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CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Ann@ em 02 de Maio de 2013, 01:10

Título: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 02 de Maio de 2013, 01:10
Meus amigos,

convido a todos a participarem deste estudo que tem como finalidade o aprendizado para a vida. A vida que diariamente nos proporciona situações às vezes delicadas, às vezes complicadas...

No meu modo de pensar a troca de ideias é o melhor caminho para o aprendizado.

Conto com a participação de todos.
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dai de graca o que de graca receberes (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVRqX3NsNjVkUU9vI3dz)

Dai de graça o que de graça recebe...

No capítulo XXVI do Evangelho Segundo o Espiritismo temos: Deem gratuitamente o que gratuitamente receberam. Como subtítulos: Dom de Curar; Preces Pagas, Vendedores expulsos do templo e Mediunidade Gratuita.

Qualquer um destes temas, traz à tona diversos assuntos e necessidades que o encarnado moderno vive em sua rotina diária. O Evangelho nos traz as palavras sábias de Jesus e Seu exemplo, mas a modernidade trouxe a deturpação de vários ensinamentos.

Como lidar com as despesas de manutenção de uma casa de fé?

Como saber se a mediunidade não é utilizada em certas profissões?

Sem citar nomes, todos conhecem, dentro do movimento espírita, vários médiuns de cura e alguns bem famosos. Mas como sugere o Evangelho “(...) o médico dá o fruto dos seus estudos (...) o médium curador dá o fluido salutar dos bons Espíritos: não tem o direito de vende-los”, porém infelizmente não vivenciamos isto sempre e independente de julgamentos, que sempre serão equivocados, pois não conhecemos tudo, a pergunta é: como manter dentro dos ensinamentos da espiritualidade maior, o atendimento a multidões que invariavelmente procuram este tipo de ajuda? Muitas vezes do médium deixa seu trabalho que o sustenta, pois não há como conciliar.

Há inúmeras Casas – Espíritas ou de outras religiões – que ao entrar nos deparamos com vários tipos de comércio: lanchonetes, bazar, bingos, rifas, taxa “simbólica” etc., etc....

Como agir quando entramos nestes lugares? O que é permitido fazer seguindo o exemplo, ou no mínimo, os ensinamentos dos Espíritos superiores?

Algumas Casas Espíritas, na qualidade de pessoa jurídica, cobram uma “mensalidade” de seus frequentadores mais antigos? Poderia isto ser encarado como uma cobrança a oração, ao passe, ao atendimento que ali recebem?

Ao pensarmos na Mediunidade como um todo, não somente na curativa já mencionada, a confusão é maior ainda: “sou psicóloga e sei que uso de minha mediunidade para atender certos pacientes, isso é certo?”, “uso minha mediunidade ao escrever um livro – ao compor uma música – ao atender as pessoas ...” enfim o que fazer sem ferir a conduta certa ou ideal?

Além da cobrança material, há também a cobrança moral. Pode parecer estranho, mas há casos onde a exposição do médium pela cura conseguida, ou pela mediunidade infalível e maravilhosa, por ser o intermediário eficiente e eficaz entre os encarnados e os Espíritos superiores, causam sérios danos aos médiuns.

Dominar o próprio ego é muito difícil quando acredita-se ter “poderes” infalíveis.

E não podemos esquecer também a responsabilidade daquele que paga para ser atendido pelo médium curador, ou que se exime da oração por acreditar que a prece paga, terá o mesmo efeito. Entender que o agradecimento sincero é mais importante, também é uma forma de incentivarmos a prática correta da mediunidade.

Não haveria a infração se não houvesse o infrator.

Então perguntamos: 

Não podemos colocar a mediunidade no modo “espera” quando trabalhamos profissionalmente, como lidar com isto?

Como médium curador há a necessidade da disciplina e manter horários distintos para atendimento e profissão?

Não estamos defendendo nenhuma ideia pré-concebida, estas perguntas são necessárias apenas à compreensão do ser, para a escolha do caminho mais correto.


Ana D.
Título: Re: Dai de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Kazaoka em 02 de Maio de 2013, 02:48
Boa noite Anna, que Deus abençoe todos nós, criaturas imperfeitas, que estamos no mundo e no momento existencial adequados ao nosso grau evolutivo e expostos a ação do bisel modelador que as provas e expiações comuns desse mundo são capazes de nos proporcionar e das quais precisamos para evoluirmos como Espíritos fadados à perfeição relativa. Rendemos graças a Deus por todas estas dificuldades e tentações que nos dão a oportunidade de pôr à prova a nossa confiança no Pai e a nossa fidelidade sobre aquilo que aprendemos no Evangelho de Jesus.

"vivei como devem viver os homens de vosso tempo" esta é uma outra frase do evangelho e que exemplifica como devemos viver a nossa condição de encarnados. Estamos num mundo material e sujeitos às necessidades que tal condição exige. Precisamos trabalhar para nosso sustento, para cumprimento de nossas obrigações, para a segurança nossa e de nossa família e é natural que sejamos remunerados financeiramente por isso. Já, com relação às nossas tarefas espirituais, o que os Espíritos nos recomendam é que não dispensemos a estas tarefas nada mais do que o tempo que temos disponíveis para tal fim. Que aqueles que queiram fazer da tarefa espiritual, principalmente da mediunidade, uma profissão que busquem outra fonte de renda.

Quanto a utilização da mediunidade em nossas tarefas do cotidiano e mesmo em nossos trabalhos profissionais, não vejo nenhuma contra indicação de sua aplicação desde que o propósito seja facilitar ou potencializar o benefício prestado profissionalmente a outrem. Principalmente se o seu uso tem como móvel a sensibilidade com a dificuldade alheia, ou por aquele ao qual prestamos o nosso serviço profissional. Nesta situação, antes de ser uma transgressão da Lei, é uma prova de sensibilidade e de piedade Cristã, prova viva de amor ao próximo como nos recomenda o mandamento maior, e que pode ser feita de forma simples, discreta e anônima, não ferindo nenhuma crença e nem a susceptibilidade moral daquele que a receba.
Título: Re: Dai de graça o que de graça Recebe
Enviado por: ram-wer em 02 de Maio de 2013, 03:28
Oi, Anna! Espero tenha o maior sucesso neste Estudo!

[attachimg=1 align=right width=222]Por não ser espírita (nem nada), talvez minha visão da coisa seja um tanto neutra.

É só a gente se pôr no lugar do desencarnado que está operando sobre o médium.  Seja pra uma energização via passes, ou no ditado de um livro.  Que importa ao comunicante se o receptor vai cobrar consulta ou direitos autorais?  O que mais interessa: é um bom médium? Fiel? Não "força" as ideias recebidas? É boa pessoa? Então, ótimo.

Recentemente li o livro Não estou morto, só estou diferente, da médium profissional Hollister Rand. Uma boa leitura. Um trabalho consistente, do início ao fim. Recebendo dinheiro, Mrs. Rand fatura nas consultas, na venda de livros, DVD, etc. E ajuda milhares de pessoas. Por onde passa, faz o maior bem.

E tem a Dona Zíbia, aqui no Brasil.  Quantas pessoas já terão mudado sua visão da vida, só de ler um dos romances recebidos por Zíbia Gasparetto?  Quantas profundas reflexões sobre a Eternidade e a Justiça Divina aqueles livros já não despertaram?

Prefiro os livros isentos, tipo os de Chico Xavier. Mas, quanto ao valor espiritual, só quem pode dizer isso são os demais leitores.

Beijo, Ram

http://www.forumespirita.net/fe/livros/nao-estou-morto-so-estou-diferente/msg317626/#msg317626

Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 02 de Maio de 2013, 12:20
Seja bem vinda ao estudo Ann@, pois não lembro de ja tê-la visto por aqui.
Quanto ao tema, como todos do evangelho, considero fantástico.
Percebo, e posso estar equivocado, uma certa ênfase na questão da meduinidade, o que não tem problema nenhum, pois é um tema recorrente no meio espirita.
Mas se nos aprofundarmos um pouco, veremos que as casas espiritas possuem um outro trabalho que considera de uma beleza e uma importãncia fundamental: o atendimento fraterno.
Temos de ter em mente que, se aqui estamos, é por misericórdia do Pai que nos proporciona as oportunidades necessárias ao nosso progresso.
Ele nos deu essa oportunidade pelo seu amor, devemos aproveitá-la, distribuindo amor.
Costumo dizer que, seja qual for a tarefa que Deus lhe confiou na sua seara, ela deve ser feita gratuitamente.
Sou servidor publico, dali retiro meu sustento, qualquer outra atividade, seja na casa espirita, seja fora dela, devo fazer por amor as pessoas, por amor ao evangelho.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 02 de Maio de 2013, 13:33

"vivei como devem viver os homens de vosso tempo" esta é uma outra frase do evangelho e que exemplifica como devemos viver a nossa condição de encarnados. Estamos num mundo material e sujeitos às necessidades que tal condição exige. Precisamos trabalhar para nosso sustento, para cumprimento de nossas obrigações, para a segurança nossa e de nossa família e é natural que sejamos remunerados financeiramente por isso. Já, com relação às nossas tarefas espirituais, o que os Espíritos nos recomendam é que não dispensemos a estas tarefas nada mais do que o tempo que temos disponíveis para tal fim. Que aqueles que queiram fazer da tarefa espiritual, principalmente da mediunidade, uma profissão que busquem outra fonte de renda.


Concordo com tua colocação, Kazaoka, mas o que percebo no dia a dia não é bem isto (também não estou afirmando que é um comportamento geral, sempre existem as exceções). Acredito que a teoria é sempre muito simples, mas a prática é mais difícil e envolve as questões morais. Frases do tipo "o CE toma todo o meu tempo", "minha profissão foi comprometida, para atender as pessoas", etc., são ouvidas constantemente. Penso que a possibilidade de ganho financeiro "fácil" pode ofuscar alguns ideais.

É só a gente se pôr no lugar do desencarnado que está operando sobre o médium.  Seja pra uma energização via passes, ou no ditado de um livro.  Que importa ao comunicante se o receptor vai cobrar consulta ou direitos autorais?  O que mais interessa: é um bom médium? Fiel? Não "força" as ideias recebidas? É boa pessoa? Então, ótimo.


E tem a Dona Zíbia, aqui no Brasil.  Quantas pessoas já terão mudado sua visão da vida, só de ler um dos romances recebidos por Zíbia Gasparetto?  Quantas profundas reflexões sobre a Eternidade e a Justiça Divina aqueles livros já não despertaram?


Ram, penso que por afinidade acabamos nos atrelando a Espíritos de mesma faixa, um Espírito utilizará médiuns afins, mas mesmo assim será que os Espíritos um pouquinho mais evoluído que seja, não se preocupam com o destino de suas ações? Seja um livro, seja cura, enfim, a exposição e o sucesso deste médium não pode deturpar sua mensagem?

Conheço de perto e desde o início (praticamente) o trabalho da Zíbia - fui sua vizinha durante anos e realmente este tipo de leitura é porta escancarada para várias pessoas seguirem os passos da espiritualidade. Quanto a Zíbia boa parte do que se fala no meio espírita não tem procedência verdadeira. O que traz outro ponto: a maledicência, a fofoca pode acabar com um trabalho (ou um CE), mesmo todos trabalhando dentro desta máxima: Dê de graça o que de graça recebe?

Percebo, e posso estar equivocado, uma certa ênfase na questão da meduinidade, o que não tem problema nenhum, pois é um tema recorrente no meio espirita.
Mas se nos aprofundarmos um pouco, veremos que as casas espiritas possuem um outro trabalho que considera de uma beleza e uma importãncia fundamental: o atendimento fraterno.
Temos de ter em mente que, se aqui estamos, é por misericórdia do Pai que nos proporciona as oportunidades necessárias ao nosso progresso.
Ele nos deu essa oportunidade pelo seu amor, devemos aproveitá-la, distribuindo amor.
Costumo dizer que, seja qual for a tarefa que Deus lhe confiou na sua seara, ela deve ser feita gratuitamente.
Sou servidor publico, dali retiro meu sustento, qualquer outra atividade, seja na casa espirita, seja fora dela, devo fazer por amor as pessoas, por amor ao evangelho.

Gustavo, estou no FE desde 2005, mas alguns problemas me afastaram por um tempo. Já realizei um estudo mensal sobre Chico Xavier e fiquei muito feliz de poder novamente realizar um novo estudo.

Talvez a ênfase da mediunidade seja por conta da dificuldade que vários médiuns sentem ao cobrar uma consulta profissional, por exemplo um médico, e nesta consulta utilizar sua mediunidade para realizar um diagnóstico. Como mediunidade não tem botão de liga/desliga, alguns médiuns entram em choque consigo mesmos no momento de cobrar uma consulta realizada desta forma. Sobre escrever matérias e livros, por exemplo, há outra questão: alguns médiuns (não mecânicos), pesquisam e estudam, antes de escrever o que recebem pela intuição, ou pela inspiração. Chegam a ver o Espírito lhes passando a informação a ser escrita, mas a escrita é do médium...


bjs
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: M.Altino em 02 de Maio de 2013, 16:56
Amiga  Ann@ antes de tudo  seja bem vinda  e  lhe  dou os parabéns pelo tema  muito bem escolhido e muito atual neste  contexto em que vivemos e  que muitas vezes  é  deturpado pelas  conveniências de  muitos outros  que o dizem ser quando  encontram  e muitas vezes  pessoas num estado de fraqueza  mental.
Então nada melhor  que  nos reportarmos ao Evangelho Segundo o Espiritismo onde  nos  esclarece  e muito bem sobre a o dar  de graça  o que de graça  recebeis ...........

Mediunidade Gratuita

Os mediuns modernos,  pois os apóstolos também tinham mediunidade,  receberam igualmente de Deus um dom gratuito, que é o de serem intérpretes dos espíritos, para instruírem os homens, para lhes ensinarem o caminho do bem e levá-los à fé, e não para lhes venderem palavras que não lhes pertencem, pois que não se originam nas suas ideias, nem nas suas pesquisas, nem em qualquer outra espécie de seu trabalho pessoal. Deus deseja que a luz atinja a todos, e não que o mais pobre seja deserdado e possa dizer: Não tenho fé, porque não pude pagar; não tive a consolação de receber o estímulo e o testemunho de afeição daqueles por quem choro, pois sou pobre.
Eis porque a mediunidade não é um privilégio, e se encontra por toda parte.
 Fazê-la pagar, seria portanto desviá-la de sua finalidade providencial.
Qualquer pessoa que conheça as condições em que os bons Espíritos se comunicam, sua repulsa a todas as formas de interesse egoísta, e saiba como pouca coisa basta para afastá-los, jamais poderá admitir que Espíritos Superiores estejam à disposição do primeiro que os convocar a tanto por sessão.
O simples bom senso repele semelhante coisa.
Não seria ainda uma profanação, evocar por dinheiro os seres que respeitamos ou que nos são caros?
Não há dúvida que podemos obter manifestações dessa maneira, mas quem poderia garantir-lhes a sinceridade?
Os Espíritos levianos, mentirosos e espertos, e toda a turba de Espíritos inferiores, muito pouco escrupulosos, atendem sempre a esses chamados, e estão prontos a responder ao que lhes perguntarem, sem qualquer preocupação com a verdade.
Aquele, pois, que deseja comunicações sérias, deve primeiro procurá-las com seriedade, esclarecendo-se quanto à natureza das ligações do médium com os seres do mundo espiritual.
Ora, a primeira condição para se conseguir a boa vontade dos bons Espíritos é a que decorre da humildade, do devotamento e da abnegação: o mais absoluto desinteresse moral e material.
Ao lado da questão moral, apresenta-se uma consideração de ordem positiva, não menos importante, que se refere à própria natureza da faculdade.
A mediunidade séria não pode ser e não será jamais uma profissão, não somente porque isso a desacreditaria no plano moral, colocando os médiuns na mesma posição dos ledores da sorte, mas porque existe ainda uma dificuldade material para isso: é que se trata de uma faculdade essencialmente instável, fugidia, variável, com a qual ninguém pode contar na certa.
Ela seria, portanto, para o seu explorador, um campo inteiramente incerto, que poderia escapar-lhe no momento mais necessário.
Bem diversa é uma capacidade adquirida pelo estudo e pelo trabalho, e que, por isso mesmo, torna-se uma verdadeira propriedade, da qual é naturalmente lícito tirar proveitos.
A mediunidade, porém, não é nem uma arte nem uma habilidade, e por isso não pode ser profissionalizada.
Ela só existe graças ao concurso dos Espíritos; se estes faltarem, não há mediunidade, pois embora a aptidão possa substituir, o exercício se torna impossível.
Não há, portanto, um único médium no mundo, que possa garantir a obtenção de um fenómeno espírita em determinado momento.
Explorar a mediunidade, como se vê, é querer dispor de uma coisa que realmente não se possui.
Afirmar o contrário é enganar os que pagam.
Mas há mais, porque não é de si mesmo que se dispõe, e sim dos Espíritos, das almas dos mortos, cujo concurso é posto à venda.
 Este pensamento repugna instintivamente.
Foi esse tráfico, degenerado em abuso, explorado pelo charlatanismo, pela ignorância, a credulidade e a superstição, que provocou a proibição de Moisés.
O Espiritismo moderno, compreendendo o aspecto sério do assunto, lançou o descrédito sobre essa exploração,e elevou a mediunidade à categoria de missão.
A mediunidade é uma coisa sagrada, que deve ser praticada religiosamente.
 E se há uma espécie de mediunidade que requer esta condição de maneira ainda mais absoluta, é a mediunidade curadora.
O médico oferece o resultado dos seus estudos, feitos ao peso de sacrifícios geralmente penosos; o magnetizador, o seu próprio fluido, e frequentemente a sua própria saúde: eles podem estipular um preço para isso.
O médium curador transmite o fluido salutar dos bons Espíritos, e não tem o direito de vendê-lo. Jesus e os Apóstolos, embora pobres, não cobravam as curas que operavam.
Que aquele, pois, que não tem do que viver, procure outros recursos que não os da mediunidade; e que não lhe consagre, se necessário, senão o tempo de que materialmente possa dispor.
Os Espíritos levarão em conta o seu devotamento e os seus sacrifícios, enquanto se afastarão dos que pretendem fazer da mediunidade um meio de subir na vida.
Evangelho Segundo o Espiritismo
Com um grande abraço de muita paz
Manuel Altino

Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Kazaoka em 02 de Maio de 2013, 19:09
Dentro do que propõe o tópico e focando mais na questão da mediunidade, o que devemos levar em conta é que esta é uma faculdade ligada ao organismo físico. Tal como disse Kardec, mediunidade é uma faculdade orgânica. Sendo uma faculdade, é dado ao homem a liberdade de usá-la de acordo com seus propósitos.
Assim como ocorre com o uso de qualquer outra faculdade, cabe ao homem a responsabilidade moral de seu uso. Cientes disso, e lembrando o que Paulo de Tarso disse; "...Tudo posso, mas nem tudo me convém.", devemos buscar sempre estarmos alinhados com o que a moral do Cristo nos ensina sobre como nos conduzirmos neste universo de possibilidades e permissões.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: pati em 02 de Maio de 2013, 21:45
bons dias!!
bons estudos a todos! que seja uma condução bem intuída, ann@...
houve um tempo em que, abrindo aleatoriamente o ESE, este capítulo me acompanhou. como estava iniciando os estudos da doutrina dos espíritos, não entendia. hoje, com alguns anos de estudo, verifico que ''nada sei'' ::). mas estamos aí pra estudar, não é mesmo? então, o que entendo hoje, a gratuidade em relação específica na mediunidade é primordial. por 'N' razões que, ao longo do estudo deste mes vamos ver. uma faceta deste tema, até onde alcancei, é sobre o fato do médium ''cobrar'' pelas comunicações, não em valores, dinheiros, mas existem os que 'cobram' e 'manipulam' as pessoas de algum modo. quer por favores, troca de algum tipo, cobrança de prestígio, preferência, atenção mesmo. não  sei se embolei...
abraços fraternos
pati
estejamos em deus
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Kazaoka em 02 de Maio de 2013, 23:46
A DE recomenda que a prática mediúnica deve ser utilizada sem nenhum interesse além o de promover o bem comum. E esse desinteresse deve abranger até mesmo os interesses morais daqueles que a praticam, pois não devemos pensar em exercício mediúnico como meio de despertar em Deus uma consideração especial sobre nós.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Felipa em 02 de Maio de 2013, 23:49
Olá  Ann@!  Excelente tema.  Bom trabalho.

