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CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Março de 2013, 14:34

Título: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Março de 2013, 14:34
Olá a todos
Venho mais uma vez participar da condução dos estudos mensais
deste Fórum Espírita que a todos recebe.
Espero que este tema possa desenvolver ótimas análises,
Além de contribuirmos com as nossas opiniões, possamos todos juntos ampliar as nossas reflexões.
Rogo auxílio a todos os participantes e boas intuições dos nossos amigos espirituais.
Que Deus ilumine os nossos estudos.
Que assim seja.

O tema dos estudos será;

Da Natureza das Comunicações
Natureza das Comunicações (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXFHVnB1akdpbmJrI3dz)

Extraído do; O Livro dos Médiuns
E também acompanhado será de uma passagem extraída do evanglho.


                                   O Livro dos Médiuns
                                      ALLAN KARDEC
                                        CAPÍTULO X
                          Da Natureza das Comunicações
               Comunicações grosseiras, frívolas, sérias e instrutivas


133. Dissemos que todo efeito, que revela, na sua causalidade, um ato, ainda que insignificantíssimo, de livre vontade, atesta, por essa circunstância, a existência de uma causa inteligente. Assim, um simples movimento de mesa, que responda ao nosso pensamento, ou manifeste caráter intencional, pode ser considerado uma manifestação inteligente. Se a isso houvesse de ficar circunscrito o resultado, só muito secundário interesse nos despertaria. Contudo, já seria alguma coisa o dar-nos a prova de que, em tais fenômenos, há mais do que uma ação puramente material. Nula, ou, pelo menos, muito restrita seria a utilidade prática que daí decorreria. O caso, porém, muda inteiramente de figura, quando essa inteligência ganha um desenvolvimento tal, que permite regular e contínua troca de idéias. Já não há então simples manifestações inteligentes, mas verdadeiras comunicações. Os meios de que hoje dispomos permitem que as obtenhamos tão extensas, tão explícitas e tão rápidas, como as que mantemos com os homens.

Quem estiver bem compenetrado, segundo a escala espírita ("O Livro dos Espíritos", n. 100), da variedade infinita que apresentam os Espíritos, sob o duplo aspecto da inteligência e da moralidade, facilmente se convencerá de que há de haver diferença entre as suas comunicações; que estas hão de refletir a elevação, ou a baixeza de suas idéias, o saber e a ignorância deles, seus vícios e suas virtudes; que, numa palavra, elas não se hão de assemelhar mais do que as dos homens, desde os selvagens até o mais ilustrado europeu. Em quatro categorias principais se podem grupar os matizes que apresentam. Segundo seus caracteres mais acentuados, elas se dividem em: grosseiras, frívolas, sérias e instrutivas.

Comunicações grosseiras, frívolas, sérias e instrutivas
134. Comunicações grosseiras são as concebidas em termos que chocam o decoro. Só podem provir de Espíritos de baixa estofa, ainda cobertos de todas as impurezas da matéria, e em nada diferem das que provenham de homens viciosos e grosseiros. Repugnam a quem quer que não seja inteiramente baldo de toda a delicadeza de sentimentos, pela razão de que, acordemente com o caráter dos Espíritos, elas serão triviais, ignóbeis, obscenas, insolentes, arrogantes, malévolas e mesmo ímpias.

135. As comunicações frívolas emanam de Espíritos levianos, zombeteiros, ou brincalhões, antes maliciosos do que maus, e que nenhuma importância ligam ao que dizem. Como nada de indecoroso encerram, essas comunicações agradam a certas pessoas, que com elas se divertem, porque encontram prazer nas confabulações fúteis, em que muito se fala para nada dizer. Tais Espíritos saem-se às vezes com tiradas espirituosas e mordazes e, por entre facécias vulgares, dizem não raro duras verdades, que quase sempre ferem com justeza. Em torno de nós pululam os Espíritos levianos, que de todas as ocasiões aproveitam para se intrometerem nas comunicações. A verdade é o que menos os preocupa; daí o maligno encanto que acham em mistificar os que têm a fraqueza e mesmo a presunção de neles crer sob palavra. As pessoas que se comprazem nesse gênero de comunicações naturalmente dão acesso aos Espíritos levianos e falaciosos. Delas se afastam os Espíritos sérios, do mesmo modo que na sociedade humana os homens sérios evitam a companhia dos doidivanas.

136. As comunicações sérias são ponderosas quanto ao assunto e elevadas quanto à forma. Toda comunicação que, isenta de frivolidade e de grosseria, objetiva um fim útil, ainda que de caráter particular, é, por esse simples fato, uma comunicação séria. Nem todos os Espíritos sérios são igualmente esclarecidos; há muita coisa que eles ignoram e sobre que podem enganar-se de boa-fé. Por isso é que os Espíritos verdadeiramente superiores nos recomendam de contínuo que submetamos todas as comunicações ao crivo da razão e da mais rigorosa lógica.

No tocante a comunicações sérias, cumpre se distingam as verdadeiras das falsas, o que nem sempre é fácil, porquanto, exatamente à sombra da elevação da linguagem, é que certos Espíritos presunçosos, ou pseudo-sábios, procuram conseguir a prevalência das mais falsas idéias e dos mais absurdos sistemas. E, para melhor acreditados se fazerem e maior importância ostentarem, não escrupulizam de se adornarem com os mais respeitáveis nomes e até com os mais venerados. Esse um dos maiores escolhos da ciência prática; dele trataremos mais adiante, com todos os desenvolvimentos que tão importante assunto reclama, ao mesmo tempo que daremos a conhecer os meios de premonição contra o perigo das falsas comunicações.

137. Instrutivas são as comunicações sérias cujo principal objeto consiste num ensinamento qualquer, dado pelos Espíritos, sobre as ciências, a moral, a filosofia, etc. São mais ou menos profundas, conforme o grau de elevação e de desmaterialização do Espírito. Para se retirarem frutos reais dessas comunicações, preciso é que elas sejam regulares e continuadas com perseverança. Os Espíritos sérios se ligam aos que desejam instruir-se e lhes secundam os esforços, deixando aos Espíritos levianos a tarefa de divertirem os que em tais manifestações só vêem passageira distração. Unicamente pela regularidade e freqüência daquelas comunicações se pode apreciar o valor moral e intelectual dos Espíritos que as dão e a confiança que eles merecem. Se, para julgar os homens, se necessita de experiência, muito mais ainda é esta necessária, para se julgarem os Espíritos.

Qualificando de instrutivas as comunicações, supomo-las verdadeiras, pois o que não for verdadeiro não pode ser instrutivo, ainda que dito na mais imponente linguagem. Nessa categoria, não podemos, conseguintemente, incluir certos ensinos que de sério apenas têm a forma, muitas vezes empolada e enfática, com que os Espíritos que os ditam, mais presunçosos do que instruídos, contam iludir os que os recebem. Mas, não podendo suprir a substância que lhes falta, são incapazes de sustentar por muito tempo o papel que procuram desempenhar. A breve trecho, traem-se, pondo a nu a sua fraqueza, desde que alguma seqüência tenham os seus ditados, ou que eles sejam levados aos seus últimos redutos.

138. São variadíssimos os meios de comunicação. Atuando sobre os nossos órgãos e sobre todos os nossos sentidos, podem os Espíritos manifestar-se à nossa visão, por meio das aparições; ao nosso tato, por impressões tangíveis, visíveis ou ocultas; à audição pelos ruídos; ao olfato por meio de odores sem causa conhecida. Este último modo de manifestação, se bem muito real, é, incontestavelmente, o mais incerto, pelas múltiplas causas que podem induzir em erro. Daí o nos não demorarmos em tratar dele. O que devemos examinar com cuidado são os diversos meios de se obterem comunicações, isto é, uma permuta regular e continuada de pensamentos. Esses meios são: as pancadas, a palavra e a escrita. Estudá-los-emos em capítulos especiais.



1 João, 4: 1.
“Amados, não creiais em todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo”.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Marcos W. Silva em 01 de Março de 2013, 14:37
Que bom Moises! Excelente a escolha do tema! Bom estudo para todos nós. :)

Abracos.

 
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Março de 2013, 14:43
Dando inicio aos estudos
 Envolvidos a este tema  tão amplo, que envolve  práticas de exigentes observações, tais como; 
diálogo , discernimento, educação, entendimento, envolvimento, objetividade, aprendizado
e muito mais.
Proponho aos colegas de Fórum  uma pergunta inicial.

Diante da nossa fé e da nossa convicção ante os ensinos espíritas, estamos prontos para receber e vislumbrar o novo ou ainda careceremos de outros incentivos?
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Mourarego em 01 de Março de 2013, 14:43
Vou na mesma opinião do mano Marcos.
Este tema tem por condão, nos explicar não apenas sobre a natureza das comunicações, já que sugere também a natureza da moral do médium e por extensão daqueles que os procuram.
Abraços,
Moura
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Mourarego em 01 de Março de 2013, 14:49
A resposta mais convincente para mim é "Depende do que se tenha por novo", explico:
Se o novo nos chega pela DE, a resposta será sempre sim já que os Espíritos Superiores, que são os únicos a poderem, lavantar o véu da ignorância como matéria doputrinária, só nos trazem o que estamos aptos a entender e compreender.
Se este "novo" se refere às coisas do mundo que nos cerca irá depender de nossas aquisições intelectuais econhecimento da matéria em que tal "novo" esteja inserido.
Voltando à lide Espírita, esclareçoq ue não é pooirque os Espíritos Superiores só digam aquilo que se esteja apto a conhecer e entender que tal entendimento nos seja simples de apreender, já que vivemos envoltos em concepções que ainda são muito mais tendentes à grosseria da matéria que nos envolve, do que já estejamos mais libertos das concepções que nossa classe espiritual tenha com fatores a serem, resolvidos pelo nosso trabalho.
Abraços,
Moura
Dando inicio aos estudos
 Envolvidos a este tema  tão amplo, que envolve  práticas de exigentes observações, tais como; 
diálogo , discernimento, educação, entendimento, envolvimento, objetividade, aprendizado
e muito mais.
Proponho aos colegas de Fórum  uma pergunta inicial.

Diante da nossa fé e da nossa convicção ante os ensinos espíritas, estamos prontos para receber e vislumbrar o novo ou ainda careceremos de outros incentivos?

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Março de 2013, 14:51
Que bom Moises! Excelente a escolha do tema! Bom estudo para todos nós. :)

Abracos.

 

Legal Marcos

Vamos nessa.

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Março de 2013, 14:54
Vou na mesma opinião do mano Marcos.
Este tema tem por condão, nos explicar não apenas sobre a natureza das comunicações, já que sugere também a natureza da moral do médium e por extensão daqueles que os procuram.
Abraços,
Moura

Valeu Moura

bela observação
sempre atento como sempre.

Que possamos nestes estudos
abrir possibilidades de esclarecimento...
para que o medo
como pode ocorrer com todos nós referente mesmo ao conhecimento
cada vez mais possa ser substituído por estes nobres aprendizado

abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Março de 2013, 14:58
A resposta mais convincente para mim é "Depende do que se tenha por novo", explico:
Se o novo nos chega pela DE, a resposta será sempre sim já que os Espíritos Superiores, que são os únicos a poderem, lavantar o véu da ignorância como matéria doputrinária, só nos trazem o que estamos aptos a entender e compreender.
Se este "novo" se refere às coisas do mundo que nos cerca irá depender de nossas aquisições intelectuais econhecimento da matéria em que tal "novo" esteja inserido.
Voltando à lide Espírita, esclareçoq ue não é pooirque os Espíritos Superiores só digam aquilo que se esteja apto a conhecer e entender que tal entendimento nos seja simples de apreender, já que vivemos envoltos em concepções que ainda são muito mais tendentes à grosseria da matéria que nos envolve, do que já estejamos mais libertos das concepções que nossa classe espiritual tenha com fatores a serem, resolvidos pelo nosso trabalho.
Abraços,
Moura
Dando inicio aos estudos
 Envolvidos a este tema  tão amplo, que envolve  práticas de exigentes observações, tais como; 
diálogo , discernimento, educação, entendimento, envolvimento, objetividade, aprendizado
e muito mais.
Proponho aos colegas de Fórum  uma pergunta inicial.

Diante da nossa fé e da nossa convicção ante os ensinos espíritas, estamos prontos para receber e vislumbrar o novo ou ainda careceremos de outros incentivos?


Isso mesmo
a nossa situação corresponde e muito
tanto dentro de uma questão particular e ou intíma
como dentro de uma questão coletiva...
para que possamos compreender este novo para nós ou para o grupo,
isso se novo for.

Valeu.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Mourarego em 01 de Março de 2013, 16:14
Vou tentar dar um exemplo clássico da natuireza das comunicações, tomando para isso da psicografia.
Por certo só um médium dotado desta faculdade medianímica possa exercer esta função, mas mesmo estes, a começo só recebem, no mais das vezes rabiscos ou coisas disformes.
Com o tempo e o treinamento, burila-se o médium posto que a qualidade psicográfica ele a tem desde sempre e em sua totalidade.
Sendo asism, deicai de verdade a afirmação de treinamento da mediunidade, pois que se trata exclusivamente de treinar-se aquilo que já se tem ou seja, a qualidade psicográfica que o médium já a tem.
É este quem tem de treinar e diz OLM, se ao cabo de inúmeras tentativas nada for obtido melhor que se a deixe de lado, pois seguir nesse treinamento é perda de tempo.
Porém com vemos nas páginas ditas espíritas abundam este tipo de psicografias, que as chamo de "pepsicografias",muitas delas contendo apenas as aferições do dito "médium" e todas de fator puramente anímico visto o alto grau de desconhecimento quer moral quer intelectual que contenham.
Neste exemplo já se incluem não só a parte puramente da faculdade mas também e bem descrita  aposição do saber espírita que tal "médium" tenha adquirido da DE o que demonstra também a sua qualidade espiritual.
Abraços,
Moura
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Amós Ribeiro em 01 de Março de 2013, 17:05


Olá pessoal,

Segundo o que o amigo Moisés postou:

São variadíssimos os meios de comunicação. Atuando sobre os nossos órgãos e sobre todos os nossos sentidos, podem os Espíritos manifestar-se à nossa visão, por meio das aparições; ao nosso tato, por impressões tangíveis, visíveis ou ocultas; à audição pelos ruídos; ao olfato por meio de odores sem causa conhecida. Este último modo de manifestação, se bem muito real, é, incontestavelmente, o mais incerto, pelas múltiplas causas que podem induzir em erro. Daí o nos não demorarmos em tratar dele. O que devemos examinar com cuidado são os diversos meios de se obterem comunicações, isto é, uma permuta regular e continuada de pensamentos. Esses meios são: as pancadas, a palavra e a escrita. Estudá-los-emos em capítulos especiais.
                                                                                                                 [/u

O OLE tabém também diz; O Espírito não é, pois, um ser abstrato, indefinido, só possível de conceber-se pelo pensamento. É um ser real, circunscrito, que, em certo casos, se torna apreciável pela vista, pelo ouvido e pelo tato.

Abraços.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Victor Passos em 01 de Março de 2013, 19:51
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos

 Amigo Moisés:
Citar
Que possamos nestes estudos
abrir possibilidades de esclarecimento...
para que o medo
como pode ocorrer com todos nós referente mesmo ao conhecimento
cada vez mais possa ser substituído por estes nobres aprendizado

A questão do novo é relativa, pois depende daquilo que a personalidade ,entende na logica de valores pela mesma. Aquilo que se possa chamar , pode ser visto por outro como algo obtuso, por isso os angulos do pensamento são dispersos e nesse caso, não existira uma concepção real da verdade absoluta.

Amigo Moura, penso que algo importante devemos falar antes de desbloquear a questão da comunicação, mas a propriedade sempre exigente da disciplina, da ligação inerente á proteção de quem se permite a a praticar. Ante os imperativos da responsabilidade moral, todo fenômeno é secundário.
 A cuidado também da lembrança , das confusões daqueles que tudo escrevem, mas que apenas deambulam ,pelo seu personalismo,e depois dizem que são os espiritos, e aparecem para eles as verdades mais absoletas...e dispares da Doutrina.E para esses;

"Irmãos, não sejais meninos no entendimento. Paulo. (I CORÍNTIOS, 14:20.)

Quanto à psicografia;

PSICOGRAFIA

( ... ) a transmissão do pensamento do Espírito, mediante a escrita feita com a mão do médium. (Ref.110, P.2, cap.12, it.146, p.192)

( ... ) É a escrita psíquica. O Espírito se manifesta escrevendo a sua mensagem, e a manifestação é tanto mais perfeita quando menos consciente é o médium. (Ref.089, Dos fenômenos subjetivos, p.280)


Psicografia Indireta

Chamamos psicografia indireta à escrita assim obtida [com o auxílio de cesta-pião, cesta de bico, mesa pequenina, prancheta, etc.]. em contraposição à psicografia direta ou manual, obtida pelo próprio médium. ( ... ) (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.13, it.157, p.201)

( ... ) a escrita obtida com um lápis adaptado a um objeto qualquer que lhe serve de suporte. ( ... ) (Além do inconsciente, cap.3, p.171)

PSICÓGRAFO AUTOMÁTICO

( ... ) Diz-se automático o psicógrafo que ignora totalmente o que a própria mão escreve ( ... ). (Além do inconsciente, cap.3, p.130)


PSICÓGRAFO SEMI-AUTOMÁTICO

( ... ) aquele que tem consciência da mensagem, apesar da assinalada autonomia do membro superior. ( ... ) (Além do inconsciente, cap.3, p.130)

Paz em vossos corações , bom estudo Moises

Victor Passos

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Marcos W. Silva em 01 de Março de 2013, 22:38
Dando inicio aos estudos
 Envolvidos a este tema  tão amplo, que envolve  práticas de exigentes observações, tais como; 
diálogo , discernimento, educação, entendimento, envolvimento, objetividade, aprendizado
e muito mais.
Proponho aos colegas de Fórum  uma pergunta inicial.

Diante da nossa fé e da nossa convicção ante os ensinos espíritas, estamos prontos para receber e vislumbrar o novo ou ainda careceremos de outros incentivos?


Olá Moises, penso que recebemos o incentivo a todo instante, porém somos um tanto casca grossa para entendê-los e atendê-los. Falta, talvez, a sensibilidade.

Certa feita, confeccionávamos cestas básicas para um número X de famílias, e na hora surgiu um número Y, e o material não daria. Tivemos a ideia de dividir ao meio cada cesta, dobrando assim o número para que cada um recebesse, ao menos, um pouco. Na correria, somente eu e um amigo fomos fazendo o servico quando ele argumentou; "não conseguiremos... é muito, não vai dar tempo", foi nesse momento que tive uma estranha sensacão e respondi; "fica tranquilo, vai dar tudo certo, afinal é apertado que o carro canta", rimos da situacão. E realmente ao final tudo deu certo.

Hoje sei que essa expressão "é apertado que o carro canta", é um dizer antigo das pessoas que gostavam do som peculiar do carro de boi. Naquela ocasião eu não sabia disso. Quanto mais alto o "gemido" do carro mais agradável ao seu dono. Mas, para obter tal efeito o conjunto eixo(cantadeira) e roda tinham de estar bem apertados.

Para nós, eu e o amigo do acontecido, foi um incentivo mostrando-nos que mesmo em dificuldade se pode realizar boas coisas. Mesmo em um curto espaco de tempo.

Abracos.





Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Março de 2013, 23:37
Vou tentar dar um exemplo clássico da natuireza das comunicações, tomando para isso da psicografia.
Por certo só um médium dotado desta faculdade medianímica possa exercer esta função, mas mesmo estes, a começo só recebem, no mais das vezes rabiscos ou coisas disformes.
Com o tempo e o treinamento, burila-se o médium posto que a qualidade psicográfica ele a tem desde sempre e em sua totalidade.
Sendo asism, deicai de verdade a afirmação de treinamento da mediunidade, pois que se trata exclusivamente de treinar-se aquilo que já se tem ou seja, a qualidade psicográfica que o médium já a tem.
É este quem tem de treinar e diz OLM, se ao cabo de inúmeras tentativas nada for obtido melhor que se a deixe de lado, pois seguir nesse treinamento é perda de tempo.
Porém com vemos nas páginas ditas espíritas abundam este tipo de psicografias, que as chamo de "pepsicografias",muitas delas contendo apenas as aferições do dito "médium" e todas de fator puramente anímico visto o alto grau de desconhecimento quer moral quer intelectual que contenham.
Neste exemplo já se incluem não só a parte puramente da faculdade mas também e bem descrita  aposição do saber espírita que tal "médium" tenha adquirido da DE o que demonstra também a sua qualidade espiritual.
Abraços,
Moura


Moura
Válida sua colocação

bem na verdade entendo que o dom o médium possui
mas ainda assim  o médium também buscará a boa habilidade para lidar com o seu p´roprio dom, ou melhor, faculdade...

Creio eu ainda que agora
,não que estejamos dispensando o Médium
mas o tema suger-nos que
perante as possibilidades das comunicações
compete-nos agora acnçar o conteúdo do produto final
que é a própria comunicação...

para com isso identificarmos o "sujeito"

Minha maneira de ver.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 01 de Março de 2013, 23:55


Olá pessoal,

Segundo o que o amigo Moisés postou:

São variadíssimos os meios de comunicação. Atuando sobre os nossos órgãos e sobre todos os nossos sentidos, podem os Espíritos manifestar-se à nossa visão, por meio das aparições; ao nosso tato, por impressões tangíveis, visíveis ou ocultas; à audição pelos ruídos; ao olfato por meio de odores sem causa conhecida. Este último modo de manifestação, se bem muito real, é, incontestavelmente, o mais incerto, pelas múltiplas causas que podem induzir em erro. Daí o nos não demorarmos em tratar dele. O que devemos examinar com cuidado são os diversos meios de se obterem comunicações, isto é, uma permuta regular e continuada de pensamentos. Esses meios são: as pancadas, a palavra e a escrita. Estudá-los-emos em capítulos especiais.
                                                                                                                 [/u

O OLE tabém também diz; O Espírito não é, pois, um ser abstrato, indefinido, só possível de conceber-se pelo pensamento. É um ser real, circunscrito, que, em certo casos, se torna apreciável pela vista, pelo ouvido e pelo tato.

Abraços.

Boa observação do texto

mas agora já somos iniciados
num sistema
e precisamos saber também s o aderimos com segurança.
...

pelo visto
o visto
são as comunicações

É este enfoque que Kardec aborda
e aborda esta questão
com o nome de natureza.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Felipa em 02 de Março de 2013, 00:03
Olá a todos .
 Parabéns Moisés pelo tema escolhido e bom estudo a todos nós.

Estudar O Livro dos Médiuns é algo extremamente fascinante, principalmente quando o fazemos de maneira séria e metódica, buscando aprofundar cada ensinamento e fazendo correlação com o que encontramos nas demais obras que formam a estrutura base do Espiritismo.

O capítulo X da Segunda Parte é um destes que deve ser lido e relido sempre, pois nos trazem excelentes informações acerca não só da natureza das comunicações, mas da importância de sua análise, comparação e pesquisa, para posterior aceitação.

Neste capítulo Kardec se põe a observar “que todo efeito que revela na sua causa um ato de vontade livre, por insignificante que seja, denuncia através dele uma causa inteligente”, e que desta forma, o menor movimento oferecido pelas ‘mesas girantes’ que apresentasse caráter intencional, era o suficiente para ver no fenômeno algo mais que o mero jogo de forças mecânicas, mas, de uma inteligência disposta a permutar idéias de forma regular e contínua.

É desta forma que Kardec é levado a reconhecer que as mesas, as cestas e quaisquer outros utensílios postos e, ou, inventados e colocados entre a mão do médium e o lápis eram dispensáveis. E assim, os próprios espíritos, após os estudos ‘preliminares’ se encarregaram de apresentar os meios mais rápidos e simples de aumentar o fluxo de informações entre os dois mundos, o material e o espiritual: a psicografia e a psicofonia (erroneamente chamada de ‘incorporação’).

“Mas, o que é característico, é a evidente diminuição dos médiuns de efeitos físicos, à medida que se multiplicam as comunicações inteligentes. É que, como bem disseram os Espíritos, o período da curiosidade já passou [...]”. (Viagem Espírita em 1862, impressões gerais, p. 31)

A partir daí, a maior dificuldade seria encontrar uma regra que nos permitisse avaliar o valor das informações e o seu ‘grau’ de veracidade. Kardec nos informa que se houvermos compreendido bem o que consta na Escala Espírita [O Livro dos Espíritos, item 100 e seguintes], será muito mais fácil analisar que as comunicações dos Espíritos refletem exatamente a “elevação ou inferioridade de suas idéias, seu saber ou sua ignorância, seus vícios e suas virtudes”, em suma, tudo o que toca à inteligência e moralidade dos comunicantes.

Por isso, em Obras Póstumas, ele afirmou que “um dos primeiros resultados das minhas observações foi saber que, sendo os espíritos as almas dos homens, não possuem a soberana Sabedoria, nem a soberana Ciência, e que o seu saber era limitado ao grau de adiantamento, assim como sua opinião só tinha o valor de uma opinião pessoal”. E em seguida ele encerra este período com uma noção que muitos médiuns e divulgadores espíritas da atualidade têm esquecido:“Esta verdade, reconhecida desde o princípio, preservou-me do perigo de acreditar na infalibilidade deles e livrou-me de formular teorias prematuras sobre os ditados de um ou de alguns”.

“Essa diversidade na qualidade dos Espíritos é um dos pontos mais importantes a considerar, pois explica a natureza boa ou má das comunicações que se recebem. É sobretudo em distingui-los que nos devemos empenhar”. (O Espiritismo na sua mais simples expressão, I – Dos Espíritos, p. 66)
“Procedi com os Espíritos como teria feito com os homens; considerei-os, desde o menor até o maior, como elementos de instrução e não como reveladores predestinados”. (Obras Póstumas, Segunda Parte, A minha iniciação no Espiritismo)

É importante salientar este ponto, pois parece esquecido nos dias atuais. E porque o Codificador nunca perdeu uma oportunidade de relembrar este assunto, acredito ser importante enfatizá-lo.

E é com esta regra geral que ele se propõe a dividir as comunicações em quatro categorias principais, entendendo bem que outras categorias poderiam ser acrescentadas. Cabe destacar, ainda, que à semelhança com o que foi feito na escala espírita, esta é uma estrutura didática, geral e simplificada. Agora vejamos quais são as categorias citadas por Kardec:

As comunicações grosseiras são as que contêm expressões triviais, obscenas, ignóbeis, insolentes, arrogantes e malévolas. Por ferirem a sensibilidade e o decoro só poderiam vir de espíritos de baixa classe, ainda fortemente manchados por todas as impurezas da matéria.

As comunicações frívolas são mensagens zombeteiras, maliciosas, levianas provindas de espíritos despreocupados com qualquer noção de ‘certo’ ou ‘errado’, misturando, às vezes, brincadeiras banais com duras verdades, que ferem quase sempre com justa razão. “A verdade é o que menos os preocupa, e por isso sentem um malicioso prazer em mistificar os que têm a fraqueza e às vezes a presunção de acreditar em suas palavras”.

As comunicações sérias são todas as que, revelando um fim útil, mesmo sobre assuntos particulares, são abordadas de uma forma grave e ponderada.

Entretanto, conforme esclarece o Codificador, elas não são isentas de erros. “Os Espíritos sérios não são todos esclarecidos. Há muitas coisas que eles ignoram e sobre as quais se podem enganar de boa fé. É por isso que os Espíritos verdadeiramente superiores nos recomendam sem cessar que submetamos todas as comunicações ao controle da razão e da lógica mais severa”.

É tão importante este ponto que seria um erro o deixarmos passar em branco. Muita gente se assusta quando se demonstra que os espíritos, mesmo os sérios, não sabem tudo. Outras, entretanto, acham uma heresia apontar equívocos em obras de espíritos que elas entendem como ‘superiores’. Como dissemos, esta é uma sentença importantíssima para tudo que se relacione com ‘análises das informações dos espíritos’.

Continua....
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: EsoEstudos em 02 de Março de 2013, 00:04

Amigo Moisés, belo tema!!! Tenho certeza de que será um excelente estudo.

Mesmo correndo o risco de parecer repetitivo (em relação ao estudo do mês passado), ouso colocar novamente a questão da SINTONIA...

Comunicante e medianeiro só poderão realizar uma manifestação lúcida e fiel se entre ambos houver bom nível de sintonia. E isso pressupõe tanto aptidões intelectuais como morais, a não ser para os médiuns totalmente inconscientes (raros) que, tendo pureza de alma (caso de ruralistas sem conhecimentos mas de vida reta e pensamentos saudáveis), habilitam-se aos Mestres até com mais facilidade.

Um aspecto que, se for abordado aqui, vai trazer muita, muita, mas muita polêmica --- e, sim, tem a ver com o tema --- é a dos médiuns curadores que agem no físico. No Brasil, João de Abadiânia já foi matéria até da BBC de Londres... Houve o conhecido Zé Arigó e, mais recentemente, o Edson Queiroz, Paulo James de Oliveira etc.

Qual a natureza da comunicação (de ideias) dos médiuns que assim trabalham?


Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Felipa em 02 de Março de 2013, 00:04
Continuação...


Ainda cabe ressaltar a importância de distinguir as comunicações verdadeiramente sérias das falsamente sérias. Kardec é quem explica que: “[...] nem sempre é fácil, por que é graças à gravidade da linguagem que certos espíritos presunçosos ou pseudo-sábios tentam impor as idéias mais falsas e os sistemas mais absurdos. E para se fazerem mais aceitos e se darem maior importância, eles não tem o escrúpulo de se adornar com os nomes mais respeitáveis e mesmo os mais venerados”.

Isto está completamente de acordo com esta afirmação: “[...] sabe-se também que os espíritos embusteiros não têm escrúpulos para esconder-se atrás de nomes emprestados, a fim de fazerem aceitar suas utopias” (O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo II da Introdução). E “acontece muitas vezes que os espíritos, para fazer adotar certas utopias, afetam um falso saber e tentam impô-las retirando do arsenal de palavras técnicas tudo quanto possa fascinar aquele que acredita muito facilmente. Dispõem, ainda, de um meio mais fácil, que é o de
aparentar virtudes.Arrimados nas grandes palavras: caridade, fraternidade e humildade, esperam fazer passar os mais grosseiros absurdos” (Viagem Espírita em 1862, p.163).

Entretanto, “os Espíritos verdadeiramente sábios, quando não se sentem suficientemente esclarecidos sobre uma questão, não a resolvem jamais de maneira absoluta. Declaram tratar do assunto de acordo com a sua opinião, e aconselham esperar-se a confirmação” (O Evangelho segundo o Espiritismo, Introdução, capítulo II, p. 21).

Isto tudo é tão importante que Kardec afirma ser este um dos escolhos da ciência prática, daCiência Espírita. Tanto que alguns capítulos de O Livro dos Médiuns são especialmente criados com o fim de auxiliar a superar estes escolhos: XIX, XX, XXI, XXIII, XXIV, XXV, XXVI, XXVII e o capítulo XXXI [que aborda as dissertações espíritas, sobre o Espiritismo, sobre os médiuns, sobre as sociedades espíritas (hoje, centros) e sobre as mensagens apócrifas]. Cabe, ainda, sugerir a leitura do capítulo II da introdução de O Evangelho segundo o Espiritismo, Autoridade da Doutrina Espírita por ser pertinente neste estudo. E isto para ficar somente nestas duas obras.

As comunicações instrutivas são todas as que têm por finalidade principal algum ensinamento dado pelos Espíritos sobre as Ciências, a Moral, a Filosofia, etc.

Neste ponto, a maior ou menor profundidade depende do grau de depuração do espírito e que para recebermos o auxílio de Espíritos de ordem superior devemos ser graves e circunspectos em nossos estudos, mantendo sempre um sincero desejo de se instruir perseverando nos estudos.

Kardec ainda afirma que as comunicações só podem ser instrutivas quando são verdadeiras e que somente as conseguiremos avaliar com precisão e profundidade a não ser pela regularidade e freqüência com que os seus autores se comunicam.

Entretanto, ainda alerta o prof. Rivail: “não poderíamos, pois, incluir nesta categoria certos ensinos que de sério só tem a forma, frequentemente empolada e enfática, através da qual espíritos mais presunçosos do que sábios procuram enganar”.

Contudo, ele afirma que os Espíritos com intenção de mistificar, por não conseguirem suprir o próprio vazio, seria impossível manter as aparências por muito tempo, mostrando rapidamente o seu lado fraco. Só que quem perde tempo, hoje, avaliando e questionando os espíritos? Bastou um, por um médium famoso, para afirmarem não ser mais necessário evocarmos os espíritos, quando temos um livro da Codificação [e a própria juntamente com toda a coleção da Revista Espíritacomo exemplo desta importância] com o subtítulo: “Guia dos médiuns e dos evocadores”.

Kardec sempre afirmou que devemos ser severos na análise das comunicações, em tudo buscando o aprofundamento, a lógica, a racionalidade, o fim útil e a coerência destas com os princípios que fazem parte do núcleo da Doutrina por serem verdades verificadas, nada mais que Leis Naturais, Divinas.

Como ressaltei no início, o estudo de O Livro dos Médiuns é fascinante, principalmente, quando o fazemos em conexão com todas as outras obras da codificação e Revistas Espíritas, nos permitindo alcançar um entendimento mínimo de toda esta grandiosa estrutura conceitual, filosófica, científica e moralizadora. Bem como deste capítulo, que nos auxilia, junto com os outros já citados, a podermos analisar todas as obras psicografadas ou não, de quem quer que seja e da melhor forma possível.
E disto tudo, ainda poderemos aprender que a doutrina deve caminhar como um navegante experiente, “de sonda nas mãos e consultando os ventos” (Obras Póstumas). Ou seja, nos dizeres de Herculano Pires, pela investigação humana, usando a metodologia da Ciência Espírita e a bússola que é a Codificação e consultando os espíritos, analisando, comparando, pesquisando e questionando os seus ensinos. Não de dois ou três, mas de vários.

Boas reflexões!

Bibliografia:
1. Kardec, A. O Livro dos Médiuns. Tradução da 2ª edição francesa por J. Herculano Pires. São Paulo – LAKE, 2004.
2. _____. O Evangelho segundo o Espiritismo. Tradução de J. Herculano Pires, 61ª edição. São Paulo – LAKE, 2006.
3. _____. Viagem Espírita em 1862 e outras viagens de Allan Kardec. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 1ª edição, – Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2005.
4. _____. Obras Póstumas. Tradução de João Teixeira de Paula; Revisão, introdução e notas de J. Herculano Pires, - 14ª edição – São Paulo, LAKE, 2007.
5. _____. O Espiritismo na sua expressão mais simples e outros opúsculos de Kardec. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. – 2ª edição – Rio de Janeiro - Federação Espírita Brasileira, 2007.
6. _____. O que é o Espiritismo. Tradução de Salvador Gentile, 71ª edição. Instituto de Difusão Espírita – IDE -, 2008

Artigo publicado na edição de março da Revista Internacional de Espiritismo com adaptações.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Março de 2013, 00:09
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos

 Amigo Moisés:
Citar
Que possamos nestes estudos
abrir possibilidades de esclarecimento...
para que o medo
como pode ocorrer com todos nós referente mesmo ao conhecimento
cada vez mais possa ser substituído por estes nobres aprendizado


A questão do novo é relativa, pois depende daquilo que a personalidade ,entende na logica de valores pela mesma. Aquilo que se possa chamar , pode ser visto por outro como algo obtuso, por isso os angulos do pensamento são dispersos e nesse caso, não existira uma concepção real da verdade absoluta.



"Irmãos, não sejais meninos no entendimento. Paulo. (I CORÍNTIOS, 14:20.)


Paz em vossos corações , bom estudo Moises

Victor Passos



Olá Victor Passos

Sim a questão é relativa...
relativa ao grau de cada um

Mas o entendimento está ao alcance de todos
algo necessária já está disponível
e a sociedade a qual pertencemos já nos permite uma média...
para as questões das avaliações...para o bem de todos.

Penso assim pela "carência" que temos de reconhecer o caminho certo,
o condutor certo, o valor correto...(paralelos que nos levam a verdade)..

avancemos
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Março de 2013, 00:17
Dando inicio aos estudos
 Envolvidos a este tema  tão amplo, que envolve  práticas de exigentes observações, tais como; 
diálogo , discernimento, educação, entendimento, envolvimento, objetividade, aprendizado
e muito mais.
Proponho aos colegas de Fórum  uma pergunta inicial.

Diante da nossa fé e da nossa convicção ante os ensinos espíritas, estamos prontos para receber e vislumbrar o novo ou ainda careceremos de outros incentivos?


Olá Moises, penso que recebemos o incentivo a todo instante, porém somos um tanto casca grossa para entendê-los e atendê-los. Falta, talvez, a sensibilidade.

Certa feita, confeccionávamos cestas básicas para um número X de famílias, e na hora surgiu um número Y, e o material não daria. Tivemos a ideia de dividir ao meio cada cesta, dobrando assim o número para que cada um recebesse, ao menos, um pouco. Na correria, somente eu e um amigo fomos fazendo o servico quando ele argumentou; "não conseguiremos... é muito, não vai dar tempo", foi nesse momento que tive uma estranha sensacão e respondi; "fica tranquilo, vai dar tudo certo, afinal é apertado que o carro canta", rimos da situacão. E realmente ao final tudo deu certo.

Hoje sei que essa expressão "é apertado que o carro canta", é um dizer antigo das pessoas que gostavam do som peculiar do carro de boi. Naquela ocasião eu não sabia disso. Quanto mais alto o "gemido" do carro mais agradável ao seu dono. Mas, para obter tal efeito o conjunto eixo(cantadeira) e roda tinham de estar bem apertados.

Para nós, eu e o amigo do acontecido, foi um incentivo mostrando-nos que mesmo em dificuldade se pode realizar boas coisas. Mesmo em um curto espaco de tempo.

Abracos.



valeu Marcos

Bom testemunho
se assim posso dizer

eis ai não apenas um diálogo
mas uma ação comum dos esíritos
a  sutileza que colabora sem
interferir

estão juntos , participam juntos
solucionam juntos.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Março de 2013, 00:41
Olá a todos .
 Parabéns Moisés pelo tema escolhido e bom estudo a todos nós.

Estudar O Livro dos Médiuns é algo extremamente fascinante, principalmente quando o fazemos de maneira séria e metódica, buscando aprofundar cada ensinamento e fazendo correlação com o que encontramos nas demais obras que formam a estrutura base do Espiritismo.


Olá Maria

valeu pelo texto
e pelo conteúdo

importantes palavras estas suas

valeu mesmo

Vou apenas opinar naquilo que entedni ser sua opinião, mas apenas com carater reflexivo
que não passa de ser também a minha opinião;

Citar

. E assim, os próprios espíritos, após os estudos ‘preliminares’ se encarregaram de apresentar os meios mais rápidos e simples de aumentar o fluxo de informações entre os dois mundos, o material e o espiritual: a psicografia e a psicofonia (erroneamente chamada de ‘incorporação’).


para tal vou apelar para o modos psicologia
e
aasociar a palavra incorporação a qual eu aceito e não a vejo errada
esta outra empatia
e espero que entenda o meu ponto de vista

Significado de Empatia
 
s.f. Competência emocional para depreender o significado de um objeto, geralmente, um quadro, uma pintura etc.
Faculdade para idealizar ou traçar a personalidade de alguém, projetando-a num dado objeto, de maneira que tal objeto pareça estar indissociável dela.
Aptidão para se identificar com o outro, sentindo o que ele sente, desejando o que ele deseja, aprendendo da maneira como ele aprende etc.
Psicologia. Ação de identificação de um sujeito com outro; quando alguém, através de suas próprias especulações ou sensações, se coloca no lugar de outra pessoa e tenta entendê-la.
Sociologia. Compreensão do eu social a partir de três recursos: enxergar-se de acordo com a opinião de outrem; enxergar os outros de acordo com a opinião de outrem; enxergar os outros de acordo com a opinião
...........

Para isso aprofundemos mais na importãncia da mediunidade e do médium...
para o resultado do estudo proposto;

A comunicabilidadee a sua natureza
Abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Março de 2013, 00:56

Amigo Moisés, belo tema!!! Tenho certeza de que será um excelente estudo.

Mesmo correndo o risco de parecer repetitivo (em relação ao estudo do mês passado), ouso colocar novamente a questão da SINTONIA...

Comunicante e medianeiro só poderão realizar uma manifestação lúcida e fiel se entre ambos houver bom nível de sintonia. E isso pressupõe tanto aptidões intelectuais como morais, a não ser para os médiuns totalmente inconscientes (raros) que, tendo pureza de alma (caso de ruralistas sem conhecimentos mas de vida reta e pensamentos saudáveis), habilitam-se aos Mestres até com mais facilidade.

Um aspecto que, se for abordado aqui, vai trazer muita, muita, mas muita polêmica --- e, sim, tem a ver com o tema --- é a dos médiuns curadores que agem no físico. No Brasil, João de Abadiânia já foi matéria até da BBC de Londres... Houve o conhecido Zé Arigó e, mais recentemente, o Edson Queiroz, Paulo James de Oliveira etc.

Qual a natureza da comunicação (de ideias) dos médiuns que assim trabalham?




Olá Eso

Não vejo como probabilidae para polêmicas
estas suas referências acima.

Creio eu que no próprio OLM
e isso se me lembro bem
digo que nEle
há uma citação das afinidades raras
nas questões dos fluídos
entre encarnado e desencarnado.
quero dizer
tem que ser aquele espírito...mais ... aquele médium...igual há...( coisas acontecem ! )

Logo abre-se ai a possibilidade
de que a  palavra "comunicação" pode estender-se
para compatibilidade, realização...

Como você mesmo colocou no inicio com suas palavras.

Quanto aos processos que realizam a cura para participar de suas questões

Com tais afinidades de dificil encontro
se encontrando
digo ainda
que,
 cura quem sabe.
e o faz se entende que deve.

neste aspecto de comunicação
pois esta ação sempre nos querem dizer algo
a "Comunicação"
 também responde ao comprometimento
que na observação mais profunda
revela-nos a natureza da mesma
e o próprio carater do objetivo...

Como o Marcos citou acima
" "fica tranquilo, vai dar tudo certo, afinal é apertado que o carro canta",

Valeu camarada

abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Kazaoka em 02 de Março de 2013, 13:08

Diante da nossa fé e da nossa convicção ante os ensinos espíritas, estamos prontos para receber e vislumbrar o novo ou ainda careceremos de outros incentivos?


Entendo que a nossa preocupação com relação ao que perguntas, a resposta dever ser a de buscarmos estar preparados para quando o que chamamos de "novo" chegar para nós.
Tudo que nos afigura como "novo" vem para provar a solidez de nossas convicções fundamentadas naquilo que consideramos como verdades ou provar a nossa capacidade de aplicar em nós mesmos a virtude da humildade e da abnegação tão necessários para o nosso curvamento diante de fatos que derrogam nossas pré concepções.
Então, não estamos prontos mas devemos procurar estarmos preparados.

Ah! Ia me esquecendo. Boa sorte Moisés, na condução deste estudo e parabéns por ter abordado este tema do O Livro dos Médiuns que, apesar de ser a segunda obra da codificação e a que contém os ensinamentos elementares para aqueles que desenvolvem tarefas medianímicas é uma das menos estudadas.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Amós Ribeiro em 02 de Março de 2013, 13:11
  Bom dia a todos,


Gostaria de ser  esclarecido em  uma pequena duvida?

 OLE:  O Espírito (e isto constitui nova circunstância
digna de nota) indicou outro. Foi um desses seres invisíveis
quem aconselhou a adaptação de um lápis a uma cesta ou
a outro objeto. Colocada em cima de uma folha de papel, a
cesta é posta em movimento pela mesma potência oculta
que move as mesas; mas, em vez de um simples movimento
regular, o lápis traça por si mesmo caracteres formando
palavras, frases, dissertações de muitas páginas sobre as
mais altas questões de filosofia, de moral, de metafísica, de
psicologia, etc., e com tanta rapidez quanta se se escrevesse com a mão.
_________________________

Se um espirito tem influencia direta sobre a matéria, Porque eles se comunicam através de médios?
Ou será que alguns não tem a capacidade de exercer estas influencia?


Acredito que seria muito mais convincente(Mais ainda para os céticos) vermos os espíritos se comunicado independentes de médios, Como demostra OLE; "O lápis traça por si mesmo caracteres".

Abraços e paz para todos.

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Felipa em 02 de Março de 2013, 13:27

Sobre mensagens de espíritos familiares

A Doutrina Espírita, através de estudos experimentais, esclareceu a respeito da comunicabilidade entre o Mundo Material e o Mundo Espiritual, elucidando o quanto este fenômeno é comum e natural, demonstrando que o intercâmbio sempre aconteceu, em todas as épocas da humanidade e em todas as civilizações.

À época da Codificação, a evocação de Espíritos era uma prática muito frequente, sendo utilizada por Allan Kardec para estudos diversos. Em algumas oportunidades, antigos membros da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas foram evocados e relataram sua situação no além-túmulo.
É bem verdade que diante da dor causada pela desencarnação de um ente querido, os Espíritos separados - encarnados e desencarnados - sentem saudade e a necessidade do reencontro, o que é plenamente possível.
Vejamos valiosa lição deixada por Chico Xavier neste sentido: Quando o seu trabalho de psicografia estava no auge, ele recebia inúmeros pedidos de parentes para receber mensagens dos entes queridos desencarnados. Chico, na sua humilde sabedoria, sempre evitou levar nomes para serem evocados para este fim e se justificava dizendo: “o telefone toca de lá para cá”.
No atual contexto do movimento espírita, a evocação dos espíritos está quase totalmente esquecida, dando-se preferência às manifestações espontâneas. Kardec informa, no capítulo XXV do Livro dos Médiuns, que devemos usar “as duas maneiras de agir” (evocações e espontaneidade), pois as duas “têm suas vantagens e só haveria inconveniente na exclusão de uma delas.”
No Livro dos Espíritos, a questão 935 explora este assunto. Na época, muitos consideravam que as comunicações de além-túmulo eram profanação. Os Espíritos da Codificação esclarecem que não há profanação nestas mensagens, desde que “haja recolhimento e quando a evocação seja praticada respeitosa e convenientemente.” Para reforçar esta opinião, os respondentes lembram dos Espíritos que acodem com prazer ao nosso chamado. Sentem-se felizes quando nos lembramos deles e por se comunicarem conosco.
Certamente este tipo de comunicação só deve ser praticada por grupos experientes, que tratam a questão com a seriedade devida. Caso contrário, permanecerão sob jugo de Espíritos enganadores e brincalhões, que existem por toda parte.
A Doutrina Espírita nos ensina que a possibilidade de comunicação vai depender da situação em que o Espírito se encontre. Alguns estão em estado de perturbação que não os permitem se comunicar, enquanto outros podem estar cumprindo tarefas importantes que os impedem de fazerem contato. Por isso devemos ter muita paciência e compreensão e aguardar o momento propício para que a comunicação aconteça. Os Espíritos que são desprendidos da matéria desde a vida terrena, tomam consciência de que estão fazendo parte da vida espírita bem cedo, porém aqueles que viveram preocupados apenas com seu lado material permanecem no estado de ignorância por longo tempo.
Emmanuel foi um grande defensor da espontaneidade em todas as comunicações com o invisível. Recomenda que o espírita-cristão deve encontrar na sua fé o mais alto recurso de cessação do egoísmo humano, ponderando quanto à necessidade de repouso daqueles a quem amou, esperando a sua palavra direta quando e como julguem os mentores espirituais conveniente e oportuno. Devemos pedir sem exigir, orar sem reclamar, observar sem pressa, considerando que a esfera espiritual nos conhece os méritos e retribuirá os nossos esforços de acordo com a necessidade de nossa posição evolutiva e segundo o merecimento de nosso coração.
Portanto, por todos estes fatores, embora seja possível se comunicar com entes queridos que já partiram, é importante que procuremos uma Casa Espírita onde os dirigentes sejam pessoas idôneas. Mesmo assim, é mais prudente tomarmos muito cuidado com as comunicações de parentes desencarnados, pois na maioria das vezes não há como identificar se ela é autêntica, principalmente se é dada por médiuns sem preparo para a tarefa. Frequentemente, Espíritos enganadores estão ligados a estes médiuns, brincando com a dor alheia ou então estimulando o ego do médium, emprestando a este uma importância que não tem.
No mais, lembremos que existe um meio muito comum de comunicação entre os dois planos da vida: através dos sonhos. Durante a emancipação provocada pelo sono, o Espírito encarnado tem ampliada sua sensibilidade e seus sentidos, podendo se encontrar e manter diálogos com os Espíritos desencarnados de sua afeição.

Edição de texto retirado do site OSGEFIC
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Mourarego em 02 de Março de 2013, 14:28
Há uma colocação do codificador, ao tempo das cestas escreventes, que demonstra que ele e alguns outros já conheciam  mesmo naquele tempo, algumas experiências feitos com a psicografia e mesmo com a escrita em ardósia. O tema não era de conhecimento geral pois a maioria apenas se apegava às mesas girantes e a meu ver, é exatamente em cima disso que o Espírios deu a eles a idéia de acondicionar o lapis a frente da cesta.
O porque é de simples descoberta, tal fato  mostraria aos que vissem a manifestação, que a cesta, tal como o braço e a mão seria apenas apendices dos quais os Espíritos também poderiam  se utilizar.
Tanto que o fizeram logo depois.
abraços,
Moura
  Bom dia a todos,


Gostaria de ser  esclarecido em  uma pequena duvida?

 OLE:  O Espírito (e isto constitui nova circunstância
digna de nota) indicou outro. Foi um desses seres invisíveis
quem aconselhou a adaptação de um lápis a uma cesta ou
a outro objeto. Colocada em cima de uma folha de papel, a
cesta é posta em movimento pela mesma potência oculta
que move as mesas; mas, em vez de um simples movimento
regular, o lápis traça por si mesmo caracteres formando
palavras, frases, dissertações de muitas páginas sobre as
mais altas questões de filosofia, de moral, de metafísica, de
psicologia, etc., e com tanta rapidez quanta se se escrevesse com a mão.
_________________________

Se um espirito tem influencia direta sobre a matéria, Porque eles se comunicam através de médios?
Ou será que alguns não tem a capacidade de exercer estas influencia?


Acredito que seria muito mais convincente(Mais ainda para os céticos) vermos os espíritos se comunicado independentes de médios, Como demostra OLE; "O lápis traça por si mesmo caracteres".

Abraços e paz para todos.


Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Marcos Vinícius Carvalho em 02 de Março de 2013, 15:19
Muito bom tratar sobre este tema! Ele nos coloca a olhar o nosso intimo e buscar uma reforma, para que possamos receber comunicaçoes de espiritos superiores e saber destinguir do bom e do mal. E tbm iremos nos melhorar buscando a reforma intima que tanto precisamos.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: AngelicaGeraes em 02 de Março de 2013, 15:57
Olá sou nova no fórum e achei um tema muito importante a ser estudado.

Vou deixar um texto para irmos um pouco a além nos conceitos sobre a mediunidade e o desenvolver dela.
Espero tem contribuído um pouco com os estudos.

Afloramento da Mediunidade

1. Qual a procedência, a origem da Mediunidade?

No complexo mecanismo da consciência humana, a paranormalidade
desabrocha, alargando horizontes da percepção em torno das realidades profundas do
ser e da vida.
A mediunidade, que vige latente no organismo humano, aprimora-se com o
contributo da consciência de responsabilidade e mediante a atenção que o exercício da sua
função bem direcionada lhe conceda.
Faculdade da consciência superior ou Espírito imortal, reveste-se dos órgãos
físicos que lhe exteriorizamos fenômenos no mundo das manifestações concretas.

2. O afloramento da mediunidade tem época para acontecer?

Espontânea, surge em qualquer idade, posição social, denominação religiosa ou
cepticismo no qual se encontre o indivíduo.
Normalmente chama a atenção pelos fenômenos insólitos de que se faz
portadora, produzindo efeitos físicos e intelectuais, bem como manifestações na área
visual, auditiva, apresentando-se com gama variada conforme as diversas expressões
intelectuais, materiais e subjetivas que se exteriorizam no dia-a-dia de todos os seres
humanos.

3. De que modo a faculdade se manifesta?

Explodindo com relativa violência em determinados indivíduos, graças a cuja
manifestação surgem perturbações de vária ordem, noutros aparece sutilmente,
favorecendo a penetração em mais amplas faixas vibratórias, aquelas de onde se procede
antes do corpo e para cujo círculo se retorna depois do desgaste carnal.

