a vontade quando esta está associada a um desejo individual que tem como consequência efeitos prejudiciais junto do próximo, ou seja abdicar se necessário da “vida” em prol dos nossos semelhantes. Por consequência, o inverso é também verdade… ou seja quando a vontade não é movida por um desejo individual mas sim como intenção para que a consequência tenha efeitos regeneradores ou benéficos, ou seja, seja uma consequência do AMOR, essa acção é indispensável. Temos como exemplo que suporta a verdade do seu raciocínio, o sofrimento edificante que neste momento em nome do AMOR que Deus nos tem, estamos a vivenciar. Para exemplificar o ponto de vista primeiramente observado, ou seja anular a nossa vontade em prol da felicidade do próximo temos o exemplo de Jesus crucificado.


A meu ver, não existe opção quando consideramos o Criador como causa de todas as coisas, sendo que nem ele opta em qualquer circunstância. Ele É…nós somos…

Neste percurso egoísta em que permanecemos no momento, agarramo-nos demasiado ás justificações racionais para a nossa própria transformação. Quando se tornaria mais fácil (não sou eu que o digo, mas os mestres de todos os tempos) que deveríamos abrir-nos aos nossos sentimentos mais íntimos: nem aos que vêm da razão, nem aos que vêm do coração, mas aos que vêm de Deus.

Encontrar Deus dentro de nós, será a solução para a nossa sensação de falta de amor. Procuramo-la fora e ela está dentro.
Se amamos, confiamos no Pai Supremo, logo não precisamos anularmo-nos em nada, nem fazer opções. Por amor nada desejamos para nós senão aquilo que já temos, nem nada desejamos para os outros porque Deus já suprimiu qualquer necessidade.

Ele É…nós somos…é simples...

 :-*


E quando assim é, naturalmente entendemos que nada é mais importante que a manutenção desse universo de felicidade que é a comunhão perfeita com o AMOR. E aí não será necessário encontrar nas palavras o sentido da vida… ela está em nós mesmo… e assim, anulamos o nosso ego, ou seja, o nosso eu inferior, ou seja, o nosso eu que pensa ser e não é.

Um abraço amiga!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 17 de Abril de 2009, 21:47
Espiritismo e estilos de vida

As religiões, para além de uma crença e um código moral, também determinam um conjunto de rituais e de normas que abrangem vários aspectos va vida. Algumas religiões são muito rigorosas, por exemplo, quanto à alimentação, ao vestuário, aos adornos, ao modo de usar o cabelo, e mesmo aos hábitos sociais, aos lugares que se pode ou não frequentar e a tantos outros aspectos da vida dos crentes.

O Espiritismo não é uma religião, e como tal não prescreve qualquer tipo de rituais ou sacramentos, nem quaisquer normas de comportamento ou hábitos de vida.
O Espiritismo é uma doutrina filosófica, adopta a moral cristã e reconhece a ciência como meio privilegiado de conhecimento. O Espiritismo é cultura.

Há, contudo, quem confunda Espiritismo com religião, e por isso se interrogue sobre quais são os "hábitos espíritas", ou qual é o perfil exterior dos espíritas. Não existe tal coisa. O simpatizante da ideia espírita é absolutamente livre de ter os seus hábitos, os seus gostos, as suas ideias políticas, filosóficas ou religiosas, frequentar os locais que bem entenda, pertencer aos grupos em que se sinta bem. Ninguém contrai vínculo ao Espiritismo.

É frequente que os recém-chegados ao Espiritismo perguntem, por exemplo, se os espíritas podem fumar, ou se podem beber. É melhor que não fumem, e que bebam moderadamente, mas isso é válido para qualquer pessoa, espírita ou não. O mesmo se pode dizer em relação à alimentação. Uma alimentação saudável é aconselhável para qualquer pessoa. O mesmo se pode dizer em relação a tudo o mais. O que é sadio e equilibrado convém a um espírita, como convém a qualquer pessoa. É senso comum.

O Espiritismo é uma doutrina cristã, e como tal, universal. A diversidade entre os espíritas é total. Os espíritas têm os estilos de vida que querem, e todas as pessoas são bem-vindas no Espiritismo, tal qual são.
A mudança que o Espiritismo visa é a melhoria interior.


Publicado originalmente em

http://blog-espiritismo.blogspot.com/2006/12/espiritismo-e-estilos-de-vida.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2Jsb2ctZXNwaXJpdGlzbW8uYmxvZ3Nwb3QuY29tLzIwMDYvMTIvZXNwaXJpdGlzbW8tZS1lc3RpbG9zLWRlLXZpZGEuaHRtbA==)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 17 de Abril de 2009, 22:05
 Caso não saiba, quando se evoca um espírito impuro há de se ter um troco. E, por falar em troco, o que aconteceu com o time do Porto ? (rimou)... ;D

Bom… desta vez acertas no meu ponto fraco… ainda não me passou esta estranha sensação da derrota… confesso! Não sou capaz de me conformar alegremente perante o fracasso desportivo do meu clube…  >:(


Pois bem, adaptei a sua frase, escrita num contexto, e joguei-a num outro para ver se ela poderia ser universalmente aceita.  Então, nessa minha experimentação empírica - método tentativa e erro - onde há mais erros do que acertos, observei que ela é destituida de razão, fica muito a desejar, causa à primeira vista uma boa impressão com resultados ruins, enfim que é mais uma filosofia amalucada, principalmente quando temos de abdicar de nossa vontade para satisfazer o ego de uma protagonista que ainda não adquiriu um melhor conhecimento de si mesma.

Quem em sã juizo abdicaria de sua vontade em favor do ódio, da inveja... ?


Bom… já entendi… obrigado amigo por te teres explicado. Anular a vontade em prol de felicidade do próximo não significa que a acção prática seja a de submeter e anular a própria identidade enquanto ser. Significa agir em prol da felicidade e do bem estar do nosso semelhante. Significa anular a importância que atribuí a nós mesmo. Significa entender que perante o ódio e a inveja só o AMOR pode ser redentor. Significa amar incondicionalmente, significa entender e ajudar aquela que como dizes "necessita de satisfazer o ego de uma protagonista que não adquiriu um melhor conhecimento de si mesma". Compete ao forte, aquele que pode, compreender e ajudar o fraco que ainda nada pode. Compete ao forte, aquele que pode, transportar no colo todos aqueles que ainda são fracos. Não por imposição da própria fraqueza que pensa ser poder, não por imposição de uma sensação de superioridade que ilude aquele que julga ser mais próximo de Deus, mas sim por imposição do AMOR. E a imposição do AMOR é anular o ego. Nada disto tem a haver com a acção, mas sim com a justificação dessa acção que pode ser materializada de várias formas… mas sempre levada a cabo em nome do AMOR.

Um abraço amigo!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 17 de Abril de 2009, 22:13
Quem professa uma religião institucionalizada, com grande peso social, costuma olhar e classificar outras formas de pensamento religioso como seitas eivadas de fanatismo.
O que são seitas? Eis a lista de características que o sociólogo Robert Jay Lifton propõe para classificação de um grupo como seita:


1. CONTROLE DO MEIO
Limitação de todas ou algumas das formas de comunicação com aqueles ao grupo. Livros, revistas, cartas e visitas aos amigos são tabu. "Venha e isole-se"

2. MANIPULAÇÂO MÍSTICA
Converso potencial ao grupo chega a ser convencido além da dúvida do elevado propósito, do destino especial do grupo, através de um profundo encontro/experiência. Por exemplo, através de um suposto milagre ou palavra profética daqueles no grupo.

3. DEMANDA DE PUREZA
Um objetivo explícito do grupo é produzir certa forma de mudança, seja de forma global ou pessoal. "A perfeição só será possível se permanecer no grupo e entregar-se a ele"

4. CULTO DE CONFISSÃO
A pouco saudável pratica de expor-se aos membros do grupo, freqüentemente no contexto de uma reunião pública, admitindo pecados passados e imperfeições, inclusive dúvidas sobre o grupo e pensamentos críticos sobre a integridade dos líderes.

5. CIÊNCIA SAGRADA
A perspectiva do grupo é a verdade absoluta e completamente capaz de explicar TUDO. A doutrina não está sujeita a melhoras ou críticas. A conformidade ABSOLUTA com a doutrina é necessária.

6. CARGA DA LINGUAGEM
Um novo vocabulário emerge no contexto do grupo. Os adeptos 'pensam' em parâmetros estreitos e muito abstratos, próprios da doutrina do grupo. A terminologia previne suficientemente o pensamento crítico reforçando uma mentalidade em 'branco e preto'. Os clichês e respostas preparadas introduzem preconceitos mentais.

7. DOUTRINA SOBRE A PESSOA
A experiência prévia ao grupo e dentro do grupo é interpretada de forma rígida e decisiva por meio da doutrina absoluta, inclusive quando a experiência contradiz a doutrina.

8. DISPENSA DA EXISTÊNCIA
A salvação só é possível dentro do grupo. Aqueles que o abandonem estão condenados.


O Espiritismo não é sequer uma religião, não pretende adornar-se com tal título, segundo a expressão de Kardec. Contudo, será que no modo de viver o Espiritismo, não é possível detectar, aqui e ali, laivos destas atitudes aqui descritas? Tenhamos coragem de olhar para o espelho...
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 17 de Abril de 2009, 22:17
Olá Susana!

Olá Taprobana,

O teus discursos e duvidas fizeram-me responder-te mais profundamente.

(...)

Assim termino, amigo, simplificando e pedindo-te que uses a serenidade em proveito do tempo infinito que tens, para não te centrares apenas no Coração, tens muito que descobrir atraves dele e não dele.

O espírito tem necessidade de educação, sim, devendo desenvolver estas faculdades sem lhe permitir dissecar a vida sentimental e não lhe autorizar senão pensamentos cujas vibrações sejam benéficas tanto para nós como em torno de nós, sempre!

Porque somos um todo!

E efectivamente, nós não podemos fazer nada de útil para percorrer um caminho no nosso conhecimento de nós mesmos, se nós não soubermos conhecer o nosso ser em si mesmo, nas suas relações com Deus, com a Natureza e com a Humanidade, da qual dependemos e que atingem todas as nossas acções.  ;)

Abraços


Obrigado amiga.  :)

Um abraço

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 17 de Abril de 2009, 22:32
Olá Trapobana

Desculpa lá o mau jeito da derrota. É falta de hábito.

Agora a sério

Compete ao forte, aquele que pode, transportar no colo todos aqueles que ainda são fracos.  

Isto não companheiro, não o faças. Ensina-os a caminhar.
Como poderão eles aprender, a dificuldade do caminho, se forem levados ao colo?

Nenhum guia leva seu discípulo ao colo, nenhum mesmo. É necessário dismistificar esta questão. No entanto poderemos ter a certeza que quando o discipulo cai, logo o guia se apresenta para o ajudar a erguer-se.

Só aqueles que ainda não sabem, a razão da vida e da dor, se intrometem na vivência de cada um, antes dela suceder. Claro que fazem com a melhor das intenções, mas se não permitirem a vivência, impendem-nos de aprender.

Atlante  
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 17 de Abril de 2009, 22:34
Taprobana

Meu amigo, gostaria de te colocar um pensamento. Se não me fizer compreender peço desculpa, mas por vezes não conseguimos passar, para o papel, tudo o que nos vai na Alma.

Todos nós temos muito de idealistas. Temos a noção da forma como as coisas deveriam ser e fazemos disso uma exigência. Mas isso é teoria. A prática, por vezes, é totalmente diferente. A falta desta percepção pode criar-nos bloqueios de compreensão das coisas. Nota que todos nós, duma forma ou outra, passamos por estas condições.

(...)

Costumo dar o exemplo da árvore para podermos entender esta questão.
Todo o mundo diz que a árvore dá frutos, mas não é verdade. A árvore produz frutos. Se os quisermos comer temos, ou alguém por nós, de os colher.
Assim é com aqueles que já são, tudo está imanente neles, e eles não fazem reserva de nada, mas nós se quisermos receber temos que colher. Aqui a ordem dos factores inverteu-se. Enquanto no tempo do dar a responsabilidade era de quem dava, aqui a responsabilidade já é de quem recebe.

Espero ter-me feito compreender. Caso contrário peço desculpa.

Atlante         

Olá Atlante, amigo!

Fizeste-te entender muito bem. É isso mesmo amigo… só sinto necessidade que saibas que aquilo que eu digo é puramente do domínio da minha razão e infelizmente não do meu ser… tens razão quando afirmas o idealismo desta minha reflexão… mas ela é isso mesmo a expressão de um ideal ainda utópico… ciosas como diz o Diegas de uma filosofia amalucada.

Um abraço amigo.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 17 de Abril de 2009, 22:41
Olá Trapobana

Desculpa lá o mau jeito da derrota. É falta de hábito.

 >:(

Compete ao forte, aquele que pode, transportar no colo todos aqueles que ainda são fracos. 

Isto não companheiro, não o faças. Ensina-os a caminhar.
Como poderão eles aprender, a dificuldade do caminho, se forem levados ao colo?

(…)

De novo de acordo… depois do colo é necessário caminhar e depois correr. Não era esse o sentido das minhas palavras… não tenho sido muito inspirado na forma como me expresso… aqui "colo" pretende significar AMOR.

Um abraço amigo
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 17 de Abril de 2009, 22:46
Olá Amigo

Então estamos na mesma onda de pensamento.
Graças a Deus ::)

Atlante
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 18 de Abril de 2009, 09:50
Sobre a Disciplina

- um dos aspectos que se realçam neste estudo


Disciplina é o atributo do discípulo. E o discípulo é "aquele que segue".

O termo disciplina, no entanto, foi ganhando outra conotação, um tanto negativa. Talvez porque os discípulos nem sempre se comportem bem, disciplina passou a significar, cada vez mais, "castigo que produz obediência".

O menino malcriado, que atira pedras a quem passa, tem que ser "disciplinado". O desordeiro, que cria conflitos e se torna perigoso para o seu semelhante, tem que ser "disciplinado".

São as nossas imperfeições que transformam a disciplina em algo doloroso. A disciplina pode ser uma regra de vida, salutar e agradável de seguir. A disciplina do atleta, que segue programas de treino e higiene de vida que lhe permitem aceder a grandes feitos. A disciplina do estudioso, que desbrava com método os caminhos do Conhecimento. A disciplina do monge budista, que estuda muitas horas, que se alimenta frugalmente e treina kung-fu com total entrega. A disciplina do cientista, do operário, do religioso. Eis alguns aspectos da disciplina no seu sentido positivo.

Há culturas em que o senso moral nunca atinge o seu pico, que é fazer e deixar de fazer qualquer coisa, por vontade própria, e não pelo medo de ser "disciplinado". Na nossa cultura, há que reconhecê-lo, o que impede muita gente de prevaricar, não é a sua consciência, mas o medo da polícia e dos tribunais.

A disciplina moral, como Jesus no-la ensinou, dispensa o medo do Inferno, dos Diabos e das penitências. Cada um deve procurar tratar os outros como gosta que estes o tratem. Fazer o bem pelo bem, sem esperar recompensa.
Por isso se reconhece o verdadeiro espírita e o verdadeiro cristão pelos esforços para domar as suas más inclinações.

É difícil não errarmos. O erro é próprio da nossa evolução espiritual ainda incipiente. Errando, a culpa é de todo dispensável. A nossa consciência se encarrega de nos fazer sentir que errámos. Se possível, devemos sempre corrigir o erro. Se não for, as desculpas a quem prejudicámos e a firme intenção de fazer o possível para errar menos.

O Espiritismo é uma doutrina que tem o seu quê de desconfortável. É que, quando erramos, sabemos que o fizemos e enfrentamos as nossas imperfeições. Quando enfrentamos um dilema moral, sabemos, no fundo a resposta. "Ofendo ou não ofendo? Vingo-me ou não me vingo? Sou desonesto ou sou honesto?". O Espiritismo, filosofia cristã, dá-nos a resposta óbvia para tais dilemas. E aconselha-nos que, se escorregamos, devemos reparar o erro e pedir desculpas. Isto está longe de ser confortável a curto prazo.

A questão da disciplina prende-se coma do dever, outra palavra que ganhou conotação negativa, de "ocupação penosa". Mas o Espiritismo ensina-nos que o dever é o mais belo laurel da razão.

- As regras práticas do centro espírita e da actividade espírita em geral, são disciplina. Ser pontual, estar atento, estudar, participar nas actividades, evitar fumar e beber, sobretudo em dias de passe ou reunião mediúnica, etc.. São regras de civismo e higiene de vida aplicáveis a toda a gente em todos os lugares e instituições.

- O estudo, aspecto muito destacado neste debate, é disciplina de que o trabalhador espírita, e todos os espíritas, não devem prescindir. Pois se Espiritismo é fé raciocinada, mal fora que a nossa actividade se cingisse a marcar presença no centro. Mas também isto é senso-comum.

- A disciplina interior, que nos impulsiona para aprender com todos, humildemente; para viver o Evangelho de Jesus sem ânsias de perfeição, mas de forma determinada; para estudar mais para servir mais; essa a disciplina do Espiritismo, por excelência, e aquela com que mais se conta da parte dos candidatos a fundar um grupo de estudos ou uma associação espírita mais "institucional".

A disciplina não é, portanto, incompatível com o amor, a alegria e a liberdade. É antes um caminho para lá chegar.

(Estamos a meio do estudo e é altura de recapitular conclusões do que já se debateu. Daí esta pequena reflexão).
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atma em 18 de Abril de 2009, 13:40
OI Mário,

Dando continuidade a sua reflexão:
Além da disciplina, temos também o AFETO.

"Nos agregados pouco numerosos, se conhecem melhor e há mais segurança quanto à eficácia dos elementos que para eles entram. O silêncio e o recolhimento são mais fáceis e tudo se passa como em família. As grandes assembléias excluem a intimidade, pela variedade dos elementos de que se compõem; exigem sedes especiais, recursos pecuniários e um aparelho administrativo desnecessário nos pequenos grupos."
O Livro dos Médiuns-cap.XXIX, item 335.
Feliz e inspirada a fala do educador e magno codificador do Espiritismo, Allan Kardec.
 
CASAS OU GRUPOS ?

O que atende melhor aos anseios do crescimento e desenvolvimento das potencialidades para "SER"?
 
- As casas pedem regulamentos, paredes  e esforço físico. Os grupos são criados por relações, vivências e esforço moral.

- As casas abrigam-nos das intempéries materiais, enquanto os grupos são recantos contra as investidas dos reveses da alma.

- As casas formalizam os movimentos para fora, enquanto os grupos consolidam elos  essenciais voltados para os valores íntimos.

-As casas têm chefes, os grupos têm lideres.

-As casas são estáticas, os grupos, dinâmicos.

-As casas são "dependências; os grupos, autonomia.

-As casas são corpo; os grupos, sua alma.

-Casas priorizam a instituição; grupos laboram por mentalidades e idéias.

-Casas são submissas a normas,; grupos são expressões de criatividade e responsabilidade, harmonia e cooperação.   

-As casa pedem hierarquia; os grupos apelam para a participação promocional.

-As casas podem servir de troféus à vaidade pessoal, enquanto os grupos são fontes inesgotáveis de serviço coletivo contra as artimanhas do personalismo.

-As casas reunem pessoas, os grupos unem as pessoas.

-Nas casas as pessoas encontram-se, nos grupos elas convivem.

-Nas casas onde não encontramos grupos que se amam e se respeitam pode-se desenvolver os ambientes de frieza afetiva e menor valor à individualidade, conquanto possam prestar relevantes serviços à sociedade.
 
O centro espírita, enquanto casa, precisa reciclar seus paradigmas, contextualizar seus métodos, renovar sua forma de agir e decidir, agilizar suas atividades para o desenvolvimento dos inumeráveis e surpreendentes desafios que ora solapam as vidas humanas com dores acerbas.
 
A renovação dessa mentalidade, deve iniciar-se pela formação de equipes, os grupos. Relembremos a origem da palavra grupo que vem de "gruppo", do italiano, que significa "nó". No caso, um nó entre seus membros.
 
Entretanto, formar e manter os serviços de equipes é iniciativa que demanda preparo dos dirigentes.
 
Estamos no momento de ausência de horizontes, de respostas, de soluções. Notam-se os problemas, relacionam-se os obstáculos, estudam-se as causas das dificuldades, poucos, porém, conseguem trilhar os caminhos na operacionalização de melhora e driblar os empeços.
 
O conhecimento que capacita o homem para as transformações nasce da reflexão. Aprendamos a pensar pelo estudo vencendo o dogmatismo e a preguiça mental. Aprendamos a reinventar as informações que adquirimos transformando-as em saber operante dinamizador das mudanças necessárias, em direção ao crescimento individual e grupal.
 
Muitos centros não passam de casas; em razão disso, precisam transmudar-se em grupos para desempenhar sua missão. Daí insistimos com veemência pelos LAÇOS AFETIVOS, além do imoportante papel social que exerce.
Ermance Dufaux.

Paz e Luz!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: procura em 18 de Abril de 2009, 13:41
Bom dia irmãos
O texto que segue foi retirado “O livro dos Espíritos”, tradução de Herculano Pires

“VIII – PERSEVERANÇA E SERIEDADE
Acrescentemos que o estudo de uma doutrina como a Espírita, que nos lança de
súbito numa ordem de coisas tão nova e grande, não pode ser feito proveitosamente senão por homens sérios, perseverantes, isentos de prevenções e animados de uma firme e sincera vontade de chegar a um resultado. Não podemos classificar assim aos que julgam a priori, levianamente, sem terem visto tudo: que não imprimem aos seus estudos nem a continuidade, nem a regularidade e o recolhimento necessários; e menos ainda aos que para não diminuírem a sua reputação de homem de espírito, esforçam-se por encontrar um lado burlesco nas coisas mais verdadeiras ou assim considerados por pessoas cujo saber, carácter e convicções merecem a consideração dos que se prezam de urbanidade. Que se abstenham, portanto, os que não julgam os factos dignos da sua atenção: ninguém pretende violentar-lhes a crença – mas que eles saibam respeitar as dos outros.
O que caracteriza um estudo sério é a continuidade. Devemos admirar-nos de não obter respostas sensatas a perguntas naturalmente sérias, quando as fazemos ao acaso e de maneira brusca, em meio a perguntas ridículas? Uma questão complexa requer, para ser esclarecida, perguntas preliminares ou complementares. Quem quer adquirir uma ciência deve estudá-la de maneira metódica, começando pelo princípio e
Seguindo o encadeamento e o desenvolvimento das ideias. Aquele que propõe a um sábio, ao acaso, uma questão sobre de que ignora os rudimentos, obterá algum proveito? O próprio sábio poderá, com a maior boa vontade, dar-lhe uma resposta satisfatória? Essa resposta isolada será forçosamente incompleta e, por isso mesmo, quase sempre ininteligível, ou parecerá absurda e contraditória. Acontece o mesmo em relações com os Espíritos. Se desejarmos aprender com eles, temos de seguir-lhes o curso; mas, como entre nós, é necessário escolher os professores e trabalhar com assiduidade.
Dissemos que os Espíritos superiores só comparecem às reuniões sérias, aquelas sobretudo em que reina comunhão de pensamentos e de bons sentimentos. A leviandade e as perguntas ociosas os afastam, como entre os homens afastam as pessoas ponderadas; o campo então fica livre à turba dos Espíritos mentirosos e frívolos, sempre à espreita de oportunidades para zombarem de nós e se divertirem à nossa custa. Em que se transformaria uma pergunta séria, numa reunião dessas? Teria resposta? De quem? Seria o mesmo que lançarmos, numa reunião de gaiatos, estas perguntas. O que é a alma? Que é a morte? E outras assim divertidas.
Se quereis respostas sérias, sede sérios vós mesmos, em toda a extensão do termo e mantendo-vos nas condições necessárias: somente então obtereis grandes coisas.
Sede, além disso, laboriosos e perseverantes em vossos estudos, para que os Espíritos
superiores não vos abandonem como faz um professor com os alunos negligentes.”


Meus bons amigos, julgo que estas palavras do Mestre Kardec elucidarão a forma como temos de agir em nome do Espiritismo.

Disciplina, perseverança, metodologia e muito estudo sério.

Quem discorda, paciência. Cada um de nós é livre de escolher o caminho.
Para quem colocou em causa a disciplina e o estudo, continuo a dizer disciplina, disciplina e estudo, muito estudo.

Bem Hajam

Muita Paz
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 18 de Abril de 2009, 15:08
Não detectei que ninguém tivesse alguma vez posto em causa a disciplina e o estudo, procura. E muito menos Allan Kardec. Bem pelo contrário...

Absolutamente a propósito, o texto que partilhou, Atma.

Os meus dicíspulos serão conhecidos por muito se amarem - escusado será lembrar que disse estas palavras. O afecto verdadeiro, não as manifestações sociais de cordialidade, estandartizadas, é o cimento que deve unir um grupo espírita.

1 – Espíritas, amai-vos!

2 – Espíritas, instruí-vos!


Escusado será também mencionar a autoría desta máxima.

No PPT que anexei no início do estudo, um dos slides foca o seguinte:

Como nasce o centro espírita?

União

Cisão

O essencial é que haja sempre

FRATERNIDADE!


Pode ser, como já mencionado neste estudo, um grupo de amigos que se afinize e forme um grupo. Ou pode ser uma cisão num grupo existente, (falaremos nisso mais tarde).
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 18 de Abril de 2009, 15:56
Sobre o estudo

Todo aquele que ame o próximo pode ser considerado cristão, sem embargo da seita a que pertença. Jesus, quando na Terra, não discriminou ninguém, e não impôs regras de alimentação ou vestuário, rituais ou dogmas. Tão pouco ordenou sacerdotes ou fundou religiões.

Os Homens, na sua intolerância, apressaram-se a excomungar-se mutuamente, exigindo que as suas interpretações particulares da mensagem cristã sejam as únicas. Nas religiões, observamos que é frequente o bom praticante ser aquele que mais preceitos cumpre, ainda que interiormente contraria tudo o que defende na teoria. Jesus apontava a falsa virtude dos fariseus como paradigma desta postura. Farisaísmo tornou-se o adjectivo que qualifica o hipócrita religioso.

Os espíritas, não sendo melhores que os outros, distinguem-se por muito estudarem. É comummente aceite por espíritas e não espíritas que não haverá doutrina de cunho religioso onde o debate seja tão aberto e o estudo seja tão constante como entre nós. As Testemunhas de Jeová e os Evangélicos sabem a Bíblia na ponta da língua, mas os espíritas lêem livros que questionam, e questionam-se. E discutem ideias, por vezes de forma mais acesa que o desejável, até, sobretudo no intimismo de um fórum, por detrás de um teclado e de um nickname.

Os espíritas estudam Espiritismo. E muito bem. É das coisas boas que temos.

Podiamos estudar mais. Há que reconhecer que podiamos estudar mais Espiritismo e estudar mais a teoria relativa ás várias actividades que desempenhamos. Mas sobre isso falarei a seguir, tentando fazer mais um bocadinho de resumo adiantado do nosso estudo.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taprobana em 18 de Abril de 2009, 16:04
Sobre a Disciplina

- um dos aspectos que se realçam neste estudo


Disciplina é o atributo do discípulo. E o discípulo é "aquele que segue".

O termo disciplina, no entanto, foi ganhando outra conotação, um tanto negativa. Talvez porque os discípulos nem sempre se comportem bem, disciplina passou a significar, cada vez mais, "castigo que produz obediência".