 Dar de graça o que de graça se recebe
 
Muito embora vivamos num mundo capitalista, há coisas que precisam ser pensadas de maneira diferente.
É natural que todos recebamos por aquilo que façamos. Nosso trabalho profissional. Formamo-nos para isso, estudamos, queimamos fosfato, gastamos tempo.
Então, a forma como a sociedade recompensa o nosso esforço, o nosso trabalho, na medida em que lhe prestamos serviços, é através da gratificação salarial.
Recebemos dos nossos patrões ou das pessoas para as quais trabalhamos, o correspondente ao serviço que prestamos. Nada mais justo, nada mais natural.
E a vida vai passando, vamos adquirindo esse vezo, esse costume de cobrar pelos trabalhosque realizamos.
Mas, existe uma fronteira bastante interessante, que é a fronteira do sentimento, do coração, do bom senso. Cada vez que pensamos nessa fronteira, temos que admitir que há coisas que doamos, que ofertamos a quem nos cerca e que não há necessidade de que cobremos por isto.
Mesmo na esfera do nosso trabalho profissional, às vezes, queremos fazer um mimo a uma pessoa que não pode pagar o que a gente cobra, a uma instituição que presta serviços a terceiros e para a qual queremos dar a nossa contribuição e isto nos referindo àquilo que fazemos profissionalmente.
Quem é que não pode, em sendo cabeleireiro, dedicar trinta minutos de um dia, uma hora, para cortar cabelo de idosos, de crianças órfãs, de doentes, doentes mentais ou mesmo de presidiários, servindo de boa vontade a um trabalho social?
Quem é que não pode, em sendo professor, dedicar uma hora por semana, um dia no mês para alfabetizar comunidades carentes, pessoas pobres que não têm acesso à escola, que trabalham noite e dia e que têm aquele dia que poderia servir-lhes de libertação intelectual? Quem é que não pode fazer isto?
Sendo odontólogo, sendo advogado, prestando ajuda a uma instituição que trabalha com pobres, com famílias carentes. Há muitas coisas, que poderíamos fazer com nosso trabalho profissional, com aquilo que a gente pagou para adquirir.
No entanto, existe um campo ainda mais especial. É aquele em que realizamos coisas pelas quais nada pagamos.
Imaginemos a nossa capacidade intelectiva. Nunca pagamos por ela. Ninguém paga pelo número de neurônios que tem no cérebro, no sistema nervoso. Ninguém paga pelo oxigênio que respira, pela luz do sol que recebe, pelas chuvas que caem, pelos ventos que bafejam e refrescam.
Há coisas que a natureza nos oferece a todos os que estamos no mundo, de forma totalmente gratuita.
E há outros tantos benefícios que a natureza nos dá, que recebemos de bom grado e que não há sentido cobrar para, no uso desses atributos, prestar serviços a alguém.
Há muita coisa que podemos dar aos outros, sem nenhuma preocupação com o pecúnio, com a gratificação financeira, com os valores amoedados, com o dinheiro.
Esse é um território em que começamos a trabalhar em nome da fraternidade, em nome da boa vontade, dessa contribuição que desejamos prestar à sociedade em que vivemos.
Esse é um trabalho que não nos deixa apenas satisfeitos economicamente, financeiramente, mas nos deixa felizes por dentro.
Cada vez que trabalhamos, encontramos a oportunidade de oferecer à nossa comunidade ou às pessoas que precisam do nosso trabalho, aquilo com que a Divindade nos dotou, os valores que trazemos de outras existências, de outras experiências, mesmo desta vida e que queremos contribuir com isso, de alguma forma, para terceiros.
Começamos a pensar nessa possibilidade de prestar algum serviço a alguma pessoa ou a algum grupo de pessoas, sem perceber por isso qualquer salário.
Tenhamos a certeza de que vamos nos sentir grandemente felizes, altamente recompensados, porque estaremos atendendo àquilo que Cristo propôs: ao dar os nossos festins, convocar os estropiados das estradas, os pobres das encruzilhadas, para que venham ter conosco, no nosso festim de bodas.
A boa vontade faz com que convertamos essas ações gratuitas  numa festa para tantos corações.
Continua...
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Felipa em 02 de Maio de 2013, 23:50
Continuação...

Essa festa que proporcionamos aos corações daqueles que não podem pagar, mas que acabam recebendo de nós alguma ajuda, penetra-nos a própria alma e reveste-se de uma característica importantíssima.
Reveste-se desse poder de nos fazer criaturas integradas ao plano da Divindade, aquele mesmo plano que nos concede as coisas gratuitamente, graciosamente.
Nesse território, vale a pena lembrarmos o trabalho do voluntário.
Esse voluntário que estamos nos referindo é o que pode cortar um cabelo, que pode atender a uma causa jurídica, que pode atender a dentes, que pode atender a psicologia, que pode, enfim, lavar, passar, pregar botões numa peça de roupa. Há voluntariado para todos os tipos de serviços e há necessidades para todos os níveis de voluntariado.
Lamentamos, no entanto, que ainda exista em nosso país, e em vários países que conhecemos, uma mentalidade de voluntariado um tanto estranha.
Para muitos que se apresentam como voluntários, o voluntariado deve ser exercido quando a pessoa o queira, no dia que lhe dê vontade, quando não tenha o que fazer em casa, então ela irá fazer um serviço voluntariado.
Isso não é propriamente o que se espera de um voluntário.
Porque uma instituição que dependa de trabalho voluntário tem trabalho todos os dias.
Alguém que se voluntarie para cozinhar não pode ir quando bem entende. Como é que ficarão os assistidos, nos dias em que o voluntário não comparecer?
Aquele que se voluntarie para lecionar, para dar aulas a crianças, a jovens, a adultos carentes. Como é que irá apenas quando tiver vontade?
Então vemos, por exemplo, nos Estados Unidos, que os voluntários têm carteira, são registrados governamentalmente. Eles podem entrar nos hospitais, nas casas de assistência, nos dias e horários que quiserem, mediante a apresentação daquele documento.
Mas eles têm seriedade. O voluntário nos Estados Unidos faz um serviço como se fosse o seu emprego, sem receber uma moeda, a não ser a gratificação da alegria.
No nosso país, por exemplo, as pessoas vão quando querem. Viajam sem anunciar, sem preparar a instituição: Vou ficar tanto tempo fora. Há que se providenciar um substituto.
As pessoas imaginam que, por estarem prestando serviço voluntário, não têm nenhuma obrigação, não tem nenhum compromisso. A isso chamaríamos de um voluntarismo e não de um trabalho voluntário.
Um trabalho voluntário é um trabalho sério, de todo dia, marcamos aquela escala certinha, aquela agenda correta. É voluntário, porque não se cobra por ele, mas a responsabilidade tem que ser a mesma.
Ora, cada vez que realizamos um trabalho para alguém, dando de graça, conscientemente estamos realizando o nosso depósito no Banco da Providência Divina.
Aquilo que absorvemos dos outros, devemos aos outros. Aquilo que recebemos da Divindade, passamos a ser devedores da Divindade. Tudo aquilo que ofertamos, que oferecemos, nos transforma em credores da Providência.
Temos, verdadeiramente, não aquilo que compramos, aquilo que as pessoas nos dão. O que é nosso pertence verdadeiramente é aquilo que  oferecemos.Temos o que damos.
Não foi à toa que o nobre Francisco de Assis afirmou que: É dando que se recebe.
É claro que, se a criatura precisa trabalhar para manter sua família e não pode trabalhar de graça, para ninguém, durante um largo período de sua vida, a Divindade compreende.
Qualquer pessoa de bom senso compreenderá. Mas estamos nos referindo a essa postura egoística, em que só pensamos no lucro imediato, na vantagem financeira, quando o trabalho voluntário, o trabalho pelo bem, o trabalho para alguém, sem receber nada, materialmente falando, nos dá um lucro moral expressivo, nos permite um salário de paz interior incomensurável.
Quando imaginamos a grandeza que é ver o sorriso de uma criança de cabelos cortados, de banho tomado, de roupa trocada; quando imaginamos a alegria de uma criatura diante de um prato de refeição e percebemos que fomos nós que fizemos, que fomos nós que preparamos, que fomos nós que arrumamos... não há compensação maior.
E é nesse sentido que  podemos pensar naquele Ser especial que um dia chegou à Terra e Se doou a toda Humanidade, dizendo:
Eu sou o pão da vida, eu sou a fonte de águas cristalinas, eu sou a luz do mundo, dando de graça o que trouxe do Pai, o que de graça recebeu para que nós aprendamos a fazer o mesmo.
 
Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 189, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná.
Programa gravado em janeiro de 2009.
                                                                         Em 03.01.2011
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Felipa em 02 de Maio de 2013, 23:56

Dar de graça      
Artigos Revistas-
Octávio Caúmo Serrano

Dar de graça o que de graça receber – ESE Cap XXVI

A que se referia Jesus quando nos recomendou que deveríamos distribuir gratuitamente o que de graça também recebemos?
Evidentemente que a muitas coisas. Um donativo que se recebe numa instituição deve ser distribuído ou utilizado sem proveito pessoal para quem recebeu, mas em favor da comunidade assistida pelo agrupamento.
Dizemos isto porque já vimos pessoas em casas espíritas que, após receber uma roupa de melhor qualidade ou em melhor estado, em vez de encaminhar aos assistidos, guardaram para si, sob a argumentação de que também são necessitadas. E, afinal, dizem, são colaboradoras sem remuneração e julgam ter também direito a algum benefício... É o argumento.
Parece-nos errado! Tudo o que é recebido pelo Centro Espírita é para ser encaminhado. É evidente que se entre os trabalhadores da casa houver alguém que passa por real dificuldade, socorrê-lo é uma louvável exceção. Mas que não seja hábito entre os colaboradores que na verdade não necessitam. Caso o doador venha a saber, a instituição ficará desacreditada. E nas doações para bazares beneficentes, os da casa devem ter acesso a ele em igualdade de condições com as outras pessoas.
Acreditamos, todavia, como Jesus ensinava – Mateus X – 8 –, que curassem os enfermos, limpassem os leprosos e expulsassem os demônios, recomendando dar de graça o que haviam de graça recebido, que Ele se referia principalmente à mediunidade e mesmo ao magnetismo que muitos têm e que são utilizados pelos seus fluidos de cura física.
Essa capacidade – um recurso a mais de crescimento espiritual e que muitos chamam de “dom” – não foi conquistado pelo homem pelo estudo ou esforço, mas veio com ele para que a usasse em benefício dos mais carentes. Ofertada por Deus, gratuitamente.
Por isso, no mesmo capítulo, atrás mencionado, Kardec fala de preces pagas. Refere-se aos que cobram para orar pelos outros, deixando claro que os resultados independem de quem fez a oração. Antes que o benefício chegue àquele que sofre, é preciso verificar se ele está no momento de receber a ajuda e se já acumulou merecimento para livrar-se do mal que está vivendo. Sabemos que as dificuldades nos impelem ao progresso e tirá-las de nós antes do tempo elimina a finalidade da encarnação.
A argumentação é bastante lúcida. Se não somos nós que vamos favorecer o suplicante com nossos rogos, mas os Espíritos – incluindo Jesus e os Santos – como cobrar por um trabalho que não realizamos?
Pergunta também se a prece deve ser longa ou curta e se ela é remunerada pelo tamanho que é proferida. Se é necessária uma prece longa e a pessoa só pode pagar pouco, esta seria uma prece sem qualidade. Se não é necessária tanta ladainha, porque o Plano Divino é bom entendedor e para este bastam poucas palavras, por que orar tão cumprido?
Se prestássemos mais atenção e tivéssemos bom-senso, aprenderíamos que não se compra Deus com favores. Nem com dízimos, nem com velas, nem com promessas, fitas, bebidas ou galinha preta. A única moeda que Deus aprecia chama-se Amor. Se destinarmos o valor de uma vela para a compra de pão para um pobre, seremos mais recompensados pelo Plano Divino. Tudo o que fizermos de bom reflete em nós também como algo favorável. É a conhecida lei de ação e reação. Portanto tudo o que é pago é de resultado duvidoso. A bola de cristal, as cartas ou as pedras coloridas, vão sempre nos dizer o que queremos ouvir. Nunca o que é real, porque os que mercadejam com a fé não têm acesso aos planos da verdade. E, como são espertos, saberão sempre lidar com o nosso orgulho!
Quem cobra pelas preces que faz, tem de garantir o êxito do trabalho. Quem vende uma mercadoria tem de entregar. Se a responsabilidade da ajuda é do Espírito invocado como o intermediário pode garantir o resultado?
Ninguém entregue seus problemas para que outros resolvam. Cada um é o responsável, de forma individual e intransferível, pelo seu crescimento e, portanto, cada um deve fazer suas próprias orações e pedir ajuda diretamente a Deus, para que Ele lhe dê força, discernimento e destemor para enfrentar as dificuldades e delas tirar o conhecimento e a experiência que o problema sempre traz com ele.
Se cada um tem sua própria dívida e somente o Plano de Deus conhece a extensão do débito, as preces feitas podem ser insuficientes para solucionar o problema. Mas se cada um se entender diretamente com Deus, demonstrando esforço e interesse na rua renovação, a parcela de misericórdia é grande e muita coisa pode ser atenuada. Não esqueçamos que, conforme a primeira epístola de Pedro (I Pedro, 4:8), se “o Amor cobre uma multidão de pecados”, podemos resgatar pela prática do Bem o mal praticado em outras instâncias.
Nunca desprezemos o valor da oração diária, mas nunca percamos uma oportunidade de ajudar quem quer que seja, porque é dando que se recebe, já nos ensinou o lúcido Francisco de Assis. A oração deve descer das mentes e da boca para as mãos e o coração. Uma oração materializada no serviço é eficiente antídoto contra a inferioridade. Se encarregarmos outros de orarem por nós, além de negligenciarmos no cuidado da nossa própria vida, não podemos ter certeza de que ele fará o trabalho com interesse e seriedade. Só nós conhecemos realmente o que pedir e saberemos se fomos atendidos.
Distribua o bem e colha os frutos do que espalhar. Tenha fé e siga em frente! Tudo o mais virá por acréscimo!
 
O Clarim - Agosto de 2010
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Antonio Renato em 03 de Maio de 2013, 01:21
Meus irmãos."Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido",não é uma frase de efeito nem muito menos uma imposição,mas uma recomendação de Jesus aos seus discípulos que o acompanhavam. Na sua passagem quando em vida material,praticou muitas curas pois recebeu esse dom de Deus,e distribuiu gratuitamente,assim também o fez as suas preces pelos enfermos e por aqueles que necessitavam.Não seja uma desculpa dada pelo uso da mediunidade, a cobrança como meio de subsistência,ou seja:os fins não justificam os meios,se houver algum pagamento que seja na forma de doação por aqueles que se sentem agradecidos.Não se pode falar de doação das faculdades mediúnicas sem lembrar do Chico Xavier, mesmo não sendo um medíum curador, mas o que fez foi sempre com um sentimento
de doação.
Fiquem na paz.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: M.Altino em 03 de Maio de 2013, 11:29
Amigos para todos  o meu bom dia  de muita paz  e  como estamos a  debater  este problema da  mediunidade  que  muitas pessoas e  então  alguns Mediuns  que  a exercem  quase sempre  no sentido de  buscar algo para  si mesmo e não a exercer no sentido que Jesus  lhes  confiou essa  digna missão lhes trago este  texto que  pode ajudar a  que o debate se torna  mais  ridco e  entendido por todos .....
DAI DE GRAÇA O QUE RECEBESTES
DE GRAÇA
Pode a mediunidade ser exercida como profissão?
Como considerar o pagamento aos "intermediários assalariados" que fazem preces por pessoas que acreditam na eficácia dessa intermediação?
Desde tempos imemoriais, quando os seres humanos começaram a olhar para o alto, em busca de um poder superior que explicasse e desse um sentido ao mundo complexo que os cercava, existiram pessoas que se revestiam de uma condição especial.
Eram os feiticeiros, os xamãs, os sacerdotes, que, possuindo ou aparentando possuir dons diferenciados, colocavam-se na posição de elos entre os homens e as esferas superiores.
Provavelmente detendo poderes psíquicos mais acentuados, cumpriam um papel na sociedade, que variou ao longo dos tempos, mas que certamente lhes dava condições sociais, económicas e até políticas muito favoráveis.
Com o aperfeiçoamento humano, chegada a hora de esclarecer melhor o funcionamento da sociedade em todas as suas formas, disse Jesus que os intermediários entre o céu e a terra não podiam receber dinheiro por essa tarefa.
Embora sem usar a palavra "médium", não existente à época, descreveu ele de modo preciso a sua missão: a faculdade de curar os doentes e de expulsar os demónios, ou seja, os maus Espíritos.
 Esse dom lhes é conferido gratuitamente por Deus, para alívio dos que sofrem e para ajudar a propagação da fé, não podendo pois ser usado para fazer comércio nem meio de vida.
Advertiu também para os que,"sob pretexto de orações longas. devoram as casas das viúvas".
A prece é um ato de caridade e Deus não vende os benefícios que concede.
A justiça de Deus é como o sol: ela é para todos, para o pobre como para o rico, não dependendo de qualquer soma de dinheiro.
Além disso, as preces pagas podem levar aquele que as compra a crer que ele próprio está dispensado de orar.
Os Espíritos sentem-se tocados pelas demonstrações de amor contidas no pensamento que se dirige a eles, ficando evidente a inutilidade de encarregar um terceiro de orar sob pagamento.
Condenação também recai sobre o comércio das coisas santas, sob qualquer forma, que se revela na figura da expulsão dos vendedores que se assentavam no recinto sagrado do Templo.
Nos tempos atuais, alastram-se por toda a face do planeta os fenómenos mediúnicos.
Por toda a parte, encontram-se pessoas investidas de capacidade psiquica especial muitas delas conscientes de que esse dom lhes confere obrigações diferenciadas.
Muitos pensam que essa verdadeira explosão de psiquismo é acentuada apenas no Brasil mas ela ocorre também pelo mundo afora.
Nos Estados Unidos, de acordo com sondagem realizada pelo Conselho de Pesquisa de Opinião da Universidade de Chicago, 29% dos americanos já tiveram alguma espécie de visão.
42% já tiveram contato com os mortos e 67 % já experimentaram percepção extra-sensorial.
É a confirmação de que é chegada a hora do Espírito de verdade manifestar-se por toda parte.
Os médiuns modernos, sucessores dos missionários e apóstolos que também tinham mediunidade, igualmente recebem de Deus um dom gratuito, o de ser intérpretes dos Espíritos para instruírem os homens, mostrar-lhes o caminho do bem e conduzi-los à fé.
Não podem, pois, vender-lhes as palavras que não lhes pertencem, porque elas não são o produto da sua concepção, nem de suas pesquisas, nem de seu trabalho pessoal.
É diferente do trabalho, por exemplo, do médico, que oferece o fruto dos seus estudos, dos seus esforços e até dos seus sacrifícios e daí poder cobrar um preço.
Já o médium curador transmite o fluido salutar dos bons Espíritos e assim não pode vendê-lo.
Observação importante é a de que a mediunidade é uma faculdade essencialmente móvel, fugidia e variável não dependendo da vontade dos que quisessem explorá-la.
Jamais poderíamos admitir que os Espíritos superiores ficassem à disposição do primeiro que os chamasse a tanto por sessão.
Foi o risco desse comércio que motivou a proibição de Moisés de invocar os mortos.
O Espiritismo moderno compreendeu o lado sério da mediunidade, lançando o descrédito sobre a exploração e elevando a prática mediúnica à categoria de missão .
A mediunidade assim exercida é uma coisa santa.
Os que assim a encaram receberão o reconhecimento dos Espíritos elevados, que através deles espalharão o bem e a caridade.
Baruch Ben Ari

Com um grande abraço  e  penso ter  contribuído mais um pouco para que  este  estudo seja  importante para todos nós...........
Manuel Altino
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 03 de Maio de 2013, 12:33
Toda atividade, de cunho caritativo, deve ser exatamente assim, caritativo.
Não podemos exercer a mediunidade, ou o amor, em troca de qualquer tipo de favor.
Temos, enquanto sociedade, o costume de viver ainda a lei do talião, se voce me amar, eu te amo, se voce me ajudar eu te ajudo.
Sempre que estivermos esperando gratidão de alguem, estaremos cobrando pelo que recebemos de graça.
É obvio que a ingratidão machuca, mas nós é que não podemos ser ingratos.
Precisamos deixar cada um ser como seu entendimento permite, dando a ele a compreensão e o perdão. Compreensão e perdão que o Pai nos dá, de graça.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 03 de Maio de 2013, 13:30
Continuação...

Para muitos que se apresentam como voluntários, o voluntariado deve ser exercido quando a pessoa o queira, no dia que lhe dê vontade, quando não tenha o que fazer em casa, então ela irá fazer um serviço voluntariado.
Isso não é propriamente o que se espera de um voluntário.
Porque uma instituição que dependa de trabalho voluntário tem trabalho todos os dias.

Então vemos, por exemplo, nos Estados Unidos, que os voluntários têm carteira, são registrados governamentalmente. Eles podem entrar nos hospitais, nas casas de assistência, nos dias e horários que quiserem, mediante a apresentação daquele documento.

No nosso país, por exemplo, as pessoas vão quando querem. Viajam sem anunciar, sem preparar a instituição: Vou ficar tanto tempo fora. Há que se providenciar um substituto.
As pessoas imaginam que, por estarem prestando serviço voluntário, não têm nenhuma obrigação, não tem nenhum compromisso. A isso chamaríamos de um voluntarismo e não de um trabalho voluntário.

Um trabalho voluntário é um trabalho sério, de todo dia, marcamos aquela escala certinha, aquela agenda correta. É voluntário, porque não se cobra por ele, mas a responsabilidade tem que ser a mesma.

Ora, cada vez que realizamos um trabalho para alguém, dando de graça, conscientemente estamos realizando o nosso depósito no Banco da Providência Divina.