4. Que outras características podem ser identificadas no afloramento mediúnico?

A princípio, surge como sensações estranhas de presenças psíquicas ou físicas
algo perturbadoras, gerandomedo ou ansiedade, inquietação ou incerteza.
Em alguns momentos, turba-se a lucidez, para, noutros, abrirem-se brechas
luminosas na mente, apercebendo-se de um outro tipo mais sutil de realidade.

5. Como deve proceder o médium nessa fase de registros de presença de seres
desencarnados?

Silencia a inquietação e penetra-te através da meditação. Ora, de início, e
ausculta a consciência. Procura desdobrar a percepção psíquica sem qualquer receio e
ouvirás palavras acalentadoras, e verás pessoas queridas acercando-se de ti.

6. Os sintomas desagradáveis que acompanham o desabrochar da mediunidade são
gerados pela faculdade?

Às vezes, quando do aparecimento da mediunidade, surgem distúrbios vários,
sejam na área orgânica, através de desequilíbrios e doenças, ou mediante inquietações
emocionais e psiquiátricas, por debilidade da sua constituição fisiopsicológica.
Não é a mediunidade que gera o distúrbio no organismo, mas a ação fluídica dos
Espíritos que favorece a distonia ou não, de acordo com a qualidade de que esta se reveste.
Por outro lado, quando a ação espiritual é salutar, uma aura de paz e de bemestar envolve o medianeiro, auxiliando-o na preservação das forças que o nutrem e
sustentam durante a existência física.
A mediunidade, em si mesma, não é boa nem é má, antes, apresenta-se em caráter
de neutralidade, ensejando ao homem utilizá-la conforme lhe aprouver, desse uso
derivando os resultados que acompanharão o medianeiro até o momento final da sua
etapa evolutiva no corpo.

7. Por que motivos o afloramento da mediunidade surge, em grande número dos casos,
sob ações obsessivas?

Como se pode avaliar, o período inicial de educação mediúnica sempre se dá sob
ações tormentosas. O médium é Espírito endividado, em si mesmo, com vasta cópia de
compromissos a resgatar, quanto a desdobrar, trazendo matrizes que facultam o
acoplamento de mentes perniciosas do Além-Túmulo, que o impelem ao trabalho de auto
burilamento, quanto ao exercício da caridade, da paciência e do amor para com os
mesmos. Além disso, em considerando os seus débitos, vincula-se aos cobradores que o não
querem perder de vista, sitiando-lhe a casa mental, afligindo-o como recurso de um campo
precioso e vasto, qual é a percepção mediúnica, tentando impedir-lhe o crescimento
espiritual, mediante o qual lograria libertar-se do jugo infeliz. Criam armadilhas, situações
difíceis, predispõem mal aquele que os sofrem, cercam-no de incompreensões, porque
vivem em diferente faixa vibratória, peculiar, diversa aos que não possuem disposições
medianímicas.
É um calvário abençoado, a fase inicial do exercício e desdobramento da
mediunidade. Outrossim, este é o meio de ampliar, desenvolver o treinamento do sensitivo,
que aprende a discernir o tom psíquico dos que o acompanham, em espírito, tomando
conhecimento das "leis dos fluidos" e armando-se de resistência para combater as "más
inclinações" que são os ímãs a atrair os que se encontram em estado de Erraticidade
inferior.

QUALIDADE NA PRÁTICA MEDIÚNICA
Projeto Manoel Philomeno de Miranda
Publicação original (2000):
Livraria Espírita Alvorada Editora
www.luzespirita.org.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5sdXplc3Bpcml0YS5vcmcuYnI=)


Abraços de Luz

Angélica Geraes
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Mourarego em 02 de Março de 2013, 16:11
Sinto algo de generalista nas afirmações do Projeto, aliás, já pude dizer isso aos tres cabeças deste trabalho, já que a pedido deles comentei, e critiquei algumas obras que eles fizeram editar.
A generalização de tema tão importante faz com que, por exemplo se possa pensar que todos os médiuns começaram atravé s de obsessão oq ue não é veradde eu mesmo não tive tal começo mesmo a mediunidade e as faculdades que possuo, tendo eclodido em minha fase de adolescene.
Outra coisa, o fato de ser médium não me dá condição, só por existir a faculdade mediúnica, que eu receba comunicações, nada disso, sendo um médium, a regra é sentirei a influência das consciências desencarnadas e só.
é necessário qualquer uma das qualidades medianímicas e no caso já estaremos falando não de mediuniddade mas sim do ajuntamento ou junção da mediunmidade com as qualidades medianímicas, ex: psicografia, e isso já faz com que o próprio termo se modifique, passando de mediunidade para medianimidade, ou seja,  o uso, da parte mediúnica com a parte medianímica que procede exatamente da qualidade que o médium possua.
Aliás, pode até o médium reter esta última e nada conseguir pois OLM nos explica sobre médiuns improdutivos aqueles que mesmo tendo uma faculdade delas nada conseguem.
Gostaria de deixar estas explicações para que o tema fosse melhor compreendido perante a obra básica.
Abraços,
Moura
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Março de 2013, 18:25

Diante da nossa fé e da nossa convicção ante os ensinos espíritas, estamos prontos para receber e vislumbrar o novo ou ainda careceremos de outros incentivos?


Entendo que a nossa preocupação com relação ao que perguntas, a resposta dever ser a de buscarmos estar preparados para quando o que chamamos de "novo" chegar para nós.
Tudo que nos afigura como "novo" vem para provar a solidez de nossas convicções fundamentadas naquilo que consideramos como verdades ou provar a nossa capacidade de aplicar em nós mesmos a virtude da humildade e da abnegação tão necessários para o nosso curvamento diante de fatos que derrogam nossas pré concepções.
Então, não estamos prontos mas devemos procurar estarmos preparados.

Ah! Ia me esquecendo. Boa sorte Moisés, na condução deste estudo e parabéns por ter abordado este tema do O Livro dos Médiuns que, apesar de ser a segunda obra da codificação e a que contém os ensinamentos elementares para aqueles que desenvolvem tarefas medianímicas é uma das menos estudadas.

Valeu Kazaoka

Gostei destas suas observações;

Tudo que nos afigura como "novo" vem para provar a solidez de nossas convicções fundamentadas naquilo que consideramos como verdades ou provar a nossa capacidade de aplicar em nós mesmos a virtude da humildade e da abnegação tão necessários para o nosso curvamento diante de fatos que derrogam nossas pré concepções.

abraços.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Março de 2013, 18:31
  Bom dia a todos,


Gostaria de ser  esclarecido em  uma pequena duvida?

 OLE:  O Espírito (e isto constitui nova circunstância
digna de nota) indicou outro. Foi um desses seres invisíveis
quem aconselhou a adaptação de um lápis a uma cesta ou
a outro objeto. Colocada em cima de uma folha de papel, a
cesta é posta em movimento pela mesma potência oculta
que move as mesas; mas, em vez de um simples movimento
regular, o lápis traça por si mesmo caracteres formando
palavras, frases, dissertações de muitas páginas sobre as
mais altas questões de filosofia, de moral, de metafísica, de
psicologia, etc., e com tanta rapidez quanta se se escrevesse com a mão.
_________________________

Se um espirito tem influencia direta sobre a matéria, Porque eles se comunicam através de médios?
Ou será que alguns não tem a capacidade de exercer estas influencia?


Acredito que seria muito mais convincente(Mais ainda para os céticos) vermos os espíritos se comunicado independentes de médios, Como demostra OLE; "O lápis traça por si mesmo caracteres".

Abraços e paz para todos.



Olá Amós

Seria convincente também para nós se,
 quem não acredita
pudessem nos provar o absurdo de nossas crenças e envolvimentos.
( aliás, muitos aderiram aos ensinos espíritas buscando esta dedicação)
Sabe
kardec explica bem
esta questão proposta por você
Além das questões do perespírito, ás questões dos fluídos
e também as questões do saber dos espíritos,e
ainda o saber aplicar.

Estamos a escrever com barro em uma superfície e um outro nos indica o gesso
também pra uma outra superfície al´me da prática do próprio aproveitamento.

Espero que eu tenha entendido a sua colocação.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: AngelicaGeraes em 02 de Março de 2013, 18:32
Boa tarde Moura

Gostaria de mais explicações sobre o que seria o seu generalizar?
Acredito que a  forma que Divaldo coloca na explicação nº 7 faz com que qualquer pessoa com afinidade, com conhecimento  na doutrina e participante da pratica de sessões mediúnicas podem ter a compreensão que nem todos os médiuns necessariamente iniciem com o processo obsessivo.
Mas  também não podemos deixa de sitar quem não  passou no inicio do afloramento da mediunidade  por um período de dificuldades, períodos de animismo e irmãos menos favorecidos nos criando armadilhas, situações controversas, duvidas que acabam por nos afastar de nossas faculdades mediúnicas.
Isso tb não seria um tipo de obsessão? Já que por muitas vezes essas influencias nos acabam afastando do comprimento da mediunidade?
Um benção que seu começo tenha sido melhor do que muitos que chegam as casas espiritas conturbados por suas duvidas e questionamentos. Questionamentos que por vezes nos casam medo, inquietação e ansiedade!
E mesma num tive tanto essa sorte mesmo nascendo em lar espirita e com uma mediunidade aflorada aos 4 anos de idade.
Achei fantástico vc dizer " fato de ser médium não me dá condição, só por existir a faculdade mediúnica, que eu receba comunicações "  lhe pergunto qual o verdadeiro fundamento da Mediunidade se não para receber comunicações ? Não compreendia essa afirmação sua, a influencia dos espíritos , o sentir.
Mesmo não sendo um adepto  da doutrina somos aptos a senti-lá, ja que 90% sendo exagerada sabemos que somos influenciaveis em todas as nossas decisões no plano terreno, recebemos intuições em tempo integral der nossos mentores só a escolha é nossa em segui-la ou não. " Orai e Vigiai"
Fiquei confusa agora (risos) perdoe a minha ignorância, a cima vc sita que  regra é sentirei a influência das consciências desencarnadas e só
Isso não nos coloca na condição de médiuns improdutivos que tendo uma faculdade e dela nada conseguir pelo fato de não utiliza-la para a pratica da caridade?

Poderia me explicar melhor?

Bjs de Luz

Angélica
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Março de 2013, 18:34
Há uma colocação do codificador, ao tempo das cestas escreventes, que demonstra que ele e alguns outros já conheciam  mesmo naquele tempo, algumas experiências feitos com a psicografia e mesmo com a escrita em ardósia. O tema não era de conhecimento geral pois a maioria apenas se apegava às mesas girantes e a meu ver, é exatamente em cima disso que o Espírios deu a eles a idéia de acondicionar o lapis a frente da cesta.
O porque é de simples descoberta, tal fato  mostraria aos que vissem a manifestação, que a cesta, tal como o braço e a mão seria apenas apendices dos quais os Espíritos também poderiam  se utilizar.
Tanto que o fizeram logo depois.
abraços,

Bem lembrado

Valeu Moura
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Marcos W. Silva em 02 de Março de 2013, 19:07
[...]
Outra coisa, o fato de ser médium não me dá condição, só por existir a faculdade mediúnica, que eu receba comunicações, nada disso, sendo um médium, a regra é sentirei a influência das consciências desencarnadas e só.
é necessário qualquer uma das qualidades medianímicas e no caso já estaremos falando não de mediuniddade mas sim do ajuntamento ou junção da mediunmidade com as qualidades medianímicas, ex: psicografia, e isso já faz com que o próprio termo se modifique, passando de mediunidade para medianimidade, ou seja,  o uso, da parte mediúnica com a parte medianímica que procede exatamente da qualidade que o médium possua.
Aliás, pode até o médium reter esta última e nada conseguir pois OLM nos explica sobre médiuns improdutivos aqueles que mesmo tendo uma faculdade delas nada conseguem.
Gostaria de deixar estas explicações para que o tema fosse melhor compreendido perante a obra básica.
Abraços,
Moura

Uma coisa é ser médium, outra coisa é possuir a faculdade medianímica. Esse comentário é muito importante para que não confundamos o processo.

Abracos.

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Março de 2013, 19:16

Sobre mensagens de espíritos familiares

A Doutrina Espírita, através de estudos experimentais, esclareceu a respeito da comunicabilidade entre o Mundo Material e o Mundo Espiritual, elucidando o quanto este fenômeno é comum e natural, demonstrando que o intercâmbio sempre aconteceu, em todas as épocas da humanidade e em todas as civilizações.

À época da Codificação, a evocação de Espíritos era uma prática muito frequente, sendo utilizada por Allan Kardec para estudos diversos. Em algumas oportunidades, antigos membros da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas foram evocados e relataram sua situação no além-túmulo.
É bem verdade que diante da dor causada pela desencarnação de um ente querido, os Espíritos separados - encarnados e desencarnados - sentem saudade e a necessidade do reencontro, o que é plenamente possível.
Vejamos valiosa lição deixada por Chico Xavier neste sentido: Quando o seu trabalho de psicografia estava no auge, ele recebia inúmeros pedidos de parentes para receber mensagens dos entes queridos desencarnados. Chico, na sua humilde sabedoria, sempre evitou levar nomes para serem evocados para este fim e se justificava dizendo: “o telefone toca de lá para cá”.
No atual contexto do movimento espírita, a evocação dos espíritos está quase totalmente esquecida, dando-se preferência às manifestações espontâneas. Kardec informa, no capítulo XXV do Livro dos Médiuns, que devemos usar “as duas maneiras de agir” (evocações e espontaneidade), pois as duas “têm suas vantagens e só haveria inconveniente na exclusão de uma delas.”
No Livro dos Espíritos, a questão 935 explora este assunto. Na época, muitos consideravam que as comunicações de além-túmulo eram profanação. Os Espíritos da Codificação esclarecem que não há profanação nestas mensagens, desde que “haja recolhimento e quando a evocação seja praticada respeitosa e convenientemente.” Para reforçar esta opinião, os respondentes lembram dos Espíritos que acodem com prazer ao nosso chamado. Sentem-se felizes quando nos lembramos deles e por se comunicarem conosco.
Certamente este tipo de comunicação só deve ser praticada por grupos experientes, que tratam a questão com a seriedade devida. Caso contrário, permanecerão sob jugo de Espíritos enganadores e brincalhões, que existem por toda parte.
A Doutrina Espírita nos ensina que a possibilidade de comunicação vai depender da situação em que o Espírito se encontre. Alguns estão em estado de perturbação que não os permitem se comunicar, enquanto outros podem estar cumprindo tarefas importantes que os impedem de fazerem contato. Por isso devemos ter muita paciência e compreensão e aguardar o momento propício para que a comunicação aconteça. Os Espíritos que são desprendidos da matéria desde a vida terrena, tomam consciência de que estão fazendo parte da vida espírita bem cedo, porém aqueles que viveram preocupados apenas com seu lado material permanecem no estado de ignorância por longo tempo.
Emmanuel foi um grande defensor da espontaneidade em todas as comunicações com o invisível. Recomenda que o espírita-cristão deve encontrar na sua fé o mais alto recurso de cessação do egoísmo humano, ponderando quanto à necessidade de repouso daqueles a quem amou, esperando a sua palavra direta quando e como julguem os mentores espirituais conveniente e oportuno. Devemos pedir sem exigir, orar sem reclamar, observar sem pressa, considerando que a esfera espiritual nos conhece os méritos e retribuirá os nossos esforços de acordo com a necessidade de nossa posição evolutiva e segundo o merecimento de nosso coração.
Portanto, por todos estes fatores, embora seja possível se comunicar com entes queridos que já partiram, é importante que procuremos uma Casa Espírita onde os dirigentes sejam pessoas idôneas. Mesmo assim, é mais prudente tomarmos muito cuidado com as comunicações de parentes desencarnados, pois na maioria das vezes não há como identificar se ela é autêntica, principalmente se é dada por médiuns sem preparo para a tarefa. Frequentemente, Espíritos enganadores estão ligados a estes médiuns, brincando com a dor alheia ou então estimulando o ego do médium, emprestando a este uma importância que não tem.
No mais, lembremos que existe um meio muito comum de comunicação entre os dois planos da vida: através dos sonhos. Durante a emancipação provocada pelo sono, o Espírito encarnado tem ampliada sua sensibilidade e seus sentidos, podendo se encontrar e manter diálogos com os Espíritos desencarnados de sua afeição.

Edição de texto retirado do site OSGEFIC


Olá Maria
excelente texto

Abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Março de 2013, 19:22
Olá sou nova no fórum e achei um tema muito importante a ser estudado.

Vou deixar um texto para irmos um pouco a além nos conceitos sobre a mediunidade e o desenvolver dela.
Espero tem contribuído um pouco com os estudos.

Afloramento da Mediunidade

1. Qual a procedência, a origem da Mediunidade?

No complexo mecanismo da consciência humana, a paranormalidade
desabrocha, alargando horizontes da percepção em torno das realidades profundas do
ser e da vida.
A mediunidade, que vige latente no organismo humano, aprimora-se com o
contributo da consciência de responsabilidade e mediante a atenção que o exercício da sua
função bem direcionada lhe conceda.
Faculdade da consciência superior ou Espírito imortal, reveste-se dos órgãos
físicos que lhe exteriorizamos fenômenos no mundo das manifestações concretas.

2. O afloramento da mediunidade tem época para acontecer?

Espontânea, surge em qualquer idade, posição social, denominação religiosa ou
cepticismo no qual se encontre o indivíduo.
Normalmente chama a atenção pelos fenômenos insólitos de que se faz
portadora, produzindo efeitos físicos e intelectuais, bem como manifestações na área
visual, auditiva, apresentando-se com gama variada conforme as diversas expressões
intelectuais, materiais e subjetivas que se exteriorizam no dia-a-dia de todos os seres
humanos.

3. De que modo a faculdade se manifesta?

Explodindo com relativa violência em determinados indivíduos, graças a cuja
manifestação surgem perturbações de vária ordem, noutros aparece sutilmente,
favorecendo a penetração em mais amplas faixas vibratórias, aquelas de onde se procede
antes do corpo e para cujo círculo se retorna depois do desgaste carnal.

4. Que outras características podem ser identificadas no afloramento mediúnico?

A princípio, surge como sensações estranhas de presenças psíquicas ou físicas
algo perturbadoras, gerandomedo ou ansiedade, inquietação ou incerteza.
Em alguns momentos, turba-se a lucidez, para, noutros, abrirem-se brechas
luminosas na mente, apercebendo-se de um outro tipo mais sutil de realidade.

5. Como deve proceder o médium nessa fase de registros de presença de seres
desencarnados?

Silencia a inquietação e penetra-te através da meditação. Ora, de início, e
ausculta a consciência. Procura desdobrar a percepção psíquica sem qualquer receio e
ouvirás palavras acalentadoras, e verás pessoas queridas acercando-se de ti.

6. Os sintomas desagradáveis que acompanham o desabrochar da mediunidade são
gerados pela faculdade?

Às vezes, quando do aparecimento da mediunidade, surgem distúrbios vários,
sejam na área orgânica, através de desequilíbrios e doenças, ou mediante inquietações
emocionais e psiquiátricas, por debilidade da sua constituição fisiopsicológica.
Não é a mediunidade que gera o distúrbio no organismo, mas a ação fluídica dos
Espíritos que favorece a distonia ou não, de acordo com a qualidade de que esta se reveste.
Por outro lado, quando a ação espiritual é salutar, uma aura de paz e de bemestar envolve o medianeiro, auxiliando-o na preservação das forças que o nutrem e
sustentam durante a existência física.
A mediunidade, em si mesma, não é boa nem é má, antes, apresenta-se em caráter
de neutralidade, ensejando ao homem utilizá-la conforme lhe aprouver, desse uso
derivando os resultados que acompanharão o medianeiro até o momento final da sua
etapa evolutiva no corpo.

7. Por que motivos o afloramento da mediunidade surge, em grande número dos casos,
sob ações obsessivas?

Como se pode avaliar, o período inicial de educação mediúnica sempre se dá sob
ações tormentosas. O médium é Espírito endividado, em si mesmo, com vasta cópia de
compromissos a resgatar, quanto a desdobrar, trazendo matrizes que facultam o
acoplamento de mentes perniciosas do Além-Túmulo, que o impelem ao trabalho de auto
burilamento, quanto ao exercício da caridade, da paciência e do amor para com os
mesmos. Além disso, em considerando os seus débitos, vincula-se aos cobradores que o não
querem perder de vista, sitiando-lhe a casa mental, afligindo-o como recurso de um campo
precioso e vasto, qual é a percepção mediúnica, tentando impedir-lhe o crescimento
espiritual, mediante o qual lograria libertar-se do jugo infeliz. Criam armadilhas, situações
difíceis, predispõem mal aquele que os sofrem, cercam-no de incompreensões, porque
vivem em diferente faixa vibratória, peculiar, diversa aos que não possuem disposições
medianímicas.
É um calvário abençoado, a fase inicial do exercício e desdobramento da
mediunidade. Outrossim, este é o meio de ampliar, desenvolver o treinamento do sensitivo,
que aprende a discernir o tom psíquico dos que o acompanham, em espírito, tomando
conhecimento das "leis dos fluidos" e armando-se de resistência para combater as "más
inclinações" que são os ímãs a atrair os que se encontram em estado de Erraticidade
inferior.

QUALIDADE NA PRÁTICA MEDIÚNICA
Projeto Manoel Philomeno de Miranda
Publicação original (2000):
Livraria Espírita Alvorada Editora
www.luzespirita.org.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5sdXplc3Bpcml0YS5vcmcuYnI=)


Abraços de Luz

Angélica Geraes


Olá Angélica
só lhe posso agradecer com belo texto de DIvaldo.
sempre instrutivo.

Por mim passei por quase todas estas enumerações.
mas valeu.

abraços.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Março de 2013, 19:26
Muito bom tratar sobre este tema! Ele nos coloca a olhar o nosso intimo e buscar uma reforma, para que possamos receber comunicaçoes de espiritos superiores e saber destinguir do bom e do mal. E tbm iremos nos melhorar buscando a reforma intima que tanto precisamos.

Sim Marcos Vinícius.
a comunicação com os mais superiores do que nós é muito válida
e importante...
pois com muita propriedade nos remete a reforma pessoal
ao nosso intimo...

Lembremo-nos também que uma vez buscando e encontrando
também seremos portadores de informes improtantes.
onde poderemos ser da nossa vez ,
benéficos transmissores de algo superior
para aqueles que pelo momento e em determinada circunstãncia
possam parecer ou se apresentarem...numa situação inferior a que nos posicionamos no momento.

Valeu.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Março de 2013, 19:38
Sinto algo de generalista nas afirmações do Projeto, aliás, já pude dizer isso aos tres cabeças deste trabalho, já que a pedido deles comentei, e critiquei algumas obras que eles fizeram editar.
A generalização de tema tão importante faz com que, por exemplo se possa pensar que todos os médiuns começaram atravé s de obsessão oq ue não é veradde eu mesmo não tive tal começo mesmo a mediunidade e as faculdades que possuo, tendo eclodido em minha fase de adolescene.
Outra coisa, o fato de ser médium não me dá condição, só por existir a faculdade mediúnica, que eu receba comunicações, nada disso, sendo um médium, a regra é sentirei a influência das consciências desencarnadas e só.
é necessário qualquer uma das qualidades medianímicas e no caso já estaremos falando não de mediuniddade mas sim do ajuntamento ou junção da mediunmidade com as qualidades medianímicas, ex: psicografia, e isso já faz com que o próprio termo se modifique, passando de mediunidade para medianimidade, ou seja,  o uso, da parte mediúnica com a parte medianímica que procede exatamente da qualidade que o médium possua.
Aliás, pode até o médium reter esta última e nada conseguir pois OLM nos explica sobre médiuns improdutivos aqueles que mesmo tendo uma faculdade delas nada conseguem.
Gostaria de deixar estas explicações para que o tema fosse melhor compreendido perante a obra básica.
Abraços,
Moura

Olá Moura
confesso que não vi uma generalização
quanto ao tema

Mas
sempre é bom alertar sobre esta questão da generalização.

Abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Março de 2013, 19:41
Boa tarde Moura

Gostaria de mais explicações sobre o que seria o seu generalizar?
Acredito que a  forma que Divaldo coloca na explicação nº 7 faz com que qualquer pessoa com afinidade, com conhecimento  na doutrina e participante da pratica de sessões mediúnicas podem ter a compreensão que nem todos os médiuns necessariamente iniciem com o processo obsessivo.
Mas  também não podemos deixa de sitar quem não  passou no inicio do afloramento da mediunidade  por um período de dificuldades, períodos de animismo e irmãos menos favorecidos nos criando armadilhas, situações controversas, duvidas que acabam por nos afastar de nossas faculdades mediúnicas.
Isso tb não seria um tipo de obsessão? Já que por muitas vezes essas influencias nos acabam afastando do comprimento da mediunidade?
Um benção que seu começo tenha sido melhor do que muitos que chegam as casas espiritas conturbados por suas duvidas e questionamentos. Questionamentos que por vezes nos casam medo, inquietação e ansiedade!
E mesma num tive tanto essa sorte mesmo nascendo em lar espirita e com uma mediunidade aflorada aos 4 anos de idade.
Achei fantástico vc dizer " fato de ser médium não me dá condição, só por existir a faculdade mediúnica, que eu receba comunicações "  lhe pergunto qual o verdadeiro fundamento da Mediunidade se não para receber comunicações ? Não compreendia essa afirmação sua, a influencia dos espíritos , o sentir.
Mesmo não sendo um adepto  da doutrina somos aptos a senti-lá, ja que 90% sendo exagerada sabemos que somos influenciaveis em todas as nossas decisões no plano terreno, recebemos intuições em tempo integral der nossos mentores só a escolha é nossa em segui-la ou não. " Orai e Vigiai"
Fiquei confusa agora (risos) perdoe a minha ignorância, a cima vc sita que  regra é sentirei a influência das consciências desencarnadas e só
Isso não nos coloca na condição de médiuns improdutivos que tendo uma faculdade e dela nada conseguir pelo fato de não utiliza-la para a pratica da caridade?

Poderia me explicar melhor?

Bjs de Luz

Angélica

Bom

pelo visto

uma atenção a esta colocação é com o Moura

mas atentemos

que o assunto é um pouquinho mais para frente...

" da natureza das comunicações "

Logo

indempendente do nosso estado
há comunicações

Abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Março de 2013, 19:49
Bom
Não nos esqueçamos

que espíritos se comunicam.
isto é fato...

e são os homens desencarnados (os falecidos)

eles mesmos
os de ontem [éramos nós]

os de hoje
são eles mesmo....Os mortos...rs.

O bom é;
termo médium cabe ser respeitado
e isso independente de sua moral.
O de comunicador também deve ser respeitado...independente da sua natureza.

pois para realizarmos uma  boa observação...aliás uma vasta observação
temos que estar envolvidos
com a nossa boa educação...
que envolve trabalho e discernimento.

abraços.

O "Novo" vem
Já cantava

Belchior
Elis Regina
....
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: lineu em 03 de Março de 2013, 00:17
Citação de: Moises
Diante da nossa fé e da nossa convicção ante os ensinos espíritas, estamos prontos para receber e vislumbrar o novo ou ainda careceremos de outros incentivos?

No aspecto intelectual, aparentemente, há prontidão.

Basta atentar às inovações tecnológicas, rápidas e cada vez mais avançadas, que ocorrem na área da telecomunicação.

Torna-se, pois, razoável prever, nessa área, para logo, a invenção de um aparelho capaz de estabelecer a comunicação entre os espíritos encarnados e desencarnados.

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: EsoEstudos em 03 de Março de 2013, 00:43

À exceção do aspecto moral (este é óbvio), quais são as diferenças entre a mediunidade e a obsessão?
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Kazaoka em 03 de Março de 2013, 00:53
A diferença é simples, a primeira é uma faculdade e a segunda é uma influência.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 03 de Março de 2013, 00:55
Citação de: Moises
Diante da nossa fé e da nossa convicção ante os ensinos espíritas, estamos prontos para receber e vislumbrar o novo ou ainda careceremos de outros incentivos?

No aspecto intelectual, aparentemente, há prontidão.

Basta atentar às inovações tecnológicas, rápidas e cada vez mais avançadas, que ocorrem na área da telecomunicação.

Torna-se, pois, razoável prever, nessa área, para logo, a invenção de um aparelho capaz de estabelecer a comunicação entre os espíritos encarnados e desencarnados.



Ta aí
uma boa observação.

........

será que teremos que estudar mais os recursos orgãnicos,
para aí transferi-los para os aparelhos?

 ! !
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Kazaoka em 03 de Março de 2013, 01:03

No aspecto intelectual, aparentemente, há prontidão.

Basta atentar às inovações tecnológicas, rápidas e cada vez mais avançadas, que ocorrem na área da telecomunicação.

Torna-se, pois, razoável prever, nessa área, para logo, a invenção de um aparelho capaz de estabelecer a comunicação entre os espíritos encarnados e desencarnados.



E o lápis e o papel ou a linguagem articulada da psicofonia já não atendem mais à demanda? Ou será que podemos substituir a palavra "demanda" por outra, a "incredulidade" que nada mais é do que a dúvida que ainda exige o palpável como prova do impalpável.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 03 de Março de 2013, 01:14

À exceção do aspecto moral (este é óbvio), quais são as diferenças entre a mediunidade e a obsessão?


Olá ESO

foi esta pergunta que entedeu mesmo fazer?

ou pretendia perguntar sobre o porque desta associação,
mediunidade e obsessão,
sempre direta e indiretamente ?
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Marcos W. Silva em 03 de Março de 2013, 01:28
Como todos somos médiuns, tendo em vista, que sofremos a influência dos Espíritos, todos podemos passar por processos obsessivos. Alguns denominam a obsessão de mediunidade doente, e erroneamente conduzem o paciente para as atividades mediúnicas (para trabalhar).

Em muitos casos em se da tratando a obsessão cessam-se as sensacões provocadas pelos Espíritos.

Abracos.



 
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 03 de Março de 2013, 02:03
Olá a todos

segue uma mensagem

em anexo
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Felipa em 03 de Março de 2013, 02:18

Pirogenia

Certa feita, a televisão mostrou, em reconstituição de imagens, a tragédia de uma família, às voltas com estranhos fenômenos.
Combustão espontânea, foi o que denominaram.
Fenômeno que acontece nas mais diversas horas do dia. Sem explicação aparente, incendeia-se o colchão, o armário, o teto, roupas no varal.
Vizinhos se mostram incrédulos e comentam que é fraude.
Se é fraude, é de questionarmos por que uma família pobre, sem recursos, colocaria fogo no pouco que possui e lhe irá fazer falta?
Fraude só tem lugar onde há vantagens. No caso em pauta só há desvantagens.
Ademais, como explicar a intranqüilidade, o desassossego, as noites mal dormidas, dado o temor que logo irrompa o fogo em algum canto da casa?
O fenômeno não é novo.
No Antigo Testamento encontramos exemplos dele. Quando o legislador hebreu Moisés cuidava do rebanho do sogro, no campo, foi surpreendido pela visão à distância de um grande clarão. Curioso, foi verificar do que se tratava. O clarão vinha de um pequeno arbusto que queimava: a sarça ardente.
Do meio das chamas, uma voz se faz ouvir. É o Espírito protetor da nação israelita, Jeová, que lhe recorda da missão de libertador do seu povo.
Mais adiante, no Sinai, quando Moisés ora para ouvir as orientações espirituais, um raio corta os céus e escreve nas pedras os Dez Mandamentos, o Decálogo.
Dois fenômenos que a Bíblia dá notícias e testifica. Espíritos do bem se servem do fenômeno mediúnico de efeitos físicos, a pirogenia, para chamar a atenção e atender o seu objetivo.
Em outros casos, são Espíritos brincalhões ou vingativos que, provocando tais efeitos, se divertem com o apuro pelo qual passam as suas vítimas.
Sempre existe um médium no local ou nas proximidades. É ele que fornece a energia, o fluido para que o Espírito, associando o seu próprio fluido, consiga realizar o que pretende. No caso, o fogo.
Conhecida a causa, fácil se torna extinguir o efeito.
Oração, vivência nobre, não temer - eis o início da libertação.
Espíritos assim infelizes, que se detêm no mal, nas tolas brincadeiras necessitam também de esclarecimento.
Precisam compreender a grande tolice que cometem. Porque quem faz mal ao outro, a si mesmo prejudica.
Nada de sobrenatural, nem de espetacular. Basta que se estude os fatos e se aplique os recursos devidos.
 
Curiosidades
 
Em junho de 1981, na Itália, o jovem André Albertini saiu de férias. Nunca mais voltou para casa.
Meses depois, alguns fenômenos curiosos começaram a acontecer. O jornal que o pai lia apareceu com uma grande mancha vermelha. Tinha a cor e aparência de sangue fresco.
Era o Espírito do filho, que fora assassinado, e principiava suas tentativas de comunicação com o pai.
Redação do Momento Espírita.
Em 19.11.2012.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: EsoEstudos em 03 de Março de 2013, 02:19

À exceção do aspecto moral (este é óbvio), quais são as diferenças entre a mediunidade e a obsessão?


Olá ESO

foi esta pergunta que entedeu mesmo fazer?

ou pretendia perguntar sobre o porque desta associação,
mediunidade e obsessão,
sempre direta e indiretamente ?


Estava me referindo ao mecanismo em si dos fenômenos. Por isso disse que o aspecto moral é óbvio.

É preciso ter sintonia entre o comunicante e o medianeiro. Na obsessão, da mesma forma, a influência só ocorre diante de sintonia entre obsessor e obsediado. Considerando que há médiuns que recebem comunicações de Espíritos de boas condições morais, como pode ocorrer desses mesmos médiuns sofrerem obsessões não percebidas? Estou partindo da premissa de que o comunicante de bom nível não é um falastrão mentiroso, um falsário, mas um efetivo Espírito orientador.

Esse é um aspecto difícil de entender do ponto de vista dos fluidos e sintonia.




Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Felipa em 03 de Março de 2013, 02:20

As pedras falarão

Os seguidores do Cristo, que buscam compreender Seus ditos, nem sempre conseguem entender, de pronto, a idéia que se oculta por trás das letras.
Um exemplo disso é quando Jesus fala aos fariseus que, se os Seus discípulos se calassem, as pedras falariam.
Ora, como entender que as pedras pudessem falar, sendo objetos inanimados?
É imperioso extrair o espírito da letra para que possamos compreender tal assertiva.
Considerando-se que, naquele tempo, os mortos eram sepultados em buracos cavados nas rochas e, entendendo que Jesus se referiu às pedras como túmulos, fica mais fácil o entendimento.
Mas se as pedras não podem falar, tampouco os túmulos falariam.
Se ponderarmos que Jesus se referia aos mortos, então penetraremos o verdadeiro sentido das Suas palavras.
Se os discípulos se calassem, os Espíritos falariam. Como de fato falaram e falam até hoje.
Em todos os tempos e nas mais variadas religiões, a História registrou a manifestação dos Espíritos a se comunicarem com os homens.
Eles têm buscado mostrar-se de muitas maneiras. Desde uma simples aparição até às interferências mais ostensivas.
Tais comunicações são sempre interpretadas segundo a crença a que pertença aquele que as percebe. Mas seja como for, sempre há uma manifestação de além-túmulo.
São os Espíritos dos homens que já morreram, que voltam a se comunicar com os ditos vivos.
Não é outro o motivo pelo qual há, hoje, espalhados pelo Mundo, muitos santuários construídos onde alguém, algum dia, viu uma dessas aparições.
Algumas pessoas acreditam que somente os santos ou o Espírito Santo pode se manifestar, mas não são poucos os casos de aparições menos agradáveis. É que, tanto os bons quanto os Espíritos infelizes se comunicam, de alguma forma, conosco.
No caso desses últimos, não se constroem santuários onde eles foram vistos. Diz-se que são lugares assombrados.
A realidade é que os ditos mortos se comunicam conosco. Seja para orientar, para perturbar ou para buscar socorro.
Hitler os ouvia a tal ponto, que passava noites sem dormir por causa das vozes perturbadoras.
Francisco de Assis ouviu uma voz que lhe falou da missão que lhe competia.
Joana d'Arc ouvia as vozes do Além, a orientá-la nas decisões que deveria tomar.
Sócrates, o grande filósofo grego, ouvia vozes inaudíveis aos demais, que o acompanhavam sempre.
Tanto o Antigo como o Novo Testamento estão repletos de manifestações de Espíritos, que se comunicaram em diversas ocasiões. São os chamados anjos que foram registrados em vários momentos da Bíblia.
Se verificarmos a História da Humanidade, constataremos que em todos os tempos foram registradas as comunicações de além-túmulo.
E, nos dias de hoje, não poderia ser diferente. As pedras ou os ditos mortos, continuam a falar conforme a afirmativa do Cristo aos fariseus.
 
Você sabia?
 
...que, se elevamos o pensamento ao santo de nossa devoção estamos buscando a comunicação com almas do além-túmulo?
É que os santos são homens e mulheres que viveram na Terra e, de alguma forma, ajudaram as pessoas que hoje os buscam em oração.
E você sabia que se estiver ao seu alcance, os santos ou Espíritos Superiores, sempre buscam atender as preces que lhes são dirigidas?
 
Redação do Momento Espírita com base no cap. 19, versículo 40 de
O evangelho segundo Lucas.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Felipa em 03 de Março de 2013, 02:27

CONTATO COM O MUNDO DOS ESPÍRITOS

Como ocorre a comunicação entre encarnados e desencarnados, como identificar uma comunicação verdadeira de uma falsa e quais os problemas que podem surgir nessas ocasiões de contato são apenas algumas das perguntas importantes a serem consideradas quando se fala de comunicação com o mundo dos espíritos.

Gilberto Schoreder e Rosana Felipozzi
Em O Livro dos Médiuns (1861), Allan Kardec diz que toda pessoa que sente a influência dos espíritos, em qualquer grau de intensidade, é médium. Trata-se de uma faculdade inerente ao ser humano e, por isso mesmo, não é um privilégio. “Pode se dizer”, ele explica, “que todos são mais ou menos médiuns”. O que, hoje em dia, pode parecer uma afirmação óbvia para qualquer um que estude parapsicologia, foi comprovado apenas cerca de 70 anos depois com as pesquisas do cientista norte-americano, J.B. Rhine, da Universidade de Duke, provando estatisticamente que as capacidades mentais, chamadas mediúnicas, estão presentes em larga escala da população, em maior ou menor grau.

Para Kardec, Deus deu a mediunidade aos seres humanos para que eles penetrassem no mundo invisível estabelecendo, dessa forma, o contato com os espíritos. Isso, no entanto, só pode ser realizado por aqueles médiuns com capacidades acentuadas, sendo eles os responsáveis pelo contato entre o mundo dos encarnados e o dos desencarnados.

E, apesar de existirem várias formas de se estabelecer esse contato, também é preciso tomar alguns cuidados, uma vez que podem surgir problemas.

A comunicação com os espíritos pode ocorrer de várias formas. As mais conhecidas são a psicografia, a psicofonia, a intuição, a inspiração, a premonição e a audiência, entre outras. No entanto, como explica Aluney Elferr, todas as comunicações se realizam por meio do perispírito. “Ele é o agente intermediador de todas as manifestações mediúnicas, posto que o espírito não pode agir sozinho sobre a matéria”.

Os fenômenos estão ligados ao tipo de efeito que também varia de um médium para outro. Kardec ofereceu uma classificação que inclui médiuns de efeitos físicos; médiuns sensitivos; auditivos; falantes; videntes; sonâmbulos; curadores; pneumatógrafos (ou voz direta); psicógrafos.

“A comunicação ocorre”, continua Elferr, “primeiramente pela vontade, que é o carro-chefe de qualquer ocorrência espiritual – tudo nasce no pensamento. Depois, a simbiose com o médium se dá por meio de afinidades pré-existentes”. Aluney entende que a psicografia se tornou tão comum na comunicação com os espíritos por ser fácil de ocorrer e de ser verificada depois de recebida. Seu desenvolvimento tornou-se possível também pela facilidade que os espíritos encontram para manifestar seus pensamentos com clareza e objetividade.



UM PONTO QUE FREQÜENTEMENTE É LEVANTADO QUANDO SE FALA EM COMUNICAÇÃO com a dimensão espiritual é a separação entre as comunicações verdadeiras das falsas. Especialmente os cientistas dão muita atenção a esse aspecto.

Para Aluney, “o reconhecimento se dá através de constantes verificações e vigília”. Ele explica que, depois de um tempo, o médium treinado ou educado passa a ter segurança e começa a se conhecer melhor a conhecer as comunicações. “Mas não pensemos que isso ocorre de um dia para outro”, ele prossegue. “Sempre é possível ver médiuns com essas dúvidas, e então o melhor é recorrer à prece e ao amigo espiritual para nos ajudar. Mas somente o treino constante e a boa educação mediúnica nos farão, um dia, sermos médiuns bons, ou bons médiuns”.

O empresário e bacharel em Direito e Administração, Avildo Fioravanti, atual presidente da Federação Espírita do Estado de São Paulo (www.feesp.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5mZWVzcC5jb20uYnI=)), diz que se parte da premissa de que uma árvore boa não dá maus frutos. “Kardec disse que o espírito, por mais inteligente que seja e esteja tentando enganar uma pessoa, em algum momento acabará se traindo e demonstrando que aquela não é uma comunicação verdadeira. Porém, há apenas duas pessoas que têm condições de identificar uma comunicação: o médium e o público que está ouvindo”.

Fioravanti também concorda com Aluney ao afirmai que somente o estudo, aprofundamento e a prática trarão ao médium espírita a bagagem necessária para saber que tipo de mensagem se trata. “Geralmente”, explica, “numa falsa mensagem ocorrem elogios a determinada pessoa; o conteúdo exposto tem um teor de vaidade ou mesmo de egoísmo. E por esses aspectos que detectamos o nível do espírito”.

Essa postura parece mesmo ser geral. Wagner Borges – sensitivo espiritualista, instrutor de cursos de projeção da consciência, bioenergia e outros temas espirituais, e fundador do Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas (www.ippb.org.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5pcHBiLm9yZy5icg==)) – diz que, quanto mais preparado espiritualmente o médium estiver, maior será o seu discernimento a respeito das mensagens que recebe. “Por isso é necessário o aprofundamento do médium nos estudos espirituais sérios. A medida que for progredindo em seus estudos, e baseado em sentimentos elevados, suas percepções se ampliarão, e aí a identificação da procedência espiritual será clara e precisa”.



MAS COMO O MÉDIUM PODE TER CERTEZA DE ESTAR RECEBENDO A COMUNICAÇÃO de um espírito e não somente ouvindo sua voz mental? “Posso afirmar”, diz Avildo Fioravanti, “que no Espiritismo consideramos o termo animismo como sendo os conteúdos e experiências que o espírito traz de outras encarnações e que ficam gravados na consciência do perispírito como uma cultura, um conhecimento. Ao reencarnar, há um esquecimento natural, e no transe mediúnico ocorre muitas vezes que o médium coloca, junto com as palavras transmitidas pelo espírito, palavras do seu repertório”.

Fioravanti ressalta que esse mecanismo enriquece a comunicação, não é ruim, desde que o médium esteja preparado para isso. “Intercalar o conteúdo transmitido pelo espírito com o conhecimento do médium é, hoje em dia, considerado importante. Antigamente, considerava-se um erro, uma deficiência, mas tanto para Kardec quanto para os novos estudos desenvolvidos no Espiritismo, esse fenômeno contribui para a melhoria e aperfeiçoamento das comunicações. O que o médium não deve fazer é colocar palavras ou opiniões pessoais durante a comunicação, com a finalidade de alterar, influenciar e desvirtuar seu objetivo”.

Também é preciso ter em mente que algumas precauções são necessárias no contato com os espíritos. “No próprio Evangelho”, diz Avildo, “existe uma citação sobre esse assunto, que diz: ´Olhai se os espíritos que vêm a nós são de Deus´. Só podemos saber de fato se os espíritos que vêm a nós são de Deus ou pela linguagem, pelas vibrações, ou pela maneira como expõem um tema”. Segundo explica, espíritos superiores não gostam sequer de declarar seu nome, ou o fazem apenas em reuniões muito reservadas. Já os de ordem inferior gostam de dizer que são nobres ou que foram pessoas importantes no passado. “Porém, muitas vezes ocorre que um espírito sério se comunica em nome de outro espírito, como se fosse ele. Mais ou menos como o que acontece entre nós quando um político ou empresário manda alguém representá-lo numa reunião”.
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Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Felipa em 03 de Março de 2013, 02:29
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Para Wagner Borges, um espírito pode alterar a aparência de seu corpo espiritual, mas não é capaz de alterar o seu padrão energético. “Pode até se parecer com um mentor espiritual”, explica Borges, “mas como as energias seguem o padrão do que a consciência pensa, sente e faz, o seu clima psíquico será insidioso e estranho. E o oposto também é verdadeiro: um mentor espiritual pode alterar a aparência de seu corpo espiritual para uma figura diferente, só para testar o discernimento do médium, mas suas energias e suas idéias continuarão sadias”. Em outras palavras, o médium deve prestar atenção ao teor das idéias passadas e à qualidade das energias manifestadas pelo espírito. “Pode-se dizer que o padrão energético de cada espírito é o seu cartão de visita consciencial. Compete ao médium saber avaliar se o cartão é válido ou não”.



ALGUNS PROBLEMAS PODEM SURGIR NO CONTATO COM OS ESPÍRITOS. “O contato com espíritos legais”, conta Wagner, “é sempre sadio, pois eles portam energias conscienciais elevadas. Porém, o contato com entidades enfermiças causa sérias intoxicações na aura do médium. Isso pode acarretar sérios distúrbios nas vibrações dos chacras e do campo energético (duplo etérico). Além disso, há o risco de distúrbios psíquicos, com alterações de personalidade e o surgimento de tendências estranhas no jeito de ser do médium desavisado. Pode-se dizer que muitas obsessões espirituais começam por aí”. Segundo ele, não custa nada relembrar o toque espiritual de Jesus: “Orai e vigiai”.

Para Fioravanti, tudo depende do ambiente em que o espírito está se comunicando. “Primeiramente, um médium nunca deve permitir que os espíritos se comuniquem fora do ambiente apropriado, ou seja, a casa espírita. Isso porque o médium pode se fragilizar diante do espírito e, na casa espírita, ande toda o ambiente é preparado para o trabalho de comunicação, ele estará seguro”.

O presidente da Feesp explica que muitos médiuns começam a receber espíritos dentro de seus lares, orientam um filho, um amigo, e alguns ainda cobram para fazer essa assistência. “Aí, o que ocorre é que os espíritos que se afinam com esse tipo de atividade vêm e, com certeza, não são espíritos superiores. Podem não ser maus, mas não são superiores. Muitas vezes, são espíritos brincalhões, frívolos, e acabam influenciando mal as pessoas. Há casos em que esses espíritos se sentem tão bem naquele ambiente que, quando a reunião termina, eles não vão embora; permanecem na casa, ficando ao lado do médium, acarretando sensações de muito mal-estar”.

Avildo também fala a respeito das chamadas sessões com o copo, algo que muita gente gosta de fazer como uma brincadeira. “Quando eu era menino”, explica Avildo, “nunca fui atrás dessas brincadeiras. Meu pai era dirigente de uma casa espírita e dizia que isso era perigoso. Apesar de não saber por quê, eu respeitava, temendo que algo de ruim pudesse me acontecer. Na verdade, uma pessoa que tenha um certo nível de conhecimento, não se identifica com certos tipos de brincadeiras, não é? Por exemplo, um professor não entra na classe jogando papel na cabeça dos alunos, derrubando coisas ou atirando cadernos no chão. Ele entra para dar aula. A mesma coisa acontece com os espíritos superiores; eles não vêm até nós para participar de brincadeiras”.

O problema, ele explica, é que nessas sessões com o copo estão presentes espíritos despreparados e, às vezes, com um pouco de maldade, o que pode tornar a “brincadeira” perigosa. O copo realmente se mexe por existir um ou mais médiuns nessas sessões, mesmo que sejam crianças. “De repente, numa dessas brincadeiras, as crianças resolvem parar e o espírito não quer. E nesse momento que podem começar a acontecer alguns problemas. Eu sei de um caso em que um grupo de adolescentes estava brincando com o copo e ele não parava. Os jovens começaram a se apavorar e, depois, esse copo foi arremessado contra a janela e quebrou do lado de fora da casa. E preciso tomar cuidado”. O mesmo se pode dizer sobre as tábuas ouija, cujo princípio é o mesmo, apenas com outro objeto. “Eu não tenho conhecimento”, prossegue Fioravanti, “de algum incidente que tenha havido com essa brincadeira, mas eu recomendo que não se brinque, porque você está brincando com uma inteligência. Um espírito é um ser inteligente cuja índole você não conhece. É mais ou menos como pegar qualquer indivíduo na rua, levar para dentro de sua casa para que ele participe de uma atividade qualquer. Penso que você jamais faria isso sem saber os antecedentes dessa pessoa”.



WAGNER LEMBRA QUE, PARA MOVER UM OBJETO NO PLANO FÍSICO, é necessária certa quantidade de ectoplasma para que os espíritos desencarnados possam utilizá-lo na produção dos efeitos físicos. “Ocorre que os espíritos apegados e obsessores estão mais próximos, no ponto de vista vibracional. Por isso, há uma forte possibilidade de que quem mexa o copo ou a tábua ouija seja alguém de um plano denso. Há espíritos levianos que adoram se passar por espíritos superiores, dando conselhos furados e aparentando uma nobreza que não possuem. Esses espíritos manipulam a energia psíquica das pessoas envolvidas nas sessões com o copo e a prancha, e movimentam os mesmos a partir desse uso indevido das energias alheias”.

Ele diz que é possível que um espírito superior possa se apresentar e ajudar alguém numa sessão dessas, mas não é o que mostra a prática mediúnica. “Normalmente, os amparadores costumam passar coisas úteis pelas vias da intuição, das idéias criativas, ou mesmo se encontrando com as pessoas durante o sono, quando elas estão projetadas fora de seus corpos densos, para aconselhamento e estudo de temas enobrecedores”.

Além desses cuidados que devem ser tomados, ainda existe o perigo do médium ficar dependente da comunicação espiritual. Para Wagner Borges, a maneira de se evitar isso é o médium estudar e elevar-se espiritualmente, sem se esquecer de que ele também é um espírito e, como tal, apresenta o seu próprio potencial criativo, independentemente do espírito-guia. Fioravanti diz que isso pode ocorrer se o médium estiver em desequilíbrio, com um nível vibratório semelhante ao do espírito, de forma que ambos entram em sintonia. “Se esse médium não tem condições de reverter esse desequilíbrio”, explica Avildo, “essa sintonia permanece e, dependendo do grau de envolvimento já atingido, o espírito pode se tornar um obsessor”. Caso o envolvimento não seja afetivo e esse espírito não mantenha pelo médium qualquer tipo de sentimento de ódio ou raiva, ele entra em sintonia e depois vai embora. Mas se houver um vínculo entre eles, ligado a um passado triste e doloroso, esse espírito pode querer prejudicá-lo.



“É BOM RESSALTAR”, PROSSEGUE FIORAVANTI, “QUE A MELHOR COMUNICAÇÃO É aquela em que há um bom entrosamento e afinidade entre o espírito e o médium. Após o término de uma comunicação recebida por meio de um bom médium, há uma elevação do seu nível vibratório. Às vezes, não permanece por muito tempo, mas se no caso for um espírito superior que está presente, consegue elevar as vibrações a ponto de manter no médium esse equilíbrio. É como ligar um rádio; tem que estar sintonizado na estação escolhida, senão mudamos, porque simplesmente não queremos aquela. Isso ocorre também entre o médium e o espírito que, quando estão sintonizados, transmitem uma boa comunicação, não havendo dependência de nenhuma das partes”.

Com outras palavras, Wagner Borges diz o mesmo. “O legal é ver um conjunto sadio: espíritos comunicantes elevados trabalhando com pessoas encarnadas excelentes”. E ele complementa dizendo que os estudantes espirituais devem ficar atentos para o fato de que o desenvolvimento parapsíquico – incluindo aí a mediunidade; as experiências fora do corpo; a ativação dos chacras; a telepatia; a clarividência e outras capacidades – não é o mesmo que desenvolvimento espiritual.

“Esse último é o desenvolvimento das qualidades de caráter e virtudes de um ser em evolução. E nem sempre os dois desenvolvimentos andam equilibradamente. Há médiuns que apresentam fortes qualidades mediúnicas, mas não portam bom senso e nem se utilizam de suas capacidades para melhoria de si mesmos ou dos outros. Alguns chegam a se utilizar da mediunidade para finalidades destrutivas e sem ética”.

“Para aqueles interessados nesses estudos e práticas espirituais, é sempre bom objetivar o desenvolvimento equilibrado de suas capacidades parapsíquicas como o desenvolvimento de paciência, do discernimento, da compaixão, do bom senso, da inteligência, da modéstia, além de muita alegria e agradecimento ao Todo pelas oportunidades de crescimento consciencial”.