O menino malcriado, que atira pedras a quem passa, tem que ser "disciplinado". O desordeiro, que cria conflitos e se torna perigoso para o seu semelhante, tem que ser "disciplinado".

São as nossas imperfeições que transformam a disciplina em algo doloroso.

(…)

A disciplina não é, portanto, incompatível com o amor, a alegria e a liberdade. É antes um caminho para lá chegar.

(Estamos a meio do estudo e é altura de recapitular conclusões do que já se debateu. Daí esta pequena reflexão).

Olá Mário, olá amigos!

Contrariando aquela tendência dos ouvintes da TSF que participam nos fórum de rádio, não vou desta feita reiniciar a minha participação neste tópico com elogios ao seu mentor, apesar de sentir muita vontade de o fazer…  :-X

Apelando ao retorno da seriedade e sobriedade necessárias queria expor o seguinte…

Como já tive oportunidade de referir um dos aspectos que caracteriza o espírita é não ter, ao contrario do que acontece com a maioria dos demais, um líder, um iluminado que seja capaz de identificar a “verdade” e assim “disciplinar” o seu rebanho ou seja, como diz o Mário, disciplinar aqueles que o seguem, sempre que existam duvidas acerca da forma como se deve ou não agir em conformidade com aquilo que uma doutrina preconiza, determinar aquilo que deve ser ou não tomado em conta no universo da “verdade” de cada um. Sabemos que os princípios básicos da doutrina que forma a sua estrutura dogmática não são questionados… é impossível faze-lo pois se assim acontecer por definição, aquele que o faz não é espírita, sem que isto seja uma imposição mas uma consequência lógica e inevitável do significado que tem a palavra. Mas também sabemos e como o prova as diferentes perspectivas presentes entre nós neste momento e em todos os momentos de estudo e reflexão acerca do espiritismo, que este não está assente em princípios inquestionáveis, o que dá azo ao surgir da adopção de múltiplos e variados sentidos no seu seio.

Disciplina é o atributo do discípulo. E o discípulo é "aquele que segue"

Muito bem Mário… no caso dos espíritas estes sabem a resposta à pergunta: o quê?
O Espiritismo claro, ou seja Jesus e os seus princípios básicos.

Mas e após compreendermos e racionalmente aceitarmos esses princípios, a partir dai e tendo em conta o factor Homem como inevitável intermediário entre a palavra de Deus e ele mesmo, como responder a estas questões:

A quem devemos seguir aqui e agora e assim disciplinarmo-nos no sentido primeiro desta palavra?

Fará sentido cada centro espírita ter nos seus dirigentes a definição de uma identidade?

Será possível encontrar neste momento o uno no meio do múltiplo que se apresenta?

Em última consequência, poderá o espiritismo sobreviver sem a figura do eleito?


Um abraço amigos.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 18 de Abril de 2009, 16:45
outras considerações sobre o estudo

um dos temas que se destacam neste nosso debate

As pessoas que não conhecem o Espiritismo desconfiam da nossa admiração por Allan Kardec e julgam, na sua boa-fé, que ele é o "Profeta" do Espiritismo. Nós sabemos que a revelação espírita, ou Terceira Revelação (no nosso jargão), não foi personalizada em ninguém. Moisés e Jesus precederam o Espírito de Verdade, que é o nome tomado por uma falange de Espíritos Superiores, que espalharam as suas mensagens por toda a Terra.

- Como é que vocês sabem, então, que esse tal grupo de Espíritos era composto por Espíritos Superiores e que os seus ensinamentos são bons? - voltam a perguntar, com boa-fé, os que não conhecem o Espiritismo.

Nós temos como meio de controle a Concordância Universal dos Ensinamentos dos Espíritos. As mesmas mensagens, por vários médiuns, em vários pontos do mundo. E além disso, parecem-nos ser mensagens elevadas não só na forma, mas sobretudo no conteúdo. É uma opinião, e ser-se espírita é uma opinião, uma crença (leia-se, a propósito, a "Pequena Resposta aos Detractores do Espiritismo", in "Obras Póstumas").

Pretender que só o Espiritismo detém a Verdade e que detém toda a Verdade, seria fanatismo.

Voltando a Allan Kardec. Não sendo profeta, foi sem dúvida um apóstolo abnegado e sábio do Espiritismo. E fez-nos a "papinha toda", para utilizarmos uma expressão que por aqui apareceu.

A Codificação Espírita, obra colossal de compilação onde perspassa o espírito de Kardec, conhecido como "o Bom-Senso encarnado" tem que ser a bússola de toda a actividade espírita. "Homens feitos e instruídos não entendem o Espiritismo, ao passo que crianças lhe captam os mais delicados matizes" - disse Kardec, talvez por palavras ligeiramente diferentes.

O estudo, no Espiritismo, deve estar assente na Codificação, as 5 obras básicas de Allan Kardec, mais a Revue Spirite, as Obras Póstumas e O Que é o Espiritismo.

"Há vida para além de Kardec". Sem dúvida. Delanne, Leon Denis, Alexander Aksakof, Camille Flamarion, e tamtos outros que secundaram o Codificador. Herculano Pires, Jorge Andrea, Hernâni Guimarães de Andrade, eméritos autores do Brasil, sem esquecer as obras recebidas pela mediunidade de F.C. Xavier, Divaldo P. Franco e outros laboriosos e repeitabilissimos trabalhadores espíritas.

O acervo de literatura espírita é vasto e rico. Do Brasil sobretudo, uma geração de investigadores, nomeadamente os da área médica, são credores de todo o apreço e admiração.
Não há motivo, por isso, para desperdiçarmos a nossa atenção em obras de qualidade muito questionável.
"Esclarecer e Consolar" são os objectivos do espiritismo, e na actividade regular de um centro, as obras básicas devem ser estudadas por todos. O Curso Básico de Espiritismo é... básico. O Livro dos Médiuns é o manual por excelência do curso de estudo e educação da mediunidade. As restantes obras básicas podem e devem, em estudo conjunto, ser exploradas em toda a sua riqueza. O Evangelho Segundo o Espiritismo é o grande manual da conduta espírita e o inspirador do Evangelho no Lar, fonte de consolo e harmonia.

Vigora a ideia, aqui e ali, que só pessoas com grande bagagem académica podem tomar a tribuna, seja nas palestras públicas seja nos cursos de estudo de obras básicas. Não é correcto. O Espírito que na presente encarnação não teve oportunidade ou vontade se fazer estudos académicos pode ser bem mais evoluído que muito "burro carregado de livros", como diz a expressão popular.

Qualquer irmão com o curso básico feito, razoável capacidade de expressão e conhecimento doutrinário, pode fazer uma palestra, desde que a prepare convenientemente. Regra válida para todos. Inaceitável é haver irmãos que se suponham dispensados de preparar uma palestra ou uma aula de um curso, por via de possuírem bagagem académica ou de acharem que possuem sensibilidade mediúnica para que os Guias os "inspirem". Falta de bom-senso no primeiro caso, falta de estudo no segundo.

Não se trata de apontar o dedo. Defeitos todos temos, e erros todos cometemos. A falta de estudo é um problema que de vez em quando a todos nos afecta, apesar de no geral, os espíritas estudarem. Talvez nem sempre estudemos é da melhor maneira.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 18 de Abril de 2009, 16:55
Caríssimo Taprobana,

Adorei o seu intróito, antes de mais :) "muitos parabéns e muitas felicidades para o seu programa, etc...".

Não conheço outra instituição humana onde reine tanta igualdade como no Espiritismo, e nenhuma filosofia nos esclarece tanto de que somos iguais, como o Espiritismo:

A cada um segundo as suas obras, e está nas nossas mão evoluir mais depressa ou mais devagar e fazer a nossa felicidade. Todos pasamos pelas mesmas experiências de saúde e doença, rqueza e pobreza, etc.. Melhor que isto, não conheço.

E a propósito disto e da questão do personalismo, que levanta:

Não acreditem nos espíritas...

Mais uma sessão do Curso Básico estava a terminar no centro espírita. Os alunos, todos pessoas com muitas ocupações e responsabilidades, mais uma vez tinham comparecido, apesar da chuva, do frio, e da distância, movidos pelo genuíno interesse e vontade de aprender.
O expositor do curso, no balanço da aula, louvou-lhes o empenho e acrescentou: "Só vos pedimos uma coisa: que não acreditem em nada do que dizemos." Todos sorriram. Mas ele completou: "Em vez disso, estudem, analisem, submetam os conhecimentos que aqui divulgamos ao julgamento do vosso raciocínio, e só aceitem o que para vós faça sentido".
É isto o Espiritismo: fé raciocinada. Dogmatismo, aceitação cega ou exaltada do que contrarie a Razão, não é, em nosso entender, condizente com a mensagem do Cristo, que é de liberdade.


Publicado originalmente em http://blog-espiritismo.blogspot.com/2006/12/no-acreditem-nos-espritas.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2Jsb2ctZXNwaXJpdGlzbW8uYmxvZ3Nwb3QuY29tLzIwMDYvMTIvbm8tYWNyZWRpdGVtLW5vcy1lc3ByaXRhcy5odG1s)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: procura em 18 de Abril de 2009, 19:20
Caro irmão
Fico contente, por este tópico ter entrado novamente do caminho da lógica, da verdade e do ensino verdadeiro.

Gostei da forma como colocou a imagem correcta do Espiritismo.

Bem Haja

Muita Paz
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Vitor Santos em 18 de Abril de 2009, 20:27
Olá Mário

Citar
estudem, analisem, submetam os conhecimentos que aqui divulgamos ao julgamento do vosso raciocínio, e só aceitem o que para vós faça sentido".

Importantissima, esta mensagem. Um apelo às pessoas para usarem a sua  liberdade de pensamento, em vez de se deixarem levar na preguiça e seguir cegamente o que as outras pessoas lhes dizem.

bem hajas
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 19 de Abril de 2009, 03:03
Continuando em maré de balanço...

sobre o recuo evolutivo (e o "igrejismo")

Um conceito muito caro ao Espiritismo é o de recuo evolutivo. Com todas as grandes Ideias, verificamos, a princípio, grande resistência, depois aceitação e entusiasmo generalizados, e depois uma espécie de aculturação aos costumes antigos. A nova Ideia ergue-se, galvaniza as multidões, para depois se deformar consideravelmente. os hábitos antigos não se perdem facilmente.

No campo da Espiritualidade, que é o que nos interessa, foi assim com Moisés e o Judaísmo, doutrina monoteísta pioneira. A ideia do Deus Único custou a entrar na cabeça de um povo rude, de pastores, fortemente influenciado pela cultura pagã da sua época e sobretudo pelos anos de cativeiro no Egipto politeísta, onde os Judeus serviram de escravos nas obras colossais da Civilização dos Faraós.

Moisés sobe ao Sinai para receber os Mandamentos. A fé do povo vacila, na ausência do líder. Enquanto a mediunidade de Moisés recebia o código sublime que ainda hoje é um tratado simples mas sublime de Moral, em 10 alíneas, o povo derrete as jóias e forja um bezerro de ouro, ao qual presta culto.

O Judaísmo não podia prescindir da materialização dos sacrifícios e da segurança dos símbolos. A Arca da Aliança, o desenho do Templo, as prescrições detalhadas dos sacrifícios e das actividades dos sacerdotes, o rígido código de conduta do povo, estavam ao nível do entendimento vigente, ainda "verde" para abarcar o conceito de um Deus que se apresentava como "Aquele que É".

João Baptista, 18 séculos mais tarde, era o Profeta excêntrico do deserto, que apelava ao Amor, em detrimento dos preceitos religiosos, que relegava para segundo plano. Jesus de Nazaré, o rebelde tranquilo, encarna na Terra com a missão de substituir a visão do Deus Único, que, de chefe político e guerreiro, passa a ser visto como o Deus de Amor.

"Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos". Toda a lei e todos os Profetas aí contidos. Quem era esse filho de carpinteiro que arrastava multidões e a quem chamavam rabi, sem que este tivesse recebido insígnias da instituição religiosa judaica? jesus pregava, e nem todos o entendiam. Eram seus companheiros homens simples do povo, pescadores, cobradores de impostos que abdicavam da fortuna imoralmente ganha para seguirem um homem que não tinha onde deitar a cabeça. O jovem de Nazaré pregava, e os que não o entendiam chamavam sua mãe, para que o fosse buscar. Achavam que era um louco.

Vítima do despeito dos chefes religiosos, vítima da impaciência dos que esperavam um chefe político para expulsar os Romanos, Jesus é vítima de um julgamento e de uma condenação infames. Quatro séculos transcorreram em que os cristãos mantiveram acesa a chama dos ensinamentos sublimes do Mestre. Atirados para as arenas, perseguidos, vítimas da injustiça e da incompreensão, os Primeiros Cristãos não vacilavam na sua fé, Estêvão lapidado por fundamentalistas religiosos que viam nos cristãos uma seita perigosa, aceita o sacrifício com resignação e fé.

O Cristianismo, de doutrina universalista, de Espiritualidade pura e simples, converte-se entretanto, por obra das conveniências políticas, em religião oficial do Império Romano. Erguem-se templos e altares, é criado o sacerdócio, os rituais, e as cisões entre Igrejas instituídas originam as primeiras guerras e perseguições entre cristãos. A Humanidade não estava madura ainda para a mensagem de Jesus ser vivida em plenitude. O Cristianismo toma ares de religião, bebendo claramente no Judaísmo a organização hierárquica. O panteão dos deuses pagãos dos Romanos é tomado pelos santos. Os deuses pagãos presidiam aos fenómenos da Natureza. Passam a ocupar esse lugar os santos. É recuo evolutivo, mais uma vez. Os ciclos da reencarnação explicam em parte este fenómeno. Como explicam, segundo alguns Espíritos, a queda do Império Romano, nascido com ideais nobres, e que acaba por sucumbir no vício e na corrupção, com exageros e barbárie indizíveis.

Jesus prometeu o Consolador. Na concepção Espírita, o advento do Espírito de Verdade corresponde ao cumprimento dessa promessa. Não é o Espiritismo o Consolador Prometido. O Espiritismo é uma doutrina que foi criada em consequência dessa Revelação. Se o Espiritismo souber transmitir essa mensagem à Humanidade, bom serviço terá feito. Nem é preciso referir que o espírita não se acha mais perto da Verdade por ser espírita. Irmãos de Jesus são os que fazem a vontade de Deus, conforme o Mestre deixou bem claro.

O Espiritismo não é imune ao recuo evolutivo, como o Judaísmo e o Cristianismo não o foram. Na sequência do que vimos referindo, a nossa doutrina, nascida na capital do mundo de Novecentista, a França; por ter Jesus como modelo e Guia; e pela sua aceitação nos países de Língua Latina - Europa meridional e América do Sul, mundo católico - acaba por sofrer a aculturação da Igreja Católica. O igrejismo no Espiritismo é compreensível, mas não é desejável, como refere o grande filósofo espírita José Herculano Pires no trecho que citamos no PPT em anexo (ver post #1).

O igrejismo espírita é compreensível, mas deve ser contrariado. Quando alguém apresenta esta ideia, não raro é acusado de pretender introduzir "novidades". Quem foi habituado a frequentar um centro espírita como se fora uma igreja, numa religião tradicional, pensa, realmente que o Espiritismo é mais uma igreja e uma religião tradicional.

"Novidade" foi essa deriva religiosa. Prioridade deve ser restaurar, onde for necessário, a vocação original da doutrina, como Kardec a definiu. A fonte para tal? A Codificação.

Uma religião tradicional tem sacerdotes, hierarquias, rituais, etc., mas tem sobretudo dogmas inquestionáveis e exige uma fidelidade que roça a dependência. Já o Espiritismo apela ao livre exame, fé raciocinada e liberdade de consciência. Livre-arbítrio e auto-ajuda, em vez de sujeição a quem pense por nós. E é por isto que é necessário desigrejificar o Espiritismo. Pelo esclarecimento, pela reforma paciente e serena.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Gigii em 19 de Abril de 2009, 08:40
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é necessário desigrejificar o Espiritismo

Mário isso só poderá acontecer quando os seres deixarem de sentir vontade de estar numa igreja, quando não desejarmos mais conviver com rituais, quando não precisarmos mais do "aval" dos outros para seguirmos o nosso caminho da felicidade.

Ainda estamos a anos luz disso. Não adianta os centros criarem condições para mudar isso, pois quem tem de mudar é cada um dentro de si. E não é simples..antes temos de deixar de buscar a salvação...exterior ou interior...e esse passo requer uma grande renovação no nosso sentir.

É o que eu penso meu amigo.

Bisouxss
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 19 de Abril de 2009, 09:38
Responder #394

Mário

Excelente, esta tua visão da doutrina.


Não é o Espiritismo o Consolador Prometido

Estou perfeitamente de acordo contigo. Aliás Kardec também o diz.
Da mesma forma também não considero o Espiritismo a 3ª revelação como muitas vezes se afirma. Para que fosse uma revelação era necessário que, aquilo que nos dá, fosse totalmente desconhecido. Sucede que esta não é a realidade. Tudo o que os Espíritos dirtaram a Kardec era do conhecimento do homem. Simplesmente todo esse conhecimento se encontrava disperso por várias correntes filosóficas e espirituas e, em muitos casos era de conhecimento restrito de alguns.
O que a doutrina fez foi compilar e massificar todo esse conhecimento.
Claro que isto não torna a doutrina menor, bem pelo contrário. Por vezes necessitamos de usar de chavões e referencias de alto gabarito para credibilizarmos as coisas. A doutrina espírita não necessita disso. Ela é uma doutrina de humildade.

Sobre a igrejização da doutrina gostaria de acrescentar mais o seguinte.
Nossos irmãos ainda não compreenderam que o crescimento é individual. Cada um depende exclusivamente de si próprio para se elevar no mundo da espiritualidade. Claro que na prática podemos, depois, unir esforços para construção, de coisas grandes, na interacção com todas as coisas creadas. Mas mesmo aqui cada um irá aproveitar, de forma diferente, o esforço desenvolvido, em grupo, para crescer.
É neste sentido que não há hierarquias. Cada um depende essencialmente de si próprio.
Nossos irmãos, por vezes, não entendem esta diferença.
Claro que num Centro Espírita sempre terá que existir alguém que coordene e dirija os trabalhos. Isto não faz desta pessoa um lider. Ele é apenas um entre iguais. E a sua posição resulta do seu mérito e da aceitação e confiança depositada pelos outros elementos.
O problema surge depois, quando as pessoas se perduram no lugar, não dando condições a mais ninguém para funcionar e assumindo a condição de dono de tudo. É esta posição que teremos de rever e modificar, para bem da doutrina e de nós próprios.

Atlante       
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Carlos Ribeiro em 19 de Abril de 2009, 09:53
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Jesus prometeu o Consolador. Na concepção Espírita, o advento do Espírito de Verdade corresponde ao cumprimento dessa promessa. Não é o Espiritismo o Consolador Prometido.
- Mário
Fiquei confuso com estas afirmações. Afinal o espiritismo é ou não o consolador prometido por Jesus? É ou não a terceira revelação de Deus?
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Carlos Ribeiro em 19 de Abril de 2009, 12:08
Completamente de acordo, Luis Filipe.
Apenas tinha ficado confuso com umas frases do Mário e com as opiniões do nosso amigo Atlante.
Também para mim o espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus e o consolador prometido por Jesus, conforme disse Kardec.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: sonho em 19 de Abril de 2009, 12:23
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é necessário desigrejificar o Espiritismo

Mário isso só poderá acontecer quando os seres deixarem de sentir vontade de estar numa igreja, quando não desejarmos mais conviver com rituais, quando não precisarmos mais do "aval" dos outros para seguirmos o nosso caminho da felicidade.

Ainda estamos a anos luz disso. Não adianta os centros criarem condições para mudar isso, pois quem tem de mudar é cada um dentro de si. E não é simples..antes temos de deixar de buscar a salvação...exterior ou interior...e esse passo requer uma grande renovação no nosso sentir.

É o que eu penso meu amigo.

Bisouxss

Olá a todos!

Eu concordo com a primeira parte da intervenção da Gigi, contudo penso que por estarmos ainda longe dessa capacidade, é que é fundamental que os centros espíristas ajudem nesse objectivo.
A doutrina ensina e o espírito assimila, sem ajuda, no estado evolutivo em que nos situamos é dificil chegar lá. Porque se nós observarmos o nosso dia-a-dia, reparamos o quanto ainda estamos dependentes de rituais, hábitos, etc.

Até breve
Sonho
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 19 de Abril de 2009, 12:37
Olá amigos,

O Judaísmo foi a doutrina pioneira da ideia monoteísta na Terra. O Espiritismo foi a doutrina pioneira no advento do Consolador Prometido, do Espírito de Verdade. Como estas ideias são universais, não ficarão, certamente, restritas a uma doutrina. O Espiritismo tem uma missão a cumprir e continua a cumpri-la. Será tanto mais o Consolador prometido quanto a consiga cumprir bem.

Quando A.K. perguntou aos Espíritos o que aconteceria se se negasse a participar na obra da Codificação, estes responderam, que outros o substituiría. Não há ninguém insubstituível nem nenhuma doutrina que não possa vir a ser refundada, se não der conta da sua missão.

O Espiritismo anuncia uma era de Espiritualidade. A era de regeneração que se anuncia, por entre as convulsões próprias de todo o crescimento, será certamente uma Era de Espiritualidade e não tanto uma Era de Espiritismo.

Estas questões impõem que se fale então da questão da Qualidade, já tratada neste estudo e que tentarei resumir em próximo post.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 19 de Abril de 2009, 13:12
sobre a qualidade e os dirigentes

Estive recentemente num encontro de uma instituição que nada tem a ver com Espiritismo. Tratava-se um jantar para angariação de fundos para o restauro da sede da dita instituição, e de uma oportunidade de convívio. Tomaram a palavra antigos dirigentes, e, nas breves alocuções, começaram sempre por explicar as circunstâncias que os levaram a ocupar o cargo:

Disse um: - "Na altura eu, com 27 anos, era o mais velho, e não havia mais ninguém para ocupar o cargo. Outros haveria mais capacitados, mas a idade foi o factor que prevaleceu".

Disse outro: -"O dirigente anterior foi morar para outra terra, e pediu-me que tomasse conta do cargo. Não havia mais ninguém, de modo que fui fazer o curso para dirigentes e meti mãos à obra".
As intervenções decorreram neste tom, demonstrando os intervenientes verdadeira humildade, assumindo implicitamente as suas limitações, mas também que fizeram o melhor que sabiam.

O dirigente actual tomou a palavra, e, entre várias considerações, pediu apoio e compreensão para com os dirigentes, que, nas suas palavras, são aqueles que passam horas à secretária a preparar actividades, se multiplicam em diligências na organização das mesmas, e que passam noites em branco para que tudo decorra o melhor possível.

Sem entrarmos em considerações epistemológicas, que terão interesse no âmbito de estudos avançados, mas que são dispensáveis aqui, por dirigente, no Espiritismo, entende-se habitualmente qualquer trabalhador espírita que tem a seu cargo coordenar actividades, grupos de estudo, etc.. Por dirigente entende-se também o representante máximo de qualquer instituição espírita.

Esses nossos irmãos necessitam de apoio e compreensão, em vez de crítica destrutiva. Certamente que fazem o melhor que podem e sabem, errando como todos nós. Não estando imunes ao erro, certamente não estão imunes à chamada de atenção amigável. Realçar os erros alheios é dispensável, a não ser que a intenção seja a de corrigir e melhorar - a doutrina ensina-nos isto.

O próprio F.C. Xavier reconhece o problema dos dirigentes que se acham insubstituíveis.
Podem e devem ser interpelados sobre isso, sem desprimor para o valor do seu trabalho e honestidade da sua entrega. Se houver entendimento, óptimo! Se o entendimento for impossível, nada nos obriga a permanecer num grupo em que o dirigente insiste em fazer tudo e não permite aos outros que colaborem em nada.

É este um caso em que a cisão num grupo pode acontecer. Mas a acontecer, que seja sem atritos.

Tivemos a reportagem em primeira mão da Elsamar, acerca da conferência de Raúl Teixeira em Coimbra, no dia 16 de Abril. A mensagem de Raúl foi resumida por ela e pode constituir uma "check-list" para aferir da qualidade dos nossos centros:

Um centro deve ser:

1º. Um educandário (como falou Raúl), é lá que vamos estudar o espiritismo e ao estudarmos o espiritismo somos "obrigados" também a aprender história, geografia, biologia, etc, etc;

2º. Um hospital (de almas), pois é lá que acorrem pessoas com todo o tipo de problemas, pessoais, materiais, conjugais;

3º. Uma oficina, pois há sempre muito trabalho a fazer num centro, assim nós queiramos;

4º. Um lar, porque é lá que encontramos a nossa outra família;

5º. Um templo, sempre que nos juntamos para orar.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: aruanda em 19 de Abril de 2009, 13:44
CENTRO ESPÍRITA NÃO É ESCOLA DE ILUSÕES - ACORDEMOS ENQUANTO HÁ TEMPO!

penso que este artigo pode ser interessante para este estudo.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 19 de Abril de 2009, 13:58
sobre a qualidade e os dirigentes - um "case-study"

Uma participante do estudo trouxe-nos o seu testemunho. Não se trata de "atirar pedras", fazer julgamentos morais ou levantar mexericos. Interessa olhar para este depoimento, que pode ser um caso de estudo. Boas intenções no dirigismo nem sempre chegam para se alcançar a qualidade desejável.

«Sou estudiosa do espiritismo há alguns anos (16) e tenho muitas dificuldades em caminhar no Centro Espírita que frequento todos os sábados.
Assim sou tida como frequentadora e lá vou indo sempre carregando nos ombros : "a culpa é toda tua..." "expiação do passado, lei de causa e efeito...", "temos que estudar muito, pela repetição vamos aprender e melhorar...".

Verdade tudo isto, mas não será que a prática junto com o estudo não nos fará melhor?

Quando se é medium psicofónico, também me dizem que não se pode dar passagem, que tenho que me controlar, que nem sequer é mediunidade mas sim "animismo", enfim ninguém quer minha ajuda para nada.  

Triste e orando, pedindo ajuda aos Benfeitores, surgiu na minha cabeça há 6 anos, fazer um site para divulgar a Doutrina Consoladora, perguntei mentalmente como, se nada sabia então foi-me dito:

- "estuda e faz um site" .

Procurei na NET, encontrei um companheiro (brasileiro) que ensinava gratuitamente a linguagem HTML, tirei o curso durante 2 meses seguidos. Ao longo do curso continuei orando dentro do Centro e fora dele, pedindo orientação, e perguntei novamente:

- então se eu conseguir alguma vez chegar a saber fazer um site, que nome lhe devo dar?

Resposta na minha cabeça:

- "(...)", mas o seu nome não deve constar em lado nenhum do site, apenas seja instrumento.

Fiz o site, coloquei-o no ar e está no ar, desde há 7 anos que vou alimentando este site.

Quando falei deste trabalho no Centro que frequento, a resposta foi que não interessava ,
pois num site pode-se colocar o que se quiser, sem qualquer rigor. Nem se deram ao trabalho de verificar e muitas vezes só me apetece deletar tudo e pronto.

A partir daí passaram a tratar-me como obsidiada, são várias as coisas que se têm passado. Agora só falam em "mesmice", gostaram da palavra.

Estou com a auto-estima muito abatida.
No Centro não tenho apoio dos encarnados.

Continuo a fazer Envangelho no Lar, eu e meu marido, 1 vez por semana,
em dia e hora certa.