Oi Maria47, na maioria dos CE (dos que conheço) o serviço voluntário é assim mesmo, mas o trabalho voluntário em hospitais e mesmo em CE muito grandes existem leis a cumprir sim. Existe um contrato que é assinado - como um contrato de trabalho, com horários e dias a serem cumpridos rigorosamente. Em alguns locais, se o voluntário falta duas ou três vezes seguidas sem justificativa, tem o contrato rescindido e é imediatamente substituído - exatamente pelos motivos que você relata "tem trabalho todo dia".

Talvez esta atitude, o voluntariado sério, seja o primeiro passo para aprendermos a realizar a verdadeira doação, quando trabalhamos sem nada pedir.

Um outro ponto me veio à mente e focando novamente na mediunidade: existem médiuns que "prestam serviço" a troco de eventuais materiais que serão utilizados. Por exemplo, alguns médiuns que realizavam cirurgias e pediam que as pessoas ajudassem com algodão, álcool, etc.. Esta "ajuda", podemos encarar como um tipo de cobrança? Seria a mesma coisa de um médico atender voluntariamente um grupo de pessoas e pedissem que elas levassem seus curativos?

Estou levantando esta hipótese porque há médiuns e até mesmo CE que não cobram nada em dinheiro, mas cobram de outras formas...

Abçs
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 03 de Maio de 2013, 16:10

Orações Pagas -

Ainda vivemos num mundo onde pagamos orações... infelizmente!

O ESE nos esclarece: "As orações pagas têm outro inconveniente: aquele que as compra se julga, na maioria das vezes, dispensado ele próprio de orar, porque se considera livre de tudo ao ter pago seu dinheiro. Sabe-se que os Espíritos se sentem tocados pelo fervor daquele que por eles se interessa; qual pode ser o fervor daquele que encarrega um terceiro, pagando-o para orar por ele? Qual é o fervor desse terceiro, quando delega seu mandato a outro, este a outro e assim por diante? Não será reduzir a eficácia da oração ao valor de uma moeda corrente?"

Um pergunta que sempre me fiz: como podemos passar a alguém nosso sofrimento diante de situações difíceis às quais pedimos a ajuda dos Espíritos amigos?

Penso que não podemos observar apenas a atitude de quem realiza orações a troco de pagamentos, mas também - talvez com mais cuidado - aqueles que acreditam que devem pagar pelas orações. Alguns acreditam que as pessoas ligadas a fé através de igrejas ou dos CEs, possuem uma oração mais "forte", por consequência teriam seus pedidos realizados; mais uma vez colocamos a cargo de outros as próprias responsabilidades... ou não?
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Antonio Renato em 04 de Maio de 2013, 23:20
Meus irmãos, ainda o item 4 do capítulo XXVI: "Deus não vende os benefícios que concede. Como pois um que não é, sequer, o distribuidor deles, que não pode garantir a sua obtenção, cobraria um pedido que talvez nenhum resultado produzisse que da sua misericórdia se solicite a uma soma em dinheiro. Do contrário, se a soma não fosse paga, ou fosse insuficiente, a justiça, a bondade e a clemência de Deus ficariam em suspenso."Sim meus irmãos, que valor teria uma prece dita por alguém que cobra por este ato se Deus não concede a ele o direito de fazê-lo, e assim fazendo contraria as suas leis e não seria um ato de bondade por aqueles que necessitam.
Fiquem na paz.

Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 05 de Maio de 2013, 02:43
"Eduque seu filho para ser feliz e não para ser rico. Ele saberá o valor das coisas, e não o seu preço."
Infelizmente minha querida Ann@, nesse mundo materialista e imediatista, em tudo se coloca um preço.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 05 de Maio de 2013, 18:02
"Eduque seu filho para ser feliz e não para ser rico. Ele saberá o valor das coisas, e não o seu preço."
Infelizmente minha querida Ann@, nesse mundo materialista e imediatista, em tudo se coloca um preço.

Verdade meu amigo, e acho que o problema fica mais difícil ainda quando temos que observar se nós mesmos não estamos na qualidade de "pagantes". Enquanto o problema é do outro, ou seja falarmos daqueles que cobram, penso que nos sentimos em posição mais confortável, porém ao colocar o problema em nosso quintal e pensarmos "no que eu estou fazendo" requer coragem e determinação para assumir o equívoco e iniciar uma ação de recuperação e entendimento diferente - a famosa reforma interior.

É a diferença entre o "em que mundo meu filho vai viver" e o "que tipo de filho vou deixar para este mundo".

Precisamos pensar nisto...

abçs
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Felipa em 05 de Maio de 2013, 18:47

Dai de Graça ( O que de Graça Recebeste)

Uma das coisas que mais admiram as pessoas que vão pela primeira vez na Casa Espírita é a absoluta isenção de pagamento em qualquer atividade que transcorra neste ambiente (alguns insistem em pagar pelo benefício que tenham recebido, apesar da veemente recusa do trabalhador espírita.)

Em um mundo onde tudo é negociável, alguns não entendem como podem existir pessoas que, abdicando de seu tempo, sua família, seus afazeres e lazeres, dedicam-se a uma causa nobre e às necessidades de desconhecidos pelo simples prazer de ajudar, sem esperar nenhuma vantagem financeira.

Quando Jesus disse (Mt 10, 8 ) "Restituí a saúde aos doentes, ressucitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demonios. Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido", ensinou que todos que desejam servi-lo, devem fazer de forma desinteressada, proporcionando alívio aos que sofrem, ajudando na propagação da fé e da esperança, não devendo jamais fazer desta atividade um meio de comércio, nem de especulação, nem meio de vida.

A expulsão dos mercadores do templo (Mc11,15 a 18 : Mt 21,12 e 13) simboliza recriminação de Jesus ao comércio e tráfico das coisas santas, pois Deus não vende as suas bênçãos, não dando a nenhum homem o direito de negociar em Seu nome.

Assim, Allan Kardec enfatiza que também a mediunidade deve ser exercida de forma Santa e gratuita, pois é um dom que Deus concedeu aos homens para auxiliá-los no esclarecimento, consolo e evolução- sua e dos outros.

Divaldo Franco,Raul Teixeira, Yvone Pereira, Chico Xavier são exemplos de médiuns que exerceram e exercem a mediunidade com Jesus, desinteressada de qualquer beneficio, doando todos os direitos autorais das obras psicografadas a entidades beneficentes e instituições de caridade.

Chico Xavier, com mais de 400 obras mediúnicas, sempre viveu de forma humilde e pobre, primeiro com o salário de servidor público, depois com a aposentadoria a que teve direito.

Kardec alerta que "procure, pois, aquele que carece do que viver, recursos em qualquer parte, menos na mediunidade; não lhe consagre preciso, senão o tempo de que materialmente possa dispor. Os Espíritos lhe levarão em conta o devotamento e os sacrifícios, ao passo que se afastam dos que esperam fazer deles uma escala por onde subam."

Desta forma age a Sociedade séria, que se dedica ao estudo do Espiritismo e ao amparo dos necessitados (do corpo e da alma), não permitindo qualquer forma de comércio ou cobrança nas atividades em seu domínio. O espírita, seja qualquer função que exerça nesta sociedade (presidente, palestrante, passista, médium), não recebe remuneração alguma por atividade, realizando-se, conscientemente, apenas por amor ao próximo.

As Sociedades Espíritas são mantidas no seu aspecto material pela colaboração livre e espontânea de seus associados e simpatizantes (que vêem nesta contribuição uma possibilidade de exercerem a caridade) a venda de livros que tem por objetivo ser uma fonte de renda e, mais importante, como divulgação doutrinária.

Texto extraído do Jornal informativo "Seara Espírita", ano XIII, número 145
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Felipa em 05 de Maio de 2013, 18:53

A VENDA DA MEDIUNIDADE - Divaldo Franco

Divaldo fala sobre a venda da mediunidade: "A venda de recursos mediúnicos não se consuma exclusivamente por dinheiro, porque se pode trocá-la por presente, por concessões, pelo envaidecimento e por várias outras modalidades mais ou menos sob disfarce. Nós, médiuns, devemos acautelar-nos, constantemente, contra os perigos dasimonia (venda ilícita das coisas sagradas)indireta, inclusive para com aqueles que fazem parte do nosso círculo íntimo, ou os que nos propiciam conforto e facilidades.
Lembro-me, aqui, de um querido confrade, médium seguro, que exerceu a mediunidade caritativa por largos anos numa modesta construção no fundo do quintal de sua casa. Esse homem de vida santificada carregava uma prova dolorosa: a esposa era alienada mental, a filha sofria de ataques epilépticos e o filho vivia atormentado por Espíritos vingativos. Granjeava recursos para a manutenção daquele lar com a execução de modestos serviços em profissão humilde, que ele executava um sua casa mesmo.
Um dia, após atender pessoa portadora de um problema muito grave, notou que tal pessoa deixava boa soma de dinheiro num envelope aberto em cima da mesa, retirando-se em seguida.
Levantou-se às carreiras e foi ter com a pessoa:
- Senhor, acho que esqueceu este dinheiro na mesa em que trabalho.
Resposta do doador:
- Não, não esqueci. Percebi que o senhor tem problemas financeiros e de saúde de seus familiares e, como disponho de muitos recursos, quis ajudá-lo a amenizar as dificuldades com que se defronta.
- Não, bondoso amigo, não posso aceitar.
- Mas, por que não pode? O senhor não me pediu nada, estou dando é para sua família, sua esposa doente e os filhos enfermos; com este dinheiro o senhor pode minorar o sofrimento deles.
- Perdoe-me se não consigo fazer-me entender. Se minha mulher e meus filhos estão ao meu lado passando provações e vicissitudes, é porque deviam às justas Leis Divinas que nos levam ao resgate, para nosso benefício. Por favor, não insista, não destrua, num segundo, o que levei 30 anos para edificar.
Dito isso, passou o envelope para as mãos do doador e voltou ao barraco onde exercia a mediunidade com verdadeiro amor e santidade."
 
 
 
 
OBSERVAÇÃO: Os médiuns "espíritas" devem seguir a recomendação de Jesus: "Dai de graça o que de graça recebestes."
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: ram-wer em 05 de Maio de 2013, 19:25
(...)
E tem a Dona Zíbia, aqui no Brasil.  Quantas pessoas já terão mudado sua visão da vida, só de ler um dos romances recebidos por Zíbia Gasparetto?  Quantas profundas reflexões sobre a Eternidade e a Justiça Divina aqueles livros já não despertaram?(...)

Ram, penso que por afinidade acabamos nos atrelando a Espíritos de mesma faixa, um Espírito utilizará médiuns afins, mas mesmo assim será que os Espíritos um pouquinho mais evoluído que seja, não se preocupam com o destino de suas ações? Seja um livro, seja cura, enfim, a exposição e o sucesso deste médium não pode deturpar sua mensagem?

Conheço de perto e desde o início (praticamente) o trabalho da Zíbia - fui sua vizinha durante anos e realmente este tipo de leitura é porta escancarada para várias pessoas seguirem os passos da espiritualidade. Quanto a Zíbia boa parte do que se fala no meio espírita não tem procedência verdadeira. O que traz outro ponto: a maledicência, a fofoca pode acabar com um trabalho (ou um CE), mesmo todos trabalhando dentro desta máxima: Dê de graça o que de graça recebe?

[attachimg=1 align=right width=250]Anna, adorei suas novidades.

É isso aí: fofoca. Curiosidade intrometida. Quem somos nós pra avaliar se algo deve ser pago ou gratuito?

O médium é bom? O livro é bom? Não há mais o que discutir. Ninguém deveria se meter na vida pessoal do médium psicógrafo. Basta o livro. A gente adora, ou acha mais ou menos, ou não gosta. É só.

A mediunidade de uma pessoa não nos dá o direito de fuxicar a sua vida.

Não sou fã de Dona Zíbia, mas torço por ela. Como disse Kardec, o empenho em combater uma ideia só a faz fortalecer. E os livros Gasparetto são a prova viva disso.

Alguns livros mediúnicos "caritativos" são uma droga. Fraquinhos e desprezíveis.

Mil vezes o Bate-papo com o Além – de Silveira Sampaio e Zíbia Gasparetto. A gente paga, paga um pouco mais pelos direitos autorais, e lê um ótimo livro mediúnico – como deveria ser todo livro espírita.

Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Antonio Renato em 05 de Maio de 2013, 21:30
Meus irmãos,muitos são os exemplos de atendimento fraterno exercido por médiuns,desde os mais conhecidos de como foi citado pela nossa irmã Maria, até aqueles anônimos,não só no Brasil como em todo mundo.A prática da caridade é um dever de todos nós,ela é exercitada de diversas formas,até mesmo orando pelos mais necessitados.Cobrar por esses atos,só nos fará mais devedores.Os dons e os talentos que nos foi dado de graça por Deus,podemos usar deles para ajudar os nossos irmãos que necessitam,sem que venhamos nos sentir prejudicados de alguma forma.
                                                                           Fiquem na paz.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 07 de Maio de 2013, 11:15
Analisando as opiniões de forma geral e o comportamento de vários médiuns de conheço, penso que todos, absolutamente todos, sempre dizem e informam aqueles que chegam aos CEs sobre este ensinamento, mas dizer ao outro o que fazer é bem mais fácil do que praticar o que se diz - acho que já sabemos disso ;)

Mas tem um fator que muitos esquecem, ou talvez nem imaginem tal situação: a exposição e o sucesso alcançado através da mediunidade - seja cura, seja psicografias, seja psicofonia, na verdade não importa muito qual mediunidade seja. Acredito que ainda vivemos numa sociedade que idolatra qualquer ser que se destaca e com os médiuns não é diferente.

Ao lançar uma obra de sucesso ou realizar psicografias de entes queridos que se foram (só um exemplo), o médium ao tornar-se famoso tem que lidar com seus próprios limites e penso que é neste momento que torna-se muito difícil perceber o caminho a ser tomado. O envolvimento é maior e o "sucesso" pode sim abalar certos conceitos... afinal todos nós ainda temos uma ponta de vaidade.

Abçs
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Kazaoka em 07 de Maio de 2013, 12:06
A mediunidade não é privilégio e nem os médiuns estão livres das provas. E, para muitos, a mediunidade com seus frutos é a prova. É por isso que se fala tanto na mediunidade com Jesus.Ou seja, o exercício desta faculdade sob as diretrizes da moral Cristã.
Pode-se ter uma mediunidade ostensiva, já que a mesma diz respeito somente às aptidões orgânicas para tal, e não ter moral suficiente para bem conduzi-la.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 07 de Maio de 2013, 12:29
Kazaoka, meu caro, ontem mesmo, no grupo de estudos do centro espirita, falavamos sobre isso, mediunidade com Jesus.
A grande verdade, na minha opinião, esta na questão moral, na evolução moral, lenta e gradual que vem acontecendo.
Mediunidade é algo que existe desde que o mundo é mundo, e a sua utilização acompanha o progresso moral do planeta.
Quanto mais conseguirmos compreender e vivenciar as leis morais, tão bem explicadas e exemplificadas pelo Mestre Nazareno, melhores resultados teremos naquilo que necessitamos.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Vitor Santos em 08 de Maio de 2013, 12:48
Olá

Este principio de dar de graça o que, de graça, se recebe, é sempre polémico e relativo.

Se todas as pessoas recebessem apenas o que realmente merecem, o mundo era bem melhor do que é. Não era necessária a caridade, a não ser para com aqueles que, por razões que não podem ultrapassar, não podem trabalhar.

Quando este principio se aplica à mediunidade, o problema é diferente. Há uma entidade que se manifesta através de outra entidade. Quem é que presta o serviço? - O médium, o espírito ou ambos? - Talvez seja esta última a resposta mais correcta.

O problema é que a credibilidade da mensagem mediúnica sofre com o facto de os médiuns obterem dinheiro lucro (cobrar acima dos custos de produção, excluída a mão de obra do médium). Sobretudo se os médiuns são profissionais, que dependem da mediunidade para se sustentarem. A pessoa tem de sustentar sempre. Se os espiritos não estiverem para responder, as respostas são inventadas, pelos próprios médiuns, ou por espiritos que não têm capacidade para responder, porque não sabem ou porque não querem.

Mas isto também se passa com os padres e com outro tipo de sacerdotes, que fazem profissão da religião. Trata-se de um negócio em que o profissional não domina o negócio.

bem hajam
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: belina em 08 de Maio de 2013, 14:10
Ola Ann@
Parabens pelo estudo

Espero contrubuir um pouco com este video que adorei.

Texto extraido e adaptado do Livro de Rodolf Steiner O Evangelho Segundo São João, inspirado para esta edição pela Federação Galáctica. A Rodolf Steiner e a Federação Galáctica meu eterno Amor e Gratidão.
Com Amor pela humanidade.
Imagens reeditadas por Sergio Carvalho
Produzido e adaptado por Sergio Carvalho
Musica- Corciolli -- Cromoterapia Violeta Criatividade



Dai de Graça aquilo que de Graça recebeu.avi (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD9mZWF0dXJlPXBsYXllcl9kZXRhaWxwYWdlJmFtcDt2PUotQXpibkgwVk5VIw==)
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 08 de Maio de 2013, 14:13
Vitor meu caro, ja citei aqui pelo forum que, na minha opinião, o sacerdócio, seja de padres e pastores, não é e não pode ser profissão.
Não vejo problema nenhum que a comundade religiosa custeie as despesas de seu lider religioso, seja ele um padre ou um pastor, mas não aceito que essa pessoa utilize-se desse cargo, ou encargo, para locupetlar, para ostentar riqueza.
Vale o mesmo para a mediunidade se ela fica tão ostensiva a ponto de impedir o médium de ter uma profissão, tudo bem, mas basta olhar nosso maiores expoentes e veremos que a providência não desampara seus mais fieis trabalhadores. Contando que esses não sejam orgulhosos e vaidosos.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Antonio Renato em 08 de Maio de 2013, 17:31
Meus irmãos."Dai de graça o que de graça recebestes",esta foi a recomendação que o mestre
Jesus deu aos seus discípulos.Pelo que se possa entender,que sentimento de caridade terá
aquilo que se faça por um irmão,na doação seja na forma de oração ou atendimento através
da mediunidade,se por isto for cobrado?Poderia-se dizer que que aqueles que disponibilizam
todo o seu tempo no uso da mediunidade,e não lhes restando tempo necessário para exercer
outra atividade para manter a sua subsistência,pois seria uma forma de desculpa para poder
cobrar pela caridade que está fazendo.Essa desculpa não justifica na prática,pois seria como
tornar o uso da mediunidade uma profissão,e como se sabe foi um dom dado de graça por Deus,portanto:Dai de graça o que de graça recebestes.
Fiquem na paz.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 08 de Maio de 2013, 19:50
Amiga Belina - belo video, com certeza contribui para nossas reflexões.

Vitor meu caro, ja citei aqui pelo forum que, na minha opinião, o sacerdócio, seja de padres e pastores, não é e não pode ser profissão.
Não vejo problema nenhum que a comundade religiosa custeie as despesas de seu lider religioso, seja ele um padre ou um pastor, mas não aceito que essa pessoa utilize-se desse cargo, ou encargo, para locupetlar, para ostentar riqueza.
Vale o mesmo para a mediunidade se ela fica tão ostensiva a ponto de impedir o médium de ter uma profissão, tudo bem, mas basta olhar nosso maiores expoentes e veremos que a providência não desampara seus mais fieis trabalhadores. Contando que esses não sejam orgulhosos e vaidosos.

Concordo com o amigo sobre a utilização de cargo ou encargo para ostentar ou mesmo adquirir riquezas, porém quero compartilhar com os amigos aqui do FE uma resposta de uma entrevista que assisti há algum tempo atrás.

Marília Gabriela entrevista o chefe de uma igreja evangélica (que prefiro não dizer o nome, pois o intuito aqui é discutir a ideia e não julgar). Perguntado sobre o salário dos pastores, o entrevistado respondeu assim: "os meus Pastores são muito bem pagos. Recebem um salário maior que o pago em outras igrejas, porque o meu intento é que o Pastor que estiver ali na igreja para atender os fieis necessitados, estejam ali também com seus pensamentos. Eu não quero um Pastor preocupado com as contas da casa dele: se pagou a luz ou a água, ou se tem dinheiro para fazer o mercado para as crianças (...)"

Os Pastores, geralmente, consideram-se divulgadores da Palavra de Deus e que para desenvolverem este trabalho receberam de Deus o "dom da palavra".

Gostaria de saber a opinião dos meus amigos foristas.

Abçs
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 08 de Maio de 2013, 23:43
An@ minha cara, uma das minhas frases preferidas no evangelho é: "buscai o reino de Deus e sua justiça, e tudo o mais lhe será dado em acrescimo.".
É obvio que o pastor, em tendo nesse oficio dedicação integral, deve ter sim uma renda condizente com suas necessidades, a própria DE nos diz qe devemos estar adequados as necessidades e imposições sociais do nosso tempo.
Entretanto quero frisar a palavra necessidade. Jesus foi claro quando mandou seus discipulos sairem a pregar, em Mateus cap 6, vers 7 a 9: E chamou a si os doze, e começou a enviá-los a dois e dois, e dava-lhes poder sobre os espíritos imundos; ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, senão apenas um bordão; nem pão, nem alforje, nem dinheiro no cinto;   
mas que fossem calçados de sandálias, e que não vestissem duas túnicas.
Evangelizar é sacerdócio, não é profissão nem fonte de renda.
Que a comunidade custeie seu lider, ja disse, não vejo problema, mas que dai se tire renda como se profissão fosse, discordo.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: pati em 09 de Maio de 2013, 22:04
bons dias!!