Wagner conclui com uma lição espiritual que o espírito André Luiz lhe passou numa ocasião em que se encontrava fora do corpo: “O subdesenvolvimento da consciência se caracteriza pelo baixo nível dos pensamentos, que nascem no seu campo mental, e pelo alto grau de radicalismo, egoísmo, medo, orgulho, raiva e preconceito que se manifestam no seu campo emocional”.
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Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Felipa em 03 de Março de 2013, 02:31
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NA CHAMADA INCORPORAÇÃO QUE OCORRE DURANTE O CONTATO COM OS PLANOS EXTRAFÍSICOS, alguns médiuns perdem totalmente a consciência e outros, não. São tipos diferentes de médiuns, como explica Avildo Fioravanti. “A maioria dos médiuns é do tipo consciente, ou seja, o espírito na verdade não incorpora; apenas induz, através dos pensamentos, a transmissão de uma mensagem. Ao médium cabe o papel de relatar com as suas palavras o conteúdo que está recebendo do espírito, que não manipula os órgãos que transmitem a fala do médium. Porém, existe uma mediunidade mais rara na qual o médium inconsciente transmite pensamentos emitidos pelos espíritos e, após o término do trabalho, não se lembra de nada do que falou. Os chamados médiuns de efeitos físicos também recebem uma ação mais direta do espírito quando, por exemplo, sob seu controle, utilizam as mãos do médium para pintar, desenhar, escrever. Às vezes, em sua vida cotidiana, esses médiuns nunca sequer aprenderam a pintar ou desenhar”.

Com relação à transcomunicação instrumental, Avildo cita Jesus. “Certa vez, Jesus disse que, se proibissem os homens de falar, as pedras falariam. A transcomunicação instrumental nada mais é do que as pedras a que ele se referiu. Nesse processo, os espíritos podem transmitir uma mensagem através de um aparelho eletrônico, gravar uma imagem ou até mesmo falar ao telefone. A complexidade do fenômeno pode ser verificada, por exemplo, na reprodução da voz obtida pelo espírito por meio da manipulação do fluido de um médium, presente ou ausente no local. Sem a participação de um médium e sem esse fluido, não haverá a compatibilidade molecular necessária para tornar possível a materialização da voz ou qualquer outra manifestação física. Nosso órgãos sensoriais estão vinculados às nossas dependências ou necessidades, e é por isso que não conseguimos ver ou ouvir esses espíritos”.

Outro tema importante no que diz respeito a essas comunicações com outras dimensões é a regressão a vidas passadas, ultimamente muito utilizada na psicanálise. Fioravanti diz que o assunto é importante, porque se fazem algumas confusões, tanto no meio espírita quanto entre leigos. “O Espiritismo”, diz ele, “estuda os fenômenos que sempre existiram na natureza. Nada foi inventado. Há alguns utilizados em consultórios ou laboratórios e que estão ligados aos processos mediúnicos, mas não têm nada a ver com o Espiritismo. A terapia de vidas passadas é considerada um fenômeno autêntico que pode ser utilizado pelo terapeuta, mas não na casa espírita, por não fazer parte do currículo de estudos da Doutrina Espírita. Respeitamos e sabemos que existem casos em que certos traumas mantidos no inconsciente podem, através de uma terapia realizada por um psicólogo ou psicanalista bem preparado, ser eliminados e, com isso, o sofrimento de algumas pessoas. É uma técnica válida para os tempos modernos”.

Fioravanti acrescenta que a comunicação com os espíritos só vem trazer um grande alívio à consciência humana.

“Durante muito tempo”, ele diz, “a humanidade viveu de maneira repressiva. Foi educada para ter medo, acreditar em promessas e culpas. O Céu e o Inferno eram os dois elementos para onde nossa alma se encaminharia. Quando Kardec trouxe explicações e exemplos racionais, extraídos do próprio evangelho, um mundo novo surgiu. Em sua afirmação os espíritos não morrem, mas sim continuam tendo uma vida muito semelhante à nossa, ele consegue transmitir um conforto incalculável a todos nós. Sabemos que, no Plano Espiritual, tanto as amizades quanto as famílias se constituem pelo afeto, e não pelos laços consangüíneos ou mesmo por interesse. Sendo assim, viveremos e sempre estaremos com aqueles por quem tivermos verdadeira afinidade e amor”.

É por esse motivo que Jesus disse: “Onde estiver seu tesouro, estará seu coração”.

(Extraído da revista Espiritismo e Ciência 17, páginas 26-33)
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: lineu em 03 de Março de 2013, 12:09
Citação de: Moises
será que teremos que estudar mais os recursos orgãnicos,
para aí transferi-los para os aparelhos?

Parece crível, Moises, a existência de tais aparelhos no plano espiritual, sobretudo nas regiões avançadas...

E é compreensível a sua inexistência no plano material por efeito de carência de prontidão moral.

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Vitor Santos em 03 de Março de 2013, 12:14
Olá amigo Moisés

O amigo escolheu um tema interessante, que dá pano para mangas.

Em relação à natureza das comunicações, a que me parece mais importante é aquela a que vulgarmente chamamos intuição. É como que uma voz que nos nos fala mentalmente. Uma transmissão telepática. Todavia, na pessoa que não tem características orgânicas para ser médium ostensivo, podemos confundir isso com o próprio pensamento.

Nos médiuns ostensivos, intuitivos, mentais ou de efeitos intelectuais, a "voz" que fala no interior da cabeça da pessoa é mais fácil de distinguir (era mais correcto chamar de "pensamento", porque a "voz" nada tem a haver com os ouvidos, neste caso, mas é usualmente designada por "voz"). Mas também é frequente o médium esquecer esses pensamentos a seguir a tê-los tido e dito, como quem esquece um sonho daqueles que gostaria de se lembrar.

Nos médiuns ostensivos, embora seja a forma mais frequente de mediunidade, é a menos comprovável, fisicamente. A pessoa poderia, em certos casos, inventar aquilo tudo. Todavia, mesmo nesses casos o médium pode dar-nos informações que ele jamais poderia saber de outra forma, como a morada ou o telefone da casa onde vivia o espírito antes de desencarnar, a empresa onde trabalhava, etc. Muitas vezes em cidades e países diferentes de onde o médium mora, e onde não conhece ninguém. E até pode tratar-se de alguém que a família e as autoridades ainda não sabiam que estava desencarnado (caso em que a evidência se pode tornar mesmo muito forte). Compreendo que os centros espiritas jamais podiam dar os nome das pessoas, mas estranho que não falem mais, nas palestras, destas evidências, sem mencionar os nomes dos envolvidos.

Todavia, a importância da comunicação mental, intelectual, intuitiva, telepática, ou como lhe queiramos chamar, é a mais importante mas não nos médiuns ostensivos. É ela que é o meio de comunicação entre os espiritos e as pessoas comuns, que não têm características orgânicas de médiuns ostensivos. Todos somos médiuns no âmbito desta natureza de comunicações. E, por isso, ela é a mais importante. Porque é a ela que se deve a maior influência do mundo espiritual na Terra.


Ao confundir os nossos pensamentos com as comunicações desta natureza, não há problema nenhum. Se um pensamento é bom, levá-lo à prática deve ser bom, venha ele de onde vier. Se um pensamento é mau, levá-lo à prática deve ser mau, venha ele de onde vier. Saber que é uma mensagem mediúnica de nada adianta. Mas, sabendo que podemos ser influenciados, ainda temos de estar mais atentos. Sobretudo se não são pensamentos usuais nossos. 

bem hajam
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: lineu em 03 de Março de 2013, 12:47
Citação de: Kazaoka
E o lápis e o papel ou a linguagem articulada da psicofonia já não atendem mais à demanda?

Parece que não.

Os recursos da tiptologia, psicografia, psicofonia, etc, provavelmente, podem ser considerados como recursos ensaístas, condizentes a um estado primitivo...

E indicativos da existência de recursos tecnológicos avançados, com máxima eficiência.

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Mourarego em 03 de Março de 2013, 14:19
E quais seriam estes recursos amigo Lineu?
Abraços,
Moura
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Felipa em 03 de Março de 2013, 19:41

Vinte e seis maneiras de identificar se uma comunicação provém de um bom espírito
Centro de Estudos Espíritas Paulo Apóstolo - Ceepa, Mirassol - SP
Seja você espírita ou não, provavelmente, já se viu em determinada situação em que alguém lhe transmitiu alguma "mensagem", recebida por algum médium, adivinho ou "sensitivo", tendo você como especial destinatário. É muito provável, também, você conhecer pessoas que andam consultando e recebendo instruções de espíritos por aí, na intenção de obter soluções rápidas para seus problemas ou aflições. Há também o caso daquele seu vizinho que "recebe" tal e qual entidade e "trabalha" em casa mesmo.
Pois bem, você deve ter ficado em dúvida, sem saber discernir o conteúdo dessas mensagens. Teria sido proveniente de um espírito mesmo? Ou então, no mínimo, teria esse espírito uma índole moral superior capaz de merecer a sua confiança?
Levando ainda essa questão para o campo estritamente psíquico, da influenciação espiritual, a que todos estamos sujeitos e que ocorre inconscientemente, na rotina de nossas vidas, podemos observar a natureza de nossas próprias cogitações mentais. O que estamos cogitando? Seja o que for, será algo digno de alguém preocupado com a auto-educação espiritual?
Respostas para dúvidas mediúnicas estão na obra de Allan Kardec
O codificador do espiritismo, Allan Kardec, em sua obra O Livro dos Médiuns, deixou tudo isso muito bem claro e, para os estudiosos da doutrina, o que falamos aqui não é nenhuma novidade. Mas, para quem está chegando agora e para os que se interessam em recapitular o aprendido, aqui vão 26 maneiras de identificar se uma comunicação é proveniente de um espírito superior ou não:
1.Não há outro critério para discernir o valor dos espíritos senão o bom-senso.
2.Conhecemos os espíritos pela sua linguagem e pelos seus conselhos, ou seja, pelos sentimentos que inspiram e os conselhos que dão.
3.Uma vez admitido que os bons espíritos não podem dizer e fazer senão o bem, tudo o que for mau não pode provir de um bom espírito.
4.A linguagem dos espíritos superiores é sempre digna, nobre e elevada, sem mistura de trivialidades. Dizem tudo com simplicidade e modéstia, não se gabam jamais, não exibem seu saber nem a sua posição entre os outros.
A linguagem dos espíritos inferiores ou vulgares tem sempre algum reflexo das paixões humanas. Toda expressão que indique baixeza, presunção, arrogância, fanfarrice, acrimônia, é indício característico de inferioridade, ou de fraude se o espírito se apresenta sob um nome respeitável e venerado.
5.Não é pela forma material e nem pela correção do estilo que se julga um espírito mas, sim, sondando-lhe o íntimo, esquadrinhando suas palavras, pesando-as friamente, maduramente e sem prevenção. Todo desvio de lógica, razão e de sabedoria, não pode deixar dúvida quanto à sua origem, qualquer que seja o nome com o qual se vista a entidade espiritual comunicante.
6.A linguagem dos espíritos elevados é sempre idêntica, senão quanto à forma, pelo menos quanto ao fundo. Não são contraditórios.
7.Os bons espíritos não dizem senão o que sabem, calam-se ou confessam sua ignorância sobre o que não sabem.
Os maus falam de tudo com segurança, sem se preocuparem com a verdade. Toda heresia científica notória, todo princípio que choque o bom-senso, mostra a fraude se o espírito se diz esclarecido.
8.É fácil reconhecer os espíritos levianos pela facilidade com que predizem o futuro e precisam fatos materiais que não nos é dado conhecer. Os bons espíritos podem fazer pressentir as coisas futuras quando esse conhecimento for útil, mas não precisam jamais as datas: todo anúncio de acontecimento com época fixada é indício de uma mistificação.
9.Os espíritos elevados se exprimem de maneira simples, sem prolixidade. Seu estilo é conciso, sem excluir a poesia de idéias, de expressões sempre inteligíveis e ao alcance de todos, sem exigir esforço para ser compreendido. Têm a arte de dizerem muitas coisas com poucas palavras, porque cada palavra tem sua importância.
Os espíritos inferiores, ou falsos sábios, escondem sob a presunção e ênfase o vazio dos pensamentos. Sua linguagem, freqüentemente, é pretensiosa, ridícula, ou obscura à força de querer parecer profunda. Mas não é.
10.Os bons espíritos jamais ordenam: não se impõem, aconselham e, se não são escutados, se retiram. Os maus são imperiosos, dão ordens, querem ser obedecidos e permanecem mesmo assim. Todo espírito que se impõe, trai sua origem. São exclusivos e absolutos em suas opiniões, e pretender ter, só eles, o privilégio da verdade. Exigem uma crença cega e não apelam à razão, porque sabem que a razão os desmascariam.
11.Os bons espíritos não lisonjeiam. Aprovam quando se faz o bem, mas sempre com reservas. Os maus dão elogios exagerados, estimulam o orgulho e a vaidade, pregando a humildade, e procuram exaltar aimportância pessoal daqueles a quem desejam captar.
12.Os espíritos superiores estão acima das puerilidades da forma e em todas as coisas. Só os espíritos vulgares podem dar importância a detalhes mesquinhos, incompatíveis com as idéias verdadeiramente elevadas.Toda prescrição meticulosa é um sinal certo de inferioridade e de fraude da parte de um espírito que toma um nome importante.
13.Desconfie dos nomes bizarros e ridículos que tomam certos espíritos que querem se impor à credulidade. Seria soberanamente absurdo tomar esses nomes a sério.
14.Desconfie também dos espíritos que se apresentam muito facilmente com nomes extremamente venerados e não aceite suas palavras senão com a maior reserva. Neste caso é necessário um controle severo e indispensável, porque, freqüentemente, é uma máscara que tomam para fazer crer em pretendidas relações íntimas com os espíritos excepcionais. Por esse meio afagam a vaidade do médium e dela se aproveitam para induzi-lo, constantemente, a diligências lamentáveis ou ridículas.
Continua...
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Felipa em 03 de Março de 2013, 19:44

15.Os bons espíritos são muito escrupulosos sobre as atitudes que podem aconselhar. Em todos os casos, não aconselham jamais se não houver um objetivo sério eminentemente útil. Deve-se considerar como suspeitas todas as que não tiverem esse caráter, ou não estiverem de acordo com a razão. É ainda necessário refletir maduramente todo conselho recebido para não correr o risco de expor-se a mistificações desagradáveis.
16.Os bons espíritos podem também serem reconhecidos pela sua prudente reserva sobre todas as coisas que podem comprometer. Repugna-lhes revelar o mal.
Os espíritos levianos ou malévolos se comprazem em faze-lo realçar. Enquanto que os bons procuram suavizar os erros e pregam a indulgência, os maus os exageram e sopram a cizânia por meio de insinuações pérfidas.
17.Os bons espíritos prescrevem unicamente o bem. Toda máxima, todo conselho que não esteja estritamente conforme a pura caridade evangélica, não pode ser obra dos bons espíritos.
18.Os bons espíritos não aconselham jamais senão coisas perfeitamente racionais. Toda recomendação que se afaste da reta linha do bom-senso ou das leis imutáveis da natureza, acusa um espírito limitado e, por conseqüência, pouco digno de confiança.
19.Os espíritos maus ou simplesmente imperfeitos se traem ainda por sinais materiais ante os quais a ninguém poderiam enganar. Sua ação sobre o médium é algumas vezes violenta, nele provocando movimentos bruscos e sacudidos, uma agitação febril e convulsiva, que se choca com a calma e a doçura dos bons espíritos.
20.Os espíritos imperfeitos, freqüentemente, aproveitam os meios de comunicação de que dispõem para dar pérfidos conselhos. Excitam a desconfiança e animosidade contra aqueles que lhe são antipáticos, os que podem desmascarar suas imposturas são, sobretudo, o objeto de sua repreensão.
Os homens fracos são seu alvo para os induzir ao mal. Empregando, sucessivamente, os sofismas, os sarcasmos, as injúrias e até sinais materiais de seu poder oculto para melhor convencer, procuram desviá-los da senda da verdade.
21.O espírito de homens que tiveram, na Terra, uma preocupação única, material ou moral, se não estão libertos da influência da matéria, estão ainda sob o império das idéias terrestres, e carregam consigo uma parte de preconceitos, de predileções e mesmo de manias que tinham neste mundo. O que é fácil de se reconhecer pela sua linguagem.
22.Os conhecimentos com os quais certos espíritos se adornam, com uma espécie de ostentação, não são um sinal de sua superioridade. A inalterável pureza dos sentimentos morais é, a esse respeito, a verdadeira prova de sua superioridade moral.
23.Não basta interrogar um espírito para conhecer a verdade. É preciso, antes de tudo, saber a quem se dirige, porque os espíritos inferiores, ignorantes eles mesmos, tratam com frivolidade as questões mais sérias.
Também não basta que um espírito tenha tido um grande nome na Terra, para ter, no mundo espírita, a soberana ciência. Só a virtude pode, em purificando-o, aproximá-lo de Deus e desenvolver seus conhecimentos.
24.Da parte dos espíritos superiores, o gracejo, freqüentemente, é fino e picante, mas jamais é trivial. Entre os espíritos gracejadores que não são grosseiros, a sátira mordaz é sempre muito oportuna.
25.Estudando-se com cuidado o caráter dos espíritos que se apresentam, sobretudo do ponto de vista moral, se reconhece sua natureza e o grau de confiança que se lhe pode conceder. O bom-senso não poderia enganar.
26.Para julgar os espíritos, como para julgar os homens, é preciso saber primeiro julgar a si mesmo. Infelizmente, há muitas pessoas que tomam sua opinião pessoal por medida exclusiva do bom e do mau, do verdadeiro e do falso. Tudo o que contradiga sua maneira de ver, suas idéias, o sistema que conceberam ou adotaram, é mau aos seus olhos. A tais pessoas, evidentemente, falta a primeira qualidade para uma justa apreciação: a retidão do julgamento. Mas disso não suspeitam. É o defeito sobre o qual mais nos iludimos.
Acreditamos que tendo essas considerações em mente, fica bem mais fácil discernirmos a qualidade de nossos próprios pensamentos e também nos precavermos de tanta charlatanice que anda deturpando a essência esclarecedora do espiritismo por aí.
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/mediunidade/vinte-e-seis-maneiras.html
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 03 de Março de 2013, 22:03
Como todos somos médiuns, tendo em vista, que sofremos a influência dos Espíritos, todos podemos passar por processos obsessivos. Alguns denominam a obsessão de mediunidade doente, e erroneamente conduzem o paciente para as atividades mediúnicas (para trabalhar).

Em muitos casos em se da tratando a obsessão cessam-se as sensacões provocadas pelos Espíritos.

Abracos.

 

Sim Marcos
Todos poderemos passar por proprocessos obsessivos
não resta dúvidas...
e creio que ainda mais poderemos acentuar esta sua observação,
quero dizer, não necessariamente ser médium ostensivo.

Mas ainda entendo que, sim que realmente há casos que deve-se afastar o Médium,
como disse há casos...
mas sendo Médium há outras situações que a presença do Médium é indispensável...
para o entendimento do próprio processo obsessivo.
O trabalho ao Médium é indispensável.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 03 de Março de 2013, 22:41
Citação de: Moises
será que teremos que estudar mais os recursos orgãnicos,
para aí transferi-los para os aparelhos?

Parece crível, Moises, a existência de tais aparelhos no plano espiritual, sobretudo nas regiões avançadas...

E é compreensível a sua inexistência no plano material por efeito de carência de prontidão moral.



Não sei Lineu se é carência de prontidão moral

Mas esta moral que se refere
liga-se, isso se houver possibilidades,
ao meu ver,
a moral que rotulamos os que conhecem e se dedicam, a esta ciência,
a pessoa passa a ter moral...
A moral do conhecimento...do domínio do assunto.

(será que consegui me expressar?)

abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 03 de Março de 2013, 22:51

À exceção do aspecto moral (este é óbvio), quais são as diferenças entre a mediunidade e a obsessão?


Olá ESO

foi esta pergunta que entedeu mesmo fazer?

ou pretendia perguntar sobre o porque desta associação,
mediunidade e obsessão,
sempre direta e indiretamente ?


Estava me referindo ao mecanismo em si dos fenômenos. Por isso disse que o aspecto moral é óbvio.

É preciso ter sintonia entre o comunicante e o medianeiro. Na obsessão, da mesma forma, a influência só ocorre diante de sintonia entre obsessor e obsediado. Considerando que há médiuns que recebem comunicações de Espíritos de boas condições morais, como pode ocorrer desses mesmos médiuns sofrerem obsessões não percebidas? Estou partindo da premissa de que o comunicante de bom nível não é um falastrão mentiroso, um falsário, mas um efetivo Espírito orientador.

Esse é um aspecto difícil de entender do ponto de vista dos fluidos e sintonia.






Olá ESO

Interessante sua observação

me fez lembrar das guerras entre os reinos

ambos sendo inimigos
possuiam seus elementos importantes.

Quero dizer dos valores que cada um representa para aquilo que segue...
para o grupo que pertence...para o caminho que evidencia.

Pensemos!

Sofrer uma obsessão que possa realmente nos prejudicar ou
prejudicar alguém com carater,obstinado, obsessivo?

! !

(conversando)





Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 03 de Março de 2013, 23:30
Olá amigo Moisés

O amigo escolheu um tema interessante, que dá pano para mangas.

Em relação à natureza das comunicações, a que me parece mais importante é aquela a que vulgarmente chamamos intuição. É como que uma voz que nos nos fala mentalmente. Uma transmissão telepática. Todavia, na pessoa que não tem características orgânicas para ser médium ostensivo, podemos confundir isso com o próprio pensamento.

Nos médiuns ostensivos, intuitivos, mentais ou de efeitos intelectuais, a "voz" que fala no interior da cabeça da pessoa é mais fácil de distinguir (era mais correcto chamar de "pensamento", porque a "voz" nada tem a haver com os ouvidos, neste caso, mas é usualmente designada por "voz"). Mas também é frequente o médium esquecer esses pensamentos a seguir a tê-los tido e dito, como quem esquece um sonho daqueles que gostaria de se lembrar.

Nos médiuns ostensivos, embora seja a forma mais frequente de mediunidade, é a menos comprovável, fisicamente. A pessoa poderia, em certos casos, inventar aquilo tudo. Todavia, mesmo nesses casos o médium pode dar-nos informações que ele jamais poderia saber de outra forma, como a morada ou o telefone da casa onde vivia o espírito antes de desencarnar, a empresa onde trabalhava, etc. Muitas vezes em cidades e países diferentes de onde o médium mora, e onde não conhece ninguém. E até pode tratar-se de alguém que a família e as autoridades ainda não sabiam que estava desencarnado (caso em que a evidência se pode tornar mesmo muito forte). Compreendo que os centros espiritas jamais podiam dar os nome das pessoas, mas estranho que não falem mais, nas palestras, destas evidências, sem mencionar os nomes dos envolvidos.

Todavia, a importância da comunicação mental, intelectual, intuitiva, telepática, ou como lhe queiramos chamar, é a mais importante mas não nos médiuns ostensivos. É ela que é o meio de comunicação entre os espiritos e as pessoas comuns, que não têm características orgânicas de médiuns ostensivos. Todos somos médiuns no âmbito desta natureza de comunicações. E, por isso, ela é a mais importante. Porque é a ela que se deve a maior influência do mundo espiritual na Terra.


Ao confundir os nossos pensamentos com as comunicações desta natureza, não há problema nenhum. Se um pensamento é bom, levá-lo à prática deve ser bom, venha ele de onde vier. Se um pensamento é mau, levá-lo à prática deve ser mau, venha ele de onde vier. Saber que é uma mensagem mediúnica de nada adianta. Mas, sabendo que podemos ser influenciados, ainda temos de estar mais atentos. Sobretudo se não são pensamentos usuais nossos. 

bem hajam

Olá Vitor
voce sempre direciona bem suas colocações...
tece os comentários bem colocados
e neles sutilmente coloca questões
onde envolve seus interesses.
(isso é bondade)

Realmente a intuição é fundamental
e mais fundamental para a intuição,
ou intuições, nada como o própiro estudo em foco
A natureza das comunicações

Quando nos damos a perceber
Ser intuído é de interessante aprendizado.
Mas
saber por quem é fundamental.


Uma vez
estava eu em uma "feirinha" de artigos comuns ao nosso uso
e nesta feira se apresentava um grupo (creio que Colombiano)
eles vendiam CDs ...onde as músicas eram acompanhadas por suas flautas de bambus...
um som gostoso
músicas evangélicas, internacionais e MPB
Bom
eu andava lentamente
e parei em frente a este grupo
não havia muitos frequentadores
esta um dia calmo
me posicionei em frente a um rapaz
e fiquei olhando
uma imagem de uma mulher se fazia ao lado dele
e eu fiquei observando as características desta imagem
a imagem se fazia(apresentava) na minha mente
e junto com a imagem um desejo de dar um recado.
a mulher era baixinha e vistia-se com aqueles vestidos
coloridos, dos tipos dos indios colombianos...
Bom
me aproximei do rapaz
e puxei assunto
mas fui logo perguntando meio timido
 _ alguém aqui perdeu a mãe e emendei
a mãe de algém aui faleceu?
É..na verdade ficou um ar sem graça para mim...
mas continuei olhando para o moço
que nem falava e nem entendia bem o idioma português
ainda mais do jeito que eu falo...rsrs
mas fiquei ali insistindo com minha presença...
_..ai o moço falou que sim...que ele havia perdido a mãe...
bom ai eu completei
_ Tem uma mulher do seu lado...ela é baixa e veste-se deste jeito...ele pede para voc~e erguer a cabeça e continuar tocando a vida...que deve viver bem...cuidar da própria vida...
Bom
Ele baixou um pouco a cabeça...
ai disse a ele que eu era espírita.....falava com espíritos
...na verdade eu disse a ele tentando me justificar, pois também fiquei meio sem graça....
ai
um nome começou a aparecer em minha mente
vinha assim
Juan...Juan...Juan (fala-se Ruam)
ai perguntei
_ Como chamava-se a sua mãe
ele me disse
_ Juanita (Roanita)
ai eu fquei quieto...pois também não havia mencionado a ele a questão do nome...
bom

comprimentei ele
me despedi
e fui embora...

Creio que ele se encontrva no Brasil
e a pouco dias sua mãezinha havia falecido...

Bom Vitor
foi isso
foi assim.


já passou.

Abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 03 de Março de 2013, 23:41
Citação de: Kazaoka
E o lápis e o papel ou a linguagem articulada da psicofonia já não atendem mais à demanda?

Parece que não.

Os recursos da tiptologia, psicografia, psicofonia, etc, provavelmente, podem ser considerados como recursos ensaístas, condizentes a um estado primitivo...

E indicativos da existência de recursos tecnológicos avançados, com máxima eficiência.



Lineu
penso que parece que sim
pelo conteúdo produzido.

Não necessariamente primitivo
mas primeiros

O lápis também é tecnologia...

A prancheta também...

mas gosto do seu interesse
para com os avanços e uso da tecnologia


veja
Alguns médiuns
usam o teclado

eu uso
o...tcham tcham


abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 03 de Março de 2013, 23:43
E quais seriam estes recursos amigo Lineu?
Abraços,
Moura

Moura

vamos abrir a porta e puxar uma cadeira
vamos permitir


abraços.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 03 de Março de 2013, 23:46

Pirogenia

Certa feita, a televisão mostrou, em recons....


Olá Maria
Voce é uma professora que passa muita lição de casa
e sou repetente por causa de lições de casa...
rsrsrs

vou precisar de tempo para ler sus postagens

ok...

abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: lineu em 04 de Março de 2013, 00:40
Citação de: Moises
vamos abrir a porta e puxar uma cadeira
vamos permitir

Clique aqui. (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nZWFlLmluZi5ici9wdC9saXZyb3MvbGUvbGUzLTgtMi5odG1s)

Observe-se que a marcha do progresso pode ser entravada...

Mas jamais detida.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Mourarego em 04 de Março de 2013, 13:03
A doutrina, mano Moisés,
cunhou um bordão satisfatório pára dizer como você disse sobre afastar o médium:
Ela ensina: "Semelhante atrai semelhante".
Ora, isso quer nos esclarecer sobre o princípio doutrinário conhecido como lei de afinidade.
Assim, os doentes atrairão doentes, e no caso de um médium, a coisa não se modifica.
Abraços,
Moura
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Março de 2013, 13:29

As pedras falarão

Os seguidores do Cristo, que buscam compreender Seus ditos, nem sempre conseguem entender, de pronto, a idéia que se oculta por trás das letras.
Um exemplo disso é quando Jesus fala aos fariseus que, se os Seus discípulos se calassem, as pedras falariam............


Olá Maria

Bom texto voce postou

Valeu
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Março de 2013, 13:32

CONTATO COM O MUNDO DOS ESPÍRITOS

Como ocorre a comunicação entre encarnados e desencarnados, como identificar uma comunicação verdadeira de uma falsa e quais os problemas que podem surgir nessas ocasiões de contato são apenas algumas das perguntas importantes a serem consideradas quando se fala de comunicação com o mundo dos espíritos.

....

Olá Maria
Novamente
um outro bom texto

Muito boa leitura
boa para apreciar as opiniões de vários estudiosos e investigadores.

Valeu

Abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Março de 2013, 13:39

Pirogenia

Certa feita, a televisão mostrou, em reconstituição de imagens, a tragédia de uma família, às voltas com estranhos fenômenos.
Combustão espontânea, foi o que denominaram.
Fenômeno que acontece nas mais diversas horas do dia. Sem explicação aparente, incendeia-se o colchão, o armário, o teto, roupas no varal.
Vizinhos se mostram incrédulos e comentam que é fraude.
Se é fraude, é de questionarmos por que uma família pobre, sem recursos, colocaria fogo no pouco que possui e lhe irá fazer falta?
Fraude só tem lugar onde há vantagens. No caso em pauta só há desvantagens.
Ademais, como explicar a intranqüilidade, o desassossego, as noites mal dormidas, dado o temor que logo irrompa o fogo em algum canto da casa?
O fenômeno não é novo.
No Antigo Testamento encontramos exemplos dele. Quando o legislador hebreu Moisés cuidava do rebanho do sogro, no campo, foi surpreendido pela visão à distância de um grande clarão. Curioso, foi verificar do que se tratava. O clarão vinha de um pequeno arbusto que queimava: a sarça ardente.
Do meio das chamas, uma voz se faz ouvir. É o Espírito protetor da nação israelita, Jeová, que lhe recorda da missão de libertador do seu povo.
Mais adiante, no Sinai, quando Moisés ora para ouvir as orientações espirituais, um raio corta os céus e escreve nas pedras os Dez Mandamentos, o Decálogo.
Dois fenômenos que a Bíblia dá notícias e testifica. Espíritos do bem se servem do fenômeno mediúnico de efeitos físicos, a pirogenia, para chamar a atenção e atender o seu objetivo.
Em outros casos, são Espíritos brincalhões ou vingativos que, provocando tais efeitos, se divertem com o apuro pelo qual passam as suas vítimas.
Sempre existe um médium no local ou nas proximidades. É ele que fornece a energia, o fluido para que o Espírito, associando o seu próprio fluido, consiga realizar o que pretende. No caso, o fogo.
Conhecida a causa, fácil se torna extinguir o efeito.
Oração, vivência nobre, não temer - eis o início da libertação.
Espíritos assim infelizes, que se detêm no mal, nas tolas brincadeiras necessitam também de esclarecimento.
Precisam compreender a grande tolice que cometem. Porque quem faz mal ao outro, a si mesmo prejudica.
Nada de sobrenatural, nem de espetacular. Basta que se estude os fatos e se aplique os recursos devidos.
 
Curiosidades
 
Em junho de 1981, na Itália, o jovem André Albertini saiu de férias. Nunca mais voltou para casa.
Meses depois, alguns fenômenos curiosos começaram a acontecer. O jornal que o pai lia apareceu com uma grande mancha vermelha. Tinha a cor e aparência de sangue fresco.
Era o Espírito do filho, que fora assassinado, e principiava suas tentativas de comunicação com o pai.
Redação do Momento Espírita.
Em 19.11.2012.


Olá Maria

Muito bom ler estes casos
interessante mesmo...

Teve um caso de pirogênia que tive conhecimento
Este caso foi tratado no Centro que eu frequentava em São bernardo do Campo
o Centro Maria Amélia...
No momento eu tive oportunidade de dialogar
através de uma médium com o espírito causador deste fatos.
foi interessante
o relato que ele me contou para explicar como conseguiu aprender
a realizar tal feito...

Bom!
me lembro bem
foi bem interessante

Abraços.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Março de 2013, 13:51
A doutrina, mano Moisés,
cunhou um bordão satisfatório pára dizer como você disse sobre afastar o médium:
Ela ensina: "Semelhante atrai semelhante".
Ora, isso quer nos esclarecer sobre o princípio doutrinário conhecido como lei de afinidade.
Assim, os doentes atrairão doentes, e no caso de um médium, a coisa não se modifica.
Abraços,
Moura

Sim
Moura

Semelhante atrai semelhante
doentes atrairão doentes
e no caso dos médiuns as coisas não se modificam

Isso para estarmos cientes no momento do contato
da percepção das coisas
mas também
o trabalho para o bem dos doentes e auxílio aos Médiuns
levá-nos a atrair uma turma de bons amigos,
e podemos modificar o quadro

Como
o saneamento básico de uma cidade
..

Valeu

Abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: fernandes adalberto em 04 de Março de 2013, 14:17
Somos agraciados por Deus com o dom da palavra. 
Somos também seres que duvidamos de tudo que nos fornecem nosso Pai, sem ao menos vermos os erros que cometemos com todas as comunicações erradas que travamos no decorrer de nossas vidas terrenas.
Comunicar com nossos irmãos é difícil, falar em publico é mais complicado, mais falar mal dos nossos irmãos é tão fácil, que nos tirar o verdadeiro dom da comunicação.
Onde muitas vezes perdemos muitas coisas uteis, sem ao menos avaliamos o que é o certo e o errado.
Estamos a toda a hora num movimento , girando conforme a rotação da terra, onde muitas vezes esquecemos o que somos por pura falta de preparo mental e espiritual.
Não sou melhor do que ninguém, mas tento lidar com tudo que me cerca com vigilância, sem querer atrapalhar a atitude fora da realidade de muitos, que vivem sem ser importa com nada que os outros irmãos nos concedem com sua comunicação.
As naturezas nos dar o dom, que muitas vezes perderam por pura ignorância de não sabemos lidar com esse dom.
Todos nós somos filhos de Deus, uns usam a comunicação para nos ensinar, outros para nos mostrar ás vezes o erro que cometemos em julgar o nosso próximo.
Um abraço,
Fernandes Adalberto
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Mourarego em 04 de Março de 2013, 14:44
Mano Moises,
a indicação doutrinária para o caso dos médiuns é simples: Te vês doente? Cura-te primeiro e depois volta ao labor de antes.
abraços,
Moura
A doutrina, mano Moisés,
cunhou um bordão satisfatório pára dizer como você disse sobre afastar o médium:
Ela ensina: "Semelhante atrai semelhante".
Ora, isso quer nos esclarecer sobre o princípio doutrinário conhecido como lei de afinidade.
Assim, os doentes atrairão doentes, e no caso de um médium, a coisa não se modifica.
Abraços,
Moura

Sim
Moura

Semelhante atrai semelhante
doentes atrairão doentes
e no caso dos médiuns as coisas não se modificam

Isso para estarmos cientes no momento do contato
da percepção das coisas
mas também
o trabalho para o bem dos doentes e auxílio aos Médiuns
levá-nos a atrair uma turma de bons amigos,
e podemos modificar o quadro

Como
o saneamento básico de uma cidade
..

Valeu

Abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 04 de Março de 2013, 15:35
Mano Moises,
a indicação doutrinária para o caso dos médiuns é simples: Te vês doente? Cura-te primeiro e depois volta ao labor de antes.
abraços,
Moura
A doutrina, mano Moisés,
cunhou um bordão satisfatório pára dizer como você disse sobre afastar o médium:
Ela ensina: "Semelhante atrai semelhante".
Ora, isso quer nos esclarecer sobre o princípio doutrinário conhecido como lei de afinidade.
Assim, os doentes atrairão doentes, e no caso de um médium, a coisa não se modifica.
Abraços,
Moura

Sim
Moura

Semelhante atrai semelhante
doentes atrairão doentes
e no caso dos médiuns as coisas não se modificam

Isso para estarmos cientes no momento do contato
da percepção das coisas
mas também
o trabalho para o bem dos doentes e auxílio aos Médiuns
levá-nos a atrair uma turma de bons amigos,
e podemos modificar o quadro

Como
o saneamento básico de uma cidade
..

Valeu

Abraços

Beleza Moura

Vamos acompanhar as próximas colocações...

Apenas para ampliar

lembrei-me da angina do CHico...

só me lembrei

abraços

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Mourarego em 04 de Março de 2013, 15:45
Quanto a angina, queres um cadinho?
Tenho aqui para dar e ofertar hehehe
Abraços,
Moura
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Antonio Renato em 05 de Março de 2013, 00:29
Meus irmãos,esse é um tema muito interessante e que leva muitas vezes a controvérsias.É de
conhecimento de todo espirita e deve ser aceito,que todos nós somos médiuns,uns desenvol-
-vem essa capacidade outros não,somos como uma antena captando imagens e sons de um
mundo invisível,ou seja de outra dimensão.A comunicação se dá de verdade a partir da sintonia
de como foi colocado pelo nosso irmão Marco,embora nós não a percebemos ou não à aceita-
-mos.As comunicações nos vêm independentes da nossa vontade na maioria das vezes,pois
pela nossa vontade só quando os espíritos desencarnados sabem do nosso real  propósito,e
eles sempre sabem,como também escolhem o espírito encarnado para que seja o comunicador
do seu testemunho e das suas verdades.Eu levei muito tempo para entender e aceitar essas
sutilezas,pois antes de ser espírita era católico,não sei se por tradição como a maioria do
povo brasileiro, ou por conveniência, embora não aceitar-se as imposições dos seus dogmas,
continuava.Na época em que começou as comunicações mediúnicas,eu senti medo de verdade,
e veja que o bom nordestino rejeita dizer essa palavra,rsrsrs,as sensações nem sempre eram
iguais,hora sentia um frio,uma certa dormência de um lado do corpo,outra hora era um calor
intenso sem explicação,e de verdade sentia que alguma coisa ou alguém estava junto a mim
naqueles momentos,e por muitas vezes era tomado de susto pois era como se estivesse
estabelecendo um diálogo com uma outra pessoa,ou como dizer na maneira popular,conver-
-sando sozinho.Hoje como espirita,um pouco esclarecido e menos ignorante,aceito tranquila-
-mente e até agradeço pela suas presença.Desculpe-me se fui muito extenso no meu relato,
mas não poderia deixar de aproveitar essa oportunidade de dizer tudo isto ao participar do
estudo mensal.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Kazaoka em 05 de Março de 2013, 01:33
A questão da recomendação de que o médium enfermo deve abster-se da prática mediúnica reside no fato da necessidade de dar ao organismo físico o tempo necessário que o repouso, e o tratamento médico recomenda para a devida recuperação da saúde.
Todos nós reconhecemos a produtividade mediúnica do Chico Xavier, por exemplo, e ele nunca foi um ser humano saudável organicamente falando.
Quanto a atração por semelhança que um Espírito exerce sobre o outro, seja encarnado ou desencarnado, esta semelhança é de ordem moral, não tem nada a ver com a condição orgânica do médium.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Mourarego em 05 de Março de 2013, 13:37
Bem falado mano Kao, mas há apenas um porém,
a doença da qual falo é exatamente moral, e é ela que causa a afinidade entro o doente e os outros da espiritualidade.
Abraços,
Moura
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Março de 2013, 13:53
Somos agraciados por Deus com o dom da palavra. 
Somos também seres que duvidamos de tudo que nos fornecem nosso Pai, sem ao menos vermos os erros que cometemos com todas as comunicações erradas que travamos no decorrer de nossas vidas terrenas.
Comunicar com nossos irmãos é difícil, falar em publico é mais complicado, mais falar mal dos nossos irmãos é tão fácil, que nos tirar o verdadeiro dom da comunicação.
Onde muitas vezes perdemos muitas coisas uteis, sem ao menos avaliamos o que é o certo e o errado.
Estamos a toda a hora num movimento , girando conforme a rotação da terra, onde muitas vezes esquecemos o que somos por pura falta de preparo mental e espiritual.
Não sou melhor do que ninguém, mas tento lidar com tudo que me cerca com vigilância, sem querer atrapalhar a atitude fora da realidade de muitos, que vivem sem ser importa com nada que os outros irmãos nos concedem com sua comunicação.
As naturezas nos dar o dom, que muitas vezes perderam por pura ignorância de não sabemos lidar com esse dom.
Todos nós somos filhos de Deus, uns usam a comunicação para nos ensinar, outros para nos mostrar ás vezes o erro que cometemos em julgar o nosso próximo.
Um abraço,
Fernandes Adalberto


Olá fernandes
Obrigado pela participação


abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Março de 2013, 13:56
Quanto a angina, queres um cadinho?
Tenho aqui para dar e ofertar hehehe
Abraços,
Moura

Eita!

Então siga a luz
continue trabalhando
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Março de 2013, 13:59
Meus irmãos,esse é um tema muito interessante e que leva muitas vezes a controvérsias.É de
conhecimento de todo espirita e deve ser aceito,que todos nós somos médiuns,uns desenvol-
-vem essa capacidade outros não,somos como uma antena captando imagens e sons de um
mundo invisível,ou seja de outra dimensão.A comunicação se dá de verdade a partir da sintonia
de como foi colocado pelo nosso irmão Marco,embora nós não a percebemos ou não à aceita-
-mos.As comunicações nos vêm independentes da nossa vontade na maioria das vezes,pois
pela nossa vontade só quando os espíritos desencarnados sabem do nosso real  propósito,e
eles sempre sabem,como também escolhem o espírito encarnado para que seja o comunicador
do seu testemunho e das suas verdades.Eu levei muito tempo para entender e aceitar essas
sutilezas,pois antes de ser espírita era católico,não sei se por tradição como a maioria do
povo brasileiro, ou por conveniência, embora não aceitar-se as imposições dos seus dogmas,
continuava.Na época em que começou as comunicações mediúnicas,eu senti medo de verdade,
e veja que o bom nordestino rejeita dizer essa palavra,rsrsrs,as sensações nem sempre eram
iguais,hora sentia um frio,uma certa dormência de um lado do corpo,outra hora era um calor
intenso sem explicação,e de verdade sentia que alguma coisa ou alguém estava junto a mim
naqueles momentos,e por muitas vezes era tomado de susto pois era como se estivesse
estabelecendo um diálogo com uma outra pessoa,ou como dizer na maneira popular,conver-
-sando sozinho.Hoje como espirita,um pouco esclarecido e menos ignorante,aceito tranquila-
-mente e até agradeço pela suas presença.Desculpe-me se fui muito extenso no meu relato,
mas não poderia deixar de aproveitar essa oportunidade de dizer tudo isto ao participar do
estudo mensal.

Olá Antonio

Obrigado pelo seu depoimento
é muito importante sabermos destas experiências
valeu mesmo

abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Março de 2013, 14:02
A questão da recomendação de que o médium enfermo deve abster-se da prática mediúnica reside no fato da necessidade de dar ao organismo físico o tempo necessário que o repouso, e o tratamento médico recomenda para a devida recuperação da saúde.
Todos nós reconhecemos a produtividade mediúnica do Chico Xavier, por exemplo, e ele nunca foi um ser humano saudável organicamente falando.
Quanto a atração por semelhança que um Espírito exerce sobre o outro, seja encarnado ou desencarnado, esta semelhança é de ordem moral, não tem nada a ver com a condição orgânica do médium.

Sim Kazaoka
a atração é de ordem moral

E também de necessidade
pois há muitos médiuns
que trabalham para a ordem moral no geral.
e ai
a atração, a aproximação, o envolvimento
acontecem
que não perca o médium seu belo caminho moral
que já pretendeu traçar.

Abraços

Valeu.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Março de 2013, 14:06
Bem falado mano Kao, mas há apenas um porém,
a doença da qual falo é exatamente moral, e é ela que causa a afinidade entro o doente e os outros da espiritualidade.
Abraços,
Moura

Olá Moura

Realmente a doença moral
é complicada de se tratar
e também de se trabalhar para o bem possuindo-a

realmente esta observação
é fundamental.

Deveremos jamais esquecê-la
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Março de 2013, 14:12

"Cada um é livre para encarar as coisas à sua maneira, e nós, que reclamamos essa liberdade para nós, não podemos recusá-la aos outros. Mas, do fato de que uma opinião seja livre, não se segue que não se possa discuti-la, examinar-lhe o forte e o fraco, pesar-lhe as vantagens ou os inconvenientes".

(Allan Kardec - RE-1866)
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: lineu em 05 de Março de 2013, 23:35
Citação de:  Item 934 do Livro dos Espíritos

A perda de entes queridos não nos causa um sofrimento tanto mais legítimo, quando é irreparável e independente da nossa vontade?

Essa causa de sofrimento atinge tanto o rico como o pobre: é uma prova ou expiação e lei para todos. Mas é uma consolação poderdes comunicar-vos com os vossos amigos pelos meios de que dispondes, enquanto esperais o aparecimento de outros mais diretos e mais acessíveis aos vossos sentidos.

Atente-se para a parte destacada, em negrito, da citação acima.

Parece que tal destaque prenuncia o surgimento de meios avançados de comunicação entre encarnados e desencarnados...

Provavelmente por intermédio de aparelhos eletrônicos de telecomunicação, baseados no princípio de transmissão e recepção de ondas eletromagnéticas.



Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: EsoEstudos em 06 de Março de 2013, 00:59

Há muita gente séria estudando de forma criteriosa a transcomunicação instrumental - TCI.

O que me instiga a pensar é o fato de, em alguns momentos e circunstâncias, o desencarnado ser registrado em filmagens. Ninguém ainda conseguiu perceber o que há de comum entre as situações em que um desencarnado é registrado em imagem. Aliás, nem mesmo ele próprio se dá conta de que está sendo registrado...

Vi uma filmagem de um casamento em que, ao fundo, o parente já falecido caminha tranquilamente e se situa para assistir à cerimônia.

Numa foto tirada em minha casa mesmo, em um aniversário, o contorno de uma mulher aparece nitidamente em torno de nossa então empregada, como se estivesse exatamente atrás dela --- detalhe: ao contrário de nossa ajudante, a mulher era loira e de cabelos longos.

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Marcos W. Silva em 06 de Março de 2013, 02:51
Ao grupo mediúnico do CE todos que estudem, participem das atividades com afinco, podem participar. Mas, há momentos que, mesmo estes, precisam harmonizarem-se.

Há grupos que ficam parecendo casa de malucos, onde, passa-se mal em reunião pública para chamar atencão do dirigente mediúnico, e pior, as vezes cola... desembocam nas atividades como médiuns desequilibrados que mais atrapalham que ajudam.

Corrigir o desequilíbrio antes é bom preventivo. Parafraseando Kardec " ...uma ciência não se aprende a brincar."

Abracos.

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Clayto em 06 de Março de 2013, 10:08
Queridos amigos

Também achei muito interessante esse tema, e vou expressar aqui uma idea própria a respeito das questões que envolvem a mediunidade de acordo com o pouco que sei, no intuito de participar do estudo de alguma forma.

Sabe-se que essa doutrina de luz esta cada vez mais acessível a todos que se interessem ou que a vejam como uma possibilidade de crescimento pessoal, além dos simpatizantes que ficam com um pe dentro e um pe fora das questões envolvendo o mundo dos espíritos, Sou muito a favor do espiritismo que procura libertar o povo das suas crenças equivocadas a respeito da vida em geral, quebrando paradigmas e transformando os ensinamentos de Kardec num verdadeiro farol na atual jornada. Em função disso percebo que muitas pessoas ainda acham que o médium ostensivo é um ser mais evoluído que os outros pois recebem espíritos de luz nas reuniões mediúnicas, e as vezes fazem disso uma verdade tão grande que se sentem realmente abaixo deles, grande erro! De acordo com as possibilidades de crescimento na vida a ostensividade mediúnica seria apenas uma possibilidade de crescimento, assim como uma pessoa pode evoluir naturalmente vivendo numa praia qualquer sem acesso a muita informação, mas se tem dentro de si a semente do amor em estado aflorado com certeza terá muitas chances de se desenvolver de forma satisfatória. Queria também deixar aqui o meu reconhecimento de admiração aos médiuns ostensivos sérios, que buscam aliviar as dores dos que partiram da vida física e que as vezes tanto precisam de amparo. Mas o que acho interessante mesmo é não termos muita pretensão em relação a DE, e sim deixar as coisas acontecerem naturalmente, frequentar o centro no intuito de ser uma pessoa melhor, e se colocando a disposição para o auxilio sempre.

Tudo de bom
Clayto
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Vitor Santos em 06 de Março de 2013, 10:34
Olá

A minha opinião é que a denominada TCI não é mais do que um fenómeno de efeitos físicos, que se dá através de um médium apropriado para o efeito. Não há, nem nunca houve, nem há perspectivas de vir a existir um aparelho eléctrico, ou similar, autónomo, capaz de servir de "telefone" entre encarnados e desencarnados.

Até alguém mostrar uma prova credível em contrário, isto é, até alguém apresentar uma máquina que independa de médiuns humanos para estabelecer comunicações com o além, eu não acredito que isso exista.

bem hajam
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: CrisHenriques em 06 de Março de 2013, 12:22
Olá a todos!

Antes demais, dou os meus parabéns ao Forum Espírita por realizar esta rubrica de estudo mensal e agradeço ao irmão Moisés, pela interessante escolha do tema: Da Natureza das Comunicações.

Gostaria de participar deste estudo, mas como nunca participei, não sei como fazer.
Além de estudarmos o ítem 133 do Livro dos Médiuns, no capítulo X, podemos recorrer também ao Livro dos Espíritos, ou outros livros de Kardec que abordem o tema?
Devemos responder às perguntas do vídeo transmitindo a nossa opinião, ou transcrever para aqui o que está escrito nos livros somente?
Ou por outro lado, ambas as coisas, transcrever o que dizem os livros e responder às perguntas do vídeo transmitindo a nossa opinião?
Será que alguém me pode ajudar?

Muito obrigada.

Abraços de Luz e Paz para todos,

Cris Henriques
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Mourarego em 06 de Março de 2013, 14:29
Mano Lineu,
o negrito apenas avisa de que, progredindo mais e mais, moralmente, o Espírito um dia conseguirá façanhas no terreno da comunicação, ou seja, poderá ele mesmo se comunicar com os desencarnados, ainda que do mundo onde esteja encarnado.
Abração,
Moura
Citação de:  Item 934 do Livro dos Espíritos

A perda de entes queridos não nos causa um sofrimento tanto mais legítimo, quando é irreparável e independente da nossa vontade?

Essa causa de sofrimento atinge tanto o rico como o pobre: é uma prova ou expiação e lei para todos. Mas é uma consolação poderdes comunicar-vos com os vossos amigos pelos meios de que dispondes, enquanto esperais o aparecimento de outros mais diretos e mais acessíveis aos vossos sentidos.

Atente-se para a parte destacada, em negrito, da citação acima.

Parece que tal destaque prenuncia o surgimento de meios avançados de comunicação entre encarnados e desencarnados...

Provavelmente por intermédio de aparelhos eletrônicos de telecomunicação, baseados no princípio de transmissão e recepção de ondas eletromagnéticas.




Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Mourarego em 06 de Março de 2013, 14:33
Oi Cris,
a forma você já sabe, tanto que postou direitinho.
E sim podemois usar de qualquer das obras básicas para elencar nosso ver sobre as questões do estudo.
Abraços,
Moura
Olá a todos!

Antes demais, dou os meus parabéns ao Forum Espírita por realizar esta rubrica de estudo mensal e agradeço ao irmão Moisés, pela interessante escolha do tema: Da Natureza das Comunicações.

Gostaria de participar deste estudo, mas como nunca participei, não sei como fazer.
Além de estudarmos o ítem 133 do Livro dos Médiuns, no capítulo X, podemos recorrer também ao Livro dos Espíritos, ou outros livros de Kardec que abordem o tema?
Devemos responder às perguntas do vídeo transmitindo a nossa opinião, ou transcrever para aqui o que está escrito nos livros somente?
Ou por outro lado, ambas as coisas, transcrever o que dizem os livros e responder às perguntas do vídeo transmitindo a nossa opinião?
Será que alguém me pode ajudar?

Muito obrigada.