Todas as manhãs e noites oramos, lemos mensagens, trabalho no site.

Estudamos os livros da Codificação.
Apoio dos encarnados nenhum, há exclusão social e exercem "bullying" sobre nós e outros frequentadores, desde que não sejam doutores (licenciados).

Sentimos apoio espiritual mas muitas vezes também sinto falta de animo.  :'(

Aguardo a sua resposta irmão.

Obrigada que Deus nos abençoe.»


As respostas vieram. Uma delas, de outro participante neste estudo, foi:

«Minha amiga, ainda te encontras ligada a esse pseudo centro espírita? Parece-me masoquismo da tua parte.
A Doutrina Espírita tem como objectivo primeiro a transformação do homem. Temos que entender esta transformação como crescimento de sua Alma, pela pela tomada de consciência.  
Se não nos permitem colaborar, como podemos nós viver cada situação? Se não vivermos as coisas da vida, como poderemos saber? Só vivendo se sabe.
É uma falta de caridade e de solidariedade não possibilitar aos outros trabalharem dentro da doutrina, seja em que tarefa for.
Porque sentes a tua auto-estima em baixo? Não tens a noção de estares correcta no teu procedimento? Basta que a tua consciência te diga que estás correcta, para estares.
Quanto ao resto das críticas, da obssessão e não sei que mais, ignora.»


Ora por muito apreço que tenhamos por todos os dirigentes, e tomando este caso em termos abstractos (não interessa quem são os intervenientes, interessa que estas coisa acontecem), temos então aqui uma situação em que a cisão é mais que aconselhável.

O divórcio, no casamento, põe fim a uniões infelizes. É de evitar até aos limites do possível, mas quando é inevitável, é um modo de evitar males maiores. O caso aqui relatado, e relativamente comum por este mundo espírita fora, é um caso que nos lembra que o Espiritismo não apela à dependência em relação a ninguém a não ser a Deus! Ninguém é obrigado a suportar arbitrariedades e martírios. Ninguém depende de ninguém para ser feliz e trilhar o seu caminho em paz.

Com toda a cordialidade e amizade para com os dirigentes deste centro, é uma situação que clama por uma saída, e porventura pela fundação de um novo centro, ou adesão a um já formado.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 19 de Abril de 2009, 14:07
sobre o isolamento

Quem se isola, estiola. Quem se afasta do mundo começa a viver nas suas ilusões e distancia-se da realidade. Os avisos neste sentido estão em todo o lado, desde a Codificação até à pequena jóia que é o livro "Vida Feliz", de Divaldo/Joanna.

Em Portugal, a proibição do Espiritismo durante a ditadura, criou hábitos de isolamente e semi-clandestinidade. A Internet é hoje um meio poderoso de comunicarmos e estarmos actualizados. No meio da floresta do Bornéu, uma pessoa pode estar em contacto com o resto da Humanidade, se dispuser de um computador com ligação à Rede. Como em tudo, a Internet tem o trigo e tem o joio. A cada um, separá-lo.

O intercâmbio de palestrantes e as publicações espíritas impressas, os seminários, congresso e encontros, aproximam-nos, e todos podemos aprender uns com os outros. Muitos precalços de mau dirigismo acontecem porque se instala o rame-rame e a resistência a corrigir práticas erradas. Acabamos, por isso, por ter centros que de espíritas já pouco têm. A resistência à admissão de novos trabalhadores esconde um receio de alteração das coisas "como sempre foram". Ora as coisas, em muitos casos, sempre foram conduzidas de forma contrária ao que o Espiritismo enuncia.

Cada casa espírita tem a sua personalidade colectiva, como cada pessoa tem a sua personalidade individual. É aceitável e desejável. Mas a essência do Espiritismo deve ser a mesma.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 19 de Abril de 2009, 14:42
Olá Luis Filipe

Caro amigo e companheiro de caminho.
Ao longo do tempo habituamo-nos a pensar pela nossa cabeça e aprendemos a deduzir por nós mesmos. Possívelmente não será uma boa postura para um Espírita, mas é a que temos.

O meu amigo limitou-se a transcrever dois pontos da codificação, que todos conhecemos.
E que deduz daí? Que não devemos pensar nem deduzir mais nada?

Vejamos
Sobre o Consolador
O que Kardec afirma nesse ponto é que o espiritismo realiza as premissas do Consolador. Não diz que é o Consolador.
No ponto 42 do Cap I também diz
....reconhece-se que o Espiritismo realiza todas as promessas do Cristo a respeito do Consolador anunciado. Ora como é o Espírito de Verdade que preside ao grande movimento da regeneração, a promessa da sua vinda se acha por essa forma cumprida, porque, de facto, é ele o verdadeiro Consolador.

O que ( por acaso ) vai ao encontro daquilo que Jesus nos disse " um dia conhecereis a verdade e a verdade vos libertará "

Sobre a 3ª revelação

No ponto 2 do Cap I, diz Kardec
Definamos primeiro o sentido da palavra revelação. Revelar, do latim revelare, cuja raiz, velum, véu, significa literalmente sair de sob o véu - e, figuradamente, descobrir, dar a conhecer uma coisa secreta ou desconhecida. Em sua acepção vulgar mais genérica, essa palavra se emprega a respeito de qualauer coisa ignota que é divulgada, de qualquer ideia nova que nos põe ao corrente do que não sabíamos.

Kardec afirma ser o espiritismo a 3ª revelação, partindo do princípio que, aquilo que nos dá, era do desconhecimento dos homens.
A questão que se coloca hoje é se era? Não sendo deixa de ser uma revelação, de acordo com o pressuposto que Kardec utilizou no seu raciocinio.

Já agora, sobre as revelações diretas de Deus, também seria bom que se lesse o nº 9 do cap I, da Genese.

Apesar manifestar estes conceitos ou formas de interpretar as coisas, reconheço que muito pouca importância têm para o desenvolvimento do tema que aqui estamos debatendo. Sempre é necessário que nos debrucemos sobre o essencial e ignoremos o acessório, ou melhor, procuremos aquilo que nos une e ignoremos aquilo que nos separa.

Atlante 
 
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Carlos Ribeiro em 19 de Abril de 2009, 14:48
Peço desculpa amigo atlante, mas aquilo que o amigo afirma para mim não faz sentido.
Penso ser inquestionável que o Espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus e o consolador prometido por Jesus.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Vitor Santos em 19 de Abril de 2009, 15:19
Olá Atlante

O debate sobre se o espiritismo é ou não uma revelação e sobre se é ou não a 3ª revelação, parece-me um debate muito interessante. Mas sugiro que se abra um tópico novo para debater isso.

Tem pano para mangas a questão da actualização ou não actualização das obras básicas, as razões pelas quais no séc. XX práticamente apenas surgem psicografias instrutivas pela mão de médiuns brasileiros e não de pessoas de outras nacionalidades, etc.

Vou abrir um tópico para isso em "outros temas espiritas", sob o nome "De onde vem e para onde vai o espiritismo?"

bem hajam

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 19 de Abril de 2009, 15:36
Olá Vitor

Concordo contigo, não é este o tópico apropriado para estarmos a debater este tema.
Até para não nos desviarmos deste tema que é de primordial importância. Ao contrário das outras questões, que abordei, que são apenas factores acessórios da doutrina.

Nota no entanto que apenas me referi, ao espiritismo, como 3ª revelação, contexto absoluto. Se o entendermos apenas no sentido de revelação, contexto relativo, o nosso entendimento passa a ser outro.

Mas um tópico será sempre bem vindo para debatermos, de forma cordial e amistosa como aqui tem acontecido.

Atlante 
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Aluena em 19 de Abril de 2009, 15:43
Queridos companheiros,
Não senti nem sinto, pois não tenho conhecimentos para tal, que deva formar
 "um Centro Espírita".
VOU CONTINUAR A ESTUDAR e a esforçar-me por melhorar.
Considero que temos que nos perdoar uns aos outros, AMAR é fundamental, persistir também. O auxílio vem dos Benfeitores ligados ao CRISTO.

Bem hajam!...
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 19 de Abril de 2009, 16:43
Sugiro que sigamos a opinião do Vitor Santos, abrindo um novo tópico ou agendando esta discussão. Na minha visão, estamos perante uma questão de palavras, mais que outra coisa. Existe um texto sobre este tema, salvo erro no Curso Básico de Espiritismo, da ADEP, em que se lembra os espíritas que não basta "porem o autocolante na lapela". Para a doutrina espírita cumprir o seu papel de porta-voz do Espírito de Verdade, ou Consolador, é-nos pedido, estudo, trabalho e exemplo.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Aluena em 19 de Abril de 2009, 16:54
COMO  ERGUER  UM  TEMPLO  ESPÍRITA

                  Emmanuel

     Se uma casa para erguer-se no solo do mundo exige material de qualidade superior, para afirmar-se com segurança, não lhe bastando tão somente as linhas sugestivas do plano arquitetônico, uma instituição de serviço espiritual, qual seja um grupo espírita, reclama, acima de tudo, corações sinceros e bem formados, aptos a compreender o próximo e a auxiliá-lo, na solução dos inquietantes problemas da vida.

*

     Não é suficiente, portanto, a simples doutrinação, no erguimento de uma casa dessa ordem, de vez que a obra verbalística pode estagnar-se no êxtase improdutivo.

*

     Se nos propomos organizar um santuário para a nossa fé, aprimoremos o nosso idealismo e elevemos nossos sentimentos à benção da fraternidade e do serviço, em cujas luzes encontraremos o tesouro da própria sublimação.

*

     Não vale monumentalizar a caridade no cimento armado ou no mármore primoroso, sem oferecer-lhe braços devotados à concretização, tanto quanto não basta a palavra fulgurante sem ação que a materialize.

*

     Levantemos templos de predição espiritual, mas não olvidemos o próprio espírito necessitado de aperfeiçoamento, de vez que o discurso comovente e precioso sem atos e fatos que lhe demonstrem a grandeza é, invariavelmente, uma página viva da inteligência a perder-se na inutilidade, como formosa sinfonia, a mergulhar-se nas trevas.

 Livro: Vida e caminho – Psicografia: Francisco C.Xavier – Espíritos Diversos.

 
   
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 19 de Abril de 2009, 22:24
Alamar - "Espiritismo religião. Pra quê?"


Tenho visto discussões sobre este assunto, desde os primeiros tempos que entrei no Espiritismo, e gostaria de tecer algumas considerações, neste artigo.
Em princípio eu vejo esta como mais uma das discussões inúteis, que ocorrem em nosso movimento, todavia, considerando que muitos dos meus leitores me pedem uma opinião sobre o assunto, aqui estou.

Mas, inicialmente, quero que algo fique bem claro, ao meu leitor, aquele universo de pessoas que gostam de mim: Existem coisas que são verdades e outras que são opiniões pessoais do Alamar.
É bom repetir isto, de vez em quando, posto que tem muita gente aí fazendo coisas, tiradas das suas cabeças, porém colocando-as para o público como se fosse verdade espírita. Ocorre muito em alguns centros espíritas, aqueles que eu identifico como praticantes do “Espiritismo, à moda da casa”.

É-nos facultado o direito de emitir opiniões e até de colocar os nossos achismos, sim, sem problema nenhum. O perigo é a presunção de colocarmos as opiniões e, principalmente, os achismos como verdades, já que aí está um grande problema.
Eu vou escrever, sim, sobre esta questão do Espiritismo ser ou não ser religião, emitindo a minha opinião, e tudo farei para ser o máximo possível racional, para que você tire a sua conclusão.

Comecemos com algumas perguntas:

Por que o Espiritismo tem que ser religião?

Qual a vantagem que a nossa Doutrina leva, em ser considerada uma religião?

Teremos algum acréscimo virtuoso, por conta desse rótulo?

O fato de ser considerada religião, dará ao Espiritismo alguma credibilidade especial, honra e respeito?

Ele passará a ter algum valor, maior do que já tem, pelo fato de ser considerado religião?

E se não for considerado religião, a sua valorização ficará comprometida, de alguma forma?

Do ponto de vista moral, esse rótulo leva a ele algum mérito especial?

E do ponto de vista, espiritual, o que altera em ser ou não ser religião?

Eu já me fiz estas perguntas várias vezes e não encontrei nenhuma resposta relevante, que pudesse justificar isto que muitos espíritas dão tanto valor.
Tenho a impressão de que muita gente vê o Divaldo, como nesta foto aí ao lado.
Alguns argumentam:

- “Esses que não consideram o Espiritismo como religião, certamente são os que querem retirar Jesus do Espiritismo”.

Mentira, não tem nada uma coisa a ver com outra. Argumentação extremamente idiota e uma tremenda bobagem.

Senão, questionemos:

Quem foi que determinou que o nome de Jesus, o respeito a Jesus e sobretudo a prática do comportamento conforme Jesus sugeriu, necessariamente, só pode ocorrer no ambiente religioso?

Pelo fato do mercado religioso ter se apoderado, indevidamente, do nome dele para servir como uma espécie de base para as suas rotulações, necessariamente temos que vincular o Espiritismo, também, com religião?

Gente! Jesus nunca pregou religião nenhuma, nunca mandou ninguém ser religioso, nunca mandou ninguém praticar ritual nenhum e muito menos obrigações. O que ele pregou foi o amor entre as criaturas.

Essa história de dizerem que determinados confrades querem retirar Jesus do Espiritismo, é de uma pobreza e fragilidade, sem tamanho, pois, só mesmo gente muito irracional para propor retirar da nossa doutrina, aquele ser que os Espíritos da Codificação nos indicaram como sendo o Maior Modelo e Guia, que devemos seguir.

Mas os argumentadores, favoráveis ao religiosismo espírita, também afirmam:

- “O Espiritismo sem o seu aspecto religioso, perde a sua força moral, o sentimento da Caridade, da Beneficência, da tolerância, da humildade... e do amor ao próximo”.

Ora bolas, pergunto mais uma vez:

O que é que determina que conduta moral só é factor de relevância, dentro da religião? Quem foi que disse que não se pode praticar Caridade, Beneficência, Indulgência, Tolerância, Humildade, Respeito e Amor ao Próximo fora da rotulação religiosa?

Será que eu não posso amar ao meu próximo, como a mim mesmo, sem religião?
Será que eu não posso adquirir a consciência de que só devo fazer ao meu próximo o que gostaria que fizessem comigo, sem religião?

Conheci um homem, chamado Raimundo Jinkings, em Belém do Pará. Ele era um dos homens mais dignos, honrados, honesto, trabalhador, decente e possuidor de um coração enorme, que já conheci, mas era ateu. Foi a minha primeira convivência mais próxima como um ateu, porque eu tinha muita curiosidade em saber como eles eram, já que fui criado com a absurda cultura de que todo ateu, necessariamente, era servo do tal Satanás, pessoa má, bandida, terrorista e bem bandida. Não vi nada disto nele e em vários outros ateus que conheci depois. É claro que tem ateu safado, também.

Será que todo o seu histórico de vida, numa conduta proba, digna e honesta não valeu nada, só porque teve ele o rótulo de ateu e não estava inserido no tal universo chamado cristão?
Gente, até o nome do próprio Deus, o Criador, a religião se apropriou, indevidamente. Chegaram a ponto de inventar a Teologia, uma matéria que não é única como a Física, a Matemática e outras exactas, visto que o seu conteúdo existe conforme a conveniência da religião que ministra o curso.

A matéria Teologia chega a ser ridícula. É formada conforme as conveniências da igreja que a ministra. O pessoal da igreja Universal, por exemplo, estuda Deus, conforme a cabeça do Edir Macedo.

Por exemplo: A igreja do Edir Macedo ministra um curso de Teologia, para os seus pastores, bispos e alguns obreiros, com diploma e tudo. Só que é uma teologia que define Deus, conforme a cabeça do Edir Macedo, atendendo a convicção dele, que acha moral um líder religioso se tornar bilionário, à custa da oferta do pobre que não tem dinheiro nem para as necessidades básicas da família. O R. R. Soares, também, está ministrando curso de teologia, na faculdade que o seu milionário dinheiro construiu; mas com uma definição de Deus, conforme a sua cabeça, que é bem diferente da do Edir Macedo, visto que eles não se suportam.

Já a igreja Católica, também, tem a sua Teologia; mas conforme as suas conveniências, definindo Deus conforme aquilo que está na Bíblia, no Antigo Testamento, de acordo com a visão do Vaticano.

Não é uma matéria como a Física, que é única, em que Isaac Newton é um só, assim como Kepler, Lavoisier, Blaise Pascal, Coulomb, Thomas Alva Edson... e vários outros. Espaço é igual a velocidade vezes tempo, em qualquer lugar do mundo, onde ensina Física. Não teria como o Alamar inventar que espaço é igual ao dobro da velocidade dividido pela raiz quadrada do tempo.
Portanto, em religião não há coerência, em Espiritismo há.

Partamos de outro princípio, que é base para qualquer pessoa tirar conclusão lógica sobre isto:
A palavra RELIGIÃO significa RE-LIGAÇÃO.

Bom, se é re-ligação, há se perguntar: Religar quem, a quê?

A ideia RELIGIÃO foi inventada com base na estória de Adão, Eva e a Cobra que, segundo os adeptos do Criacionismo, o homem se desligou de Deus, a partir do pecado do casal, com aquela conversa do fruto proibido.

Falar nisto, você já percebeu que Deus mais miserável e insensato aquele, do Velho Testamento? Como é que o Velho pode se aborrecer tanto, por causa de uma maçã, ou seja lá qual tenha sido o fruto, a ponto de castigar a humanidade por toda a eternidade? Aqui perto de casa vende uns cestinhos, com 6 maçãs, por 5 reais.

Pois bem:

Já que houve o tal desligamento, precisaria de alguma coisa para proporcionar a religação, daí o surgimento da coisa chamada RELIGIÃO.

Partindo do princípio que o Espiritismo não endossa o Criacionismo, não tem nada a ver com a infantil estória de Adão, Eva e a Cobra, posto que tem a sua base no Evolucionismo; que diabo de religação é essa que os espíritas, também, têm que estar sujeitos, se eles não se desligaram de nada?

Se você chega em casa, do seu trabalho, à noite, e já encontra a luz da sala ligada, terá alguma possibilidade de religar aquela luz?

Como poderá ligar, se ela não está desligada e sim ligada?

Para quê, o espírita precisa de religião, gente? Pra ligar o quê?

Recorramos, agora, a outro argumento:

Certa ocasião, num debate, ao ser perguntado se o Espiritismo era religião, o próprio Allan Kardec deixou claro que ele não veio ao mundo com a proposta de ser religião, muito pelo contrário, veio se colocar como um instrumento para ser utilizado pela ciência e pelas religiões, mas que a intolerância religiosa fez com que ele fosse visto, pelo povo, como religião e muita gente passou a praticá-lo como religião.

Em outras obras, em épocas mais para frente, o próprio Kardec, talvez pressionado pelo público (que adora ter religião), começou a falar no tal tríplice aspecto, mas originalmente, assim que o Espiritismo foi lançado ao mundo, ele não era religião.

Religião, ao contrário de ser sintonia com Deus, nada mais é do que intolerância, proibições, obrigações, patrulhamento da vida das pessoas, submissão, exigências de obediências a dogmas, inclusive no movimento espírita, formação de sacerdócio organizado (no movimento espírita não existe a figura do Cardeal, do Bispo e dos Padres, que dão as ordens ao povo, mas existe algo, com outro nome, que são os Membros da Directoria da Casa, os Conselhos, que fazem exactamente a mesma coisa: Dão ordens, proíbem, censuram, boicotam, sabotam, levam expositores ao “index librorum prohibitorum”, jogam a imagem de confrades de encontro a todos os outros, portanto, qual a diferença?), tem os seus rituais, sim (Todos em silêncio, vamos à prece de abertura, depois a palestra, depois a prece de encerramento para agradecer a Jesus, depois o passe, depois a água fluidificada...), e ai de quem se atreva a querer mudar isto.

O centro espírita é, por muitos, considerado a "casa de Deus", quando esses proíbem as pessoas de sorrir, de ficarem alegres, tem que falar baixo, dizem que "o silêncio é uma prece" (desde quando, silêncio é prece?), cheio de "psiu" em tudo quanto é canto, se um casal chega abraçado, mandam que desabracem, sob a argumentação de que ali é "casa de respeito" (desde quando um abraço é manifestação de desrespeito?)... enfim, a postura e a máscara religiosa é coisa intragável, chata, insensata e inadmissível às pessoas que raciocinam.

Nós podemos, sim, fazer preces, nos sintonizar com Deus, com Jesus, com a Espiritualidade Maior e até com nossos irmãos desencarnados, recebendo e enviando energias de amor, sem necessariamente sermos religiosos.

Você, que frequenta centro, deve saber que em vários deles alguns expositores são PROIBIDOS de fazer palestra lá.

O que é essa proibição? A manifestação do aspecto religioso.

Mas proíbem, por quê?

Porque o expositor é bandido, costuma ensinar os frequentadores do centro a fumar maconha, cheirar cocaína, dar golpe nos outros ou se comportar com conduta moral comprometida?
Não, nada disto. É proibido simplesmente porque não pensa, exactamente, conforme a cabeça do “dono” da casa. Isto é religião.

Os meus artigos, por exemplo, são proibidíssimos até de ser comentados, em alguns centros espíritas, por conta desta minha “teimosia” em orientar as pessoas para raciocinarem, não se deixarem ser vaquinhas de presépio de nenhum “cardeal” de centro espírita, exercer os seus direitos de discordar, de questionar e de abrir a boca.

Isto incomoda, gente!!! Mas, incomoda por quê? Porque esta é a característica da religião, há séculos e séculos.

Se alguém sugerisse a retirada do aspecto MORAL do Espiritismo, aí sim, seria um tremendo absurdo, uma insanidade, porque descaracterizaria totalmente a Doutrina, já que a sua proposta básica é a transformação do ser, para melhor.
Mas eu falei, no início do artigo, que existem coisas que são VERDADES e coisas que são apenas opinião pessoal do escritor ou expositor.

Pois bem: Diante disto, vou fazer uma proposta, convidando VOCÊ MESMO a fazer a checagem. Embora eu saiba o que você vai encontrar e vai comprovar, não vou adiantar nada aqui, para não dizerem que influenciei o meu leitor.

Já que, com certeza, você conhece os espíritas da sua cidade, ou talvez do seu estado, sabendo, pela observação, que existe gente tranquila, gente calma, carinhosa, afectuosa, humilde e bondosa e com REAIS VALORES ESPIRITUAIS ELEVADOS, do mesmo jeito que existem, também, as pessoas chatas, inconvenientes, autoritárias, que adoram se meter na vida dos outros, metidas a dar ordens, a apontar dedo para a cara dos outros, no que chamo de CONFRADES PERTURBADOS, faça o seguinte:

Comece a fazer uma verificação, anotando num caderninho, em qual dos dois segmentos, no espírita religioso e no espírita não religioso, onde é que você vai encontrar mais confrades perturbados, do tipo que patrulha, proíbe, obriga, faz fofoca, intriga, censura, crítica, etc...
É impressionante, o que você vai ver. Você vai encontrar, em nosso movimento, pessoas que se ocupam, integralmente, numa interminável guerra contra obras, como as de Roustaing, Pietro Ubaldi e outras, chegando a ponto de odiarem os adeptos dessas obras. Não estou falando apenas no direito que todo mundo tem em discordar das obras, estou falando em ÓDIO, contra as obras.
Veja a qual segmento esse pessoal pertence.

Pronto, a partir daí você vai tirar a sua conclusão se o que o Alamar colocou aqui, é uma simples opinião sua, sem base nenhuma, ou se é algo que de fato tenha fundamento.

Quem é que vai querer ter a audácia de questionar a sua inteligência e dizer que você não viu o que viu?

Respeitemos, sem dúvida, o direito dos confrades e amigos de gostar de religião, de igreja, do ritual da rezação, do “o silêncio é uma prece”, do “muita paz, meu irmão”, do “estou melhor do que mereço”, do “eu adoro sofrer, porque sofrer evolui”, etc... Se, de repente, aparecer algum dirigente aí que resolva instituir a hóstia fluídica, em seu centro, que Deus o abençoe, e que os seus frequentadores comunguem em paz, absorvendo o “cordeiro de Deus”. Mas que temos o sagrado direito de opinião, isto ninguém tenha menor dúvida, e temos que exercê-lo.


Abração, Gente!

Alamar Régis Carvalho
alamar@redevisao.net
http://www.redevisao.net/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5yZWRldmlzYW8ubmV0Lw==)

Nota minha: para que não restem dúvidas, subscrevo mais uma vez por inteiro este texto que aqui trago.

Mário
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Victor Passos em 20 de Abril de 2009, 00:18
Ola companheiros
Muita paz

  Penso que estas asservativas dão resposta a esta tematica;

 
ESPIRITISMO É UMA RELIGIAO?

 

Este é o tema de um dos mais belos textos deixados por Allan Kardec no século passado.

O Codificador prevendo os rumos que o espiritismo tenderia no futuro já se preocupou em avançar no assunto Religião e Espiritismo.

Esse trabalho foi proferido por Kardec em discurso de abertura da Sessão Anual Comemorativa dos Mortos, da Sociedade de Paris no dia 1.de novembro de 1868. E importante observar o forte enfoque que ele faz da expressão "comunhão de pensamentos", utilizando-a como ponto central de seu discurso.

O homem em sua saga evolutiva necessita viver em sociedade e, portanto, todos nos dependemos de alguma forma uns dos outros.

Kardec fala do poder da união de pensamentos capaz de gerar reações extraordinárias de efeitos morais e físicos. Ao imaginarmos o Espírito fora do corpo material, concluímos que o pensamento é sua característica inata e essencial, marcando a individualidade do ser humano. O Espírito não poderia existir sem o pensamento. É praticamente impossível ao homem viver em total isolamento e ele possui no seu intimo a necessidade da convivência em comunidade.

O espiritismo vem nos esclarecer a verdadeira importância da comunhão de pensamentos. Ao isolarmos e emitir palavras pelo pensamento estamos também promovendo uma reunião com outros pensamentos em comum. Engana-se assim, aquele que acredita que só sabe e consegue viver isolado.

Provavelmente, ele deve possuir maior afinidade com outras pessoas que não estão encarnadas ao seu redor. Da comunhão de pensamentos surgem as mais diversas sensações (efeitos) que podemos sentir em nossa caminhada eterna evolutiva.

Unidos a uma comunidade de pensamentos benéficos e positivos receberemos fluidos agradáveis e gratificantes e, inversamente, obteremos a desarmonia e suas conseqüências negativas.

Kardec ressalta que as Religiões são formadas com base na comunhão de pensamentos, mas cada uma segue os requisitivos que lhe confim para manter sua estrutura.

Muitas persistem por longo tempo, outras surgem e extinguem-se rapidamente. Como fato inevitável, não se pode parar a evolução do Espírito, ou seja, a evolução do pensamento.

Com o tempo tudo passa por transformação para melhor, não havendo retrocesso, caso contrario, não haveria evolução no sentido amplo da palavra. Sempre nesse caminho, as transformações são seguidas de fases de adaptação.

As religiões como instituições organizadas, talvez sejam, as mais sujeitas as adaptações evolutivas em virtude do forte exercício da comunhão de pensamentos da comunidade a que estão sujeitas. As transformações são mais rápidas quanto mais evoluída for a comunidade.