Citar
Alguns livros mediúnicos "caritativos" são uma droga. Fraquinhos e desprezíveis.

verdade!!!
ainda bem que a palavra caritativos levou aspas. nem que seja prestígio, notoriedade, muitos médiuns, ou não médiuns, publicam ''pérolas'' esperando algo em troca. foi o que disse antes: quase sempre existe um interesse oculto. o dai de graça cai por terra...

estejamos em deus

pati

Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 10 de Maio de 2013, 12:14
É preciso, num primeiro momento, lermos de tudo para saber o que é bom! E isto não se aplica apenas ao espiritismo ou espiritualismo, mas nas diversas áreas existentes... afinal existem "tranqueiras" editadas em todas as linhas: ficção, cultura, etc..

Existem pessoas que viram "escritores" embalados pela fama temporária e meteórica... enfim o que causa tudo isto é a soma de pessoas não comprometidas com a verdade. Infelizmente pessoas assim não estão restritas a certas profissões ou credos, existem em todos os lugares, igrejas, templos, etc..

Ontem mesmo assisti um programa de TV que rapidamente falou sobre a "lipoaspiração divina" - uma igreja onde após uma oração, faz as pessoas perderem peso!!! :O

Com certeza no meio espiritualista há romances, livros ditos "técnicos", psicológicos, etc., onde a palavra "psicografado" aparece como chamariz para futuras vendas.

Neste caso, ninguém está cobrando por algo gratuito, mas usando da inocência de certas pessoas e cobrando por isso... sempre uma questão moral.

abçs
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Antonio Renato em 10 de Maio de 2013, 15:26
Meus irmãos.Há no meio literário obras que são editadas como se elas fossem psicografadas
ou baseadas na Doutrina Espirita,mas que na verdade não passam de escritas forjadas,ape-
-nas com o intuito de faturar tão somente com a venda,pois o seu conteúdo em nada acres-
-centa de aprendizado ou mesmo de ensinamentos.Sendo a Doutrina Espirita a que mais vem
despertando maior interesse nas pessoas que buscam conhecimento da espiritualidade,é na-
-tural que essas pessoas comprem estas obras pensando estarem comprando uma obra espi-
-rita.Entretanto há uma necessidade de quem é responsável,no caso a FEB,seja mais rigorosa
e só permita que seja divulgada como obra espirita,o que seja verdadeiramente dos espíritos.
a Alguns poderiam até dizer que este julgamento por estas obras,seria subjetivo por parte da
FEB,mas no meu entendimento daria maior respaldo moral,e maior credibilidade.
Fiquem na paz.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 10 de Maio de 2013, 15:48
É disso que falo minha cara, dessa mercantilização da fé, desse evangalho da "prosperidade", onde se vende o paraiso na terra, esquecendo que o mestre ressaltou os valores do espirito, os valores morais e não materiais
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: belina em 11 de Maio de 2013, 12:34
Olá boa tarde

Navegando pela net, encontrei esta linda história, e ela se enquadra em nosso estudo do mês. Nao importa que religiao ou doutrina seja pois todos os caminhos que vão dar a Deus são bons. Jesus nos ensinou a amar, a dar sem esperar qualquer retorno.
Se pensarmos numa frase desta História "Mas se de graça só recebe rejeição, abandono, violência. É com esta mesma moeda que paga à sociedade na qual está inserido.", veremos que se todos nos preocupassemos em dar um pouco de nó ao mundo ele seria bem melhor.

Testemunhos de Vida Missionária
"Dai de Graça... "
No dia 3 de Janeiro, às 20:15 h, estava prevista minha ida para São Paulo. O ônibus só apareceu às 21:30 h; saída atrasada (como atrasada está a atuação missionária leiga...), mas cheguei no horário previsto em São Paulo.
Lá estava eu novamente na periferia Sul da megalópole (Vila Missionária), a fim de doar minhas férias de trabalho para o projeto “Vida Nova”, que acolhe crianças carentes.
No meu coração estava a pergunta: “O que eu “tô” fazendo aqui de novo? “Tô” de férias! Mas por que não fiquei numa das lindas praias de Florianópolis?
Hoje, agradeço a Deus por ter ficado 25 dias convivendo com esta realidade: com o menor fora de casa.
Nosso trabalho? Realizar atividades programadas de lazer e reforço escolar para 16 menores com idade entre 06 a 16 anos, cada qual com sua personalidade forte, marcada pela luta de ficar com o que é seu, sem dividir com o outro: tudo é meu e se aconteceu algo errado, foi o outro.
“Tia, fulano fez isso”. “Tia, fulano me bateu”.”Mas você bateu no fulano!”. “Mas tia, foi ele quem começou”. Oh, Deus! Cada dia um novo desafio! Tinha aquele que participava, mas sua atenção parecia estar no espaço sideral; aquele que só criava confusão; aquele que só queria aparecer; aquela que chorava, e aquele que calava, calava ...
Mas como toda planta, quando bem cultivada, cresce, assim, com minha colega Juliana, vimos várias flores desabrochando: na conversa e oração na capela, no início e final de cada dia, na hora da escuta da palavra de Deus, na coragem de reconhecer que errou e pedir desculpas, no esforço diário de querer acertar, na realização das tarefas, na arrumação do refeitório, na limpeza da louça, na higienização dos banheiros.
Isso acontecia também na amizade que foi crescendo entre o grupo, no abraço carinhoso na hora da chegada e da partida, nas brincadeiras partilhadas, na confiança de abrir seu coração de menino(a) e contar do porquê estar na rua, do que já passou, do que já sofreu, dos seus sonhos e planos para o futuro...
Aos poucos, foi caindo a cerca da indiferença e construímos juntos o muro forte da amizade, onde, concretamente, pude entender e vivenciar o “Dai de graça o que de graça recebestes.”
Se o menor recebe amor (gratuito, generoso), é com este mesmo amor que ele dá os dons que produzem amor, afeto, compreensão, carinho, etc.
Mas se de graça só recebe rejeição, abandono, violência. É com esta mesma moeda que paga à sociedade na qual está inserido.
“Dai de graça o que de graça recebestes”. Hoje sei que tenho muito para dar, pois sei o quanto aprendi e recebi nestes 25 dias.
Obrigado Pe. Maurilio por um dia ter tido a coragem de andar contra a corrente e colocar sua “liberdade” em favor dos menores.
Obrigado, Senhor, por mais esta oportunidade de aprender, amar e servir...
Ernestina Rodrigues


paz e luz
belina
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: belina em 11 de Maio de 2013, 13:00
Olá boa tarde

(Do livro: “Mensagens do Astral” – Ramatís/Hercílio Maes – Editora do Conhecimento)


"Dar de graça o que de graça se recebe"!
“Não nos cumpre julgar o labor dos seres humanos; apenas desejamos destacar o "quantum" de renúncia e de trabalho que os humildes oferecem para o bem alheio. É óbvio que terá mais merecimento perante Deus a preta velha que, mesmo prejudicada no seu labor doméstico ainda presta serviços de amor ao próximo, no benzimento ou no "desmancho" gratuito, que a mulher que só o faz a troco de boa remuneração dos seus consulentes.

Mas não exagereis demasiadamente esse conceito do "dai de graça", quando o aplicais exclusivamente no julgamento alheio, pois que recebidos "de graça" são todos os dons que recebeis de Deus, visto que ele é o verdadeiro doador da vida. Todos vós estais cheios desses dons: os olhos, as mãos, os ouvidos, o paladar, o olfato e o tato são dádivas que o Pai vos concedeu para o crescimento espiritual. No entanto, esses bens sublimes que muitos os transformam em instrumento para prognosticar a que da moral da irmã desavisada, o fracasso do amigo ou a decadência do cidadão íntegro.
 
A língua generosa é usada para a palavra acusadora, fescenina, blasfema e insultuosa; os ouvidos se aguçam na colheita da maledicência, da intriga e da notícia exagerada para as fontes de escândalo; as mãos, criadas para instrumento das bênçãos do trabalho, da carícia e do serviço ao bem, esbofeteiam, apontam defeitos, produzem o roubo, constroem canhões, punhais, revólveres e aparelhamento de morte de todo género! Os dons do olfato se pervertem na busca dos perfumes voluptuosos das alcovas do vício, ou das emanações do éter, ou da nicotina deprimente; o paladar deixa-se desregrar com os alcoólicos das tabernas ou com os corrosivos elegantes de etiquetas douradas!
 
Depois do mau emprego desses dons magníficos, que de graça o Pai vos oferece, cremos que é bem desculpável o ato da preta velha que aceita a moeda para o leite do filho ou o vestido para a filhinha, oferecendo, em troca, orações, bênçãos, simpatias, acompanhadas do indefectível "louvado seja nosso sinhô Zezuis-Cristo"!
 
A indústria da Fé, que é muito mais preferida pelos doutos do vosso mundo, aufere vultoso rendimento no mecanismo das rezas e dos louvores, sem que isso provoque censuras de vossa parte. A ciência, sob o aparato impressionante da terminologia clássica, também exerce, por vezes, o seu mister através do inglório comércio deliberadamente explorador da dor humana!”
 
paz e luz
belina
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 11 de Maio de 2013, 13:28
Olá boa tarde

(Do livro: “Mensagens do Astral” – Ramatís/Hercílio Maes – Editora do Conhecimento)

"Dar de graça o que de graça se recebe"!
“Não nos cumpre julgar o labor dos seres humanos; apenas desejamos destacar o "quantum" de renúncia e de trabalho que os humildes oferecem para o bem alheio. É óbvio que terá mais merecimento perante Deus a preta velha que, mesmo prejudicada no seu labor doméstico ainda presta serviços de amor ao próximo, no benzimento ou no "desmancho" gratuito, que a mulher que só o faz a troco de boa remuneração dos seus consulentes.

Mas não exagereis demasiadamente esse conceito do "dai de graça", quando o aplicais exclusivamente no julgamento alheio, pois que recebidos "de graça" são todos os dons que recebeis de Deus, visto que ele é o verdadeiro doador da vida. Todos vós estais cheios desses dons: os olhos, as mãos, os ouvidos, o paladar, o olfato e o tato são dádivas que o Pai vos concedeu para o crescimento espiritual. No entanto, esses bens sublimes que muitos os transformam em instrumento para prognosticar a que da moral da irmã desavisada, o fracasso do amigo ou a decadência do cidadão íntegro.
 
A língua generosa é usada para a palavra acusadora, fescenina, blasfema e insultuosa; os ouvidos se aguçam na colheita da maledicência, da intriga e da notícia exagerada para as fontes de escândalo; as mãos, criadas para instrumento das bênçãos do trabalho, da carícia e do serviço ao bem, esbofeteiam, apontam defeitos, produzem o roubo, constroem canhões, punhais, revólveres e aparelhamento de morte de todo género! Os dons do olfato se pervertem na busca dos perfumes voluptuosos das alcovas do vício, ou das emanações do éter, ou da nicotina deprimente; o paladar deixa-se desregrar com os alcoólicos das tabernas ou com os corrosivos elegantes de etiquetas douradas!
 
Depois do mau emprego desses dons magníficos, que de graça o Pai vos oferece, cremos que é bem desculpável o ato da preta velha que aceita a moeda para o leite do filho ou o vestido para a filhinha, oferecendo, em troca, orações, bênçãos, simpatias, acompanhadas do indefectível "louvado seja nosso sinhô Zezuis-Cristo"!
 
A indústria da Fé, que é muito mais preferida pelos doutos do vosso mundo, aufere vultoso rendimento no mecanismo das rezas e dos louvores, sem que isso provoque censuras de vossa parte. A ciência, sob o aparato impressionante da terminologia clássica, também exerce, por vezes, o seu mister através do inglório comércio deliberadamente explorador da dor humana!”
 
paz e luz
belina

Pois é amiga belina, penso que de maneira geral somos cruéis, quando se trata da avaliação ou julgamento dos atos do outro, dificilmente olhamos nosso próprio "quintal" para saber e observar o ali há de coisas em desequilíbrio, em descompasso com as Leis Divinas.

A questão moral é muito delicada, pois do alto do ego inflado, julgamos e condenamos situações pontuais, sem saber como certas coisas chegaram até aquele ponto.

Usar um dom - inexistente às vezes - para se ganhar dinheiro, fama e glória faz parte da condição moral do ser. Usar deliberadamente certo tipo de mediunidade para alimentar as próprias vaidades é questão moral, não há outra explicação.

Tudo que há no mundo, todos os nossos dons (sentidos), invenções, descobertas são e sempre serão usadas de acordo com nossa condição moral.

Como diz o texto a mão que afaga também pode matar...

abçs
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: belina em 11 de Maio de 2013, 18:00
Olá An@

É verdade  sim que a mão que afaga tambem pode matar por isso:

É importante aprendermos  a DAR SEM PRECISARMOS DE RECEBER E A RECEBER SEM PRECISARMOS DE DAR.

Por vezes basta um sorriso ou um abraço
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: belina em 11 de Maio de 2013, 18:31
Olá boa tarde

ESPIRITUALISMO - VERDADES FILOSOFICAS - A DIVINA SABEDORIA DOS MESTRES
Quantas frases se enquadram no tema de nosso estudo?

ESPIRITUALISMO - VERDADES FILOSOFICAS - A DIVINA SABEDORIA DOS MESTRES - PARTE 1 DE 2 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD9mZWF0dXJlPXBsYXllcl9kZXRhaWxwYWdlJmFtcDt2PWNyVkZ1ZUpZa0RNIw==)

ESPIRITUALISMO - VERDADES FILOSOFICAS - A DIVINA SABEDORIA DOS MESTRES - PARTE 2 DE 2 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD9mZWF0dXJlPXBsYXllcl9kZXRhaWxwYWdlJmFtcDt2PUhHT2kwZGpDeHNnIw==)

paz e luz
belina
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: belina em 13 de Maio de 2013, 12:49
Olá boa tarde

DAI DE GRAÇA O QUR DE GRAÇA RECEBESTES

- Fazemos uso dos bens deste mundo com prudência e com generosidade?
 - Socorremos os necessitados de nossa comunidade?
 - Que significado terão para nós as palavras como: caridade, partilha, amor, acolhimento...
 - Não recebemos os dons de Deus para o serviço do bem comum?
- Não foi pelos nossos méritos e virtudes que recebemos estes dons de Deus, mas sim por sua imensa misericórdia. Assim é somente na pessoa de nossos irmãos necessitados que podemos retribuir o que recebemos. De graça recebemos o amor de Deus, de graça deveremos compartilha-lo com nossos irmãos.
Chico Xavier - Amar Sempre (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD9mZWF0dXJlPXBsYXllcl9kZXRhaWxwYWdlJmFtcDt2PUZrdV9IRkEzUWFNIw==)

Paz e luz
belina
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 13 de Maio de 2013, 13:03

belina, gostei dos videos que tem frases ótimas para refletirmos...

Aliás, penso que quando nos envolvemos em qualquer estudo, o objetivo é sempre aprimorar nosso conhecimento e compreensão e, além disto, refletirmos nosso comportamento diante dos ensinamentos. Neste assunto específico Dê de Graça... acho que limitamos nossa análise aos assuntos relacionados com a mediunidade, prece, ou seja assuntos ligados com a espiritualidade.

Citando o ESE - "Tomem cuidado com os escribas que se exibem passeando com longas túnicas, que gostam de ser cumprimentados nas praças públicas e ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes; - que a pretexto de longas orações, devoram as casas das viúvas. Essas pessoas receberão condenação mais rigorosa." (Lucas, XX-45/47) - (grifos meus)

Neste pedaço específico concluo que temos duas situações.

Na primeira parte grifada o pagamento é realizado através da vaidade, do ego que precisa ou quer ser "reconhecido" pelo trabalho que realiza: a prece. Pode (de repente) não existir nada pago em espécie, em dinheiro, nem mesmo ser um meio de vida, mas a necessidade de estar em evidência, querendo ocupar os melhores lugares dos "banquetes". Aceitar (mesmo sem procurar) este tipo de tratamento seria um tipo de cobrança? Benefícios recebidos pode ser encarado como pagamento?

No segundo grifo, podemos aplicar aqui o a quem mais conhece, mais será cobrado?

Abçs
Ana D.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Vitor Santos em 13 de Maio de 2013, 13:47
Olá amiga Anna

Citar
Os Pastores, geralmente, consideram-se divulgadores da Palavra de Deus e que para desenvolverem este trabalho receberam de Deus o "dom da palavra".


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/dai-de-graca-o-que-de-graca-recebe-estudo-mensal-052013/30/#ixzz2TAtE6pyb

Na minha opinião ninguém é divulgador da "Palavra de Deus", aqui na Terra. Pois ninguém encarnado na Terra conhece Deus e a respectiva palavra. O que os pastores, os profetas, os espíritos, através dos médiuns, nos trazem são o resultado do que essas entidades julgam pessoalmente que é a palavra de Deus. As entidades mais evoluídas podem ter opiniões pessoais mais próximas da realidade, mas entre aquelas que encarnam na Terra não creio que conheçam a realidade sobre as palavras de Deus (começando pela ideia, pouco credível, de que Deus se exprime por palavras). 

Ainda que essas pessoas fossem mesmo divulgadores da palavra de Deus, se dependerem dessa profissão para viver, no sentido material, subsiste sempre a dúvida sobre o verdadeiro objectivo delas. Se não forem profissionais são sempre mais independentes e isentos. Mais credíveis. Todavia, o facto de serem profissionais também não implica que sejam aldrabões. Admito que hajam muitos profissionais sérios, em todas as áreas de actividade, graças a Deus. Mas nesta área é mais complicado garantir a isenção. Contudo a confiança entre as pessoas é sempre algo difícil de estabelecer.

bem hajam           
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 13 de Maio de 2013, 14:35
Na minha opinião ninguém é divulgador da "Palavra de Deus", aqui na Terra. Pois ninguém encarnado na Terra conhece Deus e a respectiva palavra. O que os pastores, os profetas, os espíritos, através dos médiuns, nos trazem são o resultado do que essas entidades julgam pessoalmente que é a palavra de Deus. As entidades mais evoluídas podem ter opiniões pessoais mais próximas da realidade, mas entre aquelas que encarnam na Terra não creio que conheçam a realidade sobre as palavras de Deus (começando pela ideia, pouco credível, de que Deus se exprime por palavras). 
         

Perfeito amigo Vitor!  ;)
Uma das atitudes mais difíceis é está: entender que as mensagens e orientações passadas são, antes de qualquer coisa, a opinião pessoal do Espírito orientador; é o entendimento dele da Verdade de Deus...

Abçs
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Antonio Renato em 13 de Maio de 2013, 23:21
Meus irmãos,nisso também eu concordo.Onde estão as palavras de Deus de que tanto falam
os que se colocam como sendo os seus divulgadores,pelo que se sabe,quem fez o usa das
palavras e se colocou como seu intermediário foi Jesus,esse sim,e nos disse mais:Eu sou a
verdade,e ninguém vai ao pai sem mim,ou seja,se queres está com Deus,usa as minhas
palavras.Se as palavras de Jesus,confortam,salvam,e orientam aqueles que necessitam,por-
-que se deve cobrar por elas,se as mesmas nos foi dadas de graça?
Fiquem na paz.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 14 de Maio de 2013, 01:15
Interessante o conceito Vitor, mas vamos divagar um pouco.
A DE nos mostra, e o começo do LE fala exatamente disso, que Deus é a causa primeira de todas as coisas, e que o universo é regido por suas leis, que são eternas e imutáveis.
Diz-nos tambem a DE, que essas leis de Deus, estão impressas na nossa consciência, mas que só as compreenderemos melhor a partir da nossa evolução intelectual, a qual impulsionará a evolução moral.
Quando alguem, utilizando-se normalmente da biblia, ou de outro livro sagrado, afirma estar divulgando a palvra de Deus, esta apenas, isso sim fazendo a divulgação daquilo que o progresso intelectual ja permitiu ao homem compreender daquilo que é a vontade de Deus, expressa por suas leis.
E essa é a grande questão, e na minha opinião, o grande problema da humanidade, temos a pretensão de achar que conhecemos Deus e suas leis de forma perfeita, e o que é pior, a pretensão de impor esse conhecimento, que na verdade é apenas um entendimento muito parcial, aos que nos cercam.
Ultimamente, está-se cobrando por isso, está-se cobrando para levar consolo, amparo e fraternidade, e o que pe pior, está-se vendendo o que não se pode entregar.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 14 de Maio de 2013, 20:26


Não deixa de ser curioso e interessante estar a participar de um estudo cujo tema é dar de graça o que de graça recebemos e viver um situação como vivi há pouco, ao ajudar uma amiga, cujo marido acabou de falecer.

Muito católicos, minha amiga foi marcar a famosa missa de sétimo dia. Realmente a missa não é cobrada, mas somos "convidados a doar" certa quantia acima de X valor ??? ???

Sinceramente não sei se isto é prática comum ou se é isolada e nem quero abrir comentário sobre religiões, mas focando o ato (como sempre digo) o que é isto? Não é cobrar pela prece?

Ultimamente, está-se cobrando por isso, está-se cobrando para levar consolo, amparo e fraternidade, e o que pe pior, está-se vendendo o que não se pode entregar.