Abraços de Luz e Paz para todos,

Cris Henriques

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Mourarego em 06 de Março de 2013, 14:43
Exato, mano Vitor, a TCI, como a psicografia, é apenas meio.
Abraços,
Moura
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Março de 2013, 14:45
Citação de:  Item 934 do Livro dos Espíritos

A perda de entes queridos não nos causa um sofrimento tanto mais legítimo, quando é irreparável e independente da nossa vontade?

Essa causa de sofrimento atinge tanto o rico como o pobre: é uma prova ou expiação e lei para todos. Mas é uma consolação poderdes comunicar-vos com os vossos amigos pelos meios de que dispondes, enquanto esperais o aparecimento de outros mais diretos e mais acessíveis aos vossos sentidos.

Atente-se para a parte destacada, em negrito, da citação acima.

Parece que tal destaque prenuncia o surgimento de meios avançados de comunicação entre encarnados e desencarnados...

Provavelmente por intermédio de aparelhos eletrônicos de telecomunicação, baseados no princípio de transmissão e recepção de ondas eletromagnéticas.





Olá Lineu
de mainha parte nunca procuro fechar as questões
mas assim abrir possibilidades

Vejo como boa observação está sua colocação...
Não entendo de eletrônica e pouco sei como funciona os aparelho
de comunicação
mas a observação é válida sim...

Uma vez estava em um trabalho mediúnico
e o espírito falava através de um médium
e mostravase surpreso
pois
segundo o espírito manifestante
ele colocava a mão em um aparelho
e começava a falar
e o médium reproduzia
o que ele falava
e isto o deixava entuisasmado.

(mas foi o relato de um espírito)

uma experiência paelo diálogo

abraços

Agora a resposta diz respeito ao meio que dispomos
e que se poderá obter meios mais diretos e meios mais acessíveis aos nosso sentidos

!!

Éh!

Abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Março de 2013, 14:50

Há muita gente séria estudando de forma criteriosa a transcomunicação instrumental - TCI.

O que me instiga a pensar é o fato de, em alguns momentos e circunstâncias, o desencarnado ser registrado em filmagens. Ninguém ainda conseguiu perceber o que há de comum entre as situações em que um desencarnado é registrado em imagem. Aliás, nem mesmo ele próprio se dá conta de que está sendo registrado...

Vi uma filmagem de um casamento em que, ao fundo, o parente já falecido caminha tranquilamente e se situa para assistir à cerimônia.

Numa foto tirada em minha casa mesmo, em um aniversário, o contorno de uma mulher aparece nitidamente em torno de nossa então empregada, como se estivesse exatamente atrás dela --- detalhe: ao contrário de nossa ajudante, a mulher era loira e de cabelos longos.



Olá ESO

interessante e instrutivo relato
este seu

Por ai já se imagina
o alcance e as dificuldades que se encontra
aquele que possui a mediunidade de vidência

abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Março de 2013, 14:53
Ao grupo mediúnico do CE todos que estudem, participem das atividades com afinco, podem participar. Mas, há momentos que, mesmo estes, precisam harmonizarem-se.

Há grupos que ficam parecendo casa de malucos, onde, passa-se mal em reunião pública para chamar atencão do dirigente mediúnico, e pior, as vezes cola... desembocam nas atividades como médiuns desequilibrados que mais atrapalham que ajudam.

Corrigir o desequilíbrio antes é bom preventivo. Parafraseando Kardec " ...uma ciência não se aprende a brincar."

Abracos.



Verdade Marcos

Antes de tudo
a educação
o tato
a seriedade

Valeu.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Março de 2013, 15:05
Queridos amigos

Também achei muito interessante esse tema, e vou expressar aqui uma idea própria a respeito das questões que envolvem a mediunidade de acordo com o pouco que sei, no intuito de participar do estudo de alguma forma.

Sabe-se que essa doutrina de luz esta cada vez mais acessível a todos que se interessem ou que a vejam como uma possibilidade de crescimento pessoal, além dos simpatizantes que ficam com um pe dentro e um pe fora das questões envolvendo o mundo dos espíritos, Sou muito a favor do espiritismo que procura libertar o povo das suas crenças equivocadas a respeito da vida em geral, quebrando paradigmas e transformando os ensinamentos de Kardec num verdadeiro farol na atual jornada. Em função disso percebo que muitas pessoas ainda acham que o médium ostensivo é um ser mais evoluído que os outros pois recebem espíritos de luz nas reuniões mediúnicas, e as vezes fazem disso uma verdade tão grande que se sentem realmente abaixo deles, grande erro! De acordo com as possibilidades de crescimento na vida a ostensividade mediúnica seria apenas uma possibilidade de crescimento, assim como uma pessoa pode evoluir naturalmente vivendo numa praia qualquer sem acesso a muita informação, mas se tem dentro de si a semente do amor em estado aflorado com certeza terá muitas chances de se desenvolver de forma satisfatória. Queria também deixar aqui o meu reconhecimento de admiração aos médiuns ostensivos sérios, que buscam aliviar as dores dos que partiram da vida física e que as vezes tanto precisam de amparo. Mas o que acho interessante mesmo é não termos muita pretensão em relação a DE, e sim deixar as coisas acontecerem naturalmente, frequentar o centro no intuito de ser uma pessoa melhor, e se colocando a disposição para o auxilio sempre.

Tudo de bom
Clayto

Olá Clayto
obrigado pela sua contribuição

Valeu

e continue participando

abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Mourarego em 06 de Março de 2013, 15:08
A grande questão de alguns grupos que estudam a mediunidade é que não mantem seus médiuns pelo estudo doutrinário que é obrigatório.
Então, quando um médium tem determinada qualidade medianímica como a da visão por exemplo, ele vê coisas que as vezes o assusta, e daí para a frente se desarmoniza e posde desestabilizar todo o grupo.
Eu já presenciei isso.
Abraços,
Moura
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Março de 2013, 15:10
Olá

A minha opinião é que a denominada TCI não é mais do que um fenómeno de efeitos físicos, que se dá através de um médium apropriado para o efeito. Não há, nem nunca houve, nem há perspectivas de vir a existir um aparelho eléctrico, ou similar, autónomo, capaz de servir de "telefone" entre encarnados e desencarnados.

Até alguém mostrar uma prova credível em contrário, isto é, até alguém apresentar uma máquina que independa de médiuns humanos para estabelecer comunicações com o além, eu não acredito que isso exista.

bem hajam


Olá Vitor

Creio também que se isso vier a ocorrer
será importante sim
e ampliará a credibilidade

Pois ao invés de quimare os médiuns
queimarão as máquinas (piadinha)

Realmente o papel do Médium
de efeitos físicos foge ao nosso alcance

boa cobservação

valeu.

Mas lembremos
que mesmo havendo as máquinas, os parelhos

kardec nest Capítulo
nos adverte prudentemente
quanto as naturezas das comunicações

isto sim
é que determinará muito
as questões dos envolvimentos que permitirmos.

Valeu.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: lineu em 06 de Março de 2013, 15:28
Citação de: Moises
Agora a resposta diz respeito ao meio que dispomos
e que se poderá obter meios mais diretos e meios mais acessíveis aos nosso sentidos.

A comunicação feita por intermédio de médium qualifica-se como comunicação indireta.

A comunicação direta procede-se sem qualquer ação intermediária de pessoas com faculdade mediúnica.

Observe-se a citação abaixo, transcrita do Livro dos Médiuns.

Citação de: Item 146 do Livro dos Médiuns

A pneumatografia é a escrita produzida diretamente
pelo Espírito, sem intermediário algum; difere da psicografia,
por ser esta a transmissão do pensamento do Espírito,
mediante a escrita feita com a mão do médium.
O fenômeno da escrita direta é, não há negar, um dos
mais extraordinários do Espiritismo; mas, por muito anormal
que pareça, à primeira vista, constitui hoje fato averiguado
e incontestável. A teoria, sempre necessária, para
nos inteirarmos da possibilidade dos fenômenos espíritas
em geral, talvez mais necessária ainda se faz neste caso
que, sem contestação, é um dos mais estranhos que se
possam apresentar, porém que deixa de parecer sobrenatural,
desde que se lhe compreenda o princípio.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Mourarego em 06 de Março de 2013, 15:44
Já vi um caso destes Lineu.
quando jovem ainsda, e na Umbanda, costumava junto com amigos da mesma rua, conversar sobre essas coisas de Espíritos.
Durante um feriado sde semana santa, reunímo-nos num terreno onde tínhamos feito um campinho de futebol para falarmos sem que nos expulsassem sdos degraus sdo prédio onsde eu morava.
Brincando surgiu a idéia de tentar um fenômeno  e partimos para frente.
Assim, fizemos uma prece e deixamos o tempo passar em concentração.
Estávamos num quartinho de madeira onde antes eram guardadas ferramentas, e em dado momento, a luz apagou por breve instante, logicamente começaram as brincadeiras próprias dos jovens mas um dos amigos notou um círculo feito no papel antes em branco.
Não, não tinha sido feito pelo lapís, era mais uma mancha. o tempo passou e o Nelson, reclamou de ter perdido a aliança de noivado, mais gozações até que ele resolveu revistar todos nós nada encontrando.
Pois bem, outro amigo pensandonuma nova gozação resolveu retirar a lâmpada do bocal e quando isso foi feito, dentro dela estava a aliança.
Quando novamente nos lembramos do papel e do lápis, encontramos lá o aviso; Não mexam com os mortos.
Não é estorinha, tal fato aconteceu.
Abraços,
Moura
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Março de 2013, 15:55
Olá a todos!

Antes demais, dou os meus parabéns ao Forum Espírita por realizar esta rubrica de estudo mensal e agradeço ao irmão Moisés, pela interessante escolha do tema: Da Natureza das Comunicações.

Gostaria de participar deste estudo, mas como nunca participei, não sei como fazer.
Além de estudarmos o ítem 133 do Livro dos Médiuns, no capítulo X, podemos recorrer também ao Livro dos Espíritos, ou outros livros de Kardec que abordem o tema?
Devemos responder às perguntas do vídeo transmitindo a nossa opinião, ou transcrever para aqui o que está escrito nos livros somente?
Ou por outro lado, ambas as coisas, transcrever o que dizem os livros e responder às perguntas do vídeo transmitindo a nossa opinião?
Será que alguém me pode ajudar?

Muito obrigada.

Abraços de Luz e Paz para todos,

Cris Henriques


Olá Criss
Completando o que o Moura disse

é só participar.

Abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Março de 2013, 15:56
Exato, mano Vitor, a TCI, como a psicografia, é apenas meio.
Abraços,
Moura

Fica ainpara todos
mais uma boa observação

valeu
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Março de 2013, 16:00
A grande questão de alguns grupos que estudam a mediunidade é que não mantem seus médiuns pelo estudo doutrinário que é obrigatório.
Então, quando um médium tem determinada qualidade medianímica como a da visão por exemplo, ele vê coisas que as vezes o assusta, e daí para a frente se desarmoniza e posde desestabilizar todo o grupo.
Eu já presenciei isso.
Abraços,
Moura

É isso ai Moura

Nós temos muitas dificuldades pessoais
para manter uma frequência coerente
de um grupo
Para que possamos nos afinizar cada vez mais.

Outra questão é vencer os melindres
os ciumes
oe orgulhos
a timidez

enfim

e ai segue
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Vitor Santos em 06 de Março de 2013, 16:48
Olá amigo Lineu

A escrita directa também envolve um médium. O que acontece é que o médium não tem consciência disso. Os espiritos, que eu saiba, não produzem, sozinhos, fenómenos materiais. Mas estamos sempre a aprender. Pode ser que eu esteja enganado.

Como diz o amigo Moisés, se isso for possivel, assim já não se queima o médium. Queima-se a máquina. Para além disso a máquina não mente. Depois já só desconfiamos do operador e do construtor da máquina (risos).

bem haja
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Antonio Renato em 06 de Março de 2013, 17:25
Minha querida irmã Cris,completando o que foi colocado.Você deve participar sim dos nossos
estudos mensais,tendo em foco o que está sendo debatido,dando a sua opinião pessoal 
com o seu entendimento,se não estiver bem colocado,naturalmente algum dos participantes
mais esclarecido irá questionar e lhe posicionar melhor.Você deve ter as suas conclusões e
não tomar   de conhecimentos emprestados,aprendi essa com o amigo e irmão Coronel aqui  no FE,você pode até citar um capítulo de um dos livros da codificação,uma pergunta de nº tal
do OLE,que é que melhor nos situa nos nossos estudos.A quem interessar possa,que reveja
essa citação,pois em se tratando de espiritas que seguem e estudam a Doutrina Espírita,não
terá dificuldades em saber.Particularmente eu não coloco nada do que está escrito nas codifi-
-cações,ou mesmo trechos de um livro mesmo que seja de um estudo sério,coloco as minhas
participações de acordo com os meus próprios conhecimentos,podem não ser muitos,mas como
todos aqui no FE,sou um estudante e continuo aprendendo.
Fique na paz.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: CrisHenriques em 06 de Março de 2013, 17:42
Olá irmãos!

Respondendo à questão número 4 do vídeo: Qual o objectivo das comunicações instrutivas?

Resposta segundo o Livro dos Espíritos: "111. Segunda classe. ESPÍRITOS SUPERIORES. - Esses em si reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. Da linguagem que empregam se exala sempre a benevolência; é uma linguagem invariavelmente digna, elevada e, muitas vezes, sublime. Sua superioridade os torna mais aptos do que os outros a nos darem noções exatas sobre as coisas do mundo incorpóreo, dentro dos limites do que é permitido ao homem saber. Comunicam-se complacentemente com os que procuram de boa-fé a verdade e cuja alma já está bastante desprendida das ligações terrenas para compreendê-la. Afastam-se, porém, daqueles a quem só a curiosidade impele, ou que, por influência da matéria, fogem à prática do bem."

Resposta do Livro dos Médiuns: "137. Instrutivas são as comunicações sérias cujo principal objeto consiste num ensinamento qualquer, dado pelos Espíritos, sobre as ciências, a moral, a filosofia, etc. São mais ou menos profundas, conforme o grau de elevação e de desmaterialização do Espírito. Para se retirarem frutos reais dessas comunicações, preciso é que elas sejam regulares e continuadas com perseverança. Os Espíritos sérios se ligam aos que desejam instruir-se e lhes secundam os esforços.
Qualificando de instrutivas as comunicações, supomo-las verdadeiras, pois o
que não for verdadeiro não pode ser instrutivo, ainda que dito na mais imponente
linguagem."

Minha opinião consoante o estudo e pela minha experiência:

Concluo que as comunicações instrutivas seja para nos guiar, ou nos orientar para resolvermos um determinado problema, ou questão. Conheço um caso de uma pessoa amiga, que costuma sonhar com a resposta, vendo-a num sonho na posição de espectadora. Outras vezes, uma mensagem ecoa na sua mente repetidamente, mesmo depois de acordar até ela fazer o que lhe é dito. Então, a mensagem cessa e o resultado do que ela fez, é positivo e o problema é resolvido.

Amor e paz para todos,

Cris Henriques
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: lineu em 06 de Março de 2013, 21:33
Citação de: Vitor Santos
A escrita directa também envolve um médium. O que acontece é que o médium não tem consciência disso.

Atente-se para a citação abaixo, transcrita do Livro dos Médiuns, particularmente as expressões destacadas, em negrito.

Citação de: Item 146 do Livro dos Médiuns
A pneumatografia é a escrita produzida diretamente pelo Espírito, sem intermediário algum; difere da psicografia, por ser esta a transmissão do pensamento do Espírito, mediante a escrita feita com a mão do médium.


Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Marcos W. Silva em 06 de Março de 2013, 22:36
Citação de: Vitor Santos
A escrita directa também envolve um médium. O que acontece é que o médium não tem consciência disso.

Atente-se para a citação abaixo, transcrita do Livro dos Médiuns, particularmente as expressões destacadas, em negrito.

Citação de: Item 146 do Livro dos Médiuns
A pneumatografia é a escrita produzida diretamente pelo Espírito, sem intermediário algum; difere da psicografia, por ser esta a transmissão do pensamento do Espírito, mediante a escrita feita com a mão do médium.





Amigo Lineu, difere da psicografia por ser esta uma retransmissão do pensamento do Espírito.

Mas, para que haja qualquer manifestacão espiritual é preciso o concurso do médium, com  o chamado fluido animalizado. Mesmo que o médium não saiba, ele pode contribuir para o fenômeno. A diferenca o próprio nome já diz "escrita direta", sem a retransmissão, as mãos do médium. Porém é necessário o fluido animalizado, mesmo para a escrita direta,  entende?

Abracos. :)

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: lineu em 06 de Março de 2013, 23:24
Citação de: Marcos W. Silva
Porém é necessário o fluido animalizado, mesmo para a escrita direta, entende?

Provavelmente, Marcos.

Tal proposição, no entanto, ainda constitui mera hipótese...

No aguardo de comprovação científica.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Março de 2013, 23:25
Citação de: Vitor Santos
A escrita directa também envolve um médium. O que acontece é que o médium não tem consciência disso.

Atente-se para a citação abaixo, transcrita do Livro dos Médiuns, particularmente as expressões destacadas, em negrito.

Citação de: Item 146 do Livro dos Médiuns
A pneumatografia é a escrita produzida diretamente pelo Espírito, sem intermediário algum; difere da psicografia, por ser esta a transmissão do pensamento do Espírito, mediante a escrita feita com a mão do médium.




Olá Lineu

Será que há como diferenciar o concurso do médium
com os recursos do médim?

Lembremo-nos  que nem todos conseguiam a escrita direta
mas com algumas pessoas já era diferente.

O Fenômeno é a escrita direta.

Será mediúnico?
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: lineu em 06 de Março de 2013, 23:40
Citação de: Moises
O Fenômeno é a escrita direta.

Será mediúnico?

Parece que não, Moises.

A palavra médium tem o significado de intermediário entre espíritos encarnados e desencarnados.

Por sua vez, o termo mediúnico relaciona-se com a qualidade de médium.

No entanto, parece conveniente considerar que todos os seres humanos dispõem de qualidade mediúnica, mais ou menos desenvolvida.


Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Março de 2013, 23:49

O Livro dos Médiuns

C A P Í T U L O  X X X I

Dissertações espíritas

                             XXVII
           Repeli impiedosamente todos esses Espíritos que reclamam o exclusivismo de seus conselhos, pregando a divisão e o insulamento. São quase sempre Espíritos vaidosos
e medíocres, que procuram impor-se a homens fracos e crédulos, prodigalizando-lhes louvores exagerados, a fim de os fascinar e ter sob seu domínio. São geralmente Espíritos famintos de poder que, déspotas, públicos ou privados,quando vivos, ainda se esforçam, depois de mortos, por ter vítimas para tiranizarem.
     Em geral, desconfiai das comunicações que tragam caráter de misticismo e de singularidade, ou que prescrevam cerimônias e atos extravagantes. Sempre haverá, nesses casos, motivo legítimo de suspeição. Por outro lado, crede que, quando uma verdade tenha de ser revelada aos homens, ela é comunicada, por assim dizer, instantaneamente, a todos os grupos sérios que disponham
de médiuns sérios, e não a tais ou quais, com exclusão de todos os outros. Ninguém é perfeito médium, se está obsidiado, e há obsessão manifesta, quando um médium
só se mostra apto a receber as comunicações de determinado Espírito, por maior que seja a altura em que este procure colocar-se. Conseguintemente, todo médium, todo grupo que julguem ter o privilégio de comunicações que só eles podem receber e que, por outro lado, estejam adstritos a práticas que orçam pela superstição, indubitavelmente se acham
sob o guante de uma das obsessões mais bem caracterizadas, sobretudo quando o Espírito dominador se pavoneia com um nome que todos, Espíritos encarnados, devemos
honrar e respeitar e não consentir seja profanado a qualquer propósito.
   É incontestável que, submetendo ao cadinho da razão e da lógica todos os dados e todas as comunicações dos Espíritos, fácil será descobrir-se o absurdo e o erro. Pode um médium ser fascinado, como pode um grupo ser mistificado.Mas, a verificação severa dos outros grupos, o conhecimento adquirido e a alta autoridade moral dos diretores de grupos, as comunicações dos principais médiuns, com um cunho de lógica e de autenticidade dos melhores Espíritos, farão justiça rapidamente a esses ditados mentirosos e astuciosos, emanados de uma turba de Espíritos enganadores e malignos.

Erasto (discípulo de São Paulo).
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Março de 2013, 23:58
Citação de: Moises
O Fenômeno é a escrita direta.

Será mediúnico?

Parece que não, Moises.

A palavra médium tem o significado de intermediário entre espíritos encarnados e desencarnados.

Por sua vez, o termo mediúnico relaciona-se com a qualidade de médium.

No entanto, parece conveniente considerar que todos os seres humanos dispõem de qualidade mediúnica, mais ou menos desenvolvida.




Será que a palavra médium não refere-se aquela pessoa que tendo "tal aptidão"
torna-se  por isso intermediária entre dois planos...(de alguma forma).

Sendo assim a pessoa com estas aptidões não teria direta ou indiretamente esta função?

Agora o termo medúnico
não se refere, vamos assim dizer,
fatos próprios com os médiuns
não necessariamente com a qualidade do médium
mas com a qualidade da mediunidade?

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Março de 2013, 00:02
Olá irmãos!

Respondendo à questão número 4 do vídeo: Qual o objectivo das comunicações instrutivas?

Resposta segundo o Livro dos Espíritos: "111. Segunda classe. ESPÍRITOS SUPERIORES. - Esses em si reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. Da linguagem que empregam se exala sempre a benevolência; é uma linguagem invariavelmente digna, elevada e, muitas vezes, sublime. Sua superioridade os torna mais aptos do que os outros a nos darem noções exatas sobre as coisas do mundo incorpóreo, dentro dos limites do que é permitido ao homem saber. Comunicam-se complacentemente com os que procuram de boa-fé a verdade e cuja alma já está bastante desprendida das ligações terrenas para compreendê-la. Afastam-se, porém, daqueles a quem só a curiosidade impele, ou que, por influência da matéria, fogem à prática do bem."

Resposta do Livro dos Médiuns: "137. Instrutivas são as comunicações sérias cujo principal objeto consiste num ensinamento qualquer, dado pelos Espíritos, sobre as ciências, a moral, a filosofia, etc. São mais ou menos profundas, conforme o grau de elevação e de desmaterialização do Espírito. Para se retirarem frutos reais dessas comunicações, preciso é que elas sejam regulares e continuadas com perseverança. Os Espíritos sérios se ligam aos que desejam instruir-se e lhes secundam os esforços.
Qualificando de instrutivas as comunicações, supomo-las verdadeiras, pois o
que não for verdadeiro não pode ser instrutivo, ainda que dito na mais imponente
linguagem."

Minha opinião consoante o estudo e pela minha experiência:

Concluo que as comunicações instrutivas seja para nos guiar, ou nos orientar para resolvermos um determinado problema, ou questão. Conheço um caso de uma pessoa amiga, que costuma sonhar com a resposta, vendo-a num sonho na posição de espectadora. Outras vezes, uma mensagem ecoa na sua mente repetidamente, mesmo depois de acordar até ela fazer o que lhe é dito. Então, a mensagem cessa e o resultado do que ela fez, é positivo e o problema é resolvido.

Amor e paz para todos,

Cris Henriques


Valeu Criss

bem curioso o seu caso...

Lembrei-me daquelas pessoas que em tudo que vão fazer precisam
que outras decidam por elas...senão !!!


(apenas brincando)
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Março de 2013, 00:08
Olá amigo Lineu

A escrita directa também envolve um médium. O que acontece é que o médium não tem consciência disso. Os espiritos, que eu saiba, não produzem, sozinhos, fenómenos materiais. Mas estamos sempre a aprender. Pode ser que eu esteja enganado.

Como diz o amigo Moisés, se isso for possivel, assim já não se queima o médium. Queima-se a máquina. Para além disso a máquina não mente. Depois já só desconfiamos do operador e do construtor da máquina (risos).

bem haja

Olá Vitor

Parece-me que há casos onde os médiuns são conscientes..ou estão, para a produção do fenômeno.


(Sobre as máquinas e os risos....
o que se quebra de celular em certas comunicações...assusta)
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Antonio Renato em 07 de Março de 2013, 11:53
Meus irmãos.Todos nós espiritas sabemos da nossa capacidade de comunicação,pois na
verdade são os espíritos que estão se comunicando,os desencarnados para os encarna-
-dos que somos nós.Esses processos acontecem naturalmente,mas no entanto dependem
da nossa sintonia,ainda concordando com o nosso irmão Marco,se a nossa mente não
estiver com esse canal aberto não haverá comunicação.Na maioria das vezes as comunica-
-ções nos veem através dos nossos pensamentos,se variarmos eles,assim como se muda
uma estação de rádio ou televisão,elas não acontecem,muito embora que independente da
nossa vontade ela nos voltem,citando como exemplo:Em determinado momento nos vem em
pensamento algum acontecimento,seja de bom ou de ruim,por nossa vontade,aí sim,mudamos
o nosso pensamento por não aceitarmos o que os espíritos desencarnados nos quer comuni-
-car,eu sou um exemplo vivo,e vou relatar:Em 1997,sofri um grave acidente automobilístico,
três costelas quebradas,hemorragia interna,dois dias na UTI,dez dias com um dreno retirando
sangue da pleura,enfim estou aqui relatando.Todos esses acontecimentos podiam ter sido
evitados se eu tivesse dado à atenção o que me veio várias vezes durante o dia em pensa-
-mento,nitidamente eu via na minha mente um carro colidindo ao meu,mudava o pensamento,
algum tempo depois vinha novamente o mesmo pensamento,o acidente aconteceu à noite.
Portanto meus irmãos,há várias formas de comunicações e a elas devemos está atentos,pois
a medida em que vamos aumentando o nosso aprendizado,maior vai sendo a nossa capaci-
-dade de melhor entender as comunicações.
Fiquem na paz.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Março de 2013, 14:50
Meus irmãos.Todos nós espiritas sabemos da nossa capacidade de comunicação,pois na
verdade são os espíritos que estão se comunicando,os desencarnados para os encarna-
-dos que somos nós.Esses processos acontecem naturalmente,mas no entanto dependem
da nossa sintonia,ainda concordando com o nosso irmão Marco,se a nossa mente não
estiver com esse canal aberto não haverá comunicação.Na maioria das vezes as comunica-
-ções nos veem através dos nossos pensamentos,se variarmos eles,assim como se muda
uma estação de rádio ou televisão,elas não acontecem,muito embora que independente da
nossa vontade ela nos voltem,citando como exemplo:Em determinado momento nos vem em
pensamento algum acontecimento,seja de bom ou de ruim,por nossa vontade,aí sim,mudamos
o nosso pensamento por não aceitarmos o que os espíritos desencarnados nos quer comuni-
-car,eu sou um exemplo vivo,e vou relatar:Em 1997,sofri um grave acidente automobilístico,
três costelas quebradas,hemorragia interna,dois dias na UTI,dez dias com um dreno retirando
sangue da pleura,enfim estou aqui relatando.Todos esses acontecimentos podiam ter sido
evitados se eu tivesse dado à atenção o que me veio várias vezes durante o dia em pensa-
-mento,nitidamente eu via na minha mente um carro colidindo ao meu,mudava o pensamento,
algum tempo depois vinha novamente o mesmo pensamento,o acidente aconteceu à noite.
Portanto meus irmãos,há várias formas de comunicações e a elas devemos está atentos,pois
a medida em que vamos aumentando o nosso aprendizado,maior vai sendo a nossa capaci-
-dade de melhor entender as comunicações.
Fiquem na paz.

Olá Antonio

sem dúvidas
pois aumentar o aprendizado
vamos melhorando nossa capacidade e o nosso entendimento.

Valeu

Abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 07 de Março de 2013, 19:03
Citação de: Moises
O Fenômeno é a escrita direta.

Será mediúnico?

Parece que não, Moises.

A palavra médium tem o significado de intermediário entre espíritos encarnados e desencarnados.

Por sua vez, o termo mediúnico relaciona-se com a qualidade de médium.

No entanto, parece conveniente considerar que todos os seres humanos dispõem de qualidade mediúnica, mais ou menos desenvolvida.




Será que a palavra médium não refere-se aquela pessoa que tendo "tal aptidão"
torna-se  por isso intermediária entre dois planos...(de alguma forma).

Sendo assim a pessoa com estas aptidões não teria direta ou indiretamente esta função?

Agora o termo medúnico
não se refere, vamos assim dizer,
fatos próprios com os médiuns
não necessariamente com a qualidade do médium
mas com a qualidade da mediunidade?



Olá Lineu

não quero fazer nenhuma colocação
nesta postagem

Quero apenas lhe parabenizar
pela bela participação
com este assunto muito importante para nós

Voce contribui muito
para este estudo

Muito Obrigado
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: MarcosBorges em 07 de Março de 2013, 20:39
O Lineu

"A pneumatografia é a escrita produzida diretamente pelo Espírito, sem intermediário algum; difere da psicografia, por ser esta a transmissão do pensamento do Espírito, mediante a escrita feita com a mão do médium. (LM 146)"

No caso não é necessario o medium com intermediario na produção da escrita em comparação à psicografia (que necessita dos braços e mãos empunhando um lápis sobre uma prancheta para mecanicamente manifestar do fenômeno). O mesmo com a pneumatofonia (voz direta) em relação a psicofonia. A voz direta se manifesta no ambiente. Em ambos os casos deve haver algum tipo de elemento a co-participar mesmo porque o espirito não tem como agir diretamente sobre a materia para produzir um fenômeno físico. Tanto a voz direta como a escrita direta são fenômenos fisicos e, portanto, há necessidade de fluido animalizado ou seja de um medium como fonte, mesmo que sua colocaboração não seja voluntaria.

Na LM 148 diz:
"(...) Sabe-se que os Espíritos movem e deslocam objetos, que pegam e atiram à distância, podendo assim pegar o lápis e escrever. Desde que o fazem por intermédio da mão dos médiuns ou de uma prancheta, poderiam também fazê-lo de maneira direta. Mas logo se verificou que a presença do lápis era desnecessária, que bastava um simples pedaço de papel, dobrado ou não, para em breves minutos aparecerem às letras."

São destes intermediarios: mão do médium, lápis e prancheta que a escrita direta não necessita e não da presença de um medium de efeitos fisicos. Anteriormente no mesmo item há referência que sugere a presença de um medium.

"A escrita direta é obtida, como a maioria das manifestações espíritas não espontâneas, pelo recolhimento, a prece e a evocação. (...)" é obtida (...) "sobre um simples móvel caseiro, desde que se esteja nas condições morais exigidas e se disponha da necessária faculdade mediúnica."

Se há necessidade de uma faculdade mediunica então há necessidade de um médium presente mesmo que não se reconheça um medium e sua participação seja involuntaria.

Abraço fraterno

Marcos Borges

 
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Marcos W. Silva em 07 de Março de 2013, 23:01
Boa explicacão xará.

Abracos.

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: lineu em 07 de Março de 2013, 23:51
Citação de: MarcosBorges
Se há necessidade de uma faculdade mediunica então há necessidade de um médium presente mesmo que não se reconheça um medium e sua participação seja involuntaria.

Decerto, Marcos.

Doutrinariamente, é necessária a presença de um médium, como doador do princípio vital, imprescindível à realização de efeitos físicos.

Observe-se, no entanto, conforme a citação abaixo transcrita, que a faculdade mediúnica é inerente ao ser humano.

Citação de: Item 159 do Livro dos Médiuns
Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Março de 2013, 00:21
Citação de: MarcosBorges
Se há necessidade de uma faculdade mediunica então há necessidade de um médium presente mesmo que não se reconheça um medium e sua participação seja involuntaria.

Decerto, Marcos.

Doutrinariamente, é necessária a presença de um médium, como doador do princípio vital, imprescindível à realização de efeitos físicos.

Observe-se, no entanto, conforme a citação abaixo transcrita, que a faculdade mediúnica é inerente ao ser humano.

Citação de: Item 159 do Livro dos Médiuns
Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo.


Olá Lineu

Seria doutrinalmente
ou

seria cientificamente?

esta razão é interessante....

,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,

Houve um caso interessante que acompanhei bem de perto
...

Um casal amigo
estava a reformar o apartamento
e grandes difucudades surgiam
com os profissionais da mãe de obra que executavam a reforma
fatos inusitados
doenças...desistências...problemas nas famílias
em fim
uma grande contrariedade ocorria...
uma vez quando o casal amigo foi abrir a porta de entrada do apartamento
estava escrito no chão do imóvel
  " Vão embora daqui "
tempos depois através de uma decoradora
fiquei sabendo que hive morte no prédio
no qual ela comigo ligou os fatos...
(pois a mesma também é espírita e desta vez cuidava da decoração de um outro apartamento adquirido pelo casal)

valeu.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Março de 2013, 00:24
O Lineu

"A pneumatografia é a escrita produzida diretamente pelo Espírito, sem intermediário algum; difere da psicografia, por ser esta a transmissão do pensamento do Espírito, mediante a escrita feita com a mão do médium. (LM 146)"

No caso não é necessario o medium com intermediario na produção da escrita em comparação à psicografia (que necessita dos braços e mãos empunhando um lápis sobre uma prancheta para mecanicamente manifestar do fenômeno). O mesmo com a pneumatofonia (voz direta) em relação a psicofonia. A voz direta se manifesta no ambiente. Em ambos os casos deve haver algum tipo de elemento a co-participar mesmo porque o espirito não tem como agir diretamente sobre a materia para produzir um fenômeno físico. Tanto a voz direta como a escrita direta são fenômenos fisicos e, portanto, há necessidade de fluido animalizado ou seja de um medium como fonte, mesmo que sua colocaboração não seja voluntaria.

Na LM 148 diz:
"(...) Sabe-se que os Espíritos movem e deslocam objetos, que pegam e atiram à distância, podendo assim pegar o lápis e escrever. Desde que o fazem por intermédio da mão dos médiuns ou de uma prancheta, poderiam também fazê-lo de maneira direta. Mas logo se verificou que a presença do lápis era desnecessária, que bastava um simples pedaço de papel, dobrado ou não, para em breves minutos aparecerem às letras."

São destes intermediarios: mão do médium, lápis e prancheta que a escrita direta não necessita e não da presença de um medium de efeitos fisicos. Anteriormente no mesmo item há referência que sugere a presença de um medium.

"A escrita direta é obtida, como a maioria das manifestações espíritas não espontâneas, pelo recolhimento, a prece e a evocação. (...)" é obtida (...) "sobre um simples móvel caseiro, desde que se esteja nas condições morais exigidas e se disponha da necessária faculdade mediúnica."

Se há necessidade de uma faculdade mediunica então há necessidade de um médium presente mesmo que não se reconheça um medium e sua participação seja involuntaria.

Abraço fraterno

Marcos Borges

 


Valeu Marcos Borges

Abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: lineu em 08 de Março de 2013, 00:45
Citação de: Moises
Seria doutrinalmente ou seria cientificamente?

Por enquanto, parece ser apenas doutrinariamente...

Enquanto se aguarda uma imprescindível comprovação científica.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: CrisHenriques em 08 de Março de 2013, 12:01
Olá irmã Angélica!

Sê bem-vinda ao Forum Espírita.

Achei o teu post interessante e procurei o livro em pdf, que vou ler brevemente.

Obrigada pela partilha.

A todos os quiserem ler o livro Qualidade na Prática Mediúnica, sintam-se à vontade para baixá-lo neste link:

http://[center][url]http://www.luzespirita.org.br/leitura/pdf/L128.pdf[/center][/url]

Dia feliz com muita Paz e Amor para todos,
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Março de 2013, 13:29
Citação de: Moises
Seria doutrinalmente ou seria cientificamente?

Por enquanto, parece ser apenas doutrinariamente...

Enquanto se aguarda uma imprescindível comprovação científica.


Olá Lineu

mas !!!

Mas então tudo o que você postou,
todo o assunto que envolveu suas colocações
tadas estas questões aventando as possibilidades das máquinas
que irão responder, ou nos assistir, nas questões dos contatos com o mundo invísivel,
todo este assunto das escreitas diretas abordado e explicado por Kardec no O Livro dos Médiuns...Além de tantas pesquisas realizadas por tantos outros estudiosos destas quesões psiquicas...
Foi tudo em vão?

É uma iinveção?
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Março de 2013, 13:31
Olá irmã Angélica!

Sê bem-vinda ao Forum Espírita.

Achei o teu post interessante e procurei o livro em pdf, que vou ler brevemente.

Obrigada pela partilha.

A todos os quiserem ler o livro Qualidade na Prática Mediúnica, sintam-se à vontade para baixá-lo neste link:

http://[center][url]http://www.luzespirita.org.br/leitura/pdf/L128.pdf[/center][/url]

Dia feliz com muita Paz e Amor para todos,[/font][/size][/color]

Valeu pela contribuição
Vamos ler sim.

Abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Mourarego em 08 de Março de 2013, 13:39
Acertou no alvo mano Marcos.
Abraços,
Moura
O Lineu

"A pneumatografia é a escrita produzida diretamente pelo Espírito, sem intermediário algum; difere da psicografia, por ser esta a transmissão do pensamento do Espírito, mediante a escrita feita com a mão do médium. (LM 146)"

No caso não é necessario o medium com intermediario na produção da escrita em comparação à psicografia (que necessita dos braços e mãos empunhando um lápis sobre uma prancheta para mecanicamente manifestar do fenômeno). O mesmo com a pneumatofonia (voz direta) em relação a psicofonia. A voz direta se manifesta no ambiente. Em ambos os casos deve haver algum tipo de elemento a co-participar mesmo porque o espirito não tem como agir diretamente sobre a materia para produzir um fenômeno físico. Tanto a voz direta como a escrita direta são fenômenos fisicos e, portanto, há necessidade de fluido animalizado ou seja de um medium como fonte, mesmo que sua colocaboração não seja voluntaria.

Na LM 148 diz:
"(...) Sabe-se que os Espíritos movem e deslocam objetos, que pegam e atiram à distância, podendo assim pegar o lápis e escrever. Desde que o fazem por intermédio da mão dos médiuns ou de uma prancheta, poderiam também fazê-lo de maneira direta. Mas logo se verificou que a presença do lápis era desnecessária, que bastava um simples pedaço de papel, dobrado ou não, para em breves minutos aparecerem às letras."

São destes intermediarios: mão do médium, lápis e prancheta que a escrita direta não necessita e não da presença de um medium de efeitos fisicos. Anteriormente no mesmo item há referência que sugere a presença de um medium.

"A escrita direta é obtida, como a maioria das manifestações espíritas não espontâneas, pelo recolhimento, a prece e a evocação. (...)" é obtida (...) "sobre um simples móvel caseiro, desde que se esteja nas condições morais exigidas e se disponha da necessária faculdade mediúnica."

Se há necessidade de uma faculdade mediunica então há necessidade de um médium presente mesmo que não se reconheça um medium e sua participação seja involuntaria.

Abraço fraterno

Marcos Borges

 

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Março de 2013, 13:40
Um caso de escrita direta narrado na Bíblia;

Daniel 5

1 Certa vez o rei Belsazar deu um grande banquete para mil dos seus nobres, e com eles bebeu muito vinho.
2 Enquanto Belsazar bebia vinho, deu ordens para trazerem as taças de ouro e de prata que o seu predecessor, Nabuco­donosor, tinha tomado do templo de Jerusalém, para que o rei e os seus nobres, as suas mulheres e as suas concubinas bebessem nessas taças.
3 Então trouxeram as taças de ouro que tinham sido tomadas do templo de Deus em Jerusalém, e o rei e os seus nobres, as suas mulheres e as suas concubinas beberam nas taças.
4 Enquanto bebiam o vinho, louvavam os deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra.
5 Mas, de repente apareceram dedos de mão humana que começaram a escrever no reboco da parede, na parte mais iluminada do palácio real. O rei observou a mão enquanto ela escrevia.
6 Seu rosto ficou pálido, e ele ficou tão assustado que os seus joelhos batiam um no outro e as suas pernas vacilaram.
7 Aos gritos, o rei mandou chamar os encan­tadores, os astrólogos e os adivinhos e disse a esses sábios da Babilônia: "Aquele que ler essa inscrição e interpretá-la, revelando-me o seu significado, vestirá um manto vermelho, terá uma corrente de ouro no pescoço e será o terceiro em importância no governo do reino".
8 Todos os sábios do rei vieram, mas não conseguiram ler a inscrição nem dizer ao rei o seu significado.
9 Diante disso o rei Belsazar ficou ainda mais aterrorizado e o seu rosto, mais pálido. Seus nobres estavam alarmados.
10 Tendo a rainha ouvido os gritos do rei e dos seus nobres, entrou na sala do banquete e disse: "Ó rei, vive para sempre! Não fiques assustado nem tão pálido!
11 Existe um homem em teu reino que possui o espírito dos santos deuses. Na época do teu predecessor verificou-se que ele era um iluminado e tinha inteligência e sabe­doria como a dos deuses. O rei Nabucodonosor, teu predecessor - sim, o teu predecessor - o nomeou chefe dos magos, dos encantadores, dos astrólogos e dos adivinhos.
12 Verificou-se que esse homem, Daniel, a quem o rei dera o nome de Beltessazar, tinha inteligência extraordinária e também a capacidade de interpretar sonhos e resolver enigmas e mistérios. Manda chamar Daniel, e ele te dará o significado da escrita".
13 Assim Daniel foi levado à presença do rei, que lhe disse: "Você é Daniel, um dos exilados que meu pai, o rei, trouxe de Judá?
14 Soube que o espírito dos deuses está em você e que você é um iluminado com inteligência e sabedoria fora do comum.
15 Trouxeram os sábios e os encantadores à minha presença para lerem essa inscrição e me dizerem o seu significado, porém eles não o conseguiram.
16 Mas eu soube que você é capaz de dar interpretações e de resolver mistérios. Se você puder ler essa inscrição e dizer-me o que significa, você será vestido com um manto vermelho e terá uma corrente de ouro no pesco­ço, e será o terceiro em importância no governo do reino".
17 Então Daniel respondeu ao rei: "Podes guardar os teus presentes para ti mesmo e dar as tuas recompensas a algum outro. No entanto, lerei a inscrição para o rei e te direi o seu significado.
18 "Ó rei, foi a Nabucodonosor, teu prede­cessor, que o Deus Altíssimo deu soberania, grandeza, glória e majestade.
19 Devido à alta posição que Deus lhe concedeu, homens de todas as nações, povos e línguas tremiam diante dele e o temiam. A quem o rei queria matar, matava; a quem queria poupar, poupava; a quem queria promover, promovia; e a quem queria humilhar, humilhava.
20 No entanto, quando o seu coração se tornou arrogante e endurecido por causa do orgulho, ele foi deposto de seu trono real e despojado da sua glória.
21 Foi expulso do meio dos homens e sua mente ficou como a de um animal; passou a viver com os jumentos selvagens e a comer capim como os bois; e o seu corpo se molhava com o orvalho do céu, até reconhecer que o Deus Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e põe no poder quem ele quer.
22 "Mas tu, Belsazar, seu sucessor, não te humilhaste, embora soubesses de tudo isso.
23 Ao contrário, te exaltaste acima do Se­nhor dos céus. Mandaste trazer as taças do templo do Senhor para que nelas bebessem tu, os teus nobres, as tuas mulheres e as tuas concu­binas. Louvaste os deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não podem ver nem ouvir nem entender. Mas não glorificaste o Deus que sustenta em suas mãos a tua vida e todos os teus caminhos.
24 Por isso ele enviou a mão que escreveu as palavras da inscri­ção.
25 "Esta é a inscrição que foi feita: MENE, MENE, TEQUEL, PARSIM.
26 "E este é o significado dessas palavras: Mene: Deus contou os diasdo teu reinadoe determinou o seu fim.
27 Tequel: Foste pesado na balançae achado em falta.
28 Peres: Teu reino foi divididoe entregue aos medos e persas".
29 Então, por ordem de Belsazar, vestiram Daniel com um manto vermelho, puseram-lhe uma corrente de ouro no pescoço, e o proclama­ram o terceiro em importância no governo do reino.
30 Naquela mesma noite Belsazar, rei dos babilônios, foi morto,
31 e Dario, o medo, apoderou-se do reino, com a idade de sessenta e dois anos.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Março de 2013, 13:54
Fatos Espíritas
William Crookes



Escrita direta

É esta a expressão empregada para designar a escrita que não é produzida por nenhuma das pessoas presentes.

Obtive várias vezes palavras e comunicações escritas em papel marcado com o meu sinete particular e, sob as mais rigorosas condições de controle, ouvi na escuridão o ranger do lápis a mover-se sobre o papel.

As precauções, previamente tomadas por mim, eram tão grandes que eu estava perfeitamente convencido como se houvesse visto os caracteres se formarem. Mas, como o espaço não me permite entrar em todas as minúcias, limitar-me-ei a citar os casos nos quais meus olhos, tão bem quanto meus ouvidos, foram testemunhas da operação.

O primeiro fato, que citarei, produziu-se, é certo, em uma sessão às escuras, mas o seu resultado não foi menos satisfatório.

Eu estava sentado perto da médium, a Sra. Fox; não havia outras pessoas presentes, além de minha mulher e uma senhora nossa parenta, e eu segurava as mãos da médium com uma das minhas, enquanto que seus pés estavam sobre os meus.

Diante de nós, sobre a mesa, havia papel e a minha mão livre segurava o lápis.

Mão luminosa desceu do teto da sala e, depois de ter pairado perto de mim durante alguns segundos, tomou-me o lápis, escreveu rapidamente numa folha de papel, abandonou o lápis e, em seguida, elevou-se acima das nossas cabeças, perdendo-se pouco a pouco na escuridão.

O meu segundo exemplo pode ser considerado um insucesso.

Um grande revés ensina muitas vezes mais do que a experiência mais bem sucedida.

Essa manifestação se realizou à luz, em minha própria sala, e somente em presença do Sr. Home e de alguns amigos íntimos.

Várias circunstâncias, das quais é inútil fazer a narração, me tinham mostrado que o poder do Sr. Home era muito forte essa noite. Exprimi, pois, o desejo de ser testemunha, nesse momento, da produção de uma comunicação escrita, do modo pelo qual antes eu tinha ouvido narrar por um dos meus amigos.

Imediatamente nos deram a seguinte comunicação alfabética: “Experimentaremos”.

Colocamos algumas folhas de papel e um lápis no meio da mesa e, então, o lápis ergueu-se apoiando-se sobre a ponta, avançou para o papel com saltos mal seguros e caiu. Em seguida, tornou a levantar-se e a cair ainda. Uma terceira vez se esforçou, mas sem obter melhor resultado.

Depois dessas três tentativas infrutíferas, uma pequena régua, que se achava ao lado sobre a mesa, resvalou para o lápis e elevou-se a algumas polegadas acima da mesa, o lápis levantou-se de novo, apoiou-se na régua, e ambos fizeram esforço para escrever no papel. Depois de terem experimentado três vezes, a régua abandonou o lápis e voltou ao seu lugar; o lápis tornou a cair sobre o papel, e uma comunicação alfabética nos disse: “Experimentamos satisfazer o vosso pedido, porém está acima do nosso poder”.

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Março de 2013, 14:02
Creio que este caso abaixo contribuirá para os nossos estudos

Fatos Espíritas
William Crookes


Manifestações diversas de caráter complexo

Sob esse título me proponho fazer conhecer algumas das manifestações que, por causa do seu caráter complexo, não podem ser classificadas diferentemente. Entre mais de doze fatos, escolherei dois. O primeiro produziu-se em presença da Sra. Kate Fox e para torná-lo inteligível é preciso que entremos em alguns pormenores.

A Sra. Fox tinha-me prometido dar uma sessão em minha casa, numa noite de primavera do ano passado; enquanto eu a esperava, uma senhora nossa parenta e os meus dois filhos mais velhos, um de catorze anos e o outro de onze, achavam-se na sala de jantar, onde as sessões sempre se realizavam, e eu mesmo me achava só na minha biblioteca, ocupado em escrever. Ouvindo uma carruagem parar e a campainha tocar, abri a porta à Sra. Fox, e conduzi-a logo para a sala de jantar, porque me disse ela que, não podendo demorar-se muito, não subiria; colocaram numa cadeira o seu chapéu e o xale. Dirigindo-me então para a porta da sala de jantar, mandei que meus dois filhos fossem para a biblioteca estudar as suas lições; fechei a porta, dei volta à chave e, conforme meu hábito durante as sessões, meti a chave no bolso.

Sentamo-nos. A Sra. Fox ficou à minha direita e a outra senhora à esquerda. Recebemos logo uma comunicação alfabética convidando-nos a apagar o gás; apagamo-lo, ficando em escuridão completa e durante a qual mantive, em uma das minhas, as mãos da Sra. Fox. Quase no mesmo instante uma comunicação nos foi dada nestes termos: “Vamos produzir um fenômeno que vos dará a prova do nosso poder” e, quase imediatamente depois, ouvimos todos o tilintar de uma companhia, não estacionária, mas que ia e vinha de todos os lados, na sala: ora perto da parede, ora outra vez em um canto distante; ora me tocava na cabeça, em seguida batia no soalho; depois de ter assim soado, na sala, durante pelo menos cinco minutos, a campainha caiu sobre a mesa, muito perto das minhas mãos.

Enquanto durou o fenômeno, ninguém se moveu e as mãos da Sra. Fox ficaram perfeitamente imóveis. Eu pensava que não podia ser a minha campainha que tocava, pois a tinha deixado em minha biblioteca. (Pouco tempo antes da chegada da Sra. Fox, tive necessidade de um livro, que se achava no canto de uma prateleira; a campainha estava sobre o livro e eu a tinha posto de lado para poder retirá-lo. Esse pequeno incidente me assegurava que a campainha estava na biblioteca). O gás iluminava vivamente o corredor para o qual dava a porta da sala de jantar, de tal maneira que essa porta não podia abrir-se sem deixar a luz penetrar na sala onde nos achávamos; ademais, para abri-la, havia só uma chave e eu a tinha no bolso.

Acendi uma vela.

Não havia dúvida; era realmente uma campainha que estava sobre a mesa, diante de mim. Fui direto à biblioteca; de um relance vi que a campainha não estava mais onde devia achar-se.

Perguntei, então, a meu filho mais velho:

– Sabes onde está minha campainha?

– Sim, papai, ei-la: – respondeu-me e apontava o lugar onde eu a tinha deixado. Pronunciando essas palavras, ele levantou os olhos e continuou assim: – Não, ela não está ali, mas estava há bem pouco tempo.

– Que queres dizer? Que alguém veio buscá-la?

– Não – disse ele –, ninguém entrou; mas tenho certeza de que ela estava ali, porque logo que nos fizestes sair da sala de jantar, a fim de virmos para aqui, J... (o mais moço de meus filhos) começou a tocá-la com tanta força que eu não podia estudar minhas lições, e lhe disse que parasse.

J... confirmou essas palavras e acrescentou que depois de ter tocado a campainha a tinha colocado no mesmo lugar.

O segundo caso, que vou narrar, verificou-se à luz, em um domingo à noite, em presença do Sr. Home e de alguns membros de minha família, somente. Minha mulher e eu tínhamos passado o dia no campo e trouxemos de lá algumas flores que havíamos colhido. Chegando à casa, entregamo-las à criada para pô-las na água. O Sr. Home chegou logo depois e todos nos dirigimos para a sala de jantar. Quando nos sentamos, a criada trouxe as flores que tinha posto em um vaso; coloquei-as no meio da mesa, cuja toalha tinha sido retirada: era a primeira vez que o Sr. Home via essas flores.

Depois de obtidas muitas manifestações, a conversa veio cair sobre certos fatos que pareciam não se poderem explicar senão admitindo que a matéria podia realmente passar através de uma substância sólida. A esses propósitos a comunicação que se segue nos foi dada alfabeticamente: “É impossível a matéria passar através da matéria, mas vamos mostrar o que podemos fazer.”

Esperamos em silêncio; uma aparição luminosa foi logo vista pairando sobre o ramalhete de flores; depois, à vista de todos, uma haste de erva da China, de 15 polegadas de comprimento, que ornamentava o centro do ramalhete, elevou-se lentamente do meio das outras flores e, em seguida, desceu à mesa defronte do vaso, entre este e o Sr. Home; chegando à mesa, essa haste não se demorou, mas atravessou-a em linha reta, e todos a vimos muito bem até passar por completo.