Dado a isso, surgiu a Doutrina Espírita, como fonte renovadora da união de pensamentos na Terra para o bem comum. Vamos a um trecho do discurso: "...Todas as reuniões religiosas, seja qual for o culto a que pertençam, são fundadas na comunhão de pensamentos; e ai, com efeito, que esta deve e pode exercer toda a sua forca, porque o objetivo deve ser o desprendimento do pensamento das garras da matéria. Infelizmente, em sua maioria, afastam-se desse principio, a medida que fazem da religião uma questão de forma.

Disso resulta que cada um, fazendo consistir seu dever na realização da forma, julga-se quite com Deus e com os homens, quando haja praticado a forma.

Resulta ainda que cada um vai aos lugares de reuniões religiosas com um pensamento pessoal, de seu próprio interesse e o mais das vezes sem nenhum sentimento de fraternidade em relação aos outros assistentes; fica isolado no meio da multidão, e não pensa no céu senão para si mesmo...".

 ..."Se as assembléias religiosas - falamos em geral, sem fazer alusão a culto algum - muitas vezes se tem desviado do alvo primitivo principal, que é a comunhão fraterna do pensamento; se o ensino que nelas e dado não tem seguido sempre o movimento progressivo da Humanidade, e porque os homens não realizam todos os progressos há um tempo; o que eles não fazem em um período, fazem em outro; a medida que se esclarecem, eles vêem as lacunas que existem em suas instituições e as preenchem; compreendem que o que era bom em uma época, de acordo com o grau de civilização, se torna insuficiente em um estado mais adiantado e restabelecem o nível.

O espiritismo, nos sabemos, e a grande alavanca do progresso em todas as coisas; ele marca uma era de renovação. Saibamos pois, aguardar o porvir, e não pecamos a uma época mais do que ela pode dar.

Como as plantas as idéias precisam amadurecer para que se lhes possam colher os frutos. Saibamos, alem disso, fazer as necessárias concessões as épocas de transição, porque nada na Natureza se opera de maneira brusca e instantânea..."

A revelação da existência do plano espiritual e da sua comunicação com o nosso plano terreno, abriu definitivamente, uma nova realidade filosófica e religiosa no planeta. Com base na ciência espírita, capaz de trazer um novo horizonte na relação da vida, conceitos e dogmas errôneos, muitos deles devido a interpretações e traduções incoerentes e egoístas de Livros Sagrados, foram desmantelados e vão ficar apenas como parte da historia da humanidade.

O aspecto cientifico do espiritismo é primordial e essencial para o conhecimento da vida e adiantamento da humanidade. Com ele, a fé cega é substituída pela fé inabalável, sólida, com base na razão e com isso há ampliação da Verdade para o homem, pois o pensamento tem o poder de ir muito alem do que a ciência pode comprovar num determinado tempo.

No caminhar da própria ciência a comunhão de pensamentos é também essencial. As reuniões cientificas, as grandes discussões, etc. fazem parte dos conhecimentos disponíveis ao homem, tanto do aspecto material como no aspecto moral, ou seja, no comportamento humano no desenvolvimento da vida.

Kardec prossegue: "... Se assim é, dirão, o Espiritismo então é uma religião? - Perfeitamente! sem duvida; no sentido filosófico, o Espiritismo é uma religião, e nós nos ufanamos disso, porque ele é a doutrina que funda os laços de fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre as mais sólidas bases: as leis da própria Natureza. Porque então declaramos que o Espiritismo não é uma religião? Por isso que só temos uma palavra para exprimir duas idéias diferentes e que na opinião geral, a palavra religião é inseparável da de culto: revela exclusivamente uma idéia de forma, e o Espiritismo não é isso.

Se o Espiritismo se dissesse uma religião, o publico só veria nele uma nova edição, uma variante, se assim nos quisermos expressar, dos princípios absolutos em matéria de fé, uma casta sacerdotal com seu cortejo de hierarquias, de cerimônias e de privilégios; o publico não o separaria das idéias de misticismo e dos abusos, contra os quais sua opinião tem-se elevado tantas vezes.

Não possuindo nenhum dos caracteres de uma religião, na acepção usual da palavra, o Espiritismo não poderia nem deveria ornar-se com um titulo sobre o valor do qual inevitavelmente se estabeleceria a incompreensão; eis porque ele se diz simplesmente: doutrina filosófica e moral..."

Desse texto, também extraímos o que chamamos de Credo do Espiritismo, que resume com grande clareza e objetivo a Doutrina Espírita e que está disponível no FAQ da home page do GEAE.

No livro "O que é o Espiritismo" Kardec define-o assim: "O Espiritismo é ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência pratica, ele consiste nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos; como filosofia, ele compreende todas as conseqüências morais que decorrem dessas relações". É interessante notarmos que tal definição e pormenorizada nesse texto, ampliando o seu entendimento.

Observamos a preocupação do Codificador com a conotação que se poderia, no futuro, fazer do Espiritismo como aspecto religioso. A Doutrina Espírita como elo de união de pensamentos em torno da solidariedade e fraternidade universal, promovendo a evolução moral dos indivíduos, acha-se perfeitamente enquadrado na palavra Religião.

Devemos reconhecer, entretanto, que entre as Religiões como Instituições existentes atualmente na Terra, o Espiritismo não se define. Há muito que se evoluir na Terra, não só em termos de Religião como em geral, para que o Espiritismo possa a ter uma definição mais adequada ao que ele de fato e, longe dos padrões religiosos que conhecemos hoje, e isso, certamente, aconterá.

Devido ainda a nossa ignorância de conhecimento da grandeza da Vida, parece que o Espiritismo é algo palpável, rígido, fixo e com regras definidas. Na realidade, a Doutrina Espírita é infinita e eterna pois tudo o que estiver ao alcance do Homem no conhecimento da Vida faz parte do seu principio básico maior, que é o uso da RAZAO em comunhão de pensamento. Basta darmos tempo ao tempo para ele se adequar a nova era do nosso planeta.

As diversas visões que surgem do Espiritismo são próprias da sua evolução, tendo em vista se tratar de uma doutrina progressista.

Devemos trabalhar com seriedade e humildade para compreendê-lo adequadamente no tempo em que se encontra, evitando pensamentos egoístas e vaidosos que são vícios do fanatismo, colocando-o a serviço do bem comum. Para isso, a unificação como movimento organizacional e a mais completa forma de se promover uma ampla e positiva comunhão de pensamentos.

 

Autor: Raul Franzolin Neto


Referências:

ALLAN KARDEC. O Espiritismo é uma religião? Revista Espírita - Jornal de Estudos Psicológicos, dezembro de 1968, EDICEL, p.351-360

ALLAN KARDEC. É o Espiritismo uma Religião? Revista Espírita - Jornal de Estudos Psicológicos, dezembro de 1968, O Reformador, v.94, n.1764, p. 22-26, 1976.

ALLAN KARDEC. O que é o Espiritismo, IDE, 223p.1994.

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Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Taroco em 20 de Abril de 2009, 00:33
Olá,
 
 Meu nome é Marilia, moro em Aracruz/Es, faço parte uma Casa Espírita, onde evangelizo crianças de 2 a 4 anos. Adorei a proposta pois é bom sempre estarmos estudando e ativos.Muita Paz!!!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 20 de Abril de 2009, 01:18
Seja muito bem-vinda, Taroco!

Nota: o texto do Alamar não é mais um estudo epistemológico da velha questão "O Espiritismo é ou não uma religião?". Logo no início ele dá a sua opinião acerca da pouca atenção que lhe merece essa discussão.

O Alamar foca o igrejismo, o "Espiritismo à moda da casa", o sincretismo religioso que resulta do pouco ou nehum estudo, a pieguice e a ditadura, que defraudam os frequentadores, que mais não encontram do que mais uma religião tradicional, com tudo o que é negativo nestas.

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: shirlei em 20 de Abril de 2009, 17:33
Cada um faça o melhor com o que tem, com o que sabe, os que buscam continuem e acharão, falar demais , opinar demais, talvez este tempo seria melhor usado em trabalhos...[color=red][/color]
 Aquele que não sabe e sabe que não sabe, é simples; acordai-o.
 Aquele que não sabe e não sabe que não sabe, é tolo; evitai-o.
 Aquele que sabe e sabe que sabe, é sensato; segui-o.
 O sábio sabe tudo que diz, mas não diz tudo o que sabe."
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 20 de Abril de 2009, 17:56
O sábio fala por enigmas? :)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 20 de Abril de 2009, 18:31
O Espiritismo afinal é uma religião?

O caro amigo e companheiro Vítor Passos colocou acima o texto compleo, para que não se diga que estamos a retirar do contexto. Contudo, realçamos o essencial:

Kardec prossegue: "... Se assim é, dirão, o Espiritismo então é uma religião? - Perfeitamente! sem duvida; no sentido filosófico, o Espiritismo é uma religião, e nós nos ufanamos disso, porque ele é a doutrina que funda os laços de fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre as mais sólidas bases: as leis da própria Natureza. Porque então declaramos que o Espiritismo não é uma religião? Por isso que só temos uma palavra para exprimir duas idéias diferentes e que na opinião geral, a palavra religião é inseparável da de culto: revela exclusivamente uma idéia de forma, e o Espiritismo não é isso.

Se o Espiritismo se dissesse uma religião, o publico só veria nele uma nova edição, uma variante, se assim nos quisermos expressar, dos princípios absolutos em matéria de fé, uma casta sacerdotal com seu cortejo de hierarquias, de cerimônias e de privilégios; o publico não o separaria das idéias de misticismo e dos abusos, contra os quais sua opinião tem-se elevado tantas vezes.

Não possuindo nenhum dos caracteres de uma religião, na acepção usual da palavra, o Espiritismo não poderia nem deveria ornar-se com um titulo sobre o valor do qual inevitavelmente se estabeleceria a incompreensão; eis porque ele se diz simplesmente: doutrina filosófica e moral..."


Perante tão categórica explicação, perguntomo-nos como é que pode alguém defender que o Espiritismo é uma religião.
A tendência dita espiritólica no Espiritismo é aquela cujos defensores sentem a falta dos aspectos exteriores do culto católico. A toalha branca sobre a mesa da palestra relmete-nos para o altar. A profusão de imagens nas paredes evoca os frescos e os vitrais das igrejas. O Espiritismo,em si, as obras básicas, são relegados para segundo (terceiro, quatro quinto, inexistente) plano, em detrimento da oração decorada. Tudo num centro espiritólico se assemelha a uma igrejinha católica com padres à paisana. a autoridade "sacerdotal" é inquestionável, inquestionada, e o ciclo de isolamente dá aso a todo o tipo de práticas exdrúxulas e estranhas à doutrina dos Espíritos.

À semelhança das igrejas católicas e evenagélias, nas "igrejas espíritas" fala-se mais do "Diabo" do que de Deus. Nas "igrejas espíritas" a figura do Diabo é substituída pela dos obssessores, eis a diferença. As penitências são substituídas por versões requentadas de "paciência e resignação", que mais não são que o culto da culpa e do pecado, devidamente encapotados. O Índex católico é substituído pela lista de autores e palestrantes proibidos, de que Alamar é um habitual representante.
As hierarquias religiosas espíritas continua tão intolerantes e preocupadas com o exterior, como aquelas que levaram o Nazareno a julgamento, acusado de desafiar a ortodoxia.

Há quem, nos círculos espiritólicos, anseie discretamente por que o Espiritismo seja absorvido pela Igreja Católica. E quando aparece alguém a apontar estes factos, há quem julgue tratar-se de "novidades". Mas "novidade" é o "Espiritismo à Moda da Casa", sem qualquer tipo de embasamento doutrinário. É o Espiritismo sem Codificação, o Espiritismo igrejeiro de que fala Herculano Pires. O Espiritismo que substitui a fraternidade e a simplicidade por novos bispos, papas e cardeais - sem proveito para inguém.

Se por via de raciocínios epistemológicos rebuscados alguém quiser dizer que afinal Kardec disse o que não disse- que o Espiritismo é religião - não vem daí o mal ao mundo. Vem algum mal à imagem do Espiritismo quando se confunde a novidade do "Espiritolicismo" com a doutrina codificada por Allan Kardec, a Doutrina dos Espíritos.

Mau serviço ao Espiritismo é prestado quando alguém chega ao que julga ser um centro espírita e depara com um centro de rezação de terço. A liberdade de cada um é inquestionável, contudo, a bem de nos entendermos, convém que se chame as coisas pelos nomes. Rezação é rezação, e Espiritismo é Espiritismo. Religião é religião, e Espiritismo é Espiritismo.

"Vamos iniciar um grupo espírita?" - pensemos nisto.

E por favor, se vos for possível, não fuzilem o mensageiro. O que aqui está escrito são factos facilmente constatáveis pela consulta da Codificação e pelo que nos rodeia. Espírita não se melindra. Debate cordialmente, se for caso disso.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Carlos Ribeiro em 20 de Abril de 2009, 18:52
Pois é Mario, o espiritismo é a DOUTRINA dos espíritos e não a RELIGIÃO dos espíritos. No entanto existem pessoas que querem transformar o espiritismo em mais uma religião.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Anton Kiudero em 20 de Abril de 2009, 19:25

Amigos,

Podemos ser religiosos sem participar de uma religião. Podemos orar sem rezar. O espiritismo leva a consciência de si mesmo e de Deus. E para isto nada a não ser o trabalho interior é necessário. No entanto, se algum trabalho exterior deve ser realizado, que seja o menos invasivo e estruturado possível.

Para o ser humano a estrutura é tudo e o conteudo, após algum tempo é nada.

http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,14830.0.html

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Victor Passos em 20 de Abril de 2009, 20:37
Ola Companheiros
muita paz e harmonia

      Meus bons companheiros , muitas das vezes quando se lê é necessário perceber o contexto, de onde se quer chegar e do que se pode aproveitar do mesmo...
   Nós para falarmos de algo temos que nos munir de provas e relações de concordância do que é ...do que possa não ser...ou do que será!
    O maior problema dos Espiritas é julgarem que tem todo conhecimento da Humanidade, que são superiores aos outros conceitos filosoficos doutrinarios, aos outros credos,quando na realidade isso não é verdade e ainda por cima fazem recair um fundamentalismo feudal dos senhores da verdade , mas atenção verdade sem razão é um poço de cegueira enorme!
   Realmente o espiritismo , não tem dogmas, não obstrui a crença, desde que não seja cega, logo só aí , já nos aproximamos do religare, pela fé, mesmo que racionada.
    Todas as religiões mesmo que em desacordo com os principios Espiritas merecem o nosso respeito, se eles tem fragilidades , quantas não existem no Espiritismo!?
   Mas é só o ritualismo que nos afasta e diferencia do sentido das outras religiões, porque todos os credos que apelem à tranformação do homem para melhor, colocam a sua filosofia no seguimento racional da evolução moral, e dos valores Cristãos, logo somos Religião, mas não no sentido contextual dogmatico que outras tem, mas pelo cunho da procura através da transformação moral, da aceitação da Divindade e da essência que Jesus nos legou pelo amor...
  Em relação aos outros, não podemos esquecer, que são espiritos, se somos superiores, não acho, porque não é uma asservativa que faz a diferença, mas os actos e o exemplo com que seguimos...Todos somos Cristãos ou seja tendemos a ser daí não existe diferença...Os espiritas erram como todos os outros apologistas de religiões diferentes...inclusive chegamos a ser vozes ressonantes sem saber que somos tão pequenos como eles...
   Os rotulos são abonatorios do exemplo fragil do que somos, apontando, sem razão para o podermos fazer, outros apenas seguem por afinidade e mesmo ingenuidade, abanando a cabeça , sem conhecimento de causa!...
   Daí a minha opinião ser que somos religião, sem rituais, mas porque apelamos à transformação do homem para melhor, pela moral, pela ´fe mesmo que racionada ,pelo crer na Divindade fazem  de nossa Filosofia Espirita uma religião, não no sentido lacto, mas causal...sem rituais, e aceitando todos os outros credos, daí a busca da diferença entre aqueles que a querem fazer...
    Atenção não sou dono da verdade, esta é a minha opinião pessoal...

VICTOR PASSOS
 

 O que é Religião?Está aí o conceito...
   
 A Religião (do latim: "religio" usado na Vulgata, que significa "prestar culto a uma divindade", “ligar novamente", ou simplesmente "religar") pode ser definida como um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que parte da humanidade considera como sobrenatural, divino, sagrado e transcendental, bem como o conjunto de rituais e códigos morais que derivam dessas crenças.
  A palavra portuguesa religião deriva da palavra latina religio, mas desconhece-se ao certo que relações estabelece religio com outros vocábulos. Aparentemente no mundo latino anterior ao nascimento do cristianismo, religio referia-se a um estilo de comportamento marcado pela rigidez e pela precisão.
A palavra "religião" foi usada durante séculos no contexto cultural da Europa, marcado pela presença do cristianismo que se apropriou do termo latino religio. Em outras civilizações não existe uma palavra equivalente. O hinduísmo antigo utilizava a palavra rita que apontava para a ordem cósmica do mundo, com a qual todos os seres deveriam estar harmonizados e que também se referia à correcta execução dos ritos pelos brâmanes. Mais tarde, o termo foi substituído por dharma, termo que atualmente é também usado pelo budismo e que exprime a idéia de uma lei divina e eterna. Rita relaciona-se também com a primeira manifestação humana de um sentimento religioso, a qual surgiu nos períodos Paleolítico e Neolítico, e que se expressava por um vínculo com a Terra e com a Natureza, os ciclos e a fertilidade. Nesse sentido, a adoração à Deusa mãe, à Mãe Terra ou Mãe Cósmica estableceu-se como a primeira religião humana. Em torno desse sentimento formaram-se sociedades matriarcais centradas na figura feminina e suas manifestações [1]. Ainda entre os hindus destaca-se a deusa Kali ou A negra como símbolo desta Mãe cósmica. Cada uma das civilizações antigas representaria a Deusa, com denominações variadas: Têmis (Gregos), Nu Kua (China), Tiamat (Babilônia) e Abismo (Bíblia).
Segundo o acadêmico Joseph Campbell a mudança de uma idéia original da Deusa mãe identificada com a Natureza para um conceito de Deus deve-se aos hebreus e à organização patriarcal desta sociedade. O patriarcalismo formou-se a partir de dois eventos fundamentais: a atividade belicosa de pastoreio de gado bovino e caprino [2] e às constantes perseguições religosas que desencadeavam o nomadismo e a perda de identidade territorial [3]. Herdado da cultura hebraica, patriarcado é uma palavra derivada do grego pater, e se refere a um território ou jurisdição governado por um patriarca; de onde a palavra pátria. Pátria relaciona-se ao conceito de país, do italiano paese, por sua vez originário do latim pagus, aldeia, donde também vem pagão. País, pátria, patriarcado e pagão tem a mesma raiz.
Mais tarde, Lactâncio (século III e IV d.C.) e afirma que o termo vem de religare, religar, argumentando que a religião é um laço de piedade que serve para religar os seres humanos a Deus.
No livro "A Cidade de Deus" Agostinho de Hipona (século IV d.C.) afirma que religio deriva de religere, "reeleger". Através da religião a humanidade reelegia de novo a Deus, do qual se tinha separado. Mais tarde, na obra De vera religione Agostinho retoma a interpretação de Lactâncio, que via em religio uma relação com "religar".
Macróbio (século V d.C.) considera que religio deriva de relinquere, algo que nos foi deixado pelos antepassados.
Independente da origem, o termo é adoptado para designar qualquer conjunto de crenças e valores que compõem a fé de determinada pessoa ou conjunto de pessoas. Cada religião inspira certas normas e motiva certas práticas.

Wikipedia
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 20 de Abril de 2009, 21:03
Caro Victor Passos,

Foi muito oportuna a sua chamada de atenção, dado que, desde o início deste estudo que foi por várias vezes referido que o Espiritismo não se arroga a condição de estar mais próximo da verdade do que outra qualquer doutrina. Quem chegue agora e não tenha acompanhado desde o início pode conferir os posts anteriores e verificar essa constante chamada de atenção. Falou-se, inclusivamente do texto de Kardec"Pequena resposta aos Detractores do Espiritismo", no qual o autor afirma que ser espírita é uma opinião e uma crença, como ser materialista, católico, ou qualquer outro caminho filosófico, tenha ele mais ou menos laivos religiosos.

A declaração de Kardec parece-me inequívoca:

Se crer em Deus é ser religioso, somos religiosos, com toda a frontalidade.

Contudo, dado que religiões implicam hierarquias, dogmas inquestionáveis, rituais, sacrifícios, sacramentos, sacerdotes e sumo-sacerdotes, seres privilegiados, crenças que vão contra a Ciência e a razão, etc., e na falta de palavras diferentes para designar coisas diferentes, somos uma doutrina filosófica.

Se me disserem que crer em Deus, imortalidade da alma, reencarnação, lei de causa e efeito, vida fora do nosso planeta e mediunidade, é ser religioso, em nada me sinto beliscado. Mais que questões de Linguística, importa-me o conteúdo da doutrina espírita, e a fraternidade que nos deve unir entre nós e a todos os homens.

O que está em causa é que às vezes não é apenas uma questão de nomes. Às vezes é enxertar no Espiritismo tudo o que não é próprio deste e que avivei a negrito mais acima.
Sincretismos, adulterações, deturpações, não beneficiam a ninguém. Não é a designação de religião que constitui problema. É a “igrejificação”, que acarreta problemas mais significativos do que questões de semântica.

Não é sequer honesto da nossa parte estarmos a oferecer um serviço religioso. Estaremos a usurpar um papel que cabe às religiões tradicionais, e estaremos a atraiçoar os princípios espíritas. Kardec disse que o Espiritismo não pretendia adornar-se com o título de religião, que não lhe cabe. Não está em causa o valor, a bondade, as boas intenções, todo o tipo de qualidades seja de quem for. A corrente "igrejeira" do Espiritismo pode contar entre os seus simpatizantes com os mais perfeitos dos homens, inexcedíveis em todas as qualidades. Não é isso que está em causa. Não são juízos de valor, que esses cabem a Deus, como Jesus nos lembrou ("Não julgueis"). Está em causa um debate sereno e cordial, como acontece em qualquer instituição cultural. E o Espiritismo é cultura. Como já foi dito também neste estudo, na associação columbófila estuda-se e pratica-se Columbofilia; na associação dos amigos dos castelos, discute-se e pratica-se estudo de castelos; na associação espírita estuda-se e pratica-se Espiritismo. Não era assim que Jesus fazia? Vimo-lo afastar-se da simplicidade e da total prioridade ao conteúdo? Vimo-lo apoucar alguém? Vimo-lo fundar alguma religião ou alguma igreja? Pelo contrário! Vimo-lo anunciar uma mensagem universal e transversal a toda a Sociedade. A ninguém excluiu. A todos acolheu com amor. Mesmo aos que não concordavam com ele e até aos que o perseguiram. daí er sido esse ser tão extraordinário que tanto amamos, e que suscita sentimentos de respeito e carinho entre cristãos e não cristãos, e até crentes e não crentes.

Em adenda, relembro o texto de Kardec aqui postado por Mourarego, em que o Codificador aconselha:

"• Submeter todas suas crenças ao controle do livre exame e da razão e nunca aceitar pela fé cega,
• Respeitar todas as crenças sinceras mesmo irracionais que elas nos pareçam e não violentar a consciência de ninguém."


Respeitar escrupulosamente todas as formas de pensar. Já Kardec nos dizia isso. Complexos de superioridade não condizem com Espiritismo, como bem lembra o Victor Passos. Nem complexos de inferioridade. Cada pessoa tem direito a professar a sua crença e ninguém tem o direito de a impor aos outros.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 20 de Abril de 2009, 21:13
(Uma catrefada de citações, uma vez sem exemplo, dando a palavra a Allan Kardec. O objectivo não é ajudar a provar este ou aquele ponto, mas ajudar-nos a enquadrar a questão do "igrejismo", agora em foco).


"...o Espiritismo se fundamenta em princípios gerais independentes de toda questão dogmática. É verdade que ele tem conseqüências morais, como todas as ciências filósóficas. Suas conseqüências são no sentido do cristianismo, porque é este, de todas as doutrinas, a mais esclarecida, a mais pura, razão por que, de todas as seitas religiosas do mundo, são as cristãs as mais aptas a compreendê-lo em sua verdadeira essência.

O Espiritismo não é pois uma religião. Do contrário teria seu culto, seus templos, seus ministros. Sem dúvida cada um pode transformar suas opiniões numa religião, interpretar à vontade as religiões conhecidas; mas daí à constituição de uma nova igreja há uma grande distância e penso que seria imprudente seguir tal idéia. Em resumo, o Espiritismo ocupa-se da observação dos fatos e não das particularidades desta ou daquela crença; da pesquisa das causas, da explicação que os fatos podem dar nos fenômenso conhecidos, tanto na ordem moral quanto na ordem física, e não impõe nenhum culto aos seus partidários..."

(da Revista Espírita - Volume 2 - 1859 - Refutação de um artigo de "L'Univers")


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Realmente senhor abade... ( ) ...o Espiritismo está fora de todas as crenças dogmáticas, com o que não se preocupa; nós o consideramos uma ciência filósofica, que nos explica uma porção de coisas que não compreendemos e, por isto mesmo, em vez de abafar as idéias religiosas, como certas filosófias, fá-las brotar naqueles em que elas não existem. Se, entretanto, o quiserdes elevar a todo o custo ao plano de uma religião, vós o atirais num caminho novo. É o que compreendem perfeitamente muitos eclesiásticos que, longe de empurrar para o cisma, esforçam-se por conciliar as coisas, em virtude deste racicínio: (...)

Se eu tivesse a honra de ser sarcedote, disto me serviria em favor da religião; dela faria uma arma contra a incredulidade e diria aos materialistas e ateus: Pedi provas? Ei-las: e é Deus quem as manda.

(da Revista Espírita - Volume 2 - 1859 - Resposta a réplica do abade Chesnel em "L'Univers")

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O Espiritismo é ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, ele consiste nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos; como filosofia, ele compreende todas as conseqüências morais que decorrem dessas relações.

Pode-se defini-lo assim:

O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, da origem e da destinação dos Espíritos, e das suas relações com o mundo corporal.

O que é o Espiritismo - Preâmbulo (1859)



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O Espiritismo prova e faz ver o que a religião ensina pela teoria.

(...)

O Espiritismo é, antes de tudo, uma ciência e não se ocupa das questões dogmáticas. Essa ciência tem conseqüências  morais, como todas as ciências filosóficas. (...)

(...) 

...O Espiritismo está portanto na própria Natureza...

(...)

...Seu verdadeiro caráter é, portanto, o de uma ciência e não o de uma religião. (...) Repousa então sobre princípios independente de toda e qualquer questão dogmática. Suas conseqüências morais estão na linha do Cristianismo, pois este é, de todas as doutrinas, a mais esclarecida e a mais pura, e é por essa razão que, de todas as seitas religiosas do mundo, os cristãos são os mais aptos a compreendê-lo em sua verdadeira essência.

O que é o Espiritismo - Terceiro diálogo: O padre (1859
)

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O Espiritismo independe de qualquer forma de culto, não aconselhando nenhum e não se preocupando com dogmas particulares, não constitui uma religião especial, pois não possui nem sacerdotes nem templos. Aos que lhe perguntam se fazem bem em seguir tal ou tal prática, apenas responde; "Se sua consciência aprova o que você faz, faça-o: Deus sempre considera a intenção". Numa palavra, o Espiritismo nada impõe a ninguém. Não se destina aos que tem fé, e a quem esta fé é suficiente, mas à numerosa classe de inseguros e dos incrédulos. Não os afasta da Igreja, porquanto ja estão dela moralmente afastados, de modo total ou parcial, mas os leva a fazer três quartos do caminho para nela entrarem; cabe à Igreja fazer o resto.