... às vezes vende-se o que não se tem!

abçs
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 15 de Maio de 2013, 01:20
Literalmente Ann@, devorar a casa das viuvas...
Não sou contra contribuição às igrejas, seja da denominação que for, mas isso deve ser de forma espontânea do cidadão e servir unica e exclusivamente para manutenção basica da estrutura e para a caridade, para o atendimento dos irmãos que necessitem de amparo.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 15 de Maio de 2013, 11:37
Olá amigos,

Percebo que um ponto muito discutido nos centros espíritas é o "descontrole" de Jesus ao expulsar os vendedores do templo. Não é o caso aqui de discutir a ação de Jesus, até porque acredito que está discussão acaba por mudar o foco principal da ocorrência: preocupa-se com a atitudes de Jesus e esquece-se o comércio (objetivo da ação de Jesus).

Num segundo momento, discute-se os vendedores e esquece-se que se não há compradores, por consequência não há vendedores...

É bem difícil iniciarmos uma discussão e um estudo e em algum momento não perdermos o foco, o objetivo inicial. Neste evento independente da atitude de Jesus, se foi descontrolada ou não, exagerada ou não, temos que prestar muita atenção... o ato (Jesus expulsando) tornou-se muito mais importante e evidente que a causa: os vendedores e compradores.

Atualmente aceitamos este comércio e até estranhamos quando não vemos a existência de uma "barraquinha" na frente de igrejas e mesmo de alguns CEs. Refiro-me basicamente ao que vejo aqui no Brasil.

Acredito que temos que constantemente observar nossa consciência e nossas atitudes, pois em algum momento, se não prestarmos atenção estaremos engrossando as filas dos compradores, que também tem muita responsabilidade neste tipo de comércio. ;)

Abçs
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 15 de Maio de 2013, 13:01
Na realidade Ann@, vejo nesse episódio, mais um exemplo fantástico a ser seguido.
O ato de Jesus mostrou energia, convicção, determinação.
Devemos ser determinados, como Ele foi, na busca da nossa evolução moral, rejeitando, de forma contundente quando necessário, aquilo que nos faça mal, mesmo que seja algo socialmente aceito e difundido.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: belina em 15 de Maio de 2013, 15:36
OLá boa tarde a todos

A loja de Deus
Entrei numa loja e vi um senhor no balcão Maravilhado com a beleza da loja, perguntei: Senhor, o que vendes aqui?
Todos os dons de Deus.
E custa muito? Voltei a perguntar.
 Não custa nada; Aqui tudo é de graça.
Contemplei a loja e vi que havia jarros de amor, vidros de fé, Pacotes de esperança, caixinha de salvação, muita sabedoria, Saúde, fardos de perdão, pacotes grandes de paz, e muitos dons de Deus.
Tomei coragem e pedi: Por favor, quero o maior jarro do amor de Deus, todos os fardos de perdão, um vidro grande de fé, muita saúde, esperança, bastante felicidade e salvação eterna para mim e para toda a minha família. Então o senhor preparou tudo e entregou-me um pequenino embrulho que cabia na palma da minha mão.

Incrédulo, disse: Mas como é possível estar tudo o que eu pedi aqui? sorrindo o senhor me responde Meu querido irmão, na loja de Deus não vendemos frutos só sementes.
Plante-as!
Plante essas sementes, cultive-as no coração e distribua gratuitamente ao próximo.
Autor que eu desconheço.

Ao ler de novo esta história vejo como ainda planto tão poucas sementes, pois ainda as que distribuo são tão poucas em relaçao do que poderia doar. Isso porque ainda tenho muito que aprender.

paz e luz
belina
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: hcancela em 15 de Maio de 2013, 17:58
Olá Ana

Tema lido e que já muito boa gente explanou e bem, mas fiquei sem jeito para dizer algo, no entanto já li algures( não sei onde) que!... ;)

Vê-se o carácter duma pessoa, quando ela ajuda alguém,mesmo sabendo que nada vai receber em troca. :-*

É pouco mas foi de bom agrado. :-*


Abraços
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 15 de Maio de 2013, 18:00
Oi belina,

me coloco ao teu lado, pois também sinto que gostaria de plantar mais sementes... Com certeza temos muito que aprender para que nossas ações passem a ser as sementes. :)

Um dia chegaremos lá! ;)

abçs
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 15 de Maio de 2013, 18:14
Olá Ana

Tema lido e que já muito boa gente explanou e bem, mas fiquei sem jeito para dizer algo, no entanto já li algures( não sei onde) que!... ;)

Vê-se o carácter duma pessoa, quando ela ajuda alguém,mesmo sabendo que nada vai receber em troca. :-*

É pouco mas foi de bom agrado. :-*


Não é pouco, meu amigo, é tudo!

Creio que há pessoas que os pensamentos de cobrança nem passam por suas mentes. Elas simplesmente realizam.

Abraços,
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Celso Yamaoka em 16 de Maio de 2013, 14:44
Estou postando pela primeira vez e gostei de ver opiniões de amigos que creem no que creio. Realmente eu acredito que não tem como uma cas funcionar sem arrecadações, independe da fonte. Só acredito que não se deve cobrar pelos seus trabalhos mediunicos. Sou médium talvez um mediozinho, pois mais falho em ir a casa e fazer um trabalho do que vou. Mas quando vou  , vou com vontade de ajudar onde for preciso seja lavando as louças na cozinha, ou participando de um trabalho mediunico da casa. Mesmo ajudando eu pago pela comida ou outra coisa que usufluir , pois acredito que só assim a casa pode se manter, pois eles tambem tem contas ,agua,luz,gaz,etc. Imagino se eu for lá esperando ganhar o prato de comida por ter lavado os pratos que vantagem tera eu por estar recebendo pelo meu trabalho de cariedade? A casa que frequento é fora do Brasil, aqui não pode se fazer o evangelho num dia e assitencia mediunica em outro pois por ser poucos os crentes, não teria grande vantagem. Alem de ser poucas casas os que moram longe dificilmente viriam a assitir um evangelho hoje e viajaria novamente para receber os trabalhos mediunicos. Sendo assim passamos o domingo todo na casa.
EU portando não creio que ainda possa nós ainda estarmos na época que Cristo falou uma epoca sem vendas nas casas do SR. , um dia quem sabe mas esse dia vai ser muito dificil.
Quanto ao médiun cobrar pelo uso de sua mediunidade esse sim creio ser errado, mas nos trabalhos mediunicos , se por exemplo como vc fala usa mediunidade no trabalho e acaba ganhando por isso não creio ser errado, pois se recebeu uma ajuda dos bons amigos espiritos é a mesma coisa que um médico comum nao crente ter recebido uma ajuda espiritual. Pode ser ate mesmo que a ajuda que vc recebeu seja de um parente da pessoa que vc atende e ele esteja usando de sua mediunidade para ajudar o familiar. Igual a médiuns que usaram seu trabalho nas curas, eles receberam avisos de seus mentores por estarem abusando da sua mediunidade. talvez cobrando pela vantagem de ser o atendido no dia não pela cura que fizeram. Não tambem pela comida que vendiam para poder sustentar os trabalhos. E sim pela sua não preocupação com os mentores, e sim por estarem preocupados em ter uma vida de regalias, esquecendo da principal tarefa de um espirita, espiritualista a Caridade com seu semelhante.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: belina em 16 de Maio de 2013, 19:33
ola amigos

Dar de Graça o que de Graça se Recebe - Raul Teixeira



Muito embora vivamos num mundo capitalista, há coisas que precisam ser pensadas de maneira diferente.

É natural que todos recebamos por aquilo que façamos. Nosso trabalho profissional. Formamo-nos para isso, estudamos, queimamos fosfato, gastamos tempo.

Então, a forma como a sociedade recompensa o nosso esforço, o nosso trabalho, na medida em que lhe prestamos serviços, é através da gratificação salarial.

Recebemos dos nossos patrões ou das pessoas para as quais trabalhamos, o correspondente ao serviço que prestamos. Nada mais justo, nada mais natural.

E a vida vai passando, vamos adquirindo esse vezo, esse costume de cobrar pelos trabalhos que realizamos.

Mas, existe uma fronteira bastante interessante, que é a fronteira do sentimento, do coração, do bom senso. Cada vez que pensamos nessa fronteira, temos que admitir que há coisas que doamos, que ofertamos a quem nos cerca e que não há necessidade de que cobremos por isto.

Mesmo na esfera do nosso trabalho profissional, às vezes, queremos fazer um mimo a uma pessoa que não pode pagar o que a gente cobra, a uma instituição que presta serviços a terceiros e para a qual queremos dar a nossa contribuição e isto nos referindo àquilo que fazemos profissionalmente.

Quem é que não pode, em sendo cabeleireiro, dedicar trinta minutos de um dia, uma hora, para cortar cabelo de idosos, de crianças órfãs, de doentes, doentes mentais ou mesmo de presidiários, servindo de boa vontade a um trabalho social?

Quem é que não pode, em sendo professor, dedicar uma hora por semana, um dia no mês para alfabetizar comunidades carentes, pessoas pobres que não têm acesso à escola, que trabalham noite e dia e que têm aquele dia que poderia servir-lhes de libertação intelectual? Quem é que não pode fazer isto?

Sendo odontólogo, sendo advogado, prestando ajuda a uma instituição que trabalha com pobres, com famílias carentes. Há muitas coisas, que poderíamos fazer com nosso trabalho profissional, com aquilo que a gente pagou para adquirir.

No entanto, existe um campo ainda mais especial. É aquele em que realizamos coisas pelas quais nada pagamos.

Imaginemos a nossa capacidade intelectiva. Nunca pagamos por ela. Ninguém paga pelo número de neurônios que tem no cérebro, no sistema nervoso. Ninguém paga pelo oxigênio que respira, pela luz do sol que recebe, pelas chuvas que caem, pelos ventos que bafejam e refrescam.

Há coisas que a natureza nos oferece a todos os que estamos no mundo, de forma totalmente gratuita.

E há outros tantos benefícios que a natureza nos dá, que recebemos de bom grado e que não há sentido cobrar para, no uso desses atributos, prestar serviços a alguém.

Há muita coisa que podemos dar aos outros, sem nenhuma preocupação com o pecúnio, com a gratificação financeira, com os valores amoedados, com o dinheiro.

Esse é um território em que começamos a trabalhar em nome da fraternidade, em nome da boa vontade, dessa contribuição que desejamos prestar à sociedade em que vivemos.

Esse é um trabalho que não nos deixa apenas satisfeitos economicamente, financeiramente, mas nos deixa felizes por dentro.

Cada vez que trabalhamos, encontramos a oportunidade de oferecer à nossa comunidade ou às pessoas que precisam do nosso trabalho, aquilo com que a Divindade nos dotou, os valores que trazemos de outras existências, de outras experiências, mesmo desta vida e que queremos contribuir com isso, de alguma forma, para terceiros.

Começamos a pensar nessa possibilidade de prestar algum serviço a alguma pessoa ou a algum grupo de pessoas, sem perceber por isso qualquer salário.

Tenhamos a certeza de que vamos nos sentir grandemente felizes, altamente recompensados, porque estaremos atendendo àquilo que Cristo propôs: ao dar os nossos festins, convocar os estropiados das estradas, os pobres das encruzilhadas, para que venham ter conosco, no nosso festim de bodas.

A boa vontade faz com que convertamos essas ações gratuitas numa festa para tantos corações.



* * *



Essa festa que proporcionamos aos corações daqueles que não podem pagar, mas que acabam recebendo de nós alguma ajuda, penetra-nos a própria alma e reveste-se de uma característica importantíssima.

Reveste-se desse poder de nos fazer criaturas integradas ao plano da Divindade, aquele mesmo plano que nos concede as coisas gratuitamente, graciosamente.

Nesse território, vale a pena lembrarmos o trabalho do voluntário.

Esse voluntário que estamos nos referindo é o que pode cortar um cabelo, que pode atender a uma causa jurídica, que pode atender a dentes, que pode atender a psicologia, que pode, enfim, lavar, passar, pregar botões numa peça de roupa. Há voluntariado para todos os tipos de serviços e há necessidades para todos os níveis de voluntariado.

Lamentamos, no entanto, que ainda exista em nosso país, e em vários países que conhecemos, uma mentalidade de voluntariado um tanto estranha.

Para muitos que se apresentam como voluntários, o voluntariado deve ser exercido quando a pessoa o queira, no dia que lhe dê vontade, quando não tenha o que fazer em casa, então ela irá fazer um serviço voluntariado.

Isso não é propriamente o que se espera de um voluntário.

Porque uma instituição que dependa de trabalho voluntário tem trabalho todos os dias.

Alguém que se voluntarie para cozinhar não pode ir quando bem entende. Como é que ficarão os assistidos, nos dias em que o voluntário não comparecer?

Aquele que se voluntarie para lecionar, para dar aulas a crianças, a jovens, a adultos carentes. Como é que irá apenas quando tiver vontade?

Então vemos, por exemplo, nos Estados Unidos, que os voluntários têm carteira, são registrados governamentalmente. Eles podem entrar nos hospitais, nas casas de assistência, nos dias e horários que quiserem, mediante a apresentação daquele documento.

Mas eles têm seriedade. O voluntário nos Estados Unidos faz um serviço como se fosse o seu emprego, sem receber uma moeda, a não ser a gratificação da alegria.

No nosso país, por exemplo, as pessoas vão quando querem. Viajam sem anunciar, sem preparar a instituição: Vou ficar tanto tempo fora. Há que se providenciar um substituto.

As pessoas imaginam que, por estarem prestando serviço voluntário, não têm nenhuma obrigação, não tem nenhum compromisso. A isso chamaríamos de um voluntarismo e não de um trabalho voluntário.

Um trabalho voluntário é um trabalho sério, de todo dia, marcamos aquela escala certinha, aquela agenda correta. É voluntário, porque não se cobra por ele, mas a responsabilidade tem que ser a mesma.

Ora, cada vez que realizamos um trabalho para alguém, dando de graça, conscientemente estamos realizando o nosso depósito no Banco da Providência Divina.

Aquilo que absorvemos dos outros, devemos aos outros. Aquilo que recebemos da Divindade, passamos a ser devedores da Divindade. Tudo aquilo que ofertamos, que oferecemos, nos transforma em credores da Providência.

Temos, verdadeiramente, não aquilo que compramos, aquilo que as pessoas nos dão. O que é nosso pertence verdadeiramente é aquilo que oferecemos.Temos o que damos.

Não foi à toa que o nobre Francisco de Assis afirmou que: É dando que se recebe.

É claro que, se a criatura precisa trabalhar para manter sua família e não pode trabalhar de graça, para ninguém, durante um largo período de sua vida, a Divindade compreende.

Qualquer pessoa de bom senso compreenderá. Mas estamos nos referindo a essa postura egoística, em que só pensamos no lucro imediato, na vantagem financeira, quando o trabalho voluntário, o trabalho pelo bem, o trabalho para alguém, sem receber nada, materialmente falando, nos dá um lucro moral expressivo, nos permite um salário de paz interior incomensurável.

Quando imaginamos a grandeza que é ver o sorriso de uma criança de cabelos cortados, de banho tomado, de roupa trocada; quando imaginamos a alegria de uma criatura diante de um prato de refeição e percebemos que fomos nós que fizemos, que fomos nós que preparamos, que fomos nós que arrumamos... não há compensação maior.

E é nesse sentido que podemos pensar naquele Ser especial que um dia chegou à Terra e Se doou a toda Humanidade, dizendo:

Eu sou o pão da vida, eu sou a fonte de águas cristalinas, eu sou a luz do mundo, dando de graça o que trouxe do Pai, o que de graça recebeu para que nós aprendamos a fazer o mesmo.

Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 189, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná. Programa gravado em janeiro de 2009.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: 1Berto em 16 de Maio de 2013, 23:53
Prezada An@ e demais companheiros, boa noite.
Gostaria de lhes fazer uma pergunta que alicerça toda essa discussão em torno desse capítulo do ESE: existe alguma coisa que temos ou recebemos de graça?
Particularmente, eu não acredito que haja gratuidade para nós humanos. Há sempre um custo, um preço, um valor a ser pago, ou se preferirem um gasto seja lá do que for.
Abraço fraterno
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 17 de Maio de 2013, 02:23
Uma colocação interessante, meu caro 1Berto, pelo menos do meu ponto de vista.
Acabei de postar, em outro topico, que o arrependimento é condição primeira para que o individuo possa receber de Deus as oportunidades redentoras.
Diante dessa otica, a oportunidade que recebemos tem um preço: o arependimento.
Entretanto, como disse, pe uma otica, uma maneira de entender a questão.
Considerando que a cada efeito, corresponde uma causa, tudo que acontece hoje em nossa existencia, material ou espiritual, é o efeito de alguma causa passada, e a causa de algum efeito futuro.
Sendo Deus a causa primeira de todas as coisas, soberanamente justo e bom, a causa primeira, a criação, a vida, é gratuita e feita por amor em essencia e plenitude.
Dar de graça, o que de graça recebemos, significa tambem dedicar a Deus a nossa vida, de graça, visto que Ele no-la deu de graça.

Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: ram-wer em 17 de Maio de 2013, 03:25
Oi, Anna e amigos,

Há mais virtude em dar o que teve custo, do que em dar o que não custou nada. Nesse último caso, a gente não dá: repassa.

Quanto ao livro mediúnico, a remuneração do médium pode ser até desejável. Se ele consegue sobreviver com a venda de livros, tem mais tempo pra se dedicar à psicografia.

Ninguém tem o direito de censurar um médium escritor profissional. Se houver algo errado, isso é problema dele. Exclusivamente dele.

A gratuidade do serviço psicográfico não garante que a comunicação seja autêntica. Nem promete que o livro será bom.

O que importa é que haja ótimos livros mediúnicos. Tendo cumprido seu papel, os médiuns serão abençoados e iluminados pela gratidão dos leitores. Ganharam dinheiro? Não é o bastante. Ganharão o reconhecimento afetuoso de muitas Almas na Terra e no Céu.

Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 17 de Maio de 2013, 12:32
Olá amigos,

1Berto - realmente não recebemos nada de graça. Se materialmente ou emocionalmente temos condições de auxiliar alguém, com certeza esta base é consequência de trabalho e aprendizado. Mas algumas coisas parecem (parecem) chegar até nós sem fazermos força, principalmente quando "acordamos" numa encarnação onde certos sentimentos e atitudes ilusoriamente fazem parte de nosso íntimo "desde sempre", e por isso achamos que não trabalhamos para conseguir: transformação íntima ou reforma do caráter, requer vontade, trabalho e dedicação. :) Quando um sentimento como a caridade está enraizada no ser, a atitude de doação é praticamente instintiva, realiza sem pensar.

Conheço médicos, advogados, engenheiros - para citar pessoas que gastaram tempo e dinheiro para adquirir tais conhecimentos - que dedicam dois dias da semana (oito no mês) ao auxílio daqueles que precisam de profissionais capacitados e não há nenhum tipo de cobrança - pagaram pelo aprendizado, mas não cobram.

Jesus ao informar aos seus discípulos "Deem gratuitamente o que gratuitamente receberam", no meu entender, tem como principal objetivo ensinar a caridade. Jesus pede aos discípulos que não façam comércio, meio de vida ou objeto de especulação os dons que receberam: a faculdade de curar os doentes e de expulsar os demônios (maus Espíritos). Até aquele momento eles não possuíam esses dons, mas era imprescindível observar a necessidade da caridade para que eles (os discípulos) não se desviassem do caminho e mantivessem a mensagem do Mestre viva.

Usamos até hoje esta frase como um aviso sobre a necessidade da caridade. Atualmente ninguém dorme "normal" e acorda curando todo mundo :D, mas a mediunidade ainda é considerada como um dom gratuito, porém ela pode atuar no médium como objeto de aprendizado íntimo, não exatamente para curar o outro, mas a si mesmo.

Abçs
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 17 de Maio de 2013, 13:02
Há mais virtude em dar o que teve custo, do que em dar o que não custou nada. Nesse último caso, a gente não dá: repassa.

Quanto ao livro mediúnico, a remuneração do médium pode ser até desejável. Se ele consegue sobreviver com a venda de livros, tem mais tempo pra se dedicar à psicografia.

Ninguém tem o direito de censurar um médium escritor profissional. Se houver algo errado, isso é problema dele. Exclusivamente dele.

A gratuidade do serviço psicográfico não garante que a comunicação seja autêntica. Nem promete que o livro será bom.

O que importa é que haja ótimos livros mediúnicos. Tendo cumprido seu papel, os médiuns serão abençoados e iluminados pela gratidão dos leitores. Ganharam dinheiro? Não é o bastante. Ganharão o reconhecimento afetuoso de muitas Almas na Terra e no Céu.


amigo Ram, você falou uma verdade, aliás várias  :D !!

Com exceção dos médiuns psicógrafos que possuem editora própria, as editoras de maneira geral agem de forma muito parecida: as primeiras edições são "pagas" em exemplares da obra; somente a partir da segunda edição os direitos autorais são pagos em espécie e algumas editoras de perfil espírita, fazem o pagamento com cheque nominal somente à uma entidade filantrópica.

Portanto se alguém pretende fazer do livro psicografado um meio de vida, faça primeiro um levantamento sobre "como abrir uma editora" e ore muito para seus livros venderem, porque ter editora também não garante o sucesso.

O mercado de livros espiritualistas tornou-se a cereja do bolo, mas a "cereja" nem sempre é tão gostosa e às vezes, passou do ponto. Observando melhor certas obras do segmento, percebemos que existem muitos livros onde as páginas são mais elaboradas, capas lindas (pois vende-se sim livros pela capa), diagramação para tornar o livro maior (com maior número de páginas - outra faixa de preço), etc..