Logo depois da desaparição da erva, minha mulher, que estava sentada ao lado do Sr. Home, viu, entre ela e ele, mão estranha que vinha de debaixo da mesa e que segurava a haste da erva com a qual lhe bateu duas ou três vezes sobre os ombros, com um ruído que todos ouviram; depois depositou a erva no soalho e desapareceu. Só duas pessoas viram a mão, porém todos os assistentes perceberam o movimento da erva. Enquanto isso se passava, podiam todos ver as mãos do Sr. Home colocadas tranqüilamente sobre a mesa, que estava diante dele. O lugar em que a erva desapareceu ficava a 18 polegadas daquele em que estavam as suas mãos; a mesa era uma das de sala de jantar, com molas, abrindo-se por meio de um parafuso: não era elástica e a reunião das duas partes formava uma estreita fenda no meio; foi através dessa fenda que a erva passara; medi-a e achei que tinha apenas 1/8 de polegada de largura. A haste da erva era demasiadamente grossa para que pudesse passar através da fenda sem se quebrar; entretanto todos a tínhamos visto passar por ali, sem dificuldade, docemente, e examinando-a em seguida, vimos que ela não oferecia a mais ligeira marca de pressão ou de arranhão.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Março de 2013, 14:07
Estas opiniões também.

Fatos Espíritas
William Crookes


O que dizem os sábios



O Sr. Alfred Russel Wallace,
da Sociedade Real de Londres


Eu era, diz Wallace, um materialista tão convencido, que não admitia absolutamente a existência espiritual, nem qualquer outro agente do Universo além da força e da matéria. Os fatos, entretanto, são coisas pertinazes.

A minha curiosidade foi primeiramente excitada por alguns fenômenos ligeiros, mas inexplicáveis, que se produziam em uma família amiga; o desejo de saber e o amor da verdade forçaram-me a prosseguir nas pesquisas.

Os fatos tornaram-se cada vez mais certos, cada vez mais variados, cada vez mais afastados de tudo quanto a ciência moderna ensina e de todas as especulações da filosofia dos nossos dias, e, afinal, venceram-me. Eles me forçaram a aceitá-los como fatos, muito antes de eu admitir a sua explicação espiritual – não havia nesse tempo, em meu cérebro, lugar para esta concepção –; pouco a pouco, um lugar se fez, não por opiniões preconcebidas ou teóricas, mas pela ação contínua de fatos sobre fatos, dos quais ninguém se podia desembaraçar de outra maneira.

O Espiritismo está tão bem demonstrado quanto a lei de gravitação.

..............................................

O Coronel De Rochas

Tais são as questões que me proponho a estudar em um próximo livro intitulado Fantômes des Vivants, onde exporei a teoria do corpo fluídico, teoria que, admitida pelos filósofos do Oriente e pelos padres da Igreja, parece hoje se confirmar por provas objetivas.

Mas não é a ciência por excelência, a ciência para a qual tendem todos os que, ousando levar as suas investigações sobre forças cada vez mais sutis, começam a entrever o momento em que o homem, convencido por provas experimentais de que, de seu corpo, pode destacar-se durante a vida alguma coisa que pensa e sente, concluirá que essa alguma coisa pode sobreviver à destruição da carne, e então substituirá por uma convicção inabalável o ato de fé vacilante que lhe pedem todas as religiões para regular a sua vida presente, em vista de uma vida futura ?

................


O Sr. César Lombroso
ao Sr. Ernesto Ciolf, Nápoles

“Caro Senhor:

Os dois relatórios que me enviou são da mais completa exatidão. Acrescento que antes de se ter visto a farinha derramada, a médium tinha anunciado que pulverizaria com ela o rosto de seus vizinhos; e tudo leva a crer que era essa a sua intenção, o que não pôde realizar senão em parte, nova prova, a meu ver, da perfeita sinceridade da médium, reunida ao seu estado de semi-inconsciência.

Sinto-me envergonhado e pesaroso de ter combatido com tanta insistência a possibilidade dos fatos espíritas, digo fatos, porque ainda fico oposto à teoria.
Queira saudar, em meu nome, ao Sr. E. Chiaia e fazer examinar, se possível, pelo Sr. Albini, o campo visual e o fundo dos olhos da médium, sobre os quais desejo orientar-me.

Turim, 25 de junho de 1891.
Seu bem devotado


D. Lombroso.”

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Março de 2013, 14:12
(continua)

......


Em janeiro de 1897 escrevemos ao eminente sábio sobre assunto espírita; ele dignou-se enviar-nos a seguinte carta:

“Caro Senhor:

Respondo a V. S. o mesmo que já tenho respondido a muitos outros: que sem dúvida os fenômenos espíritas são verdadeiros e que é impossível dar-lhes uma interpretação.
A ciência fisiológica é absolutamente impotente para isso; mas a ciência humana tem limites bastante restritos.
Quem se não riria a poucos anos dos fenômenos que hoje todos verificam: os raios Roentgen?
Turim, 26 de fevereiro de 1897.

Seu devotado

(Como vemos, o ilustre sábio diz que a Ciência, em razão dos seus limites assaz restritos, negava a realidade dos fatos espíritas, como a poucos anos qualquer pessoa se riria de quem tentasse fotografar através de corpos opacos, mas que atualmente considera verdadeiros tanto aqueles fatos como os raios Roentgen )

...............................

O Sr. William Crookes,
da Sociedade Real de Londres

No discurso que o ilustre sábio fez em setembro de 1898, no Congresso da Associação Britânica, disse [13]:

“Trinta anos se passaram desde que publiquei as atas das experiências tendentes a mostrar que fora dos nossos conhecimentos científicos existe uma força posta em atividade por uma inteligência diferente da inteligência comum a todos os mortais. Nada tenho que retratar dessas experiências e mantenho as minhas verificações já publicadas, podendo mesmo a elas acrescentar muita coisa.”

Na obra No Invisível, de Léon Denis, encontram-se as seguintes palavras, pronunciadas pelo mesmo sábio: “O Espiritismo está cientificamente demonstrado.”
O Sr. Alfredo Erny, na obra O Psiquismo Experimental, diz que escreveu ao Sr. Crookes, em 1892, perguntando-lhe se Katie King lhe fez algumas revelações sobre o outro mundo, e que recebeu do ilustre químico a seguinte resposta:

“Tive muitas conversações com Katie King e naturalmente lhe fiz várias perguntas a respeito do outro mundo. As respostas não satisfizeram. Geralmente ela dizia que estava proibida de dar essas informações.”

................

O Doutor Ermácora
“Poucos sábios têm sido tão incrédulos quanto eu a respeito dos fenômenos espíritas; aqueles que duvidarem disso poderão reportar-se aos meus dois livros Pazzi e Anomali e Studi sull'Ipnotismo, nos quais eu quase injuriei os espíritas.”

.....................


O Professor Myers,
da Sociedade Real de Londres

O Sr. Myers na sua comunicação ao Congresso Oficial de Psicologia de Paris [15], depois de ter enumerado os fenômenos obtidos na estado de transe pelas Sras. Piper e Thompson conclui dessa maneira:

“A maior parte dos fatos enunciados sugerem o caráter e a memória de certas pessoas mortas. Estou convencido de que essa substituição de personalidade ou possessão é um progresso sensível na evolução da raça.”

“Pelas minhas experiências convenci-me de que os pretendidos mortos podem se comunicar conosco e penso que para o futuro eles poderão fazê-lo de um modo mais completo. Graças a essa nova ciência os nosso amados sairão do tumulo.” [16]

........

O Doutor Ashburner

“Presenciei, muitas vezes, manifestações mediúnicas e, embora eu quisesse, não poderia repudiar as provas que tive diante dos olhos. Sinto-me feliz em dizer que atualmente há milhares de pessoas que, como eu, não podem duvidar do que viram.”

............

O Engenheiro Cromwel Varley,
da Sociedade Real de Londres

“No Antigo e no Novo Mundo, não conheço exemplo de um homem de bom senso que, tendo estudado com cuidado os fenômenos espíritas, não se tenha rendido à evidência.”
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Março de 2013, 14:14
(continua)

.....

O Doutor Lodge,
da Sociedade Real de Londres

“A barreira que separa os dois mundos – espiritual e material – pode cair gradualmente, como muitas outras barreiras, e chegaremos a uma percepção mais elevada da unidade da Natureza...”

No discurso pronunciado na Sociedade Real de Londres, em 31 de janeiro de 1902, assim se exprime ele:

“Uma máquina elaborada, como o são os nossos corpos, pode ser empregada, no caso de transe, não somente pela inteligência que o formou, por assim dizer, mas também por outras inteligências, às quais se permite fazer uso dela. Naturalmente, isso só se realizaria por um certo tempo e com bastante dificuldade.”

......

O Doutor Richard Hodgson

“Há doze anos que estudo a mediunidade da Sra. Piper. No começo, eu só queria descobrir nela a fraude e o embuste. Entrei em sua casa profundamente materialista, com o intuito de desmascará-la; hoje, digo simplesmente: Eu creio! A demonstração me foi feita de modo a afastar a possibilidade da menor dúvida.”

..................

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: lineu em 08 de Março de 2013, 14:59
Citação de: Moises
Foi tudo em vão?
É uma iinveção?

Não, Moises, nada do que se aventou neste tópico constitui futilidade.

No entanto, convém considerar as normas que estabelecem as condições necessárias e suficientes para oficializar teorias científicas.

Assim, qualquer teoria só pode ser caracterizada como científica após ser metodologicamente comprovada...

E devidamente sancionada pela comunidade científica internacional.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 08 de Março de 2013, 15:10
Citação de: Moises
Foi tudo em vão?
É uma iinveção?

Não, Moises, nada do que aventou neste tópico constitui futilidade.

No entanto, convém considerar as normas que estabelecem as condições necessárias e suficientes para oficializar teorias científicas.

Assim, qualquer teoria só pode ser caracterizada como científica após ser metodologicamente comprovada...

E devidamente sancionada pela comunidade científica internacional.


E as teorias da psicologia
englobam esta questão?


Lineu
estamos a lidar com inteligências
com pessoas
com gentes

kardec diz que os espíritos não se submeteram e submeterão aos nosso caprichos

Ou seja

Uma máquina pode representar 600 máquinas
e ambas realizarem o mesmo serviço.

Mas com a mente
a questão quando se diz cientifica
pertence a uma outra ordem
a uma outra natureza
Não pertence as ciências ordinárias
Não pertence

Como a música possui suas técnicas
não pode o músico responde pela astronomia

Muito menos um hábil químico
não poderá representar a gastronomia

e assim o é com o espiritismo

Você Lineu
se dedicando
poderá responder e representar
o espiritismo
isso
segundo o alcance do seu entendimento.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: lineu em 08 de Março de 2013, 17:11
Citação de: Moises
Kardec diz que os espíritos não se submeteram e submeterão aos nosso caprichos.

A comunicação, por meio da mediunidade, envolvendo espíritos encarnados e desencarnados, constitui mera crença.

E crença, como forma de assentimento da verdade, embora subjetivamente se imponha com grande convicção, é objetivamente insuficiente para se impor como verdade científica.

Cabe, pois, aos espíritas encarnados a tarefa de comprovar tal crença, com rigorosa observação do método científico, para o convencimento da comunidade científica.

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Gilda M.Antunes em 08 de Março de 2013, 23:31
Em primeiro lugar devo dizer que estou aprendendo muito com a leitura de todos os posts e sou muito grata por isso.

Embora possa estar recaindo em erro, opto por dar minha opinião pessoal pois assim sei que serei mais bem orientada.

Me parece importante ressaltar que o recebimento de comunicações sérias só vão acontecer em reuniões mediúnicas sérias, onde todos os membros do Grupo estejam efetivamente conscientizados de suas responsabilidades pessoais perante o trabalho que estão realizando.

O trabalho só terá resultados positivos se houver por parte de todos real e profundo
comprometimento com os postulados da DE, o que somente se obtém com o estudo sério, contínuo, cuidadoso e criterioso das Obras Básicas como um todo que darão todos os subsídios para que se erre menos, pois ainda erramos muito.

Especificamente o estudo da mediunidade em todos os seus variados aspectos deve ser regra e portanto, deve ser cobrado pelo dirigente.

O estudo sério é dos mais importantes pilares para que todos possam ir conquistando o fortalecimento e crescimento moral tão necessários ao homem.

Não podemos ainda esquecer que as reuniões de desobsessão são na atualidade uma ferramenta abençoada de caridade aos encarnados e desencarnados que sofrem e por esse motivo necessitam de membros que embora humanos e sujeitos a erros, tenham dentro do imo a predominante vontade de ajudar a proporcionar o BEM sem se deixar levar pelo orgulho que desvia e degenera irrevogavelmente.

Que os erros sejam os menores possíveis e que a humildade e o amor prevaleçam.

Todos estamos em processo evolutivo. A caminhada é longa e o trabalho intenso.

Meu abraço carinhoso.

Gillma



Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Antonio Renato em 08 de Março de 2013, 23:57
Meu nobre(nobre na alma)irmão Moisés,veja como são as coisa em épocas diferentes.Desde
os meados do século 19,de quando Kardec trouxe ao mundo o conhecimento do espiritismo,
ao inicio do século 20,foi necessário homens notáveis ligados a ciência,principalmente na
Europa que era tido como o velho mundo,se colocassem através dos seu experimentos na
forma de comunicação,a confirmarem o que Kardec já havia levado para todos, a existência
de um mundo invisível e da possibilidade de comunicação entre os que habitavam esses dois
mundos.Naquela época,se vivia em um ceticismo,e se dava mais importância as novas des-
-cobertas cientificas que desse ao mundo mais modernidades. O espiritismo não era visto
como uma ciência,para alguns mesmo que desse crédito,era em respeito a esses homens que
tinham credibilidade no seu campo de trabalho.Hoje no estagio atual de desenvolvimento e
progresso,o espiritismo e as comunicações entre encarnados e desencarnados é visto e aceito
de uma forma mais natural e não com espanto de como era visto naqueles tempos.
Fique na paz.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: MarcosBorges em 09 de Março de 2013, 02:27
Oi Lineu

"Cabe, pois, aos espíritas encarnados a tarefa de comprovar tal crença, com rigorosa observação do método científico, para o convencimento da comunidade científica."

Se através de método científico for demonstrado a realidade dos fenômenos mediúnicos segundo a doutrina espírita, o mesmo deixa de ser crença. A ciência desfaz crenças e não as comprova. Contudo, da forma como a maioria dos espíritas tem aplicado a ciência é de dar dó. Conto nos dedos os espíritas que fazem pesquisa aplicada seguindo uma linha de pesquisa sobre algum fenômeno mediúnico. Assim, a tarefa deve abranger um grupo de pesquisa interessado nos fenômenos mediúnicos, não necessariamente espirita e de preferência o mais imparciais possíveis. Isso para começar... Não basta seguir rigorosamente o método científico para convencer a comunidade científica. Para o espiritismo e o espiritualismo em geral convencer a comunidade científica (um consenso) sobre os fenômenos mediúnicos tem que trilhar muito para desfazer a intolerância, a forte imagem mítica e de pseudociência repleta de evidências de fraude.

Abraço fraterno

Marcos Borges
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: lineu em 09 de Março de 2013, 12:10
Citação de: Marcos Borges
Assim, a tarefa deve abranger um grupo de pesquisa interessado nos fenômenos mediúnicos, não necessariamente espirita e de preferência o mais imparciais possíveis. Isso para começar...

É verossímil a hipótese da existência de meios técnicos necessários e suficientes para efetivar a comunicação entre espíritos encarnados e desencarnados, coexistentes na realidade.

Também é provável a existência de seres humanos, encarnados e desencarnados, operando simultaneamente, no sentido de descobrir a lei natural propiciadora dessa comunicação.

Por certo, na realização desse trabalho, não importam as crenças religiosas...

Porém, é imprescindível a convicção científica.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 09 de Março de 2013, 15:34
Meu nobre(nobre na alma)irmão Moisés,veja como são as coisa em épocas diferentes.Desde
os meados do século 19,de quando Kardec trouxe ao mundo o conhecimento do espiritismo,
ao inicio do século 20,foi necessário homens notáveis ligados a ciência,principalmente na
Europa que era tido como o velho mundo,se colocassem através dos seu experimentos na
forma de comunicação,a confirmarem o que Kardec já havia levado para todos, a existência
de um mundo invisível e da possibilidade de comunicação entre os que habitavam esses dois
mundos.Naquela época,se vivia em um ceticismo,e se dava mais importância as novas des-
-cobertas cientificas que desse ao mundo mais modernidades. O espiritismo não era visto
como uma ciência,para alguns mesmo que desse crédito,era em respeito a esses homens que
tinham credibilidade no seu campo de trabalho.Hoje no estagio atual de desenvolvimento e
progresso,o espiritismo e as comunicações entre encarnados e desencarnados é visto e aceito
de uma forma mais natural e não com espanto de como era visto naqueles tempos.
Fique na paz.

Verdade Antonio
Hoje parece-me que justamente por esta naturalidade
aceira por um número considerável de pessoas
O assunto espírita tornou-se mais intimo,
mais pessoal
tem a ver mesmo com que se envolve e com quem está envolvido...

É um aceitar.

Abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 09 de Março de 2013, 15:39
Citação de: Moises
Kardec diz que os espíritos não se submeteram e submeterão aos nosso caprichos.

A comunicação, por meio da mediunidade, envolvendo espíritos encarnados e desencarnados, constitui mera crença.

E crença, como forma de assentimento da verdade, embora subjetivamente se imponha com grande convicção, é objetivamente insuficiente para se impor como verdade científica.

Cabe, pois, aos espíritas encarnados a tarefa de comprovar tal crença, com rigorosa observação do método científico, para o convencimento da comunidade científica.



Creio que este trabalho já foi efetuado
já esta mais que provado
para ta,
l que pesquise os interessados
os anais do próprio espiritismo.

Quando se fala em crança espírita
abraça-se também o cunho total de suas revelações
e a conduta moral sugerida
a de sermos homens e mulheres de bem.

Não há como se fazer repetições autênticas de manifestações espirituais
até por que o objetivo do espírita atuante
é ser auxiliado e auxiliar envolvendo-se nas e com as manifestações.

pelo visto nós não vamos a lua.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 09 de Março de 2013, 15:46
Em primeiro lugar devo dizer que estou aprendendo muito com a leitura de todos os posts e sou muito grata por isso.

Embora possa estar recaindo em erro, opto por dar minha opinião pessoal pois assim sei que serei mais bem orientada.

Me parece importante ressaltar que o recebimento de comunicações sérias só vão acontecer em reuniões mediúnicas sérias, onde todos os membros do Grupo estejam efetivamente conscientizados de suas responsabilidades pessoais perante o trabalho que estão realizando.

O trabalho só terá resultados positivos se houver por parte de todos real e profundo
comprometimento com os postulados da DE, o que somente se obtém com o estudo sério, contínuo, cuidadoso e criterioso das Obras Básicas como um todo que darão todos os subsídios para que se erre menos, pois ainda erramos muito.

Especificamente o estudo da mediunidade em todos os seus variados aspectos deve ser regra e portanto, deve ser cobrado pelo dirigente.

O estudo sério é dos mais importantes pilares para que todos possam ir conquistando o fortalecimento e crescimento moral tão necessários ao homem.

Não podemos ainda esquecer que as reuniões de desobsessão são na atualidade uma ferramenta abençoada de caridade aos encarnados e desencarnados que sofrem e por esse motivo necessitam de membros que embora humanos e sujeitos a erros, tenham dentro do imo a predominante vontade de ajudar a proporcionar o BEM sem se deixar levar pelo orgulho que desvia e degenera irrevogavelmente.

Que os erros sejam os menores possíveis e que a humildade e o amor prevaleçam.

Todos estamos em processo evolutivo. A caminhada é longa e o trabalho intenso.

Meu abraço carinhoso.

Gillma





Olá Gilma
bem na verdade um grupo sério atrairá comunicações sérias
mas também será testado em comunicações frivolas e fúteis.

Como também os grupos menos advertidos da seriedade  precisa
mesmo que na frivolidade em si de seus comportamentos
não focarão orfãos de alertas preciso provindo de espíritos mais instruidos

O Cristo nos deu um exemplo interessante
quando nos disse que o Sol nasce para todos
e sabemos o risco que corre tanto o homem sério
quanto o homem frivolo quando ambos não se previnem
ou não respeitam a potência solar.

Sim o sol nasce para todos
e nenhuma criatura
por mais ignorante que seja
esta isenta de perceber em seus relacionamentos
os caminhos do bem
e do mau
que frequentemente se apresentam...

Valeu

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 09 de Março de 2013, 15:50
Oi Lineu

"Cabe, pois, aos espíritas encarnados a tarefa de comprovar tal crença, com rigorosa observação do método científico, para o convencimento da comunidade científica."

Se através de método científico for demonstrado a realidade dos fenômenos mediúnicos segundo a doutrina espírita, o mesmo deixa de ser crença. A ciência desfaz crenças e não as comprova. Contudo, da forma como a maioria dos espíritas tem aplicado a ciência é de dar dó. Conto nos dedos os espíritas que fazem pesquisa aplicada seguindo uma linha de pesquisa sobre algum fenômeno mediúnico. Assim, a tarefa deve abranger um grupo de pesquisa interessado nos fenômenos mediúnicos, não necessariamente espirita e de preferência o mais imparciais possíveis. Isso para começar... Não basta seguir rigorosamente o método científico para convencer a comunidade científica. Para o espiritismo e o espiritualismo em geral convencer a comunidade científica (um consenso) sobre os fenômenos mediúnicos tem que trilhar muito para desfazer a intolerância, a forte imagem mítica e de pseudociência repleta de evidências de fraude.

Abraço fraterno

Marcos Borges


Olá Borges
em parte

vejo que muitos cientistas também possuem crenças
e também são supericiosos

E muitos crentes são mais criteriosos
e mesmo sonhadores.

Creio eu que as comprovações
alimentam mais a crença
sustentam muito mais a crença
do que a desvencilhiam.

Opinião minha.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 09 de Março de 2013, 15:52
Citação de: Marcos Borges
Assim, a tarefa deve abranger um grupo de pesquisa interessado nos fenômenos mediúnicos, não necessariamente espirita e de preferência o mais imparciais possíveis. Isso para começar...

É verossímil a hipótese da existência de meios técnicos necessários e suficientes para efetivar a comunicação entre espíritos encarnados e desencarnados, coexistentes na realidade.

Também é provável a existência de seres humanos, encarnados e desencarnados, operando simultaneamente, no sentido de descobrir a lei natural propiciadora dessa comunicação.

Por certo, na realização desse trabalho, não importam as crenças religiosas...

Porém, é imprescindível a convicção científica.


Penso que para tal resultado
é indispensável
que os dois planos sejam coniventes
para a realização do termo almejado.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: lineu em 09 de Março de 2013, 16:43
Citação de: Moises
Penso que para tal resultado é indispensável que os dois planos sejam coniventes para a realização do termo almejado.

Por certo, Moises, provavelmente há cientistas de ambos os planos da realidade trabalhando no sentido de descobrir a lei física propiciadora da comunicação entre encarnados e desencarnados por intermédio de aparelhos de telecomunicação.

Parece ser crível, até, que os cientistas do plano espiritual já têm o conhecimento de tal lei física. E que estejam, apenas, esperando, o momento oportuno para revelá-la aos cientistas encarnados.

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 09 de Março de 2013, 22:21
Citação de: Moises
Penso que para tal resultado é indispensável que os dois planos sejam coniventes para a realização do termo almejado.

Por certo, Moises, provavelmente há cientistas de ambos os planos da realidade trabalhando no sentido de descobrir a lei física propiciadora da comunicação entre encarnados e desencarnados por intermédio de aparelhos de telecomunicação.

Parece ser crível, até, que os cientistas do plano espiritual já têm o conhecimento de tal lei física. E que estejam, apenas, esperando, o momento oportuno para revelá-la aos cientistas encarnados.



Se os caminhos forem
por esta maneira de pensar
Pode ser.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 09 de Março de 2013, 22:52
    Não me é permitido, por enquanto, desvendar-vos as leis particulares que governam os gases e os fluidos que vos cercam; mas, antes que alguns anos tenham decorrido, antes que uma existência de homem se tenha esgotado, a explicação destas leis e destes fenômenos vos será revelada e vereis surgir e produzir-se uma variedade nova de médiuns, que agirão num estado cataléptico especial, desde que sejam mediunizados.

Espírto Erasto, discípilo de São Paulo
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 09 de Março de 2013, 22:55
 Quem estiver bem compenetrado, segundo a escala_espírita, da variedade infinita que apresentam os Espíritos, sob o duplo aspecto da inteligência e da moralidade, facilmente se convencerá de que há de haver diferença entre as suas comunicações; que estas hão de refletir a elevação, ou a baixeza de suas ideias, o saber e a ignorância deles, seus vícios e suas virtudes; que elas não se hão de assemelhar mais do que as dos homens, desde os selvagens até o mais ilustrado.

        Em quatro categorias principais se podem grupar os matizes que apresentam. Segundo seus caracteres mais acentuados, elas se dividem em:

frívolas - procedem de Espíritos levianos, zombeteiros e travessos, mais malandros que maus, e que nenhuma importância ligam ao que dizem.


grosseiras - traduzem-se por expressões que chocam o decoro. Procedem de Espíritos inferiores ou que ainda não se despojaram de todas as impurezas da matéria.


sérias - são graves quanto ao assunto e a maneira por que são feitas. A linguagem dos Espíritos superiores é sempre digna e isenta de trivialidade. Toda comunicação que exclui a frivolidade e a grosseria e que tem um fim útil, mesmo de interesse particular, é por isso mesmo séria.


instrutivas - são as comunicações sérias, cujo principal objetivo é um ensinamento qualquer, dado pelo Espírito sobre as Ciências, a Moral, a Filosofia, etc. São mais ou menos profundas e mais ou menos verdadeiras, conforme o grau de elevação e de desmaterialização do Espírito. Para tirar proveito real destas comunicações, devem elas ser regulares e seguidas com perseverança. Os Espíritos sérios ligam-se àqueles que querem instruir-se e os ajudam, ao passo que deixam aos Espíritos levianos a tarefa de divertir com suas facécias àqueles que não vêem nessas manifestações senão um passatempo. Só pela regularidade e pela freqüência das comunicações é que se pode apreciar o valor moral e intelectual dos Espíritos com os quais nos entretemos, bem como o grau de confiança que merecem. Se é necessário ter experiência para julgar os homens, mais ainda o é para julgar os Espíritos.

[17b página180 Item 133]  e   Revista Espírita de Allan Kardec - Janeiro, 1858


..................................................................................

 Em se submetendo todas as comunicações a um exame escrupuloso, em se lhes perscrutando e analisando o pensamento e as expressões, como é de uso fazer-se quando se trata de julgar uma obra literária, rejeitando-se, sem hesitação, tudo o que peque contra a lógica e o bom-senso, tudo o que desminta o caráter do Espírito que se supõe ser o que se está manifestando, leva-se o desânimo aos Espíritos mentirosos, que acabam por se retirar, uma vez fiquem bem convencidos de que não lograrão iludir.

        Repetimos: este meio é único, mas é infalível, porque não há comunicação má que resista a uma crítica rigorosa. Os bons_espíritos nunca se ofendem com esta, pois que eles próprios a aconselham e porque nada têm que temer do exame. Apenas os_maus se formalizam e procuram evitá-lo, porque tudo têm a perder. Só com isso provam o que são.

        Eis aqui o conselho que a tal respeito nos deu São Luís: Qualquer que seja a confiança legítima que vos inspirem os Espíritos que presidem aos vossos trabalhos, uma recomendação há que nunca será demais repetir e que deveríeis ter presente sempre na vossa lembrança, quando vos entregais aos vossos estudos:

- é a de pesar e meditar, 

- é a de submeter ao cadinho da razão mais severa todas as comunicações que receberdes; 

- é a de não deixardes de pedir as explicações necessárias a formardes opinião segura, desde que um ponto vos pareça suspeito, duvidoso ou obscuro.

 

(extraido da internet)  http://www.guia.heu.nom.br/index.html
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: lineu em 10 de Março de 2013, 13:12
Citação de: Moises
Se os caminhos forem por esta maneira de pensar...
Pode ser.

Parece ser sensata a dedução de que o Espiritismo atingiu a pleno o seu objetivo essencial de comprovar a sobrevivência da alma, revelando a viabilidade de comunicação entre os espíritos encarnados e os desencarnados.

Parece, ainda, que tal revelação evidencia-se como o fato mais importante do Espiritismo...

Sobretudo no sentido de incentivar os seres humanos encarnados ao desenvolvimento de processos e métodos tendentes aperfeiçoamento dessa comunicação.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Gilda M.Antunes em 10 de Março de 2013, 17:53
Em primeiro lugar devo dizer que estou aprendendo muito com a leitura de todos os posts e sou muito grata por isso.

Embora possa estar recaindo em erro, opto por dar minha opinião pessoal pois assim sei que serei mais bem orientada.

Me parece importante ressaltar que o recebimento de comunicações sérias só vão acontecer em reuniões mediúnicas sérias, onde todos os membros do Grupo estejam efetivamente conscientizados de suas responsabilidades pessoais perante o trabalho que estão realizando.

O trabalho só terá resultados positivos se houver por parte de todos real e profundo
comprometimento com os postulados da DE, o que somente se obtém com o estudo sério, contínuo, cuidadoso e criterioso das Obras Básicas como um todo que darão todos os subsídios para que se erre menos, pois ainda erramos muito.

Especificamente o estudo da mediunidade em todos os seus variados aspectos deve ser regra e portanto, deve ser cobrado pelo dirigente.

O estudo sério é dos mais importantes pilares para que todos possam ir conquistando o fortalecimento e crescimento moral tão necessários ao homem.

Não podemos ainda esquecer que as reuniões de desobsessão são na atualidade uma ferramenta abençoada de caridade aos encarnados e desencarnados que sofrem e por esse motivo necessitam de membros que embora humanos e sujeitos a erros, tenham dentro do imo a predominante vontade de ajudar a proporcionar o BEM sem se deixar levar pelo orgulho que desvia e degenera irrevogavelmente.

Que os erros sejam os menores possíveis e que a humildade e o amor prevaleçam.

Todos estamos em processo evolutivo. A caminhada é longa e o trabalho intenso.

Meu abraço carinhoso.

Gillma





Olá Gilma
bem na verdade um grupo sério atrairá comunicações sérias
mas também será testado em comunicações frivolas e fúteis.

Como também os grupos menos advertidos da seriedade  precisa
mesmo que na frivolidade em si de seus comportamentos
não focarão orfãos de alertas preciso provindo de espíritos mais instruidos

O Cristo nos deu um exemplo interessante
quando nos disse que o Sol nasce para todos
e sabemos o risco que corre tanto o homem sério
quanto o homem frivolo quando ambos não se previnem
ou não respeitam a potência solar.

Sim o sol nasce para todos
e nenhuma criatura
por mais ignorante que seja
esta isenta de perceber em seus relacionamentos
os caminhos do bem
e do mau
que frequentemente se apresentam...

Valeu
 

Caro Moisés
Obrigada por me lembrar de tão importantes aspectos.
Agora é a minha vez de dizer:
Valeu!

Gillma 
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 10 de Março de 2013, 20:13
Citação de: Moises
Se os caminhos forem por esta maneira de pensar...
Pode ser.

Parece ser sensata a dedução de que o Espiritismo atingiu a pleno o seu objetivo essencial de comprovar a sobrevivência da alma, revelando a viabilidade de comunicação entre os espíritos encarnados e os desencarnados.

Parece, ainda, que tal revelação evidencia-se como o fato mais importante do Espiritismo...

Sobretudo no sentido de incentivar os seres humanos encarnados ao desenvolvimento de processos e métodos tendentes aperfeiçoamento dessa comunicação.


Não digo parece
Pois é fato

Mas em meio a estas comunicações
em meio a estes relacionamentos

kardec nos previne para a prova que este próprio relacionamento
nos ofere
Pois relacionar por relacionar sem tirarmos deste relacionamento algo de moral,
de aprendizado,
de nada nos servirá
Kardec evidência de que este mesmo relacionamento
nos proprociona a prova de que a vida continua e a condição que se encontra os espíritos,
que são variados
e ainda observa que esta variada condição, de felicidade a infelicidade,
 diz respeito ao modo que viviam quando encarnado.

Abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: dOM JORGE em 10 de Março de 2013, 21:30
                                                                   VIVA JESUS!





              Boa-noite! queridos irmãos.



                     A Comunicabilidade dos Espíritos



A Comunicabilidade dos Espíritos com os encarnados não é um fato recente, mas antiquíssimo, com a única diferença que no passado era apanágio dos chamados iniciados e na atualidade, com o advento do Espiritismo, tornou-se fenômeno generalizado a todas as camadas sociais.


A possibilidade dos Espíritos se comunicarem é uma questão muito bem estabelecida, resultante de observações e experiências rigorosamente realizadas por eminentes pesquisadores.


Os Espíritas não têm dúvidas a este respeito; porém, determinados companheiros que abraçam correntes religiosas diferentes da Doutrina Espírita, procuram criticá-la chamando a atenção, entre outras coisas, sobre a proibição mosaica de evocar os mortos.


Na lei mosaica está escrito: “(...) Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores, não os busqueis, contaminando-vos com eles: eu sou o Senhor vosso Deus. (...)” (07) “(...) Quando, pois algum homem ou mulher em si tiver um espírito adivinho, ou for encantador, certamente morrerão; com pedras se apedrejarão; o seu sangue é sobre eles.” (08)


“(...) Não achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor, e por estas abominações o Senhor teu Deus as lança fora de diante dele. (...)” (06)


“Se a lei de Moisés deve ser tão rigorosamente observada neste ponto, força é que o seja igualmente em todos os outros. Por que seria ela boa no tocante às evocações e má em outras de suas partes? (...) Desde que se reconhece que a lei mosaica não está mais de acordo com a nossa época e costumes em dados casos, a mesma razão procede para a proibição de que tratamos.


Demais, é preciso entender os motivos que justificavam essa proibição e que hoje se anularam completamente. O legislador hebreu queria que o seu povo abandonasse todos os costumes adquiridos no Egito, onde as evocações estavam em uso e facilitavam abusos (...).” (01)


A proibição de Moisés foi mais para conter um comércio grosseiro e prejudicial com os desencarnados. Os Israelitas necessitavam de uma ação mais disciplinadora porque, além do mais “(...) a evocação dos mortos não se originava nos sentimentos de respeito, afeição ou piedade para com eles, sendo antes um recurso para adivinhações, tal como nos augúrios e presságios explorados pelo charlatanismo e pela superstição. (...)”


Naquela época, aliada à prática pura e simples de evocar os mortos, havia um verdadeiro comércio com os adivinhadores “(...) associadas às praticas da magia e do sortilégio, acompanhadas até de sacrifícios humanos. (...)” (02) A proibição, tinha, pois, razão de ser.


Nos dias atuais, o ser humano adquiriu novas conquistas, o progresso se fez pelo predomínio da razão e, a prática de intercâmbio espiritual ou mediúnica, defendida pelo Espiritismo, tem outras finalidades: moralizadora, consoladora e religiosa.


“(...) A verdade é que o Espiritismo condena tudo que motivou a interdição de Moisés; (...)” (02) os espíritas não fazem sacrifícios humanos, não interrogam astros, adivinhos e magos para informarem-se de alguma coisa, não usam medalha, talismã, fórmulas sacramentais ou cabalísticas para atrair ou afastar Espíritos.


O Espírita sincero sabe que “(...) O futuro é vedado ao homem por princípio, e só em casos raríssimos e excepcionais é que Deus faculta a sua revelação. Se o homem conhecesse o futuro, por certo que negligenciaria o presente e não agiria com a mesma liberdade. (...)” (04)


A evocação dos Espíritos exercida na prática espírita tem o fito de receber conselhos dos Espíritos superiores, de moralizar aqueles voltados para o mal e continuar com as relações de amizades e amor entre entes queridos que partilharam, ou não, a vivência reencarnatória.


Pelas orientações instrutivas e altamente moralizadoras fornecidas pelos benfeitores espirituais, pelo valioso aprendizado oferecido pelos desencarnados sofredores, conclui-se que a prática mediúnica, é um fator de progresso humano pelos benefícios que acarreta.


“(...) Sem dúvida, poderoso instrumento pode converter-se em lamentável fator de perturbação, tendo em vista o nível espiritual e moral daquele que se encontra investido de tal recurso.


Não é uma faculdade portadora de requisitos morais. A moralização do Médium libera-o da influência dos Espíritos inferiores e perversos, que se sentem, então, impossibilitados de maior predomínio por faltarem os vínculos para a necessária sintonia. (...)” (09) “Repelir as comunicações de além-túmulo é repudiar o meio mais poderoso de instruir-se, já pela iniciação nos conhecimentos da vida futura, já pelos exemplos que tais comunicações nos fornecem. A experiência nos ensina, além disso, o bem que podemos fazer, desviando do mal os Espíritos imperfeitos, ajudando os que sofrem a desprenderem-se da matéria e a se aperfeiçoarem. Interdizer as comunicações é, portanto, privar as almas sofredoras da assistência que lhes podemos e devemos dispensar. (...)”. (03)




MEDIUNIDADE E SERVIÇO AO PRÓXIMO


Aspiras ao desenvolvimento da mediunidade para mais fácil intercâmbio com o Plano Espiritual. Isso é perfeitamente possível; entretanto, é preciso lhe abraces as manifestações, compreendendo que ela te pede amor e dedicação aos semelhantes para que se transforme num apostolado de bênçãos.


Reconhecerás que não reténs com ela um distrito de entretenimento ou vantagens pessoais e sim um templo-oficina, através do qual os benfeitores desencarnados se aproximam dos homens, tão diretamente quanto lhes é possível, apontando-lhes rumo certo ou lenindo-lhes os sofrimentos, tanto quanto lhe utilizarás os recursos para socorrer desencarnados, que esperam ansiosamente quem lhes estenda uma luz ao coração desorientado.


Receberás com ela não apenas a missão consoladora de reerguer os tristes, mas também a tarefa espinhosa de suportar, corajosamente, a incompreensão daqueles que se comprazem sob a névoa do materialismo, muita vez interessados em estabelecer a dúvida e a negação para obterem, usando o nome da filosofia e da ciência, livre trânsito nas áreas de experiência física, em que a fé opõe uma barreira aos abusos de ordem moral.


Nunca lhe ostentarás a força com atitudes menos dignas, que te colocariam na dependência do mal, e, ainda mesmo quando ela te propicie meios com os quais te podes sobrepor aos perseguidores e adversários, tratá-los-ás com o amor que não foge à verdade e com a verdade que não desdenha o equilíbrio admitindo que não te assiste o direito de te antepores à justiça da vida.


Terás a mediunidade por flama de amor e serviço, abençoando e auxiliando onde estejas, em nome da Excelsa Providência, que te fez semelhante concessão por empréstimo. E nos dias em que esse ministério de luz te pese demasiado nos ombros, volta-te para o Cristo — o Divino Instrumento de Deus na Terra — e perceberás, feliz, que o coração crucificado por devotamento ao bem de todos, conquanto pareça vencido, carrega em triunfo a consciência tranquila do vencedor. (*)


* XAVIER, Francisco Cândido. Examinando a Mediunidade. In: Encontro Marcado. Pelo Espírito Emmanuel. 7. ed. Rio de Janeiro - FEB, 1991 págs. 93-94.


* * *


FONTES DE CONSULTA


01 - KARDEC, Allan. Da Proibição de Evocar os Mortos. In: - . O Céu e o Inferno. Trad. De Manoel Justiniano Quintão, 30ª ed. Rio de Janeiro, FEB, 1992. item 3, pág 156.
02 - Item 4, págs. 157-159.
03 - Item 15. pág. 165.
04 - Intervenção dos Demônios nas Modernas Manifestações. In: . O Céu e o Inferno. Trad.
de Manoel Justiniano Quintão. 30ª ed.. Rio de Janeiro, FEB, 1992. Item 10, pág. 143.
05 - O Livro dos Espíritos. Trad. de Guillon Ribeiro. 75. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. Introdução, item 6, p.25.
06 - VELHO TESTAMENTO. In: A Bíblia Sagrada. Trad. Por João Ferreira de Almeida. 42 Ed. Rio de Janeiro: Sociedade Bíblica Brasileira, 1980. Deuteronômio, 18:10 - 12 págs 205- 206.
07 - VELHO TESTAMENTO. In: A Bíblia Sagrada. Trad. Por João Ferreira de Almeida. 42 Ed. Rio de Janeiro: Sociedade Bíblica Brasileira, 1980.Levítico, 19:31, pág. 126.
08 - Levítico, 20:27. Pág. 127.
09 - FRANCO, Divaldo Pereira. Mediunidade. In: _ . Estudos Espíritas . Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 6ª ed. Rio de Janeiro, FEB, 1995. pág. 138








                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 11 de Março de 2013, 13:01
                                                                   VIVA JESUS!





              Boa-noite! queridos irmãos.



                     A Comunicabilidade dos Espíritos



A Comunicabilidade dos Espíritos com os encarnados não é um fato recente, mas antiquíssimo, com a única diferença que no passado era apanágio dos chamados iniciados e na atualidade, com o advento do Espiritismo, tornou-se fenômeno generalizado a todas as camadas sociais.


A possibilidade dos Espíritos se comunicarem é uma questão muito bem estabelecida, resultante de observações e experiências rigorosamente realizadas por eminentes pesquisadores.


Os Espíritas não têm dúvidas a este respeito; porém, determinados companheiros que abraçam correntes religiosas diferentes da Doutrina Espírita, procuram criticá-la chamando a atenção, entre outras coisas, sobre a proibição mosaica de evocar os mortos.


Na lei mosaica está escrito: “(...) Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores, não os busqueis, contaminando-vos com eles: eu sou o Senhor vosso Deus. (...)” (07) “(...) Quando, pois algum homem ou mulher em si tiver um espírito adivinho, ou for encantador, certamente morrerão; com pedras se apedrejarão; o seu sangue é sobre eles.” (08)


“(...) Não achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor, e por estas abominações o Senhor teu Deus as lança fora de diante dele. (...)” (06)


“Se a lei de Moisés deve ser tão rigorosamente observada neste ponto, força é que o seja igualmente em todos os outros. Por que seria ela boa no tocante às evocações e má em outras de suas partes? (...) Desde que se reconhece que a lei mosaica não está mais de acordo com a nossa época e costumes em dados casos, a mesma razão procede para a proibição de que tratamos.


Demais, é preciso entender os motivos que justificavam essa proibição e que hoje se anularam completamente. O legislador hebreu queria que o seu povo abandonasse todos os costumes adquiridos no Egito, onde as evocações estavam em uso e facilitavam abusos (...).” (01)


A proibição de Moisés foi mais para conter um comércio grosseiro e prejudicial com os desencarnados. Os Israelitas necessitavam de uma ação mais disciplinadora porque, além do mais “(...) a evocação dos mortos não se originava nos sentimentos de respeito, afeição ou piedade para com eles, sendo antes um recurso para adivinhações, tal como nos augúrios e presságios explorados pelo charlatanismo e pela superstição. (...)”


Naquela época, aliada à prática pura e simples de evocar os mortos, havia um verdadeiro comércio com os adivinhadores “(...) associadas às praticas da magia e do sortilégio, acompanhadas até de sacrifícios humanos. (...)” (02) A proibição, tinha, pois, razão de ser.


Nos dias atuais, o ser humano adquiriu novas conquistas, o progresso se fez pelo predomínio da razão e, a prática de intercâmbio espiritual ou mediúnica, defendida pelo Espiritismo, tem outras finalidades: moralizadora, consoladora e religiosa.


“(...) A verdade é que o Espiritismo condena tudo que motivou a interdição de Moisés; (...)” (02) os espíritas não fazem sacrifícios humanos, não interrogam astros, adivinhos e magos para informarem-se de alguma coisa, não usam medalha, talismã, fórmulas sacramentais ou cabalísticas para atrair ou afastar Espíritos.


O Espírita sincero sabe que “(...) O futuro é vedado ao homem por princípio, e só em casos raríssimos e excepcionais é que Deus faculta a sua revelação. Se o homem conhecesse o futuro, por certo que negligenciaria o presente e não agiria com a mesma liberdade. (...)” (04)


A evocação dos Espíritos exercida na prática espírita tem o fito de receber conselhos dos Espíritos superiores, de moralizar aqueles voltados para o mal e continuar com as relações de amizades e amor entre entes queridos que partilharam, ou não, a vivência reencarnatória.


Pelas orientações instrutivas e altamente moralizadoras fornecidas pelos benfeitores espirituais, pelo valioso aprendizado oferecido pelos desencarnados sofredores, conclui-se que a prática mediúnica, é um fator de progresso humano pelos benefícios que acarreta.


“(...) Sem dúvida, poderoso instrumento pode converter-se em lamentável fator de perturbação, tendo em vista o nível espiritual e moral daquele que se encontra investido de tal recurso.


Não é uma faculdade portadora de requisitos morais. A moralização do Médium libera-o da influência dos Espíritos inferiores e perversos, que se sentem, então, impossibilitados de maior predomínio por faltarem os vínculos para a necessária sintonia. (...)” (09) “Repelir as comunicações de além-túmulo é repudiar o meio mais poderoso de instruir-se, já pela iniciação nos conhecimentos da vida futura, já pelos exemplos que tais comunicações nos fornecem. A experiência nos ensina, além disso, o bem que podemos fazer, desviando do mal os Espíritos imperfeitos, ajudando os que sofrem a desprenderem-se da matéria e a se aperfeiçoarem. Interdizer as comunicações é, portanto, privar as almas sofredoras da assistência que lhes podemos e devemos dispensar. (...)”. (03)




MEDIUNIDADE E SERVIÇO AO PRÓXIMO


Aspiras ao desenvolvimento da mediunidade para mais fácil intercâmbio com o Plano Espiritual. Isso é perfeitamente possível; entretanto, é preciso lhe abraces as manifestações, compreendendo que ela te pede amor e dedicação aos semelhantes para que se transforme num apostolado de bênçãos.


Reconhecerás que não reténs com ela um distrito de entretenimento ou vantagens pessoais e sim um templo-oficina, através do qual os benfeitores desencarnados se aproximam dos homens, tão diretamente quanto lhes é possível, apontando-lhes rumo certo ou lenindo-lhes os sofrimentos, tanto quanto lhe utilizarás os recursos para socorrer desencarnados, que esperam ansiosamente quem lhes estenda uma luz ao coração desorientado.


Receberás com ela não apenas a missão consoladora de reerguer os tristes, mas também a tarefa espinhosa de suportar, corajosamente, a incompreensão daqueles que se comprazem sob a névoa do materialismo, muita vez interessados em estabelecer a dúvida e a negação para obterem, usando o nome da filosofia e da ciência, livre trânsito nas áreas de experiência física, em que a fé opõe uma barreira aos abusos de ordem moral.


Nunca lhe ostentarás a força com atitudes menos dignas, que te colocariam na dependência do mal, e, ainda mesmo quando ela te propicie meios com os quais te podes sobrepor aos perseguidores e adversários, tratá-los-ás com o amor que não foge à verdade e com a verdade que não desdenha o equilíbrio admitindo que não te assiste o direito de te antepores à justiça da vida.


Terás a mediunidade por flama de amor e serviço, abençoando e auxiliando onde estejas, em nome da Excelsa Providência, que te fez semelhante concessão por empréstimo. E nos dias em que esse ministério de luz te pese demasiado nos ombros, volta-te para o Cristo — o Divino Instrumento de Deus na Terra — e perceberás, feliz, que o coração crucificado por devotamento ao bem de todos, conquanto pareça vencido, carrega em triunfo a consciência tranquila do vencedor. (*)


* XAVIER, Francisco Cândido. Examinando a Mediunidade. In: Encontro Marcado. Pelo Espírito Emmanuel. 7. ed. Rio de Janeiro - FEB, 1991 págs. 93-94.


* * *


FONTES DE CONSULTA


01 - KARDEC, Allan. Da Proibição de Evocar os Mortos. In: - . O Céu e o Inferno. Trad. De Manoel Justiniano Quintão, 30ª ed. Rio de Janeiro, FEB, 1992. item 3, pág 156.
02 - Item 4, págs. 157-159.
03 - Item 15. pág. 165.
04 - Intervenção dos Demônios nas Modernas Manifestações. In: . O Céu e o Inferno. Trad.
de Manoel Justiniano Quintão. 30ª ed.. Rio de Janeiro, FEB, 1992. Item 10, pág. 143.
05 - O Livro dos Espíritos. Trad. de Guillon Ribeiro. 75. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1983. Introdução, item 6, p.25.
06 - VELHO TESTAMENTO. In: A Bíblia Sagrada. Trad. Por João Ferreira de Almeida. 42 Ed. Rio de Janeiro: Sociedade Bíblica Brasileira, 1980. Deuteronômio, 18:10 - 12 págs 205- 206.
07 - VELHO TESTAMENTO. In: A Bíblia Sagrada. Trad. Por João Ferreira de Almeida. 42 Ed. Rio de Janeiro: Sociedade Bíblica Brasileira, 1980.Levítico, 19:31, pág. 126.
08 - Levítico, 20:27. Pág. 127.
09 - FRANCO, Divaldo Pereira. Mediunidade. In: _ . Estudos Espíritas . Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 6ª ed. Rio de Janeiro, FEB, 1995. pág. 138








                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!

Olá Don Jorge

Gostaria que postasse
o autor deste texto

Abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Março de 2013, 14:33

 
Não Acrediteis Em Todos Os Espíritos


    6 – Caríssimos, não acrediteis em todos os Espíritos, mas provai se os Espíritos são de Deus, porque são muitos os falsos profetas, que se levantaram no mundo.
(João, Epístola I, cap. IV: 1).
 
    7 – Os fenômenos espíritas, longe de confirmarem os falsos cristos e os falsos profetas, como algumas pessoas gostam de dizer, vêm, pelo contrário, dar-lhes o último golpe. Não soliciteis milagres nem prodígios ao Espiritismo, porque ele declara formalmente que não os produz. Da mesma maneira que a Física, a Química, a Astronomia, a Geologia, revelaram as leis do mundo material, ele vem revelar outras leis desconhecidas, que regem as relações do mundo corpóreo com o mundo espiritual. Essas leis, tanto quanto as científicas, pertencem também à natureza. Dando, assim, a explicação de uma ordem de fenômenos até agora incompreendidos, o Espiritismo destrói o que ainda restava do domínio do maravilhoso.
 
    Como se vê, os que fossem tentados a explorar esses fenômenos em proveito próprio, fazendo-se passar por enviado de Deus, não poderiam abusar por muito tempo da credulidade alheia, e bem logo seriam desmascarados. Aliás, como já ficou dito, esses fenômenos nada provam por si mesmos: a missão se prova por efeitos morais, que nem todos podem produzir. Esse é um dos resultados do desenvolvimento da ciência espírita, que pesquisando a causa de certos fenômenos, levanta o véu de muitos mistérios. Os que preferem a obscuridade à luz, são os únicos interessados em combatê-la. Mas a verdade é como o Sol: dissipa os mais densos nevoeiros.
 
    O Espiritismo vem revelar outra categoria de falsos cristos e de falsos profetas, bem mais perigosa, e que não se encontra entre os homens, mas entre os desencarnados. É a dos Espíritos enganadores, hipócritas, orgulhosos e pseudo-sábios, que passaram da Terra para a erraticidade e se disfarçam com nomes veneráveis, para procurar, através da máscara que usam, tornar aceitáveis as suas idéias, freqüentemente as mais bizarras e absurdas. Antes que as relações mediúnicas fossem conhecidas, eles exerciam a sua ação de maneira mais ostensiva, pela inspiração, pela mediunidade inconsciente, auditiva ou de incorporação. O número dos que, em diversas épocas, mas sobretudo nos últimos tempos, se apresentaram como alguns dos antigos profetas, como o Cristo, como Maria, e até mesmo como Deus,é considerável.
   
    São João nos põe em guarda contra eles, quando adverte: “Meus bem amados, não acrediteis em todos os Espíritos, mas provai se os Espíritos são de Deus; porque muitos falsos profetas se têm levantado no mundo”. O Espiritismo nos oferece os meios de experimentá-los, ao indicar as características pelas quais se reconhecem os bons Espíritos, características sempre morais e jamais materiais. (Ver o Livro dos Médiuns, Caps. 24 e segs.). É sobretudo ao discernimento dos bons e dos maus Espíritos, que podemos aplicar as palavras de Jesus: “Reconhece-se à árvore pelos seus frutos; uma boa árvore não pode dar maus frutos, e uma árvore má, não pode dar bons frutos”. Julgam-se os Espíritos pela qualidade de suas obras, como a árvore pela qualidade de seus frutos.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Antonio Renato em 13 de Março de 2013, 16:27
Sim meu irmão Moisés,a verdade sempre aparece,mesmo que leve algum tempo.Muitos e em muitas vezes são confundidos e se deixam levar por esses enganadores desencarnados e
que usando de mascaras, desnorteiam os encarnados que em verdade  sempre se colocam
na posição de intermediários nas comunicações.Entretanto eu questiono e tento entender
porque os espíritos superiores,sendo sabedores deste procedimento,não interferem nesta
ação,impedindo assim que aconteça?
Fique na paz.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Espírita brasileiro em 13 de Março de 2013, 18:23
Temos que ter muita cautela com as comunicações espíritas.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Março de 2013, 21:59
Sim meu irmão Moisés,a verdade sempre aparece,mesmo que leve algum tempo.Muitos e em muitas vezes são confundidos e se deixam levar por esses enganadores desencarnados e
que usando de mascaras, desnorteiam os encarnados que em verdade  sempre se colocam
na posição de intermediários nas comunicações.Entretanto eu questiono e tento entender
porque os espíritos superiores,sendo sabedores deste procedimento,não interferem nesta
ação,impedindo assim que aconteça?
Fique na paz.