(...)

...Um venerável eclesiastíco dizia a esse respeito: "O Espiritismo faz crer em algo; ora, é melhor crer em alguma coisa do que não ter crença nenhuma".

O Espiritismo em sua mais simples Expressão. (1862)


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"Se a religião, apropriada em começo aos conhecimentos limitados do homem, tivesse acompanhado sempre o movimento progressivo do Espírito humano, não haveria incrédulos, porque está na própria natureza do homem a necessidade de crer, e ele crerá desde que se lhe dê o pábulo espiritual de harmonia com as suas necessidades intelectuais" 

(do livro "O Ceu e o Inferno" - Allan Kardec, capítulo I) (1865).


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"Ele não apresenta nenhuma característica de uma religião na acepção usual do vocabulário; não podia nem devia enfeitar-se com um título sobre cujo valor inevitavelmente se teria equivocado. Eis porque simplesmente se diz: doutrina filosófica e moral"

(da Revista Espírita - Volume 12 - 1868
).


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"A contradição existente entre certas crenças religiosas e as leis naturais fez a maioria dos incrédulos, cujo número aumenta à medida que se populariza o conhecimento dessas leis. Se fosse impossível o acordo entre a ciência e a religião, não haveria religião possível. Proclamamos altamente a possibilidade e a necessidade desse acordo porque, em nossa opinião, a ciência e a religião são irmãs para a maior glória de Deus e se devem completar reciprocamente, em vez de se desmentirem mutuamente. Estender-se-ão as mãos, quando a ciência não ver na religião nada de incompatível com os fatos demosntrados e a religião não mais tiver que temer a demonstração dos fatos.

Pelas revelações das leis que regem as relações entre o mundo visível e o invisível, o Espiritismo será o traço de união que lhes permitirá olhar-se face a face, uma sem rir, a outra sem tremer. É pela concordância da fé e da razão que diariamente tantos incrédulos são trazidos a Deus."

(trecho do discurso de Allan Kardec na Sociedade Espírita de Paris em 1868 - Revista Espírita).


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"O Espiritismo foi chamado a desempenhar uma papel imenso na Terra. Reformará a legislação tantas vezes contrárias às leis divinas; retificará os erros da História; restaurará a religião do Cristo ... Instituirá a verdadeira religião, a religião natural, a que parte do coração e vai direto a Deus"

(do livro "Obras Póstumas" de Allan Kardec, página 299 - edição FEB
).


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"O Espiritimo proclama a liberdade de consciência como direito natural; reclama-a para os seus adpetos, do mesmo modo que para toda a gente. Respeita todas as convicções sinceras e faz questão de reciprocidade. Da liberdade de consciência decorre o direito de livre exame em matéria de fé. O Espiritismo combate a fé cega, porque ela impõe ao homem que abdique da sua própria razão; considera sem raiz toda fé imposta, donde o inscrever entre suas máximas: Não é inabalável, senão a fé que pode encarar de frente a razão em todas as épocas da Humanidade".

Coerente com seus princípios, o Espiritismo não se impõe a quem quer que seja; quer ser aceito livremente e por efeito de convicção. Expõe suas doutrinas e acolhe os que voluntariamente o procuram.

Não cuida de afastar pessoa alguma das suas convicções religiosas; não se dirige aos que possuem fé e a quem essa fé basta; dirige-se aos que, insatisfeitos com o que se lhes dá, pedem alguma coisa melhor"

(do livro "Obras Póstumas" - Allan Kardec).

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* * *
 "O Espiritismo é uma doutrina filosófica de efeitos religiosos ... Não é uma religião constituida, visto que não tem culto, nem rito, nem templos e que entre seus adeptos, nenhum recebeu o título de sacerdote ..."

(do livro "Obras Póstumas" - página 260 - Edição FEB).
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Gigii em 20 de Abril de 2009, 23:37

Se me disserem que crer em Deus, imortalidade da alma, reencarnação, lei de causa e efeito, vida fora do nosso planeta e mediunidade, é ser religioso, em nada me sinto beliscado.

Olá amigos...

e ser religioso é bom? é mau?

Será que temos de escolher entre ser ou não religioso?

Bisouxss
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Victor Passos em 21 de Abril de 2009, 00:09
Amigos me perdoem, mas vou postar umestudo de Divaldo Franco,é umpouco longo,mas elucidativo;

Aspecto Religioso

Divaldo Pereira Franco

O homem, herdeiro dos seus próprios atos, chega à atualidade, assinalado pela decepção, pela amargura e vencido pelo egoísmo.

Os séculos que varreram povos e edificaram civilizações foram, também, responsáveis pela quedas das suas construções, que hoje remanescem como escombros desolados, documentando a fragilidade das conquistas de natureza material.

Os avanços tecnológicos dos últimos tempos não se fizeram acompanhar pelas realizações de natureza moral, decorrendo disto os descalabros e desatinos que se observam em toda parte.

Ao lado das imensas conquistas da Ciência aliada à Tecnologia permanecem as indiferenças pelo homem, em si mesmo, mergulhando nas ambições desmedidas e na caça ao poder exacerbado, que respondem pela miséria social e econômica, que domina o Planeta em todas as direções. Centenas de milhões de vidas se estiolam ao abandono e os índices de crimes, de violência e de loucura parecem informar que o homem se perdeu a si mesmo...

Tal ocorrência resulta do fracasso do materialismo, que acenou à criatura a ilusão de mundo de mentira e propôs-lhe uma felicidade imediata, não maior do que uma quimera

As guerras sucessivas e os desajustes humanos provaram que as realizações não estavam dispostas a conduzir o individuo para o bem. Equipadas com dogmas e cerimônias complexas, nas quais, igualmente se fizeram vítimas dos seus pastores desalmados, mais interessados nos valores terrestres do que nos bens espirituais ou na felicidade das ovelhas.

Fomentadoras de interesses servis, lançaram-se, umas contra as outras, promovendo mais aflições do que consolos, e desligando de Deus, ao largo do tempo, as mentes humanas.

Neste báratro, surgiu a Doutrina Espírita, desde 1857, com propostas novas, alicerçadas nos fatos demonstrados em laboratório, e portadora de uma filosofia comportamental excelente, tendo como apoio o Cristianismo primitivo, que revive em toda a sua potencialidade.

Ciência que investiga, filosofia que esclarece e religião que conduz, o Espiritismo vem, no momento próprio, quando a cultura o pode assimilar e do homem vivê-lo, a fim de resgatar o Espírito do Cristo das Igrejas ortodoxas apaixonadas, cujos fieis, com raras e justas exceções, não O vivem nem O amam...

Momento este, altamente significativo e decisivo para o homem, de retorno ao Cristianismo, que o Espiritismo explica e desvela, abrindo as portas ao amor e à caridade, como propostas libertadoras para a consciência e o coração, até este momento ergastulados nos calabouços das paixões primitivas, destruidoras.

Atraindo milhões de pessoas, aos seus postulados, "Consolador" ilumina a mente e arranca, pelas raízes, os males que geram aflições, evitando que futuras lágrimas de dor venham aljofrar os olhos dos homens.

Fixando a atenção na sua feição religiosa, exaltamos a sabedoria do mestre Allan Kardec que no-lo ofereceu, escoimado de superstições e místicas, fórmulas e sacerdócios organizados, muito comuns a outras religiões, o que, todavia,não o exonera de ser vivido religiosamente, face às possibilidades de mudar os rumos atuais pelos quais segue a Humanidade, na busca da plenitude.

Nas sua grandeza, a Doutrina Espírita abarca o conhecimento gera, que nela jaz, em síntese, esplendendo na lição da Caridade, fora da qual, não há salvação.

Podemos, assim, constatar que em toda a Codificação está presente o espírito religioso, completando os conteúdos científicos e filosóficos, nos quais se apóia toda a Revelação.

Ao iniciar o colossal trabalho de interrogação aos Espíritos, a primeira questão apresentada por Allan Kardec é a respeito de Deus, e a última, prosseguindo em torno das indevassadas proposições do Infinito, defrontando-se, na problemática, a criatura e o seu Criador, para concluir, magistralmente, a Obra, com uma análise sobre o reino do Cristo nos corações e a predominância do bem no relacionamento social. Assim, ressalta a tese da destinação humana, cuja etapa final é a sua plenitude, a perfeição relativa que lhe está reservada. ("O Livro dos Espíritos" – Questões 1 e 1018/19.).

Nesse processo de evolução, conforme acentuam os Espíritos, tudo marcha na direção de Deus. "desde o átomo até o arcanjo" (Questão 540 – "O Livro dos Espíritos"), apresentando o mecanismo da "Progressão dos Espíritos", a todos facultando, a Soberana Lei, a oportunidade de desenvolver as potencialidades que lhes jazem inatas e alcançarem a felicidade, conforme as promessas de Jesus.

Deus, no Espiritismo,deixa de ser o Criador antropomórfico, para tornar-se a "inteligência suprema e causa primeira do Universo" (Questão 1 – "O Livro dos Espíritos") acessível à compreensão relativa dos homens, que lhe penetram a justiça, segundo as lições apresentadas pelo Nazareno.

O Evangelho, nessa obra fundamental, ressurge com toda a sua pujança, a partir do debate sobre os "anjos e demônios", que se inicia na Questão nº 128 e prosseguem em diversas outras.

Exalando, no seu texto, o odor religioso, na sua mais elevada qualidade, Kardec enfrenta o materialismo e o combate com lógica, apoiado pelos reveladores Espirituais, culminando com a questão a respeito do ser mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para servir-lhe de modelo e guia, e que obteve a resposta, sintética e insuperável: Jesus. (Questão 625, de "O Livro dos Espíritos").

Na análise das "Leis Morais", a de adoração se apresenta como aquele que propicia ao homem a perfeita compreensão da sua pequenez diante da Majestade do seu Criador, elucidando que a verdadeira adoração é do coração (Questão 653 de "O Livro dos Espíritos"), anulando qualquer tipo de culto exterior e cerimonial que descaracterizaria a grandeza e o valor do seu compromisso com a razão e a lógica.

Aprofundando o assunto, explica, Allan Kardec, posteriormente: "Demolindo nas religiões o que é obra dos homens e fruto de sua ignorância das leis da Natureza... Afastando os acessórios, ela prepara as vias para a unidade." ("A Gênese" – Cap. XVII, item 32.).

Por essência, o homem é um ser religioso. O seu atavismo antropológico-sociológico indu-lo ao culto religioso, à adoração natural a Deus, aos elementos essenciais da fé e, depois, da razão, na busca da conscientização da sua imortalidade. Este sentimento ressalta na prece, na ação da caridade, no exercício das virtudes, na superação da sua animalidade, no sacrifício para superar os próprios limites humanos.

A prece é-lhe de vital importância, a fim de se sintonizar com Deus, louvando-O, pedindo-Lhe e agradecendo-Lhe, em uma submissão racional e em uma libertação plena, ao entender as Leis que governam a vida.

Em "O Livro dos Espíritos", Parte Terceira (Das Leis Morais), Allan Kardec encara os desafios morais que esperam pelo indivíduo e analisa as grandezas e misérias humanas,suas paixões e ideais, seus vícios e virtudes em um formoso caleidoscópio de informações lúcidas quão atuais.

Em toda a metodologia de "O Livro dos Médiuns", encontramos a preocupação dos Espíritos e de Kardec, no que diz respeito à conduta moral dos intermediários e à sua responsabilidade em torno da vida futura que a todos nos aguarda.

Após a análise profunda das questões pertinentes ao intercâmbio entre os Espíritos e os homens, as conseqüências do bom ou mau uso da mediunidade, dos perigos da obsessão, são apresentadas comunicações que facultam uma melhor compreensão na natureza das criaturas após a desencarnação, que a ninguém modifica de golpe, e, por fim, as excelentes advertências e orientações das Entidades Venerandas, entre as quais, as oportunas palavras de Santo Agostinho: Confiai na bondade de Deus e sede bastante clarividentes para perceberdes os preparativos da vida nova que ele vos destina."

"O Evangelho segundo o Espiritismo", no seu Prefácio, abre as suas páginas com a extraordinária mensagem do Espírito de Verdade:

"Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos Céus, qual imenso exército que se movimenta ao receber as ordens do seu comando, espalham-se por toda a superfície da Terra e, semelhantes a estrelas cadentes, vêm iluminar os caminhos e abrir os olhos aos cegos.

"Eu vos digo, em verdade, que são chegados em que todas as coisas hão de ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos.

"As grandes vozes do Céu ressoam como sons de trombetas, e os cânticos dos anjos se lhes associam. Nós vos convidamos, a vós homens, para o divino concerto. Tomai da lira, fazei uníssonas vossas vozes, e que, num hino sagrado, elas se estendam e repercutam de um extremo a outro do Universo.

"Homens, irmãos a quem amamos, aqui estamos juntos de vós. Amai-vos, também, uns aos outros e dizei do fundo do coração, fazendo as vontades do Pai, que está no Céu: Senhor! Senhor!... e podereis entrar no reino dos Céus."

Fundamentando-se nas mesmas questões abordadas por todas as religiões, e a que Kardec se referirá, posteriormente: "A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana: uma revela as leis do mundo material e a outra as do mundo moral..." ("O Evangelho segundo o Espiritismo", Cap. I, nº 8.) E, logo depois, no Capítulo XXIV, item 16, da obra referida, volta a dizer: "Pois que a doutrina que professam (os adeptos do Espiritismo) mais não é do que o desenvolvimento e a aplicação da do Evangelho, também a eles se dirigem as palavras do Cristo."

Detendo-se em uma análise mais profunda a respeito dos vínculos entre a Ciência e a Religião, no livro acima referido (Cap. 1), assevera o Codificador, ainda, no Item 8:

"A Ciência e Religião são as duas alavancas da inteligência humana: uma revela as leis do mundo material e outra as do mundo moral. Tendo, no entanto, essas leis o mesmo princípio, que é Deus, não podem se contradizer. Se fossem a negação uma da outra, uma necessariamente estaria em erro e a outra com a verdade, porquanto Deus não pode pretender a destruição de sua própria obra. A incompatibilidade que se julgou existir entre essas duas ordens de idéias provêm apenas de uma observação defeituosa e de excesso de exclusivismo, de um lado e de outro. Daí um conflito que deu origem à incredulidade e à intolerância.

São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo têm que ser completados; em que o véu intencionalmente lançado sobre algumas partes desse ensino tem de ser levantado; em que a Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, tem de levar em conta o elemento espiritual e em que a Religião, deixando de ignorar as leis orgânicas e imutáveis da matéria, como duas forças que são, apoiando-se uma na outra e marchando combinadas, se prestarão mútuo concurso. Então, não mais desmentida pela Ciência, a Religião adquirirá inabalável poder, porque estará de acordo com a razão, já se lhe não podendo mais opor a irresistível lógica dos fatos."

No Capítulo IX, Item 8, do mesmo livro,explica o Codificador: "A doutrina de Jesus ensina, em todos os seus pontos, a obediência e a resignação, duas virtudes companheiras da doçura e muito ativas, se bem os homens erradamente as confundam com a negação do sentimento e da vontade. A obediência é o consentimento da razão; a resignação é o consentimento do coração, forças ativas ambas (...) O pusilânime não pode ser resignado, do mesmo modo que o orgulhoso e o egoísta não podem ser obedientes."

A seguir, no Capítulo XV, Itens 8 e 9, considera.

(...) "Fora da caridade não há salvação – assenta num princípio universal e abre a todos os filhos de Deus acesso à suprema felicidade (...) consagra o princípio da igualdade perante Deus e da liberdade de consciência (...) os homens são irmãos e, qualquer que seja a maneira por que adorem o Criador, eles se estendem as mãos e oram uns pelos outros."

Fora da Verdade (...) equivaleria ao Fora da Igreja (...) e seria igualmente exclusivo, porquanto nenhuma seita existe que não pretenda ter o privilégio da verdade (...) O Espiritismo, de acordo com o Evangelho, admitindo a salvação para todos, independe de qualquer crença, contanto que a lei de Deus seja observada, não diz: Fora do Espiritismo não há salvação; e, como não pretende ensinar ainda toda a verdade, também não diz: Fora da Verdade... pois que esta máxima separaria em lugar de unir e perpetuaria os antagonismos."

Ainda no Capítulo I, da referida obra, no item 6, Kardec assevera: "O Espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus" e prossegue no de número 7: "Assim como o Cristo disse: "Não vim destruir a lei, porém cumpri-la, também o Espiritismo diz: "Não venho destruir a lei cristã; mas dar-lhe execução." Nada ensina em contrário ao que ensinou o Cristo; mas desenvolve, completa e explica, em termos claros e para toda gente, o que foi dito apenas sob forma alegórica. Vem cumprir, nos tempos preditos, o que o Cristo anunciou e preparar a realização das coisas futuras. Ele é, pois, obra do Cristo, que preside, conforme igualmente o anunciou, à regeneração que se opera e prepara o reino de Deus na Terra."

Ao estudar O Cristo Consolador, no Capítulo VI, de "O Evangelho segundo o Espiritismo", toda a floração evangélica estende o perfume da esperança, fazendo-se ouvir novamente o conteúdo sublime da palavra de Jesus, qual ocorreu nos memoráveis dias da Sua jornada terrestre. E, ao final do item 5, deste notável Capítulo, o Espírito de Verdade orienta: "Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo."

No Capítulo XXVI, de "O Evangelho segundo o Espiritismo", no Item 10, com imensa propriedade, escreve o Codificador: "A mediunidade é coisa santa, que deve ser praticada santamente, religiosamente." Estudava o mestre a questão da Mediunidade gratuita, objetivando o sentido superior do seu ministério e o faz de forma elevada, que a torna uma bênção a ser repartida religiosamente, desinteressadamente.

"O Céu e o Inferno", de Allan Kardec, é toda uma obra religiosa, na qual o extraordinário pensador propõe um Código penal da vida futura – 1a. Parte – Cap. VII, 33 itens extraordinários, dignos de figurar em qualquer legislação que dignifique a criatura humana. Ademais, as comunicações repetem os estados dos Espíritos, nos diferentes estágios do processo depurador, esclarecendo os velhos conceitos sobre o inferno, o purgatório e o céu, afirmando a justiça e a bondade de Deus em todos os seus transcendentes aspectos.

Nos dezoito capítulos de "A Gênese", uma terça parte deles aborda questões palpitantes e sempre oportunas da lições e ensinamentos de Jesus, fazendo ressaltar a tarefa do Espiritismo, na sua condição de "O Consolador" (João: 14: 16 e seguintes), elucidando, com as luzes que o projeta, as passagens obscuras e traçando um roteiro formoso a respeito da sociedade do futuro e da criatura humana regenerada, antecipando a Era Nova que dominará a Terra.

Em um momento extraordinário, ("A Gênese", Cap. 1, 42) afirma Kardec: "(...) reconhece-se que o Espiritismo realiza todas as promessas do Cristo a respeito do Consolador anunciado. Ora, como é o Espírito de Verdade que preside ao grande movimento da regeneração, a promessa da sua vinda se acha por essa forma cumprida, porque, de fato, é ele o verdadeiro Consolador."

No mesmo Capítulo, Item 12, elucida: "O Espiritismo, dando-nos a conhecer o mundo invisível que nos cerca e no meio do qual vivíamos sem o suspeitarmos, assim como as leis que o regem, sua relações com o mundo visível, a natureza e o estado dos seres que o habitam e, por conseguinte, o destino do homem depois da morte, é uma verdadeira revelação, na acepção cientifica da palavra."

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Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Victor Passos em 21 de Abril de 2009, 00:12
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No Item 13, informa: "Por sua natureza, a revelação espírita tem duplo caráter: participa ao mesmo tempo da revelação divina e da revelação científica", prosseguindo, no de número 55: "As descobertas que a Ciência realiza, longe de o rebaixarem, glorificam a Deus; unicamente destroem o que os homens edificaram sobre as falsas idéias que formaram de Deus", acrescentando que: "Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará".

Anteriormente, afirmara o mestre, na Questão número 24 de "O Livro dos Médiuns": O Espiritismo repousa sobre as bases fundamentais da religião...", naturalmente confirmando o que se encontra exposto em "O Livro do Espíritos", na conclusão V: "O Espiritismo é forte porque assenta sobre as próprias bases da Religião: Deus, a alma, as penas e as recompensas futuras"; concluindo: " ... O Espiritismo não traz moral diferente da de Jesus."(-Idem, Conclusão VIII)".

Estes argumentos já foram explicitados em "O que é o Espiritismo", quando o Codificador com segurança expõe: "O Espiritismo possui, porém, uma outra utilidade, mais positiva: é a natural influencia moral que exerce. Ele é a prova patente da existência da alma, da sua individualidade depois da morte, da sua imortalidade, da sua sorte futura; é, pois, a destruição do materialismo..." (Segundo Diálogo – O Cético – Utilidade prática das manifestações – pág. 71.) E mais adiante: " O Espiritismo tem por fim combater a incredulidade e suas funestas conseqüências, fornecendo provas patentes da existência da alma e da vida futura. (...) os que têm uma fé religiosa e a quem esta fé satisfaz, dele não têm necessidade." (Terceiro Diálogo – O Padre – pág.84)

Na singela e bem elaborada obra "O Espiritismo na sua expressão mais simples" (Ed. FEB, 1921, pág. 14), afirma Kardec: Do ponto de vista religioso, o Espiritismo tem por base as verdades fundamentais de todas as religiões: Deus, a alma, a imortalidade, as penas e recompensas futuras; mas independe de qualquer culto particular." (Pág. 15)

E, na "Revista Espírita", de janeiro de 1863, à pág. 18, assevera: "Pelas provas patentes que ele (O Espiritismo) dá da existência da alma e da vida futura, base de todas as religiões, é a negação do materialismo..."

Ainda na Revista Espírita de 1860, pág. 308, na Resposta do Sr. Allan Kardec ao Sr. Redator da Gazeta de Lyon, afirma o Codificador: "O Espiritismo é inteiramente baseado no dogma da existência da alma, sua sobrevivência ao corpo, sua individualidade após a morte, sua imortalidade, as penas e as recompensas futuras. Não só sanciona estas verdades pela teoria; sua essência é de lhes dar provas patentes. Eis por que tanta gente que em nada acreditava foi reconduzida às idéias religiosas. Toda a sua moral é apenas o desenvolvimento das máximas do Cristo (...) Romperam eles com toda crença religiosa, eles que se apóiam na base mesma da religião?" E dando prosseguimento aos seus notáveis argumentos, esclarece: "Entre eles (os operários), muitos maldiziam seu trabalho penoso; hoje, o aceitam com a resignação do cristão, como uma prova..."

Em "Obras Póstumas" (Manifestação dos Espíritos, Item 7 – pág. 39), confirma: "O Espiritismo, que se funda no conhecimento de leis até agora incompreendidas não vem destruir os fatos religiosos, porem sancioná-los, dando-lhes uma explicação racional." E acrescenta (pág. 235 da mesma obra): "O Espiritismo é uma doutrina filosófica de efeitos religiosos, como qualquer filosofia espiritualista, pelo que forçosamente vai ter às bases fundamentais de todas as religiões: Deus, a alma e a vida futura. Mas, não é uma religião constituída, visto que não tem culto, nem rito, nem templos e que, entre seus adeptos, nenhum tomou, nem recebeu o título de sacerdote ou de sumo sacerdote." (Ligeira resposta aos detratores do Espiritismo.)

Não havendo culto no Espiritismo, como se expressam os Espíritas? Através da comunhão mental e interior com Deus, com Jesus, com os Espíritos Superiores, sem a utilização de quaisquer utensílios materiais, indumentárias ou cerimônias. É, conforme a expressão de Bérgson, a "Religião psíquica", consoante a denominou A. Conan Doyle (Herculano Pires – Introdução à sua tradução de "O Livro dos Espíritos" pág. 24 – Edicel). Ainda, Herculano Pires ("Boletim Informativo" da União Municipal Espírita de Bauru, - SP – Edição Especial – O Caráter Religioso do Espiritismo) acentua:

"A partir desse momento (quando Kardec indaga "Que é Deus?") não temos apenas a Religião Espírita, mas também a sua Teologia. O Estudo da Natureza de Deus iniciado em "O Livro dos Espíritos" traz a solução dos problemas que aturdem neste momento os teólogos do Mundo. Os teólogos foram confundidos por Deus e já criaram até mesmo a Teologia da Morte de Deus. Mas a Teologia Espírita surge no horizonte em sua nova luz. São chegados os tempos em que todas as coisas devem ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, como diz o prefácio mediúnico de "O Evangelho segundo o Espiritismo".

"Como vemos, a tese religiosa é fundamental no Espiritismo. Negar a existência da Religião Espírita é negar a lei de adoração e suas manifestações objetivas em todo o Mundo, em todas as épocas. Negar a existência de uma teologia Espírita é negar auxílio, o indispensável auxílio do Espírito de Verdade aos teólogos atormentados do nosso tempo. A Terra, dizia Pitágoras, é a morada da opinião. É muito fácil opinar sobre as coisas e não faltam opiniões pessoais sobre os mais graves problemas do Espiritismo. Mas não são as opiniões pessoais que resolvem. Temos que enfrentar cada tema Espírita nos textos da Codificação. Só eles nos dão a verdade que buscamos."

Magistralmente, Kardec reportou-se aos verdadeiros espíritas, ao enunciar: "Os que não se contentam com admirar a moral espírita, que a praticam e lhe aceitam todas as conseqüências." (...) "A caridade é, em tudo, a regra de proceder a que obedecem. São os verdadeiros espíritas, ou melhor, os espíritas cristãos." (os destaques são de Allan Kardec.) (... Ce sont là les vrais spirites ou mieux les spirites chrétiens.") ("O Livro dos Médiuns", Primeira Parte, Cap. III – Do Método – Item 28, 3..) ("Reformador", 10/1977 – Ed. FEB.)

Posteriormente, Kardec volta a comentar: "Não empaneis esse clarão por sentimento e atos indignos dos verdadeiros Espíritas, de espíritas cristãos." (... "n’em termissez pás l’éclat par des sentiments et des actes indignes do vrais Spirites, de Spirites Chrétiens." ("Viagem Espírita em 1862" – O Clarin, 1º edição, 1968, pág 92; edição francesa da Union Spirite Kardeciste Belge, s/d, p. 63.) Idem, idem, pág.10.)

Mais tarde, ele anota: "Aproxima-se a hora em que te será necessário apresentar o Espiritismo qual ele é, mostrando a todos onde se encontra a verdadeira doutrina ensinada pelo Cristo. Aproxima-se a hora em que, à face do céu e da Terra, terás de proclamar que o Espiritismo é a única tradição verdadeiramente cristã e a única instituição verdadeiramente divina e humana." – ("Obras Póstumas" – Segunda Parte – Livro da Previsões Concernentes ao Espiritismo, comunicação obtida em Ségur, aos 9/8/1863, a propósito da elaboração de "O Evangelho segundo o Espiritismo".) (Idem, Idem.)

Igualmente significativo é o conceito: "... a Doutrina que professam (os adeptos do Espiritismo) mais não é do que o desenvolvimento e a aplicação da do Evangelho, também a eles se dirigem as palavras do Cristo. Eles semeiam na Terra o que colherão na vida espiritual." ("O Evangelho segundo o Espiritismo", Cap. XXIV, Item 16.)