Nada contra um livro ser bem feito e bonito, mas conteúdo é fundamental!  ;)

Mas como o amigo disse, a gratuidade do serviço não garante a veracidade da comunicação.

E citando-o novamente: "Ganharão o reconhecimento afetuoso de muitas Almas na Terra e no Céu." - isto não tem preço!!

Abçs
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: belina em 20 de Maio de 2013, 01:13
Olá amigos

Palestra Espírita - Therezinha Oliveira - Iniciação ao Espiritismo - 33 Dai de graça (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD9mZWF0dXJlPXBsYXllcl9kZXRhaWxwYWdlJmFtcDt2PXlmN3c1UHk5REFBIw==)

paz e luz
belina
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: belina em 20 de Maio de 2013, 01:47
olá amigos

Muito interessante este artigo

COBRANÇA

“... de graça recebestes, de graça  daí.”
                   Jesus (Mt, 10: 8)

Vez por outra, discute-se no meio espírita a questão do pagamento de taxa de inscrição para participação em eventos doutrinários. É tema delicado, que envolve muitas situações particulares e, às vezes, se choca frontalmente com opiniões até apaixonadas de alguns irmãos. Por isso, merece a atenção e a preocupação daqueles que se propõem ao trabalho espírita, mantendo as atividades sob a sua responsabilidade dentro dos parâmetros saudáveis que não são facilmente verbalizáveis numa lista de “permitido/proibido”, mas intuitivamente sentidos por aqueles que buscam agir com equilíbrio e bom-senso.

 
É imprescindível tenhamos cuidado constante, muita vigilância e apoio na oração, na busca de diretrizes do Alto, a fim de não levarmos o Movimento Espírita a incidir nos mesmos desvios sofridos pelo Movimento Cristão que, vagarosa e imperceptivelmente se tornou uma religião institucionalizada, hierarquizada, na qual o trato com valores monetários passou, da contribuição espontânea para assistência aos mais necessitados, à fixação de taxas disfarçadas sob vários nomes, encaminhadas para a manutenção do profissionalismo, construção de prédios e acumulação de riquezas.


 Necessário se faz que nós, que abraçamos a Doutrina Espírita – e que temos a certeza inabalável da sua missão de reviver o Cristianismo na sua pureza, simplicidade e pujança originais – avaliemos as ações que estão na nossa esfera de decisão, com vistas aos reais objetivos do Espiritismo.


 Entre os extremos de dar tudo de graça – inclusive livros – e cobrar entrada ou taxa de inscrição para palestras, simpósios, seminários, há um meio-termo ideal, ditado pelo bom-senso.


 Mesmo no tocante ao livro, devemos tomar cuidado para que não se estabeleça uma comercialização exacerbada, em detrimento da qualidade das obras, como, lamentavelmente, já se vê. O produto da venda do livro espírita deve objetivar o ressarcimento dos custos, ou a manutenção de atividade social.  Infelizmente, não é o que se constata em muitos casos, diante do alto preço de obras – algumas de qualidade duvidosa, sob o aspecto doutrinário – que têm sido lançadas no mercado ultimamente, muitas das quais vendidas em livrarias ou centros espíritas, cujos dirigentes, muitas vezes, tentados  pela obtenção de recursos para melhoria de instalações para ou trabalho assistencial, deixam de examiná-las criteriosamente. Não estamos defendendo, com isso, o estabelecimento de um “index”. Só nos move a lembrança de que uma instituição espírita ao divulgar uma obra está – para a maioria das pessoas – dando-lhe aval doutrinário.


 O ideal seria que as editoras fossem sociedades civis, dirigidas por conselhos não-remunerados, como acontece nos centros e outras entidades espíritas. Conforme as conveniências, os livros poderiam ser confeccionados em empresas especializadas e as entidades espíritas promoveriam a sua venda a preços capazes de apenas manter as editoras funcionando. Somente os profissionais dessas sociedades seriam assalariados para a prestação de serviços específicos, como existem em muitas entidades espíritas.


Quanto ao pagamento de taxa de inscrição, há pessoas que argumentam não terem as casas espíritas fundos suficientes para cobrir despesas com viagem de expositores, aluguel de auditório, material de trabalho. Daí, argumentam, a necessidade da cobrança de taxa de inscrição.


Será que não há outros meios de se resolver o problema? Sempre chamamos a atenção de companheiros de ideal, dirigentes de casas espíritas, para o fato de necessitarmos de colaboradores financeiros, a fim conseguir recursos para o pagamento de despesas, como água, luz, telefone, material de limpeza, conservação do imóvel, etc. Há grupos espíritas que têm excesso de escrúpulos no sentido de pedir ao público em geral, levando o ônus financeiro a alguns poucos. Neste particular, lembramos Emmanuel, que aconselhou: “As obras espíritas devem ser mantidas com o pouco de muitos e não o muito de poucos.”
Concordamos que determinados eventos demandam grande movimentação financeira, entretanto cremos que há outros meios, que não sejam o de pura cobrança de taxa de inscrição ou ingresso. São procedimentos mais trabalhosos, mas parece-nos serem mais féis à maneira espírita de agir.


Por exemplo: planeja-se um seminário para algumas centenas de pessoas. Sabemos que há custos: material para estudo, pastas, e, às vezes, aluguel de auditório, serviço de som, etc. Nesse caso, por que não fazer um levantamento prévio dos custos e solicitar a contribuição sigilosa e espontânea daquele que se inscreve, alertando que, se todos pudessem pagar, o custo “per capita” seria tal, mas como nem todos dispõem de recursos, pede-se um pouco mais daqueles que podem doar.
Não se estaria assim evitando uma seleção de participantes com base no poder monetário?  Como ficaria a situação de uma família que, integrada no movimento espírita, não tivesse recursos para pagamento da taxa?
 Alguém, num juízo apressado, poderá dizer que não dará certo, vez que as pessoas não estão preparadas para uma contribuição espontânea. Nesse caso, achamos que seria necessário inicialmente um longo trabalho educativo dessa comunidade, a fim de sensibilizá-la para o exercício da fraternidade cristã, o que significaria uma boa base para o posterior aproveitamento de seminários mais teóricos.


 Se medidas como essas não derem certo, é porque aquela comunidade espírita ainda não está suficientemente madura para empreendimentos mais amplos. Carece-lhe base. Nesse caso, seria preferível a não-realização do evento. O prejuízo para a divulgação da Doutrina Espírita seria menor. Lembremo-nos de que Paulo divulgava o Cristianismo trabalhando em teares alugados, hospedando-se em casa de irmãos, falando diante de pequenos grupos. A divulgação do Cristianismo foi feita num trabalho de “contaminação” quase que de pessoa para pessoa. Não devemos perder isso de vista. Não desejemos trabalhos de “massificação” no Espiritismo. Divulgação doutrinária e evangelização é outra coisa. Lembremo-nos de que, durante mais de um século, o Espiritismo divulgou-se sem cobrança de inscrições e de ingressos e sem essa comercialização desvairada de livros... E divulgou-se muito, de maneira segura. E quando nos assalte a dúvida, é só olharmos para os imensos patrimônios que os nossos predecessores nos deixaram e imaginarmos como eles conseguiram isso tudo.

 José Passini
                                                                                       
  Juiz de Fora MG   
passinijose@yahoo.com.br                                                                                                                                                                                                                           
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paz e luz
belina
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 20 de Maio de 2013, 21:15
Boa tarde a todos... Bom estudo a nós...
O médium é médium aonde ele estiver, já que como sabemos, trata-se de uma faculdade inerente a nós, e que uma vez possuindo-a não há como isentá-la... E que muito longe do que leigos pensam, não há preferência nenhuma do Pai para conosco, visto a atuação mediúnica é um ato de misericórdia do Pai para nós, devedores, necessitados de um "freio" chamado mediunidade, onde através dela tentaremos obter bens imperecíveis ao nosso Espírito (de conduta, moralidade, humildade, amor, instrução...). Porém, como já foi dito por várias pessoas ao longo do estudo, não devemos fazer disso nosso meio de subsistência, o que, aliás fica bem claro em LE.
Particularmente, freqüento o Congresso Estadual todo ano, pago para estar no evento, e nunca me incomodei com isso até pq estou lá com o intuito do obter conhecimentos. Existem muitas discussões a cerca deste assunto de cobrar, ou não cobrar, se é certo ou errado... Bom, se para melhorar a minha forma de trabalho no Centro eu tenho que estudar, eu vou aonde acho que devo (e posso) para isso, seja Seminários, Palestras, Grupos de estudo, enfim... Quem não concorda, não vai, simples... Não quer comprar o livro tal por tal motivo, não compre...
O que não dá é para ser hipócrita com o Espiritismo, devemos nos ater às Obras Básicas, ao estudo delas, e é pela ausência deste estudo e das mudanças íntimas (nossas, pq na + das vezes queremos mudar todos menos nós), que os melindres correm soltos nos Centros. Aqui mesmo onde resido é tenso realização de eventos justamente por isso, almejamos lucros, pq temos um abrigo de idosos e uma creche para manter, ambos em funcionamento, carecendo de reparos em infra estrutura, e a creche para terminar de fazer... Fazemos pizzas mensais, festa do milho, noite do caldo, entre outros para gerar renda. Vamos para rua, pedimos conhecidos ajuda e quanto mais ganharmos, melhor no final para o abrigo ou para a creche. Agora vejam bem: Existem 2 dias de reuniões mediúnicas específicas e fechadas, os médiuns não estão cabendo na mesa mais (de tantos), na noite de sexta no estudo de educação mediúnica aparecem 30% dos trabalhadores mediúnicos, pois alegam não precisarem disso... a maioria têm vergonha de dar palestra, ir para a evangelização então... Agora qdo o negócio é trabalhar mesmo nos eventos, não aparecem 10% e aí? Adianta? Encher o peito e falar que sou médium se tenho vergonha de entrar em uma sala de evangelização e falar com as crianças, preparadas para o planeta de regeneração, isso é exercer a mediunidade da mesma forma ou + pq estamos nos doando...
"Tenho vergonha de vender pizza" "o povo ñ aguenta mais ver espíritas do tanto que pede", e estamos pedindo p/ quem? Não é para o mais necessitado, carente de recursos e de pessoas que olhem por eles? Isso ñ é exercer mediunidade?
Estender uma oração às pessoas em sofrimento seja de ordem física ou espiritual não é mediunidade?
O exercício da mediunidade com Jesus é sutil, e diuturno, seja através de mentalizações, vibrações, atos e atitudes perante os outros... Não é só passe e faculdade ostensiva.
Sou contra cobrança para fins pessoais.
Se sou médium, e sou, não cabe em minha mente cobrar por algo que não nos pertence... 
Sofri demais quando criança por falta de conhecimento a cerca da minha condição mediúnica, e hj não tem nada que pague um sorriso de uma criança que tira uma dúvida na evangelização, ou de um idoso do abrigo dançando nas festas que fazemos para eles...
Acho que fugi um pouco do foco, mas a idéia era de que os fins justificam alguns meios, porém é importante mantermos em mente sempre o "DE GRAÇA"... Nossos fluidos, nossas afinidades, nosso planejamento reencarnatório, nosso Espírito não tem moeda na Terra que pague, se temos um dom, seja ele da palavra, da escrita, da pintura doemos e se não temos nada fica um versinho antigo para nossa reflexão: "Ninguém é tão rico que não precise de um sorriso e nem tão pobre que não possa dá-lo."
Que o Pai nos abençoe e nos guie por essa semana e vamos trabalhar moçada!!!
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Felipa em 21 de Maio de 2013, 00:23

O valor das coisas
 
Era uma vez um homem que tinha muitos pés de romãs em seu pomar.
Por muitos outonos ele colocava suas romãs em bandejas de prata, do lado de fora de sua casa, e em cima punha cartazes com os seguintes dizeres:
Apanhe uma, de graça. Seja bem-vindo.
As pessoas passavam, olhavam, mas nenhuma delas apanhava uma fruta.
Então, depois de muitos outonos, o homem refletiu e tomou uma decisão. No próximo outono ele não pôs as romãs em bandeja de prata fora de sua residência. Pôs apenas um cartaz bem alto que dizia:
Temos aqui as melhores romãs da terra, mas as vendemos por um valor maior que quaisquer outras romãs.
Qual não foi sua surpresa quando todos os homens e mulheres da vizinhança vieram correndo comprar.
*   *   *
Essa pequena parábola de Khalil Gibran, embora pareça simples, nos traz lições valiosas.
Nos dias atuais há pessoas que, a exemplo daquele povo, desprezam as coisas simples ou que são de graça e passam a valorizá-las quando têm que pagar alto preço por elas.
É um conceito equivocado de que o que é de graça ou muito barato, não presta.
Se ouvimos o anúncio de um espetáculo qualquer, um concerto, uma peça teatral, cuja entrada seja franca, logo pensamos que não vale a pena assistir.
Se é o convite para uma palestra em que não se cobrará ingresso, logo imaginamos que não pode ser coisa boa.
Mas, se ao contrário, ouvimos a chamada para uma palestra de um profissional qualquer, cujo ingresso custará um alto valor, ficamos logo entusiasmados e pensamos que vai ser muito boa.
O que costumamos fazer, nesses casos, é julgar o valor das coisas pelo seu preço, o que nem sempre é uma realidade.
O verdadeiro afeto de um amigo, por exemplo, não é cobrado. E muitas vezes nós não o valorizamos tanto quanto valorizamos um cliente, que significa para nós um investimento financeiro.
O carinho de uma mãe não nos custa nada, mas é mais valioso que qualquer bem da Terra.
Há muitas coisas que nos chegam de graça, mas são de valor inestimável. Talvez seja por isso que não tenham preço em moeda.
O ar que respiramos nos chega gratuitamente, e sem ele não viveríamos.
A água que nos sustenta a vida, Deus nos dá de graça.
O perfume que as flores espalham, não nos custa nenhum centavo.
O sol que nos aquece e ilumina, jamais nos foi cobrado.
E o maior palestrante, professor, pedagogo, psicoterapeuta, médico e amigo da Humanidade que a Terra conheceu, nunca cobrou um único centavo por Seus ensinamentos, e foram dos mais valiosos que se tem notícias.
E é possível que, se Jesus fosse proferir o Sermão da Montanha em nossa cidade, no dia de hoje, com entrada franca, pouca gente compareceria.
*   *   *
É importante que passemos a ver as coisas pelo seu real valor e pela importância que pode representar em nossas vidas.
Há coisas que custam muito e nada acrescentam na nossa economia moral.
E há outras que não custam nenhuma moeda, mas que são de alta valia para nosso bem-estar físico e mental.
Pense nisso!
 
Redação do Momento Espírita, com base no cap.
As romãs, do livro O errante, de Gibran Khalil Gibran.
Em 13.10.2010.

Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Felipa em 21 de Maio de 2013, 00:29
Mediunidade - dar de graça o que de graça se recebeu
Por que Jesus recomendou a seus discípulos para que dessem de graça o que de graça receberam? Com que finalidade a mediunidade é concedida tanto a pessoas dignas como indignas? Quando se faz comércio com tal faculdade, ela verdadeiramente se presta ao socorro e à ajuda ao próximo? A mediunidade é a marca da grandeza espiritual do medianeiro?
 
 
 
        No Evangelho de Mateus (10:1-10), temos:
 
            Tendo chamado os seus doze discípulos, deu-lhes Jesus autoridade sobre espíritos imundos para os expelir e para curar toda sorte de doenças e enfermidades (de acordo com os postulados espíritas, podemos deduzir que Jesus apenas estimulou em seus discípulos uma faculdade que eles já traziam em estado latente). Ora, os nomes dos dozes apóstolos são estes: Simão, por sobrenome Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelote, e Judas, que foi quem o traiu.
            A estes doze enviou Jesus, dando-lhes as seguintes instruções: (...) Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebeste, de graça dai. Não vos provereis de ouro, nem de prata, nem de cobre nos vossos cintos; nem de alforje para o caminho, nem de duas túnicas, nem de sandálias, nem de bordão; porque digno é o trabalhador de seu alimento. [1]
 
         Nessas palavras, podemos constatar que Jesus, ao estimular em seus discípulos os dons mediúnicos – ou seja, a capacidade de curar os mais diversos tipos de males, tanto os físicos como os espirituais –, alertou-os a que se abstivessem do usufruto de vantagens materiais na execução de tal tarefa. E o porquê dessa recomendação? Para que seus discípulos se conscientizassem da importância da generosidade que deve prevalecer entre todos os indivíduos, bem como da necessidade de não se buscarem motivações interesseiras no socorro que se presta a outrem. Somente assim é que eles, verdadeiramente, se tornariam dignos do bem que estariam praticando.
         A mediunidade, quando conduzida de forma abnegada, trata-se de valioso instrumento de disseminação do bem. E nessa sua associação com a benevolência e a generosidade, Allan Kardec assim a define:
 
            A mediunidade se prende a uma disposição orgânica da qual todo homem pode estar dotado, como a de ver, de ouvir, de falar.
          (...) A mediunidade é dada sem distinção, a fim de que os Espíritos possam levar a luz em todas as fileiras, em todas as classes da sociedade, ao pobre como ao rico; aos sábios para os fortalecer no bem, aos viciosos para os corrigir.
            (...) A mediunidade não implica, necessariamente, em intercâmbio habitual com os Espíritos superiores; é simplesmente uma aptidão para servir de instrumento mais ou menos flexível aos Espíritos em geral. O bom médium não é, pois, aquele que comunica facilmente, mas aquele que é simpático aos bons Espíritos, e não é assistido senão por eles.  É neste sentido somente que a excelência das qualidades morais tem tanto poder sobre a mediunidade.  [2]
 
         A mediunidade, patrimônio da alma imortal, é uma faculdade inerente a uma disposição orgânica, que se manifesta em maior ou menor estado de desenvolvimento, não implicando necessariamente relações habituais com os Espíritos Superiores.
         Na realidade, tal aptidão permite ao indivíduo encarnado – isto é, aquele que se encontra vivendo no mundo material – registrar vibrações, radiações ou estímulos que não podem ser captados por nenhum dos cinco sentidos, bem como servir de instrumento mais ou menos flexível aos habitantes do mundo espiritual. Trata-se, portanto, de uma habilidade profunda e complexa, cujo surgimento em uma pessoa não depende de idade, sexo, condição social ou filiação religiosa.
 
         A faculdade medianímica prende-se ao organismo; ela é independente das qualidades morais do médium, e é encontrada nos mais indignos como nos mais dignos. [3]
         A faculdade medianímica é um dom de Deus, como todas as outras faculdades, que se pode empregar para o bem, como para o mal, e da qual se pode abusar. Ela tem por objeto nos colocar em comunicação direta com as almas daqueles que viveram, a fim de receber seus ensinamentos e nos iniciar na vida futura. Como a vista nos põe em comunicação com o mundo visível, a mediunidade nos coloca em comunicação com o mundo invisível. Aquele que dela se serve com fim útil, para seu próprio adiantamento e o dos seus semelhantes, cumpre uma verdadeira missão, da qual terá a recompensa. Aquele que dela abusa e a emprega em coisas fúteis ou no objetivo do interesse material, a desvia do seu fim providencial, suportando disso, cedo ou tarde, as consequências, como aquele que faz mau uso de uma faculdade qualquer. [4]
 
         Nessas considerações, podemos encontrar a possível motivação da advertência de Jesus. Ele sabia que se seus discípulos não fossem suficientemente firmes em suas responsabilidades perante os necessitados, poderiam desvirtuar-se, principalmente se deixassem seduzir-se pelos atrativos, ilusões e facilidades da vida material.
         Nesse sentido, o escritor espírita francês Léon Denis, poeticamente assim se expressa:
 
            A mediunidade é uma delicada flor que, para desabrochar necessita de acuradas precauções e assíduos cuidados. Exige o método, a paciência, as altas aspirações, os sentimentos nobres. [5]
            (...) Mercadejar com a mediunidade é dispor de uma coisa de que se não é dono; é abusar da boa vontade dos mortos, pô-los a serviço de uma obra indigna deles e desviar o Espiritismo de seu fim providencial. [6]
 
         Os postulados espíritas professam que a mediunidade representa um importante e útil instrumento de Deus para alívio e instrução dos seres humanos, pois pode servir de veículo aos pensamentos e às idéias dos Espíritos Superiores. Porém, para ser colocada a serviço da benevolência e da generosidade, ela requer do médium um exercício bastante disciplinado, uma vida íntima ativa e bem direcionada, um consistente conhecimento do seu mecanismo e da sua estrutura, além da sintonia com as Esferas Superiores. No entanto, via de regra, é oportunidade de reabilitação e de evolução do próprio medianeiro, em virtude de ela ser concedida tanto aos dignos como aos indignos.
 