Veja Antonio

não vamos cometer outro erro...
em nossoas colocações

Olhe bem sua pergunta:

...Entretanto eu questiono e tento entender
porque os espíritos superiores,sendo sabedores deste procedimento,não interferem nesta
ação,impedindo assim que aconteça?




Na verdade eles não deixam
Jamais deixarão
Nunca permitiram
jamais permitirão

Que fique bem claro

O mal é por conta e risco de quem o pratica
E o bem é a ação do homem de bem.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Março de 2013, 22:01
Temos que ter muita cautela com as comunicações espíritas.

Sim

temos que ter cautela
discernimento
tato
responsabilidade
conhecimento
segurança
convicção


enfim

como estes

muitos outros requizitos ligados a prudência.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Março de 2013, 13:21
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
 
Fernando Pessoa
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Março de 2013, 13:22
"Podes conhecer o espírito de qualquer pessoa, se observares como ela se comporta ao elogiar e receber elogios."
 
Sêneca
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Março de 2013, 14:01

 Uma artigo que achei interessante e bem prudente ser colocado aqui para reforçar o nosso conhecimento.

Diretrizes de Segurança
J. Raul Teixeira
Divaldo P. Franco


Um diálogo em torno das
múltiplas questões da mediunidade



Quinta parte

Doutrinação


 1.Processamento da doutrinação de desencarnados;
 2.Lógica da doutrinação;
 3.Sobre o anúncio da desencarnação ao comunicante;
 4.Habilidade e carinho do doutrinador;
 5.Doutrinação e empatia;
 6.Doutrinação como diálogo fraternal;
 7.Sobre a responsabilidade dos médiuns e doutrinadores;
 8.O “ser coletivo” de Allan Kardec.
 
Como deve processar-se a doutrinação dos desencarnados nas reuniões mediúnicas?

Raul – A doutrinação, ou esclarecimento, dirigida aos companheiros desencarnados que se apresentam nas reuniões de intercâmbio mediúnico, deve ser processada dentro de um clima de entendimento e respeito, estando certo o doutrinador, ou esclarecedor, de estar dialogando com um ser humano, cuja diferença mais notável é a de estar o espírito despojado do corpo físico.
Refletindo sobre tal verdade, o doutrinador não ignorará que o desencarnado continua com possibilidades de sentir simpatia ou antipatia, de nutrir amor ou ódio, alegria ou tristeza, euforia ou depressão.
Que ele pode ainda ser lúcido ou embotado, zombeteiro, levia-no, emotivo ou frio de sentimentos.
A doutrinação, a partir dessa reflexão, se desenvolverá como um diálogo com outro ser humano, quando pelo menos um dos conversadores é nobre e atencioso. Assim, evitar-se-ão, por parte do doutrinador, ameaças, chantagens, irritação ou desdém.
Em tudo, o bom senso. O doutrinador deixa a entidade falar, dizer a que veio, o que deseja, e, daí, vai conversando, perguntando sem agressão, chamando o desencarnado à meditação, à compreensão, admitindo, contudo, que nem sempre será tarefa muito fácil ou imediata, como entre pessoas encarnadas que têm dificuldade de entender as coisas, por múltiplas razões, e passam longos meses ou mesmo anos, às vezes, para reformar uma opinião ou abrir mão de determinados costumes ou procedimentos.

No atendimento a espíritos sofredores, o doutrinador deve, antes de tudo, fazer o comunicante conhecer a sua condição espiritual?

Divaldo – Há que perguntar-se: quem de nós está em condições de receber uma notícia, a mais importante da vida, como é a da morte, com a serenidade que seria de se esperar?
Não podemos ter a presunção de fazer o que a Divindade tem paciência em realizar. Essa questão de esclarecer o espírito no primeiro encontro é um ato de invigilância e, às vezes, de leviandade, porque é muito fácil dizer a alguém que está em perturbação: Você já morreu! É muito difícil escutar-se esta frase e recebê-la serenamente.
Dizer-se a alguém que deixou a família na Terra e foi colhido numa circunstância trágica, que aquilo é a morte, necessita de habilidade e carinho, preparando primeiro o ouvinte, a fim de evitar-lhe choques, ulcerações da alma.
Considerando-se que a terapêutica moderna, principalmente no capítulo das psicoterapias, objetiva sempre libertar o homem de quaisquer traumas e não lhe criar novos, por que, na Vida Espiritual, se deverá usar uma metodologia diferente ?
A nossa tarefa não é a de dizer verdades, mas, a de consolar, porque, dizer simplesmente que o comunicante já desencarnou, os Guias também poderiam fazê-lo. Deve-se entrar em contato com a entidade, participar da sua dor, consolá-la e, na oportunidade que se faça lógica e própria, esclarecer-lhe que já ocorreu o fenômeno da morte, mas somente quando o espírito possa receber a notícia com a necessária serenidade, a fim de que disso retire o proveito indispensável à sua paz. Do contrário, será perturbá-lo, prejudicá-lo gravemente, criando embaraços para os Mentores Espirituais.

Será plausível que se desenrole a doutrinação de desencarnados por meio de uma pequena palestra, em que o doutrinador possa expressar-se como quem faz uma conclamação?

Raul – O doutrinador dispensará sempre os discursos durante a doutrinação, entendendo-se aqui discurso não como a linha ideológica utilizada, mas, sim, a falação interminável, que não dá ensejo à outra parte de se exprimir, de se explicar.
Muitas vezes, na ânsia de ver as entidades esclarecidas e renovadas, o doutrinador se perde numa excessiva e cansativa cantilena, de todo improdutiva e enervante.
O diálogo com os desencarnados deverá ser sóbrio e consistente, ponderado e clarificador, permitindo boa assimilação por parte do espírito e excelente treino lógico para o doutrinador.

Pode-se dizer que a responsabilidade do doutrinador é do mesmo nível da dos demais médiuns participantes da sessão?

Raul – É quase o mesmo que se indagar se a responsabilidade do timoneiro é a mesma da tripulação de um navio.
O Livro dos Médiuns, no seu item 331 (capítulo 29º), na palavra esclarecida de Allan Kardec, assevera que “a reunião é um ser coletivo”. Em sendo assim, não poremos dúvida de que todos são grandemente importantes no desenrolar da sessão.
Sem laivos de dúvida, as responsabilidades se equiparam, sendo que cada qual estará atendendo às suas funções, mas todas são do mesmo modo importantes.
Se o timão estiver bem conduzido e a casa de máquinas mal cuidada ou relaxada, poderão decorrer graves acidentes. O contrário também ensejaria sérias conseqüências. Assim, médiuns, doutrinadores, aplicadores de passes precisarão estudar e renovar-se, para melhor atender aos seus deveres.
 
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Março de 2013, 14:10
Diretrizes de Segurança
J. Raul Teixeira
Divaldo P. Franco

Um diálogo em torno das
múltiplas questões da mediunidade



Nona parte

Estudos, Participação, Receituário


 1.Sobre a leitura espírita por parte dos espíritas;
 2.Desinteresse quase geral dos espíritas por leituras doutriná-rias;
 3.Hipnose por indução de entidades inimigas;
 4.Sono durante a leitura de livros espíritas;
 5.Benefícios dos estudos para os médiuns;
 6.Elementos que atuam em vários Centros Espíritas a um só tempo;
 7.Participação em sessões mediúnicas espíritas e de umbanda;
 8.Resultados umbandistas e espíritas no afastamento de espíritos perturbadores;
 9.Sobre denominação de “receita homeopática” ou “orientação espiritual homeopática”;
10.Sobre a melhor orientação a seguir entre a homeopática e a alopática;
11.Não confundir sessão mediúnica com consultório médico.
 
O espírita, médium ou não, deve ler livros espíritas?

Divaldo – Seria o mesmo que perguntar-se se o médico deve parar de estudar ou de ler livros sobre Medicina.

Apesar de necessário, por que notamos na maioria dos espíritas o desinteresse pela leitura de livros espíritas? Uns alegam que dá sono, outros que lhes dá dor de cabeça, etc. Por que acontece isso?

Divaldo –  Porque o fato de alguém tornar-se espírita não quer dizer que haja melhorado de imediato. A pessoa que não tem o hábito de ler pode tornar-se o que quiser, porém, continuará sem interesse pela cultura.
O sono normalmente decorre da falta de hábito da leitura, excepcionalmente quando a pessoa está em processo obsessivo, durante o qual as entidades inimigas operam por meio de hipnose, para impedirem àquele que está sob o seu guante que se esclareça, que se ilumine, e, conseqüentemente, se liberte. Mas, não em todos os casos. Na grande maioria, as pessoas cochilam na hora da leitura porque não se interessam e não fazem o esforço necessário para se manterem lúcidas, como também cochilam durante a sessão, por não estarem achando-a interessante; mas permanecem na maior atividade, quando vão ao cinema, ou ficam diante da televisão até altas horas, quando os programas lhes agradam. Assim, não respei-tam a Doutrina que abraçaram.

Que benefícios trazem os estudos evangélico-doutrinários para o médium?

Raul –   O benefício de, dando-lhe a instrução-conhecimento, propiciar-lhe a instrução-educação. É através do estudo, mormente do Evangelho e das obras basilares da Doutrina Espírita, que o médium se irá apercebendo de quem ele é, por que ele é médium, quais as suas responsabilidades diante da mediunidade, por que o indivíduo chega à Terra com a tarefa da paranormalidade para exercitar. Quando adentra O Evangelho Segundo o Espiritismo, vai estudar “Dai de graça o que de graça recebeis”; se pergunta aos espíritos por que Deus concede a mediunidade a indivíduos que ele sabe que poderão falhar, as Entidades Benfeitoras da Terra redargúem que “pelo mesmo motivo que ele dá bons olhos a gatunos”. Exatamente por isso o estudo espírita para o médium vai lhe dando os porquês, vai elucidando-o, a fim de que não aja porque os outros agem, não faça simplesmente porque o dirigente mandou que fizesse, mas para que tenha aquela fé raciocinada, a fé-convicção, aquela fé-certeza, na coerência de quem faz porque sabe o que deve fazer.

O que podemos pensar da atitude de muitos que, à guisa de cooperarem com vários Centros Espíritas, na segunda-feira, freqüentam um trabalho num determinado Centro; na terça estão num trabalho mediúnico, noutro Centro; na quarta-feira num terceiro, e assim sucessivamente?

Divaldo – Há um ditado que diz: “quem muito abarca, pouco aperta”. Quem pretende fazer tudo, faz sempre mal todas as coisas. Por que essa pretensão de ajudar a todos?
Se cada um cumprir com seu dever, com dedicação, no local em que o Senhor o colocou, estará realizando um trabalho nobilitante. A presunção de atender a todos é, de certo modo, uma forma de auto-suficiência, pois quem assim age acredita que não estando em algum lugar, as coisas ali não irão bem. E, quando desencarnar? Então é melhor vincular-se a um grupo de pessoas que lhe sejam simpáticas, para que as reuniões sérias, de que trata O Livro dos Médiuns de Allan kardec, possam produzir os frutos necessários e desejados.
   
Há inconveniente em que um médium que participe de sessão mediúnica espírita e que se afirme espírita freqüente trabalhos mediúnicos de Umbanda?

Divaldo – Seria o mesmo que a pessoa atuar num campo de luta e, imediatamente, tomar posição noutro, sem o esclarecimento correspondente.
Jesus foi muito claro ao afirmar que a casa dividida rui e que ninguém serve bem a dois senhores. Já é tempo de a pessoa saber o que deseja, dedicando-se àquilo que acha conveniente. O Apoca-lipse   fala a respeito das pessoas mornas; assim, é melhor ser frio ou ardente. O morno é alguém que não está com ninguém, mas, sim, com as suas conveniências.

No afastamento dos espíritos perturbadores, a Umbanda consegue melhor resultado do que uma sessão mediúnica espírita?

Divaldo – Só se for pelo pavor. Mas não remove a causa, por-que o espírito que foge apavorado não liberta a sua vítima da dívida, que a ambos vincula.

Qual a denominação correta: receita homeopática ou orientação espiritual homeopática?

Divaldo  – Não devemos trazer para o Espiritismo o que pertence aos outros ramos do conhecimento. Não deveremos pretender transformar a sessão mediúnica em novo consultório médico. Digamos, então, orientação espiritual; se veio o nome de um remédio, que o bom senso recomenda seja aplicado, é uma exceção, mas não deveremos ter um compromisso especial para constranger um espírito a dar homeopatia ou alopatia.
Certa feita, em uma das nossas orientações espirituais, veio o seguinte: “O meu irmão necessita de ler O Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo número 15”. Eu tive a curiosidade de saber o que era, e fui olhar. “Fora da Caridade não há Salvação”. O paciente era um sovina; a doença dele era desamor. Então, a “homeopatia” que ele precisava era uma séria advertência, e não remédio comum.

Qual a orientação adequada a seguir, a homeopatia ou a alopatia?

Divaldo –  A melhor orientação a seguir é convocar o paciente a melhorar-se de dentro para fora e levar ao médico o problema da sua saúde orgânica.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Março de 2013, 14:15

Diretrizes de Segurança
J. Raul Teixeira
Divaldo P. Franco

Um diálogo em torno das
múltiplas questões da mediunidade



Décima parte

Escolhos da Mediunidade


 1.Distinção entre animismo e mistificação;
 2.Processos regressivos;
 3.Mistificação do desencarnado;
 4.Mistificação do encarnado;
 5.Associação dos fraudadores encarnados com os desencarna-dos;
 6.Mistificação sofrida por Chico Xavier e suas razões;
 7.Problemas psiquiátricos e obsessões;
 8.Epilepsias e aproximações espirituais obsessoras;
 9.Necessidade de orientações doutrinárias seguras;
10.Estudo e experiência auxiliam a distinguir o que seja mediunidade e o que seja expressão psicopatológica;
11.Sobre a freqüência de obsidiados nos trabalhos mediúnicos;
12.Necessidade da presença dos obsidiados, em tratamento, nas sessões de estudos e aclaramento espíritas.
 
Qual a diferença entre animismo e mistificação?

Raul – Encontramos em O Livro dos Médiuns, mais exatamente no capítulo 19º, item 223 (1ª a 5ª, Allan Kardec discutindo e apresentando uma questão muito importante e muito grave, que é a circunstância em que o espírito do próprio percipiente, do próprio médium, no estado de excitação de variada ordem, transmite a sua mensagem.
Nos processos de regressões, de múltiplas procedências, a alma do encarnado se expressa, chora suas angústias, deplora suas mágoas guardadas na intimidade, ou apresenta suas virtudes e conquistas, suas grandezas, também guardadas no íntimo. Esse fenômeno em que o próprio espírito do médium se expressa, com qualquer tipo de bagagem, nós o chamaremos de “anímico”, conforme Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns. E aqueles outros fenômenos através dos quais entidades espirituais se manifestem por meio de médiuns, e dizem ser personalidades que verdadeiramente não foram na Terra, esses denominaremos de “mistificação”.
Allan Kardec teve a oportunidade de estudar em O Livro dos Médiuns, na parte em que apresenta as dissertações mediúnicas (capítulo 31º), diversas mensagens, das quais ele, depois de tê-las analisado, anota que jamais poderiam proceder de Vicente de Paula, de Maria de Nazaré e de outros tantos espíritos respeitados e considerados pela Humanidade. É o caso em que certas entidades banais dão nomes de vultos que gozam ou que gozaram no mundo de respeitosa projeção.
Mas, temos ainda um outro tipo de mistificação, que é a misti-ficação do indivíduo, do médium, quando, por motivos diversos, não sendo portador de faculdades mediúnicas, ou ainda que seja, mas não sendo dotado da capacidade de comunicar, de permitir a comunicação de tal e qual espírito, ele a forja, com interesses os mais estranhos. Aí encontramos a mistificação por parte do supos-to médium.
É importante, porém, que nos lembremos de que todas as nossas ações, como se reporta O Livro dos Espíritos, são conduzidas pelos espíritos. Normalmente são eles que nos dirigem, conforme o item 459, da citada obra. Logo, quando se começa a fraudar, a mistificar por quaisquer interesses, no início é o próprio indivíduo com a sua mente doente, mas, a partir daí, passa a atrelar-se a entidades mistificadoras, submetido, então, à influência espiritual. A princípio, a criatura é mistificadora sem ser propriamente médium. Depois advém a “sociedade” de forças, surgindo o engodo. No primeiro impulso era fruto do encarnado, depois os espíritos complementam.
Foi perguntado a Chico Xavier, e publicado no livro No Mun-do de Chico Xavier,  se alguma vez ele teria sido alvo de mistificação da parte de espíritos. Ele disse que sim. E quando foi inquirido sobre qual a razão pela qual Emmanuel lhe permitira essa vivência de algum espírito comunicar-se e dizer-se quem não era, ele afirmou que aquilo se destinava a que ele visse que não estava invulnerável à insuflação negativa.
Jesus Cristo teve ensejo de dizer que, se possível fosse, essas entidades, os falsos profetas, enganariam aos próprios eleitos. De nossa parte, costumamos nos indagar: “E nós que ainda somos apenas candidatos?”

Dentro dos quadros da psiquiatria, como psicopatia, esquizofrenia, etc., quais as características que poderiam se enquadrar dentro das obsessões?

Raul – Reconhecemos, com os ensinamentos da Doutrina Espírita, que todos aqueles portadores das esquizofrenias, psicopatologias variadas, dentro de um processo cármico, são entidades normalmente vinculadas a graves débitos, a dívidas de delitos sociais, e, conforme nos achamos dentro desse quadro de compromissos, essas psicopatologias de multiplicada denominação assumem intensidade maior ou menor.
Conforme orienta o instrutor Calderaro ao Espírito André Luiz, no livro No Mundo Maior,  ao estudar a problemática do cérebro, esses companheiros esquizofrênicos entram em “crises” quando, no processo natural e inconsciente de rememoração, se vinculam ao seu passado, quando delinqüiram, através de um processo de associação, de assimilação fluídica.
Nos casos de epilepsias, tudo nos leva a crer que as entidades credoras, em se aproximando do devedor, diretamente ou por meio de seu pensamento, promovem como que um acordamento da culpa, e ele mergulha, então, no chamado transe epiléptico. Nesse particular do transe, por ação de espíritos, encontramos corres-pondentes com o processo mediúnico, porque não deixam de ser, esses indivíduos, médiuns enfermos, desequilibrados, apresentando, por isso, uma expressão mediúnica atormentada, doente. Convenhamos que o exame da Doutrina Espírita, com relação a esses diversos casos, nos dará gradativamente as dimensões para que saibamos avaliar, analisar os problemas de enfermidades psicopatológicas, tais como as que acompanham a esquizofrenia, que é esse conjunto de tormentos, de perturbações, de doenças, que verdadeiramente não têm uma etiologia definida.
Nos casos de patologia psicológica ou psiquiátrica, deveremos nos valer dos conhecimentos específicos na área médica, para que não coloquemos pessoas doentes nas atividades mediúnicas, o que seria um desastre. Muitas pessoas se mostram com diversas síndromes e sintomas de problemas psíquicos, quando a invigilân-cia e o desconhecimento espírita de alguns os leva a afirmar que é mediunidade e levar a criatura para o exercício mediúnico. Esses graves equívocos determinarão graves ocorrências.
O nosso Divaldo, oportunamente, narrou-nos um episódio por ele conhecido, a respeito de um cidadão que sofrendo de intensas e continuadas cefaléias foi “orientado” por alguém irresponsável a “desenvolver-se”, porque era médium, e que nisso encontraria a cura esperada.
Buscados núcleos de mediunismo sem orientação cristã, feitos os “trabalhos”, etc., o problema não cedeu, ao contrário, agravou-se. Após frustradas tentativas lá e cá, o moço foi levado a uma instituição séria, onde o servidor da mediunidade que o atendeu constatou, pela informação dos Benfeitores Espirituais, que a família deveria providenciar atendimento médico para o rapaz. Feito o eletroencefalograma, verificou-se uma tumoração cerebral já sem possibilidade de cura, devido ao estado adiantado do problema.
Muitas vezes estamos atrelados a enfermidades espirituais que oferecem respostas somáticas, que estão ligadas a dramas profundos e graves, que não podem ser atendidos como se fossem mediunidade, numa leviandade que não se permite, em se tratando de Entidade Espírita. Noutros campos, registramos nos hospitais psiquiátricos diversos médiuns em aturdimento, obsidiados que poderiam ser devidamente tratados com a terapia evangélico-espírita, para depois abraçarem a tarefa mediúnica.
Então, é necessário que estudemos e assimilemos os conceitos e lições da Doutrina Espírita, conhecendo a prática do bom senso, para que saibamos distinguir aquilo que é mediunidade, precisando de educação, daquilo que seja enfermidade psicopato-lógica, a exigir tratamento médico.

Na terapia da desobsessão, é bom que o obsidiado freqüente trabalhos mediúnicos?

Divaldo – O ideal será que ele não participe dos trabalhos mediúnicos. Se estiver no estado em que registra as idéias sadias e as perturbadoras, o trabalho mediúnico pode ser-lhe seriamente pernicioso. Porque, se o obsessor incorporar, poderá ameaçá-lo diretamente, criando nele condicionamento que depois vai explorar de espírito a espírito. Como a necessidade não é do corpo físico do enfermo, ele pode estar em qualquer lugar e os Mentores trarão as entidades perturbadoras.
Por outro lato, ele não deve faltar às sessões de esclarecimento doutrinário, para que aprenda a libertar-se das agressões dos espíritos maus e, ao mesmo tempo, crie condições para agir com equilíbrio por si mesmo.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Março de 2013, 14:28
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J. Raul Teixeira
Divaldo P. Franco

Um diálogo em torno das
múltiplas questões da mediunidade



Décima primeira parte

Usos e Costumes


 1.Utilidade dos Cursos de formação de médiuns;
 2.Estudos mediúnicos como parte dos estudos do Espiritismo;
 3.Diplomas e carteiras na formação de médiuns;
 4.Sobre o uso de roupas especiais para a prática mediúnica;
 5.Cores das roupas e sua interferência na qualidade dos fenô-menos;
 6.Origens e inconvenientes do uso de velas, banhos, pontos traçados e defumações no exercício mediúnico;
 7.Fatores atávicos e sociológico-antropológicos;
 8.Antropologia religiosa dos povos de Angola, Cabinda e ou-tros;
 9.Cultos animistas de antigos escravos na cultura religiosa do catolicismo brasileiro;
10.Pedidos de missas e velas por parte de desencarnados sob velhos atavismos;
11.Não validade das fórmulas exteriores;
12.Pensamento de Michael Quoist sobre a busca de Deus;
13.Sentido educativo do “amai-vos e instruí-vos”;
14.Hábitos de estudo e do exercício do amor, para a libertação de atavismos desnecessários;
15.Distintivos materiais para classificação hierárquica de mé-diuns;
16.Oferendas materiais (comidas e objetos) para desencarnados;
17.Objetivos espíritas de espiritualização;
18.Forma ideal de oferendas aos desencarnados.
 
Quanto aos variados cursos de formação de médiuns, espalhados por toda parte, são úteis, de fato, para os indivíduos?

Raul – Sempre que nos reunimos com o objetivo de estudar o Espiritismo, encontramos razões para alegrias imensas.
O Espiritismo é um filão notável, aclarando a nossa visão, desenvolvendo-nos o intelecto e ajustando-nos às experiências amadurecedoras.
O que nos deve chamar a atenção, a fim de que nos precatemos, é o fato de entendermos os cursos de formação de médiuns como curso formal, com graduações e notas, provas e formaturas. Isto porque o sentido do curso, se desenvolvido nessas bases, fará entender ao cursando, ou aluno, que, quando ele o concluir estará formado. Então, terá que ser médium a qualquer custo, podendo surgir fortes predisposições à mistificação ou excitações que levem o indivíduo às bordas dos fenômenos anímicos, pela ansiedade de dar comunicações.
Os estudos espíritas devem ser descontraídos e agradáveis, permitindo trocas de experiências, facultando o crescimento geral. O estudo da mediunidade, por outro lado, não passa do estudo de uma parte do conhecimento espírita, devendo ser feito, por isto, associado aos demais temas da Doutrina Espírita.

E sobre os cursos de formação de médiuns que distribuem carteiras e diplomas aos seus concluintes?

Raul – Embora respeitemos as intenções de qualquer pessoa, dizemos que nessas atitudes nada existe do pensamento do Espiritismo, cujas propostas são de trabalho e renovação, sem atavios, sem ilusões, sem competições com os estabelecimentos e concepções das instituições do mundo, ainda quando respeitáveis na pauta dos valores terrenos.

Alguma necessidade particular existe para que se recomende aos médiuns o uso de aventais, jalecos ou outras roupas especiais, nos trabalhos mediúnicos do Espiritismo?

Raul – À luz do pensamento espírita, nenhuma necessidade e-xiste para o uso de roupas especiais, ou vestes de quaisquer naturezas, nos cometimentos mediúnicos espíritas, que possam designar símbolos ou paramentação inadequada aos eventos doutrinários. Até porque, perante a expressão de Jesus, trazendo-nos a imagem do “túmulo caiado por fora escondendo putrefação na intimidade”, notamos a importância de cada um alimpar-se por dentro, tecendo, com os esforços da sua transformação moral, a anelada “túnica nupcial”, a que Jesus se referiu na parábola do festim de bodas.

As cores das roupas que os médiuns estejam usando interferem na qualidade do fenômeno mediúnico?

Raul – Em nada interferem as cores de uso externo do médium na qualidade dos fenômenos mediúnicos. Interagem, isto sim, as “cores” de dentro, o caráter, o modo de ser e de viver de cada um.

Observando-se, ainda, no exercício mediúnico, o uso de velas, banhos, pontos traçados, defumadores, gostaríamos de saber as causas e origens, bem como os inconvenientes de tais práticas?

Divaldo –  Há dois fatores atávicos. O fator ancestral religioso, herança das doutrinas ortodoxas que estabeleceram no culto a preservação de luzes para a adoração espiritual, e o fator sociológico-antropológico, especialmente nas Américas, já que, de certo modo, somos legatários das tradições africanas. A própria antropologia religiosa dos povos de Angola, Cabinda e de outros que vieram para cá desenvolveu em forma de automatismo um animismo-mediúnico como meio de intercâmbio com o mundo espiritual. No Brasil, em particular, somos herdeiros inevitáveis dos cultos animistas, que os antigos escravos das gerações passadas introduziram em nossa formação religiosa, associando-se ao culto externo do catolicismo, que a partir do século IV introduziu o uso de velas, incensos, flores, vestuários das tradições pagãs. É inevitável que muitos espíritos, “que são as almas dos homens”, e que estavam acostumados a tais tradições desses cultos religiosos, retornem do além-túmulo fazendo essas recomendações absurdas quanto a uma aparente necessidade de manifestações externas, solicitando que se mandem celebrar missas, que se acendam velas, que se queimem defumadores, que se traga o turíbulo para o incenso, em razão da crença fundada na eficiência dessas fórmulas.
A Allan Kardec não passou despercebida essa questão, tanto assim que ele a introduziu em O Livro dos Espíritos, quando abordou o tema “fetichismo”, demonstrando que os Espíritos Superiores e os espíritos, na sua generalidade, desprezam e ridiculizam as fórmulas externas de nenhuma validade para a promoção moral do ser. Também há o atavismo religioso, que mantém, na sua liturgia, a presença indispensável desse culto exterior.
O Espiritismo é a doutrina da integração da criatura com o Criador, através da sua liberdade com responsabilidade, da sua conscientização de deveres, a fim de que possa fruir de paz, de esperança e de felicidade. Qualquer manifestação de culto externo, por desnecessária, é de segunda ordem, não merecendo maior consideração, no que tange à educação mediúnica.
A educação mediúnica exige, em primeiro plano, o conhecimento pelo estudo da mediunidade. A seguir, a educação moral e, como conseqüência, o exercício e a vivência da conduta cristã. Cristã, porque é o amor na sua expressão mais elevada, quando o indivíduo se encontra consigo próprio.
Michael Quoist, sacerdote francês, tem um pensamento que se adapta à questão. Diz ele, em outras palavras: “Eu Te procurei e fugi do mundo para entrar em contato Contigo, abandonei-me a mim e a meus irmãos, mas não Te encontrei; quando me voltei para a ação da caridade ali me deparei Contigo, com o meu próximo, comigo mesmo, assim encontrando-nos os três.” É necessária a educação intelecto-moral que está implícita na resposta do Espírito da Verdade: – “Espíritas! amai-vos. Espíritas! instruí-vos.” Instruir, no século XIX, tinha a abrangência do moderno verbo educar, que é adquirir hábitos e conhecimentos. Através dos hábitos salutares do estudo e do exercício do amor, o médium se libera de quaisquer atavismos para fazer-se ponte entre ele, a criatura, e o Criador, sob a inspiração dos Espíritos Superiores.

Os distintivos são importantes para a classificação das condições dos médiuns nas reuniões mediúnicas?

Raul – Conforme estamos asseverando, com base nos ensinamentos do Espiritismo, quaisquer exterioridades ou excentricidades, nos usos ou nas práticas, que tentem nivelar o labor espírita com as escalas de valores mundanos, não compartilham do posicionamento espírita.
Todo e qualquer distintivo material para médiuns colaborará para a exaltação da personalidade, predispondo-o a vários perigos.
O que deverá distinguir os lidadores do intercâmbio mediúnico será a sua fidelidade aos compromissos abraçados e sua luta por ser um instrumento mais útil às Falanges do Bem, aperfeiçoando-se a cada dia, para alcançar a vitória sobre si mesmo e sobre os tormen-tos do mundo.

É justo que, nas reuniões mediúnicas ou fora delas, se façam oferendas materiais, objetos ou alimentos, no intuito de atender aos caprichos ou aplacar as necessidades que os espíritos denunciem?

Raul – A ação espírita junto aos irmãos desencarnados deverá acatar sempre os objetivos espíritas, que são os da espiritualização das criaturas.
Nossas oferendas aos espíritos serão, por isso mesmo, em nível vibracional: nossas orações, que representam emissões de energias da alma em alta freqüência; nossas boas ações diárias, que a eles dedicamos como emissão de carinho e fraternidade, que são, também, fluidos impregnados de nobres qualidades.
As entidades que solicitam ou exigem coisas ou comidas e bebidas, reportando-se a seus gostos ou necessidades, são, indubitavelmente, companheiros desencarnados ainda em grande atraso moral e os indivíduos que os atendem nessas transações mundanas passam a se lhes associar, num circuito de interdepen-dência de funestas conseqüências. A espíritos ofertemos tão só as coisas do espírito.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Gilda M.Antunes em 15 de Março de 2013, 21:50
Olá Moisés
Muito oportunos estes seus posts. Muito bom poder estudar novamente este livro.
Tirei algumas conclusões que vou colocar aqui.

Nestes 30 anos de prática mediúnica, sempre enxerguei a Reunião Mediúnica como uma Escola. Ali temos a oportunidade de constante aprendizado, a única diferença em relação às escolas tradicionais é que jamais seremos diplomados o que é muito bom, pois não nos permite estagnar, embora seja fato que muitos médiuns acabam por acreditar (erroneamente) que tudo sabem e dominam em relação à sua faculdade. Mas este não é assunto a discutir no momento.

Assim, na nossa "Escola" aprendemos todos, através da convivênvia com os companheiros de grupo e com os desencarnados que se comunicam.

Aprendemos com os bons Espíritos através da suas palavras edificantes, tendo é claro o cuidado de analisar de forma lógica e racional cada um dos conceitos por eles expressos.
Com os Espíritos necessitados também aprendemos, tanto com seu exemplo infeliz e sofredor como com a sua recuperação quando esta finalmente ocorre.

Como as necessidades destes últimos variam de acordo com suas próprias particularidades vejo que não podemos criar jamais um padrão rígido de conversa esclarecedora.

Podemos isso sim e sempre, nos direcionarmos pela conduta que preserve o exercício da Caridade, Benevolëncia e Fraternidade. Isso implica no uso de palavras carinhosas, mesmo em situações que exijam mais energia.

Resumindo os esclarecedores necessitam ter:
- um conhecimento doutrinário sólido apoiado nos livros da Codifcação
- autoridade moral, pois mesmo tendo consciencia de que muito longe está da perfectibilidade ao menos se esforça continuamente pelo seu próprio aperfeiçoamento.
- desejo sincero de ajudar, colocando-se no lugar do comunicante a fim de melhor entendê-lo e  assim realmente auxiliar
- paciência para saber ouvir (muitos esclarecedores falam tanto que o irmão em sofrimento náo tem oportunidade de deixar claros os motivos que o levam ao desequilíbrio)
- humildade
- se manter vigilante para que as intuições enviadas pelos bons Espíritos presentes sejam bem absorvidas tanto no tocante às palavras usadas quanto a prevenção de mistificações ou rebeldias que possam desestabilizar o ambiente e por em risco os objetivos do esclarecimento e até da Reunião como um todo.
- estar atento às reações do Espírito comunicante, extraindo através da conversa seus pontos mais sensíveis e que por isso mesmo serão as portas que mostrarão seus pontos acessíveis para trabalhar o entendimento da necessidade de mudança de atitude.

Enfim, este é um trabalho que requer muito Amor e Doação e jamais pode ser encarado como o cumprimento de obrigação. Sabemos também que assim como cada fruto de uma mesma árvore tem seu tempo certo de amadurecimento, o tempo de entendimento e real esclarecimento para nossos irmãos em humanidade que persistem em erros causadores de sofrimentos, irá também ter seu tempo certo para ocorrer e esta ocasião para a maioria não ocorre na primeira conversa.

É isto.
Desde já, agradeço esclarecimentos que se façam necessários e a paciência em me ler.

Abraços

Gilda

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 15 de Março de 2013, 23:46
Olá Moisés
Muito oportunos estes seus posts. Muito bom poder estudar novamente este livro.
Tirei algumas conclusões que vou colocar aqui.

Nestes 30 anos de prática mediúnica, sempre enxerguei a Reunião Mediúnica como uma Escola. Ali temos a oportunidade de constante aprendizado, a única diferença em relação às escolas tradicionais é que jamais seremos diplomados o que é muito bom, pois não nos permite estagnar, embora seja fato que muitos médiuns acabam por acreditar (erroneamente) que tudo sabem e dominam em relação à sua faculdade. Mas este não é assunto a discutir no momento.

Assim, na nossa "Escola" aprendemos todos, através da convivênvia com os companheiros de grupo e com os desencarnados que se comunicam.

Aprendemos com os bons Espíritos através da suas palavras edificantes, tendo é claro o cuidado de analisar de forma lógica e racional cada um dos conceitos por eles expressos.
Com os Espíritos necessitados também aprendemos, tanto com seu exemplo infeliz e sofredor como com a sua recuperação quando esta finalmente ocorre.

Como as necessidades destes últimos variam de acordo com suas próprias particularidades vejo que não podemos criar jamais um padrão rígido de conversa esclarecedora.

Podemos isso sim e sempre, nos direcionarmos pela conduta que preserve o exercício da Caridade, Benevolëncia e Fraternidade. Isso implica no uso de palavras carinhosas, mesmo em situações que exijam mais energia.

Resumindo os esclarecedores necessitam ter:
- um conhecimento doutrinário sólido apoiado nos livros da Codifcação
- autoridade moral, pois mesmo tendo consciencia de que muito longe está da perfectibilidade ao menos se esforça continuamente pelo seu próprio aperfeiçoamento.
- desejo sincero de ajudar, colocando-se no lugar do comunicante a fim de melhor entendê-lo e  assim realmente auxiliar
- paciência para saber ouvir (muitos esclarecedores falam tanto que o irmão em sofrimento náo tem oportunidade de deixar claros os motivos que o levam ao desequilíbrio)
- humildade
- se manter vigilante para que as intuições enviadas pelos bons Espíritos presentes sejam bem absorvidas tanto no tocante às palavras usadas quanto a prevenção de mistificações ou rebeldias que possam desestabilizar o ambiente e por em risco os objetivos do esclarecimento e até da Reunião como um todo.
- estar atento às reações do Espírito comunicante, extraindo através da conversa seus pontos mais sensíveis e que por isso mesmo serão as portas que mostrarão seus pontos acessíveis para trabalhar o entendimento da necessidade de mudança de atitude.

Enfim, este é um trabalho que requer muito Amor e Doação e jamais pode ser encarado como o cumprimento de obrigação. Sabemos também que assim como cada fruto de uma mesma árvore tem seu tempo certo de amadurecimento, o tempo de entendimento e real esclarecimento para nossos irmãos em humanidade que persistem em erros causadores de sofrimentos, irá também ter seu tempo certo para ocorrer e esta ocasião para a maioria não ocorre na primeira conversa.

É isto.
Desde já, agradeço esclarecimentos que se façam necessários e a paciência em me ler.

Abraços

Gilda



Olá Gilda

Gostei demais de suas colocações
mostrou-me uma qualidade muito importante
que entendo ser o "tato"
Valeu

e
Por favor

traga-nos mais destas colocações

Abração
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Março de 2013, 00:11
Que todos possam apreciar esta contribuição
para os estudos deste mês da nossa colega Gilda;;

- um conhecimento doutrinário sólido apoiado nos livros da Codifcação.

- autoridade moral, pois mesmo tendo consciencia de que muito longe está da perfectibilidade ao menos se esforça continuamente pelo seu próprio aperfeiçoamento.

- desejo sincero de ajudar, colocando-se no lugar do comunicante a fim de melhor entendê-lo e  assim realmente auxiliar.
 
- paciência para saber ouvir (muitos esclarecedores falam tanto que o irmão em sofrimento náo tem oportunidade de deixar claros os motivos que o levam ao desequilíbrio)

- humildade.

- se manter vigilante para que as intuições enviadas pelos bons Espíritos presentes sejam bem absorvidas tanto no tocante às palavras usadas quanto a prevenção de mistificações ou rebeldias que possam desestabilizar o ambiente e por em risco os objetivos do esclarecimento e até da Reunião como um todo.

- estar atento às reações do Espírito comunicante, extraindo através da conversa seus pontos mais sensíveis e que por isso mesmo serão as portas que mostrarão seus pontos acessíveis para trabalhar o entendimento da necessidade de mudança de atitude.

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Marcos W. Silva em 16 de Março de 2013, 01:25
Que todos possam apreciar esta contribuição
para os estudos deste mês da nossa colega Gilda;;

- um conhecimento doutrinário sólido apoiado nos livros da Codifcação.

- autoridade moral, pois mesmo tendo consciencia de que muito longe está da perfectibilidade ao menos se esforça continuamente pelo seu próprio aperfeiçoamento.

- desejo sincero de ajudar, colocando-se no lugar do comunicante a fim de melhor entendê-lo e  assim realmente auxiliar.
 
- paciência para saber ouvir (muitos esclarecedores falam tanto que o irmão em sofrimento náo tem oportunidade de deixar claros os motivos que o levam ao desequilíbrio)

- humildade.

- se manter vigilante para que as intuições enviadas pelos bons Espíritos presentes sejam bem absorvidas tanto no tocante às palavras usadas quanto a prevenção de mistificações ou rebeldias que possam desestabilizar o ambiente e por em risco os objetivos do esclarecimento e até da Reunião como um todo.

- estar atento às reações do Espírito comunicante, extraindo através da conversa seus pontos mais sensíveis e que por isso mesmo serão as portas que mostrarão seus pontos acessíveis para trabalhar o entendimento da necessidade de mudança de atitude.



...e o cuidado com o palavreado oco de sentimentos. Sentir o comunicante é fundamental. Ter empatia, compaixão mesmo.

Abracos

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 16 de Março de 2013, 18:24
Buscando melhor colaborar com os estudos deste mês
para melhor compreeendermos a Natureza das Comunicações

Encontrei este trabalho do Grupo Espírita Allan kardec (na net)
que está nexado abaixo.

Que trata da Natureza dos Espíritos.

Abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Antonio Renato em 17 de Março de 2013, 22:48
Sim meu irmão Moisés,se faz necessário que usando de bom senso,esteja-se atento ao que
é dito pelo espírito comunicante,para que se possa identificar se é ele um bom ou mau espí-
-rito.Em se tratando de um mau espírito,pode-se moralmente repreendê-lo em uma reunião
mediúnica,desmascara-lo se necessário for.
Fique na paz.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 18 de Março de 2013, 12:26
Sim meu irmão Moisés,se faz necessário que usando de bom senso,esteja-se atento ao que
é dito pelo espírito comunicante,para que se possa identificar se é ele um bom ou mau espí-
-rito.Em se tratando de um mau espírito,pode-se moralmente repreendê-lo em uma reunião
mediúnica,desmascara-lo se necessário for.
Fique na paz.

Valeu Antonio
por mais esta participação.

Abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 18 de Março de 2013, 12:33
O Evangelho Segundo o Espiritismo

CAPÍTULO VIII
Bem-aventurados os que têm puro o coração


Verdadeira pureza. - Mãos não lavadas

8. Então os escribas e os fariseus, que tinham vindo de Jerusalém, aproximaram-se de Jesus e lhe disseram: "Por que violam os teus discípulos a tradição dos antigos, uma vez que não lavam as mãos quando fazem suas refeições?"
Jesus lhes respondeu: "Por que violais vós outros o mandamento de Deus, para seguir a vossa tradição? Porque Deus pôs este mandamento: Honrai a vosso pai e a vossa mãe; e este outro: Seja punido de morte aquele que disser a seu pai ou a sua mãe palavras ultrajantes; e vós outros, no entanto, dizeis: Aquele que haja dito a seu pai ou a sua mãe: - Toda oferenda que faço a Deus vos é proveitosa, satisfaz à lei, - ainda que depois não honre, nem assista a seu pai ou à sua mãe. Tornam assim inútil o mandamento de Deus, pela vossa tradição.
Hipócritas, bem profetizou de vós Isaías, quando disse: Este povo me honra de lábios, ma s conserva longe de mim o coração; é em vão que me honram ensinando máximas e ordenações humanas."
Depois, tendo chamado o povo, disse: "Escutai e compreendei bem isto: - Não é o que entra na boca que macula o homem; o que sai da boca do homem é que o macula. -O que sai da boca procede do coração e é o que torna impuro o homem; - porquanto do coração é que partem os maus pensamentos, os assassínios, os adultérios, as fornicações, os latrocínios, os falsos-testemunhos, as blasfêmias e as maledicências. - Essas são as coisas que tornam impuro o homem; o comer sem haver lavado as mãos não é o que o torna impuro."
Então, aproximando-se, disseram-lhe seus discípulos: "Sabeis que, ouvindo o que acabais de dizer, os fariseus se escandalizaram?" - Ele, porém, respondeu: "Arrancada será toda planta que meu Pai celestial não plantou. - Deixai-os, são cegos que conduzem cegos; se um cego conduz outro, caem ambos no fosso."
( S. Mateus, cap. XV, vv. 1 a 20.)

9. Enquanto ele falava, um fariseu lhe pediu que fosse jantar em sua companhia. Jesus foi e sentou-se à mesa. - O fariseu entrou então a dizer consigo mesmo: "Por que não lavou ele as mãos antes de jantar?" Disse-lhe, porém, o Senhor: "Vós outros, fariseus, pondes grandes cuidado em limpar o exterior do copo e do prato; entretanto, o interior dos vossos corações está cheio de rapinas e de iniqüidades. Insensatos que sois! aquele que fez o exterior não é o que faz também o interior?"
(S. LUCAS, cap. XI. vv., 37 a 40.)  

10. Os judeus haviam desprezado os verdadeiros mandamentos de Deus para se aferrarem à prática dos regulamentos que os homens tinham estatuído e da rígida observância desses regulamentos faziam casos de consciência. A substância, muito simples, acabara por desaparecer debaixo da complicação da forma. Como fosse muito mais fácil praticar atos exteriores, do que se reformar moralmente, lavar as mãos do que expurgar o coração, iludiram-se a si próprios os homens, tendo-se como quites para com Deus, por se conformarem com aquelas práticas, conservando-se tais quais eram, visto se lhes ter ensinado que Deus não exigia mais do que isso. Dai o haver dito o profeta: É em vão que este povo me honra de lábios, ensinando máximas e ordenações humanas.

Verificou-se o mesmo com a doutrina moral do Cristo, que acabou por ser atirada para segundo plano, donde resulta que muitos cristãos, a exemplo dos antigos judeus, consideram mais garantida a salvação por meio das práticas exteriores, do que pelas da moral. E a essas adições, feitas pelos homens à lei de Deus, que Jesus alude, quando diz: Arrancada será toda planta que meu Pai celestial não plantou.

O objetivo da religião é conduzir a Deus o homem. Ora, este não chega a Deus senão quando se torna perfeito. Logo, toda religião que não torna melhor o homem, não alcança o seu objetivo. Toda aquela em que o homem julgue poder apoiar-se para fazer o mal, ou é falsa, ou está falseada em seu principio. Tal o resultado que dão as em que a forma sobreleva ao fundo. Nula é a crença na eficácia dos sinais exteriores, se não obsta a que se cometam assassínios, adultérios, espoliações, que se levantem calúnias, que se causem danos ao próximo, seja no que for. Semelhantes religiões fazem supersticiosos, hipócritas, fanáticos; não, porém, homens de bem.

Não basta se tenham as aparências da pureza; acima de tudo, é preciso ter a do coração.

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Antonio Renato em 18 de Março de 2013, 15:00
Meus irmãos."Não é a roupa que faz o homem,Mas sua conduta de quando dela está vestido".
Seria uma maneira simples de dizer que à aparência externa não diz aquilo que ele é,ou até
mesmo dizer:eu sou isto ou aquilo apenas nas palavras,mas essas mesmas palavras irão de
verdade condena-lo se elas não forem verdadeiras,e não tiverem respaldo moral nas suas
atitudes no proceder.Faça o que eu mando,porque assim diz as regras criadas pelo homem,
mas na verdade não foi o que Jesus nos ensinou.Nos seus ensinamentos disse-nos:Use a
consciência e seja responsável pelas suas atitudes,não diga aquilo que você não é e não
possa fazê-lo.
Fiquem na paz.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 19 de Março de 2013, 13:31
Meus irmãos."Não é a roupa que faz o homem,Mas sua conduta de quando dela está vestido".
Seria uma maneira simples de dizer que à aparência externa não diz aquilo que ele é,ou até
mesmo dizer:eu sou isto ou aquilo apenas nas palavras,mas essas mesmas palavras irão de
verdade condena-lo se elas não forem verdadeiras,e não tiverem respaldo moral nas suas
atitudes no proceder.Faça o que eu mando,porque assim diz as regras criadas pelo homem,
mas na verdade não foi o que Jesus nos ensinou.Nos seus ensinamentos disse-nos:Use a
consciência e seja responsável pelas suas atitudes,não diga aquilo que você não é e não
possa fazê-lo.
Fiquem na paz.

Valeu Antonio
por mais uma conribuição

Abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Amós Ribeiro em 19 de Março de 2013, 18:54


Olá Moises,

"Sono durante a leitura de livros espíritas"

Não só em livros espiritas como em qualquer outro pode se dar sono, a leitura muitas vezes nos relaxa e também é uma forma de meditação, isto não quer dizer que sono durante a leitura seja essencialmente uma obsessão.

Abraços.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: luana valeria em 20 de Março de 2013, 03:47
no meu ponto de vista sinto q os espiritos a parti do espiritismo não mostrou tudo o q devemos saber, penso assim pq eles os espiritos a parti da desisão de Deus querem q, nos, por si so, aprenda com a vida ou com nos mesmo o enigma de Deus, pq na verdade vejo por ai q muitos espiritas são descrentes de muitas coisas no espiritismo e acho q se tudo fosse colocado na nossa cara, de todos nós, a maioria não aguentaria. finalizando, tudo tem seu tempo e é obvio q todos os tipos de crenças religiosas ja se concretizaram, já não há mais espaço para outras. e respondendo as comunicações espirituais, todos nós temos a sensibilidade de saber quem é quem, mal ou bom, defina vc mesmo sobre isso. As pessoas são carentes pela verdade só que elas fingem não ver nada.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 20 de Março de 2013, 12:25


Olá Moises,

"Sono durante a leitura de livros espíritas"

Não só em livros espiritas como em qualquer outro pode se dar sono, a leitura muitas vezes nos relaxa e também é uma forma de meditação, isto não quer dizer que sono durante a leitura seja essencialmente uma obsessão.

Abraços.

Olá Amós
valeu pela participação

Vamos ver o que nos responde Divaldo
Apesar de necessário, por que notamos na maioria dos espíritas o desinteresse pela leitura de livros espíritas? Uns alegam que dá sono, outros que lhes dá dor de cabeça, etc. Por que acontece isso?

Divaldo –
Porque o fato de alguém tornar-se espírita não quer dizer que haja melhorado de imediato. A pessoa que não tem o hábito de ler pode tornar-se o que quiser, porém, continuará sem interesse pela cultura.
O sono normalmente decorre da falta de hábito da leitura, excepcionalmente quando a pessoa está em processo obsessivo, durante o qual as entidades inimigas operam por meio de hipnose, para impedirem àquele que está sob o seu guante que se esclareça, que se ilumine, e, conseqüentemente, se liberte.
Mas, não em todos os casos.
Na grande maioria, as pessoas cochilam na hora da leitura porque não se interessam e não fazem o esforço necessário para se manterem lúcidas, como também cochilam durante a sessão, por não estarem achando-a interessante; mas permanecem na maior atividade, quando vão ao cinema, ou ficam diante da televisão até altas horas, quando os programas lhes agradam. Assim, não respeitam a Doutrina que abraçaram.

........................

Realmente Amós
nem todas as situações, de não se conseguir ler, decorre de obsessão...
e aleitura sim nos relaxa, acalma...e dá sono...

Eu sou daqueles
que o trabalho me dá sono
é uma luta amigo.

rs

abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 20 de Março de 2013, 12:40
no meu ponto de vista sinto q os espiritos a parti do espiritismo não mostrou tudo o q devemos saber, penso assim pq eles os espiritos a parti da desisão de Deus querem q, nos, por si so, aprenda com a vida ou com nos mesmo o enigma de Deus, pq na verdade vejo por ai q muitos espiritas são descrentes de muitas coisas no espiritismo e acho q se tudo fosse colocado na nossa cara, de todos nós, a maioria não aguentaria. finalizando, tudo tem seu tempo e é obvio q todos os tipos de crenças religiosas ja se concretizaram, já não há mais espaço para outras. e respondendo as comunicações espirituais, todos nós temos a sensibilidade de saber quem é quem, mal ou bom, defina vc mesmo sobre isso. As pessoas são carentes pela verdade só que elas fingem não ver nada.

Olá Luana
quando pensamos no tudo que devemos saber
logo , penso eu, que;
nos remete a pensar também se sabemos o que é este "tudo."que achamos que devemos saber...ou não foi nos contado...Ou analisando o" tudo " e não o vemos contido no rol dos ensinos dos Espíritos...poderemos concluir que estamos além do alcance deste ensino...

Que deve ser bom né!
para qume assim conclue.

Mas!
derrepente o mais conviniente é buscarmos saber
o que no momento nos convém saber.
E no caso dos ensinos provindo dos Espíritos na Codificação Espírita...
isso se admitirmos um Plano Divino para tal acontecimento...
saberemos assim com esta nosso concordância, nos ponderar.

Existe sim muitos espíritas descrentes de muitas coisas que ensina o Espiritismo
eu também penso assim
mas é de direito
aliás,
nos ensina os espíritos, que devemos aceitar só aquilo que compreendermos.
e não é fácil compreender o ensino em sua totalidade...
bem diferente, penso eu, de aceitar por aceitar.

Luana
todos nós temos sensibilidade...mas a temos em diferenciados graus e formas.
e também nem todos possuimos o mesmo conhecimento e nem
a mesma experiência...
Somos diferentes em conquistas e em realizações
não podemos generalizar
mas o que podemos sempre incentivar
é que o conhecimento está ao alcance de todos, está disponível...
mas mesmo assim
respeitemos os interesses e as capacodades.