Por fim, na tese É o Espiritismo uma Religião?, extraímos do discurso de Allan Kardec, em 1º de novembro de 1868, na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, estampado na "Revue Spirite", de dezembro do mesmo ano, págs. 353 a 362 e traduzido por Júlio Abreu Filho, Edicel, págs. 356/360, ano XI, nº 12:

"Dissemos que o verdadeiro objetivo das assembléias religiosas deve ser a comunhão de pensamentos; é que, com efeito, a palavra religião quer dizer laço. Uma religião, em sua acepção nata e verdadeira, é um laço que religa os homens numa comunidade de sentimentos, de princípios e de crenças. Consecutivamente, esse nome foi dado a esses mesmos princípios codificados e formulados em dogmas ou artigo de fé. É nesse sentido que se diz: a religião política; entretanto, mesmo nesta acepção, a palavra religião não é sinônimo de opinião; implica uma idéia particular; a de fé conscienciosa; eis por que se diz também: a fé política."

"O laço estabelecido por uma religião, seja qual for o seu objetivo, é, pois, um laço essencialmente moral, que liga os corações, que identifica os pensamentos, as aspirações, e não somente o fato de compromissos materiais, que se rompem à vontade, ou da realização de fórmulas que falam mais aos olhos do que ao espírito. O efeito desse laço moral é o de estabelecer entre os que ele une, como conseqüência da comunidade de vistas e sentimentos, a fraternidade e a solidariedade, a indulgência e a benevolência mútuas. É nesse sentido que também se diz: a religião da amizade, a religião da família.

Se assim é, perguntarão, então o Espiritismo é uma religião? Ora, sim, sem dúvidas senhores. No sentido filosófico, o Espiritismo é uma religião, e nós no glorificamos por isto, porque é a doutrina que funda os elos da fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre bases mais sólidas: as mesmas leis da Natureza.

Por que, então, declaramos que o Espiritismo não é uma religião? Porque não há uma palavra para exprimir duas idéias diferentes, e que, na opinião geral, a palavra religião é inseparável da de culto; desperta exclusivamente uma idéia de forma, que o Espiritismo não tem. Se o Espiritismo se dissesse uma religião, o público não veria aí senão uma nova edição, uma variante, se quiser, dos princípios absolutos em matéria de fé; uma casta sacerdotal com o seu cortejo de hierarquias, de cerimônias e privilégios; não o separaria das idéias de misticismo e dos abusos contra os quais tantas vezes se levantou a opinião pública.

Não tendo o Espiritismo nenhum dos caracteres de uma religião, na acepção usual do vocábulo, não podia nem devia enfeitar-se com um título sobre cujo valor inevitavelmente se teria equivocado. Eis por que simplesmente se diz: doutrina filosófica e moral."

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Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Victor Passos em 21 de Abril de 2009, 00:13
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"Crer num Deus todo-poderoso soberanamente justo e bom; crer na alma e em sua imortalidade; na preexistência da alma como única justificativa do presente; na pluralidade das existências como meio de expiação, de reparação e de adiantamento moral e felicidade crescente com à perfeição; na perfectibilidade dos seres mais imperfeitos; na do bem e do mal conforme o princípio: a cada um segundo as suas obras; na igualdade da justiça para todos, sem exceções, favores nem privilégios para nenhuma criatura; na duração da expiação limitada pela imperfeição; no livre-arbítrio do homem, que lhe deixa sempre a escolha entre o bem e o mal; crer na continuidade que religa todos os seres passados, presentes e futuros, encarnados e desencarnados; considerar a vida terrestre como transitória e uma das fases da vida do Espírito, que é eterna; aceitar corajosamente as provações, em vista do futuro mais invejável que o presente; praticar a caridade de pensamentos, palavras e obras na mais larga acepção da palavra; esforçar-se cada dia para ser melhor que na véspera, extirpando alguma imperfeição de sua alma; submeter todas as crenças ao controle do livre exame e da razão e nada aceitar pela fé cega; respeitar todas as crenças sinceras, por mais irracionais que nos pareçam e não violentar a consciência de ninguém; ver enfim nas descobertas da Ciência a revelação das leis da Natureza, que são as leis de Deus: eis o credo, a religião do Espiritismo, religião que pode conciliar com todos os cultos, isto é com todas as maneiras de adorar a Deus. É o laço que deve unir todos os espíritas numa santa comunhão de pensamentos, esperando que ligue todos os homens sob a bandeira da fraternidade universal."

"Religião – É palavra de origem latina: a) vem de relegere, recolher, tratar com cuidado (oposto de neglegere, deixar de lado, descuidar), porque o homem religioso zela, com máximo empenho e profundo respeito, pelas coisas referentes ao culto de Deus. É a etimologia que dá Cícero; b) outros autores, como Lactâncio, S. Jerônimo, S. Agostinho pensam que vem de religare, ligar, porque a religião tem, como base, os laços que unem o homem a Deus.

" A etimologia, aliás, pouco influi. Usamos a palavra religião com diversas acepções: Doutrina. Professar a religião cristã é admitir a doutrina, os ensinos de Nosso Senhor Jesus-Cristo: é crer nas verdades que nos revelou e observar os mandamentos que nos deu." – Boulanger – "A Doutrina Católica".

Após comentar o conceito apresentado por Boulanger, expondo os pontos básicos do Espiritismo, perfeitamente concordes com o Cristianismo, concluiu o erudito escritor Carlos Imbassahy:

"Pelas leis morais do Cristo, que segue; pela parte do Cristianismo, que representa; pela obrigação que se impôs de divulgar o Evangelho; pelo dever, que mantém, de colocar as leis divinas acima de tudo, como a fonte do progresso humano, o Espiritismo reivindica a parte que lhe cabe no seio das religiões." ("Religião" – págs. 91 a 105 – O Cristianismo.)

Voltando a "A Gênese", diz Allan Kardec (cap. 1):

"21. Moisés, como profeta, revelou aos homens a existência de Deus único...

22. O Cristo, tomando da antiga lei o que é eterno e divino e rejeitando o que era transitório, puramente disciplinar e de concepção humana...

"30. O Espiritismo, partindo das próprias palavras do Cristo, como este partiu das de Moisés, é conseqüência direta da sua doutrina." – (Págs. 23 e 30.)

O "Petit Larousse – Illustré", edição de 1975, define Religião como: "a culto prestado à Divindade; doutrina religiosa; religião cristã". (Salvador Gentile – Espiritismo e Religião – "Reformador", Ed. FEB, 1986m págs 20 e 21.)

O "Dicionário Escolar do Professor", organizado por Francisco da Silva Bueno, edição 1962, elucida que Religião significa: conjunto de práticas e princípios que regem as relações entre o homem e a divindade; doutrina religiosa. (Idem, Idem.)

O Diccionário de la Lengua Española, de la Real Academia Espanõla, 1970, informa: Religião significa: conjunto de crenças e dogmas acerca da divindade, de sentimentos de veneração e temor para com ela, de normas morais para a conduta individual e social e de práticas rituais, principalmente a oração e o sacrifício para prestar-lhe culto. (Idem, Idem.)

"A Grande Enciclopédia Delta Larousse" edição de 1978, define Religião: "Culto praticado a uma divindade; crença na existência de um ente supremo como causa, fim ou lei universal. Conjunto de dogmas e práticas próprias de uma confissão religiosa. Crença, devoção, piedade. Reverência às coisas sagradas."

Igualmente, a "Enciclopédia Brasileira Mérito", edição de 1967, assinala: Religião – Lat. Religio. Culto a uma divindade; crença na existência de um ente supremo como causa, fim ou lei universal; doutrina, crença ou sistema religioso; reverência ou acatamento às coisas sagradas; fé, crença, devoção, piedade; estado de pessoas reunidas por voto para seguirem prontamente certa regra da Igreja; ordem ou congregação religiosa; ordem de cavalaria; tudo aquilo que se considera dever sagrado ou obrigação indeclinável; reunião de princípios de moral comuns às nações civilizadas e independentes de revelação; escrúpulos; santidade ou virtude que se atribui a alguma coisa e pela qual se lhe presta reverência."

Diz Humberto Mariotti: "O Espiritismo, ao ser a ciência espiritual mais positiva da imortalidade da alma dentro do processo histórico, abarca, como é lógico, todas as necessidades da evolução humana; por conseguinte, não somente oferece ao homem a religião universal, mas, também, a Sabedoria Divina integral já que suas bases se desenvolvem sobre os três grandes instrumentos do saber. A Ciência – A Filosofia e A Religião. ("Codificação Espírita superada?" Federação Espírita do Paraná editora, 1964.)

Na sua obra "O Espiritismo e as doutrinas espiritualistas" afirma Deolindo Amorim: "A adoração exterior pode ser útil, se não consistir num vão simulacro, se houver sinceridade, mas o Espiritismo faz sentir que o homem, quanto mais espiritualizado, menos necessidade de exteriorização ou de posturas convencionais para render culto a Deus. É a Religião pura e simples, a religião da consciência."

Por sua vez, González Soriano, in "El Espiritismo es la filosofia", acentua: "O Espiritismo – Ciência, Filosofia e Religião – faculta ao homem, neste atribulado fim de século, percorrer todo o caminho a que alude o filósofo na citação inicial deste artigo; porque é, sem dúvida, "a síntese essencial dos conhecimentos humanos aplicados à investigação da verdade".

Fazendo-se uma análise insuspeita quão impessoal da questão, conclui-se com nítida claridade mental que o Espiritismo é religião cuja tarefa essencial foi confirmar, à luz da Ciência contemporânea, a legitimidade dos princípios nos quais se fundamentam todas as religiões: Deus, a alma, a justiça divina, a pluralidade dos mundos habitados, os deveres morais para consigo mesmo e para com o próximo, de cuja conduta deflui uma filosofia otimista, encarregada de ensejar ao homem a compreensão dos acontecimentos da vida e lutar, apoiado em uma ética moral superior, qual aquela que Jesus viveu e pregou, pelo auto- aprimoramento, libertando-se das paixões que o escravizam e infelicitam.

O Espiritismo é a Religião do amor em todas as suas dimensões e da caridade nas suas mais variadas expressões, dignificando a criatura e harmonizando-a em relação às Leis Soberanas que regem a vida.

O Espiritismo é a Religião dinâmica, sem dogmas, sem rituais, sem sacerdócio, sem limites, sem misticismo, sem superstição, encarregada de preparar a Era Nova da Humanidade ideal conforme preconizada por Jesus e referendada por São Luís, ao terminar a Questão de número 1019, de "O Livro dos Espíritos".

"Todos vós, homens de fé e de boa vontade, trabalhai, portanto, com ânimo e zelo na grande obra da regeneração, que colhereis pelo cêntuplo o grão que houverdes semeado. Ai dos que fecham os olhos à luz! Preparam para si mesmos longos séculos de trevas e decepções! Ai dos que fazem dos bens deste mundo a fonte de todas as suas alegrias! Terão que sofrer privações muito mais numerosas do que os gozos de que desfrutaram! Ai, sobretudo, dos egoístas! Não acharão quem os ajude a carregar o fardo de suas misérias."

E Santo Agostinho, na Conclusão, Item IX do grandioso "O Livro dos Espíritos", estabelece: "O Espiritismo é o laço que um dia os (aos homens) unirá, porque lhes mostrará onde está a verdade,onde o erro. Durante muito tempo, porém, ainda haverá escribas e fariseus que o negarão, como negaram o Cristo. Quereis saber sob a influência de que Espíritos estão as diversas seitas que entre si fizeram partilha do Mundo? Julgai-o pelas suas obras e pelos seus princípios. Jamais os bons Espíritos foram os instigadores do mal; jamais aconselharam ou legitimaram o assassínio e a violência; jamais estimularam os ódios dos partidos, nem a sede das riquezas e das honras, nem a avidez dos bens da Terra. Os que são bons, humanitários e benevolentes para com todos, esses os seus prediletos e prediletos de Jesus, porque seguem a estrada que este lhes indicou para chegarem até Ele."

Conquanto as dificuldades existentes no Mundo terrestres e a persistência do homem, na preservação dos seus "instintos agressivos", mantendo o desequilíbrio, promovendo a guerra, a Religião Espírita propicia-lhe a renovação dos valores íntimos e convida-o a uma reativação de interesses em favor do bem, do belo, do nobre, abrindo-lhe espaço para a conquista de si mesmo, prenúncio da aquisição da felicidade que aguarda.
Bibliografia:

    * "O Espiritismo na sua expressão mais simples", de Allan Kardec – Edição da FEB, 1912.
    * "O que é o Espiritismo", de Allan Kardec – 8ª Edição da FEB, 1939.
    * "Obras Póstumas", de Allan Kardec – 8ª Edição da FEB, 1939.
    * "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec – 29ª Edição da FEB.
    * "O Livro dos Médiuns", de Allan Kardec – 28ª Edição da FEB, 1964.
    * "O Evangelho segundo o Espiritismo", de Allan Kardec – 52ª Edição da FEB.
    * "O Céu e o Inferno", de Allan Kardec – 19ª Edição da FEB, 1963.
    * "A Gênese", de Allan Kardec – 14ª Edição da FEB, 1962
    * "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec – Edição da LAKE – tradução de Herculano Pires – Ed. 47ª - 1988.
    * "Religião", de Carlos Imbassahy – 3ª Edição da FEB, 1981.
    * "Revista Espírita", de Allan Kardec – janeiro de 1868 e outubro de 1860 – EDICEL, 1965.

(Extraído da Revista Reformador, maio,1990, pgs; 30-31-32-33-34 e 35, Digitação, Otto – Sociedade Espírita Fraternidade).vv
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 21 de Abril de 2009, 00:27
Na citação de Herculano Pires que deu mote a este estudo (ver PPT anexo, post #1), ele fala da "substituição do Espiritismo por grupos místicos desligados da realidade" que se empenham na "igrejificação" da doutrina.

Aí é que reside o cerne da questão. Sermos considerados uma religião ou não, é secundário. O Espiritismo, sendo fé raciocinada e pugnando pelo primado da Ciência e da Razão, não pode basear-se na experiência mística. A experiência mística, a "iluminação", tão cara às culturas Orientais, merece-nos todo o respeito. A propósito de um depoimento da SB tivemos oportunidade de dissertar sobre a pluralidade do Conhecimento.

Mas o Espiritismo aparece num contexto cultural de tipo Ocidental em relação às questões da Fé. Com o Espiritismo, a crença na imortalidade da alma, reencarnação, pluralidade ds mundos habitados e comunicabilidade dos Espíritos, sai do âmbito subjectivo da experiência mística, toda pessoal e  impossível de aferir cientificamente, para uma outra abordagem:

Se algo é verdadeiro, é-o forçosamente para a Ciência e para a Religião.

Se existem Espíritos, de duas uma: ou existem mesmo e a Ciência pode estudá-los; ou se existem "apenas" na crença pessoal e na experiência transcendental de cada um, é lícito deixar a qustão apenas no campo filosófico e religioso.

A excepção é Deus, cuja existência ou não existência não pode ser provada cientificamente. Mas isso é outra história...

P.S. - E com isto, creio que fica respondida a pergunta da Gigii. Religioso ou não, mais uma questão de rótulo do que outra coisa. Espírita ou não, isso é diferente. Se se é espírita, é de senso-comum que se deve respeitar os princípios espíritas clarissimamente expressos na Codificação.

P.P.S. - Tentando sintetizar o que Vitor Passos nos trouxe, ajunto ainda que se refer ao que é conhecido como "religião natural", e que no Espiritismo conhecemos como "sentido de religiosidade", e que pode ser traduzido pela constatação de que existe Deus (porque o Universo terá um Autor), de que a alma é imortal, e de que existe o Certo e o Errado, que no Espiritismo conhecemos como as Leis Divinas. cada cultura em cada época e em cada lugar tem manifestado o seu sentido de religiosidade. Manifestações igualmente respeitáveis, como sagrada é a liberdade de consciência, de opinião, de culto. Religião natural é também a do homem que, não estando filiado em nenhuma filosofia ou seita, tem, no essencial, as mesmas convicções que os irmãos que se acham filiados à corrente com que se afinizam. "Eu cá tenho a minha religão" - é uma expressão conhecida.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 21 de Abril de 2009, 00:54
sobre os "burrinhos de carga" do Espiritismo

Advertimos os recém-chegados, os curiosos pelo Espiritismo, de que estas já 29 páginas de debate acerca da formação de grupos espíritas não significam que sejam exigidos "doutoramentos" para se ser espírita.
Somos todos aprendizes de espíritas, e estas conversas, mais o jargão que vos pode causar alguma confusão ("Codificação"; "desencarnados"; lei de causa e efeito", etc.), são normais e tornam-se perfeitamente acessíveis a quem faça o Curso Básico de Espiritismo, e leia, pelo menos, O Livro dos Espíritos.

O mesmo se aplica a qualquer trabalhador espírita. Recordo o lamento de F.C. Xavier, já aqui transcrito, pela falta de oportunidades de trabalho para os "novatos". Não é preciso ser uma sumidade para se ser um bom passista, médium, dialogador, palestrante, etc.. Basta que cada um se prepare para a sua tarefa e tenha um mínimo de bom-senso para a executar.

Não se pense, também, que meter mãos à formação de um grupo espírita exija trabalhos de Hércules. Se há "burros de carga" nesta doutrina é porque há companheiros que se habituam a abusar da boa-vontade de quem está sempre pronto a trabalhar e não se queixa. (Cada um que enfie a carapuça, se for caso disso...).

O trabalho deve ser dividido por todos, cada qual deve ficar com as tarefas para as quais tenha mais queda, e deve haver, se possível, rotatividade nos cargos. O dirigente que é periodicamente rendido nas suas funções tem oportunidade de descansar, retemperar energias, e dar a outros a oportunidade de verificarem como é facil criticar e difícil fazer...

O Espiritismo não nos torna pessoas "superiores", automaticamente felizes e sempre de sorriso estampado nos lábios. Espírita também chora, perde a paciência, fica triste, irrita-se e erra, como qualquer outra pessoa. Dito isto, o Espiritismo deve ser obrigação moral de quem assume livremente o compromisso de trabalhar nesta doutrina. Mas é um compromisso consigo mesmo! Não há obrigações, e cada qual é livre de sair e regressar quando quiser. Espiritismo não é seita.

É justo referir também que não é suposto que, como em qualquer coisa que se faça por gosto e voluntariado, este em particular possa ser "uma cruz a carregar". Todos nós temos as nossas obrigações profissionais, sociais e familiares, e algo vai mal se a adesão ao trabalho espírita significar permanentemente uma fonte de conflitos, irritação, guerras, intrigas, sobrecarga de trabalho e fonte de desequilíbrio físico/psicológico. No Espiritismo encontramo-nos com gente que pensa como nós, apesar das naturais divergências de pormenor. Como os Espíritos se agrupam por afinidades, também nós na Terra o fazemos. Trabalhando juntos é natural que nos sintamos felizes, e não o contrário.

Todos conhecmos a história do Evangelho, da esmola da viúva, que deu o que tinha. Não tinha muito, em termos absolutos, mas deu o pouco que tinha. Cada trabalhador espírita, por isso, deve colaborar na medida da sua disponibilidade, e seria injusto os outros cobrarem-lhe mais trabalho do que ele pode dar, pois o nosso sistema é de absoluto voluntariado.
Dando o que temos, muito ou pouco, estaremos a dar muito, como a nobre viúva do Evangelho. E não façamos dos nossos companheiros mais abnegados os nossos "burrinhos de carga"...
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: edith em 21 de Abril de 2009, 04:47
CRIAR UMA CASA ESPÍRITA É UM ATITUDE MUITO NOBRE. JÁ PARTICIPEI DA FUNDAÇÃO DE UMA CASA ESPIRITA . ELA VAI COMPLETAR VINTE ANOS. E EU GOSTARIA DE ABRIR MAIS UMA, VAMOS NESSA............ COM CORAGEM E FÉ EM DEUS E EM NÓS.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 21 de Abril de 2009, 11:55
Olá companheiros

No outro dia, falando do facto da doutrina ser ou não a revelação e, utilizando, para isso, o raciocinio de Kardec, levei logo nas orelhas para ficar manso.

Sobre se é religião.

Kardec definiu o seu conceito de religião para afirmar, categóricamente, que, a doutrina espírita, não é uma religião. Repito essa referência que nosso amigo Mário já postou por diversas vezes.
Contudo, dado que religiões implicam hierarquias, dogmas inquestionáveis, rituais, sacrifícios, sacramentos, sacerdotes e sumo-sacerdotes, seres privilegiados, crenças que vão contra a Ciência e a razão, etc., e na falta de palavras diferentes para designar coisas diferentes, somos uma doutrina filosófica.

Que sucedeu entretanto?
Face ao desejo, ou à necessidade de se considerar, a doutrina espírita, uma religião, entramos por becos sem saída.
Agarramos no termo religião, e da sua definição como re-ligar, e desenvolvemos todo um tratado de teorias, como se de facto isso significasse a nossa religação ao Creador.
Sucede que, para que uma coisa seja re-ligada, é necessário que ela tenha sido desligada.
Pergunto:
Alguma vez estivemos desligados de Deus?
Então Ele não está manifesto em nós?
Como nos podemos ter desligado Dele?

Por outro lado teriamos que rever toda uma série de conceitos sobre os atributos Divinos.
Se partirmos do princípio que estamos desligados de Deus e Deus desligado de nós mesmos, isso significa que Deus deixou de estar presente em nós, isto é, deixou de ser Absoluto e Onipresente. Da mesma forma deixou de exercer seu poder sobre todos aqueles de quem se desligou, isto é, deixou de ser Onipotente .
Isto significa que, os desligados, conseguiram fazer de Deus um ser menor.
Fará isto algum sentido?
Tudo isto só para justificar o injustificável?

Olá Mário

Continuo a concordar contigo em todos os posts que tens colocado.
Com tanta martelada alguma mente haverá de se abrir, certamente.

Atlante     
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Victor Passos em 21 de Abril de 2009, 13:00
OLa Amigo Atlante
Muita paz

       
Citar
Agarramos no termo religião, e da sua definição como re-ligar, e desenvolvemos todo um tratado de teorias, como se de facto isso significasse a nossa religação ao Creador.
Sucede que, para que uma coisa seja re-ligada, é necessário que ela tenha sido desligada.
Pergunto:
Alguma vez estivemos desligados de Deus?
Então Ele não está manifesto em nós?
Como nos podemos ter desligado Dele?


      Meu Amigo penso que está a ter uma interpretação errada da palavra religare, depois aqui não existe competição com A ou B, apenas opiniões que se respeitam, porque haja o primeiro aqui que possa dizer-me que detem a verdade consigo!?
       Todos somos iindividualidades diferentes, logo formas de pensar desiguais, mas que por vezes se fazem apenas pelo sentido laico da palavra....
      Meu Amigo   o significado está bem expresso nos temas anteriores e não nos afastam de Deus , nem tem o sentido de desligar, no aspecto etimologico, pode ser vista desta forma...;

"Religião – É palavra de origem latina: a) vem de relegere, recolher, tratar com cuidado (oposto de neglegere, deixar de lado, descuidar), porque o homem religioso zela, com máximo empenho e profundo respeito, pelas coisas referentes ao culto de Deus. É a etimologia que dá Cícero; b) outros autores, como Lactâncio, S. Jerônimo, S. Agostinho pensam que vem de religare, ligar, porque a religião tem, como base, os laços que unem o homem a Deus.
     
Citar
Alguma vez estivemos desligados de Deus?
Então Ele não está manifesto em nós?
Como nos podemos ter desligado Dele?
 

    Quanto a estarmos desligados de Deus , quantas vezes meu bom Amigo, todas as suas acções o podem dizer , assim como as minhas, basta ver o orgulho egoismo em que vivemos para nos depararmos com essa realidade....Mas não é ELE que se afasta de nós...mas nos é que fugimos dele....Claro que nós somos criação de DEus, quem teria criado ...!?
     De resto por vezes é necessário lermos um pouco mais do que se expoe para percebemos que não é disso que se trata...mas infelizmente nós temos tendência a sublinhar e não tentar compreender...
     Aqui não se travam razões ..mas opiniões e das quais cada um sera responsavel por elas...
      Estamos tão preocupados com a questão de ser Religião ou não , quando no fundo deveriamos nos preocupar em crescermos moralmente, porque com Religiao ou sem ela isso é que é importante....Existem agnostos que tem mais moral que nós por isso o que se está a dissertar é mau menor...
       Olhe bem ao seu redor e veja como vai esta Humanidade....
   Daí deve depreender qualquer coisa que preencha mais os valores da vida e do bom senso...Só a razoabilidade nos trará o equilibrio e crescimento de resto são palavras....não sem suma importãncia, mas que apenas terão valor por serem palavras, porque podes chamar , DEus ,. António...Aberl...Atlante...ao Criador , que importa isso , desde que saibas qual o valor que detens como principio de vida...


MUITA PAZ E HARMONIA

VICTOR PASSOS
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Jorge em 21 de Abril de 2009, 14:40
Olá Victor,

Embora com muito respeito ao amigo Atlante, de facto, concordo mais com a visão do amigo Victor, em relação à interpretação do termo Religião.

"Em seus aspectos científicos e filosóficos, a Doutrina será sempre um campo de investigações humanas. No aspecto religioso, todavia, repousa a sua grandeza divina, por constituir a restauração do Evangelho de Jesus Cristo, estabelecendo a renovação definitiva do homem para a grandeza de seu imenso futuro espiritual."

Abraços.
Jorge
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Fernando Martins em 21 de Abril de 2009, 15:24
Olá companheiros,

660. A prece torna melhor o homem?
“Sim, porquanto aquele que ora com fervor e confiança
se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe
envia bons Espíritos para assisti-lo. É este um socorro que
jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.”
a) — Como é que certas pessoas, que oram muito, são,
não obstante, de mau-caráter, ciosas, invejosas, impertinentes,
carentes de benevolência e de indulgência e até, algumas
vezes, viciosas?
“O essencial não é orar muito, mas orar bem. Essas
pessoas supõem que todo o mérito está na longura da prece
e fecham os olhos para os seus próprios defeitos. Fazem
da prece uma ocupação, um emprego do tempo, nunca,
porém, um estudo de si mesmas. A ineficácia, em tais casos,
não é do remédio, sim da maneira por que o aplicam.”

Utilizo esta passagem do Livro dos Espíritos para comentar o estudo do mês.
Os longos textos normalmente encerram em si propósitos nem sempre compreendidos por quem os escreve. Existem profissões com essa necessidade, vejam a diferença entre um advogado e um engenheiro, mas aqui companheiros, vamos ser simples e escrever de forma a que um companheiro analfabeto compreenda. Iniciar um grupo espirita é dificil, mas gostaria de participar no inicio de mais um aqui em Vila Nova de Gaia.

Um abraço fraterno,
pinhas
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Jorge em 21 de Abril de 2009, 15:41
...mas aqui companheiros, vamos ser simples e escrever de forma a que um companheiro analfabeto compreenda.

Olá amigo Pinhas,

Muitíssimo importante essa sua ilação !  :)

Abraço fraterno.
Jorge
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Atlante em 21 de Abril de 2009, 16:26
Post 432 de Vitor Passos

Meu Amigo penso que está a ter uma interpretação errada da palavra religare, depois aqui não existe competição com A ou B, apenas opiniões que se respeitam, porque haja o primeiro aqui que possa dizer-me que detem a verdade consigo!?

Companheiro e Amigo
Esta foi no cravo ou na ferradura?