 
         A mediunidade, longe de ser a marca da nossa grandeza espiritual, é, ao contrário, o indício de renitentes imperfeições. Representa, por certo, uma faculdade, uma capacidade concedida pelos poderes que nos assistem, mas não no sentido humano, como se o médium fosse colocado à parte e acima dos vis mortais, como seres de eleição. É, antes, um ônus, um risco, um instrumento com o qual o médium pode trabalhar, semear e plantar, para colher mais tarde, ou ferir-se mais uma vez, com a má utilização dos talentos sobre os quais nos falam os Evangelhos. O médium foi realmente distinguido com o recurso da mediunidade, para produzir mais, para apressar ou abreviar o resgate de suas faltas passadas. Não se trata de um ser aureolado pelo dom divino, mas depositário desse dom, que lhe é concedido em confiança, para uso adequado. Enfim: o médium utiliza-se de uma aptidão que não faz dele um privilegiado, no sentido de colocá-lo, na escala dos valores, acima dos seus companheiros desprovidos dessas faculdades
Continua.....
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Felipa em 21 de Maio de 2013, 00:32
Continuação...


Mediunidade gratuita
7. Os médiuns modernos – porque os apóstolos também tinham mediunidade – igualmente receberam de Deus um dom gratuito: o de serem os intérpretes dos Espíritos para a instrução dos homens, para mostrar-lhes o caminho do bem e conduzi-los à fé, e não para vender-lhes palavras que não lhes pertencem, porque não são o produto de sua concepção, nem de suas pesquisas, nem de seu trabalho pessoal. Deus quer que a luz alcance a todos; não quer que o mais pobre dela seja deserdado de possa dizer: Eu não tenho fé porque não pude pagá-la; não tive a consolação de receber os encorajamentos e os testemunhos de afeição daqueles que choro porque sou pobre. Eis porque a mediunidade não é privilégio, e se encontra por toda a parte; fazê-la pagar seria, pois, desviá-la da sua finalidade providencial.
9. Ao lado da questão moral, se apresenta uma consideração efetiva, não menos importante, que se prende à própria natureza da faculdade. A mediunidade séria não pode ser, e não será jamais, uma profissão, não somente porque seria desacreditada moralmente, e logo comparada aos ledores de sorte, mas porque um obstáculo material a isso se opõe; é uma faculdade essencialmente móvel, fugidia e variável, com a permanência da qual ninguém pode contar. (...) Mas a mediunidade não é uma arte, nem um talento, por isso ela não pode tornar-se uma profissão; não existe senão pelo concurso dos Espíritos; se esses Espíritos faltarem, não há mais mediunidade; a aptidão pode subsistir, mas o exercício está anulado; assim, não há um só médium no mundo que possa garantir a obtenção de um fenômeno espírita em dado instante. Explorar a mediunidade é, pois, dispor de uma coisa da qual não se é realmente senhor; afirmar o contrário é enganar aquele que paga; há mais, não é de si mesmo que se dispõe, são dos Espíritos, das almas dos mortos, cujo concurso é posto à venda; esse pensamento repugna instintivamente. Foi esse tráfico, degenerado em abuso, explorado pelo charlatanismo, a ignorância, a credulidade e a superstição que motivou a proibição de Moisés. O Espiritismo moderno, compreendendo o lado sério da coisa, pelo descrédito que lançou sobre a exploração, elevou a mediunidade à categoria de missão (Ver O Livro dos Médiuns, capítulo XXVIII; O Céu e o Inferno, capítulo XII).
10. A mediunidade é uma coisa santa que deve ser praticada santamente, religiosamente. Se há um gênero de mediunidade que requer essa condição de forma ainda mais absoluta, é a mediunidade curadora. O médico dá o fruto dos seus estudos, que fez ao preço de sacrifícios, frequentemente penosos; o magnetizador dá o seu próprio fluido, frequentemente mesmo a sua saúde; eles podem a isso por um preço; o médium curador transmite o fluido salutar dos bons Espíritos; ele não tem o direito de vendê-lo. Jesus e os apóstolos, conquanto pobres, não faziam pagar as curas que operavam.
Todo aquele, pois, que não tem do que viver, procure os recursos em outra parte do que na mediunidade; que não consagre a ela, se preciso for, senão o tempo de que possa dispor materialmente. Os Espíritos lhe terão em conta o devotamento e seus sacrifícios, ao passo que se afastam daqueles que esperam fazer deles um meio para subir. [8]
 
 
 
 A causa geral dos desastres mediúnicos é a ausência da noção de responsabilidade e da recordação do dever a cumprir.
Quantos de vós fostes abonados, aqui (essa é um palestra que se passa no mundo espiritual, onde Telésforo está falando para alguns Espíritos que faliram em sua mediunidade, quando encarnados), por generosos benfeitores que buscaram auxiliar-vos, condoídos de vosso pretérito cruel? Quantos de vós partistes, entusiastas, formulando enormes promessas? Entretanto, não soubestes recapitular dignamente, para aprender a servir, conforme os desígnios superiores do Eterno. Quando o Senhor vos enviava possibilidades materiais para o necessário, regressáveis à ambição desmedida; ante o acréscimo de misericórdia do labor intensificado, agarrastes à idéia da existência cômoda; junto às experiências afetivas, preferistes os abusos sexuais; ao lado da família, voltastes à tirania doméstica, e aos interesses da vida eterna sobrepusestes as sugestões inferiores da preguiça e da vaidade. Destes-vos, na maioria, à palavra sem responsabilidade e à indagação sem discernimento, amontoando atividades inúteis. Como médiuns, muitos de vós preferíeis a inconsciência de vós mesmos; como doutrinadores, formuláveis conceitos para exportação, jamais para uso próprio.
Que resultado atingimos? Grandes massas batem às fontes do Espiritismo sagrado, tão só no propósito de lhe mancharem as águas. Não são procuradores do Reino de Deus os que lhe forçam, desse modo, as portas, e sim caçadores dos interesses pessoais. São os sequiosos da facilidade, os amigos do menor esforço, os preguiçosos e delinquentes de todas as situações, que desejam ouvir os Espíritos desencarnados, receosos da acusação que lhes dirige a própria consciência. O fel da dúvida invade o bálsamo da fé, nos corações bem intencionados. A sede de proteção indevida azorraga os seguidores da ociosidade. A ignorância e a maldade entregam-se às manifestações inferiores da magia negra.
Tudo por quê, meus irmãos? Porque não temos sabido defender o sagrado depósito, por termos esquecido, em nossos labores carnais, que Espiritismo é revelação divina para a renovação fundamental dos homens. [9]
 
 
Silvia Helena Visnadi Pessenda
sivipessenda@uol.com.br
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 22 de Maio de 2013, 18:12
Olá amigos,

lendo o post da Aline, chego a conclusão que todos passam pelos mesmos problemas: a falta de pessoas que assumam responsabilidades.

Observamos em praticamentos todos os CEs um grupo de nos máximo 10 pessoas (dependendo do tamanho do Centro), que parecem estar em todos os eventos, palestras, cursos, etc., que o CE promove. Pergunto: será que eles querem apenas aparecer ??? Com certeza não, é falta de gente mesmo. É o exercício que várias pessoas praticam quando o "negócio" é trabalhar para o próximo - "não é comigo".

Seguindo nosso estudo do Dê de Graça, penso que nossa dedicação num trabalho, é uma doação que geralmente nem pensamos quando se fala no Dê de Graça. No mundo atual o tempo de cada um é precioso, pois o que mais reclamamos é que não temos tempo para nada. Portanto o tempo dedicado ao trabalho numa Casa Espírita, seja nos trabalhos de ordem espiritual, nas noites da pizza, nos almoços, nas palestras, bazares, enfim nos diversos eventos que os CEs realizam para angariar fundos e pagar as despesas mensais da casa, são muito importantes... para os dois lados.

Quando, ao planejar uma palestra, estudar para dar esta palestra, se programar para tal evento, estamos doando nosso tempo e dedicação. O palestrante nada cobra do CE, mas o CE cobra determinado valor, ou um Kg de alimento. O palestrante sai da Casa Espírita carregado de energias boas e o valor arrecadado é revertido para o CE que ampara uma casa de idosos, ou de crianças, enfim reverte para os mais necessitados.

Como já disseram aqui no estudo, é mais difícil doar aquilo que pagamos para ter do que aquilo que ganhamos sem custo. Não precisamos falar exatamente de doação da mediunidade recebida, mas podemos pensar no que podemos fazer a favor do próximo doando apenas o nosso precioso tempo. :)

Abçs
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Vitor Santos em 22 de Maio de 2013, 19:18
Olá amigo 1Berto

Citar
Prezada An@ e demais companheiros, boa noite.
Gostaria de lhes fazer uma pergunta que alicerça toda essa discussão em torno desse capítulo do ESE: existe alguma coisa que temos ou recebemos de graça?
Particularmente, eu não acredito que haja gratuidade para nós humanos. Há sempre um custo, um preço, um valor a ser pago, ou se preferirem um gasto seja lá do que for.
Abraço fraterno

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/dai-de-graca-o-que-de-graca-recebe-estudo-mensal-052013/45/?action=post;num_replies=69#ixzz2U2lhaNWX

Na verdade tudo tem um custo, para quem presta e para quem recebe um serviço.

A caridade não é necessária para quem dela não precisa, ou seja, para quem poderia pagar pelo serviço sem problemas. Apenas para quem não pode pagar é meritório o exercício da caridade.

E se há pessoas realmente altruístas, graças a Deus, também há pessoas que praticam a caridade com o sentido numa recompensa espiritual futura. Ou com o intuito de pagar um débito passado.

Penso que o altruismo, sendo altamente meritório, apenas se justifica para os casos dos necessitados, que não podem pagar porque não podem trabalhar, por alguma incapacidade ou infelicidade que possa surgir provisória ou definitiva. Não só se justifica, como é uma obrigação da sociedade, em meu entender.

Todavia, penso que, primeiro que tudo, temos de pagar com trabalho, a quem nos paga o salário. Porque se utilizamos o tempo que nos pagam com outro fim para a caridade, isso não é caridade, mas furto. Muitas pessoas utilizam o tempo que os patrões lhes pagam para fazer a caridade. Neste último caso, é um erro. Pois nós só podemos dar o que é nosso.  E penso que temos de ter sentido de utilidade, de forma a rentabilizar o nosso tempo de forma útil para os clientes. Senão ficamos em divida, em vez de ser caridosos.

O trabalho gratuito, no que refere aos serviços prestados nos centros espiritas não têm de ser gratuitos. O problema é que a credibilidade de um serviço desta natureza pode ser abalada se houver custos a pagar. O que só é possivel se as pessoas não forem profissionais que dependem do serviço para subsistir. Se não cobrarem o tempo que gastam, que têm de roubar às suas próprias horas livres.

O altruismo justifica-se para que não subsista qualquer dúvida que o serviço que o objectivo do serviço que é prestado não é ganhar dinheiro, mas retransmitir a mensagem que foi recebida: a alma é imortal. A venda de livros deve, em meu entender, subdividir-se entre dois tipos de livros: os da codificação e os outros. Estes últimos devem ser vendidos com uma margem de lucro mais baixinha. Mas as despesas dos centros espiritas têm de ser pagas. Não é justo que o trabalhador do centro tenha de pagar o papel higiénico com que o utente limpa o rabo, quando vai à casa de banho (risos).

Jesus insurgiu-se contra os vendilhões do templo porque eles estavam ali para angariar lucros para si mesmos. Não era para sustentar o templo. Jesus quis separar o templo de um estabelecimento comercial. O problema não se pode colocar em paralelo com a venda de livros que serve para pagar a água, a electricidade, a renda e outros custos dos centros espiritas.

O problema que Jesus quis eliminar, ao expulsar os vendilhões do templo, seria equivalente a um trabalhador do centro espirita estar a vender livros no centro espirita e colocar o lucro no seu próprio bolso, em vez de o colocar no cofre do centro espirita. É muito diferente...   

Não é possivel é vender o tempo dos espiritos. Este últimos só trabalham quando querem. Ninguém pode assegurar que espiritos sérios respondam a mando dos médiuns. É ao contrário. Como pode alguém vender um serviço que não pode garantir que será prestado? Isso seria desonestidade. E não resultaria, porque os espiritos sérios não estão para isso. Pelo menos em casos de mensagens instrutivas.

Assim, penso que a necessidade de credibilidade compensa a exclusão de serviços profissionais em trabalhos espiritas. E que a mediunidade é mesmo uma área em que vender serviços pode dar mau resultado. Mas também depende da seriedade do trabalho. Uma coisa é tentar uma comunicação com o espírito que foi familiar de algum encarnado, outra é obter uma obra instrutiva psicografada.         

bem hajam
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 23 de Maio de 2013, 14:19
Bom dia!!!!!!!!!!   ;D
"Os Sentimentos Humanos certo dia se reuniram para brincar. Depois que o Tédio bocejou três vezes porque a Indecisão não chegava a conclusão nenhuma e a Desconfiança estava tomando conta, a Loucura propôs que brincassem de esconde-esconde. A Curiosidade quis saber todos os detalhes do jogo, e a Intriga começou a cochichar com os outros que certamente alguém ali iria trapacear.
O Entusiasmo saltou de contentamento e convenceu a Dúvida e a Apatia, ainda sentadas num canto, a entrarem no jogo. A Verdade achou que isso de esconder não estava com nada, a Arrogância fez cara de desdém pois a idéia não tinha sido dela, e o Medo preferiu não se arriscar: "Ah, gente, vamos deixar tudo como está", e como sempre perdeu a oportunidade de ser feliz.
A primeira a se esconder foi a Preguiça, deixando-se cair no chão atrás de uma pedra, ali mesmo onde estava. O Otimismo se escondeu no arco-íris, e a Inveja se ocultou junto com a Hipocrisia, que sorrindo fingidamente atrás de uma árvore estava odiando tudo aquilo.
A Generosidade quase não conseguia se esconder porque era grande e ainda queria abrigar meio mundo, a Culpa ficou paralisada pois já estava mais do que escondida em si mesma, a Sensualidade se estendeu ao sol num lugar bonito e secreto para saborear o que a vida lhe oferecia, porque não era nem boba nem fingida; o Egoísmo achou um lugar perfeito onde não cabia ninguém mais.
A Mentira disse para a Inocência que ia se esconder no fundo do oceano, onde a inocente acabou afogada, a Paixão meteu-se na cratera de um vulcão ativo, e o Esquecimento já nem sabia o que estavam fazendo ali.
Depois de contar até 99 a Loucura começou a procurar. Achou um, achou outro, mas ao remexer num arbusto espesso ouviu um gemido: era o Amor, com os olhos furados pelos espinhos.
A Loucura o tomou pelo braço e seguiu com ele, espalhando beleza pelo mundo. Desde então o Amor é cego e a Loucura o acompanha.
Juntos fazem a vida valer a pena - mas isso não é coisa para os medrosos nem para os apáticos, que perdem a felicidade no matagal dos preconceitos, onde rosnam os deuses melancólicos da acomodação."  Lya Luft

* Achei bonitinho e refletindo, percebi que eles, os sentimentos brincam dentro de nós, confundindo-nos, entre pensamentos e ações concretas... A reforma íntima mexe diretamente com a orgnização deles dentro de nós e é isso que a torna tão difícil, mas tão necessária para nossa evolução...
Postei para a auto análise!
 
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 23 de Maio de 2013, 17:52
Aline, adorei o texto :D :D

Impossível não perceber certas atitudes alheias e mesmo nossas em certos momentos.

O Dê de Graça, com certeza implica com nossos sentimentos mais íntimos, em como lidar com a falta de humildade, ou a inveja e a vaidade, entre outros. O "pulo do gato" talvez seja lidar com tudo isto de forma muito sincera, pois só assim temos condições de mudar algo...

Amigo Vitor, eu concordo contigo quando falas que para tudo há um preço, ou um custo. Usando o exemplo que dei no meu último post - a doação do próprio tempo - com certeza também há, porém penso que o problema é quando queremos repassar este custo, ou mesmo obter lucros econômicos com este tempo, quando normalmente não teríamos.

Há um médico aqui no Brasil, que por conta de suas palestras (muito bem feitas e embasadas, por sinal) suas consultas triplicaram de preço. Descobri porque fui tentar ajudar uma pessoa que já havia passado por vários médicos e precisávamos de um especialista que acreditasse na espiritualidade e mais especificamente em mediunidade. Ao comentar com sua secretária que a pessoa que necessitava de atendimento não teria condições de realizar a consulta (que dirá um possível tratamento), escutei um suave "ele faz em três vezes" :(

Aqui temos uma situação interessante, pois o sucesso deste profissional foi alcançado por conta de seu trabalho junto às pesquisas e estudos da mediunidade...

Concordo que é a profissão dele, concordo que ele estudou e dedicou seu tempo para chegar onde está, pagou cursos e pesquisas, mas será que é tão difícil dedicar todo seu conhecimento, seu tempo com alguém que realmente necessita e não tem condições...

Abçs
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Aline Alarcão Lemos em 23 de Maio de 2013, 19:10
É minha amiga... Tenso esse negócio de sermos cobrados na mesma proporção de nossos conhecimentos... Deus sabe o que faz, para quem faz e porque faz, e vejamos o que nos incomoda no médico aí citado e lutemos para não fazermos igual, nas nossas esferas de atuação...
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Vitor Santos em 23 de Maio de 2013, 19:18
Olá amiga Anna

Citar
Há um médico aqui no Brasil, que por conta de suas palestras (muito bem feitas e embasadas, por sinal) suas consultas triplicaram de preço

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/dai-de-graca-o-que-de-graca-recebe-estudo-mensal-052013/60/#ixzz2U8mK0tpH

Este caso é um pouco fora da doutrina espirita, porque o serviço prestado, ao que parece, nada tem a haver com espiritismo. Ou então não é médico que actue de acordo com os princípios que estão por detrás da carteira profissional dele.

Todavia, o aproveitamento para aumentar as consultas dessa forma parece uma postura pouco espirita. Se fosse eu não ía lá. Não por causa do espiritismo, mas porque ele mostra que a principal motivação dele é o dinheiro. E isso, num médico, ou noutro profissional qualquer é sempre de desconfiar. 

Resta saber se o aumento não foi devido à inflação, pois ai no Brasil as inflações por vezes descontrolam-se, ao que parece.

bem haja
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: 1Berto em 23 de Maio de 2013, 23:02
Prezada An@ e demais companheiros,
O tema, à primeira vista, parece óbvio. Entretanto, suas nuances e implicações não são tão simples assim.
Especialmente, dentro do movimento espírita, toda vez que ouvi alguém tocar nesse assunto, a palavra mais evocada é o da caridade (e seus desdobramentos, também).
Eu, particularmente, aprendi a não gostar desse termo - caridade. Implica em tanta hipocrisia, troca de moedas, compra de indulgências que a nossa (sim, nossa!) práxis fica totalmente prejudicada. Como diz o poeta Augusto dos Anjos: "o amor na humanidade é uma mentira..."
Grosso modo concordo com ele, e com Lacan: "o amor é algo que não se tem e quer se dar a quem não quer..."
Alguns dirão:" é mas existem exceções!". Sim, existem, mas são pontuais; e não são delas que trato. É da massa egoísta e egocêntrica que transita nas redes sociais falando de si, e se sobrar algum espaço...falando um pouco mais de si.
Não os condeno, e nem me condeno em constatar esse modus operandi. Importante é deixar claro que também não me justifico. Fico apenas com o que é a humanidade (aqui evoco Krishnamurti e os estóicos). Acho isso natural no animal humano. Jesus tinha razão ao olhar para a multidão (a maioria de nós, reencarnada..rsss) e dizer: "esta gente me causa compaixão...".
Traço, de maneira não maldosa, a história do médico acima relatada, com a história do sapo e o escorpião. Está na natureza desse médico cobrar suas consultas. Sejamos práticos, faz consulta com ele quem quer. E ponto. O resto é hipocrisia. Todos nós corremos atrás do dinheiro e o que ele representa. Sem ele (o dinheiro) eu não estaria escrevendo essas mal traçadas linhas porque paguei com dinheiro o computador do qual digito, paguei a energia elétrica, paguei a internet, e pago impostos para ter tudo isso.
Deixem-me explicar só mais uma coisa, para não aporrinhar ninguém com esse falatório extenso e chato, não gosto do termo caridade, também, porque onde há muita caridade, normalmente há pouca justiça - talvez fosse isso que o Cristo queria dizer aos seus discípulos.
[isso é uma pequena parte do que gostaria de dizer sobre o assunto, mas em respeito a esse espaço, faço-o com parcimônia]. Caso alguém, considere a possibilidade a aprofundar esse assunto comigo (até em off); é só dizer.
Abraço fraterno a todos
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 24 de Maio de 2013, 00:11
Um tanto pessimista seu relato meu caro 1Berto, mas, como diria um professor que tive: teoria do esquartejador, vamos por partes.
Começo com uma frase atribuida ao Chico: Permito a todos ser como quiserem, e a mim como devo ser.
Por ai podemos ver que cada um, e a DE é, na minha opinião, absolutamente clara quanto a isso, esta em um momento próprio do seu processo evolutivo.
Da mesma forma, o Cristo nos alertou que a "caridade de muitos esfriara".
Isso, meu caro, por que não conseguimos compreender seus ensinamentos, alias estamos tentando isso a 2000 anos.
Quando você fala de dinheiro, fala de algo absolutamente necessário para nossa subsistência. Quando Jesus nos fala que é mais facil um camelo, a corda grossa de amarrar os barcos, passar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no reino de Deus, esta dizendo que a riqueza, o seu dinheiro, é uma forma facil de colocar os valores reais, os morais do espirito, em duvida.
Vivemos sim uma época de pura hipocrisia, mas, a partir do momento que conseguimos raciocinar com profundidade acerca daquilo que Jesus nos ensinou, e percebermos a NOSSA hipocrisia, teremos condição de trabalhar a nossa reforma intima, eliminando esses vicios, um a um, com a velocidade que nos for possivel.
Façamos a nossa parte meu caro, deixando a cada um ser como quiser ser, e praticando, para com eles, a caridade que Jesus nos ensinou em seus derradeiros momentos: Pai, perdoa, eles não sabem o que fazem.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Kazaoka em 24 de Maio de 2013, 01:05
O Gustavo nos lembrou de uma passagem importante do evangelho quando cita a passagem de Jesus dizendo que seria mais fácil passar o camelo no fundo da agulha que um rico entrar no céu. Sem dúvida é uma alegoria e, sem dúvida, também, Jesus não disse nada que não tivesse um sentido prático.
Quando Jesus disse que "é mais fácil passar um camelo no fundo de uma agulha..." Ele deixou bem claro que, embora difícil, mas não é impossível que se consiga. Como foi explicado, o camelo não é o animal é o cabo feito com feixes de fibras. Se desfiarmos estes feixes e formos passando fio a fio no fundo da agulha, depois de um tempo passaremos, de forma fragmentada, o cabo todo. Isso é uma alusão às reencarnações necessárias para a purificação dos Espíritos. O fundo da agulha simboliza a vida física e o cabo com seus feixes de fios, cada experiência na matéria.
Então, esse nosso presente esforço para compreendermos o verdadeiro sentido e significado deste sentimento chamado caridade, nada mais é do que um desses fios passando no fundo da agulha purificadora.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 24 de Maio de 2013, 01:51
Muito bem colocado, mano Kazaoka.
Saliento tambem, que é na dificuldade, na aversidade que se forjam os vencedores.
A prova da riqueza é dita como a mais dificil exatamente pelas facilidades da porta larga que ela oferece.
Mas isso em se falando de caridade material. A caridade moral, do perdão, do sorriso, do abraço fraterno, essa é de graça, e quando mais nós distribuimos esses bens, mais teremos para distribuir.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Vitor Santos em 24 de Maio de 2013, 12:00
Olá

Citar
A caridade moral, do perdão, do sorriso, do abraço fraterno, essa é de graça, e quando mais nós distribuimos esses bens, mais teremos para distribuir.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/dai-de-graca-o-que-de-graca-recebe-estudo-mensal-052013/75/#ixzz2UCsAkLBU

Não há dúvida que não há falta de necessidade de caridade, e que não temos desculpas para a não praticar. Sobretudo essa tal, de que fala, que nem nos custa dinheiro, apenas tempo e paciência.

bem haja
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 27 de Maio de 2013, 14:09
Olá amigos,

Este fim de semana estive numa palestra e embora o tema da palestra fosse outro, um dos participantes fez uma colocação pertinente ao Dê de Graça que achei interessante postar aqui para saber a opinião de vocês amigos foristas.