Valeu
abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Antonio Renato em 21 de Março de 2013, 12:19
Meus irmãos.Quisera eu ter a sensibilidade de assimilar todas as comunicações que me veem
a todo momento,teria então melhor compreensão da própria vida,e não me deixaria ser levado
a fraquejar nos momentos de tomar decisões,pois essas decisões em muitas vezes modificam
ou até mesmo transformam a nossa vida e a de muitos.Sim, somos na verdade uma antena a captar sons e imagens do mundo espiritual,através da nossa mediunidade os espíritos veem  para nos mostrar aquilo que a nossa cegueira mental por assim dizer,teimam em não aceitar.
Entretanto quando nos colocamos como encarnados e aceitamos ser para os desencarnados
que do seu mundo conseguem vê,todas as coisas que estão em nosso volta em nosso mundo
material,mudamos para melhor,e passamos a interpretar de uma maneira mais clara os acon-
-tecimentos.Pode não ser verdadeiro,mas é assim que eu penso das comunicações.
Fiquem na paz.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Amós Ribeiro em 21 de Março de 2013, 17:48
no meu ponto de vista sinto q os espiritos a parti do espiritismo não mostrou tudo o q devemos saber, penso assim pq eles os espiritos a parti da desisão de Deus querem q, nos, por si so, aprenda com a vida ou com nos mesmo o enigma de Deus, pq na verdade vejo por ai q muitos espiritas são descrentes de muitas coisas no espiritismo e acho q se tudo fosse colocado na nossa cara, de todos nós, a maioria não aguentaria. finalizando, tudo tem seu tempo e é obvio q todos os tipos de crenças religiosas ja se concretizaram, já não há mais espaço para outras. e respondendo as comunicações espirituais, todos nós temos a sensibilidade de saber quem é quem, mal ou bom, defina vc mesmo sobre isso. As pessoas são carentes pela verdade só que elas fingem não ver nada.


Muito bem colocado seu texto amiga   Luana,

Segundo OLE;

17. É dado ao homem conhecer o princípio das coisas?

“Não, Deus não permite que ao homem tudo seja revelado neste mundo.”

18. Penetrará o homem um dia o mistério das coisas que
lhe estão ocultas?

“O véu se levanta a seus olhos, à medida que ele se
depura; mas, para compreender certas coisas, são-lhe
precisas faculdades que ainda não possui.”

Abraços e paz.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 21 de Março de 2013, 18:24
Meus irmãos.Quisera eu ter a sensibilidade de assimilar todas as comunicações que me veem
a todo momento,teria então melhor compreensão da própria vida,e não me deixaria ser levado
a fraquejar nos momentos de tomar decisões,pois essas decisões em muitas vezes modificam
ou até mesmo transformam a nossa vida e a de muitos.Sim, somos na verdade uma antena a captar sons e imagens do mundo espiritual,através da nossa mediunidade os espíritos veem  para nos mostrar aquilo que a nossa cegueira mental por assim dizer,teimam em não aceitar.
Entretanto quando nos colocamos como encarnados e aceitamos ser para os desencarnados
que do seu mundo conseguem vê,todas as coisas que estão em nosso volta em nosso mundo
material,mudamos para melhor,e passamos a interpretar de uma maneira mais clara os acon-
-tecimentos.Pode não ser verdadeiro,mas é assim que eu penso das comunicações.
Fiquem na paz.

Olá Antonio

É isso mesmo
tiramos o bem se ao bem nos dedicamos.

valeu
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: PaulaRValença em 22 de Março de 2013, 00:17
Meus irmãos.Quisera eu ter a sensibilidade de assimilar todas as comunicações que me veem
a todo momento,teria então melhor compreensão da própria vida,e não me deixaria ser levado
a fraquejar nos momentos de tomar decisões,pois essas decisões em muitas vezes modificam
ou até mesmo transformam a nossa vida e a de muitos.Sim, somos na verdade uma antena a captar sons e imagens do mundo espiritual,através da nossa mediunidade os espíritos veem  para nos mostrar aquilo que a nossa cegueira mental por assim dizer,teimam em não aceitar.
Entretanto quando nos colocamos como encarnados e aceitamos ser para os desencarnados
que do seu mundo conseguem vê,todas as coisas que estão em nosso volta em nosso mundo
material,mudamos para melhor,e passamos a interpretar de uma maneira mais clara os acon-
-tecimentos.Pode não ser verdadeiro,mas é assim que eu penso das comunicações.
Fiquem na paz.

Olá Antonio

É isso mesmo
tiramos o bem se ao bem nos dedicamos.

valeu

Boa noite a todos.
Estou lendo o livro dos espiritos no momento, achei esse estudo bastante interessante e tenho uma dúvida sobre uma questão, no Capitulo V-Manifestações físicas espontâneas (Ruidos e barulhos), estudo sozinha leio tudo o que vejo sobre espiritismo so conheci este fórum essa semana, achei bom pois aqui vejo uma oportunidade de adquirir mais conhecimento. Pois então, não tenho ninguém para trocar ideias nem tirar dúvidas que sempre me aparecem, o que acontece é que sempre ouvi alguns barulhos em minha casa, mas nunca tinha dado atenção especial a isso, mas desde que comecei o estudo do LDM venho ecutando com mais frequencia e de forma insistente, não sou médium, por isso fico me questionando, será que estou apenas impressionada com o conteúdo que lie, ou existe realmente um entidade "chamando minha atenção" por assim dizer, não sei lidar com a situação, alguém poderia me dar uma luz. Peço desculpas pelo geito, não sei se esse aqui é o lugar mais adequado para esse tipo de questionamento. Mas se possível gostaria de algum esclarecimento. Desde ja agradeço.

Um abraço a Todos! Fiquem com Deus!
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: hcancela em 22 de Março de 2013, 09:55
Meus irmãos.Quisera eu ter a sensibilidade de assimilar todas as comunicações que me veem
a todo momento,teria então melhor compreensão da própria vida,e não me deixaria ser levado
a fraquejar nos momentos de tomar decisões,pois essas decisões em muitas vezes modificam
ou até mesmo transformam a nossa vida e a de muitos.Sim, somos na verdade uma antena a captar sons e imagens do mundo espiritual,através da nossa mediunidade os espíritos veem  para nos mostrar aquilo que a nossa cegueira mental por assim dizer,teimam em não aceitar.
Entretanto quando nos colocamos como encarnados e aceitamos ser para os desencarnados
que do seu mundo conseguem vê,todas as coisas que estão em nosso volta em nosso mundo
material,mudamos para melhor,e passamos a interpretar de uma maneira mais clara os acon-
-tecimentos.Pode não ser verdadeiro,mas é assim que eu penso das comunicações.
Fiquem na paz.

Olá Antonio

É isso mesmo
tiramos o bem se ao bem nos dedicamos.

valeu

Boa noite a todos.
Estou lendo o livro dos espiritos no momento, achei esse estudo bastante interessante e tenho uma dúvida sobre uma questão, no Capitulo V-Manifestações físicas espontâneas (Ruidos e barulhos), estudo sozinha leio tudo o que vejo sobre espiritismo so conheci este fórum essa semana, achei bom pois aqui vejo uma oportunidade de adquirir mais conhecimento. Pois então, não tenho ninguém para trocar ideias nem tirar dúvidas que sempre me aparecem, o que acontece é que sempre ouvi alguns barulhos em minha casa, mas nunca tinha dado atenção especial a isso, mas desde que comecei o estudo do LDM venho ecutando com mais frequencia e de forma insistente, não sou médium, por isso fico me questionando, será que estou apenas impressionada com o conteúdo que lie, ou existe realmente um entidade "chamando minha atenção" por assim dizer, não sei lidar com a situação, alguém poderia me dar uma luz. Peço desculpas pelo geito, não sei se esse aqui é o lugar mais adequado para esse tipo de questionamento. Mas se possível gostaria de algum esclarecimento. Desde ja agradeço.

Um abraço a Todos! Fiquem com Deus!
Olá Paula

O tema da mediunidade é muito complexo e só conhecendo as pessoas pessoalmente é que se pode tentar opinar o mais certo possivel, no entanto ela(mediunidade) todos a tema em maior ou menor grau.

Na questão dos barulhos e ruidos pode sim ouvir espiritos(natural no Espiritismo), mas também sei que na maioria esses barulhos nada mais são que dilatações de nossas casas, motivadas por alterações bruscas de temperaturas, fazendo com que a estrutura em si( Madeiras, moveis,etc) façam os ditos barulhos.
Como comparação!...Imaginemos que estamos em desiquilibrio fisico, acontecendo que ao levarmos um passe colocando as energias no seu devido lugar, o nosso corpo (abana) pela mudança brusca , muita vez é tão forte que dá quebra de tenção, mas que passando poucos minutos tudo fica bem, dando a quem leva o passe uma boa sensação de alivio e paz.

Na minha opinião não dê muita atenção a isso..faz parte, né Paula.kkkkkkkkkk


Abraços fraternos
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Março de 2013, 20:04
..........

Boa noite a todos.
Estou lendo o livro dos espiritos no momento, achei esse estudo bastante interessante e tenho uma dúvida sobre uma questão, no Capitulo V-Manifestações físicas espontâneas (Ruidos e barulhos), estudo sozinha leio tudo o que vejo sobre espiritismo so conheci este fórum essa semana, achei bom pois aqui vejo uma oportunidade de adquirir mais conhecimento. Pois então, não tenho ninguém para trocar ideias nem tirar dúvidasque sempre me aparecem ....

Olá Paula
seja bem vinda
nos ´"Fóruns "
sempre temos a oportunidade do debate
onde possamos expor nossas dúvidas e opiniões.
participemos como uma sala de aula
onde o grupo se interessa sempre pelo aprendizado em comum
sem rodeios e sem mistérios.

Citar
... , o que acontece é que sempre ouvi alguns barulhos em minha casa, mas nunca tinha dado atenção especial a isso, mas desde que comecei o estudo do LDM venho ecutando com mais frequencia e de forma insistente, não sou médium, por isso fico me questionando, será que estou apenas impressionada com o conteúdo que li e, ou existe realmente um entidade "chamando minha atenção" por assim dizer, não sei lidar com a situação, alguém poderia me dar uma luz.


OLá Paula
muitas vezes somos surpreendidos,  por estas questões,
a dos barulhos e ruídos outros
fora também as impreensões de que alguém nos vigia ou está perto...
Influenciados pelas leituras que realizamos procuramos dar atenção mais qualificada a estas questões...
Tudo é um aprendizado mesmo no campo da observação
O bom é; quando tiveres uma oportunidade visitar uma Casa Espírita,
assistir uma palestra e conhecer pessoas que creem como nós,
isso para não nos sentirmos isolados e para termos uma boa troca de experiências
nas questões que envolvem o aprendizado da Doutrina Espírita...

Citar
...Peço desculpas pelo geito, não sei se esse aqui é o lugar mais adequado para esse tipo de questionamento. Mas se possível gostaria de algum esclarecimento. Desde ja agradeço.

Um abraço a Todos! Fiquem com Deus!

Paula
Este é uma um local de estudos com um tema específico
logo um local de esclarecimento e direcionamento
seja bem vinda
abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Março de 2013, 20:47
Olá a todos
encontrei este artigo na internet
entendo que para este tema,
serve para as nossas reflexões

............

 

"Cada um é livre para encarar as coisas à sua maneira, e nós, que reclamamos essa liberdade para nós, não podemos recusá-la aos outros. Mas, do fato de que uma opinião seja livre, não se segue que não se possa discuti-la, examinar-lhe o forte e o fraco, pesar-lhe as vantagens ou os inconvenientes".

(Allan Kardec - RE-1866)

Da Natureza das Comunicações
“Tudo se encadeia no Espiritismo, e quando se segue o conjunto, vê-se que os princípios decorrem uns dos outros, apoiando-se mutuamente”. (O que é o Espiritismo)

Estudar O Livro dos Médiuns é algo extremamente fascinante, principalmente quando o fazemos de maneira séria e metódica, buscando aprofundar cada ensinamento e fazendo correlação com o que encontramos nas demais obras que formam a estrutura base do Espiritismo.

O capítulo X da Segunda Parte é um destes que deve ser lido e relido sempre, pois nos trazem excelentes informações acerca não só da natureza das comunicações, mas da importância de sua análise, comparação e pesquisa, para posterior aceitação.

Neste capítulo Kardec se põe a observar “que todo efeito que revela na sua causa um ato de vontade livre, por insignificante que seja, denuncia através dele uma causa inteligente”, e que desta forma, o menor movimento oferecido pelas ‘mesas girantes’ que apresentasse caráter intencional, era o suficiente para ver no fenômeno algo mais que o mero jogo de forças mecânicas, mas, de uma inteligência disposta a permutar idéias de forma regular e contínua.

É desta forma que Kardec é levado a reconhecer que as mesas, as cestas e quaisquer outros utensílios postos e, ou, inventados e colocados entre a mão do médium e o lápis eram dispensáveis. E assim, os próprios espíritos, após os estudos ‘preliminares’ se encarregaram de apresentar os meios mais rápidos e simples de aumentar o fluxo de informações entre os dois mundos, o material e o espiritual: a psicografia e a psicofonia (erroneamente chamada de ‘incorporação’).

“Mas, o que é característico, é a evidente diminuição dos médiuns de efeitos físicos, à medida que se multiplicam as comunicações inteligentes. É que, como bem disseram os Espíritos, o período da curiosidade já passou [...]”. (Viagem Espírita em 1862, impressões gerais, p. 31)

A partir daí, a maior dificuldade seria encontrar uma regra que nos permitisse avaliar o valor das informações e o seu ‘grau’ de veracidade. Kardec nos informa que se houvermos compreendido bem o que consta na Escala Espírita [O Livro dos Espíritos, item 100 e seguintes], será muito mais fácil analisar que as comunicações dos Espíritos refletem exatamente a “elevação ou inferioridade de suas idéias, seu saber ou sua ignorância, seus vícios e suas virtudes”, em suma, tudo o que toca à inteligência e moralidade dos comunicantes.

Por isso, em Obras Póstumas, ele afirmou que “um dos primeiros resultados das minhas observações foi saber que, sendo os espíritos as almas dos homens, não possuem a soberana Sabedoria, nem a soberana Ciência, e que o seu saber era limitado ao grau de adiantamento, assim como sua opinião só tinha o valor de uma opinião pessoal”. E em seguida ele encerra este período com uma noção que muitos médiuns e divulgadores espíritas da atualidade têm esquecido: “Esta verdade, reconhecida desde o princípio, preservou-me do perigo de acreditar na infalibilidade deles e livrou-me de formular teorias prematuras sobre os ditados de um ou de alguns”.

“Essa diversidade na qualidade dos Espíritos é um dos pontos mais importantes a considerar, pois explica a natureza boa ou má das comunicações que se recebem. É sobretudo em distingui-los que nos devemos empenhar”. (O Espiritismo na sua mais simples expressão, I – Dos Espíritos, p. 66)

“Procedi com os Espíritos como teria feito com os homens; considerei-os, desde o menor até o maior, como elementos de instrução e não como reveladores predestinados”. (Obras Póstumas, Segunda Parte, A minha iniciação no Espiritismo)

É importante salientar este ponto, pois parece esquecido nos dias atuais. E porque o Codificador nunca perdeu uma oportunidade de relembrar este assunto, acredito ser importante enfatizá-lo.

E é com esta regra geral que ele se propõe a dividir as comunicações em quatro categorias principais, entendendo bem que outras categorias poderiam ser acrescentadas. Cabe destacar, ainda, que à semelhança com o que foi feito na escala espírita, esta é uma estrutura didática, geral e simplificada. Agora vejamos quais são as categorias citadas por Kardec:

As comunicações grosseiras são as que contêm expressões triviais, obscenas, ignóbeis, insolentes, arrogantes e malévolas. Por ferirem a sensibilidade e o decoro só poderiam vir de espíritos de baixa classe, ainda fortemente manchados por todas as impurezas da matéria.

As comunicações frívolas são mensagens zombeteiras, maliciosas, levianas provindas de espíritos despreocupados com qualquer noção de ‘certo’ ou ‘errado’, misturando, às vezes, brincadeiras banais com duras verdades, que ferem quase sempre com justa razão. “A verdade é o que menos os preocupa, e por isso sentem um malicioso prazer em mistificar os que têm a fraqueza e às vezes a presunção de acreditar em suas palavras”.

As comunicações sérias são todas as que, revelando um fim útil, mesmo sobre assuntos particulares, são abordadas de uma forma grave e ponderada.

Entretanto, conforme esclarece o Codificador, elas não são isentas de erros. “Os Espíritos sérios não são todos esclarecidos. Há muitas coisas que eles ignoram e sobre as quais se podem enganar de boa fé. É por isso que os Espíritos verdadeiramente superiores nos recomendam sem cessar que submetamos todas as comunicações ao controle da razão e da lógica mais severa”.

É tão importante este ponto que seria um erro o deixarmos passar em branco. Muita gente se assusta quando se demonstra que os espíritos, mesmo os sérios, não sabem tudo. Outras, entretanto, acham uma heresia apontar equívocos em obras de espíritos que elas entendem como ‘superiores’. Como dissemos, esta é uma sentença importantíssima para tudo que se relacione com ‘análises das informações dos espíritos’.

Ainda cabe ressaltar a importância de distinguir as comunicações verdadeiramente sérias das falsamente sérias. Kardec é quem explica que: “[...] nem sempre é fácil, por que é graças à gravidade da linguagem que certos espíritos presunçosos ou pseudo-sábios tentam impor as idéias mais falsas e os sistemas mais absurdos. E para se fazerem mais aceitos e se darem maior importância, eles não tem o escrúpulo de se adornar com os nomes mais respeitáveis e mesmo os mais venerados”.

Isto está completamente de acordo com esta afirmação: “[...] sabe-se também que os espíritos embusteiros não têm escrúpulos para esconder-se atrás de nomes emprestados, a fim de fazerem aceitar suas utopias” (O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo II da Introdução). E “acontece muitas vezes que os espíritos, para fazer adotar certas utopias, afetam um falso saber e tentam impô-las retirando do arsenal de palavras técnicas tudo quanto possa fascinar aquele que acredita muito facilmente. Dispõem, ainda, de um meio mais fácil, que é o de aparentar virtudes. Arrimados nas grandes palavras: caridade, fraternidade e humildade, esperam fazer passar os mais grosseiros absurdos” (Viagem Espírita em 1862, p.163).

Entretanto, “os Espíritos verdadeiramente sábios, quando não se sentem suficientemente esclarecidos sobre uma questão, não a resolvem jamais de maneira absoluta. Declaram tratar do assunto de acordo com a sua opinião, e aconselham esperar-se a confirmação” (O Evangelho segundo o Espiritismo, Introdução, capítulo II, p. 21).

Isto tudo é tão importante que Kardec afirma ser este um dos escolhos da ciência prática, da Ciência Espírita. Tanto que alguns capítulos de O Livro dos Médiuns são especialmente criados com o fim de auxiliar a superar estes escolhos: XIX, XX, XXI, XXIII, XXIV, XXV, XXVI, XXVII e o capítulo XXXI [que aborda as dissertações espíritas, sobre o Espiritismo, sobre os médiuns, sobre as sociedades espíritas (hoje, centros) e sobre as mensagens apócrifas]. Cabe, ainda, sugerir a leitura do capítulo II da introdução de O Evangelho segundo o Espiritismo, Autoridade da Doutrina Espírita por ser pertinente neste estudo. E isto para ficar somente nestas duas obras.

As comunicações instrutivas são todas as que têm por finalidade principal algum ensinamento dado pelos Espíritos sobre as Ciências, a Moral, a Filosofia, etc.

Neste ponto, a maior ou menor profundidade depende do grau de depuração do espírito e que para recebermos o auxílio de Espíritos de ordem superior devemos ser graves e circunspectos em nossos estudos, mantendo sempre um sincero desejo de se instruir perseverando nos estudos.

Kardec ainda afirma que as comunicações só podem ser instrutivas quando são verdadeiras e que somente as conseguiremos avaliar com precisão e profundidade a não ser pela regularidade e freqüência com que os seus autores se comunicam.

(cont.)
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Março de 2013, 20:48
(cont.)

Entretanto, ainda alerta o prof. Rivail: “não poderíamos, pois, incluir nesta categoria certos ensinos que de sério só tem a forma, frequentemente empolada e enfática, através da qual espíritos mais presunçosos do que sábios procuram enganar”.

Contudo, ele afirma que os Espíritos com intenção de mistificar, por não conseguirem suprir o próprio vazio, seria impossível manter as aparências por muito tempo, mostrando rapidamente o seu lado fraco. Só que quem perde tempo, hoje, avaliando e questionando os espíritos? Bastou um, por um médium famoso, para afirmarem não ser mais necessário evocarmos os espíritos, quando temos um livro da Codificação [e a própria juntamente com toda a coleção da Revista Espírita como exemplo desta importância] com o subtítulo: “Guia dos médiuns e dos evocadores”.

Kardec sempre afirmou que devemos ser severos na análise das comunicações, em tudo buscando o aprofundamento, a lógica, a racionalidade, o fim útil e a coerência destas com os princípios que fazem parte do núcleo da Doutrina por serem verdades verificadas, nada mais que Leis Naturais, Divinas.

Como ressaltei no início, o estudo de O Livro dos Médiuns é fascinante, principalmente, quando o fazemos em conexão com todas as outras obras da codificação e Revistas Espíritas, nos permitindo alcançar um entendimento mínimo de toda esta grandiosa estrutura conceitual, filosófica, científica e moralizadora. Bem como deste capítulo, que nos auxilia, junto com os outros já citados, a podermos analisar todas as obras psicografadas ou não, de quem quer que seja e da melhor forma possível.

E disto tudo, ainda poderemos aprender que a doutrina deve caminhar como um navegante experiente, “de sonda nas mãos e consultando os ventos” (Obras Póstumas). Ou seja, nos dizeres de Herculano Pires, pela investigação humana, usando a metodologia da Ciência Espírita e a bússola que é a Codificação e consultando os espíritos, analisando, comparando, pesquisando e questionando os seus ensinos. Não de dois ou três, mas de vários.

Boas reflexões!


Bibliografia:
1. Kardec, A. O Livro dos Médiuns. Tradução da 2ª edição francesa por J. Herculano Pires. São Paulo – LAKE, 2004.
2. _____. O Evangelho segundo o Espiritismo. Tradução de J. Herculano Pires, 61ª edição. São Paulo – LAKE, 2006.
3. _____. Viagem Espírita em 1862 e outras viagens de Allan Kardec. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 1ª edição, – Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2005.
4. _____. Obras Póstumas. Tradução de João Teixeira de Paula; Revisão, introdução e notas de J. Herculano Pires, - 14ª edição – São Paulo, LAKE, 2007.
5. _____. O Espiritismo na sua expressão mais simples e outros opúsculos de Kardec. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. – 2ª edição – Rio de Janeiro - Federação Espírita Brasileira, 2007.
6. _____. O que é o Espiritismo. Tradução de Salvador Gentile, 71ª edição. Instituto de Difusão Espírita – IDE -, 2008

* Artigo publicado na edição de março da Revista Internacional de Espiritismo com adaptações.


http://analisesespiritas.blogspot.com.br/2009/12/da-natureza-das-comunicacoes.html
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: PaulaRValença em 22 de Março de 2013, 22:51
Citar
Paula
Este é uma um local de estudos com um tema específico
logo um local de esclarecimento e direcionamento
seja bem vinda
abraços


Olá Moisés
Obrigada pelos esclarecimentos e receptividade, estou muito feliz por ter encontrado um espaço tão democrático e cheio de conteúdo. Agora posso me aprofundar mais em meus estudos.

Abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Março de 2013, 13:48

Um video que nos trás uma boa oportunidade
de refletirmos
sobre a nossa natureza após o nosso desencarne...

Afinal estudar sobre a natureza dos Espíritos
é estudarmos a nós a mesmo.

https://www.youtube.com/watch?v=f6qO4WmJdJw

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Antonio Renato em 27 de Março de 2013, 15:24
Meu nobre(Nobre na alma)irmão Moisés.Muito bonito esse video e também muito esclarecedor,
nos dá uma visão geral dos acontecimentos durante o desencarne.Veja bem,mesmos aqueles
que são esclarecidos e têm conhecimento de que esse processo é inevitável e necessário para
a evolução do espírito,ainda resistem na aceitação,pois ainda julgam ter muito que fazer nesta
vida material,e não estaria pronto por assim dizer,em aceitar esse sacrifício,que para o espírito
que está hora desencarnando, seja um alívio em se livrar do fardo que pelo tempo que lhe foi
determinado carregar.Longe ainda estamos de melhor compreender esse processo,muito
embora a Doutrina Espirita nos esclarece e nos fortalece para aceitarmos como um aconteci-
-mento natural.
Fique na paz.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Março de 2013, 15:37
LEIS DA COMUNICAÇÃO ESPÍRITA

     Sabemos que tudo vibra e irradia no Universo porque tudo é força, luz e vida. Penetra a Natureza, em seus menores átomos, uma energia infinita - origem de todos os fenômenos. Identicamente, cada Espírito, livre ou encarnado, possui, conforme o seu de adiantamento e de pureza, uma irradiação cada vez mais rápida, intensa, luminosa.

     A lei das atrações e correspondências rege todas as coisas; as vibrações, atraindo vibrações similares, aproximam e vinculam as almas, os corações, os pensamentos.

     Nossos maus desejos e concupiscências criam em torno de nós uma atmosfera fluídica impura, propícia à ação das influências da mesma ordem, ao passo que as nobres aspirações atraem as salutares vibrações, as irradiações das esferas superiores.

     Tal é o princípio da evolução; reside na capacidade, que possui o indivíduo, de assimilar as forças misteriosas da Natureza, para se elevar, mediante o seu auxílio, e ascender gradualmente até à causa das causas, à fonte inexaurível de que procede toda a vida.

     A escala ascensional comporta planos sucessivos e superpostos; em cada um deles os seres são dotados do mesmo estado vibratório, de meios análogos de percepção que lhes permitem reconhecer-se mutuamente, ao passo que se lhes conservam invisíveis e muitas vezes mesmo incognoscíveis os seres dos planos superiores, em conseqüência de seu estado vibratório mais acelerado e de suas condições de vida mais sutis e mais perfeitas.

     É o que aos Espíritos acontece, entre si, conforme seus diferentes graus de purificação, e a nós mesmos em relação a eles. Assim, porém, como se pode ampliar o campo da visão humana com o auxílio dos instrumentos de óptica, também se pode aumentar ou reduzir a soma das vibrações, de sorte que atinjam um estado intermédio em que os modos de existência de dois planos distintos se combinem e entrem em correspondência.

     Para comunicar conosco deverá o Espírito amortecer a intensidade de suas vibrações, ao mesmo tempo que ativará as nossas. Nisso o pode o homem voluntariamente auxiliar; o ponto a atingir constitui para ele o estado de mediunidade.

     Sabemos que a mediunidade, no maior número de suas aplicações, é a propriedade que têm alguns dentre nós de se exteriorizar em graus diversos, de se desprender do envoltório carnal e imprimir mais amplitude a suas vibrações psíquicas. Por seu lado, o Espírito libertado pela morte se impregna de matéria sutil e atenua suas radiações próprias, a fim de entrar em uníssono com o médium.

     Aqui se fazem necessários uns algarismo explicativos. Admitamos, a exemplo de alguns sábios, que sejam de 1.000 por segundo as vibrações normais do cérebro humano. No estado de “transe”, ou de desprendimento, o invólucro fluídico do médium vibra com maior intensidade, e suas radiações atingem a cifra de 1.500 por segundo. Se o Espírito, livre no espaço, vibra à razão de 2.000 no mesmo lapso de tempo, ser-lhe-á possível, por uma materialização parcial, baixar esse número a 1.500. Os dois organismos vibram então simpaticamente; podem estabelecer-se relações, e o ditado do Espírito será percebido e transmitido pelo médium em transe sonambúlico.

     É essa harmonização das ondas vibratórias que imprime às vezes ao fenômeno das incorporações tamanha precisão e nitidez. Nos outros estados de mediunidade o pensamento do Espírito se poderá igualmente comunicar por vibrações correspondentes, posto que menos intensas que as vibrações iniciais, do mesmo modo que uma nota musical se repete, de oitava em oitava, desde a clave mais alta à mais baixa da vibração harmônica.

     No homem, a inteligência e o desenvolvimento do cérebro se acham em íntima correlação; uma não se pode manifestar sem o outro. À medida que o ser se eleva na escala humana, do mais selvagem ao mais civilizado, a fronte avulta, o crânio se amplia, ao mesmo tempo que se expande a inteligência. Quando o desenvolvimento exterior atinge o apogeu, o pensamento aumenta a energia interna do cérebro, multiplicando as linhas, cavando sulcos; desenha estrias, inúmeras circunvoluções; forma protuberâncias. Faz do cérebro um mundo maravilhoso e complicado, a tal ponto que o exame desse órgão, ainda vibrante das impressões da vida que acaba de escapar-se, é um dos mais atraentes espetáculos para o fisiologista.

     Temos nisso uma prova de que o pensamento trabalha e afeiçoa o cérebro, e de que há íntima relação entre eles. Um é o admirável instrumento, o teclado, que o outro dedilha, fazendo-o desferir todas as harmonias da inteligência e do sentimento. Como, porém, se exerce a ação do pensamento sobre a matéria cerebral? Pelo movimento. O pensamento imprime às moléculas do cérebro movimentos vibratórios de variada intensidade.

     Vimos que tudo na Natureza se resume em vibrações, perceptíveis para nós enquanto estão em harmonia com o nosso próprio organismo, mas que nos escapam desde que são muito rápidas ou demasiado lentas. Nossa capacidade de visão e de audição é limitadíssima; mas, além do limite que nos traça, as forças da Natureza continuam a vibrar com vertiginosa rapidez, sem que percebamos coisa alguma.

     Pois bem: exatamente como os sons e a luz, os sentimentos e os pensamentos se exprimem por vibrações, que se propagam pelo espaço com intensidades diferentes. Os pensamentos de cólera e de ódio, as eternas súplicas de amor, o lamento do desgraçado, os gritos de paixão, os impulsos de entusiasmo, vão, pela imensidade a fora, referindo a todos a história de cada um e a história da Humanidade. As vibrações de cérebros pensantes, de homens ou de Espíritos, se cruzam e entrecruzam ao infinito, sem jamais se confundirem. Em torno de nós, por toda a parte, na atmosfera, rolam e passam, como torrentes incessantes, fluxos de idéias, ondas de pensamentos, que impressionam os sensitivos e são muitas vezes causa de perturbação e erro nas manifestações.

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Março de 2013, 15:38
  Dizemos: homens ou Espíritos. Com efeito, o que o cérebro humano emite sob forma de vibrações, o cérebro fluídico do Espírito projeta sob forma de ondas mais extensas, de radiações que vibram com mais largo e poderoso ritmo, por isso que as moléculas fluídicas, mais flexíveis, mais maleáveis que os átomos do cérebro físico, obedecem melhor à ação da vontade.

     Entretanto esses cérebros, humanos e espirituais, encerram as mesmas energias. Ao passo que, porém, em nosso cérebro mortal essas energias dormitam ou vibram debilmente, nos Espíritos atingem o máximo de intensidade. Uma comparação nos fará melhor apreender esse fenômeno.

     Encontra o professor Ch. Drawbarn essa comparação em um bloco de gelo, em que se acham contidas em estado latente todas as potencialidades que mantêm unidos os cristais de que ele se compõe. Submetido esse bloco à ação do calor, desprendem-se forças, que irão crescendo até que, transformado o gelo para o estado de vapor, tenha ele readquirido e manifestado todas as energias que encerra. Poder-se-ia comparar o nosso cérebro a esse bloco de gelo, debilmente vibratório sob a ação restrita do calor, ao passo que o do Espírito será o vapor tornado invisível, porque vibra e irradia com demasiada rapidez para que possa ser percebido pelos nossos sentidos.

     A diferença dos estados se complica com a variedade das impressões. Sob a influência dos sentimentos que os animam, desde a calma do estudo às tempestades da paixão, as almas e os cérebros vibram em graus diversos, obedecendo a velocidades diferentes; a harmonia não se pode estabelecer entre eles senão quando se igualam suas ondas vibratórias, como acontece com os diapasões idênticos ou com as placas telefônicas. Um cérebro de lentas e débeis excitações não se pode harmonizar com outros cujos átomos são animados de um movimento vertiginoso.

     Nas comunicações espíritas a dificuldade, portanto, consiste em harmonizar vibrações e pensamentos diferentes. É na combinação das forças psíquicas e dos pensamentos entre os médiuns e os experimentadores, de uma lado, e entre estes e os Espíritos, do outro, que reside inteiramente a lei das manifestações.

     São favoráveis as condições de experimentação quando o médium e os assistentes constituem um grupo harmônico, isto é, quando pensam e vibram em uníssono. No caso contrário, os pensamentos emitidos e as forças exteriorizadas se embaraçam e anulam reciprocamente. O médium, em meio dessas correntes contrárias, experimenta uma opressão, um mal-estar indefinível; sente-se mesmo, às vezes, como que paralisado, sucumbido. Será necessária uma poderosa intervenção oculta para produzir o mínimo fenômeno.

     Mesmo quando é completa a harmonia entre as forças emanadas dos assistentes, e os pensamentos convergem para um objetivo único, uma outra dificuldade se apresenta. Pode essa união de forças e vontade ser suficiente para provocar efeitos físicos e mesmo fenômenos intelectuais, que vão logo sendo atribuídos à intervenção de personalidades invisíveis. É prudente e de bom aviso só admitir, por conseguinte, essa intervenção, quando estabelecida por fatos rigorosos.

     Muitas pessoas se admiram e ficam hesitantes às primeiras dificuldades que encontram em suas tentativas de se comunicarem com os Espíritos. E perguntam por que é tão rara, tão pouco concludente a intervenção destes, e por que não está a Humanidade inteira familiarizada com um fato de tal magnitude.

     Outras, prosseguindo as investigações, obtêm provas satisfatórias e tornam-se adeptas convictas. Entretanto, objetam ainda que os seres amados que têm no Espaço, parentes e amigos falecidos, apesar de seus veementes desejos e reiteradas solicitações, nunca lhes deram o menor testemunho de sua presença, e esse insucesso lhes deixa uns restos de dúvida, de desagradável incerteza. Era esse o sentimento que o próprio Sr. Flammarion exprimia numa publicação recente.

     Ora, todo experimentador esclarecido facilmente a si mesmo explicará a razão de tais malogros. Vosso desejo de comunicar com determinado Espírito e igual desejo da parte deste não bastam só por si; é preciso que ainda outras condições se reúnam, determinadas pela lei das vibrações.

     Vosso amigo invisível escuta os chamados que lhe dirigis e procura responder-vos. Sabe que, para comunicar convosco, é preciso que vosso cérebro físico e o cérebro fluídico dele vibrem em uníssono. Aí surge uma primeira dificuldade. Seu pensamento irradia com demasiada velocidade para que o passais perceber. Será, pois, o seu primeiro cuidado imprimir às suas vibrações um movimento mais lento. Para isso um estudo mais ou menos prolongado se tornará preciso, variando as probabilidades de êxito conforme as aptidões e experiências do operador. Se falha a tentativa, toda comunicação direta se torna impossível, e ele terá que confiar a um Espírito mais poderoso ou mais hábil a transmissão de seus ditados. É o que freqüentemente acontece nas manifestações. Supondes receber o pensamento direto de vosso amigo, e, entretanto, ele não vos chega senão graças ao auxílio de um intermediário espiritual. Daí certas inexatidões ou obscuridades, atribuíveis ao transmissor, que vos deixam perplexo, ao passo que a comunicação, em seu conjunto, apresenta todos os caracteres de autenticidade.

     Na hipótese de que vosso amigo do outro mundo disponha dos poderes necessários, ser-lhe-á preciso procurar um médium cujo cérebro, por seus movimentos vibratórios, seja suscetível de se harmonizar com o seu. Há, porém, tão grande variedade entre os cérebros como entre as vozes ou as fisionomias; identidade absoluta não existe. O Espírito será forçado a contentar-se com o instrumento menos impróprio ao resultado que se propõe. Achado esse instrumento, aplicar-se-á a lhe desenvolver as qualidades receptivas. Poderá conseguir o desejado êxito em pouco tempo; algumas vezes, porém, serão necessários meses, anos, para conduzir o médium ao requerido grau de sensibilidade.

     Ou bem podeis ser vós mesmos esse médium, esse sensitivo. Se tendes consciência de vossas faculdades, se vos prestais à ação do Espírito, alcançareis decerto o fim que ele atingir. Para isso se requerem, ao mesmo tempo, paciência, perseverança, continuidade, regularidade de esforços. Possuireis acaso essas qualidades? Vossa força de vontade será sempre igual e inquebrantável? Se procedeis de modo incoerente, hoje com ardor, amanhã tíbio, de tal jeito que as vibrações do vosso cérebro variem em consideráveis proporções, não tereis de vos admirar da diferença e mesmo da nulidade dos resultados.

     Pode acontecer que, sentindo-se impotente para ativar em grau suficiente, no estado de vigília, as vibrações do vosso cérebro, recorra o vosso amigo invisível ao “transe” e, pelo sono, vos procure tornar inconsciente. Então vosso perispírito se exterioriza; suas irradiações aumentam, se dilatam; a transmissão se faz possível; exprimis o pensamento do Espírito. Ao despertardes, contudo, não conservareis lembrança alguma do ocorrido, e pelos outros é que sabereis o que tiverem proferido vossos lábios.

     Todos esses fenômenos são regidos por leis rigorosas; quaisquer que sejam vossas faculdades, vossos desejos, se não podeis satisfazer as suas exigências, vossos pais e amigos falecidos, todas as legiões invisíveis, debalde agiriam sobre vós. Ocorre, todavia, encontrardes desconhecidos, homens ou mulheres, que o acaso parece colocar em vosso caminho. Nada sabem dessas coisas. A ciência do além-túmulo pode ser para eles letra morta; entretanto, possuem um organismo que vibra harmoniosamente com o pensamento de vossos parentes, de vosso irmão ou mãe, e por seu intermédio podem estes convosco entreter colóquios expansivos.

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Março de 2013, 15:39
Poderei, a título de exemplo, citar o seguinte fato: meu pai, falecido havia quinze anos, nunca se tinha podido comunicar no seio do grupo cujos trabalhos muito tempo dirigi, por nenhum dos médiuns que aí se haviam sucedido. Apenas um deles o tinha podido entrever como vaga e indistinta sombra. Perdera eu toda a esperança de conversar com ele, quando uma noite, em Marselha, por ocasião de uma visita de despedida feita a uma família amiga, chega uma senhora, que não aparecia há mais de um ano, e, trocados os cumprimentos habituais, toma lugar ao nosso lado. Em meio de nossa conversação ela cai num sono espontâneo, e, com grande surpresa minha, o Espírito de meu pai, que ela jamais havia conhecido, se manifesta por seu intermédio, dá-me as mais irrecusáveis provas de identidade e, numa enternecida efusão, descreve as sensações, as emoções que experimentara desde o momento da separação.

     Do conjunto dos estudos sobre as vibrações harmônicas dos cérebros uma comprovação resulta: é que, pela orientação e persistência de nossos pensamentos, podemos modificar as influências de nossos pensamentos, podemos modificar as influências que nos rodeiam e entrar em relação com inteligências e forças similares. Esse fato não é unicamente exato a respeito dos sensitivos e dos médiuns; também se dá com todo ser pensante. As influências do Além podem irradiar sobre nós, sem que haja comunicação consciente com os seres que o povoam. Não é necessário acreditar na existência do mundo dos Espíritos e querer conhecê-lo, para lhe experimentar os efeitos. A lei das atrações é inelutável; tudo no homem lhe está submetido. Por isso a censura que dirigem aos espíritas, acusando-os de atrair exclusivamente, em virtude de suas práticas, as forças maléficas do Universo, é insubsistente diante dos fatos.

     Depende do homem receber as mais diversas inspirações, desde as sublimes às mais grosseiras. O nosso estado mental é como uma brecha por onde amigos ou inimigos podem penetrar em nós. Os sensuais atraem Espíritos sensuais que se associam a seus atos e desejos e lhes aumentam a intensidade; os criminosos atraem violentos que os impelem cada vez mais longe na prática do mal. O inventor é auxiliado por investigadores do Além. O orado tem a percepção de imagens, que fixará em arroubos de eloqüência próprios a emocionar as multidões. O pensador, o músico, o poeta receberão as vibrações das esferas em que o verdadeiro e o belo constituem um objeto de culto; almas superiores e poderosas lhes transfundirão as opulências da inspiração, o sopro divino que acaricia as frontes sonhadoras e produz as maravilhas do gênio, do talento.

     Assim, de um ao outro plano, responde o Espírito às solicitações do Espírito. Todos os planos espirituais se ligam entre si. Os instintos de ódio, de depravação e crueldade atraem os Espíritos do abismo. A frivolidade atrai os Espíritos levianos; mas a prece do homem de bem, a súplica por ele dirigida aos Espíritos celestes se eleva e repercute nota a nota, na gama ascensional, até às mais elevadas esferas, ao mesmo tempo que das regiões profundas do Infinito descem sobre ele as ondas vibratórias, os eflúvios do pensamento eterno, que o penetram de uma corrente de vida e de energia. O Universo inteiro vibra sob o pensamento de Deus. 

(Léon Denis - No Invisível).

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Março de 2013, 15:43
Meu nobre(Nobre na alma)irmão Moisés.Muito bonito esse video e também muito esclarecedor,
nos dá uma visão geral dos acontecimentos durante o desencarne.Veja bem,mesmos aqueles
que são esclarecidos e têm conhecimento de que esse processo é inevitável e necessário para
a evolução do espírito,ainda resistem na aceitação,pois ainda julgam ter muito que fazer nesta
vida material,e não estaria pronto por assim dizer,em aceitar esse sacrifício,que para o espírito
que está hora desencarnando, seja um alívio em se livrar do fardo que pelo tempo que lhe foi
determinado carregar.Longe ainda estamos de melhor compreender esse processo,muito
embora a Doutrina Espirita nos esclarece e nos fortalece para aceitarmos como um aconteci-
-mento natural.
Fique na paz.

Antonio

Ola!

bem colocadas estas suas observações

mas!
 avancemos e cresçamos...

Pois precisamos.

Abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 27 de Março de 2013, 15:48

Um video que nos trás uma boa oportunidade
de refletirmos
sobre a nossa natureza após o nosso desencarne...

Afinal estudar sobre a natureza dos Espíritos
é estudarmos a nós a mesmo.

https://www.youtube.com/watch?v=f6qO4WmJdJw



Um pouco mais de informação;


FRED FIGNER

OS GRAMOFONES
Frederico Figner,  judeu, nasceu em dezembro de 1866 em Milewko, na então Tcheco-Eslováquia.
Ainda muito jovem e buscando ampliar seus horizontes migrou para os Estados Unidos, chegando ao país no momento em que Thomas Edison estava lançando um aparelho que registrava e reproduzia sons por intermédio de cilindros giratórios.
Fascinado pela novidade, adquiriu um desses equipamentos e vários rolos de gravação, embarcando com sua preciosa carga em um navio rumo a Belém do Pará, onde chegou em 1891 sem conhecer uma única palavra do Português.
Naquela cidade começou a exibir a novidade para o público, que pagava para registrar e escutar a própria voz.
O sucesso foi imediato e, de Belém, Fred se dirigiu para outras praças, sempre com o gravador a tiracolo.
Passou por Manaus, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife e Salvador antes de chegar ao Rio de Janeiro, no ano seguinte, já falando e entendendo um pouquinho do nosso idioma e com um razoável pé de meia.
Na Cidade Maravilhosa Figner abriu sua primeira loja, a Casa Edi son, em um sobrado da Rua Uruguaiana, onde importava e comercializava esses primeiros fonógrafos.


Comercial da Casa Edison da Rua Uruguaiana

CASA EDISON
Por essa mesma época o cientista judeu Emile Berliner tinha acabado de lançar nos Estados Unidos um equipamento de gravação que utilizava discos revestidos com cera, com qualidade sonora superior ao do aparelho de Thomas Edison.
Fred Figner percebeu de imediato o potencial da nova invenção e transferiu seu estabelecimento de um sobrado da Rua Uruguaiana para uma loja térrea na tradicional Rua do Ouvidor, ond e abriu o primeiro estúdio de gravação e varejo de discos do Brasil, em 1900.

Casa Edison da Rua do Ouvidor
OS PRIMEIROS DISCOS


Os discos fabricados por Figner nessa fase inicial utilizavam cera de carnaúba, eram gravados em apenas uma das faces e tocados em vitrolas movidas a manivela.
Apesar das limitações técnicas, essa iniciativa representou uma verdadeira revolução para a música popular brasileira, que engatinhava, pois até então os artistas só podiam se apresentar ao vivo ou comercializar suas criações por intermédio de partituras impressas.
O primeiro disco brasileiro foi gravado na Casa Edison pelo cantor Manuel Pedro dos Santos, o Bahiano,em 1902.
Era o lundu “Isto é Bom”, de auto ria do seu conterrâneo Xisto da Bahia.
A partir daí mais e mais artistas começaram a gravar suas composições em discos que eram distribuídos pela Casa Edison do Rio e também pela filial que Figner havia aberto em São Paulo.
A procura pelos discos cresceu tanto que em 1913 Fred decidiu instalar uma indústria fonográfica de grande porte na Av. 28 de Setembro, Vila Isabel, dando origem ao consagrado selo Odeon.




Discos Odeon
A MANSÃO FIGNER
 


Fred Figner era um homem à frente do seu tempo e para coroar o sucesso nos negócios decidiu erguer uma residência que espelhasse seu perfil  empreendedor. 
A hoje conhecida Mansão Figner, na Rua Marquês de Abrantes 99, no Flamengo, abriga o Centro Cultural Arte-Sesc e o restaurante Bistrô do Senac.
É considerada um exemplo arquitetônico raro de “casa burguesa do início do século 20”.
Fred Figner utilizou-a como hospital, em 1918, durante a pandemia conhecida como Gripe Espanhola.
Apesar dele próprio estar acometido pela enfermidade, atuou como um prestativo auxiliar de enfermagem, transformando seu palacete em uma improvisada enfermaria de campanha que chegou a abrigar quatorze pacientes em seu interior.


Mansão Figner Hoje
                                       RETIRO DOS ARTISTAS
Fred era um homem generoso e solidário.
Pela própria natureza do trabalho nas suas duas gravadoras havia se tornado amigo de muitos músicos e cantores de sucesso.
Em uma época que antecedeu à criação da Previdência, ficou consternado com a situação de penúria que alguns desses artistas tinham d e enfrentar ao chegar à velhice.
Sensibilizado com esse verdadeiro drama social, não titubeou e decidiu doar o terreno, em Jacarepaguá, para a construção da modelar instituição Retiro dos Artistas, que funciona até os dias de hoje.


Retiro dos Artistas em Jacarepaguá
                                               
                &n bsp;                            O FINAL

Em 19 de janeiro de 1947, quando faleceu, aos 81 anos de idade, ao se abrir seu testamento, verificou-se que Fred Figner havia destinado parte substancial dos seus bens às obras sociais de Chico Xavier.
O jornal carioca A Noite Ilustrada publicou editorial em que o judeu Frederico Figner foi honrado, post-mortem, com o merecido título de “o mais brasileiro de todos os estrangeiros”.
 
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 28 de Março de 2013, 13:03
AOS TRABALHADORES DA VERDADE



        Nos tempos atuais, todo o trabalho de quantos se devotam à disseminação das teorias espiritistas deve ser o de colaboração com os estudiosos da Verdade. Não é o desejo de proselitismo ou de publicidade que os deve animar, porém, a boa vontade em cooperar com os seus atos, palavras e pensamentos, a favor da grande causa.

        Todos nós objetivamos, com a nossa árdua tarefa, ampliar o conhecimento humano, com respeito às realidades espirituais que constituem a vida em si mesma, a fim de que se organize o ambiente favorável ao estabelecimento da verdadeira solidariedade entre os homens.


 - Emmanuel - 
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 28 de Março de 2013, 13:07
Meus caros amigos, alguns de vós, que aqui vos achais, possuís dedicação e amor à causa da Luz e da Verdade; é lícito, portanto, procuremos corresponder aos vossos esforços e aspirações de conhecimento, ofertando-vos todas as coisas do espírito, dentro das nossas possibilidades, para que vos sirvam de auxílio na escalada difícil da verdade.

        Numerosas são as falanges de seres que se entregam à difusão das teorias_espiritualistas e que operam, na atualidade, o milagre do ressurgimento da filosofia cristã, em sua pureza de antanho. É que chegados são os dias das explicações_racionais de todos os séculos que tendes atravessado com os olhos vendados para os domínios da espiritualidade, devido aos preconceitos das posições sociais e sentimentos de utilitarismo de vários sistemas_religiosos e filosóficos, desvirtuados em suas finalidades, em seus princípios.

        Nossos desejos seriam os de que a nossa voz fosse ouvida, veiculando-se a palavra da imortalidade sobre toda a Terra; todavia, não serão feitos em vão os nossos apelos.



 - Emmanuel -
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 28 de Março de 2013, 13:08
"Os fundamentos do saber humano passarão da concepção materialista do Universo à concepção espiritualista do ser, com as conseqüências filosóficas, sociais, morais e religiosas, que dela decorrem..."

Ernesto Bozzano

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: hcancela em 28 de Março de 2013, 15:57
Olá amigos(as)

Ainda não tinha dado o bitaite neste tema Moisés, mas aqui vai.. :-* :-* :-*


A natureza das comunicações são boas ou más, tudo depende do conteúdo ou de quem as lê.Parece que não disse nada de novo. ;) ;) ;)

Se eu achar que tudo que vem não faz sentido e repudio, são más, se tudo que vem se deve colocar a razão e assim aprendermos com elas, são boas.

Também posso achar que são sempre boas se vierem deste ou daquele médium mais ou menos conhecido, ou más se vierem dum médium que ninguém conhece.


Saudações fraternas

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 28 de Março de 2013, 17:27
Olá amigos(as)

Ainda não tinha dado o bitaite neste tema Moisés, mas aqui vai.. :-* :-* :-*


A natureza das comunicações são boas ou más, tudo depende do conteúdo ou de quem as lê.Parece que não disse nada de novo. ;) ;) ;)

Se eu achar que tudo que vem não faz sentido e repudio, são más, se tudo que vem se deve colocar a razão e assim aprendermos com elas, são boas.

Também posso achar que são sempre boas se vierem deste ou daquele médium mais ou menos conhecido, ou más se vierem dum médium que ninguém conhece.


Saudações fraternas



Fala mais

rsrs
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 28 de Março de 2013, 19:29
Como nos dias precedentes à vinda do Filho do homem, assim agora se anuncia a aurora vinda do Alto:

Em vez do fanatismo insensato e do ignorante farisaísmo, tereis uma religião_racional de mais amplas ideias concernentes a Deus, tereis noções mais exatas sobre os vossos deveres e sobre o vosso destino;
sabereis que aqueles a quem chamais mortos estão vivos ao redor de vós; vivendo mais realmente do que na Terra, ocupando-se de vós com amor que não diminui; animados em sua infatigável relação convosco, da mesma afeição que vos testemunhavam enquanto estavam ainda na carne.
        Disse-se que o Cristo havia posto às claras a vida e a imortalidade. É verdade no sentido mais lato, e os homens começam apenas a perceber o resultado da revelação do Cristo, que é a abolição da morte, a demonstração da imortalidade. O homem nunca morre, não poderia morrer, ainda que quisesse.
        A imortalidade do homem, admitida não como artigo de fé, mas como resultado da experiência pessoal, é a base da abóbada da religião futura. Nela estão todas as grandes verdades que ensinamos, as mais nobres concepções do dever, as mais vastas perspectivas do destino, as mais verdadeiras realizações da vida.
        Não podeis atingi-la ainda. O vosso espírito, por deslumbrado e perturbado, não lhe poderia suportar o esplendor. Mas, crede, amigo, bem curto espaço de tempo vos separa do momento em que reconhecereis em nossas palavras os traços da verdade, o aspecto do divino.

Médium: William Stainton Moses -
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 28 de Março de 2013, 19:31
A verdade só pode ser dada àquele que está preparado; o seu perfume sutilíssimo é unicamente reservado à própria essência do espírito.

Lembrai-vos disso como também de que é violência impor a verdade a criaturas não preparadas, e é fazer-lhes grande e prolongado mal.
Lembrai-vos de que a pesquisa da verdade, por ela própria, é ao mesmo tempo o objetivo mais afeiçoado, mais desejável e mais elevado a prosseguir, no plano da vida em que vos achais. Nada na Terra excede a essa nobre ocupação.

 - Médium: William Stainton Moses -
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 30 de Março de 2013, 12:37
1. Como Kardec classifica as comunicações mediúnicas?

R.: O Codificador do Espiritismo divide-as em quatro grupos: grosseiras, frívolas, sérias e instrutivas.