Resposta 421 de Vitor Passos
 A Religião (do latim: "religio" usado na Vulgata, que significa "prestar culto a uma divindade", “ligar novamente", ou simplesmente "religar")

Resposta 412 de Mário, citando Alamar
Partamos de outro princípio, que é base para qualquer pessoa tirar conclusão lógica sobre isto:
A palavra RELIGIÃO significa RE-LIGAÇÃO.

Sou eu que estou inventando ou interpretando mal?
Limitei-me a seguir raciocinios, nada mais.

Quanto à preocupação da doutrina espírita ser religião ou não, retribuo o comentário, lembrando que escrevi cerca de 30 linhas sobre o assunto. Quantas escreveu o meu amigo tentando demonstrar que é? De quem é a preocupação?

Sobre o afastamento de Deus teriamos pano para mangas.
Apenas quero lembrar que ao longo dos milénios da minha existência nunca pratiquei uma acção, seja de que tipo for, que não fosse permitida por Deus e que Ele não soubesse o que, eu, iria fazer.

Atlante

Atlante

 
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 21 de Abril de 2009, 16:38
O sentido de religiosidade, na sua mais simples expressão, pode ser talvez resumido na crença em Deus, qualquer que seja a concepção que se faça da palavra: Causa Primária, Transcendência, etc..

A questão da religiosidade do Espiritismo, parece-me pacífica. A do igrejismo, também. A de o Espiritismo ser ou não religião, porque entretanto se começou a discutir Linguística e Epistemologia, está a ficar de facto um tanto impenetrável para os "novatos" e susceptível de os "assustar"...

Em nome da clareza de linguagem, proponho que se agende essa discussão para mais tarde, que se abra um tópico,  ou que se desloque esses estudo (mais do âmbito dos Estudos Avançados Espíritas) para um tópico já aberto. Aquele que foi aberto com o texto do Alamar "Espiritismo Religião. Para Quê?", parece-me bem... É uma sugestão, apenas.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Victor Passos em 21 de Abril de 2009, 16:51
OLa muita paz Amigo Atlante

 
Citar
Post 432 de Vitor Passos

Companheiro e Amigo
Esta foi no cravo ou na ferradura?

Resposta 421 de Vitor Passos
 A Religião (do latim: "religio" usado na Vulgata, que significa "prestar culto a uma divindade", “ligar novamente", ou simplesmente "religar")


Quanto à preocupação da doutrina espírita ser religião ou não, retribuo o comentário, lembrando que escrevi cerca de 30 linhas sobre o assunto. Quantas escreveu o meu amigo tentando demonstrar que é? De quem é a preocupação?


Bem companheiro  o Mario acabou de dar-lhe a resposta da forma como entendo a religiosidade do Espiritismo, ou seja , sem rituais, sem mezinhas, sem opas, enfim limpo do que possa suscitar querelas de beatismo....
Não percebo o que não entende...!Mas adiante fica para uma nova oportunidade...quanto ao cravo posso dizer-lhe que é o pseudonio que uso nos livros que escrevo...rsrsr sem maldade por ser verdade e a ferradura fica para você reflectir sobre de que servirá....
  O Mario tem razão , não vou prolongar mais esta tematica. pois não quero prejudicar o seu trabalho, daí fechar a minha contribuição por aqui...


Muita paz
Abraço fraterno

VICTOR PASSOS
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 22 de Abril de 2009, 01:06
Caro Victor Passos,

Não está a atrapalhar nada. Seguindo a sugestão do nosso companheiro Pinhas, achei por bem lembrar que a discussão estava a ficar demasiado técnica para os novatos que aqui chegassem.

O Victor é sempre bem-vindo neste e em qualquer tópico, mesmo que às vezes estejamos em desacordo. Isso é o mais normal que existe. Se estivéssemos sempre todos de acordo é que seria de estranhar, pois isso é mais próprio dos amorfos e dos fanáticos, e aqui o pessoal discute ideias.

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: MarcoALSilva em 22 de Abril de 2009, 02:04

Permitam-me opinar.

Independentemente de quaisquer cogitações acerca da semântica do termo, tenho que "religiosidade" implica em três aspectos que me desagradam, conquanto eu muito respeite quem se tenha tocado por senso religioso. São eles:

1. Segregacionismo - sempre que o homem se reúne por ideais religiosos termina se apartando dos profitentes de outras fés, não apenas por convicção mas por um mal-disfarçado senso de eleição especial aos olhos de Deus.
2. Superficialidade - não sempre, mas quase sempre as religiões colocam certas indagações como blasfêmias... Alguém tem medo de meditar sobre a divindade? digo, Divindade? Não podemos nos manter na epiderme de conhecimento algum. Na exata medida em que sei que não poderei de tudo saber, devo buscar aumentar a noção que tenho de minha ignorância.
3. Salvacionismo - Oh! Pai Eterno! Tanta gente deseja se salvar e salvar outrem... De que? Não existe condenação ou perdição, mas sim os efeitos de atos e atitudes que a Vida cuida de nos delegar naquilo que denomino Providência Divina, mesmo sem religiosidade.

Uso costumeiramente expressões que sugerem religiosidade. Clamo aos meus amparadores espirituais como Mensageiros de Deus, Missionário da Luz (expressão que tomei de empréstimo a André Luiz), Mentores etc etc etc... Mas sei que são eles consciências extrafísicas que um dia tiveram litossoma como eu mesmo, com todas as limitações dessa condição. Como já destaquei, creio efetivamente na Providência Divina, mas como a harmonia universal que a tudo permeia.

Ocorre que se eu tentasse me expressar apenas com palavras sofisticadas ou locuções inovadoras, terminaria por não suportar os meus próprios textos, de tão afetado, pedante e presunçoso que pareceria...

 
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Carlos Ribeiro em 22 de Abril de 2009, 17:35
Consta que certa vez perguntaram a Einstein se ele acreditava em Deus, ao que ele terá respondido: Digam-me primeiro o que entendem por "Deus" e depois vos direi se acredito ou não.
Nesta questão de o espiritismo ser ou não religião, penso que temos primeiro de definir exactamente o que entendemos por "religião". Isto porquê? Porque para uns religião é uma coisa e para outros é outra. Quando nos entendermos sobre o significado da palavra "religião", talvez possamos discutir o assunto. Mas isso num outro tópico, uma vez que está fora do contexto deste.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Jorge em 22 de Abril de 2009, 17:37
Consta que certa vez perguntaram a Einstein se ele acreditava em Deus, ao que ele terá respondido: Digam-me primeiro o que entendem por "Deus" e depois vos direi se acredito ou não.
Nesta questão de o espiritismo ser ou não religião, penso que temos primeiro de definir exactamente o que entendemos por "religião". Isto porquê? Porque para uns religião é uma coisa e para outros é outra. Quando nos entendermos sobre o significado da palavra "religião", talvez possamos discutir o assunto. Mas isso num outro tópico, uma vez que está fora do contexto deste.

Olá Carlos,

Excelente reflexão, amigo!

Abraço fraterno.
Jorge
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: sonho em 22 de Abril de 2009, 20:07
Olá a todos!

Peço desculpa por não me envolver na temática religiosa do espiritismo, não dando a minha opinião sobre o assunto. Até porque sinceramente, nunca tinha pensado neste tema com tanta profundidade como os amigos e companheiros aqui do fórum.

Contudo vou colocar-vos uma questão que já algum tempo me ocupa o pensamento, em relação à abertura de um centro espírita.
 
E qual questão? É a questão financeira. Uma vez que o espirita não se deve afastar da permissa "dai de graça o que recebeis de graça", como fazer face às despesas inerentes de uma associação ou centro espírita.
 
É certo que os companheiros podem me dizer que não é necessário um centro ou uma associação, mas a questão coloca-se nestes termos. Já existindo esse Centro, como fazer face às despesas? Como ultrapassar esta questão, não melidrando qualquer tipo de consciência?
 
Gostava muito de ter a vossa opinião.

Obrigada
Sonho



Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Carlos Ribeiro em 22 de Abril de 2009, 20:29
Olá Sonho.
Os centros espíritas normalmente são mantidos financeiramente através da boa vontade dos membros que fazem parte do mesmo. São os trabalhadores da casa que através de quotas mensais sustentam os centros. As entradas são livres e gratuitas e nada se cobra pelos serviços prestados ao publico.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: sonho em 22 de Abril de 2009, 20:58
Obrigada Carlos!

Eu sou frequentadora de um Centro e os cursos são ministrados gratuitamente, e na verdade nunca, por nunca me foi pedido dinheiro, mas pensava muitas vezes como era possivel o Centro "sobreviver" sem a contribuição dos seus frequentadores.

É admirável, neste mundo tão material como a doutrina espírita consegue cumprir o seu objectivo com a boa vontade e "sacríficio" dos seus seguidores.

Sonho

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 22 de Abril de 2009, 21:26
Essa é uma questão muito pertinente. Já muitas pessoas me disseram que das primeiras vezes que foram a um centro espírita estiveram sempre à espera de quando viria a "marosca" da cobrança... Passadas semanas e meses, foram acreditando que afinal é mesmo verdade; não há marosca nenhuma. Todos os serviços são gratuitos. E sobretudo sem compromissos. Conheço também pessoas que gostavam de ir, mas que não vão, com receio de criarem qualquer tipo de obrigação. O que vou agora dizer não é de forma alguma para troçar, atenção, mas já houve pessoas que me perguntaram se indo a um centro espírita, a novena que andavam a fazer na sua religião ficava sem efeito... Outras perguntaram-me se anulava o efeito da confissão, ou da comunhão que haviam feito nas suas igrejas. Como sempre, o meu esclarecimento, e o de todos companheiros espíritas, é que Espiritismo é cultura. Ir assistir a uma conferência à Sociedade Portuguesa de Geografia, ou ir a uma conferência espírita, a diferença é o assunto focado, mas o acto é basicamente o mesmo: um acto de cultura.

Nas religiões faz-se adoração exterior, realizam-se rituais e administram-se sacramentos. No Espiritismo adora-se exclusivamente a Deus, e interiormente. No Espiritismo a adoração a Deus não tem horas ou locais determinados, dado ser uma questão de consciência individual. Dar graças a Deus pelo pão, pelo tecto, pelos amigos, pelo trabalho, pelas dificuldades que nos fazem evoluir, por um belo pôr-do-sol, é uma questão íntima. Orar em conjunto, no centro espírita, é algo que se faz porque os espíritas e os cristãos em geral também oram de forma singela antes de tomar uma refeição, antes e depois de dormir, ao começar e acabar um trabalho, etc..

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 23 de Abril de 2009, 00:31
Permitam-me expressar uma opinião sobre a intervenção do companheiro MarcoALSilva: brilhante, lúcido e conciso!
Quando for grande, quero ser assim :)

A quem não esteja de acordo com as ideias expressas, peço que relevem a minha frontalidade.

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 23 de Abril de 2009, 16:59
Boa tarde a todos,

Este debate sobre se Espiritismo é ou não religião já vai longo e por mim essa consideração pode ficar na intimidade de cada um, independentemente do significado da palavra. Para mim, já o disse algures, Espiritismo é uma visão diferente da vida.

Mas, prestemos atenção a esta passagem de um texto de Alamar, que o Mário colocou lá atrás:

 Religião, ao contrário de ser sintonia com Deus, nada mais é do que intolerância, proibições, obrigações, patrulhamento da vida das pessoas, submissão, exigências de obediências a dogmas, inclusive no movimento espírita, formação de sacerdócio organizado (no movimento espírita não existe a figura do Cardeal, do Bispo e dos Padres, que dão as ordens ao povo, mas existe algo, com outro nome, que são os Membros da Directoria da Casa, os Conselhos, que fazem exactamente a mesma coisa: Dão ordens, proíbem, censuram, boicotam, sabotam, levam expositores ao “index librorum prohibitorum”, jogam a imagem de confrades de encontro a todos os outros, portanto, qual a diferença?), tem os seus rituais, sim (Todos em silêncio, vamos à prece de abertura, depois a palestra, depois a prece de encerramento para agradecer a Jesus, depois o passe, depois a água fluidificada...), e ai de quem se atreva a querer mudar isto.

Portanto considera Alamar que as preces, os passes, a água fluidificada, o silêncio são os rituais do Espiritismo.
 
Agora eu pergunto:
Todos estes actos referidos por Alamar provocam ou não algum efeito sobre os espíritos; têm ou não alguma razão de existir?
É que se não passarem de fantochadas, anda muito gente enganada!

 :)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Yochanan em 23 de Abril de 2009, 17:37
Bençãos a todos aqui desta minha terra de exílio.
Acho a idéia fantástica se bem que eu também tenha sido um ausente por aqui. Vou procurar ler tudo o que já apresentaram tal como ver os vídeos, se os há. Esta minha ignorância deve-se às minhas constantes viajens pelo mundo que me têm ausentado de vós, vamos ver se ainda vou a tempo.
Um grande abraço
Da Suécia com Amor
Yochanan Rosh D'Affonseca
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Niluza em 23 de Abril de 2009, 17:59
Irmãos em Fé

O coração nos convida para o trabalho sem alardear o que estamos fazendo, principalmente quando se trata de caridade cristã e conhecimentos. Estejamos certos de que o Bem, onde quer que seja, já mostra o seu próprio valor, sem precisar das nossas ostentações, comandadas pela vaidade.
A Doutrina Espirita nasceu do cristianismo, depois dele percorrer muitas nações, esperando muitos séculos. A espera não era para a sua maturidade e sim para a dos homens, de modo para que pudessemos suportar os conceitos na limpidez dessa filosofia extraordinária que nos oferecem os meios seguros para a nossa libertação. Jesus volta a terra sob a forma de uma doutrina para relembrar-nos tudo o que havia dito há quase dois mil anos sobre o amor. Não nos causa admiração o fato de encontrarmos um médium e irmãos da mesma fé sentidno o prazer de vangloriarem-se pelo o que faz de bons aos outros, ou tem mais dominios sobre a escrita.
Não percamos a afinidade com a verdadeira educação de sentimentos.
Amigos...estamos em uma escola que se divide em vários cursos de aperfeiçoamento. Sejamos vigorosos na luta de cada dia, aquela luta que marca nossa renovação em Cristo.
O alardeador engana a si mesmo, pois se entregassem suas boas ações no silêncio, seria melhor conhecido e menos antipatizado. Vamos usar este recurso da informatica e este espaço para harmonizar nossos pensamentos e não como uma tribuna.
Examinemos os nossos pensamentos e tornamos a examinar, policiemos nossa fala e tornamos vigiar para não acontecer conosco irmãos, qual os escribas e fariseus, cantando e orando em praça pública para sermos vistos pelos outros.
Sejamos discretos em tudo o que devemos fazer, mostrando uma mediunidade cheia de discernimento na atividade do amor.
O tempo que passa sem proveito é tesouro abandonado.

Afetos e Luz

Niluza
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Alves1010 em 23 de Abril de 2009, 18:14
Prezado irmaos ,

                    Meu nome e Rogerio Alves de Almeida , resido em Sao Paulo no Bairro de Pinheiros , iniciei meus estudos da Doutrina no minicipio de Diadema no LELA , por dois aos
por motivos pessoais tive que mudar proximo do meu Trabalho ,sou Func da Universidade de Sao Paulo USP , atualmente nao estou frenquentado nenhum lar ,estou estudando em minha casa . Mas conheco a Doutrina a mais de vinte anos , minha familia uma boa parte conhece a doutrina poucos praticantes , gostaria  de ampliar meus conhecimentos .

Obrigado,

Rogerio Alves de Almeida
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 23 de Abril de 2009, 18:21
Bem-vindos Yochanan, Niluza e Alves1010!

Elsamar,

O Alamar logo no início declara que a discussão "religião ou não" é pouco ou nada importante para ele. Ele alerta é para o facto de o Espiritismo por vezes ser desvirtuado por falta de estudo, e importar das religiões as piores características destas.

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: bentevi em 23 de Abril de 2009, 18:38
olá, recebí o convite agora dia 23 de abril de 2009, mas é com  muito prazer que aceito participar . Sou novata na internet, e ainda não sei como fazer direito para participar, contudo estou pronta  para atuar na doutrina do nosso mestre Jesus.
conte com esta serva do Senhor.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Popa em 23 de Abril de 2009, 18:42
Eu aceito tbem,não tenho muita experiencia mas gostaria de participar,um grande abraço e pode contar comigo!!
 :D
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Argemiro em 23 de Abril de 2009, 18:44
Olá amigos,

O meu nome é Mário Correia, sou colaborador (ultimamente muito ausente) do Portal Fórum Espírita, e o tema que vos proponho para este mês são as questões que se põem a quem se propõe criar um grupo espírita.

Deixo-vos, para já, com este texto de André Afonso, no Blog de Espiritismo:

"As pessoas dizem-no com a melhor das intenções, mas já vai sendo tempo, para muitos, de acordar, de fazer em vez de esperar que os outros façam.

- Então, quando é que vocês abrem um centro espírita cá em ......... ?

Este "vocês" é de humildade, é de quem não se acha capaz de meter ombros à tarefa, de quem acha sempre que os outros são mais dotados, são mais esclarecidos, são... mais.

Não é assim. Os outros, os que se aventuraram na fundação de um grupo espírita, começaram do zero, também. É fundamental que se queira, antes de mais, fundar um grupo espírita. Abrir portas ou não, é uma decisão posterior, e há que evitar meter o carro diante dos bois.

Estudar Espiritismo, é o fundamental. O Livro dos Espíritos, para começar. Fazer o curso básico. A ADEP (www.adeportugal.org (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hZGVwb3J0dWdhbC5vcmc=)) tem um cd que pode servir de apoio para estes grupos que pretendam fazer o curso básico online e sessões de estudo entre os seus membros.

Depois, as outras obras básicas, as de Allan Kardec. Uma ou duas reuniões semanais para estudar e orar em conjunto, como faziam os primeiros cristãos, sem hierarquias, rituais ou misticismos. Espiritismo é doutrina de simplicidade.

Não há que ter apreensões. Se o grupo for movido por sincero gosto de aprender e de servir, com humildade, os Bons Espíritos adoptá-lo-ão, e em breve se juntarão aos encarnados, influenciando subtilmente a marcha dos acontecimentos.

Que actividades, mediunidade ou não, atendimento ou não, sede, abrir portas ou não, palestras públicas ou não, passe e passistas, tudo isto virá a seu tempo, com a ajuda de companheiros mais experientes de outros grupos já estabelecidos."


Preparei também a apresentação de power-point em anexo. Ficam todos desde já autorizadíssimos a usá-la para palestras, cursos espíritas, ou para o que entenderem.

Até já...
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: luiskf em 23 de Abril de 2009, 18:50
Olá, com muito agrado eu gostava mesmo de seguir as pegadas de muitos centros espíritas, mas ainda vou no começo do estudo, eu até podia estudar num centro espírita daqui da minha cidade, mas com as dificuldades que tenho em deslocar é um pouco difícil, a razão de estudar isoladamente, na minha cidade natal, gostava de criar o centro espírita, mas falta-me alguns saberes, acho que para mim o mais difícil é arranjar um grupo, mas a ideia de criar elos com outros centros próximos penso que pode ajudar na caminhada para o sentido certo, pois, andar no sentido errado pode provocar efeitos um pouco indesejados. Se eu com fé e com tempo e calma o conseguir fazer, penso que ficarei feliz por fazer algo que gosto, e de empenhar uma tarefa para ajudar os outros. Mas só com a fé de mais pessoas se consegue fazer algo, não quer dizer que uma só não dê, apenas que que quanto mais a fé é partilhada com bondade, melhor é.

Bem haja a todos.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: M em 23 de Abril de 2009, 19:45
Olá amigos que entretanto chegaram. trago-vos este texto do Espírito Emmanuel:

Citar
O egoísmo
11. O egoísmo, chaga da Humanidade, tem que desaparecer da Terra, a cujo progresso moral obsta. Ao Espiritismo está reservada a tarefa de fazê-la ascender na hierarquia dos mundos. O egoísmo é, pois, o alvo para o qual todos os verdadeiros crentes devem apontar suas armas, dirigir suas forças, sua coragem. Digo: coragem, porque dela muito mais necessita cada um para vencer-se a si mesmo, do que para vencer os outros. Que cada um, portanto, empregue todos os esforços a combatê-lo em si, certo de que esse monstro devorador de todas as inteligências, esse filho do orgulho é o causador de todas as misérias do mundo terreno. E a negação da caridade e, por conseguinte, o maior obstáculo à felicidade dos homens.

Jesus vos deu o exemplo da caridade e Pôncio Pilatos o do egoísmo, pois, quando o primeiro, o Justo, vai percorrer as santas estações do seu martírio, o outro lava as mãos, dizendo: Que me importa! Animou-se a dizer aos judeus: Este homem é justo, por que o quereis crucificar? E, entretanto, deixa que o conduzam ao suplício.

É a esse antagonismo entre a caridade e o egoísmo, à invasão do coração humano por essa lepra que se deve atribuir o fato de não haver ainda o Cristianismo desempenhado por completo a sua missão. Cabem-vos a vós, novos apóstolos da fé, que os Espíritos superiores esclarecem, o encargo e o dever de extirpar esse mal, a fim de dar ao Cristianismo toda a sua força e desobstruir o caminho dos pedrouços que lhe embaraçam a marcha. Expulsai da Terra o egoísmo para que ela possa subir na escala dos mundos, porquanto já é tempo de a Humanidade envergar sua veste viril, para o que cumpre que primeiramente o expilais dos vossos corações. - Emmanuel. (Paris, 1861.)

Esta comunicação consta de O Evangelho Segundo o Espiritismo cap. XI Amar o próximo como a si mesmo.

Do E.S.E. podemos colher também precisos ensinamentos. p. ex., no  Capítulo VII - Bem-aventurados os pobres de espírito. Não precisamos de ser "craques" do Espiritismo. Temos a responsabilidade moral de não esconder esta doutrina. Deus não nos pede mais do que podemos dar, nem nos dá fardos superiores às nossas forças. O atributo essencial de um gupo espírita é a Fraternidade O resto a seu tempo virá...

M.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: aruanda em 23 de Abril de 2009, 20:24
 Acabei de ler um pequeno livro:  "Conclave de líderes espíritas" de Saara Nousiainen.

(Para formadores de opinião espíritas)

Penso que se encaixa perfeitamente neste estudo porque tem a ver com os centros espiritas e a forma de agir das pessoas que estão à frente dos mesmos.

Não deixem de ler.

Podem encontrar o livro aqui:

http://www.adeceara.org/download/conclave.de.lideres.doc (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hZGVjZWFyYS5vcmcvZG93bmxvYWQvY29uY2xhdmUuZGUubGlkZXJlcy5kb2M=)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Ramon em 23 de Abril de 2009, 21:05

Carlos Aveline (*) nos fez pensar. Reproduzo entre aspas.

Apego ao Cargo. O Poder Neurótico

"Criar estruturas coletivas saudáveis não é fácil".

Como organizar uma estrutura de poder que seja coerente com a busca espiritual?

 O caminho espiritual envolve situações coletivas em que surge a questão do poder, da organização, dos relacionamentos interpessoais e das decisões em grupo.

 Como evitar que trabalho e vida pessoal se misturem. Como fazer para não escutar que você está trabalhando tanto que quase não vê os filhos e os netos?

"É necessário usar ciência e a arte de formar cidadãos conscientes, saudáveis e equilibrados nos seus atos pessoais e sociais".

Como fazer frente a ilusão do poder pessoal sobre outros?

"Existem pessoas que buscam o poder coercitivo, que é um mecanismo doentio, sob o ponto de vista psicológico".

Somos pessoa fortemente competitiva?

"A ânsia de poder neste caso não se origina da força, mas da fraqueza. Ela é expressão da incapacidade do eu individual para ficar sozinho e viver. É um esforço desesperado para conseguir força simulada quando se tem falta de força autêntica. O oposto do poder neurótico e manipulador não é a ausência de poder e de liderança, mas o poder solidário, a estrutura que se organiza para facilitar a ajuda mútua".

Dentre as habilidades valorizadas pelas maiores empresas destacam-se a capacidade do trabalho em equipe e motivação para objetivos e metas.

Os destruidores do trabalho em equipe não são encontrados quando há espiritualidade. Na espiritualidade o ideal é a individualidade ética, capaz do diálogo, com consciência crítica, livre, criativa e responsável. A pessoa está liberta do poder e é “pobre de espírito”. A incredulidade zombou dessa máxima. Doutores não entenderam a mensagem porque pensavam que tinham grande saber e eram infalíveis.

Espiritualidade nos faz lembrar de Caetano, que se doutorou em Direito Civil e Eclesiástico. Secretário do Papa Júlio II, voltou a terra natal, após a morte do Papa e dedicou-se exclusivamente ao serviço hospitalar. Com a Inquisição, em Nápoles, viu o povo rebelar-se. A revolução ceifaria inúmeras vidas. Rogou a Deus que aceitasse sua vida em troca da Paz. Adoeceu e faleceu ao mesmo tempo em que os ânimos se acalmaram. A opinião foi unânime, a paz se instalou através de sua intervenção. Coincidência ou não, o gesto é digno de admiração.

 Como Caetano, especialistas em relações interpessoais ditam regras. O grupo de futebol de São Caetano ficou atento. Palmeiras e Botafogo, não. Eles foram parar na segunda divisão.

A primeira regra é acreditar que se pode ser líder (campeão). A perseverança persegue o objetivo porque tem uma missão grandiosa. Jesus lecionou no sentido do atemporal e ilimitado.

A liderança bem sucedida está nas mãos daqueles que assumem a postura de um parceiro e está sempre voltada para a formação de novos líderes. A autoridade é um crédito de competência que se dá a quem merece por direito. Ninguém "se torna" autoridade; a pessoa "é tornada" autoridade.

Jesus constituiu um grupo de trabalho e a unidade se deu em torno do objetivo comum. Cada individualidade foi estimulada no seu potencial. Apesar de sua grandeza espiritual ele nunca se colocou superior ao grupo.

"Poder possui duplo sentido. Um é a posse de poder sobre alguém. O outro é a posse de poder para fazer algo, o que nada tem a ver com dominação, mas maestria no sentido de capacidade. Aí, poder significa potência. Dominação e potencia são excludentes, uma vez que o primeiro é a perversão do segundo".

Uma casa espírita deve pensar na "sociologia da solidariedade".

"Um modo solidário de produzir, trabalhar e viver em sociedade. Esse modo solidário de produção começa a ser possível quando os indivíduos definem como meta exigir mais de si mesmos do que dos outros, e decidem controlar mais a si mesmos que ao mundo externo".

São inadequadas as estruturas de poder que repousam na idealização cega de uma pessoa ou aquelas baseadas na desconfiança e na competição. O exercício da sinceridade solidária é saudável. A dose certa de ceticismo evita a cegueira, embora dose excessiva possa asfixiar.

"Três coisas incorporam grande quantidade de valor a tudo o que é relativo ao caminho espiritual: conhecimento, trabalho e intenção solidária. Essa combinação ilumina o conceito de democracia e são indispensáveis para colocar uma instituição espiritualista em movimento".

Inteligentes e procurando amar uns aos outros, os membros da equipe de Jesus eram identificados. Até para os de fora isso era tarefa fácil: "Nisto todos os reconhecerão".

"Os níveis de trabalho acumulado e de experiência são diferentes entre pessoas, por isso a democracia espiritual não significa que todos têm igual peso, necessariamente. Se a democracia impedisse o processo de liderança dos mais experientes, o grupo se nivelaria por baixo e teria apenas a força  do mais fraco dos seus elos".