Um senhor fez a seguinte pergunta: "eu já escutei várias vezes que não devemos cobrar qualquer trabalho que realizamos através de dons adquiridos gratuitamente como creio ser a mediunidade, mas o que me diz do jogador de futebol, o "craque" que traz o dom de dominar a bola como se fosse uma extensão sua, porque se treino fizesse de todos grandes jogadores era só treinar para ser um novo ídolo e sabemos que assim não ocorre. Esses atletas, os jogadores, são pagos para trabalhar com seu dom - aprimoram o dom através do treino, mas já o possuem. A mediunidade também é aprimorada através do trabalho mediúnico, mas não deve em hipótese alguma ser cobrada. Por que?"

Achei a colocação interessante e gostaria de saber o que vocês pensam a respeito. ;)

Abçs
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: 1Berto em 27 de Maio de 2013, 15:23
Olá amigos,

Este fim de semana estive numa palestra e embora o tema da palestra fosse outro, um dos participantes fez uma colocação pertinente ao Dê de Graça que achei interessante postar aqui para saber a opinião de vocês amigos foristas.

Um senhor fez a seguinte pergunta: "eu já escutei várias vezes que não devemos cobrar qualquer trabalho que realizamos através de dons adquiridos gratuitamente como creio ser a mediunidade, mas o que me diz do jogador de futebol, o "craque" que traz o dom de dominar a bola como se fosse uma extensão sua, porque se treino fizesse de todos grandes jogadores era só treinar para ser um novo ídolo e sabemos que assim não ocorre. Esses atletas, os jogadores, são pagos para trabalhar com seu dom - aprimoram o dom através do treino, mas já o possuem. A mediunidade também é aprimorada através do trabalho mediúnico, mas não deve em hipótese alguma ser cobrada. Por que?"

Achei a colocação interessante e gostaria de saber o que vocês pensam a respeito. ;)

Abçs
Prezada Ann@
A questão não é tão simples a ponto de respondermos com um "sim" ou um "não". Explico:
Em países como a Inglaterra e outros, os médiuns cobram por consultas e sessões. Isso já é da cultura daquele país.
O Brasil, historicamente, tem seguido a linha de orientação kardequiana na qual a cobrança de honorários pelo serviço mediúnico prestado carrega uma aura de charlatanismo e obsessão.
O jogador de futebol é uma profissão regulamentada pela lei, com carteira assinada e todos os benefícios inerentes ao seu exercício. Isso já não ocorre com o dom da mediunidade. Não existe regulamentação e, por isso mesmo, não possui o status de profissão, assim como outras atividades não regulamentadas na lei.
Quero salientar, aos fariseus de plantão, que estou fazendo uma análise livre de valores morais.
Saliento que, caso fosse eu um médium ativo, eu não faria cobrança de meus serviços mediúnicos, e imporia um dia e horário para o exercício da mediunidade.  Repito o que disse anteriormente, o médium é um ser humano que mora, dorme, come, defeca, copula, estuda, compra livros. deve cuidar da saúde [que não é barata em nosso país, porque o SUS não cobre todas as necessidades, apesar de ser um ótimo sistema], paga impostos - isso numa condição mínima de dignidade. Temos a obrigação moral de ponderar todos esses pontos antes de condenar alguém.
Saudações fraternas
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 27 de Maio de 2013, 17:57
"O trabalhador é digno do seu salário."
A pratica da caridade pressupõe exatamente isso, caridade, gratuidade.
O jogador não esta fazendo graça para auxiliar ninguem, esta exercendo um oficio no campo do entretenimento, é trabalho para oqual se prepara e recebe.
A mediunidade, da qual falamos, e nãoconheço outra forma de ver o aspecto, é para mim uma ferramenta que Deus nos dá para auxiliar tanto o nosso progresso espiritual, bem utilizando esse dom, quanto para auxiliar nossos irmãos que dele necessitem.
Quanto ao jogador, pode transformar seu dom, e existem muitos casos assim, em campanhas e instituições que auxiliem os menos favorecidos, dando a crianças e jovens oportunidades que talvez de outra forma não teriam.
Ja citei e reafirmo, sou funcionário publico, e dai tiro meu sustento, mas as atividades que faço na casa espirita faço do bom grado, ciente que o meu progresso só se dera atraves da caridade, a qual precisamos exercitar para evoluir.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Antonio Renato em 27 de Maio de 2013, 20:09
Meus irmãos.Os dons,os talentos nos foram dados por Deus.No exercício da profissão para
a manutenção sua e de seus familiares se faz necessário receber por eles,mas exercitá-los
na pratica da caridade usando um tempo disponível,aí sim:"Dê de graça o que de graça re-
-cebeu.
Fique na paz.'
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: 1Berto em 28 de Maio de 2013, 01:48
Meus irmãos.Os dons,os talentos nos foram dados por Deus.No exercício da profissão para
a manutenção sua e de seus familiares se faz necessário receber por eles,mas exercitá-los
na pratica da caridade usando um tempo disponível,aí sim:"Dê de graça o que de graça re-
-cebeu.
Fique na paz.'
Prezada Ann@ e demais companheiros,

"Dom" seria uma presente divino, enquanto que "talento" a facilidade em desenvolver determinado trabalho nos diversos campos de ação do ser humano.
Considerando o que o nosso companheiro Antonio diz, criamos um impasse:
Ou ficamos com Paulo, o apóstolo que diz "o dom é dádiva de Deus", ou ficamos com os espíritos, em Kardec, que dizem os espíritos serem criados por Deus "simples e ignorantes", ou seja, todos os talentos e "dons" que possuímos são fruto de nosso suor (como diz no Gênesis de Moisés).
Os espíritos expurgaram essa idéia medíocre de Deus que "dá" coisas às suas criaturas, quando afirmam ser ele "a inteligência suprema do Universo" - não é qualquer inteligência, é a s-u-p-r-e-m-a inteligência.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 29 de Maio de 2013, 12:19
Amigos,

1Berto, entendo o que diz, mas lembrando que nosso vocabulário é pobre e temos uma mesma palavra para dois ou mais significados, podemos interpretar a palavra dom de várias maneiras.

Usando a afirmação de que os dons são frutos do próprio esforço - da qual eu compartilho - entendemos os "dons" como presentes divinos por conta de nosso esquecimento ao reencarnar, e há existências onde esses dons não aparecem, por qualquer razão eles "não existem" (não vem ao caso aqui debater as razões).

Então, não pode-se dizer que o dom, mesmo sendo fruto do esforço do Espírito - ao aparecer em determinada encarnação, é um presente?

Abçs
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: maxmenezes em 29 de Maio de 2013, 23:25
Eu não sou espirita, mas sobre o tema, acho que é melhor caminho sempre é o caminho do meio e do equilibrio. Vou tentar responder um pouco dentro da minha opinião puramente pessoal, mas sincera. Como lidar com as despesas de manutenção da fe? R não existe despesa em ter fé, cada um tem da sua própria forma e própria consciência, em qualquer lugar e em qualquer momento, até dormindo e sonhando, eu tenho fé em meu Senhor Jesus, na minha Senhora Santíssima Maria e não gasto nada pra isso, pois não preciso de centro ou religião pra ter fé.  Acho que você quis dizer sobre as despesas da manutenção de centros. R.  Energia elétrica, produtos de limpeza e água não são de graça (sei que existe mais coisas, mas são somente exemplos), e é o que se gasta pela manutenção do centro. Um só médium pagar para que o templo tenha energia elétrica e água, quando se tem outros médiuns que trabalham,  eu acho isso injusto. Da minha fé tambem acho injusto cobrar de pacientes. Como também acho errado cobrar mensalidades fixas. Eu escolheria alguem como contador, faria um livro caixa, guardaria as notas fiscais, somaria as notas fiscais (contas de água, luz e etc) e dividiria com todos que usam a casa para seu desenvolvimento mediunico, da forma mais clara possível.  Olha que se o lugar não for alugado, não vai sair tão caro assim, pois a maioria dos centros que conheço abrem de 19h às 21h, às vezes nem é todo os dias. Quando digo de uma forma clara, é que o contador deixe sempre acessivel o livro caixa, ou faça um relatório entre o que é gasto e o recebido e pendure no mural.  E mesmo assim, sei que fofocas ainda vão surgir. Acho que feito desta forma, não é pagar pela mediunidade, a não ser que queiram trabalhar no escuro ( sem velas que não é de graça) ou no domingo a tarde sem energia e sem água, afinal a falta destas coisas não interfere na mediunidade( que é de graça), atinge somente o conforto material. Da minha parte tanto faz, não me abala em nada,  sou bastante prático, não me importo em trabalhar no escuro, a água  levo no cantil ou numa garrafa.
Que jesus Ilumine nossos caminhos.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 30 de Maio de 2013, 00:05
Maxmeneses, interessante sua postagem.
Gostei muito quando você diz que ter fé não custa nada, mas precisamos pensar sobre isso tambem.
Existe uma passagem, na biblia, que se diz que "a fé sem obras é morta".
Ja postei em algum lugar aqui do forum, que o conceito da "salvação pela fé", embora respeitável, fica restrito as igrejas evangélicas pelo que sei.
Em Mateus, capitulo 25, a partir do versiculo 31, se não me falha a memória, esta a passagem que, a minha opinião melhor resume essa questão.
Quer der comida a quem tem fome, agua a quem tem sede, abrigo ao viajante, entre outras virtudes, é que terá condições de ingressar no reino de Deus, ou, para um espirita, ira evoluir para orbes mais adiantados.
A manutenção de uma casa espirita, é custeada, normalmente, pelos seus frequentadores, por isso mesmo as casas são normalmente, sociedades, as pessoas que ali trabalham contribuem com aquilo que lhes seja possivel para a manutenção do espaço e o auxilio aos irmão que sejam necessitados, somos socios da casa espirita.
Mas o atendimento dos irmão que a ela acorrem, em busca de consolo, amparo e entendimento, esse deve ser sempre gratuito.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 30 de Maio de 2013, 00:18
Maxmeneses, interessante sua postagem.
Gostei muito quando você diz que ter fé não custa nada, mas precisamos pensar sobre isso tambem.

Também achei bem interessante tua postagem Maxmeneses.

A Casa Espírita com certeza tem que fazer vários "malabarismos" para pagar certas contas e mantê-la aberta, mas como o amigo Gustavo disse, os frequentadores mais antigos geralmente socorrem o caixa, caso as "Noites da Pizza", Bazares, Chás e afins não alcançarem a receita necessária.

O problema aparece, ou se instala quando a diretoria do CE encara estas atitudes solidárias com a Casa, como uma forma de ganho fácil. Mas uma coisa coisa que o amigo Maxmeneses comenta logo no início de seu texto é bem verdade: "acho que é melhor caminho sempre é o caminho do meio e do equilíbrio"

Abçs
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: R Costa em 30 de Maio de 2013, 09:54
Bom dia,

Querida Ann e demais intervenientes,
Obrigado pelo estudo deste mês, com mt bons textos que desconhecia e exemplos pessoais.

Abraço
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Kazaoka em 30 de Maio de 2013, 23:26
As despesas fixas de uma Casa Espírita são reais e comuns, exigindo que tenha uma receita para cobrir estas despesas. Toda CE tem um núcleo administrativo e um grupo de pessoas, que são os frequentadores assíduos, que estão mais próximas deste núcleo. Normalmente estas pessoas procuram inteirar-se de todas as questões que envolvem a Casa, incluindo aí esta das custas financeiras referentes à manutenção e ao desenvolvimento das tarefas doutrinárias e assistenciais.
Não há mal nenhum em que se busque meios para que tudo isso seja assegurado por uma fonte de recursos que não desgastem os companheiros todas as vezes que um novo compromisso financeiro surja na caixinha de correspondência da Casa, principalmente sabendo que algumas tem um regime mensal infalível.
O primeiro passo é o núcleo a que me referi se organizarem formarem um estatuto com regras de consenso do grupo e em concordância com as regras legais vigentes. Estabelecer uma cota de contribuição financeira para garantir o recurso para as despesas fixas mensais é de fundamental importância e, normalmente, este valor dividido entre os membros não costuma pesar no orçamento de família nenhuma (no caso do nosso grupo esta contribuição é de R$ 5,00). Tendo esta garantia de recurso, o restante chega em forma de doações espontâneas e, em caso de necessidades, para desenvolvimento de algum projeto, mobiliza-se o núcleo administrativo e mais os frequentadores assíduos, que em função de estarem mais próximos das movimentações da Casa estão, também, com maior voluntariedade em auxiliar naquilo que a situação demande.
É comum que a CE receba algumas doações que não tem como serem repassadas diretamente às famílias necessitadas de itens básicos. Por exemplo, a nossa CE recebeu recentemente a doação de equipamentos de um restaurante que foi desativado. Entre os itens doados constavam freezers, aparelhos de ar condicionados, cadeiras de madeira de lei com capas de pelo de carneiro, etc.. Fizemos um levantamento de todo esse material, vendemos para uma empresa que interessou pelo lote e o recurso foi integrado na conta bancária jurídica do Centro.
Gerar recursos para a manutenção da CE e de suas tarefas assistenciais não tem relação nenhuma com a orientação, diga-se de passagem, justa e necessária de ser seguida pelos dirigentes sérios, que é o de dar de graça o que de graça rebemos.

Quanto a necessidade da CE ter um estatuto e estar sempre resguardada legalmente, o próprio Kardec nos recomenda isso quando fala da organização da Casa Espírita no capítulo XXX do O Livro dos Médiuns.

Complementando o exposto; - Temos que tomar muito cuidado com o reavivamento do pensamento dualista em nosso meio, dando vigor ao pensamento, já superado pelas revelações de Jesus, de que há duas forças criadoras no universo. Uma Divina que cuida das criações espirituais e outra maligna que cria as coisas materiais, fonte da perdição humana. Inclusive, percebe-se este sentimento em muitas personalidades que manifestam suas opiniões no movimento Espírita.   
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 31 de Maio de 2013, 05:22
Amigo Kazaoka,

muito claro, lúcido e oportuno teu post. ;)

Importante que todos nós tenhamos consciência que a CE como pessoa jurídica registrada possui inclusive custos com impostos e manutenção para manter-se aberta e dentro dos procedimentos corretos de segurança.

Abçs
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: maxmenezes em 31 de Maio de 2013, 18:45
Caro amigo Gustavo, não me cabe julgar a fé  e obra de ninguem, o que me cabe saber é que um mesmo ato  (a caridade é apenas um exemplo),  nem sempre é realizado com as mesmas intenções da do seu vizinho. Alguns farão  a caridade por se preocupar com seu irmão, outros em busca de reconhecimento ou para serem bem vistos, outros para divulgação do seu centro, outros para se sentirem felizes, outros para agradar a Nosso Senhor Jesus, outros pela certeza de alcançarem a salvação, outros fazem por que acreditam no que os outros acreditam, outros até por moda, e outros para se sentirem superiores, outros por sentimento de culpa, outros por amor etc, Outros podem não praticar a caridade pelos mais diversos motivos, por causa da preocupação em se sentir superior, medo da tentação do ganho fácil, medo que a vaidade tome o espirito, medo de ser reconhecido, medo de estimular a dependência, medo de estimular a preguiça, medo de interferir, outros por falta de compaixão, outros por falta de amor ao próximo, outros por desinteresse, outros por que acreditam que a pessoa tenha força suficientes pra sair da suas dificuldades  etc e etc.., quem pode julgar a verdeira intenção (que está no coração), por baixo de cada  ato e da falta deste de cada homem? , dar com a direita sem que a esquerda veja, é uma das lutas da fé e não da caridade. Resistir as tentações e ao erro, reconhecer o erro, ou um defeito na própria personalidade e tentar corrigi-lo é uma questão de fé e não da caridade. O equilibrio entre a fé, a caridade/obra é um bom caminho, existe o momento certo pra tudo.  Eu particularmente, não posso praticar a caridade somente por que me disseram que eu seria salvo, ou por que isso me faria evoluir, não posso fazer isso, pois sinto que isto não é sincero da minha parte para com o meu Senhor Jesus e nem para com a minha Senhora Maria,  estaria sendo apenas interesseiro e conveniente, é como casar-se por causa de dinheiro, meu esforço estar em oferecer o melhor que há em meu coração tanto para  Deus como para as pessoas que Deus põe no meu caminho, em qualquer momento, hora ou lugar, sem se importar com o resultado final, mas feliz por ter se mantido e ter sido forte diante das provações deste mundo. Talvez seja o exemplo de uma fé morta, talvez o Apostolo Paulo tenha razão,  mas felizmente não é para Paulo de Tarso que são encaminhadas as minhas orações.
Olha me desculpem por ter saído do assunto deste tópico. Desejo muita paz e Luz ( falo por sinceridade) a todos. 
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: Ann@ em 01 de Junho de 2013, 13:24
Amigos foristas,

quero agradecer a participação de todos os foristas e colaboradores neste estudo mensal que tive a oportunidade de apresentar.

Como a DE ensina, a diversidade de opiniões, o entendimento e o debate sadio só trazem pontos positivos para nossa evolução e tenham a certeza que eu aprendi muito nestas páginas de estudo.

Obviamente o assunto não está encerrado, mas hoje entra no ar um novo tema que espero todos participem da mesma forma ou mais ativamente, pois o estudo é sempre gratificante.

Obrigada a todos. :)

Ana D.
Título: Re: Dê de graça o que de graça Recebe
Enviado por: ROBSON ALEIXO em 04 de Outubro de 2015, 17:37
Essa discussão é deveras interessante, importante, reflexiva....
Diante de tudo que foi exposto, eu só tenho a dizer o seguinte:
Se você é um Médico, Psicólogo ou qualquer profissão que seja, e se vê atendendo um paciente em seu escritório particular (o que obviamente será pago), e de repente é ativado em você uma intuição para ajudar melhor o seu paciente, nada impedirá de cobrar pelo seu trabalho (que mesmo se não houvesse a intuição espiritual seria cobrado da mesma forma), afinal, você estava no exercício de sua profissão, de seu ganha pão. Se lhe foi permitido receber tal intuição ou ajuda espiritual de alguma forma (palavras amigas, curas, etc) é porque  o paciente sem dúvida merecia receber. Então continue sem medo. Vejo que essa é a grande diferença.
Se você vai trabalhar em uma Seara espiritual qualquer, não é correto você cobrar, pois ali o trabalho deve ser de caridade e é destinada única e exclusivamente para isso. Os espíritos ali estão  para ensinar e curar (física, mental, espiritualmente...) então você deve fazer o seu trabalho de médium e não médico.

Paz, luz , amor e caridade para todos!