2. Há diferença entre comunicações grosseiras e comunicações frívolas?

R.: Sim. As comunicações grosseiras contêm, como o nome diz, grosserias e podem ser indecorosas, obscenas, insolentes, arrogantes, malévolas e mesmo ímpias. As comunicações frívolas emanam de Espíritos levianos, zombeteiros ou brincalhões, mais maliciosos do que maus e que nenhuma importância dão ao que dizem. 

3. Qual a característica principal das comunicações sérias?

R.: O que as caracteriza é serem ponderadas quanto ao assunto e elevadas quanto à forma. Se a comunicação é isenta de frivolidade e de grosseria e objetiva um fim útil, ainda que de caráter particular, podemos considerá-la uma comunicação séria. 

4. Pode uma comunicação séria ser falsa? Como sabê-lo?

R.: Sim. A experiência comprova que nem sempre uma comunicação séria é verdadeira. Existem as falsas. É por isso que os Espíritos verdadeiramente superiores recomendam de contínuo que submetamos todas as comunicações ao crivo da razão e da mais rigorosa lógica, que é o único meio de saber se elas são verdadeiras ou não.

5. Que são comunicações instrutivas?

R.: As comunicações instrutivas são as comunicações sérias cujo principal objeto consiste num ensinamento qualquer, ministrado pelos Espíritos, sobre as ciências, a moral ou a filosofia. As comunicações instrutivas são, por definição, verdadeiras, visto que o que não for verdadeiro não pode ser instrutivo. 


Fonte; O Consolador
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 30 de Março de 2013, 12:51
Mediunidade - Comunicações

Comunicações Grosseiras, Frívolas, Sérias e Instrutivas. Dos Médiuns:  Classificação Geral Introdução:
Na questão n.º 01 do "Livro Diretrizes de Segurança", é indagado a Divaldo Pereira Franco, qual a finalidade da mediunidade na Terra, ao que ele responde:
 
"A mediunidade é, antes de tudo, uma oportunidade de servir. Bênção de Deus, que faculta manter o contato com a vida espiritual. Graças ao intercâmbio, podemos ter aqui, não apenas a certeza da sobrevivência da vida após a morte, mas também o equilíbrio para resgatarmos com proficiência (s. f. Qualidade do que é proficiente; conhecimento perfeito; competência; proveito; vantagem. (Do lat. proficientia.) os débitos adquiridos nas encarnações anteriores. É graças à mediunidade que o homem tem a antevisão do seu futuro espiritual, e, ao mesmo tempo, o relato daqueles que o precederam na viagem de volta à Erraticidade, trazendo-lhes informes de segurança, diretrizes de equilíbrio e oportunidade de refazer o caminho pelas lições que ele absorve do contato mantido com os desencarnados.

Assim, a mediunidade tem uma finalidade de alta importância, porque é graças a ela que o homem se conscientiza das suas responsabilidades de espírito imortal. Conforme afirmava o Apóstolo Paulo, se não houvesse a ressurreição do Cristo, para nos trazer a certeza da vida espiritual, de nada valeria a mensagem que Ele nos deu."
 
Ä Da Natureza das Comunicações:

Segundo a própria opinião de Allan Kardec, em seu Vocabulaire Spirite, comunicação espírita é a "manifestação inteligente dos Espíritos, tendo por objeto uma troca constante de pensamentos entre eles e os homens"
 
Desde o instante que se observou com cuidado e detalhes as manifestações objetivas (fenômenos de efeitos físicos), e se pôde concluir pela inteligência extrafísica que os provocava e dirigia, e que se dizia ser a alma de uma pessoa já falecida dando provas de identificação, um mundo novo se abriu aos olhos da Humanidade: o Mundo Espiritual, habitado pelos seres invisíveis, que pelo fenômeno da morte já haviam abandonado o veículo físico.
 
Notou-se, porém, que os espíritos não somente se manifestavam, senão procuravam estabelecer um diálogo esclarecedor a respeito das verdades espirituais, agora reconhecidas, estabelecendo assim uma verdadeira comunicação. Respondiam perguntas, esclareciam pontos obscuros, discorriam com seriedade sobre questões controvertidas, faziam revelações.
 
Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo, sendo homem dotado de extraordinário bom senso, todavia, concluiu, primeiro, que nem todos os espíritos estão aptos a responder todas as questões, e que cada um só pode falar daquilo que sabe, não havendo impedimento, porém, que espíritos levianos, aproveitando-se da credulidade e do excesso de fé de alguns, impingissem (verbo impingir - v. tr. dir. e ind. Pespegar; fazer acreditar, iludindo; dar, vibrar; fazer ouvir constrangidamente; fazer passar (uma coisa por outra); tr. dir. fazer acreditar em coisa falsa. (Do lat. impingere.) certas orientações e ensinos que não suportam o mais leve raciocínio analítico e lógico. Segundo, em decorrência do primeiro juízo, concluiu que há uma verdadeira hierarquia entre os espíritos, sendo que as suas posições se definem graças a um desenvolvimento intelectual e moral adquirido na Terra. Diz o Codificador textualmente: "Quem estiver bem compenetrado, segundo a escala espírita ("O Livro dos
 
Espíritos", n. 100), da variedade infinita que apresentam os Espíritos, sob o duplo aspecto da inteligência e da moralidade, facilmente se convencerá de que há de haver diferença entre as suas comunicações; que estas hão de refletir a elevação, ou a baixeza de suas idéias, o saber e a ignorância deles, seus vícios e suas virtudes; que, numa palavra, elas não se hão de assemelhar mais do que as dos homens, desde os selvagens até o mais ilustrado europeu."
(Livro dos Médiuns, 2ª parte, Cap. X, n.º 133).
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 30 de Março de 2013, 12:54
Segundo suas características, as comunicações podem ser divididas em:
◦Grosseiras   
◦Frívolas
◦Sérias 
◦Instrutivas
 
Ä Comunicações Grosseiras:

São comunicações cheias de termos chãos (estilo chão - rasteiro; vulgar.), baixos e indecorosos: Provêm de espíritos inferiores, ignorantes e revoltados que extravasam o que lhes vai na alma.

Por serem provenientes de Espíritos de baixa condição intelecto-moral, são cobertas ainda de todas as impurezas da matéria, e em nada diferem das que provenham de homens viciosos e grosseiros.

Geralmente são entidades obsessoras que se comunicam através daqueles a quem perseguem. Em trabalhos especiais essas entidades podem também se comunicar por médiuns que caridosamente lhes proporcionem tal oportunidade, porém, a comunicação não terá o caráter grosseiro, devido à boa educação mediúnica, que a filtra, reprimindo o que seja indesejável.

De acordo com o caráter dos espíritos grosseiros, essas comunicações podem ser:  
 
◦Triviais, 
◦Ignóbeis,   
◦Obscenas,
◦Insolentes,
◦Arrogantes, 
◦Malévolas,
◦Ímpias.
 
Comunicações Triviais: - Aquelas que são notórias, comuns, ordinárias, vulgares.
 
Comunicações Ignóbeis: - Aquelas em que há falta de nobreza, que são desprezíveis baixas, vis abjetas.
 
Comunicações Obscenas: - As que são contrárias ao pudor, à decência; comunicações torpes, lascivas, sensuais.
 
Comunicações Insolentes: - são aquelas onde há falta de respeito, desaforos, atrevimento, ousadia, desafio.
 
Comunicações Arrogantes: - Comunicações onde predomina o tom imperioso, altivo, soberbo, orgulhoso insolente.
 
Comunicações Malévolas: - Aquelas que exteriorizam a má índole, a malquerença, a maldade, a perversidade.
 
Comunicações Ímpias: - As comunicações que denotam a descrença, a falta de fé, a incredulidade.
 

Ä Comunicações Frívolas:

São aquelas que emanam de Espíritos levianos, zombeteiros, ou brincalhões, antes maliciosos do que maus, e que nenhuma importância ligam ao que dizem.

São comunicações verborrágicas (adj. Afetado de verborragia; em que há verborragia - s. f. (deprec.) Qualidade de quem fala ou discute com grande fluência ou abundância de palavras mas com poucas idéias; facúndia abundante e estéril; loquacidade; verborréia. (Do lat. verbu+gr. rhage.) e que não trazem conteúdo algum; às vezes pontilhadas de absurdos, pois são destituídas de todo senso lógico.
 
Como nada de indecoroso encerram, essas comunicações agradam a certas pessoas, que com elas se divertem, porque encontram prazer nas confabulações fúteis,em que muito se fala para nada dizer. Tais Espíritos saem-se às vezes com tiradasespirituosas e mordazes e, por detrás do chiste (s. m. Dito espirituoso, engraçado; pilhéria; facécia; gracejo. (Do cast. chiste.), da graça, apresentam duras verdades que ferem com justeza.
 
Em torno de nós pululam (verbo pulular - v. intr. Reproduzir-se muito e depressa; brotar, germinar rapidamente; (fig.) aparecer em abundância; ser em grande número. (Do lat. pullulare.) os Espíritos levianos, que de todas as ocasiões aproveitam para se intrometerem nas comunicações.

"A verdade é o que menos os preocupa; daí o maligno encanto - diz Allan Kardec - que acham em mistificar os que têm a fraqueza e mesmo a presunção de neles crer sob palavra. "
 
"As pessoas que se comprazem nesse gênero de comunicações, naturalmente dão acesso aos espíritos levianos e falaciosos (falacioso - adj. Que usa falácia; enganador; burlão; falador; tagarela.). Delas se afastam os espíritos sérios do mesmo modo que na sociedade humana, os homens sérios evitam a companhia dos doidivanas (s. 2 gên. e 2 núm. Pessoa estouvada, imprudente, leviana. (Var.: doudivanas.)".
 
Geralmente são os espíritos que se prestam a revelar o futuro, a fazer predições, a dar palpites no destino da criatura humana que, balda (s. f. Mania; defeito ou falta habitual que caracteriza um indivíduo; (De baldar.) – palavra empregada no sentido de "destituída".) de orientação e segurança doutrinária, busca seus conselhos através das cartomantes, sortistas, etc.
 
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 30 de Março de 2013, 12:57
Comunicações Sérias:

São ponderadas quanto ao assunto e, elevadas, elegantes, quanto à forma. "Nem todos os espíritos sérios são igualmente esclarecidos; há muita coisa que eles ignoram e sobre que podem enganar-se de boa fé. Por isso é que os espíritos verdadeiramente superiores, nos recomendam de contínuo que submetamos todas as comunicações ao crivo da razão e da mais rigorosa lógica".
(O Livro dos Médiuns, 2ª parte, Cap. X, n.º 136.).
 
"No tocante às comunicações sérias, cumpre se distingam as verdadeiras das falsas, o que nem sempre é fácil, porquanto, exatamente à sombra da elevação da linguagem, é que certos espíritos presunçosos ou pseudo-sábios, procuram conseguir a prevalência (s. f. Qualidade do que prevalece; supremacia; superioridade. (Do lat. praevalentia.) das mais falsas idéias e dos mais absurdos sistemas. E para melhor acreditados se fazerem e maior importância ostentarem, não escrupulizam (escrupulizar - v. tr. ind. Ter ou fazer escrúpulo; tr. dir. causar escrúpulo a; sentir escrúpulos em. (De escrúpulo.)escrúpulo - s. m. Estado de dúvida sobre a bondade ou ruindade de um ato; receio de errar; hesitação; suscetibilidade; cuidado minucioso. (Do lat. scrupulu.) de se adornarem (adornar - 1. v. tr. dir. Ornar, enfeitar, alindar; decorar. (Do lat. adornare.) com os mais respeitáveis nomes e até com os mais venerados (adj. Muito respeitado; que é objeto de veneração. Veneração - s. f. Ato ou efeito de venerar; respeito profundo; acatamento; preito; culto; reverência. (Do lat. veneratione.) ".

Ä Comunicações Instrutivas:

São as comunicações sérias cujo principal objeto consiste num ensinamento qualquer, dado pelos Espíritos, sobre as ciências, a moral, a filosofia, etc. São mais ou menos profundas, conforme o grau de elevação e de desmaterialização do Espírito. Para se retirarem frutos reais dessas comunicações, preciso é que elas sejam regulares e continuadas com perseverança.

Os Espíritos sérios se ligam aos que desejam instruir-se e lhes secundam (verbo secundar - v. tr. dir. Auxiliar; coadjuvar; reforçar; favorecer. (Do lat. secundare.) os esforços, deixando aos Espíritos levianos a tarefa de divertirem os que em tais manifestações só vêem passageira distração. Unicamente pela regularidade e freqüência daquelas comunicações se pode apreciar o valor moral e intelectual dos Espíritos que as dão e a confiança que eles merecem. Se, para julgar os homens, se necessita de experiência, muito mais ainda é esta necessária, para se julgarem os Espíritos.
 
Qualificando de instrutivas as comunicações, supomo-las verdadeiras, pois o que não for verdadeiro não pode ser instrutivo, ainda que dito na mais imponente (adj. 2 gên. Que se impõe ao respeito, à admiração; altivo; grandioso; magnificente.) linguagem. Nessa categoria, não podemos, consegüintemente, incluir certos ensinos que de sério apenas têm a forma, muitas vezes empolada (adj. Cheio de empolas; muito pomposo; extravagante.) e enfática (adj. Que tem ênfase; empolado; afetado. (Do gr. emphatikos.), com que os Espíritos que os ditam, mais presunçosos do que instruídos, contam iludir os que os recebem. Mas, não podendo suprir a substância que lhes falta, são incapazes de sustentar por muito tempo o papel que procuram desempenhar. A breve trecho, traem-se, pondo a nu a sua fraqueza, desde que alguma seqüência tenham os seus ditados, ou que eles sejam levados aos seus últimos redutos.


 
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 30 de Março de 2013, 13:00
Adverte Kardec, em "O Livro dos Médiuns", parte 2, capítulo XXIV, intitulado "A identidade dos Espíritos" que:
 
"Já dissemosque os Espíritos devem ser julgados, como os homens, pela linguagem de que usam. Suponhamos que um homem receba vinte cartas de pessoas que lhe são desconhecidas; pelo estilo, pelas idéias, por uma imensidade de indícios, enfim, verificará se aquelas pessoas são instruídas ou ignorantes, polidas ou mal educadas, superficiais, profundas, frívolas, orgulhosas, sérias, levianas, sentimentais, etc. Assim, também, com os Espíritos. Devemos considerá-los correspondentes que nunca vimos e procurar conhecer o que pensaríamos do saber e do caráter de um homem que dissesse ou escrevesse tais coisas. Pode estabelecer-se como regra invariável e sem exceção que - a linguagem dos Espíritos está sempre em relação com o grau de elevação a que já tenham chegado. Os Espíritos realmente superiores não só dizem unicamente coisas boas, como também as dizem em termos isentos, de modo absoluto, de toda trivialidade. Por melhores que sejam essas coisas, se uma única expressão denotando baixeza as macula (verbo macular - v. tr. dir. Pôr manchas em; sujar; (fig.) deslustrar, desdourar; infamar. (Do lat. maculare.), isto constitui um sinal indubitável de inferioridade; com mais forte razão, se o conjunto do ditado fere as conveniências pela sua grosseria. A linguagem revela sempre a sua procedência, quer pelos pensamentos que exprime, quer pela forma, e, ainda mesmo que algum Espírito queira iludir-nos sobre a sua pretensa superioridade, bastará conversemos algum tempo com ele para a apreciarmos.
 
    A bondade e a afabilidade são atributos essenciais dos Espíritos depurados.
    Não têm ódio, nem aos homens, nem aos outros Espíritos. Lamentam as fraquezas, criticam os erros, mas sempre com moderação, sem fel e sem animosidade. Admita-se que os Espíritos verdadeiramente bons não podem querer senão o bem e dizer senão coisas boas e se concluirá que tudo o que denote, na linguagem dos Espíritos, falta de bondade e de benignidade não pode provir de um bom Espírito.
    A inteligência longe está de constituir um indício certo de superioridade, porquanto a inteligência e a moral nem sempre andam emparelhadas. Pode um Espírito ser bom, afável, e ter conhecimentos limitados, ao passo que outro, inteligente e instruído, pode ser muito inferior em moralidade.
   Em se submetendo todas as comunicações a um exame escrupuloso, em se lhes perscrutando (verbo perscrutar - v. tr. dir. Indagar, investigar, averiguar minuciosamente; esquadrinhar; sondar; penetrar. (Do lat. perscrutari.) e analisando o pensamento e as expressões, como é de uso fazer-se quando se trata de julgar uma obra literária, rejeitando-se, sem hesitação, tudo o que peque contra a lógica e o bom-senso, tudo o que desminta o caráter do Espírito que se supõe ser o que se está manifestando, leva-se o desânimo aos Espíritos mentirosos, que acabam por se retirar, uma vez fiquem bem convencidos de que não lograrão iludir. Repetimos: este meio é único, mas é infalível, porque não há comunicação má que resista a uma crítica rigorosa. Os bons espíritos nunca se ofendem com esta, pois que eles próprios a aconselham e porque nada têm que temer do exame. Apenas os maus se formalizam e procuram evitá-lo, porque tudo têm a perder. Só com isso provam o que são."
 
Eis aqui o conselho que a tal respeito nos deu São Luís:

"Qualquer que seja a confiança legítima que vos inspirem os Espíritos que presidem aos vossos trabalhos, uma recomendação há que nunca será demais repetir e que deveríeis ter presente sempre na vossa lembrança, quando vos entregais aos vossos estudos: é a de pesar e meditar, é a de submeter ao cadinho da razão mais severa todas as comunicações que receberdes; é a de não deixardes de pedir as explicações necessárias a formardes opinião segura, desde que um ponto vos pareça suspeito, duvidoso ou obscuro."
 
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 30 de Março de 2013, 13:01
Dos Médiuns - Classificação Geral:

Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos, é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui portanto, privilégio exclusivo, donde se segue que poucos são os que não possuem um rudimento dessa faculdade. Pode-se, pois, dizer que todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em que a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva. O fluido perispirítico é o agente de todos os fenômenos espíritas, que só se produzem pela ação recíproca dos fluidos que emitem, o médium e o Espírito. O desenvolvimento da faculdade mediúnica depende da natureza mais ou menos expansiva do perispírito do médium e da maior ou menor facilidade da sua assimilação pelo dos Espíritos; depende, portanto, do organismo e pode se desenvolvida quando existia o princípio; não pode, porém, ser adquirida quando o princípio não exista.

A predisposição mediúnica independe do sexo, da idade e do temperamento, bem como da condição social, da raça, da cultura e até mesmo das qualidades morais.
 
Às relações entre os Espíritos e os médiuns se estabelecem por meio dos respectivos perispíritos, dependendo a facilidade dessas relações do grau de afinidade existentes entre os dois fluidos. Alguns há que se combinam facilmente, enquanto outros se repelem, donde se segue que não basta ser médium para que uma pessoa se comunique indistintamente com todos os Espíritos. Há médiuns que só com certos Espíritos podem comunicar-se ou com Espíritos de certas categorias, e outros que não o podem a não ser pela transmissão do pensamento, sem qualquer manifestação exterior.
 
Combinando os fluídos perispiríticos, os Espíritos não só transmitem aos médiuns seus pensamentos, como também chegam a exercer sobre eles uma influência física, fazem-nos agir ou falar à sua vontade, obrigam-nos a dizer o que eles queiram. Todavia, a elevação moral do médium e seu controle sobre a faculdade que possui impedirá que os espíritos inferiores se adonem (adonar-se - v. pr. (bras. do sul) Tornar-se dono de alguma coisa, usando de astúcia, ou de forma desonesta. (De dono.) da sua faculdade e paralisem-lhe o livre arbítrio.
 
Podem os Espíritos manifestar-se de uma infinidade de maneiras, mas não o podem senão com a condição de acharem uma pessoa apta a receber e transmitir impressões deste ou daquele gênero, segundo as aptidões que possua. Da diversidade de aptidões decorre que há diferentes espécies de médiuns.
 
Inicialmente, podemos classificar os médiuns em:
 
◦Médiuns Facultativos ou Voluntários; 
◦Médiuns Involuntários ou Naturais.
 
ÄMédiuns Facultativos ou Voluntários:

Só se encontram entre pessoas que têm conhecimento mais ou menos completo dos meios de comunicação com os Espíritos, o que lhes possibilita servir-se, por vontade própria, de suas faculdades. Não que realizem quando queiram os fenômenos, pois sem a vontade do Espírito que se irá comunicar nada conseguirão, porém, são senhores da faculdade que possuem, não permitindo que se dêem comunicações extemporâneas (extemporâneo - adj. Que vem fora do tempo; intempestivo; inoportuno. (Do lat. extemporaneu.) e em momentos impróprios. Sabem que possuem a faculdade e se predispõem ao intercâmbio com o mundo dos Espíritos.
 
ÄMédiuns Involuntários ou Naturais:

Também denominados inconscientes, pelo Codificador, por não terem consciência da faculdade que possuem. São aqueles cuja influência se exerce a seu mau grado. Existem entre as pessoas que nenhuma idéia fazem do Espiritismo, e nem dos Espíritos, até mesmo entre as mais incrédulas e que servem de instrumento, sem o saberem e sem o quererem. Muitas vezes, o que de anormal se passa em torno deles não se lhes afigura de modo algum extraordinário. Isso faz parte deles.
 
Os fenômenos espíritas de todos os gêneros podem operar-se por influência destes últimos, que sempre existiram, em todas as épocas e no seio de todos os povos. A ignorância e a credulidade lhes atribuíram um poder sobrenatural e, conforme os tempos e os lugares, fizeram deles santos, feiticeiros, loucos ou visionários. O Espiritismo mostra que com eles apenas se dá a manifestação espontânea de uma faculdade natural.
 
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 30 de Março de 2013, 13:04
Classificação Geral dos Médiuns:

Geralmente, os médiuns têm uma aptidão especial para os fenômenos desta, ou daquela ordem, donde resulta que formam tantas variedades, quantas são as espécies de manifestações.

De acordo com seus efeitos, a mediunidade pode ser classificada em dois grandes grupos: a de efeitos físicos e a de efeitos intelectuais.
 
I) – Mediunidade de efeitos físicos materiais ou objetivos: é a que sensibiliza diretamente os órgãos dos sentidos dos observadores.
 
II) – Mediunidade de efeitos intelectuais ou subjetivos: é a que fere a racionalidade e o intelecto.
 
Na seqüência, estaremos procedendo a uma classificação didática dos médiuns, de acordo com as aptidões ou os efeitos/resultados das manifestações:

 
1.a) - Médiuns de Efeitos Físicos:

São os mais aptos, especialmente, à produção de fenômenos materiais, como a movimentação de objetos sem contato físico, traduzindo uma vontade, um sentimento (sematologia), os sinais por pancadas formando palavras e frases inteligentes (tiptologia), etc. Sempre, nestes fenômenos há o concurso voluntário ou involuntário de médiuns dotados de faculdades especiais. Em geral, têm por agentes Espíritos de ordem inferior, uma vez que os Espíritos elevados só se preocupam com comunicações inteligentes e instrutivas .

Cumpre, entretanto, ponderar que a faculdade de produzir efeitos materiais raramente existe nos que dispõem de mais perfeitos meios de comunicação, quais a escrita e a palavra. Em geral, a faculdade diminui num sentido à proporção que se desenvolve em outro.

Também enquadram-se dentro dos efeitos físicos:

a Materialização - de Espíritos, objetos, etc.

a Transfiguração - modificação dos traços fisionômicos do próprio médium.

a Levitação– erguimento de objetos e pessoas, contrariando a Lei da Gravidade.

o Transporte – entrada e saída de objetos de recintos hermeticamente fechados.

a Bilocação ou Bicorporeidade – aparecimento do espírito do médium desdobrado sob forma materializada, em lugar diferente ao do corpo.

a Escrita Direta– palavras, frases, mensagens escritas sem a utilização da mão do médium. Dá-se o nome de Médiuns Pneumatógrafos àqueles que têm aptidão para obter a escrita direta. Esta faculdade é bastante rara. Desenvolve-se pelo exercício, mas sem utilidade prática. Limita-se a uma comprovação patente de intervenção de uma força oculta nas manifestações.

a Voz Direta – Conforme bem define Lamartine Palhano Jr. no seu Dicionário de Filosofia Espírita, "é o fenômeno de efeitos físicos, ectoplasmáticos, no qual um Espírito forma sua própria garganta (aparelho fonador) e fala, sem o auxílio direto do corpo do médium."

Observamos, que apesar do Espírito não se utilizar diretamente do corpo do médium, é necessário que este forneça o ectoplasma (vide ao final definição), indispensável à realização do fenômeno.

O fenômeno da Pneumatofonia é quase sempre espontâneo e só raramente pode ser provocado.

Dá-se o nome de Médiuns Pnematofônicos àqueles que têm aptidão para provocar/obter o fenômeno da Voz Direta.


 
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 30 de Março de 2013, 13:05
Nos ocuparemos, a partir de agora, com a mediunidade de efeitos intelectuais ou subjetivos   

b) - Médiuns Sensitivos, Impressivos ou Impressionáveis:

Dá-se esta denominação às pessoas suscetíveis de pressentir a presença dos Espíritos, por impressão vaga, como por exemplo, um ligeiro atrito em todos os membros, fato que não logram explicar. Tal sutileza pode essa faculdade adquirir, que aquele que a possui reconhece, pela impressão que experimenta, não só a natureza, boa ou má, do Espírito que lhe está ao lado, mas também a sua individualidade.
 
1.- Médiuns Audientes:

São os médiuns que ouvem os Espíritos; é, algumas vezes, como se escutassem uma voz interna que lhes ressoasse no foro íntimo; doutras vezes, é uma voz exterior, clara e distinta, qual a de uma pessoa viva.
Aquele que não é médium audiente pode comunicar-se com um Espírito por via de um médium audiente que lhe transmite as palavras.
   
2.- Médiuns Psicofônicos ou Falantes:

São aqueles que possibilitam aos Espíritos a comunicação oral com outras pessoas encarnadas. Neste caso uma terceira pessoa pode travar conversação normal com o Espírito comunicante.
 
3.- Médiuns Videntes:

Os médiuns videntes são os dotados da faculdade de ver os Espíritos. Alguns gozam dessa faculdade em estado normal, quando perfeitamente acordados (estado de vigília), e conservam lembrança precisa do que viram. Outros só a possuem em estado sonambúlico ou próximo do sonambulismo (vide definição mais completa ao final). Raro é que esta faculdade se mostre permanente; quase sempre é efeito de uma crise passageira.
 
4.- Médiuns Sonambúlicos:

O sonambulismo é um tipo de transe e pode ser anímico (do próprio médium), ou mediúnico (com interferência e influência da Espiritualidade). Quando o fenômeno é anímico, é a alma que nos momentos de emancipação, vê, ouve e percebe, fora dos limites dos sentidos; o médium, ao contrário, é instrumento de uma inteligência estranha, de um Espírito.
   
5.- Médiuns Curadores:

Este gênero de mediunidade consiste, principalmente, no dom que possuem certas pessoas de curar pelo simples toque, pelo olhar mesmo por um gesto, sem o concurso de qualquer medicação, instrumentos ou materiais. Geralmente a faculdade é espontânea e, embora haja a utilização do fluido magnético, alguns médiuns curadores jamais ouviram falar de magnetismo.
   
6.- Médiuns Psicógrafos ou Escreventes:

São os médiuns aptos a receber a comunicação dos Espíritos através da escrita. Como afirma Allan Kardec, "de todos os meios de comunicação, a escrita manual é o mais simples, mais cômodo e sobretudo mais completo". Para o médium, a faculdade de escrever é a mais suscetível de desenvolver-se pelo exercício e proporciona a todos um exame acurado e minucioso da mensagem recebida.

Dentro do estudo da mediunidade de efeitos intelectuais ou subjetivos, cumpre-se o registro do fenômeno da psicometria.

Psicometria: - Na mediunidade estudada à luz da Doutrina Espírita, a psicometria é uma variedade da psicoscopia, isto é, uma faculdade que tem o médium de estabelecer contato com toda a vida psíquica de alguém, coisa ou ambiente, podendo perscrutar o passado, presente e o futuro. O médium localiza no tempo e no espaço o objeto de suas perquirições, seguindo-o por uma espécie de "rastreamento" psíquico. (Grupo de Fenômenos Psicométricos segundo Ernesto Bozzano – Enigmas da Psicometria, 1949).

Relações psicométricas:

No passado – Retrocognitivas– com pessoas, animais, vegetais vivos e objetos inanimados.

No presente – Cognitivas– espontâneas ou indutivas, pela proximidade do objeto.

No futuro – Precognitivas– à distância do ambiente com o objeto relacionado.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 30 de Março de 2013, 13:07
Observações finais:

Ectoplasma: segundo definição de Lamartine Palhano Jr., em seu Dicionário de Filosofia Espírita:

 "(Do grego: ektós = indica movimento para fora; plasma = obra modelável, substância plástica). (Metapsíquica). Palavra utilizada por Charles Richet para definir uma substância caracterizada como uma espécie de plasma, flexível, viscoso, incolor e inodoro, sensível ao pensamento, que escapa do organismo de certos indivíduos, através dos poros e dos orifícios naturais do corpo. Trata-se de um transe biológico, quando não há apenas dissociação psíquica, mas também biológica. Segundo o Espírito André Luiz, no livro "Nos Domínios da Mediunidade", psicografado por Chico Xavier, "o ectoplasma está situado entre a matéria densa e a matéria perispirítica, assim como um produto de emanações da alma pelo filtro do corpo, e é o recurso peculiar não somente ao homem, mas a todas as formas da natureza. Em certas organizações fisiológicas especiais da raça humana, comparece em maiores proporções e em relativa madureza para a manifestação necessária aos efeitos físicos. É um elemento amorfo, mas de grande potência e vitalidade.

Pode ser comparado a uma genuína massa protoplasmática, sendo extremamente sensível, animado de princípios criativos que funcionam como condutores de eletricidade e magnetismo, mas que se subordinam, invariavelmente, ao pensamento e à vontade do médium que o exterioriza ou dos Espíritos desencarnados ou não, que sintonizam com a mente mediúnica, senhoreando-lhe o modo de ser. Infinitamente plástico, dá forma parcial ou total às entidades que se fazem visíveis aos olhos dos companheiros terrestres, ou diante da objetiva fotográfica, dá consistência aos fios, bastonetes ou outros tipos de formações, visíveis ou invisíveis nos fenômenos de levitação, e substancializa as imagens criadas pela imaginação do médium ou dos companheiros que o assistem mentalmente afinados com ele".

Definição– substância que emana do corpo de um médium capaz de produzir fenômenos de efeitos físicos ou aparições à distância. Trata-se de uma exalação fluídica, sensível ao pensamento, visível ou invisível, plástica, inodora, insípida, originalmente incolor, que tem a semelhança de uma massa protoplasmática.

Natureza – independente do caráter e das qualidades morais do médium, constituindo emanações do sistema psicofísico, das quais o citoplasma celular é uma de suas fontes de origem.

Elementos Essenciais–
1.º Fluidos sutis procedentes do mundo espiritual; 2.º Recursos fluídicos do médium e dos assistentes encarnados; 3.º Emanações fluídicas retiradas da natureza terrestre.

Propriedades – Plasticidade: adaptabilidade às diretivas do pensamento; Penetrabilidade: atravessa obstáculos materiais e interpenetra nas entranhas da matéria, produzindo alterações nas vibrações atômicas (desmaterialização); Condutibilidade: é capaz de produzir energia em suas diversas modalidades, eletricidade, magnetismo; Sensibilidade: responde a estímulos, reage à ação mental, à luz (foto-sensível) e ao toque material; Invisibilidade: pode ser encontrado em estado rarefeito e invisível. – Das obras "Missionários da Luz" e "Nos Domínios da Mediunidade", ditadas pelo Espírito André Luiz ao médium Chico Xavier.

Sonambulismo: Idem do mesmo autor e obra citada na definição anterior.

 "(Do latim: sonnus = sono, e ambulare = passear, andar); Estado de emancipação da alma mais completo do que o do sonho. O sonho, vindo durante o sono comum, é um sonambulismo imperfeito. No sonambulismo, a lucidez da alma é, como se diz, a faculdade de ver, que é um dos atributos de sua natureza, e mais desenvolvida; ela, a alma, vê as coisas com mais precisão e mais nitidez; o corpo pode agir sob a impulsão da vontade da alma. O esquecimento absoluto no momento de acordar é um dos sinais característicos do verdadeiro sonambulismo (transe profundo, inconsciente), pois que a independência da alma em relação ao corpo é mais completa que quando num sonho, durante as horas do sono natural. Esse esquecimento, entretanto, não é uma condição obrigatória.

 

Bibliografia:

•Kardec, Allan - O Livro dos Médiuns, 2.ª parte, Capítulos X, itens 133 – 137; XII itens 146 - 151 e XXIV, itens 263 – 266.
•Kardec, Allan – Obras Póstumas, 1.ª parte Manifestação de Espíritos, §§ 1.º e 6.º
•Denis, Léon – No Invisível, capítulos XVIII e XIX.
•Palhano Jr., Lamartine – Dicionário de Filosofia Espírita.
•Franco, Divaldo Pereira e Teixeira, José Raul – Diretrizes de Segurança, pergunta n.º 01.
•Apostila da FEP – Estudo sistematizado da Doutrina Espírita, programa II - Estudos acerca da Mediunidade, Unidade I – Aspectos gerais de mediunidade, subunidade 2 Mediunidade.
•Apostila do COEM – Centro de Orientação e Educação Mediúnica do Centro Espírita Luz Eterna – Curitiba. 3.ª e 4.ª sessões teóricas – Da Natureza das Comunicações e Dos Médiuns.


•FONTE: http://sef.feparana.com.br/apost/unid37.htm


Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 31 de Março de 2013, 22:12
Olá

Agradeço a participação de todos que neste mês de março direta e indiretamente participaram dos estudos; Da natureza das comunicações.

E aproveito o mesmo espaço para convidar a todos a participarem
dos estudos do mês de abril que será conduzido pelo irmão Gustavo

Com o belo tema;

Amai os Vosso Inimigos

Obrigado pela atenção e abraços a todos

Avancemos


http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/amai-os-vossos-inimigos-46536/
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: JACY R SENA em 01 de Abril de 2013, 18:49
Boa tarde, irmão em cristo MOISÉS,acompanhei através de leitura todo o debate do mes de março, ai consegui ler bastante e te digo aprendi muito ,foi um tema forte e esclarecedor.
Parabéns mais uma vez você, conduziu com muito amor e conhecimento o tema escolhido.
Muita paz e amor fraterno para você.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 02 de Abril de 2013, 19:36
Boa tarde, irmão em cristo MOISÉS,acompanhei através de leitura todo o debate do mes de março, ai consegui ler bastante e te digo aprendi muito ,foi um tema forte e esclarecedor.
Parabéns mais uma vez você, conduziu com muito amor e conhecimento o tema escolhido.
Muita paz e amor fraterno para você.

Olá Jacy

Obrigado pelo carinho
e pela companhia
É isso ai!

valeu.
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Conforti em 03 de Abril de 2013, 19:45
      Amós    (ref #184)

      O amigo Amós colocou:

      LE/17. É dado ao homem conhecer o princípio das coisas? Resp: “Não, Deus não permite que ao homem tudo seja revelado neste mundo.”

      Cel: amigo, qual será a interpretação dessa resposta? Que o homem, enquanto neste mundo, como espírito encarnado, não tem condições de chegar à verdade que liberta, conforme disse Jesus? Conhecer a verdade libertadora deve ser o “máximo” conhecimento ou revelação a que se pode aspirar! Ou existirá outra revelação maior, mais elevada? Existirá algo mais alto a se alcançar do q o aperfeiçoamento total a q o espirito pode chegar e que o leva a aproximar-se de Deus ou, como afirmam doutrinas milenares, se perceberem "um com Deus", como Jesus se percebeu?

       Se for essa a maior consecução a q pode aspirar o espírito, devemos considerar q a resposta à questão LE/17 já foi superada desde milênios atrás e, conforme relatos, até os dias de hoje. Testemunhos, relatos, depoimentos estão fartamente documentados em literatura específica, mas muitos se recusam a vê-los, talvez por receio de magoar alguém, a família, mentor ou instrutor; receio de estar perdendo tempo, ou mesmo por tolo preconceito q lhes faz acreditar q a crença q, hoje, seguem é a mais avançada, mais de acordo com o plano espiritual, q, realmente, contêm a verdade, ou até mesmo q seja a única certa.

      A verdade é que muitos chegaram lá, ao objetivo da busca q, conforme Jesus, deve ser feita “em primeiro lugar, e que tudo o mais traz por acréscimo”.
.........................
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Amós Ribeiro em 04 de Abril de 2013, 05:08
      Amós    (ref #184)

      O amigo Amós colocou:

      LE/17. É dado ao homem conhecer o princípio das coisas? Resp: “Não, Deus não permite que ao homem tudo seja revelado neste mundo.”

      Cel: amigo, qual será a interpretação dessa resposta? Que o homem, enquanto neste mundo, como espírito encarnado, não tem condições de chegar à verdade que liberta, conforme disse Jesus? Conhecer a verdade libertadora deve ser o “máximo” conhecimento ou revelação a que se pode aspirar! Ou existirá outra revelação maior, mais elevada? Existirá algo mais alto a se alcançar do q o aperfeiçoamento total a q o espirito pode chegar e que o leva a aproximar-se de Deus ou, como afirmam doutrinas milenares, se perceberem "um com Deus", como Jesus se percebeu?

       Se for essa a maior consecução a q pode aspirar o espírito, devemos considerar q a resposta à questão LE/17 já foi superada desde milênios atrás e, conforme relatos, até os dias de hoje. Testemunhos, relatos, depoimentos estão fartamente documentados em literatura específica, mas muitos se recusam a vê-los, talvez por receio de magoar alguém, a família, mentor ou instrutor; receio de estar perdendo tempo, ou mesmo por tolo preconceito q lhes faz acreditar q a crença q, hoje, seguem é a mais avançada, mais de acordo com o plano espiritual, q, realmente, contêm a verdade, ou até mesmo q seja a única certa.

      A verdade é que muitos chegaram lá, ao objetivo da busca q, conforme Jesus, deve ser feita “em primeiro lugar, e que tudo o mais traz por acréscimo”.
.........................

Se o amigo observar bem o texto verá que falei segundo a OLE.

"verdade que liberta, conforme disse Jesus?" A meu ver essa verdade se define em amar o próximo como a si mesmo.

"Ou existirá outra revelação maior, mais elevada?" Porque não, se não estamos no topo do saber para compreender tais verdades. Esta união com Deus pode ser uma metáfora para simbolizar a conexão com as leis universais e o amor incondicional.. ainda que cheguemos a esse patamar, poderemos afirmar que estaremos no topo do saber? não sei, só chegando lá para compreendermos.

Se o amigo chegou a certa compreensão, relate! experiencia pessoais pra mim é valida!

Abraços
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: maxmenezes em 13 de Maio de 2013, 22:04
Que a paz de Cristo esteja com todos, olha vou contar um relato sobre uma experiência que tive ano passado, meu filho tinha apenas dois meses, e eu dou uma ajuda a esposa quando posso, para que ela possa cuidar do meu enteado de cinco anos, aconteceu que um dia fui escalado para cumprir uma missão marcado para o dia seguinte, eu tinha que viajar e deixaria minha esposa sozinha com os dois, fui pra casa pensando em como resolver o problema da melhor forma possível, mas não tinha como resolver, me deitei, fiz minhas preces e fui dormir, então eu tive um sonho:
 que estava em uma espécie de cerimônia religiosa pagã, numa sala, eu não lembro bem, havia muitas pessoas como que chamando alguem a passar por uma porta, então uma mulher apareceu, ela tinha uma cara bestial, passou pela porta escoltada por soldados com lanças que se posicionaram em cada canto da sala, ela sentou-se numa poltrona, ao sentar seu rosto tomou uma forma mais humana, mais ainda conserva os dentes em forma de presas como uma vampira, ela tinha uma tez morena, o cabelo cacheado que descia até o pescoço, alguns enfeites, vestia um vestido branco, como uma espécie de sacerdotiza e me chamou:
- sente aqui garoto,
eu fui e me sentei próximo a ela.
não me lembro muito da conversa, mas guardei um detalhe da conversa para fins de estudo:
- No seu trabalho lá, sou eu que vou fazer você viajar, posso mexer ali como eu quiser, vou te mostrar minha força, e assim como eu fiz, se eu quiser eu posso desfazer, vou te liberar, pra você ficar com seu povo ( agora que escrevo, acho que povo quer dizer familia).
Acordei em seguida, tinha alguem no quarto, era uma presença leve, era a mesma sensação do sonho, conclui que a sacerdotiza estava presente,  fui dormir normalmente, pois não me impressiono com essas coisas, já que desde de criança é normal sonhar conversando com alguem. No outro dia acordei, tomei café, contei minha esposa sobre o sonho, cheguei no quartel, trabalhei na seção de documentação, na hora de  arrumar meu equipamento, senti a presença novamente, a mesma do sonho eu tenho certeza, por volta das 18 h, quando entrei no alojamento, um amigo me disse: ei Max, você estava escalado também?- como assim estava escalado? - o Major diminuiu o efetivo, e você saiu da missão. Nesse mesmo instante a sensação da presença foi se afastando até desaparecer. Constatei que realmente fui liberado e fui pra casa.         

Será que foi uma comunicação mediunica? como pode ser classificado? será que pode ser classificado? isso é mediunidade sonambulica? ou não é mediunidade? será que foi apenas coincidência? Será que fiquei impressionado? todas as comunicações podem ser classificadas? ou apenas somente pode ser classificadas as psicografadas ou as de incorporação?
Que Jesus ilumine a todos
Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Wilsonmoreno em 17 de Novembro de 2013, 10:58
As Manifestações dos Espíritos e sua identidade.

1) Como podemos avaliar se um espírito desencarnado que se apresenta numa reunião mediúnica é um Espirito Elevado ou atrasado?
Se ele é um Espirito Sábio ou ignorante?
Se ele é um Espirito bom ou mal?
O Mestre Allan Kardec fala em seus Livros que é pela LINGUAGEM que vamos avaliar o estado moral evolutivo dos espíritos desencarnados.
Os Espiritos Elevados possuem sempre uma Linguagem pura, digna, elevada, lógica e sublime de moralidade e seus ensinamentos visam sempre a melhoria moral e espiritual das pessoas, os Espiritos Elevados são Virtuosos em seus ensinamentos, eles pregam a pratica do Bem e das Virtudes.
Eles procuram moralizar, disciplinar, educar, instruir e iluminar as pessoas.
Portanto, a LINGUAGEM é o ponto chave, que devemos avaliar nas comunicações mediúnicas, devemos analisar o teor moral e racional dos ensinamentos dos espíritos desencarnados.

Os espíritos apegados a matéria possuem sempre uma LINGUAGEM vulgar, chula, trivial, grosseira, pesada, agressiva e ímpia, na linguagem desses espíritos se reflete as paixões humanas, como o ódio, a raiva, a inveja, o ciúme, o fanatismo, o desejo de vingança, o apego aos vícios terrenos, como o vicio de beber, fumar, jogar e o vicio das drogas, eles possuem uma LINGUAGEM moralmente pesada e suja, outros espíritos já possuem uma Linguagem de sofrimento, angustia, medo, incertezas, tristezas, arrependimentos.
Portanto, basta avaliar o nível Moral e Racional da LINGUAGEM que os espíritos desencarnados usam em suas comunicações, para sabermos se eles são espíritos bons ou maus ou espíritos sofredores.
A LINGUAGEM é o ponto chave.
Também devemos avaliar o teor moral dos seus ensinamentos, vamos conhecer a árvore pelos seus frutos. Como disse antes, os Espiritos Elevados são Virtuosos e Moralizadores em suas comunicações, qualquer ensinamento vulgar, trivial, sem alcance moral e sem base racional, vamos concluir que são espíritos atrasados, apegados a matéria, que estão se comunicando.

2) Os Espiritos Elevados possuem sempre uma Linguagem pura, digna, nobre, lógica, sem contradições e sem vulgaridades, tudo neles refletem bondade, paz, alegria, amor, elevação moral, fraternidade, respeito, dignidade, eles deixam o ambiente fluidicamente limpo, suave e luminoso.
Os Espiritos de Luz são como flores, eles vão perfumar moralmente o ambiente.
Os espíritos apegados a materia e as paixões humanas, possuem sempre uma Linguagem moralmente suja, ligada as coisas matérias.
Seus ensinamentos ou mensagens só tratam de questões matérias terra a terra, sem alcance moral.
É por isso que devemos estar sempre atento a linguagem e aos ensinamentos que os Espiritos desencarnados usam em suas comunicações mediúnicas.

3) A Linguagem e os ensinamentos usados pelos espíritos desencarnados é o ponto chave para analisarmos o seu estado evolutivo, portanto, temos que observar com muito cuidado as mensagens mediúnicas.
Existe no mundo espiritual ou plano astral, muitos espíritos que são mentirosos, hipócritas, embusteiros, sedutores e mistificadores, eles usam nomes importantes, pomposos para enganar as pessoas e também usam uma Linguagem melosa, doce e meiga, para seduzir e enganar, são os falsos profetas do plano astral.
Para evitar os espíritos mentirosos e hipócritas, temos, que seguir a orientação do Mestre Allan Kardec que fala o seguinte, quaisquer mensagens ou comunicações que venha dos espíritos desencarnados, tem QUE PASSAR PELO CRIVO DA RAZÃO E DA LÓGICA para poder ser aceito.
Temos que analisar tudo com muito critério, usando sempre, o crivo da Razão e da Lógica mais rigorosa, qualquer ofensa a Razão e a lógica, vamos analisar que é um espírito atrasado, portanto, pouco merecedor de confiança.
Os espíritos mistificadores tudo fazem para seduzir e enganar as pessoas, todo cuidado é pouco nesses assuntos.
Pela fé raciocinada, devemos sempre analisar tudo dentro de princípios morais e racionais elevados.
Os Espiritos Elevados e os bons espíritos sempre indicam esse procedimento de analisar, pensar e raciocinar sobre as comunicações que vem do plano astral, somente os espíritos mentirosos, hipócritas e mistificadores, temem esse exame, eles querem ser aceitos sem nenhum exame racional, devemos acreditar neles cegamente e passivamente, isso é um sinal claro que eles são espíritos orgulhosos, mentirosos e hipócritas, devemos sempre desconfiar desses procedimentos.
Só devemos colocar em pratica os conselhos dos espíritos desencarnados, quando eles forem eminentemente RACIONAIS e com uma Moral sã e elevada, devemos sempre esta alertas nesses assuntos, como diz o ditado popular, o desconfiado morreu de velho.

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Wilsonmoreno em 17 de Novembro de 2013, 11:00
Os espíritos desencarnados possuem um corpo fluídico chamado de perispirito ou corpo astral, esse corpo fluídico reflete as condições morais e mentais dos Espiritos.
Os Espiritos Superiores e os Bons Espiritos possuem um corpo perispiritual leve, luminoso e radioso, são corpos de luz ou corpos luminosos, muitos médiuns videntes conseguem ver esses Espiritos Elevados envolvidos em emanações luminosas e coloridas, o seu perispirito é sutil, belo e luminoso e eles possuem um aroma ou perfume leve e agradável, muitos deles possuem um aroma de rosas ou flores.
Conforme, os Espiritos vão evoluindo moralmente e intelectualmente o seu perispirito vai se eterizando, se tornando cada vez mais sutil e diáfano e luminoso, quando eles se apresentam numa reunião mediúnica, eles se apresentam com um perispirito ou corpo astral radioso e luminoso outros se apresentam como focos de luz ou esferas luminosas e coloridas.
O perispirito é o cartão de apresentação dos espiritos desencarnados.
Os espiritos apegados a matéria e aos vícios terrenos, possuem um perispirito denso, turvo, escuro ou deformado, os espiritos obsessores podem tomar formas fluídicas de bruxas, caveiras, duendes, anões deformados, animais deformados, demônios e outras formas moralmente degradantes, eles fazem isso para se impor pelo medo e pelo terror, são os espiritos do Umbral.
O perispirito ou corpo astral é um corpo fluídico semi material e plasmavel ao pensamento dos espiritos, é por isso que eles podem plasmar formas fluídicas com o seu perispirito.
Os espiritos inferiores, perturbadores e obsessores só não podem plasmar corpos fluídicos luminosos e radiosos, por que, isso é uma condição da elevação moral e espiritual dos Espiritos.
Resumindo, corpos fluídicos luminosos e coloridos com um perfume sutil e agradável é uma condição evolutiva dos Espiritos elevados.
Corpos fluídicos densos, grosseiros, turvos, escuros e deformados é uma condição de atraso moral dos espiritos inferiores.
O perispirito ou corpo astral sempre vai refletir as condições morais e mentais dos espiritos desencarnados.
Portanto, um médium vidente em boas condições morais pode avaliar o estado evolutivo dos espiritos desencarnados pela irradiação luminosa dos seus perispiritos.

 Os Espiritos Superiores e os Bons Espiritos possuem sempre uma LINGUAGEM pura, digna, elevada, lógica, nobre e sublime de moralidade, e seus ENSINAMENTOS visam sempre a melhoria Moral e Espiritual das pessoas.
Os Espiritos Elevados são Virtuosos em seus ensinamentos e mensagens.
Os espíritos apegados a matéria e as paixões terrenas possuem uma LINGUAGEM moralmente pesada e suja, uma linguagem vulgar, grosseira, agressiva, chula, ímpia, e eles só tratam de assuntos matérias sem alcance moral, assuntos terra a terra.
Portanto, devemos sempre analisar o teor moral e racional da LINGUAGEM dos espíritos desencarnados, e só devemos aceitar o que tiver um nível Racional elevado e uma Moral sã.

 Um Espírito Superior ou um Bom Espírito, já mais vai usar uma Linguagem moralmente pesada e suja, uma linguagem vulgar, ímpia, trivial, grosseira, ele terá certamente uma Linguagem que reflete seu estado moral evolutivo.
Porém, existe no plano astral muitos espíritos embusteiros, mentirosos e mistificadores, que procuram enganar as pessoas, eles tomam nomes falsos importantes, veneráveis e pomposos e também usam uma Linguagem  melosa, doce, meiga para poder SEDUZIR e mentir, seduzir e enganar, seduzir e iludir.
A tática é sempre tentar SEDUZIR.
É POR ISSO, QUE DEVEMOS PASSAR PELO CRIVO SEVERO DA RAZÃO E DA LÓGICA TODOS OS ENSINAMENTOS QUE VENHA DOS ESPÍRITOS DESENCARNADOS.
Só devemos aceitar o que a Razão, a lógica e sã Moral indica.
Existe os espíritos mistificadores de Corpos fluídicos.
O perispirito ou corpo astral é um corpo fluídico semimaterial que é plasmavel ao pensamento dos Espiritos, basta o Espirito pensar fortemente numa forma que seu perispirito vai plasmar fluidicamente tal forma, portanto, os espíritos desencarnados podem tomar varias formas fluídicas, eles podem conforme as suas condições psíquicas plasmar a forma  fluídica de um índio, de um militar, de um medico, de um idoso, de um jovem, de uma criança, de uma pessoa famosa um cantor um artista, portanto, muitos espíritos embusteiros podem tomar formas fluídicas falsas para enganar os médiuns videntes, são os mistificadores de corpos fluídicos do mundo espiritual.
Esse processo é chamado de IDEOPLASTIA ESPIRITUAL.
É a capacidade que certos espíritos desencarnados tem de simular uma forma fluídica falsa para enganar os médiuns videntes que são invigilantes com a sua conduta moral.
A matéria fluídica do perispirito é plasmavel ao pensamento do Espirito, o pensamento é uma força criadora muito importante, basta o Espirito se concentrar numa forma que seu corpo perispiritual vai plasmar fluidicamente tal forma.
É por isso que entrar em contato mediúnico com o plano espiritual é algo muito serio, devemos  sempre estar alertas nessas questões.

Título: Re: Da Natureza das Comunicações
Enviado por: Marden em 09 de Janeiro de 2014, 00:04
Sou trabalhador médium. Aprendi com meu orientador à epoca da minha iniciação, que combatece em mim o melidre, filho do orgulho, da vaidade. Recomendou ainda, que eu procurasse interferir o minimo possivel nas cimunicaçoes, resguardando os limites do respeito evitando atitudes e palavras de teor agressivo além dos limites suportáveis e assim me portei sempre ao longo dos anos e estou satisfeito com o resultado. Se a comunicaçao não é do médium e a correção, a censura  não cabem a ele, porque melindrar? Por outro não é correto escolher o que o médium vai escrever ou dizer. A filtragem deve ser feita após a reunião de preferencia ainda com a presença do médium. Outra coisa impotante é a participaçao dos médiuns nos grupos de estudo com a finalidade de aprimorar os seus conhecimentos e aprimorar a qualidade do serviço que presta.
Paz!