Algumas pessoas, embora ocupem um cargo por muitos anos, nunca chegam a ser lideres. Liderança é transparente, aberta a questionamentos e só pode existir e manter-se pela constante renovação do seu reconhecimento por parte dos membros do grupo.

"Com o passar do tempo, a liderança se torna cada vez mais interior e se refere menos aos procedimentos externos, salvo em certos momentos decisivos".

A força de uma instituição está na clareza e na nobreza de suas metas; na eficiência dos seus métodos; na intensidade do seu trabalho e na confiança recíproca dos seus associados.

Líderes não procuram apegar-se aos cargos. Na casa espírita, o modelo é Jesus.

(*)  Aveline, C.C. Quatro Idéias Para Uma Teoria do Poder Solidário. Sociedade de Estudos Filosóficos. 4pp. Abril de 2003. Brasília.

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Alex01 em 23 de Abril de 2009, 21:21
Olá meus caros irmãos
Primeiramente gostaría de agradecer-lhes pela grande oportunidade de estarem incentivando nossos irmãos menos instruídos a conhecerem a verdade sobre o amor incondicional, pois somente com a união é que conseguiremos vencer as barreiras do orgulho, da inveja entre outros sentimentos baixos. E vos digo que fiquei muito feliz em ver que várias pessoas estão batalhando pela verdade do espírito e pela evolução espiritual, pois somos todos irmãos em busca de um mundo melhor e é a partir de estudos, conversas, auxílios assim que conseguiremos. Agradeço ao criador por me proporcionar esse momento de compartilhar esse grande aprendizado. E agradeço também ao criador desse fórum e estudos.

Que a paz esteja convosco. : :)
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: DENISE LE em 23 de Abril de 2009, 22:41
MEU AMIGO DE IDEAL ESPÍRITA, ACHEI MARAVILHOSA A IDÉIA DE CRIAÇÃO DE UM GRUPO ESPÍRITA QUE VOCÊ PROPÕE. É UMA PENA QUE MORE TÃO LONGE, AQUI NA MINHA TERRINHA DE MACEIÓ-ALAGOAS. MAS CREIO QUE POSSO CONTRIBUIR DE ALGUMA FORMA, POIS AQUI EM MACEIÓ, EU E O MEU ESPOSO, JÁ IMPLANTAMOS VÁRIOS TRABALHOS NA CASA ESPÍRITA ANDRÉ LUIZ, A QUAL FREQUENTAMOS. O QUE POSSO DIZER MEU AMIGO, QUE SE NÓS TEMOS A VONTADE DE FAZÊ-LO NÓS CONSEGUIMOS, POIS NÃO ESTAMOS A SÓS, EXISTE UMA EQUIPE ESPIRITUAL POR TRÁS DO NOSSO PROJETO AQUI NA TERRA QUE ESTÁ TAMBÉM EMPENHADA NOS INTUINDO, TRABALHANDO TAMBÉM PARA QUE TUDO DÊ CERTO.
NÓS CHEGAMOS A NOSSA PEQUENA CASA ANDRÉ LUIZ EM OUTUBRO DE 1994,E LÁ SÓ EXISTIA UM GRUPO DE ESTUDO. ENTÃO NÓS IMPLANTAMOS A REUNIÃO DOUTRINÁRIA, COM PALESTRAS E PASSES, COM O TEMPO FORAM SURGINDO OS TRABALHOS. E HOJE GRAÇAS A JESUS, A NOSSA CASA ESPÍRITA , SÓ NÃO ABRE AOS DOMINGOS, POIS INFELIZMENTE ACABOU-SE O TRABALHO DE ENTREGA DA SOPA NESTE DIA.
POR ISSO AMIGO NÓS REPETIMOS, A BOA-VONTADE É UM PONTO DETERMINANTE PARA AQUELE TRABALHADOR QUE QUER TRABALHAR.
SEGUNDO O ESPÍRITO EMMANUEL¨QUANDO O TRABALHADOR ESTÁ PRONTO A OBRA APARECE¨.
COM CERTEZA VOCÊS VÃO CONSEGUIR, POIS O TRABALHO NÃO É NOSSO, E SIM DE JESUS.
FAÇAMOS A NOSSA PARTE E O RESTO ENTREGUEMOS NAS MÃOS DELE!
ABRAÇOS FRATERNO.
DENISE LEÃO
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: BETA_LUZ em 24 de Abril de 2009, 00:16
Olá Mario,
Fico muito feliz em ver tal iniciativa, moro no Rio de Janeiro (RJ)e venho estudando a Nossa Doutrina a algum tempinho.
Se alguém da minha região precisar de algum apoio...Pode contar!
Atenciosamente :D
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Delaini em 24 de Abril de 2009, 01:00
Olá Mário! Seria engrandecedor poder participar deste grupo.
Foi maravilhosa a chance de conhecer esse fórum!
Abçs!
Delaini
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Edna☼ em 24 de Abril de 2009, 01:09
Mario,

Estou inscrita há pouco tempo no Forum Espirita... e ficaria feliz em participar deste grupo de estudo.

Interessante que, estou lendo o livro "A Viagem Espirita em 1862", Allan Kardec.

Abraços,
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Luizahelena em 24 de Abril de 2009, 03:48
Olá Pessoal!!! Saudade!

Estive um pouco ausente pos meu esposo passou por uma cirurgia e se recupera bem. O estudo continua empolgante e acredito que depois disso teremos novos grupos de estudo abrindo as portas.

Boas vindas aos novos amigos e que possamos continuar firmes no cumprimento do nosso dever e no auxílio ao próximo.

Abreijos a todos!

Luiza.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Delphus em 24 de Abril de 2009, 03:56
Olá Mário e companheiros, interessantíssimo este tópico, há algum tempo atrás fomos convidados a participar de uma iniciativa dessa, porém verificamos que a diretoria bem como o próprio centro espírita já existiam de fato, ao solicitarmos o estatuto para leitura e conhecimento do mesmo observamos que ele estava em desacordo com o que nos recomenda Kardec em seu livro "Obras Póstumas".
Creio que a primeira medida a ser tomada quando se inicia um novo grupo para a fundação de uma possível Casa Espírita é o estudo atento desse livro, especificamente no tópico
§ IV — COMISSÃO CENTRAL
Lembremo-nos Casa Espírita é um corpo em funcionamento anterior a isso é simplesmente um grupo de pessoas com essa intenção (de formar e fundar a Cassa Espírita).
Paz e Harmonia a todos.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Gisley Alves em 24 de Abril de 2009, 04:05
Adorei, este recurso... fico feliz por poder aprimorar e aprender ,obrigada pelo convite , quero participar sim, como devo fazer.

Fiquem todos com Deus
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: JCM em 24 de Abril de 2009, 05:53
Boa noite a todos.

Gostaria de colaborar com o debate a respeito da natureza da doutrina espírita, que foi levantado durante o tópico, se é religião ou ciência, porque há defensores assíduos e bem respaldados de ambos os lados, mas acredito que a resposta para esta indagação é mais complexa, pois não é uma simples questão filológica, diz respeito à forma de se encarar o espiritismo. A palavra "ciência" ou "religião" são carregadas de forte carga subjetiva e, no entendimento comum, podem acabar por definir erroneamente as coisas.

Abertamente, tem-se acreditado que é estrita função do espiritismo a comunicação entre vivos e mortos. Em países como França e Estados Unidos, a mediunidade é, comumente, paga e, não poucas vezes, serve apenas ao fim de saciar a curiosidade alheia e o interesse econômico de alguns. O aspecto moral-religioso, tão enaltecido no Brasil e em Portugal, escasseia-se em outras partes do globo. Mas devemos ressaltar que, uma vez provada a imortalidade da vida, cabe-nos antes analisar as implicações deste fato.

A parte fenomênica da doutrina, conquanto fundamento de sua existência, assume importância ao tratar-se do convencimento de sua realidade e da parte técnica, na terapia energética. Mas, se olvidarmos que a reflexão primária desencadeada pelo espiritismo recai sobre a vida intrínseca do homem, naufragaremos como todos aqueles que se prendem, exclusivamente, à miudeza do detalhe e se esquecem da integração necessária ao conjunto.

O homem pode continuar infeliz e autodestrutivo mesmo com o conhecimento da eternidade em que está inserido. São conhecidos das obras de André Luiz e do médium Róbson Pinheiro espíritos ultradesenvolvidos intelectualmente, cientistas e pensadores, que, carecendo da mais precária moralidade, acabaram por receber o infeliz epíteto de dragões. Homens que afrontaram o próprio bom-senso, como se os atos praticados na vida não passassem de mera especulação destituída de parâmetro.

O norte, todavia, deve ser pautado pelo equilíbrio, já que não é possível haver espiritismo sem espíritos. A consequência seria o que já foi denominado por "espiritismo católico", em que sempre a novena acabará por dar lugar à razão e a investigação cederá espaço à fé cega. Allan Kardec, aliás, foi modelo em aplicar ao conhecimento a joeira da lógica e da sensatez, atitude que parece às vezes distante de seu seguinte apostolado, ora atolado entre dogmatismos religiosos ora perdido entre a aridez cientificista.

Observar nosso comportamento diário e nossa vida psíquica, deixando-nos levar pelas marés de amor, pelos arrebatamentos da fraternidade, a par de uma postura precavida, é um bom modelo a termos como ideal. Prudência e bondade levar-nos-ão a desenvolver, na prática do bem, a tolerância com o discernimento, a candura com a responsabilidade. Se o gênio latino-americano nos impulsiona ao extremismo em nossas predisposições, olhemos também para os irmãos do Norte. O comedimento é, por natureza, mais duradouro do que o êxtase, a caridade contínua um gesto maior que isolado sacríficio, a fé constante mais valiosa que explosivo frêmito.

O espíritismo, acredito, pode ser melhor vivenciado, se, a um tempo, for tido como religião e ciência: religião porque arrebata, ciência porque nos esclarece, religião porque consola, mas também ciência porque nos cura. Ambos os caminhos, conduzidos a extremos, deturpam o significado da mensagem espírita. A fé cega retrograda à mistificação medieval, o positivismo científico nos impede de unificar conceitos.

Não é proeza erguer, co’ ardor sublime
O mais pesado arrimo do Pireu,
Mas suportar, por uma vida inteira,
Dois leves braços apontando o céu!
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Elsamar em 24 de Abril de 2009, 11:15
Bom dia,

antes de mais quero desejar uma rápida recuperação ao seu marido, Luizahelena.

Sejam benvindos todos os novos intervenientes.

Mário, tu respondeste-me:

O Alamar logo no início declara que a discussão "religião ou não" é pouco ou nada importante para ele. Ele alerta é para o facto de o Espiritismo por vezes ser desvirtuado por falta de estudo, e importar das religiões as piores características destas.

Eu percebi e concordo praticamente com todo esse texto de Alamar, mas entretanto ele diz, que o espiritismo...

...tem os seus rituais, sim (Todos em silêncio, vamos à prece de abertura, depois a palestra, depois a prece de encerramento para agradecer a Jesus, depois o passe, depois a água fluidificada...), e ai de quem se atreva a querer mudar isto.

Sendo que:

Um ritual é um conjunto de gestos, palavras e formalidades, geralmente imbuídos de um valor simbólico, cuja performance é, usualmente, prescrita e codificada por uma religião ou pelas tradições da comunidade.

Eu recoloco a questão de outra maneira.

As palestras, as preces, os passes, a água fluidificada, remetermo-nos ao silêncio, são rituais? Serão meras formalidades do espiritismo, actos simbólicos, sem nenhuma substância?

Um dos argumentos dos que não consideram o espiritismo uma religião, é precisamente a ausência de rituais.
Parece-me por isso que há aqui um contracenso. Lógico que eu estou a referir-me à opinião do Alamar, por isso gostava de saber a vossa.

  :)


Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: SB em 24 de Abril de 2009, 15:33
Olá,

Lamento não discutir religião nem ciência, embora as estude, e dai retire aprendizagem e já o que aprendi através disso, foi: - Respeito.

A dificuldade dos tempos não permitiu sempre entregar a todos, como desejavam, o conjunto de todo o conhecimento.

Por diferentes caminhos, caminharemos todos para Deus, todos procurando meios de apressar a evolução individual e social do espirito e reconheceremos também em nós, a necessidade de elevar o nosso ser acima da matéria, de dirigi-lo para as alturas, de guiar o nosso espírito, de abrir o coração e a alma a uma beleza de ritmos divinos que nos sustem e nos fazem compreender o que seria o mundo se nós tivéssemos D’ele uma concepção mais pura da realidade.

E esta maravilhosa acção, todos nós vimos cumprindo ao longo dos tempos seguindo os elementos de que dispomos, seguindo a probabilidade do tempo de cada um.

A esta acção, cuja lembrança temos conservado desde sempre, e que tem vindo sempre nas direções morais, têm sido levadas por todas as ditas religiões e que formam o tesouro das nossas noções e conhecimentos sobre Jesus e Deus Pai, são a nossa preciosa herança. A verdade é que cada um enriquece e proclama, às adaptações do seu proprio tempo, à mentalidade daqueles que os escutam, e da sua propria capacidade.

Mas todo este ensinamento não podia, pois, ser senão numa direção moral, regrando melhor as forças e os sentimentos de cada um.

A Religião é uma necessidade do homem, uma necessidade do Espírito.

E com isto, passo a não julgar mais, nem as tendências de uma sociedade, ou cultura ou um culto sobre um facto isolado que me desnortearia mais ou menos e acabo por descobrir por isso, que os laços que nos prendem a Deus, é a necessidade de todos os corações!

É preciso admitir, para não acusar, que as "fórmulas" sagradas, assim como os ritos e símbolos, em todos os tempos, cobrem qualquer coisa de real, vivo, permanente, que dá a todas as religiões a sua duração e a sua eficácia, em seu tempo proprio a nivel social e cultural, fazendo por isso, parte da evolução do proprio espirito, da propria Humanidade.

Abraços
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Leitor e aluno em 24 de Abril de 2009, 16:26

Olá companheiros espíritas !
Muita PAZ sempre nos envolva por nossa iniciativa !
Iniciar Um Grupo de Estudos.... Que poderá no futuro transformar-se em um Centro Espírita.
" Este fato faz parte da Literatura Espírita existente no Brasil...!...
O então iniciante... Francisco Cândido Chavier... por oreintação de Emmanuel ... um amigo desencarnado...  iniciou um grupo de estudos do Evangelho Segundo  O Espiritismo... com o tempo as desistências de encarnados  foram acontecendo... e chegou um belo dia em que o Chico estava só ele de encarnao para iniciar o estudo... Não vou abrir Evangelho nenhum... não veio ninguém... no horario de inicio... Emmanuel então ... mediunicamente... abriu a visão do Chico e mostrou um grande numero de desencarnados reunidos no ambiente... esperando o inicio do estudo...E então perguntou ao Chico... Vc não vai iniciar eles estão esperando...
A visão do plano espiritual de um grupo de estudo trás um grande estímulo a todos qu edeles participam... sempre será uma reunião de esclarecimento... que por conseguinte é uma reunião de desobsessão...
  Quem não faz ainda e pode fazer inicie ... em um dia da semana.. no mesmo horário... um grupo d eestudo... se ele irá chegar a transformar-se em um grupo espírita cm personalidade juridica e outras tantas coisas ... depois saberemos...É tempo de divulgar JESUS redivivo no Consolador e nos ajudarmos pelo estudo a nos modificarmos e conquistarmos assim momentos mais felizes e belos  para compor nossa trajetória de IMORTAIS.
desde já desculpem-me qualquer engano e falha. Um abraço fraterno para todos.Leitor e aluno.
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Negona em 24 de Abril de 2009, 17:49
Olá Mario,

Demorei em verificar este convite que a tanto esperei.. Aqui onde moro são poucas as casas espiritas, com horarios não tão flexiveis.. Adorarei participar deste grupo, tenho paixão por aprender a fundo o que o espiritismo transforma a vida, assim também podendo avançar e controlar os dons da minha mediunidade. Agradeço de coração pelo convite. Abraços, e a todos os participantes.

Negona (Carla)
;D
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: Victor Passos em 24 de Abril de 2009, 18:03
OLa muita paz companheiros

   Minha Amiga Elsamar colocou questões muito pertinentes e bem-haja...
   Peço desculpa pelas longas palavras, meu s amigos , mas de outra forma não poderia responder.

Um Centro Espírita

      Tudo indica que a maioria dos espíritas seguirá determinado a cultivar a religião espírita, os centros espíritas actuais dificilmente mudarão sua estrutura, Mas, podemos pensar uma nova orientação para os centros que se crêem a partir de agora e que pretendam desenvolver o Espiritismo como uma doutrina filosófica e moral.
Nosso objectivo é analisar a questão proposta e mostrar que a prática doutrinária, constituída, segundo Kardec pela “comunhão de pensamentos” pode ser realizada sem decair para o beatismo místico e muito menos copiar, imitar ou trazer cerimónias e rituais das igrejas para nosso meio.
Atendendo às directrizes de Kardec, a busca de um novo padrão não é apenas possível, mas factível, exigindo, todavia, uma nova postura diante da Doutrina.
Vamos analisar algumas atitudes possíveis para dar base a um novo centro espírita, que seja instrumento de uma mentalidade libertadora.
Queremos provar que temas como Deus, alma, reencarnação, imortalidade, mediunidade, podem ser chegados filosoficamente, sem intelectualismo e com simplicidade, pois o misticismo e o dogmatismo  com a fixação ressonante  elimina o  formalismo místico, a atitude dogmática e fixadora dos esquemas repetitivos retardam a possibilidade do crescimento espiritual. No entanto existem formas muito naturais e positivas de expressar a fé.

A Prece

O Livro dos Espíritas afirma:

649 - A adoração é a elevação do pensamento a Deus. 659 - A prece é um ato de adoração 660 - O essencial não é orar muito, mas orar bem. 661 - As boas acções são a melhor prece, porque os actos valem mais do que as palavras.
654 - Deus prefere os que o adoram do fundo do coração... a intenção é tudo pela Ele...(os que) pensam honrá-lo através de cerimónias que não os tornam melhores... Essas pessoas julgam que todo o mérito está na extensão da prece.
      Devido a essas normas não existe  dúvida que o Espiritismo encontra na prece um instrumento de elevação da alma. Mas não significa que deva ser vulgarizada e usada de forma contrária ao sentido dado a ela pela Doutrina.
      No novo centro espírita, seu uso deve ser selectivo, sincero e adequado, sem ritualismo.
      Nas reuniões espíritas doutrinárias, a prece é um componente natural, quando curta, objectiva, sincera e de coração, fruto da desenvolvimento vibratório e carinhoso dos encarnados como laço de união, à divindade e aos Espíritos amigos.
   
     Nas sessões públicas podem ser feitas preces, dentro de forma natural, para harmonizar os pensamentos, sem panóplias ou cantorias. Como o Espiritismo não está baseado em práticas místicas, apagar luzes, tocar música, fazer preces de pé, longas, lamuriosas, é contra seus princípios e não tem nada a ver com Deus.
    Recordemos mais uma vez o que diz O Livro dos Espíritos: - Deus prefere os que o adoram do fundo do coração, com sinceridade, fazendo bem e evitando o mal, aos que pensam honrá-lo através de cerimónias que não os tornam melhores para os seus semelhantes.

   Palestras
   
      No Espiritismo, a palestra espírita não deve ser doutrinadora , impositiva, assustadora, salvadora,no entanto deve trazer toda  a temática com prudência e honestidade, com a realização de estímulos positivos que permitam a reflexão,  e o exame de cada um. Tem que haver uma interacção entre ouvintes e expositor, com situações de oportunidade de debate reflector e tornar activo ao conhecimento mutuo, sendo abertas ao dialogo
     A moral espírita está claramente delineada em O Livro dos Espíritos. De modo algum é moralista, extremista ou inflexível pelo  contrário, estabelece conceitos e normas para a reflexão e absorção natural dos que desejam segui-la.
      A palavra tem um efeito poderoso, no espaço emocional  de cada individuo. Observações negativas e pessimistas não encontram simpatia no pensamento kardecista, que tem como meta a vida futura, progressiva e permanente do Espírito.
    O  centro espírita pode e deve dar  abertura às realidades sociais, mas tem que mantê-las acima dos partidarismos e das precipitações, tanto da ciência como de ideias precoces, seguindo o que Kardec estabeleceu.
     Na análise dos valores morais, o Evangelho e Jesus terão parte importante, dentro da forma como Allan Kardec tratou, razão pela qual o Centro Espírita não será uma assembleia evangélica, nem se fixará na interpretação dos textos do evangelho, como exclusiva e irrevogável fonte da verdade.
    A figura de Jesus  será libertada do cativeiro conceptual cristã do Cristo, do Messias judaico generalizado, que é proveito das distorções cometidas pelo sistema cristão . O ensino moral do Espiritismo, quando restrito ao evangelismo e a cristalizante, desvirtua a dinâmica doutrinária, e decai ao extremo e linear esquema que procura culpa e pecado, expiação e prova, nas acções humanas, bem como as razões do obstáculo da pessoa no passado, agrupando tudo na cobrança de dívidas com a Justiça Divina.
      Quando se abandona o tom coloquial e o interagir, perde-se a essência doutrinária que é criar indivíduos conscientes, activos e participantes. Não se quer, nesse num centro espírita, plateias desligadas que ouvem mas não escutam, por falta de participação, nem comentam ou perguntam, nem ouvintes que suportam a dissertação, como o calvário para conseguir a obtenção do “passe espiritual”.

 Estudo Metódico
 
     É impossível ser espírita sem um estudo teórico, sem leitura, sem participação em reuniões de análise, debate e pesquisa dos princípios doutrinários, comparativamente aos progressos da ciência e do pensamento filosófico.
     O estudo sistemático da Doutrina foi preconizado por Kardec, desde o início de seu trabalho. Todavia, esse estudo sistemático será desenvolvido de maneira dinâmica, por grupos, interactiva e propiciando a abertura das mentes, a pesquisa e a busca diferencial da verdade, a partir dos princípios espíritas.
      Daí a necessidade de manter permanentemente cursos de introdução e aprofundamento do pensamento de Kardec, como medida básica de preservação e expansão do Espiritismo, de forma interactiva e dinâmica.
O Papel dos Espíritos

   Não se pode fazer Espiritismo sem os Espíritos. Mas isso não significa subordinação aos Espíritos na condução e orientação do centro. Nem a transformação de médiuns em pessoas especiais. Na verdade, deve haver uma associação, uma troca mútua de ideias, entre encarnados e desencarnados, em pé de igualdade. A equipe espiritual será necessariamente kardecista, ou seja, ter conhecimento e desenvolverá  o estudo do pensamento de Kardec. Devemos ter em mente que a grande maioria dos Espíritos não é espírita.
   O intercâmbio com os desencarnados é útil, necessário e integra indissoluvelmente o pensamento kardecista. Por isso tem que ser feito dentro desse pensamento. Seguindo as directrizes de O Livro dos Médiuns, quando a análise, o controle e o aproveitamento real do interagir, com fins de ascensão espiritual.

    O Passe, a Cura e a recepção
     Sem dúvida, um centro bem orientado pode ser um grande auxiliar na solução de problemas obsessivos e psicológicos, desde que tenha competência, e haja com o cuidado e o respeito que merecem.
       O passe é uma emissão energética que não necessita de nenhum ritual. É simples imposição de mãos ou cautelosa distribuição energética pela aura da pessoa. Carece de um ambiente tranquilo, saudável, respeitoso.
         A sua eficiência é volúvel. Depende de agentes de sintonia e  de vibração entre o emissor e o receptor . A banalização do passe e sua ritualização é são um cancro realizado contra o verdadeiro Espiritismo.
          O  centro espírita tratará tanto do passe como das questões relacionadas à cura, à desobsessão e às recepção espiritual, com cuidado e prudente atenção, evitando cometer erros  pela falsa caridade em supor que os Espíritos e a Doutrina sejam um elixir  e, portanto, possam cuidar, curar e resolver os problemas todos dos seres.. O que é de medico , deve seguir seus parâmetros da medicina, porque é mais prudente e salutar.
      A mediunidade de cura é sensível, difícil e exige não apenas uma moral elevada, honestidade e humildade, mas rigoroso controle, como aliás como todas as acções mediúnicas. Além, é claro, de médiuns competentes.
      A consulta espiritual, como meio de orientação e análise da obsessão, é válida, mas depende muito do grupo e do Espírito quem vai orientar.  Pois deve ter equilíbrio e humildade, reconhecidos e vigiados. Aconselhar é um acto delicado. Orientar requer experiência e equilíbrio.
    Minha Amiga reconheço que existe muito a trabalhar a nível dos Centros espíritas, que existe muita pouca informação, e por consequências aparece aquilo que chama de rituais, quando no sentido utilizável, pratico e orientado, pelos valores espíritas não é…
    Claro que se for ver todos os Centros por Portugal, verá de tudo um pouco, alguns só falta colocar um rancho folclórico, mas no entanto temos que nós , já que a comitiva federativa apenas recebe cache anual  para convites a efemérides que tem ajudado muito o Espiritismo, mas só de proselitismo e nada de pratico, sem ofensa dos Amigos “Brasileiros”, os quais respeito enormemente ou para participar em congressos e convenções, pela empedrado Mundial e nem visita os Centros , procurando implementar  uma maior interligação , entre os mesmos….Mas isso….
 
Quero pedir desculpa por ser longo, Mário me perdoa, mas a Amiga Elsamar colocou uma questão que acho muito real, aqui tem um antídoto, para a resolução, mais a imensas dadivas que colocou e poderemos fazer alguma coisa pelo espiritismo português.
 
  Agradecendo ao Mário e pelo aprendizado que me tem dado, bem como todos os membros que tem estado aqui activamente…o meu OBRIGADO


Muita paz
VICTOR PASSOS
Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: GALEGA em 24 de Abril de 2009, 18:20
 ;D

Obrigado!

Sim eu quero acrescentar muito em minha vida espiritual e pode saber que existe pessoas do outro lado que estarao sempre dispostos a me dar uma luz qdo precisar.

Abraços

Título: Re: Estudo de Abril - "Vamos iniciar um grupo espírita?"
Enviado por: kia em 24 de Abril de 2009, 18:30
Olá a todos! É a primeira vez que me aventuro a deixar aqui o meu ponto de vista, mas o tema é de facto interessante.

Estamos a falar de um centro espírita e não da abertura de uma empresa, pelo que o motivo para iniciar o Caminho, deverá ser apenas a boa-vontade e o desejo de espalhar a doutrina como faziam os apóstolos.

Mais do que isso temos o exemplo da prática do Evangelho no Lar, que não é mais do que o início daquilo que poderá vir a dar origem a um centro espírita, e que muitos de nós espiritas nos esquecemos como sendo a base e raíz de todo o trabalho.

Afinal Jesus dizia: "onde 2 ou mais se reunirem em meu nome, eu estarei no meio de vós". E um centro não deverá ser mais do que isto. Homens e mulheres, congregados no sentido da melhoria pessoal e auxílio ao próximo. Outras questões, como sendo local, abertura ao público, passes ou não, são pormenores e não a essência da doutrina. Virão a seu devido tempo, com a preparação necessária. Se a primeira preocupação forem estas questões, estaremos a começar pelos motivos errados.

Do meu ponto de vista, as dificuldades e "dúvidas" que encontramos ao pensar nesta questão, não são mais do que desculpas que arranjamos para não assumir responsabilidades que sabemos ter, com ou sem abertura de um centro espírita. Espírita terá de o se